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2 alteridade v. 1 n. 2 (2018) A CONFIGURAÇÃO DA DINÂMICA PARTIDÁRIA NA MESORREGIÃO DO SUL E SUDOESTE DE MINAS GERAIS Zara Rego de Souza;Antonio Carlos Andrade Ribeiro; Eleições Municipais; Partidos Políticos; Sul de Minas Este trabalho tem por objetivo realizar uma análise descritiva da inserção dos partidos políticos na Mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas Gerais utilizando os dados sobre as eleições municipais nos anos de 2000 a 2016. Os dados analisados foram coletados do sítio do TSE, utilizando técnicas de análise quantitativa para a elaboração de tabelas e gráficos. Os achados sugerem que mesmo sendo “deixadas de lado” pelas cúpulas nacionais, conforme a literatura argumenta, as eleições municipais analisadas refletem a existência de um sistema partidário estruturado no Brasil com grandes organizações atuando em cidades pequenas. BRAGA, Maria do Socorro. Eleições e democracia no Brasil: a caminho departidos e sistema partidário institucionalizados. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, nº 4, p. 43-73, jul/dez de 2010. CARREIRÃO, Yan. Ideologia e partidos políticos: um estudo sobre coligações em Santa Catarina. Opinião Pública, Campinas, vol. 12, nº 1, p. 136-163, abril/maio, 2006. _______________. O sistema partidário brasileiro: um debate com a literatura recente. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, nº 14, p. 255-295, mai/ago de 2014. DOWNS, Anthony. A estática e a dinâmica de ideologias partidárias. In: Uma Teoria Econômica da Democracia. São Paulo: EDUSP, 1999. IBGE. 2010. Brasil em síntese. Disponível em: . Acesso em 12 de jun de 2017. KINZO, Maria D’alva. Os partidos no eleitorado: percepções públicas e laços partidários no Brasil. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, vol. 20, nº 57, fev de 2005. __________________. Partidos, eleições e democracia no Brasil pós-85. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 19, n. 54, São Paulo, fev. 2004. LIJPHART, Arend. Modelos de democracia. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira: 2003. LOPEZ, Félix Garcia. A política cotidiana dos vereadores e as relações entre executivo e legislativo em âmbito municipal: o caso do município de Araruama. Revista de Sociologia Política, Curitiba, nº22, p. 153-177, jun. 2004 MACHADO, Aline. Alianças eleitorais: casamento com prazo de validade: o caso das coligações brasileiras. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. MELO, Carlos Ranulfo. Avaliando vínculos entre partidos e deputados nas Assembleias Legislativas brasileiras. Revista Opinião Pública, Campinas, vol. 21, nº 2, ago de 2015. RIBEIRO, Pedro Floriano. Organização e poder nos partidos brasileiros: uma análise dos estatutos. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, nº 10, p. 225-265, jan/abr de 2013.
3 alteridade v. 1 n. 2 (2018) UMA OBSERVAÇÃO DOS NOVOS COMPORTAMENTOS PERANTE AS MÍDIAS SOCIAIS Samira Cristina Silva Pereira; Redes Socais; Etnografia; Comportamento Busquei analisar os novos comportamentos perante as mídias sociais. Assim, observar a relação entre vivências e as mídias sociais, consequentemente, adensar na compreensão das mídias sociais enquanto objeto de significado. De cunho metodológico qualitativo, utilizou-se aqui a técnica da observação e a revisão bibliográfica. O campo onde tal observação foi desenvolvidas e refere aos limites da UNIFAL-MG. Os resultados parciais apontaram que a nossa sociedade tem obtido transformações de hábitos e costumes devido o surgimento de novas mídias sociais. Conclui-se, que análises sobre esses comportamentos se fazem necessárias, visando compreender como esses comportamentos vem se consolidando, pois isso faz com que gere consequências na sociabilidade diária. VERMELHO, Sônia C.; VELHO, Ana Paula M.; BERTONCELLO, Valdecir. Sobre o conceito de redes sociais e seus pesquisadores. Educ. Pesqui., São Paulo, Ahead of print, abr. 2015. PORTUGAL, Silvia. Contributos para uma discussão do conceito de rede na teoria sociológica. Disponível em: . Acesso em: 24/02/2018. MIRA, José Eugenio; BODINI, Patrícia Soares Baltazar. Os Impactos Das Redes Sociais Virtuais Nas Relações de Jovens e Adultos no Ambiente Nacional. Revista da Educação. v.14; 2011. SILVA, Denise Rodrigues Nunes; FRIZZI, Fernanda Navarro; JÚNIOR, Jorge Rufino da Silva; CABESTRÉ, Sonia Aparecida; SANTOS, Thiago Roberto Gamonal dos SANTOS. Redes Sociais e Relacionamento Interpessoal – Um Estudo no Âmbito Universitário. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XVIII Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste – Bauru -SP – 03 a 05/07/2013. SIMMEL, George. A Metrópole e a Vida Mental. In: VELHO, Otávio Guilherme.1967. Rio de Janeiro.
4 alteridade v. 1 n. 2 (2018) UMA ETNOGRAFIA DA PRÁTICA DO YOGA Samira Cristina Silva Pereira; Yoga. Etnografia. Antropologia Trata da observação da prática do Yoga em Alfenas-MG. O método utilizado foi o etnográfico e revisão bibliográfica visando compreender as práticas. A partir das observações, foi constatado que a prática de Yoga no Brasil possui mais de cinco décadas de tradição e ser praticada por pessoas de diferentes faixas etárias e com diferentes ideologias, ainda é muito desconhecida pela população. As pessoas que praticam a Yoga demonstram entusiasmo em relação a prática, notando assim, uma certa frequência dos alunos. Conclui-se que as pessoas que praticam o yoga sinalizam estar mais relaxadas, possuindo uma melhor qualidade de vida. BARROS, Nelson Filice; SIEGEL, Pamela. Yoga, saúde e religião. Laboratório de Pesquisa Qualitativa em Saúde (LPQS) Depto. de Medicina Preventiva e Social/FCM/Unicamp; 2013. GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1978. NUNES, Tales da Costa Lima; Yoga: do Corpo, A Consciência; do Corpo à Consciência. O significado da Experiência Corporal em Praticantes de Yoga. Mestrado em Antropologia Social Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social Universidade Federal de Santa Catarina; 2008.
5 alteridade v. 1 n. 2 (2018) REFORMA OU REVOLUÇÃO? Rogério dos Santos Albuquerque; Socialismo; Comunismo;Revolução; Reforma; Social-democracia Entre os militantes dos movimentos sociais de esquerda, especificamente, das organizações populares na cidade de Montes Claros/MG, existe uma discussão sobre qual seria a perspectiva ideal na orientação que leva ao socialismo proposto por Karl Marx e Friedrich Engels: se tal deve estar dentro da linha do socialismo revolucionário ou pelo reformismo, neste caso, proposto pela social-democracia. Nesse sentido, faz-se necessário entender teoricamente estes conceitos e seus conseguintes pressupostos para se ter uma visão mais crítica sobrea questão. Sendo assim, fizemos da busca desta compreensão o objetivo deste trabalho, e para isso a metodologia utilizada construiu-se através da análise dos conceitos encontrados na revisão bibliográfica. Como resultado, concluímos que, as ações de governos dentro da lógica social-democrata, promoveram e promovem notáveis avanços para a classe trabalhadora e que, estas mudanças podem ser consideradas como construtoras de um processo transformador, uma vez que, na visão de mundo socialdemocrata “para realizar a „revolução social‟- expressão que, anteriormente a 1917, denotava transformações das relações sociais, mas não necessariamente uma insurreição – é suficiente seguir o caminho das reformas” (PRZEWORSKI, 1995). Porém, segundo Adam Przeworski (1985), “as reformas levariam ao socialismo se e somente se fossem (1) irreversíveis, (2) cumulativas em seus efeitos, (3) conducentes a novas reformas e (4) orientadas para o socialismo”, o que levanta outra discussão quanto às medidas adotadas pelos governos social-democratas: se dentro destas preconizações ou não. SILVA, Ranulfo Peloso da. A retomada do trabalho de base In: SILVA, Ranulfo Peloso da; SAMPAIO, Plínio de Arruda (Orgs). Trabalho de base. 6ª. ed. São Paulo: Cepis, 2001. SPINDEL, Arnaldo. O que é comunismo. 10ª ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1984. ________, Arnaldo. O que é socialismo. 24ª ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1989. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Cartas filosóficas e o manifesto comunista de 1848. São Paulo: Editora Moraes, 1987. PRZEWORSKI, Adam. Capitalismo e social-democracia. 2ª ed. São Paulo, SP: Companhia das letras, 1995.
6 alteridade v. 1 n. 2 (2018) REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO EDUCACIONAL BRASILEIRA SOB O PRISMA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS Gregor Castro Erbiste; Educação; Políticas Públicas; Obrigatoriedade Escolar Esse trabalho almeja, sob o prisma das políticas públicas, apresentar algumas reflexões sobre o tema da educação em documentos oficiais, como as Constituições Federativas, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), entre outros. Utilizou-se da revisão bibliográfica para analisar os documentos e textos sobre o assunto. Destaca-se, o texto de Horta (1998), que aborda os temas da educação como direito social da cidadania, e a obrigatoriedade, sob um caráter histórico. Os resultados apontam para a maneira como as políticas de universalização do acesso à educação impactam no ambiente escolar. HORTA, José Silveira Baia. Direito à educação e obrigatoriedade escolar. Caderno de Pesquisa. n.104 p5-34. Julho de 1998. SCHMITTER, Philippe C. Reflexões sobre o conceito de “política”. Revista de Direito Público e Ciência Política, Rio de Janeiro. Vol XIII, n° 2. Maio/Agosto de 1965.
7 alteridade v. 1 n. 2 (2018) O SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA NO BRASIL: Luana de Melo Lobato;Daniel Carlos Santos de Oliveira; Sociologia; Surgimento; Pensadores O objetivo geral busca verificar o surgimento da sociologia no Brasil, tendo como nossa principal referencial teórico Florestan Fernandes e outros autores com foco na sociologia brasileira. Pretendemos com essas reflexões delimitar no amplo e vago campo as várias facetas relacionadas a sociologia brasileira, mais especificamente os estudos de Florestan a respeito dessa ciência. Metodologicamente, essa é uma pesquisa bibliográfica, que utiliza materiais bibliográficos referentes ao tema levantados junto a fontes fidedignas voltadas à pesquisa científica e acadêmica. GIDDENS, Anthony. Sociologia/ Anthony Giddens; tradução: Ronaldo Cataldo Costa; revisão técnica: Fernando Coutinho Cotanda.- 6. Ed.- Porto Alegre: Penso 2012. IANNI, Octavio. A Sociologia de Florestan Fernandes. Estudos Avançados 10 (26), 1996. Disponível em:http://www.revistas.usp.br/eav/article/viewFile/8910/10462. Acesso em12/10/2016. MARTINS, Carlos Benedito. O que é Sociologia. 38ª ed. - São Paulo Brasiliense, 1994. FERNANDES, Florestan. A Sociologia No Brasil: contribuições para o estudo de sua formação e desenvolvimento. Petrópolis. Vozes, 1976. _____________, Florestan. A integração Do Negro Na Sociedade de Classes. 3.ª edição, São Paulo, Editora Ática, 1978.
8 alteridade v. 1 n. 2 (2018) AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO ESPAÇO DA EDUCAÇÃO BÁSICA: Zara Rego de Souza;Samira Cristina Silva Pereira;Marcelo Rodrigues Conceição; Educação; Relações Étnico-Raciais; Imaginação Sociológica. Este trabalho tem por objetivo refletir sobre as Relações Étnico-Raciais (RER) nas instituições básicas de ensino, por meio da utilização de dados e relatos de experiências obtidos em um Projeto de Extensão da UNIFAL-MG. Em um levantamento feito com 80 estudantes do ensino médio de uma escola pública, onze se autodeclararam negros, mas durante a aplicação do questionário, foi frequente o questionamento: “qual é a minha cor”? Os seis estudantes que se autodeclararam negros relataram terem sofrido racismo dentro da escola. Indaga-se sobre o impacto do debate das RER, já que os estudantes duvidam de sua própria cor e grande parte dos que se reconhecem como negros sofrem preconceito. DOMINGUES, Petrônio. Movimento negro brasileiro: alguns apontamentos históricos. Tempo, vol. 12, nº 23, pp.100-122, 2007. GOMES, Nilma Lino. Relações étnico-raciais, educação e descolonização dos currículos. Currículo sem Fronteiras, vol. 12, nº.1, pp. 98-109, jan./abr. 2012. IBGE. População chega a 205,5 milhões, com menos brancos e mais pardos e pretos. Disponível em: . Acesso em 04 de maio de 2018. MILLS, Charles Wright. A Imaginação Sociológica. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1982. ROSEMBERG, Fúlvia; BAZILLI, Chirley; SILVA, Paulo Vinícius B. Racismo em livros didáticos brasileiros e seu combate: uma revisão da literatura. Educação e Pesquisa, vol. 29, nº 1, p. 125-146, jan./jun. 2003. VERRANGIA, Douglas; SILVA, Petronilha. Cidadania, Relações étnico-raciais e educação: desafios e potencialidades do ensino de Ciências. Educação e Pesquisa, vol. 36, nº 3, p. 705-718, set./dez. 2010.
9 alteridade v. 1 n. 2 (2018) A POLÍTICA DE HABITAÇÃO SOCIAL E ADESASSISTÊNCIA AOS BENEFICIÁRIOS DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA NA CIDADE DE MONTES CLAROS – MG Jorge Farinha; Déficit habitacional; Minha Casa Minha Vida; Vulnerabilidade Social O presente artigo visa contribuir para o debate sobre a situação social dos beneficiários dos conjuntos habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), Faixa 1, na cidade de Montes Claros / MG e a atuação do poder municipal na implantação desse programa federal que visa a resolução do déficit habitacional de uma faixa de população em vulnerabilidade social. Para entender o fenômeno da vulnerabilidade social de um faixa da população urbana, recorre-se à observação do processo de urbanização do Brasil ao longo do século XX, a fim de explicar o crescimento da demanda habitacional, o crescimento desorganizado da malha urbana e, com isso, o aparecimento de uma faixa de população que vive em condições de risco. Também serão analisados dados de pesquisa realizada pelo Grupo de Estudos em Sociologia Urbana da Universidade Estadual de Montes Claros para a compreensão da situação social dos moradores dos conjuntos estudados. BRASIL, Presidência da República. Estatuto da Cidade. Lei nº10.257 de 10 de Julho de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Artigo 1º. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10257.htm. Acesso em 07 de Novembro de 2016. BRASIL, Ministérios das Cidades. Portaria nº168, Anexo IV, de 12 de Abril de 2013. Dispõe sobre as diretrizes gerais para aquisição de imóveis com recursos advindos da integralização do cotas no Fundo de Arrendamento Residencial – FAR, no âmbito do Programa Nacional de Habitação Urbana – PNHU, integrante do Programa Minha Casa, Minha Vida – PMCMV. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 15 de Abril de 2013. Seção 1. P. 104. Disponível em: http://www.cbic.org.br/sites/default/files/PORTARIA%20168%20DE%20ABRIL%202013%20-%20PMCMV.pdf. Acesso em 07 de Novembro de 2016. CARDOSO, Adauto Lucio; ARAGÃO, Thêmis Amorim. Do fim do BNH ao Programa Minha Casa Minha Vida: 25 anos de política habitacional no Brasil. In: O Programa Minha Casa Minha Vida e seus efeitos territoriais. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2013. p 17-65. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Déficit Habitacional no Brasil | 2013-2014. Belo Horizonte, FJP, 2016. MARICATO, Ermínia. A Cidade Sustentável. In: Congresso Nacional de Sindicato de Engenheiros, 9º, 2011, Porto Velho, RO. Disponível em: http://www.adital.com.br/arquivos/2012/02/pt%20a%20cidade%20sustent%C3%A1vel%20-%20erminia%20maricato.pdf. Acesso em 07 de Novembro de 2016.
10 alteridade v. 1 n. 2 (2018) SONS E SILÊNCIOS Gregor Castro Erbiste;Zara Rego de Souza; Ditadura Militar; Músicas de Protesto; Repressão No intuito de demonstrar seu descontentamento com a ditadura civil-militar no Brasil, professores, estudantes, políticos, pensadores e personalidades, utilizaram dos meios ao seu alcance para se manifestarem. O objetivo desse artigo é explicar e contextualizar o período histórico da ditadura civil-militar brasileira através da análise das músicas de protesto. Realizou-se uma revisão bibliográfica de textos que tratam do período e da análise literária das músicas de protesto. Os resultados demonstraram as letras das músicas como instrumentos importantes de análise de um período histórico em que os cantores viveram, no caso específico desse trabalho, o período da ditadura civil-militar no Brasil. BUARQUE, Chico. Cálice. Disponível em: . Acesso em 30 de jan de 2018. DOMINGUES, Daniele; PINHEIRO, Marcos; LIMA, Talita. AI-5: O Golpe dentro do Golpe. Eclética, PUC-RIO, p. 33-36, jul/dez, 2007. GROPPO, Luís Antônio. O movimento estudantil de 1968 contra a ditadura e a violência de Estado. In: NETO, Mário Daniele; STEFFENS, Marcelo Hornos; ROVAI, Marta Gouveia (org.). Narrativas sobre tempos sombrios: ditadura civil-militar no Brasil. São Paulo: Letra e Voz, 2017. JÚNIOR, Weber Abrahão. Música e ensino de história: isso dá samba? Cadernos de História, Uberlândia, 1 (1): 13-17, jan./dez., 1990. MAIA, Adriana Valério; STANKIEWICZ, Mariese Ribas. A música popular brasileira e a ditadura militar: vozes de coragem como manifestações de enfrentamento aos instrumentos de repressão. 2015. 13 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco, 2015. NAPOLITANO, Marcos. O regime militar brasileiro: 1964-1968. São Paulo: Atual, 1998. REGINA, Elis. O bêbado e a equilibrista. Disponível em: . Acesso em 30 de jan de 2018. ROLLEMBERG, Denise. Esquerdas revolucionárias e luta armada. In: FERREIRA, Jorge; NEVES, Lucília de Almeida (orgs.). O Brasil Republicano: o tempo da ditadura. Regime militar e movimentos sociais em fins do século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. ROVAI, Marta G. O. Afinal, por que lembrar? In: NETO, Mário Daniele; STEFFENS, Marcelo Hornos; ROVAI, Marta Gouveia (org.). Narrativas sobre tempos sombrios: ditadura civil-militar no Brasil. São Paulo: Letra e Voz, 2017. SAMWAYS, Daniel Trevisan. Censura à imprensa e a busca de legitimidade no regime militar. Disponível em: . Acesso em 31 de jan de 2018. STEFFENS, Marcelo Hornos. A Folha de São Paulo fala sobre o março de 1964: os editoriais do jornal à “espera” do golpe civil-militar. In: NETO, Mário Daniele; STEFFENS, Marcelo Hornos; ROVAI, Marta Gouveia (org.). Narrativas sobre tempos sombrios: ditadura civil-militar no Brasil. São Paulo: Letra e Voz, 2017. VANDRÉ, Geraldo. Pra não dizer que não falei das flores. Disponível em: . Acesso em 30 de jan de 2018.
12 alteridade v. 2 n. 1 (2016) Considerações sobre indicadores demográficos da região Nordeste do Brasil – 2000/ 2010 Ariadna Lopes Fernandes;Fernanda de Azevedo Soares;Ramyne Aparecida Leite;Rayanne Oliveira; Indicadores Demográficos, Expectativa de vida, Mortalidade infantil, Taxa de fecundidade, Envelhecimento, Região Nordeste O Brasil é um país de grande extensão territorial e de desigualdades no que se refere aos indicadores demográficos. Neste contexto, este estudo tem por objetivo apresentar indicadores demográficos da Região Nordeste de 2000 e 2010. Para tanto, fez-se pesquisa bibliográfica e análise dos indicadores: Expectativa de vida, mortalidade infantil, taxa de fecundidade e de envelhecimento, após a compilação dos dados fez-se gráficos, os resultados obtidos apontam aumento da expectativa de vida da população, a redução da taxa de mortalidade infantil, a queda da taxa de fecundidade e o aumento da taxa de envelhecimento, o que requer políticas públicas que atenda essas demandas.
13 alteridade v. 2 n. 1 (2016) Resumo do livro “a cidade do favor”: Montes Claros em meados do século XX Jamila Alves Ribeiro; Montes Claros, Coronelismo, Favor, Participação Política Este trabalho apresenta uma contribuição à historiografia, o Resumo do livro “A cidade do Favor”: Montes Claros em meados do século XX (PEREIRA, 2002), faz uma análise da região de Montes Claros no Norte de Minas Gerais na década de 50, bem como, se dava as complexas relações sociais pautadas nas práticas coronelistas e a população de Montes claros, a dicotomia entre a participação política e dependência recíproca, os favores e os compromissos como parte do processo histórico.
14 alteridade v. 2 n. 1 (2016) Considerações acerca das conotações do termo “elite” nas Ciências Sociais Lucas Tibo Saraiva; Conotações de “elite”, Status social, Gosto, Processo Civilizatório O artigo em questão visa fazer uma revisão de literatura acerca das conotações do termo elite, desde comentadores de autores clássicos na teoria das elites, como Vilfredo Pareto e Gaetano Mosca, até abordagens mais atuais que relacionam o mencionado termo com as categorias de valor e de status social, usando, para tanto, as teorias sociológicas de Pierre Bourdieu e Norbert Elias que discutem, cada um à sua maneira, a construção social de modos de vida considerados refinados.
15 alteridade v. 2 n. 1 (2016) Análise do processo desenvolvimentista na baixada média Sanfranciscana no norte de Minas Gerais Maria Clara Dourado Magalhães;Vanessa Teles de Oliveira;Juliana de Jesus Alves Silva Santos; Desenvolvimento, Comunidades Tradicionais, Desigualdade Social, Conflito socioambiental Essa pesquisa busca apresentar resultados parciais da relação existente entre a sociedade civil e os impactos provocados pelo processo desenvolvimentista, sendo o principal a desigualdade social. Tendo como foco os conflitos socioambientais dos povos e comunidades tradicionais no Norte de Minas Gerais, analisando as possíveis medidas que possibilitam reverter o atual quadro de desigualdades sofridas e visa mostrar o modo que eles estão se organizando em busca de seus direitos constitucionais.
16 alteridade v. 2 n. 1 (2016) O perspectivismo de viveiros de castro: proposta de uma nova antropologia Pedro Picelli; Perspectivismo, Alteridade, Etnografia, Viveiros de Castro O objetivo deste ensaio é propor uma reflexão sobre o pensamento do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro (1951) e, em especial, sobre a teoria do “perspectivismo ameríndio” e do “multinaturalismo”. Buscaremos, nesta exposição, debater os argumentos de Viveiros de Castro analisando as implicações que suas ideias trazem ao conjunto de teorias, técnicas e práticas do fazer antropológico. Como ferramenta analítica central da construção de nossos argumentos será analisado o texto “Perspectivismo e multinaturalismo na América Indígena”, compilado na obra A Inconstância da Alma Selvagem e Outros Ensaios de Antropologia (2002).
17 alteridade v. 2 n. 1 (2016) Reflexos das políticas sociais: o caso de uma Organização Não Governamental (ONG) Maria Santana Silva Santos; Políticas sociais, Protagonismo, Autonomia, ONG’s O desempenho de políticas sociais no âmbito das Organizações Não Governamentais (ONG’s) é a maneira pela qual, instituições sem fins lucrativos, executam ações que visam transformar a realidade de determinada população que se encontra limitada quando tratamos do acesso a padrões mínimos de sobrevivência. Nessa perspectiva o objeto de estudo deste trabalho é o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas CAA/NM. A referida ONG encontra-se submersa em uma realidade complexa de atuação, com destaque a questões de desigualdades econômicas e conflitos sociais. A principal missão do CAA/NM é a busca por protagonismo e autonomia das famílias e comunidades tradicionais localizadas nas regiões do norte de Minas Gerais. O processo de gerar autonomia e protagonismo ocorre basicamente por meio de serviços assistenciais como, por exemplo, assessorias jurídicas e até mesmo fortalecimento das iniciativas relacionadas a defesa dos direitos dos povos e comunidades tradicionais, nesse sentido, são desenvolvidas estratégias e projetos que vão de encontro às necessidades do público alvo. O presente artigo é fruto do projeto de pesquisa financiado pelo CNPq, intitulado “O Lugar das Políticas Sociais: O Nível Municipal, Articulação Interníveis e Capacidade de Inovação em Municípios Selecionados de Minas Gerais e São Paulo” e tem como objetivo apreender a capacidade do CAA/NM, enquanto ONG, de operacionalizar ações sociais de forma autônoma e inovadora. A pesquisa utiliza instrumentos da metodologia qualitativa: a pesquisa bibliográfica no intuito de proporcionar arcabouço teórico para análise; levantamento de informações por meio de visita in loco e aplicação de entrevista semiestruturada, anotações de campo na instituição em questão, bem como pesquisa documental através da leitura e interpretação de materiais disponibilizados pelo CAA/NM, com respaldo ao estatuto da organização.
18 alteridade v. 2 n. 1 (2016) Sistema político na ditadura (1964-1985): as alterações e influências na redemocratização do Brasil Pablo Henrique Rios Nascimento; Sistema político, Ditadura civil militar, Redemocratização, Brasil O presente trabalho tem como objetivo discutir o sistema político brasileiro no período da ditadura civil militar (1964-1985), analisando as alterações pelas quais passou. A metodologia utilizada foi a da revisão bibliográfica. Os resultados apresentados indicam: primeiro, que as alterações no sistema político durante a ditadura foram realizadas para que os militares se mantivessem no poder; e segundo, essas alterações influenciaram na transição para democracia. Entendendo que o foco do presente artigo é analisar o sistema eleitoral e partidário na época da ditadura, procuramos, antes de entrar no assunto em si, trazer mais informações sobre a relação entre os militares e a democracia.
19 alteridade v. 2 n. 1 (2016) A imprensa nascente do norte de minas e a construção de civilidade e memória para o povo - breve análise do jornal “O Correio Do Norte” José Vinícius Peres Silva; Imprensa, Civilização, Modernidade, Memórias O presente trabalho é uma reflexão do processo comunicativo e de informação acerca do primeiro Jornal da região do Norte de Minas Gerais, no final do século XIX. Para isto, analisei a partir de um embate entre as memórias produzidas e instituídas deste jornal com as realidades vividas pelo povo deste período. A partir dito utilizei os códigos de postura e as matérias voltadas para a população.
20 alteridade v. 2 n. 1 (2016) Trabalho feminino ou trabalho masculino? Uma Análise da inserção de mulheres em ocupações consideradas masculinas na cidade de Montes Claros/MG Katiellen Souza Silva;Maria da Luz Alves Ferreira; Relações de gênero, Trabalho feminino, Montes Claros Este estudo apresenta uma análise teórica sobre a origem dos estudos de gênero, comparando o caso norte americano, com o Brasil. Tem como objetivo, entender as transformações no âmbito do trabalho, a partir da diferenciação das atividades exercidas por homens e por mulheres. A partir de pesquisa realizada na cidade de Montes Claros/MG, a análise dos dados aponta que as mulheres vêm se inserindo nessas ocupações que antes eram consideradas masculinas. Entretanto, elas continuam segregadas nos postos de trabalho.
21 alteridade v. 2 n. 1 (2016) O mito do caburé e do gavião e a regra da diferença Tomás Gomes Cardoso;Fabiano José Alves de Souza; Pataxó, Cosmologia, Caburé, Gavião O artigo apresenta e dialoga com o mito do Caburé e do Gavião, pertencente ao povo indígena Pataxó, buscando compreender, em especial, o que o presente mito elucida sobre a relação entre o Povo Pataxó e seus outros, bem como o que ele diz a respeito da natureza do índio e do branco. Para alcançar este fim, faz-se uso de noções teóricas e metodológicas sobre pensamento mítico, cosmologia e organização social.
22 alteridade 2011: Edição Completa - RA (2011) Edição Completa - RA (2011) Revista Alteridade; Edição Completa
23 alteridade 2011: Edição Completa - RA (2011) UMA REFLEXÃO ACERCA DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA E EMANCIPAÇÃO HUMANA Samira Cristina Silva Pereira;Francisco José Xarão; Emancipação política; Emancipação humana; Marx Refere-se a uma releitura da obra Sobre a Questão Judaíca, explorar o conceito de emancipação política conforme Karl Marx, que diz respeito a redução do homem, de um lado membro da sociedade, indivíduo que é egoísta e independente e de outro lado, cidadão e pessoa moral. Apesar de ser um conceito obscuro dentro da obra de Marx, entendemos emancipação humana como maneira de socialização que os homens possam ser efetivamente livres, mas para conseguir alcançar tal liberdade é necessário a erradicação do capital. Concluímos que os limites da emancipação política são insuficiência perante a emancipação humana que não é possível de ser concretizada. CHASIN, José. Democracia Política e Emancipação Humana. n. 15, Ano VIII, ago./2012 – Publicação semestral – ISSN 1981-061X MARX, Karl. Sobre a Questão Judaica. São Paulo: Boitempo, 2010. SOUZA, Osmar Martins de Souza; DOMINGUES Analéia. Emancipação Política e Emancipação Humana em Marx: Alguns Apontamentos. Revista Eletrônica Arma da Crítica; Número 4. dezembro de 2012. TONET, Ivo. Cidadania ou Emancipação Humana. 2005. Disponível em: Acessado 07/11/2016 às 16:00.
229 araticum v. 2 n. 2 (2010): Revista Araticum AUTRAN DOURADO: ESTIGMA E IDENTIDADE EM “HISTÓRIA NATURAL” Stella Montalvão; Autran Dourado, estigmatização, auto-representação, Literatura Contemporânea O foco da análise do conto “História Natural”, escrito por Autran Dourado, é a forma como o autor constrói o foco narrativo e o protagonista, no sentido de fazer emergir os mecanismos de construção da auto-representação e da estigmatização. Como aporte teórico, utilizou-se, na análise, conceitos de Erving Goffman e Stuart Hall, referentes às representações sociais, à identidade e à estigmatização. BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. Tradução de Maria Helena Kühner. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. DOURADO, Autran. História natural. In: Solidão, solitude. Rio de Janeiro: Record, 1983. p. 91-101. DOURADO, Autran. Os sinos da agonia, romance pós-moderno. In: Conferências, 1992, Sorbonne, França. Disponível em: . Acesso em: 10 set. 2009. GOFFMAN, Erving. Estigma. 4. ed. Tradução de Márcia Bandeira de Mello Leite Nunes. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988. HALL, Stuart. Quem precisa de identidade? In: SILVA, Tomas Tadeu da (Org.). Identidade e diferença. Petrópolis: Vozes, 2000. p. 103-133. HOHLFELDT, Antonio. O conto brasileiro contemporâneo. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1981. LUCAS, Fabio. O caráter social da ficção do Brasil. São Paulo: Ática, 1987.
26 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais A FABRICAÇÃO DA LITERATURA SURDA: DO TEATRO AO MEIO ACADÊMICO Carlos Antônio Fontenele Mourão; Literatura Surda; Letras/Libras; fabricação; cotidiano Teorizar a produção artística em Libras que se identifica hoje por Literatura Surda é tarefa tanto árdua quanto necessária na universidade brasileira, que em menos de 20 anos assistiu um tanto distante ao escalonamento da área de Libras dentro dos cursos de Letras. Nesse sentido, é que nos propomos a descrever a fabricação da Literatura Surda no contexto múltiplo que nos leva: das experiências literárias e performáticas, nascidas em torno do National Theatre of the Deaf (NTD) a seu potencial de influência nos primeiros encontros literários das comunidades surdas brasileiras até chegarmos à estruturação do currículo da área de Literatura Surda na graduação em Letras/Libras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). CERTEAU, Michel de. (1990), L’invention Du quotidien.2. édition, Paris, Gallimard. KARNOPP, L. B.; ROSA, Fabiano.Adão e Eva. Canoas: Editora da ULBRA, 2005.28p. _________. Patinho Surdo. Canoas: Editora da ULBRA, 2005. 32p. KLIMA, E. S; BELLUGI, U.The signs of language. Cambridge: Harvard University Press, 1979. MARCEAU, Marcel. Entrevista concedida a V. Herman. UniversityWiscosin, Madison, EUA, 14 de fevereiro de 1978. Disponível em: http://bernardbragg.com/homages/homage-7/. Acesso em: 08/12/2018. MOURÃO, Carlos A. F. Literatura Surda: um currículo em Fabricação. Tese. Recife, 2019. Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco. 267 p. MOURÃO, Cláudio. Literatura Surda: Produções culturais de surdos em língua de sinais. Dissertação. Porto Alegre, 2011. Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 132 p. ________. Literatura Surda: experiência das mãos literárias. Tese. Porto Alegre, 2016. Programa de Pós-graduação em educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 285 p. SILVEIRA, C. Hessel; KARNOPP, L.B.; ROSA, Fabiano. Cinderela Surda. Canoas: Editora da ULBRA, 2003. 36p. ________.Rapunzel Surda. Canoas: Editora da ULBRA. 2003. 36p.
27 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais A IMAGEM ILUSTRATIVA DO TEXTO LITERÁRIO NO LIVRO DIDÁTICO ADAPTADO EM LIBRAS: ANÁLISE DA APROPRIAÇÃO DO ALUNO SURDO Dayse Garcia Miranda; Livro didático adaptado; Libras; Língua Portuguesa; segunda língua. O artigo analisa a aplicação, a um aluno surdo, de uma unidade de livro didático de Língua Portuguesa adaptado em Libras cujas questões norteiam o ensino e a aprendizagem do português como segunda língua e discute a imagem ilustrativa como recurso de linguagem auxiliar para a compreensão do texto literário, bem como suas diversas possibilidades de leitura e apreensão de significado. Pela pesquisa de metodologia de cunho etnográfico, identificam-se entraves durante as atividades, como a ausência de alinhamento do significado da imagem com o texto literário e o pouco acesso à compreensão da leitura por meio da Libras. Conclui que o livro didático adaptado em Libras não promoveu condições ideais para a criança surda aprender o português como segunda língua. JOLY, Martine. Introdução à Análise de Imagem. Lisboa, Ed.70, 2006. KRESS, Gunther; VAN LEEUWEN, Theo. Reading images: the grammar of visual design. New York: Routledge, 2006. KUNTZE, Marlon; GOLOS, Debbie; ENNS, Charlotte. “Rethinking Literacy: Broadening Opportunities for Visual Learners”. In: Sign Language Studies, v. 14, nº 2, 2014. p. 203–224. LEBEDEFF, Tatiana Bolívar. “Aprendendo a ler ‘com outros olhos’: relatos de oficinas de letramento visual com professores surdos”. Cadernos de Educação | FaE/PPGE/UFPel | Pelotas [36]: 175 - 195, maio/agosto 2010. LEFFA, Vilson José. “Como produzir materiais para o ensino de línguas”. In: LEFFA, Vilson José. Produção de materiais de ensino: prática e teoria. Pelotas: Educat, 2ª ed. v. 1, 2008. MIRANDA, Dayse Garcia. “A multimodalidade no ensino de língua portuguesa como segunda língua para surdos: análise do uso do livro didático adaptado em Libras”. Tese de Doutorado. Posling. CEFET-MG, Belo Horizonte, 2019 PLAZA-PUST, Carolina. “Deaf education and bilingualism”.In: PFAU, Roland; STEINBACH, Markus; WOLL, Bencie. (Eds.). Sign Language: An International Handbook. Berlin: De Gruyter Mouton, 2012. p. 949–979 PORTUGUÊS. São Paulo: Editora Moderna, 2005. 1ª ed. 4 volumes. Coleção Pitanguá. QUADROS, Ronice Muller de. Libras. São Paulo: Parábola Editorial, 2019. SELVATICI Vera Lúcia de Carvalho Grade. “Gêneros e Letramento Visual: uma proposta para o uso de imagens em atividades de escrita em ILE”. In. Gêneros discursivos e multimodalidade: desafios, reflexões e proposta do ensino de Inglês. HEMAIS, Barbara Jane Wilcox. (Org.) Campinas: Ed. Pontes, 2015. SILVA, Giselli Maria, GUIMARÃES, Angélica Beatriz Castro. “Materiais didáticos para o ensino de português como segunda língua para surdos: uma proposta para o nível básico”. In: GONÇALVES, L. (Org.) Português como língua estrangeira, de herança materna: abordagens, contextos e práticas. New Jersey: AOTP/Boavista Press, 2016. p. 79–96 SILVA, Giselli Maria da. “Transitando entre a Libras e o Português na sala de Aula: em busca de estratégias visuais de ensino da leitura”. In: Revista X, Curitiba, v. 13, n. 1, 2018. p. 206–229. SILVA, Renato Caixeta da. “O livro didático de Inglês como um gênero discursivo multimodal promotor de letramentos múltiplos”. In: HEMAIS, Barbara Jane Wilcox. (Org.) Gêneros discursivos e multimodalidades: desafios, reflexões e propostas no ensino de Inglês. Campinas: Editora Pontes, 2015. SILVA, Renato Caixeta da. “Contribuições da visão sociossemiótica da linguagem e da multimodalidade com apoio à educação linguística de surdos”. In: MIRANDA, Dayse Garcia e FREITAS, Luciana (Org.) Educação para Surdos: possibilidades e desafios. Belo Horizonte: Mazza Edições, Coleção Pensar a Educação, 2019. p. 61–74.
28 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais MARIA-NOVA CONTRA O FASCISMO: A CONSTRUÇÃO DA LIBERDADE EM BECOS DA MEMÓRIA, DE CONCEIÇÃO EVARISTO Henrique Marques Samyn; Becos da Memória; Conceição Evaristo; fascismo; literatura afro-brasileira; literatura negro-brasileira O artigo parte da primeira obra escrita por Conceição Evaristo, Becos da Memória, para analisar a trajetória de Maria-Nova como agente de resistência em meio ao desfavelamento, percebido enquanto prática fascista. A relação de empatia que Maria-Nova constrói com as pessoas que a cercam fundamenta uma reação antifascista cujo fundamento é a afetividade, o que possibilita a construção da liberdade a partir da esperança. EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Rio de Janeiro: Pallas, 2017a. ______. Becos da Memória. 3a ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2017b. FONSECA, Maria Nazareth Soares. Posfácio: costurando uma colcha de memórias. In: EVARISTO, Conceição. Becos da Memória. 3a.ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2017. FOUCAULT, Michel. Introdução à vida não-fascista. In: DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Anti-Oedipus: Capitalism and Schizophrenia. New York: Viking Press, 1977. ______. Anti-retro.In: ______. Estética: literatura e pintura, música e cinema. Ditos e escritos, III. 2a ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2009 [1974]. GLARE, P. G. W. (ed.). Oxford Latin Dictionary. 2a. ed. Oxford: Oxford University Press, 2012. MBEMBE, Achille. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. São Paulo: n-1 edições, 2018. OLIVEIRA, Luiz Henrique Silva de. O romance afro-brasileiro de corte autoficcional: “escrevivências” em Becos da Memória. In: DUARTE, Constância Lima; CÔRTES, Cristiane; PEREIRA, Maria do Rosário A. (org.) Escrevivências: identidade, gênero e violência na obra de Conceição Evaristo. 2a ed. Belo Horizonte: Idea, 2018. SAMYN, Henrique Marques. Por uma revolução antirracista: síntese histórica e trajetória ideológica do Partido Pantera Negra. In: ______ (org.). Por uma revolução antirracista: uma antologia de textos dos Panteras Negras (1968-1971). Rio de Janeiro: edição do autor, 2018.
29 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais ANÁLISE DE DISCURSO E ENSINO DE LITERATURA BRASILEIRA COM SUJEITOS SURDOS ENTRE-LÍNGUAS: DIZERES SOBRE O RACISMO E SUJEITO NO BRASIL DO SÉCULO XIX E SUA INSISTÊNCIA NO XXI Lívia Letícia Belmiro Buscácio; Análise de discurso; Literatura; Educação; Surdo; LIBRAS Com base na Análise de discurso (PÊCHEUX, 2008, 2009, 2011; ORLANDI, 1984, 2002), relato procedimentos metodológicos de uma prática realizada na disciplina de literatura com aprendizes surdos no Ensino Médio do CAP-INES. Ao abordar o período considerado como Realismo/ Naturalismo no Brasil, trabalhamos com o discurso sobre o racismo na formação do Brasil-nação no século XIX e seus efeitos até hoje, analisando diferentes materiais, como O mulato (1881), de Aluísio de Azevedo, a pintura A redenção de Cam (1895), de Modesto Brocos; além de materiais de arquivo coletados em sites institucionais e redes sociais. O trabalho resultou na assunção de um lugar de leitor pelos aprendizes surdos, possibilitando que gestos de leitura sobre a temática fossem relacionados ao próprio lugar de sujeito na experiência com o discurso. AZEVEDO, Aluísio. O mulato. Rio de Janeiro: Martin Claret, 2003 [1881]. BAALBAKI, A. C. F.; CALDAS, Beatriz. Como a língua portuguesa se organiza em um espaço de enunciação ampliado. In: Angela Baalbaki; Beatriz Caldas. (Org.). Instrumentos linguísticos: usos e atualizações. 1ed. Araruama: Editora Cartolina, 2014, v. 1, p. 75-102. BARTHES, Roland. Aula. São Paulo: Cultrix, 2005 BUSCÁCIO, Lívia Letícia Belmiro. Mário de Andrade, um arquivo de saberes sobre a língua do/no Brasil. (Tese de doutorado). Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem do Instituto de Letras da UFF. Niterói, 2014. CAMPELLO, Ana Regina de Sousa. Aspectos da visualidade na educação de surdos. Tese de doutorado. Programa de Pós-Graduação de Educação da Universidade Federal de Santa Catarina. 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30 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais TRADUÇÕES COMENTADAS DE POESIAS EM E TRADUZIDAS PARA LÍNGUAS DE SINAIS: UM MÉTODO DE PESQUISA EM CONSOLIDAÇÃO Neiva Aquino Albres; Tradução comentada; contexto acadêmico; Literatura em Sinais; tradução especializada; metodologia em tradução. O presente artigo se propõe a contribuir com uma espécie de descrição e explicação da práxis de pesquisa em tradução, ou seja, dos modos de construir uma tradução comentada – método profícuo nos Estudos da Tradução. Pautados na análise dialógica do discurso de Bakhtin e do círculo (2010, 2016), utilizamos a pesquisa bibliográfica exploratória e análise qualitativa. Para tanto, selecionamos artigos científicos de traduções comentadas de poesias em e traduzidas para línguas de sinais no intuito de descrevê-los, analisá-los e compará-los. Elencamos as orientações metodológicas descritas pelos pesquisadores e propomos, ao final, um plano para a construção de traduções comentadas que envolvam obras em línguas de sinais, considerando a materialização do texto de partida ou de chegada em vídeo e as múltiplas semioses que permeiam a língua de sinais e a escrita acadêmica atualmente. ÁLVAREZ, Ana María García. Evaluating Students Translation Process in Specialised Translation: Translation Commentary. The Journal of Specialised Translation - JoSTranss. Table of Contents: Issue 07 - January 2007. Disponível em: . Acesso em: 21 jul 2019. BAKHTIN, M. O problema do conteúdo, do material e da forma na criação literária. In: BAKHTIN, M. Questões de literatura e de estética: A teoria do romance. Trad. Aurora Fornoni Bernardini et al. 6. ed. São Paulo: HUCITEC, 2010, p.13-57. BAKHTIN, M. M. Para uma filosofia do ato responsável. Tradução de Valdemir Miotello e Carlos Faraco. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010b [1920-24]. _______. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. Trad. Paulo Bezerra. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p.261-306. BASSNETT, S. Estudos de Tradução. Fundamentos de uma disciplina. Tradução de Viviana de Pádua Figueiredo. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2003, p. 64-71. CAMPOS, Haroldo. Da tradução como criação e como crítica. In: CAMPOS, Haroldo. Metalinguagem e outras metas. 4.ed. São Paulo: Perspectiva, 2010. p.31-48. COSTA, Walter Carlos. Novos experimentos em tradução comentada – Prólogo. In: DURÃO, Adja Balbino de Amorim Barbieri; DURÃO, Aylton Barbieri (orgs). De Horizonte a Horizonte: traduções comentadas. Florianópolis: Insular, 2017. pp 11-15. DURÃO, Adja Balbino de Amorim Barbieri; DURÃO, Aylton Barbieri (orgs). De Horizonte a Horizonte: traduções comentadas. Florianópolis: Insular, 2017. FREITAS, Luana Ferreira de; TORRES, Marie Hélène Catherine; COSTA, Walter Carlos (orgs). 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Por que e como pesquisar a tradução comentada? In: FREITAS, Luana Ferreira de; TORRES, Marie Hélène Catherine; COSTA, Walter Carlos (orgs). Literatura traduzida: tradução comentada e comentários da tradução. Fortaleza: Substânsia, 2017. p. 15-35. (TransLetras; v. 2) Disponível em: . Acesso em: 21 jul 2019. WILLIANS, Jenny; CHESTERMAN, Andrew.The Map: a beginner’s guide to doing research in Translation Studies. Manchester: St. Jerome Publishing, 2002. VASCONCELLOS, Maria Lúcia. Tradução e Interpretação de Língua de Sinais (TILS) na Pós-Graduação: a afiliação ao campo disciplinar “Estudos da Tradução”. Cadernos de Tradução, Florianópolis, v. 2, n. 26, p. 119-143, out. 2010. Disponível em: . Acesso em: 15 jan. 2020. ZAVAGLIA, Adriana; RENARD, Carla M. C.; JANCZUR, Christine. A tradução comentada em contexto acadêmico: reflexões iniciais e exemplos de um gênero textual em construção. Aletria: Revista de Estudos de Literatura, [S.l.], v. 25, n. 2, p. 331-352, dez. 2015. Disponível em: . Acesso em: 07 set. 2019. WEININGER, Markus J. et al. Quando múltiplos olhares geram diferentes experiências de tradução ao português de um poema em libras: o caso de “Homenagem Santa Maria” de Godinho (2013). Anais do IV Congresso Nacional de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Libras e Língua Portuguesa, UFSC, Florianópolis-SC, 2014. Disponível em:. Acesso em: 14 jan. 2019.
31 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais NOTAS SOBRE NARRATIVAS AUTOBIOGRÁFICAS DE AUTORES SURDOS Paulo Roberto Tonani do Patrocínio; Surdos; Autorrepresentação; Autobiografias; Diferença; Deficiência O presente artigo analisa narrativas de natureza autobiográfica publicadas em língua portuguesa assinadas por autores surdos brasileiros com o objetivo de investigar os modos de autorrepresentação da diferença surda, colocando em foco a heterogeneidade de tal experiência. O referencial teórico adotado para dar materialidade ao objetivo traçado dialoga com pesquisas sobre narrativas autobiográficas e outras formas de escrita de si, além das contribuições de pesquisadores vinculados ao campo dos Estudos Culturais e em especial dos Estudos Surdos. ANDREIS-WITKOSKI, Sílvia; SANTOS, Rosani Suzin. Ser surda: história de uma vida para muitas vidas. Curitiba: Juruá Editora, 2013. ARFUCH, Leonor. O espaço biográfico. Dilemas da subjetividade contemporânea. Tradução de Paloma Vidal. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2010. COSTA, Brenda. Bela do silêncio (com a colaboração de Judith Carraz). Tradução Mariana Echalar. São Paulo: Martins, 2008. DORZIAT, Ana. O outro da educação: pensando a surdez com base nos temas identidade/diferença, currículo e inclusão. Petrópolis: Vozes, 2009. GILBERT, Ana Cristina Bohrer. Vértice do impensável: um estudo de narrativas em síndrome de Down. Rio de Janeiro: Editora da FIOCRUZ, 2012. Coleção Criança, Mulher e Sociedade. KARNOPP, Lodenir; KLEIN, Madalena; LUNARDI-LAZZARIN, Márcia Lise. Cultura surda na contemporaneidade: negociações, intercorrências e provocações. Canoas: Editora ULBRA, 2011. LOPES, Maura Corcini. Surdez & educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. 2ª Edição revista e ampliada. LUNARDI-LAZZARIN, Márcia Lise. “Os discursos da diferença no contexto das políticas de inclusão: a normalidade no detalhe”. In: TREVISAN, Amarildo Luiz; TOMAZETTI, Elisete M.; ROSSATO, Noeli Dutra (Orgs). Diferença, cultura e educação. Porto Alegre: Sulina, 2010. LUZ, Renato Dente. Cenas surdas: os surdos terão seu lugar no coração do mundo? São Paulo: Parábola, 2013 MARINHO, Thaici Lopes. Privação de Língua: uma análise a partir de narrativas Surdas, aquisição e importância da Língua de Sinais. 2019. 21 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Instituto Nacional de Educação de Surdos - INES, Rio de Janeiro, 2009 (mimeo). MARTINS, Bruno Sena e FONTES, Fernando. Deficiência e emancipação social: Para uma crise da normalidade. Coimbra: Almedina/CES, 2016. PENNA, João Camillo. “Este corpo, esta dor, esta fome: notas sobre o testemunho hispano-americano”. In: SELIGMANN-SILVA, Márcio. História, memória, literatura: O testemunho na Era das Catástrofes. Campinas: Editora da Unicamp, 2003. PERLIN, Gladis T. T.. “Identidades surdas”. In: SKLIAR, Carlos (Org.). A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Editora Mediação, 2013, 6ª Edição, pp.51-73. _______. “As Identidades Surdas”. Revista da FENEIS, Ano IV, n. 14 abr./jun. de 2002. _______. O ser e estar sendo surdos: alteridade, diferença e identidade. 2003. 156 f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003. SACKS, Oliver. Vendo vozes: uma narrativa ao mundo dos surdos. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. SILVA, Tomaz Tadeu da. “A política e a epistemologia do corpo normalizado”. In: Espaço: informativo técnico-científico do INES. nº 8 (agosto-dezembro-1997) – Rio de Janeiro: INES, 1997. SILVA, César Augusto de Assis. Cultura surda: agentes religiosos e a construção de uma identidade. São Paulo: Terceiro nome, 2012. SILVEIRA, Rosa Hessel et all. A diferença na literatura infantil: narrativas e leituras. São Paulo: Editora Moderna, 2012. STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis: Editora da UFSC, 2008. SKLIAR, Carlos (Org.). A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Editora Mediação, 2013, 6ª Edição. SKLIAR, Carlos. “A invenção e a exclusão da alteridade “deficiente” a partir dos significados da normalidade”. In: Educação e Realidade. Porto Alegre, v. 24, n.º 2, jul./dez., 1999, p. 15-32. STRNADOVÁ, Vera. Como é ser surdo. Tradução de Daniela Richter Teixeira. Petrópolis: Babel Editora, 2000. VERGAMINI, Sabine Antonialli Arena (Org.). Mãos fazendo história. Petrópolis: Editora Arara Azul, 2003. V I L H A L V A, Shilhey. Despertar do silêncio. Petropolis: Editora Arara Azul, s/d, WITT, Patrícia Rodrigues. Surdez: silêncio em voo de borboleta. Porto Alegre: Editora Movimento, 2013.
32 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais ENSAIOS SOBRE EÇA DE QUEIRÓS NO JORNAL DE LETRAS, ARTES E IDEIAS Cristiane Navarrete Tolomei; Eça de Queirós. Jornal de Letras, Artes e Ideias. História e Crítica Literária. Fontes Primárias. Periódicos. Trata o presente texto de resultado de pesquisa que reuniu os ensaios publicados sobre o autor português Eça de Queirós no Jornal de Letras, Artes e Ideias _JL_, de Lisboa, de 1981 a 2013. Após visitas realizadas à Sala de Materiais Especiais, da Biblioteca Florestan Fernandes, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Universidade de São Paulo, encontramos, no recorte temporal escolhido, 33 ensaios acerca do nosso objeto de estudo. Assim, trazemos para este artigo, de forma inédita, a catalogação e análise de quatro ensaios, como amostragem do material, verificando as diretrizes críticas e teóricas utilizados pelos autores das publicações, além de observar como os textos jornalísticos convergiram e/ou divergiram com as críticas queirosianas basilares e referenciais. CANDIDO, Antonio. Eça de Queirós: entre o campo e a cidade. In: ______. Tese e antítese. 4. ed. São Paulo: T. A. Queiroz, 2000, p. 29-56. GUERRA DA CAL, Ernesto. Língua e estilo de Eça de Queiroz. 8. ed. São Paulo: EDUSP/ Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1969. ______. Lengua y estilo de Eça de Queiroz. Apéndice. Bibliografía Queirociana Sistemática y Anotada e Iconografía Artística del Hombre y la Obra. Acta Universitatis Conimbrigensis, 1975. LINS, Álvaro. História literária de Eça de Queiroz. Rio de Janeiro: José Olympio, 1939. RIVERA, Jorge B. El periodismo cultural. Buenos Aires: Paidós, 2003. TOLOMEI, Cristiane Navarrete. A recepção de Eça de Queirós no Brasil: leituras do século XX. São Paulo: Scortecci, 2014.
33 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais MIGRAÇÕES POLÍTICAS NAS NARRATIVAS DE MILTON HATOUM E GODOFREDO DE OLIVEIRA NETO José Luís Jobim; Milton Hatoum; Godofredo de Oliveira Neto; migrações políticas Neste nosso trabalho, pretendemos enfocar dois autores brasileiros que trataram da questão das migrações políticas: Milton Hatoum e Godofredo de Oliveira Neto. Como veremos, Hatoum, principalmente em seus romances amazônicos, enfocou a vida de imigrantes árabes na Amazônia, e recentemente aponta, em A noite da espera, primeiro romance de sua mais recente trilogia, para a questão da migração por razões políticas, de que já havia tratado em um conto publicado anteriormente. A migração por razões políticas é também o tema do outro romance de que trataremos aqui, Amores exilados, de Godofredo de Oliveira Neto. BRASIL, Ubiratan. Milton Hatoum volta ao romance e à ditadura militar em A Noite da Espera. O Estado de S. Paulo. 2007,https://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,milton-hatoum-volta-ao-romance-e-a-ditadura-militar-em-a-noite-da- -espera, 70002053145. Acessado em 20/02/2020. ETTE, Otmar. TransArea; a Literary History of Globalization. New York: De Gruyter, 2016. GONÇALVES FILHO, Antônio. O Evangelho de Hatoum. Valor, 28/7/2000. http://www.miltonhatoum.com.br/sobre-autor/o-evangelho-de-hatoum-por-antonio-goncalves-filho-valor-28-de-julho-de-2000. Acessado em 20/02/2020. HASSAN, Wail. A geopolítica e os paradigmas da literatura comparada americana. Revista Brasileira de Literatura Comparada, v. 20, n. 35, 2018. Disponível em: http://revista.abralic.org.br/index.php/revista/article/view/491/512.Acessado em: 5/12/2010 HATOUM, Milton. A noite da espera. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. _______. Órfãos do Eldorado. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. _______. Dois irmãos. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. _______.Cinzas do norte. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. _____. Bárbara no inverno. In: _____. A cidade ilhada. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 63-72. HENRIQUE BASTOS, Jorge. Milton Hatoum lança livro cujo pano de fundo é a repressão militar. Folha de S. Paulo, 21/10/2017. http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/10/1928748-escritor-amazonense-lanca-obra-cujo-pano-de-fundo-e-a-repressao-militar.shtml. Acessado em 20/02/2020. OLIVEIRA NETO, Godofredo de. Amores exilados. Rio de Janeiro: Record, 2011.
34 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais CONHECIMENTO E MEDO: FAUSTO A CAMINHO DA DANAÇÃO Ludmila Fonseca; conhecimento, medo, Luteranismo, Fausto. A Historia von D. Johann Fausten, de 1587, primeira versão impressa da famosa narrativa sobre a vida de Fausto, é uma obra alemã de cunho luterano que objetiva construir um exemplo negativo: o bom cristão, leitor do romance, deve entender as consequências da arrogância e da leviandade diante de Deus. O protagonista, Fausto, buscando conhecimento proibido ao homem, faz um pacto com o demônio, o que o condena à eterna danação no inferno. As formas e consequências do saber são questões centrais do romance e objeto de análise deste artigo, que busca responder qual conhecimento é almejado e realmente alcançado por Fausto e quais são as consequências do pacto. O principal resultado da busca por saber é um protagonista dominado pelo medo, incapaz, por isso, de retornar à misericórdia divina, mesmo após arrepender-se. AUTERI, Laura. Lempia de vianza: lorigine del mito di Faust nel Historia del 1587. In: Cultura Tedesca 7 (1997): 7-23. BÄHR, Andreas. Furcht und Furchtlosigkeit. Göttliche Gewalt und Selbstkonstitution im 17. Jh. Göttingen: V&R, 2013. BÖHME, Hartmut. Himmel und Hölle als Gefühlräume. In: BENTHIEN, Claudia; FLEIG, Anne; KASTEN, Ingrid. (Org.) Emotionalität: Zur Geschichte der Gefühle. Köln: Böhlau, 2000, p. 60-80 EPICURO. Carta sobre a felicidade: A Meneceu. Tradução e apresentação de Álvaro LORENCINI e Enzo Del CARRATORE. São Paulo: UNESP, 2002. FONSECA, Ludmila. Furcht als Emotion des Antihelden: Der ängstliche Faust auf dem Weg zur Verdammnis. (Dissertação). Universidade do Porto, 2014. Disponível em https://hdl.handle.net/10216/89088. HEESEN, Kerstin te. Das Illustrierte Flugblatt als Wissensmedium der Frühen Neuzeit (Tese). Bochum, 2009. Historia von D. Johann Fausten (1587). Editada por FÜSSEL, Stephan; KREUTZER, Hans Joachim. Frankfurt a.M.: Reclam, 2012. KLIBANSKY, Raymond; PANOFSKY, Erwin; SAXL, Fritz. Saturn und Melancholie. Studien zur Geschichte der Naturphilosophie und Medizin, der Religion und der Kunst: Frankfurt a.M.: Suhrkamp, 1992. LUTHER, Martin. Biblia: Das ist: Die ganze Heilige Schrifft / Deutsch / Auffs new zugericht. Passau, Berlin: Rogner & Bernhard, 1972, 1973. Mariechen von Nymwegen.In:CORDAN, Wolfgang. (Org.) Jedermann, Lanselot und Sanderein, Marienchen von Nymwegen (1517). Düsseldorf; Köln: Eugen Diederichs, 1944, p. 77-125. MÜLLER, Maria E. Der andere Faust: Melancholie und Individualität in der Historia von D. Johann Fausten. In: DVjs 60 (1986): 572-608. MÜNKLER, Marina. Narrative Ambiguität: Die Faustbücher des 16. bis 18. Jahrhunderts. Göttingen: V&R, 2011. SCHILLING, Michael. Curiositas, Literatur und Buchmarkt in der Frühen Neuzeit. In: DÜLLO, Thomas; STANDKE, Jan. (Org.) Theorie und Praxis der Kulturwissenschaften. Berlin: Logos, 2008, p. 130-146.
35 araticum v. 21 n. 01 (2020): Literatura Surda e Outras Literaturas Marginais ENTREVISTA COM A ESCRITORA SURDA SHIRLEY VILHALVA Shirley Vilhalva; Shirley Vilhalva, nascida em Campo Grande, estado de Mato Grosso do Sul, no ano de 1964, pedagoga, professora da Universidade Federal do mato Grosso do Sul – UFMS. Escritora e poeta surda, tem contribuído com a Comunidade Surda a partir do desenvolvimento de diversos projetos de pesquisa e de divulgação da Cultura Surda. Estreia na Literatura com a publicação do livro Despertar do Silêncio, no ano de 2004, de cunho autobiográfico, suscita profundas reflexões acerca dos desafios e conquistas das pessoas surdas no Brasil, não deixando de proporcionar momentos de verdadeira fruição e deleite.
60 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum CORPO E PODER: AFETOS CONTEMPORÂNEOS NA ARTE DE VIVIAN CACCURI Alessandra Paula Rech; Vivian Caccuri, arte, literatura, corpo, poder Colocando em evidência as contradições em torno de uma figura santificada pelo catolicismo, a instalação Oratório, da artista Vivian Caccuri, mescla ao trabalho de remix do cântico ambrosiano, fotografia e textos inscritos nas paredes do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A partir da análise desses textos, sob o impacto das interferências sensoriais provocadas pela artista, o presente artigo dialoga com a concepção de circuito de afetos, desenvolvida pelo filósofo Vladimir Safatle, buscando entender questões de corpo e poder evidenciadas pela obra na aparentemente paradoxal relação entre tempos tão distintos quanto o século IV e o presente. Friedrich Nietzsche, Judith Butler e Florencia Garramuño integram o referencial teórico transdisciplinar. AZEVEDO, Carlito. Margens/Margenes. In: Monodrama. Rio de Janeiro: 7Letras, 2009. BUTLER, Judith. A vida psíquica do poder. Teorias da sujeição. Tradução: Rogério Bettoni. Autêntica. Livro digital. _____________. Relatar a si mesmo. Crítica da violência ética. Tradução: Rogério Bettoni. Autêntica. Livro digital. CACCURI, Vivian. 2018. Disponível em VivianCaccuri.net/bio. Acesso em 18 de outubro de 2018. _____________. 2018b. Oratório. MAM, Rio de Janeiro. _____________. O que faço é música: como artistas visuais começaram a gravar discos no Brasil. Rio de Janeiro: 7Letras, 2003. FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Tradução: Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987. GARRAMUÑO, Florencia. Frutos estranhos: sobre a inespecificidade na estética contemporânea. Tradução: Carlos Nougué. Rio de Janeiro: Rocco, 2014. GRIFFIN, Roger. The nature of fascism. London: Pinter, 1991. NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da moral: uma polêmica. Tradução: Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. POHLMANN, Janira Feliciano. Os hinos de ambrósio e a formação de uma identidade cristã nicena. Mosaico - Revista de História. PUC Goiás. V.11, 2018. SAFATLE, Vladimir. O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2016. Livro digital.
38 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido O PENSAMENTO CRÍTICO E A LEITURA DE ANTONIO CANDIDO SOBRE MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA E LÚCIA MIGUEL PEREIRA Alessandro de Almeida;Edwirgens A. Ribeiro Lopes de Almeida; Crítica literária, Manuel Antônio de Almeida, Lúcia Miguel Pereira Este texto pretende lançar um olhar sobre o pensamento crítico de Antonio Candido e suas influências sobre a crítica literária brasileira, sobretudo a partir da trajetória do autor bem como das leituras realizadas pelo crítico literário sobre o romance Memórias de um sargento de milícias, escrita no século XIX por Manuel Antônio de Almeida e sobre a produção crítica e ficcional deixada por Lúcia Miguel Pereira nos primeiros cinquenta anos do século XX. ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. 36. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1999. BRAIT, Beth. A personagem. 3. ed. São Paulo: Ática, 1987. CANDIDO, Antonio. O método crítico de Sílvio Romero. São Paulo: Edusp, 1988. CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira. Momentos decisivos 1750-1880. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2007. CANDIDO, Antonio. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 2005. CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. 3. ed. Revista. São Paulo: Editora Nacional, 1973. CANDIDO, Antonio. “Dialética da malandragem”. In: CANDIDO, Antonio. O discurso e a cidade. São Paulo: Duas Cidades, 1985. p. 123-152. CANDIDO, Antonio. “Lúcia”. In: O albatroz e o chinês. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2004. p. 127-132. CARVALHAL, Tania Franco. Literatura Comparada. São Paulo: Ática, 2006. NOGUEIRA GALVÃO, Walnice. “A aula”. In: D’INCAO, Maria Angela; SCARABÔTOLO, Eloísa Faria (Orgs.). Dentro do texto, dentro da vida. Ensaios sobre Antonio Candido. São Paulo: Cia. Das Letras, 1992. PEREIRA, Lúcia Miguel. A Fada menina. Porto Alegre: Edição da livraria do Globo, 1939. SCHWARZ, Roberto. “Pressupostos, salvo engano de dialética da malandragem”. In: SCHWARZ, Roberto. Que horas são? Ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 129-155
39 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido ANTONIO CANDIDO Bárbara Del Rio Araújo; crítica, Antonio Candido, Roberto Schwartz Este artigo pretende, a partir dos apontamentos de Roberto Schwarz em relação à obra Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos, delinear e ampliar os aspectos metodológicos da crítica de Antonio Candido. Deste modo, com base nas observações do aluno no ensaio “Os sete fôlegos de um livro”, demonstraremos que os pressupostos se arregimentam em outras obras do mestre, estruturando a sua perspectiva analítica como um todo. CANDIDO, Antonio. Textos de intervenção. São Paulo: Duas cidades, 2002. CANDIDO, Antonio. Brigada Ligeira. 3ed..Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004a. CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 4ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2004b. CANDIDO, Antonio. A educação pela noite e outros ensaios. 5ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006. CANDIDO, Antonio. O observador literário. 4ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2008. CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira: Momentos Decisivos 1750-1880. 12ed. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2009. CANDIDO, Antonio. O albatroz e o chinês. 2ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2010a. CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. 11ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2010b. CANDIDO, Antonio. O discurso e a cidade. 4ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2010c. SCHWARZ, Roberto. Sequências brasileiras: ensaios. São Paulo: Cia das Letras, 1999.
40 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido NOTAS SOBRE O REGIONALISMO EM ANTONIO CANDIDO E A FORMAÇÃO DO PENSAMENTO BRASILEIRO Fernando Cerisara Gil; Antonio Candido, regionalismo, subdesenvolvimento, literatura regionalista O artigo analisa a noção de regionalismo em alguns ensaios de Antonio Candido e a sua relação com o pensamento social do próprio autor. O estudo procura caracterizar a compreensão do crítico sobre o conceito, mostrando que há uma oscilação no modo de entender o fenômeno entre uma postura mais analítica e uma de maior ajuizamento. A ideia é a de que essa irá predominar na sua maneira de abordar o regionalismo, e a base para elucidar a posição negativa sobre esse pode estar vinculada à compreensão que o autor tem da própria formação histórico-social brasileira, explicitada em seus estudos de sociologia. CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. 5 ed. São Paulo: Nacional, 1976. CANDIDO, Antonio. Os parceiros do Rio Bonito: estudos sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida. 5 ed. São Paulo: Duas Cidades, 1979. CANDIDO, Antonio. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1987. CANDIDO, Antonio. Textos de intervenção. (Org. Vinicius Dantas) São Paulo: Duas Cidades; 34, 2002. CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira. 10 ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 19 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1987. JACKSON, Luiz Carlos. A tradição esquecida: Os parceiros do Rio Bonito e a sociologia de Antonio Candido. Belo Horizonte: UFMG; São Paulo: FAPESP, 2002. JAMESON, Fredric. Marxismo e forma: teorias dialéticas do século XX. Tra d. Iumna Maria Simon (coord.). São Paulo: Hucitec, 1985. MOTTA, Márcia Maria Menendes. O rural à la guache. Niteroi: UFF, 2014. PRADO JUNIOR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo: colônia. São Paulo: Brasiliense, Publifolha, 2000.
41 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido LEITURA LITERÁRIA NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Hildenia Onias de Sousa;Daniela Maria Segabinazi; Leitura literária, Livro didático, Formação de leitor, Antonio Candido Este trabalho discorre sobre leitura literária nos anos finais do ensino fundamental. As noções de recepção e de efeito aqui veiculadas estão ligadas às formulações de Jauss (1979) e Iser (1979). Além deles, busca-se embasamento em pressupostos teóricos e metodológicos, cujo percurso foi perpassado por leituras de textos de Candido (1999, 2004, 2006), Santos (2009), Solé (1998), Segabinazi (2011 e 2015), Girotto e Souza (2010), Dalvi (2013), dentre outras. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC. 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 31 de agosto de 2019. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998. CANDIDO, Antonio. A literatura e a formação do homem. Remate de Males: Revista do Departamento de Teoria Literária, São Paulo, n. esp., p. 81-89, 1999. CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. 9 ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006. CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: ___. Vários escritos. 5 ed. São Paulo: Duas cidades, 2004. DALVI, Maria Amélia. Literatura na educação básica: propostas, concepções, práticas. Cadernos de Pesquisa em Educação – PPGE-UFES. Vitória, ES. A.10, v. 19, n. 38, p. 11-34, jul./dez. 2013. GIROTTO, CGGS; SOUZA, Renata Junqueira de. Ler e compreender: estratégias de leitura. Campinas: Mercado de Letras, 2010. ISER, Wolfgang. O jogo do texto. In: JAUSS, Hans Robert et al. A literatura e o leitor: textos de estética da recepção. 2 ed. Revista e ampliada. Seleção e tradução: Luiz Costa Lima. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. JAUSS, Hans Robert et al. A literatura e o leitor: textos de estética da recepção. 2 ed. Revista e ampliada. Seleção e tradução: Luiz Costa Lima. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. OTA, Ivete Aparecida da Silva. O livro didático de língua portuguesa no Brasil. Educar, Curitiba, n. 35, p. 211-221, 2009. Editora UFPR. SANTOS, Carmem Sevilla Gonçalves dos. Teoria do efeito estético e teoria histórico-cultural: o leitor como interface. Recife: Bagaço, 2009. (Coleção Teses). SEGABINAZI, Daniela Maria. Leituras nas aulas de língua portuguesa? Onde está o texto literário no ensino fundamental e médio? In: FRANCELINO, Pedro Farias. SEGABINAZI, Daniela Maria. Língua, literatura e ensino: concepções, diálogos e convergências. João Pessoa: Editora da UFPB, 2015. SEGABINAZI, Daniela Maria. Aula de literatura: o imaginário coletivo sobre minorias e gêneros nas obras de ficção e nas leituras dos leitores. In: BARBOSA, Socorro (org.) Ensinar literatura através de projetos didáticos e de temas caracterizadores. João Pessoa: Editora da UFPB, 2011. SOARES, Magda. A escolarização da literatura infantil e juvenil. In: EVANGELISTA, Aracy Alves; BRANDÃO, Heliana Maria Brina; MACHADO, Maria Zélia Versiani (orgs.). A escolarização da leitura literária: o jogo do livro infantil e juvenil. 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998.
42 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido ANTONIO CANDIDO, CINEMA, BRASIL (entrevista) Antonio Candido (autor);Adilson Mendes;Olga Fernández;Max Fagotti; Antonio Candido, Paulo Emilio Sales Gomes, Cinema Este dossiê apresenta a entrevista “Antonio Candido, cinema, Brasil”, até então ainda inédita, concedida pelo crítico literário ao historiador Adilson Mendes, à atriz Olga Fernández e ao cineasta Max Fagotti em 2011. Como o título anuncia, Candido versou sobre temas que extrapolaram a literatura, atendo-se à outra arte muito importante na cultura nacional: o cinema. Desta forma, ele abordou sobre a sua própria relação com a estética cinematográfica, sobre o seu companheiro de geração Paulo Emílio Sales Gomes e a revista Clima, entre outros assuntos de valor inestimável.
43 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido ÁGUA VIVA DE CLARICE LISPECTOR E A FILOSOFIA DE LUDWIG WITTGENSTEIN Katya Queiroz Alencar; Literatura, Água viva, Filosofia da linguagem, Ludwig Wittgenstein O objetivo deste estudo é discutir, a partir da construção estético-ficcional de Água viva, de Clarice Lispector, algumas interseções possíveis com traços do pensamento filosófico de Ludwig Wittgenstein, tanto o desenvolvido em seu Tratado lógico-filosófico quanto em Investigações filosóficas. Na hipótese, defende-se Água viva como texto ficcional intrincado, cuja estética apresenta perspectivas referenciais que deslocam a linguagem do estado do dizer para o do mostrar, trazendo rastros da teoria pictórica da frase e dos jogos de linguagem propostos nas filosofias analíticas de Wittgenstein. Como consequência, Lispector permite, pela experimentação linguística e ficção, ao leitor trilhar uma escrita literária, que especula possível relação ontológica entre o mundo, a linguagem e o pensamento. BORELLI, Olga. Clarice Lispector: esboço para um possível retrato. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. COSTA, Claudio Ferreira. Filosofia analítica. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1992. GOTLIB, Nádia Battella. Clarice: uma vida que se conta. São Paulo: Ática, 1995. LISPECTOR, Clarice. Água viva. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. MARGUTTI PINTO, Paulo Roberto. “A dialética da linguagem e do silêncio em Ludwig Wittgenstein e Clarice Lispector”. 2005. Disponível em: http://www.academia.edu/1883045/A_dial%C3%A9tica _da_linguagem_e_do_sil%C3%AAncio_em_Ludwig_Wittgenstein_ e _Clarice_Lispector. Acesso em: 02 de outubro. 2019. MOSER, Benjamin. Clarice,. São Paulo: Cosac Naify, 2009. NOLASCO, Edgar Cézar. Clarice Lispector: nas entrelinhas da escritura. São Paulo: Anna Blume, 2001. NUNES, Benedito, O dorso do tigre. 3a. ed. São Paulo: Editora 34, 2009, p. 134. RILKE, Rainer Maria. Baudelaire. In:_____. Poemas. Seleção, tradução e introdução José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. WITTGENSTEIN. Ludwig. Tratado Lógico-filosófico e Investigações filosóficas. Trad. M. S. Lourenço. Lisboa: Fundação Calouste Gulbernkian, 1995.
44 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido A MIMESE DE ZUMBI ASSOMBRA QUEM?, DE ALLAN DA ROSA Renata de Oliveira Batista Rodrigues; Literatura, sociedade, memória, ancestralidade, representação O artigo analisa o livro Zumbi assombra quem?, de Allan da Rosa. É estabelecida uma discussão a respeito das relações entre texto literário e seu contexto na sociedade. A análise permite acessar reflexões a respeito da literariedade e imaginário. CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006. CUTI. Literatura negro-brasileira. São Paulo: Selo Negro, 2010. DALCASTAGNÈ, Regina. Entre silêncios e estereótipos: relações raciais na literatura brasileira contemporânea. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, nº. 31. Brasília, janeiro-junho de 2008, pp. 87-110. DELEUZE, Gilles & GUATTARI, Félix. Kafka: por uma literatura menor. Tradução de Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro: Imago, 1977. JAGUARIBE, Beatriz. O choque do real: estética, mídia e cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 2007. RANCIÈRE, Jacques. O desentendimento: política e filosofia. Tradução de Ângela Leite Lopes. São Paulo: Editora 34, 1996. RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível: estética e política. Tradução de Mônica Costa Netto. São Paulo: EXO/Editora 34, 2009. ROSA, Allan da. Zumbi assombra quem?.São Paulo: Nós,2017. SPIVAK, GayatriChakravorty. Pode o subalterno falar?.Tradução de Sandra Regina Goulart Almeida, Marcos Pereira Feitosa e André Pereira Feitosa. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. “Allan da Rosa”. Literafro. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/506-allan-da-rosa. Acesso em: 15 de janeiro de 2019.
45 araticum v. 20 n. 2 (2019): Dossiê Antonio Candido TRANSPASSAGENS Wesley Thales de Almeida Rocha; Flores artificiais, migração, subjetividade, intersubjetividade Em Flores artificiais (2014), Luiz Ruffato explora os sentidos contraditórios da migração no contexto atual do mundo globalizado, desvelando, nos interstícios dos diversos deslocamentos, encontros furtivos e dos laços afetivos frágeis que experimentam os personagens, a despersonalização e o desenraizamento como signos da situação do sujeito na contemporaneidade. A obra promove uma espécie de “jogo de superfícies”, dando a ver, através do narrador-personagem, Dório Fineto, a constituição de um sujeito vazio de histórias próprias, enquanto que saturado de histórias alheias. Com base em abordagens teóricas de autores como Michel Maffesoli, Marc Augé, Walter Benjamin e Zygmunt Bauman, desenvolvemos, neste artigo, uma análise desse livro de Ruffato, relacionando a ele uma série de signos representativos da crise que marca o sujeito na contemporaneidade. AUGÉ, Marc. Não-lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade. Tradução de Maria Lúcia Pereira. 6. ed. Campinas: Papirus, 1994. BAUDELAIRE, Charles. Les Fleurs du mal. Paris: GF Flamarion, 1991. BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Tradução de Mauro Gama e Cláudia Martinelli Gama. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998. BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004. BENJAMIN, Walter. Charles Baudelaire: um lírico no auge do capitalismo. Tradução de José Martins Barbosa, Hemerson Alves Baptista. São Paulo: Brasiliense, 1989. JAMESON, Fredric. Pós-Modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. Tradução de Maria Elisa Cevasco. 2. ed. São Paulo: Editora Ática, 1997. MAFESOLI, Michel. Sobre o nomadismo: vagabundagens pós-modernas. Tradução de Marcos de Castro. Rio de Janeiro: Record, 2001. RUFFATO, Luiz. Flores artificiais. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
220 araticum v. 3 n. 1 (2011): Revista Araticum POEMAS E(NTRE) MÚSICAS: DIALÓGICAS MELODIAS CONTEMPORÂNEAS Robson Coelho Tinoco;Marília de Alexandria; dialogia – poema – música – melopoética Sob o sentido dialógico de uma dada linguagem poético-musical podem se estruturar atividades que melhor relacionem literatura e música (popular e clássica). Assim, no atual contexto social de globalização hiperfacetada e informações multissemióticas acredita-se que, na medida em indivíduo perceba a relação dessa dialogia artística, a percepção da musicalidade implícita nos versos de poemas possibilitará que ela seja apreendida, também, como elemento melopoético contemporâneo. Para tanto, e apoiados em conceitos de Mikhail Bakhtin, Octavio Paz, José Miguel Wisnik, Luiz Tatit e Jusamara Souza, os fundamentos teóricos de tal processo valorizam, basicamente, uma concepção comparada, dialógica e interacionista dessas linguagens artísticas. ANTUNES, Arnaldo. 40 escritos. São Paulo: Iluminuras, 2005. ARRIGUCI Jr., David. O cacto e suas ruínas: a poesia entre outras. São Paulo: Duas Cidades, 2000. BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Trad. do francês por Maria Ermantina Galvão G. Pereira. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. BARTHES, Roland. O grau zero da escrita. 2. ed. São Paulo: Martins Fones, 2004. BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. 3. ed. São Paulo: Cia. das Letras, 2003. BRANDÃO, Roberto de Oliveira (introd. e org.). Aristóteles. Horácio. Longino. A poética clássica. São Paulo: Cultrix, 1992. DAGHLIAN, Carlos (org.). Poesia e música. São Paulo: Perspectiva, 1995. GINSBURG, Carlo. O fio e os rastros: verdadeiro, falso e fictício. São Paulo: Cia. das Letras, 2007. MATOS, Cláudia Neiva de; MEDEIROS, Fernanda Teixeira de; TRAVASSOS, Elizabeth (orgs.). Ao encontro da palavra cantada – poesia, música e voz. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2001.
1597 economiaepoliticaspublicas v. 1 n. 1 (2013) Sumário
48 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária ARTICULAÇÃO MNEMÔNICA E CRÍTICA EM “A CARTOMANTE” Aurora Cardoso de Quadros;Rauer Ribeiro Rodrigues;
49 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária OS ESPECTROS DO FEMINICÍDIO EM LYGIA FAGUNDES TELLES Carlos Magno Gomes; O feminicídio ameaça os direitos da mulher como um fantasma do patriarcado. Por esse olhar, este artigo identifica valores morais do repertório social dessa língua espectral, que funciona como manutenção do poder masculino conforme as abordagens sociais de Lia Zanotta Machado e Wânia Pasinato. Para isso, exploramos os conceitos de espectro e arquivo, propostos por G. Agamben e J. Derrida para defender a tese de que o feminicídio é parte do repertório simbólico da dominação masculina no conto “Venha ver o pôr do sol” (1970), de Lygia Fagundes Telles.
50 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária UMA FEMINISTA PORTUGUESA NO BRASIL ̶ A PROPAGANDA DE ANA DE CASTRO OSÓRIO NO ROMANCE MUNDO NOVO Eduardo da Cruz; A escritora Ana de Castro Osório (1872-1935) é reconhecida por sua campanha feminista. Sua intensa propaganda pela defesa de maior autonomia para as mulheres e mais direitos, como educação, sufrágio e divórcio marcaram sua carreira intelectual. Com a vitória da revolução republicana, ela vem viver no Brasil, entre 1911 e 1913. Mais tarde, realiza uma série de conferências em várias cidades, entre 1922 e 1923, reunidas depois em A Grande Aliança, defendendo uma união cultural luso-brasileira. Essa vivência como feminista portuguesa no Brasil é o tema de um de seus últimos livros de ficção, o romance Mundo Novo. Pretendemos estabelecer relações entre suas propagandas feministas e de aproximação luso-brasileira e o discurso e as ações de sua personagem Leonor da Fonseca, curiosamente o mesmo nome adotado por ela ao se filiar à maçonaria.
51 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária A IMAGEM DE MAURÍCIO DE SOUSA NA CONSTRUÇÃO NARRATIVA DA TURMA DA MÔNICA JOVEM: SER SOCIAL, AUTOR E NARRADOR Glayci Kelli Reis da Silva Xavier; Semiolinguística; encenação narrativa; quadrinhos Para se contar uma história, é necessário um “contador” investido de uma intencionalidade, de uma certa maneira, em um determinado contexto. Portanto, toda história, inclusive as em quadrinhos, depende de uma encenação narrativa – aquilo que transforma uma história em um universo narrado. Nessa perspectiva, este artigo pretende estudar a organização da encenação narrativa na obra Turma da Mônica Jovem, de Maurício de Sousa, respeitado quadrinista brasileiro, analisando como se dá a construção da imagem do autor como ser social, quadrinista e narrador, além da configuração de seu leitor idealizado e de seu leitor real. Como fundamentação teórica desta pesquisa, será tomada por base principal a Teoria Semiolinguística de Patrick Charaudeau. BARTHES, Roland. Introdução à análise estrutural da narrativa. In: Análise estrutural da narrativa. BARTHES, Roland [et. al.]. Tradução de Maria Zélia Barbosa Pinto. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2011. BRAIT, Beth. A personagem. 8. ed. 3ª reimp. São Paulo: Ática, 2010. CAGNIN, Antonio Luiz. Os quadrinhos: linguagem e semiótica: um estudo abrangente da arte sequencial. 1 ed. São Paulo: Criativo, 2014. CHARAUDEAU, Patrick. Discurso das Mídias. 1ª ed., 1ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2007. ______. Linguagem e discurso: modos de organização. 1ª ed., 1ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2009a. CHARAUDEAU, 2009b. Revista Araticum Programa de Pós-graduação em Letras/Estudos Literários da Unimontes v.19, n.1, 2019. ISSN: 2179-6793 ______. Identidade social e identidade discursiva, o fundamento da competência comunicacional. In: PIETROLUONGO, Márcia. (org.) O trabalho da tradução. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2009b. p. 309-326. EISNER, Will. Narrativas Gráficas. São Paulo: Devir, 2005. FEIJÓ, Mário. Quadrinhos em ação: um século de história. São Paulo: Moderna, GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. 9. ed. São Paulo: Ática, MCCLOUD, Scott. Desenhando quadrinhos. São Paulo: M. Books do Brasil, 2008. MELLO, Renato de. Teatro, gênero e Análise do Discurso. In: MACHADO, I. L; MELLO, R. (org.). Gêneros: reflexões em Análise do Discurso. Belo Horizonte: NAD/FALE/UFMG, 2004. p. 87-106. RAMOS, Paulo. A leitura dos quadrinhos. São Paulo: Contexto, 2010. SOUSA, Maurício. Turma da Mônica Jovem, nº 2. “A aventura continua!”. São Paulo: Panini Brasil, setembro de 2008. ______. Turma da Mônica Jovem, nº 3. “4 dimensões mágicas”. São Paulo: Panini Brasil, outubro de 2008. ______. Turma da Mônica Jovem, nº 15. “Monstros do ID – parte 1”. São Paulo: Panini Brasil, março de 2009. ______. Turma da Mônica Jovem, nº 25. “Desafio sobre patins”. São Paulo: Panini Brasil, agosto de 2010. ______. Turma da Mônica Jovem, nº 28. “O aniversário de 15 anos da Marina – parte 3 de 3”. São Paulo: Panini Brasil, novembro de 2010. ______. Turma da Mônica Jovem, nº 50. “O casamento do século”. São Paulo: Panini Brasil, outubro de 2012. TANCINI, Pedro Ernesto Gandine. O mangá e a Turma da Mônica Jovem: processos de interculturalidade. São Paulo: ESPM. Trabalho de Conclusão de Curso em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) da Escola Superior de Propaganda e Marketing, São Paulo, SP, 2012. 84 f. VERGUEIRO, Waldomiro. A linguagem dos quadrinhos: uma “alfabetização” necessária. In: RAMA, A.; VEGUEIRO, W. (orgs.). Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. 4 ed. São Paulo: Contexto, 2012b. p. 31-64
52 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária LEITURA LITERÁRIA: O AUTOR/NARRADOR, O LEITOR E A PERSONAGEM NA PROSA DE ALEXANDRE HERCULANO Hugo Lenes Menezes; O presente artigo consiste numa abordagem sobre a relação entre o autor/narrador e o leitor na prosa de Alexandre Herculano, com vistas a demonstrar que este escritor, mediante a ação educativa de um diálogo constante com seu destinatário, procura instrumentalizar o primeiro público do Romantismo português para a leitura da narrativa de ficção, especialmente ao questionar suas expectativas literárias. Em tal diálogo, o autor/narrador exige do destinatário uma atitude participante como sujeito ativo do jogo que se estabelece no processo escrita-leitura.
53 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária PERSPECTIVAS: MANOEL DE BARROS E AS FOTOGRAFIAS DE OSMAR OLIVA Ivana Ferrante Rebello; Este artigo lê, comparativamente, fotografias de Osmar Oliva e o poema “O menino e o rio”, de Manoel de Barros. Fotografias e poema são percebidos como registros do afeto sobre a infância. Para além do que as obras dizem e permitem dizer, o olhar do leitor e espectador, pleno de afetos, possibilita refletir sobre uma perspectiva original e emotiva sobre o objeto estético.
54 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária JOÃO VÊNCIO: OS SEUS AMORES – NARRATIVA E TESSITURA DE UM COLAR DE MISSANGAS Luciana Brandão Leal; Este artigo propõe uma leitura da obra João Vêncio: os seus amores, do escritor angolano Luandino Vieira. Busca-se compreender a metáfora do colar de missangas como representativa da construção do discurso e da tessitura de memórias da personagem João Vêncio. Para tanto, propõe-se uma reflexão sobre a modalidade discursiva inovadora sugerida pelo autor nesse romance, que subverte a língua portuguesa padrão, privilegiando a oralidade, os provérbios e outros aspectos que aproximam tais memórias ficcionais do texto poético.
55 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária A MARGINALIDADE FICCIONAL DE LÚCIA MIGUEL PEREIRA E SEU DIÁLOGO COM EÇA DE QUEIRÓS Osmar Pereira Oliva; Lúcia Miguel Pereira foi uma importante escritora brasileira de crítica literária no início do século XX, mas seus escritos ficcionais são ainda praticamente desconhecidos: Maria Luísa (1933), Em surdina (1933), Amanhecer (1938) e Cabra-cega (1954). Nos dois primeiros romances, as personagens principais da narrativa afastam-se das cidades em busca de melhores climas nas serras brasileiras, o que muito nos lembra A cidade e as serras, de Eça de Queirós. Não bastassem o tema da viagem e o paralelismo campo x cidade, em Maria Luísa, a personagem Flávio compara-se com Jacinto e o seu amigo Artur com Zé Fernandes. Este trabalho pretende, pois, discutir a marginalidade ficcional da escritora brasileira, considerando que apenas os seus textos críticos são conhecidos e discutidos nos espaços acadêmicos, e apresentar o diálogo que Lúcia Miguel Pereira estabeleceu com o escritor português oitocentista por meio de seus textos críticos e de ficção.
56 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária A HISTÓRIA DA LEITURA E SUAS REPERCUSSÕES NA HISTÓRIA DA LITERATURA Regina Zilberman; Apontam-se as tendências e resultados da História da Leitura no século XX, destacando o papel da Estética da Recepção. Examina-se O Uraguai, de Basílio da Gama, desde as contribuições da História da Leitura, valorizando seus elementos inovadores à época de sua produção.
57 araticum v. 19 n. 1 (2019): Dossiê Leitura Literária LITERATURA: DA “VIDA DE TODOS OS DIAS E DE TODOS OS HOMENS” Rita de Cássia Silva Dionísio Santos;Flávia Brocchetto Ramos; Para quê e por que a literatura? Que valores a literatura pode criar e transmitir ao mundo? Ela é útil para a vida? Com um olhar voltado às relações entre literatura e leitor, propõe-se a refletir sobre essas dimensões, a partir de aspectos culturais e históricos que engendram a leitura literária, especialmente no que abrange a sua importância para a formação pessoal e intelectual do sujeito. Para tanto, tomamos como objeto de reflexão textos literários de natureza diversa.
61 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum “ISTO NÃO PASSA, ISTO NÃO BASTA”: A TÓPICA DA SINTOMATOLOGIA AMOROSA EM CANTOS PARA SORAYA DE NEIDE ARCHANJO Rafael Campos Quevedo; Este artigo aborda a presença da tópica da sintomatologia amorosa (SPINA, 2009) em poemas que compõem a obra Cântico para Soraya (2006) da poeta paulista Neide Archanjo. Analisa o efeito de sentido gerado pela apropriação de um lugar-comum do passado (amplamente cultivado pela lírica trovadoresca medieval) numa conjuntura contemporânea, fincada em uma concepção de amor diversa. Discute brevemente um problema que envolve o conceito de topos: seu limite entre artifício poético e nexo com a realidade. Por fim, lança coordenadas para uma apreciação crítica da lírica contemporânea tendo como parâmetro a noção de anacronismo desenvolvida por Hans Magnus Enzensberger (2003) e Giorgio Agamben (2009). AGAMBEN, Giorgio. O que é contemporâneo? E outros ensaios. Trad. Vinicius N. Honesko. Chapecó: Argos, 2009. ARCHANJO, Neide. Cântico para Soraya. Uma princesa sefardita. Paris: Éditions Eulina Carvalho; São Paulo: A Girafa Editora, 2006. CAPELÃO, André. Tratado do amor cortês. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2000. CURTIUS, Ernst Robert. Literatura europeia e Idade Média latina. Trad. Paulo Rónai e Teodoro Cabral. São Paulo: Hucitec; Edusp, 2013. ENZENSBERGER, Hans Magnus. A massa folhada do tempo. Meditações sobre o anacronismo. Ziguezague. Ensaios. Trad. Marcos José da Cunha. Rio de Janeiro: Imago, 2003. p. 9-26. HAZAM, Ibn. The ring of the dove. A treatise on the art and practice of arab love. Translated by A. J. Arbeey, Litt. D., F. B. A. Luzac & Company: London, s. d. Disponível em: http://www.imagomundi.com.br/espiritualidade/hazm_ring_dove.pdf. Acesso em: 09/01/2018. HAZM, Ibn. “Os sinais do amor” [excerto de O colar da pomba]. Trad. Ainda Ramezá Hanania. In: MONGELLI, Lênia M.; VIEIRA, Yara Frateschi; MOISÉS, Massaud (direção). A estética medieval. Cotia: Íbis, 2003. p. 48-51. QUEVEDO, Rafael Campos. Lírica contemporânea e tradição poética: topoi clássicos em poemas de Érico Nogueira, Fabrício Marques e Paulo Henriques Britto. Caligrama: Revista de Estudos Românicos, v. 22, n. 1, p. 109-124, 2017. Disponível em: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/caligrama/article/view/11403. Acesso em: 07/01/2019. SODRÉ, Paulo Roberto. QUEVEDO, Rafael Campos. “O rasurado convite amoroso de Glauco Mattoso”. Revista Texto Poético, v. 13, n. 22, , 97-121, 2017. Disponível em: http://revistatextopoetico.com.br/index.php/rtp/issue/view/32/showToc. Acesso em: 07/01/2019. SODRÉ, Paulo Roberto. QUEVEDO, Rafael Campos. Vestígios do topos do panegírico na poesia de Geraldo Carneiro. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea. n. 49, p. 289-304, 2016. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/elbc/n49/2316-4018-elbc-49-00289.pdf. Acesso em 07/01/2019. SCLIAR, Moacyr. Sefarad revisitada. In: ARCHANJO, Neide. Cântico para Soraya. Uma princesa sefardita. Paris: Éditions Eulina Carvalho; São Paulo: A Girafa Editora, 2006. SECCHIN, Antonio Carlos. Poesia: escutas e escritas. In: VIOLA, Alan Flávio (Org.). Crítica literária contemporânea. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013. p. inicial-final. SPINA, Segismundo. Do formalismo estético trovadoresco. São Paulo: Ateliê, 2009.
62 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum MANIFESTAÇÕES DE AFETO ATRAVÉS DA TECNOPOESIA EM TEMPOS DE RELACIONAMENTOS VIRTUAIS E IDENTIDADES PULVERIZADAS Geraldo da Aparecida Ferreira; A evolução tecnológica tem trazido enormes benefícios para a humanidade. Com ela, vieram as transformações nos mais diversos aspectos das nossas vidas, incluindo a forma de nos relacionarmos com as pessoas. Pretendemos com este artigo, apresentar o modo como as relações afetivas têm sido representadas através da contemporânea tecnopoesia. Em um contexto de dilaceramento das identidades, de uma supervalorização das conquistas pessoais e que tudo pode ser encarado como mercadoria, desejamos explorar algumas imagens poéticas que se utilizam das tecnologias digitais e que abordem o tema do afeto. ANTÔNIO, Jorge Luiz. Poesia eletrônica: negociações com os processos digitais. São Paulo: Editora Veredas e Cenários, 2008. BACELAR, Jorge. Poesia Visual. Universidade da Beira Interior, 2001. BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade.6. ed. Rio de Janeiro: Editora DP&A, 2001. RESTREPO, Luís Carlos. O direito à ternura. Trad. Lúcia Orth. Petrópolis: Vozes, 1998.
63 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum A AUTOBIOGRAFIA DO LEITOR: ENCONTRO ENTRE LEITURA E AFETO Sheila Oliveira Lima;Patrícia Cardoso Batista; A autobiografia do leitor é um recurso privilegiado para a investigação a respeito dos elementos fundamentais na formação leitora, sejam eles de ordem material ou afetiva. O estudo apresentado resulta da análise de três autobiografias escritas por participantes de um grupo de pesquisa de uma universidade pública no Paraná. Os enunciados são analisados a partir de uma perspectiva materializada pelas discussões a respeito da leitura enquanto processo em que a subjetividade comparece de modo relevante. São fundamentais para tal reflexão os estudos de Rouxel, Petit e Andruetto. ANDRUETTO, M. T. A leitura outra revolução. Tradução Newton Cunha. São Paulo: Sesc, 2017. CÂNDIDO, A. Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 2004. COLOMER, T. Andar entre livros: a leitura literária na escola. Tradução Laura Sandroni. São Paulo: Global, 2007. LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 2006. AUTOR 1. Subjetividade e formação do leitor: o problema da ausência da leitura literária em livros didáticos do ciclo 1 do ensino fundamental. In: Revista Terra Roxa e Outras Terras: v. 31, dez. Londrina-PR, 2016. P.18-30. Disponível em: . Acesso em 8 ago. 2017. MACHADO, A. M. Ponto de fuga: conversas sobre livros. São Paulo: Companhia das Letras, 2016. PETIT, M. Leituras: do espaço íntimo ao espaço público. Celina Olga de Souza. São Paulo: 34, 2013. PETIT, M. Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. Tradução de Celina Olga de Souza. São Paulo: 34, 2009. ROUXEL, A. Autobiografia de leitor e identidade literária. In: ROUXEL, A.; LANGLADE, G.; REZENDE, N. L. de. Leitura subjetiva e ensino de literatura. São Paulo: Alameda, 2013. p. 67-101. TODOROV, T. A literatura em perigo. Tradução de Caio Meira. Rio de Janeiro: Difel, 2010.
64 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum ASPECTOS MULTISSENSORIAIS NO FADO: CONFLUÊNCIAS ENTRE CORPO, VOZ, AFETOS E PERFORMANCE Thays Caroline Barroca Ribeiro Morettini;Luiz Carlos Migliozzi Ferreira de Mello; Este trabalho tem por objetivo discutir os aspectos multissensoriais na performance da apresentação de Fado performatizada pela fadista Filipa Tavares (1984). Trata-se de uma experiência multissensorial, vivenciada no ano de 2013, a qual ocorreu no Restaurante “São Miguel D’Alfama”, localizado na Alfama, o tradicional bairro dos fados e fadistas da cidade de Lisboa. As questões que norteiam o presente estudo referem-se à confluência entre o corpo, a voz, os afetos e a performance. Estes são elementos fundamentais para que o receptor possa apreender os aspectos multissensoriais emergentes do universo musical fadista. Nesse sentido, a canção é compreendida enquanto um misto de sensações, de silêncios, de esperas, de emoções e de afetos que, uma vez compatibilizada com o corpo, a voz e a performance da fadista, viabilizam o que Ruth Finnegan (2008) denominou de “ativação corporificada da voz”. BERNSTEIN, Charles (org) Close Listening: poetry and the performed word. Edited by Charles Bernstein. New York: Oxford University Press, 1998. FERNANDES, F. O Atributo da Voz: Poesia Oral, Estudos Literários, Estudos Culturais e Abordagem Cartográfica. Revista da Anpoll. Vol.1, n.33, 2012. In: https://revistadaanpoll.emnuvens.com.br/revista/article/view/633/644. Acesso em 14/08/2017 FINNEGAN, Ruth. O que vem primeiro: o texto, a música ou a performance? In: TRAVASSOS, Elizabeth; MATOS, Cláudia Neiva; MEDEIROS, Fernanda Texeira de. Palavra Cantada: ensaios sobre poesia, música e voz. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2008. LOPES, Samuel. Fado Portugal: 200 anos de fado. Lisboa: Seven Muses Musicbooks, 2011. VALVERDE, Paulo. “O Fado é o Coração: o corpo, as emoções e a performance no Fado.” In: Etnográfica, Vol. III, 1999, p. 5-20. ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção e leitura. São Paulo: CosacNaify Portátil, 2014. 128 p. ______. Escritura e nomadismo. Tradução de Jerusa Pires Ferreira e Sonia Queiroz. São Paulo: Ateliê, 2005.
65 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum O testemunho e a história: um olhar para a subjetividade e a resistência Helano Jader Cavalcante Ribeiro;Jehnifer Penning; O presente estudo pretende discutir questões em torno do testemunho da Segunda Guerra Mundial. A partir do nosso objeto de estudo, o romance do gaúcho Michel Laub, publicado em 2011 e intitulado Diário da Queda, iremos discutir tal proposta. Como teoria, sobretudo, buscamos respaldo nos estudos de Giorgio Agamben (2009), Beatriz Sarlo (2007), Paul Ricoeur (2007), Theodor W. Adorno (1995), Georges Didi-Hubermann (2011) e Dominick Lacapra (2009). Com a metodologia da Literatura Comparada, iremos cotejar teorias e obra literária a fim de chegarmos às considerações desejadas a respeito da importância do testemunho para a memória, reconhecendo também a relevância de estudá-lo, uma vez que pode suscitar a empatia, a afetividade. ADORNO, Theodor W. Educação e Emancipação. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1995. AGAMBEN, Giorgio. O que resta de Auschwitz: o arquivo e a testemunha (Homo Sacer III). São Paulo: Boitempo, 2008. DIDI-HUBERMAN, Geoges. Sobrevivência dos vaga-lumes. Belo Horizonte: Editore UFMG, 2011. KUNRATH, Milena Hoffmann. Memória e/ou invenção: visões da Segunda Guerra Mundial por três escritores-soldados. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Letras, PUCRS. Porto Alegre, p. 185. 2016. LACAPRA, Dominick. Historia y memoria después de Auschwitz. – 1ª ed. – Buenos Aires: Prometeo Libros, 2009. LAUB, Michel. Diário da Queda. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. RICCEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2007. SARLO, Beatriz. Tempo Passado: cultura da memória e guinada subjetiva. – trad. Rosa Freire d’Aguiar. – São Paulo: Companhia das Letras; Belo Horizonte: UFMG, 2007. SELIGMANN-SILVA, Márcio. A história como trauma. In: Catástrofe e representação: ensaios. – p. 73-98 – Arthur Nestrovski, Márcio Seligmann-Silva (orgs.) – São Paulo: Escuta, 2000.
66 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum Elegia de Macabéa Elcio Lucas; A proposta deste artigo é a de ler A hora da estrela, de Clarice Lispector, sob a égide da poética elegíaca, porém, não para incrustá-la inadvertidamente na tradição fossilizada de lacrimoso lamento e desengano pela perda do outro ou do eu, mas sim lhe destacar o ímpeto contemplativo com o qual Rodrigo S. M. busca zonas de escape ao transcendente e ao divino, à sublimação da morte e à sacralização dos mortos. CARPEAUX, Otto Maria. História da literatura ocidental. 3. ed. Brasília: Senado Federal; Conselho Editorial, 2008. COSTA, Aída. A poesia lírica em Roma. Revista de História, São Paulo, v. 13, n. 27, p. 49-71, sep. 1956. Disponível em: . Acesso em: 27 nov. 2017. LAGE, Rui Carlos Morais. A elegia portuguesa nos séculos XX e XXI: perda, luto e desengano. 2010. 436 f. Tese (Doutorado em Literaturas e Culturas Românicas) – Faculdade de Letras, Universidade do Porto, Porto, Portugal, 2010. Disponível em < https://repositorio- aberto.up.pt/bitstream/10216/50420/2/tesedoutruilage000112866.pdf>. Acesso em: 23 maio 2018. LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 2009. MISRAHI, R. A felicidade: ensaio sobre a alegria. Tradução F. Nascimento. Rio de Janeiro: DIFEL, 2001. PESSOA, Fernando. [Ela canta, pobre ceifeira]. In: . Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1976. p. 144. RILKE, Rainer Maria. Elegias de Duíno. Trad. Dora Ferreira da Silva. 6. ed. São Paulo : Biblioteca Azul, 2013. SCHELLING, F. W. Filosofia da arte. Trad. Márcio Suzuki. São Paulo: EDUSP, 2001. SILVA, Dora Ferreira da. Comentários. In: RILKE, Rainer Maria. Elegias de Duíno. Trad. Dora Ferreira da Silva. 6. ed. São Paulo: Biblioteca Azul, 2013. p. 94-125.
67 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum LEGITIMAÇÃO DO DISCURSO NAS MEMÓRIAS DE TEODORICO RAPOSO Marcio Jean Fialho de Sousa; A caracterização do discurso literário tem como base, essencialmente, a ambiguidade, a ficcionalidade, porém quando esses elementos estão dispostos no discurso de Eça de Queirós e, além disso, estão na escrita cujo narrador se constrói em primeira pessoa, como em A Relíquia, esses elementos ganham novas formas, novos desafios para a interpretação. Desse modo, o objetivo deste artigo é analisar a construção do discurso memorialístico de Teodorico Raposo, buscando evidenciar aspectos importantes para o estabelecimento de contratos de leitura no binômio narrador-leitor, no qual o narrador busca legitimar as histórias por ele narradas. BENTIVOGLIO, Julio. “Cultura Política e Historiografia Alemã No Século XIX: A Escola Histórica Prussiana e a Historische Zeitschrift“. In: Revista de Teoria da História. Ano 1, Número 3, junho/ 2010. CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 5. ed. São Paulo: Ática, 1996. CUNHA, Maria do Rosário. Molduras: Articulações Externas do Romance Queirosiano. Coimbra: Universidade Aberta, 1997. FOUCAULT, Michel. O que é um autor? Trad. António Fernando Cascais e Eduardo Cordeiro. Lisboa: Vega, 2009. MATOS, A. Campos. Eça de Queiroz – Fotografia Vida e Obra. São Paulo: Leya, 2010. MEDINA, João. Reler Eça de Queiroz – Das Farpas aos Maias. Lisboa: Livros Horizonte, 2000. QUEIRÓS, Eça de. A Relíquia. Porto: Lello & Irmão, s. d. REMÉDIOS, Maria Luiza Ritzel. A Relíquia: Duplicidade do Sujeito na Ficção Queirosiana. In: 150 anos com Eça de Queirós – Anais do III Encontro Internacional de Queirosianos. São Paulo: FFLCH-USP, 1997. SOUZA, Sandra Regina Barbosa da Silva. Historiografia. Salvador: FTC EaD, 2006.
68 araticum v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum AQUILO QUE RETORNA: NOSTALGIA ARISTOCRÁTICA EM O PUNHAL DE ROSAURA E A FEBRE DO JOGO DE ÁLVARO DO CARVALHAL Antonio Augusto Nery;Fernando Vidal Variani; Este artigo pretende oferecer um possível modo de compreender as escolhas literárias e o desenvolvimento dos principais personagens de O Punhal de Rosaura e A Febre do Jogo, presentes no livro Contos (1868), de Álvaro do Carvalhal (1844-1858). Nossa leitura partirá do que consideramos relações pertinentes entre a obra de Carvalhal e alguns aspectos do erotismo proposto por Georges Bataille (1897-1962), bem como de certa tradição da literatura fantástica oitocentista, de acordo com os esforços de Tzvetan Todorov em defini-la como gênero. Baseando-nos em uma ideia intimamente relacionada a essa tradição, a de algo que retorna para desestabilizar uma certa concepção de realidade, este trabalho pretende delinear o que poderíamos chamar de uma nostalgia aristocrática como um dos múltiplos elementos possíveis no esboço de um imaginário fantástico-erótico do universo ficcional de Álvaro do Carvalhal. BATAILLE, Georges. O Erotismo. Trad.Fernando Scheibe. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013. BAKHTIN, Mikhail. A Cultura popular na idade média e no renascimento: o contexto de François Rabelais. Trad. Yara Frateschi Vieira São Paulo: Hucitec Editora, 2013. CARVALHAL, Álvaro do. Contos. Lisboa: Assírio & Alvim, 2004. CARVALHAL, Álvaro do. Contos – precedido dum estudo bibliographico. Porto: J. E. Da Costa Mesquita – Editor, 1876. SMOLLETT, Tobias. Travels through France and Italy. The Project Gutenberg, 2009. Disponível em: <>. Acesso em: 20 nov. 2018. TODOROV, Tzvetan. Introdução à literatura fantástica. Trad. Maria Clara Correa Castello São Paulo: Editora Perspectiva, 2010.
69 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum A IDEIA DE IDEOGRAMA E A INTERMIDIALIDADE NO OCIDENTE Andrei dos Santos Cunha; O presente trabalho apresenta algumas questões relacionadas à ideia de ideograma e de sua importância para o imaginário ocidental, em especial para o surgimento da ideia de intermidialidade no cinema e na poesia. Para os artistas brasileiros e da tradição ocidental citados neste texto, a “ideia de ideograma” remete a um retorno a formas mais diretas e visuais de expressão. No entanto, a maneira como o ideograma funciona nas escritas chinesa e japonesa é diferente de como esses autores imaginam que ele se articule. Da mesma forma, a poesia chinesa e japonesa não fazem uso daquilo que Pound denominou o “método ideogramático”, que talvez possa ser melhor compreendido como uma questão da poética ocidental e limitada ao âmbito do modernismo.
70 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum HENRIQUETA LISBOA & MÁRIO DE ANDRADE: UM DIÁLOGO SOBRE OS “TRÊS POEMAS DA TERRA” Ilca Vieira de Oliveira; Este texto apresenta um estudo crítico sobre os poemas: “Poesia de Ouro Preto”, “Romance de Aleijadinho” e “História de Chico Rei”, de Henriqueta Lisboa, considerando o processo de composição do poema que vai do manuscrito à sua publicação. Esses poemas foram escritos, em 1941, e enviados, em 1942, para Mário de Andrade, com quem essa escritora mineira já vinha mantendo um diálogo profundo através da correspondência.
71 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum REFERÊNCIAS INTERMIDIÁTICAS: UMA VISITA GUIADA AOS MUSEUS DA ITÁLIA EM PATHÉ-BABY Lucas Zamberlan; Este trabalho objetiva analisar as referências intermidiáticas no livro Pathé-Baby (1926) de António de Alcântara Machado. Para tanto, partimos do conceito de referências intermidiáticas proposto por Rajewsky em Intermidialidade, intertextualidade e “remediação”: uma perspectiva literária sobre a intermidialidade (2012) e o relacionamos com as teorias de Eco (2013), Louvel (2012), Gombrich (2013), Compagnon (2010), Benjamin (2012), Hucheon (1988) e Lambert (2006). Considerando os resultados obtidos, avaliamos que a malha complexa de referências a obras de arte em Pathé-Baby constitui um intercâmbio poderoso entre imagem e texto, contribuindo significantemente nas reflexões acerca da relação entre arte moderna e a tradição.
72 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum AS MÍDIAS DIGITAIS COMO NOVO ESPAÇO PARA OFICINAS DE ESCRITA CRIATIVA Marcelo Spalding;Luiz Antonio de Assis Brasil; A proposta desse artigo é investigar os espaços de aprendizagem, produção e troca de textos de escrita criativa nas mídias digitais. Para fins de seleção da amostra, foram analisados os primeiros 20 resultados do Google para os termos “escrita criativa”. Percebe-se que metade dos resultados no Google remetem a oficinas de escrita criativa online, demonstrando o vigor dessa nova modalidade a partir das mídias digitais. Tais oficinas destacam-se por serem promovidas por escritores independentes, mas contam com estrutura profissional de divulgação.
73 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum O TECIDO INTERTEXTUAL E INTERMEDIA DA JANE AUSTEN FAN FICTION Maria Clara Pivato Biajoli; O presente artigo propõe apresentar algumas características do fenômeno da Jane Austen Fan Fiction (JAFF), histórias escritas por fãs atuais da autora inglesa Jane Austen (1775-1817) baseadas, principalmente, no romance Orgulho e Preconceito. Entre essas características, estão a repetição da história de amor em um estilo sentimentalista e o foco no final feliz, o papel do mercado editorial através da livraria americana Amazon e, não menos importante, o diálogo intermidiático e intertextual construído pelos fãs que envolve outras fan fictions, adaptações de cinema e TV e o romance original. Esse diálogo será analisado a partir de trechos de algumas histórias selecionadas e também uma versão de Orgulho e Preconceito no formato de quadrinhos japonês mangá.
74 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum O CORPO ARTÍSTICO – HOMOEROTISMO EM A MORTE EM VENEZA Osmar Pereira Oliva; Em muitas obras literárias, o homoerotismo se manifesta através de um olhar seduzido, revelado pela sensibilidade de um artista. A contemplação do corpo belo produz um efeito erótico, sob o olhar daquele que procura a perfeição na arte. A novela A Morte em Veneza, de Thomas Mann, revela o homoerotismo como um desejo artístico, sublimado. As representações do corpo grego, apolíneo são uma metáfora da tentativa de capturar o belo artístico. Este trabalho pretende, pois, discutir o amor platônico do artista Aschenbach pelo adolescente Tadzio, sob o viés da interdição.
75 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum “CLARICE LISPECTOR CURTIU UMA PUBLICAÇÃO EM QUE VOCÊ FOI MARCADO”: LEITORES-FÃS E AS TRANSFORMAÇÕES DO LITERÁRIO NO CAMPO DA MIDIA DIGITAL Sayonara Amaral de Oliveira; Este texto reflete acerca do modo pelo qual uma “cultura dos fãs” produz novas modalidades de apropriação e de enunciação do literário na contemporaneidade, à revelia dos critérios de leitura especializados e legitimados junto ao campo instituído da literatura. A discussão aborda as fan pages criadas pelo público, nas redes digitais, em homenagem a escritores brasileiros consagrados.
76 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum O GRANDE GATSBY DO NOVO SÉCULO: UMA ANÁLISE DA ADAPTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA DE BAZ LUHRMANN Verônica Daniel Kobs; Este artigo analisa o romance O grande Gatsby, de Francis Scott Key Fitzgerald, e a adaptação cinematográfica homônima (2013), dirigida por Baz Luhrmann. Baseando-se principalmente nos estudos de Gérard Genette e Robert Stam, para tratar da intermidialidade, e de Zygmunt Bauman, para discutir a sociedade do século XXI, serão avaliadas as escolhas do diretor, no processo de adaptação, de modo a demonstrar a relevância desses elementos para os contextos contemporâneos social e artístico.
77 araticum v. 17 n. 1 (2018): Revista Araticum RELEITURA, TRANSFORMAÇÃO E IMPERMANÊNCIA EM AMOR DE CLARICE – V.2, DE RUI TORRES Vinicius Carvalho Pereira; No que tange ao emergente fenômeno da ciberliteratura, os recursos computacionais, cada vez mais sofisticados, vêm ensejando poéticas antes inimagináveis, sobretudo em termos de multiplicidade de figurações e leituras, dada a condição subversiva de devir que habita a plástica substância do digital, em transformação a cada clique do leitor. Nesse contexto, optou-se neste artigo pela análise da obra Amor de Clarice – v.2, do poeta português Rui Torres, a fim de compreender como esta, valendo-se de distintos recursos técnicos digitais, enseja efeitos estéticos em que se destacam a releitura do conto “Amor”, de Clarice Lispector (1998); a transformação de um sistema computacional, da versão 1 para a versão 2, para fins artísticos; e a impermanência dos signos dispostos na interface do software-poema, sempre movediços, permutáveis e efêmeros.
119 araticum v. 13 n. 1 (2016): Revista Araticum MURILO MENDES: A MERQUIOROSCOPIA DE UM VISIONÁRIO Adriano Lima Drumond; José Guilherme Merquior; Murilo Mendes; Poesia; Crítica literária. Para Luciana Stegagno Picchio, José Guilherme Merquior foi um dos críticos mais congeniais de Murilo Mendes. Não obstante a curiosidade que desperta a afirmação, a autora italiana não chegou a justificá-la. Afinal, trata-se aí de um poeta e de um crítico e pensador. Este artigo objetiva preencher parte dessa lacuna, caracterizando e aproximando o pensamento de Merquior e a poesia de Murilo, à luz da fortuna crítica dedicada ao poeta mineiro e ao pensador carioca. ARAÚJO, Laís Corrêa de. Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva, 2000. BARBOSA, João Alexandre. “Convergência poética de Murilo Mendes”. In: A metáfora crítica. São Paulo: Perspectiva, 1974. p.117-136. BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 50ª ed. São Paulo: Cultrix, 2015. COSTA LIMA, Luiz. “Dependência cultural e estudos literários”. In: Pensando nos trópicos (dispersa demanda II). Rio de Janeiro: Rocco, 1991. p.266-278. FONSECA BARBOSA, Leila Maria & RODRIGUES, Marisa Timponi Pereira. A trama poética de Murilo Mendes. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 2000. MERQUIOR, José Guilherme. Algumas reflexões sobre os liberalismos contemporâneos. Conferências do IL. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 1991. ______. A natureza do processo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982. ______. “A pulga parabólica (pulex irritans)”. In: A astúcia da mimese: ensaios sobre lírica.2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. p.218-225. ______. As ideias e as formas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. ______. Crítica (1964-1989): ensaios sobre arte e literatura. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990. ______. De Anchieta a Euclides: breve história da literatura brasileira. 4ª ed. ampl. São Paulo: É Realizações, 2014. ______. “Nota antipática”. In: BANDEIRA, Manuel. A poesia do Brasil. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1963. p.7-8. ______. “Notas para uma muriloscopia”. In: MENDES, Murilo. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p.11-21. ______. O elixir do apocalipse. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983. ______. O fantasma romântico e outros ensaios. Petrópolis: Vozes, 1980. ______. “Para o sesquicentenário de Matthew Arnold”. In: Colóquio Letras, Lisboa, no 10, Novembro de 1972. p.16-24. ______. Razão do poema: ensaios de crítica e de estética. 3ª ed. São Paulo: É Realizações, 2013. ______. “Renascença dos liberalismos: a paisagem teórica”. In: revista Lua Nova: cultura e política. vol. 4, no 1. São Paulo: LPM, jul-set, 1987. p.33-41. ______. “Um mestre da polêmica”. In: VEJA. Entrevista concedida a Marcos Sá Corrêa. Disponível em <>. Acesso em 10 de julho de 2016. PAZ, Octavio. “O verbo desencarnado”. In: Signos em rotação. Trad. Sebastião Uchoa Leite. Org. e rev. Celso Lafer e Haroldo de Campos. 3ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2009. p.75-91. PICCHIO, Luciana Stegagno. “Vida-poesia de Murilo Mendes”. In: MENDES, Murilo. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p.23-31. REALE, Miguel. “Merquior, paladino da racionalidade concreta”. In: Figuras da inteligência brasileira. 2ª ed. refund. e aum. São Paulo: Siciliano, 1994. p.165-183. ROCHA, João Cezar de Castro. “A visão do mundo de José Guilherme Merquior: esta edição”. In: Liberalismo: antigo e moderno. Trad. Henrique de Araújo Mesquita. 3ª ed. ampl. São Paulo: É Realizações, 2014. p.311-324. ROUANET, Sergio Paulo. “Merquior vivo”. In: Mal-estar na modernidade. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. p.294-303.
82 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum A LIÇÃO DO MESTRE AO ALUNO DE POESIA: CRÍTICA E MODERNIDADE EM DRUMMOND E PAES Albertina Vicentini;Célia Sebastiana Silva;Maria Luíza Ferreira Laboissière de Carvalho; José Paulo Paes, Drummond, Crítica, Poesia Moderna e Contemporânea Para Eliot (1968), por um princípio de crítica estética, não só de críticahistórica, nenhum artista alcança sozinho o significado completo das coisas, eleprecisa da tradição, que envolve fundamentalmente o senso histórico. Com asinquietações da arte moderna, o diálogo entre um escritor e outro se torna aindamais estreito. E é com senso histórico que, em seu primeiro livro, Paes declara: “Sãomeus todos os versos já cantados”, aludindo à ressonância das vozes da tradição emsua criação poética. Ao se autointitular “aluno”, entre humilde e irônico, o poeta, alémde eleger os seus mestres, cita nominalmente alguns e o principal deles: Drummond.Como uma das principais vozes do Modernismo brasileiro, o itabirano apresenta umapoesia que ecoa fortemente em seus sucessores. O propósito deste artigo é mostrarcomo a voz do “mestre” Carlos Drummond de Andrade atua no aluno de poesia JoséPaulo Paes ou como o aluno lê o mestre. Pretende-se verificar não as influências ouas coincidências entre esses dois poetas, mas a persistência de “certos modos depensar, de ver e de sentir”, como quer Octavio Paz (1984).
83 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum AUTOFICÇÃO E ALTERIDADE: O DESDOBRAMENTO AUTOFICCIONAL EM O OITAVO SELO - QUASE-ROMANCE, DE HELOÍSA SEIXAS Andrea Czarnobay Perrot; A partir das ideias de alguns dos principais teóricos da autoficção, este trabalho pretende abordar a obra O oitavo selo – quase-romance, de Heloísa Seixas, sob este viés e o da alteridade, na perspectiva de que o jogo autoficcional instaurado na obra abarca o processo de alteridade vivido pelos personagens em questão, Ruy Castro e Heloísa Seixas, marido e mulher, personagem e narrador. A partir de trechos da obra literária, esse “amálgama” entre eles será demonstrado e analisado, revelando um tipo peculiar de narrativa autoficcional, denominado, neste trabalho, de desdobramento autoficcional.
84 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum POR UMA INTERPRETAÇÃO TEOLÓGICA DA POESIA SOCIAL DE DRUMMOND Antônio Wagner Veloso Rocha; A indústria de destruição humana gerada pela Segunda Guerra Mundialprovocou no âmbito da filosofia, da literatura e do pensamento de um modo geral,inúmeras revoltas e inconformismos não apenas no continente europeu, mas emtodo o mundo. Sendo assim, o Brasil não constituiu uma exceção. Os horrores daguerra também impactaram a literatura brasileira. Marcadamente influenciado poresse triste acontecimento, o livro A rosa do povo (1945), de Carlos Drummond deAndrade, a partir do conjunto dos seus poemas, apresenta uma fértil reflexãoacerca da falta de perspectivas do mundo e do homem diante da realidade daguerra. A angústia de Drummond, impulsionada pela sua consciência política,social e humanista é algo premente, fazendo o poeta colocar sob suspeita a açãoefetiva de Deus no mundo. Baseando-se nestes aspectos, o presente trabalhodiscutirá a maneira como Drummond concebe esse tempo de barbárie,exprimindo a sua solidariedade às vítimas da guerra e a todos os povos por elaatingidos, a exemplo dos judeus. Assim, o nosso intento corresponde a mostrarque apesar do poeta se posicionar como um homem sem esperança e incertoquanto à existência de uma força divina que rege a vida, paradoxalmente, o seusentimento solidário, o seu clamor pela emergência de um mundo justo e semguerras apontam para um horizonte pertencente à utopia do cristianismo.
85 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum DRUMMOND, O POEMA E O JORNAL Aulus Mandagará Martins; Partindo do pressuposto de que o jornal opõe-se radicalmente à poesia, conforme Stéphane Mallarmé, bem como opera a separação entre fato e experiência, de acordo com Walter Benjamin, pretende-se verificar, através da leitura de alguns poemas de Carlos Drummond de Andrade (sobretudo ―Poema do jornal‖ e ―Notícias‖), de que modo a apropriação do jornal (enquanto tema e linguagem) pelo poema desdobra-se na reflexão de uma poesia moderna voltada para o cotidiano, para o social e para o histórico, sem replicar, contudo, a linguagem instrumentalizada e utilitarista desse meio de comunicação.
86 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum O A PRIORI E O “PENSAR” O EU POÉTICO EM “A MÁQUINA DO MUNDO”, DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Danilo Barcelos Corrêa; O eu dos poemas de Carlos Drummond de Andrade faz pensar um “ser”que está além do conceito de eu poético. Para ele, o ser busca ser e estarenvolvido com a humanidade. Ao mesmo tempo, o eu poemático percebe, a suamaneira, a separação entre seres e coisas. A partir disso, o presente trabalhodiscute de que maneira Carlos Drummond de Andrade, em “A máquina domundo”, busca um a priori, a essência do que se quer cantar, e, com isso, propõeum pensar poético.
87 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum INTERSEMIOSE NA POESIA DE DORA FERREIRA DA SILVA Enivalda Nunes Freitas e Souza;Maria Goretti Ribeiro; Realizamos, neste trabalho, uma leitura intersemiótica de O leque,obrada poeta brasileira Dora Ferreira da Silva, evidenciando o diálogo intertextualentre o referido poema, a dança e as telas Celina con abanico III, de FabianPerez, Il ventaglio rosso, de Federico Zandomeneghi e Dos mujeres en el teatro,de Mary Cassatt. Tecemos considerações sobre a estrutura poemática, seusefeitos rítmicos, sonoros, sinestésicos e plásticos; os aspectos imagéticoconteudísticose a focalização do sujeito poético. É por meio desses elementosque se estabelece a relação ecfrástica entre a palavra, o movimento e a imagem,demonstrando a transcriação descritiva do objeto poético através da qual sãoconstruídas as imagens da dança e da pintura neste texto.
88 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum ADALGISA NERY EM TRÊS COMPOSIÇÕES LÍRICAS Éverton Barbosa Correia; Em 1937 Adalgisa Nery publicou um livro intitulado Poemas, soborganização de Murilo Mendes, que havia publicado um título homônimo em 1930e era próximo ao casal Nery antes mesmo daquela primeira publicação dapoetisa. Diante de tais referências, abordaremos três composições líricas alicoligidas, a pretexto de conferir um perfil autoral à escritora, para quem o poetamineiro se faz referência obrigatória, sobretudo após a apreciação daquele seulivro por Mário de Andrade no célebre ensaio “Poesia em 1930”. A partir daí,esmiuçaremos os princípios acionados pelo modernista para avaliar a produçãopoética da época, já que não houve registro da recepção crítica da produçãoliterária da iniciante, que só veio a se tornar figura pública na segunda metadedaquela década.
89 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum “ENTOANDO A MARSELHESA DO MATRIMÔNIO”: A REPRESENTAÇÃO FEMININA NO CONTO “CAPÍTULO DOS CHAPÉUS”, DE MACHADO DE ASSIS Greicy Pinto Bellin; O objetivo do presente artigo é analisar a representação da figura feminina no conto “Capítulo dos chapéus”, de Machado de Assis, relacionando-a ao contexto cultural da época, caracterizado pelo expressivo afrancesamento arquitetônico e literário do Rio de Janeiro às vésperas da Abolição da escravatura e Proclamação da República, tendo em vista o ano de publicação do conto no periódico A Estação. O veículo de publicação da narrativa será também considerado nesta análise, no sentido de evidenciar o entrelaçamento entre a representação da figura feminina e as demandas colocadas pelo público leitor do periódico, no qual Machado de Assis colaborava de maneira assídua. ASSIS, Machado de. Obra completa. vol. 2. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008. ASSIS, Machado de. Bons Dias! Organização e notas de John Gledson. Campinas: Editora da UNICAMP, 2008. BAUDELAIRE, Charles. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006. BELLIN, Greicy Pinto; SCHMIDT, Ana Lessa; CHENEY, Glenn. Miss Dollar: Storiesby Machado de Assis. Hanover: New London Librarium, 2016. CRESTANI, Jaison. “O perfil editorial da revista A Estação: jornal ilustrado para a família”. Revista Anpoll: v. 1, n. 25, p. 324-356, 2008. Disponível em: https://revistadaanpoll.emnuvens.com.br/revista/article/view/67 GLEDSON, John. Por um novo Machado de Assis – ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. SCHWARZ, Roberto. “As ideias fora do lugar”. In: SCHWARZ, Roberto. Que horas são? – ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. p. 29-48. ROCHA, João Cezar de Castro. Machado de Assis: por uma poética da emulação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013. RONCARI, Luiz. “O aprendizado do escritor e o esclarecimento de Mariana”. Revista Brasileira de História. V. 25, n. 50, São Paulo, 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882005000200010 SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
90 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum NOS JARDINS: REFLEXÕES SOBRE A POÉTICA DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Ivana Ferrante Rebello; Este trabalho apresenta uma leitura comparatista de poemas de CarlosDrummond de Andrade sobre os jardins, em diferentes momentos da sua escritapoética. Seus jardins constituem lugares em que o sujeito lírico expressa seuolhar sobre o espaço urbano e em que se pode ler a confusão entre o sentimentoíntimo do poeta e o lugar público, pertencente a todos. Na concepção dessepaisagismo íntimo, identificamos a consciência, em sua poética, dos espaços e daforma como estes se constituem historicamente. A poética do autor mineiroevidencia, em tempos diferentes, representações diferenciadas de jardins.
91 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum A SABEDORIA SENSORIAL DO VERBO: DRUMMOND E A TRADUÇÃO DE POESIA Marcus Rogério Salgado; Em 2003, sob organização de Júlio Castañon Guimarães, foi publicadauma recolha de poemas traduzidos por Carlos Drummond de Andrade. Essafaceta pouco mencionada do poeta não era exatamente uma surpresa, mas, dequalquer forma, a emergência dessas traduções colaborou decisivamente pararedimensionar criticamente sua atuação no campo literário brasileiro entre asdécadas de 1960 e 1970 e para ampliar o entendimento sobre os diálogosintertextuais que se travam no interior de sua obra. No artigo que segue,focalizaremos duas traduções realizadas por Drummond: a primeira, de umfragmento de “Batuque”, poema de Aimé Césaire; a segunda, de duas séries depoemas-aforismos de Malcolm de Chazal.
92 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum DRUMMOND E SEU BAÚ DE SURPRESAS Raquel Beatriz Junqueira Guimarães; Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava, em entrevistas a jornais,revistas, confessaram sua amizade, cumplicidade e afinidades literárias.Conhecendo, na obra e na vida desses dois escritores, o tipo de relação artísticae afetiva que há entre eles, procura-se, neste artigo, discutir os poemas deDrummond que se dedicam a apresentar e analisar a figura múltipla de PedroNava em sua condição de memorialista e amigo. Pretende-se analisar otratamento dado por Drummond à obra de Nava e o modo de expressãoconfessional presente nos poemas que se pautam por uma evidentedemonstração de afeto. Isso será feito por meio da apresentação de poemasescritos por Drummond, para e sobre o amigo. Procura-se demonstrar, na análiseproposta, a atitude crítica de Drummond frente à obra de Nava e o labor poéticoverificado nos poemas, tanto nos de natureza crítica e analítica, quanto nos denatureza confessional.
93 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum BORGES E DRUMMOND – ANOS 1920 E 1930 Roberto Alexandre do Carmo Said; Este texto visa ao estudo comparado das produções críticas eliterárias de Jorges Luis Borges e Carlos Drummond de Andrade elaboradasnos decênios de 1920 e 1930, período em que os dois escritores cruzavamanônimos as ruas de suas respectivas cidades como aspirantes a uma carreiraliterária. Interessa-me estudar os devires da obra ainda por vir, isto é, a históriade suas experiências de escrita em seu vir-a-ser moderno. E, com os doisescritores, estamos diante de uma modernidade paradoxal em que o novo e ovelho, a tradição e o experimentalismo, a memória e o futuro encontramparticulares e fecundas formas de articulação.
94 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum REPRESENTAÇÕES DA LOUCURA NA OBRA DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Roniê Rodrigues da Silva; Partindo dos estudos de Michel Foucault a respeito das genealogiasdas relações de poder e da história da loucura na Era Clássica, o presente artigovisa realizar uma leitura crítica de dois textos do escritor brasileiro CarlosDrummond de Andrade, observando como a ideia de anormalidade se constituiatravés de uma “vontade de verdade”, que por meio de dispositivos de controlecria formas de segregação da alteridade desviante, impondo-lhe como destino aprisão, o manicômio, o esquecimento.
95 araticum v. 16 n. 2 (2017): Revista Araticum GRANDE SERTÃO: VEREDAS E FAMIGERADO: OU COMO PASSAR DA CORDIALIDADE PARA A CIVILIDADE Luciene Pereira; cordialidade; civilidade; Famigerado; Raízes do Brasil; João Guimarães Rosa. Neste artigo, intentou-se evidenciar nas narrativas Grande Sertão: veredas e “Famigerado”, escritas por João Guimarães Rosa, elementos da discussão sociológica realizada em Raízes do Brasil de forma a contribuir para ilustração do conceito de cordialidade conforme desenvolvido por SBH. Argumenta-se que, ao representar o encontro entre os personagens principais com o “doutor” ilustrado, Rosa ilumina os conceitos de cordialidade e civilidade, compreendidos em Raízes do Brasil. CÂNDIDO, Antônio. Iniciação à literatura Brasileira: resumo para principiantes, Humanitas publicações: SP, 1999, p. 37 COUTO, Ribeiro. “Carta a Alfonso Reyes”. Revista do Brasil – Ano 33 – nº 6 – 1987, p. 30-31. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. MALERBA, Jurandir. Atualidade de Sérgio Buarque de Holanda. ArtCultura, Uberlândia, v. 14, n.25, p.9-20, jul.dez.2012, p. 13 ROSA, João Guimarães. Relações com os outros. Fundo Henriqueta Lisboa. Acervo de Escritores Mineiros da UFMG. B869.33r788C v.5. 06CELHL ___. Ficção completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 1-2. ROSENFIELD, Kathrin Holzermayr. O “Estrangeiro interno” de João Guimarães Rosa. In: HOLANDA, S.A. de O. (Org.). Imagens, arquivo e ficção em Guimarães Rosa. Curitiba: CRV, 2011. SCHWARCZ, Lília Moritz; STARLING, Heloísa. Medos privados em lugares públicos. In: Folha de São Paulo. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2013/11/1365607-medos-privados-em-lugares-publicos.shtml. Publicado em 03.11.2013. Acessado em 29.07.2015 ___; STARLING, Heloísa Murgel. Brasil: uma biografia, São Paulo: Companhia das Letras, 2015. WEGNER, Robert. Um ensaio entre o passado e o futuro. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Edição comemorativa 70 anos. Org. ARAÚJO, Ricardo Benzaquen de; SCHWARCZ, Lília Moritz, São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 335-364. WISNIK, J. M. O famigerado. In: Scripta, Belo Horizonte, v.5, n. 10, p. 177-198, 1º sem. 2002, p. 177
98 araticum v. 15 n. 1 (2017): Revista Araticum BUCÉFALO, CAVALO DE BATALHA DE ALEXANDRE DA MACEDÔNIA, E SUA METAMORFOSE EM “O NOVO ADVOGADO”, DE FRANZ KAFKA Adelaide Caramuru Cezar;Flávio Luis Freire Rodrigues; Objetiva-se leitura de “O novo advogado”, primeiro dos catorze contos presentes em Um médico rural, coletânea de Franz Kafka. O miniconto, constituído por três parágrafos a ocuparem uma página e meia de Um médico rural, possui um narrador em primeira pessoa a tecer considerações sobre a grotesca imagem com a qual se depara: Bucéfalo, cavalo-de-batalha de Alexandre da Macedônia, subindo as escadas do parlamento em pleno século XX, transmutado em advogado. Sabe-se que na História, registrada por Plutarco e por Virgílio, Bucéfalo morreu antes de Alexandre na batalha fatal ocorrida na Índia, citada no conto. Por que Kafka, em sua releitura do mito, fez com que ele sobrevivesse a seu amo?
99 araticum v. 15 n. 1 (2017): Revista Araticum UMA LEITURA DO INSÓLITO NOS CONTOS “O HORLA”, DE MAUPASSANT E “O VISITANTE”, DE VICTOR GIUDICE Fernanda Aquino Sylvestre; Os contos “O Horla”, de Maupassant e “O visitante”, de Giudice dialogam, levando-nos a crer que Giudice possa ter sido um provável leitor de seu predecessor francês, Maupassant. Embora Giudice tenha como provável fonte para a escrita de sua narrativa a de Maupassant, os caminhos traçados pelo autor para construir o elemento insólito que figura como mote da narrativa toma rumos diferentes em “O visitante”. Partindo dessas considerações, este artigo pretende mostrar as relações intertextuais entre os referidos contos, a forma como o duplo é tratado nas duas narrativas e como se configura o elemento insólito nos contos mencionados.
100 araticum v. 15 n. 1 (2017): Revista Araticum TERRA SONÂMBULA: UMA REVOLUÇÃO ENCENADA PELO INSÓLITO Geraldo da Aparecida Ferreira; Terra Sonâmbula, do escritor moçambicano Mia Couto, é considerado um dos maiores expoentes da produção literária africana do século XX. Neste artigo buscaremos enfocar a utilização do insólito como fio condutor das duas narrativas que se desenvolvem ao longo do livro. Num texto recheado de tradições e crenças daquele povo africano, apontaremos para uma vertente de leitura que privilegia o fantástico, o mágico, enfim, as manifestações do insólito como parte fundamental na estrutura dessa obra.
101 araticum v. 15 n. 1 (2017): Revista Araticum O SÉTIMO JURAMENTO: UMA HISTÓRIA DE MAGIA? Jane Rodrigues; Este texto se propõe a discutir a obra O sétimo juramento, de Paulina Chiziane, no âmbito do insólito. Inicialmente, refletindo sobre o que significa, de fato, tal conceito (tão caro aos estudos literários contemporâneos) para as sociedades africanas, neste caso específico, a sociedade moçambicana. Depois, objetiva-se pensar como a autora se posiciona ética e esteticamente frente ao trabalho que realiza neste sentido.
102 araticum v. 15 n. 1 (2017): Revista Araticum NARRATIVAS DA REIFICAÇÃO: “EMBARGOS”, DE JOSÉ SARAMAGO, E “A AUTO-ESTRADA DO SUL”, DE JULIO CORTÁZAR Jean Pierre Chauvin; Julio Cortázar (1914-1984) e José Saramago (1922-2010) converteram oautomóvel em protagonista de dois contos notáveis, publicados respectivamente em 1966e 1978. As narrativas discutem o insólito e problematizam a relação entre os homens e osobjetos. ARISTÓTELES. Poética. 1a reimp. Tradução: Edson Bini. Bauru: Edipro, 2014. BARTHES, Roland. Mythologies. Paris: Éditions du Seuil, 1970. BAUDRILLARD, Jean. Le système des objets. Paris: Gallimard, 1968. _____. Para uma crítica da economia política do signo. Tradução: Aníbal Alves. Rio de Janeiro: Elfos; Lisboa: Edições 70, 1995. BENVENISTE, Émile. O aparelho formal da enunciação. In: _____. Problemas de Linguística Geral II. 2a ed. Tradução: Marco Antônio Escobar. São Paulo: Pontes Editores, 2006, pp. 81-90. BOURDON, Albert-Alain. História de Portugal. Tradução: Joaquim Soares da Costa. Lisboa: Edições Texto & Grafia, 2013. CORTÁZAR, Julio. A auto-estrada do Sul. In: _____. Todos os fogos o fogo. 7a ed. Tradução: Glória Rodrigues. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, pp. 7-41. FLUSSER, Vilém. Pós-história: vinte instantâneos e um modo de usar. São Paulo: Annablume, 2011. FREUD, Sigmund. Psicologia das massas e análise do eu e outros textos (1920- . Tradução: Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, LE GOFF, Jacques. História e memória. 5a ed. Tradução: Irene Ferreira; Bernardo Leitão; Suzana Ferreira Borges. Campinas (SP): Editora da Unicamp, 2003. LEFEBVRE, Henri. A vida cotidiana no mundo moderno. Tradução: Alcides João de Barros. São Paulo: Ática, 1991. LUKÁCS, Georg. A teoria do romance: um ensaio histórico-filosófico sobre as formas da grande épica. Tradução: José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2000. MARX, Karl. O capital: crítica da economia política – livro I. 26a ed. Tradução: Reginaldo Sant’Anna. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. Revista Araticum Programa de Pós-graduação em Letras/Estudos Literários da Unimontes v.15, n.1, 2017. ISSN: 2179-6793 – Qualis B1 PROPP, Vladimir. As transformações dos contos maravilhosos. In: TODOROV, Tzvetan.Teoria da literatura: textos dos formalistas russos. Tradução: Roberto Leal Ferreira. São Paulo: Editora Unesp, 2013, pp. 271-303. ROCHA, Edgar. Portugal, anos 60: crescimento econômico acelerado e papel das relações com as colônias. Análise Social, vol. XIII, pp. 593-617, 1977. SARAMAGO, José. Coisas. In: _____. Objecto quase. 7a reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, pp. 31-46. SÁVIO, Marco Antônio Cornacioni. A modernidade sobre rodas: tecnologia automotiva, cultura e sociedade. São Paulo: Educ, 2003. STARACE, Giovanni. Os objetos e a vida: reflexões sobre as posses, as emoções, a memória. Tradução: Sergio Maduro. São Paulo: Martins Fontes, TODOROV, Tzvetan. As categorias da narrativa literária. In: BARTHES, Roland et al. Análise estrutural da narrativa. 3a. ed. Petrópolis: Vozes, 1973. _____. Introdução à literatura fantástica. 3a ed. Tradução: Maria Clara Correa Castello. São Paulo: Perspectiva, 2004. VANEIGEM, Raoul. A arte de viver para as novas gerações. Tradução: Leo Vinícius. São Paulo: Conrad, 2002.
103 araticum v. 15 n. 1 (2017): Revista Araticum HÉLIA CORREIA E OS LUGARES DO INSÓLITO Patrícia da Silva Cardoso; Uma das balizas da crítica para a abordagem da literatura de ficção é a que separa a literatura séria e a de entretenimento. No contexto da produção em língua portuguesa não é difícil observar que tal distinção parte, muitas vezes, do tema desenvolvido pela obra estudada. Nesse sentido, a presença de elementos identificáveis com o insólito, seja ele de caráter sobrenatural ou não, num texto torna-o um bom candidato a ser incluído entre as fileiras do entretenimento. Neste artigo proponho uma revisão dessa baliza a partir da análise de dois contos de Hélia Correia, “Fascinação” e “Uma noite em Luddenden”.
104 araticum v. 15 n. 1 (2017): Revista Araticum ARIADNE E O INSÓLITO LABIRINTO DA CIDADE FICTIVA Paula Vera-Bustamante;
105 araticum v. 15 n. 1 (2017): Revista Araticum MURILO RUBIÃO E A ESPERA DO CONVIDADO Ricardo Iannace; Este artigo analisa o conto “O convidado”, de Murilo Rubião, atendo-se à especificidade do gênero fantástico na estrutura verbal do autor mineiro; examina, na narrativa que levara 26 anos para ser concluída, temas como: (1) o malogro da escrita, (2) o aspecto cambiante que dá conformação aos planos de expressão do sonho e da realidade, a convergir para a projeção do duplo e da sombra com vistas ao retrato pictórico arraigado no enredo, (3) a representação do jogo, à luz do pensador Johan Huizinga, operando a construção de sentido do texto.
140 araticum v. 11 n. 1 (2015): Revista Araticum Editores Executivos Osmar Pereira Oliva; Editores Executivos
142 araticum v. 11 n. 1 (2015): Revista Araticum MARIA PEREGRINA DE SOUSA ESCREVE NO ÍRIS Ana Cristina Comandulli; Gonçalves Dias, Alexandre Herculano, Primeiros Cantos, crítica literária. Maria Peregrina de Sousa nasceu no Porto em 13 de fevereiro de 1809. O nome de batismo era simplesmente Maria de Sousa, recebendo o acréscimo de Peregrina por seu tio, em função de todas as mudanças que sua família fez pelos arredores do Porto quando da invasão francesa em Portugal.Foi, em meio às turbulências da vida, que Peregrina deu início aos seus escritos, e o seu primeiro poema foi enviado ao Archivo Pitoresco. Em seguida, passou a publicar na Revista Universal Lisbonense, com o pseudônimo de “Uma Obscura Portuense”, uma série de escritos sobre crenças e superstições do Minho.O pseudônimo e o cariz dos escritos deixaram curiosa toda a gente, incluindo o próprio redator da Revista, António Feliciano de Castilho, que declarou ter conseguido desvendar a identidade da escritora do Porto. Amigos, passou Castilho a exercer forte influência em Peregrina. Foi Castilho que levou Peregrina a publicar no Jornal Iris, do Rio de Janeiro, cujo redator era José Feliciano de Castilho Barreto e Noronha. O que se pretende neste texto é discutir a participação de Maria Peregrina de Sousa, escritora portuguesa, no periódico brasileiro Iris. CAMÕES. Os Lusíadas. São Paulo: Editor: Victor Civita, 1979. CANDIDO, António. Formação da literatura brasileira. 6ª edição. Belo Horizonte: Itatiaia, 1981. CRUZ, Carlos Eduardo da. Do exílio ao exílio: Alexandre Herculano no liberalismo português. UFRJ/PPGL: Revista Garrafa nº 20, 2010. p. 4. DAVID, Sérgio Nazar. O século de Silvestre da Silva: estudos sobre Garrett, A.P. Lopes de Mendonça, Camilo Castelo Branco e Júlio Dinis. Lisboa: Editora Prefácio, 2007. DIAS, Gonçalves. Primeiros Cantos. 4ª edição. Leipizig: F.A. Brockhaus, 1865. GARRETT, Almeida. Bosquejo da história da poesia e língua portuguesa. Volume I. Porto: Lello & Irmão, 1963. GUINSBURG, J. O Romantismo. São Paulo: Editora Perspectiva, 2008. HERCULANO, Alexandre. Opúsculos. Tomo IX. Lisboa: Livraria Bertrand, s/d. - - -. Futuro litterario de Portugal e do Brazil. Por ocasião da leitura dos Primeiros Cantos: poesias do Sr. A. Gonçalves Dias. Revista Universal Lisbonense, 1847. Tomo 7, pag. 5. MALARD, Leticia. Alexandre Herculano e a literatura brasileira. In: Cadernos do Centro de Pesquisas Literárias da PUCRS. Porto Alegre, Volume 1, Número 2, junho de 1995.Pag. 29. MENDONÇA, António Pedro Lopes de. Memórias de litteratura contemporânea. Lisboa: Ttypographia do Panorama, 1855. SARAIVA, António Jose. LOPES, Óscar. História da literatura portuguesa.17ª edição. Porto: Porto Editora, 1996. SHELLEY, Percy Bysshe. Defesa da poesia. 3ª edição. Coleção Filosofia & Ensaios. Lisboa: Guimarães Editores, 1986.
109 araticum v. 14 n. 2 (2016): Revista Araticum A MINISSÉRIE GRANDE SERTÃO VEREDAS: DE ENTRETENIMENTO A REGISTRO MEMORIALÍSTICO Andrea Cristina Martins Pereira; Este ensaio tem como objetivo apontar aspectos da adaptação doromance Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa (1956), para aminissérie homônima, dirigida por Walter Avancini (1985), naquilo que manteve deaproximação com a obra literária, e nas opções que romperam com o hermetismoinerente à escrita de Rosa, garantindo a aproximação com o público telespectadore com a crítica. Mais do que uma obra de entretenimento de qualidade, noentanto, três décadas depois do lançamento da minissérie, os registrosimagéticos e sonoros feitos em locações predominantemente norte mineiras, seconfiguram como documentos da memória de um sertão autêntico, em vias deextinção. A pesquisa se apoia em teorias semióticas, estudos sobre o sertão,comunicação de massa e relações entre literatura e audiovisual. AVANCINI, Walter, DURST, Walter George. Grande sertão: veredas (minissérie). Rio de Janeiro: Glomo Marcas, 2009. LEITE, Sérgio Lara. A literatura no cinema. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1984. GASPAR, Maurice. Dans le sertão de Minas. Bélgica: Malines, 1910. MEMÓRIA GLOBO. Disponível em http://memoriaglobo.globo.com/programas/entretenimento/minisseries/grandesertao-veredas/producao.htm PEREIRA, Andrea Cristina Martins Pereira. A princesa e o rei: um estudo sobre a construção do sentido em Hoje é dia de Maria e A Pedra do Reino. Tese (Doutorado- Programa de Pós-Doutorado em Letras/Estudos de Linguagem) – Niterói: UFF, 2014. ROSA, Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. SAINT-HILAIRE, Auguste. Viagem pelas províncias do Rio de Janeiro a Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, São Paulo: EdUSP, 1975.
110 araticum v. 14 n. 2 (2016): Revista Araticum A LITERATURA DE AUTORIA FEMININA E OS ANOS 30 NO BRASIL Constância Lima Duarte; década de 30, autoria feminina, historiografia literária A pretexto de falar das mulheres brasileiras que publicaram na década de 30, o texto resgata um momento específico de nossa literatura e questiona a ausência das escritoras na historiografia nacional. Se se considera a importância histórica desta década na vida das mulheres, torna-se compreensível tanto a dimensão introspectiva como o engajamento presentes na ficção que produziram. Se não fizeram uma “revolução literária”, com certeza praticaram a “literatura revolucionária”, citando João Luiz Lafetá. Também por isso a escrita feminina foi, desde que surgiu, questionada, criticada, e privada das qualidades atribuídas à escrita dos homens, por sua vez considerada a literatura tout court. ALMEIDA, Edwirgens A. Ribeiro Lopes de. O legado ficcional de Lúcia Miguel Pereira. Escritos da tradição. Florianópolis: Editora Mulheres, 2011. BITTENCOURT, Adalzira. Sua Excia. A Presidente da República no ano 2500. In Visões do passado, previsões do futuro. Duas modernistas esquecidas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro; Editora UFG, 1996. BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 33 ed. São Paulo: Cultrix, 1995. CAMPOS, Augusto de. Pagu vida-obra. São Paulo: Brasiliense, 1982. GALVÃO, Patrícia (Pagu). O Homem do Povo, n. 8, p.2, 13 abr. 1931. GALVÃO, Patrícia (Mara Lobo). Parque industrial. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. GOTLIB, Nádia Battella. “A literatura feita por mulheres no Brasil”. In Refazendo nós. Org. Izabel Brandão & Zahidé L. Muzart. Florianópolis: Editora Mulheres, EDUNISC, 2003. LAFETÁ, João Luiz. “Estética e ideologia: o modernismo em 1930”. Argumento. Revista Mensal de Cultura. Ano 1, número 2, novembro de 1973. MORAES, Eneida de. Aruanda – Banho de cheiro. Belém: SECULT; FCPTUN, 1989. QUEIROZ, Dinah Silveira de. Floradas na serra. 26 ed. Rio de Janeiro: Record, 1989. RAMOS, Graciliano. Linhas tortas. São Paulo: Record, 1980. Site: www.escritorasbaianas.ufba.br Acessado em 30 / 09/ 2014.
111 araticum v. 14 n. 2 (2016): Revista Araticum MEMÓRIAS DE INFÂNCIA: O LUGAR DA MENINA/MULHER EM A FADA MENINA, DE LÚCIA MIGUEL PEREIRA Edwirgens Aparecida Ribeiro Lopes de Almeida; CANDIDO, Antonio. Lúcia. In: O albatroz e o chinês. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2004. p. 127-132. GOUVEIA, Maria Cristina. A construção do “infantil” na literatura brasileira. Revista Teias. V.1, n.2. julho-dezembro, 2000. p. 1-13. HARDING, Sandra. A instabilidade das categorias analíticas na teoria feminista. Revista Estudos Feministas. n.1. Ano 6, 1993. p. 7-31. NADER, Maria Beatriz. Mulher: do destino biológico ao destino social. 2 ed.Ver. Vitória: EDUFES, 2001. PEREIRA, Lúcia Miguel. A Fada menina. Porto Alegre: Edição da livraria do Globo, 1939. PEREIRA, Lúcia Miguel. A leitora e seus personagens: seleta de textos publicados em periódicos (1931- 1943), e em livros. Prefácio, Bernardo de Mendonça; pesquisa bibliográfica, seleção e notas, Luciana Viégas- Rio de Janeiro: Grafia Editorial, 1992. PEREIRA, Lúcia Miguel. Lúcia Miguel Pereira- escritos da maturidade. Seleta de textos publicados em periódicos (1944- 1959), e em livros. Pesquisa bibliográfica, seleção e notas, Luciana Viégas- Rio de Janeiro: Grafia Editorial, 1994. WANDERLEY, Márcia Cavendish. Lúcia Miguel Pereira: do conservadorismo ao liberalismo. In: RAMALHO, Christina (Org.) Literatura e feminismo. Propostas teóricas e reflexões críticas. Rio de Janeiro: Elo Editora, 1999. p.73-84.
112 araticum v. 14 n. 2 (2016): Revista Araticum A REPRESENTAÇÃO DO FEMININO NA OBRA DE LUIZ VILELA Eunice Prudenciano de Souza;Rauer Ribeiro Rodrigues; conto; feminismo; ficção e história; gênero; sociedade. Traçamos as particularidades das protagonistas dos seguintes contos de Luiz Vilela: “Nosso dia” e “Vazio”, de Tremor de terra (1967), “Catástrofe”, de A cabeça (2002), e “Era aqui”, de Você Verá (2013). Em “Nosso dia”, temos o espaço patriarcal de personagem feminina submissa ao marido. Em “Vazio”, o descompasso entre homem e mulher é representado de forma trágica. Em “Catástrofe”, a voz feminina acaba por prevalecer. No conto “Era aqui”, há mensagem de esperança na possibilidade de convivência entre homem e mulher. Os contos, a nosso ver, retratam a trajetória do feminino na sociedade ocidental no século XX. Para traçar tal percurso, recorremos a estudos históricos e sociológicos, sob a ótica de que o feminismo acarretou profundas modificações nas teorias sociais, nas ciências humanas e na organização da sociedade, questionando papeis e conceitos cristalizados. O conto de Luiz Vilela ficcionaliza esse múltiplo universo. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: Lamparina,2014. MILLETT, Kate. Política sexual. Trad. Alice Sampaio, Gisela da Conceição, Manuela Torres. Lisboa: Dom Quixote, 1975. RAUER [Rauer Ribeiro Rodrigues]. Faces do conto de Luiz Vilela. Araraquara, SP, 2006. 2 v. xiv, 547 f. Tese (Doutorado, Estudos Literários) - FCL-Ar, Unesp. Disponível em: http://gpluizvilela.blogspot.com.br/p/fortuna-critica.html. Acesso em set. de 2015. RODRIGUES, Rauer Ribeiro. Era aqui, ficção e sociedade em um conto de Luiz Vilela. Revista Alēre, UFMT, Tangará da Serra, MT, v. 6, n. 6, dez. 2012, p. 123-134. SENA, Aline de Jesus. Da submissão à dominação: As mulheres na obra de Luiz Vilela. Campo Grande, MS, 2010, 149 fls.. Dissertação (Mestrado, Estudos de Linguagens) —PPGMEL, UFMS. VILELA, Luiz. A cabeça. São Paulo: Cosac &Naify, 2002. VILELA, Luiz. No bar. 2. ed. São Paulo: Ática, 1984. VILELA, Luiz. Tremor de terra. Rio de Janeiro: Gernasa, 1972. VILELA, Luiz. Você verá. São Paulo: Record, 2013.
113 araticum v. 14 n. 2 (2016): Revista Araticum A REPRESENTAÇÃO DA MULHER INDEPENDENTE NA OBRA DE RACHEL DE QUEIROZ Laile Ribeiro de Abreu; Rachel de Queiroz, dialogismo, personagem feminina, mulher independente, donzela-guerreira. Este artigo propõe uma leitura da obra ficcional de Rachel de Queiroz, privilegiando os romances O Quinze (1930), Caminho de pedras (1937), As três Marias (1939), Dôra, Doralina (1975) e Memorial de Maria Moura (1992). Há um fio dialógico que une os romances, estabelecendo interseções entre eles, conduzindo-os à representação de personagens femininas, cujo perfil as configura como mulheres que lutam por uma independência em espaço dominado pelo masculino, sendo necessário, às vezes, pegar em armas para realizar seu intento, o que aproxima a última protagonista, Maria Moura, da donzela-guerreira medieval. BARBOSA, Lúcia Dias Leite. Protagonistas de Rachel de Queiroz: caminhos e descaminhos. São Paulo: Pontes, 1999. BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 4. ed. Tradução de Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2003. BOSI, Alfredo. História concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 2006. BUENO, Luís. O romance proletário em Rachel de Queiroz. Revista Letras, vol.47 (1997) Disponível em: . Acesso em: 23/02/2013. CADERNOS DE LITERATURA BRASILEIRA. Rachel de Queiroz. São Paulo: Instituto Moreira Salles, set. 1997, v.4. COELHO, Nelly Novaes. Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras. São Paulo: Escrituras, 2002. GALVÃO, Walnice Nogueira. A donzela-guerreira: um estudo de gênero. São Paulo: SENAC, 1998. GURGEL, Ítalo. Uma leitura íntima de Dôra, Doralina. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, Casa de José de Alencar, 1997. HOLLANDA, Heloísa Buarque de. O ethos Rachel. In CADERNOS DE LITERATURA Brasileira. Rachel de Queiroz. São Paulo: Instituto Moreira Salles, v. 4, set. 1997. HOUAISS, Antônio. Memorial de Maria Moura. Jornal do Comércio. Rio de Janeiro, p.4-6, 06 out.1992. NERY, Hermes Rodrigues. Presença de Rachel. Ribeirão Preto: FUNPEC, 2002. PINTO, Cristina Ferreira. O bildungsroman feminino: quatro exemplos brasileiros. São Paulo: Perspectiva, 1990. QUEIROZ, Rachel de. Dôra, Doralina. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989 (Obra reunida, v. 2). ___________. Memorial de Maria Moura. 9. ed. Rio de Janeiro: Siciliano, 1989. ___________. O Quinze. São Paulo: Siciliano, 2000. ___________. João Miguel. 7. Ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978. ___________. Caminho das pedras. 11. ed. São Paulo: Coleção Aché, 1990. ___________. As três Marias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989. (Obra reunida, v.2) RIBEIRO, Luís Filipe. Maria Moura, Codinome Rachel de Queiroz. In: Geometria do imaginário. Galiza: Edicións Laiovento – Vento do Sul: 1999.
114 araticum v. 14 n. 2 (2016): Revista Araticum A HISTÓRIA EM CURSO: RECORDAÇÕES DO ESCRIVÃO ISAÍAS CAMINHAE AS TRANSFORMAÇÕES DO RIO DE JANEIRO Revista Araticum;Marta Rodrigues; Lima Barreto, Recordações do escrivão Isaías Caminha, imprensa, Bota-Abaixo, cidade. O trabalho em questão é fruto do desdobramento de minha tese de doutorado, que gerou uma pesquisa mais ampla na obra de Lima Barreto. A pesquisa se volta especialmente aos aspectos relacionados ao papel do narrador, às decepções histórico-sociais dos personagens, às transformações do espaço e das estruturas sociais em decorrência das mudanças de ordem histórica. Lima Barreto foi uma autor de seu tempo, e esse tempo foi de transformações. O processo de remodelação da cidade do Rio de Janeiro, no chamado “Bota-Abaixo”, do prefeito Pereira Passos, não transformou somente a configuração física da cidade, mas representou também uma mudança na vida dos cariocas. O presente estudo tem como proposta analisar esses aspectos no romance Recordações do escrivão Isaías Caminha. BARRETO, Lima. Recordações do escrivão Isaías Caminha. SP: Brasiliense, 1983. BENJAMIN, Walter. Paris, capital do século XIX. SP: Brasiliense, 1989. CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira. SP: Itatiaia, 1959. FIGUEIREDO, Carmem Lúcia N. Lima Barreto e o fim do sonho republicano. Rio de Janeiro, RJ, Brasil: Tempo Brasileiro, 1995. HALL, Stuart. Pensando a Diáspora (Reflexões Sobre a Terra no Exterior). In: Da Diáspora: Identidades e Mediações Culturais. Liv Sovik (org); Trad. Adelaine La Guardia Resende. Belo Horizonte: Editora UFMG; Brasília: Representação da Unesco no Brasil, 2003. SODRÉ, Nelson Werneck. A história da imprensa no Brasil. RJ: Civilização Brasileira, 1966.
115 araticum v. 14 n. 2 (2016): Revista Araticum BARBA AZUL, HISTÓRIAS DE ONTEM E DE HOJE Regina Silva Michelli Perim; Barba Azul, feminino, masculino Este trabalho objetiva analisar, comparativamente, narrativas que dialogam com a história de Barba Azul, registrada por Perrault, observando a estrutura do enredo e a configuração identitária arquetípica de personagens femininas e masculinas. BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. São Paulo: Paz e Terra, 1980. BRAGA, Teófilo. Contos tradicionais do povo português. v.1. 4.ed. Lisboa: Dom Quixote, 1998. CARTER, Angela. O quarto do Barba-Azul. Trad. Carlos Nougué. Prefácio de Vivian Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000. CALVINO, Ítalo. Fábulas italianas. São Paulo: Cia. das Letras, 1992. COELHO, Adolfo. Contos populares portugueses. Lisboa: Ulmeiro, 1999. COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. ESTÉS, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. GRIMM, Jacob; GRIMM, Wilhelm. Contos maravilhosos infantis e domésticos (1812-1815). Tomo 1. Ilustrações J. Borges, trad. Christine Röhrig e apresentação Marcus Mazzari. São Paulo: Cosac Naify, 2012. HUTCHEON, Linda. Poética do pós-modernismo: história, teoria, ficção.Rio de Janeiro: Imago, 1991. JUNG, Carl Gustav. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. 5.ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 2007. JUNG, Emma. Animus e anima. São Paulo: Cultrix, 2006. LOBATO, Monteiro (trad. e adap.). Contos de fadas – por Perrault. São Paulo: Brasiliense, 1958. MOORE, Robert, GILLETTE, Douglas. Rei, guerreiro, mago, amante. Rio de Janeiro: Campus, 1993. PERRAULT, Charles. Contos de Perrault. 2.ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1989. PIMENTEL, Figueiredo. Contos da Carochinha. Rio de Janeiro/Belo Horizonte: Garnier, 1992. ROMERO, Sílvio. Contos populares do Brasil. São Paulo: Landy, 2008. SALEM, Nazira. História da literatura infantil. São Paulo: Mestre Jou, 1970. TATAR, Maria. Edição, introdução e notas. In: Contos de fadas: edição comentada e ilustrada. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004. WARNER, Marina. Da Fera à Loira: sobre contos de fadas e seus narradores. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. WYLER, Vivian. Prefácio. In: CARTER, Angela. O quarto do Barba-Azul. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
120 araticum v. 13 n. 1 (2016): Revista Araticum CARTAS A OSVALDO ANDRÉ DE MELLO Alba Valéria Niza Silva; Pretendemos discutir no texto a seguir a presença de autores e obrasque, a partir da pesquisa realizada, do material levantado nos arquivos doescritor, de modo especial as cartas, demonstram peso significativo na produçãoliterária do poeta Osvaldo André de Mello. ANDRADE, Mário de. Correspondente contumaz: Cartas a Pedro Nava (1925-1944), escritas por Mário de Andrade. Fernando da Rocha Peres (Org). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983. BRANDÃO, Ruth Silviano; OLIVEIRA, José Marcos Resende. Machado de Assis: uma viagem à roda de livros. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011. GALVÃO, Walnice Nogueira. À Margem da Carta. In: Desconversa (ensaios críticos). Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1998. LEAL, Flávio. A historiografia literária brasileira: História e Perspectivas. Disponível em: http://www.ucm.es/info/especulo/numero34/hisliter.htm. Acesso em: 24 out. 2011. MELLO, Osvaldo André. A palavra inicial. Divinópolis: Movimento agora, 1969. MELLO, Osvaldo André. Revelação do acontecimento. Belo Horizonte: Imprensa oficial, 1974. MELLO, Osvaldo André. Cantos para flauta e pássaro: 3 estudos de poesia. Belo Horizonte: Imprensa oficial, 1983. MELLO, Osvaldo André. Meditação da carne. Belo Horizonte, 1997. MELLO, Osvaldo André. Ilustrações. 2 ed. Divinópolis: Sidil, 1998. MELLO, Osvaldo André. As mesmas palavras. Belo Horizonte: Veredas & Cenários, 2012. QUEIROZ, Maria José de. Prefácio In: BARBOSA, Rui. Cartas à noiva/ Rui Barbosa. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa: Civilização Brasileira, 1982. SCHNITMAN, Dora Fried. (Org.) Novos paradigmas, cultura e subjetividade. Trad. Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. SOUZA, Eneida Maria de. Janelas Indiscretas: ensaios de crítica biográfica. Belo Horizonte: UFMG, 2011.
121 araticum v. 13 n. 1 (2016): Revista Araticum “TERÁ VALIDO A PENA A PERSISTÊNCIA?...” PUBLICAÇÃO E CIRCULAÇÃO DE POESIA NA CORRESPONDÊNCIA DE HENRIQUETA LISBOA Ana Elisa Ribeiro; Este artigo busca revelar aspectos do esforço de publicação e legitimação da poeta mineira Henriqueta Lisboa, tendo como fonte, principalmente, sua correspondência com o irmão, José Carlos Lisboa, residente no Rio de Janeiro (entre outros interlocutores da autora, entre as décadas de 1960-70). A investigação partiu da leitura de cartas que estão sob a guarda do Acervo de Escritores Mineiros da UFMG. Com base nesta discussão, é possível refletir sobre a publicação e a circulação da literatura brasileira no séc. XX, especialmente em relação à escrita de autoria feminina. DUARTE, Constância Lima. Mulher e escritura: produção letrada e emancipação feminina no Brasil. Pontos de Interrogação, n.1, p.73-83, s/d. (relatório de pesquisa em 2009a) DUARTE, Constância Lima; PAIVA, Kelen Benfenatti. A mulher de letras: nos rastros de uma história. Ipotesi, Juiz de Fora, v.13, n.2, p.11-19, jul./dez. 2009. DUARTE, Constância Lima. Arquivos de mulheres e mulheres anarquivadas: histórias de uma história mal contada. Gênero. Niterói, v. 9, n. 2, p. 11-17, 1. sem. 2009 GUIMARÃES, Raquel B. Junqueira. Escrita de mulheres: cotidiano, força e rebeldia (Apresentação). Scripta, Belo Horizonte, v.18, n.35, p.9-18, 2º sem. 2014. MACHADO, Adriana Rodrigues. Rosa plena: a sagração da poesia em Henriqueta Lisboa. Tese (Doutorado em Letras), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2013. MACHADO, Márcia Jaschke. Manuscritos de outros escritores no arquivo Mário de Andrade. Perspectivas de Estudo. Revista do IEB, n. 43, p.159-174, set. 2006. MARQUES, Reinaldo Martiniano. Henriqueta Lisboa: tradução e mediação cultural. Scripta, Belo Horizonte, v.8, n.15, p.205-212, 2º sem. 2004. MARQUES, Reinaldo. O arquivo literário como figura epistemológica. Matraga, Rio de Janeiro, v.14, n.21, p.13-23, jul./dez. 2007. MARQUES, Reinaldo M. Arquivos literários. Teorias, histórias, desafios. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2015. NEVES, Ana Lúcia M. de Souza. As antologias organizadas pela escritora Henriqueta Lisboa nas décadas de 1960 e 1970. Leia escola. Campina Grande, v.14, n.2, p.17-26, 2014. NEVES, Ana Lúcia M. de Souza. O diálogo de Henriqueta Lisboa com escritoras latino-americanas. Scripta, Belo Horizonte, v.18, n.35, p.105-124, 2º sem. 2014a. NEVES, Ana Lúcia M. de Souza. Vida e obra da escritora Henriqueta Lisboa nas correspondências com o escritor Mário de Andrade. Interfaces Críticas, ano 1, v.2, n.2, p. 10-25, jul./dez. 2014b. OLIVEIRA, Luciana Santos de; OLIVEIRA, Luciano Amaral. O silenciamento literário das mulheres brasileiras. Interdisciplinar. Ano 5, v.10, p.145-156, jan./jun. 2010. PAIVA, Kelen Benfenatti. A Confraria das Sereias. In: XIV SEMINÁRIO NACIONAL & V SEMINÁRIO INTERNACIONAL MULHER E LITERATURA, Brasília. Anais do ..., 2011. PEREIRA, Teresinha. Poesia contemporanea femenina brasileña. Actual (Venezuela), n.43, p.103-116, Mayo/ago. 2000. PIRES, Antônia C. de Alencar. Cartas de escritor: notas sobre a correspondência de Lima Barreto. Boletim do CESP, v.16, n.20, p.107-115, jan./dez. 1996. RAMOS, Tânia Regina de O. Talentos e formosuras. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea. n. 26, Brasília, p. 97-105, jul./dez. 2005. SANDMANN, Marcelo. Nalgum lugar entre o experimentalismo e a canção popular: as cartas de Paulo Leminski a Régis Bonvicino. Revista Letras, Curitiba, n.52, p.121-141, jul. dez. 1999. SILVA, Marcelo Medeiros da. História literária, cânone e escrita de autoria feminina: reflexões sobre Júlia Lopes de Almeida e Carolina Nabuco. Miscelânea, v.11, p.97-117, jan./jun. 2012. SILVA, Marcelo Medeiros da. Poesia e resistência no Brasil: o caso das poetisas oitocentistas. Artemis, ed. 4, v.14, p.44-53, ago./dez. 2012. SOUZA, Eneida Maria de. Crítica genética e crítica biográfica. Patrimônio e Memória, v.4, n.2, p.129-138, jun. 2008. ZILBERMAN, Regina. Poesia feminina em tempo de repressão. As mulheres que se expressavam em verso nos anos 70 e 80. Signótica, v.16, n. 1, p. 143-169, jan./jun. 2004.
122 araticum v. 13 n. 1 (2016): Revista Araticum OSWALDO DE CAMARGO: POESIA, FICÇÃO, AUTOFICÇÃO Eduardo de Assis Duarte; poesia, ficção, autoficção O artigo faz uma leitura da produção do poeta, ficcionista e ensaísta Oswaldo de Camargo (1936), procurando vincular sua poesia aos contos reunidos no volume O carro do êxito (1972) e estes com biografemas que remetem à trajetória de vida do autor. Ao final, destaca pontos em comum existentes entre as narrativas e os elementos elencados por Serge Doubrovsky em suas considerações sobre a autoficção (1977).] BROOKSHAW, David. Raça e cor na literatura brasileira. Trad. Marta Kirst. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1983. CAMARGO, Oswaldo. O carro do êxito. São Paulo: Martins, 1972. _____. Um homem tenta ser anjo. São Paulo: Supertipo, 1959. _____. 15 poemas negros. São Paulo: Associação Cultural do Negro, 1961. DOUBROVSKY, Serge. O último eu. In: NORONHA, Jovita Maria Gerheim (Org.). Ensaios sobre a autoficção. Trad. de Jovita Maria Gerheim Noronha e Maria Inês Coimbra Guedes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014. LEJEUNE, Philippe. O pacto autobiográfico: de Rousseau à Internet. Trad. de Jovita Maria Gerheim Noronha e Maria Inês Coimbra Guedes. Belo Horizonte. Ed. UFMG, 2008.
123 araticum v. 13 n. 1 (2016): Revista Araticum UM BILHETE DE ADÉLIA PRADO PARA CASTRO ALVES: DISCURSO FEMININO, EROTISMO, IRONIA E IDENTIDADE Evaldo Balbino; Adélia Prado, Castro Alves, erotismo, ironia, representação feminina Adélia Prado, em seu livro Bagagem, dialoga intencional e insistentemente com uma série de escritores, principalmente masculinos e da literatura brasileira. Entre os autores retomados situa-se o poeta romântico Castro Alves. Dialogar com um poeta que idealizou a figura feminina nos moldes românticos ingênuos e açucarados, mas que também representou mulheres mais reais e sensuais, é uma forma de o discurso adeliano colocar-se como construtor de uma voz de mulher que também tem o que dizer. Nesse sentido, este estudo busca verificar como a autora mineira, ao retomar o poeta romântico com ironia e erotismo, propõe uma reflexão acerca das formas de resistência e superação da mulher, via discurso poético e, consequentemente, via representação do feminino como ser mulher inserido na sociedade de cunho patriarcal. BAKHTIN, Mikhail. Problemas da poética de Dostoievski. 2 ed. Trad. Paulo Bezerra. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1997. BALBINO, Evaldo. Entre a santidade e a loucura – o desdobramento da mulher na Bagagem poética de Adélia Prado. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 2001 (Dissertação, Mestrado em Literatura Brasileira). BLOOM, Harold. A angústia da influência: uma teoria da poesia. Rio de Janeiro: Imago, 1991. BRAIT, B. Ironia em perspectiva polifônica. Campinas: Unicamp, 1996. CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. São Paulo: Editora Nacional, 1973. CASTRO ALVES, Antônio de. Espumas flutuantes e outros poemas. 2 ed. São Paulo: Ática, 1998. COMPAGNON, Antoine. O trabalho da citação. Trad. Cleonice P. B. Mourão. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1996. CURY, Maria Zilda Ferreira. Intertextualidade: uma prática contraditória. In: Cadernos de linguística e teoria da literatura, Belo Horizonte, nº 8, p. 117-128, dez. 1982. FARACO, Carlos Emílio, MOURA, Francisco Marto. Língua e Literatura. 20 ed. São Paulo: Ática, 1999. 400 p., v. 2 e 3. FIGUEIREDO, Eurídice. Apresentação. In: A escrita feminina e a tradição literária. Niterói: EDUFF / ABECAN, 1995. P. 7-11. GUIMARAENS, Alphonsus de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. MORET, Ana Lúcia. Tradição e modernidade na obra de Adélia Prado. Campinas: UNICAMP, 1993. (Dissertação, Mestrado em Teoria Literária). PERRONE-MOISÉS, Leyla. Texto, crítica, escritura. 2 ed. São Paulo: Ática, 1993. PRADO, Adélia. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1991. SHOWALTER, Elaine. A crítica feminista no território selvagem. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de (Org.) Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. p. 23-57.
124 araticum v. 13 n. 1 (2016): Revista Araticum ANA CRISTINA CESAR: BORDADURAS EM TORNO DO ABISMO Imaculada Nascimento; escrita, tradução, memória, poética. Este ensaio tenta aproximar a escrita poética de tradução de Ana Cristina Cesar e o ser de palavras que ela foi e viveu inteiramente submetida à escrita e dela dependente, num constante corpo a corpo com a página-seda em branco. As teorias de Henri Meschonnic sobre tradução bem como as de Sigmund Freud sobre a memória servirão de suporte teórico para mostrar que, por meio do gesto criativo da tradução poética, ao selecionar o seu cânone, a poetisa deixa nessas escolhas, seu rastro, memória do que – talvez – mais quisesse apagar. BENJAMIM, Walter. Obras Escolhidas: rua de mão única. São Paulo, Brasiliense, 1987. V. 2, p. 122-125: Armários. BLANCHOT, Maurice. O espaço literário. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 1987. CESAR, Ana Cristina. Inéditos e dispersos. FREITAS FILHO, Armando (Org.). 3. ed. São Paulo: Ática, 1998. CESAR, Ana Cristina. Crítica e tradução. São Paulo: Ática/Instituto Moreira Salles, 1999-a, p. 399-410. CESAR, Ana Cristina. Correspondência incompleta. Rio de Janeiro: Aeroplano/Instituto Moreira Salles, 1999-b. CESAR, Ana Cristina. Luvas de Pelica. In _________ A teus pés, p. 132. São Paulo: Editora Ática, 2002. FREUD, Sigmund. O ego e o id e outros trabalhos. Rio de Janeiro, Imago, 1976, p. 285-290: Uma nota sobre o “bloco mágico”. (ESB, 19). FREUD, Sigmund. Moisés e o monoteísmo, Esboço de Psicanálise e outros trabalhos. Rio de Janeiro, Imago, 1975, p. 291-308: Construções em análise. (ESB, 23). MESCHONNIC, Henri. Poética do traduzir. Tradução de Jerusa Pires Ferreira e Suely Fenerich. São Paulo: Perspectiva, 2010. POMMIER, Gérard. A exceção feminina: os impasses do gozo. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
125 araticum v. 13 n. 1 (2016): Revista Araticum “PRECISA-SE DE COZINHEIRA, QUE FAÇA ODES, POEMAS E NOVELAS”: A CORRESPONDÊNCIA ENTRE MULHERES DE LETRAS Ivana Ferrante Rebello; A análise da correspondência de três escritoras – Cecília Meireles,Henriqueta Lisboa e Lúcia Machado de Almeida, num período que compreendea década de quarenta até 1963, revela a cumplicidade de mulheres escritoras euma complexidade de papeis que confundem as reflexões de intelectuais comas questões rotineiras, como os afazeres domésticos e os problemas de saúde.Essas correspondências, que se encontram no Acervo de Escritores Mineiros,da UFMG, evidenciam questões singulares do fazer literário feminino eelucidam um movimento de bastidores que se formava, rumo a umaconsciência sobre o lugar da mulher escritora no panorama literário nacional. ACERVO HENRIQUETA LISBOA – Acervo de Escritores Mineiros – UFMG. ACERVO LÚCIA MACHADO DE ALMEIDA – Acervo de Escritores Mineiros – UFMG. ARTIÈRES, Philippe. Arquivar a Própria Vida. Revista Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol.11, nº 21, 1998. CARVALHO, Abigail de Oliveira. SOUZA, Eneida Maria de. MIRANDA, Wander Melo (Orgs.). Presença de Henriqueta. Rio de Janeiro: José Olympio, 1992. LAMEGO, Valéria. A musa contra o ditador. Folha de São Paulo. São Paulo, 4 ago.1996. MEIRELES, Cecília. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
129 araticum v. 12 n. 2 (2015): Revista Araticum OS PRIMEIROS CANTOS DE GONÇALVES DIAS NOS DOIS LADOS DO ATLÂNTICO Ana Cristina Comandulli; Em 1857, ao reimprimir o seu livro de poesia Primeiros cantos, Gonçalves Dias acrescentou, como prefácio, um artigo crítico de Alexandre Herculano sobre seu trabalho. O texto do escritor português fora publicado na Revista Universal Lisbonense, em 1847, com uma arguta reflexão sobre a forma da construção poética de Gonçalves Dias, além de um estudo minucioso sobre o estado da poesia no Brasil e em Portugal na primeira metade do século XIX, pesando sempre as vicissitudes dos processos históricos e políticos dos dois países. Este trabalho tem como objetivo estudar as reflexões de Alexandre Herculano sobre as razões do crescimento quantitativo e qualitativo da poesia, aumento do consumo de livros, como também do desenvolvimento das publicações periódicas da nação infante e da suposta decadência literária de sua mãe pátria.
130 araticum v. 12 n. 2 (2015): Revista Araticum A LETRA E A FENDA: O ROMANCE ALICE, DE D. LUIZA F. DE CAMARGO PACHECO Ivana Ferrante Rebello; Este trabalho apresenta uma leitura do romance Alice, de D. Luiza F.de Camargo Pacheco, publicado em 1903. O romance apresentacaracterísticas do Romantismo nacional, que concebe a mulher dentro dosparâmetros burgueses e patriarcais, mas apresenta, nas entrelinhas, umdiscurso eivado de contradições, por meio do qual se leem os mecanismosutilizados pela autora para expressar seu lugar e sua voz. ALENCAR, José de. Senhora. Rio de Janeiro: Editora Expressão e Cultura, TELLES, Norma. Escritoras, escritas e escrituras. MACEDO, Joaquim Manoel de. A Moreninha. São Paulo: Martins, s/d. PACHECO, Luiza F. de Camargo Pacheco. Alice. 1903. Disponível em: www.brasilianausp.br/bbd/handle/1918/01243000. Acesso em 12/09/2013.
131 araticum v. 12 n. 2 (2015): Revista Araticum GÊNERO E ESPAÇO EM INOCÊNCIA, DE VISCONDE DE TAUNAY Jorge Marques; Em Inocência, romance romântico de Visconde de Taunay, a representação da mulher brasileira na sociedade novecentista se dá a partir de uma relação aguda do elemento feminino com o espaço ao redor. Reprimida pelo machismo, a protagonista do romance homônimo é acossada por confinamentos que se sobrepõem, assumindo um caráter de opressão e desespero. A tragédia que se avizinha constrói-se a partir de uma chave de leitura que não pode deixar de lado a análise do espaço. Causa então espécie que, até os dias de hoje, a crítica não tenha se dedicado a realizar um estudo do romance tomando como referencial de ponta as teorias da topoanálise. Inocência é um romance de espaços que circundam, fecham, soterram: a mulher está trancafiada no quarto, que está dentro do sítio, que está dentro do sertão. Conseguirá apenas alcançar a liberdade quando a alma se evadir do corpo. A morte, então, se configura como elemento libertador.
132 araticum v. 12 n. 2 (2015): Revista Araticum TORNAR-SE ORNAMENTO INDISPENSÁVEL: A VAIDADE EM MACHADO DE ASSIS E MATIAS AIRES Mannuella Luz de Oliveira Valinhas; Em “Teoria do Medalhão” (1881), de Machado de Assis, podem ser percebidos ecos dos argumentos utilizados na “Carta sobre a fortuna” do filósofo Matias Aires (1786). Neste trabalho pretendemos analisar a maneira como, em ambos os textos, a vaidade é pensada como a paixão que governa o mundo. Nos dois casos percebe-se que a vaidade é a responsável pela conquista do lugar social por meio da adequação ao convencional, tornando-se, assim, a ferramenta fundamental que garante o funcionamento do teatro do mundo, com todos cumprindo seus papéis. Machado em sua sátira recupera as referencias de Matias Aires em relação à “visão de mundo” pessimista (o olhar “desenganado” para a sociedade) e à importância da “busca da glória” como meio da afirmação do lugar primordial ocupado pela vaidade entre os homens.
133 araticum v. 12 n. 2 (2015): Revista Araticum MACHADO DE ASSIS (1872-1878): DESDE SEMPRE, UM ESCRITOR ORIGINAL Márcio Vinícius do Rosário Hilário; Embora os escritos de Machado de Assis experimentem diversos gêneros textuais, a ficção narrativa é, sem dúvida, sua forma mais estudada. Entretanto, convencionou-se que há uma cisão na obra do escritor a partir do quinto romance – Memórias póstumas de Brás Cubas (1881) –, que inauguraria uma nova fase na vida literária machadiana, não apenas distinta da anterior ou antagônica a ela, mas, sobretudo, mais verdadeira. É óbvio que discordamos frontalmente dessa análise e, ao longo de mais de uma década de pesquisa, pudemos encontrar elementos para demonstrar que os marginalizados romances da década de 70 - Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878) - já colocavam em prática aquilo que, também como crítico literário, o autor queria como inovação para as letras nacionais em seu tempo.
134 araticum v. 12 n. 2 (2015): Revista Araticum O LUGAR DA METANOIA NOS CONFLITOS DE RIVALIDADE ENTRE OS GÊMEOS PEDRO E PAULO, EM ESAÚ E JACÓ Maria Generosa Ferreira Souto; Este texto propõe discutir o conceito de Metanoia no espaço literário de Esaú e Jacó, de Machado de Assis, enquanto lugar de trânsito nos discursos da rivalidade entre irmãos gêmeos, que se traduzem entre muitos outros rivais do imaginário. Diante da fragmentação da vida dos gêmeos Pedro e Paulo, os espaços são fundamentais para a construção e solidificação das identidades de ambos, que se alimentam da raiva e da inveja, para se edificarem o fenômeno da metanoia.
135 araticum v. 12 n. 2 (2015): Revista Araticum As MÚLTIPLAS VARIAÇÕES DO ONÍRICO NA OBRA DE MACHADO DE ASSIS Marli Cardoso dos Santos; O intuito principal deste trabalho não é apenas fazer um percurso pela ampla obra do escritor Machado de Assis. Nosso objetivo é buscar entender uma espécie de ensaio de um projeto literário e de aperfeiçoamento na utilização do onírico em narrativas distintas. Os momentos que se referem ao encontro da realidade ficcional com os espaços do inconsciente, quando mesclados, transformam a narrativa em um jogo de vozes, espaços e tempos diversos. Procuraremos resgatar, por meio de várias leituras, a indefinição dos limites entre sonho e realidade ficcional instaurada pelo autor. Analisaremos também, a importância do escritor no século XIX e as inúmeras situações que deixam o leitor em estado de hesitação dentro da ficção machadiana.
136 araticum v. 12 n. 2 (2015): Revista Araticum AFORISMOS E IRONIA EM A MÃO E A LUVA, DE MACHADO DE ASSIS Osmar Pereira Oliva; Desde Ressurreição (1872), seu romance de iniciação, Machado de Assis explicava, no prólogo, que o seu interesse era contrastar dois caracteres:o de Lívia e o de Félix, apresentando ao leitor a dubiedade e a instabilidade dapersonalidade do jovem médico, ocioso para o trabalho e inconstante nosamores. Dois anos depois, essa proposta é retomada com A mão e a luva(1874), no qual o narrador contrasta os caracteres de Estêvão e de Luís Alves,dois advogados que disputam a mão de Guiomar. Por meio de recorrentesironias e aforismos, o leitor acompanha não apenas a tibieza e osentimentalismo de Estevão e a firmeza nas ações e a racionalidade de LuísAlves, mas também o olhar perscrutador e as estratégias de sedução e deescolha da normalista, a fim de galgar um degrau a mais na escala social eocupar o lugar de herdeira da rica madrinha e esposa do mais influente edeterminado advogado que a corteja. Este trabalho pretende, pois, realizar umlevantamento de aforismos presentes em A mão e a luva e analisá-losassociados às ironias utilizadas pelo narrador machadiano ao contrastar oscaracteres de Estevão, Luís Alves e Guiomar. ASSIS, Machado de. A mão e a luva. Rio de Janeiro: Globo, 1997. CANUTO, Angela. Machado de Assis – memórias de um frasista. São Paulo:Lemos Editorial, 2002. MACHADO, Ubiratan. Machado de Assis: roteiro da consagração. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2003. MAGALHÃES JÚNIOR, Raymundo. Ideias e imagens de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1956. PEREIRA, Lúcia Miguel. Machado de Assis – estudo crítico e biográfico. Belo Horizonte: Itatiaia/ São Paulo: Edusp, 1988. SILVA, Júlio César da. Machado de Assis – Conceitos e pensamentos. São Paulo: Companhia Editorial Nacional, 1934.
137 araticum v. 12 n. 2 (2015): Revista Araticum TRADUÇÃO, TRADIÇÃO, CRIAÇÃO: PARIS E OS ROMANCES EM PORTUGUÊS Paulo Motta Oliveira; Este artigo pretende abordar alguns aspectos de um conjunto de textos quase esquecidos: os romances em português publicados na França no século XIX.
138 araticum v. 12 n. 2 (2015): Revista Araticum UM ESPECTRO DE LOUCURA EM MINHA SALA DE VISITAS: REFLEXÕES SOBRE O CONTO “A SEGUNDA VIDA”, DE MACHADO DE ASSIS Rita de Cássia Silva Dionísio Santos; Este trabalho pretende analisar alguns aspectos inusitados efantásticos do conto “A segunda vida”, de Machado de Assis. A partir daintromissão mórbida de uma personagem insana na sala de visitas de umhomem religioso em condições de normalidade psíquica, a narrativa nospermite refletir sobre a intercambiável condição da loucura e da sensatezhumanas – fazendo-nos pensar como as duas, próximas de nós, podemhabitar, contígua e simultaneamente, os mesmos espaços. ARIÈS, Philippe. Sobre a História da morte no Ocidente: desde a Idade Média. Trad. Pedro Jordão. 2. ed. Lisboa, Portugal: Editorial Teorema, Ltda., 1989. ASSIS, Machado de. A segunda vida. In: BATALHA, Maria Cristina. O fantástico brasileiro: contos esquecidos. Rio de Janeiro: Editora Caetés, 2011. P. 36-46. BATALHA, Maria Cristina. O fantástico brasileiro: contos esquecidos. Rio de Janeiro: Editora Caetés, 2011. GOLDBERG. In: ARIES, 2003, p. 11. Disponível em: http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=AgSIkWRUU6oC&oi=fnd&pg=PA8&dq=MORTE&ots=srtRDwcy8r&sig=IBV5jERlPInhdSMNR9PfRf-HpPQ#v=onepage&q=MORTE&f=false. Acesso em: 08 jun. 2012. DIONÍSIO, Rita de Cássia Silva. “Duas imagens enigmáticas: Morte e vida como dimensões intercambiáveis em Franz Kafka, Murilo Rubião e Modesto Carone”. In: OLIVA, Osmar Pereira. (Org.). Minas e o Modernismo. 1ed. Montes Claros: Editora Unimontes, 2012, p. 213-231. OLIVA, Osmar Pereira. (Org.). Minas e o Modernismo. 1. ed. Montes Claros: Editora Unimontes, 2012.
143 araticum v. 11 n. 1 (2015): Revista Araticum ALVES, AMOR & CIA: DAS PÁGINAS PARA A TELA, A (IN)FIDELIDADE EM QUESTÃO Andrea Cristina Martins Pereira; : literatura; cinema; tradução, cultura. A publicação póstuma de Eça de Queiroz, Alves & cia, traz um textoque, visivelmente, não chegou a passar pelas correções, pelo refinamento da escritura, traço comum às demais obras do autor. Traduzido para o cinema,onde foi transformado em Amor & Cia, pelo cineasta mineiro Helvécio Ratton, aobra apresenta-se enxuta e sedutora. O ensaio discute a suposta fidelidadeentre as duas obras, apontando as adequações culturais sofridas pelo filme, asopções do diretor Helvécio Ratton na recriação da obra, o que faz dele um“revisor” de Eça. AUGRAS, Monick. A Dimensão Simbólica. Rio de Janeiro: FGV, 1967. COUTINHO, Evaldo. A imagem autônoma – ensaio de teoria do cinema. São Paulo: Perspectiva, 1989. DINIZ, Thais Flores Nogueira. Literatura e cinema: da intersemiótica à tradução cultural. Ouro Preto: UFOP, 1999. DUARTE, Lélia Parreira. Amor e Cia.: Eça de Queirós recriado por Helvécio Ratton. In: DUARTE, L.P et al (org.). Encontros prodigiosos. Anais do XVII Encontro de professores universitários brasileiros de Literatura Portuguesa. V.1. Belo Horizonte: Fale/UFMG: PUC Minas, 2001. MACIEL, Maria Esther. Um Eça Oblíquo: notas sobre o filme Amor e Cia, de Helvécio Ratton. In: SCARPELLI, M. F. (org). Os centenários: Eça, Freyre, Nobre. Belo Horizonte: Fale/UFMG, 2001. NUNES, Sílvia Alexin. O corpo do diabo entre a cruz e a caldeirinha. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. OLIVEIRA, Solange Ribeiro. Literatura e Artes Plásticas, o Künstlerroman na ficção contemporânea. Ouro Preto: UFOP, 1995. PEREIRA, Andrea C. Martins. Ruído de passos: a palavra e a imagem. In: OLIVA, Osmar Pereira (org), Vínculo – Revista de Letras da Unimontes. Montes Claros: Unimontes, 2002. PINTO, Júlio. O espelho, o cinema, a tv e a palavra: possibilidades da mimese. In: VIEIRA, Else Ribeiro Pires, BENN-IBLER, Verônika (org.). Culturas e Signos em Deslocamento. Belo Horizonte: UFMG, 1995. QUEIROZ, Eça. Alves & Cia. Edição Crítica de Luiz Fagundes Duarte e Irene Fialho. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1994. RATTON, Helvécio. Amor & Cia (filme). Rio de Janeiro: Quimera Filmes, 1995.
144 araticum v. 11 n. 1 (2015): Revista Araticum “SANTO ONOFRE” (EÇA DE QUEIRÓS): ENTRE A SANTIDADE E A SOCIEDADE Antonio Augusto Nery; Eça de Queirós, Vida de Santos, Dentre as três vidas de santos produzidas por Eça de Queirós durante a década de 1890, “Santo Onofre” é aquela que mais contundentemente apresenta a peculiar concepção de santidade veiculada pelo escritor nas outras duas narrativas de temática semelhante, “São Cristóvão” e “São Frei Gil”. O objetivo deste trabalho é compreender as particularidades de tal concepção e, por intermédio disso, demonstrar que “Santo Onofre” constitui-se um bom exemplo do diálogo e da conexão que as Vidas de Santos ou Lendas de Santos estabelecem com outros textos de Eça, especialmente romances nos quais a crítica à Igreja Católica é mais avultante. Dessa forma, espera-se problematizar a aparente ideia de que a história de Onofre, Gil e Cristóvão são destituídas da verve crítica constatada em obras anteriores do autor. CORTESÃO, Jaime. Eça e a questão social. Lisboa, Seara Nova, 1949. BÍBLIA SAGRADA - Tradução do Centro Bíblico Católico. São Paulo, Ave Maria, 1994. QUEIRÓS, Eça de. Últimas páginas. Porto, Lello e Irmãos, 1945.
145 araticum v. 11 n. 1 (2015): Revista Araticum AS PAIXÕES POLÍTICAS E AS NARRATIVAS DA REVISTA UNIVERSAL LISBONENSE NO TEMPO DE CASTILHO (1842-1845) Eduardo da Cruz; António Feliciano de Castilho; Liberalismo; Imprensa Periódica; Alexandre Herculano; Almeida Garrett No início da década de 1840, em pleno período da ditadura cabralista em Portugal, ao analisar um drama e sua recepção pelo público português, o escritor Rebelo da Silva escreve na Revista Universal Lisbonense que as paixões políticas refervem, e transpiram nas obras de arte (23/11/1843, p. 165). É o período de produção de Eurico, o presbítero, das Viagens na Minha Terra, e de ascensão de jovens romancistas portugueses. O que se destaca no conjunto de narrativas publicadas nesse periódico nos volumes sob redação de António Feliciano de Castilho (1842-1845) são a busca por novas formas literárias e a força das paixões políticas que influenciam na escrita desses romances. BONIFÁCIO, Maria de Fátima. “‘A Guerra de todos contra todos’ (ensaio sobre a instabilidade política antes da Regeneração)”. In Análise Social. v. XXVII (115), Lisboa: 1992 (1º), pp. 91-134. BONIFÁCIO, Maria de Fátima. D. Maria II. Lisboa: Círculo de Leitores, 2005. DAVID, Sérgio Nazar. “‘Ao Conservatório Real’ e Frei Luís de Sousa no Conjunto da obra madura de Garrett (1843 – 1854)”. In: NEVES, Lúcia Maria; OLIVEIRA, Paulo Motta; DAVID, Sérgio Nazar; FERREIRA, Tânia Maria Bessone.(Orgs.) Literatura, história e política em Portugal (1820-1856), Rio de Janeiro: EdUERJ, 2007b. DORIA, Luís. “A revolta de Torres Novas – 1844”. In: Análise Social. v. XXXI (135), Lisboa: 1996 (1º), pp. 101-150. HERCULANO, Alexandre. Opúsculos V – Edição crítica. Organização, introdução e notas de Jorge Custódio e José Manuel Garcia. Lisboa: Editorial Presença, 1986. HERCULANO, Alexandre. Cartas de A. Herculano. Tomo I. 4ª Ed. Amadora: Bertrand, s.d. HERCULANO, Alexandre. Cartas de A. Herculano. Tomo II. 5ª Ed. Amadora: Bertrand, s.d. HERCULANO, Alexandre. Eurico, o Presbítero. introdução por Carlos Reis. Lisboa: Ulisseia, 1986. MONTEIRO, Ofélia Paiva. Notas complementares do editor. In: GARRETT, João Baptista de Almeida. Viagens na Minha Terra. Edição de Ofélia Paiva Monteiro. Lisboa: INCM, 2010. OLIVEIRA, Paulo Motta. A construção da crítica literária: Herculano e Garrett. In: NEVES, Lúcia M. B. P. das; OLIVEIRA, Paulo Motta; DAVID, Sérgio Nazar; FERREIRA, Tânia M. T. Bessone da Cruz. Literatura, história e política em Portugal (1820-1856). Rio de Janeiro: eduerj, 2007. REVISTA UNIVERSAL LISBONENSE – Jornal dos Interesses Phisicos, Moraes e Litterarios. Colaborado por Muitos Sabios e Litteratos e Redigido por Antonio Feliciano de Castilho. Tomo I. Lisboa: Imprensa Nacional, 1842. [Também disponível em: ]. REVISTA UNIVERSAL LISBONENSE – Jornal dos Interesses Phisicos, Moraes e Litterarios. Colaborado por Muitos Sabios e Litteratos e Redigido por Antonio Feliciano de Castilho. Tomo II. Lisboa: Imprensa Nacional, 1843. [Também disponível em: ]. REVISTA UNIVERSAL LISBONENSE – Jornal dos Interesses Phisicos, Moraes e Litterarios. Colaborado por Muitos Sabios e Litteratos e Redigido por Antonio Feliciano de Castilho. Tomo III. Lisboa: Imprensa da Gazeta dos Tribunaes, 1844. [Também disponível em: ]. REVISTA UNIVERSAL LISBONENSE – Jornal dos Interesses Phisicos, Moraes e Litterarios. Colaborado por Muitos Sabios e Litteratos e Redigido por Antonio Feliciano de Castilho. Tomo IV. Lisboa: Imprensa da Gazeta dos Tribunaes, 1845. [Também disponível em: ]. SANTOS, Maria de Lourdes Costa Lima dos. Intelectuais Portugueses na Primeira Metade de Oitocentos. Lisboa: Presença, 1988. SENA, Jorge de. “Para uma definição periodológica do Romantismo Português” ”. In AA.VV.. Estética do Romantismo em Portugal. Lisboa: Grémio Literário, 1974.
146 araticum v. 11 n. 1 (2015): Revista Araticum O SESTRO E A SINA DE BALTASAR COUTINHO: EM TORNO DO DIVIDENDO PATRIARCAL EM AMOR DE PERDIÇÃO Henrique Marques Samyn; Amor de perdição; Camilo Castelo Branco; masculinidade; crítica feminista; literatura portuguesa. O artigo tenciona apresentar uma análise de Baltasar Coutinho, personagem secundário de Amor de perdição (1862), mais famosa obra do escritor português Camilo Castelo Branco. Aplicando o conceito de dividendo patriarcal proposto por Raewyn/Robert Connell, argumento que a trajetória de Baltasar pode ser percebida como uma defesa de privilégios masculinos em uma sociedade patriarcal; e que o conflito com Simão Botelho pode ser lido como um conflito de sujeitos masculinos que disputam o direito de possuir Teresa de Albuquerque. CASTELO BRANCO, Camilo. Amor de perdição. Lisboa: Livros Horizonte, 1981. COELHO, Jacinto do Prado. Introdução ao estudo da novela camiliana. 3a. ed. Lisboa: Imprensa Nacional − Casa da Moeda, 2001. CONNELL, R. W. Masculinities. 2a . ed. Berkeley: University of California Press, 2005. PULEO, Alicia. Patriarcado. In: AMORÓS, Celia. Diez palabras clave sobre mujer. 4a. ed. Estella: Verbo Divino, 1995. SÉRGIO, António. Monólogo do vaqueiro ou notazinha problemática sobre o “Amor de perdição”. Camiliana & vária: revista-boletim do “Círculo camiliano”. n. 1. Lisboa, jan.-mar. 1951. WALBY, Silvia. Theorising patriarchy. Oxford: Basil Blackwell, 1990. WHITEHEAD, Stephen. Patriarchal dividend. In: FLOOD, Michael et alii. (eds.). International encyclopedia of men and masculinities. Oxon: Routledge, 2007
147 araticum v. 11 n. 1 (2015): Revista Araticum PINHEIRO CHAGAS, A VERSATILIDADE DO CRONISTA NA REVISTA DA SEMANA Jane Adriane Gandra; Pinheiro Chagas; Revista da Semana; Crônica; Metacrônica; Dentre as várias atividades literárias de que se ocupou Pinheiro Chagas, este ensaio pretendeu mostrar a sua versatilidade no folhetim-crônica. Embora algumas passagens ainda indiquem um tom melodramático, em sua maioria, a composição da Revista da Semana apresenta um jogo textual intrigante, na medida em que seu autor retira o mote para suas crônicas de gêneros textuais e discursos não convencionais à área literária. CARVALHO, Maria Amália Vaz de. Ao correr do tempo. Lisboa: Parceria Antonio Maria Pereira, 1906 CHAGAS, Pinheiro. “Revista da Semana”. In.: Gazeta de Portugal. Dir. A.A. Teixeira de Vasconcelos. Lisboa: Imprensa A.A.T.Vasconcelos,1862-1868 CHAGAS, Pinheiro. “Recordações de um jornalista”. In.: A Ilustração Portuguesa. Revista Literária e Artística. Lisboa: Tipografia do Diário Ilustrado. 1884-1890. GANDRA, Jane Adriane. Pinheiro Chagas, um escritor olvidado. Tese de doutorado. FFLCH/USP, 2012, 209 p. LAPA, Albino. Dicionários de pseudônimos. Compilados por Maria Teresa Vidigal. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1980 RODRIGUES, Ernesto. Mágico folhetim. Literatura e jornalismo em Portugal. Lisboa: Rolo & Filhos- Artes Gráficas Lda., 1998 SÁ, Cristovam de. A máscara vermelha. In.: Diario Ilustrado, Lisboa: Imprensa de Souza Neves, 1873, p.1 SAINTE-BEUVE. “Da Literatura Industrial”. In.: Literatura e Arquivo. Remate de Males. Jul/dez, 2009, pp. 185-197
148 araticum v. 11 n. 1 (2015): Revista Araticum FRANCISCO MARIA BORDALO E O SEBASTIANISMO QUESTIONADO NO ROMANCE HISTÓRICO D. SEBASTIÃO, O DESEJADO Luciene Marie Pavanelo; Francisco Maria Bordalo; sebastianismo; romance histórico; século XIX; literatura portuguesa. Devido à crise instaurada em Portugal a partir das invasões francesas, o país assistiu a uma revivescência do sebastianismo durante o século XIX, pautada pela esperança do retorno de D. Sebastião. Nesse contexto, interessa-nos resgatar a leitura do romance histórico D. Sebastião, o Desejado, publicado por Francisco Maria Bordalo primeiramente entre 1844 e 1845 na Revista Universal Lisbonense, e posteriormente entre 1854 e 1855 em O Panorama, no qual encontramos uma versão da lenda do desaparecimento do rei depois de Alcáber-Quibir, sob uma perspectiva antissebastianista. ANÔNIMO. Anti-Sebastianismo ou Antídoto contra Vários Abusos. Lisboa: Impressão Régia, 1809. BANDARRA, Gonçalo Anes. Profecias do Bandarra: compilação dos textos das principais edições. Porto: Ecopy, 2010. BARBAS, Helena. “Sebastianismo e mito imperial em Almeida Garrett”. In: CENTENO, Yvette Kace (Coord.). Portugal: mitos revisitados. Lisboa: Salamandra, 1993, p. 177-223. BESSELAAR, José Van Den. O Sebastianismo: história sumária. Lisboa: Ministério da Educação e Cultura, 1987. BORDALO, Francisco Maria. “D. Sebastião, o Desejado: lenda nacional”. O Panorama: jornal litterário e instructivo da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, Lisboa, n. 48-52, 1854; n. 1-2, 1855. BRUNO, Sampaio. O Encoberto. Porto: Livraria Moreira, 1904. CAMÕES, Luís de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Companhia Aguilar, 1963. GARRETT, Almeida. Frei Luís de Sousa. Um Auto de Gil-Vicente. Lisboa: Livraria Lello & Irmão, s/d. GAZETA DE LISBOA, Lisboa, n. 102, 28 de set. 1809. HERCULANO, Alexandre. O Bobo. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1967. HERMANN, Jacqueline. “Dom Sebastião contra Napoleão: a guerra sebástica contra as tropas francesas”. Topoi, Rio de Janeiro, p. 108-133, dez. 2002. LOURENÇO, Eduardo. “Da literatura como interpretação de Portugal”. In: ______. O Labirinto da Saudade. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1992, p. 79-118. OLIVEIRA, Paulo Motta. “Camões e Garrett: navegações do Restelo a Cascais”. Scripta, Belo Horizonte, v. 3, n. 5, p. 173-186, 2. sem. 1999.
149 araticum v. 11 n. 1 (2015): Revista Araticum O ESTUDANTE DE COIMBRA E O DIÁLOGO ENTRE O ROMANCE DO SÉCULO XVIII E XIX Moizeis Sobreira de Sousa; Romance, O Estudante de Coimbra, Guilherme Centazzi. A história do romance português é um capítulo ainda muito incipiente. De modo habitual, essa história é contada como uma extensão do romance francês e inglês. Essa perspectiva finda por levar ao equívoco de situar a origem dessa forma em Portugal no momento em que o modelo realista franco-inglês de romance chega ao país, fazendo com que uma quantidade considerável de romances anteriores a esse marco temporal seja sumariamente desconsiderada. Sem retroceder muito em relação a esse marco, é possível visualizar ocorrências ainda não consideradas ou pouco conhecidas do gênero em questão, a saber: Carlos e Julieta (1838) e O Estudante de Coimbra (1840-1841), de Guilherme Centazzi, romances que antecedem consagrados precursores dessa forma em Portugal. O estudo dessas obras, particularmente de O Estudante de Coimbra, pode contribuir para ampliar o que se conhece sobre a história do romance português, trazendo à tona aspectos pouco explorados das narrativas do século XIX, como o intenso diálogo que elas travam com a tradição do romance setecentista. AUERBACH, Eric. Mimesis. São Paulo: Perspectiva, 2007. BAPTISTA, Abel Barros. Camilo e a revolução camiliana. Lisboa: Quetzal Editores, 1988. CENTAZZI, Guilherme. O Estudante de Coimbra. Lisboa: Planeta Manuscrito, 2012. LOURENÇO, Eduardo. O labirinto da saudade. Lisboa: Dom Quixote, 1992. HERCULANO, Alexandre. Lendas e Narrativas. Amadora: Bertrand, 1980. MARINHO, Maria de Fátima. Introdução. In: CENTAZZI, Guilherme. O Estudante de Coimbra. Lisboa: Planeta Manuscrito, 2012. RODRIGUES, Antônio Gonçalves. A novelística estrangeira em versão portuguesa no período pré-romântico. Coimbra: Biblioteca da Universidade, 1951. SOUSA, Moizeis Sobreira de. As fontes setecentistas do romance português. 278 p. Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2014.
150 araticum v. 11 n. 1 (2015): Revista Araticum DUMAS E CAMILO: QUANDO ESCRITORES SE TRANSFORMAM EM PERSONAGENS Paulo Motta Oliveira; narrador, Alexandre Dumas, Camilo Castelo Branco Este artigo pretende analisar a representação do narrador em obras de Alexandre Dumas e Camilo Castelo Branco. BAPTISTA, Abel Barros. Camilo e a revolução camiliana. Lisboa: Quetzal, 1988. CABRAL, Alexandre. Dicionário de Camilo Castelo Branco. 2. ed. Lisboa: Caminho, 2003. CASTELO BRANCO, Camilo. Obras completas. 3º v.: Romances; novelas (III). Porto: Lello & Irmão, 1984. CASTRO, Aníbal Pinto de. Contribuição para o estudo da influência de Balzac em Portugal e no Brasil . Coimbra: s.n., 1960. DUMAS, Alexandre. Gabriel Lambert. Paris: Les livre de poche, 2009. DUMAS, Alexandre. Paulina. Ponta Delgada: Tipografia de F. J. P. de Macedo, 1842. DUMAS, Alexandre. Pauline. Paris: Gallimard, 2002. DUMAS, Alexandre. Les Frères corses. Paris: Gallimard, 2007. OLIVEIRA, Paulo Motta. Algumas afinidades: Alexandre Dumas, Camilo Castelo Branco e Machado de Assis. Machado de Assis em Linha. , v.8, p.10 - 25, 2015. OLIVEIRA, Paulo Motta. De modelos e afinidades: Balzac, Dumas e Camilo In: REIS, Carlos; BERNARDES, José Augusto Cardoso; SANTANA, Maria Helena. Uma coisa na ordem das coisas: Estudos para Ofélia de Paiva Monteiro. Coimbra : Imprensa da Universidade de Coimbra, 2012, v.1, p. 613-630. OLIVEIRA, Paulo Motta. Oralidade, memória e ficção na obra de Camilo Castelo Branco. In: Irene Maria F. Blayer; Francisco Cota Fagundes. (Org.) Narrativas em metamorfose. Cuiabá: Cathedral, 2009. p. 57– 70. PASCOAES, Teixeira de. O Penitente. Lisboa: Assírio & Alvim, 1985. PIMENTEL, Alberto. O romance do romancista. Lisboa: Guimarães, 1922. RODRIGUES, A. A. Gonçalves. A tradução em Portugal – 2º. Volume – 1835/1850. Lisboa: ISLA, 1992. RODRIGUES, A. A. Gonçalves. A tradução em Portugal – 3º. Volume – 1851/1870. Lisboa: ISLA, 1993. SCHOPP, Claude. Dictionnaire Dumas. Paris: CNRS, 2010.
153 araticum v. 10 n. 2 (2014): Revista Araticum LITERATURA CONTEMPORÂNEA E SUAS TRAVESSIAS: DESAFIOS E DIÁLOGOS Adélcio de Sousa Cruz; Literatura contemporânea; estética; crítica literária; mercado Pensar a literatura contemporânea tem sido um dos maiores desafios. Por que? Cada período passado também já foi o desafio para a crítica literária daquele momento... Duas coletâneas, uma de contos e outra de poesia, publicadas na década de 1970, serviram de marco ao que se chamava de literatura brasileira contemporânea e foram organizadas por Alfredo Bosi e Heloísa Buarque de Hollanda. Daquela década até o presente, a produção literária tem dado sinais de vitalidade e pluralidade no tocante às escolhas estético-mercadológicas. Isso mesmo, estética e mercado também se flertam e circulam, às vezes, de mãos dadas. Além da divulgação gratuita feita por meios digitais, as obras literárias no formato livro precisam ser comercializadas... Para além do mercado, no ato de produção artístico-literária em si, autore(a)s buscam as vertentes que mais lhe representariam e a crítica tem sido, às vezes, surpreendida pela impossibilidade de uma classificação, digamos, mais satisfatória. Ainda assim, esperamos contribuir apontando veios passíveis de percurso nesta travessia exploratória: a nova “literatura marginal”; a chamada “nova geração” (nomes que representaram o Brasil nas feiras literárias internacionais e têm despontado em concursos literários nacionais) e outra que se filia ao cânone literário e à “alta cultura”. Ainda cabe ressaltar uma quarta via, na qual são contempladas as literaturas femininas, LGBT, afro-brasileira e indígenas. É importante notar que todas as tendências, em maior ou menor grau, ainda dialogam com outras artes e mídias. A busca por novas miradas críticas é feita justamente no ato de travessia ao percorrer tais vertentes literárias. BOSI, Alfredo. Introdução. In:O conto brasileiro contemporâneo. São Paulo: Cultrix, 1974. p. 7-13. CRUZ, Adélcio de Sousa. Narrativas contemporâneas da violência: Fernando Bonassi, Paulo Lins e Ferréz. Rio de Janeiro: 7Letras, 2011. DALCASTAGNÈ, Regina. Pluralidade e escrita. In:Literatura brasileira contemporânea: um território contestado. Vinhedo: Editora Horizonte/Rio de Janeiro: Editora da UERJ, 2012. p.7-16. HOLLANDA, Heloísa Buarque de.Introdução. In:26 poetas hoje: antologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2007. p.9-14. PEREIRA, Edimilson de Almeida. Negociação e conflito na construção de poéticas brasileiras contemporâneas. In:Um tigre na floresta de signos – estudos sobre poesia e demandas sociais no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2010. p.15-40. PERRONE-MOISÉS, Leyla. Altas literaturas: escolha e valor na obra crítica de escritores modernos. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. PERRONE-MOISÉS, Leyla. A literatura exigente: os textos que não dão moleza ao leitor. In:Folha de São Paulo – Ilustríssima, 25 de março de 2012. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/33216-a-literaturaexigente.shtml. Acesso em: 30/03/2012. SUSSEKIND, Flora. Objetos verbais não identificados: experimentos literários de difícil classificação. In:O Globo – Cultura – Caderno Prosa. 21 de setembro de 2013. Disponível em: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2013/09/21/objetos-verbais-naoidentificados-um-ensaio-de-flora-sussekind-510390.asp. Acesso em: 30/10/2013.
154 araticum v. 10 n. 2 (2014): Revista Araticum NOTAS SOBRE A CRIAÇÃO E A RECEPÇÃO DE HOJE É DIA DE MARIA Andrea Martins; Hoje é dia de Maria, televisão, recepção, crítica. A minissérie Hoje é dia de Maria (2005), assinada por Luiz Fernando Carvalho, foi um dos primeiros grandes sucessos de público da Rede Globo, no horário das 23h, na primeira década deste século. O presente estudo faz um apanhado sobre a recepção da obra, pelo público e pela crítica, além de discutir aspectos sobre sua criação, cuja origem é a literatura oral. O objetivo é apontar os possíveis elementos que tornaram uma temática essencialmente simples e, por vezes, ingênua, tão atraente ao público adulto, que é quem tem acesso ao horário em que o programa foi exibido. Para isso, analisamos a primeira cena do primeiro episódio da minissérie, ao qual aplicamos alguns conceitos da semiótica greimasiana, precedidos de estudos sobre a recepção nos meios de comunicação de massa. BENJAMIM, Walter. Sobre arte, técnica, linguagem e política. Trad. Maria Luz Moita, Maria Amélia Cruz e Manuel Alberto. Lisboa: Antropos/Relógio D’Água, 1992. CARVALHO, Luiz Fernando et al. Hoje é dia de Maria. Rio de Janeiro: Globo Marcas, 2006. 3 DVDs. DUARTE, Elizabeth Bastos. Televisão: ensaios metodológicos. Porto Alegre: Sulina, 2004. ECO, Umberto. Apocalípticos e integrados. Trad. Pérola de Carvalho. São Paulo: Perspectiva, 2006. FECHINE, Ivana. Televisão e presença: uma abordagem semiótica da transmissão direta. São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2008. MACHADO, Arlindo. A televisão levada a sério. 4. ed. São Paulo: Editora Senac, 2005. MACLUHAN, Marshal. Os meios de comunicação como extensão do homem. Trad. Décio Pignatari. São Paulo: Cultrix, 2007. MORIN, Edgar. Cultura de massas no século XX – o espírito do tempo. Vol 1. Trad. Maura Ribeiro Sardinha. 4. ed. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1977. NEMER, Sylvia. Espaço e Teatralidade na Minissérie Hoje é Dia de Maria. In: Repertório: teatro e dança. Ano 12, nº 12. Salvador/BA: Revista eletrônica, p. 126-133, 2009. ORICCHIO, Luiz Zanin. Minissérie rima emoção com conteúdo. Jornal O Estado do São Paulo, Caderno 2. São Paulo, 2007. PUCCI JR., Renato Luiz. A televisão brasileira em nova etapa? – Hoje é Dia de Maria e o cinema pós-moderno. Disponível em: compos.com.puc-rio.br/media/gt10_renato_pucci.pdf . Acesso em:17/06/2013.
155 araticum v. 10 n. 2 (2014): Revista Araticum DESCREVIVER: JOGO E IMPROVISAÇÃO TEATRAL EM “PIRLIMPSIQUICE”, DE GUIMARÃES ROSA Felícia Johansson; Descreviver. Jogo Teatral. Improvisação. Guimarães Rosa. Jacques Lecoq. Hans Georg Gadamer. “Pirlimpsiquice” é um conto de Guimarães Rosa que narra a descrevivência de um grupo de meninos ao encenar uma peça que, por meio de uma improvisação, subitamente vira outra. “Descreviver” é palavra inventada por Rosa para simbolizar o ato de representar teatralmente, com espontaneidade. Em A Atualidade do Belo: a arte como jogo, símbolo e festa (1985), Hans Georg Gadamer investiga o fenômeno do jogo como explicação da arte, referindo-se, sobremaneira, ao teatro. Entre a arte como jogo, explicitada por Gadamer, e o jogo da arte, poetizado por Rosa, há paralelos evidentes que podem inspirar atores e autores brincantes. Neste cenário, o termo “descreviver” fornece o palco para a reflexão. BOAL, Augusto. 200 exercícios e jogos para atores e o não atores com vontade de dizer algo através do teatro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980. COPEAU, Jacques. Texts on theatre. Trad.: John Rudlin. London: Routledge, 1990. FORTIER, Mark. Theory/Theatre: an introduction. Londres: Routledge, 1997. FROST, Anthony; YARROW, Ralph.Improvisation in drama. London: Macmillan Education, 1990 GADAMER, Hans-Georg. A atualidade do belo: a arte como jogo, símbolo e festa.Trad.: Celeste Aida Galeão. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1985. GADAMER, Hans-Georg.Verdade e Método: traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. 2.ed. Trad. Flávio Paulo Meurer. Petrópolis: Editora Vozes, 1998. GUINSBURG, Jaime; FARIA, João Roberto; LIMA, Mariangela Alves de (coordenação). Dicionário do Teatro Brasileiro: temas, formas e conceitos. São Paulo: Perspectiva, 2008. HUIZINGA, Johan. Homo Ludens. Trad.: João Paulo Monteiro. São Paulo, Perspectiva, 2008. JOHANSSON, Felícia. Playing the fool: an examination of playful strategies for an actor-author of performance texts in the context of contemporary theatre. 2007. Tese de Doutoramento em Teatro.School of Arts and Education, Middlesex University, London, 2007. JOHANSSON, Felícia. Teatro de Mentira: estratégias brincantes para atoresautores de textos performativos.Participação: Extensão em Artes, Teatralidade, Cultura e Sociedade. Decanato de Extensão, Universidade de Brasília, n. 25, p. 70-79, junho, 2014. LECOQ, Jacques. O Corpo Poético: uma pedagogia da criação teatral. Trad.: Marcelo Gomes. São Paulo, Senac, 2010. PAVIS, Patrice.Dicionário de Teatro. São Paulo: Perspectiva, 2011. ROSA, João Guimarães. Pirlimpsiquice. In: ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988. SPOLIN, Viola. Improvisation for the theatre. London: Pitman, 1973. SCHECHNER, Richard. Performance Studies: an introduction. London: Routledge,2002. WRIGHT,John.Why is that so funny? A practical exploration of physical comedy.London: Nick Hern Books, 2006.
156 araticum v. 10 n. 2 (2014): Revista Araticum O CONSELHO DO EGITO DE SCIASCIA: UM ROMANCE HISTÓRICO? Hermenegildo José de Menezes Bastos; Relação literatura/história e sua dimensão política; Consiglio d’Egittode Leonardo Sciascia; atualidade do romance histórico. Procuraremos aqui estudar a obra de Sciascia (principalmente Il Consiglio d’Egitto, mas fazendo também referência a outras obras suas) e sua relação com a problemática da história. Nesse contexto estudaremos a atualidade do romance histórico, a dimensão política da relação literatura/história, a urgência de a literatura narrar a história e procurar os valores humanos em um mundo em que eles parecem ter perecido. Para tanto, retomaremos algumas das discussões sobre a relação entre literatura e história, o que faremos recorrendo aos termos teóricos do debate atual. AMBROISE, Claude. Invito alla lettura di Sciascia. Milano: Mursia Editore, 1988. ANDERSON, Perry. Trajetos de uma forma literária. Novos Estudos Cebrap, São Paulo, n. 77, mar., p. 205-220, 2007. ARGAN, Giulio Carlo. História da arte como história da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 2005. BEFANTE, Marcello. Leonardo Sciascia. Appunti su uno scrittore erético. Roma: Alberto Gaffi Editore, 2009. COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria. Literatura e senso comum. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. JAMESON, Fredric. Uma crítica literária dialética. Margem à esquerda. Ensaios marxistas, São Paulo, n. 17, p. 100-107, 2011. JAMESON, Fredric. O romance histórico ainda é possível? Novos Estudos Cebrap, São Paulo, n. 77, mar., p. 185-203, 2007. JAMESON, Fredric. O inconsciente político. A narrativa como ato socialmente simbólico. São Paulo: Ática, 1992. KRACAUER, Siegfried. La novela policial. Un tratado filosófico. Buenos Aires; Barcelona; México: Paidós, 2010. LE GOFF, Jacques. Documento/monumento. In: Enciclopédia Einaudi. MemóriaHistória. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1984, p. 185-203. v. 1. LUKÁCS, György. O romance histórico. São Paulo: Boitempo, 2011. LUKÁCS, György. O problema da perspectiva. In: Marxismo e teoria da literatura. São Paulo: Editora Expressão Popular, 2010. MARIANI, Gaetano. La giovane narrativa italiana tra documento e poesia. Florence: Le Monnier, 1962. MARX, John. The Historical Novel after Lukács. In: BEWES, Timothy; HALL, Timothy. Georg Lukács: The Fundamental Dissonance of Existence. Aesthetics, Politics, Literature.London – New York: Continuum International Publishing Group, 2011. MAURO, Walter. Leonardo Sciascia.Florence: Le Monnier, 1970. MULLEN, Anne. Inquisition and Inquiry.Sciascia’sInchiesta. Market Harborough: Troubador, 2000. PRENDERGAST, Christopher. The Triangle of Representation. New York: Columbia University Press, 2000. SCIASCIA, Leonardo. O conselho do Egito. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1988. SCIASCIA, Leonardo. Il Consiglio d’Egitto. Milano: Adelphi, 2009. SCIASCIA, Leonardo. Il quarantoto. In: Gli zii di Sicilia. Milano: Adelphi Edizione, 1997a. SCIASCIA, Leonardo. Prefazione. In: Le Parrochie di Regalpetra. Milano: AdelphiEdizione, 1997b.
157 araticum v. 10 n. 2 (2014): Revista Araticum O JULGAMENTO DE ZÉ BEBELO: RETÓRICAS Jean Pierre Chauvin; Guimarães Rosa; Grande sertão: veredas; Retórica; Zé Bebelo. Em Grande Sertão: Veredas, Riobaldo espraia a combinação de espontaneidade e artifício dos jagunços em constantes lutas: por amor, poder e paz. Propõe-se demonstrar, neste estudo, que o julgamento de Zé Bebelo seja episódio-chave do romance: ponto de partida para discussões sobre determinados procedimentos discursivos embutidos no relato do narrador. CAVALCANTI PROENÇA, Manuel. Trilhas no Grande Sertão. In: Augusto dos Anjos e outros ensaios. 2ª ed. Rio de Janeiro: Grifo; Brasília: MEC, 1973, pp. 155 – 239. CÍCERO. Retórica a Herênio. Trad. Ana Paula Faria e Adriana Seabra. São Paulo: Hedra. [trabalho originalmente publicado entre 86 e 82 a. C.] HANSEN, João Adolfo. O o: a ficção da literatura em Grande sertão: veredas. São Paulo: Hedra, 2000. MELLO E SOUZA, Antonio Candido de. O homem dos avessos. In: Tese e antítese: ensaios. 4ª ed. São Paulo: T. A. Queiroz, 2000, pp. 120 – 139. PERELMAN, Chaïm; OLBRECHTS-TYTECA, Lucie. Tratado da argumentação: a nova retórica. Trad. Maria Ermantina Galvão G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1996. RITOS DE PASSAGEM. In: LURKER, Manfred. Dicionário de Simbologia. Trad. Mario Krauss e Vera Barkow. São Paulo: Martins Fontes, 2003. ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. 20ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011. TEOFRASTO. Os caracteres. Trad. Daisi Malhadas e Haiganuch Sarian. São Paulo: EPU, 1978. [trabalho originalmente publicado em 319 a. C.]
158 araticum v. 10 n. 2 (2014): Revista Araticum O TEATRO NEGRO NO BRASIL: PERSPECTIVAS CRÍTICAS Marcos Antônio Alexandre; O Brasil tem a maior polução negra fora da África e a segunda maior do mundo, responsável pelo número mais elevado de africanos “importados” das distintas partes do continente africano. Dessa maneira, nosso país, escravista por mais de trezentos anos e reestruturado por conceitos republicanos, impôs e estimulou conceituações de nacionalidade que determinaram um discurso cultural muito distante de nossa diversidade cultural e étnica. E procura responder aos seguintes questionamentos: como explicar que a maioria dos sujeitos que vive nas periferias do país seja composta por negros? Até que ponto podemos falar que abolimos a escravidão, uma vez que o negro segue sendo desvalorizado e lutando pelos direitos que, no nível teórico e sociopolítico, deveriam ser iguais, independentemente da cor da pele? ALEXANDRE, Marcos Antônio.A cultura negra e seus questionamentos na produção dramatúrgica/espetacular contemporânea. In: DUARTE, Eduardo de Assis e FONSECA, Maria Nazareth Soares (Orgs.). Literatura e afrodescendência no Brasil:antologia crítica (História, teoria, polêmica), v. 4. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011. p. 339-373. ANUNCIAÇÃO, Aldri. Namíbia, não! Salvador: EDUFBA, 2012. BIÃO, Armindo (Org.). Artes do corpo e do espetáculo: questões de etnocenologia. Salvador: P&A Editora, 2007. BIÃO, Armindo. Etnocenologia e a cena baiana: textos reunidos. Salvador: P&A Editora, 2009. Galanga, Chico Rei. Fragmentos de Imagens do Espetáculo com depoimentos de Maurício Tizumba. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=pCsMowIBt-s. Acesso: 18 jun. 2014, às 21:38h. MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar. In: RAVETTI, Graciela e ARBEX, Márcia (orgs.). Performance, exílio, fronteiras: errâncias territoriais e textuais. Belo Horizonte: Departamento de Letras Românicas, Faculdade de Letras/UFMG, 2002. p. 69-92. Namíbia, não! Fragmentos de Imagens do Espetáculo. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=pCsMowIBt-s. Acesso: 19 jun. 2014, às 23:47h. PINHEIRO, Paulo César. Galanga Chico-Rei. (não publicado – texto cedido por um dos atores do espetáculo, em 2011). ROSA, Allan. Da Cabula. São Paulo: Global, 2008. THORAU, Henry.Back to the roots? Namíbia, Não!, de Aldri Anunciação. In: Revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, n. 43. p. 235-245, jan./jun. 2014. Brasília: UNB. Disponível em: http://seer.bce.unb.br/index.php/estudos/issue/current/showToc. Acesso: 19 jun. 2013, às 14:21h.
180 araticum v. 7 n. 1 (2013): Revista Araticum CARTAS PERTO DO CORAÇÃO: A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NA ESCRITA DE SI DE FERNANDO SABINO E CLARICE LISPECTOR Adalberto Rafael Guimarães;Ilca Vieira de Oliveira; Fernando Sabino; Clarice Lispector; cartas; escrita de si, criação literária. Nas Cartas Perto do Coração (2001), coletânea que reúne as missivas trocadas entre Fernando Sabino e Clarice Lispector, analisaremos os processos que envolvem a escrita de si desses autores, a partir da concepção de “pacto autobiográfico”, postulada por Philippe Lejeune. Neste artigo, balizado pela ideia de “arquivamento do eu”, proposta pelo escritor Philippe Artières, discutiremos as cartas como veículo de subjetividade e criação poética da imagem do eu. Verificaremos como Fernando Sabino e Clarice Lispector se apropriam do discurso literário, se oferecem ao olhar do outro e, assim, constroem suas imagens a partir de seus cotidianos. Trabalharemos, também, a maneira como os autores se abriam a exames de consciência partilhados com o correspondente e, dessa forma, contemplavam suas vidas e, também, suas criações artísticas. Por meio das missivas, refletiremos, ainda, sobre as semelhanças entre a escritura de suas personagens e a de si mesmos, pois compreendemos as cartas como depósitos de marcas dos impulsos iniciais que deram origem a escritos de Clarice e Fernando, nos quais “personagem-autor” se confundem na urdidura do texto. ARTIÉRES, Philippe. “Arquivar a Própria Vida”. In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 11, nº 21, 1998. BRAIT, Beth. A Personagem. 3. ed. São Paulo: Ed. Ática, 1987. BLOCH, Arnaldo. Fernando Sabino: Reencontro. Rio de Janeiro: Relume, 2005. CANDIDO, Antonio. “A Personagem do Romance”. In: A Personagem de Ficção. 5. ed. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1976. DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. Tempo de reencontro em Fernando Sabino: memória, literatura, história e modernidade. In: ArtCultura, Uberlândia, v. 9, n. 14, p.143-155, jan. –jun. 2007. FOUCAULT, Michel. “A Escrita de Si”. In: O Que é Um Autor. Lisboa: Edições 70, s/d, p.128-160. HAMBURGER, Käte. “As Formas Especiais”. In: A Lógica da Criação. 2. ed. Ed. Perspectiva: São Paulo: 1975. LEJEUNE, Philippe. O Pacto Autobiográfico: de Rosseau à Internet. / Philippe Lejeune; organização: Jovita Maria Gertheim Noronha; tradução de Jovita Maria Gertheim Noronha, Maria Inês Coimbra Guedes – Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. MIRANDA, Wander Melo. “A Ilusão Autobiográfica”. In: Corpos Escritos: Graciliano Ramos e Silviano Santiago. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo; Belo Horizonte: Editora UFMG, 1992. NASCIMENTO, Evandro. Encontro marcado nas cartas. Jornal do Brasil, 20 out. 2001. Caderno Idéias. p. 8. SABINO, Fernando.; LISPECTOR, Clarice. Cartas Perto do Coração/Fernando Sabino, Clarice Lispector . 5. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003. SABINO, Fernando. O Encontro Marcado. 82. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006.
161 araticum v. 9 n. 1 (2014): Revista Araticum JOÃO LUIZ LAFETÁ: CONSCIÊNCIA DA LINGUAGEM E IDEAL DE CRÍTICA EM MÁRIO DE ANDRADE Adalberto Rafael Guimarães;Telma Borges; Mário de Andrade; João Luiz Lafetá; Revista Klaxon; Crítica Literária; Tradição e Modernidade. João Luiz Lafetá, em 1930: a crítica e o modernismo, ao buscar a medida do conhecimento estético e as interferências recíprocas do ideológico nas obras de Agripino Grieco, Tristão de Athayde, Octavio de Faria e Mário de Andrade, assinala somente na obra de Mário a sua aplicação mais rica, complexa e ideal de crítica. Neste artigo, elegemos como base teórica os estudos do crítico montes-clarense e, a partir das seções “Cinema”, “Chronicas” e “Livros & Revistas”, escritas por Mário de Andrade para a Revista Klaxon: Mensário de Arte Moderna (1922), analisaremos a maneira com que suas críticas sobre diversificadas vertentes artísticas corroboram a criação de um projeto estético e ideológico de renovação cultural da época. Discutiremos o empreendimento klaxista de Mário, que assume a atitude estética no que tem de mais específico e contribui para que sua crítica seja considerada parâmetro de “boa crítica”, ao se aproximar da consciência da linguagem, isto é, ao perceber a literatura no âmbito abrangente da história literária e em seu universo íntimo. CANDIDO, Antonio. Literatura e cultura de 1900 a 1945: panorama para estrangeiros. In: Literatura e Sociedade. CANDIDO, Antonio. São Paulo: Editora Nacional, 1985. p. 109-138. COUTINHO, Afrânio. A Literatura no Brasil. Modernismo. 2. ed. Rio de Janeiro: Editorial Sul Americana, 1970. v. 5. HELENA, Lucia. Modernismo brasileiro e vanguarda. Série Princípios. São Paulo: Ática, 1996. KLAXON: Mensário de Arte Moderna, São Paulo: nº. 1-9, maio 1922/jan. 1923, Edição Fac-similar, São Paulo: Livraria Martins, 1972. LAFETÁ, João Luiz. 1930: a crítica e o Modernismo. São Paulo: Duas Cidades, 1974. LARA, Cecília de. Klaxon & Terra Roxa e outras terras: dois periódicos modernistas de São Paulo. São Paulo: Instituto de Estudos Brasileiros, 1972. OSÓRIO, José. Revistas literárias, la memória de la literatura. Disponível em http://www.letrasdechile.cl/mambo/index.php. Aacesso em 01 de mar. de 2012. PERRONE-MOISÉS, Leyla. Que fim levou a crítica literária? In: PERRONEMOISÉS, Leyla. Inútil poesia e outros ensaios breves. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 335-344. STEFANO, Fabiane Rodrigues. Klaxon e a crítica de cinema no Brasil (2000). 113 p. (Dissertação de Mestrado em Multimeios). Universidade Estadual de Campinas, São Paulo, 2000.
162 araticum v. 9 n. 1 (2014): Revista Araticum AS DIMENSÕES DO SUJEITO: A CRÍTICA COMO TRADUÇÃO Revista Araticum;Alcides Celso Oliveira Villaça; João Luiz Lafetá escreveu um longo e aplicado estudo sobre a poesia de Ferreira Gullar, intitulado “Traduzir-se” – nome também de um dos poemas essenciais do autor do Poema sujo. Nesse estudo, empenhou-se tanto na leitura da poesia gullariana quanto na interpretação dos elementos históricos e sociais que lhe formavam o contexto, com direito a excursos interessantíssimos, como a passagem dedicada a Rubem Fonseca, em que traz à tona o tema da dependência cultural na formação da nossa literatura. O poema “Traduzir-se” foi transcrito na íntegra e na função de epígrafe do estudo – mas, curiosamente,não foi analisado pelo João. Por que não, se há nele tantos elementos que caminhariam a favor de seu eixo de leitura do poeta, tornando-a ainda mais consistente? Neste estudo, teço uma especulação: acredito que o poema fala tanto do poeta quando do João, autor do ensaio, e talvez por isto este tenha preferido tão somente insinuar a importância daqueles versos, sem desnudar-se dentro deles.
163 araticum v. 9 n. 1 (2014): Revista Araticum CRÍTICA LITERÁRIA: ESTÉTICA E POLÍTICA Ivete Lara Camargos Walty; exercício crítico e intelectual, literatura, estética, política Reflexão sobre a produção acadêmica de João Luiz Lafetá sob a ótica da conjunção entre “projeto estético” e “projeto ideológico” que orienta seu livro 1930: a crítica e o modernismo (2000). Considerando o lugar de enunciação de textos críticos do referido autor, pretende-se investigar alguns conceitos que delineiam sua postura crítica, intelectual e docente. ARENDT, Hannah. A condição humana. 10a ed. Trad. Roberto Raposo. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001. ARISTÓTELES. Política. In: Os pensadores. 15a ed. Trad. Nestor Silveira Chaves. São Paulo: Nova cultural, 1999. BENVENISTE, Émile. Problemas de lingüística geral I. 5ª ed.Tradução Maria da Glória Novak e Maria Luisa Neri. Campinas: Fontes, 1995. BUENO, Luís. Uma história do romance de 30. São Paulo: Edusp, 2006. CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. São Paulo: Nacional, 1976. CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2004a, p.169-191. CANDIDO, Antonio. Crítica e memória. O albatroz e o chinês. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2004b, p.33-42. CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2001. CINTA-LARGA, Pichuvy. Histórias de maloca antigamente. Belo Horizonte: Segrac/Cimi, 1988. (Organização de Ana Leonel, Leda Leonel e Ivete Walty) CUNHA, Antônio Geraldo da. Crítico. In: Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa. Rio de janeiro: Nova Fronteira, 1982, p.229. CURY, Maria Zilda e WALTY, Ivete. Intelectual e espaço público. In: Revista da Anpoll, Belo Horizonte, n.26, jul/dez. 2009, p.221-232. HABERMAS, Jürgen. Mudança estrutural da esfera pública. 2ª. Ed.Trad. Flavio Köthe. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003. LAFETÁ, João Luiz. 1930: a crítica e o modernismo. São Paulo: Duas cidades/Ed. 34, 2000. LAFETÁ, João Luiz. A dimensão da noite. São Paulo: Duas cidades/Ed. 34, 2004. LEFEBVE, Henri. Espaço e política. Trad. Margarida Maria de Andrade e Sérgio Martins. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2008. WALTY, Ivete Lara Camargos. Graciliano Ramos: escrito a mão. In: Jornal Muito mais. São Paulo: Editora Muito +, maio/junho/1998, p. 33.
164 araticum v. 9 n. 1 (2014): Revista Araticum JOÃO LUIZ LAFETÁ: ARGUTO LEITOR DO MODERNISMO BRASILEIRO Ivone Daré Rabello; BOSI, Alfredo, “Moderno e modernista na literatura brasileira.” In Céu, inferno.São Paulo: Duas Cidades/Editora 34,2003, pp. 209-226. CANDIDO, Antonio. “Literatura e cultura de 1900-1945” e “A literatura na evolução de uma comunicade. São Paulo: Nacional, 1965. LAFETÁ, João Luiz Machado. “Estética e ideologia: o Modernismo em 30”. In: A dimensão da noite e outros ensaios. Org.: Antonio Arnoni Prado. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2004, pp. 55-72 (ensaio originalmente publicado no número 2 da revista Argumento, em 1973, depois republicado no capítulo “Pressupostos básicos, do livro 1930: A crítica e o modernismo, de 1974) _____. 1930: A crítica e o modernismo.São Paulo: Duas Cidades, 1974. _____. “O modernismo 70 anos depois”. In: Meihy, J. C. Sebe Bom, e Aragão, M. Lúcia Poggi [orgs.]. América: ficção e utopia. São Paulo: Edusp; Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1994, pp. 473-485. _____. Figuração da intimidade: Imagens na poesia de Mário de Andrade. São Paulo: Martins Fontes, 1986.
165 araticum v. 9 n. 1 (2014): Revista Araticum O SÁBIO E EDIFICANTE SILÊNCIO Nádia Battella Gotlib; golpe de 1964; política estudantil; repressão política; Universidade de Brasília; Universidade de São Paulo; cursos de Letras Trata-se de um depoimento sobre o Lafetá enquanto estudante degraduação na Universidade de Brasília, em meados dos anos de 1960, quando iniciou suas primeiras pesquisas acadêmicas na área dos estudos literários e participou de atividades políticas contra um rígido esquema de repressão desencadeado após o golpe militar de 1964. O depoimento registra também contatos com Lafetá em São Paulo, onde desenvolveu atividades como estudante de pós-graduação e professor de Letras da USP. Procura-se detectar, ao longo desse percurso, ocasiões em que pude observar um de seus traços marcantes – o do silêncio – em situações diversas e com diferentes cargas de significação.
166 araticum v. 9 n. 1 (2014): Revista Araticum O NINHO DA SERPENTE – AUTRAN DOURADO NOS ARQUIVOS DA BIBLIOTECA DE JOÃO LUIZ LAFETÁ Osmar Pereira Oliva; Autran Dourado, João Luiz Lafetá, crítica literária, arquivos, correspondências O crítico montesclarense João Luiz Lafetá foi convidado pela Editora Global para selecionar, organizar e fazer a apresentação dos melhores contos de Autran Dourado. Para esse fim os dois autores estabeleceram um diálogo por meio de cartas, nas quais discutem o fazer literário e os procedimentos narrativos da ficção do autor de Ópera dos mortos. Este trabalho aponta, também, a presença de quase todos os livros de Autran Dourado na biblioteca de João Luiz Lafetá, com dedicatórias do escritor, algumas marcas de leitura do crítico e um esquema manuscrito do ensaio “Uma fotografia na parede”. DOURADO, Autran. Os melhores contos de Autran Dourado. Seleção de João Luiz Lafetá. São Paulo: Global Editora, 1997. DOURADO, Autran. Carta datiloscrita com assinatura para João Luiz Lafetá. Rio de Janeiro, 5 de abril de 1995. LAFETÁ, João Luiz. A dimensão da noite e outros ensaios. Organização de Antônio Arnoni Prado. São Paulo: Editora 34, 2004. LAFETÁ, João Luiz. Cartas digitadas sem assinatura para Autran Dourado. São Paulo, 15 de janeiro de 1995, 29 de março de 1995 e 29 de junho de 1995. LAFETÁ, João Luiz. Esquema manuscrito do ensaio-prefácio “Uma carta na parede”, encontrado dentro do livro Um cavalheiro de antigamente, sem data.
167 araticum v. 9 n. 1 (2014): Revista Araticum Os gatos de Lafetá Yudith Rosenbaum; Minha fala neste evento terá como mote um capítulo do livro Figuração da Intimidade, tese de doutoramento de João Lafetá, publicada em 1986. Nesta época, eu estava no segundo ano do mestrado orientado por Lafetá, com quem faria mais três anos do doutorado, interrompido em 96 com a sua morte abrupta. Falo, portanto, tendo como pano de fundo onze anos de convivência acadêmica e afetiva. Na verdade, um pouco mais, porque antes fui aluna ouvinte dos cursos de teoria literária de Lafetá na USP quando visava o mestrado. Dos primeiros encontros em 85 para debater a poesia de Manuel Bandeira aos últimos, quando estudava Clarice Lispector, Lafetá soube conduzir-me pelos estudos literários como até hoje busco reproduzir com meus alunos, sem o mesmo brilhantismo. Não sei se nesta homenagem conseguirei fazer jus ao que trago em mim de todos esses anos de convívio e de aprendizado, tão perenes na memória e tão pouco dizíveis agora.
170 araticum v. 8 n. 2 (2013): Revista Araticum PRESENÇA DE MONTAIGNE NA CRÔNICA DE MACHADO DE ASSIS Alex Sander Luiz Campos; Machado de Assis, Michel de Montaigne, “Bons dias!”, Ensaios, criação literária. Afrânio Coutinho (1959) discute a formação filosófica de Machado de Assis, apontando a filiação desse escritor a Pascal e a Montaigne. Sua reflexão sobre a constituição de um espírito “clássico” em Machado é aproveitada neste trabalho para a realização de algumas aproximações entre os Ensaios, de Michel de Montaigne, e as crônicas da série “Bons dias!”, de Machado. Nesse intuito, são pensados os gêneros em que esses escritores desenvolvem seus projetos de escrita: o ensaio e a crônica. Verificou-se que Montaigne se faz presente de várias formas em “Bons dias!”, entre elas a confluência temática. Constatou-se, também, que o papel de Montaigne na formação machadiana não se restringe à atitude espiritual, passando necessariamente pela criação literária. ASSIS, Machado de. Obra completa em quatro volumes. Org. de Aluizio Leite, Ana Lima Cecilio e Heloisa Jahn. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008. (Biblioteca luso-brasileira. Série brasileira). 4 v. BERNARDO, Gustavo. Uma referência intelectual com uma obra revolucionária. In: RODRIGUES, Antonio Edmilson Martins et al. Capitu: minissérie de Luiz Fernando Carvalho, a partir da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2008. p. 41-47. BLOOM, Harold. O cânone ocidental: os livros e a escola do tempo. Trad. de M. Santarrita. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. BRASIL, Assis. Vocabulário técnico de literatura. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979. CALVINO, Italo. Por que ler os clássicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. CAMPOS, Alex Sander Luiz. Montaigne em Machado: as crônicas da série “Bons dias!”. Revista Litteris, Rio de Janeiro, n. 8, p. 302-311, set. 2011. Disponível em: . Acesso em: 2 out. 2014. COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria: literatura e senso comum. Trad. de Cleonice Paes Barreto Mourão e Consuelo Fortes Santiago. 2. ed. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2012. Título original: Le Démon de la Théorie: Littérature et Sens Commun. CORÇÃO, Gustavo. Machado de Assis cronista. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Org. de Afrânio Coutinho. 3. ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973. v. 3. p. 325-331. (Biblioteca luso-brasileira, série brasileira, 17). COUTINHO, Afrânio. A crítica literária romântica. In: ______ (Dir.). A literatura no Brasil. 5. ed. rev. e atual. São Paulo: Global, 1999. v. 4. p. 322-346. ______. A filosofia de Machado de Assis e outros ensaios. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1959. ______. Ensaio e crônica. In: ______ (Dir.). A literatura no Brasil. 5. ed. rev. e atual. São Paulo: Global, 1999. v. 6. cap. 57. p. 117-143. FREITAS, Almir de (Ed.). Livros essenciais da literatura mundial. 2. ed. São Paulo: Abril, 2009. (BRAVO! 100, 3). GAI, Eunice Piazza. Sob o signo da incerteza: o ceticismo em Montaigne, Cervantes e Machado de Assis. Santa Maria: Ed. UFSM, 1997. HOLANDA, S. Buarque de. A filosofia de Machado de Assis. In: ______. O espírito e a letra: estudos de crítica literária. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 305-312. MACHADO, Ubiratan. Dicionário de Machado de Assis. Rio de Janeiro: ABL, 2008. 392 p. MAIA NETO, José Raimundo. The Development of a Skeptical Life – View in the Fiction of Machado de Assis.In: ROCHA, JoãoCezar de Castro (Ed.). The Author as Plagiarist – The Case of Machado de Assis.Dartmouth, MA: Center for Portuguese Studies and Culture, University of Massachusetts Dartmouth, 2005. (PortugueseLiteraryand Cultural Studies). MASSA, Jean-Michel. A biblioteca de Machado de Assis. In: JOBIM, José Luís (Org.). A biblioteca de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras; Topbooks, 2001. p. 21-90. MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. Trad. de Sérgio Milliet. 4. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1987. v. 1. (Os pensadores). Título original: Essais. MONTAIGNE: vida e obra. Consultoria de Marilena Chaui. In: MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. Trad. de Sérgio Milliet. 4. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1987. v. 1, p. I-XXI. (Os pensadores). Título original: Essais. OLIVA, Osmar. Orientalismo e Romantismo: operadores conceituais e filosóficos para a criação literária em crônicas de “A semana”. In: SEMINÁRIO MACHADO DE ASSIS, 1., 2008, Rio de Janeiro. [Anais…]. Rio de Janeiro: UERJ; UFF; UFRJ, 2008. 1 CD-ROM.
171 araticum v. 8 n. 2 (2013): Revista Araticum A TRILOGIA DE ANTÔNIO TORRES NUM PARADIGMA PÓS-MODERNO: UMA ANÁLISE ESTRUTURAL Revista Araticum;Amanda da Silva Rios; Análise estutural; Antônio Torres; Romance pós-moderno. Pretendo, com o presente trabalho, realizar uma análise estrutural dos romances Essa terra (1976), O cachorro e o lobo (1997) e Pelo fundo da agulha (2006), trilogia do escritor Antônio Torres, obras contemporâneas, inseridas no novo paradigma literário trazido pela pós-modernidade. O objetivo é analisar essas obras e verificar a estrutura literária desses romances, a ruptura dos padrões narrativos convencionais no que concerne ao personagem, ao narrador, a organização interna da obra no contexto pós-moderno. Os teóricos que servirão de baliza para esse estudo são Ricouer (1994), Brait (1990), Piglia (1996), dentre outros. ATAÍDE, Vicente. A narrativa de ficção. 2. ed. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1973. BRAIT, Beth. A personagem. 4. ed. Rio de Janeiro: Editora ática, 1990. PIGLIA, Ricardo. Ficção e teoria: o escritor enquanto crítico. Travessia-Revista de Literatura. Florianópolis, n. 33, p. 53, ago./dez. 1996. RICOEUR, Paul. Tempo e Narrativa. Tomo II. Trad. Marina Appenzeller. Campinas: Papirus, 1995. SEIDEL, Roberto H. Deslocamentos marcam a vida e a criação literária de Antônio Torres. A Tarde, A Tarde Cultural, Salvador, p. 3-4, 2006. TORRES, Antônio. Essa terra. 15. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001. TORRES, Antônio. O cachorro e o lobo. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 1997. TORRES, Antônio. Pelo fundo da agulha. Rio de Janeiro: Record, 2006. WALTER, Roland. Afro-América: diálogos literários na diáspora negra das Américas. Recife: Bagaço, 2009.
172 araticum v. 8 n. 2 (2013): Revista Araticum AS MULHERES DE DUAS PONTES: AS REPRESENTAÇÕES FEMININAS EM O RISCO DO BORDADO, DE AUTRAN DOURADO Ana Gabriela Gonçalves Ribeiro;Osmar Pereira Oliva; : Literatura mineira; Autran Dourado; Representações do feminino; Gênero; Crítica genética. Este trabalho propõe uma reflexão das representações do feminino em O risco do bordado, de Autran Dourado, conciliando a crítica genética às teorias de gênero.Por meio da análise dos manuscritos do romance pretendemos verificar como o escritor mineiro construiu as representações do feminino na narrativa, considerando que, para o autor, todas as simbologias, metáforas, ambiguidades foram planejadas e manipuladas para sustentar a arquitetura do texto. Além disso, estudamos as relações de gênero entre os personagens no contexto da narrativa e, ainda, de que forma Autran desconstrói os mitos da mulher e do homem, criados pelo protagonista quando menino. CANDIDO, Antonio. A personagem de ficção.10. ed São Paulo: Perspectiva, 2002. COUTINHO, Afrânio. Introdução à literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1 DOURADO, Autran. Uma poética do romance: matéria de carpintaria. São Paulo; Rio de Janeiro: DIFEL, 1976. DOURADO, Autran. O risco do bordado. 9. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. LAMAIRE, Ria. Repensando a história literária. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de. Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco. p. 58-71. RICCIARDI, Giovanni. Entrevistas com escritores de Minas Gerais. Ouro Preto: UFOP, 2008. p. 75-91. SOUZA, Eneida Maria de. (Org.) Autran Dourado. Belo Horizonte: Centro de Estudos Literários da UFMG, Curso de Pós-Graduação em Letras-Estudos Literários, 1996.
173 araticum v. 8 n. 2 (2013): Revista Araticum TRADIÇÃO, ORALIDADE E RESISTÊNCIA EM HAROUN E O MAR DE HISTÓRIAS, DE SALMAN RUSHDIE Analice Sampaio;Telma Borges; Salman Rushdie, Haroun e o mar de histórias, tradição, oralidade, memória, resistência. Este trabalho tem por objetivo analisar Haroun e o mar de histórias, de Salman Rushdie, com base no conceito de tradição e sua relação com narrativas orais. Para tanto, metodologicamente, fazemos uso de Octavio Paz, quando discute o termo tradição; José Carlos Sebe Meihy, que discute o que é oralidade; Acildo Leite da Silva, o qual apresenta a ideia de tradição oral; Walter Benjamin, a partir do conceito de narrador tradicional e Jacques leGoff, que apresenta o conceito de memória. A partir do engendramento dessas reflexões teóricas em relação à narrativa de Rushdie, concluímos que a personagem do contador de histórias, Rashid Khalifa, além de ser o guardião das memórias da sua comunidade, é porta-voz de um discurso que se institui como resistência aos valores cristalizados e opressores de alguns grupos dentro daquela comunidade. ALEXANDER, L.G. Poetry and Prose Appreciation for Overseas Students.London: Longman, 1976. BENJAMIM, Walter. Magia e Técnica, Arte e Política. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de Símbolos:mitos, sonhos, costumes, formas, figuras, cores, números. 11. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1997. GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar. 26. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. LE GOFF, Jacques. História e Memória. 5. ed. Campinas: UNICAMP, 2003. MEIHY, José Carlos Sebe Bom. Manual de História Oral. 5. ed. São Paulo: Loyola, 2005.RUSHDIE, Salman. Haroun e o Mar de Histórias. São Paulo: Schwarcz, 1998. PAZ, Octavio. Os Filhos do Barro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. RUSHDIE, Salman. Haroun e o Mar de Histórias. São Paulo: Schwarcz, 1998. SILVA, Acildo Leite da.Memória, Tradição Oral e a Afirmação da Identidade Étnica. 27ª Reunião Anual da ANPED: Caxambu, 2004. Disponível em: . Acesso em: 24/05/2010.
174 araticum v. 8 n. 2 (2013): Revista Araticum PRIMEIRAS E OUTRAS ESTÓRIAS: A TRADIÇÃO DA TRADUÇÃO CINEMATOGRÁFICA DA OBRA ROSIANA Cácio Xavier; Literatura e Cinema; tradução; semiótica; Primeiras Estórias; Outras Estórias. Este artigo é excerto de dissertação sobre a tradução intersemiótica de cinco narrativas do livro Primeiras Estórias de Guimarães Rosa para o filme Outras Estórias de Pedro Bial. O texto perpassa a transmutação do cenário e das personagens rosianas para a linguagem cinematográfica com suas especificidades e recursos, sobretudo, pelo contexto visual dialogando, por meio da imaginação e da imagem, com a obra do escritor mineiro que desde a década de 1960 é fonte para roteiros de teatro, cinema, documentários e minisséries de televisão. BIAL, Pedro. Outras Estórias (FITA VHS, 104 min.). Rio de Janeiro: Rio filmes, 1999. CAMPOS, Haroldo de. A operação do Texto. São Paulo: Perspectiva, 1976. COSTA E SILVA, Alberto da.Estas Primeiras estórias.In ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. Edição especial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. ECO, Umberto. Lector in fabula: a cooperação interpretativa nos textos narrativos. Tradução Attílio Cancian. 2ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2004. JOHNSON, Randal. Literatura e cinema – Macunaíma: Do modernismo na literatura ao Cinema Novo. São Paulo: T. A. Queiroz, 1982. JOHNSON, Randal. Literatura e cinema, diálogo e recriação: O caso de Vidas Secas. In LITERATURA, CINEMA E TELEVISÃO/ Tânia Pellegrini... { Et al.}. São Paulo: Editora Senac / Instituto Itaú Cultural, 2003. PLAZA, Júlio. Tradução intersemiótica. São Paulo: Perspectiva, 2001. RIBEIRO, Luiz. O sertão de Guimarães está vivo. Jornal Estado de Minas, Belo Horizonte, 1997. ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. Edição especial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. SANTIAGO, Silviano. O entre-lugar do discurso latino-americano. InUma literatura nos trópicos: ensaios sobre dependência cultural. São Paulo: Perspectiva, 1978. SOUZA, Carlos Roberto de. Nossa Aventura na tela: A trajetória fascinante do cinema brasileiro da primeira filmagem a “Central do Brasil”. São Paulo: Cultura Editores Associados, 1998. XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico: A opacidade e a transparência. 2ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.
175 araticum v. 8 n. 2 (2013): Revista Araticum BELMIRO, UM AMANUENSE, ENTRE “BONDES E SERENATAS” Elaine Maciel;Elcio Lucas de Oliveira; O amanuense Belmiro, Cyro dos Anjos, Belo Horizonte, Vila Caraíbas, Literatura Mineira Este estudo tem como objetivo apresentar resultados parciais da pesquisa de dissertação que estamos desenvolvendo no Programa de Mestrado em Letras/Estudos Literários – Unimontes. No romance O amanuense Belmiro, de Cyro dos Anjos, o narrador-protagonista Belmiro transita entre o lírico e o analista ao escrever uma “espécie de diário”, no qual o contraste entre a observação do cotidiano e as recordações dos tempos idos acaba por lhe impor antinomias que destoam de sua íntima tendência à acomodação de mero espectador da vida. Assim, a escrita de seu diário acaba por ser o resultado das percepções, contemplações e reflexões acerca do sentido das coisas e da própria existência, que Belmiro observa e interroga. Tencionamos analisar e discutir a postura dessa personagem, que perambula pelas ruas de Belo Horizonte, olha para o presente, atraído pelos acontecimentos do cotidiano, sem deixar de refletir sobre o seu passado, em Vila Caraíbas. ANJOS, Cyro. O amanuense Belmiro. Belo Horizonte: Garnier, 2000. BARROS, José Márcio. Ver e ouvir a cidade. Disponível em: http://www.cult.ufba.br/enecult2009/19558-4.pdf. Acesso em: 25 de fev. 2011. BUENO, Luís. Uma História do Romance de 30.São Paulo: Universidade de São Paulo, 2006. CALLIGARIS, Contardo. Verdades de autobiografias e diários íntimos. Revista de estudos históricos: Arquivos pessoais. Rio de Janeiro, v. 11, n. 21, p. 43-58, 1998. CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. Trad. Diogo Mainard. Rio de Janeiro: O Globo; São Paulo: Folha de São Paulo, 2003. CANDIDO, Antonio. Estratégia. In:ANJOS, Cyro. O amanuense Belmiro. Belo Horizonte: Garnier, 2002, p. 13-18. FÁVERO, Afonso Henrique. A prosa lírica de Cyro dos Anjos. 1991. 153 f. Dissertação (Mestrado em Literatura Brasileira) - Faculdade de Filosofia,Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo,1991 FERREIRA, Maria Rosilva Santos. Memórias de Cyro dos Anjos:vida e obra. 2005. 124 f. Dissertação (Mestrado em Literatura Brasileira) - Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Belo Horizonte, 2005. GOMES, Renato Cordeiro. Todas as cidades, a cidade. Rio de Janeiro: Rocco, 2008 PECHAMAN, Robert Moses. “Pedra e discurso: Cidade, História e Literatura”. Revista Semear 3 - Disponível em: http://www.letras.pucrio.br/catedra/revista/3Sem_06.html . Acesso em: 25 de Out. 2010. SABATO, Ernesto. O escritor e seus fantasmas. Trad. Pedro Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. SOUZA, Eneida Maria de. Cyro dos Anjos: a verdade está na Rua Erê. In: SOUZA, Eneida Maria de; MARQUES, Reinaldo (Orgs.). Modernidades alternativas na América Latina. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2009. p. 56-69. WERNECK, Humberto. O desatino da rapaziada: jornalistas e escritores em Minas Gerais. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
176 araticum v. 8 n. 2 (2013): Revista Araticum A RECEPÇÃO CRÍTICA DE DARCY RIBEIRO FICCIONISTA Elise Aparecida de Oliveira Souza; Darcy Ribeiro; Maíra; crítica; Literatura Tendo em vista o valor literário e artístico expresso na obra ficcional de Darcy Ribeiro, propomos resgatar o Darcy Ribeiro romancista. Nessa perspectiva, o presente trabalho busca apresentar a recepção crítica do antropólogo-romancista a partir das décadas de 70, 80 e 90, fazendo um percurso até a atualidade. No que se refere ao pensamento sobre a América Latina, aponta Haydée Ribeiro Coelho (2000) que Darcy Ribeiro é um dos maiores expoentes da intelectualidade do século XX. Nessa conjectura, propomos uma análise da criação artístico-literária em Maíra,com a intenção de apresentarmos o universo ficcional darcyniano e, do mesmo modo, estabelecer relações do referido romance com as mudanças que atingiam a sociedade brasileira no período de sua publicação. Dessa maneira, é imprescindível retomar as ideias abordadas pelo escritor mineiro, expostas em seu romance, com a intenção de estabelecer uma possível concatenação de seu pensamento com a crítica literária contemporânea. CANDIDO, Antonio. A educação pela noite e outros ensaios. 2. ed. São Paulo: Ática, 1989. CANDIDO, Antonio. Mundos Cruzados. In: RIBEIRO, Darcy. Maíra: um romance dos índios e da Amazônia. 21. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007, p. 381-385. CASTRO, Moacir Werneck de. Um livro-testemunho. In: RIBEIRO, Darcy. Maíra: um romance dos índios e da Amazônia. 21. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007, p. 391-392. COELHO, Haydée Ribeiro. A recepção crítica de Darcy Ribeiro na América Latina. In: PEREIRA, Maria A.; REIS, Eliana L. de L. (Org.). Literatura e estudos culturais. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2000, p. 85-102. HELENA, Lúcia. Sobre a história da semana de 22. In: HELENA, Lúcia. História da literatura: ensaios. Campinas: Editora da UNICAMP, 1995.p.101-127. HOUAISS, Antonio. Maíra. In: RIBEIRO, Darcy. Maíra: um romance dos índios e da Amazônia. 21. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007, p. 395-396. RIBEIRO, Darcy. Maíra: um romance dos índios e da Amazônia. 21. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007. SANTIAGO, Silviano. Vale quanto pesa: ensaios sobre questões políticoculturais. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. SANTIAGO, Silviano. O Cosmopolitismo do pobre: crítica literária e crítica cultural. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. SANTIAGO, Silviano. Nas malhas da letra: ensaios. Rio de Janeiro: Rocco, 2002. SPIELMANN, Ellen. O antropólogo como escritor. In: RIBEIRO, Darcy. Maíra: um romance dos índios e da Amazônia. 21. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 423-425.
177 araticum v. 8 n. 2 (2013): Revista Araticum ANTÔNIO GONÇALVES TEIXEIRA E SOUSA – UMA FÊNIX RENASCIDA PELO AMOR À LITERATURA Noêmia Coutinho Pereira Lopes;Maria Generosa Ferreira Souto; fênix – sociedade – folhetim – Teixeira e Sousa O presente artigo é parte de uma discussão maior que será apresentada em minha dissertação de mestrado, intitulada “O filho do pescador, de Teixeira e Souza: um romance-folhetim”. Neste artigo, pretendemos tecer considerações sobre o autor Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa e seu contexto de produção. Tendo o referido autor nascido em meio a um contexto político conturbado (1812) – sua paixão pelo fazer literário foi sua força motriz, impulsionando-o a ressurgir das cinzas a cada vez que os reveses em sua vida pareciam querer afastá-lo das letras. Como uma fênix, Teixeira e Sousa pode ser considerado um exemplo de perseverança e amor pela literatura, e mesmo não apresentando o mesmo refinamento de seus contemporâneos, deixou sua marca e contribuição na construção do leitor e da literatura brasileira na primeira metade do século XIX. ADORNO, Theodor W. O ensaio como forma. São Paulo: Editora Ática, 1994. BOSI, Alfredo. História concisa da Literatura Brasileira.3.ed.São Paulo, Cultrix, CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2007. COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria: literatura e senso comum. Trad. De Cleonice Paes Barreto Mourão & Consuelo Fortes Santiago. 2. Ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. MEYER, Marlyse. Folhetim: uma história. São Paulo: Cia das Letras, 1996. ROMERO, Silvio. História da Literatura Brasileira. Tomo Terceiro – Transição e Romantismo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1953. SILVA, Hebe Cristina da. Considerações acerca da recepção de O filho do pescador, de Teixeira e Sousa. São Paulo: Unicamp. 2012. SOUSA, Antônio Gonçalves Teixeira. O filho do pescador. Rio de Janeiro: Artium, 1997. TELES, Gilberto Mendonça. Historiografia Literária Brasileira. Jornal Opção, setembro de 2012. Disponível em http://www.jornalopcao.com.br/posts/opcaocultural/historiografia-literaria-brasileira. Acesso em 20 de dezembro de 2012. TODOROV, Tzvetan. As Estruturas Narrativas. São Paulo: Perspectiva, 2006.
181 araticum v. 7 n. 1 (2013): Revista Araticum ENTRE A MEMÓRIA E A AUTOBIOGRAFIA: NOTAS DE LEITURA DO LIVRO CONFISSÕES, DE DARCY RIBEIRO Geraldo da Aparecida Ferreira; memória, autobiografia, confissões, darcy ribeiro Edward Said, em seu Cultura e Imperialismo, acentua que para se compreender o passado e reescrevê-lo, é necessário que o intelectual evoque o passado reinterpretando-o e analisando-o a partir de um olhar crítico, utilizando-o como subsídio para interpretar o presente, uma vez que “ambos se modelam mutuamente, um inclui o outro [...]” (SAID, 1995, p. 34). Partindo de afirmações como essa, pretendemos apresentar algumas passagens do livro Confissões, de Darcy Ribeiro e estabelecer uma discussão com posicionamentos de estudiosos - como Philippe Lejeune, Paul de Man e Pozuelo Yvancos - que têm trabalhos importantes sobre o tema da escrita autobiográfica. DE MAN, Paul. Autobiography As De-Facement. In: The rhetoric of romanticism. New York: Columbia University Press, 1984. LEIRIS, Michel. A idade viril: precedido por Da literatura como Tauromaquia. Trad. Paulo Neves. São Paulo: Cosac & Naif, 2003. LEJEUNE, Philippe. O pacto autobiográfico: de Rousseau à Internet. Jovita Maria Gerheim Noronha (Org.); tradução de Jovita Maria Gerheim Noronha e Maria Inês coimbra Guedes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. RIBEIRO, Darcy. Confissões. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. __________. Migo. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1988. ZAMBRANO, Maria. La Confesión: Género literario. Madrid: Ediciones Siruela, 2001. YVANCOS, Jose Maria Pozuelo. De la autobiografia: teoria y estilos. Barcelona: Diagonal, 2006.
182 araticum v. 7 n. 1 (2013): Revista Araticum MARÍA LUISA BOMBAL E CLARICE LISPECTOR: ENCONTROS E TRADUÇÕES DE UMA MESMA SENSIBILIDADE Laura Janina Hosiasson; Literatura chilena; literatura brasileira; literatura comparada; literatura feminina. Este trabalho propõe-se a apresentar a escritora chilena, María Luisa Bombal (1910-1980), ainda bastante desconhecida em âmbito brasileiro e cuja obra acabo de traduzir (Cosac&Naify, 2013). Sua obra, exígua e contundente, estabeleceu-se cedo dentro do mapa literário chileno como um de seus momentos mais significativos. O conto “A árvore”, de 1935, ocupa lugar obrigatório em muitas antologias do conto hispano-americano contemporâneo. Gostaria de propor aqui paralelos entre sua obra e a da primeira fase de Clarice Lispector (1920-1977), para além das muitas distâncias e diferenças que é preciso estabelecer entre elas. As duas autoras latino-americanas jamais se cruzaram em vida, embora suas trajetórias biográficas as levassem por caminhos paralelos. Alguns temas, motivos e procedimentos característicos destas duas escritas desenham uma linha de contato que espanta e alegra. O encontro é sempre uma alegria. ALONSO, Amado. “Aparición de una novelista” (1936) em María Luisa Bombal Caridad Tamayo Fernández e Pedro Simón (ed.), La Habana: Arte y Literatura, 2008. BOMBAL, María Luisa. Obras Completas. Lucía Guerra Cunningham (Introdução y recopilação), Santiago: Andrés Bello, 1996. BOMBAL, María Luisa. A última névoa. (tradução Neide T. Maia González), São Paulo: DIFEL, 1985. BOMBAL, María Luisa. A última névoa. (tradução e posfácio Laura Janina Hosiasson), São Paulo: Cosac & Naify, 2013. BORELLI, Olga. Clarice Lispector. Esboço para um possível retrato. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. CANDIDO, Antonio. “No raiar de Clarice Lispector”(1944), em Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1977. GÁLVEZ LIRA, Gloria. “Entrevista con María Luisa Bombal” (1979) em Obras Completas (Introdução e recopilação Lucía Guerra Cunningham). Santiago: Andrés Bello, 1996. GLIGO, Ágata. María Luisa. Santiago: Andrés Bello, 1984. LATCHAM, Ricardo. “La última niebla” (1935) em María Luisa Bombal. Caridad Tamayo Fernández e Pedro Simón (ed.), La Habana: Arte y Literatura, 2008. LINS, Álvaro. “Romance lírico” (1944) em Os mortos de sobrecasaca. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1963. LISPECTOR, Clarice. Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. LISPECTOR, Clarice. Laços de família. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1990. LISPECTOR, Clarice “A lição de piano” em A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984; pp. 57-59. MENDES DE SOUZA, Carlos. Clarice Lispector: figuras da escrita (2000). Rio de Janeiro: Instituto Moreira Salles, 2012. VARIN, Claire. Rencontres brésiliennes. Quebec: Trois, 1987.
183 araticum v. 7 n. 1 (2013): Revista Araticum CLARICE LISPECTOR: LITERATURA E RISO Luiz Lopes; Clarice Lispector; Literatura; Riso. Nos últimos anos, parte da crítica da obra de Clarice Lispector tem se voltado para revisitar os textos da escritora brasileira estabelecendo novos diálogos entre sua literatura e o pensamento desenvolvido por filósofos como Derrida, Nietzsche, Deleuze, dentre outros. Nessa perspectiva comparativa entre literatura e pensamento desenvolve-se o presente trabalho. Pretende-se estabelecer um diálogo entre a literatura de Clarice e o pensamento de Nietzsche, partindo de um texto de Deleuze no qual o filósofo esbarra na questão do riso, ao comentar a escrita de Nietzsche. Trata-se não de ler os textos de Clarice através de um modelo preestabelecido pela filosofia de Nietzsche, mas de, a partir desse conceito do riso, refletir sobre como a literatura de Clarice acabou por, de forma muito particular, também se constituir como um convite ao riso e à alegria. ALBERTI, Verena. O riso e o risível na história do pensamento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. BRUM, José Thomaz. “O riso e a jubilação”. In: KANGUSSU, Imaculada [et. al.]. (Orgs.). O cômico e o trágico. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2008. DELEUZE, Gilles. A ilha deserta e outros textos. São Paulo: Iluminuras, 2006. DIDI-HUBERMAN, Georges. As sobrevivências dos vaga-lumes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. GOTLIB, Nádia Battella. “Macabéa e as mil pontas de uma estrela”. In: MOTA, Lourenço Dantas; JUNIOR, Benjamin Abdala (Orgs.). Personae: grandes personagens da literatura brasileira. São Paulo: SENAC, 2001. LINS, Daniel. “A alegria como força revolucionária”. In: _____. Fazendo Rizoma: pensamentos contemporâneos. São Paulo: Hedra, 2008. LISPECTOR, Clarice. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 2009. MACEDO, Iracema. “Sobre a noção de jovialidade/serenidade no pensamento de Nietzsche”. In: KANGUSSU, Imaculada [et. al.]. (Orgs.). O cômico e o trágico. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2008. NIETZSCHE, Friedrich. A gaia ciência. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. ROSSET, Clement. Alegria: a força maior. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 2000.
184 araticum v. 7 n. 1 (2013): Revista Araticum HISTÓRIA, CIÊNCIA E PRÁTICAS NOBILIÁRQUICAS NO PRIMEIRO ROMANCE DE AUTORIA BRASILEIRA Mannuella Luz de Oliveira Valinhas; Teresa Margarida Silva e Orta, Distinção Nobiliárquica, Literatura brasileira setecentista “As Aventuras de Diófanes – máximas da virtude e da formosura” – texto durante muito tempo atribuído a Alexandre de Gusmão – foi escrito por Teresa Margarida da Silva e Orta, está envolvido na controvérsia relativa ao surgimento do romance no Brasil. Sendo considerado por muitos estudiosos o primeiro romance brasileiro,o texto apresenta uma concepção de distinção nobiliárquica que dialoga com as principais tendências filosófico-políticas do seu tempo. Nesse texto analisamos como a autora relaciona as ideias de nobreza meritocrática (Verney) com os ideais de nobreza heróica (Matias Aires) e ainda advoga o agraciamento da distinção nobiliárquica aos grandes homens de ciência como forma de elevação moral da sociedade. AIRES, Matias. Reflexões sobre a vaidade dos homens e Carta sobre a fortuna. (1752). Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda,2005. ARAÚJO, Sofia de Melo. Aventura de Diófanes, de Teresa Margarida da Silva e Orta: Os ideais de Climenéia e Diófanes à luz dos tempos. Revista da Faculdade de Letras — Línguas e Literaturas, II Série, vol. XXIII, Porto, 2006 [2008], pp. 103-126 ATHAYDE, Tristão de. Teresa Margarida da Silva e Orta, precursora do romance brasileiro. In: ORTA, Teresa Margarida da Silva e. Obra reunida. Rio de Janeiro: Graphia, 1993, p. 212-218. BLOEM, Rui. Uma escritora brasileira do século XVIII. In: ORTA, Teresa Margarida da Silva e. Obra reunida. Rio de Janeiro: Graphia, 1993, BLUTEAU, Raphael. Vocabulário Português e Latino. (1728). Disponível em: http://www.brasiliana.usp.br/pt-br/dicionario/edicao/1. Data do ultimo acesso: 05-06-2015. CRUZ, Maria de Santa. Dorothea.. Boletim/CESP. v.13, n 15, 52-76, jan-jun. Belo Horizonte, FALE/UFMG1993. ERNESTO ENNES, In: ORTA, Teresa Margarida da Silva e. Obra reunida. Rio de Janeiro: Graphia, 1993. GUMBRECHT, Hans Ulrich. “Como a Renascença ausente tornou-se Barroco em Castela (e porque isso deveria nos importar)”, In: Mal Estar na Cultura. Revista da pós-graduação em filosofia – UFGRS. Abril-Novembro de 2010. Disponível em: http://www.ufrgs.br/difusaocultural/adminmalestar/documentos/arquivo/Gumbre cht%20Barroco%20Castela.pdf Data da ultima consulta: 09/06/2015 ORTA, Teresa Margarida da Silva e. Aventuras de Diófanes. In: Obra Reunida. Rio de Janeiro: Graphia Editorial, 1993. THRISTÃO DE ATHAYDE, Teresa Margarida da Silva e Orta, Precussora do Romance Brasileiro. In: ORTA, Teresa Margarida da Silva e. Obra reunida. Rio de Janeiro: Graphia, 1993, VALINHAS, Mannuella Luz de Oliveira. A Idéia de História em Matias Aires. Tese de Doutorado. Departamento de História – PUC-Rio. 2012. VERNEY, LuisAntonio. Verdadeiro Método de Estudar. (1746). In: SALGADO JR., Antonio (org). Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1949-52.
185 araticum v. 7 n. 1 (2013): Revista Araticum O MITO DE DOM QUIXOTE NO BRASIL E ALGUMAS REESCRITURAS CERVANTINAS Maria Augusta da Costa Vieira; Dom Quixote, recepção, mito quixotesco, narrador, leitor. Como em outros lugares, o Quixote se difundiu em terras brasileiras por intermédio do mito criado em torno do cavaleiro. A análise da recepção da obra cervantina no Brasil supõe o estabelecimento de alguns critérios que possam distinguir orientações diferenciadas dentro de um conjunto de manifestações. Um critério possível é o da reescritura que se orienta em torno do mito quixotesco e que resgata a figura do herói em defesa dos grandes valores humanitários; o outro, o que se centra particularmente nas questões de composição da obra, tendo em conta sobretudo as relações estabelecidas entre narrador e leitor. CANDIDO, Antonio. “Literatura comparada”. Recortes. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. CASTELO, J. A. José Lins do Rego: Modernismo e Regionalismo. São Paulo, Edart, 1961, p. 151. CASTIGLIONE, Baldassare. El Cortesano. Edición de Mario Pozzi, traducción de Juan Boscán. Madrid: Ed. Cátedra/Letras Universales, 1994. CERVANTES, Miguel de. El Quijote. Dir. Francisco Rico. Barcelona: Instituto Cervantes, Editorial Crítica, 1998, 2a . ed. CLOSE, Anthony. The Romantic Approach to Don Quixote: A Critica History of the Romantic Tradition in Quixote Criticism. Cambridge, Cambridge University Press, 1978. ________. Las ínterpretaciones del Quijote Don Quijote, Ed. de Francisco Rico, Barcelona, Instituto Cervantes/Editorial Crítica, 1998, 2a ed., pp. CXLII-CLXV.. COSTA LIMA, L (Org.). A literatura e o leitor – Textos de estética da recepção. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. FOKKEMA, Douwe. “La literatura comparada y el nuevo paradigma”. Orientaciones en la Literatura Comparada. Org. Dolores Romero López. Madrid: Arco/Libros, 1998. 149-172. FUENTES, Carlos: Machado de la Mancha. México: Fondo de Cultura Económica, 2001. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 26ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. JOSET, Jacques. “Carlos Fuentes o la lectura especular de Cervantes”. Actas del II Congreso Internacional de Cervantistas. Ed. de Giuseppe Grilli. Náploes, Istituto Universitario Orientale, Nápoles, 1995. 887-898. MACEDO SOARES. “Cervantes en el Brasil” in Boletín de la Academia Argentina de Letras. Tomo XVI, n. 61. MACHADO DE ASSIS, J. M. Esaú e Jacó. Rio de Janeiro: Livraria Garnier, 1988. ________. Memória póstuma de Brás Cubas. São Paulo: Editora Scipione, 1994. ________. Papéis Avulsos. Ed. e introd. de Ivan Teixeira. São Paulo: Martins Fontes, 2005. MARTÍN MORÁN, J. M. “Palacio quijotista. Actitudes sensoriales en la crítica sobre el Quijote de la segunda mitad del siglo XX”. Bernat Vistarini, A. (ed.), Volver a Cervantes. Actas del IV Congreso Internacional de la Asociación de Cervantistas, 2 vols., Palma, Universitat de les Illes Balears, 2001, I, pp. 141- 194. MERQUIOR, José Guilherme “O romance carnavalesco de Machado”. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 1990. MONTERO REGUERA, José. “La crítica sobre el Quijote en la primera mitad del siglo XX”. Em Antonio Bernat Vistarini (ed.) Volver a Cervantes. Actas del IV Congreso Internacional de la Asociación de Cervantistas, 2 vols. Palma de Mallorca: Universitat de les Illes Balears, 2001, I, pp. 195-236. REDONDO, Agustín. Otra manera de leer el Quijote – Historia, Tradiciones culturales y Literatura. Madrid: Castalia, 1997. REGO, Enylton de Sá (1989): O calundu e a panacéia: Machado de Assis, a sátira menipéia e a tradição luciânica. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989. RÊGO, José Lins do. Fogo morto. 10ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1970. VIEIRA, M. Augusta C. “Crítica, creación e historia en la recepción del Quijote en Brasil (1890-1950)”. Actas del IV Congreso Internacional de la Asociación de Cervantistas. Lepanto/Illes Balears (2000): 1145-1152.
186 araticum v. 7 n. 1 (2013): Revista Araticum “EU, ALQUIMISTA DE MIM MESMO”: EXPERIÊNCIAS DE UMA VIAGEM EM A PAIXÃO SEGUNDO G.H. Rodrigo Felipe Veloso; Clarice Lispector, Literatura Brasileira, Alquimia. Este artigo tem por objetivo analisar o romance A paixão segundo G.H. sob a ótica da alquimia de Carl Gustav Jung, uma vez que a protagonista utiliza do processo alquímico, para conhecer a si mesma. Isso acontece quando ela passa por estágios sucessivos e dependentes de operações específicas como a calcinatio, solutio, coagulatio, sublimatio, mortificatio, separatio, coniunctio, que têm por finalidade reunir o que foi separado, buscando uma integração do espírito por uma ativação da matéria, o que implica numa reflexão da personagem diante de sua existência e da relação sagrado/ profano. Portanto, interdisciplinarmente, é o caminho que percorreremos em busca de construir a identidade de G.H. e também da narrativa. BOECHAT, Walter. A mitopoese da psique: mito e individuação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008. CENTENO, Yvette K. A alquimia do amor. Lisboa: A regra do jogo, 1982. CENTENO, Yvette. Literatura e alquimia: ensaios. Lisboa: Editorial Presença, 1987. EDINGER, Edward. F. O mistério da coniunctio: imagem alquímica da individuação. São Paulo: Paulus, 2008. ELIADE, Mircea. Ferreiros e Alquimistas. Rio de Janeiro: Zahar, 1979. HUTIN, Serge. A tradição alquímica. São Paulo: Ed. Pensamento, 1989. JUNG, Carl Gustav. A natureza da psique. Trad. Pe. Dom Mateus Ramalho Rocha. Petrópolis: Vozes, 2000. JUNG, C. G. As Etapas da Vida Humana. Obras Completas. Vol. VIII. Petrópolis: Vozes, 1984. JUNG, Carl Gustav. Mysterium Coniunctionis. Vol. XIV/ I. Petrópolis, RJ: Vozes, 1988. JUNG, C. G. Psicologia do Inconsciente. Trad. Maria Luiza Appy. Petropólis: Vozes, 1980. LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H. Rio de Janeiro: Rocco, 2009. NUNES, Benedito. (Org.). A paixão segundo G.H. Ed. Crítica. Brasília, DF: CNPQ, 1988. NUNES, Benedito. O dorso do tigre. São Paulo: Ed. 34, 2009. PIRES, Lúcia. A trajetória da heroína na obra de Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Ed. Dantes, 2006. SILVA, Teresinha V. Zimbrão. A alquimia do amor: uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Revista Verbo de Minas, Juiz de Fora, v. 6, n. 11/12, p. 71- 85, 2007.
189 araticum v. 6 n. 2 (2012): Revista Araticum Uma escrita delatora — a mancha e o traço Andrea Vilela; Lúcio Cardoso, desenho, letra, traço, mancha, rastro, resto, escrita. O traço, a mancha e o resíduo são elementos que podem ser apontados na obra de Lúcio Cardoso como uma forma de estar na linguagem. Surge como registro residual da passagem de um sujeito pela vida. Nesse artigo foi escolhido como recorte o romance Crônica da Casa Assassinada. Nele foram apontados trechos em que é possível identificar esse outro tipo de escrita que se inaugura. O traço também é apontado como algo que está presente na obra de Lúcio Cardoso num sentido mais amplo, podendo ser identificado nos seus desenhos, na sua caligrafia ou como elemento da narrativa. CARDOSO, Lúcio. Crônica da casa assassinada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1979. CARDOSO, Lúcio. (Org. RIBEIRO, Ésio Macedo). Poesia Completa. São Paulo: EDUSP, 2011. CARELLI, Mário. Corcel de fogo - Vida e obra de Lúcio Cardoso (1912-1968). Rio de Janeiro: Guanabara, 1988. DERRIDA, Jacques. Gramatologia. São Paulo: Edusp/Perspectiva, 1973. SALLES, Celina Almeida. Gesto inacabado — processo de criação artística. São Paulo: AnnaBlume, 2009.
190 araticum v. 6 n. 2 (2012): Revista Araticum LÚCIO CARDOSO E O VIAJANTE: VIDA E OBRA EM REINVENÇÃO CONSTANTE Beatriz dos Santos Damasceno; Lúcio Cardoso; O Viajante; escrita; corpo Este artigo reflete sobre a relação entre o escritor Lúcio Cardoso e o seu livro póstumo O viajante, observando as características de inconstância e incompletude tão presentes na vida e na obra do artista. CARDOSO, Lúcio. Diário completo. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1970. ______________. O viajante. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1973. DAMASCENO, Beatriz. Lúcio Cardoso em corpo e escrita. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2012.
191 araticum v. 6 n. 2 (2012): Revista Araticum LÚCIO CARDOSO ARTISTA PLURAL Cássia dos Santos; Lúcio Cardoso, literatura brasileira Visão panorâmica da produção artística de Lúcio Cardoso, abrangendo seus romances, novelas, peças, contos, poemas, diários, cinematografia, desenhos e telas. ALMEIDA, Marco Rodrigo. Filme inacabado de Lúcio Cardoso terá exibição no Festival do Rio. Folha de S. Paulo. Ilustrada, São Paulo, 15 set. 2012. Disponível em: . Acesso em: 6 fev. 2013. ANDRADE, Carlos Drummond de. A mão esquerda. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 21 maio 1965. CARDOSO, Lúcio. A luz no subsolo. 2. ed. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura/INL, 1971. CARDOSO, Lúcio. A luz no subsolo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. CARDOSO, Lúcio. Contos da ilha e do continente. Seleção, organização, notas e prefácio de Valéria Lamego. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. CARDOSO, Lúcio. Crônica da casa assassinada. Edição comemorativa de 40 anos da primeira publicação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999. CARDOSO, Lúcio. Crônica da casa assassinada  A véspera do livro. Jornal do Brasil. Suplemento dominical, Rio de Janeiro, 27 abr. 1958. Entrevista concedida a Walmir Ayala. CARDOSO, Lúcio. Diários. Organização, apresentação, cronologia, estabelecimento de texto e notas por Ésio Macedo Ribeiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. CARDOSO, Lúcio. Dias perdidos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006. CARDOSO, Lúcio. Inácio, O enfeitiçado e Baltazar: novelas. Prefácio e organização de André Seffrin. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. CARDOSO, Lúcio. Maleita. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. CARDOSO, Lúcio. O desconhecido e Mãos vazias: novelas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. CARDOSO, Lúcio. O viajante: romance (obra póstuma). Nota de Adauto Lúcio Cardoso. Introdução de Octavio de Faria. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973. CARDOSO, Lúcio. Poesia completa. Edição crítica de Ésio Macedo Ribeiro. São Paulo: EDUSP, 2011. CARDOSO, Lúcio. Por que pinto? S.l. S.d. Recorte de jornal disponível para consulta no Arquivo Lúcio Cardoso na Fundação Casa de Rui Barbosa. CARDOSO, Lúcio. Salgueiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. CARDOSO, Lúcio. Teatro reunido. Posfácio de Antonio Arnoni Prado. Curitiba: Ed. UFPR, 2006. CARDOSO, Maria Helena. Vida-vida: memória. Rio de Janeiro: José Olympio; Brasília: INL, 1973. CARELLI, Mario. Corcel de fogo: vida e obra de Lúcio Cardoso (1912-1968). Rio de Janeiro: Guanabara, 1988. DAMASCENO, Beatriz. Lúcio Cardoso em corpo e escrita. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2012. FARIA, Octavio de. Introdução. In: CARDOSO, Lúcio. O viajante: romance (obra póstuma). Nota de Adauto Lúcio Cardoso. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973. p. XIII-XX. FARIA, Octavio de. Lúcio Cardoso. In: CARDOSO, Lúcio. Crônica da casa assassinada. Edição crítica coordenada por Mario Carelli. Espanha: Arquivos, CSIC, 1991. p. 659-680. FARIA, Octavio de. Memória de Lúcio Cardoso (I). Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 27 out. 1968. PRADO, Antonio Arnoni. Apêndice. In: CARDOSO, Lúcio. Teatro reunido. Curitiba: Ed. UFPR, 2006. p. 395-400. PRADO, Antonio Arnoni. Posfácio. In: CARDOSO, Lúcio. Teatro reunido. Curitiba: Ed. UFPR, 2006. p. 383-393.
192 araticum v. 6 n. 2 (2012): Revista Araticum POESIA COMPLETA E DIÁRIOS DE LÚCIO CARDOSO: AS EDIÇÕES Ésio Macedo Ribeiro; Literatura brasileira; Lúcio Cardoso; diário; poesia; edição crítica; crítica textual. Este texto apresenta os problemas e as soluções encontrados na organização das edições da Poesia completa e dos Diários de Lúcio Cardoso, editados por Ésio Macedo Ribeiro. CARDOSO, Lúcio. Poesias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1941. __________. Novas Poesias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1944. __________. “Lúcio Cardoso (Patético): ‘Ergo meu Livro como um Punhal Contra Minas’”. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 25 nov. 1960. Caderno B, “Vida Literária”. [Entrevista a Fausto Cunha]. __________. Diário I. Apres. de Walmir Ayala. Rio de Janeiro: Elos, [1960]. __________. “Diário proibido – páginas secretas de um livro e de uma vida”. Senhor, Rio deJaneiro, Ano 3, n. 11, pp. 68-74, nov. 1961. __________. Diário Completo. Rio de Janeiro: José Olympio/INL, 1970. __________. “Depoimento”. Ficção, Rio de Janeiro: Editora Ficção; Vol. II, n. 2, pp.71-72, fev. 1976. [Entrevista a Fausto Cunha]. __________. Poemas Inéditos. Org. de Octávio de Faria. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982. __________. “Diário completo”, “Diário de terror”, “Pontuação e prece”, “Confissões de um homem fora do tempo” e “Depoimento de Lúcio Cardoso a Fausto Cunha”. In: CARDOSO, Lúcio. Crônica da casa assassinada. Ed. crítica coord. por MarioCarelli. 2. ed. rev. Madrid; Paris; México; Buenos Aires; São Paulo; Rio deJaneiro; Lima: ALLCA XX, 1996, pp. 739-741, 743-749, 751-753, 762-763 e 764, respectivamente. (Col. Archivos, 18). __________. Poesia completa. Edição crítica de Ésio Macedo Ribeiro. 1. ed. São Paulo: Edusp, 2011. __________. Diários. Edição de Ésio Macedo Ribeiro. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. INVENTÁRIO do Arquivo Lúcio Cardoso. Org. de Rosângela Florido Rangel & Eliane Vasconcellos Leitão. Rio de Janeiro: FCRB/MEC, 1989. (Série CLB; 4).
193 araticum v. 6 n. 2 (2012): Revista Araticum Abismar-se e escrever-se Fábio Figueiredo Camargo; Lúcio Cardoso, homoerotismo; escrita de si Este artigo recorta trechos do Diário, de Lúcio Cardoso, para discutir a invisibilidade da sexualidade do autor para a crítica brasileira. Visto durante muito tempo como um escritor católico e intimista, chega a hora de discutirmos algo que não se quer discutido, que se quer silenciado: a sexualidade do escritor percebida em sua escrita. BRANDÃO, Ruth Silviano Brandão. A vida escrita. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006. CARDOSO, Lúcio. Diário completo. Rio de Janeiro: José Olympio/INL, 1970. CARDOSO, Lúcio. Carta a Paulo Hecker Filho. Rio de Janeiro: s/d. (a) Acervo Lúcio Cardoso/Fundação Casa de Rui Barbosa. CARDOSO, Lúcio. Carta a Paulo Hecker Filho. Rio de janeiro: s/d. (b) Acervo Lúcio Cardoso/Fundação Casa de Rui Barbosa. CARDOSO, Lúcio. Crônica da casa assassinada. Edição crítica coordenada por Mario Carelli. São Paulo: ALLCA XX/Scipione Cultural, 1996. CARDOSO, Lúcio. O desconhecido e Mãos vazias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. FARIA, Otávio de. Carta a Lúcio Cardoso. Campo Belo (MG), 1937. Acervo Lúcio Cardoso/Fundação Casa de Rui Barbosa (LC 90 cp). 5 fl. QUEIROZ, Leandro Júnio Santos. A escrita travestida de desejo: travestimento, identidade e homoerotismo em narrativas de Lúcio Cardoso. Montes Claros: UNIMONTES, 2012. (dissertação de mestrado) 189 fl. SANTOS, Cássia dos. Polêmica e controvérsia em Lúcio Cardoso. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2001. SOUZA JÚNIOR, José Luis Fourreaux de. (Org.) Literatura e homoerotismo: uma introdução. São Paulo: Scortecci, 2002. THOMÉ, Ricardo. Eros proibido. Rio de Janeiro: Nova Razão cultural, 2009.
194 araticum v. 6 n. 2 (2012): Revista Araticum ASPECTOS DA FEMINILIDADE EM MÃOS VAZIAS Elizabeth Cardoso; Literatura e psicanálise; Lúcio Cardoso; Mãos vazias; mulher; desejo. O artigo aborda a primeira novela de Lúcio Cardoso, Mãos vazias (1938). O enfoque recai sobre a personagem principal, Ida, e sua tentativa em tornar-se sujeito de seu desejo. Marcada pelo desejo de fuga, ela usa os parcos significantes que tem para tornar visível sua história de insatisfação e transgressões: seu nome e o percurso espacial de algumas quadras. BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. Tradução de Sérgio Milliet. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. CABRAL, Mário. In: Correio de Aracaju, Aracaju, 27 set. 1943. Recorte consta no Arquivo Lúcio Cardoso da Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. CARDOSO, Elizabeth da Penha. Feminilidade e transgressão – uma leitura da prosa de Lúcio Cardoso. Doutorado. Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 2010. CARDOSO, Lúcio. Maleita. 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. _______________. Salgueiro. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Brasília: INL, 1984. _______________. A luz no subsolo. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. _______________. O desconhecido e Mãos vazias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. _______________. Crônica da casa assassinada, edição crítica. CARELLI, Mario (Coord.). 2. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996. (Coleção Archivos). _______________. Inácio, O enfeitiçado e Baltazar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. JOHNSON, Barbara. “The frame of reference: Poe, Lacan, Derrida”. In: Yale French Studies, n. 55/56. Literature and Psychoanalysis. The question of Reading: Otherwise, pp. 457-505. Yale University Press, 1977. LACAN, J. Escritos. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. _________. Seminário 8. Transferência. Tradução de Dulce Duque Estrada. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. MALUF, Marina; MOTT, Maria Lúcia. “Recônditos do mundo feminino”. In: NOVAES, Fernando A. (Coord.); SEVCENKO, Nicolau (Org. do vol.). História da vida privada no Brasil. República: da belle époque à era do rádio. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. MENDES, Oscar. Seara de romances: ensaios críticos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1982. NASCENTES, Antenor. Dicionário etimológico da língua portuguesa, Tomo II, nomes próprios. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves/Livraria Acadêmica/Livros Portugal/Livraria S. José, 1952. SANTOS, Cássia. Polêmica e controvérsia em Lúcio Cardoso. São Paulo, Campinas: Fapesp/Mercado de Letras, 2001.
195 araticum v. 6 n. 2 (2012): Revista Araticum CONSIDERAÇÕES SOBRE DIÁRIO DE TERROR: A PROVOCAÇÃO NA METAESCRITA CARDOSIANA Odirlei Costa dos Santos; Provocação. Novela. Transgressão. O presente estudo busca engendrar o deslinde dos artifícios da provocação face às novelas e aos diários de Lúcio Cardoso (1912-1968). Procuramos enfatizar como o autor explorou diversos estratagemas literários para adensar a escrita de mal-estar e perturbação, a tornar a provocação o mote primordial de seu virtuosismo literário transgressor. BARTHES, Roland. O prazer do texto. Tradução: J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 1996. ______. O rumor da língua. Tradução: António Gonçalves. Lisboa: Edições 70, 1984. ______. Crítica e verdade. Tradução: Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Perspectiva, 1970. BRAYNER, Sonia. A construção narrativa: uma gigantesca espiral colorida. In: CARDOSO, Lúcio. Crônica da casa assassinada. Edição crítica coordenada por Mario Carelli. São Paulo: Scipione Cultural, 1997. CARDOSO, Lúcio. A luz no subsolo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. _______. Inácio, O enfeitiçado e Baltazar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. _______. O desconhecido e Mãos vazias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. _______. Diário completo. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1970. CARELLI, Mario. A música do sangue. In: CARDOSO, Lúcio. Crônica da casa assassinada. Edição crítica coordenada por Mario Carelli. São Paulo: Scipione Cultural, 1997. ______. Crônica da casa assassinada: a consumação romanesca. In: CARDOSO, Lúcio. Crônica da casa assassinada. Edição crítica coordenada por Mario Carelli. São Paulo: Scipione Cultural, 1997. ______. Corcel de fogo: vida e obra de Lúcio Cardoso (1912 – 1968). Tradução: Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988. FARIA, Octavio de. Lúcio Cardoso. In: CARDOSO, Lúcio. Crônica da casa assassinada. Edição crítica coordenada por Mario Carelli. São Paulo: Scipione Cultural, 1997. NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da moral: uma polêmica. Tradução: Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das letras, 2006. SANTOS, Cássia dos. Polêmica e controvérsia em Lúcio Cardoso. São Paulo: Mercado das letras/ FAPESP, 2001.
196 araticum v. 6 n. 2 (2012): Revista Araticum Lúcio Cardoso Leitor Ruth Silviano Brandão; Lúcio Cardoso, leitura, vida escrita Este artigo apresenta um levantamento das leituras produzidas por Lúcio Cardoso a partir de suas anotações e marcas deixadas por ele em seus artigos, cartas, diários e textos narrativos. BARHES, Roland. O prazer do texto. Trad. J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 1977. CARDOSO, Lúcio. Diário completo. Rio de Janeiro: José Olympio editora, 1970. CARDOSO, Lúcio. Diários. Editados por Ésio Macedo Ribeiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. CARDOSO, Lúcio. Contos da ilha e do continente. Seleção, organização, notas e prefácio de Valéria Lamego. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. SILVIANO BRANDÃO, Ruth & OLIVEIRA, José Marcos Resende. Machado de Assis leitor  Uma viagem à roda de livros. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2011. SILVIANO BRANDÃO, Ruth. A vida escrita. Belo Horizonte: Poslit. UFMG& Rio de janeiro: 7Letras, 2006.
197 araticum v. 6 n. 2 (2012): Revista Araticum Uma “conconversa” entre compadres ou a maleita como metáfora em Guimarães Rosa e Lúcio Cardoso Telma Borges; Lúcio Cardoso, Guimarães Rosa, diferença Análise comparativa de Maleita, de Lúcio Cardoso e do conto “Sarapalha”, de Guimarães Rosa, tendo como ponto de partida a expressão do outro como doença. Desse modo pretendo discutir como os estranhos são tomados como algo negativo nesses textos a partir dos sujeitos que enunciam o discurso. CAMARGO, Erney Plessmann. Disponível em: http://www.ib.usp.br/inter/0410113/html/malaria.pdf. Acesso em: 07/11/2011. CAMARGO, Fábio Figueiredo. Pirapora, pai, peixe que salta. In: OLIVEIRA, Elcio Lucas; OLIVEIRA, Ilca (Orgs.). Litetatura e criação literária – ensaios críticos. Montes Claros: Unimontes, 2012. p. 119-130. CARDOSO, Lúcio. Maleita. Rio de Janeiro: Ediouro, s/d. ROSA, João Guimarães. Sarapalha. In: ROSA, João Guimarães. Sagarana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 151-173. SONTAG, Susan. A doença como metáfora. São Paulo: Cia das Letras, 2007. VARELA, Dráuzio. Disponível em: http://drauziovarella.com.br/doencas-esintomas/malaria/. Acesso em: 06/11/2011.
200 araticum v. 5 n. 1 (2012): Revista Araticum O engenho sucumbe à usina: memória e decadência em Banguê Aldinida Medeiros; Romance; Representação social; Bangüê Este trabalho tem como objetivo uma leitura do romance Bangüê, de José Lins do Rego, observando-o como uma narrativa que traz uma representação social do período em que a economia rural canavieira entra em declínio, no Brasil. Intencionamos observar, através da trajetória de Carlos de Melo, a decadência do Engenho Santa Rosa, assim como outros da região. Culminância, juntamente com o romance Usina, na prosa de Lins do Rego, do chamado ciclo dos romances da cana de açúcar, pertencentes ao regionalismo iniciado na década de 1930. ANJOS, Cyro dos. O amanuense Belmiro. Rio de Janeiro: Globo, 2006. FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala: Formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 51 ed. São Paulo: Global, 2006. LE GOFF, Jacques. História e memória. Trad. Ruy Oliveira. Lisboa: Edições 70, [200?]. (II vol. Memória, col. Lugar da História). QUEIROZ, Raquel de. O Quinze. 33. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1984 REGO, José Lins do. Bangüê. 21. ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 2002 A. REGO, José Lins do. Meus verdes anos: memórias. 7. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2002 B. REGO, José Lins do. Moleque Ricardo. Rio de Janeiro: José Olympio, 2002 C. TRIGO, Luciano. Engenho e memória: o Nordeste do açúcar na ficção de José Lins do Rego. Rio de Janeiro: Topbooks, 2002. WALTER, Roland. Transferências interculturais: notas sobre trans-cultura, multi-cultura, diásporas e encruzilhadas. Disponível em Acesso em 19 jan. 2008.
201 araticum v. 5 n. 1 (2012): Revista Araticum A ambiguidade racial na poesia de Jorge de Lima Carlos Magno Gomes; Este ensaio faz uma análise da forma ambígua como as representações afro-brasileiras são retomadas na poesia de Jorge de Lima. Seus textos optam por um olhar que ora comemora a democracia racial, ora faz uma reflexão sobre as consequências da opressão do sistema patriarcal nordestino. Essa ambiguidade fica mais exposta quando ele representa a imagem da mulher negra como um corpo submisso em oposição ao pessimismo da imagem do negro trabalhador. Tais construções identitárias traduzem uma visão histórica catastrófica da colonização e da modernização do Brasil. Partindo dessa problemática, este ensaio propõe uma leitura revisionista dessas representações a partir das teorias pós-coloniais de Homi Bhabha, Stuart Hall e Edward Said. BHABHA, Homi. O terceiro espaço. In Revista do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico nacional, nº 24. Entrevista concedida a Jonathan Rutherford, 1996, p. 35-41. BHABHA, Homi. O local da cultura. Tradução de Myriam Ávila et alli. Belo Horizonte: UFMG, 1998. CANDIDO, Antonio. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 2000. DUARTE, Eduardo. “Mulheres Marcadas: literatura, gênero, etnicidade”. In Duarte, Constância et al. Falas do Outro – literatura, gênero, etnicidade. Belo Horizonte: Nandyala; NEIA, 2010, p. 24-37. FREYRE, Gilberto. “Poemas Negros”. In LIMA, Jorge. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. HALL, Stuart. “Quem precisa da identidade?” In SILVA, Tomaz Tadeu da (org.). Identidade e diferença. Petrópolis: Vozes, 2000. HALL, Stuart. Da diáspora – identidades e mediações culturais. Tradução de Adelaine La Gaurdia Resende et alli. Belo Horizonte: UFMG, 2003. LIMA, Jorge. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. SAID, Edward. Cultura e imperialismo. Tradução de Denise Bottamn, São Paulo: Companhia das letras. 1995.
202 araticum v. 5 n. 1 (2012): Revista Araticum Cláudio Manuel da Costa entre a “dieta estilística” neoclássica e o sublime poético Evaldo Balbino; Este artigo pretende discutir o lirismo de Cláudio Manuel da Costa como sendo um discurso comedido e ao mesmo tempo filiado à noção do sublime poético de Longino. Trata-se de rever uma obra que se situa num limiar, numa zona limítrofe entre a estética neoclássica da contenção emocional e um lirismo mais expansivo. ÁVILA, Afonso. O poeta e a consciência crítica. Petrópolis: Vozes, 1969. BOSI, Alfredo. História Concisa da literatura brasileira. 38 ed. São Paulo: Cultrix, 1994. CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira (vol. 1). 8 ed. Belo Horizonte – Rio de Janeiro: Itatiaia, 1997. LONGINO. Do sublime. In: A poética clássica (Aristóteles, Horácio e Longino). Int. Roberto de Oliveira Brandão e trad. Jaime Bruna. 7 ed. São Paulo: Cultrix, 1997. MERQUIOR, José Guilherme. De Anchieta a Euclides – breve história da literatura brasileira. 3 ed. Rio de janeiro: Topbooks, 1996. PEIXOTO, Sérgio Alves. A consciência criadora na poesia brasileira – do barroco ao simbolismo. São Paulo: Annablume, 1989. COSTA, Cláudio Manuel da. Obras. In: PROENÇA FILHO, DOMÍCIO. A poesia dos inconfidentes – poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002. SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da literatura. 3 ed. Coimbra: Almedina, 1979.
203 araticum v. 5 n. 1 (2012): Revista Araticum Da harmonia e da cacofonia: metáforas da natureza e da técnica na poesia de Mário Quintana João Batista Santiago Sobrinho;Andréia Shirley Taciana de Oliveira; Harmonia. Cacofonia. Progresso. Técnica. Caderno H. Mario Quintana. Pretendemos com este texto abordar a substituição da harmonia pela cacofonia das paisagens, na obra Caderno H de Mario Quintana, a fim de explicitar a presença da técnica, através das críticas que o autor faz ao “progresso” em seus poemas. Nesse sentido, esperamos levar o leitor à reflexão sobre o devir tecnológico incrustado na noção de “progresso” expressa pelo poeta. Para tanto utilizaremos o conceito de modernidade líquida de Zygmunt Bauman e estudos sobre a técnica de Umberto Galimberti. ALMEIDA, Felipe Quintão de; GOMES, Ivan Marcelo; BRACHT, Valter. Bauman e a Educação. Belo Horizonte: Autêntica editora, 2009. BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001. BEAINI, Thais Curi. Heidegger: a arte como cultivo do inaparente. São Paulo: Nova Stella, 1986. BENJAMIN, Walter. Sobre arte, técnica, linguagem e política. Lisboa: Relógio D’água, 1992. GALIMBERTI, Umberto. Técnica e natureza: a inversão de uma relação. Florianópolis, v. 1 n . 1 p. 3-13. jan-jun. 2005. GALIMBERTI, Umberto. Psiché e Techné: o homem na idade da técnica. São Paulo: Paulus, 2006. HOUAISS, Antônio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001. QUINTANA, Mario. Caderno H. 2. ed. São Paulo: Globo, 2006.
204 araticum v. 5 n. 1 (2012): Revista Araticum O Futuro: um periódico luso-brasileiro Marcelo Sandmann; Entre 15 de setembro de 1862 e 1º de julho de 1863, o poeta português Faustino Xavier de Novais editou, no Rio de Janeiro, o periódico literário O Futuro. Nele colaboraram escritores brasileiros e portugueses, muitos destes pertencentes à colônia portuguesa da então capital do Brasil. O presente trabalho pretende investigar o espírito geral da publicação, um periódico programaticamente luso-brasileiro, com destaque para as colaborações de Machado de Assis, Camilo Castelo Branco e de seu editor, Faustino Xavier de Novais. FRANCHETTI, Paulo. “Machado e Camilo”. XII Congresso Internacional da ABRALIC, “Centro,Centros – Ética, Estética”, 18 a 22 de julho de 2011, UFPR, Curitiba-PR. http://www.abralic.org.br/anais/cong2011/AnaisOnline/resumos/TC0622-1.pdf FRIAS, Sanches de. Memórias literárias: apreciações e críticas. Lisboa: Empresa Literária e Tipográfica, 1907. (O) Futuro. Rio de Janeiro. Editado por Faustino Xavier de Novais. 15 de setembro de 1862 a 1º de julho de 1863. 20 números. SANDMANN, Marcelo. Aquém-além-mar: presenças portuguesas em Machado de Assis. Tese de Doutorado, 2004, 487 páginas, Programa de Pós-Graduação e Teoria e História Literária, Instituto de Estudos da Linguagem, UNICAMP, Campinas. http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000321444 SARAIVA, Arnaldo. “Camilo e Machado: encontros e desencontros”. Navegações, vol. 2, n. 2, p. 105-108, jul/dez 2009, PUC Rio Grande do Sul, Universidade de Lisboa. http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/navegacoes/article/viewFile/6392/4658
205 araticum v. 5 n. 1 (2012): Revista Araticum A alma encantadora das ruas: o cronista-flâneur no avesso da cidade Marta Passos Pinheiro; Este trabalho apresenta uma análise do livro de crônicas A alma encantadora das ruas, de João do Rio, publicado em 1908, reunindo textos do jornal Gazeta de Notícias e da revista Kosmos. Destaca-se, nessa análise, o Rio que ficou à margem, no início do século XX, do “progresso” da cidade que passaria a ser conhecida como “maravilhosa”. ANTELO, Raúl. João do Rio: o dândi e a especulação. Rio de Janeiro: Taurus-timbre, 1989. BAUDELAIRE, Charles Pierre. Pequenos poemas em prosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas Vol.3 Charles Baudelaire um lírico no auge do capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 1989. BROCA, Brito. A vida literária no Brasil – 1900. Rio de Janeiro: José Olympio, 1960. COUTINHO, Afrânio e COUTINHO, Eduardo de Faria (org.) A Literatura no Brasil Vol.6. – 3.ed. - Rio de Janeiro: José Olympio; Niterói: UFF – Universidade Federal Fluminense, 1986. POE, Edgar Allan. Ficção completa: poesia e ensaios. Rio de Janeiro: Aguilar, 1965. RIO, João do. A alma encantadora das ruas. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, 1995. SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão. São Paulo: Brasiliense, 1995.
206 araticum v. 4 n. 2 (2011): Revista Araticum Três poemas Anelito Oliveira; Três poemas
207 araticum v. 4 n. 2 (2011): Revista Araticum SOB O SIGNO DO E : A LINGUAGEM COMO QUESTÃO POÉTICA Angela Guida; SOB O SIGNO DO E : A LINGUAGEM COMO QUESTÃO POÉTICA
208 araticum v. 4 n. 2 (2011): Revista Araticum [4 Poemas] MÁRCIO ADRIANO SILVA MORAES; [4 Poemas]
209 araticum v. 4 n. 2 (2011): Revista Araticum [Resenha do livro: Inventário do corpo: recortes e rasuras] Marcelo Santos; [Resenha do livro: Inventário do corpo: recortes e rasuras]
212 araticum v. 4 n. 2 (2011): Revista Araticum ILUSÃO DE ÓTICA E ILUSÃO ORACULAR EM CONTOS DE OSWALDO FRANÇA JÚNIOR Ângela Maria Salgueiro Marques; Oswaldo França Júnior. Clément Rosset. Contos. Ilusão de ótica. Ilusão oracular. O presente trabalho objetiva analisar alguns contos de Oswaldo França Júnior, escritor mineiro, relacionando-os com os conceitos de ilusão de ótica e ilusão oracular, sendo esta baseada no referencial teórico proposto por Clément Rosset. FRANÇA JÚNIOR, Oswaldo. As laranjas iguais. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. (Série Lerelendo). ILUSÃO DE ÓTICA. In: HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. ROSSET, Clément. O real e seu duplo. Trad. José Thomaz Brum. Porto Alegre: L&PM Editores, 1988.
213 araticum v. 4 n. 2 (2011): Revista Araticum EM BUSCA DO TEMPO PRESENTE: CYRO DOS ANJOS E CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Revista Araticum; Cyro dos Anjos. Carlos Drummond de Andrade. Modernismo brasileiro. “O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente”, escreve Carlos Drummond de Andrade em “Mãos dadas”. Este ensaio sobre O amanuense Belmiro, publicado em 1937 por Cyro dos Anjos, analisa aspectos do parentesco, evidenciado pelo próprio autor, entre seu romance e a obra poética drummondiana. O diário de Belmiro não apenas segue de perto os versos antológicos de Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), como também apresenta os mesmos impasses do livro Sentimento do mundo, de 1940, ao qual pertence o poema “Mãos dadas”. ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e prosa. 8. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. ANDRADE, Mário de. O movimento modernista. In: Aspectos da literatura brasileira. 5. ed. São Paulo: Martins, 1974. p. 231-255. ANJOS, Cyro dos. O amanuense Belmiro. 16. ed. Belo Horizonte: Livraria Garnier, 2001. BUENO, Luís. Uma história do romance de 30. São Paulo/Campinas: Edusp/Unicamp, 2006. CANDIDO, Antonio. Estratégia. In: Brigada ligeira. São Paulo: Editora da Unesp, 1992. p. 79-85. CORREIA, Marlene de Castro. Drummond: a magia lúcida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. GALVÃO, Walnice Nogueira. MMPB: uma análise ideológica. In: Saco de gatos. São Paulo: Duas Cidades, 1976. p. 93-119. GIL, Fernando C. O romance da urbanização. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1999. MICELI, Sergio. Intelectuais à brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. RUBIÃO, Murilo. O ex-mágico da taberna minhota. In: Contos reunidos. 2. ed. São Paulo: Ática, 1999, p. 7-13. SANTIAGO, Silviano. A permanência do discurso da tradição no modernismo. In: Nas malhas da letra. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p. 108-144. SCHWARZ, Roberto. Sobre o amanuense Belmiro. In: O pai de família e outros estudos. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 9-21. SCHWARZ, Roberto. Cultura e política, 1964-1969. In: O pai de família e outros estudos. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 70-111.
214 araticum v. 4 n. 2 (2011): Revista Araticum POÉTICAS DO INTERVALO: BREVES NOTAS SOBRE TEL QUEL, SILVIANO SANTIAGO E RICARDO PIGLIA Jorge Wolff; Sujeito. Entre-lugar. Lacan. Tel Quel. Partindo da noção de “telquelismos latino-americanos”, o texto reflete sobre a disseminação das ideias do grupo Tel Quel – cuja revista, dirigida por Philippe Sollers, foi publicada entre 1960 e 1983 – no Brasil e na Argentina. Os neo-vanguardistas franceses reunidos em torno de Tel Quel reivindicaram o ensino de Jacques Lacan, além das teorias de Roland Barthes e Jacques Derrida, sendo que alguns destacados intelectuais latino-americanos falaram a mesma língua vanguardista-psicanalítica sob distintas formas político-poéticas, a exemplo dos escritores Silviano Santiago e Ricardo Piglia, abordados aqui. AIRA, César. Alejandra Pizarnik. Rosario: Beatriz Viterbo, 1998. AVELAR, Idelber. Postdictatorial Latin American Fiction and the Task of Mourning. Durham/London: Duke University Press, 1999. DERRIDA, Jacques. La dissémination. Paris: Seuil, 1972. DERRIDA, Jacques et al. Théorie d’ensemble. Paris: Seuil, 1968. LACAN, Jacques. Seminário 11. Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988. ______. L’éclat d’Antigone (1960). Le Séminaire. Livre VII. Paris: Seuil, 1986. ______. O seminário sobre A carta roubada. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998. NAHAS, Vanessa. Alienação e separação: a dupla causação do sujeito. 1998. 130 f. (Dissertação de Mestrado em Práticas Sociais e Constituição do Sujeito). Pós-Graduação em Psicologia. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1998. PIGLIA, Ricardo (ed.). Yo. Buenos Aires: Tiempo Contemporáneo, 1968. ______. Respiração artificial. Trad. Heloisa Jahn. São Paulo: Iluminuras, 1987. ______. O melodrama do inconsciente. Folha de S. Paulo / Ilustrada, São Paulo, 21 jun. 1998. ______. Formas breves. Buenos Aires: Temas Grupo Editorial, 1999. RIAVIZ, Eduardo. Lacan, o estruturalismo e seus pós. 2003. 205 f. (Tese de Doutorado em Textualidades Contemporâneas). Pós-Graduação em Literatura. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003. SANTIAGO, Silviano et al. (ed.). Glossário de Derrida. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1976. ______. Uma literatura nos trópicos: ensaios sobre dependência cultural. São Paulo: Perspectiva, 1978. ______. Em liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. ______. Stella Manhattan. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
215 araticum v. 4 n. 2 (2011): Revista Araticum LASCAS DE FANTÁSTICO EM FRAGMENTOS DO INFERNO PROVISÓRIO, HÁ? Marcelo Antonio Ribas Hauck; Literatura fantástica. Gênero. Ruffato. Inferno provisório. Hesitação. Este trabalho tem como objetivo examinar o texto “O ataque”, de Luiz Ruffato,publicado no segundo volume da pentalogia Inferno Provisório, indagando acerca dapossibilidade de haver, em sua composição, estruturas da chamada literatura fantástica. Paratanto, o analisamos à luz dos preceitos do gênero estabelecidos pelo teórico búlgaro TzvetanTodorov. Pensamos, ainda, qual seria a relação das lascas de fantástico que compõem o textocom o contexto sociopolítico característico da década de 1970 no Brasil. CORTÁZAR, Julio. Valise de cronópio. Trad. Davi Arrigucci Jr. e João Alexandre Barbosa. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2006. CURY, Maria Zilda Ferreira. Ética e simpatia: o olhar do narrador em contos de Luiz Ruffato. In: HARRISON, Marguerite Itamar (Org.). Uma cidade em camadas: ensaios sobre o romance eles eram muitos cavalos de Luiz Ruffato. Vinhedo-SP: Editora Horizonte, 2007. p.107-118. FURTADO, Filipe. A construção do fantástico na narrativa. Lisboa: Horizonte, 1980. ISER, Wolfgang. O fictício e o imaginário: perspectivas de uma antropologia literária. Trad. Johannes Kretschmer. Rio de Janeiro: Editora da UERJ, 1996. MOISÉS, Massaud. A criação literária: prosa 1. 20. ed. São Paulo: Cultrix, 2006. PRADO, Carmem Villarino. Eles eram muitos cavalos no(s) processo(s) de profissionalização de Luiz Ruffato. In: HARRISON, Marguerite Itamar (Org.). Uma cidade em camadas: ensaios sobre o romance eles eram muitos cavalos de Luiz Ruffato. Vinhedo-SP: Editora Horizonte, 2007. p.155-187. RUFFATO, Luiz. Eles eram muitos cavalos. São Paulo: Boitempo Editorial, 2002. ______. Inferno provisório: vista parcial da noite. São Paulo: Ed. Record, 2006. v. 3. ______. Inferno provisório: o livro das impossibilidades. São Paulo: Ed. Record, 2008. v. 4. SOBRENATURAL. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário eletrônico Aurélio versão 5.0. Curitiba: Positivo Informática LTDA, 2004. TODOROV, Tzvetan. Introdução à literatura fantástica. Trad. Maria Clara Correa Castelo. São Paulo: Perspectiva, 1975.
216 araticum v. 4 n. 2 (2011): Revista Araticum OS CRIMES DA ESCRITA: POE LIDO POR RUBEM FONSECA Telma Borges; Literatura brasileira. Tradição e modernidade. Poe. Rubem Fonseca. Tradição da ruptura. Nitidamente seguidor da tradição fundada por Edgar Allan Poe, Rubem Fonseca, ao escrever o conto “Romance negro” espelha-se no conto Willian Wilson, de autoria do escritor americano. Este trabalho pretende, portanto, analisar em que medida o contista brasileiro lê, pelo viés da tradição da ruptura, o conto de Poe.
217 araticum v. 4 n. 2 (2011): Revista Araticum A QUESTÃO DO NARRADOR: WALTER BENJAMIN E GUIMARÃES ROSA Roberto Antonio Penedo do Amaral; Narrador. Guimarães Rosa. Nicolai Leskov. A proposta deste texto é apresentar o escritor mineiro João Guimarães Rosa (1908-1967) como um fabulador que se conforma ao paradigma de “narrador” como problematizadopelo pensador alemão Walter Benjamim (1882-1940). BENJAMIN, Walter. O narrador, considerações sobre a obra de Nicolai Leskov. In: BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Obras escolhidas, v.1. 7 ed. [Trad. Sérgio Paulo Rouanet]. São Paulo: Brasiliense, 1994. p. 197-221. LORENZ, Günter W. Diálogo com a América Latina: panorama de uma literatura do futuro. Trad. Rosemary Costhek Abílio e Fredy de Souza Rodrigues. São Paulo: E.P.U., 1973. p. 315-355. NUNES, Benedito. Literatura e filosofia: (grande sertão: veredas). In: LIMA, Luiz Costa. Teoria da literatura em suas fontes. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983. p. 188-207. RÓNAI, Paulo. Rondando os segredos de Guimarães Rosa. In: ROSA, João Guimarães. Noites do sertão (corpo de baile). 9. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 17-25. ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. 19. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 7-624.
218 araticum v. 4 n. 2 (2011): Revista Araticum RELÓGIOS E ÓCULOS NO BARROCO ITALIANO Sérgio Mauro; relógio, óculos, dimensão temporal, transitoriedade, marinismo. O presente ensaio visa à análise da dimensão temporal/visual associada ao uso de instrumentos de medição do tempo e de visão na poesia barroca italiana. Pretende-se demonstrar que nos poetas “menores” do período pode-se perceber claramente que o “colecionismo” típico do barroco europeu revelava, também, nítida preocupação com a trágica transitoriedade da vida humana. ANSELMI, Gian Mario (org.). Oggetti della letteratura italiana. Roma: Carocci, 2008. BONITO, Vitaniello. L’occhio del tempo. L’orologio barocco fra scienza, letteratura ed emblematica. Bologna: Cooperativa Libraria Universitaria Editrice Bologna, 1995. CHIABRERA, Gabriello. Opere. Torino: UTET, 1984. ECO, Umberto (org.). IL Seicento (CD-ROM). Milano, Opera Multimedia, 1995. ELWERT, W. Theodor. La poesia lirica italiana del Seicento. Firenze: Olschki Editore, 1967. GETTO, Giovanni e JACOMUZZI, Stefano (orgs.). Poeti e prosatori italiani nella critica. Bologna: Zanichelli, 1969. GETTO, Giovanni (org.). Lirici marinisti. Torino: UTET, 1990. GETTO, Giovanni (org.). Il Barocco letterario in Italia. Milano: Bruno Mondadori, POULET, G. Le metamorfosi del cerchio. Milano: Rizzoli, 1971. OSSOLA, Carlo e SEGRE, Cesare (orgs.). Antologia della poesia italiana – Seicento. Torino: Einaudi, 2001.
221 araticum v. 3 n. 1 (2011): Revista Araticum PALAVRA- POESIA EM CECÍLIA MEIRELES Delvanir Lopes; Cecília Meireles, poesia, palavra, Solombra A palavra instiga a escritura desse artigo. Nele procuramos mostrar a relação travada por Cecília Meireles com a palavra. Para isso nos valemos de alguns versos de Solombra, obra de 1963, para nela buscarmos compreender: o modo como se dá o diálogo da escritora com as palavras; se através delas a autora esclarece ou amplia os mistérios e como acontecem as escolhas das palavras. Não se trata de análise de poemas, mas sim de evidenciar de que forma se processa o seu fazer poético. Em Solombra o poeta é clarividente e veículo para a epifania da palavra, cuja aletheia nunca é completa, já que não é intenção de Cecília tirar-lhe a magia, mas mostrar nela a possibilidade de novas relações e novos mistérios. BLOCH, Pedro. Pedro Bloch entrevista Cecília Meireles. In: ______. Vida, pensamento e obra de grandes vultos da cultura brasileira: entrevistas. Rio de Janeiro: Bloch Editores, 1989, p. 31-36. BORGES, Jorge Luis. Esse ofício do verso. São Paulo: Cia das Letras, 2000. CAMLONG, André. Réflexion sur la métaphisique de Cecília Meireles. Língua e Literatura. São Paulo, FFLCH-USP, 9, 1980, p. 21-43. DETTONI, J. Heidegger: o papel do poeta. Revista Reflexão. PUC - Instituto de Filosofia, Campinas, n. 55/56, p. 160-170, Jan/Ago 1993. FAUSTINO, Mário. Poesia-experiência. SP: Perspectiva, 1977. HEIDEGGER, M. Hölderlin y la esencia de la poesía. In: Arte y poesía. Trad. Samuel Ramos. México: Fondo de Cultura Económica, 2001. JASPERS, Karl. Introdução ao Pensamento filosófico. São Paulo: Cultrix, 2001. MELLO, Ana M.L.de. Viagem aos confinas da noite: Solombra. In:______. Poesia e Imaginário. EDIPUCRS: Porto Alegre, 2002, p. 191-239. MEIRELES, Cecília. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2001. MONTEIRO, Adolfo Casais. A palavra essencial. São Paulo: Cia. Editora Nacional/ EDUSP, 1965 (Col. Ensaio, 2). NUNES, Benedito. Passagem para o poético – filosofia e poesia em Heidegger. São Paulo: Editora Ática SA, 1992. UNGARETTI, Giuseppe. Razões de uma poesia. In: Razões de uma poesia e outros ensaios. São Paulo:EDUSP/Imaginário,1994,p. 195-219. ZAGURY, E. Cecília Meireles: Notícia Bibliográfica, Estudo Crítico, Antologia, Discografia, Partituras. Rio de Janeiro: Vozes, 1973.
222 araticum v. 3 n. 1 (2011): Revista Araticum INTERTEXTUALIDADE E PARÓDIA Maria Gloria Cusumano Mazzi; intertextualidade; paródia; literatura. O presente artigo faz algumas considerações sobre a intertextualidade em geral e enfatiza diferentes definições da paródia em particular, de Aristóteles ao século XX. ARISTÓTELES. Poética. Trad. e com. de Eudoro de Souza. Porto Alegre: Globo, 1966. BAKHTIN, Mikhail Mikháilovitch. Problemas da poética de Dostoïevski. Trad. Paulo Bezerra, Rio: Ed. Forense-Universitária, 1981. ___________ . A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: Hucitec, 1987. ___________ . Questões de literatura e de estética: a teoria do romance, 1988. ___________. (Voloshinov). Marxismo e filosofia da linguagem. Trad. M. Lahud e Yara F. Vieira. São Paulo: Hucitec, 1990. CAMPOS, Haroldo. “Introdução”. In: ___. Oswald de Andrade: trechos escolhidos. Rio: Agir, 1967. DELEPIERRE, Octave. “Essai sur la parodie”. In: ___. Miscellanies of the Philobiblion Society. Vol. XII. Londres: Wittingham and Wilkins 1868-1869. ECO, Umberto. Lector in fabula. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1986. EICHEMBAUM, Boris et al. Teoria da literatura: formalistas russos. Porto Alegre: Globo, 1973. GENETTE, Gérard. “O reverso dos signos”. In: ___. Figuras. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1972a. ___________. Palimpsestes: la littérature au second degré. Paris: Seuil, 1982. HANNOOSH, Michele. Parody and decadence: Laforgue’s Moralités légendaires. Columbus: Ohio State University Press, 1989. HUTCHEON, Linda. “Ironie et parodie: stratégie et structure”. In: ___. Poétique 36, 1978. ___________ . Uma teoria da paródia. Lisboa - Rio: Edições 70, 1985. JENNY, Laurent. “A estratégia da forma”. In: ___. Intertextualidades (Poétique 27). Coimbra: Almedina, 1979. p. 5-49. KRISTEVA, Julia. La révolution du langage poétique. Paris: Seuil, 1974. LOPES, Edward. A palavra e os dias. São Paulo: Ed. Unesp-Ed. Unicamp, 1993. ROSE, Margaret. Parody / meta-fiction: an analysis of parody as a critical mirror of the writing and the reception of fiction. Londres: Croom Helm, 1979. TELES, Gilberto Mendonça. A retórica do silêncio: teoria e prática do texto literário. São Paulo: Cultrix, 1979. TYNIANOV, Iúri. “Destruction, parodie”. Change 2. 1969.
223 araticum v. 3 n. 1 (2011): Revista Araticum RACHEL DE QUEIROZ E SEU PERCURSO CRIATIVO EM MEMORIAL DE MARIA MOURA: O LIVRO E A MINISSÉRIE Andrea C. Martins; Rachel de Queiroz; Memorial de Maria Moura; processo de criação; literatura; televisão. O artigo analisa o processo de criação da obra Memorial de Maria Moura (1994), de Rachel de Queiroz, e sua recriação para a minissérie de televisão homônima, produzida pela Rede Globo, em 1996. O romance, escrito ao longo de 17 anos, foi precedido de uma longa e minuciosa pesquisa, e é fruto do trabalho árduo da escritora, que se empenhou na construção dos personagens e desenvolvimento das ações. A escritora, portanto, reage com veemência ao se deparar, no roteiro, principalmente com cenas que contrariam a ética de sua protagonista. A partir de sugestões e observações que Rachel de Queiroz registrou no roteiro, confrontadas com as alterações feitas na obra final levada ao ar, é possível avaliar as interferências da escritora na versão televisiva do Memorial naquilo que ela mais preza, o caráter e a psicologia de Maria Moura. FARIAS, Roberto (et. al). Memorial de Maria Moura (minissérie de TV). Rio de Janeiro: Rede Globo, 1994. FURTADO, Jorge, GERBASE, Carlos. Memorial de Maria Moura (roteiro). Rio de Janeiro: Rede Globo, 1994. HOUAISS, Antônio. Memorial de Maria Moura. Jornal do Commercio, [Rio de Janeiro], p. 4, 6 out. 1992. Discurso pronunciado na Academia Brasileira de Letras, em 3 set. 1992. MENDES, Marlene Gomes (coord.) Documentos de processo: “Memorial de Maria Moura”, de Rachel de Queiroz, Niterói: UFF, Instituto de Letras, Grupo de Pesquisa em Crítica Genética, 2000, 1 CD-ROM. NERY, Hermes Rodrigues. Presença de Rachel. Ribeirão Preto/SP: FUNPEC Editora, 2002. QUEIROZ, Rachel de. Memorial de Maria Moura. 10. ed. São Paulo: Siciliano, 1997. ______. Entrevista. Revista Domingo. 1994. ______. Entrevista. Revista Veja. São Paulo: Abril, 02 outubro 1996. Páginas Amarelas. SANTIAGO, Silviano. Com quantos paus se faz uma canoa. In: Arquivos literários. SOUZA, Eneida Maria, MIRANDA, Wander Melo (orgs.). São Paulo: Ateliê Editorial, 2002, p. 183-197.
224 araticum v. 3 n. 1 (2011): Revista Araticum PER AUGUSTO & MACHINA: O LIVRO-CÃO DE ROMÉRIO RÔMULO Wesley Thales de Almeida Rocha; Poesia contemporânea; Romério Rômulo; Dissonâncias; Augusto dos Anjos; Barroco. Neste artigo, analiso o livro Per Augusto & Machina, de Romério Rômulo, contrapondo sua poética à dos livros anteriores do autor, principalmente Matéria Bruta. Algo de evidente no traço poético de Romério comparece nesse novo trabalho e confirma o empenho do poeta em combinar os componentes diversos e de real potência de sua poesia numa linguagem “nova e inaugural”. Outras características são transformadas e reorganizadas numa voz afeita ao grito, ou ao latido, numa mais que linguagem, isto é, num linguajar quase humano e quase animal. A referência a Augusto dos Anjos, poeta com o qual Romério Rômulo dialoga desde o título do livro, ajuda a entender muito dessa inteligência selvagem que caracteriza os poemas. Além disso, há uma distinta afiliação do autor ao Barroco, algo que se intensifica e se transforma desde Matéria Bruta, e que parece, do mesmo modo, dar nova significação a seu trabalho poético. ANJOS, Augusto dos. Os melhores poemas de Augusto dos Anjos. Seleção de José Paulo Paes. 2. ed. São Paulo: Global, 1997. DELEUZE, Gilles. A dobra: Leibniz e o barroco. Tradução de Luiz B. L. Orlandi. Campinas, SP: Papirus, 1991. GUIMARÃES, Rodrigo. “A poesia transversa de Romério Rômulo”. Revista Itinerários. Araraquara, n° 28, p. 159-165, jan./ jun. de 2009. MINDLIN, Dulce Maria Viana. “Cantata mineira em cromatismo e dissonância: a poesia de Romério Rômulo”. Revista Matraga. Rio de Janeiro, nº 11, 1° semestre de 1999. MINDLIN, Dulce Maria Viana. “Nos interstícios da Matéria Bruta”. In: RÔMULO, Romério. Matéria Bruta. São Paulo: Altana, 2006. RÔMULO, Romério. Tempo Quando. Sabará: Dubolso, 1996. 2 vols. RÔMULO, Romério. Matéria Bruta. São Paulo: Altana, 2006. RÔMULO, Romério. Per Augusto & Machina. São Paulo: Altana, 2009.
225 araticum v. 2 n. 2 (2010): Revista Araticum A Pastelaria da rua doze Ivana Ferrante Rebello; A Pastelaria da rua doze
226 araticum v. 2 n. 2 (2010): Revista Araticum A força de um estilo Anelito de Oliveira; A força de um estilo
230 araticum v. 2 n. 2 (2010): Revista Araticum ARTUR X FLÁVIO- IDENTIDADES EM (DES) AGREGAÇÃO NO ROMANCE MARIA LUÍSA, DE LÚCIA MIGUEL PEREIRA Edwirgens Aparecida Ribeiro Lopes de Almeida; : identidades, espelho, desagregação, sedução BADINTER, Elisabeth. Um é o outro. Trad. C. Gomes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo: a experiência vivida. Trad. Sérgio Milliet. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. CARDOSO, Patrícia da Silva. Os nomes e o nome da mulher. Pósfácio de: PEREIRA, Lúcia Miguel. Ficção reunida. Curitiba: Ed. da UFPR, 2006. NYE, Andrea. Teorias feministas e as filosofias do homem Trad. Nathanael C. Caixeiro Rio de Janeiro: Recorde: Rosa dos tempos, 1995. PEREIRA, Lúcia Miguel. Maria Luísa. In: PEREIRA, Lúcia Miguel. Ficção reunida. Curitiba: Ed. da UFPR, 2006. SEGAL, Naomi. Eco e Narciso. In: BRENNAN, Teresa Org.. Para além do falo: uma crítica a Lacan do ponto de vista da mulher. Trad. Alice Xavier Rio de Janeiro: Record: Rosa dos tempos, 1997. Coleção Gênero Vol. 4. p. 225- 249.
231 araticum v. 2 n. 2 (2010): Revista Araticum A POÉTICA DO PARAFUSO – O MAL-ESTAR EM ANGÚSTIA, DE GRACILIANO RAMOS Leonardo Almeida Filho; Angústia, Graciliano Ramos, Psicanálise, O mal-estar na civilização. A análise psicológica do romance Angústia (Graciliano Ramos) tem se mostrado uma tendência. Este trabalho pretende analisar algumas imagens utilizadas pelo autor, particularmente a ideia de parafuso como imobilidade social, e interpretar, a partir de Freud e seu O mal-estar na civilização, a angústia inerente aos personagens do romance. BASTOS,Hermenegildo. Memórias do cárcere, literatura e testemunho. Brasília: EDUNB, 1998. BRAGA, Rubem. “Discurso de um ausente ao banquete de homenagem a Graciliano Ramos”. In: SCHMIDT, Augusto Frederico et. al. Homenagem a Graciliano Ramos. Rio de Janeiro: [s.n.], 1943. BRAYNER, Sônia (Org.). “Graciliano Ramos e o romance trágico”. In: Graciliano Ramos. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1978. CANDIDO, Antonio. Ficção e confissão. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1999. CARVALHO, Lúcia Helena. A ponta do novelo: uma interpretação de Angústia, de Graciliano Ramos. São Paulo: Atica, 1983. CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Coordenação de Carlos Sussekind. Trad. Vera da Costa e Silva et. al. Rio de Janeiro: José Olympio, 1995. FREITAS, Luiz Alberto Pinheiro de. Freud e Machado de Assis: uma interseção entre psicanálise e literatura. Rio de Janeiro: Mauad, 2001. FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização. Trad. Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 2006. MORAIS, Denis. O velho Graça. Rio de Janeiro: José Olympio, 1992. RAMOS, Graciliano. Angústia. São Paulo: Record, 1984. SCHMIDT, Augusto Frederico et. al. Homenagem a Graciliano Ramos. Rio de Janeiro: [s.n.], 1943.
232 araticum v. 2 n. 2 (2010): Revista Araticum RELATO DE UM CERTO ORIENTE: UMA COMUNHÃO ENTRE O CLÁSSICO E O PÓS-MODERNO EM UMA NARRATIVA POLIFÔNICA Waldhett Barbosa Matos; : Romance brasileiro, polifonia, narrador, tradição, pós-modernidade. O presente trabalho tem por objetivo analisar, no romance Relato de um certo Oriente, como o autor consegue realizar, por meio do seu fazer ficcional, uma ruptura com o romance tradicional a partir de uma trama polifônica e, simultaneamente, consegue alcançar uma comunhão perfeita entre a tradição/pós-modernidade com as vozes de seus narradores. BAKHTIN, Mikhail. Problemas da poética de Dostoievski. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1981. BARROS, Diana Luz Pessoa de. Semiótica e Discurso Literário. In: OLIVEIRA, A. C; SANTAELLA, L. (Orgs). Semiótica Literária. São Paulo: EDUC, 1987. BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 3. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1987. BRAIT, Beth. A Personagem. 3. ed. São Paulo: Editora Ática. 1987. ARRIGUCCI Jr., Davi. In: HATOUM, Milton. Relato de um certo Oriente. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. HATOUM, Milton. Relato de um certo Oriente. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. MESQUITA, Samira Nahid de. O Enredo. 3. ed. São Paulo: Editora Ática. 1994. SANTIAGO, Silviano. Nas malhas da letra: ensaio. Rio de Janeiro: Rocco, 2002. TEZZA, Cristóvão. Mikhail Bakhtin e a autoridade poética. Disponível em: http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/1900,1.shl . < Acesso em 07/07/2009 >.
233 araticum v. 2 n. 2 (2010): Revista Araticum ALTINO CAIXETA DE CASTRO: A POESIA DO NÃO-LUGAR Rodrigo Guimarães; : Poesia Contemporânea, Altino Caixeta de Castro, dobra, atopia. Este ensaio busca analisar os poemas “Passarela” e “Epílogo”, de Altino Caixeta de Castro, a partir das reflexões sobre as dicções sensorialistas e intelectualistas na poesia contemporânea, acrescidas do pensamento de Gilles Deleuze (sobretudo o seu conceito de dobra) e de Maria Esther Maciel (especialmente a sua formulação da atopia da poética de Altino Caixeta). BLANCHOT, Maurice. O espaço literário. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 1987. CASTRO, Altino Caixeta de. Cidadela da rosa: com fissão da flor. Brasília: Horizonte Editora, 1980. CASTRO, Altino Caixeta de. Diário da rosa errância e prosoemas. Brasília: Escopo, 2004. CASTRO, Altino Caixeta de. Sementes de sol. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2004. DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. V. I. Tradução de Aurélio Guerra Neto e Celia Pinto Costa. Rio de Janeiro: Editora 34, 1995. MACIEL, Maria Esther. A memória das coisas: ensaio sobre literatura, cinema e artes plásticas. Rio de Janeiro, Lamparina editora, 2004. MACIEL, Maria Esther. Vôo transverso. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1999. WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
234 araticum v. 2 n. 2 (2010): Revista Araticum A IMAGEM DA INCONFIDÊNCIA EM “MUSEU DA INCONFIDÊNCIA”, DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, E “FALA AOS INCONFIDENTES MORTOS”, DE CECÍLIA MEIRELES Rosiane Viana Silva; Comparação, Inconfidência, tempo, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles. O presente trabalho pretende tecer uma comparação acerca da imagem da Inconfidência Mineira no poema “Museu da Inconfidência”, de Carlos Drummond de Andrade, e “Fala aos Inconfidentes Mortos”, de Cecília Meireles. Em especial, enfocar-se-ão as relações do eu-lírico com o tempo. ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 42. ed. Rio de Janeiro: Record, 1999. BUENO, Silveira. Dicionário da língua portuguesa. São Paulo: FTD: LISA, 1996. CARVALHAL, Tânia Franco. O próprio e o alheio: ensaios de literatura comparada. São Leopoldo: Unisinos, 2003. CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos: (mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números). Rio de Janeiro: José Olympio, 1988. LAUS, Lausimar. O mistério do homem na obra de Drummond. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1978. MEIRELES, Cecília. Romanceiro da Inconfidência. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977. MOSER, Walter. Spätzeit. In: MIRANDA, Wander Melo (Org.). Narrativas da modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. p. 33-54. SANT’ANNA, Afonso Romano de. Drummond: o gauche no tempo. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 1992.
235 araticum v. 2 n. 2 (2010): Revista Araticum PÓS-COLONIALISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: RELATO DE UM CERTO ORIENTE DE MILTON HATOUM Telly Will Fonseca de Almeida; : Embate cultural, identidade, processo civilizatório, Milton Hatoum Com uma linguagem intimista, Relato de um certo oriente, de Milton Hatoum, traz um afastamento e, ao mesmo tempo, uma recuperação da tradição literária regional na qual prevalecia o olhar estrangeiro, o olhar da fascinação ou do medo. Historicamente, a civilização de Manaus passou por transformações estruturais profundas através da imigração de povos de nacionalidades diferentes. Nesse sentido, a condição de exilado é uma característica das personagens estruturais da obra como Emilie, Hakim e a própria narradora anônima. Esses personagens se encontram em uma “dialética de identidades”, num embate cultural alusivo ao processo civilizatório ou de construção de uma civilização moderna em Manaus. ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. Trad. Dora . 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006. BHABHA, Homi K. O Local da Cultura. Trad. Myrian Àvila et al. Belo Horizonte: UFMG, 2007. CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de Símbolos: mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras. Cores, números. 20. ed. Trad., Carlos Sussekind. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. CURY, Maria Zilda Ferreira. “De orientes a relatos”. In: SANTOS, Luís Alberto Brandão; PEREIRA, Maria Antonieta. (Orgs.). Trocas culturais na América Latina. Belo Horizonte: Pós-Lit/FALE/UFMG, 2000, p. 165-177. HALL, Stuart. A identidade cultural na Pós-Modenidade. 11. ed. Trad. Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. São Paulo: DP&A, 2006. HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Trad. Adelaine La Guardia Rezende et al. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. FIDELIS, Ana Cláudia e Silva. Entre orientes – Viagens e memória: A narrativa Relato de um certo oriente de Milton Hatoum. 148 f. (Dissertação Mestrado) – Instituto de estudos da linguagem, Universidade Estadual de Campinas, Campinas/SP, 1998. HATOUM, Milton. Relato de um certo oriente. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. LÉVINAS, Emmanuel. Entre nós: ensaios sobre alteridade. Trad. Pergentino Stefano Pivatto. Petrópolis: Vozes, 1997. SANTIAGO, Silviano. Poder e Alegria – A Literatura Brasileira pós-64 - Reflexões. In: Nas malhas da letra. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p. 13-27. SANTIAGO, Silviano. O entre-lugar do discurso latino-americano. In: Uma literatura nos trópicos: ensaios sobre a dependência cultural. Rio de Janeiro: Rocco, 2006, p. 9-26.
236 araticum v. 2 n. 2 (2010): Revista Araticum OS LIAMES ENTRE CLARICE LISPECTOR E HEIDEGGER EM TORNO DA LINGUAGEM Gildete dos Santos Freitas; HEIDEGGER, Martin. A caminho da linguagem. Tradução de Márcia de Sá Cavalcante Schuback. Petrópolis: Vozes, 2003. HEIDEGGER, Martin. Ensaios e conferências. Tradução de Emmanuel Carneiro Leão, Gilvan Fogel e Márcia Sá Cavalcante Schuback. Petrópolis: Vozes, 2002. HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Tradução de Márcia de Sá Cavalcante Schuback. Petrópolis: Vozes, 1993. Parte I. LISPECTOR, Clarice. Um sopro de vida (pulsações). Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves Editora, 1997. LISPECTOR, Clarice. A maçã no escuro. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. LISPECTOR, Clarice. Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1997. LISPECTOR, Clarice. Onde estiveste de noite? (contos). Rio de Janeiro: Rocco, 1999. NUNES, Benedito. Hermenêutica e poesia. No tempo do niilismo. São Paulo: Ática, 1993. NUNES, Benedito. Passagem para o poético; Filosofia e poesia em Martin Heidegger. São Paulo: Ática, 1992.
237 araticum v. 1 n. 1 (2010): Dossiê Guimarães Rosa Parangolivro, de Aroldo Pereira Elcio Lucas; Parangolivro, de Aroldo Pereira
238 araticum v. 1 n. 1 (2010): Dossiê Guimarães Rosa [Poema] Romério Rômulo; [Poema]
241 araticum v. 1 n. 1 (2010): Dossiê Guimarães Rosa RIOBALDO E DIADORIM: DA IDEIA DE FORMA DE VIDA ENQUANTO EXPERIÊNCIA DE DESCONSTRUÇÃO DAS IDENTIDADES Alex Fabiano Correia Jardim; Literatura brasileira, Guimarães Rosa, individuação, formas de vida, afeto, corpo. A ideia deste texto é apresentar, partindo do conceito de individuação e formas de vida em GillesDeleuze, dois personagens que atravessam o Grande Sertão: veredas: Riobaldo e Diadorim. Esses personagens,em Rosa, tipificam os conceitos acima mencionados na filosofia deleuzeana. Os dois personagens nosapresentam, no romance, práticas que fogem de uma tradição que estabelece um ethos para a vida de umbando no sertão. Os signos de amor entre Riobaldo e Diadorim intensificam uma individuação que não sesegmenta em homem e mulher, mas entre corpos livres da forma ou de qualquer “órgão” individualizante. Essaindividuação por afetos não é submetida ao binarismo homem/mulher, mas a práticas de vida que inventamuma nova maneira de viver. Segundo Deleuze, são esses agenciamentos que fazem e constituem ashecceidades, ou seja, uma prática que se estabelece a partir de um poder de afetar e ser afetado. DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs; capitalismo e esquizofrenia. Tradução de Suely Rolnik. São Paulo: 34, 1997. v. 4. DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs; capitalismo e esquizofrenia. Tradução de Ana Lucia de Oliveira e Lucia Claudia Leão. São Paulo: 34, 1995. v. 3. ROSA, Guimarães. Grande Sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
242 araticum v. 1 n. 1 (2010): Dossiê Guimarães Rosa Riobaldo: narrador-personagem de uma narrativa dominada pela modernização Daniele dos Santos Rosa; Modernização, Arcaico, Narrador, Riobaldo, Nação. A literatura brasileira fundamenta-se pela contradição entre sua formação arcaica e o desejode cosmopolitismo. Diante disso, Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, não poderia se esquivarde tão importante questão: o processo modernizador brasileiro em confronto com a constituição dosertão. Nesse aspecto, são as características de seu narrador, Riobaldo, que tratarão, em sua própriaforma, dessa problematização inerente: a permanência do arcaico diante do mais moderno. BOTTO MOR E, Tom. D icionário do pensam ento marxista. Tradução de W altensir Dutra. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001. CO RPAS, Danielle dos Santos. O jagunço som os nós: visões do Brasil na crítica de G rande sertão: veredas. 2006. 270 f. (Doutorado em Teoria Literária) – Faculdade de Letras, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006. GALVÃO, W alnice Nogueira. As form as do falso. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 1986. GALVÃO, W alnice Nogueira. Riobaldo, o homem das metamorfoses. In: MOTA, Lourenço Dantas; JUNIO R, Benjamin Abdala. (Org.). Personae. G randes personagens da literatura brasileira. São Paulo: Senac, 2001. HAZIN, Elizabeth. A terceira travessia (uma leitura de Grande sertão: veredas). (Pré) Publications, n. 144, 1994. ABDALA Jr., Benjamin. O pio da coruja e as cercas de Paulo Honório. In: MO TA, Lourenço D antas; JU NIOR, Benjamin Abdala. (Org.). Personae. Grandes personagens da literatura brasileira. São Paulo: Senac, 2001. RO SA, João G uimarães. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006. RO SA, Daniele dos Santos. Literatura e nação: um estudo sobre S. Bernardo e Grande Sertão: veredas. 2009. 186 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literatura, 2009. SCHW ARZ, Roberto. A sereia e o desconfiado: ensaios críticos. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.
243 araticum v. 1 n. 1 (2010): Dossiê Guimarães Rosa EXPERIÊNCIA E REFLEXÃO NA TRADUZADAPTAÇÃO ITALIANA DE GRANDE SERTÃO: VEREDAS Davi Pessoa Carneiro; Tradução, teoria literária, Guimarães Rosa Este artigo tem por objetivo discutir alguns aspectos do discurso ambíguo de Riobaldo, em Grandesertão: veredas e sua tradução italiana realizada por Edoardo Bizzarri, tendo como reflexão o processo de reescriturade um texto literário, ou seja, sua traduzibilidade, ou, como Guimarães Rosa colocava nas cartas comseus tradutores, sua traduzadaptação. BENJAMIN, Walter. Origem do drama barroco alemão. Tradução e apresentação de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Editora Brasiliense, 1984. BENJAMIN, Walter. A tarefa-renúncia do tradutor. In: HEIDERMANN, Werner (org.). Clássicos da teoria da tradução. Tradução de Susana Kampff Lages. Florianópolis: UFSC, 2001. BENVENISTE, Émile. Problemas de Lingüística Geral I. Tradução de Maria da Glória Novak e Maria Luisa Neri. 5. ed. São Paulo: Campinas, Pontes Editores, 2005. BENVENISTE, Émile. Problemas de Lingüística geral II. Tradução de Eduardo Guimarães et al. 2. ed. São Paulo: Campinas; Pontes Editores, 2006. BERMAN, Antoine. A tradução e a letra ou o albergue do longínquo. Tradução de Marie-Hélène Catherine Torres, Mauri Furlan, Andréia Guerini. Rio de Janeiro: 7 Letras/PGET, 2007. BIZZARRI, Edoardo. J. Guimarães Rosa: Correspondências com seu tradutor italiano Edoardo Bizzarri. São Paulo: T.A. Queiroz Editor, 1980. LAGES, Susana Kampff. Babel revisitada: reler e re-traduzir “A tarefa do tradutor”. In: Anais do XI Congresso Internacional da ABRALIC – tessituras, interações, convergências. São Paulo: USP, 2008. PESSOA, Davi. Terceira margem: testemunha, tradução. Florianópolis: Editora da Casa, 2008. ROSA, Guimarães. Grande Sertão: Veredas. 19. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. ROSA, Guimarães. João Guimarães Rosa: correspondência com seu tradutor alemão Curt Meyer-Clason (1958- 1967). Edição, organização e notas Maria Aparecida Faria Marcondes Bussolotti; tradução Erlon José Paschoal. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: Academia Brasileira de Letras; Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2003.
244 araticum v. 1 n. 1 (2010): Dossiê Guimarães Rosa NO URUBUQUAQUÁ – VIDA, ARTE, POESIA E MEMÓRIA Débora Soares de Araújo; Gu imarães Rosa, C ara-d e-Bron ze, arte, po esia, leitura, memó ria. Este artigo tem o objetivo de investigar o conto “Cara-de-Bronze”, do escritor João GuimarãesRosa. A investigação propõe refleti r sobre a noção de arte presente no conto e busca mostrar as relaçõesentre a arqui tetura do texto de Guimarães Rosa e a mediação da poesia e da memória. Observando aconstrução do conto, buscamos evidenciar a relação entre arte (esp ecialmente a poesi a) e vida presente nanarrativa. BIZZARRI, Edoardo. J. Guimarães Rosa: correspondência com seu tradutor italiano Edoardo Bizzarri. 2. ed. São Paulo: T. A. Queiroz, Instituto Ítalo-Brasileiro, 1981. CALVINO, Ítalo. Por que ler os clássicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. ECO, Umberto. A definição da arte. Lisboa: Edições 70, 1986. ISER, Wolfgang. O ato de leitura; uma teoria do efeito estético. 1. ed. São Paulo: Editora 34, 1996. ROSA, João Guimarães. Cara-de-Bronze. No Urubuquaquá, no Pinhém. 5. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.
245 araticum v. 1 n. 1 (2010): Dossiê Guimarães Rosa OS MICROCAUSOS EM GRANDE SERTÃO: VEREDAS Diego Gomes do Valle; Literatura brasileira, Guimarães Rosa, Estética da recepção, Leitura, Micronarrativas. BAKHTIN, Mikhail M. Estética da criação verbal. Tradução: Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2003. BAKHTIN, Mikhail M. Questões de Literatura e Estética. São Paulo: Hucitec, 1998. ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. Tradução de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. ISER, Wolfgang. A interação do texto com o leitor. In: A Literatura e o Leitor: textos de estética da recepção. Coordenação e tradução: Luiz Costa Lima. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. ISER, Wolfgang. O ato da leitura, vol.1. Tradução: Johannes Kretschmer. São Paulo: Ed. 34, 1996. REIS, C. & LOPES, A. Dicionário de teoria narrativa. São Paulo: Ed. Ática, 1988. ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.
303 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Dossiê Conflitos Ambientais Rômulo Barbosa;Lorena Fleury; meio ambiente, conflito ambiental O câmbio climático, decorrente principalmente dos gases de efeito estufa, tem sido o tema dominante no debate sobre o futuro do planeta ou da crise ambiental. Todavia, como alerta Acselrad (2004, p. 13-14) a noção de crise ambiental não pode ser fetichizada, descolando-a das “dinâmicas da sociedade e da cultura”. Isto é, são os agentes sociais por meio das “formas sociais de apropriação e as diversas práticas culturas de significação” que objetivam o ambiente. As consciências ambientais não podem ser vistas como únicas, homogêneas, desistoricizadas.
261 argumentos v. 18 n. 2 (2021) O processo de modernização do futebol na América Latina: uma mirada em muitas perspectivas Georgino Jorge de Souza Neto; Futebol, Torcer, Modernização Este artigo tenciona elaborar uma breve análise sobre o impacto das intervenções modernas no espetáculo futebolístico, notadamente o fator mercantil como determinante neste processo. Além disto, apresenta também a estrutura geral do Dossiê “Soy loco por ti, futebol”, que traz diversos olhares sobre o movimento de modernização do futebol na América Latina, assim como evidencia também seus artigos, autores e seções. Para tanto, num primeiro momento, aborda-se as reflexões sobre as mudanças provocadas neste novo cenário a partir do torcer e dos estádios, no caso brasileiro. Este debate é estabelecido sob a ótica de duas experiências específicas: o fantasy game chamado Cartola F.C.; e a padronização estética dos novos estádios de futebol, pensados espacial e identitariamente como “arenas”. Por fim, os artigos integrantes deste Dossiê são contextualizados ao leitor, descrevendo-se o escopo central de cada texto, bem como as demais seções que compõem este documento, a saber uma entrevista e uma resenha. COSGROVE, Denis. A geografia está em toda a parte: cultura e simbolismo nas paisagens humanas. In: CORRÊA, R.; ROSENDAHL, Z. (Org.). Paisagem, tempo e cultura. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1998, p. 92-122. FREITAS, Verlaine. A construção da experiência estética em tempos da globalização da sociedade. Constelaciones: Revista de Teoria Crítica, n. 6, dez. 2014, p. 405-413. GARCÍA CANCLINI, Néstor. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. Tradução Heloísa Pezza Cintrão, Ana Regina Lessa; Gênese Andrade. 4. ed. 7. reimp. São Paulo: EDUSP, 2015c. GIULIANOTTI, Richard. Fanáticos, seguidores, fãs e flaneurs: uma taxonomia de identidades do torcedor no futebol. In: Recorde: Revista de História do Esporte. Volume 5, número 1, junho de 2012. MASCARENHAS, Gilmar. Entradas e bandeiras: a conquista do Brasil pelo futebol. Rio de Janeiro: Ed. UERJ, 2014. ______. Cidade mercadoria, cidade-vitrine, cidade turística: a espetacularização do urbano nos megaeventos esportivos. Caderno Virtual de Turismo, v. 14, n. 1, nov. 2014, p. 52-65.
262 argumentos v. 18 n. 2 (2021) Futebol, paixão e política na torcida militante do Club Atlético River Plate Rodrigo Daskal; Torcedores Militantes, Clube, Capital Social, Sociabilidade, Cultura Torcedora O artigo resume um estudo de caso das práticas de torcedores militantes do Clube Atlético River Plate entre os anos 1996 e 2013, com o objetivo de saber a respeito de seus sentidos e motivações, centralmente em duas dimensões, as do tipo emocionais e as de caráter político. O caso é abordado em duplo nível: o sentido emocional, relacionado às suas ações nos dias de jogos de futebol do time principal – especialmente na chamada fiesta em la tribuna, nos dizeres nativos-, em segundo lugar, desde a passagem de alguns desses torcedores de futebol até a militância institucional e política no clube, a fim de se tornarem, nele, atores políticos. No desenvolvimento se aprofunda no modelo tradicional dos clubes da Argentina enquanto associações civis sem fins lucrativos, como parte do capital social e da sociabilidade, e nas particularidades históricas, políticas e institucionais do Club Atlético River Plate, a fim de descrever e analisar a militância futebolística destes torcedores do ponto de vista de seu torcer e pertencimento à cultura do torcedor apaixonado e, a partir daí, em direção à arena política de afiliação ao clube. O processo desenvolve uma série de especificidades com relação às suas atividades militantes e aos vínculos com outros atores da configuração futebolística como dirigentes, barras bravas, e outros torcedores do clube, logo após a crise política nacional dos anos 2001 e 2002, e antes do processo aberto em 2003 – aprofundado a partir de 2008 – de abertura à militância política por parte de grupos de jovens e adolescentes. Se discute se suas práticas emocionais implicam determinados valores comunitários, para concluir que o futebol e a ação cumprem neles uma função social integradora identitária e simbólica, capaz de congregar e recriar um sentimento de comunidade misto, não necessariamente em termos de resistência ao individualismo moderno, mas, em termos de um coletivo emocional que os consolida enquanto identidade social. ALABARCES, Pablo (2004). Crónicas del aguante. Fútbol, violencia y política. Buenos Aires: Capital Intelectual. ARCHETTI, Eduardo (2003) Masculinidades. Fútbol, tango y polo en Argentina. Buenos Aires: Editorial Antropofagia. BOURDIEU, Pierre, (2011). Las estrategias de la reproducción social. Buenos Aires: Siglo XXI. DELANTY, Gerard (2006). Community. Comunidad, educación ambiental y ciudadanía. Barcelona: Graó-SCAE-SBEA. DE CERTEAU, Michel (2004). La cultura en plural. Buenos Aires: Nueva Visión. 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Buenos Aires: Universidad de Buenos Aires, Facultad de Filosofía y Letras, mimeo. MAFFESOLI, Michel (2009). El tiempo de las tribus. El ocaso del individualismo en las sociedades modernas. México: Siglo XXI. MERKLEN, Denis (2010). Pobres ciudadanos. Las clases populares en la era democrática (Argentina 1983-2003). Segunda edición. Buenos Aires: Editorial Gorla. MOREIRA, Verónica (2006). Los modos de ser hincha. Participación social y proceso político en un club social y deportivo. Tesis de Maestría en Antropología Social. Buenos Aires: IDES/IDAES-UNSAM. ______ (2010). La política futbolizada: los dirigentes deportivos y las redes político-territoriales en Avellaneda. Tesis para optar por el título de Doctora en Ciencias Sociales. Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de Buenos Aires. LE BRETON, David (1999). Las pasiones ordinarias. Antropologías de las emociones. Buenos Aires: Nueva Visión. 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Tesis para optar por el título de Doctor en Comunicación. Facultad de Ciencia Política y Relaciones Internacionales, Universidad Nacional de Rosario, mimeo. VÁZQUEZ, Melina, VOMMARO, Pablo, NÚÑEZ, Pedro, BLANCO, Rafael (comps.) (2017). “Introducción”, en Militancias juveniles en la Argentina democrática. Trayectorias, espacios y figuras de activismo. Buenos Aires: Imago Mundi. VERÓN, Eliseo (2009). El cuerpo de las imágenes. Buenos Aires: Norma.
263 argumentos v. 18 n. 2 (2021) “Revolução com espírito empresarial”: a criação do Clube dos 13 e a modernização do futebol na Folha de S. Paulo Sérgio Settani Giglio;João Manuel Casquinha Malaia Santos; Copa União, Campeonato Brasileiro, CBF, Clube dos 13, Folha de S. Paulo A partir de uma análise do jornal Folha de S. Paulo buscamos compreender os fatos relacionados à criação do Clube dos 13 em 1987. Essa criação, no entanto, foi permeada de disputas de poder que envolveu a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Clube dos 13. Nessa disputa foram polarizadas visões maniqueístas que colocavam de um lado, a CBF e seu atraso diante do Clube dos 13 e sua visão empresarial. A análise da Folha de S. Paulo também seguia essa linha, em que a mudança do futebol brasileiro teria que ser feita por meio de uma gestão empresarial. Concluímos que os discursos apresentados, tanto pela Folha quanto pelo Clube dos 13, defendiam uma modernização conservadora e contribuiu para a manutenção de monopólios no futebol brasileiro. ANDREFF, Wladimir e SZYMANSKI, Stefan. Handbook on the Economics of Sport. Cheltenham, Reino Unido: Edward Elgar, 2007. BOURDIEU, Pierre. Como é possível ser esportivo? In: Questões de Sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983. ____. Sobre a Televisão. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1997. FORSTER, John e POPE, Nigel. The Political Economy of Sports Organisations. Londres: Routledge, 2004. GIGLIO, Sérgio Settani. A história política do futebol olímpico (1894-1988). São Paulo: Intermeios/FAPESP, 2018. GIULIANOTTI, Richard. Football: A Sociology of the Global Game. Cambridge: Polity Press, 1999. GODDARD, John. The Economics of soccer. In: ANDREFF, Wladimir e SZYMANSKI, Stefan. Handbook on the Economics of Sport. Cheltenham, Reino Unido: Edward Elgar, 2007, p.451-458. HELAL, Ronaldo. 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264 argumentos v. 18 n. 2 (2021) Torcidas organizadas: Barras bravas ou bairristas sociais? Um olhar da Colômbia e do Equador Jacques Ramírez;Santiago Salazar; Torcidas, organização social, Identidade, Colômbia, Equador Embora muitos adeptos de futebol na região tenham sido classificados como barras bravas, principalmente devido à permanente estigmatização dos mesmos como sujeitos violentos movidos pela paixão, este artigo analisa o chamado barrismo social. Por este termo entendemos as actividades, lutas e acções levadas a cabo por apoiantes organizados que vão para além do campo desportivo e são introduzidas em questões de apoio e ajuda nas esferas social (vizinhança, comunidade, sociedade) ou política. Com base na análise com torcidas da Colômbia e do Equador, o estudo fornece um relato de novas sociabilidades públicas urbanas (mais consolidadas no antigo país) que permitiu uma auto-reflexão do seu tecido organizacional e identitário, o que permite as torcidas serem vistos não só como sujeitos políticos, mas também como movimentos sociais nascentes. Aguinaga, L. (2018). “Reconocimiento formal en la Ley del Deporte, Educación Física y Recreación de las barras deportivas organizadas”. Tesis para la obtención del título de Abogado. Quito: Universidad Central.Álvarez, C. (18 de 05 de 2020). Facebook. Recuperado el 06 de 06 de 2020, de https://www.facebook.com/camiloea/videos/10220159696999011/ Al Punto. (2021). Video: Partido de Copa Libertadores es catalogado como “Vergüenza Nacional”. Al Punto. Obtenido de https://alpunto.com.co/partido-de-copa-libertadores-es-catalogado-como-verguenza-nacional/ Alabarces, P. (2014). Héroes, machos y patriotas. 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265 argumentos v. 18 n. 2 (2021) Un club mexicano de futbol, sus recursos y la relación con un grupo organizado de aficionados en el contexto del 2015 al 2021: La Máquina de Cruz Azul Sergio Fernández González; clube de futebol, direção, torcida Este trabajo etnográfico fue basado en investigación de campo original; provee una mirada cercana al interior de un equipo mexicano de futbol Cruz Azul y la relación con el grupo organizado de aficionados “la Sangre Azul”. Para este estudio desarrollé un trabajo de investigación documental, además realicé un estudio social donde llevé a cabo docenas de entrevistas con los integrantes de la barra y conviví con ellos en el estadio donde observé la relación con la directiva. Por otro lado, conviví con los barristas en los espacios del estadio, alrededores y su barrio. La investigación demuestra la organización de la barra, sus integrantes, la relación con la unidad de parentesco y la relación con el club de futbol. El trabajo tiene varios hallazgos, uno de ellos fue entender la relación con dirigentes del club, la relación clientelar de aficionados organizados con los dirigentes del club de futbol, y entender en este sentido, la relación de acercamiento y distanciamiento de la barra con la dirigencia del club Cruz Azul. Adler, Larissa. (2003) Cómo sobreviven los marginados. México. Ed. Siglo XXI. 229 p. Alabarces, Pablo, coordinador. (2005) Hinchadas. Buenos Aires. Ed. Prometeo. 240 p. Archetti, P. Eduardo. (2001) El potrero, la pista y el ring. Las patrias del deporte argentino. Buenos Aires, Argentina. Editorial Fondo de Cultura Económica. Cabrera, Nicolás (2017) Las resonancias del pasado: apuntes para un estudio diacrónico y sincrónico de una hinchada del fútbol Argentino. Dossiê Futebol e Cultura, Volumen 1 (2), 6-27. DaMatta, Roberto (1982) Universo do Futebol: Esporte e Sociedade Brasileira. Ed. Pinakotheke. 124p. Fábregas Puig, Andrés. (2001) Lo Sagrado del Rebaño. El futbol como integrador. México. Editado Colegio de Jalisco. Fernández, S. (2018, agosto 24) Comparación del aguante y su relación identitaria, en la barra brava y la hinchada del club de fútbol argentino River Plate. Recuperado de https://revistas.ufrj.br/index.php/am/article/view/18701/pdf Garriga Zucal, José. (2013a). Entre aguantadores y picantes. Violencia y sectores populares en una hinchada de fútbol argentina. Deporte y ciencias sociales: claves para pensar las sociedades contemporáneas. Ed. 1er La Plata. EDULP. 368 p. Garriga Zucal, José. (2015). El inadmisible encanto de la violencia. Policías y barras en una comparación antropológica. Buenos Aires, Argentina. Ed. Cazador de tormentas libros. Gómez, T. (2019). Juego millonario de la Cooperativa Cruz Azul. Mexicanos contra la corrupción y la impunidad. Gutmann, Matthew (2000) Ser hombre de verdad en la ciudad de México: ni macho ni mandilón. México. Editado por el Colegio de México. 394p. Magazine, R. (2008). Azul y oro como mi corazón. México. Editorial Universidad Iberoamericana. 238 p. Magazine, Roger; Fábregas, Andrés; Celestino, Teresa; Varela, Sergio; González, Miguel; Cortés, Edith (2012) Aficiones futbolísticas y rivalidades en el México contemporáneo: una mirada nacional. México. Universidad Iberoamericana. Moreira, María Verónica. (2005) Hinchas honrosos. Buenos Aires. Ed. Prometeo. Varela, Sergio. (2012) Al América se le odia o se le ama. Afición futbolera, melodrama, aguante, identidad y clientelismo en México. México. Tesis.
266 argumentos v. 18 n. 2 (2021) A modernização no futebol uruguaio: tensões surgidas em torno à deterioração dos clubes e do profissionalismo na segunda metade do século XX Gastón Laborido; Historiografia, Futebol, Modernização, Clubes, Deteriorização O fenômeno da modernização do/no futebol é um processo relativamente novo que tem gerado debates a partir das transformações causadas em diferentes áreas. Esses debates giram em torno do novo modelo europeizado de futebol, o novo conceito de entretenimento e uma mercantilização agressiva; que têm lógicas funcionais típicas da globalização. Na primeira metade do século XX, o futebol uruguaio viveu um período de boom e o mundo conheceu o Uruguai através desse esporte. Como funcionou esse processo de modernização do futebol uruguaio? Qual foi o impacto em nosso país a partir dos anos sessenta? Quais tensões estão por trás do processo? Para explicar e interpretar o assunto, são incorporadas ferramentas analíticas, como a noção de arena pública, que ajudam a fazer uma leitura da sociedade uruguaia a partir do mundo simbólico do futebol. ALABARCES, Pablo. “¿De qué hablamos cuando hablamos de deporte?” In: Nueva Sociedad. n. 154, p. 74-86, 1998. ALABARCES, Pablo. “Los estudios sobre deporte y sociedad: objetos, miradas, agendas”. In: ALABARCES, Pablo (coord.). Peligro de gol. Estudios sobre deporte y sociedad en América Latina. Buenos Aires: CLACSO, 2000, p. 11-32. ALTUVE MEJÍA, Eloy. “Sociología del deporte, poder y globalización. Tendencias de la sociología del deporte en los últimos 25 años”. In: Espacio Abierto. Maracaibo: vol. 25, n. 4, p. 77-93, 2016. ARCHETTI, Eduardo. Fútbol y ethos. Buenos Aires: Flacso, 1984. BOURDIEU, Pierre. “Deporte y clase social”. In: aavv. Materiales de sociología del deporte. Madrid: Ediciones de La Piqueta, 1993, p. 57-82. CÁNEVA, Virginia y MENDOZA, Hernán. “Clubes sociales: espacios de reconstrucción y consolidación de identidades urbanas”. in: Cuadernos de H. Ideas. Año 1, n. 1, p. 154-175, 2007a. CÁNEVA, Virginia y MENDOZA, Hernán. “El club social nace, crece y se transforma junto a la ciudad”. In: Clubes platenses al rescate de lo colectivo (tesis). FPyCS, UNLP., 2007b. CARRIÓN, Fernando. “El fútbol como práctica de identificación colectiva”. In: Área de candela. Fútbol y literatura. Vol. I, p. 177-181, 2006. DEMASI, Carlos. “Prólogo: Junto a la línea de cal”. In: Cuadernos de Historia 14. A romper la red. Miradas sobre el fútbol, cultura y sociedad. Montevideo: Biblioteca Nacional. 2014, p. 9-12. FALCO GENOVEZ, Patricia. “El desafío de Clío: el deporte como objeto de estudio de la historia”. In: Lecturas: Educación Física y Deportes, Revista Digital. Buenos Aires: n. 9, 1998. Disponible en: http://www.efdeportes.com/efd9/clio1e.htm GARCÍA FERRANDO, Manuel. Aspectos sociales del deporte. Madrid: Alianza, 1990. GARRIGA ZUCAL, José y LEVORATTI, Alejo. “Lo múltiple y lo fragmentado. Pistas para los estudios sociales del deporte”. In: MORA, Bruno (coord.). Deporte y Sociedad. Encontrando el Futuro de los Estudios Sociales y Culturales sobre Deporte. Montevideo: UdelaR, 2018, p. 327-332. GOMENSORO, Arnaldo. Historia del Deporte, la Recreación y la Educación Física en Uruguay. Crónicas y relatos. Montevideo: IUACJ, 2015. LUZURIAGA, Juan Carlos. El football del novecientos. Orígenes y desarrollo del fútbol en el Uruguay (1875-1915). Montevideo: Santillana, 2009. MELO, Victor A.; FORTES, Rafael. “História do esporte: panorama e perspectivas”. In: Fronteiras, V. 12, n. 22, p. 11-35, 2010. MORALES, Andrés. Fútbol, identidad y poder (1916-1930). Montevideo: Fin de Siglo, 2013. MORALES, Franklin. Fútbol: mito y realidad. Montevideo: Nuestra Tierra, 1969. PIÑEYRÚA, Ricardo. “Frustración inexplicable”. Revista digital Vadenuevo, n. 1, 2008. VELÁZQUEZ BUENDÍA, Roberto. “El deporte moderno. Consideraciones acerca de su génesis y de la evolución de su significado y funciones sociales”. In: efdeportes.com Revista Digital [revista-e], n. 36, 2001. Disponible en: VILLENA, Sergio. “El fútbol y las identidades. Prólogo a los estudios latinoamericanos”. In: ALABARCES, Pablo (coord.). Futbologías. Fútbol, identidad y violencia en América Latina. Buenos Aires: CLACSO, 2003, p. 21-35. VILLENA, Sergio. “Gol-balización, identidades nacionales y fútbol”. In: ALABARCES, Pablo (coord.). Futbologías. Fútbol, identidad y violencia en América Latina. Buenos Aires: CLACSO, 2003, p. 257-271.
267 argumentos v. 18 n. 2 (2021) Entrevista com Pablo Alabarces Georgio Jorge de Souza Neto;Sarah Teixeira Soutto Mayor; Futebol, Torcer, Modernidade O futebol, enquanto um fenômeno social com larga representação no cotidiano latino-americano, permite uma pluralidade de diálogos e olhares. No bojo do intento desse Dossiê, pensamos esta prática no interior das mudanças que vem ocorrendo ao longo especialmente das duas últimas décadas, demarcadas pela forte intervenção mercadológica e pelo processo de espetacularização (onde prevalece a lógica restritiva do consumo), impactando consideravelmente a sensibilidade de apropriação desta experiência esportiva, notadamente no ethos de torcer. Este cenário, comumente denominado de “modernização do futebol”, ou “futebol moderno”, precisa ser refletido e criticado pelos estudiosos do futebol, na espraiada seara das ciências sociais. Para isto, convidamos para uma entrevista/conversa o pesquisador e sociólogo Pablo Alabarces. Nascido na Argentina, PhD em Sociologia pela Universidade de Brighton, Alabarces é professor da Universidade de Buenos Aires e pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas. Autor de Fútbol y pátria: el fútbol y las narrativas de la nación en la Argentina (Prometeo Libros, 2002) e de Crónicas del aguante: fútbol, violencia y política (Capital Intelectual, 2004).
268 argumentos v. 18 n. 2 (2021) As contribuições do livro Historia social del Fútbol: del amateurismo a la profesionalización para os estudos do futebol na América Latina Sarah Teixeira Soutto Mayor; Futebol, América Latina, Modernização Resenha do livro: ARCHETTI, Eduardo. El potrero, la pista y el ring: las patrias del deporte argentino. Cidade do México: Fondo de Cultura Económica, 2001. ____________ . Masculinidades. Fútbol, tango y polo en la Argentina. Buenos Aires: Antropofagia, 2003.
269 argumentos v. 18 n. 2 (2021) O futebol como um instrumento de inserção étnica no Rio de Janeiro: 1888-1930 William E. Nunes Pereira;Luiz Vinícius de Azevedo; Futebol, raça, hierarquia social, representatividade O presente estudo tem como foco a análise do processo de consolidação do futebol carioca ocorrido no período de transição entre os séculos XIX e XX, caracterizado pela apropriação e a reinvenção de um esporte de origem europeia pelo negro brasileiro, sendo fator importante para construção da identidade nacional, inserção social e do sentimento de representatividade étnica. Para realização da análise, fez-se uma revisão literária, relacionando as crônicas narradas por Mario Filho (2010), em que expressa a realidade do futebol no momento de consolidação no território brasileiro, com ênfase na cidade do Rio de Janeiro, à realidade social da comunidade negra. A partir do presente estudo foi possível evidenciar a estrutura segregacionista do esporte e como de maneira endógena a presença de jogadores negros nos gramados serviu para a criação de um gargalo de prestígio social para a comunidade negra, cujo passado escravocrata era extremamente recente e, portanto, suas consequências sociais se apresentavam de maneira mais clara e evidente. Almanaque dos esportes. Futebol: origens brasileiras. Produção: Ancine. [S.l.]: Ancine, 2014. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=4nCTVPBMdjk&index=12&list=WL&t=0s Acesso em: 18 nov. 2018. BUTLER, Judith. Corpos que pesam: sobre os limites discursivos do “sexo”. In: LOURO, Guacira Lopes (org.). O corpo educado. Pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2000, p. 155. CARVALHO, Beth. O velho charme inglês na paisagem de Santos, p. 01. 1982. Disponível em: http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0150g.htm Acessado em 25 de abril de 2020 DOMINGUES, Petrônio José. 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270 argumentos v. 18 n. 2 (2021) Revisitando Canais e Lagoas, de Octavio Brandão Filipe Pinheiro; Octavio Brandão, Canais e Lagoas, Pensamento Social Brasileiro Passados quarenta anos da morte de Octavio Brandão e cem anos da publicação de Canais e Lagoas, sua primeira obra, e o livro ainda é pouco comentado pelos estudiosos do pensamento social brasileiro. Neste artigo pretendo me somar ao recente esforço de reapreciação da obra de Brandão, através de um resgate crítico de Canais e Lagoas. Trato das condições que levaram à produção da obra, como as três palestras proferidas em Maceió enquanto o autor escrevia Canais e Lagoas, e também mapeio ecos do texto em sua interpretação marxista do Brasil. A partir desta análise, destaco o papel de Canais e Lagoas para a formação da visão de mundo de Octavio Brandão, e seu papel pioneiro para o posicionamento nacionalista e anti-imperialista do autor. AMARAL, Roberto Mansilla. Uma Memória Silenciada: Ideias, lutas e desilusões na vida do revolucionário Octavio Brandão (1917-1980). Niterói, 2003. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em História) – Universidade Federal Fluminense. BIANCHI, Alvaro. Octavio Brandão e o Confisco da Memória: nota à margem da história do comunismo brasileiro. Crítica Marxista, no 34, pp. 133-149. São Paulo: Editora UNESP, 2012. BRANDÃO, Octavio. A Mineralogia dos Canais e Lagoas. Jornal do Comércio, janeiro 1918. ______. Agrarismo e industrialismo: ensaio marxista leninista sobre a revolta de São Paulo e a guerra de classes no Brasil – 1924. 2a edição. São Paulo: Anita Garibaldi, [1926] 2006. ______. Canais e Lagoas. Maceió: EDUFAL, [1919] 2001. ______. Combates e Batalhas. Memórias. 1º volume. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978. ______. O Proletariado Perante a Revolução Democrática Pequeno-burguesa. In: ZAIDAN, M. PCB (1922-1929): na busca das origens de um marxismo nacional. São Paulo: Global, [1928] 1985, pp. 121-132. ______. Rússia Proletária. Rio de Janeiro: Voz Cosmopolita, 1923. ______. Uma Etapa da História de Lutas. In: Brandão, O. Agrarismo e industrialismo: ensaio marxista leninista sobre a revolta de São Paulo e a guerra de classes no Brasil – 1924. 2a edição. São Paulo: Anita Garibaldi, [1957] 2006, pp. 189-196. COSTA, Emília Viotti. “A nova face do movimento operário na Primeira República.” In: A dialética invertida e outros ensaios. São Paulo: Editora Unesp, 2014, pp. 135-156. COUTINHO, Carlos Nelson. “Graciliano Ramos.” In: Cultura e sociedade no Brasil: ensaios sobre ideias e formas. 3ª edição. São Paulo: Expressão Popular, 2011, pp. 141-194. D’AGOSTINI, Maria Stella. Perspectivas de um pensador marginal: Octávio Brandão. Argumentos, V. 16, n. 2, jul/dez, p. 18-39, 2019. DEL ROIO, Marcos. “Octávio Brandão nas origens do marxismo no Brasil.” Crítica Marxista, v. 1, no 18, pp. 115-132. São Paulo: Ed. Revan,, 2004. DOMINGUES, Petrônio. Minervino de Oliveira: um negro comunista disputa a presidência do Brasil. Lua Nova – Revista de cultura e política, no 101, p. 13-51. São Paulo, 2017. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/ln/n101/1807-0175-ln-101-00013.pdf> Acesso em 14/01/2021. DULLES, John Foster. Anarquistas e Comunistas no Brasil. 2a edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977. LACERDA, Felipe Castilho de. A “Transição de Octávio Brandão ao Marxismo: os livros Canais e Lagoas e Rússia Proletária.” In: XXVIII SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA, Anais Eletrônicos. Florianópolis, 2015. Disponível em: Acesso em 14/01/2021. ______. Octavio Brandão e as matrizes intelectuais do marxismo no Brasil. Cotia: Ateliê Editorial. 2019. MORAES, João Quartim. “A influência do leninismo de Stalin no comunismo brasileiro.” In: MORAES, João Quartim & REIS, Daniel Aarão. (Org.) História do marxismo no Brasil – Vol. 1 – O Impacto das Revoluções. Campinas: Ed. Unicamp, 2007, pp. 47-88. ______. “Octávio Brandão.” In: PERICÁS, L. B. & SECCO, L (org.). Intérpretes do Brasil: clássicos, rebeldes e renegados. São Paulo: Boitempo, 2014, pp. 13-28. RAMOS, Graciliano. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, [1934] 2013. SILVA, Ângelo José. “Agrarismo e industrialismo: uma primeira tentativa marxista de interpretação do Brasil.”, Revista de Sociologia e Política, n. 8, pp. 43-55. Curitiba: 1997. ZAIDAN, Michel. PCB (1922-1929): na busca das origens de um marxismo nacional. São Paulo: Global, 1985.
271 argumentos v. 18 n. 2 (2021) Ganhando a vida? Estratégias adotadas por travestis trabalhadoras do sexo nas ruas de Montes Claros, MG Giovanni Campos Fonseca;Thiago Gonçalves da Silva;Rose Elizabeth Cabral Barbosa; Trabalho sexual, Transexual, Violência, Prevenção, Brasil Este artigo examina estratégias adotadas por travestis trabalhadoras do sexo nas ruas de Montes Claros, Minas Gerais. O trabalho de campo envolveu entrevistas semiestruturadas com duas profissionais sobre aspectos relevantes do cotidiano de trabalho. A discussão do material empírico baseou-se na análise de conteúdo e incluiu o diálogo com estudos sobre violência contra profissionais do sexo no Brasil e no mundo. Os resultados evidenciaram que as estratégias adotadas pelas profissionais entrevistadas têm o duplo objetivo de aumentar a renda obtida com o trabalho e reduzir a exposição aos riscos de violência na atividade. Porém, em muitas circunstâncias narradas pelas trabalhadoras, essas opções são autoexcludentes. As profissionais demonstraram observar uma espécie de hierarquia de riscos e acabam tendo que optar pela exposição àqueles considerados menores nas diferentes situações enfrentadas. Em consonância com a literatura, as condutas relatadas – embora relevantes – mostraram-se insuficientes para reduzir a exposição a riscos de violência no trabalho. BARNARD, Marina. Violence and vulnerability: conditions of work for streetworking prostitutes. Sociology of Health & Illness. v. 15, n. 5, p. 683-705, 1993. BOWEN, Raven. From the curb: sex workers’ perspectives on violence and domestic trafficking. Vancouver, BC: British Columbia Coalition of Experiential Women, 2006. Disponível em: . Acesso em 24 nov. 2020. BRENTS, Barbara; HAUSBECK, Kathryn. Violence and legalized brothel prostitution in Nevada. Journal of Interpersonal Violence. v. 20, n. 3, p. 270-295, mar, 2005. CAMPOS, Claudinei José Gomes. Método de análise de conteúdo: ferramenta para a análise de dados qualitativos no campo da saúde. 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272 argumentos v. 18 n. 2 (2021) Ética, economia e subsistência humana através do mercado Álvaro Maia Batista; Comércio, Moral, Emmanuel Levinas, Karl Polanyi, Norbert Elias Este trabalho discute a relação entre ética, economia e subsistência humana, que, nas sociedades urbanas, ocorre através do mercado. O interesse é compreender o modo como a vida econômica das sociedades ocidentalizadas foi criada e investigar uma possível alternativa. O artigo inicia com uma análise crítica da significação que o comércio assume nessas sociedades e segue com a revisão de algumas concepções éticas elaboradas por economistas. No final, apresenta uma proposta ética radical acompanhada da revisão do conceito de revolução, ambas elaboradas na esteira do pensamento de Emmanuel Levinas. ADORNO, Teodor; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Zahar, 1986. ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. 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273 argumentos v. 18 n. 2 (2021) Índice de Desenvolvimento Humano Eficiente e Sustentável (IDHES): Uma Proposta Alternativa Thiago Costa Soares;Cassiano Ricardo Dalberto;Liana Bohn; Análise envoltória de dados, meta-fronteira, eficiência ambiental O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é o indicador mais comumente utilizado para se mensurar o nível de desenvolvimento de um país. Contudo, vem sendo alvo de várias considerações na literatura, ensejando propostas alternativas, que incorporem outras dimensões em seu cálculo. O presente trabalho se enquadra nessa linha, objetivando incluir uma medida de eficiência aos componentes do IDH. Tal eficiência diz respeito à utilização de recursos no âmbito da educação e da saúde, e também da emissão de dióxido de carbono (CO2), de modo que países que possuam melhor capacidade de aplicação de fatores produtivos obtenham não somente indicadores de eficiência mais elevados, mas também maiores valores do novo índice de desenvolvimento, o IDHES – Índice de Desenvolvimento Humano Eficiente e Sustentável. Os resultados apontam que poucos países são completamente eficientes, e que os países de maior renda tendem a conseguir alocar melhor os recursos disponíveis, caracterizando um ciclo de reforço positivo ao desenvolvimento no longo prazo – força que ainda precisa ser desencadeada nos países de baixa renda. BANKER, Rajiv D.; CHARNES, Abraham; COOPER, William Wager. Some models for estimating technical and scale inefficiencies in data envelopment analysis. Management science, v. 30, n. 9, p. 1078-1092, 1984. CHIU, Ching-Ren et al. Decomposition of the environmental inefficiency of the meta-frontier with undesirable output. Energy Economics, v. 34, n. 5, p. 1392-1399, 2012. CHUNG, Yangho H.; FÄRE, Rolf; GROSSKOPF, Shawna. Productivity and undesirable outputs: a directional distance function approach. journal of Environmental Management, v. 51, n. 3, p. 229-240, 1997. COSTANTINI, Valeria; MONNI, Salvatore. Sustainable human development for European countries. Journal of Human Development, v. 6, n. 3, p. 329-351, 2005. DALBERTO, Cassiano Ricardo et al. Índice de Desenvolvimento Humano Eficiente: uma mensuração alternativa do bem-estar das nações. 2015. FÄRE, Rolf et al. Characteristics of a polluting technology: theory and practice. journal of Econometrics, v. 126, n. 2, p. 469-492, 2005. HICKS, Norman; STREETEN, Paul. Indicators of development: the search for a basic needs yardstick. World development, v. 7, n. 6, p. 567-580, 1979. HICKS, Douglas A. The inequality-adjusted human development index: a constructive proposal. World development, v. 25, n. 8, p. 1283-1298, 1997. IYER, K.; RAMBALDI, A.; TANG, K. K. Globalisation and the Technology Gap: Regional and Time Evidence, Leading Economic and Managerial Issues Involving Globalisation. Nova Science New York, 2006. 213–227. KEYES, Corey LM. Subjective well-being in mental health and human development research worldwide: An introduction. Social indicators research, v. 77, n. 1, p. 1-10, 2006. MACCARI, Norma. Sustainable human development: Human Development Index and the environment. International Journal of Sustainable Human Development, v. 2, n. 1, p. 29-34, 2014. NORTH, D. C. Institutions, institutional change and economic performance. Cambridge: Cambridge University Press, 1990. O’DONNELL, Christopher J.; RAO, DS Prasada; BATTESE, George E. Metafrontier frameworks for the study of firm-level efficiencies and technology ratios. Empirical economics, v. 34, n. 2, p. 231-255, 2008. OH, Dong-hyun; LEE, Jeong-dong. A metafrontier approach for measuring Malmquist productivity index. Empirical economics, v. 38, n. 1, p. 47-64, 2010. OLIVEIRA, P. S. ebold et al. Os índices de bem estar e felicidade como alternativas para a mensuração do desenvolvimento dos países. DEBATESVII, p. 61, 2016. STANTON, Elizabeth A. The human development index: A history. PERI Working Papers, p. 85, 2007. TÜRE, Cengiz. A methodology to analyse the relations of ecological footprint corresponding with human development index: eco-sustainable human development index. International Journal of Sustainable Development & World Ecology, v. 20, n. 1, p. 9-19, 2013. UNITED NATIONS DEVELOPMENT PROGRAMME - UNDP – Human Development Report 2015. New York: PBM Graphics, 2015. UNRUH, Gregory C. Understanding carbon lock-in. Energy policy, v. 28, n. 12, p. 817-830, 2000. URA, Karma et al. The GNH Index. In: 4th International Gross National Happiness Conference, Thimphu. 2008. WORLD BANK. World Bank Group, 2015. Disponivel em: . Acesso em: Janeiro 2015. ZHANG, Ning; CHOI, Yongrok. Total-factor carbon emission performance of fossil fuel power plants in China: A metafrontier non-radial Malmquist index analysis. Energy Economics, v. 40, p. 549-559, 2013.
274 argumentos v. 18 n. 2 (2021) Masculinidade e outras retóricas da “Nossa América” Érika Catarina de Melo Alves; Masculinidade, gênero, Nossa América Resenha do livro: ANZALDÚA, Gloria. La frontera: the new mestiza. San Francisco. Aunt Lute Books. 1987. CARDOSO, Jorge Luiz. Paternidade adolescente; da investigação à intervenção. In: Arilha, M.; Ridenti, S.U.; medrad, B (orgs.). Homens e masculinidades: outras palavras. São Paulo, SP. Ecos/34. P. 185-215. 1998. FOUCAULT, M. White women, race matters. Minneapolis, University os Minnesota Press. 1993. FULLER, Norma. Identidades masculinas, varones de classe media. Lima: Fondo Editorial, PUCP. 1997. SIQUEIRA, Maria Juracy. Paternidade adolescente: seu lugar nos programas públicos na área da saúde reprodutiva na grande Florianópolis. Recife, Fundação Carlos Chagas. 2001. YUVAL-DAVIS, Nira. Situated intersectionality and social inequality. Raisons politiques, v.2, n.58, p. 91-100. 2015.
276 argumentos v. 18 n. 1 (2021) Desigualdades e discriminações étnico-raciais Doriam Borges;Maria Railma Alves; discriminação racial, Discriminação Étnico-raciais, Sociedade Brasileira O aumento da produção acadêmica nas Ciências Sociais e áreas afins sobre raça e racismo no Brasil nos últimos anos demonstra a consolidação de um campo de pesquisa e de debate acadêmico relevante em termos sociais, culturais e políticos. Como consequência deste processo de evolução do campo, destacamos o crescimento do volume de artigos publicados que discorrem, de forma analítica, sobre aspectos relacionados às desigualdades e discriminações étnico-raciais através do diálogo constante e crítico com abordagens teóricas nacionais e internacionais que tratam do tema. ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. Pólen Produção Editorial LTDA, 2019. DUBET, François. As desigualdades multiplicadas. Revista Brasileira de Educação, n. 17, 2001, p. 5-18. _______. Desigualdades Multiplicadas. Tradução: Sérgio Miola. Rio Grande do Sul: Ijuí, 2003. ________. Entrevista com François Dubet Estigmas e discriminações – a experiência individual como objeto. in: Educação (Porto Alegre, impresso), v. 38, n. 1, p. 157-161, jan.-abr. 2015. HALL, Stuart. A Questão Multicultural. In: Da Diáspora – Identidades e Mediações Culturais. Belo Horizonte: UFMG/Humanas, 2011. KILOMBA, Grada. Quem pode falar. Plantation Memories: Episodes of Everyday Racism. (trad. Anne Caroline Quiangala) Munster: Unrast Verlag, 2010. POTTER, Jonathan; WETHERELL, Margaret. Social representations, discourse analysis, and racism. The psychology of the social, v. 138, 1998. p. 155. ROMERO, Mary; MORGOLIS Eric. The Blackwell Companion to Social Inequalities. Blackwell Publishing, 2005. THERBORN, G. Os campos do extermínio da desigualdade. Novos Estudos - CEBRAP, n. 87, 2010, pp. 145-156. TILLY, Charles. Historical perspectives on inequality. The Blackwell Companion to Social Inequalities, Malden, Blackwell. 2005. p. 15-30. WERNECK, Jurema. Racismo institucional: uma abordagem conceitual. Brasília: ONU Mulheres, 2013. p. 1-55.
277 argumentos v. 18 n. 1 (2021) Participar: verbo em voz altiva – Adolescentes e jovens sujeitos de mudança das suas realidades no Brasil profundo Luciana Pinto; Covid-19, participação, infâncias, juventudes As juventudes camponesas do Nordeste brasileiro têm múltiplas identidades e anseios. Não é suficiente referenciá-las a partir de seu pertencimento territorial ou somente por questões de gênero ou étnico-raciais. Desconstruções destes imaginários, que também compartimentam as lutas sociais e reforçam estereótipos, são movimentos cotidianos realizados a partir de mecanismos os mais diversos. Desde a experiência aqui apresentada, a partir do cenário de pandemia da Covid-19, o fio condutor para esta reflexão é a dimensão da participação de adolescentes e jovens - meninos, meninas, negros e negras, camponeses – estudantes, e que hoje vivem nas sedes de seus municípios, em processos que podem influenciar a mudança de vida de suas comunidades, municípios e territórios, apresentando, através de suas vozes, as preocupações que vêm lhes afetando de modo direto e, também, numa dimensão mais ampla. É a partir da afirmação das múltiplas identidades, da expressão de suas capacidades de análise e de propostas para enfrentamento das dificuldades vivenciadas e da interlocução intergeracional que estes e estas adolescentes e jovens suplantam a condição de vulnerabilidade na qual estão historicamente inseridas e inseridos e mostram suas potencialidades, contribuindo para a desconstrução de estigmas limitantes ao seu desenvolvimento e apresentando consciência e reinvindicações de seus direitos e de seus ambientes de pertencimento - em uma clara demonstração de empatia, solidariedade e consciência cidadã. BRASIL. Lei Federal 8.069. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília. DF. 1989. BRASIL. Ministério da Educação/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Censo da Educação Básica/2019. Brasília/DF/2020. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Convenção Internacional dos Direitos das Crianças – CDC. 1989. RIBEIRO, Djamila. O que é Lugar de Fala. Belo Horizonte: Letramento, 2017. 112 p. Feminismos Plurais. SANTOS, Luciana F Pinto. Masculinidade Tóxica e cultura do cuidado. Salvador, novembro, 2020. (a autora). Artigo fruto da participação na Roda Juventudes Já, promovida pelo Fundo das Nações Unidas para as Populações – UNFPA. SILVA, Alexandre Magno Tavares da. Protagonismo Juvenil, Pedagogia Social e o Pensamento Pedagógico Freireano: alguns desafios e perspectivas para a formação de educadores e educadoras sociais em projetos socioeducativos. Interritórios | Revista de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, Caruaru, BRASIL | V.1 | N.1 [2015]. TERRE DES HOMMES SUISSE. Vozes Para a Mudança – Informe Covid-19. Salvador, junho, 2020. TERRE DES HOMMES SUISSE, Voces Por el Cambio – Informe Covid 19 América Latina. Bogotá, maio, 2020. TERRE DES HOMMES SUISSE, Relatório do projeto - Direitos em Tempos de Covid-19: A voz de crianças e jovens. Salvador, novembro de 2020. Em parceria com a Embaixada da Suíça no Brasil. www.vocesparaelcambio.org (Portal Vozes para a Mudança).
278 argumentos v. 18 n. 1 (2021) A política de assistência social e as comunidades quilombolas do Vale do Mucuri-MG Sidimara Cristina de Souza;André Augusto Pereira Brandão; Assistência Social, Remanescente de quilombo, Política social No presente trabalho buscou-se analisar o processo de operacionalização da Política de Assistência Social junto as comunidades quilombolas. A pesquisa utilizou como procedimento metodológico a entrevista semiestruturada, aplicada junto aos implementadores e gestores da política de assistência social. A amostragem foi restrita a municípios onde se localizam comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares, no território do Vale do Mucuri, Minas Gerais, Brasil. Dessa forma, nossa investigação deteve-se nos municípios de: Carlos Chagas, Ouro Verde de Minas, Pescador, Teófilo Otoni e Ataléia. Com a sistematização dos dados levantados conclui-se que o acesso à política de assistência social é mínimo e desconsidera a identidade coletiva desta população tradicional. Mesmo sendo a política de assistência social reconhecida como direito, ainda é ofertada apenas para aqueles que são atestados como extremamente miseráveis e não para os que dela necessitam, reproduzindo o estigma de “política de pobre para pobre”. ALMEIDA, M. Família Negra: ‘filha de estranho’ na sociedade brasileira, paper apresentado na Mesa Redonda Trabalho e Famílias: configurações e tensões em contexto de desigualdades – XV ENPESS, Ribeirão Preto, 2016. BARROCO, M. L.; TERRA, S. H. Código de ética do/a assistente social comentado. São Paulo: Cortez, 2012. BEHRING, E. R. Balanço Crítico do SUAS e o Trabalho do/a Assistente Social. In: Conselho Federal de Serviço Social. Seminário Nacional O trabalho do/a Assistente Social no SUAS. Brasília: CFESS, 2011. p. 84-95. BRANDÃO, A. et al. Comunidades quilombolas no Brasil: características socioeconômicas, processos de etnogênese e políticas sociais. Rio de Janeiro: Eduff, 2010. BRASIL. Política Nacional da Assistência Social. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. Brasília, 2004. Disponível em: http://www.sesc.com.br/mesabrasil/doc/Pol%C3%ADtica-Nacional.pdf. Acessado em 06 de julho de 2016 às 11h13. _________. SEPPIR. Programa Brasil Quilombola. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial -SEPPIR. Brasília: 2013. Disponível em: http://www.seppir.gov.br/portal-antigo/arquivos-pdf/guia-pbq. Acessado em 22 de novembro de 2017 às 17h30. ___________. SEPPIR. Programa Brasil Quilombola. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial-SEPPIR. Brasília: 2017. Disponível em: http://monitoramento.seppir.gov.br/paineis/pbq/index.vm?eixo=3. Acessado em 12 de novembro de 2017 às 14h. __________. Decreto nº 9.739, de 28 de março de 2019. Estabelece medidas de eficiência organizacional para o aprimoramento da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, estabelece normas sobre concursos públicos e dispõe sobre o Sistema de Organização e Inovação Institucional do Governo Federal – SIORG. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D9739.htm. Acessado em 17 de junho 2019. __________. Decreto nº 9.759, de 11 de abril de 2019. Extingue e estabelece diretrizes, regras e limitações para colegiados da administração pública federal. Disponível em: http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/71137350/do1e-2019-04-11-decreto-n-9-759-de-11-de-abril-de-2019-71137335. Acessado em 10 de dezembro de 2019. ___________. Proposta de Emenda à Constituição nº 241-a, de 2016. Altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o Novo Regime Fiscal, e dá outras providências. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=707DBEA2C7955711FC6BA48AD7EA4E93.proposicoesWebExterno2?codteor=1495741&filename=Tramitacao-PEC+241/2016. Acessado em 17 de julho de 2018. ____________. Lei nº 13.429, de 31 de março de 2017. Altera dispositivos da Lei n o 6.019, de 3 de janeiro de 1974, que dispõe sobre o trabalho temporário nas empresas urbanas e dá outras providências; e dispõe sobre as relações de trabalho na empresa de prestação de serviços a terceiros. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/L13429.htm. Acessado em 17 de junho de 2019. ___________. Portaria MDS nº 442 de 26 de agosto de 2005. Regulamenta os Pisos da Proteção Social Básica estabelecidos pela Norma Operacional Básica - NOB/ SUAS, sua composição e as ações que financiam. Disponível em: https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=192987. Acessado em 17 de julho de 2018. ___________. Portaria MDS nº 137 de 25 de abril de 2006. Estabelece normas de Cooperação técnica e financeira de Projetos para Estruturação da Rede de Proteção Social Básica do Sistema Único de Assistência Social em 2006. Disponível em: https://www.mds.gov.br/webarquivos/legislacao/assistencia_social/portarias/2006/Portaria%20MDS%20no%20137-%20de%2024%20de%20abril%20de%202006.pdf. __________. Resolução nº 109, de 11 de novembro de 2009. Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais. Brasília, Conselho Nacional de Assistência Social. Reimpressão 2014. Disponível em: https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf. Acessado em 17 de junho de 2018. CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CNAS. Nota Referente ao Déficit Orçamentário da Política de Assistência Social. CNAS: Brasília/DF, 11 de abril de 2019. Disponível em: file:///C:/Users/sidim/Downloads/nota-deficit-orçamentario-atualizada.pdf. Acessado em: 28 de junho de 2019. COUTO, Berenice Rojas; YAZBEK, Maria Carmelita; RAICHELIS, Raquel. A Política de Assistência Social e o SUAS: apresentando e problematizando fundamentos e conceitos. Em: COUTO, Berenice Rojas et AL. (Orgs.). O Sistema Único de Assistência Social no Brasil: uma realidade em movimento. São Paulo: Cortez, 2010, cap. 2, p. (32 – 65). DATAUFF. Avaliação da Situação de Segurança Alimentar e Nutricional em Comunidades Quilombolas Tituladas. Niterói, RJ: DATAUFF – Núcleo de Pesquisa da Universidade Federal Fluminense. Fundação Euclides da Cunha de Apoio Institucional à Universidade Federal Fluminense (FEC-UFF) Núcleo de Pesquisas Sociais Aplicadas, Informações e Políticas Públicas da Universidade Federal Fluminense (DATAUFF), 2012. [Relatório de Pesquisa]. DAHL, R. Poliarquia: Participação e Oposição. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 1997. FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES. Comunidades Remanescentes de Quilombo (CRQs). 2019. 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279 argumentos v. 18 n. 1 (2021) Religiões Afro, desigualdade e discriminação étnico-racial Rubens Alves da Silva; Religiões afro-brasileiras, desigualdade, discriminação étnico-racial A diversidade das formas de expressões da cultura africana recriada em solo brasileiro na longa duração, é um tema que desde o século XIX intelectuais nacionais e estrangeiros se interessaram pelo estudo com intuito invariavelmente de explicar a problemática identitária e o desenvolvimento sociocultural do país. Os estudos do campo das oferecem elementos para uma reflexão crítica sobre discursos e imagens construídas sobre essa cultura, também descrita como afro-diaspórica, atentando para temática da desigualdade e discriminação étnico racial do negro na sociedade brasileira. Portanto, matriz africana ou afro-brasileiras, objetivando refletir a questão. AMARAL, Rita 1996. “A festa de candomblé e sua relevância para o estuo do candomblé e do estilo de vida do povo-de-santo”. 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280 argumentos v. 18 n. 1 (2021) Quando nenhum lugar é seguro: a violência contra corpos negros em Alagoas Emerson do Nascimento;Luciana Santana; Violência, Negros, Alagoas A violência, em suas mais variadas facetas, constitui-se em um fenômeno histórico, social e político e, no Brasil, o fenômeno tem guardado uma profunda conexão com um processo de naturalização da dor e sofrimento, especialmente contra pessoas negras. O artigo analisa os significados da violência racializada, com atenção para as responsabilidades estatais e da sociedade civil para o seu enfrentamento. Discute os desdobramentos da relação entre segurança pública e negritude no Brasil, bem como os limites da extensão dessa violência sobre a população negra no estado de Alagoas. A despeito da extensão que o tema da violência impõe ao observador, a análise priorizou o tratamento dos dados referentes à violência letal. O argumento central é o de a violência pode ser entendida como um trauma que, em se tratando do caso alagoano, tem cimentado na psiquê dos membros da sociedade e das próprias instituições de segurança do estado, a normalização dessa violência e das injustiças outras que o fenômeno impõe. ALMEIDA, Sílvio. Racismo Estrutural. Série Feminismos Plurais. São Paulo: Pólen, 2019. ADORNO, Sérgio. Discriminação Racial e Justiça Criminal em São Paulo. Novos Estudos, n.º 43, p. 45-63, nov. 1995. ALEXANDER, Michelle. A Nova Segregação: Encarceramento em Massa na Era da Neutralidade Racial. São Paulo: Boitempo, 2017. CHALHOUB, Sidney. Visões da Liberdade: Uma História das Últimas Décadas da Escravidão na Corte. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. CRENSHAW, Kimberle. On Interseccionality. Essential Writings. Nova York: New Press, 2017. DAVIS, Angela. Mulheres, Raça e Classe. São Paulo: Boitempo, 2016. FANON, Frantz. Em Defesa da Revolução Africana. Lisboa: Sá da Costa, 1980. GORENDER, Jacob. O Escravismo Colonial. São Paulo: Expressão Popular; Perseu Abramo, 2016. MBEMBE, Achille. Necropolítica. São Paulo: N-1, 2018. ____________. Necropolítica: Uma Revisión Critica. In: MC GREGOR, H. C. Estética y Violência: Necropolítica, Militarizacion y Vidas Lloradas. México: Universidade do México, 2012, p. 130-140. NASCIMENTO, Abdias do. O Genocídio do Negro Brasileiro: Processo de um Racismo Mascarado. São Paulo: Perspectiva, 2016. RIBEIRO JÚNIOR, A. C. As Drogas, os Inimigos e a Necropolítica. Cadernos do CEAS, Salvador, n.º 238, p. 595-610, 2016. VARGAS, J. C. A Diáspora Negra Como Genocídio: Brasil, Estados Unidos ou uma Geografia Supranacional da Morte e Suas Alternativas. Revista da ABPN, v. 1, n.º 2, p. 31-65, jul./out. 2010. WEISSINGER, Sandra E.; MACK, Dwayne A.; WATSON, Elwood. Violence Against Black Bodies: Un Intersectione Analysis of How Black Lives Continue to Matter. Nova York/Londres: Routledge.
281 argumentos v. 18 n. 1 (2021) Ações afirmativas para pessoas negras na pós-graduação: ausências, propostas e disputas Luiz Mello; Pós-graduação, ações afirmativas, cotas, negros, antirracismo Procura-se refletir sobre ações afirmativas para pessoas negras em cursos de pós-graduação stricto sensu no Brasil, a partir de três perspectivas principais: 1) breve caracterização do debate público sobre o tema ao longo do ano de 2020, marcado por iniciativas anticotas e pró-cotas de representantes dos poderes Executivo e Legislativo, em nível federal; 2) apresentação do perfil de cor ou raça de estudantes de pós-graduação e docentes, com destaque para os altos índices de subnotificação observados no quesito e a predominância de pessoas brancas nos dois segmentos da comunidade acadêmica, entre as/os que declararam sua cor ou raça; 3) análise comparada de três iniciativas pioneiras e/ou exemplares de ações afirmativas para estudantes negras/os, aprovadas no âmbito dos conselhos acadêmicos da Universidade Estadual da Bahia (2002), da Universidade Federal de Goiás (2015) e da Universidade de Brasília (2020). Nossa intenção é contribuir para a compreensão das ações afirmativas enquanto instrumentos importantes na luta contra o racismo e na construção de valores antirracistas, com destaque para explicitar a necessidade de ampliação do número de negras/os com acesso à formação de alta qualidade proporcionada em cursos de pós-graduação stricto sensu, especialmente no contexto de instituições públicas e de cursos gratuitos ARTES, A. Dimensionando As Desigualdades por Sexo e Cor/Raça na Pós-Graduação Brasileira. Educação em Revista, v. 34, n. 0, p. 1–23, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/edur/v34/1982-6621-edur-34-e192454.pdf. Acesso em: 30 set. 2020. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm. Acesso em: 18 out. 2019. BRASIL. Lei nº 13.409, de 28 de dezembro de 2016. 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Altera a Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, que dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio, para estender o mecanismo de reserva de vagas que especifica aos processos seletivos de acesso a cursos de mestrado e doutorado. Disponível em: https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/143116. Acesso em: 17 out. 2020. BRASIL. Projeto de Lei nº 3.489, de 24 de junho de 2020, de autoria do Deputado Bira do Pindaré e outros. Acrescenta artigo à Lei nº 12.711, de 2012, para dispor sobre reserva de vagas para candidatos negros, indígenas, quilombolas e com deficiência nos programas de pós-graduação das instituições federais de ensino superior. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2256140. Acesso em: 20 out. 2020. BRASIL. Projeto de Lei nº 3.438, de 22 de junho de 2020, de autoria do Deputado Enio Verri e outros. 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Portaria nº 1049, de 25 de fevereiro de 2019, que “disciplina os procedimentos de composição e atuação da Comissão de Heteroidentificação em face da autodeclaração dos(as) candidatos(as) que acessarem políticas de ações afirmativas na UFG (candidatos negros e indígenas SISU, candidatos negros quilombolas e Indígenas UFGInclui e candidatos negros e Indígenas na Pós-graduação), previstos nos editais específicos”. Disponível em: https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/85/o/1049_2019_PortariaHeteroidentifica%C3%A7%C3%A3o.pdf. Acesso em: 21 out. 2020. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA (UNEB). Resolução nº 1.339, de 13 de julho de 2018, que “aprova o sistema de reservas de vagas para negros e sobrevagas para indígenas; quilombolas; ciganos; pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades; transexuais, travestis e transgênero, no âmbito da UNEB, e dá outras providências”. 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282 argumentos v. 18 n. 1 (2021) Entrevista com Joaze Bernardino-Costa (UnB) Maria Railma Alves;Antônio Dimas Cardoso;Doriam Borges; desigualdades, discriminações étnico-raciais No Dia da Consciência Negra, o Departamento de Ciências Sociais (DPCS) da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Brasil, realizou, em caráter especial, uma entrevista virtual (live) com o sociólogo e professor Dr. Joaze Bernardino Costa, que atua no campo dos estudos do pós-colonialismo, das teorias decoloniais, dos intelectuais negros, das teorias da diáspora, das ações afirmativas e do trabalho doméstico, com ênfase na questão da condição das populações negras no Brasil. A entrevista foi realizada por Maria Railma Alves (doutora em Ciências Sociais, professora e chefe do Departamento de Ciências Sociais da UNIMONTES); Antônio Dimas Cardoso (doutor em Sociologia/UNB, professor do Departamento de Política e Ciências Sociais/UNIMONTES e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social – PPGDS/UNIMONTES); e Doriam Borges (doutor em Sociologia/IUPERJ, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ – e professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais/PPCIS/UERJ). BERNARDINO-COSTA, Joaze. Saberes Subalternos e Decolonialidade: os sindicatos das trabalhadoras domésticas no Brasil. Brasília: EdUnB, 2015. CARNEIRO, Sueli (2005) A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. (Tese de Doutorado – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade de São Paulo). CÉSAIRE, Aimé. Lettre á Maurice Thorez. Paris: Presence Africaine, 1957. COLLINS, Patricia Hill. Pensamento Feminista Negro. São Paulo: Boitempo, 2019. DAVIS, Angela. A Liberdade é uma Luta Constante. São Paulo: Boitempo, 2018. COX, Oliver C. Caste, Class and Race: a study in social dynamics. New York: Doubleday and Company, 1948. COX, Oliver C. The foundations of capitalism. London: Peter Owen, 1959. ELLISON, Ralph. Invisible Man. New York: Vintage Books, 1980. FANON, Frantz . Pele negra, máscaras brancas. Salvador, EdUFBA, 2008. FOUCAULT, Michel. Em Defesa da Sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 2002. FRASER, Nancy. “Da redistribuição ao reconhecimento? Dilemas da justiça numa era pós-socialista”. Cadernos de Campo, São Paulo, n. 14/15, p. 231-239, 2006. GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro. Rio de Janeiro, n. 92/93, jan./jun., 1988. GROSFOGUEL, Ramon. “Para uma visão decolonial da crise civilizatória e dos paradigmas da esquerda ocidentalizada”. In: Bernardino-Costa, Joaze; Maldonado-Torres, Nelson; Grosfoguel, Ramon (orgs.) Decolonialidade e Pensamento Afrodiaspórico. Belo Horizonte: Autêntica, 2018. GROSFOGUEL, Ramon. A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI”. Estado & Sociedade, v. 31, n. 1, jan/abr. 2016, pp. 25-49. HALL, Stuart. A questão multicultural. In: Sovik, Liv (org.) Da Diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte/Brasília: EdUFMG/ Unesco, 2003. JAMES, C.R.L. Os Jacobinos Negros: Toussaint L’Overture e a revolução de São Domingos. São Paulo: Boitempo, 2000. LUGONES, María. Colonialidad y género. Tabula Rasa, Bogotá, 9: pp. 73-101, julho-dezembro, 2008. MBEMBE, Achille. Políticas da Inimizade. Lisboa: Antígona, 2017. MBEMBE, Achille. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. São Paulo: n-1 edições, 2018. NASCIMENTO, Abdias. “Quilombismo: um conceito emergente do processo histórico-cultural da população afro-brasileira”. In NASCIMENTO, Elisa Larkin (Org.). Afrocentricidade: uma abordagem epistemológica inovadora. São Paulo: Selo Negro, 2009. QUIJANO, Anibal. “Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina”. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Buenos Aires, Clacso, 2005. p. 227-278. RAMOS, Alberto Guerreiro. Introdução crítica à sociologia brasileira. Rio de Janeiro, Editorial Andes limitada, 1957. RATTS, Alex. Eu Sou Atlântica: sobre a trajetória e vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Instituto Kuanza/Imprensa Oficial, 2007. SANTOS, Boaventura de Sousa. A Gramática do Tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2006. PIRES, Thula Rafaela de Oliveira. “Do ferro quente ao monitoramento eletrônico: controle, desrespeito e expropriação de corpos negros pelo Estado Brasileiro”. In: Flauzina, Ana; Freitas, Felipe; Vieira, Hector & Pires, Thula (orgs.) Discursos Negros: legislação Penal, Política Criminal e Racismo. Brasília: Brado Negro, 2015. WALLERSTEIN, Immanuel. The modern world-system, Vol. I. New York: Academic Press, 1974.
283 argumentos v. 18 n. 1 (2021) Gênero e cidadania: reflexões sobre a participação política das mulheres no processo eleitoral de 2018 no Brasil Licemar Vieira Melo;Thaís da Rosa Alves; Cidadania, gênero, processo eleitoral de 2018, ciberativismo Este artigo discute a cidadania na perspectiva específica de gênero, ao propor reflexões sobre a participação política das mulheres no processo eleitoral de 2018 no Brasil, em duas perspectivas: enquanto eleitoras - a partir de mobilizações nas redes sociais digitais e manifestações de rua em diversas cidades do país e no exterior – e enquanto candidatas a um cargo de representatividade política, pois naquela eleição houve um aumento, em relação ao pleito anterior, de cinquenta por cento da bancada feminina na Câmara Federal. Neste trabalho são contempladas reflexões em torno da construção histórica e consolidação da cidadania; da participação política das mulheres no Brasil; para depois discutir especificamente a participação das mulheres no processo eleitoral de 2018. ALVAREZ, Sonia E. Politizando as relações de gênero e engendrando a democracia. In: STEPAN, A. (Org.) Democratizando o Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988, pp. 315-380. ALVES, José Eustáquio Diniz et al. Meio século de feminismo e o empoderamento das mulheres no contexto das transformações sociodemográficas do Brasil. In: BLAY, Eva Alterman; AVELAR, Lúcia (Org.). 50 anos de feminismo: Argentina, Brasil e Chile: A construção das mulheres como atores políticos e democráticos. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, Fapesp, 2017, p. 15-54. ALVES, Thaís da Rosa. Entre a política e o movimento: as concepções e as práticas políticas de mulheres negras no Morro da Polícia/ Porto Alegre. 2018, 119 f. 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284 argumentos v. 18 n. 1 (2021) Percepção docente sobre a avaliação interna no ensino geral angolano Balbina Uarinhenga;Rosenilton Silva de Oliveira; avaliação institucional, ensino angola, política educacionais Neste texto reflete-se sobre os sentidos atribuídos pelo corpo docente à avaliação interna, no contexto da educação básica em Angola. Especificamente, a partir de entrevista realizadas com professores do I e II ciclos que atuam em escolas no município do Lubalo (Província da Lunda-Norte), busca-se compreender como esses agentes compreendem os processos avaliativos institucionais que visam aferir não o aprendizado em si do corpo discente, mas as ações da própria instituição escolar. Argumenta-se que no caso em tela, uma vez que o atual Sistema Geral de Ensino Angolano (cuja reforma deu-se em 2016) ainda está em processo de configuração e não conta com processo avaliativos institucionais definidos, os professores atribuem múltiplos sentidos ao ato de avaliar aproximando-o de uma lógica normativa de “inspeção” da prática docente. AFONSO, A. Políticas educativas em Portugal (1985-2000): a reforma global, o pacto educativo e os reajustamentos neo-reformistas. In A.M. Catani ; R. P. Oliveira (orgs.), Reformas Educacionais em Portugal e no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, pp. 17-40. 2000 ANGOLA. Constituição da República de Angola, 2010. Disponível em: https://www.wipo.int/edocs/lexdocs/laws/pt/ao/ao001pt.pdf Acesso em 23 de novembro de 2020. _____. Resultados Preliminares do Recenseamento Geral da População e habitação. Luanda: INE, 2016. FIALHO, Ismael José; NOBREGA, Paulo Jorge. O perfil do inspetor e o efeito da inspeção da educação no desempenho docente. Um estudo em escolas do II ciclo do ensino secundário no município da Chibia (Angola). Revista Educação: Temas e Problemas, 16. 2016, pp 1-18. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Ed. UNESP, 2000. IZA, Juliana Gama. O Ensino Superior em Angola e no Brasil: A Cooperação Acadêmica entre a Universidade Lueji A’Nkinde (ULAN) e a Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp). São Paulo: Universidade de São Paulo, 2018. Tese de Doutorado. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-10022017-132543/pt-br.php Lei Nº 17/16, de 7 de Outubro. Lei de Bases do Sistema de Educação - Diário da República. Assembleia Nacional I Série nº 170 LIBERATO, Ermelinda. Avanços e retrocessos da educação em Angola. Revista Brasileira de Educação v. 19 n. 59 out.-dez. 2014, pp 1003-1031. LUBALO. Relatório - ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DO LUBALO, 2007. LÜCK, Heloísa. Dimensões de Gestão Escolar e suas Competências. Curitiba, Editora Positivo, 2009. MANASSA, João Baptista Abreu. Lunda: história e sociedade. Belas: Mayamba, 211. MARINELLI, M. Autoavaliação institucional: estudo de sistemas de educação corporativa em bancos de desenvolvimento brasileiros. Tese apresentada para obtenção do título de Doutor em Educação. Faculdade de Educação, da Universidade Federal do Ceará, 2013. MOURA, Marcelo Pinto Coelho. Avaliação Institucional como Instrumento de Gestão Estratégica: estudo de caso em uma escola estadual de Itabira – MG/Dissertação MP – Universidade Federal de Juiz FE/ CAEd. P. Pós Graduação em Gestão e Avaliação da Educação 2017 PATTON, M.Q. Ouatitative Evaluation. Beverly Hills: SAGE, 1980. VASCONCELLOS, Celso Dos S. Avaliação Escolar. São Paulo, Cortez. 7ª Edição. 1998 VICTORINO, Samuel Carlos. O papel da educação na reconstrução nacional da República de Angola. Revista Diálogos: pesquisa em extensão universitária. IV Congresso Internacional de Pedagogia Social: domínio sociopolítico. Brasília, v.17, n.1, jun, 2012. ZAU Manuel. Processo da Avaliação da Qualidade de Ensino Superior em Angola. Luanda: Edições Eco7, 2 ed.. 2019.
285 argumentos v. 18 n. 1 (2021) A formação de professores primários em Moçambique: qual modelo a adotar? Wilson Profírio Nicaquela;Adelino Inácio Assane; Educação, Ensino primario, Modelo de formação, Professores A partir da questão problemática: Que modelo adotar na formação de professores do ensino primário (básico) em Moçambique?, procuramos discutir várias alternativas que o país experienciou ao longo do tempo, desde a época colonial, passando pelo pós-colonialismo, até ao estágio atual. Analisar os diferentes modelos de formação de professores para o ensino básico em Moçambique foi o objetivo geral que definimos para desencadear acções, visando responder a questão problemática a qual levantamos neste estudo. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e recorremos ao método de revisão integrativa da literatura, para fundamentar os devires dos processos formativos de professores para o ensino básico em Moçambique. Ao mesmo tempo que incrementamos com as nossas reflexões baseadas em experiências profissionais, enquanto professores do Sistema Nacional de Educação em Moçambique uma situação que nos torna observadores observados (o auto-observadores ou observadores participantes). Este estudo foi realizado entre julho a setembro de 2020 no âmbito do doutoramento em Inovação Educativa na Faculdade de Educação e Comunicação da Universidade Católica de Moçambique. Em termos de conclusões, no final entendemos que o processo de formação de professores primários em Moçambique sempre sofre de mudanças cíclicas numa tentativa de responder a necessidade de oferta de professores de qualidade capazes de administrar um ensino de qualidade. Com efeito, a concepção de um modelo consistente e capaz de satisfazer esse desejo, afigura-se ainda uma utopia. Capitalizar a formação contínua nas escolas sem finalidade de certificação pode constituir base para o desenvolvimento das práticas educativas dos professores já em exercício. ASSANE, A. I. Práticas Curriculares no Ensino Básico: Tecendo e Narrando Redes de Experiências na Formação Continuada de Professores da Disciplina de Ofícios em Moçambique (tese de Doutoramento em Educação). Universidade Federal Fluminense. Niterói. 2017. DEC - Departamento de Educação e Cultura. EDUCAR O HOMEM PARA VENCER A GUERRA CRIAR UMA SOCIEDADE NOVA E DESENVOLVER A PÁTRIA (Mensagem do Camarada Samora Machel, Presidente da Frelimo, à 2ª Conferência do Departamento de Educação e Cultura –) Coleção «Estudos e Orientações» Nº 2, 1973. ESTEVES, J. M. Mudanças sociais e função docente. In: Nóvoa, A. (Org) (2014). Profissão Professor. 2ed. pp. 93-124. Porto: Porto Editor., 1999. FRANCO, M.A.S. Prática docente universitária e a construção colectiva de conhecimentos: possibilidades de transformações no processo de ensino-aprendizagem. In: Pimenta, S.G. & Almeida, M.I. (Orgs). Pedagogia Universitária: caminhos para a formação de professores. Cortez. São Paulo. (pp.159-187) 2011. FREIRE, P. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000. GOLIAS, M. Sistemas de Ensino em Moçambique: Passado e Presente. Maputo: Editora Escolar, 1993. GONÇALVES, A. C. P. A Politécnica Como Princípio Pedagógico Em Moçambique: contradições de um discurso socialista In: Educação e Pesquisa, São Paulo, v.33, n.3, p. 601-619, set./dez. 2016. Disponível em: . HEDGES, D.; MACHILI, C. & SAÚTE, A. R. Escola de habilitação de professores indígenas José Cabral, Manhiça – Alvor: subsídios para o estudo da formação da elite instruída em Moçambique (1926 - 1974). Repositório de Monografias UEM. Maputo, Mocambique: Imprensa Universitária, 1995. Dísponivel em: http://hdl.handle.net/123456789/1121. acesso em 12/07/2020. LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez editora, 1994. MABOTE, J. A. Manual de Supervisão Pedagógica. Maputo: Editora DNEB/INDE, 2004. MEC- Plano Estratégico de Educação. 2006-2011/12. Maputo, 2006. MIALARET, G. A Formação dos Professores. Coimbra: Livraria Almedina, 1991. MINED - Plano Estratégico de Educação. 1999-2003. Maputo, 1998. MINED - Plano Estratégico de Educação. 2012-2016. Maputo, 2012. MINEDH - Plano Estratégico de Educação. 2020-2024. Maputo, 2019. MINEDH - Relatório do Estudo Holístico da Situação do Professor em Moçambique. Edição: MINEDH. Maputo, 2017. MOÇAMBIQUE. Assembleia da República. Lei 6/92 de 6 de Maio. Lei do Sistema Nacional de Educação, Maputo, 1992. MORIN, E. Ciência com consciência. Edição revista e modificada pelo Autor. 15Ed. Tradução de Alexandre, M.D. e Dória, M.A.A. de S. Bertrand Brasil. Rio de Janeiro, 2013. MORIN, E. Introdução ao pensamento complexo. 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286 argumentos v. 18 n. 1 (2021) A Organização do Quadro Social como instrumento da Educação Cooperativista Diego Neves de Sousa;Palloma Rosa Ferreira; cooperativas agrárias, capacitação, comitê educativo A Organização do Quadro Social (OQS) emerge como prática educativa reconhecida pelos interlocutores das cooperativas e por órgãos representativos do cooperativismo por ser primordial no desenvolvimento de trabalho educativo de capacitação e para o avanço da participação dos membros associados nas instâncias de decisão. Neste intento, o objetivo deste artigo é analisar as potencialidades da Organização do Quadro Social como instrumento da educação cooperativista. A pesquisa é de caráter quali-quantitativa. Obteve-se a participação de 51cooperativas agrárias do Estado de Minas Gerais que responderam ao questionário. Entre os resultados, postula-se que as cooperativas agrárias contam com o instrumento de Organização do Quadro Social para viabilizar a educação cooperativista, no entanto nem todas utilizam deste recurso para informar, comunicar e capacitar os associados e seus públicos de interesse. ALCANTARA, L. C. S; SAMPAIO, C. A. C; ZABALA, L. U. Análise socioambiental: Zona de Educação para Ecodesenvolvimento e Experiência Cooperativa de Mondragón. Soc. estado, Brasília, v. 33, n. 3, p. 887-914, 2018. ALCANTARA, L.C.S, SAMPAIO, C.A.C; URIARTE, L. Experiencia Cooperativa de Mondragón: la educación cooperativa como un proceso de transformación social. Revista de Economía Pública, Social y Cooperativa, v.93, 181-209, 2018. FERREIRA, P. R; AMODEO, N. B. P; SOUSA, D. N. Os públicos atendidos e os conteúdos da educação cooperativista nas cooperativas agrárias. Revista Gestão e Desenvolvimento Regional, v. 9, n. 1, p. 67-90, 2013. FERREIRA, P. R; SOUSA, D. N. Educação cooperativista: Aprofundando o conceito. Cooperativismo & desarollo, v. 27, p. 1-32, 2019. FERREIRA, P. R; SOUSA, D. N. O campo da educação cooperativista e sua relação com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Interações, v. 19, p. 773, 2018. FERREIRA, P. R; SOUSA, D. N; AMODEO, N. B. P. Situação da Educação Cooperativista nas Cooperativas Agropecuárias de Minas Gerais. Desenvolvimento em Questão, v. 16, p. 518-552, 2018. FERREIRA, P. R; SOUSA, D. N; COSTA, M. S. Educación cooperativista y extensión rural. Revista Brasileira de Educação do Campo, v. 3, p. 411-432, 2018. MACEDO, A. S; SOUSA, D. N.; AMODEO, N. B. P. A Organização do Quadro Social na interface entre gestão empresarial e social de cooperativas. Desenvolvimento em Questão, v. 12, p. 177-205, 2014. MACEDO, A. S; SOUSA, D. N; AMODEO, N. B. P. O papel da comunicação na articulação dos diferentes níveis de organização no modelo central-singular de cooperativas. Bahia Analise & Dados, v. 23, p. 89-105, 2013. SOUSA, D. N; AMODEO, N. B. P; MACEDO, A. S; MILAGRES, C. S. F. As percepções sobre a articulação agroindustrial no modelo federado de cooperativas. Extensão Rural (Santa Maria), v. 22, p. 104-115, 2015. SOUSA, D, N; AMODEO, N, B, P; MACEDO, A, S; MILAGRES, C, S, F. A comunicação na articulação agroindustrial entre uma cooperativa central, suas cooperativas singulares e cooperados. Revista de Economia e Sociologia Rural, v. 52, p. 495-514, 2014. SOUSA, D. N; MACEDO, A. S; MILAGRES, C. S. F; COSTA, M. S; MOURA, R. A. A comunicação na gestão de cooperativas. Cadernos de Comunicação (UFSM), v. 22, p. 84-103, 2018. SOUSA, D. N; PINHO, J. B; AMODEO, N. B. P; MILAGRES, C. S. F. A comunicação como ferramenta da educação cooperativista. Revista de Extensão e Estudos Rurais, v. 2, p. 57-78, 2013. SUPERINTENDÊNCIA DE COOPERATIVISMO (SUDECOOP). O Papel do Técnico no Trabalho Educativo. Brasília, DF: SUDECOOP, 1994. VALADARES, J. H. Profissionalização da gestão cooperativista: modismo ou necessidade? Revista Universo, ano 3, n. 16, p.66, 2005. VALADARES, J. H. A Prática de Organização do Quadro Social nas Cooperativas Mineiras. Belo Horizonte, MG: OCEMG/PNFC/INTERCOOP. 1996. VALADARES, J. H. Participação e poder: o Comitê Educativo na cooperativa agropecuária. 63 f. Dissertação (Mestrado em Administração Rural). Universidade Federal de Lavras, Lavras/MG, 1995.
287 argumentos v. 18 n. 1 (2021) Relação entre representação descritiva e substantiva: o caso da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) Anne Karoline Rodrigues Vieira; ALMG, grupos minoritários, representação descritiva, representação substantiva Este artigo tem como objetivo principal detectar a existência ou não da relação entre representação descritiva e representação substantiva, ao se analisar a atuação para minorias sociais. Para isso, primeiramente se realizou uma revisão de literatura sobre representação descritiva, tendo como base autoras como Pitkin, Phillips e Young, perpassando conceitos como perspectiva e política de presença, para compreender como a necessidade da representação dos grupos subalternos, nos espaços de decisão política, foi debatido. Posteriormente, é apresentado como a relação entre representação descritiva e representação substantiva podem não estar diretamente vinculados como se poderia supor. Buscando alcançar o objetivo proposto, foi realizada a coleta de dados referentes aos projetos apresentados pelos deputados mineiros nas 11ª (1987-1991) e 17ª (2011-2015) legislaturas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Com a apresentação dos dados percebeu-se que as políticas para esses grupos são poucas e que os deputados selecionados – considerados como representantes descritivos das minorias – não apresentam uma atuação tão focada nesses grupos, principalmente quando comparada com a atuação do universo de deputados nas duas legislaturas. Além disso, existem minorias que não são representadas por esses deputados, como as comunidades tradicionais e o grupo LGBT, enquanto grupos considerados menos progressistas tem sua representação garantida. ALMEIDA, Débora C. R. Representação além das eleições: Repensando as fronteiras entre Estado e sociedade. Jundiaí. Paco Editorial, 2015. BEZERRA, M. Em nome das “bases”. Política, favor e dependência pessoal. 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288 argumentos v. 18 n. 1 (2021) BEZERRA, Marcos Otavio. Corrupção. Um estudo sobre poder público e relações pessoais no Brasil. Rio de Janeiro: Papeis Selvagens, 2018. Flávio Rodrigues Barbosa; Corrupção, Estado, Iniciativa Privada Resenha do livro: BEZERRA, Marcos Otavio. Corrupção. Um estudo sobre poder público e relações pessoais no Brasil. Rio de Janeiro: Papeis Selvagens. HELLMANN, Joel S. (1998). Winners Take All: The Politics of Partial Reform in Post-Communist Nations. World Politics. Vol. 50. N 2. P. 203-234. HELLMANN, Joel S; GERAINT, Jones; KAUFMANN, Daniel; SHANKERMAN, Mark. (2000). Measuring Government and State Capture: The Role of Boureucrats and Firms in Shaping the Business Environment. World Bank Working Paper 2312. Whasingtom D.C. HELLMAN Joeal; JONES, Geraint; KAUFMANN, Daniel. (2000). “Seize the State, Seize the Day”. State Capture, Corruption and Influence in Transition. The World Bank Institute. World Bank. HELLMAN Joeal; KAUFMANN, Daniel. (2001). Confronting the Challenge of State Capture in Transition Economies. Finance & Development. International Monetary Fund. SALAMANCA, Luis Jorge Garay (Org.). (2008), La Captura e la Reconfiguración del Estado em Colombia. Fundação METODO. Bogotá. WEBER, Max. (1982). Ensaios de Sociologia. Rio de Janeiro: LTC.
290 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Jogos Olímpicos e Paralímpicos na contemporaneidade: uma breve revisão literária da produção científica vigente Ester Liberato Pereira;Karina Barbosa Cancella;Jimmy Medeiros; Jogos Olímpicos; Jogos Paralímpicos; Megaevento esportivo; Legados esportivos; Políticas de esporte. Confere-se a denominação de ‘Estudos Olímpicos’ ao conjunto de estudos, de caráter acadêmico, que apresenta os Jogos Olímpicos/Paralímpicos e/ou o Movimento Olímpico/Paralímpico - em suas diferentes manifestações - como temas, lócus ou aspecto da análise dos fenômenos esportivos. Nesta direção, pretende-se elaborar um breve levantamento da literatura acerca do tema, no Brasil, no século XXI, com o objetivo de fomentar estudos que articulem as temáticas do esporte, da cultura e da sociedade, apoiadas em teorias, conceitos e metodologias das Ciências Sociais. Ao seguir tal proposta, o dossiê proporciona estudos sobre a programação cultural e artística, bem como a respeito das participações sociopolíticas e esportivas da organização de edições recentes dos Jogos Olímpicos/Paralímpicos. Também estão presentes discussões acerca da relação entre preservação e Jogos Olímpicos, do percurso e da formação em pesquisa no campo dos Estudos Olímpicos no Brasil, da introdução de atletas da seleção brasileira feminina de voleibol sentado na prática esportiva paralímpica, além de um debate historiográfico sobre a pesquisa em história do esporte. Conta-se ainda com demais questões de equivalente importância, apreciações que se tornam ainda mais relevantes diante de um cenário em que o esporte brasileiro depende quase que inteiramente de dinheiro público. DACOSTA, Lamartine Pereira. Estudos Olímpicos no Brasil. In: RUBIO, Katia; REPPOLD FILHO, Alberto; TODT, Nelson; MESQUITA, Roberto. Ética e compromisso social nos estudos olímpicos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007, p. 91- 101. GUERREIRO, Renato de Carvalho et al. Was postponing the Tokyo 2020 Olympic and Paralympic Games a correct decision? Revista Brasileira de Medicina do Esporte, São Paulo, v. 26, n. 3, p. 191-195, Jun/2020. Disponível em: . Acesso em: 11 jun. 2020. GASTALDO, Edison. Sobre os estudos sociais do esporte: políticas acadêmicas de um campo em desenvolvimento. In: 35º Encontro da ANPOCS, Caxambú/MG, 2011. GIGLIO, Sérgio Settani; AMARAL, Silvia Cristina Franco; RIBEIRO, Olívia Cristina Ferreira; BORTOLETO, Marco Antonio Coelho (org.). Múltiplos olhares sobre os Jogos Olímpicos. São Paulo: Intermeios; Fapesp, 2018. IOC. The Olympic Charter. Lausanne, 2010. MARQUES, José Carlos; ROCCO JÚNIOR, Ary José (orgs.). Qual legado – Leituras e Reflexões sobre os Jogos Olímpicos Rio-2016/E-book. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2018. MARQUES, Renato Francisco Rodrigues; DUARTE, Edison; GUTIERREZ, Gustavo Luis; ALMEIDA, José Júlio Gavião; MIRANDA, Tatiane Jacusiel. Esporte olímpico e paraolímpico: coincidências, divergências e especificidades numa perspectiva contemporânea. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v.23, n.4, p.365-77, out./dez. 2009. MASCARENHAS, Fernando. Megaeventos esportivos e educação física: alerta de tsunami. Movimento (ESEFID/UFRGS), Porto Alegre, p. 39-67, jan. 2012. Disponível em: . Acesso em: 02 jul. 2020. PILZ, Gunter A.. Sociologia do Esporte na Alemanha. Revista Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 13, n. 23, p. 3-16, jul. 1999. Disponível em: . Acesso em: 02 Jul. 2020. RUBIO, Katia; REPPOLD FILHO, Alberto; TODT, Nelson; MESQUITA, Roberto. Ética e compromisso social nos estudos olímpicos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007. TAVARES, Otávio; BELÉM, Cristiano; GODOY, Letícia; TURINI, Marcio; GOMES, Marta; TODT, Nelson. Estudos olímpicos, Academia Olímpica Brasileira – Educação Olímpica. In: DACOSTA, Lamartine Pereira (org.). Atlas do Esporte no Brasil: atlas do esporte, educação física a atividades físicas de saúde e lazer no Brasil. Rio de Janeiro: Shape, 2005, p.751-753. TAVARES, Otávio. Quem são os vencedores e os perdedores dos Jogos Olímpicos? Pensar a Prática, Goiânia, v. 8, n. 1, p. 69-84, 2005.
291 argumentos v. 17 n. 2 (2020) O lugar da cultura nos Jogos Olímpicos Rio 2016 Juliana Carneiro; Jogos Olímpicos; Programação Cultural; Política Cultural. O artigo analisa a programação cultural e artística dos Jogos Olímpicos Rio 2016, desde o processo de candidatura, considerando a centralidade da questão cultural na narrativa que tratou o megaevento como excelente oportunidade de apresentar ao mundo a diversidade e a potência das manifestações culturais nacionais. O processo de elaboração e execução do Programa de Cultura dos Jogos Rio 2016 é analisado a partir de algumas indagações: O que estava previsto no Dossiê de Candidatura como programa de cultura dos Jogos Olím-picos Rio 2016? Como foi o processo de governança da área cultural? Como a trajetória do programa de cultura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 dialogava com a realidade das políticas públicas vigentes? O planejamento do programa de cultura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, ao que se conclui foi tardio, descontinuado e desintegrado. Isso impactou para que o “lugar da cultura” nos Jogos Rio 2016 não tenha sido ocupado de forma estratégica e o legado cultural prometido não tenha se concretizado. Para o campo cultural, os Jogos Olímpicos Rio 2016 foram uma oportunidade perdida. ALMEIDA, Bárbara Schausteck de. “Altius, citius, fortius... ditius? Lógicas e estratégias do Comitê Olímpico Internacional, Comitê de Candidatura e Governo Brasileiro na candidatura e escolha dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016”. 2015. Tese (Doutorado em Educação Física) - Programa de Pós-graduação em Educação Física, Setor de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Paraná. ALVES, Elder P. Maia; SOUZA, Carlos Alexsandro de Carvalho. A economia criativa no Brasil: o capitalismo cultural brasileiro contemporâneo. Latitude, v. 6, n. 2, 2012. AMORIM, Simone. 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292 argumentos v. 17 n. 2 (2020) As apostas sociopolíticas e esportivas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de verão em Paris 2024 Michel Raspaud; Jogos Olímpicos, diplomacia esportiva, atratividade econômica, planejamento regional, sistema esportivo. Nas últimas décadas, Paris se candidatou três vezes à organização dos Jogos de Verão (Barcelona 1992, Pequim 2008, Londres 2012): três fracassos. No entanto, obter a organização de um evento de prestígio em solo francês foi de considerável importância para o Comitê Nacional Olímpico e Esportivo Francês (CNOSF) e o movimento esportivo... E o mesmo para o mundo político. De fato, a atratividade econômica do território nacional através de eventos e turismo tornou-se uma questão importante. Enquanto dois projetos estavam em competição (Exposição Universal 2025 e JO 2024), e embora a prefeita de Paris tenha sido bastante favorável ao primeiro, estes são os Jogos que acontecerão. Em um contexto pré-pandêmico já difícil para o país (ataques terroristas mortais, conflitos sociais, reformas liberais...), são examinadas as apostas deste evento: diplomacia esportiva, controle orçamentário, reequilíbrio territorial pelas infra-estruturas olímpicas, evolução do sistema esportivo e ambição em termos de medalhas… ALLIX, Grégoire. L’Etat sécurise la réalisation du CDG Express. Le Monde, Paris, p. 5, 22 nov. 2017. ALLIX, Grégoire. L’Etat n’exclut pas de vendre le Stade de France en 2025. Le Monde, Paris, p. 3, 24 nov. 2018, (cahier Eco & Entreprises). ALLIX, Grégoire. Transports : la révolution sur les rails. Le Monde, Paris, p. 14, 26 juin 2019. BACH, Thomas. Des JO plus transparents et plus durables. Le Monde, Paris, p. 15, 02-03 août 2015. BACQUE, Marie-Hélène. Le long de la ligne B du RER, les inégalités se sont aggravées (propos recueillis par Sylvia Zappi). Le Monde, Paris, p. 26, 04 mai 2019. BONTINCK, Jean-Gabriel. 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293 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Memória olímpica como legado? A Fundação Casa de Rui Barbosa e seu projeto institucional de preservação da memória das Olimpíadas Rio 2016 Bernardo Buarque de Hollanda;Vivian Luiz Fonseca; Jogos Olímpicos Rio 2016; Memória; Esportes; História Oral; Cidade. O presente artigo examina o caso de uma iniciativa institucional voltada à preservação da memória dos Jogos Olímpicos de Verão Rio 2016. Procura-se mostrar de que maneira, em paralelo às ações governamentais e à performance dos atletas durante o torneio realizado no Rio de Janeiro, houve um notável investimento de parte da instituição no sentido de salvaguardar o registro dos acontecimentos desse até então inédito megaevento esportivo no Brasil, ocorrido pela primeira vez da sua história em uma cidade da América do Sul. Em que pese uma série de críticas e questionamentos feitos à organização das Olimpíadas por parte da opinião pública, e mesmo de parcelas da Academia, salientam-se aqui os esforços de uma rede de pesquisadores com vistas a construir e a fixar uma memória coletiva em torno do evento. Para destacar esse aspecto, incluído na chave nativa de um “legado”, mobilizaremos o exemplo paradigmático da Fundação Casa de Rui Barbosa, que, em conjunto com o FGV CPDOC, desenvolveu um amplo programa de acompanhamento e cobertura dos Jogos durante o ano de sua realização. Com efeito, abordaremos de início o conceito de memória e, em particular, do que denominamos “memória esportiva”. Na sequência, amparados em fontes primárias, trataremos da concepção de processos e ações dedicadas ao registro do megaevento esportivo na cidade, por parte da FCRB. Em seguida, exploraremos um de seus eixos mais importantes, a História Oral, implementado em parceria com o FGV CPDOC, na seleção de relatos dos atores envolvidos com o torneio no contexto de sua realização. Por fim, daremos a conhecer a exposição “Rio de Janeiro – cidade esportiva, cidade olímpica”, ocorrida nas dependências da Fundação, com base em seu rico acervo documental de jornais e revistas ilustradas, de modo a salientar os vínculos entre a história republicana da instituição, as competições esportivas no país e a construção de um lugar de memória olímpica para a cidade em questão. ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica. Porto Alegre: LP&M, 2018. BOURDIEU, Pierre. Coisas ditas. São Paulo: Brasiliense, 1990. CALABRE, Lia. “Prefácio”. In: CALABRE, Lia; CABRAL, Eula Dantas; SIQUEIRA, Maurício; FONSECA, Vivian (Orgs.). Memória das Olimpíadas no Brasil: diálogos e olhares. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, vol. 1, 2017. CARNEIRO, Juliana. O lugar da cultura nos Jogos Olímpicos Rio 2016: uma análise comparativa entre o Dossiê de Candidatura e as Olimpíadas Culturais. Rio de Janeiro: Tese de doutorado em História Comparada, UFRJ, 2020. DAMO, Arlei; OLIVEN, Rubem. “O Brasil no horizonte dos megaeventos esportivos de 2014 e 2016: sua cara, seus ócios e negócios”. In: Revista Horizontes Antropológicos. Porto Alegre: vol. 19, n. 40, p. 19-63, 2013. ELIAS, Norbert; DUNNING, Eric. Quest for excitement: sport and leisure in the civilizing process. Dublin: University College Dublin Press, 2008. FONSECA, Vivian; SIQUEIRA, Carla. “Memória dos Jogos Rio 2016: desafios metodológicos na construção de um acervo de História Oral”. In: CALABRE, Lia; CABRAL, Eula Dantas; SIQUEIRA, Maurício (Orgs.). Memória das Olimpíadas no Brasil: diálogos e olhares. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, vol. 2, 2017. HUYSSENS, Andreas. “Mídia e discursos da memória”. In: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação. São Paulo: Volume XXVII, n. 1, janeiro/junho, p. 97-106, 2004. LE GOFF, Jacques. “Memória”. In: Memória-história. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1986. LOWENTHAL, David. The past is a foreign country. Cambridge: University Press, 1985. MAGALHÃES, Alexandre. “O ‘legado’ dos megaeventos esportivos: a reatualização da remoção de favelas no Rio de Janeiro”. In: Revista Horizontes Antropológicos. Porto Alegre: vol. 19, n. 40, p. 89-118, 2013. MELO, Victor Andrade de. Cidade sportiva: primórdios do esporte no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001. SEVCENKO, Nicolau. A corrida para o século XXI: no loop da montanha russa. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. SPAGGIARI, Enrico; MACHADO, Giancarlo; GIGLIO, Sérgio (Orgs.). Entre jogos e copas: reflexões de uma década esportiva. São Paulo: Intermeios, 2016. TRAVERSO, Enzo. O passado, modos de usar. Lisboa: Unipop, 2012. VELHO, Gilberto. “Memória, identidade e projeto”. In: Projeto e metamorfose. Rio de Janeiro: Zahar, 1994. WEINRICH, Harald. Lete: arte e crítica do esquecimento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. YATES, Francis. A arte da memória. Campinas: Editora UNICAMP, 2007.
294 argumentos v. 17 n. 2 (2020) A iniciação esportiva no esporte paralímpico: o caso do voleibol sentado Vitória Crivellaro Sanchotene;Giandra Anceski Bataglion;Janice Zarpellon Mazo; Pessoa com Deficiência; Jogos Paralímpicos; Atletas; Mulheres no esporte; Educação Física inclusiva. Este estudo tem como objetivo averiguar como ocorreu a inserção de atletas da seleção brasileira feminina de voleibol sentado na prática esportiva paralímpica. Para tanto, a coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com cinco atletas que participaram dos Jogos Paralímpicos nas edições de 2012, em Londres, e de 2016, no Rio de Janeiro. Evidenciou-se que a inserção das atletas na prática do voleibol sentado foi intermediada por indicações de profissionais da área da saúde e do esporte, com destaque para os treinadores da modalidade, que desempenharam papel proeminente no processo de iniciação destas atletas no esporte paralímpico. A Educação Física escolar despontou nas falas das atletas como potencial facilitador para o processo de iniciação esportiva, sobretudo, às pessoas com deficiência adquirida na vida adulta. Para tanto, foi ressaltada a necessidade de que as experiências com o esporte na fase escolar sejam positivas, estimulando a permanência na prática da(s) modalidade(s) ao longo da vida e contribuindo para o bem-estar físico e psicossocial da pessoa com deficiência. Os resultados do estudo denotaram que as formas de inserção das mulheres no voleibol sentado no Brasil possuem relações com características que marcaram os primórdios da composição da modalidade no país. BATAGLION, Giandra Anceski; MAZO, Janice Zarpellon. Paralimpíadas Escolares (2006-2018): Evidências em mídias digitais acerca do evento esportivo. Recorde - Revista de História do Esporte, Rio de Janeiro/RJ, v. 12, n. 1, p. 1-42, 2019a. BATAGLION, Giandra Anceski; MAZO, Janice Zarpellon. 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295 argumentos v. 17 n. 2 (2020) O Brasil e o passado dos Jogos Olímpicos Modernos: um vazio historiográfico João Manuel Casquinha Malaia Santos;Sérgio Settani Giglio; Jogos Olímpicos Modernos; historiografia; pesquisa acadêmica; história dos esportes; esportes. Trabalhos de natureza historiográfica são importantes para se poder perceber os caminhos que a produção em pesquisa histórica sobre determinada temática tem trilhado. Nosso objetivo com este artigo é o de realizar um debate historiográfico sobre a pesquisa em história do esporte e, em particular, sobre o passado dos Jogos Olímpicos Modernos. O levantamento dos trabalhos foi realizado em bases internacionais e nacionais de pesquisa de livros, artigos, dissertações e teses. Os resultados nos mostram que, apesar de um crescimento nos estudos sobre o passado dos esportes, tanto no Brasil quanto no exterior, e sobre o passado dos Jogos Olímpicos Modernos na produção internacional, o Brasil ainda se ressente da falta de pesquisas sobre o passado da temática olímpica moderna. BARNEY, Robert. The United States in the Modern Olympic Movement: A Historiography. In: RIESSE, Steven (ed.). A Companion to American Sport History. West Sussex, Reino Unido: John Wiley & Sons, 2014, p. 379-402. BESNIER, Niko; GUINNESS, Daniel; HANN, Mark; KOVAČ, Uroš. Rethinking Masculinity in the Neoliberal Order: Cameroonian Footballers, Fijian Rugby Players, and Senegalese Wrestlers. Comparative Studies in Society and History. V. 60, n. 4, p. 839-872, 2018. CHAPLIN, P. Darts in England, 1900–1939: A Social History. Manchester/Reino Unido: Manchester University Press, 2009. COLLINS, Tony; VAMPLEW, Wray. Mud, Sweat and Beers: A Cultural History of Sport and Alcohol. 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296 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Entrevista com Luis Henrique Rolim Raquel Valente de Oliveira;Tuany Defaveri Begossi; Jogos Olímpicos, Olimpismo, Prática Esportiva A entrevista de Raquel Valente de Oliveira e Tuany Defaveri Begossi com Luis Henrique Rolim aborda o percurso e a formação deste pesquisador no campo dos Estudos Olímpicos no Brasil, explorando pontos acerca de seu envolvimento com os Jogos Olímpicos, durante os quais atuou em distintas conjunturas e posições. A filosofia e os valores do Olimpismo consistem em linhas norteadoras da narrativa do entrevistado, que explora a ação da história e da cultura na constituição de narrativas esportivas no domínio Olímpico. Seu relato anuncia os significados e os sentidos do Movimento Olímpico para a conquista do direito das pessoas à prática esportiva. No viés de políticas públicas e de investimento financeiro ao esporte, Luis Henrique Rolim aborda as interconexões: esporte de alto rendimento ou esporte para todos(as)? As narrativas do entrevistado corroboram aspectos históricos e socioculturais do esporte Olímpico nos panoramas nacional e internacional, despontando representações arquitetadas ao longo de trajetória pessoal e profissional.
297 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Qualidade do emprego e condições de vida das famílias dos empregados agrícolas e não agrícolas da mesorregião do Norte de Minas Gerais Maria Raquel Caixeta Gandolfi;Clesio Marcelino de Jesus;Peterson Elizandro Gandolfi; Emprego agrícola e não agrícola, modernização agrícola, novo rural, Índice de Qualidade do Emprego (IQE); Índice das Condições de Vida (ICV). O trabalho analisa a qualidade do emprego e as condições de vida das famílias dos empregados agrícolas nas três principais culturas geradoras de emprego (café, cana-de-açúcar e milho) e não agrícolas na mesorregião Norte de Minas. Para os cálculos do Índice de Qualidade do Emprego (IQE) e Índice das Condições de Vida (ICV), foram utilizados dados do Censo Demográfico de 2000 e 2010, que tomou como referência de construção a metodologia desenvolvida por Kageyama e Rehder (1993) e Balsadi (2000 e 2007). Os resultados apontam para o aumento do emprego qualificado na década de 2000 nas culturas analisadas, queda de emprego não qualificado nas mesmas culturas e aumento do emprego não agrícola no meio rural, evidenciando o deslocamento de trabalhadores de atividades agrícolas para as não agrícolas na mesorregião. Já a qualidade do emprego (IQE) piorou no café, para os empregos qualificados e não qualificados, e para os qualificados na cana-de-açúcar e milho, enquanto os indicadores de ICV melhoraram para todas as atividades agrícolas e não agrícolas em diferentes proporções. BALSADI, O. V. Características do Emprego Rural no Estado de São Paulo nos anos 90. (dissertação de mestrado) - Instituto de Economia, Universidade Estadual de Economia, Campinas, 2000. BALSADI, O. V. Mudanças Rurais e o Emprego no Estado de São Paulo nos anos 90. . São Paulo: Editora Annablume, 2002. BALSADI, O. V.. 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298 argumentos v. 17 n. 2 (2020) “Están viniendo cada vez más”. Movilidad por salud y “turismo médico” en la Argentina Lourdes Basualdo; Movilidad por salud; turismo médico; internacionalización; fronteras; Argentina Este artículo aborda el proceso de producción política de la movilidad por salud como “turismo médico” en la Argentina. Sostiene que la figura del “turismo médico” fue construida como un segmento turístico a partir de la existencia de un conjunto de conocimientos, información, herramientas y prácticas de circulación global que se articularon con las políticas y prácticas institucionales desarrolladas en el espacio nacional. Se propone la noción de “movilidad por salud” para analizar nuevas formas de producción y regulación de los movimientos vinculados a motivos sanitarios. La metodología propuesta es de tipo cualitativo y recobra observaciones y testimonios producidos en un evento internacional sobre “turismo médico” realizado en Argentina, entrevistas con agentes de gobierno del sector turístico, dueños y representantes de instituciones de salud privadas y de organizaciones público-privadas que integran la industria del “turismo médico” en el espacio local, nacional e internacional; fuentes documentales que incluyen planes y programas de turismo y acuerdos para la promoción del “turismo médico”. AIZENBERG, Lila; RODRÍGUEZ, María Laura; CARBONETTI, Adrián. Percepciones de los equipos de salud en torno a las mujeres migrantes bolivianas y peruanas en la ciudad de Córdoba. Migraciones Internacionales, V.8, n.1, p. 65-94, 2015. ALSHARIF, Mohd Jamal; LABONTÉ, Ronald and LU, Zuxun. Patients beyond borders: A study of medical tourists in four countries. Global Social Policy. V. 10, n. 3, p. 315-335, 2010. BAGADIA, Nishant. 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299 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Institucionalización del Congreso Federal Mexicano. Transición democrática y cambio organizacional Laura Valencia Escamilla; Poder Legislativo, Institucionalización parlamentaria, Profesionalización legislativa, parlamento abierto, experiencia legislativa En el documento se identifica cinco modelos de desarrollo del Congreso en México con base en el desarrollo y consolidación democráticas por un lado, y por el otro la transformación del proceso de institucionalización de la instancia representativa en el país. Las etapas por las que transita la propia organización parlamentaria son abordadas a partir del equilibrio entre poderes, el proceso de institucionalización de la estructura legislativa, la profesionalización de los órganos de decisión del Congreso y la introducción de esquemas de apertura parlamentaria. Mediante los procesos de integración del Congreso Mexicano, se abordará la composición legislativa de los grupos parlamentarios y la formación de mayorías; los cambios en las reglas del juego parlamentario en la revaloración de la estructura, organización y profesionalización del poder legislativo y el efecto de la introducción de mecanismos de transparencia y la rendición de cuentas en la relación entre representantes y representados a través de los diferentes sistemas de monitoreo y control ciudadano integrados a las nuevas tecnologías. BÉJAR Algazi, Luisa. “El marco Institucional de la disciplina parlamentaria en México”, en Manuel Alcántara (ed) Política en América Latina. I. Congreso Latinoamericano de Ciencia Política. Salamanca: Ediciones Universidad de Salamanca, 2001. 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300 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Fernando de Azevedo e a cultura brasileira: relações possíveis Alessandra Santos Nascimento; Fernando de Azevedo. Cultura brasileira. Nação. Cultura Organizacional O artigo versa sobre a contribuição do conceito de cultura brasileira de Fernando de Azevedo para a ideia de Brasil-nação no século XX, e para as teorias organizacionais. A interlocução com a obra deste autor se justifica por ser um intérprete oficial do conceito de cultura no país, desde a década de 1930, e também um significativo construtor institucional. A artesania intelectual aqui proposta contempla uma revisão bibliográfica que articula as produções de Azevedo e a literatura especializada sobre cultura brasileira e cultura organizacional. Como resultado, destaca-se que a noção de cultura legada por este autor permanece como uma referência importante para pensar o Brasil, possibilitando dentro e fora das organizações, a criação de um retrato multifacetado, provisório e flexível da sociedade brasileira. Ressalta-se ainda que, no século XXI, sua definição de cultura brasileira ainda orienta, implícita ou explicitamente, alguns teóricos que se dedicam a olhar para o contexto organizacional do Brasil, demonstrando como as culturas nacionais influenciam nos estilos administrativos. AIDAR, Marcelo Marinho; ALVES, Mário Aquino. Comunicação de massa nas organizações brasileiras: explorando o uso de histórias em quadrinhos, literatura de cordel e outros recursos populares de linguagem nas empresas brasileiras. In: MOTTA, Fernando Claudio Prestes; CALDAS, Miguel Pinto. (Orgs.). Cultura organizacional e cultura brasileira. São Paulo: Atlas, 1997. p. 203-220. AZEVEDO, Fernando de. 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301 argumentos v. 17 n. 2 (2020) Repensando a teoria crítica e sua atualidade: Honneth e seu legado teórico Ícaro Yure Freire de Andrade; Axel Honneth, Teoria Cr´ítica, Escola de Frankfurt Resenha do livro: ADORNO, Theodor.; HORKHEIMER, Max. A dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1985. SINNERBRINK, Robert. Hegelianismo. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2017. HONNETH, Axel. Teoria crítica. In: GIDDENS, Anthony.; TURNER, Jonathan. (ORG) Teoria Social hoje. São Paulo: Editora Unesp, 1996. HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: A gramática moral dos conflitos sociais. São Paulo: Editora 34, 2003.
304 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Conflitos em torno d’água em Santa Catarina: uma reflexão sob perspectiva ética socioambiental Luciano Félix Florit;Ana Lúcia Bittencourt; Conflitos ambientais, ética socioambiental, judicialização, água, desenvolvimento regional O trabalho apresenta uma reflexão realizada com base em estudo sobre decisões judiciais proferidas pelo tribunal de Justiça de Santa Catarina com relação aos conflitos socioambientais em torno da água no estado de Santa Catarina, dando ênfase aos casos envolvendo a instalação de hidroelétricas que afetam populações ribeirinhas. O estudo constatou que além de ser uma parcela muito pequena de conflitos que alcançam efetivamente a judicialização, os conflitos que alcançam recebem tratamento pautado por um tipo de argumentação jurídica que associa o interesse geral da comunidade aos interesses das empresas geradoras de energia. Com isto, os direitos dos ribeirinhos e pescadores artesanais afetados são subestimados ou tratados como irrelevantes. Com base nestes dados, faz-se uma análise de cunho ético socioambiental evidenciando que: a argumentação que prevalece pressupõe uma redução instrumental do rio a um ente meramente gerador de energia e que há um espaço argumentativo a ser trilhado defendendo os rios como entidades cujo valor não se reduz aquele instrumentalizável facilmente pelo mercado, que viabiliza a valoração de formas múltiplas e diversas de convivência com o rio, e que garante interesses de humanos e não humanos. BERMANN, C. Impasses e controvérsias da hidroeletricidade. Estud. av. vol.21 no.59 São Paulo, Jan./Apr. 2007. BITTENCOURT, Ana Lúcia. Conflitos socioambientais em torno da água em Santa Catarina: Desenvolvimento Regional e atuação estatal. 2018. 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305 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Governança dos comuns e conflitos na gestão da bacia do rio Itanhém no extremo sul da Bahia Fernando Rios de Souza;Herbert Toledo Martins; Conflito socioambiental, Governança dos Comuns, Comitê de Bacias, Rio Itanhém, Extremo sul da Bahia. O artigo analisa o Comitê das Bacias Hidrográficas dos rios Peruípe, Itanhém e Jucuruçu (CBHPIJ), localizado no extremo sul da Bahia, Brasil. O foco da investigação é compreender as razões pelas quais o referido Comitê, após sete anos da sua criação, em dezembro de 2012, não desenvolve as ações de gestão ambiental que garanta a preservação destes rios, em particular do rio Itanhém foco da pesquisa. O estudo segue o modelo de Análise de Desenvolvimento Institucional para Sistemas Sócioecológicos (IAD-SES Framework) construído por Ostrom (1990, 2009), que resulta em oito princípios de design representando um tipo ideal de análise das relações entre sociedade, economia e meio ambiente. Tal modelo permite comparar a realidade ao tipo ideal e, dessa forma, compreender as dificuldades enfrentadas pelo Comitê. Foram entrevistados 14 membros da gestão e 10 usuários de água. Os achados da pesquisa revelam que o Comitê carece do reconhecimento dos usuários; que todos precisam conhecer seus limites e condições biofísicas necessitam fazer valer com equidade as regras, e respeitar a heterogeneidade da comunidade envolvida conforme suas diversas narrativas. ACSERALD, Henri. As práticas espaciais e o campo dos conflitos ambientais. In: Conflitos Ambientais no Brasil/Organizador Henri Acserald – Rio de Janeiro: Relume Dumará: Fundação Heinrich Böll, 2004. AZEVEDO, Aldemir; MARTINS, Herbert Toledo; DRUMMOND, José Augusto. A dinâmica institucional de uso comunitário dos produtos nativos do cerrado no município de Japonvar (Minas Gerais). Sociedade e Estado, v. 24, n.1, jan/abr. 2009. BOURDIEU, Pierre. Os usos sociais da ciência: por uma sociologia clínica do campo científico. São Paulo: Editora Unesp, 2004. HARDIN, Garrett. “The tragedy of the Commons”. Science, v. 162, n. 3859, 1968,1243-1248. MANCUR, Olson. The Logic of Collective Action: Public Goods and the Theory of Groups. Cambridge, MA: Harvard University Press,1965. MEINZEN-DICK, Ruth. “Beyond panaceas in water institutions”. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United State of America, Vol. 104, No. 39 (Sep. 25, 2007), 15200-15205 OSTROM, Elinor. El Gobierno de los Bienes Comunes: la evolución de las Instituciones de Accion Colectiva. México: Fondo de Cultura Económica, 1990, p. 25-105. OSTROM, Elinor. “Coping with tragedies of the commons”. Annual Review of Political Science, v. 2, n. 1, 1999, 493-535. OSTROM, Elinor. “A General Framework for Analyzing Sustainability of Social-Ecological Systems”. Science, v. 325, n. 5939, 2009, 419-22. PEREIRA, Elaine Aparecida Teixeira. O conceito de campo de Pierre Bourdieu: possibilidade de análise para pesquisas em história da educação brasileira. Revista Linhas. Florianópolis, v. 16, n. 32, p. 337 – 356, set./dez. 2015. SANTOS, Márcio Soares; MARTINS, Herbert Toledo. Uma história ambiental da formação socioeconômica do extremo sul da Bahia (1948-1972). Maceió: VIII Congresso Internacional Interdisciplinar em Sociais e Humanidades (Coninter), Outubro/Novembro, 2019.
306 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Conflitos ambientais no norte de Minas Gerais: o 7º Encontro da articulação dos vazanteiros em movimento Queite Marrone Soares da Silva;Rumi Regina Kubo; Conflitos ambientais; Norte de Minas Gerais; Vazanteiros; Projeto Jaiba; Parques Estaduais. Este trabalho visa contribuir para a visibilização da Articulação dos Vazanteiros em Movimento, entendendo o seu processo de organização como instrumento de luta diante da sobreposição dos Parques Estaduais: Verde Grande (1998), Lagoa do Cajueiro (1998) e Mata Seca (2001), construídos como compensação aos impactos ambientais do Projeto de Fruticultura irrigada do Jaíba. Várias reivindicações foram apresentadas no 7º Encontro da Articulação dos Vazanteiros em Movimento, que ocorreu nos dias 28 e 29 de julho de 2017, reunindo comunidades que se reconhecem como tradicionais, entre elas, as comunidades de Pau Preto, Pau de Légua e Quilombo da Lapinha, localizadas nos municípios de Matias Cardoso e Manga, no Norte de Minas Gerais. A década de 50 marca o processo de modernização da agricultura no Brasil, nesta região, esteve pautada na agricultura/fruticultura irrigada, monoculturas de eucalipto, pecuária extensiva e monoculturas de algodão. Contexto de desenvolvimento que se propôs o Projeto Jaíba, entre os rios São Francisco e Verde Grande, abrangendo uma estrutura de 86.794,59 hectares, sendo 65.879,98 destinadas diretamente à irrigação. Este trabalho resulta das experiências junto ao Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental da Universidade Estadual de Montes Claros, desdobrando-se no desenvolvimento da pesquisa de tese da autora. 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307 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Dinâmicas territoriais e saber local em torno de conflitos em um bairro atingido pelo desastre de 2011 em Nova Friburgo (RJ) Maria Suellen Timoteo Correa; Desastres. Dinâmicas Territoriais. Participação Comunitária. Saber Local A presente análise trata de formas em que a participação social e política pela reconstrução de espaços atingidos por catástrofes de chuvas podem repercutir nas transformações da relação do Poder Público com comunidades e nas políticas públicas urbanas. Pretende-se apresentar o saber local presente nas disputas territoriais e no acesso a espaços técnicos e a políticas públicas de gestão de desastre e de planejamento urbano. Para tanto, é apresentada parte da minha pesquisa de mestrado, envolvendo o estudo de caso da participação política de moradores do bairro Córrego D’Antas, em Nova Friburgo (RJ), em prol da reconstrução da localidade e de melhorias nos serviços, após terem sido atingidos pelo desastre envolvendo chuvas, enchentes e deslizamentos de terra em janeiro em 2011. Serão aprofundados casos ligados a algumas obras e reuniões de revisão do Plano Diretor no bairro, em 2014, no contexto pós-desastre. A participação através da Associação de Moradores do bairro e o acionamento de novos saberes na esfera política são tomados como exemplo neste artigo, de forma a trazer reflexões sobre a afirmação de territorialidades em contextos de desastres urbanos. ACOSTA, Virginia G. Historia y desastres en América Latina, III. coord. Virginia Acosta. México: Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social/Red de Estudios Sociales en Prevención de Desastres en América Latina, 2008, 358 p. _____________. La Perspectiva Histórica em La Antropologia Del Riesgo y del Desastre. Acercamientos metodológicos. Relaciones, XXV (97), 2004, 19 p. CEFAI, Daniel. Como uma Associação Nasce para o Público: vínculos locais e arena pública em torno da associação La Bellevilleuse em Paris In CEFAI, D., Mello, M. A. S., MOTA, F. R., VEIGA, F. B. Arenas Públicas: por uma etnografia da vida associativa. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2011, p. 67- 102. CORREA, Maria Suellen Timoteo. A Política no Desastre em Nova Friburgo/RJ: uma análise da participação de moradores na reconstrução do bairro Córrego D’Antas. 2015. Dissertação de Mestrado em Antropologia. Universidade Federal Fluminense. Niterói, 2015, 189 p. MORADORES assustados com pedra que teria rolado de encosta sem contenção. Nova Friburgo: A Voz da Serra, 06 set. 2013. OBRA de contenção do Córrego Dantas será a maior do estado e custará R$ 43 milhões. Nova Friburgo: A Voz da Serra, 11 set. 2013 TADDEI, Renzo. O lugar do saber local (sobre ambiente e desastres). In: SIQUEIRA, A., VALENCIO, N., SIENA, M., MALAGOLI, M. A. (Org.). Riscos de desastres relacionados à água: aplicabilidade de bases conceituais das ciências humanas e sociais para a análise de casos concretos. São Carlos: Rima Editora, 2015, 16 p. VALÊNCIO, N., PRATER, C., CAMPOS, P. F. C., TRIVELIN, L. M., SIENA, M., EVANGELISTA, J., CATÓIA, C., MARCHEZINI, V., CRISTOFANI, G., TAGLIAFERRO, M., BARBOSA, A. R., PAGANELLI, J., PAVAN, B. A produção social do desastre: dimensões territoriais e político institucionais da vulnerabilidade das cidades brasileiras frente às chuvas. Teoria e Pesquisa, v.44-45, 2004, p. 67-115. VALÊNCIO, Norma. Sociologia dos desastres: construção, interfaces e perspectiva no Brasil. São Carlos: RiMa Editora, 2009, 208 p.
308 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Do fogo à fumaça: a construção social do problema ambiental das queimadas nos canaviais paulistas Ana Carina Sabadin; Construção social dos problemas ambientais; queimadas; lavoura canavieira paulista. A partir da década de 1970, o uso da prática agrícola das queimadas impulsionou um cenário fértil de debates e controvérsias em torno da produção canavieira paulista. Os efeitos nocivos de tal prática abrangiam discussões tanto sobre as formas de uso dos recursos naturais quanto a precarização das relações e condições de trabalho dos cortadores de cana, tangenciando questões trabalhistas, de dignidade humana, de saúde pública e de proteção ambiental. Nesta comunicação, no sentido de traçar algumas considerações acerca da construção social do problema ambiental das queimadas nos canaviais paulistas, buscamos reconstituir e analisar um conjunto de argumentos socioambientais, políticos e econômicos que despertaram diferentes percepções sobre meio ambiente dessa lavoura e, da mesma forma, um cenário institucional conflituoso pelo qual o setor sucroalcooleiro paulista foi capaz de se movimentar. Do ponto de vista metodológico, partimos de uma abordagem qualitativa, subsidiada pela pesquisa bibliográfica e documental, além de entrevistas semiestruturadas com representantes da burocracia estatal e da União da Indústria da Cana-de-açúcar (UNICA). ANDRADE, Arlete Fonseca. Cana e Crack: Sintoma ou problema? Um estudo sobre os trabalhadores no corte de cana e consumo de crack. 2003. 186p. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2003. ANDRADE JÚNIOR, José Roberto Porto. 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Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, 21 set.1988b. __________. Decreto n. 42.056, de 06 de agosto de 1997. Altera a redação do artigo 5º do Decreto nº 41719, de 16 de abril de 1997 que regulamentou a Lei nº 6.171, de 4 de dezembro de 1988, alterada pela Lei nº 8.421, de 23 de novembro de 1993, que dispõe sobre o uso, conservação e preservação do solo agrícola. Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, 7 set. 1997. __________. Decreto n. 45.869, de 22 de junho de 2001. Regulamenta, no que concerne à queima da palha da cana-de-açúcar, a Lei nº 10.547, de 2 de maio de 2000, que define procedimentos, proibições, estabelece regras de execução e medidas de precaução a serem obedecidas quando do emprego do fogo em práticas agrícolas, pastoris e florestais. Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, 22 jun. 2001. __________. Lei n. 10.547, de 02 de maio de 2000. Define procedimentos, proibições, Estabelece regras de execução e medidas de precaução a serem obedecidas quando do emprego do fogo em práticas agrícolas, pastoris e florestais, e dá outras providências correlatas. Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, 3 de maio de 2000. __________. Lei n. 11.241, de 19 de setembro de 2002. Dispõe sobre a eliminação gradativa da queima da palha da cana-de-açúcar e dá providências correlatas. Diário Oficial do Estado e São Paulo, São Paulo, 20 set. 2002. SILVA, Maria Aparecida de Moraes; MARTINS, Rodrigo Constante. A degradação social do trabalho e da natureza no contexto da monocultura canavieira In Sociologias, ano 12 nº 24, Maio/Agosto de 2010. P. 196-240. THOMPSON, Edward Palmer. Senhores e Caçadores. 2.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. VERÇOZA, Lúcio Vasconcellos de. Os homens-canguru dos canaviais alagoanos: Um estudo sobre trabalho e saúde. Maceió: EDUFAL, 2018.
309 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Estado e meio ambiente: como concretizar um estado de direito ambiental? Chaiane Ferrazza Gomes;Lisianne Sabedra Ceolin;Ronaldo Bernardino Colvero; Estado. Meio ambiente. Estado de Direito Ambiental. Políticas Públicas. Políticas Públicas Ambientais. Este artigo tem por objetivo compreender o conceito de Estado de Direito Ambiental e, através de uma discussão teórica-conceitual, trazer alternativas para viabilizar a sua concretização. Antes disso, trouxe-se um breve resgate do papel do Estado perante o meio ambiente antes e após o advento da Constituição Federal de 1988 até se chegar ao conceito de Estado de Direito Ambiental. Constatou-se que, após décadas de omissão em relação meio ambiente, o Estado ensaia os primeiros passos rumo a um Estado considerado ambiental, porém também se percebe que o desafio é grande, mas as ações para concretizá-lo não são, apenas exigem mudanças de hábitos de cidadãos e governantes e a disponibilização de um processo de participação popular efetivo que ofereça um verdadeiro poder deliberativo aos cidadãos e os contemplem como sujeitos de vivências e experiências. AVRITZER, L. Instituições participativas e desenho institucional: algumas considerações sobre a variação da participação do Brasil democrático. Opinião Pública, Campinas, vol. 14, n. 1, jun. 2008, p. 43- 64. Disponível em: . Acesso em: 09 nov. 2018. BECK, U. Sociedade de risco: rumo a uma outra modernidade. 2. ed. São Paulo: 34, 2011. BENJAMIN, A. H. Constitucionalização do ambiente e ecologização da constituição brasileira. In: CANOTILHO, J. J. G.; LEITE, J. R. M. (org.). 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310 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Política econômica no Pachamamismo do Buen Vivir: um estudo teórico Isaías Albertin de Moraes;Leandro Pereira Morais; Buen Vivir; Pachamamismo; Desarrollo económico; Filosofía andina; Historia de Latinoamérica O presente artigo tem como objetivo investigar o Pachamamismo (denominação dada a corrente Indigenista-Pachamamista presente nos preceitos teóricos do Buen Vivir). A pergunta levantada pela pesquisa é: há uma proposta de política econômica própria do Pachamamismo? Para responder à pergunta elencada, o artigo utilizou-se da metodologia descritiva-qualitativa e como procedimento técnico uma abordagem sistemática por meio da avaliação crítica dos dados bibliográficos e documentais sobre a temática. Na primeira parte do texto, apresentou-se o conceito de Buen Vivir. Na segunda parte da pesquisa, aprofundou-se no campo semântico do conceito de Pachamamismo, evidenciando sua densidade histórica, estrutura social e investigando se os autores da corrente apresentam uma política econômica originalmente Indigenista-Pachamamista. Os resultados apontam que o Pachamamismo tem uma estrutura filosófica e antropológica bem estruturada. No entanto, o Pachamamismo carece de uma política econômica própria e original. ACOSTA, A. El Buen Vivir en el camino del post-desarrollo: una lectura desde la Constitución de Montecristi. Policy Paper, n. 9, 05-43, 2010. Disponível em: https://www.fuhem.es/media/cdv/file/biblioteca/Analisis/Buen_vivir/Buen_vivir_posdesarrollo_A._Acosta.pdf. Acesso em 10 de mai. 2019. ACOSTA, A. O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. São Paulo: Autonomia Literária: Elefante, 2016. ALCÂNTARA, L. C. S.; SAMPAIO, C.A.C. Bem Viver: uma perspectiva (des)colonial das comunidades indígenas. Rev. 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311 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Vestígios de um quilombo paulistano: uma análise da paisagem arqueológica do bairro do Bixiga Alessandro Luís Lopes de Lima; paisagem biopolítica, lugar de persistência, território, cartografia-histórica, córrego saracura. Perante a destruição material das cidades, com o desmonte constante do patrimônio arqueológicos e arquitetônico, as ruas antigas permanecem protegidas pela necessidade cotidiana do uso público enquanto passagem. Buscamos na paisagem do bairro do Bixiga, as marcas da antiga população quilombola que ocupou as margens do córrego Saracura entre os séculos XVIII e XIX. Através da análise da cartografia-histórica da cidade de São Paulo, procuramos resgatar as permanências materiais na baixada da Saracura e a relação dessa antiga comunidade com a paisagem ao redor. ALEXANDRE, C. R. Religiões afro-brasileiras e organizações carnavalescas de São Paulo: Santos e Orixás na Vai-Vai e a Tradição no Bairro da Bela Vista. 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Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 11. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Mappa da imperial cidade de S. Paulo. [1855]. 1 mapa, color. Escala 1:10.000 Disponível em: . Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 12. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Planta da cidade de São Paulo levantada pela Companhia Gantareira e Esgotos. [1881] 1 mapa, preto. Escala 1:10.000. Disponível em: Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 13. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Planta da capital do Estado de S. Paulo e seus arrabaldes. [1890]. 1 mapa, color.. Escala 1:10.000. Disponível em: Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 14. ARQUIVO NACIONAL DO BRASIL. Planta da cidade de São Paulo com indicação dos primeiros edifícios públicos. [1893].1 mapa, color. Escala 1:10.000. Disponívelem: Acesso em 04 de dez. 2019. Figura 15. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Planta geral da capital de São Paulo. [1897]. 1 mapa, color. Escala 1:20.000. Disponível em: Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 16. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Planta geral da cidade de S. Paulo adoptada pela Prefeitura Municipal para uso de suas repartições. [1905] 1 mapa, color. Escala 1:20.000. Disponível em: http://geosampa.prefeitura.sp.gov.br/PaginasPublicas/_SBC.aspx# Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 17. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Planta da cidade de São Paulo. [1913] 1 mapa, color. Escala 1:15.000. Disponível em: http://geosampa.prefeitura.sp.gov.br/PaginasPublicas/_SBC.aspx# Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 19. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Planta da cidade de São Paulo levantada pela divisão cadastral da 2° Secção da Directoria de Obras e Viação da Prefeitura Municipal. [1916]. 1 mapa, color. Escala 1:20.000. Disponível em: Acesso em 18 de fev. 2018. Figura 20. SISTEMA DE CONSULTA DO MAPA DIGITAL DA CIDADE DE SÃO PAULO. Mappa Topográfico do Município de São Paulo. [1930]. 1 mapa, color. Escala 1:50.000. Disponível em: http://geosampa.prefeitura.sp.gov.br/PaginasPublicas/_SBC.aspx# Acesso em 18 de fev. 2018.
312 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Organização e dinâmica da mobilização e participação política: os grêmios estudantis das escolas públicas e privadas de Santa Maria – RS José Galdino Barreto Soares;José Carlos Martines Belieiro Junior; grêmios estudantis; participação; mobilização; engajamento Cívico; organizações estudantis. Este artigo analisa a organização e a dinâmica da mobilização política nos grêmios estudantis de Santa Maria – RS. O objetivo é verificar como atuam essas entidades e se conseguem mobilizar os estudantes não membros das direções a participarem das tomadas de decisão. Foram estudados sete grêmios, cinco da rede de ensino estadual e dois da particular, entre os anos de 2017 e 2018. Como procedimentos metodológicos, aplicou-se um questionário com os membros das direções e se analisou as atas dessas entidades. Em termos teóricos, leva-se em conta um dos resultados do estudo Albuquerque (1977), que indica que associações estudantis que realizam atividades do tipo culturais tendem ter baixa participação política. Os dados indicam que os grêmios estudantis analisados, caracterizam-se por serem organizações do tipo cultural com baixa capacidade de mobilização. Com isso, evidencia-se a hipótese que nas entidades estudantis desse tipo tendem a ser fraca a participação nas tomadas de decisões. ALBUQUERQUE, J. A. Guilhon. Movimento estudantil e consciência social na América Latina, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. ALMOLD, Gabriel A.; POWELL JR, G. Bingham. Uma Teoria de Política Comparada. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1972. ALMOND, Gabriel A. & VERBA, Sidney. La Cultura Civica. Estudio sobre la Participacion Politica Democratica em Cinco Naciones. Madrid: Fundacion Foessa, 1970. BARNES, S.H.; KAASE, M (org.). Political action: Mass participation in five Western democracies. 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313 argumentos v. 17 n. 1 (2020) Fronteira(s): entre-lugar(es) de dor, potência e de produção de pensamento nômade Lays Matias Mazoti Corrêa; Minas Gerais, baianeiros, mineiros, entre-lugar Resenha do livro: ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. Mitologia da mineiridade. O imaginário mineiro na vida política e social do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1990. BENJAMIN, Walter. Charles Baudelaire. Um lírico no auge do capitalismo. In: Obras escolhidas III. São Paulo: Brasiliense, 1994. BHABHA, Homi K. O local da cultural. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1998. DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs - capitalismo e esquizofrenia, (vol. 5). São Paulo: Editora 34, 1997. DUMONT, Louis. Homo hierarchicus. O sistema de castas e suas implicações. São Paulo: Edusp, 1992. ELIAS, Norbert; SCOTSON, John L. Os estabelecidos e os outsiders. Sociologia das relações de poder a partir de uma pequena comunidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000. NORA, Pierre (org) Les lieux de mémorie. Paris: Gallimard, 1997. 3 volumes. RODRIGUES, Nelson. Complexo de vira-latas. In: À sombra das chuteiras imortais. São Paulo: Cia. das Letras, 1993, p. 51-52.
315 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Pensamento social e político brasileiro: buscar no passado as explicações para o presente político e social brasileiro José Henrique Artigas de Godoy;Moacir de Freitas Junior; Brasil, Interpretações, Ideias Os estudos do campo do Pensamento Social e Político Brasileiro refletem sobre o que somos e, ainda mais, sobre o que queremos e podemos ser. São indagações que, de tempos em tempos, voltam à tona como desafios presentes em meio a crises pronunciadas. Nestas circunstâncias, é aconselhável voltar aos clássicos para que não nos esqueçamos que o presente é, antes de tudo, resultado do passado, e de um passado que primou por manter elos com a tradição, com os costumes, com as formas de dominação, de hierarquia social, de organização política. Estas características históricas únicas nos conduzem a uma insistente volta ao passado para encontrar os marcos das crises presentes e para prospectar as alternativas futuras. Por isso a importância reiterada de retorno aos clássicos no esforço de refazer os caminhos dos que vieram antes de nós, para nos compreendermos melhor. Seguindo esta tradição, o dossiê apresenta estudos sobre grandes intérpretes deste campo de pesquisa, como Florestan Fernandes, Octávio Brandão, José Guilherme Melquior, José de Alencar e Leandro Tocantins, cada um com sua especificidade e ideias próprias sobre o Brasil, nosso povo, identidade, integração e outros temas de igual relevância, análises cujo momento de crise política e social torna ainda mais relevante ALONSO, Angela. Crítica e contestação: o movimento reformista da geração de 1870. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 15, n. 44, p. 35-55, 2000 BRANDÃO, Gildo M. Linhagens do Pensamento Político Brasileiro. DADOS - Revista de Ciências Sociais, v. 48, nº 2, p. 231-269, 2005. CARDOSO, Fernando Henrique e FALETTO, Enzo. Dependência e Desenvolvimento na América Latina: Ensaio de Interpretação Sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. CEPÊDA, Vera Alves. A Nova Direita no Brasil: contexto e matrizes conceituais. Mediações, LONDRINA, V. 23 N. 2, P. 75-122, mai./ago. 2018 LYNCH, C. Por que Pensamento e Não Teoria? A imaginação Político-Social Brasileira e o Fantasma da Condição Periférica. DADOS - Revista de Ciências Sociais, vol. 56, nº 4, 2014. p. 727-767. LYNCH, Christian Edward Cyril. Cartografia do pensamento político brasileiro: conceito, história, abordagens. Rev. Bras. Ciênc. Polít., Brasília, n. 19, p. 75-119, Apr. 2016. http://dx.doi.org/10.1590/0103-335220161904 SCHWARZ, R. As Idéias fora do Lugar. São Paulo: Penguin, 2014.
316 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Perspectivas de um pensador marginal: Octávio Brandão Maria Stella D’Agostini; Pensamento Político Brasileiro, Octávio Brandão, marxismo no Brasil, Partido Comunista Brasileiro (PCB) A construção de novas interpretações sobre o Brasil envolve os olhares que outrora personagens da história brasileira destinaram ao entendimento da nação. Pensadores oriundos da práxis política ou das pesquisas de gabinetes, ao longo do desenvolvimento das ciências humanas, em especial a ciência política, foram absorvidos pelas gerações posteriores em diversos níveis. Este artigo, propõe discutir a relevância do pensamento político de uma das figuras marginalizadas pelas ciências sociais hoje, Octávio Brandão. O autor escolhido é um dos personagens precursores na história do marxismo nacional, cuja importância e contribuições para o pensamento político brasileiro está atrelada ao logos de seus trabalhos, como o livro Agrarismo e Industrialismo – Ensaio marxista-leninista sobre a revolta de São Paulo e a guerra de classes do Brasil, escrito em 1924, e a práxis de militante anarquista à membro fundador/dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Conhecendo o papel de intérprete de Brandão, se pretende mostrar a originalidade, seja na incorporação do marxismo no país, seja nas táticas e estratégias elaboradas por ele e Astrojildo Pereira nas ações do Partido Comunista; tal como os desdobramentos de tais decisões no cenário nacional e histórico da agremiação e do Brasil. BOITO JR., A.; GALVÃO, A. (. ). Politicas e Classes Sociais no Brasil dos Anos 2000. São Paulo: Alameda, 2012. BRANDÃO, G. M. Linhagens do Pensamento Político Brasileiro. DADOS - Revista de Ciências Sociais, v. 48, nº 2, p. 231-269, 2005. BRANDÃO, G. M. Linhagens do Pensamento Político Brasileiro. São Paulo: Hucitec, 2007. BRANDÃO, O. Combates e Batalhas. São Paulo: Alfa-Omega, v. 1, 1978. BRANDÃO, O. Agrarismo e Industrialismo. São Paulo: Editora Anita Garibaldi, 2006. CEPEDA, V. Dilemas do Pensamento Político: Famílias intelectuais e as interpretações sobre o Brasil. In: BRANDÃO, G. M. Linhagens do Pensamento Político Brasileiro. São Paulo: Hucitec, 2007. FAORO, R. Existe um Pensamento Brasileiro. Estudos avançados, vol.1, nº1, p. 9-58, out/dez. 1987. FAORO, R. Os Donos do Poder. São Paulo: Globo, 2012. FERNANDES, F. A Revolução Burguesa no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 1975. FERNANDES, F. A sociologia no Brasil: Contribuição para o Estudo de sua Formação e Desenvolvimento. Petrópolis: Vozes, 1980. FREYRE, G. Casa Grande e Senzala. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973. FURTADO, C. Formação Econômica do Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 2003. IANNI, O. Sociologia da Sociologia Latino-Americana. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976. LAMOUNIER, B. Formação de um Pensamento Político Autoritário na Primeira República - Uma Interpretação. Rio de Janeiro: Bertrand, 1976. LE GOFF, J. História e Memória. Campinas: Unicamp, 2003. LYNCH, C. Por que Pensamento e Não Teoria? A imaginação Político-Social Brasileira e o Fantasma da COndição Periférica. DADOS - Revista de Ciências Sociais, vol. 56, nº 4, 2014. p. 727-767. MORAES, J. Q.; REIS FILHO, D. A. (. ). História do Marxismo no Brasil. Campinas: Unicamp, v. I, II e IV, 2003. OLIVEIRA, F. D. O Ornitorrinco - Crítica a Razão Dualista. São Paulo: Boitempo, 2003. PERICÁS, L. B.; SECCO, L. (. ). Intérpretes do Brasil. São Paulo: Boitempo Editorial, 2014. RICÚPERO, B. Caio Prado e a Nacionalização do Marxismo no Brasil. São Paulo: Editora 34, 2000. RICUPERO, B. Sete Lições sobre a Interpretação do Brasil. São Paulo: Alameda, 2007. SANTOS, W. G. Décadas de Espanto e uma Apologia Democrática. Rio de Janeiro: Rocco, 1967. SCHWARZ, R. As Idéias fora do Lugar. São Paulo: Penguin, 2014. SODRÉ, N. W. Formação Histórica do Brasil. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990. VIANA, O. Instituições Políticas Brasileiras. Brasília: Senado Federal, 1999.
317 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Para uma introdução à tese do capitalismo dependente no pensamento de Florestan Fernandes Mariana Davi Ferreira; Capitalismo dependente, América Latina, Subdesenvolvimento, Pensamento Político Latino-Americano, Pensamento Político Brasileiro Este artigo tem como objeto o debate teórico referente à condição de inserção dependente da América Latina na dinâmica de mundialização do modo de produção capitalista. Objetiva-se discutir a vertente interpretativa do capitalismo dependente na obra de Florestan Fernandes. Para tal, analisar-se-á a tese de Fernandes a partir da obra Capitalismo dependente e classes sociais na América Latina (1973), buscando compreender o contexto histórico das décadas de 1960 e 1970 no qual o autor desenvolveu sua leitura sobre o caráter da dependência latino-americana. Partiremos de uma abordagem metodológica que analisa as linhagens e trajetórias da construção do pensamento político brasileiro, considerando a relação entre história, teoria e prática política. BARAN, Paul; SWEEZY, Paul. Capitalismo Monopolista: Ensaio sobre a ordem econômica e social americana. Rio de Janeiro: Zahar, 2ª ed., 1974. BIELSCHOWSKY, Ricardo. Prefácio. Prebisch e Furtado. In: PREBISCH, Raúl. O Manifesto Latino-Americano e Outros Ensaios. Rio de Janeiro: Centro Internacional Celso Furtado, 2011. BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. Três interpretações da dependência. Perspectivas, São Paulo, v. 38, p. 17-48, jul./dez. 2010. Acesso em: 01 out. 2017. BRICEÑO RUIZ, J.; GRACEA, A. M. C.; PUNTIGLIANO, A. R. (Org.). Integración Latinoamericana y Caribeña. Política y Economia. Madrid: FCE, 2012, p. 27-59. CARDOSO, Fernando Henrique e FALETTO, Enzo. Dependência e Desenvolvimento na América Latina: Ensaio de Interpretação Sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. CARDOSO, Míriam Limoeiro. 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318 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Leandro Tocantins e o lugar da Amazônia na Modernidade Ricardo Lima da Silva;Carlos Henrique Gileno;Ana Paula da Conceição Amorim Pedrosa; Leandro Tocantins, conservadorismo, pensamento político, Amazônia O presente artigo procura analisar o pensamento político de Leandro Tocantins, um dos mais destacados historiadores amazônidas. O autor procurou soluções para o desenvolvimento regional e para retirar a Amazônia da crise que a assolava desde o início do século XX. O seu projeto de futuro consistia na implantação de um pacto conservador na Amazônia que valorizasse a cultura regional ao mesmo tempo em que justificasse a ação forte do Estado para integração regional. Nesse âmbito, Leandro Tocantins apoiou a Ruptura de 1964, exercendo papel importante na administração estadual liderada por Arthur Cézar Ferreira Reis. Por fim, a metodologia adotada foi de caráter documental. Procuramos sistematizar a interpretação do autor na leitura das suas obras, ao ressaltarmos a forma particular de análise do autor em relação à função do Estado, o lugar da tradição na sociedade e a forma como interpretou a relação entre região e nação. KIRK, Russell. A Política da Prudência. São Paulo: Editora Realizações, 2014. LYNCH, Christian Edward Cyril. Conservadorismo Caleidoscópico: Edmund Burke e o Pensamento Político Do Brasil Oitocentista. São Paulo: Lua Nova, 2017. MANNHEIM, Karl. Sociologia. São Paulo: Editora Ática, 1982. MERCADANTE, Paulo. A consciência conservadora no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1980. RAMOS, Tereza. A Amazônia de Leandro Tocantins. Universidade Federal do Amazonas. Programa de Pós-graduação em Sociologia. Dissertação de Mestrado, Manaus, 2012. RIBEIRO, Odenei de Souza. Tradição e Modernidade no Pensamento de Leandro Tocantins. Manaus: Editora Valer, 2015. ______________________ . Região e Conciliação. Manaus: Editora Valer, 2010. TOCANTINS, Leandro. O Rio Comanda a Vida: uma interpretação da Amazônia. Rio de Janeiro: Editora Companhia Americana, 1972. ____________________. Vida, Cultura e Ação. Espírito Santo: Editora Arte Nova, 1969. ____________________. Amazônia: Natureza, Homem e Tempo. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1982.
319 argumentos v. 16 n. 2 (2019) O liberalismo social de Merquior: um contraste com o Liberismo de F. A. Hayek para o contexto brasileiro Anderson Barbosa Paz; J. G. Merquior, Liberalismo Social, F. A. Hayek, Liberismo O presente artigo objetiva discutir alguns aspectos da reflexão e contribuição de Merquior, especialmente, seu liberalismo social, em contraste com o liberismo de F. A. Hayek. A importância desse trabalho se dá em dois sentidos. Em primeiro lugar, o pensamento e obra de Merquior tem singular importância, já que, como um ativista e intelectual político brasileiro, refletiu sobre a tradição, premissas e propostas do liberalismo clássico para o Estado brasileiro, historicamente marcado por um viés patrimonialista e estatizante. Seu cuidado e amplo conhecimento da história nacional o levou do liberismo de Von Mises e Hayek ao liberalismo social. Em segundo lugar, é possível afirmar que, no Brasil, a produção intelectual de Merquior não é tão difundida e estudada nas ciências sociais, possibilitando que esse texto contribua na divulgação do pensamento do sociólogo brasileiro. Em contraste, porém, estabelecer-se-á uma relação crítica entre o liberalismo social de Merquior com o liberismo de Hayek. À década de 80, o autor brasileiro, assumidamente liberal, criticou vários aspectos do pensamento do economista austríaco, devido a suas considerações sobre as implicações de um liberismo hayekiano ser aplicado no Brasil. Considerar-se-á a importância da ação estatal na promoção de oportunidades para a expansão de uma liberdade efetiva em um país marcado pela desigualdade. O liberalismo social que pressupõe a tradição liberal como uma cosmovisão e que percebe o Estado como promovedor, ao lado do mercado, da liberdade, faz contraste ao liberismo hayekiano que reduz o liberalismo à liberdade econômica. É, assim, que as obras de Merquior e Hayek, suas convergências e divergências, constituem-se como um objeto de estudo singular para o contexto hodierno brasileiro. CAMPOS, Roberto. Merquior, o Liberista. In.: O liberalismo – antigo e moderno. – 3. ed. – São Paulo: É Realizações, 2014, p. 19-31. FELIPE, Kaio. A ideia de liberalismo social no pensamento político de José Guilherme Merquior. IX Encontro da ABCP: Pensamento Político Brasileiro, 2014. ______. Merquior, um liberista? Uma comparação entre o pensamento liberal de José Guilherme Merquior e o de Friedrich von Hayek. MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia. Volume III, Número 1 (Edição 5), 2015, p. 215-228. ______. Para além do neoliberalismo e da social-democraica: uma análise do liberalismo social de José Guilherme Merquior. Em Tese: Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política, v. 15, n. 1 (parte II), 2018, p. 129-151. GRAY, John N. F. A. Hayek on Liberty and Tradition. 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320 argumentos v. 16 n. 2 (2019) José de Alencar: clássico do pensamento brasileiro David Simões; José de Alencar, Clássico, Pensamento Conservador, Romantismo, Sociedade Brasileira O presente artigo introduz José de Alencar (1829-1877) como clássico do pensamento político-social brasileiro. Para isso, esboça os traços gerais da sua produção intelectual e os dilemas por ele enfrentados em seu contexto, alegando o caráter de atualidade de suas formulações conceituais. A ideia será demonstrar como o pensamento do romancista pode ser tomado como elemento analítico para a compreensão da formação e da persistência de muitas das concepções constitutivas da sociedade brasileira. ALENCAR, José de. Ao Imperador, novas cartas políticas de Erasmo. Rio de Janeiro: Typografia de Pinheiro & Comp., 1867-1868. _____. Como e porque sou romancista. Typ. de G. Leuzinger & Filhos: Rio de Janeiro, 1893. _____. Discursos parlamentares de José de Alencar. Brasília: Câmara dos Deputados, 1977. _____. 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321 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Entrevista com Vera Alves Cepêda José Henrique Artigas de Godoy;Moacir de Freitas Junior; pensamento político brasileiro, atualidade, novas direitas Entrevista sobre o panorama político brasileiro atual.
322 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Orçamento público para financiamento da assistência estudantil no ensino superior sob a perspectiva do direito humano fundamental à educação Paulo Fernando de Melo Martins;Carlos Alberto Moreira de Araújo Junior;Jacqueline Araújo Rodrigues; Orçamento Público, Assistência Estudantil, Vedação do Retrocesso Social, Direitos Humanos Este estudo delimitou como proposta de reflexão o orçamento público destinado ao financiamento da assistência estudantil como direito humano fundamental à educação. Assim, em referência ao princípio da vedação do retrocesso social, o problema de pesquisa residiu em compreender como se comportaram as dotações orçamentárias para o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) e quais ações de assistência foram atendidas no contexto de uma Instituição Federal de Ensino Superior (IFES), no período de 2010 a 2018. A proposta metodológica norteia-se num estudo descritivo, com uso das pesquisas qualiquantitativas. A estratégia deste estudo para coleta e análise dos dados foi conduzida por meio das pesquisas documental e bibliográfica. O orçamento deste Programa tem sofrido retrações, justifica-se, pois, a divulgação das informações sobre o volume de recursos e sua execução, principalmente pelo risco de retrocesso social diante do projeto de reforma das atividades estatais arquitetado por grupos políticos de orientação neoliberal. ABREU, Edna Maria Coimbra de. A assistência estudantil no contexto da expansão da educação profissional e tecnológica. 2012. 197 f. Dissertação (Mestrado em Políticas Públicas) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2012. UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS. Relatório da Pesquisa sobre Assistência estudantil na UFT. PROEST, UFT, 2017. Disponível em: . Acesso em 04 dez. 2018. ABREU, Rodrigues de; CÂMARA, Leonor Moreira. O orçamento público como instrumento de ação governamental: uma análise de suas redefinições no contexto da formulação de políticas públicas de infraestrutura. Rev. Adm. Pública, Rio de Janeiro, v. 17, n. 49(1), p. 73-90, 2015. Disponível em: Acesso em: 26 jul. 2018. ALMEIDA, Ney L. T. Educação Pública e Serviço Social. Revista Serviço Social e Sociedade nº 63. São Paulo: Cortez, 2000. Disponível em: < http://www.uel.br/revistas/ssrevista/c_v5n1_Jo.htm>. Acesso em 03 de abr. 2019. ALVES, Jolinda Moraes. A assistência estudantil no âmbito da política de educação superior pública. Serviço Social em Revista, Londrina, Paraná, v.5, n 1, jul./dez. 2002. Disponível em: . Acesso em: 10 jul. 2018. ANDRADE, Júlio Thalles de Oliveira. Os direitos fundamentais sociais à luz do princípio da vedação ao retrocesso social. Revista Eletrônica Direito e Política, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciência Jurídica da UNIVALI, Itajaí, v.11, n.1, 1º quadrimestre de 2016. 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323 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Desigualdades de acesso a serviços de saneamento básico nas mesorregiões mineiras e objetivos de desenvolvimento sustentável Regiane Lopes Rodrigues;Welber Tomás;Carlos César Santejo Saiani; Acesso, Saneamento Básico, Desigualdade, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável O objetivo deste estudo foi analisar os déficits de acesso a abastecimento de água e coleta de esgoto nas mesorregiões mineiras, avaliando desigualdades, evoluções e convergências entre 1991 e 2010. Ademais, foram realizadas simulações para verificar a possibilidade do cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de universalização do acesso até 2030. As evidências obtidas sinalizaram: i) disparidades entre as mesorregiões; ii) reduções mais acentuadas dos déficits nos anos 1990; iii) tendência de convergência dos acessos entre as mesorregiões e os domicílios “mais pobres” e “mais ricos”; e iv) dificuldade para o cumprimento das metas dos ODS. BARAT, J. 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324 argumentos v. 16 n. 2 (2019) A Sociedade de Curral: desenvolvimento social pelas figurações sociais, pelo habitus e pela organização do estado no norte de Minas João Batista de Almeida Costa; : Sociedade norte mineira, processo civilizador, desenvolvimento social, habitus O processo civilizador da sociedade norte mineira é abordado na leitura que construo, tendo a perspectiva teórico-metodológica de Norbert Elias como base para a leitura das redes de inter-relações organizadas por interdependências que no conjunto propiciam o caráter da formação social desta sociedade. O desenvolvimento social pode ser apreendido e compreendido em sua duração e nos ritmos da própria transformação de uma formação social. Para tanto, há duas vertentes que devem ser percorridas: por um lado, o pólo de organização em suas propriedades fundamentais e estruturais em que as posições e relações existentes são independentes dos indivíduos que as ocupam nas funções que se acham inseridos nas relações; por outro lado, o desenvolvimento do habitus, ou seja, saber social incorporado pelos indivíduos, que no equilíbrio entre mudanças e continuidades, dão o tom característico do processo civilizador que é intimamente vinculado ao processo de formação do Estado a que a sociedade foi submetida. A leitura construída focaliza na partida as figurações que articulavam indígenas entre si e com quilombolas, para, depois, realizar o percurso da Sociedade de Curral desde seus primórdios em meados dos anos 1660, até os anos 1970. ABREU, Capistrano – Capítulos da História Colonial (1500-1800). 7 ed. São Paulo: Publifolha, 2000. Grandes Nomes do Pensamento Brasileiro. AMBRÓSIO, Manoel. 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325 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Breve estudo sobre o materialismo e a teoria do ator-rede com foco em sua corrente novo materialista Ian Coelho de Souza Almeida; Materialismo, Novo Materialismo, Teoria do Ator-Rede, Marxismo O artigo tem o objetivo de analisar a vertente da Teoria do Ator-Rede que se aproxima do Novo Materialismo, traçando um breve histórico do materialismo, dando foco à modificação que a teoria marxista representou dentro do mesmo e a diferença para essa nova forma de materialismo. Se Marx se distancia de Hegel e Feuerbach ao dar centralidade à categoria trabalho, o Novo Materialismo, inspirado na obra Deleuze, tenta se distanciar tanto da modernidade quanto da pós-modernidade, partindo de uma consideração de nenhuma díade. Nessa Semiótica Materialista do ator-rede, a matéria deixa de representar algo inerte, à espera da ação humana, da ação de um ser dotado de vitalidade; de um ser racional sobre um irracional. Por fim, nos baseando na distinção entre ambos materialismos, apresentamos uma crítica à essa versão da ANT com base no materialismo histórico. AKRICH, Madeleine; LATOUR, Bruno. A summary of a convenient vocabulary for the semiotics of human and nonhuman assemblies, In: Wieber Bijker and John Law (eds.), Shaping Technology/Building Society, Cambridge: MIT Press, 1992, pp.259–264. BENNET, Jane. A Vitalist stopover on the way to a New Materialism. In: Diana Coole and Samantha Frost, New Materialism: Ontology, Agency, and Politics. Durham: Duke University Press, 2010, pp. 47-69. BERNSTEIN, Howard R. Marxist Historiography and the Methodology of Research Programs. History and Theory, v.20, no 4, 1981, pp.424-449. BERTRAND, Russel. Introduction: Materialism past and Present. In: Frederick Lange, The History of Materialism and criticism of its present importance. New York: Harcourt, Brace & Company, Inc., 1925, pp. V-XIX. BOUSQUET, Antonie; CURTIS, Simon. 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326 argumentos v. 16 n. 2 (2019) Da pretensão generalista das ciências para a denúncia do colonialismo: a proposta de um universalismo pluralista na teoria social Daliana Antonio; cânones, teoria sociológica, colonialismo, eurocentrismo, androcentrismo. A obra resenhada resulta do reconhecimento da trajetória intelectual de Syed Farid Alatas e Vineeta Sinha, dedicada em análises sobre a colonização e a descolonização. Afirmam que a teoria social, verificados os currículos de cursos de formação em diferentes universidades ao longo da história da humanidade, desprezaram, quando não muito, impediram o conhecimento sobre produções não ocidentais, somada a invisibilidade das produções de mulheres. Sob tendências ao Eurocentrismo e ao Androcentrismo, teorias sociais que vieram a ser denominadas canônicas devido à esse poder de espraiamento acadêmico, promoveram uma hegemonia da idéia de civilização. Destacam que o modo de produção capitalista, sendo comumente estudado a partir das análises do contexto europeu, ao invés de “capitalismo industrial” poderia ter sido denominado “capitalismo colonial”, já que tal desenvolvimento somente foi possível via um processo colonizatório. Entretanto, mesmo que tenha havido produções de pesquisas sobre “outros” olhares, as denominações a partir do olhar do colonizador ainda são hegemônicas, visto a própria denominação “não ocidental” que contribui na institucionalização dos cânones. Para ambos, não se trata de um problema ensinar os cânones, mas reproduzir como se faz na Europa, observados os programas das pós-graduações da Ásia e África. Nesse sentido, a obra sintetiza negligências já discutidas por pensadoras/es africanas/os, tais quais Paulin J. Hountondji (1997), Akinsola Akiwowo (1999) e Oyèrónkẹ́ Oyèwùmí (2011), por exemplo, e proporciona uma reflexão “mestiça” (Glória Anzáldua, 2016) que reconheça as “teorias do sul” (Raewyn Connel, 2007). AKIWOWO, Akinsola. Indigenous Sociologies: extending the scope of the argument. International Sociology/SAGE, v. 14, n. 115, 1999. ALATAS, Syed Farid; SINHA, Vineeta. Sociological Theory Beyond the Canon. Singapura: Palgrave Macmillan, 2017. ANZALDÚA, Gloria. La conciencia de la mestiza. In: ______. La Frontera: la nueva mestiza. Madrid: Capitán Swing Libros, 2016. CONNEL, Raewyn. Southern Theory: the global dynamics of knowledge in social science. Cambridge: Polity Press, 2007. HOUNTONDJI, Paulin J. Introduction: recentring Africa. In: ______ (Comp.). Endogenous knowledge: research trails. Senegal: CODESRIA, 1997. OYÈWÙMÍ, Oyèrónkẹ́. Decolonizing the intellectual and the quotidian: Yorùbá Scholars(hip) and Male Dominance. In: ______. Gender Epistemologies in Africa: gendering traditions, spaces, social institutions, and identities. New York: Palgrave Macmillan, 2011. QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais – perspectivas latino-americanas. Colección Sur Sur, CLACSO, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina, 2005.
328 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Contextos urbanos na perspectiva das Ciências Sociais Silvia Monnerat;Cleiton Vieira; Urbano, Ciências Sociais, Rural-Urbano, Brasil Este trabalho tem como objetivo apresentar os artigos selecionados para compor o presente dossiê. Com isso, realizamos uma revisão bibliográfica e histórica das principais vertentes teóricas do estudo do urbano nas Ciências Sociais, bem como seu desdobramento e produção no Brasil. A partir da consideração de alguns contextos acadêmicos, o texto conflui para introduzir de modo geral como a urbanidade ou a vida urbana se torna objeto de estudo independente e próprio da respectiva área. ALMEIDA, Maria Hermínia Tavarez de. Castelos de Areia: dilemas da institucionalização das Ciências Sociais no Rio de Janeiro (1930-1964). BIB, Rio de Janeiro, n. 24, 1987. BECKER, Howard. Conferência de Chicago. Mana, Rio de Janeiro, 2(2): 177-188, 1996. BECKER, Howard. Truques da escrita. Para começar e terminar teses, livros e artigos. 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329 argumentos v. 16 n. 1 (2019) “Doenças da civilização: você pode curá-las?”: representações sobre cidade, natureza e saúde entre classes médias urbanas Rogerio Lopes Azize;Beatriz Klimeck Gouvêa Gama; natureza, doenças da civilização, cidade, classes médias, Boris Sokoloff A partir do século XVIII, os assim considerados “efeitos perversos da civilização urbana” passam a ser foco de investimentos curativos e tratamentos de várias espécies; com freqüência, a cura para tais males está na natureza, seja este termo ligado ao meio ambiente, seja ligado a um contato mais íntimo com uma suposta “natureza humana”, um “estilo de vida saudável”. A partir do livro “Doenças da civilização – você pode curá-las”, do Dr. Boris Sokoloff, publicado em 1952, no qual o médico lança mão de argumentos que mostravam a importância de um certo retorno à natureza e de uma higiene cotidiana para que se atinja uma “saúde positiva”, buscamos refletir sobre como a idéia de “males” ou “doenças da civilização” é atualizada nas produções discursivas a respeito de doenças, tomando como exemplo etnográfico o material publicitário de laboratórios farmacêuticos a respeito da depressão. “Estilo de vida”, “qualidade de vida” e “saúde” são categorias das quais se lança mão com freqüência em um contexto no qual o cotidiano vem sendo amplamente medicalizado. AZIZE, Rogerio Lopes. Uma Neuro-Weltanschauung? Fisicalismo e subjetividade na divulgação de doenças e medicamentos do cérebro. Mana. Rio de Janeiro, v.14, n.1, p. 7-30, 2008. AZIZE, Rogerio Lopes. O cérebro como órgão pessoal: uma antropologia de discursos neurocientíficos. Trabalho, Educação, Saúde. Rio de Janeiro, v. 8 n. 3, p. 563-574, 2010. BEZERRA JR., Benilton. Naturalismo como anti-reducionismo: notas sobre cérebro, mente e subjetividade. Cadernos IPUB. VI: 158-177, 2000. BERTOLLI FILHO, Cláudio. História social da tuberculose e do tuberculoso: 1900-1950. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2001. CAIRUS, Henrique F. Da natureza do homem. In CAIRUS, Henrique F.; RIBEIRO JR., Wilson A. Textos hipocráticos: o doente, o médico e a doença. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2005, p. 39- 59. CORBIN, Alain. O território do vazio: a praia e o imaginário ocidental. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. DUARTE, Luiz Fernando Dias. O Império dos Sentidos: sensibilidade, sensualidade e sexualidade na cultura ocidental moderna. In Sexualidade: o olhar das Ciências Sociais, org. Heilborn, M. L., pp. 21-30. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 1999. DUARTE, Luiz Fernando Dias. A outra saúde: mental, psicosocial, físico-moral? In ALVES, P. C.; MINAYO, M. C. (orgs.) Saúde e Doença - um Olhar Antropológico. Rio de Janeiro, Editora Fiocruz, 1994. FLANDRIN, Jean-Louis e MASSIMO, Montanari. (orgs.). História da alimentação. São Paulo: Estação Liberdade, 1998. FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1977. PORTER, Roy. Das tripas coração: uma breve história da medicina. Rio de Janeiro: Record, 2004. SCHIEBINGER, Londa L. Why mammals are called mammals. In SCHIEBINGER, Londa L. Natures Body: gender in the making of modern science. Boston: Beacon, 1993. SCHAMA, Simon. 1995. Paisagem e Memória. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. SOKOLOFF, Boris. Doenças da civilização: você pode curá-las. Rio de Janeiro: Edições O Cruzeiro, 1952. THOMAS, Keith. O homem e o mundo natural: mudanças de atitude em relação às plantas e os animais, 1500-1800. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
330 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Emergência urbana: criação de espaço público e o nascimento do parque Minhocão na cidade de São Paulo João Pedro Campos; espaço urbano, antropologia urbana, arte urbana, Parque Minhocão Neste artigo analisamos a emergência do Parque Minhocão, em São Paulo, a partir das interações e engajamentos que os habitantes da cidade realizam com esse famoso viaduto da capital. Observamos que o espaço não é algo de significado fixo, mas que emerge continuamente e de forma espontânea das ações não planejadas das pessoas que recebem o espaço historicamente constituído e continuam a moldá-lo através das demandas da sociabilidade de suas vidas. Apontamos que no caso do Parque Minhocão a dimensão criativa e lúdica é elemento central para se entender como se dá o processo de democratização de áreas privadas ou restritas da cidade e que são incorporadas pelas pessoas como espaço público, sem necessariamente haver a mediação do Estado. O Minhocão representa no imaginário paulistano um projeto urbanístico de insucesso que degradou a cidade, notamos, porém, que em seu dia a dia as pessoas não olham apenas para as imperfeições desse viaduto, integrando-o às suas vidas e atribuindo-lhe qualidades. ARGAN, Giulio Carlo. História da arte como história da cidade. Tradução de Pier Luigi Cabra. São Paulo: Martins Fontes, 1995. BENJAMIN, Walter. Charles Baudelaire: um lírico no auge do capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 2000. BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial, 2007. CAMPOS, João Pedro de Lima. Circuito-circunscrito: apontamos sobre arte de rua e a viração de poetas no Rio de Janeiro. In: Revista PROA de Antropologia e Arte. V.7. Campinas: Unicamp, 2017. COLE, Ariane Daniela. A cidade em processo. Revista Pós nº 22. São Paulo: USP, 2008. CORRÊA, Roberto Lobato. O Espaço Urbano. São Paulo: Ática, 1999. GUEDES, Joaquim. Cidade e espaço político. In: Revista Psicologia USP. São Paulo: USP, 2003. HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. 23 ed. São Paulo: Loyola, 2012. LEFEBVRE, Henri. A produção do espaço. Trad. Doralice Barros Pereira e Sérgio Martins. Do original: La production de l’espace. 4e éd. Paris: Éditions Anthropos, 2000. LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade. São Paulo: Centauro, 2001. JACOBS, Jane. Morte e vida das grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2011. LYNCH, Kevin. A imagem da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 1999. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2017. MONTE, Marisa. Gentileza. In: Memórias, Crônicas e Declarações de Amor. Rio de Janeiro: Phonomotor Records/EMI, 2000. ROCHA, Ana Luísa; ECKERT, Cornélia. Etnografia da duração: antropologia das memórias coletivas em coleções etnográficas. Porto Alegre: Marca Visual, 2013. VAINER, Carlos … [et. al]. Cidades Rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo, 2013. VELOSO, Gil. Um viaduto chamado Minhocão. Mairiporã: Dedo de Prosa, 2015.
331 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Os hotéis do Programa de Braços Abertos: um novo contexto para o trabalho social e de saúde com pessoas vulneráveis Ygor Diego Delgado Alves;Pedro Paulo Gomes Pereira; De Braços Abertos, Cracolândia, Etnografia, Crack, Vulnerabilidade Detectamos uma carência de pesquisas específicas sobre o funcionamento dos hotéis do programa De Braços Abertos (DBA). Iniciativa do município de São Paulo, entre os anos de 2014 e 2016, que previa o acolhimento dos beneficiários nestes novos equipamentos. Assim, propomos uma pesquisa que descrevesse as principais características deste novo tipo de convivência criada no ambiente proporcionado pelos hotéis, alguns localizados nas franjas da região conhecida como Cracolândia. Através de uma etnografia, com a construção de relações próximas com técnicos da equipe gestora dos hotéis, pudemos verificar: (1) a busca constante da construção de vínculos com os beneficiários por parte dos técnicos, (2) a escuta qualificada e interessada das demandas e dramas cotidianos, e (3) a resolução de problemas em um ambiente contratual e participativo. O novo contexto proporcionado pelos hotéis do DBA, diverso ao da rua, juntamente com a intervenção dos profissionais abriu, em muitos casos, caminho para que a relação com o consumo do crack fosse alterada para um padrão mais controlado. ADERALDO, G.; FAZZIONI, N. Choro e samba na Luz: etnografia de práticas de lazer e trabalho na R. Gal. Osório, Ponto Urbe [Online], 11 | 2012, posto online no dia 01 Dezembro 2012, consultado o 06 Dezembro 2017. URL: http://pontourbe.revues.org/1159; DOI : 10.4000/pontourbe.1159 ADORNO, R. et al. Etnografia da cracolândia: notas sobre uma pesquisa em território urbano. 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332 argumentos v. 16 n. 1 (2019) O bairro como projeto e processo: a inscrição do bairro Frei Damião na cidade de Juazeiro do Norte-CE Antonio Lucas Feitosa; Periferia, Movimento social urbano, Segmentação socioespacial O artigo analisa a constituição do lugar social do bairro Frei Damião, na cidade de Juazeiro do Norte-CE, isto é, sua integração e inscrição na cidade. Para tanto, reconstituímos o movimento social que organizou a ocupação que contribuiu com a formação do bairro. A reflexão também abrange a classificação do bairro como “área de vulnerabilidade social”, os sentidos de suas diferentes nomeações, a segmentação do seu espaço e sua desqualificação como periferia. Beneficiamo-nos de entrevistas com moradores do bairro e lideranças do movimento social; analisamos leis municipais, documentos do movimento social e estudos acadêmicos que tratam do local. Seja a partir da posse inicialmente ilegal da propriedade ou dos discursos que classificam o bairro Frei Damião como de “risco social” e periferia, seu lugar de inscrição na cidade são suas margens físicas e simbólicas. BIRMAN, Patricia. Favela é comunidade? In: MACHADO DA SILVA, Luiz Antonio (Org.). Vida sob cerco: violência e rotina nas favelas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008. BOURDIEU, Pierre. Efeitos de lugar. In: ______. (Coord.). A miséria do mundo. 9 ed. Petrópolis: Vozes, 2012. BURGOS, Marcelo Baumann. Dos parques proletários ao Favela-Bairro: as políticas públicas nas favelas do Rio de Janeiro. In: ZALUAR, Alba; ALVITO, Marcos (Orgs.). Um século de favela. 5 ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. DELLA CAVA, Ralph. Milagre em Joazeiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976. DURHAM, Eunice Ribeiro. A sociedade vista da periferia. In: ______. THOMAZ, Omar Ribeiro (Org.). A dinâmica da cultura: ensaios de antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2004. 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333 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Incerteza e suspensão: notas sobre a vida material e política da infraestrutura no cotidiano da Favela Santa Marta Apoena Mano; Favela, Infraestrutura, UPP, Violência Urbana, Rio de Janeiro Neste artigo, a partir de uma análise crítica sobre a produção e manutenção de infraestruturas urbanas, pretende-se revelar e analisar as “relações frágeis” entre as pessoas, as coisas e as instituições públicas e privadas que procuram governá-las. Os relatos se desenvolvem a partir de três situações na favela Santa Marta/RJ: os agenciamentos em torno das obras interrompidas de um conjunto habitacional; as incertezas e efeitos relacionados à regularização de serviços de eletricidade na favela; e o contraste sobre promessas e suspensões relacionadas ao contexto presente. O recorte temporal é o momento posterior ao encerramento dos Jogos Olímpicos 2016. Conclui-se que, apesar da criação de uma narrativa de promessas e expectativas, a sensação que permeia o cotidiano dos moradores da favela se caracteriza pela suspensão e incertezas. ANAND, N. Hydraulic city: Water and the infrastructures of citizenship in Mumbai. [s.l.] Duke University Press, 2017a. ANAND, N. The banality of infrastructure. Items Insights from the Social Sciences, Series Just Environments, 2017b. ANAND, N.; GUPTA, A.; APPEL, H. The promise of infrastructure. [s.l.] Duke University Press, 2018. APPEL, H.; ANAND, N.; GUPTA, A. The infrastructure toolbox. Cultural Anthropology Online] http://www. culanth. org/fieldsights/725-the-infrastructure-toolbox (Accessed 22 October 2015), 2015. BENTO, B. Necrobiopoder: Quem pode habitar o Estado-nação? cadernos pagu, n. 53, 2018. BIRMAN, P.; FERNANDES, A.; PIEROBON, C. Um emaranhado de casos: tráfico de drogas, estado e precariedade em moradias populares. Mana, v. 20, n. 3, p. 431–460, 2014. BURGOS, M. B. 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334 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Povo de terreiro, povo de Axé ou comunidades tradicionais de matriz africana: identidade afro-religiosa na esfera pública Taísa Domiciano Castanha; identidade, religiões afro-brasileiras, esfera pública, intolerância religiosa, tradição O presente artigo tem como objetivo analisar a emergência da identidade do grupo religioso afro-brasileiro na esfera pública. Baseado em uma análise da Audiência Pública ocorrida na Assembleia Legislativa de Minas Gerais em setembro de 2017, busca-se discutir os processos de construção de uma identidade afro-religiosa nos quais tradição, ancestralidade e intolerância religiosa ocupam um lugar de destaque. Nesse sentido, povo de terreiro, comunidades tradicionais de matriz africana e povo de axé são interpretados como categorias identitárias que abarcam tanto a heterogeneidade do campo religioso afro-brasileiro como a diversidade de perfil de seus praticantes. ALMEIDA, Ronaldo. 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335 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Os desafios para a economia solidária em uma sociedade do consumo Ednalva Felix das Neves;Gabriela Mezzacappa;Valter Palmieri Junior; Economia Solidária, Sociedade do Consumo, Consumo Consciente e Solidário A constituição da sociedade do consumo foi um fenômeno fomentado pela dinâmica de acumulação do sistema capitalista, fazendo com que a lógica da exploração fosse além da produção de mercadorias e atingisse, também, a esfera do consumo. Na sociedade atual, o consumo vai além da satisfação de necessidades: ele é um diferenciador entre as pessoas e as classes sociais. O capitalismo se apropria das críticas e alternativas a esta lógica, submetendo-as a sua própria dinâmica e utilizando-as em seu favor, impedindo uma efetiva mudança desta lógica. A proposta de um modelo de consumo consciente e solidário, da Economia Solidária, tem se apresentado como uma alternativa importante, já que ela vai além da mudança de hábitos individuais e pontuais – ela defende uma total mudança de sociedade, em que os valores sejam repensados e reconstruídos, a partir da perspectiva humana e de sustentabilidade, e não da geração de lucro. Assim, o objetivo deste artigo é discutir o papel do consumo para a Economia Solidária, que resulta na proposta do consumo solidário e consciente. BAUDRILLARD, Jean. Para uma crítica da economia política do signo. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1995. _______________. O sistema dos objetos. São Paulo: Perspectiva, 2006. _______________. A sociedade de consumo. Lisboa: Edições 70, 2008. BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. BERNARDO, João. A autogestão da sociedade prepara-se na autogestão das lutas. 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336 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Performatoses do tecido social necrosado: endodissidências no eixo da necrobiopolítica e resistência à violência como uma nova epistemologia Ribamar José de Oliveira Junior;Lore Fortes; Performatose, Necropolítica, Capitalismo Gore, Epistemologia, Violência O presente artigo tem como objetivo refletir sobre a produção de subjetividades dissidentes coletivas como ferramenta de resistência à violência como uma nova epistemologia. Ao levar em consideração as contribuições de Valencia (2016) diante do capitalismo como construção biointegrada e as noções de Mbembe (2011) sobre a necropolítica, pretende-se esboçar o fenômeno da performatose como rebate a gestão da violência e a atividade predatória dos corpos, condicionados em uma perspectiva entendida por Bento (2018) de necrobiopoder. Nesse sentido, o fenômeno se debruça sobre a necessidade fagocitária de reconstituir o tecido social necrosado através do planejamento de alianças que produzam outras formas de resistência e que desenvolvam uma agência legítima do ponto de vista geopolítico, ou seja, capazes de buscar espaços fora da asfixia gore. BENTO, Berenice. Necrobiopoder: Quem pode habitar o Estado-nação?. Cad. Pagu [online]. N. 53, e185305, p. 1-18, 2018. BUTLER, Judith. Corpos em aliança e a política das ruas: notas para uma teoria performativa da assembleia / Judith Butler; tradução Fernanda Siqueira Miguens; revisão técnica Carla Rodrigues. – 1º edição – Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. BROWN, Wendy. Vinculaciones injuriadas. Araucaria. Revista Iberoamericana de Filosofía, Política y Humanidades, v. 7, n. 14, p. 59-85, 2005. COLONNA, Noemia. A professora transexual que trocou indenização de R$ 20 mil pela chance de dar aula a seus agressores. Disponível em: . Acesso em 31 de agosto de 2018. GUATTARI, Félix. Revolução molecular: pulsações políticas do desejo. São Paulo: Editora Brasiliense, 1980. HILÁRIO, Leomir Cardoso. Da Biopolítica à Necropolítica: Variações Foucaultianas na Periferia do Capitalismo. Sapere Aude v. 7, n. 12, 194-210, janeiro-junho, 2016. KRISTEVA, Julia. Poderes de la perversión: ensayo sobre Louis-Ferdinand Céline. Siglo XXI, 1989. LUDEMIR, Chico. “Quem quer me matar está em nome de Deus”. 25 de junho de 2018. Disponível em: . Acesso em 9 de abril de 2019. LUGONES, María. Rumo a um feminismo descolonial. Estudos Feministas, v. 22, n. 3 p. 935-952, setembro-dezembro, 2014. MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. Livro I: o processo de produção do capital. São Paulo: Abril Cultural, 1988. MBEMBE, Joseph Achille. Necropolítica: seguido de Sobre el gobierno privado indirecto. Melusina, 2011. OLIVEIRA JUNIOR, Ribamar José de; FORTES, Lore. O tempo de exceção do riso no Reisado: a cartografia da performance de brincantes transviados e o terreiro do mestre como espaço educativo. Diversidade e Educação, v. 6, n. 2, p. 53-61, 2018. PRECIADO, Beatriz. Terror Anal: apuntes sobre los primeros días de la revolución sexual. In HOCQUENGHEM, Guy. El deseo homosexual. Santa Cruz de Tenerife / España: Editorial Melusina, 2009. _________. Beatriz. Multidões queer: notas para uma política dos anormais. (Universidade de Paris VIII). Revista de Estudos Feministas. Trad: Cleiton Zóia Mündhow, Viviane Teixeira Silveira (org. 2003). Estudos Feministas, Florianópolis, v. 19, n. 1, p. 11-20, janeiro-abril, 2011. _________. Paul B. Testo Junkie: Sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica. N-1 edições, 2018. ROLNIK, Suely. A hora da micropolítica. Série Pandemia. São Paulo: n-1 edições, 2016. SAYAK, Valencia. Capitalismo gore. Barcelona: Editorial Melusina, 2010. VALENCIA TRIANA, Sayak. Teoría transfeminista para el análisis de la violencia machista y la reconstrucción no-violenta del tejido social en el México contemporáneo. Universitas humanística, n. 78, p. 66-88, janeiro de 2014.
337 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Precariedade e Biopolítica: uma leitura do dispositivo de segurança em Michel Foucault Ildenilson Meireles; Segurança, Biopolítica, Foucault, Precariedade O artigo discute o tema da segurança, desenvolvido por Michel Foucault em Segurança, Território, População, com o intuito de mostrar algumas variáveis da própria noção de segurança e o modo como esse dispositivo está diretamente ligado ao processo de precarização da vida. Nossa aposta é que o aproveitamento das tecnologias de segurança no contexto da biopolítica contemporânea cumpre uma função indispensável no interesse das grandes corporações econômicas, a função de precarizar a vida das populações flutuantes no interesse da lógica neoliberal. AGAMBEN, G. O que é um dispositivo? Tradução de Nilcéia Valdati. Outra Travessia, n. 5, 2005, pp.9-16. BUTLER, J. Quadros de Guerra: quando a vida é passível de luto? Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016. CORRÊA, Murilo Duarte Costa. Biopolítica e direitos humanos: Giorgio Agamben e uma antropolítica evanescente. Profanações, Ano 1, n. 1, p. 22-37, jan./jun. 2014. DELEUZE, G. O que é um dispositivo. In: Dois Regimes de Loucos. Tradução de Guilherme Ivo. Editora 34, 2016. DARDOT, P. ; LAVAL, C. A nova razão do mundo. São Paulo: Boitempo, 2016. FONSECA, Angela Couto Machado. Biopolítica e Direito: fabricação e ordenação do corpo moderno. Belo Horizonte: Arraes Editores, 2016. FOUCAULT, M. Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes, 2009. _____. História da Loucura na Idade Clássica. Rio de Janeiro: Perspectiva, 1978. _____. História da Sexualidade I: A vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1988. _____. Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 2005. _____. Segurança, Território, População. São Paulo: Martins Fontes, 2008. _____. Nascimento da Biopolítica. São Paulo: Martins Fontes, 2008. _____. Dits et Écrits, v.II. Paris: Gallimard, 2001. GADELHA, Sylvio. Biopolítica, biotecnologias e biomedicina. Revista Subjetividades, Fortaleza, 15(3): 407-416, dezembro., 2015. PELBART, Peter P. Vida e morte no contexto da dominação biopolítca. In: Revista de Estudos Avançados, s/n, s/d, USP, 2008. SANTOS, Theotônio dos. Economia mundial, integração regional e desenvolvimento sustentável. Petrópolis: Vozes, 1993.
338 argumentos v. 16 n. 1 (2019) Dilemas éticos e morais no discurso tecnocientífico do aconselhamento genético André Pereira; aconselhamento genético, valores morais, eugenia O debate sociológico em torno da eugenia, suas implicações e consequências é um tema polêmico, pois revela valores morais firmemente arraigados e díspares na sociedade. Posicionamentos favoráveis e contrários fazem uso de instrumentos tecnocientíficos para embasar suas argumentações, e assim defender quais características físicas são consideradas positivas, quais são negativas, quais vidas merecem ser vividas, entre outros posicionamentos. Longe de encerrar este debate com um posicionamento final, Híbridos e mutantes enriquece o entendimento deste tema ao trazer para a discussão o aconselhamento genético e tecer comparações com as práticas eugenistas. PAULA, Bruno Lucas Saliba de. Híbridos e mutantes: estudo comparativo entre aconselhamento genético e eugenia. Montes Claros: Editora Unimontes, 2018. FOUCAULT, Michel. O nascimento da biopolítica. São Paulo: Martins Fontes, 2008. MISES, Ludwig Von. Ação humana: um tratado de economia. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 1990.
340 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Lugares de vida: coletivos rurais, cotidiano e movimentos Cláudia Luz Oliveira;Izadora Acypreste;Costa Pedro Henrique; coletivos rurais, cotidiano e movimentos Este dossiê, organizado no âmbito da Revista Argumentos, periódico do Departamento de Política e Ciências Sociais da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), é um desdobramento das discussões realizadas no grupo de trabalho “Lugares de Vida: coletivos rurais, cotidiano e movimentos”, coordenado por Cláudia Luz de Oliveira, Izadora Pereira Acypreste e Pedro Henrique Mourthé de Araújo Costa. O GT ocorreu em meio às atividades do “V Encontro das Ciências Sociais no Norte de Minas”, em julho de 2018 na cidade de Montes Claros (MG). Ao longo de três dias de ricos debates e reflexões, o GT reuniu trabalhos de pesquisadores em diferentes estágios de formação, cujas etnografias e dados de campo permitiram diálogos em torno de temas como territorialidades, cotidiano, festas, movimentos, luta, liderança, projetos de desenvolvimento, transformações locais e estratégias de resistência ESCOBAR, Arturo. Territórios de diferença: a ontologia política dos “direitos ao território”. Climacom cultura científica – Pesquisa, Jornalismo e Arte, v.2, ano 2, 2015. GODOI, Emilia Pietrafesa de. Mobilidades, encantamentos e pertença: o mundo ainda está rogando porque ainda não acabou. Revista de Antropologia, v. 57, p. 143-170, 2014. INGOLD, Tim. The Perception of the Environment. Essays in livelihood, dwelling and skill. London: Routledge, 2000. ________. Being alive: essays on movement, knowledge and description. London: Routledge, 2011.
341 argumentos v. 15 n. 2 (2018) O território do fandango caiçara: lugares de vida Gabriel Bertolo; fandango caiçara, território, atmosfera, estética-política, expressão cultural A partir de exemplos etnográficos retirados de minha pesquisa de campo, realizada entre fandangueiros de Cananéia-SP, na entrada do complexo estuarino Lagamar, no extremo sul do litoral paulista, pretendo demonstrar como o fandango caiçara é ele mesmo criador de determinados territórios, seguindo uma mesma lógica territorial caiçara. Neste trabalho, o foco recairá sobre como o fandango caiçara, “manifestação” cultural tida como um dos principais marcadores identitários diacríticos caiçaras do Vale do Ribeira é, mais do que um “produto” das relações sociais, culturais e territoriais caiçaras, um produtor dessas mesmas relações. Tal afirmação, embora não seja exatamente uma novidade em termos antropológicos, não encontra respaldo no corpo de estudos relativos tanto às territorialidades caiçaras, bem como no que diz respeito aos estudos sobre o próprio fandango. No mais das vezes, o fandango – como pode ser visto nas definições e explicações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que declarou o fandango como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro em 2012 – é tido como “expressão”, “manifestação” de uma Cultura mais abrangente, que por sua vez englobaria estas ditas relações sociais, culturais e territoriais. A intenção, aqui, é avançar com os prolegômenos de uma teoria caiçara que reflita este princípio antropotécnico, o da Cultura como uma Forma de Vida, recusando assim o fluxo de causalidades com o qual o fandango geralmente é compreendido como fenômeno estético-político. ALMEIDA, M. W. B; CASTRO, R. R.; REZENDE, R. S. Caminhos Fechados: Coerção aos Meios de Vida como Forma de Expulsão dos Caiçaras da Juréia. Publicado em . 2014. p. 26 BERTOLO, G. Narrativas do Espólio: Uma Etnografia do Fandango Caiçara e da “Perda” Cultural Caiçara, Cananéia-SP. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Antropologia Social da Universidade Federal de São Carlos, São Paulo. 2015, p. 165. BAZZO, J. Mato que vira mar, mar que vira mato: o território em movimento na vila de pescadores da Barra de Ararapira (Ilha do Superagui, Guaraqueçaba, Paraná). Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Antropologia Social da Universidade Federal do Paraná, Paraná. 2010, p. 291. _____. The weave of kinship and the ever-mobile fishing village of Barra de Ararapira. In Vibrant – Virtual Brazilian Anthropology, vol 8, n.2. ABA, Brasília, Julho a Dezembro de 2011, p.163 - 196. 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Tese apresentada ao Departamento de Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP, Campinas. 2013, p. 277.
342 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Políticas do Opará: participação indígena no comitê de bacia hidrográfica do São Francisco Antônio Fernandes Vieira;Gustavo Ramos; antropologia, etnografia, comitê de bacia, lideranças indígenas, práticas científicas Desde o início dos anos 2000, lideranças indígenas têm vivenciado uma participação importante no Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), que vem se consolidando, em conjunção com aquela que ocorre em outros órgãos, como um dos principais meios de manifestação das pautas reivindicatórias dos povos indígenas no nordeste brasileiro, especialmente no que concerne à questão das águas do Opará, nomeação indígena para as águas que os brancos denominam rio São Francisco. Atualmente, essa participação no CBHSF se dá em maior número pelas lideranças Tuxá, povo esse cuja história recente explicita um caso de remoção compulsória em consequência da construção da hidrelétrica de Itaparica m 1988, bem como a não demarcação de suas terras ainda trinta anos depois. A pesquisa na qual se baseia o texto aqui apresentado procura verificar como se dá a participação dessas lideranças indígenas no âmbito do comitê a partir da crítica indígena e dos movimentos que compõem certas “políticas indígenas da água”. Essa crítica indígena é utilizada no sentido que Stuart Kirsch (2006) utiliza a expressão, a saber, como uma avaliação que os próprios indígenas realizam de suas relações com o Estado e com os brancos e a partir da qual produzem suas estratégias de ação na relação com esses. A partir de minha pesquisa de campo pude notar que essa constante crítica indígena tem produzido uma diferença entre as antigas e as novas lideranças, e que uma das principais características das últimas, reforçada a todo o momento por elas mesmas, é uma busca saber no que diz respeito aos procedimentos técnico-burocráticos pelos quais funciona um órgão como, por exemplo, o CBHSF, bem como um esforço em apropriar-se do código científico dos brancos enquanto ferramenta estratégica de luta. Nesse texto pretendo tratar dois pontos cruciais em minha pesquisa. O primeiro, a forma como se manifesta um embate, no âmbito do comitê e com enfoque na experiência do povo Tuxá, entre noções distintas de territorialidade, uma a das lideranças indígenas e dos povos representados por essas e a outra aquela patenteada pelo comitê enquanto órgão estatal. O segundo, a priorização do campo de atuação das lideranças indígenas nas seções de caráter técnico na estrutura do comitê em detrimento daquelas de caráter consultivo, para verificar nesse, que é um movimento estratégico de luta, a forma como têm adentrado esse campo do saber técnico-científico, que inclui a lida com documentos, projetos e possibilidades de acionar, por meio dessa participação nas seções técnicas, práticas científicas que fortaleçam suas lutas. ALMEIDA, M. W. B. Caipora e outros conflitos ontológicos. Revista de Antropologia da UFSCar, v.5, n.1, jan.-jun., p.7-28, 2013. BRASIL. Lei nº 9.605 de 1998: Dispões sobre as sanções penais e administrativas derivadas de leis de crimes ambientais, condutas e atividades lesivas ao meio ambiente (Lei dos Crimes Ambientais). 1998. BRASIL. Decreto n. 9.433, de 5 de junho de 2001. Institui o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, localizada nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e no Distrito Federal, e dá outras providências. Diário Oficial, Brasília, DF, 6 jun. 2001. Seção 1, p.1 CRUZ, F. S. M. ‘Quando a terra sair’: os índios tuxá de rodelas e a barragem de Itaparica: memórias do desterro, memórias da resistência. 2017. 143 f., il. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) - Universidade de Brasília, Brasília, 2017. FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 2014. KIRSCH, S. Reverse anthropology: indigenous analysis of social and environmental relations in New Guinea. Stanford: Stanford University Press, 2006. MORAWSKA, C. V. Os Enleios da Tarrafa: etnografia de uma relação transnacional entre ONGs. São Paulo: Edufscar, 2014. STENGERS, I. Cosmopolitiques I. Paris: Éditions La Découverte, 2003. STENGERS, I. A proposição cosmopolítica. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 68, p. 442-464, 2018.VIEIRA, A. F. J. Os índios Tuxá na rota do desenvolvimento: violações de direitos. Exame de qualificação (Mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (MESPT)) - Universidade de Brasília, Brasília, 2016. VIVEIROS DE CASTRO, E. Etnologia brasileira. In O que ler na ciência social brasileira (1970-1995). (Org.). MICELI, S., São Paulo: ed. SUMARÉ/ANPOCS, p. 109-223, 1999.
343 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Os que ficam: notas etnográficas sobre ritmos, movimentos e estratégias de sobrevivência no município de Serranópolis de Minas Sébastien Carcelle; movimentos, coletivos rurais, cotidiano, ritmos, redes de ajuda mútua Os elementos a serem apresentados ao longo do texto foram extraídos dos cadernos etnográficos de um trabalho de campo no quadro de uma pesquisa de doutorado em antropologia sobre o tema da agroecologia na região do Norte de Minas. Eles não têm outra pretensão além de trazer o ponto de vista de um francês que teve a sorte de vivenciar várias estadias de algumas semanas no município de Serranópolis de Minas. São impressões as margens do coração da pesquisa, anotações periféricas, porém, que participam de uma composition de lieu, etapa indispensável de toda relação etnográfica. Assim, o artigo traz informações sobre os ritmos cotidianos, semanais e anuais do lugar, ditados tanto pela escola como pelas migrações sazonais e as festas religiosas tradicionais. Se destaca também o impacto das distâncias e dos meios de transporte na organização da vida das pessoas que vivem nas comunidades rurais mais afastadas do centro do município. Enfim, se pretende demostrar que para conseguir ficar em um lugar afastado dos grandes centros urbanos como é o caso de Serranópolis, é preciso desenvolver estratégias de sobrevivência e de ajuda mútua, além das indispensáveis políticas públicas ARENDT, Hanna. Homens em tempos sombrios. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: MundoCristão, 2007. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A comunidade tradicional. In: COSTA, João Batista de Almeida; OLIVEIRA, Cláudia, Luz de (Orgs). Cerrado, Gerais, Sertão: comunidades tradicionais nos sertões roseanos. São Paulo: Intermeios; Belo Horizonte: Fapemig; Montes Claros: Unimontes, 2012, p. 367-380. BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado. São Paulo: Mundocristão, 2016.
344 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Extrativismo de musgo na Serra do Gandarela: a cadeia produtiva na comunidade rural André do Mato Dentro, Santa Bárbara-MG Pedro Costa; Desenvolvimento rural, extrativismo, musgo, sustentabilidade, André do Mato Dentro O trabalho tem por objetivo refletir sobre desenvolvimento rural a partir de uma perspectiva social, econômica e sustentável em comunidades rurais, tendo por base o extrativismo. No âmbito deste debate foram identificadas potencialidades na comunidade rural André do Mato Dentro, localizada no município de Santa Bárbara, franja metropolitana de Belo Horizonte/MG, a partir da compreensão da cadeia produtiva do musgo verde (Syrrhopodon sp, nome popular “fofão”). A comunidade é constantemente ameaçada pelo avanço das atividades minerárias de grande porte. Estas atividades intimidam o equilíbrio socioeconômico, ambiental e cultural estabelecido pela população fixada na região do Quadrilátero Ferrífero, que abriga biodiversidade endêmica, mananciais d’água de classe especial e diferentes aglomerados humanos. O percurso metodológico escolhido teve apoio na pesquisa qualitativa, para vivenciar o lugar conversando com os moradores de um modo caminhante/conversante conforme Marandola Jr (2014). A análise da atividade extrativista pretende esboçar possíveis formas de organização econômica em André do Mato do Dentro que assegurem o equilíbrio entre a comercialização do musgo e o desenvolvimento rural sustentável, sem perder de vista os valores culturais da comunidade. Para tanto, buscou-se compreender a dinâmica do extrativismo por meio da conservação das áreas de coleta do musgo. BRASIL. Lei nº 9.985, de 13 de jul. 2000. Regulamenta o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. 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345 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Trabalho e representações do urbano no rural: fronteiras móveis em Cruzeiro dos Peixotos -MG Carolina Nazareth; Rural, urbano, trabalho, fluxos, distrito Este trabalho tem como foco principal discutir as noções de rural e urbano através da temática do trabalho em Cruzeiro dos Peixotos, distrito de Uberlândia – MG. A localidade em questão, assim como vários outros distritos brasileiros, participa de uma vivência diferente das cidades de médio e grande porte e por vezes, é classificada no âmbito da ruralidade, tanto por sua localização como por seu cotidiano que vive a temporalidade de outro modo. Embora haja esse olhar “ruralizante” sobre localidades como o distrito em questão, a vivência cotidiana abarca muito mais a vida urbana que a rural, seja pelo êxodo rural, seja pelo crescimento das grandes e médias cidades nas últimas cinco décadas. Sendo assim, Cruzeiro dos Peixotos vive um fenômeno em que, ora é visto e se vê como rural, ora é incontestavelmente urbano. BURKE, Peter. Hibridismo Cultural. São Leopoldo: Ed. da Unisinos, 2003. CARNEIRO. Maria José. Ruralidade: novas identidades em construção. Estudos Sociedade e Agricultura, n. 11, out. 1998. Disponível em: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros /brasil/cpda/estudos/onze/zeze11.htm> Acesso em: 15de agosto 2011. GIULIANI, Gian Mario. Neo-Ruralismo: o novo estilo dos velhos modelos. Revista Brasileira de Ciências Sociais. v.5 n.14 Rio de Janeiro out. 1990. GUPTA, Akhil e FERGUSON, James. Beyond Culture: Space, Identity, and the Politics of Difference. In: Cultural Anthropology, Vol. 7, No. 1, Fev., 1992, pp. 6-23. HANNERZ, Ulf. Fluxos, Fronteiras, Híbridos: palavras-chave da antropologia transnacionais. In: Mana [online]. 1997, vol.3, n.1, pp. 7-39. ISSN 1678-4944. KERN, Daniela. O conceito de hibridismo ontem e hoje: ruptura e contato. In: MÉTIS: história & cultura – v. 3, n. 6, p. 53-70, jul./dez. 2004 LATOUR, Bruno. Jamais fomos modernos. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1994. NAZARETH, Carolina Cadima Fernandes. Classificar é preciso? Uma análise sobre as representações do rural e urbano no distrito de Cruzeiro dos Peixotos em Uberlândia – MG. 2015. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2015. OLIVEN, Ruben George. Urbanização e mudança social no Brasil. São Paulo: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, 2010. PETERS, John. Near-Sight and Far-Sight: Media, Place, and Culture. In: Culture, Power, Place: Explorations in Critical Anthropology. Roger Rouse, James Ferguson, and Akhil Gupta. Eds. Boulder, Colo.: Westview Press (in press), 1992. PINTO, G. J. Do sonho à realidade: Córrego Fundo – MG, fragmentação territorial e criação de municípios de pequeno porte. 248f. Dissertação (Mestrado em Geografia). IG-UFU, Uberlândia, 2003. REIS, Douglas Sathler dos. O Rural e o Urbano no Brasil. XV Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, Caxambú, setembro de 2006. SILVA, Jose Graziano. O novo rural Brasileiro. Belo Horizonte: Revista Nova Economia, 1997. SOARES, Beatriz Ribeiro et al. Entre o campo e a cidade: discussões acerca da relação campo-cidade no município de Uberlândia (MG). In: CAMPO-TERRITÓRIO: revista de geografia agrária, v.3, n. 5, p. 113-133, fev. 2008. WOORTMANN, Ellen F; WOORTMANN, Klass. O trabalho da terra: a lógica e a simbólica da lavoura camponesa. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1997.
346 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Apanhadores de flores, a vida entremeio serras, campos e sempre vivas Elisa Cotta de Araújo; apanhadores, entremeio serras, campos As imagens reunidas neste ensaio fotográfico foram produzidas quando da minha inserção no projeto “Imagens Humanas”, que na oportunidade se dedicava ao registro do cotidiano e das iniciativas de comunidades tradicionais que se mobilizam em rede no norte de Minas Gerais, tendo em vista a composição de um banco de imagens voltadas para apoio às suas lutas por reconhecimento social e acesso a direitos constitucionais. Através deste projeto buscamos desenvolver uma fotografia de qualidade, mas também uma fotografia engajada, pois comprometida com as comunidades envolvidas. O projeto apoiou a realização de oficinas, a exposição de fotografias produzidas e a sua veiculação das imagens em papel fotográfico junto aos grupos sociais. Em campo, buscamos registrar os sujeitos em seu contexto social e em seus lugares de vida e produzir fotos que pudessem ser utilizadas pelas entidades de apoio e pelas próprias pessoas e comunidades como forma de ampliar suas habilidades discursivas e suas estratégias de comunicação social. BARTHES, Roland. A Câmara Clara. Nota sobre a fotografia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. O Trabalho do Antropólogo. Brasília: Paralelo 15; São Paulo: Editora UNESP, 1998. MONTEIRO, Fernanda Testa. Os(As) Apanhadores(as) de Flores e o Parque Nacional as Sempre-Vivas (MG): travessias e contradições ambientais. Belo horizonte: UFMG, dissertação mestrado em Geografia, 2011. RIPPER, João Roberto. (Org.) GASTALDONI, Dante e MARINHO Mariana. Imagens humanas. Rio de Janeiro: Dona Rosa Produções Artísticas, 2009.
347 argumentos v. 15 n. 2 (2018) A heterogeneidade do capitalismo brasileiro no início do século xxi: uma análise comparada em escala subnacional Michel Jorge Samaha;José Adelantado; Variedade de Capitalismo, Tipologia dos estados brasileiros, Sistema de produção capitalista, Economia Comparada O artigo, a partir do enfoque das Variedades de Capitalismo (VoC), testa empiricamente a hipótese de não homogeneidade do sistema de produção brasileiro. Para este fim, a escala de análise eleita foram as unidades federativas. As tipologias desenvolvidas para a América-Latina e, em especial, para o Brasil foram desafiadas por uma análise comparativa que combinou dois pressupostos: a economia brasileira é heterogênea e hierárquica e tem no Estado um propulsor do desenvolvimento e um ator capaz de operar mudanças importantes na economia política nacional. Por meio do auxílio da análise fatorial e de cluster, conclui-se que o Brasil condensa diferentes ordens de práticas econômicas, que não permitem tratá-lo como um tipo único e homogêneo de variedade de capitalismo. AGUIRRE, J.; LO VUOLO, R. Variedades de Capitalismo. Una aproximación al estudio comparado del capitalismo y sus aplicaciones para América Latina. Documentos de Trabajo CIEPP, 85, Centro Interdisciplinario para el Estudio de Políticas Públicas, 2013. AMABLE, B. The Diversity of Modern Capitalism. New York: Oxford University Press, 2003. BIZBERG, I.; THÉRET, B. La diversidad de los capitalismos latinoamericanos: los casos de Argentina, Brasil y México. Revue de La Régulation, n. 61, p. 1-22, 2012. BIZBERG, I. Types of capitalism in Latin America. Revue Interventions Économiques - Papers in Political Economy, v. 48, p. 1-45, 2014. BOGLIACCINI, J.; FILGUEIRA, F. Capitalismo en Cono Sur de América Latina luego del final del Consenso de Washington: ¿notas sin partitura? 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348 argumentos v. 15 n. 2 (2018) John Maynard Keynes, reformador utópico ou realista engenhoso? Apontamentos a partir da dinâmica monetária e financeira internacional da segunda metade do século XX Felipe Nogueira Cruz; Keynes, Assimetria, Reforma, Bretton Woods, Dólar O artigo discute as proposições de reforma da ordem mundial postuladas por Keynes, sustentando que as interpretações que tomam esse economista como um reformador utópico, tais como Belluzzo (2004) e Markwell (2006), devem ser qualificadas. A preocupação de Keynes sempre foi lidar com a realidade capitalista e, nesse esforço, ele apreendeu o caráter hierárquico e assimétrico das relações econômicas internacionais. Foi com base nessa constatação que ele defendeu a instituição da Clearing Union, um arranjo multilateral para a compensação dos pagamentos entre países e com poder de emitir a moeda universal, chamada de bancor. Além disso, muitos dos problemas apontados por Keynes acentuaram-se nas últimas décadas em virtude da dinâmica acicatada pelos mercados financeiros globalizados, revelando a contemporaneidade de suas reflexões. ARIENTI, Patricia F. F. O dólar como moeda de reserva internacional e os limites da autonomia de política econômica dos Estados Unidos. Boletim Meridiano 47, V.14, n. 140, p. 3-10, nov./dez. 2013. BAER, Monica; CINTRA, Marcos Antonio Macedo; STRACHMAN, Eduardo; e TONETO JR., Rudinei. Os desafios à reorganização de um padrão monetário internacional. Economia e Sociedade, Campinas, V.4, p. 79-126, 1995. BELLUZZO, Luiz Gonzaga de Mello. As transformações da economia capitalista no pós-guerra e a origem dos desequilíbrios globais. Política Econômica em Foco, n. 7, p. 24-41, nov. 2005/abr. 2006. ______. Dinheiro e as transfigurações da riqueza. In: TAVARES, Maria da Conceição; FIORI, José Luís. (Org.). Poder e dinheiro: uma economia política da globalização. 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349 argumentos v. 15 n. 2 (2018) O mito da democracia racial e a relação entre raça e política no Brasil: reflexões a partir de Carlos Hasenbalg Luciana Garcia de Mello; racismo, raça, política, desigualdade racial, dominação racial Esse ensaio focaliza a relação entre raça e política no Brasil a partir de uma releitura do livro Discriminação e desigualdades raciais no Brasil, publicado em 1979, por Carlos Hasenbalg. O que ganha destaque na abordagem de Hasenbalg é a dimensão política do racismo, o que permite pensar esse fenômeno em termos estruturais, isto é, enquanto um sistema de opressão e de dominação. Interessa-nos recuperar essa discussão com o objetivo de explicitar a importância do mito da democracia racial para a elite brasileira e refletir sobre os impasses que os movimentos negros encontram para empreender a luta antirracista no Brasil, no período atual. Esse mito tornou possível ocultar o conflito racial, o que permitiu relegar o racismo à esfera privada, fazendo com que no senso comum ele exista apenas enquanto casos isolados de preconceito e de discriminação racial. AZEVEDO, Thales de. As Elites de cor numa cidade brasileira. Um estudo de ascensão social e classes sociais e grupos de prestígio. Paris: Unesco, 1953. AZEVEDO, Thales de. Democracia racial: ideologia e realidade. Petrópolis: Vozes, 1975. BAIRRO, Luiza. Orfeu e o Poder: uma perspectiva afro-americana sobre a política racial no Brasil. Revista Afro-Ásia, n. 17, p. 173 – 186, 1996. DOMINGUES, Petrônio. Movimento negro brasileiro: alguns apontamentos históricos. Tempo (online). vol.12, n.23, p.100-122, 2007. FERNANDES, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes. São Paulo: Ática, 1978. Volume I. FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1972. FRY, Peter. Ciência social e política “racial” no Brasil. 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350 argumentos v. 15 n. 2 (2018) YVY MARAE ‟Y-terra de outrora: da terra profana à terra sagrada guarani Mbyá da Amazônia paraense Rosalvo Ivarra Ortiz;Almires Martins Machado; Guarani, Amazônia, Cosmologia. Há dicotomia sobre até que ponto a interiorização, a dispersão e a caminhada Guarani nos períodos posteriores à conquista ocorreram somente sob o signo de “reação” a esta ou por outras indagações, como dissensos internos ou motivação cosmológica, assim como se o Oguatá (caminhar) ocorria antes da chegada dos colonizadores europeus e se aconteciam, quais seriam os motivos? Assim presente artigo procura analisar sob as óticas da antropologia, a forma como as lideranças religiosas Mbya cumprem os sonhos auferidos de Nhanderú Ete, originando-se a caminhada em direção à Terra Sem Mal, a Yvy Marãe‟Y, retornam ao local de ocupação de outrora ou à terra indicada por Nhanderú, com a qual mantém laços históricos de luta. Os conflitos se intensificam com a demarcação/ampliação dos territórios ou de terra para o Guarani Mbya, como no caso do Pará, que andaram por cerca de cem anos até encontrar a terra onde exercitar o modo correto de se viver; o dissenso potencializa o etnocentrismo, a discriminação, o racismo, o estigma de ser índio, bugre, preguiçoso, alcoólatra, “raça inferior”. A pesquisa versa sobre o modo como escolhem”, “adotam”, “retomam”, ressignificam, reterritorializam, guaranizam a terra onde pausaram a caminhada. O presente artigo é resultado de uma pesquisa etnográfica e bibliográfica realizada entre o Guarani Mbyá do Pará- Amazonia Meridional do Brasil. Dessa forma, para a elaboração do texto foram analisados vários materiais que foram formulados em outrora acerca da etnia Guarani como Nimuendajú, Shaden, Clastres, Meliá, Chamorro e Litaiff. Assim a nova pesquisa etnográfica comprovou que há diferenças significativas entre as cosmologias Guarani (Mbyá, Kaiowá e Ñandeva), apesar de possuir algumas semelhanças. Portanto, como resultados ficaram evidentes que os Mbyá sempre estão contextualizados com a busca da terra isenta do mal. CADOGAN, Leon. [1959] 1992 - Ayvu Rapyta - textos míticos de los Mbyá-Guarani del Guairá. Asunción, Fundación León Cadogan, Ceaduc/Cepag. CHAMORRO, Graciela. 2008. Terra madura, yvy araguyje: fundamento da palavra guarani. Dourados, MS: Editora da UFGD. CICCARONE, Celeste. 2001. Drama e sensibilidade: migração, xamanismo e mulheres Mbyá Guarani. Tese de doutorado. Programa de Pós-Graduação em antropologia, Pontifícia Universidade Católica. São Paulo. CLASTRES, Helene. 1978. Terra sem mal. Editora brasiliense. São Paulo. CRAPANZANO, Vincent. 2005. Horizontes imaginativos e o aquém e além. Revista de Antropologia, São Paulo, v. 48, n. 1, p. 363-384, jan./jun. ______. 1990. 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351 argumentos v. 15 n. 2 (2018) Colonização, quilombos, modos e significações Breno Silva; Colonização, Quilombos, Modos e Significações Resenhar a obra de Antônio Bispo dos Santos, “Colonização, quilombos: modos e significações”, é uma oportunidade de nos debruçarmos sobre as novas faces que as universidades brasileiras vêm ganhando nas últimas décadas. Muitas dessas mudanças vinculadas a forte atuação de movimentos sociais e iniciativas de diferentes coletivos para promover novos contornos ao ambiente acadêmico. É indiscutível a invisibilização histórica de autoras e autores negros e indígenas nos espaços acadêmicos, apesar da grande relevância de suas produções. No próprio prefácio da presente obra, José Jorge de Carvalho chama atenção para as contribuições de Edison Carneiro e Clóvis Moura sobre a historicização dos quilombos no Brasil, de Beatriz Nascimento e sua análise das periferias dos espaços urbanos compreendidos como manifestações de quilombos, essa influenciada por Abdias do Nascimento a quem devemos uma das mais potentes ressemantizações da própria categoria “quilombo”, vinculada a um projeto pan-africanista de nível intercontinental que tinha como base a Diáspora africana nas Américas. ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Terras de quilombos, terras indígenas, “babaçuais livres”, “castanhais do povo”, faxinais e fundos de pastos: terras tradicionalmente ocupadas. Manaus: pgsca–ufam, 2008. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 1988. BRASIL, Decreto 6040, de 07 de fevereiro de 2007. Institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. Diário Oficial da União, Rio de Janeiro, 08 fev. 2007. GOLDMAN, Márcio. Quinhentos anos de contato: por uma teoria etnográfica da (contra)mestiçagem. Mana vol.21 no.3 Rio de Janeiro Dec. 2015. IBERÊ, Daniel. IIRSA - a serpente do capital: pilhagem, exploração e destruição cultural na América Latina (Santo Antônio e Jirau). Rio Branco: Edufac, 2015. KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. Companhia das Letras, 2015. LITTLE, Paul E. Territórios sociais e povos tradicionais no Brasil: por uma antropologia da territorialidade. Série Antropologia. Nº 322. Brasília: DAN/UNB. 2002. LUCIANO, Gersem José dos Santos. EDUCAÇÃO PARA MANEJO E DOMESTICAÇÃO DO MUNDO ENTRE A ESCOLA IDEAL E A ESCOLA REAL Os dilemas da educação escolar indígena no Alto Rio Negro. 2011. 370f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-graduação em Antropologia Social - Universidade de Brasília, 2011. OLIVEIRA, João Pacheco de. Uma etnologia dos “índios misturados”? Situação colonial, territorialização e fluxos culturais. Mana 4(1), p. 47-77, 1998. PASSOLD, Sirlene Barbosa Corrêa. Desapocadas: concepções de beleza e conhecimentos tradicionais de mulheres quilombolas do Puris- MG. 2017. 147 f., il. Dissertação (Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais) - Universidade de Brasília, 2017. SANTOS, Antônio Bispo dos. Colonização, Quilombos, Modos e Significações. Brasília: INCTI/UnB, 2015. XAKRIABÁ, Célia Nunes Correia. O Barro, o Jenipapo e o Giz no fazer epistemológico de Autoria Xacriabá: reativação da memória por uma educação territorializada. 2018. Dissertação (Mestrado em Mestrado Profissional Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais) – Universidade de Brasília. 2018.
371 argumentos v. 14 n. 2 (2017) População quilombola e unidade de conservação: outro olhar sobre a paisagem de um parque urbano Marcia Cristina de Oliveira Dias; unidade de conservação; população quilombola; paisagem; território; natureza. Este artigo apresenta uma abordagem dos conflitos socioambientais a partir da interpretação da paisagem pelo olhar dos integrantes de três comunidades remanescentes de quilombos localizadas no interior do Parque Estadual da Pedra Branca. Além do registro da polaridade entre o olhar da população nativa e o olhar institucional, entrevistas com os quilombolas, participação em eventos, reuniões e festividades, este trabalho é complementado por pesquisas documental e bibliográfica. À medida que os valores ambientalistas associam as belezas naturais à ideia de paisagem, o morador é identificado como um invasor e uma ameaça à conservação desta natureza/paisagem. Nesse cenário, resgatar a história sociocultural do maciço e entender que paisagem não é natureza, mas uma construção social, é essencial para a compreensão dos vários sentidos e representações atribuídos a este território transformado em Unidade de Conservação de Proteção Integral. ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Terras tradicionalmente ocupadas: processos de territorialização e movimentos sociais. In: Revista brasileira de estudos urbanos e regionais. São Paulo: Anpur, v. 6, n. 1, p. 9-32, mai. 2004. BARRETO FILHO, H. T. Da Nação ao Planeta através da Natureza: uma abordagem antropológica das unidades de conservação de proteção integral na Amazônia brasileira. São Paulo, 2001. Tese (Doutorado em Antropologia Social) – Universidade de São Paulo. CÁCERES, Luz Stella Rodríguez. Pai Tertuliano, Vó Astrogilda e Pingo, o Guardião: de Memórias Familiares a Patrimônio Cultural no Quilombo de Vargem Grande no Rio de Janeiro (RJ). Patrimônio e Memória, São Paulo: Unesp, v. 13, n. 1, p. 201-226, jan- jun 2017. CORRÊA, A. M. O Sertão Carioca. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro, 1933. Reimpressão: Departamento de Imprensa Oficial. Secretaria Municipal Adm., 1936, 478 p. DIEGUES, Antonio Carlos. O mito moderno da natureza intocada. São Paulo: Usp. 2001, 161 p. FERNANDEZ, Annelise. Do sertão carioca ao Parque Estadual da Pedra Branca: a construção social de uma unidade de conservação à luz das políticas ambientais fluminenses e da evolução urbana do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2009. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade Federal do Rio de Janeiro. LARRÈRE, Catherine e LARRÈRE, Raphael. Do bom uso da natureza: para uma filosofia do meio ambiente. Lisboa: Instituto Piaget, 1997. 246 p. OLIVEIRA, Rogério Ribeiro de. Os cenários da paisagem. In: As marcas do homem na floresta: história ambiental de um trecho urbano de mata atlântica. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio, p. 23-33, 2010. PORTO, Helânia Thomazine. A importância de Griôs na socialização de saberes e de fazeres da cultura. Processo com, São Leopoldo, jun. 2016. Disponível em: . Acesso em: 12 out. 2017. RAFFESTIN, Claude. E se a representação fosse apenas a invenção da moeda fiduciária do real?. In: Revista Formação. São Paulo: Unesp, v. 2, n. 14, p. 08-13, 2007. SANTILLI, Juliana. Socioambientalismo e novos direitos: proteção jurídica à diversidade biológica e cultural. São Paulo: Editora Peirópolis, 2005. 303 p. SCHAMA, Simon. Paisagem e memória. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, 652 p.
353 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Pensamiento y metodologías cualitativas sobre migraciones en América Latina María del Carmen Villarreal Villamar;Lucila Nejamkis;Jacque Ramírez;Andréa Vettorassi; estudios migratorios, metodologías cualitativas, América Latina As migrações internas e internacionais são um fenómeno central na América Latina e o pensamento regional produzido sobre este tema, assim como as metodologias utilizadas para analisá-lo contam com una sólida trajetória. Com efeito, hoje a região é um dinâmico polo de produção de estudos sobre o fenómeno migratório a nível global. Neste dossiê nosso objetivo é oferecer um breve panorama dos estúdios migratórios na América Latina. Para tanto, analisamos os traços regionais da mobilidade humana e alguns exemplos das contribuições da América Latina aos estudos migratórios e as metodologias qualitativas utilizadas neste campo. O artigo finaliza com uma breve apresentação dos textos que compõem este dossiê. AJA, Antonio. 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354 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Pensar el espacio, pensar los sujetos migrantes. Para una teoría de la apropiación subjetiva del espacio Fulvio Rivero Sierra; migración, subjetividad, espacio En el importante recorrido del campo de los estudios migratorios se ha avanzado sobre muchos de los tópicos que han sido objeto de sus indagaciones; sin embargo, es necesario señalar también que la producción presenta ciertos desbalances. En efecto, la producción científica con orientación “objetivista” sigue siendo más profusa que la “subjetivista”; aun cuando esta última cada vez es más importante. En los hechos esto se ha traducido en que aun sabemos poco, en términos comparativos, acerca de lo que acontece en el seno de la subjetividad del actor migrante (Halfacree, 2004; Arango, 1985). Si todavía refinamos aun más la mirada, lo que sabemos acerca del modo en que el sujeto migrante se vincula con el espacio, los mecanismos por los cuales lo incorpora, lo interpreta, les otorga valor y sentido, etc. es todavía un campo de estudio en formación tanto teórico conceptual, como metodológico. El presente trabajo apunta a contribuir a cubrir parte de esta vacancia desde lo teórico conceptual, pero tomando como punto de partida las investigaciones realizadas sobre el caso de los migrantes bolivianos del altiplano de origen campesino a la provincia de Tucumán, Argentina. Se analizan, y relacionan, especialmente los conceptos de “cultura migratoria”, “lugar” y “territorio migratorio”. Finalmente, el trabajo propone algunos lineamientos de tipo metodológico para el abordaje de estos tópicos. AGNEW, J. (1984) “Place and Political Behaviour: the geography of Scottish nationalism”. Political Geography Quarterly, 3, 151-165 AGNEW, J. (1987) Place and Politics. 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355 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Pensar a partir dos migrantes: a perspectiva de Thomas e Znaniecki Aryadne Wadely; Migration, Narratives, Ethnography, Political Anthropology, Migration Studies A gestão das políticas migratórias constrói a imigração como um problema, sobretudo quando esses corpos moventes participam de disputas e rupturas sociais nos espaços urbanos. Este artigo, em contrapartida, assume o desafio de tomar o fenômeno migratório como perspectiva. William I. Thomas e Florian Znaniecki (1974) se tornaram um marco dos estudos migratórios especialmente por consolidarem uma metodologia de pesquisa na qual a descrição densa de uma situação social foi construída dando notória ênfase ao que mulheres e homens diziam sobre eles próprios. É uma proposta de apreender a migração pelos seus trânsitos e, sobretudo, como uma experiência subjetiva a partir das relações tecidas por migrantes, das redes por eles agenciadas e de suas narrativas. Objetiva-se delinear e disputar uma epistemologia sobre os movimentos migratórios contemporâneos, de modo a resgatar a potência proeminente dessa etnografia clássica: pensar a partir dos migrantes como viés metodológico e como prática política. ALTO COMISSARIADO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA REFUGIADOS (ACNUR). The Global Report. 2017. Disponível em: . Último acesso em: 20 out 2017. BUTLER, Judith. Quadros de Guerra: quando a vida é passível de luto? 2a ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016. DAS, Veena. Tecnologías delyo: la pobreza y lasaludenun entorno urbano. In: DAS, Veena. Sujetosdeldolor, agentes de dignidad. Bogotá: Universidad Nacional de Colombia/ Facultad de Ciencias Humanas/PontificiaUniversidadJaveriana/Instituto Pensar, 2008. DE JESUS, Carolina Maria. Quarto de Despejo: diário de Uma favelada. São Paulo: Ática, 2007. FASSIN, Didier. La Rasion Humanitaire: une histoire morale du temps présent. Paris: Editions du Seuil, 2010, 358p. FOUCAULT, Michel. Segurança, Território e População. São Paulo: Martins Fontes, 2008, 572p. _____. Em Defesa da Sociedade: curso no Collège de France (1975-1976). 2a ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010, 269p. HANNERZ, Ulf. Explorando a Cidade: em busca de uma antropologia urbana. Rio de Janeiro: Vozes, 2015. MEZZADRA, Sandro. Derecho de fuga: migraciones, ciudadanía y globalización. Madrid: Traficantes de Sueños, 2005, 178p. SAYAD, Abdelmalek.Uma família deslocada, A maldição e A emancipação. In: BOURDIEU, Pierre (coord.). A miséria do mundo. Petrópolis: Vozes, 1997, p. 35-62; 651-672; 673-682. SIMMEL, Georg. O estrangeiro. RBSE 4 (12): 265-271, 2005. _____. A metrópole e a vida mental. In: VELHO, Otávio Guilherme(org.)O fenômeno urbano. Rio de Janeiro: Zahar Editores, p. 11-25, 1976. THOMAS, WilliamI. & ZNANIECKI, Florian. The Polish Peasant in Europe and America. New York: Octagon Books, 1974.
356 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Brotes nómades - el viaje como modo de vida. Un recorrido por la metodología de una etnografía multisituada Laura Mercedes Oyhantcabal; nomadismo, etnografía multisituada, modo de vida, viajeros, turismo mochilero. Algunos sujetos tienen la posibilidad de elegir el viaje como su modo de vida, se desarraigan de un territorio fijo para desplazarse de forma semi o no estructurada por tiempo indefinido, financiándose mientras viajan y sin otra proyección a futuro más que el de seguir viajando. Su elección es considerada un proyecto de vida individual que integra prácticas, disposiciones, apariencias y discursos específicos. Este artículo presenta la metodología de la tesis “Eligiendo ser nómade en la sociedad contemporánea” (Oyhantcabal, 2016) que busca entender el modo de vida de este tipo de viajeros en base a los elementos subjetivos que configuran sus elecciones, las prácticas y representaciones respecto al espacio y el tiempo, y las vivencias y representaciones del trabajo y la subsistencia. La investigación se realizó a partir de una etnografía multisituada con trabajo de campo con los viajeros en diversos formatos y en múltiples escenarios. ABELES, Marc. El campo y el Sub campo. En: GHASARIAN, Christian. De la etnografía a la antropología reflexiva. 2008. Buenos Aires, Argentina: Ediciones del Sol. 2008. BAUMAN, Zygmunt. Modernidad líquida. Buenos Aires, Argentina: Fondo de Cultura Económica. 2000 CABELLO, Antonio Martín. El turismo Backpacker en Chile como expresión de una subcultura juvenil global. Cuadernos de Turismo N 34. Universidad de Murcia, España. p. 165-188. 2014. CALLE, Laura; VILLARREAL, María del Carmen. Etnografía dentro y fuera de los estudios migratorios: una revisión pertinente. Sociedad e Cultura. V 20 N 2. Goiânia, Brasil. p. 51-73. 2017. CLIFFORD, James; MARCUS, George. Retóricas de la antropología. Madrid, España: Ediciones Jucar. 1991 CLIFFORD, James. Culturas Viajeras. Revista de Occidente. N 170-171. p. 45-74. 1995. DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Felix. Mil Mesetas. Valencia, España: Editorial Pre-textos. 2004 ESPINOSA, Cecilia. Viajeros al margen. Relatos nómades desde el espacio salteño. España: Editorial Académica Española. 2012. GEERTZ, Clifford. La interpretación de las culturas. Barcelona, España: Editorial Gedisa. 2003 GUBER, Rosana. La etnografía, método, campo y reflexividad. Bogotá, Colombia: Grupo Editorial Normal. 2001 HARAWAY, Donna. Ciencia, cyborgs y mujeres. La invención de la naturaleza. Madrid, España: Editorial Cátedra. 1995 MAFFESOLI, Michel. El instante eterno. El retorno de lo trágico en las sociedades posmodernas. México DF, México: Editorial Paidós. 2001 MAFFESOLI, Michel. El nomadismo. Vagabundeos iniciáticos. México: Fondo de Cultura Económica. 2004 MARCUS, George; FISCHER, Michael. La antropología como crítica cultural. Un momento experimental en las ciencias humanas. Buenos Aires, Argentina: FLACSO. 2000 MARCUS, George. Etnografía en/del sistema mundo. El surgimiento de la antropología multilocal En: Revista Alteridades 11 (22). p. 111-127. 2001. MONTEIRO SILVA, Igor. Backpackers. Notas sobre o universo de prácticas mochileras. 2011. Disponible en: (Acceso en may. 2015) NOGUÉS, Antonio Miguel. Genealogía de la difícil relación entre antropología social y turismo . Revista PASOS: Revista de Turismo y Patrimonio Cultural V7 N1. p: 43-56. 2009. OYHANTCABAL, Laura Mercedes. Eligiendo ser nómade en la sociedad contemporánea. Una aproximación a las prácticas y discursos de quienes eligen el viaje como modo de vida. Montevideo, Uruguay: Universidad de la República. 2016. Disponible en: (Acceso en abr. 2018) PERRET, Gimena. Territorialidad y práctica antropológica: desafíos epistemológicos de una antropología multisituada/multilocal. KULA. Antropólogos del Atlántico Sur. Argentina. p. 52 – 60. 2011. Disponible en: (Acceso en: jun. 2018) PINHEIRO, Mauro. Estilos de vida e individualidade. Horizontes Antropológicos año 16, N 33. Porto Alegre, Brasil. p. 41-53. 2010. PRATT, Mary Louise. Ojos imperiales. Literatura de viajes y transculturación. México: Fondo de Cultura Económica. 2010 RICHARDS, Greg; WILSON, Julie. The global nomad. United Kingdom: Channel View Publications-Series Editor. 2004 VELHO, Gilberto. Metrópole, cosmopolitismo e mediacao. Horizontes Antropológicos año 16, N 33. Porto Alegre, Brasil. p. 15-23. 2010. WHEATON, Belinda. Understanding Lifestyle Sports. Consumption, identity and difference. New York, USA: Routledge. 2004.
357 argumentos v. 15 n. 1 (2018) De perto e por dentro do ringue: boxe, mobilidade e os desafios de uma etnografia onde “é o movimento que conta” Michel de Paula Soares; boxe, corpo, território, mobilidade, relações raciais. O presente artigo apoia-se em uma etnografia em duas academias de boxe na cidade de São Paulo, localizadas em diferentes territórios – Baixada do Glicério e Tatuapé. Para isso, coloco meu próprio corpo em campo como ferramenta de investigação através da aprendizagem do pugilismo.Acompanho e me interesso pelas trajetórias e histórias de vida de meus interlocutores, em sua maioria homens negros em distintas condições de mobilidade, cidadania e vulnerabilidade, entre eles os angolanos Leon e Jonas.Pretendo demonstrar como, transitando entre as categorias “perigoso” e “em perigo”, entre a vitimização e a moral meritocrática, eles apresentam múltiplas maneirasde fazer-cidade (Agier, 2015) através de seus corpos-território. Além disso, é através das aulas de boxe que uma série de memórias e relatos autobiográficos são expostos por meus companheiros de treino, assim como reflexões sobre raça, violência e desigualdade. Desta maneira, buscoapresentar minha própria trajetória de pesquisa, ressaltando alguns procedimentos para o estudo das migrações internacionais ancoradas no eixo sul-sul, mais especificamente as relações de mobilidade entre Brasil e Angola. O mundo do boxe envolve uma emaranhada e complexa trama política-social, justapondo masculinidades conflitantes e contraditórias, significados sobre racismo e violência, disciplina e sacrifício, espaços urbanos e fronteiras simbólicas, resultando em dinâmicas históricas singulares e carregadas de significação para as pessoas envolvidas. Assim, a confluência dos sujeitos em mobilidade com o boxe, prática onde “é o movimento que conta” (DeeDee, em Wacquant, 2002, p.121) apresenta-se como fértil território para as discussões sobre corpo, território, mobilidade e relações raciais. AGIER, Michel. “Refugiados diante da nova ordem mundial”. In: Tempo Social, Revista de Sociologia da USP, v.18, n2, 2006. _________. “Do direito à cidade ao fazer-cidade: o antropólogo, a margem e o centro”. In: Mana 21 (3), 2015. APPIAH, Kwame Anthony. Na casa de meu pai – A África na Filosofia da Cultura. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. BÁLSAMO, Pilar U. “Migrações entre a Costa do Marfim e a Venezuela: local, global”. In: Cartografias da imigração: interculturalidade e políticas públicas. Porto Alegre: UFRGS, 2007. BERTHO, Alain. “Penser la ville monde”. In Socio-anthropologie n. 16, 2005. 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358 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Do amor e outras demandas: homens alemães, os trópicos e a plataforma brazilcupid.com Thais Tiriba; Fluxos matrimoniais transnacionais, masculinidades, gênero, raça. Nesse artigo, apresento a plataforma de relacionamento Brazilcupid.com e abordo algumas características gerais dos alemães membros dela. Baseada em minhas correspondências com alguns deles, apresento os altos e baixos de suas vivências online, suas experiências prévias no Brasil e América Latina e suas noções acerca da mulher brasileira e do Brasil em relação àquelas da mulher alemã e da Alemanha. Tais homens buscavam mudanças para suas vidas. Vivenciavam a experiência do internet dating na esperança de encontrarem para si felicidade. Esta, dada através da realização amorosa, pareceu por vezes estar relacionada a lembranças nostálgicas. De um lado, relacionado a uma temporalidade das relações de gênero “complementares”, e de outro, relacionado a suas próprias experiências na América Latina na juventude. Seus ideais de relacionamento com “proximidade corporal e emocional” não poderiam ser alcançados com suas conterrâneas e localizavam as peculiaridades da mulher brasileira a partir do clima/natureza e da diferente “educação”. ANGÉ, Olivia., BERLINER, David. Anthropology and Nostalgia. Nova Iorque: Berghahn Books, 2014. BELELI, Iara. Amores online. In: PELÚCIO, Larissa et al (orgs.) Olhares plurais para o cotidiano: gênero, sexualidade e mídia. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012. ________, Iara. O imperativo das imagens: construções de afinidades nas mídias digitais. Cad. Pagu, n.44, 2015. BLANCHETTE, Thaddeus. “Fariseus” e “gringos bons”: masculinidade e turismo sexual em Copacabana. In: PISCITELLI, Adriana; ASSIS, Gláucia de Oliveira; OLIVAR, José Miguel Nieto (orgs.) Gênero, sexo, afetos e dinheiro: mobilidades transnacionais envolvendo o Brasil.Campinas: UNICAMP/PAGU, 2011. CONSTABLE, Nicole. Romance on a global stage: pen pals, virtual ethnography, and “mail order” marriages. Berkeley: University of California Press, 2003. GLOWSKY, David. Why Do German Men Marry Women from Less Developed Countries? An Analysis of Transnational Partner Search Based on the German Socio Economic Panel. SOEPpapes, n.61, 2007. LEHMANN-CARPZOV, Ana Rosa. Turismo e Identidade: Construção de identidades sociais no contexto do turismo sexual entre alemães e brasileiras na cidade do Recife. Recife, 1994. Dissertação (Mestrado em Antropologia) - Universidade Federal de Pernambuco. MOUTINHO, Laura. Razão, “cor” e desejo: uma análise comparativa sobre relacionamentos afetivo-sexuais “inter-raciais” no Brasil e na África do Sul. São Paulo: Editora Unesp, 2004. PELÚCIO, Larissa. Narrativas Infiéis: notas metodológicas e afetivas sobre experiências das masculinidades em um site de encontros para pessoas casadas. Cad. Pagu, n.44, 2015. ROSA, Renata de Melo. Cariocas e estrangeiros: gênero e identidade nacional no processo identitário. Mneme – Revista de Humanidades. v.1, n.2, 2000. SCHAEFFER-GRABIEL, Felicity. Cyberbrides and Global Imaginaries: Mexican women’s turn from the national to the foreign. Space and Culture, v.7, n.1, 2004. SILVA, Ana Paula da; BLANCHETTE, Thaddeus. “A mistura clássica”: miscigenação e o apelo do Rio de Janeiro como destino para o turismo sexual. Bagoa, n.5, 2010. TIRIBA, Thais. Uma atraente esposa brasileira ou seu dinheiro de volta: uma análise de agências de casamento especializadas em unir mulheres brasileiras a homens alemães. São Paulo, 2017. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Universidade de São Paulo.
359 argumentos v. 15 n. 1 (2018) “Now it’s your turn!” Identifying positionalities and boundary shifting in ethnographic fieldwork Ana Irine Rovetta Cortés; Migration studies; Ethnographic fieldwork; Positional reflexivity; Boundary lens In the field of migration studies there has been significant debate around the advantages associated with sharing a national or ethnic belonging with research participants. This article joins the recent contributions of female migrant investigators who have opted for what I here refer to as positional reflexivity, questioning the aprioristic conditions of insiderness or outsiderness and advocating for a constant revision of the positionalities and negotiations of power that come into play in the field. I describe the considerations generated by the implementation of this approach in a qualitative study I carried out in the Italian region of Veneto, in which I examined the complex and shifting boundaries that were explicitly mentioned during my encounters with key informants in institutional and associational environments, as well as during interviews with first and second-generation Argentinian migrants. I observe that multiple positionalities such as legal status, university position, national and provincial origin, ethnic origin, migratory generation, gender and age conditioned my interactions with research participants. ANTHIAS, Floya. Thinking through the lens of translocational positionality: An intersectionality frame for understanding identity and belonging. Translocations: Migration and Social Change, Belfast, v. 4, n. 1, p. 5-20, 2008. ROVETTA CORTÉS, Ana Irene. Diaspora engagement policies and migrants’ narratives across the Atlantic. In Margueritis, Ana (ed.),Shaping Migration between Europe and Latin America: New Approaches and Challenges, Institute of Latin American Studies, London, 2018. ROVETTA CORTÉS, Ana Irene. Si me dieran un billete de avión: recurriendo a la elucidación gráfica en entrevistas con menores de edad. EMPIRIA, Revista de metodología de ciencias sociales, vol. 36,2017. ROVETTA CORTÉS, Ana Irene. Pertenencias danzantes: migración familiar y políticas de retorno. IEPALA, Madrid, 2016. GLICK SCHILLER, Nina; ÇAĞLAR, Ayşe; GULDBRANDSEN, Thaddeus C. Beyond the ethnic lens: Locality, globality, and born‐again incorporation. American ethnologist, Washington, vol. 33, n. 4, p. 612-633, 2006. GRAY, Breda. Putting emotion and reflexivity to work in researching migration. Sociology, Manchester, vol. 42, n. 5, p. 935-952, 2008. GUNARATNAM, Yasmin. Researching race and ethnicity: Methods, knowledge and power. Sage, London, 2003. LEUNG, Maggi W. H. ‘Talk to her, she is also Chinese’: A Reflection on the spatial-temporal reach of co-ethnicity in migration research. Forum: Qualitative Social Research, Berlin, vol. 16, n. 2, 2015. MACBETH, Douglas. On ‘reflexivity’ in qualitative research: Two readings, and a third. Qualitative Inquiry, Bradford, vol. 7, n. 1, p. 35–68, 2001. MANNHEIM, Karl. Essays on the sociology of knowledge. Routledge, London, 1959. MOROŞANU, Laura. Researching coethnic migrants: Privileges and puzzles of ‘insiderness’. Forum: Qualitative Social Research, Berlin, vol. 16, n. 2, 2015. NOWICKA, Magdalena; RYAN, Louise. Beyond insiders and outsiders in migration research: Rejecting a priori commonalities. Introduction to the FQS thematic section on ‘Researcher, migrant, woman: Methodological implications of multiple positionalities in migration studies’. Forum: Qualitative Social Research, Berlin, vol. 16, n. 2, 2015. PILLOW, Wanda. Confession, catharsis or cure? Rethinking the uses of reflexivity as methodological power in qualitative research. Qualitative Studies in Education, Indianapolis, vol. 16, n. 2, p. 175-196, 2003. ROSE, Gillian. Situating knowledges: Positionality, reflexivities and other tactics. Progress in Human Geography, Manchester, vol. 21, n. 3, p. 305-320, 1997. RYAN, Louise. ‘Inside’ and ‘outside’ of what or where? Researching migration through multi-positionalities. Forum: Qualitative Social Research, Berlin, vol. 16, n. 2, 2015. SHINOZAKI, Kyoko. Transnational dynamics in researching migrants: Self-reflexivity and boundary-drawing in fieldwork, Ethnic and Racial Studies, Guildford, vol. 35, n. 10, p. 1810-1827, 2012. WIMMER, Andreas; and GLICK SCHILLER, Nina. Methodological nationalism and beyond: Nation-state building, migration and the social sciences. Global Networks, Oxford, vol. 2, n. 4, p. 301-334, 2002. WYLIE, Alison; POTTER, Elisabeth; BAUCHSPIES, Wenda K. Feminist perspectives on science. In ZALTA, Edward N. (ed.), The Stanford Encyclopedia of Philosophy, Stanford University, Stanford, 2010. YUVAL-DAVIS, Nira. The politics of belonging: Intersectional contestations. Sage, Londres, 2011.
360 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Frecuencia Boliviana: entre la lógica comunitaria y la lógica comercial Lucía Blasco; Radiodifusión Boliviana, Buenos Aires, radios comunitarias, radios comerciales, etnografía Este trabajo, expone las características generales que presentan las radios gestionadas por y destinadas a la población boliviana residente en el Área Metropolitana de Buenos Aires a partir de una mirada etnográfica. Asimismo, se dará cuenta de las tensiones existentes en torno al perfil identitario de estas radios (si son radios comunitarias o son radios comerciales). Para ello, resulta necesario reconstruir la historia de la radiodifusión boliviana. Veremos cómo, atravesadas por un contexto migratorio, en estas radios confluyen diferentes elementos (provenientes de lo comunitario y de lo comercial) de diferente orden (político, económico, jurídico y sociocultural) cuyas interacciones superan el rol estrictamente comunicacional. BENENCIA, Roberto.El infierno del trabajo esclavo. Las contracaras de las exitosas economías étnicas, en Avá Revista de Antropología, N°15, p 45. 2009. Disponible en http://argos.fhycs.unam.edu.ar/bitstream/handle/123456789/472/ava15_02_benencia.pdf?sequence=1&isAllowed=y Ultimo acceso 12 jun. 2018 ___________ Los inmigrantes bolivianos en el mercado de trabajo de la horticultura en fresco deBuenos Aires”. Cuadernos N° 2. OIM El impacto de las migraciones en Argentina, p, 153-234.Buenos Aires. 2012 CERRUTTI, Marcela y Alicia, MAGUID. Inserción laboral e ingresos de los migrantes de países limítrofes y peruanos en el Gran Buenos Aires, en Notas de Población N°83.CEPALp.75-98. 2007 CORTES, Rosalía y Fernando, GROISMAN.Migraciones, mercado de trabajo y pobreza en el Gran Buenos Aires, en Revista de la CEPAL N°82. (LC/G.2220-P/E) Santiago de Chile. 2004 COURTIS, Corina y María Inés, PACECCA.Migración y derechos humanos: una aproximación crítica al nuevo paradigmapara el tratamiento de la cuestión migratoria en la Argentina. En Revista Jurídica de Buenos Aires. Número especial sobre Derechos Humanos. Facultad de Derecho, Universidad de Buenos Aires. p. 183-200. 2007 DANDLER, Jorge y Carmen, MEDEIROS.Migración temporaria de Cochabamba, Bolivia, a la Argentina: patrones e impacto en las áreas de envío”. En: PESSAR, Patricia (Comp.) Fronteras permeables: migración laboral y movimientos de refugiados en América. Buenos Aires. Planeta. 1991 INDEC. Instituto Nacional de Estadísticas y Censos. Censo Nacional de Población, Hogares y Viviendas 2010.Serie B N° 2. - 1a ed. 2012 KEJVAL, Larisa.Truchas. Los proyectos políticos-culturales de las radios comunitarias, alternativas y populares argentinas”. En CEPED Nº 8, p. 27-48. Buenos Aires: Editorial Prometeo. 2009 LAMAS, Ernesto y Claudia, VILLAMAYOR.. Gestión de la radio comunitaria y ciudadana. FES/ AMARC.Disponible en http://www.vivalaradio.org/comunicacion-alternativa/PDFs/COM_manualdegestion_mod4.pdf. Ultimo acceso 12 jun. 2018 MAGUID, Alicia y Sebastián BRUNO.Migración, mercado de trabajo y movilidad ocupacional: el caso de los bolivianos y paraguayos en el Área Metropolitana de Buenos Aires. En RevistaPoblación de Buenos Aires, V.7, n° 12, p. 7-28. 2010 NOVICK, Susana. Política migratoria en la Argentina. En OTEIZA, Enrique; Susana NOVICK y Roberto ARUJ: Inmigración y discriminación. Políticas y discursos. Buenos Aires. Grupo Editor Universitario. 1997. POSTOLSKY, Glenn y Diego MARINO.Relaciones peligrosas: los medios y la dictadura, entre el control, la censura y los negocio”. En MASTRINI, Guillermo (Coord.) Mucho ruido, pocas leyes: economía y política de comunicación en la Argentina 1920-2007. Buenos Aires: Ediciones La crujía. 2da edición ampliada. 2009 ROSSI, Diego. La radiodifusión entre 1990-1995: exacerbación del modelo privado-comercial”. En MASTRINI, Guillermo (Coord.) Mucho ruido, pocas leyes: economía y política de comunicación en la Argentina 1920-2007. Buenos Aires: Ediciones La Crujía.2da edición ampliada 2009 ULANOVSKY, Carlos. Siempre los escucho. Retratos de la radio argentina en el siglo XXI, Buenos Aires. Emecé. 2007 ________, Carlos [et al]). Días de radio 1960-1995. Historia de los medios de comunicación en la Argentina. Tercera edición. Buenos Aires. Emecé. 2011.
361 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Juventudes ‘latinoamericanas’ en Buenos Aires. Luchas migrantes y configuraciones transnacionales de lo local Débora Gerbaudo Suárez; juventudes, movilidad, movimientos sociales, transnacionalismo, escalas. En este artículo analizamos algunos fenómenos en torno a la movilidad y la no movilidad en las migraciones Sur-Sur, a partir de la experiencia de un segmento de jóvenes latinoamericanos en Buenos Aires. La investigación incorpora la perspectiva de las movilidades y una metodología etnográfica para comprender las experiencias de transnacionalismo político en la región, con foco en las juventudes migrantes. De este modo, primero resumimos un perfil socio-demográfico de las/os jóvenes para comprender quiénes conforman estas juventudes migrantes en la ciudad. Luego, revisamos los factores que influyeron en la migración de estas/os jóvenes y en sus procesos de organización política. En tercer lugar, articulamos una perspectiva transnacional de las migraciones analizando la experiencia de las/os jóvenes en el espacio de la “localidad” atravesada por múltiples escalas. Por último, reflexionamos sobre las nuevas formas de ciudadanía que estas juventudes latinoamericanas construyen en las luchas migrantes de Argentina. ARGENTINA. Presidencia de la República. Decreto de Necesidad y Urgencia 70/2017, Modificación. Ley N° 25.871, Boletín Oficial, 30 ene. 2017. Disponible en: http://servicios.infoleg.gob.ar/infolegInternet/verNorma.do?id=271245. Acceso en: 10 sept. 2017. ARGENTINA. Censo Nacional de Población, Hogares y Viviendas 2010. Censo del Bicentenario: Resultados definitivos Serie B, n 2, Tomo 1. Buenos Aires: Instituto Nacional de Estadísticas y Censos-INDEC, 2012. p. 378. Disponible en: www.indec.gob.ar/ftp/cuadros/poblacion/censo2010_tomo1.pdf. Acceso en: 20 sept. 2017. ARGENTINA. Presidencia de la República. 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362 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Entrevista com Liliana Lyra Jubilut: a contínua busca de proteção integral para pessoas refugiadas e outros migrantes Bruna Soares de Aguiar; categorias, Direitos Humanos, metodologia, migrante, refúgio. Na entrevista concedida a Revista Argumentos, Liliana Lyra Jubilut trata da temática do refúgio a partir dos seguintes eixos principais: metodologia de pesquisa, Direitos Humanos, proteção a pessoas refugiadas e fluxos migratórios na América Latina. Jubilut argumenta, considerando os marcos legais, internacionais e nacionais, as principais lacunas para trabalhar a questão do refúgio, tanto a partir do viés do pesquisador quanto da prática de proteção. A Professora destaca a importância e a necessidade de compreender as pessoas refugiadas e migrantes como sujeitos. ACNUR. Global Trends: Forced Displacement in 2016. 2017. Disponível em: http://www.unhcr.org/5943e8a34.pdf Acessado em: junho de 2016. HADDAD, Emma. The Refugee in International Society. 2009. ISBN: 9780511491351. JUBILUT, Liliana Lyra; MADUREIRA, André Lima. Os Desafios de Proteção aos Refugiados e Migrantes Forçados no Marco de Cartagena + 30. Dossiê: “Migrações Forçadas”. REMHU - Rev. Interdiscip. Mobil. Hum., Brasília, Ano XXII, n. 43, p. 11-33, 2014. MÉDICOS SEM FRONTEIRAS. Forçados a Fugir do Triângulo Norte da América Central: Uma Crise Humanitária Negligenciada. 2017. Disponível em: https://www.msf.org.br/publicacoes/forcados-a-fugir.pdf Acessado em: junho de 2018. MOREIRA, Julia Bertino. Pesquisando Migrantes Forçados e Refugiados: Reflexões sobre Desafios Metodológicos no Campo de Estudos. Rev. Sociedade e Cultura, Goiás. V.20, N.2. p. 154-172. 2017. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/fchf/article/view/53079/25586 Acessado em: junho de 2018. ZETTER, Roger. Labelling Refugees: Forming and Transforming a Bureaucratic Identity. Journal of Refugee Studies. V.4, Issue 1. 1991. ___________. More Labels, Fewer Refugees: Remaking the Refugee Label in a Era of Globalization. Journal of Refugee Studies. V.20, Issue 2. 2007.
363 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Educação superior e desenvolvimento no Brasil: expansão e contenção (1961-1971) Dulce Pereira dos Santos;Adriany de Ávila Melo Sampaio;Sarah Jane Durães; Ensino Superior. Desenvolvimento. Expansão. Contenção. Políticas Públicas. Este artigo tem como objetivo analisar a relação entre educação superior e desenvolvimento no Brasil enfatizando o período compreendido entre o ano de 1961, quando entra em vigor a Lei de Diretrizes e Bases, e o de 1971, quando é aprovada a Lei 5692. A discussão destaca o período no qual se intensificaram as políticas (inter)nacionais de escolarização da população e, dentre elas, as de Educação superior para formação de profissionais de ensino e de pesquisa, caracterizando-se a importância fundamental da educação como estratégia de qualificação de mão de obra para o mercado de trabalho. Em linhas gerais, se identifica que houve uma política de contenção e ao mesmo tempo uma expansão de instituições mediante implantação de instituições privadas e no interior do país. BARROS, C. M. (2007). Ensino superior e sociedade brasileira. São Bernardo do Campo. 2007. 125f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo. BARROS, C. M. (2011). Sobrecertificação e expansão: o ensino superior brasileiro e a exclusão prorrogada de Pierre Bourdieu. Educere et Educare (Impresso), v. 6, 133-147. BERNARTT, M. de L. (2006). Desenvolvimento e ensino superior: um estudo do sudoeste do Paraná nos últimos 50 anos. Campinas. 2006. 272f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas. BONILLA, F. (1962). A educação e o desenvolvimento político no Brasil. RBPE, Rio de Janeiro, INEP, v. 38, n. 88, p. 45-73, out./dez. BRASIL. (1962). Conselho Federal de Educação. Parecer n. 292, de 14 de novembro de 1962. Trata da parte pedagógica dos currículos mínimos relativos aos cursos de licenciatura. Relator: Valnir Chagas. Documenta, Brasília, n. 10, 95-100. BRASIL. (1967). Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em: . Acesso em: 06/08/2015. BRASIL. (1966). Decreto n. 62.937/1966. Disponível em: . Acesso em: 13/08/2014. BRASIL. (1966). Decreto-Lei n. 53, de 18 de novembro de 1966. Fixa princípios e normas de organização para as universidades federais e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 21 nov. BRASIL. (1967). Decreto-Lei n. 252, de 21 de fevereiro de 1967. Estabelece Normas Complementares ao Decreto-Lei n. 53, de 18 de novembro de 1966. Diário Oficial da União, Brasília, 28 fev. BRASIL. (1968). Decreto-Lei n. 464, de 11 de fevereiro de 1969. Estabelece normas complementares à Lei n. 5.540, de 28 de novembro de 1968, e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em 18/12/2013. BRASIL. (1969). Decreto-Lei n. 869 de 12 de setembro de 1969. 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364 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Notas sobre “o mercado em Weber”: espaço de poder e dominação Marconi Gomes da Silva;Francisco Wellington Duarte; Mercado, Economia, Sociedade, Ação Social, Poder. O presente texto tem como objeto central de análise O mercado, tomando como referência fundamental o capítulo sexto do livro Economia e Sociedade de Max Weber. A perspectiva adotada é a de que o mercado é, por excelência, um espaço permeado por relações de poder e dominação e, ademais, marcado pela presença decisiva do dinheiro. Assim, constitui-se em algo que se distancia bastante da perspectiva dominante à época da publicação de Economia e Sociedade e por longo período na teoria econômica, segundo a qual o mercado é uma instituição natural e eterna do mundo dos homens, caracterizada por relações simétricas entre distintos agentes econômicos. A compreensão é a de que, embora a troca se constitua no poder exercido, por excelência, de forma não violenta, enquanto espaço de exercício de poder, não descarta a possibilidade da utilização de recursos extremos de violência como suporte ao processo de enriquecimento e de dominação. BENTHAM, Jeremy. Uma introdução aos princípios da moral e da legislação. In: MILL, John Stuart e BENTHAM, Jeremy. Coleção Os pensadores, São Paulo: Abril Cultural, 1979. DEANE, Phyllis. A evolução das idéias econômicas. Rio de Janeiro: Zahar, 1980. 287 p. DEYON, Pierre. Mercantilismo (1969). São Paulo: Editora Perspectiva, 1985. HEILBRONER, Robert. A formação da sociedade econômica. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987. 366 p. LEPSIUS, M. Rainer. “Economia e sociedade”: a herança de Max Weber à luz da edição de sua Obra completa (MWG). Tempo soc. [online]. 2012, vol.24, n.1, pp.137-145. MARSHALL, Alfred (1890). Princípios de Economia: tratado introdutório. São Paulo: Nova Cultural, 1985. 441 p. MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. 2. ed., São Paulo: Nova Cultural, 1985. V. I, T. 1. 301 p. MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. 2. ed., São Paulo: Nova Cultural, 1985. V. I, T. 2. 306 p. POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens da nossa época. Rio de Janeiro: Campus, 198. 349 p. WEBER, Max. Economia e sociedade. 4. ed., Brasília: Editora da UNB, 1998. v. I. 422 p. WEBER, Max. Max Weber:Sociologia. COHN, Gabriel (Org.). 4. ed., São Paulo: Ática, 1989. (Coleção Grandes Cientistas Sociais; 13). 216 p.
365 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Ações extensionistas em propriedades rurais no interior de Prudentópolis-PR Vanessa Alberton;Leonardo Zanlorenci;Ronaldo Ferreira Maganhotto; Extensão; Comunidade; Turismo; Aprendizado; Desenvolvimento. Têm como objetivo abordar a importância de desenvolver a extensão universitária junto à comunidade. Portanto, apresenta as experiências obtidas na execução do projeto de extensão “Roteiro Turístico no Meio Rural: uma alternativa não agrícola para complementação de renda das pequenas propriedades do município do Prudentópolis/PR”, vinculado ao Programa Universidade Sem Fronteiras (USF), à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e à Universidade Estadual do Centro-oeste (UNICENTRO). Através de pesquisa qualitativa, descritiva, utilizou-se de observação direta e análise documental em dados primários e secundários. Observou-se que a extensão universitária agrega ao processo de desenvolvimento comunitário. Ocorre o amadurecimento dos acadêmicos, aperfeiçoando os saberes, possibilitando o compartilhamento de informações e técnicas em variadas áreas do conhecimento. Por meio da execução destes projetos, a imagem da instituição de ensino vai sendo moldada pelos extensionistas, levando para a população as possibilidades e ações que podem ser desenvolvidas junto à comunidade. BAGGIO, Adelar F.; BAGGIO, Daniel K.. Empreendedorismo: conceitos e definições. Revista de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia. Vol.1, nº 1, 2014, p. 25-38. BASIL, Douglas; COOK, Curtis W. E empresário diante das transformações sociais, econômicas e tecnológicas. In: KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Universidade e comunidade na edificação da sociedade. São Paulo: Edições Loyola, 1992. BRASIL. Lei º 5.540, de 28 de novembro de 1968. Disponível em: . Acesso em 11 de maio, 2016. BRASIL. Ministério do Turismo. Marcos conceituais. Disponível em: . Acesso em 11 de maio, 2016. ______. Turismo movimenta R$ 492 bilhões no Brasil em 2014. Brasília, 2015. Disponível em: < http://www.brasil.gov.br/turismo/2015/03/turismo-movimenta-r-492-bilhoes-no-brasil-em-2014>. Acesso em 11 de maio, 2016. ______. Roteiros do Brasil: Turismo e Sustentabilidade. Brasília, 2007. ______. Programa de Turismo Rural na Agricultura Familiar. Brasília, 2004. DIEGUEZ-CASTRILLON, Maria Isabel; et al. Turismo rural, empreendedorismo e gênero: um estudo de caso na comunidade autônoma da Galiza. Revista de Economia e Sociologia Rural. Brasília, vol. 50,nº 2, abr./jun. 2012. EMBAIXADA DA UCRÂNIA NO BRASIL. Prudentópolis, a pequena Ucrânia. Disponível em: < http://brazil.mfa.gov.ua/pt/press-center/news/44615-prudentpolis-shtat-paran-brazilija-ce-mala-ukrajina>. Acesso em 25 de fevereiro de 2016. FACULDADES FORMAÇÃO MOCOCA. Manual de Extensão Universitária. Ano 2009. FARESIN; Roseli. O turismo rural como instrumento para o desenvolvimento sustentável no município de Quilombo, SC. Artigo de conclusão do curso de Especialização em Desenvolvimento Regional Sustentável. Universidade Comunitária da Região de Chapecó – Unochapecó. Chapecó, 2016. FORPROEX – Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras. Política Nacional de Extensão Universitária. Manaus, 2012. ______. Avaliação Nacional da Extensão Universitária. Brasília, 2001. ______.Indissociabilidade Ensino-Pesquisa- Extensão e a flexibilização curricular: Uma visão da extensão. Brasília,2006. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2010. GUIL, Chico. et al. Prudentópolis 100 anos. Prudentópolis: Editora Artheiros, 2006. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Paraná: Prudentópolis. 2010. Disponível em: . Acesso em 10 de maio, 2016. LUDKE, M.; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo, EPU, 1986. MINAYO, M. C. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 29 ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2010. PHILERANO, D.; SOUZA, O. T.; BAGOLIN, I. P. O turismo rural como alternativa de desenvolvimento para a agricultura familiar: investigação sobre suas possibilidades nos municípios de Taquara e Rolante (RS). Ensaios FEE. Vol. 30. 2009. SANTOS, Marcos Pereira. Extensão Universitária: Espaço de aprendizagem profissional e suas relações com o ensino e a pesquisa na educação superior. Artigo. Revista Conexão UEPG, 2012, p. 154-163.
366 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Deliberação habermasiana e efetividade na construção da regulação brasileira Elisiane Carra Tunes;Antônio Carlos dos Santos; Deliberação; Esfera pública; Políticas públicas ambientais brasileiras. Desde a promulgação da Carta Magna de 1988 no Brasil houve uma proliferação de formas e instâncias de participação: lugares de encontro, discussão e deliberação entre sociedade e estado. É fundamental celebrar os avanços que a criação dessa institucionalidade representa. Porém, garantir canais formais de participação e deliberação não significa, por si só, que esta se dê de forma igualitária, generalizada e eficaz. A principal indagação está relacionada à capacidade dessa participação traduzir-se em uma efetiva democratização nos procedimentos de gestão dos assuntos públicos contribuindo, dessa maneira, para o aperfeiçoamento de políticas públicas. Dessa maneira, examina-se, neste artigo, os conceitos de deliberação e esfera pública sob a perspectiva da teoria de Habermas e seus comentadores, bem como analisa-se de que forma o debate pode ser utilizado para a construção coletiva de uma política pública. Sua parte final trata da efetividade deliberativa, ao tempo em que se pretende analisar o nível de aceitação das contribuições apresentadas pela sociedade para elaboração ou modificação de políticas públicas, sobretudo as políticas ambientais brasileiras. ABERS, R.; JORGE, K. D. Descentralização da Gestão da Água: Por que os comitês de bacia estão sendo criados? Ambiente & Sociedade, vol. VIII, nº. 2, jul/dez, 2005. _______________. Representação política e conferências: estabelecendo uma agenda de pesquisa. In: AVRITZER, L. Conferências Nacionais: atores, dinâmicas participativas e efetividade. Brasília: IPEA, 2013. ALMEIDA, D.; CUNHA, E. S. M. A análise da deliberação democrática: princípios, conceitos e variáveis relevantes. 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367 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Educação para a diversidade racial no contexto brasileiro: o contexto das leis 10639/2003 e 11645/2008 Rosenilton Silva de Oliveira; educação e diversidade, racismo, formação de professores, Lei 10639/03. O objetivo desse texto é refletir sobre alguns aspectos dos processos que culminaram com a alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB Lei 9394/1996), especificamente no seu artigo 26 e a criação dos artigos 26-A e 79b, que introduziram a obrigatoriedade do ensino de histórica e cultura africana, afro-brasileira e indígena na educação básica e insere o Dia da Consciência Negra no calendário escolar. Tais alterações foram empreendidas em 2013 e 2018, a partir das leis 10639 e 11645, as quais tratam dos contextos afro e ameríndio, respectivamente. O argumento central é de que tais modificações resultam da atuação de grupos dos movimentos negro e indígenas, ao longo dos séculos, cujo ápice se dá quando da promulgação da Constituição Federal em 1988. Por fim, se sublinha o papel paradigmático das Ciências Sociais neste contexto. BRASIL. Constituição Federal de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm _____. Lei Federal nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm _____. Lei Federal nº 11.645, de 10 de março de 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm _____.Lei Federal nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7716.htm _____.Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm _____.Lei Federal nº 1.390, de 03 de julho de 1951. 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368 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Caminhada etnográfica na região central de Montes Claros – MG José Guilherme Magnani; antropologia urbana, relato etnográfico, caminhada, observação Relato etnográfico conduzido pelo Prof. Dr. José Guilherme Magnani, juntamente com estudantes de Ciências Sociais da Unimontes, através do centro de Montes Claros-MG.
369 argumentos v. 15 n. 1 (2018) Metodologia e teorias no estudo das migrações Leilane dos Reis Santos; estudos migratórios, metodologia, teoria Durand, Jorge; Lussi, Carmem. Metodologia e Teorias no Estudo das Migrações/Jorge Durand; Carmem Lussi. Jundiaí, Paco Editorial: 2015. 136 p
372 argumentos v. 14 n. 2 (2017) Poderias fisgar com o anzol o Leviatã? Considerações sobre o Estado, poder e alteridade Otávio Barduzzi Rodrigues da Costa; Poder, Ciência, sociedade, alteridade. O Estado, e a ciência e consequentemente e a verdade são construídas por pessoas que estão em uma situação de poder. O poder é constituído por essas mesmas pessoas. Essa relação traz certos problemas, uma vez que o poder e a ciência não se constitui democraticamente para todos como havia sido prometido na modernidade. Esse ensaio quer considerar alguns pensadores da modernidade que trabalham com poder e ciência. Através da leitura de autores como Latour, Focault, Bourdieu, dentre outros esse trabalho pretende apontar alguns dos problemas da relação entre Estado, poder e como isso pode afetar o cotidiano do ser em especial a diferença e alteridade. BÍBLIA. Bíblia Cristã Thompson de Estudo. Trad. João Ferreira de Almeida. Edição rev. e corrigida. Rio de Janeiro - RJ :CPAD-1995 BOURDIEU, P. O poder simbólico. Lisboa/Rio de Janeiro: DIFEL/Editora Bertrand Brasil, 1989. BOURDIEU, Pierre. Para uma sociologia da ciência. Lisboa, Edições 70, 2004. BRAMHALL, John. The Catching of Leviathan, or the Great Whale. In G. A. J. Rogers, Robert Filmer, George Lawson, John Bramhall & Edward Hyde Clarendon (eds.), Leviathan: Contemporary Responses to the Political Theory of Thomas Hobbes. Thoemmes Press. 1995 CAPRA, F. O ponto de mutação. A ciência, a sociedade e a cultura emergente. São Paulo, Cultrix, 1992. COLLINS, Harry; PINCH, Trevor. O golem: o que você deveria saber sobre ciência. São Paulo: Editora UNESP, 2003. FERNANDES, Florestan, A função social da Guerra na sociedade Tupinanbá, São Paulo, Pioneira 1970. FOUCAULT, M. Microfísica do poder. 9.ed. Rio de Janeiro: Graal, 1990. FOUCAULT, Michel(1999). Aula de 7 de janeiro de 1976. In:_____. Em defesa da sociedade: curso no Collège de France (1975-1976). São Paulo: Martins Fontes, 1999. FOUCAULT, Michel. A História da Loucura na Idade Clássica. 1997. São Paulo, Perspectiva de Janeiro, Graal FOUCAULT, Michel. Arqueologia do Saber. 2008. Rio de Janeiro, Forense Universitária. FOUCAULT, Michel. A Ordem do Discurso. São Paulo: Edições Loyola. 1972 GIDDENS, Anthony. Modernidade e Identidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor ,2002 HINKELAMMERT, Franz J. Hacia una crítica de la razón mítica: el labirinto de la modernidade. México: Editorial Driada, 2008. HOBBES, Thomas (1651/2006). Leviathan. Dover Publications. NY-NY, 2006 HUYSSEN, A. (1986). After the great divide, Modernism, mass culture and postmodernism. Bloomington: Indiana University Press. KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Ed. USP, 1986. Série debates. LATOUR, Bruno. Jamais Fomos Modernos. Editora 34. 1994. LYOTARD, Jean-François. The Postmodem Condition: A Report on Knowledge. Minneapolis: University of Minnesota Press,1984. MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe (Trad. Antonio Caruccio-Caporale). São Paulo: L&PM Editores: Porto Alegre, 2011. MARX, K. Grundisse, manuscritos econômicos de 1857 – 1858, Esboços da crítica da economia política, Boitempo editorial, 2011. PRANDI, C.; GIOVANNI Filoramo – As ciências das religiões, Paulus 1999. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social; tradução de Lourdes Santos Machado; introdução e notas de Paulo Arbousse-Bastide e Lourival Gomes Machado. – 2ª edição – São Paulo: Abril Cultural, 1978. RORTY, R.. A filosofia e o espelho da natureza. Lisboa: Dom Quixote, 1998. TOURAINE, Alain. Crítica da modernidade. Petrópolis: Vozes. 2002 TOYNBEE, Arnold. Um Estudo da História. Brasília: Martins Fontes & Editora Universidade de Brasília, 1987. WESTHELLE, Vitor (2008) - Traumas e Opções: Teologia e a Crise Da Modernidade, publicações do centro de estudos anglicanos, disponível em http://www.centroestudosanglicanos.com.br/bancodetextos/diversos/teologia_crise_modernidade_vitor.pdf, publicado em 14/out/2008, consultado em 30/mar/2013.
373 argumentos v. 14 n. 2 (2017) A noção de secularismo em Willian Connolly como alternativa ao uso da laicidade na compreensão dos conflitos entre política e religião Fernando Mezadri; Willian Connolly; Secularismo; Laicidade; Política; Religião O secularismo nas ciências sociais é um conceito auxiliar para explicação dos processos de secularização e diferenciação das esferas sociais modernas. O conceito acusa tanto uma ideologia, como uma doutrina ou um conjunto de práticas sociais. Em Connolly, o secularismo é uma categoria que remodela o secular ao romper com a narrativa clássica de separação entre política e religião. Como articular essa tese para compreensão das experiências secularistas praticadas no Brasil? Conjecturamos que o secularismo ultrapasse o plano normativo para ser uma teoria social. Esta noção é relevante pois o conceito de laicidade é normativo. O objetivo do artigo está em explicitar o secularismo em Connolly evitando assim o caráter antirreligioso presente na laicidade. A metodologia é a bibliográfico-descritiva e na conclusão, infere-se a viabilidade do uso do conceito em substituição à laicidade, contudo, o contexto brasileiro, por não se mostrar como uma democracia plural, a noção de laicidade ainda se torna não perde sua validade explicativa. BAUBÉROT, Jean. El origem del estado laico. Disponível em: . Acesso em: 01 abr. 2016. BRACHO, Carmem Vallarino. Laicidad y estado moderno: definiciones y processos. Disponível em: . Acesso em: 01 abr. 2016. CALHOUN, Craig; JUERGENSMEYER, Mark; VAN ANTWERPEN, Jonathan (org). 2011. Rethinking secularism. New York: Oxford University Press. 2011. CASTRO, Angela Niño. Redefiniendo el secularismo en democracias profundamente pluralistas. Diálogo de Saberes. Bogotá, n.36, p.101-115, 2012. CATROGA, Fernando. Entre deuses e césares: secularização, laicidade e religião civil. 1. ed. Coimbra, Almedina, 2006. CHAMBERS, Samuel A. e CARVER, Terrell (eds.) (2008) William E. Connolly: Democracy, pluralism and political theory. Londres e Nova York: Routledge CONNOLLY, William E. Why I am not a secularist. Minnesota, Univ of Minnesota Press: 1999. CONNOLLY. William E. Some Theses on Secularism. CULTURAL ANTHROPOLOGY, Vol. 26, Issue 4, pp. 648–656. Disponível em: Acesso em: 22 fev. 2016. DULLO, Eduardo. Artigo bibliográfico após a (antropologia/sociologia da) religião, o secularismo?. Mana, Rio de Janeiro, v. 18, n. 2, p. 379-392, 2012. GIUMBELLI, Emerson Fronteiras da laicidade. Resenha de Laïcités sans frontières. de Jean BAUBÉROT E Micheline MILOT. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 27, n. 79, p. 205-208, 2012. GIUMBELLI, Emerson. A presença do religioso no espaço público: modalidades no Brasil. Religião e Sociedade, v. 28, n. 2, p. 80-101, 2088. JAKELIC, Slavica. Secularism: a bibliographic essay. In: The Hedgehog Review, Charlottesville, v. 12, n. 3.p. 49-55, 2010. MARIANO, Ricardo. Laicidade à brasileira. Católicos, pentecostais e laicos em disputa na esfera pública. In: Civitas, Porto Alegre, v. 11 n. 2, p.238-258, 2011. ORO, Ari Pedro. A laicidade no Brasil e no ocidente: algumas considerações. In: Civitas, Porto Alegre, v. 11 n. 2, p.221-237, 2011. PABST, Adrian. The secularism of postsecularity: religion, realism, and the revival of grand theory in IR. In: Review of International Studies, p.38 2012, RANQUETAT JR, Cesar. Laicidade, laicismo e secularização: definindo e esclarecendo conceitos. Revista Sociais e Humanas, v. 21, n. 1, p. 67-75, 2008. SCHERER, Matthew. Beyond Church and State. Democracy, Secularism, and Conversion. New York: Cambridge University Press, 2013. SELL, C. E. Leituras de Weber e do Brasil: da política à religião, do atraso à modernidade. São Leopoldo. Revista de Ciências Sociais Unisinos, v. 43, n. 3, p. 241-248, 2007. SOFIATI, Flávio Monhoz. Perspectivas da laicidade no Brasil contemporâneo. Contemporânea, v. 5, n. 2, 2015, p.327-350. TAVOLARO, Sérgio B. F. Existe uma modernidade brasileira? Reflexões em torno de um dilema sociológico brasileiro” Revista brasileira de Ciências Sociais. v. 20, p.5-22, 2005. TAYLOR, Charles. A Secular Age. Cambridge, MA: Belknap Press of Harvard University, 2007. VIANA, Thiago Gomes. As intermitências da laicidade no brasil: os desafios em face do “fato do pluralismo”. Revista Libertas, v.1 n.2, p.342-377, 2014. WENMAN, Mark. William E. Connolly: Pluralism without Transcendence. The British Journal of Politics & International Relations, v.10, p. 156–170, 2008. WOHLRAB-SAHR, Monika; BURCHARDT, Marian. Multiple secularities: Towards a cultural sociology of secular modernities. Comparative Sociology, v.11, p. 875–909. 2012.
374 argumentos v. 14 n. 2 (2017) Aspectos metodológicos da obra de Max Weber: entendendo o tipo-ideal Mateus Tormin; Tipo-Ideal; Max Weber; Metodologia; Teoria Social Clássica Busca-se analisar textos de Weber e de comentadores de sua obra, com o objetivo de sistematizar informações acerca do tipo-ideal e, assim, explicá-lo. A principal conclusão do trabalho é de que o tipo-ideal não é uma ferramenta funcionalmente unitária, podendo assumir diferentes configurações. Para tentar deixar isso mais claro, foi proposta uma classificação dos tipos-ideias em quatro espécies/configurações. ARON, Raymond. As etapas do pensamento sociológico, 5ª ed., São Paulo: Martins Fontes, 2000. COHN, Gabriel. Crítica e Resignação: Max Weber e a teoria social, 2ª ed., São Paulo: Martins Fontes, 2002. ______. Perfiles em teoria social:Tocqueville y Weber, dos vocaciones. Disponível em: < http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/filopol2/cohn.pdf >. Acesso em: 07 jan. 2015. HEMPEL, Carl G. Aspects of Scientific Explanation, New York, 1965. KRONMAN, Anthony. Max Weber, trad. port. John Milton, Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. PARSONS, Talcott. The Structure of the Social Action, New York: The Free Press, 1966. SCHLUCHTER, Wolfgang. Rationalism, Religion and Domination, 2ª ed., California: University of California Press, 1989. SWEDBERG, Richard. Max Weber Dictionary: key words and central concepts, Standford Social Sciences, 2005. WEBER, Max. The Methodology of the Social Sciences, Ed. and trans. Edward A. Shils and henry A. Finch, New York: Free Press, 1949. ______. Roscher and Knies, 1975. ______. Economia e Sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva, trad. por Regis Barbosa e Karen Elsabe Barbosa, vol. 1, 4ª ed., Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2012. ______. A Ética Protestante e o “Espírito” do Capitalismo, trad. port. José Marcos Mariani de Macedo, São Paulo: Cia. das Letras, 2004. ______. Ensayos sobre metodología sociológica, Buenos Aires: Amorrotu editors.
375 argumentos v. 14 n. 2 (2017) Elementos de análise das Relações Internacionais no pensamento de Celso Furtado: os bloqueios externos ao desenvolvimento Paulo Victor Zaneratto Bittencourt; Estruturalismo latino-americano; Subdesenvolvimento; América Latina; Celso Furtado; Relações Internacionais. O ensejo do trabalho apresentado é demonstrar como algumas configurações advindas de fora das fronteiras de um Estado contribuem para seu encaixe nas relações que se estabelecem entre centro e periferia no pensamento de Celso Furtado. Para isso, não pretendemos apresentar o autor brasileiro como um teórico ou pensador das relações internacionais; antes, nosso esforço é no sentido de captar elementos de análise das relações internacionais a partir de seu pensamento, tais como a articulação entre centro e periferia, que condenam alguns países ao subdesenvolvimento e, também nesse sentido, como algumas políticas adotadas por países do centro agem de modo a bloquear o desenvolvimento dos países nessa mesma periferia, exemplo que é captado pela explicação de Furtado sobre a ação dos Estados Unidos em relação à América Latina, o qual, ao incluir em sua concepção de segurança o desenvolvimento desta última região, fá-lo através de uma ideia própria de desenvolvimento que termina por aprofundar o subdesenvolvimento latino-americano. BERNAL-MEZA, Raúl. “Síntese da evolução do pensamento latino-americano em relações internacionais”. In: PROCÓPIO, Argermiro (org.). Relações Internacionais: os excluídos da arca de Noé. São Paulo: Editora Hucitec, 2005, pp. 209-260. BIELSCHOWSKY, Ricardo. Pensamento econômico brasileiro: o ciclo ideológico do desenvolvimentismo. 4 ed. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000. CARDOSO, José Luís. “Reflexões periféricas sobre a difusão internacional do pensamento econômico”. Nova economia, vol 19, n. 2, 2009, pp. 251-265. FURTADO, Celso. Resenha de “Trusts y carteles, sus orígenes y influencia en la economia mundial”, de Richard Lewinsohn. Revista Brasileira de Economia, vol. 3, n. 1, 1949, pp. 103-106. ____. Subdesenvolvimento e estagnação na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. ____. Formação econômica da América Latina. 2 ed. Rio de Janeiro: Lia Editor, 1970. ____. A hegemonia dos Estados Unidos e o subdesenvolvimento da América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1973. ____. “Estado e empresas transnacionais na industrialização periférica. Revista de Economia Política, vol. 1, n. 1, 1981, pp. 41-49. ____. “Entre o inconformismo e reformismo”. Estudos Avançados, vol. 4, n. 8, 1990, pp. 166-187. ____. Teoria e política do desenvolvimento econômico. São Paulo: Paz e Terra, 2000a. ____. “O fator político na formação nacional”. Estudos avançados, vol. 14, n. 40, 2000b, pp. 7-12. ____. O capitalismo global. 7 ed. São Paulo: Paz e terra, 2007. ____. Desenvolvimento e subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Contraponto, 2009, ____. “O Subdesenvolvimento revisitado”. In: D’AGUIAR, Rosa Freire (org.). Essencial Celso Furtado. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2013a, pp. 251-275. ____. “Subdesenvolvimento e dependência: as conexões fundamentais”. In: D’AGUIAR, Rosa Freire (org.). Essencial Celso Furtado. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2013b, pp. 176-196. ____. “O novo quadro internacional”. In: D’AGUIAR, Rosa Freire (org.). Essencial Celso Furtado. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2013c, pp. 428-434. JAGUARIBE, Helio. “Celso Furtado: teoria e prática do desenvolvimento”. In: JAGUARIBE, Helio. Brasil, mundo e homem na atualidade: estudos diversos. Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, 2008, pp. 861-74. MALLORQUÍN, Carlos. “Celso Furtado: el hacedor del estructuralismo latinoamericano”. In: CORSI, Francisco Luiz; CAMARGO, José Marangoni (orgs.). Celso Furtado: os desafios do desenvolvimento. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010, pp. 53-80. PREBISCH, Raúl. “O desenvolvimento econômico da América Latina e seus principais problemas”. Revista Brasileira de Economia, vol. 3, n. 3, 1949, pp. 47-111. RICUPERO, Bernardo. “Celso Furtado e o pensamento social brasileiro”. Estudos Avançados, vol. 19, n. 53, 2005, pp. 371-377. RODRÍGUEZ, Octavio. “Claves para la agenda del desarollo”. Revista Problemas del Desarollo, vol 164, n. 42, 2011, pp. 5-23.
376 argumentos v. 14 n. 2 (2017) O indivíduo na perspectiva de Alain Touraine e Anthony Giddens Allisson Gomes dos Santos Goes; Indivíduo; Modernidade; Sujeito; Giddens; Touraine Este trabalho tem como objetivo discutir a noção de indivíduo na perspectiva de Alain Touraine e Anthony Giddens como parte do debate teórico concentrado na dicotomia entre estrutura e ação, indivíduo e sociedade, objetividade e subjetividade. Touraine aponta que o indivíduo é sujeito com desejo de ser ator social e indissociável da razão e da constituição da modernidade. Giddens desenvolve uma noção de indivíduo que é ao mesmo tempo agente e ator, substituindo o dualismo por dualidade da estrutura; o indivíduo também está ligado aos processos de desenvolvimento da modernidade a partir das escolhas que faz e de sua auto-identidade (self-identity). Entre convergências e divergências, os dois autores são importantes teóricos que nos ajudam a compreender parte do mundo social e das transformações sociais contemporâneas. DUBAR, Claude. Agente, ator, sujeito, autor: do semelhante ao mesmo. 2004. Disponível em . Acesso em: 03 ago. 2016. GIDDENS, Anthony. A constituição da sociedade. São Paulo, SP: Martins Fontes, 2009. _________________. Modernidade e identidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. _________________. As Consequências da Modernidade. São Paulo: Editora UNESP, 1991. _________________. A transformação da intimidade: sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas. São Paulo: Editora da Unesp, 1993. _________________. A terceira via: reflexões sobre o impasse político atual e o futuro da social-democracia. Rio de Janeiro: Record, 2001 GIDDENS, Anthony; TURNER, Jonathan H. (ed.). Teoria social hoje. São Paulo: UNESP, 1999. RAMOS, Rubia Araujo. Sujeito e modernidade na perspectiva de Alain Touraine. Guarulhos, 2013. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) - Universidade Federal de São Paulo. TOURAINE, Alain. Crítica da modernidade. Petrópolis: Vozes, 2012. ________________. Poderemos viver juntos?: iguais e diferentes. Petrópolis: Vozes, 1998. ________________. Un nuevo paradigma: para comprender el mundo de hoy. Barcelona: Ediciones Paidós Ibérica S.A., 2006. VERONESE, Marília; LACERDA, Luiz. O sujeito e o indivíduo na perspectiva de Alain Touraine. Revista Sociedade e Cultura. V.14, n. 2, p. 419-426, 2011.
377 argumentos v. 14 n. 2 (2017) A propósito do futuro das instituições de ensino superior António Bento Caleiro; Instituições de Ensino Superior; Simulação Baseada em Agentes; Teoria dos Jogos. Qualquer instituição de ensino superior (IES) está sujeita a um conjunto de forças internas e externas, endógenas e exógenas, controláveis e não controláveis, cuja conjugação, em termos de cenários, poderá ditar o seu futuro. Sendo certo que o futuro da instituição depende da conjugação de elementos de natureza externa, exógena e não controlável não deixa de ser também decisiva a resposta endógena, por parte dos elementos que, sendo internos, serão, aparentemente, melhor controláveis. Na verdade, enquanto instituições, os estabelecimentos de ensino superior são compostos por agentes/indivíduos possuindo interesses privados que, em determinadas circunstâncias, se sobrepõem aos interesses colectivos, devendo estas circunstâncias ser, o mais possível, evitadas e, muito mais, não devendo ser incentivadas. A criação e sustentabilidade de um comportamento cooperativo por parte dos diversos indivíduos que compõem a instituição é, assim, uma condição decisiva para o seu futuro. O principal objetivo do trabalho é, assim, o de mostrar a importância do comportamento cooperativo para o futuro das IES, para tal utilizando uma metodologia de simulação baseada em agentes. Em termos específicos, a partir da construção de cenários, a sua simulação permite, em primeiro lugar, lançar luz sobre as consequências futuras para as IES acaso tal comportamento não se verifique e, em segundo lugar, chamar a atenção para os fatores que se revelam decisivos na adoção, ou não, de um comportamento cooperativo por parte das forças internas que atuam nas IES. AIELLO, J.R.; KOLB, K.J. Electronic performance monitoring and social context: Impact on productivity and stress. Journal of Applied Psychology. V.80, n. 3, p.339-353, 1995. Acedido em setembro, 1, 2017, em http://www.dropbox.com/s/hazalhxd64wum9k/1995%20Aiello%20Kolb.pdf. ATKINSON, S.; BUTCHER, D. Trust in managerial relationships. Journal of Managerial Psychology. V.18, n. 4, p.282-304, 2003. BRANDEN, N. Self-esteem at work: How confident people make powerful companies. San Francisco: Jossey-Bass Publishers, 1998. COLLIGAN, T.W.; HIGGINS, E.M. Workplace stress: Etiology and consequences. Journal of Workplace Behavioral Health. V.21, n. 2, p.89-97, 2006. COX, T.H.; LOBEL, S.A.; MCLEOD, P.L. Effects of Ethnic Group Cultural Differences on Cooperative and Competitive Behavior On a Group Task. Academy of Management Journal. V.34, n. 4, December, p.827-847, 1991. DEFRANK, R.S.; IVANCEVICH, J.M. Stress on the Job: An Executive Update. The Academy of Management Executive. V.12, n. 3, August, p.55-66, 1998. DOYLE, K.; KLEINER, B.H. Managing for excellence in the public sector. Management Research News. V. 17, p.25-32, 1993. GILBERT, J.A.; CARR-RUFFINO, N.; IVANCEVICH, J.M.; KONOPASKE, R. Toxic versus cooperative behaviors at work: the role of organizational culture and leadership in creating community-centered organizations. International Journal of Leadership Studies. V.7, n. 1, p. 29-47, 2012. Acedido em junho 12, 2017, em http://www.regent.edu/acad/global/publications/ijls/new/vol7iss1/IJLS_Vol7Iss1_Gilbert_pp29-47.pdf GOLDMAN, A. Company on the couch: Unveiling toxic behavior in dysfunctional organizations. Journal of Management Inquiry. V.1, p.226-238, 2008. JONES, S. Collaborative management development pays off. Management Development Review. V.9, n. 7, p.27-31, 1996. VATN, A. Cooperative behavior and institutions. The Journal of Socio-Economics. V.38, n. 1, p. 188-196, 2009. VEGA, G.; COMER, D.R. Sticks and stones may break your bones, but words can break your spirit: Bullying in the workplace. Journal of Business Ethics. V.58, p.101-109, 2005. WONG, R.Y.; HONG, Y. Dynamic Influences of Culture on Cooperation in the Prisoner’s Dilemma. Psychological Science. V.16, n. 6, p. 429-434, 2005.
378 argumentos v. 14 n. 2 (2017) “Juventude violenta” como categoria: sobre os efeitos da articulação entre pobreza, juventude e violência Luana Dias Motta; Juventude; Violência; Pobreza; Gestão estatal; Periferias O objeto deste texto é a “juventude” enquanto categoria. São apresentados processos que confluíram para emergência da juventude como um problema, uma questão social e, consequentemente, como uma categoria através da qual se tem produzido formas de intervenção estatal junto a territórios e populações pobres, sobretudo quando se trata do tema da violência que emanaria das periferias e favelas dos centros urbanos. Para demonstrar essa lógica, são analisados documentos de Planos Nacionais de Segurança Pública e de dois Programas estudos, o Centro de Referências da Juventude e o Caminho Melhor Jovem, ambos do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Argumento que nas representações dominantes, os jovens de periferias são percebidos, simultaneamente, como as principais vítimas e agentes da violência. Nesse sentido, a mobilização da categoria “juventude” tem funcionado como um elemento de reconfiguração e reprodução da lógica, já antiga, que relaciona pobreza e violência linearmente, exatamente por ser constituída como público alvo privilegiado tanto das políticas de combate quanto de prevenção à violência. ABRAMOVAY, M.; CASTRO, M.G. Juventude no Brasil: vulnerabilidades negativas e positivas, desafiando enfoques de políticas públicas. Juventude Cultura e Políticas Públicas: Intervenções apresentadas no seminário teórico-político do Centro de Estudos e Memória da Juventude, São Paulo, v. 1, p. 35-66, 2005. BANENS, M. Foucault sur l’histoire de l’homosexualité. La Revue, 2009. BRASIL. Plano nacional de Segurança Pública. Brasília, 2000. BRASIL. 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379 argumentos v. 14 n. 2 (2017) O Orientalismo, ou a afirmação do Discurso Hegemônico do Ocidente Ettore Schimid Batalha; Orientalismo; Discurso; Poder; Hegemonia. O Orientalismo é um dos marcos que definem as obras e pesquisas comumente chamadas de Estudos Pós-Coloniais. O livro de Edward Said demonstra como a construção de um imaginário de um Ocidente dinâmico, universalista e racional necessitou e foi realizado sobre séculos de uma visão do Oriente como uma região geograficamente imaginada, construída a partir de concepções religiosas, morais e econômicas divergentes e imutáveis. O Oriente, no orientalismo, nada mais é que parte integrante da cultura material europeia e de sua civilização. BHABHA, Homi K. O Local da Cultura. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998. CHATELET, François; PISIES-KOUCHNER, Evelyne; DUHAMEL, Olivier (Org.). História das Ideias Políticas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1982. FOUCAULT, Michel. A Ordem do Discurso. São Paulo: Edições Loyola, 1996. GRUPPI, Luciano. O Conceito de Hegemonia em Gramsci. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1978. NARODOWSKI, Mariano. Foucault, o Aiatolá, os Intelectuais e a Política. Revista Educação e Realidade, UFRGS. 2004 (págs. 69 – 78). Disponível em: http://www.seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/article/viewFile/25419/14745. Acesso em: 08/02/2017 SAID, Edward. Orientalismo: O Oriente Como Invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
380 argumentos v. 14 n. 2 (2017) Possibilidades e restrições no acesso à cidade por jovens da periferia de Salvador Thaisa da Silva Ferreira; Juventude; cidade; periferia; Salvador O presente artigo analisa como se dá o acesso a cidade pela juventude a partir das narrativas de um grupo específico de jovens moradores de bairros periféricos de Salvador. Essas narrativas nos remete a importantes questões sobre espaços possíveis e espaços de restrições. Esse trabalho aponta que se por um lado as restrições de mobilidade são impostas de forma explícita devido a atuação da policia militar e pelos lideres do tráfico de drogas nos trajetos dos jovens, por outro a possibilidade de acesso a cidade de Salvador a partir de festas populares, como por exemplo, o carnaval, também coloca em discussão o quanto esse acesso é de fato possível ou na verdade aponta para uma outra restrição. AMPARO, Jaime. Topografias da violência: necropoder e governamentalidade espacial em São Paulo. Revista do Departamento de Geografia – USP, Volume 22 (2011), p. 108-134. CALDEIRA, Teresa Pires do Rio. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania. São Paulo. Ed. 34. 2000. FLAUZINA, Pinheiro Ana Luiza. Corpo caído no chão: O sistema penal e o projeto genocida do Estado brasileiro. Dissertação de Mestrado-Universidade de Brasília. 2006. FREYRE, Gilberto. Sobrados e mucambos: decadência do patriarcado rural e desenvolvimento urbano. 5ª edição. Rio de Janeiro: ed. J.Olympio, 1977. PERALVA, Angelina. Violência e democracia: o paradoxo brasileiro. São Paulo, Paz e Terra, 2000. __________________Democracia e violência: a modernização por baixo. Lua Nova [online]. n.40-41, pp.217-240. 1997. Disponível em; acessado 02.03.2015. REIS, Vilma. Atucaiados pelo Estado: as políticas de segurança pública implementadas nos bairros populares de Salvador e suas representações 1991-2001. Dissertação de Mestrado – Universidade Federal da Bahia – UFBA. 2005. SILVESTRE, Giane; SCHLITTLER, Maria Carolina; SINHORETTO, Jacqueline. Juventude e violência policial no município de São Paulo. Revista Brasileira de segurança publica. São Paulo v. 10, n. 1, 10-35, Fev/Mar 2016. TELLES, Vera. Nas tramas da cidade: trajetórias urbanas e seus territórios/organizado Vera da Silva Telles, Robert Cabanes. São Paulo. 2006. VILLAÇA, Flávio. O espaço intra-urbano no Brasil. São Paulo: Studio Nobel: FAPESP: Lincoln Institute, 2001. WACQUANT, Loic. As duas faces do gueto. São Paulo. Boitempo. 2008
381 argumentos v. 14 n. 2 (2017) A fraqueza da razão e a incerteza do conhecimento da verdade em Blaise Pascal Arlindo Nascimento Rocha; Pensamento racional; Limites da razão; Incerteza do conhecimento; Ceticismo fideísta; Natureza humana. O objetivo desse artigo é analisar as críticas de Pascal ao pensamento racional que pretendia legitimar a verdade baseando-se apenas na razão. Ele inicia seu percurso científico ainda criança, inspirado pelas discussões no círculo dos eruditos, e, por ter tido desde cedo a orientação do pai, seu único professor, que lhe introduziu no estudo da geometria e da matemática. Mais tarde, ele viria a dedicar-se ao estudo das Sagradas Escrituras. Como prova de sua fé, escreveu uma Apologia ao cristianismo. Após sua morte, amigos e familiares reuniram os fragmentos que foram publicados sob o título de Pensées. Nessa obra Pascal aproxima-se do ceticismo fideísta ao apontar os limites da razão e a incerteza do conhecimento racional que só podem ser superadas pela fé. Ele elabora o tema da contradição da natureza humana, presente na discussão moderna desde as suas raízes do humanismo renascentista, e retomado por ele a partir de Montaigne. ADORNO, Francesco Paolo. Pascal. -1ª edição. Tradução de Mário Laranjeira. São Paulo: Estação da Liberdade, 2008. 160 p. - (Figuras do Saber; 20). ATTALI, Jacques. Blaise Pascal ou o gênio francês. - 1ª edição. Bauru, São Paulo: EDUSC, 2003. 386p. - (Coleção Ciências Sociais). FRANÇA, Sirlene Carvalho Rocha. Resenhas, resumos e artigos acadêmicos. 1ª edição. –Irecê: Itacaiúnas, 2016, 116p. HORKHEIMER, Max. Eclipse da razão. Tradução de Sebastião Uchoa Leite. - São Paulo: Centauro, 2002. 192p. KREEFT, Peter. Cristianity for modern pagans: Pascal´s Pensées. Edited, Outlined and explained. - San Francisco: Ignautos press, 1993. 341p. LEBRUN, Gerard. Blaise Pascal. Voltas, Desvios e Reviravoltas. Tradução Luiz Roberto Salinas Fortes. - São Paulo: Editora Brasiliense, 1983.132p. MANTOVANI, Ricardo Vinicius Ibañez. 10 lições sobre Pascal. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2017. - (Coleção 10 lições) MORIN, Edgar. Meus filósofos. - 2ª edição. Traduzido por Edgard de Assis Carvalho e Mariza Perassi Bosco. - Porto Alegre: Sulina, 2014. 175p. OLIVA, Luís Cesar Guimarães. As marcas do sacrifício: um estudo sobre a possibilidade da história e Pascal. São Paulo: Associação Editorial Humanistas, 2004. 208 p. (Coleção Estudos Seiscentistas). PASCAL Blaise. Do Espírito geométrico e da arte de persuadir. Seleção, tradução e notas: Henrique Barrilaro Ruas. Estudo de: Eduardo Abranches de Soveral. Porto Editora – Porto – Portugal, 2003. 174p. _________. Pensamentos. - 4ª edição. Introdução e notas de Ch. – M. des Granges; tradução de Sérgio Milliet. - São Paulo: Nova Cultural, 1988. 276p. (Coleção Os Pensadores). _________. Pensamentos. - 4ª edição. Introdução e notas de Ch. – M. des Granges; tradução de Sérgio Milliet. - São Paulo: Nova Cultural, 1988. 276p. (Coleção Os Pensadores). _________. Do espírito geométrico e Da arte de persuadir: e outros escritos de ciência política e fé/Blaise Pascal; organização, introdução, tradução e notas Flávio Fontenelle Loque; prefácio Jean-Robert Armogathe; revisão técnica, Luís Cesar Guimarães Oliva; tradução das citações latinas Fábio Fortes. – 1ª ed. Belo Horizonte: Autentica Editora, 2017. – (Filô). _________. Pensamentos. - 2ª edição. Apresentação de notas Louis Lafuma; Tradução Mário Laranjeira, Revisão técnica Franklin Leopoldo e Silva, revisão da tradução Márcia Valéria Martinez de Aguiar; Introdução da edição brasileira Franklin Leopoldo e Silva. São Paulo: Martins Fontes, 2005. 441p. – (Paidéia). PONDÉ, Luiz Felipe. Conhecimento na desgraça: Ensaios de epistemologia pascaliana. - 1ª edição. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 2004.99p. – (Ensaios de cultura; 27). ROGERS, Ben. Pascal: elogio do efêmero. Tradução de Luiz Felipe Pondé. - São Paulo: Editora UNESP, 2001. 65p. – (Coleção grandes pensadores). SILVA, Antônio G. da. Pascal: Cientista e Filósofo Místico. – São Paulo: Lafonte, 2012.151p. (Coleção pensamentos & vida; v, 9).
382 argumentos v. 14 n. 2 (2017) Da instituição total à incompletude institucional: tecendo redes Selson Garutti;Rita Cássia da Silva Oliveira; Educação; Reinserção Social; Instituição Total; Incompletude Institucional; O presente estudo apresenta uma pesquisa teórica e bibliográfica que tem como objetivo a proposição da educação como fator fundamental para a reinserção social dos apenados. Versa sobre as discussões do processo educacional constituído no interior do sistema penitenciário e sobre a função da educação na reinserção social dos apenados. As análises foram feitas sob a perspectiva dialética (MARX, 1993; 2005; 2011) e o procedimento metodológico conforme proposto por Costa (2002; 2006a). Concluiu-se com a proposição da inversão da lógica da “Instituição Total” para a lógica da “Incompletude Institucional”. BENELLI, S. J. A instituição total como agência de produção de subjetividade na sociedade disciplinar. Estudos de Psicologia, Campinas, v.21, nº 3, p.237-252. 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Por uma Política Nacional de Execução das Medidas Socioeducativas: Conceitos e Princípios Norteadores. Brasília: Secretaria Especial de Direitos Humanos, 2006b. COSTA, A. C. G. Parâmetros para a Formação do Socioeducador: uma proposta inicial para Reflexão e Debate. Brasília: Secretaria Especial de Direitos Humanos, 2006c. COSTA, A. C. G. Os Regimes de Atendimento no Estatuto da Criança e do Adolescente: Perspectivas e Desafios. Brasília: Secretaria Especial de Direitos Humanos, 2006d. COSTA, A. C. G. As Bases Éticas da Ação Socioeducativa: Referenciais Normativos e Princípios Norteadores. Brasília: Secretaria Especial de Direitos Humanos, 2006e. DELGADO, A. B.; TRIANA, D. R; SAYAGO, D. V. A perspectiva relacional das redes sociais no contexto das políticas públicas participativas. Contribuciones a las Ciencias Sociales, Junio 2013. Disponível em: . Acesso em 14 abr. 2017. ENGELS, Friedrich. Anti-Dühring. 3ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990. FOUCAULT, Michael. 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383 argumentos v. 14 n. 2 (2017) O (possível) Eurocentrismo de Alexander e Luhmann: breve introdução ao debate pós (de)colonial Leonardo Queiroz Guarinello; Colonialismo; Eurocentrismo; Epistemologias do Sul; Teoria dos Sistemas; Esfera Civil Neste artigo, apresento os princípios da crítica decolonial, utilizando seus pressuposto básicos para interrogar a teoria dos sistemas de Niklas Luhamman e a da configuração de esfera civil proposta por Jeffrey Alexander. Meu objetivo é verificar se as ideias destes dois teóricos ocidentais podem ser enquadradas naquilo que as críticas decoloniais chamaram de um saber eurocentrado com status de local-neutro, detentor e produtor da verdade universal; isto é, verificar um possível eurocentrismo em suas formulações. Contraponho, para tanto, tais teorias à alternativas teóricas provenientes de autores que escreveram a partir da periferia global. Com isso, busco pensar questões como: (1) podem estas teorias formuladas a partir do Norte servirem de ferramenta analítica para a compreensão de contextos outros? (2) Tais teorias apresentam algum viés universalista? (3) Trata-se de teorias que operam no sentido de uma reificação da realidade sociocultural do Norte desenvolvido? ACANDA, Jorge Luis. Sociedade civil e hegemonia. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2006. ALEXANDER, Jeffrey C. The Civil Sphere. New York: Oxford University Press, 2006. ______. (2006b) Theory, Culture & Society, v. 23, pp.521-524, 2006.Tradução: Rodrigo Cantu (IESP-UERJ) ______. La sociología cultural. Barcelona: Gedisa, 2000. ______. Lutando a respeito do modo de incorporação: reação violenta contra o multiculturalismo na Europa. Revista Estudos Políticos, v. 5, p. 399-426, 2014 BALLESTRIN, Luciana. Para transcender a colonialidade. Revista IHU on-line. V.431, p.40–41, 2013. Entrevista concedida a Luciano Gallas e Ricardo Machado. Disponível em:. Acesso em: 05 out. 2017. BRASIL JUNIOR, Antonio; OLIVEIRA, Marcelo de. Breve introdução a Jeffrey Alexander. Revista Estudos Políticos. Rio de Janeiro, Vol.5, N.2, pp. 345–350, 2014. CONNELL, Raewyn. A iminente revolução na teoria social. Tradução: João Maia. Rev. bras. Ci. Soc. vol.27, n.80, pp.09-20, 2012. COSTA, Sérgio. Desprovincializando a sociologia: a contribuição pós-colonial. Rev. bras. Ci. Soc. v. 21, n.60, p.117-134, 2006. DUSSEL, Enrique. Transmodernidade e interculturalidade: interpretação a partir da filosofia da libertação. Sociedade e Estado, v.31, n.1, p.51-73, 2016. GONÇALVES, Guilherme L. Pós-colonialismo e teoria dos sistemas: notas para uma agenda de pesquisa sobre o direito. In: Dutra, R. & Bachur, J. P. Dossiê Niklas Luhmann. Belo Horizonte: UFMG, 2013. KALDOR, Mary. The idea of global civil society. International Affairs, v.79, p.583-593, 2003. KUMAR, Krishan. Global civil society. European Journal of Sociology, v.48, n.3, p.413-434, 2007. LUHMANN, Niklas. “Inclusão e exclusão”. In: Dutra, R. & Bachur, J. P. Dossiê Niklas Luhmann. Belo Horizonte: UFMG, 2012. MARTINS, Carlos Benedito. Em defesa do conceito de sociedade. Rev. bras. Ci. Soc, v. 28, n. 82, p. 229-246, 2013. MAIA, R. C. M.. O papel democrático da sociedade civil em questão. Lua Nova (Impresso), v. n 81, p. 147-174, 2011 MEDEIROS, R. S.. ALEXANDER, Jeffrey C. 2006. The Civil Sphere. New York: Oxford University Press. 793p. Recife: Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFPE, 2008 (Resenha). MIGNOLO, Walter. The geopolitics of knowledge and the colonial difference. The South Atlantic Quarterly, v.101, n.1, p.57-95, 2002. ______. Colonialidade: o lado mais escurso da modernidade. Rev. bras. Ci. Soc, v.32, n.94, 2017. PEREIRA, Eduardo Tadeu. Boaventura de Sousa Santos e a sociedade civil em tempos de globalização. Revista de Filosofia: Aurora, v.20 n.2, p.113-126, 2008. PORTO-GONÇALVES. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latinoamericanas. Edgardo Lander (org). Colección Sur Sur. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: CLACSO, 2005. QUIJANO, Aníbal. Colonialidad del poder y clasificación social. Journal of world-systems research, v.11, n.2, p.342-386, 2000. SOUSA SANTOS, Boaventura. A sociedade civil vista sob a perspectiva do pós-colonialismo. E Para Além de um e outro. In: Sociedade civil e pós-colonialismo: um debate sobre paradigmas para o entendimento da América Latina, Belo Horizonte, 2004. Disponível em:< https://www.ufmg.br/online/arquivos/012636.shtml >. Acesso em: 05 out. 2017 SOUSA SANTOS, Boaventura. Do Pós- Moderno ao Pós-Colonial. E Para Além de um e outro. In: Conferência de Abertura do VIII Congresso Luso-AfroBrasileiro de Ciências Sociais, Coimbra, 2004b. WAIZBORT, Leopoldo; ARAÚJO, Cícero. Sistema e evolução na teoria de Luhmann (mais: Luhmann sobre o sistema mundial). Lua Nova, n.47, p. 179-186, 1999.
384 argumentos v. 14 n. 2 (2017) Impacto das políticas de conservação da natureza na dinâmica das comunidades locais no Parque Nacional do Limpopo (Moçambique) Ana Wamir Conceição;Fantina Tedim;Cornélio Ntumi; Política de conservação, biodiversidade, subsistência, comunidades locais, Parque Nacional de Limpopo. O Parque Nacional do Limpopo (PNL) é uma área de conservação total, integrante da Área de Conservação Transfronteiriça do Grande Limpopo. Este estudo avalia as consequências da política de conservação da natureza na dinâmica das populações que habitam no PNL e na própria utilização sustentável da biodiversidade. O estudo utiliza uma abordagem qualitativa exploratória para compreender as atitudes, motivações das comunidades locais em relação à políticas de conservação e modelo de gestão em uso no PNL. Entrevistas semiestruturadas, foram aplicadas a 9 indivíduos (8 anciões, membros das comunidades Bingo, Banga e Macavene, e um técnico do parque). Os resultados mostram que a criação do PNL, provocou grandes choques e perturbações no seio das comunidades locais, e trouxe profundas mudanças sociais e ecológicas. Essas mudanças estimularam conflitos de identidade cultural, de posse de terra, sentimento de perda e revolta, resultando numa sobre-exploração dos recursos faunísticos através da caça furtiva. AZARIADIS, Costas. The Economics of Poverty Traps Part One: Complete Markets. Journal of Economic Growth, 1: 449-486, Kluwer Academic Publishers, Boston, 1996. AZARIADIS, Costas; STACHURSKI, John. Poverty Traps. Department of Economics The University of Melbourne. Melbourne Victoria 3010, Austrália, 2004. Disponível em: https://minerva-ccess.unimelb.edu.au/bitstream/handle/11343/34380/66903_00002355_01_913.pdf? Acesso em: 10 de setembro., 2017 BHATASARA, Sandra.; NYAMWANZA, Admire. ; e KUJINGA, Krasposy. Transfrontier parks and development in southern Africa: The case of the Great Limpopo Transfrontier Park. 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385 argumentos v. 14 n. 2 (2017) José Carlos Mariátegui e seus Siete Ensayos: uma proposta de mediação cultural no Peru do início do século XX Elvis de Almeida Diana; Peru; indigenismo; intelectual mediador; tradução; José Carlos Mariátegui. O papel da população nativa na sociedade peruana sempre foi motivo de discussão desde antes de sua independência. Dessa forma, embora não sendo considerado um “indigenista puro” (AGGIO, 2015), José Carlos Mariátegui defendia a ideia de que o indígena possuía o caráter de agente histórico. Neste sentido, o que pretendemos, nesse artigo, é apresentar e discutir brevemente a questão indigenista no Peru e, neste sentido, destacar a importância desse assunto que é refletido pelas discussões referentes ao papel do indígena nesta sociedade por meio das ideias e postulados deste intelectual. Em nossa ótica, Mariátegui poderia ser considerado um “intelectual mediador” (GOMES; HANSEN, 2016), entre as ideias socialistas europeias e a sociedade peruana e sua “tradução” (HALL, 2015) para a realidade do país andino, considerando o indígena como agente da história. Para isso, abordaremos os escritos deste intelectual contidos em sua obra Siete Ensayos de interpretación de la realidad peruana (1928). ADOUE, Silvia Beatriz; MESQUITA, Afonso Mancuso. O socialismo indígena de Mariátegui. In: Revista Espaço Acadêmico, n. 133 – Junho de 2012. Ano XII, p. 13-22. Disponível em: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/17129/9299. Acesso em: 29/01/2017 AGGIO, Alberto. O pensamento político de Mariátegui. Imn:. ______. Um lugar no mundo: Estudos de história política latino-americana. Rio de Janeiro: Contraponto; Brasília: Fundação Astrojildo Pereira, 2015, p. 197-206. ALTAMIRANO, Carlos (dir). Introdución general. In: ______ (dir.) 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386 argumentos v. 14 n. 2 (2017) Mapeando as organizações que promovem a educação cooperativista em Minas Gerais Palloma Rosa Ferreira;Diego Neves de Sousa; Gestão de cooperativas; educação cooperativista; Sistema S. Este artigo tem como objetivo trazer para a luz do debate, aspectos relativos à história, definições e funcionamento da educação cooperativista nas cooperativas agrárias no Estado de Minas Gerais e analisar as organizações que atuam oferecendo educação cooperativista. Entre os resultados, postula-se que as organizações mapeadas que compõem o campo da educação cooperativista é múltiplo, diversificado e em crescimento, e a entrada mais recente de algumas organizações certamente agrega maior complexidade a esse campo. AMODEO, N. B. P. As cooperativas agroindustriais e os desafios da competitividade. 319 f. Dissertação (Doutorado em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade) – CPDA, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1999. BRASIL. Lei 5764, de 16 de dezembro de 1971. Dispõe sobre a política nacional de cooperativismo. Brasília, 16 de dez.1971. BOURDIEU, P. Espaço social e espaço simbólico. In: BOURDIEU, P. Razões práticas: sobre a teoria da ação. Tradução de Mariza Corrêa. Campinas: Papirus, 1996, p.1-30. ______. Algumas propriedades do campo. In: BOURDIEU, P. Questões de sociologia. Tradução de Jeni Vaitsman. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983, p.89-94. CAMPOS, J. R. B. Organizações não-governamentais nas áreas ambiental, indígena e mineral. Disponível em: www.senado.gov.br. Acesso em: 15 abril.2017.p.1-11. EMPRESA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL (EMATER-MG). Relatório de atividades 1998. Belo Horizonte, 1999, 24p. FERREIRA, P. R; AMODEO, N. B P; SOUSA, D. N. Os públicos atendidos e os conteúdos da educação cooperativista nas cooperativas agrárias. Revista Gestão e Desenvolvimento Regional, v. 9, n. 1, p. 67-90, 2013. FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO COOPERATIVISTA (FUNDEC). II seminário nacional de comunicação cooperativa. Poços de Caldas, 21 a 24 de novembro de 1979, p.1-129. MEIRELLES, H.L. Direito administrativo brasileiro. São Paulo: Malheiros; 20. ed. 2000, p.63 MELLO, J. C. A representatividade cooperativista. Centro de Documentação e Pesquisa – CEDOPE. São Leopoldo/RS:UNISINOS, 1992, p.18-23. ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS (OCB). Organização do Quadro Social em Cooperativas. Brasília: Educação e Capacitação Cooperativista do Sistema OCB, 1989. ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS (OCEMG). Política de Desenvolvimento da Educação e Comunicação Cooperativa (Proposta). Belo Horizonte: Comissão Técnica Especial de Educação e Comunicação Cooperativista, 1987. PEREIRA, A. L. D.; MOLLMANN, J. L; GONÇALVES, M. F. R. Democracia e Autonomia Cooperativista. Centro de Documentação e Pesquisa – CEDOPE. São Leopoldo/RS: Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS, 1992, p.24-46. PINHO, D. B. et al. Educação Cooperativa. In: Congresso Estadual de Cooperativismo de Minas Gerais. Poços de Caldas/MG: OCEMG. 27 a 30 de Outubro de 1976. RAMOS, R. R. Desenvolvimento de Recursos Humanos: Uma Lacuna do Cooperativismo Mineiro. In: Congresso Estadual de Cooperativismo de Minas Gerais. Poços de Caldas/MG: OCEMG. 27 a 30 de Outubro de 1976. SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM DO COOPERATIVISMO (SESCOOP). Relatório de Gestão do Sescoop de 2006. Brasília, DF: Sescoop, 2006. RENAULT, G. C, SANTANA, M. C. G. Conheça a EMATER-MG. Belo Horizonte, EMATER-MG, 1996, 21p. SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DE MINAS GERAIS (SEBRAE-MG). Sebrae Educampo: semeando o futuro da empresa rural. Belo Horizonte: Sebrae/MG, 2004. p.05-50. SUPERINTENDÊNCIA DE COOPERATIVISMO (SUDECOOP). O Papel do Técnico no Trabalho Educativo. Documento escrito pelo Setor de Educação/Coordenadoria de Educação, Treinamento e Comunicação: SUDECOOP. Outubro/1986. 10 p.
388 argumentos v. 14 n. 1 (2017) A vida “emocional” das coisas e o significado dos não humanos. Uma análise do valor dos objetos na vida cotidiana dos residentes de uma comunidade terapêutica José Galdino Barreto Soares;Cleber Ori Cuti Martins; Teoria Democrática; Percepção Política; Participação; Envolvimento; Estudantes Secundaristas Este artigo analisa a percepção sobre a política dos/as estudantes de duas escolas de Santa Maria - RS, uma pública e outra privada. Em termos teóricos, levou-se em conta duas abordagens que integram a Teoria Democrática, uma que entende a Democracia como um processo de competição pelo voto entre lideranças políticas, onde decisões menos verticalizadas e mais plurais possuem relação com a percepção positiva da política; e outra, por sua vez, argumenta que a participação mais horizontal, tende a gerar maior envolvimento com assuntos relacionados à política. Em termos metodológicos, aplicou-se questionários, configurando uma amostra quantitativa não probabilística. Os dados indicam que os estudantes da escola privada e os da pública possuem uma percepção positiva da política e dos governos não revertida em interesses de participação. Com isso, o pressuposto teórico que relaciona a percepção positiva da política com um maior envolvimento e participação não se verificou neste estudo. ALMOLD, Gabriel A.; POWELL JR, G. Bingham. Uma Teoria de Política Comparada. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1972. ALMOND, Gabriel A. & VERBA, Sidney. La Cultura Civica. Estudio sobre la Participacion Politica Democratica em Cinco Naciones. Madrid: Fundacion Foessa, 1970. BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia (uma defesa das regras do jogo). Tradução Marco Aurélio Nogueira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. HIRST, Paul. A democracia representativa e seus limites. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores, 1993. KELSEN, Hans. A democracia. São Paulo: Martins Fontes, 1993. KINZO, Maria D’Alva Gil. Partidos, eleições e democracia no Brasil pós-1985. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 19, n. 54, Fev. 2004. PATEMAN, Carole. Participação e Teoria Democrática. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. PRADO, Otávio. Agências reguladoras e transparência: a disponibilização de informações pela Aneel. Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 40, n. 4, Jul./Ago, 2006. PUTNAM, Robert D. Comunidade e Democracia: a experiência da Itália moderna. Tradução Luiz Alberto Monjardim. 5. ed. - Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. SANTOS, Boaventura de Sousa (org.). Democratizar a democracia – os caminhos da democracia participativa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2002. SARTORI, Giovanni. A teoria da democracia revisitada. Vol. 1: O debate contemporâneo. São Paulo: Ática, 1994. SCHUMPETER, Joseph. Capitalismo, Socialismo e Democracia. Rio de Janeiro: Editora Fundo de Cultura, 1961. SOUZA, Celina. Governos locais e gestão de políticas sociais universais. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, v. 18, n. 02, 2004. TOCQUEVILLE, Alexis de. A Democracia na América. Brasília: Editora UNB, 1981.
389 argumentos v. 14 n. 1 (2017) Teorias da democratização: um enfoque culturalista Fábio Hoffmann; democratização. modernização. escolha racional. cultura política. O artigo faz uma análise das variáveis que a teoria da modernização e a teoria da escolha racional revelaram como essenciais para a ocorrência da democratização. Embora se compreenda a importância dessas abordagens, ele direciona o escopo de sua análise para outra determinante igualmente importante, a cultura política. A mudança dos valores sociais acaba por transformar a cultura, constituindo ela em própria em um instrumento imprescindível não somente para a possibilidade de democratização, mas também para a consolidação do regime e a qualidade da democracia. BANFIELD, Edward C. The moral basis of a backward society. Glencoe: The Free Press, 1958. BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia: uma defesa das regras do jogo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. CARDOSO, Fernando Henrique; FALETTO, Enzo. Dependência e desenvolvimento na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004. CAROTHERS, Thomas. The end of the transition paradigm. Journal of Democracy. V. 13, n. 1, p. 5-21, 2002. DAHL, Robert A.. Poliarquia: participação e oposição. São Paulo: Edusp, 2012. ______. Sobre a democracia. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2016. DIAMOND, Larry. O espírito da democracia: a luta pela construção de sociedades livres em todo o mundo. Curitiba: Instituto Atuação, 2015. DI PALMA, Giuseppe. To craft democracies: an essay on democratic transitions. Berkeley: University of California Press, 1990. DOWNS, Anthony. Uma teoria econômica da democracia. São Paulo: Edusp, 1999. FUKUYAMA, Francis; DIAMOND, Larry; HOROWITZ, Donald; PLATNER, Marc C. Reconsidering the transition paradigm. Journal of Democracy. V. 25, n. 1, p. 86-100, 2014. HUNTINGTON, Samuel P.. A ordem política nas sociedades em mudança. Rio de Janeiro: Forense-Universitária. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1975. ______. A Terceira Onda: A Democratização no Final do Século XX. São Paulo: Ática, 1994. INGLEHART, Ronald. The renaissanse of political culture. The American Political Science Review. V. 82, n. 4, p. 1203-1230, 1988. ______. Democratização em perspectiva global. Opinião Pública. V. 1, n. 1, p. 09-67, jul/ago, 1993. ______; WELZEL, Christian. Modernização, Mudança Cultural e Democracia: e sequencia do desenvolvimento humano. São Paulo: Francis, 2009. LIMONGI, Fernando. Prefácio. In: DAHL, Robert. Poliarquia: participação e oposição. São Paulo: Edusp, 2012. LINZ, Juan; STEPAN, Alfred. A transição e consolidação da democracia: a experiência do sul da Europa e da América do Sul. São Paulo: Paz e Terra, 1999. LIPSET, Seymour Martin . Some social requisites of democracy: economic development and political legitimacy. The American Political Review. V. 53, n. 1, mar., p. 69-105, 1959. ______. O Homem Político. Rio de Janeiro: Zahar, 1967. MARKOFF, John. Waves of democracy: social movements and political change. Thousand Oaks, CA: Pine Forge Press, 1996. ______. Democracia: transformações passadas, desafios presentes e perspectivas futuras. Sociologias. V. 15, n. 32, p. 18-50, 2013. MOORE JUNIOR, Barrington. As origens sociais da ditadura e da democracia. São Paulo: Martins Fontes, 1983. O’DONNELL, Guillermo; SCHIMITTER, Philippe; WHITEHEAD, Laurence. Transições do regime autoritário. São Paulo: Vértice, 1988. PRZEWORSKI, Adam. Como e onde se bloqueiam as transições para a democracia. In: MOISÉS, José Álvares; ALBUQUERQUE, José Augusto Guilhon (Orgs.). Dilemas da consolidação da democracia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989. ______; ALVAREZ, Michael; CHEIBUB, José Antônio; LIMONGI, Fernando. O que mantém as democracias? Lua Nova, n. 40-41, p. 113-135, 1997. ______; CHEIBUB, José Antônio Cheibub; LIMONGI, F.. Democracia e cultura: uma visão não culturalista. Lua Nova, n. 58, p. 9-35, 2003. PUTNAM, Robert D.. Comunidade e democracia: a experiência da Itália moderna. Rio de Janeiro: FGV, 2007. SCHUMPETER, Joseph Alois. Capitalismo, Socialismo e Democracia. Rio de Janeiro: Zahar, 1984. SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. TIILY, Charles. Democracia. Petrópolis: Vozes, 2013.
390 argumentos v. 14 n. 1 (2017) Para além do espaço/tempo de trabalho: estranhamento e adoecimento no corte de cana Tainá Reis; corte de cana, trabalho, sociabilidade, adoecimento, estranhamento. O conceito de estranhamento, proposto por Marx, permite compreender o trabalho como criador de sociabilidade. Assim, apresenta-se neste artigo o aprofundamento do estranhamento nas relações sociais de cortadores de cana adoecidos. A pesquisa é qualitativa e contou com entrevistas semiestruturadas e observação direta em campo empírico - Araçuaí/MG, local de origem desses trabalhadores. Camponeses expropriados são proletarizados e submetidos a condições precárias de trabalho no corte de cana. O cortador de cana, sujeito estranhado, ser genérico cindido, ao adoecer deixa de ser força de trabalho, mas permanece cindido em suas relações. Impedido de vender a força de trabalho, está fora das relações de trabalho, mas permanece dentro de relações sociais mediadas pela mercadoria; não deixa de ser mercadoria, torna-se mercadoria descartada. O estranhamento não desaparece, mas se aprofunda. Esse é um dos processos decorrentes do trabalho nos canaviais, que se estende para fora do espaço/tempo de trabalho. ALVES, F. Por que morrem os cortadores de cana? Saúde e Sociedade. São Paulo. v. 15, n.03, set/dez, 2006. ________. Migração de trabalhadores rurais do Maranhão e Piauí para o corte da cana em São Paulo. In: NOVAES, José Roberto e ALVES, Francisco (orgs.). Migrantes: trabalho e trabalhadores no complexo agroindustrial canavieiro (os heróis do agronegócio brasileiro). São Carlos: EdUFSCar. 2007. _________. Processo de trabalho e danos à saúde dos cortadores de cana. InterfacEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente. São Paulo, v.3, n.2, abr./ ago. 2008. ANTUNES, R. 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391 argumentos v. 14 n. 1 (2017) Caminhos de pesquisa: o percurso teórico-metodológico sobre a mediação de conflitos em escolas públicas do Ceará. Katury Rayane Rodrigues Ramos;Rosemary de Oliveira Almeida;Irene Alves de Paiva; Pesquisa. Pesquisador. Conflito. Violência. Metodologia. O desenvolvimento da uma pesquisa é um desafio constante ao pesquisador, pois o olhar atento aos detalhes do movimento do campo é a grande chave para as descobertas sobre o ato de pesquisar. A curiosidade é o que move todo esse empreendimento. No caso específico desta pesquisa, conflitos e violências no ambiente escolar são recorrentes e que merecem nossa atenção à problemática da construção e reprodução. O contexto da violência na medida em que esta é visualizada como uma das possíveis consequências dos conflitos interpessoais é o foco de análise. A escola Mar é o campo desta pesquisa. Localizada no bairro Mucuripe da cidade de Fortaleza-CE é da rede municipal de ensino vinculada a Secretaria Municipal de Educação (SME) e do distrito II de educação. A pesquisa é qualitativa e a metodologia é exploratória descritiva. ABRAMOVAY, Miriam et al. Diagnóstico participativo das violências nas escolas: falam os jovens. Rio de Janeiro: FLACSO, 2016. 97 p. ALMEIDA, Sinara Mota Neves de. Avaliação das concepções de violência no espaço escolar e a mediação de conflitos. 2009. 189f. Tese (Doutorado em Educação)- Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira, Universidade Federal do Ceará, Ceará, 2009. ALINE, Entrevista. Fortaleza. Ceará, 6, julho, 2016. ANA, Entrevista. Fortaleza. Ceará, 6, julho, 2016. BARREIRA, César; BATISTA, Élcio. Violência e conflito social. In: BARREIRA, C; BATISTA, É. (Orgs). (in) Segurança e Sociedade, Campinas: Pontes, 2011, p. 19-36. BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989. DANIEL, Entrevista. Fortaleza. Ceará, 7, maio, 2016. FREITAS, Geovani Jacó de. Ecos da violência: narrativas e relações de poder no nordeste canavieiro. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2003. FREITAS, Geovani Jacó de; BRASIL, M. Glaucíria Mota; ALMEIDA, Rosemary de Oliveira. Morte em fronteiras: jovens “matáveis” nos celeiros da política e da cidade. Configurações, v. 10, p. 1-16, 2012. Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2015. GOFFMAN, Erving. Ritual de Interação: ensaios sobre o comportamento face a face. Tradução: Fábio Rodrigues Ribeiro da Silva. Petropólis, Rj: Vozes, 2011. LANDIM, Francisco Edson de Sousa. Entrevista. Fortaleza. Ceará, 5, maio, 2016. LIBÂNEO, J. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5. ed. Goiânia: MF livros, 2008. MARIA. Entrevista. Fortaleza. Ceará,18, maio, 2016. MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa social. 30. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. PAIVA, Luiz Fábio. Contingências da violência em um território estigmatizado. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SOCIOLOGIA, 13., Recife, PE, UFPE, Anais... Recife, 2007. Disponível em: . Acesso em: 15 abr. 2016. SANTOS, João Bosco Feitosa dos; OSTERNE, Maria do Socorro Ferreira; ALMEIDA, Rosemary de Oliveira. A entrevista como técnica de pesquisa do mundo do trabalho. In: ALVES, G.; SANTOS, J. B. F. dos (Orgs). Métodos e técnicas de pesquisa sobre o mundo do trabalho. Bauru, SP: Canal 6, 2014, p. 29-52. SELL, Carlos Eduardo. Max Weber e a racionalização da vida. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013. SIMMEL, Georg. Sociologia. São Paulo: Ática, 1983. (Coleção Grandes Cientistas Sociais). WEBER, M. Economia e sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. Tradução:Regis Barbosa e Karen Elsabe Barbosa. São Paulo: Universidade de Brasília, 2004. ZAGO, N; CARVALHO, M; VILELA, R. Itinerários de pesquisa. 2.ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2011.
392 argumentos v. 14 n. 1 (2017) Nada sobre nós, sem nossos corpos! O local do corpo deficiente nos disability studies Marco Antonio Gavério; disability studies; corporalidade; teoria feminista; teoria queer; teoria crip Este texto é uma adaptação de partes minha pesquisa de monografia que conduzi observando como a teorização sociocultural sobre a deficiência (disability studies) ganhou novos caminhos a partir de uma possível “centralidade” analítica dada à materialidade do corpo deficiente a partir dos anos 1990. O artigo faz um breve balanço da constituição euro-americana dos disability studies e discute criticamente como o corpo era amplamente interpretado como um dado orgânico em que se inscreve a cultura. A discussão propõe interpelar histórica e politicamente, através de visões críticas da deficiência, a própria constituição material dos corpos humanos como entidades universalmente biológicas, almejando discutir as bases socioculturais daquilo que atualmente aprendemos a fazer como estudos sobre deficiência. ABBERLEY, Paul. The Concept of Oppression and the Development of a Social Theory of Disability. Disability, Handicap & Society, Vol. 2, Nº 1, 1987. ADELMAN, Miriam. A Voz E A Escuta: Encontros e Desencontros entre a Teoria Feminista e a Sociologia Contemporânea. São Paulo: Blucher Acadêmico, 2009. ALBRECHT, Gary L.; SEELMAN, Katherine D. & BURY, Michael. Introduction: The Formation of Disability Studies. In. ______. (eds.). Handbook of Disability Studies. SAGE Publications, 2001. ALBRECHT, Gary L. American Pragmatism, Sociology and the Development of Disability Studies. In. BARNES & OLIVER & BARTON (eds.). Disability Studies Today. Polity Press, 2002. 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393 argumentos v. 14 n. 1 (2017) A construção da identidade social e profissional através da ação das redes de sociabilidade laboral Joaquim Fialho; identidade pessoal, identidade profissional, capital social, trabalho Este artigo faz um reflexão sobre a construção social das identidades no individuo. Inicia com uma abordagem ao conceito de identidade pesssoal, culminando com a dinâmica de estruturação da identidade profissional, recorrendo a autores contemporâneos. Numa segunda etapa da reflexão, são estabelecidos pontos de contacto sobre o papel das redes de socibilidade e as funções do capital social na estruturação das identidades. Por último, e recorrendo à centralidade do trabalho nas sociedades desenvolvidas, discute-se a ação do trabalho na construção da identidade pessoal e profissional dos individuos, a partir do conhecimento etongráfico do autor. ALVES- PINTO, Conceição. Sociologia da Escola. Amadora: McGraw-Hill,1995. BAKER, Wayne E. 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394 argumentos v. 14 n. 1 (2017) Resistências cultural e política na ditadura militar: o front cultural e a Frente Ampla na luta por democracia (1966-1968) Thiago Bicudo Castro; Frente Ampla, Folha da Semana, resistência cultural, imprensa, intelectuais. A Frente Ampla foi uma iniciativa de caráter político e liberal para fazer oposição ao regime ditatorial instaurado com o golpe de 1964. Entre seus representantes estavam intelectuais de diferentes orientações ideológicas e políticos alijados pelo regime. Este artigo apresenta a forma como a Frente Ampla foi constituída e seus principais objetivos, a partir da leitura de três jornais da época, Correio da Manhã, Jornal do Brasil e o alternativo Folha da Semana. As representações intelectuais promovidas por estes periódicos a respeito da Frente Ampla foram analisadas a partir do referencial teórico oferecido por Raymond Williams. Assim, verificou-se que a maneira como os jornais e os intelectuais pensavam a Frente Ampla enquanto forma de resistência esteve inserida no contexto de emergência de uma estrutura de sentimento dos liberais críticos. CEVASCO, Maria Elisa. Para Ler Raymond Williams. São Paulo: Paz e Terra, 2001. CHAMMAS, Eduardo Zayat. A Ditadura Militar e a Grande Imprensa: Os Editoriais do Jornal do Brasil e do Correio da Manhã entre 1964 e 1968. Dissertação (Mestrado) – FFLCH, Departamento de História. Programa de Pós-Graduação em História Social, São Paulo, 2012. CZAJKA, Rodrigo. Páginas de Resistência: Intelectuais e Cultura na Revista Civilização Brasileira. Dissertação (Mestrado) – Departamento de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005. FERREIRA, Jorge. João Goulart: Uma Biografia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011. FILMER, Paul. A Estrutura do Sentimento e das Formações Sócio-Culturais: O Sentido de Literatura e de Experiência para a Sociologia da Cultura de Raymond Williams. Tradução de: OLIVI, Leila Curi R. Estudos de Sociologia, Araraquara, v. 14, nº 27, 2009. MENDONÇA, Maria Gusmão de. O Demolidor de Presidentes. São Paulo: Códex, 2002. NAPOLITANO, Marcos. Coração Civil: Arte, Resistência e Lutas Culturais Durante o Regime Militar Brasileiro (1964-1980). Tese (Livre-docência) – Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. São Paulo, 2011. RIDENTI, Marcelo. Em busca do Povo Brasileiro: Artista da Revolução, do CPC à Era da TV. Rio de Janeiro: Record, 2000. RIDENTI, Marcelo. Artistas e Intelectuais no Brasil Pós-1960. Revista Tempo Social. Revista de Sociologia da USP. São Paulo, v. 17, nº 1, p. 81-110, 2005. WEFFORT, Francisco. O Populismo na Política Brasileira. 5ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2003. WILLIAMS, Raymond. Marxismo e Literatura. Rio de Janeiro: Zahar, 1979. WILLIAMS, Raymond. Cultura. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1992. Jornais e sites consultados FERNANDES, Helio. Entrevista ao site Tribuna da Internet. Disponível em: http://tribunadainternet.com.br/a-morte-de-rafael-de-almeida-magalhaes-nao-cumpriu-o-perfil-e-o-destino-de-presidente-da-republica-seu-caminho-foi-truncado-pelo-golpe-de-64-como-teotonio-vilela-entrou-na-arena-achava-melhor-o-c/ Acesso em: 04/10/2017. Folha da Semana A Frente Ampla. Folha da Semana, Rio de Janeiro, editorial, p. 2, 13 a 19 de out. de 1966. Jango manda carta de apoio à Frente Ampla. Folha da Semana, Rio de Janeiro, capa, 7 de out a 02 de nov de 1966. Carta de Jango dá adesão à Frente Ampla. Folha da Semana, Rio de Janeiro, p. 3, 7 de out. a 02 de nov. de 1966. JK e Lacerda querem tirar partido da Frente. Folha da Semana, Rio de Janeiro, p. 3, 24 a 30 de nov. 1966. Os marechais. Folha da Semana, Rio de Janeiro, editorial, p. 2, 1º a 7 de dezembro de 1966. Jornal do Brasil Além da Fronteira. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, editorial, 27 de set. de 1967.
395 argumentos v. 14 n. 1 (2017) Cria de favela x meia hora de morro: conceitos fundamentais para a análise da disputa territorial no vidigal e o do direito à memoria local Bárbara Cristina Nascimento da Rosa; Vidigal (RJ), Relações de poder, favela, gentrificação, narrativas e memória O presente trabalho busca definir os conceitos “cria de favela” e “meia hora de morro”, adotados como categorias de análise da pesquisa de mestrado “Vidigal: Narrativas de Memórias”. A narratologia privilegiada é a dos moradores originários do lugar, em detrimento aos recém-chegados. Trata-se de uma análise conceitual e teórica sobre as relações de convivência e disputa territorial, a partir de normas de socialização e relações de poder marcadas pelo pertencimento ao lugar. A fim de aproximar tais conceitos a abordagens já realizadas em ciências sociais, essas categorias de moradores serão, respectivamente, comparadas aos “estabelecidos” e “outsiders”, definidos por Norbert Elias ao discorrer acerca das normas de socialização e relações de poder estabelecidas numa pequena comunidade da Inglaterra. BATALLER, Maria Alba Sartagal. O estudo da gentrificação. Revista Continentes (UFRRJ), ano 1, n. 1, 2012 BESSA FREIRE, José Ribamar. Patrimônio, língua e narrativa oral. Revista Morpheus, In: DODEBEI, Vera; ABREU, Regina (org). O que é memória social. Rio de Janeiro: UNIRIO, 2016. BORGES, Jorge Luis. Outras inquisições. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. DA ROSA, Barbara Cristina Nascimento. Produções textuais implicadas à memória do Vidigal e à afirmação do pertencimento. In: NICODEMOS, Alessandra (org). Saberes e Práticas Docentes na Educação de Jovens e Adultos. São Paulo: Paco Editorial, 2017. DODEBEI, Vera. Memoração e patrimonialização em três tempos: mito, razão e interação digital: In: TARDY, Cécile; DODEBEI, Vera (orgs.). Memória e Novos Patrimônios, Ed. Open Edition, Saint Hilaire, 2015. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2017. ELIAS, Norbert; SCOTSON, John L. Os Estabelecidos e os Outsiders: sociologia das relações de poder a partir de uma pequena comunidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000. FARAGE, Eblin. As favelas cariocas e sua sociabilidade: diferentes formas de apropriação do espaço urbano. XIV Congresso Brasileiro de Sociologia. 28 a 31 de julho de 2009, Rio de Janeiro : IPPURUFR, 2009. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2017. FREIRE-MEDEIROS, Bianca. Gringo na Laje: Produção, circulação e consumo da favela turística. FGV Editora, Rio de Janeiro: 2009. GONDAR, Jô. Cinco proposições sobre memória social. Morpheus: revista de estudos interdisciplinares. In: GONDAR, Jô; DODEBEI, Vera. O que é memória social?. Rio de Janeiro: UNIRIO, v. 9 , n.15, p. 11 – 28, 2016. GUTIÉRREZ, García A. Desclassificar la identidad. In: La identidad excessiva. Madrid: Biblioteca Nueva, 2009. Cientificamente favelados: uma visão crítica do conhecimento a partir da epistemografia. TransInformação, Campinas, 18(2):103-112, maio/ago., 2006. . HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopez Louro. 9. ed. Rio de Janeiro: DP & A, 2004. IBGE2010. Disponível em: Acesso: 20 de março de 2016. IPP2010. Disponível em: www.rio.rj.gov.br/web/ipp. Acesso em 17 de setembro de 2017. POLLAK, Michael. Memória, Esquecimento e Silêncio. In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 2, n. 3, 1989, p. 3-15. SILVA, Jailson Souza (org.). Seminário: O que é favela, afinal? In: Observatório de favelas do rio de janeiro. Rio de Janeiro: 2009. SILVA, L. A. M. Afinal, qual é a das UPPs? 2008. Disponivel em: . Acesso em 12 de setembro de 2017. SOUSA, Mauro Wilton de. O pertencimento ao comum midiático: a identidade em tempos de transição. Significação | nº34 | 2010, Eca, USP. TUAN, Yi-Fu. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. São Paulo: DIFEL, 1980. VENTURA, Zuenir. Cidade Partida. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
396 argumentos v. 14 n. 1 (2017) Cultura, saúde e desenvolvimento em moçambique: um olhar sobre o ritual de purificação de viúvas – pita kufa e a prevenção do aids na província da Zambézia em Morrumbala. Cardenito Mário Colher; prática cultural; ritos; pita kufa; AIDS e comunidade O presente artigo apresenta uma análise sobre a prática do ritual purificação de viúvas - pita kufa e como é que as práticas envolvidas no ritual se relacionam com as questões de saúde pública uma vez que no âmbito dos aspetos socioculturais do AIDS em Moçambique, esta prática é considerada uma das causas de propagação do vírus porque as normas envolvidas no ritual contradizem-se com os princípicios de promoção e prevenção da doença. Através do uso do método qualitativo e como ferramenta o uso de entrevistas indivduais e análise do conteúdo temático, constatou-se que se trata não apenas de uma prática de purificação de viúvas, mas purificação por morte de uma pessoa (independentemente do estado civil, género e idade). Apesar da comunidade não reconehecer que o ritual de pita kufa pode contribuir na propagação do virus do AIDS, através do envolvimento das autoridades governamentais e ONGs, regista-se uma tendência de mudanças socioculturais e espacais das normas envolvidas no ritual. ANTÓNIO, Alexandre & OMAR, Lúcia Laurentina. Alguns Usos e Costumes Matrimoniais dos Povos Yao e Nyanja da Província do Niaasa. Development Cooperation Ireland. Editor ARPAC – Instituto de Investigação Sócio Cultural, Delegação do Niassa. Impressão CIEDIMA / Maputo. 2007 AMADIUME, Ifi. Sexuality, African Religio-Cultural Traditions and Modernity: Expanding the Lens. 2007. Disponível em www.arsrc.org/downloads/features/amadiume.pdf. 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397 argumentos v. 14 n. 1 (2017) Análise do Nível de Insuficiência Socioeconômica (ANIS): uma avaliação do Brasil entre 2000 e 2010 Cassiano José Bezerra Marques Trovão;Claudio Salvadori Dedecca; Insuficiência Socioeconômica; Desigualdade; Multidimensionalidade; Brasil; Censos Demográficos. O artigo pretende contribuir para o tema da desigualdade no Brasil apresentando uma metodologia multidimensional que hierarquiza grupos sociais de acordo com o seu nível de insuficiência socioeconômica. A metodologia baseia-se na construção, a partir dos Censos Demográficos de 2000 e 2010, de diversos indicadores socioeconômicos subdivididos em cinco dimensões: mercado de trabalho e renda corrente; consumo; condição de habitação; educação; demografia. Os resultados indicam que a redução no nível de insuficiência socioeconômica esteve associada, especialmente, a melhores condições do mercado de trabalho, ao crescimento da renda corrente e ao consumo de bens duráveis. Tal movimento não se deu com a mesma intensidade em outras dimensões, especialmente as das condições de habitação e de acesso a bens e serviços públicos de uso coletivo. Em suma, verificou-se que a melhora observada na ANIS não se mostrou suficiente para alterar estruturalmente a condição desigual da sociedade brasileira no período. ALMEIDA, Alberto Carlos. C. A qualidade de vida no Estado do Rio de Janeiro. Niterói, Rio de Janeiro: EDDUFF, 1997. 128p. ATKINSON, Antony Barnes. On the measurement of inequality. Journal of Economic Theory 2, 1970, p. 244–263. ATKINSON, Antony Barnes.; BOURGUIGNON, Francois. The Comparison of Multi-Dimensioned Distri-butions of Economic Status. Review of Economic Studies, 49, 183-201, 1982. BARROS, Ricardo Paes de.; CARVALHO, Mirela de.; FRANCO, Samuel. O Índice de Desenvolvimento da Família (IDF). TD986 / Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea. Rio de janeiro, 2003. BARROS, Ricardo Paes de.; FERREIRA, Francisco H. G.; VEGA, Jose R. 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398 argumentos v. 14 n. 1 (2017) Expansão da cana-de-açúcar no Triangulo Mineiro e Alto Paranaíba (TMAP) nos anos 2000: o papel da governança Bruno Benzaquen Perosa;Clesio Marcelino de Jesus;Antonio César Ortega; TMAP; cana-de-açúcar; governança; associativismo; contratos. O presente artigo buscou analisar como elementos ligados a governança das cadeias produtivas ajudam a explicar a expansão da cana-de-açúcar no TMAP após 2000. Para tal, foram obtidos dados que mostram o avanço da cana nessa mesorregião, em substituição a outras culturas. A seguir, foram analisados dados qualitativos baseados em entrevistas em profundidade com produtores rurais, representantes de usinas e de associações, de forma a compreender como se deu esse processo de expansão. Conclui-se que o avanço canavieiro se explica tanto por dificuldades enfrentadas por agricultores em outras atividades como a busca por novos investimentos, o que impulsionou a diversificação de suas rendas agrícolas. Assim, a variada gama de opções contratuais oferecida pelas usinas, desde arrendamento até o fornecimento independente de cana, atendeu às necessidades de diversos perfis de proprietários rurais, o que ajuda a explicar a rápida substituição de culturas no período. AZEVEDO, Paulo Furquim. Nova Economia Institucional: referencial geral e aplicações para a agricultura. Agricultura em São Paulo, São Paulo, v. 47, n. 1, p. 33-52, 2000. BASTOS, Suzana; GOMES, Jéssica Eluar. Mudanças na composição da produção agrícola mineira: análise das culturas dinâmicas (1994 – 2008). Anais do Encontro Nacional de Economia Política, 2011, Uberlândia. BELIK, Walter. Agroindústria processadora e política econômica. Campinas, 1992. Tese (Doutorado em Economia) Universidade Estadual de Campinas. BARZEL, Yoran. Measurement cost and the organization of markets. Journal of Law and Economics, v.25, p.27-48, 1982. BATALHA, Mario Otavio. Sistemas agroindustriais: definições e correntes metodológicas. 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399 argumentos v. 14 n. 1 (2017) Discriminação e Desigualdade na invenção do Brasil Álvaro Maia Batista;Damiana Ballerini; Racismo. Mestiçagem. Desigualdade Social. Discriminação. Cultura. O objetivo do artigo é investigar alguns aspectos envolvidos na invenção da cultura nacional e do território brasileiro a fim de compreender melhor dois fenômenos característicos nessa história: a discriminação e a desigualdade social. Nessa tarefa procura-se combinar aspectos sincrônicos (crítica de teorias e pensamentos) e diacrônicos (contextualização histórica). O tema da mestiçagem foi escolhido como eixo articulador da discussão, pois sua elaboração ocupa um importante espaço no debate conhecido como “interpretações do Brasil”. Ao final, constata-se que os grupos historicamente discriminados foram também relegados às posições economicamente mais fragilizadas e se hoje as leis e os discursos punem essas práticas, esses grupos ainda precisam se mobilizar para conseguirem sobreviver com dignidade e preservar suas culturas. A discriminação e a desiguldade social, apesar de não se confundirem, andam de braços dados na estrutura social brasileira – uma reforçando a outra. ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A invenção do nordeste e outras artes. São Paulo: Cortez, 2009. ALMEIDA, Alberto Carlos. A cabeça do brasileiro. São Paulo: Record, 2007. ANDERSON, Benedict. Imagined communities: reflections on the origin and spred of nationalism. London: Verso, 2006. ARRAIS, Tadeu Alencar. Planejamento e desenvolvimento regional: a intervenção governamental e a problemática regional em Goiás. Mercator — Revista de Geografia da UFC, v. 6, n. 12, p.25-36, 2007. BARBOSA, Wilson do Nascimento. Cultura negra e dominação. 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400 argumentos v. 14 n. 1 (2017) Capitalismo periférico e alternativas emergentes no mundo do trabalho: a experiência da economia solidária no Brasil Talita Jéssica do Nascimento de Araújo;Sibele Vasconcelos de Oliveira; Capitalismo periférico; Desemprego; Economia Solidária; Cooperativismo. A abertura do mercado às importações e a deflagração do processo de desindustrialização no Brasil desencadearam as crises das décadas 1980 e 1990, marcadas pelo alto índice de desemprego. Como resposta às vulnerabilidades socioeconômicas geradas pelo capitalismo periférico, a economia solidária irrompe no Brasil. Destarte, a partir de pesquisa bibliográfica, o presente estudo propõe-se a discorrer sobre como a posição do Brasil no capitalismo mundial possibilitou a ascensão de atividades econômicas emergentes. Dentre as principais considerações do estudo, cita-se que a inserção do Brasil na periferia do capitalismo possibilitou o afloramento de formas do fazer econômico que viabilizam novos modos de relações trabalhistas. As atividades emergentes, dotadas dos princípios da solidariedade, autogestão e cooperação, propiciam a admissão de parcela da população no mercado de trabalho, sendo instrumento de inclusão social para os indivíduos que, até então, se viam privados de condições mínimas de subsistência ARRUDA, Marcos. Globalização e sociedade civil: repensando o cooperativismo no contexto da cidadania ativa. Rio de Janeiro: PACS, 1996. CORAGGIO, José Luis.? Es posible pensar alternativas a la política social neoliberal? Nueva Sociedad, v. 164, p. 95-105, 1999. CULTI, Maria Nezilda. Conhecimento e práxis: processo de incubação de empreendimentos econômicos solidários como Processo Educativo. Otra Economía, v. 3, n. 5, p. 146-165, 2011. CRUZ, Antônio. 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401 argumentos v. 14 n. 1 (2017) A gestão do sistema único de assistência social no município de campos dos Goytacazes: uma análise da proteção social especial a partir do contexto do CREAS II Mirian de Freitas SILVA;Geraldo Márcio Timótio; Assistência Social, Gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), Território, descentralização político-administrativa O presente trabalho pretende, à luz dos marcos legais que regulam a Assistência Social ─ como a Constituição Federal de (1988); a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS/1993); a Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004) e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS/2005) –, conhecer como se estabelece no plano da realidade a nova dinâmica de gestão do SUAS, a fim de compreender os determinantes que orientam o processo de materialização do direito à política de proteção social especial. Trata-se, portanto, de uma reflexão crítica da Assistência, cujo ponto fulcral é a apreensão de sua implementação no município de Campos dos Goytacazes. Definiu-se como metodologia a pesquisa qualitativa fundamentada no referencial crítico-dialético, em que buscou a pesquisa bibliográfica e o uso de entrevista semiestruturada como ferramentas fundamentais na construção da pesquisa em tela. ALVES, A. A. F. O Protagonismo Sócio-Político da População nos Processos de Avaliação da Política de Assistência Social no Brasil. Libertas, Juiz de Fora, v.3, n.2, p. 103 - 126, jan-jun / 2009. BRASIL. Constituição, 1988. Constituição; Republica Federativa do Brasil, 1988. Brasília, Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. ______. Lei Orgânica da Assistência Social. Lei 8.742, de 07 de dezembro de 1993, publicada no DOU de 08 de dezembro de 1993, Brasília. ______. Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Política Nacional de Assistência Social, Resolução nº145, 15 de outubro de 2004, publicada no DOU de 28 de outubro de 2004, Brasília. ______. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, (2009). ______. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. Política Nacional de Assistência Social – PNAS/2004 e Norma Operacional Básica – NOB-SUAS. Brasília: nov. 2005b. COUTO, Berenice Rojas. O Sistema Único de Assistência Social: Uma Nova Forma de Gestão da Assistência Social. In: Concepção e Gestão da Proteção Social não Contributiva no Brasil, Brasília, julho de (2009). Disponível em http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/publicacao_eletronica/muse/cursoscapacitasuas/assets/o-suas_uma-nova-forma-de-gest%C3%A3o-da-assintencia-social_berenice_couto2.pdf. Acesso em: Nov. de 2016. COUTO, Berenice Rojas; YAZBEK, Maria Carmelita; SILVA, Maria Ozanira da Silva; RAICHELIS, Raquel. O Sistema Único de Assistência Social no Brasil: uma realidade em movimento. São Paulo: Cortez, 2012. JUNQUEIRA, L.A. P. & INOJOSA, R. M. Desenvolvimento Social e Intersetorialidade: Cidade Solidária, São Paulo, FUNDAP (mimeo), 1997. MOTA, Ana Elizabete. O Mito da Assistência Social: ensaios sobre Estados, política e sociedade. São Paulo: Cortez, 2010. PEREIRA, Potyara A. Pereira. Sobre a Política de Assistência Social no Brasil. Disponível em http://blogs.al.ce.gov.br/unipace/files/2011/12/08-Sobre-a-politica-de-assistencia-social-no-Brasil.pdf. Acesso em: março de 2016. PASTORINI, Alejandra. A categoria “questão social em debate”. Questões da nossa época. São Paulo: Cortez, 2004. PASTOR, Márcia. A Democratização da Gestão da Política de Assistência Social: fragmentos de um estudo. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rk/v10n2/a10v10n2.pdf. Acesso em: Nov. de 2016. PLANO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL 2014/2017. Campos dos Goytacazes/RJ. SPOSATI, Aldaiza. Desafios para fazer avançar a política de assistência social no Brasil. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, Cortez, v. 22, n. 68, p. 5-16, nov. 2001. STEIN, Rosa Helena. A descentralização político-administrativa na Assistência Social. In. Serviço Social & Sociedade, n. 59. São Paulo: Cortez, 1999. SHONS, Selma Maria. Assistência Social entre a ordem e a “des-ordem”: mistificação dos direitos sociais e de cidadania. São Paulo: Cortez, 2003. SILVA, Marta Borba. Assistência Social e seus Usuários: entre a rebeldia e o conformismo. São Paulo: Cortez, 2014. SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. São Paulo: Edusp, 2007. YAZBEK, Maria Carmelita. Classes subalternas e assistência social. São Paulo: Cortez, 2015.
402 argumentos v. 14 n. 1 (2017) Desilusão Política, Crise dos Grandes Partidos e Ascensão de Novas Organizações Político-partidárias na Europa Central Pós 1989 Flávio Rodrigues Barbosa; Pós-comunismo – Partidos Políticos – Democratização – Corrupção – Captura do Estado O presente trabalho aborda a atual crise política vivenciada pelos partidos políticos centro-europeus, herdeiros das democratizações de 1989. Nosso foco específico recai sobre a experiência da República Tcheca, país que, entre todas as outras ex-repúblicas do bloco soviético, teve a mais bem-sucedida história de transição política e, até 2010, possuía o sistema partidário mais estável da região. Entre as causas que produziram a crise dos grandes partidos, figuram a precoce relação apática entre cidadãos e seus representantes, a incapacidade dos grandes partidos em atender as principais demandas da população e o envolvimento dos principais partidos políticos com o mais novo e mais extremo fenômeno de corrupção conhecido como Captura do Estado. Com efeito, tem se fomentado o sucesso de novos partidos políticos, muitas vezes classificados como antiestablishment e/ou populistas, que a cada eleição vêm ocupando significativos lugares antes pertencentes aos grandes partidos. BARBOSA, Flávio Rodrigues. O Teatro das Representações Trocadas. Corrupção, Ascensão Antiestablishment e o Modelo de Partido-Empresa de Negócios na Europa Central Pós 1989. Juiz de Fora, 2016. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Universidade Federal de Juiz de Fora. ______. Partidos Políticos Antiestablishment na Europa Central Pós 1989: uma lógica populista? Revista Teoria e Pesquisa: Dossiê Revisitando o(s) Populismo(s). v. 26. p. 36-64, 2017. CVVM. Centrum pro výzkum veřejného mínění. Disponível em www.cvvm.cz. Acesso em: 10 dez. 2015. CZSO. Cesky Statisticky Urad. Disponível em www.czso.cz. Acesso em: 05 dez. 2015. DVORÁKOVÁ, Vladimira. (2015). Corruption in Post-communist States. Causes and Impacts. In: GRADUATE COFERENCE ON CORRUPTION AND ANTI-CORRUPTION, 2015, Brighton, University of Sussex. GRYSMALA-BUSSE, Anna. Rebuilding Leviathan: Party Competition and the State Exploitation in Post-Communist Democracies. Cambridge: Cambridge University Press, 2007. HAUGTON, Tim. Parties, Patronage and the Pos-Communist State. Comparative European Politics. n, 6. p. 486-500, 2008. HELLMANN, Joel; JONES, Geraint; KAUFMANN, Daniel. (2000). “Seize the State, Seize the Day”. State Capture, Corruption and Influence in Transition. World Bank: The World Bank Institute, 2000. HOPKIN, Jonathan; PAOLUCCI, Caterina. (1999). The Business firm moldel of party organization: Caes from spain and Italy. European Journal of Political Research, n 35. p. 307-339, 1999. Netherlands: Kluwer Academic Publishers. INTERNATIONAL IDEA. International Institute for Democracy and Electoral Assistance. Disponível em www.idea.int. Acesso em: 10 mai. 2015. NOSKO, Andrej. Can a Think Tank Help Expose Captured State? Voices. Open Society Foundations, 2014. OMELYANCHUK, Oleksiy. Explaining State Capture and State Capture Modes. The Cases of Russia and Ukraine. Budapest: Central Europe University Press, 2001. PAOLUCCI, Caterina. (2006). A firm masquerading as a party transforms Italy: Berlusconi’s Forza Italia. In: EUROPEAN CONSORTIUM OF POLITICAL RESEARCH, 2006, Cyprus. Competitors to Parties in Electoral Politics: The Rise of Non-party Actors. Cyprus: Joint Sessions. Intercollege Nicosia, 2006, p.1-20. SALAMANCA, Luis Jorge Garay (Org.). La Captura e la Reconfiguración del Estado em Colombia. Bogotá: Fundação METODO, 2008. SLINKO, Irina; YAKOLEV, Evgeny; e ZHURAVSKAJA, Ekaterina. Laws for Sale: Evidence from Russia. American Law and Economics Review: Special Issue on Comparative Law. Vol, 7, n. 1, p. 284-318, 2005.
434 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) Apresentação - Dossiê - História e saúde: as interfaces entre a ação pública, as iniciativas da sociedade civil e as inovações tecnológicas Vanessa Lana;Luiz Antônio Teixeira; História, Saúde, Ação Pública, Sociedade Civil, Inovações Tecnológicas Apresentação do Dossiê - História e saúde: as interfaces entre a ação pública, as iniciativas da sociedade civil e as inovações tecnológicas BERRIDGE, Virgínia. History in public health: who needs it? The Lancet, Reino Unido, v. 356, p. 1923-1925, dez. 2000. FEE, Elizabeth and BROWN, Theodore. Editorial: Why history? American Journal of Public Health, v.87, n.11, p.1763-1764, 1997. PERDIGUERO, E.; BERNABEU, J.; HUERTAS, R.; RODRIGUEZ-OCAÑA, E. History of health, a valuable tool in public health. Journal of Epidemiological Community Health, v. 55, n. 9, p. 667-673, 2001. ROSENBERG, Charles. Disease in History: Frames and Framers. The Milbank Quarterly, v. 67, n. 1, p. 1-15, 1989.
449 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) Apresentação - Dossiê - História das Diversões: algumas possibilidades investigativas Igor Maciel da Silva;Sarah Teixeira Soutto Mayor;Cleber Dias; História, Diversões Apresentação do Dossiê: História das Diversões. CUNHA, Antonio Geraldo da. Dicionário etimológico da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Lexicon Editora Digital, 2007, p. 272-273.
435 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) Por uma história da saúde do Vale do Jequitinhonha: reflexões sobre práticas populares de cura Keila Auxiliadora Carvalho;Ramon Feliphe Souza; Vale do Jequitinhonha, Curas, Populares, Saúde, Região O artigo reflete sobre as práticas populares de cura no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, especificamente em duas cidades da região. Para tanto, realizamos uma digressão por períodos específicos do século XIX e início do século XX, a fim de acompanhar como os agentes de cura populares foram alvo dos discursos da medicina científica no Brasil, no momento em que essa última pretendia afirmar sua hegemonia no campo do cuidado com a saúde. Em seguida, observamos os reflexos desse contexto em Diamantina, onde curadores populares foram envolvidos em processos criminais que pretendiam desqualificar as suas práticas. Por fim, no último tópico, com o auxílio da metodologia de História Oral, discutimos a permanência das práticas populares de cura na região, especialmente, benzeções e o uso de plantas medicinais. Argumentamos que, apesar do processo histórico de repressão aos “curadores” não médicos, as práticas populares de cura seguem presentes na sociedade e constituem elemento fundamental da identidade regional. ALMEIDA, Diádiney Helena de. Hegemonia e contra-hegemonia nas artes de curar oitocentistas brasileiras. [Dissertação de Mestrado em História das Ciências e da Saúde]. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2010. CARVALHO, Keila Auxiliadora de. A Saúde pelo Progresso: A regulamentação do trabalho médico no Governo Vargas. Rio de Janeiro: Editora Multifoco, 2015. CARVALHO, Keila Auxiliadora; SOUZA, Ramon Feliphe de. “O Elixir da Vida”: curas anunciadas nos periódicos diamantinenses do século XIX. Cadernos de Pesquisa do CDHIS, v. 29, n. 2, 2016. CRUZ, Maria Jesus Barreto et al. 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436 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) A atenção primária à saúde no SUS: o processo de construção de uma política nacional (1990-2006) Carlos Henrique Assunção Paiva; Sistema Único de Saúde, Atenção Primária à Saúde, História da saúde pública, Política Nacional de Atenção Básica, Políticas de saúde O artigo trata do contexto de instauração da Nova República, até 2006, quando é publicada a primeira Política Nacional de Atenção Básica do país. Em termos econômicos, políticos e sociais, o recorte temporal se caracteriza pelas expectativas e dificuldades de implantação da democracia e de políticas sociais capazes de enfrentar as condições sociais legadas pelo regime autoritário. Como parte dos esforços para se produzir respostas aos problemas médico-sanitários das populações, esse período vê emergir, sob uma renovada configuração institucional, ações e políticas no campo da Atenção Primária à Saúde. Em cerca de duas décadas, vemos consolidar tanto a formação de atores com identidade com a APS, como a formulação da primeira política nacional. Sem perder de vista estes marcos, a partir de entrevistas e fontes documentais, o texto identifica os caminhos que levaram a consolidação do SUS, resgatando o papel central da Reforma Sanitária Brasileira nesse processo; retrata o percurso de criação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família. Por fim, informado pela construção de tais iniciativas, compreende a formulação da primeira Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) com foco na identificação dos principais atores e mobilizações políticas necessárias para sua efetivação. ÁVILA, Maria Marlene Marques. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde no Ceará: o caso de Uruburetama. Ciência & Saúde Coletiva, v. 16, p. 349-360, 2011. ÁVILA, Maria Marlene Marques. Origem e evolução do programa de Agentes Comunitários de Saúde no Ceará. 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437 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) Políticas de controle do câncer de mama no Brasil Thaislayne Nunes de Oliveira;Mônica de Castro Maia Senna; políticas públicas de saúde, Sistema Único de Saúde, oncologia, câncer de mama, saúde da mulher Este artigo tem como objetivo central examinar a trajetória histórica das políticas de controle do câncer de mama feminino no Brasil em diferentes momentos históricos. As primeiras intervenções públicas nessa direção no país surgiram em meados do século XX e visavam ao desenvolvimento do cuidado oncológico de maneira individual. A intensificação das medidas estratégicas para o seu controle ocorreu somente a partir dos anos 2000, com perceptível desenvolvimento de ações coletivas e incentivo à prevenção, de maneira a incidir diretamente no controle da doença. O estudo contou com pesquisa bibliográfica sobre a temática, associada à análise dos documentos oficiais, como: normativas, portarias e legislações nacionais. Os resultados demonstram avanços na estruturação do cuidado da doença, sobretudo pela implantação de políticas, programas e sistemas específicos. Tais avanços estratégicos contribuem positivamente para o controle de riscos e agravos da doença. Mas, apesar desses avanços, a realidade observada ainda permanece em certo descompasso, perceptível pelo elevado e crescente índice de mortalidade. BARRETO, Eliana Maria Teixeira. Acontecimentos que fizeram a história da oncologia no Brasil. Revista Brasileira de Cancerologia, Rio de Janeiro. 2005; 51(3): 267-75. BRASIL. Constituição Fe(exceto câncer de pele não melanoma)deral de 1988. BRASIL. Programa de Assistência Integral á Saúde da Mulher: bases de ação programática- Ministério da Saúde. - Brasília, Centro de Documentação do Ministério da Saúde, 1983. BRASIL. Lei Nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. BRASIL. Lei N° 8.142, de 28 de dezembro de 1990. BRASIL. Portaria Nº 170, 11 de abril de 1993. BRASIL. 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438 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) Quantificar, padronizar e planejar: registros de câncer e atenção oncológica no Brasil (1960-1980) Luiz Alves Araújo Neto; câncer, registros de câncer, quantificação, padronização, Brasil Este artigo discute o processo de criação dos primeiros registros de câncer no Brasil e os debates sobre quantificação, padronização e planejamento da atenção oncológica relacionados à estruturação desses serviços. Argumento que a trajetória conflituosa dos registros de câncer no país exemplifica a tensão entre uma estrutura conceitual da medicina, em mudança durante a segunda metade do século XX, e a realidade institucional da atenção oncológica. A discussão é circunscrita ao intervalo entre 1960 e 1980, período em que os primeiros registros foram criados em São Paulo e Pernambuco, em 1967, seguidos de outros em Porto Alegre, Fortaleza, João Pessoa e Rio de Janeiro. Além disso, esse intervalo foi marcado pelos debates sobre a importância da notificação e registro dos casos de câncer para a construção de uma política de atenção oncológica eficaz, permitindo visualizar as tensões mencionadas no argumento. O artigo dialoga com os Estudos Sociais da Medicina e a Sociologia da Quantificação, utilizando fontes de caráter técnico, como publicações em periódicos especializados em câncer, relatórios e publicações de instituições médicas e de saúde e documentos institucionais. ADAMS, Vincanne. “Evidence-Based Public Health: subjects, profits, erasures”. In: BIEHL, João & Petryna, Adriana. When People Come First: Critical Studies in Global Health. Princeton and Oxford: Princeton University Press, 2013. pp. 54-90. ADAMS, Vincanne. Metrics: What Counts in Global Health. London: Duke University Press, 2016. A.O. Relatório sobre a Segunda Jornada Brasileira de Cancerologia. Arquivos de Oncologia. Volume V, n.1, 1963. 279-282. ARAÚJO NETO, Luiz Alves. 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439 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) Câncer de mama: uma preocupação para a mulher cearense, 1950 a 1980 Thayane Lopes Oliveira; Câncer de mama, Saúde Pública, Ceará, Mulheres, Desenvolvimento Este artigo analisa a construção do câncer de mama como um problema médico e sanitário no Ceará, assim como uma preocupação para a mulher cearense entre as décadas de 1950 e 1980. Para isso, primeiramente, percebeu-se o esforço da classe médica brasileira em alçar o câncer ao status de problema de saúde pública a partir do intercâmbio com as ideias estrangeiras que chegavam ao país. Argumento que os médicos cearenses compartilharam desse projeto e buscaram apontar para o crescimento da incidência do câncer de mama no estado, através de publicações em revistas especializadas e jornais de grande circulação. Atentos aos estudos sobre a relação câncer e desenvolvimento, esses médicos demonstraram que o câncer de mama era a doença da modernidade e, por consequência, de mulheres com hábitos modernos. As fontes utilizadas para este trabalho são artigos publicados na Revista Brasileira de Cancerologia, Revista Ceará Médico e jornais O Povo e Diário do Nordeste. ANDRADE, Mário de. Macunaíma: o herói sem nenhum caráter / Mário de Andrade; organizadores: Miguel Sanches Neto, Silvana Oliveira. – Chapecó : Ed. UFFS, 2019. ARAÚJO NETO, Luiz Alves. O Problema do Câncer no Ceará: Cancerologia, controle do câncer e a atividade coletiva da medicina (1940-1960). Dissertação de mestrado: Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde. Casa de Oswaldo Cruz – Fiocruz. Rio de Janeiro, 2016. ARAÚJO NETO, Luiz Alves e TEIXEIRA, Luiz Antonio. De doença da civilização a problema de saúde pública: câncer, sociedade e medicina brasileira no século XX. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, v. 12, n.1, p. 173-188, jan-abr, 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1981-81222017000100173&script=sci_abstract&tlng=pt. DOLL, Richard., HILL, AB. Smoking and Carcinoma of the Lung: preliminary report. British Medical Journal. num. 30. Setembro de 1950. GARCIA, Ana Karine Martins. A Ciência na Saúde e na Doença: Atuação e prática dos médicos em Fortaleza (1900 – 1935). Tese de doutoramento: Programa de Pós-Graduação em História Social. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2011. HOCHMAN, Gilberto. “O Brasil não é só doença”: o programa de saúde pública de Juscelino Kubitschek. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.16, supl.1, jul. 2009, p.313-331. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702009000500015. INSTITUTO DO CÂNCER DO CEARÁ. Instituto do Câncer do Ceará: 70 anos de conquistas. Marcelo Gurgel Carlos da Silva. Fortaleza: Edição do autor, 2015. LANA, Vanessa. Ferramentas, práticas e saberes: a formação de uma rede institucional para a prevenção do câncer do colo do útero no Brasil, 1936-1970. Tese de doutorado: Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde. Casa de Oswaldo Cruz – Fiocruz. Rio de Janeiro, 2012. LIMA, Nísia Trindade.; HOCHMAN, Gilberto. “Pouca saúde e muita saúva”: sanitarismo, interpretações do país e ciências sociais. In: Hochman, Gilberto (Org.). Cuidar, controlar, curar: ensaios históricos sobre saúde e doença na América Latina e Caribe. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2004. MESSORA, Elder Al Kondari. A construção de um novo mal: representações do câncer em São Paulo, 1892 -1953. Dissertação de mestrado: Faculdade de Medicina. Universidade de São Paulo. São Paulo, 2017. OLIVEIRA, Thayane Lopes. “Você finge não ver e isso dá câncer”: controle do câncer de mama no Ceará, 1960 a 1980. Dissertação de mestrado: Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde. Casa de Oswaldo Cruz – Fiocruz. Rio de Janeiro, 2017. SANTOS, Luiz Antonio de Castro. Poder, Ideologias e Saúde no Brasil da Primeira República: ensaio de sociologia histórica. In: Hochman, Gilberto (Org.). Cuidar, controlar, curar: ensaios históricos sobre saúde e doença na América Latina e Caribe. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2004. SILVA, Marcelo Gurgel. Câncer em Fortaleza: mortalidade e morbidade no período 1978 – 1980. Dissertação de mestrado: Faculdade de Saúde Pública. Universidade de São Paulo, 1982. SONTAG, Susan. Doença como metáfora. AIDS e suas metáforas. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. TEIXEIRA, Luiz Antonio e FONSECA, Cristina. De doença desconhecida a problema de saúde pública: o INCA e o controle do câncer no Brasil. Rio de Janeiro: Ministério da Saúde, 2007. TEIXEIRA, Luiz Antonio.; PORTO, Marco.; NORONHA, Claudio Pompeiano. O câncer no Brasil: Passado e Presente. Rio de Janeiro: Outras Letras, 2012. TEIXEIRA, Luiz Antonio e ARAÚJO NETO, Luiz Alves. Câncer de mama no Brasil: medicina e saúde pública no século XX. Saúde e Sociedade, v. 29, n.3, p. 1-12, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-12902020000300313&script=sci_abstract&tlng=pt.
440 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) O câncer de mama e a sociedade civil: as ações da FEMAMA na regulamentação temporal para diagnóstico e tratamento da doença no Brasil Vanessa Lana;Luiz Antônio Teixeira; FEMAMA, Câncer de Mama, Associações de Pacientes, Advocacy, Ativismo político A criação das associações de pacientes no Brasil da década de 1990 marcou uma transformação nas formas da sociedade civil demandar ações do poder público em relação à saúde. A criação dessas organizações se relacionou ao novo contexto da saúde no país, surgida com a criação do Sistema Único de Saúde e trouxe para o cenário nacional concepções e práticas de ativismo político e advocacy até então inexistentes nas instituições de pacientes. Este artigo tem como objeto a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, FEMAMA, sua atuação em ações de advocacy, em particular na regulamentação das leis que garantiram marcos temporais para diagnóstico e tratamento do câncer de mama no Brasil na década de 2010. Analisamos a estrutura e organização da instituição e as concepções e atuação na inserção na agenda pública e política de debates da legislação de regulamentação temporal para diagnóstico e tratamento do câncer de mama no setor público de saúde. ANDREWS, Keneth; EDWARDS, Bob. Advocacy Organizations in the U.S. Political Process. Annual Review of Sociology. v. 30, p.479-506, 2004. AVNER, Marcia. The Lobbying and Advocacy Handbook for Nonprofit Organizations: Shaping Public Policy at the State and Local Level. Minnesota: Amherst H. Wilder Foundation, 2002. AZEVEDO e SILVA, et. al. “A situação dos cânceres do colo do útero e da mama no Brasil”. In: TEIXEIRA, Luiz (org). 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441 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) Narrativas sobre a Síndrome Pós-pólio em associações de pacientes do Brasil e da Espanha nos meios digitais Danielle Souza Fialho da Silva; Síndrome Pós-Pólio, Associações de pacientes, Meios digitais, ativismo, doença rara A Síndrome Pós-poliomielite (SPP) é uma patologia que afeta pessoas que tiveram pólio muitos anos depois da doença aguda. É considerada uma doença crônica e rara e seus sintomas caracterizam-se por fraqueza muscular, fadiga intensa e dores musculares e articulares, entre outros sintomas. O objetivo deste artigo é compreender que narrativas sobre a doença são divulgadas pelas associações de pacientes com Síndrome Pós-pólio e seus usos nos meios digitais. Analisaremos duas organizações de pacientes, uma do Brasil e uma da Espanha, a saber: a Associação Brasileira de Síndrome Pós-poliomielite (Abraspp), fundada em 2004 em São Paulo, Brasil, e a Asociación Afectados de Polio y Síndrome Post-polio, fundada em 2000 em Madrid, Espanha. Em nosso estudo qualitativo, analisamos as páginas institucionais de ambas as associações que se encontram em suportes digitais com acesso aberto. Tanto a Abraspp quanto a Asociación Afectados de Polio y Sindrome Post-polio sinalizam como papel principal de sua associação o caráter de divulgadoras de informações sobre a síndrome, tomando para o coletivo a co-elaboração de políticas inclusivas e defesa de direitos de pessoas com deficiência. Foi observado que nas fontes digitais analisadas das associações a SPP não é encampada como síndrome rara. BARBOSA, R. & PORTUGAL, S. (2017). O Associativismo faz bem à saúde? O caso das doenças raras. Revista Ciência e Saúde Coletiva. 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442 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) “Entre a cruz e a coroa, o trono e o altar, a fé e o império”: o padroado real e a colonização brasileira a partir das minas do Serro do Frio e Vila do Príncipe, Minas Gerais, 1702-1721 Danilo Arnaldo Briskievicz; Brasil Colônia, Colonização brasileira, Sistema do padroado, Comarca do Serro do Frio, Vila do Príncipe Relacionamos a colonização das minas gerais, em especial do território das minas do Serro do Frio (1702) e sua Vila do Príncipe (1714), capital da Comarca do Serro do Frio (1720), com os ordenamentos da Coroa portuguesa, o Regimento dos Superintendentes (1702) e da Igreja católica, as Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia (1707). Analisamos documentos do cotidiano relativos aos dois regulamentos essenciais ao sistema do padroado real brasileiro do século XVIII, um deles o processo de habilitação sacerdotal. A metodologia de pesquisa bibliográfica permitiu investigação de documentos portugueses e brasileiros e sus análise tendo por base os fundamentos da microhistória ou análise microanalítica da história. O resultado se apresenta pari passu na narrativa dos fatos e culmina com a noção de que a colonização mineira se deveu aos regulamentos escritos da Igreja e da Coroa portuguesa introjetados na vida cotidiana das minas serranas. BIBLIOTECA NACIONAL. Documentos Históricos. Correspondência dos Governadores Gerais 1704-1714. V. XL. Carta para Antônio Soares Ferreira guarda-mor das Minas do Serro do Frio, sobre vários particulares tocantes às mesmas minas. Rio de Janeiro: Typ. Baptista de Souza, p. 352-360. BOSCHI, Caio César. Em Minas, os negros e seus compromissos. In: MARTINS FILHO, Amílcar (Org.). Compromissos de irmandades mineiras do século XVIII. Belo Horizonte: Claro Enigma/Instituto Cultural Amílcar Martins, 2007, p. 277-293. BOXER, Charles Ralph. A igreja e a expansão ibérica: 1440-1770. Lisboa: Edições 70, 2013. CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. Preconceito racial em Portugal e Brasil Colônia. Os cristãos-novos e o mito da pureza de sangue. 3.ed. rev. amp. São Paulo: Perspectiva, 2005. CASIMIRO, Ana Palmira Bittencourt Santos. Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia: educação, lei, ordem e justiça no Brasil colonial. Disponível em: . Acesso em: 20 jul. 2020. COELHO, José João Teixeira. Instrução para o governo da Capitania de Minas Gerais. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1994. COSTA, Joaquim Ribeiro. Conceição do Mato Dentro, fonte de saudade. Belo Horizonte: Itatiaia, 1975. FEITLER, Bruno; SOUZA, Evergton Sales; JANCSÓ, Istvan; PUNTONI, Pedro (Orgs.). Estudo introdutório. In: VIDE, Sebastião Monteiro da. Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia. São Paulo: Edusp, 2010. FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 6.ed. Rio de Janeiro/São Paulo, Paz e Terra, 2017. MESQUITA, Sônia Nunes; SEABRA, Maria da Glória. Paróquia do Serro. História de fé. Serro: Edição das Autoras, 2013. PEREIRA FILHO, Jorge da Cunha. Inquirição “de genere” de Paschoal da Cunha Pereira. Rio de Janeiro, Edição do Autor, 2009. PINTO, Luiz Antônio. Memórias municipaes. Revista do Arquivo Público Mineiro, Belo Horizonte/MG, n. VII, p. 939-962, 1902. SANTOS, Patrícia Ferreira dos. O Tribunal Eclesiástico à época de dom frei Manuel da Cruz: a afirmação da jurisdição episcopal. In: Travessias inquisitoriais das Minas Gerais aos cárceres do Santo Ofício: diálogos e trânsitos religiosos no império luso-brasileiro (sécs. XVI-XVIII. FURTADO, Júnia Ferreira; RESENDE, Maria Leônia Chaves de. Belo Horizonte: Fino Traço Editora, 2013, p. 47-77. SILVA, Dario Augusto Ferreira da. Memória sobre o Serro antigo. Serro: Typographia Serrana, 1928. VAINFAS, Ronaldo. Trópico dos pecados. Moral, sexualidade e Inquisição no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. VIDE, Sebastião Monteiro da. Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia. São Paulo: Edusp, 2010 [1707]. VILLALTA, Luiz Carlos. Introdução. In: RESENDE, Maria Efigênia Lage de; VILLALTA, Luiz Carlos (Orgs.). História de Minas Gerais. As minas setecentistas 2. Belo Horizonte: Autêntica; Companhia do Tempo, 2007a, p. 19-24. VILLALTA, Luiz Carlos. A igreja, a sociedade e o clero. In: RESENDE, Maria Efigênia Lage de; VILLALTA, Luiz Carlos (Orgs.). História de Minas Gerais. As minas setecentistas 2. Belo Horizonte: Autêntica; Companhia do Tempo, 2007b, p. 25-57.
443 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) A lança de Aquiles e a opinião pública nos jornais do Rio de Janeiro (1875-1889) George Vidipó; Opinião Pública, Imprensa Neutra, Imprensa Partidária, Imprensa Religiosa, Gazeta de Notícias O presente artigo investiga como o termo “opinião pública” era empregado nos jornais no último quartel do século XIX. Sua utilização era recorrente na imprensa do Rio de Janeiro, sendo importante como justificativa e autenticidade das críticas, defesas de eventos, na opção política e econômica. A metodologia utilizada nessa pesquisa é da “história dos conceitos”, defendida por Koselleck, na qual define que o conceito reúne em si a diversidade da experiência histórica, assim como a soma das características objetivas teóricas. Usaremos o recorte temporal de 1875 a 1889. O primeiro ano marca o aparecimento do jornal Gazeta de Notícias, defensora da “imprensa neutra”, a folha mais importante do último quartel do século XIX. O segundo ano marca a mudança da forma de governo do Brasil. AZEVEDO, Arthur. O Rio de janeiro em 1877. [s. l.] [1878] – Disponível em: http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/O%20Rio%20de%20,Janeiro%20em%201877.pdf - Acesso em: 29 de junho de 2018. BLUTEAU, Rafael. Vocabulario portuguez, e latino, aulico, anatomico, architectonico, bellico, botanico ... : autorizado com exemplos dos melhores escritores portuguezes , e latinos; e offerecido a El Rey de Portugal D. Joaõ V. Coimbra, Collegio das Artes da Companhia de Jesu: Lisboa: Officina de Pascoal da Sylva, 1728. BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; GIANFRANCO, Pasquino (coord.). Dicionário de política I. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1998. FERREIRA, Fernanda Vasques. Raízes históricas do conceito de opinião pública em comunicação. Belo Horizonte: Em Debate, v.7, n.1, 2015, p.50-68. FONSECA, Gondin da. Biografia do jornalismo carioca (1808-1908). Rio de Janeiro: Livraria Quaresma, 1941. GRINBERG, Keila; SALES, Ricardo (org.). Brasil Imperial, volume III (1870-1889). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. HABERMAS, Jürgen. Mudança estrutural da esfera pública. São Paulo: Editora Unesp, 2014. KOSELLECK, Reinart. Futuro Passado: Contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto; Editora Puc-Rio, 2006. LIPPMANN, Walter. Opinião Pública. Petrópolis: Vozes, 2009. MCCOMBS, Maxwell. A Teoria da Agenda: a mídia e a opinião pública. Petrópolis: Vozes, 2010. MOREL, Marco. As Transformações dos Espaços Públicos: imprensa, atores políticos e sociabilidades na cidade imperial (1820-1840). Rio de Janeiro: Editora Hucitec, 2005. NEVES, Lucia M. Bastos Pereira das. Opinião Pública. In: FERES JÚNIOR, João. Léxico dos conceitos políticos do Brasil. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009, p. 181-202. PINTO, Luís Maria da Silva. Diccionario da lingua brasileira. Ouro Preto: Typographia de Silva, 1832. RIBEIRO, Lavina Madeira. Imprensa e espaço público: a instituição do jornalismo no Brasil 1808-1964. Rio de Janeiro: e-paper, 2004. RODRIGO ALSINA, Miguel. A construção da notícia. Petrópolis: Vozes, 2009. SICILIANO. Tatiana Oliveira. O Rio de Janeiro de Artur Azevedo: cenas de um teatro urbano. Rio de Janeiro: Mauad X; Faperj, 2014. SILVA, Antonio de Moraes. Diccionario da lingua portugueza composto pelo padre D. Rafael Bluteau, reformado, e accrescentado por Antonio de Moraes Silva natural do Rio de Janeiro. Lisboa: Simão Tadeu Ferreira, MDCCLXXXIX [1789]. TRAQUINAS, Nelson. Teorias do Jornalismo: A tribo jornalística – uma comunidade interpretativa transnacional. Florianópolis: Insular, 2005. VIDIPÓ, George. Burgos agrícolas e a pequena propriedade nos jornais do século XIX. In: SARMIENTO, Érica (coord.). E-Imigração em Debate: novas abordagens na contemporaneidade. Niterói: Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura, 2018, p. 9-22. VIDIPÓ, George. Imprensa neutra no século XIX: uma análise necessária. In: REGO, Ana Regina et. al. Os desafios da pesquisa histórica da comunicação: entre a historicidade e as lacunas da historiografia. Porta Alegre: Edipucrs, 2019, p. 355-378.
444 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) Deficiência, educação e trabalho na 1ª Conferência Nacional de Educação (1927) Audrei Rodrigo da Conceição Pizolati; Corpo, Deficiência, Inserção social, Normalização O objetivo desta pesquisa é examinar a questão da educação e da deficiência correlacionadas ao mundo do trabalho nos anos 1920 e seus reflexos na atualidade. Para tanto, lança-se mão teórica e metodologicamente do conceito de normalização em perspectiva ao campo da História da Educação e aos Estudos do Trabalho e Educação. Como materialidade empírica, elencou-se a I Conferência Nacional de Educação (I CNE), realizada em 1927, na cidade de Curitiba e decretos e leis nacionais contemporâneas concernentes à inserção social de deficientes ao mundo do trabalho. A eleição analítica da I CNE decorre do fato de que foi nesse evento que a educabilidade do brasileiro novecentista foi debatida pela primeira vez em âmbito nacional – consoante aos discursos biossociais pautados pelo fordismo e pela eugenia. Assim, todos os indivíduos deveriam contribuir com sua força de trabalho para o progresso econômico do país. Aqueles cuja educação não permitisse a emancipação socioeconômica via laboro, restá-los-iam a reclusão em instituições especializadas como escolas especiais, manicômios ou leprosários. O resultado dessas discursividades apontam, no presente, para uma educação em que o ingresso ao mundo do trabalho ainda permanece como sendo o principal balizador intersocial e de normalidade. ALVES, Alexandre; PIZOLATI, Audrei Rodrigo da Cconceição. Eugenia, educação e saber médico: o discurso eugênico na I Conferência Nacional de Educação (1927). História & Ensino, Londrina, v. 25, n. 1, p. 427-451, jan./jun. 2019. DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2238-3018.2019v25n1p427. Disponível em: . Acesso em: 30 jul. 2019. ALVES, Marco Antônio Sousa. Desafiando a norma: normalização, resistência e guerra social no Brasil. Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 24, n. 1, p. 291-301, abr. 2018. DOI: http://dx.doi.org/10.5752/P.1678-9563.2018v24n1p291-301. Disponível em: . ARBEX, Daniela. Holocausto brasileiro: genocídio: 60 mil mortos no maior hospício do Brasil. São Paulo: Geração, 2013. 256 p. BALL, Stephen. Performatividades e fabricações na economia educacional: rumo a uma sociedade performativa. Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 35, n. 2, p. 37-58, mai./ago. 2010. Disponível em: . Acesso em 07 dez. 2018. CASTEL, Robert. As metamorfoses da questão social: uma crônica do salário. Tradução de Iraci D. Poleti. 5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005. DÁVILA, Jerry. Diploma de brancura: política social e racial no Brasil (1917-1945). Tradução de Claudia Sant ́Anna Martins. São Paulo: Unesp, 2006. 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445 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) Intelectuais paranaenses e a construção do pensamento social no Paraná Letícia Leal de Almeida; Pensamento social, Intelectuais paranaenses, Regionalismo, Historiografia, Identidade Analisaremos neste trabalho o desenvolvimento do Pensamento Social no Estado do Paraná, a partir de autores como Altiva Pilatti Balhana, Bento Munhoz da Rocha Netto, Brasil Pinheiro Machado e Cecília Westphalen. Os intelectuais paranaenses por vezes interviram no social, e em seus discursos forjaram uma identidade para o paranaense. Problematizaram as relações sociais, produzindo interpretações sobre a realidade paranaense e suas especificidades históricas. Tais produções inserem-se no contexto da consolidação da Universidade do Paraná como irradiador de conhecimento, bem como a autonomização das Ciências Sociais no Paraná a partir dos anos 50. BALHANA, Altiva Pilatti; MACHADO, Brasil Pinheiro. Campos Gerais: estruturas agrárias. Curitiba: UFPR, 1968. _______; WESTPHALEN, Cecília. História do Paraná. Curitiba: Grafipar, 1969. BASTIDE, Roger e FERNANDES, Florestan. Relações raciais entre negros e brancos em São Paulo. São Paulo: Anhembi, 1955. CERTEAU, Michel. A escrita da História. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982. CAMPOS, Névio de. Intelectuais paranaenses e as concepções de Universidade (1892-1950). Curitiba: UFPR, 2008. FOUCAULT, Michel. A Arqueologia do Saber. 8ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2013. GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura. 7.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1989. IANNI, Octavio. As metamorfoses do escravo: apogeu e crise da escravatura no Brasil meridional. São Paulo: Difel, 1962. MACHADO, Brasil Pinheiro. Sinopse da História Regional. Separata do Boletim do Instituto Histórico e Geográfico Paranaense, 1951. MARCHI, Euclides; DE BONI, Maria Ignês M.; SIQUEIRA, Márcia D.; NADALIN, Sérgio. Trinta anos de historiografia: um exercício de avaliação. Revista Brasileira de História, v. 13, n. 25/26, São Paulo: ANPUH, set. 1992/ago. 1993. KUNHAVALICK, José P.; SALLES, Jefferson de O. In: OLIVEIRA, Ricardo Costa de (org.). A construção do Paraná moderno. Políticos e política no governo do Paraná de 1930 a 1980. Curitiba: Editora Sesquicentenário, 2004. SARTRE, Jean-Paul. Em defesa dos intelectuais. São Paulo: Ática, 1994. VILHENA, Luis Rodolfo. Os intelectuais regionais: Os estudos de folclore e o campo das Ciências Sociais nos anos 50. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 11, n. 32, pp. 125-150.
446 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) Pesquisador ou professor: o conflito identitário do historiador Ricardo de Aguiar Pacheco; Memória, Identidade, História Este artigo é originário da reflexão proposta pelo PPGH Unimontes sobre o tema da identidade social e da memória coletiva para o historiador. Esse tema foi deliberadamente desviado para a aplicação da noção de identidade e memória na observação da atuação do profissional historiador. Seja na sua atuação como pesquisador (da história) seja como professor (de história). Destacamos as diferentes abordagens que essa dupla atuação exige desse profissional e apontamos para uma possível resolução sobre o papel do historiador na sociedade contemporânea. BAUMAN, Zygmunt. Ensaios sobre o conceito de cultura. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. BOURDIEU, Pierre et al. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989. CANDAU, Joël. Memória e identidade. Trad. Maria Letícia Ferreira. São Paulo, SP: Contexto, 2011. CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. v. 4. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. DAVIS, Angela. A liberdade é uma luta constante. Boitempo Editorial, 2018. DE BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014. FONSECA, Thais Nívia de Lima e. História & ensino de História. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização (1930). São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2011[1930]. HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2006 [1968]. HOBSBAWM, Eric; RANGER, Terence. A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997. MARSHALL, Thomas Humphrey. Cidadania e classe social: leituras sobre cidadania. Senado Federal, MCT/CEE, Brasília, 2002 [1949]. PIAGET, Jean et al. A noção de tempo na criança. Rio de Janeiro: Record, 2002 [1946]. RÉMOND, René. Por uma nova história política. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro/Fundação Getúlio Vargas, 1996. RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas, SP: Unicamp, 2007. RÜSEN, Jörn. Teoria da história: Razão histórica: os fundamentos da ciência histórica/trad. Estevão de Rezende Martins. Brasília: UnB, 2001. SOUZA, Jessé. A tolice da inteligência brasileira. São Paulo: Casa da Palavra, 2015. Não paginado. E-book. VYGOTSKY, Lev Semenovich et al. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2008 [1934].
447 caminhosdahistoria v. 26 n. 2 (2021) Civilização, tronco de escravos: um protesto radical pela liberdade integral Nabylla Fiori de Lima; Civilização, tronco de escravos, Protesto, Liberdade Resenha do livro: MOURA, Maria Lacerda de. Civilização, tronco de escravos. Patrícia Lessa e Cláudia Maia (orgs.). São Paulo/SP: Editora Entremares, 2020.
450 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) Itinerantes e Citadinos: a Companhia de Teatro Coimbra e suas interações com a população de Diamantina/MG Ronaldo Flaviano de Souza Junior;Renata Cristina Simões de Oliveira; Teatro, Divertimentos, Diamantina/MG, Companhias Itinerantes, Companhias Amadoras O Teatro de Santa Izabel foi, ao longo da segunda metade do século 19, um dos principais espaços de divertimento da cidade de Diamantina/MG. A presença da Companhia Coimbra no ano de 1899, no entanto, chama a atenção não só pelo tempo em que esteve na cidade, mas pelos constantes noticiários carregados de elogios por sua atuação. Assim, este estudo analisa a presença da Companhia Coimbra na cidade durante o ano de 1899, não só na perspectiva das apresentações realizadas no teatro em questão, como também suas demais contribuições à população local ao longo dos nove meses em que estiveram na cidade. Constatando que além de beneficiar na manutenção das atividades públicas de diversão, a companhia contribuiu inclusive com instituições locais e com o aprendizado de parte da população para a atuação no campo teatral. A análise foi feita a partir da consulta dos periódicos de circulação no município, os quais se encontram disponíveis em arquivo físico, na Biblioteca Municipal Antônio Torres, e digital no Arquivo Público Mineiro, bem como consultas à memorialistas diamantinenses. ALVES, R. O. T. “Da ponta dos trilhos ao centenário inventado”: práticas modernas de divertimento em Montes Claros – MG (1926-1957). Belo Horizonte: Tese (doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, 2018. ANDRADE, A. L. V. D.; BULHÕES, A. M. D. A Mulher e o Teatro Brasileiro do século XX. São Paulo: Aderaldo &Rotschild, 2008. ARNO, C. Memórias de Um Estudante. Belo Horizonte: [s.n.], 1942. BASTOS, A. D. S. Carteira do Artista. Lisboa: Bertand, 1898. BRAGA, C. Em Busca da Brasilidade: teatro brasileiro na primeira república. São Paulo: Perspectiva, 2003. DUARTE, R. H. Noites Circenses: espetáculos de circo e teatro em Minas Gerais no século XIX. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1995. GODWIN JUNIOR, J. W. Cidades de Papel: imprensa, progresso e tradição: Diamantina e Juiz de Fora, MG (1884-1914). Belo Horizonte: Fino Traço, 2015. LOBATO, M. M. A Presença da Fábrica no Grande Empório do Norte: surto industrial em Diamantina entre 1870 e 1930. Semniário Sobre Economia Mineira, 9 Anais. Cedeplar, Belo Horizonte, 2000. MARZANO, A. A Magia dos Palcos: o teatro no Rio de Janeiro do século XIX. In: MARZANO, A.; MELO, V. A. D. Vida Divertida: história do lazer no Rio de Janeiro (1830-1930). Rio De Janeiro: Apicuri, 2010. p. 97-124. MARZANO, A.; MELO, V. A. D. Vida Divertida: história do lazer no Rio de Janeiro (1830-1930). Rio de Janeiro: Apicuri, 2010. MORLEY, H. Minha Vida de Menina. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. OLIVEIRA, R. C. S. D. O Teatro e Algumas Diversões em Diamantina: uma história registrada pela imprensa (1888-1915). Belo Horizonte: Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, 2016. PRADO, D. D. A. O Teatro Brasileiro Moderno. São Paulo : Perspectiva, 2001. SANTOS, D. L. S. Cidades de vidro: a fotografia de Chichico Alkmim e o registro da tradição e da mudança em Diamantina: 1900 a 1940. Belo Horizonte: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. 330 fl.: il. 2015, 2015. VENEZIANO, N. O Teatro de Revista no Brasil: dramaturgia e convenções. Campinas: Pontes: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1991.
451 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) O teatro em Mato Grosso (1877-1928) Marcela Ariete dos Santos; Teatro, Mato Grosso, História, Diversão, Entretenimento Este artigo descreve como esteve organizado o teatro em Mato Grosso no período de 1877 a 1928. Em 1877 surgiu a “Amor à Arte”, uma instituição teatral que se destacou na óptica da imprensa. Em meados de 1928, os empresários mato-grossenses vislumbram o teatro como algo promissor para o mercado de entretenimento. Em termos metodológicos, a pesquisa se caracterizou por um estudo histórico, utilizando-se de jornais publicados do estado de Mato Grosso, digitalizados e disponíveis na hemeroteca digital, no primeiro semestre de 2016. Identifica-se que os espaços físicos do teatro em Mato Grosso eram todos particulares e tinham estruturas incipientes; as instituições/agremiações teatrais buscavam promover distrações por meio de espetáculos teatrais ou outros divertimentos; essas instituições não sobreviviam por muito tempo, principalmente por falta de recursos financeiros. Além dessas instituições amadoras, apareceram também as companhias itinerantes que se instalavam em Mato Grosso por tempo determinado. Constata-se ainda que as comédias, os vaudevilles, as operetas, as zarzuelas e o teatro de revista foram os gêneros apresentados em Mato Grosso e os telespectadores, eram na maioria das vezes pessoas mais elitizadas. A CRUZ. A Immoralissima Companhia Salvaterra e seus espetáculos no Parisien. Cuiabá: 15 de dezembro de 1918, ano IX, n. 407, p. 1. A CRUZ. Cuiabá: 8 de junho de 1919, ano X, n. 430, p. 1. A GAZETA. 13 de junho. Cuyabá: 20 de junho de 1889a, ano I, n. 41, p.1. A GAZETA. 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452 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) “A los toros!”: as touradas em Feira de Santana (1893-1905) Fábio Santana Nunes; História, Estudos do Lazer, Touradas, Sertão, Feira de Santana Almeja identificar e analisar os espetáculos tauromáquicos promovidos em Feira de Santana, Bahia, na transição do século XIX ao XX. Considerado o uso dos periódicos como fonte histórica, foram consultados jornais publicados em Feira de Santana e outras regiões no período. Nos espetáculos feirenses, foram identificados toureiros profissionais espanhóis e animais selecionados de fazendas da região. Existiram eventos que não fizeram diferenciação etária ou de gênero nos valores das entradas do espetáculo, porém ocorreu distinção social com a comercialização de variados tipos e valores de ingresso. Para atender as touradas feirenses, existiram arenas armadas provisoriamente em espaço já projetado, o hipódromo, ou em área aberta contígua ao traçado urbano orgânico, o Campo do Gado. Assim como em outros divertimentos que aportaram à cidade, o transporte ferroviário teve implicação decisiva na interiorização das touradas. Conclui-se que a fiesta de los toros se expressou na cidade como uma diversão mercantilizada, exibida de maneira esporádica por companhias tauromáquicas itinerantes. As práticas experimentadas não foram capazes de transformá-la em um divertimento tradicional na urbe. AMARAL, Daniel Venâncio de Oliveira; DIAS, Cleber. Nos trilhos do lazer: entretenimento urbano e mercado de diversões em Divinópolis, Minas Gerais, 1890-1920. Revista de História Regional 22(2): 237-261, 2017. AMAZONAS, Manaus, n. 141, p. 01, 08 jul. 1893. BAHLS, Aparecida Vaz da Silva. O verde na metrópole: a evolução das praças e jardins em Curitiba (1885-1916). 1998. Dissertação (Mestrado em História) - Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Paraná, Paraná, 1998. BIBBÓ, Caroline Bertarelli. Divertimentos em Ouro Preto no final do século XIX. 2017. 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453 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) Volley-ball e Basket-ball no sertão mineiro: o advento dos esportes americanos em Montes Claros-MG na primeira metade do século XX Rogério Othon Teixeira Alves;Georgino Jorge de Souza Neto; História dos Esportes, Cidade, Modernidade, Cultura Esportiva, Educação Esportiva O presente artigo tencionou investigar a veiculação e desenvolvimento dos esportes americanos (voleibol e basquetebol) na cidade de Montes Claros, sertão de Minas Gerais, na primeira metade do século XX, e sua profunda relação com um evidente processo de incremento de uma cultura esportiva local. Como método, foram analisadas reportagens do principal periódico citadino no período, o “Gazeta do Norte”, disponibilizado pelo acervo do Centro de Pesquisa e Documentação Regional (CEPEDOR), organizado e gerenciado pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES). Foi possível notar que, ao passo em que entidades como escolas e associações vão surgindo, algumas práticas esportivas destacam-se no projeto modernizador/civilizatório em curso, para além do decantado e popular futebol. Notadamente as noções de progresso e civilidade aparecem como justificativas para o crescimento dessas práticas, imbuídas do espírito de uma sociedade que almejava alcançar um padrão de cultura social elevado, com nítida referência às principais cidades brasileiras. A ocorrência dos festivais esportivos no período, com destaque às partidas de voleibol e basquetebol, acentua a busca da distinção de uma coletividade atenta às novidades modernas, especialmente pelo viés do esporte. Esse cenário, constitutivo de equipes competitivas/representativas, desembocaria com mais ênfase na construção da Praça de Esportes Minas Gerais (ou Montes Claros Tênis Clube). No entanto, todo este panorama representa um claro intento: a adesão ao processo civilizador e moderno, articulado ao particular contexto da cidade. BOURDIEU, P. Coisas ditas. São Paulo: Brasiliense, 1990. DANTAS JÚNIOR, H. S. Historiografia da educação física no século do espetáculo: reflexões acerca da esportivização. Anais... JORNADA DO HISTEDBR, 7. 2007. Disponível em:< http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/jornada/jornada7/03trab-autor-H.htm>. Acesso em: 07 set. 2018. DIAS, C. Esportes nos confins da civilização: Goiás e Mato Grosso, 1866 – 1936c. Rio de janeiro: 7 Letras, 2018. GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo. Educação Física Progressista: a pedagogia crítico-social dos conteúdos e a Educação Física Brasileira. 3.ed. São Paulo: Loyola, 1994. HIRATA, E; STAREPRAVO, F. A. A história do basquetebol vista sob outra ótica. Anais... CONGRESSO SULBRASILEIRO DE CIÊNCIAS DO ESPORTE, 8. Criciúma, 8 a 10 de setembro, 2016. Disponível em: . Acesso em: 09 set. 2018. MAZZONI, T. O esporte a serviço da pátria. São Paulo: Olympicus, 1945. MAZO, J. Z; SILVA, C. F; FROSI, T. O. A associação cristã de moços e a propagação dos esportes em Porto Alegre. Kinesis, v.30, n.1, p.158-173, jan./jun. 2012. PAULA, H. A. Montes Claros: sua história sua gente seus costumes. Belo Horizonte: Minas Gráfica Editora, 1957. RENK, V.; COSTA, C.; BUENO, E. Revista de educação física (1930): a concepção eugênica de Getúlio Vargas e a figura feminina. Congresso Brasileiro de História da Educação. UFPB, 2017. Disponível em: . Acesso: 06 set. 2018. SILVA, C. F.; MAZO, J. Z. . Associativismo esportivo porto-alegrense: uma história de manifestação da instrumentalidade do esporte. Movimento, v. 21, p. 377-389, abr./jun. 2015. SILVA, E. J. Concepções da atividade física: perspectivas para o fortalecimento da Nação. Estudos Ibero-Americanos, Porto Alegre, v.33, n. 2, p. 172-187, dez. 2007. Disponível em: Acesso em: 06 set. 2018.
454 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) Bloco afro Ilê-Aiyê: uma história de luta antirracista Juliana Araujo de Paula; Blocos Afro, Carnaval, Cultura afro-brasileira, Luta Antirracista, Mulher Negra O presente trabalho tem como objetivo apresentar reflexões sobre a história do Bloco Afro “Ilê Aiyê” e seus impactos sociais. Trata-se de um bloco de carnaval que foi fundado em 1974 na cidade de Salvador/Bahia que transborda suas realizações para além dessa festa e que tem forte papel social na luta pela igualdade racial. O processo de constituição do bloco, suas práticas educativas (Banda Erê, Escola Mãe Hilda e Projeto de Extensão Pedagógica), artísticas (Banda Aiyê) e a Noite da Beleza Negra revelam importantes aspectos de sua história. A revisão de literatura de teses e dissertações sobre esse contexto indicam que as características do bloco, suas práticas cotidianas de produção, divulgação, compartilhamento e fortalecimento da cultura afro-brasileira e, especialmente, de empoderamento da mulher negra, apresentam-se como tempos/espaços de ações de luta antirracista. A eleição da Deusa do Ébano na Noite da Beleza Negra é um importante exemplo dessa função social desempenhada pelo bloco. Além disso, geram impactos na comunidade em que o bloco está inserido e, de forma mais ampliada, nacionalmente uma vez que o Ilê Aiyê influenciou e influencia diversas ações antirracistas no país. ALMEIDA, Armando. A contracultura e a política que o Ilê Aiyê inaugura: relações de poder na contemporaneidade. 2010. 178 f. Tese (Doutorado) - Programa Multidisciplinar em Cultura e Sociedade, Faculdade de Comunicação, Universidade Federal da Bahia, UFBA, Salvador, 2010. ARAUJO, Gustavo Reis de. Cultura e política na cidade do Salvador : o bloco afro Ilê Aiyê e suas dinâmicas internas e externas. 2020. 174 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Unicamp, Campinas, 2020. CAMAFEU, Paulinho. Que Bloco é Esse, Ilê Aiyê, 25 anos, Salvador, Natasha Records, 289.133, 1999. FERREIRA, Sônia Lúcia Bahia. Comunidades: redutos de identidades culturais narrativas e práticas afirmativas. 2009. 287 f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, UERJ, Rio de Janeiro, 2009 FREITAS, Joseania Miranda. Museu do Bloco Afro Ilê Aiyê: um espaço de memória e etnocidade. 1995. 105 f. Dissertação (mestrado). Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Educação, Salvador, 1995. MARTINS, Daniel Gouveia de Mello. Minha carne não é só de carnaval, por outra abordagem teórica sobre a atuação dos blocos afro em Salvador (Ilê Aiyê, Malê Debalê e Olodum). 2017. 370 f. Tese (Doutorado). Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Campinas, 2017 MERCÊS, Geander Barbosa das. De Ilê Ifé ao Ilê Aiyê: uma releitura do carnaval soteropolitano. 2017. 128 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) — Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Ciências e Letras . Araraquara, 2017 MOREIRA, Anália de Jesus. As concepções de corpo na associação bloco carnavalesco Ilê Aiyê: um estudo a partir da história do bloco e das práticas pedagógicas das escolas Banda Erê e Mãe Hilda. 2013. 135 f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal da Bahia, UFBA, Salvador, 2013 OLIVEIRA, Nadir Nóbrega . Sou negona, sim senhora!: um olhar nas práticas espetaculares blocos afro IlÊ Aiyê, Olodum, Malê Debalê e Bankoma no carnaval soteropolitano. Maceió: Grafmarques, 2017. 210p. OLIVEIRA, Nadir Nóbrega. Deusa do Ébano: um gestual herdado das Danças Afro brasileiras. Diálogos Possíveis, Salvador: Faculdade Social da Bahia, 2014. Disponível em :. OLIVEIRA, Nadir Nóbrega. O Corpo e a dança negra no cenário artístico soteropolitano. Revista Ensaios, Salvador. 1994 OLIVEIRA, Nadir Nóbrega. Uma revisão estética negra dos Blocos Afro de carnaval bahiano Ilê Aiyê, Olodum, Malê Debalê e Bankoma. Rascunhos. Uberlândia, MG. v.7 n.1 p. 30-43 jan. jun. 2020 OLIVEIRA, Vânia Silva. ARA-ITÁN: a dança de uma rainha, de um carnaval e de uma mulher. 2016. 182 f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Dança, Escola de Dança, Universidade Federal da Bahia, UFBA, Salvador, 2016. RISÉRIO, Antônio. Carnaval: as cores da mudança. Afroasia. N.16, 1995, p.90-105. Disponível em https://portalseer.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/20848. Acesso em 28/06/2020 SANTANA, Daniele Santos. Ilê Aiyê: Interações entre arte, educação e cultura afro-brasileira. 2018. 162 p. Dissertação (Mestrado - Mestrado em Artes) -- Universidade de Brasília, 2018. 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455 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) Os traçados históricos das Ruas de Lazer presentes na “abertura” da Avenida Paulista Jordania de Oliveira Eugenio; Avenida Paulista, Ruas de Lazer, Paulista Aberta, São Paulo, Brasil O presente artigo busca apresentar de que forma os traçados históricos das Ruas de Lazer existentes em São Paulo desde 1976, compuseram a mobilização acerca da abertura da Avenida Paulista para os pedestres a partir de 2015. Para tanto, utilizou-se da revisão bibliográfica e análise de dados secundários (sites de notícias e blogs da cidade de São Paulo) com vistas a compreender como ocorreu tal processo. De forma preliminar, verificou-se que a implantação do Programa Ruas Abertas na Paulista foi cercada por embates e disputas, sendo o seu uso para o lazer um dos principais argumentos dos grupos favoráveis à abertura. Além disso, este estudo possibilitou a identificação de similaridades e contrariedades entre as Ruas de Lazer que se difundiram em São Paulo a partir de 1976, e o uso da Avenida Paulista após sua “abertura” em 2015. Por último, o exercício da cidadania, por meio da apropriação das ruas pelos próprios cidadãos, parece ocupar centralidade – ainda que indiretamente – no processo de ressignificação da Avenida Paulista. BASTOS, A. F. S.; MELLO, S. C. B. Paulista aberta: significados da avenida símbolo da cidade de São Paulo. URBANA: Revista Eletrônica Do Centro Interdisciplinar De Estudos Sobre a Cidade, v. 9, n. 3, p. 521-539, 2017a. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/urbana/article/view/8649610. Acesso em 23 de outubro de 2020. BASTOS, A.F.S., e MELLO, S.C.B. Criando Espaços de Lazer: As Lutas Políticas pela Ressignificação da Avenida Paulista. PODIUM Sport, Leisure and Tourism Review 6(1) Janeiro/Abril. 2017b. 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Confere nova regulamentação à Lei n°. 12.264 de 11 de dezembro de 1996, dispõe sobre a implantação de áreas de lazer em vias públicas no perímetro urbano da capital e dá outras providências. 2014. Diário Oficial do Município de São Paulo, 13 de novembro, 2014. Disponível em: http://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/decreto-55684-de-12-de-novembro-de-2014. Acesso em 26 de novembro de 2020. STOPPA, E. A., et al. Gestão de Esporte e Lazer: análise dos espaços e equipamentos de esporte recreativo e de lazer em Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo. São Paulo: Plêiade; 2011.
456 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) A construção da ‘capital brasileira da aventura’: a transformação da cidade de Brotas em destino turístico-esportivo nas décadas de 1980 e 1990 Marília Martins Bandeira;Sarah Teixeira Soutto Mayor; Turismo, Esporte, Aventura, Cidade, Lazer O artigo objetivou analisar a transformação da cidade de Brotas, localizada no interior do estado de São Paulo, em importante destino turístico-esportivo, situação que possibilitou uma construção discursiva que autodenominou a localidade como “capital brasileira da aventura”. A especificidade da formação geológica da região alia-se à veiculação de narrativas fundadoras fragmentadas, provenientes de documentos do início do século XX, que conferem à cidade uma vocação natural e espontânea para a prática do turismo de aventura. No entanto, a presente investigação demonstra, por meio da fala de pessoas que foram importantes para a transformação da cidade em destino turístico de aventura, uma construção pensada segundo negociação de interesses específicos daquele momento histórico (décadas de 1980 e 1990), tais como o desenvolvimento do ecoturismo esportivo como alternativa econômica rentável e menos predatória, ainda que também produtora de certos impactos mal geridos. AGNELLI, Selma. A implementação da atividade turística em Brotas–SP: euforia e declínio. Dissertação de mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente. Centro Universitário de Araraquara. São Paulo: UNIARA, 127p., 2006. BAHIA, Mirleide. Lazer meio ambiente: em busca das atitudes vivenciadas nos Esportes de Aventura. Dissertação (Mestrado em Educação Física). Universidade Metodista de Piracicaba, Piracicaba. 144p., 2005. BANDEIRA, Marília Martins et al. No galejo da remada: estudo etnográfico sobre a noção de aventura em Brotas, SP. Dissertação de mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal de São Carlos, 199p., 2012. BANDEIRA, Marília; AMARAL, Silvia. Definições oficiais para esportes de aventura e esportes radicais no Brasil. Caderno de Educação Física e Esporte, v. 18, n. 3, p. 1-7, 2020. CATER, Carl; CLOKE, Paul. Bodies in action: the performativity of adventure tourism. Anthropology today, v. 23, n. 6, p. 13-16, 2007. CARNICELLI-FILHO, S. O prazer e o medo nas atividades físicas de aventura na natureza (Dissertação de Mestrado em Pedagogia da Motricidade Humana). Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro, 156p., 2007. OLIVEIRA JUNIOR, A. F. Valoração Econômica da Função Ambiental de Suporte relacionada às atividades de turismo, Brotas, SP. Tese de Doutorado. Tese (Doutorado em Ecologia e Recursos Naturais), Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de São Carlos. São Carlos. 277p., 2003. MAGRO, Teresa Cristina et al. Uso turístico do ambiente natural em Brotas: manejo do público visitante. ECO-Associação para estudos do Meio Ambiente/Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo de Brotas, São Paulo. 2002. RIBEIRO, Olivia. Um estudo das políticas públicas de lazer de Brotas-SP. Tese de doutorado em Educação Física. Universidade Estadual de Campinas: 167p., 2012. RAMOS, Adriana; BUSSAB, Leila; SOUZA, Mônica e SANSONI, Silvia. Brotas: cotidiano & história. 1996. UVINHA, Ricardo. Juventude, Lazer e Esportes Radicais. São Paulo: Manole, 2001.
457 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) O maior cinema na história de Barbacena: panorama dos primeiros anos do Cine-Theatro Apollo (1923 a 1925) Igor Maciel da Silva; Cinema, Diversões, Barbacena-MG, História do cinema, História regional O objetivo deste artigo é apresentar um panorama dos primeiros anos de funcionamento do Cine-Theatro Apollo, o cinema de rua de Barbacena, Minas Gerais, que esteve em atividade por maior número de anos, respectivamente de 1923 a 1998, a fim de entender como se deu o funcionamento, qual a equipe de trabalho, público, filmes e programações. O recorte temporal começa em 1923, ano de inauguração do recinto, e finda em 1925, período em que a casa foi arrendada pela primeira vez. Para isso recorreu-se especialmente a pesquisa documental com jornal, revista e entrevista. Como conclusão apresenta-se que a casa abrigou diferentes tipos de programações adulto, infantil, artística e beneficente; contemplou a presença de diferentes estratos sociais, incluindo pessoas brancas e negras; inovou na compra de filmes e, por fim, incluiu mulheres de modo público em sua equipe de trabalho. BARRO, M. Participação italiana no cinema brasileiro. Editora SESI - Serviço Social da Indústria, 2017, 328 p. BOUILLET, R. F. ‘Ida ao cinema’ da população negra brasileira na primeira metade do século XX. Revista da ABPN, Uberlândia, v. 12, n. 33, jun-ago 2020, p. 383-401. CASTRO, M. G. B. de. Entrevista concedida a Igor Maciel da Silva em 12 de outubro de 2020. GALDINO, M. da R. Paulo Benedetti – dossiê. In: ROCIO, C.; KANO, C. S.;ANDRADE, R.; GALVÃO, M. R; e outros. Cinema brasileiro: 8 estudos, Rio de Janeiro, MEC – EMBRAFILME – FUNARTE, 1980, p. 109-144. GOMES, P. A. Os italianos e o nascente cinema mineiro. Revista da imigração italiana em Minas Gerais – Ponte entre culturas, Belo Horizonte, 2011, p. 1-8. GOMES, P. A. Paulo Benedetti. In: GOMES, P. A. Pioneiros do cinema em Minas Gerais, Belo Horizonte: Crisálida, 2008, p. 41-49. ORLANDO, J. A. A cidade dos Lunáticos. In: NAZARIO, Luiz (org.). A cidade imaginária, São Paulo: Perspectiva, 2005, p. 13-26. PIMENTA, E. F. Duas faces de uma mesma moeda: recepção e circulação do ideário fascista e integralista em Barbacena-MG através do casal Ines e Aroldo Piacesi, 1924-1945. 2015. 262 f. Dissertação (mestrado), Universidade Federal de São João Del Rei, São João Del Rei-MG, 2015. PIMENTA, E. F. Ines Piacesi, 1895, 1981: um ensaio biográfico. 2007. 110 f. Monografia (bacharelado em História), Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana -MG, 2007. RESENDE, E. M. Do debate político à notícia: a imprensa periódica em Barbacena – séculos XIX e XX. Revista Mal-Estar e Sociedade, ano V, n.8, janeiro/ junho 2012, p.15-40. RIBEIRO, J. S. História Econômica do Município de Barbacena v.1 (1889-1930) – Tempos de Esperança/Silvério Ribeiro)/Barbacena: Gráfica e Editora Cidade de Barbacena, 2012, 704p. SAVASSI, A. J. Barbacena 200 anos. Belo Horizonte: Editora Lemi S.A., 1991, v.1, 287 p. SEVCENKO, N. Orfeu extático na metrópole: São Paulo, sociedade e cultura nos frementes anos 20. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. SILVA, I. M. Elas se divertem (Barbacena – MG, 1914 a 1931). 2018. 136 f. Dissertação (mestrado), Programa de Pós-graduação em Estudos Interdisciplinar do Lazer, Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG, 2018. SILVA, I. M.; SOUTTO MAYOR, S. T. As mulheresde Barbacena (MG) e as “Sessões Chiques” de cinema (anos de 1926 e 1927). Motrivivência, Florianópolis-SC, no prelo.
458 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) Mulheres do campo, sindicalismo e ação política: a construção histórica da categoria trabalhadora rural Marisangela Lins de Almeida; Trabalhadoras Rurais, Sindicalismo, Gênero, Trabalho, Categorias Neste trabalho analiso a ação política de trabalhadoras rurais que ao longo da década de 1980, protagonizaram um movimento político por reconhecimento do seu trabalho e direitos. Tal análise se desenvolve a partir de cartas de trabalhadoras rurais enviadas à Assembleia Nacional Constituinte e de narrativas orais da Sra. Zenóbia Cedorak de Godoy, sindicalista rural atuante na região central do Paraná. A ideia é mostrar como as categorias Trabalhadora Rural, Gênero e Divisão Sexual do Trabalho se entrelaçam a uma conjuntura de resistência histórica do campesinato brasileiro. Dessa forma, examino a construção coletiva da categoria política Trabalhadora Rural e, mais especificamente, o processo de inclusão e participação (marcado por práticas discriminatórias) das mulheres trabalhadoras rurais no Sindicato Rural de Pitanga, localizado na região Central do Paraná, importante agenciador dos debates sobre direitos previdenciários e participação política das mulheres. Conforme Cordeiro (2006), o uso da nomeação Trabalhadora Rural é bastante recente no Brasil. Desse modo, a partir das memórias da sindicalista e trabalhadora rural Zenóbia Cedorak de Godoy, investigo as nuances das práticas políticas de mulheres do campo que reivindicaram uma única identidade, a de mulheres trabalhadoras rurais, recusando classificações que as identificavam como do lar e, em decorrência, associando-as à esfera doméstica/reprodutiva, assim como negando-lhes direitos. AMADO, Janaína. O grande mentiroso: tradição, veracidade e imaginação em história oral. Revista de História Universidade Estadual Paulista, São Paulo, v. 14, 1995. Disponível em: . Acesso em: 15 jan. 2019. BESSIN, Marc. Política da presença: as questões temporais e sexuadas do cuidado. In: ABREU, Alice Rangel Paiva [et. al.] (Orgs.). Gênero e trabalho no Brasil e na França: perspectivas interseccionais. São Paulo: Boitempo, 2016, p. 235-245. BONI, Valdete. Poder e igualdade: as relações de Gênero entre sindicalistas rurais de Chapecó, Santa Catarina. Estudos feministas, Florianópolis, v. 12, n.1, p. 289-302, 2004. CARNEIRO, Maria José. Mulheres no campo: nota sobre sua participação política e a condição social de gênero. Estudos sociedade e agricultura. Rio de janeiro, v.1, n.2, p. 11-22, jun,1994. CORDEIRO, Rosineide de Lourdes Meira. Além das secas e das chuvas: os usos da nomeação Mulher trabalhadora rural no sertão de Pernambuco. In: WOORTMANN, Ellen Fensterseifer; HEREDIA, Beatriz; MENASHE, Renata. (orgs.). 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459 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) A cena musical “blues” de Fortaleza 1989-1992: os primeiros momentos do Blues Pai D’Égua Leopoldo de Macedo Barbosa; “Blues”, “Rock ‘n’ roll”, Fortaleza, Juventude, Cena musical Este texto tem o objetivo de analisar os primeiros momentos da chamada cena musical “blues” em Fortaleza, entre os anos de 1989 e 1992. Nesse espaço de atuação marcado por uma produção musical e que posteriormente, na segunda metade da década de 1990, seria simbolicamente denominada de Blues Pai D’Égua, evidenciamos sujeitos os quais contribuíam para o desenvolvimento e efetivação do “blues” em Fortaleza. Quanto aos seus primeiros anos, a cena musical gradualmente se integrava e se destacava no contexto musical fortalezense por meio do crescimento do público, aumento de shows ou surgimento de artistas que participavam de diferentes shows em lugares como a barraca Kafua (na região litorânea da cidade, especificamente na Praia do Futuro). Ainda sobre essa cena musical identificamos sua ligação com as movimentações vinculadas ao “rock ‘n’ roll”, porque a presença de agentes que produziam esses dois gêneros musicais significava atuação para essas produções. Interligados, eles (por meio dos sujeitos envolvidos) construíam uma Fortaleza jovem e inquieta. Para fomentar teoricamente o texto apresentamos o conceito de cena musical; já em termos metodológicos evidenciamos principalmente os materiais hemerográficos com base em reportagens dos jornais O Povo e Diário do Nordeste (jornais de grande circulação no Ceará). BARBOSA, Leopoldo de Macedo. Sentimentos do blues: a cena e(m) personagens na cidade de Fortaleza 1988-1998. 2012. Monografia (Graduação em História), Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2012. BARBOSA, Leopoldo de Macedo. Fique escutando que eu vou aqui cantando meu Blues Pai D’Égua: a produção “blues” de Fortaleza entre relações e encontros 1989-1999. 2018. Dissertação (Mestrado acadêmico em História), Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2018. CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: Artes de fazer 1. Petrópolis-RJ: Editora Vozes, 1998. CORREA, M. G. O conceito de gênero musical no repertório e nas áreas de antropologia, comunicação, etnomusicologia e musicologia. ARJ – Art Research Journal / Revista de Pesquisa em Artes, v. 5, n. 2, 5 jun. 2019, p. 1-18. FONSECA, Rafael Sânzio Nunes. A cena musical indie em Belo Horizonte: novos padrões de carreira no interior de uma cena local. Dissertação (Mestrado em Ciências sociais), Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2011. GARSON, Marcelo. Bourdieu e as cenas musicais – limites e barreiras. In: XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2009, Curitiba – PR. Anais eletrônicos..., Curitiba: Universidade Positivo – PR, 2009. JANOTTI JR., Jeder. War for Territory: cenas musicais, experiência estética e uma canção heavy metal. E-compós, Brasília, v. 17, n. 2, mai. / ago. 2014, p. 1-17. MUGGIATI, Roberto. Blues – da lama à fama. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1995. RODRIGUES, Venize Nazaré Ramos. Espaço Urbano e Memória do Trabalho: Belém nos Meados do XX. In: SOUZA, Antônio Clarindo Barbosa de (ORG.). Populares na Cidade: Vivências de Trabalho e de Lazer. João Pessoa. Ideia, 2011, p. 13-37. SÁ, Simone Pereira de. Will Straw: cenas musicais, sensibilidades, afetos e cidades. In: JANOTTI JR., Jeder; GOMES, Itania Maria Mota (ORGS.). Comunicação e Estudos culturais. Salvador: EDUFBA, 2011, p. 147-163. STRAW, Will. Cenas Culturais e as Consequencias Imprevistas das Politicas Publicas. In: JANOTTI JR., Jéder; SÁ, Simone Pereira (ORGS.). Comunicações e territorialidades: Cenas Musicais. Guararema: Anadarco, 2013, p. 13-24. STRAW, Will. “Systems of articulation, logics of change: Scenes and communitiesin popular music”.Cultural Studies, v. 5, n. 3, 1991, p. 361-375.
460 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) Outras vozes da canção popular brasileira Leandro Braz da Costa; Canção popular, Cultura popular, Historiografia, Ensino de História, História Este ensaio apresenta algumas inflexões acerca da historiografia da música brasileira e a utilização da canção popular enquanto fonte utilizada no processo de ensino e aprendizagem em história, através de perspectivas sublinhadas por Jörn Rüsen, com enfoque nas manifestações socioculturais ligadas a produção musical das décadas de 1960, 70 e 80. Enquanto objetivo propõe chamar a atenção e discutir a inserção de canções populares produzida por músicos, intérpretes e compositores que estiveram desvinculados dos meios de comunicação de massa e da indústria fonográfica, apontando para a ampliação dos horizontes de pesquisa, ensino e aprendizagem em história, orientados por identidades e temporalidades que permeiam as pluralizadas culturas populares enquanto manifestações de conformismo e resistência. ARAÚJO, Paulo César. Eu não sou cachorro, não. São Paulo: Record, 2005. BOSI, Ecléa. Cultura de massa e cultura popular: leituras de operárias. Petrópolis: Vozes, 1977. CANDAU, Joel. Memória e Identidade. São Paulo: Contexto, 2014. CERRI, Luis Fernando. Didática da História: uma leitura teórica sobre a História na prática. Revista de História Regional,15(2): 264-278, Inverno, 2010. CHAUI, Marilena. Cultura do povo e autoritarismo das elites. In: VALLE, Edênio & QUEIRÓZ, José J. A cultura do povo. 4ª Ed., São Paulo: Cortez: Instituto de Estudos Especiais, 1988. QUEIRÓZ, José J. Cultura e democracia: o discurso competente e outras falas. São Paulo: Ed. Moderna, 1980. QUEIRÓZ, José J. Conformismo e Resistência: Aspectos da cultura popular no Brasil. Editora Brasiliense: São Paulo, 6° Edição, 1987. DAVID, Célia Maria. Música e ensino de História: uma proposta. Revista Digital Conteúdos e Didática de História – Universidade Estadual Paulista, 2012. HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. 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461 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) Desafios do aprender a ensinar História: reflexões sobre o livro didático a partir do Projeto Pibid (Fahist) Erinaldo Cavalcanti;Izanne Carvalho;Camila Maria Caetano; Ensino de História, Livro didático, Pibid, Unifesspa O artigo apresenta uma síntese das atividades desenvolvidas no Projeto Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) da Faculdade de História da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa, Marabá-PA) para analisar o livro didático de História como objeto de pesquisa. Como procedimento metodológico, recorremos à literatura especializada e à análise de um dos livros usados na escola onde o projeto foi desenvolvido. As análises permitiram identificar que o livro em questão apresenta uma narrativa estruturada de forma linear e cronológica por meio de uma exposição descritiva dos acontecimentos, o que pode não contribuir para o entendimento da historicidade dos conteúdos narrados. Da mesma forma, identificou-se como a abordagem apresentada mantém uma perspectiva eurocêntrica, mesmo tratando de uma temática sobre povos africanos. ALBUQUERQUE Jr, Durval Muniz de. Fazer defeitos nas memórias: para que servem o ensino e a escrita da história? In. GONÇALVES, Márcia de Almeida et al. (Org.). Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012. BITTENCOURT, Circe. Ensino de história: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2009. CAVALCANTI, Erinaldo. Livro didático: produção, possibilidades e desafios para o ensino de História. Revista História Hoje, v. 5, n 9, p. 262–284, 2016. CAVALCANTI, Erinaldo. História, livro didático e formação docente: produção, limites e possibilidades. Antíteses, v. 11, n. 22, p. 516–532, jul./dez. 2018. CAIMI, Flávia Eloisa. O que precisa saber um professor de História. História & Ensino, Londrina, v. 21, n. 2, p. 105–124, jul./dez, 2015. CARDOSO, Odimar. Para uma definição de Didática da História. Revista Brasileira de História. V. 28, n. 55. São Paulo, p. 123–154, 2008. CERRI, Luis Fernando. Didática da História: uma leitura teórica sobre a História na prática. Revista de História Regional, v. 15, p. 264–278, 2010. CHOPPIN, Alian. História dos livros e das edições didáticas: sobre o estado da arte. Educação e Pesquisa. São Paulo, v.30, n.3, p. 549–566, set./dez. 2004. FONSECA, Thais Nívia de Lima e. Livro didático de História: lugar de memória e formador de identidades. In: Simpósio Nacional da Associação Nacional de História (20: 1999: Florianópolis) História: Fronteiras. Vol. 01. São Paulo: FFLCH/USP, 1999, p. 203–212. GUIMARÃES, Selva. Didática e prática de ensino de História: experiências, reflexões e aprendizados. Campinas, SP: Papirus, 2012. LAVILLE, Christian. Em Educação Histórica a Memória Não Vale a Razão! Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 41, p. 13–40, 2005. MIRANDA SONIA, Regina e LUCA, Tania Regina de. O livro didático de história hoje: um panorama a partir do PNLD. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 24, nº 48, p.123–144, 2004. PEREIRA, Nilton Mullet e SEFFNER, Fernando. O que pode o ensino de História? Sobre o uso de fontes na sala de aula. Anos 90, v. 15, p. 113–128, 2008. RÜSEN, Jörn. O livro didático ideal. In: SCHMIDT, Maria Auxiliadora; BARCA, Isabel; MARTINS, Estevão de Rezende (org.). Jörn Rüsen e o ensino de História. Curitiba: Ed. UFPR, 2011. p. 109–127. RÜSEN, Jörn. Teoria da História: uma teoria da história como ciência. Curitiba: Ed. UFPR, 2015. SADDI, Rafael. Didática da História como subdisciplina da ciência da História. Revista História & Ensino. Londrina: UEL, v. 16, n. 1, 2010, p. 61–80. SCHMIDT, Maria Auxiliadora. A teoria da consciência histórica e sua contribuição para a construção de matrizes da didática da educação histórica. In CAVALCANTI et al (Org.). História: demandas e desafios do tempo presente – produção acadêmica, ensino de história e formação docente. São Luís: EDUFMA, 2018. SCHMIDT, Maria Auxiliadora. Qué hacen los historiadores cuando enseñan la Historia? Contribuciones de la teoría de Jörn Rüsen para el aprendizaje y el método de enseñanza de la Historia. Clío & Asociados. La historia enseñada. V. 24, p. 26–37, 2017. SILVA, Cristiani Bereta. Que memória? Que história? Usos do passado e o ensino de História a partir do presente. In GONÇALVES, Janice. (Org.). História do tempo presente: oralidade, memória, mídia. Itajaí SC: Casa Aberta, 2016.
462 caminhosdahistoria v. 26 n. 1 (2021) Nota de Lectura Jordi Estivill; Fascismos, Integralismo Resenha do Livro: AA.VV. (1987) O estado Novo. Das origens ao fim da dictadura. 1926-1959. Lisboa Ed. Fragmentos. II Vol. CAZETTA, Felipe. Fascismos (?): análises do integralismo lusitano e da ação integralista brasileira (1914-1937). 1. ed. Jundiaí: Paco editorial, 2019. ESTIVILL. J. (2020) Europa nas trevas. As politicas sociais nos fascismos. Lisboa Universidad Nova de Lisboa. GRIFFIN, R. (2003) Modernism anf fascism. The sense of a beguining under Mussolini and Hitler. N.Y. Palgrave. Mac-Millan. LARSEN, S.U. (Ed.) (2001). Fascism outside europe. N.Y. Columbia University Press. MEYER, J. (1977) Le sinarquisme: Un mouvement fasciste Mexicain. Paris. Ed. Hachette. PAULO. E. (2000 ) Aquí tambem é Portugal: a colónia portuguesa no Brasil e o Salazarismo. Coimbra, Quarteto. TRINDADE, H.(1982) El tema del fascismo en America Latina, Revista de Estudios Politicos n. 50.
464 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Apresentação – Dossiê: Poder e gênero nas relações políticas Felipe Azevedo Cazetta; Poder, Gênero, Relações Políticas Apresentação do Dossiê: Poder e gênero nas relações políticas. COSTA FILHO, Cícero João. ‘Raízes raciais’ do Projeto integralista (nacional) de Gustavo Barroso: o preconceito, a intolerância e o racismo para com a figura do judeu no Brasil da década 1930. Revista Caminhos de História, v.22, nº2, jul/dez, 2017, PPGH, Unimontes. MBEMBE, Achile. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. São Paulo: n1 edições, 2018. MONTT STRABUCCHI, Maria. Writing about China’ Latin American Travelogues during the Cold War: Bernardo Kordon’s ‘600 millones y uno’ (1958), and Luis Oyarzún’s ‘Diario de Oriente, Unión Soviética, China e India’ (1960). Revista Caminhos da História, vol. 21, no. 1, jan/jun., p. 93–124, 2016, PPGH, Unimontes. REMOND, René. Uma história presente. In. REMOND, René (org.). Por uma história política. Rio de Janeiro: Editora UFRJ/Fundação Getulio Vargas, 1997.
465 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Literatura e banditismo social: Antônio Dó retratado por Saul Martins e Petrônio Braz Rejane Meireles Amaral Rodrigues; Literatura, Banditismo social, Antônio Dó, Saul Martins, Petrônio Braz O presente artigo tem por objetivo analisar como a literatura apresentou a vida de Antônio Dó, que Após ser preso, por questões de demarcação de terra com seu vizinho, fugiu da delegacia em que estava preso. Recrutou um grupo de homens que, a partir de então, passou a segui-lo e juntos fizeram “justiça com as próprias mãos”. Durante dezenove anos, Antônio Dó percorreu o Norte de Minas, Sul da Bahia e Sul de Goiás. O período em que seu bando existiu foi marcado por um excesso de intervenções na administração local por interesses particulares. Posterior aos acontecimentos a vida deste sertanejo foi retratada de várias formas, mas neste artigo vamos analisar a produção de Saul Martins e Petrônio Braz, e temos como problema de pesquisa entender se o contexto social aparece nas obras? Para realizar tal análise iremos comparar através de entrevistas como os autores produziram suas obras. Como conclusão entendemos que os dois autores, cada um ao seu modo, retratou o contexto em que se deu os acontecimentos da vida do Antônio Dó. AMADO, Jorge. Os subterrâneos da liberdade.11ª ed. São Paulo: Circulo do Livro, s.d.. AMADO, Jorge. Cavaleiro da Esperança.15ª ed. São Paulo: Circulo do Livro, s.d... AMARAL, José Altino de. Estado De Minas, Quinta-feira, 12 de outubro de 1978. BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. 2ª edição. São Paulo: Ed. Cultrix, 1972. BRAZ, Petrônio. Serrano de Pilão Arcado: a saga de Antônio Dó. Mimeografado. CÂNDIDO, Antônio. Literatura e Sociedade. 4ª ed. São Paulo: Editora Nacional, 1975. CERTEAU, Michael de. A invenção do cotidiano. 1. Artes de fazer. 7ª ed. Petrópolis: Vozes, 1994. CHIAPPINI, Lígia & BRESCIANI, Maria Stella (org.). Literatura e Cultura no Brasil: identidade e fronteira. São Paulo: Cortez, 2002. FERREIRA, Lucia M. A.. Linguagem, identidade e memória social: novas fronteiras, novas articulações. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. LINS, Zulmira Rolim de Mendonça. Estado De Minas, terça-feira 5 de abril de 1977. MARTINS, Saul. Antônio Dó – A história verídica de um jagunço famoso. Belo Horizonte: Imprensa Oficial. 1967. MARTINS, Saul. Estado De Minas, sábado 8 de setembro de 1979. MARTINS, Saul. Estado De Minas, 09 de janeiro de 1979. MARTINS, Saul. Folclore: Teoria e Método. Belo: Horizonte, 1986. PESAVENTO, Sandra J. Fronteiras da ficção: Diálogo da História com a Literatura. In: NODARI, Eunice. (org.) História: Fronteiras. São Paulo: Humanitas/FFLCH/ USP: ANPUH. 1999. QUEIIROZ, Maria Isaura P. de. O campesinato Brasileiro. São Paulo: Vozes, 1973. THOMPSON, E. P. Costumes em comum - estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Cia das Letras, 1997. THOMPSON, E. P. Folclore, Antropologia e História Social. In: As peculiaridades dos Ingleses e outros artigos. Campinas: UNICAMP, 2001. TUFANO, Douglas. Estudos de língua e literatura. 4ª ed. São Paulo: Moderna, 1990. VERÍSSIMO, Érico. O Tempo e o Vento. 9ª ed. Porto Alegre: Globo, 1979. WILLIAMS, Raymond. Marxismo e literatura. Rio de Janeiro: Zahar Editores. 1979. WILLIAMS. Raymond. O Campo e a Cidade. São Paulo: Cia das Letras, 1990.
466 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Um debate sobre a atuação do Partido Comunista Brasileiro (PCB) no campo entre os anos de 1948 e 1964 Rafael Sandrin; Terra Livre, Camponeses, Trabalhadores Rurais, Partido Comunista, Comunistas Este trabalho apresenta resultados parciais de uma pesquisa de mestrado sobre a atuação dos comunistas e do jornal “Terra Livre” junto aos camponeses entre os anos de 1948 e 1964. Com a entrada do PCB na clandestinidade em 1947, no governo do presidente Eurico Gaspar Dutra, o partido passou a privilegiar as ações armadas como forma de conquista do poder. Neste sentido, o uso de documentos históricos sobre a atuação dos comunistas no campo, como o Manifesto de Janeiro de 1948 e o Manifesto de Agosto de 1950 escritos pelo secretário do partido Luiz Carlos Prestes são fontes importantes para compreender o comportamento adotado pelo partido no meio rural. O jornal atuou de forma intensa a partir do ano de 1954, período em que apoiou a luta pela Reforma Agrária e a sindicalização dos camponeses, sem deixar de lado as lutas dos posseiros contra a expulsão que eram submetidos. Nesta perspectiva, as matérias dos exemplares do jornal são documentos que permitem destacar que o objetivo da direção pecebista era o de estimular os lavradores a lutarem pelos direitos sociais que eram desrespeitados como salário-mínimo e 13º salário. A partir da declaração de 1958, o debate foi direcionado a respeito da garantia de tais benefícios destacados anteriormente, sendo que os comunistas abandonaram a perspectiva de revolução no campo. As manchetes do periódico são documentos complementares que permitem compreender o papel da imprensa em divulgar as estratégias de ação campo por parte dos dirigentes partido. CASTANHO, S.M. A ação do PCB, da ULTAB e do jornal ““Terra Livre”” na luta pela Reforma Agrária. In: CASTANHO, S.M. Lei, trabalho e política no Brasil. Maringá: Eduem, 2009. COSTA, L.F.C O sindicalismo rural brasileiro em construção. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1996. COSTA, H.da. Em busca da memória: Comissão de Fábrica, Partido e sindicato no pós-guerra. 1ª Ed. São Paulo, Página Aberta, 1995. FALEIROS, I. Percursos e Percalços no campo (1922-1964). Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1989. GRYNSPAN; DEZEMONE. As Esquerdas e a descoberta do campo brasileiro: Ligas Camponesas, comunistas e católicos (1950-1964). In: FERREIRA, J; REIS, D. Nacionalismo e Reformismo Radical (1945-1954). Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2007. GUIMARÃES, A.P. Quatro Séculos de Latifúndio. In: STÉDILE, J.P. A Questão Agrária no Brasil (org). São Paulo: Expressão Popular, 2005. MEDEIROS, L.S, de. Lavradores, trabalhadores agrícolas, camponeses: Os comunistas e a constituição de classes no campo. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1995. MOTTA, R.P.S. Em Guarda contra o perigo vermelho: O Anticomunismo no Brasil (1917-1964). Tese (Doutorado)- Programa de Pós-Graduação em História, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000 PRADO JR, C. A Questão Agrária no Brasil. Brasília: Editora Brasiliense, 1979. PRESTES, L.C. Manifesto de Agosto de 1950. In: VINHAS, M. O partidão: A luta por um partido de massas. São Paulo: Hucitec, 1982. PRIORI, A. O PCB e a Questão Agrária: os manifestos e os debates políticos acerca de seus temas. In: MAZZEO, A.; LAGOA, M.I. Corações Vermelhos (org). Os comunistas brasileiros no século XX. 1. ed. São Paulo: Cortez, 2003, vol1, p.61-81. RIDENTI, M. O Fantasma da Revolução Brasileira. São Paulo: Edunesp, 2010. SANTOS, O. O Programa do Partido, a Questão Agrária, a organização e as lutas dos camponeses. Intervenção do IV Congresso do Partido Comunista Brasileiro. Novembro de 1954. Problemas. Revista Mensal de Cultura Política, nº64, dezembro de 1954 a fevereiro de 1955. SILVA, A.da. O despertar do campo: Lutas camponesas no interior do Estado de São Paulo (1930-1945). São Paulo: Arquivo do Estado, Imprensa oficial, 2003. SKIDMORE, T. Brasil: De Getúlio a Castelo (1930-1964). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. STOLCKE, V. Cafeicultura, homens, mulheres e capital (1850-1980). Brasília: Editora Brasiliense, 1986. VINHAS, M. O partidão: A luta por um partido de massas. São Paulo: Hucitec, 1982.
467 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) O perfil social de mulheres eleitas em Roraima (2014–2016) Yôkissya Coelho;Monalisa Pavonne Oliveira; Mulheres, Eleições, Prosopografia, Roraima Este artigo pretende apresentar o perfil social das mulheres eleitas em Roraima a partir do pleito de 2014, utilizando como base o advento da Lei nº 12.034/2009 que estabelece as regras para as eleições brasileiras. Para tanto utilizamos quatro mulheres eleitas. A ex-governadora Suely Campos do Partido Progressista (PP); a prefeita da capital Boa Vista, Teresa Surita do Partido Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); a deputada federal Shéridan Estérfany Oliveira de Anchieta do Partido Social Democracia Brasileira (PSDB); e a ex-senadora Angela Maria Gomes Portela do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Mergulhamos no universo biográfico de cada uma delas através da prosopografia, e com isso foi possível constatar a estratégia de ascensão social apoiada na dinâmica das redes sociais e verificar a continuidade de certos grupos políticos em Roraima. Desse modo, compreendemos que a presença direta das relações de parentesco se tornou um instrumento eficaz para a manutenção do poder político. Percebemos que através das redes de poder e proteção, políticos conseguem se manter em posições de mando. ALBERNAZ, Cássio A. Da história política dos “grandes homens” a prosopografia das elites políticas: Considerações historiográficas e metodológicas. In: Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH. São Paulo, julho. 2011. BARICKMAN, Bert J. LOVE, Joseph L. Elites regionais. In: HEINZ, Flávio M. Orgs. Por outras histórias das elites. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. CEVA, Antonia; SCHUMAHER, Maria Aparecida. Mulheres no Poder: Trajetórias na Política a partir da Luta das Sufragistas no Brasil. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2015. CODATO, Adriano. Metodologias para a identificação de elites: três exemplos clássicos. In: CODATO, Adriano. PERISSINOTTO Renato. (Orgs). Como estudar elites. Curitiba: Ed. UFPR, 2015. CORINIFF, Michel L. A elite nacional. In: HEINZ, Flávio M. (Org). Por outras histórias das elites. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. COSTA, Suely. Gênero e História. In: ABREU, Martha. SOIHET, Rachel (Orgs). Ensino de história: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2009. FERREIRA, Marieta. História, tempo presente e história oral. Topoi, v.3, n.5, p. 314-332 2002. FERREIRA, Marieta. História do tempo presente: desafios. In: Cultura Vozes, Petrópolis, v. 94, nº 3, p.111-124, 2000. GOMES, Angela de Castro. Venturas e Desventuras de uma república de Cidadãos. In: ABREU, Martha; SOIHET, Rachel (Org.). Ensino de história: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2009. LALOUETTE, Jacqueline. Do exemplo à série: história da prosopografia. In: HEINZ, Flávio M. Orgs. Por outras histórias das elites. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. OLIVEIRA, Reginaldo Gomes de. A herança dos descaminhos na formação do Estado de Roraima. 2003. 378p. Tese (Doutorado em história) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. USP, São Paulo 2003. ROUSSO, Henry. Sobre a História do Tempo Presente. Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 1, nº. 1, p. 201 – 216, jan/jun. 2009. SANTOS, Raimundo Nonato G. dos. Entre cultura política, memória e política de identidade: sujeitos históricos em ação-Boa Vista- Roraima (1970- 1980). 2015. 342p. Tese (Doutorado em História Social) Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2015. SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil para a análise histórica. Trad.: Christine Rufino Dabat e Maria Betânia Ávila. 1989. STONE, Lawrence. Prosopografia. Revista Social Política, Curitiba, v.19, n.39, p.115-137, jun. 2011. SWAIN, Tânia. Que história é essa? Revista Caminhos de História, v.14, nº 2, jul/dez, 2009.
468 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Terrorismo de gênero: estratégia às violências epistêmicas a partir de um debate decolonial global Ana Paula Jardim Martins Afonso; História Global, Feminismos subalternos, Estudos Pós-coloniais, Terrorismo de gênero O presente artigo objetiva apresentar alguns apontamentos iniciais da noção “terrorismo de gênero” e ação “terrorista”, como possibilidade de abordagem crítica e teórica às investidas colonialistas de produção de narrativas e violências epistêmicas, a partir do campo da História Global, feminismos subalternos e decoloniais. A hipótese que defendo aqui é de que a partir do que consideramos como “abordagens concorrentes” na História Global, segundo Sebastian Conrad (2019), ou seja, a crítica pós-colonial, os feminismos subalternos e os estudos decoloniais constroem opções epistêmicas plurais desde o sul global em detrimento de uma historiografia hegemônica do Norte. Além disso, apresentar uma possibilidade teórico-metodológica diversa, anticolonial e que abra caminhos para a ruptura dos epistemicídios, ou seja, a invisibilidade, apagamento e destruição de saberes locais. O artigo se divide em duas sessões: na primeira apresentamos o estado da arte do debate em História Global e os estudos subalternos, incluindo os feminismos que se inclinam a esta perspectiva. Na segunda sessão, refletimos, a partir da breve revisão bibliográfica, como o campo possibilita perceber e compreender a relevância da ação das terroristas de gênero no tempo presente. ARMITAGE, David; GULDI, Jo. The History Manifesto. Cambridge, MA: Cambridge University Press, 2014. BALLESTRIN, Luciana. América Latina e o giro decolonial. Rev. Bras. Ciênc. Polít., Brasília, n. 11, p. 89-117, Ago. 2013. BALLESTRIN, Luciana. Feminismos Subalternos. Estudos Feministas, Florianópolis, 25(3): 530, setembro-dezembro/2017. BARROS, José d’Assunção. História comparada. Petrópolis: Vozes, 2014a. 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469 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Edward Palmer Thompson e a economia moral das multidões latino-americanas Carlos Antonio Aguirre Rojas; Economia moral, Multidão, América Latina, Movimentos anti-sistêmicos, Protesto popular Este ensaio pretende ser uma tentativa de aplicação criativa do rico e complexo conceito desenvolvido por E. P. Thompson, a economia moral da multidão, no caso particular das recentes mobilizações, protestos e movimentos desenvolvidos na América Latina no último quarto de século. Então, depois de tentar, inicialmente, definir, de forma rigorosa, o dito conceito thompsoniano, passa-se, posteriormente, a analisar, a partir dos conteúdos da dita economia moral, aos principais movimentos anti-sistêmicos latino-americanos atuais e, entre eles, o neozapatismo mexicano, o movimento Mapuche, do Chile, o Movimento dos Sem Terra, do Brasil, os movimentos dos piqueteros argentinos, o movimento da CONAIE equatoriana, ou o Movimento Pachakutik da Bolívia, entre outros. Além disso, e sempre a partir da ferramenta intelectual representada pelo conceito cunhado por Thompson, trata-se de explicar e caracterizar a recente mobilização geral de todo o povo equatoriano, em outubro de 2019, à greve nacional colombiana, em novembro de 2019, e à vasta, e ainda hoje ativa, mobilização do povo insurgente chileno, iniciado em 18 de outubro de 2019. ALMARAZ, Alejandro et al. La MAScarada del Poder. Ed. Herramienta Ediciones, Buenos Aires, 2012. AUBRY, Andrés. Chiapas a contrapelo. Ed. Contrahistorias, México, 2005. BAKHTIN, Mikhail. La cultura popular en la Edad Media y en el Renacimiento. El caso de François Rabelais. Ed. Alianza Editorial, Madri, 1990. BRANFORD, Sue; ROCHA, Jan. Rompendo a cerca. A historia do MST. Ed. Casa Amarela, São Paulo, 2004. BRAUDEL, Fernand. Historia y ciencias sociales. La larga duración. In: Escritos sobre historia. Ed. Fondo de Cultura Económica, México, 1991. CARPENTIER, Alejo. De lo real maravilloso latino-americano. Ed. 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470 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Da utilidade da ciência: a febre amarela nos debates da sociedade de medicina e cirurgia de Juiz de Fora no início do século XX Vanessa Lana; História das Ciências, Associativismo Científico, Academias e Instituições, Sociedade de Medicina e Cirurgia, Febre Amarela O presente texto analisa os debates sobre as controvérsias em torno das formas de transmissão da febre amarela que envolveram a elaboração de um plano de defesa sanitária pelos médicos da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora (SMCJF) no início do século XX. A Instituição foi fundada em 20 de outubro de 1889 e se constituiu num espaço de integração e defesa dos interesses profissionais, debatendo problemas sanitários locais e questões de ordem médica em pauta nos cenários científicos nacional e internacional. As associações médicas fundadas no Brasil em fins do século XIX estiveram pautadas em questões científicas, corporativas e políticas, atuando tanto na defesa dos interesses profissionais dos associados quanto na busca do monopólio da função de consultores do Estado em relação à saúde. A elaboração e divulgação dos planos de intervenção, aqui analisada a partir dos estatutos e boletins da instituição, foi uma das principais estratégias utilizadas pelo corpo societário para legitimar sua categoria profissional e obter prestígio e reconhecimento perante seus pares, a municipalidade e os poderes públicos. ACKERKNECHT, Erwin. Anticontagionism between 1821 and 1867. Bulletin of the History of Medicine, v.22, pp.562-593, 1948. BENCHIMOL, Jaime (cord). Febre Amarela: a doença e a vacina, uma história inacabada. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2001. BENCHIMOL, Jaime. Dos micróbios aos mosquitos: Febre amarela e a revolução pasteuriana no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz/UFRJ, 1999. BOLETIM DA SMCJF - Ata da inauguração em 20 de outubro de 1889 - Discurso pronunciado pelo Dr. João Penido (Pai). BOLETINS da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora. Juiz de Fora: Typ. de Obras d’O Pharol, 1904. BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1987. CAPEL, Horacio. El associativismo cientifico em iberoamerica. La necessidad de um enfoque globalizador. Interciencia, v.17, n.3, maio/junho, 1992, p.168-176. CHRISTO. Maraliz Vieira. Europa dos Pobres, a belle-époque mineira. Juiz de Fora: EDUFJF, 1994. CUNNIGHAM, Andrew; WILLIANS, Perry. The Laboratory Revolution in Medicine. Cambrige, 1992. ESTATUTOS DA SMCJF - 1890 e 1906. FERREIRA, Luiz Otávio; MAIO Marcos Chor e AZEVEDO, Nara. Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro: a gênese de uma rede institucional alternativa. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, IV(3): 475-491, nov. 1997 – fev, 1998. FIGUEIRÔA, Silvia Fernanda de Mendonça. As Ciências Geológicas no Brasil: uma história social e institucional, 1875-1934. São Paulo: HUCITEC, 1997. GIROLETTI, D. Industrialização de Juiz de Fora: 1850/1930. Juiz de Fora: EDUFJF, 1988. JORNAL “O PHAROL” – 1888/ 1890-1897/ 1899-1908 LANA, Vanessa. Intercâmbio Científico: as relações Brasil - Alemanha através das lentes do colposcópio em meados do século XX. Caminhos da História, v.22, n.2, jul./dez. 2017. LANA, Vanessa; TEIXEIRA, Luiz Antônio. Saúde, ciência e profissão médica em Minas Gerais: A Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora (1889-1908). Cadernos de História da Ciência. Instituto Butantan. Vol. 4, N. 1, 2008, p. 07 - 38. LANA, Vanessa. Uma associação científica no “interior das Gerais”: a Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora (SMCJF) 1889-1908. Dissertação de Mestrado. Casa de Oswaldo Cruz / Fundação Oswaldo Cruz; 2006. MIRANDA, Sônia. Cidade, capital, poder: políticas públicas e questões urbanas na Velha Manchester Mineira. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal Fluminense; 1990. PELLING, Margaret. Contagion/ germ theory/ specificity. In: W.F. Bynun; Porter, Roy (ed). Companion Encyclopedia of the History of Medicine, vol.1, London e New York, Routledge, pp.309-334, 1993. ROSEN, George. Uma História da Saúde Pública. São Paulo: HUCITEC/Abrasco, 1994. TEIXEIRA, Luiz Antonio. Na Arena de Esculápio. A Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo (1895 – 1913). São Paulo: Editora Unesp, 2007. TEIXEIRA, Luiz Antonio. Da transmissão hídrica à culicidiana: a febre amarela na Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. Revista Brasileira de História, v. 1, n. 41, 2001. VASCONCELOS, Pedro Fernando da Costa. Febre Amarela. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 36(2):275-293, mar-abr, 2003. VERSSURI, Hebe. Las asociaciones científicas Del siglo XIX en América Latina. Interciencia, v.17, n.3, maio/junho, pp.133, 1992.
471 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Atitude muda: o Grupo Um, a produção musical independente e o Lira Paulistana (1976 – 1984) Renan Branco Ruiz; Grupo Um, Vanguarda Paulista, Música Instrumental, Jazz, Lira Paulistana A partir de entrevistas com os gestores da carreira do Grupo Um (jazz brasileiro instrumental), este artigo analisa as ações empreendidas pela banda no cenário de transformações da indústria fonográfica brasileira da virada dos anos 1970. Tendo como principal objetivo analisar as contribuições do Grupo Um para a formação da produção musical independente, que emergia nessas décadas, o propósito foi refletir sobre os modos de atuação da banda frente ao novo dinamismo do mercado brasileiro de gravações musicais. Dentre as hipóteses formuladas, destaca-se a relação de intensa proximidade que o jazz brasileiro e a música instrumental tiveram com o surgimento da Vanguarda Paulista e as ações do Lira Paulistana, tal vinculo é geralmente deixado de lado pela historiografia. Assim, a bibliografia sobre o assunto delegou um lugar coadjuvante e secundário as composições de caráter instrumental e jazzístico, cerne da sonoridade não só do Grupo Um, como de outras bandas de fusion brasileiro desse período (Divina Increnca, Pé ante Pé, Metalurgia, Medusa, entre outras). Essa relação se constituiu sobre uma base de tensões com o universo da canção (composições com letra e canto), que também ficou mais alinhado a ideia de Vanguarda Paulista. Tal termo foi criado pela imprensa e se consolidou como o elo para algumas transformações estéticas e experimentações que circulavam pelo Lira Paulistana (em São Paulo no início dos anos 1980) mesmo que a música instrumental e o jazz brasileiro estivessem umbilicalmente presentes nesse contexto. ADORNO, Theodor W. Filosofia da Nova Música. São Paulo: Perspectiva, 2011a. ADORNO, Theodor W. Introdução à Sociologia da Música: doze preleções teóricas. São Paulo: Editora da UNESP, 2011b. ADORNO, Theodor W. Teoria Estética. Tradução: Artur Mourão. Lisboa: Edições 70, 2012. CAROCHA, Maika Lois. Pelos versos das canções: um estudo sobre o funcionamento da censura musical durante a ditadura militar brasileira (1964-1985). Dissertação (mestrado em História) – IFCS. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007. CASTRO, Igor Garcia. O lado B: a produção fonográfica independente brasileira. São Paulo: Annablume, 2010. DIAS, Márcia Tosta. 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472 caminhosdahistoria v. 25 n. 2 (2020) Belo Horizonte, a cidade modelar: representações da nova capital das Minas Gerais Rogério Othon Teixeira Alves; História, Modernidade, Capital, Belo Horizonte, Ouro Preto Ao se fundar a moderna cidade de Belo Horizonte em 1897, a sua dinâmica revelaria significados que extrapolariam a prancheta dos engenheiros. Com o tempo, aspectos políticos e sociais que forjariam aquela sociedade seriam trazidos nos periódicos da época da nova capital. Quais os sentimentos primários ao se pensar na nova cidade? Havia ideais políticos nela embutidos? Quais as reações e tensões refletidas da antiga capital, Ouro Preto? Quem foram os primeiros belo-horizontinos? Este trabalho buscou em periódicos mineiros, informações que demonstrassem a ideia da construção na nova capital e os desdobramentos decorridos da nova sociedade. A fundação da cidade refletiria supostamente o moderno, o civilizado, o urbano, em contraposição à antiga e atrasada Ouro Preto monarquista. Pelos periódicos e autores consultados, percebeu-se que na mudança de endereço da capital não havia intuito de se negligenciar o orgulho do povo mineiro, depositado nas ideias libertárias dos personagens independentistas da Ouro Preto oitocentista. Se, em princípio, no reino ideológico o objetivo foi sepultar a antiga Ouro Preto embaixo da arrojada Belo Horizonte, na prática, o sujeito que se formava na nova capital, orgulhou-se da grandiosa moderna cidade sem desmerecer o passado, a tradição e a história da antiga. BARROS, José D´Assunção. História, Espaço e Tempo: interações necessárias. Varia História, Belo Horizonte, vol. 22, nº 36: p.460-475, 2006. CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano 1: artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 1994. COSTA, Angela Marques da; SCHWARCZ, Lilia Moritz. 1890-1914: no tempo das certezas. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. 3º ed. Petrópolis: Vozes, 2005. GIDDENS, Antony. As consequências da modernidade. São Paulo: Unesp, 1991. JULIÃO, Letícia. Belo Horizonte: itinerários da cidade moderna (1891-1920). Dissertação (Mestrado em Ciência Política) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, 1992. LARA, Fernando. Geometria naviana: transformações do espaço Belo-horizontino. Revista Belo Horizonte, v.2, p.95-104, 1998. OLIVEN, Ruben George. Cultura e modernidade no Brasil. São Paulo em Perspectiva, v.15, n. 2, 2001. PASSOS, Daniela. A formação do espaço urbano da cidade de Belo Horizonte: um estudo de caso à luz de comparações com as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Mediações, Londrina, v. 21, n. 2, p. 332-358, 2016. PIMENTEL, Thais Velloso Cougo. A Torre Kubitschek: trajetória de um projeto em 30 anos de Brasil. Dissertação (Mestrado em História) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 1989. RODRIGUES, Marilita Aparecida Arantes. Constituição e enraizamento do esporte na cidade: Uma prática moderna de lazer na cultura urbana de Belo Horizonte (1894- 1920). Tese (Doutorado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2006. RODRIGUES, Danielle Uchôa Alonso. Cidade real e cidade imaginária: a criação de Belo Horizontes (1895-1910). Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Programa de Pós-Graduação em Sociologia – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2016. SAID, Roberto Alexandre do Carmo. Quase biografia: poesia e pensamento em Drummond. Tese (Doutorado em Letras) – Faculdade de Letras – Universidade Federal de Minas Gerias. Belo Horizonte, 2007. SENRA, Marcia. A cidade moderna: história, memória e literatura – Paris, Belo-Horizonte. Revista Univap, São José dos Campos, v.17, n. 29, p. 62-79, 2011. SEVCENKO, Nicolau. Orfeu extático na metrópole: São Paulo, sociedade e cultura nos frementes anos 20. 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474 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) Mulheres no atletismo (Barbacena-MG, 1926): um estudo preliminar Igor Maciel da Silva;Sarah Teixeira Soutto Mayor; Atletismo, Mulheres, História do Esporte, História das Mulheres, Barbacena-MG O objetivo do artigo é apresentar pistas sobre a presença das mulheres de Barbacena - MG no atletismo no início do século XX. Busca responder às seguintes questões: quem foram essas mulheres, como se inseriram na prática, quais sentidos e significados de sua participação. A metodologia é a análise de fontes periódicas, em específico, o jornal Cidade de Barbacena. Como resultado preliminar, concluímos que as atletas eram as jovens da região que se inseriram na modalidade mediante o fato de serem torcedoras do time de futebol Olympic Sport Club. Os sentidos e significados remetem a um lugar secundário conferido a elas no cenário esportivo, com uma participação limitada e destacada por caracteres relacionados à estética, ainda que essa participação representasse possibilidades de enfrentamento de barreiras sociais e de emancipação. ARBEX, D. O holocausto brasileiro: vida, genocídio e 60 mil mortes no maior hospício do Brasil. São Paulo: Geração Editorial, 2013, 272 p. BRAGA, T. Cidade de Barbacena, Barbacena, 16 abril 1916, n.1216, p. 1. BRASIL. Conselho Nacional de Desportos, Decreto-Lei n. 3.199 de 14 de abril de 1941. Disponível em: .http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del3199.htm Acesso em 28 fev. 2020. CALVO. Cidade de Barbacena, Barbacena, 22 jul. 1926, n. 2213, p.2. CALVO. Cidade de Barbacena, Barbacena, 1 ago. 1926, n. 2216, p.2. CALVO. Secção sportiva, Cidade de Barbacena, Barbacena, 16 out.1927, n. 2337, p.2. CALVO. Secção Sportiva. Cidade de Barbacena, Barbacena, 16 out. 1927, n. 2337, p.2. 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475 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) A construção do ethos de torcedor na cidade moderna: “a rainha dos sports, os sururus e a victoria que o sol não viu”- (1926-1930) Georgino Jorge de Souza Neto; Futebol, História do Esporte, Modernidade, Torcer, Belo Horizonte - MG O presente artigo tencionou elaborar uma representação da construção da identidade torcedora na cidade de Belo Horizonte-MG, na segunda metade da década de 1920, momento em que o cenário futebolístico se altera a partir da perda do protagonismo do América-MG e da ascensão do Clube Atlético Mineiro e do Palestra Itália, o que reconfigura as disputas e consequentemente o desenho dos modos de torcer, instituindo um campo mais precisamente demarcado do pertencimento clubístico na cidade. Neste sentido, buscamos como fonte privilegiada de investigação os periódicos locais, que descreviam o cotidiano esportivo/futebolístico belorizontino, reverberando os acontecimentos elegidos como mais significativos. A partir da narrativa periódica foi possível estabelecer um panorama sobre os torcedores e seus comportamentos mais tipificados, atrelados à lógica do consumo e da identidade, ilustrados por episódios como concursos de torcedoras, aumento da violência (e por conseguinte da tentativa de controle sobre os modos de torcer) e a inauguração de novos e adequados espaços, os estádios de futebol. CARPAS. Correio Mineiro. Bello Horizonte, 18.11.1926, Jogos e Desportos, p. 3. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 17.02.1927, Jogos e Desportos, p. 2. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 02.04.1927, p. 1. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 02.04.1927, Jogos e Desportos, p.2. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 06.04.1927, Jogos e Desportos, p. 2. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 23.04.1927, Jogos e Desportos, p. 2. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 30.08.1927, Jogos e Desportos, p. 3. CORREIO MINEIRO. Bello Horizonte, 31.08.1927, Jogos e Desportos, p. 3. ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994, v.1. ELIAS, Norbert; DUNNING, Eric. A Busca da Excitação. Lisboa: Difel, 1992. ESTADO DE MINAS. Bello Horizonte, 02.02.1930, p. 7. (Nota sem título). FOLHA ESPORTIVA. Bello Horizonte, 21.04.1930, p. 7. (Nota sem título). FOLHA ESPORTIVA. Bello Horizonte, 28.04.1930, p. 12. (Nota sem título). FOLHA ESPORTIVA. Bello Horizonte, 19.05.1930, p. 4. (Annuncios). FOLHA ESPORTIVA. Bello Horizonte, 19.05.1930, p. 12. (Annuncios). GAZETA ESPORTIVA. Bello Horizonte, 10.12.1927, Seção Desportos, p. 1. HA 32 ANNOS. Gazeta Esportiva. Bello Horizonte, 28.01.1928, p. 2. MACUMBA. Goal. Bello Horizonte, 02.06.1930, p. 3. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 12-13.12.1927, Seção Desportos, p. 9. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 08.09.1928, Seção Desportos, p. 11. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 10/11.09.1928, Seção Desportos, p. 8. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 30.05.1929, Seção Desportos, p. 10/11. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 31.05.1929, Seção Desportos, p. 5. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 07.09.1929, Seção Desportos, p. 24. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 08.09.1929, Seção Desportos, p. 12. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 09/10.09.1929, Seção Desportos, p. 14. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 27.10.1929, Seção Desportos, p. 20. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 04.01.1930, Seção Desportos, p. 14. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 17/18.02.1930, Seção Desportos, p. 12. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 02-03.06.1930, Seção Desportos, p. 11. MINAS GERAES. Bello Horizonte, 30.06/01.07.1930, Seção Desportos, p. 10. OS BONDS ESPORTIVOS. Folha Esportiva. Bello Horizonte, 21.04.1930, p. 7. O ESTADO DE MINAS. Bello Horizonte, 11.09.1928, No Mundo dos Sports, p. 5/6. O ESTADO DE MINAS. Bello Horizonte, 25.10.1928, No Mundo dos Sports, p. 5. PEREIRA, Leonardo Affonso de Miranda. Footballmania: uma história social do futebol no Rio de Janeiro (1902-1938). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. SCHOOTS. Gazeta Esportiva. Bello Horizonte, 17.12.1927, p. 2. SEMANA ILLUSTRADA. Bello Horizonte, n. 14, 04.09.1927. SEMANA ILLUSTRADA. Bello Horizonte, n. 29, 17.12.1927. SEMANA ILLUSTRADA. Bello Horizonte, n. 47, 28.04.1928.
476 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) Traçados históricos da prática do Gateball no Brasil: o caso de Ivoti/RS (1980-2010) Josiana Ayala Ledur;Tuany Defaveri Begossi; Gateball, Colônia Japonesa, Prática Corporal, História Cultural, História do Esporte O presente estudo objetivou investigar como transcorreu a prática do Gateball na colônia japonesa de Ivoti, no Rio Grande do Sul, entre as décadas de 1980 e 2010. Para tanto, a narrativa historiográfica foi construída apoiando-se nos pressupostos teórico-metodológicos da História Cultural. A coleta de informações ocorreu em fontes documentais, as quais foram submetidas à técnica de análise documental. Ao abordar as representações da prática corporal do Gateball na Colônia Japonesa de Ivoti, procurou-se decifrar como foram renegociadas no acenado espaço social. Assim, elencaram-se elementos culturais presentes no Gateball. É provável que a cultura deste grupo de nipo-brasileiros tenha enfrentado dificuldades nos primeiros momentos de seu estabelecimento. Contudo, tais conhecimentos não submergiram com o movimento migratório. Antes disto, este grupo, por meio do cultivo de práticas corporais, como o Gateball, procurou distinguir-se frente a diferentes grupos étnicos que compunham a sociedade em que estavam inseridos. ALMEIDA, Thais Rodrigues de. Gateball: jogo, cultura e identidade nipônica no Parque Farroupilha. Salão de iniciação Científica. Livro de resumos. Porto Alegre: UFRGS, 2003, p. 665. ALVES, Alessandra; POCAIA, Alessandra. Que tal uma partida de gateball? Esporte japonês abre espaço para atletas de todas as idades. Revista na Esportiva, Santo Amaro, n.1, p.11-12, dez. 2005. ALVES FILHO, Francisco. O ritmo lento do Gateball. Revista ISTOÉ, 19 de junho de 2006. Sessão Comportamento, edição nº 1917. Disponível em: http://istoe.com.br/6955_O+RITMO+LENTO+DO+GATEBALL/. 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477 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) Mulheres no futebol: alterações no regulamento da Conmebol e espaço na mídia televisiva Janice Zarpellon Mazo;Geórgia Fernandes Balardin;Giandra Anceski Bataglion; Mulheres, Futebol, CONMEBOL, Mídia Esportiva, Jornalismo Esportivo Este estudo buscou identificar a ocorrência e as características das reportagens sobre o futebol feminino no programa de televisão “Globo Esporte – Rio Grande do Sul”, nos anos de 2016 e 2017. Foram acompanhadas todas as edições do programa no referido período, sendo registradas as seguintes informações em termos das reportagens sobre o futebol feminino: tempo de duração, assunto abordado, equipe de reportagem, comentários realizados e observação de jogos. Posteriormente, foi computado o número de reportagens em cada ano. Os resultados mostraram que houve um aumento de 84% no número de reportagens quando comparados os dois anos. O mesmo ocorreu com o tempo de duração das reportagens. No ano de 2017, reportagens com entrevistas de atletas e comissão técnica fizeram parte do programa, assim como comentários e gols dos principais jogos dos clubes Sport Club Internacional e Grêmio Futebol Porto-Alegrense (GreNal). Ademais, foi criado o quadro “Joga que nem mulher” que proporcionou maior visibilidade ao futebol feminino no programa televisivo investigado. Notou-se que mudanças no regulamento da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), divulgadas no ano de 2016, contribuíram para a conquista de maior espaço às mulheres do futebol no programa Globo Esporte – Rio Grande do Sul a partir de 2017. AGUIAR, Leonel Azevedo de; PROCHNIK, Luisa. Quanto vale uma partida de futebol? A relação entre televisão e futebol no cenário midiático contemporâneo. LOGOS 33 Comunicação e Esporte, v. 17, n. 2, 2º semestre, 2010. ALBUQUERQUE, Naiara. No país do futebol, as mulheres jogam com menos: falta salário, público e estrutura, 28 mai. 2017. 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478 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) Representações de mulheres atletas no Voleibol Sentado brasileiro Vitória Crivellaro Sanchotene;Raquel Valente de Oliveira; Voleibol Sentado, Mulheres, História do Esporte, Esporte Paralímpico, Esporte para pessoa com deficiência O voleibol sentado caracteriza-se como um esporte paralímpico, praticado no Brasil desde o ano de 2002 por homens e mulheres que apresentam algum tipo de deficiência física. Com o intuito de dar voz às mulheres enquanto atletas com deficiência no contexto esportivo, bem como preservar a memória do esporte paralímpico brasileiro, a pesquisa objetiva delinear os percursos de atletas da seleção brasileira feminina de voleibol sentado que participaram de Jogos Paralímpicos nas edições de 2012, em Londres, e de 2016, no Rio de Janeiro. Para tanto, as informações foram coletadas por meio de entrevistas semiestruturadas, utilizando como pressupostos teóricos a História Cultural do Esporte e a Memória Esportiva. Evidenciamos que os percursos esportivos das cinco atletas investigadas incluem a rápida ascensão na carreira, possivelmente influenciados pela carente difusão da modalidade entre mulheres com deficiência física no Brasil na época em que ocorreram as suas inserções no esporte paralímpico. Na percepção das atletas, o ingresso no esporte de alto rendimento influenciou intensamente seus percursos de vida, modificando suas representações acerca da deficiência e do esporte. BARROS, José Costa DAssunção. A Nova História Cultural: considerações sobre o seu universo conceitual e seus diálogos com outros campos históricos. Cadernos de História, Belo Horizonte, v. 12, n. 16, p. 38-63, 2011. ______. Fontes Históricas: revisitando alguns aspectos primordiais para a pesquisa Histórica. Mouseion, Canoas, n. 12, p. 129-159, ago. 2012. BATISTA, Jani Freitas. Entrevista. [2018]. Entrevistadora: Vitória Crivellaro Sanchotene. Goiânia, 20 de out de 2018. 52min03seg. Entrevista concedida para elaboração de dissertação de mestrado da entrevistadora. BONI, Valdete; QUARESMA, Sílvia Jurema. Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ciências Sociais. Revista Eletrônica dos Pós-graduandos em Sociologia Política da UFSC, Florianópolis, v. 2, n. 1, p. 68-80, jan. 2005. BRASIL. Decreto Legislativo nº 186, de 09 de julho de 2008. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. 4ª Ed., rev. e atual. Brasília, Secretaria de Direitos Humanos, p. 100, 2011. BURKE, Peter. O que é história cultural? Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. CARDOSO, Vinícius Denardin. O desenvolvimento da carreira esportiva de atletas paraolímpicos no Brasil. Tese (Doutorado em Ciências do Movimento Humano) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2016. CARVALHO, Camila Lopes; GORLA, José Irineu; ARAÚJO, Paulo Ferreira de. Voleibol Sentado: do conhecimento à iniciação da prática. 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479 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) Do “juiz policial” ao “policial juiz”: o exercício da Justiça criminal em Mariana a partir dos processos envolvendo escravos (1830-1888) Lídia Gonçalves Martins; Brasil Império, Administração da Justiça, Justiça Criminal, Escravidão Este artigo discute o exercício da justiça criminal no Termo de Mariana entre 1830 e 1888, a partir da análise da atuação das autoridades policiais e judiciais na condução dos processos criminais envolvendo escravos. Processos criminais, relatórios dos presidentes da província de Minas Gerais e a legislação criminal do Império compuseram o corpus documental da pesquisa. Ao estabelecermos uma comparação entre a atuação dos juízes de paz nos anos 30 e dos subdelegados de polícia a partir dos anos 40, buscamos avaliar em que medida as reformas implementadas no aparelho judiciário ao longo do século XIX resultaram em melhorias em sua capacidade de ação. ANDRADE, Francisco Eduardo de. “A reforma do Império e a Câmara da Leal Cidade de Mariana”. In: CHAVES, Cláudia Maria das Graças; PIRES, Maria do Carmo; MAGALHÃES, Sônia Maria de (Orgs.). Casa de Vereança de Mariana: 300 anos de história da Câmara Municipal. Ouro Preto: UFOP, 2008. BATISTA, Dimas José. A administração da justiça e o controle da criminalidade no Médio Sertão do São Francisco, 1830-1880. Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade de São Paulo, 2006. CAMPOS, Adriana Pereira. Nas barras dos tribunais: Direito e escravidão no Espírito Santo do século XIX. Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, UFRJ, 2003. CAMPOS, Adriana Pereira. Magistratura Eleita: administração política e judicial no Brasil (1826-1841). Almanack, Guarulhos, n. 18, p. 97-138, abr. 2018. CARVALHO, José Murilo. A construção da ordem: a elite política imperial. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1981. CARVALHO, José Murilo. Cidadania: tipos e percursos. Estudos Históricos, n. 18, 1996. DOLHNIKOFF, Miriam. O pacto imperial: origens do federalismo no Brasil do século XIX. São Paulo: Globo, 2005. FLORY, Thomas. El juez de paz y el jurado en el Brasil imperial, 1808-1871. Control social y estabilidad política en el nuevo estado. México: Fondo de Cultura Económica. 1986. FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. Homens livres na ordem escravocrata. São Paulo: UNESP, 1977. GOUVÊA, Maria de Fátima Silva. O império das províncias: Rio de Janeiro, 1822-1889. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. GRAHAM, Richard. Clientelismo e política no Brasil do século XIX. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1997. HOLLOWAY, Thomas. Polícia no Rio de Janeiro: repressão e resistência numa cidade do século XIX. Rio de Janeiro: FGV, 1997. KOERNER, Andrei. Judiciário e cidadania na constituição da República brasileira. São Paulo: Hucitec, 1998. LEAL, Victor Nunes. Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo no Brasil. 2a ed. São Paulo: Alfa - Omega, 1975. MALERBA, Jurandir. Os brancos da lei: liberalismo, escravidão e mentalidade patriarcal no Império do Brasil. Maringá: Eduem, 1994. MARTINS, Lídia Gonçalves. Entre a lei e o crime: a atuação da Justiça nos processos criminais envolvendo escravos – Termo de Mariana, 1830-1888. Dissertação (Mestrado em História), Programa de Pós-Graduação em História, UFOP, 2012. MARTINS PENA. Comédias. Rio de Janeiro: Ediouro, [19--]. NEQUETE, Lenine. O Poder Judiciário no Brasil a partir da Independência. Brasília: Supremo Tribunal Federal, 2000. NASCIMENTO, Joelma Aparecida. A política eleitoral e judiciária na construção do Estado Imperial. Minas Gerais. (Mariana, 1828-1848). Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, UFMG, 2015. QUEIROZ, Maria Isaura Pereira. O coronelismo numa interpretação sociológica. In: FAUSTO, Boris. (Org.). O Brasil republicano: estrutura de poder e economia (1889-1930). São Paulo: Difel, 1975. QUEIROZ, Maria Isaura Pereira. O mandonismo local na vida política brasileira. São Paulo: Alfa-Omega, 1976. SILVA, Wellington Barbosa. Entre a liturgia e o salário: a formação dos aparatos policiais no Recife do século XIX (1830-1850). Tese (Doutorado em História), Programa de Pós-Graduação em História, UFPE, 2003. SOUZA, Manuel Inácio de Mello. A administração da Justiça em Minas Gerais. Memória do desembargador Manoel Ignácio de Mello e Souza, posteriormente Barão de Pontal, apresentada em 1827. Revista do Arquivo Público Mineiro, ano/volume 03, p. 5-22, 1898. URICOECHEA, Fernando. O minotauro imperial: a burocratização do estado patrimonial brasileiro do século XIX. Rio de Janeiro: Difel, 1978. VELLASCO, Ivan. O juiz de paz e o código do processo: vicissitudes da justiça imperial em uma comarca de Minas Gerais no século XIX. Justiça e História, v. 3, n. 6, 2003. VELLASCO, Ivan. As seduções da ordem: violência, criminalidade e administração da justiça: Minas Gerais – Século XIX. São Paulo: Edusp, 2004.
480 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) Turbulência de ideias: Sílvio Romero, entre a crítica literária e a sociologia de seu tempo (1851-1914) Cícero João da Costa Filho; Silvio Romero, Escola de Le Play, Raça, Positivismo, Brasil Sílvio Romero foi um importante interprete do Brasil, da década 1870. Imbuído de ideias naturalistas, oriundas da Europa, o polígrafo combateu a visão tupiniquim do romantismo brasileiro, alegando ser esta uma visão irreal, mística e fantasiosa. Polêmico e preocupado com questões pertinentes ao progresso do país, Romero se enveredou pelos ensinamentos de Le Play, com o objetivo de esquadrinhar as diversas regiões do Brasil, se certificando da índole do brasileiro, para repará-lo. Escrevendo em tom de denúncia, Romero polemizou com diversos escritores, acreditando na força da ciência e de seus estudos, influenciados por Spencer, Gobineau, Ammon e Lapouge. Nacionalista e inquieto, Romero buscou encontrar o brasileiro a partir do que acreditava ser sua fundamentação, no caso, seu caráter, se desdobrando em valores e atributos morais. Constando a índole apática do brasileiro, apostou nas observações da Escola de Le Play para reparar o quadro pobre e miserável do Brasil de sua época. ALONSO, Ângela. Ideias em movimento: a geração 1870 na crise do Brasil - Império. São Paulo: Paz e Terra, 2002. BEZERRA, Alcides. Sílvio Romero, o pensador e o sociólogo: conferência pronunciada no dia 17 de outubro de 1929, na Sociedade Brasileira de Filosofia. Rio de Janeiro: Oficinas Gráficas do Arquivo Nacional, 1935. CANDIDO, Antonio. A Sociologia no Brasil. Tempo Social, 271/301, V.18, nª. 1, 1959. _______. Introdução ao método crítico de Silvio Romero. São Paulo: Tese/FFLCH, 1945. COSTA FILHO, Cícero João da. Raça e evolucionismo, as Ciências Sociais no Brasil: querela entre Sílvio Romero e Manoel Bonfim em torno da herança portuguesa na formação brasileira. Intelligere, n. 6, p. 26, 31 dez. 2018. _______.Sílvio Romero: literatura, raça e política (1851-1914). São Paulo: Porto de Ideias, 2016. _______. ‘Raízes raciais’ do Projeto integralista (nacional) de Gustavo Barroso: o preconceito, a intolerância e o racismo para com a figura do judeu no Brasil da década 1930. Revista Caminhos de História, v.22, nº2, jul/dez, 2017, PPGH, Unimontes. GUIMARÃES, Argeu. Presença de Silvio Romero. Rio de Janeiro: Organização Simões, 1955. SCHNEIDER, Alberto Luiz. Sílvio Romero, hermeneuta do Brasil. São Paulo: Annablume, 2005. SODRÉ, Nelson Werneck. A ideologia do colonialismo: seus reflexos no pensamento brasileiro. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965. SOUZA, Francisco Martins de. A questão teórica da cultura na Escola do Recife. Prefácio. In: O Brasil Social. Brasília: Senado Federal, 2001. (1ª Ed. 1908).
481 caminhosdahistoria v. 25 n. 1 (2020) A construção das políticas patrimoniais de Belo Horizonte: o caso do “Terreiro de Candomblé Ilê Wopo Olojukan” e da “Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá” Wanessa Pires Lott; Políticas Públicas, Patrimônio Cultural, Negro, Belo Horizonte O presente artigo reflete sobre as práticas preservacionistas da cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais/Brasil, apontando os desafios impostos ao poder público, entre as décadas de 1990 e 2000, quando se trata de ações voltadas para a salvaguarda de bens que tradicionalmente não se configuram na história do órgão preservacionista local, a saber, os bens culturais vinculados à identidade e memória negra. O estudo toma o caso do tombamento da “Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá” e do terreiro de candomblé “Ilê Wopo Olojukan”, bens culturais estes pertencentes às comunidades que se encontram à margem da sociedade. ANDRADE, Mário. 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483 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) Territórios, revisões de propriedade e pleitos pueblerinos: a práxis de colonização da Companhia de Jesus na Província do Paraguai (séc. XVII-XVIII) Rodrigo Maurer; Práticas de Antigo Regime, História Colonial, Experiências de longa duração, Marcadores Territoriais, Narrativa Jesuítica Este ensaio perfaz uma análise dos procedimentos adotados pela Companhia de Jesus no que tange a elaboração da Província do Paraguai; voltando-se especialmente para as situações dos pleitos pueblerinos, em regra, indisposições formais por territórios mal definidos ou sobre produtos de subsistência principal da época: o gado. Indica ainda, os procedimentos e as táticas utilizadas pelos religiosos naquilo que se entende como divergências de ordem jurídico-convencional e que tiveram de ser contornadas, para que não comprometessem o desenvolvimento reducional. Logo, a definição do contexto histórico repousa numa estratégia colonial: confundir os laços de pertencimento daquelas comunidades. Até o momento, os estudos sobre as reduções índio-jesuíticas do Paraguai não formularam uma hipótese mais sistemática sobre tais episódios. Diante da necessária abordagem, eis que esboçamos um panorama dos principais instrumentos ou das estratégias mantidas naquelas circunstâncias e seus efeitos quando dos territórios em disputa (leia-se) “territórios de memória”, que o projeto católico modificou intensamente com vistas a consagrar o propósito de conquista. ARMANI, Alberto. Ciudad de Dios y ciudad del Sol. El “Estado” jesuita de los guaraníes (1609-1768). México: Fondo de Cultura Económica, 1996. BARCELOS, Arthur. O mergulho no seculum: exploração, conquista e organização espacial jesuítica na América espanhola colonial. Tese de Doutoramento em História. Porto Alegre. PUCRS, 2006. CARDIEL, Joseph. Las misiones jesuiticas. Edição, introdução e notas de Héctor S. Ollero. Madrid: Historia 16, 1988. DOS SANTOS, Maria.C.; BAPTISTA, Jean. Reduções jesuíticas e povoados de índios: controvérsias sobre a população indígena (séc. XVII-XVIII). In: Revista de História da Unisinos, Maio/Agosto, p. 242-251, 2007. GIUDICELLI, Cristopher. Las tijeras de San Ignacio. Misión y clasificación en los confines coloniales. In: Saberes de la convesión: jesuítas, indígenas y imperios coloniales en las fronteras de la cristandad. Editado por WILDE, Guillermo. Buenos Aires: Editorial SB, 2011. GRUZINSKI, Serge. El pensamiento mestizo. Cultura ameríndia y civilización del Renacimiento. Barcelona. Ed. Paidós, 2007. HESPANHA, Antonio M. A mobilidade social de antigo regime. In: Tempo, vol. 11, nº 21, 2006. _______. Imbecillitas. As bem aventuranças da inferioridade nas sociedades de Antigo regime. São Paulo: Annablume, 2010. HOBSBAWN, Eric; RANGER, Terence. La invención de la tradición. Barcelona, Editorial Crítica, 2002. JARQUE, Francisco. Las misiones jesuíticas en 1687. El estado que al presente gozan las misiones de la compañía de Jesús en la provincia del Paraguay, Tucumán y Rio de la Plata. 1ª ed. Buenos Aires: Academia Nacional de la Historia. Estudio preliminar de Ernesto J. A. Maeder, 2008 [1687]. KERN, Arno. O processo platino no século XVII: da aldeia Guarani ao povoado missioneiro. In: Folia Historica del Nordeste. Argentina: Universidad Nacional del Nordeste, 1984. LAMPÉRIÈRE, Annick. La representación politica en el império español a finales del antiguo régimen. In: Dinámicas de Antiguo Régimen y orden constitucional: representación, justicia y administración en Iberoamérica siglos XVIII-XIX. Editado por Marco Bellingeri. Torino: Otto Editore, 2000. MALDI, Denise. De confederados a bárbaros: a representação da territorialidade e da fronteira indígena nos séculos XVIII e XIX. In: Revista de Antropologia. Vol. 40, nº 2, USP, São Paulo, 1997. MONTEIRO, John. Os guaranis e a história do Brasil meridional. In: História dos índios no Brasil. CARNEIRO DA CUNHA, Manuela (org.). São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992. PACHECO DE OLIVEIRA, João. Ensaios de antropologia histórica. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 1997. PINTO; Muriel; MAURER, Rodrigo. Quando a geo-história avança sobre os significados de um espaço urbano: as paisagens culturais e as transformações identitárias da fronteira Brasil Argentina. In: Eure, vol. 40, nº 120, Mayo 2014: 135-158. SUSNIK, Branislava. El indio colonial del Paraguay I: El Guarani colonial. Asunción: MEAB, 1965. _______. Aproximación a la realidad vivencial y al ethos existencia en el Paraguay colonial. Ambiente rural. In: Estudios Paraguayos, vol. III, nº 2, Asuncion, 1975. WACHTEL, Nathan. Os índios e a conquista espanhola. In: História da América Latina: América Latina colonial. Vol. 1. Editado por Leslie Bethell, 2ª ed. São Paulo: Editora da USP, Brasília, DF: FundaçãoAlexandrede Gusmão. 2002. WILDE, Guillermo [et.al]. Saberes de la conversión: jesuitas, indígenas e imperios coloniales en las fronteras de la cristandad. 1ª ed. Buenos Aires: SB, 2011.
484 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) Às margens dos sertões: a economia de abastecimento e pequeno escravista do Vale do Macacu - século XVIII Vinicius Maia Cardoso; Abastecimento, Sertões de Macacu, Século XVIII, Economia, Farinha de Mandioca As relações de perfil econômico no Vale do Macacu, no século XVIII, se voltaram para uma agricultura de abastecimento com base numa estrutura pequeno-escravista, não tendo a atividade de agricultura para exportação um caráter dominante, nem propriedades com muitos escravos como seu modelo de utilização de mão-de-obra. Essa estrutura de produção atendeu inclusive as necessidades de abastecimento para as ações de ocupação, controle e repovoamento dos Sertões do Macacu, no século XVIII. O artigo busca apresentar um quadro parcial da produção de gêneros alimentícios no entorno dos Sertões do Macacu, possível graças à presença de uma economia voltada para abastecimento não apenas das freguesias em si, mas disponíveis para sustento dos agentes sociais envolvidos na ocupação dos referidos Sertões. AMANTINO, Marcia Sueli, CARDOSO, Vinicius Maia. Múltiplas Alternativas: diversidade econômica da Vila de Santo Antonio de Sá de Macacu - Século XVIII. HEERA. Revista de História Econômica & Economia Regional Aplicada – Vol. 3 Nª 5, Jul-Dez 2008. CARDOSO, Vinicius Maia. Fazenda do Colégio: Família, Fortuna e Escravismo no Vale do Macacu - Séculos XVIII e XIX. 01. ed. Rio de Janeiro: Livre Expressão Editora, 2012. v. 01. 355 p. FARIA, Sheila de Castro. A Colônia em Movimento: Fortuna e Família no Cotidiano Colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998. p.53. LISBOA, Balthazar da Silva. Anais do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Ed. Leitura, 1967 [1834-5]. MENESES, José Newton Coelho. O Continente Rústico: abastecimento alimentar nas Minas setecentistas. Diamantina, MG: Maria Fumaça, 2000. PRADO JUNIOR, Caio. História econômica do Brasil. 38ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. RUSSELL-WOOD, A. J. R. (2009). Sulcando os mares: um historiador do império português enfrenta a Atlantic History. História (São Paulo), 28(1), 2009. SAMPAIO, Antônio Carlos Jucá de. Magé na crise do escravismo: sistema agrário e evolução econômica na produção de alimentos (1850/1888). Dissertação de Mestrado. Niterói: UFF,1994. SILVA, Francisco Carlos Teixeira. A morfologia da escassez: crises de subsistência e política econômica no Brasil Colônia (Salvador e Rio de Janeiro, 1600-1790). Tese de doutoramento. Niterói, UFF, 1990. THE BAY AND ENVIRONS OF RIO DE JANEIRO, 1908. Stanfords general map of the Federal District, showing railroads, major and minor, as well as those projected. Site Old and Historic Maps of Rio de Janeiro. Disponível em Acesso em: 20 novembro de 2008.
485 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) A geografia social da morte às margens da modernização: as transformações conservadoras nas práticas de sepultamento em São João Del-Rei Leonara Lacerda Delfino;Márcio Eurélio Rios de Carvalho; História da Morte, Cemitérios Públicos, Política Sanitarista, Registros de Óbito, São João Del-Rei O artigo disserta sobre o processo de secularização da morte e o surgimento dos cemitérios públicos em São João del-Rei. Através da geografia social da morte, ou seja, do mapeamento dos locais de sepultamento, entre os anos de 1783-1850, procuramos compreender como a política sanitarista interferiu nas práticas de sepultamento e na liturgia da morte em geral. Ao longo da investigação, constatamos um processo de modernização conservadora, na medida em que os cemitérios foram construídos dentro do espaço urbano, acoplados às igrejas das irmandades, em contradição à política sanitarista que aconselhava a construção de cemitérios extramuros distantes da povoação. Para esta análise, utilizamos do método quantitativo, mediante a consulta dos registros de óbito alocados na Matriz de Nossa Senhora do Pilar de São João, além da análise qualitativa das atas da Câmara Municipal e da documentação das irmandades. ALVARENGA, Luís de Mello. História da Santa Casa de Misericórdia de São João Del-Rei. Belo Horizonte: Gráfica Formato, 2009. ARIÈS, Philipe. História da Morte no Ocidente. Da Idade Média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012. CAMPOS, Adalgisa. As irmandades de São Miguel e as Almas do Purgatório: Culto e iconografia no Setecentos Mineiro. Belo Horizonte: Editora C/Arte, 2013 CARVALHO, Consuelo de Azevedo. No silêncio dos túmulos: transformações nos ritos fúnebres na vila de São João del-Rei (1829-1858). São João Del-Rei: FUNREI, 2001. CINTRA, Sebastião de Oliveira. Efemérides de São João del-Rei. Vol. 2. São João del-Rei: IHG/MG e Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, 1967. DELFINO, Leonara Lacerda. O Rosário dos Irmãos Escravos e Libertos: fronteiras, identidades e representações do viver e morrer na diáspora atlântica. Freguesia do Pilar de São João del-Rei (1782-1850) (Tese de Doutorado, Universidade Federal de Juiz de Fora, 2015). _______. O Rosário das Almas Ancestrais: fronteiras, identidades e representações do viver e morrer na diáspora atlântica. Freguesia do Pilar de São João del-Rei (1782-1850). Belo Horizonte: Clio Gestão Cultural, 2017. CHALHOUB, Sidney. Cidade Febril: cortiços e epidemias na Corte Imperial/ São Paulo: Companhia das Letras, 1996. MATTOS, Hebe. Escravidão e Cidadania no Brasil Monárquico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000. REIS, J. J. A Morte é uma Festa: ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. SOBRINHO, Antonio Gaio. Sanjoanidades: um passeio histórico e turístico por São João del-Rei. São João del-Rei: A voz do Lenheiro, 1996 VIDE, D. Sebastião Monteiro da. Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia feitas e ordenados pelo Ilustríssimo e reverendíssimo senhor D. Sebastião Monteiro da Vide 5º Arcebispo e do Conselho de Sua Majestade.Proposta e aceitaem Sínodo Diocesano, que o dito senhor celebrou em 12 de junho de 1707. 1ª Ed. Lisboa 1719 e Coimbra 1720. São Paulo: Typografia 2 de dezembro de Antônio Louzada Antunes, 1853. VOVELLE, M. As Almas do Purgatório ou Trabalho de Luto. Tradução Aline Meyer e Roberto Cattani. São Paulo: Editora UNESP, 2010.
486 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) O modelo metodológico de espacialização dos registros paroquiais de terras: o caso de São Sebastião de Ponte Nova Rafael Martins de Oliveira Laguardia; Metodologia, Registro Paroquial de Terras, Espacialização, São Sebastião de Ponte Nova Este artigo tem por objetivo verificar e validar a expansão do uso da metodologia desenvolvida para espacializar informações de propriedades rurais de São Sebastião de Ponte Nova, em meados do XIX. As informações que são espacializadas foram extraídas da fonte histórica Registro Paroquial de Terras. Esta será nossa principal fonte, fundamental para estudos sobre áreas agrícolas de uma região. A metodologia busca espacializar as informações dos confrontantes de terras para definir a configuração espacial das propriedades rurais. A metodologia foi aplicada anteriormente para a região Santo Antônio do Paraibuna e aqui mostramos como resultado que este método de espacializar informações de confrontações do Registro Paroquial de Terras é eficaz para outras regiões, ainda que com desenvolvimentos econômicos diferentes. BARLETA, Leonardo; GIL, T. L. Digital Atlas of Portuguese America. CEUR Workshop Proceedings, v. 1681, p. 1, 2016. CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria Metodológica. Rio de Janeiro: Elsevier, 1997. CARRARA, Ângelo Alves. Estruturas Agrárias e Capitalismo: contribuição para o estudo da ocupação do solo e da transformação do trabalho na zona da Mata mineira (séculos XVIII e XIX). Mariana: UFOP. 1999. FERLA, Luis; VIJAYKUMAR, N. L.; MIYASAKA, C. R.; et al. Pauliceia 2.0: a computational platform for collaborative historical research. In: GeoInfo - Brazilian Symposium on Geoinformatics, 2017, Salvador. Proceedings XVIII GEOINFO, 2017. LAGUARDIA. Rafael, M. O. Sorte de Terra, Fazenda, Sesmaria... Georreferenciamento como Instrumento de Análise do Registro de Terras. (Dissertação de Mestrado) UFJF, 2011. LAGUARDIA. Rafael, M. O. Dos dízimos à demarcação de terras: geoprocessamento aplicado a módulos rurais (Juiz de Fora, séculos XVIII-XIX). (Tese de Doutorado) UFJF, 2015. OLIVEIRA, Mônica Ribeiro. Cafeicultura Mineira: Formação e Consolidação Negócios e Famílias: Mercado, Terra e Poder na Formação da cafeicultura mineira – 1780/1870. Juiz de Fora: Funalfa, 2005. SILVA. Camila. P. Estruturas Fundiárias e Agrárias numa área de fronteira: Ponte Nova, 1855-1888. UFJF, 2013. Disponível em: http://www.ufjf.br/ppghistoria/files/2013/03/disserta%C3%A7%C3%A3o-Camila-Pelinsari.pdf
487 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) Circularidade cultural e agenciamentos territoriais: uma apreciação teórico conceitual Emerson Costa de Melo; Circularidade Cultural, Agenciamento Territorial, Candomblé, Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte O presente artigo tem como objetivo discutir o conceito de circularidade cultural empregado pela Geógrafa Aureanice de Mello Corrêa, para analisar as diferentes formas de organização das práticas culturais afrorreligiosas no espaço. Trata-se de um conceito que, em âmbito geográfico, permite identificar a relação entre culturas distintas que se desdobram em territorialidades peculiares, que ora se agenciam, noutras se distanciam num mesmo território. Territorialidades, estas, que serão aqui abordadas a partir da análise das origens das tradições do candomblé presentes nas práticas “católicas” da Irmandade baiana de Nossa Senhora da Boa Morte constituídas, ainda no século XIX, a partir das alianças estabelecidas entre as mulheres - “as negras do partido alto” - que circulavam entre as cidades de Salvador e Cachoeira. Para tanto, o conceito em questão foi analisado sob à luz das categorias conceituais apresentadas pela autora ao longo de sua obra, entre outros textos pertinentes ao debate proposto. ASANTE, Molofi K. Afrocentricidade: notas sobre uma posição disciplinar. In: NASCIMENTO, Elisa L. (Org.). São Paulo: Selo Negro, 2009. BONNEMAISON, J. Viagem em Torno do Território. In: CORRÊA, Roberto; ROSENDAHL, Zeny. Geografia Cultural: um século (III). Rio de Janeiro: Uerj, 2002. CAMPOS, João da Silva. Procissões tradicionais da Bahia. 2ª. Ed. Salvador: Secretaria de Cultura e Turismo; Conselho Estadual de Cultural, 2001. CORREA, A. M. Irmandade da Boa Morte como manifestação cultural afro-brasileira: de cultura alternativa a inserção global. 2004. 323 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, CCMN/PPGG, Rio de Janeiro, 2004. COSGROVE, D. A geografia está em toda a parte: cultura e simbolismo nas paisagens humanas. In: CORRÊA; ROSENDAHL (coord.). Paisagem, Tempo e Cultura. Rio de Janeiro: EdUerj, 1998. GINZBURG, Carlo. Introdução. In: O queijo e os vermes: o cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela Inquisição. São Paulo: Cia. das Letras, 1987. MELO, Emerson. Entre territórios e terreiros: yorubá, velhos deuses no Novo Mundo. 2014. 234 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2014. NASCIMENTO, L. A Boa Morte em Cachoeira. Cachoeira: CEPASC, 1988. PARÉS, Luis Nicolau. A formação do candomblé: história e ritual da nação jeje na Bahia. São Paulo: Unicamp, 2006. SILVEIRA, Renato da. O Candomblé da Barroquinha: Processo de constituição do primeiro terreiro baiano de keto. Salvador: Edições Mainanga, 2006. VERGER, Pierre. Notícias da Bahia de 1850. Salvador: Corrupio, 1999. _______. Orixás deuses iorubás na África e no Novo Mundo. Trad. Maria Aparecida da Nóbrega. 6ª ed. Salvador: Corrupio, 2002.
488 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) Apontamentos sobre a relação ‘cor da pele/cidadania’ nas Constituições da Venezuela (1811) e do Brasil (1824) Iara de Oliveira Maia; Constituição de 1811, Venezuela, Constituição de 1824, Brasil, Cor da Pele, Cidadania Neste artigo debatemos sobre a primeira Constituição Imperial do Brasil, outorgada em 1824, onde focamos especialmente a revogação da “mancha de sangue” contra indivíduos de cor, uma vez que passou a considerar como cidadãos brasileiros todos os homens livres nascidos no Brasil, independente da cor da pele. Também analisaremos a primeira Constituição Federal da Venezuela, promulgada em 1811, principalmente a revogação de todas as leis que impunham a degradação civil a uma parte da população livre da Venezuela, denominada de pardos, que passaram a ter direitos de cidadãos. Assim, a partir dos artigos das duas Constituições, procuramos analisá-las no que diz respeito à presença ou não da questão da cor da pele nos seus textos, e no que se refere à extensão da cidadania e dos direitos e deveres de seus cidadãos. AZEVEDO, Célia Marinho. A recusa da “raça”: anti-racismo e cidadania no Brasil dos anos 1830. Horizontes Antropológicos, v. 11, n. 24, p. 297-320, 2005. CARVALHO, José Murilo. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 2ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. CHIARAMONTE, José Carlos. As formas de identidade política no final do vice-reinado. In: Cidades, Províncias, Estados. São Paulo: Hucitec, 2009. DOLHNIKOFF, Miriam. Representação na monarquia brasileira. In: Almanack Braziliense, n. 09, 2009. GÓMEZ, Alejandro E. Las revoluciones blanqueadoras: elites mulatas haitianas y pardos beneméritos venezolanos, y su aspiración a la igualdad, 1789-1812. In: Nuevo Mundo Mundos Nuevos, Coloquios, 2005, [En línea], Puesto en línea el 19 marzo 2005. URL : http://nuevomundo.revues.org/868. Consultado el 06 diciembre 2010. GREENE, Jack P. & MORGAN, Philip. Atlantic History: A critical appraisaal. Paperback, 2009. LARA, Silvia Hunold. Fragmentos setecentistas: escravidão, cultura e poder na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. MAIA, Iara de. Os designativos de cor no Império do Brasil: Mariana, 1824-1850. Dissertação (Mestrado em História). Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2012. MARQUESE, Rafael; BERBEL, Márcia Regina. A ausência da raça: escravidão, cidadania e ideologia pró-escravista nas Cortes de Lisboa e na Assembléia Constituinte do Rio de Janeiro (1821-1824). In: CHAVES, Cláudia Maria das Graças; SILVEIRA, Marco Antonio (orgs.). Território, conflito e identidade. Belo Horizonte, MG: Argvmentvm; Brasília, DF: CAPES, 2007. MARQUESE, Rafael; BERBEL, Márcia Regina; PARRON, Tâmis. Escravidão e política. Brasil e Cuba, c.1790-1850. São Paulo: Hucitec, 2010. MATTOS, Hebe. A escravidão moderna nos quadros do Império português: o Antigo Regime em perspectiva atlântica. In: FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs.). O Antigo Regime nos trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI – XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. ______. Escravidão e cidadania no Brasil Monárquico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Ed., 2000. QUINTERO, Inés. A independência da Venezuela: resultados políticos e alcances sociais. In: PAMPLONA, Marco A.; MADER, Maria Elisa (org.). Revoluções de independência e nacionalismos nas Américas: Nova Granada, Venezuela e Cuba. São Paulo: Paz e Terra, 2009. SABATO, Hilda. Soberania popular, cidadania e nação na América Hispânica: a experiência republicana do século XIX. In: Almanack Braziliense, n 09, maio 2009. SILVA, Luiz Geraldo. Afrodescendentes livres e libertos e igualdade política na América portuguesa. Mudança de status, escravidão e perspectiva atlântica (1750-1840). Almanack, p. 571-632, 2015. SLEMIAN, Andréa. Os canais de representação política nos primórdios do Império: apontamentos para um estudo da relação entre Estado e sociedade no Brasil (c.1822-1834). Revista Locus, v. 13, n.I, p. 34-51, 2007. _______. Seriam todos cidadãos? Os impasses na construção da cidadania nos primórdios do constitucionalismo no Brasil (1823-1824). In: JANCSÓ, István (org.). Independência: história e historiografia. São Paulo: Hucitec: Fapesp, 2005. _______. Sob o império das leis: Constituição e unidade nacional na formação do Brasil (1822-1834). São Paulo: Aderaldo & Rothschild: Fapesp, 2009. THIBAUD, Clément. Definiendo el sujeto de la soberania: repúblicas y guerra em la Nueva Granada y Venezuela, 1808-1820. In: CHUST, Manuel y MARCHENA, Juan (eds.). Las armas dela nación. Independencia y ciudadanía en Hispanoamérica (1750-1850). Iberoamericana, Madrid, 2007. VAINFAS, Ronaldo (org.). Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. Verbete: Constituição.
489 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) “Eu sou católico romano, mas não sou ultramontano, nem papista”: Pe. Diogo Antônio Feijó e o Catolicismo como Religião Civil Gustavo de Souza Oliveira; Igreja, Liberalismo, Ultramontanismo, Celibato clerical, Religião Civil Este artigo tem por objetivo analisar o projeto religioso defendido pelo Pe. Diogo Antônio Feijó. Suas atitudes políticas estavam na contramão dos interesses da Santa Sé, pois sugeriam uma Igreja que valorizasse a liberdade do individuo e o fim ao celibato clerical. Para este sacerdote, a Igreja deveria se adaptar as realidades locais, funcionando como apoio para o Estado. Em seus pronunciamentos posicionou-se contrário à centralidade papal e ao fim do celibato clerical. AMARAL, Pedro Ferraz do Feijó, paulista por mercê de Deus. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, V. 84, p. 9-18, 1989. NEVES, Guilherme Pereira das. A religião do império e a Igreja. In: GRINBERG, Keila; SALLES, Ricardo. O Brasil imperial 1808-1831. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2011. NOMURA, Miriam do Prado Giacchetto Maia. Os relatos de Daniel Kidder e a polêmica religiosa brasileira na primeira metade do século XIX. 2011. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, São Paulo, 2011. RICCI, Magda. Assombrações de um padre regente. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2001. ROMANO, Roberto. Brasil: Igreja contra Estado (crítica ao populismo católico). São Paulo: Kairós, 1979. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato Social. In:___Os pensadores. São Paulo: Nova cultura, 1987. SANTIROCCHI, Ítalo Domingos. Os ultramontanos no Brasil e o regalismo do segundo império (1840-1889). 2010. Tese (Doutorado) – Faculdade de História e bens culturais da Igreja da Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma, 2010. SILVA, Joelma Santos da. Por Mercê de Deus: Igreja e política na trajetória de Dom Marcos Antônio Sousa (1820-1842). 2012. Dissertação (Mestrado) – Centro de Ciências Humanasda UFMA, São Luís, 2012. SOUSA, Octavio Tarquino. Diogo Antônio Feijó (1784-1843). Rio de Janeiro: José Olympio, 1942. SOUZA, Françoise Jean de Oliveira. Do altar à tribuna. Os padres políticos na formação do Estado Nacional brasileiro (1823-1841). 2010. Tese (Doutorado) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, UERJ, Rio de Janeiro, 2010. WERNET, Augustin. A Igreja paulista no século XIX. A reforma de D. Antônio Joaquim de Melo (1851-1861). São Paulo: Ática, 1987.
490 caminhosdahistoria v. 24 n. 2 (2019) O homem e a natureza: boiadeiros e boiadas no Noroeste paulista Natalia Scarabeli Zancanari;Felipe Bastos Maranezi; Estrada Boiadeira, Peão de Boiadeiro, Modos de Vida, Natureza, São Paulo Este artigo busca expor parte da complexidade do conhecimento dos boiadeiros que conviviam com as diversas paisagens presentes pelos caminhos nos anos de 1915 a 1940. Desta maneira, analisamos a prática do manejo do gado, entendendo-a como inserida nas diversas paisagens relacionadas aos marcos referenciais. Indagamos ainda sobre os significados atribuídos à natureza no percurso das viagens, o que esta influenciava diretamente na definição de roteiros das comitivas, valorizando o conhecimento dos boiadeiros. Assim, buscou-se descrever o universo cultural do condutor e peão de boiadeiro dentro da estrutura e cotidiano de seu trabalho. Neste âmbito, a interpretação de dados bibliográficos proporcionou uma discussão sobre as adaptações no modo de vida desses sujeitos referente ao conhecimento adquirido nas viagens e sua influência deixada nos lugares por onde passavam. O estudo enfatiza a contribuição desses sujeitos não apenas na configuração social e econômica, mas também cultural da região do Noroeste paulista. AZEVEDO. Joaquim R. R. A conservação da paisagem como alternativa à criação de áreas protegidas: Um estudo de caso do Vale do Rio Negro na região do Pantanal-MS. São Paulo, 2002. Dissertação (Mestrado em Ciência Ambiental)-Universidade de São Paulo. CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo:Editora Ática, 12 ed, 2000. GOULART, José Alípio. Tropas e Tropeiros na Formação do Brasil. Rio de Janeiro. Editora: Conquista, 1961. JONES, Clarence F. A Fazenda Miranda em Mato Grosso. Revista Brasileira de Geografia. Sumário do número de julho-setembro de 1950. LEITE, Maria O. F. Comitiva de boiadeiros no Pantanal Sul-Mato Grossense: modo de vida e leitura da paisagem. São Paulo, 2010. Dissertação (Mestrado em Ciência Ambiental)- Universidade de São Paulo. MARTINS, Marcos L. História e Meio Ambiente. São Paulo: Annablume. Faculdades Pedro Leopoldo, 2007. MENESES, Ulpiano T. B. A paisagem como fator cultural. In: Yázigi, Eduardo (org.). Turismo e Paisagem. São Paulo: Contexto, 2002. MEYER, Mônica A. A. Ser-tão natureza: a natureza de Guimarães Rosa. Campinas, 1998.Tese (Doutorado em Ciências Sociais)- Instituto de Filosofia e Ciências Humanas daUniversidade Estadual de Campinas. MONBEIG, Pierre. Pioneiros e fazendeiros de São Paulo, São Paulo, Editora Polis 1984. ZILIANI, José Carlos. Colonização: Táticas e estratégias da Companhia de viação São Paulo Mato Grosso (1908-1960). Assis, 2010. Tese (Doutorado em História)-Faculdade de Ciências e Letras de Assis, Universidade Estadual Paulista.
492 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Apresentação Dossiê - Culturas Populares, Gênero e Diversidade Sexual: interfaces, tensões e subjetividades Daniel Reis;Fabiano Gontijo; Culturas populares, Gênero, Diversidade Sexual Apresentação do Dossiê - Culturas Populares, Gênero e Diversidade Sexual: interfaces, tensões e subjetividades.
493 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) A produção do gênero na/da cultura popular: problematizando um habitus de gênero junino Hayeska Costa Barroso; Festa junina, Espetacularização, Performatividade, Gênero Os festejos juninos, no Brasil, constituem um campo de práticas que envolvem questões culturais, políticas, sociais e econômicas. O modo como os sujeitos estruturam e são estruturados nesse cenário envolve não somente o lugar que ocupam e/ou a função que desempenham. Na maioria das abordagens sobre tradições, culturas populares e festas, a maneira como estes mesmos sujeitos constituem sua subjetividade e como esta afeta a própria configuração da festa, seu modos operandi, não tem sido a tônica predominante. Questões relativas ao gênero, à sexualidade, à raça/etnia e aos aspectos geracionais, contudo, atravessam as celebrações festivas e seus ritos de consagração coletivos. É mister, portanto, visibilizá-los, de modo a desvendar como se expressam no campo e quais os seus significados na teia de relações e disputas, materiais e simbólicas, que encerram. Assim, a presente pesquisa objetiva investigar as expressões e os códigos de gênero e sexualidades no campo da festa junina em Fortaleza-Ce. Metodologicamente falando, a quadrilha junina é aqui considerada o momento privilegiado em que se opera a observação destes aspectos, sobretudo a performatividade do gênero associada ao contínuo processo de espetacularização da festa. A premissa inicial é de que algumas festas e manifestações da cultura popular, a exemplo da festa junina, do carnaval, da festa do boi e do maracatu, são essencialmente generificadas a partir de um prisma heteronormativo; o que não impede a reedição de símbolos tradicionais sob os quais elas mesmas foram engendradas, sobretudo no que tange aos papeis sociais de gênero e à sexualidade, constituindo um habitus de gênero que, ora tensiona e subverte determinados padrões, ora ratifica-os. ALBUQUERQUE JUNIOR, Durval Muniz. Fragmentos do discurso cultural: por uma análise crítica do discurso sobre a cultura no Brasil. In: NUSSBAUMER, Gisele (org.) Teorias e políticas da cultura. Salvador: EDUFBA, 2007. ALVES, Elder Patrick Maia. A economia simbólica da cultura popular sertanejo-nordestina. Maceió: EDUFAL, 2011. AMARAL, Rita de Cássia de Melo Peixoto. Para uma antropologia da festa: questões metodológico-organizativas do campo festivo brasileiro. 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494 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Como ser transexual e/ou travesti num universo simbólico heterossocial? A “carreira bicha” na Favela da Rocinha, Rio de Janeiro Diego da Silva Santos;Sérgio Luiz Baptista; Carreira bicha, Travesti, Transexual, Favela, Gênero O presente trabalho reúne algumas das reflexões iniciais do projeto de mestrado desenvolvido e orientado pelos presentes autores no programa de pós-graduação em Políticas Públicas em Direitos Humanos da UFRJ. O objetivo do artigo é apresentar algumas considerações introdutórias que vão nortear a pesquisa de mestrado em curso. Nos debruçamos sobre os registros de atendimentos, fichas de entrevistas iniciais para entrada no programa ViraVida e registros do dia a dia de convivência com alunas travestis e transexuais do referido Programa, na Favela da Rocinha, atrelando-os à reflexões teóricas sobre Gênero, Sexualidade e Cisgeneridade/Transgeneridade/Heteronormatividade. É elencado que a Passabilidade e as normativas da vida na favela são pontos cruciais de análise para o tema em questão. A “Carreira Bicha” é um termo tomado emprestado a partir dos estudos de Howard Becker para compreender a trajetória de algumas/alguns jovens ao longo de sua estruturação subjetiva e performativa de gênero. ARAN, M. A transexualidade e a gramática normativa do sistema sexo-gênero. Rio de Janeiro: Ágora. v. 9, n. 1, p. 49-63, Junho de 2006. Disponível em: . Accesso em 22 Fev. 2016. BECKER, H. Outsiders: Estudos de sociologia do desvio. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. BENTO, B. A reinvenção do corpo: sexualidade e gênero na experiência transexual. Rio de Janeiro, Garamond, 2006. _________. O Que é a transexualidade? São Paulo: Brasiliense, 2008. _________. Transviad@s: gênero, sexualidade e direitos humanos / Berenice Bento. - Salvador: EDUFBA, 2017. BENTO, B.; PELÚCIO, L. Despatologização do gênero: a politização das identidades abjetas. 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495 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Maracatu nação em Pernambuco: raça, etnia e estratégias de enfrentamento ao racismo Lady Selma Ferreira Albernaz;Jailma Maria Oliveira; Raça, Gênero, Maracatu, Racismo, Movimento Negro Este trabalho trata dos sentidos e dos significados coletivos elaborados nos rituais de maracatu, especialmente focando as vestimentas, inicialmente elementos que retratam uma cultura negra e posteriormente, agregando-se referencias à África, remetendo mais claramente a etnização. O trabalho se ancora em trabalho de campo, realizado desde 2009. Analiticamente consideramos as dimensões de gênero e classe para pensar as questões raciais, e autores que tratam especificamente do racismo e seu enfrentamento no Brasil e nas Américas. Os resultados, com dimensões provisórias e sugestão de hipóteses interpretativas, sinalizam para uma continuidade na criação de uma cultura negra, que mesmo não sendo voltadas para o enfretamento ao racismo, é uma ancoragem da organização do movimento negro recente, o qual, por sua vez propicia e a ampliação do conhecimento sobre a África e a inclusão de referencias a este continente por meio das roupas em alguns grupos de maracatu que remetem mais claramente a etnização. ALBERNAZ, L. S. F.. “Homens que dançam: gênero, corpo, raça e travestilidade no maracatu”. In: VIEIRA, L. L.; RIOS, L. F.; QUEIROZ, T. N. (Orgs.). Gays, lésbicas e travesti em foco: diálogos sobre sociabilidade e acesso à educação e saúde. 1ed.Recife: EdUFPE, 2016, v. 1, p. 48-82. ALBERNAZ, L. S. F.; OLIVEIRA, J. “Sinfonia de tambores: comunicação e estilos musicais no maracatu nação de Pernambuco”. Revista Anthropológicas, v. 26, p. 75-102, 2015. 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496 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Mulheres e graffiti: experimentações etnográficas no coletivo “Freedas Crew” Thayanne Tavares Freitas; Graffiti, Mulheres artistas, Freedas Crew, Gênero, Brasil Este artigo faz parte da minha pesquisa de mestrado em Antropologia (PPGA-UFPA), que foi uma etnografia sobre as Freedas Crew, um coletivo de mulheres e uma pessoa trans que grafitam na cidade de Belém. Utilizo a experimentação como metodologia e ao me colocar como pesquisadora-aprendiz dialogo com conceitos que perpassam pelas técnicas do corpo e corpografia. Levando em consideração que o graffiti aqui abordado tem sua história vinculada ao movimento hip hop norte-americano, as vivências apresentadas estão inseridas em contextos periféricos, relações de gênero, regras de convivência e o uso de meios virtuais para difusão. É um texto que se propõe a problematizar como essas integrantes se articulam enquanto coletivo em relação a cena do graffiti paraense. BECKER, Howard. 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497 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) “Mulher na roda não é pra enfeitar”! A ginga feminista e as mudanças na tradição da Capoeira Angola Camila Maria Gomes Pinheiro; Mulher, Capoeira, Tradição, Mudança, Gênero Este trabalho apresenta um novo cenário na capoeira angola proporcionado pela participação e liderança das mulheres nos grupos. Trata-se de um fenômeno recente na história da capoeira angola: o feminismo angoleiro. Partindo de uma perspectiva feminista, pretendo apontar como os mecanismos utilizados nos discursos tradicionais que reproduzem condutas heteronormativas e classificações sexistas, estão sendo questionados e ressignificados. Para desenvolver a minha reflexão sobre esse novo cenário político apresento o grupo Nzinga de Capoeira Angola, fundado por uma mulher, mestra Janja, com sede na cidade de Salvador. Este grupo é referência para as redes de mulheres capoeiristas que estão se formando pelo mundo e desenhando uma ginga feminista. Neste aspecto, a participação das mulheres está associada à construção de outras narrativas com novos sujeitos políticos, reconstruindo as categorias “mulher” e “homem”, “feminilidade” e “masculinidade”, não como unidades homogêneas e isoladas. Nos Encontros de Mulheres Capoeiristas, busca-se observar novas formas de contestação e de denunciar as desigualdades de gênero presente na capoeira. No jogo da capoeira, as mulheres criam estratégias para enfrentar os obstáculos impostos por uma cultura patriarcal e hegemônica e aprendem a usar o corpo como uma arma política e de defesa pessoal para jogar na vida. ABIB, Pedro Rolpho Jungers. Capoeira Angola: cultura popular e o jogo dos saberes na roda. Campinas/SP: UNICAMP/CMU; Salvador: EDUFBA, 2004. ABREU, Frederico José de; CASTRO, Mauricio Barros de (Org.). Encontros Capoeira. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2009. ABREU, Frederico José de. O barracão do Mestre Waldemar. Salvador: Zabaratana, 2003. ARAÚJO, Rosângela Costa. 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498 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) As mulheres erveiras do Ver-O-Peso e os olhares patrimoniais Laura Carolina Vieira; Patrimônio cultural, Gênero, Ver-o-Peso, Erveiras, Essencialização O Complexo do Ver-o-Peso é maior feira atacadista e varejista do norte brasileiro. Situado em Belém, na capital do Estado do Pará, reúne variada biodiversidade amazônica, assim como costumes, práticas e saberes comuns a região. A partir da sua etnografia, em especial o Setor das Ervas, tradicional seção da feira, a pesquisa examina a inferência da qualidade patrimonial acerca da imagem das mulheres feirantes ali trabalhadoras – as erveiras. Apoiando-se na análise dos processos de patrimonialização e inventário dos elementos históricos, paisagísticos, arquitetônicos e culturais do Complexo do Ver-o-Peso, discute-se o valor do patrimônio e bem cultural como formas de destaque para o consumo turístico e de lazer da feira. As erveiras, associadas com os saberes tradicionais populares intrínsecos as suas atividades, são perspectivadas por discursos patrimoniais que percebem nelas potencial cultural atrativo para tais fins. Essas intenções apoiam-se no recorte de gênero, objetificação e exotização, causando essencializações das suas figuras, propiciando estigmas e desbotando suas agências e configurações como sujeitas cidadãs, comerciantes, profissionais e sabedoras. ARAÚJO, Alceu. Medicina rústica. Rio de Janeiro: Ed. Nacional. 1959. CARDOSO, Ana Cláudia Duarte. et al. Quando o projeto disfarça o plano: concepções de planejamento e suas metamorfoses em Belém (PA). Cadernos Metrópole, [s.l.], v. 18, n. 37, p.823-844, 2016. COSTA, I.; CORDOVIL, Daniela. Presença de Mulheres Benzedeiras nos Bairros de Belém a Partir de sua Circulação nas Feiras. In: Rodrigues, C. et al. (Org.). Mercados Populares em Belém: Produção de sociabilidades e identidades em espaço urbano. Belém: NAEA. v. 2. 2017. 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499 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Comida, memória social e o encontro de gerações: a retomada do saber-fazer de uma receita de família Daniel Oliveira; Comida, Família, Saber-fazer, Memória social, Piauí-Brasil Este artigo propõe analisar os acontecimentos relacionados a necessidade de revisitar a receita de um bolinho crocante conhecido em uma região do estado do Piauí com mirrado. A demanda por fazê-lo surgiu em razão de uma antiga amiga da minha família, que estava distante há muitos anos, manifestar a vontade de voltar a sentir o sabor dele, pois era algo bastante significativo das suas lembranças de adolescência. O evento proporcionou um encontro intergeracional de algumas mulheres da família, com o propósito de retomar um saber-fazer que a passagem do tempo havia deslocado para o plano das incertezas. As observações e narrativas aqui apresentadas são utilizadas como dados etnográficos que colocam em evidência como vínculos familiares lidam com processos de transformações que atingem práticas culturais e, por consequência, afetam a memória social. BARTH, Frederik. Cosmologies in the making. A generative approach to cultural variation in inner New Guinea. Cambridge. Cambridge University Press, 1987. BERLINER, David. Social Thought & Commentary: The Abuses of Memory: Reflections on the Memory Boom in Anthropology In. Anthropological Quarterly, Vol 78, N. 1, 2005, pp. 197-211. DUARTE, Luiz Fernando Dias. Horizontes do indivíduo e da ética no crepúsculo da família. In: RIBEIRO, I.; RIBEIRO, A. C. I. A família em processos contemporâneos: inovações culturais na sociedade brasileira. São Paulo: Loyla, 1994. ECKERT, Cornelia et al. Qual é a Antropologia do Parentesco e da Família no século XXI? Um diálogo franco e brasileiro com Martine Segalen. Horizontes Antropológicos. Porto Alegte: PPGAS/UFRGS, ano 7, n. 16, 2001. GEERTZ, Clifford. Do ponto de vista dos nativos: a natureza do entendimento antropológico. In: O saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa. Petropolis, RJ: Vozes,1997. GODOI, Emília Pietrafesa de, and AGUIAR, Vilênia V. Porto. Mulheres e territórios vividos em contextos rurais: um olhar sobre a política de desenvolvimento territorial. In: Cadernos Pagu, nº 52, 2018. GONÇALVES, J. R. S. A retórica da perda: os discursos do Patrimônio Cultural no Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ, 2002. HERNÁNDEZ, Jesús C. Patrimônio e globalização: o caso das culturas alimentares. In CANESQUI, A. M., and GARCIA, R.W. D., (orgs). Antropologia e nutrição: um diálogo possível [online]. Rio de Janeiro: Editroa Fio Cruz, 2005. HOBSBAWM, E.; RANGER, T. (Org.). A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997. IPHAN. Dossiê – Produção artesanal e práticas socioculturais associadas à cajuína no Piauí, 2014. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Dossie_cajuina_piaui.pdf LABURTHE-TOLRA, Phelippe; WARNIER, Jean-Pierre. Etnologia – Antropologia. Petrópolis: Vozes, 1997. NORA, Pierre. Entre Memória e História: a problemática dos lugares. In: Projeto História: Revista de Estudos Pós-Graduados em História e do Departamento de História da PUC-SP. São Paulo: PUC-SP, 1981. ROMANELLI, G. O significado da alimentação na família: uma visão antropológica. Medicina (Ribeirão Preto), p. 333-339, 2006. VELHO, Gilberto. Memória, identidade e projeto. Projeto e metamorfose: antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. WOORTMANN, Ellen. A comida como linguagem. Habitus. Goiânia, v. 11, n.1, p. 5-17, jan./jun. 2013.
500 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Mestra, Tia, Dona: mulheres carimbozeiras nas políticas públicas de cultura Paula Pflüger Zanardi; Carimbó, Gênero, Cultura popular, Saberes tradicionais Este texto tem por objetivo pensar sobre as representações de gênero nas culturas populares e as políticas públicas de cultura, a partir de uma experiência enquanto gestora do patrimônio cultural, tendo como foco específico o carimbó e a pesquisa de campo para o Programa Sala do Artista Popular, do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. Enfoco aqui as trajetórias e atuações de mulheres que entrevistamos durante a pesquisa e de outras mulheres fundamentais para este estudo, embora não entrevistadas, estiveram diretamente vinculadas ao contexto de produção da pesquisa. Para esta análise, dividi essas mulheres em dois grupos: o das costureiras das indumentárias do carimbó e o das coordenadoras dos grupos de carimbó. Este artigo traz um relato de como a pesquisa foi construída e procura entender, a partir das histórias dessas mulheres, o lugar que ocupam na execução de políticas de salvaguarda para o carimbó. ANTUNES, Leda. Nós somos resistência feminina, dizem integrantes do primeiro grupo de carimbó formado só por mulheres. [reportagem]. O Globo, 2019. Disponível em: https://oglobo.globo.com/celina/nos-somos-resistencia-feminina-dizem-integrantes-do-primeiro-grupo-de-carimbo-formado-so-por-mulheres-23953980. Acesso em: 9 mai. 2020. BAÍA, Luiz C. Sala do Artista Popular: Tradição, identidade e mercado. Dissertação de mestrado em Museologia e Patrimônio. Rio de Janeiro, UNIRIO/PPG-PMUS, 2008. BOGÉA, Eliana. A cultura no Brasil pós-2003, um norte: Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro. V Seminário Internacional ‘Políticas Culturais’. Setor de Políticas Culturais, Fundação Casa de Ruy Barbosa, Rio de Janeiro, 2014. GRIPP, Maria. A experiência da sala do artista popular (SAP): engajamentos e encaixes de uma política pública de cultura. Dissertação de Mestrado. RJ: UFF, 2019. GROSSI, Miriam Pillar. Identidade de Gênero e Sexualidade. Antropologia em Primeira Mão, n. 24, Florianópolis, PPGAS/UFSC, 1998. IPHAN. Inventário Nacional de Referências Culturais – Carimbó. Dossiê. Belém: Iphan, 2013. IPHAN. Plano de Salvaguarda da Roda de Capoeira e do Ofício de Mestre de Capoeira no Pará. Belém: Iphan, 2018. [no prelo] IPHAN. Plano de Salvaguarda do Carimbó. Belém: Iphan, 2019. [no prelo] LAGO, Jorgete Maria Portal. Mestras da cultura popular em Belém-PA: a importância da mulher na manutenção e divulgação da cultura popular. 18º Redor, UFRP, 2014. MENDES, Lorena Alves. “Nós Queremos”: O carimbó e sua campanha pelo título de Patrimônio Cultural Brasileiro. Dissertação (Mestrado) – Iphan, Rio de Janeiro, 2015. MENDES, Roberta. Feminino pau e corda na Amazônia: fotoetnografia das sereias tocadoras de carimbó de Vila Silva. XV ENECULT, Salvador, 2019. MENDES, Sérgio P.C. Patrimônio Cultural e o Mercado de Arte Popular: a institucionalização da Sala do Artista Popular. Tese. Campinas, São Paulo, 2016. 263 p. MUNIAGURRIA, Lorena Avellar de. Música, ativismo, e política patrimonial no Brasil contemporâneo. Anais do X Seminário Internacional de Políticas Culturais. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Ruy Barbosa, 2019. POUGY, Elizabeth. Programa Sala do Artista Popular. In: II Seminário de Investigación em Museología de los países de lengua portuguesa y española, ICOM, Buenos Aires, Argentina, 2011. REIS, Daniel. Pau, corda, cores e (re)invenções: instrumentos e artesanatos do carimbó. Sala do Artista popular. Catálogo de exposição. Rio de Janeiro: Iphan, 2019. __________. Programa Sala do Artista Popular: um espaço de encontros, trocas e democratização de culturas. In: e-cadernos CES [Online], n. 30, 2018. LINS, Eugênio. A. [et al.]. Mestres artífices: Bahia. Brasília, DF: Iphan; Salvador: UFBA, 2017. (Cadernos de Memória n. 4) ZANARDI, Paula Pflüger. Narrativas visuais sobre o patrimônio cultural: os cortadores de pedra na Chapada Diamantina. Dissertação (Mestrado) – Iphan, Rio de Janeiro, 2017.
501 caminhosdahistoria v. 24 n. 1 (2019) Mestras da cultura popular em Belém-PA: a importância da mulher na manutenção e divulgação da cultura popular Jorgete Maria Portal Lago; Cultura popular, Mestras, Saberes tradicionais, Protagonismo feminino, Belém O presente artigo tem como objetivo provocar a reflexão sobre a invisibilidade de mulheres e sua participação nas manifestações da cultura popular. Neste caso temos como recorte as atividades de Mestras que atuam na cidade de Belém-PA. Para tal reflexão, abordaremos temas sobre classe, gênero e raça fundamentados nos estudos de Scott (1989), Anzaldúa (2000), Haraway (1995), Carneiro (2011) e Curiel (2007). A partir da coleta de dados nas secretarias de cultura estadual e municipal verificamos um percentual de 55,7% de grupos liderados por mulheres nas mais diversas manifestações tais como: Quadrilhas Juninas, Pastorinhas, Pássaro Junino, Cordão de Pássaro e Bicho e Boi-bumbá. Apesar deste número significativo de mulheres na liderança de grupos, o reconhecimento de seu protagonismo ainda não tem merecido destaque, seja pelos órgãos públicos, academia e sociedade em geral. No campo de estudos da Cultura Popular no Brasil as mulheres também têm sido invisibilizadas como protagonistas. Acreditamos que este artigo contribua para uma nova perspectiva nesta área de estudo que é de (re) pensar o papel da mulher na produção, transmissão e divulgação das manifestações populares seja para sua comunidade como para a sociedade em geral. BENTO, Maria Aparecida. Branqueamento e branquitude no Brasil. In: CARONE, Iray e BENTO, Maria Aparecida (orgs). Psicologia Social do racismo – estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil. Petropólis, RJ: Vozes, 2002, p. 25-58. CARDOSO, Claudia Pons. Outras falas: feminismos na perspectiva das mulheres negras brasileiras. Salvador. 2012. 383f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo- Universidade Federal da Bahia, 2012 CURIEL, Ochy. Crítica poscolonial desde lasprácticas políticas del feminismo antirracistas. Nómadas. Colômbia, n.26, 2007. P.92-101. HARAWAY, Donna. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu. São Paulo, n. 5, 1995, p. 07-41. SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil para a análise histórica. Disponível em www.observem.com. SEGATO, Rita. Raça é signo. Série Antropologia. Brasília, n. 372, 2005, p.02-16.. WERNECK, Jurema Pinto. O samba segundo as Ialodês: mulheres negras e a cultura midiática. Rio de Janeiro, 2007. 318f. Tese (Doutorado) – Escola de Comunicação. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2007
503 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Impasses e perspectivas da inscrição testemunhal na historiografia brasileira da ditadura Nashla Dahás; Memória, História, Ditadura, História Oral, Testemunho Desde os anos 2000, a história oral, a memória e o testemunho vêm adquirindo maior espaço na historiografia brasileira da última ditadura, e contribuindo para a aproximação tensa e conflituosa deste campo com o espaço público, suas disputas políticas e processos de circulação e identificação cultural. O objetivo deste artigo é identificar e discutir os sentidos da memória nas produções historiográficas da ditadura nas duas últimas décadas trabalhando com a historiografia enquanto produtora de memória em estreita relação com o espaço público. Destacamos diferentes abordagens do chamado “dever de memória” em suas relações com as políticas públicas de memória no Brasil, os desdobramentos da consolidação da história do tempo presente para as relações entre história e memória, e os dissensos historiográficos a respeito das memórias revolucionárias e dos usos de categorias como trauma e frustração. ARAÚJO, Maria Paula. A Utopia fragmentada: as novas esquerdas no Brasil e no mundo na década de 1970. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2000. AVELAR, Alexandre de Sá. Rumo à indisciplinarização? Tempo histórico e a historiografia recente sobre o período militar. Disponível em https://www.academia.edu/19973700/Rumo_%C3%A0_indisciplinariza%C3%A7%C3%A3o_Tempo_hist%C3%B3rico_e_a_historiografia_recente_sobre_o_per%C3%ADodo_militar (s-d) Acesso em 5 de maio de 2020. BAUER, Caroline. “Quanta verdade o Brasil suportará? Uma análise das políticas de memória e de reparação implementadas no Brasil em relação à ditadura civil-militar”. 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504 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Memória, história e tempo: as tramas do mundo contemporâneo Gustavo Castanheira Borges de Oliveira; Memória, Modernidade, Arquivo, História, Tempo O presente texto se dedica a analisar as relações entre memória, história e tempo a partir da segunda metade do século XX, tomando como base a sociedade ocidental de modo geral. Para tal, o texto se estrutura da seguinte maneira: primeiramente, abordamos a temporalidade típica da modernidade, caracterizada pelo progresso, pela “aceleração do tempo” e pelas utopias; em seguida, analisamos a temporalidade surgida a partir da década de 1950, marcada, entre outras coisas, pelo boom da memória e das práticas de preservação; por fim, analisamos a relação da memória com a vertiginosa evolução tecnológica das últimas duas décadas, especialmente no que se refere à capacidade de gerar e arquivar uma infinidade de dados e informações. ASSMANN, Aleida. Transformations of the Modern Time Regime. In: LORENZ, Chris; BEVERNAGE, Berber (orgs). Breaking up time: Negotiating the Borders between Present, Past and Future. Göttingen: Vandenhoeck and Ruprecht, 2013. BORGES, José Luis. Funes o memorioso. In: Obras Completas I (1923-1949). Rio de Janeiro: Ed. Globo, 1999, p.516-523; p.539-546. HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Edições Vértice, 1990 HARTOG, François. Regimes de historicidade. Presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte, MG: Autêntica Editora, 2014. _______. Tempo, história e a escrita da história: a ordem do tempo. Revista de História, n. 148, p. 09 – 34, 2003. KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado. Contribuições à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto; Ed. PUC-Rio, 2006. _______. Estratos do tempo: estudos sobre História. Rio de Janeiro: Contraponto; Ed. PUC-Rio, 2014. LÜBBE, Hermann. Esquecimento e Historicização da memória. Estud. hist. (Rio J.), Rio de Janeiro, v. 29, n. 57, p. 285-300, abr. 2016. NORA, Pierre. Entre história e memória: a problemática dos lugares. Projeto História, n. 10, p. 7-28, dez. 1993. OLIVEIRA, G. C. B. DE. Musealização: passado, presente, futuro e produção de presença. Revista Espaço Acadêmico, v. 17, n. 193, p. 48-59, 2017.
505 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) O “mal de Alzheimer nacional”: algumas reflexões sobre os usos políticos do passado e o ensino de história Vera Lúcia Silva Vieira;Radamés Vieira Nunes; Memória, Temas sensíveis, Temporalidades, Ensino de História, Ética O objetivo é trazer à lume algumas reflexões sobre as relações entre presente e passado, memória e história, pensando os caminhos da prática historiográfica e o ensino de história frente aos recorrentes usos políticos do passado e aos ataques e demandas negacionistas na contemporaneidade brasileira. Contrapondo as múltiplas violências visíveis e in(visíveis) na sociedade, destacamos a força da literatura e a dimensão ética, sensível, política e estética da historiografia e do ensino de história como possibilidades de constituição de um repertório mais humano e ético numa cultura marcada por tradições autoritárias e pela violência, negação e apagamento dos rastros dessa mesma violência. ALBUQUERQUE JR, Durval Muniz. As sombras brancas: trauma, esquecimento e usos do passado. In: VARELLA, Flávia. et al. Tempo presente & usos do passado. Rio de Janeiro: FGV, 2012. ALBUQUERQUE JR, Durval Muniz de. Fazer defeitos nas memórias: para que servem o ensino e a escrita da história?. In: GONÇALVES, Márcia de Almeida. [et al.] (organizadoras). Qual o valor da história hoje? Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012, p. 21-39. ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. Trad. José Rubens Siqueira. São Paulo: Cia das Letras, 1999. BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história. In: O anjo da história: Walter Benjamin. Organização e tradução. João Barrento. Belo Horizonte: Autêntica. 2012. BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Não Verás País Nenhum. 15ª ed. São Paulo: Global, 1988. BAUER, Carolina Silveira. Como será o passado?: História, Historiadores e a Comissão Nacional da Verdade. 1ed. Jundiaí, SP: Paco, 2017. p.7-12. CAMILOTTI, Virgínia Célia; NAXARA, Márcia R. Capelari. 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506 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Conjunto São Miguel: uma história de luta pelo direito à cidade (1978-1980) Angerlânia da Costa Barros; Periferia, Conjunto Habitacional, Resistência, Ceará, Brasil O artigo reflete sobre o movimento de resistência à remoção pelos habitantes da antiga favela José Bastos, em Fortaleza, entre 1978 e 1980, a partir de um confronto entre a “história oficial” e propagandística advinda dos documentos administrativos do município e das publicações dos jornais O Povo e Correio do Ceará e a memória dos sujeitos diretamente envolvidos e alvo do Programa Integrado de desfavelamento. O objetivo foi perceber como o governo se utilizou dos meios de comunicação (e da tendência favorável à “remoção” dos produtores destes meios) para construir uma imagem positiva do desfavelamento e como este controle da opinião pública incidiu sobre a memória coletiva, inclusive a dos excluídos socioespacialmente, de modo que eles se reconhecem como beneficiados. O objetivo é analisar as razões que os motivaram a resistir e conhecer alguns dos sujeitos emblemáticos deste episódio de reivindicação e luta pela permanência na área e, sobretudo, pelo direito à moradia. AINDA a favela da José Bastos: Fundação denuncia movimento nocivo. O Povo, Fortaleza, 29 dez. 1978. Caderno A, p. 9. ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e oposição no Brasil (1964-1984). 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985. BARREIRA, Irlys Alencar Firmo. O reverso das vitrines: conflitos urbanos e cultura política em construção. Rio de Janeiro: Rio Fundo Editora, 1992. BESERRA, Bernadete de L. Ramos. Movimentos sociais no campo do Ceará (1950-1990). Fortaleza: Imprensa Universitária, 2015. BONDUKI, Nabil Georges. Origens da habitação social: Arquitetura moderna, Lei do Inquilinato e difusão da casa própria. São Paulo: Estação Liberdade: FAPESP, 1998. BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembranças dos velhos. 3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. BRAGA, Elza Maria Franco. Os labirintos da habitação popular: conjunturas, programas e atores. Fortaleza: Fundação Demócrito Rocha, 1995. CINCO mil favelados enxotados da José Bastos. O Povo, Fortaleza, 15 dez. 1978. Caderno A, p. 16. CONFLITO na José Bastos: favelados contra polícia. Correio do Ceará, Fortaleza, 27 dez. 1978. Caderno A, p. 1. CONTINUAM os despejos na favela da J. Bastos. O Povo, Fortaleza, 19 dez. 1978. Caderno A, p. 16. DOM Aloísio vai ao conjunto e pede união. O Povo, Fortaleza, 14 mai. 1979. Caderno A, p. 6. FAVELA da José Bastos: será pedido novo prazo. O Povo, Fortaleza, 06 fev. 1979. Caderno A, p. 12. FAVELA José Bastos vive momentos de grande tensão. O Povo, Fortaleza, 23 abr. 1979. Caderno A, p. 16. FAVELA da José Bastos: moradores pedem socorro. O Povo, Fortaleza, 22 dez. 1978. Caderno A, p. 16. FAVELADOS da José Bastos terão mais sessenta dias. O Povo, Fortaleza, 16 dez. 1978. Caderno A, p. 13. FAVELAS. O Povo, Fortaleza, 12 out. 1978. Caderno A, p. 3. FIM ou começo de um drama de quatro meses? O Povo, Fortaleza, 22 abr. 1979. Caderno A, p. 24. FUNDAÇÃO remove favelados para o Conjunto Palmeiras. Correio do Ceará, 28 out. 1978. Caderno A, p. 3. GOHN, Maria da Glória. Movimentos sociais na contemporaneidade. In: Revista Brasileira de Educação. Rio de Janeiro, v. 16, n. 47, mai-ago. 2011. p. 333-361. GONÇALVES, J. Ocupar e resistir: problemas de habitação no centro pós-moderno (SP). Dissertação (Mestrado em Geografia), Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. HOJE o dia D da favela José Bastos. O Povo, Fortaleza, 24 abr. 1979. Caderno A, p. 1. JUIZ da mais 60 dias aos favelados da José Bastos. O Povo, Fortaleza, 20 fev. 1979. Caderno A, p. 5. MONTENEGRO, Antonio Torres. História oral e memória: a cultura popular revisitada. 3. ed. São Paulo: Contexto, 1994. MORADOR da favela agredido por vigia. O Povo, Fortaleza, 12 jan. 1979. Caderno A, p. 8. MORADORES da José Bastos denunciam perseguições. O Povo, Fortaleza, 14 fev. 1979. Caderno A, p. 16. RECUSADO o terreno do Frifort. O Povo, Fortaleza, 24 abr. 1979. Caderno A, p. 16. REIS, José Roberto Franco. O coração do Brasil bate nas ruas: a luta pela redemocratização do país In: PONTE, Carlos Fidélis; FALLEIROS, Ialê (orgs). Na corda bamba de sombrinha: a saúde no fio da história. Rio de Janeiro: Fiocruz/COC; Fiocruz/EPSJV, 2010. REPRESSÃO aos favelados da Avenida José Bastos. O Povo, Fortaleza, 17 dez. 1978. Caderno A, p. 38. TELES, Vera da Silva. Anos 70: experiências, práticas e espaços políticos. In: KOWARICK, Lúcio (org.). As lutas sociais e a cidade. São Paulo: Paz e Terra, 1988. TERRORISMO contra os favelados da J. Bastos. O Povo, Fortaleza, 09 jan. 1979. Caderno A, p. 19. THOMSON, Alistair. Recompondo a memória: questões sobre a relação entre a história oral e as memórias. Revista Projeto História. São Paulo, nº 15, 1997. p. 51-84. TIROTEIO com dois baleados na favela da José Bastos. O Povo, Fortaleza, 27 dez 1978. Caderno A, p. 12.
507 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Saberes populares, políticas culturais e participação social: duas experiências brasileiras Daniel Roberto dos Reis Silva;Edilberto José de Macedo Fonseca;Laíze Soares Guazina; Políticas culturais, Metodologias participativas, Sala do artista popular, Ponto de cultura, Januária Nos últimos anos é notório o crescente número de projetos e iniciativas norteados por metodologias participativas e/ou colaborativas no Brasil, ligados a diferentes instituições, como universidades, museus, centros de pesquisa e de fomento às políticas públicas e recorrentemente voltados para comunidades periféricas e/ou tradicionais, pautados por discursos afirmativos, democratização de saberes e reconhecimento da diversidade cultural. No intuito de balizar o debate e expor alguns argumentos sobre este campo, propomos refletir de modo mais detalhado sobre algumas iniciativas desenvolvidas a partir dos anos 1980 na cidade de Januária (MG), voltadas ao campo do artesanal e paisagem sonora ditos tradicionais. Num momento em que se identifica um constante assédio em torno dos ditos “saberes populares”, parece-nos oportuno propor uma reflexão sobre os possíveis alcances destas práticas e os justos sentidos de protagonismo que de fato almejam. ARAÚJO, S. Características e papéis dos acervos etnomusicológicos em perspectiva histórica. In: ARAÚJO, S.; PAZ, G.; CAMBRIA, V. (Orgs.) Música em debate. Rio de Janeiro: Mauad X: FAPERJ, 2008. BAÍA, Luiz C. Sala do Artista Popular: Tradição, identidade e mercado. Dissertação de mestrado em Museologia e Patrimônio. Rio de Janeiro, UNIRIO/PPG-PMUS, 2008. BOURDIEU, Pierre. O mercado dos bens simbólicos. In: A economia das trocas simbólicas. (org. Sérgio Miceli). 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508 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Da introdução ao apego: os primeiros lances do futebol no estado do Rio de Janeiro (1910-1930) Agnaldo Kupper; Futebol, Brasil, Patrocínios, Benefícios, Dividendos Necessário entender como se processou e processa a apropriação do futebol entre os que dele fizeram e fazem um meio para atender a objetivos pessoais, familiares e de grupos. Não se pode negar que, particularmente no Brasil, a prática futebolística está inserida nas relações sociais e, como tal, sujeita a novas participações, a novos sentidos e significados. Desta forma, é parte integrante das mudanças engendradas pelo processo histórico do país. Caso do Estado do Rio de Janeiro que, nas primeiras décadas do século XX assistiu a uma assustadora proliferação de clubes de futebol, a princípio restrito a indivíduos privilegiados socialmente. Os benefícios dados para a estruturação e manutenção de diversas agremiações deixaram legados sentidos nos dias contemporâneos. A documentação obtida nos arquivos dos clubes - tal como cartas, relatórios, atas, circulares e estatutos - atesta investimentos de empresas em práticas esportivas como o futebol. Criados por trabalhadores, muitos desses clubes buscaram apoio para suas atividades junto às direções patronais, apoio este material e financeiro, como cessão de terreno para estruturação de campo e sede, material de jogo, aluguéis, uniformes, deslocamentos dos praticantes, bolas, entre outros. Não sem intenções. Daí a importância da análise de documentos empresariais. A GAZETA DE NOTÍCIAS, Rio de Janeiro, 20 abr. 1906. AQUINO, Rubim Santos Leão. Futebol, uma paixão nacional. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. BOURDIEU, Pierre. Sobre a televisão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. CARONE, Edgard. Introdução ao estudo do movimento operário no Brasil – 1877-1944: ensaios de opinião. São Paulo: [s. n.], 1979. COELHO NETO, Paulo. O fluminense na intimidade. Rio de Janeiro: Fluminense Football Club, 1969. ETCHEGARAY, Victor. O papel do Fluminense no advento dos esportes terrestres no Rio de Janeiro. Fluminense Football Club, Rio de Janeiro, n. 40, 17 jun. 1932. HERSCHMANN, Micael; LERNER, Kátia. Lance de sorte: o futebol e o jogo do bicho na Belle Époque. Rio de Janeiro: Diadorim, 1992. MALAIA, João Manuel. O futebol na cidade do Rio de Janeiro: microcosmo dos mecanismos de poder e exclusão no processo de urbanização das cidades brasileiras (1901-1933)”. In: Encontro Regional de História: poder, violência e exclusão, 19, 2008, São Paulo. Anais [...]. São Paulo: ANPUH/SP – USP, 2008. NEEDELL, Jeffrey D. Belle époque tropical. São Paulo: Cia Das Letras, 1993. MARIVOET, Salomé. Inclusão social no e pelo desporto: um desafio do século XXI. In: PINTO, Paulo Mendes (coord.). Olímpico: os jogos num percurso de valores e de significados. Porto: Edições Afrontamento, 2013. p. 91-98. PEREIRA, Leonardo Footballmania: uma história social do futebol no Rio de Janeiro, 1902-1938. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. _______. As barricadas da saúde: vacina e protesto popular no Rio de Janeiro na Primeira República. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2002. PINTO, Antônio Carlos Pereira. Quem quebrou a casa de meu pai. Rio de Janeiro: Editora Comunità, 1984. PINTO, Jorge Renato Pereira. O ciclo do açúcar em Campos. Campos: Ed. do Autor, 1995. ROCHA, José da Silva. Clube de Regatas Vasco da Gama: histórico. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica Editora, 1975. SANTANA, André Santos. O sucesso na região de Campos. 1984. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1984. SHIRTS, Matthew. Futebol no Brasil ou football in Brasil. In: SEBE, José; WITTER, José S. (org.). Futebol e cultura: coletânea de dados. São Paulo: Convênio IMESP/DAESP, 1982.
509 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Do sucesso ao esgotamento: a política econômica do governo de Salvador Allende Paulo Fernando Lara Pereira de Araujo; Chile, Salvador Allende, Socialismo, Economia, Nacionalização Este artigo tem por objetivo apresentar ao leitor o processo de transformação econômica iniciado pelo governo de Salvador Allende que tinha o intuito de implementar as bases para a construção de uma sociedade socialista no Chile. O projeto da esquerda chilena, conhecido como a ‘via chilena’ para o Socialismo, consistia em conduzir o país pacificamente ao socialismo através da democracia, do pluralismo e da liberdade, conquistando o poder através da via eleitoral. Ao longo do nosso texto, abordaremos tanto as medidas de expansão do Estado na economia, seja através da nacionalização do cobre, das estatizações dos bancos e das indústrias e da reforma agrária, como também apresentaremos os reflexos negativos das políticas estatistas e de reativação da economia que começaram a ser sentidas ao final do primeiro ano de governo, resultando em inflação, desabastecimento, mercado negro e polarização política cada vez maior entre os defensores do governo e os setores da direita chilena. AGGIO, Alberto. Democracia e Socialismo – A experiência chilena. São Paulo: Editora Unesp, 1993. ALTAMIRANO, Carlos. Dialética de uma derrota. Chile 1970-1973. São Paulo: Brasiliense, 1979. ANGELL, Alan. Chile, 1958 - c. 1990. In: BETHELL, Leslie (Org.). História da América Latina: A América Latina após 1930: México, América Central, Caribe e Repúblicas Andinas. São Paulo: Edusp, 2015. BITAR, Sergio. Transição, Socialismo e Democracia. Chile com Allende. São Paulo: Paz e Terra, 1989. BORGES, Elisa de Campos. !Con la UP ahora somos Gobierno! A experiência dos Cordones Industriales no Chile de Allende. Tese de doutorado – Universidade Federal Fluminense. Niterói, 2011. CURY, Marcia Carolina Oliveira. O Protagonismo Popular: Experiências de Classe e Movimentos Sociais na construção do socialismo chileno. Tese de doutoramento. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – UNICAMP, 2013. GARCÉS, Joan. Allende e as armas da política. São Paulo: Editorial Scritta, 1993. MARTNER, Gonzalo. El pensamiento económico del Gobierno de Allende. Santiago de Chile: Editorial Universitaria, 1971. MELLER, Patricio. Un siglo de economia política chilena (1890 – 1990). Santiago de Chile: Andrés Bello, 2002. MONIZ BANDEIRA, Luiz Alberto. Fórmula para o caos. A derrubada de Salvador Allende 1970-1973. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. SUTULOV, Alexander. El cobre chileno. Santiago de Chile: Corporación del cobre, 1975. VALENZUELA, Arturo. El quiebre de la democracia en Chile. Santiago de Chile: FLACSO, 1978. WINN, Peter. A Revolução Chilena. São Paulo: Editora Unesp, 2010.
510 caminhosdahistoria v. 23 n. 2 (2018) Mulheres na medicina em Montes Claros-MG: repercussões de gênero na trajetória profissional Vera Lucia Mendes Trabbold;Maria Ivanilde Pereira Santos;Regina Célia Lima Caleiro;Marise Fagundes Silveira;Victória Spínola Duarte de Oliveira;Mariana Ribeiro Cavalcante; Educação médica, Mulheres, Relações de gênero, Feminização, Equidade Esse estudo enfoca a parte qualitativa de uma pesquisa quanti-qualitativa, cujo objetivo é o de conhecer a trajetória profissional de algumas mulheres médicas da cidade de Montes Claros (MG). Foram entrevistadas quatro médicas com mais de trinta anos de formadas e que atuaram na cidade. Optou-se pela análise de narrativas, sendo a entrevista o instrumento de pesquisa. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, parecer no 1.501.700/2016. Constatou-se que além do pioneirismo que abriu espaço para as mulheres na profissão médica, as entrevistadas deram importantes contribuições profissionais para a sociedade montesclarense. Porém, por adentrarem em um campo profissional hegemonicamente masculino, enfrentaram questões relativas ao sexismo vigente na sociedade e que era reproduzido na cultura médica. Isso fez com que tivessem que superar vários desafios como a luta pela entrada e permanência na medicina; o enfrentamento da discriminação de classe social e étnico-racial; seus esforços para comprovar a competência profissional e para superar as dificuldades de conciliação entre a vida pessoal e o desempenho profissional. Tais achados apontam para a necessidade de as instituições médicas, de ensino e de formação, promoverem o desenvolvimento de uma cultura médica com equidade de gênero e étnico-racial. ARAÚJO, M F. Diferença e igualdade nas relações de gênero. Psic. clin., Rio de Janeiro, v.17, n.2, p.41 – 52, 2005. 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512 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) Os conflitos entre a lei igualitária de herança e as normas costumeiras em Guarapiranga (MG) – 1715 a 1820 Débora Cristina Alves; Herança, Sucessão, Normas costumeiras, Ascensão social, Preservação do patrimônio O presente trabalho tem como intuito analisar as diferentes estratégias e métodos empregados pelas famílias de elite na região de Guarapiranga para manterem e perpetuarem seus bens materiais e imateriais. Por intermédio de inventários post-mortem, processos matrimoniais, cartas patentes do Arquivo Histórico Ultramarino e documentos do Arquivo da Torre do Tombo, a pesquisa se ateve a analisar uma família em específico que residiu na região, os Pinto Alves, no período entre 1715 a 1820, a fim de examinar os mecanismos de ascensão e preservação das posses ao longo de gerações. Para tanto, observamos as leis igualitárias de herança e sucessão definidas tanto para Portugal quanto para o Brasil e as leis costumeiras empregadas pelos indivíduos e suas famílias para que os bens, principalmente posses de terras, não fossem dissipados ao longo das gerações pela divisão do espólio. Práticas como “vendas fantásticas”, venda de meação e de posses a um único herdeiro foram alguns dos métodos utilizados para burlar as leis portuguesas que impuseram a igualdade do patrimônio entre os herdeiros. ALMEIDA, Carla Maria Carvalho de. Ricos e Pobres em Minas Gerais: produção e hierarquização social no mundo colonial, 1750-1822. Belo Horizonte, MG: Argvmentvm, 2010. ALMEIDA, Carla M.C. As vendas fantásticas dos homens ricos das Minas: estratégias de preservação do patrimônio familiar no século XVIII. In: LIBBY, Douglas Cole; MENESES, José Newton Coelho; FURTADO, Júnia Ferreira; FRANK, Zephyr, L.. (Org.). 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513 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) Parcialidade e ambiguidade da justiça no século XIX: a violência no sistema escravista norte-mineiro Alysson Luiz Freitas;Yanna Beatriz Pereira Alves; Justiça, Escravos, Parcialidade, Montes Claros, Século XIX O presente artigo analisa a atuação da justiça no século XIX tomando como pano de fundo a ordem escravocrata e as aspirações modernizantes do estado Imperial. Utiliza especialmente como fontes processos-crime da cidade de Montes Claros, sede da Comarca da região norte de Minas Gerais. BATISTA, Dimas José. A administração da justiça e o controle da criminalidade no médio sertão do São Francisco, 1830-1880. Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade de São Paulo, 2006. BOTELHO, Tarcísio Rodrigues. Famílias e Escravarias: demografia e família escrava no Norte de Minas Gerais no Século XIX. Dissertação (Mestrado em História), Programa de Pós-Graduação em História, Universidade de São Paulo, 1994. BRITO, Gy Reis Gomes de. Montes Claros: da construção ao progresso – 1917-1926. Montes Claros: Unimontes, 2006. FLORY, Thomas. El juez de paz y el jurado en el Brasil imperial. México: FCE, 1986. GRINBERG, Keila. Verbete: In: VAINFAS, Ronaldo (org.). Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. IVO, Isnara Pereira. A tragédia do tamanduá: um estudo de caso de poder local e de mandonismo no sertão da Bahia (1840-1895). Dissertação (Mestrado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Minas Gerais, 1998. JESUS, Alysson Luiz Freitas de. No sertão das Minas: escravidão, violência e liberdade – 1830-1888. São Paulo: Annablume, 2007. JESUS, Alysson Luiz Freitas de. Cotidiano e poder nas relações sociais escravistas e pós-escravidão: o sertão das Minas entre 1850 e 1915. Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade de São Paulo, 2011. LARA, Sílvia Hunold. MENDONÇA, Joseli Maria Nunes (orgs.). Direitos e justiças no Brasil: ensaios de História Social. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2006. SALVADOR, Frei Vicente do. História do Brasil (1627). 5. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1965. THOMPSON, Edward P. Senhores e caçadores: a origem da Lei Negra. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. VELLASCO, Ivan de Andrade. As seduções da ordem: violência, criminalidade e administração da justiça – Minas Gerais – século XIX. Bauru/SP: Edusc, 2004.
514 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) A escola das meninas”: reflexões acerca da feminização discente na FAFIL/FUNM na década de 1960 César Rota Júnior; Historiografia da educação, gênero, trabalho docente, ensino superior, norte de Minas ALMEIDA, J. S. Mulher e educação: a paixão pelo possível. São Paulo: Ed. Unesp, 1998. ARIÉS, P. História social da criança e da família. 2ª edição. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1981. BOURDIEU, P. (1995). La dominación masculina. Disponível em: http://www.udg.mx/laventana/libr3/bordieu.html#cola. Acessado em: 18/12/2008. CHAVES, Miriam Waidenfeld. Desenvolvimentismo e pragmatismo: o ideário do Mec nos anos 1950. Cadernos de Pesquisa. v. 36, n. 129, p. 705-725, set./dez, 2006. CONNEL, R. Políticas de masculinidade. Educação e Sociedade. v. 20, nº2, julho-dezembro. p. 185-206, 1995. CUNHA, Luiz Antonio. Ensino superior e universidade no Brasil. In: LOPES, Eliane Marta Teixeira; FILHO, Luciano Mendes Faria e VEIGA, Cynthia Greive. 500 anos da educação no Brasil. 3ª edição. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. DEMARTINI, Z. B. F. e ANTUNES, F. F. (1993). Magistério primário: profissão feminina, carreira masculina. Cad. Pesq. São Paulo, n. 86, p. 5-14, ago. Disponível em: http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/cp/arquivos/892.pdf. Acessado em: 12/12/2008. DURÃES, S. J. A. Sobre algumas relações entre qualificação, gênero e trabalho docente. 2008. (Mimeo). DURÃES, S. J. A. (2002). Escolarização das diferenças: qualificação do trabalho docente e gênero em Minas Gerais (1860-1906). 285p. Tese (Doutorado). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Departamento de Educação: História, Política e Sociedade. Disponível em:http://www.fae.ufmg.br/portalmineiro/portal/conteudo/hiseduminas/teses/tese_sarahjane.pdf. Acessado em: 22/10/2008. FONSECA, Paulo Cezar Dutra. Gênese e Precursores do Desenvolvimentismo no Brasil. PPGE/UFRGS, Textos para Discussão, 2005. JARDIM, A. F. C. et al. A genealogia de uma universidade: de 1962 a 1989. In: CALEIRO, R. C. L. e PEREIRA, L. M. (org.). UNIMONTES: 40 anos de história. Montes Claros, MG: Ed. UNIMONTES, 2002. LORBER, J. “Night to his day”: the social construction of gender. In: Paradoxes of gender. New York: Yale University. p. 13-36, 1994. MAIA, C. de J. e CORDEIRO, F. L. As faculdades da FUNM. In: CALEIRO, R. C. L. e PEREIRA, L. M. (org.). UNIMONTES: 40 anos de história. Montes Claros, MG: Ed. UNIMONTES, 2002. MENDONÇA, Ana Waleska P. C. et al. Pragmatismo e desenvolvimentismo no pensamento educacional brasileiro dos anos de 1950/1960. Revista Brasileira de Educação. v. 11, n. 31, jan./abr, 2006. OLIVEIRA, O. e ARIZA, M. División sexual del trabajo y exclusión social. Revista Latinoamericana de Estudios del trabajo. Ano 3, nº 5. p. 183-202, 1997. SCOTT, J. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e Realidade. v. 20, nº2, julho-dezembro. p. 71-100, 1995. SOUZA, R. F. de. História da organização do trabalho escolar e do currículo no século XX: ensino primário e secundário no Brasil. São Paulo: Cortez, 2008. VIANNA, C. P. O sexo e o gênero na docência. Cadernos Pagu. nº 17-18, São Paulo, Unicamp, p. 81-104, 2002.
515 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) As modas e os modos: a mulher representada nas revistas femininas Bruna Batista Ferreira; Revistas femininas, modos, modas, mulher, representação As revistas femininas foram, entre as décadas de 1950 a 1970, uma importante fonte de referência para as mulheres da classe média brasileira. Nesses periódicos circulavam ideias sobre aparência e comportamento, em outras palavras, sobre as modas e os modos ditos femininos. Lições sobre beleza, decoro, casamento, maternidade e culinária estampavam as páginas, bem como as imagens de mulheres consideradas belas e os anúncios publicitários embutidos de artigos para a vida doméstica feminina. Todavia, a vida das mulheres nesse período mudava com a já adquirida inserção nos empregos fora do lar, os avanços técnico-científicos e educacionais. As revistas precisavam comportar o mesmo dinamismo, embora tivessem dificuldades em identificar apenas um tipo de mulher como público-alvo. Para manterem-se interessantes para esses públicos eram necessárias concepções mais generalistas. Num cenário no qual falar de feminino precisou também abarcar o feminismo, as revistas amparavam os enlaces culturais, entre mudanças e permanências, de uma época. BARBOSA, Marinalva Vieira. Sobre a problemática de pôr as emoções como objeto de discurso. Estudos da Língua (gem), v. 5, n. 2, 2007. Disponível em: http://www.cpelin.org/estudosdalinguagem/ojs/index.php/estudosdalinguagem/article/viewFile/79/198. Acesso em: 07 jul. 2017. BASSANEZI, Carla. Revistas femininas e o ideal de felicidade conjugal (1945-1964). Cadernos Pagu, n. 1, a 07. p. 111-148. 1997. CIDREIRA, Renata Pitombo. A moda nos anos 60/70 (comportamento, aparência e estilo). Revista do Centro de Artes, Humanidades e Letras. Salvador, v. 2, n. 1, 2008. Disponível em: http://www2.ufrb.edu.br/reconcavos/edicoes/n02/pdf/Renata.pdf. Acesso em: 07 jul. 2017. COLELLA, Roberta. A Imagem da Mulher nas Revistas de Moda: o caso da Vogue. Relatório de Estágio em Comunicação e Jornalismo. Coimbra: Universidade de Coimbra, 2015. Disponível em: https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/29877/1/tesicompletaRobertaColella.pdf. Acesso em: 20 jan. 2017. DEL PRIORE, Mary. Histórias e conversas de mulher. São Paulo: Planeta, 2013. FERREIRA, Jorge Luiz; GOMES, Angela Maria de Castro. 1964: o golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. GARRINI, Selma Peleias Felerico. Do corpo desmedido ao corpo ultramedido: reflexões sobre o corpo feminino e suas significações na mídia impressa. In.: Congresso Nacional de História da Mídia. 2007. Disponível em: http://www.intercom.org.br/papers/outros/hmidia2007/resumos/R0037-1.pdf. Acesso em: 07 jul. 2017. GIULANI, Paola C. Os Movimentos de Trabalhadoras e a Sociedade Brasileira. In.: DEL PRIORE, Histórias das Mulheres no Brasil. 10 ed. São Paulo: Contexto, 2015. GOLDENBERG, Mirian. Leila Diniz: A Arte de Ser Sem Esconder o Ser. Revista Estudos Feministas. Rio de Janeiro: CIEC/Escola de Comunicação UFRJ, v. 2, n. 2, 1994. GOLDENBERG, Mirian. Mulheres e militância política de esquerda no Brasil: uma história não contada. XX Encontro Anual da ANPOCS. Caxambu, 1996. Disponível em: http://www.anpocs.com/index.php/encontros/papers/20-encontro-anual-da-anpocs/gt-19/gt11-4/5395-mgoldenberg-mulheres/file. Acesso em: 20 jan. 2017. GOLDENBERG, Mirian. Nu e Vestido. Dez antropólogos revelam a cultura do corpo carioca. Rio de Janeiro: Record, 2002. LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. MIGUEL, Raquel de Barros Pinto. Corpos femininos e publicidade na revista Capricho (décadas de 1950-1960). In.: Seminário Internacional Fazendo Gênero 8, 2008, Florianópolis. Anais do Seminário Internacional Fazendo Gênero 8, 2008. Disponível em:http://www.fazendogenero.ufsc.br/9/resources/anais/1278297022_ARQUIVO_textocompleto-Faz.Gen.9.pdf. Acesso em: 20 jan. 2017. PINSKY, Carla Bassanezi. Mulheres dos Anos Dourados. In.: DEL PRIORE, Mary. História das mulheres no Brasil. 10ª ed. São Paulo: Contexto, 2015. SILVEIRINHA, Maria João. Os media e as mulheres: horizontes de representação, de construção e de práticas significantes. As Mulheres e os Media. Lisboa: Livros Horizonte, 2004. TAVARES, Maria Tereza Goudard. Movimentos sociais e a formação política de mulheres na luta por creches: a experiência do “Artcreche” em São Gonçalo. Zero-a-Seis, v. 19, n. 36, 2017, UFSC. p. 272-289. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/zeroseis/article/view/1980-4512.2017v19n36p272/35619. Acesso em: 19 ago. 2017.
516 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) História e relações de gênero: sociabilidade e silenciamento da violência doméstica e conjugal em Carangola Érika Oliveira Amorim Tannus Cheim;Maria Beatriz Nader; Patriarcado, violência de gênero contra a mulher, violência conjugal, História das mulheres Este texto apresenta parte dos dados da pesquisa de doutorado “Mulher e Patriarcado: um estudo de caso sobre a violência contra a mulher em Carangola – MG (2006-2016)” a qual analisa como o fenômeno do patriarcado ainda influi no comportamento de homens e mulheres e de que maneira o tipo de sociabilidade local influencia no silenciamento dos casos de violência de gênero, especificamente a violência conjugal. A fim de ampliar os debates sobre o tema da violência contra a mulher e, com enfoque em uma cidade do interior, este estudo de caso aliou metodologias qualitativas e quantitativas. Para tanto entrevistou dez mulheres que vivenciaram contextos de violência conjugal e, ainda aplicou 376 questionários fechados em diferentes pontos da cidade de Carangola em um mesmo período (corte transversal) no intuito de conhecer a realidade da violência contra a mulher e encontrar casos não notificados/denunciados. A análise dos dados produzidos pelo estudo identificou que há silenciamento da violência conjugal na cidade de Carangola determinada pelo tipo de sociabilidade local. AMORIM, Érika Oliveira. A sindicalização rural da mulher: fator de empoderamento? 2012. 158 f. Dissertação (Mestrado em Instituições sociais e desenvolvimento; Cultura, processos sociais e conhecimento). Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2012. BABBIE, Earl. Métodos de Pesquisas de Survey. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1999. BACZKO, B. Imaginação social. In: Enciclopédia Einaudi. Antropos-Homem. Lisboa: Imprensa Nacional, Casa da Moeda, 1985. BOLFARINE, H.; BUSSAB, W. O. Elementos de Amostragem. 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517 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) A dimensão espaço-temporal em Fernand Braudel: uma leitura da representação do tempo histórico braudeliano e seus aportes teóricos Rodolpho Alexandre Santos Melo Bastos; Braudel, Longa Duração, Lévi-Strauss, Tempo Histórico, Filosofias da História Este artigo investiga a representação do tempo histórico – a longa duração - do historiador francês Fernand Braudel a partir da comparação com a os estudos da antropologia estruturalista de Lévi-Strauss. Para isso, em um primeiro momento, iremos apontar as diferenças e semelhanças entre o pensamento de Braudel que parte da temporalidade longa como estrutura da sociedade, que é subsidiada pelas curtas e médias durações e a “intemporalidade” contida no pensamento estruturalista e Lévi-Strauss, que tende homogeneizar o tempo. Com isso, encontrar no tempo longo braudeliano à aplicabilidade na vida material das sociedades, como o cotidiano das pessoas, do capitalismo, cidades, economia, etc. Em um segundo momento, iremos apontar que mesmo essa concretude do pensamento temporal de Braudel em relação a Lévi-Strauss, será possível encontrar elementos de apontam para uma determinada corpo de axiomas e leis, ao propor o tempo longo como causa temporal que determina as outras temporalidades, através de elementos epistemológicos que remetem a um a priorismo, universalidade, imobilidade, entre outros. BRAUDEL, Fernand. A Longa Duração. In: Escritos sobre a História. São Paulo: Perspectiva, 1978. _______. Civilização Material, Economia e Capitalismo. 3 vols. São Paulo: Martins Fontes, 1998. _______. História e Ciências Sociais. Lisboa: Editorial Presença, 1982. _______. O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico na época de Filipe II. 2 vols. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1983. CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História: Ensaio de Teioria e Metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. DOSSE, François. A História em Migalhas: dos Annales à Nova História. Campinas: Unicamp, 2003. GARDINER, Patrick. Teorias da História. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004. HARTOG, François. O Olhar distanciado: Lévi-Strauss e a História. Revista Topoi. n. 12, v. 7. Rio de Janeiro, UFRJ, 2006, p. 9-24. _______. Regimes de Historicidade. Presentismo e Experiências do Tempo. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2013. LÉVI-STRAUSS, Claude. História e Etnologia. In: Antropologia Estrutural. São Paulo: Cosas & Naify, 2008. _______. História e etnologia. In: Antropologia estrutural. Trad. Chaim Katz e Eginardo Pires. 6.ed. Rio de Janeiro: Tempo brasileiro, 2003. _______. Antropologia estrutural, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1975. POBLET, Maria Del Mar. A Dimensão Espaço-Temporal em Fernand Braudel: Aportes Teóricos para a Geografia. Belo Horizonte, UFMG, 2001. REIS, José Carlos. Escola dos Annales: A Inovação em História. São Paulo: Paz e Terra, 2000. _______. História da História (1950/60) História e Estruturalismo: Braudel versus Lévi-Strauss. História e Historiografia. n.1, Rio de Janeiro, UniRio, p. 8-18. _______. História, entre a Filosofia e a Ciência. Belo Horizonte: Autentica, 2006. _______. História e Teoria: Historicismo, Modernidade, Temporalidade e Verdade. Rio de Janeiro: FGV, 2006. _______. Nouvelle Histoire e tempo histórico: a contribuição de Febvre, Bloch e Braudel. São Paulo: Ática, 1994. RODRIGUES, José Estrada. Lévi-Strauss, Braudel e o tempo dos historiadores. Revista Brasileira de História. n. 57, v.29São Paulo, 2009, p. 165-186.
518 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) Política e poder em “Os Simpsons no Brasil” Alessandro de Almeida; Poder, televisão, política, desenho, Brasil O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a empresa de turismo Rio Tur se incomodaram com o episódio dOs Simpsons, intitulado “O feitiço de Lisa”. Diante desse trauma, o impacto do desenho na política brasileira ficou evidente. A partir desse indício justificamos nossa análise e o recorte temporal, pois o então presidente da República brasileira chegou a exigir desculpas públicas do autor do desenho animado Matt Groening, além do fato de que a Rede Globo de televisão e a empresa de Turismo do Rio de Janeiro terem se posicionado publicamente contra a representação de Brasil expressa ironicamente no episódio “O feitiço de Lisa”. Neste a família Simpson viaja para o Brasil que é um país representado por valores fúteis, marcado por sequestros, sexualidade, pobreza, futebol, carnaval, favelas, corrupção, falta de crenças, dentre outras características pejorativas. Com o intuito de perceber a relação existente entre o poder midiático (televisão) na política, utilizaremos além do próprio episódio a análise de outras fontes como jornais, revistas, páginas de internet do autor ou mesmo de fãs que comentam o capítulo do desenho em evidencia. Dessa maneira, nos preocuparemos também com as percepções dos telespectadores acerca do episódio com vistas a nos aproximarmos das motivações que fizerem deste um desenho polêmico. ARENDT, Hanna. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1969. BENJAMIN, Walter. “A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica”. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1985. _______. Obra de arte na época de sua reprodutividade técnica. In: Teoria da cultura de massa. São Paulo: Paz e Terra, 2000. BETTI, Paulo. Na marca do pênalti. In: NOVAIS, Adauto (Org.). Rede Imaginária: televisão e democracia. 2. ed. São Paulo: Cia das Letras, 1999. BLOCH, Marc. Apologia da História ou ofício de historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. CANTOR, Paul A. Os Simpsons: política atomística e a família nuclear. In: Os Simpsons e a Filosofia. São Paulo: Madras, 2004. CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano: artes de fazer. Rio de Janeiro: Vozes, 1994. ECO, Umberto. Viagem na irrealidade cotidiana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. FREITAS, Marcos Vinicius de. Greystoke, a lenda de Tarzan, o rei das selvas: evolucionismo e critica da ciência. In: História da Ciência no Cinema. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2005. GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas e sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. IRWIN, Willian et al. Os Simpsons e a Filosofia. São Paulo: Madras, 2004. _______. Os Super heróis e a Filosofia. São Paulo: Madras, 2005. LE GOFF, Jacques. Documento/Monumento. In: Enciclopédia Einaudi: Memória e História. Lisboa: Antroposomem, 1989. LE GOFF, Jacques. Prefácio. In: Apologia da História ou ofício de historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. MCLUHAN, Marshall. Mcluhan por Mcluhan: conferencias e entrevistas. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. _______. Visão, som e fúria. In: Teoria da cultura de massa. São Paulo: Paz e Terra, 2000. MARTIN-BARBERO, Jesus. A comunicação no projeto de uma nova cultura política. In: Comunicação na América Latina: desenvolvimento e crise. José Marques de Melo (org). Campinas: Papirus, 1989. p. 83-98. _______. Dos meios as mediações: comunicação, cultura e hegemonia. 2. ed. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001. _______. Os exercícios do ver: hegemonia audiovisual e ficção televisiva. 2. ed. São Paulo: Senac São Paulo , 2004. MIGUEL, Luis Felipe. Política e mídia no Brasil: episódios de uma história recente. Brasília: Plano Editora, 2002.
519 caminhosdahistoria v. 23 n. 1 (2018) As resistências à história nas narrativas museológicas francesas e italianas Jougi Guimarães Yamashita; Resistências, História, Narrativas museológicas Resenha do livro: CRUZ, Denise Rollemberg. Resistência: memória da ocupação nazista na França e na Itália. São Paulo: Ed. Alameda, 2016.
521 caminhosdahistoria v. 22 n. 2 (2017) Intercâmbio Científico: as relações Brasil - Alemanha através das lentes do colposcópio em meados do século XX Vanessa Lana; Intercâmbio científico, Colposcopia, História das Ciências, Câncer do Colo do Útero, Ginecologia O objetivo deste texto é discutir a aproximação das ciências brasileira e alemã, através da introdução e difusão da colposcopia no Brasil. O colposcópio, desenvolvido pelo médico alemão Hans Hinselmann, nos anos 1920, facilitava o diagnóstico das patologias ginecológicas, tornando-se referência para detecção do câncer do colo do útero na primeira metade do século XX. No Brasil, houve uma particularidade na organização de ações para diagnóstico do câncer do colo do útero, que refletiu na elaboração de um modelo próprio de atendimento. Esta particularidade pode ser explicada por uma aproximação entre as ciências alemã e brasileira nos anos 1930 e pelas próprias diretrizes da saúde nacional no período. A partir desses pontos, será analisado o processo de criação e divulgação da técnica, o uso do colposcópio no país e os diálogos entre os médicos brasileiros e Hans Hinselmann, na afirmação da ferramenta para o controle da doença no território brasileiro em meados do século XX. BLUME, Stuart. Insight and Industry: on the dynamic of technological change in medicine. Massachusetts Institute of Technology, 1992. ERASO, Yolanda. “Migrating Tecniques, Multiplying Diagnoses: Tha Contribuition of Argentina and Brazil to Cervical Cancer ‘early detection’ Policy”. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 17, supl. 1, julho 2010. HALIOUA, Bruno. “The Participation of Hans Hinselmann in Medical Experiments at Auschwitz”. In: Journal of Lower Genital Tract Disease. Volume 14(1), January 2010, p 1-4. HINSELMAM, Hans. “História da Colposcopia”. In: Anais Brasileiros de Ginecologia, 33(2): 65-98, 1952. HINSELMAM, Hans. “Relatório sobre o curso de colposcopia, de 5 a 17 de dezembro de 1949, no Instituto de Ginecologia, pelo professor Dr. Hans Hinselmann, de Hamburgo”. In: Anais Brasileiros de Ginecologia, 29(3): 251-270, 1950. LANA, Vanessa. Organização da especialidade médica e controle do câncer do colo do útero no Brasil: o Instituto de Ginecologia do Rio de Janeiro em meados do século XX. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, v. 23, p. 683-701, 2016. LANA, Vanessa. Ferramentas, práticas e saberes: a formação de uma rede institucional para a prevenção do câncer do colo do útero no Brasil – 1936-1970. Tese de Doutorado. Casa de Oswaldo Cruz / Fundação Oswaldo Cruz; 2012. LÖWY, Ilana. Preventive Strikes: Women, Precancer, and Prophylactic Surgery. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 2010. MORAES, Arnaldo de. “O valor do chamado Dispensário Preventivo na luta contra o câncer genital feminino”. In: Anais Brasileiros de Ginecologia, 33(1): 15-28, 1952. TIMMERMANN, Carsten; ANDERSON, Julie (eds). Devices and designs: medical technologies in historical perspective. Palgrave Macmillan, 2006. POWELL, John L. “Biographic Sketch: Powell’s Pearls: Hans Hinselmann, MD (1884 – 1959)”. In: Obstetrical and Gynecological Survey. Volume 59, number 10, 2004. PROCTOR, Robert. Cancer Wars. How Politics Shapes what we Know and don’t know about cancer. New York: Basic Books, 1995. RIEPER, João Paulo. “Evolução da colposcopia no Brasil” – editorial. In: Anais Brasileiros de Ginecologia, 30(6): 462-466, 1950. ROCHA, Alberto Henrique. “A colposcopia na Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais (1941-1955)”. In: Anais Brasileiros de Ginecologia, 40(3): 219-226, 1955. SÁ, Magali Romero (et. al.). “Medicina, ciência e poder: as relações entre França, Alemanha e Brasil no período de 1919 a 1942”. In: História, Ciência, Saúde – Manguinhos. v. 16, n.1, p.247-261, jan.-mar. 2009. SÁ, Magali Romero; SILVA, André Felipe C. “Por entre as páginas do imperialismo germânico na América Latina: a Revista Médica de Hamburgo e a Revista Médica Germano- Ibero-Americana (1920-1933)”. In: Simpósio Nacional de História, 24, 2007, São Leopoldo. História e multidisciplinaridade: territórios e deslocamentos. v.1. São Leopoldo: Oikos. p.565. 2007. SILVA, André Felipe C. “A diplomacia das cátedras: a política cultural externa alemã e o ensino superior paulista - os casos da USP e da Escola Paulista de Medicina (1934-1942)”. In: História (São Paulo) v.32, n.1, p. 401-431, jan/jun 2013. SALGADO, Clóvis; ROCHA, Alberto Henrique; JUNQUEIRA, Moacir. “Do método colposcópico”. In: Anais Brasileiros de Ginecologia, 27(5): 339-358, 1949. TEIXEIRA, Luiz Antônio; LOWY, Ilana. “Imperfect Tools for a Difficult job: colposcopy, Colpocytology and Screening for Cervical Cancer in Brazil”. In: Social Studies of Science, published online 13 June 2011. SCHEFFEY, Lewis; BOLTEN, Karl; LANG, Warren. “Colposcopy: aid in diagnosis of cervical cancer”. In: Obstetrics and Gynecology. Vol. 5, number 3, March, 1955.
522 caminhosdahistoria v. 22 n. 2 (2017) A implantação da telefonia em Belém do Pará: os reflexos da modernidade para a população (1881 e 1889) Alessandro Pacheco Frazão;Raimundo Nonato de Castro; Borracha, Modernidade, Telefonia, Amazônia O presente artigo analisa o processo de implantação da telefonia em Belém do Pará nos anos de 1881 a 1889, ao mesmo tempo em que evidencia o contexto da economia da borracha que foi essencial para este processo. Belém se tornou porto escoador da produção gomífera e, com isso, apresentou um aumento na arrecadação para os cofres públicos, fato esse que possibilitou investimentos em grandes obras públicas, como as reformas urbanas na educação, saúde e transporte público, dessa forma, atraindo o denominado “progresso e modernidade”. Um dos sinais dessa modernidade foi o telefone, que impulsionou o mercado de bens e serviços na cidade, trazendo o ar da modernidade para a elite local, da época. CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. CHALHOUB, Sidney. Cidade febril: cortiços e epidemias na corte imperial. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. LE GOFF, Jacques. História. In: LE GOFF, Jacques. História e Memória. 5ª. Campinas, SP: UNICAMP, 2003. ORTIZ, Renato. Cultura e Modernidade. São Paulo: Editora brasiliense, 1991. ROSSI, Paolo. O passado, a memória, o esquecimento: seis ensaios das histórias das ideias. São Paulo: Editora UNESP, 2010. SARGES, Maria de Nazaré. Belém: Riquezas produzindo a Belle-Époque (1870-1912). Belém: Paka-Tatu, 2002.
523 caminhosdahistoria v. 22 n. 2 (2017) Gênero e a profissão de enfermagem: Mulheres, simbologias, condutas e vestimentas em meados do século XX Felipe Bastos Maranezi;Natália Scarabeli Zancanari; Moda, Mulher, Enfermeiras, Simbologia, Condutas As construções epistemológicas acerca da mulher enfermeira e das questões de gênero foram estabelecidas por meio dos seus uniformes, condutas e símbolos presentes em sua profissão e na relação com o universo da moda, onde, buscamos contextualizar fatos comportamentais e culturais em meados do século XX. Nesta perspectiva creiamo-nos que a justificativa deste artigo se dá devido à carência bibliográfica no campo acadêmico que se destine ao entendimento da história da mulher com a sua entrada na profissão de enfermagem e a sua analogia com a moda, sendo que, as vestimentas da mulher enfermeira leva consigo um grande valor simbólico. O uniforme feminino de enfermagem, no contexto historiográfico, demonstra-se componente indispensável para o entendimento de condutas da profissão e também perante as questões de gênero que a permeiam. Diante disso, a pesquisa a ser realizada neste trabalho pode ser classificada como objeto. Isto porque é possível reconhecer as principais características do trabalho a ser realizado. Quanto à metodologia, o trabalho em mãos faz a opção pelo método (dialético). Esta opção se justifica porque o método escolhido permite entender o ser humano como um ser ativo e de relações e que o conhecimento é construído por esse sujeito na sua relação com os outros e com o mundo. ALMEIDA PERES, Maria Angélica; DE ALENCAR BARREIRA, Ieda. Significado dos uniformes de enfermeira nos primórdios da enfermagem moderna. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, v.7, n.1, p. 25-38, 2003. APPADURAI, Arjun (Org.). The social life of things: commodities in cultural perspective. New York: Cambridge University Press, 1986. BASSANEZI, Carla. Mulheres dos anos dourados. PRIORI, Mary Del (org.). História das mulheres no Brasil. 8ª Ed. São Paulo: Contexto, 2006. CHARTIER, Roger. O mundo como representação. Estudos Avançados, São Paulo, v. 5, n. 11, p. 173-191, jan./abr. 1991. DE LUCA, Tania Regina. Mulher em revista. In: PINSKY, Carla Bassanezi (org.); PEDRO, Joana Maria (org.). Nova história das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2018. DIAS, C. C.; PIETROBELLI, C. S., Reflexões sobre moda e gênero: Uma teoria da reapropriação e resistência. In: XIV Colóquio de Moda – XI edição Internacional – XIII Fórum das Escolas Dorotéia Baduy Pires – V Congresso Brasileiro de Iniciação Científica em Design e Moda. 2018, Curitiba/PR. FARIAS, Rita de Cássia Pereira. Entre a igualdade e a distinção: a trama social de uma grande empresa corporificada no uniforme de trabalho. 2010. Tese de Doutorado. Tese de doutorado em antropologia social. Campinas–Unicamp. FINCO, Daniela. Questões de gênero na educação da pequena infância brasileira. Studi sulla Formazione/Open Journal of Education, v. 18, n. 1, p. 47-57, 2015. HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX. Editora Companhia das Letras, 1995. LURIE, Alison. A linguagem das roupas. Rio de Janeiro: Rocco, 1997. MATOS, Maria Izilda, BORELLI, Andrea. Espaço feminino no mercado de trabalho. In: PINSKY, Carla Bassanezi (org.); PEDRO, Joana Maria (org.). Nova história das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2018. MOREIRA, R. O avião e o passageiro. In: Pereira MC, Ribeiro S. (orgs.). Os voos da psicologia no Brasil: estudos e práticas na aviação. Rio de Janeiro: Departamento de Aviação Civil – DAC; 2001 PASSOS, Elizete. De anjos a mulheres: ideologias e valores na formação de enfermeiras. SciELO-EDUFBA, 2012. PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. Trad. Ângela M. S. Côrrea. São Paulo: Contexto, 2019. PINSKY, Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. São Paulo: Contexto, 2014. SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e realidade, UFRGS, v. 20, nº 2, 1995. SILVA, Maria Isabele; ALBERTON, Mario Henrique. A lei do feminicídio 13.104/2015 e seus impactos no Estado do Paraná. Revista de Estudos Jurídicos, v. 2, n. 29, 2019. SIMILI, Ivana Guilherme. Educação e produção de moda na segunda guerra mundial. Cadernos Pagu, 31, 2008. ______. CAMACHO, Priscila; PONTE, Pollyanna. Educação e Moda: Uniformes de Enfermagem na Segunda Guerra Mundial. Moda Palavra e-periódico, v. 3, n. 6, 2010.
524 caminhosdahistoria v. 22 n. 2 (2017) Violência sexual contra a mulher: tráfico internacional para fins de exploração sexual Filomena Luciene Cordeiro Reis;Evely Caroline Sousa Nascimento; História e Direito, Crime Organizado, Exploração Sexual, Legislação, Tráfico Internacional de Mulheres O tráfico internacional de mulheres é um dos tipos que possui uma importante fonte de renda para o crime organizado. O crime exposto é executado por aliciadores que, geralmente, procuram e identificam os pontos mais frágeis de uma sociedade, onde os problemas socioeconômicos tornam-se visíveis para que possa encontrar, de forma mais simples, suas vítimas, atraídas com a promessa de ganhar o dinheiro “fácil”. O objetivo do estudo consiste em estudar o tráfico internacional para fins de exploração sexual como uma violência contra a mulher no Brasil. A metodologia consiste em utilizar o método dedutivo para o desenvolvimento desta pesquisa, partindo de uma visão geral do tema, de forma que, esse raciocínio considere os princípios indiscutíveis para chegar a conclusões de maneira puramente formal. O procedimento técnico para execução é a pesquisa bibliográfica, o uso de doutrinas jurídicas, jurisprudências, legislação, sites de internet e artigos científicos. O estudo se configurou numa abordagem qualitativa. AHMED, Marcelo; PORTO, Henrique. Mulher que inspirou Morena de Salve Jorge conta o drama no exterior. Disponível em: . Acesso em: 22 out. 2018. ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTAIDO DE MINAS GERAIS. Pesquisas destacam tráfico e exploração sexual em Minas Gerais. Disponivel em: acesso em: 29 out. 2018. CÂMARA DE DIRIGENTES LOJISTAS DE BELO HORIZONTE. Atuação Social. CDL Belo Horizonte. 2018. Disponível em: . Acesso em: 29 out. 2018. BRASIL. Lei n° 12.015 de 7 de agosto de 2009. In: Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 7 de ago. de 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2018. BRASIL. Lei n° 13.344 de 6 de outubro de 2016. In: Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 6 de out. de 2016 Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2018. BRASIL. Tráfico de pessoas: uma abordagem para os direitos humanos/ Secretaria Nacional de Justiça, Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação; organização de Fernanda Alves dos Anjos... [et al.]. – 1.ed. Brasília: Ministério da Justiça, 2013. Disponível em:Acesso em: 26 out. 2018 BRASIL. Apelação Criminal TRF-1 - ACR: 6706 MG 0006706-28.2010.4.01.3801 Disponível em: . Acesso em: 02 nov. 2018. BRASIL. Apelação Criminal. TRF-1 - ACR: 163054620094013600 Disponível em: . Acesso em: 02 nov. 2018. FAUSTO, Bóris. História do Brasil. São Paulo: Editora Universidade do Estado de São Paulo, 2001. IGNACIO, Julia. Tráfico de pessoas: como é feito no Brasil e no mundo?. Disponível em: Acesso em: 12 out. 2018. JESUS, Damasio. Tráfico Internacional de Mulheres e Crianças. – Brasil. Rio de Janeiro: Saraiva, 2003. JUSTO, Marcelo. As cinco atividades do crime organizado que rendem mais dinheiro no mundo. Disponivel em: Acesso em: 10 out. 2018. MORAIS, Rachel. Especial OF: brasileiras estão entre as maiores vítimas do tráfico de mulheres (Observatório Feminino – 23/09/2014). Disponível em: . Acesso em: 30 out. 2018 PORTAL de pesquisas temáticas e educacionais. Disponível em: . Acesso em: 24 ago. 2018. REDAÇÃO. Brasileiras entre as maiores vítimas de tráfico de pessoas na Europa. Disponível em:. Acesso em: 29 out. 2018. SILVA. Cristiane. Minas foi o segundo estado brasileiro em número de vítimas de tráfico de pessoas em 2013. Disponivel em: . Acesso em: 29 out. 2018. SIQUEIRA, Priscila. Tráfico de Pessoas, Comércio infamante num mundo globalizado. Brasília: Ministério da Justiça, 2013. TORRES, Hédel de Andrade. Tráfico de mulheres – exploração sexual: liberdade à venda. Brasília: Rossini Corrêa, 2012. VENSON, Anamaria Marcon; PEDRO, Joana Maria. Tráfico de pessoas: uma história do conceito. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 33, nº 65, p. 61-83, 2013.
525 caminhosdahistoria v. 22 n. 2 (2017) Mestre Sinhozinho: a representação cultural de um curandeiro do povo na história mato-grossense (1940-1944) Layanna Sthefanny Freitas do Carmo; Representação cultural, Religiosidade popular, Mestre Sinhozinho, História, Curandeiro do povo Este artigo busca compreender a representação de Sinhozinho como mestre do povo, no município de Bonito-MS. O recorte delimitado é entre 1940 - 1944, período este coincidindo com o governo de Getúlio Vargas (1937-1945). Nesta pesquisa, serão utilizados os métodos da história oral, imagens registradas em campo e entrevistas públicas na compreensão de que essas fontes publicadas e coletadas nas etapas de observação e execução da pesquisa contribuem para a produção do conhecimento histórico. Neste sentido, o personagem em estudo é representado como uma figura não definida para os moradores da época, sendo que esses relatam a sua chegada no distrito de Bonito na década de 1940. Ao longo de outros períodos, este mesmo ator havia sido identificado como um fenômeno da cultura popular local sobre uma representação histórica, cultural e religiosa. Sua existência ainda é misteriosa e parte de vários acontecimentos construídos na atuação de um mestre curandeiro do povo, sendo perseguido pelos donos do poder no que tange a diversas tentativas de esquecimento da sua passagem pelos silêncios impostos na sociedade. Contanto, teria desaparecido em um momento inesperado, para os entrevistados, em 1944, ao sofrer perseguições pelas autoridades. Com as carências de provas documentais que possam comprovar as torturas e atos violentos pelos mandantes da época, os narradores transformaram a sua história pouco discutida em um legado significativo. Os resultados desta pesquisa trouxeram uma afirmativa determinante na qual o personagem conserva uma forte devoção popular na crença da população local, e mesmo com o seu sumiço misterioso sob suspeitas da sua morte pelas forças locais do período do Estado Novo, se manifesta entre as religiosidades do povo fortalecidas com a sua ausência. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. De Tão Longe eu Venho Vindo. Símbolos, gestos e rituais do catolicismo popular em Goiás. Goiânia: Editora UFG, 2004. BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Tradução André Teles. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1990. CORRÊA, Valmir Batista. Fronteira Oeste. Campo Grande: Editora UFMS, 1999. CORRÊA, Lúcia Salsa. Corumbá: um núcleo comercial na fronteira de Mato Grosso (1870-1920). 1980. Dissertação (Mestrado em História Social), Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 1980. _______. História e Violência Cotidiana de um “povo armado”. Projeto História, São Paulo, n.39, pp. 57-73, jul/dez. 2009. DAMATTA, R. O que faz o Brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2001. GINZBURG, Carlo. O fio e os rastros. São Paulo. Editora: Companhia das Letras, 2006. HUNT, Lynn. A Nova História Cultural. Trad. Jefferson Luís Camargo. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1992. PESAVENTO, Sandra Jatahy. Cultura e Representações, uma Trajetória. Anos 90, v.13, n.23/24, p.45-58, jan./dez.2006. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/anos90/article/view/6395. Acesso em: 17. Maio. 2019. _______. Em busca de uma outra História: imaginando o imaginário. Revista Brasileira de História, n. 29, 1995. Disponível em: https://www.anpuh.org/revistabrasileira/view?ID_REVISTA_BRASILEIRA=14. Acesso em: 10. Abr. 2019. PELLIN, Kemila dos Santos. Mestre divino – As histórias que envolvem Senhorzinho. 2013. Monografia (Graduação em jornalismo) – Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Campo Grande, 2013.
526 caminhosdahistoria v. 22 n. 2 (2017) O instante da agonia e as reinvenções atlânticas das práticas fúnebres na diáspora: Vilas de Campanha, Baependi e São João del-Rei (1780-1830) Leonara Lacerda Delfino;Márcio Eurélio Rios de Carvalho; Rituais de passagem, Bem-morrer, Diáspora Atlântica, Irmandade do Rosário Este artigo se propõe a entender os significados construídos pelos confrades do Rosário em contexto de exílio, junto a seus descendentes, em torno dos signos, cultos, celebrações e práticas vinculados à releitura das práticas do bem morrer católico no Novo Mundo. Em vista disso, nos preocupamos em averiguar como as experiências e acepções de morte foram recriadas na outra margem do Atlântico a partir da apropriação da liturgia católica em interação com as heranças africanas de ancestralidade. Para tanto, foram utilizados testamentos post-mortem de libertos, a documentação confrarial das irmandades do Rosário, os relatos de missionários católicos em África e as imagens de litografia da ars moriendi. ARIÈS, Philipe. História da Morte no Ocidente. Da Idade Média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012. BORGES, Célia Maia. Escravos e Libertos nas Irmandades do Rosário: devoção e solidariedade em Minas Gerais: séculos XVIII e XIX. Juiz de Fora: editora da UFJF, 2005. BRÜGGER, S. M. & OLIVEIRA, A, J. M. de. “Os Benguelas de São João Del Rei: tráfico- atlântico, religiosidade e identidades étnicas. (Séculos XVIII e XIX).” In: Revista Tempo, v. 13, nº 26, Niterói-RJ, 2009, pp. 177-204. CAMPOS, A. As irmandades de São Miguel e as Almas do Purgatório: Culto e iconografia no Setecentos Mineiro. Belo Horizonte: Editora C/Arte, 2013 CANCLINI, Nestor. Culturas Híbridas: estratégias para pensar e sair da modernidade. São Paulo: Edusp, 1998. DELFINO, Leonara L. O Rosário dos Irmãos Escravos e Libertos: Fronteiras, Identidades e Representações do Viver e Morrer na Diáspora Atlântica. Freguesia do Pilar-São João Del-Rei (1782-1850). Tese de Doutorado em História. Juiz de Fora-MG: PPGHIS, 2015. ______. O Rosário das Almas Ancestrais. Belo Horizonte: Clio Gestão Cultural Editora, 2017. GENNEP, Arnold Van. Os ritos de passagem. Petrópolis: Vozes, 2ª Ed., 2011. HEYWOOD, (Org.), Diáspora negra no Brasil. São Paulo: Contexto, 2008. KARASCH, Mary C. A vida dos escravos no Rio de Janeiro 1808-1850. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. LE GOFF, Jacques. O Nascimento do Purgatório. 2ª edição. Lisboa: Editorial Estampa, 1995. LEITE, Fábio Rubens da Rocha. A Questão Ancestral: África negra. São Paulo: Palas Athena: Casa das Áfricas, 2008. PANTOJA, Selma. “Inquisição, degredo e mestiçagem em Angola.” In.: Revista Lusófona de Ciência das religiões. Ano III, 2004, nº 5/6, p. 117-136. REIS, J. J. A Morte é uma Festa: ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. RODRIGUES, Cláudia. Lugares dos mortos na cidade dos vivos. Tradições e transformações fúnebres no Rio de Janeiro: Secretaria Municipal da Cultura, 1997. ______. Nas fronteiras do Além. A secularização da morte no Rio de Janeiro, séculos XVIII e XIX, Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005. SAPEDE, Thiago Clemêncio. Muana Congo, Muana Nzambi Ampungu: poder e catolicismo no reino do Congo pós-restauração (1769-1795). Dissertação de Mestrado em História. São Paulo: FFLCH/ USP, 2012. SLENES, Robert, Na senzala uma flor. Esperanças e recordações na formação da família escrava. Brasil, Sudeste, século XIX. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. ______. “A árvore de Nsanda transplantada: cultos kongo de aflição e identidade escrava no sudeste brasileiro (século XIX)”. In: LIBBY, D. & FURTADO, J. F. (Orgs.) Trabalho escravo, trabalho livre. Brasil e Europa, séculos XVIII e XIX. São Paulo: Annablume, 2006, 273-316. ______. “A Grande Greve do Crânio do Tucuxi: Espíritos das águas centro-africanas e identidade escrava no início do século XIX no Rio de Janeiro.” In.: HEYWOOD, (Org.), Diáspora negra no Brasil. São Paulo: Contexto, 2008, p. 193- 218. SWEET, James, Recriar África: Cultura, parentesco e religião no mundo afro-português (1441-1770), Lisboa, Edições 70, 2007. THORNTON, John. A África e os africanos na formação do mundo Atlântico (1400-1800). Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. ______. “Religião e vida cerimonial no Congo e áreas Umbundu, de 1500 a 1700”. In.: HEYWOOD, (Org.), Diáspora negra no Brasil. São Paulo: Contexto, 2008, pp. 81-100. VOVELLE, As Almas do Purgatório ou Trabalho de Luto. Tradução Aline Meyer e Roberto Cattani. São Paulo: Editora UNESP, 2010.
527 caminhosdahistoria v. 22 n. 2 (2017) ‘Raízes raciais’ do Projeto integralista (nacional) de Gustavo Barroso: o preconceito, a intolerância e o racismo para com a figura do judeu no Brasil da década 1930 Cícero João da Costa Filho; Gustavo Barroso, Judeu, Nazismo, Fascismo, Integralismo Na década de 1930 o Brasil viveu uma tensa conjuntura política, no qual viu despontar o movimento integralista, que contou com a participação de Gustavo Barroso. Figura importante no campo político e literário brasileiro, barroso propôs um projeto de Brasil extremamente autoritário, autoritário e corporativo. Chefe de milícia dos camisas verdes, o projeto integralista do escritor combate seu imaginário sobre a figura do judeu, sujeito ganancioso, apátrida, de caráter revolucionário. O antissemitismo aberto de Barroso, diferente do de Plínio Salgado e Miguel Reale, é parte integrante de seu projeto nacional. O escritor buscou entender o Brasil entendendo que o judeu era o responsável pelos inúmeros problemas nacionais, sendo necessário sua eliminação. Simpático ao fascismo e ao nacional socialismo alemão, Barroso disseminou particularidades da política nazista, propondo a eliminação do judeu, visto suas características malévolas. O Brasil dos anos 1930, nos mais variados segmentos, estava para a eliminação do judeu, segundo Gustavo Barroso. AZEVEDO, Célia Maria Marinho. Onda negra medo branco: o negro no imaginário das elites século XIX. 3º. Ed: São Paulo: Annablume, 2004. BANTON, Michel. A ideia de raça. Lisboa, Edições 70, 1977. BILETZKY, Eliyahu. Anti-sionismo, nova face do antissemitismo. Tradução do espanhol Keila Litvak. São Paulo: Ed. B’nai B’rith, 1982. CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. O antissemitismo na Era Vargas (1930-1945). 3º Ed. São Paulo: Perspectiva, 1995. ______O Veneno da serpente: reflexões sobre o Antissemitismo no Brasil. Perspectiva, 2003. CHIAVENATO, J.J. 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528 caminhosdahistoria v. 22 n. 2 (2017) Os significados da mobilidade social para forros e seus descendentes Iara de Oliveira Maia; Egressos, Cativeiro, Trabalho, Família, Aliança, Mobilidade social Resenha do livro: MATTOS, Hebe. Das cores do silêncio: os significados da liberdade no sudeste escravista. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1995. ______. Escravidão e Cidadania no Brasil Monárquico. Rio de Janeiro: Zahar, 2000. SCHWARTZ, Stuart. Segredos Internos: engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
529 caminhosdahistoria v. 22 n. 1 (2017) As esposas de Adão e o imaginário diabólico e feminino na cristandade Medieval Rodolpho Alexandre Santos Melo Bastos; Idade Média, Lilith, Eva, imaginário feminino. Este artigo pretende demonstrar a construção do imaginário social feminino Cristão, por meio dos discursos clericais ancorados nas figuras de Lilith e Eva, na Idade Média. A primeira seria, hipoteticamente, antecessora a Eva como esposa de Adão. Todavia, não atendendo as vontades e capricho de seu companheiro o abandona. É Nesse contexto que se tem a criação de Eva que, por desobediência as ordens de Deus, maculou a relação entre o Homem e o Criador, além de ter sido considerada a responsável pela expulsão do casal do paraíso. Através das esposas de Adão, caem sobre as mulheres todos os estereótipos de depreciação e associações ao demônio. Nesse sentido, por tratar de uma temática sobre a construção do imaginário social feminino Cristão no decorrer do medievo, optou-se por um recorte temporal (mas também espacial) alargado e por uma abordagem teórica e metodológica subsidiada pelos estudos das representações sociais e, principalmente, do imaginário social.
530 caminhosdahistoria v. 22 n. 1 (2017) Pierre II, Bispo de Vence, e Inocêncio III: Mais um capítulo de Reforma Papal? Magda Rita Ribeiro de Almeida Duarte; Pierre Grimaldi, Inocêncio III, Reforma, Vence, Deposição Episcopal Os casos de deposições episcopais no Languedoc ao longo do pontificado de Inocêncio III (1198 – 1216) são, não raro, tomados como um exemplo do exercício de poder centralizado, com notório rigor canônico, daquele papa. No entanto, reflexões acerca das particularidades do afastamento de cada prelado fazem emergir relações e interesses diversos que, por razões também diferentes, foram agrupados numa história única de ação de combate à heresia e em prol da reforma do clero daquela região. Assim, objetivamos neste trabalho realçar alguns aspectos da suposta deposição de Pierre Grimaldi, bispo de Vence, considerando a transformação jurídica sofrida pelo seu caso: as possíveis rivalidades locais o fizeram chegar à situação de réu, como nicolaísta, numa dita ação reformista. Para tanto, esforçamo-nos para apreciar o caso do bispo, considerando sua situação como membro de um grupo político regional e buscando esquadrinhar, quando possível, as razões e as estratégias políticas que estavam por trás da ação que culminou na sua denúncia e deposição.
531 caminhosdahistoria v. 22 n. 1 (2017) Identidades Preservadas: um estudo introdutório sobre os equipamentos militares na Antiguidade Tardia Bruna Campos Gonçalves; Antiguidade Tardia – equipamentos – romano-bárbaro – identidades A Antiguidade Tardia presenciou uma grande movimentação militar. O território romano foi palco de inúmeras guerras, batalhas, escaramuças, onde romanos e os povos vizinhos se enfrentaram, por diferentes motivos. O exército romano-bárbaro era composto por inúmeros soldados e esses eram equipados com armas de defesa e de ataque. No presente artigo daremos enfoque a esses equipamentos que foram utilizados pelo exército romano-bárbaro. Achados em úmulos, fortalezas, pântanos e outros sítios arqueológicos, os armamentos militares são documentos vivos das ações militares dos povos antigos. A partir do estudo desses artefatos bélicos e da documentação textual pertinente, buscaremos analisar a manutenção da identidade do soldado.
532 caminhosdahistoria v. 22 n. 1 (2017) Um breve panorama sobre as coleções gregas das “atas do concílio de Éfeso (431)” Robson Murilo Grando Della Torre; Antiguidade Tardia; concílio de Éfeso (431); coleções canônicas O objetivo deste trabalho é apresentar, de forma sucinta, as principais coleções gregas de “atas do concílio de Éfeso” (431) tal como editadas pelo filólogo alemão Eduard Schwartz entre 1927 e 1930. Desse modo, pretendo, a um só tempo, oferecer um panorama sobre as opiniões do editor acerca dessas coleções – que nem sempre são levadas em conta pela historiografia no estudo desse concílio – e advogar, na mesma linha de Schwartz, que cada uma dessas coleções deve ser entendida como um documento único, fruto de desenvolvimentos históricos e teológicos dos séculos posteriores. Sendo assim, há uma importante dimensão ideológica nessas coleções que deve ser avaliada pelos pesquisadores no trato com a documentação relativa ao concílio de 431.
533 caminhosdahistoria v. 22 n. 1 (2017) À mesa com Parzival (séc. XIII): rituais em torno da alimentação e relações de poder Daniele Gallindo Gonçalves Silva; Ritual; Relações de poder; Parzival Tendo como ponto de partida os trabalhos do medievalista alemão Gerd Althoff acerca da configuração das relações de poder em rituais, esse artigo propõe-se a analisar dois momentos específicos oriundos da épica cortês Parzival (séc. XIII) de Wolfram von Eschenbach. O primeiro deles diz respeito às refeições coletivas em presença de monarcas e o segundo, ao jejum; ambos possuindo conexão íntima com a governança dos corpos. Desta forma, abordaremos além das teorias de ritual e poder, a correlação dessas com a encenação desses dois momentos dentro da épica em questão, com a finalidade de compreender como as refeições (ou a decisão pela ausência dessas) tornam-se atos de demonstração de poder, seja sobre o outro ou sobre si.
534 caminhosdahistoria v. 22 n. 1 (2017) Resistências à modernidade na Europa: experiências da plebe inglesa nos séculos XVIII e XIX Thaynara Moreira Botelho;Adriana Amaral Ferreira Alves; História. Experiências comunitárias. Capitalismo. Este artigo objetiva analisar os ensaios comunitários que possuíam traços pré-modernos na Europa e que foram se transformando em experiências modernas no século XIX. Para tanto, recorreu-se ao método qualitativo articulando-o à pesquisa bibliográfica. As reflexões construídas para este estudo foram desde as experiências dos “costumes em comuns” realizadas pela plebe inglesa (situadas em um tempo histórico em que as atividades cotidianas eram marcadas por experiências espontâneas) até a diminuição destas atividades com a concretização da modernidade que, aprofundaram as formas abstratas de dominação na história. As vivências cotidianas eram realizadas pelas mulheres e homens e marcadas pelos “costumes em comum”. Depois, com a Revolução Industrial, as formas de resistências das massas foram transformadas (num movimento em que elas estiveram presentes) em práticas da classe proletária na Europa. As tarefas que antes eram realizadas pelo tempo histórico dos acontecimentos foram se transformando em trabalhos marcados pelo tempo abstrato na história.
535 caminhosdahistoria v. 22 n. 1 (2017) Breve Histórico da Regulamentação do Trabalho Gilson Cássio de Oliveira Santos; regulamentação trabalhista; flexibilização legal; relações de trabalho. O presente texto traça um panorama sobre o direito do trabalho desde os seus primórdios na Europa, passando pelo processo de desenvolvimento e complexificação dos regulamentos trabalhistas e, resguardando um foco para as mudanças apresentadas pelo direito do trabalho no Brasil. Evidencia os reflexos da democratização no direito do trabalhando, sem deixar de lado o debate a respeito do processo de flexibilização. A pesquisa foi construída a partir de revisão bibliográfica e de pesquisa exploratória documental, possibilitando a constatação de que o direito do trabalho tem se modernizado a ponto de espelhar os avanços das democracias e que, embora o processo de flexibilização do direito trabalhista tenha trazido incômodos, ele faz parte da adaptação do direito às mudanças sociais.
536 caminhosdahistoria v. 22 n. 1 (2017) Iron Maiden: História, Música e Imagem Fábio Antunes Vieira; Iron Maiden; História; música; imagem e mídia. Durante a Guerra Fria, em meio aos tumultuados anos da década de 1970, surgiu na Inglaterra a banda de heavy metal Iron Maiden. Apesar do preconceito acerca deste estilo musical, a banda, reconhecida pela qualidade sonora, bem como por letras inquietantes que, não raro, têm as guerras, angústias humanas e a religião como abordagens corriqueiras, não tardou à obter notoriedade do público e destaque da mídia, sobretudo a partir dos primeiros anos do inquietante governo de Margaret Thatcher. Assim, a proposta deste artigo consiste em abordar alguns aspectos que contribuíram para tanto, particularmente no que tange a forte vinculação da banda com a História, além da exploração do seu personagem mais notório, o Eddie. Para tanto, considerando sua extensa discografia, embora os aspectos históricos de algumas músicas venham a ser destacados, as que serão tomadas como objetos principais de análises são Sanctuary (de 1980) e The Number of de Beast (de 1982), visto a significativa aceitação do público e apelo midiático, que garantiram ao Iron Maiden expressão mundial.
537 caminhosdahistoria v. 21 n. 2 (2016) A vila de Índios do Vinhais Velho, em São Luís – Maranhão: Arkley Marques Bandeira; Vinhais Velho, História, Indígenas, Colonização O artigo indica os principais referenciais para se compreender os contatos iniciais entre os colonizadores franceses e os indígenas Tupinambá, nos primeiros momentos da colonização europeia no Maranhão, no alvorecer do século XVII. A narrativa se desenvolve com base em documentação da época, principalmente os relatos Seiscentistas publicados na Europa pelos capuchinhos franceses d’Abbeville e d’Évreux. Somam-se a eles, outros documentos dos primeiros momentos da colonização europeia na região, particularmente do processo de ocupação portuguesa na Vila do Vinhais, em São Luís – Maranhão. Neste local, foram descobertos vestígios arqueológicos de uma grande aldeia Tupinambá, denominada de Eussaouap, posteriormente chamada de Uçaguaba, Doutrina, Vinhaes e Vila Velha do Vinhais. Corroboraram com os artefatos indígenas, uma farta documentação, na qual foram transcritos documentos que enfatizaram as relações coloniais entre os colonizadores e a população indígena, entre os séculos XVII, XVIII e XIX. Por fim, o artigo aborda aspetos do cotidiano da Vila e as formas de tratamento dispensando pela Coroa Portuguesa em relação aos indígenas do Maranhão. ABREU, E. B. O senado da Câmara de São Luís e as festas públicas. In: CORRÊA, H. M. M.; ATALLAH, C. C. A. (Org.). Estratégia de Poder na América Portuguesa: dimensões da cultura política (séculos XVII-XIX). Niterói: PPGH-UFF; São Luís: UEMA, Imperatriz: Ética, 2010. p. 219-251. AMARAL, R. Fundação da cidade de Belém do Pará: jornada de Francisco Caldeira de Castelo Branco, em 1615-1616. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2010. BANDEIRA, A. M. Ocupações humanas pré-coloniais na Ilha de São Luís – MA: inserção dos sítios arqueológicos na paisagem, cronologia e cultura material cerâmica. 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538 caminhosdahistoria v. 21 n. 2 (2016) A Congregação das Irmãs do Sagrado Coração de Maria Elizabete Barbosa Carneiro; Formação educacional, catolicismo, modelo de ideal feminino O presente artigo objetivou relatar a vinda de grupos religiosos para Montes Claros que impulsionaram o surgimento de várias instituições católicas na cidade, além de atender aos anseios da elite no que se refere à formação educacional, moral, cristã, profissional de seus alunos e alunas, além de interesses econômicos para a oligarquia. Destarte, a religião construiu o que se compreende como educação no norte de minas e determinou as organizações econômicas em Montes Claros no início do século XX, para além das determinações do Estado. Portanto, analisamos como a Congregação das Irmãs do Sagrado Coração de Maria construíram um modelo de ideal feminino a partir do Colégio Imaculada Conceição.
539 caminhosdahistoria v. 21 n. 2 (2016) “Nem Maluf é esperança, nem Tancredo é mudança”: Glauber Eduardo Ribeiro Cruz; Partido dos Trabalhadores, Discurso parlamentar, Colégio Eleitoral Este texto tem como objetivo analisar a atuação dos deputados federais do Partido dos Trabalhadores no Colégio Eleitoral. As fontes utilizadas são os discursos encontrados no Diário do Congresso Nacional, Seção I, publicado entre os anos de 1983, 1984 e 1985 disponíveis no site da Câmara dos Deputados. Ao total são doze (12) discursos dos deputados federais petistas Eduardo Suplicy e José Genoíno, que retratam a crítica petista ao Colégio Eleitoral. Na perspectiva metodológica, o discurso político é o instante privilegiado para a ação política, em meio aos fatos e aos acontecimentos, e como objeto de pesquisa requer a necessidade de serem mapeados em regularidades, em séries, em saberes, em temas e em conceitos, para localizar a construção de imagens de si e dos outros, as lutas políticas e as batalhas discursivas. O objetivo do texto é compreender a luta e a função do parlamentar como ator político importante na vida partidária e a demarcação política do Partido dos Trabalhadores no Colégio Eleitoral.
540 caminhosdahistoria v. 21 n. 2 (2016) “A lei não o proíbe, a lei o permite”: Adriana Gomes; Gazeta de Notícias, Espiritismo, Repressão A proposta do artigo é analisar como as práxis da Doutrina Espírita foram reveladas na Gazeta de Notícias como um mal à sociedade, seja por meio de editoriais ou por publicações de leitores que contribuíram, sobremaneira, para que o espiritismo fosse associado a uma série de infortúnios de ordem pessoal e social sem qualquer ponderação e investigação sobre a veracidade das asserções que, por certo, contribuíram para que o Estado brasileiro criminalizasse o espiritismo no Código Penal de 1890 sob a justificativa de salvaguardar a sociedade e assegurar o bem jurídico de tranquilidade pública.
541 caminhosdahistoria v. 21 n. 2 (2016) Marco Antônio: Natália Frazão José; Roma, República Romana, Marco Antônio, Augusto A figura de Marco Antônio configura-se em um ponto chave de inúmeras investigações históricas. Romano por nascimento, militar por escolha, Antônio ganhou grande visibilidade em sua sociedade a partir de seus desempenhos nos campos de batalhas, além das relações que manteve com seus amigos e inimigos. Ainda, o estabelecimento de laços amorosos e políticos com a soberana alexandrina Cleópatra VII rendeu-lhe grande fama, tanto em sua época quanto nos dias de hoje. Comumente, Antônio é apenas lembrado como par de Cleópatra, como seu amante. Contudo, a sua importância social, política e militar, não se encontra atrelada a este relacionamento. Marco Antônio figurou como personagem de destaque após a morte de Júlio César, exercendo importantes cargos e funções como um dos legatários cesarinos. Também, neste período, ocupou um dos principais postos em meio a Roma: tornou-se triúnviro. Entretanto, nada lhe rendeu mais fama que sua inimizade para com aquele que um dia iria ser chamado de Augusto. Inimigos políticos, a disputa entre estes dois homens, iniciada logo após a morte de César, moldou-os, transformando para sempre suas imagens. Enquanto Otávio configurar-se-ia no símbolo do bom governante, Antônio seria sua antítese.
542 caminhosdahistoria v. 21 n. 2 (2016) O riso revolucionário da mulher aristofanesca da Grécia Clássica Efigênia Alkmim Prais; Revolução, Mulher, Aristófanes, Comicidade O trabalho tem como escopo a peça A revolução das mulheres de Aristófanes e analisa o riso produzido pela postura transgressiva da mulher ateniense ao discordar da ordem estabelecida. Para alcançar tal intento fizemos inferências no contexto social e político no qual a peça se insere, ou seja, a Grécia Clássica destacando o papel do homem e da mulher no mesmo. Elucidamos em linhas gerais o gênero teatral denominado de comédia antiga e sua função no tempo e no espaço em que foi cultivado, bem como sobre a comicidade no que tange a sua conformação e papel no contexto de convivência humana. Trata-se de uma reflexão interdisciplinar que envolve História, Teatro, Literatura, Gênero e que tem o intuito de revelar o potencial do Teatro em discutir assuntos da ordem do dia da sociedade contemporânea. Sobre a peça teatral, nos interessou o conteúdo, a composição da personagem protagonista e líder das mulheres atenienses sem desmerecer as demais, e a transcrição de suas falas. A partir da seleção de elementos específicos fizemos análise do discurso e da postura transgressiva da mulher ateniense por meio de noções como espaço público e privado; corpo e determinação das funções dos homens e das mulheres de Atenas; identidade e por fim, o sexo como atividade que atribuía papel social previamente estabelecido para o masculino e o feminino. A originalidade do trabalho está no tratamento da comédia antiga, tão pouco estudada no Brasil, bem como a comprovação da atemporalidade do Teatro como ferramenta descritiva e analítica da sociedade na qual o mesmo é produzido, revelando além da sua função artística, a educativa.
543 caminhosdahistoria v. 21 n. 2 (2016) A palavra e os discursos: Thiago Gonçalves Souza; Santo Agostinho, Retórica, De magistro, A doutrina cristã Este artigo pretende investigar a avaliação que Santo Agostinho (357-430) realiza sobre a arte retórica. Para isto, faz-se necessário percorrer, em um primeiro momento, as reflexões epistemológicas apresentadas pelo autor em De magistro (389), no que tange ao dimensionamento da eficácia e da pertinência da palavra no processo de comunicação e ensino; num segundo, as diferenças de perspectiva crítica entre os primeiros livros de A doutrina cristã (397-427) e o último, que distam três décadas entre si. Nesse sentido, vê-se que a avaliação agostiniana acerca da arte da palavra oratória é tensionada entre os fundamentos conceituais de sua compreensão da natureza do conhecer e as demandas histórico-políticas de uso da palavra eficaz em um contexto de defesa e consolidação de uma determinada doutrina cristã, contra heresias e cismas, como o pelagianismo e o donatismo, que tiveram de ser confrontadas pelo próprio Bispo de Hipona.
544 caminhosdahistoria v. 21 n. 2 (2016) O movimento guerrilheiro contra a ditadura militar brasileira: Fabricio Trevisan; Governos Militares Brasileiros, Oposição Política, Guerrilha Urbana, Identidade Dentre as diversas possibilidades de oposição contra a ditadura militar brasileira, a guerrilha foi, sem dúvida, uma das mais importantes e que contabilizou em suas fileiras parcela expressiva da militância política de esquerda, sendo sua maior parte composta por estudantes. O movimento guerrilheiro das décadas 1960 e 1970 recebeu considerável influência de revoluções socialistas vitoriosas em diversos países, especialmente a Cubana e a Chinesa. Tal influência contribuiu nas formulações teóricas das organizações armadas de esquerda e determinou muito os rumos da guerrilha naquele contexto. Assim, este artigo procurou discutir contradições relacionadas a partir da dicotomia entre o universo teórico (a guerrilha pensada num espaço rural) e a prática (majoritariamente exercida nas cidades) dessa militância armada.
1849 rees v. 8 n. 8 (2015): jan./dez. As dificuldades no processo ensino-aprendizagem da Matemática: o que dizem as professoras? Elaine Elaine Pereira do Carmo;Francely Aparecida dos Santos; O presente relatório final de pesquisa insere-se no campo de estudos sobre a aprendizagem em Matemática e aborda as concepções de professoras do 4º e 5º anos de escolaridade. O relatório orientou-se por uma abordagem qualitativa em que se discutem concepções, prática, análise, sentimentos e expectativas dos sujeitos. Como instrumentos para a coleta de dados foram realizadas observações e entrevistas com cinco professoras, com o objetivo de investigar a concepção das mesmas a respeito das dificuldades de aprendizagem que os alunos enfrentam para aprender Matemática, apontando estratégias didáticas necessárias à sua superação. O objetivo geral deste trabalho foi discutir as concepções de professores acerca do ensino daquela disciplina analisando suas práticas pedagógicas e dificuldades na aprendizagem dos alunos. Esta investigação parte da hipótese de que uma parcela significativa dos discentes apresenta dificuldades para aprender Matemática. O embasamento teórico tem como referência a literatura encontrada em livros ou artigos de revistas, ou ainda textos científicos extraídos da internet, utilizando-se de autores como Neto (2002), Pais (2002), Parra e Saiz (1996), Guelli (1998), Santos (1998), entre outros. O desenvolvimento da pesquisa possibilitou compreender que o processo de ensino-aprendizagem da Matemática ainda encontra vários obstáculos como a necessidade da utilização de metodologias novas de ensino, de material didático adequado à faixa etária dos alunos, o distanciamento entre a Matemática formal ensinada nas escolas e a informal vivenciada pelos alunos em seu cotidiano, o desinteresse dos mesmos e das famílias em acompanhar o desenvolvimento dos mesmos. Neste cenário, a adequada formação dos professores e a constante capacitação dos mesmos é fator fundamental para superar tais obstáculos. ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. O Método nas Ciências Sociais. In: ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith & GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e pesquisa qualitativa. 2 ed. São Paulo: Editora Pioneira, 1999. p.109-178. ARENDT, Hannah. Entre o Passado e o Futuro. São Paulo: Perspectiva, 1979. BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica. Parecer CNE/CP 9/2001. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n. 9394 de 20 de dezembro de 1996. Belo Horizonte: Lancer, 2003. BRASIL. Ministério da Educação. Ensino Fundamental de nove anos: Orientações Gerais. Brasília. FNDE, 2004. Disponível em www.portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf.ensfund. Acesso em 18/07/11 BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1997. BROSSEAU, Guy. Os diferentes papeis do professor. In: PARA, C.; SAIZ, I. (org). Didática da Matrmática: reflexões psicopedagógicas. Tradução Juan Acuña. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.p 48-72. GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2009. 175 p. GODOY, Arilda S. Introdução à Pesquisa Qualitativa e suas Possibilidades. Revista de Administração de Empresas. V. 35. n. 2. Mar/Abr, 1995. GUELLI, Oscar. Contando a História da Matemática: a invenção dos números. 9 ed. São Paulo: Àtica, 1998. v. 1. LORENZATO, Sérgio. O Laboratório de Matemática na Formação de Professores. Campinas. São Paulo: Autores Associados, 2006. MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de Pesquisa: Planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise e interpretação de dados. São Paulo: Atlas, 1982. 205p. NETO, Ernesto Rosa. Didática da Matemática. 11 ed. São Paulo: Ática, 2002. PARRA, Cecília. SAIZ, Irma. Didática da Matemática: Reflexões Psicopedagógicas. Trad. Juan Acuna L. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. PAIS, Luiz Carlos. Didática da Matemática: uma análise da influência francesa. 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. 128 p. (Coleção Tendências em Educação Matemática, 3). PAIS, Luiz Carlos. Ensinar e Aprender Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. SANTOS, Lucíola Licínio de Castro. Dimensões pedagógicas e políticas de formação contínua. In: Veiga, Ilma Passos A. (org.) Caminhos da Profissionalização do Magistério. Campinas: Papirus, 1998. SCHLIEMANN, A. D.; SANTOS, C.; COSTA, S. Da compreensão do sistema decimal à construção de algoritmos. In: Novas contribuições da psicologia aos processo de ensino e de aprendizagem. São Paulo: Cortez, 2001. VYGOTSKY, L. S. Psicologia Pedagógica. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
555 caminhosdahistoria v. 20 n. 2 (2015) Santo Antônio do Brasil e o susto italiano Márcia Pereira dos Santos;Marta Pereira dos Santos Zanini; Santo Antônio, Culto Popular, Brasil, Itália A pesquisa apresentada discute o culto popular a Santo Antônio no Brasil, cuja alcunha de santo casamenteiro rendeu-lhe cultos e práticas devocionais inusitadas que podem ser vistas em fontes diversas: literatura, música, pinturas e relatos orais. Menos conhecidos são os primórdios dessa devoção e sua propagação, que assumiu um caráter particular, inexistente em outros países que cultuam o santo. A apresentação da pesquisa causou surpresa a um grupo pesquisadores franciscanistas italianos, sobretudo em relação às práticas populares, entre outras, aquelas que, comumente, ‘torturam e colocam de castigo’ Santo Antônio. Notou-se que ocorre uma inversão: em vez da promessa e súplica do fiel para com o santo, este é feito refém, até que realize o milagre. Essa forma de apropriação cultural do santo, que advêm de Portugal, torna-se, assim, surpreendente para os italianos e parece reforçar certa visão exótica do Brasil como país da licenciosidade religiosa e erotismo.
546 caminhosdahistoria v. 21 n. 1 (2016) El conocimiento sobre América Latina del mundo académico de China Han Qi; China, Mundo Académico, Estudios sobre América Latina, Conocimiento La Revista de Estudios Latinoamericanos es la única publicación especializada de estudios sobre América Latina en China, es un reflejo concentrado del nivel de conocimiento sobre Amércia Latina del mundo académico de China. Desde la publicación de su primera edición en 1979, se han publicado más de tres mil artículos en la Revista de Estudios Latinoamericanos. Lo cual muestra que los académicos chinos estudian y prestan atención a una amplia gama de cuestiones sobre América Latina, que en general tienen una estrecha relación con el desarrollo de China y el desarrollo de las relaciones sino latinoamericanos. Los académicos han planteado diversas opiniones, tanto positivas como negativas, en la discusión organizada por la publicación entorno a las diez cuestiones principales, tales como la naturaleza de las sociedades de América Latina, la comparación del camino de desarrollo de América del Norte y de Amércia del Sur, la comparación del modelode desarrollo de América Latina y de Asia del Este, la valoración sobre las reformas neoliberales, la discusión sobre la cuestión de la “latinoamericanización” y la “trampa del medio ingreso”, la valoración sobre el ascenso de las fuerzas políticas de izquierda de América Latina y el “socialismo del siglo XXI”. Según lo arriba mencionado, los académicos chinos intentan valorar de forma objetiva e imparcial las cuestiones sobre América Latina y tratan de conocer una verdadera América Latina.
547 caminhosdahistoria v. 21 n. 1 (2016) Caminos para entender la modernización socialista: Gustavo Enrique Santillán; China, Reforma y Apertura, Ideas políticas, Confucianismo El periodo de Reforma y Apertura (1978-actualidad) en la República Popular China (RPCh) está dirigido por la aspiración de “completar la modernización socialista” del país para 2049, fecha del centenario de la proclamación de la República Popular. Dicho objetivo incluye a su vez el deseo de construir una sociedad “moderadamente próspera” para 2021 (centenario de la fundación del Partido Comunista de China, PCCh). Asimismo, está comprendido en la “Estrategia en Tres Etapas” de Reforma Económica estipulada por Deng Xiaoping en 1987, y su cumplimiento constituiría el “Sueño Chino” de “rejuvenecimiento nacional”; esta consigna está actualmente en construcción y operación durante la Administración del Presidente Xi Jinping. El Presidente, por otro lado, se encuentra extendiendo asimismo el uso de las nociones de los “Cuatro Comprensivos”. El conjunto de estas definiciones constituye un entramado que involucra diversas fuentes ideológicas de legitimación social, siendo operativo tanto en el seno de la sociedad civil china como utilizado para la interlocución con el resto de los actores del sistema internacional. Las nociones mencionadas se presentan como un conjunto textual de referencias y alusiones a ideas previas, que da sentido y revitaliza la construcción política contemporánea. El propósito de este trabajo es el examen de este conjunto referencial durante el periodo de Reforma y Apertura en la RPCh.
548 caminhosdahistoria v. 21 n. 1 (2016) Permanencias en la visión tradicional china del mundo Gladys Nieto; China, Etnicidad, Nacionalidades minoritarias A lo largo de la historia de China, la etnicidad vertebró la relación entre el imperio y las poblaciones vecinas teniendo como base a los han como los fundadores del pueblo chino. La articulación de los pueblos no-han a la estructura política controlada por los propios chinos se produjo según arreglos étnicos diferenciales en las etapas imperial, republicana y maoísta hasta alcanzar la actual delimitación de la República Popular China como un estado multinacional compuesto por 56 nacionalidades –una mayoritaria y el resto minoritarias. En este artículo analizo cómo el tratamiento de la diversidad étnica por parte del estado en esas distintas etapas –y en especial en el presente– halla una forma de continuidad en el mantenimiento de la visión tradicional china como modelo civilizatorio frente a otros pueblos.
549 caminhosdahistoria v. 21 n. 1 (2016) China’s engagement in the Vietnam War: Jorge Eduardo Malena; China, Strategy, Vietnam War, Deterrence The main reason for China’s engagement in the Vietnam War (VW) was deterrence. The leadership in Beijing sought to persuade the US not to escalate in the conflict, because the costs to Washington would be too high. This work attempts firstly to outline four main sources influencing Chinese strategy, secondly to present the events in 1965 that led the Chinese leadership to engage in the VW, and lastly to contrast those main sources with China’s decision to enter the War, in order to test the validity of such elements.
550 caminhosdahistoria v. 21 n. 1 (2016) ‘Writing about China’ Latin American travelogues during the Cold War: Maria Montt Strabucchi; China, Latin America, Cultural Diplomacy, Travel Writing, Orientalismo, alterity This paper explores how travelogues of Latin American travellers to the People’s Republic of China during the Cold War, provided knowledge which informed the Latin American political, economic and cultural discussions of the time. Through an analysis of the travel accounts of the Argentinean Bernardo Kordon’s 600 millones y uno (1958), and the Chilean Luis Oyarzún’s Diario de Oriente, Unión Soviética, China e India (1960), the texts reveal the authors as explorers and interpreters of a model which they afterwards presented at home. Focusing on the complex identities which emerge in their texts, I argue that the travelogues, while essentialising China and its culture, aimed to provide a broader understanding beyond Orientalist views, suggesting a lenient understanding of the subject beyond fixed notions of alterity. Ultimately, I argue that these texts can be considered a successful outcome of the People’s Republic of China’s cultural diplomacy in the region.
551 caminhosdahistoria v. 21 n. 1 (2016) ¿La regla de la ley o la regla del hombre? Maria Francesca Staiano; Estado de derecho, República Popular China, Occidente El trabajo se propone investigar los distintos significados de Estado de derecho en algunos países occidentales (Alemania, Francia, países de Common Law), resaltando que todavía no hay una experiencia ni unívoca ni dogmática en este sentído, comparandolos después con el Fazhi de la RPC, a través de un enfoque histórico, lingüístico y cultural de los procesos jurídicos.
552 caminhosdahistoria v. 21 n. 1 (2016) Características gerais do sistema jurídico brasileiro e suas implicações em acordos e contratos comerciais com empresas estrangeiras Marina Gusmão de Mendonça; Brasil, China, Relações Internacionais, Direito Brasileiro O crescimento chinês das últimas décadas vem causando grande impacto na economia mundial. Porém, a manutenção desse crescimento demanda suprimentos permanentes e garantidos de matérias-primas e energia, mercados cada vez mais amplos e fornecimento seguro de alimentos. Diante disso, a China vem desenvolvendo estratégias voltadas para a continuidade do crescimento, e uma das políticas adotadas tem sido a de se aproximar de governos de diversos países, inclusive da América Latina.Diante da enorme capacidade do Brasil de produzir alimentos e minérios, e considerando o tamanho de seu mercado interno, o país se tornou um dos parceirosprivilegiados da China no continente. Essas relações, que adquiriram especial importância na década de 2000, se consolidaram em maio de 2015, durante a visita de Li Keqiang, primeiro-ministro da China, a Brasília, ocasião em que foram assinados 35 acordos, num valor superior a US$ 50 bilhões em investimentos chineses em nosso país, especialmente nas áreas de tecnologia, infra-estrutura, energia e agricultura. Todos esses acordos levantam uma questão de fundo: o problema das diferenças entre os sistemas jurídicos brasileiro e chinês que, muitas vezes, levam a conflitos aparentemente incompreensíveis para nossos parceiros, mas que estão conformes as regras do ordenamento legal e do funcionamento do Poder Judiciário no Brasil. Para que não restem dúvidas a respeito dos principais traços dessas diferenças, faremos uma breve explanação das características do Direito brasileiro, procurando apontar suas origens e sua consolidação na estrutura do sistema jurídico Romano-Germânico.
553 caminhosdahistoria v. 21 n. 1 (2016) Una mirada sobre el noreste asiático Gustavo Enrique Santillán; Noreste asiático, Producción, Traducción El Profesor Jorge Santarrosa está actualmente a cargo de la asignatura Historia Contemporánea de Asia y África, en la Universidad Nacional de Córdoba (UNC, República Argentina). Participó en la fundación del área en dicho medio, entre 1986 y 1988. Fue miembro del primer equipo argentino de investigación sobre Corea del Sur, donde realizó una estancia profesional en 1995. Su formación como historiador incluyó estudios de posgrado en la Universidad de Leiden, donde realizó un trabajo de investigación comparada entre las burocracias estatales de Corea del Sur y Brasil. Fue docente de posgrado en la primera especialización en Estudios de Asia Oriental de la Argentina (UNC), y es actualmente Presidente de la Asociación Argentina de Estudios Coreanos. Su trabajo de estudio y difusión de los estudios del Noreste Asiático ha sido pionero en Sudamérica, destacando la traducción de dos de las obras historiográficas recientes más relevantes: Korea’s Place in the Sun: a Modern History, de Bruce Cumings (1997, editada en castellano como Cumings, Bruce, El Lugar de Corea en el Sol: una historia moderna, Córdoba, Comunicarte, 2004), y Mao´s China and After: A History of the People’s Republic, de Maurice Meisner (1999, ed. en castellano como La China de Mao y después: Una Historia de la República Popular, Córdoba, Comunicarte, 2007).
556 caminhosdahistoria v. 20 n. 2 (2015) Correção e infâmia: o debate sobre a correção fraterna na obra de D. Frei Bartolomeu dos Mártires Juliana Torres Rodrigues Pereira; Inquisição, Episcopado, Heresia O estabelecimento dos Tribunais do Santo Ofício na Península Ibérica e em Roma resultaram, em boa parte das localidades, em conflitos de jurisdição e autoridade, e uma das expressões deste conflito foi o debate sobre o preceito bíblico da correção fraterna, que recomendava a admoestação secreta dos pecadores e, possivelmente, de hereges. Analisaremos aqui a posição do Arcebispo de Braga D. Frei Bartolomeu dos Mártires, um dos poucos portugueses que escreveu sobre o assunto.
557 caminhosdahistoria v. 20 n. 2 (2015) O braço da inquisição no sertão: Domingos do Prado de Oliveira e o seu hábito de Familiar do Santo Ofício em Minas Gerais (1710-1736) Gefferson Ramos Rodrigues; Potentados, Limpeza de sangue, Revolta, Índios, Alianças O texto explora o Processo de Habilitação de Gênere para Familiar do Santo Ofício de Domingos do Prado de Oliveira, morador no sertão do rio São Francisco em Minas Gerais, e um dos principais protagonistas da revolta ali ocorrida no ano de 1736. A documentação permite esclarecer passagens obscuras sobre sua vida e contém dados preciosos para entender o seu papel na rebelião que contou com ampla participação de grupos de baixos estratos sociais, especialmente de indígenas. Em princípio, o artigo trata do procedimento que deveria seguir àqueles que pretendiam alçar ao cargo de Familiar, bem como dos critérios exigidos pelo Santo Oficio para a ocupação do posto destacando, particularmente, o critério em relação a limpeza de sangue, que tanto atemorizou os habilitandos.
558 caminhosdahistoria v. 20 n. 2 (2015) A telenovela brasileira e mundo muçulmano: um breve ensaio sobre o personagem tio Ali na novela O Clone César Henrique de Queiroz Porto; Telenovela, Islã, O Clone, Rede Globo Os meios de comunicação possuem impacto significativo na percepção que os indivíduos formam do mundo que os cerca. Com o advento da televisão, os elementos imagéticos ganharam força redobrada. O Brasil desenvolveu uma indústria televisiva poderosa em uma sociedade marcada, ainda por um sistema precário de ensino oficial. A telenovela emergiu no país no início dos anos cinqüenta e, poucas décadas depois se tornou o principal produto cultural da mídia televisiva nacional. Através da análise de trechos extraídos de discursos de um personagem da novela O Clone, o Tio Ali, interpretado por Stênio Garcia, buscouse demonstrar que muitos brasileiros se introduziram nos debates relacionados ao mundo muçulmano.
559 caminhosdahistoria v. 20 n. 2 (2015) Videogames e ficção científica: representações sobre o futuro caótico nos jogos eletrônicos da década de 1980 Cássio Remus de Paula; Videogames, Ficção científica, Representações, Cultura de massas O presente artigo tem como objetivo discutir as formas como a cultura de massa construiu as representações do futuro pessimista a partir dos jogos eletrônicos e demonstrar os meios como os videogames podem ser utilizados como objetos de pesquisa para tais fins. Utiliza-se, para este propósito, uma vasta bibliografia acerca das impressões da ficção científica moldadas durante os séculos XIX e XX, tal como obras que retratam a história dos jogos eletrônicos e seus consoles. Da literatura ao cinema, discorre-se sobre os primeiros games a abordar sugestões de distopias na história até Contra – a máxima da ficção científica dos videogames na década de 1980.
560 caminhosdahistoria v. 20 n. 2 (2015) Acervo musical “Coleção Thereza Christina Maria”: compreendendo sua rede de significados. Um panorama sobre a perspectiva da musicologia histórica Cristiana Aubin; Coleção Thereza Christina Maria, Acervo musical, Arquivo, Acervo especializado, Musicologia O presente artigo tem a intenção de apresentar o acervo musical da “Coleção Thereza Cristina Maria” sob o ponto de vista da musicologia histórica. Para tal, articula sobre a necessidade do intercâmbio com outras disciplinas científicas; como Arquivologia, Biblioteconomia e História; de modo a favorecer o processo de comunicação. O acervo considerado “especializado” costuma receber um tratamento mais técnico e específico da área de atuação com a qual se relaciona. Contudo, uma vez que se ampliam as dimensões do conhecimento, podemos compreender o acervo de música, especializado, não apenas como algo à parte, mas que está inserido num contexto geral: histórico, político e social.
561 caminhosdahistoria v. 20 n. 2 (2015) A indústria fonográfica no Brasil e o balanço da economia nacional Vanessa Durães Prudêncio; Indústria fonogr´áfica, Economia, Redemocratização Pensando a Indústria Fonográfica como uma das facetas que integram o mercado econômico, o presente estudo busca demonstrar como se deu o desenvolvimento da indústria da música no Brasil e como as oscilações na produção e vendas de discos acompanharam o balanço da economia nacional. Com foco no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, momento de reconstrução das estruturas democráticas brasileiras, visamos exemplificar em qual medida o estudo dos produtos da indústria fonográfica nos fornece um viés da realidade na qual estão inseridos. Dessa forma, este artigo pretende reforçar a importância de um estudo cultural e lançar as bases para estudos com o uso da música brasileira como fonte de pesquisa.
562 caminhosdahistoria v. 20 n. 2 (2015) Brazil and China. Relations and exchange outlook: the Minas Gerais Northern case Marcos Fábio Martins de Oliveira;Geraldo Matos Guedes;Sarah Dantas Rabelo Mota;Giselle Caroline Marques Ferraz; Brazil and China’s development, Foreign Direct Investment – FDI, North of Minas Gerais Brazil and China spend through a lot of trajectories in the last decades and China, because of the high growth rates, got significant progress on its development. Brazil, on the other hand, shows a modest economic growth. Despite the discrepancies, trade and investment relations have expanded, establishing complementarity between these two economies. This article analyzes the case of Minas Gerais, especially its northern region, trying to describe and understand how the Chinese expansion has affected the prospects for investment in the region and how the change of the Chinese model (seated in the creation of infrastructure and export to a mix, with greater emphasis on domestic consumption) could threaten the planned mineral investments, while it can open other possibilities, especially in the agricultural sector.
564 caminhosdahistoria v. 20 n. 1 (2015) O ensino superior e sua formação no período populista e militar Mireille Alves Gazotto;Analúcia Bueno dos Reis Giometti; Educação, Ensino superior, Estado A análise aqui realizada neste artigo traz para discussão o processo de formação do ensino superior no Brasil. Para esta análise fez-se um recorte temporal, mais especificamente, da década de 1940 até o período militar com o objetivo de demonstrar as formas como se construiu as leis e decretos educacionais desta modalidade de ensino, os quais influenciaram, com considerável apoio do Estado, na formação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996 condicionados pelos fatores políticos, econômicos, sociais e culturais de formação da sociedade brasileira. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Poder Legislativo, Brasília, DF, ano 134, n. 248, 23 dez. 1996. Disponível em: . Acesso em: 22 maio 2012. ______. Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial da União, Poder Legislativo, Brasília, DF, 5 out. 1988. Anexo. Disponível em: . Acesso em: 4 jan. 2011. ______. Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial da União, Poder. Decreto-lei 8.457 de 26 de janeiro de 1945. Dá nova redação ao art. 5º do Decreto nº 19.851, de 11 de abril de 1931. Diário Oficial da União, Poder Legislativo, Brasília, DF, 26 dez. 1945. Disponível em: www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-8457-26-dezembro-1945-416374-publicacaooriginal-1-pe.html>. Acesso em: 23 dez. de 2015. ______. Decreto-lei 8.457 de 26 de janeiro de 1945. Dá nova redação ao art. 5º do Decreto nº 19.851, de 11 de abril de 1931. Diário Oficial da União, Poder Legislativo, Brasília, DF, 26 dez. 1945. Disponível em: < http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-8457-26-dezembro-1945-416374-publicacaooriginal-1-pe.html>. Acesso em: 23 dez. de 2015. ______. Lei nº 1.254, de 4 de dezembro de 1950. Dispõe sobre o sistema federal de ensino superior. Diário Oficial da União, Poder Legislativo, Brasília, DF. Disponível em: . Acesso em: 22 dez. 2015. CUNHA, L. A. A universidade crítica: o ensino superior na república populista. 3. ed. São Paulo: Ed. UNESP, 2007. FERNANDES, F. A Revolução Burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. 3. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1981. MARX, K.; ENGELS, F. A Ideologia alemã. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. SKIDMORE, Thomas. Uma história do Brasil. 4. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1998.
565 caminhosdahistoria v. 20 n. 1 (2015) Na fronteira entre a história e a memória: as crônicas de Carlos Heitor Cony contra o Golpe de 1964 Crhistophe Barros dos Santos Damázio; História, Memória, Crônica, Ditadura Militar Este trabalho se propõe a analisar as crônicas produzidas pelo escritor e jornalista Carlos Heitor Cony no ano de 1964 como forma de oposição à ditadura militar no Brasil por meio dos pressupostos teóricos da nova história política. Acreditamos que esse estilo de escrita, de publicação rápida e destinada a um público muito variado, pode ser utilizado como fonte de estudo da memória do autor e, concomitantemente, da memória coletiva daqueles que lutaram contra a ditadura militar. ARRIGUCCI JR. Davi. Enigma e Comentário. Ensaios sobre literatura e experiência. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. CAMILOTTI, Virginia; NAXARA, Márcia Regina C. História e Literatura: Fontes Literárias na produção historiográfica recente no Brasil. História: Questões & Debates. Curitiba, n. 50. p. 15-49. 2009. CANDIDO, Antonio (org). A Crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. Campinas: UNICAMP, 1992. HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. LABORIE, Pierre. Memória e Opinião. In: AZEVEDO, Cecília et. alli, (orgs.). Cultura política, memória e historiografia. Rio de Janeiro: FGV, 2009, p. 95-96. NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Tradução de Yara Aun Khoury. Revista Projeto História. São Paulo: PUC, 1993. PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & História Cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. RUIVO, Marina Silva. Uma certa maneira de desejar a liberdade: caminhos da literatura de Carlos Heitor Cony no pós-1964. Tese de Doutorado. USP: 2012. SÁ, Jorge de. A Crônica. Rio de Janeiro: Ática, 2007. SEIXAS, Jacy Alves de. Percursos de memória em terras de história: problemáticas atuais. In: BRESCIANI, Stella; NAXARA, Márcia (orgs). Memória e(res)sentimento. Indagações sobre uma questão sensível. Campinas: Unicamp. 2004. SILVA, Juremir Machado da. 1964 Golpe midiático-civil-militar. Porto Alegre: Sulina, 2014.
566 caminhosdahistoria v. 20 n. 1 (2015) A imprensa na fronteira: usos políticos da imprensa, o caso dos jornais mato-grossenses A razão e A cruz (1902-1945) Carlos Alexandre Barros Trubiliano;Gilmara Yoshihara Franco; Imprensa, Política, Mato Grosso Discutir periódicos é, em boa medida, pensar sobre discursos políticos. Assim, o conteúdo político dos jornais pode ser entendido como produto de convenções e estruturas de legitimação socialmente construídas e historicamente localizadas e que não apenas refletem as visões de mundo dos agentes envolvidos em sua elaboração, mas também as formas de construção das identidades e da memória social de uma dada época. No entanto, para que possamos discutir o papel desses meios de comunicação, é necessário entender o seu uso, não apenas para transmitir informação e conteúdo simbólico, mas, principalmente, considerar que esses veículos implicam na transformação das interações sociais. Deste modo, o objetivo deste artigo é fazer algumas reflexões, sob a perspectiva da ciência histórica, sobre o uso político da imprensa, tendo como aporte documental os jornais mato-grossense A Reação e o jornal A Cruz. BERSTEIN, Serge. A cultura política. In: RIOUX, Jean Pierre (et al). Para uma história cultural. Lisboa: Estampa, 1998. CALABRE, Lia. Políticas públicas culturais de 1924 a 1945: o rádio em destaque. Revista Estudos Históricos, Mídia. n. 31, 2003/1 CPDOC/FGV. CAMARGO, Ana Maria de Almeida. A imprensa periódica como fonte para a história do Brasil. In: Anais do V Simpósio Nacional da Anpuh. Vol. II. São Paulo: s/ed.,1971, pp. 223-239. CAPELATO, Maria Helena Propaganda política e controle dos meios de comunicação. In: PANDOLFI, Dulce (org). Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 1999. CARONE, Edgar. O Estado Novo (1937-1945).RJ: Difel, 1976.CORRÊA, Valmir Batista. Coronéis e bandidos em Mato Grosso (1889-1943). Campo Grande: Ed. UFMS, 2006. CUNHA, Célio da. Educação e Autoritarismo no Estado Novo. SP: Cortez, 1981. GARCIA, Nelson Jahar. Estado Novo. Ideologia e propaganda política. São Paulo: Loyola, 1982. LUCA, Tania Regina. História dos, nos e por meio dos periódicos. In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2006. MARTINS, Ana Luiza; LUCA, Tânia Regina de. (Orgs). História da Imprensa no Brasil. São Paulo: Contexto, 2008. MESQUITA, Eni Sâmara; TUPY, Ismênia S. S. T. História & Documento e metodologia de pesquisa. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. PAOLI, Maria Célia. Mulheres: lugar, imagem, movimento. In: Perspectivas antropológicas da mulher. no 4. Rio de Janeiro: Ed. Zahar,1985. PEDRO, Joana Maria. Mulheres do Sul. In: DEL PRIOR E, Mary (org.). História das Mulheres no Brasil. SP: Ed. Contexto. ______. Mulheres Honestas e Mulheres Faladas, Uma Questão de Classe. Florianópolis: Ed. UFSC, 1994. PEREIRA, Moacir. Imprensa: Um Caminho à Liberdade. Florianópolis: LunardelliIUFSC,1980. RÉMOND, René. (Org) Por uma história política. 2º Ed. Trad. Dora Rocha. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003. ROCHA, Rosângela Vieira. Imagem Desfocada (Estudo Sobre Indústria, Cultura, Ideologia e Mulher). Dissertação (Mestrado em História) USP. São Paulo: 1982. ROSANVALLON, Pierre. Por uma história conceitual do político (nota de estudo). História, São Paulo, 15: 27-39, 1996. SEIXAS, Jacy Alves de. Percursos de Memória em terras de história: problemáticas atuais. In: BRESCIANI, Stella;NAXARA, Márcia. Memória e (Res)sentimento Indagações sobre uma questão sensível. Campinas - SP: Unicamp, 2004. SODRÉ. Nelson Werneck. História da Imprensa no Brasil. 2o edição, Rio de Janeiro: Ed. Bertrand do Brasil. 1977. SOIHET, Rachel. Condição Feminina e Formas de Violência: Mulheres pobres e Ordem urbana (1890-1920).Rio de Janeiro, Forense Universitária. 1989. SOUZA, Maria Neuza Gonçalves Gomes. As Meninas do Estado Novo em Campo Grande MT. Breve Estudo do Jornal Escolar Ecos Juvenis (1937- 1945). Aquidauana: CEUA/UFMS, monografia de especialização em História Regional, 1999. THOMPSON, Edward P. A miséria da teoria ou um planetário de erros. Rio de Janeiro: Zahar, 1981. THOMPSON. Edward Palmer. A formação da classe operária inglesa. 3 vol. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. WELTMAN, Femando Lattman.”Imprensa e política no pós-”Nova República”: Notas sobre a evolução recente da intervenção política da imprensa e sua investigação: Cadernos de Sociologia e Política. RJ: IUPERJ, 1, nov., 1995. ______. Da desilusão ao aprendizado político: como a imprensa participa do processo. Jornal da ABI, RJ, vol. 3, n° 3, p. 67 a 69,1997.
567 caminhosdahistoria v. 20 n. 1 (2015) Contribuições sobre o conceito de populismo e sua utilização para a análise de Montes Claros na década de 1980 Ilva Ruas de Abreu;Danniel Ferreira Coelho; Populismo, Política, Regime civil-militar O fim do regime civil-militar e a ascensão do PMDB como o maior partido do país provocou significativas alterações no contexto partidário brasileiro e essas também se refletiram em Montes Claros (MG). Apesar desse novo cenário que se delineava, houve também continuidades que são fundamentais para a compreensão deste momento e de suas consequências. O presente artigo buscará demonstrar como o mandato municipal 1983-1989 utilizou-se de recursos do governo federal, inclusive quando ainda estava sob a gestão militar, para desenvolver relações populistas, bem como demonstrar de que forma neste se entende o que vem a ser “populismo” a partir de uma releitura sobre este tema demonstrando como é heterogêneo e possibilita múltiplas leituras, e por fim optará por qual ótica julga apropriado enquadrar o caso de Montes Claros (MG) durante o mandato acima citado. AARÃO REIS, Daniel.”O colapso do colapso do populismo ou a propósito de uma herança maldita”. In: FERREIRA, Jorge (Org.). O populismo e sua história: debate e crítica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de política. Brasília: UnB, 1986. COELHO, Roseli. Social democracia: formas e reformas. São Paulo: Humanitas, 2001. COSTA, Hélio da. Trabalhadores, sindicatos e suas lutas em São Paulo (1943 1953). In: FORTES, Alexandre; NEGRO, Antonio Luigi; SILVA, Fernando Teixeira da; COSTA, Hélio da; FONTES, Paulo (Orgs).Na luta por direitos: estudos recentes em história social do trabalho. Campinas: Unicamp, 1999. CHAUÍ, Marilena. Filosofia. Editora Ática, São Paulo, 2000. DUARTE, Adriano; FONTES, Paulo. O populismo visto da periferia: adhemarismo e janismo nos bairros da Moca e São Miguel Paulista, 1947-1953. Caderno AEL. Campinas: Unicamp, v. 11, n. 20/21, 2004. FERREIRA, Jorge. O nome e a coisa: o populismo na política brasileira. In: O populismo e sua história: debate e crítica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. FERREIRA, Marcelo Valmor: Cidade de Porte Médio e Populismo: Montes Claros, um estudo de caso. Belo Horizonte, 2002. FORTES, Alexandre. Formação de classe e participação política: E. P. Thompson e o populismo. Anos 90. Porto Alegre: UFRGS, v. 17, n. 31, p. 173-195, jul. 2010. GRAMSCI, Antonio. Maquiavel, a política e o Estado Moderno. 4ª ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1976. GOMES, Ângela de Castro. “O populismo e as ciências sociais no Brasil: notassobre a trajetória de um conceito”. In: FERREIRA, Jorge (Org.). O populismo e sua história: debate e crítica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. GOMES, Ângela de Castro. Reflexões em torno de populismo e trabalhismo. Vária História, Belo Horizonte, nº 28, dezembro 2002, p. 55-68. IANNI, Octavio. A formação do Estado populista na América Latina 2. Ed. São Paulo: Ática, 1989. LACLAU, Ernesto. Política e ideologia na teoria marxista: capitalismo, fascismo e populismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. LÊNIN, Vladimir. Obras escolhidas em três tomos. Avante, Lisboa, 1979. OLIVEIRA, Evelina Antunes F. de. Nova cidade, velha política: poder local e desenvolvimento regional na área mineira do Nordeste. Maceió. EDUFAL, 2000. OLIVEIRA, Marcos Fábio Martins de. O processo de desenvolvimento de Montes Claros (MG), sob a orientação da SUDENE. (1960-1980). (Dissertação). USP. São Paulo, 1996. SILVA, Fernando Teixeira da; COSTA, Hélio da. “Trabalhadores urbanos e populismo: umbalanço dos estudos recentes”. In: FERREIRA, Jorge (Org.). O populismo e sua história:debate e crítica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. THOMPSON, Edward P. A Miséria da Teoria, ou um planetário de erros. Uma crítica ao pensamento de Althusser. Rio de Janeiro: Zahar, 1981. THOMPSON, Edward P. A Formação da Classe Operária Inglesa. (3vols.) Trad. Denise Bottmann (vols. I e III); Renato Busatto Neto e Cláudia Rocha de Almeida (vol. II). São Paulo, Paz e Terra, 1987. WEFFORT, F. O populismo na política brasileira. 4ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.
568 caminhosdahistoria v. 20 n. 1 (2015) Segurança nacional, suspeição e sociedade disciplinar na Ditadura Militar Brasileira (1964-1985) Márcia Pereira da Silva;Jean Carllo de Souza Silva;Luciano Pereira da Silva; Ditadura, Suspeição, Disciplina, Foucault O texto analisa como as leis de Segurança Nacional subsidiaram a estrutura oficial de espionagem e de delação espontânea que constituíram a “lógica da suspeição”, elemento fundamental para a compreensão da ditadura militar no Brasil. Para tanto, adotamos conceitos como “panoptismo” e “sociedade disciplinar” de Michel Foucault (2013) por considerarmos que a ditadura criou instrumentos legais que objetivavam implantar no corpo social uma vigilância onipresente, tornar tudo visível, ainda que ela mesma (a máquina da opressão cujas engrenagens eram os cidadãos comuns) fosse invisível. BARROS, Alexandre; CHAVES, Luiz Guilherme Bacelar. Escola Superior de Guerra (ESG). In.: ABREU, Alzira Alves et al. (org.). Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro pós 1930. Rio de Janeiro: FGV/CPDOC, 2001, pp.2018-2020. BORGES, Nilson. A Doutrina de Segurança Nacional e os governos militares. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves (orgs.). O tempo da ditadura: regime militar e movimentos sociais em fins do século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. CAMPANHOLE, Adriano; CAMPANHOLE, Hilton Lobo. Constituições do Brasil. Compilação e atualização dos textos, notas, revisão e índices. 14 ed. São Paulo: Atlas, 2000. COIMBRA, Cecília Maria Bouças. Doutrinas de Segurança Nacional: banalizando a violência. In.: Psicologia em Estudo, vol. 5, n.2. Maringá/PR, 2000. D’ARAÚJO, Maria Celina; SOARES, Glaucio Ary Dillon; CASTRO, Celso. Os anos de chumbo: a memória militar sobre a repressão. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994. FICO, Carlos. Como eles agiam. Rio de Janeiro: Record, 2001. FICO, Carlos. Espionagem, polícia política, censura e propaganda: os pilares básicos da repressão. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves (orgs.). O tempo da ditadura: regime militar e movimentos sociais em fins do século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. FICO, Carlos. Regimes autoritários no Brasil republicano. Conferência realizada por ocasião das provas do Concurso Público de Provas e Títulos para o cargo de Professor Titular de História do Brasil da UFRJ, 2011, online. Disponívelem: http://sibila.com.br/cultura/regimes-autoritarios-no-brasil-republicano/10441. FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. 42 ed. Petropolis/RJ: Vozes, 2014. GABEIRA, Fernando. O que é isso companheiro? Rio de Janeiro: Codreci, 1979. MAGALHÃES, Marionilde Dias Brepohl. A lógica da suspeição: sobre os aparelhos repressivos à época da ditadura militar no Brasil. In. Revista Brasileira de História, vol. 17, n. 34. São Paulo, 1997. SILVA, Márcia Pereira da. A defesa legal do arbítrio: Os governos militares e a cultura da legalidade (1964-1985). Tese de doutoramento apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal de Minas Gerais. UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais, 2005.
569 caminhosdahistoria v. 20 n. 1 (2015) O país do sincretismo na contramão da tolerância: diversidade, religião e gênero na perspectiva carismática Frederico Alves Mota; Religiões afro-brasileiras, homossexualidade, Renovação Carismática Católica, Preconceito A exposição constante por parte do movimento conhecido como Renovação Carismática Católica na defesa de uma sexualidade restrita à heterossexualidade associada a frequentes ataques às religiões afro brasileiras vem se configurando em mais um dos pontos em evidência no disputado campo religioso brasileiro. No decorrer dos anos, os carismáticos vem deixando explicito um posicionamento alinhado às praticas neopentecostais que condena a prática homossexual e as práticas religiosas afro-brasileiras por meio de sua literatura e das mídias digitais. Contudo, condenar parece ser uma forma de resignificar as mediações mágicas e as experiências de avivamento. Entendemos que esses discursos precisam ser analisados com cautela, pois os mesmos podem justificar práticas intolerantes. Para o desenvolvimento da análise utilizamos como fonte os discursos produzidos e comercializados por lideranças do movimento carismático brasileiro em diálogo com a literatura que trata das religiões de origem afro. FONTES ABIB, Jonas. Sim,Sim!Não,Não! São Paulo: Canção Nova, 2003. AUGUSTO, José. O Meu Lugar é o Céu. São Paulo: Canção Nova, 2003. AQUINO, Felipe. Jovem, Levanta-te ! São Paulo: Cleófas, 2004. DUNGA. Jovem, o caminho se faz caminhando. São Paulo: Canção Nova, 2005. REFERÊNCIAS BASTIDE, Roger. As religiões Africanas no Brasil. 2 vols. São Paulo: Pioneira, 1975. BIRMAN, Patrícia. Fazer Estilo Criando Gêneros: Possessão e diferenças de gênero em terreiros de Umbanda e candomblé no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Relume Dumara, UFRJ, 1995. ______. Percursos afro e conexões sociais: negritude, pentecostalismo e espiritualidade In: As religiões no Brasil: Continuidades e Rupturas. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2006. BOURDIER, Pierre. A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 1974. ______. A Economia das Trocas Linguisticas. São Paulo: Edusp, 1996. CARRANZA, Brenda. Renovação Carismática Católica: Origens, mudanças e tendências. 2ed. Aparecida: Editora Santuário, 2000. ENGEL, Magali. História e Sexualidade. IN: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da história: Ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 297 a 312. FRY, Peter. Homossexualidade masculina e cultos afro-brasileiros. IN: Para inglês ver: Identidade e política na cultura brasileira. Rio de Janeiro: Zahar, 1982 p. 54 – 86. _________ . Da Hierarquia à Igualdade: A construção histórica da homossexualidade no Brasil. IN: Para Inglês Ver: Identidade e política na cultura brasileira. Rio de Janeiro: Zahar, 1982 p. 87 a 113. GOFFMAN, Erving. Estigma: Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. 4 ed, Rio de Janeiro: LTC, 1983. GRUZINSKI, Serge. O Pensamento Mestiço. Trd. Rosa Freyre D’aguiar – São Paulo: Cia das Letras, 2001. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 10ed. Rio de Janeiro: DT&A, 2005. HELMINIAK, Daniel. O que a Bíblia realmente diz sobre a homossexualidade. Trad. Eduardo Teixeira Nunes. São Paulo: Summus, 1998. MOTT, LUIZ. O sexo proibido: Virgens, Gays e Escravos nas Garras da Inquisição. Campinas: Papirus, 1988. ___________. Escravidão Homossexualidade e Demonologia. São Paulo: Ícone, 1998. ORLANDI, Eni. Análise de discurso: princípios e procedimentos. São Paulo: Pontes, 2002. PRANDI, Reginaldo. Os Candomblés de São Paulo. São Paulo: Hucitec, 1991. SILVA, Vagner Gonçalves da. Transes em trânsito – Continuidades e rupturas entre neopentecostalismo e religiões afro-brasileiras In: As religiões no Brasil: Continuidades e Rupturas. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2006. VAINFAS, Ronaldo. Tópico dos Pecados: Moral Sexualidade e inquisição no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
570 caminhosdahistoria v. 20 n. 1 (2015) Espaços de integração e fronteira no Império Romano: um estudo de caso sobre a divisão da Província da Capadócia e o Bispado da Cidade de Nissa (séc. IV d.C.) Helena Amália Papa; Antiguidade tardia, cristianismos, cidades, Gregório de Nissa A relação entre espaços geográficos e interpretação histórica de determinadas personagens tem sido estudada, de maneira crescente, pelos Antiquistas. Em nossa concepção, o estudo da cidade enquanto espaço geográfico de solidificação das relações político-culturais entre determinadas personagens e ideias mostra-se primordial para compreender as circunstâncias de produção e circulação dos discursos e cartas na Antiguidade Tardia (finais do séc. III a meados do séc. VII d.C.). O estudo da divisão territorial e jurídica da Província da Capadócia (372 d.C.) nos instiga a compreender a importância de algumas cidades na malha administrativa do Império e na estrutura eclesiástica. O objetivo desse artigo é inserir o contexto vivenciado pelo Bispo Gregório (335-394 d.C.), cuja atuação episcopal na cidade de Nissa está relacionada com a divisão da Província em que a cidade está localizada, a Capadócia, bem como analisar seu papel citadino como espaço de integração e fronteira no Império Romano. Por meio de suas cartas percebemos que essa fronteira, compreendida por uma delimitação geográfica de atuação episcopal, é ultrapassada quando o bispo almeja que seus escritos difundam seu ideal político-religioso para além de seu espaço de atuação. FONTES BASILE DE CESARÉE. Lettres. Texte établi et traduit par Yves Courtonne. Paris: Les Belles Lettres, 1957-1966, 3v. CODE THEODOSIEN – LIVRE XVI. Les lois religieuses des empereurs romains de Constantin à Théodose II (312-438) – V. I. Texte latin: Theodor Mommsen –Traduction : Jean Rougé – Introduction et notes par Roland Delmaire (Université de Lille 3) avec la collaboration de François Richard (Université de Nancy 2) etd’une équipe du GDR 2135. Introdution, notes e index par Élisabeth Mangnou- Nortier. Paris: Les Éditions du Cerf, 2002. GRÉGOIRE DE NYSSE. Lettres. Introduction, texte critique, traduction, notes et index par Pierre Maraval. Paris: Les Éditions du Cerf, 1990. GREGORY OF NYSSA. The Letters. Introduction, Translation and Commentary by Anna M. Silvas. Leiden, Boston: Brill, 2007. REFERÊNCIAS Atlante Storico del Cristianesimo Antico. A cura de Angelo di Bernardino com la collaborazione di Gianluca Pila. Bologna: Centro Editoriale dehoniano. Universita di Bari, 2010. ALLARD, Paul. Saint Basile. 7ª ed. Paris: J. Gabalda, 1929. BARNES, Michel René. Eunomius of Cyzicus and Gregory of Nyssa: Two Traditions of Transcendent Causality. Vigiliae Christianae. Brill, vol. 52, n. 1, p.59-87, Feb. 1998. BLAUDEAU, Philippe. Exil et Relégation les tribulations du Sage, et du Saint durant l’Antiquité Romaine et Chrétienne (Ier-VIe s.ap.J.-C.). Paris: De Boccard, 2008. CARRIÉ, J.-M.; ROUSSELLE, A. L´Empire Romain en mutation: des Sévères à Constantin 192-337. Paris: Éditions du Seuil, 1999. CHADWICK, Henry. The Role of the Christian Bishop in Ancient Society. Protocol of the 35th Colloquy, The Center of Hermeneutical Studies in Hellenistic and Modern Culture, ed. by E. C. Hobbs and W. Wuellner, Berkeley/CA: 1980, p. 1-14. DROBNER, Hubertus R. Manual de Patrologia. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. ELLIS, Linda; KIDNER, Frank L. (Ed.). Travel, Communication and Geography in Late Antiquity. Sacred and Profane. Aldersbot, England: Ashgate, 2004. FEISSEL, Denis. Praefatio Chartarum Publicarum: L’Intitulé des Actes de la Préfecture du Prétoire du IVe au VIe siècle. In:______. Documents, Droit, Diplomatique de L’Empire Romain Tardif. Paris: Achcbyz, 2010, p.399- 428. FRENCH, David. Roman Roads and Milestones of Asia Menor. Fasc. I: The Pilgrim’s Road. British Institute of Archaeology at Ankara, 1981. HALLEUX, A. de. “Hypostase”et “Personne”dans la formation du dogme trinitaire (375-381). Revue d´Historie Ecclesiastique, Louvain, v.LXXXIX, n.2, 1984. GUARINELLO, Norberto Luiz. Ordem, Integração e Fronteiras no Império Romano. Um ensaio. Mare Nostrum. São Paulo, v.1, p.113-127, 2010. MARAVAL, P. Retour sur quelques dates concernant Basile de Cesarée et Gregórie de Nysse. Revue d’Historie Ecclesiastique. Louvain, v. 99, n.1, p. 153-157, 2004. MÉTIVIER, Sophie. La Cappadoce (IVe.-VIe. siècle). Une histoire provinciale de l’Empire Romain d’Orient. Paris: Publications de la Sorbonne, 2005. SILVA, Érica C. Morais da. Conflito político-cultural na Antiguidade Tardia: o ‘Levante das Estátuas’ em Antioquia de Orontes (387 d.C.). 2012. Tese (Doutorado em História) – FHDSS/ UNESP, Campus Franca, 2012. SPANNEUT, Michel. Os Padres da Igreja. Séculos IV-VIII. V. II. São Paulo: Loyola, 2002. TEJA, Ramon. Organizacion economica y social de Capadocia en el siglo IV, segun los Padres Capadocios. Universidad de Salamanca, 1974.
571 caminhosdahistoria v. 20 n. 1 (2015) O processo de construção do Sistema Único de Saúde (SUS) sob a perspectiva histórica dos movimentos sociais Carlos Renato Theóphilo;Reginaldo Morais de Macedo;June Marize Castro Silva Martins; Movimentos sociais, Reforma Sanitária, Sistema Único de Saúde (SUS) O presente estudo tem por objetivo analisar como a participação dos movimentos sociais influenciou a estruturação do Sistema Único de Saúde. A pesquisa é crítico-reflexiva e utilizou fontes bibliográficas que permitissem definir o que são “movimentos sociais”, bem como descrever o processo de discussão e elaboração da proposta de constituição do Sistema Único de Saúde. Para Castells (2006, p. 386), o movimento social “[...] nasce do encontro de uma dada combinação estrutural, que acumula várias contradições, com um tipo de organização. Todo movimento social provoca, por parte do sistema, um contra-movimento quenada mais é do que a expressão de uma intervenção do aparelho político (integração/repressão) visando à manutenção da ordem”. Pode-se depreender que o Sistema Único de Saúde constituiu significativo avanço no planejamento, execução e fiscalização das políticas e ações de saúde e que a participação dos movimentos sociais (em meio ao processo conhecido como Movimento da Reforma Sanitária) teve papel decisivo na formulação de sua proposta conceitual, estrutural, funcional e jurídica e que a participação da comunidade é fundamental para consolidação do SUS. AGUIAR, Zenaide Neto. Antecedentes Históricos do Sistema Único de Saúde: Breve História da Política de Saúde no Brasil. In: AGUIAR, Zenaide Neto (Org). SUS - Sistema Único de Saúde: antecedentes, percurso, perspectivas e detalhes. São Paulo: Martinari, 2011. ALEXANDER, Jeffrey C.. Ação Coletiva, Cultura e Sociedade Civil: Secularização, atualização, inversão, revisão e deslocamento do modelo clássico dos movimentos sociais. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 13, n. 37, jun. 1998 . Disponível em . acessos em 10 jul. 2011. ARAÚJO, Inesita Soares de; CARDOSO, Janine Miranda. Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2007. BERTOLLI FILHO, Claúdio. História da Saúde Pública no Brasil. 11. ed. São Paulo: Ática, 2008. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 2008. CASTELLS, Manuel. A Questão Urbana. 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2006. ______. O Poder da Identidade. 6. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008. CEFOR. Breve história das políticas de saúde no Brasil. (mimeo) São Paulo, 2000. CUNHA, J.P.P., CUNHA, R.E. Sistema Único de Saúde - SUS: princípios. In: CAMPOS, F.E., OLIVEIRA JÚNIOR, M., TONON, L.M. Cadernos de Saúde. Planejamento e Gestão em Saúde. Belo Horiozonte: COOPMED, 1998. Cap.2, p. 11-26. ENCONTRO MUNICIPAL DO SETOR DE SAÚDE/ENCONTRO NACIONAL DE SECRETÁRIOS MUNICIPAIS. Carta de Montes Claros - Muda Saúde. Montes Claros, [s.d.e.], 1985. Disponível em . Acesso em: 23 set. 2010. ESCOREL, Sarah. Saúde Pública: utopia do Brasil. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 2000. FARIA, Marcília Medrado. Movimentos Populares e o Surgimento do SUS no Estado de São Paulo. In: FARIA Marcília Medrado; JATENE, Adib Domingos (Orgs). Saúde e os Movimentos Sociais: O SUS no Contexto da Revisão Constitucional de 1993. São Paulo: Editora da Universidade Estadual de São Paulo, 1995. FRANÇA, S.B. A presença do Estado no setor saúde no Brasil. Revista do Serviço Público, v.49, n.3, p.85-100, 1998. GOHN, Maria da Glória. História dos Movimentos e Lutas Sociais: A Construção da Cidadania dos Brasileiros. 3. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2003. ______. O Protagonismo da Sociedade Civil: movimentos sociais, ONGs e redes solidárias. 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573 caminhosdahistoria v. 19 n. 2 (2014) La nueva etapa del neozapatismo mexicano Carlos Antonio Aguirre Rojas; La serie de Comunicados emitidos por el EZLN, entre el 21 de diciembre de 2012 y el 14 de marzo de 2013, inaugura, sin duda alguna, una nueva etapa de vida y de actividad del importante y digno movimiento del neozapatismo mexicano. Nueva etapa fundamental, cuya magnitud solo es comparable, si la ubicamos dentro del entero periplo de la historia del neozapatismo mexicano, primero, a la irrupción pública de este movimiento el primero de enero de 1994, y luego, a la etapa abierta en junio de 2005, con el lanzamiento de la importante iniciativa que en su momento constituyó el movimiento de La Otra Campaña.
574 caminhosdahistoria v. 19 n. 2 (2014) Das civilizações antigas à idade contemporânea: uma análise histórica da evolução do Direito Alysson Luiz Freitas;Noêmia Coutinho Pereira Lopes;Antônio Maria e Silva; Direito, Civilizações antigas, Evolução O presente trabalho tem como foco central o desenvolvimento do Direito enquanto Ciência Jurídica ao longo dos séculos. Fora analisado a esfera jurídica das principais Civilizações Antigas, contrapondo com o Direito Pós-Moderno. O objetivo deste artigo é apresentar as semelhanças entre os institutos jurídicos presentes na Idade Antiga e na Idade Contemporânea e como tais permitiram a construção de todo Ordenamento Jurídico. Nessa perspectiva, realizamos o estudo de quatro civilizações distintas da Idade Antiga (Civilização Agrafa, Mesopotâmia, Grécia e Roma) e seus respectivos instrumentos jurídicos. Funda-se tal estudo na observância da notória semelhança – e até mesmo réplica – de tais instrumentos presentes no Ordenamento Jurídico Brasileiro. Sendo assim, apontamos como tese a importância do Direito das Civilizações Antigas como base para a evolução e lapidação do Direito Pós-Moderno. Fontes JOHNS, Claude Hermann Walter (rev.) The encyclopaedia britannica: código de Hammurabi. 11. ed. M.A. Litt.D, 1910. Disponível: . Referências ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal.14. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. BARROS, José de Assunção. Teoria da História: os primeiros paradigmas. Rio de Janeiro: Vozes, 2011. CASTRO, Flávia Lages de. História do direito geral e do Brasil. 7. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 48. ed. São Paulo: Global, 2003. FREITAS, Alysson Luiz; MENDES, Renat Nureyev. Diálogo entre história e direito: conceitos, convergências e outros apontamentos. Revista da Faculdade de Direito de Uberlândia, v.41-2, p. 227-240, 2013. HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX:1914 – 1991. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. WOLKMER, Antônio Carlos (Org.) Fundamentos de História do Direito. 8. ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2014.
575 caminhosdahistoria v. 19 n. 2 (2014) Movimentos sociais e a ação social: propostas teóricas para a análise das mobilizações sociais Filomena Luciene Cordeiro Reis;Rosemere Freire Fonseca; Movimentos sociais, Teoria da mobilização de recursos, ação social, relação social Este artigo tem como objetivo, estabelecer uma interlocução teórica entre as perspectivas de análise sociológica centrada nos paradigmas da Teoria de Mobilização de Recursos (TMR) norte-americana e a Teoria dos Novos Movimentos Sociais (TNMS), sendo esta uma das abordagens europeias, ambas relacionadas à modernidade. Realizou-se também uma relação entre as teorias citadas e as concepções teóricas de Max Weber sobre ação social e relação social, que são parâmetros de aproximação na atualidade, para diversas análises sociológicas. O assunto comporta, ainda, um breve olhar sobre o associativismo na Comunidade Sagarana, noroeste de Minas Gerais. Para tal, foram utilizadas como aporte teórico as reflexões de Angela Alonso, Maria da Glória Gohn e Ilse Scherer-Warren. ALONSO, Angela. As Teorias dos movimentos sociais: um balanço do debate. In: Revista Lua Nova, São Paulo, 2009, p.49-86. Disponível em: acesso em: 15 jul. 2013. BUENO, Silveira. Minidicionário da língua portuguesa. São Paulo: FTD, 2000. GOHN, Maria da Glória. Teoria dos movimentos sociais: paradigmas clássicos e contemporâneos. 10. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2012. ____. Movimentos sociais na contemporaneidade. In: Revista Brasileira de Educação, v. 16. 2011, p.333-361, 512-513. Disponivel em: < http://www.scielo.br/pdf > Acesso em: 15 jul. 2013. WEBER, Max. Economia e sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. Vol.1. Brasília: Editora UnB, 2004. ____. Metodologia das ciências sociais. Parte 2. 2. ed. São Paulo: Cortez,1995. WARREN, Ilse Scherer. KRISCHKE, Paulo J. Uma Revolução no cotidiano?: os movimentos sociais na América do Sul. São Paulo: Brasiliense, 1987. ____. Das mobilizações às redes de movimentos sociais. In: Revista Sociedade e Estado. Vol. 21. Brasília, 2006, p.109-130. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf > Acesso em: 15 jul. 2013. ____. Movimentos em cena: e as teorias por onde andam? In: Revista brasileira de educação, 1998, p. 16-29. Disponível em: < http://educa.fcc.org.br/pdf >Acesso em: 17 jul. 2013.
576 caminhosdahistoria v. 19 n. 2 (2014) Dentro de um mesmo círculo familiar: lógica privada, patrimonialista e valores pessoais Ilva Ruas de Abreu;Leila Cordeiro de Aquino; Família, Política, Patrimonialismo O patrimonialismo como expressão de poder da família perpassou a Colônia, o Império e a República, deixando seus resquícios até mesmo na política contemporânea. No seio de uma família, as relações podem estar calcadas em laços de compadrio. Estes, às vezes, tornam-se tão fortes quanto os laços de sangue. O exemplo mais claro dessa constatação é a origem dos grupos de parentelas na política construindo uma extensa rede de sistema de lealdade, em alguns municípios brasileiros. Partindo dessa premissa, o estudo que propomos busca uma análise da trajetória política imbricada na lógica do patrimônio, do privado e dos valores pessoais sobre o Estado. A análise de estudiosos como Emília Viotti da Costa, Maria Isaura Pereira de Queiroz, Sérgio Buarque de Holanda, João Gualberto, José Murilo de Carvalho, Bernardo Mata Machado, dentre outros, contribui para um entendimento das manifestações afetivas e clientelísticas no Brasil, oferecendo um estudo relevante para a reflexão de valores privados, sobressaindo sobre os valores coletivos. CANÊDO, Letícia Bicalho. As metáforas da família na transmissão do poder político: questões de método. Cad. CEDES, Vol. 18 n. 42, Campinas Aug. 1997. CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a elite política imperial. Teatro de sombras: a política imperial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. CARVALHO, José Murilo de. Barbacena: a família, a política e uma hipótese. Revista Brasileira de Estudos Políticos, n. 20, p. 153-194, 1966. CARVALHO, Orlando M. Os partidos políticos de Minas Gerais e as eleições de 1958. Revista Brasileira de Estudos Políticos. n. 8, 1960. COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia à republica: momentos decisivos. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999. FAORO, Raymundo. Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. São Paulo: Globo, 2004. FREYRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. São Paulo: Global, 2004. GUALBERTO, João. A invenção do coronelismo: ensaio sobre as raízes do imaginário político brasileiro. Vitória: UFES, 1995. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro, José Olympio, 1984. LEAL, Victor Nunes. Coronelismo, enxada e voto: O município e o regime representativo no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. MATA MACHADO, Bernardo Novais da. História do sertão noroeste de Minas Gerais: 1690-1930. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1991. QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de. O Mandonismo local na vida política brasileira e outros ensaios. São Paulo: Alfa-Omega, 1976. RÊGO, André Heráclio do. Família e Coronelismo no Brasil: uma história de poder. São Paulo: A girafa Editora, 2008. RESENDE, Maria Efigênia Lage de. O processo político na Primeira República e o Liberalismo Oligárquico. In: História Geral da Civilização Brasileira, vol. 1. O tempo do Liberalismo excludente: da Proclamação da Republica à Revolução de 1930. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. WEBER, Max. Economia e Sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2009. WIRTH, John da. O Fiel da balança: Minas Gerais na Federação Brasileira (1889-1937). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
577 caminhosdahistoria v. 19 n. 2 (2014) Entre pretensões e percalços agroindustriais: oeste do Paraná na segunda metade do século XX e início do século XXI Carlos Meneses de Souza Santos;Sheille Soares de Freitas; Pretensões agroindustriais, Produção rural, Tensão social Este texto trata da confrontação entre pretensões e percalços agroindustriais. Discutimos como determinados empreendimentos, emergidos no Oeste do Paraná – na segunda metade do século XX e início do século XXI –, constituíram-se em um campo de relações marcado por controvérsias. Destacamos um universo de tensão que supõe a desigualdade de condições, vividas entre industriais, proprietários rurais e trabalhadores rurais; mas, nem por isso, delimitado pela onipotência dos interesses da gestão agroindustrial. Desse modo, sugerimos essa trama como um processo em curso, definido pela pauta de confrontações estabelecidas na própria experiência social. COSTA, Magda R. M. Trabalhadores em Santa Rita d’Oeste: problematizando modos de viver e trabalhar no campo e na cidade. In: PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação. Programa deDesenvolvimento Educacional. O professor PDE e os desafios da escola pública paranaense, 2012. Curitiba: SEED-PR, 2014. 18p. FONTANA, Josep. História: análise do passado e projeto social. Bauru: Edusc, 1998. FREITAS, Sheille S. de; SANTOS, Carlos M. de S. Entre colonos e trabalhadores rurais: produção rendeira e assalariamento no Oeste do Paraná – Segunda metade do século XX e início do século XXI.2014 a. “Em publicação”. ______. Trabalhadores rurais e senhores de terra: nos campos da agroindustrialização no Oeste do Paraná na segunda metade do século XX e início do século XXI. Antíteses, Londrina, 2014b. “Em publicação”. FUNDEMAC et al. Carta aberta da agricultura familiar. In: ROESLER, Douglas A. (Org.). Agricultura familiar: Qual o futuro? Marechal Cândido Rondon: Gráfica Líder/FUNDEMAC, 2000. GREGORY, Valdir. Os eurobrasileiros e o espaço colonial: migrações no oeste do Paraná (1940-70). Cascavel: EDUNIOESTE, 2002.MARSCHALL, Clédio R. Pequena propriedade e cooperativismo no Oeste do Paraná: um estudo a partir da Cooperativa Agroindustrial LAR. 199f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Regional e Agronegócio) Centro de Ciências Sociais e Aplicadas, Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Toledo. 2005. MÜLLER, Geraldo. Complexo agroindustrial e modernização agrária. São Paulo: HUCITEC/EDUC, 1989. SANTOS, Carlos Meneses de Sousa. Horizontes abertos em caminhos de trabalhadores. Sobre localidade, regionalidade e globalização. In: VII Simpósio Nacional Estado e Poder - Sociedade Civil. Anais... Uberlândia: UFU, 20 a 22 de agosto 2012. SILVA, José G. A modernização dolorosa – estrutura agrária, fronteira agrícola e trabalhadores rurais no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 1982. VARUSSA, Rinaldo José. Disputas na Justiça do Trabalho: memórias e histórias a partir do Oeste do Paraná (Década de 1980 a 2000). Diálogos, Maringá, v.13, n.2, 2009, p.441-460.
578 caminhosdahistoria v. 19 n. 2 (2014) Ciência, ordem e educação: a ação médica na imprensa de Montes Claros/MG nas primeiras décadas do período republicano Regina Célia Lima Caleiro;Luciano Pereira da Silva; Higienismo, Sanitarismo, Médicos, Imprensa Este artigo destaca o município de Montes Claros, região norte do estado de Minas Gerais, com ênfase na análise dos discursos médicos publicados em jornais locais nas primeiras décadas do período republicano. A análise demonstra a ação de uma elite local,formada especialmente por médicos que, atenta aos preceitos higienistas, imprimiu sua voz tanto nos periódicos como na própria administração da cidade. CARVALHO, José Murilo de. Pontos e bordados: escritos de história e política. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998. BRITO, Gy Reis Gomes. Montes Claros: da construção ao progresso – 1917-1926. Montes Claros: Unimontes, 2006. CAMPOS, Edemilson Antunes de. Alccolismo, doença e pessoa: uma etnografia da associação de ex-bebedores Alcoólicos Anônimos. Tese (Doutorado em Ciências Sociais). Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais. Universidade Federal de São Carlos, 2005. 206 f. GONÇALVES, Huener Silva; ABREU, Deise Marinho de. Entre manuais e artigos: campanhas para o público leigo sobre o fumo e seus males no Brasil da primeira metade do século XX. Fronteiras, Dourados, MS, v. 13, n. 23, p. 127-145, jan./jun. 2011.HOCHMAN, Gilberto. A era do saneamento. São Paulo (SP): Hucitec/Anpocs, 1998. KROPF, Simone Petraglia; AZEVEDO, Nara; FERREIRA, Luiz Otávio. Doença de Chagas: a construção de um fato científico e de um problema de saúde pública no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 5, n. 2, p. 347-365, 2000. LIMA, Nísia Trindade. Um sertão chamado Brasil. Intelectuais e representação geográfica da identidade nacional. Rio de Janeiro: Iuperj/Revan, 1999. LIMA, Nísia Trindade; HOCHMAN, Gilberto. Pouca saúde, muita saúva, os males do Brasil são... Discurso médico-sanitário e interpretação do país. Ciência & Saúde Coletiva, v. 5, n. 2, p. 313-332, 2000. MATOS, Maria Izilda Santos de. Meu lar é o botequim: alcoolismo e masculinidade. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2000. MELLO, Maria Teresa Villela Bandeira de; PIRES-ALVES, Fernando A. Expedições científicas, fotografia e intenção documentária: as viagens do Instituto Oswaldo Cruz (1911-1913). Hist. cienc. saude-Manguinhos [online], v.16, suppl.1, p. 139-179, 2009. NOURRISSON, Didier. Le buveur du XIXe siècle. Paris: Albin Michel, 1990. PATTO, Maria Helena Souza. Estado, ciência e política na Primeira República: a desqualificação dos pobres. Estudos Avançados, v. 13, n. 35, p. 167-198, 1999. PAULA, Hermes Augusto de. Montes Claros sua história sua gente seus costumes. Montes Claros: Unimontes, 2007. SÁ, Dominichi Miranda de. A voz do Brasil: Miguel Pereira e o discurso sobre o “imenso hospital”. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.16, supl.1, p.333-348, jul. 2009. SILVA, André Luiz dos Santos. A perfeição expressa na carne: a educação física no projeto eugênico de Renato Kehl – 1917 a 1929. 2008. 141f. Dissertação (Mestrado em Ciência do Movimento Humano) – Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2008. VELOSO, Geisa Magela. A missão “desanalfabetizadora” do jornal Gazeta do Norte, em Montes Claros (1918-1938). 2008. 285 f. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação Conhecimento e Inclusão em Educação, Universidade Federal de Minas Gerais. 2008. VIEIRA, Carlos Eduardo. Jornal diário como fonte e como tema para a pesquisa em História da Educação: um estuda do relação entre imprensa, intelectuais e modernidade nos anos de 1920. In: OLIVEIRA, Marcus Aurélio Taborda de (Org.). Cinco estudos em história e historiografia da educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. p. 11-40.
579 caminhosdahistoria v. 19 n. 2 (2014) PT: do corporativismo ao transformismo Laurindo Mekie Pereira;Thiago Ferreira de Souza; Partido dos Trabalhadores, Radicalismo, Flexibilização, Transformismo Este artigo tem como objetivo estudar o processo histórico de emergência e desenvolvimento do Partido dos Trabalhadores (PT) nacional, visto como agente social coletivo institucionalizado, contemplando a análise das relações de poder e identidade existentes entre esta instituição e os setores da sociedade civil que, em tese, ela representaria, bem como com os setores da sociedade política, avaliando a natureza da interação existente entre estes agentes sociais. Partindo do conceito gramsciano de transformismo, discutem-se duas fases, uma inicial, caracterizada por maior radicalismo e, simultaneamente, por certo corporativismo, e uma segunda fase, marcada por uma flexibilização do discurso, pela abertura para alianças políticas e pela revisão programática, que culminou com a chegada do partido à presidência da república em 2003. BORGES NETO, João Machado. Da campanha ao governo Lula – uma análise das mudanças no programa econômico do PT. IN: PAULA, João Antônio de (Org.). A economia política da mudança: os desafios e os equívocos do início do governo Lula. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. BRAGA, Ruy. A política do precariado: do populismo à hegemonia lulista. São Paulo: Boitempo: USP, Programa de Pós-Graduação em Sociologia, 2012. COSTA, Homero de Oliveira. Democracia e representação política no Brasil: uma análise das eleições presidenciais (1989-2002). Porto Alegre: Sulina, 2007. COUTINHO, Carlos Nelson. A democracia como valor universal (ensaio de 1979). COUTINHO, Carlos Nelson. A hegemonia da pequena política. In: OLIVEIRA, Francisco de; BRAGA, Ruy; RIZEK, Cibele (orgs.). Hegemonia às avessas: economia, política e cultura na era da servidão financeira. São Paulo: Boitempo, 2010. COUTINHO, Carlos Nelson. Gramsci: um estudo sobre seu pensamento político. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. FERREIRA, Jorge. O Governo Goulart e o Golpe civil-militar de 1964. In: FERREIRA, Jorge & DELGADO, Lúcia de Almeida Neves, orgs. O BrasilRepublicano. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, V. 3. PP. 345-404. FORTES, Alexandre. O Estado Novo e os trabalhadores: a construção de um corporativismo latino-americano. IN: LOCUS: revista de história. Juiz de Fora: Programa de Pós-graduação em História/Departamento de História, 2007 v.13, n.2, 272p. GARCIA, Marco Aurélio. Esquerdas: rupturas e continuidades. In: DAGNINO, Evelina (Org.). Anos 90: política e sociedade no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1994. GRAMSCI, Antônio. Cadernos do Cárcere – volume 1 e 5. Edição e tradução de Carlos Nelson Coutinho; co-edição, Luiz Sérgio Henriques e Marco Aurélio Nogueira. 3 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004. MENEGUELLO, Rachel. Partidos e tendências de comportamento: o cenário político em 1994. In: DAGNINO, Evelina (Org.). Anos 90: política e sociedade no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1994. MENEGUELLO, Rachel; AMARAL, Osvaldo E. Ainda novidade: uma revisão das transformações do Partido dos Trabalhadores no Brasil. Brazilian Studies Programme – Latin American Centre – St. Antony’s College, University of Oxford, Occasional Paper 02-08. MOISÉS, José Álvaro. Partido de massas: democrático e socialista. In: SADER, Emir (Org.). E agora PT? Caráter e identidade. São Paulo: Brasiliense, 1986. MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Culturas políticas na História: novos estudos. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2009. MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Introdução à história dos partidos políticos brasileiros. Belo Horizonte: UFMG, 1999. OLIVEIRA, Francisco de. Hegemonia às avessas. In: OLIVEIRA, Francisco de; BRAGA, Ruy; RIZEK, Cibele (orgs.). Hegemonia às avessas: economia, política e cultura na era da servidão financeira. São Paulo: Boitempo, 2010. REIS FILHO, Daniel Aarão. Estado e trabalhadores: o populismo em questão. Artigo recebido e aprovado em 2007. Locus, revista de história, Juiz de Fora, v. 13, n. 2, p. 87-108, 2007. REIS FILHO, Daniel Aarão; RIDENTI, Marcelo; MOTTA, Rodrigo Patto Sá. A ditadura que mudou o Brasil: 50 anos do golpe de 1964. Rio de Janeiro: Zahar, 2014. TOLEDO, Caio Navarro de. As esquerdas e a redescoberta da democracia. In: DAGNINO, Evelina (Org.). Anos 90: política e sociedade no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1994.
580 caminhosdahistoria v. 19 n. 2 (2014) Assim na terra... Como no céu! O racismo no discurso religioso José Benjamim Montenegro; Racismo, Lima Barreto, História e literatura, Discurso religioso O objetivo desse texto é perceber laivos do racismo no discurso de cunho religioso, muitas vezes lugar pouco visitado por aqueles que pesquisam o tema. O ponto de partida é o conto “O pecado”, de autoria de Afonso Henriques de Lima Barreto. Baseado na teoria do conto e nas relações que instituem a interface história e literatura, busco flagrar na estrutura do conto em tela como o autor Lima Barreto ironicamente chama a atenção para a questão do racismo, no âmbito do discurso religioso. Discurso este um tanto quanto negligenciado pelos estudiosos de ações e práticas racistas na seara de obras de caráter literário. Lima Barreto é pioneiro também em desvendar esses meandros por vezes obscurecidos na literatura de faceta canônica. Este é o propósito deste texto-ensaio. BARRETO, Lima. Os melhores Contos. São Paulo, Martin Claret, 2002. BIEDERMANN, Hans. Dicionário ilustrado de símbolos com mais de 700 ilustrações. São Paulo: melhoramentos, 1994. CIRLOT, Juan Eduardo. Dicionário de símbolos. Moraes, 1984. CORTAZAR, Julio. Alguns aspectos do conto, in: Valise de Cronópio. São Paulo: Perspectiva. 1974. DELUMEAU, Jean. O Pecado e o medo: a culpabilização no ocidente ( séculos xiii – xviii ). 2 volumes, Bauru: Edusc, 2003. GAMUS, Ludovico. Bíblia sagrada. Editora Vozes. RJ, 2010. LE GOFF, Jacques. A Bolsa e a vida: economia e religião na Idade Media. São Paulo : editora Brasiliense, 2007. ______. O nascimento do Purgatorio. Lisboa: Estampa, 1995. LELO, Antonio Francisco. Dinamismo Sacramental e Aplicaçao do Ordo Iniationis Chistianae Adultorum no Brasil: São Paulo- SP: Editora Salesiana, 2003. PIGLIA, Ricardo. Formas Breves. Trad. José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. SAVATER, Fernando. Os Sete pecados Capitais. Rio de Janeiro – RJ: Ediouro, 2006. VOVELLE, Michel. As almas do purgatório ou o trabalho de luto. São Paulo: Editora Unesp. 2010.
581 caminhosdahistoria v. 19 n. 2 (2014) História da educação e ação missionária protestante na África no século XIX João Marcos Leitão Santos; Protestantismo na África, Filosofia da Educação, Missões Neste trabalho procuramos resgatar parte a atividade missionária do protestantismo no continente africano no século XIX. Demonstramos que uma estratégia prioritária nesta atividade de proselitismo foi a atividade educacional. Para tanto, caracterizamos o ambiente da áfrica sob a imposição do projeto colonialista ocidental, e num segundo momento como se formou a ideologia que caracteriza a filosofia da educação produzida pelos protestantes, para na seção final narrar as intervenções missionárias. Privilegiamos uma bibliografia pouco circulante entre os historiadores nas universidades pela sua especificidade. ALLEN, A. V. G. The continuity of Christian trougth. Boston: Houghton Mifflin & Co., 1897. IN DUNSTAN, J. Leslie. Protestantismo. Rio de Janeiro: Zahar, 1964, p. 137. AMARAL, E. M do. O Protestantismo e Reforma. São Paulo: Linográfica, l962. ANDERSON, W.K. (Org.) Espírito e mensagem do protestantismo. São Paulo: Imprensa Metodista, l953. BAUSBAUM, Leôncio. Formação da consciência social. Rio de Janeiro: s. e., 1972. BEAVER, R. Pierce. A história da estratégia missionária. Missões transculturais. Uma perspectiva histórica. São Paulo: Mundo Cristão, 1987. BIELER, A. O pensamento econômico e social de Calvino. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, l990. BOISSET, J. História do protestantismo. São Paulo: DIFEL, l97l. BOURDON, R. Da Ideologia. São Paulo: Ática, 1989. CAREY, William. Uma investigação sobre o dever dos cristãos de empregarem meios para a conversão dos pagãos. In BEAVER, R. Pierce. Missões transculturais. Uma perspectiva histórica. São Paulo: Mundo Cristão, 1987. CHATEAU, Jean. Os grandes pedagogistas. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1978. CHAVES, O.M. A teologia e a Ideologia das Missões Protestantes. SIMPÓSIO. Ano XVIII, nº 29, junho de 1985, pp. 26-37. COIGNET, G. Evolução do protestantismo no século XIX, Paris, 1908. In MAYER, Frederick. História do pensamento educacional. Rio de Janeiro: Zahar, 1976. D’AUBIGINE, J. H. História da Reforma protestante do século XVI. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, s.d. 6 v. DULLES, A. A Igreja e seus modelos. São Paulo: Paulinas, l978. DUNSTAN, J. Leslie. Protestantismo. Rio de Janeiro: Zahar, 1964. DURRELMANN, F. ¡Protestante! Por que? Michigan: TELL, sd. GARCIA, Eduardo. História da civilização. São Paulo: Egéria, 1978. v. 4. GARRISON, W. F. A protestant manifest. New York: Abingdon Cokebury, s.d. GONZALEZ, Justo L. A era dos novos horizontes. São Paulo: Vida Nova, 1988. GRAY, J. O Liberalismo. Lisboa, Editorial Stampa, l982. GRINGS, D. História dialética do cristianismo. Porto Alegre: EST, l98l. HARPER, Babette et all. Cuidado Escola. São Paulo: Brasiliense, 1982. HUBERT, René. História da Pedagogia. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1976. INGE,W. T. Protestantism. New York: Nelson e Songs, l936. JEDIN, H. Manual de história de la Iglesia. Barcelona: Herder, l972. JONGRINP, F. Ética protestante y progresso econômico. Las colonias agrárias holandesas calvinistas en Argentina y Brasil. Mexico, Cristianismo y Sociedad. Ano 16, n.2 , pp.88-104, México: FTLA, l979. LATOURETTE, K. S. História del cristanismo. Buenos Aires: Casa Bautista de Publicaciones, l980. LEONARD, Emilie-G. História general del protestantismo. Expansion y estado atual. Madrid: Editorial Península, 1967.LOPES Flº. Orivaldo. A Conversão ao Protestantismo no Nordeste. Natal Dissertação (Mestrado). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 1992. MARROU, Henri. Do conhecimento histórico. São Paulo: EPU, 1974. MAYER, Frederick. História do pensamento educacional. Rio de Janeiro: Zahar, 1976. MEHL, R. Teologia del protestantismo. Madrid: Tammus, l969. ______. Tratado de sociologia del protestantismo.Madrid: Studiun, 1974. MONROE, Paul. História da Educação. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1974. NAVARRO, C.C. Los estudos antropológicos sobre el protestantismo en el México, Crsitianismo y Sociedad , ano 28 n. l0l, Mexico, l989. NICHOLS, J. H. Primer for protestantes. New York: Abingdon Press, l967. RIBOULET, L. História da pedagogia. São Paulo: FDT, 1951. v. II. SANT’ANA, J. de. Protestantismo, cultura y sociedad. Buenos Aires: La Aurora, l970. SCHMIDT, K. D. A fundamentação da História Eclesiástica. SCHMIDT, K.D. A presença de Deus na história. São Leopoldo: Sinodal, l982. SENARCLENS, J. Herdeiros da Reforma. São Paulo, ASTE, l970. STTOL, H. O pensamento da Reforma. São Paulo: ASTE, l973. TILLICH, P. A era protestante. São Paulo: IMS, l992. VOUVELLE, M. Ideologia e Mentalidades. São Paulo: Brasiliense, 1991. WALKER, W. História da Igreja Cristã. São Paulo: ASTE/JUERP, l980.WELCH.C/DILLEMBERGER,J. O Cristianismo protestante. Buenos Aires: La Aurora, l958. WHALE, J. S. The protestant tradition. New York: Westminster Press, l967.
583 caminhosdahistoria v. 19 n. 1 (2014) Os jesuítas e os índios Gessaruçus nos sertões do Rio de Janeiro, séc. XVII e XVIII Marcia Amantino; Rio de Janeiro, Sertão, Índios, Jesuítas Este texto procura demonstrar as diferentes relações travadas entre os padres da Companhia de Jesus com os colonos e com os índios que viviam nos sertões da capitania do Rio de Janeiro. Para tanto, compara uma tentativa de civilizar os índios Gessaruçus ocorrida em 1648 e uma nova tentativa, já na segunda metade do século XVIII, momento no qual, os religiosos da Cia de Jesus já não eram vistos como aliados, e sim, como elementos perturbadores. ALENCASTRO, Luiz Felipe. A rede econômica do Mundo Atlântico Português. In: BETHENCOURT, Francisco e CURTO, Diogo Ramada (dir). A expansão Marítima portuguesa, 1400-1800. Lisboa: Ed. 70, 2010. ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Metamorfoses indígenas: identidade e cultura nas aldeias coloniais do Rio de Janeiro. Arquivo Nacional: Rio de Janeiro, 2003. 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In: Adriana Romeiro; Magno Moraes Mello. (Org.). Cultura, arte e história: a contribuição dos jesuítas entre os séculos XVI e XIX. 1ed.Belo Horizonte: Fino Traço, 2014, v. 1, p. 145-167. ISBN:9788580541625 AMANTINO, Marcia. Caiapós, Bororos, fronteiras e os projetos coloniais para o sertão do Campo Grande no século XVIII. In: LUZ, Guilherme Amaral; ABREU, Jean Luiz Neves; NASCIMENTO, Mara Regina. (Org.). Ordem crítica: a América portuguesa nas ‘fronteiras’ do século XVIII. 1ed. Belo Horizonte: Fino Traço, 2013, v. 1, p. 151-168. ISBN: 978-85-8054-125-0 AMANTINO, Marcia; Couto, Ronaldo. De “curral dos padres” à gigantesca Fazenda de Santa Cruz. In: Carlos Engemann; Marcia Amantino. (Org.). Santa Cruz: de legado dos jesuítas a pérola da Coroa. 1ed.Rio De Janeiro: EdUERJ, 2013, v. 1, p. 15-42.ISBN 9788575112793 AMANTINO, Marcia. Os jesuítas e seus escravos na capitania do Rio de Janeiro, século XVIII. In: FERNANDES, Eunícia (Org.). 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584 caminhosdahistoria v. 19 n. 1 (2014) O viver em companhia e a formação da itinerância familiar nos sertões das Minas Gerais colonial Rangel Cerceau Netto; Escravidão, Itinerância familiar, Mobilidade social e espacial O artigo retrata as dinâmicas de mobilidade familiar no universo colonial da América portuguesa setecentista, especificamente nas comarcas do Serro Frio, do Rio das Velhas e nas regiões dos sertões entre as Capitanias de Minas Gerais e Bahia. Nesses lugares, definidos como áreas de sertões, analisamos os envolvimentos amorosos e a itinerancia familiar dos seus habitantes. A perspectiva se encaixa nos eixos da escravidão, dos trânsitos e das mestiçagens, a partir do estudo das dinâmicas de mobilidade material, social e física, fruto da análise da trajetória de casais. AMANTINO, Márcia Sueli. O mundo das feras: os moradores do sertão oeste de Minas Gerais – século XVIII. São Paulo: Annablume, 2008. BLUTEAU, Raphael Padre. Vocabulário português e latino. Coimbra: Colégio das Artes da Companhia de Jesus, 1712. CARRATO, José Ferreira. A crise dos costumes nas Minas Gerais do século XVIII. In: Revista de Letras, v. 3, São Paulo: FFLA, 1962, p. 216-248. DISCURSO histórico e político sobre a sublevação que nas Minas houve no ano de 1720. Estudo crítico, estabelecimento do texto e notas: Laura de Mello e Souza.Belo Horizonte: Centro de estudos históricos e culturais - Fundação João Pinheiro, 1994. FONSECA, Cláudia Damasceno. Arraiais e Vilas D’el Rei. Espaço e poder nas Minas setecentistas. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e fronteiras. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. IVO, Isnara Pereira. Homens de Caminho: trânsitos culturais, comércio e cores nos sertões da América portuguesa. Séculos XVIII. Vitória da Conquista: Edições UESB, 2012. KOK, Glória Porto. O Sertão itinerante: expedições da capitania de São Paulo no século XVIII. São Paulo: Hucitec, 2004. OLIVEIRA, Hilton César. Dinâmicas familiares e alianças políticas dos minhotos na Comarca do Rio das Velhas (1726-1800). Tese de doutorado apresentada a Universidade Federal Fluminense, 2007. PARRELA, Ivana D. O Teatro das desordens: garimpo, contrabando e violência no sertão diamantino – 1768-1800. São Paulo: Annablume, 2009. PEREIRA, Nuno Marques. Compêndio narrativo do Peregrino da América. Rio de Janeiro: Publicação da Academia Brasileira, 1939. ROMEIRO, Adriana; BOTELHO, Ângela Vianna. Dicionário Histórico das Minas Gerais. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. SILVA, Célia Nonata da. Territórios de mando: banditismo em Minas Gerais, século XVIII. Belo Horizonte: Crisálida, 2007. VAINFAS, Ronaldo. Trópico dos pecados: moral, sexualidade e inquisição no Brasil colonial. Rio de Janeiro: Campus, 1989. VASCONCELLOS, Diogo de. História do Bispado de Mariana. Belo Horizonte: Biblioteca Mineira de Cultura, 1935.
585 caminhosdahistoria v. 19 n. 1 (2014) Sociedade, fortunas e poder local no sertão de Pernambuco colonial (séculos XVIII e XIX) Welber Carlos Andrade da Silva;Alexandro Bittencourt Leite Marques; Sertão, Pernambuco, Sociedade Este trabalho tem como objetivo analisar, num primeiro momento, o panorama socioeconômico do Sertão de Pernambuco entre os séculos XVIII e XIX, com destaque para os mecanismos de entesouramento e investimentos das riquezas auferidas por algumas famílias, bem como estudar as disputas locais pelo acesso aos cargos camarários e às patentes de ordenanças da Vila de Cimbres, nos sertões de Ararobá, o que garantia às elites locais a possibilidade de negociar diretamente com a Coroa portuguesa as mais variadas questões públicas e particulares. ALGRANTI, Leila Mezan. Famílias e vida doméstica. In Fernando A. Novais; Laura de Mello e Souza. História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. 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586 caminhosdahistoria v. 19 n. 1 (2014) Memória coletiva e samba de roda no Alto Sertão da Bahia: o Vai de Virá em Guanambi Maiza Messias Gomes;Isnara Pereira Ivo; Samba de roda, mem´ória coletiva, alto sertão da Bahia O presente estudo analisa a tradição cultural do samba de roda Vai de Virá, praticada pela Comunidade de Tabua Grande, no municípo de Guanambi, no Alto Sertão da Bahia, que vem sendo desenvolvida e transmitida de geração a geração. A escolha dessa temática se deu em virtude dos poucos estudos sobre as tradições populares do lugar. Para a realização da pesquisa, a fonte oral constituiu-se o principal método de investigação e, por meio das memórias, foi possível conhecer um pouco da história desse samba, além de identificar as experiências culturais e sociais vivenciadas pelos moradores da comunidade. São discutidas, também, as conexões entre a microrregião de Guanambi e o Norte de Minas Gerais, na dimensão da ideia de fronteira, o que confere ao Vai de Virá a singularidade que o diferencia de outros sambas de roda. ALBUQUERQUE JUNIOR, Durval Muniz. Preconceito contra a origem geográfica e de lugar: fronteiras da discórdia. São Paulo: Ed. Cortez, 2007. CASCUDO, Luis da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. 10. ed. Ediouro, Rio de Janeiro, 2010. FCP. Fundação cultural palmares. Disponível em: . Acesso em: 27/04/2012. FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta. Título original: Für eine Philosophie der Fotografie. Tradução do autor. São Paulo: Editora Hucitec, 1985. Disponível em:. Acesso em: 20/08/2011. GRUZINSKI, Serge. O pensamento mestiço. São Paulo: Cia. das letras, 2001. GUIMARÃES, Elísio Cardoso. Leocádia: romance histórico. Rio de Janeiro:Companhia brasileira de Artes Gráficas, 1991. HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. Tradução de Beatriz Sidou. 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587 caminhosdahistoria v. 19 n. 1 (2014) O roteiro das esmeraldas: as permanências dos antigos roteiros paulistas nas Minas Gerais (1760-1800) Adriano Toledo Paiva; Tradição paulista, Capitania de Minas Gerais, Conquista, descobrimento de ouro Este artigo investiga os processos de conquista dos sertões das Minas Gerais, na segunda metade do século XVIII, tendo como objeto as expedições e práticas sertanistas. Estudamos os processos de instituição do Estado na fronteira colonial, avaliando a configuração deste espaço, assim como os conflitos e identidades inerentes a este processo. Neste sentido, analisaremos as permanências e apropriações de um “imaginário” e “tradição paulista” nas Minas Gerais. ANDRADE, Francisco Eduardo de. “Arte de descobrimento de minas na América portuguesa: os roteiros”. In.: Nossas letras na história da educação: anais do II Encontro Memorial do Instituto de Ciências Humanas e Sociais/UFOP. Mariana, ICHS/UFOP, 2009, p.01-14. ANDRADE, Francisco Eduardo de. A Invenção das Minas Gerais: empresas, descobrimentos e entradas nos sertões do ouro da América Portuguesa. Belo Horizonte: Autêntica, PUC Minas, 2008. CORTESÃO, Jaime. História do Brasil nos velhos mapas. Rio de Janeiro: Instituto Rio Branco, 1965, 1971, t. II. COSTA, Antônio Gilberto. Roteiro prático de cartografia: da América Portuguesa ao Brasil império. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2007. ESPINDOLA, Haruf Salmen. O Sertão do Rio Doce. Bauru: São Paulo, EDUSC, 2005. DIAS, Maria Odila Leite da Silva. “Nos sertões do Rio das Velhas e das Gerais: ida social numa frente de povoamento, 1710-1733”. In: FURTADO, Júnia Ferreira. (Org.). Erário Mineral de Luís Gomes Ferreira. 1ª. ed., Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 2002, v. 01. ESPINDOLA, Haruf Salmen. O Sertão do Rio Doce. Bauru: São Paulo, EDUSC, 2005. FURTADO, Júnia Ferreira. Oráculos da Geografia Iluminista: Dom Luís da Cunha e Jean-Baptiste Bourguignon D’Ánville na construção da cartografia do Brasil. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2012, p.433-434. GREGÓRIO, José. Contribuição indígena ao Brasil: lendas e tradições, usos e costumes, fauna e flora, língua, raízes, toponímia, vocabulário, V.02. União Brasileira de Educação e Ensino, 1980. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e fronteiras. 3ª Ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Visão do Paraíso: os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. IVO, Isnara Pereira. Homens de caminho: trânsitos culturais, comércio e cores nos sertões da América Portuguesa. Século XVIII. Vitória da Conquista: Edições UESB, 2012. KANTOR, Íris. “Usos diplomáticos da ilha-Brasil polêmicas cartográficas e historiográficas”. In: Varia história. V.23, n.37, Belo Horizonte, FAFICHUFMG, Jan./Jun. 2007, p.70-80. KOK, Glória. “Vestígios indígenas na cartografia do sertão da América portuguesa”. In: Anais do Museu Paulista. São Paulo. V.17, n.02, p.91-109, 2009. KOK, Glória. O sertão itinerante: expedições da capitania de São Paulo no século XVIII. São Paulo: Hucitec/Fapesp, 2004. LEITE, José Roberto Teixeira. A China no Brasil: influências, marcas, ecos e sobrevivências chinesas na sociedade e na arte brasileiras. Editora da UNICAMP; Universidade Estadual de Campinas: Campinas, 1999. MONTEIRO, John Manuel. Negros da terra: Índios e Bandeirantes nas Origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. NAZZARI, Muriel. O desaparecimento do dote. Mulheres, famílias e mudança social em São Paulo. Brasil (1600-1900). São Paulo: Companhia das Letras, 2001. REIS, Fábio Paiva. A Serra das esmeraldas: Cartografia, Imaginário e conflitos territoriais na Capitania do Espírito Santo (século XVII). Dissertação de Mestrado, São Paulo: PUC-SP, 2011. RESENDE, Maria Leônia Chaves de & LANGFUR, Hal. “Minas Gerais indígena: a resistência dos índios nos sertões e nas vilas de El-Rei”. Revista Tempo. Vol.12, nº.23, 2007, p.5-22. RESENDE, Maria Leônia Chaves de. “Amores proibidos, amores possíveis”. RAPM. V. XLVII, 2011. RESENDE, Maria Leônia Chaves de. Gentios Brasílicos: Índios coloniais em Minas Gerais Setecentista. Tese de doutoramento – UNICAMP, Campinas: 2003. ROMEIRO, Adriana. “Honra e ressentimento: a trajetória de Garcia Rodrigues Pais em busca das mercês régias”. In: SILVEIRA, Marco Antônio; ANTUNES, Álvaro A. (Orgs.). Dimensões do poder em Minas (séculos XVIII e XIX). 1ª ed., Belo Horizonte: Fino Traço, 2012, v. 1, p. 25-47. ROMEIRO, Adriana. ”Pitangui em chamas: rebeldia e culturas políticas no século XVIII. In: CATÃO, Leandro Penna (org.). Pitangui colonial. História & memória. 1ª ed. Belo Horizonte: Crisálida, 2011,p. 27-46. VANGELISTA, Chiara. “Sua vocação estaria no caminho: espaço, território e fronteira”. In: PESAVENTO, Sandra Jatahy (org.). Um historiador nas fronteiras: O Brasil de Sérgio Buarque de Holanda. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005, p.131-136.
588 caminhosdahistoria v. 19 n. 1 (2014) A família escrava nos plantéis dos conjurados mineiros da Comarca do Rio das Mortes (Minas Gerais, 1789-1791) André Figueiredo Rodrigues; Família escrava, Sequestro, Inconfidência Mineira Este artigo analisa, com base nos sequestros de bens listados nos Autos de Devassa da Inconfidência Mineira, informações sobre as famílias apreendidas nos plantéis escravos dos moradores presos da comarca do Rio das Mortes, em Minas Gerais, entre 1789 e 1791. BARBOSA, Waldemar de Almeida. Costa da Mina. In: Dicionário da terra e da gente de Minas. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1985, p. 71-72. BERGARD, Laird W. Escravidão e história econômica: demografia de Minas Gerais, 1720-1888. Trad. Beatriz Sidou. Bauru, SP: Edusc, 2004. BOXER, Charles R. A idade de ouro do Brasil: dores de crescimento de uma sociedade colonial. Trad. Nair de Lacerda. São Paulo: Nacional, 1963. FARIA, Sheila de Castro. A colônia em movimento: fortuna e família no cotidiano colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998. FURTADO, Júnia Ferreira. Quem nasce, quem chega: o mundo dos escravos no Distrito Diamantino e no Arraial do Tejuco. In: LIBBY, Douglas Cole; FURTADO, Júnia Ferreira (Org.). Trabalho livre, trabalho escravo: Brasil e Europa, séculos XVIII e XIX. São Paulo: Annablume, 2006, p. 223-250. GUIMARÃES, Carlos Magno. Inconfidência, estrutura agrária e escravidão. Revista do Departamento de História, Belo Horizonte: FAFICH/UFMG, n. 9, p. 161-179, 1989. JOSÉ, Oiliam. O negro na economia mineira. [S.l.: s.n], 1993. LAW, Robin. Etnias de africanos na diáspora: novas considerações sobre os significados do termo ‘mina’. Tempo: Revista de História da UFF, Niterói: Sette Letras, v. 10, n. 20, p. 98-120, 2006. LIBBY, Douglas Cole. As populações escravas das Minas setecentistas: um balanço preliminar. In: RESENDE, Maria Efigênia Lage de; VILLALTA, Luiz Carlos (Org.). História de Minas Gerais: as Minas setecentistas. Belo Horizonte: Autêntica; Companhia do Tempo, 2007, v. 1, p. 407-438. ______ . Transformação e trabalho em uma economia escravista: Minas Gerais no século XIX. São Paulo: Brasiliense, 1988. ______ ; PAIVA, Clotilde Andrade. Alforrias e forros em uma freguesia mineira: São José d’El Rey em 1795. Revista Brasileira de Estudos de População, São Paulo, v. 17, n. 1/2, p. 17-46, jan./dez. 2000. LUNA, Francisco Vidal. Minas Gerais: escravos e senhores. Análise da estrutura populacional e econômica de alguns centros mineratórios (1718-1804). São Paulo: IPE/USP, 1981. ______ ; COSTA, Iraci del Nero da. Minas colonial: economia e sociedade. São Paulo: FIPE; Pioneira, 1982. PAIVA, Clotilde Andrade. População e economia nas Minas Gerais do século XIX. São Paulo, 1996. Tese (Doutorado em História) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. PAIVA, Eduardo França. Bateias, carumbés, tabuleiros: mineração africana e mestiçagem no Novo Mundo. In: PAIVA, Eduardo França; ANASTASIA, Carla Maria Junho (Org.). O trabalho mestiço: maneiras de pensar e formas de viver – séculos XVIII e XIX. São Paulo: Annablume, 2002, p. 187-207. PEIXOTO, Ignácio José de Alvarenga. Obras poéticas. Edição de Joaquim Norberto de Sousa Silva. Rio de Janeiro: Garnier, 1865. RODRIGUES, André Figueiredo. O clero e a Conjuração Mineira. São Paulo: Humanitas FFLCH/USP, 2002. ______ . A fortuna dos inconfidentes: caminhos e descaminhos dos bens de conjurados mineiros (1760-1850). São Paulo: Globo, 2010. ______ . Um potentado na Mantiqueira: José Aires Gomes e a ocupação da terra na Borda do Campo. São Paulo, 2002. Dissertação (Mestrado em HistóriaSocial) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. SOUZA, Laura de Mello e. O sol e a sombra: política e administração na América portuguesa do século XVIII. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. VERGER, Pierre. Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o golfo do Benin e a Bahia de Todos os Santos: dos séculos XVIII e XIX. 4. ed. Trad. Tasso Gadzanis. São Paulo: Corrupio, 2002
589 caminhosdahistoria v. 19 n. 1 (2014) Homem e natureza no sertão norte paranaense: a fotografia de Amedeo Boggio Ana Heloisa Molina;Lúcia Helena Oliveira Silva; Sertão, Fotografia, norte do Paraná, Amedeo Boggio O sertão do norte do Paraná registrado em fotografias realizado por Amedeo Boggio (1901-1967) é o mote para refletir sobre os ideários técnicos para o mapeamento geográfico nas primeiras décadas do século XX, o uso da fotografia como evidência documental e a leitura de um grupo de fotografias retratando o cotidiano de uma missão exploratória e desbravadora. BIOGRAFIA de um pioneiro do Norte do Paraná: Dr. Amadeu Boggio Merlo. Londrina [1999] 1v. Anotações de família, material não publicado.Museu Histórico de Londrina. BURKE, Peter. Testemunha ocular: História e imagem. Bauru: Edusc, 2004. CARVALHO, Vânia Carneiro de. A representação da natureza na pintura e na fotografia brasileiras do século XIX. IN. FABRIS, Annateresa (org.). Fotografia. Usos e funções no século XIX. São Paulo: Edusp,1998. HARDMAN, Francisco Foot. O trem fantasma. A modernidade na selva. São Paulo: Cia das Letras, 1988. HERSCHMANN, Micael M. e PEREIRA, Carlos Alberto M. A invenção do Brasil Moderno. Medicina, educação e engenharia nos anos 20 e 30. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. KOSSOY, Bóris. Fotografia e História. São Paulo: Ática, 1989. KOSSOY, Boris. Fotografia e memória: reconstituição por meio da fotografia. In. SAMAIN, Etienne (org.). O fotográfico. 2ª edição. São Paulo: Ed, Hucite/Ed. Senac, 2005. MAUAD, Ana M. Através da imagem: fotografia e história: interfaces. Revista Tempo, Niterói, UFF, Relume-Dumará, v. 1, p. 73-98, 1996. PAULA, Eurípedes S. “Cornélio Procópio”. Publicado em Geografia. São Paulo, v. 2, n.2-3, 1936. In. CARVALHO, Márcia S.de, e FRESCA, Tânia M. (orgs.). Geografia e Norte do Paraná: um resgate histórico. Vol. 1. Londrina-Pr: Edições Humanidades, 2007. PEIXOTO, Renato A. A história e a cartografia do espaço nacional. Fragmentos de Cultura. Goiânia: Ed. UCG. v. 15, n. 8, ago 2005. Revista Brasileira de Geografia. Rio de Janeiro, v. 14, n.4, out./dez., 1952. In. CARVALHO, Márcia S.de, e FRESCA, Tânia M. (orgs.). Geografia e Norte do Paraná: um resgate histórico. Vol. 1. Londrina, Edições Humanidades, 2007. ROUILLÉ, Andre. A fotografia. Entre documento e arte contemporânea. São Paulo: Ed.Senac, 2009. SAMAIN, Etienne (Org.). O Fotográfico. 2. ed. São Paulo: Senac; Hucitec, 2005. TURAZZI, Maria Inez. A euforia do progresso e a imposição da ordem: a engenharia, a indústria e a organização do trabalho. Rio de Janeiro: COPPE. SP/Marco Zero, 1989.
590 caminhosdahistoria v. 19 n. 1 (2014) A prédica e o ato: o discurso político e a prática governativa de D. Pedro Miguel de Almeida Portugal, Conde de Assumar, Minas Gerais, 1717-1720 Carlos Leonardo Kelmer Mathias;Fernanda Fioravante; Discurso, Prática governativa, Elite pluriocupacional A partir da análise da obra Discurso Histórico e Político Sobre a Sublevação que nas Minas Houve no Ano de 1720, de autoria do governador de Minas Gerais D. Pedro de Almeida Portugal (Conde de Assumar), o presente artigo tem por objetivo estabelecer uma comparação entre as críticas e as considerações feitas pelo conde para o melhor governo da capitania com medidas efetivamente tomadas ao longo do período no qual exerceu o ofício de governador. Com o intuito de aferir melhor compreensão acerca da correlação acima, o artigo buscará mapear as relações havidas entre D. Pedro de Almeida com alguns dos mais importantes nomes da elite pluriocupacional mineira. ALMEIDA, Carla Maria de Carvalho de. Homens ricos, homens bons: produção e hierarquização social em Minas colonial, 1750-1722. Niterói: UFF, 2001. (Tese de Doutorado). ANASTASIA, Carla. Vassalos rebeldes: violência coletiva nas Minas na primeira metade do século XVIII. Belo Horizonte: C/Arte, 1998.BICALHO, Maria Fernanda. A cidade e o Império: o Rio de Janeiro no século XVIII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. CAMPOS, Maria Verônica. Governo de mineiros: “de como meter as minas numa moenda e beber-lhe o caldo dourado”, 1693 a 1737. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2002. (Tese de doutorado). FIORAVANTE, Fernanda. Os bons homens das minas: os oficiais das câmaras mineiras no processo de implantação do poder régio nas terras do ouro, c. de 1711- c. 1750. Rio de Janeiro: UFRJ/PPGHIS, 2012 (Tese de Doutorado). ______. “As custas do sangue, fazenda e escravos”: formas de enriquecimento e padrão de ocupação dos ofícios da câmara de Vila Rica, c. 1711- c. 1736. Rio de Janeiro: UFRJ/PPGHIS, 2008 (Dissertação de Mestrado). FRAGOSO, João. À espera das frotas: a micro-história tapuia e a nobreza principal da terra (Rio de Janeiro, 1600-1750). Rio de Janeiro: UFRJ/PPGHIS, 2005 (Tese de Concurso para Professor Titular de Teoria da História). GOUVÊA, Maria de Fátima. “Poder político e administrativo na formação do complexo atlântico português (1645-1808)”. In: FRAGOSO, João Luís Ribeiro; BICALHO, Maria Fernanda Baptista & GOUVÊA, Maria de Fátima. O Antigo Regime nos trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI – XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. p. 285-315. HESPANHA, António Manuel. “Estruturas político administrativas do Império português”. In: MAGALHÃES, Romero de (ed.) Outro mundo novo vimos. Lisboa, CNCDP, 2001, p. 23-39. KELMER MATHIAS, Carlos Leonardo. As múltiplas faces da escravidão: o espaço econômico do ouro e a elite pluriocupacional na formação da sociedade mineira, c. 1711 – c. 1756. 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591 caminhosdahistoria v. 19 n. 1 (2014) A Capela de Santa Rita do Ibitipoca: religião, poder e direitos fiscais nas Minas setecentista Renato da Silva Dias;Jeaneth Xavier de Araújo; Capelas, Religiosidades, Poder, Fiscalidade Neste artigo analisam-se os conflitos resultantes da edificação da capela de Santa Rita do Ibitipoca e da consequente formação do arraial homônimo em seu entorno, relacionando-os aos desvios fiscais e à abertura de picadas. Podem-se averiguar, entre outros aspectos, as divergências e conflitos de interesses entre os moradores e a Coroa, uma vez que aqueles esperavam residir próximo ao novo templo, para celebrar os ofícios divinos, desejando, do mesmo modo – e este era o motivo da preocupação das autoridades administrativas – abrir picadas, ligando o novo arraial às suas roças, facilitando o transporte de alimentos. A Coroa se preocupava, sobretudo, com a evasão de divisas por meio do desvio de ouro e diamantes e da sonegação de impostos nos registros fiscais, controlando, para isso, a abertura de novos caminhos e picadas, o que deu ensejo ao conflito. ALVES, Rosana de Figueiredo Ângelo. A venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo de Sabará: pompa barroca, manifestações artísticas e as cerimônias da Semana Santa (século XVIII a meados do século XIX). 1999. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1999. ANASTASIA, Carla Maria Junho et al. Dos bandeirantes aos modernistas: um estudo histórico sobre Vila Rica. Oficina do Inconfidência: revista de trabalho, Ouro Preto, n. 1, dez. 1999. ANDRADE, Francisco Eduardo de. A invenção de Minas Gerais: empresas, descobrimentos e entrada nos sertões do ouro da América portuguesa. Belo Horizonte: Autêntica Editora: Editora PUC Minas, 2008. ARAÚJO, Jeaneth Xavier de. 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592 caminhosdahistoria v. 19 n. 1 (2014) Guerra, recursos naturais, império, escravidão e democracia: a forte presença da Liga de Delos na obra de historiadores helenistas de inspiração marxista José Otávio Aguiar; Historiografia de inspiração marxista, democracia antiga, criação histórica O artigo propõe um debate sobre os limites e alcances das noções de democracia na antiga Grécia a partir das reflexões de uma certa historiografia temática que as abordou nos anos de 1970 e 1980, a partir de uma matriz de inspiração marxista e economicista, que tentava dar nexo a conceitos e fenômenos observados em sociedades que, naturalmente, não tinham para si os modernos conceitos de economia. Particularmente, escolhemos as reflexões de Moses Finley (1912-1986) para pensar categorias como determinação, indeterminação, criação e ineditismo histórico. CASTORIADIS, Cornelius. A criação Histórica. Porto Alegre: Artes e Ofícios: 1992. FINLEY, M.I. Aspectos da Antigüidade. São Paulo: Martins Fontes, 1991. HERODOTO. História. Rio de Janeiro: Ediouro, 1980. MOSSÉ, Claude. Atenas: história de uma democracia. São Paulo: Brasiliense, 1981. TUCÏDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: UNB, 1999.
594 caminhosdahistoria v. 18 n. 2 (2013) Entre el ‘ideal’ de la nación moderna y ‘civilizada’ y la dura realidad. La mirada sobre el trabajador callejero en el México del siglo XIX Fabíola Jesavel Flores Nava; Mirada, Trabajador callejero, Imagen, Costumbrismo, Nación, Fotografia, Historia El objetivo de este artículo es hacer un análisis de ciertas imágenes litográficas y fotográficas del trabajador callejero mexicano realizadas en la segunda mitad del siglo XIX como “representaciones costumbristas” de lo propiamente “nacional”. Lo que se intenta es hacer un balance sobre la forma en la que el poder establecido construye el imaginario social desde las representaciones visuales en un contexto determinado, partiendo de las herramientas que ofrece lo que aquí se llama la historia crítica de la mirada. En concreto, el artículo sostiene que las representaciones mencionadas proponen visualmente un tipo de trabajador domesticado y “civilizado” que corresponde a plenitud con la categoría liberal de lo que debe ser el “buen ciudadano”, una imagen funcional al proyecto de construcción nacional impulsado por las clases dominantes del país durante el siglo XIX.
595 caminhosdahistoria v. 18 n. 2 (2013) A presença das Mil e uma noites na ficção televisiva e cinematográfica César Henrique Queiroz Porto; Orientalismo, Orientalidade, Mídia O presente artigo se propõe a analisar a importância do livro de Antoine Galland, The Thousand and One Nights, conhecido na literatura brasileira como As Mil e Uma Noites na produção e elaboração de representações ocidentais em torno do Islã. Pode-se afirmar que as “mil e uma noites”, por se tratar de um texto aberto a múltiplas interpretações foi apropriado e reelaborado a partir do século XVIII, de forma contínua no seio das audiências ocidentais, se constituindo assim em fonte primária para a construção de um poderoso imaginário sobre o Oriente. Nesse sentido pode-se dizer que o livro se tornou um dos marcos fundadores do Orientalismo literário, servindo como modelo para a retratação do universo oriental. Produções midiáticas que manifestam imagens estigmatizadas egressas do Orientalismo literário e da “orientalidade” incluem desenhos animados, a exemplo de Aladim, Simbad e Pica-Pau, feitos cinematográficos em que se incluem o filme Príncipe da Pérsia, e ficções televisivas como O Clone, entre outras. A proposta deste trabalho é avaliar a intervenção e importância das “mil e uma noites” nestes distintos produtos midiáticos. DEMANT, Peter. O Mundo Muçulmano. São Paulo: Contexto, 2004. GALLAND, Antoine. As mil e uma noites. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. ( 2 volumes). Gravação da novela O Clone pertencente ao Arquivo Pessoal de César Henrique de Queiroz Porto. IORIO, Patrícia de Miranda. A menor distância entre dois mundos: um estudo sobre a representação do EU e do Outro em telenovelas de Glória Perez. Tese de Doutorado em Ciência da Literatura – Literatura Comparada, defendida em 2010 na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFJR. Disponível em: . Acesso em: 05 abr. 2010. KELLNER, Douglas. Cultura da Mídia e Triunfo do Espetáculo, p. 119-147, in Sociedade Midiatizada. Org. Denis de Moraes. Rio de Janeiro: Mauad, 2006. MACEDO, José Rivair; MONGELLI, Lênia Márcia (Org.). A Idade Média no Cinema. São Paulo: Ateliê Editorial, 2009. OLIVER, Martyn Allebach. A Thousand and One Nights and the Construction of Islam in the Western Imagination. Submitted in partial fulfillment of the requirements for the degree of Doctor of Philosophy. Graduate School of Arts and Sciences. Boston: Boston University, 2009. ORKUT. Você acha que a novela O Clone ensinou aspectos da religião muçulmana? Disponível em: . Acesso em: 25 de jul. de 2011 SAID, Edward. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. STAM, Robert. Introdução à Teoria do Cinema. Campinas: Papirus, 1998. SOUTHERN, R. W. Western Views of Islam in the Middle Ages. Massachusetts: Harvard University Press, 1962. THOMPSON, John B. A Mídia e a Modernidade: uma teoria social da mídia. Rio de Janeiro: Vozes, 1998.
596 caminhosdahistoria v. 18 n. 2 (2013) Análise da expansão dos mangás (histórias em quadrinhos japonesas) no Brasil através da imprensa entre 1994 e 2004 Rejane Meireles Amaral Rodrigues;Bruna Dias Cangussu; Mídia, Cultura, Mangás, Práticas sociais Este artigo desenvolve uma reflexão acerca da emergência e propagação da mídia nos anos 1994 e 2004, período em que ocorreu a entrada no campo editorial brasileiro de novas publicações, dentre elas os mangás (histórias em quadrinhos japonesas). Estudar os mangás emerge, pois, do interesse em pesquisar a respeito da identificação do jovem brasileiro com essas publicações, como esses entendiam os mangás, e como isso pode responder ou ajudar a entender a cultura que engloba não somente as produções literárias, mas todo o cotidiano, numa época em que a imprensa e a mídia fixaram-se nesse cotidiano. Assim, a partir da análise da expansão do mangá em território brasileiro observamos a cultura que produz e não apenas reproduz a realidade, na qual os mangás foram desencadeadores de práticas sociais, proporcionando trocas de experiências, socialização nos espaços de convivência, realização de eventos e produções próprias. BARROS, José D’Assunção. O campo da História: especialidades e abordagens. 4 ed. Petrópolis: Vozes, 2004. BRIGGS, Asa; BURKE, Peter. Uma História social da mídia: de Gutemberg à Internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. ed., 2004. CEVASCO, Maria Elisa. Para ler Raymond Williams. 1ª ed. São Paulo: Paz e terra. 2001. CRUZ, Heloisa Faria; PEIXOTO, Maria do Rosário; KHOURY, Yara Aun. Outras historias: memórias e linguagens. São Paulo: Olho d’água, 2005. FANELON, Déa Ribeiro. Muitas memórias, outras historias. São Paulo: Olho d’água, 2005. FOLHA DE SÃO PAULO, Disponível em: . LUYTEN, Sonia Bibe. Mangá-O poder dos quadrinhos Japoneses. São Paulo: Estação Liberdade, 1991. VILLAMÉA, Luiza. Revolução tecnológica e reviravolta política In: MARTINS, Ana Luiza; LUCA, Tânia Regina (orgs). História da imprensa no Brasil. São Paulo: Contexto, 2008. WILLIAMS, Raymond. Cultura e sociedade. São Paulo: Nacional, 1969.
597 caminhosdahistoria v. 18 n. 2 (2013) Construção de identidades pelas críticas cinematográficas: um estudo comparativo entre os Jornais Correio do Povo e o 5 de Abril Cristina Ennes da Silva;Paula Regina Puhl;Cláudia Gisele Masiero; Crítica cinematográfica, Imprensa, Identidades O presente estudo busca apresentar e analisar as críticas cinematográficas publicadas nos jornais Correio do Povo e O 5 de abril, durante o primeiro semestre de 1950, por meio da metodologia da análise de conteúdo. Entendidas como guias aos leitores, as críticas cinematográficas podiam influenciar a leitura do filme. Nesse sentido, buscou-se problematizar a relação entre elas e a construção das identidades em dois contextos distintos, Novo Hamburgo, local de produção e circulação de O 5 de abril, e Porto Alegre, capital, por meio do Correio do Povo, jornal de maior circulação no estado na época. Verificou-se, assim, relação mais estreita no primeiro caso, isto é, proximidade entre crítica e leitor, e, no segundo caso, um maior distanciamento e uma crítica mais especializada e completa. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2004. BEHREND, Martin Herz. O 5 de abril. Porto Alegre: Metrópole Ind. Gráfica, 2002. CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Lisboa: DIFEL, 2002. CUCHE, Denys. A noção de cultura nas ciências sociais. 2. ed. Bauru: EDUSC, 2002. GEERTZ, Cliford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1989. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2005. HALL, Stuart. Quem precisa da identidade? In. SILVA, Tadeu Tomaz da (Org.). Identidade e diferença. As perspectivas dos estudos culturais. Petrópolis: Editora Vozes, 2009. MORAES, Roque. Análise de conteúdo. Educação, Porto Alegre: Faculdade de Educação. PUCRS/Curso de Pós-Graduação, 1999, pp. 5-31. PESAVENTO, Sandra Jatahy. História do Rio Grande do Sul. 4. ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1985. PETRY, Leopoldo apud DREHER, Martin Norberto. O desenvolvimento econômico do Vale dos Sinos. Estudos Leopoldenses, Série História, vol. 3, n. 2, 1999. PUHL, Paula Regina; SILVA, Cristina Ennes. O que vai pelos cinemas: a crítica cinematográfica e a construção das identidades. FAMECOS. Porto Alegre, vol. 18, n. 1, pp. 41-54, janeiro-abril, 2011. RÜDIGER, Francisco. Tendências do Jornalismo. 3. ed. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 2003. SCHNEIDER, Sergio. Os colonos da indústria calçadista: expansão industrial e as transformações da agricultura familiar no Rio Grande do Sul. Revista Ensaios FEE, Porto Alegre, vol. 17, n. 1, pp. 298-323, 1996. SILVA, Tadeu Tomaz da. A produção social da identidade e da diferença. In.______(Org.). Identidade e diferença. As perspectivas dos estudos culturais. Petrópolis: Editora Vozes, 2009. ______. Identidade e diferença. As perspectivas dos estudos culturais. Petrópolis: Editora Vozes, 2009. THOMPSON, John B. A mídia e a modernidade: uma teoria social crítica. Petrópolis: Vozes, 1998. TROTELIS, Adriano Lima; BASSO, Luis Alberto. Porto Alegre: urbanização, sub-habitação e consequências ambientais. BGG (Boletim Gaúcho de Geografia) n. 37, Porto Alegre: pp. 109-116, mai. 2011. TURNER, Graeme. O cinema como prática social. São Paulo: Summus, 1997. WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: uma introdução teórica e conceitual. In. SILVA, Tadeu Tomaz da (Org.). Identidade e diferença. As perspectivas dos estudos culturais. Petrópolis: Editora Vozes, 2009.
598 caminhosdahistoria v. 18 n. 2 (2013) Tiburtina de Andrade Alves: (re)leituras das possibilidades de ser mulher em Montes Claros na primeira metade do século XX por meio da imprensa Maria de Fátima Gomes Lima do Nascimento;Filomena Luciene Cordeiro Reis; História política, Cultura política, Imprensa, Mulheres, Montes Claros Montes Claros, cidade localizada no norte de Minas Gerais, organizava um Congresso do Algodão e Cereais em 1930, cuja divulgação, em especial nos jornais locais, circulava com informações sobre o evento. No entanto, esse momento foi palco de um acontecimento que mobilizou a cidade e a política nacional. Um tiroteio, revelando hostilidades entre as facções políticas locais, mas de âmbito estadual e nacional, se interpõe no meio do caminho. Ressaltamos que, o vicepresidente da República, Mello Vianna, estava presente e se encontrava inserido no tumulto, agravando, ainda mais, o movimento entre conservadores e liberais. Foi nesse conflito que emergiu a figura de uma mulher, Tiburtina Andrade Alves. Nesse sentido, o objetivo desse artigo é ocasionar (re)leituras das possibilidades de ser mulher em Montes Claros na primeira metade do século XX por meio da imprensa e da atuação de Tiburtina Andrade Alves. Para tanto, as fontes de estudo constituíram, sobretudo de jornais, contando também com entrevistas e livros de memorialista e cronistas, visando entender esse episódio e o papel da mulher na política e na sociedade. A imprensa constituiu como fonte e metodologia de pesquisa e a história oral, a possibilidade de outras memórias sobre o assunto. BARROS, José D‘Assunção. O Campo Histórico. Rio de Janeiro: Cela, 2002. BURKE, Peter. Imagens de indivíduos. In: Testemunha ocular: História e imagem. SANTOS, Vera Maria Xavier dos (Trad.). REIS FILHO, Daniel Ararão (Revisão Técnica). Bauru, S.P: EDUSC, 2004. CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (Orgs.). Domínios da História: ensaios da teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. FACÓ, Rui. O desperta dos pobres do campo. In.: Cangaceiros e fanáticos: gênese e luta. 2 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965. p. 59-76. FALCON, Francisco Calazans. História e representação. In: Representações contribuição a um debate transdisciplinar. CARDOSO, Ciro Flamarion. MALERBA, Jurandir (Orgs.) Campinas, S. P.: Papirus, 2000. LAHUERTA, Milton. Os intelectuais e os anos 20: Moderno, modernista, modernização. In: A década de 1920 e as origens do Brasil moderno. DE LORENZO, Helena Carvalho e COSTA, Wilma Peres da (Org.) São Paulo: UNESP, 1997. MORAIS, Aurino. Minas na Aliança Liberal e na Revolução de 1930. Belo Horizonte: Pindorama, 1933. p. 197-8. (Edição fac-similar com prefácio do deputado Bonifácio José Tamm de Andrada. Brasília: Câmara dos Deputados, 1990). NASCIMENTO, Maria de Fátima Gomes Lima do. Tiburtina de Andrade Alves: entre as relações de poder e as representações sociais de uma mulher (Montes Claros na primeira metade do século XX). 2004. 199 f. Dissertação (mestrado em História) – Universidade Severino Sombra, Vassouras, 2004. ORLANDI, E. Análise de discurso: princípios e procedimentos. 4 ed. São Paulo: Pontes, 2002. PANOFSKY, Erwin. Estudos de Iconografia: temas humanísticos na arte do renascimento. 2 ed. Lisboa: Estampa. 1982. PAULA, Hermes Augusto de. Montes Claros: sua história sua gente e seus costumes. Belo Horizonte: Minas Gráfica Editora Ltda. 1979. SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. In.: Revista Educação e Realidade, Porto Alegre, 16(2) : 5-22, jul/dez 1990. REMOND, René. Do político. In.: Por uma História Política. Rio de Janeiro: UFRJ/FGV, 1996.
599 caminhosdahistoria v. 18 n. 2 (2013) 1940: E. M. Forster e a invasão da Inglaterra pela Alemanha Wendell Ramos Maia; E.M. Forster, Segunda Guerra Mundial, BBC, Nazismo, Invasão Em 1940, depois da derrocada da França, o escritor inglês Edward Morgan Forster, que então atuava na B.B.C., passou a atacar Hitler com mais virulência dado o temor da ocupação nazista. Partindo de uma análise do material produzido e levado ao ar na B.B.C. durante a Batalha da Inglaterra, e confrontando-o com a historiografia sobre a Segunda Guerra Mundial, discutiremos dois tópicos abordados por ele: a possibilidade da invasão alemã de se concretizar e o tratamento que os ingleses receberiam caso fossem derrotados. O objetivo é verificar até que ponto o quadro pintado por E.M. Forster correspondia à realidade ou não. APPLEBAUM, Anne. Gulag: uma história dos campos de prisioneiros soviéticos. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009. BLOCH, Marc. A Estranha Derrota. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011. BUCHANAN, Patrick J. Churchill, Hitler e a Guerra Desnecessária. São Paulo: Nova Fronteira, 2009. CARTER, Miranda. Os Três Imperadores: Três Primos, Três Impérios e o caminho para a Primeira Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. DENMAN, Roy. Missed Chances: Britain and Europe in the Twentieth Century. London: Indigo, 1997. FERGUSON, Nial. The Pitty War. Nova York: Basic, 1972. FURBANK, P.N.; LAGO, Mary. (ed.) Selected Letters of E.M.Forster: volume one: 1879-1920. Cambridge: Belknap Press and Harvard University, 1983. ______.; ______. (ed.). Selected Letters of E.M.Forster: volume two: 1921-1970. Cambridge: Belknap Press and Harvard University, 1985. JUDT, Tony. Pós-guerra: Uma história da Europa após 1945. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. LUKCAS, John. Cinco Dias em Londres: negociações que mudaram o Rumo da II Guerra. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. ______. O Duelo Churchill x Hitler: 80 dias cruciais da Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. ______. Junho de 1941: Hitler e Stalin. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. MACDONOGH, Giles. The Last Kaiser: The Life of Wilhelm II. New York: St.Martin’s Press, 2000. MAZOWER, Mark. O Império de Hitler: A Europa sob domínio Nazista. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.TAYLOR, A.J.P. Historia de Inglaterra: 1914-1945. Ciudad do Mexico: Fondo de Cultura Economica, 1989. TAYLOR, A.J.P. The Origins of The Second World War. London: Penguin, 1991. STEIN, Gertrude. Guerrasque he visto. Barcelona: Debolsillo, 2003. WOOLF, Virginia. Diários: Primeiro volume: 1915-1926. Lisboa: Bertrand, 1985. ______. Diários: Segundo volume: 1927-1941. Lisboa: Bertrand, 1987.
600 caminhosdahistoria v. 18 n. 2 (2013) O método arqueológico em M. Foucault: uma possibilidade historiográfica Ildenilson Meireles;Getúlio Dias Malveira; Foucault, Arqueologia, História, Discurso O artigo descreve o núcleo da analítica do discurso de Michel Foucault com vistas a sua possível aplicação historiográfica. O núcleo do método arqueológico comporta duas tarefas de descrição (do enunciado e das formações discursivas), as quais permitem ulteriormente a realização de tarefas complementares: descrição dos fatos discursivos comparativos, das regiões de interdiscursividade em uma época e para um grupo limitado de discursos, e a análise dos efeitos nãodiscursivos produzidos no e pelo discurso. Sempre situado historicamente, o discurso é um conjunto de acontecimentos que entretém com os acontecimentos não-discursivos um conjunto de relações determinadas, datadas e datáveis, as quais só podem ser analisadas, segundo o filósofo francês, se primeiro se restitui aos enunciados que o compõem seu caráter de acontecimentos históricos. BACHELARD, Gaston. Ensaio sobre o conhecimento aproximado; tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004. FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber; tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. 1ª ed. Petrópolis: Vozes, 1972. ______. Les Mots et les Choses. Paris: Éditions Gallimard, 1966. ______. A ordem do discurso; tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. São Paulo: Loyola, 2005a. FOUCAULT, Michel. Arqueologia das ciências e história dos sistemas de pensamento; tradução de Elisa Monteiro. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2005b. (Ditos e Escritos II). ______. Em defesa da sociedade; tradução de Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 1999. ______. Os anormais: curso no Collège de France (1974-1975); tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2010. ______. La vida de los hombres infames; traducion Julia Varela y Fernando Alves Uría. La Plata: Editora Altamira, 1996. ______. Eu Pierre Rivière que degolei minha mãe, minha irmã e meu irmão... Um caso de parricídio no século XIX, apresentado por Michel Foucault; tradução de Denize de Almeida. Rio de Janeiro: Graal, 1977a. ______. O Nascimento da Clínica; tradução de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1977b. GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes; tradução de Maria Betânia Amoroso. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
601 caminhosdahistoria v. 18 n. 2 (2013) A metodologia da história oral em ensino e pesquisas históricas: algumas ponderações Aparecida Maciel da Silva Shikida; Metodologia de História oral, Pesquisa, História-memória, Oralidade, Constituição social do conhecimento A palavra “Conhecimento” tornou-se a chave para todo processo de inclusão histórica, cultural, social e institucional na humanidade e, inseridos nestes novos tempos, vem entretecendo os saberes, construções identitárias, compreensões digitais e perspectivas cidadãs. Nesta linha de pensamento, é importante fomentar reflexões sobre o lugar da oralidade na construção do conhecimento científico e a importância da Metodologia de História Oral, que possibilita a reconstrução do saber constituído, recuperado, organizado e democraticamente disseminado na sociedade. Não se refere aqui a um saber estanque ou fragmentado, mas um saber contextualizado, dinâmico e historicamente localizado. Em suma, fala-se de um saber, que se faz conhecimento científico, construído a muitas mãos e que representa a história e memória social de uma comunidade, de um povo, de uma nação, uma vez que quando se reflete sobre a função da oralidade, concluise que ela é alicerce de todo processo informacional. Sua universalidade e caráter democrático permitem a inclusão do homem como ser constitutivo de sua história e trajetória. Portanto, esforços e políticas de democratização informacional, precisam ser empreendidos em direção ao seu reconhecimento e disseminação, dessa ferramenta fundamental ao conhecimento do homem em seu universo social. ALBERTI, Verena. Depoimento. Rio de Janeiro: CPDOC, 2005. Entrevista concedida à Aparecida Maciel da Silva Shikida e ao Programa de História Oral da UFMG. BAUMAN, Zygmunt. Comunidade: a busca por segurança não mundo atual. Rio de Janeiro: Jorge Zahat, 2003. BOSI, Ecléia. Memória e Sociedade: lembranças de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.BRANDÃO, Jacinto Lins. História Oral e memória no mundo grego. Encontro Nacional de História Oral, 5, 1999. Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: ABHO/ Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UFMG, 1999. Mimeografado. BREEN, Marcus. Informação não é conhecimento: teorizando a economia política da virtualidade. Journal of Compider Mediated Communication, v.3, n.1, p.1-16, dez. 1997. CRUVIKSHANK, Julie. Tradição oral e história oral: revendo algumas questões. In: DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Depoimento. Belo Horizonte: FAFICH/UFMG, 2005. Entrevista concedida à Aparecida Maciel da Silva Shikida e ao Programa de História Oral / Centro de Estudos Mineiros da UFMG. ENRIQUES, Eúgene. Indivíduo, criação e história. In: ______. Connexions: perspectives psychanalytiques sur les conduites sociales. Paris, n.44, p.141-158, 1984. Mimeografado. FERREIRA, Marieta de Morais; AMADO, Janaína (Org.). Uso e abuso da história oral. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1998. FONTES, Carlos. Universo Sonoro. A Escrita Alfabética. Os Desvios da Tradição. Emergências Histórica da Filosofia. Disponível em: . Acesso em: 05 fev. 2005. HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. LE GOFF, Jacques. Memória. In: ______. Enciclopédia Einaud. Porto: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1984a. p.11-50. LE VEN, Michel Marie. Depoimento. Belo Horizonte: FAFICH/UFMG, 2004. Entrevista concedida à Aparecida Maciel da Silva Shikida e ao Programa de História Oral/Centro de Estudos Mineiros da UFMG. MORIN, Edgar. Os Sete Saberes necessários para Educação. São Paulo: Cortez, 2000. PEREIRA, Ligia Maria Leite. “História Oral: Desafios e potencial na produção do conhecimento histórico” In: Coletânea do IV Encontro Nacional de História do Esporte, Lazer e Educação Física, Escola de Educação Física da UFMG, Belo Horizonte, 22 a 26 de outubro de 1996. PEREIRA, Lígia Maria Leite. Depoimento. Belo Horizonte: FAFICH/UFMG, 2005. Entrevista concedida à Aparecida Maciel da Silva Shikida e ao Programa de História Oral/Centro de Estudos Mineiros da UFMG. QUEIROZ, Maria Isaura Pereira. Relatos Orais: do indizível ao dizível: In: SINSON, Olga de Moraes Von (org). Experimentos com histórias de vida. São Paulo: Vértice, 1988. p.14-48. SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. 2 ed. Rio de Janeiro: Record, 2000. SHIKIDA, Aparecida Maciel da Silva. Informação, História e Memoria: Constituição social da informação em relatos orais. Belo Horizonte: ECI/UFMG, 2005. ______. Ouvir, sentir e contar: Histórias de Minha história. Congresso Internacional de História Oral e Educação. Buenos Aires, Argentina, 2007. SILVA, Regina Helena Alves da. Depoimento. Belo Horizonte: FAFICH/UFMG, 2005. Entrevista concedida à Aparecida Maciel da Silva Shikida e ao Programa de História Oral/Centro de Estudos Mineiros da UFMG. THOMPSON, Paul. A voz do passado – história oral. São Paulo: Paz e Terra,1998.
602 caminhosdahistoria v. 18 n. 2 (2013) Projetos de desenvolvimento no médio Vale do São Francisco e o caso da criação da hidrelétrica de Três Marias: perspectivas de investigação histórica Dilma Andrade de Paula;Leandro José Nunes; Desenvolvimento, Hidrelétrica de Três Marias, Estado brasileiro, Intelectuais O artigo apresenta um projeto interinstitucional de pesquisa na área de História, em andamento, e enfoca a construção da hidrelétrica de Três Marias, de 1957-1961, em Minas Gerais, buscando perceber de que forma novas regiões e suas populações foram incorporadas ao projeto desenvolvimentista nacional e as suas contradições, sob o pretexto de romper com o “atraso”. A obra foi noticiada na época como “arrojada” e como “redenção” no vale do São Francisco. Trabalha-se com fontes diversas como jornais, revistas, relatórios, projetos, folhetos, entrevistas, etc., investigando-se a forma como a obra foi anunciada na época, alguns detalhes de sua construção, bem como alguns de seus agentes, planejadores e seus objetivos. ARAÚJO, Fernanda da Costa M. “Da solidariedade econômica ao ativismo político”: o caso Lucas Lopes.2010. 192 f. Dissertação (Mestrado em História) – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2010. BARBOSA, Daniel Henrique Diniz. Tecnoburocracia e pensamento desenvolvimentista em Minas Gerais (1903-1969). Tese (Doutoramento em História Econômica). Departamento de História – Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo, 2012. BIELSCHOWSKY, Ricardo. Pensamento econômico brasileiro: o ciclo ideológico do desenvolvimentismo. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Contraponto Editora, 1996. CAMPOS, André Luiz Vieira de. Políticas internacionais na Era Vargas. O Serviço Especial de Saúde Pública, 1942-60. Rio de Janeiro: Ed. FIOCRUZ, 2006. CARDOSO, Heloisa H. P. Conciliação, Reforma e Resistência: governo, empresários e trabalhadores em Minas Gerais nos anos 50. Tese (Doutoramento em História Econômica). Departamento de História – Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo, 1998. CORRÊA, M. L., PAULA, D.A. A Central Elétrica de Furnas e o desenvolvimentismo no Brasil (1952-1965). America Latina enla HistoriaEconómica, año 21, num 2, mayo-agosto, 2014, pp.143-165. DULCI, Otávio S. Política e recuperação econômica em Minas Gerais. Belo Horizonte: Humanitas, 1999. ESTEVA, G. Desenvolvimento. In: SACHS, W. (Editor). Dicionário do Desenvolvimento. Guia para o conhecimento como poder. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000, p.59-83. GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere, v. 2. Ed. e trad. Carlos Nelson Coutinho; co-edição Luiz Sérgio Henriques e Marco Aurélio Nogueira – 2ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. ______. Cadernos do Cárcere, v. 3. Ed. e trad. Carlos Nelson Coutinho; coedição Luiz Sérgio Henriques e Marco Aurélio Nogueira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. HORTA, Claúdia Júlia G., PRATES, Fernando M., MARQUES, Maria Luiza de A., COSTA, Mônica G., NOGUEIRA, Olinto José O., CATILHO, Vera S. Estudo baseado no Atlas de desenvolvimento humano no Brasil (1991-2000). Belo Horizonte: Fund. João Pineiro. Disponível em: WWW.bibliotecadigital.mg.gov.br. Acesso em 16/01/2014. IANNI, Octávio. As origens agrárias do Estado brasileiro. São Paulo; Brasiliense, 1984. MAIA, João Marcelo. Estado, território e imaginação espacial. O caso da Fundação Brasil Central. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2012.MATOS, R., LOBO, C., STEFANI, J., BRAGA, F., VALLE, P. Reestruturação do espaço regional e fluxos migratórios na bacia do São Francisco. Disponível em: WWW.abep.nepo.unicamp.br/docs/anais/outros/5EncNacSobreMigracao/comunic_sec_1_ree_esp_reg.pdf. Acesso em 16/01/2014. MENDONÇA, Sonia Regina de. Estado e Sociedade. In: Mattos, Marcelo B. (org.) História: pensar & fazer. Niterói-RJ: Laboratório Dimensões da História/ UFF, 1998, p. 13-32. OLIVEIRA, Francisco de. A economia da dependência imperfeita. Rio de Janeiro: Graal, 1977. PAULA, Dilma Andrade de. Estado brasileiro e desenvolvimento regional: o debate parlamentar na constituição da Comissão do Vale do São Francisco (1946-1948). Revista de História Regional (17):233-257, 2012. PEREIRA, Laurindo Mékie. Em nome da região, a serviço do capital: o regionalismo político norte-mineiro. São Paulo. Tese (Doutorado em História), Departamento de História – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.Disponível em WWW.teses.usp.br Acesso em 08/12/2009. ESTEVA, G. Desenvolvimento. In: SACHS, Wolfgang (editor). Dicionário do desenvolvimento. Guia para o conhecimento como poder. Tradutores: Vera Lúcia M. Joscelyne, Susana de Gyalokay e Jaime A. Clasen. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. SARLO, Beatriz. Paisagens imaginárias: intelectuais, arte e meios de comunicação. São Paulo: Edusp, 1997. SIGAUD, Lygia et alli. A dupla expropriação do campesinato e a concentração de terras em Sobradinho: uma contribuição à análise dos efeitos da política energética do Estado. Rio de Janeiro: UFRJ/Museu Nacional, 1986 (mimeo.).
603 caminhosdahistoria v. 18 n. 2 (2013) Neoliberalismo, reforma do Estado e empresariado no Brasil: um estudo do discurso da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (1996-2004) Francisco José Mendes Duarte;João Bôsco Hora Góis; Empresariado brasileiro, Reforma do estado, Neoliberalismo O presente trabalho tem como foco central o desenvolvimento, principalmente a partir da década de 1990, no cenário brasileiro, dos pressupostos do neoliberalismo. Considera que tais pressupostos se incorporaram ao discurso político nacional através da atuação de diferentes agentes e atores que, desde diferentes lugares institucionais, o modelaram e conformaram um campo de disputas discursivas no qual transitavam posições favoráveis e contrárias a ele. O nosso interesse aqui é o de refletir sobre o discurso de um desses atores: os grupos empresariais. Para tanto, à moda de um estudo de caso, analisamos como a Federação das Indústrias do estado do Rio de Janeiro (Firjan) se inseriu nesse campo. O exame do material escrito por essa Federação mostra que ela, de meados dos anos 1990 até meados dos anos 2000, defendeu as premissas neoliberais apoiando o discurso da reforma e minimização do Estado e da valorização da gestão empresarial como a solução para melhorar a governabilidade estatal. Ao longo do tempo, contudo, percebe-se uma inflexão no discurso da Firjan, notadamente quanto à crença na eficácia da aplicação dos princípios do neoliberalismo. ANDERSON, Perry. Balanço do neoliberalismo. In SADER, Emir & GENTILI, Pablo (orgs.) Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995. ARAÚJO, João Lizardo de, Brasil em desenvolvimento: a expansão da infraestrutura. In: Brasil em desenvolvimento 1: Economia, tecnologia ecompetitividade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. 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604 caminhosdahistoria v. 18 n. 2 (2013) A República como instrumento: discursos de liberdade, poder e justiça entre as Minas e o sertão Alysson Luiz Freitas; República, Poder, Discurso, Norte de Minas O presente artigo busca demonstrar algumas das principais caracterÍsticas do discurso que se montava no país sobre a nascente República brasileira. A partir desse discurso buscamos comparar as imagens produzidas na dicotomia Monarquia-República pelas elites mineiras e norte-mineiras, tendo como objetivo apresentar elementos que aproximem a ordem estabelecida pelas ideias elitistas nas regiões centrais das Minas e as ideias debatidas no espaço público sertanejo. ARENDT, Hannah. As origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. ______. A formação das almas. São Paulo: Cia das Letras, 1990. COSTA, Emilia Viotti da. Da Monarquia à República. 7. ed. São Paulo: UNESP, 1999. FERREIRA, Jorge. DELGADO, Lucília de Almeida Neves. O Brasil Republicano I. O tempo do liberalismo excludente. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. HOBSBAWM, Eric. A Era dos Impérios. 1875-1914. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998. MELLO, Maria Thereza Chaves de. A República Consentida. Rio de Janeiro: FGV: Editora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (Edur), 2007. PRADO Jr., Caio. História econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1970. SCHWARTZ, Lilia Moritz. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil – 1870-1930. São Paulo: Cia das Letras, 1993. SODRÉ, Nelson Werneck. Panorama do Segundo Império. São Paulo, 1939. VAINFAS, Ronaldo (org.). Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva,2002.
605 caminhosdahistoria v. 18 n. 2 (2013) As relações comerciais entre a Europa Ocidental, o Reino Armênio da Cilícia e os Estados Francos do Oriente Lincoln Etchebéhère Júnior;Thiago Pereira de Sousa Lepinski;Ingrid Hotte Ambrogi; Reino Armênio, Estados Francos, Relações comerciais O texto apresenta a trajetória comercial entre a Europa Ocidental, o Reino Cristão-Armênio da Cilícia e os Estados francos do Oriente. Descortina – através de revisão bibliográfica de obras raras, tais como as de Poujade, Solini, Thomazi – de que maneira o Reino Cristão-Armênio auxiliou os cruzados em uma troca de forças benéficas para ambos, sendo que essas trocas comerciais e políticas geraram a incorporação de hábitos culturais entre francos e armênios. ARTZROUNI, Ashot. História do Povo Armênio. Comunidade da Igreja Católica Apostólica Armênia do Brasil, 1976. BOURNOUTIAN, George A. Historia Sucinta del Pueblo Armenio. Buenos Aires: Unión General Armenia de Beneficencia, 2003. DIEHL, Charles. Os grandes problemas da História Bizantina. São Paulo: Ed. das Américas, 1961. GEORGE, V.C. Apostolate and Martyrdom of St. Thomas. Ernakulam: Mar Louis Memorial, 1964. GROUSSET, René. As Cruzadas. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1965. HEERS, Jacques. História Medieval. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1974. INSTITUTO GEOGRAFICO DE AGOSTINI. Le religioni nel mondo. Novara, 2006. LÉVÊQUE, Pierre. O Mundo Helenístico. Lisboa: Ed.70, 1987. LOPES, Octacílio de Carvalho. A Medicina no Tempo. São Paulo: Melhoramentos; Universidade de São Paulo, 1970. MAURÍCIO, Domingos. A “Carta do Preste João” das Índias e seu reflexo nos descobrimentos do infante D. Henrique. In Broteria, vol. LXXI, Lisboa, 1960. NERSESSIAN, Sirarpie Der. Os Armênios. Lisboa: Verbo, 1973. PIRENNE, Henri. História Econômica e Social da Idade Média. São Paulo: Mestre Jou, 1968. POLO, Marco. O Livro das Maravilhas. Porto Alegre: L&PM, 1985. POUJADE, Jean. La route des Indes et ses navires. Paris: Payot, 1946. RUNCIMAN, Steve. A Civilização Bizantina. Rio de Janeiro: Zahar, 1961. SAPSEZIAN, Aharon. História da Armênia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. SOLINI, Caius Julius. Polyhistor. Paris: C.L.F. Pankoucke, 1847. THOMAZI, A. Histoire de la Navigation. Paris: Presses Universitaires de France, 1947. TOUSSAINT, Auguste. Histoire de l’ocean Indien. Paris: Presses Universitaires de France, 1961. WATKINS, Ronald J. Por mares nunca dantes navegados. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004.
607 caminhosdahistoria v. 18 n. 1 (2013) Homem, lugar e paisagem - topofilia e topofobia: reflexões sobre o patrimônio histórico arquitetônico e urbanístico de Diamantina-MG José Antônio Souza de Deus;Marly Nogueira;Rahyan de Carvalho Alves; Homem, Paisagem, Turismo, Mercantilização As paisagens representam as formas de existência de uma comunidade, sendo sentidas a sua apresentação social, principalmente nos patrimônios históricos que formam alicerces culturais. E nesta conjuntura de representatividade e elo cultural, muitos municípios no Brasil, como Diamantina-MG, se apresentam como centros com materiais-elementos tombados, vinculados aos conjuntos patrimoniais arquitetônicos (urbanos ou rurais), instituindo um ambiente próspero ao que se refere ao laço de topofilia. Todavia, muitos elementos tombados apresentam, na contemporaneidade, como produtos mercantilizados, uma vez que o poder público municipal e os agentes capitalistas os vislumbram como uma possibilidade de lucratividade, através do turismo cultural, que atropela os sentidos de uma vida coletiva expressa nas paisagens e nas manifestações culturais; realizando, no visível, uma fonte de intenção que induz o consumo das formas, ocorrendo à ativação da trama do comércio pelas atividades da rede hoteleira, gastronômica, do ecoturismo, dentre outros. Assim, este artigo denota-se como relevante, pois tem como objetivo discutir a mercantilização da paisagem na relação patrimônio/paisagem e culturacomércio, destacando o município de Diamantina-MG. Para alcançar o objetivo utilizou-se como metodologia leituras bibliográficas e reconhecimento de campo. ABREU, Maurício. Sobre a memória das cidades. In.: CARLOS, Ana Fani Alessandri; SOUZA, Marcelo Lopes de & SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão (Orgs.). A produção do espaço urbano: agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2011. p.19-39. ALVES, Rahyan de Carvalho & FONSECA, Gildette Souza da. A Paisagem cultural como elemento comercial: uma análise do patrimônio histórico de Diamantina-MG. In.: VIII Encontro de estudantes de história e I encontro de pósgraduandos em história. Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros [Anais...], 2011. p.01-17. CALDEIRA, Altino Barbosa. As cidades e o patrimônio cultural. Cadernos de arquitetura e urbanismo. Belo Horizonte: EdPUC Minas. v.16, n.18+19, p.31-45. 2009.CARLOS, Ana Fani Alessandri. A cidade. São Paulo: Contexto, 2001. CARVALHO, Luiz Eugênio Pereira. Trabalho de campo em Geografia e a percepção ambiental. In.: CARDOSO, Antônio & SOUZA, Mário Ângelo de Meneses (Orgs.). Indicações geográficas e temas em foco. Teresina: EdUFPI, 2011. p.101-113. CLAVAL, Paul. A revolução pós-funcionalista e as concepções atuais da Geografia. 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608 caminhosdahistoria v. 18 n. 1 (2013) Gestão de políticas públicas de cultura: o Poder Legislativo e as leis de proteção ao patrimônio cultural em Montes Claros, Minas Gerais Filomena Luciene Cordeiro Reis;Wenceslau Gonçalves Neto; Poder legislativo, Patrimônio cultural, Arquivo Municipal, Montes Claros Este artigo apresenta reflexões relativas ao poder constituído às Câmaras Municipais, especificamente a de Montes Claros, no sentido de pensar a proteção dos bens culturais, especialmente documentais, por meio da elaboração de legislações. Nesse sentido, os bens documentais custodiados pelo Arquivo Público Vereador - Ivan José Lopes revelam sua importância para se pensar ou repensar a história da cidade, originando outras memórias sob o olhar do historiador atento as fontes e ao seu problema de pesquisa. BECK, Ingrid. Manual de documentos. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1991. (Publicações técnicas, 46) BELLOTTO, Heloisa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. 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609 caminhosdahistoria v. 18 n. 1 (2013) Morte à espreita: história de um turismo macabro associado à caça da baleia em Lucena - Paraíba (1970-1990) Francisco Henrique Duarte Filho;José Otávio Aguiar; História, Meio ambiente, Baleia, Espetáculo Até o final da década de 1980, um tipo de turismo singular que se apresenta hoje inaceitável para muitas pessoas, foi explorado no litoral norte da Paraíba: tratava-se do esquartejamento dos cetáceos na então chamada “pesca da baleia”, realizada na praia de Costinha, município de Lucena, distante aproximadamente 50 km da capital João Pessoa. O espetáculo da morte e do esquartejamento dos enormes mamíferos marinhos que durou até a proibição da atividade pela Lei Federal 7.643 de 18 de dezembro de 1987, era realizado pelos trabalhadores da Companhia de Pesca Norte do Brasil (COPESBRA) e realizado em plena praia, atraindo curiosos da região, grupos de turistas e até personalidades políticas ao local do abate e do processamento dos cetáceos. Alguns hotéis de João Pessoa, a exemplo do Hotel Tambaú, chegaram a incluir no seu roteiro turístico visitações à praia de Costinha, onde estava instalada a estação baleeira, para que seus hóspedes pudessem ter a oportunidade de presenciar o espetáculo promovido pela empresa nipo-brasileira que monopolizava a atividade baleeira. Matérias de jornais da época fornecem indícios para se retomar e rediscutir a atividade baleeira no Brasil, particularmente na costa da Paraíba, considerando aspectos relacionados às questões éticas, culturais e históricas das práticas humanas com relação aos maus tratos com animais. Os derivados baleeiros, principalmente acarne e o óleo, explorados na costa paraibana serviram para o enriquecimento de um setor empresarial ligado ao capital japonês. Já a morte e o esquartejamento dos animais capturados, eram explorados como espetáculo circense, sendo prestigiado por turistas de várias cidades brasileiras e incentivados por setores da sociedade local e empresarial. O presente artigo discute aspectos históricos dessa atividade que por décadas fomentou o desenvolvimento econômico de Lucena. ANDRADA E SILVA, José Bonifácio de, 1763-1838. José Bonifácio de Andrada e Silva. (Org). Jorge Caldeira, São Paulo, Editora 34, 2002. BRASIL. Lei 7.643 de 18 de dezembro de 1987. Proíbe a pesca de cetáceo nas águas jurisdicionais brasileiras, e dá outras providências. CAVALCANTE FILHO, Antônio e RABAY, Guilherme Campelo. Baleias: fatos e mitos. João Pessoa, Ideia, 2010. ELLIS, Myriam. A baleia no Brasil Colonial. São Paulo: Edusp/Melhoramentos, 1969. FOLHA DE SÃO PAULO. Caça às baleias. São Paulo, 19 de agosto de 1985, p. 02. GOVERNADOR visita pesca da baleia. O Norte, João Pessoa, 27 de setembro de 1981, p.12. MADRUGA, A. M. A questão da baleia: da luta ecológica à exploração humana. In: Cadernos de Estudos Regionais. O Porto de Cabedelo e a pesca da baleia – Série Monografia 2. João Pessoa, UFPB/NDIHR-CNPQ. 1980, Ano 3, nº 3. MENDONÇA, Fernando. O Massacre das baleias. O Norte, João Pessoa, 26 de outubro de 1984, p.2. O Norte. GOVERNADOR visita pesca da baleia. João Pessoa, 27 de setembro de 1981, p.12. PÁDUA, José Augusto. Um sopro de destruição: pensamento político e crítica ambiental no Brasil escravista, 1786-1888. 2ª ed. Rio de Janeiro, Zahar, 2004. PAIVA, Flávio. Desventuras de Moby Dick. Diário do Nordeste, 02 de agosto de 2010, Caderno 3. Disponível em: . Acesso em: 10 abr. 2011. SINGER, Peter. Libertação Animal. Porto Alegre, Lugano, 2004.
610 caminhosdahistoria v. 18 n. 1 (2013) Trabalho fora dos trilhos: impactos da privatização sobre os ferroviários no norte de Minas Gerais Gilmar Ribeiro dos Santos;Ricardo dos Santos Silva;Wagner de Paulo Santiago; Norte de Minas Gerais, Ferrovia, Privatização, Ferroviários Este artigo descreve e analisa parte da história ferroviária na região Norte de Minas, ressaltando a importância socioeconômica da ferrovia, as relações de trabalho, especialmente entre os anos 1970 e a privatização da RFFSA, em 1996, e alguns impactos sofridos pelos ferroviários durante esse processo. A partir de entrevistas com ferroviários da ativa durante o processo de privatização, constatou-se perda significativa das referências de sociabilidade desse grupo no decorrer do período. Percebeu-se um sentimento de melancolia diante da possibilidade do fim da “identidade ferroviária” do grupo. ABRAMO, Laís. O Resgate da Dignidade. São Paulo: Imprensa Oficial/Editora Unicamp, 1999. ANASTASIA, Carla Maria Junho. A Sedição de 1736: estudo comparativo entre a zona dinâmica da mineração e a zona marginal do sertão agro-pastoril do São Francisco. Dissertação de Mestrado em Ciência Política. Departamento de Ciência Política. Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais, 1983. ANTUNES, Ricardo. Riqueza e miséria do trabalho no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2006. BEAUD, Stéphane; PIALOUX, Michel. Retorno à condição operária: investigação em fábricas da Peugeot na França. Tradução de Mariana Echalar. São Paulo: Boitempo, 2009. BOTELHO, Tarcisio Rodrigues. Famílias e escravarias: demografia e família escrava no Norte de Minas Gerais no séc. XIX. Dissertação de Mestrado em História Social. Universidade de São Paulo, 1994. BRAGA, Maria Ângela Figueiredo. Industrialização da Área Mineira da SUDENE um estudo de caso. Dissertação de Mestrado em Ciências Sociais. Departamento de Ciências Sociais. Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Março de CARDOSO, José Maria Alves. 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611 caminhosdahistoria v. 18 n. 1 (2013) Mototaxistas nos bairros da região sul na cidade de Montes Claros: os relatos sobre a profissão Rejane Meireles Amaral Rodrigues;Cristiano Barbosa; Mototaxista, Montes Claros, Transporte alternativo, Trabalhador informal Atualmente tem-se percebido o aumento da informalidade e flexibilização no mercado de trabalho e reafirmação de formas alternativas de subsistência. Nesse aspecto, o presente artigo buscou estudar o serviço de mototáxi na cidade de Montes Claros/MG através de relatos dos profissionais da área. Pautando na perspectiva de abordagem da lógica histórica foram realizadas entrevistas com os profissionais que atuam em um dos quatro pontos de atendimento nos bairros Melo, São Luiz e Funcionários. As hipóteses adotadas e o resultado final apontam para o fato de a atividade ter surgido em decorrência do desemprego involuntário; ser informal, na qual atuam profissionais com baixo grau de qualificação, além de não gerar renda elevada. ANTUNES, Ricardo. A classe-que-vive-do-trabalho: a forma de ser da classe trabalhadora hoje. IN: Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e negação do trabalho. 6.ed. São Paulo: Boitempo, 2002, p.101-117 ______. Apêndices à primeira edição: crise do movimento operário e a centralidade do trabalho hoje. IN: Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e negação do trabalho. 6.ed. São Paulo: Boitempo, 2002, p.185-223 CAPELAS, Estela; HUERTAS NETO; MARQUES, Rosa Maria. Relações de trabalho e flexibilização. IN: MAREQUES, Rosa Maria; FERREIRA, Mariana Ribeiro Jansen [org.]. O Brasil sob nova ordem: a economia brasileira contemporânea: uma análise dos governos Collor a Lula. São Paulo: Saraiva, 2010. P.217-244. DELGADO, Guilherme. O setor de subsistência na economia e na sociedade brasileira: gênese histórica, reprodução e configuração contemporânea. IN RAMALHO, Jether Pereira; ARROCHELLAS, Maria Helena [org.]. Desenvolvimento, subsistência e trabalho informal no Brasil. São Paulo: Cortez, 2004, p.45-76 FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. 17. Ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1980. HOBSBAWN, E. O mundo do trabalho. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p.33-53 KON, Anita. Economia de serviços: teoria e evolução no Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p.145-176 MONTES CLAROS. Lei nº 2779 de 16 de novembro de 1999. Montes Claros, 11 nov. 1999, p.3 ______. Lei nº 2900 de 24 de maio de 2001. Montes Claros, 11 nov. 1999, p.3 OFFE, Claus. O futuro do mercado de trabalho. IN: O capitalismo desorganizado: transformações contemporâneas do: transformações contemporâneas do trabalho e da política. São Paulo, Brasiliense, 1994, p.71-105. ______. Três perspectivas para o problema do desemprego. IN: O capitalismo desorganizado: transformações contemporâneas do: transformações contemporâneas do trabalho e da política. São Paulo, Brasiliense, 1994, p.105-130. SOUZA, Jobson Monteiro de. Economia brasileira. São Paulo: Pearson, 2009, p.68-80. THEODORO, Mário. As características do mercado de trabalho e as origens da informalidade no Brasil. IN RAMALHO, Jether Pereira; ARROCHELLAS, Maria Helena [org.]. Desenvolvimento, subsistência e trabalho informal no Brasil. São Paulo: Cortez, 2004, p.77-112. THOMPSON. E. P. A miséria da teoria ou um planetário de erros: uma crítica ao pensamento de Althusser. Rio de Janeiro: Zahar, 1981, p.46-65, 180-201. VASCONCELOS, Carlos Raimundo Assis. Transporte alternativo perfil do moto taxi do município de Eunápolis. 2009, 56 f. Monografia (Especialização LATO SENSU) - Instituto a Vez do Mestre, Eunápolis, 2009 WILLIANS, Raymond. Marxismo e literatura. Rio de Janeiro: Zahar, 1979, p.75-142.
612 caminhosdahistoria v. 18 n. 1 (2013) Higienismo e sanitarismo em Montes Claros entre 1889 e 1926 Luciano Pereira da Silva;Regina Célia Lima Caleiro; Modernidade, Cidade, Imprensa, Higienismo A transição do século XIX para o século XX configura-se como uma época assinalada por grandes transformações sociais. Era o advento da modernidade, fruto de revoluções, como as Burguesas e a Industrial, e da adoção de uma nova perspectiva social. O homem devia ser preparado para viver esta nova realidade, o que envolvia a difusão de modos cotidianos de vida mais afeitos ao mundo que se queria erigir. Este trabalho discute as ações higienistas e sanitaristas em Montes Claros-MG entre os anos de 1889 e 1926. Nessa tarefa, a principal fonte utilizada na pesquisa é a imprensa periódica escrita. Como fonte de apoio, considerou-se a produção de memorialistas da região.
613 caminhosdahistoria v. 18 n. 1 (2013) Aprendendo a ser professor(a) através da Revista Pedagógica (1890-1896) Sarah Jane Duraes; Revista Pedagógica, formação docente, Escola Normal, Pedagogia Este artigo é parte do resultado de uma pesquisa financiada pela FAPEMIG e CNPq, sobre textos e manuais de Pedagogia, desenvolvidas no período de 2008-2010. Ele analisa aspectos do processo de produção, de circulação e do conteúdo de alguns fascículos da Revista Pedagógica, publicada pelo Pedagogium, Museu Escolar do Rio de Janeiro, durante o período de 1890 e 1896. A análise aqui apresentada revela, sobretudo, a influência de teorias pedagógicas européias na (re)definição das atribuições do professor para atuar na escola primária brasileira e, principalmente, a polêmica com relação à educação das mulheres e suas possibilidades de atuação no magistério. APPLE, Michael; CHRISTIAN-SMITH, Linda. The politics of the textbook. In: APPLE, Michael; CHRISTIAN-SMITH, Linda (Eds.). 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614 caminhosdahistoria v. 18 n. 1 (2013) De tatus moqueados e porcos fumados: caça e criação de mamíferos na América portuguesa quinhentista Christian Fausto Moraes dos Santos;Gisele Cristina da Conceição;Fabiano Bracht; América Portuguesa, História das ciências, Alimentação, Século XVI Neste trabalho pretendemos analisar o processo de reconhecimento, construção de saber e adaptação dos colonizadores lusos na América Portuguesa quinhentista. Desta forma, privilegiaremos os aspectos ligados à sobrevivência e subsistência, assim como as técnicas desenvolvidas por estes no que se refere à obtenção e conservação de fontes de alimentos nos trópicos. Abordaremos, assim, questões relativas às dificuldades de introdução de espécies de animais nativos da Europa, pelos colonizadores portugueses. Neste sentido, analisaremos os processos de adaptação destes animais no que se refere ao clima e a nova alimentação na colônia, bem como a busca por alimentos que podiam ser obtidos na mesma. Para isso, utilizamos os relatos feitos por viajantes, cronistas e exploradores do Novo Mundo que contém descrições de espécies de animais dos trópicos. Para compreendermos as dificuldades relativas à adaptação ao novo ambiente, utilizaremos bibliografia que desenvolve análise a partir de um viés biológico/geográfico, com as obras de Jared Diamond, Alfred Crosby, Keith Thomas, Warren Dean, e outros que podem corroborar no entendimento dos fatores que dificultaram a introdução imediata de espécies de animais europeus. ASSUNÇÃO, Paulo de. 2001. A terra dos Brasis: a natureza da América portuguesa vista pelos primeiros jesuítas (1549-1596). São Paulo: Annablume. DIAMOND, Jared. 2008. Armas germes e aço: os destinos das sociedades humanas. Rio de Janeiro: Record. DEAN, Warren. 2010. A ferro e fogo: a história e a devastação da mata atlântica brasileira. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras. CROSBY, Alfred. 1993. Imperialismo ecológico: A expansão biológica da Europa 900-1900. São Paulo: Companhia das Letras. FOUCAULT, Michel. 2000. As Palavras e as Coisas - Uma arqueologia das ciências humanas. São Paulo: Martins Fontes. FLANDRIN, Jean Louis; MONTANARI, Massimo. 1998. História da Alimentação. ª Ed. São Paulo: Estação Liberdade. GONELA, Adriana. 2003. Aplicação de marcadores microssatélites de Sus scrofa domestica na caracterização genética de populações de Sus scrofa sp. (porco-Monteiro) e Tayassu pecari (queixada). Tese apresentada à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP – 2003. HOLANDA, Sérgio Buarque. 2011. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras. SILVA, Roxane Wirschum. 2006. Avaliação Da Variabilidade Genética Em Tayassu Tajacu (Cateto) e Tayassu Pecari (Queixada) Por Meio Da Utilização De Marcadores Microssatélites. Dissertação apresentada como requisito parcial à obtenção do grau de Mestre em Genética, curso de Pós Graduação em Genética, Setor de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Paraná. LÉVI-STRAUSS, Claude. 2008. O pensamento selvagem. Tradução: Tânia Pellegrini – 8ª ed. Campinas, SP: Papirus. MENESES, Ulpiano T. Bezerra de; CARNEIRO, Henrique. História da alimentação: balizas historiográficas. Anais do Museu Paulista História e Cultura Material, São Paulo, v. 5, n. 5, p. 9-91, 1997. THOMAS, Keith. 2010. O homem e o mundo natural: mudanças de atitude em relação ao homem e aos animais (1500-1800). São Paulo: Companhia das Letras.
615 caminhosdahistoria v. 18 n. 1 (2013) As Câmaras e os ouvidores na construção da administração de Minas Gerais no século XVIII Pablo Menezes e Oliveira; Poder local, Administração, Justiça Criadas a partir do ano de 1711, as câmaras foram um meio encontrado pela coroa para levar leis e ordem aos distritos minerais. Com o passar dos anos, elas seriam responsáveis por várias atribuições, entre aplicar leis, normatizar os povos, fomentar obras e festividades, e zelas pelos interesses dos povos aos quais estava vinculada. Responsabilidades que em algumas situações as colocaram em lados opostos as autoridades estabelecidas na região, dentre as quais os ouvidores. Os ouvidores foram instalados em Minas à mesma época das câmaras, assumindo a incubência de melhor administrar a justiça na região. Entre suas funções, estava fiscalizar várias ações das câmaras, o que em algumas ocasiões gerou conflitos entre as duas partes. Animosidades que descortinam o conceito de administração e prática governativa portuguesa no período moderno, criando zonas distintas de exercício do poder no interior da estrutura administrativa. Tendo em mira tal situação, a proposta do trabalho é apresentar algumas das tensões que ocorreram entre as câmaras instaladas na região de Minas Gerais no século XVIII, e os ouvidores das comarcas ali instaladas. ANASTASIA, Carla Maria Junho. Vassalos rebeldes: violência coletiva nas Minas na primeira metade do século XVIII. Belo Horizonte: Editora C/Arte, 1998. ______. A geografia do crime: violência nas Minas setecentistas. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005. ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. Lisboa: Comissão Nacional para as comemorações dos descobrimentos portugueses, 2001. BOXER, Charles R. O império colonial português (1415-1825). Lisboa: Edições 70, 2001. ______. A idade de ouro do Brasil: dores de crescimento de uma sociedade colonial. Tradução de Nair de Lacerda. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. CAMPOS, Maria Verônica. Governo de mineiros: “de como meter as minas numa moenda e beber-lhes o caldo dourado” 1693-1737. 2002. Tese (doutorado em História) – Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002. FONSECA, Cláudia Damasceno. Povoir, villes et territories. Genése et representations des espaces urbains dans le Minas Gerais (Brésil), XVIIIe – début du XIXe siécle. 2001. Tese (Doutorado) – E.H.E.S.S., Paris, 2001. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Metais e pedras preciosas. In: História Geral da Civilização Brasileira: a época colonial. 4 ed. Rio de Janeiro: DIFEL, 1977. tomo 1, vol. 2, p. 259-310. ORDENAÇÕES Filipinas. Livro 1. Título LXVI. Dos Vereadores. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Edição de Cândido Mendes de Almeida, 1985. PAULA, João Antônio de. Raízes da Modernidade em Minas Gerais. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2000. ROMEIRO, Adriana. Paulistas e emboabas no coração das Minas: idéias, e imaginário político no século XVIII. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. RUSSEL-WOOD, A.J.R. O governo local na América Portuguesa: um estudo da convergência cultural. Revista de História. São Paulo, v.55, p.25-81, 1977. SALGADO, Graça. Fiscais e meirinhos: a administração no Brasil colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. SOUZA, Laura de Melo e. Os desclassificados do ouro: a pobreza mineira no século XVIII. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1986. SOUZA, Maria Eliza Campos de. Relações de poder, justiça e administração em Minas Gerais no setecentos – a Comarca de Vila Rica do Ouro Preto: 1711- 1752. Dissertação (mestrado em História). Niterói, PPGHIS-UFF, 2000.
616 caminhosdahistoria v. 18 n. 1 (2013) Movimentos reativos e lideranças católicas no século XIX no Brasil Célia Nonata da Silva; Igreja, Terra, conflitos, messianismo, rural Este artigo analisa os movimentos messiânicos no periodo Oitocentista sob um aspecto conceitual dos movimentos sociais. A partir das referencias teóricas de Tilly analisamos as ações coletivas no campo como formas reativas, a partir das lideranças religiosas e seu discurso enaltecedor da tradição. Este é o repertório da ação coletiva identificado nos comportamentos e discursos, a permanencia de um imaginario contra-reformista e barroco como elemento cimentador dos movimentos rurais neste período. Assim, o questionamento para tal baseia-se na reflexão e importância que assumem as lideranças católicas nos meios rurais e seus discursos aglutinadores calcados na tradição e em elementos contrareformistas, que mantiveram e consolidaram um habitus da experiência, mas principalmente caracterizaram o repertorio dos conflitos rurais, identificados a partir da lei de Terras de 1850 ate a primeira metade do seculo XX. AZZI, Riolando. O movimento de Reforma Católica durante o século XIX. In: Revista Eclesiástica Brasileira. Petrópolis: Vozes, 1974, n. 34, p. 646-661. BARROS, Luitgarde Oliveira. Do Ceará, três santos do nordeste. In.: Revista Canudos. Bahia: UNEB, 1996, v. 01, n. 01, p. 37-55. BONIM, Anamaria Aimoré et alii (org). Movimentos Sociais no Campo. Prefácio de Otavio Ianni. Curitiba: Scientia et Labor-Editora da UFP/ Edições Criar, 1987. BORGES, Accioly Borges et alii. Os Donos da Terra e a Luta pela Reforma Agrária. Rio de Janeiro: CODECRI-IBASE, 1984. CANETTI, Elias. Massa e Poder. Tradução de Sergio Tellaroli. São Paulo: Cia. Das Letras, 2005. CARVALHO, José Murilo de. Os Bestializados. São Paulo: Cia das Letras, 1999. CORDEIRO, Domingos Sávio. Um beato líder: narrativas memoráveis do Caldeirão. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2004. DAVATZ, Thomas. Memórias de um Colono no Brasil - 1850. Prefácio de Sérgio Buarque de Holanda. 2 edição. São Paulo: Martins Fontes, 1951. DESROCHERS, G. & HOONAERT, E. Padre Ibiapina e a Igreja dos Pobres. São Paulo: Paulinas, 1991.FACÓ, Rui. Cangaceiros e fanáticos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965. FERNANDES, Rubem César. Os Cavaleiros do Bom Jesus: uma introdução às religiões populares. São Paulo: Brasiliense, 1982. GOHN, Maria da Glória. Novas teorias dos Movimentos Sociais. São Paulo: Loyola, 2008. ______. Teorias dos Movimentos Sociais: paradigmas clássicos e contemporâneos. São Paulo: Loyola, 2007. HERMANN, Jacqueline. “Sebastianismo e sedição: os rebeldes do Rodeador na Cidade do Paraíso Terrestre, Pernambuco: 1817-1820”. In.: Tempo. Vol. 02. 11, pp.: 131-142. HOONAERT, Eduardo. Formação do Catolicismo Brasileiro, 1550-1800. Petrópolis-R.J., Vozes, 1974. LUSTOSA O. P. Oscar de Figueiredo (org.). A Igreja Católica no Brasil e o Regime Republicano. São Paulo: Edições Loyola/CEPEHIB, 1990. MAINWARING, Scott. Igreja Católica e Política no Brasil, 1916-1985. São Paulo: Brasiliense, 1989. MARTINS, José de Souza, O Cativeiro da Terra. São Paulo: Editora: Ciências Humanas, 1979. MATTOS, Ilmar Rohloff. O tempo Saquarema: a formação do Estado Imperial. Rio de Janeiro: Acces, 1994. MOTTA, Márcia Maria Menendes. Nas fronteiras do poder: conflitos de terra e direito agrário no Brasil de meados do século XIX. Rio de Janeiro: Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro/Vício de Leitura, 1998. NARBER, G. Entre a Cruz e a espada: violência e misticismo no Brasil rural. Tradutores: Paulo Roberto Leite Salgado e Eduardo Soares de Freitas. São Paulo: Terceiro Nome, 2003. PINSKY, Jaime (org.) Capital e Trabalho no Campo. Introdução de Paul Singer. São Paulo: Hucitec, 1977.QUEIROZ, Maria Isaura Pereira. O Messianismo no Brasil e no Mundo. São Paulo: Alfa-Omega, 1976. ROMANO, Roberto. Brasil: Igreja contra Estado. São Paulo: Kairós, 1979. SERBIN, Kenneth P. Padres, Celibato e conflito social. São Paulo: Cia das Letras, 2008. SILVA, Francisco Carlos Teixeira. “Conservadorismo e Hegemonia Agrária no Brasil”. In.: CARNEIRO, Maria José et alii (org). Campo Aberto: o rural no Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: ContraCapa, 1998. pp. 13-40. TILLY, Charles. Social Movements, 1768-2004. London: Paradigm Publishers, 2004. THOMPSON, E. P. Costumes em comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. Tradução: Rosaura Eichemberg. São Paulo: Cia. Das Letras, 1998.
617 caminhosdahistoria v. 18 n. 1 (2013) O fenômeno da educação na construção da história Genaro Alvarenga Fonseca;Vânia de Fátima Martino; Pedagogia, educação, filosofia, Grécia antiga, história Os princípios da Educação surgiram como norteadores dos direcionamentos da construção da civilização interferindo inclusive nos rumos da História. Na antiga Grécia todo ideal de cidadania refletia-se no que chamavam de Arete, ou seja, a virtude que todo cidadão deveria cultivar. A partir das reflexões dos primeiros pensadores e filósofos chegou-se a conclusão que este ideal não era apenas inato, mas deveria ser ensinado. O nascimento da Paidéia na antiga Grécia demarcou o primeiro degrau no campo da Educação representando desta forma seu significado primordial. A partir daí a própria denominação Paidéia foi de certa forma adulterada para “Pedagogia”, quando a ideia original de formação de pensamento de homens livres foi sendo paulatinamente substituída pela prática de conduzir as gerações futuras. CAMBI, F. História da pedagogia. Trad. Álvaro Lorencini. São Paulo: Unesp, 1999. DILTHEY, W. Introducción a las ciências del espítitu. Trad. Julián Marias. Prólogo José Ortega Y Gasset. Madrid: Alianza Editorial, 1980. GADAMER, H. G. Verdade e método. Trad. Flávio Paulo Meurer. Petrópolis: Vozes, 1997. HEGEL, G. W. F. Introdução à filosofia da história. Trad. Orlando Vitorino. 4. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988. JAEGER, W. Paidea, a formação do homem grego. Trad. Artur M. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1979. MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. Trad. Carlos Alberto Ribeiro de Moura. São Paulo: Martins Fontes, 1999. NUNES, C. A. Prefácio. In: PLATÃO. Diálogos. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1980. vol. III e IV. PLATÃO. Apologia a Sócrates. São Paulo: Nova Cultural, 1999. ______. Diálogos. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1980. v. III e IV. POPPER, K. R. A sociedade aberta e seus inimigos. Trad. Milton Amado. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.
618 caminhosdahistoria v. 18 n. 1 (2013) Deu a louca na Chapeuzinho e história: uma análise possível Alessandro de Almeida;Fábio Antunes Vieira; História, cinema, teoria, método, mídia A partir da década de 1970, o interesse dos historiadores pelo cinema como fonte de estudos cresceu consideravelmente. Entretanto, apesar das várias abordagens sobre o assunto, é notório que ainda existem lacunas teóricas e metodológicas não supridas, que dificultam uma maior exploração desse recurso em trabalhos de pesquisa. Nesse sentido, o propósito desse artigo é aguçar novas discussões sobre o tema, através da demonstração de que a História pode ser pensada a partir de desenhos animados, como o filme Deu a Louca na Chapeuzinho. Assim, nas páginas seguintes, discussões envolvendo teoria e metodologia serão tecidas, tomando por base o saber histórico e a obra supracitada. BLOCH, Marc. Apologia da História ou o Ofício de Historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001. CERTEAU, Michel de. A Escrita da História. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982. DARNTON, Robert. O Beijo de Lamourette: mídia, cultura e revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. GINZBURG, Carlo. Mitos, Emblemas, Sinais. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. HOBSBAWM. Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia das Letras, 1995. MARTIN-BARBERO, Jesus. Dos Meios as Mediações: comunicação, cultura e hegemonia. 2.ed. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001. MARTIN-BARBERO, Jesus. Os Exercícios do Ver: hegemonia audiovisual e ficção televisiva. 2. ed. São Paulo: Senac São Paulo , 2004. MORETTIN, Eduardo. O Cinema como Fonte Histórica na Obra de Marc Ferro. In: CAPELATO, Maria Helena, et al. História e Cinema. São Paulo: Alameda, 2007. OLIVEIRA, Bernardo Jefferson de (Org.). História da Ciência no Cinema. ed. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2005. RAMOS, Alcides Freire. Cinema e História – Do Filme como Documento à Escritura Fílmica da História. In: MACHADO, Maria Clara Thomas; PATRIOTA, Rosângela (Orgs.) Política, Cultura e Movimentos Sociais: Contemporaneidades Historiográficas. Uberlândia: UFU (Programa de Mestrado em História), 2001. REIS, José Carlos. A História entre a Filosofia e a Ciência. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. RODRIGUES, José Honório. A Pesquisa Histórica no Brasil. 2. ed. São Paulo: Companhia Ed. Nacional, 1969. SCHAFF, Adam. História e Verdade. 6.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
619 caminhosdahistoria v. 18 n. 1 (2013) Uma revisão histórica da economia do desenvolvimento: os pioneiros da Escola Anglo-saxã Ido Luiz Michels;Caio Luca Costa; Industrialização, Renda, Estado Este estudo objetiva discutir o termo desenvolvimento econômico, identificando os fatores determinantes desse fenômeno, especialmente quando o mesmo é concebido nos primórdios do desenvolvimento enquanto disciplina autônoma (após a II Guerra Mundial). Para tanto, propõe uma revisão histórica da discussão sobre o tema com enfoque nos autores da chamada escola anglo-saxã da economia do desenvolvimento. Conclui-se através desta pesquisa que apesar de a economia do desenvolvimento apresentar um caráter multidisciplinar está ligada ao crescimento econômico através da industrialização, com incrementos reais na renda per capita e participação atuante do Estado. AGARWALA, A.; SINGH, S. P. A economia do subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Forense, 1969. BIANCHI, Ana Maria. Albert Hirschman na América Latina e sua trilogia sobre desenvolvimento econômico. Econ. soc., Campinas, v. 16, n. 2, ago. 2007. Disponível em . Acesso em 14 fev. 2013. CARDOSO, Fernanda Graziella. A armadilha do subdesenvolvimento: uma discussão do período desenvolvimentista brasileiro sob a ótica da Abordagem da Complexidade. São Paulo. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade. Universidade de São Paulo, 2012. Tese de Doutorado em Ciências. FIORI, José Luis. De volta à questão da riqueza de algumas nações. In; Fiori, José Luis (org.), Estados e moedas no desenvolvimento das nações, Petrópolis: Editora Vozes, 1999. FURTADO, Celso. Memórias do Desenvolvimento. Ano 1, nº 1. Rio de Janeiro: Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, 2007. HIGGINS, Jean Downing. The Reluctant Planner: An Overview. In: Cook, W. D. e Kuhn, T. E. (eds.), Planning and Development Processes in the Third World, TIMS Studies in Manegement Science, New York: North Holland, 1980. HIRSCHMAN, Albert Otto. The Rise and Decline of Development Economics. In: Essays in Trespassing – Economics to Politics and Beyond, Cambridge: Cambridge University Press, 1981. HIRSCHMAN, Albert Otto. The Strategy of Economic Development, New Haven: Yale University Press, 1958. LEWIS, Arthur. O desenvolvimento econômico com oferta ilimitada de mão-deobra. In: Agarwala, A. N. e Singh, S. P. (eds.), A Economia do Subdesenvolvimento, Rio de Janeiro: Cia Editora Forense, ([1954] 1969). LEWIS, Arthur. A Teoria do Desenvolvimento Econômico, Rio de Janeiro: Zahar Editores, ([1955] 1960). MEDEIROS, Carlos Aguiar de. Instituições e desenvolvimento econômico: umanota crítica ao “nacionalismo metodológico”. Econ. soc., Campinas, v. 19, n. 3, dez. 2010. Disponível em . Acesso em 08 jan. 2013. MYRDAL, Gunnar. Teoria Econômica e Regiões Subdesenvolvidas, Rio de Janeiro: Editora Saga, 2ª ed., ([1957] 1968). NURKSE, Ragnar. Alguns Aspectos Internacionais do Desenvolvimento Econômico. In: Agarwala, A. N. e Singh, S. P. (eds.) A Economia do Subdesenvolvimento, Rio de Janeiro: Cia Editora Forense, ([1952] 1969). ROSENSTEIN-RODAN, Paul. Problemas de Industrialização da Europa Oriental e Sul-Oriental. In: Agarwala, A. N. e Singh, S. P. (eds.), A Economia do Subdesenvolvimento, Rio de Janeiro: Cia Editora Forense, ([1943] 1969). ROSENSTEIN-RODAN, Paul. The International Development of Economically Backward Areas, International Affairs (Royal Institute of International Affairs), vol. 20, nº 2, p. 157-165, 1944. SINGER, Hans Wolfgang. O mecanismo do desenvolvimento econômico. In: Agarwala, A. N. e Singh, S. P. (eds.), A Economia do Subdesenvolvimento, Rio de Janeiro: Cia Editora Forense, ([1952] 1969). SINGER, Hans Wolfgang. The Relevance of Keynes for Developing Countries. In: Wattel, H. (ed.), The Policy Consequences of JMK, 1985. WALLERSTEIN. I. Present state of the debate on world inequality. In: Id, The Capitalisty World-Economy, Cambridge University Press, Cambridge, 1979. WALLERSTEIN. I. The Modern World System. Academic Press, Nova York, 1974.
645 caminhosdahistoria v. 16 n. 1 (2011) As Cruzadas e o Reino Cristão Armênio da Cilícia Lincoln Etchebéhère Júnior;Thiago Pereira de Sousa Lepinski; Cruzadas, Cilícia, Islão, Cristandade, Armênia O surgimento das Cruzadas, do Reino Cristão Armênio da Cilícia e dos Estados Francos no Oriente Próximo ocorreram numa mesma época, viveram intimamente ligados entre si, ora socorrendo-se mutuamente, ora adversários entre si.
621 caminhosdahistoria v. 17 n. 1 e 2 (2012) Universidades e desenvolvimento regional: algumas contribuições da Unimontes no norte de Minas Gerais, Brasil José Maria Alves Cardoso;Luciene Rodrigues;Maria de Fátima Rocha Maia; Desenvolvimento regional, ensino superior, terciário superior, Unimontes As Universidades, para além de suas funções de ensino, de pesquisa e de extensão, constituem unidades dinamizadoras da economia local, ao gerar um conjunto de externalidades positivas de natureza cultural, social, econômica e tecnológica em seu meio envolvente. Este artigo apresenta alguns aspectos relativos à contribuição da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes em seu meio envolvente, especificamente no que refere à renda e emprego regional, por meio do multiplicador Keynesiano. Com base nos dados de 2006, estima-se que cada R$1,00 aplicado na Unimontes gera, no total dos encadeamentos, um montante estimado em R$5,72. Mostra também que a Universidade contribui na qualificação de capital humano e tem importante papel na economia local. A contribuição para a qualificação do capital humano para o desenvolvimento regional foi obtida por meio do levantamento e análise de diversas estatísticas disponíveis em diferentes documentos da Instituição e também pela coleta de dados primários, interna e externamente à Universidade.
622 caminhosdahistoria v. 17 n. 1 e 2 (2012) Normal Superior Modular Emergencial: uma análise da experiência da Unimontes Andréa Maria Oliveira Versiani Santiago;Regina Célia Lima Caleiro; UNIMONTES, Normal Superior, Formação de Professores, Neoliberalismo Dentro das atividades comemorativas dos 50 anos da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES – faz-se imperativa a reflexão acerca das escolhas e políticas educacionais da instituição. O presente artigo, síntese de pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social, tem por objetivo refletir o processo de instalação do Curso Normal Superior Modular Emergencial e o papel da IES no contexto nacional. Em um primeiro momento, discute-se o cenário educacional brasileiro emergido das políticas neoliberais, “ditadas” pelos organismos internacionais. Em um segundo momento, enfoca-se o processo de instalação do Curso Normal Superior Modular Emergencial, dentro das reformas educacionais, marcadas pelo contexto econômico capitalista do ano de 1990. Para fundamentá-lo, utilizaremos um levantamento bibliográfico de referências do período, incluindo dados obtidos em sites específicos, bem como uma análise documental.
623 caminhosdahistoria v. 17 n. 1 e 2 (2012) Implantação do sistema de cotas na Unimontes e análise da dependência entre alunos cotistas e não cotistas dos cursos do Centro de Ciências Humanas (CCH) Maria Elizete Gonçalves;Luciene Rodrigues;Maria Helena de Souza Ide; Sistema de cotas, dependência, UNIMONTES A Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES instituiu o sistema de reserva de vagas no ano de 2004, por meio da Lei Estadual 15.259; sendo que o início efetivo do sistema ocorreu no processo seletivo 1/2005. Do total de vagas dos cursos de graduação, 45% foram destinadas às categorias “Afro-descendente carente”, “Egresso de escola pública carente” e “Portador de deficiência e indígena”. A implantação das cotas na Universidade, assim como em outras universidades do País, foi acompanhada de muitas polêmicas e desafios. Um desses desafios diz respeito aos fatores que dificultam a permanência dos alunos cotistas no ensino superior. Entre eles, destacam-se os horários dos cursos, as grades curriculares e a exigência de um coeficiente de rendimento que desconsidera o impacto inicial que o ingresso no ensino superior causa na vida desses alunos (BARBOSA e BRANDÃO, 2007). Esses fatores influenciam o desempenho acadêmico, a ocorrência da reprovação e consequentemente, da dependência. Nesse sentido, o objetivo desse artigo é analisar a sobrevivência dos alunos à dependência nas disciplinas ministradas nos cursos do Centro de Ciências Humanas – CCH, da UNIMONTES (processo seletivo 1/2005). A técnica de análise utilizada foi a Análise de Sobrevivência, adequada a dados longitudinais. Os resultados apontaram que o menor e maior percentual de dependências foi, respectivamente, para os alunos do curso de Pedagogia e do curso de Filosofia. Ao se fazer um recorte segundo as modalidades de ingresso, não foram evidenciadas diferenças significativas nas probabilidades de sobrevivência ao evento, entre os acadêmicos dos diferentes cursos. Contudo, para alguns cursos, os alunos cotistas apresentaram maior tempo e maior probabilidade de sobrevivência à dependência; para outros, maior tempo e maior probabilidade de sobrevivência ao evento foram observados para os alunos não cotistas. Como o perfil do aluno pode ser diferente, conforme o curso, tem-se os diferenciais constatados. O perfil de um aluno cotista do curso de Historia talvez seja diferente do perfil de um aluno cotista do curso de Filosofia, por exemplo. Esse fato pode explicar os resultados obtidos nesse estudo.
624 caminhosdahistoria v. 17 n. 1 e 2 (2012) A imprensa periódica e a educação para a vida moderna em Montes Claros/MG: 1889-1926 Luciano Pereira da Silva;Brenya Paula Miranda Santos; modernidade, imprensa, Montes Claros As primeiras décadas da República configuram-se como um período assinalado pelo desejo de modernização da sociedade. Para isso, diversas estratégias educacionais, formais ou não, foram adotadas. Entre tais estratégias, este estudo destaca a imprensa periódica da mais importante cidade do norte de Minas Gerais, Montes Claros. A partir da análise de quatro periódicos do município, foi possível problematizar o papel da imprensa na educação da população e analisar as peculiaridades da imprensa montesclarense. ADORNO, Sérgio. Os Aprendizes do poder: o bacharelismo liberal na política brasileira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. BRITO, Gy Reis Gomes. Montes Claros: da construção ao progresso – 1917-1926. Montes Claros: Unimontes, 2006. CARVALHO, José Murilo de. Pontos e bordados: escritos de história e política. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998. GALVÃO, Ana Maria de Oliveira. Oralidade, memória e narrativa: elementos para a construçãode uma história da cultura escrita. In: GALVÃO (et al). História da cultura escrita: séculos XIX e XX. Edição. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. p. 9-46. GRAFF, Harvey. O mito do alfabetismo. Teoria & Educação, n.2, p.30-64, 1990. LESSA, Simone Narciso. Trem de ferro: do cosmopolitano ao sertão, 1993. 2525. Dissertação (Mestrado em História) - Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, 1993. MANOEL, Ivan Aparecido. Igreja e educação feminina (1859-1919): uma face do conservadorismo. São Paulo: Ed. Unesp, 1996. MOREL, Marco; BARROS, Mariana Monteiro de. Palavra, imagem e poder: o surgimento da imprensa no Brasil do século XIX . Rio de Janeiro: DP&A, 2003. OLIVA, Osmar Pereira. Literatura Oitocentista Montes-clarense: escrita, memórias e leituras. Barandina - Revista Eletrônica, Juiz de Fora, p. 1-12, maio de 2009. PALLARES-BURKE, Maria Lúcia Garcia. A imprensa periódica como uma empresa educativa no século XIX. Cad. Pesq., São Paulo, n. 103, p. 144-161, jul. 1998. PENNA, Lincoln de Abreu. O avesso do poder: a história republicana através da imprensa oposicionista. Rio de Janeiro: Publit, 2008. PERIOTTO, Marcília Rosa. O papel da imprensa no processo de construção da nação: a “vocação pedagógica” do Correio Braziliense. Revista HISTEDBR Online, Campinas, n.16, p. 61-83, dez. 2004. VELOSO, Geisa Magela. A missão “desanalfabetizadora” do jornal Gazeta do Norte, em Montes Claros (1918-1938). 2008. 285 f. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação Conhecimento e Inclusão em Educação, Universidade Federal de Minas Gerais. 2008. VIEIRA, Carlos Eduardo. Jornal diário como fonte e como tema para a pesquisa em História da Educação: um estuda do relação entre imprensa, intelectuais e modernidade nos anos de 1920. In: OLIVEIRA, Marcus Aurélio Taborda de (Org.). Cinco estudos em história e historiografia da educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. p. 11-40.
625 caminhosdahistoria v. 17 n. 1 e 2 (2012) ‘Alumiar a mente’: a instrução escolar dos discípulos Ana e Zezinho nas terras goianas em fins do século XIX Diane Valdez; infância, escola, literatura, história da educação Esse texto faz parte do projeto de pesquisa intitulado “Infância e educação nos contos goianos”, desenvolvido na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (2010-2012). A pesquisa tem por finalidade ampliar os estudos de história da educação regional recorrendo à literatura goiana. Optamos, neste trabalho, pela literatura de Cora Coralina. Trata-se de escritos em formato de poemas ou contos inspirados nas lembranças da autora que viveu sua infância no final do século XIX. Os escritos de Cora apresentam várias leituras sobre a relação da infância com o ensino, a escola, a professora, os livros, as punições etc. Dados que registramos e propomos discutir neste artigo. BEZERRA, K. da C.Cora Coralina e o discurso da memória: um retrato da velha Goiás. In: In: BRITO. C. C.; CURADO, M. E.; VELLASCO, M. Moinho dotempo: estudos sobre Cora Coralina. Goiânia: Ed. Kelps, 1999, p. 78-90. BRETAS, G. História da instrução pública em Goiás. Goiânia: Editora da UFG, 1991. BRITO. C. C. Escritor a e escritura: faces do itinerário poético-intelecyial de cora coralina. In: BRITO. C. C.; CURADO, M. E.; VELLASCO, M. Moinho do tempo: estudos sobre Cora Coralina. Goiânia: Ed. Kelps, 2009, p. 17-29. CORALINA, C. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. Goiânia: Editora da Universidade Federal de Goiás, 1978. ______. Meu livro de cordel. Goiânia: Livraria e Editora Cultura Goiana, 1976. ______. Estórias da casa velha da ponte. São Paulo: Global, 2001. ______. O tesouro da casa velha. São Paulo: Global, 2002. ______. Villa Boa de Goyas. São Paulo: Global, 2004. CURADO, M. E. Aspectos irônicos na prosa coralineana. In: BRITO. C. C.; CURADO, M. E.; VELLASCO, M. Moinho do tempo: estudos sobre Cora Coralina. Goiânia: Ed. Kelps, 1999, p. 108-119. HOBSBAWM, Eric J. A Era dos Impérios: 1875-1914. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003. JOACHIM, S. Universalidade da região em Cora Coralina. In: Vintém de cobre - Revista, ano I, nº 1. Cidade de Goiás, 1999. LE GOFF, J. História e memória. Campinas: SP: Editora da Unicamp, 2003. SILVA, N. R. de A. Tradição e renovação educacional em Goiás. Goiânia: Oriente, 1975. SILVA, O. A. Entre as névoas do tempo, a luminosidade da escrita. In: BRITO. C. C.; CURADO, M. E.; VELLASCO, M. Moinho do tempo: estudos sobre Cora Coralina. Goiânia: Ed. Kelps, 1999, p. 152-175. TAHAN, V. B. Cora coragem, Cora poesia. São Paulo: Global, 1989.
626 caminhosdahistoria v. 17 n. 1 e 2 (2012) Educar e civilizar no sertão: rastros do imaginário social na experiência de escolarização da província de Goiás – século XIX Thiago F. Sant’Anna; História, Educação, Imaginário Social, Goiás O artigo busca fazer emergir os significados da experiência de escolarização de meninas e meninos na Província de Goiás do século XIX associados às noções de progresso e civilização. Por meio de categorias oriundas da Análise de Discurso, procuramos interpelar fontes históricas como os textos dos relatórios de presidentes de província e artigos de jornais, ao visibilizar representações sociais que compunham o imaginário social que presidia a experiência de escolarização. A EDUCAÇÃO da Mulher. A Tribuna Livre: órgão do Club Liberal de Goyaz, Goiás, p. 1-4, 20 ago. 1881. Arquivo microfilmado do Instituto de Pesquisas e Estudos Históricos – Brasil Central. AZEVEDO, Célia Marinho de. Onda Negra, Medo Branco: o negro no imaginário das elites. Século XIX. São Paulo: Annablume, 2004. BARBOSA, Rui. Obras Completas de Rui Barbosa. Reforma do Ensino Primário e várias instituições complementares da Instrução Pública. Vol. X, Tomo III. Ministério da Educação e Saúde: Rio de Janeiro, 1947. BULHÕES, Félix. Instrucção Secundaria. A Tribuna Livre: órgão do Club Liberal de Goyaz, Goiás, p. 1-2, 11 jun. 1881. Arquivo microfilmado do Instituto de Pesquisas e Estudos Históricos – Brasil Central. CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a elite política imperial. Teatro das sombras: a política imperial. 4 ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003. CASTORIADIS, Cornelius. A instituição imaginária da sociedade. Tradução de Guy Renaud. 5 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000. COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República: momentos decisivos. 7 ed. São Paulo: Unesp, 1999. JODELET, Denise. Representações Sociais: um domínio em expansão. In: ______ (Org). As Representações Sociais. Tradução de Lílian Ulup. Rio de Janeiro: UERJ, 2001. KUHLMANN JUNIOR, Moysés. A educação infantil no século XIX. In: STEPHANOU, Maria; BASTOS, Maria Helena Câmara. (Orgs). Histórias e Memórias da Educação no Brasil: Século XIX. Petrópolis: Vozes, 2005. v. 2. MUNIZ, Diva do Couto Gontijo. O Império, o piano e o ensino da “miserável música” em Minas Gerais do século XIX. In: COSTA, Cléria Botêlho; MACHADO, Maria Salete Kern (Orgs.). Imaginário e história. Brasília: Paralelo, 1999. MUNIZ, Diva do Couto Gontijo. Um toque de gênero: história e educação em Minas Gerais (1835-1892). Brasília: UnB; FINATEC, 2003. NAVARRO SWAIN, Tânia. Você disse imaginário? In: ______ (Org.). História no plural. Brasília: UnB, 1994, p. 55. OLIVEIRA, A. de Almeida. O Ensino Publico. Obra destinada a mostrar o estado, em que se acha, e as reformas que exige a instrucção publica no Brazil. Vol. Único. Maranhão, 1874 ORLANDI, Eni P. Análise de Discurso: princípios e procedimentos. 4 ed. Campinas, SP: Pontes, 2002, p. 30. RELATORIO apresentado a Assembléa Legislativa Provincial de Goyaz pelo Exmo. Sr. Dr. Antero Cicero de Assis, Presidente da Provincia em o 1º. de Junho de 1871. Goyaz: Typographia Provincial, 1871. In: INSTITUTO DE PESQUISAS E ESTUDOS HISTÓRICOS – BRASIL CENTRAL. Memórias Goianas. Relatórios dos governos da Província de Goiás. 1870-1874. Goiânia: UCG, 1999. v. 11 RELATORIO apresentado à Assemblea Legislativa Provincial de Goyaz na Sessão ordinária de 1858 pelo Exmo. Presidente da Provincia Dr. Francisco Januario da Gama Cerqueira. Goyaz: Typographia Goyazense, 1858. In: INSTITUTO DE PESQUISAS E ESTUDOS HISTÓRICOS – BRASIL CENTRAL. Memórias Goianas. Relatórios dos governos da Província de Goiás. 1856-1859. Goiânia: UCG, 1997. v. 7. RELATORIO apresentado à Assembléa Legislativa Provincial de Goyaz pelo Exmo. Sr. Dr. Antero Cícero de Assis, Presidente da Provincia em 1º. de Junho de 1875. Goyaz: Typographia Provincial, 1875. In: INSTITUTO DE PESQUISAS E ESTUDOS HISTÓRICOS – BRASIL CENTRAL. Memórias Goianas. Relatórios dos governos da Província de Goiás. 1875-1879. Goiânia: UCG, 1999. v. 12. RELATORIO apresentado pelo Illm. e Exm. Sr. Dr. Aristides de Souza Spinola. Presidente da Província à Assembléa L. Provincial de Goyaz, no dia 1º. de Março de 1880. Goyaz: Typographia Provincial, 1880. In: INSTITUTO DE PESQUISAS E ESTUDOS HISTÓRICOS – BRASIL CENTRAL. Memórias Goianas. Relatórios dos governos da Província de Goiás. 1880-1881. Goiânia: UCG, 2001. v. 13. RELATORIO apresentado pelo Illm. e Exm. Sr. Dr. Aristides de Souza Spinola, Presidente da Provincia à Assemblea Provincial de Goyaz no dia 1º. de Junho de 1879. Goyaz: Typographia Provincial, 1879. In: INSTITUTO DE PESQUISAS E ESTUDOS HISTÓRICOS – BRASIL CENTRAL. Memórias Goianas. Relatórios dos governos da Província de Goiás. 1875-1879. Goiânia: UCG, 1999. v. 12. RELATORIO que a’ Assemblea Legislativa de Goyaz apresentou na sessão ordinaria de 1845 o Exmo. Presidente da mesma Provincia Dr. José de Assis Mascarenhas. Goyaz: Typographia Provincial, 1845. In: INSTITUTO DE PESQUISAS E ESTUDOS HISTÓRICOS – BRASIL CENTRAL. Memórias Goianas. Relatórios dos governos da Província de Goiás. 1845-1849. Goiânia: UCG, 1996. v. 4. SAVIANI, Demerval. História das Idéias Pedagógicas no Brasil. 2ª. ed. Rev. e ampl. Campinas. SP: Autores Associados, 2008, (Coleção memória da educação). SCHWARCZ, Lília M. Retrato em Branco e Preto: jornais, escravos e cidadãos em São Paulo no final do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. VILLELA, Heloisa de O. S. O Mestre-Escola e a Professora. In: LOPES, Elaine Marta Teixeira; FARIA FILHO, Luciano Mendes; VEIGA, Cynthia Greive. (Orgs). 500 Anos de Educação no Brasil. 3 ed. Autêntica, Belo Horizonte, 2003. WOLKMER, Antônio Carlos. História do Direito no Brasil. 3 ed. Rio de Janeiro: Forense, 2006.
627 caminhosdahistoria v. 17 n. 1 e 2 (2012) Educação ambiental sob o enfoque da construção do espaço geográfico: recuperando o passado e compreendendo o presente Analúcia Bueno dos Reis Giometti; Educação ambiental, Análise espacial e temporal, Processo de ocupação urbana Descreve-se como analisar a paisagem embasada num recorte temporal e espacial registrando fatos históricos que subsidiem estudos geográficos. As atividades podem ser aplicadas em qualquer recorte geográfico, desde que se apoiem em dados históricos. Para saber analisar, interpretar e opinar sobre a expansão urbana, procurando preservar o meio ambiente onde estão inseridos, é de suma importância que os alunos tenham conhecimento de como a sua cidade cresceu e se desenvolveu ao longo do tempo histórico. É possível desenvolver o olhar crítico do espaço onde vive o aluno, levando-o a avaliar o contexto deste lugar. Para este diagnóstico utilizam-se recursos didáticos de análise espacial e temporal, que contribuem para que os alunos compreendam as mudanças ocorridas durante o processo de ocupação e construção de sua cidade. O conhecimento geográfico leva os alunos a analisarem as dinâmicas socioculturais, correlacionandoas com as mudanças que provocam na natureza. O objetivo é propor um programa de educação ambiental voltado a despertar o interesse dos alunos em reconhecer os problemas ambientais, que ocorreram e ocorrem no processo de ocupação espacial. Ao final deste trabalho os alunos foram capazes de: desenvolver ações que impactem menos o ambiente; descrever os problemas ambientais locais; explicar e compreender as melhores formas de aproveitamento dos recursos naturais; analisar a expansão urbana através do estudo das categorias espaço etempo; despertar seu olhar para a compreensão e análise crítica da paisagem urbana; possibilitar o preparo do aluno para construir conceitos que o levem a buscar a reversão da degradação paisagística. BACELLAR, Carlos Almeida Prado; BRIOSCHI, Lucila Reis. (Org.). Na estrada do Anhanguera: uma visão regional da história paulista. São Paulo: Humanitas,1999. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: história, geografia. Brasília, DF: MEC : SEF, 1997. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: história, geografia. Brasília, DF: MEC : SEF, 2000. FINI, Maria Inês. (Coord.) Proposta Curricular do Estado de São Paulo: geografia. São Paulo: SEE, 2008. HUTCHISON, David. Educação ecológica: idéias sobre consciência ambiental. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Caderno do professor: geografia, ensino fundamental - 5ªsérie, 1º bimestre. Coordenação geral, Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2008.
628 caminhosdahistoria v. 17 n. 1 e 2 (2012) A implantação do gás canalizado no município de São Paulo Vanessa Meloni Massara; gás natural, infraestrutura, cidade de São Paulo, energia Considerando a importância que o gás natural ganhou após as recentes descobertas de grandes reservas no país, o artigo aborda a implantação da rede canalizada e sua evolução durante o século XX e na última década, tendo como base de um estudo de caso, a dinâmica de expansão do serviço nos 96 distritos utilizados oficialmente pela Prefeitura da Cidade de São Paulo desde 1991. Como conclusão, verifica-se que a escolha do local a servir considera fatores como renda, verticalização, densidade construída e tipo de uso do solo, partindo do chamado “centro expandido” e se tornando difusa ao longo das periferias principalmente das regiões sul e leste da cidade. AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS. Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2011. ANP, Rio de Janeiro, 2011. COMPANHIA DE GÁS DE SÃO PAULO – COMGÁS. Gás Natural. Comgás, 2010. ELETROPAULO METROPOLITANA ELETRICIDADE E SERVIÇOS. A Cidade da Light 1899-1930. Volumes I e II. São Paulo, Divisão de Preservação do Patrimônio Arquitetônico – Departamento do Patrimônio Histórico, 1990. EMPRESA METROPOLITANA DE PLANEJAMENTO – EMPLASA. Sumário de Dados da Grande São Paulo. São Paulo, 1977/1998. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Censo Predial. Região Sudeste. São Paulo, IBGE, 1970. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Censo 2000. Indicadores socioeconômicos. São Paulo, IBGE, 2000. MASCARÓ, Juan Luis. Desenho Urbano e custos de urbanização. Brasília, Ministério da Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente, 1987. MASSARA, Vanessa Meloni. O perfil da infra-estrutura no Município de São Paulo e sua relação com as transformações de uso do solo: o centro expandido e a região de São Miguel Paulista. São Paulo, dissertação (mestrado), Engenharia Urbana, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 2002. +cd-rom. MASSARA, V.M. A Dinâmica Urbana na Otimização da Infra-Estrutura de Gás Natural. São Paulo, tese (Doutorado em Energia). Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo, 2007. MORSE, Richard. Formação Histórica de São Paulo. Da comunidade a metrópole. São Paulo, s.ed., 1954. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, PMSP. Relatório da Gestão Ademar de Barros 1958 -1961.PMSP, 1961. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, PMSP. Administrações Regionais, 16 vol. São Paulo, PMSP, 1975. SÃO PAULO (CIDADE)– SECRETARIA MUNICIPAL DO PLANEJAMENTO – SEMPLA. Atlas Ambiental. Cd-rom. São Paulo, PMSP, 2001. SÃO PAULO (CIDADE) – SECRETARIA MUNICIPAL DO PLANEJAMENTO. Diagnóstico regionalizado do município de São Paulo. São Paulo, PMSP, 1983. TELLES, Pedro Carlos da Silva. História da Engenharia no Brasil – século XX. Rio de Janeiro, Clube de Engenharia, vol. 2, 1984. UDAETA, M.E.M. et al. Fundamentos e Introdução à Cadeia Produtiva do Gás Natural. São Paulo, EDUSP/FAPESP, 2010. ZMITROWICZ, Witold. Obras públicas de engenharia e sua função na estruturação da cidade de São Paulo. São Paulo, Tese (Doutorado), Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 1984.
629 caminhosdahistoria v. 17 n. 1 e 2 (2012) “Uma coisa é ver e outra é o contar”: os impactos causados pelas novas descobertas minerais no Norte de Minas Gerais na primeira metade do século XVIII Raphael Freitas Santos; Minas Gerais, Conjunturas Econômicas, Mineração Com a proibição dos caminhos dos Currais e dos Sertões da Bahia e com a construção do Caminho Novo para o Rio de Janeiro, as localidades transpassadas pelos circuitos mercantis que ligavam por terra a capitania da Bahia à região mineradora foram perdendo dinamismo e importância econômica. Mas quais teriam sido as conseqüências trazidas pelas novas descobertas minerais em Minas Novas, no Serro do Frio e em Paracatu? Este artigo pretende mapear melhor essas conjunturas econômicas e verificar os impactos decorrentes dos novos descobrimentos minerais no Norte de Minas Gerais. Para tanto, nos valemos das cartas que o comerciante português Francisco Pinheiro trocou com um correspondente em Sabará, de diversos documentos remetidos ao Conselho Ultramarino português e de alguns processos de habilitação para o Santo Ofício. Tudo isso foi analisado de forma conjugada a fontes inéditas, tais como mais de 1.000 escrituras de procuração e outras escrituras registradas nos cartórios da Vila de Sabará ao longo da primeira metade do século XVIIII. ANDRADE, Francisco E. A invenção das Minas Gerais. Empresa, descobrimentos e entradas nos sertões do ouro das América portuguesa. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. ASSADOURIAN, Carlos Sempat. La producción de la mercancía dinero en la formación del mercado interno colonial. In: FLORESCANO, Enrique. (comp.) Ensayos sobre el desarrollo económico de México y de América Latina (1500- 1975). México: Fondo de Cultura Económica, 1979. BARBOSA, Waldemar de A. Dicionário Histórico Geográfico de Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, 1995. CARRARA, Ângelo A. Amoedação e oferta monetária em Minas Gerais as Casas de Fundição e Moeda de Vila Rica. Varia História, Vol. 26, nº 43. Belo Horizonte, 2010, p.217-239. ________. Minas e Currais: produção rural e mercado interno de Minas Gerais, 1674-1807. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2007. DERBY, Orville. Os primeiros descobrimentos de ouro nos distritos de Sabará e Caeté. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, São Paulo, v. 5, 1899-1900. DIAS, Maria Odila L. da Silva. Sertões do Rio das Velhas e das Gerais: vida social numa frente de povoamento – 1710-1733. IN: FURTADO, Júnia F. (org.) Erário Mineral – Luis Gomes Ferreira. Vol. 1. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 2002. FERREIRA, Rodrigo de A. O descaminho de diamantes: relações de poder e sociabilidade na demarcação Diamantina no período dos contratos. (Dissertação de Mestrado). Belo Horizonte; PPGHIS/UFMG, 2004. FURTADO, Junia F. As redes de comércio entre Portugal e as minas de ouro na primeira do século XVIII. In: Revista População e Sociedade, Vol. 1, n. 16, Lisboa, 2008. ________. O livro da capa verde. O regimento diamantino de 1771 e a vida no distrito diamantino no período da Real Extração. São Paulo: Annablume, 1996. GINZBURG, Carlo. O nome e o como. IN: CASTELNUOVO, Enrico; GINZBURG, Carlo; PONI, Carlo. A microhistória e outros ensaios. Lisboa: DIFEL, 1991. GUIMARÃES, Carlos Gabriel. O fidalgo-mercador Francisco Pinheiro e o “negócio da carne humana”, 1707-1715. IN: SOARES, Mariza de Carvalho (org.). Rotas Atlânticas da diáspora africana: da Baía do Benim ao Rio de Janeiro. Niterói: EDUFF, 2007. IVO, Isnara Pereira. Homens de Caminho: trânsitos, comércio e cores nos sertões da América portuguesa – século XVIII. (Tese de Doutorado) Belo Horizonte: PPGHIS/UFMG, 2009. MORENO, Cezar. A colonização e o povoamento do Baixo Jequitinhonha no século XIX: a guerra justa contra os índios. Belo Horizonte: Canoa das letras, 2001. NEVES, Erivaldo Fagundes; MIGUEL, Antonieta. Caminhos do sertão: ocupação territorial, sistema viário e intercâmbios coloniais dos sertões da Bahia. Salvador: Arcadia, 2007. OLIVEIRA MELLO, Antônio de. As Minas Reveladas: Paracatu no tempo. Paracatu: Prefeitura Municipal de Paracatu, 1994. SANTOS, Raphael F. A vila, a comarca, a capitania: conjunturas econômicas e políticas a partir da análise de escrituras registradas em cartório In: XXXI Encontro da Associação Portuguesa de História Económica e Social. Coimbra: APHES, 2011. ________ O ouro e a palavra: endividamento e práticas creditícias na economia mineira setecentista. In: CARRARA, Ângelo A (org.). Á vista ou a prazo: comércio e crédito nas Minas setecentistas. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2010. VENANCIO, Renato. P. Paracatu: movimentos migratórios no século XVIII. IN: Locus, Juiz de Fora, v. 6, p. 93-104, 1998.
630 caminhosdahistoria v. 17 n. 1 e 2 (2012) História e memória: as origens da Diocese de Montes Claros no Norte de Minas Gerais (1903-1943) Franscino Oliveira Silva; Diocese, Igreja Católica, Montes Claros, Romanização O texto aborda como se deu a criação da Diocese de Montes Claros no Norte de Minas Gerais pelo Papa Pio X, com a Bula Postulat Sane, inserida no processo de crescimento do número de dioceses no Brasil a partir do período em que gozava de liberdade, graças à separação entre Igreja e Estado em 1890. Arquivo Arquidiocesano de Montes Claros (AAMC). BARBOSA, Manoel. A Igreja no Brasil: Notas para a sua história. Rio de Janeiro: 1945. BURSZTIN, M. O país das alianças: elites e continuísmo no Brasil. Petrópolis: 1990. CARONE, Edgard. A República Velha: instituições e classes sociais. São Paulo: 1975. ______A República Velha: evolução política (1889-1930). São Paulo: 1985. CONGREGATIO CONSISTORIALIS, «Erectiones Dioecesum», AAS 3 (1911) 26. CUNHA, Euclides da. Os Sertões. Rio de Janeiro: 2000. DE MARCHI, G. Le Nunziature Apostoliche dal 1800 al 1956. Roma: 1957. FAUSTO, Boris. O Brasil republicano: estrutura de poder e economia (1889- 1930). São Paulo: 1985. GASPAR, Maurice. O Bispado de Montes Claros (1910-1922). Montes Claros: 1925. HOORNAERT, Eduardo. Os Anjos de Canudos, uma revisão histórica. Petrópolis: 1997. Jornal A Luz (Januária), 1903. Jornal A Verdade (Montes Claros), 1907-1911) LIMA, J. V. «Januária e seu passado político», in Primeiro Centenário de Januária [1860-1960], Belo Horizonte: 1960. Nunziatura Apostólica in Brasile, Arquivo Secreto Vaticano (ASV). PAULA, Hermes A. Montes Claros – sua história, sua gente, seus costumes, 3 volumes. Montes Claros: 1979. QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de. O messianismo no Brasil e no mundo. São Paulo: 1976. SECRETARIA DA AGRICULTRA. Annuario Estatistico. Belo Horizonte: 1924. SOUZA, Ney de. «Uma Fisionomia do Episcopado Brasileiro», in PONTIFICIA COMMISSIO PRO AMERICA LATINA, Os últimos cem anos da evangelização na América Latina. Simpósio Histórico,... Actas, Ciudad del Vaticano 1999, 637-642. VIANNA, Nelson. Efemérides Montesclarenses 1707-1962. Rio de Janeiro: 1964. VIANNA, Urbino. Montes Claros. Monographia do Município de Montes Claros. Belo Horizonte: 1918.
631 caminhosdahistoria v. 17 n. 1 e 2 (2012) Marc Bloch e Lucien Febvre: revisitando a primeira geração dos Annales José D’Assunção Barros; Annales, Historiografia, Bloch, Febvre Este artigo visa examinar as especificidades dos modelos historiográficos dos dois principais autores pertencentes à primeira fase do movimento dos Annales:Marc Bloch e Lucien Febvre. Depois de uma discussão inicial sobre a importância do movimento habitualmente designado “Escola dos Annales” para a historiografia, discutem-se as especificidades das práticas e pensamentos historiográficos de Marc Bloch e Lucien Febvre, com uma preocupação inicial de situar as influências trazidas por estes autores. BLOCH, M. Les Caracteres Originaux Le l’Histoire Rurale Française. Paris: A. Colin, 1952. BLOCH, M. Os Reis Taumaturgos – o caráter sobrenatural do Poder Régio. França e Inglaterra. São Paulo: Companhia das Letras, 1993 [original: 1924]. BLOCH, M. A Sociedade Feudal: Lisboa; Edições 70, 1990 [original: 1939]. BLOCH, M. Apologia da História. Rio de Janeiro: Zahar, 2001 [original: 1941- 42]. BLOCH, M. A Estranha Derrota. Rio de Janeiro: Zahar, 2011 [original: 1946]. BURKE, P. A Escola dos Annales. São Paulo: UNESP, 1991 [original: 1990]. DOSSE, F. A História em Migalhas. São Paulo: Editora Unicamp, 1994 [original: 1987]. DUMOULIN, O. Marc Bloch. Paris: Presses des Sciences, 2000. FEBVRE, L. Combats pour l’histoire. Paris: A. Colin, 1953. FEBVRE, L. Le problème de l’incroyance au XVI siècle – La Religion de Rabelais. Paris: A. Michel, 1968 [original: 1942]. FEBVRE, L. “Face ao Vento: manifesto dos novos Annales” In: NOVAIS, F. e SILVA, R. (orgs.). Nova História em perspectiva. São Paulo: Cosac & Naify, 2011, p.75-85 [original: 1946]. HALBWACHS, M. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990 [original: 1925]. LE GOFF, J. “Prefácio” In: BLOCH, M. Apologia da História. Rio de Janeiro: Zahar, 2011-a, p.15-34 [original: 1941-42]. LE GOFF, J. “A História Nova” in: NOVAIS, F. e SILVA, R. F. da (orgs). Nova História em Perspectiva. São Paulo: Cosac & Naify, 2011b [original: 1978]. MASSICOTTE, G. L’Histoire-Problème: La mèthode de Lucien Febvre. Paris: Maloine, 1981. WIRTH, J. (1977). “Libertins et Epicuriens: aspects de l’irréligion au XVI siècle » In: Bibliothèque d’Humanisme et Renaissance, vol.39, n° 3. Paris, p.601-627.
632 caminhosdahistoria v. 17 n. 1 e 2 (2012) Caiapós, Araxás, Bororos, Geralistas... Conflitos revelados, identidades e memórias construídas no sertão da farinha podre nos séculos XVIII e XIXI Glaura Teixeira Nogueira Lima;Robert Mori; História Indígena, Historiografia, Identidades Este artigo pretende discutir/analisar as relações de contato entre índios e entre estes e os geralistas, empreendidas no Sertão da Farinha Podre, atuais regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, durante os séculos XVIII e XIX. Para tal propósito, além de abordar a produção historiográfica existente acerca deste assunto, serão trabalhadas algumas fontes arquivísticas do Arquivo Ultramarino, disponibilizadas on-line pelo Centro de Memória Digital (CMD) da Universidade de Brasília (UnB). A partir da utilização destes referenciais acima citados, podemos afirmar que as relações interétnicas decorrentes do contato entre estes grupos mostraram-se, historicamente, conflituosas e violentas AMANTINO, Márcia. As guerras justas e a escravidão indígena em Minas Gerais nos séculos XVIII e XIX. Revista Varia História, Belo Horizonte, vol. 22, n. 35, p.189-206, Jan./Jun. 2006. ARNT, Ricardo et al. Panará: a volta dos índios gigantes. São Paulo: Instituto Socioambiental, 1998. ATAÍDES, Jézus Marco de. Sob o signo da violência: colonizadores e Kayapó do Sul no Brasil Central. Goiânia: Editora UCG, 1998. BARBOSA, Alexandre de Souza. Descrição feita por Alexandre de Souza Barbosa dos índios Cayapós e os Panarás. Vocabulário e mapa da região ocupada pelos Caiapós, documento datado de Uberaba, 2 de setembro de 1918. Arquivo Público de Uberaba. Resgate Histórico de Odair Giraldin. CARVALHO, Horácio. Álbum do Araxá. São Paulo: Typographia Gutenberg, 1928. CHAIM, Marivone Matos. Os aldeamentos indígenas na Capitania de Goiás: sua importância na política de povoamento (1749-1811). São Paulo: Nobel, 1983. COSTA, Waldir. Araxá: da maloca ao palácio. Goiânia: Gráfica O Popular, 1987. 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633 caminhosdahistoria v. 17 n. 1 e 2 (2012) “Foi assim que conheci meu avô...”: autobiografia da criança que nascerá para ser carpinteiro Ivaneide Barbosa Ulisses; Arqueologia, Memória Social, Autobiografia Resenha do livro: MARTINS, J. S. O Poder do Atraso. São Paulo: Hucitec, 1994. MARTINS, J. S. Uma Arqueologia da Memória Social. Autobiografia de um Moleque de Fábrica. São Paulo: Ateliêr Editorial, 2011, p. 57. REIS, José Carlos. História da “Consciência Histórica“ Ocidental Contemporânea. Belo Horizonte: Autentica, 2011, p. 259. RICOEUR, Paul. Tempo e Narrativa. SP: Martins Fontes, 2010.
635 caminhosdahistoria v. 16 n. 2 (2011) A cidade desejada e a cidade possível: a construção da urbe republicana Jadir Peçanha Rostoldo; Cidade, Estado, República Mostrar a cidade construída pelo poder do Estado, retratada nos relató- rios do Governo Estadual apresentados ao Congresso é o foco deste artigo. O objeto de pesquisa é a cidade de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, durante o primeiro governo estadual republicano, 1892-1896. Os relatórios de governo são analisados como o discurso oficial do Estado, representando a presta- ção de contas à sua base de sustentação política e econômica. Vamos mostrar que as intervenções na cidade se basearam nas necessidades das elites dominan- tes, como a busca por vincular e adequar Vitória aos padrões do regime republica- no. A imagem da capital é retratada, assim como os planos e as ações definidas para sua transformação. Apontamos que as ações sobre a cidade foram consequ- ências das metas principais do governo, que indicavam a formação de um grande centro populoso e comercial. Defendemos que a cidade e sua paisagem urbana também foram usadas na construção de uma simbologia da República, da modernidade. Concluímos que, Vitória chegou ao ano de 1896 sem se tornar a cidade populosa, moderna e comercial que o governo desejou, mesmo assim viveu um significativo crescimento fomentado pelo Estado.
636 caminhosdahistoria v. 16 n. 2 (2011) Os álibis do consumo: análise sobre a mensagem publicitária de eletrodomésticos em periódicos do Recife dos anos 1930 Katia Medeiros De Araujo;Tiaggo Correia Cavalcanti De Morais; Consumo, publicidade, design, historia social Este trabalho busca uma analise da mensagem publicitaria sobre os produtos eletricos (principalmente geladeiras, lampadas e radios), que foram veiculadas em periodicos do Recife nos anos 1930. Recorremos a Jean Baudrillard para entender que a publicidade oferece ao individuo motivacoes, alibis, que justi- ficam para si o ato ou mesmo o desejo da compra. Constatamos seis motivacOes nos periodicos da cidade que envolvem imagens de familia, urbanidade, saúde e higiene, saber tecnico dos objetos, o mundo de prazeres e fmalmente economicidade. BAUDRILLARD, Jean. 0 Sistema de Objetos. Sao Paulo: Perspectiva, 2000. FORTY, Adrian. Objetos de Desejo: design e sociedade desde 1750; traducao de Pedro Maia. Sao Paulo: Cosac Naify, 2007. FREYRE, Gilberto. Guia Pratico, Historic° e Sentimental da Cidade do Recife. 5. ed. Sao Paulo: Global, 2007. GOMINHO, Zelia de Oliveira. Veneza Ameriana x Mucambopolis: o Estado Novo na cidade do Recife (Decadas de 30 e 40). Dissertação (Mestrado em Historia) — Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 1997. JOLY, Martine. Introducao a analise da imagem. Sao Paulo: Papirus, 1996. KUMAR, Krishan. Da sociedade pos-industrial a pos-moderna: novas teorias sobre o mundo contemporaneo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2006. MORRIS, Tiaggo Correia Cavalcanti de. Forma moderna: analise sobre representações dos produtos eletricos e sua publicidade no Recife dos anos 1930. Dissertação (Mestrado em Design) — Universidade Federal de Pernambuco: Recife, 2011. OLIVEIRA, Iranilson Buriti de. Facamos a familia a nossa imagem: a construção de conceitos de familia no Recife Moderno (decadas de 20 e 30). Tese (Douturado em Historia — Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2002. REZENDE, Antonio Paulo. (Des)encantos Modernos: historias da cidade do Recife na decada de vinte. Recife: Fundarpe, 1997. Recife: Fundaedo de cultura da cidade do Recife, 1997. SEVCENKO, Nicolau. A corrida para o seculo XXI: no loop da montanha-russa. Sao Paulo: Companhia das Letras, 2001.
637 caminhosdahistoria v. 16 n. 2 (2011) Lima Barreto e a reconstrução da cidade do Rio de Janeiro: uma análise histórica do romance Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá Carlos Alberto Machado Noronha;Rinaldo Cesar Nascimento Leite; Lima Barreto, literatura, Rio de Janeiro, modernização A partir da obra literária de Lima Barreto, especialmente o romance Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá, é apresentada uma percepção diferente do espaço urbano do Rio de Janeiro, entao capital da República brasileira, no contexto das intervenções urbanas. Enquanto a modernização da cidade privilegiava a reforma do centro, Lima Barreto recorria à escrita para criticar esse processo, utilizando a estratégia de apresentar as zonas e fronteiras da cidade ignoradas pelos reformadores. Comprometido com o princípio da literatura militante, Lima Barreto fez, da sua escrita, um espaço de oposição aos ideais modernizadores característicos do início do século XX, assimilados, inclusive, por outros escritores da época. BARBOSA, Francisco de Assis. A vida de Lima Barreto. 5 ed. Rio de Janeiro: Livraria Jose Olimpio, 1975. (Colecao Documentos Brasileiros). BARRETO, Lima. Mario Intimo: memorias. 2 ed. Sao Paulo: Brasiliense, 1961a. ______. Vida e morte de M. J. Gonzaga de SA. 2 ed. Sao Paulo: Brasiliense, 1961b. BENCHIMOL, Jaime. Reforma urbana e Revolta da Vacina na cidade do Rio de Janeiro. In: FERREIRA, Jorge & DELGADO, Lucilio. 0 Brasil Republicano: o tempo do liberalismo excludente: da proclamacao da republica a revolução de 1930. Rio de Janeiro: Civilizacao Brasileira, 2003, p. 233-286. BILAC, Olavo. Vossa insolencia. Sao Paulo: Companhia das Letras, 1996. BORGES, Maria Eliza Linhares. Representacoes do Brasil Moderno para ler, ver ouvir no circuito dos Museus Commerciais Europeus, 1906 a 1908. Revista Historia (online), Sao Paulo, V. 26, N. 2, 2007. Disponivel em: www.scielo.br/pdf/his Acesso em: 13 dez. 2008. CALVINO, Italo. As cidades invisiveis. 2 ed. Companhia das Letras, 2006. CERTEAU, Michel de. A invencao do cotidiano: artes de fazer. 3 ed. Petropolis: Vozes, 1998. GERSON, Brasil. Historia das ruas do Rio: e de sua lideranca na historia política do Brasil. 5 ed. Rio de Janeiro: Lacerda Ed., 2000. LINS, Osman. Lima Barreto e o espaco romanesco. Sao Paulo: Cultrix, 1976. MACHADO, Maria Cristina Teixeira. Lima Barreto: um pensador social na Primeira Republica. Goiania: Ed. Da UFG; Sao Paulo: Edusp, 2002. MARTINS, Ana Luiza & LUCA, Tania Regina de. Imprensa e Cidade. Sao Paulo: UNESP, 2006. PEIXOTO, Afranio. A Esfinge. 12 ed. Sao Paulo: Clube do Livro, 1978. PESAVENTO, Sandra Jatahy. 0 imaginario da cidade: visoes literarias do urbano. 2 ed. Porto Alegre: UFRGS, 2002 PINHEIRO, Eloisa Petti. Europa, Franca e Bahia: difusao e adaptacao de modelos urbanos (Paris, Rio e Salvador). Salvador: EDUFBA, 2002. SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missao: tensOes sociais e criacao cultural na Primeira Republica. 2 ed. Sao Paulo: Companhia das Letras, 2003. (org.) Historia da vida privada no Brasil. Volume 3. Sao Paulo: Companhia das Letras, 1998.
638 caminhosdahistoria v. 16 n. 2 (2011) O intendente e a cidade: modernização e urbanização em Campo Grande (1921-1923) Márcia Pereira Silva;Carlos Alexandre Barros Trubiliano; Intendência, Urbanização, Mato Grosso, Modernização Entre 1921 e 1923, Campo Grande, hoje capital de Mato Grosso do Sul, passou por profundas transformaciies sociais e economicas, motivadas pela chegada do progresso atraves dos trilhos da Noroeste do Brasil (1914) e a vinda de significativo contingente de migrantes. Diante do cenario de rapid° crescimento populacional e ampliacao das relacOes comerciais, as elites locais, no anseio de incorporar a cidade ao mundo moderno e demarcar o espaco dos filhos da terra e dos paus rodados, procuraram remodelar a urbes introduzindo, na tradicional paisagem de povoado de uma rua so, elementos urbanisticos convencionalmente chamados de operacOes de embelezamento e saneamento. Nesse sentido, objetivo dense trabalho é discutir algumas reformas urbanisticas realizadas durante a intendencia do Dr. Arlindo de Andrade Gomes, responsavel pela remodelação da paisagem, (re)criando uma nova simbologia para cidade e seus habitantes. ANDRADE FILHO, Persio (et. al.). Serie Campo Grande - Personalidades. Campo Grande. Arquivo Historic° de Campo Grande, 2000. ARRUDA, Angelo Marcos Vieira de. A casa em Campo Grande: Mato Grosso do Sul, 1950-2000. Revista Arquitextos, no 36, maio de 2003. ARRUDA, Gilmar. A Ferrovia Noroeste do Brasil: o Ultimo trem para o sertao. Cadernos de Estudos Urbanos. Campo Grande: Conselho Regional de Construtores de Imoveis, n° 3, 1995. ARRUDA, Gilmar. A Ferrovia Noroeste do Brasil: o Ultimo trem para o sertao. Cadernos de Estudos Urbanos. Campo Grande: Conselho Regional de Construtores de Imoveis, n° 3, 1995. BERMAN, Marshall. Tudo que é solid° desmancha no ar: a aventura da modernidade. Sao Paulo, Companhia das Letras, 1997. BOURDIEU, Pierre. 0 poder simbolico. Lisboa: Difel, 1989. Campo Grande - 100 anos de Construed°. Campo Grande: Matriz Editora, 1999. CARVALHO, J. M. de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a Republica que nao foi. Sao Paulo: Companhia das Letras, 1987. DURAND, Gilbert. A Imaginaedo Simbolica. Sao Paulo: Cultrix, 1982 FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisio. 20a edicao. Petropolis: Vozes, 1999. A verdade e as formas juridicas, Cadernos da PUC/ RJ, serie Letras e Artes, 6/74, n° 16, 1984. GALETTI, Lylia S. G. Nos confins da civilizaedo: sertao, fronteira e identidade nas representaedes sobre Mato Grosso. Tese (Doutorado em Historia) USP, Sao Paulo. 2000. GANELIE, Luisa Santana. Higienismo na cidade de SAo Paulo no seculo XIX: Memorias sobre temas urbanos. Anais do XV Encontro de Iniciacao Cientifica da PUC-Campinas. SP. 2010. GARDIN, Cleonice. Campo Grande entre o Sagrado e o Profano. Campo Grande: UFMS. 1999. GOMES, Arlindo de Andrade. 0 Municipio de Campo Grande — 1921. Campo Grande: 1922. GOMES, William. Dicionario Cuiabanes. Cuiaba, 2000. HARVEY, David. Condicao Pos-moderns. Sao Paulo: Loyola, 1993. MACHADO, Paulo Coelho. Arlindo de Andrade - Primeiro Juiz de Direito de Campo Grande. Campo Grande: Tribunal de Justica, 1988. NAGLE, Jorge. Educacao e sociedade na Primeira Republica. 2. ed. Sao Paulo: DP&A, 2001. QUELUZ, Gilson. Concepcoes de ensino tecnico na Republica Velha (1909-1930). Curitiba: Cefet-Parand, 2000. RAGO, Margareth. Do cabare ao lar: a utopia da cidade disciplinar (1890-1930). Sao Paulo: Paz e Terra, 1987. RUBIM, Rezende. Reservas de Brasilidade. SP: Cia Editora Nacional, 1939. SA ROSA, Maria da Gloria. Memoria da cultura e da educacao em Mato Grosso do Sul. Campo Grande: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 1990. SERRA, Ulisses. Camalotes e guavirais. 2 ed. Campo Grande: Tribunal de Justica de Mato Grosso do Sul, 1989. SEVCENKO, Nicolau. Introducao. 0 preltidio republicano, astticias da ordem e ilusoes do progresso, pp. 7-48, (Org.), Historia da vida privada no Brasil, Republica: da Belle Epoque a era do radio. Sao Paulo, Companhia das letras, 1998, Vol. 3.
639 caminhosdahistoria v. 16 n. 2 (2011) O sertão das Minas e o progresso citadino: reflexões sobre a ação política popular no início da República Alysson Luiz Freitas; política, cidade, cidadania, sertão O presente artigo tem como objetivo analisar a transicao do seculo XIX para o seculo XX na regido norte-mineira, tendo como especial foco uma analise da formacao da cidade no periodo, em meio ao progresso e desenvolvimento que se avizinhava. Nesse contexto, procuramos observar um elemento especifico dessa transformacao, qual sej a, a acao politica popular por meio da acao individual ou coletiva dos norte-mineiros na luta por alguns dos seus direitos mais basicos e interesses em resolucao de situacties ligadas ao bem comum. BRITO, Gy Reis Gomes de. Montes Claros: da construceio ao progresso — 1917-1926. Montes Claros: Unimontes, 2006. CARDOSO, Edi de Freitas. Experiencia e poder na urbe em expanseio: cultura politica popular em Montes Claros/MG entre 1930 e 1964. Dissertacao de Mestrado em HistOria, Belo Horizonte, UFMG, 2008. FABRIS, Annateresa. Fragmentos urbanos: representacOes culturais. Sao Paulo: Studio Nobel, 2000. PEREIRA, Laurindo Wide. A cidade do favor: Montes Claros em meados do seculo XX. Montes Claros: Unimontes, 2002. PORTO, Cesar Henrique de Queiroz. Paternalismo, poder privado e violência: o campo politico norte-mineiro durante a Primeira Republica. Montes Claros: Editora Unimontes, 2007. RAMINELLI, Ronald. Historia Urbana. In: VAINFAS, Ronaldo. CARDOSO, Ciro Flamarion. (Orgs.) Dominios da Historia: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. RESENDE, Maria E. Lage de. 0 processo politico na Primeira RepUblica e o liberalismo oligarquico. In: FERREIRA, Jorge. DELGADO, Lucilia. 0 Brasil Republicano I: o tempo do liberalismo excludente. Rio de Janeiro: Civilizacao Brasileira, 2003. WIRTH, John D. 0 fiel da balanca: Minas Gerais na federacao brasileira. 1889-1937. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
640 caminhosdahistoria v. 16 n. 2 (2011) Viagem das coisas e das ideias: porto, embarcações e produtos importados nos meados da Belém oitocentista Melina Aline Freitas Sales;Leila Moureio; Civilização, embarcações estrangeiras, importação, Império Este artigo busca entender a intensidade das entradas de embarcacOes estrangeiras no porto de Belem entre os anos de 1840 e 1857, levando em consideração o aumento continuo das visitas no periodo que sucedeu a Cabanagem no Para. Parte-se da nocao de que nos meados do seculo XIX o processo civilizador ao se consolidar na Europa se espraiou para varias partes do mundo, tendo alcançado significativa apropriacdo na Provincia do Pará por possuir urn porto que the colocou ern contato direto com os portos Americans, Portugueses, Ingleses e Franceses. Atraves da apresentacao historiográfica e do levantamento realizados em periodicos e em um manifesto de importacdo de mercadorias portuguesas tracou-se urn quadro quantitativo da presenca de embarcaceies estrangeiras na Provincia, sem ignorar os aspectos simbolicos que permearam a sua insercao no conjunto da modernidade nacional. ALDEN, Dauril. 0 significado da producao de cacau na regiao da Amazônia no fim do period() colonial.. urn ensaio da história economica comparada. Belem: UFPA/NAEA, 1974. ALENCASTRO, Luiz Felipe de. Vida privada e ordem privada no Imperio. In: ALENCASTRO, Luiz Felipe de. (org). Historia da vida privada no Brasil. Imperio: a corte e a modernidade nacional. Sao Paulo: Companhia das Letras, 1997, pp. 11-93. ______O trato dos viventes: formacao do Brasil no Atlantico Sul. Sao Paulo: Companhia das tetras, 2000. BAENA, A. L. M. Compendio das Eras da Provincia do Para. 2a Ed. Belem: UFPA, 1969. BARATA, Manoel. Formacao Historica do Para (Colecao Amazonica). 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641 caminhosdahistoria v. 16 n. 2 (2011) Os armazéns de secos e molhados e a câmara municipal da cidade de Irati-PR, 1907-1920 Neli Maria Teleginski;Valter Martins; armazéns de secos e molhados, Irati-PR, comércio de abastecimento, código de posturas municipais Entre 1907 e 1920 a cidade de Irati, no Parana, teve editados dois c6digos de posturas que buscaram definir os contornos de seu incipiente espaco urbano. A chegada da ferrovia acelerou o processo de povoamento da regiao atraindo muitos imigrantes, principalmente eslavos. 0 desenvolvimento das atividades agricolas e extrativas da madeira e da erva mate das florestas nativas motivou o estabelecimento de um grande niimero de armazens de secos e molhados na cidade e seu interior. Ansiando desenvolver o quadro urbano do entao jovem municipio os vereadores buscaram concentrar as atividades comerciais na cidade. Para tanto, criaram impostos elevados para concessao de licenca aos estabelecimentos comerciais situados fora dela. Esse artigo tem como objetivo analisar momentos da disputa entre vereadores e comerciantes. Os primeiros, buscando controlar e concentrar o comercio. Os segundos, buscando liberdade para se dispersarem em busca das melhores oportunidades de negócio. CARDOSO, Jayme Antonio e WESTPHALEN, Cecilia Maria. Atlas Historic° do Parana. Curitiba: Livraria do Chain Editora, 1986. LEVI, Giovani. A heranca imaterial: trajetoria de urn exorcista no Piemonte do seculo XVII. Rio de Janeiro: Civilizacao Brasileira, 2000. NADALIN, Sergio Odilon. Parana: ocupacao do territorio, populacao e migrações. Curitiba: SEED, 2001. OLIVEIRA, Maria Luiza Ferreira de. Entre a casa e o armazem: relacOes sociais e experiencias da urbanizacao: Sao Paulo, 1850-1900: Alameda, 2005. ORREDA, Jose Maria. Juvenal Ferreira de Camargo: o poeta da Vila. Irati: 0 Debate, 1999. PEREIRA, Magnus Roberto de Mello. A forma e o podre: das agendas da cidade de origem portuguesa nas idades medieval e moderna. Tese (Doutorado em Historia). UFPR. Curitiba,1998. SANTOS, Antonio Cesar de Almeida. Codigo de Posturas Municipais. In: PEREIRA, Magnus Roberto de Mello (org.) Posturas Municipais — Curitiba, Ponta Grossa, Castro. Decadas de 1820 a 1860. Vol. 1. Curitiba: Aos Quatro Ventos, 1998. ______Semeando iras rumo ao progresso: (ordenamento juridico e econômico da Sociedade Paranaense, 1829-1889). Curitiba: Ed. da UFPR, 1996. RAMOS, Jair de Souza. 0 poder de domar do fraco: construcao de autoridade e poder tutelar na politica de povoamento do solo nacional. Niter6i: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2006. ROLNIK, Raquel. A cidade e a lei: legislacao, politica urbana e territorios na cidade de Sao Paulo: Sao Paulo: Studio Nobel: FAPESP, 1997. SOUZA, Maria Angela de Almeida. Posturas do Recife Imperial. Tese (Doutorado em Historia). Universidade Federal de Pernambuco. Recife, 2000.
642 caminhosdahistoria v. 16 n. 2 (2011) Uma cidade sob múltiplos olhares: autoridades públicas, senhores e escravos em Belém do Grão-Pará (1871-1888) José Maia Bezerra Neto;Luiz Carlos Laurindo Junior; Cidade, Escravidão, Experiência humana A cidade de Belem, capital da Provincia do Grao-Para, no final o seculo XIX, era povoada por uma gama variada de individuos e grupos sociais. Cidaddos livres (ricos e pobres), libertos, estrangeiros e escravos percorriam seus diferentes espacos. 0 presente artigo busca captar esta multiplicidade e compreender a cidade por diferentes angulos e experiencias de vida. A partir de documentacao tramitada entre duas reparticOes do Estado e do dialogo com outras fontes, objetivamos perscrutar os significados da cidade para senhores, escravos e autoridades publicas (representantes do Estado). Como os individuos inseridos nestes diferentes segmentos sociais enxergavam o espaco urbano da Capital do Para? De que maneira suas experiencias humanas influenciavam seus olhares? Quais as diferencas e similitudes entre estes olhares? Optamos pelo recorte de 1871 a 1888 em funcao, no caso da primeira data, da aprovacao da Lei do Ventre Livre e do inicio do boom da economia gomifera (que fomentou um processo de (re)urbanizacao da capital paraense), e, quanto ao ano de 1888, do fim do regime escravista. ARAUJO, Carlos Eduardo Moreira de; SOARES, Carlos Eugenio Libano; GO-Flavio dos Santos; e FARIAS, Juliana Barreto. Cidades negras: africanos, crioulos e espacos urbanos no Brasil escravista do seculo XIX. Sao Paulo; Alameda, 2006. BARRETO, Mauro Vianna. 0 Romance da Vida Amazonica: uma leitura socioantropologica da obra literaria de Ingles de Sousa. Presidente Venceslau, Sao Paulo; Letras a Margem, 2003. BEZERRA NETO, Jose maia. Escravidao negra no Grao-Para (seculos XVII-XLI ). Belem: Paka-Tatu, 2001. ______.Historias Urbanas de Liberdade: escravos em fuga na cidade de Belem, 1860-1888, in Afro-Asia. Belem, v. 28, pp. 221-250, 2008. ______. Mercado, conflitos e controle social. Aspectos da escravidao urbana em Belem (1860-1888), in Historia & Perspectivas. Uberlandia, v. 41, pp. 267-298, 2009. ______. Por Todos os Meios Legitimos e Legais: As Lutas contra a Escravidão e os Limites da Aboliceio (Brasil, Grao-Para: 1850-1888). Sao Paulo: Programa de Estudos Pos-Graduados em Historia/PUC-SP, 2009b, tese de doutorado. CANCELA, Cristina Donza. Casamento e relacoes familiares na economia da borracha (Belem, 1870-1920). Sao Paulo: Programa de Pos-Graduacao em Historia Economica da Universidade de Sao Paulo/USP, 2006, tese de doutorado. CARVALHO, Jose Murilo de. A Construcilo da Ordem: a elite politica imperial; Teatro das Sombras: a politica imperial. Rio de Janeiro: Editora UFRJ / Relume-Dumard, 1996. COSTA, Antonio Mauricio da. Lazer e sociabilidade: usos e sentidos. Belem: Acai, 2009. PIRES, Maria de Fatima Novaes. 0 crime na cor: escravos e forros no alto sertdo da Bahia (1830-1888). Sao Paulo: Annablume/FAPESP, 2003. ______. O negro no Para sob o regime da escravidao. Belem: IAP, Programa Raizes, 2005. SARGES, Maria de Nazare. Belem: Riquezas produzindo a belle-époque (1870-1912). Belem: Paka-Tatu, 2002. SOARES, Luiz Carlos. 0 Povo de Cam na Capital do Brasil: a escravidao urbana no Rio de Janeiro do seculo XIX. Rio de Janeiro: Faperj — 7Letras, 2007. THOMPSON, Edward P. A miseria da teoria ou urn planetario de erros: uma critica ao pensamento de Althusser. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1981. VELLASCO, Ivan de Andrade, As seducoes da ordem: viotencia, criminalidade e administracao da justica: Minas Gerais, seculo XIX. Bauru: EDUSC, 2004. WISSENBACH, Maria Cristina Cortez. Sonhos africanos, vivencias ladinas: escravos e forros em Sao Paulo (1850-1880). Sao Paulo: Hucitec, 1998.
643 caminhosdahistoria v. 16 n. 2 (2011) Os regimes de Welfare de Esping-Andersen e sua demonstração no cotidiano de EUA, Canadá, França, Inglaterra, Cuba e Irlanda - Uma análise de Sicko e Inside Im dancing Gerson Oscar de Menezes Júnior; Estado de Bem-Estar, Assistência à Saúde, Assistência Social, Redes de Proteção, Cobertura Universal O objetivo deste artigo e apresentar as caracteristicas de atendimento de varias redes de protecao social em diversos paises (Canada, Reino Unido, Franca, Cuba, Irlanda e EUA) bem como urn comparativo, corn foco principal na atencao a satide e no bem-estar social que tais redes proporcionam. Tal analise e feita a partir de duas obras cinematograficas: um documentario e urn drama. 0 documentario trata-se do polemic° SOS Saude de Michael Moore, obra focada na critica de os EUA serem o imico pais do ocidente a Waco possuir um sistema de saúde universal. 0Odrama, por sua vez, trata-se do filme Os melhores dias de nossas vidas de Damien ODonnel, que conta a historia de dois deficientes fisicos irlandeses e as dificuldades que enfrentam em seu dia-a-dia. A partir dos detalhes apresentados nestas obras e atraves de pesquisa a literatura sobre Estado de Bem-Estar Social faz-se entao uma exposicao destes modelos, bem como uma analise comparativa. BOBBIO, Norberto. A Era dos Direitos. [S.1.]: Ed. Campus, 1992. CORRER, Rinaldo. Deficiencia e inclusao social: construindo uma nova comunidade. Bauru: EDUSC, 2003. 122 p. ESPING-ANDERSEN, Gosta. Three Worlds of Welfare Capitalism. [ S .1.]: Princeton University, 1990. FLORA, Perer. The Development of Welfare States in Europe and America. Transaction inc. New Jersey, 1982. FRANZONI, Juliana Martinez. Three welfare regimes, three critical paths to strengthen redistribution. (XIII Congresso Internacional do CLAD-). GOMA, Ricard. Processos de exclusao e politicas de inclusao social: algumas reflexoes conceituais. In: CARNEIRO, COSTA. Gestao Social. 0 que ha de novo. [S. I.]: FJP, 2004. GUTMANN, Amy (Org.). Democracy and the Welfare State 1998. Princeton University Press, 1998. MARSHALL. T.H. Cidadania e Classe Social. In: Cidadania, Classe Social e Status (1963) MOON, J. Donald. The Moral Basis of the Democratic Welfare State. In: GUTMANN, Amy (Org.). Democracy and the Welfare State 1998 — Princeton University Press. MOORE Michael. SOS Salkle. SICKO — Weinstein Company Films, 2007. NOGUEIRA, Roberto Martinez. Los proyectos Sociales — De La certeza Omnipotente al comportamiento estrategico. Cepal Chile, 1998. ODONNELL, Damien. Os melhores Dias de nossas vidas (Inside Im dancing) Irish Film Board — Universal Pictures, 2004. OFFE, Claus. Trabalho e Sociedade: problemas estruturais e perspectivas da sociedade do trabalho. Rio de Janeiro: Tempo brasileiro, 1991. SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclus a o: construindo uma sociedade para todos. 4. ed. Rio de Janeiro: WVA, 2002. 174p. ISBN 9788585644116 (broch.) SKOCPOL, Theda. Boomerang — Health Care Reform and The Turn against Government. New York: Norton & Company, 1997. VASH, C. L. Enfrentando a deficiencia• a manifestacao, a psicologia, a reabilitação. Sao Paulo: Pioneira, 1988. p. 101-123.
646 caminhosdahistoria v. 16 n. 1 (2011) Arbítrio e desmando do Médio Solimões Luis Carlos Valois; Amazônia colonial, demarcação, limites, arbítrio, diplomacia, direito O presente trabalho é um estudo de caso referente a episódio do período colonial brasileiro. Acontecido na Vila de Ega, atual Cidade de Tefé, no médio Solimões, envolvendo oficiais que tratavam da demarcação de limites entre Portugal e Espanha.
647 caminhosdahistoria v. 16 n. 1 (2011) A presença indígena em Roraima: da colonização à consolidação do Estado Raimunda Maria Rodrigues Santos;Marília Gomes Ghizzi Godoy; Roraima, Indígenas, Projetos de colonização, Assentamentos dirigidos, etnohistória A compreensão dos conflitos existentes em relações interétnicas implica estudar, num primeiro momento, a origem dos contato, para, então, se discutir as questões políticas, sociais e econômicas na contemporaneidade.
648 caminhosdahistoria v. 16 n. 1 (2011) Poder, tradição militar e armas no contexto das Minas Setecentistas: influências europeias e indígenas Izabella Fátima Oliveira de Sales;Arnaldo José Zangelmi; Armas, tradição militar, minas setecentistas Esse artigo tem como objetivo discutir as tradições militares e armamentistas europeias e suas influências na América Portuguesa, em especial, nas Minas Setecentistas, espaço no qual essas tradições foram adaptadas aos hábitos de luta e armamentos das populações locais.
649 caminhosdahistoria v. 16 n. 1 (2011) Permanências e descontinuidades nas Barrancas do velho Chico: um estudo de história local no município de Januária (MG) Zara Toscano Correia;Maria Clara Machado; História local, rio São Francisco, Januária Este artigo analisa a constituição histórica do municípiode Januária, interior de Minas Gerais, como forma de apreender as aparentes contradições presentes em sua realidade social contemporânea.
650 caminhosdahistoria v. 16 n. 1 (2011) Fazenda das Quebradas - Patrimônio cultural Simone Narciso Lessa;Áurea Viviane Fagundes Silveira; Patrimônio Cultural, Fazenda das Quebradas, Parque Estadual da Lapa Grande, Montes Claros A Fazenda das Quebradas, situada no interior do Parque Estadual da Lapa Grande, sempre foi considerada patrimônio cultural de Montes claros, pelo seu vínculo com o passado pastoril da sociedade mineira, quando incorporada à área de uma Unidade de Conservação Integral.
651 caminhosdahistoria v. 16 n. 1 (2011) Campanha da legalidade: significado e simbolismo para o Estado do Rio Grande do Sul (RS) Daniel Arruda Coronel;Airton Lopes Amorim; Governo Jânio Quadros, Campanha da Legalidade, Leonel Brizola Quando Jânio Quadros tomou posse, em 1961, ele encontrou um país com altas taxas de inflação e um processo de desaceleração econômica. Tal situação econômica exigiria um presidente com capacidade de liderança para fazer a reversão deste quadro de recessão econômica.
652 caminhosdahistoria v. 16 n. 1 (2011) Os nós de culturas: experiências de desigualdade nos modos de viver a cidade Sheille Soares de Freitas; Culturas, Experiências, Relações classistas, Uberlândia Este trabalho tem o interesse de colocar em debate os modos de vida e determinados trabalhadores que muitas vezes são indicados como manifestações culturais, catalogadas enquanto festas e ritos da cidade.
653 caminhosdahistoria v. 16 n. 1 (2011) Trabalhadores pobres (?): notações sobre pesquisa em História, vida urbana e condições de classes (Uberlândia/MG) `Sérgio Paulo Morais; Empobrecimento, Periferia, Vida urbana Este artigo traz reflexões relativas à tese Empobrecimento e Inclusão social: vida urbana e pobreza na cidade de Uberlândia/MG (1980-2004), considerando noções sobre trabalhadores pobres no tocante às transformações do viver, das consistências e das condições de classes.
654 caminhosdahistoria v. 16 n. 1 (2011) Fatores explicativos da mobilidade social e da redução das desigualdades de renda no Brasil: 1981 a 2007 Luciene Rodrigues; Desigualdades, Mobilidade social, Políticas públicas O Brasil é um dos países com maior concentração de renda do mundo. Todavia, ao analisar os dados de 1981 a 2007, nota-se que nesta última década houve uma melhora persistente nos indicadores de concentração e desigualdade de renda.
656 caminhosdahistoria v. 15 n. 2 (2010) Comunicações e clientelismo no Brasil (1964-1989) Eduardo Mei;Suzeley Kalil Mathias; Meios de comunicação, política, governo, militares, clientelismo Neste artigo discutimos a relação entre apoio político e ação no setor de comunicações. Nossa hipótese é que não existe diferença no comportamento de civis ou militares quando no poder relativamente ao setor, ainda que se perceba forte investimento em tecnologia ao longo dos governos fardados. ASSIS FERNANDES, F. “65 anos de radiodifusão no Brasil”. Revista Brasileira de Comunicação. Ano X, nº 56, jan-jun, S.P., 1987, p. 77-81. BENEVIDES, M.V. A UDN e o Udenismo: ambigüidades do liberalismo brasileiro (1945-1965).R.J: Paz e Terra, 1985. COUTO e SILVA, G. Conjuntura política nacional, o poder executivo. R.J.: José Olympio ed., 1981. Escola Superior de Guerra. Manual Básico. R.J.: ESG – Depto. de Estudos, COMBLIN, J. A ideologia da segurança nacional: o poder militar na América Latina. R.J.: Civilização Brasileira, 1978. LINZ, Juan. “Regimes Autoritários”. In PINHEIRO, P.S. (org.) Estado Autoritário e movimentos populares. R.J., Paz e Terra, 1980. LOBATO, E. “Raio X das Telecominicações”. In Comunicação e Sociedade, I (3), S.P.: mai-ago, 1995, p.36-41. MACHADO, A. A arte do vídeo. S.P.: Brasiliense, 1988. MATHIAS, S. K. A militarização da burocracia: a participação militar na administração federal das Comunicações e da Educação (1963-1990), S. P.: Ed. UNESP/FAPESP, 2004. MATHIAS, S.K. Distensão no Brasil: o projeto militar (1973-1979). Campinas, Papirus, 1995. MELLO, L. I. A. “Golbery revisitado: da abertura controlada à democracia tutelada”. In MOISÉS, J.A. & ALBUQUERQUE, J.A. (orgs.) Dilemas da consolidação da democracia. R.J.: Paz e Terra, 1989. MIYAMOTO, S. “Do discurso triunfalista ao pragmatismo ecumênico (Geopolítica e política externa no Brasil pós-64)”. Tese de Doutoramento em Ciência Política, FFLCH-USP, S.P., 1985. MIYAMOTO, S. Geopolítica e Poder no Brasil, Campinas: Papirus, 1995. NUNES, M. A. M. “Rádios Livres. O outro lado da voz do Brasil. Dissertação de Mestrado em Comunicação.” ECA-USP, S.P., 1995, digit.. OLIVEIRA, D. Estado e mercado na radiodifusão, Dissertação de Mestrado, IFCH-UNICAMP. Campinas, 1990, digit.. ORTRRIWANO, G. S. “A informação no rádio: critérios de seleção de notícias”. Dissertação de Mestrado. ECA-USP, S.P., 1982, mimeo.. REALE, M. De Tancredo a Collor. São Paulo: Ed. Siciliano, 1992. SANTOS, R. Vade Mecum da comunicação. R.J.: ed. Destaque.
657 caminhosdahistoria v. 15 n. 2 (2010) Liberdade e libertação: uma leitura da Inconfidência Mineira Marco Antonio Silveira; Este artigo tem por objetivo avaliar alguns aspectos relativos à Inconfidência Mineira tomando como base as reflexões de Hannah Arendt sobre a constituição do mundo moderno, bem como a emergência da questão social. ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro, trad., São Paulo: perspectiva, 1972. ARENDT, Hannah. .Da revolução, trad., São Paulo: Ática, 1988. BOSCHI, Caio César. “Textos introdutórios”. In: COELHO, José João Teixeira. Instrução para o governo da Capitania de Minas Gerais, Belo Horizonte: APM, 2007, p.21-150. CARDOSO, José Luís. “Nas malhas do império: a economia política e a política colonial de D. Rodrigo de Souza Coutinho”. In: CARDOSO, José Luís (coord). A economia política e os dilemas do império luso-brasileiro, Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 2001, p.63- COELHO, José João Teixeira. Instrução para o governo da Capitania de Minas Gerais, Belo Horizonte: APM, 2007FALCON, Francisco José Calazans. A época pombalina, 2ª ed., São Paulo: Ártica, 1993. FURTADO, João Pinto. O manto de Penélope, São Paulo: Cia. das Letras, 2002. MAXWELL, Kenneth. “The generation of the 1790s and the idea of Luso-Brasilian Empire”. In: ALDEN, Dauril (ed.). Colonial roots of modern Brazil, Los Angeles/California: University of California Press, 1973, p.107-44. MAXWELL, Kenneth. A devassa da devassa, trad., Riode Janeiro: Paz e Terra, POLITO, Ronald. Um coração maior que o mundo, São Paulo: Globo, 2003. TEIXEIRA, Ivan. Mecenato pombalino e poesia neoclássica, São Paulo: Fapesp, Edusp, 1999.
658 caminhosdahistoria v. 15 n. 2 (2010) A casa de Missão na reestruturação do catolicismo no Brasil. Uma abordagem Franscino Oliveira Silva; Reforma Católica, Religiosos estrangeiros, Casa de missão, Ordem premonstratense O texto aborda o modo como a fundação das chamadas Casas de Missão foi importante durante a Reforma Católica com a vinda de religiosos estrangeiros para o Brasil. A partir de pesquisas realizadas no Arquivo Secreto do Vaticano procuramos esclarecer a importância dessas fundações na reestruturação do Catolicismo Brasileiro. Mostramos, por fim, de que maneira religiosos belgas da Ordem Premonstratense chegaram ao Norte de Minas Gerais no início do século XX. «Chanoines», in Dictionnaires d’Histoire et de Géographie Ecclésiastiques, XII, Paris 1953, 353-405. «Pe. José Carolino de Menezes – Nossos mortos», COR – Revista Eclesiástica Brasileira, 4 [1940] 503-504. AMANN, E. «Prémontrés», in Dictionnaire de Théologie Catholique, XIII/1, Paris 1936, 4. ARDURA, B. Premostratensi: nove secoli di storia e spiritualità di un grande Ordine Religioso, Bologna 1997. Arquivo da Abadia do Parc (Bélgica) Arquivo Secreto Vaticano, Nunziatura Apostolica in Brasil, (1903) fasc. 501. AZEVEDO, S. «Os Premonstratenses no Brasil», Vozes de Petrópolis, 3 (1930) -128. AZZI, R. «Os Institutos religiosos no Brasil durante a época imperial», Convergência, (1978) 435-447. BARBOSA, M. A Igreja no Brasil: Notas para a sua história. Rio de Janeiro CARDENAS, E. – ALDEA, Q. Manual de Historia de La Iglesia, X, Barcelona , 1310. CARRERA, R. «La Evangelización de Amércia: memoria y perspectivas», in PONTIFICIA COMISSIO PRO AMÉRICA LATINA, Os Últimos Cem Anos da Evangelização na América Latina. Simpósio Histórico,... Actas. Ciudad del Vaticano. p. 35- Catalogus Generalis – Totius sacri candidi et canonici et exempti Ordinis Praemonstratensis, Pilsen 1920, 54. D’ ANGELIS, Cônego Newton Caetano. Efemérides Riopardenses 1698-1972. Rio Pardo de Minas 1998. DE MARCHI, G. Le Nunziature Apostoliche dal 1800 al 1956. Roma 1957. DEREINE, G. «Les Origines de Prémontré», Révue d’Histoire Ecclésiastique, XLVII (1947) 352-378. GASPAR, M. L’Abbaye d’Averbode et ses Missions du Brésil, Louvain 1905. HANTRAIN, G. C. «Recordando o Jubileu de cem anos da Ordem no Brasil -06/10-1995», Espaço Norbertino, 3 (1994) 15-18. LECLERQ, J. La Spiritualità del medioevo da San Gregorio a San Bernardo (sec. VI-XII). Bologna 1969. ORDEM PREMONSTRATENSE NO BRASIL, Bodas de Prata (1897-1922), São Paulo , 61pp. SOUZA, N. «Uma Fisionomia do Episcopado Brasileiro», in PONTIFICIA COMISSIO PRO AMERICA LATINA,Os últimos cem anos da evangelização na América Latina. Simpósio Histórico,... Actas. Ciudad del Vaticano. p. 639. VALVEKENS, J.-B. «Premostratensi», in Dizionario degli Istituti di Perfezione, VII, Frascati 1973, 720-746.
659 caminhosdahistoria v. 15 n. 2 (2010) Substituição de importações e as origens da indústria petrolífera no Brasil Marcos Cordeiro Pires; Conselho Nacional do Petróleo, substituição de importações, intervenção estatal, indústria petrolífera O objetivo deste artigo é o de contextualizar a criação da indústria petrolífera brasileira durante o processo de substituição de importações, que toma corpo com a Revolução de 1930. A ausência de capitais privados aliado ao desinteresse das empresas multinacionais em desenvolver o setor, particularmente no período de depressão econômica decorrente da crise de 1929, levou o Estado brasileiro a estruturar um sistema de regulamentação e de produção a partir da criação do Conselho Nacional do Petróleo. Este toma para si a tarefa de viabilizar a indústria petrolífera no período que se inicia no Estado Novo e termina com a criação da Petrobrás, em 1953. CARVALHO, Edson. O drama da descoberta do petróleo brasileiro. São Paulo: Brasiliense, 1958. CNP- Arquivo da Presidência da República, Arquivo Nacional, Rio de janeiro. COHN, Gabriel. Petróleo e Nacionalismo. São Paulo: DIFEL, 1968. GONDIM DA FONSECA. Que sabe você sobre o petróleo? Rio de Janeiro: Livraria São José, 1958. IPEADATA. www.ipeadata.gov.br MARTINS, Luciano. Pourvoir et Developpement Economique. Paris: Editions Anthropos, 1976. MEDEIROS LIMA. Petróleo: Desenvolvimento ou vassalagem? R. Janeiro: Antunes e Cia Ltda., 1960. MEDEIROS LIMA. Petróleo Energia Elétrica, Siderurgia: A Luta Pela Emancipação - Um Depoimento de Jesus Soares Pereira sobre a Política de Getúlio Vargas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975. MENDEZ, Alberto Diaz. Lazaro Cardenas- Ideas Políticas y Accíon Antimperialista. La Habana-Cuba: Editorial de Ciências Sociales, 1984. MONTEIRO LOBATO. O Escândalo do Petróleo. São Paulo: Cia Ed. Nacional, SMITH, Peter Seaborn. Petróleo e política no Brasil moderno. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1978. SODRÉ, Nelson W. . História da Burguesia Brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967. SUAREZ, Marcus Alban. Petroquímica e Tecnoburocracia - Capítulos do Desenvolvimento Capitalista no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1986. VARGAS, Getúlio. A Política Nacionalista do Petróleo no Brasil (Discursos). R. Janeiro: Tempo Brasileiro, 1964. VICTOR, Mário. A Batalha do Petróleo Brasileiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970. VILLELA e SUZIGAN. Crescimento da Renda Real Durante a II Guerra Mundial- /1945, In.:Formação Econômica do Brasil - A Experiência da Industrialização, org. Versiani e Barros. S Paulo: Saraiva, 1978. WIRTH, John D. . A Política de Desenvolvimento na Era de Vargas. Rio de Janeiro: Fund. Getúlio Vargas, 1973. YERGIN, Daniel. O Petróleo: Uma História de Ganância, Dinheiro e Poder. São Paulo: Scritta, 1992.
660 caminhosdahistoria v. 15 n. 2 (2010) Vulnerabilidade social e qualidade de vida na região metropolitana de Belo Horizonte Murilo Fahel;João Gabriel Teixeira;Bruno Cabral; Vulnerabilidade social, Qualidade de vida, Políticas públicas, inversão de prioridades, RMBH O presente artigo desenvolve uma análise do binômio vulnerabilidade social e percepção da qualidade de vida como resultado do impacto das políticas públicas na Região Metropolitana de Belo Horizonte - RMBH. Para o desenvolvimento desse objetivo utiliza-se o índice de desenvolvimento humano - IDH da Fundação João Pinheiro e os dados da pesquisa BHSurvey da UFMG. Com a espacialização das disparidades sociais e econômicas identifica-se as manchas urbanas em situação de risco e prioritárias para o desenvolvimento de políticas publicas. Em termos do desenvolvimento humano observa-se uma relativa melhora ao longo dos anos analisados apontando para uma aproximação entre os indicadores da capital e os demais municípios componentes da RMBH e a partir da análise da percepção da população, por sua vez, nota-se uma importante resiliência as políticas públicas desenvolvidas até então. Assim a proposição, aqui posta, é a adoção da estratégia da inversão de prioridades das políticas públicas e seu incremento para superação das desigualdades sócio-espaciais visando a construção de uma RMBH pró-pobre. BRITO, Fausto e SOUZA, Joseane de. Expansão urbana nas grandes metrópoles: o significado das migrações intrametropolitanas e da mobilidade pendular na reprodução da pobreza. São Paulo em Perspectiva. [online]. Vol.19, n.4, 2005, p. -63. BUSSO, Gustavo. Vulnerabilidad sociodemográfica en Nicaragua. Un desafío para el crecimiento económico y la reducción de la pobreza. Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE). División de Población. Santiago de Chile, agosto de 2002. CUNHA, J.M.P. (ed.). Novas metrópoles paulistas: população, vulnerabilidade e segregação. Campinas: Unicamp, 2006. SANTOS, M. Aceleração contemporânea: tempo mundo e espaço mundo, In: O Novo Mapa do Mundo Fim de Século e Globalização, M. Santos et al (org.), Editora Hucitec, São Paulo, 1993, p. 15-22. SEN, Amartya. Desenvolvimento como Liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. SOUZA, J. M. e TEIXEIRA, J. G. Gestão do espaço: metrópole e ordem local – a experiência de Betim. XVIII Encontro Anual da ANPOCS. Caxambu, 1994.
661 caminhosdahistoria v. 15 n. 2 (2010) Alterosas para a família do Brasil - breve história de uma revista Cláudia de Jesus Maia;Telma Borges Silva; Alteroa, Minas Gerais, Imprensa, Literatura Alterosa era uma revista ilustrada, noticiosa e literária publicada em Belo Horizonte entre 1939 e 1964. Embora fonte preciosa de pesquisa sobre pessoas, história da impressa, aspectos sociais, culturais, políticos e literários do Brasil, especialmente de Minas Gerais, a revista foi pouco estudada. Este artigo tem por objetivo apresentar uma breve história da revista a fim de estimular novas pesquisas que utilizem com fonte. ALTEROSA. Belo Horizonte, 1939-1964. BOSI, E. Cultura de massa e cultura popular. Petrópolis: Vozes, 2000. MAIA, C. Confidências e confissões: a construção de gênero nos consultórios sentimentais da revista Alterosa (1940-1945) In: Anais do XV Encontro Regional de História. São João Del Rei: Anpuh, 2006. MAIA, C.; SILVA, T. B. O corpo em revista. In: CAMARGO, F.; PAGANINI, L. A.; PASSOS, V. L.(orgs.) Inventário do corpo: recortes e rasuras. Belo Horizonte: Veredas. (no prelo). MORAES, D. O rebelde do traço: a vida de Henfil. Rio de Janeiro: José Olympio, PIRES, M. C. F. Cultura Política nos quadrinhos de Henfil. História, São Paulo, v. 25, n.2 p. 94-114, 2006.
662 caminhosdahistoria v. 15 n. 2 (2010) A carta filosófica de Chaadaev: o tiro no escuro que detonou o debate entre ocidentalistas e eslavófilos na Rússia Angelo Segrillo; Rússia, Chaadaev, Ocidentalismo, Eslavofilismo Este artigo faz uma análise da primeira Carta Filosófica de Petr Chaadaev. São investigados não apenas seu conteúdo ideológico, mas também as repercussões políticas e sociais de sua publicação, que resultou na instauração do debate entre ocidentalistas e eslavófilos na Rússia do século XIX. São explicitadas diversas nuanças deste debate bem como suas implicações para o presente. AIZLEWOOD, Robin. Revisiting Russian Identity in Russian Thought: From Chaadaev to the Early Twentieth Century. The Slavonic and East European Review, v. 78, n. 1, p. 20-43, jan. 2000. CHAADAEV, Petr Yakovlevich. Filosoficheskie Pis´ma: Pis´mo Pervoe [“Cartas Filosóficas: Primeira Carta”]. Disponível em: http://www.philosophy.ru/library/ chaad/lettr/chaad1.html (consultado em 18/09/2009). CHAADAEV, Petr Yakovlevich. Lettres Philosophiques Addressées à une Dame. Disponível em : http://www2.unil.ch/slav/ling/textes/ ChaadaevPremlettrephilo.html (consultado em 18/09/2009a). CHAADAEV, Petr Yakovlevich. Apologiya Sumasshedshego [“Apologia de um Louco”]. Disponível em: http://www.vehi.net/chaadaev/apologiya.html (consultado em 15/03/2010). McNALLY, Raymond T. Chaadaev´s Evaluation of Peter the Great. Slavic Review, v. 23, n. 1, p. 31-44, março 1964. SAID, Edward. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. SEGRILLO, Angelo. Occidentalisme, Slavophilie et Eurasianisme : les intellectueles et les hommes politiques à la recherche de l´identité russe. Paris: Projet Modernités Alternatives, 2010 (a publicar). WALICKI, Andrzej. The Slavophile Controversy. Notre Dame: University of Notre Dame Press, 1989. WORTMAN, Richard. Koshelev, Samarin, and Cherkassky and the Fate of Liberal Slavophilism. Slavic Review, v. 21, n. 2, p. 261-279, junho 1962.
663 caminhosdahistoria v. 15 n. 2 (2010) O acorde-Droysen: análise de um perfil historiográfico a partir de uma metáfora musical José Dassunção Barros; Droysen, Historicismo, Relativismo Este artigo tem por objetivo desenvolver algumas considerações sobre as especificidades dos modos de fazer e pensar a História de Gustav Droysen, atentando para a complexidade deste pensamento historiográfico que integra o Historicismo, uma perspectiva hegeliana e outros aspectos igualmente definidores de sua identidade teórica. Para guiar nossas reflexões sobre este historiador, estaremos usando a metáfora do ‘acorde teórico’ – uma metáfora emprestada à Música – de modo a pensar a interação entre alguns elementos que constituem a ‘identidade teórica’ de Droysen. A principal obra de Droysen que estaremos analisando será Historik, através da qual será possível desenvolver algumas considerações sobre o historicismo relativista proposto por Droysen. O recurso da metáfora do “acorde teórico” antecipa um metodologia que brevemente será exposta em um livro específico a ser publicado pelo autor (Teoria da História, acordes historiográficos). ARENDT, Hannah. “O Conceito de História – antigo e moderno” in: Entre o Passado e o Futuro. São Paulo: Perspectiva, 2009 [original: 1957]. p.69-126. BARROS, José D’Assunção. Acordes historiográficos. Veredas da História. Ano , n°1, 1° semestre de 2010 (http://ning.it/hlYuj8). BARROS, José D’Assunção. Teoria da História – volume 4: acordes historiográficos. Petrópolis: Editora Vozes, 2011. BENTIVOGLIO, 2009. “Apresentação” in: DROYSEN, Johann Gustav. Manual de Teoria da História. Petrópolis: Vozes, 2009. CALDAS, Pedro Spinola. Que significa pensar historicamente – uma interpretação da teoria da história de Johann Gustav Droysen. Rio de Janeiro: PUC, [Tese de Doutorado]. [original póstumo: 1905]. CARLYLE, Thomas. História da Revolução Francesa. São Paulo: Melhoramentos, [original: 1837]. CARLYLE, Thomas. On Heroes, Hero-Worship and the Heroic in History. Los Angeles: California University Press, 1993 [original: 1843]. CARLYLE, Thomas. Life of John Sterling. London: Chapman and Hall, 1851. CARLYLE, Thomas. History of Friedrich II of Prussia, called Frederick The Great. London: Elibron, 1990 [original: 1858-1865]. DILTHEY, Wilhelm. Introduction to the Human Sciences. Princeton: Princeton University Press, 1991. (1° volume da Introdução ao estudo das Ciências do Espírito, DROYSEN, Johann Gustav. Historik: Vorlesungen über Enzyklopädie undMethodologie der Geschichte. (org. Peter Leyh). Stuttgart: Fromann-Holzboog, [em português: Manual de Teoria da História. Petrópolis: Vozes, 2009 [original: -1883], DROYSEN, Gustav. Geschichte des Hellenismus. 3 vols. Berlin: Bayer ed, 1998 [original: 1836-77] DROYSEN, J. G. Das Leben des Feldmarschalls Grafen York von Wartenberg. vol. Berlin: Veit & Comp., 1854 [originais: 1852-53]. FEBVRE, Lucien. Combates pela História. Lisboa: Presença, 1989 [original: 1953]. GADAMER, Hans-Georg. Verdade e Método. Petrópolis: Vozes, 2008, 9ª edição. [original: 1960]. GAY, Peter. O Estilo na História. São Paulo: Companhia das Letras, 1990 [original: . GRONDIN, J. Introdução à hermenêutica filosófica. São Leopoldo: Unisinos, HUMBOLDT, Wilhelm Von. “Sobre a Organização Interna e Externa das Instituições Científicas Superiores em Berlim” in CASPER, Gerhard e HUMBOLDT, Wilhelm Von. Um mundo sem Universidades? Rio de Janeiro: EdUERJ, 1997. KOSELLECK, Reinhart. Futuro Passado – contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto, 2006 [original: 1979]. LAW, Chris. Compreender Gadamer. Petrópolis: Vozes, 2007. NIPPEL, Wilfried. Johann Gustav Droysen: Ein Leben zwischen Wissenschaft und Politik. München: Beck, 2008. RANKE, Leopold Von. History of the Latin and Teutonic Nations from 1494 to [História dos Povos Romanos e Teutônicos]. London: Kessinger Publishing, [original: 1824]. RÜSEN, Jörn. História Viva – formas e funções do conhecimento histórico. Brasília: Editora UNB, 2006. SIMIAND, F. Méthode historique et science sociale. Annales ESC. N°1, jan/fev [original: Revue de Synthèse, 1903]. SOUTHARD, Robert. Droysen and the Prussian school of history. Lexington: The University Press of Kentucky, 1995. THIERRY, Augustin. Lettres sur le histoire de France. Paris: Le Courrier Français,
664 caminhosdahistoria v. 15 n. 2 (2010) O enigmático mundo de Franz Kafka (1883-1924) Diogo da Silva Roriz; Resenha de: BEGLEY, L. O mundo prodigioso que tenho na cabeça - Franz Kafka: um ensaio biográfico. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, 260p. ANDERS, G. Kafka: pró & contra. Tradução, posfácio e notas de Modesto Carone. São Paulo: Cosac Naify, 2007 (1ª ed. 1951, e a nacional de 1969). CALASSO, R. K. Tradução de Samuel Titan Jr. São Paulo: Companhia das Letras, COSTA, F. M. Franz Kafka - o profeta do espanto. São Paulo: Brasiliense, 1983. KOKIS, S. Franz Kafka e a expressão da realidade. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1967. LOWY, M. Franz Kafka: sonhador insubmisso. São Paulo: Azougue Editorial, (1ª ed. 2003). MANDELBAUM, E. Franz Kafka: um judaísmo na ponte do impossível. São Paulo: Perspectiva, 2003. NUNES, D. Franz Kafka: vida heróica de um anti-herói. Rio de Janeiro: Bloch,
679 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados NOTA EDITORIAL Edição 2021, v. 19, n. 2 (jul./dez.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; NOTA EDITORIAL
680 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Geotecnologias aplicadas ao mapeamento da densidade da população vulnerável do município de Alfenas-MG para ações prioritárias no enfrentamento da Covid 19 Rodrigo José Pisani;André Luiz da Silva Bellini; O uso de geotecnologias para o mapeamento de fenômenos epidemiológicos tem se destacado como valiosa ferramenta do ponto de vista do monitoramento de modo geoespacial e individualizado, auxiliando desse modo na tomada de decisões por parte de gestores públicos no enfrentamento, por exemplo, do novo Corona vírus também chamada de Covid 19. A presente pesquisa teve como objetivo realizar o mapeamento da densidade de população vulnerável do município de Alfenas-MG por meio de cruzamento de dados de faixa etária (acima de 60 anos) com os dados do Cadastro Único dos Benefícios de Prestação Continuada (BPC) e Bolsa Família, um dos principais benefícios assistenciais do governo federal para pessoas de baixa renda. Foi utilizado o interpolador do tipo Kernel para gerar os mapas de densidade por meio da plataforma de Sistemas de Informação Geográfica Quantum GIS. Destacam-se como principais resultados os produtos cartográficos como mapas com as densidades dessa população que se concentram nas áreas mais centrais de Afenas-MG, levando em consideração o BPC mais a população acima de 60 anos e nas áreas mais periféricas na análise do cruzamento de dados do Bolsa Família e população acima de 60 anos. Concluiu-se que o procedimento adotado pode servir como valioso parâmetro nas ações que estão norteando o enfrentamento da Covid-19 e, muito em breve, nas campanhas de vacinação para essa população no momento que a vacina for disponibilizada no Plano Nacional de Imunização - PNI e que terá grande relevância para os gestores públicos e agentes de assistência social. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Fundação Oswaldo Cruz. Introdução à Estatística Espacial para a Saúde Pública. Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz; Simone M. Santos, Wayner V. Souza, organizadores. - Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 120 p.: il. – (Série B. Textos Básicos de Saúde) (Série Capacitação e Atualização em Geoprocessamento em Saúde; 3). BENTO, C. R.; FREITAS, V. Estudos sociais urbanos: uma análise da dinâmica e segregação socioespacial do bairro Santos Reis – Alfenas-MG. 2014. 55 f. TCC (Graduação) - Curso de Geografia, Universidade Federal de Alfenas, Alfenas, 2014. CÂMARA, G.; CARVALHO, M. S.; CRUZ, O. G.; CORREA, V. 2004. In. Embrapa Cerrados. Análise espacial de dados geográficos. Planaltina, DF: Embrapa; 2004. p.157-209. CROMLEY, E. K.; MCLAFFERTY, S. L.; 2002. GIS and Public Health. 1. ed. The Gulford Press,New York, 340 pp. CUNHA, J. M. P; JAKOB, A. A. E; HOGAN, D. J; CARMO, R. L. A vulnerabilidade social no contexto metropolitano: o caso de Campinas. In: CUNHA, J. M. P. (Org.). Novas metrópoles paulistas: população, vulnerabilidade e segregação. Campinas –SP: Nepo/Unicamp. p.143-168. 2006. DESCHAMPS, M. V. Estudo sobre a vulnerabilidade socioambiental na Região Metropolitana de Curitiba. Revista Cadernos de Metrópole, [S./l.], n. 19, p. 191-219. 2008. IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades: Alfenas. 2020. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/alfenas/panorama. Acesso em: 11 jun. 2020. INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS (São Paulo). IPT. número 92.581- 205/2008 São Paulo, 2008. Disponível em: < http://www.grande.cbh.gov.br/Bacia.aspx>. GATRELL, A. C, BAILEY, T. C. Interactive spatial data analysis in medical geography. Soc Sci Med, [S./l.], v. 42, 843-855, 1996. LEVINE, N. CrimeStat: A spatial statistics program for the analysis of crime incident locations. Washington, DC: Ned Levine & Associates, Houston, TX, and the National Institute of Justice, 2002. KAZTMAN, R. Seducidos y abandonados: el aislamiento social de los pobres urbanos. Revista de la CEPAL, Santiago do Chile, n.75, p.171-189. 2001. MACEDO, C. E. G; BASSANI, V. D. S. Vulnerabilidade socioeconômica em Porto Alegre: Uma abordagem com análise multivariada. XVII Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP. Anais... Caxambu-MG. 2010. PORTO, M. F. Uma ecologia política dos riscos. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ. 2007. TOMINAGA. L. K. Análise e Mapeamento de Risco. In: TOMINAGA. L. K; SANTORO, J; AMARAL, R. (Orgs.) Desastres Naturais: conhecer para prevenir. São Paulo: Instituto Geológico, p. 147-160. 2009. ZANELLA, M.E; OLIMPIO, J. L. S; COSTA, M. C. L; DANTAS, E.W.C. Vulnerabilidade socioambiental do Baixo curso da Bacia Hidrográfica do Rio Cocó, Fortaleza-CE. Revista Sociedade e Natureza, Uberlândia, v. 2, n. 25, p. 317-332. 2013.
681 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Geografia, livro didático e educação: problematizações da temática agrária no Ensino Fundamental Ricardo Gilson da Costa Silva;Mirian Pereira Suave;Josélia Gomes Neves; Agrarian geography, School content, Textbook, Critical education A finalidade deste trabalho consistiu em analisar a temática agrária no livro didático a partir das perspectivas estudantis detalhadas em questões relacionadas e comparadas com o livro didático adotado: Expedição Geográfica, 6º ano do ensino fundamental (2015). Os procedimentos metodológicos envolveram a aplicação de questionários para 64 estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Juscelino Kubitschek do município de Santa Luzia d’Oeste, com posterior análise documental do material didático. A lente teórica adotada foi a educação crítica (FREIRE, 1987; 2002), concepção que sustenta as relações indissociáveis entre sociedade e escola com vistas às transformações sociais. Neste sentido, reconhece a importância de os estudantes apreenderem os atuais problemas sociais e ambientais que vêm impactando as estruturas agrárias no Brasil. Conclui-se que as percepções de aprendizagem dos estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental acerca das questões agrárias se aproximam das perspectivas descritas pelo livro didático, e este, por sua vez, está correlacionado ao planejamento anual do professor, e assim, postulam uma visão ancorada nas expectativas das políticas neoliberais sem questionar os seus efeitos na região amazônica, demandas para um processo formativo de cunho problematizador. ADAS, M.; ADAS, S. Expedição Geográfica. 2. ed. v. 6 ano, São Paulo: Moderna, 2015. AZAMBUJA, L. D. de. O livro didático e o ensino de geografia do Brasil. Revista Brasileira de Educação em Geografia, [S./.], v. 4, n. 8, p. 11–33, 2014. Disponível em; . Acesso em: 13 jul. 2020. BEM, A. A. 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682 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Desenvolvimento territorial do Ceará: uma análise a partir de índices e indicadores Winnie Moreira Albuquerque;Filipe Augusto Xavier Lima; Desenvolvimento Territorial. Índice. Clusters. Ceará. No presente trabalho, são discutidos os índices de desenvolvimento territorial, aplicando e analisando dados dos municípios do estado do Ceará. Para isso, foram utilizadas quatro dimensões na análise: ambiental, político-institucional, econômica e espacial, através de duas variáveis que retratam cada uma das dimensões. Além disso, buscou-se identificar, por meio do índice de Moran, características relativas à dependência espacial entre os municípios e entre seus respectivos índices de desenvolvimento territorial. A forma de calcular o índice de desenvolvimento territorial seguiu os passos dados no cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e do Índice de Desenvolvimento Sustentável aplicado por Sepúlveda (2005; 2008). Em seguida, foram calculados os índices de correlação espacial de Moran, globais e locais para o desenvolvimento territorial, identificando assim, clusters pelo Ceará. No que diz respeito aos resultados, contatou-se que os melhores índices de desenvolvimento territorial foram obtidos pelos municípios de Fortaleza, Eusébio e Sobral. Também foi identificada, por meio dos índices de Moran local e global, a existência de cinco clusters principais. Deste modo, a existência de poucos agrupamentos indica deficiências que impedem o estopim para o desenvolvimento territorial do estado. ABRAMOVAY, R. Para uma teoria de estudos territoriais. In: MANZANAL, M.; NEIMAN, G.; LATTUADA, M. (comp.). Desarrollo rural: organizaciones, instituciones y territorios. 1. ed. Buenos Aires: CICCUS, 2006. p. 51 – 70. ALMEIDA, E. Econometria espacial aplicada. Campinas: Alínea, 2012. ANDRADE, M. C. de. Espaço, polarização e desenvolvimento: uma introdução à economia regional. São Paulo: Atlas, 1987. 120 p. 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683 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados A Comunidade Quilombola Bom Jardim da Prata em São Francisco/Minas Gerais e os conflitos socioambientais relacionados com o rio São Francisco e imediações Amaro Sérgio Marques;Brenda Melo Bernardes;Alessandro Borsagli; Rio São Francisco. Comunidades Tradicionais. Norte de Minas/MG. O Rio São Francisco perpassa pela Mesorregião do Norte de Minas/MG e contribui para sobrevivência e perpetuação de comunidades tradicionais que ocupam suas imediações. O Norte de Minas concentra uma pluralidade de povos tradicionais que dependem do rio para desenvolvimento de suas atividades cotidianas e para sobrevivência, dentre esses povos, destaca-se a Comunidade Quilombola Bom Jardim da Prata, que ocupa uma área rural situada no município de São Francisco. Não obstante, apesar da importância que o Rio São Francisco desempenha na região, têm sido frequentes os impactos socioambientais decorrentes de disputas territoriais e usos predatórios de seus recursos naturais, sobretudo por parte de fazendeiros e grandes empresas, que almejam benefícios econômicos, o que dificulta as ações de manejo sustentável. Assim, define-se como objetivo principal deste artigo analisar os conflitos socioambientais provenientes da relação estabelecida entre comunidades tradicionais e agentes econômicos com o Rio São Francisco. Como procedimentos de pesquisa, adota-se a abordagem qualitativa, com ênfase na consulta às fontes bibliográficas provenientes de teses, dissertações e artigos que tratam dessa temática, produção de mapeamentos e análise crítica oriunda de pesquisa de campo. Como reflexões, destaca-se que o uso indiscriminado dos recursos naturais nas imediações do Rio São Francisco para atender aos interesses econômicos de grandes empresas, associado aos conflitos territoriais travados entre comunidades tradicionais, fazendeiros, sitieiros e grandes empresas vinculadas ao agronegócio, têm resultado em impactos ambientais, bem como, na dificuldade de sobrevivência das comunidades tradicionais e de perpetuação de seus saberes. ANAYA, Felisa Cançado. De “encurralados pelos parques” a “vazanteiros em movimento”. Tese (Doutorado em Sociologia) - Programa de Pós-Graduação em Sociologia, da Universidade Federal de Minas, Belo Horizonte, 2012. ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil, por suas drogas e minas. Rio de Janeiro, Typ. Imp. e Const. de J. Villeneuve e Ca., 1837. ARAÚJO, Elisa Cotta de. 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684 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Evolução e dinâmica espacial intraurbana da COVID-19 em Montes Claros/MG, Brasil Iara Soares de França;Juliana Soares de França; Covid-19. Dinâmica Espacial. Montes Claros-MG. Montes Claros, cidade média com população superior a 400 mil habitantes, é o foco principal de concentração do vírus por COVID-19 no Norte do Estado de Minas Gerais, resultado de sua centralidade política, econômica e estrutural, além do seu tamanho demográfico. Até o dia 16 de abril de 2020, registrou-se 30.573 casos e 721 óbitos. A partir disso, este artigo analisa a evolução e dinâmica espacial da Covid-19 em Montes Claros em dois momentos: 03/11/2020 e 19/04/2021. Focalizará na expansão da Covid-19 na escala da cidade, evidentemente sem desconsiderar suas nuances e articulação com outras escalas geográficas. A metodologia pautou-se em uma abordagem qualitativa com levantamento e organização de dados secundários de Covid-19 em Montes Claros, provenientes da Secretaria Municipal de Saúde, disponibilizados através de Boletins Informativos publicados diariamente. Os resultados foram sistematizados em produtos cartográficos analíticos como mapas e gráficos demonstrando a evolução temporal da pandemia. No que tange as análises sobre o comportamento geográfico do vírus, constatou-se sua elevada ampliação para todos os bairros revelando um padrão espacial altamente heterogêneo o que associa e implica no avanço do processo de desigualdade social nessa cidade média. Batella, W.; Miyazaki, V. K. RELAÇÕES ENTRE REDE URBANA E COVID-19 EM MINAS GERAIS Doutor. Hygeia, Uberlãndia, Edição Especial: Covid-19, p.102 – 110. Jun./2020. BATISTA, R. P. Segregação Socioespacial e a Paisagem Urbana: Um Estudo Da Cidade De Montes Claros – MG. 2017. 134 f. 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685 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Setor Sucroalcooleiro de Rio Brilhante (MS): Uma análise de Insumo-Produto Tatiane Aparecida Dreger Fernandes;Mateus Boldrine Abrita;Wesley Osvaldo Pradella Rodrigues; Rio Brilhante (MS). Setor Sucroalcooleiro. Matriz de insumo-produto. Desenvolvimento Regional. Polos de Crescimento. Rio Brilhante, localizado no estado de Mato Grosso do Sul, vem se destacando na produção de cana de açúcar, sendo que no ano de 2017 foi a segunda maior produtora do Brasil. Neste sentido, pensar no conceito Região é entender que existem inúmeras diferenciações regionais, o que, consequentemente, coloca como necessária uma análise mais aprofundada. Não obstante, diversos teóricos tenham buscado, por meio do desenvolvimento regional, explicar essas complexidades encontradas em cada região de cada subespaço, entre eles destaca-se François Perroux, que permeou sua teoria a partir dos polos de crescimento. Assim, fundamentado nas ideias do autor, estabelecemos como objetivo deste trabalho analisar, por meio de uma matriz insumo-produto, se o setor sucroalcooleiro atua como um polo de crescimento no município de Rio Brilhante - MS. Para tanto, foi adotada uma análise de matriz insumo-produto que permite verificar quais setores possuem maior capacidade de gerar impactos na economia. No resultado das análises sobre o setor sucroalcooleiro de Rio Brilhante (MS), observamos indícios de que este atua como um setor chave para o crescimento econômico do município, entretanto não se pode afirmar que ele atua como um polo de crescimento no sentido estrito da teoria de Perroux. ATVOS. Linha do Tempo. 2017. Disponível em: < https://www.atvos.com/a-empresa/linha-do-tempo/>. Acesso em 30 abril 2020. ATVOS. Relatório Anual, Safra 2018/2019. 2019. Disponível em:. Acesso em: 29 abril 2020. BELLINGIERI, Júlio Cesar. Teorias Do Desenvolvimento Regional E Local: Uma Revisão Bibliográfica. 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686 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Capacidade de armazenagem de produtos agrícolas em armazéns dos municípios da mesorregião Norte de Minas Éder de Souza Beirão;Natália Daniella Santos Silveira;Thamires Alves Gomes; Armazém Agrícola. Grãos. Mesorregião Norte de Minas. A armazenagem é um dos processos mais importantes quem compõem a cadeia produtiva, a logística e o agronegócio. Neste último, o processo de armazenagem torna possível o aumento da produção de grãos, a distribuição e a estabilidade no mercado. Tendo em vista a importância da armazenagem agrícola para o agronegócio, o presente estudo têm como objetivo geral analisar a capacidade estática de armazenagem de produtos agrícolas em armazéns dos municípios da mesorregião Norte de Minas nos anos 2015 e 2020. Através de uma pesquisa descritiva, com abordagem quantitativa foi possível realizar o levantamento dos dados. Para a realização das análises os dados foram obtidos através do Sistema da Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras da Companhia Nacional de Abastecimento (SICARM/Conab). Através das análises realizadas foi possível inferir que os municípios de Montes Claros/MG e Buritizeiro/MG possuem maiores percentuais de armazéns do tipo convencional nos períodos analisados. Quanto aos armazéns do tipo graneleiro, os municípios de Buritzeiro/MG, Chapada Gaúcha/MG e Pirapora/MG apresentaram os maiores percentuais. Os municípios que possuem maior percentual de capacidade de armazenagem de grãos em armazéns convencionais são Montes Claros/MG e Buritizeiro/MG. No que tange aos armazéns graneleiros, os municípios com as maiores capacidades de armazenamento foram Buritizeiro/MG, Chapada Gaúcha/MG e Pirapora/MG. ACKERMAN, Kenneth B. Warehousing: Origins, History and Development. In: Practical Handbook of Warehousing. Boston: Springer, 1990. 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687 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Susceptibilidade a erosão do solo na bacia hidrográfica do córrego Bandeira, Campo Grande – MS Givanildo Ferreira Baloque;Viviane Capoane; Álgebra de mapas. Impactos da urbanização. Uso e cobertura da terra. Atributos do terreno. A urbanização acelerada, desordenada e sem planejamento de Campo Grande a partir da década de 1960 resultou em alterações nos processos hidrológicos e geomórficos, impactando os ambientes terrestres (erosão) e aquáticos (sedimentação). Este trabalho teve como objetivo mapear os locais susceptíveis à erosão do solo na bacia hidrográfica do córrego Bandeira, visando gerar informações que subsidiem os gestores na tomada de decisão. Para investigar como a urbanização influencia na erosão hídrica, foram derivados de um Modelo Digital de Elevação de alta resolução espacial os atributos topográficos Declividade, Índice Topográfico de Umidade, Índice Topográfico de Capacidade de Transporte de Sedimentos e Índice Topográfico de Potência de Escoamento; e uso e cobertura da terra classificado a partir do NDVI de uma imagem Sentinel-2A. Os programas utilizados foram: ArcGIS 10.8.1, SAGA GIS 7.7.0 e SNAP 8.0. A álgebra de mapas resultou em cinco classes de susceptibilidade à erosão: a classe Muito Baixa corresponde a 10,63%, a classe Baixa 33,85%, Média 45,82%, Alta 8,03% e Muito Alta a 1,68% da área da bacia hidrográfica. As principais fontes de sedimentos são as vias sem pavimentação e com sistema de drenagem pluvial inexistente; áreas com vazios urbanos; terraplanagens; e erosão das margens de rios. Os reservatórios são os principais drenos de sedimentos da bacia hidrográfica. ANACHE, J. A. A. et al. 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688 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Uma visão sobre o extrativismo na flora de briófitas Leandro Almeida Amelio;Maria Elizabeth Barbosa de Sousa;Emilia Brito Valente; Conservação, Meio ambiente, Musgos, Biodiversidade A exploração excessiva dos recursos naturais vem causando um impacto significativo no meio ambiente, um exemplo é a extração de produtos de origem vegetal. O extrativismo no Brasil é seriamente discutido com relação às espécies nativas e com risco de extinção, tais considerações são de extrema importância para salientar a necessidade da preservação da flora e do meio ambiente. Sendo assim, este estudo teve como objetivo rever na literatura as pesquisas de extrativismo em relação à flora de briófitas. Foi elaborada uma rede bibliométrica com relação às publicações da base SCOPUS sobre os assuntos mais tratados nos estudos com briófitas nos últimos 10 anos. Incluímos também no estudo uma tabela com o registro de 20 espécies de briófitas mais propensas a sofrerem com o extrativismo, de acordo com as informações disponíveis na literatura e com suporte de estudos taxonômicos para identificação. AMÉLIO, L. A.; CARMO, D. M.; PERALTA, D., F. Briófitas do Parque Estadual de Campos do Jordão, Estado de São Paulo, Brasil. Hoehnea, São Paulo, v. 46, n. 2, p. 1 - 24, ago. 2019. Disponível em: . Acesso em: 10 jan. 2021. BEGOSSI, A. Aspectos de economia ecológica: modelos evolutivos, manejo comum e aplicações. In: ROMEIRO, A. R.; REYDON, B. P.; LEONARDI, M. L. A. (Org.). Economia do meio ambiente: teoria, políticas e a gestão de espaços regionais. Campinas: UNICAMP, 1997. 384 p. p. 250 - 285. BENNETT, A. F.; SAUNDERS. D. A. Habitat fragmentation and landscape change. In: SODHI, N. S.; EHRLICH, P. R. (Org.). Conservation biology for all. New York: Oxford University Press Inc., 2011. 368 p. p. 88-106 p. BUCK, W. R. 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689 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Territórios da Educação do Campo: do campo em movimento à aprendizagem territorial Marcos Nicolau Santos da Silva;Rosimary Gomes Rocha;Luciano Rocha da Penha; Educação do Campo, Território em Disputa, Aprendizagem Territorial Este artigo objetiva analisar teoricamente o que convencionalmente configurou-se como território(s) da educação do campo, intentando ampliar o debate sobre esta temática quando considera que há uma conflitualidade no campo brasileiro entre o território do campesinato e o do agronegócio. Além disso, as experiências de educação do campo revelam um território educativo como dimensão prática da aprendizagem territorial, fruto da participação dos povos e movimentos do campo. Embora este trabalho esteja centrado no debate teórico e na revisão bibliográfica, foi realizada a pesquisa documental em sítios eletrônicos do INCRA, IBGE e Censo Escolar/INEP, a fim de correlacionar dados educacionais e de assentamentos rurais do município de Grajaú à luz da análise qualitativa e apresentação de algumas incursões de pesquisa de campo nas escolas do município em tela. Persiste a necessidade de coibir o fechamento de escolas do campo em Grajaú e, por extensão, nos municípios do Sul do Maranhão nos quais avança o agronegócio, bem como a superação da precarização de escolas e territórios rurais. Consequentemente, também é necessária a separação da educação dos vínculos políticos, que a colocam como moeda de troca para alocação de empregos oriundos de apoio político após eleições municipais e/ou estaduais. ALMEIDA, M. G. de. Diáspora: viver entre-territórios. E entre-culturas? In: SAQUET, M. A.; SPOSITO, E. S. (Org.). 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690 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Impactos Ambientais na Bacia do Rio Guavinipã no Norte de Minas Gerais Wesley Erasmo Alves Boitrago;Maria Ivete Soares de Almeida; Recursos hídricos; Degradação Ambiental; Trabalho de campo. A água é essencial para desenvolvimento e manutenção da vida no planeta e é indispensável para a prática de atividades como a agricultura, pecuária, indústria, comércio, abastecimento, uso doméstico, entre outras. É necessário conhecer as ações e inter-relações existentes em uma bacia hidrográfica e os componentes associados às ações antrópicas desencadeadas pela degradação e impactos ambientais. Para identificar os principais impactos ambientais e suas consequências na bacia do rio Guavinipã, no norte de Minas Gerais, gerados pela ação humana, utilizaram-se a visita de campo in loco, para constatação e coleta de dados que foram georreferenciados e fotografados, e revisões bibliográficas. Foram encontrados impactos na bacia, como mineração, desmatamento, degradação da mata ciliar, erosão, poluição, assoreamento, esgotos e concentrados cultivos de pastagens e eucaliptos. Foi observada a necessidade de adoção de medidas pelo poder público juntamente com a população para controlar e mitigar os impactos por meio da educação ambiental, visando à preservação e redução dos impactos na bacia do rio Guavinipã. ALMEIDA, M. I. S.; PEREIRA, A. M. Necessidade de Planejamento na região da Serra Velha- Norte de Minas Gerais. XIII SBGFA – Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada. Anais. Universidade Federal de Viçosa. 2009. 13p. ALMEIDA, M.I.S. Unidades de Paisagem na Bacia Hidrográfica do Rio Pacuí/Norte de Minas Gerais. 2015. 190 f. Tese (Doutorado em Tratamento da Informação Espacial) – Programa de Pós-graduação em Geografia, Pontíficia Universidade Católica-PUC/Minas, Belo Horizonte, 2015. ARAUJO, G. H. de S. et al. Gestão ambiental de áreas degradadas. 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691 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Análise das mudanças do uso e ocupação do solo no município de Araçuaí, Minas Gerais por meio de técnicas de sensoriamento remoto nos anos de 2000 e 2019 Dhiego Gonçalves Pacheco; Uso e ocupação do solo. Sensoriamento remoto. Classificação supervisionada. O estudo objetivou analisar as mudanças no uso e ocupação do solo no município de Araçuaí, Minas Gerais, através de imagens de satélite obtidas por meio do sensoriamento remoto. As imagens utilizadas foram do satélite Landsat 5, sensor TM, referente ao ano 2000 e Landsat 8, sensor OLI, relativo ao ano de 2019. Utilizou-se o software ArcGIS 10.8 para o processamento digital das imagens e a classificação supervisionada, a partir das amostras selecionadas nas imagens. Foram estabelecidas quatro classes de uso do solo: vegetação densa, vegetação rasteira, solo exposto/área urbanizada e corpos d’água. Para o período estudado os resultados apontam redução das classes vegetação densa (1,49%), vegetação rasteira (6,32%) e corpos d’água (0,25%), e consequentemente, expansão da classe solo exposto/área urbanizada de (8,07%). Nesse sentido, destaca-se que as técnicas de sensoriamento remoto constituem como uma importante ferramenta para o conhecimento prévio e o monitoramento contínuo das mudanças ocorridas na paisagem, contribuindo para ações de planejamento, ordenamento territorial e preservação ambiental no município. CARVALHO, J. O. A; GUIMARÃES, R. F; CARVALHO, A. P. F; GOMES, R. A. T; MELO, A. F; SILVA. P. A. Processamento e análise de imagens multitemporais para o perímetro de irrigação de Gorutuba/MG. In: Actas XII SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO. Goiânia, Brasil, 16 a 21 de abril de 2005. CPRM - Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais. Projeto Cadastro de Abastecimento por Águas Subterrâneas, Estados de Minas Gerais e Bahia: diagnóstico do município de Araçuaí, MG. Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral/Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético. Ministério de Minas e Energia. Belo Horizonte: Editora: GEHITE/CPRM/BH, p. 14, 2005. DE BIASI, M. Carta Clinográfica: Métodos de representação e sua confecção. Revista do Departamento de Geografia, [s./l.], n. 6, p. 45-60, 1992. EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 3. ed. Rio de Janeiro: EMBRAPA, 2013. 306 p. EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. MATOPIBA: Delimitação, Caracterização, Desafios e Oportunidades para o Desenvolvimento. Piauí, 2015. FACCO, D. S; BENEDETTI, A. C. A evolução temporal do uso e ocupação da terra em municípios da Quarta Colônia de Imigração Italiana – RS. Ciência e Natura, [S./l.], v. 38, n. 3, p. 1254-1264, 2016. FAN, F; WENG, Q; WANG, Y. Land Use and Land Cover Change in Guangzhou, China, from 1998 to 2003, Based on Landsat TM /ETM+ Imagery. Sensors, [S./l.], v. 7, p. 1323-1342, 2007. FLORENZANO, T. G. Iniciação em Sensoriamento Remoto. Gráfica. 3. ed. São Paulo: Oficina de textos; 2011. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades. 2021. Disponível em: . Acesso em 18 jan. 2021. KHAN, R; JARIYA. Land Use Land Cover Change Detection Using Remote Sensing and Geographic Information System in Raipur Municipal Corporation Area, Chhattisgarh. SSARSC Int. J. GeoSci. Geoinformatics, [S./l.], v. 3, p. 1-4, 2016. MAY, G. C; REIS, J. T. C. Análise das alterações do uso e cobertura do solo no município de Centenário - RS com o auxílio do Sensoriamento Remoto, no período de 1995-2014. Ciência e Natura, [S./l.], v. 38, n. 3, p. 1228-1237, 2016. MENESES, P. R; ALMEIDA, T (Org.). Introdução ao processamento de imagens de sensoriamento remoto. Brasília: INPE, 2012. NIMER, E; BRANDÃO, A. M. P. M. Balanço hídrico e clima da região dos cerrados. Rio de Janeiro: IBGE, 1989. PEREIRA, A. M; ALMEIDA, M. I; LEITE, M. E. Considerações acerca da degradação ambiental no município de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha. Unimontes Científica, [S./l.], v. 5, n. 2, 2003. REIS, J. T; FILHO, W. P; SILVEIRA, A. L. L. Estimativa entre densidade habitacional e áreas impermeáveis na região urbana da sub-bacia hidrográfica do Arroio Cadena em Santa Maria, RS. Ciência e Natura, [S./l.], v. 33, n1, p. 145-160, 2011. UBERTI, A. A. A; BACIC, I. L. Z; PANICHI, J. A. V; LAUS NETO, J. A; MOSER, J. M; PUNDEK, M; CARRIÃO, S. L. Metodologia para classificação da aptidão de uso das terras do Estado de Santa Catarina. Florianópolis: EMPASC/ACARESC, 19 p. (EMPASC. Documentos, 119), 1991. USGS - United States Geological Survey. Aquisição de imagens orbitais digitais gratuitas do satélite Landsat. 2020. Disponível em: . Acesso em: 13 dez. 2020. VAEZA, R. F; OLIVEIRA, F. P. C; DISPERATI, A. A. Uso e Ocupação do Solo em Bacia Hidrográfica Urbana a partir de Imagens Orbitais de Alta Resolução. Floresta e Ambiente, [S./l.], v. 17, n. 1, p. 23-29, 2010.
692 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados O Cerrado como patrimônio nacional: a inclusão do Cerrado no §4º do artigo 225 da Constituição Federal Denise Oliveira Dias;Fausto Miziara; Direito ambiental do Cerrado, História Ambiental, Fronteira Agrícola, Direito Socioambiental Trata-se de um artigo sobre o processo de inclusão do bioma Cerrado no §4º do artigo 225 da Constituição Federal de 1988. O objetivo principal é descrever como tem acontecido a tentativa legislativa de incluir o Cerrado na Constituição Federal, no rol dos biomas tidos como patrimônio nacional. Para a confecção do trabalho é utilizada a revisão bibliográfica, sendo consultados artigos científicos, sites oficiais da Câmara dos Deputados, Senado Federal, IBGE, MapBiomas e Embrapa, bem como livros que tratem sobre a temática. Os resultados encontrados são 8 PEC’s (Propostas de emenda à Constituição) desde 1995 até 2010, que tentaram incluir o Cerrado na Constituição Federal, contudo, nenhuma atingiu o efeito concreto almejado. Apesar do Cerrado ser o segundo maior bioma do Brasil, e estar sendo alvo da fronteira agrícola, sua proteção legislativa é vaga, o que o expõe ao risco de degradação e extinção. ARRUDA, Moacir Bueno. Ecossistemas Brasileiros. Brasília: Edições IBAMA, 2001. BARBOSA, Altair Sales. Peregrinos do cerrado. Rev. do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, v. 5. 159-193, 1995. Disponível em: . Acesso em: 23 de jan. de 2021 BRASIL, [Constituição (1988)]. Constituição Federal da República Federativa do Brasil de 1988. DF: Presidência da República, [2017]. Disponível em: Acesso em: 21 de jan. de 2021. BRASIL, Plataforma Cerrado DPAT. Projeto Fip Cerrado: Implementação de um sistema de controle de qualidade de dados para o sistema de monitoramento do desmatamento do Cerrado. Implementação de um sistema de controle de qualidade de dados para o sistema de monitoramento do desmatamento do Cerrado. 2021. Disponível em: . Acesso em: 19 jun. 2021. CÂMARA DOS DEPUTADOS, Proposta de Emenda Constitucional 115/1995. Modifica o § 4º do art. 225 da Constituição Federal, incluindo o Cerrado na relação dos biomas considerados patrimônio nacional. Brasília, DF: Presidência da República, [1995]. Disponível em: . Acesso em 21 de jan. de 2021. CÂMARA DOS DEPUTADOS, Proposta de Emenda Constitucional 150/1995. Inclui o Cerrado e a Caatinga nos biomas considerados patrimônio nacional. Brasília, DF: Presidência da República, [1995]. Disponível em: .Acesso em: 21 de jan. de 2021. CÂMARA DOS DEPUTADOS, Proposta de Emenda Constitucional 60/1999. Dá nova redação ao § 4º do art. 225, incluindo o Cerrado entre os biomas considerados patrimônio nacional. Brasília, DF: Presidência da República, [1999]. Disponível em: .Acesso em: 21 de jan. de 2021. CÂMARA DOS DEPUTADOS, Proposta de Emenda Constitucional 131/1999. Modifica o § 4º do art. 225 da Constituição Federal, incluindo o Cerrado na lista dos biomas considerados patrimônio nacional. Brasília, DF: Presidência da República, [1999]. Disponível em: .Acesso em: 21 de jan. de 2021. CÂMARA DOS DEPUTADOS, Proposta de Emenda Constitucional 100/2003. Dá nova redação ao § 4º do art. 225 da Constituição Federal, incluindo o Cerrado e a Caatinga nos biomas considerados patrimônio nacional. Brasília, DF: Presidência da República, [2003]. Disponível em: . Acesso em 21 de jan. de 2021. CÂMARA DOS DEPUTADOS, Proposta de Emenda Constitucional 131/2003. Inclui o Cerrado e a Caatinga nos biomas considerados patrimônio nacional, dando nova redação ao §4º do art. 225 da Constituição Federal. Brasília, DF: Presidência da República, [2003]. Disponível em: . Acesso em: 21 de jan. de 2021. CÂMARA DOS DEPUTADOS, Proposta de Emenda Constitucional 188/2003. Modifica o parágrafo 4º do art. 225 da Constituição Federa, incluindo o Cerrado na lista dos biomas considerados patrimônio nacional. Brasília, DF: Presidência da República, [2003]. Disponível em: . Acesso em: 21 de jan. de 2021. CÂMARA DOS DEPUTADOS, Proposta de Emenda Constitucional 504/2010. Altera o § 4º do art. 225 da Constituição Federal, para incluir o Cerrado e a Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional. Brasília, DF: Presidência da República, [2010]. Disponível em: . Acesso em: 16 de dez. 2020. COUTINHO, Leopoldo Magno. O conceito de bioma. Acta bot. Bras. [S./l], v. 20, n.1, p. 13-23, jan/mar 2006. Disponível em: . Acesso em: 25 de jan. 2020. DAMASCO, Gabriel; et al. The Cerrado Biome: a forgotten biodiversity hotspot. Frontiers For Young Minds, [S./l.], v. 6, p. 1-9, 25 jun. 2018. Disponível em: Acesso em 25 de jan. 2020 DUTRA, Rodrigo Marciel Soares; SOUZA, Murilo Mendonça Oliveira de. Cerrado, revolução verde e evolução do consumo de agrotóxicos. 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693 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Ocupações Irregulares em Áreas de Preservação Permanente de Córregos Urbanos no Município de Terra Nova do Norte-Mato Grosso Vicente Pontes de Oliveira Neto;Judite de Azevedo do Carmo; Cidade pequena, Produção do espaço urbano, Código Florestal Brasileiro A presente pesquisa analisou as ocupações irregulares em Áreas de Preservação Permanente (APP) de dois córregos urbanos no município de Terra Nova do Norte-MT, destacando a inobservância da legislação ambiental, especialmente o Código Florestal Brasileiro, pelos moradores e poder público. O método de abordagem adotado foi o materialismo histórico e dialético e como procedimento metodológico seguiu-se a pesquisa bibliográfica e a documental que subsidiaram a produção da fundamentação teórica e o levantamento da legislação direcionada ao tema, bem como à análise empreendida. A pesquisa a campo foi realizada para a aquisição de imagens das APP’s com Remotely Piloted Aircraft/Aeronave Remotamente Pilotada (RPA- phantom 4) com resolução espacial de 15 cm, possibilitando a obtenção de imagens mais detalhadas da área de estudo e para o registro da paisagem por meio de câmera fotográfica digital. Como resultado obteve-se que as APPs dos córregos analisados apresentam supressão vegetal, fomentada principalmente pelas ocupações irregulares, oriundas dos processos de segregação imposta e autossegregação, também que o curso d’água está sendo contaminado pelo despejo de esgoto, comprometendo de forma significativa o equilíbrio ambiental da área estudada. AZEVEDO, Ruy Emmanuel Silva de. O novo Código Florestal e a flexibilização das intervenções excepcionais em Áreas de Preservação Permanente. Revista Direito Ambiental e Sociedade, Caxias do Sul, v. 3, n. 1, p. 43-64, 2013. Disponível em: . Acesso em: 5 de jul. 2017. BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Diário Oficial, Brasília, 25 maio de 2012. Disponível em: . Acesso 20 ago. 2017. CAMARGO, Ligia. (org.). Atlas de Mato Grosso: abordagem socioeconômico-ecológica. Cuiabá: Entrelinhas, 2011. CORRÊA, Roberto Lobato. O espaço urbano. São Paulo: Ática, 1989. FONSECA, F. R.; VASCONCELOS, C. H. Análise espacial das doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado no Brasil. Caderno de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 19, n. 4, p. 448-453, 2011. Disponível em: . Acesso em: 15 mar. 2019. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. IBGE Cidades Terra Nova do Norte. 2019. Disponível em: . Acesso em: 01 fev. de 2019. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Regiões de influência das cidades 2018. Rio de Janeiro: IBGE, 2020. JURADO DA SILVA, Paulo Fernando. Cidades pequenas e indústria: contribuição para a análise da dinâmica econômica na região de Presidente Prudente/SP. 2011. 282 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Presidente Prudente, 2011. MARICATO, Ermínia. As idéias fora do lugar e o lugar fora das idéias: Planejamento urbano no Brasil. In: ARANTES, Otília Beatriz Fiori; VAINER, Carlos; MARICATO, Ermínia. A cidade do pensamento único: desmanchando consensos. Petrópolis: Vozes, 2000. p. 121-192. OLIVEIRA NETO, Vicente Pontes de. Ocupações na Área de Preservação Permanente do córrego Jaracatiá em Colíder (MT) e as ações do poder público municipal. 2016, 50 f. Trabalho de Conclusão de Graduação (Graduação em Geografia) - Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas, Universidade do Estado de Mato Grosso, Colíder, 2016. PRODANOV, Cleber Cristiano. FREITAS, Ernani Cesar de. Metodologia do trabalho científico: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. Novo Hamburgo: Feevale, 2013. SANTOS, J, H.; CARMO, J. A.; OLIVEIRA NETO, V. P. O Estado como agente segregador socioespacial urbano: pesquisa empírica em uma cidade de Mato Gross. Revista do Departamento de Geografia. Universidade de São Paulo, São Paulo, V 1, n. 41, p. 01 -14, 2021. Disponível em: . Acesso em: 20 jun. 2021.
694 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Políticas de abastecimento agrícola e segurança alimentar e nutricional no Brasil e no estado do Rio de Janeiro Jeniffer Silvana da Silva Dias;Erika vanessa Moreira; política de abastecimento, Estado, Rio de Janeiro, alimentação A construção de uma política nacional de abastecimento não é uma tarefa fácil, pois envolve questões de ordem política e econômica. O objetivo deste artigo versa uma discussão teórica sobre a história da política de abastecimento agrícola e segurança alimentar e nutricional no Brasil desde o século XIX e, em um momento posterior, traçar uma análise da questão normativa e jurídica da política de abastecimento alimentar no estado do Rio de Janeiro. Para tanto, adotamos como procedimentos metodológicos: o levantamento bibliográfico, sistematização e análise de dados de fontes secundárias da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), SINAC, Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento. A partir de 2016, com o golpe, houve um esvaziamento dos programas de abastecimento e o agravamento da fome no país. BELIK, Walter. A Política Brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional: concepção e resultados. Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, n. 19, v.2, p.94-110, 2012. BELIK, Walter; CUNHA, Altivo Roberto Andrade de Almeida; COSTA, Luciana Assis. Crise dos alimentos e estratégias para a redução do desperdício no contexto de uma política de segurança alimentar e nutricional no Brasil. Planejamento e Políticas Públicas, Brasília, v. 1, n. 38, p. 107-132, ago. 2011. Semestral. Disponível em: . Acesso em: 05 jun. 2020. BELIK, Walter; SILVA, José Graziano da; TAKAGI, Maya. Políticas de combate à fome no Brasil. São Paulo em Perspectiva, v. 15, n. 4, p. 119-129, dez. 2001. Disponível em: . Acesso em: 05 jun. 2020. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil 1988. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 5 de out de 1988. 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695 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Potencialidades para Obtenção de Indicação Geográfica na Rota do Vinho do Vale do São Francisco André Almeida Silva;Gabriel Francisco da Silva; Geographical Indications. Intellectual Property. Wines and sparkling wines. Valley of Submediate São Francisco. O registro de uma Indicação Geográfica (IG) é concedido a determinado produto ou serviço originário que possui características próprias vindas da sua relação com território. Há uma variedade de produtos protegidos por IG no Brasil, dentre eles os Vinhos e Espumantes, totalizando 08 registros entre os anos de 2002 e 2020. Essas IG estão concentradas na Região Sul, contudo também há potencial em outras localidades. Neste contexto, o objetivo deste artigo é apresentar as potencialidades dos vinhos da região do Vale do Submédio São Francisco para obtenção do selo de IG. Para tanto, foram consultadas as bases Google Acadêmico e Scielo para a coleta de dados sobre IG de vinhos, bem como documento de instituições como o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os resultados apontam a ocorrência de poucas publicações diretamente relacionadas ao objeto de estudo e que essas trazem um maior foco ao registro e regulamento das referidas indicações. Além disso, evidencia-se a originalidade e identidade própria dos vinhos do Vale do Submédio São Francisco, garantidas pelas caracterizadas da região na qual as uvas são produzidas e pelas substâncias presentes nas bebidas, deixando claro o potencial para a obtenção do registro de IG. A LAVOURA. Entenda os desafios para conquistar o certificado de IG. 2019. Disponível em: . Acesso em: 30 jun. 2021. ALVAREZ, I. A.; OLIVEIRA, A. R.; PEREIRA, M. C. T. Degradação ambiental da bacia do São Francisco na região semiárida por ações antrópicas. 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696 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados ¿Enemigo oculto? Infodemia y mortalidad por COVID-19 en Atotonilco, México Ramos Montalvo Vargas; COVID-19. Infodemia. Disinformation. Mortality, Tlaxco. El objetivo del trabajo es dar una aproximación sobre el manejo de información oficial del COVID-19, respecto de la realidad que vive la población de Atotonilco, localidad perteneciente al municipio de Tlaxco que adquirió el distintivo de pueblo mágico en 2015 otorgado por la Secretaría de Turismo del Gobierno Federal en México. El método empleado fue de corte mixto, se usaron repositorios de datos públicos e informes periódicos del comportamiento epidemiológico, se hicieron entrevistas a siete personas de la localidad tomando como eje la variable mortalidad; y, con el uso de Sistemas de Información Geográfica (SIG) se representó cartográficamente la distribución espacial de las defunciones. Entre los principales resultados se encontró que a nivel mundial, nacional, estatal y municipal el promedio de fallecimientos por cada 1000 habitantes es 0,08; 0,32; 0,43 y 0,25 respectivamente; mientras en Atotonilco es de 7,45 que se explica por la alta movilidad pendular a la Central de Abasto de la Ciudad de México. Ante esta infodemia negativa que alimenta miedo, desinformación, manipulación y manejo dudoso de los datos, se sugiere un modelo de paneles comunitarios de seguridad del sitio; mientras tanto es preciso responder, ¿será que además del virus, estamos frente a otro enemigo oculto? ARAGÓN, R., Vargas, I. & Miranda, M. G. (2020). COVID-19 por SARS-CoV-2: la nueva emergencia de salud. Revista Mexicana de Pediatría, 2019; 86(6), pp. 213-218. doi: 10.35366/91871 [COVID-19 by SARS-CoV-2: the new health emergency], recuperado de . ATS -American Thoracic Society- (2020). ¿Qué es el COVID-19?, salud del paciente, series informativas, New York, USA consultado el 10 de julio de 2020, recuperado de . CÁRDENAS, A. & Martorell, D. (2020). Publicación del 6 de mayo de 2020 en El Universal, recuperado de . DE MAULEÓN, H. (2020). Publicación del 27 de julio de 2020 en El Universal, recuperado de . GNCYS (2020). Publicación del 20 de julio de 2020 en El Universal, recuperado de . GOBIERNO DE MÉXICO (2020). Tablero COVID-10 México, coordinado por GentroGeo, recuperado de . INSTITUTO NACIONAL DE ESTADÍSTICA Y GEOGRAFÍA -INEGI- (2010). Censo General de Población y Vivienda, 2020, Principales resultados por localidad (ITER), Aguascalientes, México, recuperado de . LI, Q., Guan X., Wu P., Wang X., Zhou L., Tong Y., Ren R., Leung K., Lau E., Wong Y., Xing X., Xiang N., Wu Y., Li C, Chen Q., Li D., Liu T., Zhao J., Liu M., Tu w., Chen C., Jin L., Yang R., Wang Q., Zhou S., Wang R., Liu H., Luo Y., Liu Y., Shao G., Li H., Tao Z, Yang Y., Deng Z., Liu B., Ma Z., Zhang Y., Shi G., Lam T., Wu J. T., Gao G. F., Cowling B. J., Yang B, Leung G. M. & Feng Z. (2020). Early Transmission Dynamics in Wuhan, China, of Novel Coronavirus Infected Pneumonia. N. Engl. J. Med, Núm. 382(13):1, pp. 199-207. PubMed PMID: 31995857, recuperado de . NOTARI, A. (2020). Temperature dependence of COVID-19 transmission en medRxiv, CSH, BMJ, Yale, recuperado de . ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD / Organización Mundial de la Salud (2020a). Actualización Epidemiológica: Nuevo coronavirus (COVID-19), 28 de febrero de 2020, Washington, D.C., recuperado de . ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD -OPD- y Organización Mundial de la Salud -OMS- (2020b). Entender la infodemia y la desinformación en la lucha contra la covid-19, Hoja informativa Núm. 5, Departamento de evidencia e inteligencia para la acción en salud, disponible en . RAMOS, C. (2020). Covid-19: the new pathology caused by a coronavirus, en Revista Salud Pública en México, Núm, 62, pp. 225-227, recuperado de . UNIVERSIDAD NACIONAL AUTÓNOMA DE MÉXICO -UNAM- (2020). Covid-19 por SARS-CoV-2 información para personal de salud, UNAM PUIS, recuperado de . WU, J., Leung, K. & Leung, G. (2020). Nowcasting and forecasting the potential domestic and international spread of the 2019-nCoV outbreak originating in Wuhan, China: a modelling study. Lancet. 2020;395(10225):6, pp. 89-97. PubMed PMID: 32014114, recuperado de . ZHANG, W., Du R. H., Li, B., Zheng, X. S., Yang, X. L., Hu, B., Wang, Y. Y., Xiao, G. F., Yan, B., Shi, Z. L. & Zhou, P. (2020). Molecular and serological investigation of 2019-nCoV infected patients: implication of multiple shedding routes. Emerg Microbes Infect. Núm. 9(1):38, pp. 6-9, PubMed PMID, recuperado de .
697 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Reflexões teóricas e políticas sobre os serviços ambientais Carlos Magno Santos Clemente;Alecir Antônio Maciel Moreira; Mudanças do clima. Pagamento por serviços Ambientais – PSA. Desenvolvimento sustentável. A conservação da natureza tem passado por um longo processo de amadurecimento em termos filosóficos, teóricos e tecnológicos. Esse processo de mudança foi estimulado pelos desafíos impostos à compreensão do dinamismo das complexas interações sociedade-natureza. Em geral, o simultâneo desenvolvimento do modelo de produção capitalista, em sua forma industrialista, sustentado pelos avanços da ciência e alicerçado sobre os pilares da civilização judaico-cristão, dissociaram, ao longo do tempo histórico, sociedade e natureza. Em tempos recentes, o desafio de gerar modelos de desenvolvimento menos impactantes e mais racionais conduziu à criação do conceito de serviços ecossistêmicos e, como corolário deste, o Pagamento por Serviços Ambientais – PSA. É nesse contexto que o objetivo geral deste artigo é de contextualizar e compreender o surgimento e desenvolvimento desse conceito. A metodologia escolhida consiste em uma abordagem exploratória, fundada em revisões bibliográficas. Observa-se um avanço na construção do arcabouço teorico, jurídico, institucional e metodológico, internacional e doméstico para sustentar as mudanças necessárias para potencializar a melhoria relação sociedade-natureza. A aplicabilidade das metodologias e a efetividade da lei perpassa o amplo entendimento dos governantes e sociedade, como gestores públicos e atores importantes da/para melhoria de vida das populações e formação de uma consciência ambiental. ACHARYA, R.P; MARASENI, T;COCKFIELD, G. Global trend of forest ecosystem services valuation – An analysis of publications. Ecosystem Services, [S.L.], v. 39, p. 100979, out. 2019. Elsevier BV. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2021. ARAGÃO, A. A natureza não tem preço... mas devia. O dever de valorar e pagar os serviços dos ecossistemas. In: Amorim, J.P (Autor). Estudos em homenagem a Jorge Miranda. Coimbra: Coimbra Editora, 2012, p. 11 - 41. Disponível em: . Acesso em: 16 de agost. de 2019. ARAÚJO, J.P.G; MORAES, G.I. Utilitarismo e desenvolvimento sustentável: eles podem se encontrar? Revista de Economia Mackenzie, v. 11, n. 3, São Paulo, SP, jul. p. 187-208, 2016. Disponível em: . Acesso em: 30 mar. 2021. BALVANERA, P; URIARTE M; ALMEIDA-LEÑERO, L; ALTESOR, A,; et al.,; Ecosystem services research in Latin America: The state of the art. Ecosystem Services, Netherlands, v. 2, n. 2, p.56-70, dez. 2012. Disponível em: . Acesso em: 15 dez. 2020. BAHIA. Secretária do Meio Ambiente – Sema (org.). 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698 cerrados v. 19 n. 02 (2021): Revista Cerrados Aroldo de Azevedo: breve biografia e algumas considerações de natureza epistemológica da obra didática O Mundo em que vivemos Bruno Falararo de Mello;João Pedro Pezzato;Chrstiane Fernanda da Costa; Aroldo de Azevedo, Currículo, Livro didático, Possibilismo, Determinismo Aroldo de Azevedo foi um importante autor de livros didáticos de Geografia, cuja produção mais significativa ocorreu entre as décadas de 1940 e 1970. Suas obras foram amplamente adotadas nas escolas brasileiras, e o autor gozava de muito prestígio tanto no meio acadêmico quanto no meio escolar. Neste artigo, fruto de pesquisa mais ampla, apresentamos a biografia do autor e breve inventário de sua produção. A leitura de uma de suas obras de grande difusão, intitulada O Mundo em que vivemos, da década de 1960, possibilita interpretar alguns trechos, em que o autor revela certas posturas consideradas elitistas, bem como equívocos conceituais acerca do possibilismo e do determinismo geográfico. Na perspectiva do paradigma indiciário, com base em pesquisa documental, foi observada a apresentação de um texto didático de excelente qualidade técnica. Contudo, a despeito de ser obra destinada a fim escolar, para um público leitor em processo de formação acadêmica básica, sua qualidade técnica obnubila seu fim escolar e escamoteia sua mensagem ideológica elitista. ALBUQUERQUE, Maria Adailza Martins de. Dois momentos na história da Geografia escolar: a Geografia clássica e as contribuições de Delgado de Carvalho. Revista Brasileira de Educação em Geografia, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p. 19-51, jul./dez., 2011. APPLE, Michael. Currículo e poder. Revista Educação e Realidade, Porto Alegre/UFRGS, v. 14, n. 2, p. 46-57, jul./dez. 1989. AZANHA, José Mário Pires. Uma ideia de pesquisa educacional. São Paulo: Edusp/Fapesp. 1992. AZEVEDO, Aroldo de. O Mundo em que vivemos. 5. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1967. BERNARDES, Nilo. O pensamento geográfico tradicional. Revista brasileira de Geografia, v. 44, n. 3, p. 391-413, jul./set. Rio de Janeiro, 1982. CARVALHO JUNIOR, Ilton Jardim de e MORAES SOBRINHO, Aparecido Pires. A perpetuação de mitos no pensamento geográfico: a ideia das influências ambientais e a falsa dicotomia determinismo/possibilismo. Revista da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege), v. 13, n. 22, p. 164-197, set./dez. 2017. CHERVEL, André. Lhistoire des disciplines scolaires. Réflexions sur un domaine de recherche. Histoire de léducation, n. 38, p. 59-119, 1988. GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. Tradução de Federico Carotti. 2. ed. 7ª impressão. São Paulo: Companhia das Letras, 2016. GOODSON, Ivor. A construção social do currículo. Tradução de Maria João Carvalho. Lisboa: EDUCA, 1997. ISSLER, Bernardo. A Geografia e os Estudos Sociais. 1973, 253f. Tese (Doutorado em Geografia), FFCL/ UNESP, Presidente Prudente, 1973. MELLO, Bruno Falararo de. Uma leitura da climatologia escolar em livros didáticos de Geografia (1967-2013). 2020, 274f. Tese (Doutorado em Geografia). Universidade Estadual “Júlio de Mesquita Filho”, Rio Claro, São Paulo, 2020. PONTUSCHKA, Nídia Nacib et al. Para ensinar e aprender Geografia. 1. ed. São Paulo: Cortez, 2007. SANTOS, Milton. Por uma Geografia Nova: Da crítica da Geografia a uma Geografia crítica. 6ª ed. São Paulo: EDUSP, 2004. SANTOS, Wilson dos. A obra de Aroldo de Azevedo – uma avaliação. 1984. 98 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, São Paulo, 1984.
699 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados NOTA EDITORIAL Edição 2021, v. 19, n. 1 (jan./jun.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; NOTA EDITORIAL. Edição 2021, v. 19, n. 1 (jan./jun.)
700 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados Unidades de paisagem e dinâmica temporal do uso e cobertura do solo na bacia hidrográfica do Rio das Pedras, Goiás, Brasil José Carlos de Souza;Nelton Nattan Amaral Nunes;Rosana Márcia da Costa Silva Herculano; Análise integrada. Meio físico. Uso do solo. Cerrado. O objetivo deste trabalho foi avaliar a inter-relação do meio físico com a cobertura vegetal, aliada à dinâmica temporal de uso do solo, por meio das unidades de paisagem. O estudo foi aplicado na Bacia Hidrográfica do Rio das Pedras, no estado de Goiás, norteado por uma abordagem de análise integrada da paisagem. Para a definição das unidades de paisagens, foram consideradas as características geológicas, geomorfológicas, pedológicas e morfométricas da bacia. Na análise temporal de uso/cobertura do solo, foram considerados os anos de 1988, 1998, 2008 e 2018. Nas unidades geológicas mais dissecadas, se formaram topografias mais planas e, nas unidades mais resistentes, topografias mais inclinadas. Estas condições influenciaram a dinâmica de uso do solo, especialmente a agricultura, atividade que apresentou o maior crescimento no período, presente nas unidades de paisagem com solos mais planos, como os Latossolos. A pastagem é a atividade que ocupa as maiores áreas em todo o período analisado, estando presente em todas as unidades, mas apresentando redução em áreas ocupadas, sendo então substituída pela agricultura mecanizada. A cobertura de Cerrado não apresentou redução importante nos trinta anos, pois no primeiro mapeamento as áreas antropizadas já representava 77% da área da bacia, restando somente fragmentos de Cerradão e Mata Seca. ALVES, J. da S; CUNICO, C; SOUZA, J. O. A paisagem na Geografia. Revista Contexto Geográfico, [S./l.], v. 4. n.8, p. 1-9, dezembro/2019. AMORIM, R. R.; OLIVEIRA, R. C. 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701 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados Processos de territorialização e efeitos da regularização fundiária rural no Norte do Estado de Minas Gerais: memórias de expropriação Eluiz Antônio Ribeiro Mendes e Bispo;Rômulo Soares Barbosa; Territorialização. Regularização fundiária rural. Terras devolutas. Norte de Minas. O presente artigo propõe um estudo acerca das memórias de expropriação que deram cor e tônica aos complexos processos de territorialização e, ainda, traçar os efeitos concretos das políticas de governo voltadas às pessoas individualmente consideradas e também aos povos e comunidades tradicionais. A partir de uma abordagem dedutiva, propõe-se a utilização de um método quantitativo-descritivo e a realização de uma pesquisa documental, exploratória e historiográfica, mediante coleta e tratamento de dados. A regularização fundiária rural de terras devolutas é marcada por um tensionamento decorrente das relações travadas entre os proprietários de terras (poder privado) e o Estado (poder público), quer sob o prisma da contradição entre a bandeira, forma típica da ocupação do interior, empresa privada e dirigida para os fins e no interesse da propriedade privada, e o próprio Estado. As memórias de expropriação, consubstanciadas pelos chamados “tempos”, provocaram uma reconfiguração do espaço agrário norte-mineiro e incidiram principalmente sob as populações tradicionais que viviam em regime de terras comuns. Nesse contexto, pode-se também pensar a regularização fundiária rural de terras devolutas com um territóriono qual se tem agentes, indivíduos, atores e, consequentemente, posições e disputas simbólicas de um grande jogo social. ALIER, J. Martínez. O ecologismo dos pobres: conflitos ambientais e linguagens de valoração. São Paulo: Contexto, 2007. ALMEIDA, A. W. B. de. 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702 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados Impactos ambientais no baixo curso do rio Pajeú, no trecho urbano de Floresta, Pernambuco Maria Danise de Oliveira Alves;Larissa de Sá Menezes; Impactos ambientais. Rio Pajeú. Floresta. Leis ambientais. Os processos de colonização e de industrialização trouxeram a urbanização das cidades brasileiras causando significativos problemas ambientais e socioeconômicos. Assim, o município de Floresta, que fazia parte da rota de interiorização do gado para o rio São Francisco no período colonial, foi ocupado para a pecuária e posteriormente cresceu e se especializou nos setores da agricultura e de pequenas indústrias, o que modificou o uso e a ocupação do solo e, consequentemente, causou impactos ambientais. Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo identificar os impactos ambientais ocorridos no baixo curso do rio Pajeú, na área urbana de Floresta, analisando-os de forma sistêmica e comparativa os impactos ocorridos em toda bacia hidrográfica do rio Pajeú e à luz das leis ambientais municipais, estaduais e federais, além de trazer medidas mitigadoras para esses problemas encontrados. Para isto, realizou-se visita de campo, levantamentos bibliográficos, construção de mapa temático da situação da mata ciliar e da rede de interação de impactos ambientais. A partir disso, constatou-se que a área de estudo está bastante descaracterizada quanto à situação original, assim como em outros municípios da bacia hidrográfica do Pajeú, necessitando de ações mitigadoras. As leis ambientais existem, porém, faltam rigor e o cumprimento delas. BARRETO, Luciano Vieira; BARROS, Flávia Mariani; BONOMO, Paulo; ROCHA, Felizardo Adenilson; AMORIM, Jhones da Silva. Eutrofização em rios brasileiros. 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703 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados Classificação de uso e cobertura da terra e o monitoramento de áreas em restauração florestal por RPAS Thamyres Marques da Silva;Carlos Rodrigo Tanajura Caldeira;Mayara Cobacho Ortega Caldeira;Cintia Pedrina Palheta Balieiro;Manuel Eduardo Ferreira; Aerofotogrametria. Monitoramento ambiental. Sensoriamento Remoto. Reflorestamento. Preservar, manter, conservar e restaurar a vegetação de áreas especiais, em processo de degradação florestal são assegurados pelo Código Florestal e pelo Pacto para Restauração da Mata Atlântica. Com intuito de promover metodologias para o monitoramento de áreas em restauração a partir da utilização de levantamento fotogramétrico, técnicas do sensoriamento remoto e geoprocessamento, este trabalho pretende demonstrar por meio dos conceitos de análise e métricas de paisagem a identificação de padrões de vegetação, assim como análises ambientais que auxiliam na compreensão do processo de recuperação de áreas fragilizadas. A classificação do uso e cobertura da terra permitem a geração de produtos secundários e importantes para o planejamento da restauração, como a análise do passivo ambiental, modelagem do terreno e hidrológica e vulnerabilidade ao risco de erosão. Os dados obtidos permitiram quantificação, identificação e classificação das áreas que necessitam de restauração da vegetação nativa. ANDRADE, J. B. de; Fotogrametria. Curitiba: SBEE, 1998. p. 258. ARONSON, J.; DURIGAN, G.; BRANCALION, P.H.S. 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704 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados Reconstituição espaço-temporal do Alagado do Piry de Jussara, Belém-PA: evolução e impacto na urbanização Marcus Vinicius Silva da Silva;Aline Maria Meiguins de Lima; Dessecamento, Alagado do Piry de Jussara, Colonização, Geoprocessamento Historicamente, a cidade de Belém tem lidado com a dinâmica hídrica, características da região amazônica. Relatos apontam que no decorrer dos séculos XVII, XVIII e XIX os que chegavam na cidade defrontavam-se com uma superabundância de águas, provenientes de uma área alagada denominada de Alagado do Piry de Jussara. Nesse sentido, o referido estudo buscou, através do geoprocessamento, reconstituir espacialmente a área e a geometria do alagado, bem como espacializar a ocupação urbana sobre o mesmo. Dessa forma, através da elaboração de mapas nos anos de 1631, 1700, 1760, 1791, 1844 e 1905 foi possível identificar que as obras de dessecamento do Piry ocorreram durante todo o século XIX, e que a área que outrora foi ocupada pelo Alagado, hoje abrange três bairros do centro de Belém, os quais sofrem com enchentes e inundações rotineiramente. Assim, ao fim do estudo, questiona-se a forma com que os gestores lidam com a superabundância de água na região, uma vez que foi possível concluir que a cidade de Belém cresceu e expandiu-se sobre as águas, e que até hoje tende a conviver com problemas relacionados ao fator hidrográfico da região. ACADÊMIA REAL DAS CIÊNCIAS DE LISBOA. Memórias Econômicas da Academia Real das Sciencias de Lisboa, 1815: Para o Adiantamento da Agricultura, das Artes, e da Indústria em Portugal, e suas conquistas. V. 5. Editora: Forgotten Books, 2018, 426 p. ALMEIDA, C. M. R. 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705 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados Planície do rio Jacareí após os movimentos de massa de 2011: considerações a partir da análise granulométrica de trincheira e mudanças do canal Otacílio Lopes de Souza da Paz;Eduardo Vedor de Paula; Depósito sedimentar. Aluvio. Colúvio. Aeronave Remotamente Pilotada. Solos soterrados. A planície costeira paranaense foi formada por distintos processos continentais e marinhos. Entre eles, citam-se os movimentos de massa. Um exemplo extremo desse processo foi observado em março de 2011 na serra do mar paranaense, onde uma sequência de deslizamentos, fluxos de lama e detritos e inundações com alta carga sedimentar atingiram a bacia do rio Jacareí (porção central do litoral do Paraná). Objetiva-se analisar a granulometria da deposição sedimentar deixada pelo evento a partir de uma trincheira aberta nas margens do rio Jacareí, bem como investigar as mudanças ocorridas no canal em sua porção de planície, tendo como base os anos de 2011, 2012 e 2019. A análise granulometria foi feita por meio de técnica de pipetagem e peneiramento mecânico, enquanto a análise do canal foi realizada em ambiente de sistema de informações geográficas, com base em imagens orbitais e imagens coletadas por aeronave remotamente pilotada. O rio foi totalmente assoreado nos trechos mais a montante e médio da planície em 2011, sendo o canal reaberto posteriormente. Em 2019, o rio Jacareí apresentou em um trecho um retorno ao padrão sinuoso. A camada deposicional deixada pelo evento apresentou 50 cm de espessura e é composta predominantemente de material mais grosso (areia muito grossa, grânulos e seixos). Foram identificados ambientes de deposição nas camadas sedimentares abaixo da camada deixada pelo evento. Recomendações de análises em maior detalhe do canal do rio e dos depósitos gerados ao longo de toda a planície são apresentadas. ALMEIDA, F. F. M.; CARNEIRO, C. D. R. Origem e evolução da Serra do Mar. Revista Brasileira de Geociências, [S./l.], v. 28, n. 2, p. 135–150, 2017. ANGULO, R. J. Mapa do Cenozóico do litoral do Estado do Paraná. Boletim Paranaense de geociências. [S./l.], v. 55, p. 25-42, 2004. Disponível em: . Acesso em: 01 mar. 2021. BIGARELLA, J. J. Contribuição ao Estudo da Planície Litorânea do Estado do Paraná. Brazilian Archives of Biology and Technology. [S./l.], v. Jubilee, p. 65-110, 2001. Disponível em: < https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-89132001000500005>. Acesso em: 01 mar. 2021. BUENO, K. E. M. Aplicação do índice rde para identificar regiões de deposição de fluxos de detritos na bacia do rio Jacareí – Serra do Mar Paranaense. 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706 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados Análise temporal da dinâmica da paisagem do município de Denise-Mato Grosso, Brasil Vitor Alfeu Guedes Moreira Vieira;Alexander Webber Perlandim Ramos;Rafael Cesar Tieppo; Área de Preservação Permanente, Degradação Ambiental, Geotecnologias, Índice de Transformação Antrópica O objetivo deste trabalho é analisar a dinâmica temporal da paisagem e mensurar o estado de conservação ambiental do município de Denise, no Estado de Mato Grosso, na perspectiva de gerar informações que contribuam para o planejamento ambiental. Os mapas de cobertura vegetal e usos da terra foram elaborados a partir de imagens dos satélites Landsat-5, dos anos de 1998 e 2008, e Landsat-8, de 2018. Foram realizados os processos de georreferenciamento, recorte e classificação. A mensuração do estado de conservação ambiental foi realizada mediante a aplicação do Índice de Transformação Antrópica (ITA). No período de análise, foi observado um crescimento das classes agricultura (66,97%), vegetação natural florestal (1,79%) e usos antrópicos (32,40%). Entrementes, houve uma redução nas áreas de pastagem (33,54%), que foram convertidas em agricultura, em especial o cultivo da cana-de-açúcar. As Áreas de Preservação Permanentes (APPs) apresentaram 25,42% em desacordo com a legislação ambiental. O ITA foi classificado como regular. Conclui-se que apesar da municipalidade não apresentar piora no estado de conservação ambiental o aumento no valor da pressão antrópica sobre a paisagem sugere que deve haver uma maior preocupação com as questões ambientais, atentando-se para áreas mais sensíveis como as APPs, que exercem importantes funções ecológicas. BATISTELLA, M.; ANDRADE, R. G.; BOLFE, E. L.; VICTORIA, D. C; SILVA, G. B. S. Geotecnologias e gestão territorial da bovinocultura no Brasil. Revista Brasileira de Zootecnia, Viçosa, v. 40, p. 251-260, 2011. BERTRAND, G. 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707 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados A contribuição da política ambiental brasileira na proteção das áreas de conservação urbanas Guilherme Henrique Pereira da Silva;Bruna Angela Branchi; Unidades de Conservação, Política Ambiental, Sistema Nacional de Unidades de Conservação Neste artigo é analisado o papel da política ambiental brasileira, em geral, e do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, em particular, com relação à sua contribuição ao desenvolvimento sustentável. O aumento das unidades de conservação criadas no Brasil, especialmente a partir dos anos 2000, poderia ser evidência da importância dada à proteção e conservação do meio ambiente no país. A política ambiental brasileira identifica no plano de manejo um instrumento essencial para a gestão, consolidação, conservação e desenvolvimento da unidade de conservação (UC). Porém através da pesquisa documental realizada foi constatada a ausência de planos de manejo na maioria das unidades de conservação. Além disso, há planos de manejo mal elaborados ou desatualizados que deixam de cumprir seu papel. Em síntese, estes resultados mostram como a legislação brasileira oferece instrumentos para uma boa governança, promotora do desenvolvimento sustentável das UCs. Mas na realidade a legislação carece de efetividade dada a ausência de um monitoramento sistemático da implementação e avaliação do manejo das UCs. ABRAHÃO, G. R; ASMUS, M. Sistema de governança em Unidades de Conservação. Desenvolvimento e Meio Ambiente, [S.l.], v. 44, p.104-117, 28 fev. 2018. Disponível em: . BERNARDO, K. T. Avaliação da efetividade de esquemas de pagamento por serviços ambientais hídricos: proposta metodológica. 2016. 236 f. Tese (Doutorado em Ciências da Engenharia Ambiental), Universidade de São Paulo, Escola de Engenharia de São Carlos/USP, 2016. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Painel Unidades de Conservação Brasileiras. 2020. Disponível em: . Acesso em: 11 julho 2020. BRASIL. 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708 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados Spatial and temporal variability of pluviometric precipitation in the hydrographic region of Paraguaçu - BA Tailan Santos de Souza;Patricia dos Santos Nascimento; Rainfall indices, Interpolation, Geostatistics, Homogeneous zones The evaluation of the pluviometric regime is an essential tool to plan and properly manage water resources. The objective of this work was to analyze the spatio-temporal variability of rainfall in the hydrographic region of Paraguaçu - BA. Based on precipitation data from 50 stations situated within and around the region, dating from 1989 to 2018, graphs and maps were prepared for spatiotemporal assessment of average precipitation, Rainfall Anomaly Index (RAI) and Precipitation Concentration Index (PCI). Homogeneous rainfall zones were also identified through cluster analysis. The results revealed that the rainy period is well defined between November and April, the highest precipitation rates (above 700 mm) occurred in the eastern and western extremities and the lowest (below 400 mm) in the portions influenced by the semiarid region. The downward trend of the RAI indicated a high possibility for the occurrence of extreme drought events, while the historical average of 17.04 % for the PCI, which classified the distribution of rainfall as moderately irregular, indicated the occurrence of concentrated rainfall. Three homogeneous clusters were identified in relation to rainfall variability. ADHIKARY, S. K.; MUTTIL, N.; YILMAZ, A. G. Genetic programming-based ordinary kriging for spatial interpolation of rainfall. Journal of Hydrologic Engineering, v. 21, n. 2, p. 04015062, 2016. ALAM, M. S.; PAUL, S. A comparative analysis of clustering algorithms to identify the homogeneous rainfall gauge stations of Bangladesh. 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709 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados O avanço da urbanização no Oeste Baiano: novos núcleos de povoamento Suelí Almeida dos Santos; Urbanização regional. Modernização acelerada. Aglomerações urbanas. Este artigo busca discutir sobre as novas dinâmicas da urbanização no oeste da Bahia. Para tanto, analisou-se os núcleos de povoamento que vêm apresentando um rápido crescimento urbano e populacional como reflexo da modernização acelerada, impulsionada pelo agronegócio e por meio das políticas públicas recentes nos subespaços dessa região. A metodologia pautou-se num levantamento de dados em campo, bem como em fontes secundárias, visando refletir sobre a alteração das formas e conteúdos do sistema urbano regional, a partir das últimas décadas, sobretudo em função da presença de novos objetos técnicos e informacionais. AGROEMDIA. AGROEMDIA. 2018. Disponível em: https://agroemdia.com.br/2018/05/11/ba-distrito-de-rosario-deve-se-emancipar-e-ser-municipio-prospero-preve-estudo/. Acesso em: 19 de junho de 2019. ALVES, V. E. L. Mobilização e Modernização nos Cerrados Piauienses: Formação Territorial no Império do Agronegócio. 2006. 320 f. Tese (Doutorado em Geografia Humana) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. ALVES, V. E. L. “Modernização agropecuária e urbanização na região de cerrados do centro-norte do Brasil”. In: ALVES, V. E. L. (org.). Modernização e Regionalização nos Cerrados do centro-Norte do Brasil: Oeste da Bahia, Sul do Maranhão e Piauí e Leste de Tocantins. Rio de Janeiro, Consequência Editora, 2015. BARCELLOS, V. As supernovas: duas futuras cidades brasileiras. Paisagem Ambiente: Ensaios, N. 29, p.227-247, São Paulo, 2011. CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional). Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável - PDRS: Oeste da Bahia - Salvador, 1997. CHRISTALLER, W. Central Places in Southern Germany. Prentice-Hall: Inc. Englewood Cliffs, 1966. CONTEL, F. Território e finanças: técnicas, normas e topologias bancárias no Brasil. Tese (Doutorado em Geografia Humana) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Censos Demográficos, 2000; 2010. Disponível em: . IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Estimativa da população, 2019. Disponível em: < https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6579>. ILÁRIO, C. G. Região agrícola competitiva e logística no oeste baiano. Dissertação (Mestrado em Geografia), Instituto de Geociências, Unicamp. Campinas, 2011. LEÃO, S. O. Padrões espaciais de desenvolvimento urbano, 1500 - 1930. In: SILVA, S. B. M.; LEÃO, S. O.; SILVA, B. C. N. S. Urbanização e metropolização no estado da Bahia: evolução e dinâmica. Salvador: UFBA, 1989. Parte I, pp. 19-183. PEREIRA, M. F. V.; KAHIL, S. P. Território e agricultura no sudoeste da Amazônia: campo não moderno e produção para o consumo local. Mercator, Fortaleza, v. 9, n. 19, p. 47-64, mai./ago. 2010. PRADO JUNIOR, C. Formação do Brasil contemporâneo. 23. ed. São Paulo: Brasiliense, [1942], 2008. SAMPAIO, M. Oeste da Bahia capitalismo, agricultura e expropriação de bens de interesse coletivo. XXI Encontro Nacional de Geografia Agrária “Territórios em disputa: os desafios da Geografia Agrária nas contradições do desenvolvimento brasileiro”. Uberlândia-MG, 15 a 19 de outubro de 2012. SANTOS FILHO, M. (Coord.) O processo de urbanização no Oeste-Baiano. Recife, SUDENE - DPG. PSU - URB, 1989. SANTOS, M. O Espaço dividido: Os dois circuitos da economia urbana dos países subdesenvolvidos. Rio de Janeiro: Edusp, [1979], 2008. SANTOS, M. Espaço & Método. 4. Ed. São Paulo: Nobel, 1997. SANTOS, M. Metamorfoses do espaço habitado: fundamentos teóricos e metodológicos da geografia. Ed. Hucitec, São Paulo, [1988] 1996b. SILVEIRA, M. L. Economia política e ordem espacial: circuitos da economia urbana? In: SILVA, C. A. (org.) Território e ação social: sentidos da apropriação urbana. Rio de Janeiro: Lamparina, 2011. TOZI, F. Rigidez normativa e flexibilidade tropical: investigando os objetos técnicos no período da globalização. 2012. 277 f. Tese (Doutorado em Geografia Humana) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.
710 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados Redes de mulheres feirantes no Sertão Baiano Patrícia Quirino Rocha;Maria Augusta Mundim Vargas; território, territorialidades, mulher, feira O presente artigo propõe-se a compreender as territorialidades de mulheres feirantes da feira de Euclides da Cunha/BA. As mulheres estão e são feirantes como resultado de conflitos travados desde o ambiente doméstico até os locais públicos: a feira. Observamos as práticas, os saberes e os vínculos das feirantes com os produtos de suas barracas, de forma a identificar como essas conexões revelam pertencimento ao sertão. A percepção, ancorada na fenomenologia existencial de Merleau-Ponty (1999) e nos sentidos corporais sinalizados por Tuan (1983), foi o caminho pelo qual buscamos compreender o mundo vivido das mulheres feirantes. Concebemos a feira como território perpassado por redes, que conectam feirantes, fregueses e produtos, numa dinamicidade que abrange relações de poder símbolicas e concretas. Na feira, as relações mercadológicas não são as únicas, para além destas, há relações de sociabilidade, confiança e amizade, ambas construtoras das territorialidades que marcam os sentidos de “ser mulher” e “ser feirante”. ABSABER, Aziz Nacib. Os sertões: a originalidade da terra. Ciência hoje, Rio de Janeiro, v. 3, n. 18, p. 6-15, mai/jul, 1985. ALMEIDA, Maria Geralda de. A propósito do trato do invisível e do intangível e do discurso na geografia cultural. Revista da ANPEGE, [S./l.], v. 9, n. 11, p. 41-50, 2013. ALMEIDA, Maria Geralda de. Etnogeografia do Brasil sertanejo. In: SERPA, Angelo (org.). Espaços culturais: vivências, imaginações e representações. Salvador: Edufs, 2008, p. 313-336. ALMEIDA, Maria Geralda de. Em busca do poético do sertão: um estudo de representações. 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711 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados As aglomerações industriais relevantes e os condicionantes da aglomeração industrial no Brasil Oséias Teixeira da Silva; aglomerações industrias relevantes, condições gerais de produção, concentração industrial, desconcentração industrial, emprego O presente trabalho pretende dar continuidade a discussão sobre a dinâmica de formação das aglomerações industriais que são concentrações territoriais da indústria e do emprego industrial. Buscamos isso a partir do conceito de Aglomerações Industriais Relevantes AIRs, que neste trabalho é definido pela ocorrência em uma microrregião de pelo menos 100 unidades locais e de pelo menos 10.000 empregos na indústria. Também buscamos relacionar as AIRs com as condições gerais de produção, identificando a necessidade de políticas regionais e industriais voltadas não apenas para fomentar a desconcentração, mas também para viabilizar novas aglomerações industriais. Entre as contribuições do presente trabalho estão à constatação da grande concentração das AIRs no Sudeste e no Estado de São Paulo e de forma geral, em um polígono de concentração de AIRs que engloba os Estados de São Paulo, parte do Estado do Rio de Janeiro além dos estados da região Sul. ANDRADE, Thompson Almeida ;SERRA, Rodrigo Valente. O recente desempenho das cidades médias no crescimento populacional urbano brasileiro. Rio de Janeiro: IPEA, Texto para Discussão Nº 554, 1998. ASHEIM, Bjorn Terje. Industrial districts as `learning regions: A condition for prosperity. European Planning Studies, [S./l.], v. 4, n. 4, p. 379 - 401, 1996. CANO, Wilson. Raízes da concentração industrial em São Paulo. 1975. 335 f. Tese (Doutorado em Economia), UNICAMP, Campinas, 1975. COE, Neil M.; TOWNSEND, Alan R. Debunking the myth of localized agglomerations: the development of a regionalized service economy in South-East England. Transactions of Institute of British Geographers, [S./l.], v. 23, p. 385–404, 1998. DINIZ, ClélioCampolina. Desenvolvimento poligonal no Brasil: nem desconcentração nem contínua polarização. Revista Nova Economia, [S./l.], v. 31, n. 1, p. 35-64, 1993. DINIZ, Clélio Campolina; CROCCO, Marco Aurélio. Reestruturação econômica e impacto regional: o novo mapa da indústria brasileira. Revista Nova Economia,[S./l.], v. 6, n. 1, p. 77-103, 1996. FLORIDA, Richard. Toward the learning region.Futures, [S./l.],v. 27, n. 5, p. 527-536, 1995. FOCHEZATO, Adelar. Desenvolvimento regional: novas abordagens para novos paradigmas produtivos. In: FOCHEZATTO, Adelar. Desenvolvimento regional: recomendações para um novo paradigma produtivo. Rio Grande do Sul: Índice: 2010. IBGE. Demografia das empresas. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. IBGE. Divisão do Brasil em Mesorregiões e Microrregiões geográficas. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. IPEA. Radar : tecnologia, produção e comércio exterior. Brasília: IPEA, 2009. LENCIONI, Sandra. Condições gerais de produção: um conceito a ser recuperado para a compreensão das desigualdades do desenvolvimento regional. Revista Scripta Nova, v. 11, n. 245, p. s/n, 2007. MARSHAL, Alfred. Princípios de economia política. São Paulo: Abril Cultural, 1996. MONTEIRONETO, Aristides; SILVA, Rafael Oliveira; SEVERIAN, Danilo. Aglomerações Industriais Relevantes: o que dizem sobre as desigualdades regionais no Brasil? In: XVIII Encontro Nacional da Anpur. Anais do XVIII ENANPUR, disponível em: http://anpur.org.br/xviiienanpur/anais, acessado em 05/03/20. Natal, 2019. OLIVEIRA, Francisco de. Elegia para uma re(li)gião. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. SABÓIA, João. A dinâmica da descentralização industrial no Brasil. Texto para discussão n. 452, Instituto de Economia – UFRJ, 2001.
712 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados Os fatores edáficos e antropogênicos e suas correlações com as fitofisionomias do Parque Estadual da Mata Seca, Manga/MG Ronaldo Alves Belém;Cristiane Valéria Oliveira;Maria das Dores Magalhães Veloso; Fitogeografia. Caatinga. Solos. Matas Secas. O extremo Norte de Minas Gerais se encontra em uma faixa ecotonal localizada entre os biomas Cerrado e Caatinga. É nesse cenário marcado pela abundância de diversas fitofisionomias que se localiza o Parque Estadual da Mata Seca. Visando compreender melhor a interação solo/planta/sociedade, este trabalho teve como objetivo analisar a influência dos fatores pedológicos e antropogênicos sobre as características florísticas, fisionômicas e estruturais dos componentes vegetacionais da área de estudo. Todos solos são eutróficos e a presença de Ca e Mg foi importante para explicar o porte da vegetação. Os fatores antropogênicos, como o corte seletivo de espécies e os desmates cíclicos nas pastagens, se destacaram como os mais relevantes na explicação das diferenças entre as formações vegetais do parque. O Parque Estadual da Mata Seca apresenta grande riqueza florística que se expressa em 83 espécies distribuídas em 25 famílias. As famílias floristicamente mais ricas foram a Fabaceae, a Bignoneaceae e a Euphorbiaceae. As fitofisionomias mais preservadas e com solos mais férteis apresentaram maior porte e densidade. Os Solos mais rasos e a ação antrópica favorecerem a redução do porte e a densidade dos indivíduos. Esses resultados evidenciaram a influência dos fatores edáficos e antropogênicos sobre as fitofisionomias do parque. ALMEIDA, M. I. S. Algumas considerações sobre o papel do Estado na reorganização do espaço norte–mineiro. Caderno Geográfico, Montes Claros, MG, v. 1, n. 3, p. 9-18,1999. ANGELIM, A. E. S.; MORAES, J. P. S.; SILVA, J. A. B.; GERVÁSIO, R. C. R. G. 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713 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados Força da floresta, saúde e doença: o uso da flora medicinal pelo povo Parintintin Juliano Strachulski;Adnilson de Almeida Silva;Nicolas Floriani; Floresta, Flora medicinal, Povo Parintintin O artigo busca investigar a relação do povo Parintintin, autodenominado Pykahu, habitante da Terra Indígena Nove de Janeiro, município de Humaitá, Estado do Amazonas, com a floresta e o uso da flora medicinal, a partir dos seus saberes tradicionais, nos processos de cura. O método se ancora no empirismo e nos relatos orais produzidos por esse povo originário. Para tanto, utilizou-se de técnicas como observação participante, história oral, entrevistas semiestruturadas e informais, dentre outras. Para os Parintintin a floresta emana saúde, sendo que dela extraem inúmeras espécies vegetais utilizadas nos processos de cura do corpo e da alma. A estas se somam aquelas plantadas em quintais, além da utilização de fármacos. Desta forma, novos componentes se hibridizam àqueles próprios da cultura local, a partir do diálogo entre os saberes não indígenas (científico e popular) e indígenas, que acabam se transformando e se diversificando, se adaptando, mas também se impondo, de modo a garantir a saúde deste povo. AGUILERA URQUIZA, Antônio Hilário. Sustentabilidade e Território - Relação com a Educação Escolar Indígena. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL FRONTEIRAS ÉTNICO-CULTURAIS E FRONTEIRAS DA EXCLUSÃO: PRÁTICAS EDUCATIVAS NUM CONTEXTO INTERCULTURAL, 2., 2006, Campo Grande. Anais [...] Campo Grande: NEPPI, 2006. Disponível em: . Acesso em: 04 maio 2020. ALBUQUERQUE, Ulysses Paulino. Plantas medicinais e mágicas comercializadas nos mercados públicos do Recife – PE. Ciência & Trópico, Recife, v. 25, n. 1, p. 7 - 15, jan./jun. 1997. Disponível em: . Acesso em: 04 maio 2020. ALBUQUERQUE, Ulysses Paulino; ANDRADE, Laise de Holanda Cavalcanti. 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714 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados Diagnóstico ambiental da bacia do Ribeirão Douradinho, no Triângulo Mineiro, através de adaptação e aplicação da Matriz de Leopold João Victor Freitas Silva;Vanderlei de Oliveira Ferreira;Jorge Luís Silva Brito; Matriz de Leopold, Impacto Ambiental, Bacia Hidrográfica Esse texto apresenta resultados de pesquisa destinada à avaliação da situação ambiental da bacia do Ribeirão Douradinho, no Triângulo Mineiro, realizada através de levantamentos bibliográficos, trabalhos de campo e aplicação da Matriz de Leopold, adaptada com ênfase em ações geradoras de impactos sobre aspectos ambientais relacionados ao comportamento hidrológico. A Matriz de Leopold, desenvolvida como um método qualitativo para a avaliação de impacto ambiental, foi aplicada mediante análise interativa entre as ações impactantes (linhas da matriz) e os aspectos ambientais (colunas da matriz) por meio dos seguintes parâmetros: relevância, magnitude, escala, duração e reversibilidade. Ressalta-se que no local estudado os impactos ambientais são decorrentes de diversas modalidades de ações, representativas em relação ao cenário da região do Triângulo Mineiro. As construções, o tráfego rodoviário, a criação de gado e a supressão da vegetação para vários fins destacam-se como as principais atividades desenvolvidas na bacia, geradoras de impactos. Os resultados apontaram que mais da metade dos pontos analisados através da aplicação da matriz apresentam valores elevados, configurando-se como área altamente impactada. Os valores aqui obtidos indicam haver a necessidade de uma melhor gestão dos recursos naturais da bacia hidrográfica do Ribeirão Douradinho. BACCARO, C. A. D. As unidades geomorfológicas do Triângulo Mineiro. Sociedade e Natureza, Uberlândia, p. 37-42, n. 5 e 6, 1991. BACCARO, C. A. D. Estudo dos processos geomorfológicos de escoamento pluvial em área de cerrado - Uberlândia - MG. 1990. 173 f. Tese (Doutorado em Geografia). FFLCH/USP, São Paulo, 1990. BACCARO, C. A. D. Estudos geomorfológicos do município de Uberlândia. Sociedade e Natureza, Uberlândia, v. 1, n. 1, p. 17-21, 1989. BATEZELLI, A. Análise da Sedimentação Cretácea no Triângulo Mineiro e sua Correlação com Áreas Adjacentes. 2003. 183 f. Tese (Doutorado em Geologia), Instituto de Geociências e Ciências Exatas, UNESP, Rio Claro, 2003. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA (EMBRAPA). Diagnóstico e alternativas para a recuperação ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Guandu (BHRG) – RJ. Rio de Janeiro, RJ, 1ª ed. 2010, 71 p. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA (EMBRAPA). Sistema brasileiro de classificação de solos. 5. Ed. Brasília-DF: EMBRAPA, 2018. 356 p. GROTZINGER, J. P. JORDAN, T. H. Understanding Earth. Seventh Edition. Publisher: W. H. Freeman and Co. New York, 2004, 650 p. LIMA, W. P. ZAKIA, M. J. B. Hidrologia de matas ciliares. In: RODRIGUES; R.R.; LEITÃO FILHO; H.F. (Ed.) Matas ciliares: conservação e recuperação. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2000. p.33-43. NISHIYAMA, L. Geologia do município de Uberlândia e áreas adjacentes. In: Sociedade & Natureza, Uberlândia, v. 1, n. 1, p. 9-16, 1989. PEREIRA, K. G. A Importância Litoestrutural na morfogênese nas bacias dos ribeirões Douradinho e Estiva, no Triângulo Mineiro. 2016. 173 f. Tese de doutorado. Universidade Federal de Uberlândia – UFU, Uberlândia - MG, 2016. ROCHA, M. R. et al. Mapeamento Geomorfológico do Triangulo Mineiro – Brasil. In: X Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada. Rio de Janeiro, RJ: UERJ, 2003. ROSA, R. Uso dos SIG´s para Zoneamento: Uma Abordagem metodológica. 1995. 214 f. Tese (Doutorado em Geografia). FFLCH/USP, São Paulo, 1995. SANTOS, L. BACCARO, C. A. D. Caracterização Geomorfológica da bacia do rio Tijuco. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 5, n. 11, p. 1-21, Fev/2004. SCHIAVETTI, A. CAMARGO, A. F. M. Conceitos de bacias hidrográficas: teorias e aplicações. Ilhéus, Ba: Editus, 2002. 293 p. TERRACLASS. Mapeamento do uso e cobertura da terra do Cerrado. Projeto TerraClass Cerrado 2013. Brasília-DF, 2015. 69 p. TUCCI, C. E. M. CLARKE, R. T. Environmental Issues in the la Plata Basin. International Journal of Water Resources Development, [S./l.], v. 14, n. 2, p. 157-173, 1998. VILAÇA, M. F. Bacia hidrográfica como Unidade de Planejamento e Gestão: o estudo de caso do ribeirão Conquista no Município de Itaguara – MG. In: XIII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada. Viçosa, 2009.
715 cerrados v. 19 n. 01 (2021): Revista Cerrados O sagrado e a cidade: olhares simbólicos religiosos Jefferson Rodrigues de Oliveira;Nelson Cortes Pacheco Junior; Sagrado, Urbano, Lugar, Território Durante um determinado período os estudos geográficos referentes as relações existentes entre o sagrado e o urbano foram negligenciados, relegando o fenômeno religioso no urbano a um plano secundário, focado apenas na visão holística de que toda cidade surge através de uma lógica de mercado, que cresce, se reproduz, agrega valores e capitais, favorecendo o processo de acumulação de capital, o desenvolvimento e a expansão do capitalismo. Assim, o objetivo principal deste trabalho é apresentar ao leitor uma outra visão relacionada a abordagem sobre o urbano, ou seja, a análise do sagrado como elo de formação das cidades. Desta maneira, caminharemos em busca de um resgate histórico e geográfico da formação e gênese das primeiras cidades, bem como os fatores que contribuíram para que determinadas localidades passassem a ser conhecidas como hierópolis ou cidades-santuário, devido a vivência de seus habitantes e frequentadores estarem relacionadas diretamente a uma determinada experiência religiosa, predominantes frente as outras funções econômicas. Porém, neste artigo, também debateremos que determinadas estratégias territoriais, também buscam oprimir o outro que não compartilha com as mesmas ideias religiosas impostas por um dado grupo. BERNARDES, Antonio; AGUIAR, Felipe. O território como experiência: Ensaio de Geografia Fenomenológica existencial. Caderno Prudentino de Geografia, [S./l.], n.42, v.2, p. 44-62, junho, 2020. BONNEMAISON, Jöel. Viagem em torno do território (trad. Márcia Trigueiro). In: CORRÊA, Roberto Lobato, ROSENDAHL, Zeny. Geografia Cultural. Uma Antologia. Rio de Janeiro: Ed. 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716 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados NOTA EDITORIAL Edição 2020, v. 18, n. 2 (jul./dez.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; NOTA EDITORIAL
717 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Redes organizacionais, sinergias locais e interações espaciais: o projeto Granja Marileusa e a atuação do Grupo Algar em Uberlândia (MG) Fernando Fernandes de Oliveira;Denis Castilho; Redes organizacionais. Granja Marileusa. Capital imobiliário. Grupo Algar. No âmbito da reestruturação técnico-científica, a organização em rede é baseada na premissa das sinergias locais, da flexibilidade, da cooperação e das interações espaciais. Este texto discute as estratégias de ação do Grupo Algar, uma corporação sediada em Uberlândia (MG), no arranjo de redes organizacionais correlatas às suas principais atividades. Em vista disso, analisa o comando de programas de inovação aberta e os esforços para fomentar, na mencionada cidade, qualificações e sinergias profícuas ao próprio funcionamento. Sobre esse último ponto, a estratégia segue vinculada à prática de incorporação imobiliária que, a partir da refuncionalização de uma gleba periurbana pertencente ao próprio grupo, deu origem ao projeto imobiliário denominado Granja Marileusa. Esse projeto revela uma importante estratégia que potencializa as interações, alimenta efeitos de proximidade, de conexão e de inovação. Frente ao arrefecimento da produção industrial e/ou da venda de bens ligados ao mercado primário, evidencia especialmente uma prática que mira a valorização do capital fundiário angariado nos auspícios do mercado imobiliário. ABSTARTUP. Associação Brasileira de Startups. Disponível em: . Acesso em ago. 2019. AGÊNCIA INTELECTO. Diretoria de Inovação e Transferência de Tecnologia da Universidade Federal de Uberlândia. Depósito de patentes. 2019. Disponível em: . Acesso em ago. 2019. ALGAR. Relatório de Sustentabilidade de 2016. Disponível em: . Acesso em maio 2019. _______. 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718 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Caracterização Geológica/Geomorfológica da escarpa erosiva do Sítio Arqueológico Cemitério Caixa D’água, vale do São Francisco, Buritizeiro-MG/BR Hernando Baggio Filho;Matheus Simões Santos;Adolf Heinrich Horn;Thiago Martins da Costa; Escarpa erosiva; Morfologia; Geologia; Geomorfologia. O trabalho teve como meta, a caracterização geológica e geomorfológica da escarpa de linha de falha erosiva do sitio arqueológico Cemitério Caixa d’Água, localizado no Município de Buritizeiro – Norte do Estado de Minas Gerais, a partir da aplicação de parâmetros geomorfológicos, da análise regional litoestrutural, estratigráfica e sedimentar. Geologicamente, a área de estudo encontra-se localizada nos domínios do Grupo Bambuí – Neoproterozoico, as litofácies podem ser interpretadas como um sistema deposicional deltaico. O sítio encontra-se inserido dentro de uma feição morfoescultural denominada escarpa de linha falha erosiva, onde os elementos da escarpa encontram-se bem definidos. Através da caracterização do meio físico, pôde-se compreender melhor a morfoestrutura e morfodinâmica ocorrida na região, principalmente na escarpa de linha de falha erosiva. ALKMIM, F. F., BRITO NEVES, B. B., ALVES J. A. C. Arcabouço tectônico do Cráton do São Francisco - uma revisão. In: Dominguez J.M. & MISI A. (eds). O Cráton do São Francisco. Reunião preparatória do II Simpósio sobre o Cráton do São Francisco, Salvador, SBG/Núcleo BASE/ SGM/CNPq, 1993. p. 45-62. ALMEIDA, F.F.M. O Cráton do São Francisco. Revista Brasileira de Geociências, [S./l.], v. 7, n. 4, p. 349-364, 1977. ALKMIM, F. F., MARSHAK S., PEDROSA-SOARES, A. C., PERES, G. G., CRUZ, S. C. P., WHITTINGTON, W. Kinematic evolution of the Araçuaí-West Congo Orogen in Brazil and Africa: Nutcracker tectonics during the Neoproterozoic assembly of Gondwana. 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719 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados A importância do território em ações de vigilância em saúde Aline Fernanda Cardoso;Valéria Aparecida Moreira Costa;Cássio Alexandre da Silva; Saúde; Território; Vigilância. As condições de vida das pessoas e suas interações com meio econômico, social e territorial estão intimamente ligadas ao risco e consequentemente ao processo saúde-doença. O conhecimento da dinâmica social em determinado território, os hábitos e costumes é de fundamental relevância para determinar as vulnerabilidades para a saúde. O objetivo deste trabalho é discutir a importância dos estudos de territórios como estratégia em ações de vigilância em saúde. A metodologia constituiu em revisão bibliográfica sobre a categoria em foco, autores como (RAFFESTIN, 1993), (HAESBAERT, 2004), (ALMEIDA, 2010), (SANTOS, 2003), e pesquisa documental em órgãos públicos como o Ministério da Saúde – MS. Conclui-se que o território torna-se uma estratégia de gestão essencial para ações em vigilância, e subsídio para as políticas de saúde que devem fundamentar-se nas particularidades dos processos territoriais, considerando que apenas os aspectos biológicos não são suficientes para a organização do sistema de atenção à saúde que atenda com eficácia as especificidades da população. AERTS, D.; ALVES, G. G.; LA SALVIA, M. W.; ABEGG, C. Promoção de saúde: a convergência entre as propostas da vigilância da saúde e da escola cidadã. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.20, n.4, pp.1020-1028, Jul - Ago, 2004. ALMEIDA, M. G. Festas rurais e turismo em territórios emergentes. Bibliográfica de Geografía y Ciencias Sociales, Barcelona, v. 15, n. 918, S/P, 2011. Disponível em: . Acesso: 15 de Novembro de 2018. ARREAZA, A. L. V.; MORAES, J. C. Vigilância da saúde: fundamentos, interfaces e tendências. Ciênc. saúde coletiva [online], Rio de Janeiro, v.15, n.4, pp. 2215-2228, Julho, 2010. 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720 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados O uso de Sensoriamento Remoto para estimar área plantada de cana-de-açúcar em Campos dos Goytacazes – RJ, Brasil Antonio Ivo Gomes Barbosa;Claudio Henrique Reis;José Carlos Mendonça;Luca Lämmle; Geotecnologia. Sistema de Informações Geográficas. Processamento Digital de Imagens. Geografia Física. O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar, fato que torna importante a realização de minuciosa análise com base na área plantada para que possa ser estimada a produtividade agrícola em questão. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo realizar a estimativa da área plantada de cana-de-açúcar no município de Campos dos Goytacazes – RJ ao longo de um ano-safra por meio de Sensoriamento Remoto. A metodologia consistiu no uso das imagens do Satélite LANDSAT-8 referentes ao ano-safra 2017/2018 processadas no software livre SPRING versão 5.5.5. As ferramentas que possibilitaram a culminância do resultado final foram: interpretações visuais para delimitação das áreas de plantio e identificação das áreas onde seja permitido efetuar a queima da palha na colheita, utilizando para isto a Linguagem Espacial para Geoprocessamento Algébrico (LEGAL) em consonância com o uso dos modelos digitais de elevação ASTER, SRTM e TOPODATA. Os resultados apontaram uma área plantada de 25.238,34 hectares no referido município, dentre as quais apresentaram declividade superior a 12% entre 742,14 e 3.159,65 hectares. Os valores totais de área plantada por cana-de-açúcar divergem dos valores calculados pelo IBGE (30.000 ha) e CONAB (19.200 ha) para o referido ano-safra. Agência Embrapa de Informação Tecnológica. EMBRAPA, 2005. Disponível em: < https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/cana-de-acucar/arvore/CONTAG01_68_711200516719.html>. Acesso em 24/07/2020. AGUIAR, D. A. de; RUDORFF, B. F. T.; ADAMI, M.; SHIMABUKURO, Y. E. 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721 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Praça das Nações e Parque Ecológico CIMBA em Araguaína/TO: espaços públicos na Amazônia legal João de Deus Leite;Miguel Pacífico Filho;Izabel Oliveira de Moraes; Discurso; Espaço Público; Amazônia. Particularizamos dois recortes espaciais na cidade de Araguaína/TO: Praça das Nações e Parque Ecológico Cimba, que serão pensados à luz da Análise de Discurso francesa, a partir das teorizações de Orlandi (1999) sobre a “ordem do discurso urbano”. Por meio da categoria “organização” produzimos um diálogo com teóricos da geografia e da arquitetura/urbanismo. Definimos aqueles recortes conceitualmente como espaços públicos e problematizamos como são produzidos. Recorremos a um portal de notícias local para enfocar condições de produção, perseguindo o seguinte questionamento: de que modo a ordem do discurso urbano operou efeitos na revitalização daqueles espaços? Percebe-se uma contradição nessa revitalização, já que a “organização” busca inscrever o quê, supostamente, atrapalha a ordem urbana na discursividade da expulsão. Sobre o primeiro espaço, revitaliza-se para ressignificar a infraestrutura precária e expulsar população em situação de rua. Sobre o segundo, revitaliza-se para ressignificar os “vazios urbanos”, impedindo o descarte irregular de lixo. Em ambos, as práticas sociais figuram como subterfúgio para o projeto de urbanização. BARRETTO, Margarita; GISLON, Milanez. O flâneur revisitado: processos de revitalização urbana e caminhabilidade. Revista Hospitalidade, São Paulo, v. X, n. 1, p. 54 - 77, jun. 2013. BATISTA, Maurício Nogueira. Notas sobre o problema urbano. Instituto de Pesquisa Econômico Social – Aplicada (IPEA) setor de Documentação, 1969. Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/7883. Consulta em 11/06/2020. BECKER, Bertha K. Novas territorialidades na Amazônia: desafio às políticas públicas. In: Boletim Museu Paraense Emílio Goeldi: Ciências Humanas, vol. 5. P. 17 – 23, 2010. BECKER, Bertha K. A urbe amazônida: a floresta e a cidade. Rio de Janeiro: Garamond, 2013. CABRAL, Laíse do Nascimento; CÂNDIDO, Gesinaldo Ataíde. Urbanização, vulnerabilidade, resiliência: relações conceituais e compreensões de causa e efeito. urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana, vol. 11.p. 1 – 13, 2019. CARLOS, Ana Fani. A cidade. São Paulo: Contexto, 1992. CARLOS, Ana Fani. A produção do espaço urbano: agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2011. FERREIRA, Álvaro. A cidade no século XXI – Segregação e banalização do espaço. Rio de Janeiro: Consequência, 2011. GOMES, Paulo Cesar da Costa. Espaço público, espaços públicos. GEOgraphia, Niterói, v. 20, n. 44, p. 115-119, 2018. GOMES JUNIOR, Evaldo; NASCIMENTO, Humberto Miranda. A centralidade do município de Araguaína – TO na Amazônia Oriental. In: Anais do XIII Seminário Internacional RII e VI Taller de Editores RIER. Salvador, 01 a 04 de setembro de 2014, p. 1 a 15. HARVEY, David. Espaços de esperança. São Paulo: Loyola, 2004. LIMONAD, Ester. Reflexões sobre o espaço, o urbano e a urbanização. GEOgraphia, Niterói, v. 1, n. 1, p. 71-91, 1999. LEFEBVRE, Henri. A produção do espaço. Trad. Doralice Barros Pereira e Sérgio Martins (do original: La production de l’espace. 4e éd. Paris: Éditions Anthropos, 2000). Primeira versão: início - fev.2006. MARICATO, Ermínia. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001. MARICATO, Ermínia. Para entender a crise urbana. São Paulo: Expressão Popular, 2015. MOURA, Dulce et.al. A revitalização urbana – contributos para a definição de um conceito operativo. In: Cidades – Comunidades e Territórios. Lisboa, n.0 12/13, 2006, pp. 13- 32. ORLANDI, Eni. N/O Limiar da cidade. Rua, Campinas, v. 5, Número especial, p. 7-19, 1999. População reclama do descaso com as principais praças da cidade. In: O Norte – Quem é daqui acessa! Disponível em: http://www.portalonorte.com.br/araguaina/populacao-reclama-do-descaso-com-as-principais-pracas-da-cidade/50988/. Acessado em 30 de outubro de 2019. Da indústria ao Parque Cimba: pioneiro conta sobre a transformação do espaço. In: O Norte – Quem é daqui acessa! Disponível em: https://www.portalonorte.com.br/noticias/pioneiro-conta-sobre-a-transformacao-da-industria-ao-1o-parque/92991/. Acessado em 30 de outubro de 2019. ROLNIK, Raquel. O que é cidade. São Paulo: Brasiliense, 1988. ROSANELI, Alessandro Filla et. al. O conceito de espaço público: sucinta revisão de literatura em artigos dos ENANPUR. In: Anais XVIII ENANPUR, 2019. SANTOS, Roberto Souza. A construção da rodovia BR – 153 na fronteira e urbanização da cidade de Araguaína, Tocantins. Novos Cadernos NAEA, v. 20, n. 3, p. 97-114; set-dez 2017. SODRÉ, Reges; RAMIRES, Júlio Cesar de Lima. Contribuições ao estudo de cidades médias: Araguaína, Gurupi e Palmas, no Tocantins. Novos Cadernos NAEA, v. 20, n. 1, p. 169-188, jan-abr 2017.
722 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados O perfil dos sujeitos sociais que compõem as redes de reciclagem no Estado do Rio de Janeiro Uilmer Rodrigues Xavier da Cruz; Perfil dos catadores, Produção das identidades, Catação e relações de poder A construção da identidade é fruto das relações entre os indivíduos e os espaços, compondo uma dinâmica que está em contínua construção. Dessa forma, os sujeitos sociais possuem características que resultam de suas relações com os espaços e da soma das escalas imbricadas e estabelecidas em seus múltiplos relacionamentos e de diversas maneiras. Diante disso, demarca-se o propósito deste artigo: promover uma compreensão geográfica acerca de sujeitos sociais e redes e, mais especificamente, de sujeitos relacionados à Rede de Reciclagem do Estado do Rio de Janeiro (RRERJ) sobre os modos pelos quais compõem suas relações. Assim, o objetivo, aqui, é compreender as relações de poder que existem nas atividades de reciclagem e catação, observando o espaço e a construção da identidade dos sujeitos que compõem a RRERJ e lhes traçando um perfil mais detalhado. Nesse seguimento, é possível inferir que a discussão deste artigo pode levar a uma análise das relações de trabalho e da exploração dos sujeitos que trabalham na reciclagem de resíduos recicláveis, fomentando uma melhor compreensão da organização desigual do espaço. BAUMAN, Z. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. 110 p. BOSI, A. P. A organização capitalista do trabalho “informal”: o caso dos catadores de recicláveis. Revista Brasileira de Ciências Sociais, [S./l.], São Paulo, v. 23, n. 67, p. 101–116, 2008. BURGOS, R. Periferias Urbanas da Metrópole de São Paulo: territórios da base da indústria da reciclagem urbana periférica. 2008. 357 f. Tese (Doutorado em Geografia) — Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. 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723 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados OS SEM RIO: populações desterritorializadas pelo desastre ambiental de Mariana João Mendes da Rocha Neto; território, desastre ambiental, Mariana-MG, territórios da mineração, rio Doce. Em 2015, o Brasil foi atingido por um dos maiores desastres ambientais de sua história com a ruptura da Barragem de Fundão, no estado de Minas Gerais. O episódio descortinou uma face da apropriação do território pelas grandes corporações, enfatizando o acidente enquanto processo de desterritorialização. Nesse sentido, o presente artigo possui a intenção de discutir a desterritorialização a partir das falas de atingidos e das imagens do território, refletindo sobre múltiplas manifestações. Para tanto, foi realizada uma revisão bibliográfica com autores de campos diversos do conhecimento, que permitem o debate conceitual, mas também contribuem para contextualizar o objeto estudado. Posteriormente, caracterizou-se o evento com levantamento de dados baseados em documentos e sítios eletrônicos de órgãos governamentais que estão atuando na reparação dos efeitos do desastre. Finalmente os registros fotográficos e entrevistas in loco permitiram discutir o arcabouço conceitual e a percepção sobre evento enquanto processo de despojo territorial. As conclusões do artigo revelam a imposição da lógica territorial das mineradoras e um ambiente institucional que não consegue promover as reparações sociais e ambientais decorrentes do desastre, repercutindo em uma situação de instabilidade para os atingidos, que mescla apatia pelo território relacional perdido e esperança por uma nova territorialidade. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Plano integrado de recursos hídricos da bacia hidrográfica do rio Doce: relatório executivo. Brasília: ANA, 2016. ANDRADE, M. C. A questão do território no Brasil. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 2004. ARCURI, M.; LAIA, P. O; SUNER, R. 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724 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Atributos químicos e metais pesados em solos de remanescentes florestais urbanos Regina Marcia Longo;Denise Helena Lombardo Ferreira;Alessandra Leite da Silva;Júlio César Penereiro;Deborah Regina Mendes; Heavy metals. Conservation of natural areas. Forest soil. Green areas. Urban forest remainings. Apesar de legislações que promovem a proteção de determinadas áreas relevantes, como as unidades de conservação, a borda destas encontra-se altamente sujeita aos efeitos externos, conhecido como efeito de borda. Este fenômeno se manifesta pela alteração das características da vegetação, da fauna e do solo nesta área. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi quantificar aspectos da fertilidade do solo e dos metais pesados: chumbo (Pb), cromo (Cr) e níquel (Ni) que possam estar presentes no solo nas bordas da Mata de Santa Genebra, Campinas/SP, Brasil, a fim de verificar a interferência dos diferentes graus de uso e ocupação do entorno. Realizaram-se coletas de amostras de solo em 40 pontos da borda do fragmento, equidistantes em 200 m, e procederam-se análises químicas de fertilidade e de metais pesados. Nas amostras foram determinados os teores de: pH (CaCl2); matéria orgânica (MO); fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca) e magnésio (Mg). Os valores da capacidade de troca de cátions (T) e da saturação por bases (V%) foram obtidos por meio de cálculos. Nas leituras das amostras para a determinação quantitativa dos metais: chumbo (Pb), cromo (Cr) e níquel (Ni) foi utilizada a Espectrofotometria de Absorção Atômica (EAA) por atomização em chama. Após análise dos resultados obtidos pode-se observar que o remanescente em estudo apresenta condições de conservação em relação à fertilidade natural do solo que pode vir a auxiliar nos programas de reflorestamento. No entanto, algumas regiões do entorno, principalmente aquelas que se encontram sob pressões externas (urbanização, presença de estradas e atividades rurais), apresentaram alterações nos teores de metais pesados em estudo. ABREU, C. A.; ABREU, M. F.; BERTON, R. S. Análise química de solo para metais pesados. In: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. Tópicos em Ciência do Solo, v. 2, p. 645-692, 2002. ALEXANDRE, J. R. et al. Zinco e ferro: de micronutrientes a contaminantes do solo. Natureza on line, v. 10, n. 1, p. 23–28, 2012. BIONDI, C. M. Teores naturais de metais pesados nos solos de referência do estado de pernambuco. [s.l.] Universidade Federal Rural de Pernambuco, 2010. CETESB. Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental. Dispõe sobre a aprovação dos Valores Orientadores para Solos e Águas Subterrâneas no Estado de São Paulo – 2005, em substituição aos Valores Orientadores de 2001, e dá outras providências. Decisão de Diretoria nº 195-2005-E, de 23 de novembro de 2005. 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725 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Heranças da paisagem semiárida: Os Relevos Residuais de Alexandria-RN, Brasil Diógenys da Silva Henriques;Anny Catarina Nobre de Souza;Sergio Domiciano Gomes de Souza;Maria Losângela Martins de Souza; Paisagem semiárida, Feições geomorfológicas, Inselbergs O presente artigo objetiva discutir acerca dos relevos residuais do semiárido nordestino, enfocando um estudo de caso realizado no município de Alexandria no Alto Oeste Potiguar, Rio Grande do Norte, através do qual apresenta-se como heranças das feições geomorfológicas marcantes da paisagem semiárida do sertão do oeste potiguar nordestino. No tocante os procedimentos metodológicos, a pesquisa é sistematizada em duas etapas: gabinete – levantamento bibliográfico e geocartográfico – e campo – visita e reconhecimento da área em estudo. Consideramos assim os estudos teóricos de Ab’Saber (2003), Bertrand (2004), Lima et. al. (2009), Maia e Nascimento (2015; 2018), Souza e Oliveira (2002), além de interpretações cartográficas acerca das características geológico-geomorfológicas da área com base na CPRM (2005). Neste trabalho, verificamos a presença de relevos residuais predominantes, bem como extensas áreas de lajedos, que conferem uma paisagem exuberante no interior do sertão potiguar nordestino, de uma morfologia granítica, resultante do processo formativo de processos endógenos e exógenos, como resposta à constituição da paisagem como herança, sobretudo os inselbergs. AB’SABER, A. N. Caatingas: O domínio dos sertões secos. In: Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades regionalistas. São Paulo: Ateliê Editorial, p. 83-100, 2003. BERTRAND, G. Paisagem e Geografia Física Global: esboço metodológico. Tradução: Olga Cruz. RA’E GA. Editora UFPR, Curitiba, n. 8, p. 141-152, 2004. Disponível em: calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/raega/article/viewPDFInterstitial/3389/2718. Acesso em: Abril de 2020. 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726 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados A construção social da Indicação Geográfica para o mel de aroeira no Norte de Minas Gerais: uma análise sobre atores e processos Alex Douglas Martin Demier;Daniel Coelho de Oliveira;Clesio Marcelino de Jesus;Fausto Makishi; Indicação Geográfica; Apicultura; Norte de Minas; Mel de Aroeira. O processo de identificação de atributos específicos no Mel de Aroeira do Norte de Minas trouxe novas perspectivas de agregação de valor à produção apícola regional a partir da possibilidade do reconhecimento da Indicação geográfica – IG. Neste contexto, o presente artigo buscou entender o processo de obtenção da IG do Mel de Aroeira no Norte de Minas como uma construção social, fruto de um arranjo envolvendo organizações e instituições que se articulam em níveis regional e local. Como metodologia, foram realizadas revisões bibliográficas, entrevistas a apicultores, presidentes de Associações e representantes de instituições de apoio, também foram utilizados dados secundários de produção de mel na região. Conclui-se que a possibilidade de registro da IG chegou aos apicultores “de cima pra baixo”, liderada pela Fundação Ezequiel Dias (FUNED), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que vislumbraram uma possibilidade de agregação de valor e desenvolvimento territorial. A própria delimitação territorial da IG do Mel de Aroeira, também não é fruto de uma construção social dos apicultores da região e, sim, definida a partir dos resultados da caracterização do mel e referendada por Instituições. ABRAMOVAY, R.. Entre Deus e o diabo mercados e interação humana nas ciências sociais. 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727 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados A formação da cidadania ecológica articulada à Educação Ambiental na escola Francisco Wendell Dias Costa;Patrícia Rosa Aguiar; Escola. Cidadania. Educação Ambiental. Este artigo tem por objetivo analisar a formação da cidadania ecológica articulada à Educação Ambiental na escola como proposta para a mudança de atitudes e valores sobre as questões socioambientais. A pesquisa foi desenvolvida com base em um estudo descritivo do tipo análise documental (livros, capítulos de livros e artigos acadêmicos). A escola é considerada o principal espaço para adquirir e disseminar os conhecimentos sobre a utilização da Educação Ambiental como atividade que possibilita a formação de sujeitos ecológicos, de atitude reflexiva, crítica e proativa, com intuito de agir na mitigação dos impactos socioambientais. Portanto, a prática da Educação Ambiental na escola visa a formação da Cidadania Ecológica em defesa do meio ambiente. AB’SABER, Aziz. 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728 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Dynamics in urban state housing production: reflections on space formation Lisandro Pezzi Schmidt;Márcia da Silva; Public policy. Urban planning. Urban management. Housing. The multiple strategies for social housing production and market alter the functional and also social structure of urban space. The articulation of the real estate developers, the state movement and the growing demand for the units, besides expanding the real estate business through spaces for capital circulation, arouses the need for reflection on the interests where the projects are located. The general objective of this research is to reflect on how the movement and production favors the formation of spatialities within the production of the Minha Casa Minha Vida Program (PMCMV). For the construction of the analysis it was necessary to combine several sources, which were systematized in order to cross the theoretical contributions and observation in the field and information derived from the choice of projects aimed at Track 1 - Condominium Systems in PMCMV. It should be noted that the research aims to contribute to the verticalization of studies on medium and small cities and will allow following and updating discussions on sectoral policies. It can be used to evaluate the structure and municipal management and how the social function of the city has been performed. ABRAMO, Pedro. A cidade caleidoscópia: coordenação espacial e convenção urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007. AMORIM, Wagner V. A produção da habitação social de mercado nas cidades médias de Londrina/PR e Maringá/PR. Espaço Aberto, Rio de Janeiro: UFRJ, v. 5, n. 1, p. 95-119, 2015. ARRETCHE, Marta. Federalismo e igualdade territorial: uma contradição em termos? 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729 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Análise multitemporal do uso e cobertura da terra do município de Conceição do Araguaia-Pará através do Google Earth Engine Jones Remo Barbosa Vale;Júlio Anderson Araújo Pereira;Samara Sunny dos Anjos Cereja;Larisse Fernanda Pereira de Souza; Geotecnologias. Desflorestamento. Floresta Amazônica. A Floresta Amazônica é a maior floresta tropical contígua do planeta e cobre cerca de 40% território brasileiro, vem passando por intenso processo de conversão de áreas florestais, principalmente, no arco do desmatamento que é uma área crítica com problemas ambientais como queimadas e desflorestamento. O município de Conceição do Araguaia-PA encontra-se nessa área crítica e apresenta-se como uma frente de expansão da atividade agropastoril na região. O objetivo do trabalho foi analisar temporalmente as mudanças de uso e cobertura da terra no município de Conceição do Araguaia. Para o desenvolvimento do trabalho foram utilizadas imagens do satélite Landsat-5/TM do ano de 1999 e 2009, e do satélite Landsat-8/OLI-TIRS do ano de 2019 processadas e classificadas na plataforma Google Earth Engine. A partir dos resultados obtidos constatou-se que entre os anos de 1999 e 2019 houve um desflorestamento de 22% no município em estudo, sendo que a atividade agropastoril obteve um aumentou de 14,6%. Com isto pode-se concluir que as condições edafoclimáticas favorecem o desenvolvimento da agropecuária e ela está diretamente ligada ao desflorestamento local, caracterizando-se como a principal matriz econômica do município. ADAMI, M.; GOMES, A. R.; COUTINHO, A. C.; ESQUERDO, J. C. D. M.; VENTURIERI, A. Dinâmica do uso e cobertura da terra no estado do Pará entre os anos de 2008 e 2012. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO, 17, João Pessoa, 2015. Anais... São José dos Campos: INPE, 2015. p. 7029-7035. AGUIAR, A. P. D. 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730 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Rio São Francisco: um lugar-território Cícero Bezerra da Silva; Lugar. Território. Simbolismo. Materialidade. Ribeirinho. O artigo tem como objetivo primeiro discutir os fundamentos teóricos e conceituais que norteiam as categorias geográficas lugar e território e, a partir de suas respectivas similitudes, apresentar uma leitura híbrida/composta dessas categorias, formando o lugar-território. Essas similitudes estão assentadas nos processos de apropriação material e simbólica, nas identidades e no sentido do pertencimento que conformam essas categorias. Utiliza-se como referência empírica de análise o rio São Francisco em seu baixo curso, cuja espacialidade é caracterizada pela complexidade diversa de usos e apropriações revelada tanto pela leitura do lugar quanto pela leitura do território. Destarte, essa complexidade observada nas vivências com o rio e em entrevistas semiestruturadas delineou os fundamentos que fazem da espacialidade ribeirinha um lugar-território. ALMEIDA, Maria Geralda de. Fronteiras, Territórios e Territorialidades. Revista da ANPEGE,[S./l.], n. 2, p. 103-114, p. 1-12, 2005. BENÍTEZ, Gisela Landázuri; LEVI, Liliana López. Entre el Arraigo y la Exclusión: fragmentaciones sociales, yuxtaposiciones territoriales en San Gregorio Atlapulco, México. In: ALMEIDA, Maria Geralda de (Org.). Territorialidade na América Latina. Goiânia: UFG, 2009. BONNEMAISON, Joel. Viagem em Torno do Território. In: CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeny (Org.). Geografia Cultural: um século. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2002. CARLOS, Ana Fani Alessandri. O Lugar no/do Mundo. São Paulo: Hucitec, 2007. CASTELLS, Manuel. O Poder da Identidade. São Paulo: Paz e Terra, 1999. CHAVEIRO, Eguimar Felício. Corporeidade e Lugar: elos da produção da existência. 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731 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Diferenças etnoculturais na escola: Experiências de alunos Xakriabá em um espaço escolar não indígena Leonardo José dos Reis Coimbra de Melo;Ademir Divino Vaz;Maria Geralda de Almeida; Diferenças étnicas. Encontros interétnicos. Ambiente escolar. No espaço escolar se formam relações e encontros socioculturais distintos e a partir disso conflitos podem ser detectados. Realizou-se algumas reflexões com base em um levantamento preliminar acerca da maneira como as relações entre os indígenas da etnia Xakriabá e alunos não índios ocorrem em um espaço escolar não indígena. Metodologicamente a pesquisa se caracteriza como qualitativa e explicativa, utilizando como método de análise a fenomenologia e acessando os valores simbólicos e subjetivos que envolvem os construtos sociais destes indivíduos, perfilando-os nos pressupostos da Geografia Humanista Cultural. Utilizou-se de levantamento bibliográfico e trabalho de campo. Identificou-se na pesquisa evidências de que a diferença etnocultural transfigura-se em elemento que desperta conflitos, atos de racismo e bullying no espaço escolar. Isso torna importante dar visibilidade aos grupos de estudantes considerados como não hegemônicos, neste caso os alunos Xakriabá, para que possam apontar atos preconceituosos contra sua etnia e reivindiquem suas demandas, no ambiente escolar. ALMEIDA, Ranna Iara de Pinho Chaves. Cultura Escolar Agrícola e Educação Escolar Indígena: vivências dos alunos Xakriabá no Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí – GO. In. 31ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 09 e 12 de dezembro de 2018, Brasília/DF. 2018. Disponível em: . Acesso em: 17 de out. de 2019. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Vocação de criar anotações sobre a cultura e as culturas populares. Cadernos de Pesquisa, [S./l.], v. 39, n. 138, p. 715-746, set./dez. 2009. INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. 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Brasília – DF, 2018. 218 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais – MESPT), Centro de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília, Brasília, 2018. GELEDÉS – INSTITUTO DA MULHER NEGRA (Brasil). Racismo Institucional Uma Abordagem Conceitual. 2016. Disponível: . Acesso em: 11 de abr. de2019. GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. - São Paulo: Atlas, 2008. GOMES, Nilma Lima. Educação e Diversidade Étnico-Cultural. In BRASIL. Diversidade na educação: reflexões e experiências. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Brasília. 2003. Disponível em: . Acesso em: 06 de mai. de 2019 LIMA, Marcus Eugênio Oliveira. FARO, André. SANTOS, Mayara Rodrigues dos. A desumanização presente nos estereótipos de índios e ciganos. Revista Psicologia Teoria e Pesquisa, [S./l.], v. 32 n. 1, p. 219-228, Jan-Mar 2016. MOURA, E. P. G.; ZUCCHETTI, D. T. Educação além da Escola: Acolhida a outros saberes. 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732 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Sinergias entre as instabilidades pluviométricas e a produção de lavouras de sequeiro no semiárido cearense Jamile Ingrid de Almeida Salviano;Antônia Luana Fernandes Praxedes;José de Jesus Sousa Lemos; Desertificação. Secas. Produção de alimentos. Agricultura familiar. Vulnerabilidades na agricultura familiar. Feijão, mandioca e milho são lavouras de sequeiro cultivadas no semiárido em todos os 184 municípios do Ceará. Pentecoste e Sobral são municípios cearenses situados nas áreas semiáridas susceptíveis à desertificação, sendo a instabilidade temporal e espacial das chuvas uma característica do semiárido. A pesquisa compara as precipitações de chuvas no Ceará e nesses municípios entre os anos de 1974 e 2018. Avalia se as pluviometrias do estado e dos municípios podem ser classificadas em padrão definido na pesquisa. Elaboram-se testes estatísticos para avaliar se as pluviometrias interagem com as produtividades e valor da produção por hectare das lavouras no período estudado no Ceará, em Pentecoste e Sobral. As produtividades e valores da produção por hectare de feijão, mandioca e milho são agregadas usando método de análise fatorial. Os dados são da FUNCEME e IBGE. Os resultados mostram que as pluviometrias do estado e dos municípios podem ser classificadas de acordo com o padrão testado. Observa-se também que em Pentecoste e Sobral houve maior incidência de anos com estiagem do que no Ceará. A conclusão geral da pesquisa é que há sinergias entre as instabilidades das pluviometrias com as produtividades das lavouras de sequeiro no Ceará, Pentecoste e Sobral entre 1974 e 2018. ANDRADE, Lara Almeida; DANTAS, Marcelino Soyinks. Áreas protegidas e sociobiodiversidade no Semiárido brasileiro. Anuário Antropológico, [S./l], n. I, p. 69-96, 2020. 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733 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Territórios pesqueiros na Amazônia: dinâmica de pescadores comerciais e de subsistência em comunidade ribeirinha da tríplice fronteira Colômbia-Brasil-Peru Erlainy Joanna Souza de Paiva;Ricardo Gilson da Costa Silva; Território; Atividades pesqueiras; Comunidades ribeirinhas; Amazônia. Analisa-se a dinâmica sociogeográfica da comunidade ribeirinha Terezina III, município de Tabatinga (localizada no estado do Amazonas), relacionada ao comércio do pescado e aos conflitos sociais decorrentes dessa atividade produtiva. O objetivo deste artigo é contribuir para o conhecimento referente ao modo de vida de pescadores do rio Solimões, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Como procedimentos metodológicos, fez-se trabalhos de campo nas cidades de Tabatinga (Brasil) e Letícia (Colômbia), e na comunidade ribeirinha Terezina III (Brasil). 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734 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Oportunidades e desafios da criação de Unidades de Conservação: reflexões sobre as experiências no Estado de Goiás, Brasil Ana Cristina Araújo Foli;Karla Maria Silva de Faria; Unidades de Conservação, Oportunidades e Desafios, Goiás, Brasil Este trabalho apresenta uma abordagem qualitativa sobre as oportunidades e desafios da criação de Unidades de Conservação no Brasil e especificamente no Estado de Goiás. O estudo foi segmentado em duas etapas, sendo a primeira baseada em pesquisas bibliográficas e acervos governamentais, orientadas pelos seguintes questionamentos: Quem são as áreas protegidas no Brasil e no mundo? O que o Brasil ganha com a criação de áreas protegidas? O país atende aos principais convênios e conferências internacionais sobre a regulação de áreas protegidas? Na segunda etapa foi realizado um levantamento sobre os dados das unidades de conservação em agências e órgãos públicos estaduais e federais do estado de Goiás, além da utilização de imagens de geoprocessamento referentes ao ano de 2019, disponibilizadas pelo site Map Biomas. As análises apontaram que, em Goiás, muitas dessas áreas existem apenas no papel, pois não apresentam conselho gestor ou plano de manejo, sem que, na prática, qualquer ação de preservação ou conservação seja efetivada. Dessa forma, verifica-se a necessidade de maior gerenciamento das áreas protegidas em Goiás. AB’SABER, A. N. O domínio do Cerrado: introdução ao conhecimento. Revista do Serviço Público, Brasília, v. 40, n. 4, p. 41-56, 1983. ARENS, K. O Cerrado como vegetação oligotrófica. Revista Botânica, São Paulo, v. 224, n. 15, p. 57-78, 1958. BARBOSA, A. S. A complexa teia hídrica que brota do Cerrado está ameaçada. Portal Ecodebate. 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735 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados O Programa Minha Casa Minha Vida em Suzano-SP: aspectos socioespaciais e segregação Anderson Aparecido de Souza;Leandro Bruno Santos; Produção do espaço, segregação socioespacial, PMCMV, Suzano O Programa minha Casa Minha Vida (PMCMV), política habitacional do governo federal lançada em 2009, foi criado para atacar o problema da falta de acesso à moradia dos mais pobres pelo mercado, por meio de subsídios e apoio a famílias de baixa renda. Não obstante, a política também visou promover o crescimento econômico estimulando o setor de construção civil. Este trabalho tem por objetivo compreender as implicações socioespaciais do PMCMV em Suzano–SP, onde cerca de 1,8 mil pessoas foram contempladas pelo programa. Os procedimentos metodológicos utilizados consistiram no levantamento bibliográfico, pesquisa documental, levantamento de dados secundários, elaboração e aplicação de questionários e sistematização e análise dos dados primários e secundários. Os resultados mostram que, embora o PMCMV reproduza em Suzano uma lógica de segregação socioespacial, com empreendimentos em área periféricas marcadas por problemas ambientais e pela presença insuficiente de equipamentos urbanos, significou uma conquista para os beneficiários, que deixaram de viver em áreas de risco, pagar aluguel ou depender de aluguel social. ARANTES, Pedro Fiori; FIX, Mariana. Como o governo Lula pretende resolver o problema da habitação. Alguns comentários sobre o pacote habitacional Minha Casa, Minha Vida. Correio da Cidadania, 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2019. BARBOSA, Jorge Luiz. A mobilidade urbana como expressão do direito à metrópole. In. LIMONAD, Ester et al. (Org.). 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736 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Conflitos territoriais na Amazônia Oriental, Oeste do Estado do Pará: duas situações distintas, mas a mesma lógica imperativa Jondison Cardoso Rodrigues; Conflitos territoriais. Comunidade. Lutas e disputas territoriais. Amazônia Há hoje na Amazônia novos agentes (estados-nações, multinacionais, bancos e fundos), novos interesses e novas escalas de espoliação e integração financeira, cujos resultados práticos, materializados nos territórios, são de uma padronização de violências e conflitos, por exemplo: intimidações, agressões físicas e verbais, ameaças de morte, tentativas de assassinatos e mesmo assassinatos. Todavia, existe a emergência de particularidades e singularidades, em termos de violências e formas dinâmicas de conflitos na Amazônia Oriental. Tais particularidades e singularidades são “visualizadas” no Oeste do estado Pará, onde mais recentemente se constitui palco (de uma cartografia) de intensificações de conflitos, face principalmente à territorialização do agronegócio (empresas de fertilizantes, armazéns, portos, postos de combustíveis, multinacionais). Considerando tal discussão, o objetivo aqui é descrever e analisar os Conflitos Territoriais (CTs) produzidos junto: 1) à comunidade tradicional em Rurópolis (Comunidade de Santarenzinho); e, 2) à comunidade de pescadores em Itaituba (Colônia de pescadores Z-56), frente à territorialização do agronegócio. A questão a perseguir é: Quais são os atores envolvidos e as formas (singularidades e padrões) de tais CTs assim como os territórios em disputa, “visões de território”, nesses CTs da Amazônia Oriental, oeste do estado do Pará, especificamente a comunidade Santarenzinho e dos pescadores artesanais de Itaituba? ACOSTA, A. O Bem Viver. 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737 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Parque Estadual Serra do Cabral em Minas Gerais: classificação do grau de dificuldade da trilha do mirante Thiago Neves Silva;Ricardo Henrique Palhares; Turismo. Geotecnologias. Parque Serra do Cabral. Trilha do Mirante. A utilização de análise de informações para a construção de mapas temáticos se consolidou como um valioso instrumento para contribuir na gestão das áreas protegidas no Brasil. Os mapas auxiliam no planejamento e manejo dos parques e também como suporte informativo aos seus visitantes, principalmente para as trilhas disponíveis para uso público, onde se faz necessário oferecer aos visitantes orientações básicas para auxiliá-lo durante a sua visita, garantindo uma experiência segura e prazerosa. Nesse cenário, esse trabalho tem como objetivo identificar através das geotecnologias, o grau de dificuldade da Trilha do Mirante localizada no Parque Estadual Serra do Cabral-MG (PESC), usando como análise os critérios de declividade, estrutura do terreno, vegetação e drenagem. Como procedimentos metodológicos foram coletados dados de campo e trabalhados as variáveis definidas em ambiente SIG. A análise dos dados possibilitou a elaboração de cartas imagens temáticas conforme o grau de dificuldade da trilha. ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15505-2. Turismo com atividades de caminhada Parte 2: Classificação de percursos. Brasil: ABNT, 2008. ANDRADE, W. J. Implantação e manejo de trilhas. In: MITRAUD, S. (Ed.). Manual de ecoturismo de base comunitária: ferramentas para um planejamento responsável. Brasília: WWF. p. 247- 259. 2003 ANDRADE, W. J. Manejo de trilhas para o ecoturismo. In: NEIMAN, Z. & MENDONÇA, R. Ecoturismo no Brasil. São Paulo: Manole. 2005. 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738 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Levantamento batimétrico automatizado em ambiente lacustre brasileiro: o estudo de caso da Lagoa Maior Denivaldo Ferreira de Souza;André Luiz Pinto; Batimetria. Três Lagoas. Lagoa urbana. Modelagem 3d. Ecobatímetro. Uma das atividades que ajudam a compreender a dinâmica hídrica em corpos d’água são os levantamentos batimétricos. Os procedimentos para realização, dependendo das condições físicas do ambiente ou econômica dos interessados, podem ser efetuadas de forma manual ou automatizada. Esse artigo retrata a experiência efetuada na lagoa maior urbana do município de Três Lagoas/MS, no ano de 2015. Os procedimentos metodológicos foram feitos em duas etapas, iniciou com uma operação em campo adotando o procedimento automatizado com auxílio de um ecobatímetro e gps, finalizando com a aferição e elaboração dos resultados em laboratório. A partir das aplicações dos procedimentos metodológicos propostos, obteve dois produtos cartográficos digitais, o mapa batimétrico e o modelo digital em três dimensões. O comprimento máximo encontrado foi de 809,2m, a profundidade máxima 1,80m, a profundidade média 0,65m, em uma área de 417.782,5 m². Observou que há um assoreamento progressivo confirmado na Lagoa Maior, já que trabalhos realizados em 2002 constataram uma profundidade máxima de 3 metros. Isso poderá gerar problemas como a diminuição da vida aquática e a probabilidade de secagem do leito no período da estiagem. ÁLVARES, M. T.; FERNANDES, S. M.; PIMENTA, M. T.; VERÍSSIMO, M. R. Monitorização Batimétrica em Albufeiras. ESIG2001, Instituto da Água – Direção de Serviços de Recursos Hídricos, Lisboa, Portugal, 2001. 8p. BENEDETTI, P. E. Caracterização geoambiental dos sedimentos da lagoa de Jacarepaguá, RJ. 2011. 235 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil), PUC-RIO, Rio de Janeiro, RJ, 2011. BRASIL. 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739 cerrados v. 18 n. 02 (2020): Revista Cerrados Estimativa de passivos na bacia hidrográfica do Córrego Caidor, Silvânia - Goiás, como subsídio à criação de uma área de proteção ambiental Jaila Raiane Barbosa de Souza;Andrelisa Santos de Jesus;Manuel Eduardo Ferreira; Monitoramento Ambiental. Área de Preservação Permanente. Sentinel. Áreas de Proteção Ambiental são normalmente associadas às Unidades de Conservação, atuando como uma zona de proteção da biodiversidade, especialmente na região de borda, mais afetada por desmatamentos e queimadas. Porém, sua adoção se dá também como proteção às regiões hidrográficas, como aquelas com presença de nascentes e pontos de captação para abastecimento público. Este é o caso da bacia hidrográfica do córrego Caidor, no município de Silvânia, Goiás. Neste contexto, esse estudo busca subsidiar a implantação de uma APA na bacia do córrego Caidor, por meio de análise temporal sobre o uso da terra na região. Para tanto, foi organizado um extenso banco de dados, composto por imagens de satélites (Sentinel), localização de agroindústrias, poços e barragens, pivôs de irrigação, além do atual uso e cobertura da terra (em conjunto com dados do Cadastro Ambiental Rural - CAR). Como resultado deste levantamento, são apresentados os mapas com os passivos ambientais na área de estudo, visando a determinação da APA e controle das propriedades rurais, especialmente daquelas com maior potencial poluidor. Cerca de 80% desta bacia apresenta uso da terra para fins agropecuários, com seus respectivos passivos ambientais associados à pressão sobre os recursos hídricos. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Programa Produtor de água. Plataforma digital. Disponível em: . Acesso em: 27 de maio de 2018. BRASIL. Lei n.º 9.985, de 18 de julho de 2000. Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Disponível em: . Acesso em: 08 abril 2018. BRASIL. Lei n.° 12.651, de 25 de maio de 2012. Código Florestal Brasileiro. Disponível em: . Acesso em: 02 de junho de 2020. CONSELHO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE. Resolução nº 010 de 14 de dezembro de 1988. Dispõe sobre a regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental. Disponível em: . Acesso em: 24 de maio de 2018 EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Módulos Fiscais. Disponível em: . Acesso em: novembro de 2017. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. O que é ILPF? Disponível em: < https://www.embrapa.br/web/rede-ilpf/o-que-e>. Acesso em: 27 de maio de 2018. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Agropecuário 2017 - Resultados definitivos. IBGE. Plataforma digital. Disponível em: . Acesso em: 02 de junho de 2020. INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS. Guia de Procedimentos do Licenciamento Ambiental Federal. Documento de Referência. Brasília: IBAMA, 2002. Cap. 3. Disponível em: . INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGE Cidades. 2020. Disponível em: < https://cidades.ibge.gov.br/brasil/go/silvania/panorama > Acesso em: 10 de Maio de 2020. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Manual técnico de uso da terra. Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais. – 3. ed. - Rio de Janeiro, 2013. 171 p. PECCINI, A. Contabilidade ambiental – conceito, aplicabilidade e campo de atuação. Rio de Janeiro, 2012. SILVÂNIA. Lei n°1774, de 1 de setembro de 2014. Código de Meio Ambiente do Município de Silvânia/GO. Disponível em: . Acesso em: 27 de maio de 2018.
740 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Nota Editorial/ Edição 2020, v. 18, n. 1 (jan./jun.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; NOTA EDITORIAL/ Edição 2020, v. 18, n. 1 (jan./jun.)
741 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Estado de conservação das áreas de preservação permanente de nascentes da bacia hidrográfica do Rio Jauru/MT-Brasil Gessica de Jesus Oliveira Silva;Sandra Mara Alves da Silva Neves;Alexander Webber Perlandim Ramos;Miriam Raquel da Silva Miranda; Geotecnologias, Pantanal, Conservação Ambiental O objetivo deste estudo é avaliar o estado de conservação das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) de nascentes da bacia hidrográfica do rio Jauru (BHRJ), no Estado brasileiro de Mato Grosso. Para tanto, foram utilizadas ferramentas geotecnologicas para identificação das nascentes e delimitação de suas APPs, conforme os dispostos da Lei 12.651/2012. A mensuração do estado ambiental de conservação da paisagem foi realizada por meio da aplicação do Índice de Transformação Antrópica (ITA). No período de três décadas (1986-2016), foi identificado na BHRJ um constante processo de supressão vegetal, tendo um decréscimo de 90%, em decorrência do desmate para o desenvolvimento da implantação da pecuária, principal atividade econômica dos municípios que compõem a bacia. O ITA evidenciou que sete das nove sub-unidades hidrográficas estão em estado degradado. A bacia do rio Jauru apresentou desmatamento crescente durante o período analisado, incluindo suas APPs. Diante disso, a necessidade de planejamento do uso da terra na bacia é de extrema importância ambiental, visto sua contribuição hídrica ao bioma Pantanal. ALVES, G. M. R.; FERREIRA, M. F. M. Uso do solo em Áreas de Preservação Permanente (APP) na bacia do córrego do Pântano, município de Alfenas-MG. Revista de Geografia – PPGEO – UFJF, Juiz de Fora/MG, v. 6, n. 4, p. 329-337, 2016. BACANI, V. M; SAKAMOTO, A. Y.; LUCHIARI, A.; QUÉNOL, H. 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742 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Avaliação geoambiental das margens da rodovia GO-070: trajeto entre as cidades de Goiás (GO) e Itaberaí (GO) José Carlos de Souza;Ana Domingas Leite da Silva;Aparecida Pereira Salgado;Audirene dos Santos da Mata;Danielle Cristina Godinho; Meio Físico, Cerrado, Fitofisionomia, Trabalho de campo. A abordagem sobre o Cerrado contida neste trabalho é resultado da experiência de um trabalho de campo da disciplina Morfopedologia e Biogeografia do Cerrado, do Programa de Pós-graduação em Geografia, da Universidade Estadual de Goiás. O objetivo do trabalho foi analisar as características do meio físico e biótico do domínio do Cerrado, em pontos preestabelecidos e avaliar os problemas ambientais decorrentes do processo de uso do solo. O estudo foi realizado ás margens da rodovia GO-070, entre as cidades de Goiás e Itaberaí, percurso que apresenta variadas formas de relevo, tipos de solo e estrutura geológica, bem como diversos tipos de cobertura vegetal de Cerrado. Foram escolhidos quatorze pontos para levantamento de dados e analises das características do meio físico, da vegetação, da umidade do solo, dos usos do solo e problemas ambientais decorrentes. O estudo permitiu entender a relação sistêmica das características do meio físico com as variadas fitofisionomias do Cerrado e compreender a influência da construção da rodovia e das atividades de agricultura e pastagem, na qualidade ambiental biótica e abiótica do Cerrado. CAVALCANTI, A. P. B. Métodos e Técnicas da Análise Ambiental (Guia para estudos do meio ambiente). Teresina, UFPI/CCHL/DGH, 2006. CAVALCANTI, A. P. B. Abordagem metodológica do trabalho de campo como prática pedagógica em Geografia. Geografia Ensino & Pesquisa, v. 15, n.2, maio./ago. 2011. EMATER – Agencia Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária. Classes de solos dos municípios goianos – 2016. FERREIRA, Idelvone Mendes. Paisagens do Cerrado: Um Estudo do Subsistema de Veredas. Editora da Universidade Católica V 01. 2008, p. 166. GOIÁS (Estado). Secretária de Indústria de Comércio. Superintendência de Geologia e Mineração. Geomorfologia do Estado de Goiás e Distrito Federal. Por Edgardo M. Latrubesse, Thiago Morato de Carvalho. Goiânia, 2006. GUERRA, A. T.; GUERRA, A. J. T. Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. MOREIRA, M. L. et al. (Orgs.) Geologia do Estado de Goiás e Distrito Federal. Escala 1:500.000. Goiânia: CPRM/SIC-FUNMINERAL, 2008. MYERS, N.; et al. Biodiversity hotspots for conservation priorities. Nature, 403, p. 853-858, 2000. RIBEIRO, J. F.; WALTER, B. M. T. As Principais Fitofisionomias do Bioma Cerrado. In: RIBEIRO, J. F. (Edt.Téc.); ALMEIDA, S. P,; SANO, S. M.; (Edt.Téc.). Cerrado: ecologia e flora. Brasília: Embrapa, 2008. ROSS, J. L. S. Análise Empírica da Fragilidade dos Ambientes Naturais e Antropizados. Revista do Dpto. de Geografia da FFLCH-USP, n. 7. p. 65-74. 1993. SANO, S. M; ALMEIDA, S. P.; RIBEIRO, J. F. (EDI.). Cerrado: ecologia e flora. Brasília: EMBRAPA, 2008. SOUZA, J. C.; SOUZA, L. F. TRABALHO DE CAMPO INTEGRADO EM GEOGRAFIA: uma experiência no parque nacional chapada dos veadeiros, Goiás. Ateliê Geográfico Goiânia-GO v. 6, n. 4 Dez/2012 p.237-256 Página 237. VIADANA, A. G. A excursão geográfica didática (Pontal do Triângulo Mineiro). Rio Claro/SP, LPM – IGCE / UNESP, 2005.
743 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados O Mercado Municipal de Araguaína/TO como propulsor de alimentos do cerrado Osmar Oliveira de Moura;Ana Caroline Pereira dos Santos;Silvania Reis de Araújo;Maurício Ferreira Mendes; Conservação da biodiversidade. Segurança alimentar e nutricional. Tocantins. Este estudo teve como objetivo compreender a importância do Mercado Municipal de Araguaína/TO como propulsor de alimentos do cerrado, gerando segurança alimentar e nutricional aos feirantes e aos consumidores, visto que acontece primeiramente o autoconsumo e posteriormente a comercialização, garantindo renda e sustento às famílias. O delineamento utilizado foi o estudo de caso. Foram aplicados questionários semiestruturados junto aos feirantes do Mercado Municipal, no período de setembro à novembro de 2019, além de levantamento de material bibliográfico e registro fotográfico. Os resultados mostram que houveram diversos conflitos entre feirantes e comerciantes para posterior implementação pelo poder público do Mercado Municipal de Araguaína, o que aconteceu em 1978, garantindo assim, inclusão social e renda, fortalecimento da cadeia produtiva dos frutos do cerrado, além da promoção da segurança alimentar entre feirantes e consumidores locais. Porém, esses alimentos estão ameaçados com o avanço da soja e pecuária sobre o bioma cerrado, comprometendo a diversidade de produtos ofertados pelos feirantes do Mercado Municipal em Araguaína. AB SABER, A. N. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. BARBOSA, M. G. R. O Mercado Municipal de Araguaína: um Enfoque Sobre Comércio Informal. 2010. 30 f. Monografia (Graduação em Geografia) – Universidade Federal do Tocantins, Araguaína/TO, 2010. BARROS, I. F. O agronegócio e a atuação da burguesia agrária: considerações da luta de classes no campo. 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744 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Dinâmica climatológica e impactos das precipitações no município de Pirapora – Norte de Minas Gerais Álvaro Henrique Gomes da Costa;Luis Ricardo Fernandes da Costa; Climatologia. Precipitações. Minas Gerais. Pirapora. O estudo da dinâmica climatológica se torna cada dia mais importante para entender as transformações do ambiente, pois o conhecimento pretérito permite planejar ações relacionadas à gestão e ao planejamento ambiental. Fatores como crise hídrica, mudanças climáticas, degradação em bacias hidrográficas e impactos em reservatórios de água é tema recorrente nas discussões em geografia. O presente trabalho procura analisar a dinâmica climatológica no município de Pirapora no período de 1990 a 2016. Para a efetivação da análise foram realizadas análises pluviométricas e térmicas, utilizando métodos estatísticos para a análise em climatologia. Para a pluviosidade foram coletados dados referentes à precipitação, onde se obteve a totalização das precipitações em cada ano. Após a análise foram elaborados um gráfico e um pluviograma para melhor compreensão e leitura dos dados coletados. Os resultados indicam que após aferir e correlacionar às informações de temperatura e pluviosidade é perceptível a interação no comportamento de ambos, tal como também é notável a diminuição na tendência das precipitações. Em contrapartida, há a tendência do aumento na temperatura durante o período analisado. AMORIM, M. C. C. T. Nota de pesquisa: Métodos e Técnicas de Pesquisa em Climatologia Geográfica. Revista Geografia em Atos (Geoatos online), v. 03, n. 10, p. 255-260, 2019. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS – ANA. Séries históricas de estações. Disponível em: . Acesso em 29/11/2019. AYOADE, J. O. Introdução à climatologia para os trópicos. Difel, 1996, v. 4, 332 p. BAGGIO, H. F. 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745 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Análise morfodinâmica de ambientes costeiro e estuarino do município de Goiana, litoral norte do Estado de Pernambuco Júlia Stefane da Silva Vieira;Lucas Henrique Ribeiro Reis;Osvaldo Girão da Silva; Processos morfodinâmicos, Ambiente costeiro, Goiana-PE O município de Goiana, desde a década 2000, vem apresentando um considerável crescimento socioeconômico oriundo da implementação de empreendimentos que estão influenciando sobre o aumento da ocupação da zona costeira municipal. Para a pesquisa ora apresentada, utilizou-se de imagens de satélite do Google Earth Pro para a análise espaço-temporal da evolução das unidades geomorfológicas delimitadas e mapeamento. Através do ArcGis 10.3, vetorizou-se os modelos evolutivos finais do relevo, assim como produziu-se mapas de uso e ocupação da terra, além da obtenção de dados de campo através de uma check list que correlaciona processos e feições costeiras a elementos da paisagem natural e antrópica e seus respectivos estágios morfodinâmico. A área de estudo compreende as unidades de praia de Ponta de Pedras e Carne de Vaca, além do ambiente estuarino do rio Megaó. A partir dos resultados, constatou-se que a maior parte das áreas de estudo caracteriza-se como pertencente ao estágio morfodinâmico de meio Integrade, devido à identificação de geoindicadores de erosão quanto a de estabilidade do meio. Os processos morfodinâmicos encontrados nas unidades geomorfológicas encontram-se intrinsecamente relacionados com os processos de urbanização das zonas costeiras. ARAI, Mitsuru. A grande elevação eustática do Mioceno e sua influência na origem do Grupo Barreiras. Geologia USP. Série Científica, v. 6, n. 2, p. 1-6, 2006. BIRD, Eric. Coastal Geomorphology: An Introduction. 2 ed. Chichester, West Sussex: John Wiley & Sons, Ltd, 2011. CABRAL, Cláudio J.; SILVA, Wemerson F.; GIRÃO, Osvaldo. Impactos ambientais derivados do uso e ocupação da linha de costa em trechos das praias de Pau Amarelo e Maria Farinha - Município de Paulista/PE: Estudo preliminar. Revista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS), v. 16, p. 74-88, 2014. CABRAL, Cláudio J.; SILVA, Wemerson F.; GIRÃO, Osvaldo. Impactos ambientais derivados do uso e ocupação da linha de costa em trechos das praias de Pau Amarelo e Maria Farinha - Município de Paulista/PE: Estudo preliminar. Revista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS), v. 16, p. 74-88, 2014. CAMERON, W. M. e PRITCHARD, D. W. Estuaries. In: Hill, M.N. (ed.) The Sea. Ideas and Observations on Progress in the Study of the Seas. New York: Intersci., 1963. CALLIARI, L.J.; MUEHE, D.; HOEFEL, F.G.; TOLDO JR, E. Morfodinâmica Praial: uma breve revisão. Revista Brasileira de Oceanografi a, São Paulo, v. 51, p. 63 – 78, 2003. CHORLEY, R. J. Geomorphology and General Systems Theory. U. S. Geology Survey. Prof. Paper (500-B), p. 1-10, 1962. CHORLEY, R. J. e KENNEDY, B. A. Physical Geography: A systems approach. Londres: Prentice Hall. 1971. CPRH - Companhia Pernambucana de Meio Ambiente. Diagnóstico socioambiental do Litoral Norte de Pernambuco. Recife, Brasil: CPRH, 2003. DALRYMPLE, R. W., ZAITLIN, B. A. e BOYD, R. Estuarine facies models: Conceptual basis and stratigraphic implications. Journal of Sedimentary Petrology, v. 62, p. 1130-1146, 1992. DAVIDSON-ARNOTT, Robin. Introduction to Coastal Processes and Geomorphology. New York: Cambridge University Press, 2010. HASLETT, Simon K. Coastal systems. 2 ed. Londres: Routledge, 2009. MANSO, Valdir do Amaral Vaz et al. Erosão e Progradação do litoral brasileiro: Pernambuco. Laboratório de Geologia e Geofísica Marinha – LGGM, p. 179-196, 2006. MASSELINK, Gerhard, HUGHES, Michael G. e KNIGHT, Jasper. Introduction to Coastal Processos & Geomorphology. 2 ed. Londres: Hodder Education, Hachette UK Company. 2011. MUEHE, Dieter. Aspectos gerais da erosão costeira no Brasil. In: Mercator-Revista de Geografia da UFC, v. 4, n. 7, p. 97-110, 2005. MUEHE, D. O litoral brasileiro e sua compartimentação. In: Guerra A. J. T., Cunha S. B. (Eds.). In: Geomorfologia do Brasil. Bertrnand Brasil, Rio de Janeiro, 1998, 273-350. MUEHE, Dieter. Critérios Morfodinâmicos para o Estabelecimento de Limites da Orla Costeira para fins de Gerenciamento. Revista Brasileira de Geomorfologia, v. 2, v. 1, p. 35 - 44, 2001. Projeto Orla - Fundamentos para gestão integrada. Brasília: Ministério do Meio Ambiente - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, 2006. PRITCHARD, D. W. Salinity Distribution and circulation in the Chesapeake Bay Estuarine System. Jornal Mar. Res., v. 11, n. 1, p.106-123. 1952. TRICART, J. Ecodinâmica. Rio de Janeiro: FIBGE, 1977. VILES, H.; SPENCER, T. (1995). Coastal problems: geomorphology, ecology and society at the coast. Oceanographic Literature Review, v. 9, n. 42, 812. VITAL, Saulo R.; GIRÃO, Osvaldo. Análise da suscetibilidade da paisagem à erosão na bacia do alto curso do rio Taperoá (PB). Okara: Geografia em Debate (UFPB), v. 9, p. 4-25, 2015.
746 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Análise de impactos ambientais em Área de Preservação Permanente (APP) como instrumento de gestão em rios urbanos Joice Machado Garcia;Regina Márcia Longo; Qualidade ambiental. Bacias urbanas. Recursos hídricos As Áreas de Preservação Permanente (APP) são áreas nas quais a vegetação deve ser mantida, a fim de se garantir a preservação dos recursos hídricos, a estabilidade geológica, a biodiversidade, e consequentemente o bem-estar humano. No entanto, quando localizadas ao entorno dos cursos hídricos, sobretudo em centros urbanos, as APP têm sido transformadas e ocupadas, gerando prejuízos ambientais e sociais. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi avaliar os impactos ambientais sobre os aspectos água, solo e vegetação na APP do Ribeirão Anhumas em Campinas, São Paulo. Para tanto, utilizou-se de uma abordagem quali-quantitativa com objetivo exploratório, mediante a realização de uma pesquisa de campo e análise documental. Os resultados permitiram inferir que, os usos degradantes do solo aliados a sazonalidade de precipitação influenciam negativamente a qualidade da água do Ribeirão Anhumas. De forma complementar, as amostras de solo colhidas no Alto e Médio Curso indicam baixo teor de matéria orgânica, dificultando a estabilidade e retenção de água e desenvolvimento de vegetação. Verifica-se, portanto, a necessidade de aplicação de medidas de correção no solo e no curso d’água, para que estas áreas possam cumprir o estabelecido em legislação e funcionar como elemento de integração urbana e qualidade ambiental. AGEITEC. Agência Embrapa de Informação Tecnológica. Árvore do Conhecimento. Glossário. Disponível em: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/especies_arboreas_brasileiras/arvore/CONT000g08hphpk02wx5ok026zxpg7c9wrkm.html. Acesso em: 20 ago. 2018 ALTOÉ, R. T.; OLIVEIRA, J. C.; RIBEIRO, C. A. Á. S. 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747 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Os reflexos socioambientais da expansão metropolitana de Belém sobre a Comunidade Remanescente Quilombola de Abacatal (CRQA) Eliezilda Oliveira de Sousa;Priciane Cristina Correa Ribeiro;Heloisa Negri Sanches; Expansão urbana, Comunidades Tradicionais, Desenvolvimento Neste artigo, buscamos levantar e avaliar os impactos da expansão urbana sobre a Comunidade Remanescente Quilombola de Abacatal (CRQA). Esta comunidade, mesmo detentora do título da terra e do reconhecimento pela Fundação Cultural Palmares (FCP), enfrenta desafios para a sua autopreservação, uma vez que se localiza a 8 km de Ananindeua, o segundo município mais populoso do Estado do Pará. O delineamento do estudo se deu por meio da coleta de dados in loco, bem como, levantamento bibliográfico-documental, que foram analisados à luz da teoria do direito às liberdades de Sen (2010) e da teoria da racionalidade ambiental de Leff (2015). Devido à proximidade com a zona urbana, nas imediações da comunidade foram observados empreendimentos imobiliários que vêm promovendo impactos ligados ao saneamento ambiental; além destes, destacam-se ainda os problemas sociais relacionados à violência e o pouco acesso às políticas públicas. O estudo mostrou que a comunidade, apesar de sofrer forte impacto da expansão urbana sobre o seu território, busca resistir e se organizar, apoiada por outras instâncias sociais, em defesa do direito à liberdade de manter seu modo de vida baseado na produção tradicional e na conservação do seu ambiente natural. ARAÚJO, Allyne dos Santos et al. Análise socioeconômica de agricultores da comunidade quilombola do Abacatal, Ananindeua, estado do Pará, Brasil. Biota Amazônia (Biote Amazonie, Biota Amazonia, Amazonian Biota), [S.l.], v. 7, n. 1, p. 30-37, mar. 2017. ISSN 2179-5746. Disponível em: . Acesso em: 10 fev. 2020. doi:http://dx.doi.org/10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v7n1p30-37. 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748 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Análise da vulnerabilidade ambiental do município São João da Ponta, Pará: o uso do geoprocessamento na gestão de unidades de conservação Marcus Vinicius Silva da Silva;Brenda Caroline Sampaio da Silva;Ilale Ferreira Lima; RESEX. Gestão Ambiental. Erosão. Manguezais. SIG. A necessidade de uso dos recursos naturais estimulou as mudanças de cobertura da terra, com isso, inúmeros problemas foram surgindo e houve a necessidade de estabelecer políticas de uso restritivo dos recursos como as RESEX’s. De forma a auxiliar a gestão dessas UC’s o estudo da sua vulnerabilidade se faz importante. O município de estudo foi São João da Ponta que abriga uma RESEX a nível federal. A metodologia utilizada consistiu na análise de diversas variáveis que tendem a influenciar o grau de resiliência (Altitude, Declividade, Geologia, Pedologia, Precipitação e Uso e Cobertura do solo), estas variáveis foram processadas em um ambiente SIG e em seguida utilizadas para o cálculo do Índice de Vulnerabilidade. Foram obtidos como resultados mapas temáticos para cada variável e da vulnerabilidade ambiental de São João da Ponta, a fim de demonstrar espacialmente o grau de resiliência da área e quais os fatores influenciadores. Com isso, foi possível observar que as regiões que apresentaram maior vulnerabilidade estão dentro da RESEX em virtude dos manguezais, corroborando com diversos estudos que apontam a sensibilidade desses ecossistemas e a importância da sua proteção para as comunidades tradicionais que sobrevivem deles, além da manutenção da biodiversidade do ponto de vista ecológico. ALLEGRETTI, M. 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749 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Reflexos das ocupações urbanas na mobilidade às margens da rodovia estadual GO-060 entre Goiânia (GO) e Trindade (GO) Denis Biolkino de Sousa Pereira;William Rodrigues Ferreira; Ocupação espacial. Sistema viário. Fluxo veicular. Transporte. Mobilidade. O estudo pretende compreender a dinâmica dos diversos tipos de ocupações implantadas no entorno da Rodovia Estadual GO- 060, entre a cidade de Goiânia (GO) e Trindade (GO), e os seus reflexos na mobilidade urbana. O problema se identifica na relação causa e efeito no conflito entre o espaço urbano e o sistema de transportes, em áreas conurbadas da Região Metropolitana de Goiânia (GO). O objetivo consiste em analisar as áreas de ocupação do recorte espacial, o fluxo veicular dos modos de transportes e o índice de mobilidade, em função das tipologias de ocupação, caracterizadas como polos geradores de viagens (PGVs). Para se identificar tais ocorrências, foram utilizadas metodologias adaptadas para análise espaço-temporal e redes. Os resultados mostraram as diferenças em áreas de ocupação nos PGVs Tipo Comércio/Indústria 25,74% e 30,77% e Tipo Residencial 11,41% e 38,78% para as Regiões Oeste/Mendanha e Trindade 2, para os períodos (2011/2016) e (2009/2015), respectivamente. Essa dinâmica ocupacional gerou um aumento de +87% no total de viagens do fluxo dos diversos modos de transporte e um acréscimo de +79% no índice de mobilidade para o período de 2013 a 2016, mostrando a tendência de motorização das regiões e os reflexos na mobilidade urbana. AGETOP – Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas. Núcleo de Segurança Rodoviária. Dados estatísticos de fluxo veicular. Goiânia, 2017. AKISHINO, Pedro. Estudos de Tráfego. Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil. Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), v. 1, 2004 BRASIL. Ministério das Cidades. 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750 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Análise do balanço de radiação e energia em áreas de veredas no Norte de Minas Gerais, bioma cerrado Gabriel Alves Veloso;Lucas Augusto Pereira da Silva;Manuel Eduardo Ferreira; A vereda, típica formação no bioma Cerrado, é reconhecida por sua elevada capacidade de recarga hídrica, em função de uma topografia plana, solos hidromórficos e proximidade de matas de galeria/cursos hidrográficos. Estudos nesses ambientes ainda são escassos, especialmente aqueles voltados para o entendimento da dinâmica do balanço de radiação e energia, relacionado com processos ecológicos e climáticos. O objetivo do trabalho é analisar o comportamento do balanço de energia em ambientes de veredas no Norte de Minas Gerais, em área amostral específica, com técnicas avançadas de sensoriamento remoto, aplicando-se o algoritmo SEBAL (Surface Energy Balance Algorithms for Land). No contexto do balanço de energia, os seguintes valores médios foram obtidos para o inverno e verão, respectivamente: Rn 24 h de 98,71 Wm-2 e 230,95 Wm-2; G de 53,43 Wm-2 e 80,84 Wm-2; H de 26,93 Wm-2 e 88,52 Wm-2; LE de 77,78 Wm-2 e 142,34 Wm-2; e taxa de evapotranspiração de 2,53 mm.d-1 e 5,02 mm.d-1. As técnicas de sensoriamento remoto utilizadas neste estudo foram de grande utilidade para as análises em áreas de vereda, destacando com eficiência o comportamento do balanço de energia e evapotranspiração nesse importante ambiente no Cerrado. ANGELINI, Lucas Peres; SILVA, Pablinne Cynthia Batista Silva E; FAUSTO, Marcos Alves; MACHADO, Nadja Gomes; BIUDES, Marcelo Sacardi. Balanço de Energia nas Condições de Mudanças de Uso do Solo na Região Sul do Estado de Mato Grosso. Revista Brasileira de Meteorologia, v. 32, p. 353-363, 2017. ARAÚJO, Mayara Lucyanne Santos et al. 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751 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados A dinâmica do setor sucroenergético no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba Daniel Féo Castro de Araújo;Fernando Luiz Araújo Sobrinho; Modernization of agriculture. Agribusiness. Commodities. Globalization. Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. No início do século XXI, o agronegócio sucroenergético teve forte expansão no território brasileiro, especialmente nas regiões que estão no domínio morfoclimático do Cerrado, em função da construção de novas Unidades Agroindustriais Sucroenergéticas (UAS) e dos processos de financeirização e centralização do capital. O objetivo deste artigo é analisar o processo de modernização da cultura canavieira na produção agrícola na mesorregião Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. Para a realização da pesquisa, fizeram-se imprescindíveis os seguintes passos metodológicos: a) levantamento bibliográfico, leituras de material acadêmico já publicado sobre o tema (teses e dissertações, livros, periódicos, dentre outros) através de levantamento bibliográfico temático (específico sobre o setor sucroenergético e a cultura canavieira); b) pesquisa em campo que consistiu em levantamento, exame e organização de dados secundários da produção e da situação econômico-financeira das empresas, assim como de bases de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).O Brasil se consolidou nas últimas décadas como uma das modernas fronteiras de expansão agrícola e agroexportador de produtos ligados ao agronegócio, especialmente no período pós - anos 2000, sob o paradigma da agricultura científica globalizada. Um conjunto de circunstâncias favoráveis, tanto técnica e político-econômica provocaram uma nova organização do setor, pautada na internacionalização do mercado e na difusão de inovações científico-tecnológicas, confirmando o caráter mais corporativo do território e a procura de novas áreas estratégicas. Concluímos que, a partir da organização dos dados e informações coletadas, o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba se tornou nas últimas décadas uma importante Região Produtiva do Agronegócio impactando as relações e o mercado de trabalho, os fluxos migratórios, os municípios aonde a atividade se implantou, a articulação da região as redes de produção global, bem como questões ambientais decorrentes da produção em larga escala. ANDRADE, M. C. de. Espaço e tempo na agroindústria canavieira de Pernambuco. Estudos Avançados, São Paulo, v. 15, nº 43, p. 267-280, 2001. ANDRADE, M. C. de. A terra e o homem no Nordeste: contribuição ao estudo da questão agrária no Nordeste. 5. ed. 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752 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados A Agenda 2030 e o saneamento como indicador de sustentabilidade Duarcides Ferreira Mariosa;Samuel Carvalho De Benedicto;Marcos Ricardo Rosa Georges;Cibele Roberta Sugahara; Sustentabilidade; Saneamento; Gestão em Saúde; Unidades de Conservação; Comunidades Ribeirinhas. O acesso ao fornecimento de água potável e às condições adequadas de saneamento faz parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Visto como medida higienizadora do ambiente, capaz de torná-lo salubre, atendendo às necessidades humanas, o saneamento é um serviço que se presta a um público, a um coletivo, independente da natureza jurídica de sua organização. O objetivo do presente estudo é identificar o comportamento das principais variáveis que compõem o item saneamento em uma comunidade ribeirinha localizada em área ambientalmente protegida na Amazônia brasileira. Trata-se de estudo longitudinal, de natureza descritiva e ecológica, baseado em pesquisa de campo, com aplicação de questionários estruturados e observação direta. As condições de saneamento encontradas mostraram-se precárias ou minimamente garantidas. O uso disseminado de “fossas negras” para lançamento do esgoto e a dificuldade no abastecimento de água potável mostraram-se preocupantes, indicando a necessidade de alguma forma de intervenção que possa corrigir essa tendência. Conclui-se que a análise das condições de saneamento da comunidade, examinadas em escala temporal, permite a observação do comportamento das variáveis que compõem o indicador utilizado e, dessa forma, a detecção de riscos ou vulnerabilidades que podem, ao persistirem as tendências negativas encontradas, comprometer aspectos econômicos, sociais e ambientais que caracterizam a sustentabilidade daquelas comunidades. BOUABID, Ali; LOUIS, Garrick. 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753 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Cerrado rupestre do Espinhaço: diversidade genética de espécie endêmica Leonardo Ferreira da Silva;Afrânio Farias de Melo Júnior;Dario Alves de Oliveira;Elytania Veiga de Menezes;Vanessa de Andrade Royo;Murilo Malveira Brandão; ISSR. Fluxo Gênico. Cerrado. Espécie Endêmica. Estrutura Espacial. O objetivo do trabalho foi de caracterizar a diversidade e a estrutura genética de 82 indivíduos de P. adamantinum, espécie de campos rupestres e de altitude do Cerrado brasileiro, na região central de Minas Gerais, divididos em 02 populações de 41 indivíduos. Foram utilizados 08 primers ISSR que amplificaram 135 locos, com 108 (80%) locos polimórficos entre as populações e média de 16,9 locos por primer. O valor médio de PIC foi de 0,375. Os valores médios do índice de Shannon (I) e da diversidade genética de Nei (He) foram de 0,491 e 0,341, respectivamente. O índice da proporção da diversidade genética (GST = 0,047) demonstrou que a variabilidade entre e dentro das populações contribuiu com 4,7% e 95,3% da heterozigosidade total (HT), respectivamente. O fluxo gênico observado foi alto (Nm = 10,213), o que contrapõe os efeitos da deriva genética. Foi observada a ocorrência de baixa estruturação genética espacial (EGE) (Sp= 0,058) e coancestria positiva nas duas populações (Fij = 0,016; P < 0,123 em POP01 e Fij = 0,018; P < 0,057 em POP02), ambas avaliadas até a segunda classe de distância. Mesmo com a presença de fatores favoráveis à endogamia, P. adamantinum apresentou altos índices de diversidade genética. O elevado fluxo gênico registrado pode terr amenizado os efeitos do acasalamento de indivíduos aparentados. AKURAGUI, C. M.; Biogeografia de Philodendron seção Calostigma (Schott) Pfeiffer (Araceae) no Brasil. Acta Scientiarum, Maringá, v. 23, n. 2, p. 561-569, 2001. ALBERTTASSE, P. D.; THOMAZ, L. D.; ANDRADE, M. A. 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754 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Natureza em movimento: investigações desenvolvidas por Dirce Suertegaray para estudos sobre arenização Ivamauro Ailton de Sousa Silva; Natureza. Contribuições. Geógrafa Dirce Suertegaray. Arenização. Esse texto apresenta as contribuições teóricas e metodológicas, desenvolvidas por Dirce Suertegaray, para os estudos sobre o processo de arenização. A finalidade é demostrar as trajetórias, a produção e a divulgação do conhecimento científico, conduzidas no âmbito da ciência geográfica brasileira e, em particular, nos estudos da natureza. O artigo foi construído, por meio de análise documental, de revisão bibliográfica e de análise comparativa entre as localidades pesquisadas: Quaraí (RS), Paranavaí (PR), Reserva do Cabaçal (MT), cerrado paulista, sudoeste de Goiás, Buritizeiro (MG), Gilbués (PI) e Manaus (AM). Com base nessas informações, procedeu-se à organização e à indicação dos aportes e dos itinerários metodológicos, instrumentos que desempenharam as discussões essenciais da pesquisa. Nas abordagens conduzidas pela autora, o enfoque, a partir dos estudos da natureza, foi utilizado como prioridade, para explicar a gênese e para interpretar as dinâmicas dos areais de Quaraí, no sudoeste do estado do Rio Grande do Sul. Os resultados da pesquisa demonstram que a natureza em movimento é responsável pela origem dos areais, mas as atividades sociais, realizadas de forma inadequada, promovem a intensificação do processo de arenização, em distintas localidades do território brasileiro. Nesse sentido, o papel desempenhado por Dirce Suertegaray revela a importância de uma geografia articulada, carregada de pluralidade e de conexões. AB’SÁBER, A. N. A revanche dos ventos: derruição de solos areníticos e formação de areais na Campanha Gaúcha. 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755 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Memória, afeição ao lugar e política: um olhar sobre o patrimônio em seus enredos derivados da geograficidade humana Rahyan de Carvalho Alves;José Antônio Souza de Deus; Lugar. Patrimônios Material e Imaterial. Patrimônio X Estado. O objetivo deste trabalho é realizar uma análise sobre a constituição do patrimônio cultural de forma que se agreguem à problematização sobre o tema, visões que contribuam para o entendimento do estabelecimento da relação de pertencimento do Homem com o Lugar, na tentativa de obter uma compreensão do Patrimônio enquanto elemento de afeto e segurança para o sujeito no ambiente e no que concerne às conexões deste com o Estado. Para tanto utilizou-se basicamente como metodologia a reelaboração / retrabalhamento bibliográficos. Pôde-se refletir que o patrimônio cultural vem ganhando destaque em políticas governamentais que, em certa medida, valorizam a democracia cultural no que concerne às formas e as expressões que o Ser Humano recria e reinventa no Lugar e em seu imaginário, firmando o sentido do patrimônio na sociedade. ALMEIDA, Maria Geralda. Patrimônio e meandros políticos para pensar sua gestão. OLAM - Ciência & Tecnologia. Rio Claro (SP), ano XII, pp.148-166, jan./dez. 2012. ALVES, Renato. Os 10 hábitos da memorização: desenvolva uma memória de elefante. São Paulo (SP): Gente, 2009. p.11-19. CERQUEIRA, Letícia Mourão. Patrimônio cultural, políticas urbanas e de preservação: os casos de Diamantina/MG e Tiradentes/MG. 2006. 378 f. Dissertação. Programa de Pós-graduação da Escola de Arquitetura. Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte (MG), 2006. CHOAY, François. A alegoria do patrimônio. Tradução de Luciano Vieira Machado. 4. ed. São Paulo (SP): Estação Liberdade; UNESP, 2006. 282 p. COSTA, Everaldo Batista. A dialética da construção destrutiva na consagração do Patrimônio Mundial. São Paulo (SP): Humanitas: FAPESP, 2009. 308p. CURY, Isabelle. A construção do conceito de Paisagem Histórica Urbana. In.: 2º Colóquio Ibero-Americano: Paisagem cultural. Belo Horizonte (MG) [Anais...], 2012. p. 01-15. FUNARI, Pedro Paulo; PELEGRINI, Sandra de Cássia Araújo. Patrimônio Histórico e Cultural. Rio de Janeiro (RJ): Jorge Zahar, 2006. 72 p. GASTAL, Suzana. Alegorias urbanas: o passado como subterfúgio. Campinas (SP): Papirus, 2006. 220 p. GHIRARDELLO, Nilson; SPISSO, Beatriz. Patrimônio histórico: como e por que preservar. Grupo de Trabalho Patrimônio Histórico e Arquitetônico. Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo. Bauru (SP): Canal 6, 2008. 36 p. GONÇALVES, José Reginaldo Santos. Monumentalidade e cotidiano: os patrimônios culturais como gênero de discurso. In: OLIVEIRA, Lúcia Lippi (Org.). Cidade: história e desafios. Rio de Janeiro (RJ): Fundação Getúlio Vargas, 2002. p.108-123. ICOMOS. Carta internacional sobre a conservação e o restauro dos monumentos e dos sítios. Ministério da Cultura. Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional. Brasília (DF), 2007. IPHAN. Comitê técnico da candidatura do Rio à Patrimônio Mundial. Ministério das Relações Exteriores. Ministério da Cultura. Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional. Brasília (DF), 2012. 335 p. IPHAN. Cidades e os seus patrimônios. Ministério da Cultura. Cultura. Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional. Brasília (DF), 2018. 131 p. LIMA, Fernanda Pedrosa. Diagnóstico sobre a institucionalização e a efetividade do planejamento em municípios históricos: “Diamantina e Tiradentes”. 2008. 310f. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte (MG), 2008. NASCIMENTO, Ricardo Pereira. Revoluções e pensamentos em guerra: Algumas leituras. Campinas (SP): Papirus, 2011. 178 p. SILVA, Fernando Fernandes. As cidades brasileiras e o Patrimônio Cultural da Humanidade. São Paulo (SP): EdUSP, 2003. 204 p. SIMÃO, Maria Cristina Rocha. Preservação do patrimônio cultural em cidades. Belo Horizonte (MG): Autêntica, 2001. 102 p. TUAN, Yi-Fu. Espaço, tempo, lugar: um arcabouço humanista. Tradução de Werther Holzer. Geograficidade, v.01, n.01, p.08-19, 2011. UNESCO. Patrimônio mundial no Brasil. 3ª. Edição. Ministério da Cultura. Caixa Econômica Federal. Brasília (DF), 2005. 107 p. UNESCO. Textos fundamentais da Convenção do Patrimônio Mundial de 1972. Ministério da Cultura. Caixa Econômica Federal. Brasília (DF), 2013. 104 p.
756 cerrados v. 18 n. 01 (2020): Revista Cerrados Sensoriamento Remoto na detecção e análise de focos de calor na bacia hidrográfica do Rio Munim Rennato Oliveira da Silva;Rhuan Oliveira da Silva;Thais de Carvalho Araújo;Carlos Augusto Alves Cardoso Silva;Ana Karla da Silva Oliveira;Kamilla Andrade Oliveira; Geotecnologias. Uso do solo. Monitoramento. Os incêndios são a causa da devastação de milhares de hectares de ecossistemas do planeta, gerando impactos à saúde pública, prejuízos econômicos e ambientais. O presente estudo tem como objetivo realizar uma análise temporal dos focos de calor detectados em diferentes usos e cobertura da terra mapeados entre 2008 e 2018 na Bacia Hidrográfica do Rio Munim (BHRM), leste Maranhense. Os dados utilizados no trabalho foram obtidos junto à plataforma digital do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), sendo provenientes dos satélites TERRA, AQUA, GOES, NOAA, MSG-02 e ERS-2. Constatou-se um total de 74.752 ocorrências de focos de incêndios na área da bacia entre os anos de 2008 a 2018, tendo como destaque o mês de novembro o mais crítico registrando 30,33% do total de focos, seguido pelo mês de outubro com 23,03%, período em que praticamente não existe precipitação na região. Verificou-se que o ano de 2015 foi o que apresentou o maior índice de focos com 14.025 ocorrências e que o ano de 2011 foi o menos expressivo, com 2.116 ocorrências. ABREU, F. A.; SOUZA, J. S. A. Dinâmica Espaço-temporal de Focos de Calor em Duas Terras Indígenas do Estado de Mato Grosso: uma Abordagem Geoespacial sobre a Dinâmica do Uso do Fogo por Xavantes e Bororos. Floresta Ambiente. v.23, n.1, p. 1-10, 2016. ALVES R. N. B, HOMMA, A. K. O. O fogo na agricultura da Amazonia. Embrapa, Brasília, DF 2020. Disponível em: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/1119758/1/LivroRocasemfogop3742.pdf Acesso em: 28 de junho de 2020. ARAUJO, J. B.; OLIVEIRA, L.C.; VASCONCELOS, S. 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757 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Nota Editorial/ Edição 2019, v. 17, n. 2 (jul./dez.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; Nota Editorial/ Edição 2019, v. 17, n. 2 (jul./dez.)
758 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Entre “cantos” e “batuques”: territórios e territorialidades negro-africanas na cidade de salvador no século XIX Emerson Costa de Melo; Movimentos de Territorialização. Escravo de ganho. Cantos de trabalho. Batuques. Territorialidades Negras. Propõe-se neste artigo trazer à tona os traços de movimentos de territorialização peculiares, realizados pelos escravos de ganho e crioulos na constituição dos cantos de trabalho e dos batuques de “lazer” espalhados pela cidade de Salvador no século XIX. Acredita-se que tais sujeitos, em outros tempos, tenham alimentado uma complexa rede de articulação multicultural que contribuiu para a formação de territórios de resistência e, consequentemente, para a organização de levantes e insurreições contra o modelo económico vigente, o que em âmbito geográfico torna o debate relevante visto a escassez de fontes acerca das diferentes geograficidades da gente negra no Brasil pré-abolição. Para tanto, delineou-se o debate aqui encaminhado, a partir de estudos bibliográficos inerentes a temática apresentada. AVÉ-LALLEMANT, Robert. Viagem pelas Províncias da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe (1859). Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1980. 347p. CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. São Paulo: Paz e Terra, 1999. 532p. CORRÊA, Aureanice de M. Irmandade da Boa Morte como manifestação cultural afro-brasileira: de cultura alternativa a inserção global. 2004. 323 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, CCMN/PPGG, Rio de Janeiro, 2004. COSTA, Ana de Lourdes R. da. Ekabó!: trabalho escravo, condições de moradia e reordenamento urbano em Salvador no século XIX. 1989. 231 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) - Universidade Federal da Bahia, Salvador, 1989. GORENDER, Jacob. O escravismo colonial. São Paulo: Ática, 1980. 640p. HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2003. P 480. HAMPATÉ BÂ, Amadou. Amkoullel, o menino fula. Trad. Xina Smith de Vasconcellos. São Paulo: Palas Athena; Casa das Áfricas, 2003. 342p. HAESBAERT, Rogério. Territórios Alternativos. 2ª ed, São Paulo: Contexto, 2006. 186p. HAESBAERT, Rogério. O Mito da Desterritorialização: do “fim dos territórios” à multiterritorialidade. 6ª ed. Rio e Janeiro, Bertrand Brasil, 2011. 395p. MATORY, James L. Jeje: repensando nações e transnacionalismo. MANA. 1999, vol.5, n.1, pp. 57-80. MATTOSO, Katia M. de Q. Bahia, século XIX: uma província no império. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992. 747p. MELO, Emerson. Entre territórios e terreiros: Yorubá, velhos deuses no Novo Mundo. 2014. 222 f. Dissertação (Mestrado em Geografia), - Universidade Federal de Minas Gerais, IGC/PPGG, Belo Horizonte, 2014. MELO, Emerson. A compreensão das dinâmicas territoriais afrorreligiosas a partir da perspectiva da afro-territorialidade: um estudo sobre o processo de constituição, organização e difusão do Candomblé Kétu. 2019. 225 f. Tese (Doutorado em Geografia), - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, IGEOG/PPGEO, Rio de Janeiro, 2019 NINA RODRIGUES, Raimundo. Os africanos no Brasil. 6ª ed. Brasília: EUNB, 1982. 401p. QUERINO, Manuel. A raça africana e os seus costumes na Bahia. Salvador: P555 edições, 2006. 100p. REIS, João José. Rebelião Escrava no Brasil: a História do Levante dos Malês, 1835. São Paulo: Cia das Letras, 2003. 648p. SILVA, Marilene R. N. da. Negro na rua: a nova face da escravidão. São Paulo, SP: Hucitec, Brasília, DF: CNPq, 1988. 166p. SILVEIRA, Renato da. O Candomblé da Barroquinha: processo de constituição do primeiro terreiro baiano de keto. Salvador: Edições Mainanga, 2006. 645p. SPIX, Johann. B; MARTIUS, Karl. F. P. Viagem pelo Brasil - 1817-1820. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1981. 110p. VERGER, Pierre. Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o Golfo do Benin e a Bahia de todos os Santos dos séculos XVII a XIX. Trad. Tasso Gadzanis. 4ª ed. Salvador: Corrupio, 1987. 728p. VERGER, Pierre. Notícias da Bahia - 1850. Salvador: Corrupio, 1999. 238p.
759 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Segregação e Hanseniase: a produção de uma subnormalidade no município de Anápolis (GO) Thalita Aguiar Siqueira;Marcelo de Mello; Processo Histórico. Segregação. Hanseníase. O presente artigo apresenta, inicialmente, uma discussão teórica centrada no conceito de segregação residencial. A partir do debate conceitual realizado, foi evidenciada a existência de cenários marcados por complexidades econômicas e sociais em que a segregação residencial é manifestada. Posteriormente, a partir da realização de trabalhos de campo e da aplicação de questionários, foi investigada a segregação residencial em um bairro caracterizado pela precarização na reprodução da vida de cidadãos que habitam um espaço produzido, na primeira metade do século XX, para abrigar portadores da hanseníase. Trata-se do bairro Novo Paraíso, na cidade de Anápolis (GO), que apresenta uma realidade repleta de ações segregadoras. CARLOS, A.F.A. O espaço urbano: novos escritos sobre a cidade: São Paulo: Labur Edições, 2007. Disponível em: Acesso em: 12/04/2016. CLARK, D. Introdução à Geografia Urbana. São Paulo: DIFEL Difusão editorial S.A, 1985. CORRÊA, R. L. O Espaço Urbano. São Paulo: Ática, 1995. FOUCAULT, M. História da loucura na idade clássica. São Paulo: PERSPECTIVA, 1978. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Aglomerados Subnormais: Informações Territoriais Censo 2010. Disponível em < http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/00000015164811202013480105748802.pdf > Acesso em: 24/08/2016. LEFEVRE, Henri. O Direito à Cidade. São Paulo: Centauro, 2001. Disponível em: Acesso em: 10/03/2016. LOJKINE, J. O estado capitalista e a questão urbana. São Paulo: Martins Fontes, 1997. MACIEL, R. M. T. De leprosários e preventórios à hanseníase tem cura: saldos de um passado que insiste em existir 2014. Tese (doutorado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Economia, Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento, Rio de Janeiro ,2014. MOHAN. Disponível em: . Acesso em: 10/12/2016 PEREIRA, A. D. A (longa) história da desigualdade na África do Sul. Mal-estar na cultura. Abril-Novembro, 2010. Disponível em: < http://www.ufrgs.br/difusaocultural/adminmalestar/documentos/arquivo/AfricaDoSulDanileviczPereira.pdf> Acesso em: 20/11/2016. ROUSSEAU, J.J. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. In: Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978. SILVA, L.F. Eternos Órfãos Da Saúde: Medicina, Política E Construção Da Lepra Em Goiás (1830-1962). Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, 2013. SILVA, L. F; SALOMON, M. J. A lepra em Goiás (1920-1937): as instituições filantrópicas e a pedagogia do isolamento. In: VIII Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão - Conpeex, Goiânia. 2011. Disponível em: < http://www.sbpcnet.org.br/livro/63ra/conpeex/doutorado/trabalhosdoutorado/doutorado-leicy-francisca.pdf> Acesso em: 05/08/2016. SOUZA, M.L. ABC do desenvolvimento urbano. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010. TAVARES, G.G; PEXOTO, J.C; LUZ, J.S; CAMPOS, D.M.B; MONTEIRO, R.S. A Lepra Mora no Morro: O “refúgio” de leprosos em Anápolis, Goiás, Brasil (1930 –1970). Fronteiras: Journal of Social, Technologicaland Environmental Science. v.4, n.1, jan. -jul. 2015. Disponível em: Acesso em: 10/08/2016. VASCONCELOS, P.A; CORRÊA, R.L; PINTAUDI, S.M (Orgs). A cidade contemporânea: segregação espacial. São Paulo: contexto. 2013. VASCONCELOS, P.A. A aplicação do conceito de segregação residencial ao contexto brasileiro na longa duração. CIDADES. São Paulo v. 1, n. 2, 2004, p. 259-274. Disponível em: Acesso em: 29/03/2016 VILLAÇA, F. Espaço Intra-urbano no Brasil. São Paulo: Studio Nobel, 2001.
760 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Uma leitura do dossiê da Revista Brasileira de Educação em Geografia (2014): ora compêndios, ora livros escolares, ora livros didáticos Bruno Falararo de Mello;João Pedro Pezzato; Ensino. Livro didático. Revista Brasileira de Educação em Geografia. O presente artigo tem por objetivo a análise de treze artigos publicados, em forma de um dossiê, na Revista Brasileira de Educação em Geografia vol. 4, n. 8, de 2014. Tal edição conta com vários autores de diversas universidades, tanto nacionais como internacionais, e trata de temas relativos à Geografia escolar e livros didáticos. A proposta deste artigo está inserida em um campo de pesquisa recente, contudo amplo, que estuda livros didáticos de Geografia. Na perspectiva da pesquisa documental, de caráter inventariante, todos os artigos foram inicialmente lidos. A leitura culminou com o mapeamento das instituições dos autores por estados, além de uma sistematização por meio de tabelas. Os artigos demonstram haver conexões entre os conteúdos dos livros didáticos e a história do pensamento geográfico. Nos próprios artigos podem ser notadas articulações das análises com a epistemologia da ciência de referência, a Geografia, mas de maneira e intensidade diferente cada qual. A principal convergência é quanto ao conceito de região, que é trabalhada em praticamente todos os livros didáticos. Os organizadores do dossiê tiveram o cuidado de apresentar ao debate acadêmico artigos que abordam matizes e reflexões diversas sobre autores e seus livros didáticos. Os livros didáticos são importantes elementos da cultura escolar. Eles se renovam a cada época em um movimento convergente ao das políticas educacionais. Como tema de pesquisa, o estudo do livro didático não se esgota: ele se renova a cada época. ANGELO, Maria Deusia Lima; ALBUQUERQUE, Maria Adailza Martins de. Autores e livros didáticos regionais de Geografia (1870-1910): elementos históricos e educacionais para uma espacialização do fenômeno. Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas, v. 4, n. 8, p. 88-112, jul./dez. 2014. Disponível em: . Acesso em: 01 de setembro de 2016. AZAMBUJA, Leonardo Dirceu. O livro didático e o ensino de Geografia. Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas, v. 4, n. 8, p. 11-33, jul./dez. 2014. Disponível em: < http://www.revistaedugeo.com.br/ojs/index.php/revistaedugeo/article/view/180>. Acesso em: 01 de setembro de 2016. CHERVEL, André. Lhistoire des disciplines scolaires. Réflexions sur un domaine de recherche. Histoire de léducation, n. 38, p. 59-119, 1988. Disponível em: . Acesso em: 01 de setembro de 2016. CHOPPIN, Alain. História dos livros e das edições didáticas: sobre o estado da arte. Educação e Pesquisa. São Paulo, v. 30, n.3, p. 549-566, set./dez., 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ep/v30n3/a12v30n3.pdf>. 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761 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Os espaços da exclusão social na cidade de Campos dos Goytacazes – RJ Glaucia de Oliveira Claudio;Leandro Bruno Santos; Desigualdade, exclusão social, Campos dos Goytacazes. Vivemos um momento marcado pela revalorização do território e sua utilização na análise e implementação de políticas públicas, sobretudo políticas sociais. Este texto aborda os processos de exclusão social, pobreza e desigualdade na cidade de Campos dos Goytacazes. Trata-se de uma cidade importante na rede urbana do estado do Rio de Janeiro, constituindo-se num polo regional relevante na oferta de comércio e serviços. Juntamente com outras cidades do Norte Fluminense, Campos dos Goytacazes também tem sido utilizada como suporte para as atividades de exploração de petróleo na Bacia de Campos. Apesar de sua importância e da dinâmica econômica, a cidade é marcada por uma elevada exclusão social que, no tecido urbano, apresenta uma expressão territorial. Neste texto, pretendemos abordar a desigualdade sob a ótica da exclusão social, buscando contribuir com a produção e a leitura de indicadores sociais territorializados da Cidade de Campos dos Goytacazes – RJ, dando visibilidade às áreas de inclusão e exclusão social, por meio da espacialização dos dados secundários dos dois últimos censos demográficos (2000 e 2010) disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com base nos indicadores, espacializamos os dados e verificamos a concentração de setores marcados pela elevada exclusão ao norte da cidade, tendo como grande divisor o Rio Paraíba do Sul. ATLASBRASIL. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Perfil Campos dos Goytacazes – RJ. Disponível em: . Acesso em: 26 de Junho de 2018. BRENNER, N.; PECK, J.; THEODORE, N. Após a neoliberalização? Cadernos Metrópole. São Paulo, v. 13, n. 26, p. 15-39, 2012. CARVALHO, E. Exclusão social e crescimento das cidades médias brasileiras. Scripta Nova – Revista electrónica de geografía y ciencias sociales. Barcelona: Universidad de Barcelona, v. VII, n. 146, s.p., 2003. GOMES, M. A. S. A produção e a valorização desigual do espaço urbano em Campos dos Goytacazes-RJ: uma análise das ações do Estado e dos promotores/incorporadores imobiliários. Geografares, n. 15, p. 28-41, Jan/Jul. 2015. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo 2010. Disponível em: Acesso em: 12 de setembro, 2017. IPEA. A Década Inclusiva (2001-2011): Desigualdade, Pobreza e Políticas de Renda. Brasília: Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, 2012. MARTINUCI, O. S. Mapeamento e análise das desigualdades territoriais em cidades de porte médio do interior do Paraná. Maringá: UEM, 2016 (mimeo). MARTINS, J. S. Exclusão social e a nova desigualdade. São Paulo: Paulus, 1997. ______. A sociedade vista do abismo. Petrópolis: vozes, 2002. MELAZZO, E. S.; GUIMARÃES, R. B. Exclusão social em cidades brasileiras: um desafio para as políticas públicas. Editora Unesp, 2010. PNUD. O que é IDHM. Disponível em: Acesso em: 25 de Junho de 2018. PREFEITURA DE CAMPOS DOS GOYTACAZES. PERFIL 2018. Disponível em: Aces so em: 14 de Novembro de 2018. SANTOS, M. Por uma outra globalização. Rio de janeiro: Record, 2000. ______. O Espaço do Cidadão. 7ª edição. São Paulo: Edusp, 2007. SCHWARTZMAN, S. As causas da pobreza. Rio de Janeiro: FGV. 2004. SMITH, N. Desenvolvimento desigual: natureza, capital e produção do espaço. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1988. SINGER, P. Globalização e desemprego: diagnóstico e alternativas. São Paulo. Contexto, 1999. SPOSITO, M. E. B. Novos conteúdos das periferias urbanas das cidades médias do estado de São Paulo, Brasil. Investigaciones Geográficas, Cidade do México, n. 54, p. 114-139, 2004. VIEIRA, A. B. Mapeamento da exclusão social em cidades médias: interfaces da Geografia Econômica com a Geografia Política. 194 f. 2009. Tese (Doutorado em Geografia), Faculdade de Ciências e Tecnologia, UNESP, 2009.
762 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados O território agrário ao longo dos rios no Amazonas Tiago Maiká Schwade; Campesinato. Direito agrário. Questão agrária. Território. Amazonas. Neste trabalho, buscamos contribuir com a compreensão da organização territorial agrária dos terrenos marginais e ilhas fluviais no Estado do Amazonas (Brasil). Para tanto, buscamos responder aos seguintes questionamentos: como foi o processo de disputas territoriais nas margens dos rios amazônicos? Como se configura juridicamente os terrenos marginais e as ilhas fluviais no Amazonas? Quais os mecanismos utilizados na apropriação da terra? Como o meio físico influencia na apropriação do território? Buscamos analisar o território a partir de uma perspectiva materialista de ciências e partimos da compreensão de que o território resulta das relações sociais de produção. O trabalho é um dos resultados do levantamento bibliográfico e documental realizados para a tese de doutoramento “A formação da propriedade capitalista no Amazonas”, apresentada ao programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da USP, em 2019. Possui também uma estreita relação com a vivência amazônica do autor. Destaca ainda aspectos importantes da apropriação do território tanto do ponto de vista histórico e legal, quanto em relação às estratégias de reprodução camponesa em um meio físico em constante transformação. ACUÑA, Padre Cristóbal de. Novo Descobrimento do Rio Amazonas. Montevideo: Oltaveres e Embajada de España en Brasil, 1994. ALFAYA, Felipe Algusto Ventura da Silva. Mapeamento de Áreas Alagáveis da Calha Solimões/Amazonas Utilizando Análise de Imágens Baseada em Objeto com dados MDE-SRTM. 2012. 59 f. Dissertação (Mestrado em Sensoriamento Remoto) – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, São José dos Campos, 2012. Disponível em: http://urlib.net/8JMKD3MGP7W/3BMAAGH. 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763 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Espaços e vivências de lazer na cidade: construindo territórios Isabela Veloso Lopes Versiani;Anete Marilia Pereira; Espaço. Território. Lazer. Consumo. Cidadania. O presente artigo, de escopo teórico a partir de pesquisa bibliográfica, tem como objetivo problematizar o lazer no cotidiano urbano a partir da compreensão e da existência de territórios para sua vivência. A categoria território tem ganhado cada vez mais destaque nos estudos que discutem o espaço e as relações de poder que nele evidenciam os agentes de sua produção e condicionam a sua apropriação. Nesse sentido, pensar os espaços de lazer como territórios nos leva a refletir sobre a própria configuração do lazer nas cidades, suas contradições e disputas. Como resultados, foram identificadas duas tendências retratadas a partir de dois espaços emblemáticos nas cidades contemporâneas: a emergência do lazer em territórios do consumo – marcada por relações capitalistas de mercado e pela dimensão econômica, como nos shoppings centers; que tem se sobreposto ao lazer em territórios da cidadania – marcado pela busca de sua efetivação como um direito social e pela dimensão política, como nos espaços públicos de praças e parques. Compreende-se, assim, que as relações entre o lazer e seus espaços urbanos como territórios são permeadas por tensões e interesses divergentes que se refletem em sua apropriação cotidiana, contribuindo para ampliar as possíveis análises entre esses dois campos. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Promulgada em 5 de outubro de 1988. Obra coletiva de autoria da Editora Saraiva. São Paulo: Saraiva, 2006. BRASIL, Congresso Nacional. Lei n. 10.257 de 10 de julho de 2001(Estatuto da Cidade). 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764 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Avaliação geoquímica da água do córrego Quatro Vinténs no município de Diamantina – MG Bárbara Thaíssa da Silva Barros;Hernando Baggio;Luiz Felipe Amaral Silva;Welberth Pereira Dias;Atila Oliveira Coimbra;Daniel Jose Silva Viana; Análises físico-químicas. Microbiológicas. Qualidade da água. O Córrego Quatro Vinténs localiza-se no nordeste do Estado de Minas Gerais, na bacia hidrográfica do rio Jequitinhonha, sendo um importante curso d’água do município de Diamantina. Sua nascente encontra-se inserida na borda leste da Serra dos Cristais – Espinhaço Meridional, no bairro Glória, seu médio e baixo curso drenam importantes áreas urbanizadas. Analisou-se parâmetros físico-químicos e microbiológicos, cujos resultados foram avaliados por estatística descritiva e variação sazonal. A metodologia seguiu uma abordagem analítica quantitativa. Foram realizadas duas amostragens de campo, totalizando 12 pontos por período climático. Os parâmetros físico-químicos não conservativos foram determinados in situ: temperatura, potencial hidrogeniônico, oxigênio dissolvido, sólidos dissolvidos totais, condutividade e salinidade. Em laboratório, determinou-se turbidez, cor da água por fotocolorímetro e coliformes totais, termotolerantes e Escherichia coli por análises microbiológicas. Os resultados foram comparados com as legislações ambientais CONAMA N°357/2005 e N°274/2000, além, da Portaria do MS N°518/2005. Os resultados apontam que, alguns dos pontos amostrados estão em desacordo com o preconizado por estas legislações ambientais. Desta forma, os valores e as correlações apresentadas, apontam que o intemperismo, processo de erosão, escoamento superficial e as condições de uso e ocupação desordenada da bacia de drenagem, influenciam diretamente na qualidade ambiental da água superficial. AGUSTIN, C. H. R. R.; FONSECA, B M.; ROCHA, L. C. Mapeamento geomorfológico da Serra do Espinhaço Meridional: primeira aproximação. 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765 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Execução dos limites mínimos constitucionais de financiamento da educação nos municípios da mesorregião Jequitinhonha Éder de Souza Beirão;Marcos Esdras Leite; Limite mínimo constitucional. Função Educação. Mesorregião Jequitinhonha. O presente estudo tem como objetivo verificar a execução do art. 212 da Constituição Federal de 1988 nos municípios da mesorregião Jequitinhonha, no período que compreende os anos de 2000 a 2017. Foi utilizada como metodologia a pesquisa de abordagem quantitativa, classificada quantos aos objetivos em descritiva e quanto aos procedimentos em documental. A variável utilizada para a análise do cumprimento dos limites mínimos constitucionais da função Educação foi o orçamentário em atividades na área realizadas pelos municípios da mesorregião Jequitinhonha. Estes dados foram extraídos da plataforma intitulada Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS), da Fundação João Pinheiro (FJP). A partir dos resultados, foi possível inferir que grande parte dos municípios da mesorregião Jequitinhonha não cumpriu o limite mínimo constitucional da educação no período analisado. Apenas os municípios de Angelândia/MG, Divisópolis/MG, Minas Novas/MG e Ponto dos Volantes/MG não deixaram de cumprir o limite em nenhum dos anos da série histórica. Já o município de Diamantina/MG não conseguiu cumprir o limite mínimo da educação que é de 25%, no período analisado. Em todas as microrregiões, é possível observar uma redução das porcentagens do esforço orçamentário com atividades da educação. ANGÉLICO, João. Contabilidade pública. 8.ed. São Paulo: Atlas, 1994. BEIRÃO, Éder de Souza. Análise de despesas públicas orçamentárias: um estudo no município de Montes Claros/MG. Saarbrucken: Novas Edições Acadêmicas, 2017. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Diário Oficial da União, 1988. Disponível em: Acesso em: 02 de janeiro de 2019. BRASIL. Lei Nº 4.320, de 17 de março de 1964. Estatui normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Brasília: Diário Oficial da União, 1964. Disponível em: Acesso em: 06 de fevereiro de 2019. BRASIL. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 1996. Disponível em: Acesso em: 02 de janeiro de 2019. CAMPOS, Amauri Ramos de; et al. O cumprimento dos limites constitucionais mínimos de gastos com educação e saúde. Gestão em Foco, n.6, v.1, p.39-50, 2014. CAON, Ana Rogéria Vitório; MAGALHÃES, Maria Regina Alvares; MOREIRA, Mário César Rocha. Situação da pobreza em Minas Gerais. Revista do Legislativo, n.44, janeiro de 2011/julho de 2012. Disponível em: Acesso em: 29 de dezembro de 2018. COSTA, Frederico Lustosa da; CASTANHAR, José Cezar. Avaliação de programas públicos: desafios conceituais e metodológicos. Revista de Administração Pública, v.37, n.5, 2003. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Índice Mineiro de Responsabilidade Social. Belo Horizonte: FJP, 2018. Disponível em: Acesso em: 02 de janeiro de 2019. GIAMBIAGI, Fábio; ALÉM, Ana Claudia Duarte de. Finanças públicas: teoria e prática no Brasil. 4.ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. Disponível em: Acesso em: 03 de janeiro de 2019. KOHAMA, Heilio. Contabilidade pública: teoria e prática. – 8.ed. – São Paulo: Atlas, 2001. MAUSS, Cézar Volnei. Análise de demonstrações contábeis governamentais: instrumento de suporte à gestão pública. São Paulo: Atlas, 2012. NASCIMENTO, Elaine Cordeiro do. Vale do Jequitinhonha: entre a carência social e a riqueza cultural. Contemporâneos: Revista de Artes e Humanidades, n.4, maio-out. 2009. PISCITELLI, Roberto Bocaccio; TIMBÓ, Maria Zulene Farias; ROSA, Maria Berenice. Contabilidade pública: uma abordagem da Administração Financeira Pública. – 7. ed. rev., ampliada e atualizada até fevereiro de 2002 – São Paulo: Atlas, 2002. SLOMSKI, Valmor. Manual de contabilidade pública: um enfoque na contabilidade municipal, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. – 2.ed. – 5. reimpr. – São Paulo: Atlas, 2008. STIGLITZ, Joseph. Economics of the public sector. Londres, Norton&Company, 1986. TODOS PELA EDUCAÇÃO. Municípios devem gastar no mínimo 25% de seus orçamentos com educação. São Paulo: Todos pela Educação, 2018. Disponível em: Acesso em: 05 de março de 2019.
766 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Repensando a formação docente a partir da troca de saberes entre professores na busca pela Geografia Sensível Juliano da Costa Timmers;Nestor André Kaercher; Geografia Sensível. Formação de professores. Educação Visual. Neste estudo relacionado com o ensino de Geografia na escola básica, o principal objetivo é explorar experiências em sala de aula cujos sentidos sejam definidos como relevantes para a aprendizagem junto ao contexto de vivência de educadores e educandos. Propomos uma reflexão sobre o ensino de Geografia, destacando aspectos centrais para realizar uma aprendizagem mais efetiva junto às dimensões do cotidiano. Inspirado pelas ideias de educação espacial de Kaercher e no estudo que relaciona imagens e Geografia de Oliveira Jr., nós definimos como Geografia Sensível o modo para aprender o espaço a partir da valorização do compartilhamento de nossas percepções. Desenvolvemos duas edições de um curso de formação para os professores com o objetivo de promover essa Geografia Sensível através da troca de saberes docentes entre educadores que trabalham em disciplinas de Geografia nas escolas públicas de São Leopoldo, cidade do sul do Brasil. Como conclusões é possível traçar três linhas principais: primeiro, a Geografia Sensível parece ser eficaz, uma vez que a partir das experiências docentes, se mostraram mais dinâmicas e interessantes as aulas em que se consideraram os entendimentos espaciais e as referências dos estudantes e dos professores como centrais em termos de conteúdos; segundo, o desempenho dos professores é muito exposto a problemas sociais, apesar disso, eles são muito capazes de trocar experiências de aprendizado de Geografia e com isso melhorar suas aulas; finalmente, as ferramentas tecnológicas são muito consideradas como expectativa para melhor refletir no ensino os aspectos de nossos espaços de vivência. BARTHES, Roland. Elementos de semiologia. São Paulo: Cultrix / USP, 1971. CRAIA, Eladio. O virtual: destino da ontologia de Gilles Deleuze. Rev. Filos, Aurora: Curitiba. Vol. 21 n. 18. p 107-123, jan/jun, 2009. Disponível em Acessado em maio de 2019. GOMES, Paulo Cesar da Costa. O lugar do olhar: elementos para uma geografia da visibilidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013. FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? tradução de Rosisca Darcy de Oliveira. Prefácio de Jacques Chonchol 7ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1983. ________. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: 26° ed. Paz e Terra, 1996. KAERCHER, Nestor André. Práticas geográficas paralerpensaromundo, converentendersarcom o outroeentenderscobrira si mesmo. IN:REGO, Nelson, CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos e KAERCHER, Nestor André. (orgs.) Geografia: Práticas pedagógicas para o ensino médio. Porto Alegre: Artmed, 2007. p.15-33 KAERCHER, Nestor André. TONINI, Ivaine Maria. ARTESANIA, FELICIDADE, EMPATIA: ASSUNTOS NÃO GEOGRÁFICOSPARA O ESTAGIÁRIO DE GEOGRAFIA CONSTRUIR SUA IDENTIDADEDOCENTE. Em: Geographia Meridionalis - Revista Eletrônica do Programa dePós-Graduação em Geografia da Universidade Federal dePelotas. V. 3 n. 2, 2017. p. 251-273. Disponível em Acessado em julho de 2018. LIPOVETSKY, G.; SERROY, J. A tela mundo. In: ___. A tela global: mídias culturais e cinema na era hipermoderna. Porto Alegre: Sulina, 2009. p.255-298. LUKÁCS, G. Prolegômenos: para a ontologia do ser social. Obras de Georg Lukás, Volume 13. Maceió: Coletivo Veredas, 2018. MASSEY, Doreen. For space. London: Sage publications, 2008. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários a educação do futuro. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2000. OLIVEIRA JR. Wenceslao Machado de. Entrevista com o professor Wenceslao M. de Oliveira Junior [entrevista concedida em 2013] Entre-lugar, Dourados, MS, p. 113-122. Ano 4, n.7, 1 semestre 2013. Entrevistador: Claudio Benito O. Ferraz. ________. Grafar o espaço, educar os olhos. Rumo a geografias menores.Pro-Posições, Campinas, v. 20, n. 3 (60), p. 17-28, set./dez. 2009. Disponível em Acessado em maio de 2018. REGO, Nelson. Geografia, educação, linguagem: elementos de uma reconstrução ontológica? Revista da Anpege, v. 5, 2009. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4 ed. São Paulo: Editora da USP, 2012. ________. Por uma outra Globalização: do pensamento único à consciência universal. 26°ed. Rio de Janeiro: Record, 2017. SARTRE, J. P. L’existentialisme est un humanisme. Paris: Nagel 1952. Texto base disponível em: Antologia de texto filosóficos. Curitiba: Secretaria Estadual de Educação do Paraná, 2009. p. 616-639. SOUZA, Jessé. A construção social da subcidadania: para uma sociologia política da modernidade periférica. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1° reimpressão 2006.
767 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Zoneamento edafoclimático da cultura do melão André Luiz Ribas de Oliveira;Vandervilson Alves Carneiro;Sandra Máscimo da Costa e Silva;João Carlos Mohn Nogueira;Renata Gonçalves Lacerda Oliveira; Cucumis melo. Reserva de água. Olerícolas. Índice de Satisfação da Necessidade de Água. A cultura do melão é uma das culturas hortícolas brasileiras, devido ao seu potencial produtivo e papel sócio econômico. Sendo de fácil e tendo necessidade de zoneamento das condições climáticas e assim recomendar para o Estado de Goiás e o Distrito Federal, podendo assim realizar sua semeadura. O presente trabalho utilizou o programa Sarazon para a realização do balanço hídrico da cultura do melão, para as datas de semeadura do 2º, 4º e 6º quinquídios dos meses de agosto, setembro e outubro e relação às reservas de água no solo de 50 mm e 75 mm. Os dados foram espacializados utilizando-se o programa SPRING 4.3. Observou-se que os produtores estão realizando na pratica o que pode ser demonstrado na teoria que o período de 16-20 de outubro é o mais indicado para semeadura em solos de 50 mm de reserva de água e 06-10 de outubro o início da semeadura em solo de 75 mm de reserva de água para o cultivo do melão e ter adequada rentabilidade. ANDRADE JÚNIOR, A. S.; SENTELHAS, P. C.; LIMA, M. G.; AGUIAR, M. J. N.; LEITE, D. A. S. R. Zoneamento agroclimático para as culturas de milho e de soja no estado do Piauí. Revista Brasileira de Agrometeorologia, Santa Maria, 2001. v.9 n.3, p. 544-550 ARAÚJO, J. P. Cultura do melão. Petrolina, PE: EMBRAPA Agropecuária para o Trópico 348 Semiárido, 1980. 40 p. ASSAD, E. D.; SANO, E. E.; MASUTOMO, R.; CASTRO, L. H. R.; SILVA, F. A. M. Veranicos na região dos cerrados brasileiros: frequência e probabilidade de ocorrência. In: ASSAD, E. D. Chuva nos cerrados: análise e espacialização. Brasília: Embrapa – CPAC: Embrapa – SPI, 1994. p. 43-48. BERNARDO, S.; SOARES, A. 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768 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Análise dos Censos Agropecuários brasileiros dos anos de 2006 e 2017 para identificação de características da população agrícola Sayonara Chagas da Silva Arrais;Bernat Viñolas Prat;Rosana Passos Cambraia; Produtor rural. Caracterização do produtor. Censo Agropecuário. A agricultura é um setor da economia que está em constante desenvolvimento e vem contribuindo consideravelmente para o crescimento do PIB brasileiro. Devido a relevância desse segmento faz-se necessário conhecer o perfil dos trabalhadores rurais que estão contribuindo com esses resultados. Dessa forma, a pesquisa foi realizada com o objetivo de identificar as características da população agrícola brasileira, a partir de uma análise comparativa realizada com os dados disponíveis no Censo Agropecuário dos anos de 2006 e 2017. O estudo foi desenvolvido através da seleção de variáveis que apresentaram dados coletados e divulgados nos dois períodos de Censo, são elas: condição legal da terra, pessoa que dirige a propriedade, relação dos agricultores com financiamentos e divisão dos estabelecimentos por região. Como resultado constatou-se que em sua maioria os produtores são proprietários da terra em que trabalham e a maior parte dos estabelecimentos são dirigidos por homens. Os relacionamentos com instituições financeiras acontecem, geralmente, por meio de agências bancárias e tem a finalidade de custear as operações. A região Nordeste é a que abriga a maior quantidade de estabelecimentos rurais, com um número elevado de pequenas propriedades e o oposto acontece na região Centro-Oeste, que possui uma grande extensão de terras agricultáveis distribuída entre poucas propriedades rurais. ASSUNÇÃO, J; CHEIN, F. Condições de crédito no Brasil rural. Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, v. 45, n. 2, p. 371-372, 2007. BATISTA, H.R; NEDER, H.D. Efeitos do PRONAF sobre a pobreza rural do Brasil (2001-2009). Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, v. 52, supl. 1, p. 150, 2014. BANCO CENTRAL DO BRASIL. Crédito Rural. Disponível em: . Acesso em: 10 ago. 2018. BRASIL. Lei n. 7.827, de 27 de setembro de 1989. Regulamente o art. 159, inciso I, alínea c, da Constituição Federal, institui o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte - FNO, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste - FNE e o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste - FCO, e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 27 de setembro de 1989. Disponível em: . Acesso em: 06 fev. 2018. BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA. Safra de grãos deve alcançar 300 milhões toneladas em dez anos. DF: Brasília. Disponível em: . Acesso em: 05 ago. 2018. BRUMER, A. Gênero e Agricultura: A situação da mulher na agricultura do Rio Grande do Sul. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, p. 205-227, 2004. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/ref/v12n1/21699.pdf >. Acesso em: 01 de maio 2018. BRUMER, A; FREIRE, N.M.S. O trabalho da mulher na pequena produção agrícola. Revista do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ano XI/XI, p. 302-322, 1984. CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA – CNA. Agricultor, a mais nobre das profissões. Disponível em: . Acesso em: 05 ago. 2018. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍTICA - IBGE. Censo Agropecuário 2006. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Censo Agropecuário 2017. Disponível em: < https://censoagro2017.ibge.gov.br/templates/censo_agro/resultadosagro/index.html>. Acesso em: 15 ago. 2018. MEDEIROS, L.S. “Sem terra”, “Assentados”, “Agricultores Familiares”: considerações sobre os conflitos sociais e as formas de organização dos trabalhadores rurais brasileiros. In: Una nueva ruralidad em America Latina? Colección de CLACSO. Libronauta Argentina S.A. 2005, p. 108-133. NASCIMENTO, V.F. Patriarcado rural: Permanência e alterações da ordem patriarcal no meio rural. IV Encontro Nacional e X Fórum Estado, Capital Trabalho. Universidade Federal de Sergipe (UFS). 2017. PAULILO, M.I.S. O peso do trabalho leve. Ciências Hoje, Rio de Janeiro: SBPC, v. 5, n. 28, p. 64-70, jan-fev. 1987. RONCON, N. A importância do setor agrícola para a economia brasileira. Fundação Educacional do Município de Assis – FEMA/IMESA. Assis, 2011, p. 69. SCHNEIDER, S; MATTEI, L; CAZELLA, A.A. Histórico, caracterização e dinâmica recente do Pronaf. In: ___. (Org.) Políticas públicas e participação social no Brasil rural. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2004, p. 21-50. SILVA, A.B.A.D. Perfil da agricultura familiar do Agreste Paraibano: uma tipificação contextualizada. João Pessoa, 2018. Acesso em: 01 de maio 2019. ZANCHET, A; JUNIOR, S.C.F. Perfil contábil-administrativo dos produtores rurais e a demanda por informações contábeis. Ciências Sociais Aplicadas em Revista, v. 6, n. 11, 2006.
769 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Geração de modelo digital do terreno e extração de parâmetros geomorfométricos a partir de dados coletados por aeronaves remotamente pilotadas Otacílio Lopes de Souza da Paz;Tony Vinicius Moreira Sampaio; Geomorfologia; Geomorfometria; Análise Digital do Relevo; Atributos topográficos. A morfometria do relevo pode ser analisada pela extração de parâmetros geomorfométricos a partir de modelos digitais do terreno (MDT). MDT de alta resolução espacial pode ser obtido por aerolevantamento com aeronave remotamente pilotada (RPA). Objetiva-se gerar MDT a partir de aerolevantamento com RPA e analisar os parâmetros geomorfométricos extraídos. Foi realizado aerolevantamento com uma RPA modelo Phantom 4 Advanced em uma bacia de primeira ordem localizada a 3 km da cidade de Medianeira (oeste do Paraná). Os dados coletados foram processados no Agisoft PhotoScan 1.2.4. A nuvem de pontos gerada passou por filtragens e foi interpolada via krigagem no ArcGIS 10.1, resultando no MDT. Os parâmetros geomorfométricos foram extraídos no ArcGIS 10.1. A área de estudo apresenta em maior parte vertentes planar-retilíneas com declividade de até 5 graus e baixos valores de ITU. No vale do rio de primeira ordem, foram encontradas vertentes convergentes-côncavas marcadas por declividades de 5 a 9 graus, associado a altos valores de ITU. O MDT gerado permitiu a identificação de feições de detalhe observadas em campo. Conclui-se que dados coletados por RPA tem grande potencial para caracterização morfométrica em detalhe do relevo. ARRUDA, G. P. de; DEMATTÊ, J. A. M.; SILVA CHAGAS, C. Mapeamento digital de solos por redes neurais artificiais com base na relação solo-paisagem. Revista Brasileira de Ciência do Solo, v. 37, n. 2, 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-06832013000200004&script=sci_abstract&tlng=pt>. ARUN, P. V. 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770 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Densidades do território em Anápolis – Goiás: notas sobre o trevo sul da Avenida Brasil Hamilton Matos Cardoso Júnior; Consumo. Habitar. Objetos Técnicos. Sistema Urbano. Anápolis é uma das principais cidades industriais da região Centro-Oeste do Brasil. Estão sediadas em seu Distrito Agroindustrial importantes empresas de diversos segmentos. Este trabalho tem como objetivo analisar a presença da densidade técnica e normativa que permeiam a questão do habitar na cidade média, tendo como objeto de estudo uma área traçada a partir do viaduto da saída sul da cidade de Anápolis, onde se concentra a maior parte das indústrias e outras grandes empresas, como atacadistas e transportadoras. Para isso, utilizou-se como principal metodologia o trabalho de campo. Foi traçado um raio de 4 km a partir do referido viaduto. Dentro dessa área foram identificados os principais aparelhos urbanos responsáveis pelas conexões de Anápolis com outros pontos do território. Posteriormente, foi feito um levantamento bibliográfico a autores para análise da área de estudo, discutindo sobre a densidade técnica e normativa a luz das teorias e do trabalho de campo. Conclui-se com esta pesquisa que em Anápolis, mais especificamente a área analisada, a questão do habitar ocorre em meio à cidade que intensifica a divisão social do trabalho, que se comunica não mais apenas em redes, mas em um sistema urbano. ANTUNES, M.; MELLO, M. de; ARRAIS, T. A. O entorno do Distrito Federal: nota exploratório de um trabalho de campo. Boletim Goiano de Geografia. v. 27, n. 3, p. 145-150, 2007. ARROYO, M. M. Território Nacional e Mercado Externo: uma leitura do Brasil na virada do século XX. 2001. 250 f. 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771 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Vulnerabilidade da paisagem à perda de solos do município de Francisco Sá – MG Maria Tereza Pereira dos Santos;Maria Ivete Soares de Almeida; Vulnerabilidade. Perda de solos. Geotecnologias. Dentre os problemas ambientais que atualmente ocorrem, a vulnerabilidade da paisagem à perda de solos é um dos que merece significativa atenção, devido aos danos irreversíveis causados à paisagem. Assim, este trabalho propõe determinar a vulnerabilidade da paisagem do município de Francisco Sá (MG) para a perda de solos, pautando-se na metodologia proposta por Crepaniet al. (2001). A partir dessa metodologia e com o uso das ferramentas geotecnológicas, foram elaborados mapas de vulnerabilidade para os elementos que compõem a paisagem (geologia, geomorfologia, solos, clima e uso do solo). Após a determinação da fragilidade de cada elemento, criou-se o produto cartográfico final de vulnerabilidade da paisagem, a partir do cruzamento de todas as variáveis. Como resultado, é possível afirmar que a paisagem do município de Francisco Sá apresenta vulnerabilidade de média à alta para a perda de solos o que, para tanto, foram considerados como principais fatores para essa constatação, os tipos de solos ali predominantes e seus respectivos usos. BARBOSA, Y. B.; LORANDI, R. Geoprocessamento aplicado ao estudo da vulnerabilidade à erosão na bacia hidrográfica do Ribeirão do Pântano nos municípios de São Carlos, Analândia e Descalvado (SP). Revista Geografia, Londrina, v. 21, n. 1, p. 103-123, 2012. COSTA, F. H. S. et al. Determinação da vulnerabilidade ambiental na Bacia Potiguar, região de Macau (RN), utilizando sistemas de informações geográficas. Revista Brasileira de Cartografia, nº 58/02, p.119-127, agosto, 2006. COUTINHO, L.M. O conceito de bioma. 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772 cerrados v. 17 n. 02 (2019): Revista Cerrados Resenha - O Ensino da Geografia de Orlando Ribeiro Gustavo Henrique Cepolini Ferreira; CLAUDINO, Sérgio. A influência de Orlando Ribeiro no ensino secundário de Geografia e História. Finisterra, XLIII, 85, 2008, p. 35-44. DAVEAU, Suzanne. Prefácio. In: RIBEIRO, Orlando. O Ensino da Geografia. Porto: Porto Editora, 2012. GARCIA, João Carlos. A transmissão do conhecimento geográfico. In: RIBEIRO, Orlando. O Ensino da Geografia. Porto: Porto Editora, 2012. PIMENTA, José Ramiro. Ciência geográfica em Orlando Ribeiro. In: RIBEIRO, Orlando. O Ensino da Geografia. Porto: Porto Editora, 2012. RIBEIRO, Orlando. Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico: estudo geográfico. Lisboa: Letra Livre, 2011. RIBEIRO, Orlando. O Ensino da Geografia. Porto: Porto Editora, 2012.
773 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Nota Editorial, Edição 2019, v. 17, n. 1 (jan./jun.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; Nota Editorial, Edição 2019, v. 17, n. 1 (jan./jun.)
774 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Fronteira e desenvolvimento regional no município de Pedro Afonso – TO Roberto de Souza Santos; Desenvolvimento regional. Fronteira pioneira. Indicadores sociais. Este artigo é resultado de pesquisas do projeto - fronteira e modernização agrícola na região nordeste do Tocantins: uma análise dos impactos sócio-territoriais nas comunidades tradicionais, aprovado em 2014 no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O objetivo é estudar as transformações sócio-territoriais no município de Pedro Afonso, onde já existe fortes sinais de mudanças econômicas em função da expansão e desdobramento da política de modernização agrícola implementada, inicialmente pelo PRODECER III. E abordar o processo de modernização na agricultura da região e mensurar e avaliar o desempenho do desenvolvimento regional e humano através da análise de indicadores sociais. Os indicadores sociais foram coletados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e no Atlas de Desenvolvimento Humano (PUND) de 2000 e de 2013. O conceito de fronteira analisado no texto baseou-se na frente pioneira a partir da concepção do sociólogo José de Souza Martins e do geógrafo Pierre Monbeig. A revisão bibliográfica baseou-se nos conceitos teóricos sobre fronteira como espaço de conflitos sociais e contraditório. Juntamente com a revisão bibliográfica fez-se também uma pesquisa de campo em lócus. Atlas de desenvolvimento humano- PNUD- 2013. Atlas de desenvolvimento humano- PNUD-2000 BOSCARIOL, Renan. Amabile, at alli. A teoria do desenvolvimento desigual e combinado e a geografia. In: Revista Geografia e Pesquisa-Universidade Estadual Paulista. Campus Experimental de Ourinhos. Curso de Geografia, v. 3, n .2, jul./dez, 2009. CASTRO, Iná Elias de. O mito da necessidade– discurso e prática do regionalismo nordestino. Rio de janeiro: Bertrand Brasil S.A., 1992. CHEPTULIN, Alexandre. A dialética materialista: categorias e leis da dialética. São Paulo: Alfa-Ômega, 1982. HARVEY, David. O Novo imperialismo. São Paulo: Ed. Loyola, 2004. MACHADO, Lia Osório. Urbanização e migração na Amazônia Legal: sugestão para uma abordagem geopolítica. In: BECKER, Bertha K.; MIRANDA, Mariana Helena P.; MACHADO, Lia Osório. Fronteira Amazônica: questões sobre a gestão do território. Brasília-DF: Editora da Universidade de Brasília; Editora da Universidade Federal de Rio de Janeiro, 1990. MARTINS, José de Souza. Fronteiras: a degradação do Outro nos confins do humano. São Paulo: Hucitec, 1997 MARTINS, José de Souza. O tempo da fronteira. Retorno à controvérsia sobre o tempo histórico da frente de expansão e da frente pioneira. Tempo Social. Rev. Sociologia. USP, S. Paulo, 8(1): 25-70, maio de 1996. MARTINS. José de Souza. A militarização da questão agrária no Brasil. 2 ed. Petrópolis-RJ: 1985. MARX, Karl. O capital: crítica da economia política: livro, 20ª ed. Tradução de Reginaldo Sant’Anna, rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Ideologia alemã. Introdução – Jacob Gorender. Tradução – Luiz Claudio de Castro e costa. São Paulo: Martins Fontes, 1998. MONBEIG, Pierre. Pionnies et Panteurs de São Paulo. Paris: Armand Colin, 1952 NOGUEIRA, Carlo Eugênio. Fronteiras e frentes pioneiras: aproximações teóricas. Revista Geonorte, Edição Especial 3, V.7, N.1, 2013. P.1135-1154,. OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino. Modo capitalista de produção e agricultura. São Paulo: Ática, 1987. PRATES, Arlene M.M. et alli. Entrevista com o professor Armen Mamigonian. GEOSUL - no 12/13 - Ano VI – 2º semestre de 1991 e 1º semestre de 1992. RODRIGUES, Waldecy; VASCONCELOS, Silvio Jucá; BARBIERO, Alan Kardec. Análise da efetividade socioeconômica do PRODECER III no Município de Pedro Afonso, Tocantins. - Pesq. Agropec. Trop., Goiânia, v. 39, n. 4, p. 301-306, out./dez. 2009. SMITH, Neil. Desenvolvimento Desigual. Rio de Janeiro: Bertrand, 1988. Sites pesquisados http://marxismo21.org/ignacio-rangel/.
775 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Constituição da política do desenvolvimento territorial rural em Goiás: análise do acesso às políticas públicas pelos territórios Isadora de Paula Vieira Alencar;Hamilton Matos Cardoso Júnior;Divina Aparecida Leonel Lunas; Política Pública. Rural. Território. Os Territórios Rurais e da Cidadania são importantes instâncias destinadas ao planejamento territorial e ao processo do desenvolvimento sustentável no campo, representando a descentralização das decisões e incentivo à autogestão das políticas públicas. Foram criados pelo extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A proposta desse trabalho é realizar uma análise dos principais programas de apoio à produção da agricultura familiar no contexto da política do desenvolvimento territorial em Goiás. O estudo é resultado de um projeto de pesquisa desenvolvido na Universidade Estadual de Goiás, e foi realizado na etapa de diagnóstico do acesso aos programas e políticas públicas pela agricultura familiar nos Territórios Rurais e da Cidadania em Goiás. A pesquisa classifica-se como básica, de caráter exploratório e descritivo. Foram definidos e utilizados os seguintes passos metodológicos: levantamento bibliográfico; levantamento, tabulação e análise de dados secundários. Conclui-se com este trabalho que há uma disparidade no acesso a alguns programas entre os Territórios, principalmente entre os classificados como rurais. Esse contexto implica na necessidade da manutenção de políticas públicas setoriais focadas no desenvolvimento territorial, bem como do assessoramento aos Territórios para que haja maior eficácia nos resultados. ABRAMOVAY, Ricardo. Representatividade e inovação. Paper apresentado no Seminário Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável. Brasília: CNDRS, 2005. 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776 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Análise da dinâmica hidrogeomorfológica no rio Miranda, Estado de Mato Grosso do Sul por meio de imagens Landsat Sensores TM e OLI Ivo Augusto Lopes Magalhães;Everton de Carvalho;Aguinaldo Silva;Beatriz Lima de Paula; Geomorfologia fluvial. Geoprocessamento. Recursos hídricos. Imagens de satélite. Atualmente no Brasil, os estudos sobre as dinâmicas hidrogeomorfológicas por meio de dados de sensoriamento remoto ainda são escassos. Em rios com extensos percursos e áreas inóspitas faz jus o uso de técnicas de sensoriamento remoto para análise e monitoramento ambiental. Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi analisar as mudanças na geomorfologia fluvial do rio Miranda no estado de Mato Grosso do Sul, MS por meio de séries de imagens multitemporais dos Sensores Tematic Mapper do satélite Landsat – 5 e OLI do Satélite Landsat- 8. A planície de inundação do rio Miranda apresenta aproximadamente 600 m de largura e padrão de canal meandrante com índice de sinuosidade de 2.13. Identificou-se áreas em processo erosivo nas margens côncavas, deposição de sedimentos nas margens convexas e presença de meandros abandonados. O paleocinturão de meandros, abandonos de canais e meandros abandonados foram os fenômenos naturais que ocorreram com maior frequência e mais distinguíveis nas imagens Landsat para o período analisado. ALVARENGA, S. M.; BRASIL, A. E.; DEL’ARCO, D. M. Geomorfologia. In: Brasil (ed.) Ministério de Minas e Energia. Departamento Nacional de Produção Mineral. Projeto Radam Brasil. Folha SF-21-Campo Grande. Rio de Janeiro.1982. ALMEIDA, F. F. M. Geologia do Continente Sul-Americano: Evolução da obra. São Paulo: Beca, 2005. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS - ANA. Sistema Nacional de Recursos Hídricos, (SNRH). 2016. BRASIL. Lei n° 9.433, de 8 de jan. 1997. Política Nacional de Recursos Hídricos, Brasília, DF, Jan 1997. CHRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia. São Paulo. Hucitec. 1977. CROSTA, A. P. Processamento Digital de Imagens de Sensoriamento Remoto. Campinas: IG/UNICAMP, 1993. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA (IBGE). 1989. Geografia do Brasil, vol. 1: Região Centro Oeste. Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Diretoria de Geociências, Rio de Janeiro. MAGALHÃES, I. A. L.; XAVIER, A. C.; SANTOS, A. R. Caracterização da dinâmica espectro-temporal-florestal e da cana-de-açúcar no município de Itapemirim, ES. GEOSUL, v. 28, n. 56, p. 183-210, 2013. MENDES, C. A. B.; GREHS, S. A.; PEREIRA, M. C. B.; BARRETO, S. R.; BECKER, M.; LANGE, M. B. R.; DIAS, F. A. Bacia Hidrográfica do rio Miranda: Estado da arte. Campo Grande: UCDB, 2004. MERINO, E. R. Caracterização Geomorfológica do Sistema Deposicional do Rio Miranda (Borda Sul do Pantanal Matogrossense, MS) com Base em Dados Orbitais. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual Paulista- Campus de Rio Claro - SP, 2011. PETTS, G. E.; FOSTER, I. Rivers and Landscape: The Athenaeum Press. New Castle: Great Britain, 1990. POGODIM, A. A.; RESENDE, E. K. Ocupação das matas ciliares pelos empreendimentos do turismo de pesca no rio Miranda, Pantanal, MS, Brasil. Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, Corumbá, v. 64, p. 1- 31. 2000. UNITED STATES GEOLOGICAL SURVEY – USGS. Online Repository, 2016. Disponível em: https://earthexplorer.usgs.gov/. Acesso em: 14 de Jul, 2016.
777 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Educação Inclusiva: um estudo sobre a percepção dos professores de uma escola em Espinosa – MG Ertz Ramon Teixeira Campos;Humberto Gabriel Rodrigues;Helen Cristhianne de Oliveira Macedo;Aliny Cristiany Cardoso de Sá;Francisco Malta de Oliveira;Éder de Souza Beirão; Inclusão. Gestão educacional. Interação. Educação Inclusiva. O processo de inclusão do aluno com deficiência em classes comuns da rede regular ainda requer muitas mudanças na gestão educacional por parte do Estado, que funciona como um exemplo da sociedade, dando uma visão geral de como ela é, ressaltando uma importante missão da escola que é a de proporcionar relacionamentos em um ambiente de interação. A prática em sala de aula não atende efetivamente as necessidades dos alunos no processo de inclusão e um dos motivos que contribuem para isso é a falta de adaptação do currículo por parte da escola. Este estudo proporcionou um olhar mais atento no que envolve a realidade da educação inclusiva nas escolas e também trouxe para mais perto a realidade vivenciada nas escolas da rede regular. ÁLVAREZ, Mercedes; TORRADO-FONSECA, Mercedes. El método Delphi. Reire. Revista Dinnovació I Recerca En Educació, [s.l.], v. 9, n. 1, p.87-102, jan. 2016. Publicacions UB. http://dx.doi.org/10.1344/reire2016.9.1916. AQUINO, Julio Groppa. Diferenças e preconceitos na escola: Alternativas teóricas e Praticas. São Paulo. Sumus, 1998. BRASIL. Congresso Nacional. Constituição: República Federativa do Brasil. Brasília, Centro Gráfico, 1988. BRASIL. Congresso Nacional. Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394). Brasília, Centro Gráfico, 1996. BRASIL. Experiências educacionais inclusivas. Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade. Organizadora: Berenice Weissheimer Roth. – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2006. CARTOLANO, Maria Teresa. Formação do educador no curso de pedagogia: A educação especial. IN: Cadernos CEDES, nº 46 – Setembro, 1998. UNICAMP/ Campinas, São Paulo. CUORE, R. E. C. Como promover a inclusão escolar, enfrentando as mudanças propostas pelo paradigma da inclusão. Disponível em: . Acesso em 07 set. 2011. DECLARAÇÃO DE SALAMANCA: Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais, 1994, Salamanca-Espanha. DÍAZ, Féliz, BORDAS, Miguel, GALVÃO, Nelma , MIRANDA Theresinha, organizadores; autores, Elias Souza dos Santos… [et al.]. Educação inclusiva, deficiência e contexto social: questões contemporâneas, - Salvador: EDUFBA,2009. FERREIRA, Maria Elisa C., GUIMARÃES, Marly. Educação Inclusiva. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI; Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5.ed. São Paulo: Atlas, 2003. LOPES, Esther. Adequação curricular: um caminho para a inclusão do aluno com deficiência intelectual. Londrina, 2010. MANTOAN, Maria Tereza Égler. Inclusão Escolar: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus, 2006. MANTOAN, Maria Tereza Égler. Inclusão Escolar: o que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003. MAZZOTTA, Marcos. Trabalho Docente e Formação de Professores de Educação, especial. São Paulo: EPU,1993. MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Educação. Caderno de textos para formação de professores da rede pública de ensino de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2006. MITTLER, Peter. Educação Inclusiva: contextos sociais. Trad. Windyz Brazao Ferreira. - Porto Alegre: Artmed, 2003. QUADROS, Ronice. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Inclusão: Revista Educação Especial. Brasília, v. 4, n. 1, p. 1-61, jan./jun. 2008 SASSAKI, Romeu Kazuni, Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. 4 ed. Rio de Janeiro: WVA, 1997. SANTOS, Jaciete Barbosa. A dialética da exclusão/inclusão na história da educação de alunos com deficiência. Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 11, nº 17, p. 27-44, jan/jun, 2002. SCORTEGAGNA, Paola; OLIVEIRA, Rita. A formação do professor da Educação de Jovens e Adultos: um processo contínuo e reflexivo. Dialogia, São Paulo, v. 7, n. 1, p. 77-84, 2008. UNESCO. Orientações para a inclusão: garantindo o acesso à educação para todos. 2005. Disponível em: http://redeinclusão.web.ua.pt/files/fl_43.pdf. Acesso em 21 de março de 2017.
778 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados O cerrado como o “berço das águas”: potencialidades para a educação geográfica Clara Lúcia Francisca Souza;Rosane Borges de Oliveira;Diego Nascimento Mustafé;Keila Alves Campos Nunes;Eliana Marta Barbosa de Morais; Cerrado. Ensino de Geografia. Conservação. Este artigo tem como objetivo discutir a importância hidrológica do Cerrado e do seu conhecimento no processo de ensino-aprendizagem na Geografia Escolar. Discutir o Cerrado a partir do termo “berço das Águas”, requer a compreensão de que, embora a água seja um recurso natural renovável, sua dinâmica de circulação no ambiente tem sido afetada pela sociedade, comprometendo sua qualidade e disponibilidade. Para alcançar esse objetivo, foram realizadas pesquisas bibliográficas, relativas aos temas Cerrado, ensino de Geografia e impactos ambientais, e análises de dados primários, disponibilizados pela CPRM, ANA, IBGE e EMBRAPA. Com o intuito de apresentar os resultados obtidos, estruturou-se o presente artigo em três tópicos. No primeiro, discute-se as potencialidades hídricas do domínio morfoclimático do Cerrado. Na sequência, aborda-se os recursos hídricos e sua importância para o Cerrado. Por fim, apresentam-se algumas possibilidades para a conservação desse domínio por meio do ensino de Geografia. Diante disso, conclui-se que, o uso correto dos recursos hídricos requer a construção do conhecimento sobre o Cerrado na Educação Básica. E que a análise em torno dessa temática não pode ser encaminhada criando cisões entre problemas ambientais e sociais, pelo contrário, deve primar pela conscientização, no sentido da construção de cidadãos autônomos. BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. Águas subterrâneas: um recurso a ser conhecido e protegido. Associação Brasileira de Águas Subterrâneas. Petrobras. Brasília: Agência Crio, 2007. 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779 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Planícies de inundação e áreas inundáveis: análise comparativa dos conceitos mediante aplicação nas bacias hidrográficas do ribeirão Bom Jardim e rio das Pedras, Triângulo Mineiro Fernanda Oliveira Borges;Vanderlei de Oliveira Ferreira; Dinâmica fluvial. Deposição sedimentar. Fisiografia. Geocartografia. As planícies de inundação são áreas que margeiam os cursos d’água, podendo inundar em períodos de cheia. Possuem gradiente topográfico baixo, declividades brandas e solos aluviais. As áreas inundáveis podem também ser imergidas em eventos extremos de precipitação, porém não possuem as mesmas características fisiográficas das planícies de inundação, ou seja, estas podem não possuir uma larga margem horizontal no entorno do canal fluvial, não haver deposição de sedimentos, ser encaixadas, porém podem sofrer com o fenômeno da inundação. Sendo assim, este artigo tem como objetivo fazer uma revisão conceitual de planícies de inundação e áreas inundáveis, comparando os dois conceitos e aplicando-os nas bacias hidrográficas do ribeirão Bom Jardim e rio das Pedras, localizadas no Triângulo Mineiro. A partir da fisiografia das áreas, por meio da revisão conceitual e aplicação de ferramentas geocartográficas, constatou-se que toda a planície de inundação do Ribeirão Bom Jardim coincide com as áreas inundáveis, o que não ocorre com o Rio das Pedras. Tais áreas, indistintamente, devem ser preservadas para evitar danos materiais e humanos no futuro. GIANINNI, P. C. F.; RICCOMINI, C. Sedimentos e processos sedimentares. In: FAIRCHILD, T.; TOLEDO, C. Decifrando a Terra. 2ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009, p. 167-190. ROCHA, P. C; COMUNELLO, E. Geomorfologia e áreas inundáveis na planície fluvial do Alto Rio Paraná. In: VIII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, 2009, Viçosa. Anais... Curitiba, 2009, p. 60-75. PRESS, F. et. al. Rios: o transporte para os Oceanos. In: PRESS, F. et. al. Para entender a Terra. 4ª ed. São Paulo: ARTMED, 2006, p. 341-364. NANSON, G. C.; CROKE, J.C. A genetic classification of foodplains. Amsterdam: Elsevier Science Publishers B.V., Geomorphology, v. 4, 1992, p. 459-486. NETTO, A. V. L; FERREIRA, V. O. Situação ambiental das faixas marginais de proteção de corpos hídricos e nascentes da bacia hidrográfica do rio das Pedras, nos municípios de Uberlândia e Tupaciguara/MG. Observatorium, v. 3, p. 02-19, 2012. CHRISTOFOLETTI, Antonio. Geomorfologia. 1ª ed. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 1974, 149 p. CHRISTOFOLETTI, A. Dinâmica do escoamento fluvial. In: CHRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia Fluvial. São Paulo: Edgard Blucher, 1981, p. 01-18. CHRISTOFOLETTI, A. Formas de relevo originadas em ambientes fluviais. In: CHRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia Fluvial. São Paulo: Edgard Blucher, 1981, p. 210-310. KNIGHTON, D. Fluvial processes. In: KNIGHTON, D. Fluvial forms and processes: a new perspective. Grã-Bretanha: Arnold, 1998, p. 96-150. SUGUIO, K.; BIGARELLA, J. J. Ambientes Fluviais. 2ª ed. Florianópolis: Editora da UFSC, 1990, 183p. EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de Solos (Rio de Janeiro, RJ). Sistema brasileiro de classificação de solos. 2. ed. Rio de Janeiro: EMBRAPA-SPI, 2006, 306 p. RAMOS, C. Perigos naturais devido a causas meteorológicas: o caso das cheias e inundações. Porto: e-LP Engineering and Technology Journal, v. 4, 2013, p. 11-16.
780 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Violência homicida: uma análise dos índices de homicídios no núcleo Cidade Nova, Marabá (PA) nos anos de 2014 a 2016 Anne Karolinne Menezes Martins;Marcus Vinicius Mariano de Souza; violência. Criminalidade. Homicídios. Marabá. Cidade Nova. Violência e criminalidade estão se tornando elementos fundamentais para discussão acerca do espaço urbano no Brasil. A cidade de Marabá, assim como as demais cidades brasileiras, carrega em seu arcabouço histórico a materialização da violência em suas diversas faces. Este trabalho tem como objetivo analisar e compreender os elevados índices de homicídios no núcleo Cidade Nova, nos anos de 2014 a 2016. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) o município de Marabá está em 11º no ranking das cidades mais violentas do Brasil, e através de dados oficiais fornecidos pelo Comando de Policiamento Regional II (CPR II) foi possível identificar o crescimento demasiado dos índices de homicídios no núcleo Cidade Nova, visto que a cidade de Marabá é polinucleada contendo cinco núcleos (Marabá Pioneira, Cidade Nova, Nova Marabá, São Félix e Morada Nova), sendo que a Cidade Nova é o local que teve maior crescimento do índice de homicídios. A partir das análises foi possível espacializar a localização das ocorrências, o que mostrou a maior presença de homicídios nos bairros mais periféricos, bem como foi possível delimitar um perfil da violência homicida, correlacionando a espacialização com outras questões, como horário, meio utilizado e perfil das vítimas. ALMEIDA, J. J. A cidade de Marabá sob os impactos dos projetos governamentais. 2008. 273 f. 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781 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Produção do espaço e valorização do solo urbano: um estudo acerca da valorização do solo no Ibituruna, zona Oeste da cidade de Montes Claros/MG Valeria Aparecida Moreira Costa;Iara Soares de França; Produção do Espaço; Valorização do Solo Urbano; Montes Claros; Ibituruna. O espaço urbano é produzido através da ação de diferentes agentes que atuam por interesses diversos e o transforma. O processo de expansão da malha urbana se caracteriza pela ideia da mutabilidade do espaço, pelos diferentes usos do solo que permitem o surgimento das diferentes faces da valorização do solo urbano. Na cidade média de Montes Claros/MG, este processo tem avançado desde o final do século XX, ocasionando a crescente valorização do solo urbano. Partindo desta premissa, este artigo analisa a dinâmica de produção do espaço urbano em Montes Claros - MG, com ênfase na valorização do solo a partir do processo de produção social e econômica no Ibituruna, loteamento situado na zona oeste da cidade. A metodologia do trabalho consistiu em: análise bibliográfica, pesquisa exploratória e registros iconográficos, levantamento de dados econômicos do solo urbano junto à Prefeitura Municipal de Montes Claros, que são os valores para cálculo do Imposto Predial do Território Urbano - IPTU, denominados valor venal (2000 a 2017), assim como a mapoteca digital. Os resultados foram organizados em planilhas e sistematizados para elaboração de mapas no programa ArcGis, além de representação via imagem de satélite Word View (2014), sobreposta pelo shapefile logradouros do Perímetro Urbano de Montes Claros. Diante do exposto, observou-se que o Ibituruna permanece em constante processo de valorização, denota heterogeneidade intra bairro, configurando diferentes dinâmicas, paisagens, produtos e valores do solo urbano num mesmo loteamento. AMORIM FILHO, Osvaldo B. et al. Cidades de porte médio e o programa de ações sócio-educativo-culturais para as populações carentes do meio urbano de Minas Gerais. Boletim de Geografia Teorética. Rio Claro, v. 12, n. 23/24, p.33-46, 1982. ANDRADE, Thompson Almeida; SERRA, Rodrigo Valente. (Org.). Cidades médias brasileiras. Rio de janeiro: IPEA, 2001. BARRETO, Ilson Juliano; MENDES, Cesar Miranda. Uma forma inovadora de se morar: A verticalização no jardim universitário – Maringá-PR. Boletim da Geografia 17: 59-72 (1999). CAMAGNI, Roberto. Economia Urbana. Bracelona-Espanha. Editora S.A. 2004. CARLOS, Ana Fani Alessandri. 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782 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados “O que as paredes pichadas têm pra me dizer? O que os muros sociais têm pra me contar?”: uma análise da paisagem metropolitana do Rio de Janeiro retratada nas músicas do grupo O Rappa no período de 1993 a 2003 Edivan Oliveira Fulgencio; : Geografia cultural. Paisagem urbana. Apropriação do espaço. Representação simbólica. Música. A partir da análise da paisagem como representação simbólica do espaço conforme proposto pela Geografia cultural, combinada à crítica dialética da Geografia Urbana, que enxerga a paisagem urbana como resultante da construção e apropriação capitalista do espaço e produto do embate histórico entre as forças envolvidas neste processo: centro x periferia; capital x trabalho; propriedade x exclusão, o presente trabalho discute a categoria geográfica paisagem, tendo como motivação e ilustração, a representação simbólica da paisagem metropolitana do Rio de Janeiro presente nas letras de canções do grupo carioca O Rappa, compostas no período de 1993 a 2003. ABREU, Maurício de A. Evolução urbana do Rio de Janeiro. 4. ed. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Urbanismo, SMU. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. 1997. ARAUJO, Vanessa Jorge de. Planejamento Territorial. Vol. único. Rio de Janeiro: CECIERJ/CEDERJ, 2015. BARTHES, Roland. Elementos de Semiologia. 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CD YUKA, Marcelo. Tribunal de rua in Lado B Lado A. Rio de janeiro, Warner Music, 1999. CD YUKA, Marcelo. Tumulto in Rappa Mundi. Rio de janeiro, Warner Music, 1996. CD YUKA, Marcelo; MEIRELLES, Nelson. Brixton, Bronx ou Baixada in O RAPPA. Rio de janeiro, Warner Music, 1994. CD FALCÃO; XANDÃO. Eu quero ver gol In Rappa Mundi. Rio de janeiro, Warner Music, 1996. CD FALCÃO; XANDÃO. Favela in Lado B Lado A. Rio de janeiro, Warner Music, 1999. CD O RAPPA. Linha Vermelha in O silêncio que precede o esporro. Rio de janeiro, Warner Music, 2003. CD O RAPPA. Rodo cotidiano in O silêncio que precede o esporro. Rio de janeiro, Warner Music, 2003. CD LUÍS, Pedro. Miséria S.A in Rappa Mundi. Rio de janeiro, Warner Music, 1996. CD
783 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Variação temporal do índice de vegetação normalizada como ferramenta de identificação dos açudes na bacia hidrográfica do Ribeirão das Cabras Denivaldo Ferreira de Souza;German Dario Duarte Gonzalez;José Teixeira Filho; Risco de enchentes. Reservatórios. Imagem de satélite. IVDN. Campinas. O avanço da tecnologia por meio do uso de imagens de satélites vem impulsionando os vários tipos de monitoramento da superfície terrestre. Embasado nesse avanço, este artigo tem como objetivo analisar a cobertura vegetal na bacia hidrográfica do Ribeirão das Cabras, localizada no município de Campinas/SP, utilizando técnicas de sensoriamento remoto para a determinação do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada - IVDN. O trabalho utilizou imagens dos satélites Landsat 5 TM e Landsat 8 OLI no período da estação chuvosa da região nos anos de 1986, 1992, 1999, 2004, 2011 e 2018. Para cada imagem foi calculado os valores de IVDN e agrupados em seis classes. O resultado das imagens mostrou que as áreas com cobertura vegetal mais intensa sofreram pequenas alterações no período. O destaque principal foi observado na classe que caracterizam os corpos hídricos, demonstrando um aumento da capacidade de reserva por meio de construção de açudes na região. Essas estruturas foram implantadas, em grande parte, a partir de projetos e construções inadequadas. Esses elementos potencializam os eventos de inundações na região por rompimento destas estruturas de barragens. Sendo assim, considerou a classificação das imagens utilizando o IVDN uma ferramenta que propicia um entendimento e análise da dinâmica da cobertura vegetal em diferentes tipos de escala e sazonalidades, determinando condições de aumento do potencial de risco de desastres ao meio. AGÊNGIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH): Sistema HidroWEB. 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784 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados #Vemprarua: jornadas de um espaço em rede Gustavo Souza Santos; Jornadas de Junho. Movimentos Sociais. Espaço. Ciberespaço. Rede. As jornadas de junho se constituíram como um movimento de insurgência disposto sobre o Brasil no período de junho de 2013, com base nas iniciativas do MPL em protesto contra a tarifa do transporte público em São Paulo, mas cujo escopo se ampliou e abarcou uma série de demandas sociais cuja origem é o âmago da sociedade brasileira na extensão e nas particularidades do território nacional. Na dinâmica dos atos, redes de comunicação alternativa e autônoma foram instrumentos de movimentação, informação e coesão das manifestações, por meio de dispositivos e redes sociais. A proposta deste estudo foi refletir as dinâmicas das Jornadas de Junho, considerando a dimensão do ciberespaço como elemento aglutinador de práticas socioespaciais e de insurgência, na busca de uma aproximação entre Geografia e ciberespaço no contexto do exame do caso em questão. CASTELLS, M. Redes de indignação e esperança: movimentos sociais na era da internet. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. CORRÊA, R. L. O espaço geográfico: algumas considerações. In: SANTOS, M. (Org.). Novos rumos da Geografia brasileira. São Paulo: Hucitec, 1982. FEIXA, C.; FERNÁNDEZ-PLANELLS, A.; FIGUERAS-MAZ, M. Generación Hashtag. Los movimientos juveniles en la era de la web social. Revista Latinoamericana de Ciencias Sociales, Niñez y Juventud, v. 14, n. 1, p. 107-120, 2016. GIBSON, W. Neuromancer. Tradução de Marcia Men. 5. ed. São Paulo: Aleph, 2016. LEMOS, A. Cibercultura. Tecnologia e vida social na cultura contemporânea. 7. ed. São Paulo: Sulina, 2015. LÉVY, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. 3. Ed. São Paulo: Loyola, 1998. LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2000. SANTOS, G. S. et al. Cibercultura, interações sociais e pós-modernidade: realidade versus virtualidade. Espacios, Caracas, v. 36, n. 22, 2015. SANTOS, G. S. #Vemprarua: territorialidades de insurgência e ativismos on-line/off-line nas Jornadas de Junho de 2013 no Brasil. 2017. 158f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação em Geografia, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2017. SANTOS, G. S.; TRINDADE, L. T.; ROCHA, J. S. B. Um novo lócus espaçotemporal. Animus – Revista Interamericana de Comunicação Midiática, Santa Maria, v. 14, n. 28, p. 171-186, 2015. SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2002.
785 cerrados v. 17 n. 01 (2019): Revista Cerrados Áreas verdes de Araxá (MG): questões socioambientais da Matinha do bairro Boa Vista Luis Guilherme Ferreira Leite; Áreas de Preservação Permanente. Conflitos Socioambientais. Degradação Ambiental. Meio Ambiente. As áreas verdes são essenciais para manutenção da qualidade de vida em espaços urbanos. Contudo, esses locais que auxiliam no equilíbrio ecológico das cidades estão cada vez mais ausentes. Diante do quadro, o presente artigo tem como objetivo analisar os problemas de degradação ambiental da área verde do bairro Boa Vista conhecida como “Matinha” em Araxá - Minas Gerais. O trabalho inclui a percepção da população local em relação à área no contexto geográfico do bairro. Para alcançar o objetivo proposto, os procedimentos metodológicos incluem, revisão bibliográfica sobre a temática, trabalhos de campo no local e uma pesquisa empírica com aplicação de questionários. Os resultados obtidos serão apresentados por meio de análises descritivas, fotografias, mapas, gráficos e tabelas. Após análise, conclui-se que a área verde do bairro Boa Vista não recebe atenção do poder público e soma-se a isso, a degradação da “Matinha” por parte de moradores próximos. Cabe salientar que a transformação da realidade atual só será possível através de uma parceria entre comunidade e governo. A realização de um minucioso trabalho de conscientização ambiental com a população local é essencial para equilibrar o convívio entre sociedade e natureza. AB’SÁBER, A. N. Os Domínios de Natureza no Brasil: Potencialidades Paisagísticas. 7. ed. São Paulo: Atêlie Editorial, 2012. ALENTEJANO, P. R. R.; ROCHA-LEÃO, O. M. Trabalho de campo: uma ferramenta essencial para os Geógrafos ou um instrumento banalizado? Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, n. 84, 2006. ARAXÁ. Plano Diretor Estratégico de Araxá – Lei n. 5.998. Araxá: Câmara Municipal, 2011. BRASIL. Decreto-lei 12.651 de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nos 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. In: Diário Oficial da União, Brasília, v. 149, n. 102, p. 1, 28 mai. 2012. Seção 1. CAVALHEIRO, F., DEL PICCHIA, P. C. D. Áreas Verdes: Conceitos, Objetivos e Diretrizes Para o Planejamento. In: Congresso Brasileiro Sobre Arborização Urbana, 1, 1992, Vitória. Anais. Vitória: 1992, 29-38. CAVALHEIRO, F.; NUCCI, J.C; GUZZO, P.; ROCHA, Y.T. Proposição de terminologia para o verde urbano. Boletim Informativo da SBAU (Sociedade Brasileira de Arborização Urbana), ano VII, n. 3 - Jul/ago/set de 1999, Rio de Janeiro, p. 7. IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia Estatística. Estimativas de População 2018. Disponível em: < https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9103-estimativas-de-populacao.html?=&t=o-que-e > Acesso em: 30/08/2018. KLIASS, R. G. Parques Urbanos de São Paulo. São Paulo: Pini, 1993. LAPOIX, F. Cidades verdes e abertas. In: FERRY, M.G. (Coord.) Enciclopédia de Ecologia. São Paulo: EDUSP, 1979, p.324-36. LIMA, J. E. F. W.; SILVA, E. M. Análise da Situação dos Recursos Hídricos do Cerrado Com Base na Importância Econômica e Socioambiental de Suas Águas. In: IX Simpósio Nacional Cerrado, 2008, Brasília. Anais. Disponível em: Acesso em: 27/01/2014. LOBODA, C. R., ANGELIS, B. L. B. Áreas Verdes Públicas Urbanas: Conceitos, Usos e Funções. Ambiência - Revista do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais, Guarapuava, v. 1, n. 1, jan-jun. 2005. MELAZZO, G. C. A cidade, o meio ambiente e os parques urbanos: Um Estudo da Percepção Ambiental no Parque Municipal Vitório Siquierolli. Uberlândia: UFU, 2003. Monografia, Instituto de Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, 2003. MMA, Ministério do Meio Ambiente. Áreas de Preservação Permanente Urbanas. Disponível em: Acesso em: 30/09/2013. ______. Bioma Cerrado. Disponível em: Acesso em: 30/01/2014. ______. Parques e Áreas Verdes. Disponível em: Acesso em: 30/09/2012. MOURA, A. R., NUCCI, J. C. Cobertura Vegetal Em Áreas Urbanas – O Caso do Bairro de Santa Felicidade – Curitiba – PR. Geografia: Ensino & Pesquisa, Santa Maria, v. 12, p. 1682-1698, 2008. NUCCI, J. C. Qualidade ambiental e adensamento urbano: um estudo de ecologia e planejamento da paisagem aplicado ao distrito de Santa Cecília (MSP). 2ª ed. - Curitiba: O Autor, 2008. OLIVEIRA, M. Perfil Ambiental de uma metrópole brasileira: Curitiba, seus parques e bosques. Revista Paranaense de Desenvolvimento, Curitiba, n. 88, p.37-54, 1996. SANTOS, M. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. 4. ed. São Paulo: EDUSP, 2006. WWF – Brasil. Berço das Águas. Disponível em: Acesso em: 30/12/1016.
786 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Nota Editorial, Edição 2018, v. 16, n. 2 (jul./dez.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; Nota Editorial, Edição 2018, v. 16, n. 2 (jul./dez.)
787 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Geografia das Telecomunicações no Brasil: um esforço de síntese Paulo Fernando Jurado da Silva; Uso corporativo do território. Tecnologias da informação. Telecomunicações. Empresas de telecomunicação. Brasil. A sociedade experimenta no período técnico atual transformações profundas advindas, sobretudo, do uso crescente dos serviços de telecomunicação e das tecnologias de informação que redirecionam, em diversos sentidos, os processos de acumulação, ampliação do capital, mas também das redes de articulação e gestão territorial. Em termos metodológicos e práticos, de um lado, observa-se empiricamente uma crescente incorporação das tecnologias da informação e telecomunicação na produção econômica e dos bens materiais e, de outro, se verifica a intensificação do fenômeno da desigualdade, complementaridade, antagonismo entre espaços dotados de maior densidade técnica e outros com menor carga de infraestrutura material e inovação. Assim, da mediação entre o Estado e o poder privado na utilização do território surgem conflitos, simbioses e apropriações que precisam ser mais bem estudadas na Geografia. Com isso, a análise das empresas privadas de telecomunicação é tomada como fio condutor e objetivo maior para a leitura espacial dos segmentos de televisão por assinatura, telefonia celular e internet, no momento em que o Brasil passa por diversas transformações socioespaciais, com a ampliação da densidade técnica territorial, no período recente. ASCHER, F. Métapolis ou l’avenir des villes. Paris: Odile Jacob, 1995. DICKEN, P.; Malmberg, A. Firms in territories: a relational perspective. Economic Geography, v. 77, n. 4, p. 345 – 363, out. 2001. Disponível em: Acesso em: 9 ago. 2013. LOURAL, C. A.; LEAL, R. L. V. Desafios e oportunidades do setor de telecomunicações no Brasil. Textos para discussão. Brasília: CEPAL/IPEA, 2010. Disponível em: < http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_1545. pdf>. Acesso em: 13 dez. 2013. MATTOS, C. A. Nuevas estrategias empresariales y mutaciones territoriales en los procesos de reestructuración en América Latina. Revista Paraguaya de Sociología, Ano 29, n. 84, p. 145-170, 1992. MELO, P. L. R.; MUSSENGUE, M. M. A. As atuações mexicana e espanhola no segmento de telecomunicações na América Latina. Internext – Revista Eletrônica de Negócios Internacionais da ESPM, São Paulo, v. 6, n. 2, p. 66-89, jul./dez. 2011. Disponível em: < http://internext.espm.br/index.php/internext/article/view/124> Acesso em: 10 out. 2013. MIRANDA, P.; KUME, H.; PIANI, G. Liberalização do comércio de serviços: o caso do setor de telecomunicações no Brasil (texto para discussão 1599). Rio de Janeiro: IPEA, 2011. Disponível em: . Acesso em: 18 jan. 2014. MURILLO, M. V. Political competition, partisanship and policy making in Latin American public utilities. Nova York: Cambridge University Press, 2009. NALLAR, D. M. El estado regulador y el nuevo mercado del servicio público. Análisis jurídico sobre la privatización, la regulación y los entes regulatorios. Buenos Aires: Depalma, 1999. ONU. Minuto da telefonia móvel no Brasil é um dos mais caros entre países em desenvolvimento, revela ONU. 2011. Disponível em: . Acesso em: 15 fev. 2014. PENNA, N. A. A questão urbana ambiental: política urbana e gestão da cidade. In: X ENCONTRO NACIONAL DA ANPUR, 2003, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte, 2003. ROZAS BALBONTÍN, P. Privatización, reestructuración industrial y prácticas regulatorias en el sector telecomunicaciones. Santiago: Cepal/Naciones Unidas, 2005. SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. 4. reimp. São Paulo: Edusp, 2008. SANTOS, M.; RIBEIRO, A. C. T. O conceito de região concentrada. Universidade Federal do Rio de Janeiro, IPPUR e Departamento de Geografia, mimeo, 1979. SANTOS, M.; SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. SAUAIA, A. C. A.; KALLÁS, D. O dilema cooperação-competição em mercados concorrenciais: o conflito do oligopólio tratado em um jogo de empresas. Revista de Administração Contemporânea, v. 11, n. especial, p. 77-101. Disponível em: . Acesso em: 16 dez. 2013. SILVEIRA, M. L. Por uma teoria do espaço latino-americano. In: LEMOS, A. I. G.; SILVEIRA, M. L.; ARROYO, M. M. (Orgs.). Questões territoriais na América Latina. Buenos Aires: Clacso, São Paulo: Universidade de São Paulo, 2006. p. 85-100.
788 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Emprego do Sensoriamento Remoto e Sistema de Informação Geográfica na avaliação da fragilidade ambiental da bacia hidrográfica do Ribeirão São Pedro, Santa Rita do Pardo/MS Angélica Estigarribia São Miguel;Rafael Brugnolli Medeiros;Weslen Manari Gomes; Fragilidade ambiental. Sensoriamento Remoto. Uso da terra e cobertura vegetal. A fragilidade ambiental diz respeito à fragilidade do ambiente em função de qualquer tipo de dano causado pela dinâmica ambiental, seja de forma natural e/ou antrópica, sendo relacionada com a erosão do solo e assoreamento dos rios. O objetivo desta pesquisa foi realizar uma análise da fragilidade ambiental da bacia hidrográfica do ribeirão São Pedro, no município de Santa Rita do Pardo/MS, analisando suas características físicas e o uso da terra e cobertura vegetal. Para tanto, a metodologia consiste em duas etapas: a primeira delas na avaliação das precipitações buscando algumas estações meteorológicas no entorno da bacia hidrográfica, trabalhando em ambiente SIG ArcGis 10. A segunda diz respeito ao manuseio das informações sobre áreas prioritárias e solos, buscou-se dados do SISLA/IMASUL, a declividade, trabalhou-se com o modelo digital de terreno SRTM e para o uso da terra e cobertura vegetal a utilização das imagens de satélite Landsat 8. Com isso, a interpolação dessas informações foi embasada na proposta metodológica de Ross (1994) para a fragilidade ambiental. As classes de fragilidade obtidas são a categoria baixa que se mostrou dominante na bacia, sendo presentes em matas nativas e pastagens, a categoria média e alta, que juntas apresentaram 39,56% da área total da bacia foram encontradas em locais com alto declive, concluindo assim que a bacia hidrográfica necessita da análise de suas características, onde qualquer mudança em um de seus elementos pode alterar a fragilidade do local, prejudicando assim, seus recursos naturais. BARRELLA, W. As relações entre as matas ciliares os rios e os peixes. In: RODRIGUES, R. R.; LEITÃO FILHO; H. F. (Ed.) Matas ciliares: conservação e recuperação. 2.ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001. 320p. BOTELHO, R. G. M. & SILVA, A S. Bacias Hidrográficas e Qualidade Ambiental. IN: Reflexões sobre a Geografia Física no Brasil. Antônio Carlos Vitte & Antônio José Teixeira Guerra (Org.). Rio de Janeiro, Bertrand, 2004. BRASIL. 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789 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados A importância da Agricultura Urbana: um estudo sobre o programa Eco Hortas Comunitárias no município de Campos dos Goytacazes – RJ Ana Carolina Nascimento de Oliveira;Erika Vanessa Moreira Santos; Agricultura Urbana. Eco Hortas Comunitárias. Campos dos Goytacazes. A prática da Agricultura Urbana tem se otimizado e ganhado visibilidade nos últimos anos, tanto no campo das políticas públicas, quanto nos debates acadêmicos, principalmente quando se trata do acesso a uma alimentação saudável. Entretanto, esta atividade não se restringe apenas ao cultivo e produção de alimentos, pois possui uma gama de modalidades com funcionalidades distintas. Esta pesquisa tem por objetivo expor a importância da agricultura produzida no tecido urbano, além de fomentar o debate acadêmico sobre a atividade laboral, entender de que forma este fenômeno está instituído no município de Campos dos Goytacazes-RJ, sobretudo a partir das hortas vinculadas ao programa Eco Hortas Comunitárias, criado em 1990 por lei municipal. A metodologia adotada para a consecução do trabalho é qualitativa descritiva, com o levantamento bibliográfico, sistematização de dados secundários (IBGE e Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes), levantamento de dados primários (agricultores urbanos, supervisores, técnicos) e análise dos dados e informações levantadas. Dessa forma, buscamos entender todo o processo de estruturação e a dinâmica socioeconômica desta atividade no município. Sendo um elemento de ocupação do solo que produz alimentos de qualidade, expansão de áreas verdes e criação de novos postos de emprego. ABREU, Marcos José de. COEP Rede Nacional de Mobilização Social. 2013. Disponível em: http://www.coepbrasil.org.br/portal/Publico/apresentarConteudo.aspx?CODIGO=C20139911185473&TIPO_ID=1>. Acessado em: 17. Jan. 2017. ALENTEJANO, Paulo Raposo R. A evolução do espaço agrário fluminense. Geographia. Ano 7, n. 13, p. 49-70, 2005. ALTIERI, M. Agroecologia: A dinâmica Produtiva da Agricultura Sustentável – Ed. UFRGS. 2004. Disponível em: https://www.socla.co/wp-content/uploads/2014/Agroecologia-Altieri-Portugues.pdf>. Acessado em: 7 dez. 2016. AQUINO, Adriana Maria de; ASSIS, Renato Linhares de. Agricultura Orgânica em áreas Urbanas e Periurbanas com base na Agroecologia. Ambiente e Sociedade. Campinas, 2007. ATTIANI, Caterina. A Agricultura Urbana. XII SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOGRAFIA URBANA. Anais...Belo Horizonte, 2011. BERNARDES, Julia Adão. “Reescrevendo a história do Norte Fluminense sucroalcooleiro no contexto da ultima modernidade”, In. BERNARDES, Julia Adão; SILVA, Catia Antônia (Org.), Modernização e território. Entre o passado e o presente no Norte Fluminense, Rio de Janeiro, Lamparina/Capes, 2014. FAO - FOOD AND AGRICULTURE ORGANISATION OF THE UNITED NATIONS. 1996. Disponível em: http://www.fao.org/urban-agriculture/es/>. Acessado em: 1 set. 2016. IBGE – INDÍCE BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2010. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/>. Acessado em: 22 nov. 2016. MENDES, Francisco Coelho. Políticas e Inovações para a Agricultura Urbana: estudos no caso de Nova Iguaçu (Rio de Janeiro – Brasil) Rio Cuarto (Córdoba –Argentina) e Servilha (Andalucía – Espanha). Tese. (Doutorado em Ciência Tecnologia e Inovação Agropecuária, Área de Concentração em Políticas Públicas Comparadas)- UFRRJ. Rio de Janeiro. 2012. MOUGEOT, Luc J. A. Cultivando Cidades, Cultivando Comida. International Development Research Centre (IDRC), Cities Feeding People Programme, Ottawa, Canadá, 2000. Disponível em: http://agriculturaurbana.org.br/RAU/AU01/AU1conceito.html>. Acessado em 27 out. 2016. SOUZA, Marcelo Lopes de Souza. ABC do Desenvolvimento Urbano. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. SAQUET, Adriano Arriel. Reflexões sobre a Agroecologia no Brasil. Desenvolvimento territorial e agroecologia. Expressão Popular, São Paulo, 2008. SMA - SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA. jun.2016. SMA - SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA. Disponível em: http://www.agricultura.campos.rj.gov.br/programas/eco-hortas-comunitárias>. Acessado em 10 out. 2016.
790 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Educação alimentar e suplementação de micronutrientes: uma análise do Programa Saúde na Escola e do Programa NUTRISUS sobre o combate às anemias carenciais Carlos Eduardo Prates Fonseca;Wanessa Moura Silva;Aparecida Maria Morais Gourevitch; Antropologia. Deficiências Nutricionais. Saúde na Escola. Anemia Ferropriva. O ambiente escolar se constitui em um espaço propício para o desenvolvimento de atividades de prevenção e promoção da saúde, e pelo prisma do agrupamento social, podem ser francamente desenvolvidas ações de incentivo à alimentação saudável, conhecimento de paradigmas antropológicos e ainda há a possibilidade de suplementação de micronutrientes para prevenir desordens fisiológicas, provocadas por carências nutricionais. No presente estudo objetivou-se compreender a percepção das Enfermeiras das Equipes de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Escola, acerca da importância da suplementação de micronutrientes na dieta dos Centros Municipais de Educação Infantil que participam do Programa NutriSUS, como forma de prevenir e combater as anemias carenciais, dentre elas a anemia ferropriva, no Município de Montes Claros, Minas Gerais. Para tal empreitada, usou-se de pesquisa descritiva, exploratória, com abordagem qualitativa e da técnica de Grupo Focal, uma vez que a mesma, por meio de sessões grupais facilita a expressão de características requeridas no objeto de estudo. Os dados obtidos foram observados a partir da Análise de Conteúdo. Evidenciam-se fragilidades nos processos de planejamento e execução do Programa, que podem ter interferido diretamente no desfecho do mesmo na prevenção das anemias. Ouviram-se relatos de dificuldades no processo de capacitação de profissionais da educação para implementação do NutriSUS e da pouca aceitação da suplementação pela criança, por questões inerentes ao hábitos alimentares e padrões socioeconômico-culturais presentes. ALVES, P. C.; RABELO, M. C. Repensando os estudos sobre representações e práticas em saúde/doença. Rio de Janeiro: Fiocruz/Relume Dumará, 1998; AQUINO, Júnia Karla; PEREIRA, Patrícia; REIS, Viviane Margareth Chaves Pereira. Hábito e consumo alimentar de estudantes do curso de nutrição das Faculdades de Montes Claros – Minas Gerais. Revista Multitexto, v. 3, n. 01, 2015. BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal. Edições 70, LTDA, 2009. BRASIL. Ministério da Saúde. Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Oficina de trabalho Carências Nutricionais: desafio para Saúde Pública. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. 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791 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados A dinâmica agroindustrial na microrregião de Anápolis Idelmar da Silva Ribeiro;Janes Socorro da Luz;Divina Aparecida Leonel Lunas; Agroindústria. Distrito Agroindustrial. Agronegócio. O agronegócio é sabidamente a principal atividade econômica do estado de Goiás, assim, a industrialização, baseada nesse segmento, configurou-se como a primeira opção do Estado como forma de desenvolvimento e diminuição da dependência econômica em commodities. Nessa perspectiva, o presente estudo tem por objetivo analisar a dinâmica agroindustrial na microrregião de Anápolis, composta por 20 municípios, que em sua maioria possuem economia fortemente vinculada à agropecuária. Para tanto, foram estudados dados econômicos e demográficos disponibilizados por órgãos públicos. Sendo que, verifica-se a importância do agronegócio para a região, e a necessidade de se desenvolver a atividade agroindustrial, principalmente relacionada à pequena propriedade rural, como forma de incentivar o desenvolvimento dos municípios, e a fixação da população em seus municípios de origem. ABAGRP, Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto. Agronegócio – Conceito. Disponível em: http://www.abagrp.org.br/agronegocio Conceito.php. CASTRO, Ana Célia; Fonseca, Maria da Graça D. A dinâmica agroindustrial do centro-oeste. Brasília: IPEA, 1995. CASTRO, Mario Cesar Gomes de. Industrialização em Goiás: política industrial e desenvolvimento, 1970 a 2010. Tese (doutorado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Economia, Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento, 2014. Disponível em: http://www.ie.ufrj.br/images/pos-graducao/pped/ dissertacoes_e_teses/MARIO_CESAR_GOMES_DE_CASTRO. pdf. DELGADO, Guilherme. Capital financeiro e agricultura no Brasil. São Paulo, ICONE. Unicamp, 1985. 240 p. FGV-EESP, Fundação Getúlio Vargas, Escola de Economia de SãoPaulo –– Centro de Estudos do Agronegócios. Agronegócio representa 28% do PIB goiano (29/04/2014). Disponível em: http://gvagro.fgv.br/en/node/408. GRAZIANO DA SILVA, José. A nova dinâmica da agricultura brasileira. 2ª Ed. ver, Campinas, SP: UNICAMP. IE, 1998. IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. @Cidades. Disponível em: http://cidades.ibge.gov.br/xtras/home.php. Vários Acessos. IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo 2010. Disponível em:http://censo2010.ibge.gov.br/. IMB, Instituto Mauro borges. Concentração do PIB nas microrregiões de Goiás entre 2002 e 2011. Estudos do IMB. Outubro – 2014. Disponível em: www.imb.go. gov.br/estudos.asp. IMB, Instituto Mauro borges. PIB - Produto Interno Bruto do Estado de Goiás, 2010-2014. Goiânia, IMB, novembro de 2016. Disponível em: . Acesso em: 20/07/2017. LUZ, Janes Socorro da. A (re) produção do espaço de Anápolis (go): A trajetória de uma cidade média entre duas metrópoles, 1970-2009. 2009. Tese (Doutorado em Geografia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia: 2013. Disponível em http://www.bdtd.ufu.br/ tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2811. PARANAÍBA, Adriano de Carvalho. Agroindustrialização e incentivos fiscais estaduais em Goiás. 2012. Dissertação (Mestrado em Agronegócio). Programa de Pós-graduação em Agronegócio da Universidade Federal de Goiás (PPAGRO). Disponível em: https://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tde/419. RAIS, Registro Anual de Informações Sociais. Bases Estatísticas RAIS e CAGED. Disponível em: http://bi.mte.gov.br/bgcaged/inicial.php. SHIKI, Shigeo. Sistema agroalimentar nos cerrados brasileiros: caminhando para o caos. In: Shiki, S.; Silva, J.G. da; Ortega, A, C. Agricultura, Meio Ambiente e Sustentabilidade do cerrado Brasileiro. Uberlândia: UFU, 1997. P. 135-165. SILVA, Júlia Bueno de Morais. O interior e sua importância no projeto centralizador do Brasil: Anápolis anos 20-30. Dissertação de Mestrado (Mestrado em História) – Universidade Federal de Goiás – UFG, 1997. Disponível em: https://pos.historia.ufg.br/up /113/o/SILVA__J_lia_Bueno_de_Morais._1997.pdf.
792 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados O método regressivo-progressivo como possibilidade para os estudos das cidades médias Samarane Fonseca de Souza Barros; Henri Lefebvre. Método regressivo-progressivo. Cidades médias. Na atual realidade urbana brasileira, muito se tem discutido sobre o papel das cidades médias nas regiões e redes urbanas as quais estão alocadas. Ao considerar as cidades médias para além de seu porte demográfico, nota-se uma multiplicidade em suas funções e temporalidades distintas que coexistem, bem como uma série de pares analíticos e dialéticos inerentes ao seu cotidiano. Para isto, propõe com o presente trabalho a análise do método regressivo-progressivo do filósofo Henri Lefebvre como possibilidade para o estudo das cidades médias. Apesar do método ter sido lançado, à priori, como investigação da sociologia rural, outras camadas das ciências sociais vêm se apropriando dele, inclusive a Geografia Urbana. AMORIM FILHO, O. B. Cidades Médias e organização do espaço no Brasil. Revista de Geografa e Ensino, Belo Horizonte, v.2, n.1, jun. 1984, pp. 5-34. BRANDÃO, C. Território e desenvolvimento: as múltiplas escalas entre o local e o global. Campinas: Editora da Unicamp, 2007. _______________. O necessário diálogo entre a economia política do desenvolvimento e a geografia crítica em momento de crise estrutural do capitalismo. In: XIV Encontro Nacional de Economia Política, 2009, São Paulo. Anais do XIV Encontro Nacional de Economia Política, 2009. v. 1. p. 1-23. BRENNER, N. Between fixity and motion: accumulation, territorial organization and the historical geography of spatial scales. Envlroment and Planning D: Society and Space, 1998, v. 16, PP. 459-481. CATELAN, M. J. Heterarquia Urbana: interações espaciais interescalares e cidades médias. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2013. CORREA, R. L. Construindo o Conceito de Cidade Média. In: SPOSITO, Maria Encarnação B. (org). Cidades Médias: Espaço em transição. São Paulo: Expressão Popular, 2007. pp. 23-34. DINIZ, C. C. Desenvolvimento poligonal no Brasil: nem desconcentração nem contínua polarização. Nova Economia, 3 (1), pp. 35-64, 1993. DUARTE, C. F. A dialética entre permanência e ruptura nos processos de transformação do espaço. In: MACHADO, D. B. P.(Org). Sobre urbanismo. 1 ed. Rio de Janeiro: Viana & Mosley / Ed. PROURB, 2006. GOTTDIENER, M. A produção social do espaço urbano. São Paulo: Edusp, 1993. LEFEBVRE, H. La revolucion urbana. Madri: Alianza Editorial, 1972. _____________. De lo rural a lo urbano. Barcelona: Península, 1978. _____________. Le sens de la marche – Critique de la vie quotidienne III: De la modernité au modernisme (Pour une métaphilosophie du quotidien). Paris: L’Arche Éditeur Paris, 1981. MARTINS, J. S. (Org.) Henri Lefèbvre e o retorno à dialética. São Paulo: Hucitec, 1996. _____________. A sociabilidade do homem simples: cotidiano e história na modernidade anômala. São Paulo: Hucitec, 2000. ORTIGOZA, S. A. G. O tempo e o espaço da alimentação no centro da metrópole paulista. Tese (Doutorado) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Rio Claro, 2001. ________________. As possibilidades de aplicação do método de análise regressivo-progressivo de Henri Lefebvre na Geografia Urbana. In: GODOY, P. R. T. (Org). História do pensamento geográfico e epistemologia em Geografia. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. 289 p. SANTOS, M.; SILVEIRA, M.L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2008. SOARES, B. R. Repensando as cidades médias brasileiras no contexto da globalização. Revista Formação, Presidente Prudente, v. 1, n. 6, p. 55-63, 1999. SPOSITO, M .E .B. As cidades médias e os contextos econômicos contemporâneos. In: SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão (org.). Urbanização e cidades: perspectivas geográficas. Presidente Prudente: UNESP/GAsPERR, 2001. _________. O chão em pedaços: urbanização, economia e cidades do estado de São Paulo. Tese (livre docência em geografia) - FCT/UNESP. Presidente Prudente: 2004. _________. Cidades médias: reestruturação das cidades e reestruturação urbana. In: SPOSITO, M. E .B. (Org) Cidades Médias: espaços em transição. São Paulo: Expressão Popular, 2007, pp. 233-253. _________. A produção do espaço urbano: escalas, diferenças e desigualdades socioespaciais. In: CARLOS, Ana F. A.; SOUZA,Marcelo J. L. de; SPOSITO, Maria Encarnação B. (Org.). A produção do espaço urbano: agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2011. _________. Para pensar as pequenas e as médias cidades brasileiras. Belém: FASE e UFPA, 2009. SPOSITO, M. E. B; et al. O estudo das cidades médias brasileiras: uma proposta metodológica. In: Maria Encarnação Beltrão Sposito. (Org.). Cidades médias: espaços em transição. 1ed.São Paulo: Expressão Popular, 2007.
793 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Cidade histórica turística, globalização e identidades: conflitos e rearranjos na Cidade de Goiás (GO) observados na alimentação Caio César Alencar de Sena; Identidade. Território. Alimentação e Turismo. Região Turística do Ouro. Cristais. Este artigo discute a problemática da construção de identidades no território inserido nas redes globais. Considera-se enquanto recorte espacial a cidade de Goiás, dentro da Região Turística do Ouro em Goiás. O objetivo central é verificar de que forma traços da alimentação podem compor a identidade dos territórios e dos sujeitos. Busca-se ainda compreender os conflitos entre o tradicional e o moderno em um território tombado como patrimônio, que ao longo dos últimos anos passaram a ser atravessadas por símbolos e referências culturais forçadas pela intensificação da globalização. A metodologia desta pesquisa contou com revisão bibliográfica sobre a temática, dois trabalhos de campo, entrevistas semiestruturadas com moradores e turistas na Cidade de Goiás, espacialização de dados em mapas e registros fotográficos dos territórios analisados. Os resultados apontam que as construções identitárias são sempre plurais e construídas historicamente. Muitas vezes, as identidades sofrem reducionismos ou generalização em nome de uma possível representatividade de um território, um povo ou uma nação. Notou-se ainda que mesmo quando pouco percebidas no plano político e cultural, as identidades são utilizadas estrategicamente para controlar os territórios e construir estereótipos acerca das pessoas, dos lugares e das coisas. ALMEIDA, M. G. de. Geografia Cultural: Contemporaneidade e uma flashback na sua ascensão no Brasil. In: MENDOÇA, F. A. et. al. (Org.) Espaço e Tempo: complexidade e desafios do pensar e do fazer geográfico. 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794 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Análise espacial das unidades de paisagem da reserva extrativista Marinha Mocapajuba, Zona Costeira do Nordeste Paraense Jones Remo Barbosa Vale;Tabilla Verena da Silva Leite;Elton Luis Silva da Silva;Jefferson Ferreira dos Santos; Unidades de Conservação. Unidades de Paisagem. Zona Costeira. A Reserva Extrativista Marinha Mocapajuba localiza-se no município de São Caetano de Odivelas, zona costeira do nordeste paraense. É uma unidade que se enquadra na categoria de uso sustentável, constitui-se em um espaço territorial destinado à exploração autossustentável e a conservação dos recursos naturais renováveis. O trabalho tem por objetivo fazer uma análise espacial das unidades de paisagem da Resex Marinha Mocapajuba para fornecer subsídios para o planejamento ambiental e ordenamento territorial da unidade. Com base nos pressupostos teórico-metodológico geossistêmico e utilizando dados em formatos vetoriais e matriciais que foram processados em ambiente de Sistema de Informação Geográfica, fez-se o cruzamento das informações e obteve-se 7 unidades de paisagem, são elas: Geossistema da Planície Costeira com Campos; Geossistema da Planície Costeira com Manguezal; Geossistema da Planície Costeira com Ocupação Humana; Geossistema da Planície Costeira com Restinga; Geossistema dos Tabuleiros com Campos; Geossistema dos Tabuleiros com Capoeira e Solo Exposto; Geossistema dos Tabuleiros com Vegetação Secundária. Assim, a delimitação das unidades de paisagem mostrou-se um importante instrumento para subsidiar a elaboração de um plano de manejo que é um dos principais instrumentos de gestão e a unidade de estudo ainda não possui o seu. AMORIM, R. R.; OLIVEIRA, R. C. As unidades de paisagem como uma categoria de análise geográfica: o exemplo do município de São Vicente-SP. 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795 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Geografia dos assentamentos rurais e a reforma agrária no município de Francisco Sá - Norte de Minas Ana Cláudia Soares da Silva;Ana Ivania Alves Fonseca;Cássio Alexandre da Silva; Território. Reforma agrária. Assentamentos Rurais. A Geografia é a ciência que busca a compreensão dos fenômenos socioespaciais. Os elementos condicionantes do espaço são as relações sociedade/natureza que produzem arranjos materiais e imateriais. As discussões sobre assentamentos rurais e movimentos de luta pela terra constituem uma diversidade de interpretações, nessa trajetória, apresenta-se a busca por novos paradigmas, novas linguagens e novas propostas ao modelo tradicional da reforma agrária. Os assentamentos rurais na região Norte Mineira são espaços de agricultura familiar e territórios produtivos. As particularidades de cada assentamento se traduzem em áreas mais desenvolvidas, e outras menos desenvolvidas, essa análise reflete na diversidade regional, que sejam nos aspectos socioeconômicos e físicos geográficos. Nessa discussão, o presente estudo procura analisar a reforma agrária e a formação dos assentamentos rurais no munícipio de Francisco Sá-MG. O procedimento metodológico baseou-se em estudos bibliográficos para fundamentação da parte teórica, pesquisa direta através de trabalho de campo e entrevista. Portanto, os assentamentos rurais no município de Francisco Sá constituem-se em territórios, compostos por diferentes modalidades de acesso à terra e reprodução social diversa. ALVES, Flamarion Dutra. As dinâmicas territoriais dos assentamentos rurais e o papel do geógrafo. In: III Simpósio sobre Reforma Agrária e Assentamentos Rurais, 2008, Araraquara - SP. O lugar dos assentamentos rurais: atores, territórios, rede de cooperação e conflito. 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796 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Política de isenção fiscal e dinâmica econômica no Estado do Rio de Janeiro nos anos 2010 Daniel Ribeiro Barcelos;Leandro Bruno Santos; Estado do Rio de Janeiro. Lei Rosinha. Guerra Fiscal. Isenção Fiscal. Neste artigo, propomos analisar os impactos territoriais das sucessivas políticas de isenções fiscais na dinâmica econômica do Estado do Rio de Janeiro (ERJ). O referido estado tem intensificado sua participação na chamada “guerra fiscal” desde meados dos anos 1990, no bojo da abertura neoliberal da economia brasileira e do acirramento entre os entes federativos na atração de investimentos. A “Lei Rosinha”, baseada no discurso de reduzir as disparidades entre as regiões do estado e desenvolver o interior fluminense, reduziu o ICMS de 19% para 2% durante 25 anos. Os procedimentos metodológicos utilizados abrangeram levantamento e leitura bibliográficos, levantamento de dados secundários em fontes institucionais (IBGE, MTE, TCE, SEFAZ), sistematização e análise dos dados à luz das referências. As reflexões teóricas e os dados analisados demostram que as isenções promovidas pelo ERJ, nas diferentes gestões, têm priorizado setores econômicos já consolidados e/ou com poucos encadeamentos setoriais e, em sua grande maioria, localizados na área metropolitana, reforçando a concentração histórica. ALERJ, LEI Nº 4533, DE 04 DE ABRIL DE 2005. http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/contlei.nsf/bc008ecb13dcfc6e03256827006dbbf5/813da868caafe8fe83256fda0067816d?OpenDocument>. Acesso em 26/11/2018. ____. LEI Nº 5701, DE 19 DE ABRIL DE 2010. http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/contlei.nsf/bc008ecb13dcfc6e03256827006dbbf5/813da868caafe8fe83256fda0067816d?OpenDocument>. Acesso em 26/11/2018. ____. LEI Nº 6979 DE 31 DE MARÇO DE 2015. http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/contlei.nsf/bc008ecb13dcfc6e03256827006dbbf5/813da868caafe8fe83256fda0067816d?OpenDocument>. Acesso em 26/11/2018. ALVES, Maria Abadia da Silva. Guerra Fiscal e Finanças Federativas no Brasil: o caso do setor automotivo. (Dissertação de Mestrado). Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas, 2001. CARDOZO, Soraia Aparecida. Guerra Fiscal e Alterações das Estruturas Produtivas Estaduais desde os anos 1990. (Tese de Doutorado). Campinas: IE/UNICAMP, 2010. CATAIA, Marcio. A alienação do território o papel da guerra fiscal no uso, organização e regulação do território brasileiro. In: SOUZA, M. A. A. (org.) Território brasileiro: usos e abusos. Campinas: Edições Territorial, 2003. Cap. 23, p.397-407. DAVIDOVICH, Fany. Estado do Rio de Janeiro: singularidade de um contexto territorial. Revista Território, Rio de Janeiro, ano V, n 9, pp. 9-24, jul. /dez, 2000. LIMONAD, Ester. Rio de Janeiro, uma nova relação capital-interior? In: LIMONAD, Ester. HAESBAERT, Rogério. MOREIRA, Rui (Org). Brasil século XXI por uma nova regionalização? Agentes, processos e escalas. Niterói, Max Limonad, 2004. MARAFON et al. Geografia do Estado do Rio de Janeiro: da compreensão do passado aos desafios do presente. Gramma, Rio de Janeiro. 2011. MELLO, Eduardo Duprat Ferreira De. Escolhas Estratégicas e Guerra Fiscal: Competição ou Cooperação no Caso do Estado do Rio de Janeiro (Dissertação de Mestrado). Escola Brasileira de Administração Pública, Fundação Getúlio Vargas, 2008. MOTTA, Marly Silva da. A fusão da Guanabara com o Estado do Rio: desafios e desencantos. In: UM ESTADO em questão: os 25 anos do Rio de Janeiro/ Organizadores: Américo Freire, Carlos Eduardo Sarmento, Marly Silva da Motta. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas, 2001. p.19-56. NATAL, Jorge. Inflexão econômica e dinâmica espacial pós-1996 no Estado do Rio de Janeiro. Belo Horizonte: Nova Economia, n. 3, p. 71-90, 2004. NATAL, Jorge. O Estado do Rio de Janeiro pós 95. Rio de Janeiro: Pubblicati/Faperj, 2005. OBSERVATÓRIO DOS BENEFÍCIOS. Jogando Luz na Escuridão. Rio de Janeiro, junho de 2016. Disponível em:. Acesso em 01/01/2018. OLIVEIRA, Floriano José Godinho de. Reestruturação produtiva, território e poder no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Garamond, 2008. ROWTHORN, R. Indústria de transformação: crescimento, comércio e mudança estrutural. In. Castro et al. O Futuro da indústria no Brasil e no mundo – os desafios do século XXI. Rio de Janeiro: CNI e Campus, 1999, p. 57-76. SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. Uma organização produtiva do território. In: O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 9ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. SILVA, Robson Dias da. Indústria e desenvolvimento regional no Rio de Janeiro (1980–2008). Rio de Janeiro, faperj, 2012. TCE (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro). Relatório de Auditoria Governamental- Acompanhamento Ordinária- Gabinete do conselheiro José Gomes Graciosa. 2016.
797 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Paisagens e empirismo, elementos constitutivos das experiências em Geografia: um estudo sobre as veredas do chapadão de Catalão (Goiás) Jean Carlos Vieira Santos;Vandervilson Alves Carneiro;Lorranne Gomes da Silva;Vinícius Polzin Druciaki; Trabalho de Campo. Região. Cerrado. Drenagem. Agronegócio. O presente artigo apresenta os resultados de um trabalho de campo que teve como área de estudo as veredas do chapadão de Catalão (Goiás, Brasil), nos municípios de Goiandira, Catalão e Ipameri, onde as mudanças no uso do solo são constantes, pois as chapadas são formas de relevo mecanizadas, adubadas e irrigadas que sofreram grande emprego de agrotóxicos nas últimas décadas. Partiu-se do levantamento bibliográfico, fotográfico e de observações empíricas, sendo que o desenvolvimento desta investigação vem ao encontro do método e das técnicas das pesquisas qualitativas que enfatizam a participação dos pesquisadores no contexto estudado. Entre os conceitos trabalhados neste texto estão paisagem, percepção e veredas, com destaque para as obras de Bertrand (1968), Ab’Sáber (1969), Rougerie (1971), Bernaldez (1981), Ribeiro (1989), Christofoletti (1993), Santos (1997), Feltran Filho (1997), Ferreira (2006), entre outros. Esses teóricos mostram que, ao analisar uma paisagem, é preciso considerar fatores condicionados à ecologia, como usos do solo, percepção, compreensão e gerenciamento dela. AB’SÁBER, A. N. Formas de relevo. São Paulo: EDART, 1982. AB’SÁBER, A. N. Os domínios de natureza do Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê, 2003. AB’SÁBER, A. N. Um conceito de geomorfologia a serviço das pesquisas sobre o quaternário. Geomorfologia, São Paulo, n. 18, n.p., 1969. AGUIAR, L. M. S.; MACHADO, R. B.; MARINHO FILHO, J. A diversidade biológica do cerrado. In: AGUIAR, L. M. S.; CAMARGO, A. J. A. Cerrado: ecologia e caracterização. 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798 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Terras e tradições revolvidas: impactos da construção da UHE de Irapé, nas tradições religiosas, culturais e relações de parentesco dos povos compulsoriamente deslocados para Araras Celia Lopes Azevedo;Ana Paula Glinfskoi Thé;Renilson Soares dos Santos;Rony Enderson de Oliveira; Irapé. Identidade. Parentesco. Assentamento. O presente artigo objetiva analisar e discutir algumas repercussões socioculturais, especificamente no que diz respeito às tradições religiosas, culturais, laços de parentesco e identidade coletiva das pessoas realocadas para o assentamento Araras, município de Francisco Sá - MG, decorrentes da construção da Usina Hidrelétrica de Irapé, no Rio Jequitinhonha, entre os municípios de Berilo e Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais. O trabalho valeu-se de pesquisas: bibliográfica, exploratória e estudo de caso, com trabalho de campo viabilizado por entrevistas semiestruturadas. Os resultados evidenciaram que no novo lugar, as pessoas experimentaram prejuízo à continuidade de práticas religiosas e comprometimento das tradições culturais e laços de parentesco, além da quebra da identidade coletiva. ASCELRAD; H. Apresentação; In: ZHOURI, A; LASCHEFSKI, K.; PEREIRA, B. D. (Org.). A insustentável leveza da política ambiental. Desenvolvimento e conflitos socioambientais. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2005b, v. 1, p. 7-24. AZEVEDO, L. C. O Assentamento de Francisco Sá: uma Análise dos Reassentamentos em Função da Construção de Usinas Hidrelétricas. 2006, 68 f. Monografia de Conclusão do curso de Ciências Sociais. Universidade Estadual de Montes Claros. Montes Claros, 2006. BOURDIEU, P. “A Identidade e a Representação: elementos para uma reflexão crítica sobre a ideia de região”. In: O Poder Simbólico. Lisboa: Difel, 1989, p.107-132. BORTOLETO, E. M. A implantação de Grandes Hidrelétricas: desenvolvimento, discursos e impactos. Geografares, Vitória, v. 2, jun. 2001, p. 53-62. COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS – CEMIG. Informativo Irapé. Ano 3, n. 5, Set/Out 2005 COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS – CEMIG. Informativo Irapé. Ano 4, n. 2, Mar/abr. 2006. FOUCAULT, M. A ordem do discurso. 12ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2005. MARQUES, M. M.S. A identidade água abaixo – os reassentados da Usina Hidrelétrica Dona Francisca – RS. 2005. 170 f. Dissertação de Mestrado – Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, 2005. MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA. Centrais Elétricas Brasileiras S.A. Plano Nacional de Energia Elétrica 1987-2010. Plano 2010. Rio de Janeiro: 1987. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1980-1989/anexo/and96652-88.pdf Acesso em 24/09/17. MENDES, N. A. S. As usinas hidrelétricas e seus impactos: os aspectos socioambientais e econômicos do Reassentamento Rural de Rosana-Euclides da Cunha Paulista. 2004. 222 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, SP. 2004. MÜLLER, A. C. Hidrelétricas, meio ambiente e desenvolvimento. São Paulo: Makron Books, 1995. OLIVEIRA, R. C. R. Análise da Importância socioeconômica da Usina Hidrelétrica de Irapé Para o Município de Grão Mogol (MG). 2003. 67 f. Monografia – Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros. 2003. PEREIRA, A. L. Impactos socioambientais da Hidrelétrica do Funil na comunidade de Ponta [Pedra] Negra. Sinapse Múltipla, Betim, MG, v. 03, nº 02 dez. 2014. Disponível em: http://periodicos.pucminas.br/index.php/sinapsemultipla/article/view/3367>. Acesso em 20 fev. 2018. REBOUÇAS, L. M. O planejado e o vivido: O reassentamento de famílias ribeirinhas no Pontal do Paranapanema. São Paulo: Ed. Annablume: Fapesp, 2000. SANTOS, M. Metamorfoses do espaço habitado: fundamentos teóricos e metodológicos da geografia. São Paulo: HUCITEC, 1999. TRIGOSO, F. B. M. Demanda de energia elétrica e desenvolvimento socioeconômico: o caso das comunidades rurais eletrificadas com sistemas fotovoltaicos. 2004. 311 f. Tese (Doutorado) – Curso de Pós-Graduação Interunidades em Energia, Universidade de São Paulo, 2004. ZHOURI, A.; OLIVEIRA, R. Paisagens industriais e desterritorialização de populações locais: conflitos socioambientais em projetos hidrelétricos; In: In: ZHOURI, A.; LASCHEFSKI, K., PEREIRA, B. D. (Orgs). A insustentável leveza da política ambiental, desenvolvimento e conflitos socioambientais). Belo Horizonte: Autêntica, 2005. p. 49-64.
799 cerrados v. 16 n. 02 (2018): Revista Cerrados Políticas públicas, justiça espacial e o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) em Guarapuava, Paraná, Brasil Gabriel Plaviak Silva;Márcia da Silva; Políticas públicas. Justiça espacial. PMCMV. Guarapuava/PR. Este texto é resultado de uma pesquisa vinculada ao Grupo de Pesquisa Redes de Poder, Migrações e Dinâmicas Territoriais – GEPES, do curso de Geografia da Unicentro, em Guarapuava/PR. O grupo tem desenvolvido estudos sobre as relações de poder e sua associação com políticas públicas e atenção dada, pelo Estado, as demandas sociais mais prementes, no Brasil, como a questão da moradia – políticas públicas habitacionais, neste caso, o Programa Minha Casa Minha Vida, correlacionado as mesmas com o conceito de justiça espacial. Os conjuntos habitacionais do Bairro Alto Cascavel, em Guarapuava, foram objeto desta pesquisa, para a qual utilizamos como metodologia a aplicação de questionários semiestruturados com incorporação de informações abertas, ou seja, o enquerido poderia complementar o questionário. Os resultados foram analisados sem esperar-se novas demandas, se não aquelas de conhecimento premente nas avaliações outras realizadas, oficialmente ou não, no contexto do tema. Eles, no entanto, reforçam a urgência de se repensar este sistema em termos de espaço absoluto (localização) e de espaço relacional (a localização em relação a prestação de serviços públicos e privados e as diversas infraestruturas). BRASIL. Programa Minha Casa Minha Vida. Lei n° 12.424 de 2011. Disponível em: . Acesso em 23 de setembro de 2016. FAINSTEIN, Susan. Planning and the just city. In: Searching for the Just City: Debates in urban theory and practice. Routledge, Abingdon, 2009, p. 19-39. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Déficit habitacional no Brasil. Brasília: Ministério das Cidades, 2011. Disponível em: . Acesso em 26 de setembro de 2017. FREY, Klaus. Políticas públicas: um debate conceitual e reflexões referentes à prática da análise de políticas públicas no Brasil. Planejamento e Políticas Públicas. Brasília: IPEA, n. 21, p. 211-259, jun. 2000. HARVEY, David. A justiça social e a cidade. São Paulo: Hucitec, 1980. MARCUSE, Peter. Spatial justice: derivative but causal of social injustice. In: La justice spatiale: à la fois résultante et cause de l’injustice sociale, 2009. NEGRI, Silvio M. Segregação sócio-espacial: alguns conceitos e análises. Coletâneas do Nosso Tempo, v. 7, p. 129-153, 2008. SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. São Paulo: Hucitec, 1996. SANTOS, Milton. O espaço dividido: os dois circuitos da economia urbana. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1978. SILVA, Márcia da. Análise política do território: poder e desenvolvimento no Centro-Sul do Paraná. Guarapuava: Unicentro/Fundação Araucária, 2007. SILVA, Márcia da. Poder local: conceito e exemplos de estudos no Brasil. Sociedade & Natureza. Uberlândia, 20 (2), 2008, p. 69-78. SOJA, Edward W. Seeking spatial justice. University of Minnesota Press, Minneapolis, 2010. SOUZA, Celina. Políticas públicas: uma revisão da literatura. Sociologias, 2006, n.16, p. 20-45.
800 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Nota Editorial/Edição 2018, v. 16, n. 1 (jan./jun.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; Nota Editorial/Edição 2018, v. 16, n. 1 (jan./jun.)
801 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Desenvolvimento rural e extrativismo: a cadeia produtiva do musgo na comunidade rural André do Mato Dentro, Santa Bárbara/MG Virginia de Lima palhares;Pedro de Carvalho Costa; Desenvolvimento rural. Extrativismo. Musgo. Sustentabilidade. O trabalho tem por objetivo refletir sobre desenvolvimento rural a partir de uma perspectiva social, econômica e sustentável em comunidades rurais, tendo por base o extrativismo. No âmbito deste debate foram identificadas potencialidades na comunidade rural André do Mato Dentro, localizada no município de Santa Bárbara, franja metropolitana de Belo Horizonte/MG, a partir da compreensão da cadeia produtiva do musgo verde (Sirrhopodon SP, nome popular “fofão”). A comunidade é constantemente ameaçada pelo avanço das atividades minerárias de grande porte. Estas atividades intimidam o equilíbrio socioeconômico, ambiental e cultural estabelecido pela população fixada na região do Quadrilátero Ferrífero, que abriga biodiversidade endêmica, mananciais d’água de classe especial e diferentes aglomerados humanos. O percurso metodológico escolhido teve apoio na pesquisa qualitativa, para vivenciar o lugar conversando com os moradores de um modo caminhante/conversante conforme Marandola Jr (2014). A análise da atividade extrativista pretende esboçar possíveis formas de organização econômica em André do Mato do Dentro que assegurem o equilíbrio entre a comercialização do musgo e o desenvolvimento rural sustentável, sem perder de vista os valores culturais da comunidade. Para tanto, buscou-se compreender a dinâmica do extrativismo por meio da preservação das áreas de coleta do musgo. BRASIL. Lei nº 9.985, de 13 de jul. 2000. Regulamenta o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. 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802 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Análise multitemporal da expansão urbana do município de Taubaté-SP entre os anos de 1986 a 2016 Rodrigo José Pisani;Gabriel Mikael Rodrigues Alves; Planejamento regional. Crescimento da mancha urbana. SIG. Atualmente o crescimento urbano é considerado com um dos maiores desafios relacionado ao planejamento regional. Nesse sentido ressalta-se a importância da utilização de ferramentas de análise espacial como o SIG e o Sensoriamento Remoto que auxiliam de maneira eficaz o ordenamento territorial. O objetivo do presente trabalho foi elaborar uma análise multitemporal para o crescimento urbano do município de Taubaté-SP. O modelo de análise foi realizado por imagens orbitais Landsat 5 TM e 8 OLI utilizados para o mapeamento do uso e cobertura da terra no anos de 1986, 1996, 2006 e 2016. Foram utilizados também Modelos Digitais de Elevação do Terreno extraídos a partir do modelo SRTM Topodata, software ENVI 4.7 e ArcGIS 10.2.1. Entre os resultados alcançados destacam-se as manchas de expansão urbana nos anos analisados em diferentes contextos de produção do espaço urbano com destaque no crescimento que ocorreu nas áreas periféricas entre os anos de 2006 e 2016. AB´SABER, A. N. O. Quaternário da Bacia de Taubaté: estado atual dos conhecimentos. Geomorfologia. São Paulo, v.7, p.52-54, 1969. ALMEIDA, F. F. M. Origem e evolução da plataforma brasileira. Rio de Janeiro, DNPM/DGM, 1967. 241p. ALMEIDA, F. F. M. e CARNEIRO, C. D. R. Origem e evolução da Serra do Mar. Rev. Bras. de Geociências. São Paulo: SBG, v.28, n.2, p.135-150. 1998. BJORNBERG, A. J. S. Contribuição ao estudo da Bacia de Resende. Boletim da Sociedade Brasileira de Geologia. Rio de Janeiro. v. 17, n. 11, p. 65-74. 1968. DELANEZE, M. E.; RIEDEL, P. S.; MARQUES, M. L.; FERREIRA, M. V. Modelagem Dinâmica Espacial para o monitoramento do crescimento urbano no entorno do Duto ORBEL. Revista Brasileira de Cartografia, 66(3): 473-484. 2014. ENVIRONMENTAL SYSTEM RESEARCH INSTITUTE - ESRI. ARC/INFO v.10 Redlands, 2010. Programa de computador. DVD-ROM. HASUI, Y.; ALMEIDA, F. F. M. Aspectos estruturais na geomorfologia da área cristalina de São Paulo e Paraná. In: Congresso Brasileiro de Geologia, 30, Recife, 1978. Anais... Recife, v.1, p. 360-367. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades: Taubaté. Dados do Censo Demográfico, 2016. Disponível em: . Acesso em: 28 out. 2016. RSI - Research Systems Inc.. THE ENVIRONMENT FOR VISUALIZING IMAGES ENVI. Boulder, CO, USA, 2009. LACERDA, J. M. F. Uso do Geoprocessamento na expansão urbana: o caso das comunidades subnormais do município de Bayeux-PB. III Simpósio Brasileiro de Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação. 2010, Recife. Anais... Recife. p. 001-005. MARTINS, A. S.; LEITE, M. E. Análise do crescimento das favelas da cidade de Montes Claros – MG por imagens de alta resolução espacial. 2016. In: XVII Simpósio Nacional de Sensoriamento Remoto, SBSR. 2015, João Pessoa-PB Anais... João Pessoa p. 3715-3721. NASCIMENTO, P. S. R. Aspectos Geomorfológicos do município de São José dos Campos (SP): Ênfase na área urbana. Geoambiente on-line. v.1, n.4. p.1-14, 2005. Disponível em: OLIVEIRA, A. B. Análise geomorfológica e sócio-econômica como instrumento de ação no planejamento urbano. 1997. 204f. Dissertação (Mestrado em Geociências e Meio Ambiente) - Instituto de Geociências e Meio Ambiente Exatas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro. RICCOMINI, C. O Rift Continental do Sudeste do Brasil. 1989. 256f. Tese (Doutorado em Geologia). - Instituto de Geociências. Universidade de São Paulo. São Paulo. SUGUIO, K. Contribuição à Geologia da Bacia de Taubaté, 1969. 106 p. Dissertação (Doutorado em Geologia) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1969. XAVIER-DA-SILVA, J. ZAIDAN, R. T. Geoprocessamento e Análise Ambiental: aplicações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004. ZHANG, Y.; DEGROOTE, J.; WOLTER, C.; SUGUMARAN, R. Integration of modified universal soil loss equation (MUSLE) into a GIS framework to assess soil erosion risk. Land degradation and development, 20(1): 84-91. 2009. Disponível em: . Acesso em: 16 set. 2016.
803 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados O significado do processo de modernização agrícola e os impactos ambientais em áreas de cerrado ÉRIKA MUNIQUE DE OLIVEIRA; Cerrado. Modernização agrícola. Impactos ambientais. No presente artigo buscamos desenvolver uma análise crítica do processo de ocupação do Cerrado, baseando nas políticas econômicas desenvolvidas no Brasil a partir do século XX. Para efeitos de discussão, no primeiro momento tratamos dos principais programas desenvolvidos para ocupação do cerrado; no segundo os impactos ambientais ocorridos a partir da implantação do modelo capitalista de produção. Percebe-se que as ações governamentais privilegiaram os interesses do agronegócio, fator que tem resultado na destruição da fauna, flora e dos componentes bióticos que dela sobrevivem. Portanto, a ocupação do Cerrado mediada por políticas territoriais serviram como incentivo à exploração econômica do bioma para favorecer grandes empresas agrícolas, desprezando todos os componentes bióticos que garantem o equilíbrio natural do sistema vida e do trabalho do homem do campo. BALSAN, Rosane. Impactos decorrentes da modernização da agricultura brasileira. Revista Campo-Território. v.1, n.2, Minas Gerais: UFU, 2006. Disponível em: < http://www.seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/11787> Acesso em 12.out.2017. BITAR, Omar Yazbek; ORTEGA, Roberto. Gestão Ambiental. In: OLIVEIRA. Geologia de Engenharia. São Paulo: Associação Brasileira de Geologia de Engenharia (ABGE), 1998. Cap. 32, p.499-508. CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento da safra brasileira de grãos. Monitoramento Agrícola agosto/2015. Brasília, DF, 2015. Disponível em: < www.conab.gov.br/.../15_08_18_10_30_18_boletim_graos_agosto_2015> Acesso em: 12. Set.2015. 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804 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Estimativa de índice de qualidade ambiental da cidade de Uberlândia por meio de imagens de satélite Dayanne Vieira de Oliveira;Lisbeth Segovia Materano;Jorge Luís Silva Brito; Qualidade Ambiental. Índices de vegetação. Temperatura superficial. Sensoriamento Remoto. O uso das geotecnologias e suas aplicações com o uso do Sensoriamento Remoto e dos SIG contribuem para o avanço no conhecimento da dinâmica da paisagem, sendo uma ótima ferramenta devido a aspectos de fácil visualização e rapidez para auxiliar na tomada de decisões. O presente trabalho tem o objetivo de testar um método de estimativa da qualidade ambiental usando quatro indicadores ambientais derivados de imagens de satélite na cidade de Uberlândia/MG: TS, NDVI, SAVI e NSI. Para isto foram utilizados para determinar a TS uma imagem do satélite Landsat8, correlacionado com índices de vegetação NDVI, SAVI e NSI obtidos a partir de imagens Sentinel-2A processados no ILWIS versão 3.4. Os resultados mostraram que NDVI e SAVI estão correlacionados um com o outro e correspondem com a quantidade de vegetação, enquanto NSI e TS são correlacionados com as áreas de maior proporção de área construída. Embora a qualidade ambiental seja determinada por um grande número de variáveis, os dados obtidos nas imagens de satélite mostraram-se eficaz na estimativa da qualidade ambiental, sendo uma importante ferramenta de rápido acesso para obter informações espaço-temporal dos fatores ambientais urbanos e contribuir para o planejamento e aplicação das políticas públicas. BARREDO J.; BOSQUE J. Multicriteria evaluation methods for ordinal data in a GIS environment. USA: Geographical Systems. Vol. 5. 1998.313-327p. DIAS, G. F. Educação e gestão ambiental. São Paulo: Gaia, 2006. 118 p. HASENACK, H. Influência de variáveis ambientais sobre a temperatura do ar na área urbana de Porto Alegre, RS. 1989. 110 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1989. Disponível em: . Acesso em: 2 jun. 2017. HUETE, A. R. A soil-adjusted vegetation index. Remote Sensing of Environment, Elsevier Science Publishing Co., New York, USA. 25: 295-309. 1988. IBGE. Cidades. 2010. Disponível em: . Acesso em: 03 jul. 2017. MENDONÇA, R. A. M. de. Uso das Geotecnologias para Gestão Ambiental: Experiências na Amazônia Meridional. Cuiabá: Instituto Centro de Vida, 2011. 22 p. Disponível em: . Acesso em: 03 jul. 2017. OKE, T. R. City size and the urban heat island. Atmospheric Environment PergamonPres, v. 7, p. 769-779, 1973. Disponível em: . Acesso em: 03 jul. 2017. POZONI, F. J; SHIMABUKURO, Y. E. Sensoriamento remoto no estudo da vegetação. São José dos Campos: Parêntese, 2007. 127 p. RESENDE, C. R. C.; COLESANTI, M. T. M. Arborização da cidade de Uberlândia: um estudo do bairro Chácaras Tubalina e Quartel. In: 8° Encuentro de Geógrafos de America Latina, 8., 2001, Santiago. Anais. Santiago: EGAL, 2001. p.1-9. Disponível em:. Acesso em: 18 jul. 2017. ROA, J. Estimación de áreas susceptibles a deslizamientos mediante datos e imágenessatelitales: cuencadelRíoMocotíes, estado Mérida-Venezuela. Revista Geográfica Venezolana, 48(2), 183-219, 2007. ROGERS, A. S.; KEARNEY, M. S. Reducing signature variability in unmixing coastal marsh Thematic Mapper scenes using spectral indices. International Journal of Remote Sensing, 2004, v. 25, n. 12, p. 2317-2335. ROSSET, L. A. F. G.; PINTO, S. dos A. F.; ALMEIDA, C. M. de. Geotecnologias aplicadas à caracterização das alterações da cobertura vegetal intra-urbana e da expansão urbana da cidade de Rio Claro (SP). In: XIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, 13., 2007, Florianópolis. Anais. Florianópolis: SBSR, 2007. p.5479-5486. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2017. SHIMABUKURO, V. E.; NOVO, E. M.; PONZONI, F. J. Índice de vegetação e modelo linear de mistura espectral no monitoramento da região do pantanal. Pesq. agropec. bras., Brasilia, v.33, Número Especial, p1729-1737, 1998. Disponível em: . Acesso em 20 jul. 2017. UBERLÂNDIA. Lei complementar nº 523, de 7 de abril de 2011. Dispõe sobre o parcelamento do solo do município de Uberlândia e de seus distritos e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em: 02 jul. 2017. USING THE USGS LANDSAT 8 PRODUCT. Landsat Missions. U.S. Department of the Interior, 2017. Disponível em: Acesso em 03 jul. 2017. WENG, Q; LU, D; SCHUBRING, J. Estimation of land surface temperature-vegetation abundance relationship for urban heat island studies. Remote Sensing of Environment, v. 89, n. 4, p. 467-483.
805 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Proposta de rótulo ambiental como indicador de eficiência hídrica para torneiras Antonio Carlos Demanboro;Janaina do Prado Miñarro;Regina Marcia Longo;Sueli do Carmo Bettine; Rotulagem ambiental. Torneiras. Conservação de água. Este trabalho tem como objetivo a proposição de rótulo ambiental de eficiência hídrica para torneiras. Parte-se da constatação que a água é um recurso finito e fundamental para a manutenção da vida e que as ações antrópicas inadequadas quanto à sua preservação e gerenciamento têm acarretado crises hídricas, principalmente nos grandes centros urbanos. Discute-se a eficiência hídrica de torneiras nacionais e propõe-se a adoção de selo a ser estampado em suas embalagens. A rotulagem das torneiras visa informar, de forma objetiva e clara à população, o volume de água despendido no uso, oferecendo ao consumidor subsídios para uma escolha consciente quanto ao equipamento a ser adquirido. Conclui-se que a adoção da rotulagem ambiental, através do selo hídrico proposto, pode ser um importante instrumento para se alcançar o uso racional da água. ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Rótulo ecológico Marca ABNT-Qualidade Ambiental, 2015. Disponível em: < http://www.abnt.org.br/rotulo/pt/>. Acesso em: 13 set. 2015. ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14020:2002 - Rótulos e declarações ambientais — Princípios gerais. Rio de Janeiro, 2002. ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Notícias: Torneiras – Requisitos e Métodos de Ensaio, 2015. Disponível em: < http://www.abnt.org.br/noticias/4393-torneiras-requisitos-e-metodos-de-ensaio>. Acesso em: 15 set. 2015. ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10281:2015 – Torneiras – Requisitos e métodos de ensaio. Rio de Janeiro, 2015. ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 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806 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Riscos geomorfológicos e sensitividade da paisagem na Bacia Hidrográfica do Rio Paratibe (BHRP) – Regiao Metropolitana do Recife Joana D’arc Matias de Almeida;Antonio Carlos da paz Rocha;Osvaldo Girão da Silva; Riscos Geomorfológicos. Sensitividade da Paisagem. Bacias Hidrográficas. O estudo sobre riscos ambientais vem mais significância à medida que a ocupação dos espaços urbanos vem se intensificando e se adensando consideravelmente. Estes riscos têm uma relação direta com os fatores socioeconômicos, pois além das características naturais do espaço, o nível de exposição à vulnerabilidade de populações tem grande influência para tais situações. A área da bacia hidrográfica do rio Paratibe, localizada nos municípios de Paulista, Abreu e Lima, Olinda, Recife, Camaragibe e Paudalho está submetida a diferentes fatores de risco, diretamente relacionados com o tipo de ocupação de setores desta bacia, como encostas interfluviais e leitos fluviais. Mesmo a bacia tendo grande parte de sua área com ocupação incipiente, vários pontos estão sujeitos a processos que podem submeter um considerável contingente populacional ao risco. A partir da análise de mapas de declividade e altimetria, conjugados com o mapeamento da área urbanizada, foi realizada uma análise das características e das alterações impetradas as encostas e aos canais fluviais, que causam, ou podem vir a causar intensificações de determinados tipos de eventos, os quais já resultam, e podem agravar, perdas materiais e até de vidas. ALMEIDA, Joana D. Matias. Dinâmica e caracterização fluvial da bacia do Riacho Grande: abordagem da conectividade da paisagem. 52 f. 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807 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Analise da concentração e distribuição de metais pesados na água do Rio das Velhas entre a cidade de Várzea da Palma e o distrito de Barra do Guaicuí—MG Matheus Simões Santos;Hernando Baggio Filho;Amanda Dias Araújo;Mariana de Oliveira Freitas;Thiago Martins da Costa;Adolf Heinrich Horn; Rio das Velhas. Água. Poluição. Metais pesados. O Rio das Velhas é o maior afluente em extensão do Rio São Francisco no Norte do Estado de Minas Gerais. A área de estudo localiza-se integralmente no município de Várzea da Palma, sendo delimitada pelas seguintes coordenadas UTM: 520000E-860200N e 532000E-805200N. Tendo em vista as particularidades naturais e as características antrópicas, o estudo avaliou a concentração e distribuição dos metais pesados na água superficial em 25 amostras coletadas em campo. As análises químicas dos metais cobre (Cu) e Cromo (Cr) nas águas superficiais demonstraram que, apenas o Cu violou a resolução CONAMA 357/2005, nenhuns dos dois elementos violaram a Portaria do Ministério da Saúde nº 518/2004. Em relação aos parâmetros Alumínio (Al), Manganês (Mn) e Ferro (Fe), na área de influencia urbano/industrial, o lançamento de esgoto doméstico, resulta em níveis de contaminação para esses elementos, no restante da área amostrada, indica um enriquecimento natural. Na elaboração cartográfica foi utilizado o software Arc Gis 9.2. Concluiu-se que a bacia do Rio das Velhas se constitui em um ambiente natural frágil. Os vários tipos de interferências antropogênicas, em especial a agricultura comercial, indústrias e urbanização, além de todo o contexto histórico de ocupação desordenada da bacia, contribuíram de forma marcante para a sua degradação hídrica e ambiental. AB` SABER, A. N. 1971. 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808 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados A logística urbana na produção do espaço Fander de Oliveira Silva;William Rodrigues Ferreira; Logística Urbana. Produção do Espaço. Geografia dos Transportes. Uberlândia. Atualmente, embora o conceito de produção extrapole a materialidade, a categoria central que o tem fundamentado é a reprodução do modo de vida, sendo o trabalho um fator de extrema importância na condução das práticas de territorialização e desterritorilização, deslocando os fixos, fluxos e suas relações espaciais, ao passo que lhe escapa a reprodução do espaço e do capital. Dessa forma, este trabalho tem por objetivo compreender as relações do espaço geográfico, do território e das redes de transportes na proposta da Logística, chegando ao ponto de partida da Geografia dos Transportes caracterizado por análises dos sistemas de transporte que redundam na contribuição para as transformações territoriais nos seus eixos cardeais: a produção, reprodução, estruturação e reestruturação. Nesse contexto, a atuação do Poder Público e do empresariado no território brasileiro tem se pautado cada vez mais na racionalidade e na eficácia dos fluxos materiais, de modo que a moderna Logística surge como uma questão-chave para o desenvolvimento. Em uma macroeconomia em que a velocidade e as especificidades do produto têm vasta relevância, bem como a capacidade de conjugar o tempo, distribuir espaços de produção e abastecimento no quadro da cadeia de suprimentos (supply chains), percebe-se que a Logística evolui, tornando-se alicerce central na geração de vantagens competitivas. ARROYO, M. Circuitos espaciais de produção industrial e fluxos internacionais de mercadorias na dinâmica territorial do estado de São Paulo. Boletim Campineiro de Geografia, Campinas, v. 2, n. 1, p. 07-26, fev, 2012. BOMTEMPO, D. C. Dinâmica territorial, atividade industrial e cidade média: as interações espaciais e os circuitos espaciais da produção das indústrias alimentícias de consumo final instaladas na cidade de Marília - SP. 2011. 455f. Tese (Doutorado em Geografia), PPGG/UNESP/Presidente Prudente, 2011. BOTELHO, R. E. P. O circuito espacial de produção e os círculos de cooperação da soja no Maranhão no período técnico-científico-informacional. 2010. 220 f. Dissertação (Mestrado em Dinâmica e Reestruturação do Território) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2010. CASTELLS, M. A Sociedade em Rede. 7. ed. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2003. CASTILLO, R. A. Agricultura globalizada e logística nos cerrados brasileiros, in SILVEIRA, Márcio Rogério (org.). Circulação, transportes e logística. São Paulo: Outras Expressões, 2011, p.331-54. CASTILLO, R. Transporte e logística de granéis sólidos agrícolas: componentes estruturais do novo sistema de movimentos do território brasileiro. Investigaciones Geográficas, Boletin del Instituto de Geografia, UNAM, México-DF, n. 55, 2004. CASTILLO, R.; FREDERICO, S. Espaço geográfico, produção e movimento: uma reflexão sobre o conceito de circuito espacial produtivo. In: Sociedade e Natureza. Uberlândia, v. 22, n. 3, p. 461-474, dez, 2010. 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809 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Diversidades e direitos territoriais no semi-árido João Batista de Almeida Costa; Diversidade. Direitos Territoriais. Semi-árido Objetivando discutir sobre as diversidades e direitos territoriais no Semi-árido brasileiro, baseado em estudos de caso, realizo uma leitura sobre as raízes históricas de formação das diferentes etnias e da constituição de territórios nessa região para em seguida fazer uma digressão sobre as bases legais que alicerçam o direito à diversidade. É realizada, também, uma abordagem sobre as bases conceituais para o entendimento da emergência de sujeitos coletivos que buscam concretizar os direitos territoriais por meio da visibilização de suas gentes a partir da auto-afirmação de si em suas territorialidades. Para finalizar é focalizada a fricção de interesses territoriais entre as camadas superior e inferior da sociedade nacional que opõem diversidade de lógica de apropriação x mercantilidade com casos de gentes do Nordeste do Brasil e do Norte de Minas Gerais. E, nesse caso, elenco as estratégias de concretização do direito territorial de comunidades tradicionais norte mineiras. ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Terras tradicionalmente ocupadas: processos de territorialização e movimentos sociais. Em Revista Brasileira de Estudos urbanos e regionais 6 (1), Mai 2004, p. 9-32. ARRUTI, José Maurício Andion. A Emergência dos “remanescentes”: notas para o diálogo entre indígenas e quilombolas. Em Mana 3 (2), 1997, p. 7-38. BRASIL. Política Nacional para o Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais. Em Decreto 6.040/2007. Brasília, Diário Oficial da União, 2007. CHAGAS, Afonso Maia das. Direitos territoriais: identidades, pertencimentos e reconhecimento. Em Revista sobre acesso à Justiça e Direitos nas Américas 1 (1), 2017, p. 182-201. COSTA, João Batista de Almeida. Cultura sertaneja: a conjugação de lógicas diferenciadas. Em SANTOS, Gilmar Ribeiro dos (Org.). Trabalho, Cultura e Sociedade no Norte/Nordeste de Minas: Considerações a partir das Ciências Sociais. Montes Claros: Best Comunicação e Marketing, pp. 77-98, 1997. COSTA, João Batista de Almeida. A (des)invisbilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais: A produção da identidade, do pertencimento e do modo de vida como estratégia para efetivação de direito coletivo. Em: GAWORA, D.; IDE, M. H. de S.; BARBOSA, R. S. (Orgs.). Povos e Comunidades Tradicionais no Brasil. 1ª. ed. Montes Claros: Editora Unimontes, 2011, p. 51-68. COSTA, João Batista de. A invenção de sujeitos de direito e processos sociais: Povos e Comunidades Tradicionais no Brasil e no Norte de Minas Gerais. Belo Horizonte: Initia Via, 2015. 84 p. Coleção Direito e Diversidade 5. COSTA SILVA, René Marc. Por onde o Povo Anda... A Construção da Identidade Quilombola dos Negros de Rio das Rãs. Brasília: PPGH / UnB, 1998. Tese. CUNHA, Euclides. Os Sertões. Brasília: Editora da UnB; Rio de Janeiro: FUNDAR / Biblioteca Nacional, 2015. 623 p. FIGUEIREDO, André Videira de. O Caminho quilombola: sociologia jurídica do reconhecimento étnico. Curitiba: Apris. 2001. 211 p. GUIMARÃES ROSA, João. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. 538 p. HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. São Paulo: Ed. 34, 2003. 291 p. LITTLE, Paul Elliot. Territórios Sociais e povos tradicionais no Brasil: por uma antropologia da territorialidade. Em Anuário Antropológico, 2002/2003, 2005, pp. 251-290. LOPES, Esmeraldo. Caatingueiros e Caatinga: a agonia de uma cultura. Maceió: Grafipel, 2012.532 p. OLIVEIRA, Moisés Dias. Auto-definição identitária e territorial entre os geraizeiros do Norte de Minas: O caso da Comunidade de Sobral. Brasília: Centro de Desenvolvimento Sustentável / UnB, 2017. Dissertação. PARAJULI, Pramod. Ecological Ethnicity in the Making: Developmentalist Hegemonies and Emergent Identities in India. Em: Identities, 3(1-2), 1996, pp. 15-59. RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. 476 p. RIGATO, Valney Dias. Por uma geografia de / em transição: r-existência e (re)habitação dos geraizerios no Médio Vale do Rio Guará, São Desidério, BA. Goiânia: PPGEO / UFG, 2017. Tese. SANTA ROSA, Helen e ANAYA, Felisa Cançado. A raiz que sustenta nossa identidade. Em Agriculturas, 13 (1), 2012, p. 12-17. SILVA, Tomaz Tadeu. A produção social da identidade e da diferença. Em Identidade e diferença: a perspectiva dos Estudos Culturais. Petrópolis: Vozes, 2000, p. 73-102. SOUZA, Laura Mello e. Os desclassificados do ouro: a pobreza mineira no século XVIII. São Paulo: Graal, 1986. 323 p. PARK, R. E. A comunidade urbana como configuração social e ordem moral. Em PIERSON, Donald (Org). Estudos de ecologia humana. São Paulo: Livraria Martins, 1948, p. 127-142.
810 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Novas formas comerciais e as expressões da centralidade urbana de Imperatriz – MA: uma análise a partir da instalação e dinamismo do Imperial Shopping Laila Santos Silva;Jailson de Macedo Sousa; Imperatriz. Centralidade Urbana. Shoppings Centers. Neste artigo, são abordados aspectos fundamentais das novas formas comerciais e as expressões da centralidade urbana materializadas na cidade de Imperatriz. De início, são ressaltadas algumas considerações sobre o fenômeno urbano no Brasil que apresenta como traços característicos a complexidade e diversificação. Teve influência nesse cenário, distintas determinações, entre as quais ressaltamos: o desenvolvimento de atividades econômicas variadas que promoveram maior dinamismo das cidades, como é o caso da industrialização que favoreceu a expansão deste processo no centro-sul do país, a modernização do campo na região centro-oeste, influenciada pelo avanço e uso de novas técnicas. Os reflexos desse fenômeno são visíveis na realidade amazônica, onde se insere a cidade de Imperatriz que é objeto central deste estudo. Desse modo, tivemos a inquietação de compreender as expressões da centralidade urbana desenvolvida por esta cidade, através da instalação e dinamismo dos shopping centers. Esta investigação apoiou-se na adoção da abordagem marxista, fundamentada no uso do método dialético por entender que a realidade urbana se constrói de modo contraditório, ou seja, as cidades são edificadas por atores que apresentam interesses distintos. Esta construção método-lógica se apoiou ainda, nas contribuições fornecidas por Trivinos (2011) e Gil (2008). Utilizamos ainda, como técnicas para a coleta de dados: a observação simples e realização de entrevistas semiestruturadas. ABRASCE – Associação Brasileira de Shopping Centers. Disponível em: < www.abrasce.com.br >. Acesso em 20/04/2018. ARRAIS, Tadeu Pereira Alencar. 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811 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Qualidade de dados geoespaciais: análise da consistência topológica no mapeamento de cobertura da terra do município de Curitiba - PR Manoella Barros Pedreira Ferreira;Otacílio Lopes de Souza da Paz; SIG. Cartografia. Topologia. Devido ao constante aprimoramento das técnicas de tratamento de dados geoespaciais são inúmeras as pesquisas e aplicações dessas técnicas nas mais variadas áreas do conhecimento. Porém, a necessidade de validação desses dados tem recebido pouca atenção, principalmente no meio acadêmico, pondo em risco a precisão e confiabilidade de muitos estudos. Dentre os parâmetros utilizados para o controle da qualidade de dados geográficos, o presente trabalho teve por objetivo a verificação da consistência topológica de dados referentes ao mapeamento de cobertura da terra do município de Curitiba/PR, na escala original de 1:35.000. Este parâmetro se distinguiu dos demais pela necessidade de quantificação da área de cada classe mapeada. Constatou-se que apesar desse mapeamento ter sido de uma pequena extensão, em uma escala considerada de detalhe, os dados apresentaram inconsistência em sua topologia. Os erros de topologia apontam para possíveis divergências na quantificação das áreas se comparados ao seu tamanho real, especialmente por conta de pequenos polígonos não classificados ou polígonos que extrapolam a área de classificação. Cabe ressaltar que, como as informações espaciais apresentadas em um trabalho científico podem servir de base a outros, é fundamental ter atenção na confiabilidade dos dados, para que possíveis erros não sejam replicados. BARROS, E. R. O.; CARNEIRO, A. F. T. Uma Proposta de Controle de Qualidade de Informações Cadastrais de Imóveis Rurais. Revista Brasileira de Cartografia, n 65/2, p. 265-581, 2013. CÂMARA, G.; DAVIS, C.; MONTEIRO, A. M. V.; MEDEIROS, J. S. DE. Introdução à ciência da geoinformação. Introdução à Ciência da Geoinformação, p. 345, 2001. Disponível em: . Acesso em: 20/03/2017. DAVIS, B. E. GIS: a visual approach. 2ª ed. New York: Thomson Learning, 2001. ESRI. Geodatabase topology rules and topology error fixes. Disponível em: . Acesso em: 22/03/2017. LONGLEY, P. A.; GOODCHILD, M. F.; MAGUIRE, D. J.; RHIND, D. W. Sistemas e Ciência da Informação Geográfica. Bookman, 2009. ROCHA, M. P. C. Desenvolvimento de referencial teórico para um sistema de informações gerenciais (SIG) para parlamentares e assessores na Câmara Legislativa do Distrito Federal: em busca de um modelo conceitual. Ciência da Informação, v. 32, p. 80–88, 2003. ROGERSON, P. Métodos estatísticos para geografia: um guia para o estudante. 3ª Ed. Porto Alegre: Bookman, 2012, 348 p. ROSA, R. Geotecnologias na Geografia aplicada. Revista do Departamento de Geografia, v. 16, p. 81–90, 2005. Disponível em: . Acesso em: 13/03/2017. SANTOS JUNIOR, W.M.; RIBEIRO, G.P. Qualidade dos dados geográficos disponibilizados em ambiente de sistema de informação geográfica na internet. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS GEODÉSICAS E TECNOLOGIAS DA GEOINFORMAÇÃO, 4., 2012, Recife.. Anais... Recife: SIMGEO, 2012 p. 01-08. SILVA, A. B. Sistemas de Informações Geo-referenciadas: conceitos e fundamentos. Campinas: Editora da Unicamp, 2003. THEOBALD, D. M. Understanding Topology and Shapefiles. ArcUser Online, 2001. Disponível em: < http://www.esri.com/news/arcuser/0401/topo.html>. Acesso em: 09/04/2017. VEREGIN, Howard. Data quality parameters. Geographical information systems, v. 1, p. 177-189, 1999. WEBER, E.; ANZOLCH, R.; LISBOA FILHO, J.; COSTA, A. C.; IOCHPE, C. Qualidade de dados geoespaciais. Porto Alegre: URGS – Instituto de Informática, 1999. 37 p. Relatório Técnico.
812 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Comunidades remanescentes de quilombos: reflexão sobre territorialidades Lilian Maria Santos;Anete Marília Pereira;Andréa Maria Narciso Rocha de Paula; Comunidades Tradicionais. Território. Territorialidade. Remanescentes Quilombolas. Pretende-se discutir neste artigo o processo de territorialidade para formação das comunidades remanescentes de quilombos no Brasil. E, para tanto, fez-se necessário compreender as diversas concepções sobre a categoria Comunidade Tradicional no que tange a perspectivas classificatórias, políticas, jurídicas e territoriais, bem como aos aspectos envolvidos na constituição das Comunidades Remanescentes de Quilombos. A comunidade tradicional se reconhece pela tradicionalização como estratégia e movimento de luta e resistência em defesa do seu território. O processo de identificação e reconhecimento da comunidade remanescente de quilombo perpassa pela ressemantização do termo “Quilombo” e politização do grupo social na consolidação pelo direito coletivo do território e manutenção do modo de vida. A memória de luta e resistência, as práticas envolvendo a terra, em seu valor de uso para o trabalho e manutenção da cultura, a reciprocidade e as fronteiras simbólicas engendram a territorialidade das comunidades remanescentes de quilombo. São a trajetória da vida cotidiana, as relações estabelecidas pelos sujeitos no lugar - que fazem a sua história - que constroem o processo de territorialidade. O território se constitui, portanto, em uma produção histórica, relacional material e imaterial, e a territorialidade trata da dimensão vivencial e subjetiva, ou seja, do campo experiencial daqueles que vivenciam o processo de territorialização. ARAUJO, Elisa De Cotta. Nas margens do São Francisco: sociodinâmicas ambientais, expropriação territorial e afirmação étnica do Quilombo da Lapinha e dos vazanteirosdo Pau de Légua (Dissertação de Mestrado) – PPGDS –Unimontes, Montes Claros, 2009. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A Comunidade Tradicional.In: COSTA, João B. A; OLIVEIRA, Claudia L. Cerrado, Gerais, Sertão: Comunidades Tradicionais nos sertões roseanos. São Paulo: Intermeios, 2012. BRASIL. Constituição (1988). Constituição: República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988. COSTA, João Batista de Almeida. Do Tempo da Fatura dos Crioulos ao Tempo de Penúria dos Morenos: Identidade através de rito em Brejo dos Crioulos (MG). (Dissertação de Mestrado) Brasília: UnB/Departamento de Antropologia, 1999. COSTA FILHO, Aderval. Os Gurutubanos: territorialização, produção e sociabilidade em um quilombo do centro norte-mineiro. Tese (Doutorado) – Instituto de Ciências Sociais – Departamento de Antropologia da UNB.. Brasília: ICS-UnB, 2008. 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813 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Espaço e corporação em perspectiva: uma avaliação teórico-metodológica Fernando Fernandes de Oliveira; Empresa multilocalizada. Difusão espacial. Horizontalidades. Verticalidades. Redes. No que tange ao entendimento da formação socioespacial das sociedades, faz-se necessário a ilustração das práticas da grande corporação e suas múltiplas escalas de operação, considerando o peso das solicitações desses atores à reconfiguração de amplo espaço. O escopo do presente ensaio é o de analisar a evolução da investigação geográfica acerca do movimento de difusão de grupos empresariais sob diferentes prismas relacionados à categoria espaço geográfico, buscando, ainda, a inter-relação de recortes espaciais admissíveis à compreensão do processo de construção de suas espacialidades. BERTAANFFY, Ludwing von. Teoría General de los sistemas. Fondo de cultura econômica de España, 1976. CAMARGO, J. C. G.; REIS JÚNIOR, D. F. A filosofia (neo)positivista e a geografia quantitativa. In: VITTE, A. C. (Org). Contribuições à história e à epistemologia da geografia. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007. p. 83-99. CASTILHO, Denis. Modernização territorial e redes técnicas em Goiás. Goiânia: Editora UFG, 2016. 228p. CHANDLER, Alfred D. Strategyand structure. Cambridge: MIT Press, 1962. 463p. CHISTALLER, W. Los ugares centrales del sur de Alemanha: introduccion. In. MENDOZA, Josefina et al. El pensamento geográfico. Madrid: Alianza, 1979. CORRÊA, Roberto L. Corporação e organização espacial: um estudo de caso. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v.53, n.3, p.33-66, jul./set.1991. ______. Interações espaciais. In: CASTRO, Iná E. de; GOMES, Paulo Cesar da C.; CORRÊA, Roberto L. (Org.). Explorações geográficas: percursos no fim do século. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997. p.279-318. ______. CORRÊA, 2010. Espaço: um conceito-chave da Geografia. in: CASTRO, Iná E. de; GOMES, Paulo Cesar da C.; CORRÊA, Roberto L. (Org.). Geografia: conceitos e temas. 13 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010. p. 15-47. ______. Trajetórias Geográficas. 7 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. DIAS, Leila. Os sentidos da rede: notas para discussão. In: DIAS, Leila C.; SILVEIRA, Rogério L. L. (Org.). Redes, sociedade e territórios. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2005. GOMES, Paulo C. C. Geografia e Modernidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996. ______. Um lugar para a Geografia: contra o simples, o banal e o doutrinário. In: MENDONÇA, Francisco A.; LOWEN-SAHR, Luzi; SILVA, Márcia da (Orgs.) Espaço e tempo: complexidade e desafios do pensar e do fazer geográfico. Curitiba: ADEMADAN, 2009. p. 13-30. HAGERSTRAND, Torsten. Inovation diffusion as a spatial process. Chicago: The University of Chicago Press, 1967, 334 p. Disponível em: < https://archive.org/details/in.ernet.dli.2015.120140 >. Acesso em junho de 2018. HARVEY, D. O espaço como palavra-chave. GEOgraphia, Vol. 14, n. 28, 2012. HYMER, Stephen. Empresas multinacionais: a internacionalização do capital. Rio de Janeiro: Graal, 1978. 118p. LÖSCH, August. Economics of location (1954). Tradução de William H. Woglom com assitência de Wolfgang F. Stolper. New Haven & London: Yale University Press, 1954. 556p. PIRES DO RIO, Gisela. Estrutura organizacional e reestruturação produtiva: uma contribuição para a Geografia das corporações. Território. Rio de Janeiro, ano III, n. 5, p. 51-66, jul./dez. 1998. ______. Organizações empresariais, trajetórias espaciais e racionalidade: espaço e tempo de uma empresa de celulose. Território. Rio de Janeiro, ano V, n. 8, p. 101-119, jan./jul. 2000. RAFFESTIN, Claude. Por uma Geografia do Poder. São Paulo: Ática, 1993. 269p. RAMIRES, Julio César de L. As corporações multinacionais e a organização espacial: uma introdução. Revista Brasileira de Geografia. Rio de Janeiro, v.51, n.1, p.103-112, jan./mar. 1989. SANTOS, Milton. Por uma Geografia Nova: da crítica da Geografia a uma nova crítica. 6 ed. São Paulo: EDUSP, 2004. ______. O retorno do território. Observatorio Social de América Latina. Buenos Aires, Año 6 n. 16, jun. 2005. Disponível em: < http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/osal/osal16/D16Santos.pdf >. Acesso em junho de 2018. ______. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4 ed. São Paulo: EDUSP, 2012. SILVA, Carlos A. F. da. Os avatares da teoria da difusão espacial: uma revisão teórica. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, 57(1), 25-51, jan./mar. 1995. ______. Grupo André Maggi: corporação e rede em áreas de fronteira. Cuiabá: Entrelinhas, 2003. 222p. TAAFFE, Edward. A visão espacial em conjunto. Boletim geográfico, Rio de Janeiro, ano 34, nº. 247, p. 5-27, out./dez. 1975. WEBER, Alfred. Theory of the location of industries. In: FRIEDRICH, Carl J. (Ed.). Alfred Webers theory of the location of industries. Chicago (EUA), The University of Chicago Press, 1929. 306 p.
814 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados (Trans)formação do município de Confins e seu planejamento territorial Rogério Augusto Figueiredo Coutinho;Antônio Dimas Cardoso;Simone Narciso Lessa; Metrópole. Lugar. Território. Aeroporto. Confins. Região metropolitana. O ordenamento e planejamento territorial dos municípios vêm sofrendo intensas e profundas mudanças, seja pela imposição das forças produtivas e do capital, ou ainda pela necessidade de se adotar novos arranjos territoriais que atendam determinadas necessidades e particularidades locais, trazendo na sua esteira transformações de ordem socioeconômicas e ambientais, levando a vários tipos de investimento em planejamento com abordagens diferenciadas. O último processo de planejamento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, qual seja, o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (PDDI-RMBH, 2009/2011), e o seu respectivo Macrozoneamento (MZ-RMBH, 2014), apontaram para a evidenciação da ocorrência de alguns processos socioespaciais desencadeados a partir de ações governamentais estruturantes, como é o caso do município de Confins, que já alterou toda sua legislação específica para estabelecer que o perímetro urbano, tal como definido no Plano Diretor vigente (Lei Complementar nº 012/2009), corresponde à totalidade das divisas municipais. Transformou, pois, todas as áreas/zonas rurais em áreas/zonas urbanas ou de expansão urbana. Buscou-se com esse estudo entender em que medida esse processo realizado em Confins foi derivado de disputas entre os vários interesses implicados na formação e no planejamento da Metropolitana de Belo Horizonte. A justificativa do trabalho consistiu na importância de, por meio do estudo e análise dos efeitos desse processo de territorialização do município de Confins, jogar luz sobre o papel do Aeroporto (AITN), da pressão imposta pela implantação da Cidade Administrativa e do Vetor Norte, desembocando, em tese, na supressão dos espaços rurais, e, via de consequência, na produção dos correlatos espaços urbanos. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 1988. ______. Lei nº 13.089, de 12 de janeiro de 2015. Institui o Estatuto da Metrópole e dá outras providências. Brasília, DF, 2015. ______. Lei Complementar nº 14, de 8 de junho de 1973. Estabelece as regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Curitiba, Belém e Fortaleza. Brasília, DF, 1973. ______. Presidência da República. Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2011. Dispõe sobre o Estatuto da Cidade e dá outras providências. Brasília, DF, 2001. Cedeplar/UFMG. 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815 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Diáspora indígena no Leste Brasileiro: a resistência e o protagonismo dos povos indígenas nos “sertões” de Minas Gerais Ludimila Rodrigues; Povos Indígenas. Leste Brasileiro. “Sertões” de Minas Gerais. Desde a colonização do território brasileiro, os povos indígenas vêm passando por processos de diáspora que desconsideram toda a história cultural e social em seus territórios tradicionais. Tais perspectivas são ainda mais evidenciadas em regiões fora da Amazônia, como no leste brasileiro, onde atualmente existem poucas aldeias indígenas. Nesse sentido, este artigo tem por objetivo analisar a diáspora indígena no leste brasileiro e a sua emergência política e identitária, ainda tão pouco reconhecida e valorizada pela sociedade que, muitas vezes, ainda desconhece a presença de diversas aldeias indígenas no sudeste brasileiro. Para tal foram realizadas entrevistas com algumas dessas populações nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, além de levantamento de dados bibliográficos, cartográficos e documentais regionais e de entidades não governamentais que apoiam tais populações. Nesse sentido, ressaltamos que dialogar sobre o passado, presente e futuro desses povos faz-se cada vez mais necessário no contexto atual, uma vez que, muitos de seus direitos adquiridos nos últimos anos vêm sendo ameaçados por uma série de políticas públicas e posicionamentos estigmatizantes e desconstrutivos da luta e resistência indígena. AMANTINO, Márcia. Entre o genocídio e a escravidão. Revista do Arquivo Público Mineiro. Belo Horizonte, vol. 45, fasc. 2, 120-135, jul/dez/2009. Disponível em: < http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/acervo/rapm_pdf/Ensaio2009-2.pdf>. Acesso em 30/04/2013. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE AÇÃO INDÍGENA – ANAÍ. Povos Indígenas, 2010. 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816 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Análise da acessibilidade da população da cidade de Montes Claros/MG à uma escola pública por transporte coletivo Narciso Ferreira Santos Neto;Rodrigo Marques do Nascimento;José Luiz Lopes Teixeira Filho; Cidades Médias. Transporte Público Coletivo. Acessibilidade. Montes Claros. As cidades médias se destacam pelo seu caráter dinâmico, centralizador, atrativo de mercadoria, serviços e pessoas. A cidade de Montes Claros, localizada no norte de Minas Gerais, tem demonstrado tais características através do intenso fluxo de viagens demandado pela população aos Polos Geradores de Tráfego. Nesse cenário, necessita-se de um modo capaz de suprir a carência de transporte das pessoas, de maneira segura, econômica, sustentável e racionalizando. O ônibus, gerido por meio de diretrizes do Estado, se apresenta como melhor opção em relação aos automóveis particulares, uma vez que reduzem congestionamento e exercem papel social. Nessa perspectiva, o presente trabalho analisa a acessibilidade por transporte público coletivo ao polo gerador de tráfego (Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro), localizado na Avenida Mestra Fininha, número 1225, bairro Jardim São Luiz, em Montes Claros – MG. Essa análise leva em conta o tempo de viagem (tempo de espera e tempo de percurso) por transporte público com ligação direta a escola e utiliza Sistemas de Informações Geográficas para armazenamento, processamento e espacialização dos dados coletados. A partir daí, sugere-se o nível de acessibilidade dos moradores da cidade de Montes Claros à escola Estadual Professor Plínio Ribeiro, o qual se mostrou com melhores resultados na área central e, quase sempre, reduziu-se à medida que se aproximava das regiões periféricas. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR_15570-20011_ Transporte — Especificações técnicas para fabricação de veículos de características urbanas para transporte coletivo de passageiros. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS TRANSPORTES PÚBLICOS – ANTP. Mobilidade, transporte público e o estatuto da cidade: desafios para um desenvolvimento sustentável. Texto apresentado no I Congresso nacional pelo Direito à Cidade, São Paulo. Associação nacional de Transportes públicos. São Paulo, 2001. BARAT, Josef. Evolução dos transportes no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação IBGE, 1978. BRANCO, Gabriel Murgel. O Proconve: Alcance e dificuldades. In Secretaria do Meio Ambiente. Meio Ambiente e Transporte Urbano. São Paulo, 1990. BRASIL, Lei Federal nº 10.257, de 10/07/2001: Regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana (Estatuto da Cidade) e da outras providências. Disponível em: . Acesso em Maio de 2016. BRASIL. Ministério das Cidades. PlanMob/Construindo uma Cidade Acessível. Caderno 2. Brasília: Ministério das Cidades, 2007. Disponível em: . Acesso em: 29 junho 2018. BRASIL. Ministério das Cidades. 2007. Caderno PlanMob: para orientação aos órgãos gestores municipais na elaboração dos Planos Diretores de Mobilidade Urbana. Brasília. BELTRÃO SPOSITO, M. E. O chão em pedaços: Urbanização, economia e cidades no Estado de São Paulo. UNESP, Presidente Prudente, 2004 (Livre Docência). CARDOSO, L; Matos, R. Acessibilidade Urbana e Exclusão Social: novas Relações, velhos Desafios. In: X Simpósio Nacional de Geografia Urbana, Florianópolis, 2007. FERRAZ, Antônio Clovis Pinto; TORRES; Isaac Guillermo Espinosa. Transporte Público Urbano. 2. ed. São Carlos: Rima, 2004. GEIGER, P.P. Regionalização do espaço no Brasil. In: BARAT, Josef. Política de desenvolvimento urbano: aspectos metropolitanos e locais. 2. ed. Rio de Janeiro, IPEA/INPES, 1979. JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2001. KOWARICK, L. Escritos Urbanos. São Paulo: Editora 34, 2000. 144p Lei 10.257 de 10 de julho de 2001: Regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Brasília, 2001. REDE IBERO-AMERICANA DE ESTUDO EM PÓLOS GERADORES DE TRÁFEGO (2008). Disponível em: http://redpgv.coppe.ufrj.br. Acesso dia 23/07/2016. SIEBERT, Cláudia; SOUZA, Luiz Alberto de. Plano Diretor de Brusque: A participação da Universidade em sua revisão. COBRAC 98 – Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário. UFSC. Florianópolis. 18 a 22 de outubro de 1998. VASCONCELLOS, Eduardo Alcântara. Transporte Urbano em países em desenvolvimento: Reflexões e Propostas. São Paulo. Annablume: 2000. VAZ, J.C; Santoro, P. 2009. Cartilha Mobilidade urbana é desenvolvimento urbano! 2005. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2013. SANTOS NETO, Narciso Ferreira. Acessibilidade a Serviço de Saúde de Média Complexidade por Transporte Público: Proposta de indicador. 2015. 239 f. Tese (Doutorado em Engenharia de Transportes) Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós Graduação e Pesquisa de Engenharia –COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro –UFRJ, Rio de Janeiro. 2015.
817 cerrados v. 16 n. 01 (2018): Revista Cerrados Resenha Soja, Edward Willian. Geografias pós-modernas: a reafirmação do espaço na teoria social crítica. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1993. 323p. Francisco Wendell Dias Costa; Resenha Soja, Edward Willian. Geografias pós-modernas: a reafirmação do espaço na teoria social crítica. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1993. 323p.
818 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados Nota Editorial - Edição 2017, v. 15, n. 2 (jul./dez.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; Nota Editorial Edição 2017, v. 15, n. 2 (jul./dez.)
819 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados Educação Ambiental no projeto “produção e elaboração de material didático no programa biodiversidade nas Costas – Parna Montanhas do Tumucumaque” Eliane Cabral Silva;Pablo Sebastian Moreira Fernandez; Educação; Meio Ambiente; Ensino de Geografia; Trabalho de Campo. Esse texto tem por finalidade socializar as experiências vivenciadas durante a realização de uma das fases do Projeto de Extensão “Produção e Elaboração de Material Didático para Educação Ambiental a partir do Programa Biodiversidade nas Costas - PARNA Montanhas do Tumucumaque – Geografia” realizado no Laboratório de Pesquisa e Ensino de Geografia (LAPEGEO) da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). O projeto teve por objetivos, contribuir para a formação e o aperfeiçoamento de alunos e professores do curso de Geografia a partir da elaboração de um material didático voltado para práticas de Educação Ambiental e que partiu do Plano de Manejo do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. Além das leituras e trocas de conhecimento, o grupo de pesquisadores realizou um Trabalho de Campo ao PARNA enquanto “repositório” de vivências e experiências geográficas com as paisagens, os lugares, os territórios, sujeitos, culturas e de práticas educativas nos campos do Ensino de Geografia e Educação Ambiental. Como resultados foram elaborados um conjunto de materiais didáticos, um GIBI (Quadrinho), jogo de tabuleiro e um Diário de Campo expressando e propondo narrativas geográficas sobre o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque a partir da experiência vivida. BARROS, Manoel. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente/Instituto Chico Mendes de Conservação. Plano de Manejo: Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. Macapá, 2009. DIEGUES, A. C. S. DesenvolvimentoSustentável ou Sociedades Sustentáveis – da crítica ao modelo aos novos paradigmas. Disponível em: http://www.preac.unicamp.br/eaunicamp/arquivos/diegues_rattner.pdf. Acessado em 08/05/2010. DEBESSE ARVISET. A escola e a agressão do meio ambiente: Uma revolução pedagógica. Tradução de Gisela stock de Souza e hélio de Souza. Ed. Difel.1974. FEITOSA, S. C. S.: Método Paulo Freire: princípios e práticas de uma concepção popular de e educação. FEUSP, 1999. Retirado de: http://educampoparaense.org/site/media/biblioteca/pdf/18O_METODO_PAULO_FREIRE.pdf em 02/02/2013 FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 12ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970. NETO, Otávio C. O Trabalho de Campo como Descoberta e Criação. In: Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 19a.ed. Org. M. C. S. Minayo. Petrópolis: Ed. Vozes, 2001. REGO, N. et al. Geografia e Educação, Geração de Ambiências. Porto Alegre-RS: UFRGS, 2000. TUAN, Yi-Fu. Espaço e Lugar: A perspectiva da experiência. Trad. L. Oliveira. São Paulo: Difel, 1983. TUAN, Yi-Fu. Topofilia: Um estudo da percepção, atitudes e valores do Meio Ambiente. Trad. de Lívia de Oliveira. São Paulo: Difel, 1980.
820 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados Serra da Confusão do Rio Preto (Quirinópolis e Rio Verde, Estado de Goiás): trabalho de campo, investigações e ensinagens Jean Carlos Vieira Santos;Vandervilson Alves Carneiro;Pedro Oliveira Paulo; Geodiversidade; Ensino de Geociências e Turismo; Espaço e cultura do mundo rural. O texto realiza um levantamento da fisiografia e da geodiversidade da Serra da Confusão do Rio Preto nas áreas municipais de Quirinópolis e Rio Verde (Estado de Goiás) como aporte potencial de implementação de atividade turística em domínio rural. Para a realização do estudo, apoiou-se em levantamento bibliográfico, trabalho de campo com pesquisadores e alunos, registro fotográfico e anotações em caderneta acerca da área pesquisada. Conclui-se que a área de estudo deve receber uma atenção especial na forma de políticas públicas voltadas à atividade turística de pequena escala, respeitando e valorizando seus moradores, suas tradições e costumes, promovendo uma adequada qualidade de vida, um incremento de renda e destacando os lugarejos com sua fisiografia e geodiversidade. AGÊNCIA GOIANA DO MEIO AMBIENTE - AGMA. Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas para Avaliação de Aproveitamento Hidrelétrico (EIBH) da região sudoeste goiana. Caçu: Mais Verde / Engevix, 2005. AGUIAR, L. M. S.; CAMARGO, A. J. A. Cerrado: ecologia e caracterização. Brasília: Embrapa, 2004. ALMEIDA, M. G. Lugares turísticos e a falácia do intercâmbio cultural. In: ALMEIDA, M. G. Paradigmas do turismo. Goiânia: Alternativa, 2003. p. 11-19. ANASTASIOU, L. G. C. Metodologia do ensino superior: da prática docente a uma possível teoria pedagógica. Curitiba: IBPEX, 1998. BOURDIN, Alain. A questão local. Rio de Janeiro: DP&A, 2001. CANDEIRO, C. R. 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821 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados O papel das franquias na reestruturação das cidades: a ascensão do setor em Viçosa – MG Rodrigo Moraes Fritz;Wagner Batella; Franchising; Cidades Médias; Centralidade; Reestruturação Urbana. No estágio atual do sistema capitalista no mundo, as estratégias dos agentes econômicos para sobreviverem no mercado se fazem cada vez mais notórias. Tida como uma modernização na forma de vender e comprar, o Franchising vem se destacando em todo mundo e sendo fator importante na economia dos países. As franquias são muito presentes em realidades urbanas complexas, como as metrópoles, porém, nos últimos anos, nota-se sua difusão para centros urbanos intermediários, particularmente em cidades consideradas como médias, que possuem certo grau de influência regional. A cidade de Viçosa, localizada na Zona da Mata mineira, faz parte desse conjunto de cidades que, pela centralidade que exercem, atraem capitais, pessoas e mercadorias. O crescente número de franquias na cidade em questão despertou o interesse em caracterizá-las e entendê-las do ponto de vista da sua espacialidade, bem como do potencial que apresentam para promover mudanças na estrutura urbana, já que elas são indutoras de investimentos, reestruturações e, principalmente, de centralidade. Associação Brasileira de Franchising. Disponível em . Acesso em 20 de abril de 2016. AMORIN, E. M. J. C. . O consumo e a reestruturação das cidades médias brasileiras: perspectivas de estudos comparativos. In: XII Seminário da Red Ibero Americana de Globalização e Território, 2012, Belo Horizonte. XII Seminário da Red Ibero Americana de Globalização e Território, 2012. BAUDRILLARD, J. O Sistema dos Objetos. Tradução Zulmira Tavares. São Paulo: Perspectiva, 2006. CANCLINI, Nestor Garcia. Consumidores e Cidadãos: conflitos multiculturais da globalização. Rio de Janeiro: Ed. UERG, 2001. GOMES, M. T. S; MATUSHIMA, M. K. Dinâmicas urbanas a partir dos novos agente econômicos em Uberada-MG/Brasil. In: Bellet, C; Melazzo, E.; Sposito, M. E. B.; Llop, J.. (Org.). Urbanização, produção e consumo em cidades médias/intermediárias. 1ed.Lleida - Espanha: Edicons de la Universitat de Lleida, 2015, v. 1, p. 133-156. KOTLER, P. Administração de marketing: a edição do novo milênio. São Paulo: Prentice Hall, 2000. MARIA, Ana Cristina de Souza. A produção do espaço urbano da zona sul de Viçosa-MG: empreendimentos horizontais na bacia do ribeirão São Bartolomeu. Viçosa, MG, 2016. MATTEI, Lauro; MAGALHÃES, Luis Felipe. A Política econômica durante o Governo Lula (2003-2010): cenários, resultados e perspectivas. In: PAULA, Marilene (Org.). Nunca antes na história desse país? Um balanço das políticas do Governo Lula. Rio de Janeiro, RJ: Fundação Heinrich Böll, 2011. MERLO, E. M. O desempenho do setor de franquias no Brasil: um estudo exploratório dos principais condicionantes de performance. 2000. 113f. Tese (Doutorado em Administração) - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, USP, São Paulo, 2000. NERI, Marcelo Cortes. A Nova Classe Média: O lado brilhante da base da pirâmide. São Paulo. Saraiva, 2011. PANIAGO, Maria do Carmo Tafuri. Viçosa retratos de uma cidade. São Paulo: Scortecci, 2001. PORTO-SALES, Andréa Leandra . A Situação Espacial de Franquias na América do Sul: morfologia e centralidade urbanas em cidades médias da Argentina, Brasil e Chile. UNESP, Presidente Prudente – 2014 SARQUIS, Sarquis José Buainain. Comércio internacional e crescimento econômico no Brasil. Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, 2011. SILVA, Deivid Francisco da. A produção de novas centralidades no espaço urbano: a Crescente Expansão do Setor de Franquias e a Nova Classe Trabalhadora . Anais do VII CBG. Vitória, Agosto – 2014. SOJA, E. W. Geografias Pós-Modernas: a reafirmação do espaço na teoria social crítica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1993. SOUZA, M. V. M. Cidades Médias e Novas Centralidades: Análise dos Subcentros e Eixos Comerciais em Uberlândia (MG). Dissertação (Mestrado em Geografia). Uberlândia-MG: Universidade Federal de Uberlândia, 2009, 248 p. SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão. O Centro e as formas de expressão da centralidade urbana. Revista de Geografia. UNESP. S. Paulo, 1991. ( p.1-18). ______ O chão em pedaços: urbanização, economia e cidades. Tese (Livre Docência) Faculdade de Ciência e Tecnologia. Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 508 p,2004. ______ Para pensar as pequenas e médias cidades brasileiras. Belém: FASE/ICSA/UFPA, 2009. v. 1. Sites consultados www.portaldofranchising.com.br
822 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados A dinâmica espacial da economia brasileira nos anos 2010 a 2015 Camila Vito Silva de Lima;Hamilton Matos Cardoso Júnior;Divina Aparecida Leonel Lunas; Brasil; Regiões e Unidades da Federação; Distribuição Espacial; Atividades Econômicas. Este artigo visa apresentar um comparativo entre a distribuição espacial das atividades econômicas das Regiões e Unidades da Federação brasileiras verificados por Ablas e Fava (1985) para a década de 1980 com os resultados divulgados pelos órgãos oficiais para os anos de 2010 a 2015 e identificar seus níveis de concentração, baseando-se em dados sobre migração interna, geração de riqueza nos três setores da economia e volume de comércio interno e externo em 2013. A análise das informações indica que a atividade econômica das Regiões e Unidades da Federação do Brasil continua centralizada no eixo Sudeste-Sul, contudo apresenta tendência de queda ao longo do período estudado. Assim, conclui-se que a economia brasileira permanece espacialmente concentrada até os dias atuais. ABLAS, L. A. Q.; FAVA, V. L. A dinâmica espacial do desenvolvimento brasileiro no período recente. In: ________. Dinâmica espacial do desenvolvimento brasileiro. v. 2. São Paulo: Instituto de Pesquisas Econômicas, 1985. p. 53-142. BACEN. Banco Central do Brasil. Taxas de câmbio. Disponível em: . Acesso em 14 jul. 2016. BRANDÃO, C. A. Território e desenvolvimento: as múltiplas escalas entre o local e o global. 2.ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2012. CANO, W. Raízes da concentração industrial em São Paulo. Rio de Janeiro: DIFEL Difusão Editorial, 1977. CEPEA. Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada. Indicadores de preços. Disponível em: . Acesso em 14 jul. 2016. CONFAZ. Conselho Nacional de Política Fazendária. Boletim do ICMS. Disponível em: . Acesso em 17 jul. 2016. COSTA, D. O. N.; FUNARI, A. P.; MATTOS, L. O. Evidências da desindustrialização no Brasil e no estado de São Paulo entre 1989 e 2010. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE DESENVOLVIMENTO REGIONAL. 6., 2013. Santa Cruz do Sul: Anais do VI Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional. Santa Cruz do Sul: UNISC, 2013, p. 1-23. Disponível em: . Acesso em 18 jul. 2016. FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. 32. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2003. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Banco de dados agregados. Disponível em: . Acesso em 28 jun. 2016. OLIVEIRA, K. F.; JANNUZZI, P. M. Motivos para migração no Brasil e retorno ao nordeste: padrões etários, por sexo e origem/destino. São Paulo Perspec., São Paulo, v. 19, n. 4, p. 134-143, dez. 2005. Disponível em: . Acesso em 22 jul. 2016. RFB. Receita Federal do Brasil. Estudo sobre a balança das operações interestaduais. Brasília: RFB, 2015. Disponível em: . Acesso em 6 jul. 2016. SECEX. Secretaria de Comércio Exterior. Estatísticas de comércio exterior. Disponível em: . Acesso em 13 jul. 2016. SUFRAMA. Superintendência da Zona Franca de Manaus. Disponível em: . Acesso em 16 jun. 2017.
823 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados História em quadrinhos na análise geográfica do século XX: proposta de encaminhamento metodológico no ensino médio Otacílio Lopes de Souza da Paz;Ivandra Alves Ribeiro; Ensino; Geopolítica; Pós-guerras; Nova ordem mundial; Guerra fria. A Geografia enquanto componente curricular contribui para a formação de indivíduos capazes de analisar criticamente o espaço. Propostas alternativas no ensino de Geografia, em contrapartida à tradicional forma mnemônica e descritiva de ensino, destacam-se nas aulas, a citar: músicas, aulas de campo, recursos visuais, etc. Entre os recursos didáticos pautados na linguagem visual destacam-se as Histórias em Quadrinhos (HQ) como forma de expressão de realidades, podendo ser consideradas pontos de partida para a leitura do espaço geográfico. Objetiva-se explorar as HQ enquanto encaminhamento metodológico auxiliar nas aulas de Geografia em conteúdos ligados ao século XX, a citar: período pós-guerra, Guerra fria, Guerra do Vietnã e nova ordem mundial. As atividades ocorreram na disciplina “Prática de docência em ensino de Geografia no ensino médio”, componente curricular do curso de licenciatura em Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A aplicação foi na turma do 2º ano do Ensino Médio Integrado ao Curso Técnico de Petróleo e Gás, do Setor de Educação Profissional (SEPT) da UFPR, em Curitiba - Paraná. Concluiu-se que as HQ contribuem no processo de ensino e aprendizagem, pois facilitam o processo cognitivo e auxiliam análises geográficas autônomas. BATISTA, B. N.; CASTROGIOVANNI, A. C. Jardins botânicos como espaços de descoberta: o trabalho de campo no ensino de Geografia. Educação Por Escrito, v. 5, p. 315–332, 2014. Disponível em: . Acesso em 29 jul. 2017. BRASIL. 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824 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados Brasília, Luziânia e as repercussões territoriais de uma metropolização (in)desejada Bruno Augusto de Souza;Marcelo de Mello; Cidade; Fragmentação territorial; Metropolização. O processo de transferência da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília promoveu um expressivo fluxo migratório no território goiano. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que processos migratórios centrados na capital da república ainda repercutem no crescimento populacional de municípios goianos localizados no entorno do Distrito Federal. Entre os municípios goianos afetados pela construção de Brasília, Luziânia aparece de maneira destacada, pois perdeu parte de seu território para a construção de Brasília e, posteriormente, foi fragmentado para a criação de outros cinco municípios. A proximidade com Brasília fez com que conjuntos habitacionais fossem construídos em Luziânia para arrefecer a pressão por moradia no interior do Distrito Federal. Os Conjuntos Habitacionais, por sua vez, originaram três dos cinco municípios criados por meio do parcelamento do território de Luziânia e são fundamentais para o entendimento de um processo de metropolização centrado em Brasília. Este contexto marcado por fragmentações territoriais e por expressivos movimentos migratórios promoveu a elaboração de um conceito jurídico desenvolvido para possibilitar a gestão de processos de metropolização que envolvem municípios de mais de uma Unidade Federativa. Esta figura jurídica é a Região Integrada de Desenvolvimento. BARREIRA, Celene Cunha Monteiro Antunes; BORGES, Elcileni de Melo. Dinâmica metropolitana no Centro-Oeste: concentração, produção habitacional e reconfiguração urbana em Goiânia e Brasília. 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825 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados Detecção de tendências climáticas da precipitação pluviométrica em anos anômalos (muitos) secos para o município de Caicó-RN Bruno Claytton Oliveira SILVA;Ranyére Silva Nóbrega;Ana Maria Jerônimo Soares; Precipitação Pluviométrica; Estiagem Prolongada; Teste de Mann-Kendall. O trabalho objetivou analisar a tendência da Precipitação Pluviométrica Acumulada Anual (PPAA), especialmente, em anos categorizados como anômalos secos ou muito secos, para o município de Caicó-RN. Para tanto, foi utilizada a série histórica correspondente ao período de 1911 a 2009, obtida a partir da Rede Hidroclimatológica do Nordeste, pertencente a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE). Ademais, fez-se uso dos seguintes recursos metodológicos e técnicos: Distribuições de Frequência; Medidas de Tendência Central e Dispersão; Testes de Kolmogorov-Smirnov; gráficos Dot-plot; teste T para amostra única (ɑ = 0,05); e, finalmente, o Teste de Mann-Kendall (ɑ = 0,05). Os resultados apontaram que 35,4%, do total de dados série (99 anos), foram considerados abaixo do normal, sendo 15,2% desses identificados como muito secos e 20,2% como secos. Além disso, avaliando-se a variabilidade dos totais precipitados por categoria (muito secos e secos), percebeu-se maior variação dentre os anos muito secos (CV = 37,2%) em relação aos anos secos (CV = 9,9%). Além disto, notou-se que as PPAAs, para ambas as categorias, não apresentaram diferenças significativas em relação à média da série. Finalmente, foram observadas tendências dispares, para as duas categorias em questão, sendo positiva para os anos muito secos e negativa para os anos secos. ALVES, T. L. B; AZEVEDO, P. V. Análise da distribuição da distribuição decadal e tendência da precipitação pluvial no município de Caraúbas-PB. In: Workshop Internacional sobre Água no Semiárido Brasileiro, 1, 2013, Campina Grande-PB. Anais... Campina Grande: UFCG, 5p. 2013. ARAÚJO, L. E; SOUSA, F. A. S; RIBEIRO, M. A. F. G; SANTOS, A. S.; MEDEIROS, P. C. Análise estatística de chuvas intensas na bacia hidrográfica do rio Paraíba. Revista Brasileira de Meteorologia, v.23, n.2, 162-169, 2008. AZEVEDO, P. V; SOUZA, I. F; SILVA, V. P. R; QUEIROZ, M. G. Tendência climática da precipitação pluviométrica no estado de Pernambuco. In: Congresso Brasileiro de Meteorologia, 16, 2010, Belém-PA. Anais... Belém-PA: Sociedade Brasileira de Meteorologia, 16, 2010. AZEVEDO, P. V. e SILVA, V. P. R. Índice de seca para microrregião do agreste da Borborema no Estado da Paraíba. Revista Brasileira de Meteorologia, v.9, n.1, p.66-72, 1994. DERÍSIO, J. C. Introdução ao controle de poluição ambiental. São Paulo: Oficina de textos, 2012. 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826 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados A aplicação do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel na Agricultura Camponesa em Áreas de Reforma Agrária CASSIA BETANIA RODRIGUES DOS SANTOS; Estado; PNPB; Reforma Agrária. Este ensaio é resultado do aproveitamento da disciplina Políticas Públicas: Território e Desenvolvimento do Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural da Universidade de Brasília que foi ministrada no segundo semestre de 2015. O ensaio tem por objetivo analisar o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) lançado em 2003 pelo governo federal e a sua articulação com a política federal de Reforma Agrária. O PNPB foi configurado como uma política setorial que se baseia no pilar ambiental, na geração de renda para uma população desfavorecida e criação de demanda energética. Sabendo que essa articulação existente entre o PNPB e a Reforma Agrária pode ser de caráter positivo ou negativamente. É importante estar considerando alguns aspectos, tais como os interesses/preferências que influenciam na definição e no estabelecimento de uma determinada política, deve também considerar a visão holística, na qual o todo se sobressai em relação as partes, e que indivíduos, instituições, ideologias e interesses são considerados neste processo. A metodologia empregada para realização desse trabalho foi a pesquisa bibliográfica e documental, não havendo a pesquisa de campo. ALBUQUERQUE, Luís Felipe. Conflitos no campo aumentam 26% e batem recorde. Brasil de Fato. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2017/04/18/conflitos-aumentam-e-violencia-no-campo-bate-recorde-diz-comissao-pastoral-da-terra/. Acessado em: 07/10/2017. ALENTEJANO, Paulo Roberto Raposo. Política de assentamentos rurais do governo FHC e os desafios da Reforma Agrária no Brasil do século XXI. AGRÁRIA, nº 1, pp. 2-15, 2004. BRAGA, Carlos Augusto Ribeiro Ferreira. Análise do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel – PNPB e o Desafio da Inclusão da Agricultura Camponesa. Monografia apresentada ao Instituto de Geografia, da Universidade Federal de Uberlândia, como requisito para obtenção da titulação de bacharel em Geografia, 2008 BRASIL. LEI Nº 4.504, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1964. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4504.htm. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Agrário. Disponível em: http://www.mda.gov.br/sitemda/secretaria/saf-biodiesel/o-que-%C3%A9-o-programa-nacional-de-produ%C3%A7%C3%A3o-e-uso-do-biodiesel-pnpb. Acessado em: 07/10/2017. DALENOGARE, Jamir Fortunato. O Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB): descaminhos entre as diretrizes e objetivos propostos e a formulação do processo produtivo atual. Monografia para obtenção do título de tecnólogo em planejamento e gestão para o desenvolvimento rural. UFRGS, 2011. FELÍCIO, Munir Jorge; FERNANDES, Bernardo Mançano. A Conflitualidade dos Projetos de Desenvolvimento Rural a partir dos Conceitos Camponês/Agricultor Camponesa. In: Construindo um Estilo de Pensamento na Questão Agrária: o debate paradigmático e o conhecimento geográfico. Presidente Prudente, junho de 2013 FERNANDES, Bernardo Mançano. Educação do Campo e Território Camponês no Brasil. In: Por uma Educação do Campo. Incra/MDA, Brasília, 2008. FERNANDES, Bernardo Mançano. Brasil: 500 anos da luta pela terra. Artigo veiculado na Revista Reforma Agrária, da Associação Brasileira de Reforma Agrária - ABRA, Volume 28 - nº 1 JAN/AGO de 1999. FERNANDES, Bernardo Mançano; WELCH, Clifford Andrew; GONÇALVES, Elienai Constantino. Políticas Fundiárias no Brasil: Uma Análise Geo-Histórica da Governança da Terra no Brasil. In: Construindo um Estilo de Pensamento na Questão Agrária: o debate paradigmático e o conhecimento geográfico. Presidente Prudente, junho de 2013. FERREIRA, Vicente da Rocha Soares; et al. 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827 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados Análise da evolução do uso da terra e conflitos relacionados à conservação das áreas úmidas na bacia do Ribeirão Bom Jardim, em Uberlândia/MG Vanderlei Oliveira Ferreira;João Guilherme Machado Barbosa; Legislação ambiental; Uso da terra; Áreas úmidas. A análise da evolução do uso da terra através de técnicas de sensoriamento remoto contribui para a compreensão das transformações socioambientais de uma determinada área. O presente artigo apresenta resultados de pesquisa dedicada a avaliar as transformações no uso e ocupação da terra na bacia hidrográfica do Ribeirão Bom Jardim, em Uberlândia/MG, nos últimos 30 anos. O quadro de transformações no uso da terra é avaliado com ênfase nos debates pertinentes à preservação das áreas úmidas (AUs). Através de revisão bibliográfica e mapeamento utilizando imagens da série de satélites Landsat, foram constatadas as transformações e apresentadas recomendações. Verificou-se redução próxima de 12% das áreas naturais, sobretudo do bioma Cerrado, e aumento acima de 21% das áreas antropizadas ocupadas por cultura anual, o que impactou sobremaneira as Áreas de Preservação Permanente, incluindo as áreas úmidas. BACCARO, C. A. D. Estudo dos processos geomorfológicos de escoamento pluvial em área de Cerrado – Uberlândia – MG. EDUSP, São Paulo, 1990. BRASIL. CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS - CNRH. PLANO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS: Prioridades 2012-2015. Brasília, 2011. 153 p. BRASIL. Decreto nº 1905, de 16 de maio de 1996. Promulga A Convenção Sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, Especialmente Como Habitat de Aves Aquáticas, Conhecida Como Convenção de Ramsar, de 02 de Fevereiro de 1971. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 17 maio 1996. BRASIL. Lei nº 4771, de 15 de setembro de 1965. Institui O Novo Código Florestal. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 16 set. 1965. BRASIL. Lei nº 6938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe Sobre A Política Nacional do Meio Ambiente, Seus Fins e Mecanismos de Formulação e Aplicação, e Dá Outras Providências. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 02 set. 1981. FELTRAN FILHO, A. A estruturação das paisagens nas chapadas do Oeste Mineiro. São Paulo: USP/FFLCH, 1997 (Tese de Doutorado) INPE. Divisão de Geração de Imagens: Os satélites LANDSAT 5 e 7. Disponívem em:< http://www.dgi.inpe.br/Suporte/files/Cameras-LANDSAT57_PT.php>, acesso em 07 de março de 2017. [s. d.] JUNK, W. et al. Definição e classificação das Áreas Úmidas (AUs) brasileiras: base científica para uma nova política de proteção e manejo sustentável. Cuiabá: CPP/INAU, 2012. JUNK, W. J.; BAYLEY, P. B. ; SPARKS, R. E. . The Flood Pulse Concept in River Floodplain Systems. Canadian Journal of Fisheries and Aquatic Sciences, Canada, v. 106, p. 110-127, 1989. MACHADO, H. A.. Comportamento do carbono orgânico em áreas úmidas do Cerrado: Estudo de caso em uma área úmida do Córrego Beija-Flor, Uberlândia/MG. 2014. 90 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Geografia, Instituto de Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2014. MINAS GERAIS (Estado). Lei nº 20922, de 16 de outubro de 2013. Dispõe Sobre As Políticas Florestal e de Proteção à Biodiversidade no Estado. Minas Gerais, MG: Minas Gerais Diário do Executivo, 17 out. 2013. MINAS GERAIS (Estado). Lei nº 9375, de 12 de dezembro de 1986. Declara de Interesse Comum e de Preservação Permanente Os Ecossistemas das Veredas no Estado de Minas Gerais. Minas Gerais, MG: Minas Gerais Diário do Executivo, 13 dez. 1986. MMA. Sítios Ramsar: Sítios Ramsar do Brasil. [s. a.]. Disponível em: . Acesso em: 7 mar. 2017. NOVO, E. M. L. de M. Sensoriamento Remoto: princípios e aplicações. São Paulo: Blucher, 2008, 363 p. NUNES DA CUNHA, C. ; PIEDADE, M. T. F. ; JUNK, W. J.. Classificação e Delineamento das Áreas Úmidas Brasileiras e de seus Macrohabitats. 1. ed. Cuiabá: EdUFMT, 2015. v. 1. 156p RAMSAR. Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat para Aves Aquáticas. Ramsar, Irã, 1971. Disponível em: http://www.ramsar.org/cda/en/ramsar-documents-texts-conventionon/main/ramsar/1-31-38%5E20671_4000_0__ RESENDE, Thalita Mendes; ROSOLEN, V. Degradação do Solo pela Conversão do Cerrado em Pastagem Natural na Bacia do Ribeirão Bom Jardim (Triângulo Mineiro / MG). Ateliê Geográfico (UFG), v. 5, p. 118-134, 2011. ROSA, R. Introdução ao Sensoriamento Remoto. Uberlândia: EDUFU, 7ª ed, 2009, 64 p. SANTOS, R. F. Livro Planejamento Ambiental: teoria e prática, ed. Oficina de Textos–São Paulo, v. 184, 2007. SCHNEIDER, M. O. Bacia do Rio Uberabinha: uso agrícola do solo e meio ambiente. São Paulo: USP/FFLCH, 1996.
828 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados Utilização de atributos topográficos no mapeamento de suscetibilidade erosiva na área rural do município de Paranavaí – PR José Guilherme de Oliveira;Alexei Nowatzki;Leonardo José Cordeiro Santos; Erosão; Modelo Digital de Terreno; Álgebra de Mapas. A região noroeste do estado do Paraná ao longo dos últimos 50 anos vem sofrendo diversos impactos decorrentes de processos erosivos lineares, ravinas e voçorocas principalmente. A ocorrência desses processos está associada a dois fatores: o histórico de ocupação da região, bem como as características pedológicas locais, principalmente a textura dos solos e sua distribuição nas vertentes. O método adotado para o mapeamento de suscetibilidade é uma adaptação do proposto por Crepani et al. (2001). Esse autor define que a suscetibilidade de uma área é definida pela soma das vulnerabilidades dos componentes do meio físico. Para a realização do trabalho foram selecionados os atributos topográficos declividade e perfil de curvatura; na pedologia, as tipologias de solo. Os resultados foram discretizados em 5 classes: Muito baixa, baixa, média, alta e muito alta suscetibilidade. As áreas de suscetibilidade a erosão Alta e Muito alta, representam 24% do município, sendo que nessas porções se concentram 26% das erosões, o tipo de solo em conjunto com as características topográficas fazem essa área mais propicia naturalmente a ocorrência dos processos erosivos. A classe de moderada suscetibilidade a erosão representam cerca de 40% do município e 54% das feições erosivas se concentra nessa unidade. BORGES, R. O.; SILVA, R. A. A.; CAMPAGNOLI, F.; CASTRO, S. S. Mapeamento da evolução da produção de sedimentos no setor sul da Alta Bacia do Rio Araguaia. In: Simpósio Nacional de Controle de Erosão, 8. São Paulo, 2009. Anais do VIII Simpósio Nacional de Controle de Erosão, 2009. CHAGAS, C. S. 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829 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados Reflexões sobre território e educação quilombola: tensões e resistências Carlos Alberto de Souza Mascarenhas; Território; Educação; Quilombo. Examinamos a relação entre território e educação quilombola, considerando educação como política territorial para as populações no espaço agrário amazônico. Focalizou-se uma situação empírica, o quilombo de África e Laranjituba no município de Moju (PA) para expor tensões e resistências. O objetivo é mostrar como essas políticas desconsideram educação e território como indissociáveis e fundamentais para modificar as condições precárias de existência e que essa situação deve ser entendida articulando interesses de agentes em diferentes escalas geográficas. O percurso metodológico passa pela revisão bibliográfica, por pesquisas em sites das prefeituras do Moju (PA), Abaetetuba (PA), e da Secretaria Executiva de Educação (SEDUC) do Pará, bem com no Instituto de Terras do Pará (ITERPA), pelo uso de entrevistas e questionários com perguntas semiestruturadas. As políticas educacionais ignoraram as experiências dessas populações e impediram o ingresso em níveis elevados de escolaridade. ABAETETUBA (PA). Lei nº. 437/2015. De 24 de junho de 2015. Dispõe sobre o Plano Municipal de Educação e dá outras providências. Abaetetuba. Disponível em: http://www.abaetetuba.pa.gov.br/arquivo/leis-municipais/2015-1/Lei%20437%202015.pdf. Acesso em: 03 jan. 2017. ARRUTI, J. M.. Políticas Públicas para quilombos: terra, saúde e educação. In: Marilene de Paula e Rosana Heringer. (Org.). Caminhos Convergentes – Estado e Sociedade na Superação das desigualdades Raciais no Brasil. 1ed. Rio de Janeiro: Fundação Henrich Boll, Action Aid, 2009, v. 1, p. 75-110. 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830 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados Aspectos de precariedade urbana nos bairros Itaberaba e João Paulo II em Juazeiro (BA) Cícero Harisson Souza;Luciana Duccini; Desigualdade Socioespacial; Cidades Médias; Urbanização; Direito a Cidade. Os bairros João Paulo II e Itaberaba estão situados na região sul da área urbana de Juazeiro da Bahia, no Brasil. O perfil de seus residentes consiste em pessoas de renda média baixa, migrantes de outros municípios, com uma vasta lista de reivindicações sociais por melhorias na qualidade de vida. Em 2014, o projeto de extensão Construindo o Direto à Cidade a partir do Bairro, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco, tinha como objetivo construir formas contextualizadas localmente de atuar contra processos que restringem o direito à cidade por parcelas da população de Juazeiro. A partir da compreensão de que o uso social do espaço costuma relegar populações de menor renda às areas com maiores precariedades estruturais de urbanização, o projeto buscou compreender a apropriação subjetiva do espaço dos bairros como base teórica para a intervenção. Este trabalho é uma síntese dos resultados encontrados e promove um comparativo entre as áreas de atuação. BALTRUSIS, N. (2010). Transformações do modo de morar nas Metrópoles contemporâneas - Novos discursos, velhos problemas. CADERNO CRH, Salvador, v. 23, n. 59, p. 235-253, Maio/Ago. 2010. CALDEIRA, Teresa. (1997), Enclaves Fortificados: A Nova Segregação Urbana. Novos Estudos Cebrap, nº 47, pp. 155-176. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades@. Disponível em < https://cidades.ibge.gov.br/ > acessado em 15 de julho de 2016. GOTTDIENER, Mark. A produção social do espaço urbano. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. 2010 HARVEY, David. A liberdade da cidade. In: MARICATO et. al. Cidades rebeldes [recurso eletrônico]: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo: Carta Maior. 2013 LEFEBVRE, Henri. A revolução urbana. Belo Horizonte: Ed. UFMG. 1999 KOWARICK, Lúcio. Escritos Urbanos. São Paulo: Editora 34, 2000. MARICATO, Ermínia. É a questão urbana, estúpido! In: MARICATO et. al. Cidades rebeldes [recurso eletrônico]: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo: Carta Maior. 2013. SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. 2007 SOLDANO, Daniela. Vivir en territorios desmembrados. Un estudio sobre la fragmentación socio-espacial y las políticas sociales en el área metropolitana de Buenos Aires (1990-2005). In: ZICCARDI, Alicia. Processos de urbanización de la pobreza y nuevas formas de exclusión social. Bogotá: Siglo Del Hombre Editores, Clacso-Crop. 2008 SOUZA, C.H.S. A relação entre o Crescimento populacional e o Crescimento urbano em Juazeiro – BA. Univasf: 2014. 112 f. Monografia (Graduação em Ciências Sociais – Universidade Federal do Vale do São Francisco, Juazeiro, 2014.2)
831 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados Análise das variações espaciais no município de Pontal do Paraná (Paraná – Brasil), entre os anos de 1980 e 2032 decorrentes da instalação do complexo portuário Jean Jesus Ilsuk da Silva;Sony Cortese Caneparo; Modelagem Preditiva; Ambiente Litorâneo; Dinâmica Espaço-Temporal. O município de Pontal do Paraná está localizado no litoral do estado do Paraná, na região sul do Brasil. Em 1995, foi aí instalado o Porto de Pontal Importação e Exportação LTDA e, em 2013, foi aprovada a licença ambiental para a construção de um complexo portuário neste município. Tal obra se apresenta como um desafio, devido ao potencial que o mesmo apresenta em produzir impactos ambientais e mudanças nos padrões de uso da terra.Essa pesquisa objetiva analisar as mudanças espaciais que podem ocorrer futuramente no uso da terra e na cobertura vegetal em Pontal do Paraná (2032), em virtude da instalação deste complexo. Foram utilizadas rotinas de sistemas de informações geográficas, inseridas no IDRISI TAIGA, da Clark University, dentre elas se destacam a Cadeia de Markov e os Autômatos Celulares para a geração do cenário futuro. O resultado da modelagem preditiva (2032), em função da expansão portuária, foi um aumento nas áreas urbanas, fator que poderia impactar diretamente as áreas de Restingas, de Mangues e da Floresta Ombrófila Densa. O presente trabalho revelou que o uso da modelagem preditiva pode ser uma ferramenta bastante útil para a avaliação e interpretação de cenários futuros. AMB – Planejamento Ambiental e Biotecnologia – LTDA. EIA – Porto Pontal do Paraná, 2008. Disponível em:Acessado em 26 de Outubro de 2014. ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Meio-Ambiente – Impactos Ambientais, 2014.Disponível em: .Acessado em 24 de Fevereiro de 2014. ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Panorama Aquaviário, 2011.Disponívelem:. Acessado em 30 de Março de 2014. 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832 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados Potencial da nascente do Rio Vieira e entorno: uma interpretação da geodiversidade Rachel Inêz Castro Oliveira; Geodiversidade; Montes Claros; Rio Vieira. Este artigo contempla o aproveitamento dos elementos geológicos, geomorfológicos, espeleológicos, pedológicos e hidrográficos que compõem a geodiversidade como recurso educativo, turístico e interpretativo, em uma das principais nascentes do Rio Vieira e entorno, no município de Montes Claros, Norte de Minas Gerais. Considerando a especificidade desse campo da geodiversidade, o objetivo foi investigar as potencialidades da nascente do Rio Vieira e entorno, por meio do inventário dos elementos representativos da geodiversidade. A abordagem metodológica consistiu em fases concomitantes: levantamento bibliográfico, trabalhos de campo e elaboração de mapas. A área de estudo foi inventariada, caracterizando a geodiversidade local. As inferências e constatações produzidas possibilitaram compreender que existe potencial da nascente do Rio Vieira e entorno para a interpretação da geodiversidade. Espera-se que este estudo contribua fornecendo subsídios para que mais pesquisas sejam realizadas na área. BRASIL. Lei nº 9.795 de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 1999b. BRILHA, J. Inventory and Quantitative Assessment of Geosites and Geodiversity Sites: a Review. Geoheritage, 2016. Disponível em: Acesso em: 20 mai. 2016. BRILHA, J. Patrimônio geológico e geoconservação: a conservação da natureza na sua vertente geológica. Braga: Palimage, 2005.190 p. Disponível em: Acesso em: 13 mai. 2016. GRAY, M. Geodiversity and Geoconservation: what, why, and how? Geodiversity & Geoconservation, p. 4-12, 2005. Disponível em: < http://www.georgewright.org/223gray.pdf>. Acesso em: 6 mai.2016 KOZLOWSKI, S.The concept and scope of geodiversity.Przeglad Geologiczny, V. 52, N. 8/2, 2004. p. 833-837. Disponível em: . Acesso em: 9 mai. 2016. LIMA, F.F. Proposta Metodológica para a Inventariação do Patrimônio Geológico Brasileiro. 2008.90f. Dissertação (Mestrado). Universidade do Minho. Braga, Portugal. 2008. Disponível em Acesso em: 17 set. 2016. OLIVEIRA, R. I. C. Potencial da nascente do Rio Vieira e entorno para a interpretação da geodiversidade em Montes Claros, Minas Gerais. 2016.139f. Tese (Doutorado em Geografia). Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Belo Horizonte, 2016. RUSCHMANN, D.V. M.Turismo no Brasil: análise e tendências. Barueri: Manole, 2002. SILVA, A. B. Hidrogeologia de Meios Cársticos. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 2002.
833 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados Morfologia urbana de Janaúba/MG Vivian Mendes Hermano; : Morfologia Urbana; Sítio; Tecido; Janaúba/MG. A morfologia contribui para os estudos sobre cidades, em especial aqueles interessados no entendimento da conformação e da funcionalidade. Uma importância primaz é destacar a relação entre os agentes naturais e sociais na formação da paisagem. Nesse sentido, este estudo tem como objetivo central analisar a morfologia urbana de Janaúba/MG, e, como fins específicos: detalhar a estrutura urbana local,pela identificação de seu sítio e tecido; contribuir com os estudos urbanos locais e regionais; exemplificar um conjunto metodológico que possa ser desenvolvido em outros espaços da região do Norte de Minas. A metodologia aplicada se pautou na análise geossistêmica do sítio urbano local, enfatizando os aspectos climático, geomorfológico, hidrológico e vegetacional, e na identificação e no zoneamento do tecido urbano, segundo modelo de Amorim Filho (2005). Os resultados indicam que o quadro natural da cidade foi e é agente interventor positivo da organização e da expansão da cidade; o tecido, em sua conformação, é orientado pela presença dos equipamentos públicos, com forte influência das vias. As categorias do modelo foram reconhecidas, mas se registraram singularidades. A partir dos resultados, identificaram-se traços do avanço econômico e demográfico, associados à falta do planejamento urbano, resultando em uma estrutura, em parte, desequilibrada. ALMEIDA, José Antonio Pacheco. Aplicação da metodologia sistêmica ao estudo do sítio urbano de Feira de Santana-BA. Sitientibus, Feira de Santana, n. 22, p. 9-26, jan/jun, 2000. 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834 cerrados v. 15 n. 02 (2017): Revista Cerrados Geografia: relações científicas e análise de métodos Christian Yago Vieira de Souza;Fábio da Silva Gonçalves Pereira; Geografia; Método; Epistemologia Geográfica. Embora a sistematização da Geografia remonte apenas no século XIX, na Prússia, atual Alemanha, por Alexandre Von Humboldt e Karl Ritter, já se observava a existência do conhecimento geográfico desde os tempos primitivos. Ao longo da evolução dessa ciência diferentes abordagens a caracterizaram, como a Positivista, a Neopositivista, a Humanística e a Crítica. Atualmente a Geografia que se tem buscado (re)fazer é de cunho holístico, uma Geografia plural. Contudo, esta visão criou uma excessiva fragmentação do conhecimento geográfico, que promoveu um distanciamento da identidade do geógrafo. Diante disso, o objetivo deste trabalho é apresentar o panorama do pensamento geográfico e a relação com o conhecimento científico ao longo da evolução histórica do pensamento geográfico, bem como os principais métodos que a tangenciou nesse processo. O caminho metodológico está baseado em levantamento bibliográfico que permitirá analisar os métodos utilizados na trajetória da Geografia enquanto ciência. BROEK, Jan O.M. Iniciação ao estudo da Geografia. 3. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1976. MOREIRA, Ruy. O que é Geografia? 15. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. FERREIRA, Conceição Coelho; SIMÕES, Natércia Neves. A evolução do pensamento geográfico. 8. ed. Lisboa: Gradativa, 1993. GERARDI, Lúcia Helena de Oliveira; SILVA, Barbara-Christine Nentwig. Quantificação em Geografia. São Paulo: Difel, 1981. GOMES, Horieste. Reflexões sobre teoria e crítica em Geografia. Goiânia: CEGRAF/UFG, 1991. GOMES, P.C. da C. O conceito de região e a sua discussão. In: CASTRO, I. E. de; GOMES, P. C. da C.; CORRÊA, R. L.. (Org.). Geografia: conceitos e Temas.Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995. Cap. 2, p.49 -76. JAPIASSÚ, Hilton Ferreira. Introdução ao pensamento epistemológico. 4. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1986. LACOSTE, Yves. A Geografia - isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. Campinas: Papirus, 1988. MENDONÇA, Francisco. Geografia Física: Ciência humana?. 6. ed. São Paulo: Contexto, 1998. MORAES, Antônio Carlos Robert. Geografia: Pequena História Crítica. São Paulo: Hucitec, 1999. REZENDE, Antônio. Curso de Filosofia: Para professores e alunos dos cursos de segundo grau e de graduação. 13. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. RODRIGUES, Auro de Jesus. Geografia: Introdução à ciência geográfica. São Paulo: Avercamp, 2008. SANTOS, Milton. Por uma Geografia nova: da crítica da Geografia a uma Geografia crítica. 3. ed. São Paulo: Hucitec, 1986. SIMON, Maria Célia. O positivismo de Comte.In: REZENDE, Antônio. (Org). Curso de Filosofia: Para professores e alunos dos cursos de segundo grau e de graduação. 13. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2005, p.144-158. SPOSITO, Eliseu Savério. A propósito dos paradigmas de orientações teórico-metodológicas na Geografia contemporânea. In: Terra Livre: Paradigmas da Geografia - Parte I. São Paulo, Associação dos Geógrafos Brasileiros, n.16, p.99-112, Jun.2001.
835 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Nota Editorial Edição 2017, v. 15, n. 1 (jan./jun.) Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; Nota Editorial Edição 2017, v. 15, n. 1 (jan./jun.)
836 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Desvelando heranças, tradições e práticas de jovens de Japaratuba/SE-Brasil Maria Augusta Mundim Vargas; Expressões culturais; Patrimônio; Identidade; Metodologia qualitativa; Cartografia cultural. Este estudo traz o desenvolvimento de oficinas realizadas com jovens objetivando demonstrar uma metodologia aplicada a levantamentos e análises das expressões culturais. Para tal, apresenta-se, aqui, a evolução das diversas técnicas e instrumentais utilizados desde 2009, ressaltando sua abordagem qualitativa, as vantagens de se realizar em curto espaço de tempo e as possibilidades de aplicação em outros estudos. Ademais, o texto registra como a vivência permitiu apreender seus referentes patrimoniais e identitários e construir uma cartografia cultural referenciada pelos conteúdos levantados e pelas técnicas executadas na oficina. AGENDA CULTURAL. Danças e folguedos de Sergipe. Arcaju: BNB, 1997. ABRAMOVAY M.; ESTEVES, L. C. G. et.al. (orgs). Juventudes: outros olhares sobre juventude: Ministério da Educação, SECAD-UNESCO, 2007. BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977. BERQUE, Augustin. Paisagem-Marca, Paisagem-Matriz: elementos da problemática para uma geografia cultural. In: CORREA, Roberto L.; ROSENDAHL, Zeny. (orgs). Paisagem, Tempo e Cultura. Rio de Janeiro: Eduerj, 1998, p. 84-91. BONNEMAISON, Jöel. Viagem em torno do território In: ROSENDAHL, Z. ; CORREA, R. L. (orgs). Geografia cultural: um século. Rio de Janeiro: Eduerj, 2002, p. 83-116. CARVALHO DÉDA, José de. Brefais e burundangas do folclore sergipano. 2. Ed. Maceió: Ed. Catavento, 2001. CASCUDO, L. da Câmara. Dicionnário do folclore brasileiro. 9 ed. Revista, atualizada e ilustrada. São Paulo: Global, 2000. DIEGUES, Antonio Carlos. Pescadores, camponeses, trabalhadores do mar. São Paulo: Ática, 1983. FERREIRA, A. B.de H. Novo Dicionário da língua portuguesa. 2. Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. KOZEL TEIXEIRA, Salete. Ressignificando as representações do espaço – as linguagens do cotidiano. In: X Encontro de Geografia de América Latina, 2005, São Paulo Anais... São Paulo: USP, 2005, p. 1-5. TUAN, Yi-Fu, Espaço & Lugar: a perspectiva de experiência. Tradução de Lívia de Oliveira São Paulo: Difel, 1983. TUAN, Yi-Fu. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. São Paulo: Difel, 1980. VARGAS, Maria Augusta M DOURADO, Auceia M.; SANTOS, Rodrigo Herles dos. (Orgs.) Patrimônio e Identidade: nossas referências. Aracaju: EDISE, 2015b. VARGAS, Maria Augusta M. (coord.). Grandes projetos e identidades locais: possibilidades e desafios das pequenas comunidades costeiras. Relatório final. Convênio: CNO/FAPESE/GRUPO DE PESQUISA SOCIEDADE E CULTURA/UFS. Aracaju: UFS, 2015a, 59 p. VARGAS, Maria Augusta M. Cartografia cultural: patrimônio cultural e identidade dos jovens do município de Japaratuva/SE. Aracaju: Instituto Banese. 2015d. VARGAS, Maria Augusta M. Festas patrimônio: os ciclos junino e natalino de Sergipe. In: Revista Ateliê Geografico, Goiania, v.8, n.2, 2014, p. 252-273. VARGAS, Maria Augusta M. Mapeamento das identidades culturais e diagnóstico participativo. Relatório. Projeto Japaratuba em rede: juventude cultura e cadeias produtivas. Aracaju: UFS, abril 2015, 98 p. VARGAS, Maria Augusta M. Território de identidade nos territórios de planejamento: heranças e construções em Sergipe. In: Revista Anpege v.7, n.1, 2011, p. 99-109. VARGAS, Maria Augusta M.; NEVES, Paulo S. C. Inventario Cultural dos territórios sergipanos. Relatório. Aracaju: Seplan, 2009, 171p. VARGAS, Maria Augusta M; DOURADO, Auceia M.; SANTOS, Rodrigo Herles dos. (Orgs). Práticas e vivências com a Geografia cultural. Aracaju: EDISE, 2015c.
837 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Sustentabilidade socioambiental, padrão construtivo habitacional e comunidades ribeirinhas do Tupé - Manaus, Amazonas Duarcides Ferreira Mariosa;Marcos Ricardo Rosa Georges;Renato Ribeiro Nogueira Ferraz;Samuel Carvalho De Benedicto; Sustentabilidade; Padrão Construtivo; Gestão Ambiental; Unidades de Conservação; Comunidades Ribeirinhas. Com o presente texto objetiva-se identificar os componentes e principais variáveis que compõem o padrão construtivo habitacional na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé (RDS do Tupé) e, numa análise diacrônica, avaliar a pertinência teórico-metodológica deste indicador de sustentabilidade socioambiental. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo e de análise ecológica, baseado em pesquisa original de campo, com coleta de dados originais, aplicando-se questionário semi estruturado e técnicas de observação direta. A análise do padrão construtivo habitacional nas comunidades ribeirinhas da RDS do Tupé, examinadas em escala temporal, mostrou que o comportamento das variáveis compositoras do indicador utilizado permite a detecção de pontos vulneráveis ou fraquezas sistêmicas capazes de comprometer aspectos econômicos, sociais e ambientais que caracterizam a sustentabilidade daquelas comunidades. Dessa análise, concluiu-se que se o exame do conjunto das variáveis apresenta resultados diversos do exame de cada uma das partes que o compõem, a sustentabilidade socioambiental define-se mais pelo comportamento dos indicadores gerais que dos particulares. Por sua vez, são as modificações observadas nos parâmetros de cada variável que permitem o planejamento e controle dos resultados no longo prazo, validando o uso deste sistema de indicadores como ferramenta de gestão. AMARAL, S. et al. 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839 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados O local subordinado ao global: reflexos da guerra dos lugares/guerra fiscal na Região Metropolitana de Campinas (SP) Márcio Adriano Bredariol; : Local; global; guerra dos lugares; guerra fiscal; Região Metropolitana de Campinas. O presente artigo tem por objetivo analisar o fenômeno da Guerra dos Lugares/ Guerra Fiscal, que se tornou prática comum no Brasil a partir do início da década de 1990 e como tal fenômeno se materializa e impacta as cidades que fazem parte da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Prática comum de chantagens e pressão sobre governos, inicialmente relacionada à indústria automotiva, a Guerra dos Lugares/ Guerra Fiscal se tornou hábito entre todo tipo de empresa, em especial as de alcance global, interessadas apenas em defender seus interesses frente ao capital. Pressão a fim de alcançarem benefícios como renúncia fiscal, oferta de terrenos e construção de infraestruturas, tal prática vem acompanhada pelo discurso de incremento na geração de emprego e renda, situações que nem sempre ocorrem. Aumenta-se sim, a arrecadação municipal e o lucro das empresas, fatos que, na maioria dos casos, não refletem em melhorias e desenvolvimento socioeconômico para a população. BREDARIOL, Márcio Adriano. Itatiba: entre a Região Metropolitana de Campinas e o Aglomerado Urbano de Jundiaí – Contribuições ao estudo do processo de Macrometropolização de São Paulo. 2014. 173 f. Dissertação de Mestrado. Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2014. CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO DA RMC (Org.). Região metropolitana de Campinas – 10 anos de Integração. Campinas: Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas, A&A&A – Edições e Promoções Internacionais Ltda. 2012. 192 p. GUNN, Philip. 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840 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Geotecnologias como suporte para análise da vegetação natural na sub-bacia hidrográfica do Rio Gavião (1988 a 2015) Carlos Magno Santos Clemente;Pablo Santana Santos; Landsat; Desmatamento; Semiárido brasileiro. O histórico de ocupação da sub-bacia do rio Gavião passou por transformações socioeconômicas expressivas nos últimos 30 anos. Desse modo,preocupações com preservação ou recuperação da cobertura vegetal influência, positivamente, na manutenção do ciclo hidrológico da sub-bacia. A presente pesquisa teve como objetivo analisar a modificação da vegetal natural entre os anos de 1988a 2015 na sub-bacia hidrográfico do rio Gavião (semiárido brasileiro). Foram utilizados as técnicas sensoriamento remoto e Processamento Digital de Imagens - PDI para aquisição e processamento dos produtos orbitais (satélites landsat5 TM e landsat 8 OLI). E o Sistema de Informações Geográficas – SIG para armazenamento e análise do banco de dados alfanumérico georreferenciado. Os resultados indicam redução da cobertura vegetal de 751,69 km², entre os anos de 1988 a 2015. Também, manchas de desmatamento em áreas de nascentes, na parte alta da rede de drenagem e no dessegue do canal principal. Assim, a presente pesquisa chama atenção para os efeitos da mudança da vegetação natural para outros usos da terra (solo exposto, plantio, entre outros), a concentração do desmatamento em áreas de fragilidade ambiental. AGÊNCIA NACIONAL DAS ÁGUAS – ANA. Limites das bacias hidrográficas brasileira, 2010. Disponível em . Acessado em 11 dezembro de 2016. BALBINOT, R; OLIVEIRA, N.K; VANZETTO, S.C; VALERIO, K.P.Á.F. O papel da floresta no ciclo hidrológico em bacias hidrográficas. Ambiência Guarapuava, PR, v.4 n.1 p.131-149, 2008. BELTRAME, A. DA V. Diagnóstico do meio físico de bacias hidrográficas: modelo e aplicação. Florianópolis. 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841 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Construindo sentidos nas leituras de imagens: um estudo sobre os livros didáticos de Geografia Juliano da Costa Timmers;Branda Eloá Weppo; educação visual; livro didático; ensino de Geografia; semiótica. O presente artigo traz uma análise sobre as capas de livros didáticos de Geografia do ensino básico. Tal análise busca refletir as possibilidades de leituras de sentido que podem ser mobilizadas pelos conteúdos de imagem das capas desse tipo de livro. Espera-se com essa perspectiva colaborar para com o desenvolvimento da educação visual de professores e alunos. A experiência espacial atual é exposta como sendo muito influenciada pela produção de imagens, o que reforça a importância do conhecimento sobre as formas de olhar. Reflexões sobre linguagem visual são desenvolvidas, considerando-se especialmente os estudos de Roland Barthes. Os instrumentos de interpretação visual desse autor são encaminhados junto às capas de livros didáticos de Geografia o que permite identificar os sentidos derivados dessas imagens, descrevendo abordagens geográficas e com elas a maior valorização da representação de grupos minoritários. ACASO, M. Classificación de terrores visuales. In: ___.Esto no sonlas Torres Gemelas: cómo apreender a leerlatelevisión y otrasimágenes. Madrid: Catarata, 2006. p.51-87. ADAS, Melhem. ADAS, Sérgio. Expedições geográficas – 1 ed. – São Paulo: Moderna, 2011. APPLE Inc. Manual del usuário delIphone para iOS 7. Disponível em Acessado em: dezembro de 2016. BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos. A imagem no ensino da arte : anos mil novecentos e oitenta e novos tempos. 8. ed. São Paulo : Perspectiva, 2010. xxxiv, 149 p. : il. BARTHES, Roland. O óbvio e o obtuso: ensaios críticos. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1990c1982. 284 p. : il. BRASIL. Lei 11.645 de 10 de março de 2008, relativa a obrigatoriedade do ensino da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Disponível em Acessado em: dezembro de 2016. COSTA, Marisa Cristina Vorraber. Estudos culturais, educação e pedagogia. In: Revista brasileira de educação. Belo Horizonte N. 23 (maio/ago. 2003), p. 36-61. EDITORA MODERNA. Catálogo com a descrição da coleção “Expedições Geográficas”. Disponível em: Acessado em: dezembro de 2016. GREIMAS, A. J. Por uma teoria do discurso poético. EM: [APOLLINAIRE, et ali] Essais de sémiotiquepoétique (Português) Ensaios de semiótica poética: São Paulo : Cultrix, 1975. P. 10-32. HERNANDÉZ, Fernando. ?De qué hablamos cuando hablamos de cultura visual?. In: Educação & realidade. Porto Alegre Vol. 30, n. 2 (jul./dez. 2005), p. 9-34. LUCCI, Elian Alabi; BRANCO, Anselmo Lazaro. Geografia: Homem e espaço. Sétimo ano, São Paulo: 24°Ed. Saraiva, 2015. SENE, Eustáquio de. Entrevista com o prof. Dr. Sene, fotografias e(m) livros didáticos de Geografia.[Entrevistadores: OLIVEIRA JUNIOR, Wenceslao Machado de; SOARES, Elaine dos Santos], Revista Brasileira de Educação em Geografia. Campinas: v.3., n.6 (2013), p. 192-225. RAUBER, Joaquim; TONINI, Ivaine M. Livro didático de geografia: pensando as aprendizagens. In: ENCONTRO DE PRÁTICAS DE ENSINO DE GEOGRAFIA DA REGIÃO SUL, 2., 2014, Florianópolis. Anais eletrônicos. Florianópolis:UFSC, 2014. Disponível em: Acessado em junho de 2016. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção.4 ed. São Paulo: Editora da USP, 2012. VESENTINI, Jose William. Brasil: sociedade e espaço. 14° Ed. São Paulo: Ática, 1991. ______.Para uma geografia crítica na escola. São Paulo : Ática, 1992. 135 p.
842 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados As Minas Gerais do século XVIII: identidade nacional e formação territorial sob o olhar de Cláudio Manuel da Costa Kárita de Fátima Araújo; Geografia; Literatura; Vila Rica. Este trabalho, fruto da dissertação de Mestrado, tem como objetivo resgatar e compreender o modo pelo qual se processou a construção da identidade nacional e a formação territorial brasileira no contexto das Minas Gerais do século XVIII, buscou-se, desta feita, fazê-lo à luz das obras literárias dos poetas inconfidentes. Nesse sentido, a obra Vila Rica de Cláudio Manuel da Costa cumpre o papel de aliar Geografia e Literatura ao possibilitar o diálogo entre as manifestações artísticas do poeta e os componentes espaciais e temporais que compuseram a sociedade mineira do século XVIII. Para alcançar o objetivo proposto, foi fundamental analisar alguns elementos, tais como, o conceito de sertão e sua condição de ocupação e isolamento para o período, diretamente relacionado ao desenvolvimento e decadência do chamado “ciclo do ouro”, além da formação daquela sociedade e do estabelecimento de uma “identidade nacional”, responsáveis por delinear para as Minas Gerais a possibilidade de compor uma nação independente de Portugal. Desta forma, o enredo literário permitiu observar qual compreensão do intelectual Cláudio Manuel da Costa acerca daquele aquele espaço e tempo. Sua visão do mundo refletiu-se nas entrelinhas do texto literário, revelando percepções, opiniões e posições diferenciadas acerca daquela realidade, aspectos fundamentais do processo de construção da nacionalidade e da territorialidade brasileiras. ABREU, João Capistrano de. Capítulos de História Colonial (1500-1800). Rio de Janeiro: Sociedade Capistrano de Abreu, Livraria Briguiet, 1954. ALCIDES, Sérgio. 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843 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Análise comparativa entre técnicas de Sensoriamento Remoto para mensuração da vegetação urbana no município de Alegre, ES Ivo Augusto Lopes Magalhães;Osmar Abílio de Carvalho Junior;Alexandre Rosa dos Santos; Geoprocessamento; fotointerpretação; mapeamento urbano. Objetivou-se com este estudo, comparar os resultados obtidos por meio de técnicas de sensoriamento remoto orbital, no intuito de mensurar a vegetação arbórea no município de Alegre, ES. Utilizou-se uma imagem de alta resolução espacial do satélite GeoEye-1 e determinou-se a fotointerpretação da vegetação como técnica modelo a ser comparada perante os índices de vegetação NDVI, SAVI e classificadores de imagens por Distância Euclidiana e Isoseg. Os Índices de Vegetação e os classificadores foram fatiados em três classes; vegetação urbana, pastagem e áreas urbanas. Por meio da fotointerpretação a vegetação urbana foi mensurada em 68 ha. Já por meio do índice de vegetação SAVI com fator de ajuste L 0,25 obteve 66,46 ha, correspondendo a 11,73% do perímetro urbano, entretanto, o índice NDVI subestimou a vegetação urbana em 19,13 ha quando comparado à área mapeada com o SAVI 0,25. Para a região em estudo o índice SAVI com fator de ajuste ao solo 0,25 e o classificador Isoseg podem ser usados para substituir a fotointerpretação, pois apresentaram áreas de vegetação urbana mensurada com valores aproximados, além de serem menos onerosos para obtenção do mapeamento da vegetação. ALVAREZ, I. A.; Qualidade do espaço verde urbano: uma proposta de índice de avaliação. 2004. 209 f. Tese de Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Agronomia, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2004. Disponível em: . Acesso em: 24 jun. 2016. BORGES, R. O.; SILVA, R. A. A.; CASTRO, S. S. 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844 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Centro e centralidade em Araguaína: reflexão preliminares a partir dos serviços e do comércio em rede Reges Sodré; Araguaína; centro; restruturação; cidade. Este artigo tem por objetivo identificar e analisar o centro da cidade de Araguaína-TO a partir da dimensão econômica, tendo como variáveis o comércio e os serviços. O trabalho elegeu o comércio de eletrodoméstico e de supermercado/atacado, e os serviços bancários, dos correios, das lotéricas e cartórios como atividades chaves para a qualificação do centro e das centralidades. Para a delimitação do centro da cidade de Araguaína considerou-se as ruas e trechos que apresentam concentração de atividades comerciais e serviços acima de 70%, desde que fosse marcado pela contiguidade. Constatou-se dois processos em cursos que consolidam tendências enquanto anunciam outras; primeiro, o centro da cidade de Araguaína tem se fortalecido nos últimos anos pela instalação de grandes empresas, como as casas Bahia e uma agência bancária do Bradesco; segundo, vê-se que diversas empresas que já atuam no centro abrem filias em outras áreas da cidade, outras se instalam diretamente fora do mesmo, como é o caso das lojas americanas, com duas unidades na cidade. Esse quadro permitiu afirmar que as transformações na estrutura urbana ligada ao consumo condizem com uma reestruturação da cidade, pois as mudanças são predominantes. BRASIL, Atlas do Desenvolvimento Humano. Araguaína: caracterização do território. ca. 2013 BRASIL, Banco Central. Relação de Agências e postos bancários 2015. Disponível em: < http://www.bcb.gov.br/pt-br/paginas/default.aspx> acesso em 07/09/2015. CNJ – Conselho Nacional de Justiça. Justiça Aberta, 2015. Disponível em: CORRÊA, Roberto Lobato. Processos espaciais e a cidade. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, ano 41, n. 3, p. 100-110, 1979. CASTELLS, Manuel. A questão urbana. São Paulo: Paz e Terra, 2014. GARROCHO-RANGEL, Carlos Félix.; CAMPOS-ALANÍS, Juan. Organización espacial del sistema bancario dentro de la ciudad: estrategia territorial, accesibilidad y factores de localización. Economía, sociedad y territorio, Toluca, v. 10, n. 33, p. 413-453, 2010. LEFEBVRE, Henry. A revolução urbana. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1999. MURPHY, Raymond E.; VANCE, James E. Jr. Delimiting the CBD. Readings in Urban Geography. MAYER, R.; KOHN, C (eds). Chicago: University of Chigago Press, 1954. p. 418-446. MELO, Nágela Aparecida de. Pequenas cidades da microrregião geográfica de Catalão (GO): análises de seus conteúdos e considerações teórico-metodológicas. 527. Tese (Doutorado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia, UFU, Uberlândia, 2008. PEREIRA, Cláudio Smalley Soares. Centro, centralidade e cidade média: o papel do comércio e serviço na reestruturação da cidade de Juazeiro do Norte/CE. 2014. 329 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Faculdade de Ciência e Tecnologia, UNESP, Presidente Prudente, 2014. RIBEIRO FILHO, Vitor. A Configuração da Área Central de Manaus e sua Dinâmica Recente. 2004. 246 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia, UFRJ, Rio de Janeiro, 2001. RAIS, Relação Anual de Informações Sociais. Vínculos Tocantins, 1990, 2010, 2014. ca. 2015 TOURINHO, Andréa de Oliveira. Centro e centralidade: uma questão recente. In: Oliveira, Ariovaldo Umbelino de.; CARLOS, Ana Fani Alessandri. Geografia das metrópoles. São Paulo: Contexto, 2006. pp. 277-299. SOUZA, Marcelo Lopes de. Os conceitos fundamentais da pesquisa sócio-espacial. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013. SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão. O centro e as formas de expressão da centralidade urbana. Revista geografia, São Paulo, v. 10, p. 1-18, 1991. ______. Centros e centralidades no Brasil. FERNANDES, José Alberto Rio.; SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão. A nova vida do velho centro nas cidades portuguesas e brasileiras. Porto, CEGOT, 2013. p. 45-59. WHITACKER, Arthur Magon. Centralidade intraurbana e morfologia em cidades médias: transformações e permanências. In: XI seminário internacional Red Iberoamericana de investigadores sobre globalización y territorio; Red Iberoamericana de editores de revista. Argentina: Mendoza, 2010. n.p. VASCONCELO FILHO, João Manuel de. O direito à moradia e o discurso de implantação de políticas públicas habitacionais na perspectiva de construção de cidades saudáveis e democráticas: reflexões sobre a Araguaína-TO. 2013. 220 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia, UFU, Uberlândia, 2013.
845 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados O território quilombola de Araquembaua: titulação, mudanças e permanências Carla Joelma Oliveira Lopes; Território quilombola; Titulação; Mudanças; Permanências; Estratégia territorial. Abordamos no presente trabalho um quadro de transformações territoriais relativamente recentes na Amazônia desencadeado a partir dos marcos legais brasileiros presentes na Constituição Federal de 1988 relativos ao reconhecimento, demarcação e titulação de populações quilombolas. A titulação das terras quilombolas representa uma conquista no longo capítulo de disputas agrárias na Amazônia e tem materializado um processo de reordenamento territorial significativo. Neste sentido, analisamos um território quilombola na Amazônia paraense, a comunidade quilombola de Araquembaua localizada no município de Baião - PA. Objetivamos de maneira geral analisar os usos do território, considerando as mudanças e permanências que vem se configurando no território de Araquembaua, a partir do processo de titulação que ocorreu no ano 2002. Concluímos que a titulação do território quilombola representa uma conquista para a comunidade e configura uma importante estratégia territorial. ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Quilombos: sematologia face a novas identidades. In: PVN. Sociedade maranhense de direitos humanos; centro de cultura negra. Frechal, terra de preto: quilombo reconhecido como reserva extrativista. São Luís: SMDDH/CCN, 1996. ANJOS, Rafael. Quilombos: Geografia Africana - Cartografia Étnica - Territórios Tradicionais. Brasília - DF: Mapas Editora & Consultoria, 2009. ARRUTI, José Maurício. Mocambo: antropologia e história do processo de formação quilombola. Bauru, SP. Edusc, 2006. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. CARDOSO, Luis Fernando Cardoso e. 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846 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Horta - cultura popular e ciência identificação científica, propriedades e usos: uma experiência no ensino integral Maria Sileuda Moreira de Oliveira;Cláudia Fonseca Baldini; Educação ambiental; horta; sustentabilidade; plantas medicinais e temperos; identificação científica. A sustentabilidade é uma das preocupações atuais, sendo a produção de hortas um mecanismo útil a ações sustentáveis, como exemplo a reciclagem de produtos e geração de valor econômico. O objetivo geral deste estudo foi atender projetos de vida dos alunos matriculados na disciplina eletiva Horta, Cultura Popular e Ciência da escola estadual de ensino médio pertencente ao Programa de Ensino Integral E.E.Vitor Meireles, situada em Campinas-SP. Objetivos específicos: destacar a importância do uso tradicional e conhecimento científico das ervas medicinais, temperos e hortaliças e identificar cientificamente as espécies produzidas. Procedimentos: 39 alunos participaram do estudo que ocorreu entre agosto e novembro de 2015. Utilizaram-se mudas, materiais de jardinagem, pneus reciclados e garrafas pets. O estudo abrangeu aulas práticas no espaço da horta e teóricas sobre sistemática, fome no Brasil e tipos de solo. Resultados: 100% das espécies cultivadas (35) se desenvolveram, foram identificadas cientificamente e apresentadas em evento de Culminância das disciplinas eletivas no final de 2015. Assim, conclui-se que os objetivos do estudo foram atendidos, ultrapassando os limites da escola na medida em que, a partir dos alunos, familiares destes e a comunidade onde residem podem se sentir incentivados a desenvolver as próprias hortas e delas se beneficiarem. BANCO DE ALIMENTOS E COLHEIRA URBANA: Aproveitamento Integral dos Alimentos. Rio de Janeiro: SESC/DN, 2003. 45 pg. (Mesa Brasil SESC Segurança Alimentar e Nutricional). Programa Alimentos Seguros. Convênio CNC/CNI/SEBRAE/ANVISA. ADAS, M. 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847 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Manejo e capacidade de uso das terras aplicando Geotecnologias na bacia hidrográfica do córrego Lajeado Amarelo – Três Lagoas/MS Adalto Moreira Braz;Matheus Henrique de Souza Barros;Amanda Moreira Braz;Patricia Helena Mirandola Garcia; Conservação; Gestão do Uso; Planejamento. A identificação dos padrões de uso e cobertura da terra em uma bacia hidrográfica consiste em uma das etapas indispensáveis para o conhecimento das condições ambientais da área em estudo. É fundamental ao planejamento e gestão das atividades a serem desenvolvidas na área da bacia hidrográfica. Levando-se em conta a necessidade de gestão do uso e da cobertura da terra, otimizando e mantendo a conservação dos recursos hídricos da bacia, de forma economicamente e ambientalmente estáveis, o manejo adequado é uma importante forma de se conservar os recursos e ditar normas viáveis para a produção dentro deste sistema. O desenvolvimento deste trabalho usa como ferramenta as geotecnologias na análise ambiental e gestão da bacia hidrográfica do córrego Lajeado Amarelo, localizada no município de Três Lagoas/MS. A partir da construção dos mapas base e do uso e terra, utilizando-se da interpretação das imagens de satélites, de diferentes sensores, foi possível o mapeamento do manejo da terra e o estabelecimento de subclasses, que foram integrados ao uso e cobertura da terra, solo e declividade, para o mapeamento da capacidade de uso das terras, com destaque para as práticas de manejo conservacionista da bacia hidrográfica do córrego Lajeado Amarelo, em Três Lagoas/MS. ALVARES, C. A. et al. Köppen’s climate classification map for Brazil. Meteorologische Zeitschrift. Vol. 22 No. 6. p. 711 – 728. 2013. BRASIL. Decreto-lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Institui o Novo Código Florestal Brasileiro. 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848 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Estudo de caso da degradação ambiental do Rio Gorutuba no município de Francisco Sá Maria Tereza Pereira dos Santos;Expedito José Ferreira;Maykon Fredson Freitas Ferreira; Bacia hidrográfica; Degradação Ambiental; Rio Gorutuba. O presente trabalho foi realizado na área compreendida pela bacia hidrográfica do Rio Gorutuba, no município de Francisco Sá – MG, e tem como objetivo analisar o estado de conservação e preservação do terço superior do seu curso d’água principal. Observações em nível local foram realizadas na sua nascente e ao longo do curso d’água até ao seu encontro com o Rio Água Quente, na divisa dos municípios de Francisco Sá, Janaúba e Riacho dos Machados. Os procedimentos metodológicos incluem pesquisas bibliográficas e documentais, observações de campo e elaboração de mapas que permitiram realizar as análises sobre a área estudada. A partir das análises observou-se que a área de estudo apresenta um nível elevado de poluição de suas águas e a ocorrência do processo de degradação da mata ciliar, presentes tanto na nascente e, também, ao longo do curso d’água, em ambas as margens. Observou-se, ainda, a necessidade de adoção de medidas adequadas a serem desenvolvidas pelo poder público, com a participação massiva da população, além de campanhas de educação ambiental sobre a necessidade de preservação e sobre a redução dos impactos ambientais negativos presentes na área estudada. ARAUJO, G. H. de S.; ALMEIDA, J. R. de, 1950-; GUERRA, A. J. T. Gestão ambiental de áreas degradada. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. 320p. BRAGA, Benedito. et al Monitoramento de quantidade e qualidade das águas. In: REBOUÇAS, A.C.; BRAGA, B.; TUNDISI, J. G. Águas Doces no Brasil: capital ecológico, uso e conservação. (org) 3ª. Ed. São Paulo: Escrituras Editora, 145 – 160, 2006. CASTRO, D. de; MELLO, R. S. P.; POESTER, G. C. 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849 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Análise da gestão ocupacional em Montes Claros – MG: Impactos do uso do solo e suas consequências na temperatura de superfície Bruna Reis Pereira;Mariana Barreto Mees;Manoel Reinaldo Leite;Raul de Magalhães Filho; Urbanização; temperatura de superfície; desenvolvimento urbano; Montes Claros. O uso do solo é a atividade de uma sociedade por sobre uma superfície, este caracteriza-se conforme as individualidades conjugada aos padrões de necessidades humanas. Um dos impactos ambientais que deve ser considerado neste processo de apropriação é o comportamento térmico de superfície. Neste sentido, o presente trabalho, tendo como área de estudo o perímetro urbano de Montes Claros – MG, teve como objetivo analisar a ocupação do espaço urbano na cidade sob uma condição cronológica: 1990 a 2010. Por meio da análise de imagens de sensoriamento remoto (Landsat 5 TM) procurou-se verificar se o modelo de ocupação provocou problemas urbanos de natureza térmica. Os resultados mostraram, a partir da metodologia adotada, que regiões com decréscimo de NDVI (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada) e grande adensamento de edificações tiveram significativos aumento de temperatura no período considerado, ratificando o problema de aumento de temperatura de superfície nos centros urbanos. ALLEN, R. G., TASUMI, M. AND TREZZA, R. SEBAL (Surface Energy Balance Algorithms for Land) Advanced Training and Users Manual – Idaho Implementation, version 1.0, 97 p., 2002. ALLEN, R. G.; TASUMI, M.; MORSE, A.; TREZZA, R.; WRIGHT, J. L.; BASTIAANSSEN, W. G. M.; KRAMBER, W.; LORITE, I.; ROBISON, C. W. Satellite-Based Energy Balance for Mapping Evapotranspiration with Internalized Calibration (METRIC) – Applications. Journal of Irrigation and Drainage Engineering, ASCE, 395-406 p., 2007b. 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850 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Avaliação do trabalho de campo no processo de ensino-aprendizagem de Geografia Ertz Ramon Teixeira Campos;Humberto Gabriel Rodrigues;Israelita David Rodrigues;Bráulio De Freitas Brant; Geografia; Ensino-aprendizagem; Trabalho de campo. O trabalho de campo é um importante recurso metodológico no processo de ensino-aprendizagem, sendo um dos instrumentos de grande interesse para o ensino das mais diversas ciências nos níveis fundamental e médio. No entanto, são poucos os trabalhos que avaliam de forma quantitativa a importância do trabalho de campo, principalmente no que tange o ensino de geografia para escolares. Diante disso, o objetivo desse estudo é compreender a importância do trabalho de campo como método de pesquisa e de atividades didáticas nas aulas de Geografia, através de um método quantitativo. Para isso, utilizou-se da aplicação de um exercício avaliativo a dois grupos de alunos: o grupo controle (grupo formado por 12 alunos que foram submetidos à avaliação após participarem somente das aulas teóricas) e o grupo teste (grupo formado por 10 alunos que foram submetidos à avaliação após participarem das aulas teóricas e do trabalho de campo). Nossas pesquisas mostraram que houve diferença significativa entre os dois grupos. O grupo controle acertou, em média, 43,3% da avaliação, enquanto o grupo teste atingiu índices de acertos próximos a 84% das questões. Portanto é de extrema relevância que as entidades públicas e instituições de ensino invistam nessa prática de ensino, já que o trabalho de campo mostra ser uma atividade muito eficaz para consolidar o aprendizado discente. APPOLINÁRIO, F. Dicionário de metodologia científica: um guia para produção do conhecimento científico. São Paulo: Editora Atlas, 2004. 300 p. BRAUN, Ani Maria Swarowsky. Rompendo os muros da sala de aula: O Trabalho de Campo na aprendizagem de Geografia. Ágora. Santa Cruz do Sul, v. 13, n. 1, p. 250-272, jan./jun. 2007. Disponível em: . Acesso em: 28/12/2016. CANDIOTTO, Luciano Zanetti Pessoa. Interdisciplinaridade em estudos do meio e trabalhos de campo: Uma prática possível. Olhares e Trilhas. Ano2. No. 2. p.33-46. 2001. Disponível em: . Acesso em: 28/12/2016. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades: Montes Claros. Dados do Censo Demográfico, 2014. Disponível em: . Acesso em: 25 dez. 2016. JUNQUEIRA, Adalto Reis Martins. Trabalho de campo e transdisciplinaridade: uma experiência de ensino. Olhares e Trilhas. Ano2. No. 2. p.71-78. 2001. Disponível em: . Acesso em: 28/12/2016. MAYRING, Ph. . Einführung in die qualitative Sozialforschung. Introdução à pesquisa social qualitativa]. (5ª ed.). Weinheim: Beltz, 2002. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Parâmetros curriculares nacionais. Temas transversais: Meio ambiente e Saúde: primeiro e segundo ciclos. Brasília, 1997. NUNES, Flaviana Gasparotti. Do abstrato ao concreto: trabalho de campo – reflexões iniciais. Formação. N. 7. p 95-99, 2000. Disponível em: . Acesso em: 28/12/2016. PONTUSCHKA, Nidia Nacib; PAGANELLI, Tomoko Iyda; CACETE, Núria Hanglei. Para ensinar e aprender Geografia. 1ª. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2007. 383 p. RAEDER, Savio. Geography And Technological Innovation. Mercator. Fortaleza, v. 15, p. 77-90. 2016. Disponível em: . Acesso em: 28/12/2016. SILVA, Elcione Maria da; MELO, Adriany de Ávila. Caminhos de Geografia. Uberlândia, v.9, n. 25 Mar, p. 87-95. 2008. Disponível em: . Acesso em: 28/12/2016. SILVA, José Augusto da Silva. Formação didática-pedagógica e o ensino de Geografia. Formação. N. 7. p 39-42. 2000. Disponível em: . Acesso em: 28/12/2016. SUERTEGARAY, Dirce Maria Antunes. Pesquisa de Campo em Geografia. Geographia, Rj, n.7, julho, p 92-99. 2002. Disponível em: . Acesso em: 28/12/2016. TEIXEIRA, Jodenir Calixto. A nova Geografia. Formação. N. 7. p. 87-90. 2000. Disponível em: . Acesso em: 28/12/2016. VISENTINI, José William (org). Geografia e ensino: Textos críticos. Tradução Josette Giann. Campinas, Sp: Papirus, 4ª ed. 1995. ZUBA, Janete Aparecida Gomes. O ensino da geografia na atualidade: Desafios e perspectivas. Revista Cerrados. v. 4, n. 1. p.109 -118. 2006. Disponível em: . Acesso em: 28/12/2016
851 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Tecnologias geográficas no ensino médio: estudo de caso em escolas públicas de Montes Claros/MG Welton Silva Ferreira;Marcos Esdras Leite; Geotecnologias; cartografia; ensino-aprendizagem; limitações. O presente estudo tem como finalidade, a investigação do conteúdo das geotecnologias no ensino médio em algumas escolas estaduais de Montes Claros-MG, com virtude na otimização e valorização desta área do conhecimento que compete ao ensino escolar, tendo em vista o avanço e acessibilidade dos meios tecnológicos aos estudantes, mas não há familiarização dos mesmos com esses meios no ambiente escolar. Aos professores, cabe considerar neste trabalho, a maneira como eles congregam o assunto proposto ao seu sistema de trabalho, analisando as possíveis dificuldades encontradas. Inicia-se o trabalho apresentando um breve histórico das geotecnologias e o seu desdobramento nos tempos vigente fazendo menção aos meios pedagógicos e de softwares voltados para a prática cartográfica. Metodologicamente serão acatadas como objeto e critério da pesquisa, cinco escolas estaduais localizadas no perímetro urbano da cidade. Posteriormente foi aplicado um formulário aos professores das referidas escolas, em modo de amostra, com intuito de acurar os entraves no processo de ensino-aprendizagem acerca da disciplina. Após a obtenção dos resultados verificou-se a capacidade de apreensão do conteúdo das geotecnologias e as arestas a serem aparadas no que tange o ensino. ALMEIDA, R. D. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. São Paulo: Contexto, 2001. BRANDÃO, C. R. O que é educação, 33ª Ed. Brasiliense, São Paulo. 1995. CALDAS, R. F., Alencar M. C. F. Construção do conhecimento através das redes eletrônicas: o caso de uma escola especializada de ensino de 2°; primeira parte- os professores. Revista ETD – Educação Temática Digital, Campinas, v.3, n.1, dez.2001. CÂMARA, G.; DAVIS, C. Introdução: por que geoprocessamento? In: CÂMARA, Gilberto; DAVIS, Clodoveu; MONTEIRO, Antônio Miguel Vieira (Ed.). Introdução à ciência da geoinformação. São José dos Campos: INPE, 2001. (INPE-8562-PRE/4306). CARVALHO, L.F.F. O papel do estágio na formação do professor de Geografia. Anais do III Encontro Regional de Ensino de Geografia: Práticas educativas em ensino de Geografia (re) criando os documentos curriculares/ Associação dos Geógrafos do Brasil. Campinas, São Paulo, p.191, 2013. DI MAIO, A. C. Geotecnologias digitais no ensino médio (tese de doutorado)- Universidade Estadual Paulista, Instituto de Geociências e Ciências exatas – Rio Claro, (188p.) 2004. DI MAIO, A. C., SETZER A.W. Educação, Geografia e o desafio de novas Tecnologias. Revista Portuguesa de Educação – Braga-Portugal, 24(2), p. 211-241 2012. FITZ, P. R., Novas Tecnologias e os caminhos da ciência geográfica Revista Diálogo, canoas - RS - Brasil Ed. Unilasalle n°6, 2005. _______________. Geoprocessamento no ensino médio. In: VII Conferência Iberoamericana de SIG, 1999, Mérida -Venezuela. VII CONFIBSIG, 1999. IBGE, Noções básicas de cartografia. Departamento de cartografia. Rio de Janeiro: N° 8, IBGE, 1999. LACOSTE, Y. A Geografia – Isso Serve, em Primeiro Lugar para Fazer a Guerra. Campinas: Ed. Papirus, 1989. LEITE, M. E. Geoprocessamento aplicado ao estudo do espaço urbano: o caso da cidade de Montes Claros/MG (dissertação de mestrado)- Universidade Federal de Uberlândia 2006, (177p.). LOPES, C. S. Aprendizagem da docência em Geografia: Reflexões sobre a construção da profissionalidade. In: Revista Ensino em Re-vista, - Uberlândia-MG - ISSN versão eletrônica:1983-1730 V.19, nº 2, Jul./dez. 2012. MARTINELLI, M. Mapas da geografia e cartografia temática – São Paulo: Contexto. 2003. MEC. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília, São José dos Campos: MEC/Univap. 2001. MOREIRA, J. C., SENE, E. de, Geografia: volume único (ensino médio) – São Paulo; Scipione, 2005. RIBEIRO E. A. A perspectiva da entrevista na investigação qualitativa. Evidência: Olhares e pesquisa em saberes educacionais. Araxá/MG. V.4, nº4, p. 129-148, 2008. ROSA, R. BRITO, J.L.S. Introdução ao Geoprocessamento: Sistema de Informação Geográfica. Uberlândia, Ed. Da Universidade Federal de Uberlândia,1996. ROSA, R. Introdução ao Sensioramento Remoto, 5. ed. Uberlândia. Ed. Da Universidade Federal de Uberlândia. 2003. SOUZA, J.G. de, KATUTA, A. M. Geografia e conhecimentos Cartográficos. A cartografia no movimento de renovação da geografia brasileira e a importância do uso de mapas. – São Paulo: Editora UNESP, 2001. Sites consultados MARIANELLI, G. Introdução ao Geoprocessamento. Disponível em: Acessado em Janeiro de 2010 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA. Geociências. Disponível em: <.http://www.ibge.gov.br> Acessado em Janeiro de 2010
852 cerrados v. 15 n. 01 (2017): Revista Cerrados Resenha: OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. et al. Território em conflito, terra e poder. Goiânia: Kelps, 2014. 280p. Gustavo Henrique Cepolini Ferreira; Resenha: OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. et al. Território em conflito, terra e poder. Goiânia: Kelps, 2014. 280p.
853 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados Nota Editorial/Edição 2016, v. 14, n. 2 (jul./dez.) Marcos Esdras Leite;Luiz Andrei Gonçalves Pereira; Nota Editorial/Edição 2016, v. 14, n. 2 (jul./dez.)
854 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados Simulação de cenário prospectivo de mudanças no uso e cobertura da terra na sub-bacia do rio Capivara, Botucatu - SP, por meio de Modelagem Espacial Dinâmica Rodrigo José Pisani;Julio Cesar Demarchi;Paulina Setti Riedel; Pesos de Evidência; autômatos celulares; similaridade fuzzy. Existem várias abordagens metodológicas com o intuito de modelar as mudanças do uso e cobertura da terra de determinada região, dentre as quais se destacam aquelas que relacionam essas mudanças a diversas variáveis da paisagem de maneira integrada como as rochas, os solos, o relevo, a drenagem, entre outros. Esta pesquisa teve como objetivo elaborar uma modelagem espacial dinâmica para o monitoramento e predição das mudanças de uso e cobertura da terra na sub-bacia do rio Capivara, município de Botucatu - SP, Brasil, utilizando imagens de satélite (Landsat 5 TM), cartas topográficas, os programas ENVI 4.7, ArcGIS 10, Spring 5.1 e a plataforma do Dinamica EGO. Primeiramente foram elaborados os mapas de uso e cobertura da terra para os anos de 1988, 1997 e 2007. Posteriormente, o modelo do Dinamica EGO foi calibrado a partir do método de Pesos de Evidência a partir da análise e comparação dos mapas reais e simulados, e validado pelo método de decaimento exponencial a partir do índice de similaridade fuzzy. Com isso foi simulado um cenário de uso e cobertura da terra da área estudada para o ano de 2017. Os resultados mostraram, a partir dos métodos usados, por exemplo, regiões de decréscimo nas áreas de pastagem, que deram lugar à classe silvicultura até 2007, a qual tende a ultrapassar em área a classe de mata nativa no cenário de 2017. Conclui-se que o modelo Dinamica EGO pode auxiliar fortemente no monitoramento das mudanças do uso e cobertura da terra no contexto da sub-bacia. Além disso, a metodologia proposta pode ser utilizada para a construção de cenários probabilísticos e, com isso, predizer diagnósticos e estratégias no planejamento do uso da terra. AGTERBERG, F. P.; BONHAM-CARTER, G. F. Deriving weights of evidence from geo-science contour maps for the prediction of discrete events. In: INTERNATIONAL SYMPOSIUM AP-COM, 22., 1990, Berlin. Proceedings... Berlin, Tech. University Berlin, v.1, p. 381-395. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2016. ALMEIDA, C. M.; Modelagem da dinâmica espacial como uma ferramenta auxiliar ao planejamento: simulação de mudanças de uso da terra em áreas urbanas para as cidades de Bauru e Piracicaba (SP), Brasil. São José dos Campos. 2003. 351 f. Tese de Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Sensoriamento Remoto, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. 2003. Disponível em: . Acesso em: 28 jan. 2016. ALMEIDA, C. M.; GLERIANI, J. M. 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855 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados A produção do espaço urbano a partir do Programa Minha Casa Minha Vida: inserção urbana e/ou desigualdades socioespaciais em Marabá - PA Marcus Vinicius Mariano Souza; Produção do espaço urbano; desigualdades socioespaciais; inserção urbana; Marabá. O presente trabalho teve como objetivo analisar a produção do espaço urbano na cidade de Marabá (PA) a partir da lógica estatal, por meio da construção de conjuntos habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida, de forma que se procurou verificar se esta produção tem possibilitado a inserção urbana das novas áreas ou levado ao estabelecimento de desigualdades socioespaciais. Tendo como referência espacial o Residencial Vale do Tocantins e a partir da aplicação de formulários neste local concluiu-se que a produção do espaço pela lógica estatal tem ampliado as desigualdades socioespaciais, na medida em que a decisão de se estabelecer neste local não pertence à sua população e não lhes foram dadas condições mínimas para reprodução social na cidade, manifestada na ausência dos equipamentos públicos de consumo coletivo. A ausência de escolas e postos de saúde e as dificuldades de locomoção dos moradores através do transporte público coletivo configuram a dificuldade de inserção urbana a que esta população está submetida. ABRAMO, P. O mercado informal e a produção da segregação espacial na América: a cidade COM-FUSA informal. In: LEAL. S.; LACERDA, N. (org.). Novos padrões de acumulação urbana na produção do habitat: olhares cruzados Brasil-França. Recife: Ed. Universitária UFPE, 2010. p.211-240. BOTELHO, Adriano. 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856 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados Efeitos da colonização dirigida no território Maranhense: reflexões a partir do projeto de colonização do Alto Turi – PCAT (1960-1980) Jailson de Macedo Sousa; Colonização Maranhense; Reestruturação regional; Expropriação. O propósito central delineado na construção deste artigo se voltou à realização de uma interpretação dos efeitos dos projetos de colonização desenvolvidos no território maranhense, em particular, no noroeste deste estado. Trata-se de uma leitura que objetivou entender os reflexos dos projetos de colonização e suas relações com a urbanização desenvolvida no território maranhense. Cabe ressaltar que o artigo é parte integrante das ideias contidas na tese de doutorado defendida e aprovada no Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Uberlândia no ano de 2015, intitulada “Enredos da dinâmica urbano-regional Sulmaranhense: reflexões a partir da centralidade econômica de Açailândia, Balsas e Imperatriz”. A compreensão da dinâmica funcional destes núcleos urbanos, que se apresentam no cenário regional Sulmaranhense como os mais importantes desta região, exigiu de início que fizéssemos uma releitura dos projetos de colonização materializados neste espaço. Por meio deste exercício analítico foi possível compreender o caráter violento e expropriatório que caracterizou a apropriação das terras maranhense durante este período. ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. A guerra dos mapas. 2. edição. Belém: Seminário Consulta, 1995. ARCANGELI, Alberto. O mito da terra. São Luís: UFMA/PPPG/EDUFMA, 1987. ASSELIN, Victor. Grilagem: corrupção e violência em terras do Carajás. Vozes: Rio de Janeiro, 1982. ________. Grilagem: corrupção e violência em terras do Carajás. Ética Editora: Imperatriz, 2009. BECKER, Bertha K. Geopolítica da Amazônia: a nova fronteira de recursos. Jorge Zahar Editores: Rio de Janeiro, 1982. _______. Fronteira e urbanização repensadas. In: BECKER, Berta K; MIRANDA, Maria Helena; MACHADO, Lia Osório. Fronteira amazônica: questões sobre a gestão do território. Brasília: Editora da UNB; Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1990. p. 1-15. _______. Amazônia. São Paulo: Ática, 1991. Comissão Pastoral da Terra – CPT. Assassinatos no campo maranhense: crime e impunidade (1970-1984), 1986. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICAS – IBGE. Regiões Fisiográficas do Estado do Maranhão, 1970. INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA – INCRA. Cadastro de Imóveis Rurais do Maranhão, 1992. LIMA JÚNIOR, Heitor Moreira. Colonização de fronteira agrícola: um modelo de desenvolvimento rural. São Luís: PPPG/EDUFMA, 1987. MIRANDA, Mariana. O papel da colonização dirigida na expansão da fronteira na Amazônia. In: BECKER, Berta; et al. Fronteira amazônica: questões sobre a gestão do território. Brasília: Editora da UNB; Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1990. p. 47-62. SOUSA, Jailson de Macedo. A cidade na região e a região na cidade: a dinâmica econômica de Imperatriz e suas implicações na região Tocantins. 2005. 220 f. Dissertação (Mestrado em Geografia). Universidade Federal de Goiás – IESA/UFG, 2005. _______. Os efeitos de grandes projetos na pré-amazônia maranhense: uma reflexão através da colonização dirigida. In: XV ENANPUR - Encontro Nacional de Planejamento urbano regional, 2013. Recife-PE. Anais … ANPUR, 2013. CD/ROM. 287 p. _______. Enredos da dinâmica urbano-regional Sulmaranhense: reflexões a partir da centralidade econômica de Açailândia, Balsas e Imperatriz. Tese (Doutorado em Geografia), Instituto de Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, Programa de Pós-graduação em Geografia - PGEO/UFU, 2015. 558 f. il.:
857 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados Analises dos padrões e estilos de canais a partir da paisagem geomorfológica fluvial na bacia do Rio Una/PE Adriana cassiano da silva;Osvaldo Girão da Silva; Feição Fluvial; Estrutura; Instabilidade; Deposição de Sedimentos. Os estilos fluviais refletem a fisiografia estrutural da rede de drenagem controladas pelos estratos rochosos, retratando na paisagem sua dinâmica, assim como os padrões de canais, que podem ser alterados por processos geomorfológicos, climáticos e antrópicos. O quadro dos estilos fluvial fornece um modelo geomorfológico dos processos espaciais e temporais biofísicos para gestão e planejamento das bacias hidrográficas. O presente trabalho teve como objetivo analisar as influências do comportamento no canal da bacia do rio Una localizado no Nordeste do Estado de Pernambuco, a partir da investigação das feições da drenagem como reflexo da transferência de matéria e energia entre distintos compartimentos e setores do ambiente fluvial. A metodologia proporcionou uma visão geral de toda área analisada, a partir da avaliação do índice de sinuosidade, mapeamento dos estilos e das feições fluviais, perfis longitudinais e trabalhos de observação em campo. Assim, constatou-se que a influência estrutural na rede de drenagem da referida bacia comandou a retilineidade do canal Una, com quebra no gradiente topográfico, inflexão do canal e vales encaixados. Nesse ambiente, verificou-se que a produção e deposição dos sedimentos estão vinculados as influências do clima tropical. ALMEIDA, F. F. M.; HASUI, Y.; BRITO NEVES, B. B.; FUCK, R. A. Províncias Estruturais Brasileiras. 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858 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados Da revolução verde ao discurso do PRONAF: a representação do desenvolvimento nas políticas públicas de desenvolvimento rural no Brasil Michell Leonard Duarte de Lima Tolentino; Desenvolvimento; Políticas públicas; PRONAF; Revolução Verde. Este trabalho procura refletir acerca das várias representações de desenvolvimento que embasam algumas das políticas públicas de desenvolvimento rural no Brasil, partindo das representações de desenvolvimento subjacentes à Revolução Verde e focando, posteriormente, no discurso do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). O trabalho se embasa em uma ampla pesquisa bibliográfica e documental. De início abordamos o discurso do desenvolvimento de forma crítica, para logo depois atentarmos para a maneira como este coloca o espaço rural. Para tanto utilizamos autores como Esteva (2000), Escobar (2000), Santos (1979) e Montenegro Gómez (2006). Posteriormente analisamos a Revolução Verde “brasileira” compreendendo o fordismo enquanto seu principal modelo de desenvolvimento. Em seguida, partimos para uma reflexão mais profunda sobre o PRONAF. O PRONAF assume fundamental importância nesse trabalho, pois o entendemos enquanto uma política de extrema relevância para se ler esse momento de inflexão das políticas públicas para o campo, de mudança nas representações sobre o espaço rural e o desenvolvimento rural brasileiro. Ao nos determos no PRONAF, discutimos a mudança de um modelo de desenvolvimento fordista para um modelo de desenvolvimento flexível. ABRAMOVAY, R. Paradigmas do Capitalismo Agrário em Questão. 2. ed. São Paulo-Campinas: Hucitec/Edunicamp, 1992. ________________. Funções e medidas da ruralidade no desenvolvimento contemporâneo. Rio de Janeiro: IPEA, 2000. (Texto para Discussão, nº 702). ALBANO, G. P. Globalização da agricultura e concentração fundiária no município de Ipanguaçu – RN. 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859 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados Abordagem do lugar no livro didático de Geografia do 6º ano do Ensino Fundamental Hugo de Carvalho Sobrinho;Cristina Maria Costa Leite; Geografia Escolar; Livro didático; Lugar Ensino-Aprendizagem. O livro didático (LD) é o recurso pedagógico mais utilizado pelos professores e alunos no processo de ensino-aprendizagem, a despeito de não ser o único. A partir dessa consideração, o presente artigo tem como objetivo analisar a utilização do lugar em um livro didático do 6º ano, utilizado na cidade de Formosa - Goiás. Para isso, a metodologia utilizada contou com pesquisa bibliográfica, para destacar a importância da Geografia Escolar e o lugar, seguido de trabalho de campo na escola pesquisada. Por último, análise do livro didático. Os resultados obtidos atestaram que, a utilização do livro nas aulas de Geografia, apesar de possuir elementos favoráveis à condução da aprendizagem de forma mais atraente, problematizadora e instigadora, confere uma perspectiva superficial à abordagem do lugar. Esse resultado contraria o disposto nas orientações referentes à Geografia Escolar, bem como nos documentos oficiais, que apontam a valorização do lugar nas relações de ensino-aprendizagem, por ser uma via de potencialização e valorização do mundo vivido do aluno, mediadores da construção do conhecimento geográfico. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Geografia (terceiro e Quarto Ciclo do Ensino Fundamental): Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 2001, 156 p. BOGDAN, R. C.; BIKLEN, S. K. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 2006. CALLAI, H. C. Estudar o lugar para compreender o mundo. In: CASTROGIOVANNI, A. C. (Org.). Ensino de geografia: práticas e textualizações no cotidiano. Porto Alegre: Mediação, 2012. ____________. O ensino de Geografia: recortes espaciais para análise. In: CASTRIGIOVANNI, A. C. et al. Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. Porto Alegre: Ed. da Universidade, p. 56-60, 1999. ____________. A Geografia escolar - e os conteúdos da Geografia. Anekumene, v. 1, n. 1, p. 128–139, 2011. CASTELLAR, S. M. V. Educação: Formação e didática. In: MORAIS, E. M. B.; MORAES, L. B. Formação de professores: conteúdos e metodologias no ensino de Geografia. Goiânia: Nepeg, 2010. CARVALHO SOBRINHO, H. A categoria lugar no livro didático de Geografia: abordagens e contribuições no processo de ensino/aprendizagem. 2014. 144 p. Monografia (Graduação em Geografia) – Câmpus Formosa, Universidade Estadual de Goiás, Formosa, GO, 2014. CAVALCANTI, L. S. A Geografia e a realidade escolar contemporânea: Avanços, caminhos, alternativas. In: Anais do I Seminário Nacional: Currículo em movimento - Perspectivas Atuais, Belo Horizonte, novembro de 2010. _____________. A geografia escolar e a cidade: Ensaios de Geografia para a vida urbana cotidiana. Campinas, SP: Papirus, 2012. _____________.Geografia, escola e construção de conhecimento: Geografia e a construção de conceitos no ensino. Campinas, SP: Papirus, 1998. LAJOLO, M. Livro didático: um (quase) manual de usuário. Em Aberto, Brasília, ano 16, n.69, jan./mar. 1996, p. 3-9. PONTUSCHKA, N. N.; PAGANELLI, T. I.; CACETE. N. H. Para ensinar e aprender Geografia. 3. ed. São Paulo: Editora Cortez, 2009, 383 p. SOUZA. F. E. As geografias das escolas no campo do município de Goiás: instrumento na valorização do território do camponês? São Paulo: UNESP, 2012. Tese (Doutorado) Programa de Pós - Graduação em Geografia, Universidade Estadual Paulista, São Paulo, 2012. TONINI, Ivaine Maria. O ensino de Geografia e suas composições curriculares: Livro Didático: textualidades em rede? Porto AlegAAQV1467re: Ufrgs, 2011. VEDOVATE, F. C. Projeto Araribá: Geografia. Orgs. Editora Moderna. 3. Ed.: São Paulo-SP, 6º Ano. 2012.
860 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados A “formação das almas” sertanejas: quando o povo percebe a república e o poder em uma região do interior das Minas Alysson Luiz Freitas de Jesus; sociedade; poder; norte de Minas; ação política. O presente artigo tem como objetivo avaliar o contexto de início da República na região norte-mineira, especialmente a partir da ação política popular nesse contexto. A ideia é apresentar uma sociedade mais dinâmica, com maior capacidade de organização política, que procurou resolver as suas demandas por meio de instrumentos variados da ação política. A partir do estudo de documentos da Administração Pública da cidade, bem como jornais impressos, como o Correio do Norte, buscamos acesso ao cotidiano das relações na região, demonstrando como as ações coletivas se configuraram como elemento conformador da identidade política norte-mineira. Fontes APMC – Administração Pública de Montes Claros JCN – Jornal Correio do Norte REFERÊNCIAS ALMEIDA, Alessandro de. Um voto pelo amor de Deus: Religiosidade cristã e política – Montes Claros – 2000 a 2004. Montes Claros: Unimontes, 2008. BRITO, Gy Reis Gomes de. Montes Claros: da construção ao progresso – 1917-1926. Montes Claros: Unimontes, 2006. CARDOSO, Edi de Freitas. Experiência e poder na urbe em expansão: “cultura política popular” em Montes Claros/MG entre 1930 e 1964. Dissertação de Mestrado em História, Belo Horizonte, UFMG, 2008. JESUS, Alysson Luiz Freitas de. Cotidiano e poder nas relações sociais escravistas e pós-escravidão: o sertão das Minas entre 1850 e 1915. Tese de Doutorado, USP, São Paulo, 2011. JESUS, Alysson Luiz Freitas de. No sertão das Minas: escravidão, violência e liberdade – 1830-1888. São Paulo: Annablume, 2007. PAULA, Hermes de. Montes Claros: sua história, sua gente e seus costumes. Montes Claros, s. ed., 1979. PEREIRA, Laurindo Mékie. A cidade do favor: Montes Claros em meados do século XX. Montes Claros: Unimontes, 2002.
861 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados As políticas públicas e seus reflexos no modo de vida ribeirinho na comunidade Menino Deus em Portel (PA) Edinael Pinheiro Da Silva;Geovani Goncalves Farias;Odair José Aragão Alves; Políticas Públicas; Modo de Vida Ribeirinho; Comunidade. Este trabalho tem como objetivo identificar e analisar de que maneira as políticas públicas permeiam o cotidiano dos ribeirinhos da Comunidade Menino Deus, bem como, indicar a relação existente entre ela e o modo de vida desses sujeitos. Desse modo, verificamos que as políticas públicas aplicadas nessa Comunidade são desarticuladas uma das outras, onde os órgãos responsáveis, não planejam e nem formulam suas ações de forma conjunta, muito menos garantem a participação desses sujeitos nos processos de elaboração e decisões das políticas públicas. Portanto, a análise desse processo deu-se por meio de observações realizadas na referida Comunidade, onde foi possível apreender os reflexos de tais políticas no modo de vida. Utilizou-se de aplicação de questionários e entrevistas com os moradores de Menino Deus, bem como, alguns instrumentos de pesquisa como fotos do espaço estudado e, posteriormente, a análise dos dados que são apresentados no corpo deste trabalho, facilitando o entendimento e a interpretação dos resultados. AMARAL, W. A. N. do et al. Políticas públicas em biodiversidade: conservação e uso sustentado no país da Megadiversidade. Disponível em: acesso em: 04/10/2016. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1988. 292 p. CABRAL, J. F. B. Olhares Sobre a Realidade do Ribeirinho: Uma Contribuição ao Tema. Revista de Educação, Cultura e Meio Ambiente (ISSN: 1413-6902 - online). Porto Velho, vol. VI, n. 24, p. 49-53. Mai. 2002. Disponível em: Acesso: 11/07/2014. NETTO, J. P.; CARVALHO, M. C. B. de. Cotidiano: Conhecimento e crítica. 3. ed. São Paulo, Cortez, 1994. 93 p. COELHO, M. C. N. Políticas Públicas e Desenvolvimento Local na Amazônia: Uma agenda de debates. Belém: UFPA/NAEA, 2005. ELLIS, F. Rural livelihoods and diversity in developing countries. XIV ed. Oxford, New York: Oxford University Press, 2000. 273 p. FARIAS, G. G.; SILVA, E. P. da.; CORREIA, G. B. Usos do território e modo de vida ribeirinho na Amazônia Paraense: o caso da comunidade Menino Deus em Portel - PA. Boletim Amazônico de Geografia (ISSN: 2358-7040 - online), Belém, v. 02, n. 03, p. 138-152. Jan./Jun. 2015. Disponível em: Acesso em: 25/01/2016. HURTIENNI, T. Políticas Públicas, Agricultura Familiar e Desenvolvimento Sustentável. In. COELHO. M.C.N; MATHIS, A (orgs.). Políticas Públicas e Desenvolvimento Local na Amazônia: Uma agenda de debates. Belém: UFPA/NAEA, 2005. p. 91-96. IBAM. Caderno de estudo: capacidades municipais para a gestão ambiental. Rio de Janeiro: IBAM, 2015. 39 p. ICMBIO. Plano de Manejo da Floresta Nacional de Caxiuanã. Vol. I – Diagnóstico. Brasília, DF, Dez. 2012. Disponível em: Acesso em: 15/06/2015. LA BLACHE, P. V. Princípios de geografia humana. (Tradução Fernando Martins). 2. ed. Cosmos. 1954. LOUREIRO, J. J. P. Cultura amazônica: uma poética do imaginário. Belém: Cejup, 1995. MORAES, A. C. R. Meio ambiente e ciências humanas. São Paulo: Hucitec. 1994. MARQUES, M. I. M. O modo de vida camponês sertanejo e sua territorialidade no tempo das grandes fazendas e nos dias de hoje em ribeira – PB. 1994. 153 f. Dissertação (mestrado em geografia), Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de São Paulo, 1994. NASCIMENTO SILVA. M. G. O Espaço Ribeirinho. São Paulo: Terceira Margem. 2000. NEVES, D. P. Os ribeirinhos – agricultores de várzea: formas de enquadramento institucional. In. Novos cadernos NAEA. ISSN 1516-6481. v. 12, n. 1, p. 67-92, jun. 2009. Disponível em: . Acesso em 04/10/2016. QUIROGA, A. M. Caridade, filantropia e justiça e os modelos de ação. Revista Praia Vermelha/PPGESS/UFRJ, Rio de Janeiro, nº 5, segundo semestre, p. 40-59. SORRE, M. Geografia. (Tradução Januário F. Megale, Maria Cecília França e Moacyr Marques). São Paulo: Ática, 1984. SOUZA, C. Políticas Públicas: Questões temáticas e de pesquisa. In: Cadernos CRH, Salvador, n. 39, jul./dez. 2003. SUZUKI, J. C. De povoamento a cidade: A transição do rural ao urbano em Rondonópolis. 1996. 214 f. Dissertação (mestrado em Geografia) faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de São Paulo, 1996. VIEIRA, P. F. Gestão patrimonial de recursos naturais: construindo o ecodesenvovimento em regiões litorâneas. In: CAVALCANTI, C. Desenvolvimento e Natureza. São Paulo: Cortez, 1995. p. 293-322.
862 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados A cana-de-açúcar no município de Capinópolis (MG) e o (re)ordenamento socioterritorial Luiz Carlos Santos da Silva;Estevane de Paula Pontes Mendes; Capinópolis (MG); Agroindústria canavieira; Migração. Crise. O presente artigo é parte dos resultados da dissertação de mestrado e tem como objetivo compreender as transformações socioespaciais no município de Capinópolis (MG) decorrentes da territorialização da agroindústria canavieira Vale do Paranaíba. Assim, buscamos entender os efeitos sociais na vida dos trabalhadores que migraram da região Nordeste do país ao município de Capinópolis (MG) para a atividade do corte de cana. A metodologia constitui-se pela revisão teórica dos autores que discutem a temática da cana-de-açúcar e a migração, bem como pela pesquisa documental, por meio de sites do IBGE, da SIAMIG e da Prefeitura de Capinópolis (MG), e pela pesquisa de campo, que nos deu a dimensão do problema aqui levantado. Em seguida, foram feitas as tabulações dos dados da pesquisa, os quais foram transformados em gráficos e fotos. Percebemos que dezenas de trabalhadores perderam seus empregos e foram obrigados a desempenhar outras atividades para poderem sobreviver. ALVES, G. A. P.; ANTUNES, R. As mutações no mundo do trabalho na era da mundialização do capital. Educação e Sociedade, Campinas, v. 25, n. 87, p. 335-351, 2004. CARVALHO, H. M. Impactos econômicos, sociais e ambientais devido à expansão da oferta do etanol no Brasil.2007. Disponível em:. Acesso em: 29 jun. 2013. CASTRO, J. Geografia da fome. O dilema brasileiro: pão ou aço. Rio de Janeiro: Edições Antares, 1984. 348 p. CONCEIÇÃO, A. L. ESTADO, CAPITAL E A FARSA DA EXPANSÃO DO AGRONEGÓCIO. Meridiano - Revista de Geografía, v. 01, p. 81-104, 2013. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Produção Agrícola Municipal: 1990-2001. Disponível em: . Acesso em: 22 abr. de 2015. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Produção Agrícola Municipal: 2001-2013. Disponível em: . Acesso em: 22 abr. 2015. MENDONÇA, M. L.; PITTA T. F.; XAVIER, V. C. A agroindústria canavieira e a crise econômica mundial.São Paulo: Outras Expressões, 2012. v. 1. OLIVEIRA, A. M. S. Reordenamento territorial e produtivo do agronegócio canavieiro no Brasil e os desdobramentos para o trabalho. 2009. 586 f. Tese (Doutorado em Geografia) FCT – UNESP, 2009, Presidente Prudente, 2009. THOMAZ JR, A. Por trás dos canaviais os nós da cana: a relação capital-trabalho e o movimento sindical. São Paulo: Annablume/FAPESP, 2002. 388 p. ______. Por uma geografia do trabalho. Pegada (UNESP. Impresso), Presidente Prudente, v. esp., n. especial, p. 4-26, 2002. ______. Gestão e ordenamento territorial da relação capital-trabalho na agroindústria canavieira Brasil. Revista Pegada Eletrônica (Online), v. 11, p. 3-33, 2010. ______. Movimento sindical e práxis política na agroindústria sucro-alcooleira. ScriptaNova (Barcelona), Barcelona, v. 5, n.5, p. 1-10, 1997. ______. Os desafios para o movimento sindical no cenário de (re)definições do capital e reformas jurídico-institucionais causas das mudanças climáticas na terra. Ciência Geográfica, v. 3, n.7, p. 10-14, 1997.
863 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados Um olhar sobre a estrutura fundiária na atualidade: a concentração fundiária em Sergipe Iris Karine dos Santos Silva;Juliane São Pedro Alves;Regivânia de Andrade Sá; Estrutura fundiária; Questão Agrária; Concentração fundiária; Sergipe. O presente trabalho teve como objetivo analisar a concentração de terras no estado de Sergipe no período de 2002 à 2012. A pesquisa baseou-se no método Materialista Histórico Dialético, tendo em vista sua potencial contribuição para desvelar a realidade dos fenômenos em estudo. Procedeu-se com a abordagem quali-quantitativa dos dados, compreendendo sua complementariedade. Ademais se constituiu em um estudo exploratório, que tem como intuito o desenvolvimento e a modificação de conceitos e ideias, a fim de suscitar elementos para trabalhos posteriores. Enquanto procedimentos de pesquisa recorreu-se, por um lado, a revisão bibliográfica da literatura encontrada, e por outro lado a pesquisa documental em sites institucionais que lidam com informações do universo agrário. Para tal teceu comparações com o panorama fundiário apresentado no Nordeste e no Brasil, ressaltando as particularidades da formação sócio-histórica que incidem decisivamente na configuração da questão agrária do país. De um modo geral, os resultados revelam que a concentração fundiária ainda é um elemento forte no Brasil, no Nordeste e em Sergipe. Embora no caso desse estado em específico, tem-se a particularidade da região do Alto Sertão, que através da luta dos movimentos sociais organizados conseguiu alterar esse quadro. ANDRADE, M. C. A terra e o homem do Nordeste: Contribuição ao estudo da questão agrária no Nordeste. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2005. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 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864 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados Mobilidade urbana, acessibilidade e segurança no trânsito para população idosa em Montes Claros – MG Jorge Barbosa Barreto;César Henrique de Queiroz Porto; Mobilidade urbana; acessibilidade; população idosa; Montes Claros. A mobilidade, a acessibilidade e a segurança no trânsito são elementos necessários para a circulação de pessoas, principalmente da população idosa, no espaço urbano. O objetivo deste artigo é discutir as políticas públicas de mobilidade, de acessibilidade e de segurança no trânsito para circulação da população idosa no município de Montes claros. O trabalho foi elaborado com base em pesquisa bibliográfica, na coleta e na análise de dados secundários. Foi realizado também um trabalho de campo em Montes Claros. Ao longo do texto, discutiu-se as políticas públicas de mobilidade e de acessibilidade urbana, focando na segurança do trânsito para os deslocamentos de idosos na cidade de Montes Claros. Conclui-se que no espaço urbano, da cidade em estudo, existem as deficiências na mobilidade e na acessibilidade, comprometendo a segurança dos idosos. A superação desses obstáculos depende da adoção de medidas concretas, elaboradas pelo poder público e pela sociedade, para garantir a segurança e a sustentabilidade na mobilidade e na acessibilidade urbana. BLANCO, Priscilla Hellen Martinez et al. Mobilidade urbana no contexto do idoso. Revista Cesumar – Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Maringá, v.19, n.1, p. 143-155, 2014. BRASIL. Lei n. 12.587, de 03 de janeiro de 2012. CORRÊA, Roberto Lobato. O espaço urbano. São Paulo: Ática, 1989. DIAS, Diego; SOUZA, Raquel; COUTO, Tania, 2010. Artigo: “Perfil Demográfico da População Idosa de Montes Claros, Minas Gerais e Brasil”. Revista de Enfermagem do Centro Norte Mineiro - v.1, n.1, jul./dez. 1997. Belo Horizonte: Coopmed, 1997. DRUCIAK , Vinícius Polzin.Transporte público metropolitano nas regiões metropolitanas de Londrina e Maringá sob a ótica da mobilidade espacial. 2014. 205 f. Tese (Doutorado em Geografia), Universidade Estadual Paulista – UNESP, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Rio Claro, 2014. FONSECA, Luciana Silva.Planejamento urbano: análise da configuração do espaço da cidade de Montes Claros – MG. 2010. 148 f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Social), Universidade Estadual de Montes Claros, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social, Montes Claros, 2008. LEITE, Marcos Esdras; PEREIRA, Anete Marília. Metamorfose do espaço intra-urbano de Montes Claros-MG. Montes Claros: Unimontes, 2008. MENDES, Márcia R.S.S. Barbosa et al. A situação social do idoso no Brasil: uma breve consideração. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 18, n. 4, p. 422-426, 2005. OLIVEIRA, Flávio Mário Alves.O sistema de transporte urbano e os reflexos sobre a (in) segurança no trânsito. 2013. 190 f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Social), Universidade Estadual de Montes Claros, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social, Montes Claros, 2013. PEREIRA, Luiz Andrei G.; MORAIS, Sandra Dalvi Q.; FERREIRA, William Rodrigues. A Geografia dos Transportes na organização do espaço urbano: mobilidade e acidentes de trânsito. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 13, n. 42, 2012. RESENDE, Luiza de; FERREIRA, William Rodrigues. Mobilidade Urbana: diferentes visões de apropriação do espaço. In: RAMIRES, Júlio César de Lima; PESSÔA, Vera Lúcia Salazar (Org.). Geografia e Pesquisa Qualitativa: Na trilhas da investigação. Uberlândia: Assis Editora, 2009. RODRIGUES, Arlete Moysés. Direito à cidade e Estatuto da Cidade. Cidades, Presidente Prudente, v. 2, n. 3, p. 89-110, 2005. SILVA, LindonJonhson Dias. A modernidade no sertão: a experiência do I Plano Diretor de Montes Claros na década de 1970. 2008. 99 f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Social), Universidade Estadual de Montes Claros, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social, Montes Claros, 2008. SIMMEL, Georg. Fidelidade e gratidão e outros textos.Lisboa: Relógio D’Água, 2004. VASCONCELLOS, Eduardo. Alcântara. O que é trânsito. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1992. ______.Transporte urbano nos países em desenvolvimento: reflexões e propostas. 3. ed. São Paulo: Annablume, 2000.
865 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados Os Xakriabá no rio São Francisco-São João das Missões/MG, Brasil - o olhar sobre o relatório circunstanciado de identificaçao e delimitação: território conquistado Cássio Alexandre da Silva;Anete Marília Pereira;Fabiana Santos Salis;Rosselvelt José Santos; Território; Conquista; Xakriabá; Indígena. O povo Xakriabá sofreu, nos últimos 150 anos, inúmeras ameaças que culminou na perda de território. Após várias ações de luta e resistência foi homologada, na década de 1980, a Terra Indígena Xacriabá-T.I.X e, posteriormente, a Terra Indígena Xakriabá Rancharia-T.I.X.R. Porém, a demarcação dessas terras ainda não resultam na conquista do território de ocupação tradicional que chegava até ao rio São Francisco. O objetivo é identificar no Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação, documento publicado no Diário Oficial em 06 de outubro de 2014, as áreas com observância sobre o território conquistado de ocupação tradicional. Para tanto, foi realizada a análise do relatório tendo como ponto fundamental de partida a identificação de áreas de retomada, os argumentos apresentados sobre a identificação e delimitação e a verificação se a área atual é considerada como um território conquistado. Em estudo prévio sobre o reconhecimento do relatório, constata-se que existem áreas que são de ocupação tradicional dos Xakriabá, no município de São João das Missões. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1998. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm - Acesso em: dez.2012 BRASILEIRO, Sheila; SAMPAIO, José augusto Laranjeiras. Estratégias de negociação e recomposição territorial Kiriri. In: CARVALHO, Maria Rosário de; CARVALHO, Ana Magda (Org.) Índios e Caboclos: a história recontada. Salvador: EDUFB, 2012. p.147-166. HAESBAERT, Rogério. Território e Multiterritorialidade: um debate. GEOgraphia, ano IX, n°.17, p. 19-46, 2007. Disponível em: Acessado em:dez. 2013. 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866 cerrados v. 14 n. 02 (2016): Revista Cerrados Resenha - SAQUET, Marcos Aurélio. Por uma geografia das territorialidades e das temporalidades: uma concepção multidimensional voltada para a cooperação e para o desenvolvimento territorial. 2. ed. Rio de Janeiro: Consequência, 2015 [2011]. Aline dos Santos Lima; Resenha - SAQUET, Marcos Aurélio. Por uma geografia das territorialidades e das temporalidades: uma concepção multidimensional voltada para a cooperação e para o desenvolvimento territorial. 2. ed. Rio de Janeiro: Consequência, 2015 [2011].
867 cerrados v. 14 n. 01 (2016): Revista Cerrados Nota Editorial/ Edição 2016, v. 14, n. 1 (jan./jun.) Marcos Esdras Leite;Luiz Andrei Gonçalves Pereira; Nota Editorial/ Edição 2016, v. 14, n. 1 (jan./jun.)
868 cerrados v. 14 n. 01 (2016): Revista Cerrados Mobilidade e transporte público na Região Metropolitana de Londrina-PR: entre a institucionalidade e a espacialidade Vinícius Polzin Druciaki; Transporte público; Mobilidade; Londrina; Região Metropolitana. A mobilidade urbano-regional tem merecido destaque nos espaços em processo de metropolização (DRUCIAKI, 2014, 2015). Na Região Metropolitana de Londrina-RML, o único modo vigente de transporte público que atende a essa mobilidade é o Transporte Rodoviário Metropolitano do Interior-TRM. Fatores como a falta de efetivação da região metropolitana, e a ausência de planejamento nessa escala, comprometem a mobilidade pelo transporte público, destoando daquilo que foi preconizado na criação do recorte espacial institucional. Diante disso, problemas pontuais vivenciados pelos usuários do sistema são reflexos de questões estruturais de ordem política, técnica e econômica. ASCHER, F. Métapolis ou l’avenir dês Villes. Paris: Odile Jacob, 1995. 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869 cerrados v. 14 n. 01 (2016): Revista Cerrados O IHGB e a noção tropical do Brasil: a busca pelos “Alegres Trópicos” Luis Fernando Tosta Barbato; Clima Tropical; IHGB; Historiografia. O que pretendemos neste artigo é mostrar como os trópicos foram tratados pelos membros do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de maneira a configurarem como elemento positivo, e assim, integrar-se como uma das bases da construção da identidade nacional brasileira. A partir da análise dos artigos publicados nas revistas do IHGB do século XIX, poderemos observar como o clima tropical, mesmo sendo objeto de detração na Europa, foi ressaltado como elemento capaz de despertar o orgulho nacional brasileiro. ABRANTES, Visconde de. “Programma: Qual a origem da cultura e commercio do anil entre nós e quaes as causas do seu progresso e da sua decadência”. Revista do Instituto Historico e Geographico do Brazil. Tomo XV. Rio de Janeiro: Typographia Universal de H.Laemmert & C., 1888 (1852). 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Qual a parte da mesma provincia que já a esse tempo era desprovida de matas; quaes são os campos nativos, e qual o terreno coberto de florestas virgens; onde estas tem sido destruidas, e onde se conservam; quaes as madeiras preciosas de que abundavam, e que qualidades de animaes as povoaram?”. Revista Trimensal de Historia e Geographia ou Jornal do Instituto Historico e Geographico Brasileiro. Tomo XII. Rio de Janeiro: Typographia de João Ignacio da Silva, 1849. CHACHAM, Vera. “Passado e natureza nas narrativas de viagem ao Brasil e ao Oriente (século XIX)”. In. Em Tese. V. 7, Belo Horizonte, 2003. COELHO, Filippe José Nogueira. “Memórias Chronologicas da capitania de Mato-Grosso: principalmente da provedoria da Fazenda Real e Intendencia do Ouro”. Revista Trimensal de Historia e Geographia ou Jornal do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. Tomo XIII. Rio de Janeiro, 1872 (1850). p. 253. 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870 cerrados v. 14 n. 01 (2016): Revista Cerrados O crescimento canavieiro no município de Rio Brilhante-MS e os impactos ambientais causados pela queima da palha da cana-de-açúcar (2001 a 2010) Thiago Henrique Conde Britts;Walter Guedes da Silva;Mateus Boldrine Abrita; Cana-de-açúcar; Impactos Ambientais; Queima da palha. O objetivo desse trabalho é analisar o crescimento da cana-de-açúcar no município de Rio Brilhante-MS, correlacionando esse crescimento com os impactos ambientais causados pela técnica de facilitação da colheita manual com a queima da palha da cana-de-açúcar. Para compreendermos o processo expansionista canavieiro, analisamos os incentivos do governo estadual e do governo federal, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Fundo Constitucional do Centro-Oeste e pelo Programa de Aceleração do Crescimento. Também foram analisados dados estatísticos de órgãos públicos, entidades e intuições da área. Como considerações, foi possível demonstrar que a queima da palha da cana-de-açúcar se tornou um dos fatores que, acompanhados dos aspectos sociais e ambientais, decorrentes do processo de expansão dessa monocultura no Estado, ocasionou várias formas de degradação ambiental com alto potencial de risco a fauna e flora, além de ser prejudicial ao próprio ser humano, gerando consequências como: invasão de Biomas e as Áreas de Preservação Permanente ou de Preservação Ambiental, além da contaminação dos recursos hídricos, dos solos e poluição do ar, dando indícios que os ganhos econômicos muitas vezes se sobrepõem a um ambiente saudável. BACKES, Thaine Regina. O Capital Agroindustrial Canavieiro no Mato Grosso do Sul e a Internacionalização da Produção. 2009. 204f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Faculdades de Ciências Humanas, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados. 2009. BRASIL. Casa Civil. DECRETO N° 6.514, de 22 de julho de 2008, Presidência da República. 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871 cerrados v. 14 n. 01 (2016): Revista Cerrados Qualidade ambiental da água superficial do Córrego Quatro Vinténs no município de Diamantina-MG Amanda Dias Araujo;Mariana de Oliveira Freitas;Hernando Baggio Filho; Geoquímica Ambiental; Córrego Quatro Vinténs; Serra do Espinhaço Meridional. O Córrego Quatro Vinténs faz parte da bacia hidrográfica do rio Jequitinhonha, localizado no município de Diamantina-MG. Neste trabalho avaliou-se a qualidade ambiental das águas superficiais deste córrego por meio da medição de dois parâmetros físico-químicos cor da água e turbidez. Com o recolhimento de amostras ao longo do canal do córrego foi possível relacionar os impactos aos ambientes naturais e às interferências antropogênicas, englobando as características geoambientais da área. Foram amostrados 12 pontos considerando a variação sazonal em duas campanhas de amostragem (nas estações seca e chuvosa), totalizando 24 amostras de água. As amostras foram analisadas no Laboratório de Geoquímica Ambiental – LGA/UFVJM e os resultados comparados com os valores estabelecidos pela Resolução CONAMA 357/05 e Portaria do Ministério da Saúde N° 2.914/2011. Os valores de turbidez (UNT) e cor da água (mg/L), tanto numa estação quanto noutra se apresentaram elevados, haja vista que a área está totalmente inserida em locais de uso intensivo do solo e áreas urbanas. BAGGIO, H. Contribuições naturais e antropogênicas para a concentração e distribuição de metais pesados em água superficial e sedimento de corrente na Bacia do Rio do Formoso, município de Buritizeiro, MG. 2008. 216 f. Tese (Doutorado em Geologia) - Instituto de Geociências, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2008. CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). 2005. Resolução CONAMA nº 357, 17 de março de 2005. Disponível em: http://www.mma.gov.br/conama Acesso em: 21 mar. 2013. CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). 2000. Resolução CONAMA nº274, 29 de novembro de 2000. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF. Disponível em: http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res00/res27400.html Acesso em: 21 mar. 2013. CETESB, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Guia Nacional de Coletas e Preservação de Amostras: água, sedimento, comunidades aquáticas e efluentes líquidos. Organizadores: Carlos Jesus Brandão et al. - São Paulo: CETESB: ANA, 2011. CETESB. Variáveis de qualidade das águas. Disponível em: http://www.cetesb.sp.gov.br/agua/%c3%81guas-superficiais/34-vari%c3%a1veis-de-qualidade-das-%c3%81guas#cor Acesso em 20 Mar. 2013. CHRISTÓFARO, A.; PEDREIRA, L. C. V. S. F.; ABREU, P. A. A. Serra do Espinhaço Meridional: Paisagens e Ambientes. Belo Horizonte: O Lutdor, 2005. GARRAFFONI, A., R., S. PEREIRA, E., S. A visão do poder público com relação aos problemas ambientais e recursos hídricos em Diamantina/MG. Revista Vozes dos Vales da UFVJM: Publicações Acadêmicas. Nº 01. Ano I - 05/2012. Diamantina, MG, Brasil. GONÇALVES, R.N. Diagnóstico ambiental da bacia do rio Jequitinhonha – diretrizes gerais para a ordenação territorial. Salvador, IBGE, DIGEO 1/ NE. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/recursosnaturais/diagnosticos_levantamentos/jequitinhonha/jeq.pdf Acesso em: 17 ago. 2013. LUIZ, A.M.E. PINTO, M.L.C.; SCHEFFER, E.W.O. Parâmetros de cor e turbidez relacionados aos usos do solo e à morfometria da bacia hidrográfica do rio Taquaral, São Mateus do Sul-PR. Caminhos de Geografia, Uberlândia v. 13, n. 41 mar/2012 p. 52 – 67. MS. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.914, de 12 de dezembro de 2011. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2914_12_12_2011.html Acesso em: 21 jan. 2015. RIBEIRO, Elizêne Veloso. Avaliação da qualidade da água do rio São Francisco no segmento entre Três Marias e Pirapora – MG: metais pesados e atividades antropogênicas. Tese (Mestrado em Geografia) - Departamento de Geografia da UFMG, Belo Horizonte, 2010. RIBEIRO, E. V. Níveis de contaminação por metais pesados em águas superficiais do Rio São Francisco em Pirapora e sua relação com as atividades industriais. 2007. 101 p. (Monografia) - Departamento de Geografia. Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. 2007. Minas Gerais. VIANA, H., S. Projeto Cadastro de Abastecimento por Águas Subterrâneas, Estados de Minas Gerais e Bahia: diagnóstico do município de Diamantina, MG. Belo Horizonte: CPRM, 2004. VON SPERLING, E. Introdução a Qualidade das Águas e ao Tratamento de Esgotos. 2. ed. Belo Horizonte: Departamento de Engenharia Sanitária: UFMG, 1996.
872 cerrados v. 14 n. 01 (2016): Revista Cerrados Panorama e consolidação do setor mineral em Goiás Hamilton Matos Cardoso Júnior;Divina Aparecida Leonel Lunas; Mineração; Goiás; (Re)surgimento; Capital Minerador. Atualmente, ano de 2014, o estado de Goiás é o terceiro maior extrator de minérios do país, possuindo sua produção ancorada nos processos produtivos industriais. Este trabalho tem como objetivo analisar a dinâmica do setor mineral em Goiás, apresentando seu desenvolvimento e consolidação sobre as bases da indústria da extração mineral. Este estudo apresenta-se no formato de uma pesquisa exploratória e quantitativa, por meio da qual apresentaremos o panorama do setor mineral em Goiás com vistas a compreender a dinâmica do setor e subsidiar com informações futuros estudos. Para a realização deste trabalho procedeu-se à pesquisa bibliográfica (técnica e teórica), por meio de consulta a estudos com referência ao assunto; tabulação e mapeamento de dados. Por meio desta pesquisa, podemos perceber a importância das ações estatais para a consolidação do setor mineral em Goiás no modo de produção capitalista em larga escala, fortalecendo a presença do capital mineral internacional e nacional no mapa da mina estadual. BARBOSA, Altair Sales. TEIXEIRA NETO, Antônio; GOMES, Horieste. Geografia: Goiás-Tocantins. 2° ed. – Goiânia: Editora da UFG, 2004. BRASIL. Decreto nº 59.873, de 26 de dezembro de 1966. Criação do novo Regimento do DNPM. Disponível em: < http://www.dnpm.gov.br/conteudo.asp?IDSecao=67&IDPagina=84&IDLegislacao=26>. Acessado em: julho de 2014 BRASIL. MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA. Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM). Anuário Mineral Brasileiro 2010. Brasília: DNPM, 2010. BRASIL. Ministério das Minas e Energia. Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM); Diretoria de Procedimentos Arrecadatórios. Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – ano de 2014. Disponível em: . 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873 cerrados v. 14 n. 01 (2016): Revista Cerrados Produção do espaço, ordenamento do território e criminalidade: o caso da cidade da Praia, Cabo-Verde Gilson Bento Correia;Carlos Tavares; Produção do Espaço; Ordenamento do Território; Criminalidade; Cidade da Praia. O artigo aborda uma discussão sobre a produção do espaço, ordenamento do território e criminalidade na cidade da Praia com base nas análises tendo como referência os conceitos do espaço e território. O trabalho tem como objetivo analisar a forma como o espaço da cidade da Praia é produzido, ordenado e como isso pode influenciar na prática dos crimes. Os resultados obtidos mostram que diferentes atores produzem ações no espaço urbano da cidade de acordo com as relações do poder, e a maioria dessas ações realizadas no espaço da cidade da Praia não estabelece uma norma no ordenamento do território, principalmente nas áreas urbanas informais/espontâneas, tornando um fator preponderante na prática de alguns crimes. GASPAR, Jorge. Conceito de Ordenamento do Território, 1995. Disponível em: http://ftp.igeo.pt/instituto/cegig/got/17_Planning/Files/indicadores/conceito_ot.pdf.7 CHAGAS, Clay. Geografia, segurança pública e a cartografia dos homicídios na Região Metropolitana de Belém. In: Boletim Amazônico de Geografia, v.1, n. 1, jan-jun/2014. CORRÊA, Roberto. Espaço Urbano, Editora Ática, São Paulo, 2005. CORREIA, Gilson; CHAGAS, Clay; SOARES, Lucélia. Desordenamento territorial e a sua relação com a criminalidade: o caso da cidade da Praia. Anais do XII Encontro Nacional da ANPEGE. Presidente Prudente, 2015. p. 326-38. CONDESSO, Fernando. Ordenamento do Território, Administração e Políticas Públicas, Direito Administrativo e Desenvolvimento Regional. Publicação ISCSP, Lisboa, 2004. HARVEY, David. Cidades Rebeldes: do direito à cidade à revolução urbana. São Paulo: Martins Fontes – selo Martins, 2014. _____________ .Lógica formal, lógica dialética,Rio de Janeiro, Civilização brasileira, 1995. NASCIMENTO, Judite Medina. O crescimento urbano e a estrutura funcional da Cidade da Praia. Dissertação (Mestrado em geografia), Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2003. RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo: Editora Ática, 2011. SANTOS, Milton. A natureza do espaço – Técnica e tempo. Razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 2006. SAQUET, M. A; SILVA, S.S. Milton Santos: Concepções de geografia, espaço e território. ISSN 1981-9021 - Geo UERJ - Ano 10, v.2, n.18, 2º semestre de 2008. p. 24-42. SILVEIRA, Enoque. Áreas Residenciais Clandestinas na Cidade da Praia: Caso Latada e Achada Eugénio Lima Trás. Dissertação (Mestrado em Gestão do Território e Urbanismo), Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, Universidade de Lisboa, 2011. TAVARES, Carlos. A política de solos na política urbana: a sua relevância na cidade da Praia-Cabo Verde. Dissertação (Mestrado em Gestão do Território), Universidade Nova de Lisboa, 2006. TEIXEIRA, Tiago; ANDRADE, Áurea. O conceito de território como categoria de análise. Anais do XVI Encontro Nacional dos Geógrafos. Porto Alegre, 2010. p. 1-8.
874 cerrados v. 14 n. 01 (2016): Revista Cerrados A questão agrária no território rural do Bolsão/MS: algumas aproximações Danilo Souza Melo;Mariele de Oliveira Silva; Questão Agrária; Complexo eucalipto-celulose; Cerrado; (Re)criação camponesa; Território Rural do Bolsão/MS. O Território Rural do Bolsão/MS, a partir do ano de 2006, presencia nova reconcentração fundiária, por meio da expansão territorial do complexo eucalipto-celulose. Circunstância que tem ocasionado visíveis transformações territoriais, especialmente nas áreas circunvizinhas às empresas localizadas próximos aos projetos de reforma agrária. Nessa perspectiva, objetivamos com esta pesquisa: abordar a territorialização do complexo eucalipto-celulose e as estratégias de (re)criação camponesa nos projetos de assentamento da Reforma Agrária, com o intuito de apreender algumas aproximações a respeito da atual questão agrária no Território. Como metodologia de análise, recorremos à: revisão bibliográfica de obras que tratam da questão agrária; como procedimento de coleta de dados: ao trabalho de campo e uso de fontes orais; e como técnica de pesquisa: pela aplicação de entrevistas aleatórias. Por meio desse trabalho percebemos que houve a valorização do preço das terras e a inserção de programas sociais realizados pelas empresas nos assentamentos a partir da expansão do complexo eucalipto-celulose, ocasionando respectivamente a paralisação e privatização da política de Reforma Agrária. Em contrapartida há nos territórios da Reforma Agrária a resistência inovada do campesinato a partir da apropriação tanto dos mercados institucionais PAA e o PNAE quanto pelo fortalecimento dos grupos informais de comércio justo. ABRAMOVAY, Ricardo. Paradigmas do capitalismo agrário em questão. São Paulo: Hucitec; Campinas: Unicamp, 1992. _______. Agricultura familiar e capitalismo no campo. In:STÉDILE, João(Coord.). 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875 cerrados v. 14 n. 01 (2016): Revista Cerrados Condomínio Residencial Farol da Ilha em São Luís (Maranhão): estudo sobre o valor de uso e troca do solo Saulo Ribeiro dos Santos;Josenilde Cidreira Vieira; Condomínio residencial; Valor de uso e troca do solo; São Luís. O crescimento urbano de São Luís a partir da década de 90 é impulsionado pela verticalização de novos condomínios que foram surgindo na cidade, principalmente na região próxima a praia. Portanto, compreender a dinâmica do valor de uso e troca do solo, mediante a valorização do m² em algumas áreas de São Luís é fundamental para identificar a geração de novos condomínios clubs como o caso do Farol da Ilha. Mediante tal aspecto, objetiva-se identificar a aplicabilidade do valor de uso e do valor de troca do solo, no condomínio Farol da Ilha, em São Luís (Maranhão, Brasil). A metodologia utilizada caracteriza-se como bibliográfica, documental e empírica. Os resultados apontam para uma supervalorização da metragem do bairro da Ponta d’Areia mediante a instalação do Farol da Ilha. Conclui-se que o mercado imboliário é ágil e contribui para a dinamização do espaço urbano em São Luís. ALMEIDA, Roberto Schmidt de. Aspectos espaciais da ação recente dos incorporadores imobiliários no município do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, ano 44, n. 2, p. 297-312, abr./ jun. 1982. ALVES, Paulo Reynaldo Maia. Valores do Recife: o valor do solo na evolução da cidade. Recife: Luci Artes Gráficas, 2009. ARAÚJO, Nelson Paes Leme Domingues de. Os condomínios residenciais horizontais e as transformações na paisagem do Morro do Imperador em Juiz de Fora/MG. Juiz de Fora, MG: Anppas, 2007. Disponível em: . Acesso em: 15 maio 2013. BURNETT, Frederico Lago. São Luís por um triz: escritos urbanos e regionais. São Luís: Ed. UEMA, 2012. CARLOS, Ana Fani Alessandri. A (re)produção do espaço urbano. São Paulo: Edusp, 2008. 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Entrevista concedida pelo diretor comercial à Josenilde Cidreira Vieira. RONIERD BARROS CONSULTORIA IMOBILIÁRIA. Encarte sobre o Farol da Ilha. 2009/2013. Disponível em: < http://www.ronierdbarros.com.br/content/>. Acesso em: 02 maio 2013. SANTOS, Milton. Espaço e método. São Paulo: Nobel, 1985. SÃO LUÍS. Prefeitura Municipal. Plano diretor de São Luís. São Luís, 2006. SILVA, Luís Edgar Ferreira da. A zona de expansão urbana na região metropolitana de São Luís-MA: dispersão urbana e condomínios fechados no período de 1990 a 2010. 2012. Monografia (Graduação em Geografia) – Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2012. SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL DO MARANHÃO. Pesquisa IVV – índices de velocidade de vendas dos imóveis em São Luís. São Luís: SINDUSCON-MA/IEL-MA, 2009. (Relatório, n. 11). SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL DO MARANHÃO. Pesquisa IVV – índices de velocidade de vendas dos imóveis em São Luís. São Luís: SINDUSCON-MA/IEL-MA, 2013. (Relatório, n. 05). SOUZA, Maria Julieta Nunes de. “Sorria você está sendo filmado”: vigilância do cotidiano nas grandes cidades. In: ENCONTRO NACIONAL EM PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL. 10., 2003, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: ANPUR, 2003. SPÓSITO, Maria Encarnação B. O chão arranha o céu: a lógica da reprodução monopolista da cidade. 1991. Tese (Doutorado em Organização do Espaço) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1991. VAZ, Lilian Fessler. Modernidade e moradia: habitação coletiva no Rio de Janeiro séculos XIX e XX. Rio de Janeiro: Ed. 7 Letras, 2002.
876 cerrados v. 14 n. 01 (2016): Revista Cerrados Indicadores georreferenciados de qualidade de vida urbana: possibilidades para o planejamento urbano Isabela Veloso Lopes Versiani; Planejamento Urbano; Indicadores; Qualidade de vida. O presente artigo tem como objetivo aprofundar o debate acerca da emergência do tema da qualidade de vida vinculado ao meio urbano e de suas possibilidades para o planejamento urbano. De caráter exploratório, através de pesquisa bibliográfica e documental, o artigo procura delimitar marcos conceituais sobre a qualidade de vida e sua relação com um novo modelo de planejamento urbano a partir do paradigma do desenvolvimento social e de diretrizes do Estatuto da Cidade (2001), além de discutir formas de operacionalização desse conceito tendo como base algumas experiências de construção de sistemas de indicadores de qualidade de vida urbana no Brasil. Como resultados, evidencia-se que a preocupação com a qualidade de vida tem sido expressão recorrente nos debates sobre o presente e futuro das cidades, ganhando espaço e legitimidade a partir de um esforço de delimitação conceitual e de instrumentos para sua mensuração, destacando a contribuição de indicadores georreferenciados para melhor compreensão de desigualdades intraurbanas em diversas áreas. Acredita-se que a incorporação dessa discussão ao planejamento urbano pode contribuir de maneira significativa para pensar e operacionalizar instrumentos que auxiliem no direcionamento de ações e efetivação de políticas públicas para melhoria das condições de vida da população. BRASIL. Congresso Nacional. Lei n. 10.257 de 10 de julho de 2001(Estatuto da Cidade). Regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em: Maio, 2008. CÂMARA, Gilberto; DAVIS, Clodoveu. Apresentação. 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877 cerrados v. 14 n. 01 (2016): Revista Cerrados A mobilidade sócioespacial via transporte rodoviário informal Maria Luiza Sapori Toledo Roquette;Antônio Dimas Cardoso; Fluxo; Mobilidade; Transporte. A promoção de encontros e a busca pela satisfação de direitos fundamentais (saúde, trabalho, educação, lazer etc.) que não podem ser supridos num mesmo local faz surgir uma necessidade de locomoção cada vez maior entre os indivíduos, realidade esta que é facilmente percebida no dia-a-dia dos espaços sociais do Norte de Minas Gerais, Brasil. Esse fluxo migratório humano, além de introduzir novos comportamentos e modos de relações sociais, modifica a maneira pela qual os deslocamentos ocorrem. Atualmente, 2016, a migração de pessoas entre as cidades na região do Norte de Minas Gerais se dá, em grande número, através do transporte informal, que atua à margem do sistema legal brasileiro. A proposta do presente artigo é fazer uma análise da mobilidade sócioespacial no Norte de Minas Gerais, através da utilização do transporte rodoviário informal, levando-se em consideração a cidade polo de Montes Claros (MG). Para a produção deste artigo, utilizou-se a revisão bibliográfica, análise de dados secundários extraídos de instituições públicas e privadas, além de reportagem em revistas, jornais e redes sociais (facebook), coleta de dados nas fontes primárias através de observação e entrevistas abertas. ACIMOC – ASSOCIAÇÃO COMERCIAL, INDUSTRIAL E DE SERVIÇOS DE MONTES CLAROS; UNIMONTES – UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS. Montes Claros potencialidades. Montes Claros, 2012. Disponível em: . Acesso em: 20/01/2016. AUGÉ, Marc. Não Lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade. Tradução Maria Lúcia Pereira, 9ª edição. Campinas, SP: Papirus, 2012. ANDRADE, Almeida Thompson; SANTOS, Angela Moulin Simões Penalva; SERRA, Rodrigo Valente. 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878 cerrados v. 13 n. 01 (2015): Revista Cerrados Nota Editorial / Edição 2015, v. 13, n. 1 (jan./dez.) Marcos Esdras Leite;Luiz Andrei Gonçalves Pereira; Nota Editorial / Edição 2015, v. 13, n. 1 (jan./dez.)
879 cerrados v. 13 n. 01 (2015): Revista Cerrados A formação da rede urbana da microrregião Ceres/ GO e o ordenamento territorial pela dinâmica sucroenergética Lara Cristine Gomes Ferreira;Fernando Luiz Araújo Sobrinho; Rede Urbana, Setor Sucroenergético, Ordenamento Territorial, Microrregião Ceres, Goiás. A formação territorial e da rede urbana da microrregião Ceres, Goiás, esteve diretamente relacionada à política das Colônias Agrícolas Nacionais, dentro da Marcha para o Oeste, na década de 1940. Nesse contexto, foram doados vários lotes com sementes e insumos, a fim de estimular a ocupação das terras do centro brasileiro. Ceres foi à primeira, de oito Colônias Agrícolas implantadas no Brasil. Com o passar dos anos, essa região, que teve sua formação territorial ligada à produção familiar, passou por alguns estímulos (políticas e programas) para a expansão da monocultura canavieira e implantação de destilarias/usinas de açúcar e álcool. Atualmente são sete usinas implantadas e em funcionamento na região. Essa realidade contribuiu para a evolução da rede urbana regional, que hoje é bastante dependente da dinâmica sucroenergética. Ressalta-se que, mesmo a microrregião Ceres sendo baseada fortemente num único segmento do agronegócio, o canavieiro, a rede urbana e regional têm necessidade de interconexão com outros centros locais e regionais para escoamento da produção, parcerias público-privadas e, sobretudo, para as atividades financeiras do setor. CORRÊA, R. L. A Rede Urbana. São Paulo: Ática, 1994. _____________.Estudos sobre a Rede Urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. ELIAS, D. Globalização e Agricultura: A Região de Ribeirão Preto-SP. São Paulo: EDUSP, 2003. EGLER, C. A. G. A Formação da Rede de Cidades na América do Sul. In: IX Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Enanpege). Anais. Goiânia, 2011. EGLER, C. A. G.; MENDES, C. C.; FURTADO, B. A.; PEREIRA, R. H. M. Bases Conceituais da Rede Urbana Brasileira: análise dos estudos de referência. In: Pereira, R. H. M.; Furtado, B. A. (Orgs). Dinâmica Urbano-Regional: rede urbana e suas interfaces. Brasília: IPEA, 2011. ESTEVAM, L. Tempo da transformação: estrutura e dinâmica econômica de Goiás. Goiânia: Ed. da UCG, 2004. FERREIRA, I. M.; MENDES, E. P. P. In: XIX Encontro Nacional de Geografia Agrária (Anais), São Paulo, 2009. FREITAS, E. P.; ROSSINI, R. E.; QUEIRÓS, M. O Poder das Empresas Transnacionais sobre o Território Brasileiro. Reflexões a Partir do Sector Sucroenergético. In: XIII Colóquio Internacional de Geocrítica: El control del espacio y los espacios de control Barcelona, 2014. FRESCA, T. M. Rede Urbana e Divisão Territorial do Trabalho. In: Revista Geografia (Londrina) v. 19 n. 2, 2010. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em www.ibge.com.br, acesso em julho de 2015. IMB. Instituto Mauro Borges / Secretaria de Estado de Gestão de Planejamento de Goiás. Perfil dos municípios goianos. Disponível em http://www.imb.go.gov.br/. Acesso em julho de 2014. MARTINS, J. S. Fronteira: A Degradação do Outro nos confins do Humano. 2. Ed. São Paulo: Contexto, 2014. MARQUES, M. I. M. O Conceito de Espaço Rural em Questão. In: Revista Terra Livre (São Paulo) Ano 18, n. 19, 2002. MATIAS, V. R.S.; CARMO, A.M.R. Dinâmica Territorial da Rede de Agências Bancárias da Região Metropolitana de Belo Horizonte. In: Revista Caminhos de Geografia (Uberlândia) v. 13, n. 42, 2012. PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano. Disponível em www.pnud.org.br/atlas. Acesso em janeiro de 2016. REGIC. Região de Influência das Cidades (1978). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 1987. ______. Região de Influência das Cidades (1993). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 2000. ______. Região de Influência das Cidades (2007). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 2008. SILVA, C. A. F. Fronteira agrícola capitalista e ordenamento territorial. In: SANTOS, Milton. et al. (Org.) Território, territórios: ensaios sobre ordenamento territorial. 3. ed. Rio de Janeiro: Lamparina. 2007. SOARES, B. R. & BESSA, K. C. F. O. As novas redes do cerrado e a realidade urbana brasileira. In: Boletim Goiano de Geografia (Goiânia), v. 19 n. 2, Ed. UFG, 1999. ÚNICA. (UNIÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE CANA-DE-AÇÚCAR). Produção e uso do etanol combustível no Brasil. São Paulo, 2007. VILLA VERDE, V. Territórios, Ruralidade e Desenvolvimento. Curitiba: IPARDES, 2004.
880 cerrados v. 13 n. 01 (2015): Revista Cerrados Mudanças do uso e ocupação da terra a partir da expansão urbana e as influências climáticas sobre a morfodinâmica no município do Recife/PE entre 1975 e 2015 Adriana Cassiano da Silva;Osvaldo Girão da Silva;Drielly Naamma Fonsêca da Silva;Antônio Carlos de Barros Corrêa; Uso e Ocupação da Terra, Variabilidade Climática, Riscos, Urbanização. O presente artigo analisou a evolução do uso e ocupação de terra no período de 1975 a 2015 no município do Recife-PE, em conjunto com a variabilidade climática, bem como a percepção dos riscos geomorfológicos a partir da produção no espaço e suas repercussões sobre a morfodinâmica. Foram utilizados procedimentos metodológicos baseados em mapas de uso e ocupação da terra, ortofotocartas e em imagens de satélite, além da análise do panorama geral do comportamento do clima. A combinação da investigação do comportamento climático com o processo de ocupação nas unidades geomorfológicas favoreceu para identificação de riscos ambientais que proporcionaram suporte científico acerca da dinâmica espacial, assim como, uma ferramenta para o planejamento e gestão ambiental e territorial. ANDREOLI, Rita Valéria, KAYANO, Mary Toshie. A importância Relativa do Atlântico Tropical Sul e Pacífico Leste na variabilidade de precipitação do Nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Meteorologia, v. 22, p. 63-74, 2007. CAVALCANTI, Iracema F. A. FERREIRA, Nelson J., DIAS, Maria Assunção., JUSTI, Maria Gertrudes A., Clima e Tempo no Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2009. CORRÊA, Antônio Carlos de Barros. Unidades geoambientais do Recife. Trabalho apresentado na disciplina Metodologias de Pesquisa em Geografia Física. Recife, Departamento de Ciências Geográficas, UFPE, 2004. 7 p. (mimeogr.). CORRÊA, Antônio Carlos de Barros., CAVALCANTI, R. C. S., AZAMBUJA, Renata Nunes. Urbanização e Dinâmica Geomorfológica no Nordeste Brasileiro: análise comparativa de dois cenários. In: I Simpósio de Geografia Física do Nordeste Universidade Regional do Cariri, Crato, CE. 2007. FERREIRA, Antônio Geraldo. MELLO, Namir Giovani da Silva. Principais Sistemas Atmosféricos Atuantes sobre a Região Nordeste do Brasil e a Influência dos Oceanos Pacífico e Atlântico no Clima da Região. Revista Brasileira de Climatologia, Vol. 1, No 1., 2005. 14p. Food and Agriculture Organization of the United Nations – FAO.Land cover classification system classification concepts and user manual software version (2).Rome, 2005. GALVÃO, Diogo Cavalcanti. Uma contribuição para o entendimento dos fatores que provocam deslizamentos nos morros do Grande Recife: O relevo, a ocupação e o clima. Revista HUM@NAE v.8 n. 2, 2014. 15p. GIRÃO, Osvaldo. CORRÊA, Antônio Carlos Barros. GUERRA, Antônio José Teixeira. Influência da climatologia rítmica sobre áreas de risco: o caso da Região Metropolitana do Recife para os anos de 2000 e 2001. In: Revista de Geografia, UFPE/DCG-NAPA: Recife, Jan/Abr v.23, nº1, 2006. _____. Manual técnico de uso da terra. 3ª ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2013. 172p. (Manuais técnico em Geociências, n. 7). MOLION, Luiz Carlos Baldicero, BERNARDO, Sergio de Oliveira. Uma revisão da dinâmica das chuvas no nordeste brasileiro. Revista Brasileira de Meteorologia, v. 2, 2002. ROSA, Roberto. Introdução ao sensoriamento remoto. Uberlândia: Ed. UFU, 2007. 248 p. SILVA, Adriana Cassiano. Reconstrução Quaternária da Dinâmica Geomorfológica a partir das Análises dos Depósitos do Baixo Curso do Rio Capibaribe. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Pernambuco: Recife, 2016. 188p. TAVARES, Renato, MENDONÇA, Francisco. Ritmo Climático e Risco Socioambiental Urbano: Chuvas e Deslizamentos de Terra em Ubatuba-SP (BR) entre 1991 E 2009. VI Seminário Latino-Americano de Geografia Física II Seminário Ibero-Americano de Geografia Física Universidade de Coimbra, Maio de 2010. 13p. VAREJÃO-SILVA, Mário Adelmo. Meteorologia e climatologia. Versão digital 2. Recife 2006.
881 cerrados v. 13 n. 01 (2015): Revista Cerrados Os agentes produtores urbanos em Londrina – PR e o espaço público do Lago Igapó: notas para uma abordagem geográfica Carlos Alexandre de Bortolo; Produção do espaço, Agentes Produtores, Lago Igapó. O trabalho apresenta algumas ideias e elementos para refletir acerca da produção do espaço da cidade. A priori trabalhamos com a reflexão sobre a natureza do espaço. As discussões aqui apresentadas relacionam com a produção dos espaços da cidade, aquela da produção e reprodução das relações sociais num determinado tempo e espaço e seus principais agentes produtores. Observando também a cidade como um produto/mercadoria para compreender como se processa as inúmeras formas de valorização do solo urbano. Como exemplo da produção do espaço urbano trazemos o Lago Igapó em Londrina-PR que se apresenta como uma área de lazer e que os espaços em seu entorno se valorizaram devido as diversas formas de produção, ocupação e apropriação do espaço do Lago Igapó. Destarte, busca refletir acerca do papel desempenhado pelo Estado, sendo um dos principais agentes produtores do espaço da cidade e fundamental para a compreensão da produção do espaço público do Lago Igapó em Londrina - PR. ABREU, M. A. A evolução urbana do Rio de Janeiro. Ed Instituto Pereira Passos, 2006. CARLOS, A.F.A. Espaço-tempo na metrópole: a fragmentação da vida cotidiana. São Paulo: Contexto, 1988, [2001]. ______. O espaço urbano: novos escritos sobre a cidade. São Paulo: Labur Edições, 2007 [2004]. p.123. ______. Da “geografia abstrata” à “geografia concreta”. In. ______ Espaço e tempo: complexidade e desafios do pensar e do fazer geografia. Ademadan. 2009. P. 73-90. CORRÊA, R. L. A rede urbana. São Paulo: Ed. Ática, 1986. ______. O espaço urbano. São Paulo: Ática, 2002. FRESCA, T. M. Mudanças recentes na expansão físico-territorial de Londrina. Geografia, Londrina, v. 10, n.1, p. 27-34, 2001-2002. HARVEY, D. A justiça social e a cidade. São Paulo: Hucitec, 1980. LEFEBVRE, H. Espaço y política: el derecho a la ciudad, II. Barcelona: Ediciones Península, 1976. p.159. ______. The production of space. Oxford: Blackwell Publishing, 1991. p.454. ______. A revolução urbana. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1999. p.178. ______. LA production de l’espace. 4.ed.Paris: Anthropos, 2000. p.487. MASSEY, D. B. Espaço, lugar e de gênero. Minneapolis:University of Minnesota Press (2004). RANGEL, I. Obras reunidas 1914-1994. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005. RAZENTE, N. A ocupação urbana de Londrina. (Mestrado) Desenvolvimento urbano, UFPE, 1984. _______. O lago e suas áreas de lazer. Folha de Londrina, 16 dez. 1984. p. 7. RIBEIRO, L.C.Q.; CARDOSO, A.L. Plano diretor de gestão democrática da cidade. In: RIBEIRO, L.C.Q.; CARDOSO, A.L. (Org.). Reforma urbana e gestão democrática: promessas de desafios do estatuto da cidade. Rio de Janeiro: Revan, 2003. SERPA, A. O espaço público na cidade contemporânea. São Paulo: Contexto, 2007. SPOSITO, E.S. A vida nas cidades. São Paulo: Contexto, 1990. SANTOS, M. A natureza do espaço. Técnica e tempo. Razão e emoção. São Paulo: Huci¬tec, 1996, [2002].
882 cerrados v. 13 n. 01 (2015): Revista Cerrados O PIBID de Geografia contribuindo com o estágio supervisionado Raissa Oliveira Nunes;Roberto Greco; Formação, Geografia, Estágio Supervisionado, PIBID. A Geografia sofre transformações inúmeras e constantes em tempos recentes, está presente nas diversas atividades cotidianas, perpassa por ambientes de ensino formais e informais. Influencia na política, nos momentos históricos, no contexto cultural de cada nação, nas estratégias econômicas e em decisões que envolvem o meio ambiente. Portanto o profissional educador tem de levar em consideração todos estes aspectos, pois, enquanto disciplina escolar tenta explicar a trama global de relações. Neste sentido, o objetivo deste estudo é entender a relevância do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID e sua contribuição na formação inicial de professores de Geografia. A metodologia desenvolvida se deu a partir de levantamento bibliográfico com autores que discorrem sobre a temática Arroyo (2000), Callai (2010), Castanho (2004), Fonseca (2011); observação das intervenções no projeto PIBID e aplicação de questionário a 25 estudantes que participaram do projeto PIBID (primeiro semestre) de 2014 e que estavam cursando a disciplina estágio supervisionado em períodos de regência. Assim, cada dia é mais urgente educadores com o perfil inovador, que pontuam seu trabalho no domínio de conteúdo, ética e criatividade. Neste sentido, o professor precisa investigar seu trabalho, sua formação e função social tendo em vista sua prática, pois, quando conteúdos complexos são desenvolvidos paralelos a inventividade, podem depor aulas mnemônicas ou/e decorativas. ARROYO, Miguel G. Oficio de Mestre: imagens e auto - imagens. Petrópolis (RJ): Vozes, 2000. p. 251. BRASIL. Decreto Lei Nº. 87.497, de 18 de agosto de 1982. Brasília/DF/BR. 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883 cerrados v. 13 n. 01 (2015): Revista Cerrados A bacia hidrográfica como unidade fundamental de análise da paisagem: a bacia do Pacuí e a sua relação com a bacia do São Francisco Maria Ivete Soares de Almeida; Bacia Hidrográfica, Paisagem, Ambiente. Este artigo procura entender a bacia hidrográfica como unidade espacial e básica na análise do ambiente, ficando implícita a adoção da visão integrada da paisagem e do meio ambiente. Neste sentido, apresenta uma breve revisão teórica sobre a evolução dos estudos sobre as bacias hidrográficas. Esta discussão se faz necessária para o entendimento de como o conceito bacia hidrográfica tem sido trabalhado na geografia. A seguir é feita uma contextualização da paisagem da Bacia do Pacuí e a sua relação com a Bacia do São Francisco. Ao mesmo tempo contempla breves reflexões acerca do uso e ocupação dos solos urbanos e rurais, e sobre as grandes diferenças socioeconômicas e ambientais dos municípios que fazem parte da Bacia do Pacuí. Ao finalizar este artigo percebe-se que a paisagem do Pacuí necessita de um planejamento que contemple medidas concretas de manejo e conservação dos recursos naturais existentes na Bacia do Pacuí. ALMEIDA, M. I. S., PEREIRA, A. M. Necessidade de Planejamento na Região da Serra Velha. XIII SBGFA – Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada. Anais... Universidade Federal de Viçosa, 2009, 13 p. ALMEIDA, F. F. M. O Cráton do São Francisco. Revista Brasileira de Geociências, 7(4): 349-364, 1977. ALMEIDA, M. I. S. DE. Unidades de Paisagem na Bacia Hidrográfica do Rio Pacuí/Norte de Minas Gerais. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Geografia – Tratamento da Informação Espacial. PUC/Minas, Belo Horizonte: 2015. BIGARELLA, J.J.; BECKER, R.D. ; SANTOS, G.F. dos. (org.). Estrutura e origens das paisagens tropicais e subtropicais. Florianópolis: Ed. UFCS, Vol. 3, 2007. BOTELHO, R.G.M. Planejamento Ambiental em microbacia. In. GUERRA, A.T. SILVA, A.S., BOTELHO, R.G.M. (org.) 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884 cerrados v. 13 n. 01 (2015): Revista Cerrados O Parque Nacional da Serra da Canastra – MG: algumas propostas, conflitos e incertezas territoriais Gustavo Henrique Cepolini Ferreira; Campesinato, Unidades de Conservação, Território, Regularização Fundiária, Legislação. O presente artigo discute algumas perspectivas inerentes ao Parque Nacional Serra da Canastra (PNSC) em Minas Gerais, sobretudo, a partir das propostas para essa Unidade de Conservação de Proteção Integral a partir de 2005 com o 2º Plano de Manejo, bem como os desdobramentos sob os territórios camponeses com o Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) de 2006, que ratificaram a existência de um Parque com aproximadamente 200 mil hectares. Diante disso, novas tensões entre territorialidades emergem na região da Serra da Canastra, seguidas de mobilizações para defender a permanência do campesinato na área dos 130 mil hectares, os quais não foram regularizados nos anos subsequentes à criação do PNSC em 1972. Nesse sentido, a pesquisa utiliza-se de uma ampla revisão bibliográfica, de legislações e trabalhos de campo na região da Serra da Canastra para compreender o processo de regularização fundiária desencadeado pelo órgão ambiental, leia-se ICMBio, em consonância com os mais diversos mecanismos, ou seja, compensação de reserva legal e ambiental atreladas aos interesses de mineradoras nacionais e internacionais e do agronegócio; fazendo com que a aliança terra-capital, seja ampliada para ‘aliança terra-capital-ambiental, com a mesma roupagem excludente e repressora de outrora. Nesse devir, a resistência camponesa através de inúmeras estratégias que chegaram à Justiça Federal, Ministério Público e Defensoria Pública da União o que possibilitou a criação de uma Comissão da Verdade da Serra da Canastra assim como uma perícia técnica para mapear os “Canastreiros” a partir dos Direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais. Dessa forma, será possível mediar, e, sobretudo, compreender os conflitos territoriais para não prosseguirem com os mesmos equívocos sob a égide da democracia. ALMEIDA, Camila N. R. de. Estudo geoambiental da região da Serra da Canastra-MG: potencialidades e restrições ao uso turístico. Dissertação (Mestrado em Geotecnia). São Carlos: USP, 2014. BARBOSA, Cristiano. Territórios de vida dos pequenos produtores de queijo da Serra da Canastra: um estudo sobre a relação entre produção camponesa e espaços naturais protegidos nas nascentes do rio São Francisco, Minas Gerais. Dissertação (Mestrado em Geografia). Uberlândia: UFU, 2007. BOSI, Ecléa. O Tempo Vivo da Memória: Ensaios de Psicologia Social. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. CÂMARA FEDERAL. Projeto de Lei nº. 1.448 de 2007. 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885 cerrados v. 13 n. 01 (2015): Revista Cerrados Considerações acerca da territorialização dos serviços na cidade de Montes Claros/MG Anete Marilia Pereira;Iara Soares de França;Marcos Esdras Leite;Valéria Aparecida Moreira Costa;Isabella Cristina Cordeiro da Silva; Território, Serviços, Centralidade, Montes Claros. O processo de produção e reprodução do espaço urbano é caracterizado principalmente pela urbanização que se concretiza, sobretudo, pela expansão da malha urbana e pela implantação de novos empreendimentos econômicos. Sendo assim, cada cidade é tomada pela singularidade, constituída por contradições e ideologias específicas, que viabilizam o sistema de redes de consumo construindo uma relação de troca de bens e serviços entre cidades e seu entorno regional. Nesta perspectiva, destaca-se Montes Claros, considerada cidade média e polo regional, tanto pelos serviços prestados à população de cidades circunvizinhas, quanto pelo comércio, fatores que ampliam o fluxo diário de pessoas. Essa centralidade regional afeta o espaço intra-urbano, pois há uma organização espacial dos serviços no propósito de atender à demanda regional. Neste contexto, o presente artigo busca analisar a territorializaçao dos serviços no espaço intra-urbano da cidade de Montes Claros, decorrente do papel de centro polarizador que a mesma exerce na região Norte de Minas. A metodologia utilizada para o desenvolvimento do artigo consistiu em revisão bibliográfica, pesquisas documentais e empíricas para identificar a territorializaçao. Os resultados permitem refletir sobre a dinâmica destes múltiplos territórios no espaço urbano da referida cidade. ARAÚJO, C. V. B. Ensino superior brasileiro: expansão e transformação a partir dos anos 1990. Dissertação de Mestrado. 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886 cerrados v. 13 n. 01 (2015): Revista Cerrados Abordagem etnobotânica continuada na comunidade remanescente de Quilombo Palmeirinha, Pedras de Maria da Cruz - MG Letícia Lorana de Souza Mota;Marília Mota Rodrigues;Kimberly Marie Jones;Guilherme Araújo Lacerda; Recursos naturais, Plantas medicinais, Plantas nativas, Fitoterápicos. Realizou-se no período entre agosto a setembro de 2015 o levantamento de dados etnobotânicos relacionados ao uso de plantas medicinais na comunidade Remanescente de Quilombo Palmeirinha, localizada em Pedras de Maria da Cruz, município da mesorregião do norte de Minas Gerais. Foram colhidas informações através da observação da comunidade, modo de vida dos moradores e da cultura, como também através de entrevistas e registro das informações colhidas no campo socioeconômico e cultural. Foram entrevistados 44 moradores representando 6,28% da população estimada acima de 18 anos, sendo citadas 51 espécies de plantas medicinais. De acordo com perfil destaca-se o gênero feminino 70,45% em uma faixa etária de 60 anos a mais com renda per capita de 47,73% abaixo de 2 salários mínimos. Portanto, entre os participantes, fica claro que os que mais recorrem ao uso das plantas medicinais como tratamento das enfermidades acometidas são os idosos, pois a maioria vive em situações precárias, com baixo poder aquisitivo e possuem maior conhecimento e tradição relacionados ao assunto. De outro lado, é bem claro entender que os jovens-adultos são acometidos por doenças com menor frequência e também possuem maior tendência ao uso de fármacos alopáticos. ALBUQUERQUE, U. P.; HANAZAKI, N. As pesquisas etnodirigidas na descoberta de novos fármacos de interesse médico e farmacêutico: fragilidades e pespectivas. Revista Brasileira de Farmacognosia, Curitiba, v.16, p.678-689, 2006. ARAÚJO, W. 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1000 cerrados v. 2 n. 01 (2004): Revista Cerrados (versão impressa) Expediente & Editorial Marina de Fátima Brandão Carneiro; Não aplica
888 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) A legislação dos recursos hídricos no Brasil e em Portugal: um contributo atual Sandra Célia Muniz Magalhães;Maria Araci Magalhães;Francisco Silva Costa;Paulo Nuno Maia Sousa Nossa; Gerenciamento de recursos hídricos. Brasil. Portugal. Atualmente, o gerenciamento dos sistemas hidrográficos é uma temática largamente difundida no Brasil e em Portugal, pois a água é um bem essencial à vida e face aos seus usos vem apresentando conflitos em algumas regiões desses países em função do seu uso inadequado, devendo ser estruturado sistemas de gerenciamento que contemplem a proteção das fontes naturais, a conservação quantitativa e qualitativa da água, e o seu uso racional e justamente distribuído. Dessa forma, o objetivo desse artigo é analisar o arcabouço legal e institucional da gestão das águas ao longo da história no Brasil e em Portugal, como também o planejamento atual das bacias hidrográficas. A metodologia do estudo consistiu em levantamento bibliográfico e documental. A partir do estudo dos principais instrumentos de ordenamento e gestão dos recursos hídricos, foi possível fazer uma abordagem comparativa e compreender os modelos em vigor nestes dois países. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUA – ANA. A Evolução dos Recursos Hídricos no Brasil/ The Evolution of Water Resources Management in Brazil.Brasília, ANA. 2010. ________. Disponibilidade e demandas de recursos hídricos no Brasil. Cadernos de Recursos Hídricos. 2007. Disponível em . Acesso em 2008. BRASIL. Lei n. 9.433, de 8 de janeiro de 1997. Disponível em . Acesso em 22/07/2006. ________.RESOLUÇÃO N° 32, de 15 de outubro de 2003. Disponível em Acesso em 26 de agosto de 2011. ________. Plano Nacional de Recursos Hídricos. Síntese Executiva. Ministério do Meio Ambiente, Secretaria de Recursos Hídricos. Brasília, 2006. ________.Conjunto de normas legais: recursos hídricos. 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889 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) Água e território: uma análise do conflito e gestão da água no vale do Riachão, Montes Claros/MG Priscilla Caires Santana Afonso; Território. Territorialidades.Comunidades. Gestão comunitária. Sub-bacia do Riachão. Este trabalho discute as diversas concepções sobre território com o intuito de articular conceitos que nos ajude na reflexão sobre o conflito pelo uso e gestão da água pelas comunidades da sub-bacia do Riachão. A discussão teórica está estruturada segundo três vertentes distintas e complementares, a saber: 1) o território visto como forma de disputa e controle do poder; 2) o território enquanto estabelecimentos de vínculos e práticas sociais; 3) a multiterritorialidade e os conflitos por essa criados. Tivemos a intenção de discutir a perspectiva do Estado como agente territorializador, em seguida outras perspectivas da categoria dentro da ciência geográfica como o território entendido a partir das relações sociais o que delimitou a multiterritorialidade da sub-bacia do Riachão, que vem ocasionando conflitos pelo território (área, terra) e pelos recursos naturais, como água. Nesse sentido, foi utilizada uma metodologia baseada em pesquisa bibliográfica e pesquisas de campo, onde se estruturou as formas de gestão comunitária pelas comunidades. AFONSO, Priscilla Caires Santana. Monitoramento Ambiental nas Nascentes do Riachão. 96f. Monografia (Iniciação Científica) – Universidade Estadual de Montes Claros. ________. Os usos e conflitos pela água na sub-bacia do Riachão no Norte de Minas. In: XVIII ENCONTRO NACIONAL DE GEOGRAFIA AGRÁRIA, 2006, Rio de Janeiro. Anais do XVIII Encontro Nacional de Geografia Agrária. Rio de Janeiro: UERJ, Departamento de Geografia, 2006. CASTRO, Graziella Fernandes de.Estudo dos Processos de Territorialização -Desterritorialização-Reterritorialização e Exclusão de um Território com duas faces: o “Bairro Chiquinho Guimarães”, Montes Claros/MG. 213p. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Social) – Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2009. FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 19. ed. Rio de Janeiro: Graal, 2004. GIDDENS, Anthony. O estado-nação e a violência: Segundo volume de uma crítica contemporânea ao materialismo histórico. Tradução de Beatriz Guimarães. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001. HAESBAERT, Rogério. O mito da desterritorialização: dos fins dos territórios à multiterritorialidade. Rio de Janeiro: Bertrand, 2004. ________. Da Desterritorialização à Multiterritorialidade. In: X Encontro de Geógrafos da América Latina. Anais do X Encontro de Geógrafos da América Latina. São Paulo: USP. Departamento de Geografia, 2005. ________. Identidades territoriais. In: ROSENDAHL, Zeny; CORRÊA, Roberto Lobato (org.). Manifestações da cultura no Espaço. Rio de Janeiro: Eduerj, 2006. 247 p. RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. Tradução de Maria Cecília França. São Paulo: Editora Ática S.A, 1980. HARVEY, David. A produção capitalista do espaço. Tradução de Carlos Szlak. São Paulo: Annablume, 2005. HEIDRICH, Álvaro Luiz. Conflitos Territoriais na Estratégia de Preservação da Natureza. In: SAQUET, ... [et al.]. Território e territorialidades: teorias, processos e conflitos. São Paulo: Expressão Popular, 2009. p. 271 – 290. MEDEIROS, Rosa Maria Vieira. Território, Espaço de Identidade. In: SAQUET, ... [et al.]. Território e territorialidades: teorias, processos e conflitos. São Paulo: Expressão Popular, 2009. p. 217 – 227. SANTOS, Milton. O dinheiro e o território. In: SANTOS, Milton... [et al.]. Território e territórios: ensaios sobre o ordenamento territorial. 2. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006. p. 13 – 21. SOUZA, Ângela Fagna Gomes de; SANTOS, Rodrigo Herles dos; MARTINS, Geraldo Inácio. Territórios Flutuantes: as ilhas do São Francisco. Anaisdo 2º Simpósio do Rural e do Urbano no Brasil. Rio de Janeiro:UERJ, Departamento de Geografia, 2009. VLACH, Vânia. O Estado-Nação Moderno na Contemporaneidade: uma outra geopolítica. Revista Scripta Nova. Barcelona, v.XII, n. 270(32), 2008, p. 1-13.
890 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) Uma discussão sobre o Parque Aquático 3J em Araguaína-TO, e sua relação com a qualidade de vida urbana Reges Sodré da Luz Silva Dias;Aires José Pereira; Qualidade Ambiental. Park Aquático 3J. Opções de Lazer. Araguaína, TO. O presente trabalho teve por objetivo analisar o lazer em Araguaína relacionado aos “banhos”. Buscou-se verificar a infraestrutura de tais banhos e estabelecer uma correlação com as atuais mudanças culturais em curso nas diversas escalas geográficas. A manifestação espacial destas novas formas de lazer é advinda de profundas mudanças sociais nos recentes séculos. Em Araguaína, cada vez mais há demanda por lazer ambiental, à medida que se trata de uma cidade caótica, que não oferece qualidade de vida aos seus moradores. Deste modo, analisamos os principais problemas ambientais da cidade e finalmente estudamos o Park Aquático 3J, um dos recentes espaços criados para preencher as lacunas na página do lazer em Araguaína. O Parque Aquático 3J é um lugar de fácil acesso e oferece um agradável ambiente natural. BECKER, Bertha K. Amazônia: geopolítica na virada do III milênio. Garamond, Rio de Janeiro, 2009. METEREOLOGIA, Instituto Nacional de. Estações e dados. Disponível em: acesso em 01/08/2013. PEREIRA, Aires José. Algumas reflexões sobre a paisagem urbana de Araguaína (TO). Revista Tocantinense de Geografia, Araguaína (TO), Ano 01, no 02 , p. 1-14, jan-jun, 2012. PEREIRA, Aires José. ENSAIOS GEOGRÁFICOS E INTERDISCIPLINARIDADE POÉTICA: 3. ed. Rio de Janeiro: CBJE, 2012. PEREIRA, Aires José. LEITURAS DE PAISAGENS URBANAS:Um estudo de Araguaína – TO. 2013. Tese (Doutorado). Universidade Federal de Uberlândia. Uberlândia: 2013. PEREIRA, Aires José. TANGARÁ DA SERRA: Nova Fronteira Agrícola e Sua Urbanização. 2. ed. Rio de Janeiro: CBJE, 2012. PORTO GONÇALVES, Carlos Walter. O desafio Ambiental. Record, Rio de Janeiro, 2004. _________. Os (des)caminhos do meio ambiente. Contexto, São Paulo, 2008. TASCHNER, Gisela B. Lazer, cultura e consumo. In: Revista de Administração de empresas, out/dez 2000. Disponível em: acesso em 20/07/2013.
891 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) Terra indígena e unidades de conservação: considerações sobre o território Xakriabá, no Norte de Minas Gerais Cássio Alexandre Silva;Anete Marília Pereira;Rosselvelt José Santos;Fabiana Santos Salis; Terra Indígena. Unidade de Conservação. Territórios. Conflitos. Xakriabá. O território é cada vez mais a categoria utilizada para se compreender os processos contraditórios de uso do espaço. O território é uma criação humana, é nele que os homens se apropriam da natureza, que realizam todas as suas ações. É histórico, pois nele estão inscritas ações passadas e presentes, uma configuração territorial se sobrepondo a outra. Partindo dessa premissa, no presente trabalho buscamos compreender os conflitos que ocorrem no território dos Xakriabá, povo indígena que vive no Norte de Minas Gerais. Os conflitos pela manutenção e ampliação territorial marcam a história desse grupo. Em 1728, Januário Cardoso de Almeida, então administrador dos Índios da Missão de São João do Riacho do Itacaramby fez doação de grande porção de terras aos índios, que as registraram em cartório de Ouro Preto, em 1856. Desde então, sucessivos conflitos instalaram entre os indígenas, posseiros e grileiros que reivindicavam a propriedade da área.A demarcação da terra indígena só ocorreu em 1978 e a homologação nove anos depois (1987). Recentemente, a criação de Unidades de Conservação integrantes do Mosaico Sertão Veredas do Peruaçu tem adicionado mais um elemento à questão territorial dos Xakriabá. Usualmente, a sobreposição de Terras Indígenas (TI) e Unidades de Conservação (UC) é tratada como um conflito de interesses. No presente estudo associamos a pesquisa teórica (bibliográfica e documental) ao trabalho de campo no propósito de evidenciar se a sobreposição de TI e UC, no caso norte mineiro, se manifesta como mais um conflito ou é uma forma de minimizar os conflitos e gerir a área da melhor maneira possível, atentando para a conservação ambiental e proteção da cultura indígena. BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. CORRÊA, Roberto Lobato. Territorialidade e corporação: um exemplo. In:SANTOS, Milton (Orgs.) Território: Globalização e Fragmentação. 3ª ed. São Paulo:EditoraHucitec, 1996. p.251-256. p.251. Fundação Pró-Natureza – FUNATURA. Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista do Mosaico Sertão Veredas- -Peruaçu. Brasília, 2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Os indígenas no Censo Demográfico 2010 – primeiras considerações com base no quesito cor ou raça. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão/ Diretoria de Pesquisas. Rio de Janeiro: 2012. Acessado em 15.12.12 http://www.ibge. gov.br/indigenas/indigena_censo2010.pdf LUCIANO, G. dos S. O índio brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Brasília, DF: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade - SECAD em parceria com o Museu Nacional, Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento - LACED, 2006. 227 p. (Coleção Educação para todos, 12). (Vias dos saberes, n. 1). Obra com apoio da Fundação Ford e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO. Disponível em: . Acesso em: abr. 2012. SANTOS, Milton.A Natureza do Espaço. Técnica e Tempo. Razão e Emoção. São Paulo: Hucitec, 1996. SAQUET, Marcos Aurélio; ANTONELLO, Joice A. A territorialização na agricultura familiar: materializações na paisagem de Francisco Beltrão (Paraná, Brasil) In: anais V SIMPGEO (Simpósio Paranaense de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia). Curitiba, 2010, p. 405-420. Fontes: JORNAL DO DIA 03/09/2013 G1 Grande Minas 16/09/13 http://www.ief.mg.gov.br/areas-protegidas http://mosaico.cub3.com.br/travessia/ http://mosaico.cub3.com.br/areas-protegidas-do-msvp/
892 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) Importância socioeconômica de Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart.(Macaúba) para a Associação de Pequenos Produtores Rurais de Riacho Dantas e adjacências, Montes Claros/MG Wéverton Rodrigues Martins;Otávio Cardoso Filho;Anamaria Souza Cardoso;Franciellen Morais-Costa; Acrocomia aculeata. Sustentabilidade. Macaúba. Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart.,é uma espécie que possui vários nomes populares, dentre eles macaúba, pertencente à família das Arecaceae. A espécie possui um considerável valor socioeconômico, sendo utilizada como matéria prima para diversos produtos. O presente estudo objetivou avaliar a importância socioeconômica de Acrocomia aculeata para a Associação de Pequenos Produtores Rurais de Riacho Dantas e Adjacência. Foi realizada uma pesquisa de campo de caráter qualiquantitativo onde foram aplicados dois roteiros de entrevista semiestruturada, sendo um destinado aos coletores e outro ao diretor da associação. Os resultados apresentaram-se como o esperado. Os frutos são coletados de forma manual e em sua maioria é destinado à fábrica, onde são transformados em diversos produtos, com fins comerciais, valorizando os recursos naturais do cerrado, aliado à geração de emprego e renda. Assim, conclui-se que a macaúba possui uma importância socioeconômica muito grande para a Associação, tendo em vista que, por meio das propriedades dos frutos, empregos e renda são gerados para a população, além de servir como estímulo para a preservação da espécie e do habitat no qual a mesma está inserida. ALMEIDA, S.P. Cerrado: aproveitamento alimentar. Planaltina: Embrapa--CPAC, 1998a. ALMEIDA, S. P.; PROENÇA, C. E. B.; SANO, S. M.; RIBEIRO, J. F. Cerrado: Espécies Vegetais Úteis. 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893 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) Novas estratégias para velhas práticas: monoculturas de eucalipto, certificação florestal e consequências para comunidades locais Rômulo Soares Barbosa;Tathiane Paraíso Silva; Monocultura. Certificação Florestal. Mecanismos de Desenvolvimento Limpo. Comunidades Locais. Degradação Socioambiental. Este artigo objetiva analisar os efeitos para as comunidades locais da implementação de monoculturas de eucalipto em duas situações de expansão dessas plantações, a saber: em área não certificada e em área de plantio de eucalipto com certificação ambiental. A consolidação da percepção sobre a escassez de recursos naturais, bem como das conseqüências ambientais da industrialização e do crescimento econômico baseado no uso intensivo de combustíveis fósseis, produziram um quadro normativo-institucional com vistas à regulação das práticas ambientais na direção da mitigação dos efeitos de tais práticas. Os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), os processos de Certificação Ambiental de empreendimentos, e o Mercado de Carbono são figuras centrais desse processo. Todavia, a polissemia e as controvérsias em torno desse campo normativo-institucional das certificações florestais têm suscitado dúvidas quanto aos seus objetivos e conseqüências práticas. Os resultados apresentados nesse artigo revelam diversas estratégias de atuação utilizadas pelo setor monocultor de eucalipto que ao contrário da responsabilidade social e preservação ambiental proposta pelos próprios órgãos certificadores ao fornecer os selos verdes, não tem cumprido com as premissas de sustentabilidade ambiental e social. Para tanto, foi realizada pesquisa comparativa em duas comunidades rurais circundadas por monocultura de eucaliptos certificadas e não certificadas nos municípios de Felixlândia/MG e Guaraciama/MG. ANAYA, Felisa; BARBOSA, Rômulo S; SAMPAIO, Cristina. Sociedade e Biodiversidade na Mata Seca Mineira. 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894 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) Educação Ambiental no sertão das gerais: diagnóstico socioambiental das escolas municipais de Varzelândia/MG Adnéya Cristine de Souza Ferreira;Priscilla Caires Santana Afonso; Educação Ambiental. Varzelândia/MG. Norte de Minas. Escolas Municipais. Entendemos ser a educação ambiental um instrumento de mudança de atitudes e de formação de cidadãos críticos. O Projeto Educadores Ambientais no Sertão das Gerais tem como finalidade formar educadores ambientais multiplicadores em escolas municipais da microrregião de Montes Claros, mais especificamente nas escolas de Varzelândia, Patis, Juramento e Mirabela/MG. O primeiro município atendido pelo projeto é Varzelândia, onde foi realizado um diagnóstico sobre o município com o intuito de analisar os impactos ambientais que assolam a comunidade local. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho é relatar os resultados do diagnóstico socioambiental realizado durante o segundo semestre do ano de 2010. Utilizamos uma metodologia baseada em pesquisa bibliográfica, entrevistas com diretores, supervisores e professores das escolas envolvidas, além de trabalhos de campo. Pudemos perceber que Varzelândia apresenta indicadores positivos como o desenvolvimento do comércio e do setor agrícola, crescimento demográfico, relativa autonomia do setor de saúde e educação. Entretanto, tem uma economia relativamente dependente do Estado (Fundo de Participação dos Municípios) e conta com um dos piores indicadores no tocante ao esgotamento sanitário. As ações de educação ambiental têm como característica promover uma melhora das condições de vida com ações simples, que não resolverão todos os percalços diagnosticados, mas impactarão de forma positiva na comunidade local. ANDRADE, M. C. Área de domínio da pecuária extensiva e semi-extensiva na Bahia e no Norte de Minas Gerais.Recife: SUDENE, Planejamento Regional, 1982. 497p. AFONSO, P. C. S. PEREIRA, A. M. P. o processo de urbanização norte-mineiro: um perfil dos pequenos municípios. In: Anais do 2º Simpósio O rural e O urbano no Brasil. Rio de Janeiro: UERJ. 2009. P. 1-15. CASCINO, Fábio. Educação ambiental: princípio, história, formação de professores. 2ª ed. São Paulo: SENAC, 2000. CHAGAS, Maria de Freitas. Lendo e escrevendo as realidades mineiras: estudos sociais. São Paulo: FTD, 1988. ECONOMIA- VARZELÂNDIA MINAS GERAIS. Disponível em: . Acesso em 8 de março de 2011. GEOGRAFIA- VARZELÂNDIA MINAS GERAIS. Disponível em: . Acesso em 8 de março de 2011. GUIMARÃES, Mauro. A dimensão ambiental na educação. 7ª ed. Campinas: Papirus, 2005. GUIMARÃES, Mauro. A formação de educadores ambientais. Campinas, SP: Papirus, 2004. IBGE- INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTÁTÍSTICA. Dados do Censo 2010. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. Disponível em: <>. Acesso em 7 de março de 2011. IBGE- INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTÁTÍSTICA. IBGE: Cidades.Rio de Janeiro: IBGE, 2010. Disponível em: <>. Acesso em 8 de março de 2011. IBGE- INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTÁTÍSTICA. Produção Agrícola Municipal 2009. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. Disponível em: <>. Acesso em 12 de março de 2011. IBGE- INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTÁTÍSTICA. Produção da Extração Vegetal 2009. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. Disponível em: <>. Acesso em 12 de março de 2011. IBGE- INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTÁTÍSTICA. Produção da Pecuária Municipal 2009. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. Disponível em: <>. Acesso em 12 de março de 2011. MEDINA, Naná Mininni e SANTOS, Elizabeth da Conceição. Educação ambiental: uma metodologia participativa de formação. 2ª ed. Petrópolis: Vozes, 1999. MONTES CLAROS. Projeto Educadores Ambientais no Sertão das Gerais. Montes Claros: Unimontes, 2011. LUZ, C. e DAYRELL, C. (orgs.). Cerrado e Desenvolvimento: tradição e atualidade. Montes Claros: Max Gráfica e Editora, 2000, p. 189-272. PEDRINI, Alexandre de Gusmão (org.). Educação ambiental:reflexões e práticas contemporâneas. 5ª ed. Petrópolis: Vozes, 2002. PEREIRA, A. M. Cidade média e região: o significado de Montes Claros no Norte de Minas. 2007. Tese (Geografia) - Programa de Pós-Graduação em Geografia. Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2007. RODRIGUES, L. A formação econômica do Norte de Minas e o período recente. In: OLIVEIRA, M. F. DE (et al.). Formação Social e Econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Editora da UNIMONTES, 2000. SECRETARIA DO ESTADO DA FAZENDA. Disponível em http://www.stn. fazenda.gov.br/estados_municipios.asp TALAMONI, Jandira L. B e SAMPAIO, Aloísio Costa. Educação Ambiental: da prática pedagógica à cidadania. São Paulo: Escrituras Editora, 2003. VELOSO, Gabriel Alves. Mapa dos Municípios Atendidos pelo Projeto Educadores Ambientais no Sertão das Gerais. Montes Claros/MG, 2011.
895 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) As comunidades rurais do município de buritizeiro/MG e a importância do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE na saúde pública da população Ana Ivânia Alves Fonseca;Gustavo Lino Mendonça; Agricultura capitalista. Crise hídrica. Êxodo rural. SAAE. Abastecimento de água rural. O Município de Buritizeiro, localizado no norte do Estado de Minas Gerais, outrora rico em recursos hídricos sofreu,a partir da década de 70 do século XX, com a implantação do modelo capitalista no espaço rural que, entre outros impactos negativos, deixou um legado de escassez de oferta de água para as comunidades rurais que resistiram ao êxodo rural. Um dos principais atores que contribuíram para a manutenção da população que ainda vive no campo foi o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Buritizeiro–SAAE. Desde o ano de 2001 o SAAE instala e dá manutenção em sistemas de abastecimento de água rural chegando à marca de trinta comunidades atendidas, abrangendo a aproximadamente 86,17% da população rural buritizeirense. Os números apontam para uma experiência de sucesso que vai de encontro a Lei Federal11.445/2007 favorecendo a universalização do serviço de abastecimento de água e a manutenção do homem no campo. A experiência do SAAE Buritizeiro aponta para possibilidades de pesquisa e formulação de políticas públicas que subsidiem os serviços públicos municipais de saneamento a prestarem este importante serviço, especialmente nas regiões que sofreram com políticas desenvolvimentistas e cujo clima impõe longos períodos de estiagem. BAGGIO, H.; HORN, A. H.; TRINDADE, W. M.; RIBEIRO, E. V. O Grupo Mata da Corda na Bacia Hidrográfica do Rio do Formoso e suas Feições Morfológicas Correlatas. UNIMONTES CIENTÍFICA, V, 9. N° 1, Jan/jun, 2007. BOAVENTURA, Ricardo Soares. Vereda, berço das águas. Belo Horizonte: Ecodinâmica, 2007. EXÉRCITO BRASILEIRO - EB. Relação de comunidades atendidas pela operação pipa: 2014 – Montes Claros: 55º Batalhão de Infantaria. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO - FJP. 1998. Anuário Estatístico 2000-2001. Belo Horizonte. GAMA, Maria das Graças C. Cunha; PAULA, Andréia Narciso N. R. de; LIMA, Samuel do Carmo. Implantação da agricultura comercial no Município de Buritizeiro, cerrado mineiro: o uso capitalista dos recursos naturais. 2003. São Paulo: Blücher, 2005. GAMA, Maria das Graças C. Cunha. 2006. Água, Vereda, Veredeiro: um estudo sobre as agriculturas camponesa e comercial, nas cabeceiras do rio Formoso, em Buritizeiro-MG. 2006. 111 p. Dissertação (Mestrado em Geografia)-Instituto de Geografia – Universidade Federal de Uberlândia – UFU. Uberlândia. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades. Disponível em:. Acesso em: 28outubro 2014. _______. Metodologia das estimativas das populações residentes nos municípios brasileiros para 1º de julho de 2008. Disponível em: . Acesso em: 30outubro 2014. JÚNIOR, João Cleps et al. Estado e Capital: as conseqüências sócio--ambientais do uso intensivo dos recursos naturais no município de Buritizeiro-MG.Disponível em: . Acesso em: 30outubro 2014. KOPPEN, W. Climatologia. México. Fundo de Cultura Econômica. 1948. MENDONÇA, G. L. 2014. Pré-Diagnóstico do Plano Municipal de Saneamento Básico. SAAE/Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Buritizeiro – MG, Setor de Meio Ambiente. Relatórios Técnicos. ODM – Objetivos do Milênio. Perfil Municipal: Buritizeiro. Disponível em: . Acesso em: 03 maio 2013. PREFEITURA MUNICIPAL DE BURITIZEIRO-MG. Câmara de Vereadores. Lei Municipal nº 322/1978. SAAE – Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Buritizeiro. Relatório: Abastecimento de água no meio rural: 2014 – Buritizeiro: Sessão de Saneamento Rural. SAUER, Sérgio e TUBINO, Nilton Luis Gogoy. A sustentação financeira de organizações do patronato rural brasileiro.IN:__Revista NERA. Presidente Prudente,ano X. nº11. p.131 – 148. jul. – dez. 2007. VIANA, V. M. F. C. 2006. Estudo Geológico Ambiental das Veredas do Rio do Formoso no Município de Buritizeiro - MG. 2006. 71 p. Dissertação (Mestrado em Geologia)-Instituto de Geociências – Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Belo Horizonte.
896 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) A mineração no contexto do Norte de Minas Gerais Marcos Esdras Leite;Rita Mariana Nogueira Silva; Mineração.Desenvolvimento.Norte de Minas. Existe um debate instalado no Norte de Minas Gerais sobre a perspectiva de ampliação e implantação de projetos de extração mineral. Há um discurso dicotômico em relação às conseqüências desses projetos. O governo de Minas Gerais tem se apresentado como incentivador dessa atividade como indutora de desenvolvimento. No entanto, há resistências a esse modelo defendido pelo governo. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi analisar de maneira sucinta os aspectos que cercam o debate sobre a mineração no Norte de Minas. De maneira específica abordou a forma e a visão do Governo de Minas Gerais e dos Movimentos Sociais sobre a mineração como alternativa para o desenvolvimento. A metodologia deste artigo parte de uma leitura crítica de processos desenvolvimentistas e na discrepância entre a proposta de desenvolvimento econômico e conceito de desenvolvimento social. A partir das análises realizadas para este trabalho, acredita-se que a reconfiguração do cenário minerador no Norte de Minas Gerais perpassa por um estudo sistemático e com rígidos critérios que direcionem o entendimento total da situação. No entanto, a proposta do governo, aponta para uma visão econômica. Por isso, é importante provocar debates mais complexos, analíticos e propositivos sobre a mineração no Norte de Minas Gerais. BRASIL - Ministério das Minas e Energias. Plano Nacional de Mineração 2030. Brasília, 2010. Disponível em: Acesso em 28/09/20113. BRITO, N. de M. Mineração e desenvolvimento regional em Corumbá--MS.Dissertação. 2011. (Mestrado em Geografia) –Universidade Federal daGrande Dourados. Dourados, 2011. Disponível em:Acesso em: 29/09/2013 CARMO, F. et.al. Cangas: Ilhas de ferro estratégicas para a conservação. Revista Ciência Hoje. Belo Horizonte, 2012. p. 48-53. Disponível em: . Acesso em: 05/10/2013 ________.Novo sítio espeleológico em sistemas ferrugionosos, no vale do Rio do Peixe Bravo, Norte de Minas Gerais, Brasil.Revista Espeleo Tema. v.22, p.25-39. Campinas, 2011. Disponível em: -tema/espeleo-tema_v22_n1_025-039.pdf> Acesso em: 21/10/2013. CENTRO DE DESENVOLVIMENTO E PLANEJAMENO REGIONAL. Plano regional estratégico em torno de grandes projetos minerários no Norte de Minas.Belo Horizonte, 2012. Produto 01. ________. Plano regional estratégico em torno de grandes projetos minerários no Norte de Minas. Belo Horizonte, 2013. Produto 02. ________. Plano regional estratégico em torno de grandes projetos minerários no Norte de Minas. Belo Horizonte, 2013. Produto 03. CENTRO DE ESTATÍSTICA E INFORMAÇÕES. Perfil de Minas Gerais 2012. Belo Horizonte, 2013. Disponível em: . Acesso em: 15/10/2013. COELHO, T. P. Subdesenvolvimento e dependência: um debate entre o pensamento da Cepal dos anos 50s e a Teoria da Dependência. In.:REVISTA PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA. Nº 04, 2010, p. 01-13. Disponível em: COMISSÃO PASTORAL DA TERRA. Mineração no Norte de Minas: não às crateras da cobiça. (folheto). ESTEVES, M. Grão Mogol. Rio de Janeiro: Gráfica Laemmert Limitada, 1961. GÓES, F. Investimento mundial em mineração alcança US$ 735 bi,diz consultoria. Valor Econômico. São Paulo, 24 set. 2013. Disponível em: GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Plano de governo 2011-2014. Belo Horizonte, 2011. GUTIERRES, H. E. P. A efetividade da gestão ambiental nas empresas de mineração no estado da Paraíba na ótica das comunidades.Dissertação. 2011. (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa, 2011. Disponível em: . Data do acesso: 01/10/2013. IGLESIAS, H. V. O papel do Estado e os paradigmas econômicos na América Latina. In.:REVISTA CEPAL – Número especial em Português, 2010, p. 45-53. Disponível em: RODRIGUES, L. Formação Econômica do Norte de Minas e o Período Recente. In.:OLIVEIRA, F. et al. Formação Social e Econômica do Norte de Minas.Montes Claros: Ed. Unimontes, 2000.
897 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) O uso de plantas medicinais na área urbana de Montes Claros-MG: reflexões a partir da população atendida na estratégia saúde da família do bairro Morrinhos Yara Maria Soares Costa da Silveira;Júlio César de Lima Ramires; Plantas Medicinais. Estratégia Saúde da Família. População. Bairro Morrinhos. Micro Área I. Conhecer os possíveis usos das plantas medicinais, pela população atendida na Estratégia de Saúde da Família (ESF), na Micro-área 01, da Meso-área II, do Bairro Morrinhos em Montes Claros MG. Metodologicamente realizou-se uma ampla revisão bibliográfica utilizando livros, artigos e periódicos que discutem acerca da utilização das plantas medicinais; adotou-se também a pesquisa quali-quantitativa, onde se utilizou da aplicação de questionários semi-estruturados, aplicados aleatoriamente a 25% das famílias da Micro-Área. A partir dos dados, traçou-se o perfil da população estudada, identificou-se as famílias que fazem uso de plantas medicinais frequentemente e quais são as espécies mais usadas e seus diversos aplicativos. Contatou-se que a maioria das plantas são preparadas em forma de chás e cultivadas nas residências, onde os conhecimentos acerca do uso e preparo são obtidos na família e vizinhança. As espécies são utilizadas popularmente e possuem propriedades curativas comprovadas cientificamente, necessitando de orientação correta sobre o uso e cultivo. A pesquisa oportunizou conhecimentos a cerca da utilização das plantas medicinais; 63% das famílias entrevistadas as usam, o que é significativo. No entanto, grande parte da utilização é feita por idosos e sem orientação especializada por parte dos Agentes da ESF ou de outros profissionais da área. ALVIM et al. O uso de plantas medicinais como recurso terapêutico: das influências da formação profissional às implicações éticas e legais de sua aplicabilidade como extensão da prática de cuidar realizada pela enfermeira. Rev Latino-am Enfermagem, v.14, n.3, mai./jun. 2006. Disponível em www. eerp.usp.br/rlae. Acesso em 01.set.2007. BESEN, B.C. A Estratégia Saúde da Família como Objeto de Educação em Saúde.Revista Saúde e Sociedade v.16, n.1, p.57-68, jan-abr 2007. BORGES, M. D. Processo de re-territorialização do Programa Saúde da família do bairro Morrinhos – Equipe I. Relatório de Estágio Curricular do Curso de Enfermagem. Universidade Estadual de Montes Claros, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Departamento de Enfermagem, 2007. BRANQUINHO, T.F.Da “química” da erva nos saberes popular e cientifico. 210 f. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1999. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n°971, de maio de 2006. 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898 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) Produção do espaço urbano e a dinâmica imobiliária na cidade média de Montes Claros/MG Iara Soares de França;Maria Ivete Soares de Almeida;Ricardo dos Santos Oliveira;Caroline Gabriele Trindade Queiroz; Produção do Espaço Urbano. Expansão Urbana Horizontal e Vertical. Dinâmica Imobiliária. Montes Claros/MG. A produção do espaço urbano como um processo dinâmico que permeia a dimensão social, política, cultural e econômica materializa-se na cidade sob diversos aspectos, alterando sua morfologia, sua extensão, paisagem e conteúdo social. O capitalismo moderno como base da produção da cidade atual encontra nos agentes produtores do espaço urbano a condição de moldar este espaço seguindo suas próprias lógicas. Neste contexto, a cidade expande-se horizontalmente a partir da incorporação de novas áreas no tecido urbano e verticalmente por meio da construção dos edifícios. Nessa perspectiva, este artigo analisa a produção dos condomínios fechados e loteamentos fechados e o processo de verticalização na cidade média de Montes Claros/MG, após a década de 1970. Para isso, procura-se problematizar a atuação dos agentes produtores do espaço urbano no surgimento desses novos padrões de moradia, negócios, ou ambos, e, consequentemente, na expansão desta cidade, na especulação imobiliária, assim como na mudança dos seus conteúdos espaciais, infraestruturais e socioeconômicos. AMORIM FILHO, Oswaldo Bueno, BUENO, Maria Elizabeth Taitson; ABREU, João Figueiredo. Cidades de porte médio e o programa de ações sócio-educativo-culturais para as populações carentes do meio urbano em Minas Gerais. In: Boletim de Geografia Teorética. Rio Claro/SP, v. 2, n. 23-24, 1982. p. 33-46. ANDRADE, Thompson, LODDER, Celsius. A. Sistema Urbano e Cidades Médias no Brasil. IPEA. Rio de Janeiro: IPEA/INPES, 1979. BERNADELLI, Mara Lúcia Falconi da Hora. 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899 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em 2000 e 2010 da microrregião de Salinas – Norte de Minas Maria Ribeiro dos Santos;Gildette Soares Fonseca; Norte de Minas. Microrregião de Salinas. IDHM. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global é considerado excelente indicador das condições de vida da população, pois agrega as dimensões renda, longevidade e educação. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) permite conhecer o nível do desenvolvimento em escala menor, não significando necessariamente que cobre todas as particularidades. Neste contexto, este estudo tem como objetivo analisar o IDH-M dos municípios da Microrregião de Salinas em 2000 e 2010, localizada na Mesorregião do Norte de Minas. A abordagem metodológica constituiu-se em pesquisa bibliográfica e elaboração de mapas. Os resultados encontrados apresentaram evidências de baixo desenvolvimento humano na Microrregião de Salinas, apesar de que ocorreram melhorias. FREIRE JÚNIOR, José et al. Indicadores demográficos e sociais. IPECE. Fortaleza. 2010. Disponível em: http://www.ipece.ce.br/publicacoes/entendendo_os_principais_indicadores_sociais_e_economicos.pdf . Acesso em /03/2014. IBGE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas. Volume 1. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. ______. Censo Demográfico de 2010 de Minas Gerais. Rio de Janeiro, 2010. IPEA - INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA.Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil 2003. Disponível em: . Acesso 15/08/2014. _______. Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil 2013. Disponível em: http://atlasbrasil.org.br/2013/o_atlas/o_atlas_. Acesso 15/08/2014. KAWANO, Marcos Akira.Análise dos Critérios do IDH da ONU. Florianópolis, 2006. MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL.Nova Delimitação do Semiárido Brasileiro. Brasília/DF 2005. PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO NO BRASIL. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 2003. Disponível em: http://www.pnud.org.br/IDH/DH.aspx>.Acesso 01/09/2014. _______. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 2013. Disponível em: .Acesso 01/09/2014. SANTOS, M. R.; FONSECA, G. S. Migrações temporárias e as implicações para a população itinerante de Salinas-MG. Montes Claros-MG, 2012. SILVA, Maria Aparecida de Morais. Errantes do fim do século. São Paulo: UNESP,1999. SCHWARTZMAN.Educação e pobreza no Brasil. Cadernos ADENAUER. São Paulo, 2006.
900 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) Imigração de Haitianos para o Brasil Gildette Soares Fonseca;Duval Magalhães Fernandes; Migrante. Haiti. Brasil. Trabalho.Precariedade. Este artigo tem por objetivo analisar a imigração de haitianos em nações da América Latina, especialmente para o Brasil. Para compreendê-la faz-se necessário refletir sobre alguns aspectos históricos, a saber, o longo período de dominação dos colonizadores, a intervenção militar estadunidense, as ditaduras, eleições fraudulentas, distúrbios iniciados em 2004 e o terremoto de 2010, enfim, os fatores que impulsionaram (e ainda impulsionam) as emigrações. No Haiti a emigração é histórica, representa alternativa para melhorar as condições de vida, oportunidade de trabalho para sobreviver. Dentro da América latina o Brasil tem-se destacado como espaço de atração de haitianos, em 2011 o governo concedeu 720 vistos e em 2012 foram 4820, um aumento significativo. No entanto, a quantidade não é alta ao considerar outros fluxos de latinos americanos, é válido ressaltar que os dados não incluem os haitianos irregulares, mas colocam em foco desafios para os governantes e toda a sociedade. No Brasil, a maioria dos imigrantes haitianos é do sexo masculino em idade produtiva que busca trabalho, o intuito é garantir sua sobrevivência e de familiares que ficaram no Haiti. BAENINGER, Rosana. Migrações internacionais e cidadania. In: TURRA, Cássio Maldonado. CUNHA, José Marcos Pinto da (Orgs.). População e desenvolvimento em debate:contribuições da Associação Brasileira de Estudos Populacionais. Belo Horizonte: ABEP, 2012. p. 93-95. BRASIL, Ministério do Trabalho e Emprego. Finalidade do Conselho Nacional de Imigração. Disponível em . Acessado em 20 de dezembro de 2013. ______. Ministério do Trabalho. Conselho Nacional de Imigração. Brasília: Base Estatística. Disponível em: . Acesso em: 10 janeiro de 2014. ______. Ministério do Trabalho. Conselho Nacional de Imigração. Brasília: Resolução Normativa nº97. Brasília: Diário Oficial da União. 10 de janeiro 2014, p.59, 2012. ______. Ministério do Trabalho. Conselho Nacional de Imigração. Brasília: Resolução Normativa nº102. Brasília: Diário Oficial da União. 13 de janeiro, p.96, 2013 CAMPOS, Marden Barbosa de. Estimativas de migração internacional no Brasil: os velhos e os novos desafios. In. OLIVEIRA, Luiz Antônio Pinto. OLIVEIRA, Antônio Tadeu Ribeiro (Org). Reflexões sobre os deslocamentos populacionais no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2011. FARIAS, Andressa Virgínia. A diáspora haitiana para o Brasil: o novo fluxo migratório (2010-2012).2012. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Programa de Pós-Graduação em Geografia. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC-MG. Belo Horizonte, 2012. FERNANDES, Duval. MILESI, Rosita. FARIAS, Andressa. Do Haiti para o Brasil: o novo fluxo migratório. In. Cadernos de Debates Nº 6. 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901 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) Comércio internacional, redes de transportes e fluxos das exportações de mercadorias em Montes Claros – MG Luiz Andrei Gonçalves Pereira;William Rodrigues Ferreira; Comércio internacional. Redes de transportes. Exportações. Mercadorias. No comércio internacional, a infraestrutura das redes de transportes e dos sistemas de comunicações tem um papel muito importante na viabilização dos fluxos de mercadorias e de informações no espaço geográfico. Este trabalho busca analisar a inserção do município de Montes Claros nos fluxos de comércio internacional, considerando a configuração espacial das redes de transportes responsáveis pelo escoamento das exportações destinadas ao exterior, no período de 1999 a 2011. O trabalho foi desenvolvimento por meio da revisão de literatura, da coleta e da análise de dados de fontes secundárias. Nas trocas econômicas internacionais, os fluxos ocorrem através dos terminais portuários, aeroportuários e pontos de fronteiras articulados espacialmente as matrizes de transportes internacionais marítima, aérea, rodoviária, ferroviária e postal. HOYLE, B. KNOWLES, R. Modern transport geography. 2 ed. Chichester-UK: John Wiley & Sons Ltd, 2001. 374 p. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR – MDIC/ALICEWEB2. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2011. Disponível em . Acesso em: 10 set. 2012. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2010. Disponível em . Acesso em: 10 set. 2012. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2009. Disponível em . Acesso em: 10 set. 2012. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2008. Disponível em . Acesso em: 10 set. 2012. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2007. Disponível em . Acesso em: 10 set. 2012. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2006. Disponível em . Acesso em: 10 set. 2012. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2005. Disponível em . Acesso em: 10 set. 2012. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2004. Disponível em . Acesso em: 10 set. 2012. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2003. Disponível em . Acesso em: 10 set. 2012. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2002. Disponível em . Acesso em: 10 set. 2012. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2001. Disponível em . Acesso em: 10 set. 2012. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2000. Disponível em . Acesso em: 10 set. 2012. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 1999. Disponível em . Acesso em: 10 set. 2012. OLIVEIRA, M. F. M. O processo de formação e desenvolvimento de Montes Claros e da Área Mineira da SUDENE. In: OLIVEIRA, M. F. M. RODRIGUES, L. (Org.) Formação social e econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Editora UNIMONTES, 2000. p. 13-103. PEREIRA, L. A. G. Planejamento e desenvolvimento: Logística de transportes e exportações na mesorregião norte de Minas Gerais. 2010. 172 f. Dissertação (mestrado em Desenvolvimento Social) – Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social, UNIMONTES, Montes Claros, 2010. PEREIRA, L. A. G. LESSA, S. N. Processo de planejamento e desenvolvimento da logística de transportes. In: Revista Mercator, Fortaleza, v. 10, n. 22, p. 37-56, 2011. PEREIRA, L. A. G. LESSA, S. N. O primeiro centenário da infraestrutura ferroviária no Norte de Minas Gerais: processo de implantação, auge, crise e concessão. In: Revista Cerrados, Montes Claros, v. 10, n. 1, p. 135-153, 2012. PONS, J. M. S. BEY, J. M. P. Geografía de redes y sistemas de transporte. Madrid: Editorial Síntesis, 1991. 231 p. PONS, J. M. S.; REYNÉS, M. R. M. Geografia de los transportes. Palma de Mallorca: Universitat de les illes Balears, 2004. 444 p. RATTI, B. Comércio internacional e câmbio. 10 ed. São Paulo: Aduaneiras, 2000.539 p. RODRIGUE, J. P.; COMTOIS, C.; SLACK, B. The geography of transportsystems. 2 ed. Abingdon, Oxon, England; New York: Routledge, 2006. 352 p. SHAW, J. KNOWLES, R. DOCHERTY, I. Introducing transport geographies. In: KNOWLES, R. SHAW, J. DOCHERTY, I. (Ed.). Transport geographies: mobilities, flows and spaces. Chichester-UK: Blackwell Publishing Ltd, 2008.3-9 p. SOARES, C. C. Introdução ao comércio exterior: fundamentos teóricos do comércio internacional. São Paulo: Saraiva, 2004. 256 p. TAAFFE, E. J.; GAUTHIER, H. L.; O`KELLY, M. E. Geography of transportation. 2. ed. New Jersey: Prentice-Hall, 1996. 422 p. ULLMAN, E. L. Transportation Geography. In: JAMES, P. E. JONES, C. F (Ed.). American Geography: Inventory and Prospect. Seattle: Association of American Geographers, Syracuse University Press, 1954 p.p. 310-332.
902 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) A necessidade da união epistemológica Geografia Física – Geografia Humana: uma reflexão Marina de Fátima Brandão Carneiro; Epistemologia. União Geografia Física – Geografia Humana. Identidade da Ciência Geográfica. Atualmente, verifica-se uma grande pluralidade no pensamento e na prática da Geografia, apesar das tentativas de unificação paradigmática das últimas décadas. Sabe-se que, em geografia, não existem sistemas fechados e é falso dizer que a ideia sistêmica é uma ideia positivista. Não é uma ideia totalitária A geografia tem um caráter interdisciplinar e holístico, oposto à excessiva especialização. Neste sentido, o presente estudo apresenta como tema “a necessidade da união epistemológica Geografia Física – Geografia Humana”, e tem por objetivo refletir sobre a importância desta unificação epistemológica para que a ciência geográfica guarde sua identidade, sua unidade e possa contribuir com análises mais completas e eficientes sobre as relações da sociedade com a natureza e sobre os graves problemas ambientais. A abordagem metodológica privilegiou um estudo analítico-sintético com base no conteúdo da disciplina Evolução do Pensamento Geográfico, ministrada durante o curso de Pós-Graduação em Geografia – Tratamento da Informação Espacial – DINTER, realizado na Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, na cidade de Montes Claros – MG, em 2012, além da realização de leituras adicionais de autores que discutem e escrevem sobre o tema. AMORIM FILHO, O. B.. A evolução do pensamento geográfico e suas consequências para o ensino da Geografia. Revista Geografia e Ensino. Belo Horizonte, v. 1, n. 1, p. 5-18, março 1982. AMORIM FILHO, O. B. “A Evolução do Pensamento Geográfico”. Montes Claros: Unimontes, 2012. Notas de aula. AMORIM FILHO, O. B. Geografia: síntese. PUC-Minas, s/d. Xerox. MENDONÇA, F.. Geografia socioambiental. In: MENDONÇA, Francisco & KOZEL, Salete. Elementos de epistemologia da Geografia contemporânea. Curitiba: Editora da UFPR, 2002. ________. Geografia socioambiental. In: MENDONÇA, Francisco & KOZEL, Salete. Elementos de epistemologia da Geografia contemporânea.2 ed.- Curitiba: Editora da UFPR, 2004. MOREIRA, R. Velhos temas, novas formas. In: MENDONÇA, Francisco & KOZEL, Salete (Org.). Elementos de epistemologia da Geografia contemporânea. – Curitiba: Ed. da UFPR, 2002. MORIN, Edgar. Ciência com consciência. 7ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.
903 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) Capital natural – pecados e virtudes humanas Gy Reis Gomes Brito;Juliana de Jesus Alves da Silva; Cosmologia. Sustentabilidade. Destruição. Gaia. O nosso interesse neste artigo é simplesmente procurar entender e visualizar a terra como uma espécie de superorganismo, um ecossistema global em todos os seus ecossistemas verdadeiramente integrados, propiciando, assim, uma compreensão mais cosmológica do todo em busca de uma verdadeira consciência planetária para sua proteção, conservação e sustentabilidade. Pensando no ecossistema brasileiro, podemos também refletir um pouco mais sobre o planeta Terra, pois ações destrutivas causadas no Brasil pelo homem são realidades vigentes também há tempos em outros territórios. A década de 80 considera-se significativa por ter alavancado muitas lutas sociais em defesa de políticas de sustentabilidade do meio ambiente. LUTZEMBERG&LEWGOY. Política e meio ambiente. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1986. 116 p. (Tempo de Pensar, 6). MINC, Carlos. Ecologia e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1997. (Coleção Polêmica). Simpósio da Sociedade Latino-Americana e Caribenha de História Ambiental (4: 2008: Belo Horizonte, MG). História ambiental e cultura da natureza: resumos do IV Simpósio da Sociedade Latino Americana e Caribenha de História Ambiental. Regina Horta Duarte, José Newton Coelho Meneses (Org.) – Diamantina: Maria Fumaça, 2008. TERRA, Revolta da Natureza. Revista PUC Viva. Ano 8, nº 29, janeiro a março de 2007. MELO,Luis Gonzaga de. Antropologia cultural: iniciação, teoria e temas – Petrópolis, Vozes, 1987, 528p. GOMES, Ana Paula Fonseca. O homem e o meio ambiente. Belo Horizonte: SENAC/MG/SEMD, 2003. 67p. LOUREIRO, Carlos Frederico B. Trajetória e fundamentos da educação ambiental. 2. Ed. São Paulo: Cortez, 2006. 150 p.
904 cerrados v. 12 n. 01 (2014): Revista Cerrados (versão impressa) A hidrografia na trajetória de Riobaldo em “Grande Sertão: Veredas” Marina de Fátima Brandão Carneiro; Hidrografia. Trajetória de Riobaldo. Grande Sertão: veredas. Literatura brasileira Na narrativa de Grande Sertão: veredas percebe-se a grande importância da hidrografia revelando os caminhos percorridos por Riobaldo, ao ziguezaguear pelos sertões dos Gerais, desde menino e, especialmente, com os bandos de jagunços e seu grande amor, Diadorim. Nesse espaço ficcional se destacam três bacias hidrográficas de Minas Gerais: a do Rio São Francisco, que parte sua vida ao meio; a do Rio Pardo e a do Rio Jequitinhonha onde vários episódios de sua vida se desenrolam. Neste contexto, este trabalho tem como objetivo analisar a importância e a função da hidrografia como suporte para o espaço ficcional da obra Grande Sertão: veredas de João Guimarães Rosa, dando sentido à complexa e conflituosa trajetória do seu principal personagem, Riobaldo. A abordagem metodológica privilegiou um estudo analítico-sintético com a realização de leituras e análises da obra já citada e de outros autores que analisaram e escreveram sobre o tema. CARNEIRO, M. de F. B.. Veredas: as “veias abertas” do grande sertão rosiano. 2011. Resumo apresentado ao III Seminário de Pesquisa em Literatura e Criação Literária, Montes Claros, 2011. Não publicado. MARTINS, Nilce Sant’Anna. O Léxico de João Guimarães Rosa. – 3. ed. revista – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008. NETO, Germano; MENESES, Adélia Bezerra de (seleção de textos). Saudades de Rosa e Sertão. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2007. ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: veredas. 19 ed. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
906 cerrados v. 11 n. 01 (2013): Revista Cerrados (versão impressa) A dinâmica espaço-temporal das florestas plantadas na microrregião de Grão-Mogol Gabriel Alves Veloso;Marcos Esdras Leite; Florestas Plantadas; Microrregião de Grão-Mogol; Municípios. O presente estudo tem como objetivo analisar a dinâmica temporal das fl orestas plantadas na microrregião de Grão-Mogol, bem como em seus municípios nos anos de 1986, 1996 e 2010. Esta microrregião está localizado no norte de Minas Gerais entre as coordenadas geográfi cas 43 34’32” e 42 23’08” de longitude Oeste, e 17 14’37’ e 16 07’03” de latitude Sul. Em análise dos dados a microrregião de Grão-Mogol aparece com uma das maiores percentuais de ocupação de fl orestas plantadas, quando relacionadas com sua área da mesma, apresentando nos anos de 1986, 1996 e 2010 como área plantada de 12,28%, 13,00% e 7% respectivamente. Em relação aos municípios, Grão-Mogol aparece com maior área de fl orestas plantadas nos períodos analisados, já o município de Padre Carvalho apresenta os maior percentual de ocupação quando relacionado com sua área. AFONSO, P. C. S. Gestão e Disputa pela Água na Sub-Bacia do Riachão, Montes Claros/MG. Uberlândia: UFU, 2008. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós--Graduação em Geografi a, Universidade Federal de Uberlândia, 2008. FONSECA, Ana Ivania Alves. Sociedade e sua relação com a natureza no município de Claros dos Poções. In: Revista Cerrados / Universidade Estadual de Montes Claros / Unimontes / Departamento de Geociências. Montes Claros/MG: Ed. Unimontes, Site – ibge.gov.br. Acesso em 25 de abril de 2012.
907 cerrados v. 11 n. 01 (2013): Revista Cerrados (versão impressa) Agricultura familiar e agroecologia: uma abordagem conceitual Leonardo Ferreira Gomes;Erico Fabiano Rocha Reis;Lilian Damares de Almeida Silva;Ana Ivania Alves Fonseca; Agroecologia; Agricultura Familiar; Multifuncionalidade; Pluriatividade. Em decorrência de indagações suscitadas, por ocasião da apresentação de trabalhos em diversos eventos tais como o IV Simpósio Internacional de Geografi a Agrária - SINGA, VI Encontro de Povos do Cerrado, II Encontro da Rede de Estudos Agrários Brasil - REA Brasil, II Congresso Brasileiro de Agroecologia - CBA, entre outros. Podemos concluir que para o bom aproveitamento dos estudos em Geografi a Rural se faz necessário uma discussão dos conceitos contemporâneos desta temática. Este trabalho tem como objetivo apresentar e discutir a defi nição dos conceitos adotados para os termos: Agroecologia, agricultura familiar multifuncionalidade e pluriatividade. Para tanto, o procedimento metodológico adotado é o da pesquisa qualitativa com entrevista semi-estruturada, trabalho de campo, análise das entrevistas e consulta bibliográfica. ALTIERI, Miguel. Agroecologia: A dinâmica produtiva da agricultura sustentável. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2001. CAPORAL, F. R. Em Defesa de um Plano Nacional de Transição Agroecológica. http://www.agroecologia.inf.br/conteudophp?vidcont=254. Acesso em 14 de abril de 2011. GLIESSMAN, Stephen R. Agroecologia: processos ecológicos em agricultura sustentável. Porto Alegre: UFRGS. 2001. easyplanners.info/area02/2258. Acesso em 20 de junho de 2012. KAUSTSKY, Karl. A Questão Agrária. Porto. Portucalense. 1972 (1989). MORIN, E. 1999. [1986]. O método 3: o conhecimento do conhecimento. Porto Alegre, Sulina, 287 p NORGAARD, R.; SIKOR, T. Metodologia e prática da agroecologia. In: ALTIERI, M. Agroecologia: bases científi cas para uma agricultura sustentável. Guaíba: Agropecuária, 2002. POZO, O. V. C. Pozo. Regime De Propriedade E Recursos Naturais: A Tragédia Da Privatização Dos Recursos Comuns No Norte De Minas. Rio de Janeiro: ICHS- CPDA /UFRRJ, Tese de Doutorado, 2002. SEVILLA GUZMÁN, E. Origem, evolução e perspectivas do desenvolvimento sustentável. In: ALMEIDA, J.; NAVARRO, Z. (Org.). Reconstruindo a agricultura: idéias e ideais na perspectiva do desenvolvimento rural sustentável. Porto Alegre: UFRGS, 1997. p. 19-32. SOARES, A. C., A multifucionalidade da agricultura familiar. Revista Proposta N°. 87 Dezembro/Fevereiro de 2000/2001. THEODORO, S.H, DUARTE, L. G., VIANA, J. N. (orgs.). Agroecologia: um novo caminho para extensão rural sustentável - Rio de Janeiro: Garamond, 2009.236p. - (Terra Mater) ISBN 978-85-7617-168-3. WANDERLEY, M. de N. B. Agricultura familiar e campesinato: rupturas e continuidade. Estudos Sociedade e Agricultura, Rio de Janeiro, 21, Outubro, 2003: 42-61. WANDERLEY, M. de N. B. Agricultura familiar e desenvolvimento sustentável. www.ceplac.gov.br/radar/Artigos/artigo3 htm. Acessado em 05 de Julho de 2012.
908 cerrados v. 11 n. 01 (2013): Revista Cerrados (versão impressa) Análise do manejo dos resíduos sólidos de saúde no município de Bocaiúva/ MG Liliane Souto;Sandra Célia Muniz Magalhães; Resíduos sólidos de saúde, Bocaiúva, Manejo adequado O presente artigo tem como objetivo analisar o manejo dos resíduos sólidos de saúde no município de Bocaiúva - MG. A metodologia utilizada consistiu em revisão bibliográfica, e trabalho de campo no hospital municipal, postos de saúde e estabelecimentos laboratoriais, odontológicos e farmacêuticos, além de entrevista semi-estruturada com o engenheiro ambiental do município. O gerenciamento de resíduos pode ser compreendido como um conjunto integrado de ações operacionais e planejamento que levam em consideração critérios sócio-ambientais, tendo como função basilar gerir as fases de geração, acondicionamento, coleta, tratamento e disposição final dos resíduos sólidos, em especial os resíduos sólidos de saúde. Na cidade de Bocaiúva a gestão dos resíduos sólidos de saúde é feita pela secretaria de meio ambiente em parceria com a empresa SERQUIP LTDA. Os resultados da pesquisa apontaram a necessidade de um manejo adequado desses resíduos, sendo imprescindível que os órgãos competentes criem mecanismos de controle que contemple todas as etapas do processo de gestão desse serviço, ou seja, desde a geração até o destino final dos resíduos sólidos de saúde gerados na cidade. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Disponível em: . Acesso em: 16 fev. 2012 BARROS, R. T. V et al. Saneamento. Belo Horizonte : Escola de Engenharia da UFMG, 1995.221 p. (Manual de Saneamento e Proteção Ambiental para os Municípios, 2). BRASIL. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde / Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. – Brasília : Ministério da Saúde, 2006. BRASIL. Lei 11.445 de 10 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o Saneamento Básico Diário Ofi cial da República Federativa do Brasil, de 10 de janeiro de 2007. Disponível em www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007- /2007/lei/l11445.htm. Acesso em abril de 2010. CASTILHOS JUNIOR, A. B. de. Resíduos sólidos urbanos: aterro sustentável para municípios de pequeno porte. Rio de Janeiro: ABES, RiMa, 2003. Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA (2005). Resolução nº 358, de 29 de abril de 2005. Dispõe sobre o tratamento e a disposição fi nal dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. FORMAGGIA D. M. E. Resíduos de serviços de saúde. In: Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde. São Paulo: CETESB; 1995. MANO, E. B. et al. Meio Ambiente, Poluição e Reciclagem. São Paulo: ISBN, 2005. COELHO, H. Manual de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde, editado em 2001, pela Fundação Oswaldo Cruz - ABNT. Resíduos Sólidos: classificação. NBR - 10.004, 2004. MARTINS, L. C. Aspectos sociais e antropológicos do desenvolvimento sustentável: o caso do acampamento de trabalhadores rurais sem terra de Água Fria-GO. In: NOAL, F.O. REIGOTA, M.; BARCELOS, V.H.L. (org.) Tendências da educação ambiental Brasileira. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 1998. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Fundação Nacional de Saúde. Manual de resíduos hospitalares. 2001. TEIXEIRA, B. A. do N. Gestão de Resíduos Sólidos: desafi os para as cidades. In: CARVALHO, P. F. de; BRAGA, R. (Org.) Perspectivas de Gestão Ambiental em Cidades Médias. Rio Claro: LPM-UNESP, 2001. REZENDE, S. C.; HELLER, L. O Saneamento no Brasil: Políticas e Interfaces. BeloHorizonte: Editora UFMG, 2002. SERQUIP. SERQUIP Tratamento de Resíduos Ltda. Disponível em http://www.serquip.com.br/grupo.asp?op=8. Acessado em fevereiro de 2012. STEDILE, N. L. R. et al. Sistematização de fontes geradoras de resíduos sólidos de serviços de saúde como subsídio para proposição de programas de gerenciamento em estabelecimentos de assistência primária e secundária. In: IX SILUBESA – SIMPÓSIO LUSO-BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 9., 2000, Porto Seguro/Ba. Anais... Porto Seguro: ABES, 2000. p.1.477-1.486. SOUSA, M. de F.. A Cor- Agem do PSF. São Paulo: Hucitec, 2001. Agentes Comunitários de Saúde: Coque de Povo !.São Paulo: Hucitec, 2001.
909 cerrados v. 11 n. 01 (2013): Revista Cerrados (versão impressa) Ativos e passivos ambientais do projeto de irrigação do Gorutuba Lucimar Sales Dias;Expedito José Ferreira; Ativos e passivos ambientais, Agricultura irrigada, Intervenção antrópica, Impacto ambiental, Desenvolvimento regional. O entendimento da relação do homem com o meio ambiente é imprescindível para a compreensão da dinâmica do agroecossistema. Este sistema é entendido como controlado, considerando que o homem é o responsável por seu funcionamento. O Projeto de Irrigação do Gorutuba é visto no sentido agroecossistêmico devido a sua dinâmica de operacional, ou seja, devido às alterações e às transformações que acontecem em seu interior. O presente trabalho apresenta como objetivo avaliar os principais impactos, negativos e positivos advindos da implementação do perímetro irrigado. Os procedimentos metodológicos adotados incluem a revisão bibliográfi ca, a coleta de dados em órgãos públicos e privados tais como: CODEVASF, DIG, IBGE, UVALE, FAVAG, EMATER e Prefeituras Municipais de Janaúba e Nova Porteirinha . No presente estudo enquadram-se como passivos ambientais a alteração da paisagem natural, as interferências no solo e nos corpos hídricos, a perda da vegetação nativa, a perda da biodiversidade, entre outras, e como ativos ambientais o potencial de solo agricultável, os recursos hídricos disponíveis para exploração agrícola irrigada, as plantações, as máquinas agrícolas e a força de trabalho em todos os níveis que impulsiona a agricultura irrigada do projeto, a produção de alimento, entre outras. BOARETTI, W. A. Comparação entre os métodos tradicionais de manejo de irrigação e o sisda: um estudo de caso considerando os aspectos econômicos e ambientais para cultura da banana no Distrito de Irrigação do Gorutuba – MG. Viçosa, MG: DEA/UFV, 2001, 121 p. Dissertação (Mestrado em Meteorologia Agrícola) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. BONATO, Fernando. VOLOCHEN, Valdir. Ativos e Passivos ambientais em sistemas urbanos, rurais e rurbanos. Curitiba: Universidade de Tuiuti do Paraná, 2007. CODEVASF. Relatório de Impactos Ambientais - RCA. Empreendimento: Projeto de Irrigação do Gorutuba.Brasília – DF, 2006. CODEVASF. Plano de Controle Ambiental – PCA. Empreendimento: Projeto de Irrigação do Gorutuba. Brasília - DF, 2007. CODEVASF. Relatório de Gestão 2009 / Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba. Brasília: Codevasf, Área de Gestão Estratégica, Gerência de Planejamento e Estudos Estratégicos, 2009. 326 p. : il. CUNHA, Cleidinilson de Jesus e HOLANDA, Francisco Sandro Rodrigues. Estrutura,função e propriedade de agroecossistemas: um estudo de caso no estuário do Rio São Francisco. Aracajú – Se, 2006. GUERRA, Antônio José Teixeira e CUNHA, Sandra Baptista da (Org.). Avaliação e Pericia Ambiental. 4º ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. NEVES, Serrano. Ativos e passivos sócio-ambientais. Curitiba: Instituto Serrano Neves, 2006. PASSOS, Helga Dulce Bispo; PIRES, Mônica de Moura. Indicadores ambientais para avaliação de agroecossistemas. UESC, Bahia, 2008.
910 cerrados v. 11 n. 01 (2013): Revista Cerrados (versão impressa) Breves considerações sobre a importância do setor terciário para a economia de Montes Claros/MG Marcelo Ferreira de Brito;Anete Marília Pereira; Montes Claros. Urbanização. Terciário. Este trabalho tem por objetivo analisar, de maneira sucinta, o setor terciário da economia de Montes Claros-MG. A partir dos anos de 1990, este se apresentou como principal segmento do cenário econômico montesclarense. Dessa forma, foi necessária uma acurada revisão bibliográfi ca, que adicionada à análise de dados secundários de órgãos de estatística e economia indicaram, por consequência, os progressos do setor terciário. Também foi necessário abordar os fatores e agentes que determinaram a centralidade de Montes Claros, destacando-se o processo de sua formação histórica, a posição geográfi ca, as atividades ligadas à pecuária, a chegada da ferrovia, além dos investimentos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE, que contribuíram para o desenvolvimento da cidade. Como resultado, tem-se a importância do setor terciário na economia, considerando os valores gerados pelo PIB, a concentração do número de empregos, além da produção de receita para a manutenção e ampliação das estruturas urbanas. Assim, tal estudo propõe discussões sobre a importância do referido setor em Montes Claros, que paralelo ao desenvolvimento das atividades industriais foi incrementado e hoje responde pela maior parcela na composição do Produto Interno Bruto do município. ASSIS, Lenilton Francisco de; ARAÚJO, Francinelda Ferreira de; GOMES, Maria Ferreira. A terciarização na cidade média de Sobral e suas infl uências no comércio das cidades pequenas de Cariré e Varjota-CE. Revista da Casa da Geografi a de Sobral, Sobral, v.8/9, n.1, p.123-140, 2006-2007. www.uvanet.br/rcg/ artigos. Associação Comercial e Industrial de Montes Claros. Montes Claros de Hoje. Edição comemorativa, Montes Claros - ACI. 1976 s/p. __________. Montes Claros Potencialidades. Montes Claros: Unimontes. 2008, 92p. CARDOSO, José Maria Alves. A Região Norte de Minas Gerais: um estudo da dinâmica de suas transformações espaciais. OLIVEIRA. M. F. (Org) Formação Social e Econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Editora Unimontes, 2000, 428p. CARLOS, Ana Fani A. Espaço e Indústria. 9 ed. - São Paulo: Contexto, 2001.70p. CASTILHO, Cláudio J. Moura de. As atividades dos serviços, sua história e o seu papel na organização do espaço urbano: uma “nova” perspectiva para a análise geográfica? Revista de Geografi a [da] Universidade Federal de Pernambuco, Recife, v.14, n.1/2, p.29-89, jan/dez 1998. FRANÇA, Iara Soares de. A Cidade Média e suas Centralidades: O Exemplo de Montes Claros no Norte de Minas Gerais. 256p. 2007. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Instituto de Geografi a, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2007. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Centro de Estatística e Informação. Mapa do Mercado de Trabalho: Estrutura e Evolução da Ocupação Formal em Minas Gerais / Fundação João Pinheiro. Centro de Estatística e Informação – Belo Horizonte, 2008. 86p. GOMES, Fernanda Silva. Discursos Contemporâneos Sobre Montes Claros: (Re) Estruturação Urbano - Regionais. 181p. 2007. Dissertação (Mestrado em arquitetura e Urbanismo). Escola de Arquitetura da UFMG, Belo Horizonte, 2007.181p. MELO, Hildete Pereira de. et all .O setor serviços no Brasil: uma visão global 1985/95. Rio de Janeiro: IPEA, 1998. 48p. Disponível em: www.ipea.gov.br SANTOS, Milton. Por Uma Nova Geografi a. 3ª ed. São Paulo: HUCITEC, 1986. 236p. VALLADARES, Licia; PRETECEILLE, Edmond. Reestruturação Urbana Tendências e Desafi os. - São Paulo: Nobel; [Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisas Universitárias do Rio de Janeiro] 1990. 227 p. Web Sites Consultados RAIS: http://www.rais.gov.br/.Declaração de Rais Genérico.(Versão: 2007. dados de 1976-2007)>. acesso em: maio/ 2012. www.ibge.gov.br - acesso em: maio/ 2012.Indústria te IBGE
911 cerrados v. 11 n. 01 (2013): Revista Cerrados (versão impressa) Caracterização e diagnóstico ambiental da nascente do rio Riachão no Norte de Minas Gerais Elwira Daphinn Silva Moreira;Expedito José Ferreira; Confl ito de água, Lagoa da Tiririca, Nascente, Impactos ambientais. O contexto imposto pela Revolução Industrial e suas práticas, fez com que os recursos naturais, sempre utilizados pela humanidade com vista a sua sobrevivência, passassem a ser utilizado de modo intenso, sem planejamento e irracional. Dentre estes recursos destaca-se a água, essencial para a manutenção da vida humana e animal. Assim, faz-se necessário pensar e conhecer as questões que envolvem os recursos hídricos das nascentes das grandes bacias hidrográficas. Diante da importância e/ou da ausência dos estudos referentes às nascentes realizou-se uma pesquisa de campo sobre nascente do curso d’água denominado rio Riachão, com o objetivo de conhecer a realidade na qual a mesma está inserida. A partir de tal visita foi possível perceber as medidas tomadas para a sua preservação, o uso do recurso natural e as atividades realizadas próximas a nascente. Por fim afirma-se a necessidade de conhecer a nascente dos cursos de água, pois é a partir da preservação e manutenção destas, que será possível pensar e atuar na preservação das bacias hidrográficas, pois a degradação ou secamento da nascente implica diretamente na vazão dos rios e na disponibilidade de água para o consumo humano. AFONSO, P. C. S. Gestão e disputa pela água na sub-bacia do Riachão, Montes Claros - MG. 138 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Uberlândia-UFU. Programa de Pós-Graduação em Geografi a. Uberlândia, 2008. AFONSO, P. C. SANTANA. CLEPS JUNIOR, J. A questão da água na Bacia do Riachão- Norte de Minas Gerais: Gestão e confl itos pelo uso na agricultura. II Encontro de grupos de Pesquisa. Agricultura, Desenvolvimento Regional e Transformações Socioespaciais. Universidade Federal de Uberlândia-UFU. Uberlândia, 2006. AGUIAR, M. I. Qualidade Física do solo em sistemas agrofl orestais. 2008. 79 f. Dissertação (Mestrado em Solos e Nutrição de Plantas), Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, Fevereiro de 2008. ALMEIDA, J. C. R.; LACLAU, J. P.; GONÇALVES, J. L. M.; MOREIRA, R. M.; ROJAS J. S. D. Índice de área foliar de Eucalyptus grandis em resposta à adubação com potássio e sódio. In: Anais I Seminário de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfi ca do Paraíba do Sul: o Eucalipto e o Ciclo Hidrológico, Taubaté, Brasil, 07- 09 novembro 2007, IPABHi, p. 1-7. Disponível em: . Acesso em 09 de novembro de 2012. ATLAS digital das águas de Minas; uma ferramenta para o planejamento e gestão dos recursos hídricos. Coordenação técnica, direção e roteirização Humberto PauloEuclydes. 2. ed. Belo Horizonte: RURALMINAS; Viçosa, MG: UFV, 2007. um CD--ROM. ISBN 85-7601-082-8. Disponível em: http://www.atlasdasaguas.ufv.br/alto_e_medio_sao_francisco/impacto_ambiental_relevante_na_sub_bacia_do_rio_riachao_ norte_de_minas_gerais.html. Acesso em 13 de junho de 2012. ATLAS digital das águas de Minas; uma ferramenta para o planejamento e gestão dos recursos hídricos. Coordenação técnica, direção e roteirização Humberto Paulo Euclydes. 3. ed. Belo Horizonte: RURALMINAS; Viçosa, MG: UFV, 2011. Disponível em: http://www.atlasdasaguas.ufv.br/. Acesso em 13 de junho de 2012. BARROS, K. O. Índice de aridez como indicador da susceptibilidade à desertificação na mesorregião Norte de Minas. 89 f. Trabalho de Conclusão de Cursoem Geografi a, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa - Minas Gerais, junho de 2010. CALHEIROS, R. O, TABAI, F. C. V., BOSQUILIA, S. V., CALAMARI, M.. Preservaçãoe Recuperação das nascentes de água e de vida. Caderno da Mata Ciliar.n. 1. 2009. São Paulo. Disponível em: Acessoem: 13 de junho de 2012. CARVALHO, L. G. de; SILVA, M. O. ; ALVES, M. 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912 cerrados v. 11 n. 01 (2013): Revista Cerrados (versão impressa) Educação à distância: um olhar na licenciatura em Geografia Franciele Pereira Brant;Janete aparecida Gomes Zuba; Educação à Distância - Ensino/Aprendizagem – Geografi a O curso de Geografia da Unimontes foi criado no ano 1964 e a partir de 2008 expandiu-se virtualmente através da Educação à Distância. Neste contexto, pretende-se inseri-lo no novo modelo de educação que tem como base a utilização de tecnologias. Este artigo tem como objetivo compreender o curso de Geografia da UAB/EAD/ Unimontes, sob a ótica dos cursistas do 7º período das cidades polo de Itamarandiba, Janaúba e Pompéu – MG. Para tanto, adotou-se como metodologia: a pesquisa bibliográfica seguida de aplicação de questionário. O presente trabalho estrutura-se em três partes: Breves considerações da Educação à Distância, o processo de ensino/aprendizagem da EAD e as reflexões dos cursistas. ALMEIDA, J. S. Educação a Distância: Concepções dos alunos de Biologia das Faculdades Jorge Amado. Candombá – Revista Virtual, v. 3, n. 2, p. 112–122, jul – dez 2007. BELLONI, Maria Luiza. Educação à Distância. Campinas, SP: Autores Associados, 1999. IBGE: Disponível em: .Acesso em 01 março. 2012. MENDES, C. C.; MILLA, G. L.; MIRANDA, R. P.; MORAES, R. L.; ALBERTI, T. F.; BEHAR, P. A.; Possibilidades e Limites no Processo de Ensino-Aprendizagem a Distância. Novas Tecnologias na Educação. V. 5 Nº 2. CINTED-UFRGS. 2007. Disponível em: . Acesso em 02 março. 2012. MORAN, José Manoel. O que é educação à distância, 2002. Disponível em:. Acesso em 05 março.2012. MORAIS FILHO, Luiz Augusto de. Autonomia do aluno de EAD. 2006. Disponível em: . Acesso em 08 março. 2012. NEVADO, Rosane Aragon. Ambientes virtuais que potencializam as relações de ensino-Aprendizagem: do “ensino na rede” a “aprendizagem em rede”. In: Novas formas de aprender: comunidades de aprendizagem, Boletim 15, Ministério da Educação, 2005. Disponível em: . Acesso em 03 março. 2012. PALLOFF, Rena M.; PRATT, Keith. O Aluno Virtual: um guia para trabalhar com estudantes on-line. Trad. Vinícius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2004. SAMPAIO, Marisa Narcizo; LEITE, Lígia Silva. Alfabetização Tecnológica do Professor. 3. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002, p. 27-52. VIEIRA, Fábia Magali Santos. Ciberespaço e Educação: Possibilidades e limites da interação dialógica nos cursos online Unimontes Virtual. (Mestrado em Tecnologias na Educação) Universidade de Brasília (UnB), Brasília, 2003.
913 cerrados v. 11 n. 01 (2013): Revista Cerrados (versão impressa) Educação ambiental e Geografia: uma contribuição à sociedade em via de possíveis mudanças Karine de Siqueira Camilo;Yara Maria Soares Costa da Silveira; Educação Ambiental. Geografi a. Transformação. Meio Ambiente. A sociedade moderna é consumista, mas não alheia às transformações oriundas da globalização e trouxe impactos principalmente ao meio ambiente. Fato este que despertou a sociedade para um possível processo de transição, tornando-a mais consciente de seu papel na coletividade. Isso implica mudança de atitude e de comportamento que podem ser adquiridas com a inserção da Educação Ambiental nas escolas e no cotidiano da população. O que despertou o interesse por este trabalho que tem como objetivo analisar a importância e contribuição da Educação na compreensão da dinâmica sociedade e natureza e sua responsabilidade diante dos atuais problemas ambientais. O procedimento metodológico se deu por pesquisa bibliográfi ca. Neste sentido a Educação Ambiental deve ser implantada como processo educativo e integrada a disciplina de Geografi a que seria um instrumento fundamental para orientar as ações futuras a respeito do Meio Ambiente e sua manutenção. Este deverá ser planejado de forma operacional, almejando novas oportunidades de desenvolvimento sustentável. A partir do estudo realizado é possível inferir que a Geografi a e a Educação Ambiental são apenas possibilidades de acertos e erros, mas, sempre deixando sua contribuição para a construção de conhecimentos e posteriores planejamentos, com vistas a uma nova ética sócio-ambiental. AMORIN FILHO, O. B. Topofi lia, Topofobia e Topocídio em MG. In Rio, D.V.; BRASIL, Legislação do meio ambiente. Compilação organizada para a LTr Editora: HB Textos. São Paulo: LTr, 1999. BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. LDB - Lei de diretrizes e Base da Educação (Lei nº 9.394 de 1996). Brasília: MEC, 1996. BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. PCN’s – Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília, Secretaria de Educação Fundamental, 1998. _______, Ministério da Educação-MEC- PCN+ - Parâmetro Curricular Nacional do Ensino Médio - Geografi a. Brasília: MEC, 1999. CURY, A. J. Pais Brilhantes, professores fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2003. GUIMARÃES, M. Sustentabilidade e Educação Ambiental in Gerra, A. J. T.; A Questão Ambiental: diferentes abordagens. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006. IBAMA. Como o Ibama exerce a educação ambiental. Brasília: Ibama, 2006. JACOBI, P.. Educação Ambiental e Cidadania. In: CASCINO, F.; JACOBI, P.; LEI DE DIRETRIZES E BASES nº. 9.394 de 1996: LEITE, A. L. T. de A., MEDINA, N. M.; EDUCAÇÃO ambiental: curso básico a distância: documentos e legislação da educação ambiental. Brasília: MMA, 2001. MEDINA, N. M; SANTOS, E. da C.; Educação Ambiental: uma metodologia participativa de formação. Petrópolis: Vozes, 1999. MINAS GERAIS. Secretária de Estado da Educação. CBC - Conteúdo Básico comum. Proposta Curricular de Geografi a do Ensino Médio, 2007. NIDELCOFF, M. T. A escola e a compreensão da realidade. São Paulo: Editora Brasiliense, 1985. SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: espaço e tempo, razão e emoção. 4ª ed. 5 reimpr.-São Paulo: Editora Universitária de São Paulo,2009-(Coleção Milton Santos;1) Págs 113-126 (Espaço e A Noção de Totalidade). ______________. Por Uma Geografi a Nova. 3ª Ed.São Paulo: Editora Hucitec, 1986. Tuan,Y. Espaço e Lugar: a perspectiva da experiência. Tradução de Lívia de Oliveira. São Paulo: Difel, 1983. VESENTINI, J.W. Geografi a critica e ensino. in: OLIVEIRA, A.U. de (org), Para onde vai o Ensino da Geografi a? (Repensando o ensino). São Paulo: Contexto, 1982.
914 cerrados v. 11 n. 01 (2013): Revista Cerrados (versão impressa) Educação Ambiental na promoção e humanização da saúde: estudo de caso do presídio regional de Montes Claros – MG Fabiano Elias Nunes;Yara Maria Soares Costa da Silveira; Educação Ambiental, Humanização, Promoção à Saúde, Presídio. A Educação Ambiental (EA) tem autonomia suficiente, pelos seus pressupostos, de redefinir o tipo de cidadão que se queira formar e os novos espaços territoriais a serem construídos para a humanidade. Nota-se a necessidade de articular as propostas e os objetivos da EA, no que tange as práticas de ensino aprendizagem em seus diversos níveis e modalidades, formais e informais. É importante também conhecer as particularidades de cada espaço, respeitando sua identidade cultural, ética, socioeconômica de sua população. Diante desse exposto, o objetivo deste trabalho é conhecer as políticas de integração que são desenvolvidas dentro do Presídio Regional de Montes Claros - PRMC4***, tomando como principal vertente a EA e compreender, como esses processos se articulam na humanização e promoção à saúde dos presos. A metodologia empregada foi pautada em uma discussão ampla em diversas referências teóricas de autores e pesquisadores imbuídos na Educação Ambiental, Território, Espaço Geográfico, na Promoção da Saúde e nos Sistemas Prisionais. Em seguida, foi elaborado um estudo de caso no PRMC, com visitas, onde os objetivos foram diagnosticados com maior afinco. A contribuição deste trabalho consiste em fortalecer as práticas da EA - ferramenta fundamental na elaboração de novos paradigmas entre sociedade e ambiente. ANDRADE L. O. M. e BARRETO I. C. H. C. Promoção da saúde e cidades/municípios saudáveis: propostas de articulação entre saúde e ambiente. In: Saúde e ambiente sustentável: estreitando nós. 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915 cerrados v. 11 n. 01 (2013): Revista Cerrados (versão impressa) Geotecnologias aplicadas à análise espaço-temporal do adensamento urbano Ramony Pereira Batista;Marcos Esdras Leite; cidade, segregação, SIG, Sensoriamento Remoto. A partir da adoção do Capitalismo como sistema econômico mundial, favoreceu a concentração de pessoas e capital nas cidades. Tal fato provocou alterações na morfologia deste espaço. As desigualdades oriundas desta política econômica são perceptíveis na cidade e nas relações estabelecidas na área urbana. Diante disso, o presente trabalho analisou as formas de segregação, sobretudo a auto segregação, no bairro Ibituruna, na cidade média de Montes Claros (MG). Os dados de ocupação e edifi cação da área em questão foram obtidos por meio das imagens de satélite de alta resolução espacial. A partir desses produtos orbitais foram obtidos os dados de edifi cação. A partir de uma comparação entre os dados considera-se que a auto- segregação na cidade supracitada é concentrada na região oeste, sobretudo no bairro Ibituruna; além de existir um adensamento nesse bairro, em função do interesse imobiliário com este espaço. BRITO, G. R. G. Montes Claros – da construção ao progresso 1917 – 1926. Montes Claros: Ed. Unimontes, 2006. CASTELLS, M. A questão Urbana. Tradução de CAETANO, A. São Paulo: Paz e Terra, 2000. CORRÊA, R. L. Trajetórias Geográfi cas, 2º ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. FRANÇA, I. S. de. A cidade Média e suas Centralidades: o exemplo de Montes Claros no Norte de Minas Gerais. 2007. 240p. Dissertação de Mestrado em Geografia área de concentração em geografi a e gestão do território. Instituto de Geografi a, Uberlândia, 2007. GOMES, F. S. Discursos Contemporâneos sobre Montes Claros: (Re) estruturação urbana e novas articulações urbanas – regionais. 2007. 198p. Dissertação de Mestrado em Arquitetura área de concentração em teoria e prático do projeto de Arquitetura e urbanismo. Escola de Arquitetura, Belo Horizonte, 2007. LEITE, M. E. Geoprocessamento aplicado ao estudo do espaço urbano: o caso da cidade de Montes Claros – Minas Gerais. 2006. 177p. Dissertação de mestrado em geografi a área de concentração em geografi a e gestão do território. Instituto de Geografi a, Uberlândia, 2006. LEITE, M. E e PEREIRA. A. M. A expansão urbana de Montes Claros a partir do processo de industrialização. In. PEREIRA, A. M. e ALMEIDA, M. I. S de (org). Leituras Geográfi cas sobre o Norte de Minas Gerais. Montes Claros: Unimontes, 2004. P. 33 – 51. LEITE. M. E; BATISTA, R. P; CLEMENTE, C. M. S. Segregação Espontânea na Cidade de Montes Claros (MG): uma análise auxiliada pelo Sensoriamento Remoto. Revista Geoambiente online. Nº 15. pp. 103 – 127, julho – Dezembro. 2010 MARICATO, E. Brasil, cidades alternativas para a crise urbana. 2ª ed. Petrópolis (RJ): Vozes, 2002. OLIVEIRA, M. F. M de; RODRIGUES, L. (org.). Formação Social e Econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Unimontes, 2000. PEREIRA, A.M; SOARES, B. R. Tendências e Problemas da Urbanização de Cidades Médias: o caso de Montes Claros. In II Simpósio de Geografi a Perspectivas para o Cerrado no Século XXI. 2003. Uberlândia. Anais do II Simpósio de Geografi a Perspectivas para o Cerrado no Século XXI. UFU. 2003. (s/p). SOUZA, M. L de. ABC do Desenvolvimento Urbano. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. VILLAÇA, F. O Espaço Intra-Urbano no Brasil. 2º ed. São Paulo: FAPESP, 2001.
916 cerrados v. 11 n. 01 (2013): Revista Cerrados (versão impressa) Reaproveitamento de Óleos e Gorduras Residuais - OGR’s para produção de biodiesel e outros co-produtos: o projeto piloto no município de Montes Claros - MG Marielle Jacinta Pereira Costa;Anete Marília Pereira; Óleos e Gorduras Residuais. Biodiesel. Montes Claros. reaproveitamento. Tendo em vista que o reaproveitamento de Óleos e Gorduras residuais - OGRs para a produção de Biodiesel e outros co-produtos foi estabelecido em alguns municípios brasileiros desde os primeiros anos da década de 2000, este artigo tem por objetivo propor uma refl exão acerca desse reaproveitamento na cidade de Montes Claros. Nessa cidade existe um Projeto Piloto de Coleta e Reaproveitamento de resíduos em processo de implantação para fi ns de produção de Biodiesel na Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro, bem como, ração animal e sabão vegetal. Como metodologia além da pesquisa bibliográfi ca para fundamentação teórica, realizamos pesquisa secundária na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP - e em demais programas de coleta de OGR já implementados em outros municípios, consulta a normas, informes técnicos e legislação específi ca sobre o descarte de OGRs. Por fim, buscamos acompanhar os primeiros passos da implantação do Projeto Piloto através de coleta de dados, registros iconográfi cos e realização de entrevistas tanto com a Petróleo Brasileiro S/A, segmento de Biocombustíveis-PBIO, como com a Associação de Catadores de Resíduos Sólidos e Líquidos Recicláveis Amigos dos Jovens e do Meio Ambiente-ASCAJOM. Avaliamos que os benefícios dessa coleta estarão diretamente ligados ao complemento na produção de Biodiesel, na minimização dos impactos ambientais e no incremento a renda dos catadores dos resíduos. AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS--ANP- SUPERINTENDÊNCIA DE REFINO E PROCESSAMENTO DE GÁS NATURAL –SRP. Boletim Mensal de Biodiesel. Brasília: 2011. Disponível em: (versão PDF). Acesso em: Julho de 2011. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA. Informe Técnico nº 11, de 5 de outubro de 2004. Assunto: Óleos e Gorduras Utilizados em Frituras. Disponível em: . Acesso setembro de 2010. ARCHELA, Edison. et al. Considerações sobre a geração de efl uentes líquidos em centros urbanos. Revista de Geografi a Universidade Estadual de Londrina - Volume 12 - Número 1 - Jan/Jun. 2003. Disponível em < www.uel.br/revistas/uel/index.php/geografi a/article/download/.../605...> Acesso em: março de 2012. BARCELOS, Thiago Gomide et. al. Reciclagem de óleo e gordura residual descartados na cidade de lavras – Mg. In: Anais do 5º Congresso Brasileiro de Óleos Gorduras e Biodiesel. Universidade Federal de Lavras- UFLA, Lavras- MG, 2008. Disponível em: . Acesso em fevereiro de 2010. COSTA NETO, P.R.; ROSSI, L.F.S. Produção de Biocombustível alternativo ao Óleo Diesel através da transesterifi cação de óleos de soja usado em frituras. In: Revista Química Nova, n.23, ano 4. 2000. FIESP- Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Leis no Estado de São Paulo. São Paulo, 2007. Disponível em: . Acesso em: novembro de 2010. HOCEVAR, Luciano. Biocombustível de Óleos e Gorduras Residuais – A realidade do sonho In: Anais do 2º Congresso Brasileiro de Óleos Gorduras e Biodiesel. Universidade Federal de Lavras - UFLA e Prefeitura Municipal de Varginha, Varginha - MG, 2005. Disponível em: . Acesso em fevereiro de 2010. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA-IBGE. Primeiros dados do censo 2010. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/censo2010/primeiros_dados_divulgados/index.php?uf=31. Acesso em: dezembro de 2010. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA-IBGE. Censo Demográfico 2010: Características da População e dos Domicílios: Resultados do Universo Disponível em: http://www.ibge.gov.br/cidadesat/ Acesso em: abril de MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE/ CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA. Resolução nº 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efl uentes, e dá outras providências. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res05/res35705. pdf> . Acesso em outubro de 2010. MIRANDA, Rosilene Aparecida de. Biodiesel: obtenção a partir de óleos residuais utilizados na cocção de alimentos. In: Anais do 3º Congresso Brasileiro de Óleos Gorduras e Biodiesel. Universidade Federal de Lavras - UFLA e Prefeitura Municipal de Varginha, Varginha - MG, 2006. Disponível em: . Acesso em fevereiro de 2010.
917 cerrados v. 11 n. 01 (2013): Revista Cerrados (versão impressa) Segurança alimentar garantida na merenda de Escola Municipal de Montes Claros/MG a partir de produtos adquiridos da agricultura familiar Helenice Cristina Santos;Ana Ivânia Alves Fonseca; Agricultura Familiar; Merenda Escolar; Alimentação; Desenvolvimento A merenda escolar é um elemento importante, tanto na recuperação nutricional das crianças, quanto para evitar futuros problemas de obesidade. A agricultura familiar voltada também para a segurança alimentar e nutricional de crianças e jovens em idade escolar pauta-se na sustentabilidade e diversifi cação agrícola da região, na alimentação saudável e adequada conforme estabelecido na lei. Sendo assim, o presente trabalho busca conhecer a Lei 11.947/2009 que garante melhor qualidade na merenda escolar a partir da inserção dos produtos advindos da agricultura familiar e ainda pelo desenvolvimento sustentável presente na reprodução do meio rural. E dessa forma, mostrar que a agricultura familiar é uma estratégia importante na apropriação de benefícios sociais, econômicos e ambientais bem como os possíveis caminhos para se alcançar uma segurança alimentar e nutricional de crianças e jovens em idade escolar. Para se chegar aos objetivos propostos buscou-se um caminho metodológico de revisão bibliográfi ca e pesquisa de campo. ALMEIDA, Maria Geralda de (org.). A captura do cerrado e a precarização de territórios: Um olhar sobre sujeitos excluídos. In: ALMEIDA, Maria Geralda de (org.). Tantos Cerrados – Múltiplas abordagens sobre a biodiversidade e singularidade cultural. Goiânia: Ed. Vieira, 2005. ALMEIDA, Maria Ivete Soares. Refl exões Sobre a Geografi a Norte Mineira Enquanto Prática Social. In: PEREIRA, Anete Marília; ALMEIDA, Maria Ivete Soares (orgs.). Leituras Geográfi cas Sobre o Norte de Minas Gerais. Montes Claros. Ed. Unimontes, 2004. ANDRADE, Manoel Correia de. O Nordeste e a Questão Regional. São Paulo, Ed. 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918 cerrados v. 11 n. 01 (2013): Revista Cerrados (versão impressa) Povoamento e resistência do território camponês norte mineiro Maria das Graças Campolina Cunha; Campesinato, território nortemineiro, movimentos sociais. O objetivo deste estudo é compreender as dinâmicas ocorridas no Norte de Minas Gerais referentes ao povoamento e permanência das populações camponesas nesta região, assim como as estratégias atuais relacionadas à garantia de seus territórios frente às expropriações sofridas ao longo de sua história. A partir da perca ou da compressão de seus territórios para a instalação de projetos desenvolvimentistas conduzidos pelo Estado, essas relações são reafi rmadas através das alianças firmadas com ONGs e instituições civis, fortalecendo-as no front de luta e de conquista de seus territórios. ALBUQUERQUE, Lucimar Magalhães de. Aprender com o Buriti: tempos e espaços na formação de agentes da Economia Solidária no Norte de Minas Gerais. Uberlândia: PPG-IG/UFU, 2007. Dissertação de mestrado. 137 f. CORREA, Jeane Queiroz. Trabalho e Cotidiano na Comunidade Gerais do Calixto, Buritizeiro - Sertão Norte dos Gerais. Montes Claros: Unimontes (Pirapora), 2008. Monografi a de Graduação. COSTA, João Batista de Almeida. Cultura Sertaneja: a conjugação de lógicas diferenciadas. In. SANTOS, Gilmar Ribeiro dos (org.). Trabalho, Cultura e Sociedade no Norte/Nordeste de Minas. Montes Claros: Best, 1997. CUNHA, Maria das Graças Campolina. Gameleira, Sertão Norte de Minas Gerais: Um olhar feminino sobre o feminino camponês. Uberlândia: PPG-IG/UFU, 2013. Tese de doutorado. 314 f. DAYRELL, Carlos Alberto. Geraizeiros y Biodiversidade nel Norte de Minas Gerais: La contribuición de la agroecologia y de La etnoecologia em los estudios de los agroecossistemas. Huelva: Universidad Internacinal de Andalúcia, 1998. Dissertação de Mestrado. FELFILI, Jeane Maria (Org.). Estudos de Vegetação para Subsidiar a Criação das Reservas Extrativistas Barra do Pacuí e Buritizeiro – MG. Brasília: MMA, 2010. (Coleção Biodiversidade 37). GONÇALVES, Carlos Walter Porto. Geografi a da Riqueza, Fome e Meio Ambiente. In. OLIVEIRA, Ariovaldo. MARQUES, Marta Inez Medeiros (orgs.). O Campo no Século XXI: Território de vida, de luta e de construção da justiça social. São Paulo: Paz e Terra, 2004. HAESBAERT, Rogério. O Mito da Desterritorialização: do fi m dos territórios à multiterritorialidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004. LÉVI-STRAUSS, Claude. O Totemismo Hoje. Lisboa: Edições 70, 1986. Perspectivas do Homem. LITLLE, Paul. Territórios sociais e povos tradicionais no Brasil: por uma Antropologia da territorialidade. In: Anuário Antropológico 2002/2003. Rio de Janeiro: 2004. MAUSS, Marcel. Ensaios sobre a Dádiva: forma e razão da troca nas sociedades arcaicas. In. ______ Sociologia e Antropologia. v. II. São Paulo: Edusp, 1974. NOGUEIRA, Mônica Celeida Rabelo. Gerais a Dentro e a Fora: identidade e territorialidade entre Geraizeiros do Norte de Minas Gerais. Brasília: UNB/Departamento de Antropologia, 2009. Tese de doutorado. RIEPER, Ana. Imagens do Baixo São Francisco: a percepção da paisagem na construção da identidade da população ribeirinha. Dissertação de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Universidade Federal de Sergipe, 2001. SABOURIN, Eric. Camponeses do Brasil: entre a troca mercantil e a reciprocidade. Trad. Leonardo Milani. Rio de Janeiro: Garamond, 2009. WOORTMANN, Klaas. 1990. “Com parente não se neguceia”: o campesinato como ordem moral. Anuário Antropológico, Brasília/Rio de Janeiro, EDUNB/Tempo Brasileiro, n. 87, p. 11-73, 1990.
920 cerrados v. 10 n. 01 (2012): Revista Cerrados (versão impressa) Professor Antônio Jorge homem de perspectivas: uma vida dedicada ao desenvolvimento e integração Da Universidade Estadual de Montes Claros – MG - Brasil Yara Maria Soares Costa da Silveira;Igor Martins de Oliveira; Antônio Jorge. Professor. Unimontes. Departamento de Geociências. Este artigo tem como objetivo reportar sobre aspectos importantes da vida do professor Antônio Jorge como professor emérito da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes e do Departamento de Geociências, a que dedicou grande parte de sua vida, vindo a falecer a serviço desses. Sua história, comprometimento e dedicação jamais poderão ser esquecidos por essa academia, aqui se honra àquele que merecidamente consagra-se à honra. Presta-se homenagem a esse professor pela sua visão empreendedora no desenvolvimento regional da Unimontes, mestre exemplar, de ampla competência. Fica aqui registrada a homenagem do Departamento de Geociências e Universidade ao professor Antônio Jorge pelos suas realizações no desenrolar acadêmico dessa Instituição de Educação e sua inserção no contexto local, regional e nacional no ensino superior brasileiro. CORDEIRO, M. A. Montes Claros: 18 nov. 2011. Entrevista concedida a Y. M. S. C. Silveira. JORGE, O. B. Montes Claros: 14 nov. 2011. Entrevista concedida a Y. M. S. C. Silveira. SILVA, A. S. Montes Claros: 16 nov. 2011. Entrevista concedida a Y. M. S. C. Silveira. SILVEIRA, Y. M. S. C. Montes Claros: Entrevista concedida a I. M. Oliveira. UNIMONTES. Relação dos cargos comissionados exercidos pelo ex-servidor professor Antônio Jorge. Montes Claros (MG): Gerência de Administração de Pessoal, 2011. UNIMONTES. Sítio eletrônico da Unimontes. Disponível em . Acesso em 19 nov. 2011.
921 cerrados v. 10 n. 01 (2012): Revista Cerrados (versão impressa) A Universidade Estadual de Montes Claros e o papel da Geografia no desvendamento do espaço norte mineiro Priscilla Caires Santana Afonso;Sandra Célia Muniz Magalhães;Rafael Muniz Magalhães; Pesquisa. UNIMONTES. Departamento de Geociências. Curso de Geografia. Norte de Minas. A pesquisa é um instrumento de mudança face aos seus resultados que podem servir como base para políticas públicas que atendam as necessidades da população. Nesse sentido, esse trabalho visa discutir a contribuição da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES e do Departamento de Geociências quanto à pesquisa no norte de Minas. A metodologia utilizada consistiu-se em pesquisa bibliográfica e documental. Concluí-se que a Instituição e o curso de Geografia nos seus 50 anos de história, contribuíram com a região através da formação de profissionais, elaboração e desenvolvimento de projetos de pesquisa e fortalecendo o ensino público de qualidade. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, Senado, 1988. BRASIL. LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 5. ed. – Brasília : Câmara dos Deputados, Coordenação Edições Câmara, 2010. CARDOSO, J. M. A. A Região Norte de Minas Gerais: um estudo da dinâmica de suas transformações espaciais. 1996. Dissertação (Mestrado em Economia) – PIMES, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 1996. FAPEMIG. Relatório de Atividades FAPEMIG 2010. Belo Horizonte, 2011. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censos demográficos – 1960 a 2010. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. LEITE, Romana de Fátima Cordeiro. Norte de Minas e Montes Claros: o significado do ensino superior na (re) configuração da rede urbana regional. (dissertação). Uberlândia, 2003. PEREIRA, A. M. Cidade média e região: o significado de Montes Claros no Norte de Minas (Tese em Geografia) - Programa de Pós-Graduação em Geografia. Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2007. PEREIRA, Anete Marília, SOARES, Maria Ivete. Leituras Geográficas sobre o Norte de Minas Gerais. Montes Claros: Editora Unimontes, 2004. MATOS, R. E. da S.; SATHLER, D.; UMBELINO, G. Urbano Influente e Rural Não-Agrícola em Minas Gerais. Disponível em www.cedeplar.ufmg.br/diamantina2004/textos/D04A060. PDF. Acesso em:15/07/2010. RIBEIRO, R. F. História ecológica do sertão Mineiro e a formação do patrimônio cultural sertanejo. IN: LUZ, C. e DAYRELL, C. (orgs.). Cerrado e Desenvolvimento: tradição e atualidade. Montes Claros: Max Gráfica e Editora, 2000, p. 47-106. RODRIGUES, L. Contribuição da agricultura irrigada ao desenvolvimento regional. In: LUZ, C. e DAYRELL, C. (orgs.). Cerrado e Desenvolvimento: tradição e atualidade. Montes Claros: Max Gráfica e Editora, 2000, p. 141-188. UNIMONTES. Projeto Pedagógico curso de Geografia. Montes Claros, 2008. Sites: www.cnpq.br www.capes.gov.br www.inpe.br www.fapemig.br www.unimontes.br
922 cerrados v. 10 n. 01 (2012): Revista Cerrados (versão impressa) Breve histórico do curso de geografia na Fundação Norte Mineira de Ensino Superior - FUNM em Montes Claros (MG) Dulce Pereira dos Santos;Marianne Durães Fernandes; Geografia. Educação Superior. FUNM. Montes Claros. Neste artigo, investiga-se a história do Curso de Geografia, na Fundação Norte Mineira de Ensino Superior – FUNM, e a contribuição deste para o desenvolvimento da cidade de Montes Claros/MG. Com a implantação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE (1959) e o processo de urbanização acelerado na década de 1960, a cidade de Montes Claros localizada no Norte de Minas Gerais vivenciou um crescimento populacional rápido e desordenado, exigindo novos investimentos em alguns setores, dentre eles a educação. Dessa forma, a criação da FUNM e do Curso de Geografia, contribuiu para o desenvolvimento da cidade de Montes Claros (MG), uma vez que teve como objetivo formar professores para atuarem no ensino de 1º e 2º Graus em colégios públicos e particulares, da região. A metodologia utilizada nesta pesquisa se fundamenta nos princípios de investigação histórica mediante análise do conteúdo das seguintes fontes: legislação, atas de implantação do curso de Geografia da FUNM, jornais, estrutura curricular do Curso e entrevista com egressos do Curso de Geografia da década de 1960/1970. Será contemplada, sobretudo, a produção acadêmica da própria Universidade Estadual de Montes Claros, com o objetivo de fundamentar teoricamente o estudo. Os resultados encontrados na realização dessa pesquisa indicam que o resgate histórico da criação do curso de Geografia em Montes Claros é relevante e confirma que o mesmo é um Curso Superior dinâmico e voltado para a realidade local e regional. Este trabalho expõe resultados parciais de uma pesquisa em andamento financiada pela FAPEMIG. AGUIAR, Fátima Rita Santana. Breve Histórico do Curso de Pedagogia. Revista do Curso de Pedagogia, Montes Claros, n.1, V.1, p.11-16, setembro 1997. BRITO, Marcelo Ferreira de; FREITAS, Bruno Rodrigues; ALVES, Roney Soares; PEREIRA, Anete Marília. REFLEXÕES SOBRE AS POLÍTICAS AMBIENTAIS MUNICIPAIS EM MONTES CLAROS – MG (BR): APLICABILIDADE E DESAFIOS. Disponível em: http://observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/egal12/Geografiasocioeconomica/Geografiaurbana/286.pdf. Acesso em: 10 de novembro 2011. FERREIRA, Luiz de Paula. Aspectos do Desenvolvimento de Montes Claros. Imprensa Oficial. Belo Horizonte: junho 1975. 47 p. GOMES, Maria José Narciso. Histórico do Curso de Geografia. Caderno Geográfico, Revista do Departamento de Geociências. Montes Claros, vol. 1, nº 1, p. 7-13, Nov. 1989. Governo do Estado de Minas Gerais. Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, Carta-Consulta para a criação da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, Montes Claros, s/d. GRADE CURRICULAR DO CURSO DE GEOGRAFIA PLENA NOS ANOS DE 1976 A 1979. Secretaria Geral da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, 2011. JÚNIOR, César Rota. Ensino Superior e Desenvolvimento Regional: discursos produzidos em prol do desenvolvimento regional por ocasião da implantação da Fundação Universidade Norte Mineira – FUNM, na década de 1960, na cidade de Montes Claros – MG. 89 f. Dissertação (Mestrado pelo Programa de pós-graduação em Desenvolvimento Social – PPGDS). Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. Montes Claros/MG, 2010. MAURÍCIO, Milene Antonieta Coutinho. Velho Sobrado – Um Passado Secular. Vínculo – Revista da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da F.U.N.M., Montes Claros, nº 03, p. 131-136, fevereiro de 1987. 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923 cerrados v. 10 n. 01 (2012): Revista Cerrados (versão impressa) Trajetória do curso de Geografia na Universidade Estadual de Montes Claros-MG: compromisso com a formação docente Débora Ariane Santos Guia;Gildette Soares Fonseca; Formação de professores. Geografia. Unimontes A qualidade da educação básica e superior de um país está diretamente associada à formação dos educadores. Especificamente nos cursos de licenciatura em Geografia, é essencial que o acadêmico detenha conhecimentos sólidos acerca da Ciência Geográfica, tenha didática, ética, habilidades e competências para desenvolver atividades de forma pedagogicamente adequada à demanda assim que ingressar no mercado de trabalho. Neste sentido, este estudo tem por objetivo apresentar uma trajetória do curso de graduação em Geografia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Para tanto foi realizada pesquisa bibliografia e entrevistas com profissionais atuantes e que já atuaram no curso. O curso de Geografia iniciou em 1964, nas instalações do Colégio Imaculada Conceição sendo transferido um ano após para o casarão centenário da Fundação Norte Mineira de Ensino Superior (FUNM). Em 1992 foi incorporado ao Centro de Ciências Humanas (CCH) da Unimontes gozando de melhor estrutura para capacitar educandos para o exercício da docência, tornando-o assim um professor. Desde 1996 o curso regular e gratuito funciona em Montes Claros e Pirapora, muitos são os desafios a serem enfrentados para engrandecimento do curso, no entanto o mesmo tem se destacado em nível nacional. AB’SABER, Aziz Nacib. Vinte e cinco anos de Geografia em São Paulo (1934-1959). Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, n. 81, p. 77-91, 2004. BRASIL. Decreto n. 19.851 de 11 de abril de 1931. Rio de Janeiro, 11 de abril de 1931. p.1. Disponível em: . Acesso em: 02/06/2009. BRASIL. Congresso Nacional. Lei n. 4.024 de 20 de dezembro de 1961. Fixa as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF, 14 de dezembro de 1962 Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4024.htm >. Acesso em: 06/01/2009. BRASIL. Congresso Nacional. Lei n. 9.394 de 20 de dezembro 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 20 de dezembro de 1996. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm> Acesso em: 06/01/2009. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução n.02 de 26 de junho de 1997. Brasília, 16 de junho de 1997. p.1. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf/legisla06.pdf.> Acesso em: 02/06/2009. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer n. 447 de 29 de maio de 2002. Belo Horizonte, 28 de maio de 2002. Disponível em: < http://www.cee.mg.gov.br/parecer447.2000. htm>. Acesso em 26/05/2009. CAMARGO, L. F. F. A condição do professor do ensino superior privado: o caráter mercantil dessas instituições e a degradação do trabalho. Boletim Paulista de Geografia, v. 86, p. 65-93, 2007. 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924 cerrados v. 10 n. 01 (2012): Revista Cerrados (versão impressa) Abalos sísmicos: considerações sobre sismos em Montes Claros/MG Rachel Inêz Castro de Oliveira;Eliane Ferreira Campos Vieira;Maria Cleusa de Freitas; Sismos. Sismicidade intraplaca. Montes Claros. A maioria da atividade sísmica global ocorre principalmente nos limites das placas tectônicas. No interior das placas a sismicidade é relativamente branda. Neste contexto, o Brasil se localiza praticamente no interior da placa Sul-Americana, distante das suas bordas oeste e leste. Contudo, o Brasil não esta livre de sismos, mas a grande maioria dos sismos brasileiros é de pequena magnitude. Há registros de apenas dois abalos sísmicos com magnitude maior que 6 na escala Richter: um na Serra do Tombador, em Mato Grosso, em 1955 de magnitude 6,2 na escala Richter e outro de magnitude 6,3 no litoral do Espírito Santo, em 1955. Em dezembro de 2007, foi registrado sismo de magnitude 4,6 no Norte de Minas, na região de Itacarambi/MG, causando a primeira vítima fatal por abalo sísmico no Brasil. Diante do exposto, o presente artigo procura fazer algumas considerações teóricas sobre sismicidade básica, sismos no Brasil e os sismos em Montes Claros/MG. Os procedimentos metodológicos são baseados em revisão bibliográfica de teses, dissertações, livros bem como artigos publicados sobre o assunto. É importante salientar que apesar das atividades sísmicas intraplaca não serem significativas como as que ocorrem nos limites das placas tectônicas é necessário estudar, monitorar esses eventos, para que se possa tentar fazer uma avaliação dos riscos sísmicos nas áreas onde estão ocorrendo os tais eventos. BARROS, L. V. Sismicidade, Esforços Tectônicos e Estrutura Crustal da Zona Sismogênica de Porto dos Gaúchos/MT.2010.147p.Tese (Doutor em Geologia) – Universidade de Brasília, Brasília, 2010. Disponível em:http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/ tde_busca/arquivo.php?codArquivo=6364 Acesso em mar. 2011. CPRM, Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, 2002. Projeto São Francisco: Caracterização Hidrogeológica da Micro Região de Montes Claros. Angélica G. Soares, Eduardo J.M. Simões, Ely S. de Oliveira, Haroldo S. Viana – Belo Horizonte: SEME/ COMIG/CPRM, 2002. LOCZY, L de; LADEIRA, E. A. Geologia estrutural e introdução à Geotectônica. São Paulo: E Blucher, 1981. MACEDO, E.S. de., MIRANDA, F. A., GRAMANI, M.F., OGURA, A.T. Desastres naturais:situação mundial e brasileira. In: MACHADO, R(Org.) As Ciências da Terra e sua importância para a Humanidade A contribuição brasileira para o Ano Internacional do Planeta Terra- AIPT. São Paulo, Sociedade Brasileira de Geologia, Livros Textos, 2008. OLIVEIRA, P.H.S de. Estudo da Sismicidade na Região de Sobral – CE em 2008. 2010.159p. Dissertação (Mestre em Geodinâmica e Geofísica) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2010. Disponível em: http://bdtd.bczm.ufrn.br/tedesimplificado/tde_arquivos/11/ TDE-2010-12-28T055749Z-3211/Publico/PauloHSO_DISSERT.pdf. Acesso em mar. 2011. PRESS, F, SIEVER R.,GROTZINGER, J. & JORDAN, T. H., 2006. Para Entender a Terra. Tradução Rualdo Menegat, 4 ed. – Porto Alegre: bookman, 656 p.: il. TEIXEIRA, Wilson. TOLEDO, M. Cristina Motta. FAIRCHILD, Thomas Rich. TAIOLI, Fabio. Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000. Sites consultados http://vsites.unb.br/ig/glossario/. Acesso em 09 abr. 2011. http://www.obsis.unb.br. Acesso em 20 de mar. 2011 http://www.cdb.br/prof/arquivos/76295_20080603084510.pdf . Acesso em: 20 mar. 2011. http://www.obsis.unb.br/index.php?option=com_content&view=article&id=242%3A2011-03-05-m-32-montes-claros-mg&catid=39%3Asisbra&Itemid=84&lang=pt. Acesso em: 23 mar. 2011. http://www.obsis.unb.br/index.php?option=com_content&view=article&id=88%3Amontesclaros-15012009&catid=40%3Arelatorios&Itemid=88&lang=pt. Acesso em: 23 mar. 2011.
925 cerrados v. 10 n. 01 (2012): Revista Cerrados (versão impressa) Políticas públicas e o uso do território: reflexões sobre o Norte de Minas Gerais/BR Anete Marília Pereira; Políticas Públicas. Território. Estado. Poder. Normalmente circunscrita ao campo de investigação da ciência política, a análise das políticas públicas recentemente têm sido objeto de estudo de outras ciências. Na Geografia, por exemplo, as abordagens vão além do viés tradicional, resgatando o conceito de território imbuído de novos significados que a realidade exige, podendo ser compreendido em sua flexibilidade, expressa na relação que mantêm com as noções de espaço e tempo. Considerando que a organização interna dos territórios é dinâmica e se modifica com o tempo, qualquer alteração corresponde a uma forma de afirmação do poder. Partindo dessas premissas, neste artigo discutimos alguns conceitos fundamentais de políticas públicas relacionados com a questão do território. Trata-se de uma reflexão que busca mostrar as particularidades da situação política e institucional da região Norte de Minas, além destacar as próprias limitações da proposta em questão. O texto está dividido em duas partes. Na primeira apresentamos os principais conceitos da categoria território e seu correlato, o poder. Na segunda parte refletimos sobre o território regional a partir de determinadas políticas públicas implantadas ao longo do século XX, que o modificou em diferentes escalas. BUCCI, Maria Paula Dallari. Direito administrativo e políticas públicas. São Paulo: Saraiva, 2002. CARDOSO, J. M. A. A região Norte de Minas Gerais: um estudo da dinâmica de suas transformações espaciais. 1996. Dissertação (Mestrado em Economia) - PIMES, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 1996. COSTA, J. B. de A. Cultura sertaneja: a conjugação de lógicas diferenciadas. SANTOS, Gilmar Ribeiro dos. (Org.). 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926 cerrados v. 10 n. 01 (2012): Revista Cerrados (versão impressa) Tradições rurais em vidas urbanas: a Agricultura Urbana no bairro Vila Anália, Montes Claros/MG Igor Martins de Oliveira;Marina de Fátima Brandão Carneiro; Agricultura Urbana. Relação rural/urbano. Continuum rural/urbano. Bairro Vila Anália. Montes Claros. Este trabalho aborda a relação rural/urbano presente no bairro Vila Anália, na cidade de Montes Claros, através da Agricultura Urbana - AU. Tem como principal objetivo compreender a prática da agricultura urbana desenvolvida no cotidiano dos moradores do bairro Vila Anália. Entende que a agricultura urbana praticada pelos moradores do bairro, em sua grande maioria oriunda da área rural, é um exemplo do continuum rural/urbano. A AU desenvolvida no bairro é de caráter multifuncional, apresentando diferentes tipologias de áreas, produtos e finalidades. A metodologia baseou-se numa ampla revisão bibliográfica, de artigos e de documentos eletrônicos; na produção de materiais iconográficos e trabalhos de campo no bairro Vila Anália com a aplicação de questionários semi-estruturados. O trabalho de campo, bem como a analise dos dados possibilitaram a elaboração de gráfico e mapas que mostram as formas de espacialização da AU no bairro e o perfil dos agricultores urbanos e de suas respectivas produções. A partir deste trabalho conclui-se que as relações sociais no bairro Vila Anália tem forte ligação com a cultura de origem rural dos agricultores urbanos. A AU influencia diretamente na qualidade de vida, por ser uma alternativa de complementação de renda, fonte de alimentação e alternativa para a preservação da cultura rural no cotidiano urbano. ABRAMOVAY, Ricardo. Funções e medidas da ruralidade no desenvolvimento contemporâneo. Texto para discussão n. 702. IPEA, jan. 2000. AQUINO, Adriana Maria de.; ASSIS, Renato Linhares de. 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927 cerrados v. 10 n. 01 (2012): Revista Cerrados (versão impressa) O primeiro centenário da infraestrutura ferroviária no Norte de Minas Gerais: processo de implantação, auge, crise e concessão Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Simone Narciso Lessa; Ferrovia. Infraestrutura. Auge. Crise. Concessão. Na política de expansão da infraestrutura ferroviária brasileira, a região norte-mineira foi incluída em dois grandes projetos de integração nacional, por meio do sistema ferroviário. O primeiro, ligar a capital federal, Rio de Janeiro, a Belém no Estado do Pará, passando pelo Rio São Francisco. O segundo, interligar a cidade do Rio de Janeiro a Salvador, cortando Montes Claros, no estado de Minas Gerais. Objetivo deste trabalho é analisar o processo de expansão da infraestrutura ferroviária na região norte de Minas Gerais no período de 1908 a 2009, considerando os aspectos históricos, que seguem o período de surgimento, de auge, de crise e de concessão do sistema ferroviário. O estudo foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e coleta de dados de fontes secundárias junto às instituições governamentais. As ações das empresas públicas ferroviárias, dentre elas, a Estrada de Ferro Central do Brasil e a Viação Férrea Federal Leste Brasileiro, tiveram um papel importante no desenvolvimento da malha ferroviária, principalmente no norte de Minas Gerais. A chegada dos trilhos resultou na ampliação dos núcleos urbanos existentes, no surgimento de novos núcleos e na expansão das atividades econômicas regionais, incluindo produção, comércio e circulação. Na década, pós 1960, a malha ferroviária norte-mineira teve uma reestruturação das vias permanentes e do material rondante, buscando melhorar nas condições de tráfego e atender a política de modernização econômica nacional e regional. Os baixos investimentos no sistema ferroviário levaram essa infraestrutura ao sucateamento, resultando nas concessões. Em 1996, a malha ferroviária “norte-mineira” foi repassada à concessionária Ferrovia Centro-Atlântica, que dedicou-se, exclusivamente, ao transporte de cargas. AMADO, Jorge. Seara vermelha. São Paulo: Record, 1985. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Plano Plurianual 2008 – 2011: Programa de Aceleração do Crescimento. Brasília: Ministério do Planejamento, 2007. BUZELIN, José Emílio de Castro Horta. SETTI, João Bosco. Ferrovia Centro-Atlântica: uma ferrovia e suas raízes. Rio de Janeiro: Memória do Trem, 2001. CONTADORIA GERAL DE TRANSPORTES. Guia geral das estradas de ferro – G1. Rio de Janeiro: CGT, 1960. ESTRADA DE FERRO CENTRAL DO BRASIL – EFCB. Nominata das estações. Rio de Janeiro: EFCB, 1953. ESTRELLA, Ely Souza. Os sampauleiros: cotidiano e representações. São Paulo: EDUC, 2003. FERREIRA-NETO, Francisco. 150 anos de transportes no Brasil 1822/1972. Brasília: Ministério dos Transportes, 1974. FERROVIA CENTRO-ATLÂNTICA – FCA. Mapa de circulação. Belo Horizonte: FCA, 2009. LESSA, Simone Narciso. Trem de Ferro: Do cosmopolitismo ao sertão. Dissertação (Mestrado em História) – Departamento de História, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1993. MINAS GERAIS. Fundação João Pinheiro – FJP. Análise histórico-institucional do projeto da FRIMISA. Belo Horizonte: FJP, 1989. PEREIRA, Luiz Andrei Gonçalves. LESSA, Simone Narciso. Políticas de desenvolvimento: Um estudo comparado entre as matrizes de transportes terrestres no norte de Minas Gerais. Revista Caminhos de Geografia. Uberlândia: Instituto de Geografia – UFU, v.10, n. 32, set./dez. 2009. Revista Ferroviária. Rio de Janeiro, vol. 2. nº 1, 1940. Revista Ferroviária. Rio de Janeiro, vol, 7. nº 3, 1942. Revista Ferroviária. Rio de Janeiro, vol. 12. nº 11, 1950. Revista Ferroviária. Rio de Janeiro, vol. 10. nº 26, 1965. SANTOS, Milton. SILVEIRA, Maria Laura. Brasil: Território e Sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2003. SÃO PAULO. Secretaria de Estado da Cultura. Brasileiros na hospedaria de imigrantes: A migração para o estado de São Paulo (1888 – 1993). São Paulo: Museu da Imigração, 2001. VIEIRA, Flávio. Os caminhos ferroviários brasileiros. In: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE: Rio de Janeiro: IBGE, 1954.
928 cerrados v. 10 n. 01 (2012): Revista Cerrados (versão impressa) Conceitos básicos da Geologia e Geomorfologia no contexto dos aspectos fisiográficos de Montes Claros e Norte de Minas Gerais Ronaldo Alves Belém; Geologia, Geomorfologia, Geografia Física, Ensino. O ensino dos conceitos da Geologia e da Geomorfologia no ensino básico é de grande importância para a compreensão dos processos espaciais, mas as noções básicas ligadas a essas ciências são mais complexas, o que exige dos professores uma preocupação maior com o conteúdo de Geografia Física. E uma das preocupações mais prementes dos educadores diz respeito à necessidade de se ensinar a Geografia Física dentro de um contexto que considera a realidade dos alunos. Nessa perspectiva os educandos têm um interesse maior na matéria e aprendem o conteúdo de uma maneira em que se sentem como parte do processo de ensino e aprendizagem. Assim, faz-se necessário que as pesquisas que estejam dentro desta proposta sejam valorizadas no sentido de se criar o maior número possível de dados e informações que possam ser usados nas escolas. Nesse sentido, procurou-se neste artigo fazer algumas considerações acerca dos conceitos básicos da Geologia e da Geomorfologia na tentativa de disponibilizar uma base teórica que possa ajudar os professores do Norte de Minas a ensinarem a Geografia Física a partir da realidade da região. A metodologia utilizada baseia-se em referencial teórico e observações de campo. BAGGIO,H; BELÉM, R. A. Caderno Didático de Geomorfologia. Montes Claros: UAB/UNIMONTES,75pag. 2010. BELEM, R.A. A Distribuição e caracterização fitogeográfica do Caryocar brasiliense(pequizeiro) em Montes Claros, MG.1997.80f. Monografia de graduação. Instituto de Geociências, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1997. BELEM, R.A. Caminhadas no Parque: um projeto de educação ambiental para o Parque Municipal da Sapucaia – Montes Claros-MG. 2002. 55f. Monografia (Especialização em Geografia, Ensino e Meio Ambiente) – Departamento de Geociências, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2002. BELEM, R.A. Zoneamento ambiental e os desafios da implementação do Parque Estadual Mata Seca, Município de Manga, Norte de Minas. 2008.168f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Instituto de Geociências, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2008. BRANDT , W. et al Relatório de impacto ambiental da área de exploração mineral da companhia de materiais sulfurosos de Montes Claros-MATSULFUR. Belo Horizonte: Brandt Meio Ambiente, 1991. BRASIL, H. O. História do desenvolvimento de Montes Claros. Montes Claros:Leme, 1983. Companhia Mineradora de Minas Gerais – COMIG. Mapa Geológico do Estado de Minas Gerais. Belo Horizonte: COMIG,, 2003. Escala 1:1.000.000. GUERRA, A. T & GUERRA,A.J.T. Dicionário Geológico-Geomorfológico. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2001. JATOBÁ, L; LINS, R.C. Introdução à Geomorfologia. Recife: Edições Bagaço, 2008, 244p. KOHLER, Heinz Charles. Geomorfologia Cárstica. In: Geomorfologia – umaatualização de base e conceitos/org. Antonio José Teixeira Guerra e Sandra Baptista Cunha. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994. LEINZ, V; AMARAL, S, E. Geologia Geral. São Paulo: Moderna. 1995. LOPES, J.N. Faciologia e gênese dos carbonatos do Grupo Bambuí na região de Arcos, Estado de Minas Gerais.1995.180f. Dissertação (Mestrado em Geologia Sedimentar) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1995. PAULA, H. Montes Claros, sua história, sua gente e seus costumes. V1. Belo Horizonte: Minas Gerais, 1979. PENTEADO, M. M. Fundamentos de Geomorfologia. 3°Edição. Rio de Janeiro: IBGE, 1989. PINTO, C. P.; MARTINS-NETO, M. Bacia do São Francisco: Geologia e recursos naturais. Belo Horizonte: SBG/MG, 2001, 349p. PRESS, F. et al. Para entender a Terra. Porto Alegre: Bookman, 2006, 656p. ROSS, J.L.S. Geomorfologia: ambiente e planejamento. São Paulo: Editora Contexto, 1990. 85p. SAADI, A. A Geomorfologia da Serra do Espinhaço e de suas margens. In: Geonomos, revista de geociências. BH: UFMG, n1, v. 3, julho de 1995. SILVA, A. B. Estudos Hidrogeológicos do aqüífero cárstico da região de Montes Claros-MG. (Folha Capitão Enéias), BH:IGC/UFMG, 1989. TEIXEIRA, et al. Decifrando a Terra. São Paulo:Oficina de textos, 2001. UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS – UFLA; INSTITUTO DE FLORESTAS – IEF. Mapas e Inventário da flora natural e dos reflorestamentos de Minas Gerais. Lavras: UFLA, 2006.
930 cerrados v. 9 n. 01 (2011): Revista Cerrados (versão impressa) Simulação de rotas do transporte de portadores de necessidades especiais com auxilio do SIG Narciso Ferreira dos Santos Neto;Marcos Esdras Leite;Simone Narciso Lessa;Paula Freitas; Geotecnologias. SIG. Transporte e acessibilidade. Diante da dificuldade de implantar um sistema de transporte coletivo eficiente para proporcionar maior acessibilidade dos deficientes físicos ao espaço urbano, este trabalho objetivou aplicar a técnica de roteirização, através do Sistema de Informações Geográficas (SIG), no transporte exclusivo para portadores de necessidades especiais na cidade de Montes Claros/MG. Diante disso, foi criada uma base digital do sistema viário da cidade. Para isso, usou-se a imagem de satélite Quick Bird. Na perspectiva de comparar a atual rota realizada pelo serviço de transporte e a rota gerada pelas simulações, foi usado dados armazenados pelo receptor do GPS (Global Positioning System) e o software TransCAD. Os resultados mostraram uma redução média de 19% dos quilômetros rodados e apontaram a vantagem operacional, que pode ser obtida com o uso do SIG na definição de rotas. CARRARA, C. M. Uma Aplicação do SIG para a Localização e Alocação de Terminais Logísticos em Áreas Urbanas Congestionadas.127p. 2007. Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo – USP. São Carlos, 2007. CUNHA, C. B. Aspectos Práticos da Aplicação de Modelos de Roteirização de Veículos a Problemas Reais. 1997. 158f. Dissertação (Mestrado Engenharia de Transportes). Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. São Carlos, 1997. FERREIRA, B. de F. Revisão de literatura e análise em planejamento de transportes usando os Sistemas de Informações Geográficas. 2006. 25f. Monografia (Graduação em Engenharia de Produção). Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, 2006. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades. Censo 2010. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011. MAGALHÃES, M. T. Q. Fundamentos para a pesquisa em transporte:reflexões filosóficas e contribuições da ontologia de Bunge. 2010. 170 f. Tese (Doutorado em Transportes Urbanos). Universidade de Brasília. Brasília, 2010. FARKUH NETO, A.; LIMA, R. da S. Roteirização de veículos de uma rede atacadista com o auxílio de Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Revista Pesquisa e Desenvolvimento Engenharia de Produção. n.5, v.1. Itajubá: UNIFEI, 2006. p. 18 – 39. SILVA, D. L. N. Utilização de um sistema de informação geográfica visando melhorar o transporte exclusivo para pessoas portadoras de deficiência física. 2004. 175f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil ). Universidade de Campinas. Campinas, 2004. SILVA, E. J.,et al. Modelo de Data Warehouse Global para empresa operadora do transporte rodoviário de passageiros. In Congresso de Pesquisa e Ensino em Transportes, XVII. Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro, UFRJ, 2003.
931 cerrados v. 9 n. 01 (2011): Revista Cerrados (versão impressa) Validação do algoritmo SEBAL na modelagem térmica da bacia do rio Vieira no Norte de Minas Gerais Manoel Reinaldo Leite;Jorge Luís Silva Brito; Modelagem térmica. SEBAL e Rio Vieira. O presente trabalho objetivou obter a modelagem térmica da bacia do rio Vieira durante o período sazonal de inverno do ano de 2010, alem de testar a validação do modelo de temperatura obtido pelo SEBAL com base em seis estações de controle em terra, para a órbita/ponto 218/72 da cena do satélite Landsat 5 sensor Thematic Mapper(TM). Do ponto de vista estatístico foram considerados os valores da variância, desvio padrão e a média aritmética de cada conjunto de valores das estações em relação aos dados obtidos pelo modelo SEBAL, no intuito de apresentar o coeficiente de variação, em percentual, entre o modelo SBAL e os dados de validação das estações de controle. Os modelos estatísticos apresentaram níveis de excelência para os dados obtidos pelo modelo SEBAL em relação a todas as estações de controle. No que concerne a modelagem térmica da bacia do rio Vieira os dados apresentaram uma amplitude térmica da ordem de 5,72 ºC, e uma maior concentração dos valores de temperatura compreendidos entre os intervalos de 18,15 e 22,38 ºC, revelando uma temperatura média para a hora mapeada de 18,25 ºC.
932 cerrados v. 9 n. 01 (2011): Revista Cerrados (versão impressa) Distribuição espacial da Tuberculose no Norte de Minas Gerais Sandra Célia Muniz Magalhães;Samuel do Carmo Lima; Geografia Médica, Tuberculose, Norte de Minas Gerais. O objetivo desse artigo é discutir a distribuição espacial da tuberculose no espaço norte mineiro no ano de 2010. A metodologia utilizada consistiu de levantamento bibliográfico e documental. Os dados da ocorrência de tuberculose nos municípios do norte de Minas foram obtidos do SINAN - Sistema de Informação de Agravos de Notificação. A tuberculose, doença intimamente atrelada às precárias condições de vida da população encontra em algumas regiões brasileiras condições propícias para a sua disseminação, em função da prevenção e controle não serem satisfatórias. Os fatores de risco como grandes concentrações de pessoas, aliadas a falta de saneamento básico, moradias insalubres, subnutrição e higiene inadequada possibilitam a rápida propagação da doença. Percebemos que no norte de Minas Gerais ainda é grande a ocorrência de Tuberculose, surgindo casos novos a cada ano. Sendo assim entendemos que seja necessária a ampliação das ações de prevenção e controle prioritariamente nas áreas com maior ocorrência da doença, devendo ser mais eficaz a atuação de órgãos responsáveis por esse setor. ALVES, Rosana; NATAL, Sônia. Epidemia e Controle da Tuberculose. In: SANT’ANNA, Clemax Couto. Tuberculose na Infância e na Adolescência. São Paulo: Editora Atheneu, 2002. CORRÊA, Roberto Lobato. Espaço: um conceito-chave da Geografia. In: CASTRO, Iná Elias de; GOMES, Paulo César da Costa; CORREA, Roberto Lobato. Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censos demográficos – 1960 a 2000. Rio de Janeiro: IBGE, 2000. ________. Censo demográfico 2010. Disponível em Acesso em 22 demaio de 2011. INSTITUTO DE PESQUISA APLICADA - IPEA: Atlas do desenvolvimento humano. Disponível em « http:www.ipea.gov.Br» – Acesso EM 25/08/2006. MARREIRO, Leni S.; SARAIVA, Maria G. G.; AMORIM, Raul D. S. Informe Epidemiológico Nº 2/2005 – Tuberculose. Fundação de Medicina Tropical do Amazonas. MANAUS – AMAZONAS, 2005. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Cadernos de Atenção Básica: Manual Técnico para o Controle da Tuberculose. Secretaria de Políticas de Saúde - Departamento de Atenção Básica. BRASÍLIA – DF, 2002. MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica. São Paulo: Hucitec, 1989. MOREIRA, Ruy. Pensar e ser em geografia: ensaios de história, epistemologia e ontologia do espaço geográfico. São Paulo: Contexto, 2007. ________. Da região à rede e ao lugar: A nova realidade e o novo olhar geográfico sobre o mundo. etc..., espaço, tempo e crítica. Revista Eletrônica de Ciências Humanas e Sociais e outras coisas. n. 1, v. 1(3), 1° de junho de 2007. . SANT’ANNA, Clemax Couto. Tuberculose na Infância e na Adolescência. São Paulo: Editora Atheneu, 2002. SANTOS, M. A Natureza do Espaço. Técnica e Tempo. Razão e Emoção. 2º Edição. São Paulo: Hucitec, l997. ________. Por uma Geografia Nova:Da crítica da Geografia a uma Geografia Crítica. 6. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004. RevistaRadis, nº 81 – Maio de 2009 – Disponível em Acesso em 12/03/2011. TEIXEIRA, Irene Aparecida. Incidência da Tuberculose, Índice de Desenvolvimento Humano e Indicadores de Vulnerabilidade Familiar. Região Metropolitana de Belo Horizonte: uma abordagem multivariada. Tese (Doutorado em Ciência Animal). Escola de Medicina Veterinária – UFMG, Belo Horizonte-MG, 2008.
933 cerrados v. 9 n. 01 (2011): Revista Cerrados (versão impressa) A estratégia Saúde da Família no bairro Morrinhos na cidade de Montes Claros - Minas Gerais, Brasil: reflexões sobre sua territorialização Yara Maria Soares Costa da Silveira;Júlio César Lima Ramires; Territorialização. Saúde. Morrinhos. Estratégia Saúde da Família – ESF O território tem sido ferramenta nas mãos do Estado, destinada, de forma ideal, a privilegiar a redistribuição como fator norteador das políticas públicas. De modo geral, o poder público tem-se limitado a definir grandes áreas como sendo homogêneas, não levando em conta as peculiaridades existentes dentro dessas localidades. Assim, as ações do governo visando à mitigação das diferenças tende a terminar com a ineficiência dessas ações. Dessa forma, é necessário o estudo das diferenças que permitiriam classificar determinadas áreas como focos de uma ação especificamente planejada e direcionada, “personalizada”, por assim dizer. Pode-se, assim, esperar maior eficácia da atuação estatal. Pretende-se, com esse artigo, abrir uma discussão sobre os critérios de territorialização da saúde no bairro Morrinhos em Montes Claros, Minas Gerais, ao fazer uma descrição da região em questão e uma breve análise da territorialização dessa área. O trabalho desdobra-se em quatro partes: a primeira, “Definições”; a segunda, “A região e a saúde”; e a terceira, “A territorialização da saúde no bairro Morrinhos”; a análise da coerência dessa territorialização com a realidade regional é realizada na última parte, “Considerações”. AMARAL, A. N.; SOUZA, F. D.; GONÇALVES, L. S. Relatório da Oficina III: diagnóstico local – PSF Morrinhos II. Projeto Saúde em Casa, Plano Diretor da Atenção Primária à Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros - MG, 2007. ANDRADE, L. M.; BARRETO, I. C. H. C.; FONSECA, C. D. A estratégia Saúde da Família. In DUCAN, BB. et al. 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934 cerrados v. 9 n. 01 (2011): Revista Cerrados (versão impressa) Agricultura Urbana: ruralidades no espaço intra-urbano de Montes Claros, MG Marina de Fátima Brandão Carneiro;Antônio Maurílio Alencar Feitosa;Dulce Pereira dos Santos;Gabriel Alves Veloso;Igor Martins de Oliveira; Agricultura urbana. Espaço urbano. Interação rural-urbano. Montes Claros. Este trabalho apresenta como tema “Agricultura Urbana: ruralidades no espaço intra-urbano de Montes Claros, MG” e tem como objetivo geral conhecer o papel e a importância da agricultura urbana no interior do espaço urbano da cidade, como uma atividade dinâmica, não pertencente à lógica urbana, produzindo um espaço de interação rural-urbano específico, no contexto contemporâneo. Para tanto, foram realizadas análises bibliográfica e documental, entrevistas semiestruturadas junto aos agricultores, produção iconográfica, bem como a identificação e mapeamento das áreas ocupadas com estas atividades utilizando como suporte as Geotecnologias. Como resultado verifica-se que a agricultura urbana é uma realidade no espaço intra-urbano, ocupando espaços vazios e fundos de quintais, com atividades diversificadas gerando trabalho, emprego, renda, segurança alimentar, além de produtos para o comércio local. AQUINO, A. M. de; ASSIS, R. L. de. Agricultura Orgânica em áreas Urbanas e Periurbanas com base na Agroecologia. Disponível em: www. scielo.brpdfasocv10n1v10n1a09.pdf. Acesso em: 27 jun. 2009. ARRUDA, Juliana. Agricultura urbana e peri-urbana em Campinas/SP: análise do Programa de Hortas Comunitárias como subsídio para políticas públicas. 162 f. Dissertação (Mestrado Engenharia Agrícola) - Faculdade de Engenharia Agrícola, Unicamp/Campinas, 2006. BICALHO, A. M. de S. M. Agricultura e meio ambiente no município do Rio de Janeiro. In: ABREU. M.de A. (Org.). Sociedade e natureza no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Prefeitura do Rio de Janeiro, 1992, p. 285-316. BOUKHARAEVA; CHIANCA et al.. Agricultura urbana como um componente do desenvolvimento humano sustentável: Brasil, França e Rússia. Cadernos de Ciência & Tecnologia.v.2. Brasília: maio/ago, 2005. p. 413-425. BRASIL – MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME (MDS). Todos os cantos da cidade podem produzir alimento. Disponível em: http://www.mds.gov.br/programas/segurança-alimentar--e-nutricional-san/agricultura-urbana. Acesso em: 13 dez. 2008. CALVÁRIO, Rita. Agricultura Urbana.Disponível em: Ecoblogue – Agricultura Urbana.www.ecoblogue.net/index2.php?option=com.content&ta sl=view&id=503&pop=1&... Acesso em: 28 abr. 2009. CLEPS JÚNIOR, J.; RESENDE, S. A Agricultura Urbana em Uberlândia (MG). In: VI CONGRESSO BRASILEIRO DE GEÓGRAFOS. 2004, Goiânia. Anais... Goiânia: AGB, 2004. 1 CD-ROM.. Trabalho completo. Comitê de Agricultura – COAG/FAO. La Agricultura Urbana y Periurbana. Roma: COAG/FAO, 1999. Disponível em: . Acesso em:13 dez. 2008. LEITE, Marcos Esdras. A expansão urbana de Montes Claros a partir do processo de industrialização. In: PEREIRA, A. M.; ALMEIDA, M. I. (Org.). Leituras Geográficas sobre o Norte de Minas Gerais. Montes Claros: Ed. da Unimontes, 2004, 130 p. ________. Mapeamento das favelas de Montes Claros/ MG. In: Encuentro de Geógrafos da América Latina-EGAL. 2007. Bogotá. Anais... Bogotá: UMA, 2007. MACHADO, A. T.; MACHADO, C. T. de T. Agricultura urbana.Embrapa Cerrrados, 2002. 25 p.Planaltina, DF.(Documentos /Embrapa Cerrados, ISSN 1517-5111; 48). MOREIRA, C. Agricultura Urbana: tendência de futuro nas grandes cidades. 2007. Disponível em: http://www.pautasocial.com.br/print. asp?idArtigo=587&tipo=a. Acesso em: 13 dez. 2008. MOUGEOT, L.J.A. Agricultura Urbana – conceito e definição. In: BAKKER, N. et al. (Ed.). Cultivando cidades, cultivando comida. International Development Research Centre (IDRC), Cities Feeding People Programme. Ottawa, Canadá, 2000. p. 1-7 . Acesso em: 15 dez. 2008.
935 cerrados v. 9 n. 01 (2011): Revista Cerrados (versão impressa) Atividades não-agrícolas no rural norte-mineiro: a realidade dos municípios menos desenvolvidos Priscilla Caires Santana Afonso;Anete Marília Pereira; Atividades Não-Agrícolas. Rural-Urbano. Norte de Minas. É sabido que as pequenas cidades da região Norte do estado de Minas Gerais têm uma característica marcante, a forte presença do rural. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo estudar as atividades não-agrícolas no Norte de Minas a partir da realidade dos municípios menos desenvolvidos da região. Os procedimentos metodológicos consistiram em pesquisa bibliográfica, análise documental, observação in loco e entrevistas nas prefeituras dos 79 municípios da região que possuem uma população urbana inferior a 20.000 habitantes, além de entrevistas com agricultores. A partir dos estudos realizados concluímos que as atividades não-agrícolas estão mais presentes nos municípios do que apontam os dados estatísticos, pois essa foi à alternativa encontrada pelos agricultores para se adequarem ao processo de modernização do campo para a permanência em suas terras. ANDRADE, M. C. Área de domínio da pecuária extensiva e semi-extensiva na Bahia e no Norte de Minas Gerais.Recife: SUDENE, Planejamento Regional, 1982. 497 p. BERTRAND, Alvin L. et al. Sociologia Rural: uma análise da vida rural contemporânea. São Paulo: Atlas, 1973. BRUM, A. J. A revolução verde. In: BRUM, A. J. Modernização da agricultura: trigo e soja. Petrópolis: Vozes; Ijuí: FIDENE, 1987. p. 44-50. CARDOSO, J. M. A. A Região Norte de Minas Gerais: um estudo da dinâmica de suas transformações espaciais. 1996. Dissertação (Mestrado em Economia) – PIMES, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 1996. DUARTE, R. G. A Geografia no Ensino Básico frente aos novos cenários rurais e urbanos na América Latina. Disponível em: http://egal2009.easyplanners.info/area03/3092_Duarte_Ronaldo.doc. Acesso em: 31/08/2010. FONSECA, G. S. Espacialidade das migrações temporárias mirabelenses: implicações na territorialidade local. (Dissertação em Geografia) – Progama de Pós-Graduação em Geografia. Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 2009. GROSSI, M; SILVA, G. O novo rural: Uma abordagem ilustrada. Londrina: Instituto Agronômico do Paraná, 2002. MATOS, R. E. da S.; SATHLER, D.; UMBELINO, G. Urbano Influente e Rural Não-Agrícola em Minas Gerais. Disponível em www.cedeplar.ufmg.br/diamantina2004/textos/D04A060.PDF. Acesso em:15/07/2010. PEREIRA, A. M. Cidade média e região: o significado de Montes Claros no Norte de Minas (Tese em Geografia) - Programa de Pós-Graduação em Geografia. Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2007. REIS, D. S.O Rural e Urbano no Brasil. Acesso em: 18/08/2010. Disponível em:http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2006/docspdf/abep2006_777.pdf. RIBEIRO, R. F. História ecológica do sertão Mineiro e a formação do patrimônio cultural sertanejo. IN: LUZ, C. e DAYRELL, C. (org.). Cerrado e Desenvolvimento: tradição e atualidade. Montes Claros: Max Gráfica e Editora, 2000, p. 47-106. RODRIGUES, L. Contribuição da agricultura irrigada ao desenvolvimento regional. In: LUZ, C. e DAYRELL, C. (org.). Cerrado e Desenvolvimento: tradição e atualidade. Montes Claros: Max Gráfica e Editora,2000, p. 141-188. RUA, J. Urbanidades e Novas Ruralidades no Estado do Rio de Janeiro: Algumas Considerações Teóricas. In: MARAFON, G. et al (org). Estudos de Geografia Fluminense. Rio de Janeiro: UERJ, 2001, p. 27-42. ______. As crises vividas pelo estado do Rio de Janeiro e a emergência de novas territorialidades em áreas rurais. In: MARAFON, Glaucio et al (org). Abordagens teórico-metodológicas em geografia agrária. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2007, p. 271-298. SANTOS, M. Espaço e Método. 3. ed. São Paulo: Nobel, 2005. SCHNEIDER, S. A pluriatividade como estratégia de reprodução social da agricultura familiar no Sul do Brasil. In: Estudos Sociedade e Agricultura, 2001, p. 164-184. Disponível em: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/brasil/cpda/estudos/dezesseis/schneid16.htm.Acesso em: 25/10/2010. SILVA, J. O novo rural Brasileiro. Belo Horizonte: Revista Nova Economia, 1997. SIQUEIRA, D.; OSÓRIO, R. O conceito de Rural. Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Brasília: Brasília, 2001. SOBARZO, O. O urbano e o rural em Henri Lefebvre. In: SPOSITO, M. E. B., WHITACKER, A. M. (org.). Cidade e Campo: relações e contradições entre o urbano e o rural. 2. Ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. VEIGA, J. E. Cidades Imaginárias: o Brasil é menos urbano do que se calcula. Campinas: Editora Autores Associados, 2002. __________. Do crescimento agrícola ao desenvolvimento rural. Acesso em: 09/09/2010. Disponível em: http://www.zeeli.pro.br/ Livros/%5B2002%5Ddo_crescimento_agricola_ao_desenvolvimento_rural.htm.
936 cerrados v. 9 n. 01 (2011): Revista Cerrados (versão impressa) Geografia do cotidiano: o viver no São Francisco e a arte do saber fazer dos pescadores Mariana Aparecida Farias Almeida;Ana Paula Glinfskoi Thé; Pescadores artesanais; Rio São Francisco; Saber Local, Território e Territorialidade. O objetivo desse trabalho é identificar e analisar os aspectos socioculturais, econômicos e territoriais que envolvem os pescadores artesanais da cidade de São Francisco e a relação destes com os demais usuários do rio, seus anseios, seus hábitos, valores e costumes. A atividade pesqueira no município é caracterizada como pesca artesanal comercial e de subsistência, cuja maioria dos pescadores fabrica seu próprio material de trabalho e tem na pesca sua principal fonte de renda e alimento. O pescador artesanal é dotado de peculiaridades que o difere dos demais povos ribeirinhos, tendo como característica marcante um rico conhecimento empírico a cerca das variações do ciclo hidrológico e da biologia das espécies. O Rio São Francisco é o principal atribuidor da identidade do pescador, todo o seu ciclo social e econômico está intimamente relacionado a este ambiente natural. No convívio com rio, o pescador desenvolve um sentimento de topofilia por este ambiente atribuindo-lhe valores que evidenciam seu gênero de vida e cultura que são primordiais para estudos geográficos, sobretudo no que se refere à gestão do território e territorialidades. BERKES, F.; COLDINF, J. & FOLKE, C. 2003.Navigating social ecological systems: building resilience for complexity and change. Cambridge University Press. BRASIL. Ministério da Pesca e Aquicultura. Disponível em www.mpa.gov.br. Acesso em maio 2011. BRAZ, B. São Francisco nos caminhos da História. São Francisco: Lemi, 1977. CARDOSO, E.S. 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937 cerrados v. 9 n. 01 (2011): Revista Cerrados (versão impressa) Cultura e festa – homem e sociedade: o carnaval como laboratório de investigação geográfica Rahyan de Carvalho Alves;Gildette Soares Fonseca; Geografia Cultural. Matrizes. Carnaval.Sociedade. A Geografia Cultural, mesclada com a Antropologia e a Sociologia, oferece nas suas pesquisas um olhar diferenciado das formas das expressões humanas. As festas são exemplos de imensurável valor para a decodificação de uma sociedade; sua história, desafios, crises, mudanças e reivindicações estão lapidadas em sua forma e evolução. Neste contexto, o carnaval pode ser o maior laboratório de investigações das mazelas e mudanças sociais de qualquer lugar, pois possibilita a integração dos seres no mesmo cosmo. Assim, este trabalho denota-se como relevante, uma vez que tem por objetivo demonstrar a riqueza de interpretações que a festa carnavalesca pode oferecer à comunidade, apresentando um breve histórico sobre a festa e algumas análises a partir de variados geofatores, buscando oferecer uma possibilidade de investigação sobre diferentes enfoques de pesquisa. O caminho trilhado para alcançar o objetivo foi o levantamento bibliográfico. Quando se conhece e compreende a importância das manifestações culturais, as cores, formas e símbolos das ações humanas perpassam a bela expressão cultural artística, onde, com uma análise minuciosa, podemos averiguar as formas de denúncias, desejos e vontades reprimidas dos homens; e as festas, mais especificamente o carnaval, denotam muito do retrato da sociedade. BAKNTIN, Mikhail. Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: O Contexto de François Rabelais. São Paulo: Hucitec, 1999. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Festas Populares Brasileiras. São Paulo: Pioneira, 1987. BURKE, Peter. Cultura Popular na Idade Média. São Paulo: Cia. da Letra, 1989. CARDOSO, Monique. História do Carnaval. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. CAVALCANTI, Maria Laura Viveiros de Castro. Carnaval Carioca: Dos Bastidores ao Desfile. Rio de Janeiro: EdUFRJ, 1994. CAVALCANTI, Maria Laura Viveiros de Castro. O Rito e o Tempo: Ensaios sobre o Carnaval. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999. CHAUÍ, Marilena. Cidadania Cultural: O Direito à Cultura. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2006. DURKHEIM, Émile. As Formas Elementares da Vida Religiosa. São Paulo: Fonte, 2008. FANTIN, Márcia. A Reinvenção das Festas: Contribuições para o Debate. In: FLEURI, Reinaldo Matias (Orgs.). Culturas em Relação. Florianópolis: Mover, 1998. MATTA, Roberto A. da.Carnavais, Malandros e Heróis. Rio de Janeiro: Rocco, 1979. MURRAY, Charles. As Festas Populares como Objeto de Memória. In: SILVA, René Marc da Costa (Org.). Cultura Popular e Educação: Salto para o Futuro. Brasília: Ministério da Educação. Secretaria da Educação à Distância, 2008. SILVA, René Marc da Costa (Org.). Cultura Popular e Educação: Salto para o Futuro. Brasília: Ministério da Educação. Secretaria da Educação a Distância, 2008.
938 cerrados v. 9 n. 01 (2011): Revista Cerrados (versão impressa) A influência da existência (ou existencialismo) humano no espaço geográfico Vicente Mércio de Jesus Mota; Existência. Espaço Geográfico. Essência.Trabalho. Pode-se dizer que o espaço geográfico é resultado dos sentimentos e vontades humanas. Pois, o homem é um ser dotado de razão e está através dos sentidos, em contato com o meio ambiente que o cerca. Este contato se dá através da audição, do paladar, do olfato e principalmente do tato e da visão. Tais sentimentos e vontades são de forma concreta, alguns dos elementos responsáveis pela busca da essência do ser humano no seu espaço de vivência. Tentando dessa forma uma melhor acomodação e adaptação em determinado lugar. Assim sendo, o presente artigo faz uma reflexão sobre o processo de territorialização baseada na dialética psicológica dos indivíduos, que através de uma relação conflituosa do ponto de vista social caracteriza o espaço geográfico. ANDRADE, Manoel Correia. Elisée Reclus: A natureza da Geografia.1 ed. São Paulo: Ática, 1985. p. 38-60. BERMAN, Marshal. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade.1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. HUISMAN, Denis. História do Existecialismo. 1 ed. Bauru. Edusc, 2001. MOREIRA, Ruy. O que é Geografia. 2 ed. São Paulo: Brasiliense, 1982. PENHA, João. O que é Existencialismo. 1 ed. São Paulo: Brasiliense, 1982. SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. 6 ed. São Paulo: Edusp, 2008. _____________. O espaço do cidadão. 7 ed. São Paulo: Edusp, 2007. _____________. Pensando o espaço do homem. 5 ed. São Paulo, 2009. SARTRE, Jean-Paul. O ser e o nada. 17 ed. Petrópolis: Vozes, 2009. SILVA, Lenyra Rique. Do senso-comum à Geografia científica.1 ed. São Paulo: Contexto, 2004. SPOSITO, Eliseu Savério. Geografia e Filosofia. 2 ed. São Paulo: Editora Unesp, 2004. THOREAU, Henry David. A Desobediência Civil e Outros Escritos.1 ed. São Paulo: Martin Claret, 2003. VIANA, Nildo. Sartre e o marxismo. Disponível em:. Acesso em: 02 de mai. 2009. WAGNER, Philip L. El uso humano de la Tierra.2 ed. Madri: Instituto de Estudios de Administración Local, 1974.
939 cerrados v. 9 n. 01 (2011): Revista Cerrados (versão impressa) Segurança alimentar e nutricional, pobreza urbana e suas relações com a Agricultura Urbana: fragmentos de uma discussão Marina de Fátima Brandão Carneiro;Igor Martins de Oliveira;Gabriel Alves Veloso; Segurança alimentar e nutricional. Agricultura urbana. Pobreza urbana. A partir do processo de urbanização a questão da segurança alimentar e nutricional toma proporções alarmantes, visto o aumento dos índices de pobreza urbana. Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo apresentar fragmentos de uma discussão acerca da segurança alimentar e nutricional, relacionados ao desenvolvimento da agricultura urbana, uma vez que essa se manifesta como uma alternativa para o combate à fome, à desnutrição e à pobreza, sobretudo da população urbana, tendo em vista que a carência nutricional adquirida na infância perdura por toda a vida do individuo. Metodologicamente fundamentou-se numa pesquisa e análise bibliográfica e documental, através de livros, artigos, dissertações e documentos eletrônicos que abordam sobre o tema. Para exemplificar, fez-se um levantamento e análise de dados quantitativos junto à Organização Pan-Americana da Saúde e à Pastoral da Criança, atuante em dois bairros da cidade de Montes Claros, a partir dos dados obtidos gerou-se um mapa da distribuição da pobreza no Brasil, por regiões e gráficos relativos à desnutrição infantil nos bairros. A título de conclusão percebe-se que se torna cada vez mais urgente a busca de alternativas mais eficazes e contínuas para os problemas relacionados à insegurança alimentar e nutricional, considerando que a fome é um flagelo que só tem aumentado nos últimos anos, apesar das várias iniciativas implementadas para minimizar o problema em todo o mundo. AQUINO, Adriana Maria de. e ASSIS, Renato Linhares de. 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941 cerrados v. 8 n. 01 (2010): Revista Cerrados (versão impressa) Desenvolvimento, paradigmas de planejamento urbano e o Plano Diretor municipal: a experiência de Montes Claros - MG Istéffany Fróes Mendes;Juliana Gonçalves Moreira Cota;Iara Soares de França; Planejamento urbano, Plano Diretor, Montes Claros. O planejamento é uma prática inerente ao ser humano sendo adotada nos diversos âmbitos sociais, sobretudo, no político-governamental. O planejamento assume importância categórica na atualidade por influenciar diretamente a organização das sociedades. O Estado realiza o planejamento governamental e rege suas ações conforme certas racionalidades, expressas de forma paradigmática, o que nem sempre condizem com a sua função de administrar, promovendo a justiça e o bem-comum. Em um contexto político de multiplicidade de atores sociais, as relações entre Estado, mercado e democracia se expressam conflituosamente no espaço da cidade definindo os rumos do planejamento e do desenvolvimento urbano. Um planejamento que prioriza os interesses econômicos em detrimento dos sociais exclui a maioria da população das decisões públicas, essas características têm sido tradicionalmente praticadas no Brasil, denotando um planejamento urbano de caráter conservador. Contudo, a Constituição Federal Brasileira de 1988 e a Lei do Estatuto da Cidade de 2001 assumiram um novo paradigma para o planejamento urbano, revestindo de autonomia o governo municipal e instituindo o Plano Diretor como principal instrumento de planejamento. Diante disso, este trabalho realizou algumas considerações sobre a conjuntura do planejamento urbano de Montes Claros, cidade média localizada no Norte de Minas Gerais, buscando identificar os traços do paradigma de planejamento norteador do governo local, tendo em vista também o seu histórico (pós década de 1970). A metodologia utilizada baseou-se em pesquisa bibliográfica e documental, aplicação de entrevistas junto à Secretaria de Planejamento da Prefeitura Municipal da cidade e observação da realidade local. A análise mostrou que Montes Claros não tem uma tradição de planejamento como processo de construção do desenvolvimento local voltado a atender às demandas da população, tendo predominado lógicas alheias à sua realidade. O Plano Diretor apresenta-se generalista, apenas expondo objetivos e diretrizes sem esclarecer de forma contundente ações a serem realizadas, prazos a serem cumpridos e mecanismos a serem empregados, sendo isto deixado a cargo das políticas setoriais em muitas situações. Também não adota alguns instrumentos de planejamento e gestão previstos no Estatuto da Cidade e prevê a participação popular, mas com uma esfera de atuação muito reduzida. ACSELRAD, H. Políticas ambientais e construção democrática. In: VIANA, G.; SILVA, M.; DINIZ, N. (Orgs.). O desafio da sustentabilidade: um debate socioambiental no Brasil. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2001. p.75-96. ALTVATER, E. Os desafios da globalização e da crise ecológica para o discurso da democracia e dos direitos humanos. In: HELLER, A. et al. A crise dos paradigmas em ciências sociais e os desafios para o Século XXI. 1 reimp. Rio de Janeiro, RJ: Contraponto, 1999. p.267. BRASIL. Ministério das Cidades. 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942 cerrados v. 8 n. 01 (2010): Revista Cerrados (versão impressa) Instrumentos urbanísticos e geotecnológicos na análise dos processos socioespaciais urbano Marcelo Ramos Ferreira;Marcos Esdras Leite; Cidade, geotecnologias, instrumentos urbanísticos e segregação. As transformações da cidade, culminando em vários processos socioespaciais, são constantes e rápidas, isso dificulta a adoção de medida de planejamento e gestão eficaz. Nesse sentido, o uso de instrumentos tecnológicos, como as geotecnologias, para monitorar o espaço urbano é uma alternativa para tornar a gestão do espaço urbano mais eficiente. A associação dessas tecnologias aos instrumentos jurídicos previstos na constituição brasileira é uma forma de minimizar processos espaciais urbanos segregatórios. Dentro dessa perspectiva este artigo apresenta uma reflexão acerca das possibilidades de aplicações das geotecnologias em consonância com os instrumentos de ordenamento do espaço urbano previstos na legislação brasileira. BARBARA. M Modelo De Conhecimento Para Classificação O Do Uso Do Solo No Contexto Metropolitano. Estudo De Caso: Região Metropolitana De São Paulo, Rodoanel Mario Covas – Trecho Oeste 2009.58f Dissertação (Mestrado em Sensoriamento Remoto). São Jose dos Campos, INPE. BRASIL. Estatuto da cidade (2002). Estatuto da cidade: guia para implementação pelos municípios e cidadãos: Lei n. 10.257, de 10 de julho de 2001 que estabelece diretrizes gerais de política urbana. - 3. ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 2005. BRASIL - Lei nº 6.766 de dezembro de 1979 Parcelamento do Solo Urbano (considerando alterações). BRASIL. Constituição federal, código civil, código de processo civil. Organizador: Yussef Said Cahali. 4. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2002. (RT-minicódigos). CÂMARA, G. MONTEIRO, A. M. V. e MEDEIROS, J. S. de. Fundamentos epistemológicos da ciência da Geoinformação. INPE, 2005. Disponível em:http://www.dpi.inpe.br/livros.html. Acesso 03/07/2005. CARNEIRO, P.A Política de gestão urbana no Brasil: Limites e desafios para sua Consolidação. Revista caminhos da geografia. UFU - Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais, 2008. COELHO. A. L. Sistema de Informações geográficas (Sig) como Suporte na Elaboração De Planos Diretores Municipais. Revista Caminhos da Geografia. UFU - Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais, 2009. CORRÊA, R.L Trajetórias Geográficas, 2° ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. DINIZ, M. H. Curso de direito civil. Direito das coisas. Vol.4. 19ª ed. Editora Saraiva: São Paulo, 2004. DORES, J. L Exclusão social, Políticas Públicas e Representações sociais na cidade de Londrina - PR: Um olhar sobre o Assentamento Urbano Jardim Maracanã 2005.77p. Dissertação (Mestrado em Geografia). Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual de Presidente Prudente, Presidente Prudente. GOMES, O. Direitos reais. 18ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2001. FERNANDES, E. Estatuto da Cidade Comentado. Do Código Civil de 1916 ao Estatuto da Cidade: algumas notas sobre a trajetória do direito urbanístico na Brasil. Belo Horizonte: Mandamentos, 2002. FITZ, P. R, Geoprocessamento sem Complicação, São Paulo, Ed. Oficina de Textos, 2008a. HAESBAERT, R. O Mito da Desterritorialização: do “fim dos territórios” a multiterritorialidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004. KOWARICK, L. A Espoliação Urbana. São Paulo: Paz e Terra, 1993. LACOSTE, Y. A geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. 2a ed. Campinas: Papirus, 1989. LEITE, M. E. Geoprocessamento aplicado ao estudo do espaço urbano: o caso da cidade de Montes Claros. 2006. 177p. Dissertação (Mestrado em Geografia) Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia. MOURA, R.; ULTRAMARI, C.. O que é periferia urbana. São Paulo: Brasiliense, 1996. (Coleção Primeiros Passos). OLIVEIRA, R.F Comentários ao estatuto da cidade. 2. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2005. ROSA, R. Introdução ao sensoriamento remoto. Uberlândia: Ed. da Universidade Federal de Uberlândia, 2005. SANTOS. A Natureza do Espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1997. SAULE JR.& ROLNIK, R. O estatuto da cidade e o plano diretor. In OSÓRIO, L. M. (Org.). Estatuto da cidade e reforma urbana: novas perspectivas para as cidades brasileiras. Porto Alegre: Sérgio Antônio Fabris Editor, 2002. SPOSATTI, A. Mapa da exclusão/inclusão na cidade de São Paulo. São Paulo: EDUC, 1996. SPOSITO, M. E. B. Espaços urbanos: territorialidades e representações. In SPOSITO, M. E. B (Org.) Dinâmica econômica, poder e novas territorialidades. Presidente Prudente: UNESP/FCT: GAsPER, 1999, p. 13-29. SILVA, A. D. B. Sistema de Informações Geo-referenciadas: conceitos e fundamentos. Campinas: UNICAMP, 2003. SOUZA, M.L. de. Abc do Desenvolvimento Urbano. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2005. VILLAÇA, F. Espaço intra-urbano no Brasil. São Paulo: Studio Nobel, 1998.
943 cerrados v. 8 n. 01 (2010): Revista Cerrados (versão impressa) Planejar e drenar: aspectos da gestão ambiental na área urbana de Montes Claros - MG Roney Soares Alves;Viviane Gonçalves Lima;Laura Fernanda Dias Ribeiro;Cássio Alexandre da Silva; Plano Diretor, Drenagem Urbana, Qualidade Ambiental, Inundações. Nos dias atuais qualquer indivíduo citadino ou não, é capaz de perceber a importância social, econômica, política e ambiental da cidade na configuração da sociedade moderna. Não sem razão isso acontece, já que a mesma é materialização do fenômeno da urbanização, considerando não apenas o processo, mas o modo de vida, que não raro extrapola os limites da cidade. A população mundial ao final do século XX passou de predominantemente rural para urbana, considerando, é claro a desigual distribuição da população pela superfície terrestre, sendo que em algumas localidades há predomínio de população no campo e em outras na cidade. Contudo é inegável que a urbanização transformou os espaços naturais em espaços construídos que nem sempre correspondem as reais melhorias do ambiente. Neste sentido este trabalho se propõe a discutir o planejamento urbano na cidade de Montes Claros, no que se refere à drenagem urbana. O procedimento metodológico seguiu em fazer um histórico dos Planos e Programas desenvolvidos para o município, bem como levantamento bibliográfico sobre a drenagem urbana, além de registro iconográfico da área pautada em estudo. A justificativa do mesmo é contribuir na discussão acerca do planejamento, e sua abordagem sobre drenagem urbana. E ainda que possa auxiliar o poder público municipal na adoção de medidas mitigadoras, a fim de sanar os notórios problemas oriundos da chuva e suas conseqüências sobre o meio ambiente e á qualidade de vida das populações imediatamente afetada. ALMEIDA, M. I. S. A; PEREIRA, A. M. A. 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944 cerrados v. 8 n. 01 (2010): Revista Cerrados (versão impressa) Geotecnologias aplicadas à gestão dos espaços públicos: uma análise sobre as praças na cidade Montes Claros - MG Camila Fabianne Barbosa Quintino;Maria Levimar Viana Tupinambá;Marcos Esdras Leite; Geotecnologias, Parques, Área Verde, Cidade, Montes Claros. A cidade como palco da concentração de riquezas sofre sérios problemas ambientais, como a presença dos esgotos e efluentes industriais, que poluem rios, lagos e aqüíferos, podendo causar danos à fauna e à flora. Para tentar amenizar as consequências ocasionadas principalmente pela emissão de gases nos ambientes urbanos, o homem, destinou algumas áreas que, além de servir como eliminadoras de gases poluentes, pela presença de vegetação, servem como áreas de recreação. Os parques e as áreas verdes, incluindo a elas, as praças, têm diversas funções que, afetam positivamente o ser humano trazendo benefícios para suas vidas, além de embelezar o ambiente que vive. As situações demonstradas anteriormente ocorrem na cidade de Montes Claros onde é possível notar que ocorre a presença de parques e áreas verdes. Mas é possível também perceber que, nesta cidade, são encontrados diversos problemas relacionados diretamente à questão ambiental, principalmente a não conservação de ambientes naturais. Diante da situação ambiental atual da cidade de Montes Claros, na qual há uma intensificação dos problemas ambientais em decorrência do crescimento demográfico e a consequente expansão da área construída, este trabalho teve como objetivo, compreender a distribuição e conservação das praças urbanas em Montes Claros, através do uso das geotecnologias. Porém, para que este objetivo fosse alcançado foi necessário pensar um procedimento metodológico que contemplasse a aplicação das geotecnologias no monitoramento das praças de Montes Claros. Nesta pesquisa, foi possível comprovar que o uso das geotecnologias serviu como suporte para obter uma resposta rápida sobre a problemática ambiental urbana. ÁLVARES, João M. Panorama geral do sensoriamento remoto orbital no mundo e suas aplicações iv, 39 f., il. Monografia (Especialização) – Universidade Federal de Minas Gerais, Instituto de Geociências, 2003. CARTA DE VENEZA, (1964) in Cartas Patrimoniais, Cury Isabelle (org.). IPHAN, Rio de Janeiro. Edições do patrimônio. 2000. CASÉ, Paulo. A cidade desvendada: reflexões e polemicas sobre o espaço urbano. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000. http://www.revistamuseu.com.br/artigos/art_.asp?id=25185 FERRARA, L. As máscaras da cidade. In: _______. Olhar Periférico. São Paulo: Edusp/Fapesp. 1993. p. 201-225. FONSECA, D. S. R. O uso do sig e do sensoriamento remoto na análise bioclimática do bairro Morada do Parque de Montes Claros (MG). Monografia de Graduação em geografia. Departamento de Geociências/UNIMONTES. Montes Claros, 2008. 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945 cerrados v. 8 n. 01 (2010): Revista Cerrados (versão impressa) Os Consórcios Intermunicipais de Saúde (CIS) no Norte de Minas Gerais Adriana Marcelino dos Santos;Bruno Rodrigues Freitas;Anete Marília Pereira; regionalização; saúde; consórcios A Regionalização é um princípio organizacional do sistema de saúde no Brasil. É considerado como a diretriz que orienta o processo de descentralização das ações e serviços de saúde, com o propósito de organizar as ações e serviços do referido setor, a fim de garantir o direito da população à saúde e potencializar os processos de planejamento, negociação e pactuação entre os gestores municipais. Com base nessa premissa o presente artigo aborda uma das ações dentro do processo de regionalização da saúde, que é a formação e implementação de consórcios intermunicipais de saúde. O recorte espacial escolhido foi a macrorregião de saúde Norte de Minas, uma das regiões onde os serviços de atenção à saúde ainda são bastante precários. Analisamos, portanto, a regionalização proposta pelo estado e a formação dos consórcios de saúde na região. BRASIL Constituição da República Federativa do Brasil. 1988, Brasília: Senado Federal. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1937. ________. LEI N° 8080/90. LEI ORGÂNICA DA SAÚDE. Dispõe sobre as condições para promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. ________. LEI N° 11.107/2005. Lei dos Consórcios Públicos que determina que a contratação de pessoal para o regime de consórcios seja feita conforme os ditames da CLT. ________. LEI N° 6.229/1975. Lei que estruturou o Sistema Nacional de Saúde no Brasil. ________. LEI N°1.920/1953. Lei que cria o Ministério da Saúde e dá outras providências. Colegiado dos Consórcios de Secretários Executivos do Estado de Minas Gerais (COSECS/MG). Perfil dos consórcios intermunicipais de saúde de Minas Gerais. 2007. GIL DE LIMA, A.P. Os consórcios intermunicipais de saúde e o Sistema Único de Saúde. Caderno de saúde pública. Rio de Janeiro, vol.16, n°4, p. 985-996, 2000. GONDIM, G.M.M. et al. O território da saúde: a organização do sistema de saúde e a territorialização. In: MIRANDA, A.C., BARCELLOS, C., MOREIRA, J.C., MONKEN, M. Território, ambiente e saúde. (Org.) Rio de Janeiro, editora Fio Cruz, 2008. IBGE - Instituto Brasileiro de geografia e estatística. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. 1960, 1970, 1980, 1990, 2000 e 2005. Rio de Janeiro. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Conferência Nacional de Saúde: o consórcio e a gestão municipal. 1997. Disponível em http://www.datasus.gov.br/cns OLIVEIRA, A.C., SIMÕES, R. F., E ANDRADE, M.V. Regionalização dos serviços de média e alta complexidade hospitalar e ambulatorial em Minas Gerais: estrutura corrente versus estrutura planejada. Belo Horizonte, 2004. PEREIRA, A.M. Cidade média e região: O significado de Montes Claros no Norte de Minas Gerias. 347f. 2007. Tese (Doutorado em Geografia) – Instituto de Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2007. PLANO DIRETOR DE REGIONALIZAÇÃO/PDR DO ESTADO DE MINAS GERAIS/. 2009. CIB/SUS/MG. RODRIGUES, A. A, Cooperação intermunicipal no âmbito do SUS. Tese (Doutorado em Economia), Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003. SES. SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MINAS GERAIS. Disponível em http: www.saude.mg.gov.br. VASCONCELLOS, M.M. Serviços de saúde: uma revisão do processo de regionalização, análises dos padrões espaciais e módulos de localização. 1997. Tese (Doutorado) Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1997. http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/consorcio_mg.pdf
946 cerrados v. 8 n. 01 (2010): Revista Cerrados (versão impressa) O loteamento na comunidade rural de Cabeceiras - Montes Claros/MG: conflitos entre urbano e o rural Fabíola Silveira Pinheiro;Marta Rodrigues Barbosa;Priscilla Caires Santana Afonso; Comunidade Cabeceiras, Loteamento, Montes Claros, Rural-Urbano, Planejamento Urbano. A expansão urbana de Montes Claros vem transformando o espaço do município e causando impactos sócio-ambientais. As teorias que estudam as relações entre o urbano e o rural nem sempre explicam todas as dimensões desse processo. A ciência geográfica é uma importante ferramenta para o planejamento de políticas públicas e acreditamos que esse artigo contribuirá para futuros estudos sobre a comunidade de Cabeceiras – Montes Claros/MG. AFONSO, P. C.S., PEREIRA, A. M. O processo de urbanização norte-mineiro: um perfil dos pequenos municípios. In: II SIMPÓSIO NACIONAL O RURAL E O URBANO NO BRASIL, 2009, Brasil. Anais do Simpósio Nacional O Rural e o Urbano no Brasil. Rio de Janeiro: UERJ, Departamento de Geografia, 2009, p. 1-15. BERNADELLI, M.L.F. H. Contribuição ao debate sobre o urbano e o rural. In: SPOSITO,M. E.B., WHITACKER,,A.M. (org). Cidade e Campo: relações e contradições entre o urbano e rural. 2ª Ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. CARLOS, A. F. A Cidade: o homem e a cidade, a cidade e o cidadão, de quem é o solo urbano? São Paulo: Contexto, 1997. CARNEIRO, M. D.; BIDDLE, William W. e BIDDLE, Loureide J. Desenvolvimento da Comunidade: a redescorberta da iniciativa local. Rio de Janeiro: Agir, 1967. COMPANHIA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTOS DE MINAS GERAIS – COPASA. Plano de proteção e preservação de bacias hidrográficas e mananciais utilizados para abastecimento de água. Dezembro de 1994. DUARTE, R. G. A Geografia no Ensino Básico frente aos novos cenários rurais e urbanos na América Latina. Disponível em: http://egal2009.easyplanners.info/area03/3092_Duarte_Ronaldo.doc. Acesso em: 31/08/2010. ENDLICH, A. M. Perspectiva sobre o urbano e o rural. In: SPOSITO,M. E.B., WHITACKER,,A.M. (org). Cidade e Campo: relações e contradições entre o urbano e rural. 2ª Ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. LEITE, M.E. Geoprocessamento Aplicado ao Estudo do Espaço Urbano: o caso da cidade de Montes Claros/MG. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Uberlândia, Programa de Pós-Graduação em Geografia. Uberlândia, 2007. ________; LEITE, M. R.; CLEMENTE, M.S. Geotecnologias e Gestão Urbana: uma aplicação na identificação de terrenos públicos municipais. Acesso em 15/09/2010. Disponível em: http://egal2009.easyplanners.info/area04/4066_leite_marcos.doc.__ ______; PEREIRA, A. M. A expansão urbana de Montes Claros a partir do processo de industrialização. In: PEREIRA, A M; ALMEIDA M. I. S. de (Org.). Leituras Geográficas sobre o Norte de Minas Gerais. Montes Claros: Ed. Unimontes, 2004, p. 130. ______________. Cidade Média e Região: o significado de Montes Claros no Norte de Minas. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Uberlândia, Programa de Pós-Graduação em Geografia. Uberlândia, 2007. RODRIGUES, Arlete M. Produção e consumo no espaço: problemática ambiental urbana. São Paulo: Hucitec, 1998. SANTOS, M. A urbanização brasileira. São Paulo: Hucitec, 2005. SILVA, J.G. O novo rural brasileiro. Acesso em 01/09/2010. Disponível em: http:// www.geografia.fflch.usp.br/graduacao/apoio/Apoio/Apoio_Valeria/Pdf/O_novo_rural_brasileiro.pdf. SILVA, W.R. Reflexões em torno do urbano no Brasil. In: SPOSITO,M. E.B., WHITACKER,,A.M. (org). Cidade e Campo: relações e contradições entre o urbano e rural. 2ª Ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. SOUZA, M. L.; RODRIGUES, G.B. Planejamento urbano e ativismos sociais. São Paulo:UNESP, 2004. 136 p.: (Sociedade, espaço e tempo). RUA, J. Urbanidades e Novas Ruralidades no Estado do Rio de Janeiro: Algumas Considerações Teóricas. In: MARAFON, G. et al (orgs). Estudos de Geografia Fluminense. Rio de Janeiro: UERJ, 2001, p. 27-42. ______. As crises vividas pelo estado do Rio de Janeiro e a emergência de novas territorialidades em áreas rurais. In: MARAFON, Glaucio et al (orgs). Abordagens teórico-metodológicas em geografia agrária. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2007, p. 271-298. SOBARZO, O. O urbano e o rural em Henri Lefebvre. In: SPOSITO,M. E.B., WHITACKER,,A.M. (org). Cidade e Campo: relações e contradições entre o urbano e rural. 2ª Ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. VEIGA, J.E. Do crescimento agrícola ao desenvolvimento rural. Acesso em: 09/09/2010. Disponível em: http://www.zeeli.pro.br/Livros/%5B2002%5Ddo_ crescimento_agricola_ao_desenvolvimento_rural.htm.
947 cerrados v. 8 n. 01 (2010): Revista Cerrados (versão impressa) Sensoriamento Remoto e SIG aplicados ao estudo da preservação e supressão da mata ciliar na bacia do rio Catolé - MG Renata Aparecida da Silva Andrade;Gabriel Alves Veloso;Marcos Esdras Leite; Sensoriamento Remoto, SIG, Bacia Hidrográfica, Uso do Solo. O intenso uso dos recursos naturais tem provocado em muitos casos o seu esgotamento, como perda da cobertura vegetal, o que tem provocado uma perda na biodiversidade tanto na fauna como na flora. Esta degradação e provocada pela implantação dos agronegócios como a monocultura do eucalipto, bovinocultura e os projetos de irrigação. Uma grave conseqüência desse uso desordenado do solo e a supressão das APPs, sendo esta uma vegetação de suma importância para a qualidade e quantidade de água no rio. Tendo em vista a deficiência na fiscalização dessas áreas foi feito um estudo de uso e ocupação do solo na bacia do rio Catolé na qual foram utilizadas as Geotecnologias que são ferramentas fundamentais no monitoramento e gerenciamento dos recursos naturais, sobretudo o Sensoriamento Remoto - os SIGs -, que permite a analise das informações de uso e ocupação do solo e suas influências nas áreas de APPs, de forma mais ágil, fácil e rápida. ARAUJO, M. M.; LONGHI, S. J.; BARROS, P. L. C.; BRNA, D. A. Caracterização da chuva de sementes, banco de sementes do solo e banco de plântulas em Floresta Estacional Decidual Ripária Cachoeira do Sul, RS, Brasil. Scientifica Florestalis. n.66, p.128-141. 2004. ANTUNES, F. Z. Caracterização Climática – Caatinga do Estado de Minas Gerais. Informe Agropecuário. v.17, p.1519. 1994. AZEVEDO, I.; RODRIGUES, P.; MENINO, G.; VELOSO, M. D. M.; NUNES, Y.; FERNANDES, G. 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948 cerrados v. 8 n. 01 (2010): Revista Cerrados (versão impressa) Aplicação do Sensoriamento Remoto e do SIG no mapeamento do uso do solo na bacia hidrográfica do rio São Lamberto, no município de Claro dos Poções/MG Fabricio leite;Marcos Esdras Leite; Sensoriamento Remoto, Bacias Hidrográficas, Rio São Lamberto e Claros dos Poções. O avanço tecnológico, com a disponibilidade de imagens de satélites tem propiciado uma melhor precisão no levantamento de dados referentes à superfície terrestre. O sensoriamento remoto e o SIG são instrumentos úteis para auxiliar no estudo do espaço geográfico, uma vez que possibilitam obter dados precisos e associa-los de diversas formas para gerar informações que retrate de maneira, mais fiel possível, a organização do espaço estudado. Essa vantagem fez com que essas geotecnologias se destacassem no estudo das bacias hidrográficas. Diante disso, este trabalhou aplicou o sensoriamento remoto e o SIG para analisar as mudanças no uso do solo da bacia do Rio São Lamberto no município de Claro dos Poções, no norte de Minas Gerais, entre 1999 e 2009. As imagens utilizadas nesta pesquisa são oriundas do satélite LANDSAT 5, nas bandas 3, 4 e 5. As imagens, associadas ao trabalho de campo, permitiram extrair dados sobre o uso do solo nessa bacia. Os resultados denunciaram que a vegetação natural vem reduzindo drasticamente, em função da expansão das atividades econômicas primárias, que se destacam como base econômica do município analisado. BRASOL. Brasil Ação Solidária. Plano Diretor Participativo do Município de Claro dos Poções. 2009, 245 p. MARTINS, M. de S. Geologia dos diamantes e carbonatos aluvionares da Bacia do Rio Macaúbas (MG). Tese de doutorado- UFMG, Instituto de Geociências, 2006. 248 p. ROSA, R. Introdução ao Sensoriamento Remoto. 5ª edição. Uberlândia. Ed. Da UFU, 2003. SCIAVETTI, A.; CAMARGO F. M. A. Conceitos de bacias hidrográficas: teorias e aplicações. Ilhéus: Editus, 2002. 293 p. Sites consultados www.datasus.gov.br/ acesso: 13/08/10. www.engesat.com.br/ acesso: 10/08/10. WWW.ibge.gov.br/ acesso: 06/08/10.
949 cerrados v. 8 n. 01 (2010): Revista Cerrados (versão impressa) A formação do Professor de Geografia na modalidade de educação aberta e a distância Olga Cardoso da Silva;Larissa Versiani Martins;Janete Aparecida Gomes Zuba; universidade - educação - geografia – tecnologias O Sistema Universidade Aberta do Brasil é integrado por universidades públicas que tem por objetivo oferecer cursos de nível superior por meio da Educação Aberta e a Distância. O presente artigo tem por objetivo tecer algumas considerações sobre os desafios da EAD no ensino da Geografia da UAB/UNIMONTES. Entrevistamos os professores que atuam no curso de Geografia nessa modalidade de ensino. Constatamos que as dificuldades encontradas pela maioria dos profissionais estão relacionadas ao processo de construção de uma nova modalidade de ensino. Os sujeitos têm buscado aprimorar seus conhecimentos com o objetivo de oferecer uma educação de qualidade a todos os envolvidos na EAD. ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Educação a distância na internet: abordagens e contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem. São Paulo, v. 29, n. 2, Dec. 2003. Disponível em . Acesso em 10 Setembro de 2010. ALVES, E. A.; CABRAL, J. B. P.; et al. Breve reflexão sobre a importância do trabalho de campo no Ensino de Geografia in: Anais do XV Encontro Sul Matogrossense de Geógrafos, 2007. ALVES, J. R. M. Educação a Distância e as Novas Tecnologias de Informação e aprendizagem. Artigo do Programa Novas Tecnologias na Educação, 1998. ALVES, R. M.; ZAMBALDE, A. L, & FIGUEIREDO, C. X. Ensino a Distância. UFLA/FAEPE. 2004. ARETIO, Lorenzo García. La educación a distancia. 2ªed. Barcelona: Ariel, 2002. BARBOSA, Maria de Fátima S. O.; RESENDE, Flávia. A Comunicação Tutor-Aluno e Dificuldades da Prática dos Tutores de um Curso de Educação Profissional a Distância. 2004. Disponível em http://www.abed.org.br/congresso2004/por/ htm/165-TC-D4.htm. Acesso em 10 Setembro de 2010. 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Ciberespaço e Educação: Possibilidades e limites da interação dialógica nos cursos online Unimontes Virtual. (Mestrado em Tecnologias na educação) Universidade de Brasília (UnB),Brasília, 2003.
950 cerrados v. 8 n. 01 (2010): Revista Cerrados (versão impressa) São João da Lagoa (MG): breves considerações sobre um município emancipado na década de 1990 Rafaelle Almeida Mota;Walquiria da Cruz Almeida;Anete Marília Pereira; Emancipação – município – vantagens Em virtude de um número expressivo de emancipações no estado de Minas Gerais, este trabalho tem por objetivo analisar o processo de emancipação do município de São João da Lagoa, localizado no Norte do estado. Logo, analisaremos quais foram as evoluções desse território depois de se tornar município e como este se mantém economicamente. A metodologia utilizada foi levantamento da literatura acerca do assunto, coleta e análise de dados, assim como uma pesquisa in loco, e por fim, a elaboração do artigo encerra o processo. O artigo está dividido em História Emancipatória Brasileira e de Minas Gerais, Caracterização de São João da Lagoa, Vantagens e Desvantagens do Processo de Emancipação. As conclusões indicam um resultado favorável para o município de São João da Lagoa, com fortalecimento do turismo e da economia em alguns setores. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponível em . Acesso em maio de 2010. CARVALHO, A. M. de. Estado, descentralização e sustentabilidade dos governos locais no Brasil. Economia, Sociedad y Territorio, México, v. III, n. 12, p. 539-556, 2002. ESTADO DE MINAS GERAIS. Lei Complementar nº 38 de 18/01/1995. Regulamenta a criação, fusão, incorporação e desmembramento de municípios. FRATA, Ângela Maria; PERES, Alfredo Fonseca. A Problemática das Emancipações Municipais: O Caso de Santa Teresa do Oeste - PR. In: Ciências Sociais Aplicadas Em Revista, Cascavel, v. 2, n. 2, 2002, p. 65-76. IBGE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico 2000. Disponível em: Acesso em: 2010. ______. Perfil dos municípios brasileiros. Disponível em www.ibge.gov.br. Acesso em Março de 2010. ______. ibge@cidades.br. Disponível em: Acesso em: 2010. ______ Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil. 2000. PEREIRA, Anete Marília. Cidade média e região: o significado de Montes Claros no Norte de Minas Gerias. 347f. 2007. Tese (Doutorado em Geografia) – Instituto de Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2007. PINTO, George José. Município, Descentralização e Democratização do Governo. Caminhos da Geografia. Programa de Pós Graduação em Geografia, Uberlândia, 2002. SECRETARIA DE SAÚDE DE SÃO JOÃO DA LAGOA - Relatório do PSF, 2008. SHIKIDA, C.D. A Economia Política da Emancipação de Municípios em Minas Gerais. In: Finanças Públicas. III Prêmio de Monografia Tesouro Nacional. Brasília: 1999. SILVA, Alexsandro de Andrade. Icaraí de Minas: considerações sobre os impactos da emancipação municipal. Monografia (curso de Geografia) Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2008. SIMÕES, André Geraldo de Moraes. População, Federalismo e Criação de Municípios no Brasil: uma análise dos casos de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. XIV Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, Caxambú, 2000. www.ibge.gov.br, acessado em 29/07/2010. www.saojoaodalagoa.mg.cnm.org.br, acessado em 29/07/2010. www.vaquejadas.com.br, acessado em 29/07/2010.
951 cerrados v. 8 n. 01 (2010): Revista Cerrados (versão impressa) Estudo de raizeiros no Mercado Municipal de Montes Claros – MG: agentes transformadores na valorização dos conhecimentos tradicionais Vânia Renata Santana Silva;Rosecleide Ramos Vieira;Cássio Alexandre da Silva; População Tradicional, Cerrado e Montes Claros. Os estudos referentes à etnoecologia abordando o modo de vida tradicional, precisam ser realizados e expostos à comunidade a fim de revelarmos a cultura, tradição, paisagens naturais a estas comunidades que juntos podem ter subsídios para tomadas de decisões diante o seu grupo social. Diante disso, o objetivo desse artigo é compreender, o que faz os “raizeiros” resistir numa cidade do porte de Montes Claros e porque a população dessa cidade continua usando plantas medicinais de maneira artesanal. Além disso, buscou identificar quais as redes e processos se estabeleceram nesse contexto, ressaltando a importância dos “raizeiros” na região de forma a contribuir e valorizá-los como população tradicional. ALBUQUERQUE, Ulysses Paulino de, HANAZAKI Natália As pesquisas etnodirigidas na descoberta de novos fármacos de interesse médico e farmacêutico: fragilidades e pespectivas. Revista Brasileira de Farmacognosia Brazilian Journal of Pharmacognosy. Recebido em 14/06/06. Aceito em 26/09/06. ALMEIDA, Maria Geralda, Cultura ecológica e biodiversidade. Mercator - Revista de Geografia da UFC, Fortaleza, ano 2, n. 3, jun./jul. 2003. ALHO, Cleber José. Rodrigues. “Desafios para a conservação do Cerrado, em face das atuais tendências de uso e ocupação”. Em: CERRADO: Ecologia, Biodiversidade e conservação. SCARIOT, Aldicir, SOUZA-SILVA, José C. e FELFILI, Jeanine M. (orgs.) Brasília: Ministério do Meio Ambiente. 2005. ANDRADE, Vivian, Galdino. Traços de modernidade? 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952 cerrados v. 8 n. 01 (2010): Revista Cerrados (versão impressa) Aspectos tecnológicos e ambientais : o desafio do lixo eletrônico Adriana Norte Nascimento;Guilherme Augusto Guimarães Oliveira; Tecnologia. Meio Ambiente. Lixo Eletrônico. Resíduos Sólidos. A redução do ciclo de vida dos produtos eletrônicos decorrentes da acelerada mudança tecnológica, o estilo de vida da sociedade contemporânea aliado às estratégias do setor produtivo, remetem a um consumo intensivo, provocando uma série de impactos ambientais. A preocupação ambiental em relação ao lixo eletrônico surge quando ao serem descartados no lixo comum, substâncias químicas presentes nos componentes eletrônicos passam a contaminar o solo, a água, os animais e por fim, passam a comprometer a saúde humana. Surgem então, desafios e implicações de conciliar as exigências da vida moderna, promovendo o desenvolvimento com o mínimo de impacto ambiental possível. O presente artigo trata da necessidade de se refletir acerca do tratamento e do destino final do lixo eletrônico, frente à nova Política Nacional dos Resíduos Sólidos brasileira e suas disposições. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). Norma Brasileira Registrada - NBR 10004, 10005, 10006 e 10007: 2004. BRASIL. Congresso Nacional. Lei nº. 6.938, de 31/08/1981. BRASIL. Pesquisa Nacional de Saneamento Básico: PNSB (IBGE, 2000). BRASIL. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, Ministério das Cidades: Diagnóstico Analítico da Situação da Gestão Municipal de Resíduos Sólidos no Brasil. Brasília, julho de 2003. BRASIL. Congresso Nacional. Política Nacional de Resíduos Sólidos. Lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2010. BULLARA. O que vai para a reciclagem? Disponível em: http://www.bloconsultoria. natura.net/bloglamos/3-rs. Acesso em 12 ago.2010. DANTAS, A. Lixo eletrônico: usuários são aliados no descarte de equipamentos. O globo on line, 2007. Disponível em: http//: o globo.globo.com/tecnologia/mat/2007/09/13/297719971.asp. Acesso em 31 ago.2010. DICIONÁRIO AURÉLIO BÁSICO DA LÍNGUA PORTUGUESA. (1988). FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS - FGV. Pesquisa Anual CIA. FGV-EAESP, 19ª edição, 2008. GREENPEACE. Disponível em http//: www.grenpeace.org/brasil/toxicos/noticias. Acesso em 21 jun.2010. INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS - IPT. CEMPRE (Compromisso Empresarial para a Reciclagem). Lixo Municipal: Manual de Gerenciamento Integrado. São Paulo, 2000. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION - ISO 14001:2004: Definição para meio ambiente. Genebra, 2004. MATTOS. Karem Maria da Costa; MATTOS, Katty Maria da Costa; PERALES, Wattson José Saenz. Os impactos ambientais causados pelo lixo eletrônico e o usoda logística reversa para minimizar os efeitos causados ao meio ambiente. Enengep, 2008. MINIDICIONÁRIO ELETRÔNICO HOUAISS DA LÍNGUA PORTUGUESA 2.0. Versão 2010. PESQUISA Nacional de Saneamento Básico 1989. Rio de Janeiro: IBGE, 1992. 50 p. PESQUISA Nacional de Saneamento Básico 2000. Rio de Janeiro: IBGE, 2002. 431. p. Disponível:. Acesso em: ago. 2010. PESQUISA Nacional de Saneamento Básico 2008. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. 219 p. PORTUGAL, Gil. Os 3 R’s e o lixo. Rio de Janeiro, 2004. Disponível em http://www.gpca.com.br/gil/art114.htm. Acesso em: 15 ago.2010. RESÍDUOS ELÉTRICOS E ELETRÔNCOS. Disponível em: http://www.cretatec. com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=68:reee&catid=29:wiki-residuos&Itemid=78. Acesso em 02.set.2010.
954 cerrados v. 7 n. 01 (2009): Revista Cerrados (versão impressa) Agricultura Urbana: funções de identidade, transmissão dos saberes e da cultura Gabriel Alves Veloso;Igor Martins de Oliveira;Marina de Fátima Brandão Carneiro; Agricultura Urbana. Relação rural/urbana. Identidade. Saberes e Cultura. Este artigo apresenta como tema a Agricultura Urbana: funções de identidade, transmissão dos saberes e da cultura. Tem como objetivo geral analisar o papel que a Agricultura Urbana desempenha junto à população envolvida, perpetuando a cultura popular e dos grupos familiares, a definição e preservação de identidades e a transmissão dos saberes, sobretudo dos migrantes do campo para as cidades e seus descendentes que praticam esta atividade nas áreas urbanas. Através de uma análise bibliográfica, de artigos de revistas e de documentos eletrônicos e dissertações de alguns autores que abordaram esta temática percebe-se que a Agricultura Urbana, muitas vezes, se apresenta como alternativa para melhorar as condições de vida, de saúde, de complemento do salário e geração de renda dos que a pratica, além de ser utilizada como lazer e como uma forma de preservar as raízes, a identidade e os laços de vizinhança, de compadrio e de cooperação entre os diversos grupos familiares ou mesmo pessoal. Desta maneira, de geração em geração, a Agricultura Urbana se reveste de grande importância como fator de transmissão dos saberes e da cultura, apresentando àqueles que a praticam a possibilidade de se sentirem úteis e ativos na sociedade onde vivem e se relacionam. ARRUDA, Juliana. Agricultura urbana e peri-urbana em Campinas/SP: análise do Programa de Hortas Comunitárias como subsídio para políticas públicas. 162 f. Dissertação (mestrado Engenharia Agrícola) - Faculdade de Engenharia Agrícola, Unicamp/Campinas, 2006. BOUKHARAEVA; CHIANCA et al..Agricultura urbana como um componente do desenvolvimento humano sustentável: Brasil, França e Rússia. Cadernos de Ciência & Tecnologia.v. 2. Brasília: maio/ago, 2005. p. 413-425. CALVÁRIO, Rita. Agricultura Urbana. Disponível em: Ecoblogue – Agricultura Urbana.www.ecoblogue.net/index2.php?option=com. Content&tasl=view&id=503 &pop=1&... Acesso em: 28 abr. 2009. CLEPS JÚNIOR, J.; RESENDE, S. A Agricultura Urbana em Uberlândia (MG). In: VI CONGRESSO BRASILEIRO DE GEÓGRAFOS. 2004. Goiânia. Anais ...Goiânia: AGB, 2004. 1 CD-ROM. Comit ê de Agricultura – COAG/FAO. La Agricultura Urbana y Periurbana. Roma: COAG/FAO, 1999. Disponível em: . Acesso em: 28 Abr. 2009. LEITE, Marcos Esdras. Mapeamento das favelas de Montes Claros/ MG. In: Encuentro de Geógrafos da América Latina-EGAL. 2007. Bogotá. ANAIS... Bogotá: UMA, 2007. MACHADO, A. T.; MACHADO, C. T. de T. Agricultura urbana.- Planaltina, DF: Embrapa Cerrrados, 2002. 25 p.- (Documentos /Embrapa Cerrados, ISSN 1517-5111; 48). SANTANDREL, Alain; LOVO, Ivana Cristina. Panorama da Agricultura Urbana e Periurbana no Brasil e Diretrizes Políticas para sua Promoção: Identificação e Caracterização de Iniciativas de AUP em Regiões Metropolitanas Brasileiras. Disponível em: www.rede-mg.org.brarticle_get.phpid=100. Acessado em: 07 Abr. 2009. WAGNER, Philip.L; MIKESELL, Marvin.W. Os temas da Geografia Cultural. Trad. Olívia de Barros Lima da Silva. 2 ed. In: CORRÊA, Roberto Lobato e ROSENDAHL, Zélia (Org.). Introdução a Geografia Cultural. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.
955 cerrados v. 7 n. 01 (2009): Revista Cerrados (versão impressa) O Norte de Minas Gerais e a gestão comunitária da água Sandra Célia Muniz Magalhães;Priscilla Caires Santana Afonso;João Cleps Junior; Norte de Minas. Água. Sub-bacia do Riachão. Sub-bacia do Gorutuba. Podemos afirmar que os princípios básicos da gestão da água brasileira não têm sido respeitados em todo o território nacional. Essa afirmativa tem como base nossas pesquisas realizadas no Norte de Minas, especificamente as sub-bacias do Riachão em Montes Claros/MG e do Gorutuba em Nova Porteirinha e Janaúba/MG, onde a população local tem sofrido com a falta d’água em virtude da intensificação das atividades capitalistas no campo (modernização agrícola) e do profundo desrespeito com as formas locais de gestão da água que chamaremos de gestão comunitária da água. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho é discutir o uso e a gestão da água no Norte de Minas, através do estudo das sub-bacias do Riachão e Gorutuba localizadas nas áreas economicamente “desenvolvidas” da região. Para tanto, adotou-se uma metodologia baseada em pesquisa bibliográfica, entrevistas com órgãos oficiais e ONG’s, além de entrevistas realizadas com os usuários das comunidades rurais. AFONSO, P. C. S., HERMANO, V. O uso da água no hidroterritório do Gorutuba. In: ENCONTRO NACIONAL DE GEÓGRAFOS, 2010, Brasil. Anais... Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Departamento de Geografia, 2010, p. 1-10. ________. Gestão e Disputa pela Água na Sub-bacia do Riachão. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Uberlândia, Programa de Pós-Graduação em Geografia. Uberlândia, 2008. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUA – ANA. Disponibilidade e demandas de recursos hídricos no Brasil. Cadernos de Recursos Hídricos 2. 2007. pdf>. Acesso em 2008. BRASIL. Decreto n. 24.643 de 10 de julho de 1934. Decreta o Código de Águas. Disponível em: . Acesso em 22/07/2006. BRASIL. Lei n. 9.433, de 8 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989. Disponível em . Acesso em 22/07/2006. ________.Projeto de Lei n. 5296. Disponível em . Acesso em 25/08/2006. CARRERA-FERNANDEZ, José; GARRIDO, Raymundo-José. Economia dos recursos hídricos. Salvador: EDUFBA, 2002. COSTA, J.B.A. Cultura, Natureza e Populações Tradicionais. Revista Verde Grande. Montes Claros: Editora da Unimontes, v. 03, n. 3, 2005, p. 37-64. DAYRELL, C. Os geraizeiros descem a serra ou a agricultura de quem não aparece nos relatórios dos agrobusines. In: LUZ, C. e DAYRELL, C. (Orgs.). Cerrado e Desenvolvimento: tradição e atualidade. Montes Claros: Max Gráfica e Editora, 2000, p. Universidad Internacinal de Andalucía, Espanha, 1998. FREIRE, A. G. Águas do Jequitinhonha: a gestão coletiva dos recursos hídricos pelos agricultores de Turmalina – Alto Jequitinhonha/MG. 2001. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Lavras, Programa de Pós-Graduação em Administração Rural. Lavras, 2001. GALIZONI, F. M. Águas da Vida: população rural, cultura e água em Minas. 2005. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Universidade Estadual de Capinas, Campinas, 2005. GRANJA, S.I.B.; WARNER, J. A hidropolítica e o federalismo: possibilidades de construção da subsidiariedade na gestão das águas no Brasil? Revista Adminstração Pública, v. 40, n. 6. Rio de Janeiro, 2006. Disponível em:
956 cerrados v. 7 n. 01 (2009): Revista Cerrados (versão impressa) Dilemas e desafios do Programa Saúde da família em Bocaiúva-MG Liliane Souto;Sandra Célia Muniz Magalhães; Bocaiúva. Território. Saúde. Programa Saúde da Família - PSF Tendo em vista o cenário atual da saúde no Brasil, faz se necessárias mudanças nas práticas de saúde, neste contexto, o Programa Saúde da Família- PSF surge como estratégia de mudança, centrado na atenção a família, focando a prevenção de doenças e promoção à saúde. Dessa forma este artigo tem como objetivo discutir a importância do território associado às perspectivas da proposta de saúde do PSF, enfatizando o município de Bocaiúva. Os procedimentos metodológicos foram revisão bibliográfica e documental, pesquisas informais com a finalidade de obter informações relacionadas à saúde e em especial aos PSFs de Bocaiúva, foram realizados ainda trabalhos de campo nos PSFs Bonfim, Esperança, Pernambuco, Renovação para avaliar o funcionamento e obter dados, documentos e mapas das áreas de atuação desses PSFs. È fundamental que a ciência geográfica seja identificada em toda a estrutura do trabalho uma vez que a contribuição dessa ciência é infinita para a evolução do homem e a dinâmica que envolve sua sobrevivência. Nesse sentido as informações fornecidas por este trabalho poderão servir de base para futuros estudos e novas ações do programa. ALBUQUERQUE. M. V. de. Território usado e saúde: respostas do Sistema único de Saúde a situação geográfica da metropolização em Campinas-SP. 2006 (dissertação). FFLCHUniversidade de São Paulo. São Paulo, 2006. ANDRADE, M. C. de. 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957 cerrados v. 7 n. 01 (2009): Revista Cerrados (versão impressa) Condicionantes naturais e antropogênicas dos processos erosivos na bacia do rio do Formoso em Buritizeiro (MG) Fernanda Cristina Rodrigues de Souza; Processos erosivos. Bacia do Rio do Formoso. Buritizeiro (MG). Condicionantes Naturais e Antropogênicas. O presente trabalho tem como objetivo analisar as condicionantes naturais e antropogênicas que ocasionam processos erosivos na Bacia do Rio do Formoso localizada no município de Buritizeiro (MG). A metodologia utilizada pauta-se em revisão bibliográfica, análise cartográfica da área de estudo e interpretação de imagens de satélite Landsat 3/ETM da mesma, em 1976 e 2006, para avaliar o desenvolvimento das atividades de uso e ocupação da área. O trabalho divide-se em três secções: a primeira apresenta as características gerais da área de estudo; a segunda aborda os condicionantes naturais dos processos erosivos na bacia hidrográfica em análise; a terceira parte dedica-se às condicionantes antropogênicas e, por fim, tece-se as considerações finais. A partir dessas premissas, percebe-se que as condicionantes naturais somadas às atividades inadequadas de uso e ocupação da área, têm contribuído significativamente com a ampliação e aceleração dos processos erosivos na Bacia do Rio do Formoso. BAGGIO, H. A ocupação rural do município, aspectos ambientais e o uso da terra: resultados e discussões. In: BAGGIO, H. Alterações na paisagem natural e agrícola do município de Buritizeiro – MG: Implicações do plantio generalizado de eucaliptos e pinus no meio ambiente físico, biológico e sócio-econômico. 2002. Dissertação. (Mestrado em Geologia) Belo Horizonte – Universidade Federal de Minas Gerais. 2002. p. 45-73. BAGGIO, H. O município de Buritizeiro e a questão do pinus e eucaliptus: implicações do seu plantio homogêneo generalizado no meio ambiente físico, biológico e socioeconômico. In: RODRIGUES, L.; MAIA, C. (orgs). Cerrado em Perspectiva (s). Montes Claros: UNIMONTES, 2003. p.27-90. BAGGIO, H.; HORN, A. H. Contribuições naturais e antropogênicas para a concentração e distribuição de metais pesados em sedimentos de corrente no Rio do Formoso, município de Buritizeiro – MG. Geonomos. v. 16, n. 2. Belo Horizonte: 2008. p.91-98. Disponível em:< http://www.igc.ufmg.br/geonomos. PDFs.16_2_91-98_Hernando>.Acesso em:18 jun. 2009. GAMA, M. G. C. C.; DE PAULA, A. M. N. R.; LIMA S.C. Implantação da agricultura comercial no município de Buritizeiro, Cerrado Mineiro: o uso capitalista dos recursos naturais. Caminhos de Geografia. 1 (10). Uberlândia: Set./2003. p.1-12. Disponível em:< http://www.ig.ufu.br/caminhos_de_geografia.html>. Acesso em:18 jun. 2009. SILVA, A. M.; SCHULZ, H. E; CAMARGO, P. B. Erosão e Hidrossedimentologia em Bacias Hidrográficas. 2 ed. São Carlos: Rima. 2007. TRINDADE, W. M. Condicionante litoestruturais da origem e desenvolvimento de processos erosivos e arenização na bacia do Rio do Formoso – Buritizeiro/ MG. Pirapora, 2007. p.80f. Monografia (Conclusão de Curso em Geografia) – Universidade Estadual de Montes Claros, 2007. VIANA, V. M.F.C. Estudo Geológico ambiental das Veredas do rio do Formoso no Município de Buritizeiro, Minas Gerais. Belo Horizonte, 2006. p.102 f. Dissertação. (Mestrado em Geologia) – Universidade Estadual de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2006.
3055 unicientifica v. 15 n. 1 (2013) FONTE, DISTRIBUIÇÃO E CARACTERÍSTICAS GEOQUÍMICAS DOS SEDIMENTOS DE CORRENTE DO RIO DO FORMOSO – MG Hernando Baggio Filho; Metais pesados. Sedimentos. Natural; Antropôgenico. O objetivo deste estudo é estabelecer a concentração de metais (Cu, Cd, Cr, Ni, Pb e Zn) nos sedimentos de corrente do Rio do Formoso-MG, definir suas fontes e distribuição, comparando os valores com os da Resolução CONAMA 344/04 Nível. Foram coletadas 22 amostras de sedimentos em onze pontos, nos quais foram determinadas as concentrações totais de Cu, Cd, Cr, Ni, Pb, Zn por ICP-OES, com extração ácida. Os resultados foram comparados à resolução CONAMA 344/2004-Nível 1. A caracterização mineral foi obtida por DRX e, a composição geoquímica dos litotipos foi determinada por ICP-OES. Os teores totais dos metais Cd e Cr nos sedimentos ultrapassaram os valores de referência nível 1 (TEL), estabelecidos pelo CONAMA. A disponibilidade desses metais nos sedimentos é resultado direto dos resíduos metalorgânicos gerados pela agricultura comercial. A assinatura geoquímica para o elemento cromo, presente no sedimento, confirma a contribuição natural geológica. O mineral predominante nos sedimentos é o quartzo. A presença de minerais de argila, sugere uma maior ou menor troca de cátion metálicos do sedimento para a coluna de água. 1 ALLOWAY, B.J.; AYRES, D.C. Chemical principles of environmental pollution. Londres: Blackie A & P, 1994. 304 p. 2 LICHT, O. A. Prospecção geoquímica – Princípios, Técnicas e Métodos. Rio de Janeiro, CPRM. 1998. 236p. 3 CETEC. Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais. Estudo de Metais Pesados no Estado de Minas Gerais. Belo Horizonte: CETEC, 1980. 151 p. 1980 (Relatório Final). 4 VALADÃO, R.C. Superfícies de Aplanamento do Brasil Oriental: mapeamento, caracteri-zação e geodinâmica. In: VII Simpósio de Geologia do Centro-Oeste e X Simpósio de Geologia de Minas Gerais, Brasília: SBG, 1999. v.1, p.107-108. 5 BAGGIO, H. F. Contribuições naturais e antropogênicas para a concentração e distribuição de metaispesados em sedimento de corrente na bacia do Rio do Formoso, município de Buritizeiro – MG. Tese (Doutorado em Geologia). Instituto de Geociências - Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Belo Horizonte. 2008. 6 US EPA 1991. Draft Analytical Method for Determination of Acid Volatile Sulfides in Sediment. EPA number: 821R91100. 1991. 20 p. 7 CONAMA, 2004. Conselho Nacional do Meio Ambiente - Resolução CONAMA nº 344, de 25 de março de 2004. Disponível em http://www. mma.gov.br/conama. 8 BOWEN, J. M H. Environmental Chemistry of the Elements. London, Academies Press, 1979. 273 p. 9 KRAUSKOPF, K, B. Introduction to geochemistry. New York, McGraw-Hill, 1976. 721p.
3056 unicientifica v. 15 n. 1 (2013) TOMATE CEREJA CULTIVADO EM DIFERENTES CONCENTRAÇÕES DE SOLUÇÃO NUTRITIVA NO SISTEMA HIDROPÔNICO CAPILAR Leonardo Araujo;Katchen Julliany Pereira Silva;Lorena Moreira Carvalho Lemos;Carla do Carmo Milagres;Deise Silva Castro Pimentel Cardoso;Leonardo Corrêa Alves;Paulo Roberto Gomes Pereira; Lycopersicum esculentum Mill. Tomate cereja. Tecido TNT. Capilar. Cultivo hidropônico. Este trabalho teve como objetivo avaliar o desenvolvimento do tomate cereja cultivado em diferentes concentrações de solução nutritiva no sistema hidropônico capilar com tecido TNT, comparado com o sistema convencional de aeração forçada. Os ensaios foram conduzidos em casa-de-vegetação na Universidade Federal de Viçosa. Foram utilizados vasos do tipo floreira de 8 L, sendo que a tampa foi recoberta com TNT com o objetivo de sustentar e fornecer nutrientes para as plantas por capilaridade. Para o preparo da solução nutritiva padrão (testemunha), utilizou-se concentrações de macro e micronutrientes conhecidas. A partir da dose de nutrientes da testemunha (150%), foram testadas outras cinco concentrações de solução nutritiva (50, 100, 200, 250, 500%) para verificar o efeito sobre o desenvolvimento do tomate cereja. O experimento foi disposto em delineamento inteiramente casualizado, utilizando três repetições/ tratamento. Os seguintes parâmetros fenológicos foram avaliados: número de folhas e flores, índice de coloração verde, diâmetro de caule, altura da planta, volume radicular e peso da massa seca de raiz, caule, folha e total. A utilização da força 0,5 (50% da solução padrão) no cultivo hidropônico do tomate cereja, combinada ao sistema capilar TNT, pode proporcionar reduções nos custos de produção, devido à economia de quantidade de solução nutritiva utilizada, energia elétrica e eliminação da necessidade de aquisição de equipamentos como compressores de ar. 1. SILVA, D.F.P. et al. Produção de mini-alface em cultivo hidropônico. Unimontes Cientifica, v. 8, n. 1 , p. 75-86, 2006. 2. GUSMÃO, M.T.A., GUSMÃO, S.A.L., ARAUJO, J.A.C. Produtividade de tomate tipo cereja cultivado em ambiente protegido e em diferentes substratos. Horticultura Brasileira, v. 24, n. 4, p. 431-436, 2006. 3. MARTINEZ, H.E.P., CLEMENTE, J.N. O uso de cultivo hidropônico de plantas em pesquisa. Viçosa: UFV, 2011. 76 p. 4. MARTINEZ, H.E.P., BRACCINI, M.C.L., BRACCINI, A.L. Cultivo hidropônico do tomateiro (Lycopersicon esculentum Mill.). Revista UNIMAR, v. 19, n. 3, p. 721-740, 1997. 5. ROCHA, M.Q. Crescimento, fenologia e rendimento do tomateiro cereja em cultivo hidropônico. 2009, 129 f. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas. 6. SILVA, J.O. et al. Crescimento e composição mineral da alface no sistema hidropônico por capilaridade. Irrigação Botucatu, v. 10, n. 2, p. 146- 154, 2005. 7. IWATA, S., TABUCHI, T., WARKENTIN, B.P. Soil water interactions: mechanisms and applications. New York: Marcell Dekker, 1988. 8. LUZ, J.M.Q. et al. Cultivo hidropônico de chicórias lisa e crespa e almeirão em diferentes concentrações de solução nutritiva. Revista Ciência Agronômica, v. 40, n. 4, p. 610-616, 2009. 9. STEINER, A.A. The selective capacity of plants for ions and its importance for the composition and treatment of the nutrient solution. Acta Horticulturae, v. 98, n. 3 , p. 87-97, 1980. 10. CLARK, R.B. Characterization of phosphatase of intact maize roots. Journal of Agricultural and Food Chemistry, v. 23, n. 3, p. 458-460, 1975. 11. MARTINEZ, H.E.P. O uso de cultivo hidropônico de plantas em pesquisa.Viçosa: UFV, 2002. 61 p. 12. TAIZ, L., ZEIGER, E. Fisiologia vegetal. 4. ed. Porto Alegre, Artmed, 2008. 820 p. 13. COMETTI, N.N. et al. Efeito da concentração da solução nutritiva no crescimento da alface em cultivo hidropônico–sistema NFT. Horticultura Brasileira, v. 26, n. 2, p. 252-257, 2008. 14. CLAUSSEN, W. Growth, water use efficiency, and proline content of hydroponically grown tomato plants as affected by nitrogen source and nutrient concentration. Plant and Soil, v. 247, n. 2, p. 199-209, 2002. 15. XAVIER, V.C. et al. Concentração da solução nutritiva no cultivo hidropônico de pimenta ornamental. Revista da FZVA –Uruguaiana, v. 13, n. 1, p. 24-32, 2006.
959 cerrados v. 7 n. 01 (2009): Revista Cerrados (versão impressa) As bases da região de Montes Claros/MG: uma resumida leitura geológica e geomorfológica Marina de Fátima Brandão Carneiro; Região de Montes Claros. Placas Tectônicas. Tempo Geológico. Bases Geológicas e Geomorfológicas. Este artigo apresenta uma resumida leitura sobre as formações geológicas e geomorfológicas que constituem as bases da região de Montes Claros, MG. Fundamenta-se numa concepção da Terra como um sistema dinâmico ou de sistemas de transformações em constante interação, isto é, o sistema das placas tectônicas, que envolve forças controladas pelo calor interno do planeta e o sistema climático, controlado pelo calor do sol, atuando sobre a superfície terrestre ao longo do tempo geológico. Daí percebe-se que as feições geológicas e geomorfológicas da região estão organizadas segundo um padrão que reflete a evolução tectônica de longo tempo dos continentes e pela orogênese Brasiliana, evento tectônico que ocorreu no final do Neoproterozóico e início da Paleozóica, há cerca de 750-450 milhões de anos. ALMEIDA, F. F. M. de. O Cráton do São Francisco. Revista Brasileira de Geociências. São Paulo,7 (4), p. 349-364. 1977. JATOBÁ, Lucivânio. A Dinâmica das Placas Litosféricas. Notas e Comunicações de Geografia. Série Textos Didáticos, nº 30. Recife: UFPE, 2002. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia. Instituto de Geo-Ciências Aplicadas. Mapa Geomorfológico – Montes Claros. Belo Horizonte, 1977. 1 mapa color. Escala 1:500.000 PRESS, Frank et al.. Para entender a Terra. Tradução de Rualdo Menegat... [et al.]. – 4 ed. – Porto Alegre: Bookman, 2006. SAADI, Allaoua. Ensaio sobre a morfotectônica de Minas Gerais. 1991.(Tese para o Concurso de Professor Titular do IGC-UFMG). Belo Horizonte: IGC-UFMG, 1991. UHLEIN, A.; TROMPETTE, R. & EGYDIO-SILVA, M.. Rifteamentos superpostos e tectônica de inversão na borda sudeste do Cráton do São Francisco. Disponível em: http://www.igc.ufmg.br/geonomos/PDFs/3_1_99_107_Uhlein.pdf
960 cerrados v. 7 n. 01 (2009): Revista Cerrados (versão impressa) Geotecnologias aplicadas no mapeamento geomorfológico do município de Montes Claros/MG Manoel Reinaldo Leite;Marcos Esdras Leite;Carlos Magno Santos Clemente; Geotecnologias, Mapeamento, Geomorfologia e Montes Claros. O relevo da superfície terrestre, objeto de estudo da Geomorfologia, exerce influência marcante no cotidiano humano, tendo em vista que suas formas, padrões e declividades interferem decisivamente nas construções humanas como estradas, hidroelétricas, na rotação de culturas, em fim, toda atividade humana será influenciada direta ou indiretamente pelo relevo. Assim sendo, este trabalho procurou compreender e mapear a configuração do relevo no município de Montes Claros, através da aplicação das geotecnologias e de produtos orbitais, no intuito de promover, através de documentos cartográficos, o registro dos aspectos morfocronológicos, morfodinâmicos e morfométricos referentes à Geomorfologia montesclarense. Estes objetivos se justificam uma vez que as variáveis geomorfológicas selecionadas fornecem informações fundamentais para a interpretação dos fenômenos geomorfológicos do município de Montes claros, contribuindo desta forma, para a análise dos terrenos deste município a partir de levantamentos confiáveis de dados georreferenciados. Para a realização deste mapeamento utilizou-se de metodologias consagradas no quadro nacional e internacional como, por exemplo, a metodologia de Libault (1971), Ross (1992) e Ross (1994) estas metodologias possibilitaram e facilitaram a execução do trabalho exatamente por serem flexíveis e possibilitarem a adequação das realidades locais ao seu modelo de interpretação. O mapeamento geomorfológico do município de Montes Claros explicitou a falta de estudos sobre as paisagens regionais e o alto grau de generalização dos trabalhos direcionados para o município em foco, dentro desta lógica o presente estudo, focado na delimitação dos componentes do relevo bem como no levantamento de dados sobre os aspectos morfocronológicos, morfodinâmicos e morfométricos, alcança singular importância no que se refere ao pioneirismo dos estudos geomorfológicos semi-detalhados deste município. AB’SABER. A. N. Megageomorfologia do território brasileiro. In: CUNHA Sandra Batista da. 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961 cerrados v. 7 n. 01 (2009): Revista Cerrados (versão impressa) A importância e a evolução da Educação Ambiental Maria Ivete Soares de Almeida;Vicente Mércio de Jesus Mota; Educação Ambiental. Despertar de consciência. Ambientalismo e interdisciplinaridade. O presente artigo procura discutir a evolução da educação ambiental, tanto a nível internacional, quanto os seus reflexos na educação brasileira. Sendo que no Brasil, pode se dizer que este ramo da educação, teve início em parte, através de medidas independentes por parte de alguns professores. Estes profissionais da educação, usando de suas criatividades começaram a trabalhar visando à evolução da consciência sócio-ambiental da população, mesmo que agindo localmente em suas comunidades.
962 cerrados v. 7 n. 01 (2009): Revista Cerrados (versão impressa) O processo de planejamento e desenvolvimento regional: a infraestrutura rodoviária na mesorregião Norte de Minas Gerais Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Simone Narciso Lessa; Desenvolvimento regional, infraestrutura rodoviária, modernização econômica. Este trabalho consiste em analisar processo de planejamento e de desenvolvimento da rede de infraestrutura rodoviária no norte de Minas Gerais, associado ao processo de implementação das políticas de desenvolvimento regional. Esta pesquisa foi desenvolvida por meio de estudos bibliográficos e pela utilização de dados de fontes secundárias, coletados junto às instituições governamentais. No Brasil, em meados de 1950, a política nacional de desenvolvimento viabilizada pelo Estado priorizou a modalidade de transporte rodoviário em detrimento as outras modalidades de transportes, buscando atender interesses da elite nacional e do capital externo representado pela indústria automobilística. No processo de interiorização da economia brasileira, no início dos anos de 1970, a região norte-mineira foi “contemplada” pela infraestrutura rodoviária para favorecer a implantação das políticas de desenvolvimento regional e de modernização econômica. O processo de modernização econômica, representado pelas atividades industriais, agrícolas e agroindustriais, se deu de forma concentrada, principalmente, naqueles municípios dotados de melhores infraestrutura na área de transportes, de energia e de comunicações.
963 cerrados v. 7 n. 01 (2009): Revista Cerrados (versão impressa) Olhares geográficos sobre o Projeto Agente Jovem de Desenvolvimento Social E Humano: a constituição de interfaces e o viés social em perspectiva Marcelo Ramos Ferreira;Fábio da Silva Gonçalves; Geografia Crítica. Desenvolvimento Social. Agente Jovem. O presente artigo pretende analisar o projeto social “Agente Jovem de desenvolvimento social e humano”, à luz da Geografia Crítica, para estabelecer suas interfaces e para abordar alguns elementos inerentes à marca distintiva das transformações epistemológicos da geografia, bem como discutir o papel do Estado na gestão das políticas sociais. Para tanto, a pesquisa bibliográfica foi utilizada como metodologia. É um trabalho que tem três elementos constitutivos na sua base, quais sejam: o Estado, o programa social Agente Jovem e a Geografia. Entre estes poderes, - suas interfaces serão analisadas de forma a convergir para obliqüidade socioespacial. Neste sentido, é destinado a estabelecer correlações entre esses elementos e as suas influências na organização do espaço geográfico dinâmico. Portanto, este artigo é muito importante para a discussão geográfica que atualmente vivenciada (?), onde o então espaço social conhecido sublinha (suscita?) inúmeros discursos e análises um tanto dialéticas(ou pouco lógicas). CAIADO, Maria Célia Silva – O padrão de urbanização brasileira e a segregação espacial da população de Campinas In: Anais do XI Encontro Nacional de Estudos Populacionais(CDROM). ABEP, Caxambu ,1998. CALVALCATI, Lana de Souza. Geografia da Cidade-,Goiânia- Alternativa, 2001. CASTELLS. Manuel- A Questão Urbana, São Paulo - Paz E Terra, 2000. HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural, 6°Edição, SÃO PAULO-Loyola ,1996. LACOSTE, Yves. A Geografia- isso serve, em primeiro lugar, para se fazer a guerra. 2. ed. Campinas: Papirus, 1989. LEFEBRVE, Henri- O direito da cidade. São Paulo- Centauro, 2001. MORAES, Antônio Carlos Robert, Geografia: Pequena História Crítica- 7ªed, São Paulo, 1999. RODRIGUES, Auro de Jesus. Geografia: Introdução à ciência geográfica. São Paulo: Avercamp, 2008. SANTOS, MILTON. Por uma Geografia Nova: da critica da Geografia a uma Geografia Critica. São Paulo: Edusp, 2002. SPOSATI, Aldaíza- Contribuição para a construção do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) In: Revista Serviço Social e Sociedade- Informe-se n° 78, São Paulo. Cortez, julho (2004), p.171-179. TROPPAMAIR, Hemult- Biogeografia e Meio Ambiente- 2ª edição- Rio Claro-Embrapa, 1987. VELLOSO, João Paulo dos Reis & ALBUQUERQUE, Roberto Cavalcanti- Cinco Décadas de Questão Social e os grandes desafios do crescimento sustentado:Rio de Janeiro-.José Olimpyo, 2005.
965 cerrados v. 6 n. 01 (2008): Revista Cerrados (versão impressa) Unidades de proteção integral como compensação ambiental ao projeto Jaíba, no Norte de Minas Gerais: mobilização e resistência das populações locais Rômulo Soares Barbosa;Fábio Dias dos Santos; Proteção ambiental. População local. Mediação política. A criação de Unidades de Proteção Integral como compensação ambiental ao Projeto Jaíba tem reforçado as disputas territoriais e conflitos socioambientais no Norte de Minas. As comunidades locais encurraladas ou em situação de expropriação buscam resistir à pressão exercida pelas políticas de preservação ambiental por meio de articulações entre grupos locais e junto às organizações da sociedade civil formando redes de resistência. A presente pesquisa tem por objetivo analisar as ações de mobilização e resistência de comunidades locais frente à implantação de áreas de proteção ambiental na região do Projeto Jaíba. Foram realizadas análises teóricas e empíricas que buscam descrever e explicar as conexões dos conflitos com as dinâmicas de apropriação desigual dos territórios no processo de desenvolvimento regional. O estudo revela o caráter impositivo das políticas ambientas, pois a mesmas incidem sobre as populações locais de forma arbitraria. O estudo revela, ainda, a necessidade de revisão da implantação de Unidades de Proteção Integral como principal política de proteção ambiental na região. ACSELRAD, Henri. Externalidade Ambiental e Sociabilidade Capitalista. In: Clovis Cavalcante (Org). Desenvolvimento e Natureza: estudo para uma sociedade sustentável. 2 ed – São Paulo: Cortez: Recife, PE: Fundação Nambuco, 1998. ANAYA, Felisa; BARBOSA, Rômulo S; SAMPAIO, Cristina. Sociedade e Biodiversidade na Mata Seca Mineira. UNIMONTES Cientifica Revista da Universidade Estadual de Montes Claros / Universidade Estadual de Montes Claros. – v 8, n. 1, (jan/jun. 2006) – Montes Claros: UNIMONTES, 2006. CASTELLS, Manuel. A Era da Informação: economia, sociedade e cultura. Vol 2. O Poder da Identidade. 3a ed. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2002. Cap.1 –Paraísos Comunais: identidade e significado na sociedade em rede. DIEGUES, Antonio Carlos. ARRUDA, Rinaldo S. V. (Org.). Saberes Tradicionais e Biodiversidade no Brasil. Brasília: Ministério do Meio Ambiente; São Paulo: USP, 2001. p 176. (Biodiversidade, 4). GONÇALVES, Carlos Walter Porto. As Minas e os Gerais – Breve ensaio Sobre desenvolvimento e sustentabilidade a partir da Geografia do Norte de Minas. In: DAYRELL, C.A; LUZ, C. (Orgs.). Cerrado e Desenvolvimento: Tradição e Atualidade. Montes Claros: CAA-NM/REDE CERRADO, 2000. OLIVEIRA, Cláudia Luz. Vazanteiros do Rio São Francisco: um estudo sobre populações tradicionais e territorialidade no Norte de Minas Gerais. Belo Horizonte: Dissertação de Mestrado. UFMG, 2005. PEREIRA, Doralice Barros. Paradoxo do Papel do Estado nas Unidades de Conservação. In: ZHOURI, Andréa; LASCHEFSKI Klemens; PEREIRA, Doralice Barros (Orgs.). A Insustentável leveza da Política Ambiental – Desenvolvimento e Conflitos Socioambientais. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. RIST, Gilbert – 2002. The history of development: from Western Origens to Global Faith. London & New York: Zed Books. SACHS, Wolfgang – 2000. Meio Anbiente. In: SACHS, Wolfgang (editor). Dicionário do Desenvolvimento social: guia para o conhecimento como poder. Petrópolis / RJ: Vozes. SCHERER-WARRE, Ilse. Das Mobilizações às Redes de Movimentos Sociais. Revista Sociedade e Estado, Vol. 21, n.1, 2006. SILVA, Carlos Eduardo Mazzetto. Desenvolvimento e Sustentabilidade nos Cerrados: o caso do Sertao norte mineiro. In: DAYRELL, C.A; LUZ, C. (Orgs.). Cerrado e Desenvolvimento: Tradição e Atualidade. Montes Claros: CAA-NM/REDE CERRADO, 2000. SILVA, Cássio Alexandre. Parque Nacional Cavernas do Peruaçu/PARNA -Januária/Itacarambi - MG - Comunidade do Janelão: as comunidades tradicionais e o impacto da criação da Unidade de Conservação em seu território. 2007. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Social) - Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2007. SNUC, Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza: Lei nº 9.985, de 18 de Julho de 2000; Decreto nº 4.340, de 22 de agosto de 2002. 5 ed. aum. Brasília: MMA/SBF, 2004. 56p.
966 cerrados v. 6 n. 01 (2008): Revista Cerrados (versão impressa) Experiência e Aprendizagem em Negociação de Conflitos e Justiça Ambiental no Rio São Francisco em Minas Gerais: A Rede de Cooperação em Mortandade de Peixes como Estudo de Caso Ana Paula Glinfskoi Thé; Pesca artesanal. Conflitos Ambientais. Negociação Colaborativa. Justiça Ambiental Rio São Francisco. Este artigo refere-se a estudo de caso da Rede de Cooperação Interinstitucional em Pesquisas e Ações Relacionadas à Mortandade de Peixes e ao Monitoramento Ambiental na Bacia do Alto-Médio São Francisco, criada em 2005 no âmbito da Cooperação Bilateral Brasil/Canadá: Pesca Continental – Modos de Vida e Conservação Sustentáveis. Neste iremos descrever o processo de pesquisa e ação para a criação da Rede de Cooperação, os principais resultados a partir do funcionamento desta e as aprendizagens para o estabelecimento de uma negociação colaborativa do conflito ambiental envolvido neste artigo: os pescadores artesanais do São Francisco, o ecossistema impactado negativamente e a contaminação de metais pesados na área de influência da indústria Votoratim-Metais Zinco em Três Marias, Minas Gerais. A desigualdade de poder na participação e nas tomadas de decisão entre os principais “stakeholders” envolvidos (empresa, poder público, pescadores artesanais, ONG’s e universidades), reforça a literatura na importância de promoção de “empoderamento” e equidade em processos de gestão compartilhada para a garantia de justiça ambiental neste e em outros contextos. Berkes, F., Mahon, R., McConney, P., Pollnac. R. and Pomero, R. Managing Small-scale Fisheries. Alternative Directions and Methods. Ottawa, CA: Ed. IDRC, 2001. Christie , P. e White , A.T. Trends in development of coastal area management in tropical countries: from central to community orientation. Invited paper for the 25th anniversary edition of Coastal Management, 25: 155–181, 1997. ESTADO DE MINAS GERAIS. Lei Delegada nº 125, de 25 de janeiro de 2007. Diário Oficial da União, Seção 1, 26 de janeiro de 2007. Página 31. FAO. Negogiation and mediation techniques for natural resources management. By Engel, A. and Korf, B. Livelihood Support Programme. ROME. 2005. HERCULANO, Selene. Riscos e desigualdade Social: a temática da justiça ambiental e sua construção no Brasil. I Encontro da ANPPAS – Indaiatuba, São Paulo. GT Teoria e Ambiente. 2002.p.1,15.Disponível:. Acesso em 07 de Jan. 2009. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, IBAMA. PORTARIA Nº 16, DE 27 DE MAIO DE 2008. Diário Oficial da União, Seção 1, 28 de maio de 2008. Página 71. MOZETO, A.A.; NASCIMENTO, M.R.L. ; SILVA, E.F.A. e FIORAVANTI, M.I.A. Avaliação por Contaminação de Metais Metalóides (água, sedimento e peixe) No Rio São Francisco, Três Marias (MG-Brasil): Projeto de Pesquisa Participativa Com a Comunidade Local. Relatório Final – Técnico Científico. Laboratório de Biogeoquímica Ambiental, UFSCar, São Carlos-SP, 2007. Disponível:. Acesso em 15 de Nov.2007. Oliveira , M.R. e HorN, A.H. Comparação da Concentração de Metais Pesados nas Águas do Rio São Francisco em Três Marias, desde 1991 até hoje, relacionando a atuação da CMM-Três Marias. Geonomos (2006) 14 (1,2): 55-63. Peruzzo , C.M.K. Comunicação nos movimentos populares: a participação na construção da cidadania. 3ª. Ed. Petrópolis: Vozes, 2004. Seixas, C.S. & Kalikoski, D.C. Relatório de atividades do workshop gestão compartilhada de recursos pesqueiros no Brasil. IBAMA e IDRC. 2006. SISEMA. Relatório Técnico – Mortandade de Peixes. Relatório SISEMA 01/2005. Processo COPAM 194/1977. 26 pg. 2005. Disponível em: . Acesso em 03 de Mar.2006. Thé, A.P.G. Conhecimento Ecológico, Regras de Uso e Manejo Local dos Recursos Naturais na Pesca do Alto-Médio São Francisco, MG. Tese (Doutorado em Ciências) - PPG-ERN, UFSCar, São Carlos, SP. 2003. THÉ, A.P.G.; MANCUSO, M.I.R.; MELLO, R.Q.; APEL, M. “Pescar Pescadores: fortalecimiento de la organización comunitária para el manejo participativo de la pesca em el río San Francisco, Brasil. En: El manejo de las pesquerías em los ríos tropicales de Sudamérica. Editado por: Danny Pinedo y Carlos Soria. Instituto Del Bien Común. Bogotá, Colombia: Mayol . 2008. p.333-355. Disponível em<: www.idrc.ca>. Acesso em 10 de Out. 2008. Thiollent, M. Metodologia da Pesquisa Ação. São Paulo: Cortez, 1985. WFT e UFSCar. Projeto de Cooperação Bilateral Brasil/Canadá: “Pesca Continental – Modo de Vida e Conservação Sustentáveis”/Projeto “Peixes, Pessoas e Água”. CIDA/ABC. Projeto de Pesquisa. São Carlos, São Paulo. 2002. Disponível em: . Acesso em 10 de Jun.2004.
967 cerrados v. 6 n. 01 (2008): Revista Cerrados (versão impressa) A qualidade ambiental da água do rio São Francisco entre o lago de Três Marias e o distrito de Barra do Guaicui-MG/foz do rio das Velhas: parâmetros físico-químicos Natália Souza Mendonça;Hernando Baggio;Adolf Heinrich Horn; Parâmetros físico-químicos; Qualidade da Água Superficial; Rio São Francisco. Este trabalho visa investigar a qualidade ambiental da água superficial do Rio São Francisco no segmento entre o lago de Três Marias a confluência com o Rio das Velhas/ Distrito da Barra do Guaicuí. Para a realização deste, foram utilizados os procedimentos metodológicos: revisão bibliográfica e cartográfica; seleção dos pontos de amostragem em gabinete e in situ (54 pontos); trabalhos de campo e análises físicoquímicas dos parâmetros: pH, Oxigênio Dissolvido, Condutividade Elétrica, Turbidez, Temperatura, in situ. A interpretação dos dados apontou algumas alterações em determinados parâmetros da qualidade ambiental da água no Rio São Francisco. Estas alterações foram associadas às questões naturais, a ação antrópica e em determinados momentos a correlação entre ambas. Dentre as questões naturais, destacam-se as especificidades litológicas, geomorfológicas, pedológicas, climáticas e a morfologia do canal fluvial, já as ações antrópicas, destacam-se o lançamento de efluentes industriais, domésticos, urbanos e uso de agroquímicos. Apesar de vários parâmetros analisados se encontrarem dentro dos padrões, é relevante o monitoramento destes pontos, uma vez que variam de forma acelerada, no tempo e no espaço físico. ANJOS, José Ângelo Sebastião Araujo. Avaliação da eficiência de uma zona alagadiça (wetland) no controle da poluição por metais pesados: o caso de plubum em Santo Amaro da Purificação/BA. Tese de Doutoramento – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Departamento de Engenharia de minas e de petróleo. São Paulo, 2003. Disponível em: acesso em 25 de janeiro, 2009. BAGGIO, H. F. Contribuições naturais e antropogênicas para a concentração e distribuição de metais pesados em água superficial e sedimento de corrente na Bacia do Rio do Formoso, município de Buritizeiro, MG. 2008. 216p. Tese (doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG, Instituto de Geociências.Belo Horizonte. BRAGA, Benedito et al. Introdução a Engenharia Ambiental. São Paulo: Prentice Hall, 2002. CONAMA, 2005. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução CONAMA n° 357 de 17 de março de 2005. FELLENBERG, Gunter. Introdução aos Problemas da Poluição Ambiental. Pedagógica e Universitária Ltda. 1980. p.191. INSTITUTO MINEIRO DE GESTÃO DAS ÁGUAS - IGAM. Monitoramento da qualidade das águas superficiais do rio São Francisco e Afluentes em 2007. Belo Horizonte, 2008. 227p. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE-MMA (BRASIL). Secretaria executiva. Plano de Ações Estratégicas e Integradas para o Desenvolvimento do Turismo Sustentável n Bacia do Rio São Francisco. Brasília, 2006. 340p MACEDO, J. A. B. Introdução à Química Ambiental (Química & Meio Ambiente & Sociedade). Juiz de Fora - MG: CRQ.1°ed.2002, 487p REBOLÇAS, A. C. Água Doce no Mundo e no Brasil. In: REBOLÇAS, A.C., BRAGA, B., TUNDISI, J. G. Águas Doces no Brasil: Capital ecológico, uso e conservação. 3° ed. São Paulo: escrituras Editora, 2006. 1-35p. RIBEIRO, E. V. Níveis de contaminação por metais pesados em águas superficiais do Rio São Francisco em Pirapora e sua relação com as atividades industriais. 2007. 101 p. (Monografia). Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. Minas Gerais. SALATI, E., LEMOS, H. M., SALATI, E. Água e o desenvolvimento Sustentável. In: REBOLÇAS, A.C., BRAGA, B., TUNDISI, J. G. Aguas Doces no Brasil: Capital ecológico, uso e conservação. 3° ed. São Paulo: escrituras Editora, 2006. 37-62p. SANTOS, M. Rio São Francisco: Patrimônio cultural e natural. Belo Horizonte: Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, 2003. 182 p. VON SPERLING, M. Estudos e modelagem da qualidade da água de rios. Belo Horizonte: Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental; Universidade Federal de Minas Gerais; 2007. p. 588.
968 cerrados v. 6 n. 01 (2008): Revista Cerrados (versão impressa) A expansão urbana de Montes Claros e suas implicações na ocorrência de doenças de veiculação hídrica Sandra Célia Muniz Magalhães;Marcos Bernardino de Carvalho; Urbanização. Montes Claros. Saneamento. Doenças. Este artigo discute a relação entre as condições de saneamento básico e a ocorrência de doenças de veiculação hídrica em Montes Claros-MG. A partir das abordagens realizadas conclui-se que a ocorrência de doenças de veiculação hídrica em Montes Claros está associada à rápida expansão urbana da cidade nas últimas décadas e à falta de políticas públicas específicas para essas áreas em expansão, principalmente em relação à infra-estrutura de saneamento básico, pois é constante a falta de água nos bairros. As inundações que ocorrem há anos na cidade, bem como a quantidade de lixo e entulho acumulados em todos os bairros visitados trazem transtornos e doenças à população; tudo isso aponta para a necessidade de uma reavaliação das ações que até o momento direcionaram os setores responsáveis por essas questões na cidade de Montes Claros. ANDRADE, M. E. B. de. Geografia médica: origem e evolução. In: BARATA, R. C. B.; BRICEÑO-LEÓN, R. (Orgs.). Doenças endêmicas, abordagens sociais, culturais e comportamentais. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2000. BOUSQUAT, A. Para a incorporação do espaço no estudo da saúde. São Paulo, 2000. Tese (Doutorado) – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 2000. BOUSQUAT, A.; COHN, A. A dimensão espacial nos estudos sobre saúde: uma trajetória histórica. Revista História, Ciências e Saúde, Manguinhos-RJ, v. 11, n. 3, p. 549-68, set./dez. 2004. BRANCO, S. M.; AZEVEDO, S. M. F. O; TUNDISI, J. G.. Água e saúde humana. In: REBOUÇAS, A. da C.; BRAGA, B.; TUNDISI, J. G.. Águas doces no Brasil: capital ecológico, uso e conservação. 3. ed. São Paulo: Escritura Editora, 2006. CZARINA, D.; RIBEIRO, A. D. O conceito de espaço em epidemiologia: uma interpretação histórica e epistemológica. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 16, n. 3, p. 595-617, jul./set. 2000. FERREIRA, M. U. Epidemiologia e geografia: o complexo Patogênico de Max Sorre. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 7, n. 3, p. 301-309, jul./set. 1991. GUIMARÃES, R. B. Saúde urbana: velho tema, novas questões. Paradigmas da Geografia. Terra Livre, São Paulo, n. 17, 2001. INSTITUTO BRASIL PNUMA. Disponível em: < http://www.brasilpnuma.org.br/>. Acesso em 2008. LACAZ, C. da S.; BARUZZI, R. G.; SIQUEIRA JR, W. Introdução à geografia médica no Brasil. São Paulo: Ed. Edgard Blucher, 1972. LEITE, M. E.; PEREIRA, A. M. O Processo de Urbanização à partir da industrialização. In: PEREIRA, A. M; ALMEIDA, M. I. S. Leituras Geográficas sobre o Norte de Minas Gerais. Montes Claros: Editora Unimontes, 2004. LEITE, R. de F. C. Norte de Minas e Montes Claros: o significado do ensino superior na (re) configuração da rede urbana regional. Uberlândia, 2003. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Uberlândia, 2003. MINISTÉRIO DA SAÚDE - MS. Assistência e Controle das Doenças Diarréicas. BRASIL/PNUD. Brasília, 1993. PARAGUASSU-CHAVES, C. A. Geografia médica ou da saúde: espaço e doença na Amazônia ocidental. Porto Velho: Edusp, 2001. PEREIRA, A. M. Cidade média e região: o significado de Montes Claros no norte de Minas Gerais. 2007. Tese (Doutorado). Uberlândia. Universidade Federal de Uberlândia, 2007. SORRE, M; MEGALE, J. F.; FRANÇA, M. C.; MARQUES M. (Org.). Geografia. São Paulo: Ática, 1984. ______. el Hombre en la Tierra. Tradução de F. Payaols. Barcelona: Talleres Gráficos Ibero-Americanos S/A, 1967.
969 cerrados v. 6 n. 01 (2008): Revista Cerrados (versão impressa) Turismo como fonte de geração de trabalho e renda: considerações acerca do setor na bacia hidrográfica do Alto Viamão – Mato Verde/ MG Rachel Inêz Castro de Oliveira;Márcia Verssiane Gusmão Fagundes; Turismo. Bacia Hidrográfica do alto Viamão. Trabalho e Renda. O presente trabalho tem como objetivo discutir as questões relativas ao setor turístico no município de Mato Verde/MG, em especial na bacia hidrográfica do alto Viamão. Para este estudo foram realizadas pesquisas bibliográficas referentes aos aspectos sociais do município, a bacia hidrográfica, turismo, circuito turístico. O reconhecimento da área da pesquisa foi alcançado por meio de cartas topográficas, cartas temáticas, imagens de satélites, trabalho de campo e entrevistas não estruturadas com os moradores da bacia hidrográfica do alto Viamão. Os problemas socioeconômicos são visíveis e o turismo poderá vir a ser fonte na geração de trabalho e renda, mas tropeça na falta de planejamento e investimentos no setor. Na intenção de contribuir a fim de minimizar os problemas verificados, o estudo apresenta algumas alternativas e considerações acerca do potencial turístico e atividades turísticas viáveis na localidade. Faz-se necessário salientar que, ao realizar um plano de turismo é preciso visão holística e integradora do meio, a idéia de planejamento não pode está centrada somente em parâmetros econômicos, pois desenvolvimento sustentável baseia-se em sustentabilidade ecológica, social, cultural, política além da econômica. AULICINO, M. P. Algumas implicações da exploração turísticas dos recursos naturais. In: RODRIGUES, A.B. (org.).Turismo e Ambiente; Reflexões e Propostas. São Paulo: Hucitec, 2000. p.27-36. BENI, Mário Carlos. Análise Estrutural do Turismo. 10 ed. São Paulo: Senac/São Paulo, 2004. BRASIL. 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970 cerrados v. 6 n. 01 (2008): Revista Cerrados (versão impressa) Agricultores familiares no município de Bocaiúva – MG e suas relações com a feira e o mercado como alternativa de renda e espaço de vivência Lucas dos Reis Teixeira;Ana Ivania Alves Fonseca;Kathia Lilianne Vieira;Vanessa Fonseca; Feira. Mercado Municipal. Agricultura Familiar. Espaço Social. Este artigo tem como objetivo descrever a importância social e econômica da feira no mercado municipal de Bocaiúva para a agricultura familiar deste município. Neste trabalho foram feitas abordagens de alguns elementos caracterizadores da agricultura familiar e sua importância, bem como a realidade da feira e o cotidiano desses agricultores. Dentre as inúmeras dificuldades que permeiam a agricultura familiar estão à dificuldade de acesso a mercados e a comercialização de sua produção, ainda sendo um dos maiores desafios. Neste sentido destacamos a feira e o mercado. O mercado como um espaço próprio do agricultor e a feira e por ser uma alternativa a mais para a geração de renda e escoação de sua produção. Ao fazermos a abordagem sobre os agricultores, buscamos também expor sobre as principais políticas públicas destinadas a agricultura familiar, entre elas a previdência social, o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e o recém criado através CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e sua importância na vida dos agricultores. ABRAMOVAY, Ricardo. Paradigmas do capitalismo agrário em questão. 2ª edição, Campinas: SP. Ed. Unicamp. 1998. ABRAMOVAY, Ricardo. Uma nova extensão para a agricultura familiar. Seminário de Assistência Técnica e extensão rural: Brasília - DF, 1997. BARBOSA, C.C. A feira, a cidade e o turismo: conceito, definições e relações com o lazer e a cultura em Montes Claros-MG. Uberlândia, 2002. (Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Uberlândia.) DENARDI, Reni Antônio. Agricultura familiar e políticas públicas: alguns dilemas e desafios para o desenvolvimento rural sustentável. Revista Agroecológica Porto Alegre, julho - 2001. GUAZANROLI, Carlos Eduardo. [et al] Agricultura familiar e reforma agrária no século XXI. RJ, Gramonci, 2001. SANTOS, Milton, 2001. A Natureza do Espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Editora da USP, 2002 (Coleção Milton Santos; 1) SCHENEIDER, Sérgio. Agricultura familiar e desenvolvimento local. / Desenvolvimento rural: Tendências e debates contemporâneos / Organização José Marcos Froehlicg, Vivien Diesel – Ijuí: Ed.Unijui, 2006. Sites: www.conab.gov.br/agricultrafamiliar/PAA - acesso em 15 de setembro de 2007. www.mds.gov.br – acesso em 29 de setembro de 2007. www.pronaf.gov.br – acesso em 29 de setembro de 2007.
971 cerrados v. 6 n. 01 (2008): Revista Cerrados (versão impressa) Dinâmica econômica em uma cidade média: análise do setor de comércio e serviços em Montes Claros/MG Iara Soares de França;Anete Marília Pereira;Adriana Marcelino dos Santos;Aline Chelone Maia Aleixo;Benvindo Zuba de Souza Junior;Bruno Rodrigues Freitas; Cidade Média; Dinâmica Intra-Urbana; Comércio e Serviços; O presente trabalho tem por objetivo analisar a dinâmica econômica intraurbana de Montes Claros/MG, a partir do exame do setor de comércio e serviços. Compreender o perfil intra-urbano da cidade de Montes Claros implica em buscar respostas a questionamentos importantes para o seu entendimento enquanto cidade média, bem como quanto a sua capacidade de prestação de serviços e influência sobre o Norte do Estado de Minas Gerais. A dinamicidade que Montes Claros vem apresentando no comércio e serviços gera evidentemente um significativo aumento dos seus fixos e fluxos, refletindo na organização do espaço urbano. Para tanto, foram realizados: pesquisa bibliográfica e documental, análise de indicadores socioeconômicos, produção cartográfica e iconográfica, bem como levantamento de variáveis em campo. AMORIM FILHO, O. B., BUENO, M. E. T. e ABREU, J. F. Cidades de porte médio e o programa de ações sócio-educativo-culturais para as populações carentes do meio urbano em Minas Gerais. Boletim de Geografia Teorética, Rio Claro – SP, v. 2, n. 23-24, 33-46, 1982. ANDRADE, T. A. e LODDER, C. A. Sistema urbano e cidades médias no Brasil. IPEA. Rio de Janeiro: IPEA/INPES, 1979. ARRUDA, M. A.; AMORIM FILHO, O. B. Os sistemas urbanos. In: BDMG. Minas Gerais no século XXI. Belo Horizonte: Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, Rona Editora, 2002. BRASIL - NBR 9884/1987 CASTELLO BRANCO M. L. Cidades Médias no Brasil. In: SPÓSITO, E. S.; SPÓSITO, M. E. B.; SOBARZO, O. (org.). Cidades Médias: produção do espaço urbano e regional. São Paulo: Expressão Popular, 2006. p. 245-277. FRANÇA, Iara S. 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972 cerrados v. 6 n. 01 (2008): Revista Cerrados (versão impressa) Pirapora – Buritizeiro: esboço de uma análise histórica de desenvolvimento local Ricardo Ferreira Ribeiro; Pirapora. Buritizeiro. Vale do São Francisco. Desenvolvimento Local Pirapora e Buritizeiro, duas cidades mineiras localizadas em margens opostas do Alto São Francisco, que até 1962 estavam unidas em um mesmo município, apresentam uma trajetória histórica de desenvolvimento local bastante representativa de processos semelhantes ocorridos na região. Tiveram, na primeira metade do século XX, um crescimento rápido associado à sua condição de porto fluvial e terminal ferroviário, que declina com novas vias de escoamento da produção regional. Um outro surto de desenvolvimento ocorre a partir da criação da SUDENE e dos incentivos públicos oferecidos que contribuem para um expressivo crescimento econômico e do processo de urbanização, resultando em impactos sociais e ambientais igualmente significativos. O artigo analisa esta trajetória desde as suas origens no processo de colonização até a busca de alternativas através de projetos populares com preocupações sociais e ambientais recentes, dentro de uma exaustiva pesquisa documental e bibliográfica. ÁLVARES DA SILVA, Breno; DINIZ, Domingos & MOTA, Ivan P. Bandeira. Pirapora: um porto na História de Minas. Belo Horizonte: Interativa, 2000. BRAZ, Brasiliano. São Francisco nos caminhos da História. São Francisco: s/ed, 1977. BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao oceano Atlântico. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1977. COMPANHIA DE DISTRITOS INDUSTRIAIS. Distritos Industriais Montes Claros, Pirapora, Uberaba, Juiz de Fora, Santa Luzia, Sete Lagoas, Uberlândia. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1971. COSTA, Cláudia M. R. et al (org.) Biodiversidade em Minas Gerais: um atlas para a sua conservação. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas, 1998. COSTA, José Ribeiro. 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973 cerrados v. 6 n. 01 (2008): Revista Cerrados (versão impressa) Geoprocessamento e a interdisciplinaridade na Geografia Marcos Esdras Leite;Iara Soares de França; Geografia, geoprocessamento e interdisciplinaridade. O presente artigo procura apresentar uma abordagem interdisciplinar em Geografia a partir de técnicas de geoprocessamento. Para isso, realizou-se um resgate das correntes geográficas com seus pressupostos teórico-metodológicos e técnicas de análise, a fim de demonstrar a prática e o discurso interdisciplinar desde a consolidação dessa ciência enquanto disciplina científica até a atualidade. A interdisciplinaridade permite a troca de teorias e técnicas entre os diversos ramos do conhecimento científico. No caso da aplicação do instrumento de geoprocessamento na ciência geográfica, há que se considerar conhecimentos relacionados às ciências exatas, (matemática, cartografia, estatística e sistemas de informação). A análise das transformações ocorridas no espaço geográfico requer sua espacialização e representatividade. O geoprocessamento apresenta-se como um instrumento de auxílio para a compreensão dos fenômenos geográficos possibilitando maior confiabilidade e precisão de informações no entendimento desses. ANDRADE, M. C. de. Caminhos e descaminhos da Geografia. Campinas: Papirus, 1989. CÂMARA, G. e MEDEIROS, J. S. de. Princípios básicos em geoprocessamento. In: ASSAD, E. D. e SANO, E. E. Sistema de informações geográficas. Aplicações na agricultura- 2ª ed.- Brasília: Embrapa-SPI/ Embrapa-CPAC, 1998. CÂMARA, G. MONTEIRO, A. M. V. e MEDEIROS, J. S. de. Fundamentos epistemológicos da ciência da Geoinformação. Livros on line. Disponível em: Acesso em: 03jul.2005. CORRÊA, R. L. Espaço: um conceito-chave na Geografia. In: Geografia: Conceitos e Temas. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 1995, p. 15-44. CRHISTOFOLETTI, A. (org). Perspectiva da Geografia. São Paulo: Difel, 1982. FAZENDA, I. C. A. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia? 4ª. ed. Sao Paulo: Loyola, 1996. (Colecao Realidade Educacional; v. 4). GOMES, H. Reflexões sobre teoria e crítica em Geografia. Goiânia: CEGRAF/UFG, 1991. JAPIASSU, H. A interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de janeiro. Imago Editora, 1976. LACOSTE, Y. A geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. São Paulo: Papirus, 1989, p. 21.30. MALTA, M. A. C. Interdisciplinaridade/Transformação da Realidade. Caderno Geográfico, Montes Calros, n.2, v.2, p.95-100, out.1993. MARTINELLI, M. L.; RODRIGUES, M. L.; MUCHAIL, S. T. (org.). O uno e o múltiplo nas relações entre as áreas do saber. 3ª. ed. São Paulo: Cortez, 2001. MENDONÇA, F. Abordagem interdisciplinar da problemática ambiental urbano-metropolitana: esboço metodológico da experiência do doutorado em MA&D da UFPR sobre a RMC - Região Metropolitana de Curitiba. Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente/ DMA, v. 3 (2001). PEREIRA, G. C. e SILVA, B. C. N. Geoprocessamento e urbanismo. In GERARDI, L. H. de O. e MENDES, I. A. (org.). teoria, técnica, espaço e atividades. Temas de geografia contemporânea. Rio Claro: Unesp; AGTEO, 2001, pp. 97-137. PONTUSCHKA, N. N. A geografia: pesquisa e ensino. In: CARLOS, Ana F. A. (org.) Novos caminhos da geografia. São Paulo: Contexto, 1999. ROSA, R. e Brito, J.L.S. Introdução ao Geoprocessamento: Sistema de Informação Geográfica. Uberlândia, Ed. Da Universidade Federal de Uberlândia, 1996. SANTOS, M. Por uma geografia nova: da critica da geografia a uma geografia critica. São Paulo: Edusp, 2002. SAUER, C. O. Desenvolvimentos Recentes em Geografia Cultural. In: CORRÊA, R. L.; ROSENDAHL, Z. Geografia Cultural: um século (1). Rio de Janeiro: EdUERJ, p.15-98, 2000. SAUER, C. O. Geografia Cultural. In: CORRÊA, R. L.; ROSENDAHL, Z. Geografia Cultural: um século (1). Rio de Janeiro: EdUERJ, p.99-110, 2000. SEVERINO, A. J. Subsídios para uma reflexão sobre os novos caminhos da interdisciplinaridade”, in SÁ, Jeanete M. D. : Serviço social e interdisciplinaridade. São Paulo:Cortez, 1989. SODRÉ, N. W. O Determinismo Geográfico. In: Introdução à Geografia. 3.ed. Petrópolis: Vozes, p.37-53, 1982. SODRÉ, N. W. Problemas da Geografia. In: Introdução à Geografia. 3.ed. Petrópolis: Vozes, p.85-106, 1982.
975 cerrados v. 5 n. 01 (2007): Revista Cerrados (versão impressa) Expressões de novas centralidades no espaço intra-urbano: a área central e o subcentro Major Prates em Montes Claros/MG Iara Soares de França;Beatriz Ribeiro Soares; Cidades médias. Centralidades. Área central. Intra-urbano. Subcentros. Nas cidades médias as áreas centrais recebem grande circulação e fluxos de pessoas, mercadorias e capitais, que possibilitam o consumo e a dinâmica econômica desses espaços. Um fenômeno importante na configuração atual dessas cidades é a descentralização da área central. A partir do crescimento de Montes Claros/MG, sua área central transformou-se. Tal fator vem provocando a descentralização econômica e formação de novas centralidades, como os subcentros. Desta forma, o referido trabalho tem como objetivo discutir o subcentro Major Prates como expressão de novas centralidades de Montes Claros/MG. Para esse estudo realizou-se revisão da literatura sobre temática específica, bem como a utilização de fontes primárias (entrevistas). Foram feitas entrevistas com pessoas chaves, como os donos de empreendimentos comerciais e de serviços localizados no subcentro Major Prates que possuem filial na área central da cidade, a fim de compreender as razões da expansão de seus negócios para determinadas áreas da cidade. AMORIM FILHO, O. B., BUENO, M. E. T. e ABREU, J. F. Cidades de porte médio e o programa de ações sócio-educativo-culturais para as populações carentes do meio urbano em Minas Gerais. Boletim de Geografia Teorética, Rio Claro – SP, v. 2, n. 23-24, 33-46, 1982. AMORIM FILHO, O.B. A Morfologia das Cidades Médias. Goiânia: Vieira, 2005. CARLOS, A. F. A. A reprodução da cidade como negócio. In: CARLOS, A. F. A.; CARRERAS, C. (org.). Urbanização e Mundializacão: estudos sobre a metrópole. São Paulo: Contexto, p.29-37. 2005. CORRÊA, R. L. O Espaço Urbano. São Paulo: Ática, 1989. FRANÇA, I. S. de. A cidade média e suas centralidades: o exemplo de Montes Claros no Norte de Minas Gerais. Dissertação de Mestrado em Geografia. UFU – Uberlândia, MG, 2006. 240 f. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Censo Demográfico de Montes Claros. Minas Gerais. 2000. INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (Coord. geral), Caracterização da atual configuração, evolução e tendências da rede urbana do Brasil: determinantes do processo de urbanização e implicações para a proposição de políticas públicas. Mimeografado, Brasília, 1999. PINTAUDI, S M. São Paulo, do centro aos centros comerciais: uma leitura. In: In: OLIVEIRA, A. U. de; CARLOS, A. F. A. (org.). Geografia das metrópoles. São Paulo: Contexto, 2006. p.213-218. SANTOS, M. Economia Espacial. São Paulo: Edusp, 2003. SOARES, M. T. de S . Bairros, bairros suburbanos e subcentros. In: BERNARDES, L. M. C.; SOARES, M. T. de S. (Orgs.) Rio de Janeiro: Cidade e Região. Rio de Janeiro: Secretaria municipal de Cultura: Dep. Geral de Doc. e Inf. Cultural, 1987, p. 121-133. SOARES, B. R.. Repensando as cidades médias brasileiras no contexto da globalização. Presidente Prudente (SP): Pós-Graduação em Geografia –FCTUNESP, n. 6, 1999, p. 55-63. SOARES, B. R.; BESSA, K. C. F. O. Especificidades da urbanização nas áreas de cerrado Brasileiro: a importância das cidades médias. Mimeo, 2000. VILLAÇA, F. Espaço intra-urbano no Brasil. 2a. edição. São Paulo: Fapesp, 2001.
976 cerrados v. 5 n. 01 (2007): Revista Cerrados (versão impressa) As favelas da cidade de Montes Claros/MG: uma análise socioeconômica Marcos Esdras Leite;Maria Ivete Soares de Almeida;Manoel Reinaldo Leite; Cidade. Montes Claros. Favelas. Socioeconômico. Este artigo tem como o objetivo central diagnosticar a composição socioeconômica das favelas da cidade de Montes Claros, utilizando as geotecnologias (imagens de satélite, sistema de informação geográfica e banco de dados) para maior precisão nas informações. Tendo em vista que as relações econômicas na rede urbana brasileira vêm redirecionando os fluxos migratórios para as cidades médias, vem ocorrendo surgimento de favelas nessas cidades. Nesse contexto, Montes Claros, por apresentar condições econômicas favoráveis ao crescimento, principalmente, por estar em uma região de baixos indicadores sociais, vem sendo ponto de imigração de um número grande de pessoas provenientes do Norte, Nordeste e Noroeste de Minas gerais, como, também, do Sul da Bahia. Portanto, a favela é uma preocupação para o poder público municipal e para a sociedade. Nesse contexto, a identificação e diagnóstico das favelas é o primeiro passo para a tomada de decisão. CARLOS, A. F. A. Espaço e Indústria. São Paulo: contexto/EDUSP, 1988. CLARK, David. Introdução à geografia urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1982. FERRAZ, H. Filosofia urbana. São Paulo: Scortecci editora, 1999. FREUND, John E. e SIMON, Gary A. Estatística aplicada: economia, administração e contabilidade; trad. Alfredo Alves de Farias. 9 ed.- Porto Alegre: Bookman,2000. SANTOS, M. Manual de geografia urbana. São Paulo: Hucitec, 1989. CASTELLS, M. A Questão urbana. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. KOWARICK, Lúcio. A espoliação urbana. Rio de janeiro: Paz e Terra, 1979. LEITE, Marcos Esdras. Década de 70: migração e crescimento urbano em Montes Claros. Revista Iniciação à História. Montes Claros. Unimontes, v. 2, ano 2, 2003. LEITE, M. E. Geoprocessamento aplicado ao estudo do espaço urbano; o caso de Montes Claros. Uberlândia: UFU, 2006 (Dissertação de mestrado). MARICATO, E. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis: vozes, 2001. PRETECEILLE, E. e VALLADARES, L. A desigualdade entre os pobres – favela, favelas. In HENRIQUES, R. Desigualdade e pobreza no Brasil. Rio de Janeiro: IPEA, 2000. RODRIGUES, A. M. Moradia nas cidades brasileiras. São Paulo: contexto/EDUSP, 1994. SOUZA, M. L. de. Abc do Desenvolvimento Urbano. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1982. UN-HABITAT. The Challenge of Slums: Global Report on Human Settlements. New York. 2003 Sites: http://www.fau.ufrj.br/prourb/cidades/favela/dados.html. Acesso em: 10 fev. 2007. http://www.ibge.com.br. Acesso em: 01 fev. 2007. http://www.fjp.mg.gov.br. Acesso em: 15 dez. 2006.
977 cerrados v. 5 n. 01 (2007): Revista Cerrados (versão impressa) O comércio informal na área central de uma cidade média: uma análise de Montes Claros (MG) Dulce Pereira dos Santos;Carlos Renato Theóphilo; Centralidade urbana. Comércio informal. Shopping Popular. O objetivo deste trabalho é o de obter um entendimento aprofundado sobre a dinâmica complexa do funcionamento e organização das atividades comerciais na área central de Montes Claros, através de uma análise histórica dessa área, enquanto espaço de reprodução do capital e principalmente do comércio informal. BERTOLUCCI, Fábio Luiz. Da “cocada ao tênis nike”: Um breve perfil da informalidade no núcleo central da cidade de Uberlândia/MG. Uberlândia, 2005. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Uberlândia, UFU, 2005. BRAGA, Maria Ângela Figueiredo. Industrialização da área mineira da SUDENE [manuscrito]: um estudo de caso/João Pessoa. [s.n.]. 1985. 134 f. BRITO, Gy Reis Gomes de. Na terra dos coronéis: progresso para quem? Estrepes e pelados na construção do progresso na cidade de Montes Claros (1917-1926). Montes Claros, 2002. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, 2002. CARLOS, Ana Fani Alessandri. A cidade. 3. ed. São Paulo: Contexto, 1997. CASTELLS, Manuel. A questão urbana. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. CORRÊA, Roberto Lobato. O espaço urbano. 3. ed. São Paulo: Ática, 1995. ______. Trajetórias geográficas. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. COSTA, João Batista de Almeida. Tomando alhos por bugalhos: o decantado desenvolvimento do norte de Minas. Montes Claros: Universidade Estadual de Montes Claros, I Fórum sobre Desenvolvimento Social, 2004 (mimeo). ESTEVA, Gustavo. Desenvolvimento. In: SACHS, Wolfang. (Org.). Dicionário do desenvolvimento. Guia para o conhecimento como poder. Petrópolis: Vozes, 2000. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em . Acesso em: 04 maio 2005. ______. População estimada de Montes Claros, 01 jul. 2005. Disponível em . Acesso em jul. 2005. IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Atlas de desenvolvimento humano. 2002. Disponível em: . Acesso em: 03 jul. 2006. LANCELLOTI, Júlio. Entrevista a Fábio Brandt. Instituo Polis, São Paulo, 11 abr. 2006. LESSA, Simone N. Trem de ferro: do cosmopolitismo ao sertão. Campinas, 1993. Dissertação (Mestrado) - Departamento de História/IFCH/Unicamp, 1993. MATOS, Gisele Alves de, et al. Evolução histórica e espacial da atividade comercial em Montes Claros. Montes Claros/MG, 1996. Monografia, UNIMONTES, 1996. MONTES CLAROS. Disponível em . Acesso em jan. 2007. MONTESSORO, C. C. L da. Economia informal e centralidade urbana: a difusão dos novos espaços de consumo na área central de Anápolis-GO. Presidente Prudente, 2004. Tese (Doutorado em Geografia) – Universidade Estadual Paulista - UNESP, 2004. PAULA, Hermes Augusto de. Montes Claros: sua história, sua gente, seus costumes. Belo Horizonte: Minas Gráfica Editora Ltda., 1980. PEREIRA, Anete Marília. A propósito das cidades médias: considerações sobre Montes Claros-MG. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE CIDADES MÉDIAS, 2005 – Presidente Prudente. Anais... Presidente Prudente: UNESP - Universidade Estadual de São Paulo. 2005. CD-ROM. ______. A urbanização do sertão norte-mineiro: algumas reflexões. In: PEREIRA, Anete Marília; ALMEIDA, Maria Ivete Soares de. Leituras geográficas sobre o norte de Minas Gerais. Montes Claros: Editora Unimontes, 2004. PEREIRA, Anete Marília; ALMEIDA, Maria Ivete Soares. Problemas ambientais e qualidade de vida na cidade de Montes Claros: a percepção da população. Montes Claros: Unimontes, 2002. Relatório técnico de pesquisa. PEREIRA, Anete Marília; LEITE, M. E. A expansão urbana de Montes Claros a partir do processo de industrialização. In: PEREIRA, Anete Marília; ALMEIDA, Maria Ivete Soares de. Leituras geográficas sobre o norte de Minas Gerais. Montes Claros: Editora Unimontes, 2004. ______. Expansão urbana de Montes Claros e a questão da centralidade: Notas para reflexão. In: ENCONTRO REGIONAL DE GEOGRAFIA - Região e lugares: novos tempos, outros desafios, 5, 2005, Montes Claros. Anais... Montes Claros: Departamento de Geociências, 2005a, CD-ROM. ______. Expansão territorial e os espaços de pobreza na cidade de Montes Claros. In: ENCONTRO DE GEÓGRAFOS DA AMÉRICA LATINA, 10, 2005, São Paulo. Anais.... São Paulo: Universidade de São Paulo, 20 a 26 de março de 2005b. POLÉSE, Mário. Economia urbana y regional: introducción a la relación entre territorio y desarrollo. Cartago: LUR/BUAP/GIM, 1998. PREFEITURA DE MONTES CLAROS. Disponível em . Acesso em: 16 jan. 2007. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo. Razão e emoção. São Paulo: EDUSP, 2002. ______. Por uma outra globalização: Do pensamento único à consciência universal. 7. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003. SPÓSITO, Maria Encarnação Beltrão. O centro e as formas de expressão da centralidade urbana. Revista de Geografia, São Paulo, Unesp, n. 10, 1991.
978 cerrados v. 5 n. 01 (2007): Revista Cerrados (versão impressa) Norte de Minas: logística de transportes e exportações Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Simone Narciso Lessa; Norte de Minas. Logística de transporte. Exportação e Infra-estrutura. Na rede de exportação, o processo de escoamento da produção das áreas interioranas até os portos depende de uma rede de transporte eficiente que possibilite redução de custos, aumento de competitividade e geração de riquezas. O objetivo desse trabalho é analisar a importância da rede logística de transporte para inserção do Norte de Minas nas redes de exportações. Estudou-se com base na revisão de literatura e dados de fontes primárias e secundárias. Verificou-se que no processo de escoamento de sua produção, a região apresenta problemas no seu sistema de transporte, uma vez que o escoamento da produção regional centra-se em duas modalidades: rodovia e ferrovia, com predomínio do modal rodoviário que transporta grande parte da carga destinada ao comércio externo. As longas distâncias percorridas para se chegar aos portos e os problemas dos sistemas de transportes como: malha rodoviária deteriorada, baixa tecnologia das ferrovias entre outros, acabam elevando os custos da logística de transporte, afetando a eficiência do padrão de logística. Conclui-se que os estrangulamentos no sistema logístico de transporte norte-mineiro criam empecilhos para aumento nas exportações. ALABY, Michel Abdo. A importância da logística para o comércio exterior. São Paulo: Guia de Logística, 2003. Disponível em acesso: 30 abr. 2006. CAIXETA-FILHO, José Vicente (org.). Transporte e logística em sistemas agroindustriais. São Paulo: Atlas, 2001. CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRANSPORTES – CNT. Transporte de Cargas no Brasil: Ameaças e Oportunidades para o desenvolvimento do País. Brasília: CNT, 2002. Disponível em . Acesso em: 14 ago. 2006. ______. Pesquisa Rodoviária (2004-2006). Brasília: CNT, 2006. Disponível em . Acesso: 25 jun. 2007. Ferrovia Centro-Atlantica - FCA. História. Belo Horizonte: FCA, 2007. Disponível em acesso: 20 de jun. 2007. FURTADO, Clarissa. Infra-estrutura: uma corrida sobre os trilhos. Revista IPEA nº 9. Brasília: IPEA, 2005. Guia Quatro Rodas. Guia rodoviário on-line. São Paulo: Editora Abril, 2007. Disponível em acesso: 10 jun. 2007. GONÇALVES, Williams. Relações internacionais. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002. HARVEY, David. A produção capitalista do espaço. São Paulo: Annablume, 2005. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Estimativa da população brasileira por municípios. Brasília, 2005. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2006. KEEDI, Samir. Transportes e Seguros no Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2000. LESSA, Simone Narciso. Trem de Ferro: Do Cosmopolitismo ao sertão. Dissertação (Mestrado) – Departamento de História, Universidade de Campinas, Campinas, 1993. MAIA, Jayme de Mariz. Economia internacional e comércio exterior. São Paulo: Atlas, 2004. MARINHA DO BRASIL. Amazônia azul. Brasília: Marinha do Brasil, 2007. Disponível em acesso: 20 ago. 2007. MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES. Mapas e informações. Brasília: Ministério dos Transportes, 2006. Disponível em acesso 16 jun. 2007. OLIVEIRA, Marcos Fabio Martins de et al. Formação econômica e social do Norte de Minas. Montes Claros: Ed. Unimontes, 2000. RATTI, Bruno. Comércio internacional e cambio. São Paulo: Aduaneiras, 2004. ROCHA, Paulo César Alves. Logística & Aduana. São Paulo: Aduaneiras, 2003. RODRIGUES, Paulo Roberto Ambrósio. Introdução aos sistemas de transporte no Brasil e à logística internacional. São Paulo: Aduaneiras, 2003. Secretaria de Comércio Exterior – SECEX. Balança comercial brasileira por municípios. Brasília: SECEX, 2004-2006. Disponível em acesso: 15 abr. 2007. Secretaria da Receita Federal - SRF. Portos secos. Brasília: Receita Federal, 2007. Disponível em acesso: 20 abr. 2007. TOVAR, Antônio Carlos de Andrada. FERREIRA, Gian Carlos Moreira. A infraestrutura portuária brasileira: o modelo atual e perspectivas para o seu desenvolvimento sustentado. Revista BNDS nº 25. Rio de Janeiro: BNDS, 2006. Disponível em acesso: 05 abr. 2007. VIEIRA. Guilherme Bergmann Borges. Transporte internacional de cargas. São Paulo: Aduaneiras, 2002.
979 cerrados v. 5 n. 01 (2007): Revista Cerrados (versão impressa) Socioterritorialidade no Norte de Minas: lugar de vida – tradição e modernidade Ana Ivânia Alves Fonseca;Ellen Vieira Santos; Norte de Minas. Modernização agrícola. Populações tradicionais. Socioterritorialização. A política agrária que assistimos vem formulando propostas para amenizar conflitos de cunho agrário, sendo substituída por políticas públicas de desenvolvimento rural’ sustentável, que foi responsável pela modernização e dinamização do campo, no qual, contornos territoriais foram criados e recriados pelo capital industrial e financeiro. Assim, a leitura do campo brasileiro e especificamente do Norte de Minas se referenciam no paradigma da modernização agrícola. Neste contexto, a concentração fundiária no Brasil possui raízes históricas, uma vez que, a formação e a ocupação do território ainda no período colonial foram realizadas pelas sesmarias. Inicialmente foi introduzida a monocultura da cana-de-açúcar e, posteriormente já na década de 1970, a monocultura de eucalipto, grãos, algodão, detentores de grandes extensões de terra, com alta produtividade destinada ao abastecimento do mercado externo. Dessa forma, pequenos produtores rurais, remanescentes de quilombos, índios, populações tradicionais foram e vêm sendo expropriados de suas terras em função da necessidade de apropriação de novas terras pelo capital hegemônico. Neste sentido, procurou-se neste artigo fazer algumas considerações acerca do processo de socioterritorialização vivenciada pelas populações tradicionais do Norte de Minas, enquanto lugar de vida, pertencimento e identidade. A metodologia utilizada baseia-se em referencial teórico, observação empírica, respaldada na Geografia Cultural. DAYRELL, Carlos Alberto. Os Geraizeiros Descem a Serra ou a Agricultura de Quem Não Aparece nos Relatórios dos Agrobusness. DAYRELL, Carlos Alberto. LUZ, Cláudia (Orgs). Cerrado e Desenvolvimento: Tradição e Atualidade. Montes Claros: CAA, 2000. FELICIANO, Carlos Alberto. Movimento Camponês Rebelde: A Reforma Agrária no Brasil. São Paulo:Contexto, 2006. FEITOSA, Antônio Maurílio Alencar. BARBOSA, Rômulo Soares. Tendências e Desafios Regionais da Luta pela Posse da Terra e da Reforma Agrária no Brasil. FEITOSA, Antônio Maurílio Alencar. ZUBA, Janete Aparecida Gomes, JÚNIOR, João Cléps. Debaixo da Lona. Goiânia: Editora Goiás da UCG, 2006. GONÇALVES, Carlos Walter Porto. As Minas e os Gerais: Breve Ensaio Sobre o Desenvolvimento e Sustentabilidade a partir da Geografia do Norte de Minas. In: DAYRELL, Carlos Alberto. LUZ, Cláudia (Orgs). Cerrado e Desenvolvimento: Tradição e Atualidade. Montes Claros: CAA, 2000. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO: Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas escolas do Campo, 2004. OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino. A Agricultura Camponesa no Brasil. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2001. OLIVEIRA, Juciara Mendonça. O Processo de Industrialização no Brasil nas Décadas 60-70 e seus Efeitos sobre a Agricultura. Monografia apresentada à Universidade Estadual de Montes Claros. Montes Claros, 1996. SHAMA, Simon. Paisagem e Memória: tradução Hildergard Feist.- SÃO Paulo: Companhia das Letras, 1996. SILVA, Carlos Eduardo Mazzetto. Desenvolvimento e Sustentabilidade nos Cerrados: O Caso do Sertão Norte-Mineiro. In: DAYRELL, Carlos Alberto. LUZ, Cláudia (Orgs). Cerrado e Desenvolvimento: Tradição e Atualidade. Montes Claros: CAA, 2000.
980 cerrados v. 5 n. 01 (2007): Revista Cerrados (versão impressa) Entre vivências e tradições na Barra do Pacuí: o cotidiano e a construção do saber local em uma comunidade rural ribeirinha do Norte de Minas Maria das Graças Campolina Cunha;Camilo Antônio Silva Lopes; Comunidades tradicionais. Territorialidade. Organização social. Cultura. Este artigo toma como lócus de análise a comunidade rural negra Barra do Pacuí, pertencente ao município de Ibiaí-MG, localizada no espaço compreendido como sertão nortemineiro. Objetiva compreender o processo de territorialidade em seu envoltório, o saber local instituído pelas práticas de trabalho e a paisagem cultural refletida nos espaços de organização e manifestação da vida na comunidade. A comunidade é caracterizada como comunidade tradicional rural, pois apresenta nas suas interfaces uma relação de simbiose entre a população local e o meio ambiente em que estão inseridos. A mesma organiza-se socialmente através das relações de parentesco, compadrio, amizades e vizinhanças, possibilitando ao grupo se organizar enquanto coletividade para garantir a sua reprodução social, cultural e material. Existe, ainda, na comunidade, rituais que, quando praticados pelos moradores, fortalecem os vínculos de pertencimento dessa comunidade tradicional ribeirinha. CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeni (orgs). Introdução à Geografia Cultural. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. COSTA, João Batista de Almeida. Cultura Sertaneja: a conjugação de lógicas diferenciadas. In: SANTOS, Gilmar Ribeiro dos. (Org) Trabalho, Cultura e Sociedade no Norte/Nordeste de Minas. Montes Claros: Best, 1997. ______. Cultura, natureza e populações tradicionais: o Norte de Minas como síntese da nação brasileira. In: Revista Verde Grande vol. 1 – nº 3, Montes Claros: 2005. ______. A reescrita da história, a valorização do negro e a atualização das relações ancestrais no norte de minas. In: Revista Verde Grande vol. 1 nº 2, 2005. DAYRELL, Carlos Alberto. Geraizeiros y Biodiversidad en el Norte de Minas Gerais: La contribuición de la agroecologia y de la etnoecologia en los estudios de los agroecossistemas. Huelva: 1998. Dissertação de Mestrado. DIEGUES, Antônio Carlos. O Mito Moderno da natureza Intocada. 5ª ed. São Paulo: Hucitec, 2004. FIRTH, Raymond. Elementos de organização Social. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 1974. GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Ed. LTC, 1989. GUERRA, Antônio Teixeira. Novo Dicionário Geólo-Geomorfológico. 2ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. IBGE. Disponível em: . Acesso em: 22 mar. 2007. LITLLE, Territórios sociais e povos tradicionais no Brasil: por uma Antropologia da territorialidade. In: Anuário Antropológico 2002/2003. Rio de Janeiro: 2004. LOPES, Camilo Antônio Silva. A Festa de Santa Rosa de Lima: Territorialidades, Religiosidade, Clivagens Sociais e Coesão Social no Simbolismo Ritual. Montes Claros: Unimontes/DPCS, 2006. Monografia de Graduação. LUZ DE OLIVEIRA, Claudia. Os vazenteiros do Rio São Francisco: um estudo sobre populações tradicionais e territorialidade Norte de Minas Gerais. Belo Horizonte: Dissertação de Mestrado, 2005. PEREIRA DE QUIEROZ, Maria Isaura. O catolicismo Rústico no Brasil. In: O Campesinato brasileiro. Ensaios sobre civilização e grupos rústicos no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1976. THÉ, Tatiana Glinfskoi. Barra do Pacuí: entre o rural e o urbano. 2006. (Monografia de Graduação) Universidade de São Paulo.
981 cerrados v. 5 n. 01 (2007): Revista Cerrados (versão impressa) Perspectivas de futuro dos jovens do Projeto Jaíba no Norte de Minas Gerais Alex Douglas Martins Demier;Rômulo Soares Barbosa; Projeto Jaíba. Juventude rural. Agricultura familiar. Este trabalho apresenta um estudo sobre as perspectivas de futuro dos jovens do Projeto Jaíba, localizado no município de Mocambinho – MG. Procurou- se analisar os aspectos relevantes da vida das novas gerações rurais, a repercussão do processo de êxodo rural, principalmente entre as mulheres, e a conseqüente masculinização da juventude, uma vez que alguns aspectos da vida rural no Jaíba não oferecem atrativos e condições de sobrevivência condizentes com as expectativas dos jovens entrevistados. Através de um roteiro de entrevistas, aplicado individualmente aos jovens, foram coletadas informações e opiniões de 31 jovens de ambos os sexos, residentes em áreas distintas do Projeto. Os dados mostram jovens com bom índice de escolaridade e baixa renda, convivendo no seio familiar, e com projetos de vida, em sua maioria, completamente desvinculados da agricultura. As informações obtidas permitem observar uma baixa expectativa quanto à vida no meio rural do Jaíba e uma profunda insatisfação diante da realidade do campo, trazendo implicações para o futuro dos jovens que vivem no Projeto Jaíba. ABRAMOVAY, R.; et all. Juventude e Agricultura Familiar: Desafios dos Novos Padrões Sucessórios. Santa Catarina: UNESCO, 1998. ABRAMOVAY, R. e CAMARANO, A.A. Êxodo Rural, Envelhecimento e Masculinização no Brasil: Panorama dos Últimos 50 Anos. Texto Para Discussão nº. 621. Rio de Janeiro: IPEA, 1999. BARBOSA, R. S. Perfil Agropecuário do Norte de Minas: uma análise a partir da base de dados produzida pela pesquisa “O Novo Retrato da Agricultura Familiar: o Brasil redescoberto”. Montes Claros-MG, 2002. BIELSCHOWSKY, R. 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982 cerrados v. 5 n. 01 (2007): Revista Cerrados (versão impressa) A privatização da água no contexto da modernização agrícola na sub-bacia do Riachão Priscilla Caires Santana Afonso;João Cleps Júnior; Norte de Minas. Agricultura familiar. Geraizeiros. Modernização da agricultura. Água. Este artigo tem por objetivo discutir como historicamente o processo de modernização agrícola influenciou na forma de se relacionar com o meio e conseqüentemente na forma de gestão dos recursos naturais como água no alto curso da bacia do Riachão, Norte de Minas Gerais. A bacia se localiza em área de cerrado e a exemplo dos demais rios que nascem nessa região, são privilegiados com uma grande riqueza hídrica. Entretanto, as novas práticas agrícolas adotadas por empresários que chegaram à área a partir da década de 60 e a imposição de um novo modelo de agricultura aos locais vêm comprometendo a riqueza hídrica e cultural do lugar. Para alcançar o objetivo proposto, delimitamos uma área de estudo, o alto curso da bacia nos limites municipais de Montes Claros mais especificamente as Comunidade de Pau-D’Óleo, Tiririca e Lagoa do Barro, por ser essa área da bacia onde se concentra representantes dos dois grupos de agricultores existentes na sub-bacia e por estarem representados os diversos impactos sócio-ambientais enfrentados por esses. Adotamos uma metodologia baseada em pesquisa documental e bibliográfica, trabalhos de campo e entrevistas com agricultores familiares e comerciais, além de registros fotográficos da área. Os resultados parciais apontam para uma necessidade urgente de formulação de políticas públicas que atendam aos agricultores no que tange a regulação dos conflitos pela posse dos recursos naturais. AFONSO, P.C.S. Monitoramento Ambiental nas Nascentes do Riachão. 96f. Monografia (Iniciação Científica) – Universidade Estadual de Montes Claros. ANDRADE, M. C. 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983 cerrados v. 5 n. 01 (2007): Revista Cerrados (versão impressa) A necessidade de políticas de convivência com a seca: considerações sobre o Norte de Minas Gerais Rachel Inêz Castro de Oliveira;Anete Marília Pereira; Seca. Norte de Minas. Convivência. Política. O artigo apresentado tem por objetivo discutir a questão da seca no Norte de Minas, em espacial no município de Mato Verde. Não é novidade para os estudiosos do assunto que desde o período colonial, a região nordestina, incluindo o Norte de Minas enfrenta o fenômeno das secas, umas mais amenas, outras com efeitos trágicos para a população e para a produção familiar. Medidas emergenciais como a construção de açudes, projetos de irrigação, frentes de trabalho, dentre outras tiveram efeitos que não beneficiaram toda a população atingida ou foram apenas paliativos. Torna-se premente a necessidade de criação de estratégias de ações permanentes que possibilitem o convívio da população com a seca. Nessa perspectiva, o presente artigo procura fazer algumas considerações sobre o referido fenômeno apresentando algumas alternativas que vem sendo utilizadas para o convívio da população Norte Mineira com a seca. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS – ANA. Introdução ao Gerenciamento de Recursos Hídricos. Brasília: 2002, 327 p. ANTUNES, F. Z., Caracterização Climática. Revista Informe Agropecuário, Sistema Estadual de Pesquisa Agropecuária:EPAMIG,ESAL,UFMG E UFV.Ano 06, n°68, Agosto de 1980. Belo Horizonte, p.15-19. ASSAD, E. D.; SANO, E. E. Sistema de Informações Geográficas: aplicações na agricultura. Brasília: EMBRAPA/CPAC, 1993. BERTALANFFY, L. V. Teoria Geral dos Sistemas. Petrópolis: Vozes, 1977. BRASIL. Congresso. Câmara dos Deputados. Seca: o homem como ponto de partida. Análises, Pressupostos, Diretrizes, Projetos e Metas de uma Política de Convivência com a Seca do Nordeste. Brasília, DF: Câmara dos Deputados; coordenação, 1999. BRASIL.Conselho Nacional de Economia. 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985 cerrados v. 4 n. 01 (2006): Revista Cerrados (versão impressa) A Geografia e a questão regional num contexto de novas configurações territoriais Anete Marília Pereira; geografia – espaço – região - território Este texto foi apresentado na abertura do IX Encontro Regional de Geografia. Nele procuramos tratar de categorias de análise muito importantes para a Geografia, como é o caso do espaço, da região e do território. Tentamos repensar o nosso referencial teórico-metodológico, a nossa postura filosófica e o próprio ecletismo que caracteriza a produção geográfica contemporânea. Partimos de alguns questionamentos sobre a globalização e a questão regional, chegando à discussão das novas configurações espaciais, novas territorialidades, urbanidades e ruralidades. ALENTEJANO, P. R. R. As relações campo-cidade no Brasil do século XXI. Terra Livre, ano 19, v. 2, n. 21, São Paulo, jul./dez, 2003, p. 25-39. ANDRADE, M. C. A. região como unidade dinâmica. 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986 cerrados v. 4 n. 01 (2006): Revista Cerrados (versão impressa) Múltiplos olhares sobre a região Norte de Minas Anete Marília Pereira; região - regionalização - Norte de Minas O artigo apresentado tem por objetivo propor uma reflexão sobre algumas características geográficas da mesorregião Norte de Minas. Para atingir tal objetivo, estruturamos o texto a partir de uma breve discussão sobre a região e as diferentes formas de regionalização do estado de Minas Gerais. Em seguida, procedemos a caracterização da região sob o ponto de vista físico e socioeconômico, utilizando mapas, tabelas, quadros e fotografias. Parte de uma mesa de discussão sobre a região norte-mineira, o texto tenta apenas suscitar alguns apontamentos para posterior debate, não esgotando o assunto. BEZZI, M. L. Região: Uma (re)visão historiográfica - da gênese aos novos paradigmas. Santa Maria: Editora da UFSM, 2004. CARDOSO, J. M. A. A região Norte de Minas Gerais: um estudo da dinâmica de suas transformações espaciais. In: OLIVEIRA, Marcos Fábio M. de, RODRIGUES, Luciene (org.) Formação social e econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Ed. Unimontes, 2000. p. 173-346. CARVALHO, Ailton Mota de. Estado, descentralização e sustentabilidade dos governos locais no Brasil. Economia, Sociedad y Territorio, Santiago, vol. III, n. 12, p. 539-556. 2002. Castro, Iná Elias de. O mito da necessidade: discurso e prática do regionalismo nordestino. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil 1992. ______. Problemas e alternativas metodológicas para a região e para o lugar. In: SOUZA, M.A. et al. (Org.).Natureza e sociedade hoje: uma leitura geográfica. São Paulo: HUCITEC/ANPUR, 1993, p. 56-63. ______. A região como problema para Milton Santos. In: El ciudadano, la globalización y la geografía. Homenaje a Milton Santos. Scripta Nova. Revista electrónica de geografía y ciencias sociales, Universidad de Barcelona, vol. VI, núm. 124, 30 de septiembre de 2002.Disponível em http://www.ub.es/geocrit/sn/ sn-124.htm CORRÊA, R. L. Região e organização espacial. São Paulo, Ática, 1987. _____. Reflexões sobre a dinâmica recente da rede urbana brasileira. Encontro Nacional da ANPUR, Rio de Janeiro, maio, 2001. Anais.... Rio de Janeiro, 2001, p. 424-430. DINIZ, A M. A e BATELLA, W. B. Regiões e regionalizações mineiras: um diálogo entre a teoria e a prática. In: X Encontro de Geógrafos da América Latina. USP Março de 2005. Anais... São Paulo, 2005, p. 4270-4291. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Anuário Estatístico de Minas Gerais, 2000 - 2001. v. 9. Belo Horizonte, 2002. ______.Plano de Conservação, Valorização e Desenvolvimento de Ouro Preto e Mariana. (Relatório Síntese). Belo Horizonte: FJP, 1975. _______. Minas Gerais e suas Regiões de Planejamento: crescimento populacional e distribuição espacial. Informativo CEI - Demografia. Belo Horizonte, dezembro de 2002. Disponível em: . _______. Produto Interno Bruto de Minas Gerais Municípios e Regiões - 2000. Informativo CEI. Belo Horizonte, abril de 2003. Disponível em: . GERVAISE, Yves. A transformação agrária do Nordeste Meridional (Norte de Minas Gerais). Belo Horizonte: UFMG, 1975. HAESBAERT, Rogério. Região, diversidade territorial e globalização. Geographia. Niterói, ano 1, n. 1, UFF/EGE, jun. 1999, p. 15-40. HAESBAERT, R.; LIMONAD, E.; e MOREIRA, R. Brasil século XXI: por uma nova regionalização? Agentes, processos e escalas. São Paulo: Max Limonad, 2004. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo Demográfico 2000. Disponível em: . _______. Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas. Rio de Janeiro: IBGE, 1980. v. 1. IPEA. Atlas de desenvolvimento humano. 2002. _______. Caracterização e tendências da rede urbana do Brasil: redes urbanas regionais: Sudeste. IPEA/IBGE, UNICAMP/IE/NESUR, SEADE. Brasília, 2001. v. 5. LENCIONI, Sandra. Região e Geografia. São Paulo: EDUSP,1999. MACIEL, A. G. et al. Perfil da mortalidade na região norte do estado de Minas Gerais no ano de 1997. In: Unimontes Científica, v. 7, n.1, jan./jun. 2005. p. 13-34. MINAS GERAIS. Diário Oficial, 1973. PEREIRA, A. M.; Soares, B. R. Montes Claros e sua região: Novas espacialidades, velhos problemas In: X Encontro de geógrafos da América Latina, 2005, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2005. p. 11609 - 116251 CD-ROM. VEIGA, J. E. Cidades imaginárias: o Brasil é menos urbano do que se calcula. Campinas: Autores Associados, 2002.
987 cerrados v. 4 n. 01 (2006): Revista Cerrados (versão impressa) Emergência e desenvolvimento do regionalismo Norte-Mineiro: um enfoque histórico Laurindo Mékie Pereira; Regionalismo Político, Norte de Minas Este artigo aborda a emergência e desenvolvimento histórico do regionalismo político norte-mineiro, partindo de sua aparição em meados do século XIX até a sua consolidação na década de 1960. O objetivo é identificar como se moldou, tendo como perspectiva as sucessivas conjunturas históricas, o regionalismo norte-mineiro, salientando a suas características principais. A conclusão principal é que o discurso e prática regionalistas instituíram a região, o Norte de Minas, e produziram uma matriz a partir da qual se explica a história e os problemas da sociedade regional. ANASTASIA, Carla Maria Junho. A sedição de 1736: estudo comparativo entre a zona dinâmica da mineração e a zona marginal do sertão agropastoril do São Francisco. 1983. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1983. BIELSCHOWSKY, Ricardo. Pensamento econômico brasileiro: o ciclo ideológico do desenvolvimentismo. 3. ed. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. CAMPOS, Maria Verônica. Governo de Mineiros. “De como meter as minas numa moenda e beber-lhe o caldo dourado”. 1693–1737. Tese (Doutorado em História) – FFLCH, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002. COSTA, João Batista de Almeida. Mineiros e baianeiros: englobamento, exclusão e resistência. Tese (Doutorado em Antropologia Social), Universidade de Brasília, Brasília, 2003. FIGUEIREDO, Luciano. Furores sertanejos na América Portuguesa: rebelião e cultura política no sertão do rio São Francisco, Minas Gerais - 1736. Revista Oceanos. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, dez. 1999, n. 40, p. 128-144. HOBSBAWM, Eric. Nações e nacionalismo desde 1870. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990. HOBSBAWM, Eric; RANGER, Terence (Orgs.). A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984. LESSA, Simone Narciso. Montes Claros – uma cidade nas principais vias do sertão. Caminhos da História. Montes Claros: Unimontes, v. 4, n.4, 1999, p.83-110. MARKUSEN, Ann R. Região e regionalismo: um enfoque marxista. Espaço e debates. São Paulo: Cortez, 1991, Ano 1, n. 2, p. 61-99. MARTINS, Herbert Toledo. A fragmentação do território nacional: a criação 55 de novos estados no Brasil (1823–1988). Tese. Doutorado em Sociologia. Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2003. MARTINS, Herbert; MARCANDIER, Andrea Passos L.; SOARES, Deidre de Cássia. A unidade na diversidade: a integridade do território de Minas Gerais. In: SOARES, Astréia; BARBOSA, Márcio Venício (Orgs.). Iniciação Científica Newton Paiva. Belo Horizonte: Centro Universitário Newton Paiva, 2003, p. 70-98. OLIVEIRA, Evelina Antunes Fernandes. Nova cidade, velha política: Poder local e desenvolvimento regional na Área Mineira do Nordeste. Maceió: EDUFAL, 2000. PORTO. Paternalismo, poder privado e violência: o campo político nortemineiro durante a Primeira República. 2002. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2002. SANTOS, Márcio Roberto Alves dos. Bandeirantes paulistas no sertão do São Francisco e do Verde Grande (1688–1732). Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2004. SILVA, Vera Alice Cardoso. Regionalismo: o enfoque metodológico e a concepção histórica. In: AMADO, Janaina; SILVA, Marcos (Orgs.). República em migalhas: história regional e local. São Paulo: Marco Zero, 1990. WIRTH, John D. O fiel da balança: Minas Gerais na Federação Brasileira 1889– 1937. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982 Fontes BRASIL. Superintendência da Estrada de Ferro Bahia e Minas. Correspondência enviada à Câmara Municipal de Montes Claros, 19-03-1883, p. 1-2. APMC-DPDOR. DIAMANTINA. Correspondência dirigida à Câmara de Montes Claros e Formigas. 17-01-1854. JORNAL DIÁRIO DE MONTES CLAROS. Montes Claros, 26 mar. 1963.. JORNAL CORREIO DO NORTE. 24-02-1884 a 24-02-1885; 01-03-1889 a 01-03-1891. JORNAL GAZETA DO NORTE. Montes Claros, 27 set. 1953. MINAS GERAIS. Correspondência à Câmara de Montes Claros e Formigas. 10-06-1854, APMC-DPDOR. MONTES CLAROS. Representação à Assembléia Geral. 07-04-1854 - APMCDPDOR. PIRES, Simeão Ribeiro. Raízes de Minas. Montes Claros, 1979. Revista Encontro. Montes Claros, 1962. SUDEMINAS. A zona mineira do polígono das secas e o nordeste brasileiro. Belo Horizonte: SUDEMINAS, 1967.
988 cerrados v. 4 n. 01 (2006): Revista Cerrados (versão impressa) Geotecnologias: aplicabilidade nos estudos do espaço geográficos Marcos Esdras Leite;Jorge Luis Silva Brito; Geografia, geotecnologia, geoprocessamento e sensoriamento remoto. Neste artigo pretendemos discutir a importância da aplicação das geotecnologias e da ciência geográfica no planejamento do espaço geográfico, destacando o uso do geoprocessamento e do sensoriamento remoto. Para foi necessária uma análise histórica da geografia quantitativa, corrente que estimulou a aplicação de tecnologia à geografia, como também uma discussão teórica do que é geoprocessamento, sensoriamento remoto, processamento digital de imagens, cartografia digital e Sistema de Informação Geográfica-SIG, expondo suas respectivas relevâncias no estudo e desenvolvimento da geografia do século XXI. CÂMARA, G. e MEDEIROS, J. S. de. Princípios básicos em geoprocessamento. In: ASSAD, E. D. e SANO, E. E. Sistema de informações geográficas. Aplicações na agricultura- 2. ed.- Brasília: Embrapa-SPI/ Embrapa-CPAC, 1998. CÂMARA, G. MONTEIRO, A. M. V. e MEDEIROS, J. S. de. Fundamentos epistemológicos da ciência da Geoinformação. Disponível em: . Acesso de: 03 jul. 2005. CÂMARA, G. et al. Anatomia de sistemas de informação geográfica. Campinas: instituto de computação, Unicamp, 1996. pp. GOMES, H. Reflexões sobre teoria e crítica em Geografia. Goiânia: CEGRAF/UFG, 1991. INPE. Projeto EDUCA SeRe I. cadernos didáticos Nº 2. Introdução ao sensoriamento remoto-histórico. São José dos Campos: Inpe, 1998. MOURA, A. C. M. Geoprocessamento na gestão e planejamento urbano. Belo Horizonte: Ed. Da autora, 2003. NIETO, C. G. e LEVI, S. L. Avances tecnológicos en cartografia. Atlas cibernéticos. In: OLIVEIRA, P. E. (org.) Espacio geográfico. Epstemología y diversidad. México, D. F.: UNAM, 2003. p. 423-436. PEREIRA, G. C. e SILVA, B. C. N. Geoprocessamento e urbanismo. In: GERARDI, L. H. de O. e MENDES, I. A. (org.). Teoria, técnica, espaço e atividades. Temas de geografia contemporânea. Rio Claro: Unesp; AGTEO, 2001, p. 97-137. REVISTA INFO GEO- ano 4, n. 23, mar./abr. 2002 ROSA, Roberto. Introdução ao sensoriamento remoto, 3. ed. Uberlândia: Ed. da Universidade Federal de Uberlândia, 1995. ROSA, R. e Brito, J.L.S. Introdução ao Geoprocessamento: sistema de informação geográfica. Uberlândia: Ed. da Universidade Federal de Uberlândia, 1996. SANTOS, M. Por uma geografia nova: da crítica da geografia a uma geografia crítica. São Paulo: Edusp, 2002. . .
989 cerrados v. 4 n. 01 (2006): Revista Cerrados (versão impressa) Geotecnologias aplicadas ao estudo do espaço urbano: o caso da especulação imobiliária em Montes Claros/MG Marcos Esdras Leite; Sensoriamento remoto, vazios urbanos e políticas públicas. Este artigo trata da aplicação de imagens orbitais de alta resolução para o estudo e o conseqüente controle da especulação imobiliária na cidade de Montes Claros. Além de uma revisão teórica, há neste trabalho os procedimentos operacionais usados no Software Spring, para trabalhar com uma imagem Ikonos da área, o que possibilitou gerar um mapa de identificação dos vazios urbanos. CARVALHO, Ailton Mota de. Racionalidade técnica e política da descentralização industrial – um estudo de caso: Montes Claros. 1983. 104 f. Tese (Mestrado em Planejamento Urbano e Regional). Pontifícia Universidade Católica do Chile, Santiago. 1983. GOMES, M. A. S. e SUPERBI, D. H. A. Aplicações do geoprocessamento em estudos urbanos: utilização do software Arcview no mapeamento das praças públicas em Presidente Prudente/SP. II Simpósio Regional de Geografia – Perspectivas para o cerrado no século XXI. Anais... Uberlândia: UFU, 2003. Harvey, David. A justiça social e a cidade. São Paulo: Hucitec, 1980. IBGE. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. 1960, 1970, 1980,1990 e 2000. IBGE.Censo Demográfico 2000. Disponibilidade e acesso: . LEITE, Marcos Esdras. Década de 70: A imigração e o caos urbano em Montes Claros. Iniciação à história, Montes Claros. v. 2, n. 1, p. 130-141, jul. 2003. MONTES CLAROS. Prefeitura Municipal. Secretaria de Planejamento e Coordenação. Mapas urbanos de Montes Claros em meio digital. OLIVEIRA, Evelina A. F de. Nova cidade, velha política: poder local e desenvolvimento na área mineira do Nordeste. Maceió: EDUFAL, 2000. PEREIRA, G. C. e CARVALHO, S. S. de. O Uso de SIG no Planejamento Urbano nas Grandes Cidades Brasileiras. In V Congresso e Feira para usuários de Geoprocessamento da América Latina. Anais... GIS Brasil 99. PEREIRA, G. C. e SILVA, B. C. N. Geoprocessamento e urbanismo. In: GERARDI, L. H. de O. e MENDES, I. A. (org.). Teoria, técnica, espaço e atividades. Temas de geografia contemporânea. Rio Claro: Unesp; AGTEO, 2001, pp. 97-137. ROSA, R. e Brito, J. L. S. Introdução ao Geoprocessamento: Sistema de Informação Geográfica. Uberlândia: Ed. da Universidade Federal de Uberlândia, 1996.
990 cerrados v. 4 n. 01 (2006): Revista Cerrados (versão impressa) Populações tradicionais do sertão Norte Mineiro e as interfaces socioambientais vividas João Batista de Almeida Costa; sertão, populações tradicionais, cultura, interfaces socioambientais. A temática das comunidades tradicionais sertanejas será tratada, considerando três questões. A primeira diz respeito ao arcabouço teórico, a partir do qual é possível fazer uma leitura de comunidades rurais situadas no Sertão. A segunda diz respeito à questão espacial. Não é tratado o Sertão como um todo, mas um Sertão muito específico, o do norte de Minas. E, por fim, em terceiro lugar, a questão, cara à Geografia, mas também à Antropologia, que é de onde é realizada a minha leitura de populações vivendo em comunidades rurais, as temporalidades e os processos sociais vividos. Articuladas essas três questões, é possível empreender a leitura solicitada, qual seja a interface socioambiental vivida pelas comunidades rurais sertanejas. 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991 cerrados v. 4 n. 01 (2006): Revista Cerrados (versão impressa) O ensino da Geografia na atualidade: desafios e perspectivas Janete Aparecida Gomes Zuba; educação geográfica; diversidades; perspectivas. O mundo globalizado, cujas transformações exigem novos saberes, fez surgir a exigência de novas práticas educativas, na tentativa de substituir as idéias tradicionais na formação do saber. Enfrentar os desafios propostos exige, simultaneamente, uma reforma do pensamento e uma reforma do ensino. Face a essas transformações, a Geografia, como matéria que se ocupado território, deve levar em conta essas transformações não somente na incorporação dos conteúdose temas a serem trabalhados, mas também na metodologia e as atitudes a desenvolverem sala de aula, bem como as expectativas dos educandos. ANDRADE, Manuel Correia de. Trajetória e compromisso da geografia brasileira. In: CARLOS, Ana Fani Alessandri (org.). A Geografia na sala de sula. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2001. p. 9-13. Repensando o Ensino. CALLAI, Helena Coppeti. Estudar o lugar para compreender o mundo. In: CASTROGIOVANNI, Antônio Carlos. Ensino de geografia: práticas e textualizações no cotidiano. Porto Alegre: Mediação, 2000, p. 83-134. ______. O ensino de geografia: recortes espaciais para análise. IN: CASTROGIVANNI, Antônio Carlos et al. Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. 4. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS/Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Porto Alegre, 2003, p. 58–63. CALLAI, Helena Coppeti; CALLAI, Jaeme Luiz. Grupo, espaço e tempo nas séries iniciais. In: CASTROGIVANNI, Antônio Carlos [et. al.] Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. 4. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS/Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Porto Alegre, 2003, p. 65 – 75. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas, São Paulo: Papirus, 1998. _______. Ensino de geografia e diversidade: construção de conhecimentos geográficos escolares e atribuição de significados pelos diversos sujeitos do processo de ensino. In: CASTELLAR, Educação geográfica: teorias e prática docentes. São Paulo: Contexto, 2005. p. 66-78. FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Metodologia da pesquisa educacional. SãoPaulo: Cortez, 1997. GUREVICH, Raquel. Conceptos y problemas em geografia. herramientas básicas para una propuesta educativa. Em: Aisemberg, B. y S. Alderoqui (comp). Didácticas de las Ciencias Sociales II. Teorías con prácticas. Buenos Aires: Paidós, 1998. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. SãoPaulo: Hucitec, 1996. _______. Espaço e método. São Paulo: Nobel, 1997. VESENTINI, José William. Realidades e perspectivas do ensino de geografia no Brasil. In: VESENTINI, José William (org.). O ensino de Geografia no século XXI. Campinas, SP: Papirus, 2004. p. 219-248. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS. Plano de Desenvolvimento Institucional 2005-2009. Montes Claros, 2005. Disponível em: . Acesso em: 06 de mar. de 2006.
993 cerrados v. 3 n. 01 (2005): Revista Cerrados (versão impressa) Globalização e urbanização: novas formas de fragmentação Marcos Esdras Leite; Capitalismo; globalização; urbanização; fragmentação. Neste trabalho, pretende se discutir os interesses capitalistas que estão por trás da globalização e da urbanização. Fazendo uma análise sistemática dos dois processos, estabelecemos alguns motivos pelos quais os ricos (países e pessoas), de certa forma, incentivam uma integração econômica global e uma maior concentração de pessoas nas cidades.
994 cerrados v. 3 n. 01 (2005): Revista Cerrados (versão impressa) A transformação urbana de Montes Claros: surgimento e crescimento do bairro Cidade Industrial Yara Maria Soares Costa da Silveira; centro polarizador; cidade industrial; exodo rural; imigrações; elo de ligação. A cidade de Montes Claros situa-se estrategicamente no Norte de Minas Gerais, apresentando boas alternativas e possibilidades de investimento; sendo considerada elo de ligação entre as regiões urbanas do país, por isso chamada “Centro Polarizador” no norte-mineiro. Sua posição geográfica, proporciona a ela ser pólo de atração para vários serviços lucrativos, o que tem levado ao aumento das imigrações por parte da população circunvizinha, gerando o êxodorural. Este, pode ser comprovado pelo Bairro Cidade Industrial, que surgiu em 1993 na periferia da cidade. Essa ocupação desmedida acabou por afetar o planejamento urbano daquela região, provocando alterações no espaço geográfico. Neste contexto, têm-se como objetivo o estudo das manifestações e avanços urbano-industriais da cidade de Montes Claros a partir de 1970, enfatizando a origem do Bairro e suas transformações espaciais e sócio-ambientais. Buscou-se embasamento teórico para realização do estudo e, através de elaboração de questionário, realizou-se a parte prática da pesquisa, com posterior tabulação dos dados. Pode-se perceber as transformações urbano-espaciais que marcaram a região, tornando visível a necessidade de se transformar a história daquele lugar com investimentos sócio-econômicos/educacionais que proporcionarão a mudança da qualidade de vida. ANDRADE, M. C. Espaço, planejamento e desenvolvimento: uma introdução à economia regional. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1987. CARNEIRO, M. F. B. Organização espacial de Montes Claros e a região Norte de Minas. Dissertação de Mestrado. São Paulo: USP, 2002. GERVAISE, I. A. A transformação agrário do Nordeste Meridional – Norte de Minas Gerais. n. 1. Belo Horizonte: Instituto de Geociências – UFMG, 1975. LEITE, M. E. Crescimento urbano de Montes Claros a partir da década de 70. 2002. (Projeto de Pesquisa) – Departamento de Geociências, Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, Montes Claros, 2002. MONTES CLAROS. Prefeitura Municipal de Montes Claros. Secretaria de Planejamento e Coordenação. PROJETO ESPECIAL CIDADE DE PORTE MÉDIO. Subprojeto Montes Claros, Componente: implantação de lotes urbanizados. Montes Claros, mar. 1983. OLIVEIRA, M. F. M. O processo de formação e desenvolvimento de Montes Claros e da Área Mineira da SUDENE. In: OLIVEIRA, M. F. M.; RODRIGUES, L; CARDOSO, J. M. A; BOTELHO, T. R. Formação sócio-econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Ed. Unimontes, 2000. PEREIRA, F. M. Cidades médias brasileiras: uma tipologia a partir de suas (des)economias de aglomeração. Belo Horizonte: Cedeplar/UFMG, 2002. RODRIGUES, A. M. Moradia nas cidades brasileiras. 2. ed. São Paulo: Contexto, 1989. RODRIGUES, M. L. E. Produção do espaço e expansão industrial. São Paulo: Loyola, 1983. STEFANI, J; RANGEL, R. Condições ambientais e crescimento populacional: um estudo de caso. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDOS POPULACIONAIS, 13., 2002, Ouro Preto. Trabalhos apresentados... Ouro Preto: [s.n.], nov. 2002.
995 cerrados v. 3 n. 01 (2005): Revista Cerrados (versão impressa) Conjunto Habitacional Funcionários: um processo de transformação do espaço urbano Érika Neves Guimarães;Anete Marília Pereira; urbanização; conjunto habitacional; cidade. O presente artigo tem como temática central o conjunto habitacional Funcionários construído na década de 1970, na cidade de Montes Claros. A partir da análise urbanística e arquitetônica desse conjunto habitacional pretende-se contribuir para a análise dos processos sociais que ocorrem na escala intra-urbana e que contribuem para que a cidade tenha determinada configuração espacial. No caso em questão, verificou-se que o Funcionários passou por significativas alterações, perdendo, ao longo do tempo, as suas características de conjunto habitacional e se inserindo completamente na malha urbana. AZEVEDO, Sérgio de. Habitação e poder. Rio de Janeiro: Zahar, 1982. CAVALCANTI, Lana de Souza. A cidadania, o direito à cidade e a geografia escolar: elementos de geografia para o estudo do espaço urbano. Revista GEOUSP, São Paulo, n.5, 1999. pp. 41-55. CORRÊA, Roberto Lobato. Trajetórias geográficas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997. pp. 121-144. DAVIDOVICH, Fany R. Considerações sobre a urbanização no Brasil. In: CHRISTOFOLETTI, Antônio et al. (Org). Geografia e meio ambiente no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1995. pp. 79-135. DAVIS, Kingsley. A urbanização da humanidade. In: DAVIS, Kingsley et al. Cidades: a urbanização da humanidade. Rio de Janeiro: Zahar, 1977. pp. 13-34. FALIVENE, Júlia Alves. Metrópoles: cidadania e qualidade de vida. São Paulo: Moderna, 1992. GUIMARÃES, Roberto Pereira. Ecopolítica em áreas urbanas: a dimensão política dos indicadores de qualidade ambiental. In: SOUZA, Amaury de. Qualidade da vida urbana. Rio de Janeiro: Zahar, 1984. pp. 7-101. MARICATO, E. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis: Vozes, 2001. MARTINS, Maria de Fátima Almeida. Espaço e política na realidade dos conjuntos habitacionais. In: DAMIANI, Amélia Luiza et al. (Org). O espaço no fim do século. São Paulo: Contexto, 1999. pp. 132-171. MENDONÇA, F. Geografia e meio Ambiente. São Paulo: Contexto, 1998. pp. 33-61. MUNFORD, Lewis. A cidade na história. São Paulo: Martins Fontes, 1998. pp. 483-520. PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTES CLAROS. Plano de Desenvolvimento Local e Integrado. Montes Claros: Prodax, 1976. ______. Plano Diretor. Montes Claros: 1970. ______. Projeto cidades de porte médio: sub-projeto de Montes Claros. Montes Claros: Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral, 1980. SANTOS, Milton. A urbanização brasileira. São Paulo: Hucitec, 1996. ______. O espaço do cidadão. São Paulo: Nobel, 1987. SAULE JR, Nelson. O direito à cidade. São Paulo: Max Limonard, 1999, p. 97 –123. SINGER, Paul. O uso do solo urbano na economia capitalista. In: MARICATO, Ermínia (Org). A produção capitalista da casa (e da cidade) no brasil industrial. São Paulo: Alfa-Ômega, 1979. pp. 21-71. SJOBERG, Gildeon. Origem e Evolução das Cidades. In: DAVIS, Kingsley et al. Cidades: a urbanização da humanidade. Rio de Janeiro: Zahar, 1977. pp. 13-34.
996 cerrados v. 3 n. 01 (2005): Revista Cerrados (versão impressa) Reforma agrária, agricultura familiar e sustentabilidade Antônio Maurílio Alencar Feitosa;Janete Aparecida Gomes Zuba;Rômulo Soares Barbosa; Reforma Agrária; Agricultura Familiar; Sustentabilidade O presente trabalho procura analisar as relações entre reforma agrária e agricultura familiar para a promoção da sustentabilidade no campo. Trata-se de um ensaio que objetiva a aproximação de temáticas que são centrais no debate sobre o desenvolvimento rural. Assim, buscou-se refletir sobre a problemática da sustentabilidade, de alternativas de desenvolvimento: ecodesenvolvimento, desenvolvimento humano e o desenvolvimento sustentável, caracterizando aspectos históricos e políticos dos momentos nos quais esses modelos emergem. Nessa abordagem, a reforma agrária baseada na agricultura familiar e na agroecologia, surge como perspectiva de construção de referências empíricas que possam vir a ilustrar possibilidades de produção de arranjos societários fundados nos princípios da sustentabilidade e da distribuição de riqueza. ABRAMOVAY, R. Paradigmas do capitalismo agrário em questão. Campinas: UNICAMP, 1992. BITTENCOURT, G. et al. Novo retrato da agricultura familiar: o Brasil redescoberto. Brasília: NEAD, 2000. CHONCHOL, Jacques. Sistemas Agrários em América Latina: de la etapa prehispánica a la modernización conservadora. México: Fondo de Cultura Económica, 1994. DAYRELL, Carlos Alberto. Geraizeiros y Biodiversidad en el Norte de Minas Gerais: la contribuición de la agroecología e de la etnoecología en los estudios de los agroecossistemas. Espanha: Universidad Internacional de Andalúcia, 1998. GONÇALVES, Carlos Walter Porto. Os (Des)Caminhos do Meio Ambiente. São Paulo: Editora Contexto, 1989. Cap. II – O contexto histórico-cultural de onde emerge o movimento ecológico. Cap. III – Lutas Sociais, Lutas Ecológicas. LEITE, Sérgio P. Impactos Regionais da Reforma Agrária no Brasil: aspectos políticos, econômicos e sociais. In: NEAD. Reforma Agrária e Desenvolvimento Sustentável. Brasília: NEAD, 2000. ______. Por uma economia política da reforma agrária: custo de implantação e infraestrutura nos assentamentos rurais paulistas. In: MEDEIROS, L. S. et al. (Orgs.) Assentamentos rurais: uma visão multidisciplinar. São Paulo: Ed. Unesp, 1994. MAX-NEEF, Manfred, et al.. Desarrollo a Escala Humana: una opción para el futuro. In Development Dialogue, número especial. Santiago – Chile: Cepaur/Fundación Dag Hammarsklöld, 1986. MEDEIROS, Leonilde S. de; ESTERCI, Neide. Assentamentos rurais: uma visão multidisciplinar. São Paulo: Ed. Unesp, 1994. PÁDUA, José Augusto. Produção, consumo e sustentabilidade: o Brasil e o contexto planetário. Rio de Janeiro: FASE, 2000. (Série Cadernos de Debate, n.6) SILVA, Carlos Eduardo M. Desenvolvimento e Sustentabilidade: o caso do sertão norte-mineiro. In: DAYRELL, C. A; LUZ, C. (Orgs.). Cerrado e Desenvolvimento: Tradição e Atualidade. Montes Claros: CAA-NM/REDE CERRADO, 2000. STAHEL, Andri W. Capitalismo e Entropia: os aspectos ideológicos de uma contradição e a busca de alternativas sustentáveis. In: CAVALCANTI, Clóvis (Org.). Desenvolvimento e Natureza: estudos para uma sociedade sustentável. São Paulo: Cortez; Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 1998. STIGLITZ, Joseph. Distribuição, Eficiência e Voz: Elaborando a Segunda Geração de Reformas, In: NEAD. Distribuição de Riqueza e Crescimento Econômico. Brasília: MDA/NEAD, 2000. VEIGA, José Eli da. Pobreza Rural, distribuição da riqueza e crescimento: a experiência brasileira. In: NEAD. Distribuição de riqueza e crescimento econômico. Brasília: NEAD, 2000. VIOLA, Eduardo J.; LEIS Hector R. O Ambientalismo Multissetorial no Brasil para Além da Rio-92: o desafio de uma estratégia globalista viável. In: VIOLA, Eduardo J. et al. (Orgs.) Meio Ambiente, Desenvolvimento e Cidadania: desafios para as Ciências Sociais. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1998.
997 cerrados v. 3 n. 01 (2005): Revista Cerrados (versão impressa) Descentralização e gestão integrada de recursos hídricos: a experiência brasileira Maria Eugênia Totti;Ailton Mota de Carvalho; descentralização; recursos hídricos; bacia hidrográfica. A partir de uma perspectiva global entende-se o processo de descentralização política na América Latina e no Brasil e dentro desta movimentação encontra-se a Política Nacional de Recursos Hídricos instituída pela Lei 9.433/97. Esta lei adota a bacia hidrográfica como a unidade territorial de gestão de águas e o comitê de bacia hidrográfica como o seu órgão gestor. Apresentamos algumas considerações referentes às inter relações dos atores envolvidos na gestão de uma bacia. ASSUNÇÃO, F. N. A.; BURSZTYN, M. A. A. As políticas das águas no Brasil. In.: SEMINÁRIO LATINO-AMERICANO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE RECURSOS HÍDRICOS, Brasília, 2004. BRASIL, ANA/ANEEL. Introdução ao gerenciamento de recursos hídricos. Brasília, 2002. BOISIER, S. La descrentalización: un tema difuso y confuso. Santiago: ILPES, 1999. DOUROJEANNI, A.; JOURAVLEV, A.; CHÀVEZ,G. Gestión del agua a nível de cuencas: teoria y práctica. Santiago: CEPAL, 2002. FELICIDADE, N.; MARTINS, R. C.; LEME, A. A. Uso e gestão dos recursos hídricos no Brasil. São Carlos: RIMA, 2003. FINOT, I. Descentralización y participación en América Latina: una mirada desde la economia. Santiago: CEPAL, 2002. PALMA, E. La descentralización desde una perspectiva política. Santiago: ILPES, (1983). SILVA, E. R. O curso da água na história: simbologia, moralidade e a gestão de recursos hídricos. 1998. Tese (Doutorado) – Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 1998. TARQUI, J. L. Z.; SILVA, E. A. Bacia hidrográfica, gestão dos recursos hídricos e descentralização. In.: SEMINÁRIO LATINO AMERICANO DE POLÍTICAS PÚBLICAS EM RECURSOS HÍDRICOS. 1., Brasília. 2004.
998 cerrados v. 3 n. 01 (2005): Revista Cerrados (versão impressa) A questão da água na bacia do Riachão (MG) uso e gestão Priscilla Caires Santana Afonso;Anete Marília Pereira; gestão participativa; usos; recursos hídricos. Estudos envolvendo a questão da água de enfoque multidisciplinar, são muito comuns na atualidade, quando a degradação ambiental, nas suas mais diferentes formas é um poderoso elemento gerador ou acentuador da escassez. No Norte de Minas Gerais, esse tema ainda carece de estudos mais específicos que considerem sobretudo as características socioculturais. É nessa perspectiva que essa pesquisa ao propor uma avaliação das diferentes formas sociais de uso e gestão dos recursos hídricos nas áreas das nascentes do Riachão pretende se constituir num referencial para o equacionamento da problemática em questão. Para atingir os objetivos propostos o presente estudo foi realizado utilizando uma metodologia qualitativa que associou a pesquisa de campo com análise documental e entrevistas. BRASIL. Política Nacional de Recursos Hídricos. Brasília: Lei n.º 9.433 de 08/01/97. BRASIL, Ministério do Meio Ambiente & Secretaria de Recursos Hídricos. Política Nacional de Recursos Hídricos: Brasília: Legislação, 2000. 54p. CARVALHO, Isis Rodrigues. Outorgas de Direito de Uso de Águas Subterrâneas na área de Influência da Lagoa do Tiririca na Bacia do Rio Riachão. Belo Horizonte: Conselho Estadual de Política Ambiental – COPAM. Mimeografado. GERENCIA de Implementação dos Instrumentos da Política SRH/MMA. A Cobrança pelo Uso de Recursos Hídricos. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2000. LANNA, Antônio Eduardo. Gerenciamento de Bacia Hidrográfica: conceitos, fundamentos e propostas. [s.l.]: Instituto de Pesquisas Hidráulicas – UFRGS. 1999, 267p. MENDES, José; ARAÚJO, Elisia Cotta de. ENCONTRO DE EDUCADORES COM O CERRADO. 2001. [Palestra...]. Centro de Agricultura Alternativa (CAA). MINAS GERAIS, Assembléia informa. Grandes empresários prejudicam pequenos produtores rurais. Disponível em: . Acesso em: 2000. ______. Centro de Agricultura Alternativa (CAA). Por um Riachão Sustentável. 2001. 1 fita de vídeo. ______. Entrevista concedida por representante da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (EMATER), jul. 2000. ______. Entrevista concedida por representante do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), mar. 2001. ______. Estudo Hidrológico da Bacia do Alto-Médio Rio Riachão. Relatório Final, v. 1. Belo Horizonte: Consultores Associados Ltda, IGAM (Instituto de Gestão das Águas) & COPASA (Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais), 1999. Mimeografado. NIMER, Edson; BRANDÃO, Ana Maria P. M. Balanço Hídrico e Clima da Região de Cerrado. Rio de Janeiro: IBGE, Departamento de Recursos Hídricos Naturais e Estudos Ambientais, 1999. p. 110-111. POMPEU, Cid Tomanik. Aperfeiçoamento da Legislação e Ações Governamentais no Campo dos Recursos Hídricos. A Água em Revista. Ano III, n. 4, [s.l.], fev/95. REBOUÇAS, Aldo da C. Falta d´água em meio à abundância. Disponível em: . Acesso em: 24 ago. 2000. SENRA, João Bosco. Água, o desafio do terceiro Milênio. . In: VIANA, Gilney et al. O Desafio da Sustentabilidade: um debate socioambiental no Brasil. São Paulo: Fundação Perseu Abrano, 2001. p.133-144. (Coleção Pensamento Petista). SILVA, Carlos Eduardo Mazzeto. Cerrados e Camponeses no Norte de Minas Gerais: um estudo sobre a sustentabilidade dos ecossistemas e das populações sertanejas. Montes Claros, 1999. 320p. TUCCI, Carlos E. M. Alguns Desafios Brasileiros em Recursos Hídricos e Meio Ambiente. A Água em Revista. Ano III, n. 6, [s.l.], nov./1995. VARGAS, Marcelo Coutinho. O Gerenciamento Integrado dos Recursos Hídricos como Problema Sócio-Ambiental. BEHCER, Joachim et al. In: Ambiente e Sociedade. ano 2, n. 05. Campinas: UNICAMP, 1999. 13p.
999 cerrados v. 3 n. 01 (2005): Revista Cerrados (versão impressa) Identidade regional Norte Mineira, a cultura sertaneja Marina de Fátima Brandão Carneiro; identidade regional; região; desenvolvimento; cultura sertaneja. Este trabalho tem como objetivo tecer algumas considerações sobre a formação daidentidade regional Norte Mineira, tendo como atributos a cultura sertaneja. Neste sentido, buscou-se, na obra de intelectuais diversos, entender os caminhos da construção da identidade regional, cujo resultado aparece como uma unidade revestida de uma essência, a cultura sertaneja que, hoje se apresenta extremamente desestruturada, mas resistindo em muitos lugares. ARAGÃO, Luiz Tarlei de.. A Oeste de Tordesilhas. Folha de São Paulo, São Paulo, 17 set. 2000. Suplemento Mais! p. 30-31. ARRUDA, Maria A. do Nascimento. Mitologia da Mineiridade: o imaginário mineiro na vida política e cultural do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1990. BOURDIEU, P. . O Poder Simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989. CARNEIRO, Geralda V. N. F. B. O lugar e a vida de pequenos produtores. In: SANTOS, Gilmar R. dos (Org.). Trabalho, Cultura e Sociedade no Norte/Nordeste de Minas: Considerações a partir das Ciências Sociais. Montes Claros: Best Comunicação e Marketing, 1997. p. 13-35. CARNEIRO, Marina de F. B. Organização Espacial de Montes Claros e a Região Norte de Minas. 2002. 74 f. Dissertação (Mestrado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002. CARNEIRO, Marina de F. B. O Regionalismo Mineiro. In: Caderno Geográfico, Montes Claros: Ed. Unimontes, v. 01, n. 03, p. 31-35., out. 1999. CORRÊA, Oscar Dias. Vozes de Minas. Rio de Janeiro: Forense, 1988. COSTA, João Batista de A.; MENDONÇA, Aline. Ecossistema Grande Sertão: Veredas – As transformações culturais e a destruição do Norte de Minas. Montes Claros: GEA, 1991. Mimeografado. COSTA, João Batista de A. Cultura sertaneja: a conjugação de lógicas diferenciadas. In: SANTOS, Gilmar R. dos ( Org.). Trabalho, Cultura e Sociedade no Norte/Nordeste de Minas: Considerações a partir das Ciências Sociais. Montes Claros: Best Comunicação e Marketing, 1997. p. 77-97. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO/SEPLAN-MG. Estrutura Espacial do Estado de Minas Gerais. Belo Horizonte, 1998. GOMES, Paulo César da Costa. A cultura pública e o espaço: desafios metodológicos. In: ROSENDAHL, Zeny; CORRÊA, Roberto L. (Orgs.). Religião, identidade e território. Rio de Janeiro: Ed. UERJ, 2001. GONÇALVES, Carlos Walter Porto. As Minas e os Gerais: breve ensaio sobre desenvolvimento e sustentabilidade a partir da Geografia do Norte de Minas. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA. 7., Fórum Latino-Americano, , out. 1997, Curitiba. Anais... Curitiba: [s.n.], 1997. p. 244-260. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico, 2000. MARTIN, André R. As Fronteiras Internas e a “Questão Regional” do Brasil. 1993. 271 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1993. MARTINS, José de Souza. Os Camponeses e a Política no Brasil – As lutas sociais no campo e seu lugar no processo político. Petrópolis: Vozes, 1983. OLIVEIRA, Evelina A. F. de. Nova Cidade, Velha Política: um estudo de poder sobre Montes Claros, M.G.. 1994. 172 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Política ) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 1994. OLIVEIRA, Marcos F. M. de, RODRIGUES, Luciene (Orgs.). Formação Social e Econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Ed. Unimontes, 2000. PAULA, Hermes A. de. Montes Claros: Sua História, Sua Gente, Seus Costumes. v. 1 Belo Horizonte: Minas Gráfica, 1979. PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo: Colônia. 23. ed. São Paulo: Brasiliense, 1999. REIS, Geraldo A. dos. Algumas considerações sobre o processo de desenvolvimento recente da Região Mineira do Nordeste. In: SANTOS, Gilmar Ribeiro dos (Org.). Trabalho, Cultura e Sociedade no Norte/Nordeste de Minas: Considerações a partir das Ciências Sociais. Montes Claros: Best Comunicação e Marketing, 1997. ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
1001 cerrados v. 2 n. 01 (2004): Revista Cerrados (versão impressa) Serviços de saúde na cidade de Montes Claros: uma análise da distribuição espaço/temporal Anete Marília Pereira;Marcos Esdras Leite; Serviços de saúde; cidade; urbanização. O presente texto tem por objetivo apresentar algumas reflexões sobre a distribuição espacial dos serviços de saúde na cidade de Montes Claros, no período de 1982 a 2002, tendo como referência uma análise da relação que pode ser estabelecida entre saúde e espaço urbano. Nessa linha de raciocínio, busca-se compreensão das transformações territoriais recentes que estão ocorrendo na área urbana de Montes Claros. AMORIM FILHO, Oswaldo B. Cidades médias e organização do espaço no Brasil. Revista Geografia e Ensino. Belo Horizonte: n.5, p. 5-34, jun. 1984. ANDRADE, Thompson A.; SERRA, Rodrigo. V. (Org.) Cidades Médias Brasileiras. Rio de Janeiro: IPEA, 2001. BOUSQUAT, Aylene. Para a incorporação do espaço no estudo da saúde. Tese de Doutorado, São Paulo: Departamento de Medicina Preventiva – FMUSP, 2000. BOUSQUAT, Aylene; NASCIMENTO, Vânia. B. do. A metrópole paulista e a saúde. São Paulo em Perspectiva. v.15, n.1, p. 112-120, jan/jul. 2001. CARVALHO, A. P. A. Meio Ambiente e Saúde no município de Salvador. Tese de doutorado. Rio Claro: IGCE – UNESP, 1997. COSTA, M. C. L. A cidade e o pensamento médico: uma leitura do espaço urbano. Mercator, Fortaleza. ano I, n.1, p. 61-69, 2002. FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Mapa do fim da fome metas sociais contra a miséria nos municípios mineiros. Belo Horizonte: CPS/FGV, 2001. GUIMARÃES, Raul B. Saúde urbana: velho tema, novas questões. Terra Livre. São Paulo, n.17, p. 155-170, 2º semestre/2001. HOGAN, D. J. Migração, ambiente e saúde nas cidades brasileiras. In. HOGAN, D. J.; VIEIRA, P. F. Dilemas socioambientais e desenvolvimento sustentável. Campinas: UNICAMP, 1995. PEREIRA, Anete. M. Problemas e tendências da urbanização em cidades médias: o caso de Montes Claros. II Simpósio Regional de Geografia – Perspectivas para o cerrado no século XXI. Anais... Uberlândia: UFU, 2003. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec,1996. ______. A cidade nos países subdesenvolvidos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965. ______. Espaço e método. São Paulo: Nobel, 1985. SANTOS, Milton; SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001. RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo:Atual, 1993. REZENDE, V. Planejamento urbano e ideologia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1982. SCHVASBERG, Benny. Tendências e problemas da urbanização contemporânea no Brasil. CASTRIOTA, L.B.(org.) Urbanização Brasileira: Redescobertas. Belo Horizonte: C/Arte, 2003. SINGER, Paul. O uso do solo urbano na economia capitalista. In: MARICATO, E. A produção capitalista de casa e (da cidade) no Brasil industrial. São Paulo: Alpha-Omega, 1979. p. 21-36. SPOSITO. M. E. B. A urbanização da sociedade: reflexões para um debate sobre as novas formas espaciais. In: DAMIANI, A. L. et al.(orgs) O espaço no fim de século: a nova raridade. São Paulo: Contexto, 1999. TELEMIG. Lista telefônica de Montes Claros – 1982. Páginas amarelas. TELEMAR. Lista telefônica de Montes Claros e Norte de Minas - 2002. Páginas amarelas. UNGLERT, C.V. e S. Territorialização em sistemas de saúde. In MENDES, E. In: Distrito Sanitário: o processo social de mudanças das práticas sanitárias do SUS. São Paulo: Hucitec/Abrasco, 1999. Ministério da Saúde - Brasil
1002 cerrados v. 2 n. 01 (2004): Revista Cerrados (versão impressa) Norte de Minas: espaço geográfico e entropia social João Roberto de Oliveira; Espaço; Entropia Social; Política; Educação; Consciência. Tornar possível uma reflexão acerca dos resultados do “progresso” nos espaços geográficos da região norte-mineira é a proposta deste artigo, uma proposta simples que envolve o cotidiano das cidades e dos campos abertos à produção agrícola onde a chuva descansa no além e o sol ilumina a paradoxal realidade socioeconômica que se assenta na miséria de muitos e na riqueza de poucos. Tece considerações numa perspectiva éticofilosófica pretendendo uma “consciência social e política” voltada para a possibilidade de uma alteridade existencial, transformadora e libertadora do ser humano, enquanto natureza racional.
1003 cerrados v. 2 n. 01 (2004): Revista Cerrados (versão impressa) Cerrado: as fitofisionomias e a inter-relação com as populações tradicionais Valney Dias Rigonato;Maria Geralda de Almeida; cerrado; populações tradicionais; uso de plantas nativas; etnobotânica. Este trabalho busca entender as singularidades dos usos das espécies nativas, a partir do conhecimento e inter-relações que as populações tradicionais têm com as fitofisionomias do cerrado: Cerradão, Cerrado Rupestre de Altitude, Cerrado stricto sensu Campo Limpo, Mata Galeria, Mata Ciliar e Veredas. O estudo, respaldado na geografia cultural e etnobotânica, foi realizado com as populações tradicionais do Norte Goiano. Em suas comunidades, a organização do trabalho realiza-se pela agricultura de subsistência e pelo extrativismo, sendo que as populações tradicionais estabelecem formas de uso diferenciados das espécies nativas, de acordo com as fitofisionomias. AB’SABER, A.N. Espaços ocupados pela expansão dos climas secos na América do Sul, por ocasião dos períodos glaciais quaternários. Paleoclimas, São Paulo, v.3, 1997. ALBUQUERQUE, U. P. Introdução à etnobotânica. Recife: Bagaço, 2002. ALMEIDA, M. G. Cultura Ecológica. In: SALES, V. C. (Org.). Ecossistemas brasileiros: manejo e conservação. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2003. ALMEIDA, M. G.; VARGAS, M. A. M. A dimensão cultural do sertão sergipano. In: DINIZ, J. A. F.; FRANÇA, V. L. A. Capítulos da geografia nordestina. Aracaju: NPGEO/UFS, 1998. p. 469-487. CLAVAL, P. As Abordagens da Geografia Cultural. In: CASTRO, E. I.; GOMES, P. C. C. da.; CORRÊA, R. L. (Org.). Explorações Geográficas - percursos no fim do século. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997. p. 89-117. ______. A geografia cultural: o estado da arte. In: ROSENDAHL, Z.; CORRÊA, R.L. (Org.). Manifestações da Cultura no Espaço. Rio de Janeiro: UERJ, 1999. p. 59-97. DIEGUES, A. C. S. O mito moderno da natureza intocada. São Paulo: Hucitec, 1996. FERNANDES, A. Fitogeografia brasileira. Fortaleza: Multigraf, 2000. FERREIRA, H. D.; SUARES, N. O. Levantamento de plantas úteis do Cerrado utilizadas pelas comunidades tradicionais dos Municípios de Alto Paraíso, Colinas do Sul e Cavalcante. Relatório Final da Pesquisa “Conhecimento popular e uso das espécies nativas pelos pequenos agricultores do Cerrado”. Goiânia: IESA/UFG, 2002-2003. IBGE, ESTUART – Base de dados Geodigitalizados. CD Rom, 2002. NASCIMENTO, I. V. Cerrado: o fogo como agente ecológico. Instituto do Trópico Subúmido UCG, 2001. NAVES, R. V.; CHAVES, L. J. Uso e conservação de espécies frutíferas do Cerrado. Jornal Gazeta Technológica, maio/ 2001. PIRES, M. O.; SANTOS, I. M. (Orgs.) REDE CERRADO – Construindo o Cerrado Sustentável. Experiências e Contribuições das ONG’s. Brasília: Gráfica Nacional, 2000. RIBEIRO, J. F.; WALTER, B. M. T. Fitofisionomias do Bioma Cerrado. In: SANO, S. M.; ALMEIDA, S. P. Cerrado: ambiente e flora. Planaltina: EMBRAPA-CPAC, 1998. RIZZINI, C. T. Tratado de fitogeografia do Brasil: aspectos ecológicos, sociológicos e florísticos. Âmbito Cultural, 1997. SAUER, C. O. A morfologia da Paisagem. In: ROSENDAHL, Z.; CORRÊA, R. L. (Org.). Paisagem, tempo e cultura. Rio de Janeiro: UERJ, 1963. p. 12-74.
1004 cerrados v. 2 n. 01 (2004): Revista Cerrados (versão impressa) Degradação das veredas do Sertão das Gerais: breves considerações Antônio Maurílio Alencar Feitosa;Janete Aparecida Gomes Zuba;Tarcísio Lopes Lessa; Veredas; Sistemas; Equilíbrio; Educação Ambiental, Impacto Ambiental. O propósito deste artigo é evidenciar a importância das veredas para o equilíbrio do bioma cerrado e suas coleções d’água. Ele se torna necessário diante da situação de extrema degradação do ambiente físico e social que vem ocorrendo na maioria das veredas dos cerrados brasileiros. Retrata ainda a necessidade de uma educação ambiental, visando à preservação das veredas. AB’ SABER, N. A Organização natural das paisagens inter e subtropicais brasileiras. Anais do III Simpósio sobre o Cerrado. EDUSP/Edgard Bücher, 1973. ALMEIDA, S. P.; PROENÇA C. E. B.; SANO, S. M.; RIBEIRO, J. F. Cerrado: Espécies vegetais úteis. Embrapa – CPAC, 1998. P. 238 a 242. BARBOSA, G. V. Relevo. IN: Diagnóstico da Economia Mineira – O espaço natural. V. 2, BADEM. Estado de Minas Gerais. Belo Horizonte, 1967. BOAVENTURA, R. S. Contribuição aos estudos sobre a evolução das veredas. Belo Horizonte: CETEC, 1978. BRANDÃO, Mitzi. Cerrado. IN: MENDONÇA, M. P.; LINS, L. V. Lista vermelha das espécies ameaçadas de extinção da flora de Minas Gerais. 2000, p. 55 - 63. BRITO, Francisco A.; CÂMARA, J. B. D. . Democratização e gestão ambiental: em busca do desenvolvimento sustentável. Petrópolis: Vozes, 1998. CARNEIRO, Marina de F. B. Região Norte de Minas: caracterização geográfica e a organização espacial – breves considerações. Revista Cerrados, V.1, N.1, (2003). Montes Claros: Unimontes, 2003. CHAGAS, Ivo das. Problemas Ambientais no Cerrado Norte Mineiro. In: Semana do meio ambiente, 2003, Montes Claros. Conferência..., CCH - Uimontes. Montes Claros: Unimontes, 2003. CHAGAS, Ivo das. Estrutura e Funcionamento do Bioma Cerrado. Caderno geográfico. Vol.3, Ano III, Montes Claros: Unimontes, 1999. CHRISTOFOLETTI. Geomorfologia fluvial. São Paulo: Edgard Blücher, 1974. CUNHA, S. B. da; GUERRA, A. J. T. Avaliação e perícia ambiental. São Paulo: Hucitec, 2002. p. 17-75. DIAS, Genebaldo F. Ecopercepção: um resultado didático dos desafios socioambientais. São Paulo: Gaia, 2004. ______. Educação ambiental: princípios e práticas. 8. ed. São Paulo: Gaia, 2003. ______. Pegada ecológica e sustentabilidade humana. São Paulo: Gaia, 2002. DIARTE, Maria G. D.; TEODORO, S. H. (orgs). Dilemas do Cerrado, entre o ecologicamente (in)correto e socialmente (in) justo. Rio de Janeiro: Garamond, 2002. FERRI, M. G. Contribuição ao conhecimento da Ecologia do Cerrado e da Caatinga. BOL. FAC. FIL. CI. Letr. 195, Botânica, 1955. LIMA, Samuel do C. As veredas do Ribeirão Panga no Triângulo Mineiro e a evolução das paisagens. 1996, 260f. Tese. (Doutorado em Geografia Física) Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, São Paulo. MELO, Dirce R. As veredas nos planaltos do Noroeste Mineiro: caracterização pedológicas e os aspectos morfológicos e Evolutivos. Dissertação (Mestrado em Geografia Física), Universidade Estadual Paulista. 1992. MINAS GERAIS, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Fundação Estadual do Meio Ambiente, 1997. OLIVEIRA, Marcos F. M. de. et al. Formação Social e Econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Unimontes, 2000. 429p. PAULA, João A. de. Raízes da Modernidade em Minas Gerais. Belo Horizonte: Autêntica , 2000. 156p. (Coleção Historial, 8) RIZZINI. C. T. Tratado de Fitogeografia do Brasil. Aspectos Sociológicos e Florísticos. V. 2. São Paulo: HUCITEC/EDUSP, 1979. ROSA, João G. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986, 538p. ROSS, Jurandir L. S. (org). Geografia do Brasil. 4ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001. (Didática: 3). SANTOS, Gilmar R. dos (org). Trabalho, Cultura e Sociedade no Norte / Nordeste de Minas: Considerações a partir das Ciências Sociais. Montes Claros: Best Comunicação e Marketing, 1997, 22p.
1005 cerrados v. 2 n. 01 (2004): Revista Cerrados (versão impressa) Uma contribuição à valoração socioeconômica dos recursos ambientais Ailton Mota de Carvalho;Maria Eugênia Ferreira Totti; valoração ambiental Calcular com exatidão o valor de um beneficio ou de um dano ambiental é difícil, considerando que não existem valores de mercado para esses bens, o que confere à tarefa grande dose de subjetividade, como mostram os vários métodos já conhecidos. Nesse sentido, esse trabalho contribui com os estudos de valoração socioeconômica dos recursos naturais, enfatizando a necessidade de incorporar variáveis sociais ao processo no sentido de estabelecer modelos mais maleáveis, que possam ser adaptados a situações específicas. ARROW, Kenneth, et. al. Report of the NOAA panel on contingent valuation. january 11, 1993. CETESB- Proposta de critério para valoração monetária de danos causados por derrames de petróleo ou de seus derivados no ambiente marinho. São Paulo, 1992. DOSI, Cesare. Environmental values, valuation methods, and natural disaster damage assessment. CEPAL, Serie Médio ambiente y desarrollo. no. 37, Santiago, june 2001. EUSTÁCHIO, José A. V.; TÁVORA JUNIOR, J. L. Metodologias de avaliação de ativos ambientais: uma comparação entre as medidas. . MAY, Peter H., et. al. Valoração Econômica da Biodiversidade no Brasil: Revisão da Literatura. Sem data. MORETTI, Edvaldo C., et. al. Diagnóstico socioeconômico e Energético dos municípios cortados pelo ramal gasoduto Campo Grande-Dourados e da Microrregião de Dourados. Dourados: UEMS, julho 2002. MOTTA, Ronaldo S. Manual para valoração econômica de recursos ambientais. Ministério do Meio Ambiente dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, Brasília,1998. PETROBRÁS. Relatório Estado da Arte da valoração ambiental. Referência WO A226/01.00, Junho, 2001. SEKIGUCHI, Celso. Valoração econômica e contabilidade ambiental na perspectiva de diversos atores sociais; uma análise crítica. Sem data. SEMADS, PETROBRAS, ISER. Avaliação Econômica das comunidades atingidas e percepção dos danos nas áreas de manguesal e Ilha de Paquetá. Relatório Técnico Final. S/data.
1006 cerrados v. 2 n. 01 (2004): Revista Cerrados (versão impressa) A perspectiva ambiental sustentada por saberes geográficos Jussara Maria de Carvalho Guimarães; Geografia; saberes geográficos; meio ambiente; percepção. Propomo-nos, neste artigo, a apresentar algumas perspectivas sobre a questão ambiental, instaladas na disciplina Geografia, e suas contribuições para os desafios dos novos tempos. Sabemos que o debate sobre as questões ambientais, nas tendências atuais, têm motivado análises e discussões sobre o futuro do planeta, ameaçado pela produção e reprodução em que a natureza tornou-se mercadoria. Nesses debates, todas as ciências estão presentes e, particularmente, a Geografia, por ser aquela que mantem um estreito vínculo com o meio ambiente e uma das mais importantes dimensões da problemática ambiental – o espaço. Este artigo descreve, ainda, a crise ambiental surgida a partir do século XIX, passando pelo pensamento cartesiano e aproximando-se de um pensar sistêmico. Retrata, também, a função da Geografia frente às questões propostas, apresentando as perspectivas ambientais, incluindo a Geografia Médica ou da Saúde. Apresenta, ainda, a importância da percepção do ambiente pela Geografia. ARENDT, H. A Condição Humana. Rio de Janeiro: Forence Universitária, 1997. p. 11. BRASIL, MEC . Parâmetros Curriculares Nacionais. Geografia 5ª a 8ª séries, Brasília/ DF, 1998. p. 19. CAPRA, F. A. Teia da vida. São Paulo: Cultrix, 1996. p. 41. ______. O ponto de mutação: a ciência, a sociedade e a cultura emergente. São Paulo: Cultrix, 1987. CARVALHO, A. P. A. Meio ambiente e saúde no município de Salvador. Tese de Doutorado. IGCE – UNESP. Rio Claro, 1997. p. 7. CASTELLS, Manuel. A era informacional: economia, sociedade e cultura. Paz e Terra, 1998. p. 48. CLAVAL, Paul. A geografia cultural. Florianópolis: UFSC, 1999. p. 33-55. CUNHA, Sandra B.; GUERRA, A. J. T. A questão ambiental – diferentes abordagens. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. FERREIRA, B. W. et al. Psicologia Pedagógica. Porto Alegre: Sulina, 1997. p. 41. LAGOSTE, Yves. Liquidar a geografia, liquidar a idéia nacional. In: VESENTINI, J. W. (Org.). Geografia e Ensino: Textos críticos. Campinas: Papirus, 1989, p. 69. MENDONÇA, Francisco; KOZEL, Salete (Org.). Elementos de epistemologia da geografia contemporânea. Curitiba: UFPR, 2002. p. 48 a 169. MERLEAU, Ponty M. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1994. MESQUITA, O. V.; SILVA, S. T. (Org). Geografia e questão ambiental. In: AJARA, César. A abordagem geográfica: suas possibilidades no tratamento da questão ambiental. Rio de Janeiro: IBGE, 1993. p. 11. ______. In: MELLO, J. B. F. A humanização da natureza – uma odisséia para a (re)conquista do paraíso. 1993, p. 32. MORAES, A. C. R. Geografia – pequena história crítica. 17. ed. São Paulo: HUCITEC, 1999. p. 47. MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita-repensar a reforma reformar o pensamento. 8. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. p. 51, 74, 144. NOVAES, Washington. A década do impasse – da Rio 92 a Rio + 10. São Paulo: Estação Liberdade: Instituto Socioambiental, 2002. OLIVEIRA, Lívia de. Percepção ambiental e comportamento. São Paulo: IPSIS gráfica e editora S/A, 1997. PARAGUASSU, Chaves C. A geografia médica ou da saúde: espaço e doença na Amazônia Ocidental. Porto Velho: EDUFRO, 2001. p. 34. SANTOS, Milton. Por uma geografia nova. 3. ed. São Paulo: Hucitec, 1986. p. 81. ______. Saúde e ambiente no processo de desenvolvimento. São Paulo: USP, 2000. In: Conferência magna – I Seminário Nacional Saúde e Meio Ambiente no Processo de Desenvolvimento, 12/07/2000. p. 174. ______. Por uma outra globalização. São Paulo: Record, 2000. p.174. TRIGUEIRO, André (Coord.). Meio ambiente no século 21. Rio de Janeiro: Sextante, 2003. TUAN, Y. F. Topofilia – um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. São Paulo: DIFEL, 1980. p. 6. ______. Espaço e lugar. São Paulo: Difel, 1983. VESENTINI, José W. Geografia e ensino: textos críticos. Papirus, 1989, p. 218. VLACH, Vânia R. F. Sociedade moderna, educação e ensino de geografia. In: VEIGA, Ilma P. A.; CARDOSO, M. H. F. (Org). Escola fundamental: currículo e ensino. Campinas: Papirus, 1991, p. 179.
1007 cerrados v. 2 n. 01 (2004): Revista Cerrados (versão impressa) Sociedade e sua relação com a natureza no município de Claro dos Poções Ana Ivânia Alves Fonseca; Município; Agricultura; Pecuária; Meio Ambiente; Cerrado; Espaço Geográfico. Este trabalho discute aspectos do espaço geográfico do município de Claro dos Poções, situado ao Norte de Minas Gerais, em uma das regiões mais carentes do país – que se encontra, neste limiar de século, com considerável estagnação econômica. Sua economia de base agrária é, na grande maioria, de subsistência, encontrando, em poucas fazendas, técnicas avançadas de mecanização. No tocante à área física, o município localiza-se numa região de transição do cerrado para a caatinga, o arcabouço que, proporcionado pela geologia, gera formas de beleza incontestável. Ao final do trabalho conclui-se que, apesar da adversidade da região, o povo claro-pocense vem buscando, no dia-a-dia, alternativa para a melhoria da qualidade de vida. AB’ Saber. Domínios morfoclimáticos e províncias fitogeográficas no Brasil. orientação, 3:45-58. 1967. ALVES, Rubens A. Conversa com quem Gosta de Ensinar. São Paulo: Cortez, 1981. ALVES, Schirley C. A Água Como Elemento Fundamental da Paisagem em Microbacias. Informe Agropecuário. v. 21 n. 207. EPAMIG, nov/dez. 2000. AMORIM, Osvaldo B. Percepção Ambiental; a experiência brasileira. Vicente Del Rio Oliveira (Org). 2. ed. São Paulo: Studio Nobel, 1999. ARAÚJO, Marcos A. R. Conservação da Biodiversidade em Minas Gerais: em busca de uma estratégia para o século XXI. Belo Horizonte: Unicentro Newton Paiva, 2000. (Coleção Minas XXI) BRANCO, Samuel M. Água-Origem, uso e Preservação. 9. ed. São Paulo: Moderna, 1993. CHAGAS, Ivo das. Estrutura e Funcionamento do Bioma Cerrado. Caderno Geográfico. Vol 3, Ano III. Montes Claros: Imprensa Universitária, 1999. CHRISTOFOLETTI, Antônio. Geomorfologia. 2. ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1980. CUNHA, Sandra B.; GUERRA, Antônio J. T. (Organizador). Avaliação e Perícia Ambiental. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. DAYRELL, Carlos A. Geraizeiros e biodiversidade no Norte de Minas Gerais: a contribuição da agroecologia e da etnoecologia nos estudos dos agroecossistema tradicionais. Dissertação de Mestrado. La Rábida: Universidade Internacional de AndaLúcia, 1998. FJP – Fundação João Pinheiro. Análise e Conjuntura. Belo Horizonte; 1974. GONÇALVES, Carlos W. P. Os (Des)caminhos do Meio Ambiente. São Paulo: Contexto, 1989. GUERRA, Antônio T. Dicionário - Geológico-Geomorfológico. 8. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 1993. IBGE – Geografia do Brasil, v. 3. Região Sudeste. Rio de Janeiro, 1977. SETTI, Arnaldo A. A necessidade do uso sustentável dos recursos hídricos. Brasília: IBAMA, 1994. LORENZI, Harri. Árvores Brasileira: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Nativas do Brasil/ Nova Odessa. São Paulo: Plantarum, 1992. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Planejamento Geral – SEPLAM. Perfil sócioeconômico das Regiões de Planejamento. vol. X. Belo Horizonte: Cedeplar, UFMG, 1990. PLANVASF. Plano diretor para o desenvolvimento do vale do São Francisco Relatório Final. Brasília, 1989. RIBEIRO, Antônio G. et al. Agricultura, Meio Ambiente e Sustentabilidade do Cerrado Brasileiro. Shigeo shiki, José Graziano da Silva e Antônio César Ortega (Organizadores). Uberlândia: 1997. ROSS, Jurandyr L. S. (org) Geografia do Brasil. 4. ed. São Paulo: USP, 2001. SAINT-HILAIRE, Auguste de. Viagens pelas Províncias do Rio e Minas Gerais. Trad. Vivaldi Moreira. Belo Horizonte: Itatiaia, 1975. SILVA, Carlos E. M. Cerrado e Camponeses no Norte de Minas: um estudo sobre a sustentabilidade dos ecossistemas e das populações sertanejas. Belo Horizonte: UFMG, 1999.
1008 cerrados v. 2 n. 01 (2004): Revista Cerrados (versão impressa) Pichadores de rua, territorialidades urbanas em conflito: territórios (in)visíveis de Goiânia José Renato Masson; pichação; território; territorialidade; identidade. Os pichadores buscam introduzir na paisagem urbana, principalmente das médias e grandes cidades, suas pichações que anseiam demarcar territórios, agredir a paisagem urbana e provocar os grupos rivais. As pichações não podem ser entendidas, apenas, como atos de vandalismo, elas procuram se fazer presentes no cotidiano da cidade, representando e (res) significando a paisagem. Movimento surgido nos guetos urbanos do Bronx, nos EUA, disseminou-se pelo mundo, existindo, em Goiânia, diversas “galeras” que podem ser categorizadas em dois tipos. No primeiro, membros de torcidas organizadas se rivalizam pela metrópole, assinando a siglas TEV (Torcida Esquadrão Vilanovense) e FJG (Força Jovem do Goiás). No segundo, os grupos de Bairro, como MGC (Moleques Grafiteiros do Criméia), BF (Bairro Feliz), UPS (União dos Pichadores Skatistas), etc. Esses grupos buscam demarcar e consolidar o território frente aos adversários, exercendo territorialidade sobre uma área. Ao mesmo tempo, constituem uma identidade própria que procuram insubmeter e contrapor os ditames convencionais do urbano. A Geografia não pode abster-se da compreensão desse fenômeno, pois sua compreensão envolve diretamente categorias de análise geográfica, como o território, territorialidades e identidade. ALMEIDA, Maria G. de. Territórios identitários e alteridade socioespacial. In: Dimensões históricas da relação entre espaço e cultura. União Geográfica Internacional, Comissão sobre o enfoque cultural na Geografia. Rio de Janeiro, 2003. CAETANO, Kati. Das linquagens secretas aos segredos das linguagens. In: Arte e Cultura da América Latina. Volume VIII, n. 1 (1º semestre de 2002). CAPEL, Horacio. Filosofia y ciencia em la Geografia contemporánea. Barcelona: Barcanova, 1981. CARLOS, Ana F. A. A “margem” está no centro. In: CASTRO, Iná E. de (Org.); MIRANDA, Mariana (Org.); EGLER, Cláudio A. G. (Org.). Redescobrindo o Brasil: 500 anos depois. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. CLAVAL, Paul. A Geografia Cultural. Florianópolis: UFSC, 2001. GOMES, Paulo C. da C. Geografia e modernidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996. GITAHY, Celso. O que é grafiti. São Paulo: Brasiliense, 1999. HISSA, Cássio E. V. A mobilidade das fronteiras: inserções da geografia na crise da modernidade. Belo Horizonte: UFMG, 2002. LARA, Arthur H. Grafite: arte urbana em movimento. 1996 (tese de mestrado: Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo). http:/www.artgaragem.com.br. DAMATTA, Roberto. A casa & a rua. Rio de Janeiro: Rocco, 1997. RAFFESTIN, Claude. Por uma Geografia do poder. São Paulo: Editora Ática, 1993. SILVA, Jan C. da. O conceito de território na Geografia e a territorialidade da prostituição. In: ANGELO, Miguel. Território e prostituição na metrópole carioca. São João de Meriti: Ed. Ecomuseu fluminense, 2002. SILVA, Marinélia S. da; TRINCHÃO, Gláucia M. C. Pichação, outro desenho na cidade. Universidade Estadual Feira de Santana. htpp: /departamentos.unican.es/digteg/ingegraf/cd/ SOUZA, Marcelo J. L. de. O território: sobre espaço e poder, autonomia e desenvolvimento. In: CASTRO, Iná E. de; GOMES, Paulo C. da C.; CORRÊA, Roberto L. Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
1009 cerrados v. 1 n. 01 (2003): Revista Cerrados (versão impressa) Editorial & Expediente Marina de Fátima Brandão Carneiro; Não aplica
1010 cerrados v. 1 n. 01 (2003): Revista Cerrados (versão impressa) Entrevista: Prof. Manuel Correia de Andrade Anete Marília Pereira;Marina de Fátima Brandão Carneiro; ENTREVISTA: PROF. MANUEL CORREIA DE ANDRADE
1011 cerrados v. 1 n. 01 (2003): Revista Cerrados (versão impressa) Geografia Escolar: entre o estado-nação e a globalização Tadeu Pereira Alencar Arrais; Geografia Escolar, Globalização, Estado-Nação. O presente texto tem por objetivo discutir sobre as relações que podem ser estabelecidas entre o discurso geográfico escolar e a produção do espaço, a partir de uma análise entre a Geografia, o Estado-Nação e a Globalização. Nessa linha de pensamento, busca-se refletir sobre o papel da Geografia no momento atual. CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas – o imaginário da república no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. CHAUÍ, Marilena. Brasil – mito fundador e sociedade autoritária. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2000. ESCOLAR, Marcelo. Crítica do discurso geográfico. São Paulo: Hucitec, 1996. FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Edições Loyola, 1996. ______. Vigiar e punir. 16.ed. Petrópolis, RJ.: Vozes, 1997. GIDDENS, Anthony. As conseqüências da modernidade. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1991. GOMES, Paulo César da Costa. Geografia e modernidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996. GREGORY, Derek. Teoria social e geografia humana. In.: GREGORY, Derek et al. Geografia humana: sociedade, espaço e ciência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1996. HAESBAERT, Rogério. Globalização e fragmentação no mundo contemporâneo. In. Haesbaert, Rogério (Org.). Globalização e fragmentação no mundo contemporâneo. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 1998. IANNI, Octavio. A sociedade global. 8. ed. São Paulo: Civilização Brasileira, 1999. LACOSTE, Yves. Liquidar a geografia – liquidar a idéia nacional. In: VESENTINI, José William. Geografia e ensino: textos críticos. Campinas, SP : Papirus, 1989. ______. A geografia, isso serve em primeiro lugar para fazer a guerra. São Paulo: Papirus, 1998. MAGNOLI, Demétrio. O corpo da pátria – imaginação geográfica e política externa no Brasil (1808 – 1912). São Paulo: Editora da Unesp / Moderna, 1997. MORAES, Antônio Carlos Robert. A gênese da geografia moderna. São Paulo: Hucitec, 1989. ______. Ideologias geográficas. 3. ed. São Paulo: Hucitec, 1996. ORTIZ, Renato. Cultura, modernidade e identidades. In.: SCARLATO, Francisco Capuano e outros. O novo mapa do mundo: globalização e espaço latino-americano. 2a. ed.: São Paulo: Hucitec, ANPUR, 1994. ______. Um outro território – ensaios sobre a mundialização. São Paulo: Olho D’água, 1999. ______. Mundialização e cultura. São Paulo: Brasiliense, 2000. PEREIRA, Raquel Maria F. do Amaral. Da geografia que se ensina à gênese da geografia moderna. 2. Ed. Florianópolis: Editora da UFSC, 1993. SAID, Edward. Orientalismo – o oriente como invenção do ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. SANDES, Noé Freire. A invenção da nação – entre a monarquia e a república. Goiânia: Ed. da UFG, 2000. SANTOS, Milton. A natureza do espaço – técnica e tempo / razão e emoção. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 1997. ______. Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000. VIANA, Nildo. Sobre as ciências sociais. In.: Estudos. Goiânia: V. 27, N° 04, out. dez. 2000. VLACH, Vânia. Geografia em construção. Belo Horizonte: Editora Lê, 1994.
1012 cerrados v. 1 n. 01 (2003): Revista Cerrados (versão impressa) A aplicação de um recurso metodológico no processo de construção do conhecimento em Educação Ambiental Maria Ivete Soares de Almeida; Geografia, Meio Ambiente, Educação. Neste artigo pretende-se relatar a experiência da utilização de um recurso metodológico em aulas de geografia, no ensino de educação ambiental, considerando que toda educação é sempre ambiental. Para isso, buscou-se antes de mais nada a construção do conhecimento a partir de um olhar de globalidade, através do desenvolvimento de atividades junto ao meio ambiente escolar.
1013 cerrados v. 1 n. 01 (2003): Revista Cerrados (versão impressa) Meio ambiente no contexto da globalização Anete Marília Pereira; Meio ambiente, globalização, política Partindo de uma perspectiva que entende a crise ambiental contemporânea intrinsecamente ligada ao campo da política e economia mundiais, este estudo traz uma análise das tendências que vem surgindo na tentativa de solucioná-la, deslocando entre a idéia de governabilidade global, passando pela cooperação internacional até a gestão local. Apresenta ainda, algumas considerações concernentes às relações que se estabelecem entre os diversos atores (Estado-Nação, ONGs, agências bilaterais e multilaterais, mercado, dentre outros) que interagem condicionando a gestão ambiental em todas as esferas e níveis do poder.
1014 cerrados v. 1 n. 01 (2003): Revista Cerrados (versão impressa) Reflexões sobre a auto-sustentabilidade em condições de pobreza Ailton Mota de Carvalho; Sustentabilidade, Pobreza, Desenvolvimento. O discurso do “desenvolvimento sustentável”, ou do crescimento com sustentabilidade. aparece sempre revestido de uma grande carga emocional e de subjetividade, o que significa dizer que existem várias formas de conceituar o tema. Enquanto mera filosofia pode-se pensar num ideal de harmonia entre o almejado crescimento econômico e a preservação na natureza. Porém, na prática, o conflito é mais verdadeiro que a conciliação e, tanto é assim, que provocou a existência do debate e, mais, a institucionalização deste debate nos mais altos foros internacionais. É preciso caminhar entre o sonho e a realidade e relativizar esta discussão, principalmente no que se refere à situação dos países e regiões mais pobres do mundo, nos quais as opções de vida são poucas, para não dramatizar muito. Para as populações destes lugares pobres, é incompreensível que suas atividades tradicionais, em grande parte vinculadas à exploração da natureza (pesca, coleta, agricultura, pastoreio) sejam consideradas agressivas à natureza. A compatibilidade (im)possível entre desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente em situações de extrema pobreza são o objeto de análise exploratória deste texto. BECKER, Bertha K. A Geopolítica na virada do milênio: logística e desenvolvimento sustentável. In: Geografia: Conceitos e Temas.CASTRO, Iná Elias; GOMES, Paulo César C.; e Corrêa (organiz.) Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,1995. BEZERRA, Maria Lucila & ARAÚJO, Tânia Bacelar. Experiência Recente em Planejamento Regional: Os casos das Associações de Municípios do Setentrião e do Oeste do Paraná. Governo do Paraná, Paranacidade. Curitiba, 1999. BICALHO, Ana Maria de S.M & HOEFLA, Scott Wiliian. Nature´s Metropolis e a Ecologia Política. Anuário do Instituto de Geociências, UFRJ, V.19- 1996, p.115-122. BUARQUE, Sérgio C. Metodologia de planejamento do desenvolvimento sustentável. Recife: IICA, 1995 (mediu.). Publicado pelo IICA como Desarrollo Sostenible- Metodologia de Planeamiento - Experiências del Nordeste de Brasil. San José da Costa Rica: BMZ7GTZ-IICA,1997. ______. Metodologia de planejamento do desenvolvimento local e municipal sustentável. Recife: INCRA:IICA, 1997 CÁRDENAS, Carlos Verdaguer V. De la sostenibilidad a los ecobarrios. Madrid, noviembre de 2000, 12 p. DELGADO, Jaime Ornelas. Es el desarrollo sustentable una opción viable? Revista Ciudades, no 34, abril-junio de 1997, RNIU, Puebla, México, p. 56-63. DIEGUES, Antonio Carlos S. Populações Tradicionais em unidades de Conservação: O mito moderno da natureza intocada. In: As Ciências Sociais e a questão ambiental rumo à interdisciplinaridade. VIEIRA, Paulo Freire & Maimon Dália. APED Editora, Universidade Federal do Pará/NAEA, 1993, p. 217-248 FRANCO, Augusto de. Por qué precisamos de um desarrollo local integrado y sostenible? Revista Instituciones y Desarrollo, no. 6, PNUD. Tirado da Internet: . HERCULANO, Selene. Como passar do insuportável ao sofrível. Tempo e Presença, CEDI, jan/fev ano 14, 1992. JARA, Carlos Julio - A sustentabilidade do desenvolvimento local - Desafios de um processo em construção. IICA-Prorural, Recife, 1998. LEFF, Enrique. La capitalizacion de la naturaleza y las estrategias fatales del crecimiento insostenible. Red Latino Americana y Caribeña de Ecologia Social, tirado de internet; . MAIMON, Dália - A economia e a Problemática Ambiental, in Vieira, Paulo Freire e Maimon Dália - As ciências Sociais e a questão ambiental - Rumo à Interdisciplinaridade- AOED. Belém: Editora-Universidade Federal do Pará, 1993, p. 45-78. NOSSO FUTURO COMUM. Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getulio Vargas, 1988. O que o brasileiro pensa do meio ambiente, do desenvolvimento e da sustentabilidade. Tirado da internet: . TORAL, Alfonso Monardes. Compatibilidad Entre Economia y Medio Ambiente. tirado da internet: .
1015 cerrados v. 1 n. 01 (2003): Revista Cerrados (versão impressa) Região Norte de Minas: caracterização geográfica e a organização espacial – breves considerações Marina de Fátima Brandão Carneiro; Região, Espaço geográfico, Desenvolvimento, Modernização, Organização espacial. Este trabalho trata da localização e dos aspectos físicos da região Norte de Minas Gerais e das transformações ocorridas neste espaço, principalmente a partir dos anos 60, devido ao processo desenvolvimentista e modernizador, implementado através da sua inserção na área de atuação da SUDENE, bem como das conseqüências mais marcantes na organização do espaço regional. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO/IPEA – INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Condições de Vida nas Regiões de Planejamento de Minas Gerais 1970, 1980 e 1991. Belo Horizonte, 1996. GRUPO DE ESTUDOS E AÇÃO AMBIENTAL.Grande Sertão: Veredas e seus ecossistemas. Montes Claros: GEA, 1991 (mimeo). GERVAISE, Yves. A Transformação Agrária do Nordeste Meridional (Norte de Minas Gerais). Belo Horizonte: UFMG/ Instituto de Geociências/ Departamento de Geografia, 1975 (Publicação Especial Nº 1). IBGE/DEPIS/DIEAD – GERÊNCIA DE ANÁLISES ESTRUTURAIS E ESPACIAIS DA POPULAÇÃO. Resultados Preliminares do Censo Demográfico 2000, Minas Gerais – 1996/2000. Rio de Janeiro: IBGE, 2000. JACOMINE, P. K. T. et al. Levantamento exploratório – reconhecimento de solos do Norte de Minas, área de atuação da SUDENE. Recife: EMBRAPA/SNLCS – SUDENE/DRN, 1979. MARTIN, André R. As Fronteiras Internas e a “Questão Regional” do Brasil. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, 1993. 271p. (Tese, Doutorado em Geografia). MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral –SEPLAN. Perfil Socioeconômico da Região de Planejamento VIII, Norte. Belo Horizonte, 1994, v. VIII. OLIVEIRA, Marcos F. M. de. O Processo de Desenvolvimento Recente de Montes Claros (MG), sob a Orientação da SUDENE (1960-1980). São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, 1996. 199 p. (Dissertação, Mestrado em História Econômica). OLIVEIRA, Marcos F. M. de, RODRIGUES, Luciene (Orgs.). Formação Social e Econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Editora Unimontes, 2000. PEREIRA, Paulo Affonso Soares. Rios, redes e regiões: a sustentabilidade a partir de um enfoque integrado dos recursos terrestres. Porto Alegre: AGE, 2000. REIS, Geraldo A. dos. Algumas considerações sobre o processo de desenvolvimento recente da Região Mineira do Nordeste. In: SANTOS, Gilmar Ribeiro dos (Org.). Trabalho, Cultura e Sociedade no Norte/Nordeste de Minas: Considerações a partir das Ciências Sociais. Montes Claros: Best Comunicação e Marketing, 1997. SANTOS, Milton. Metamorfoses do Espaço Habitado. 5. ed. São Paulo: HUCITEC, 1997. 124p. Cap. 4: Categorias Tradicionais, Categorias Atuais, p. 45-59.
1016 cerrados v. 1 n. 01 (2003): Revista Cerrados (versão impressa) La evolucion climática del Holoceno, el desarrollo de los suelos y la edad de los sedimentos en la Plataforma Basculada, Córdoba, Agentina Jorge Alberto Sanabria;Graciela Leonor Arguello; Holoceno, Optimum Climaticum, Solos, Datações. O presente trabalho tenta uma reconsideração do quadro estratigráfico atualmente vigente para o Quartenário da Província de Córdoba, Argentina, sobre a base de novas datações por termoluminescência e por ISRL e uma análise do estado de desenvolvimento do solos zonais. Ambas abordagens concordam bem, e permitem assumir que os materiais parentais haveriam tido sua fase final de deposição em torno de 6 ka, com o qual deveria se estabelecer o início do melhoramento do clima, pelo menos para área em estudo, no Holoceno médio. AGER, D.V. 1973. The nature of the Stratigraphical record.11pp. Macmillan, London. Citado em Watson, R.A. y Wright, H.E. Jr. 1980. ARGÜELLO, G.L.; SANABRIA, J. 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1017 ciranda v. 5 n. 3 (2021) NOTA EDITORAL Adriany de Ávila melo Sampaio;Alda Aparecida Vieira Moura;Dulce Pereira dos Santos;Huagner Cardoso da Silva;Rahyan de Carvalho Alves; Educação, Estágio supervisionado, Ensino básico, nota editorial A Revista Ciranda, vinculada ao Departamento de Estágios e Práticas Escolares da Unimontes, tem a satisfação de apresentar e tornar público os trabalhos de pesquisadores que atuam no ensino superior e na educação básica, onde realizam suas atividades de ensino, pesquisa e extensão em instituições públicas e em redes particulares de ensino. NOTA EDITORIAL.
1018 ciranda v. 5 n. 3 (2021) SM-LEGO: UMA FERRAMENTA COMPUTACIONAL COM RECURSOS DE ACESSIBILIDADE PARA A PRÁTICA E O ENSINO DE MÚSICA Guilherme Abel;Leila Maria Araújo Santos;Rafael Ecke Bisogno;Rogério Correa Turchetti; Tecnologia assistiva, Notação musical, Método Do Ó, Ensino de música Este trabalho propõe o uso de uma notação musical alternativa (Método Do Ó) para auxiliar no processo de ensino musical. Os resultados obtidos na aplicação de um experimento para a validação do Método Do Ó, serviram como base para o desenvolvimento de uma ferramenta computacional denominada SM-LEGO (Simple Method-LEarnig GOals). O SM-LEGO realiza a tradução de um padrão rítmico, escrito em uma partitura tradicional, para a notação do Método Do Ó, e possibilita ao usuário visualizar o resultado da tradução na interface do programa, salvar em uma nova saída de arquivo, bem como realizar a impressão de objetos 3D, denominados MusicLEGO. O SM-LEGO está sendo desenvolvido junto a uma pesquisa de mestrado, e futuramente poderá ser utilizado no ensino musical de pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (NEE), bem como ser utilizado para o ensino musical de uma maneira lúdica. Os testes realizados sobre a aplicação do método Dó Ó corroboram para o desenvolvimento final da ferramenta proposta. ALMEIDA, Sandra G. O. A inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais oriundos da educação precoce: o papel do professor como mediador desse processo Monografia. UAB/UnB-Pólo de Ceilândia. 2011. BARROS, R.M.E.; MARQUES, L.C., TAVARES, L.S.P. A importância da música para o ensino aprendizagem na educação infantil: reflexões à luz da psicologia histórico-cultural. Colóquio Luso-brasileiro de Educação (COLBEDUCA); Portugal. Braga: UDESC, UMinho e UFPA; 2018. BELLOCHIO, Cláudia Ribeiro. A educação musical nas séries iniciais do ensino fundamental: olhando e construindo junto às práticas cotidianas do professor. Tese (Doutorado). Programa de Pós Graduação em Educação. Porto Alegre: UFRGS, 2000). BONILHA, Fabiana F. G. Leitura musical nas pontas dos dedos: caminhos e desafios do ensino da musicografia Braille na perspectiva de alunos e professores. Campinas, SP: [s.n.], 2006. BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, 2007. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf. Acesso em: 19 mai. 2021. BRASIL. Lei nº 13.278, de 2 de maio de 2016. Altera o § 6o do artigo 26 da Lei no 9.394/96, referente ao ensino da arte. Diário Oficial da União, Brasília, 2016. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13278.htm >. Acesso em: 19 mai. 2021. CAMELO, Jonas R. Musicalização Inclusiva de crianças com Síndrome de Down. Brasília: Strong Edições, 2020. CONDE, Antônio J. M. Definição de cegueira e baixa visão. 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1019 ciranda v. 5 n. 3 (2021) EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXPERIÊNCIAS DE SALA DE AULA E METODOLOGIA DE ENSINO EM GEOGRAFIA Ednéa do Nascimento Carvalho;Brendo Bentes Gemarque; Ensino de Geografia, Educação Inclusiva, Ensino Remoto, Sala de Aula O presente estudo apresenta reflexões sobre a inovação na metodologia e no ensino da Geografia em relação a educação inclusiva de pessoas com deficiência mediante a relatos de experiências de sala de aula de professores no ambiente escolar e no ensino remoto, do município de Oriximiná – PA. A pesquisa resulta de uma análise bibliográfica, autores como: Preti (1996), Paulo Freire (1979), Bueno (1999), Camargo (2006; 2016), Pontuschka et al (2007) e Miranda e Mourão (2010) dialogando com temática abordado e a partir de coleta de dados de entrevistas mediatizado pelas ferramentas do Google forms e do Google Meet realizado no segundo semestre de 2020, com 3 (três) professores, sendo dois lecionando no Ensino Fundamental I e o outrem no Ensino Fundamental II. Neste sentido, a necessidade de se repensar em fazer Geografia em sala de aula recorrendo a matérias recicláveis, a objetos disponíveis de fácil acesso, de referências vivenciadas, de conhecimento empírico e cientifico mostrando um contínuo ensino aprendizagem do docente lecionado e do aprendiz em sala de aula. Ainda, o estudo aponta para questões multissensorial do educando, bem como a quebra de paradigma da percepção das pessoas com deficiência e que as práticas sejam concomitantes com as peculiares de cada indivíduo. CLAUDIA, D. et al. Professor e surdez: cruzando caminhos produzindo novos olhares. Uberlândia: EDUFU, 2009. CAMARGO, E. P. de. Inclusão e necessidade especial: compreendendo identidade e diferença por meio do ensino de física e da deficiência visual. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2016. PONTUSCHKA, N. N. Paganelli, I. T. Cacete, H. N. Para ensinar e aprender Geografia. 3.ª edição – São Paulo: Cortez, 2009. PERNAMBUCO, Ministério Público do Estado de. Educação Inclusiva: marcos legais e perspectivas de ações para implementação. Santos, D. C. C. S. Macêdo, L. E. de M. Organização: Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do Direitos Humanos à Educação - CAOP Educação; Revisão Técnica Sérgio Gadelha Souto; Colaboração: CAOP Infância e Juventude. 2. ed., rev. e atual. – Recife: Procuradoria Geral de Justiça, 2019. SILVA, Lázara Cristina da et al. Políticas e práticas de formação continuada de professores para Educação Especial: alguns olhares sobre o curso de extensão “Professores e surdez: cruzamento caminhos, produzindo novos olhares. Uberlândia: EDUFU, 2010.
1020 ciranda v. 5 n. 3 (2021) O ALUNO COM DEFICIÊNCIA NO ENSINO REGULAR NO SÉCULO XXI: INCLUSÃO OU EXCLUSÃO? Antônio Carlos Freire Sampaio;Palmira Aparecida de Andrade Souza; Aluno deficiente, ensino regular, exclusão A presente pesquisa tem por objetivo fomentar uma discussão sobre o processo de inclusão de alunos deficientes no sistema de ensino regular. Para tanto, foi utilizada pesquisa bibliográfica com base em autores que tratam da temática e pesquisa documental a partir de legislação que regem a inclusão escolar no Brasil. Neste viés, o estudo aponta que um processo de integração de cidadãos numa estrutura física, pedagógica que quase sempre não oferece condições necessárias para acolher os discentes e promover uma igualdade de oportunidade para aprendizagem efetiva. A acessibilidade no Brasil é uma questão que envolve cultura de aceitação e respeito ao direito do deficiente que precisa de recursos físicos apropriados, profissionais capacitados para lidar com cada especificidade. O que acontece é a falta compromisso e atitude do poder público para efetivar o direito de equidade de oportunidades que está na Lei conquistada - LBI - Lei Brasileira de Inclusão. Assim sendo cabe uma consciência coletiva para fazer avançar e valer o direito de igualdade, bem como muitas discussões para ajudar no assunto. BRASIL. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência - LBI. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil03.htm.Acesso em: 22 de out. de 2020. BRASIL. Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado). Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/01/21/lei-brasileira-de-inclusao-entra-em-vigor-e-beneficias. Acesso em: 05/07/2020. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil03/ /constituicao.htm. Acesso em: 22 de out. de 2020. BRASIL. Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para dispor sobre a formação dos profissionais da educação e dar outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/l6.htm. Acesso em: em: 22 de out. de 2020. BRASIL. Lei Nº 13.146, de 6 de Julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência); Decreto Legislativo nº 186, de 9 de julho de 2008 , em conformidade com o procedimento previsto no § 3º do art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil , em vigor para o Brasil, no plano jurídico externo, desde 31 de agosto de 2008, e promulgados pelo Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009 . Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_2015-201.hhtm. Acesso em: 22 de out.de 2020. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Brasília/DF: Presidência da República, 1996. LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2009. MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003. PAPA, F.; VIÉGAS, S. A. G.; ZAMOR, A. V. Inclusão: uma mudança no olhar da comunidade escolar para a construção de uma escola melhor inclusiva. In: Boas Práticas na perspectiva da Educação Especial Inclusiva. Volume I -2015. SANTOS, M. do S. dos; AURELIANO, F. E. B. S. Aspectos históricos e conceituais da educação inclusiva: uma análise da perspectiva dos professores do ensino fundamental. In: Espaço do Currículo, v.4, n.2, pp.295-309, Setembro de 2011 a Março de 2012. SASSAKI, R. K. Inclusão: o paradigma do século 21. In: Revista Inclusão. Ano I, n. 1, p. 19-23, out., 2005.
1021 ciranda v. 5 n. 3 (2021) O OLHAR DO DOCENTE SOBRE A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NOS ESPAÇOS ESCOLARES Dulce Pereira dos Santos;Miriam Cristina Soares Lino Teodoro; inclusão, escola, Educação Especial A educação inclusiva perpassa por um espaço escolar inclusivo também. Neste trabalho discutiremos a importância de um espaço escolar inclusivo, adaptado para os alunos com deficiência favorecendo o processo ensino/aprendizagem. A metodologia utilizada dividiu-se em duas etapas, sendo a primeira uma revisão de literatura sobre as leis existentes sobre essa temática e em um segundo momento aplicou-se um questionário quali-quantitativo para compreender a percepção dos professores regentes e de apoio da rede pública e municipal das cidades de Uberlândia (MG) e Monte Carmelo (MG) sobre esse assunto. Os resultados indicam que a inclusão dos alunos com deficiência é muito fraca, ainda muito distante de ser considerada a ideal, tanto os profissionais quanto os espaços escolares até mesmo públicos ainda precisam de melhorias significativas, os professores na formação e os espaços na adaptação ideal. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20 de dezembro de 1996. BRASIL. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência): 6 de julho de 2015 / obra coletiva de autoria do Ministério Público do Trabalho, Procuradoria Regional do Trabalho da 17ª Região, PCD Legal. - Vitória: Procuradoria Regional do Trabalho da 17ª Região, 2016. BRASIL. Presidência da República. Lei 7.853 de 24 de outubro de 1989. Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE), institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes e dá outras providências. Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7853.htmAcesso em 27/11/2020. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2017. SAMPAIO, A. Á. M. Trabalhar com o diferente no ensino de Geografia. In: Adriany de Ávila Melo Sampaio, Antônio Carlos Freire Sampaio. (Org.). Ler o mundo com as mãos e ouvir com os olhos: reflexões sobre o ensino de Geografia em tempos de inclusão. Uberaba: Vitória Editora e Gráfica, 2011. ROCHA, I. S.; SANTOS, D. P. Geografia Escolar e Educação Inclusiva: Contextualização em uma Escola Pública de Montes Claros – MG. In: Revista Ciranda, v. 2, n. 1, p. 66-76, 20 jan. 2018. TRINDADE, W. G. da. S. O Ensino de Geografia para Alunos com Deficiência Auditiva no Contexto da Escola Inclusiva. TCC. UnB 2013. Disponível em: http://bdm.unb.br/bitstream/10483/1/2013ilvaTrindade.pfdf. Acesso em: 29/11/2019. UNESCO (1994) Declaração de Salamanca e o Enquadramento da Acção – Necessidades Educativas Especiais. Adaptado pela Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade, Salamanca.
1022 ciranda v. 5 n. 3 (2021) POLÍTICAS DE FORMAÇÃO CONTINUADA PARA O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO EM QUIRINÓPOLIS-GO Delvania dos Santos Freitas Silva; Políticas Públicas, docência, empoderamento O presente estudo é resultado parcial da pesquisa de mestrado que analisou dois cursos de formação continuada para professores de Atendimento Educacional Especializado (AEE) no Município de Quirinópolis-Go, entre os anos 2017 a 2019. “Diretrizes e Reflexão das Práticas Pedagógicas na Educação Inclusiva (2017)” e “As novas práticas pedagógicas na Perspectiva da Inclusão Escolar (2018)”. Uma pesquisa bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa, natureza básica, de objetivo exploratório, com análises de dados realizada à luz da Análise do Discurso em Foucault. Para tanto, utilizou-se entrevistas semiestruturadas, com quatro professoras de AEE de diferentes redes e contexto. Buscou-se analisar a repercussão dos cursos na percepção dos egressos quanto a prática pedagógica, bem como avaliação e indicações. Os resultados sugeriram que: a) existe uma perspectiva de controle e exceção nas práticas discursivas dos sujeitos da pesquisa, desdobramentos das orientações dos setores reguladores e orientados do Estado de Goiás; b) a existência de uma força revigorante do modelo de segregação, apesar de a legislação vigente estar enraizada em propostas de mudanças, que não ocorreram; e c) se a luta for esvaziada, os retrocessos poderão ser ainda maiores, regredindo à existência de espaços segregadores, sendo, portanto, importante a manutenção dos cursos na perspectiva de problematização e luta por uma Educação que promova a autonomia e a independência dos sujeitos, de superação da busca pela normalização das pessoas e de se estabelecer como meta diária a prática de se analisar os próprios discursos quanto à prática pedagógica no exercício da docência e valoração das diferenças BRASIL. Decreto Nº 6.571, de 17 de setembro de 2008. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. DOU de 18 set. 2008. ______. Plano decenal de educação para todos. - Brasília: MEC, 1993 - versão acrescida 136 p. 1. Política da educação 2. Planejamento da educação 3. Educação básica 4. MEC. Secretaria de Educação Fundamental I. Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Disponível em http://livros01.livrosgratis.com.br/me002599.pdf Acesso em: 20 de dezembro de 2018. ______. Lei Nº 9394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. [1996], 2017. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em: 20 jan. 2019. DINIZ, Francisco Rômulo Alves; OLIVEIRA, Almeida Alves de Oliveira. Foucault: do poder disciplinar ao biopoder. In: Scientia, Vila Velha-ES, v. 2, n. 3 - Nov. 2013/Jun. 2014. FISCHER, Rosa Maria Bueno. Foucault e a análise do discurso em educação. In: Caderno de Pesquisa, São Paulo, n. 114, p. 197-223, Nov. 2001. FOUCAULT [1926-1984]. 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Vozes da Educação: uma partilha de educadores e educadoras que refletem sobre suas vivências cotidianas em diferentes espaços pedagógicos. Volume II. São Paulo-SP: Dialogar, 2018. p. 22-43. SILVA, Delvania dos Santos Freitas. Políticas de formação continuada de professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) em Quirinópolis-GO - 2017/2019. 2020. 186 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2020.
1023 ciranda v. 5 n. 3 (2021) PRÁTICAS DE GEOGRAFIA: A ESCOLA COMUM E A ESCOLA DE SURDOS NA PERCEPÇÃO DOS ESTUDANTES Adriany de Ávila Melo Sampaio;Fernanda Santos Pena; Metodologias de ensino, professor de geografia, recursos didáticos Apesar das políticas de inclusão priorizarem a matrícula dos estudantes surdos na escola comum, o movimento surdo reivindica a criação e a manutenção das Escolas de Surdos. Observa-se a necessidade de pesquisar como está sendo realizado o ensino e a aprendizagem nesses dois espaços, para que os estudantes surdos sejam melhor atendidos. O objetivo geral deste trabalho é analisar como o ensino de Geografia está sendo realizado na Escola Comum e nas Escolas de Surdos, pelo uso da pesquisa qualitativa. Foram aplicados questionários com 42 estudantes surdos do 9º ano do Ensino Fundamental, no âmbito de cinco Escolas de Surdos, localizadas nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. O estudo verificou que a maioria dos estudantes pesquisados considerou que a aprendizagem nas Escolas de Surdos é ótima, justificando que os professores se comunicam e ministram aulas em Libras, além de utilizarem recursos didáticos que exploram a visualidade, como o computador, projetor multimídia, TV, Internet, mapas, imagens, dentre outros. Já na escola comum, as práticas pedagógicas realizadas pelos professores de Geografia são direcionadas para os estudantes ouvintes e não incluem os surdos em suas especificidades linguísticas e culturais. Concluiu-se que o ensino de Geografia realizado na Escola Bilíngue de Surdos, com professores de Geografia formados na área, proficientes em Libras e com conhecimentos metodológicos para surdos, é realizado de modo satisfatório. PENA, Fernanda Santos. Educação Bilíngue e Geografia nas escolas de surdos. 258 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Instituto de Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2018. Disponível em: . Acesso em: 08 de outubro de 2020.
1024 ciranda v. 5 n. 3 (2021) RECURSOS VISUAIS NO ENSINO DE GEOGRAFIA PARA ESTUDANTES SURDOS Fernanda Santos Pena;Rosiane Correa Guimarães; Ensino e aprendizagem, inclusão, surdo, recursos visuais A inclusão prevê a inserção de todos os estudantes nas classes regulares. Assim, os alunos, independentemente das deficiências que apresentam, devem ter igual tratamento nos processos de ensino e de aprendizagem. O objetivo desta pesquisa é descrever a experiência vivenciada na escola, no que tange as estratégias que atendem aos alunos surdos. A metodologia utilizada se resume em levantamento bibliográfico e documental. Foi relatada uma experiência, com base em sugestões de metodologias de ensino de Geografia que proporcionem um processo de ensino e aprendizagem mais satisfatório. São elas: utilização de esquemas, infográficos e aplicativos de realidade em 3D. O trabalho conjunto do professor regente e do intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi de crucial importância para que a inclusão realmente acontecesse. Como professor regente, tentamos identificar as necessidades da aluna e buscamos auxílio junto à professora do Atendimento Educacional Especializado (AEE), na sala de recursos multifuncionais, que sugeriu o uso de recursos visuais diversos, a fim de estimular a aluna surda. Essas estratégias foram se suma importância, pois toda a turma foi beneficiada, com aulas mais dinâmicas e interativas. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/8_versaofinal_site.pdf Acesso em 25 out. 2020 ______. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao.htm Acesso em 28 out. 2020 ______. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Brasília, 2007. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/-pdf&Itemid=30192 Acesso em 12 nov. 2020 ______. Lei 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Brasília, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato/lei/l13146.htm Acesso em 10 jul. 2020 BUZAR, E. A. S. A singularidade visão-espacial do sujeito surdo: implicações educacionais. 2009. 122 f. Dissertação (Mestrado em Educação) Programa de Pós-Graduação em Educação Universidade de Brasília. CANVA. Infográficos. Disponível em: https://www.canva.com/pt_br/infograficos/modelos/ Acesso em 08 nov. 2020 CENTRO Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação. Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas brasileiras: TIC educação 2018. Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2019. GOOGLE Play. LandscapAR Augmented Reality. Disponível em: https://play.google.com/store/apps/details?ide.berlin.reality.a Acesso em 08 nov. 2020 PENA, F. S. Educação bilíngue e Geografia nas escolas de surdos. 2018. 258 f. Tese (Doutorado em Geografia). Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia. TEIXEIRA NETO, J. O infográfico no processo de letramento: possibilidades para uma leitura crítica e um pensar criativo. 2015. 100 f. Dissertação (Mestrado em Letras). Programa de Pós-Graduação em Letras Profissional, Universidade Federal de Sergipe, Itabaia.
1025 ciranda v. 5 n. 3 (2021) CONTRIBUIÇÕES DO PRÉ VESTIBULAR COMO TERRITÓRIO ALTERNATIVO DE CIDADANIA Adriano R. De S. De La Fuente;Adriany de Ávila Melo Sampaio; categoria, Territorialidades, educação, geografia O presente artigo tem como objetivo principal refletir sobre o PVA como um Território Alternativo, considerando-o como lócus de cidadania e inclusão social. A Proposta foi apresentada originalmente em forma de pesquisa de doutorado defendida no programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Uberlândia em 2019. O problema da pesquisa fundamenta-se na histórica dificuldade que os estudantes das classes economicamente menos favorecidas geralmente têm para ingressar no Ensino Superior, haja vista, que o ensino proporcionado pelo poder público tem de modo enfático demonstrado fator de segregação em favor de uma minoria, evidenciando-se assim, uma educação exclusiva para uma elite, favorecendo com isso, a manutenção de privilégios e, consequentemente contribuindo para aprofundar as desigualdades no País. Para a discussão fora realizado levantamento bibliográfico sobre o tema em questão, a fim de fundamentar a discussão que se propôs como objetivo. Os resultados apontam para a comprovação do PV como um Território alternativo de Cidadania ao considerar que para composição desses Territórios são necessários: o chão, os grupos sociais, os objetos materiais, os elementos naturais e as interações sociais, políticas, econômicas e culturais costuradas a partir das interações no cotidiano do espaço geográfico. Assim, ao contribuir para a construção de novas possibilidades sociais de vida dos participantes, o PV configura-se como um Território de Cidadania, ou seja, confirma-se como materialização da inclusão social, política, econômica dos sujeitos na sociedade. ALMEIDA, R. M. V. Território, espaço de identidade. In: SAQUET, Marcos Aurélio; SPOSITO, Eliseu Savério (Orgs.). Territórios e territorialidades: teorias, processos e conflitos. São Paulo: Expressão popular, 2009. p. 215 - 225. ALVES, M. Z.; OLIVEIRA, I. Juventude e Territórios: o campo e a cidade. In: CORREA, L. M.; ALVES, M. Z.; MAIA, L. C. (Orgs). Cadernos Temáticos: Juventude brasileira e Ensino Médio. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014. ANDRADE, M. C. A questão do território no Brasil. São Paulo: HUCITEC, 1995. CASTRO, C. A. de. Movimento socioespacial de cursinhos Alternativos e populares: a luta pelo acesso à Universidade no contexto do direito à cidade. Tese (doutorado) Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Geociências. Campinas, SP: 2011. CLAVAL, P. A Geografia Cultural. Florianópolis: Editora UFSC, 2007. DE LA FUENTE, A. R. de S. Pré-Vestibular Alternativo como Território de Cidadania: contribuições do Campus Pontal da Universidade Federal de Uberlândia. 2019. 422 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Instituto de Geografia, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia (MG), 2019. FERNANDES, M. B. Sobre a tipologia de territórios. In: SAQUET, M. A.; SPÓSITO, E. S. (Orgs.). Territórios e territorialidades: teorias, processos e conflitos. 1. ed. São Paulo: Expressão Popular: UNESP. Programa de Pós-Graduação em Geografia, 2008. GOHN, M. da G. Educação não formal e o educador social: atuação no desenvolvimento de projetos sociais. Cortez, 2010. GUATTARI, F.; ROLNIK, S. Micropolítica: cartografias do desejo. Petrópolis: Vozes, 1986. p. 281-290. KOGA, D. Medidas de cidades: entre territórios de vida e territórios vividos. São Paulo, Cortez, 2003. LIMA, E. M. F. de A.; YASUI, S. Territórios e sentidos: espaço, cultura, subjetividade e cuidado na atenção psicossocial. Saúde debate. Rio de janeiro, v. 38, n. 102, p. 593-606, jul-set 2014. Disponível em: . Acesso em: 18 nov. 2020. MODESTO, N. S. D´A. A “ausência assistida” do poder político na compreensão dos sentidos das ações dos sujeitos sociais na produção do espaço. In. SILVA, C. A. da; CAMPOS, A.; MODESTO, N. S. d´A. Por uma Geografia das existências: movimentos, ação social e produção do espaço. Rio de Janeiro: Consequência, 2014. SANTOS, M. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. 4. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006. VASCONCELOS, A. T. de. Dilemas e desafios do ensino nos pré-vestibulares populares. In. SACRAMENTO, A. C. R.; ANTUNES, C. da F.; SANTANA FILHO, M. M. de. (Orgs.). Ensino de geografia: produção do espaço e processos formativos. 1. ed. Rio de Janeiro: Consequência, 2015. p.369-390.
1026 ciranda v. 5 n. 3 (2021) CONTRIBUIÇÕES DA ARTE NO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR Celma Maria Neves Ribeiro; arte, educação especial, inclusão A linguagem artística possui diversas possibilidades de motivar o aluno a expressar seus sentimentos, suas emoções, o encantamento, o ver, ouvir, sentir e o agir, seja através da pintura, da escultura, do teatro, da música e da dança. Nesse sentido, é possível estimular e provocar uma reflexão para despertar a consciência e favorecer a aprendizagem, bem como a socialização da criança com deficiência. A pesquisa bibliográfica buscou refletir sobre as contribuições da Arte no processo de inclusão escolar. Os pressupostos da pesquisa é que a Arte se destaca como ferramenta pedagógica na Educação Especial, ou seja, se apresenta como importante contribuição no desenvolvimento das potencialidades das crianças com deficiência, além disso, fortalece a aprendizagem social. Dentre os resultados, observa-se que a construção de uma escola inclusiva ainda é um desafio no Brasil, mas possível de se tornar uma realidade. Diante disso, considera-se que para incluir é preciso promover a pertença, promover o pertencimento no espaço escolar, ou seja, fazer com que a aprendizagem se torne uma realidade para todos. ACHCAR, D. Balé uma Arte. Rio de Janeiro: Ediouro, 1998. BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Declaração de Salamanca. Brasília: Portal do MEC, 1994. Disponível em: http://portal.mec.gov.br.acesso 17/11/2020. Acesso em 10 dez 2020. BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Constituição Federal do Brasil, de 5 de outubro de 1988. Brasília: Gráfica do Senado, 1988. BRASIL. Presidência da República/Secretaria Geral. Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015. Que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Brasília, 2015. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular – BNCC (2019). Disponível: http:/basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso 16/11/2020. CARVALHO, Rosane. LIMA, Beatriz In: GIRARDI, G. Música para aprender e se divertir. São Paulo, Jun. 2004. Disponível em http://pibid.unifai.com.br/adm/atividade.pdf Acesso 16/11/2020. ESCOLINHA de Arte do Brasil (EAB). In: Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/instituicao209047/escolinha-de-arte-do-brasil-eab Acesso em: 17 nov. 2020. FERRAZ, M. H. e FUSARI, M. F. de R. Metodologia do ensino de arte. São Paulo: Cortez, 1993. IMBROISI, Margaret; MARTINS, Simone. Arte Holandesa. História das Artes, 2020. Disponível em: . Acesso em 23 nov. 2020. LIMA, L. J de. BOSQUE, R. M. A. contribuição da dança para o desenvolvimento integral dos alunos. In: Revista digital Buenos Aires, 2010. MANTOAN, M. T. E. Igualdade e diferenças na escola: como andar no fio da navalha. In: PRIETO, Rosângela Gavioli. Inclusão escolar: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus, 2006 READ, H. A educação pela arte. São Paulo – SP, ED. Martins,2001 RICHTER, I. M. A multiculturalidade no ensino da arte e sua influência na leitura dos códigos estéticos. São Paulo: Martins Fontes, 1999. VYGOTSKY, L. S, Pensamento e Linguagem, São Paulo: Martins Fontes, 1997.
1027 ciranda v. 5 n. 3 (2021) A CAPACITAÇÃO DO PROFESSOR E O DESAFIO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Aldirene Alves dos Santos; inclusão, professor, legislação Este artigo apresenta resultado de uma pesquisa realizada a partir de uma abordagem qualitativa cujo eixo de discussão foi à capacitação do professor e o desafio diante da educação inclusiva. Teve como problema: Até que ponto os professores do ano de 2013 das séries iniciais do ensino fundamental da Escola x, encontram-se capacitado para desenvolver atividades docentes em uma perspectiva inclusiva? Tinha -se como hipótese que os professores das escolas de Urucuia não foram preparados para vivenciar a educação inclusiva na formação inicial. O objetivo era, compreender se os professores das séries iniciais do ensino fundamental da Escola x encontram-se capacitado para desenvolver atividades docentes em uma perspectiva inclusiva. Foram feitas uma pesquisa bibliográfica e uma pesquisa de campo, sendo que, para a coleta de dados o instrumento utilizado foi a entrevista estruturada com professores da séries iniciais do ensino fundamental. A pesquisa bibliográfica fundamentou em autores como Glat e Fernandes (2011), Barros (2013), Sánchez (2005), Beyer (2006), Mazzotta (2002), A conclusão foi que o corpo docente em questão não encontra-se capacitado ou seja, precisa de uma formação continuada, pois percebe-se que os professores têm conhecimento sobre o tema, mas de forma generalizada e não no contexto escolar. BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica. MEC/SEESP, 2001. ______. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial. Educação inclusiva: a fundamentação filosófica. MEC/SEESP, 2004. ______. Ministério da Educação e do Desporto. Lei de diretrizes e bases da educação nacional 9.394/96 – LDBEN. Disponível em Acesso em 01 de setembro de 2012. _______. Senado Federal. Secretaria Especial de Editoração e Publicações. Constituição da República Federativa do Brasil MEC/SEESP, 2010. BARROS, Jussara. Inclusão social. Disponível em Acesso em 27 de maio de 2013. BEYER, Hugo Otto. A educação inclusiva: ressignificando conceitos e práticas da educação especial. In: Inclusão - Revista da Educação Especial – jul./2006, p.08-12. CARVALHO, R. E. Inclusão Escolar: Desafios, In: [Anais...] Seminário Internacional Sociedade Inclusiva. Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, 2001. DONATO, C. A. Desafiando a Síndrome de Dow. São Paulo: Edesplan, 1998. GLAT, Rosana; FERNANDES, Edicléa Mascarenhas. Da Educação Segregada à Educação Inclusiva: uma Breve Reflexão sobre os Paradigmas Educacionais no Contexto da Educação Especial Brasileira. Disponível em Acesso em 23 de setembro de 2012. GODOY, Arilda. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração de Empresa, nº 3, 1995. MAZZOTTA, Marcos José da Silveira. Deficiência, educação escolar e necessidades especiais: reflexões sobre inclusão socioeducacional. São Paulo: Mackenzie, 2002. SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: Construindo uma Sociedade para Todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997. SÁNCHEZ, Pilar Arnaiz. A educação inclusiva: um meio de construir escolas para todos no século XXI. INCLUSÃO - Revista da Educação Especial - Out/2005, p.07-18. ZANATA, E. M. Práticas pedagógicas inclusivas para alunos surdos numa perspectiva colaborativa. Tese de Doutorado – UFSCar: São Paulo, 2.004. Disponível em Acesso em 02 de junho de 2012.
1028 ciranda v. 5 n. 3 (2021) ADOLESCENTE INFRATOR SOB A ÓTICA DA INCLUSÃO, DA CIDADANIA E DA GEOGRAFIA NO PROCESSO DA RESSOCIALIZAÇÃO Adriany de Ávila Melo Sampaio;Herivelton Pereira Pires; Ato infracional, prática cidadã, socioeducação Este artigo se discerne numa concepção que a inclusão remete a garantia de que direitos básicos (O Direito à Convivência Familiar e Comunitária, o Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade, o Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho, o Direito à Cultura, ao Esporte e ao Lazer, o Direito à Educação, Direito à Alimentação e o Direito à Vida e à Saúde) são inerentes à qualquer ser humano e também defende que a geografia deve exercer um papel fundamental na contribuição do saber da prática cidadã. Sob está ótica compreendeu-se que o adolescente infrator, também deve ser considerado no debate da inclusão, visto que a questão da cidadania, é também uma questão da inclusão que deve abarcar grupos tradicionalmente deixado à margem pela sociedade. Partindo deste entendimento e sob a compreensão dos Direitos Humanos e dentro de um processo histórico recente da redemocratização foi percebido um melhor manejo das legislações voltadas para o público infanto-juvenil, mas que ainda não se configura no concreto. A inclusão deve se basear na cidadania, na garantia de uma vida digna e na participação na vida política e pública para todos os seres humanos, deveriam ser intrínsecos a qualquer pessoa. BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998. BRASIL. Código de Menores de 1927. Lei n° 17943 – A, de 12 de outubro de 1927. BRASIL. Código de Menores de 1979. Lei n º 6.697, de 10 de outubro de 1979. BRASIL. Estatuto da criança e do adolescente. 5ª ed. São Paulo: Saraiva, 1995. 210p. CALLAI, H, C. Aprendendo a ler o mundo: A geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. In: Cad. Cedes, Campinas, vol. 25, n. 66, p. 227-247, maio/ago. 2005.CSEUB, Centro Socioeducativo de Uberlândia. Projeto Político Pedagógico. Uberlândia, 2017. CASSETI, V. A natureza e o espaço geográfico. In: MENDONÇA, F.; KOZEL, S. (Orgs.) Elementos de epistemologia da geografia contemporânea. Curitiba: Ed. da UFPR, 2002. p. 145-163. FONSECA, R. L; TORRES, E. Cristina. Ensinando geografia para alunos surdos e ouvintes: algumas adaptações na prática pedagógica. In: Terr@Plural, Ponta Grossa, v.7, n.2, p. 223-239, jul/dez. 2013. FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão, tradução de Raquel Remalhete. Petrópolis, Vozes, 1987. 288p. LACOSTE, Y. A geografia: isso serve, em primeiro lugar para fazer guerra. Tradução Maria Cecília França – Campinas, SP: Papirus, 1988. LIMA, P. A. Educação Inclusiva e igualdade social. São Paulo, Avercamp, 2006. MANTOAN, M.T. E. Educação Inclusiva: orientações Pedagógicas. São Paulo: MEC/ SEESP, 2007. OLIVEIRA, C. D. M. Sentidos da geografia escolar. Fortaleza. Edições UFC, 2009. PELOSI, M. B. A comunicação Alternativa e Ampliada nas Escolas do Rio de Janeiro: Formação de professores e caracterização dos alunos com necessidades educacionais especiais. Dissertação de mestrado em Educação – UERJ, 2000. PONTUSCHKA, N. N. Geografia, representações sociais e escola pública. In: Terra Livre. São Paulo, n. 15, p. 145-154, 2000. SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 2002. 174 p. SANTOS, Milton. O espaço do Cidadão. 7.ed. São Paulo: EDUSP, 2007. SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Cortez. Autores Associados, 1980. SCISLESKI, A. C. C.; GALEANO, G. B.; SILVA, L. C.; SANTOS, S. N. Socioeducativa de Internação: dos Corpos Dóceis às Vidas Nuas. In: Psicol. cienc. prof. [online]. 2014, vol.34, n.3, p.660-675. VESENTINI, J. W. Educação e ensino de geografia: instrumentos de dominação e/ou libertação. In: CARLOS, Ana Fani Alessandri (Org.). A Geografia na sala de aula. São Paulo: Editora Contexto, 2002. VLACH, Vânia Rubia. Geografia em construção. Belo Horizonte: Ler, 1991.
1029 ciranda v. 5 n. 3 (2021) INCLUSÃO ESCOLAR EM TERMOS (E TEMPOS) CRÍTICOS: NOTAS ETNOGRÁFICAS SOBRE DISCURSOS, DISPUTAS E TENSÕES NO CAMPO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Jéssica Nunes da Silva; educação inclusiva, Inclusão Escolar, etnografia, antropologia da educação O presente artigo versa sobre os discursos, disputas e tensionamentos presentes no campo da Inclusão Escolar de pessoas com deficiência e da Educação Inclusiva atualmente. Tomando por base o relato de profissionais do Atendimento Educacional Especializado de uma escola regular da rede Municipal de Ensino em Porto Alegre, analisa-se os desdobramentos práticos, burocráticos e discursivos da Inclusão Escolar. Como paralelo crítico e reflexivo acerca do atual contexto, articula-se ainda o debate em torno da proposta de reformulação da Política Nacional de Educação Especial (PNEE), bem como as manifestações divergentes que daí advém, conformando os questionamentos em torno de um possível “retorno à exclusão”. Conclui-se pela demanda de um posicionamento engajado e comprometido criticamente para com a defesa da Educação Inclusiva, atentando para os riscos do esvaziamento da concepção de Inclusão em um contexto de intensificação das desigualdades sociais. AGAMBEN, G. The Remnants of Auschwitz: The Witness and the Archive. London: Zone Books, 1999. BARONE, Isabelle. “Nada sobre nós sem nós”: doutores surdos defendem Política de Educação Especial no STF. Gazeta do Povo [online] 11 dez. 2020. Disponível em: . Acesso em: 15 jan. 2021. BIEHL, João e LOCKE, Peter. Introduction. Ethnographic Sensorium. In: BIEHL, João e LOCKE, Peter. Unfinished. The Anthropology of Becoming. Duke University Press, p. 1-38, 2017. BRASIL. Resolução nº 4 da CNE/CEB de 2009. Diário oficial da União, Brasília, 5 de outubro de 2009 [Seção 1, p.17]. BRASIL. Decreto nº 7.611, de 17 de novembro de 2011. Dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências. BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial: Equitativa, inclusiva e com aprendizado ao longo da vida. Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação. Brasília: MEC, SEMESP. 2020. CARNIEL, Fagner. Agenciar palavras, fabricar sujeitos: sentidos da educação inclusiva no Paraná. Horizontes Antropológicos. Porto Alegre, 24 (n. 50) p. 83-116, 2018. FASSIN, Didier. “Além do Bem e do Mal? Questionando o desconforto antropológico com a moral”. In: RIFIOTIS, Theophilos e SEGATA, Jean. Políticas Etnográficas no Campo da Moral. POA, Ed. da UFRGS, p. 35-50, 2019. FASSIN, Didier. “Why ethnography matters: on anthropology and its publics”. Cultural Anthropology, [S.l.], ish. 28, n. 4, p. 621-646, 2013. FASSIN, Didier. When Bodies Remember. Experiences and politics of AIDS in South Africa. Berkeley:Los Angeles, University of California Press, 2007. GUPTA, A. Red Tape: Bureaucracy, Structural Violence, and Poverty in India. Durham: Duke University Press, 2012. GUSMÃO, Neusa Maria Mendes de. Antropologia e educação: Origens de um diálogo. Cad. CEDES [online], 18 (n.43) 1997. GUSMÃO, Neusa Maria Mendes. Antropologia, diversidade e educação: um campo de possibilidades. Ponto-e-Vírgula. Revista de Ciências Sociais, 2011, p. 32-45. GUSMÃO, N. M. M. Antropologia e educação: um campo e muitos caminhos. Linhas Criticas, 21 (44), Brasília, 2015. MELLO, Anahí Guedes de. A caridade de Michelle Bolsonaro e o surdonacionalismo pentecostal como projeto de governo. Portal Catarinas [Online]. 4 jan. 2019. PLENÁRIO DO STF suspende... Diário do Comércio [Online] 29 dez. 2020. Disponível em: Acesso em: 13 jan. 2021. RIOS, Clarice; PEREIRA, Éverton; MEINERZ, Nádia. “Apresentação: Perspectivas antropológicas sobre deficiência no Brasil”, Anuário Antropológico [Online], I | 2019, posto online no dia 06 julho 2019. URL: Acesso em 07 jan 2021. SILVA, Jéssica Nunes; A escola deve ser, antes de tudo, inclusiva e plural: uma abordagem etnográfica das práticas e políticas em inclusão escolar de pessoas com deficiência no contexto do ensino público regular. 2019, 92 f. Trabalho de conclusão (Licenciatura em Ciências Sociais) – UFRGS, Porto Alegre. SASSAKI, Romeu Kazumi, INCLUSÃO: o paradigma do século 21. Inclusão - Revista da Educação Especial - Out/2005, p.19-23. SCHUCH, Patrice. Antropologia entre o inesperado e o inacabado: entrevista com João Biehl. Horiz. antropol. [online]. vol.22, n.46, p.389-423, 2016.
1030 ciranda v. 5 n. 3 (2021) EMPREEDEDORISMO, INCLUSÃO, INTERDISCIPLINARIDADE E SUSTENTABILDADE NO ÂMBITO ESCOLAR CONTEMPORÂNEO: PERMANÊNCIAS E RUPTURAS NO CONTEXTO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DE UMA ESCOLA ESTADUAL Geiza Gláucia Zeferino Viegas;Vagner Luciano de Andrade; educação básica, empreendedorismo, inclusão, interdisciplinaridade, sustentabilidade Trata-se de artigo objetivando apresentar uma pesquisa acerca de todos os pontos concisos do Projeto Político-Pedagógico - PPP no âmbito do Empreendedorismo, Inclusão, Interdisciplinaridade e Sustentabilidade destacando sua inovação e sua relevância na escola atual. O texto integral ressalta a problemática empreitada pelo PPP para solucionar ou explicar os problemas, desafios, diversidades e possibilidades do espaço escolar. A abordagem metodológica explorada foi o estudo de caso dos fatos corriqueiros de uma escola pública e sua realidade local, bem como uma pequena entrevista com a gestora. Os resultados evidenciaram novidades, descobertas e contradições nas relações e efeitos do PPP. Ainda assim nos requisitos verificados de Empreendedorismo, Inclusão, Interdisciplinaridade e Sustentabilidade, notam-se avanços apenas na área inclusiva, em especial o AEE, sendo as outras demandas ainda são lacunas no currículo vigente. ARQUIVO PÚBLICO DA CIDADE DE BELO HORIZONTE. Histórias de bairros [de] Belo Horizonte: Regional Barreiro / coordenadores, Cintia Aparecida Chagas Arreguy, Raphael Rajão Ribeiro. – Belo Horizonte: APCBH; ACAP-BH, 2008. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS. Lei Estadual nº 7501. Disponível em http://www.almg.gov.br/consulte/legislacao64. Acesso em 15 dez 2018 ESCOLA ESTADUAL ALBERTO DELPINO. Projeto Político Pedagógico. Belo Horizonte: dez 2012. 76 p. FERNANDES, Marilene Cortes Viana. Projeto Político Pedagógico: realidade ou ilusão? (Monografia de Especialização em Administração e Supervisão escolar). Rio Janeiro: Universidade Candido Mendes, 2010 JORNAL O TEMPO. Construção de Prédio de escola é reivindicada por comunidade escolar. Disponível em http://www.otempo.com.br/cidades/escola-%C3%A9-reivindicada-por-comunidade-escolar-1.1065243 Acesso em 15 dez. 2018. PETRONI, Ana Paula; SOUZA, Vera Lucia Trevisan de. As relações na escola e a construção da autonomia: um estudo da perspectiva da psicologia* in: Rev. Psicologia & Sociedade. vol.22 no.2 Florianópolis May/Aug. PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CASA CIVIL/SUBCHEFIA PARA ASSUNTOS JURÍDICOS. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 - Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm Acesso em 15 dez 2018 VIEGAS, Geiza Gláucia Zeferino; ROSSINI, Tayza Cristina Nogueira. INCLUSÃO ESCOLAR NO ÂMBITO CONTEMPORÂNEO DA EDUCAÇÃO BÁSICA: permanências e rupturas no contexto do Projeto Político-Pedagógico de uma escola estadual. Artigo de Conclusão de Curso - Especialização em Atendimento Educacional Especializado): Maringá, UNICESUMAR, 2018, 18 p.
1031 ciranda v. 5 n. 3 (2021) AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL E O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Lucia Terezinha Zanato Tureck;Silvane dos Santos de Moura Macagnan; capitalismo, educação especial, educação inclusiva, políticas públicas As políticas públicas de educação especial desenvolvidas no Brasil, para a legalização do direito à educação das pessoas com deficiência, são expostas no decorrer do artigo. Nesse contexto, analisou-se também, a perda de direitos e o processo de reestruturação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Com o embasamento teórico da Psicologia Histórico-Cultural e da Pedagogia Histórico-Crítica, as quais fundamentam-se no Materialismo Histórico-Dialético, método de abordagem utilizado, este trabalho constitui-se em uma pesquisa qualitativa com revisão bibliográfica e análise documental. Assim, a escolarização dos alunos com deficiência segue sendo ofertada na escola comum, ainda que as possibilidades de aprendizagem aconteçam em meio a condições que nem sempre são as mais adequadas ao ensino e ao atendimento das necessidades dos alunos. A precariedade da educação pública ocorre decorrente do baixo investimento estatal e de políticas públicas mínimas, em razão da desigualdade criada pelo capitalismo. ANTUNES, Ricardo. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2020. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988. BRASIL. Presidência da República. Lei n. 7.853, de 24 de outubro de 1989. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil _03/leis/L7853.htm. Acesso em: 2 ago. 2020. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis /l9394.htm. Acesso em: 16 dez. 2019. 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1032 ciranda v. 5 n. 3 (2021) IMPACTOS DO RACISMO ESTRUTURAL NO ENSINO CONTÍNUO DA POPULAÇÃO NEGRA: UMA ANÁLISE DO NORTE DE MINAS GERAIS Carlos Daniel Rodrigues de Oliveira;Samuel Carlos Santos Marques;Rahyan de Carvalho Alves; abandono, racismo, IBGE, Norte de Minas O racismo estrutural exposto como a manutenção de ações racistas cotidianas que tornam normais a inferioridade, agressões policiais, baixo índice educacional entre outras diversas mazelas sofridas pela população negra. Na América Latina essa condição parte do período da colonização, e foi sendo estruturada nas diversas mudanças de nossa estrutura política e social, levando a essa condição atual onde se torna banal a morte constante de crianças e adolescentes negros nas favelas brasileiras e sua baixa perspectiva de futuro educacional e profissional acentuando nossos índices de criminalidade. Buscou-se nesse artigo analisar o contexto teórico referente ao racismo estrutural e por meio dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), entre outros visando aprofundar uma discussão mais detalhada sobre a desigualdade racial, evasão escolar e abandono, dando origem a produção de tabelas e mapas que sustentam a teoria de desigualdade racial. Dados das organizações brasileiras corroboram com a hipótese de que a população negra, representa mais da metade dos alunos que abandonam os estudos nas séries iniciais e finais de ensino, por motivos relacionados à renda, falta de interesse na conclusão dos estudos e gravidez na adolescência, na perspectiva de analise onde correlacionamos esses fatores ao racismo estrutural, pontuamos que a teoria se confirma com esses dados quando notamos a normalização dessa condição desigual para a população negra tanto no viés do abandono escolar, quanto em questões relacionadas ao analfabetismo, violência e falta de representação política. ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. São Paulo: Editora Pólen Livros, 2019. BERGER, Peter. BERGER, Brigitte. O que é uma instituição social. Sociologia e sociedade: leituras de introdução à sociologia. Rio de Janeiro: LTC, 1977. BBC. Caso George Floyd: morte de homem negro filmado com policial branco com joelhos em seu pescoço causa indignação nos EUA. 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1033 ciranda v. 5 n. 3 (2021) AS POLÍTICAS DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL EM UMA UNIVERSIDADE FEDERAL BRASILEIRA: ANÁLISE DAS POLÍTICAS PREVISTAS NO PNAES Luciléia Bechmann Saldanha;Sabrina Fernandes de Castro; Assistência Estudantil, PNAES, Ensino Superior, Inclusão A pesquisa ora apresentada teve como objetivo principal averiguar os diferentes tipos de políticas de assistência estudantil existentes dentro de uma Universidade Federal localizada ao Sul do País. Os participantes desta investigação foram estudantes de graduação de cursos presenciais, de um centro de ensino, da referida Universidade. Trata-se de um estudo de caso de caráter qualitativo. Em virtude do isolamento social, ocasionado pela pandemia da COVID-19, a investigação se desenvolveu de forma remota, onde os dados foram coletados através da Plataforma Google Forms composto por 14 perguntas, divididas em duas categorias: perfil dos participantes e assistência estudantil. Foi encaminhado uma carta convite para as cinco coordenações dos cursos do Centro investigado, ao final, obteve-se a participação de 45 estudantes, de quatro diferentes cursos. Entre os principais resultados, destacam-se que 97% eram do sexo feminino; 54% dos participantes ingressaram na Universidade através de ampla concorrência; 74% utilizavam algum dos meios de assistência estudantil descritos pelo PNAES, sendo a alimentação a mais utilizada. Diante do exposto, foi possível inferir sobre a importância da efetivação e divulgação das políticas existentes, visto que 20% disseram não saber o que eram políticas de ações afirmativas e 13% não sabiam se já tinham utilizado algum meio de assistência estudantil. Reafirma-se a importância de continuar com investigações que acompanhem o desenvolvimento dessas políticas, bem como se faz importante a manutenção dos recursos governamentais compatíveis a demanda e a ampla divulgação das ações implementadas. BOOTH, Tony. AINSCOW, Mel. 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1034 ciranda v. 5 n. 3 (2021) ENTRE A LEGALIDADE E A LEGITIMIDADE: OS DESAFIOS E AVANÇOS DO NEABI NA IMPLEMENTAÇÃO DA TEMÁTICA ÉTNICO-RACIAL NO CURRÍCULO Márcia Moreira Custódio;Talita Lucas Belizário de Oliveira; Educação, IFTM, Institucionalização Em virtude do reconhecimento da necessidade da inclusão da temática étnico-racial na educação, este artigo analisa se os objetivos propostos no Regulamento do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas do Instituto Federal do Triângulo Mineiro – NEABI/IFTM, no tocante à inserção da temática étnico-racial no currículo do IFTM, são alcançados por meio das ações desenvolvidas pelo NEABI. Para o encaminhamento da análise, o recurso metodológico empregado na pesquisa foi documental, sendo realizado estudo do Regulamento do NEABI/IFTM, bem como o mapeamento das ações do NEABI no contexto de 02 (dois) campi do IFTM, a fim de verificar se a atuação desses Núcleos atende ao exposto no documento que os rege. A partir de perspectivas teóricas que discutem a Rede Federal de Educação e currículo, concluiu-se que há necessidade de se estabelecer estratégias e planos visando à institucionalização efetiva do NEABI. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Centro Gráfico, 1988. BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 jan. 2003, p. 1. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional da Educação. Conselho Pleno. Parecer nº 003/2004. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 mai. 2004. Seção 1, p. 19. Resolução CNE/CP 1/2004, publicada no DOU 22 jun. 2004, Seção 1, p. 11. BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 mar. 2008, p. 1. BRASIL. Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 30 dez. 2008a, p. 1. BRASIL. Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília: SECAD; SEPPIR, jun. 2009. BRASIL. 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Uberaba: Conselho Superior do IFTM, 22 jun. 2020. OLIVEIRA, O. F. de; COSTA, R. D. da. Produção de conhecimentos, formação política e enfrentamento ao racismo na educação brasileira (Dossiê LEAFRO 10 anos). In: Repecult - Revista Ensaios e Pesquisa em Educação e Cultura – II Dossiê, v. 4, n. 6, p. 1-14, 2019. PACHECO, Eliezer. Desvendando os Institutos Federais: Identidades e objetivos. In: Educação Profissional e Tecnológica em Revista, v. 4, n° 1, p. 4-22, 2020. SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e. Aprender, ensinar e relações étnico-raciais no Brasil. In: FONSECA et al. (Org.). Relações étnico-raciais e educação no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2011. SILVEIRA, Denise Tolfo; CÓRDOVA, Fernanda Peixoto. A pesquisa científica. In: GERHARDT, T. E.; SILVEIRA, D. T. (Org.). Métodos de pesquisa. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009. p. 31-42. TELES, Jocélio. Um centro dedicado à pesquisa dos negros. In: Estudos Avançados, São Paulo, v. 18, n. 50, pág. 141-145, abril de 2004. 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1035 ciranda v. 5 n. 3 (2021) A QUESTÃO NEGRA NAS PUBLICAÇÕES TEENS BRASILEIRAS: O CASO DA REVISTA CAPRICHO NO ANO 2020 Beatriz Rocha; Representação, Movimentos Negros, Cultura Visual, Conceitual Este artigo tem por objetivo investigar a representação dos movimentos negros pela publicação teen Revista Capricho ao longo de 2020, utilizando como fontes as matérias veiculadas em seu site oficial e vídeos de seu canal no Youtube. À luz de teóricos sociais como Asad Haider, Grada Kilomba e Silvio Almeida, serão analisados os usos que a revista faz de termos militantes como empoderamento, visibilidade, representatividade, racismo estrutural e sistema de privilégios, bem como se há interseccionalidade entre os conceitos de gênero, raça e classe. Ao refletir acerca da cultura visual e conceitual propagada por esse meio de comunicação, visaremos concluir por quais motivos e de qual forma a Revista vem se abrindo para esse movimento social, considerando ainda qual o impacto na construção da subjetividade de suas leitoras. ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019. 264 p. FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008. 191 p. HAIDER, Asad. Mistaken Identity: race and class in the age of Trump. New York: Verso, 2018. 144 p. KILOMBA, Grada. Plantation memories: episodes of everyday racism. Münster: Unrast Verlag, 2010. 151 p. MBEMBE, Achille. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. São Paulo: n-1 edições, 2018. 80 p. RIBEIRO, Djamila. Lugar de fala. São Paulo: Pólen, 2019. 112 p. RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. 79 p. RIBEIRO, Djamila. Quem tem medo do feminismo negro?. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. 127 p. SAFATLE, Vladimir. O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo. Belo Horizonte: Autêntica, 2016. 360 p.
1036 ciranda v. 5 n. 3 (2021) A LITERATURA NEGRA INFANTIL COMO PRÁTICA ANTIRRACISTA NAS AULAS DE GEOGRAFIA Adriany de Ávila Melo Sampaio;Ana Flávia Borges de Oliveira; antirracismo, educação étnico-racial, Lei 10.639/2003, interdisciplinaridade Este artigo tem como intenção aproximar o Ensino de Geografia com a Literatura Negra Infantil como forma de aplicabilidade da Lei 10639/2003 na sala de aula. A Lei 10639/2003 estabelece a obrigatoriedade da História e Cultura da África e Afro-brasileira nos sistemas de ensino, reconhecendo a importância do combate ao racismo, com lutas e ações afirmativas e positivas para a construção de uma educação antirracista no ambiente escolar. Como prática de ensino no combate à discriminação racial, a Literatura Negra juntamente com a Geografia trabalha de maneira lúdica os conteúdos geográficos, ressaltando assim, a importância da interdisciplinaridade entre as disciplinas. O uso de diferentes linguagens nas aulas de Geografia mostra a necessidade de trocas e cooperação entre disciplinas distintas para que obtenham uma compreensão mais ampla da realidade, desconstruindo o modo tradicional de ensinar os aspectos geográficos, sendo capaz de aproximar e atrair o interesse dos alunos pela Geografia, como também desenvolver a leitura e agir de forma crítica para às questões étnico-raciais. BRASIL. Lei Nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. D.O.U. de 10/01/2003. Brasília, 2003. BRASIL. Parecer CNE/CP 3/2004, aprovado em 10/3/2004. Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, Brasília, DF, junho, 2005. BONATO, A. et al. Interdisciplinaridade no ambiente escolar. In: Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul – ANPED, 2012, Caxias do Sul. KLUG, André Quandt; TESSMANN, Jéssica Moara da Cunha. A Interdisciplinaridade no Ensino de Geografia. In: Congresso Brasileiro de Geógrafos – AGB, 7. 2014. MELO, Carlos Augusto de; GONÇALO, Sandra Regina Pereira. Uma proposta de intervenção para o ensino da literatura afro-brasileira nas aulas de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental. Letras & Letras, Uberlândia, v. 33, n. 1, p. 95-118, jan./jul., 2017. MOREIRA, Márcio de Araújo. Análise do Impacto da Lei 10639/2003 no ENEM - 1998 a 2013. 2015. 98f. Dissertação (Mestrado em Relações Etnicorraciais). Rio de Janeiro: Centro de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca. OLIVEIRA, Ana Flávia Borges de. A Representação do Negro no Livro Didático de Geografia do 8° Ano do Ensino Fundamental. 2019. 46 f. Trabalho de Conclusão de Curso – Instituto de Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2019. QUEIROZ, Graziella Fernanda Santos; JÚNIOR, Manoel Caetano do Nascimento. Ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira: experiência docente no ensino fundamental. In: Encontro Estadual de História, 2016, ANPUH-PB. RAMOS, João Paulo Bernardo; GOMES, Fernanda; SAMPAIO, Adriany de Ávila Melo. Contação de histórias na Geografia: contribuições para o ensino da história e cultura afro-brasileira. Revista Ed. Popular, Uberlândia, v. 16, n. 1, p. 63-71. 2017. RIBEIRO, Djamila. Pequeno Manual Antirracista. São Paulo: Cia. das Letras, 2019. RODRIGUES, Poliana Rezende Soares; AQUINO, Mirian de Albuquerque. A (in)visibilidade da Pessoa Negra na Literatura Infantil: impossibilidades de afirmação afrodescendente na escola. Cadernos Imbondeiro, João Pessoa, v.1, n.1, p. 1-8, 2010.
1037 ciranda v. 5 n. 3 (2021) A COVID-19 E A POPULAÇAO NEGRA Dulce Pereira dos Santos;Míriam Cristina Soares Lino Teodoro; população negra, COVID-19, racismo Este trabalho tem como objetivo apresentar e discutir dados divulgados sobre a COVID 19 e a população negra, bem como análises que foram sendo feitas através de noticiários e leituras diversas a respeito do assunto. Embasamos também nas conversas/palestras e aulas realizadas no Grupo de Estudo Ensino de Geografia e Relações Étnico Raciais onde o debate sobre a condição da população negra sempre foi discutida com muita responsabilidade. Diversos tópicos sobre a condição deste povo foram discutidos ressaltando a importância, a necessidade e a urgência de se falar sobre o tema. Durante a pesquisa podemos perceber a falta de estrutura em que vive uma grande parcela da população negra no Brasil e no mundo e as consequências quanto ao enfrentamento de diversos problemas sociais, principalmente no que tange ao Covid-19, que já matou milhões de pessoas pelo mundo e que mais de 50% desses mortos são pessoas negras privadas muitas vezes de seus direitos fundamentais. BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Saúde da população negra no Brasil: contribuições para a promoção da eqüidade / Fundação Nacional de Saúde. - Brasília: Funasa, 2005. GRAGNANI, Juliana. Porque o coronavírus mata mais pessoas negras e pobres no Brasil e no mundo. Disponível m: https://www.bbc.com/portuguese/brasil. Acessado em: 27/11/2020 CRUZ, I. C. F. D et al. Brasil. Fundação Nacional de Saúde. Saúde da população negra no Brasil: contribuições para a promoção da eqüidade / Fundação Nacional de Saúde. - Brasília: Funasa, 2005. MATOS, A. P. V. et al. Impactos da pandemia gerados pelo novo coronavírus em populações negligenciadas: uma revisão sistemática. In: Guilherme Antônio Lopes de Oliveira; Liliane Pereira de Souza. (Org.). A sociedade em tempos de covid-19. Mato Grosso do Sul: Editora Inovar, 2020, v. 1, p. 1350-1357. SANTOS, B. S. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2006.
1038 ciranda v. 5 n. 3 (2021) A MÚSICA COMO FERRAMENTA ANTIRRACISTA NO ENSINO DE CARTOGRAFIA ESCOLAR Bianca de Souza Rocha;Letícia de Paula e Silva Andrade; Ensino de Geografia, Cartografia, Antirracismo A música enquanto linguagem e representação artística pode vir a ser um importante instrumento de leitura de paisagens e espaços geográficos e importante recurso didático na transmissão do conhecimento, permitindo aos alunos maior compreensão de que a Geografia está presente das mais variadas formas e através de diversas linguagens. O uso dessas formas visa a aproximação do conteúdo com a realidade do aluno, facilitando sua compreensão. Além de tais alternativas metodológicas promoverem maior abrangência na construção do raciocínio geográfico. Portanto, com o objetivo de tal identificação, buscou-se neste trabalho utilizar a música como ferramenta de auxílio para o ensino de cartografia escolar, sobretudo músicas que possuem como temática central a questão da espacialidade e que trazem através de uma abordagem artística os conceitos e as categorias de análise da Geografia oportunizando diálogos antirracistas e de empoderamento negro, visto que as contribuições africanas em diversas áreas da sociedade foram constantemente apagas e desvalorizadas ao longo da história. ANJOS, Rafael Sanzio Araújo dos. A Geografia, a África e os Negros Brasileiros. In: KABENGELE, Munanga, organizador. Superando o Racismo na escola. 2ª edição revisada. Brasília. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005. p. 173- 184 CAVALCANTI, L. S. Pensar Pela Geografia: Ensino e Relevância Social. Goiânia: C&A Alfa Comunicação, 2019. CRUZ, A. Meu Lugar. Rio de Janeiro: DeckDisc: 2007. Disponível em Acesso em: 9 de outubro de 2020. FIORIN, J.L. Identidade nacional e exclusão social. In: Cadernos de Estudos Linguísticos, v.58, n.1, p. 63-77, jan.abr/2016. PEREIRA, C.M.R.B. Um mundo de aproximações geográficas com a obra de Chico Buarque: música, linguagem e pensamento geoespacial. In: Boletim Paulista de Geografia, v. 99, 2018, p.142-160. RACIONAIS MCS. A Fórmula Mágica da Paz. São Paulo: Cosa Nostra Fonográfica: 1997. Disponível em Acesso em: 9 de outubro de 2020. SANTOS, M. A formação social enquanto teoria e enquanto método. In: Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, n.54, jun./1977, pp.81-100. SANTOS, V.P.; MELO, J.A.B; Conhecendo o Espaço Vivido Através da Cartografia Escolar. In: Geo UERJ. Rio de Janeiro - Ano 16, nº. 25, v.2, 2º semestre de 2014, pp.108-121. SAUL, A. VOLTAS, F.Q. Paulo Freire e Antonio Gramsci: Aporte para pensar a formação de professores como contexto de construção de práxis docentes contra-hegemônicas. In: Revista Reflexão e Ação, Santa Cruz do Sul, v. 25, n. 2, p. 134-151, mai./ago. 2017.
1039 ciranda v. 5 n. 3 (2021) BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O ENSINO, GEOGRAFIA, MÚSICA E A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/2003 Herivelton Pereira Pires; Educação, Relações Étnico-Raciais, Formação de Professores, Resistência A implementação da Lei 10.639, em todo nível escolar é algo que sofre grandes barreiras, mas devido a todos tipos de movimentos engajados com a causa, percebemos que estamos caminhando no rumo certo. Apesar da Lei ser criada em 10 de janeiro de 2003, enxergamos que mesmo 17 anos depois, a muito em que ser feito. A “conta” não bate, pois, uma porcentagem considerável da população não se considera racista, mas dizem que já presenciaram atitudes racistas de outras pessoas. O paradoxo disso tudo é que o racismo vem sempre do outro e nunca da gente. Por isso é que hoje, parafraseando Djamila Ribeiro, não basta ser contra o racismo, mas também é preciso ter uma atitude antirracista. Nas escolas, campos e construções, ainda há um enorme entrave em relação a implementação da Lei, mas a intenção aqui é mostrar que com boas ideias, mesmo havendo a falta materiais didáticos que auxiliam na promoção de uma educação antirracista, podemos sim promovê-las. Por isso acredita-se que o ensino, independentemente de qualquer disciplina escolar pode exercer uma contribuição para que possamos caminhar frente a luta contra o racismo. A intenção desse trabalho é mostrar a música como intervenção, no processo da implementação da Lei, além de expor algumas propostas, para que o docente possa trabalhar em sala de aula. BORGES, Edson. História, estrutura social de privilégios e ações afirmativas no Brasil. In: CHAVES, Rita; SECCO, Carmen; MACÊDO, Tania (Orgs.) Brasil/África: como se o mar fosse mentira. São Paulo: Editora UNESP; Luanda, Angola: Chá de Caxinde, 2006. p.179-216. BRASIL, LEI N° 10639 DE 9 DE JANEIRO DE 2003. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnicos Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. MEC/SECAD. 2005. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção do conhecimento. Campinas: Papirus, 1998 FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES. População negra ainda sofre com a desigualdade no mercado de trabalho. Disponível em: . Acesso: em 15/11/2012 GOMES, Paulo César da Costa. Geografia e Modernidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996. GOMES, Paulo César da Costa. O conceito de região e sua discussão. In: CASTRO, Iná E.; GOMES, Paulo C.; CORRÊA, Roberto L. Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1995, p. 49-76. COSGROVE, D. A geografia está em toda parte: cultura e simbolismo nas paisagens humanas. In: CORRÊA, R. L. e ROSENDAHL, Z. (Orgs.). Paisagem, tempo e cultura. Rio de Janeiro: Editora da UERJ, 1998. p. 92-122. SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro. Record, 2000. SCHWARCZ, Lilia Moritz. Racismo no Brasil. São Paulo: Publifolha, 2001. SCHWARCZ, Lilia Moritz. Uma história de “diferenças e desigualdades”: as doutrinas raciais do século XIX. In: SCHWARCZ, Lilia Moritz. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. SOUSA NETO, Manoel Fernandes de. Aula de Geografia e algumas crônicas. Campina Grande: Bagagem, 2008. FERNANDES, Bernardo Mançano. Sobre a Tipologia de Territórios. In: SAQUET, Marco A.; SPOSITO, Eliseu S. (Orgs.). Territórios e territorialidades: teorias, processos e conflitos. São Paulo: Expressão Popular, 2009. BERQUE, A. Paisagem-marca, paisagem-matriz: elementos da problemática para uma geografia cultural. In: CORRÊA, R. L. e ROSENDAHL, Z. (Orgs.). Paisagem, tempo e cultura. Rio de Janeiro: Editora da UERJ,1998. p.84-91. Gilberto Gil. Quilombo, El Dourado Negro. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=O5bMIal00fQ>. Acesso em: 22 out. 2020. Racionais Mc’s, Negro Drama. In: 1000 Trutas 1000 Tretas. São Paulo: Cosa Nostra, 2006. Seu Jorge. Brasis. In: Ana e Jorge ao Vivo. São Paulo: Sony BMG, 2004.
1040 ciranda v. 5 n. 3 (2021) DIREITO CONQUISTADO E POLÍTICA DA IGUALDADE: A QUESTÃO DE COTAS RACIAIS NO ESPAÇO UNIVERSITARIO Brendo Bentes Gemaque; Ações afirmativas, Dimensões da igualdade, Política da compensação, Questão racial, Cotas sociais O presente artigo de caráter dissertativo teve como objetivo verificar a importância das cotas raciais como instrumento de igualdade, direito e justiça valida inerentes aos contextos históricos do passado e do presente de discriminação e segregação racial e da empregabilidade das políticas afirmativas no espaço universitário dando autonomia de oportunidade as pessoas que se denominam negras. Investigaram-se as leis regentes e construídas como fator constituído pelos poderes legislativos e judiciários no Brasil, como também outros materiais bibliográficos que discorrem com a questão de ações afirmativas, constituição, cotas raciais, políticas públicas nos educandários de ensino superior, enfatizando as resistências e lutas na promoção de reservas e/ ou vagas para negros. Concluiu-se que oferecer tais oportunidades é fomentar o respeito ao outrem na sustentabilidade de uma sociedade mais justa e mais humana, quitando a ausência de políticas afirmativas do decorrer da história da popularização territorial do Brasil. Vale ressaltar, sobre a questão de cotas raciais e sociais no espaço universitário ainda precisar de uma necessidade de aperfeiçoamento nas suas legislações quer seja na sua execução, quer seja nas suas descrições textual, que provoca certo desconforto aos ingressantes nesta causa ou não e na garantia das cotas a pós a saída da universidade para outros ambientes da sociedade. ARAÚJO, Rodrigo Queiroz de. Cotas Raciais: privilégio ou reparação? Jus Navigandi, 2018. Disponível em: https://Jus.com.br | Jus Navigandi. Acesso em: 18 setembro de 2020. BENTO, Andréa Aparecida et al. Políticas de Cotas Raciais: Conceitos e Perspectivas. In: Revista Eletrônica do Curso de Pedagogia das Faculdades OPET, ISSN 2175-1773 – Dezembro de 2016. LIBÂNIO, José Carlos et al. Educação Escolar: politicas, estruturas e organização. Coleção docência em formação: saberes pedagógicos/ coordenação Selma Garrido Pimenta. 10. ed. ver. e ampl. – São Paulo: Cortez, 2012. PENA, Marcelo Raposo Guimarães. Ações Afirmativas e o Princípio da Igualdade: A Questão das Cotas Raciais nas Universidades Públicas. Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2010. MATOS, Caio Noronha. Ações Afirmativas e o Combate ao Racismo: Dez Anos de Cotas na Universidade de Brasília. Monografia em Ciência Política da Universidade de Brasília, Brasília, 2014. Nascimento, Carla Judynara Pereira do. Políticas Públicas: Cotas Raciais à Luz da Constituição Brasileira. I Congresso Institucional da UNISIC/ URCA, s.d. SILVA, Mariana Nagano da; BARROS, Juliano Napoleão. Ações Afirmativas e Promoção da Igualdade Racial. In: Revista Cientifica do Unisalesiano – Lins – SP. Ano 7 - N° 15 – Julho / Dezembro 2016. STF. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Supremo Tribunal Federal — Biblioteca Ministro Victor Nunes Leal) Brasil. Supremo Tribunal Federal (STF). Igualdade étnico-racial e políticas de cotas e compensação [recurso eletrônico]: jurisprudência do STF e bibliografia temática / Supremo Tribunal Federal. — Brasília: STF, Secretaria de Documentação, 2018.
1041 ciranda v. 5 n. 3 (2021) PROFESSORES DE GEOGRAFIA DO ENSINO FUNDAMENTAL II E AS LEIS FEDERAIS 10.639/2003 E 11.645/2008 Adriany de Ávila Melo Sampaio;Aluê Gomes da Silva; Leis 10.639/03 e 11.645/08, Pesquisa, Ensino de Geografia, Racismo Este trabalho tem como objetivo analisar como os professores de Geografia do Ensino Fundamental II aplica as leis federais 10.639/2003 e 11.645/2008 em sala de aula. Estas leis incluíram oficial no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “Histórias e Culturas Afro-Brasileiras e Indígenas”. O estudo terá caráter qualitativo, com ênfase na Análise de conteúdo das respostas dos professores de Geografia do Ensino Fundamental II de escolas públicas da cidade de Uberlândia, Minas Gerais, que participaram da pesquisa. As leis federais 10.639/03 e 11.645/08 se propõe a refletir, atribui à discussão e reflexão acerca da história, da memória e da luta dos povos negros e indígenas socialmente excluídos ao longo do processo histórico do Brasil, até os dias atuais. De modo geral percebe-se que os professores têm avançado em relação às leis, como também o interesse de trabalhar com a temática, por isso a necessidade de formação de professores para aproximação e desmitificação para com os conhecimentos da cultura indígena, africana e afro brasileira. Construir uma identidade positiva e de afirmação social do indígena e do negro é necessário. A escola deve se apropriar de estratégias educativas de combate às formas de discriminação étnica, inicialmente a partir de uma formação dos profissionais da educação, e inclui-los nas ações pedagógicas que forneçam aos alunos a oportunidade de valorizar, conhecer, vivenciar a cultura negra e indígena. A Geografia a partir de suas categorias como lugar, paisagem, território e região, tem condições de realizar uma docência antirracista, mas para isso são necessários a formação inicial e continuada, e também de livros e outros materiais didáticos na mesma perspectiva. BRASIL. Casa Civil, Lei nº10.639, de 9 de janeiro de 2003. Brasília, DF. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: Lei 11.645, de 10 de Março de 2008. BRASIL. Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, Brasília, DF, junho, 2005. BRASIL. LDBEN 9394/96, Brasília, MEC, DF, 2009. BRASIL. Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico- Raciais. Ministério da Educação, Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Brasília: SECAD, 2006. CHAGAS, Anivaldo Tadeu Roston. O questionário na pesquisa cientifica. Administração online, São Paulo, v.1, n. 1, jan./ fev./mar. 2000 CUNHA JUNIOR, J. et al. Artefatos da cultura negra no Ceará: formação de professores: 10 anos da Lei n◦ 10639/2013. In: cadernos de textos. Fortaleza: Gráfica LCR; 2013. p. 11-22. HASENBALG, Carlos Alfredo. Discriminação e Desigualdades Raciais no Brasil. Rio de Janeiro, Edições Graal, 1992. LIMA, D. C. B. P.; REGO, T. L. Educação das relações étnico-raciais na educação infantil. In: Revista contemporânea de educação, v. 12, p. 175-191, 2017. NASCIMENTO, Alexandre do. Ação Afirmativa: da luta do movimento social negro às políticas concretas. Rio de Janeiro: CEAP, 2006. OLIVEIRA, M. G; SILVA, P. V. B. Educação Étnico- Racial e Formação Inicial de Professores: a recepção da Lei 10.639/03. In: Educação e realidade, v. 42, p. 183- 196, 2017. PEREIRA, G. R; CORDEIRO, M. J. A. A diversidade das relações étnico-raciais e o currículo escolar: algumas reflexões. In: Interfaces da educação. Parnaíba, v.5. n.14, p7-22, 2014. SANTOS, Renato Emerson Nascimento dos. A Lei 10.639 e o ensino de geografia: construindo uma agenda de pesquisa- ação. In: Revista Tamoios, v.7, p. 4-23, 2011. SILVA, P. B. G. e. Aprender, ensinar e relações étnico-raciais no Brasil. In: Educação, Porto Alegre/RS, n. 3 (63), p. 489-506, set./dez. 2007. SOUZA, Maria Helena. A Ideologia Racial Brasileira na Educação Escolar. In. OLIVEIRA, Iolanda e SISS, Ahyas (Orgs.). Cadernos PENESB, Nº 7, Niterói, RJ, EdUFF, 2006.
1042 ciranda v. 5 n. 3 (2021) PROJETO DE VALORIZAÇÃO DA CULTURA AFRODESCENDENTE NOS PROJETOS PEDAGÓGICOS DAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO DE CURSOS PROFISSIONALIZANTES Rosana de Ávila Melo Silveira; Racismo, Democracia Racial, Currículo Este ensaio artigo propõe a analisar uma das principais fontes responsável pela manutenção do mito da democracia racial no Brasil, considerando a contínua discriminação racial que parte da sociedade brasileira vivencia: a Escola Básica. Todos nós sabemos que um dos maiores intento da Educação atual é a formação plena do cidadão. Mas, contraditoriamente, contrastando com esse objetivo, se observa, inclusive por estatística, a contínua exclusão da comunidade negra e parda do processo de formação formal, uma vez que uma parcela significativa desse grupo, não foi inclusa, de forma justa nesse processo. Existe um racismo velado e enraizado em nossa sociedade. Essa discriminação tem afetado por séculos as condições de vida do povo negro em nosso país e tem se perpetuado, pois, há um ‘consenso’ (idealizado e concretizado) de que existe uma democracia racial no Brasil. Um Racismo Estrutural e Institucional. Segundo o IPEA, mais da metade da população brasileira, é negra e mestiça, possuem baixa renda per capita e baixo índice de escolaridade. Poucas pessoas desse grupo conseguem ingressar em universidades e fazer parte das classes média e alta em nosso país. ANJOS; R. S. A. dos. A África, a Educação Brasileira e a Geografia. In: Sales; Augusto dos Santos (Org.) Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03. Brasília, 2005.p. 167-184. ANDRADE, Vinícius Darlan Silva. Um caminho estratégico contra evasão escolar e fortalecimento da autoestima. CEERT. Disponível em: https://ceert.org.br/dialogando-praticas/pratica/vinicius?gclid=CjwKCAiAwrf-bUsFb5aySv2jGDxoD_BwE. Acessado em 2020. BALDISSERA, A. Pesquisa-ação: uma metodologia do “conhecer” e do “agir” coletivo. In: Sociedade em debate. Pelotas, 2001. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. http://www.senado.gov.br/sf/legislacao/const/. Acessado em 2015. ________. Contribuições para Implementação da Lei 10.639/2003. Grupo de Trabalho Interministerial Instituído por Meio da Portaria Interministerial Mec/mj/seppir. No 605 de 20 de Maio de 2008. 58p. ________. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Parecer CNE/CP 3/2004, de 10 março de 2004. ________. Edital Plano Nacional do Livro Didático - PNLD 2014: Anos Finais do Ensino Fundamental. Brasília: MEC, 2013. ________. Lei Nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. D.O.U. de 10/01/2003. Brasília, 2003. ________. Lei Nº 11.645, de 10 de março de 2008. D.O.U. 11/03/2008. Brasília, 2008. ________. Parâmetros Curriculares Nacionais: Pluralidade Cultural, Orientação Sexual. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. 164p. CORRÊA, Ricardo Alexandre. O racismo que se perpetua entre os muros das escolas do Brasil. Geledés. Publicado em: 05/05/2018. In: https://www.geledes.org.br/o-racismo-que-se-perpetua-entre-os-muros-das-escolas-do-brasil/?gclid=Cjw. Acessado em 2020. FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2009. FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 27. ed. Rio de Janeiro, RJ: Editora Paz e Terra, 1996. 148 p SOARES, Iasmin. Minha experiência como vítima de racismo na escola. https://medium.com/@iasminsoares/minha-ismo-na-escola-311a3446364f. Acessada em 2020.
1043 ciranda v. 5 n. 3 (2021) PROJETO HISTÓRIA E CULTURA AFROBRASILEIRA E AFRICANA NAS AULAS DE GEOGRAFIA DO ENSINO MÉDIO Adriany de Ávila Melo Sampaio;Aluê Gomes da Silva;Ana Flávia Borges de Oliveira;Antônio Carlos Freire Sampaio;Rosana de Ávila Melo Silveira; Lei federal 10.639/03, Lei federal 11.645/08, Estudante pesquisador, Livro didático A exigência da “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” trouxe para todos os cursos de formação de professores a responsabilidade em formar profissionais capazes de contribuir nesta temática. Apesar da lei ser do ano de 2003 ainda há muito a ser realizado para que essa questão seja um conteúdo comum nas escolas de Educação Básica. Uma das formas da Geografia contribuir com esse tema é começar a repensar a formação inicial do professor também como pesquisador, e de todo estudante como uma pessoa que pesquisa, que elabora e constrói conhecimento. Neste Projeto o Estudante do Ensino Médio teve a oportunidade de uma formação em pesquisa uma vez que o Objetivo Geral de Pesquisa foi a análise das possibilidades de inclusão da História e Cultura Afrobrasileira e Africana nos conteúdos de Geografia do Ensino Médio se colocando como estudante e pesquisador desta disciplina. Para diagnosticar as questões Étnico-raciais, especialmente sobre o cumprimento das leis federais 10639/03 e 11.645/08. ANJOS; Rafael Sanzio Araújo dos. A África, a Educação Brasileira e a Geografia. In: Sales; Augusto dos Santos (Org.) Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03. Brasília, 2005.p. 167-184. BRASIL. Contribuições para Implementação da Lei 10.639/2003. Grupo de Trabalho Interministerial Instituído por Meio da Portaria Interministerial Mec/mj/seppir. No 605 de 20 de Maio de 2008. 58p. BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Parecer CNE/CP 3/2004, de 10 março de 2004. BRASIL. Guia do Livro Didático - PNLD 2010 Geografia: Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Brasília: MEC, 2009. BRASIL. Lei Nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. D.O.U. de 10/01/2003. Brasília, 2003. BRASIL. Lei Nº 11.645, de 10 de março de 2008. D.O.U. 11/03/2008. Brasília, 2008. BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Pluralidade Cultural, Orientação Sexual. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. 164p. CIRQUEIRA, Diogo Marçal; CORREA, Gabriel Siqueira. A questão étnico-racial na Geografia Brasileira: um debate introdutório sobre a produção acadêmica nas pós-graduações. In: Anais... XII Coloquio Internacional de Geocrítica. Bogotá, 7 a 11 de mayo de 2012. 16p. LIMA, Daniela da Costa Britto Pereira; REGO, Thabyta Lopes. Educação das Relações Étnico-Raciais na Educação Infantil. In: Revista Contemporânea de Educação, vol. 12, n. 23, jan./abr. de 2017. NASCIMENTO, Alexandre do. Educação das relações étnico-raciais: elementos teóricos e metodológicos de uma prática de formação docente. In: Revista Magistro. Vol. 8 Num.2. p.19-27. 2013. OLIVEIRA, Míria Gomes de; SILVA, Paulo Vinícius Baptista da. Educação Étnico-Racial e Formação Inicial de Professores: a recepção da Lei 10.639/03. In: Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 42, n. 1, p. 183-196, jan./mar. 2017. SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e. Aprender, ensinar e relações étnico-raciais no Brasil. In: Educação. Porto Alegre/RS, ano XXX, n. 3 (63), p. 489-506, set./dez. 2007.
1044 ciranda v. 5 n. 3 (2021) RAIZ DO RACISMO: DESIGUALDADE DE DIREITO Antônio Carlos Freire Sampaio;Palmira Aparecida de Andrade Souza; Racismo, Igualdade, Direito, Raça O presente estudo propõe uma reflexão sobre a Raiz do Racismo no Brasil pelo viés da desigualdade de direito entre negro e branco. Trazem alguns elementos e passagem histórica vivenciada pelos afros no período Colonial, Império, República. Como sabemos não foi uma relação de justiça, igualdade de direito, respeito à pessoa humana. Dentro de um processo de produção econômica, que envolveu várias etnias tais como, o branco, negro, índio, asiático. É possível observar, por meio de estudos e vivencia, que é uma memória de conflito, dor, mágoa, fata de justiça igualitária. E um Estado racista no sentido que sempre serviu e aliaram-se às classes dominantes. O racismo, no país escravocrata, é estrutural e ao longo de muitos anos gerações vêm convivendo com a violência ideológica, física, psicologia praticada não só com a raça negra, mas com índios, mestiços, ciganos entre outros. Para os subjugados são lembranças que se relacionam com o passado e o presente, não resolvidas. Situação melindre atualmente, por ter feito parte de uma estrutura, muitos termos, palavras utilizadas passam despercebidos para quem usa sem propriedade, conhecimento de causa, mas para a vítima impacta de maneira irreparável, fere a alma. A referência que os identifica é exclusão, cerceamento de ambas as naturezas, em vários espaços e tempos. A fonte de pesquisa é bibliográfica e em documentos oficiais como Leis, entre outros. Sustentar a argumentação teórica em escritos de Cardoso (1997) e Reis (2005) que pesquisa sobre a questão racial no país, discute a história de africanos, descendentes, crioula, libertos no processo escravocrata. A intenção é trazer uma reflexão sobre elementos na trajetória vivenciada por pessoas negras, para compreender a raiz do racismo. BRASIL. Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010. Institui o Estatuto da Igualdade Racial; altera as Leis nos 7.716, de 5 de janeiro de 1989, 9.029, de 13 de abril de 1995, 7.347, de 24 de julho de 1985, e 10.778, de 24 de novembro de 2003. Diário Oficial da União, Brasília, 21 jul. 2010. ________. Lei n. 2.040, de 28 de setembro de 1871. Lei do Ventre Livre ou Lei Rio Branco. Declara de condição livre os filhos de mulher escrava que nasceram desde a data desta lei, libertos os escravos da Nação e outros, e providencia sobre a criação e tratamento daqueles filhos menores e sobre a libertação anual de escravos. Coleção das leis do Império do Brasil. Rio de Janeiro, v. 1, p. 147, 1871. ________. Lei n. 3.270, de 28 de setembro de 1885. Regula a extinção gradual do elemento servil. Coleção das leis do Império do Brasil. Rio de Janeiro, v. 1, p. 14, 1886. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/179463. Acesso em: 16, set. 2020. _________. Lei n. 581, de 4 de setembro de 1850. Lei Saraiva-Cotegipe ou Lei dos Sexagenários determinou a libertação dos escravos com mais de 60 anos. Coleção das leis do Império do Brasil. Rio de Janeiro, p. 267, v. 1, parte 1, 1850. _________. Lei no 3.353 de maio de 1888 (Lei Áurea). Declara extinta a escravidão no Brasil. Disponível em: http://www.planalto.gov.brhtm. Acesso em: 24 Nov. 2020. CARDOSO, C. F. História do Poder, História Política. In: Estudo Ibero Americanos, V, XXIII, n.1, jun. 1997. COSTA, M. C. Sociologia: Introdução à ciência da Sociedade. São Paulo: Moderna,2005. FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala. 42. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001. FORNER, E. O significado da liberdade. In: Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 8, n. 16, mar.88/ago.88, p. 9-36. FUNARI, P. P. A. Antiguidade clássica: a história e a cultura a partir dos documentos. 2. ed. 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1045 ciranda v. 5 n. 3 (2021) UMA REFLEXÃO DA VISÃO DE DJAMILA RIBEIRO E SÍLVIO DE ALMEIDA SOBRE O RACISMO Dulce Pereira dos Santos;Marcos Antônio Apolinário Mendes; Racismo, Antirracismo, Djamila Ribeiro, Silvio Almeida O tema deste artigo é o racismo existente no Brasil sob visão de dois importantes autores da atualidade (2020) Djamila Ribeiro e Sílvio de Almeida. Ambos escreveram dois importantes livros que constituem referências para a educação antirracista. Os livros são o Pequeno Manual Antirracista e Racismo Estrutural. O objetivo deste estudo é apresentar uma análise da luta antirracista constante nas obras e também presenciados por todos no Brasil. Utilizamos como metodologia a revisão bibliográfica e análise do posicionamento dos autores sobre o racismo intercalando com as experiências. Os resultados desse estudo indicam que a luta contra o racismo deve ser contínua. ALMEIDA, S. L. de. Racismo Estrutural. São Paulo: Editora Jandaíra, 2020. BATISTA, W. M. A inferiorização dos negros a partir do racismo estrutural. Rio de Janeiro: Práxis, 2018. RIBEIRO, D. Pequeno Manual Antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. SILVA, D. N. Tráfico negreiro: Brasil Escola. Disponível em: Acessado em 21 de outubro de 2020.
1046 ciranda v. 5 n. 3 (2021) TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: DESAFIOS PARA ATUAÇÃO DE NOVOS DOCENTES NO CONTEXTO DA SALA DE AULA Talita Tales Oliveira;Terezinha Camargo Magalhães; Cultura Digital, Desafios, TICs Tecnologias da informação e comunicação (TIC) são formas de transmissão de informações que se constituem em meios tecnológicos utilizados para tratar da informação e comunicação entre os seres humanos. O objetivo deste estudo foi identificar os desafios enfrentados pelos docentes recém-formados na utilização das TICs na sala de aula. Trata se de uma pesquisa de campo de abordagem qualitativa. A coleta de dados se deu na utilização de uma entrevista semiestruturada com seis professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental de um município no interior da Bahia. Os dados coletados foram escrutinados por análise de conteúdo temática. Os resultados indicaram que os docentes recém-formados enfrentam diversos desafios na utilização das TICs na sala de aula, pois faltam investimentos na infraestrutura das instituições e oferta de formação continuada para aprimoramento da prática pedagógica. Também encontram fragilidades nas questões sociais e econômicas dos alunos, pois nem todos conhecem e têm condições de acompanhar as tecnologias com a rapidez que elas vêm surgindo. O estudo conclui que embora os docentes sejam recém-formados e estejam inseridos na cultura digital, tendo conhecimentos atualizados sobre como ministrar aulas utilizando as TICs, isso ainda não é suficiente e constitui-se em algo desafiador para eles, já que existem inúmeros impasses que implicam na condução de um trabalho exitoso com o uso das TICs. Não há.
1047 ciranda v. 5 n. 3 (2021) DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: NARRATIVAS DE PROFESSORES SOBRE AS APRENDIZAGENS DE CRIANÇAS NOS ANOS INICIAIS Daiane Almeida Pereira;Terezinha Camargo Magalhães; Aprendizagem, Criança, Deficiência Intelectual A deficiência intelectual (D.I.) pode ser compreendida enquanto um déficit do funcionamento intelectual, seja parcial ou integral, que acarreta prejuízos no desenvolvimento das ações relacionadas a aprendizagem acadêmica, aprendizagem pela experiência, planejamento, pensamento abstrato, raciocínio, resolução de problemas e juízo de valor (DSM 5, 2014). O objetivo deste estudo foi analisar narrativas de professores sobre as aprendizagens das crianças com deficiência Intelectual (DI) dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental I. Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa realizada a partir de uma entrevista semiestruturada com seis professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental de um município do interior da Bahia. As informações coletados foram analisados através de análise de conteúdo temática conforme Bardin (2011). Os resultados apontaram fragilidades na formação docente que garantiu pouco conhecimento sobre a temática. A partir da práticas docentes os entrevistados desenvolveram habilidades para desenvolver atividades diferenciadas e prazerosas em sala de aula para despertar o interesse e manter o foco do aluno com DI. O estudo conclui através das narrativas que os docentes desenvolvem práticas lúdicas no contexto da sala de aula permeadas por carinho, respeito e paciência que auxiliam essas crianças na superação dos desafios enfrentados. Não há.
1084 ciranda v. 4 n. 1 (2020) LITERATURA EM ESCOLAS PÚBLICAS Flávia Brocchetto Ramos;Gabrielle Dall Agnol;Andreia Morés; PNBE; mediação; formação docente. Este artigo analisa resultados de investigação sobre a mediação da leitura literária relacionada a obras selecionadas pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), a fim de compreender como a escola atua nesse Programa de leitura. O estudo focaliza dois grupos de profissionais que atuam em escolas públicas (municipais e estaduais) nos municípios de Caxias do Sul e Terra de Areia-RS, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, em especial, os que exercem a docência em turmas de primeiro ao terceiro ano. Para a construção de dados, foram realizados questionários com questões objetivas e dissertativas pautadas nos princípios qualitativos de BAUER & GASKELL (2002) e BISOL (2012). Os dados analisados sinalizam para a importância da literatura durante a formação dos profissionais, bem como o incentivo de programas de governo que fortalecem as práticas docentes, incentivando a formação de leitores. BAUER, Martin; GASKELL, George. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. BISOL, Cláudia Alquati. Estratégias de pesquisa em contextos de diversidade cultural: entrevistas de listagem livre, entrevistas com informantes-chave e grupos focais. Revista Estudos psicológicos, vol. 29, supl.1. Campinas Oct./Dec. 2012. Disponível em: . Acesso em: 26/05/2017. BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. RESOLUÇÃO Nº 2, DE 1º DE JULHO DE 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Brasília, Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, seção 1, n. 124, p. 8-12, 02 de julho de 2015. BRASIL. Programa Nacional Biblioteca da Escola 1997. Disponível em http://portal.mec.gov.br/programa-nacional-biblioteca-da-escola. Acessado em 13/04/2019. BRASIL. SEB/DAGE. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: formação do professor alfabetizador: caderno de apresentação. Brasília: MEC, SEB, 2012. CANDIDO, Antônio. O direito à Literatura. In: Vários Escritos. Rio de Janeiro/São Paulo: Ouro sobre Azul/Duas Cidades, 1995. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Autores associados/ Cortez, 1989. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015. GADAMER, Hans-Georg. Verdade e método. Petrópolis: Vozes, 1997. LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1997. NÓVOA, António FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PROFISSÃO DOCENTE 1992. Disponível em: http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/4758/1/FPPD_A_Novoa.pdf> Acessado em 13/04/2019. PAIVA, Aparecida; SOARES, Magda. Introdução. In: PNBE na escola: literatura fora da caixa / Ministério da Educação; elaborada pelo Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Universidade Federal de Minas Gerais. – [Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2014]. RAMOS, Flávia Brocchetto; PANOZZO, Neiva Senaide Petry. Interação e mediação de leitura literária para a infância. São Paulo: Global, 2011. RAMOS, Flávia Brocchetto. Literatura infantil: de ponto a ponto. Curitiba: CRV, 2010.
1060 ciranda v. 5 n. 1 (2021) ENSINO E FENOMENOLOGIA: AGUÇANDO O OLHAR GEOGRÁFICO PARA A (RE)LEITURA E DA REINTERPRETAÇÃO DA DIMENSÃO DIDÁTICOPEDAGÓGICA Mariana Rodrigues da Costa Neves;José Antônio Souza de Deus;Ludimila de Miranda Rodrigues; Metodologia de Ensino. Fenomenologia. Docência. Ensino Superior. Estágio Docente A proposição deste artigo é refletir acerca da dimensão humanísticocultural nas relações intersubjetivas impressas pelos valores, sentimentos, ações, experiências e percepções observadas numa intervenção na dinâmica de classe do Estágio Docente Supervisionado (no Ensino Superior). Nesse contexto, o Método Fenomenológico demonstrou ser uma nova forma de compreensão dos processos sociais e educacionais, a partir das múltiplas relações aí estabelecidas entre os diferentes atores, e que se manifestaram em percepções, sentimentos, expressões, signos, emoções, muitas vezes desconsideradas e despercebidas pelo saber geográfico. AGUIAR, Valéria Trevizani Burla. Cognição e Representação Geográfica do Espaço. Sociedade & Natureza, Uberlândia, 11 (21 e 22): p.57-65, jan/dez, 1999. AUGÉ, Marc. Não lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade. Campinas: Papirus, 1994. BUENO, Enilda Rodrigues de Almeida. Fenomenologia: a volta as coisas mesmas. In: PEIXOTO, Adão José (Org.) Interações entre fenomenologia e educação. Campinas: Alínea, p. 9-42, 2003. BUTTIMER, Anne. Apreendendo o dinamismo do mundo vivido. In: CHRISTOFOLETTI, Antônio (Org.). Perspectivas da Geografia. 2ª Edição. São Pauo: DIFEL, 1985. p. 165-193. COLLOT, Michel. Pontos de vista sobre a percepção das paisagens. Boletim de Geografia Teorética, 20 (39), p.21-32, 1990. HEIDEGGER, Martin. Todos nós... ninguém: um enfoque fenomenológico do social. São Paulo: Moraes, 1981. KOZEL, S. Nogueira, A. R. B. Geografia das representações e sua aplicação pedagógica: contribuições de uma experiência vivida. Revista do Departamento de Geografia, são Paulo, n. 13, p. 239-257, 1999. LEWGOY, Alzira Mª. B;SCAVONI, Maria Lucia. Supervisão em Serviço Social: a formação do olhar ampliado. In: Revista Texto & Contextos. EDIPUCRS. Porto Alegre: 2002. LOWENTHAL, David. Geografia, experiência e imaginação: em direção a uma epistemologia geográfica. In: CHRISTOFOLETTI, Antônio (Org.). Perspectivas da Geografia. 2ª Edição. São Pauo: DIFEL, 1985. p. 103-141. MERLEAU-PONTY, Maurice. Conversas – 1948. São Paulo: Martins Fontes, 2004. MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da Percepção. São Paulo: Martins Fontes, MERLEAU-PONTY, Mauri REIS, Breno Maciel Souza. Pensando o Espaço, o lugar e o não lugar em Certeau e Augé: perspectivas de análise a partir da interação simbólica de Fourquare. Contemporânea. N.21. Ano 2. Vol.2. 2013. P.136-148.
1049 ciranda v. 5 n. 2 (2021): REVISTA CIRANDA UM ESTUDO SOBRE O ENSINO DE MÚSICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA PELA VISÃO DA GESTÃO ESCOLAR Maicon Dorigatti;Terciane Ângela Luchese; Educação Básica. Ensino de música. Gestão. Entendendo o papel fundamental que a gestão escolar desempenha para a articulação do ensino de música na Educação Básica, esta pesquisa teve por objetivo analisar os processos de introdução, construção e reverberações do ensino de música na rede privada a partir da visão da gestão, baseando-se na necessidade cultural de sua abordagem e embasada na legislação que a torna obrigatória. A pesquisa foi realizada em cinco escolas particulares da Serra Gaúcha e a escolha se deu por entender que a rede possui, a princípio, melhores condições de proporcionar um ensino de qualidade, principalmente pelos aspectos estruturais. Constatou-se que mesmo no setor privado ela não é garantida em sua totalidade, sendo trabalhada em maioria como atividades laterais ou extracurriculares, não estando presente de forma regular. Na maior parte, existe a construção de um discurso da sua importância, mas de forma genérica, falta a prática concreta do seu ensino. ALVARENGA, C.; MAZZOTTI, T. Análise retórica do debate acerca da obrigatoriedade do ensino de música no Brasil. Revista Educação e Cultura Contemporânea, vol. 9, nº 19, p. – 205, 2012. BELLOCHIO, C, R. Educação Musical e professores dos anos iniciais de escolarização: formação inicial e práticas educativas. In: HENTSCHKE, L.; BEN, L. del. Ensino de Música: propostas para pensar e agir em sala de aula. São Paulo: Moderna, 2003. p. 127-140. BEYER, E. Reflexões sobre as práticas musicais na educação infantil. In: HENTSCHKE, L; BEN, L. del. Ensino de Música: propostas para pensar e agir em sala de aula. São Paulo: Moderna, 2003. p. 101-112. BRASIL. M, E. Base Nacional Comum Curricular: Educação é a Base. 3. ed. 2018. 600 p. Disponível em: . Acesso em: 15 jan. 2019. BRASIL. M, E. Assessoria de Comunicação Social. Ensino de música será obrigatório. 2008. Disponível em: . Acesso em: 13 janeiro 2019. BRASIL. P, R. Casa Civil. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996: Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 1996. Disponível em: . Acesso em: 13 janeiro 2019. BRASIL. P, R. Casa Civil. Lei Nº 11.769, de 18 de agosto de 2008: Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica. 2008. Disponível em: . Acesso em: 13 janeiro 2019. BRASIL. P, R. Casa Civil. Lei Nº 13.278, de 2 de maio de 2016: Altera o § 6o do art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que fixa as diretrizes e bases da educação nacional, referente ao ensino da arte. 2016. Disponível em: . Acesso em: 12 janeiro 2019. BRASIL. P, R. Casa Civil. Mensagem Nº 622, de 18 de agosto de 2008. 2008. Disponível em: . Acesso em: 12 janeiro 2019. JOLY, I, Z, L. Educação e educação musical: conhecimentos para compreender a criança e suas relações com a música. In: HENTSCHKE, L.; BEN, L. del. Ensino de Música: propostas para pensar e agir em sala de aula. São Paulo: Moderna, 2003. p. 113-126. LOPARDO, C, E. A Inserção da Música na Escola: um estudo de caso em uma escola privada de Porto Alegre. 2014. 289 f. Tese (Doutorado) - Curso de Música, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2014. LOUREIRO, A, M, A. O ensino de música na escola fundamental. 8. ed. São Paulo: Papirus, 235 p. PENNA, M. Música(s) e seu ensino. 2. ed. Porto Alegre: Sulina, 2012. QUEIROZ, L. R. S.; MARINHO, V. M. Práticas para o ensino da música nas escolas de educação básica. In: Música na educação básica. Porto Alegre, v. 1, n. 1, out. de 2009. SNYDERS, G. A escola pode ensinar as alegrias da música? São Paulo: Cortez, 1992. SNYDERS, G. Alunos felizes. Reflexão sobre a alegria na escola a partir de textos literários. São Paulo: Paz e Terra, 1996. SOUZA, J. Arte no Ensino Fundamental. Belo Horizonte, 2010. Disponível em: . Acesso em: 10 janeiro 2019. TINHORÃO, J, R. História Social da Música Popular Brasileira. São Paulo: Editora 34, 1998. p.
1050 ciranda v. 5 n. 2 (2021): REVISTA CIRANDA METODOLOGIA DE PROJETOS: CAMINHOS PARA UMA PRÁTICA DOCENTE SOCIAL E EDUCACIONAL APORTADA NA PROPOSTA DE TRABALHOS COM PESQUISA Josimeri Grein;Maria de Fátima Quintal de Freitas;Lucymara Carpim; Aprendizagem significativa. Metodologia de projetos. Trabalho colaborativo. Este artigo é o resultado de uma investigação realizada com oito professoras que atuam como multiplicadoras da metodologia de projetos em escolas estaduais e municipais do estado do Paraná, a partir da problemática: como elas percebem seu papel como agentes de transformação e de mudança junto aos participantes dos programas de formação continuada, considerando ametodologia de projetos? De abordagem qualitativa do tipo interpretativo, a pesquisa teve como objetivo verificar se a metodologia de projetos contribui para que ocorra o envolvimento dos alunos e demais agentes da escola e da comunidade e favorece a aprendizagem, beneficiando-os na resolução de problema sociais e educacionais. Para compor os resultados, optou-se pela análise de conteúdo, considerando a categorização das respostas obtidas, tendo como aporte epistemológico e conceitual os autores: Bardin (2010), Behrens (2005, 2006, 2014), Bender (2014), Freitas (2005), Hernandez (1998), Lane (1981, 1995), Torres (2000, 2014) e Veiga (1996, 1998, 2009), que foram essenciais para dar suporte às investigações. As multiplicadoras investigadas apontaram a importância de seu papel como agentes de transformação da prática educativa dos professores participantes dos programas de formação continuada, considerando a metodologia de projetos possibilidade de uma aprendizagem significativa, que, por meio do envolvimento dos demais atores da escola e da comunidade, podem promover ações sociais e educacionais de maneira coletiva e colaborativa, que solucionem questões sociais e educacionais que afetam a realidade dos alunos e da sociedade. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Portugal, Edições 70, 2010. BEHRENS, Marilda Aparecida. Metodologia de projetos: aprender e ensinar para a produção do conhecimento numa visão complexa. In: Complexidade: redes e conexões na produção do conhecimento. Coleção Agrinho, Curitiba: SENAR, 2014. BEHRENS, Marilda Aparecida. O paradigma emergente e a prática pedagógica. Petrópolis: RJ, Vozes, 2005. BEHRENS, Marilda Aparecida. 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1051 ciranda v. 5 n. 2 (2021): REVISTA CIRANDA TIÃO ANDRADE: A FORMAÇÃO E INSERÇÃO NA DOCÊNCIA DE UM GRANDE VIOLISTA E ARRANJADOR DO CELF Daniel Bruno Oliveira Lopes; CELF. Entrevista narrativa. Tião Andrade. Este artigo consiste em trazer uma narrativa feita pelo professor Tião Andrade, com intuito de resgatar suas memórias através de relatos sobre a sua formação e início na carreira musical, tanto como docente do Conservatório de Música Lorenzo Fernandez, quanto como violonista e arranjador. Para isto foi utilizado como método de abordagem uma pesquisa qualitativa com uma entrevista narrativa, o resultado desta gerou os principais dados e base deste trabalho. ANDRADE, Tião. Montes Claros, 27 de Dezembro de 2018. Gravador de áudio. Entrevista concedida a Daniel Lopes. ARAÚJO, R. M. B. Tornaram-se professores(as): narrativas e saberes dos(as) graduandos(as) do curso de Pedagogia. In: Regina Magna Bonifácio de Araújo; Célia Maria Fernandes Nunes. (Org.). Narrativas de professores em formação: O significado de ser Pedagogo. São Paulo, SP: Paco Editorial, 2015, p. 51-66. DUARTE, V. M. N. Pesquisa Qualitativa e Quantitativa. 2015. Disponível em: http://monografias.brasilescola.uol.com.br/regras-abnt/pesquisa-quantitativa-qualitativa.htm. Acesso em: 13 de jan. 2019. ESPERIDIÃO, Neide. Educação profissional: reflexões sobre o currículo e a prática pedagógica dos conservatórios. In.: Revista da ABEM, Porto Alegre, V. 7, 69-74, set. 2002. MUYLAERT, C. J.; SARUBBI JUNIOR, V. ; ROLIM, M. L. ; GALLO, P. ; REIS, A. O. A. . A importância das narrativas em pesquisa qualitativa. In: [Anais...] 3º Congresso Iberoamericano en investigación cualitativa, 2014, Badaroz, 2014. v. II. p. 101-105. PROJECTO DE ESTATUTOS do Conservatorio de Música. Organizado para cumprimento do art. 15 do Decreto nº 1542 de 23 de janeiro de 1855, e mandado por em execução provisoriamente pelo aviso de 16 de julho de 1878. Rio de Janeiro, Typographia Nacional, 1878.
1052 ciranda v. 5 n. 2 (2021): REVISTA CIRANDA PEDAGOGIA EMPRESARIAL: O PAPEL DO PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE EDUCAÇÃO - PERSPECTIVAS, DIVERSIDADES E CONTEXTOS Jaqueline Silva de Jesus;Marcelo Máximo Purificação;Elisângela Maura Catarino; Pedagogia Empresarial; Educação; Espaços formais e não formais; Contextos. BOGDAN, R.; BIKLEN, S. Investigação Qualitativa em Educação – uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 1994. CADINHA, M. Conceituando pedagogia e contextualizando pedagogia empresarial.Pedagogia Empresarial: forma e contextos de atuação. Rio de Janeiro: Wak, CATHO. Site brasileiro de classificados e empregos. 2020. Disponível em: https://www.catho.com.br/. Acessado em: 21/11/2020. CLARKE, Simon. Crise do Fordismo ou Crise da Social-Democracia? São Paulo: Lua Nova, 1991. DEPAEPE, Marc e SMEYERS, Paul. Educacionalização como um processo de modernização em curso. In. Perspectiva, Florianópolis, v. 34, n. 3, 753-768, set./dez. 2016 FRISON, Lourdes Maria Bragagnolo. O pedagogo nos espaços não escolares: novos desafios. In: ANAIS do Seminário Interdisciplinar em Supervisão escolar: a gestão dos processos educativos. Organização: Carla Lavínia Pacheco da Rosa e Rudimar Serpa de Abreu. Santa Cruz do Sul: UNISC, 2001. HOLTZ, Maria Luiza Martins. Lições de Pedagogia Empresarial. Sorocaba-SP: MH Assessoria Empresarial S/C Ltda, 1999. KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria da ciência e prática da pesquisa. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997. LAUDARES, J; QUIRINO, R. O Pedagogo do Trabalho: Perfil Profissional e Saberes Necessários para a Atuação. In.: Educação & Tecnologia, v. 15, p. 73-94. 2006. LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos: inquietações e buscas. In: Anais do 2° Encontro Cearense de Educadores, promovido pelo OfinArtes – Centro de Acessória Pedagógica, Fortaleza, 1999. LOPES, Izolda. TRINDADE, A B. CARVALHO, Cláudia e CADINHA, Márcia Alvim. Pedagogia Empresarial uma nova visão de aprendizagem nas organizações. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2006. LORENZO, Francine De. Aprendendo a aprender: empresas descobrem a importância da educação no trabalho e abrem as portas para o pedagogo. In.: Revista Vencer, março de LOCKMANN, Kamila. A educacionalização do social e as implicações na escola contemporânea. In.: Educação Unisinos, 20(1): 58-67, janeiro/abril 2016. MARON, N. Reestruturação Produtiva, Escolarização Fabril e o Processo Histórico de Inserção do Pedagogo na Fábrica: Estudos de Caso na Região de Curitiba. In.: Revista Eletrônica de Ciências da Educação, v.6, n.2, novembro. 2007. MERRIAM, S. B. Qualitative Research and Case Study Applications in Education. SanFrancisco: Allyn and Bacon, 1998. MINAYO, M. C. S. Ciência, técnica e arte: o desafio da pesquisa social. In: MINAYO, M. C. S (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001. p. 09- PIUNA, Geisa Morais, PURIFICAÇÃO, Marcelo Màximo. SANTANA, Maria Luzia da Silva. Pedagogia empresarial: o desenvolvimento eficiente de atividades pedagógicas no mercado de trabalho - a abertura para novas atividades. In.: Anais do I Colóquio de Pesquisa Multidisciplinar, – 06, 07 e 08 de junho – Mineiros-GO, 2016. RIBEIRO, A. E. A. Pedagogia Empresarial: atuação do pedagogo na empresa. 2ª edição, Rio de Janeiro: WAK, 2004. _____________. Pedagogia Empresarial: atuação do pedagogo na empresa. Rio de janeiro: Wak Editora, 2003. ______________. Pedagogia Empresarial: atuação do pedagogo na empresa. 6º Edição. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2010. ______________. Temas atuais em pedagogia empresarial: aprender para ser competitivo. 3º edição – Rio de Janeiro: Wak Editora, 2010. SAVIANI, D. A Pedagogia no Brasil: História e Teoria. Campinas, São Paulo. 2008. TREVISAN, N. V. LAMEIRA, L. J. C. R. Formação do educador para pedagogia nas empresas. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/5033#:~:text=Em%20vez%20de%20 lutar%20contra,num%20ambiente%20oscilante%20e%20ins. Acesso em Março de 2016. VEIGA-NETO, A.; LOPES, M. C.. Inclusão, exclusão, in/exclusão. 2011. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/verve/article/view/14886. Acesso em Março de 2016.
1053 ciranda v. 5 n. 2 (2021): REVISTA CIRANDA A PARTICIPAÇÃO ADULTO MADURO EM CURSOS TÉCNICOS SUBSEQUENTES Nirvan Hofstadler Peixoto;Leila Maria Araújo Santos;Claudia Smaniotto Barin; : Adulto Maduro. Aprendizagem. Educação. Educação Profissional e Tecnológica. Este estudo busca verificar a participação de adultos maduros nos cursos subsequentes em eletrotécnica, eletromecânica e mecânica do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria, bem como averiguar de que maneira a participação desses impacta no ensino dos cursos. O presente estudo justifica-se por contribuir com a escola na identificação da faixa etária do público que procura a EPT, assim como perceber em que medida sua participação altera as formas de ensino. Por fim, visa propor alternativas para trabalhar com a diversidade geracional. Foram considerados adultos maduros, aqueles com idade igual ou superior a 35 anos, que é baseada nos estágios psicossociais de desenvolvimento do ser humanos propostos por Erikson (1972). A pesquisa foi realizada com informações da Secretaria de Registros Escolares do CTISM. Os resultados apontaram para a necessidade de um olhar mais atento aos alunos maduros, tendo em vista os seguintes aspectos: a crescente procura desses pelos cursos técnicos e as diferentes experiências e expectativas dos alunos maduros em comparação com os alunos jovens. BERNARDES, L. S.; CASAGRANDE, J. L.; BAINHA, A. Envelhecimento da População e a Previdência Social: as possibilidades existentes de aposentadorias no Brasil e suas regras. Ciências Sociais Aplicadas em Revista. 2017. Disponível em:< http://erevista.unioeste.br/index.php/csaemrevista/article/view/18632>. Acesso em: 15 jan. 2020. BORGES, G. M.; CAMPOS, M. B. de; SILVA, L. G. C. e. Transição da estrutura etária no Brasil: oportunidades e desafios para a sociedade nas próximas décadas. In: ERVATTI, L. R.; BORGES, G. M.; JARDIM, A. P. Mudança Demográfica no Brasil no Início do Século XXI: Subsídios para as projeções da população. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. n. 3. p. 138-51. BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Plano Nacional de Educação PNE-2014-2024: Linha de Base. – Brasília, DF: Inep, 2015. 404 p.: il. ________. Lei nº 8.948, de 08 de dezembro de 1994. Cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 20 dez. Disponível em: http://www.planalto.gov.br. Acesso em: 22 maio de 2015. ________.Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 20 dez. Disponível em: http://www.planalto.gov.br. Acesso em: 22 maio de 2015. CIAVATTA, M. A construção da democracia pós-ditadura militar – políticas e planos educacionais no Brasil. In: FÁVERO, O; SEMERARO, G. (Org.). Democracia e construção do público no pensamento educacional brasileiro. 2. ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, CUNHA, L. A. O ensino de ofícios nos primórdios da industrialização. São Paulo: UNESP, 2000b. 243 p. ERIKSON, E. H. Identidade, Juventude e Crise. Rio de Janeiro: Zahar, 1972. FRIGOTTO, G. Educação, crise do trabalho assalariado e do desenvolvimento: Teorias em conflito. In: (Org.). Educação e crise do trabalho: perspectiva de final de século. Petrópolis: Vozes, 1998. FONSECA, C. S. História do ensino industrial no Brasil. Rio de Janeiro: Escola Técnica, IBGE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Disponível em: < https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/18318-piramide-etaria.html>. Acesso em: 30 jan. 20. OSÓRIO, A. R. Educação Permanente e Educação de Adultos. Lisboa: Instituto Piaget, PAPALAIA, D. E.; OLDS, S. W. Desenvolvimento Humano. 7ª Ed. Porto Alegre, Artes Médicas Sul, 2000. PEREIRA, D. E. C. Qualidade de vida na terceira idade e sua relação com trabalho no grupo de terceira idade: “Amor e Carinho” de Santa Terezinha de Itaipu. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Catarina, 2002. ROMANELLI, O de O. História da Educação no Brasil: 1930-1973. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 1986. SAVIANI, D. História das ideias pedagógicas no Brasil. São Paulo: Campinas. Ed. Autores associados, 2007. Zanelli, J. C.; Silva, N.; Soares, D. H. P. Orientação para aposentadoria nas organizações de trabalho: Construção de projetos para o pós–carreira. Porto Alegre: Artmed, 2010. WITTACZIK, L. S. Educação Profissional no Brasil: histórico. In.: E-Tech: Atualidades Tecnológicas para Competitividade Industrial, Florianópolis, v. 1, n. 1, p. 77-86, 1º. sem.,
1054 ciranda v. 5 n. 2 (2021): REVISTA CIRANDA A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA E INCLUSIVA NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: RELATO DE EXPERIÊNCIA COM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL Luciana de Jesus Botelho Sodré dos Santos; Atendimento Educacional Especializado. Contação de histórias. Deficiência Intelectual Este artigo apresenta como objetivo compartilhar uma experiência com uso da contação de histórias para alunos com Deficiência Intelectual que frequentam a Sala de Recursos Multifuncionais para fazer o Atendimento Educacional Especializado - AEE, em uma escola da rede municipal de ensino de São Luís. A natureza deste estudo é um relato de experiência permeada de análises e discussões tecidas na relação: contação de histórias - prática inclusiva - alunos com Deficiência Intelectual, categorias levantadas e aprofundadas teoricamente por bibliografias nacionais e internacionais como: Coelho (2000), Abramovich (2002), Bettelheim (2002), Sartoretto e Bersh (2010), Vigotski (1997, 2007) dentre outros autores. Os resultados obtidos na aplicação dessa estratégia apontaram uma ampliação no vocabulário dos alunos, atenção, memória e concentração durante a realização das tarefas pós-contação denominadas de atividades geradoras, potencialização da oralidade, criatividade nas tarefas aplicadas envolvendo a escrita, interesse pelos livros e sobretudo, a interação social com os colegas e elevação da autoestima. Conclui que a utilização da contação de histórias como estratégia mediadora para o desenvolvimento cognitivo e funcional do aluno com Deficiência Intelectual no AEE é uma prática que se direciona tanto para a formação leitora como inclusiva desse aluno no contexto escolar, de vida e social de forma geral. ABRAMOVICH, F. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 2002. ALONSO, C. M.; GALLEGO, D. J.; HONEY, P. Los estilos de aprendizaje: procedimientos de diagnóstico y mejora. Madrid, ES: Mensajero, 2002. APA - AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais: DSM 5. Tradução de Maria Inês Corrêa Nascimento. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. AZEVEDO, A. ABC do dromedário. 3 ed. São Paulo: Paulinas, 2011. AZEVEDO, A. O menino que via com as mãos. E ed. São Paulo: Paulinas, 2007. BARBOSA, N. M. Sítio do Tio Chico. 12 ed. São Paulo: Paulinas, 2013. BARROS, D. M. V. 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1055 ciranda v. 5 n. 2 (2021): REVISTA CIRANDA QUEM É O ADULTO MADURO PRESENTE NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA? Juliane Vanessa Rippel Silveira;Leila Maria Araújo Santos;Cláudia Smaniotto Barin; Educação Profissional e Tecnológica. Envelhecimento populacional. Adultos Maduros. Diversidade Geracional. O processo de envelhecimento no cenário educacional é uma questão que carece de estudos e discussões, uma vez que é intrínseco ao ser humano. Nesse sentido, este artigo é um recorte da dissertação de mestrado intitulada “Adultos Maduros na Educação Profissional e Tecnológica: um estudo à luz da diversidade geracional”, cujo foco é a diversidade de gerações em classes pósmédio da EPT e procurou compreender quem é esse “aluno maduro”, quais são as suas expectativas quando buscam a EPT e como se dá a relação intergeracional em sala de aula. Neste recorte, de caráter bibliográfico, será dada especial atenção ao levantamento realizado para definir a expressão “adultos maduros” para os sujeitos em fase de transição do adulto jovem para o de meia idade, que se estende dos 30 aos 59 anos. Para determinação dessa expressão, optou-se pela teorização de Erik H. Erikson (1976), Juán J. M. Mosquera e Claus Stobäus (1983), Juán J. M. Mosquera (1987) e Helena B. F. Balbinotti (2003; 2005; 2007 e 2012), partindo das definições de suas teorias sobre as fases da vida. Em conclusão, acredita-se que o grande ideal da educação deverá estar alicerçado em práticas pedagógicas coerentes com a realidade de cada aluno. Considerando que uma pessoa na fase adulta vivenciou diversas experiências, tanto na vida pessoal quanto na profissional, espera-se que ela apresente facilidades para fazer associações para determinados assuntos, dificuldades de compreensão em outros e interesse despertado em algo que está relacionado ao seu dia a dia, ao seu ambiente de convívio ou em algum ponto que tenha lhe despertado curiosidade. ALMEIDA, A. C; SUHR, I. R. F. Educação profissional no Brasil: a construção de uma proposta educativa dual. Revista Intersaberes, Curitiba, v. 7, n. 13, p. 81-110, jan./jun., ALVES, J. E. D. O envelhecimento brasileiro até 2085 na projeção média de fecundidade. EcoDebate, Mangaratiba, dez. 2015. Disponível em: . Acesso em: 09 ago. ÁVILA, R. I.; MACHADO, A. M. Transição demográfica brasileira: desafios e oportunidades na educação, no mercado de trabalho e na produtividade. Indicadores Econômicos FEE. Porto Alegre, v. 43, n. 3, p. 111-124, 2016. BALBINOTI, H. B. F. 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1056 ciranda v. 5 n. 2 (2021): REVISTA CIRANDA A PRÁTICA NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO PARA EDUCAÇÃO PÓS-CONTEMPORÂNEA: A CONTRIBUIÇÃO TEÓRICA DO EMPREENDEDORISMO, INCLUSÃO, INTERDISCIPLINARIDADE E SUSTENTABILIDADE NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR Geiza Gláucia Zeferino Viegas;Lídia Costa;Vagner Luciano de Andrade; Estágio; Empreendedorismo; Inclusão; Interdisciplinaridade; Sustentabilidade A prática escolar pós-contemporânea, fundamenta-se em questões e temáticas, cada vez, mais diferenciadas como: Empreendedorismo, Inclusão, Interdisciplinaridade e Sustentabilidade, que por sua vez precisam ser revistas desde a formação na licenciatura até sua percepção e aplicação no contexto escolar. Vê-se que os pensamentos teóricos aprendidos no decorrer dos cursos de Licenciatura promovem uma visão reflexiva incompleta em relação à escola. Este texto tem como finalidade debater sobre a contribuição do estágio curricular obrigatório supervisionado como ferramenta necessária à construção e formação do licenciado. Embasado na Educação do Século XXI, metodologicamente utilizou-se de uma revisão bibliográfica vertendo para quatro pilares Empreendedorismo, Inclusão, Interdisciplinaridade e Sustentabilidade. Neste sentido, o estágio curricular obrigatório é essencial para a didática do futuro professor ao possibilitar o entendimento sobre questões relacionadas ao ambiente escolar atual como a rotina, as atividades extracurriculares, o planejamento, dentre outros aspectos. Desse modo, é relevante a discussão sobre o estágio curricular obrigatório nos cursos de Licenciatura, visto que no universo acadêmico têm-se estudos e compartilhamentos de ideias integradas à vivência temática da prática, sendo necessário um aprofundamento e reflexão sobre à futura atuação pedagógica empreendedora, inclusiva, interdisciplinar e sustentável. BRASIL, República Federativa do. Comissão Nacional de Reformulação dos Cursos de Formação de Educadores. Disponível em http://www.lite.fe.unicamp.br/grupos/formac/comiss%E3o_nacional_de_reformula%E7%E3. htm Acesso em 05. Jan. 2021 BRASIL, República Federativa do. Conselho Nacional de Educação (CNE). Resolução CNE/CP nº 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de professores da Educação Básica, em nível superior. Brasília: Diário Oficial da União, 4 mar. 2002a. Seção 1, p. 8. BRASIL, República Federativa do. Conselho Nacional de Educação (CNE). Resolução CNE/CP nº 2, de 19 de fevereiro de 2002. Duração e carga horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de formação de professores para Educação Básica, em nível superior. Diário Oficial da União, Brasília, 4 mar. 2002-b. Seção 1, p. 9. BRASIL, República Federativa do. Lei Federal nº 9.394 de 20/12/1996 Estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). 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1057 ciranda v. 5 n. 2 (2021): REVISTA CIRANDA A INCLUSÃO DA PESQUISA NO ENSINO MÉDIO DA ESCOLA PÚBLICA: UMA INTRODUÇÃO À PESQUISA SOBRE METODOLOGIAS ATIVAS Isadora Oro Brocardo;Julia Matte de Carli;Mateus Mota Loiola Coutinho;Carina Merkle Lingnau; discurso; educação; ensino Este artigo é uma investigação que fez parte do projeto de pesquisa sobre metodologias ativas e o discurso na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus Francisco Beltrão (UTFPR-FB). Esta pesquisa foi desenvolvida por bolsistas de ensino médio e acadêmicos de graduação da UTFPR-FB. O objetivo do trabalho é refletir sobre a relação entre práticas de metodologias ativas no primeiro ano do ensino médio do Colégio Estadual Dr. Eduardo Virmond Suplicy e o discurso foucaultiano (FOUCAULT, 2009). Para fins metodológicos utilizamos pesquisa bibliográfica, documental e a análise do discurso em Michel Foucault. Como resultados verificamos que as práticas das metodologias ativas estiveram presentes em momentos específicos da experiência de ensino médio das bolsistas. Além disso, durante a pesquisa as pesquisadoras utilizaram a plataforma google sala de aula, assim como o aplicativo whatsapp, o que proporcionou a vivência das metodologias ativas no decorrer da investigação. Essas práticas foram relacionadas às verdades produzidas através dos discursos que circulam nos ambientes educacionais. AMRAN, R; YOKOYAMA, F; NISHINO, K. Development of active learning methods of English in Japanese high schools to support student activities in group discussions. Procedia Computer Science, 2016; p. 1472-1478. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1877050916320038. Acesso em: 27 abr. BORGES, T.S.; ALENCAR, G. “Metodologias ativas na promoção da formação crítica do estudante: o uso das metodologias ativas como recurso didático na formação crítica do estudante do ensino superior”. Cairu em Revista, Jul/Ago. Ano 03, n° 04, 2014. BUSS, C.S; MACKEDANZ, L.F. O ensino através de projetos como metodologia ativa de ensino e de aprendizagem. Revista Thema, Pelotas, v.14, n. 3, 2017. FERNANDES, R.I. et al. Metodologias ativas aplicadas no Ensino de Física para o Ensino Médio. Revista Tecnologias na Educação, Curitiba, v.24, n.24, 2018. FILLINGHAM, L.A. Foucault para principiantes. Buenos Aires: Era Nasciente, 2004. FOUCAULT, M. A Ordem do Discurso. Aula Inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. 19.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2009. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996. MORAN, J. Entrevista José Moran – Metodologias Ativas, mar 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=O4icT4Z8m6Q>. Acesso em: 15 de março de 2020. MORAN, J. Por que avançamos tão devagar na Educação? Escola de comunicação e artes universidade de São Paulo (ECA), 2020. disponível em: . Acesso em: 15 de março de 2020. PEREIRA, A.M.de O.; KUENZER, A. Z.; TEIXEIRA., A. C. Metodologias ativas nas aulas de Geografia no Ensino Médio como estímulo ao protagonismo juvenil. Educação (Santa Maria. online), v. 44, p. 73, 2019.
1058 ciranda v. 5 n. 2 (2021): REVISTA CIRANDA OCUPAR, PRODUZIR E RESISTIR: UM BREVE ESTUDO SOBRE A PROPOSTA PEDAGÓGICA DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA (MST) EM COMPARAÇÃO COM A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) Jean Marcel Caum Camoleze; MST. Educação do Campo. BNCC. Educação Integral A finalidade deste artigo é apresentar a proposta pedagógica em assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em comparação com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na modalidade de Educação do Campo. Além de utilizarmos as diretrizes e considerarmos as dificuldades da Educação do Campo, também destacaremos as particularidades de uma proposta pedagógica voltada à formação de educadores e educandos do Movimento. Surgido no início de 1984, o MST tornou-se o principal movimento social do país, seja em âmbito urbano ou rural, sendo o setor responsável pela educação considerado como prioritário. Com o objetivo principal de garantir o direito à terra, o MST reconhece que a educação do campesinato é essencial para a continuidade de sua luta. Observando a trajetória histórica e a formação dos educadores que atuam em acampamentos e assentamentos, apontaremos as necessidades e singularidades da Educação do Campo em um movimento rural que se encontra às margens do sistema institucionalizado. Com isso, pretendemos demonstrar que a educação no MST transpassa a disputa entre Movimento e Estado, colocando-se em situação de primazia para a formação integral dos sujeitos e a superação do ensino restrito a competências. AGUIAR, M. A. Relato da resistência à instituição da BNCC pelo conselho nacional de educação mediante pedido de vista e declarações de votos. In: AGUIAR, Márcia Ângela da S.; DOURADO, Luiz Fernandes [org.]. A BNCC na contramão do PNE 2014-2024: avaliação e perspectivas [Livro Eletrônico]. Recife: ANPAE, 2018. Pág. 8 a 22. BAUER, Carlos. 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1061 ciranda v. 5 n. 1 (2021) AS PERCEPÇÕES DE PROFESSORES SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL A EDUCAÇÃO DO CAMPO MEDIANTE O PROGRAMA ESCOLA NEUROPSIEDUCAÇÃO (PENEUROPSIE) Tatiane Gamarra Calonga;Maria Luzia da Silva Santana; Psicologia da educação. Psicologia Histórico-Cultural. Materialismo histórico. Educação do campo. Formação de professores. Há carência de estudos no contexto brasileiro que dialoguem acerca da Educação do Campo e a Psicologia Rural, por isso esta pesquisa aborda as contribuições da Psicologia da Educação para a formação de professores, a partir da Psicologia Histórico-Cultural articulada à Educação do Campo. O objetivo geral é investigar as contribuições da Psicologia da Educação à Educação do Campo, mediante a apresentação do Programa Escola Neuropsieducação (PENeuroPsiE). A metodologia de pesquisa utilizada agregou a revisão bibliográfica e a exploração dos dados, com a participação de 05 professores (as) que atuam ou atuaram na Educação do Campo. Os instrumentos utilizados para coleta de dados foram: vídeo, o PENeuroPsiE e um questionário no Google Forms. Foi evidenciado a importância da inserção da Psicologia da Educação no curso de formação de professores para atuar na Educação do Campo de maneira interdisciplinar, reflexiva e articulada ao contexto, ou seja, numa práxis pedagógica considerando uma reflexão acerca da realidade dos estudantes e das escolas em contextos rurais. O material pedagógico do PENeuroPsiE foi considerado relevante, inovador e motivador para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores e apropriação dos conhecimentos abordados. Contudo, há necessidade de adaptar os recursos do PENeuroPsiE à realidade vivenciada pelos estudantes em assentamentos de reforma agrária e a Pedagogia da Alternância. As percepções dos professores sobre os materiais do PENeuroPsiE são importantes para ajustes e sua validação ecológica. Os dados obtidos colaboram com avanço, debates e reflexões sobre as contribuições da Psicologia Histórico-Cultural e Psicologia Rural à Educação do Campo. ALMEIDA, Patrícia Cristina Albieri de; AZZI, Roberta Gurgel. A Psicologia da Educação como um saber necessário para a formação de professores. Temas em psicologia, vol. 15, n. , 41 - 55, 2007. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/tp/v15n1/06.pdf. Acesso em: mar. 2020. ALVES, Zélia Maria Mendes Biasoli. Contribuições da psicologia ao cotidiano da escola: Necessárias e adequadas. Paidéia FFCLRP-USP, Rib.Preto, fev/ago 1997. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-863X1997000100007. Acesso em: 19 mar. 2020. ANTUNES, Mitsuko Aparecida Makino. Psicologia Escolar e Educacional: história, compromissos e perspectivas. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 12, n. 2, p. 469-475, dezembro de 2008. 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1062 ciranda v. 5 n. 1 (2021) EDUCAÇÃO DE BEBÊS E CRIANÇAS BEM PEQUENAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: DIÁLOGOS COM A PRODUÇÃO CIENTÍFICA (2013 – 2017) Raiza Fernandes Bessa de Oliveira;Maévi Anabel Nono; 0 a 3 anos. Creche. Educação Infanti Este artigo trata-se de um recorte de uma pesquisa desenvolvida em nível de mestrado acadêmico, que buscou-se descrever, discutir e analisar saberes e fazeres de uma professora de bebês na Educação Infantil. Assim, indo ao encontro do movimento historicamente recente de reconstrução do perfil dessa etapa educacional, busca-se investir na reflexão e construção de conhecimento sobre a educação da Primeiríssima Infância, enquanto primeiro e primordial espaço de formação humana. Neste sentido, este estudo, que se caracteriza como bibliográfico, se propôs a realizar um levantamento da produção científica recente em Educação Infantil, mais especificamente o segmento creche (0 a 3 anos), estabelecendo diálogos sobre os indicativos dessa produção, contribuindo, assim, para a reflexão e construção de produção científica e teórica sobre esse contexto tão essencial e complexo. Por meio da pesquisa, foi possível inferir que houve aumento significativo nas pesquisas na área, o que tem permitido a construção de novos conhecimentos sobre a educação da Primeiríssima Infância, bem como possibilitado o debate de questões específicas e desafios desse contexto. Finalmente, defende-se a relevância de pesquisas que tragam à tona as diferentes questões e temáticas da Educação Infantil para as crianças de até 3 anos, uma vez que há, ainda, muito a ser feito, pesquisado, construído e aprendido, tanto por profissionais da área como por pesquisadores que têm a educação de bebê e crianças bem pequenas como foco. ALMEIDA, Flavia Maria Cabral de. Família e educadores da infância: um diálogo possível. Rio de Janeiro. Tese (Doutorado). 176 f. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013. ANDRÉ, Rita de Cássia Marinho de Oliveira. Creche: desafios e possibilidades uma proposta curricular para além do educar e cuidar. 185 f. Dissertação (Mestrado em Educação: Currículo) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: Currículo, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2016. BORIO, João Carlos. Gasto aluno em creches diretas: estudo de caso em três municípios paulistas. Dissertação (Mestrado em Educação). 180 f. 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1063 ciranda v. 5 n. 1 (2021) A LEITURA LITERÁRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ANÁLISE DE NARRATIVAS ESCRITAS POR UMA PROFESSORA Ana Carolina Ferreri Martins;Ana Maria Esteves Bortolanza; Educação Infantil; Leitura; Literatura Infantil O objetivo do artigo é analisar leitura literária na Educação Infantil em seus aspectos teóricos e práticos, por meio de narrativas escritas de uma professora. O estudo (2019-2020) foi elaborado por meio de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, tendo como procedimento duas narrativas escritas por uma professora de uma turma de 5 anos, em uma escola de Educação Infantil de Tubarão, SC. Explora questões práticas e teóricas sobre a leitura literária em atividades da criança com os objetos da escrita, especificamente, livros de literatura infantil. O artigo evidencia o distanciamento entre os aspectos teóricos da leitura literária em relação às práticas pedagógicas da professora participante da pesquisa. Conclui-se que é preciso, na Educação Infantil, organizar as condições para a vivência da criança com a leitura literária como espaço de partilhas e relações que possibilitem as interações das crianças com a leitura literária no cotidiano. BAJARD, E. Óculos de leitura: Escuta do texto ou leitura? Na Ponta do Lápis, v. VI, n. 13, fev. 2010. BATISTA, M. C. S. Práticas cotidianas na educação infantil: bases para a reflexão sobre as orientações curriculares. Brasília: MEC, Secretaria da Educação Básica, Universidade do Rio Grande do Sul, 2009. BARBOSA, M. C. S. Práticas cotidianas na Educação Infantil: Bases para a reflexão sobre as orientações curriculares. Brasília: MEC, SEB, 2009. BORTOLANZA, A. M. E. O texto sedutor na literatura: apontamentos para uma leitura da literatura infantil brasileira contemporânea. Álabe, nº4, dez. 2011. BORTOLANZA, A. M.; FREIRE, R. T. J. Educação Literária e formação de leitores na escola. In: MARTINS, R. A. F. Literatura e vida social. 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1064 ciranda v. 5 n. 1 (2021) EDUCAÇÃO DO CAMPO E TURISMO RURAL COMO RESISTÊNCIAS À EXPANSÃO DESENFREADA DO AGRONEGÓCIO: CURSOS PROPOSTOS E VIABILIZADOS DE DESENVOLVIMENTO AGROECOLÓGICO ENQUANTRO ESTRATÉGIAS DE GESTÃO SOCIOAMBIENTAL Vagner Luciano de Andrade;Ana Paula da Silva Dib; : Agroecologia, Ecologia Campesina, Educação do Campo, Gestão Ambiental, Turismo Rural. Em tempos latentes de etnocentrismo e de múltiplas mazelas urbanoindustriais, o desenvolvimento camponês e a paisagem cultural rural se veem ameaçados e destituídos de suas múltiplas essências e legitimidades. Movimentos sociais de diferentes partes do país a partir de uma historicidade de resistência e reanálise da realidade agrícola brasileira apresentam a cultura camponesa observada particularmente com seus contextos, signos, significados e significantes. Nesta multiplicidade de ação, a ecologia campesina e a gestão ambiental se protagonizam como frentes de resistência à expansão desenfreada do agronegócio capitalista, neoliberal e insustentável. Neste sentido, o presente trabalho, a partir de ampla revisão bibliográfica destaca as propostas atuais e/ou pretéritas de viabilização de cursos interdisciplinares, técnicoprofissionalizantes e/ou graduação-especialização nas áreas de Agroecologia, Educação do Campo e Turismo Rural enquanto frentes estratégicas de resistência, ressignificação e consecutivo desenvolvimento sustentável dos estudantes camponeses ALTIERI, Miguel. Agroecologia: a dinâmica produtiva da agricultura sustentável. 4ª.ed. – Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004. Disponível em Acesso em 20. Mai. 2020 ANDRADE, Vagner Luciano de. Opinião: Era pós-contemporânea ou tecnológica? In: Boletim UFMG. Nº 1885 - Ano 41, Publicado em 17.11.2014. Disponível em https://www.ufmg.br/boletim/bol1885/2.shtml> Acesso em 20. 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Agricultura familiar e programas de desenvolvimento rural no Alto Jequitinhonha. In: Revista de Economia e Sociologia Rural. vol.45 no.4 Brasília Out./Dec. Disponível em < https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid> Acesso em 20. Mai. RIBEIRO, Eduardo Magalhães; GALIZONI, Flávia Maria. Sistemas agrários, recursos naturais e migrações no Alto Jequitinhonha, Minas Gerais. In: TORRES, H.; COSTA, H. (Orgs.). População e meio ambiente: debates e desafios. São Paulo: Senac-SP, 2000. SACCOMANI, Raquel; MARCHI, Luís Fernando Bartolomeu; SANCHES, Rosely Alvim. PRIMAVERA SILENCIOSA: uma resenha. In: Revista On Line Saúde em Foco UNIFIA. Edição nº 010, Ano 2018 Página 739. Disponível em < http://portal.unisepe.com.br/unifia/saude-emfoco/ano-2018/ > Acesso em 20. Maio. 2020 SCORTEGAGNA, Liamara; DALMAGRO, Neide Maria. EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA COMO FATOR INCLUSIVO NA AGRICULTURA FAMILIAR. Maio de 2009. Disponível em http://www.abed.org.br/congresso2009/CD > Acesso em 20. Mai. 2020 TARDIN, José Maria. Cultura camponesa. In: CALDART, Roseli Salete (org.). Dicionário da Educação do Campo. Rio de Janeiro, São Paulo: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Expressão Popular, 2012, p. 180-188. Disponível em http://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/l191.pdf > Acesso em 20. Mai. 2020 UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ – UNITAU. Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia. Disponível em Acesso em 20. Mai. 2020 UNIVERSIDADE DO CONTESTADO – UNC. BACHARELADO EM DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E AGROECOLOGIA - CAMPUS CONCÓRDIA. Disponível em https://www.universia.com.br/estudos/universidade-contestado/bacharelado-desenvolvimento-ruralsustentavel> Acesso em 20. Mai. 2020. UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA – UNISUL. Curso Superior de Tecnologia em Agronegócio. Disponível em Acesso em Mai. 2020 VICE-REITORIA PARA ASSUNTOS ACADÊMICOS da PUC-RIO. Biblioteca Virtual Maxwell. Asas como herança: Núcleo de Memória comemora 80 anos da PUC-Rio com marcos físicos e simbólicos e lança concurso de monografias. Disponível em Acesso em 20. Maio. 2020.
1065 ciranda v. 5 n. 1 (2021) A PESQUISA CIENTÍFICA NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES/AS: UM ESTUDO ACERCA DO CURSO DE LICENCIATURA EM ARTES/HABILITAÇÃO EM MÚSICA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS Raiana Maciel do Carmo;Maria Clara Leite e Oliveira;Ana Caroline Pereira Mota;Samuel Naamã Scarcela Rosa;Elaine Pereira de Oliveira; Pesquisa Científica; Formação inicial de professores/as; Licenciatura em Música Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que teve como objetivo geral compreender de que maneira a realização de pesquisas científicas, produzidas no âmbito do curso de Licenciatura em Artes/Habilitação em Música da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), influenciou a trajetória dos/as acadêmicos/as do decorrer da sua formação inicial e influencia na atuação profissional. A partir de uma abordagem qualitativa, o suporte metodológico foi composto por pesquisa bibliográfica em livros, anais de eventos científicos, revistas científicas, dissertações e teses das áreas de Música e Educação, além de pesquisa documental realizada em arquivos do Departamento de Artes da Unimontes, na legislação federal e em documentos normativos produzidos no âmbito universidade. Também foram realizadas entrevistas semiestruturadas com os/as egressos/as que participaram das pesquisas durante o período da sua graduação. A partir dos resultados obtidos é possível constatar que entre os anos de 1998 e 2019 foram localizadas apenas 16 pesquisas. A distribuição destes trabalhos neste período não é tão equilibrada, se concentrando em determinados momentos que são marcados pela atuação de professores/as específicos/as. A partir dos dados coletados, ficou evidente que a realização dessas pesquisas impactou na trajetória dos/as entrevistados/as ao afirmarem que desenvolveram o seu senso crítico, a sua habilidade de escrita e que estes trabalhos ampliaram os seus olhares para novas possibilidades na graduação e também no mercado de trabalho. Conclui-se, portanto, que este diagnóstico da produção científica foi imprescindível para refletirmos sobre o papel da pesquisa na formação inicial de professores/as de música ANDRÉ, Marli. Pesquisa, formação e prática docente. In: . (Org.). O papel da pesquisa na formação e na prática dos professores. 4. ed. São Paulo: Papirus, 2005. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. BRASIL. Resolução CNE/CP nº 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília, DF, 2002. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CP012002.pdf. Acesso em 18 dez. 2020. BRASIL. Lei n. 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em 18 dez. 2020. BRASIL. Parecer CNE/CP nº 02 de 08 de março de 2004. Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Música. Brasília, 2004. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/p04.pdf Acesso em 18 dez. 2020. BRIDI, Jamile C. A A pesquisa nas universidades brasileiras: implicações e perspectivas. In MASSI, Luciana; QUEIROZ, Salete Linhares. Iniciação científica [recurso eletrônico]: aspectos históricos, organizacionais e formativos da atividade no ensino superior brasileiro /organização. 1 ed. São Paulo:Editora Unesp Digital, 2015. Disponível em: http://books.scielo.org/id/s3ny4/pdf/massi-9788568334577.pdf#page=13. Acesso em 09 jun. DEMO, Pedro. Educar pela Pesquisa. 2ª edição. Campinas: Editores Associados, 1997 FAGERLANDE, Aloysio Moraes Rego. Mesa-redonda: refletindo sobre a pós-graduação em música No brasil. XXVIII Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música, Manaus, 2018 . Disponível em: https://www.anppom.com.br/congressos/index.php/28anppom/manaus2018/paper/viewFile/55 /2045. Acesso em 17 dez. 2020. LUCAS, M. E. Sobre o significado da pesquisa em música na universidade. Porto Arte, v. 2, n. 4, p. 51-55, 1991. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/PortoArte/article/view/27418/15939. Acesso em 09 jun. 2019. MARINS, P. R. A. ; JARDIM, V. S. ; SANTOS JUNIOR, J. B. . Ensino e Aprendizagem Musical a Distância: Uma Análise das Pesquisas Realizadas no Âmbito do Curso de Licenciatura em Música a Distância da UnB. 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Disponível em: http://www.seer.ufu.br/index.php/ouvirouver/article/view/47. Acesso em 09 jun. 2019. RIBEIRO, Sonia Tereza Silva. Uma perspectiva crítica e cultural para abordar o conhecimento curricular em música. Revista da ABEM. v. 8, n. 5, 2000. Disponível em: http://www.abemeducacaomusical.com.br/revistas/revistaabem/index.php/revistaabem/article/ view/453. Acesso em 18 dez. 2020. SOUZA, Jussamara. Pesquisa e formação em educação musical. Revista da ABEM , Porto Alegr. n.8. 2003. Disponível em: http://www.abemeducacaomusical.com.br/revistas/revistaabem/index.php/revistaabem/article/ view/408. Acesso em 18 dez. 2020. SOUZA, Jussamara. Pós-Graduação em Educação Musical (resultados preliminares). Revista da ABEM . v. 1. 1997. Disponível em: http://abemeducacaomusical.com.br/revistas/revistaabem/index.php/revistaabem/article/view/ Acesso em 18 dez. 2020. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS, 2001. Projeto Político Pedagógico do Curso de Licenciatura em Artes/Ênfase em Música. Montes Claros, 2001. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS. Projeto Político Pedagógico do Curso de Licenciatura em Artes/Habilitação em Música. Montes Claros, 2005.
1066 ciranda v. 5 n. 1 (2021) PESQUISA COM CRIANÇAS SOBRE LEITURA E JOGOS DIGITAIS: INSTRUMENTOS METODOLÓGICOS NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE DADOS Adriana Ferreira Boeira;Flávia Brocchetto Ramos;Carla Beatris Valentini; Crianças. Instrumentos Metodológicos. Jogos Digitais. Leitura. Este texto tem o objetivo de abordar instrumentos metodológicos explorados no processo de construção de dados em pesquisa empírica, de caráter qualitativo, que investigou estratégias de leitura aplicadas por crianças. Os interlocutores usam o site Click Jogos e são estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental, em escola particular situada no município de Vacaria-RS. Esse site foi selecionado a partir da aplicação do questionário online, levando em consideração o interesse dos participantes. Assim, apoiando-se na Análise de Conteúdo de Bardin (1979, 2004), o corpus foi constituído pelos enunciados analisados a partir de duas fontes: um questionário online e protocolos verbais (ERICSSON; SIMON, 1993) de áudio e vídeo. Individualmente, os participantes relataram as ações executadas, enquanto liam e interagiam com jogos do seu interesse, disponíveis no site definido para a investigação. Os dados foram organizados, codificados e categorizados, a fim de produzir inferências sobre os percursos realizados pelos sujeitos durante o jogo e a leitura na tela. Os resultados indicam a importância dos protocolos verbais como instrumento para construção de dados de investigação, pois possibilitam a construção de corpus, composto de enunciados verbais, visuais (estáticos ou em movimento), sonoros e híbridos. BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 4.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem: Problemas fundamentais do Método Sociológico na Ciência da Linguagem. 11.ed. São Paulo: Hucitec, 2004. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 1979. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2004. BOEIRA, Adriana Ferreira. Ler e jogar ou jogar e ler?: estratégias de leitura empregadas por estudantes do 5º ano do ensino fundamental ao jogar no Click Jogos. 2016. 233 f. Tese (Doutorado em Letras) – Programa de Doutorado em Letras – Associação Ampla UCS/UniRitter. Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul. Disponível em: . Acesso em: 30 nov. 2020. ERICSSON, K. A.; SIMON, H. A. (1993). Protocol analysis: verbal reports as data. MIT Press, Cambridge, MA. KATO, Mary Aizawa. O aprendizado da leitura. 5.ed. São Paulo: M. Fontes, 1999. LARROSA, Jorge. Pedagogia profana: danças, piruetas e mascaradas /. 4.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. LARROSA, Jorge. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, n 19, p. 20-28, jan/fev/mar/abr 2002. Disponível em: . Acesso em: 07 nov. 2020. LARROSA, Jorge. Experiência e alteridade em educação. Revista Reflexão e Ação, Santa Cruz do Sul, v.19, n2, p.04-27, jul./dez. 2011. LÉVY, Pierre. O que é virtual? São Paulo: Editora 34, 1996. SANTAELLA, Lucia. Navegar no ciberespaço: o perfil do leitor imersivo. São Paulo: Paullus, 2004. SANTAELLA, Lucia. Gêneros discursivos híbridos na era da hipermídia. Bakhtiniana, São Paulo, 9 (2): 206-216, Ago./Dez. 2014a SANTAELLA, Lucia. O leitor ubíquo e suas consequências para a educação. In: TORRES, Patrícia Lupion (Org.). Complexidade: redes e conexões na produção do conhecimento. Curitiba: SENAR - PR., 2014b. SANTAELLA, Lucia. A condição expandida da leitura. Verbo, São Paulo, n. 9, p. 29-31, ago. 2014c. Disponível em: . Acesso em: 12 out. 2020. SANTAELLA, Lúcia; FEITOSA, Mirna. Mapa do jogo: a diversidade cultural do games. São Paulo: Cengage Learning, 2009. SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. 6.ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. VAN SOMEREN, M. W.; BARNARD, Y. F.; SANDBERG, J. A. C. The think aloud method: a practical guide to modelling cognitive processes. London: Academic Press, 1994.
1067 ciranda v. 5 n. 1 (2021) TEORIA E PRÁTICA: CULTURA MAKER E EXPERIÊNCIA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA VOLUNTÁRIA Henrique Alves Camargo;Carina Merkle Lingnau; Discurso. Educação. Foucault. O objetivo desta pesquisa é relacionar a cultura maker como um dispositivo foucaultiano baseado na experiência prática com a empresa Edukamaker e com o embasamento teórico de Foucault. Como metodologia buscamos o referencial bibliográfico, vídeos e materiais coletados nas atividades práticas. Como resultados percebemos a cultura maker como dispositivo que aciona o saber em sujeitos que não percebiam em si mesmos o potencial do conhecimento e que por vezes eram invisibilizados pela sociedade do conhecimento BAUER, M. W; GASKEL, G. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático I tradução de Pedrinho A. Guareschi. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. DOUGHERTY, D. The maker movement, 2012a. Disponível em: <>. Acesso: 11 mar. DOUGHERTY, D. Learning by making: American kids should be building rockets and robots, not taking standardized tests, 2012b. Disponível em: <>. Acesso em: 30 set. 2020. EDUKAMAKER. Somos uma startup de robótica educacional. Disponível em: <>. Acesso em: 30 set. 2020. EDUKAMAKER. A Edukamaker, a cultura maker solucionando problemas! Disponível em: <>. Acesso em: 30 set. 2020. FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Org e trad. Roberto Machado. 25ª.ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 2008. FOUCAULT, M. A arqueologia do saber: Tradução Luiz Felipe Baeta Neves. 8ª.ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2014.
1068 ciranda v. 5 n. 1 (2021) JOGOS MATEMÁTICOS COMO MOTIVAÇÃO PARA APRENDIZAGEM MATEMÁTICA Julcilene Alves Lopes; Jogos; Aprendizagem; Lúdico. O tema do presente artigo é, Educação matemática: contribuições dos jogos no processo ensino aprendizagem. A problemática da pesquisa busca compreender se a forma que vem sendo utilizado os jogos para ensinar a matemática no ensino fundamental da escola X, no primeiro semestre de 2012, vem sendo adequada a aprendizagem desta disciplina. Desta forma vale salientar que a hipótese antes de realizar a pesquisa era: a forma que vem sendo utilizado os jogos para ensinar a matemática no ensino fundamental da escola X, no primeiro semestre de 2012, vem sendo adequada a aprendizagem desta disciplina. A metodologia adotada fundamentou-se em uma visão qualitativa da pesquisa e a operacionalização da mesma envolveu uma pesquisa bibliográfica baseada nos autores: Kishimoto (2006), Smole (2000), Vigotsky (1989), Piaget (1998), Oliveira (2000), Araújo (1992), Moyles (2006), Fantin (2000), Dante (1991,2005), Santos (2002), PCNs (1997). E uma pesquisa de campo que foi concretizada por meio da realização de uma entrevista estruturada, através da qual foram indagados uma amostra de cinco professores da escola x sendo que estes sujeitos compõem um universo de doze professores. Baseando-se nos estudos sobre o uso dos jogos no ensino da matemática e em resultados da pesquisa com os indagados pode se compreender que a forma que vem sendo utilizados de jogos para realizar o ensino aprendizagem da matemática na escola x contribui para o desenvolvimento da autonomia do raciocínio matemático pela criança e ainda possibilita a realização de planejamento de ações projeções de soluções para situações novas, criando estratégias próprias para sua resolução, desenvolvendo a imaginação e a criatividade. ARAÚJO Vânia. O jogo no contexto da educação psicomotora. São Paulo: Cortez, 1992. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. – Brasília: MEC/SEF, 1997. CUNHA, Nylse Helena da Silva. Brinquedo, desafio e descoberta. Rio de Janeiro: FAE, DAMBRÓSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. DANTE. Roberto Luiz. Didática da resolução de problemas de matemática. São Paulo: Editora Ática, 1991. FANTIN, M. No mundo da brincadeira: jogo, brinquedo e cultura na educação infantil. Florianópolis: Cidade Futura, 2000. FREIRE. P. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1971. KISHIMOTO, M. Tizuko. O jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 9. ed. São Paulo: Cortez, 2006. LIMA. E. S. A Criança pequena e suas linguagens. São Paulo, Ed. Sobradinho, 2004. MOYLES, Janet. A excelência do brincar. São Paulo: Artmed, 2006. OLIVEIRA, Vera et al. O brincar e a criança do nascimento aos seis anos. Petrópolis: Vozes, 2000. PIAGET, J.;Inhelder, B. A psicologia da criança. 22 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, SANTOS, F. L. Educação matemática, de uma abordagem histórico cultural às estruturas lógicas-matemáticas do pensamento cognitivo. Cortez Editora, São Paulo. 2002. VYGOTSKY, L.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1993
1069 ciranda v. 5 n. 1 (2021) PODCASTS COMO UM DESIGN ALTERNATIVO PARA O ENSINO DE PORTUGUÊS PARA REFUGIADOS NO BRASIL Ana Carolina Fontana;Vinicius Villani Abrantes; Ensino de Língua. Português como Língua de Acolhimento. Direitos Humanos. Linguística Aplicada. Transdisciplinaridade Esta pesquisa está inserida no contexto das migrações internacionais forçadas – cenário, no qual, o Brasil figura-se como um dos receptores (Estado de destino) de inúmeros refugiados. É fato que, na última década, o Brasil se deparou com um crescimento representativo no fluxo migratório em seu território – o que levou diversos programas e projetos a se adaptarem para esse contexto, auxiliando no processo de integração e o acolhimento dos refugiados. Atrelado a diversas dificuldades, uma das maiores barreiras dentro desse processo é sem dúvidas a língua. Nessa ambiência, o objetivo geral do presente artigo é o estudo do contexto de acolhimento e integração linguística de refugiados no Brasil; torna-se objetivo específico, apontar as contribuições dos podcasts no ensino e aprendizado de português, levando em consideração a diferença constitutiva e objetiva das salas de aula de Português como Língua de Acolhimento. Dentro desse cenário, no entanto, frisa-se que a língua que acolhe, por diversas vezes pode silenciar, dificultando, assim, que os refugiados possam territorializar naquele espaço físico e simbólico – portanto, o presente artigo encontra-se na perspectiva do ensino daqueles alunos que desejam aprender a língua portuguesa brasileira, sem que haja imposição de novos códigos de linguagem e cultura. Nessa linha de raciocínio, a partir da transdisciplinaridade, este trabalho se encontra na demanda de novas construções indenitárias inerentes aos movimentos contemporâneos, se justificando pelo potencial em corroborar para que profissionais, possam ter novas perspectivas para conduzirem futuros enfrentamentos da temática em território nacional. Para tal, realiza-se uma revisão bibliográfica em textos especializados, legislações e protocolos internacionais e nacionais. ABRANTES, V. V; ROMERO, T. G. Vozes Silenciadas das Migrações de Crise no Brasil: “para que língua de acolhimento?”. E-civitas: Rev. Cient. do Curs. de Dir. do UNIBH, Vol. 13, núm. 2, 2020. Disponível em: < https://revistas.unibh.br/dcjpg/article/view/3010/pdf67890 >. Acesso em: 17 de janeiro de 2021. ABRANTES, V. V. A necessidade de políticas públicas linguísticas para a construção da agentividade do migrante no Brasil. In: OLIVEIRA, S. A. A. de; UCHOA, S. A. de O.; DIAS, F. P. da S.; SILVA, H. M. de L. (Org.). Línguas, Tecnologia, Inclusão e Ensino: caminhos que se entrecruzam. Cajazeiras: Inst. Desen. Educ. Interd. e Aprendizagem, 2020, p. 82-94. AMADO, R. de S. O ensino de português como língua de acolhimento para refugiado. Revista Siple, vol. 4, núm. 2, 2013. Disponível em: http://www.siple.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=309:o-ensino-de-portugues-como-lingua-de-acolhimento-para-refugiados&catid=70:edicao-7&Itemid=113. Acesso em: 17 de janeiro de 2021. BARROS, G. C.; MENTA, E. Podcast: produções de áudio para educação de forma crítica, criativa e cidadã. Revista Eletrônica Internacional de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura, vol. 9, n. 1, 2007. Disponível em: https://seer.ufs.br/index.php/eptic/article/view/217. Acesso em: 17 de janeiro de 2021. BENEDETTI, Janaína Lupatini. As Potencialidades do Uso de Podcast no Ensino de Língua Portuguesa. 2018. 44 f. TCC (Graduação) - Curso de Curso de Especialização em Mídias na Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2018. CABETE, M. A.C. S. S. O processo de ensino-aprendizagem do português enquanto língua de acolhimento. 2010. 120 p. Dissertação (Mestrado em Língua e Cultura Portuguesa) - Universidade de Lisboa, Lisboa, 2010. FONTANA, A. C. de O.; ABRANTES, V. V.; ROMERO, T. G. O papel do português como língua de acolhimento nas políticas públicas de integração de migrantes de crise: uma visão jurídico-linguística. In: SILVA, R. C. da; ABRANTES, V. V. (org.). Reflexões iniciais sobre direito internacional. Curitiba: Brazil Publishing, 2020. p. 1-240. FREIRE, E. P. A. Aplicações escolares do Podcast. In: Congresso Nacional de Ambientes Hipermídia para aprendizagem, 2013, João Pessoa. Disponível em: http://wright.ava.ufsc.br/~alice/conahpa/anais/2013/assets/aplicacoes_escolares_eugeni. Acesso em: 20 de janeiro de 2021. FREIRE, P. 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1070 ciranda v. 5 n. 1 (2021) EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E A FORMAÇÃO DOCENTE: ATUAÇÃO DO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA DA UNIMONTES NO PROGRAMA BIOTEMAS (2018) Carolina Cabral das Chagas Reis;Rahyan de Carvalho Alves;Dulce Pereira dos Santos; Biotemas. Extensão. Ensino Formação Docente. Universidade. O Programa Biotemas tem como objetivo integrar a comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes – e a educação básica, operacionalizando a partir da compreensão do tripé ensino, pesquisa e extensão, isto é, proporcionar aos acadêmicos dos diversos cursos a integração entre a Comunidade, no caso desse programa a educação básica, e a Universidade, possibilitando a realização e produção do conhecimento, no processo ensinoaprendizagem. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é compreender a atuação do curso de Geografia – Licenciatura no Fórum Biotemas, no ano de 2018, ressaltando o ensino dessa na educação básica. Para tanto, utilizaram-se como metodologia o levantamento e análises dos dados do Programa Biotemas no ano de 2018, verificando os temas abordados nas oficinas realizadas pelos acadêmicos do supracitado curso, em uma pesquisa estado da arte. A pesquisa aponta a aplicação de temas voltados, especialmente, à Geografia Física, a saber: Cartografia, Geoprocessamento, Geologia e Biomas. Ademais, vale destacar que o Biotemas se apresenta como estratégico e relevante para a formação do futuro professor, dado que proporciona o contato do acadêmico com o universo escolar, preparando-o para o mundo de trabalho e seus meandros socioeducacionais, políticos, econômicos, culturais dentre outros. ALTET, M. As competências do professor profissional: entre conhecimentos, esquemas de ação e adaptação, saber analisar. In: PERRENOUD, F.; PAQUAY, L.; ALTET, M.; CHARLIER, E (Orgs.). Formando professores profissionais: quais estratégias? Quais competências? Porto Alegre: Artmed, 2001. pp. 23-35. ANDES. Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior. Proposta do ANDES-SN para a Universidade Brasileira, n° 2, 3ª ed. Brasília/DF, 2003. BIOTEMAS UNIMONTES. Programa Biotemas. Página inicial. Disponível em: . Acesso em: Acesso em: 8 de set. 2020. BRASIL. [Constituição (1988)1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de Brasília, DF: Presidência da República, 2016. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 24 dez. 1996. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Superior. Fórum de PróReitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras. Universidade Federal de Minas Gerais – PROEX, 2017. CANDAU, V. M. et al. Oficinas pedagógicas de direitos humanos. 2ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. CASTRO, C. M. Desventuras do ensino médio e seus desencontros com o profissionalizante. In: VELOSO, F.; PESSÔA, S.; HENRIQUES, R.; GIAMBIAGI, F. (Orgs.). 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1139 ciranda v. 1 n. 1 (2017) CRENÇAS E CONTEXTO: FATORES QUE INFLUENCIAM NA PRÁTICA DOCENTE Jacqueline Ribeiro de Souza; As crenças são forças essenciais no processo de ensino-aprendizagem de línguas, uma vez que apresentam uma relação intrínseca com o contexto e as ações, podendo influenciar de forma positiva ou negativa na prática docente. Verifica-se que o estudo de crenças possibilita a compreensão das ações e do comportamento de professores e alunos, o que favorece a uma reflexão acerca do processo de ensino-aprendizagem. Diante dessas considerações, o presente artigo objetivou discutir como o contexto influencia na construção, evolução e possíveis mudanças de crenças dos professores de espanhol sobre sua imagem, sobre o que significa ser professor de língua espanhola. Este estudo qualitativo, de cunho etnográfico investigou três professores de espanhol de escolas públicas da cidade de Montes Claros/MG e utilizou um questionário, imagens e relatos como instrumentos de pesquisa. Após a análise dos dados, concluiu-se que os fatores contextuais que envolvem o ensino de espanhol nas escolas públicas de Montes Claros/MG, como: a pouca quantidade de aulas, a disciplina optativa, a falta de material e recursos, influenciam sobremaneira a formação de uma imagem negativa por parte do professor.
1072 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda A MOTIVAÇÃO DO PROFESSOR: UM CONSTRUTO CONSTRUÍDO SOCIALMENTE Jacqueline Ribeiro de Souza; Motivação. Professor. Resultados de tese Neste artigo, discuto sobre o conceito da motivação, apresento algumas pesquisas desenvolvidas sobre a motivação do professor e apresento alguns resultados da minha tese de doutorado intitulada Crenças, motivação e agenciamento político de professores de espanhol: formando uma comunidade de prática, defendida em 2019. Na minha pesquisa, investiguei a motivação de professores de espanhol na cidade de Montes Claros/MG após a participação desses docentes em uma comunidade de prática. O principal objetivo deste artigo é apresentar as contribuições da minha pesquisa para os avanços dos estudos da motivação. BERGILLOS, F. J. L. La motivación y el aprendizaje de una L2/LE. Vademécum: para la formación de profesores, Madrid, jan. 2005. BOO, Z.; DÖRNYEI, Z.; RYAN, S. L2 motivation research 2005 - 2014: Understanding a publication surge and a changing landscape. System, [s.l.], v. 55, p. 145-157, dez. 2015. BRASIL. Lei nº 11.161, de 05 de agosto de 2005. Dispõe Sobre O Ensino da Língua Espanhola. Brasília, DF: Diário Oficial da União. BZUNECK, J. a.; GUIMARÃES, S. E. R. Crenças de eficácia de professores: validação da escala de Woolfolk e Hoy. Psico-usf, [s.l.], v. 8, n. 2, p.137-143, dez. 2003. FapUNIFESP (SciELO). DÖRNYEI, Z. The L2 Motivational Self System. In: DÖRNYEI, Z.; USHIODA, E. Motivation, Language Identity and the L2 Self. Multilingual Matters, 2009. DÖRNYEI, Z.; USHIODA, E. Motivation to learn another language: current socio-dynamic perspectives. In: DÖRNYEI, Z.; USHIODA, E. Teaching and researching motivation. Harlow: Pearson Education Limited, 2011. p. 74-99. KUBANYOVA, M. Possible selves in language teacher development. In: DÖRNYEI, Z.; USHIODA, E. (Ed.). Motivation, language identity and the L2 Self. Bristol: Multilingual Matters, 2009, p. 314-332. MOREIRA, H. A motivação e o comprometimento do professor na perspectiva do trabalhador docente. Série-Estudos - Periódico do Mestrado em Educação da UCDB. Campo Grande, n. 19, p. 209-232, jan./jun. 2005. MOREIRA, H. Investigação da motivação do professor: a dimensão esquecida. Revista Educação & Tecnologia, Curitiba, v. 1, n. 1, p.88-96, jan. 1997. Disponível em: . Acesso em: 04 jun. PIGOTT, J. A call for a multifaceted approach to language learning motivation research: Combining complexity, humanistic, and critical perspectives. Studies in second language learning and teaching, v. 02, n. 03, p. 349-366, 2012. Disponível em: . Acesso em: 25 fev. 2016. SOUZA, Jacqueline Ribeiro de. Crenças, motivação e agenciamento político de professores de espanhol: formando uma comunidade de prática. 2019. 292 f. Tese (Doutorado), Universidade Federal de Uberlândia, Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos, TURNER, J. C. Using Context to Enrich and Challenge our Understanding of Motivational Theory. In: VOLET, S.; JÄRVELÄ, S. (Ed.). Motivation in Learning Contexts: Theoretical Advances and Methodological Implications. New York: Pergamon Press, 2001. p. 85-104. USHIODA, E. Language Learning at University: Exploring the Role of Motivational Thinking. In: DÖRNYEI, Z.; SCHMIDT, R. (Ed.). Motivation and Second Language Acquisition. University of Hawaii: Second Language Teaching and Curriculum Center, 2001. p. 93-125. USHIODA, E., DÖRNYEI, Z. Motivation. In: GASS, S.; MACKEY, A. (Ed.). The Routledge handbook of second language acquisition. New York: Routledg, 2012. p. 396-409. WANINGE, F.; DÖRNYEI, Z.; BOT, K. Motivational Dynamics in Language Learning: Change, Stability, and Context. The Modern Language Journal, v. 98, n. 3, p. 704-723, set.
1073 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda A ESCOLA E A CONVIVÊNCIA DEMOCRÁTICA Amanda Luiza Weiler Pasini;Marcele Pereira da Rosa Zucolotto; Convívio. Democracia. Escola. Fazendo parte de um projeto de pesquisa que visa refletir sobre a educação e a convivência democrática, o objetivo desse trabalho é refletir sobre a importância conferida pela escola para essa questão. Nessa pesquisa de cunho qualitativo foram utilizados, além da literatura, dados coletados por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas com seis professoras de uma escola pública de ensino fundamental do interior do Rio Grande do Sul. Como resultados, pode-se perceber envolvimento e preocupação das professoras com a questão da convivência, mas que as ações executadas neste sentido acabam sendo realizadas de aneira individuais e não contam com a coletividade do ambiente escolar para a reflexão sobre isso. Este estudo mostra que encarar e discutir sobre a questão da convivência escolar é algo extremamente necessário na atualidade. E, nesta direção, aponta-se para a escola como um dos espaços mais importantes para essa discussão, um lugar privilegiado para promover, desde cedo, uma convivência respeitosa e democrática. ARANHA, M. L. A. Filosofia da educação. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2006. BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2010. BAUMAN, Z. 44 cartas do mundo líquido moderno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, BAUMAN, Z.; MAZZEO, R. Sobre educação e juventude: conversas com Riccardo Mazzeo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2013. BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF. BOCK, A. M. B. A Escola. In: BOCK, A. M. B. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 14a. ed. São Paulo: Saraiva, 2008. CANDAU, V. (Org.). Somos tod@s iguais? Escola, discriminação e educação em direitos humanos. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. FOUCAULT, M. Vigiar e punir: o nascimento da prisão. 22a ed. Petrópolis: Vozes, 1987. MOSÉ, V. A escola e os desafios contemporâneos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, SILVA, R. M. D.; BUSNELLO, C. P.; PEZENATTO, F. Política, cidadania e educação integral: a convivência democrática como princípio pedagógico. Rev. Bras. de Política e Administração da Educação. v. 30, n. 2, pp. 397-416, 2015. STAKE, R. E. Pesquisa qualitativa: estudando como as coisas funcionam. Porto Alegre: Penso, 2011. ZUCOLOTTO, M. P. R.; LIMACHI, E. K. U.; NASS, I. R. Conceituando educação: o que pensam professores do ensino fundamental. In: Anais do Seminário Internacional de Ensino de Humanidades e Linguagens, Santa Maria: Universidade Franciscana, v. 2, 2019a. ZUCOLOTTO, M. P. R.; LIMACHI, E. K. U.; NASS, I. R. Conviver na escola: o princípio de uma sociedade democrática. In: Anais do Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão – SEPE, Santa Maria: Universidade Franciscana, v. 11, n. 23, 2019b. ZUCOLOTTO, M. P. R.; LIMACHI, E. K. U.; NASS, I. R. Produção de subjetividades e convivência escolar. Research, Society and Development, v. 8, n. 6, pp. 1-17, 2019c.
1074 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda O DISCURSO DA INTERNACIONALIZAÇÃO ATRAVÉS DE AULA-EVENTO Henrique Almeida Santos;Carina Merkle Lingnau; Posição sujeito. Globalização. UTFPR A internacionalização é um movimento global que tem ocupado vários espaços no mundo contemporâneo. Um desses espaços é a universidade, especificamente os cursos de graduação e pós-graduação. Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus Francisco Beltrão (UTFPR-FB) não foi diferente, com a inserção de editais de mobilidade estudantil internacional, duplo diploma, entre outros, o curso de Licenciatura em Informática também se interessou pela oportunidade de cursar parte da graduação no exterior e assim desenvolveu uma aula-evento junto à disciplina de Comunicação Linguística. Para desenvolver essa pesquisa buscamos em Michel Foucault a fundamentação teórica e analisamos a posição sujeito de dois palestrantes envolvidos na chamada aula-evento. Como resultados verificamos que um dos palestrantes assumiu a posição de sujeito acadêmico durante grande parte de sua fala, o que demonstra que em sua experiência vivenciou mais a relação universitária, enquanto o outro palestrante analisado se mostrou dividido em sua função sujeito, por vezes se posicionou como acadêmico, por outras assumiu a função profissional engenheiro ambiental que receberia uma oportunidade de trabalho na Europa. COLUNAS TORTAS. O que é discurso? Uma abordagem Foucaultiana. Disponível em: https://colunastortas.com.br/o-que-e-discurso/. Acesso em 16 jul. 2019. CORACINI, M.J. A celebração do outro: arquivo, memória e identidade: línguas (materna e estrangeira), plurilingüísmo e tradução. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2007. FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Trad. Roberto Machado. 25ª.ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, FOUCAULT, M. A arqueologia do saber: Tradução Luiz Felipe Baeta Neves. 8ª.ed – Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2014. FOUCAULT, M. Ditos e escritos. Arqueologia das ciências e história dos sistemas de pensamento. MOTTA, Manoel Barros da (Org.). Tradução de Elisa Monteiro. Rio de Janeiro: Forense Universitária, v. 2. MOROSINI, M. C. Internacionalização da educação superior no Brasil: a produção recente em teses e dissertações. Educação em Revista (online), 2017. REVEL, J. Michel Foucault: conceitos essenciais. Tradução Maria do Rosário Gregolin, Nilton Milanez, Carlo Piovesani. São Carlos: Claraluz, 2005. THOMPSON, P. O que é discurso? Uma abordagem Foucaultiana. Disponível em: <>. Acesso em 24 maio de 2019.
1075 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda LICENCIATURA NO CURSO DE PSICOLOGIA: PANORAMA NO SÉCULO XXI Diego Ranielly Dias Silva;Kesley de Jesus Leal;Leonardo Augusto Couto Finelli; Licenciatura em Psicologia. História da Psicologia. LDB. DCN. Ensino Superior. O processo de hominização leva ao desenvolvimento do indivíduo no mundo. Percebe-se que a aliança entre a Psicologia e a Educação promove o desenvolvimento da sociedade ao ampliar esse processo. Desde seu reconhecimento enquanto profissão, no Brasil, em 1962, a Psicologia já assumia a perspectiva da formação para modalidade da Licenciatura, porém com as mudanças nas políticas educacionais, essa foi sendo esquecida. Não obstante, a partir da LDB de 1996, há a retomada de tal modalidade educacional que passa a ganhar força no avançar do século XXI. Nesse sentido, o presente artigo retoma a evolução da legislação das diretrizes curriculares de graduação de Psicologia que tratam da Licenciatura no curso de Psicologia. A partir da discussão documental, realizou-se o levantamento das IES que Oferecem a opção de ênfase em licenciatura. Tais dados foram buscados a partir dos respectivos cadastros de oferta de curso no e-MEC, e desse da matriz de cada instituição. Como resultados verificou-se que 543 IES oferecem a graduação em psicologia, dessas, conseguiu-se analisar as matrizes de 470 instituições. Dessas, verificou-se que 425 instituições não oferecem a Licenciatura em Psicologia em sua matriz curricular. As 45 que ofertam levam a discussão sobre quais as dificuldades e empecilhos para tal implementação, assim como a consideração da perda associada para a formação dos profissionais da Psicologia, assim como para o desenvolvimento da sociedade em geral, que não tem a oferta de tais discussões na formação de alunos da educação nos mais diversos níveis e modalidades de ensino. ASSUNÇÃO, M. M. S. Curso de Psicologia: Algumas Reflexões sobre o Bacharelado e a Licenciatura. Educação em Revista, v. 29, p. 45-60, 1999. BOCK, A. M. B.; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. L. T. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2001. BRASIL. Lei nº 4.119 de 27 de agosto de 1962. Dispõe sobre os cursos de formação em psicologia e regulamenta a profissão de psicólogo. Brasília (DF): Diário Oficial da União p. , 1962. BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. Lei nº 7.044, de 18 de Outubro de 1982. Altera dispositivos da Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971, referentes a profissionalização do ensino de 2º grau. Brasília: MEC, 1982. BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. LDB - Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. Brasília: MEC, 1996. BRASIL, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação & Câmara de Educação Superior. Parecer CNE/CES nº 776/1997, aprovado em 3 de dezembro de 1997 - Orientação para as diretrizes curriculares dos Cursos de Graduação. Brasília, DF: CNE/CES, 1997a. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997b. BRASIL, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação & Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº 8, de 7 de maio de 2004. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Psicologia. Brasília, DF: CNE/CES, 2004. BRASIL, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação & Câmara de Educação Superior. Parecer CNE/CES N.º 338, de 12 de novembro de 2009. Aprecia a Indicação CNE/CES nº 2/2007, que propõe a alteração do art. 13 da Resolução CNE/CES nº 8, de 7 de maio de 2004, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Psicologia. Brasília, DF: CNE/CES, 2009. BRASIL, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação & Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº 5, de 15 de março de 2011. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Psicologia, estabelecendo normas para o projeto pedagógico complementar para a Formação de Professores de Psicologia. Brasília, DF: CNE/CES, 2011. BRASIL, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação & Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº 2, de 1º de julho de 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Brasília, DF: CNE/CES, 2015. BRASIL, Ministério da Educação. Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior Cadastro e-MEC. 2016. Sistema e-MEC. Disponível em: http://emec.mec.gov.br/. Acesso em: 10 abr. 2016. BRASIL, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação & Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº 3, de 3 de outubro de 2018. Altera o Art. 22 da Resolução CNE/CP nº 2, de 1º de 2015, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Brasília, DF: CNE/CES, 2018. COMITÊ NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS – CNEDH. Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Ministério dos Direitos Humanos. Brasília, CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (CFP); CONSELHOS REGIONAIS DE PSICOLOGIA. Ofício nº 0633-08/DIR-CFP. Brasília: CFP, 2008. FERNANDÉZ, A. A Inteligência Aprisionada. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991. FINELLI, Docência em Avaliação Psicológica: A formação em Minas Gerais – Brasil. Revista Galego-Portuguesa de Psicoloxía e Educación, v. 21, n. 2, 49-59, 2013. FINELLI, L. A. C.; FREITAS, S. R.; CAVALCANTI, R. L. Docência em Avaliação Psicológica: a formação no Brasil. Revista de Estudios e Investigación en Psicología y Educación, v. 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1076 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO: PERCEPÇÕES SOBRE A ETAPA DE CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA Ana Caroline Souza de Oliva;Valéria Daiane Soares Rodrigues; Estágio Supervisionado, Língua Espanhola, Caracterização da escola Este trabalho apresenta um relato de experiência propiciado pelo Estágio Curricular Supervisionado – etapa de caracterização da escola. Objetivou-se analisar a organização administrativa de uma escola de Montes Claros que oferece apenas o ensino fundamental e como esta atua no comportamento e desenvolvimento dos alunos. Para que esta pesquisa fosse realizada, a metodologia constituiu-se de observação da escola em diferentes momentos e leitura dos documentos que estruturam o funcionamento da instituição. Sob essa perspectiva, percebemos a importância do olhar do discente de Letras Espanhol acerca do seu posterior local de atuação profissional de forma a conhecer as particularidades da escola. Além disso, refletir sobre maneiras de implementar projetos que diminuam a distância entre universidade e escola a fim de que exista uma orientação clara frente a presença dos estagiários no ambiente escolar. COUTO, Ligia Paula. Didática da Língua Espanhola no Ensino Médio. São Paulo: Cortez, FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. O Papel do Estágio nos Cursos de Formação de Professores. In: PICONEZ, Stela C. Bertholo; FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado. 2. ed. Campinas: Papirus, 1994. Cap. 3. p. 53-62. LIMA, Maria Socorro Lucena. Reflexões sobre o Estágio: Prática de Ensino na Formação de Professores. Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v. 8, n. 23, p.195-205, 2008. Quadrimestral. MACHADO, Paula. Os Catopês de Minas e suas Tradições ainda Marcam a História do Estado. Disponível em: <> Acesso em: 12 nov. de 2019. RODRIGUES, Valéria Daiane Soares. Relevância do Estágio Curricular Supervisionado na Formação de Professores. Ciranda, Montes Claros, v. 1, n. 1, p.43-53, 2017. Anual. UNIMONTES. Projeto Político Pedagógico do Curso de Licenciatura em Letras Espanhol da Universidade Estadual de Montes Claros, 2015. VEJA como funciona o da Vinci, robô cirurgião de R$ 6 milhões. Setor Saúde: Tecnologia e Inovação. 15 de maio de 2015. Disponível em: . Acesso em: 24 de jul. de 2020
1077 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda FORMAÇÃO DE PROFESSORES: DESAFIOS E POSSIBILIDADES SOBRE OS SABERES TEÓRICOS E PRÁTICOS NO PROCESSO FORMATIVO DO ACADÊMICO DE PEDAGOGIA Mânia Maristane Neves Silveira Maia;Luzia Leidjane Mendonça Fernandes; Formação de Professores. Saberes teóricos e práticos. Pedagogia Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa monográfica que foi realizada com professoras regentes do 1º ao 5º ano de três escolas da cidade de Paracatu - MG, e teve como principal objetivo em analisar os desafios e as possibilidades sobre os saberes teóricos e práticos no processo formativo do acadêmico de Pedagogia para o exercício da docência. Utilizou-se uma pesquisa de abordagem qualitativa, descritiva, bibliográfica e de campo, o instrumento de coleta de dados foi um questionário estruturado, aplicado no mês de Julho de 2019. A amostra contou com seis professoras efetivas da Rede Municipal de Paracatu. Para atingir o objetivo proposto foi feito uma pesquisa bibliográfica baseada em autores, como: Imbernón (2001 e 2010); Libâneo (2005 e 2007) e Nóvoa (1991, 1992, 1997 e 2003). Após a realização da pesquisa, a análise e interpretação dos dados coletados foram feita a luz do referencial teórico. Por meio dessa pesquisa, foi possível compreender que os saberes teóricos abordados no curso de formação de professores, bem como os saberes práticos contribuem para uma prática pedagógica satisfatória. ANDRÉ, M. O papel da pesquisa na formação e na prática dos professores. Campinas, SP: Papirus, 2001. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da educação e da pedagogia: geral e Brasil. 3 ed. rev e ampl. SP: Moderna, 2006. AQUINO, J. G. Autoridade e Autoritarismo na Escola: alternativas teóricas e práticas. ª Ed. – São Paulo: Summus, 1999. BARROS, Aidil Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. A metodologia e a universidade. 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1078 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM PEDAGOGIA: ARTICULAÇÃO TEORIA E PRÁTICA NA FORMAÇÃO DO DOCENTE DO CURSO DE PEDAGOGIA Ivanise Melo de Souza;Luciana Moreira de Oliveira;Ramony Maria Silva Reis Oliveira; Estágio Supervisionado, Pedagogia e Formação de professores. O Estágio Curricular Supervisionado nos cursos de formação de professores permite o acesso aos instrumentos teórico-metodológicos indispensáveis para a atuação do licenciado no contexto escolar e a articulação da teoria e prática adquiridas na universidade e escola campo. Assim, o estágio configura-se como o momento em que o futuro profissional da educação vivencia experiências singulares e significativas na construção de sua identidade profissional. Neste contexto, este trabalho teve como objetivo conhecer as percepções dos acadêmicos do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Montes Claros sobre a importância do estágio na formação docente. Esta pesquisa apresenta uma abordagem qualitativa, sendo utilizado o questionário como instrumento de coleta de dados. Por meio dos resultados apresentados na pesquisa, pôde se constatar que o Estágio Supervisionado desempenha um papel fundamental no processo de formação de professores, constituindo-se o primeiro contato que o discente tem com seu futuro campo de atuação, possibilitando o desenvolvimento de habilidades bem como a ampliação de conhecimentos e adquiridos na universidade e na escola-campo. ALMEIDA, Maria I; PIMENTA, Selma G. Estágios supervisionados na formação docente. São Paulo: Cortez, 2014. BARREIRO, Iraide Marques de Freitas; GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na formação de Professores. São Paulo: Avercamp, 2006. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP 28, de 02 de outubro de 2001. Dá nova redação ao Parecer CNE/CP 21/2001, que estabelece a duração e a carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Pareceres CNE/CP, Brasília, 2001b. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/cnecp_212001.pdf. Acesso em: 13 jun. 2019. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Resoluções CNE/CP, Brasília, 2002 a. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/res1_2.pdf. Acesso em: 14 jun. 2019. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP n. 02/2015, de 1º de julho de Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2 jul. 2015, p. 8-12. Seção 1 LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Aprendizagem da Profissão Docente. Brasília: Liber Livro, 2012. PIMENTA, Selma G. A Didática como mediação na construção da identidade do professor: uma experiência de ensino e pesquisa. In: ANDRÉ, M. e OLIVEIRA, M. R.(orgs.). Alternativas do Ensino de Didática. Campinas: Papirus, 1997. PIMENTA, S. G; Lima, M. S. L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez Editora, 2004. SCALABRIN, I. C.; MOLINARI, A. M. C. A importância da prática do estágio supervisionado nas licenciaturas. UNAR, v. 17, n. 1, 2013.
1079 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda A CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO COMPUTACIONAL NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA ANÁLISE CARTOGRÁFICA Cristina M. Pescador;Sintian Schmidt;Aline Silva De Bona; Pensamento computacional. Letramento em codificação. Habilidades digitais. Cartografia. Este estudo se propôs a cartografar e identificar indícios de construção de pensamento computacional por estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental em uma escola da rede pública municipal no interior do Rio Grande do Sul. Durante alguns períodos, na aulas regulares desenvolvidas no laboratório de informática na educação (LIE), as crianças foram desafiadas a resolver problemas ora usando um robô programável, ora desenvolvendo atividades propostas no site “Hora do Código”, ora trabalhando em atividades de programação com o software Scratch. O método de investigação utilizado se baseia nos princípios de Pesquisa Cartográfica propostos por Kastrup, com base em Deleuze e Guattari. A análise dos movimentos dos estudantes na busca de soluções para os problemas apresentados é feita à luz dos conceitos de pensamento computacional (WING), letramento em codificação (DUDENEY et al) e habilidades digitais (PAPERT). Destaca-se como resultado o desenvolvimento do processo de aprendizagem autônomo dos estudantes/crianças, e as evidências de abstração nas resoluções das atividades propostas, assim como se percebe a ação/pensamento coletivo das crianças quando desejam compartilhar com os colegas suas soluções, do seu jeito. ALMEIDA, Maria I; PIMENTA, Selma G. Estágios supervisionados na formação docente. São Paulo: Cortez, 2014. BARREIRO, Iraide Marques de Freitas; GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na formação de Professores. São Paulo: Avercamp, 2006. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP 28, de 02 de outubro de 2001. Dá nova redação ao Parecer CNE/CP 21/2001, que estabelece a duração e a carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Pareceres CNE/CP, Brasília, 2001b. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/cnecp_212001.pdf. Acesso em: 13 jun. 2019. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Resoluções CNE/CP, Brasília, 2002 a. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/res1_2.pdf. Acesso em: jun. 2019. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP n. 02/2015, de 1º de julho de Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2 jul. 2015, p. -12. Seção 1 LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Aprendizagem da Profissão Docente. Brasília: Liber Livro, 2012. PIMENTA, Selma G. A Didática como mediação na construção da identidade do professor: uma experiência de ensino e pesquisa. In: ANDRÉ, M. e OLIVEIRA, M. R.(orgs.). Alternativas do Ensino de Didática. Campinas: Papirus, 1997. PIMENTA, S. G; Lima, M. S. L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez Editora, 2004. SCALABRIN, I. C.; MOLINARI, A. M. C. A importância da prática do estágio supervisionado nas licenciaturas. UNAR, v. 17, n. 1, 2013.
1080 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda A FOLIA DE REIS E IDENTIDADE: UM ESTUDO NA COMUNIDADE QUILOMBOLA AGRESTE NO NORTE DE MINAS GERAIS Marco Antônio Caldeira Neves; : Folia de Reis, Comunidades Quilombolas, Identidade. Este Artigo é um recorte da minha Tese e tem como objeto a discussão sobre o modo como os agrestinos afirmam sua identidade no contexto ritual da tradicional Folia de Reis na comunidade Quilombola Agreste, por meio da abordagem de seus aspectos estruturais, históricos e socioculturais, bem como pela importância dessa tradição para a coletividade. A identidade quilombola, que emerge com a Constituição Federal de 1988 para garantir direitos coletivos às comunidades quilombolas, que reivindicaram o direito territorial e cultural, apoia-se numa ancestralidade negra, numa resistência territorial e numa organização social coletiva. Como toda identidade, a quilombola requer exteriorizar os marcadores das diferenças entre os grupos que os circundam. Para marcar as diferenças, as comunidades têm buscado em seus aspectos culturais aquelas manifestações que definem suas diferenciação frente a outras comunidades, dessa forma, tais manifestações demarcam as fronteiras simbólicas afirmando a identidade, delimitando a pertença comum e mantendo os vínculos sociais. Assim, em Agreste, o ritual da Folia de Reis é tratado como Folia de Seu Lero e possui características espaciais e temporais próprias, onde o estabelecimento e manutenção de vínculos sociais são vivenciados anualmente. Esta manifestação tradicional alimenta-se da memória coletiva local, por sua dimensão simbólica que informa comportamentos e modo de vida das pessoas, organizadores de uma vasta teia de relações sociais expressadas em seus rituais. Ao mesmo tempo, a Folia de Seu Lero proporciona aos agrestinos sentirem-se membros de uma totalidade social, contribuindo para a manutenção dos vínculos sociais que fundamentam o pertencimento a essa coletividade negra. 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1081 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda ENSINO RELIGIOSO E FORMAÇÃO DOCENTE: UMA ANÁLISE A PARTIR DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO DA UNIMONTES Rosana Cássia Rodrigues Andrade; Ciência da Religião. Ensino Religioso. Formação de Professores A temática proposta neste estudo representa um tema que ainda não foi suficientemente estudado pela Ciência da Educação. Faltam cursos de licenciatura correspondentes, e isso mostra o caráter desafiador e urgente de uma reflexão sobre a formação dos professores de Ensino Religioso. Este estudo objetiva analisar os paradigmas de formação docente que permeia o curso de Ciências da Religião da Unimontes, para compreender as concepções que fundamentaram as propostas pedagógicas, no período de 2001 a 2012. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada por meio de estudo exploratório, de cunho documental, de forma a descrever o histórico do Curso de Ciências da Religião na Unimontes pela análise dos Projetos Políticos Pedagógicos produzidos no período de 2001 a 2012, e atas oficiais, que constituem parte integrante das práticas educacionais instrumentalizadas por pesquisas bibliográficas e de campo. A pesquisa de campo utilizou-se de uma entrevista semiestruturada, da qual participaram 21 professores e 4 coordenadores que trabalham ou já trabalharam no curso durante esse período. A análise dos dados qualitativos foi realizada através da técnica de análise de conteúdo, fundamentado em Bardin (2004). Os dados revelaram a importância do Curso de Ciências da Religião na tentativa de romper paradigmas solidificados e propor novos locais e formas de se pensar e estudar religião. Constatou-se, também, que os PPPs da forma como estão organizados enfatizam o aprofundamento do saber específico da área, ficando a formação do licenciando sob a responsabilidade de poucas disciplinas pedagógicas. Entretanto, percebe-se uma tentativa de investir na licenciatura para responder ao desafio de habilitar o profissional do Ensino Religioso, tendo a Ciência da Religião como área de referência; portanto, a formação desses professores ainda é desafio para instituições formadoras. O estudo poderá dar sua contribuição social ao apontar caminhos para uma formação inicial de professores de ER, principalmente no âmbito da Unimontes. .
1082 ciranda v. 4 n. 2 (2020): Revista Ciranda O PROJETO VEREDAS NO MUNICÍPIO DE PIRAPORA: UM OLHAR SOBRE A FORMAÇÃO A DISTÂNCIA DE PROFESSORES Huagner Cardoso da Silva; : Educação superior; educação a distância; política educacional; formação de professores; educação continuada. O presente estudo abordou a formação de professores, com foco nas políticas implementadas nos últimos anos na educação brasileira e, em especial, em Minas Gerais. Ao longo dos anos de 1990 vários programas e projetos foram implementados, dentro do campo da formação continuada dos profissionais da área da educação, recorrendo-se, nesses casos, à formação em serviço e a distância. Em março de 2002, iniciou-se um novo programa de formação profissional, valendo-se da modalidade de educação à distância e em serviço, como formação inicial de nível superior, para professores efetivos da rede estadual do Estado de Minas Gerais, com término em setembro de 2005, denominado “Projeto Veredas – Formação Superior de Professores - Curso à distância”. Esta pesquisa foi realizada nas Agências de Formação – AFOR do “Projeto Veredas” (conforme nomenclatura adotada no Projeto), na cidade de Pirapora sob a responsabilidade de formação da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes. A pesquisa orientou-se por uma abordagem qualitativa utilizando-se, como fonte de informações, os impressos da Secretaria de Estado da Educação do Estado de Minas Gerais – SEE/MG, os manuais impressos que servem como “Guia” para o formação dos professores-cursistas e as leis, portarias, decretos e documentos oficiais que regulamentam os cursos de formação a distância de professores e em obras que discutem o processo de formação no contexto de transformações sociais e políticas que têm marcado a reestruturação do Estado Brasileiro, na qual se propõe a transferência de responsabilidades aos municípios e às comunidades, num quadro de autonomia administrativa-financeira de suas entidades, e também, a autonomia pedagógica da escola pública. Observouse que o projeto atingiu os seus objetivos no quesito formação em larga escala, em termos de abrangência do número de formados, porém, apresentou baixo desempenho em relação à qualidade de formação, dadas as precariedades de muitos acadêmicos-bolsistas e da falta de estrutura de muitas das localidades e escolas em que atuavam. Destacamos, por exemplo, a falta acesso à linha telefônica e/ou internet por grande parte dos alunos cursistas que residiam na zona rural do município de Buritizeiro-MG e que eram acadêmicos do Pólo estudado. Outro fator destacado foi a procura pela formação superior para melhoria da remuneração, como relatado por muitos dos entrevistados. Concluímos, ao final da pesquisa, que as propostas para formação de professores em serviço devem considerar, dentre outros aspectos, a melhoria da qualidade do ensino na educação básica e a implementação de novas propostas pedagógicas. .
1085 ciranda v. 4 n. 1 (2020) FORMAÇÃO INTERDISCIPLINAR EM PEDAGOGIA DO CAMPO Vagner Luciano de Andrade; Docência; Ensino Superior; Educação Camponesa; Formação Curricular; Licenciatura. A pedagogia, a ciência formadora de profissionais aptos a atuarem em diferentes níveis de educação é um relevante espaço de discussão teórica do conhecimento pedagógico objetivando efetiva revisão do sistema de ensino e reformulação das políticas educacionais. Atualmente os cursos ofertados vertem para uma formação focada na gestão dos serviços profissionais de apoio escolar e na gestão de espaços escolares e não escolares. Este foco empresarial encontra-se voltado a atender as demandas de educação para o trabalho, dentro da égide urbano-industrial capitalista. Assim demandas especialmente humanizadoras e processos inclusivos que fundamentam a educação em sua essência são negligenciados. Uma das muitas negligências refere-se ao currículo escolar e à formação docente, específicos para atendimento às populações camponesas marginalizadas ao longo da história da sociedade brasileira. Neste sentido, as discussões sociais sobre a legitimidade da educação do campo em todo o país vêm ganhando força nas últimas décadas. O presente trabalho buscar discutir a necessidade de formação de docentes camponeses para as séries iniciais através da ampliação da oferta de cursos presenciais, semipresenciais ou à distância em pedagogia do campo. ABREU, Marise Jeudy Moura de; CARNEIRO, Sônia Maria Marchiorato. A relação entre a educação física e a educação ambiental – um estudo na rede municipal de ensino de Curitiba. In: IX Congresso Nacional de Educação – III Encontro Sul Brasileiro de Psicopedagogia. 26-29. out. 2009. PUC Curitiba. Disponível em . Acesso em 13. fev. 2020. ALMEIDA, Vasni de (org.). História da educação e método de aprendizagem em ensino de história. 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1086 ciranda v. 4 n. 1 (2020) REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE GEOGRAFIA PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA EM SALA MULTISSERIALIZADA Ícaro Santos Rocha;Dulce Pereira dos Santos; Multisserialização. Inclusão. Geografia. O ensino em salas multisseriadas surgiu como uma maneira de proporcionar o ensino aos indivíduos que por muito tempo foram excluídos do acesso à escola, sendo, portanto, um aspecto ligado ao processo de segregação social que existe predominantemente em países subdesenvolvidos. Neste contexto, a quantidade reduzida de alunos presentes faz com que surjam classes multisseriadas, unindo alunos de duas ou mais turmas diferentes. Tal situação leva o professor a lidar com a questão de ter que ministrar conteúdos diferentes em turmas com grande diversidade de níveis de aprendizagem, tanto pelo aspecto de haver alunos em séries diferentes, quanto pelo fator cognitivo. Vale ressaltar que a temática da educação inclusiva não é abordada apenas na questão da multisserialização e da educação do campo, mas também no ensino de pessoas com deficiência, que possuem as suas especificidades e que estão no ensino regular não apenas para a promoção da sua socialização, mas também para aprender como todos os outros alunos. Sendo assim, ocorre a necessidade de observar a educação do campo, a multisserialização e a educação inclusiva com as suas peculiaridades, visando o estabelecimento de um processo de ensino-aprendizagem que preze pela diversidade e pela equidade, onde todos possam aprender. No que se refere à geografia escolar, o professor deve garantir que os alunos possam compreender os conteúdos relacionados à disciplina prezando sempre pelo respeito ao tempo do aluno aprender, utilizando recursos que facilitem o seu aprendizado, além de construir conhecimentos relacionados ao espaço de vivência do discente e o seu papel como cidadão. Portanto, o respectivo trabalho tem como objetivo fazer considerações sobre o ensino de alunos com deficiência e os desafios enfrentados para o seu desenvolvimento no contexto de uma turma multisseriada em Miralta, distrito de Montes Claros-MG. A metodologia desta produção se estabelece por meio de levantamentos bibliográficos, a empiria por meio do exercício da docência e entrevistas realizadas junto a professora de apoio da turma. Apesar dos fatores que contribuem para uma melhor compreensão dos conteúdos, muitos obstáculos existem para que o processo de ensino-aprendizagem possa ser mais efetivo no local em questão. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 5 de outubro de 1988. BRASIL. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Ministério da Educação; Brasília, 2001. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: geografia / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/ SEF, 1998. BRASIL. Ministério da Educação. Base nacional comum curricular. Brasília, DF: MEC, 2015. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em 04/11/2019. HAGE, S. A. M. A Multissérie em pauta: para transgredir o Paradigma Seriado nas Escolas do Campo. 2009. Disponível em: https://faced.ufba.br/sites/faced.ufba.br/files/multisserie_pauta.pdf. Acesso em 02/10/2019. HAGE, S. A. M. Transgressão do paradigma da (multi)seriação como referência para a construção da escola pública do campo. Educ. Soc., Campinas, v. 35, nº. 129, p. 1165-1182, out.-dez., 2014. LOPES, S. L. Orgs. Práticas educativas na educação do campo: desafios e perspectivas na contemporaneidade. Boa Vista: Editora da UFRR, 2015. Disponível em: https://www.finom.edu.br/assets/uploads/cursos/categoriasdownloads/files/20.pdf. Acesso em 04/10/2019. MINAS GERAIS. Guia de Orientação da Educação Especial na rede estadual de ensino de Minas Gerais. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, versão 3, 2014. Disponível em: http://www.espacoprofessor.com/2017/02/guia-de-orientacao-da-educacao-especial.html. Acesso em 11/11/2019. PARENTE, C. M. D. Escolas Multisseriadas: a experiência internacional e reflexões para o caso brasileiro. Ensaio: aval. pol. públ. Educ., Rio de Janeiro, v.22, n. 82, p. 57-88, jan./mar. 2014. RODRIGUES, C. L. Educação no meio rural: Um estudo sobre salas multisseriadas. Dissertação. Universidade Federal de Minas Gerais, 2009. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/FAEC-8MAHYM. Acesso em 02/10/2019. SAMPAIO, A. A. M. Orgs. Ler o Mundo com as Mãos e Ouvir com os Olhos: Reflexões sobre o Ensino de Geografia em Tempos de Inclusão. Uberaba – MG, 2011. SANTOS, R. S. Educação do campo: classes multisseriadas e seus desafios pedagógicos. 11º enfope, 11º fopie, 2017. 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1087 ciranda v. 4 n. 1 (2020) APRENDER FAZENDO: BREVE RELATO DE EXPERIÊNCIA A PARTIR DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA (UNIMONTES) Amanda Karolayne Rodrigues Silva;Letícia Gonçalves Silva Santos;Maria Heloisa Pinheiro Dias;Vitória Caroline Vidal;Rahyan de Carvalho Alves; Estágio. Geografia Escolar. Formação Docente. O Estágio Supervisionado visa aprimorar o ensino acadêmico para graduar profissionais da educação com excelência, proporcionando o desenvolvimento da teoria aliada à prática no ambiente escolar. O presente artigo tem por objetivo ressaltar a importância do estágio na formação docente e descrever as experiências vivenciadas, as atividades e os resultados obtidos de intervenções realizadas durante o estágio supervisionado em Geografia da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, desenvolvidas nas escolas: Escola Municipal Professora Maria de Lourdes, Escola Estadual João de Deus e Escola Estadual Eloy Pereira, situadas em Montes Claros e em Francisco Sá, Minas Gerais, no ano de 2019. O caminho metodológico realizado consistiu em análise bibliográfica, observação crítica da estrutura física das escolas e regências em turmas do 6° e 7° anos com o desenvolvimento de atividades dinâmicas. Diante as experiências vivenciadas, considera-se que o estágio é um espaço de construção de saberes e conhecimentos da realidade escolar que propicia a troca de experiências entre o licenciando e o professor regente e orientador, articulação entre a teoria e a prática e a respectiva aplicação de metodologias e didáticas aprendidas no curso, aperfeiçoamento da desenvoltura na sala de aula e construção da identidade docente. ALVES, A. B. et al. Geografia – Espaço e Vivência - 7º ano. Ed. Saraiva, 2019. BARBOSA, M. E. S.; ROCHA, L. B. Estágio supervisionado em geografia: oportunidade de reflexão sobre o espaço escolar. In: Endipe, 17., 2014, Fortaleza. Anais... didática e a prática de ensino nas relações entre escola, formação de professores e sociedade. Fortaleza: EdUECE, 2014. v. 1. pp. 1-5. BNCC. Base Nacional referência 2018/2019. Disponível em: . Acesso em: 10 outubro de 2019. BRASIL. Lei n° 11.788, de 25 de novembro de 2008. Disponível em: . Acesso em: 20 de fevereiro de 2020. EDU. 2018. Indicadores da educação. Disponível em:Acesso em: 09 de outubro de 2019. FELÍCIO, H. M. dos; OLIVEIRA, R. A. de. A formação prática de professores no estágio curricular. Educar, Curitiba, n. 32, p. 215-232, 2008. IDEB. 2018. Indicadores da educação. Disponível em: < http://idebescola.inep.gov.br/ideb>. Acesso em: 10 de outubro de 2019. MAGALHÃES, C, et al. Projeto Apoema Geografia 6. 2º ed. São Paulo: Editora do Brasil, 2015. MATIAZO, S.; BERNARDINO, V. M. P. A Importância do estágio curricular supervisionado em Geografia para a formação de docentes: uma proposta pedagógica. In: Encontro Regional de Ensino de Geografia, 5., 2016, Campinas. Anais... Encontro Regional de Ensino de Geografia, Campinas: ERES, 2016. pp. 1-12. MARTINS, R. E. M. W; TONINI, I. M. A importância do estágio supervisionado em Geografia na construção do saber/fazer docente. Geografia Ensino & Pesquisa, V. 20, N. 3, pp. 98-106, 2016. MOURA, J. D. P. O Estágio na Formação do Professor de Geografia. 2011. (Apresentação de Trabalho/Comunicação). Disponível em: Acesso em: 18 de novembro de 2019. PIMENTA, S. G. Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez Editora, 1999. PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência: diferentes concepções. Revista Poíesis, [s. n.], v. 3, n. 3, pp. 5-24, 2005/2006. PROJETO ARARIBÁ. Geografia. 7º ano. 3º edição. São Paulo: ed. Moderna, 2016. RESENDE, V. B. de. Fracasso e Sucesso Escolar: Os dois lados da moeda. In: GOMES, M. de F. C. Dificuldades de Aprendizagem na alfabetização. 2ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
1088 ciranda v. 4 n. 1 (2020) BREVE ANÁLISE DE PRECONCEITO EM UMA ESCOLA ESTADUAL NA CIDADE DE MONTES CLAROS-MG Carla Milena de Moura Laurentino;Jéssica Lorrany Santana Rodrigues;Michele Alves de Araújo;Gildette Soares Fonseca; Preconceito; aluno; escola; sociedade. O ser humano é movido por sentimentos que contribuem nas relações interpessoais de forma positiva e ou negativa. O preconceito, por exemplo, é o resultado da ignorância que prendem a ideias pré-concebidas, podendo gerar enormes traumas, levando o sujeito até ao suicídio. No ambiente escolar, por ser reflexo da sociedade, existem diversas formas de preconceitos. Neste contexto, este artigo tem por objetivo apresentar resultados de levantamento sobre preconceito em uma escola pública da cidade de Montes Claros-MG. Para tanto, foi realizado pesquisa bibliográfica e de campo, momento que ocorreu grupo focal com aplicação de questionário. Os resultados obtidos apontam que a maioria dos pesquisados já sofreram ou realizaram algum tipo de preconceito. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Brasília: SECAD, 2006. CREPALDI, E. M. F. A importância da família na escola para a construção do desenvolvimento do aluno. 2013. Disponível em: . Acesso em: 24 outubro de 2019. GOMES, N. L. Escola e Diversidade Étnico-Cultural: um diálogo possível. In: DAYRELL, J. (Org.) Múltiplos Olhares sobre Educação e Cultura. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1996. PÉRES, F. Preconceito racial uma ofensa ao princípio da igualdade. Monografia (Especialização) - Curso de Direito, Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, 2006. Disponível em: . Acesso em: 25 jan. 2019. PAIVA, N. M. N. de; COSTA, J. da S. A influência da tecnologia na infância: desenvolvimento ou ameaça? Psicologia, Teresina, pp.1-13, 24 jan. 2019. SÃO PAULO. GAZETA DO POVO. Pesquisa comprova que preconceito atinge 99,3% do ambiente escolar no Brasil. IN.: Gazeta do Povo. São Paulo, 17 de jun. de 2009. Disponível em: Acesso em: 27 de janeiro de 2019.
1089 ciranda v. 4 n. 1 (2020) A PRONÚNCIA EM SALA DE AULA Ana Caroline Souza de Oliva;Maria Fernanda Lacerda de Oliveira; Ensino de Língua Espanhola, Pronúncia, Teatro, Aprendizagem Significativa. Este trabalho objetiva apresentar e discutir sobre o ensino de Espanhol a partir de uma estratégia didática para desenvolver a pronúncia no ambiente da sala de aula. Nessa abordagem e mediante a realidade advinda das escolas regulares, que marginalizam essa habilidade, desenvolver a prática da oralidade por meio do teatro constitui a proposta deste trabalho. Esta pesquisa configura-se a partir da discussão teórica a respeito das implicações do teatro para o ensino de espanhol com foco na pronúncia, almejando-se uma aprendizagem significativa. Sob esta ótica, para além de fins educativos, que se constroem na aprendizagem significativa, o ideário de humanização é proporcionado, visto que tal fator mostra-se primordial à aprendizagem do idioma. Dessa forma, um novo olhar para o processo de ensino-aprendizagem de línguas, associando as teorias subjacentes ao ensino de pronúncia em língua espanhola e à aprendizagem significativa, bem como ao desenvolvimento da autonomia do estudante, o ensino por meio do teatro se torna relevante para a articulação entre teoria e prática, e entre os demais conteúdos e habilidades a serem desenvolvidos. ALONSO, Encina. Cómo ser Profesor/a y Querer Seguir Siéndolo: Princípios y Práctica de la Enseñanza del Español como Segunda Lengua, libro de Referencia para Profesores y Futuros Profesores. Madrid: Edelsa Grupo Didascalia, 1994. BARROS, Luizete Guimarães; DIAS, Eva Christina Orzechowski. Língua Espanhola V: Fonética e Fonologia. Florianópolis: Coordenação de Ambiente Virtual, 2010. CAVASSIN, Juliana. Perspectivas para o Teatro na Educação como Conhecimento e Prática Pedagógica. Revista Científica: Faculdade de Artes do Paraná, Curitiba, v. 3, n. 1, p.39-52, jan./dez. 2008. FALCÃO, Carla Aguiar. O Ensino da Pronúncia do Espanhol na Educação à Distância: Uma Proposta Didática. In: XXIV Jornada Nacional do Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste. Natal. Anais da Jornada do Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste, 2012, v. único. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. 25ª edição. São Paulo: Paz e Terra, 1996, 52 p. GADOTTI, Moacir. Perspectivas Atuais da Educação. São Paulo, v.14, n.2, p. 03-11, abr-jun. 2000. FapUNIFESP(Scielo). MACHADO, Maria Ângela de Ambrosis Pinheiro. O Processo de Criação do Ator: Uma Perspectiva Semiótica. In: CARREIRA, André et al. Memória ABRACE IX: Metodologias de Pesquisa em Artes Cênicas. Rio de Janeiro: 7letras, 2006. p. 92-104. OLIVÉ, Dolors. Poch. Fonética para Aprender Español: Pronunciación. Madrid: Edinumen, 1999. PELIZZARI, Adriana et al. Teoria da Aprendizagem Significativa Segundo Ausubel. Revista: Psicologia, Educação e Cultura, Curitiba, v. 1, n. 2, p.37-42, jul. 2002. Anual. RICHARDS, Jack C; LOCKHART, Charles. Tradução de Juán Jesús Zaro. Estrategias de Reflexión sobre la Enseñanza de Idiomas. Madrid: Cambridge University Press, 1998. TALLEI, Jorgelina. Dime Qué Material Usas y te Diré Qué Profesor Eres. In: BARROS, Cristiano Silva de; COSTA, Elzimar Goettenauer de Marins (Org.). Se HaceCamino al Andar: Reflexões em Torno do Ensino de Espanhol na Escola. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2012. p. 163-173.
1090 ciranda v. 4 n. 1 (2020) GRAMÁTICA NOS LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA Emílio de Souza Santos;Leensen Terezinha Pereira Perpetuo;Maria Fernanda Lacerda de Oliveira;Rita Gabriela Vieira;Valéria Daiane Soares Rodrigues; Ensino de gramática. Livro Didático. Língua portuguesa. Há uma preocupação cada vez mais latente sobre a forma como a Língua Portuguesa vem sendo abordada nas escolas de educação básica do Brasil, principalmente, em relação ao ensino de conteúdos gramaticais. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo apresentar os resultados de uma pesquisa relacionada à análise de conteúdos gramaticais em livros didáticos de Língua Portuguesa. Para tanto, constituiu-se como corpus da pesquisa os livros Linguagem, Criação e Interação, de Cássia Garcia de Souza e Márcia Paganini Cavéquia, publicado em 2002, e Português Linguagens, de Willian Cereja e Thereza Cochar, publicado em 2015, ambos direcionados ao 6º ano do Ensino Fundamental. Além do corpus, por tratar-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, foram utilizadas contribuições de autores que acenam para a abordagem gramatical no ensino de Língua Portuguesa, especialmente, Barbosa (2009) e Neves (2011). A partir da análise dos livros supramencionados, constatou-se que os materiais didáticos analisados propõem um estudo indutivo dos conteúdos gramaticais, a partir de textos, imagens e propagandas. Vale ressaltar, também, a importância de uma postura crítica do professor em relação à utilização do livro didático como guia de estudo. BAGNO, Marcos. Dramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Ed. Loyola, 2000. BARBOSA, Afrânio Gonçalves. Saberes gramaticais na escola. In: VIEIRA, Silvia Rodrigues; BRANDÃO, Silvia Figueiredo (Orgs.). Ensino de gramática: descrição e uso. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2009. pp. 30-42 CEREJA, Willian Roberto; COCHAR, Thereza Magalhães. Português: linguagens, 6. 9. ed. reform. São Paulo: Saraiva, 2015. GONÇALVES, Hortência de Abreu. Manual de metodologia da pesquisa científica. São Paulo: Avercamp, 2005. NEVES, Maria Helena de Moura. Gramática na escola. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2011. p.9-28 SOUZA, Cássia Leslie Garcia de; CAVÉQUIA, Márcia Paganini. Linguagem: criação e interação – 5ª série. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.
1091 ciranda v. 4 n. 1 (2020) ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM MÚSICA Marco Antônio Caldeira Neves; Educação Musical: Estágio Supervisionado: Música O presente Artigo é fruto de uma pesquisa em andamento realizada no Estágio Supervisionado em Música da Unimontes buscando um paralelo com as experiências apresentadas por autores/professores de Estágio em outras universidades do país. Tem como foco a discussão sobre os desafios e perspectivas do Estágio Supervisionado em Música a partir da Lei 11.769/2008 e da Lei 13.278/2016. A Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008, altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do § 6o “a música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular”. A Lei 13.278/2016 vem acrescida do acrescido do § 6o “As artes visuais, a dança, e música e o teatro são as linguagens que constituirão o componente curricular”. O estágio é uma atividade teórica de conhecimento da práxis dos professores, compreende como uma etapa de grande significância para a formação docente, pois, aproxima o futuro educador do cotidiano da escola, fazendo com que seja selecionado os principais aspectos educativos que possam ser analisados, refletidos, significados, investigados bem como abordados pelo estagiário e com a finalidade de qualificação profissional. BECKER, Fernando. O caminho da aprendizagem em Jean Piaget e Paulo Freire: da operação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010. BELLOCHIO, Cláudia Ribeiro. A Educação Musical nas séries iniciais do ensino fundamental: olhando e construindo junto às práticas cotidianas do professor. Porto Alegre: URFGS, 2000. Dissertação (Doutorado em Educação) Universidade Federal do Rio Grande do Sul, URFGS, 2000. BELLOCHIO, Cláudia Ribeiro. A formação profissional do educador musical: algumas apostas. Revista da ABEM, Porto Alegre, V. 8, 17-24, mar. 2003. BELLOCHIO, Cláudia Ribeiro. Educação Básica e Educação Musical: formação, contexto e experiências formativas. In: INTERMEIO: Revista do Programa de Pós Graduação em Educação, Campo Grande, MS, v. 19, n. 37, p. 76-94, jan/jun. 2013. BRASIL. Lei 11.788/08, Brasília: 2008. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação no. 9394/96, Brasília. 1998. BUCHMANN, Letícia; BELLOCHIO, Cláudia Ribeiro. O estágio supervisionado na formação inicial em música: um estudo na UFSM. In: Anais Associação Brasileira de Educação Musical, 2007. FIALHO, Vania Malagutti. A orientação do Estágio na formação de professores de música. In: Teresa Mateiro e Jusamara Sousa (Orgs.) Práticas de Ensinar Música: Legislação, planejamento, observação, registro, orientação, espaços, formação. Porto Alegre: Sulina, 2009, p. 53-64. FIALHO, Vania; ARALDI, Juciane. Fazendo rap na escola. Música na educação básica. Porto Alegre, v. 1, n. 1, outubro de 2009. MATEIRO, Teresa. A prática de ensino na formação dos professores de música: aspectos da legislação brasileira. In: MATEIRO, Teresa; SOUZA, Jusamara. Práticas de ensinar música. Editora Sulina, Porto Alegre, 2006. MATEIRO, Teresa; TÉO, Marcelo. Os relatórios de estágio dos alunos de música como instrumento de análise dos processos de planejamento. Revista da ABEM, Porto Alegre, v. 9, 89-95, 2003. PERRENOUD, Phillipe. Construir competências desde a escola. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999. PICONEZ et al. A prática de ensino e o estágio supervisionado. Papirus Editora, Campinas, SP, 1991. PIMENTA, Selma Garrido. Estágio e Docência. Editora Contexto, São Paulo, 2004. PROTÁSIO, Nilceia; SHIOZAWA, Priscilla Harumi. InterMeio: revista do Programa de Pós-Graduação em Educação, Campo Grande, MS, v. 23, n. 45, p. 125-144, jan./jun. 2017. SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS. Parecer no. 447/02 – Belo Horizonte, 2002. SILVA, Aline Clissiane Ferreira da. Indisciplina na aula de Música. Anais Encontro regional sudeste da ABEM. São Paulo – SP, 2012. SOUZA, Jussamara. Práticas de ensinar música. Editora Sulina, Porto Alegre, 2006. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS-UNIMONTES, Resoluções CEPEX: 118/2007; 189/2007; 153/2008.
1092 ciranda v. 4 n. 1 (2020) HISTÓRIAS SOBRE A PRÁTICA DE LÍNGUA INGLESA NO AMBIENTE ONLINE Geralda dos Santos Ferreira; Facebook, Pesquisa Narrativa, Ensino de língua inglesa. Por muito tempo, em minhas aulas de língua inglesa, procurei priorizar o livro didático sem me atentar para as reais necessidades de meus alunos. No entanto, uma experiência com meus alunos, no ambiente online, trouxe novas perspectivas. Portanto, nesse artigo, narro minha experiência com meus alunos, em um grupo formado no Facebook para a prática de língua inglesa. Meu objetivo é analisar a construção do currículo de língua inglesa em um contexto diferente do tradicional. Nesse estudo, percorro o caminho da pesquisa narrativa para compreender a experiência vivenciada com meus alunos no Facebook. BERGE, Z. L. New roles for learners and teachers in online higher education. Baltimore, 2000. p. 3. Disponível em: https://www.academia.edu/29015819/New_Roles_for_Learnern. Acesso em: 30 de novembro de 2019. CLANDININ, D. J.; CONNELLY, F.M. Pesquisa Narrativa: Experiência e História em Pesquisa Qualitativa. Tradução GPNEP. Edufu, Uberlândia, 2015. 249 p. CLANDININ, D. J.; CONNELLY, F.M. Teachers as Curriculum Planners: Narratives of Experience. New York: Teachers College Press, 1988. 231 p. DEWEY, J. Experiência e Educação. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976. 101 p. ELY, M.; VINZ, R.; DOWNING, M.; ANZUL, M. On writing qualitative research: living by words. London and Philadelfia: Routledge Falmer, 2001. 411 p. FERREIRA, G.S. A Tecnologia Digital e o Ensino de Língua Inglesa. - 2014. 126 f. Dissertação (Mestrado em Estudos Linguísticos) – ILEEL, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2014. FOSHAY, A. W. 1969. Curriculum. In: R. I. Ebel (Eds). Encyclopedia of educational research: A project of the American Educational Research Association. 4. ed. New York: Macmillan, 1969. p. 5-19. FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. São Paulo: Paz e Terra, 1983. 150 p. GOOD, C. V. Dictionary of education. 2. ed. New York: McGraw-Hill, 1959. MELLO, D. M. Histórias de Subversão do currículo, conflitos e resistências: Buscando espaço para a formação do professor na aula de Língua Inglesa do Curso de Letras. -2005. 225 f. Tese (Doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem) - LAEL, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2005. RUGG, H.O. Foundations of American education (1st.). Yonkers-on-Hudson, NY: World Book Company, 1947. SCHWAB, J. J. Science, Curriculum, and Liberal Education – Selected Essays. Chicago & London, The University of Chicago Press, 1978. SMITH, B. O. Fundamental of curriculum development. New York: Harcourt, Brace and World, 1957. TABA, H. Curriculum Development: Theory and practice. New York: Harcourt, Brace and World, 1962.
1093 ciranda v. 4 n. 1 (2020) PRÁTICA DE ENSINO E ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DOS PROFESSORES Rosana Cássia Rodrigues Andrade; Estágio Supervisionado. Prática de Ensino. Formação de Professores. Nesta pesquisa, analiso as produções acadêmicas apresentadas no Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino ocorrido, no período de 2004 a 2016 com o objetivo de compreender o que essas produções têm revelado, considerando as concepções de formação de professores e de prática propostas/discutidas nas últimas décadas. Nas produções analisadas, constatamos que o estágio supervisionado e a prática de ensino trazem de forma recorrente a reflexão como fio condutor, e são considerados como um espaço de pesquisa, na perspectiva interdisciplinar e de intervenção/transformação, visando favorecer o conhecimento da realidade do profissional docente, a partir da problematização, teorização, reflexão, intervenção e redimensionamento da ação. ALMEIDA, Liliane Regis de. O papel dos estágios acadêmicos na formação profissional do administrador: estudo de caso na instituição de ensino superior “X”. In: XIII ENDIPE - ENCONTRO NACIONAL DE DIDÁTICA E PRÁTICA DE ENSINO, 2006, Recife. Educação, questões pedagógicas e processos formativos: compromisso com a inclusão social, Anais Eletrônicos, 2006. ALMEIDA, M. I. de; PIMENTA, S. G. (Org.). Estágios supervisionados na formação docente: educação básica e educação de jovens e adultos. São Paulo: Cortez, 2014. 156 p. AZEVEDO, Maria Antônia Ramos de; ABID, Maria Lucia Vital dos Santos. Os estágios supervisionados e os estilos de Orientação. In: XIII ENDIPE - ENCONTRO NACIONAL DE DIDÁTICA E PRÁTICA DE ENSINO, 2006, Recife. Educação, questões pedagógicas e processos formativos: compromisso com a inclusão social, Anais Eletrônicos, 2006. BARREIRO, Iraide Marques de Freitas; GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na formação de Professores. São Paulo: Avercamp, 2006. BORGES, Lívia Freitas Fonseca. Educação Superior: abrindo trilhas para investigar o inusitado no contexto do estágio supervisionado em orientação educacional. In: XII ENDIPE - ENCONTRO NACIONAL DE DIDÁTICA E PRÁTICA DE ENSINO, 2004, Curitiba. Conhecimento Local e Conhecimento Universal: Diversidade, Mídias e Tecnologias na Educação, Anais Eletrônicos, 2004. BRASIL. Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/ l9394.htm> Acesso em 10.02.2008. CAMPOS, M. Z. . A Prática nos cursos de licenciatura: reestruturação da formação inicial. In: ENDIPE - XIV ENCONTRO NACIONAL DE DIDÁTICA E PRÁTICA DE ENSINO, 2008, Porto Alegre. Trajetórias e processos de ensinar e aprender lugares, memórias e culturas, Anais eletrônicos, 2008. CARVALHO, Ana Jovina Oliveira Vieira de. Estágio Supervisionado E Narrativas (Auto) Biográficas: experiências de uma outra epistemologia da formação docente. 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1094 ciranda v. 4 n. 1 (2020) PROGRAMA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA DA UNIMONTES Mânia Maristane Neves Silveira Maia;Luiz Henrique Gomes Silva;Luciele Gonçalves Maciel; Educação. Escola. Formação. Residência Pedagógica. Universidade. Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa monográfica que foi realizada com os participantes do Programa Residência Pedagógica nos anos 2018/2019, da Cidade de Paracatu – Minas Gerais, e teve como principal objetivo verificar como o Programa Residência Pedagógica da Unimontes proporcionou uma aproximação entre Universidade e Escola no processo formativo dos acadêmicos do curso de Pedagogia. A pesquisa é de cunho qualitativo, descritivo e exploratório. O instrumento de coleta de dados foi um questionário estruturado, aplicado no mês de Novembro de 2019. A amostra contou com nove participantes do programa que estão matriculados na Universidade Estadual de Montes Claros – Campus Paracatu. Para referendar os estudos, foi realizada uma pesquisa bibliográfica baseada na Legislação Brasileira e em autores como Fávero (1992), Libâneo (1994) e Imbernón (2014). Como resultado, pode-se afirmar que o Programa Residência Pedagógica tem sido um grande aliado na formação dos graduandos dos cursos de pedagogia, aliando teoria e prática e aproximando Universidade e Escola. BARREIRO, Iraíde Marques de F; GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de ensino e estágio supervisionado na formação de professores. São Paulo: Avercamp, 2006. BRASIL. Constituição Federal. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivilit Acesso em: 10/11/2019. CANÁRIO, R. A escola: o lugar onde os professores aprendem. In: MOREIRA, A. et al. Supervisão na formação: Actas do I Congresso Nacional de Supervisão. Aveiro: Ed. da Universidade, 1998. CAPES. Programa Residência Pedagógica. Disponível em: https://capes.gov.br/educacao-basica/programa-residencia-pedagogica. Acesso em 16 de Outubro de 2019. CASTRO, C. M. Estrutura e apresentação de publicações científicas. São Paulo: McGraw-Hill, 2004. EDUCERE. O estágio supervisionado e sua importância para a formação docente frente aos novos desafios de ensinar. Disponível em: https://educere.br2232522340_11115.pdf . Acesso em: 15 de outubro de 2019. FÁVERO, Maria L. A. Universidade e estágio curricular: subsídios para discussão. In: ALVES, Nilda (org.) Formação de professores: pensar e fazer. São Paulo: Cortez, 1992. p. 53-71. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1993. HILDEBRANDO de Castro (2004 : São Paulo, SP). In: enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/evento407160/hidebrando-de-castro-2004-sao-paulo-sp. Acesso em: 16 de novembro de 2019. INBERNÓM, Francisco. Formação continuada de professores. Porto Alegre: Artmed, 2014. LIBÂNEO, J. C. Adeus professor, adeus professora? São Paulo: Cortez, 1994. LIMA, M. S. L. Estágio e docência. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2012. NÓVOA, Antônio. Formação de professores e profissão docente. In: Nóvoa, Antônio (org.). Os professores e a sua formação. Lisboa: publicações Dom Quixote, 1992. NÓVOA, Antônio. Os professores e a sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 2003. PPP. Projeto Político Pedagógico de Pedagogia. Unimontes. Disponível em: http://unimontes.br/curso/pedagogia/ Acesso em: 15 de outubro de 2019.
1095 ciranda v. 4 n. 1 (2020) O ESTÁGIO SUPERVISIONADO E SUA IMPORTÂNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CURSO DE PEDAGOGIA Ivanise Melo de Souza;Verônica Pereira da Silva;Ramony Maria Silva Reis Oliveira; Estágio Supervisionado, Pedagogia e Formação de professores O Estágio Curricular Supervisionado desempenha um papel fundamental nos cursos de formação de professores possibilitando o acesso aos conhecimentos específicos ou da área de referência, conhecimentos pedagógicos apoiados em componentes curriculares, conhecimentos que são objetos de ensino e conhecimentos da prática profissional. Nesta perspectiva, este estudo teve como objetivo analisar a importância do Estágio Supervisionado na percepção dos acadêmicos do Curso de licenciatura em Pedagogia na Unimontes. Está estudo apresenta uma abordagem qualitativa, sendo utilizado o questionário como instrumento de coleta de dados. Por meio dos resultados apresentados na pesquisa pôde se constatar que o Estágio Supervisionado constitui se um componente curricular obrigatório nos cursos de licenciaturas e desempenha um papel fundamental no processo de formação de professores. O Estágio Supervisionado possibilita a articulação entre a universidade e a sociedade, proporcionando uma integração à realidade escolar e o exercício da futura profissão, bem como e ampliação de conhecimentos e habilidades construídos na universidade e na escola-campo. Neste sentido, o estágio envolve uma atitude de reflexão sobre a teoria e a prática e suas contribuições na formação docente e construção da identidade profissional do licenciado. BARREIRO, Iraide Marques de Freitas; GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na formação de Professores. São Paulo: Avercamp, 2006. BRASIL. MEC. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União. Brasília, v. 134, n. 1.248, p. 27.833-27.841, 23 dez. Disponível em:< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm>. Acesso em: 15 jun. 2019 BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP nº 09/2001. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Disponível em. Acesso em: :< http://www.planalto.gov.br/cne/pdf/027.pdf>. Acesso em: 15/04/2019. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer nº 21 /2001. Dispõe sobre a duração e carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2019. PIMENTA, Selma Garrido (org.). Formação de professores: identidade e saberes da docência. In: PIMENTA, Selma Garrido. O Estágio na Formação de Professores: unidade teoria e prática? 4. ed. São Paulo: Cortez, 2001. PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004. PIMENTA,S.G.(Org). Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1999. SAVIANI, Dermeval O Legado Educacional do Século XX no Brasil. Campinas-SP: Autores Associados, 2004
1096 ciranda v. 4 n. 1 (2020) PRÁTICAS EDUCATIVAS NO CONTEXTO ESCOLAR Júlia Gomes Zuba;Maria da Luz Alves Ferreira;Janete Aparecida Gomes Zuba; Escolas de Educação Básica. Jovens. Práticas Educativas. Considera-se a sexualidade como pertencente à vida e à saúde do ser humano que se expressa desde cedo. Nesse sentido, compreender o comportamento de um jovem, no contexto gênero e sexualidade faz-se necessário. Ao trabalhar com essa população, tornou-se de suma importância para a escola desempenhar a sua função e o seu lugar para a realização do seu papel essencial na educação para uma sexualidade ligada à vida integrando as dimensões do ser humano. Desse modo, teve-se a oportunidade de realizar práticas educativas por meio de uma série de atividades tais como palestras, minicursos, exposição de stand, em algumas escolas de Educação Básica sobre a realidade do HIV/AIDS para jovens dos ensinos Fundamental e Médio. Consequentemente, essa ação possibilitou que estudantes conscientizassem da importância da prevenção e/ou tratamento da doença supracitada. Logo, obtiveram-se resultados satisfatórios, uma vez que, havia participação na dinâmica de trabalho e interesse dos alunos pelo assunto que era visto como tabu. BASTOS, Francisco Inácio. A feminização da epidemia de AIDS no Brasil: determinantes estruturais e alternativas de enfrentamento. Coleção ABIA - Saúde Sexual e Reprodutiva, Rio de Janeiro, v. 3, p. 1-27, 2001. BRASIL. Ministério da Saúde. Infecções Sexualmente Transmissíveis. Álbum Seriado das IST Material de apoio para profissionais de saúde MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais Brasília-DF 2016. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2017/album-seriado-das-infeccoes-sexualmente-transmissiveis-ist. Acesso em 10 de outubro de 2018. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Boletim Epidemiológico HIV/AIDS, 2016. Disponível em: . Acesso em 10 de outubro de 2018. BRASIL, Governo do. Jovens devem aumentar a prevenção contra DSTs. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/noticias/saude/2012/12/jovens-brasileiros-nao-tem-conhecimento-sobre-dsts-e-formas-de-infeccao-diz-estudo. Acesso em 15 de outubro de 2018. Corti, Ana Paula; SOUZA, Raquel. Diálogos com o mundo juvenil, São Paulo: Ação Educativa, 2005. p.11-12. MOMBELLI, M.A; BARRETO, M.S; ARRUDA, G.O; MARCON, S.S. Epidemia da AIDS em tríplice fronteira: subsídios para atuação profissional. Brasília: Rev. Bras. Enferm. 68 (3). 2015. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/reben/v68n3/0034-7167-reben-68-03-0429.pdf > Acesso em 10 de outubro de 2018. Portal BRAZ. Cresce número de homens infectados pelo HIV em Minas Gerais; Governo faz campanha de conscientização. Disponível em: Acesso em 11 de outubro de 2018.
1097 ciranda v. 4 n. 1 (2020) O USO DE MÍDIAS COMO RECURSO DIDÁTICO PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA Karine Cássia Queiroz Silva; Mídias, Recursos, Geografia, Professor e Aluno. O presente trabalho apresenta a importância da inserção do uso de mídias na prática educativa do ensino de Geografia, de modo a propiciar condições para um melhor desenvolvimento do educando, sendo indispensável no processo ensino-aprendizagem. A metodologia utilizada consistiu em revisão de literatura, elaboração e aplicação de questionários aos professores de Geografia de três (03) escolas públicas estaduais de Montes Claros (MG). Nesse contexto, a presente pesquisa objetiva em verificar como os professores de Geografia que fazem parte do Programa Residência Pedagógica utilizam as mídias em suas aulas. O ensino de Geografia através da utilização de variadas tecnologias possibilita que os discentes se incluam gradativamente em espaços interativos, de modo a tornar as aulas atrativas e envolventes, viabilizando sua aprendizagem e posteriormente um ensino de qualidade. As inúmeras tecnologias se constituem em um importante subsídio, servindo de estrutura, para amplificar os fundamentos de espaço e localização dos alunos, considerando que o mundo virtual possibilita além da observação, a dinamização das temáticas e eventos geográficos estudados. Assim, é relevante a introdução das mídias nas aulas de Geografia, haja vista que os alunos na maioria das vezes já manuseiam e tem domínio dessas novas tecnologias.
1098 ciranda v. 4 n. 1 (2020) UNIMONTES ENSINO – PESQUISA – EXTENSÃO Sérgia Thaísa da Fonseca; Geografia. Extensão. Biotemas. Educação Básica. Neste trabalho discutiremos a importância dos projetos de extensão universitária, o processo de ensino aprendizagem, e a história do projeto de extensão, atualmente (2019) prestes a ser transformado em Programa Biotemas da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes. Traz a atuação do Biotemas durante este ano de 2019 em escolas públicas da cidade de Montes Claros/MG. Ressalta a atuação do curso de Geografia no desenvolvimento de oficinas durante a realização do Fórum Biotemas, destacando o ensino de Geografia de forma lúdica por meio da aplicação de oficinas. Nesse contexto, a presente pesquisa objetiva relacionar as ações e contribuições do Fórum Biotemas para Educação Básica e para a comunidade acadêmica, enfatizando as contribuições do Curso de Geografia. O caminho metodológico utilizado consistiu em revisão bibliográfica de autores que discutem as temáticas, como por exemplo, Jenize (2004), Moita (2009), Libâneo (1994), Machado (2015) dentre outros e análise documental de arquivos do Biotemas. Portanto, a consideração que chegamos ao fim dessa discussão, é que o Fórum Biotemas possui uma importância significativa para a comunidade acadêmica e a Educação Básica, pois o mesmo promove um espaço de reflexão, diálogo e troca de experiências.
1099 ciranda v. 4 n. 1 (2020) ESCOLA, ALUNO E TOPOFILIA - ESTUDO DE CASO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE JURAMENTO/MG Jordan Vinicius Dias Limeira; Geografia. Corrente Humanística. Categoria Lugar. O presente trabalho discute a Geografia enquanto ciência e a imersão como disciplina escolar. Discutimos a categoria Lugar, sendo essa uma peça chave da pesquisa, pois por ela desenvolvemos uma pesquisa na Escola Estadual Francisco Sá da rede pública no município de Juramento no Norte de Minas Gerais com os alunos do 3º ano do ensino médio, retratando a percepção que os mesmo possuem em relação a escola, tendo como base autores que trabalham a corrente humanística e os sentimentos topofílicos. A metodologia usada consistiu em pesquisa bibliográfica, trazendo autores que tratam da percepção do indivíduo com o Lugar, no qual agrega diversos sentimentos topofílicos, tidos como topofilia ou topofobia. Sendo o Lugar espaço de construção de relações, destacamos a importância de referenciar os Parâmetros Curriculares Nacionais de Geografia junto com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional com foco no Ensino Médio. Assim sendo, para essa pesquisa objetivamos fazer um resgate do desdobramento da ciência Geográfica, passando por alguns momentos importantes de sua transformação, destacando a escola enquanto lugar privilegiado de registros, memórias, conhecimento e aprendizagem. Teve como objetivo também verificar as diferentes percepções dos alunos em relação a escola a partir dos sentidos humanos. Por fim apontamos que os sentimentos topofílicos em relação a escola predominam dentre os estudantes entrevistados.
1100 ciranda v. 4 n. 1 (2020) ENSINO DE GEOGRAFIA E OS DESAFIOS DA PROGRESSÃO CONTINUADA NA FORMAÇÃO DOS ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL Frederico Pereira dos Santos; Ensino fundamental. Ensino de Geografia. Progressão Continuada. Nas escolas públicas do Brasil, a Progressão Continuada é uma modalidade inserida no Ensino fundamental com o objetivo de cessar qualquer tipo de reprovação dos estudantes por notas. O regime acaba com o alto índice de reprovação nas escolas. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo compreender o funcionamento do Regime de Progressão Continuada no Ensino Fundamental de duas escolas da rede pública de ensino de Montes Claros/ MG. A pesquisa é de natureza qualitativa que se constitui a partir de abordagens que, de acordo com (LÜDKE & ANDRÉ, 1986), envolve a obtenção de dados descritivos, obtidos no contato direto do pesquisador com a situação estudada, enfatiza mais o processo do que o produto e se preocupa em retratar a perspectiva dos participantes. Optamos pela escolha de duas escolas da rede pública estadual de Montes Claros/MG para a realização da entrevista, revelando a percepção dos sujeitos envolvidos — quatro professores, suas impressões e compreensões, diante das mudanças em função do regime de progressão continuada. O instrumento de coleta de dados da pesquisa, foi uma entrevista semi-estruturada. A Progressão Continuada tem por objetivo evitar a evasão escolar e as múltiplas repetências. Em nenhum momento a preocupação com o aprendizado de fato, é vista. Os professores sentem-se desvalorizados dentro da educação, pois, com tantas oportunidades, os alunos submetidos a Progressão Continuada não demonstram interesse algum em aprender, pois, sabem que vão ser aprovados de alguma maneira. O Estado não dá o suporte necessário para que esse aluno tenha um professor(a) de reforço do seu lado auxiliando nas suas atividades, que são avaliadas em quantidade (número de aprovação) e não em qualidade (o ensino e o aprender).
1101 ciranda v. 4 n. 1 (2020) O ENSINO DA GEOGRAFIA NA PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÈDIO DA E. E. PROFESSOR GASTÃO VALLE NA CIDADE DE BOCAIUVA MG Bianca Bárbara Duque Evaristo; Percepção. Educação. Criticidade. Geografia. Conhecimento. É de comum conhecimento que a geografia é importante para o homem compreender e realizar muitas reflexões sobre o espaço e as ações que concretizam no campo político e vivido, especialmente para o aluno, o futuro gestor da sociedade. Destaca forma, o presente trabalho traz à luz à opinião dos alunos em relação ao ensino de geografia, levantando as percepções dos discentes sobre a importância desta disciplina e se eles a consideram fecundo para auxiliar na compreensão do saber viver nos diversos espaços. A pesquisa foi realizada no ano de 2018 com os terceiros anos do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Gastão Valle, localizada na cidade de Bocaiuva, no Estado de Minas Gerais. A pesquisa é de natureza quanti-qualitativo, pois envolveu a percepção dos alunos, utilizando conversas e aplicação de questionário misto, dando chance de os sujeitos da pesquisa responderem livremente. O trabalho foi satisfatório, pois a partir da pesquisa pôde-se elucidou que as aulas práticas seriam de extrema importância para complementarem as de cunho teóricas. Constatou-se, ainda, a importância do ensino da geografia para obterem, com seriedade, um senso crítico mais amplo e ajudando, inclusive, as atividades juntos com a comunidade (no contexto escolar).
1103 ciranda v. 3 n. 1 (2019) A FORMAÇÃO DOCENTE PARA ATUAR NA EAD Carla marina neto das neves lobo; Educação a distância, Formação de professores, Ensino aprendizagem, Novas tecnologias, Ensino presencial e a distância Visando especificar o assunto a ser tratado neste artigo delimita-se o objeto de estudo na área de formação de professores que atuam na modalidade Educação a Distância. A questão norteadora que motiva nosso estudo é: como a literatura vem registrando a formação docente na última década para a modalidade Educação a Distância (EaD)? O presente trabalho objetiva analisar a formação docente no manejo das novas tecnologias visando identificar possibilidades de ensino aprendizagem por meio da educação a distância; identificar as produções científicas na área de formação de professores para atuarem na modalidade educação a distância; descrever o papel docente frente as necessidades e habilidades individuais e as de grupo, de forma presencial e virtual. Utilizar-se-á a pesquisa quanto aos objetivos como um estudo descritivo, que tem como principal objetivo descrever as características de determinada população ou fenômeno; e exploratório, pois este, na maioria dos casos, envolve levantamento bibliográfico do problema pesquisado. Para elaboração deste estudo optamos por uma pesquisa bibliográfica, pois é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos.
1104 ciranda v. 3 n. 1 (2019) CONCEPÇÕES E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORES DE ARTES, COM FORMAÇÃO EM MÚSICA, QUE ATUAM NAS ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE MONTES CLAROS-MG Raiana Alves Maciel Leal do Carmo;Luciano Cândido e Sarmento;Samara Francine Ferreira Rodrigues;Jorge Lucas Ferreira Rocha;Lenilce da Silva Reis Santana;Kaio Silvano Rodrigues da Silva;Josué Junio Silva Gonçalves; Educação Musical, Concepções e Práticas de Ensino, Formação inicial de professores, Licenciatura em Música Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que tem como objetivo identificar e analisar as principais concepções e práticas pedagógicas que configuram a atuação dos professores de artes, licenciados em Música, das escolas da rede municipal de ensino de Montes Claros-MG. O estudo é fundamentado em bases epistemológicas da Educação Musical e de áreas afins, tendo como suporte pesquisa documental na legislação federal e municipal e nos documentos produzidos no âmbito da Secretaria Municipal de Educação e das escolas investigadas. A coleta de dados foi dividida em duas fases, compreendendo inicialmente o levantamento realizado em todos os estabelecimentos municipais de ensino, tendo como propósito identificar os professores da disciplina artes que são formados em Música e, posteriormente uma pesquisa de campo que foi realizada nas instituições de ensino selecionadas. Os resultados obtidos indicam que estas instituições agregam poucos professores com formação superior em música, sendo o quadro predominantemente ocupado pelos docentes formados em Artes Visuais. Quanto às práticas pedagógicas, evidenciaram-se os critérios de planejamento e as bases de conteúdo relacionadas às atividades realizadas de forma lúdica, estabelecendo ligação com outras linguagens, tais como Teatro e Artes Visuais, tendo como objetivos desenvolver setores como cognitivo e motor, memória musical, percepção auditiva e rítmica. Conclui-se que os resultados representam um diagnóstico sobre a situação do ensino de conteúdos relacionados à música dentro da disciplina artes, possibilitando, dessa maneira, a elaboração de propostas para uma formação inicial de professores que atenda às necessidades e peculiaridades da realidade específica das escolas.
1105 ciranda v. 3 n. 1 (2019) ESCOLA OCUPADA. ESCOLA AUTOGESTIONADA: UMA ANÁLISE DO OCUPA GM SOB A ÓTICA DA HISTÓRIA DO TEMPO PRESENTE Artur Portilho Moreira; PEC 241, Ocupação, Escola, Estudantes Este artigo tem como objetivo apresentar as perspectivas do movimento ocupacional em escolas na cidade de Patos de Minas, em especial na Escola Estadual Dona Guiomar de Melo, onde as reivindicações seguiam o fluxo de movimentos nacionais em 2016. Além disso, o artigo tem como intenção publicizar as questões referentes à autogestão pedagógica, o relacionamento aluno/professor durante a ocupação, como isso se desenvolveu durante as aulas e os acontecimentos após a ocupação. Ou seja, apontamos como ocorreram as aulas, de que modo os alunos as viram (horizontalmente), como eles conseguiram tomar decisões no dia a dia da escola ocupada. Também é importante ressaltar que trabalhamos com fontes majoritariamente orais, bem como com artigos relacionados à ocupação, autogestão e aprendizagem horizontal, seguindo, assim, uma linha de raciocínio para estudar a ocupação como um todo.
1106 ciranda v. 3 n. 1 (2019) ASPECTOS COGNITIVOS E INTERCULTURAIS EM APLICATIVOS DE APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS Wellington Araújo Mendes Junior;Nívia Aniele Oliveira;Jacqueline Ribeiro de Souza; Aspectos cognitivos, Aspectos interculturais, Aplicativos de aprendizagem de línguas estrangeiras O presente artigo analisou os aspectos cognitivos e interculturais de aplicativos de aprendizagem de línguas estrangeiras. O objetivo foi verificar como os três aplicativos selecionados abordam os aspectos cognitivos e se contemplam aspectos interculturais. Para isso, utilizamos como parâmetros para avaliar os aplicativos a instrução de itens lexicais, de construções pré-fabricadas e de padrões sintáticos semifixos; input visual; informação apresentada de diferentes formas; e aspectos interculturais. Como resultado, observamos que os aplicativos apresentam construções de diferentes tamanhos e de diferentes níveis de processamento cognitivo, porém não abordam de maneira efetiva aspectos interculturais.
1107 ciranda v. 3 n. 1 (2019) CURSO DE GEOGRAFIA/LICENCIATURA DA UNIMONTES: UMA ANÁLISE DO PERFIL DOS ESTUDANTES Dulce Pereira dos Santos;Samuel Evangelista Carneiro; Estudantes, Geografia, Licenciatura, Perfil, Unimontes Tema bastante recorrente ao se discutir sobre educação nos dias atuais, o Ensino a Distância ou EaD consiste em um processo de ensino e aprendizagem mediado por tecnologias, onde alunos e professores estão separados no tempo e espaço, se expande e populariza cada vez mais no pais, se solidificando na educação contemporânea como uma das tentativas mais efetivas de se democratizar o ensino no Brasil. Pioneira no âmbito educacional na região do norte de Minas Gerais, a Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES criou nove cursos de Licenciatura através desta modalidade de ensino. Como ainda existem muitas dúvidas acerca deste assunto, este artigo mostra o resultado de uma pesquisa realizada com o objetivo de analisar as diferenças entre o perfil dos acadêmicos de um curso Presencial e de um Curso a Distância de Licenciatura em Geografia – UNIMONTES.
1108 ciranda v. 3 n. 1 (2019) PESQUISA COM EDUCADORES AMBIENTAIS Inês de Oliveira Noronha;Arthur Ribas de Souza Sales; Percepção dos Educadores Ambientais, Educação Ambiental, Diagnóstico Socioambiental Participativo, Deliberação Normativa COPAM nº 214/2017 Esta é uma pesquisa do tipo Survey, segundo Babbie (1999), desenvolvida no mês de novembro de 2018, pela equipe da Socioambiental Projetos Ltda, cuja coleta de dados se deu através do uso de questionários on line, formulário Google Forms. O objetivo do estudo foi traçar um panorama da aplicação da Educação Ambiental, no âmbito do licenciamento ambiental em Minas Gerais, após a publicação da Deliberação Normativa do Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais – COPAM nº 214, de 26 de abril de 2017, a partir da percepção dos Educadores Ambientais do Estado de Minas. O trabalho apresenta perguntas-chave que permitem analisar criticamente a situação da EA, além de permitir um aprofundamento das questões referentes à sua melhoria, sobretudo em relação ao Diagnóstico Socioambiental Participativo.
1134 ciranda v. 2 n. 1 (2018) ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO E FORMAÇÃO DOCENTE Neucy Teixeira Queiroz; Este trabalho teve como objetivo refletir acerca do estágio curricular supervisionado nos cursos de licenciatura, analisando essa fase de formação com enfoque na importância do estágio curricular supervisionado para a transposição didática. Foi utilizada, como metodologia, a pesquisa bibliográfica através de uma abordagem qualitativa. Para atingir os objetivos propostos, prevaleceu a pesquisa do tipo exploratória a fim de proporcionar maior contato com o tema. Os resultados mostraram que o estágio curricular supervisionado é uma etapa da formação profissional extremamente importante, uma vez que o acadêmico se familiariza de forma direta no ambiente escolar, possibilitando uma melhoria da transposição didática, uma vez que permite que o acadêmico tenha autonomia e construa estratégias pedagógicas que lhe permitirão transpor seu conhecimento da melhor forma. A presença do professor orientador do estágio é essencial, pois é um ponto de apoio para o estudante, contribuindo positivamente para os processos de ensino-aprendizagem.
1135 ciranda v. 2 n. 1 (2018) FRIDA KAHLO E A LITERATURA INFANTIL: UMA PRINCESA ÀS AVESSAS Ana Paula Monteiro Mendes;Valéria Daiane Soares Rodrigues; Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa monográfica sobre a história da pintora mexicana Frida Kahlo, analisando como se deu o relato dessa história por meio de um livro voltado para o público infantil. Para tanto, escolhemos como objeto de estudo o livro Frida Kahlo para chicos e chicas, de autoria de Nádia Fink, publicado no ano 2015. Elegemos como metodologia a pesquisa bibliográfica e para que pudéssemos ter embasamento teórico contamos com contribuição de vários autores, entre os quais destacamos Gina Khafif Levinzon (2009). A partir da pesquisa, entendemos a importância de uma literatura que desconstrói o padrão de beleza feminina, explorado pelos contos de fada tradicionais, trazendo uma personagem complexa, com seus problemas reais e com todas as suas possibilidades humanas e artísticas como Frida Kahlo.
1110 ciranda v. 3 n. 1 (2019) GESTÃO ESCOLAR E ESTÁGIO SUPERVISIONADO: INQUIETAÇÕES PARA OS SUJEITOS EM FORMAÇÃO DOCENTE Débora da Silva Araújo;Jéssica Cristina Silva;Vilma Aparecida de Souza; Estágio Supervisionado, Gestão escolar, formação inicial O presente artigo é resultado das atividades realizadas na disciplina Estágio Supervisionado e tem como objetivo discutir as contribuições do estágio supervisionado em gestão escolar, a partir da problematização dos princípios que norteiam uma gestão democrática, repensando limites e possibilidades que se apresentam para esse formato de organização escolar.. O Estágio em Gestão Escolar tem por finalidade propiciar o contato direto com a prática educacional, e auxiliar no processo de formação enquanto estudantes de pedagogia, o qual propicia espaços de reflexão sobre os conhecimentos apreendidos na Universidade. O presente capítulo está organizado em três seções que se completam: na primeira seção, discute-se a importância do Estágio Supervisionado na formação do pedagogo; na segunda seção aborda-se o Estágio Supervisionado em Gestão Escolar; em terceiro lugar, analisa-se a experiência de Estágio Supervisionado em Gestão Escolar vivenciada por um grupo de licenciandas.
1111 ciranda v. 3 n. 1 (2019) REFLEXÕES SOBRE O GÊNERO DRAMÁTICO, NA OBRA DE SABINO: MARTINE SECO Géssica Menezes do Nascimento;Gileno Cardoso da Encarnação;Marquelândia Leal Carvalho;Tatiane de Souza Santos;Ciro Carlos Antunes; A origem da dramaturgia, Dramaturgia brasileira, Gênero dramático O presente trabalho busca identificar e compreender as características do gênero literário dramático utilizado por Sabino (1994), na obra Martine Seco, enfatizando os elementos da narrativa por meio de seus personagens, a fim de compreender o conflito dramático que se passa na obra. Em seguida, apresentar os principais teóricos da dramaturgia brasileira, além de destacar no texto trechos que representem as características do gênero dramático com a finalidade de fazer um estudo detalhado desse gênero. O trabalho é realizado por meio de revisão literária da obra, utilizando como técnica de coleta de dados a pesquisa bibliográfica embasada nos referenciais teóricos Marconi e Lakatos (2003). E, por fim, refletir entre o texto e a dramaturgia
1112 ciranda v. 3 n. 1 (2019) A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUA INGLESA E A PEDAGOGIA PÓS-MÉTODO: LIDANDO COM AS DIFERENÇAS E O SABER LOCAL Geralda dos Santos Ferreira; Ensino de língua inglesa, Pedagogia pós-método, Formação do professor de línguas, Saber Local Por muitos anos, o ensino de língua inglesa no Brasil tem importado métodos que se mostram distantes do nosso contexto social e, normalmente, são direcionados a grupos específicos. É também notória a lacuna que o ensino de língua inglesa tem deixado nas escolas regulares públicas e privadas. Nesse contexto, o papel do professor de língua estrangeira precisa ser repensado, levando em consideração a relação entre teoria e prática. Assim sendo, este estudo aborda a formação do professor de língua estrangeira no sentido de se pensar uma prática que considere as diferenças entre os indivíduos e privilegie o conhecimento local, visando uma aprendizagem significativa.
1113 ciranda v. 3 n. 1 (2019) RIGOBERTA MENCHÚ E A LITERATURA INFANTIL: UM TESTEMUNHO DE VIDA Kátia Gonçalves Silva;Valéria Daiane Rodrigues; Literatura infantil, Rigoberta Menchú, Li M’in uma criança de Chimel, Conhecimento de mundo O presente artigo é o resultado dos estudos realizados para elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), intitulado “Rigoberta Menchú e a literatura infantil: um testemunho de vida”. O estudo possibilitou conhecer a trajetória da literatura destinada às crianças, possibilitando, em consequência, refletir sobre a importância da prática de leitura desde a infância. Além disso, permitiu contar a história de Rigoberta Menchú, índia guatemalteca conhecida por sua trajetória de luta em favor de seu povo. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo realizar a leitura e análise do livro “Li M’in uma criança de Chimel”, um livro que conta, em uma linguagem voltada para o público infantil, a história de Rigoberta Menchú. Foi realizada uma pesquisa de cunho bibliográfico, contando com ajuda de importantes críticos. Entre as importantes obras estudadas, destacamos a contribuição da própria Rigoberta Menchú e de Elizabeth Burgos na obra Me llamo Rigoberta Menchú y así me nació la conciencia, publicada primeiramente em 1983, embora a leitura realizada para o estudo tenha sido a 20ª edição publicada em 2007. Ao final, entendemos que a leitura poderá ser associada à representação do sonho, da fantasia, da imaginação, do desconhecido, possibilitando uma contribuição para o desenvolvimento da consciência de mundo a partir da infância. Entendemos ainda a importância de trazer para a literatura infantil a representação de pessoas reais que podem servir como exemplo e inspiração
1114 ciranda v. 3 n. 1 (2019) PESQUISA CIENTÍFICA: UMA ABORDAGEM SOBRE O MÉTODO QUALITATIVO Simaria de Jesus Soares; Metodologia científica, Pesquisa científica, Pesquisa Qualitativa Este artigo aborda sobre a pesquisa qualitativa como uma metodologia de pesquisa complementar (e não justaposta) à pesquisa quantitativa. A pesquisa qualitativa se caracteriza pelo desenvolvimento conceitual, de fatos, ideias ou opiniões, e do entendimento indutivo ou interpretativo a partir dos dados encontrados. Tem caráter exploratório, subjetivo e espontâneo, percebido pelos métodos utilizados neste tipo de pesquisa, como observação direta, entrevistas, análise de textos ou documentos e de discursos de comportamento gravados. Utilizou-se, como metodologia para este estudo, a análise por meio da revisão de literatura, apontando o que autores como Casarin; Casarin (2012), Lüdke; André (2014), Minayo (2014), Pope; Mays (2005), dentre outros, abordam sobre o tema. Como resultado, são discutidos os pontos que justificam a complementaridade das pesquisas qualitativas e quantitativas e sua utilização para explicação de dados e fenômenos sociais.
1115 ciranda v. 3 n. 1 (2019) O USO DE PLANTAS MEDICINAIS COMO TEMA GERADOR PARA UM ENSINO CONTEXTUALIZADO DE QUÍMICA Sávio Eduardo Oliveira Miranda;Josimara de Fátima Alves Mendes; Plantas medicinais, Contextualização em química, Aprendizagem significativa O presente trabalho apresenta os resultados da avaliação de uma atividade didática aplicada aos alunos do ensino médio de uma escola pública estadual na cidade de São Francisco – MG. As atividades realizadas durante processo didático tiveram como objetivo promover o conhecimento científico de conteúdos de química a partir da contextualização tendo como tema gerador o uso das plantas medicinais. Essa prática terapêutica é passada através de gerações e utilizada desde os primórdios da civilização humana e ainda hoje encontra seguidores em todas as culturas, raças, crenças e classes sociais. Partindo desse princípio, e utilizando dos preceitos da aprendizagem significativa, fezse um levantamento inicial afim de identificar os conhecimentos prévios dos alunos. Em seguida, foi realizado pelos estudantes uma robusta pesquisa acerca das plantas medicinais mais comumente utilizada por eles. Ao final, promoveu uma discussão em que se pôde corroborar/refutar os saberes populares além de discutir tópicos inerentes ao conteúdo de Química Orgânica.
1116 ciranda v. 3 n. 1 (2019) IMPACTOS DE PROGRAMAS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NA FORMAÇÃO HUMANA E PROFISSIONAL DE EGRESSOS DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA: NOVOS OLHARES EM CONTEXTOS EMERGENTES Wane Elayne Soares Eulálio;Carlos César Pereira de Almeida Filho; Extensão Universitária, Universidade Pública, Formação profissional A extensão universitária é o pivô essencial para a articulação entre o ensino e a pesquisa no processo de aproximação entre a universidade e a sociedade, pois é responsável por estabelecer um cenário de produção de conhecimento capaz de atender as necessidades as demandas relacionadas aos problemas inerentes ao corpo social. Uma dessas necessidades presentes na sociedade e que devem ser atendidas pela Universidade pública é a formação humana e profissional dos alunos egressos. Dessa maneira, o presente trabalho tem como mote trazer à baila discussões acerca da importância da extensão universitária na formação dos egressos em alunos da universidade pública brasileira partindo das questões estruturais e gerenciais que envolvem o Ensino Superior nacional. O método de análise utilizado é o bibliográfico, amparado por uma abordagem qualitativa dos dados.
1120 ciranda v. 3 n. 1 (2019) O CERRADO NUMA CONCEPÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA Elizene Aparecida Soares; Cerrado, Livro didático, Ensino de Geografia O livro didático é considerado um importante instrumento para o trabalho com os conteúdos escolares, onde de certa forma norteia os temas e conteúdos disciplinares, influenciados, significativamente, pelos currículos oficiais. Este trabalho teve como objetivo compreender qual concepção de Cerrado é apresentado nesses materiais didáticopedagógicos. Para tanto, realizou-se revisão bibliográfica de artigos científicos sobre essa temática e foram analisados livros didáticos de Geografia destinados à Educação Básica. A partir dessa análise, verificou-se que, embora o Cerrado seja um importante Bioma com uma infinidade de possibilidades para o ensino e também para as comunidades que vivem na realidade deste, ele é pouco explorado nesses materiais, estando disposto em poucas páginas e apresentando carências conceituais, nas ilustrações e nos textos.
1121 ciranda v. 3 n. 1 (2019) A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO Adébora Brando Freitas de Melo Monção; EAD, formação do Pedagogo, contribuição da formação docente O presente estudo intitulado “A educação a distância na formação do pedagogo” teve como objetivo principal de estudo analisar a experiência formativa de professores a partir da EaD e suas contribuições para a formação do pedagogo. Buscou-se para isso: Identificar as potencialidades e entraves da modalidade EaD; analisar a contribuição da EaD e sua metodologia no processo de formação do pedagogo e refletir sobre a educação a distância e suas contribuições para a formação docente. A pesquisa procurou responder o seguinte problema: A EaD contribui para o processo de formação no curso de pedagogia. A metodologia utilizada para o desenvolvimento deste estudo é caracterizada em qualitativa, adotando no processo investigativo a pesquisa bibliográfica e de campo com a aplicação de questionário de questões fechada, numa turma de licenciatura em pedagogia em uma instituição de ensino EaD do Município de Espinosa-MG. Dentre os autores que darão base ao estudo estão: MAIA e MATTAR (2008), FERREIRA (2000), ARRUDA E GONÇALVES (2005), GIOLO (2008), BELLONI (2010). A análise de dados, realizada com base no referencial teórico utilizado, mostrou que a EaD possibilita por meio das TICs que alunos e professores estejam separados no espaço e no tempo em que ocorre o ensino aprendizagem. E que para que ocorra a formação do individuo nessa modalidade é preciso que este tenha autonomia e precisão, junto ao professor-tutor que desempenha um papel importante para utilização dos recursos midiáticos desse processo.
1118 ciranda v. 3 n. 1 (2019) O DESAFIO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO NO ENSINO DE GEOGRAFIA: UMA REALIDADE NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE MONTES CLAROS – MG Brenda Maria dos Santos;Gustavo Henrique Cepolini Ferreira; Ensino de Geografia, Educação Básica Tecnologias Educacionais, Metodologias A Educação vem passando por uma série de transformações, que envolvem tanto os avanços provenientes da globalização como aqueles inerentes às estratégias didáticas, presentes nas escolas, principalmente no Ensino de Geografia. Assim, este ensaio foi estruturado a partir das vivências nos estágios supervisionados, da atuação no PIBID, bem como de uma breve revisão bibliográfica sobre a formação de professores e o uso das Tecnologias de Informação e de Comunicação (TICs) nas aulas de Geografia. Como recorte espacial, utilizou-se algumas escolas públicas estaduais, localizadas na área urbana de Montes Claros-MG, para observação das práticas tecnológicas em sala de aula. Nesse contexto, as pesquisas de Libâneo (2009), Cavalcanti (2010) e Bezerra (2015), fornecem importantes elementos na compreensão do ensinar e aprender em Geografia, cujas reflexões envolvem os desafios das políticas públicas educacionais, o papel do professor e o uso das tecnologias no Ensino de Geografia, para que este seja capaz de incorporar novas linguagens e romper com o tradicionalismo imposto na sua trajetória enquanto ciência e disciplina escolar.
1119 ciranda v. 3 n. 1 (2019) UMA ANÁLISE DA GEOGRAFIA DA SAÚDE NA GEOGRAFIA ESCOLAR DO ENSINO MÉDIO NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE PIRAPORA-MG Jainy Silqueira de Oliveira Silva; Geografia da Saúde, Geografia Escolar, Ensino Médio A Geografia da Saúde possui uma grande importância na sociedade, sendo uma área que permite identificar lugares e situações de risco, além do planejamento territorial de ações de saúde e o desenvolvimento das atividades de prevenção e promoção de saúde, sendo normatizada pelos Parâmetros Nacionais Curriculares como tema transversal em 1997. Porém, assinala-se a hipótese que essa temática é pouco explorada na Geografia Escolar pelos docentes e livros didáticos. Desse modo, a proposta é de destacar a abordagem da Geografia da Saúde no Ensino Médio analisando o seu aprimoramento e desenvolvimento em sala de aula. Nesse contexto, a presente pesquisa objetiva analisar como os docentes do Ensino Médio das escolas estaduais da cidade de PiraporaMG, abordam a Geografia da Saúde nas salas de aulas, bem como nas Diretrizes Curriculares e nos livros didáticos. Sendo realizada em três etapas, nas quais a primeira foi feita revisão bibliográfica acerca da historicidade da Geografia da Saúde, logo após foi feita a análise dos livros didáticos, no qual pode-se constatar que há pouca abordagem acerca do tema, além do questionário estruturado para os docentes em relação ao seus conhecimentos sobre Geografia da Saúde, na qual, à partir das respostas, constatou que não são todos os docentes que conhecem o tema da Geografia da Saúde, e nem todas as escolas que possuem projetos voltados para essa área. Sendo assim, faz-se necessário disseminar a abordagem da Geografia da Saúde para o alunado, a fim de construírem um pensamento crítico e entenderem a realidade em que vive, no que diz respeito a assistência da saúde e a espacialidade geográfica das doenças epidêmicas que estão ligadas diretamente ao ambiente físico
1122 ciranda v. 3 n. 1 (2019) AS TECNOLOGIAS DIGITAIS COMO SUPORTE DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UM ESTUDO DE CASO EM ESCOLAS PÚBLICAS DA CIDADE DE ESPINOSA/MG Everinne Ribeiro Oliveira Gomes; Tecnologias digitais, Ensino, Inovações, Sociedade O presente estudo tem como proposta é investigar se as tecnologias digitais estão sendo utilizadas como recurso didático-pedagógico e promovendo a melhoria da aprendizagem no processo de ensino dos alunos da rede pública de ensino na cidade de Espinosa- MG. O objetivo principal do estudo é analisar o processo de aprendizagem a partir da utilização das tecnologias digitais como recurso didático-pedagógico no processo de ensino em escola pública de Espinosa – MG. Desdobrandose em objetivos específicos: verificar se há o uso das tecnologias digitais como recurso didático-pedagógico na prática docente; investigar quais as metodologias que são abordadas no uso das tecnologias digitais nas escolas e se essas favorecem a aprendizagem. O público-alvo do estudo são professores do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Para realização desta pesquisa que teve um caráter quanti-qualitativa e utilizou como instrumento de coleta de dados o questionário semiestruturado, aplicado a dez professores. Dentre os autores que deram base ao estudo, estão BLANCO E SILVA (1993), LIMA(2006), VALENTE (1993), SAMPAIO (1999), MORAN (1995), dentre outros. Como resultado do estudo, conclui-se que as tecnologias digitais, traz infinitas possibilidades e formas de ensino, onde o professor vivencia junto com o aluno as inovações presente na sociedade atual, possibilitando ainda aos mesmos transmitir conhecimentos de forma criativa e diferenciada.
1124 ciranda v. 2 n. 1 (2018) REFLEXÕES METODOLÓGICAS SOBRE OS ESTUDOS CULTURAIS NO ÂMBITO DA GEOGRAFIA ESCOLAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA E PROPOSTA DE AÇÃO Liliane de Deus Barbosa;José Antônio Souza de Deus; A Geografia, assim como outras matérias, tem encontrado dificuldades para se adequar às mudanças da sociedade globalizada. Esse artigo introduz uma discussão sobre a relevância e a necessidade da adequação das aulas aos novos paradigmas do ensino e mais especificamente, às transformações no âmbito da Geografia Escolar. Posteriormente, apresenta a cultura como um conteúdo da Geografia e compartilha uma experiência prática de ensino de Geografia relacionada à problematização sobre duas categorias conceituais de análise centrais: Região e Cultura, aplicada em uma escola estadual na cidade Sete Lagoas, em Minas Gerais. O objetivo principal é discutir os fatores que levam ao fracasso escolar na abordagem de tais conceitos no momento histórico atual e apresentar um exemplo de proposta de sequência didática aplicada e bem sucedida que poderia se contrapor a essa realidade.
1125 ciranda v. 2 n. 1 (2018) A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES DE GEOGRAFIA NA MODALIDADE EDUCAÇÃO ABERTA E A DISTÂNCIA: SABERES E PRÁTICAS DOCENTES Janete Aparecida Gomes Zuba;Sonia Maria Vanzella Castellar;Priscilla Caires Santana Afonso; Neste artigo, dialogamos com os professores de Geografia graduados pela Universidade Aberta do Brasil/Unimontes no período de 2008 a 2012 que atuam nas escolas públicas e particulares no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha. O estudo teve uma abordagem qualitativa, que se justifica pelo caráter interpretativo e dialógico, conforme Ludke e André (2005). As narrativas evidenciam o modo como a Licenciatura contribuiu na formação dos sujeitos e na conquista da profissão. Concluímos que o diálogo com os professores possibilitou a (re)elaboração de saberes por meio de experiências concretas, além de favorecer respostas às demandas vivenciadas na formação inicial em EaD.
1126 ciranda v. 2 n. 1 (2018) A EDUCAÇÃO DO CAMPO SUBMISSA AO CONTEXTO URBANO: A IMPORTÂNCIA DE UM NOVO MODELO EDUCACIONAL COMO INSTRUMENTO DE CONSTRUÇÃO DA SUSTENTABILIDADE Ludimila de Miranda Rodrigues Silva;Vagner Luciano de Andrade; A valorização da natureza e da essência rural é considerada pela sociedade atual como uma paralisia econômica e como empecilho ao desenvolvimento tecnológico, desconsiderando toda uma dinâmica construída historicamente pela sociedade, pautada na necessidade de equilibrar as relações homem/natureza, através do crescimento econômico aliado à preservação ambiental e à eqüidade social. Neste sentido a educação, tem o caráter de intervenção estratégica, responsável por transformações sociais, sendo um relevante instrumento pelo qual a questão ambiental pode ser definitivamente incluída na percepção das pessoas e das comunidades, tanto urbanas quanto rurais, contribuindo decisivamente para a construção de um futuro verdadeiramente sustentável. Mas não é essa a realidade da educação brasileira, onde no campo, se reproduz os padrões educacionais, tipicamente urbanos e as ideologias capitalistas dominantes, descaracterizando e desvalorizando a cultura camponesa. A construção de um novo projeto educacional, voltado à realidade e às especificidades do contexto rural, se faz urgentemente necessário, visando preencher uma lacuna histórica existente no campo. Nesse sentido, o presente trabalho, objetiva apresentar brevemente a necessidade da educação rural, como mecanismo de construção de perspectivas sustentáveis no campo. Utilizando como metodologia revisão bibliográfica. Para isso deve-se buscar a essência dos elementos educacionais e demais utopias construídas ao longo da história humana, objetivando promoção de justiça social, proteção ambiental, qualidade de vida e dignidade humana. Esse novo projeto educacional deve voltar-se à promoção da qualidade de vida e sustentabilidade agrária, bem como ser um mecanismo de reconhecimento de potencialidades rurais e de fixação do pequeno agricultor e sua família.
1127 ciranda v. 2 n. 1 (2018) REPENSANDO O CENÁRIO ATUAL: RELATO DE PRÁTICAS DE LEITURA LITERÁRIA E ESCRITA PARA O JOVEM LEITOR DO SÉCULO XXI Noêmia Coutinho Pereira Lopes; Não é novidade o fato de a sociedade se encontrar bem diferente hoje se comparada há 10, 15 anos. O cenário político, econômico e social mudou – novos paradigmas surgiram e, dentre eles, a importância de se refletir o ensino nas escolas, sejam estas de educação básica ou de ensino médio, uma vez que leitor somos todos nós, ou deveríamos ser. Se a leitura é a base para a compreensão, interpretação, escrita e atuação no mundo, faz-se necessário repensar práticas pedagógicas que verdadeiramente instrumentalizem esse jovem no universo de possibilidades de leitura. O que se percebe é que muitas práticas pedagógicas continuam as mesmas de final de século XIX, numa sociedade de século XXI, plural, questionadora e com enorme facilidade de acesso a informações. Se nas aulas de literatura do Ensino Fundamental ao aluno raramente são apresentadas as obras clássicas da literatura de maneira que o tornem leitor e apreciador destas – integrais ou releituras –, maior dificuldade esse mesmo aluno encontrará quando, no ensino médio se deparar com obras que lhe exijam uma maior maturidade linguística. Pensando por esse viés, o presente trabalho objetiva apresentar um relato de experiência quando da criação do projeto “Escritores da liberdade na estrada de tijolos amarelos”, desenvolvido com alunos das séries finais de Ensino Fundamental II, com desdobramentos no Ensino Médio e os resultados obtidos até então. Para isso, foram observados os postulados de Antoine Compagnon, Leo Fraiman, Mirna Pinsky, Ricardo José Duff Azevedo e Lúcia Castello Branco.
1128 ciranda v. 2 n. 1 (2018) PBL NO ENSINO SUPERIOR: ANÁLISE TEÓRICO-CONCEITUAL Maria Luiza Sapori Toledo Roquette;Simaria de Jesus Soares; Este trabalho discute sobre a Aprendizagem Baseada em Problemas, um tipo de metodologia de ensino-aprendizagem, caracterizada pelo uso de problemas da vida real para estimular o desenvolvimento do pensamento crítico e das habilidades de solução de problemas e aquisição de conceitos fundamentais da área de conhecimento em questão. Discute-se sobre a integração disciplinar e sua aplicação no Ensino Superior, assim como a preparação dos docentes, e do desenvolvimento da aprendizagem autônoma, com base nos referenciais teóricos estudados. Como resultado, indicam-se as facilidades e dificuldades encontradas entre docentes, estudantes e, as vantagens e desvantagens deste tipo de metodologia.
1129 ciranda v. 2 n. 1 (2018) GEOGRAFIA ESCOLAR E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CONTEXTUALIZAÇÃO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE MONTES CLAROS - MG Ícaro Santos Rocha;Dulce Pereira dos Santos; A inclusão do indivíduo com deficiência no ensino regular se contextualiza como uma abordagem recente, após um longo período de segregação dentro da sociedade. No que diz respeito às práticas destinadas ao processo de ensino-aprendizagem voltadas ao aluno com deficiência, percebe-se que o uso de recursos didáticos é um importante aliado no desenvolvimento desse discente. Esses recursos precisam ser apropriados para o uso adequado, adaptando-se para atender às limitações do estudante e contribuindo com um ensino de maior efetividade. Entretanto, apesar de reconhecer a importância do incentivo a uma Escola Inclusiva que acolha e propicie condições igualitárias de aprendizado, ainda existem barreiras que impossibilitam uma maior qualidade nesse processo de inclusão. Assim, a disciplina de Geografia acaba por ser incluída nessa realidade, necessitando de recursos que possibilitem um ensino mais dinâmico dos seus conteúdos, visando uma melhor qualidade na educação com o estudante com necessidades especiais. Diante do exposto, esse estudo tem como objetivo analisar o ensino de Geografia voltado ao aluno com necessidades especiais em uma escola da rede municipal de ensino, pertencente à cidade de Montes Claros-MG, além de entender como se concretiza o incentivo à inclusão na prática diária na escola. Utilizou-se como metodologia para desenvolver essa pesquisa levantamentos bibliográficos sobre o tema e entrevistas com os professores de Geografia e os professores de apoio que trabalham com os estudantes.
1130 ciranda v. 2 n. 1 (2018) O ESTADO DA ARTE DO LÚDICO APLICADO AO ENSINO DE QUÍMICA NO BRASIL Sávio Eduardo Oliveira Miranda;Marinalva Dias Souza;Kamila Antunes Ramos; A falta da relação do ensino de química com o cotidiano tem deixado o conteúdo maçante e desinteressante para os alunos. O uso do lúdico tem sido uma alternativa encontrada pelos professores para mudar essa realidade. Sendo assim, este trabalho faz um relato do que é o lúdico e de como ele pode influenciar no processo ensino-aprendizagem. Em seguida é realizado um levantamento das atividades lúdicas desenvolvidas no Brasil tomando como base os Anais do XVIII Encontro Nacional de Ensino de Química (ENEQ) ocorrido em 2016. Anseia-se que as experiências compiladas neste trabalho encorajem educadores de todas as áreas do conhecimento, em especial a Química, a se deslocarem da zona de conforto e que possam ofertar aos seus educandos alternativas de ensino mais atraentes, cativantes e porque não dizer, apaixonantes.
1131 ciranda v. 2 n. 1 (2018) O LÚDICO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO GEOGRÁFICO: FOCO NA UTILIZAÇÃO DE JOGOS João Vitor Ferreira Fernandes;Carlos Daniel Rodrigues de Oliveira;Rahyan de Carvalho Alves; O referente trabalho tem como objetivo discutir e analisar a utilização das ferramentas lúdicas no processo de ensino aprendizagem na ciência geográfica, focando na utilização de jogos convencionais, bem como na utilização de jogos eletrônicos intercalando entre os diversos temas e conteúdos da Geografia. Para tanto utilizou-se como metodologia revisão bibliográfica, utilizando-se de livros, dissertações, anais dispostos em redes online, teses e artigos publicados em periódicos. Em um primeiro momento buscou-se analisar como se deu o processo histórico do ensino da Geografia. Em seguida compreender a conceituação do lúdico bem como as suas diversas faces e implicações. E por fim, pautou-se na discussão sobre aplicação dos jogos como ferramentas pedagógicas. O lúdico apresentou-se como uma ferramenta coerente para a mediação no processo de ensino-aprendizagem, procurando apresentar ao discente uma maneira mais dinâmica e leve frente os conteúdos dos diversos campos do conhecimento.
1132 ciranda v. 2 n. 1 (2018) HISTÓRIA & ARQUEOLOGIA: A SALA DE AULA COMO POSSIBILIDADE DE PROMOÇÃO E PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DO NORTE DE MINAS GERAIS Thiago Pereira; A educação patrimonial – conjuntos de procedimentos voltados para conscientizar e educar a população local, em especial, o público infanto-juvenil, deve ocorrer de forma permanente. É uma ferramenta fundamental para a proteção e a promoção do patrimônio cultural no Norte de Minas e no Brasil. Este artigo reflete sobre parte do patrimônio cultural arqueológico e apresenta sugestões de como utilizar do mesmo em sala de aula, desde a geografia, a ciência, a história e demais áreas do conhecimento.
1133 ciranda v. 2 n. 1 (2018) CONTANDO E CONFRONTANDO O LIVRO O PAGADOR DE PROMESSAS COM AS QUESTÕES SOCIAIS DA ATUALIDADE Claudia Martins de Sá;Ciro Carlos Antunes; O Pagador de Promessas, obra escrita por Gomes, em 1959, trata da miscigenação e sincretismo religioso, com ênfase na sinceridade e ingenuidade da devoção popular. Discorre sobre conflitos sociais que ocorre entre uma pessoa simples e pura com o sistema de regras existente na sociedade. Com uma temática que envolve a tragédia, o herói da trama carrega como seu único e verdadeiro desígnio honrar uma promessa que fez a Santa Barbara em um Centro de Candomblé. Os caminhos das cenas mostram que a camada popular foi capaz de entender e aceitar a promessa de Zé do Burro, enquanto as autoridades foram intransigentes com os motivos, que julgaram como banais, sem considerar o sincretismo religioso que caracteriza muitas regiões do Brasil, principalmente, o nordeste. As reflexões feitas em torno da leitura dessa obra não se mostram no todo acabada, ao deixar margens para que outros estudiosos possam aprofundar o assunto e que os professores possam levar uma mensagem de humildade, pureza e conscientização social e religiosa para seus alunos. Os resultados da pesquisa apontam que esses fatores tanto sociais quanto religiosos estão na formação do povo brasileiro. Por essa razão, há os encantos e desencantos por todo seu território.
1145 ciranda v. 1 n. 1 (2017) Resumos Expandidos Revista Ciranda; Resumos Expandidos
1146 ciranda v. 1 n. 1 (2017) Resumos Simples Revista Ciranda; Resumos Simples
1140 ciranda v. 1 n. 1 (2017) A IMPORTÂNCIA DA INTERPRETAÇÃO TEXTUAL NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA Adelaine Pauline Gomes da Silva;Ciro Carlos Antunes;Florice José Pires Marques;José Antônio Inácio; O presente artigo pretende demonstrar a importância da interpretação textual nas aulas de língua portuguesa, uma vez que, esse elemento textual é importante para a compreensão do texto, como consequência melhora na escrita e desenvolvimento do hábito de leitura. O método é de cunho bibliográfico e a pesquisa traz em seu corpus autores que sugerem e apresentam diferentes visões sobre a interpretação, que se corrobora fazer parte do que o aluno precisa apreender em complemento a grade curricular de cada ano de escolaridade. Reconhecendo e abordando as questões que envolvem a interpretação textual, consideramos importante o empenho e participação do aluno nas aulas teórico-práticas. Sobre esse cerne, atribui-se ao professor o caráter e responsabilidade por impor as mediações eficazes nas aulas e aprendizados nesse sentido, desenvolver o cognitivo dos alunos. O professor mediador deve utilizar todos os recursos didático-pedagógicos para ampliar e incentivar o hábito de leitura, desse modo, ele auxiliará o leitor discente ainda imaturo nessa interpretação abrangente, no que se refere ao texto. Sendo assim, é preciso que o professor motive, inove e faça uso da leitura oral frequentemente, para que o aluno assimile as sequencias leitora mesmo dentro de uma complexidade textual.
1141 ciranda v. 1 n. 1 (2017) ENSINO SUPERIOR: UMA DISCUSSÃO SOBRE OS SABERES NECESSÁRIOS AO DOCENTE Cláudia Soares Oliveira; A discussão sobre formação e saberes docentes, no debate acadêmico, ganha destaque no Brasil, particularmente, a partir das décadas de 1980 e 1990, influenciada pelo contexto internacional de investigações educacionais. Os docentes, em suas trajetórias, constroem e reconstroem seus conhecimentos conforme a necessidade de sua utilização, suas experiências, seus percursos formativos e profissionais. Este estudo tem como objetivo refletir sobre as características da formação do docente da Educação Superior. Para o desenvolvimento da pesquisa, o ponto de partida foi a interpretação crítica do que foi produzido até o momento sobre as questões que envolvem a produção de saberes necessários para o exercício da docência superior e as propostas de formação de professores.
1142 ciranda v. 1 n. 1 (2017) RELEVÂNCIA DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Valéria Daiane Soares Rodrigues; O estágio curricular supervisionado, nos cursos de licenciatura, configura-se como um componente curricular determinante na formação do professor, pois oportuniza uma relação dialógica entre universidade e escola de educação básica, possibilitando, em conseqüência, a relação teoria e prática. Nesse contexto, este artigo tem como objetivo apresentar os resultados de uma pesquisa bibliográfica sobre a temática. Entre os autores utilizados como referência, vale ressaltar a contribuição de Andrade (2009) que trata das possibilidades e desafios para operacionalização do estágio curricular supervisionado, Pimenta e Lima (2004) que abordam as perspectivas para realização do estágio, bem como BARREIRO; GEBRAN, (2006), que mencionam a formação da identidade docente. A partir da contribuição dos autores, percebe-se que o estágio curricular supervisionado é imprescindível para a formação do educador e que, portanto, configura-se como um campo propício para desenvolvimento de seu potencial pedagógico e investigativo.
1143 ciranda v. 1 n. 1 (2017) ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DOS PROFESSORES: O QUE DIZEM AS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS Rosana Cassia Rodrigues Andrade; Embora o estágio na formação de professores venha sendo objeto de muitas pesquisas, não se percebe resultados significativos desses estudos na dinâmica de seu desenvolvimento nas universidades. Nesse sentido, pode-se afirmar que o estágio curricular clama por novos sentidos o que tem instigado os pesquisadores a novas buscas. No contexto dessa problemática emergiu a questão orientadora dessa pesquisa: o que revelam os documentos legais instituídos pelo MEC – Ministério da Educação e Cultura, e pelo CNE – Conselho Nacional de Educação sobre o estágio supervisionado na formação do professor para atuar na educação básica? .Nessa busca objetivamos analisar as políticas públicas de formação de professores, instituídas pelo MEC eregulamentadas pelas Resoluções CNE/CP 1 e CNE/CP 2 em 18 e 19 de fevereiro de 2002.e pela Resolução nº 2, de 1º de julho de 2015. Optamos por uma abordagem qualitativa de investigação realizando pesquisa bibliográfica e documental. O estudo fundamentou-se, essencialmente, nos autores: Pimenta (2001) Pimenta e Lima (2004), Campos (2006) Constata-se que os instrumentos legais que atualmente regulam os cursos de formação de professores apresentam propostas de prática ao longo do processo de formação, Assim, o estágio supervisionado não se constitui como um momento isolado, mas assume o compromisso de articular teoria e prática, possibilitando a participação direta e efetiva do estagiário no contexto da escola. O estágio supervisionado e a prática de ensino trazem de forma recorrente a reflexão como fio condutor e são considerados como um espaço de pesquisa na perspectiva interdisciplinar de intervenção/transformação, visando favorecer o conhecimento da realidade do profissional docente a partir da problematização, teorização, reflexão, intervenção e redimensionamento da ação.
1144 ciranda v. 1 n. 1 (2017) GEOGRAFIA E INCLUSÃO: O TRABALHO DE CAMPO COMO ALIADO AO ENSINO/APRENDIZAGEM DAS PESSOAS CEGAS E COM BAIXA VISÃO Dulce Pereira dos Santos;Fredson dos Reis Nunes; Tendo em vista a necessidade de se repensar a inclusão escolar de pessoas com deficiências frente às demandas do mundo contemporâneo, a intensa mobilidade de pessoas, a escolaridade obrigatória e a consequente diversificação do corpo discente, o presente trabalho tem como objetivo desenvolver e apresentar uma importante contribuição metodológica para o ensino da Geografia que é o trabalho de campo em um ambiente espeliográfico com deficientes visuais, tendo como propósito incentivar a mudança de atitudes em relação ao tratamento dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE’s). O trabalho utiliza o estudo de caso como estratégia de pesquisa com um grupo de alunos cegos e com pessoas que têm vivência e experiência com o enfoque temático, além de análises bibliográficas e documentais e a técnica de observação direta. Os resultados encontrados confirmam que o trabalho de campo configura-se como uma importante metodologia, capaz de otimizar o desenvolvimento pessoal, social e educativo, enriquecendo assim o processo de ensino e aprendizagem na educação inclusiva.
1147 rds v. 27 n. 2 (2021): Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente Apresentação do Dossiê | Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente Mônica Maria Teixeira Amorim;Carlos Rodrigues Brandão;Andrea Maria Narciso Rocha de Paula; Apresentação, Dossiê temático A Revista Desenvolvimento Social apresenta, nesta edição, o Dossiê temático Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente, organizado pela Professora Dra. Mônica Maria Teixeira Amorim (Universidade Estadual de Montes Claros/UNIMONTES), pela Professora Dra. Andrea Maria Narciso Rocha de Paula (Universidade Estadual de Montes Claros/UNIMONTES) e pelo Professor Dr. Carlos Rodrigues Brandão (Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP).
1148 rds v. 27 n. 2 (2021): Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente O Instituto Paulo Freire: História, ações, desafios e o esperançar de um mundo diferente Ângela Maria Biz Rosa Antunes;Mônica Maria Teixeira Amorim; Entrevista, Instituto Paulo Freire Entrevista com Ângela Maria Biz Rosa Antunes, Diretora Pedagógica do Instituto Paulo Freire (IPT).
1149 rds v. 27 n. 2 (2021): Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente Manter a esperança: Um pequeno almanaque de mensagens de coragem e esperança, para tempos de pandemia Carlos Rodrigues Brandão; Esperançar, Paulo Freire Saibamos trocar o verbo passivo “esperar”, pelo verbo ativo “esperançar”. Em todas as partes e a todo o momento ouvimos e vemos pessoas dizendo de diferentes maneiras que “estamos vivendo um tempo escuro”; “estamos atravessando um tempo de tão poucas esperanças!” E é sobre isso quero lembrar algo. Apenas, desta vez, o que trago como uma mensagem não são palavras minhas. Preferi escolher alguns escritos de outras pessoas. E em todas elas, com acentos e palavras semelhantes ou diferentes, trago algo de resistência, de resiliência, de coragem e de esperança.
1150 rds v. 27 n. 2 (2021): Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente A Campanha de alfabetização em Cuba, Paulo Freire, educação popular, e a Campanha “De Pé no Chão também se aprende a ler” Heiberle Hirsgberg Horácio; Alfabetização, Cuba, Freire, Educação Popular, “De Pé no Chão” Este artigo traz apontamentos relacionados à conjuntura e à organização da Campanha de Alfabetização de Cuba (1961), e da Campanha de Alfabetização “De Pé no Chão também se aprende a ler” (1961-1964), além de apontamentos sobre como o “método” do educador Paulo Freire esteve presente na segunda, que se caracteriza por ter sido uma experiência peculiar de Educação Popular. O artigo objetiva que os apontamentos possam possibilitar reflexões sobre os processos organizativos das duas Campanhas, e sobre a conjuntura e o contexto do surgimento delas, sendo que, se houve uma relação de influência da experiência cubana à experiência brasileira, a primeira foi plenamente desenvolvida, enquanto a segunda foi interrompida, mas não definitivamente silenciada, pelo Golpe Civil-Militar de 1964 e pela Ditadura Militar. Ditadura que, inclusive, levou à prisão e ao exílio Paulo Freire, Djalma Maranhão, e Moacyr de Góes, entre outras pessoas, que foram imprescindíveis para o desenvolvimento da Campanha “De Pé no Chão também se aprende a ler”, tendo sido Góes, inclusive, coordenador da Campanha. ARAÚJO, Marta Maria de. Campanha de Pé no Chão Também se Aprende a Ler. Entrevista com Moacyr de Góes. Revista Educação em Questão, Natal, v. 53, n. 39, p. 242-254, set./dez. 2015. BOBES, Velia Cecilia. 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1151 rds v. 27 n. 2 (2021): Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente Quando Paulo Freire vier: Pedagogia do Oprimido, Santa Cruz e Religião Emerson Sena da Silveira; Educação problematizadora, Paulo Freire e evangélicos, Crítica da religião, Comunidade pentecostal Este artigo procura compreender duas obras e contextos, a Pedagogia do Oprimido (1968), do filósofo e educador Paulo Freire, e o filme-documentário Santa Cruz (2000), do cineasta João Moreira Salles e do jornalista Marcos Sá Corrêa. A primeira obra, critica educação tradicional, propõe a educação problematizadora e a mudança social radical. A segunda, mostra o cotidiano de evangélicos pentecostais na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro durante a construção de seu pequeno templo. Elaborou-se um paralelo entre as obras e, nos contextos sócio-históricos, tangentes. Entende-se que uma reflexão socio-crítica se faz essencial diante do crescimento evangélico e seu forte impacto na política, educação e sociedade brasileiras. A metodologia qualitativa-teórica, baseada em uma perspectiva histórico-antropológica, guiará a construção discursivo-textual deste artigo. A partir da exposição resumida das obras e da seleção de passagens-chave, buscam-se três resultados: a importância da releitura das ideias paulofreirianas para compreender melhor o mundo contemporâneo; a crítica das abordagens romântico-fenomenológicas e, por fim, o convite à transformação social a partir da crítica paulofreriana à sectarização e à educação não-problematizadora. ALENCAR, Protestantismo tupiniquim. Hipótese sobre a (não) contribuição evangélica à cultura brasileira. São Paulo: Editora Recriar, 2018. BÍBLIA, N. T. I Carta de João. BÍBLIA. Português. Nova Tradução Almeida. Tradução de João Ferreira de Almeida. 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1152 rds v. 27 n. 2 (2021): Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente Raça e educação: De Manoel Bomfim à Paulo Freire, uma leitura decolonial Cristina Borges; Parasitismo Racial, Modernidade, Colonialidade do Poder, Educação, Oprimido-opressor A questão racial tem sido debatida por epistemologias marginais a exemplo do pensamento descolonial que tem como conceito principal a Colonialidade do Poder. Este artigo, em perspectiva marginal, busca refletir sobre a articulação entre colonialismo, educação e raça no Brasil. Objetiva demonstrar que uma educação libertadora tal como apregoada por Paulo Freire (1987) passa pelo empreendimento de criticar o colonialismo e a colonialidade. Para tanto, traz como subsídio teórico os intelectuais brasileiros Manoel Bomfim e Paulo Freire (1987), especificamente o conceito de parasitismo social cunhado pelo primeiro e a proposta de educação libertária do segundo a partir da superação do dilema oprimido-opressor. ALMEIDA, S. O que é racismo estrutural? Belo Horizonte, Minas Gerais: Letramento, 2018. BOMFIM, Manoel. América latina; males de origem. Rio de Janeiro, RJ: Biblioteca básica brasileira, 2008. BORGES, Ângela C.; SENRA, Flávio (2020). “Epistemologias marginais: Ciências da Religião em perspectiva descolonizadora e intercultural”. Reflexão, 45, p.1-16,2020. DUSSEL, Enrique. “Transmodernidade e Interculturalidade: interpretação através da filosofia da libertação.” Sociedade e Estado, v.31, n.1, p.51-73, 2016. Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/se/v31n1/0102-6992-se-31-01-00051.pdf. Acesso em 16 jan,2019. FORNET-BETANCOURT, Raúl. “Universidad e interculturalidad. Hacia una conjuración para la transformación intercultural de la universidad.” In: FORNET-BETANCOURT, Raúl. Elementos para una crítica intercultural de la ciencia hegemónica. Aachen: Concórdia, n.71, p.45-57, 2017. FREIRE (1987), Paulo. Pedagogía do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. QUIJANO, Aníbal. “Colonialidad y modernidad-racionalidad.” In: BONÍLIA, Heraclio (Compilador). Los conquistados. 1492 y la población indígena de las Américas. Bogotá: Tercer Mundo Editores, 1992. MALDONALDO-TORRES, Nelson. “Sobre la colonialidad del ser: contribuciones al desarrollo de un concepto.” In: CASTRO-GÓMES, Santiago; GROSFOGUEL, Ramón. El giro decolonial. Reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá:Siglo del Hombre Editores,2007. MIGNOLO, Walter. Histórias locais/projetos globais. Colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. Trad. Solange Ribeiro de Oliveira. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003 WALSH, Catherine. Interculturalidad y (de)colonialidad: Perspectivas críticas y políticas. Visão Global, Joaçaba, v. 15, n. 1-2, p. 61-74, jan./dez.,2012 WALSH, Catherine. Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. Tomo I. Quito, Ecuador: Ediciones Abya-Yala, 2013. 553 p. WALSH, Catherine. “Interculturalidad y colonialidad del poder. Un pensamiento, un posicionamiento otro desde la diferencia colonial.” In: LINERA; MIGNOLO; WALSH. Interculturalidad, descolonización del Estado y del conocimiento. Buenos Aires: Edições Del Signo, 2014.
1153 rds v. 27 n. 2 (2021): Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente Contribuições da pedagogia freiriana para a formação de professores: Uma análise dos projetos pedagógicos das Licenciaturas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Norte de Minas Gerais - IFNMG Hellen Vivian Moreira dos Anjos;Mônica Maria Teixeira Amorim;Fernando Barreto Rodrigues; Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, Licenciaturas IFNMG, Projetos Pedagógicos, Formação Docente O objetivo central deste artigo é analisar os desenhos curriculares e a contribuição do pensamento de Paulo Freire nos Projetos Pedagógicos de Cursos (PPCs) das Licenciaturas ofertadas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Norte de Minas Gerais (IFNMG). A metodologia utilizada é de cunho qualitativo, pois foram priorizadas a pesquisa e a análise documental para uma melhor compreensão dos documentos a partir de seus desenhos curriculares. O artigo está estruturado em duas partes: a primeira parte contempla a discussão acerca da formação de professores, currículo e contra - hegemonia, tendo a sociedade capitalista como palco dessa análise e a proposta de formação docente de Paulo Freire como um paradigma contra-hegemônico, capaz de reagir criticamente aos modelos dominantes de formação. Na segunda parte foi realizada a análise dos PPCs das Licenciaturas do IFNMG, a partir da identificação de categorias freirianas nesses projetos de curso. ANJOS, H. V. M. dos .; BARROS, G. de S. F.; RODRIGUES, F. B. . A pedagogia libertadora e a práxis educativa freireanas na Educação Profissional e Tecnológica: o caso do Curso Técnico em Vigilância em Saúde Integrado ao Ensino Médio. Revista de Educação Popular, [S. l.], p. 225–246, 2021. DOI: 10.14393/REP-2021-62070. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/62070. Acesso em: 15 dez. 2021. APPLE, Michael W. Freire, neoliberalismo e educação. 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1154 rds v. 27 n. 2 (2021): Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente Educação como prática de liberdade Leandro Luciano Silva Ravnjak; Educação, Emancipação, Liberdade Trata-se de resenha, que tem por objeto a obra Educação como prática da Liberdade, de autoria de Paulo Freire. Com a primeira edição publiada em 1967. FREIRE, Paulo. [1967]. Educação como Prática de Liberdade. Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra: 1975.
1155 rds v. 27 n. 2 (2021): Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente Analfabetismo e exclusão social: Apontamentos a partir do diálogo com Freire, Arroyo, Marta Oliveira e Antônia Andréia Luciane Sol Souza;Alexandre Gonçalves; Analfabetismo, Exclusão social, Freire, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Antônia Este texto marca o lugar da alfabetização como um “bem social” distribuído desigualmente na sociedade, na qual, as classes populares são desfavorecidas (FREIRE, 2008). O presente trabalho estabelece um “diálogo” entre Paulo Freire, Miguel Arroyo, Marta Oliveira e Antônia – mulher negra, trabalhadora e não alfabetizada. Este texto aponta a relação existente entre o analfabetismo e a exclusão social analisando o contexto e a vida da Antônia, em suas conexões com a educação de jovens e adultos e na implicação dos desafios teóricos-metodológicos para tratar desse tema. Um diálogo entre a educanda Antônia, sua trajetória de vida inseridas no contexto mais amplo do analfabetismo e as ações de educação popular. Assim, trazer elementos que possam contribuir com a compreensão das situações colocados às pessoas adultas não alfabetizadas ao lidar com ocasiões que são necessários o uso dos códigos de leitura e escrita. Neste sentido, convidamos aos (as) leitores (as) a refletir sobre a história de Antônia não como uma história individual, mas como uma história coletiva, que apresenta a realidade de muitas/os pessoas adultas não alfabetizadas. ARROYO, Miguel G. Ofício de Mestre, Imagens e Auto-Imagens. Petrópolis, Rio de Janeiro. Vozes, 2000. ARROYO, Miguel G. Educação de Jovens-Adultos: um campo de direitos e de responsabilidade público. In: SOARES, L., GIOVANETTI, M.A.G.C., & GOMES, N.L. Diálogos na Educação de Jovens e Adultos. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. BARRETO, Vera. Paulo Freire para educadores. São Paulo: Arte & Ciência, 1998. BARRETO, José. BARRETO, Vera. (1990). A formação de alfabetizadores. In: GARCIA, Pedro et al. Cadernos de Educação Popular, n. 17. Petrópolis, RJ: Vozes/Nova. p.54-61. BRASÍLIA. Mapa do Analfabetismo no Brasil. MEC/INEP, 2003. FREIRE, Paulo. Educação Como Prática da Liberdade. 31. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2006. p. 158. FREIRE, Paulo. Política e Educação. 4ª ed. São Paulo: Cortez Editora, 2000. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 45ª. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2008. GALVÃO, Ana Maria de Oliveira; DI PIERRO, Maria Clara. Preconceito contra o analfabeto. São Paulo: Cortez, 2013- (Preconceitos v. 2). NERIS, Jota. Dedo Lambuzado: poemas e causos sertanejos. Vitória da Conquista: [s.n.], Brasil Artes Gráficas LTDA. 2005. OLIVEIRA, Marta Kohl. Analfabetos na sociedade letrada: diferenças culturais e modos de pensamento. São Paulo: Travessia, v. 5, n. 12, pp. 17-20, jan. /abr. 1992. OLIVEIRA, Marta Kohl. Questões sobre o desenvolvimento do adulto. São Paulo, 2009: ed. HUCITEC. 1998. p.490. RIBEIRO, Vera Masagão. Alfabetismo e atitudes: Pesquisa com jovens e adultos. Campinas, SP: Papirus, 1999. 4 edições 2009. SOARES, Leôncio (Org.); et al. Diálogos na educação de jovens e adultos. 4ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. 296p. TORRES, Rosa, M. Ações nacionais de alfabetização de adultos na América latina: uma revisão crítica. In: GARCIA, Pedro et al. Cadernos de Educação Popular, n. 17. Petrópolis, RJ: Vozes/Nova. 1990. p.09-23
1156 rds v. 27 n. 2 (2021): Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente O contributo do ensino superior para o desenvolvimento na África Subsariana: Casos de Angola e Moçambique Teresa Patatas;Godwen Veremu; África Subsariana, Desenvolvimento nacional, Educação, Ensino superior angolano, Ensino superior moçambicano África Subsariana é uma região que aposta na educação, em especial o ensino superior, para o seu aspirado desenvolvimento. Neste estudo apresentam-se dois exemplos da contribuição do ensino superior para o desenvolvimento nacional de dois países, Angola e Moçambique, mostrando os casos de duas Instituições de Ensino Superior: Escola Superior Politécnica do Namibe (em Angola) e Instituto Superior Politécnico de Manica (em Moçambique). O objetivo é mostrar como as duas instituições têm contribuído para o desenvolvimento local, e consequentemente nacional, com a sua oferta formativa e evidenciando-se os trabalhos de fim de curso de licenciatura. Fez-se uma pesquisa bibliográfica e documental neste estudo múltiplo de caso, para além de um estudo de documentos institucionais. Os resultados mostram que as duas instituições têm contribuído na formação de quadros e na especialização de mão de obra, através das suas licenciaturas. Nesta pesquisa destacaram-se os trabalhos de fim de curso que visam múltiplos beneficiários e trazem benefícios investigativos, assim como sugestões de melhorias exequíveis com a finalidade de melhor produtividade, qualidade, efetivação e eficácia dos variados recursos disponíveis para um maior impacto no desenvolvimento local e consequentemente nacional. BANCO MUNDIAL. Nove em cada dez pobres vão viver em África em 2030. Disponível em https://www.google.com/amp/s/observador.pt, consultado em 17/09/2020. BOUENE, F. Moçambique: 30 anos de independência. Africana Studia. Rev. Internacional de Estudos Africanos, Universidade do Porto. (8), 69-84, 2005. CAMPOS, G. A. G. & Lima, M. C. 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Luanda: Gabinete de Comunicação e Imagem da UTG/PNFQ.
1157 rds v. 27 n. 2 (2021): Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente Análise dos indicadores de desenvolvimento rural do Norte de Minas Claudiana Aparecida Leal de Araujo;Carlos Renato Theophilo; Desenvolvimento Rural; Índice de Desenvolvimento Rural A noção de desenvolvimento rural está ligada a transformações, a melhoria da qualidade de vida da população rural, considerando os aspectos plurais existentes nesse meio. O desenvolvimento rural, de certa forma, resulta de ações articuladas nas vertentes cultural, social e econômica com o objetivo de melhorar qualidade de vida no espaço rural. O objetivo deste trabalho foi de analisar os níveis de desenvolvimento rural dos municípios da Mesorregião Norte de Minas, com base nos indicadores populacionais, de bem-estar social, econômicos e ambientais no ano de 2010. A metodologia utilizada foi baseada no estudo de Kageyama (2004), que adotou o Índice de Desenvolvimento Rural (IDR), um índice composto, obtido pela média de outros indicadores, a saber: os indicadores de população, de bem-estar social, desenvolvimento econômico e meio ambiente. A ideia de medir o desenvolvimento rural por meio de um indicador possibilitou uma reflexão sobre uma medida que resultasse da combinação de diversas dimensões importantes nesse contexto. A análise do IDR reforçou a ideia de que os aspectos multidimensionais são fundamentais para o desenvolvimento rural. Além disso, medir o desenvolvimento rural exige escolha criteriosa de variáveis e a combinação dessas em cada dimensão, além da observação das características da região a ser analisada. ABRAMOVAY, Ricardo. O Futuro das Regiões Rurais. Porto Alegre, Editora da UFRGS, 2003. BAVA, S.C. Desenvolvimento local: uma alternativa para a crise social? São Paulo em Perspectiva, São Paulo, v.10, n.3, p.53-59, 1996. 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1158 rds v. 27 n. 2 (2021): Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente Acolhimento familiar, articulação de rede e reintegração familiar: Reflexões a partir da prática Julia Matinatto Salvagni;Regina Lúcia Sucupira Pedroza; Acolhimento familiar. Reintegração familiar. Rede Socioassistencial. Política de assistência social. Direitos da Criança e do Adolescente. Este artigo discute a importância da garantia do direito a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes no contexto das Políticas de Assistência Social, em especial nas situações de afastamento do convívio familiar devido à medida protetiva de acolhimento. A partir dessa contextualização, discute-se os resquícios e impactos do histórico menorista do Brasil, mesmo que com a instauração da doutrina da proteção integral e, nesse sentido, como possibilidade de romper com a hegemonia do aparelho institucional da proteção à infância, o investimento em outras modalidades de acolhimento, como o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA). Coloca-se o SFA como via para a garantia do direito à convivência familiar e comunitária, bem como suas potencialidades para trabalhar de forma efetiva a articulação de rede, enquanto instrumento dos processos de reintegração familiar. Nessa perspectiva, é descrito um caso que elucida os principais pontos da discussão proposta e a partir dele, reflexões a respeito da temática estudada. AGUIAR, Gabriela Medeiros Rodrigues de; MARTINS, Karla Patrícia Holanda; ROSA, Miriam Debieux. Criança, família e acolhimento institucional: entre a norma e a constituição psíquica. Configurações. Revista Ciências Sociais, n. 23, p. 90-104, 2019. ARANTES, Esther Maria de M. De “criança infeliz” a “menor irregular”-vicissitudes na arte de governar a infância. Mnemosine, 2004. BAPTISTA, Rachel Fontes; DARÓS, Lindomar; ZAMORA, Maria Helena. Reintegração no contexto do Acolhimento Familiar: um estudo de caso. Brazilian Journal of Health Review, v. 2, n. 3, p. 1788-1814, 2019. BAPTISTA, Rachel; ZAMORA, Maria Helena; BITTENCOURT, Maria Inês. Deixando de ser o Menino do Lixão: cuidados em família acolhedora. Trivium-Estudos Interdisciplinares, v. 9, n. 1, p. 62-73, 2017. BRASIL. Decreto nº 17.943-A de 12 de outubro de 1927. Consolida leis de assistencia e protecção a menores. Revogado pela Lei nº 6.697. _________Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda); Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). Resolução Conjunta no 1 , de 18 de junho de 2009. Aprova o documento Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes. Brasília, 2009 ______. Lei nº 6.697, de 10 de outubro de 1979. Institui o Código de Menores. Revogada pela Lei nº 8.069, de 1990. ______. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasil; Casa Civil. ______. Lei nº 12.010, de 3 de Agosto de 2009. Dispõe sobre adoção; altera as Leis nos 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente, 8.560, de 29 de dezembro de 1992; revoga dispositivos da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, e da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943; e dá outras providências; Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. ______. Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993. Dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências. ______. Lei nº 8069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente. ______. BRASIL. Presidência da República. Secretaria Especial dos Direitos Humanos. 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1159 rds v. 27 n. 2 (2021): Paulo Freire e o esperançar de um mundo diferente Pandemia e aumento da desigualdade de renda no Brasil: Desafios ao SUAS Camila Pereira Lisboa; Pandemia, Desigualdade de renda, SUAS Este artigo pretende contribuir para um debate sobre os impactos da COVID-19 na política de Assistência Social brasileira. Em especial, serão discutidos desafios colocados pelo aumento da desigualdade de renda ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Para tanto, veremos brevemente algumas características da desigualdade de renda no país, como ela se configura durante a pandemia e como normativas federais têm reagido diante desse novo quadro que exige respostas do SUAS. ARRETCHE, M. Trajetórias das desigualdades: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos. São Paulo: UNESP, 2015. ARRETCHE, M. Democracia e redução da desigualdade econômica no Brasil: a inclusão dos outsiders. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 33, n. 96, p. 1-23, 2018. doi: 10.17666/339613/2018. 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1192 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Uma reflexão sobre cidade, conflito e a “ocupação” como léxico da agência política do Recife contemporâneo a partir do Movimento Ocupe Estelita Izabella Medeiros;Francisco Sá Barreto; Cidade. Movimento Ocupe Estelita. Cultura Política. Segregação urbana. Novas agências políticas. Este trabalho é produto de uma pesquisa em desenvolvimento cujo objetivo central é investigar a interdependência entre os discursos da tradição/identidade e do progresso/desenvolvimento na produção de uma cultura política da cidade observados em três tempos específicos (1937, 1971 e 2014) na cidade do Recife-PE. O presente trabalho decorre do terceiro recorte temporal e tem como objetivo entender de que maneira a ocupação do Movimento Ocupe Estelita sintetiza as relações de conflito observadas na cultura política da cidade do Recife deste início de século. Para isso, realizamos pesquisa documental em jornais e na internet e também produzimos nossos próprios diários de pesquisa. ACIOLI, Maíra. Empatando tua vista. Blog Direitos urbanos, 21, fev. 2017. https://direitosurbanos.wordpress.com/empatando-tua-vista/. Acessado em 15 de julho de 2020. AGAMBEN, Giorgio. Profanações. São Paulo: Boitempo, 2007. BHABHA, Homi. O Local da Cultura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998. BENZAQUEN, Júlia Figueiredo; SÁ BARRETO, Francisco. A mão dupla da rua: a ambivalência da “nova resistência” ou elementos para uma outra gramática da mobilização. Estudos de Sociologia, v. 2, n. 19, abr. 2015. CALDEIRA, Teresa Pires do Rio. Cidade de Muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Ed. 34, 2000. GOHN, Maria da Glória. Teoria dos movimentos sociais: paradigmas clássicos e contemporâneos. São Paulo: Edições Loyola, 1997. ______. Manifestações e protestos no Brasil: correntes e contracorrentes na atualidade. São Paulo: Cortez, 2017. HABERMAS, Jürgen. 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1162 rds v. 27 n. 1 (2021): Sociedades em tempos de crise: os séculos XX e XXI em perspectiva O idadismo no contexto da pandemia da Covid-19 Valmir Moratelli; Velhice, Preconceito, Coronavírus, Pandemia Este artigo faz uma análise sobre o preconceito etário no Brasil, a partir do panorama da pandemia do novo coronavírus, que alterou circunstancialmente a rotina do país logo após o carnaval de 2020. Assim, introduz-se uma interpretação sobre como as percepções construídas socialmente a respeito do idoso são atravessadas por preconceito e suscitam o ódio, reforçando distanciamentos de respeito, solidariedade e empatia. É também feito um levantamento do discurso público do presidente da República e de empresários brasileiros, que minimizaram o alerta da pandemia e contrário aos pedidos de isolamento e/ou quarentena da Organização Mundial da Saúde (OMS). A interpretação de dados de recentes pesquisas econômicas ajuda a embasar a importância dos idosos como força econômica, contradizendo a ideia de improdutividade dos mesmos tão presente no pensamento neoliberal vigente. Entre as principais conclusões do trabalho, percebe-se como a pandemia escancarou as facetas de um preconceito naturalizado no país e ainda pouco debatido publicamente. BEAUVOIR, Simone de. A velhice. Tradução de Maria Helena Franco Martins. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990. BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Tradução de Fernando Tomaz. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989. CÍCERO, M. T. De Senectute: Saber Envelhecer. Tradução de Paulo Neves. 1ª edição. Porto Alegre: L&PM, 1997. DEBERT, Guita Grin. “Pressupostos da reflexão antropológica sobre a velhice”. In: DEBERT, Guita Grin. A antropologia e a velhice – Textos Didáticos, 2ª ed., 1 (13), Campinas, IFCH/Unicamp, 1998. DOUGLAS, Mary. Pureza e perigo. 2ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2014. ELIAS, Norbet, O Processo Civilizador. Uma História dos Costumes. Jorge Zahar Editor: Rio de Janeiro, 1990. FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987. GUARDINI, Romano. A sublime arte de envelhecer. Petrópolis: Vozes, 2008. HALL, Stuart. Cultura e Representação. Tradução de William Oliveira e Daniel Miranda. Rio de Janeiro: Apicuri, 2016. HALL, Stuart; WOODWARD, Kathryn. Identidade e Diferença. A perspectiva dos Estudos Culturais. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva. Petrópolis: Editora Vozes, 2003 HOOKS, Bell. Eu Não Sou Uma Mulher? – Mulheres Negras e Feminismo. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2019. KRENAK, Ailton. O amanhã não está à venda. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. MBEMBE, Achille. Políticas da inimizade. Rio de Janeiro: Antigona, 2016. MACIEL, Welliton Caixeta. “Pandemia, necropolítica e purificação simbólica dos cuidadores da morte”. In: Cientistas sociais e o coronavírus. GROSSI, Miriam Pillar; TONIOL, Rodrigo (org.). – 1. ed. – São Paulo: ANPOCS; Florianópolis: Tribo da Ilha, 2020. MARQUES, Ana Maria.” Velho/Idoso: Construindo o sujeito da terceira idade”. Revista Esboços, Nº 11 – UFSC. 2004. ROSEMBERG, Fúlvia. “Educação formal, mulher e gênero no Brasil contemporâneo”. Revista Estudos Feministas. vol.9, nº 2. Florianópolis, 2001. Disponível em . SECCO, Carmen Lucia Tindó Ribeiro. “As rugas do tempo na ficção”. Cadernos IPUB, Rio de Janeiro, n. 10. 1999. SEVCENKO, Nicolau. A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes. São Paulo: Cosac Naify, 2010.
1163 rds v. 27 n. 1 (2021): Sociedades em tempos de crise: os séculos XX e XXI em perspectiva Desafios e aprendizados frente ao cyberbullying em crianças e adolescentes LGBT’S no ambiente escolar Vanessa Andriani Maria; Cyberbullying, Internet, Diversidade, LGBT Na contemporaneidade, por meio do uso das tecnologias de comunicação e de informação e dos dispositivos agregados, o cyberbullying possui o potencial para extrapolar os obstáculos de tempo e espaço do bullying tradicional entre crianças e adolescentes LGBT’s causando sérias consequências na vida destas pessoas. Neste sentido, o objetivo deste trabalho é apresentar a temática do cyberbullying, suas repercussões provocadas nas vítimas e as formas de prevenção. Trata-se de uma pesquisa do tipo exploratória, que utilizou procedimentos de coleta de dados bibliográficos em publicações periódicas de cunho científico. Os resultados ressaltaram que as medidas para combater ou minimizar o cyberbullying serão mais eficientes se cada usuário da internet adotar a ética no ambiente virtual. É fundamental salientar que o cyberbullying deve ser amplamente estudado, pois é através da problematização do assunto, que será possível a elaboração de ações preventivas e medidas de combate ao problema; permitindo à população uma maior elucidação sobre o tema e, por conseguinte, maior qualidade nas relações sociais entre crianças e adolescentes. ANTÓNIO, R.; PINTO, T.; PEREIRA, C.; FARCAS, D.; MOLEIRO, C. Bullying homofóbico no contexto escolar em Portugal. Psicologia, 26, 17-32. 2012. Disponível em: http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874 20492012000100002. Acesso em: 08 de dezembro de 2020. AVILÉS, J. M. Bullying: Guia para educadores. 1 ed. Campinas-SP. Mercado de Letras, 2013. BALDRY, A. C., FARRINGTON, D. P., SORRENTINO, A. (2015). “Am I at risk of cyberbullying”? 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1164 rds v. 27 n. 1 (2021): Sociedades em tempos de crise: os séculos XX e XXI em perspectiva Marketing ambiental e pandemia Bárbara Cristina Kruse;Maximillian Ferreira Clarindo;Marcos Kruse; Marketing ambiental, Sustentabilidade, Bolsas de grife, Espaço virtual A reprodução do capital é intrínseca ao sistema econômico atual. Partindo dessa premissa, a reificação da natureza se põe como forma de abastecimento dos ditames mercadológicos. A reinvenção dos brechós na contemporaneidade, se faz como estratégia de marketing ambiental, baseado na sustentabilidade, eis que se vendem peças de segunda mão. A ideia de consumir o que já existe conduz a uma suposta alternativa para a questão ambiental, além de que conta com aceitação das classes mais abastadas. Neste viés, este artigo tem como objetivo analisar sob o crivo crítico, os brechós ou second hand contemporâneos a partir das redes sociais. A metodologia se deu pela análise do discurso, conforme conceitos de Foucault. As bolsas de grife constituem o recorte temático, pois são os itens mais vendidos da espacialidade. O artigo também contextualiza o comércio com o momento atual vivenciado, da Pandemia do COVID-19. A importância do tema se dá tanto por ser uma nova prática social em uma espacialidade virtual, quanto pelo fato de ser um nicho comercial novo e em ascensão. Cabe assim, ao cientista social a tarefa de reflexão dessas transformações sociais e suas possíveis implicações ambientais. ACOSTA, A. O bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. Tradução: Tadeu Breda. São Paulo: Autonomia Literária, Elefante, 2016. 268 p. ALIER, J. M. O ecologismo dos pobres: conflitos ambientais e linguagem de valoração. Tradução de Maurício Waldman. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2018. BRASIL. Lei n.8.078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Brasília, 1990. BRASIL. Código de Processo Civil (2015). Código de Processo Civil Brasileiro. 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1165 rds v. 27 n. 1 (2021): Sociedades em tempos de crise: os séculos XX e XXI em perspectiva Reflexões sobre o espaço urbano na pandemia, a partir do bairro Major Prates, em Montes Claros-MG Mariana Fernandes Teixeira; Espaço Urbano, Major Prates, Citadinos, Resistência, Pandemia O presente trabalho buscou analisar a formação do bairro Major Prates, na cidade de Montes Claros – MG, e suas características contemporâneas, levando em consideração seu caráter paradoxal, intensificado no contexto pandêmico. Por um lado, apresenta uma rede complexa de serviços e comércios, especulação imobiliária e disputas espaciais, por outro, uma articulação do urbano e do rural, revelando tradições e modos astuciosos de construir suas dinâmicas e sociabilidades. O estudo foi realizado a partir de uma combinação metodológica de pesquisa bibliográfica e observação direta. A primeira etapa procurou analisar a articulação do bairro com a cidade, em relação ao planejamento urbano, ressaltando o papel de subcentro e o caráter de resistência presente nas práticas socioespaciais dos citadinos. A observação direta ocorreu em horários e dias diferentes do mês de dezembro de dois mil e vinte, buscando identificar e analisar ações e comportamentos que demonstrem as estratégias de resistência realizadas no âmbito cotidiano, nos espaços que tem interface com a rua. Pretendeu-se, com isso, fomentar reflexões mais críticas sobre o espaço público, pois, além de desempenhar importantes papéis democráticos, é o palco no qual se realiza a vida urbana, o respiro da rotina, o encontro, e, principalmente, a diversidade. AGIER, Michel. Antropologia da cidade: lugares, situações, movimentos. São Paulo: Terceiro Nome, 2011, p.1-44. AMORIM FILHO, O. B., BUENO, M. E. T. e ABREU, J. F. 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1166 rds v. 27 n. 1 (2021): Sociedades em tempos de crise: os séculos XX e XXI em perspectiva A Liga das Nações em tempos de crise Filipe Queiroz de Campos; Liga das Nações, Diplomacia, Entreguerras, Intelectuais Mediadores, Primeira Guerra Mundial Após a Primeira Guerra Mundial, o Brasil pleiteou um assento permanente no Conselho de Segurança da Liga da Nações, organização que buscava construir uma diplomacia multilateral, para que se evitasse novas guerras mundiais. A diplomacia brasileira na Liga das Nações ficou conhecida pela historiografia por apresentar decisões nada diplomáticas. O Brasil vetou a entrada da Alemanha na Liga, causando desconforto internacional, bem como exigiu o assento permanente como condição para continuar na organização, se retirando definitivamente da Liga em 1926. Sobre as razões por trás dessas decisões, contudo, há muito que se debater. Até então, a historiografia vinha apontando que foram decisões tomadas devido à personalidade impetuosa e intransigente do presidente Arthur Bernardes. Novas pesquisas, contudo, demonstram que há razões mais complexas por trás das decisões de Bernardes. Essas razões se ligam às relações de poder entre o Presidente e seus diplomatas. Nesse artigo, analisaremos essas relações de poder entre Arthur Bernardes e seus informantes internacionais, por meio da categoria de intelectuais mediadores de Ângela de Castro Gomes, para investigarmos mais detidamente o processo de tomada de decisões que levaram o Brasil a sair da Liga das Nações. AMARAL, Aracy. O modernismo brasileiro e o contexto cultural dos anos 20. Revista USP. São Paulo, n. 94, p. 9-18, jun./jul./ago. 2012. BARACUHY, Braz. A Crise da Liga das Nações de 1926: Realismo Neoclássico, Multilateralismo e a Natureza da Política Externa Brasileira. CONTEXTO INTERNACIONAL: Rio de Janeiro, vol. 28, no 2, julho/dezembro 2006, pp. 355-397. CAMPOS, Filipe Queiroz de. Diplomacias Secretas: o Brasil na Liga das Nações. Curitiba: Editora Appris, 2020. CAMPOS, Filipe Queiroz de. Tensões Entre a Diplomacia Brasileira e a Latino-americana na Liga Das Nações na década de 1920. FDC 2019, 4, 42-63. CERVO, Amado e BUENO, Clodoaldo. História da Política Exterior do Brasil. Brasília: Editora Un, 2002. CORREA, Sílvia Adriana Barbosa. Cem anos de Historiografia da Primeira Guerra Mundial: entre história transnacional e política nacional. Topoi, Rio de Janeiro, v. 15, n. 29, p. 650-673, jul./dez. 2014. Disponível em: http://www.revistatopoi.org/topoi29/ENSAIO_650.pdf FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 8. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1989. GARCIA, Eugênio Vargas. O Brasil e a Liga das Nações (1919-1926). Porto Alegre: Editora da UFRGS. Gomes, Angela de Castro; Hansen, Patrícia Santos. Apresentação- Intelectuais, mediação cultural e projetos políticos: uma introdução para a delimitação do objeto de estudo. In: Gomes, Angela de Castro; Hansen, Patrícia Santos (orgs). Intelectuais mediadores: práticas culturais e ação política. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 2016 HILTON, Stanley. Afrânio de Melo Franco e a diplomacia brasileira, 1917-1943. Revista brasileira de política internacional, a. XXIX, n. 1, 1986, p. 15. MORENO, Jean Carlos. Revisitando o conceito de identidade nacional. In: RODRIGUES, C. C.; LUCA, T. R., and GUIMARÃES, V. (Orgs.). Identidades brasileiras: composições e recomposições [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2014, pp. 7-29. Desafios Contemporâneos collection. ISBN 978-85-7983-515-5. Available from SciELO Books . SANTOS, Norma Breda dos. Grand Days: noventa anos depois de o Brasil ter deixado Genebra, o que diz a historiografia sobre a participação brasileira na Liga das Nações (1920-1926)? Cadernos de Política Exterior, ano II, n. 3, jan. /jul. 2016 WINTER, Jay (Ed.). The Legacy of the Great War: Ninety Years On. Columbia; Londres: University of Missouri Press, 2009.
1167 rds v. 27 n. 1 (2021): Sociedades em tempos de crise: os séculos XX e XXI em perspectiva Negociação coletiva dos petroleiros em tempos de crise Gabriel Cavalcante; Negociação Coletiva, Petroleiros, Crise, Direitos, Trabalho A presente pesquisa tem como foco de análise a avaliação de como evoluíram as negociações coletivas firmadas entre trabalhadores petroleiros e a Petrobrás no período recente. Aponta-se a seguinte questão de análise: Como se desenvolveram os direitos negociais dos trabalhadores petroleiros no período recente de crise nacional? Nesse sentido, a pesquisa cobre um período de análise em que houve severa retração da economia brasileira. A pesquisa tem uma perspectiva de análise qualitativa, utilizando-se como instrumento de observação entrevistas realizadas pelo autor e o próprio texto normativa das negociações coletivas. Ainda em questão de metodologia é uma pesquisa de análise histórica e de interpretação de conteúdo, tanto do conteúdo das negociações quanto das entrevistas realizadas. Justifica-se a presente pesquisa em razão da contemporaneidade da questão da produção de petróleo no âmbito da crise ocorrida no Brasil a partir de 2014. Utilizaremos como base de pesquisa autores que discutem a negociação em sentido jurídico, como por exemplo Godinho Delgado e Sayonara Grillo. Por outro lado, basearemos a pesquisa também em autores que discutem a categoria petroleira, tais como Caldeira Brant e Francisco de Oliveira. Por fim, nosso recorte teórico a respeito da categoria trabalho tem como base elaborações derivadas da obra de György Lukács. CALDEIRA BRANT, Vinicius. Paulínia: Petróleo e Política. São Paulo: CEBRAP, 1990, 200 p. DELGADO, Maurício Godinho. DELGADO, Gabriela Neves. A reforma trabalhista no Brasil : com os comentários à Lei n. 13.467/2017. São Paulo : LTr, 2017. DOS SANTOS, Enoque Ribeiro. Negociação coletiva de trabalho - 3. ed., rev. atual. Rio de Janeiro: Forense, 2018. FERRARI, Irany. NASCIMENTO, Amauri Mascaro. MARTINS FILHO, Ives Gandra. História do trabalho, do direito do trabalho e da justiça do trabalho. Irany Ferrari, Amauri Mascaro Nascimento, Ives Gandra da Silva Martins Filho. – 3. ed. – São Paulo: LTR, 2011. GALVÃO, Andréia. KREIN, José Dari. BIAVASCHI, Magda Barros. TEIXEIRA, Marilane Oliveira (Orgs.). Contribuição Crítica à Reforma Trabalhista. Campinas: CESIT, 2017. GRILLO, Sayonara. Relações Coletivas de Trabalho: Configurações Institucionais no Brasil Contemporâneo. São Paulo: LTR, 2008. KREIN, José Dari. GIMENEZ, Denis Maracci. DOS SANTOS, Anselmo Luis. Dimensões críticas da reforma trabalhista no Brasil. Campinas: Curt Nimuendajú, 2018. 304 p. LUKÁCS, Györg. Para uma ontologia do ser social, 2. São Paulo: Boitempo, 2013, 831 p. OLIVEIRA, Francisco de. O elo perdido: classe e identidade de classe. São Paulo: Brasiliense, 1987, 134 p.
1168 rds v. 27 n. 1 (2021): Sociedades em tempos de crise: os séculos XX e XXI em perspectiva Bolsonarismo e bolsonaristas no Brasil contemporâneo Clayton Romano; Bolsonarismo, Bolsonaristas, Ditadura Militar, Democratização, Cultura Política Parte de estudo mais amplo sobre as raízes do bolsonarismo, este breve ensaio dedica-se à retrospectiva histórica de traços marcantes da cultura política encarnada por bolsonarismo e bolsonaristas. Vistos desde a ditadura militar (1964-1985), antecedentes e percursos analisados buscam salientar o caráter processual da relação entre sociedades política e civil no Brasil contemporâneo, sublinhando a conjugação operada entre autoritarismo político e “instinto animal” do mercado na base ético-política ora exposta por bolsonarismo e bolsonaristas. Frutos da aliança empresarial-militar dos tempos de ditadura, arenistas, malufistas, colloridos, entre tantos, deram vida política aos termos ditados desde os militares, atualizando-os periodicamente durante o processo de democratização da vida civil no país. Produtos das contradições entre sociedades política e civil, colecionadas em série, bolsonarismo (fenômeno) e bolsonaristas (sujeitos) são compreendidos assim enquanto a face contemporânea, e por isso também peculiar, da derradeira cultura política legada pela ditadura militar ao curso da democracia no Brasil. ABRANCHES, Sérgio. Presidencialismo de coalização. Raízes e evolução do modelo político brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. ABSÁBER, Tales. Lulismo, carisma pop e cultura anticrítica. São Paulo: Hedra, 2011. ANDERSON, Perry. Brasil à parte. 1964-2019. São Paulo: Boitempo, 2020. ARISTÓTELES. Política. São Paulo: Nova Cultural, 1999. BARCELLOS, Caco. Rota 66: a história da polícia que mata. 29ª ed. São Paulo: Globo, 1997. BENEVIDES, Maria Victória. A UDN e o udenismo: ambiguidades do liberalismo brasileiro (1945-1965). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. BIASON, Rita e LIVIANU, Roberto (orgs.). A corrupção na história do Brasil. São Paulo: Editora Mackenzie, 2019. COUTINHO, Carlos Nelson. (org.). O Leitor de Gramsci. Escritos escolhidos: 1916-1935. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011. FAORO, Raymundo. Os donos do poder. Formação do patronato político brasileiro. 10ª ed. v. 1 e 2. São Paulo: Globo, 2000. FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil. Ensaio de interpretação sociológica. 5ª ed. São Paulo: Globo, 2005. FERREIRA, Jorge. (org.). O populismo e sua história. Debate e crítica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. FERREIRA, Jorge. e DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. (orgs.). O Brasil republicano. O tempo da ditadura: regime militar e movimentos sociais em fins do século XX. v. 4. 7ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. FERREIRA, Jorge e GOMES, Ângela de Castro. 1964. O golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. FERREIRA, Jorge e REIS FILHO, Daniel Aarão. (orgs.). As esquerdas no Brasil. Revolução e democracia (1964-...). v. 3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. FREIRE, Américo e FERREIRA, Jorge. (orgs.). A razão indignada. Leonel Brizola em dois tempos (1961-1964 e 1979-2004). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016. GALLEGO, Esther Solano. (org.). O ódio como política. A reinvenção das direitas no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2018. GOMES, Ângela de Castro. A invenção do trabalhismo. 3ª ed. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2005. GORENDER, Jacob. Combate nas trevas. A esquerda brasileira: das ilusões perdidas à luta armada. 5ª ed. rev. e ampl. São Paulo: Expressão Popular, 2014. HIPPOLITO, Lucia. De raposas e reformistas. O PSD e a experiência democrática brasileira (1945-64). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. MOTTA, Rodrigo Pato Sá. Partido e Sociedade. A trajetória do MDB. Ouro Preto: UFOP, 1997. NAPOLITANO, Marcos. 1964: História do regime militar brasileiro. São Paulo: Contexto, 2014. NOGUEIRA, Marco Aurélio. Em defesa da política. São Paulo: Editora Senac, 2001 PRADO JR, Caio. A revolução brasileira. 7ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1987. RIDENTI, Marcelo. Em busca do povo brasileiro. Artistas da revolução, do CPC à era da TV. Rio de Janeiro: Record, 2000. SALLUM JR, Brasílio. O impeachment de Fernando Collor. Sociologia de uma crise. São Paulo: Editora 34, 2015. SCHMITT, Rogério. Partidos políticos no Brasil (1945-2000). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000. SCHWARCZ, Lilia Mortiz. Sobre o autoritarismo brasileiro. 2ª reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. SILVA, Juremir Machado da. Raízes do conservadorismo brasileiro. A abolição na imprensa e no imaginário social. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017. SINGER, André. Os sentidos do lulismo. Reforma gradual e pacto conservador. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. VIANNA, Luiz Werneck. A revolução passiva. Iberismo e americanismo no Brasil. 2ª ed. Rio de Janeiro: Revan, 2004.
1169 rds v. 27 n. 1 (2021): Sociedades em tempos de crise: os séculos XX e XXI em perspectiva Estado e sociedade Elicardo Heber de Almeida Batista; Políticas sociais, Pobreza rural, Famílias rurais, Vale do Jequitinhonha, Brasil No início do século XXI uma das propostas centrais das políticas públicas no Brasil, notadamente as políticas sociais, diz respeito à eliminação da pobreza econômica e da miséria. A referida proposta parte de um cenário brasileiro marcado por consideráveis assimetrias regionais, carências distintas e até mesmo a falta de infraestruturas sociais (sobretudo de atendimento à saúde e à educação), além de um número expressivo de brasileiros pobres ou extremamente pobres. Este artigo tem como objetivo apresentar um debate sobre o sistema de proteção social brasileiro e, a partir da experiência da pobreza cotidiana, tratar da relação entre sociedade e Estado, mormente a implantação de políticas sociais com enfoque no Programa Bolsa Família (PBF) e suas incidências nos lugares e condições de vida, tendo como recorte as famílias residentes em comunidades rurais localizadas em Itinga, Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Nessa localidade foi realizada uma pesquisa de campo baseada nas metodologias qualitativas, sobretudo, mas não apenas, em entrevistas que possibilitou a produção de evidencias que serão apresentadas ao longo deste texto, ou seja, história oral de vida e história oral temática como mecanismos para validação de algumas experiências não registradas em documentos históricos/escritos, bem como para dar centralidade à entrevista na produção de evidências empíricas. Em linhas gerais, pode-se concluir que as mudanças mais significativas no âmbito local se dão no contexto de uma forte presença do Estado com seus programas sociais, sobretudo o Programa Bolsa Família (PBF). Pode-se dizer que os processos sociais, econômicos e até mesmo culturais são reconfigurados a partir do momento em que há a “presença” do poder público nos “mundos rurais” com altos índices de pobreza. BARBOSA, Romulo Soares. Entre Igualdade e Diferença: processos sociais e disputas políticas em torno da previdência social rural no Brasil. 1. ed. São Paulo: Annablume, 2010. v. 1. 254p BELTRÃO, Kaizô Iwakami; CAMARANO, Ana Amelia; LEITÃO e MELLO, Juliana. Mudanças nas Condições de vida dos Idosos rurais brasileiros: resultados não-esperados dos avanços da seguridade rural. Textos para Discussão Nº1066. Rio de Janeiro: IPEA, 2005, p. 1- 16. CAPUCHA, Luís. Pobreza, exclusão social e marginalidades. In: VIEGAS, José; COSTA, Antônio Firmino da (Orgs.). Portugal, que modernidade?. 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1170 rds v. 27 n. 1 (2021): Sociedades em tempos de crise: os séculos XX e XXI em perspectiva A questão da Reforma da Previdência brasileira nas eleições de 2018 Augusto Baptista Bretas da Fonseca; Políticas públicas, Políticas sociais, Estado de Bem-Estar Social, Formação de agenda, Liberalização A reforma da previdência foi um importante ponto de atrito nas eleições presidenciáveis de 2018. Este trabalho busca evidenciar as principais narrativas em torno dela usadas pelas coalizões partidárias na disputa eleitoral. Para isso, utiliza-se os programas de governos liberados por todas as coligações e analisa-se sob a ótica dos trabalhos de formação de agenda e dos dilemas recentes do Estado de Bem-Estar Social. Mostrou-se que as principais narrativas centralizaram o debate em torno dos problemas econômicos em vez de sociais e podem se tornar um problema para o futuro da seguridade social brasileira. Banting, Keith e Myles, John. 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1171 rds v. 27 n. 1 (2021): Sociedades em tempos de crise: os séculos XX e XXI em perspectiva Coordenação federativa e sua implicação na assistência social Andréia Lopes Cirino; Federalismo, Assistência social, Coordenação federativa Políticas que possuem influência em campos de extrema sensibilidade, como no caso da Assistência Social, tornam-se centrais na discussão e compreensão da coordenação federativa e de seus consequentes resultados. O presente estudo, portanto, tem por objetivo resgatar e compreender os estudos que estão sendo desenvolvidos em relação à coordenação federativa e sua influência no campo de atuação da Assistência Social. Para tanto, foi construída uma discussão teórica sobre Federalismo e a Assistência Social, em seguida são apresentados os estudos encontrados sobre coordenação federativa e Assistência Social durante o período de 2013 a 2019. Os resultados apontam que houve um avanço em relação aos financiamentos que estão sendo realizados para formular e implementar as políticas sociais, pois, os estudos evidenciaram que resultados das políticas sociais estão de acordo com o valor nelas investido, principalmente quando as transferências são realizadas fundo a fundo. Além disso, através da transferência fundo a fundo, houve a diminuição dos custos, a ampliação da transparência e o aumento da efetividade dos gastos. AFONSO, José Roberto Rodrigues; RAMUNDO, Júlio César Maciel; ARAUJO, Erika Amorim. 1998. Breves notas sobre o federalismo fiscal no Brasil. Rio de Janeiro: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social-BNDES. ABRUCIO, F. L., FRANZESE, C. 2007 Federalismo e políticas públicas: o impacto das relações intergovernamentais no Brasil. Tópicos de economia paulista para gestores públicos, 1: 13-31. ARRETCHE, Marta TS. 1999 Políticas sociais no Brasil: descentralização em um Estado federativo. Revista brasileira de ciências sociais, v. 14, n. 40, p. 111-141. BICHIR, Renata. 2016 NOVAS AGENDAS, NOVOS DESAFIOS: Reflexões sobre as relações entre transferência de renda e assistência social no Brasil 1. Novos Estudos, n. 104, p. 111. BICHIR, Renata; OLIVEIRA, Maria Clara; CANATO, Pamella. 2016 Para além da transferência de renda? Limites e possibilidades na articulação intersetorial de políticas sociais. Cadernos de Estudos: Desenvolvimento Social em Debate, v. 26, p. 81-102. BRASIL. 1993. Lei Orgânica de Assistência Social. Brasília. ______ . 2005. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome. Norma Operacional Básica NOB/ SUAS. Secretaria Nacional de Assistência Social. Brasília, 2005. ______. 2019. Ministério da Cidadania. Secretaria Especial do Desenvolvimento Social. Disponível em: . Acessado 3 de setembro. BUENO, Nayara Cristina; CARLOTO, Cássia Maria. 2015. Avaliação e monitoramento da política de assistência social: uma proposta em construção. 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1172 rds v. 27 n. 1 (2021): Sociedades em tempos de crise: os séculos XX e XXI em perspectiva Sertão e a revelia do mundo João Batista de Almeida Costa; Expropriação, Anomia, Enlouquecimento, Migrações Forçadas No escopo da modernização conservadora brasileira, no norte de Minas Gerais, ocorreu uma intensa concentração fundiária a partir de usurpação das terras de famílias de comunidades negras, principalmente, mas também de comunidades brancas de agricultores familiares que foram forçados à migração com maior número de casos entre os anos 1965 e 1980, após a anexação da região norte mineira à área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste. A autarquia de desenvolvimento nordestino financiava a transformação de fazendas em empresas rurais modernas e na região norte mineira, profissionais liberais das principais cidades, buscando se afazendar para usufruir dos recursos fiscais e financeiros disponibilizados para modernizar a economia regional, e fazendeiros tradicionais, em busca das melhores terras da região, expropriaram com violência desmedida às famílias negras que ocupavam, desde o século XVII, as terras férteis do vale do rio Verde Grande e as famílias brancas de agricultores em outros espaços regionais. Um número significativo de pessoas enlouqueceu com a destruição do mundus social em que cada uma vivia. Utilizando um relato etnográfico, minhas rememorações, estudo acadêmico, crônicas e relatos de jornais do período que informam o despejo de pessoas enlouquecidas pelos prefeitos dos municípios norte mineiros nas ruas de Montes Claros e daí, enviadas pelo poder público local, para o Hospital Colônia de Barbacena e, também, para o Hospital Galba Veloso em Belo Horizonte. A interpretação construída, em uma leitura antropológica da teoria econômica dos fatores de migração - expulsão e atração -, é feita a partir do conceito de anomia de Durkheim (1982) e utilizado em seus estudos por Merton (1970) e Oliven (2000) que permitem entender, em minha leitura, o enlouquecimento das pessoas em consequência à desestruturação do mundus social em que viviam. ARBEX, Daniela. O holocausto brasileiro, 1ª. Ed. São Paulo: Geração Editorial, 2013. AUGUSTO, Rosely Carlos. A intervenção do Estado na região norte de Minas Gerais. Mimeo. Montes Claros: Comissão Pastoral da Terra / Norte de Minas, 1968. 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1173 rds v. 27 n. 1 (2021): Sociedades em tempos de crise: os séculos XX e XXI em perspectiva Desigualdade, ação, reconhecimento e redistribuição José Muniz Falcão Neto; Políticas de Estado, Reconhecimento, Transposição, Monteiro O artigo tem como proposta discutir a partir de alguns conceitos de Frederick Barth (2005), Pierre Bourdieu (1989), Nancy Fraser (2001) e Michel Foucault (1990) determinadas situações sociais planejadas pelo Estado no país. Aplico as formulações dos autores para levantar questões e reflexões acerca das políticas públicas em contextos sócio - culturais de desigualdade e injustiça. Partindo de um caso particular, através de algumas consequências da construção do canal da transposição das águas de Rio São Francisco no contexto da cidade de Monteiro - PB, evoco certos efeitos colaterais desta agência pública que reverberaram em políticas racionais de Estado que interferiram nas práticas cotidianas e culturais de algumas famílias e moradores desta cidade. Neste sentido, o presente trabalho tem o objetivo de fazer reflexões sobre o projeto de transposição, o qual são e foram operacionalizadas pelo Estado. Assim, portanto, tendo por base os relatos e a experiência de vida de dois moradores da cidade de Monteiro - PB, explicitarei as mudanças ocorridas no cotidiano dos moradores e seus modos de vida, após a inauguração da transposição. BARTH, F. “Etnicidade e o conceito de cultura”, in Antropolítica: Revista Contemporânea de Antropologia e Ciência Política, n. 19, (2º. Sem). 2005. pp. 15-30. BOURDIEU, Pierre. “A identidade e a representação. Elementos para uma reflexão crítica sobre a idéia de região”. In O poder simbólico. Lisboa: Difel, 1989, pp. 107-132. CASTRO-GÓMEZ, Santiago. La Poscolonialidad explicada a los niños. In: La Poscolonialidad explicada a los niños. Cauca: UniversidaddelCauca/Instituto Pensar - UniversidadJaveriana, 2005. FERNANDES, Florestan. O negro na emergência da sociedade de classes. In: A integração do negro na sociedade classes. 5 ed. São Paulo: Globo, 2008. FERNANDES, Gerusa Fidelis; SILVA, Polyana Pereira da; SILVA, Rejane do Nascimento da. A TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO E A DESERTIFICAÇÃO NO MUNICÍPIO DE MONTEIRO – PB. Disponível em: https://editorarealize.com.br/editora/anais/wiasb/2017/TRABALHO_EV079_MD4_SA9_ID67_12092017015058.pdf. Acesso em: 15 de abril de 2021. FERREIRA, Andrey Cordeiro. Introdução:por uma sociologia das insurgências. In: Pensamento e práticas insurgentes: anarquismo e autonomias nos levantes e resistências do capitalismo no século XXI. Niterói : Alternativa, 2016. FINCH III, Charles S.; NASCIMENTO, Elisa Larkin. Abordagem afrocentrada, história e evolução. In: NASCIMENTO, Elisa Larkin (org). AFROCENTRICIDADE: uma abordagem epistemológica inovadora. São Paulo: Selo Negro, 2009. FOUCAULT, M. “Omnes et singulatim: por uma crítica da ‘razão política’”. In Novos Estudos CEBRAP, Nº 26, março. 1990. pp 77-99. FRASER, Nancy. “Da redistribuição ao reconhecimento? Dilemas da justiça numa era pós-socialista”. In: SOUZA, Jessé (org.). Democracia hoje: novos desafios para a teoria democrática contemporânea. Brasília: EdUnB, 2001. GUPTA, Akhil e FERGUSON, J. “Mais além da “cultura”: espaço, identidade e política da diferença”, in ARANTES, A. Augusto(org.) O Espaço da diferença.Campinas: Papirus, 2000, p. 30-49. HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Centauro Editora, 2003, 224p. LANDER, Edgar. Europa, modernidade e eurocentrismo. In LANDER, Edgar. (org.) A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais perspectivas latino-americanas. ColecciónSurSur, CLACSO, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina. setembro 2005. MIGNOLO, Walter D. A colonialidade de cabo a rabo: o hemisfério ocidental no horizonte conceitual da modernidade. In A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais perspectivas latino-americanas. ColecciónSurSur, CLACSO, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina. setembro 2005. NASCIMENTO, Abdias. A perseguida e persistência da cultura africana no Brasil. In: O genocídio do povo negro brasileiro: Processo de um racismo mascarado. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra S/A, 1978. ROMANI, Carlos. clevelândia (oiapoque). colônia penal ou campo de concentração? verve, 4: 112-130, 2003. SOUZA, Jessé. A elite do atraso: da escravidão à lava jato. Rio de Janeiro: Leya, 2017.
1191 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Apresentação do Dossiê Igor Monteiro Silva;Francisco Sá Barreto;Lara Denise Silva; Apresentação, Dossiê temático, Compondo cidades Apresentação do dossiê temático Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas, organizado pelos(as) pesquisadores(as) Igor Monteiro, Francisco Sá Barreto e Lara Denise Silva. AGIER, Michel. Antropologia da cidade: lugares, situações, movimentos. São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2011. BERTELLI, Giordano B. “Errâncias racionais: a periferia, o rap e a política”. IN: ___________; FELTRAN, Gabriel. (Orgs.). Vozes à margem: periferias, estética e política. São Carlos: EdUFSCar, 2017. CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1 artes de fazer. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.
1176 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Abrindo brechas Victor Barão Freire Vieira;Pedro Oliveira Obliziner;Anita Vaz; Justiça restaurativa; abolicionismo penal; psicanálise; violência política; práticas comunitárias. Seguindo o trabalho do coletivo Margens Clínicas de atenção em saúde mental a uma população oprimida pela violência política e injustiça social, somos levados a questionar o ponto de intersecção entre o campo da saúde e o campo da justiça. O artigo é desenvolvido a partir de uma crítica à justiça tradicional como meio puramente punitivista, desigual e que tem, como prioridade, a manutenção do capital e da propriedade privada. Considerando isto, apresentamos algumas formas alternativas mais comuns, como a Justiça Restaurativa, encontramos nelas boas diretrizes e contribuições para uma prática de justiça, mas também certas limitações. É sobre essas limitações que desenvolvemos uma pesquisa há um ano e meio e apresentamos aqui resultados parciais, no esforço de desenvolvimento de uma prática de justiça alternativa e comunitária que se utilize das discussões sobre o abolicionismo penal, de uma crítica materialista histórica do Estado e de contribuições de psicanálise implicada politicamente. BARÃO, Victor Freire Vieira. “A justiça como saúde” in TURRIANI, Anna e LANARI, Laura (org.) Margens Clínicas: dispositivos de escuta e desformação. São Paulo: Iser, 2018 BENEDETTI, Juliana Cardoso. Tão próximos, tão distantes: a Justiça Restaurativa entre comunidade e sociedade. Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo, 2009. DUNKER, Christian Ingo Lenz. Mal-estar, sofrimento e sintoma: uma psicopatologia do Brasil entre muros. São Paulo: Boitempo Editorial, 2015. FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu editora, 2020. 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1177 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Os estudados e a psicanálise em movimentos sociais Cristiane Izumi Nakagawa;Danielle Teixeira Gimenes;Fabio Carezzato;Paulo Antonio de Campos Beer;Yuri Nishijima Azeredo; Psicanálise; Movimentos Sociais; Saber; Transferência; Humilhação Social O objetivo deste artigo é discutir alguns pontos que envolvem o trabalho psicanalítico em situações de vulnerabilidade e violência social. Propostas nessa direção têm ganhado corpo em diversas iniciativas, e daremos foco aqui ao trabalho que vem sendo realizado pelo Núcleo de Estudos e Trabalhos Terapêuticos (NETT). Entre as muitas questões que poderiam ser assinaladas, daremos especial atenção à compreensão dos atravessamentos de questões sociais no processo analítico, em particular o lugar social do saber e sua relação com o estabelecimento da transferência. Será discutido como a circulação da clínica psicanalítica em lugares historicamente não habitados por ela parece simultaneamente demandar o aprofundamento de certas temáticas, e oferecer possibilidades de avanços a outras. BOULOS, Guilherme Castro. Estudo sobre a variação de sintomas depressivos relacionada à participação coletiva em ocupações de sem-teto em São Paulo. 2017. Dissertação [Mestrado em Psiquiatria] - Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017 CASTRO, Silvia Elaine Santos de. Marcadores sociais da diferença: sobre as especificidades da mulher negra no Brasil. In: GT4-RACISMO, INTOLERÂNCIA e POLÍTCAS PÚBLICAS. 2011, Londrina. Marcadores sociais da diferença: as especificidades da mulher negra no Brasil. Londrina, 2011. P. 1 PDF. Disponível em: https://negrasoulblog.files.wordpress.com/2016/04/marcadores especificidades-da-mulher-negra-no-brasil > FERENCZI, S. Princípios de relaxamento e neocatarse. [A. Cabral, Trad.]. In Psicanálise IV [pp. 53-68]. 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1178 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta As faces opressoras de uma prática dogmática Gabriel Martins Lessa;Isabela Zeato Passos;João Luis Sales Sousa;Pablo Kaique Angelin Godoi;Yasmin Gabrielly Gomes dos Santos; Psicanálise; Estrutura; Materialismo Dialético; Clínica; Periférico. Este artigo faz uma articulação entre a psicanálise e estudos de estruturas opressoras. Consiste em um levantamento bibliográfico e um breve relato da experiência clínica de um coletivo de atendimento analítico na cidade de São Paulo. Sendo que o objetivo principal é apontar, criticamente, a forma de atuação da psicanálise com a população periférica. Assim como, apresentar a dinâmica grupal e a forma de atuação deste coletivo. Foi utilizado, para tanto, concepções de estudos de opressões raciais, de forma a delimitar uma análise do que fora percebida a partir do sofrimento psíquico dos sujeitos em questão. Assim como, resultados da própria experiência do que emergiu como um todo na clínica do coletivo. A partir dessas contribuições, foi possível identificar as lacunas entre o saber e sua prática, na psicanálise, assim como apontar diretrizes balizadoras para um fazer que pretende se atualizar para que consiga dar conta das subjetividades presentes em sua época e território. BARBOSA FILHO, Fernando de Holanda. “A crise econômica de 2014/2017”. Estudos Avançados. vol.31 no.89, p. 51-60, 2017. CHINAZZI, Matteo, DAVIS, Jessica, AJELLI, Marco, GIOANNINI, Corrado, LITVINOVA, Maria, et all. “The effect of travel restrictions on the spread of the 2019 novel coronavirus (COVID-19) outbreak”. Science, v. 368, p. 395–400, 2020. FRANCA NETO, Oswaldo. “Verdade e ideologia na psicanálise e no capitalismo”. Ágora (online), vol. 17, n.2, p. 187-199, 2014. GONZALEZ, Lélia. “Racismo e sexismo na cultura brasileira”. In: Ciências Sociais Hoje, 2 Movimentos Sociais Urbanos, Minorias Étnicas e Outros Estudos. São Paulo, 1983, p. 223-244. LACAN, Jacques. “A direção do tratamento e os princípios do seu poder”. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1958/1998, p. 591-652. LAURENT, Eric. “O analista cidadão”. Curinga Psicanálise e saúde mental, Escola Brasileira de Psicanálise, Minas Gerais, n. 13, p. 12-19, 1999. GONÇALVES, Marcos. ”Mussolini e a ascensão do fascismo”. História, v.2, p. 879 - 886, 2009. MORTATTI, Caio Marcos, MIRANDA, Sílvia Helena Galvão, BACCHI, Mirian Rumenos Piedade. “Determinantes do comércio Brasil-China de Commodities e produtos industriais: uma aplicação vecm”. Economia Aplicada, v.15, p. 311 - 335, 2011. SILVA, Andrey Assis. “Uma análise dos dados macroeconômicos do governo lula e dilma: um estudo de crescimento econômico”. Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Federal De Ouro Preto Instituto De Ciências Sociais Aplicadas Departamento De Ciências Econômicas, Minas Gerais, 2018. VIVIANI, Alejandro. Considerações sobre o dinheiro na psicanálise. Ide, vol.37, n°58. São Paulo, jul.2014 ZIZEK, Slavoj. Um Mapa da Ideologia. São Paulo: Contraponto, 1996.
1179 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Roda terapêutica das pretas Ana Carolina Barros Silva; Clínica. Política. Racismo. Adoecimento. Saúde Mental. População Negra. A Roda Terapêutica das Pretas, desde a sua fundação, no ano de 2016, carrega em sua existência e resistência uma denúncia: o adoecimento psíquico do povo negro, pobre e periférico é um projeto político. Escolhemos escutar, cuidar e acolher mulheres negras moradoras de bairros periféricos da cidade de São Paulo como um posicionamento clínico, ético e político. O mesmo posicionamento perpassa também as decisões acerca da composição do nosso corpo clínico: somos psicólogas negras implicadas na luta antirracista que compreendem o afeto, o cuidado e a atenção à saúde mental como questões políticas, pautas de luta e militância diária, além de ferramentas de produção de novos horizontes possíveis para o nosso povo. Nesse sentido, a Roda Terapêutica das Pretas acredita que para construir outros sentidos e lógicas de dinâmicas sociais, precisamos estar, ao mesmo tempo, comprometidas com a clínica, bem como com a luta política por transformação social e igualdade radical. HOOKS, bell. All about love: New visions. Harper Perennial, 2001. HOOKS, bell. Salvation: Black people and love. Harper Perennial, 2001 HOOKS, bell. Love as the practice of freedom. In: Outlaw Culture. Resisting Representations. Nova Iorque: Routledge, 2006, p. 243–250. SILVA, Ana Carolina Barros. Por uma utopia para as crianças africanas: a incidência do desejo do outro na posição do sujeito na escola. 2019. 249 f. Tese (Doutorado) - Curso de Educação, Linguagem e Psicologia, Universidade de São Paulo / Université Paris VIII, São Paulo, 2019.
1180 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta CAPS II CaisMental Centro Nilson Sibemberg; Reforma psiquiátrica, CAPS, clínica, política, laço social. Este texto propõe uma reflexão sobre as condições históricas da criação de um CAPS II, o CAPS Caismental Centro, de Porto Alegre nos primeiros anos da reforma psiquiátrica brasileira, na tensão entre as esferas do poder político, da administrativo e clínico. Aborda também os princípios fundantes que nortearam a estruturação de uma equipe interdisciplinar e a elaboração dos dispositivos institucionais e clínicos que viriam constituir o modo de funcionamento deste equipamento público de atenção psicossocial. ANDRADE, Oswald. A utopia antropofágica. São Paulo: Globo, 1995. ARBEX, Daniela. Holocausto Brasileiro. Rio de janeiro: Intrínsica, 2020. BASAGLIA, Franco. A instituição negada. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1985. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. I Conferência Nacional de Saúde Mental. Relatório final. Ministério da Saúde, Brasília, 1987. ______. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria GM/MS n 336, de 19 de Fevereiro de 2002. Diário Oficial da União, Brasília (DF),9 de fev. 2002. CAMPOS, Gastão Wagner se Souza, et al. A aplicação do método Paideia no apoio institucional, no apoio matricial e na clínica ampliada. In: Interface 2014; 18 Supl 1: 983-95 FIGUEIREDO, Ana Cristina. A construção do caso clínico: uma contribuição da psicanálise à psicopatologia e à saúde mental. In: Revista latino-americana de psicopatologia fundamental, vol.7, n 1, São Paulo, 2004. FREUD, Sigmund. ]. Notas psicanalíticas sobre um relato autobiográfico de um caso de paranoia (Dementia Paranoides) (1911). In: ____, Edição Standard Brasileira das Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1977. GOFFMAN, Erving. Manicômios, prisões e conventos. São Paulo: Perspectiva, 1987. LACAN, Jacques. O Seminário, livro 3: As psicoses [1955-1956]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997. NOMINÉ, Bernard. Sobre identidade e identificações. São Paulo: Blucher, 2018. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE 1990. Organização Mundial da Saúde. Declaração de Caracas. Caracas. SIBEMBERG, Nilson; SILVA, Maria Cristina. Notas de um percurso inacabado. In: Revista 1 do CAIS MENTAL CENTRO, nov. 2006, Porto Alegre, p. 10. TESTA, Mario. Pensar em saúde. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.
1181 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Miséria, dialética e libertação David Pavón Cuéllar;Ian Parker;Paulo Beer; Psicanálise. Miséria. Revolução. Este artigo argumenta que Freud não aceitou a esfera da “psicologia” como algo dado, que poderia ser conhecido objetivamente. Tampouco ele a via como algo unitário que seria sempre o mesmo e em qualquer pessoa. Ao invés disso, ofereceu ideias valiosas sobre a natureza humana da miséria enquanto algo histórico, sobre o processo dialético através do qual podemos entender a miséria como algo condensado em sintomas, e sobre a relação entre compreensão e libertação. Nós argumentamos que a psicanálise precisa ser recriada por nós enquanto uma ferramenta de trabalho radical sobre a subjetividade para derrubar as condições existentes. Argumentamos em favor de uma compreensão dialética da psicanálise como uma ferramenta e um resultado; essa ferramenta é o resultado das elaborações teóricas de Freud e seus seguidores, que nos permitiram usá-la para um trabalho radical na clínica e em movimentos de libertação. Ela torna possível uma “subjetividade revolucionária”, um “sujeito revolucionário”.
1182 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta O cartaz #elenão como etiqueta comunicacional e de insurgência Gustavo Souza Santos; Mobilização social, Rede, Insurgência, Estética, Mídia Em setembro de 2018, o movimento #EleNão se difundiu pelos 27 distritos brasileiros e algumas cidades do exterior em protesto contra a agenda política do então candidato à presidência da República Jair Bolsonaro. Um cartaz de origem digital, amplamente difundido nas redes sociais e em materiais gráficos, com a vocalização Ele Não tornou-se a etiqueta de insurgência para a mobilização em rede. A proposta do trabalho foi refletir esta perspectiva considerando a enunciação de vocabulários, palavras de efeito e estéticas políticas nas mobilizações contemporâneas e suas possíveis relações com os sujeitos, sua agência e os espaços de mobilização reticulada. BRANDÃO, C. R. A primeira. Walter Benjamin. A dívida solidária com o passado. In: _________. Memória Sertão: cenários, cenas, pessoas e gestos nos sertões de João Guimarães Rosa e de Manuelzão. São Paulo: Cone Sul; Uberaba: Editora Uniube, 1998. p. 27-34. BRANDÃO, C. R. A vida reinventada: movimentos sociais e movimentos ambientalistas. In: PESSOA, J. M. (Org). Saberes de nós: ensaios de educação e movimentos sociais. Goiânia: UCG, 2004. p.43-120 CARTER, P. Living in a new country: history, travelling and language. Londres: Faber and Faber, 1992. CASTELLS, M. O poder da identidade. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2008. CASTELLS, M. Redes de indignação e esperança: movimentos sociais na era da internet. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. GOHN, M. G. Movimentos sociais e redes de mobilizações civis no Brasil contemporâneo. Petrópolis: Vozes, 2010. HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. Rio de Janeiro: DP & A, 2006. LEMOS, A. Cibercultura. Tecnologia e vida social na cultura contemporânea. 7. ed. São Paulo: Sulina, 2015. LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2000. MARTÍN-BARBERO, J. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Tradução de Ronald Polito e Sérgio García Canclini. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2001. RANCIÈRE, J. A partilha do sensível: estética e política. Tradução de Mônica Costa Netto. São Paulo: Editora 34, 2009. SANTOS, G. S.; CUNHA, M. G. C. As Territorialidades Insurgentes do Gigante Desperto: Jornadas de Junho de 2013 no Brasil e suas Dinâmicas Territoriais. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, v. 35, p. 37-48, 24 jul. 2018. SILVA, R. R.; MARTINS, B. G. A emergência do cartaz nas Jornadas de Junho: excesso de palavras e políticas da escrita insurgente. Mídia e Cotidiano, Rio de Janeiro, v. 12, n. 3, p. 142-162, dez. 2018. TOURAINE, A. O sujeito como movimento social. In: ________. Crítica da modernidade. Tradução de Elia Ferreira Edel. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 2009. p. 247-268.
1183 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Descentralização da gestão financeira da educação básica João Uarinhenga;Rosenilton Silva de Oliveira; Financiamento da Educação Básica, administração financeira, descentralização da gestão financeira, infra-estrutura escolar. O objetivo deste artigo é refletir sobre o modo pelo qual o Estado angolano tem desenvolvido seu projeto de descentralização da gestão do ensino, especificamente no que tange a administração dos recursos financeiros com vistas a efetivação dos objetivos gerais da educação nacional, preconizadas na legislação. Partiu-se da revisão bibliográfica, análise documental e da pesquisa-ação, tendo como campo empírico de observação o município do Lubalo (Província da Lunda-Norte, Angola). Argumentou-se que tal perspectiva é benéfica para a consecução de projetos locais que visem a superação das desigualdades, nomeadamente aquelas do campo educacional, como demonstram os dados da cidade do Lubalo. As considerações finais apontam para o fato de que, no contexto estudado, a efetivação de uma administração descentralizada, embora salutar, esbarra em dois desafios estruturantes: as limitações orçamentárias e a política de distribuição de recursos a partir de uma classificação prévia dos municípios que favorece as regiões que possuem maior infraestrutura. DME. ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE LUBALO. Perfil Municipal de Lubalo. Lubalo: Administração Municipal de Lubalo, 2013. _____. ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE LUBALO. Plano de Desenvolvimento de Lubalo, 2013-2017, 2013. _____. ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE LUBALO. Relatório das actividades desenvolvidas durante o 1º trimestre 2018, 2018. _____. ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE LUBALO. Relatório de Balanço de 2014.Lubalo: Administração Municipal de Lubalo, 2015. _____. ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE LUBALO. Relatório de Balanço de 2015.Lubalo: Administração Municipal de Lubalo, 2016. _____. ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE LUBALO. Relatório de Balanço de 2016. Lubalo: Administração Municipal de Lubalo, 2017. ANGOLA. Decreto Presidencial nº 202/19, Lei da Administração local do estado. _____. Decreto Presidencial nº 89/20. Aprova estatuto orgânico da Administração municipal do Lubalo, 2020. _____. MAT – Divisão Política Administrativa da República de Angola (2017) _____. Resultados Preliminares do Recenseamento Geral da População e habitação. Luanda: INE, 2016. _____. Lei n.º 17/2016, de 4 de Abril- Lei de bases do Sistema de Educação -Diário da República. Assembleia Nacional, Iª Série, Nº 65. Luanda: Imprensa Nacional. BENEDITO Santos Narciso dos. Centralização, Autonomia e Diversidade nos Sistemas Educativos de Angola e Portugal. Portugal, Edições Cosmo. 2012. BRÁS Chocolate. Papel da Escola na Formação para a Cidadania em Angola. Luanda, Edições Eco7. 2018. CANOTILHO, G. J. J.- MOREIRA, V. Constituição da República Portuguesa Anotada. Coimbra Editora, vol. I e II, 2014. FEIJÓ Carlos; PACA Cremildo. Direito Administrativo. Luanda: Mayamba, 2017. HOBSBAWM, E. L. Invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984. INE. Resultados Definitivos do Recenseamento Geral da População e Habitação de Angola 2014, Luanda, Instituto Nacional de Estatística, 2016. IZAR, Juliana Gama. O Ensino Superior em Angola e no Brasil: A cooperação Acadêmica entre a Universidade Lueji ANkonde (ULAN) e a Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP). São Paulo, 2016. LIBERATO, Ermelinda. Avanços e retrocessos da educação em Angola. Revista Brasileira de Educação v. 19 n. 59 out.-dez. 2014, pp 1003-1031. LOPES M. Carlos; SANTOS Belisário dos. Angola 10 anos de Desconcentração e Descentralização Administrativa. Luanda, Ministério da Administração do Território. 2015. MANUAL DE INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS DE ORGANIZAÇÃO DO ESTADO. República de Angola Órgãos Auxiliares do Presidente da República Casa Civil. (2019). NETO Silva Burity António. Reflexões sobre o Processo de Formação Sustentada de Angola. Luanda, s/c/e. 2008. PAXE, Isaac Pedro Vieira. Políticas educacionais em Angola: desafios de direito à educação. São Paulo: Universidade de São Paulo. Tese doutorado, 2014. PILETTI, C.; PILETTI, N. História da Educação: de Confúcio a Paulo Freire. São Paulo: Contexto, 2018. PNUD/Angola. Os desafios pós-guerra. Luanda: Nações Unidas, 2002. TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 443-566, Set/dez, 2005. VEIGA, M. V. A Educação Hoje: a realização integral e feliz da pessoa humana. Portugal, Editorial Perpétuo Socorro, 2012, 8 ed. VERDUGO, Osvaldo. La Descentralización Educativa y la profesión docente. In: CASASSUS, Juan et al. La descentralización educativa. Lima: Terea, 1992. p. 57-63.ZAU, F. A. Educação em Angola: novos trilhos para o desenvolvimento. Luanda: Movilivros, 2009.
1184 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Desafios freireanos Silvana Bezerra de Castro Magalhães; educação, pensamento freireano, democracia, violencia, educação dialógica O presente artigo é um ensaio teórico interdisciplinar, que se propõe a discutir as bases atuais da sociedade (anti) democrática brasileira e como esta engendra relações autoritárias e violentas. O contexto atual brasileiro tem sinalizado um quadro assustador marcado por relações violentas e antidemocráticas nos mais diversos setores sociais. Discute-se, a partir dessa problemática tão atual, os conceitos de democracia e sociedade democrática como base necessária para a construção de relações dialógicas na sociedade como um todo, e especificamente no contexto pedagógico educacional. Apresenta uma discussão a partir do pensamento freireano e suas amplas e pertinentes dimensões das relações dialógicas e antidialógicas que podem ser construídas na sociedade, em contraposição à relações baseadas na violência e nos silenciamentos de determinados setores sociais cada vez mais invisibilizados. Discute-se, em diálogo com outros autores, os conceitos de Liberdade, utopia e humanização como possibilidades de transformação e luta em tempos de violência e ódio. ARENDT, H. Entre o passado e o futuro. 4. Ed. São Paulo: Perspectiva, 1997. ARROYO, Miguel. Educação em tempos de exclusão. In: GENTILI, Pablo e FRIGOTTO, G. (orgs.). A cidadania negada. 2.ed. São Paulo: Cortez, 2001. BORON, A. Estado, capitalismo e democracia na América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994. BUBER, M. Do diálogo e do dialógico. São Paulo: Perspectiva. 1982. CALVINO, Í. O visconde partido ao meio. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. CARRANO. P. Juventudes: as identidades são múltiplas. Movimento: Revista da Faculdade de Educação da UFF. Rio de Janeiro: DPeA. N.1; p.11, maio 2000. COUTINHO, C. A democracia na batalha das ideias e nas lutas políticas do Brasil de hoje. In: FAVERO, O e SEMERARO, G. (orgs.). Democracia e construção do público no pensamento educacional brasileiro. Petrópolis; Vozes, 2002. FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. 19ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989. FREIRE, P. Pedagogia da Esperança.5ed. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1998. FREIRE, P. Pedagogia da Indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 2000. FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 30ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001a. FREIRE, P. Extensão ou comunicação? 11.ed. Rio de Janeiro: Paz e terra, 2001b. FREIRE, P. Pedagogia da Solidariedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014. FREIRE, P. Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015. HELLER. A. O cotidiano e a história. 3. Ed. Rio de janeiro: Paz e terra, 1989. HELLER. A. Sociologia de la vida cotidiana. 3 ed. Barcelona: Ediciones Peninsula, 1991. MISOCZKY, M. C. A.; MORAES, J.; FLORES, R. K. Bloch, Gramsci e Paulo Freire: referências fundamentais para os atos da denúncia e do anúncio. Cadernos EBAPE. v.7, nº 3, artigo 4, Rio de Janeiro, setembro, 2009. SANTOS, J. V. A violência como dispositivo de excesso de poder. Sociedade e Estado. Brasília, v. 10, n. 02. P. 281 à 298, jul/dez. 1995. TORRES, C. Democracia, educação e multiculturalismo: dilemas da cidadania em um mundo globalizado. Petrópolis: Vozes, 2001.
1185 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Origem e constituição histórica das devoções santeiras em Minas Gerais João Valdir Alves de Souza; Devoções santeiras, catolicismo popular, festas religiosas, Minas Gerais, romanização do catolicismo É entendimento corrente o fato de a sociedade brasileira ser predominantemente católica. Esse catolicismo, contudo, é historicamente marcado por dois subsistemas que disputam espaços de poder e influência: um institucional, centrado nos sacramentos e na mediação do clero, e outro popular, de corte devocional, centrado no culto aos santos. Essas devoções santeiras resultaram basicamente da ação dos próprios colonizadores que vieram para o Brasil trazendo sua fé, seus santos e respectivas crenças, festas, promessas e penitências. Longe do catolicismo institucional e dos regulamentos do Vaticano, essas práticas religiosas diversificaram-se ainda mais quando se fundiram com elementos religiosos de indígenas e africanos. Em Minas Gerais, onde as ordens religiosas foram proibidas de se instalar ao longo do século XVIII, foram criadas ordens terceiras, irmandades e associações religiosas de toda espécie. Isso fez com que frutificasse um catolicismo leigo ou catolicismo popular que coube ao Vaticano tentar enquadrar, sobretudo a partir do final do século XIX, naquilo que ficou conhecido como “romanização do catolicismo”. AZZI, Riolando. “O início da restauração católica em Minas Gerais: 1920-1930”. Síntese, v. 5, n. 14, set-dez. 1978, p. 65-91. ____. A cristandade colonial: um projeto autoritário. São Paulo: Paulinas, 1987. BARBOSA, Waldemar de Almeida. Dicionário Histórico-Geográfico de Minas Gerais. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1995. BOSCHI, Caio César. 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1186 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta Mortalidade infantil em municípios da microrregião da Serra Geral, Minas Gerais Warlleis Souza Santos;João Victor Leite Dias;Herton Helder Rocha Pires; Mortalidade Infantil, Saúde Pública, Fatores de Mortalidade Vários indicadores de saúde têm sido utilizados como instrumento para o monitoramento da qualidade de vida das populações. Entre estes indicadores, a taxa de mortalidade infantil é um dos principais, pois revela a qualidade dos serviços de saúde, saneamento básico e educação de uma determinada região. Essa taxa é apresentada por meio de dados epidemiológicos que quantificam as mortes no primeiro ano de vida, dentre todos os nascidos vivos no mesmo espaço de tempo. O presente trabalho avaliou a mortalidade infantil nos 16 municípios que integram a microrregião da Serra Geral de Minas Gerais, localizada em sua totalidade no norte do estado. O estudo foi do tipo ecológico, realizado sob uma perspectiva observacional com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados no período de 2008 a 2016, mostrando que 469 crianças morreram. A maioria dos óbitos ocorreram em crianças do sexo masculino, após o parto, no período neonatal e em ambiente hospitalares. As principais causas de mortalidade foram afecções perinatais e as malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas. Os municípios que apresentaram maior taxa de mortalidade infantil foram Pai Pedro e Manga, sendo esta taxa considerada como média, conforme classificação da Organização Mundial de Saúde. Os resultados mostraram que mesmo com diminuição nas taxas de mortalidade infantil nos municípios da microrregião da Serra Geral, ainda existem óbitos infantis por causas evitáveis. Tal fato pode sinalizar a necessidade de investimentos na assistência à saúde nesta região. ALMEIDA, W. da S. de; SZWARCWALD, C. L. 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1187 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta O catador de materiais recicláveis no município de Ponta Grossa, Paraná Reidy Rolim de Moura;Karoline Dutra Szul;Thais Sanson Sene; Catadores, Política Pública, Questão Ambiental, Vulnerabilidade Social, Resíduos Sólidos A política pública social constitui-se em um dos pilares do Estado e volta-se para a provisão de recursos destinados a ações redistributivas que possibilitem meios de subsistência hábeis a alcançar e garantir equidade mínima na sociedade. Nesta ótica, o presente trabalho busca trazer uma reflexão acerca da aplicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no município de Ponta Grossa/PR em relação aos catadores de materiais recicláveis da Associação de Recicladores Rei do Pet (ARREP). A partir de uma revisão bibliográfica e documental, com a coleta de dados nos bancos da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa-PR e aplicação de questionário semi-estruturado aos associados da ARREP, passou-se à confrontação de tais dados com os critérios da PNRS quanto à segurança alimentar, acesso a benefícios sociais e rede de atendimento municipal, os quais demonstraram como resultados a vulnerabilidade dos associados e como a aplicação da PNRS ainda é frágil e desarticulada no município de Ponta Grossa-PR, pois os catadores ainda enfrentam dificuldades primárias, como o baixo rendimento a partir da venda dos materiais e a ausência de autonomia da associação frente ao poder público, as quais obstam o pleno acesso a direitos e à cidadania. ABRANCHES, Sergio H. Política social e combate à pobreza: a teoria da prática. In: ABRANCHES, S., ARANTES, B. O.; BORGES, L. O. Catadores de materiais recicláveis: cadeia produtiva e precariedade. 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1188 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta As palavras da selva Daysi Tatiana Andrango Quisaguano; Indígena. Petróleo. Risco. Selva. Testemunho Neste livro, os autores apresentam uma profunda avaliação psicossocial do impacto das explorações petroleiras e de seus efeitos sobre a vida das comunidades Amazônicas do Equador ao longo da operação da empresa Texaco. A obra, apresenta a luta histórica por respeito à natureza e às comunidades. Eles trazem um modelo de análise no território com trabalho de campo, conversando com cada um dos afetados e visitando os cenários de contaminação. O livro também argumenta as análises com revisão de documentação da época, com imagens, enquetes e depoimentos com uma perspectiva cronológica até 2009. Mas é necessário, pois, pensar que o enclave econômico pela exploração do petróleo tem consequências ao logo da vida. O livro analisou até 2009, mas no momento de escrever a resenha, as crises seguem com a mesma magnitude. BECERRA, S., PAICHARD, E., STURMA, A., & LAURENCE, M. Vivir con la contaminación petrolera en el Ecuador: Percepciones sociales del riesgo sanitario y capacidad de respuesta. Líder: revista labor interdisciplinaria de desarrollo regional, n. 23, p. 102-120, 2013. BERISTAIN, C; PÁEZ, R; FERNÁNDEZ, I. Las palabras de la selva: Estudio psicosocial del impacto de las explotaciones petroleras de Texaco en las comunidades amazónicas de Ecuador. Bilbao [Spain]: Instituto de Estudios sobre Desarrollo y Cooperación Internacional, [2009], 2009. DEL ECUADOR, Asamblea Constituyente. Constitución de la República del Ecuador. Quito: Tribunal Constitucional del Ecuador. Registro oficial Nro, v. 449, 2008. EN ACCIÓN, Ecologistas. La Iniciativa ITT-Yasuní. Un ejemplo de cómo transitar hacia un mundo sin calentamiento global, biodiverso y basado en energías renovables. Ecuador: Ecologistas en Acción, 2011. SAN SEBASTIÁN, Miguel; ARMSTRONG, Ben; STEPHENS, Carolyn. La salud de mujeres que viven cerca de pozos y estaciones de petróleo en la Amazonía ecuatoriana. Revista Panamericana de Salud Pública, v. 9, p. 375-383, 2001.
1189 rds v. 26 n. 2 (2020): Movimentos sociais, sofrimento e conflito: por uma escuta que potencialize a luta A simplicidade, também, constrói culturas e distingue a personalidade social entre gêneros Denise Figueiró Mendes; Resenha Qual é o papel do homem e qual é o papel da mulher numa sociedade? Que comportamentos esperamos e desejamos que um homem e uma mulher apresentem? Qual ou quais comportamentos seriam apropriados a ambos? Deveriam estes comportamentos serem, desejavelmente, distintos devido às diferenças entre os gêneros? Partindo dessas questões, meu propósito é resenhar a grande obra Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas (1969), escrita pela antropóloga norte-americana Margaret Mead (1901-1978), no qual a autora traz a ideia da simplicidade com que o homem constrói sua cultura e como essa cultura pode enredar segurança e compreensão sobre os papeis dos homens e das mulheres. MEAD, Margaret. Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas, 1969. 275 p. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/1219?show=full Acesso em: 25/08/2020.
1193 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas “Pernadas nas ruas” Igor Monteiro Silva;Ricardo César Carvalho Nascimento; Capoeira. Ginga. Espaço público. Cidades e Ocupações urbanas. O presente artigo objetiva refletir sobre a capoeira enquanto produção da margem, considerando-a não apenas sob quaisquer determinismos sociais ou geográficos, mas como uma “situação limite” (AGIER, 2015) que enseja precipitações políticas, ações produzidas por coletivos de sujeitos que interpelam as dimensões de “ordenamento” e “prescrição” dos mundos urbanos planejados a partir e para as “centralidades” e seus sujeitos; que criticam a sustentação de usos, sentidos e relações considerados hegemônicos, dominantes ou legítimos. Para tanto, mobilizando pesquisas etnográficas, os bairros Serrinha (Fortaleza, Ceará, Brasil) e Padre Cruz (Carnide, Lisboa, Portugal) são tomados como espaços privilegiados reflexão. AGAMBEN, Giorgio. Profanações. São Paulo: Boitempo, 2007. AGIER, Michel. Antropologia da cidade: lugares, situações, movimentos. São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2011. ________. “Do direito à cidade ao fazer-cidade: o antropólogo, a margem e o centro”. Mana [online]. vol.21, n.3, pp.483-498, 2015. ASSUNÇÃO, Matthias Rohrig. Capoeira. The history of an Afro-brazilian martial art. Routledge: London, 2005. BERTELLI, Giordano B. “Errâncias racionais: a periferia, o rap e a política”. IN: ___________; FELTRAN, Gabriel. (Orgs.). Vozes à margem: periferias, estética e política. São Carlos: EdUFSCar, 2017. BRAZ, Vanda Sofia. “Experiência sociodesportiva e a criação colaborativa de uma praça comunitária num bairro de Carnide”. Lusíada. Intervenção Social, Lisboa, n.º 47/48, p. 215-233, 2016. BUTLER, Judith. Corpos em aliança e a política das ruas. Notas para uma teoria performativa de assembleia. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2018. CALDEIRA, Teresa Pires do R. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34, 2000. ________________________. “Qual a novidade dos rolezinhos? Espaço público, desigualdade e mudança em São Paulo”. Novos estudos CEBRAP, n. 98, p. 13-20, 2014. DE CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano: 1 artes de fazer. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996. DOWNEY, Greg. Learning capoeira: lessons in cunning from an afro-brazilian art. New York: Oxford University Press, 2005. GILROY, Paul. O atlântico negro: Modernidade e dupla consciência. São Paulo, Editora 34, 2001. HARVEY, D. “Do gerenciamento ao empresariamento: a transformação da administração urbana no capitalismo tardio”. Espaço & Debates, São Paulo, Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos, 39, p. 48-64, 1996. JACQUES, Paola Berenstein. Elogio aos errantes. SciELO-EDUFBA, 2012. ______________________. “Zonas de tensão: em busca de micro-resistências urbanas”. Corpocidade: debates, ações e articulações. Salvador: EDUFBA, p. 106-119, 2010. LEFEBVRE, Henri. A Revolução Urbana. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1999, 178p. LEITE, Rogerio Proença. “A inversão do cotidiano: práticas sociais e rupturas na vida urbana contemporânea”. Dados-Revista de Ciências Sociais, v. 53, n. 3, p. 737-756, 2010. NASCIMENTO, Ricardo; MONTEIRO, Igor. “Capoeira, Cidade e Cultura: notas etnográficas sobre ocupações criativas em Fortaleza-CE”. O Público e o Privado, nº 29, jan/jun, 2017. NASCIMENTO, Ricardo César Carvalho. “Dialéticas da ginga: performances dos corpos subalternos em movimento”. Sociedade e Cultura, v. 22, n. 2, 2019. PALLAMIN, Vera. “Apresentação”. IN: BERTELLI, Giordano B; FELTRAN, Gabriel. (Orgs.). Vozes à margem: periferias, estética e política. São Carlos: EdUFSCar, 2017. PIRES, Antônio Liberac C. S. Movimentos da cultura afro-brasileira – a formação histórica da capoeira contemporânea (1890-1950). Campinas/SP: tese de doutorado, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, 2001. RANCIÈRE, J. Le partage du sensible, esthétique e politique. Paris: La fabrique, 2000. SILVA, Igor Monteiro. “A roda como ‘agir urbano’: reflexões sobre capoeira e cidade a partir da praça João Gentil, Gentilândia – Fortaleza/CE”. Capoeira-Humanidades e Letras, v. 4, n. 2, p. 35-61, 2018. SOARES, C. E. L. A capoeira escrava e outras tradições rebeldes no Rio de Janeiro (1808-1850). Campinas: Ed. da UNICAMP, 2001. REIS, Letícia Vidor de Souza. O mundo de pernas para o ar: a capoeira no Brasil. São Paulo: Publisher Brasil, 2000. VIEIRA, Luiz Renato & ASSUNÇÃO, Matthias R. “Mitos, controvérsias e fatos: construindo a história da capoeira”. Estudos Afro-Asiáticos (34), 81-121, dez. de 1998. VIEIRA, Luiz Renato. O jogo da capoeira: corpo e cultura popular no Brasil. Sprint, 1996.
1194 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Pensar e fazer cidades Daniela Felix Martins; Arte da performance. Composição urbana. Espaço público. Democracia. Sociologia da Arte. O artigo tem por objetivo apresentar a arte da performance como um agenciamento/assemblage que, ao recuperar a condição de multiplicidade e de inter-relações nas cidades, participa da emergência de um espaço público possível. Isto é, enquanto uma prática minoritária, a arte da performance re-articula os sentidos hegemônicos instituídos nos espaços, por meio da instauração de situações artísticas, que exploram a cidade como a esfera na qual distintas trajetórias coexistem. Assim, a arte da performance pode ser compreendida como contestação e possibilidade de instauração de comunidades políticas. E consequentemente, “experimentar a cidade” se transforma em um processo de “fabricação da cidade”, que por sua vez, pode ser encarada não como um dado, mas como uma composição, algo por fazer, na qual sentidos em latência são atualizados no evento performático. Esses elementos foram reunidos a partir da realização de pesquisa empírica junto ao grupo Corpos Informáticos e suas ações na cidade de Brasília. DELEUZE, G. & Guatarri, F. Mil Platôs. Vol.1 São Paulo: Editora 34, 1995. DELEUZE, Gilles; PARNET, Claire. Diálogos. Lisboa: Relógio D’Água Editores, 2004. DELEUZE, Gilles. A ilha deserta e outros textos: textos e entrevistas (1953-1974). São Paulo: Ilumi- nuras, 2006. _____________O que é a Filosofia?.Rio de Janeiro: Ed. 34, 2010. DEWEY, John. The Public and its Problems. 12. ed. Ohio: Ohio University Press, 1991. GOFFMAN, Ervin. A representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis: Vozes, 1985. ________. Frame analysis: an essay on the organization of experience. Boston, Northeastern Uni-versity Press, 1986. ________. Comportamentos em Lugares Públicos: Notas sobre a organização social dos ajuntamentos, Petrópolis: Vozes, 2010. HEINICH, Nathalie. The Glory of Van Gogh: an anthropology of admiration. Princeton: Princeton University Press, 1996. _________. A sociologia da arte. Bauru-SP: EDUSC, 2001. _________. “As reconfigurações do estatuto de artista na época moderna e contemporânea”. Revista Porto Arte, v.13, n.22,p.137-147, 2005 . _________. “A arte contemporânea exposta às rejeições: contribuição a uma sociologia dos valores”. Observatório, n. 12, p. 77-91, 2011. _________. “Práticas da arte contemporânea: uma abordagem pragmática a um novo paradigma artístico”. Sociologia&Antropologia, v. 04, n.2, p. 273-390, 2014. LATOUR, Bruno. “On technical mediation - philosophy, sociology, genealogy”. Common Knowledge, v. 3, n. 2, p. 29-64, 1994. ____________”Whose Cosmos, Which Cosmopolitics? Comments on the Peace Terms of Ulrich Beck”. Common Knowledge, v. 10, n. 3, p. 450-462, 2004. ____________.”Como falar do corpo? A dimensão normativa dos estudos sobre a ciência”. In: NUNES, J. A.; ROQUE, R. (Org.). Objetos impuros: experiências em estudos sociais da ciência. Porto, Afrontamento, 2007, p. 40-61. _________.”O que é iconoclash? Ou, há um mundo além das guerras de imagem?” Horizontes antropológicos, v. 14, n. 29, p. 111-150, 2008 . _________. “Reflections on Etienne Souriau’s Les Modes d’existence”. In: HARMAN; BRYANT; SRNICEK (Org.). The Speculative Turn Continental Materialism and Realism, Melbourne, 2011, p. 304-333. _________. Reagregando o social: uma introdução à teoria Ator-Rede. Salvador: EDUFBA, 2012. _________. Investigacion sobre los modos de existencia:una antropologia de los modernos. Buenos Aires: Paidos, 2013. _________. “Uma sociologia sem objeto?” Revista-Valise, v. 5, n. 10, p. 165-187, 2015 __________. “Paris, Cidade Invisível: O Plasma”. Ponto Urbe, n.5, p. 1-7, 2009 MASSEY, Doreen. Pelo espaço: uma nova política da espacialidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008. MEDEIROS, Bia & AQUINO, Fernado. “Kombi, Kombeiro, Kombunda e Bundalelê na Kombi.” Performance e Memória Anais do VII Congresso da Abrace – Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas, Porto Alegre, 2012 [Consult. 23/09/2018] Disponível em URL: http://www.portalabrace.org/viicongresso/completos/ territorios/Maria_Beatriz_MEDEIROS_Kombi_Kombeiro_Kombunda_e_Bundalel___- na_Kombi.pdf MEDEIROS, Bia& ALBUQUERQUE, Natasha. “Composição urbana: surpreensão e fuleragem”. Palco Giratório: circuito nacional. v. Il Rio de Janeiro: SESC, 2014 MEDEIROS, Maria Beatriz de. “Suggestions of concepts to reflect on contemporary art based on the theory and practice of the Corpos Informáticos Research Group”. Art Research Journal, v. 4, n. 1, p. 33-47, 2017. SANSI-ROCCA, Roger. Art, anthropology and the gift. London: Bloomsbury, 2015. STENGERS, Isabelle. “A proposição cosmopolítica.” Revista do Instituto de Estudos Brasileiros,n. 69, p. 442-464, 2018.
1195 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Riscar a cidade em gestos e rastros, caminhadas e imagens Alice Diógenes Olimpio Dote Sá; Escritas urbanas. Cidade. Imagem. Caminhar. Fortaleza. O fazer do coletivo Narrativas Possíveis, de Fortaleza/CE, transmuta-se na pesquisa Cidade Caminhante, na qual, através do caminhar, buscamos o encontro com escritas urbanas (frases e palavras deixadas nas superfícies da cidade em forma de pixação, estêncil, lambe-lambe). Mobilizamos, para tal, uma combinatória de métodos-táticas de pesquisa: caminhada, fotografia, audiovisual e desenho. No presente artigo, partilhamos duas das caminhadas realizadas no Centro de Fortaleza/CE, no intuito de, através dos encontros com tais imagens, pensar as maneiras pelas quais operam na cidade. Percebendo a relação entre o que a escrita urbana faz e o que diz, entendemos que o que está em jogo nessas imagens não é somente o que se risca, mas o próprio gesto, contido no rastro e nele prolongado, de riscar a cidade — o que configura, também, um modo de percebê-la, de “desarquivar” tal gesto através do olhar. Entre gestos e rastros, as escritas urbanas, carreguem elas frases “de amor” ou “de protesto”, configuram-se como um agir urbano de potência micropolítica, ao inventar táticas de existência na cidade, tais quais o próprio percorrer, perceber e habitá-la de outras maneiras. AGAMBEN, Giorgio. Arte, Inoperatividade, Política. In: Crítica do Contemporâneo. Conferências Internacionais Serralves 2007. Porto, Portugal: Fundação Serralves, 2007a. AGAMBEN, Giorgio. Kommerell, ou do gesto. In: AGAMBEN, Giorgio. A potência do pensamento: ensaios e conferências. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017. AGAMBEN, Giorgio. Notas sobre o gesto. Revista Artefilosofia. 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1196 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Modos de fazer cidades e resistências Aline Maria Matos Rocha;Lara Denise Silva;Antonio Lucas Cordeiro Feitosa; Cidade. Resistência. Criatividade. Cotidiano. Direito à cidade. Busca-se neste artigo compreender a cidade como espaço, cenário e motor de resistências (Agier, 2011; 2015) a partir da dimensão micro do urbano: o bairro, a vila, a rua. A partir de uma metodologia do tempo compartilhado, da deambulação e inserção nos espaços pesquisados, descrevemos experiências que acontecem em duas cidades: Fortaleza e Juazeiro do Norte, ambas no estado do Ceará, pautando o que une e o que singulariza as iniciativas apresentadas. Nas tramas do cotidiano, resiste-se, entre tantas agressões, à especulação imobiliária, à violência, ao controle do espaço, ao desinvestimento no espaço público. Na busca por compreender as astúcias (Certeau, 1994) daqueles que resistem criativamente, dialogamos com a noção de direito à cidade (Lefebvre, 2001), sentidos de resistência (Scott, 2011). AGIER, Michel. Antropologia da cidade: lugares, situações, movimentos. São Paulo: Terceiro Nome, 2011. ______. “Do direito à cidade ao fazer-cidade: o antropólogo, a margem e o centro”. Mana: Estudos de Antropologia Social, Rio de Janeiro, n. 3, p. 483-498, 2015. ALONSO, Angela. “As teorias dos movimentos sociais: um balanço do debate”. Lua Nova, São Paulo, v. 76, p. 49-86, 2009. ANDRADE, Margarida Júlia Farias de Salles. Fortaleza em perspectiva histórica: poder e iniciativa privada na apropriação e produção material da cidade (1810-1933). Tese (Doutorado - Área de Concentração: História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo) - FAUUSP. São Paulo, 2012. BARTHES, Roland. Fragmentos de um discurso amoroso. 11.ed. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1991. BENNETT, Andy. 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1197 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Toda periferia é um centro Francisco Rômulo do Nascimento Silva;Geovani Jacó de Freitas; Sarau. Ação Coletiva. Poetas. Afetos. Aparecimento. O artigo aborda os encontros-saraus realizados por Poetas de periferia, em Fortaleza, Ceará, Brasil. O anseio por um líder não é mais a tônica, nem defesa de única ideologia sobre a realidade em sua concretude. Este aspecto aparentemente fragmentado das posturas políticas em sociedade é encarado como busca por emancipação, identidade, liberdade e rebeldia. Este artigo tem ainda por objetivo analisar como esses encontros-saraus se organizam como ação coletiva e de que maneira os afetos contribuem para a possibilidade ou não do direito de aparecer. Apresentamos uma escrita política e poética da nossa experiência etnográfica no Sarau da B1, localizado no Conjunto São Cristóvão, Zona Sul da Cidade. A partir da expressão “toda periferia é um centro”, discutiremos as implicações da circularidade, ocupação e as produções da periferia para a periferia que a transformam em centro, assim como apresentaremos a identidade-relação do Poeta. ACHINTE, Adolfo Albán. Prácticas creativas de re-existência basadas en lugar: más allá del arte… el mundo de lo sensible. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Del Signo, 2017. ALEXANDER, Jeffrey. “Ação coletiva, cultura e sociedade civil: secularização, atualização, inversão, revisão e deslocamento do modelo clássico dos movimentos sociais” In: Revista Brasileira Ciências Sociais. [online], vol.13, n. 37, 1998, p.5-31. Disponível: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69091998000200001 BARBOSA, Lia Pinheiro. “Legado e rupturas da Revolução Soviética desde as lutas sociais na América Latina”. Tensões Mundiais, v. 13, n. 24, jan-jun, p. 107-138, 2017. BEZERRA, Roselane Gomes. 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1198 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas Religando ecosoficamente como urgência transepistemática na re-civilização da humanidade Milagros Elena Rodríguez; Desatar. Religar. Re-civilizar. Ecosophy. Humanidade. Como objetivo complexo, a religião é analisada ecooficamente como uma emergência transepistêmica na re-civilização da humanidade. A investigação foi realizada sob estruturas rizomáticas, seguindo um pensamento complexo e transdisciplinar com o método de desconstrução rizomática. Nas conclusões das aberturas religiosas, é necessário voltar a ligar, é importante desligar: afrouxar os laços, é afrouxar e liberar; é se libertar. Assim, descolonização e descolonialidade são projetos por excelência para se dissociar da preeminência ocidental. A ecografia, como a arte de habitar o planeta, leva à re-civilização, re-civilização, às ações do cidadão, que chega ao imaginário, antecipando uma maneira de estar no mundo, de percebê-lo, com uma mudança de ações e uma consciência que promove a unidade na vida. O amor e a sensibilidade devem ser o centro da ação, em prol da preservação da unidade, da valorização das culturas, do aprofundamento do eco-conhecimento na busca por uma educação de excelência e, a partir daí, uma verdadeira humanidade humana. COMINS, Irene. “La Filosofía del Cuidado de la Tierra como Ecosofía. Daimon”. Revista Internacional de Filosofía, v.67, p.133-148, 2016. CORREA, Cecilia. Currículo transdisciplinar y práctica pedagógica compleja: Emergencia y religantes de la educación del siglo XXI. Barranquilla: Universidad Simón Bolívar, 2013. DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Felix. Mille plateaux, Capitalisme et schizophrénie. París: Minuit, 1980. 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1199 rds v. 26 n. 1 (2020): Compondo cidades: engajamentos possíveis entre expressões culturais e mobilizações políticas A Escola Rural Dom Joaquim Silvério de Souza, no Distrito de Conselheiro Mata, Município Diamantina, Minas Gerais Renata Maria Cordeiro;João Dias;Herton Pires; Escola Normal Rural; Política de educação rural; Formação de Professor; Saúde da população rural, saberes e cuidados em saúde; Práticas de Ensino. O objetivo do estudo foi refletir sobre o contexto da implantação da Escola Normal Rural Dom Joaquim Silvério de Souza, no distrito de Conselheiro Mata, município de Diamantina, seu funcionamento e a formação das normalistas para o meio rural. Foi realizada uma pesquisa nas bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, sendo encontradas duas dissertações e duas teses, que foram a base da presente análise. Esta análise pontuou os acontecimentos políticos que estimularam a reestruturação da educação rural, como também a forma como as normalistas eram preparadas para a atuação no meio rural. Foram abordadas questões relativas à renovação teórica e instrumental na formação do professor primário para o meio rural, identificação e compreensão das relações entre práticas tradicionais e práticas escolares de saúde das populações rurais e a investigação das práticas de escrita por meio da análise dos diários produzidos na escola. Esses estudos são de grande valia para os educadores, pois a forma de abordagem das disciplinas faz aparecer particularidades educacionais e sociais de cada época, que podem tentar acobertar as diferenças e diversidades como também incutir pensamentos de acordo com os interesses da política vigente. ALMEIDA, Dóris Bittencourt. Vozes esquecidas em horizontes rurais: história de professores. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2001. Disponível em: . 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Revista Brasileira da Educação, 14, p. 61-88. Disponível em: Acesso em 13.12.2018
1200 rds v. 25 n. 2 (2019) POLÍTICAS DE CULTURA E DIREITOS CULTURAIS NO BRASIL (UMA LEITURA DAS INTERFACES COM O NOVO CONSTITUCIONALISMO E COM O “GIRO DECOLONIAL” NA AMÉRICA LATINA) Maria Dione Carvalho de Moraes;Catarina Nery da Cruz Monte; Políticas Culturais, Direitos Culturais, Novo Constitucionalismo Latino-Americano, Decolonialidade Abordamos o tema das politicas de cultura na relação com os movimentos do novo constitucionalismo latino-americano, e da mirada decolonial na America Latina. O pressuposto é que concepções de Estado-Nação presentes em novos modelos constitucionais latinoamericanos, assim como a visada decolonial, guardam interfaces importantes com as politicas de cultura contemporâneas. Com abordagem metodológica de natureza bibliográfica e documental, os resultados iniciais apontam para a compreensão de que politicas publicas de cultura incorporam estratégias de pensamento e ação com vistas à transformação social e a trazer à tona dimensões da vida social, aparentemente não culturais em um contexto de lutas pelo reconhecimento da diversidade, proteção e garantia de direitos fundamentais, incluindo direitos culturais.
1201 rds v. 25 n. 2 (2019) O COMUNISMO MARXIANO, O DEBATE “REFORMA OU REVOLUÇÃO” E OS PARTIDOS COMUNISTAS BRASILEIROS NO SÉCULO XXI Natália de Paula Narciso Rocha; Comunismo, Revisionismo, Partido Político, Partido Comunista Brasileiro, Partido Comunista do Brasil Com o advento do fim da Guerra Fria e a dissolução da U.R.S.S. os partidos comunistas, ao redor do globo, entraram em uma relativa crise. As táticas, as estratégias e até os princípios foram questionados. No cenário brasileiro ocorre o questionamento interno nos dois principais partidos comunistas; o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Este trabalho pretende contribuir com a discussão acerca das estratégias e táticas dos partidos comunistas no século XXI a partir da experiência dos partidos comunistas brasileiros no sentido de pensar, a partir destas estratégias e táticas, até que pontos estes partidos permanecem fiéis ao comunismo marxiano. Para tanto, é preciso discutir os princípios e o programa do comunismo marxiano, sendo propício rememorar o debate “reforma ou revolução”, de modo a estabelecer os marcos analíticos para a análise. Do ponto de vista metodológico, utiliza-se o histórico recente dos partidos políticos com o poder e analisa-se alguns documentos dos dois partidos sobre estratégias e táticas políticas para responder à questão do trabalho. Trata-se de um estudo exploratório que pode lançar luz sobre o debate, mas que necessita ser complementado por pesquisas mais abrangentes.
1202 rds v. 25 n. 2 (2019) AS (DES) CONTINUIDADES DO TRABALHO NA SOCIEDADE DA PÓS-GRANDE INDÚSTRIA E A VALIDADE DA TEORIA DO VALOR-TRABALHO Roberta Letícia Pereira Silva; Acumulação Flexível, Pós-grande indústria, Trabalho Do rompimento com a lógica industrial taylorista/fordista no final da década de 1970 emerge a sociedade da Pós-grande indústria erigida sobre a dinâmica de produção pautada no conhecimento e na tecnologia e não mais no quantum de trabalho. A flexibilização das relações de trabalhado, acrescidas de uma tendência à desvalorização dos investimentos em capital produtivo somada ainda ao alto salto tecnológico, culminam, pois, em um cenário de desarticulação do operário-massa que se vê diante de uma agravante instabilidade e heterogeneização. O que tem subsidiado o argumento da tese que aponta para o fim da centralidade do trabalho. Em oposição a esta, compartilharemos aqui das interpretações de Ruy Fausto (1989) a partir de sua leitura das postulações marxistas, e de outras contribuições as quais intentam trazer à luz as mutações ocorridas no interior do processo de produção capitalista que demarcam a ruptura com a sociedade industrial, em favor de um movimento de reposicionamento do trabalho e não do deslocamento de sua centralidade.
1203 rds v. 25 n. 2 (2019) A TRANSFERÊNCIA DO RISCO DA ATIVIDADE ECONÔMICA AO EMPREGADO NO CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE INSTITUÍDO PELA REFORMA TRABALHISTA DE 2017 André Freire Galvão;Ricardo Lopes Mendes Júnior; Reforma Trabalhista, Trabalho Intermitente, Risco da Atividade Econômica, Precarização do Trabalho A Consolidação das Leis do Trabalho institui em seu artigo 2º que o risco da atividade econômica recai sobre o empregador. Ocorre que tal garantia pode ser comprometida quando o empregado for contratado pela modalidade trabalho intermitente, instituída pela reforma trabalhista de 2017. Nesta modalidade de contrato de trabalho, a prestação de serviços não é contínua, havendo períodos de inatividade. Desta forma, o empregado apenas trabalha (e recebe proporcionalmente) conforme a necessidade do empregador. O presente estudo investigou se esta forma de contratação deturparia o princípio de que o risco da atividade econômica é assumido por aquele que percebe o lucro, uma vez que nesta modalidade de contratação o empregador somente solicita o labor quando eventual demanda de serviço surge. A metodologia do presente trabalho é bibliográfica, com análise de obras acerca do capital, trabalho e da reforma trabalhista, além de jurisprudências relevantes ao tema. Os resultados da pesquisa demonstram que o trabalho intermitente gera contratos de trabalho precários, que não oferecem nenhuma garantia de renda suficiente para que o obreiro sequer possa realizar a contribuição previdenciária mínima para aposentar-se. O estudo conclui que atrelar o labor à demanda do empregador retira do empregado qualquer garantia de remuneração mínima. Por outro lado, a pesquisa também vislumbra que a garantia de um salário-mínimo independente da demanda ou a alteração da legislação no sentido de restringir esta modalidade de trabalho a atividades que por sua natureza possuem períodos de inatividade, (e.g. casas de festas), tornaria sua aplicação menos predatória ao trabalhador.
1204 rds v. 25 n. 2 (2019) VALORIZAÇÃO DAS NEGOCIAÇÕES COLETIVAS Marina Bezerra dos Santos;Antônio Luiz Nunes Salgado; Reforma Trabalhista, Negociação Coletiva, Sindicalismo, Equilíbrio, Princípios Trabalhistas A Reforma Trabalhista de 2017 estabeleceu a primazia das negociações coletivas sobre o legislado no artigo 611-A da CLT. Buscou-se avaliar o equilíbrio das relações coletivas de trabalho através das alterações implementadas pela Lei 13.467/2017. Seguiu-se o método monográfico realizando revisão da literatura. Verificou-se que a reforma alterou o equilíbrio das entidades coletivas ao retirar a compulsoriedade do imposto sindical. Estabeleceu à Justiça do Trabalho analisar convenções ou acordos coletivos sob o viés civilista, a lei reforça o distanciamento do Direito do Trabalho da matriz de direito público. Ao dirigir a análise para os elementos essenciais do negócio jurídico, em detrimento dos princípios orientadores, a lei insere o direito laboral no rol dos direitos privados. No quadro visto para o sindicalismo brasileiro da atualidade, tem-se o (pseudo) aumento de poder dos sindicatos a fragmentar a aplicação de leis alcançadas com longas lutas sociais. Estabelece multiplicidade de regras, de classe para classe e de negociação para negociação, promovendo o individualismo das relações inclusive entre grupos de um mesmo segmento. Concluiu-se que diante dessa inovação legal, a possibilidade de sujeição dos trabalhadores a condições de trabalho inferiores às garantidas em Lei.
1205 rds v. 25 n. 2 (2019) A EDUCAÇÃO DIFERENCIADA E ESCOLARIZAÇÃO INDÍGENA: ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O CURRÍCULO Karen Tôrres C. Lafetá de Almeida;Naiara Vieira Silva Ivo; Escolarização indígena, Educação diferenciada, Currículo Este trabalho se constituiu em um esforço de analisar, refletir e discutir alguns aspectos acerca da escolarização indígena, a partir da chamada “educação diferenciada”, estabelecida no Brasil com a promulgação da Constituição Federal de 1988. O trabalho está organizado a partir de um breve Histórico da Educação Indígena no Brasil, contemplando os principais dispositivos constantes na legislação brasileira que conformam, nos dias de hoje, o que tem sido proclamado como o direito a uma educação diferenciada, por vezes assim denominada, por outras, denominada, de educação bilíngue e intercultural. Assim, discutiu-se a “escola diferenciada” e a sua disseminação a partir dos autores: TASSINARI, Antonella; LASMAR, Cristiane; ANDRADE, Karenina; FRANCHETTO, Bruna; GRUPIONI (2008) dentre outros. Pretendemos organizar esta discussão a partir de um breve Histórico da Educação Indígena no Brasil, contemplando os principais dispositivos constantes na legislação brasileira que conformam, nos dias de hoje, o que tem sido proclamado como o direito a uma educação diferenciada, por vezes assim denominada, por outras, denominada, de educação bilíngue e intercultural.
1206 rds v. 25 n. 2 (2019) HISTÓRIA DA FORMAÇÃO E RENOVAÇÃO DA UMBANDA NO BRASIL: UM ESTUDO DE CASO NO TERREIRO ZAMBI-IRIS, BOCAIUVA/MG Fábio da Silva Gonçalves;Daniel Coelho de Oliveira; Dessincretização, História da Umbanda, Mito fundador, Renovação O objetivo deste artigo é analisar o processo e a compreensão histórica do surgimento, fundação e (des) institucionalização da Umbanda brasileira, bem como a Renovação da mesma com enfoque no terreiro Zambi-Iris, localizado em Bocaiuva/MG. Metodologicamente procedeu-se pela revisão bibliográfica, observação participante/direta, entrevistas estruturadas e semiestruturadas aos umbandistas do supracitado terreiro. O estudo compreendeu que a interpretação histórica da Umbanda no Brasil segue por duas vias de análise: uma tradicional (no sentido de mais popularizada) marcada pelo “mito fundador”, a partir da anunciação de Zélio de Moraes incorporado com o espírito Caboclo das Sete Encruzilhadas em 1908; e outra numa postura mais crítica a qual não haveria um “momento” fundador, mas um “longo processo” fundador gestado a partir da colonização brasileira. A vertente crítica entende que há oposição entre a “Umbanda Branca” e de classe média, de caráter racista, evolucionista e nacionalista, além de sincrética com os então “cultos brancos” (kardecismo e catolicismo) e a “Magia Negra”, caracterizada pela classe média como “baixo-espiritismo” praticado por negros. Logo, muitos terreiros brasileiros, como o Zambi-Iris, adotam posturas de renovação, reestruturação e dessincretização dos cultos, retirando, principalmente, elementos católicos e maior aproximação com práticas africanas /indígenas.
1207 rds v. 25 n. 2 (2019) DESENVOLVIMENTO OU DESENVOLVIMENTOS? LIMITES, DESAFIOS E PARÂMETROS DO CONCEITO NA AMÉRICA LATINA Viviane Nascimento Silva; Desenvolvimento, Mudança social, Trabalho, Educação Este artigo procura articular a noção de Desenvolvimento e Mudança Social às categorias Trabalho e Educação com a intenção de problematizar acerca da realidade da América Latina nas últimas décadas. Primeiramente, a noção de Desenvolvimento é complexa e relacional, e portanto, merece que nos debrucemos sobre ela, a fim de entender como foram e ainda são construídas diferentes interpretações que variam conforme os contextos históricos, sociais, econômicos e culturais. Nesse sentido, o conceito de Mudança Social aqui trabalhado, que origina-se na obra de Sztompka, tem sido utilizado como estratégia metodológica para explicar mudança social, processos sociais, desenvolvimento social e progresso social, a partir de contextos micro e macrossociais. A ideia central consiste em pensar na sociedade como um conjunto de elementos interligados num só espaço e que pode apresentar 1) diferença; 2) em instantes diversos; 3) entre estados de um mesmo sistema. Por fim, as categorias Trabalho e Educação são discutidas neste artigo, na tentativa de contextualizar a importância que elas recebem (ou não), diante das iniciativas de promover Desenvolvimento e Mudança Social. Neste cenário, a América Latina, carrega consigo, especificidades em torno das iniciativas de alcançar o Desenvolvimento que sugerem outras investigações e novas interpretações dos processos aqui desencadeados. Questões culturais inerentes aos processos históricos da América Latina exercem influência direta nos parâmetros utilizados daquilo que se entende por Desenvolvimento Social. Em suma, este trabalho procura contribuir com o amplo debate diante dos desafios de se pensar as condições de Desenvolvimento.
1208 rds v. 25 n. 2 (2019) DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO E DO ESTADO MODERNO: AS RELAÇÕES ENTRE PÚBLICO E PRIVADO E A ESTRUTURA DA RACIONALIDADE Maria Natividade Maia e Almeida; Estado, Racionalização, Estado Moderno, Esfera pública, Esfera privada O presente artigo efetua uma discussão acerca termo Estado, partindo desde a Grécia até a formação do Estado Moderno européia, envolvendo em seu bojo os termos público e privado em sua trajetória de interação e separação, também aí se inserem burguesia e desenvolvimento do capitalismo aliando a formação do Estado Moderno. No âmbito do espaço público e privado, subsidiada pela leitura de Habermas situamos a constituição da esfera pública e a influência da opinião pública na organização, racionalização e consolidação do Estado Moderno. A classe focada e referenciada mais atentamente neste trabalho é a classe burguesa e suas relações com o poder, a estrutura social e política e com as demais classes ao longo da idade média.
1209 rds v. 25 n. 2 (2019) CONFLITOS AMBIENTAIS E A ATUAÇÃO DO NÚCLEO DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS AMBIENTAIS (NUCAM) DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Paulo Henrique Campos Leite;Rômulo Soares Barbosa; Conflitos Ambientais, Ministério Público, Métodos autocompositivos, Minas Gerais Esta pesquisa tem como objetivo estudar o tratamento dos conflitos ambientais pelo Ministério Público enquanto instituição voltada à defesa dos interesses coletivos. Nesse sentido, o problema consiste em indagar qual o papel do Ministério Público nos casos em que envolvem conflitos ambientais e como os métodos autocompositivos, a exemplo da mediação, têm sido incorporados pela instituição como instrumento de resolução de conflitos ambientais. Pretende também analisar as estratégias e os perfis de atuação do Ministério Público do Estado de Minas Gerais na resolução dos conflitos ambientais. Para tanto, optou-se pelo método de revisão das fontes primárias do Ministério Público, especialmente do Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais –NUCAM, como arquivos, inquéritos civis e procedimentos administrativos, para levantamento de dados. O exame dos dados constantes nos arquivos do NUCAM, no período de 2012 a 2017, permite a ilação no sentido de que os métodos autocompositivos levados a efeito pelo Ministério Público contribuem para a resolução de alguns conflitos ambientais. Por outro lado, tais dados também estão a indicar que o método, por si só, não tem aptidão para resolução de todo e qualquer caso, demandando a atuação do Ministério Público segundo os métodos convencionais de solução de conflitos.
1210 rds v. 25 n. 2 (2019) DEBATES SOBRE DESENVOLVIMENTO: O PARADIGMA CULTURAL COMO ALTERNATIVA Isabela Veloso Lopes Versiani;Anete Marília Pereira;Paula Margarita Andrea Cares Bustamante; Desenvolvimento, Cultura, Interculturalidade, Bem Viver O campo do desenvolvimento tem sido marcado pela sobreposição do paradigma econômico, hegemônico, e incorporação da sustentabilidade ambiental, nas últimas décadas, como eixos do discurso. Embora a discussão cultural tenha estado presente de forma mais direta em alguns momentos, entender o contexto em que o paradigma cultural emerge e ressurge nos debates sobre desenvolvimento e, mais recentemente, pós-desenvolvimento, evidencia uma questão relevante que, gradativamente, tem ganhado contornos tanto do ponto de vista teórico-conceitual, quanto empírico, sobretudo nas “periferias” do mundo globalizado, como retrata a proposta do Bem Viver na América Latina. Assim, o presente ensaio, busca problematizar a emergência do paradigma cultural diante do domínio da dimensão econômica nas reflexões e ações em nome do desenvolvimento, compreendendo-o não como um modelo universal a ser imposto, mas como um conjunto de alternativas a serem construídas. Exemplificado a partir da perspectiva do Bem Viver como um conjunto de ideais que partiram dos países andinos, e que tem ganhado espaço e difusão, inclusive com afirmações e conquistas no plano político por meio de valorização da interculturalidade e de uma lógica sociobiocêntrica, conclui-se que apesar dos muitos desafios e dificuldades pela frente, o Bem Viver retrata, sob uma nova perspectiva ética e política nos debates sobre o desenvolvimento, que é possível a partir de bases vinculadas ao paradigma cultural fazer emergir novas possibilidades, novas centralidades, conceitos, práticas e sentidos na busca por um mundo mais justo, harmônico e sustentável.
1211 rds v. 25 n. 2 (2019) ÉTICA, JUSTIÇA E FEMINISMO: REFLEXÕES JUSFILOSÓFICAS Patrícia Verônica Nunes Carvalho Sobral de Souza; Ética do discurso, Feminismo, Filosofia do Direito, Teorias da Justiça O artigo se reporta as questões que envolvem o Feminismo entre a Filosofia e o discurso do Direito, mormente nos turbulentos dias da pós-modernidade que conjuga renovação de conceitos e alterações nos comportamentos do ser humano interessam à ciência do Direito, ao legislador e ao cidadão comum, homem ou mulher. Não é possível propor um conjunto de causas sociais, cujas conquistas revertam resultados apenas para as mulheres, pois mulheres e homens vivem e agem em compartilhamento na sociedade. Os aspectos atinentes à mulher, ao matrimônio e à família estão solidificados no texto da Constituição Federal vigente, e é nisto que se fiam os sujeitos sociais como garantia efetiva e eficaz da proteção dos seus direitos e da cidadania. Para atingir os objetivos, a Lei terá de continuar analisando suas teorias, práticas e leituras interpretativas da vida e da própria lei, buscando delas retirar significados voltados ao bem-estar da sociedade.
1212 rds v. 25 n. 2 (2019) ANÁLISE DAS CHAMADAS PÚBLICAS DO PNAE NO MUNICÍPIO DE PALMAS - TO Leonardo Costa Lima;Keile Aparecida Beraldo;Diego Neves de Sousa; Alimentação escolar, Agricultura familiar, Mercado institucional, Política pública Este artigo tem como objetivo analisar as Chamadas Públicas para a aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar por meio do Programa Nacional de alimentação Escolar (PNAE) no município de Palmas - TO. No Brasil, o PNAE é a mais antiga política relacionada à alimentação escolar e atende também as questões acerca da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). A metodologia adotada é a abordagem quanti-qualitativa baseada em dados coletados por meio de revisão da literatura em trabalhos acadêmicos e em sites institucionais, com a finalidade de apresentar os dispositivos legais e instrumentos normativos para a execução desta política pública. Para atender o objetivo proposto, utilizou-se como objeto empírico de pesquisa a Escola Tempo Integral Luiz Gonzaga. O período de análise das Chamadas Públicas que aconteceram nessa unidade escolar (UE) ocorreu entre os anos de 2012 a 2017. Entre os resultados, constatou-se que a UE tem êxito em sua execução, conseguindo atingir indicadores acima do percentual determinado pela Lei nº 11.947/2009. Concluiu-se que há melhorias a serem realizadas quanto às aquisições da AF dentro do PNAE no municio de Palmas, visto a pouca participação de agricultores familiares independentes, ou seja, que não estão ligados a associações e cooperativas.
1213 rds v. 25 n. 1 (2019) O PROCESSO DE TERRITORIALIZAÇÃO DA LUTA DOS NATIVOS DO ARAPUIM Greiciele Soares da Silva;Rômulo Soares Barbosa; Quilombola, Terra, Território O presente trabalho constitui-se como síntese dos dados obtidos em trabalhos de campo e levantamentos bibliográficos realizados para desenvolvimento da pesquisa de dissertação. Tem como objetivo discutir a territorialização da luta agrária dos Nativos do Arapuim, assim como o acionamento de sua identidade quilombola. Os Nativos do Arapuim é um grupo social, descendentes dos camponeses desterritorializados na década de 1960 na antiga Cachoeirinha, atual município de Verdelândia, localizado no Norte de Minas Gerais, e local de acontecimento do emblemático conflito denominado de Massacre de Cachoeirinha. Após o “Massacre” da antiga Cachoeirinha, ocorre a reconfiguração espacial e territorial do município, por meio da criação de acampamentos/assentamentos rurais de reforma agrária.Esse cenário de reestruturação agrária e de conflito adormecido é onde ocorre a reemergência da luta por terra dos Nativos do Arapuim que depois de vários acontecimentos no processo de luta pela terra, encontram um novo caminho em direção ao território quilombola.
1214 rds v. 25 n. 1 (2019) RIO DE JANEIRO E MEIO AMBIENTE: RELAÇÕES ENTRE CIDADE E NATUREZA NO INÍCIO DO SÉCULO XX Ivan Souza Vieira; Rio de Janeiro, Cidade, Sociedade, Meio ambiente Este artigo analisa o urbano e o meio ambiente na cidade do Rio de Janeiro no início do século XX. Neste período a orla adquire centralidade no âmbito urbano, num contexto em que os banhos de mar se popularizam e a imagem da praia enquanto local de residência e lazer é progressivamente valorizado. As áreas verdes da cidade, de modo análogo, também são exaltadas, apesar destas já receberem atenção desde finais do século XVIII. Durante o processo histórico se observa que a relação entre meio ambiente, cidade e sociedade paulatinamente se modifica, levando a construção de uma atratividade dos elementos naturais no contexto urbano – tanto entre moradores, como entre visitantes. Assim, o objetivo é compreender de que forma este processo ocorreu a partir da análise do conteúdo de guias de viagem elaborados na primeira década do século XX. Inicialmente, contudo, se faz uma reconstituição histórica dos processos relacionados à formação da orla e das áreas verdes da cidade, como base para se entender o porquê destes espaços aparecerem nos referidos guias.
1215 rds v. 25 n. 1 (2019) SANEAMENTO BÁSICO: O URBANO, O SOCIAL E O AMBIENTAL EM QUESTÃO Amanda Naiara de Menezes;Analúcia Bueno dos Reis Giometti; Saneamento básico, Questão urbana, Questão social, Questão ambiental O saneamento básico como política pública de cunho fundamental e essencial, representa um panorama da realidade urbana brasileira, que afeta diretamente as condições da vida social, e como o espaço territorial e recursos naturais vem sendo estruturados. Os índices que traçam as condições desses serviços trazem dados alarmantes, como por exemplo, de apenas 44,92% de esgoto tratado no país, além de pessoas sem acesso a rede de distribuição de água. Busca-se com este trabalho a reflexão crítica acerca do saneamento básico, discutindo seus determinantes históricos como política pública, que está intrinsicamente relacionado a questão urbana em sua dinâmica, e seus rebatimentos na vida social e ambiental. O trabalho será realizado com base na teoria social crítica, que possibilita o estudo, a reflexão e a sistematização de forma dialética, trazendo a conceituação do saneamento básico e sua regulamentação com interlocução à questão urbana, social e ambiental. A falta de concretização do saneamento básico precisa ser discutida para além de termos técnicos, entrando em pauta em espaços que abordam principalmente as questões urbana, social e ambiental, visto as grandes proporções dos problemas causados pela sua não efetivação. O saneamento básico no Brasil expõe como vem sendo realizada a gestão de políticas de atendimento à população e ao cuidado com o meio ambiente, apresentando uma regulamentação mais completa para o setor apenas em 2007, com a Lei 11.445/2007, com princípios de equidade e universalidade no acesso.
1216 rds v. 25 n. 1 (2019) TERRITÓRIOS URBANOS SAUDÁVEIS: ITINERÁRIOS, VICISSITUDES E DIALOGIAS André Luiz da Silva Lima; Territórios Urbanos Saudáveis, Saúde Urbana, Favelas O presente trabalho se assenta na reflexão em torno de alguns aspectos, considerados importantes, para a compreensão da noção de Territórios Urbanos Saudáveis. Inserida em contexto epistemológico de uma ciência comprometida com a transformação social, a reflexão aqui enunciada parte de uma investigação cujos pressupostos cunhados no âmbito da Saúde Coletiva são postos em interação com conceitos delineados por outras disciplinas, e se organiza sob a metodologia da pesquisa-ação, da noção de comunidade ampliada de pesquisa e da produção compartilhada de conhecimentos. A emergência da noção em questão, pode ser referenciada à conjugação de alguns processos significativos na história das políticas sociais: do importante movimento das Cidades Saudáveis, emergente no Canadá nos anos 1980; do projeto de Saúde ampliado concebido pelo Movimento Sanitário à partir da segunda metade dos anos 1970, e em parte consolidado com o SUS; e das correntes da teoria política – em alguns casos experimentados – de processos de descentralização político-financeira-operacional da gestão dos recursos públicos. Importa destacar que o locus da pesquisa que subsidia este trabalho se processa no conjunto de favelas de Manguinhos (para alguns, Complexo de Manguinhos), situado na região norte da cidade do Rio de Janeiro, caracterizado enquanto um território vulnerabilizado em suas dimensões social, ambiental, política e econômica. Desta forma, o itinerário percorrido destacará concepções de Territórios Urbanos Saudáveis, salientando vicissitudes de Manguinhos quanto aos limites e possibilidades de sua experimentação, com destaque aos sujeitos moradores e atuantes no território em questão.
1217 rds v. 25 n. 1 (2019) UM APARTHEID AO AVESSO: A FRONTEIRA INVISÍVEL AUTOIMPOSTA PELA SOCIEDADE DO CONSUMO Vanessa Marques da Silva Moraes;Janderson Henrique Mota de Sousa; Sociedade do consumo, Zonas de transição da coesão social, Discriminação negativa, Mobilidade urbana, Direito à cidade Quando podemos ver um obstáculo, torna-se mais fácil de contorná-lo. O problema é quando não conseguimos ver esse obstáculo por ele não ser necessariamente físico, mas autoimposições que limitam a nossa mobilidade no espaço urbano. Neste artigo, temos por intenção analisar e problematizar como a sociedade do consumo restringe a mobilidade urbana de grupos precariamente incluídos e de grupos totalmente desfiliados. A partir de incursões teóricas nos pressupostos de uma sociedade do consumo, postulada por Bauman (1999), nas zonas de transição, postuladas por Castel (2013[1995]), e no Direito à cidade, produziremos uma pesquisa bibliográfica. A partir de um olhar meramente econômico e totalmente excludente, restringimos o acesso de certos indivíduos a certas partes da cidade. Não se trata de uma restrição qualquer, mas uma restrição na mobilidade urbana que tem por catalizador uma fronteira invisível. Essa fronteira funciona como uma espécie de “casta modernizada” que separa, que segrega e que exclui socialmente aqueles que não pertencem ao lado esplendoroso da cidade. Vivemos em uma espécie de “apartheid ao avesso” nas cidades contemporâneas. A sociedade do consumo auto impõe essas fronteiras que não são físicas, mas que restringem e que ditam até que ponto podemos ir dentro dos limites da cidade.
1218 rds v. 25 n. 1 (2019) O JOGO ENTRE O SIMBÓLICO E O POLÍTICO: QUANDO A PRÁTICA DISCURSIVA (RE)SIGNIFICA OS ESPAÇOS COMUNS DE UMA UNIVERSIDADE Janderson Henrique Mota de Sousa;Eduardo Fagner Machado de Pinho;João de Deus Leite; Prática discursiva, Inscrições simbólicas, Simbólico, Político, Efeitos de sentido Neste artigo, propomo-nos a analisar e a problematizar a maneira pela qual alguns acadêmicos da Universidade Federal do Tocantins (UFT)/Câmpus Araguaína-Unidade Cimba, (re)significaram espaços comuns da universidade a partir da prática discursiva de produzir inscrições simbólicas. Estamos considerando que essas inscrições buscam dar visibilidade às suas demandas universitárias e sociais. Produziremos fundamentações para a discussão a partir da Análise de Discurso francesa peuchetiana, destacando que a memória discursiva faz constituir modos de individuação do sujeito. Mobilizaremos, na análise, recortes discursivos (RD) de uma entrevista realizada com um acadêmico filiado a esse grupo. Mobilizaremos, ainda, imagens fotográficas de duas inscrições simbólicas que foram registradas em áreas comuns da universidade. Essas diferentes materialidades evidenciam a natureza simbólica e política da linguagem na construção do que denominados de narratividade de militância no âmbito dos espaços da universidade.
1219 rds v. 25 n. 1 (2019) POTENCIALIDADES DA GESTÃO COLETIVA DO ESPAÇO PÚBLICO: O CASO DAS RODAS CULTURAIS DE HIP HOP NO RIO DE JANEIRO Flora Tarumim Torres de Almeida; Rodas Culturais, Territorialidades, Arte, Promoção da saúde, Políticas públicas O presente trabalho se propõe a apresentar as Rodas Culturais de Hip Hop como fenômeno cultural a ser reconhecido para a implementação de políticas públicas, em um recorte da pesquisa realizada no Programa de Promoção de Territórios Urbanos Saudáveis da Cooperação Social da Presidência da Fiocruz. Enquanto fenômeno social urbano, a juventude negra de periferia do Rio de Janeiro tem mostrado força política a partir dessas Rodas pautando avanços na legislação sobre garantia de direitos de livre manifestação de pensamento e de encontro. No entanto, esse movimento esbarra nas diferentes territorialidades da gestão do espaço público, especialmente com as de ação militarizada, e ainda em lacunas de articulação de políticas públicas e insuficiência de fomento para a sua realização. O objetivo da pesquisa é identificar e descrever práticas de criação filosófico-artísticas nos fenômenos da classe trabalhadora urbana em situação de vulnerabilidade socioambiental para contribuir na formulação sobre a arte nos determinantes sociais da saúde. O texto ora apresentado se estrutura a partir de considerações sobre territórios e territorialidades e aborda as Rodas Culturais como ator de interesse para a implementação do Sistema Estadual de Cultura do Rio de Janeiro e da Política Nacional de Promoção da Saúde.
1220 rds v. 25 n. 1 (2019) É POSSÍVEL REIVINDICAR UMA CARTOGRAFIA DECOLONIAL? Sérgio Leandro Souza Neves;Lisa Vany Ribeiro Figueiredo Neves;Lilian Maria dos Santos;Lavínia Ribeiro Figueiredo; Cartografia Decolonial, Cartografia Social, Decolonialidade A Cartografia Decolonial pode ser entendida como a vertente cartográfica que tem como característica marcante a referência sociocultural como ponto de partida e, logo o empoderamento dos sujeitos envolvidos. Tem como pressupostos, devido aos estudos decoloniais, o rompimento das amarras e epistemologias ocidentais da cartografia tradicional hegemônica, pareando com o discurso da Cartografia Social. A Cartografia Decolonial, nesse sentido, reivindica sua própria epistemologia, tendo como prioridade a significação cartográfica nativa, fornecendo subsídios que, por exemplo, darão visibilidade/representatividade e ‘voz’ a povos e comunidades tradicionais. Este artigo objetiva, de maneira holística, refletir sobre as possibilidades de uma Cartografia Decolonial como ferramenta metodológica. Os procedimentos de pesquisa adotados apoiaram-se em revisão bibliográfica à luz dos principais teóricos que tratam da temática decolonial, da Cartografia Social e comunidades tradicionais. Os resultados das reflexões apontam a Cartografia Decolonial como elemento integrador importante nos processos teóricos metodológicos para os estudos em decolonização na América Latina. Esta cartografia balizada pela Nova Cartografia Social, pode contribuir sistematicamente como ferramenta teórico metodológica, bem como (re)definir epistemologias para as vertentes da Cartografia que sejam capazes de romper ou adaptar as distintas realidades, prioridades e expectativas locais, seus métodos e técnicas, até então, essencialmente eurocêntricos, deixando aberta a discussão, o artigo instiga futuras reflexões acerca das variáveis desta temática.
1221 rds v. 25 n. 1 (2019) COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO: MODOS DE PRODUÇÃO E REPRODUÇÃO NA LUTA PELO TERRITÓRIO Lilia Maria Santos;Sérgio Leandro Souza Neves;Carlos Alberto Dayrell; Comunidade remanescente de quilombo, Mapas, Território O texto tem como objetivo discutir a categoria ‘comunidade remanescente de quilombo’, no contexto de produção e reprodução dos modos de vida social e econômico, para o acionamento do objeto jurídico na luta por direitos territoriais, bem como compreender como a discussão sobre mapas sociais contribui para instrumentalização nos processos de disputa nos campos jurídico, político e acadêmico. Metodologia: utilizamos a pesquisa bibliográfica para compreensão da categoria ‘comunidade remanescente de quilombo’, e para a discussão sobre a construção de mapas técnicos relativos ao cenário atual de certificações da Fundação Palmares no Norte de Minas Gerais e abordamos a construção e utilização dos mapas sociais como instrumento de politização, de reconhecimento das práticas sociais e econômicas e luta pelo território. Resultados: o que temos no contexto atual nas comunidades remanescentes de quilombo é a atualização da tradição através da contínua relação destas comunidades com outros grupos sociais e com a sociedade envolvente. A utilização de mapas técnicos oportuniza uma demarcação no âmbito objetivo, possibilitando a visibilidade dos processos e resultados das lutas das comunidades remanescentes de quilombo pelo direito aos seus territórios. A construção dos mapas sociais se insere no contexto da luta pelo território, pois permite que o processo de construção do mapa ofereça espaço de remonte da história da comunidade, afirmação identitária, fortalecimento de vínculos comunitários, politização e instrumentalização. Considerações finais: através do remonte dos processos sociais vividos, essas comunidades resgatam a memória da reminiscência, se politizam e fortalecem os processos de resistência pelo direito às territorialidades.
1222 rds v. 25 n. 1 (2019) TEORIA DA DEPENDÊNCIA: UM ESTUDO DA INTERLOCUÇÃO DOS PENSAMENTOS DE RUY MAURO MARINI COM A REALIDADE EMPÍRICA BRASILEIRA Handerson Leonidas Sales;Alexandre Teixeira Norberto Batista;Carlos Renato Theóphilo; Desenvolvimento, Capitalismo, Teoria da Dependência Ruy Mauro Marini, um dos estudiosos na construção da Teoria da Dependência, sustenta a afirmação da existência de uma subordinação entre nações, alimentada para assegurar e manter a condição de dependência dos países periféricos em relação aos países centrais. O presente trabalho tem como objetivo discutir a abordagem da Teoria da Dependência, segundo os pensamentos de Ruy Mauro Marini, dentro do contexto brasileiro. Caracteriza-se como pesquisa teórico-empírica, por analisar fontes de dados secundários registrados pela balança comercial brasileira e em 416 corporações de diferentes setores econômicos do Brasil, referentes à distribuição de riqueza aos empregados, no período de 1999 a 2003, comparados com os do Reino Unido. O resultado obtido aproxima-se da proposição firmada pela Teoria da Dependência quanto à superexploração do trabalho. Quando comparados, o Brasil e o Reino Unido, pela distribuição de riqueza das suas corporações, reafirma-se o ciclo do capital de economia dependente no Brasil.
1223 rds v. 25 n. 1 (2019) ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS RECURSOS FINANCEIROS NAS CAMPANHAS ELEITORAIS DE MINAS GERAIS: AS ESPECIFIDADES DO NORTE DO ESTADO Ian Bernar Santos Barroso;Clara Ferreira Alkimim;Leandro Luciano da Silva; Financiamento, Eleições, Norte de Minas As campanhas eleitorais são substanciais à concretização do processo democrático. Assim, é preciso que seja observada a situação de igualdade entre os candidatos, ressaltando-se a relação entre dinheiro e política presente nas campanhas eleitorais como possível índice de desigualdade material. Em um contexto moral e na lógica da ética, não deve preponderar no processo democrático a disposição de recursos financeiros dos candidatos, mas outros fatores, como a apresentação de melhores propostas e a identificação do candidato com a maioria dos eleitores. Nesse sentido, foram realizadas pesquisas de dados relativos aos financiamentos de campanhas nas plataformas oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de divulgação de contas de campanhas e de divulgação de resultados das eleições. A análise de dados demonstrou influência do poder econômico no sistema de acesso aos cargos políticos, indicando inexistência de paridade de recursos nas eleições mineiras, principalmente em regiões afastadas da Capital e menos desenvolvidas. Isso pode trazer diversos problemas, como a inviabilização da participação política de candidatos e partidos novos, o que prejudica a representatividade e, portanto, a democracia. Inferiu-se que, nas regiões analisadas, a democracia ainda está caminhando e suas regras precisam se aprimorar para que se aproxime de um patamar ideal.
1224 rds v. 25 n. 1 (2019) O LUGAR DA POBREZA E DO ATRASO NA CONSTRUÇAO SOCIAL DO VALE DO JEQUITINHONHA Edvaldo Rodrigues Martins;Laurindo Mékie Pereira; Vale do Jequitinhonha, Pobreza, Atraso, Desenvolvimento, Diamantina Este trabalho tem como objetivo analisar o processo de construção social do Vale do Jequitinhonha em que a seca, a pobreza e o atraso passam a ser os instrumentos valiosos, utilizados por uma elite regional para reivindicar privilégios perdidos com à partir da decadência da mineração. Diamantina, cidade econômica e culturalmente mais importante do Vale do Jequitinhonha foi uma das agentes responsáveis pela construção do Vale da fome, do atraso, das viúvas de maridos vivos. Sobre a construção dessas imagens podemos estabelecer a seguinte periodização. 1870 – Decadência da mineração, 1950 - Grande seca, Década de 1960, período de regionalização do Brasil e abertura do Vale do Jequitinhonha ao capital financeiro. Trata-se de um projeto que deve ser pensado na relação à implementação do setor siderúrgico da região central do Estado de Minas Gerais.
1225 rds v. 25 n. 1 (2019) ENTRE O FICAR SEM EMPREGO E O SAIR PARA A FIRMA: A MIGRAÇÃO DE TRABALHADORES SERTANEJOS PARA AS PLANTAÇÕES E COLHEITAS NO ESTADO DE GOIÁS Ana Flávia Rocha de Araújo;Andréa Maria Narciso Rocha de Paula;Adinei Almeida Crisóstomo; Migração, Firmas, Norte de Minas Gerais, Desenvolvimento regional Este estudo é procedente de uma abordagem qualitativa onde o fenômeno migratório é visto como social e tem como objetivo apresentar alguns resultados obtidos em trabalhos e relatórios de campo no que se refere ao Projeto de Pesquisa: “Do sertão para outros mundos: as redes de relações sociais nos processos migratórios para o trabalho do/no Norte de Minas Gerais” – CEPEx 034/2017. Encontramos no Norte de Minas Gerais, exemplos de espaços privilegiados para o movimento migratório. A “saída” para o trabalho tem sido marcada por um processo migratório forçado, caracterizado pela expulsão de seus moradores do seu local de origem pela falta de emprego, de políticas públicas, de escolaridade, dentre outros aspectos, que demonstram um desenvolvimento regional que não ocorreu de forma homogênea, o que acarretou em fenômenos “históricos na relação capital/trabalho” e ainda vêm se apresentando nos dias atuais. Nesse sentido, grande parcela da população no Município de São Francisco, migra para o trabalho nas empresas de agricultura, chamadas de “Firmas” para plantação e colheita no estado de Goiás. Tal fenômeno têm se caracterizado como “alternativa” para a reprodução da vida, bem como, um movimento cíclico que ocorre durante o ano, apresentando-se sob perspectivas diferenciadas através de seus sujeitos.
1226 rds v. 25 n. 1 (2019) O CRÉDITO RURAL E SUAS CONTRIBUIÇÕES AO SETOR AGROPECUÁRIO: UM ESTUDO SOB A ÓTICA SCHUMPETERIANA DE DESENVOLVIMENTO Éder de Souza Beirão;Darcy Ramos da Silva Neto;Sibele Vasconcelos de Oliveira; Crédito, Crédito Rural, Desenvolvimento Econômico, Schumpeter, Setor Agropecuário O presente estudo tem como objetivo identificar as contribuições proporcionadas pelo crédito rural ao setor agropecuário, tomando como base de debates a visão schumpeteriana de desenvolvimento econômico e crédito. Assim, operou-se com pesquisa bibliográfica e documental para avaliar as contribuições do crédito rural para a promoção do desenvolvimento econômico e do setor agropecuário. Sendo assim, trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa. A criação e concessão de crédito é peça fundamental para que ocorra o desenvolvimento econômico de fato. É na tentativa de compreender a importância e a influência do crédito na economia que se torna oportuno tentar compreender a relevância do crédito rural e sua influência sobre a economia na promoção do incentivo à produção agrícola brasileira.
1227 rds v. 24 n. 2 (2018) A LÓGICA SUBJACENTE NOS CONTOS E CAUSOS: SABERES TRADICIONAIS E O IMAGINÁRIO Marivaldo Aparecido de Carvalho;Rosana Passos Cambraia; O imaginário popular permeia o real vivido, reescreve a lida da vida, seus jeitos, hábitos e situações. Os contos e causos estão inseridos numa sociabilidade ampla e complexa, cultural, natural, que se substancializa no cotidiano. O estudo busca compreender o imaginário de moradores de três comunidades rurais de Minas Gerais sobre o seu meio ambiente e como esse imaginário se associa aos impactos socioculturais que vivenciam, seja devido ao monocultivo de eucalipto ou as unidades de conservação. Esse encontro de grupos sociais que se diferenciam sócio-culturalmente, principalmente no que se refere às representações da natureza, possibilita uma análise das representações sociais sobre locais considerados patrimônios naturais, pertencentes à humanidade. Para tanto, nos questionamos sobre a capacidade do imaginário que a população local tem para resistir a esse impacto. Tais elementos de comparação nos permitem uma análise antropológica, dos elementos ideológicos que envolvem o mundo urbano e o mundo rural, e com a característica marcante da opressão do primeiro sobre o segundo. BACHELARD, Gaston. A filosofia do não. O novo espírito científico. A poética do espaço. Seleção de Textos, PESSANHA, J.A.M. São Paulo: Abril Cultural, Coleção Os Pensadores, 1978. BOURDIEU, Pierre. A miséria do mundo. Rio de Janeiro: Vozes, 1997. CANDIDO, Antônio. Os parceiros do Rio Bonito. São Paulo: Duas Cidades, 1975. CARVALHO, Marivaldo A, et all. Cartilha Contos e Causos Educam: Contadores e contadoras da Comunidade Padre João Afonso, imaginário e educação. Projeto PIBID Diversidade/UFVJM, Gráfica UFVJM, 2012. CARVALHO, Silvia Maria Schmuziger de. Jurupari: estudos de mitologia brasileira. São Paulo: Ática, 1979. DARNTON, Robert. O grande massacre de gatos: e outros episódios da história cultural francesa. São Paulo: Editora Graal, 2011. DIEGUES, Antônio Carlos. O mito moderno da natureza intocada. São Paulo: Hucitec, 1996. ELIADE, Mircea. Tratado de história das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 1993. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica. Censo demográfico 2010. Características da população e dos domicílios: resultados do universo. Disponível em: . Acesso em: mai. 2016. JOLLES, André. As formas simples: legenda, saga, mito, advinha, ditado, caso, memorável, conto, chiste. São Paulo: Cultrix, sem data. LENOIR, Remi. Objeto sociológico e problema social. In: Champagne, Patrick. Iniciação à prática sociológica. Petrópolis: Vozes, 1998. LIMA, Maria José Araújo. Ecologia humana: realidade e pesquisa. Petrópolis: Vozes, 1985. TAUNAY, Afonso E. Relatos sertanistas. Belo Horizonte: Itatiaia, 1981. VASCONCELOS, Diogo de. História antiga das Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.
1228 rds v. 24 n. 2 (2018) ENUNCIAÇÕES ESCRITAS SOBRE O ESC E O PIBID-LETRAS: ENTRE O DISCURSO AUTORITÁRIO E O DISCURSO LÚDICO João de Deus Leite;Lourrane Ferreira da Silva; Este trabalho, à luz da teoria discursivo-enunciativa, tem por objetivo abordar o modo como algumas alunas-bolsistas do Pibid-Letras, da Universidade Federal do Tocantins/Câmpus Araguaína, enunciam sobre o Estágio Supervisionado Curricular (ESC) e sobre o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Por serem bolsistas do Pibid-Letras, elas são levadas a vivenciar, em sua formação acadêmica, as duas práticas: a do ESC e a do Pibid. Ou seja, elas são levadas a assumir, em tese, dois lugares discursivo-enunciativos específicos e diferentes. Para a coleta de material de análise, realizamos uma entrevista com a aplicação de questionário, contendo perguntas discursivas. As análises mostram que, pelo fato de elas estarem inscritas discursivo-enunciativamente em discursos de circulação social, a diferença entre ESC e Pibid ganha uma valoração, rarefazendo as naturezas distintas de um e de outro. Essa valoração circunscreve a prática do ESC em um discurso autoritário e a prática do Pibid em um discurso lúdico. BENVENISTE, Émile. Problemas de Linguística Geral I. Campinas: Pontes, 2005. BRASIL. Decreto nº 7.219 de 24 de junho de 2010. Dispõe sobre o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID e dá outras providências. _____. Edital nº 61/ 2013 – CAPES/DEB. Programa Institucional de Bolsas de Estudos de Iniciação à Docência – PIBID. BRASIL. MEC. CNE/CP. Resolução N° 2, de 19 de fevereiro de 2002. Institui a duração e a carga horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de formação de professores da Educação Básica em nível superior. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e Legislação Complementar. 5. Ed. revista – atualizada-ampliada. São Paulo: EDIPRO, 2012. (Serie Legislação) PÊCHEUX, Michel. Semântica e Discurso – uma crítica a afirmação do óbvio. 4. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2009. PIMENTA, Selma Garrido. O estágio na formação de professores: unidades teoria e prática. 5ª ed. São Paulo: Cortez, 2002. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. MESQUITA, Aldo Marcos Pereira; ALMEIDA, Núbia Régia; PEREIRA, Bruno Gomes. Letramento literário na sala de aula: uma proposta metodológica. In: AIRES, Berenice Feitosa da Costa et al. (org). Relatos de experiências em iniciação à docência PIBID/UFT. Palmas, TO: EDUFT, 2015.
1229 rds v. 24 n. 2 (2018) EDUCAÇÃO SUPERIOR E DESENVOLVIMENTO EM MONTES CLAROS/MG: A CONTRIBUIÇÃO DO CURSO DE GEOGRAFIA DA FUNM (1964-1971) Dulce Pereira dos Santos;Adriany de Ávila Melo Sampaio;Sarah Jane Durães; A relevância deste estudo justifica-se por apresentar contribuições ao debate teórico e também geo-histórico sobre o desenvolvimento da cidade de Montes Claros (MG), além da relação desse desenvolvimento com a implantação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE e da implantação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras – FAFIL, pertencente à Fundação Norte Mineira de Ensino Superior – FUNM/Curso de Geografia/licenciatura, no período de 1961 a 1971. Para tanto, a metodologia utilizada consistiu em fontes variadas como: legislações; atas de implantação do curso; jornais locais; dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE das décadas de 1950 e 1960 do Estado de Minas Gerais; programas das disciplinas das primeiras turmas do Curso de Geografia do Estado de Minas Gerais; sites; livros de memorialistas; teses; dissertações; trabalhos de conclusão de curso e história oral. Em linhas gerais, conclui-se que a implantação do curso de Geografia contribuiu tanto para a formação docente quanto para o desenvolvimento regional. ALMEIDA, M. I. S.; PEREIRA, A. M. (Orgs.). Leituras geográficas sobre o Norte de Minas Gerais. Montes Claros: UNIMONTES, 2004. 130 p. (Volume 1). AMORIM FILHO, O. B. Entrevista. Geosul, v. 20, n. 40, p. 191-209, 2005. ANDRADE, M. C. Geografia: ciência da sociedade. Recife, Patos de Minas: Editora Universitária, 1992. ANSELMO, R. C. M. S. Os cursos de Geografia nas universidades públicas de Minas Gerais: uma história do pensamento geográfico no Brasil. Uberlândia: IG/UFU, 2012. (Relatório de Pesquisa – Fapemig Universal). BARROS, C. M. Sobrecertificação e expansão: o ensino superior brasileiro e a exclusão prorrogada de Pierre Bourdieu. Educere et Educare (Impresso), v. 6, p. 133-147, 2011. BERNARTT, M. de L. Desenvolvimento e ensino superior: um estudo do sudoeste do Paraná nos últimos 50 anos. Campinas. 2006. 272f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2006. BRASIL. Conselho Federal de Educação. Parecer n. 292, de 14 de novembro de 1962. Trata da parte pedagógica dos currículos mínimos relativos aos cursos de licenciatura. Relator: Valnir Chagas. Documenta, Brasília, n. 10, p. 95-100, 1962. BRASIL. Decreto-Lei n. 464, de 11 de fevereiro de 1969. Estabelece normas complementares à Lei n. 5.540, de 28 de novembro de 1968, e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em 18/12/2013. BRASIL. Decreto-Lei n. 1.190 de 4 de abril de 1939: dá organização a Faculdade Nacional de Filosofia. Coleção Leis do Brasil. Rio de Janeiro, Imprensa nacional, v. 4, p. 50-63, 1939. BRASIL. Decreto-Lei n. 9.092, de 26 de março de 1946: Amplia o regime didático das Faculdades de Filosofia e dá outras providências. Coleção Leis do Brasil. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1946. BRASIL. Lei n. 2.594, de 8 de setembro de 1955. Dispõe sobre o desdobramento dos Cursos de Geografia e História nas Faculdades de Filosofia. Diário Oficial da União, seção 1, p.73, 14/9/1955. BRASIL. Lei 5.540 de 28 de novembro de 1968. Disponível em: . Acesso em: 29/09/2011. BRASIL. Lei 5.692 11 de agosto de 1971. Disponível em: . Acesso em 13/05/2012. BRASIL. LDB. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n. 4.024. Brasília, DF: Centro de Documentação e Informação, 1961. CARDOSO, J. M. A. O Norte de Minas Gerais: um estudo de suas transformações espaciais. In: OLIVEIRA, M. F. 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1230 rds v. 24 n. 2 (2018) AVALIAÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO NO MUNICÍPIO DE GUANAMBI E SEUS LIMÍTROFES Luciene Rodrigues de Queiroz;Júlio Henrique Oliveira Jesus;Carlos Magno Santos Clemente;Deborah Marques Pereira; O saneamento é definido como uma atenção primária à saúde, sendo realizado para controlar doenças e propiciar conforto e bem estar à população. Assim sendo, a presente pesquisa teve como objetivo analisar a situação do saneamento básico do município de Guanambi e seus limítrofes, sobretudo no que se refere ao cumprimento da Lei 11.445/2007, bem como sua relevância para gestão municipal e a sociedade. A área de estudo é composta por oito municípios. Adotou-se como método de pesquisa o estudo de caso do município de Guanambi e seus limítrofes. Os dados foram organizados de modo que, sua adaptação promova espacialização com a organização em banco de dados vetoriais e alfanuméricos georreferenciados pelo SIG. Os resultados obtidos demonstram que nenhum município elaborou o Plano Municipal de Saneamento Básico. A pesquisa ainda demonstrou os principais entraves encontrados pelos municípios para a não elaboração dos planos. A pesquisa ainda aponta que prevalece a disposição final dos resíduos sólidos em unidades inadequadas como os aterros controlados e lixões. Diante do exposto, a pesquisa conclui que os municípios pesquisados estão distantes de atender as legislações vigentes na área do saneamento básico. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LIMPEZA PÚBLICA E RESÍDUOS ESPECIAIS – ABRELPE. Panorama dos resíduos sólidos no Brasil 2016. Disponível em: . Acesso em: 07 de nov. 2017. AGENCIA NACIONAL DE ÁGUAS - ANA. Atlas Brasil. Disponível em: http://atlas.ana.gov.br/Atlas/forms/Download.aspx>. Acesso em: 05 de mar. 2017. BRASIL. Lei nº. 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências. Diário Oficial da União - DOU de 8.1.2007 e retificado no DOU de 11.1.2007. 2007. BRASIL. Lei nº. 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Publicado no Diário Oficial da União - DOU de 03/08/2010. BRASIL. MINISTÉRIO DAS CIDADES. Guia para Elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. 2ª ed. Brasília, 2011. CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia Científica. 5ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002. FERREIRA, C. A. Termo de Ajuste de Conduta Celebrado Perante o Ministério Público do Trabalho. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Direito da USP. 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1231 rds v. 24 n. 2 (2018) USO DO SENSORIAMENTO REMOTO PARA AVALIAR O PLANEJAMENTO MUNICIPAL DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE Berilo Prates Maia Filho; O desenvolvimento sustentável das cidades está relacionado em compatibilizar o processo de desenvolvimento da urbanização e a proteção ambiental. A gestão ambiental passa a ter papel fundamental no processo de ordenamento do território urbano onde os gestores públicos devem estabelecer diretrizes para o desenvolvimento de atividades potencialmente poluidoras/degradadoras do meio ambiente. A expansão urbana com a criação de novos loteamentos tem trazido impactos severos às áreas de preservação permanente dos rios urbanos, que por vezes, são totalmente eliminadas aumentando de forma significativa os problemas com enchentes. Este trabalho busca avaliar o planejamento ambiental do órgão gestor municipal de meio ambiente sobre a rede de drenagem natural afluente da bacia hidrográfica do Rio Vargem Grande, mais especificamente na sua margem esquerda, quando da expansão urbana do município de Montes Claros-MG, fazendo uso de imagens de satélite do programa gratuito Google Earth Pro. ALMEIDA, E. de P. C.; ZARONI, M. J.; SANTOS, H. G. dos – Nitossolos Háplicos – Embrapa Informática Agropecuária. Disponível em http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/solos_tropicais/arvore/CONT000gn362ja1wx5ok0liq1mqj67nf2i.html, Acesso em: 15 mar. 2018. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Ministério da Casa Civil Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 14 de mar. 2018. BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetaçãonativa; altera as Leis no 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis no 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Ministério da Casa Civil. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm. Acesso em: de mar. 2018. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente, Conselho Nacional de Meio Ambiente, CONAMA. Resolução CONAMA nº 237/97, de 19 de dezembro de 1997. Ministério do Meio Ambiente – Disponível em: Acesso em: 23 jun. DUARTE, C. G.; MALHEIROS, T. F. – Avaliação de Sustentabilidade e Gestão Ambiental. In: PHILIPPI JR, A.; ROMÉRO, M. A.; BRUNA, G. C. (Edit.). Curso de Gestão Ambiental. 2ª Ed. Atual. e Ampl. Barueri - São Paulo: Manole, 2014. (Coleção Ambiental, v.13) p. 883-902. 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Relatório de Inspeção da área atingida pela tragédia das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro – Brasília: MMA, 2011. 96 p. (Série Biodiversidade, 41). SILVA, M. S. da; LEMOS, S. S. de; MORAES, A. B. de – Uso de geotecnologias para delimitação de Áreas de Preservação Permanente e análise das áreas de conflito de uso e ocupação do solo na zona urbana do município de Mãe do Rio – PA – In: Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, Disponível em , acesso em 22 jun. SOUZA, E. R.; FERNANDES, M. R. – Sub-bacias hidrográficas: Unidades básicas para o planejamento e a gestão sustentáveis das atividades rurais. – In: Informe Agropecuário, v.21, p.15-20, 2000. SYDENSTRICKER NETO, J., SILVA, H. e MONTE-MÓR, R. L. – Dinâmica populacional, urbanização e meio ambiente – Brasília: UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas, 2015. TORLAY, R.; OSHIRO, O. 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1232 rds v. 24 n. 2 (2018) REGIME DE BENS E A PREVIDÊNCIA PRIVADA Cyntia Mirella Cangussu Fernandes Sales;Handerson Leonidas Sales; O regime de bens fixado com o casamento regulamenta as relações patrimoniais quer entre os cônjuges, quer entre eles e terceiros que com eles mantêm vínculos jurídicos. Nos vários regimes de bens existentes se verifica a comunicação de patrimônios entre os nubentes. Diante disso, se questiona a comunicabilidade dos valores constituídos como investimento em previdência privada. O presente estudo tem por objetivo analisar a possibilidade de partilha dos recursos provenientes da aplicação em previdência privada nos regimes matrimoniais que geram massa patrimonial comum. Para tanto, utiliza-se do método dedutivo com pesquisa bibliográfica. O presente estudo se justifica, tendo-se em vista os conflitos gerados na partilha desses valores quando da dissolução do matrimônio, ante a crescente opção por essa espécie de investimento. ASSAF NETO, Alexandre. Mercado Financeiro. 10 ed. Atlas, São Paulo: 2011. BRASIL, Lei 6.435, de 15 de julho de 1977. Diário oficial – Repúplica Federatia doBrasil: Seção 25/071977 p. 9449. Poder Executivo. Brasília DF, 1977 BRASIL, Lei 8.213 de 24 de Julho de 1991. Vademecum. Saraiva, São Paulo: 2017. BRASIL, Lei 10.406 de 1 de janeiro de 2002, que instituiu o Código Civil Brasileiro de 2002. Vademecum. Saraiva, São Paulo: 2017 BRASIL, Lei Complementar 109 de 21 maio de 2001. Vademecum. Saraiva, São Paulo: 2017. DIAS, Maria Berenice. Manual de Direito das Famílias. 5 ed. Revista dos Tribunais. São Paulo: 2009. DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro. V 5. 25 ed. Saraiva. São Paulo: 2010. ECONOMÁTICA. Disponível em acessado em 20 de dezembro de 2017, publicado em 12 de dezembro de 2016. FARIAS, Cristiano Chaves. ROSENVALD, Nelson. Curso de Direito Civil. V 6. 6.ed. JusPodivm. Bahia: 2014. FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro: produtos e serviços. 20 ed. Qualitymark Ed. Rio de Janeiro: 2015 GAGLIANO, Pablo Stolze. PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo Curso de Direito Civil. V6. 4 ed. Saraiva. São Paulo: 2014. GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. VI. 2.ed. Saraiva. São Paulo: INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO DE FAMÍLIA – IBDFAM. 2016.Disponível em acessado em 21 de dezembro de 2017. SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - PREVIC. Relatório de Atividades. Disponível em < http://www.PREVIC.gov.br/sobre /institucional/a-PREVIC acessado em 21 de dezembro de 2017.
1233 rds v. 24 n. 2 (2018) O GESTOR EDUCACIONAL NA ESCOLA PÚBLICA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS Rachel Leite Titonel;Mario Marcos Lopes; Considerando os desafios encontrados no dia a dia do gestor, dentro de uma instituição pública de educação, objetiva-se nesta pesquisa compreender o papel desse profissional dentro dessa esfera administrativa e identificar as dificuldades no gerenciamento, de forma democrática e sem autonomia, dos recursos financeiros que lhe são disponibilizados. A pesquisa discute ainda a importância da gestão democrática no ambiente escolar público, em seus múltiplos aspectos. Para tanto, a metodologia utilizada concentrou-se na pesquisa bibliográfica na qual os autores embasaram e complementaram as discussões apresentadas, trazendo contribuições para esse extenso campo de pesquisa. As reflexões obtidas contribuem para melhoria da escola pública frente aos desafios da sociedade contemporânea. ALARCÃO, I. Ser professor reflexivo. 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1234 rds v. 24 n. 2 (2018) GREVE E SEUS EFEITOS NOS SERVIÇOS HOSPITALARES Gilson Cássio de Oliveira Santos;Márcio Antônio Alves Veloso; O presente artigo objetiva mencionar os impactos causados pela greve em uma unidade hospitalar e ambulatorial. A organização em análise está sediada em Montes Claros, cidade de porte médio que se localiza na região Norte de Minas. Localidade reconhecida por ser um polo regional e ao mesmo, por estar instalada em uma região marcada pelos índices sociais que denotam pobreza e desigualdade social. Realizou-se uma pesquisa exploratória sobre um caso específico, notadamente o de uma greve deflagrada em 2016 pelos funcionários do Hospital Universitário Clemente de Faria. O procedimento metodológico adotado foi a avaliação de dados primários, extraídos das fontes do próprio hospital e a revisão de literatura. A partir da análise dos dados foi possível constar que o movimento de greve, de duração de um mês, afetou claramente a produção do hospital, levando a uma redução expressiva do número de procedimentos realizados, bem como, da diminuição dos atendimentos, principalmente os de urgência e emergência. BRASIL, Ministério da Saúde. Manual de nomenclatura do censo hospitalar. 2.ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2002. CARAPINHEIRO, Graça. Saberes e poderes no hospital: uma sociologia dos serviços de saúde. 4.ed. Porto: Edições apontamentos, 2005. CARDOSO, Adalberto Moreira. Dimensões da crise do sindicalismo brasileiro. In: Caderno CRH. n.75, v.28, Salvador, 2015. CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do trabalho. 13.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2017. DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. 17.ed. São Paulo: LTr, DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIECONÔMICOS. Sistema de acompanhamento de greves. Disponível em: . Acesso em maio de 2018. FREIDSON, Eliot. Profissão médica: um estudo de sociologia do conhecimento aplicado. São Paulo: Unesp, 2009. GARCIA, Gustavo Filipe Barbosa. Curso de direito do trabalho. 12.ed. Rio de Janeiro: Forense, 2018. HELMAN, Cecil G. Saúde, cultura e doença. 5.ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLMENTE DE FARIA. Histórico. Disponível em: . Acesso em: junho de 2018. NORONHA. Eduardo G. Ciclo de greves, transição política e estabilização: Brasil, -2007; In: Lua nova: revista de cultura e política. n. 76, v.1. São Paulo, 2009. WEBER, Max. Economia e sociedade. Braília: UNB, 1999. WEBER, Max. Rejeições religiosas do mundo e suas direções. In:_____. Ensaios de Sociologia. 5.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2010. ZANCHI, Marco Túlio, ZUNGO, Paulo Luiz. Sociologia da saúde. 2.ed. Caxias do Sul: Educs, 2010.
1235 rds v. 24 n. 2 (2018) A CONTRIBUIÇÃO DO FUTEBOL FEMININO NA FAVELA DO MANDELA ANTE DA FALTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS Rubens Teixeira da Silva; O objetivo do presente trabalho é demonstrar a colaboração do futebol como instrumento de política pública e as contribuições para as pessoas envolvidas e para a comunidade local. A região é cercada de um complexo de favelas, com 44051 moradores residentes, no total de 15 favelas. O projeto tem atuado na região desde 2003, contribuindo com o empoderamento de jovens mulheres, com a diminuição da taxa de maternidade precoce, com a ocupação de crianças, adolescentes e jovens, não os deixando a disposição do tráfico de drogas. Este estudo reuniu informações tratadas através do método qualitativo, utilizou-se de uma pesquisa de campo tratada através da utilização de entrevistas e visitas ao projeto. Os resultados obtidos revelaram a promoção de capacidades de jovens relacionados à interação com a sociedade, racismo, preconceito, sexualidade, drogas e qualidade de vida através da prática de esportes. BODSTEIN, R., ZANCAN, L.; LEITÃO, C, R., et al. Avaliação da implantação do programa de desenvolvimento integrado em Manguinhos: impasses na formulação de uma agenda local. Revista ciência e saúde coletiva, v. 9, n. 3, p. 598, 2004. BRITO, A.L. A Implantação de infra-estrutura de saneamento na região metropolitana do Rio de Janeiro: uma avaliação das ações do programa de despoluição da baía de guanabara. Revista brasileira de estudos urbanos e regionais, v. 5, n. 1, p. 6, 2003. BRITO, M. V. Criminalização da pobreza e de defensores de direitos humanos. Cadernos do Ceas, n. 240, p. 238-255, 2017. BUSATTO, C.; FEIJÓ, J. A era dos vagalumes: o florescer de uma nova cultura política. Canoas: Editora Ulbra, 2006. CAVALIERI, F.; PERES, G. P. Índice de Desenvolvimento Social - IDS: comparando as realidades microurbanas da cidade do Rio de Janeiro. IPP: Rio de Janeiro, 2008. _______________; VIAL, A. Favelas na cidade do Rio de Janeiro: o quadro populacional com base no Censo 2010. IPP: Rio de Janeiro, 2012. COIMBRA, C. M. B. Operação Rio: o mito das classes perigosas — um estudo sobre a violência urbana, a mídia impressa e os discursos de segurança pública. Niterói: Intertexto, 2001. FABIO, F. P.; BODSTEIN, R., LEITÃO, C. R., et al. Lazer. Esporte e cultura na agenda local: a experiência de promoção da saúde em Manguinhos. Revista ciência e saúde coletiva, v. 10, n. 3, p. 767, 2005. FERREIRA, R. S. Favela e os espaços monumentalizados: um lugar de memória coletiva e símbolo de resistência. Morpheus: Revista Eletrônica em Ciências Humanas, v. 2, n 3, p. , 2003. KUHN, C.; SILMA, R. S. Criminalização da pobreza: Um estudo sobre a transformação do Estado social para o Estado penal. Emancipação, Ponta Grossa, v. 16, n. 2, p. 255-272, 2016. LENOIR, Y.; HASNI, A. La interdisciplinaridade: por um matrimonio aberto de la razón, de la mano y del corazón. Revista Ibero-Americana de Educação, n.35, 2004. LUCK, H. Gestão educacional: uma questão paradigmática. Vozes, Rio de Janeiro, 2017. MARIA, T. F.; GAMA, R. R.C. As Comunidades de Manguinhos na História das favelas no Rio de Janeiro. Revista Tempo, v. 19, n. 34, 2012. NAZARENO, F. B. C. Educação cidadã pelo lazer: a contribuição das políticas públicas de esporte e lazer. Licere, v. 20, n. 1, 2017. ROBERTO, R. S. A (Des)centralização da Política Nacional de Assistência Social no Contexto das Transformações Societárias. Trabalho apresentado no 5º encontro internacional de política social 12º encontro nacional de política social, Vitória, 2017. RODRIGUES, L. C.; GUARESCHI, N. Políticas públicas e assistência social: diálogo com as práticas psicológicas. Vozes, Rio de Janeiro, 2009. SOUZA, Celina. Políticas Públicas: uma revisão da literatura. Revista sociologias, n. 16, p. -45, 2006. ZALUAR, A; ALVITO, M. Um século de favela. 5 ed. FGV: Rio de Janeiro, 2006.
1236 rds v. 24 n. 2 (2018) ESPAÇOS GEOGRÁFICOS, INTERDISCIPLINARIDADE E USO DA ANÁLISE MULTICRITÉRIO Jean Carlo Laughton Sousa;Bernat Viñolas Prat;Rosana Passos Cambraia; Em vários olhares da geografia identificamos a facilidade que esta ciência tem em atuar no campo interdisciplinar. A compreensão integral do espaço possibilita a priorização e realização de ações interdisciplinares voltadas ao desenvolvimento social. Como necessitamos de ferramentas de análise e uma delas é a análise multicritério, o estudo foca no espaço geográfico e no desenvolvimento social sob a perspectiva da sustentabilidade. O objetivo do texto é discutir de forma interdisciplinar a metodologia multicritério na análise de espaços geográficos. O trabalho buscou descrever características de uma avaliação integrada e destacar algumas ferramentas possíveis com a aplicação multicritério na análise de espaços geográficos. Para isso partimos de textos e conceitos do que é um espaço geográfico e sua relação com o desenvolvimento sustentável. Ferramentas foram buscadas para seleção daquelas que levassem em conta as características do espaço e da sustentabilidade. O texto vislumbra assim uma idealização da análise multicritério utilizada na análise de espaços geográficos. ALARCÓN, D. B. Modelo integrado de valor para estructuras sostenibles. Tesis doctoral, Universitat Politècnica de Catalunya, 2005. BELLEN, H. M. V. Indicadores de sustentabilidade. 5. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2011. BRUNDTLAND, G. H. (Org.) Nosso futuro comum. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1987. FRANCO AMARAL, M.; PANDOLFO PROVIN, M. Aplicabilidade da metodologia multiatributo na seleção de heparinas en hospital público. Revista Eletrônica de Farmácia, v. 7, n. 4, p. 9-21, 2010. GOMES, L. F. AUTRAN MONTEIRO; GONZÁLES AYRA, M. C.; CARIGNANO THOMSON, C. Tomada de decisões em cenários complexos: introdução aos métodos discretos do apoio multicritério à decisão. Editora Thompson, 2004. JANNUZZI, P. M.; MIRANDA, W. L.; SILVA, S. J. Análise multicritério e tomada de decisão em Políticas: Aspectos metodológicos, aplicativo operacional e aplicações. Revista Informática Pública, v. 11, n. 1, p.69-87, 2009. LAUGHTON, J. C. S.; CAMBRAIA, R. P. ; VIÑOLAS PRAT, B. Método de evaluación de la calidad de vida de los quilombolos en Brasil. Economía, Sociedad y Territorio, v. 17, p. 647-682, 2017. LAUGHTON, J. C. S. Geografia da saúde: Indicadores de saúde e aspectos socioambientais na qualidade de vida de algumas comunidades quilombolas da Serra do Espinhaço Meridional, 94p. (Dissertação de Mestrado em Saúde, Sociedade e Ambiente) – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, 2014. LEIS, H. R. Sobre o conceito de interdisciplinaridade. Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas. Florianópolis, v. 6, n. 73, p. 2-23, ago. 2005. MONTEIRO, A. Desenvolvimento, sustentabilidade ou a busca por um melhor índice de felicidade bruta: a contribuição da climatologia urbana. In: LEMOS, Amália Inês Geraiges de; GALVANI, Emerson (Orgs.). Geografia, tradições e perspectivas: interdisciplinaridade, meio ambiente e representações. 1. Ed. São Paulo: Clacso/Editora Expressão Popular, 2009 p.185-216. POMEROL, J. C.; BARBA ROMERO, S. Decisiones multicriterio: Fundamentos teóricos y utilización práctica. Alcalá: Servicio de Publicaciones de Universidad de Alcalá, 1997. VIÑOLAS PRAT, B.; CEA, A. A.; JOSA, A. Aplicaciones y avances de la metodología MIVES en valoraciones multicritério, Editorial Académica Española, Saarbrucken Alemania. 2011. SAATY, T. L. The analytic hierarchy process. McGrawHill, 1980. SAATY, T. L. A scaling method for priorities in hierarchical structures. Journal of Mathematical Psychology, v. 15, n. 3, p. 234-281, 1977. SANTOS, M. A natureza do espaço. Técnica e tempo. Razão e emoção. 2. Ed. São Paulo: Hucitec, 1996. SANTOS, M. O retorno do território. In: SANTOS, Milton et al. (Org.). Território: globalização e fragmentação. 4. Ed. São Paulo: Hucitec, 1998. p.15-20. SUETEGARAY, D. M. A. Geografia e interdisciplinaridade. Espaço geográfico: interface natureza e sociedade. Geosul, v. 18, n. 35, p. 43-53, 2003.
1237 rds v. 23 n. 1 (2018) ENTRE EMPREENDIMENTOS DE LUXO E MISÉRIA: METAMORFOSE E CONTRADIÇÕES EXPRESSAS NO ESPAÇO URBANO DE MAPUTO, MOÇAMBIQUE João Henrique Santana Stacciarini;Fander de Oliveira Silva; Nas últimas décadas, Moçambique “abre suas fronteiras” ao capital internacional. Como resultado deste processo, Maputo, capital e principal centro financeiro e comercial do país, passa a acolher inúmeras empresas transnacionais. A chegada destes novos agentes transforma, de forma significativa, o cenário urbano da capital moçambicana, que agora passa por múltiplas metamorfoses, expressando grandes contradições. Desta maneira, deslocar-se pelas ruas de Maputo suscita um conjunto de paisagens simbólicas que misturam o novo e o velho, o moderno e o obsoleto, o urbano e o rural, dentre inúmeras outras dicotomias. Se em uma porção da cidade temos uma região central digna de cenários de uma “metrópole de primeiro mundo” – presença de carros e edificações de luxo, shoppings e centros comercias com sua vasta oferta de produtos, prédios, bancos, empresas e centros de serviços avançados, além ainda dos museus, parques e praças de beleza invejável – por outro, ascende a Maputo que representa a maioria dos moçambicanos, parcial ou completamente sem oferta de condições mínimas de saúde, educação, renda, transporte, saneamento, dentre vários outros importantes serviços básicos para a diminuta sobrevivência. Condições e contradições que fazem com que, atualmente, o país possua o quinto pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de todo o planeta.
1238 rds v. 23 n. 1 (2018) A PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA SOBRE O QUE SE ENTENDE POR INCLUSÃO PRODUTIVA: UM RECORTE TEMPORAL ENTRE 2005 A 2016 Diego Neves de Sousa;Paulo André Niederle; A inclusão produtiva dos agricultores familiares tem ocupado lugar de destaque na agenda política nacional. Entretanto, o conceito de inclusão produtiva não há consenso na comunidade acadêmica e tampouco nas políticas governamentais. Diante da emergência e da novidade do tema inclusão produtiva nos estudos rurais e urbanos, realizou-se neste artigo uma revisão bibliométrica para analisar a produção científica sobre o que os autores entendem por inclusão produtiva e quais são as asserções afins e objetos empíricos que estão associados e abordados nesses estudos. Nesta revisão bibliométrica foi elaborado um protocolo de coleta de dados no qual definiu-se inclusão produtiva como o string de busca a fim de mapear os artigos. Conclui-se que a maioria dos estudos mapeados houve influência do senso comum no que se entende por inclusão produtiva, sem nenhuma padronização conceitual.
1239 rds v. 23 n. 1 (2018) A QUESTÃO MERIDIONAL E O CONCEITO DE ESTADO EM GRAMSCI Dallys Dantas; Estado é um dos conceitos centrais da obra do pensador italiano Antônio Gramsci. A centralidade deste conceito no pensamento gramsciano expressa a própria perspectiva analítica do autor: a análise política dos fatos e processos. Associados a ele estão outros igualmente fundamentais, quais sejam, sociedade civil, sociedade política e hegemonia. Por isso, o objetivo deste artigo é contribuir para a compreensão do conceito de Estado em Gramsci a partir de suas análises sobre a questão meridional. A metodologia empregada baseou-se em revisão bibliográfica dos principais textos do autor relacionados ao tema. São eles: A questão meridional (1987) e Cadernos do Cárcere (1999; 2000a; 2000b; 2002). Constatou-se a relevância do conceito para o entendimento das questões políticas na Itália entre o final do século XIX e início do século XX, a exemplo do Risorgimento e da questão meridional, e também sua ampliação em função das reformulações teóricas do autor durante o cárcere. Conclui-se, portanto, que o conceito gramsciano de Estado constitui um significativo instrumental teórico para se pensar as relações políticas de uma sociedade, tendo sempre em vista – importa salientar – o contexto espacial e histórico em que se desenvolvem.
1240 rds v. 23 n. 1 (2018) A PERCEPÇÃO DA VIOLÊNCIA E DA SEGURANÇA NA CIDADE DE BOCAIUVA – MG: O MAPA SOCIAL COMO INSTRUMENTO DE ANÁLISE Carlos Roberto Pereira Dias;Anderson Sá da Silva; Discute-se, neste artigo, sobre a percepção da violência e do sentimento de segurança na cidade de Bocaiuva – MG. Para atingir o objetivo proposto, foram entrevistados 270 moradores da área urbana da cidade, onde a amostra foi levantada, tendo por referência o número proporcional de habitantes por bairro/Conjunto Habitacional. Para ajudar na análise, utilizou-se a metodologia dos mapas sociais, onde se apresentam os resultados, por bairros/conjuntos habitacionais, da percepção dos entrevistados acerca das questões fundamentais para entendimento da violência e da segurança. Os resultados mostram que cerca de 70% dos entrevistados se sentem seguros vivendo em Bocaiuva e que 39% pensam que a cidade é violenta.
1241 rds v. 23 n. 1 (2018) UM ESTUDO SOBRE O TRÂNSITO DA CIDADE DE ARAGUAÍNA-TO: UMA ANÁLISE DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO NA ÁREA URBANA Ricardo Rodrigues dos Santos;Aires José Pereira; O presente artigo é um estudo sobre o trânsito de Araguaína – TO. Inicialmente aborda o trânsito no Brasil, com uma pequena análise sobre algumas estatísticas anuais de acidentes que ocorrem no país, depois falamos um pouco sobre o município de Araguaína – TO estudamos como se deu o processo de ocupação do seu espaço urbano e como essa ocupação reflete no trânsito, isso porque, para estudar o trânsito de Araguaína é essencial que se tenha um mínimo de conhecimento sobre cidade, trabalhamos alguns aspectos como falta de planejamento, crescimento da população e a falta de mobilidade urbana. Apontamos questões voltadas diretamente para o trânsito de Araguaína: trouxemos, assim, alguns gráficos com dados estatísticos de quantidade de veículos registrados, quantidade de acidentes de trânsito e acidentes de acordo com o tipo do veículo. Através desses dados estatísticos, percebemos que houve aumento do número de acidentes no período de 2011 a 2015 e que várias são as causas, entre elas está o crescimento populacional, aumento da frota de veículo e o desrespeito às normas de trânsito. Por fim nas considerações finais, retomamos os pontos mais importantes da pesquisa e apontamos possíveis soluções para melhoria do trânsito dessa cidade.
1242 rds v. 23 n. 1 (2018) A POLÍTICA DOS TERRITÓRIOS RURAIS: O CASO DOS NÚCLEOS DE EXTENSÃO EM DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL DO NORTE E NOROESTE DE MINAS GERAIS Rômulo Soares Barbosa;Clesio Marcelino de Jesus;Daniel Coelho de Oliveira;Isabel Cristina de Brito; Este artigo trata da experiência dos Núcleos de Extensão em Desenvolvimento Territorial (NEDET), como política de apoio técnico ao Colegiado Territorial, com base em dados coletados durante a execução do projeto NEDET Norte e Noroeste em Minas Gerais, Brasil. Este projeto foi desenvolvido entre 2014 e 2016. Analisa-se o nascimento, as transformações e o colapso da política de territórios rurais no Brasil. O futuro dos territórios rurais é investigado com a deposição da presidente Dilma Roussef em 2016.
1243 rds v. 23 n. 1 (2018) SAIR PARA RESISTIR: AS REDES DE RELAÇÕES SOCIAIS NO PROCESSO MIGRATÓRIO DE NORTE MINEIROS Maria Cecília Cordeiro Pires;Victoria Pinho e Godinho;Andréa Maria Narciso Rocha de Paula; Este estudo constitui-se em uma reflexão sobre as migrações no sertão norte mineiro, a partir das pesquisas realizadas pelo Projeto de Pesquisa Do sertão para outros mundos: as redes de relações sociais nos processos migratórios para o trabalho do/no Norte de Minas Gerais, através do Grupo de Estudos e Pesquisas Opará/Mutum, e das discussões de categorias como lugar, identidade, territorialidade, tradição e desenvolvimento. Temos com objetivo compreender as migrações do e no sertão norte mineiro onde embora, seja estigmatizado como lugar de expulsão, a saída vem se mostrando como forma resistência e permanência dos sertanejos e que vão se configurando a partir de redes de relações sociais. Para alcançar os objetivos propostos realizamos uma pesquisa qualitativa, dando voz para os sujeitos migrantes que vivem o processo da migração, utilizamos de técnicas de pesquisa etnográfica, como entrevistas livres e observação participante. E assim pretendemos compreender a trajetória desses migrantes, onde a necessidade de buscar trabalho faz com que saiam do sertão para outros mundos e na travessia vão criando estratégias, saberes e redes de relações sociais para a manutenção do processo.
1244 rds v. 23 n. 1 (2018) LITERATURA E RESISTÊNCIAS NA NARRATIVA LATINO-AMERICANA CONTEMPORÂNEA Sulivan Charles Barros;Maria da Luz Alves Ferreira; A Literatura oferece uma importante contribuição para a compreensão do mundo sócio-cultural. Ela é uma instituição viva, que deve ser entendida como um processo histórico, político e filosófico; semiótico e linguístico; individual e social, a um só tempo. Ela possui o efeito de multiplicar as possibilidades de leitura. Torna-se, portanto, uma forma privilegiada de compreensão do imaginário de uma época, permitindo que ela enxergue traços que outras fontes não nos forneceriam. Literatura é caracterizada por trabalhar com possibilidades, enquanto que, por outro lado, as Ciências Sociais lidam com a realidade, levando em consideração que a literatura não tem compromisso com os fatos chamados históricos – ou seja, ela não tem a obrigatoriedade de ser fiel aos acontecimentos sociais do presente e do passado. Neste sentido, a presente pesquisa tem-se como objetivo geral compreender a partir desta produção literária latino-americana contemporânea a construção de representações identitárias sobre a América Latina e os latino-americanos.
1245 rds v. 23 n. 1 (2018) OS DEZ ANOS DA LEI MARIA DA PENHA: PREVENÇÃO E PUNIÇÃO COMO ALTERNATIVAS NO COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER Ronilson Ferreira Freitas;Joelson Bertoldo Nascimento;Maria Fernanda Soares Fonseca; O objetivo do presente artigo é apresentar a Lei 11.340/06, Lei Maria da Penha, suas inovações no ordenamento jurídico pátrio e uma análise de sua vigência nos últimos 10 anos, explicitando a perspectiva da violência de gênero no Brasil. Propõe-se, ainda, explanar sobre a permanência de um modelo de sociedade machista e patriarcal que vigora até hoje. Através da apresentação de medidas de prevenção e punição da violência doméstica no Brasil, previstos no supracitado diploma legal demonstra-se a aplicabilidade destes instrumentos na realidade da vítima de violência e, expõe-se o surgimento de um novo instrumento de prevenção da violência doméstica, denominado Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica, implantado na cidade de Montes Claros/MG através da Polícia Militar, que não está previsto na Lei em questão, mas que também atua de forma preventiva e repressiva nessa cidade. Para desenvolvimento deste artigo foi utilizada como metodologia a pesquisa bibliográfica. As conclusões demonstram que embora tenha ocorrido uma evolução no combate à violência doméstica com advento da Lei Maria da Penha, os esforços devem continuar na tentativa de acabar com a violência doméstica contra a mulher.
1246 rds v. 23 n. 1 (2018) “OCUPAR E RESISTIR”: NARRATIVAS JUVENIS NAS OCUPAÇÕES DE ESCOLAS PÚBLICAS Idalécia Soares Correia;Andréa Jakubaszko;Fabiano José Alves de Souza; O artigo apresenta narrativas dos estudantes sobre as suas percepções acerca das suas vivências durante a ocupação da Escola Estadual Monsenhor Gustavo, situada na cidade de Montes Claros, Norte do Estado de Minas Gerais. O instrumento metodológico utilizado foi a entrevista em profundidade realizada um ano após o evento. A partir de uma breve reflexão teórica a experiência desses adolescentes e jovens é compreendida como uma ação coletiva no âmago do movimento estudantil. A análise enfoca as mudanças salientadas pelos jovens em relação a identidade individual e coletiva, as relações com a escola e a comunidade, as tensões vivenciadas, e reflete sobre as contribuições dessa ação juvenil para mudanças na cultura e na política.
1247 rds v. 23 n. 1 (2018) DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL E A CADEIA PRODUTIVA DA CAPRINOVINOCULTURA NO SEMIÁRIDO BAIANO: O CASO DO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO-BA Kleber Avila Ribeiro; O presente trabalho tem por objetivo mostrar o atual cenário da caprinovinocultura no município de Juazeiro-BA ao longo de seus oito sub-territórios, com intuito de identificar os entraves e desafios que dificultam o desenvolvimento desta importante atividade econômica para os produtores rurais envolvidos na cadeia produtiva. A pesquisa foi realizada no período de 2013 a 2014, foram entrevistados 1.000 produtores, utilizou-se como metodologia a coleta de dados primários mediante aplicação de questionários estruturados, e pesquisa bibliográfica. Concluiu-se que problemas relacionados à organização social e à ausência de assistência técnica, dificultam a união dos produtores rurais do município de Juazeiro, envolvidos com a caprinovinocultura, impossibilitando-os de serem competitivos com vistas a atender ao mercado em escala e com produtos de qualidade e, consequentemente, ascenderem em mobilidade social.
1248 rds v. 23 n. 1 (2018) TIPOS DE EMPREENDEDORES EM SHOPPING CENTERS: UM ESTUDO COMPARATIVO DE CASOS Gilmar Chagas;Anderson de Souza Sant’Anna; Este estudo tem como propósito investigar diferentes capitais - econômicos, sociais, culturais e simbólicos - mobilizados por empreendedores em dois centros de compras da cidade de Montes Claros (MG): o Quarteirão do Povo e o seu principal Shopping Center. O objetivo é melhor compreender diferenças e semelhanças entre essas duas modalidades de centros comerciais no que tange aos empreendimentos e perfis de seus empreendedores. Para tal, foi conduzida pesquisa qualitativa por meio da realização de trinta entrevistas em profundidade com empreendedores locais, contemplando as categorias teóricas do estudo, em particular as noções de Campo, Habitus e Capitais de Boudieu (2008). Quanto aos achados do estudo, constata-se uma diversidade de tipos de empreendimentos, bem como diferentes níveis de experiência, de escolaridade, histórias e perfis de gestão dos empreendedores investigados. Observa-se, também, a predominância de dois tipos de empreendedores: os Tradicionais e os Modernos. No caso do Quarteirão do Povo, predominando ambos esses tipos, e no Shopping Center, dominando o Empreendedor Moderno.
1249 rds v. 22 n. 1 (2017) AGRICULTURA FAMILIAR E ASSOCIATIVISMO: A EXPERIÊNCIA DOS AGRICULTORES DO MUNICÍPIO DE BREJETUBA-ES Rhaiany Zavarize Dala Costa;Paulo Marcelo de Souza;Leonardo Faé de Almeida; O principal objetivo da pesquisa foi analisar o processo de formação das associações de produtores rurais familiares no município de Brejetuba-ES. Essa análise baseou-se em informações obtidas mediante aplicação de questionários e realização de entrevistas, considerando uma amostra representativa de agricultores integrantes das associações do município. Concluiu-se que o associativismo mostrou-se uma alternativa importante para superar os desafios impostos aos agricultores familiares do município. Fomentadas inicialmente pelo Estado, mas alicerçadas no estoque de capital social, as associações cumprem um papel decisivo para a melhoria da estrutura produtiva, da renda e da qualidade de vida dos associados.
1250 rds v. 22 n. 1 (2017) UM PANORAMA SOBRE O PROCESSO DE MODERNIZAÇÃO: APROXIMAÇÕES E DISTANCIAMENTOS A PARTIR DE UM DIÁLOGO ENTRE COLEMAN E OS CLÁSSICOS Tacyana Karoline Araújo Lopes;Gilson Cássio Oliveira Santos; O presente ensaio constitui um esforço comparativo acerca do processo de modernização entre diferentes autores da Teoria Social. Foi desenvolvido a partir das análises comparativas do processo de modernização em Coleman, dos conceitos-chave utilizados pelos clássicos da sociologia (Durkheim, Marx e Weber) e da visão dos diferentes sociólogos para a missão da sociologia. No estudo, buscou-se criar uma interface comparativa entre as análises dos clássicos e do sociólogo norte-americano, apontando aproximações e divergências. A metodologia empregada para a formulação das análises foi a revisão de literatura, o objetivo deste estudo é compreender e explicar conceitos fundamentais para a teoria social presentes nas obras destes pensadores.
1251 rds v. 22 n. 1 (2017) ESCOLARIDADE E REBATIMENTOS NOS RENDIMENTOS DO TRABALHO FORMAL AGROPECUÁRIO: CE E RN (2002/2012) José Ediglê Alcantara Moura;Maria Jeanne Gonzaga de Paiva; As transformações macroeconômicas ocorridas no final do século XX mediante hegemonia do modelo neoliberal no Brasil impactaram fortemente em setores tradicionais da economia brasileira. Nesse âmbito, este artigo tem como objetivo analisar qual a relação entre as variáveis, escolaridade e rendimento do trabalho na caracterização do emprego formal do setor agropecuário nos estados do Ceará e Rio Grande do Norte no período de 2002 e 2012. Para tanto foi traçado o perfil socioeconômico e demográfico dos ocupados formais em tal setor. Metodologicamente utiliza-se uma breve revisão da literatura acerca dos principais determinantes da precarização no mercado de trabalho rural no Brasil, além de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os principais resultados apontam semelhanças entre os ocupados nas unidades federativas em estudo com intensa seletividade por sexo e idade, além da elevada rotatividade. Por outro lado, os dados mostram que os postos de trabalhos são precários, em que, ao longo dos anos foi constatada melhoria no grau de escolaridade dos ocupados formais, e, contrariamente ao esperado, empobrecimento dos trabalhadores do setor agropecuário que migraram das faixas de rendimento mais elevadas para as mais baixas.
1252 rds v. 22 n. 1 (2017) A MOBILIDADE URBANA E O CRESCIMENTO DA FROTA DE VEÍCULOS EM PIRAPORA Ralph José Neves dos Santos; O tema mobilidade urbana carrega consigo algumas nuancem importantes que o tornam abrangente e da mesma forma atraente, trazendo também especificidades que o colocam em evidência, especialmente no tocante às políticas públicas. É importante ressaltar que a mobilidade urbana ganha destaque a partir do momento que se consegue ter a visão clara de suas limitações, ou seja, quando percebe-se a perda ou diminuição da qualidade de vida da população em relação a aspectos como deslocamento, tempo, saúde, desenvolvimento pessoal, dentre outros. Agregado a esses, fatores relevantes, como o crescimento da frota de veículos, aumento do número de acidentes de trânsito, bem como a falta de um sistema viário que atenda a população de forma satisfatória. Este estudo teve o seu escopo nesses fatores e aspectos mencionados, direcionados ao município de Pirapora-MG. Grosso modo, percebe-se que essa cidade traduz a realidade do país, que institui leis sem o seu devido cumprimento, e que promove políticas que vão na contramão dessas mesmas legislações. Nesse sentido, a presente pesquisa busca soluções para o problema: Quais os aspectos da mobilidade urbana devem ser evidenciados pelo poder público municipal, a partir do crescimento de sua frota de veículos? Os resultados alcançados foram apresentados, ratificando a falta de planejamento ou a pouca aplicação de recursos ou ações no tocante às políticas de mobilidade urbana no município de Pirapora.
1333 rds v. 15 n. 1 (2015) PRODUÇÃO DE ALIMENTOS E EMANCIPAÇÃO FEMININA: UMA EXPERIÊNCIA DE UM GRUPO DE MULHERES NA AGRICULTURA FAMILIAR Giliarde de Souza Brito;Helder dos Anjos Augusto;Crist Ellen F. Pinheiro;Marcelo Gonçalves Machado; Rurais, Mulheres, Agroindústria Este artigo é resultado das recentes intervenções do Programa de Desenvolvimento Rural e Apoio a Reforma Agraria - PRODERA; a qual teve como objetivo analisar relações sociais, renda, gestão e empreendedorismo do grupo de mulheres ligadas ao empreendimento “agroindústria de Panificação” no assentamento Paco Paco. A pesquisa faz parte das ações que são desenvolvidas pelo PRODERA do Instituto de Ciências Agrarias/UFMG. A experiência coletiva localiza-se no município de Pirapora na margem direita do Rio São Francisco. Para construir as discussões teóricas, alguns autores foram utilizados para dar suporte teórico as proposições encontradas em campo, como Abramovay, 1997; Santos et al. (2010); Dayrell (2000); Santos (2003); Spix e Martius (1981); Van der Ploeg (2009), além de outros. A observação, a entrevista e o diário de campo foram relevantes para obter e analisar as falas e os olhares dessas mulheres. Foi possível perceber que a mulher rural tem construído saídas para a geração de renda, a qual tem contribuído para compor a renda final da família. Por meio do trabalho, essas mulheres têm conquistado visibilidade na sociedade e na família
1254 rds v. 22 n. 1 (2017) ALEITAMENTO MATERNO E LEIS TRABALHISTAS: ESTUDO COM TRABALHADORAS DOMÉSTICAS Aglair Alves da Silva;Jessie Kelly Fernandes da Silva;Ronilson Ferreira Freitas;Cynthia Lessa da Costa;Angelina do Carmo Lessa; Objetivou-se verificar o conhecimento e a experiência das trabalhadoras domésticas em relação às leis que protegem a lactante. Aplicou-se um questionário semi-estruturado sobre questões de trabalho/aleitamento. Realizou-se analises descritivas com medidas de tendência central e dispersão. Foram pesquisadas 52 mulheres. Sobre as leis trabalhistas, 53,8% disseram desconhecê-las. A formalização do vínculo trabalhista foi observada em 36,7% das mulheres. Sobre a influência do trabalho na decisão de introduzir outro leite ou alimentos complementares antes dos 6 meses de vida, 40% responderam que influenciaram. 23,1% das mulheres afirmaram não saber o que é amamentação exclusiva. Questionadas sobre o tempo que a criança deve ser amamentada, 55,9% das mães responderam que deve ser de até 6 meses de idade. O cenário aqui descrito demonstra situação de precariedade do vínculo empregatício.
1255 rds v. 22 n. 1 (2017) INTENSIDADE DA POBREZA NA REGIÃO NORTE DE MINAS GERAIS - 1991-2010: UMA ANÁLISE A PARTIR DOS DADOS DO PNUD Gilmar Ribeiro dos Santos;Raissa Cota Pales;Tereza Raquel Silveira Rosa; O Norte de Minas Gerais é uma das macrorregiões com os maiores índices de intensidade de pobreza do estado. A partir da década de 1970 houve uma significativa intervenção do Estado brasileiro na região com o objetivo de inseri-la no processo de desenvolvimento capitalista, visando melhorar as condições de vida da sua população, como argumentavam os governos federal e estadual da época. A intervenção do estado ocorreu principalmente via Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE, com significativa concentração em alguns municípios pólos, os quais iniciaram à época a implantação de um processo de industrialização. A inserção do Norte de Minas nas relações capitalistas tanto nacionais quanto internacionais, com o processo de globalização é uma realidade. No entanto, faz-se necessário analisar os impactos do desenvolvimento capitalista nas condições de vida da população local. O presente trabalho consiste em uma análise dos indicadores de pobreza e de desigualdades sociais do Norte de Minas Gerais a partir dos dados oficiais componentes do IDHM elaborado pelo PNUD de acordo com os censos de 1991, 2000 e 2010. Concluímos que o processo de modernização capitalista não foi capaz de reduzir consideravelmente a pobreza no Norte de Minas, igualando as regiões mais dinâmicas socialmente.
1256 rds v. 22 n. 1 (2017) TRATAMENTO E DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS GERADOS NOS EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS DO BRASIL: UM DIAGNÓSTICO ATRAVÉS DO OBSERVATÓRIO NACIONAL DA ECONOMIA SOLIDÁRIA E DO COOPERATIVISMO (ONESC) Victor Genizelli da Cunha; Esta pesquisa tem por objetivo elaborar um diagnóstico do tratamento e da destinação dos resíduos gerados nos empreendimentos solidários. Para esse propósito, foram utilizados dados disponíveis no Observatório Nacional da Economia Solidária e do Cooperativismo. Inicialmente, foi realizada uma pesquisa preliminar sobre os temas abordados. Em seguida, foram analisados os métodos adotados para os resíduos e as respectivas quantidades de empreendimentos. Foram colocadas como ponto de análise as práticas relacionadas à solidariedade, princípio que evidencia o respeito ao meio ambiente. Constatou-se que grande parte dos empreendimentos adotam boas práticas ambientais. Contudo, foram identificados casos de práticas inadequadas, consequentemente, em desacordo com a Economia Solidária.
1257 rds v. 22 n. 1 (2017) (RE)TAYLORIZAÇÃO DO TRABALHO DE CALL CENTERS? NOVAS CONFIGURAÇÕES E PADRÕES NAS SOCIEDADES CONTEMPORÂNEAS Talissa Naira Castanha;Luciene Rodrigues;Sílvia Gomes Rodrigues; Nas sociedades contemporâneas, os Call Centers representam uma atividade de elevadas proporções na geração de empregos, principalmente para jovens do sexo feminino. Observam-se, em alguns aspectos, aproximações das empresas de Call Center com estruturas fabris, apresentando rotinas extremamente padronizadas e controladas. A nova morfologia do trabalho capacita a analise de trabalhos que, em suas atividades diárias trazem particularidades do trabalho padronizado, característico do modelo Fordista/Taylorista, trazendo por outro âmbito o dinamismo e flexibilidade do modelo Toyotista, mesclando-se em seus postos de trabalho. São transformações ligadas à inserção e desenvolvimento de novas tecnologias nos processos de produção e, trazem consigo novos padrões na busca de eficiência e produtividade, isto é, são formas de ajustes do trabalho à lógica do mercado, marcadamente competitivo e instável. Constituem-se, portanto, uma nova parcela que amplia e diversifica a classe trabalhadora no Brasil.
1258 rds v. 22 n. 1 (2017) TRILHOS URBANOS EM MONTES CLAROS: TERRITORIALIDADES HIERARQUIZADAS E REPRESENTAÇÕES SIMBÓLICAS João Batista de Almeida Costa; As relações de moradores de Montes Claros na construção de territorialidades é lida em fluxos relacionais, tendo os trilhos urbanos de Montes Claros como o eixo a partir do qual a memória familiar e individual de cada membro é narrada. Emerge dessas relações perspectivas contraditórias que enunciam os trilhos urbanos em dimensões sociais, culturais e simbólicas que evidenciam em tempos distintos uma sociabilidade agregadora no interior da estrutura social por um lado e concepções distintas sobre as territorialidades construídas seja como progresso socioeconômico ou como atraso em diversas áreas urbanas da cidade.
1259 rds v. 22 n. 1 (2017) A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO FERRAMENTA PARA CONSTRUÇÃO DE ESPAÇOS EDUCADORES SUSTENTÁVEIS Cintia Baroldi;Mario Marcos Lopes; A escola é o espaço onde aprender é compreender, é transformar e agir, local de se estabelecer relações significativas entre o novo e o que já se sabe, levando em conta o afetivo e o social; por meio da educação ambiental a escola sustentável prepara o aluno para o exercício da cidadania, por meio da participação individual e coletiva, levando em conta os processos socioeconômicos, políticos, culturais e ambientais. A necessidade de abordar este tema é de fundamental importância para a formação de alunos conscientes de suas ações perante o meio ambiente. Assim, a escola se transforma em um espaço de construção de transformadores sociais. Diante disso, o objetivo central deste artigo é discutir as mudanças e articulações que privilegiem as práticas educativas do conhecimento e transformação de variadas formas de pensar e agir em relação a mudanças de hábitos e costumes benéficos para o meio ambiente. A busca por boas práticas de educação ambiental deve ser frequente pelos educadores, resta esclarecer que estas práticas não podem ser instantâneas, determinando um período específico para o seu desenvolvimento, mas devem ser inseridas e praticadas nas diferentes formas de trabalho na rotina escolar e por toda a comunidade escolar.
1260 rds v. 22 n. 1 (2017) CONSIDERAÇÕES SOBRE OS DIREITOS E DEVERES DO PESCADOR ARTESANAL E SUA RELAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE DE TRABALHO Rony Jefferson Albuquerque Farias;Pedro Simonard;Ronaldo Gomes Alvim;Alan do Nascimento Pedrosa;Thalita da Silva Pereira; O presente estudo aborda os direitos e deveres do pescador artesanal a partir da legislação e da inserção da educação ambiental e os reflexos da atividade pesqueira para o meio ambiente, para estes trabalhadores e demais moradores ribeirinhos. É um estudo qualitativo, exploratório e descritivo que apoia-se numa revisão bibliográfica da literatura, junto à contribuição de documentos que dão base à discussão sobre este objeto de estudo. Os resultados revelaram que através da educação ambiental, interdisciplinar e transversal, o pescador consciente pode cumprir seu papel enquanto cidadão e desfrutar de um ambiente e de uma forma de vida mais saudável, porém, a falta de articulação entre o plano de educação e o campo de atuação destes profissionais, distância a possibilidade de avanços para a sustentabilidade do ambiente. O que, somado ao uso desenfreado dos recursos naturais e a intensa degradação do ambiente natural de trabalho, refletem no bem estar do trabalhador e do ambiente. Diante deste cenário, exige-se um maior esforço para compensar a diminuição da matéria prima que lhe dá o sustento, levando esses indivíduos a uma maior exposição a fatores que condicionam uma série de agravos sociais e ambientais.
1261 rds v. 22 n. 1 (2017) SABERES POPULARES E PROGRESSO: REFLEXÕES SOBRE COMUNIDADES TRADICIONAIS Geraldo Magela Matos;Ricardo dos Santos Silva;Maria da Luz Alves Ferreira;Priscila Raposo Silva;Sarah Duarte Matos; O processo de expansão capitalista ocasiona um confronto entre o tradicional e o moderno, historicamente entendidos como polos isolados em disputa. Há uma valorização da ciência em detrimento do saber relacionado ao senso comum. O presente estudo apresenta uma breve reflexão sobre esta relação, não como saberes em disputa, mas como formas de construção do conhecimento que se complementam. Esta reflexão apresenta como objeto o processo de expansão capitalista no Norte de Minas Gerais, citando o caso da mineração no início do séc. XXI, cujas características delineiam um embate entre os saberes populares e o “progresso” (baseado no conhecimento científico). Em termos metodológicos, foi realizada uma pesquisa bibliográfica relacionada à temática em foco. Percebeu-se como os saberes (científico e tradicional) não estão desconectados e como o conhecimento tradicional é fundamental para o modo de vida da comunidade, embora desvalorizado frente à ciência.
1262 rds v. 21 n. 1 (2017) O DEBATE SOBRE REFORMA E REVOLUÇÃO: ALGUMAS IMPLICAÇÕES NA LUTA PELO DIREITO À CIDADE Pablo Eduardo Slavin; Em 1968, em um trabalho de referência intitulado O Direito à Cidade, o pensador francês Henri Lefebvre apontou o papel central que a cidade havia adquirido como cenário da luta de classes. Um cenário que muitos de seus colegas de esquerda parecem deixar de lado, concentrando-se apenas na atividade fábrica e na união. A abordagem de Lefebvre é acompanhada por outra questão-chave no debate da esquerda marxista, como é a suposta contradição entre a Reforma e a Revolução. Um debate começou no final do século XIX, e isso seria um pilar no coração da social-democracia a partir daí. Com esses eixos como guia, tentaremos analisar criticamente a validade desse debate e a importância de visualizar a luta pelo Direito à Cidade - simultaneamente - como meio e como fim para a transformação da sociedade capitalista de hoje, estratégias concretas e algumas propostas com o objetivo de contribuir para tornar a cidade.
1263 rds v. 21 n. 1 (2017) CIDADES EM DÍVIDA: O AVANÇO DAS POLÍTICAS NEOLIBERAIS SOBRE O DIREITO À CIDADE Lucia S. Martinez Irazoqui; O direito à cidade, definido por Henri Lefebvre em 1967, como o direito dos moradores urbanos de tornar a cidade um espaço privilegiado para a luta anticapitalista, hoje é o centro do debate político. A fim de fornecer algumas reflexões sobre o modelo do urbanismo neoliberal, este artigo trata dos efeitos da austeridade e das políticas sociais aplicadas no tempo presente na República Argentina e, como isso afeta a validade dos Direitos Humanos, impactando na organização e crescimento de nossas cidades. O aumento da exclusão, da pobreza e do desemprego não são características exclusivas da Argentina, mas uma realidade de toda a América Latina. O que podemos enfrentar nesta realidade? Como enfrentá-lo? Estas são algumas das questões que levantamos.
1264 rds v. 21 n. 1 (2017) O ESPAÇO COMO CAPITAL: CONTRIBUIÇÕES À TEORIA DA AÇÃO PRÁTICA DE BOURDIEU Anderson de Souza Sant’Anna; A partir da análise de dinâmicas de reconversão de funções econômicas de cidades (SANT’ANNA, 2016; NELSON, SANT’ANNA, WOOD, 2016; OLIVEIRA, SANT’ANNA, DINIZ, 2013) e de requalificação de espaços urbanos (SANT’ANNA, MENDONÇA, DINIZ, 2016; OLIVEIRA, SANT’ANNA, DINIZ, CARVALHO NETO, 2015), conduzidos com base na “Teoria da Ação Prática”, desenvolvida por Bourdieu, este artigo destaca principais achados e resultados, com ênfase em contribuições aos estudos elaborados por este autor, em particular, à sua noção de capital. Além de sua aplicação na investigação das formas como diferentes agentes sociais se inter-relacionam – ou não – com vistas ao domínio dos campos em que se inserem, as dinâmicas investigadas denotam a importância da compreensão dos atributos de capitais mobilizados pelo conjunto agentes investigados – políticos, empresários, sociedade civil, empreendedorismo –, com destaque para a consideração de tipologias e “ecologias empreendedoras locais” identificadas. Como resultado, aportes significativos à “Teoria da Ação Prática” podem ser registrados por meio da ressignificação do construto “espaço”, ainda pouco explorado no arcabouço teórico de Bourdieu. Com base nos achados e conclusões decorrentes dos esforços de pesquisa coordenados por Sant’Anna e colaboradores evidencia-se o papel estratégico, para além dos capitais econômicos, sociais, culturais e simbólicos, de uma nova modalidade de capital: o “capital espacial”.
1265 rds v. 21 n. 1 (2017) UMA ANÁLISE DA GESTÃO SOCIAL EM COOPERATIVAS AGROPECUÁRIAS SOB A PERSPECTIVA DA ORGANIZAÇÃO DO QUADRO SOCIAL Alex dos Santos Macedo;Diego Neves de Sousa;Michele Silva Costa;Cleiton Silva Ferreira Milagres; A Organização do Quadro Social é uma ferramenta estratégica da gestão social de cooperativas, que consiste num processo sistemático de comunicação e integração entre cooperados e conselho administrativo, operacionalizado através de um comitê educativo. Assim, este artigo objetiva entender o funcionamento do processo de comunicação entre cooperativas agropecuárias e produtores rurais, viabilizado pela gestão social através do processo de Organização do Quadro Social. A pesquisa realizada teve caráter exploratório descritivo e utilizou-se de um estudo de caso numa cooperativa agropecuária de Minas Gerais. Entrevistas, aplicação de questionários, dados secundários e observação participante foram as técnicas de coletas de dados utilizadas para se chegar aos resultados, os quais indicam que o trabalho de OQS potencializa as atividades agroindustriais se bem articuladas entre as organizações do mesmo sistema, mas ao mesmo tempo revela que falta um planejamento das atividades de educação cooperativista. Conclui que essa ferramenta promove um maior envolvimento entre os membros da cooperativa, elimina o distanciamento entre cooperativas e associados, promove a socialização dos cooperados, a melhoria dos serviços de assistência técnica, da produção e da produtividade.
1266 rds v. 21 n. 1 (2017) O COMBATE AO TRABALHO INFANTIL NO SETOR AGROPECUÁRIO DA MICRORREGIÃO DE TOLEDO-PR Edicleia Lopes da Cruz Souza;Zelimar Soares Bidarra;Jefferson Andronio Ramundo Staduto; O estudo objetiva analisar a participação do trabalho de crianças e adolescentes, menores de 14 anos, no setor agropecuário nos municípios da Microrregião de Toledo-PR, que são reconhecidos pelo destaque na produção agropecuária e representatividade na agricultura familiar. Utilizou-se dados do Censo Agropecuário de 2006, os quais mostraram a existência de 2.630 crianças ocupadas na Microrregião, cuja maioria estava na agricultura familiar. O número de meninos era 31% maior que o das meninas, embora a participação de ambos os sexos seja elevada. Em quantidades, se destacaram os municípios de Santa Helena, Toledo e Mercedes, mas em toda a Microrregião houve o registro de crianças e adolescentes trabalhadores. Ao verificar a presença de mecanismos de proteção social nas vidas das famílias em condições de vulnerabilidade econômico-social, bem como de suas respectivas crianças e adolescentes, constatou-se que em um universo de 9.625 estabelecimentos agropecuários familiares em toda a Microrregião de Toledo, apenas 69 famílias, eram beneficiárias do Programa Bolsa Família (PBF), dentro do qual se encontra Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). Reforça-se a necessidade de incluir nas discussões sobre o desenvolvimento local a problemática do trabalho infantil, inclusive sobre a importância e capacidade de interferência das políticas públicas nessa questão.
1267 rds v. 21 n. 1 (2017) A FORMAÇÃO DO ADMINISTRADOR SOB O PRISMA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GESTÃO SUSTENTÁVEL: UM ESTUDO DE CASO COM APLICAÇÃO DE UM PROJETO INTERDISCIPLINAR Fernando Dandaro; A preocupação com o meio ambiente, Educação Ambiental e Gestão Sustentável está presente e deve ser incorporado nas atividades e ações da sociedade. Nas últimas décadas surgiram muitas discussões, conferências e políticas voltadas para essas questões, em especial, o surgimento de leis promovendo a implantação da Educação Ambiental e da Sustentabilidade nos currículos escolares, tanto na educação básica, como no ensino superior. Porém, necessita-se de que tais questões sejam abordadas de forma estratégica e interdisciplinar. Assim, o objetivo desse trabalho é analisar as contribuições da aplicação de um Projeto Interdisciplinar na formação do Bacharel em Administração, sob o prisma da Educação Ambiental e Sustentabilidade. Para tanto, utilizou-se como procedimentos metodológicos o levantamento bibliográfico exploratório e pesquisa de campo com aplicação de um questionário, sendo esta de caráter descritivo, obtendo respectivamente dados secundários e primários para uma análise quali-quantitativa. O questionário foi aplicado em 40 (quarenta) egressos do curso de Bacharelado em Administração em uma Instituição de Ensino Superior de Sertãozinho-SP, sendo 20 (vinte) egressos do ano de 2015, quando não existia o Projeto Interdisciplinar na proposta pedagógica e 20 (vinte) egressos do ano de 2016, sendo que estes tiveram uma formação pautada em um Projeto Interdisciplinar voltado para a Educação Ambiental e Sustentabilidade. Como resultado verificou-se que os Projetos Interdisciplinares contribuem para o ensino aprendizagem, para a integração das disciplinas, promovendo uma formação com competências e habilidades necessárias para que o Administrador possa atuar de forma satisfatória no mercado. Portanto, com a pesquisa 100% dos egressos de 2016 que se formaram a partir de projeto interdisciplinares ficaram satisfatórios com a formação recebida e 90% deles julgam estar preparados completamente sobre as questões que envolvem Educação Ambiental e Gestão Sustentável.
1268 rds v. 21 n. 1 (2017) A EUGENIA E O IMPERIALISMO COMO FUNDAMENTOS DA IDÉIA DE PAZ SEGUNDO ADOLF HITLER Fábio Antunes Vieira;Alysson Luiz Freitas de Jesus; Sob os postulados da “lei da natureza” e do “espaço vital”, Adolf Hitler precipitou um conflito de proporção mundial. Acerca do assunto, é notório que a produção historiográfica e a mídia internacional privilegiam o supracitado líder nazista muito mais como agente da História, do que seu sujeito. Destarte, o propósito deste trabalho é procurar abstrair uma lógica da idéia de paz para um homem que só pode ser melhor compreendido, se admitido também como um sujeito afetado pelos acontecimentos e idéias do seu tempo, particularmente, no que se presta aqui, a eugenia e o imperialismo.
1269 rds v. 21 n. 1 (2017) OCORRÊNCIA DO PEQUIZEIRO (CARYOCAR BRASILIENSE) NO NORTE DE MINAS GERAIS Raul de Magalhães Filho;Mariley Gonçalves Borges;Manoel Reinaldo Leite;Marcos Esdras Leite; O pequizeiro (Caryocar brasiliense) é considerada uma espécie típica do bioma Cerrado, este por sua vez, apresenta contribuições sociais e econômicas a partir da utilização e comercialização do seu fruto, o pequi. Tendo como foco de análise o Norte de Minas Gerais, o presente trabalho tem como objetivo identificar a área potencial de ocorrência do pequizeiro. Este trabalho, justifica-se pela necessidade de contribuir na conservação do pequi e de sua área de ocorrência, uma vez que é considerada uma espécie com risco de extinção. Assim sendo, o método utilizado neste trabalho, consistiu em uma classificação supervisionada de imagens de satélite, tendo como base o classificador Árvore de Decisão, no software ENVI. A partir dos produtos obtidos e dos levantamentos de campo realizados, constatou-se que a área potencial de ocorrência do pequizeiro no Norte de Minas Gerais compreende 46.965,09 km², isto é 37,09% da área do Norte de Minas.
1270 rds v. 21 n. 1 (2017) ASPECTOS ECONÔMICOS DA CADEIA PRODUTIVA DO PEQUI NOS MUNICÍPIOS DA MICRORREGIÃO DE MONTES CLAROS. Graziano Leal Fonseca;Maria Tereza Pereira dos Santos;Maria Ivete Soares de Almeida; Considerado o segundo maior bioma de Brasil, o Cerrado apresenta em sua fitofisionomia uma grande riqueza de espécies, base para o extrativismo que garantem a sobrevivência de inúmeras famílias habitantes de comunidades rurais. Dentre os inúmeros produtos extraídos do Cerrado com potencial para comercialização se destaca o Pequi. Dessa forma Minas Gerais tem no desenvolvimento da cadeia produtiva do pequi, uma alternativa que contribui com o desenvolvimento local de regiões mais pobres do Estado. Assim o presente artigo tem como objetivo destacar a relevância econômica do extrativismo do pequi para as populações rurais de diversos municípios que compõe a Microrregião de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. O levantamento de dados foi conduzido por etapas, divididas em pesquisa bibliográfica, levantamento e análise de indicadores sociais e econômicos, trabalho de campo com realização de entrevistas, visitas as Ematers e as comunidades rurais. Com esses procedimentos foi possível analisar que os municípios que compõe a microrregião de Montes Claros apresentam grande potencial para o desenvolvimento do extrativismo do pequi, mesmo que a renda e os lucros sejam distribuídos de forma desigual e não seja explorado todo seu potencial. Carecendo assim de maior incentivo de órgãos públicos e organização das comunidades extrativistas.
1271 rds v. 21 n. 1 (2017) ESPACIALIZAÇÃO DA AGRICULTURA URBANA NA CIDADE DE MONTES CLAROS, MINAS GERAIS, BRASIL Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Marina de Fátima Brandão Carneiro;Igor Martins de Oliveira; Dentre as diversas formas de ocupação do espaço urbano, encontra-se a prática de Agricultura Urbana desenvolvida nos quintais e nos lotes vagos. O objetivo deste trabalho é analisar o processo de organização das dinâmicas estruturais do processo de produção da Agricultura Urbana no espaço urbano montes-clarense. Os procedimentos metodológicos adotados foram a revisão de literatura e as atividades empíricas desenvolvidas nas áreas de Agricultura Urbana. A discussão teórico-conceitual subsidiou a abordagem das práticas agrícolas urbanas e suas políticas públicas voltadas para a promoção da segurança alimentar em Montes Claros.
1272 rds v. 21 n. 1 (2017) MULTIPARENTALIDADE: CONSEQUÊNCIAS JURÍDICAS DO SEU RECONHECIMENTO NO DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÓRIO July Anne Mendes Lima da Mata;Ronilson Ferreira Freitas; O direito de família é dinâmico e a concepção de família tem tido grande mobilidadecom o tempo, ocasionando o surgimento de vários arranjos familiares, entre eles, a multiparentalidade, a qual se trata da coexistência de parentalidade socioafetiva e biológica por mais de dois pais. A finalidade do artigo é analisar e compreender a multiparentalidade no sistema jurídico brasileiro, com enfoque nas consequências jurídica s surgidas com o seu reconhecimento no âmbito do direito de família e sucessório. Assim, fica evidente que a multiparentalidade vai além do assentamento em registro civil da paternidade ou maternidade , e a valorização do afeto nas relações familiares é o que possibilita a existência de tal instituto, uma vez que equipara o vínculo familiar derivado de consanguinidade ou afinidade, tendo em vista os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e princípio da afetividade.
1273 rds v. 21 n. 1 (2017) DISQUE-ESTRADA: DESVENDANDO OS IMPASSES PARA O DESENVOLVIMENTO NAS COMUNIDADES DA LAGOA MUNDAÚ EM MACEIÓ AL Alan do Nascimento Pedrosa;Maria dos Prazeres Santos Medeiros;Rodrigo Vanderlan do Nascimento;Vivianny Kelly Galvão; Com uma metodologia amparada por estudos bibliográficos e pela percepção de campo, este artigo vem apresentar o panorama da difícil realidade vivenciada pelos moradores das comunidades localizadas na Orla da Lagoa Mundaú na Cidade de Maceió, Alagoas, numa extensão que compreende a Avenida Dique Estrada, principal via de acesso ao Bairro do Vergel do Lago. Assim, objetivando a compreensão dos empecilhos para o desenvolvimento socioeconômico, este artigo visa refletir sobre as diversas formas de privação da liberdad e e dos direitos básicos dos cidadão s por meio da correlação dos pensamentos de alguns autores com os problemas sociais, ambientais e econômicos observados e identificados in loco . Pressupõe se então que parte significativa dos moradores ribeirinhos da orla lagunar encontram se socialmente excluídos d o acesso às políticas públicas, implica ndo assim, na aglomeração de potenciais entrav es que inviabilizam o proces so de desenvolvimento humano . Por fim, admite se a importância deste estudo na defesa da busca por mecanismos conscientizadores do potencial econômico e ambiental deste trecho lagunar, e sobretudo, na pers pectiva da inserção de esta população no cenário das políticas públicas, como agentes ativos nas tomadas de decisões, contemplando ações que possibilit em a efetivação da dignidade humana e a busca por uma melhor qualidade de vida.
1274 rds v. 21 n. 1 (2017) ANÁLISE CRÍTICA DO ARTIGO 2º DA LEI 8.080 DE 1990 (LEI ORGÂNICA DA SAÚDE) QUE DISPÕE QUE A SAÚDE É UM DIREITO FUNDAMENTAL DO SER HUMANO Matheus Rocha de Oliveira;Ronilson Ferreira Freitas; A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 representou uma importante mudança da saúde no Brasil, pois ela implantou no país a forma descentralizada da saúde, com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), que passou a ser regulamentado principalmente pela lei 8.080/90. Tal lei dispõe em seu artigo 2º que “a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício”. No entanto, é notável a dificuldade que o estado possui em prestar acesso à saúde de qualidade para toda a população brasileira. O objetivo geral do presente estudo é realizar uma análise crítica do mencionado artigo e demonstrar a sua efetividade em âmbito em federal, observando-se a prestação da saúde está sendo exercida de forma plena pelo estado como afirma o dispositivo em comento.
1275 rds v. 21 n. 1 (2017) A TAINHA NA BARRA DA LAGUNA DE TRAMANDAÍ: O PAPEL DO LOCAL NA DINÂMICA ECONÔMICA DA REGIÃO DO LITORAL NORTE DO RIO GRANDE DO SUL Helena Botelho Senna;Daniela Garcez Wives;Marlise Amália Reinehr Dal Forno;Márcia dos Santos Ramos Berreta; Este artigo tem por objetivo evidenciar a busca dos pescadores artesanais da Região do Litoral Norte em se conectarem aos mercados de proximidade em cadeias curtas de comercialização, recorrendo para tanto ao alimento e a construção de redes sociais imersas no “local. Este artigo assentasse em uma visão mais aprofundada em torno da noção de imersão, e da nova Geografia Econômica. A área delimitada para realizar este estudo, a Região do Litoral Norte do Estado do Rio Grande do Sul - Brasil, localiza-se na Microrregião de Osório e explorou-se o caso dos pescadores artesanais de tainaha. Partiu-se de um viés qualitativo, e de um trabalho de caráter exploratório, entre os meses de dezembro de 2016 até abril de 2017 foram realizados as entrevistas, com questões abertas (roteiro), observação participante. Finalizando, a análise realizada revelou que alimentos alternativos podem expressar mais do que o tradição, eles têm a capacidade de ilustrar uma forma de defesa da autonomia local, e um retorno aos fundamentos do que representa a o saber fazer e a cultura. Girando em torno das muitas formas de compor a produção e o consumo decorrendo dos conhecimentos imersos no local.
1276 rds v. 21 n. 1 (2017) PARQUE ESTADUAL DE GRÃO MOGOL – MG: AVALIAÇÃO DE MANEJO E SUA ADEQUAÇÃO AO SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO – SNUC Maria Terezinha do Rosário Oliveira Paulino;Ana Maria Lacerda de Freitas;Frederico Maciel Borges;Kátia Kelly Lacerda de Freitas;Pedro Ivo Jorge Gomes;Renata Flávia Nobre Canela Dias; O presente trabalho tem como objetivo avaliar a efetividade de manejo no Parque Estadual de Grão Mogol e a sua adequação ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC (a Lei 9.985 de18 de Julho de 2000). Metodologicamente, conta-se com uma pesquisa bibliográfica e descritiva com aplicação de questionários junto aos moradores da cidade de Grão Mogol e de entrevistas semiestruturadas direcionadas aos gestores e secretário de Meio Ambiente do município. O PEGM foi criado em uma área em que vivem cerca de cem famílias tradicionais, e que não foram desapropriadas nem indenizadas, sendo impedidas de desfrutar de suas terras. Após dez anos de criação do Parque a questão fundiária tem sido um dos principais problemas enfrentados pelo Instituto Estadual de Florestas – IEF, por não possuir regulamentação fundiária e não ter um plano de manejo. Neste sentido, observou-se que o PEGM, não foi fruto do anseio da sociedade, todavia, um ato do Poder Público, que não planejou sua criação. Dessa forma, com o SNUC o Parque Estadual de Grão Mogol passou a ser regulamentado por ordenamento e está em processo de adaptação, não podendo ser considerado efetivo, uma vez que muitos são os problemas a serem resolvidos.
1277 rds v. 20 n. 1 (2017) AS ESTRATÉGIAS PARA PERMANECER NO CAMPO E OS MODOS DE VIDA DE JOVENS NO LITORAL NORTE DO RIO GRANDE DO SUL Anelise Carlos Becker Vieira;Guilherme Francisco Waterloo Radomsky;Daniela Garcez Wives; O objetivo do artigo é analisar as estratégias de jovens para permanência no campo, a partir da abordagem dos modos de vida, do economista Frank Ellis. O texto é parte dos resultados da pesquisa realizada nos municípios de Três Cachoeiras, Morrinhos do Sul e Mampituba, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, Brasil. Os resultados desta pesquisa apontam para as diferentes características dos modos de vida dos jovens rurais, as quais são fruto de suas trajetórias, estabelecendo as estratégias que são próprias e específicas de cada sistema de produção, o sistema de produção convencional ou o sistema agroecológico. Portanto, o estudo mostrou que os jovens promovem transformações em seus modos de vida, constroem estratégias que garantam sua permanência no meio rural, com acesso aos recursos necessários para reprodução social e o desenvolvimento da qualidade de vida no campo.
1278 rds v. 20 n. 1 (2017) A PRÁTICA ARTESANAL EM MACHADOS(PE) E O DESENVOLVIMENTO LOCAL Erika Alencar de Moura Mendes;Maria Zênia Tavares da Silva; Este estudo objetiva analisar as possibilidades de desenvolvimento local a partir das práticas artesanais oriundas da produção de banana em Machados/PE. Foi realizada uma pesquisa com observações e leituras bibliográficas e após com entrevistas a dois grupos de artesãos/ãs, no município de Machados/PE. Os resultados mostraram que as práticas artesanais são de grande importância tanto para o município quanto para os artesão envolvidos, pois além da geração de renda, promovem melhoras nas condições de vida social e pessoal. Por outro lado enfrenta alguns impasses como locais de trabalho, diminuição da quantidade de artesão/ãs, valorização e visibilidade na cidade. Ainda assim, o artesanato de Machados/PE pode ser considerado uma alternativa de Desenvolvimento Local, pois a prática, segundo os/as próprios/as artesãos/ãs revelaram, possibilitou um crescimento a nível cultural e econômico, para os envolvidos.
1279 rds v. 20 n. 1 (2017) REFLEXOS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA NOS INDICADORES SOCIAIS DE MUNICÍPIOS DE PEQUENO PORTE Rafael Klein Moreschi;Leandro Neuhaus;Eliane Rita Solivo;Sirlei Favero Cetolin; Este estudo teve como objetivo analisar os reflexos do Programa Bolsa Família nos indicadores sociais de municípios brasileiros de pequeno porte. Sendo que o mesmo justifica-se principalmente pela necessidade de se investigar os resultados trazidos pelo Programa Bolsa Família, desde a sua implantação até os dias atuais. A pesquisa realizada foi do tipo quali-quanti. Este trabalho adotou, ainda, a estratégia do estudo de caso, que foi apoiada pela pesquisa exploratória. Utilizaram-se dados secundários que foram obtidos principalmente por meio das seguintes fontes: Atlas Brasil e Federação Catarinense de Municípios. A apresentação dos dados e a análise dos resultados se deram por meio de técnicas estatísticas e análise de conteúdo. Durante o processo de pesquisa documental emergiram as categorias de análise deste estudo (Saúde, Educação e Assistência Social). Por fim, verificou-se que o Programa Bolsa Família teve reflexos positivos significativos nos indicadores sociais dos municípios brasileiros de pequeno porte.
1280 rds v. 20 n. 1 (2017) CIBERESPAÇO: ENTRE ESPAÇO, REDES E PERFORMANCES SOCIOESPACIAIS Gustavo Souza Santos;Maria das Graças Campolina Cunha; O ciberespaço se constitui como um espaço reticulado, cuja funcionalidade e (i)materialidade o posicionam para além da técnica e da infraestrutura informacional, mas o tornam um esteio propício para performances socioespaciais. A proposta deste artigo é discutir o ciberespaço como um espaço reticulado, isto é, um esteio que se articula entre espaço e rede, refletindo a produção de performances socioespaciais a partir de sua constituição e funcionalidade. No itinerário discursivo, são analisados os marcadores de (i)materialidade, virtualidade, comunicação e técnica, deflagradores das performances socioespaciais no ciberespaço. As discussões aqui levantadas partem da complexificação sociocultural promovida pelo ciberespaço que tem reconfigurado espaço, sujeitos, interações e coletividades, temáticas assaz pertinentes à Geografia contemporânea que tem se debruçado sob as revoluções entre espaço e sociedade.
1281 rds v. 20 n. 1 (2017) O SISTEMA PENAL BRASILEIRO E O TRATAMENTO DISPENSADO AOS DELINQUENTES PSICOPATAS Izabela Cristina Alves Barbosa;Ronilson Ferreira Freitas; Este estudo tem como objetivo discutir a ineficiência do Sistema Penal Brasileiro referente à aplicabilidade da pena em face dos psicopatas. Parte da premissa que o sistema punitivo, não constitui o meio mais eficaz no que se refere à ressocialização e consequentemente na diminuição da incidência de crimes cometidos pelos indivíduos com personalidade psicopática que foram submetidos ao método. O tratamento que se aplica ao criminoso que possui personalidade psicopática é o mesmo aplicado ao criminoso comum, no entanto nota-se que este tratamento não produz nenhum efeito ressocializador em face dos psicopatas. O ordenamento jurídico não traz distinção entre os condenados, sendo essa a principal falha inerente ao processo de ressocialização dos psicopatas criminosos. É necessário se discutir a implementação de tratamento diferenciado destes indivíduos, com uma legislação específica, assim como se tem feito em outros países, impossibilitando assim que os psicopatas tenham contato com outros criminosos, para não manipularem nem incentivarem os demais a continuarem praticando crimes.
1282 rds v. 20 n. 1 (2017) A FEIRA LIVRE DE COUTO DE MAGALHÃES DE MINAS, NO ALTO VALE DO JEQUITINHONHA, MINAS GERAIS: A PERCEPÇÃO DOS FEIRANTES E CONSUMIDORES Érika Júnia Paulino;João Victor Leite Dias;Nadja Maria Gomes Murta;Harriman Aley Morais;Herton Helder Rocha Pires; O presente artigo aborda as percepções de feirantes e consumidores da feira livre do município de Couto de Magalhães de Minas, no Alto Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. O objetivo foi conhecer a importância socioeconômica desta feira nesta pequena comunidade, sob a ótica dos comerciantes e dos consumidores. Foi aplicado um questionário com 8 questões abertas a cada feirante, para que cada um respondesse livremente de acordo com suas percepções, sobre a importância da feira como espaço de comercialização de seus produtos. Também foram entrevistados 25 consumidores no momento de sua chegada à feira e na saída da mesma. Para 35,7% dos feirantes entrevistados, a feira configura-se como único canal de comercialização de seus produtos e para 28,7% deles a feira é importante, porque facilita a convivência entre amigos. Para os consumidores os maiores atrativos da feira foram o preço dos produtos (48%) e a qualidade dos mesmos (44%), além de muitos terem também relatado que a feira se configura como local para passeio e encontro com os amigos. Conclui-se, portanto, que a feira livre da cidade de Couto de Magalhães de Minas representa não somente um importante local de venda e compra de alimentos, sendo a principal fonte de renda de muitos produtores rurais, mas também um importante local de convívio social do município.
1283 rds v. 20 n. 1 (2017) ANÁLISE SOBRE O GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NA CIDADE DE MONTES CLAROS, MG Andressa Murta Faria; Os resíduos sólidos são considerados problemas ambientais de grande intensidade em decorrência do crescimento no processo industrial, do adensamento populacional e do consumo exagerado das pessoas. Para minimizar os impactos ambientais foi aprovada em 2010 a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que é considerada uma grande ferramenta para atenuar a degradação e contaminação do meio ambiente por esses resíduos. A PNRS propõe a redução, reutilização e reciclagem dos resíduos, além das boas práticas de sustentabilidade. O objetivo deste trabalho é mostrar a boa prática de gerenciamento de resíduos adotada na capital mineira, conhecer a gestão de resíduos sólidos adotadas pela Prefeitura de Montes Claros e demonstrar os volumes dos resíduos sólidos coletados pela Prefeitura nos últimos anos.
1284 rds v. 20 n. 1 (2017) GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS: UM OLHAR PARA O FUTURO Fernanda Louzada;Geraldo Silveira Leão;Simone Mendes de Oliveira; O presente trabalho tem como objetivo mostrar como a Gestão de Recursos Humanos pode influenciar no desenvolvimento das organizações. Tem como meta demonstrar como as organizações atuais estão focadas no recurso mais valioso que elas possuem – o capital humano. Com o objetivo de compreender e refletir através de vários autores, a importância dos recursos humanos dentro das empresas atuais e a visão para o futuro levando em conta o resultado obtido com este tipo de gestão. Neste contexto, visa a análise dos objetivos da visão estratégica e sistêmica dos Recursos Humanos (RH) moderno. Mostram-se também neste trabalho através de autores pesquisados, os resultados obtidos utilizando a gestão de recursos humanos voltada para o futuro. Que a gestão de RH entenda seu papel na criação e execução de estratégias da empresa e busque as necessidades pertinentes. Quanto à metodologia, pode-se dizer que é julgada como descritiva, aplicada e bibliográfica. O levantamento bibliográfico foi baseado em Chiavenato (2010), Thomas Wood Jr. (2012), Dave Ulrich (1998) e César Souza (2000). Os principais resultados obtidos mostraram a busca da excelência para avaliar a instituição e procedimentos na gestão das pessoas da equipe de trabalho administrativo que, para desenvolver, precisam renovar, criar maneiras dinâmicas, melhorar o desempenho já adquirido, adequar processos internos e relacionar melhor com seus colegas de trabalho para atingir o diferencial organizacional.
1285 rds v. 20 n. 1 (2017) O PROCESSO DE FORMALIZAÇÃO EM UM EMPREENDIMENTO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA Diego Neves de Sousa;Cleiton Silva Ferreira Milagres;Dayane Rouse Neves Sousa;Cleverson Silva Ferreira Milagres; O presente trabalho tem como objetivo descrever as informações necessárias para a formalização de um empreendimento comunitário autogestionário, que tem como caso empírico a Padaria Artesanal Comunitária Mãos de Fibra, localizada na zona rural de Viçosa – MG, utilizando do apoio de técnicas participativas. O processo de formalização consistiu nas seguintes etapas: assembleia de fundação, elaboração do Estatuto Social, formação de chapa, ata de fundação, requerimento, registro da Associação no cartório e, por fim, aquisição do CNPJ. Entre os resultados, verificou-se que a formalização do empreendimento coletivo, como organização comunitária, passa a ser uma instituição importante na promoção da participação social dos envolvidos na comunidade e na condução de suas ações e decisões, a fim de promover o desenvolvimento local.
1286 rds v. 20 n. 1 (2017) ASSOCIAÇÕES E O FORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR: UM OLHAR SOBRE BRASILEIRA, UMA COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO Kleber Avila Ribeiro;Edna Souza Moreira;Aldinéia Marques Rodrigues;Aline Reis de Souza; O presente trabalho tem como objetivo compreender por que os agricultores familiares da comunidade Brasileira não se organizam em associações com intuito de promover o fortalecimento da agricultura familiar no município de Bom Jesus da Lapa - BA. Buscou-se ainda, traçar o perfil dos agricultores familiares, identificar a concepção que eles têm de associações e compreender como elas podem contribuir para o fortalecimento da agricultura familiar. A pesquisa foi realizada sob a ótica da abordagem qualitativa. Adotou-se a pesquisa participante para a condução da investigação e alcance dos objetivos propostos, sendo adotados ainda, procedimentos de coleta de dados, tais como, a aplicação de questionários estruturados e entrevistas semiestruturadas. Tais instrumentos foram importantes para o alcance de informações relevantes para a realização da análise de dados por meio da técnica de triangulação. Durante pesquisa de campo, realizou-se coleta de dados primários com todos os agricultores da comunidade objeto deste estudo, o que contribuiu significativamente para a o alcance dos resultados almejados. Com base nos dados coletados pode-se perceber a importância da agricultura familiar para a geração de emprego e renda, bem como a necessidade de organização da produção agrícola realizada dentro da comunidade Brasileira. Foi possível identificar a existência de uma associação no quilombo voltada apenas para atividades sociais, os agricultores pretendem organizá-la para que, por intermédio da associação, possam inserir os excedentes produzidos em suas respectivas propriedades em outros mercados.
1287 rds v. 20 n. 1 (2017) AVALIAÇÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL RELACIONADA À QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO NO MUNICÍPIO DE DIAMANTINA, MINAS GERAIS Natália de Tartler;Herton Helder Rocha Pires;Antonio Sousa Santos; O estudo teve como objetivo avaliar a implementação do Programa Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental Relacionada à Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiágua) no município de Diamantina, Alto Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Os gestores do Programa foram entrevistados e responderam questionário do Ministério da Saúde (BRASIL, 2009). O Programa Vigiágua foi implantado em 2013 no município e as ações desenvolvidas ainda são incipientes, o cadastramento se restringe aos sistemas de distribuição de água, o monitoramento da qualidade da água contempla somente as áreas urbanas, e o número mínimo de amostras determinado na legislação ainda não é executado. Constatou-se que a análise integrada de dados da Vigilância Epidemiológica e da Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano ocorre somente em casos de surtos epidêmicos relacionados com a água. A desarticulação entre os setores de vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica é um fator que limita as ações já fragmentadas do Programa no município. Considera-se importante que o setor saúde do município aborde as relações entre saúde, saneamento e meio ambiente, com um enfoque ecossistêmico e interdisciplinar, capaz de integrar os determinantes da saúde, sejam eles biológicos, sociais, ambientais ou culturais. A integração entre as vigilâncias sanitária, epidemiológica, ambiental e com outros setores relacionados com a qualidade da água para além da saúde, como educação, meio ambiente e saneamento constituem-se em atividades relevantes para o êxito e aprimoramento do Programa Vigiágua, por meio de uma avaliação e compreensão integrada do conhecimento interdisciplinar.
1288 rds v. 20 n. 1 (2017) ADOÇÃO HOMOAFETIVA E A ACEITAÇÃO SOCIAL DO NOVO MODELO DE FAMÍLIA Desirrê Cristina de Souza;Ronilson Ferreira Freitas; A proposta do presente estudo concentrou-se na discussão do novo modelo de família, a aceitação da sociedade perante a união homoafetiva e na adoção de crianças e adolescentes. Com o reconhecimento da união estável entre casais homoafetivos pelo Supremo Tribunal Federal oficializou-se na sociedade brasileira um novo modelo de família, inovando o modelo tradicional e, em decorrência disso, surgiram questionamentos no âmbito jurídico sobre os direitos decorrentes dessa união. Nesse sentido, o objetivo do estudo foi analisar o instituto da adoção por casais homoafetivos e apresentar os posicionamentos dos tribunais, tendo em vista que o ordenamento jurídico brasileiro ainda carece de legislação que trate desse tema. A trajetória metodológica do estudo baseou- se em uma revisão bibliográfica com abordagem qualitativa, a partir de doutrinas e estudos que abordem a temática.
1289 rds v. 20 n. 1 (2017) DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL E CAMPESINATO NO ASSENTAMENTO SANTA OLGA NO MUNICÍPIO DE NOVA ANDRADINA/MS Fabiano Greter Moreira; As relações que permeiam o campo fazem com que as pessoas que estão inseridas neste cenário, promovam novas significações em seu desenvolvimento territorial, sobretudo, no campesinato. Ao se tratar de características do campesinato, abordadas dentro de um assentamento rural, várias são as perspectivas de desenvolvimento territorial dos lotes e dos assentados. O objetivo do trabalho é apresentar perspectivas de um olhar mais intrínseco dos assentados, sobre a ótica do desenvolvimento territorial em face ao campesinato. Por meio, de um estudo de caso, busca-se levantar e caracterizar fatores determinantes das relações de produção e desenvolvimento, mediante amostra no assentamento Santa Olga, no município de Nova Andradina/MS. Dentre os resultados obtidos, observou-se que, o trabalho em família é um fator predominante no assentamento, ligado as operações na produção dos lotes, bem como, a composição familiar e as atividades não agrícolas, como forma de permanência no campo.
1290 rds v. 19 n. 1 (2016) EM BUSCA DE POLÍTICAS PÚBLICAS NÃO EXCLUDENTES: ANÁLISE A PARTIR DO DISCURSO DO SUJEITO COLETIVO (DSC) Antonio Fagner da Silva Bastos;Sandro Valença;Kelly Maria Paz e Silva; Bicicleta, Caruaru (PE), Mobilidade Urbana Tratando-se de espaço urbano, a mobilidade é condição sine qua non. Das diferentes opções para a mobilidade urbana, o modal bicicleta se destaca por ser um com amplos predicados, no que tange à sustentabilidade. Porém, a preocupação que fez emergir este estudo aborda a possibilidade da bicicleta poder se tornar um modal excludente, o que se daria por causa de uma virtual tendência de políticas públicas (PP) implementadas para os ciclistas serem, na prática, direcionadas a apenas uma parte deles e, por isso, excludentes. Assim, o objetivo geral do estudo é: “Indicar fatores-chave para que as PP direcionadas aos ciclistas, do município de Caruaru (PE), não se tornem excludentes”. Em função disso, o método utilizado foi o do discurso sujeito coletivo (DSC), à luz da teoria da complexidade. Os resultados indicaram que em Caruaru (PE), os fatores-chave para se evitar que as PP para ciclistas não se tornem excludentes são: privilegiar equitativamente todos os usuários; organizar os espaços já existentes; criar condições para que os modais coexistam de forma pacífica; construir infraestrutura adequada; conscientizar os usuários dos benefícios da bicicleta; e tornar os produtos acessíveis a todos os públicos.
1291 rds v. 19 n. 1 (2016) OS ESTUDOS SOBRE TRABALHO E EDUCAÇÃO NO BRASIL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS Viviane Nascimento Silva;Christine Veloso Barbosa Araújo; Trabalho, Educação, Estado da Arte A complexidade das pesquisas referentes às categorias Trabalho e Educação indicam rumos diferentes aos estudos. Primeiramente, o grau de relevância destas investigações pauta-se no aspecto amplo e no caráter específico que as relações entre Trabalho e Educação podem assumir. De forma geral, ambas representam categorias inerentes ao processo de evolução e desenvolvimento da humanidade. Tanto o Trabalho, em seu sentido mais puro de transformação da natureza em virtude da sobrevivência, quanto a Educação entendida como a capacidade de ensinar e aprender o conhecimento sobre algo acompanham os homens em diferentes momentos históricos. Especificamente, estas mesmas categorias teóricas carregam consigo particularidades em torno de questões econômicas, políticas, culturais e sociais etc. A categoria Trabalho e a categoria Educação são apresentadas e discutidas desde o pensamento clássico até à contemporaneidade. Sobretudo com o surgimento e a consolidação do Capitalismo enquanto modo de produção e, para além disto, como modo de vida estas duas categorias aparecem a todo instante relacionadas à economia, à moral, ao direito, à sociologia. A separação e/ou a junção dos termos Trabalho e Educação já representa alternativas de partida para a análise. Isso significa que quando o estudo parte do Trabalho para entender a Educação, teremos aí uma perspectiva; e quando a questão central parte da Educação para compreender as relações do Trabalho, o direcionamento da investigação é outro. Esta escolha pode envolver diferentes posicionamentos teórico-epistemológico, metodológicos e até mesmo políticos. Ao observar alguns dos estudos que abordam Trabalho e Educação, é possível notar algumas diferenças no trato da questão que implicam no direcionamento da crítica, na condução dos estudos e, inclusive, na finalidade destas reflexões. Este artigo tem como objetivo problematizar alguns aspectos em torno das investigações acerca das categorias Trabalho e Educação. Busca elucidar as principais tendências de abordagem do tema que atrai pensadores da Economia, Filosofia, Psicologia e Sociologia. Procura identificar como as áreas de conhecimento estudam o Trabalho e a Educação e suas relações. Aponta alguns dos mais expressivos desafios teórico-epistemológicos que implicam as pesquisas. O texto foi produzido no sentido de contextualizar as principais reflexões da área e autores relevantes ao estudo no Brasil, desde a década de 50 até os dias atuais.
1292 rds v. 19 n. 1 (2016) UMA VISÃO ALÉM DAS PAREDES DO MERCADO MUNICIPAL DA VILA NOVA: DINÂMICAS URBANAS E SUAS RELAÇÕES ENTRE O TRADICIONAL E O NOVO Osmar Lúcio Custódio; memória, tradição, consumo, cidade, identidade Uma investigação sobre os mercados municipais da cidade de Goiânia, neste caso voltado para o Mercado Municipal da Vila Nova, sendo este o quarto a ser construído na cidade em um total de sete. Visa trazer à tona a relação conflituosa entre permissionários e locatários do mercado, os quais compartilham e exploram comercialmente o mesmo espaço físico em razão de um acordo firmado entre a administração municipal da época e uma construtora, no qual a primeira cedia o espaço público e a segunda arcaria com os custos de construção. O trabalho identifica também a forte presença da comercialização de ervas e plantas medicinais, condição tornada substitutiva ao negócio de produtos tradicionais dos mercados, como verduras e frutas, em razão do advento dos supermercados e CEASA – Centrais de Abastecimento de Goiás S/A. Considera as relações de consumo existentes no mercado como constituidoras e formadoras de relações sociais e culturais da cidade de Goiânia. Busca explicar também as dinâmicas urbanas sofridas pela cidade a partir da sua fundação em 1933, que tem na comunidade de migrantes nordestinos sua grande influência, porém ignorada e negada pela história oficial.
1293 rds v. 19 n. 1 (2016) DA ABUNDANCIA HÍDRICA A ESCASSEZ DE ÁGUA RESIDENCIAL: as particularidades hidroterritoriais no Brejo de Altitude do município de Areia, Paraíba, Brasil Marivaldo Cavalcante da Silva;Gutemberg Silva Silvino;Marinalda Cavalcante da Silva; Brejo de Altitude, Abundancia e escassez hídrica, Hidroterritório, Areia – PB Os brejos de Altitudes apresentam características peculiares quanto a sua abundancia e disponibilidade hídrica. O estudo trata da abundancia e escassez de água residencial no Brejo de Areia. A pesquisa foi conduzida com trabalhos de revisão bibliográfica sobre a temática, pesquisas de campo, registros fotográficos e sites específicos que tratam do tema. O estudo revela que o sistema de abastecimento responsável pela água potável não atende as expectativas necessárias quanto a qualidade e quantidade da água para atender as necessidades básicas da população. A capacidade dos reservatórios que abastecem a cidade não atende as demandas mínimas da população e, se encontram em partes, assoreados, sem proteção ciliar, contaminados e poluídos como constatado no Reservatório Rio do Canto. Apesar de contar atualmente com quatro reservatórios de água com finalidade de abastecimento, a população é desprovida de água em suas residências. Na barragem Saulo Maia, ainda não há sistema de abastecimento através de adutora Por outro lado, parte das águas do território Areiense, principalmente da barragem Saulo Maia, são vendidas para vários municípios através de caminhões pipa e tonéis a distâncias superiores a até 100 quilômetros.
1294 rds v. 19 n. 1 (2016) REFLEXÕES EM TORNO DO PERFIL DOS EMPREENDIMENTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR DE MINAS GERAIS E SUA RELAÇÃO COM AS POLÍTICAS DE ACESSO A MERCADOS Fábio Dias dos Santos;Anildes Lopes Evangelista; Agricultura familiar, oorganizações econômicas, Mercados institucionais Este artigo traz uma análise em torno do perfil dos empreendimentos coletivos da agricultura familiar do estado de Minas Gerais, observando num primeiro momento a caracterização desses empreendimentos e na sequência o acesso dos mesmos às políticas de desenvolvimento rural, especialmente, a participação no Programa Nacional de Alimentação Escolar, legitimado pela Lei 11.947/2009. O estudo tem como referência empírica informações levantadas no universo de 80 empreendimentos contemplados por dois projetos de Assistência técnica e extensão rural (ATER) do então Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA): ATER Nutre Minas e ATER Mais Gestão, executados no âmbito do estado de Minas Gerais entre os anos de 2011 e 2016. Os Projetos tiveram como objetivo promover a articulação entre empreendimentos da agricultura familiar e gestores públicos responsáveis pela execução do PNAE além de atuar na assessoria de demandas no âmbito da gestão e da produção nos empreendimentos. O estudo permitiu ainda analisar as oportunidades e os desafios vivenciados por esses empreendimentos no atendimento ao mercado institucional do PNAE em grandes centros urbanos.
1295 rds v. 19 n. 1 (2016) AGRICULTURA URBANA E SEGURANÇA ALIMENTAR NO BRASIL: desafios e perspectivas Marina de Fátima Brandão Carneiro;Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Teomar Magalhães Gonçalves; Agricultura Urbana, Segurança alimentar, Políticas públicas, Brasil O crescimento e a concentração populacional no espaço urbano passaram a exigir ações, principalmente do poder público, que garantam uma alimentação balanceada das pessoas que residem nas cidades. O objetivo deste artigo é discutir a Agricultura Urbana, através das relações entre o acelerado processo de urbanização e a implantação de políticas públicas voltadas para a segurança alimentar, nutricional e de combate à fome, enfocando o Brasil. O procedimento metodológico concentrou-se na revisão de literatura. A Agricultura Urbana é uma realidade no espaço intra-urbano e periurbano de inúmeras cidades brasileiras e do mundo, na qual são desenvolvidas atividades diversificadas, que geram trabalho, emprego e renda; segurança alimentar e nutricional; produtos para o comércio local e ações de combate à fome. Apesar dos avanços nas políticas públicas de combate à fome, a insegurança alimentar e nutricional ainda persiste, faltando ainda combater o desperdício e promover a educação/segurança alimentar.
1296 rds v. 19 n. 1 (2016) EFEITOS DA MODERNIDADE NAS COMUNIDADES REMANESCENTES DE QUILOMBOS: UM BREVE OLHAR CONTEXTUAL E PEQUENAS ABSTRAÇÕES Edmilson Mendes de Faria;Fábio da Silva Gonçalves; Cultura, Globalização, Identidade, Quilombolas, Território As comunidades remanescentes de quilombos presenciam os influxos do processo de modernização e da globalização, tanto nos setores socioeconômicos quanto nos aspectos culturais. Sendo assim, objetiva-se analisar os processos e as relações entre a modernidade e as comunidades remanescentes de quilombos e as possíveis mudanças no estilo de vida. Adotou-se como procedimento metodológico a pesquisa bibliográfica. Alcançou-se as seguintes e principais abstrações: as comunidades remanescentes de quilombos têm enfrentado desenvolvimentos regionais com a modernização do campo; aumento da competitividade econômica observado na agricultura e desvalorização do trabalho manual; as comunidades muitas vezes são inseridas em programas de desenvolvimento do governo, como o de agricultura familiar, mas nem sempre sua subsistência advém dessa fonte; em função da modernização subsidiada pelo Estado as famílias remanescentes de quilombos foram afetadas, já que a oferta de trabalho diminuiu; as terras locais foram ocupadas por grileiros e as terras de posse estatal foram concedidas para empresas de reflorestamento; todas as mudanças, consideradas em conjunto, ocasionam um processo de transformação abrangente e incisivo não somente para a economia campestre, mas para o estilo de vida, as tradições culturais e para o desenvolvimento social. Ademais, o artigo traz breves considerações sobre território, territorialidade, desenvolvimento e cultura.
1297 rds v. 19 n. 1 (2016) GEOTECNOLOGIAS APLICADAS NA ANÁLISE DOS INDICADORES SOCIAIS DO MUNICÍPIO DE GRÃO MOGOL - MINAS GERAIS Mariley Gonçalves Borges;Hérick Lyncon Antunes Rodrigues; Geotecnologias, Indicadores Sociais, Grão Mogol O uso do Sistema de Informação Geográfica integrado ao sensoriamento remoto permite a obtenção de informações dos alvos da superfície terrestre de forma rápida e precisa mesmo à distância. Essas geotecnologias aplicadas no cruzamento de dados dos setores censitários do município de Grão Mogol referente aos anos 2000 e 2010 permitiu espacializá-los e compará-los, possibilitando a compreensão e análise dos indicadores do município. Assim sendo, o objetivo desse trabalho é comparar os indicadores econômicos e sociais do município de Grão Mogol dos anos 2000 – 2010, ponderando a criação da Usina Hidrelétrica de Irapé e as áreas de eucalipto na região. Esse estudo é importante pois permite compreender as mudanças que houve ao longo do tempo, para que sejam disponibilizadas políticas públicas que atendam a demanda da população e os demais tipos de investimentos. Pode-se constatar houve uma mudança na economia do município, em 2000 havia predominância da agropecuária e em 2010 há o destaque do eucalipto. Embora Grão Mogol tenha um potencial de desenvolvimento grande devido aos fatores naturais existentes no município, não é aproveitado de forma eficiente.
1298 rds v. 19 n. 1 (2016) O SERTÃO EM MUTAÇÃO Carlos Alberto Dayrell;Frederico Antonio Mineiro Lopes; Campesinato, Comunidades Tradicionais, Cerrados, Globalização O artigo reflete as estratégias de reposicionamento do campesinato do Norte de Minas Gerais no contexto da modernidade que inseriu os cerrados brasileiros no circuito global de mercadorias e que provocou profundas transformações no ambiente, na economia e na vida das pessoas que vivem em todos os lugares do planeta. Analisa a diversidade ecossistêmica e cultural onde os cerrados predominam, e a contribuição das comunidades tradicionais como portadora de lógica cultural e econômica de caráter não ocidental e não capitalista. Mesmo com as enormes tensões provocadas pelas seguidas ondas desenvolvimentistas sobre as savanas do sertão norte mineiro, inteligências associadas às territorialidades destas comunidades foram acionadas. No caso dos circuitos econômicos ou no caso dos direitos de permanecerem no lugar, redes sociotécnicas inseridas nas relações territoriais foram promovidas fazendo contraponto com enfrentamento às normatizações fundiárias, sanitárias, fiscais e ambientais produzidas para estruturar os empreendimentos de base capitalista na região. Evitando o sufocamento e a subordinação total do lugar à lógica que sustenta a globalização.
1299 rds v. 19 n. 1 (2016) MOSAICOS ENTRE O MUNDO URBANO E MUNDO RURAL: TRASIÇÕES PARA ALÉM DAS PARTIDAS E CHEGADAS Erika Fernanda Pereira de Souza;Andréa Maria Narciso Rocha de Paula; Campo, Urbanidade, migração, ruralidades, sociabilidades O trabalho apresenta a caracterização do mundo urbano e mundo rural considerando fatores como dimensão, densidade e heterogeneidade, pensando também as suas relações de interdependência a partir da bibliografia disponível. O artigo também debate os estereótipos histórico - socialmente construídos em relação ao campo, para desmistificar o rural e trazer a tona uma nova perspectiva de campo, bem e sua confluência com o urbano. Neste sentido, almeja debater a idéia amplamente difundida de dicotomia e oposição entre estes dois mundos na contraposição do rural como arcaico, atrasado e puro, enquanto o urbano está para a efervescência, modernidade e oportunidade. Considerando isto, constata-se que o rural vem se reinventando e ressignificando seus sentidos e práticas, com os sujeitos fazendo seu espaço na medida que fazem a si mesmos. Ademais, discutimos como se dá o fenômeno de migração em meio a essa engrenagem social forjada por relações e interações complexas, posto que essa mobilidade está condicionada à necessidade de mudança e consequentemente produz muitas transformações na vida de todos os atores envolvidos. Essa mobilidade também envolve um movimento de retorno num contexto de nascimento das novas ruralidades e da ressignificação do campo e de suas relações com a cidade.
1300 rds v. 19 n. 1 (2016) TERRA E LIBERDADE: O DESLOCAMENTO DE GRUPOS DE PARENTES NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX E A FORMAÇÃO DO CAMPESINATO NA ZONA FRIA DO MUNICÍPIO DE PEÇANHA - MG Frederico Magalhães Siman; Ancestralidade, Comunidades camponesas tradicionais, Mata do Peçanha, Serro Frio O presente artigo tem como objetivo a apresentação de elementos empíricos e dados históricos que permitem interpretar os fatores econômicos e sociológicos que concorrem para a explicação do deslocamento de grupos de parentes da região do Serro Frio para a região da Mata do Peçanha na primeira metade do século XX. Buscou-se por meio do presente trabalho compreender determinado período do processo de mudança agroambiental na região a partir do deslocamento populacional e formação do campesinato. Como recorte temático, abordaram-se as configurações produtivas e fundiárias do último quartel do século XVIII ao primeiro quartel do século XX. O estudo permitiu concluir que o acesso à terra representava, no contexto de deslocamento, a possibilidade de autonomia dos trabalhadores pobres mestiços e negros, descendentes diretos ou não de trabalhadores escravizados, que após a abolição continuaram submetidos ao grande domínio territorial e à violência que o caracterizava. Em suma, o deslocamento significava a possibilidade de mobilidade social e formação de relações econômicas e sociais que desafiassem a subordinação histórica.
1301 rds v. 19 n. 1 (2016) DINÂMICAS TERRITORIAIS E IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS EM COMUNIDADES VAZANTEIRAS ÀS MARGENS DO RIO SÃO FRANCISCO Mácia Larissa dos Santos Gomes;Ana Paula Glinfskói Thé;Paulo Henrique Augusto Gonçalves;Felisa Cançado Anaya;Luciana Ribeiro Monteiro; agronegócio, conflitos ambientais, desigualdades, desenvolvimento sustentável, comunidades tradicionais O crescimento do agronegócio e os conflitos ambientais causam impactos nas dinâmicas territoriais das comunidades quilombola-pescadoras-vazanteiras. Esses grupos sociais vivem nas margens do médio rio São Francisco no Norte de Minas e se articulam para a afirmação de suas identidades étnicas diferenciadas e para terem seus direitos territoriais reconhecidos. Buscam se caracterizar através de categorias portadoras de direitos coletivos quilombolas e vazanteiras, mas são também conhecidas em terras sanfranciscanas como ilheiras, barranqueiras, beradeiras e lameiras (ARAUJO, 2009). A expansão do capitalismo e expropriação territorial desde a década de 60 têm causado conflitos ambientais que interferem no modo de vida dessas comunidades. A barragem de Três Marias pela Companhia de Energia de Minas Gerais (CEMIG) é vista como fonte das primeiras mudanças. O movimento de migração dos pescadores está intimamente ligado à construção de barragens, que colocam em risco a prática artesanal da pesca e sobrevivência das populações ribeirinhas (THÉ, 2003). O projeto Jaíba de fruticultura irrigada é indicado como uma das principais causas de conflitos ambientais à margem do rio São Francisco, causando expropriação territorial e mudanças nos costumes tradicionais. Este trabalho busca demonstrar através de pesquisa documental que a demarcação do território tradicional e o respeito ao modo de produção tradicional são as fontes de esperança das famílias que resistem à lógica “mercadológica” do modelo agroindustrial. É necessária mediação dos conflitos estimulando a participação Revista Desenvolvimento Social No 19/01, 2016. (ISSN 2179-6807) Página158 social, afirmação étnica e o acesso a políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.
1302 rds v. 19 n. 1 (2016) PAISAGENS CULTURAIS: IDENTIDADE TERRITORIAL E DIREITO AO DESENVOLVIMENTO Andrea Jakubaszko; bacia do Juruena, desenvolvimento sustentável, Enawene-Nawe, gestão territorial, Myky O objetivo deste trabalho é refletir sobre as possibilidades de articulação entre políticas públicas para a proteção efetiva de matrizes ambientais, suporte da materialização de bens culturais. Problematizando a visão desenvolvimentista que se impõe sobre os espaços geográficos e paisagens culturais imemoriais, que desencadeia conflitos e condena a (bio e sócio) diversidade do país a um projeto societário sem direito ao futuro. Com base na observação e pesquisa etnográfica, a matéria prima das reflexões que queremos propor aqui é relativa ao convívio e envolvimento direto com os povos Enawene-Nawe e Myky (MT): como coordenadora da pesquisa para o Registro do Ritual Yaokwa do povo Enawene Nawe e como uma das consultoras do Plano de Gestão Territorial e Ambiental do povo Myky, no Projeto Berço das Águas1 . Abordando elementos concernentes aos padrões de ocupação/manejo/uso/acesso e percepção do território por estes povos, pretendemos demonstrar que o que está em questão não é apenas o seu direito à terra, mas sensivelmente está em pauta para eles o direito territorial dessas paisagens em continuar existindo e sustentando para todos a viabilidade de acesso ao futuro.
1303 rds v. 18 n. 1 (2016) CAPESINATO: IDEOLOGIA E POLÍTICA Maria das Graças Campolina Cunha; Neste artigo, procurei compreender como o conceito de campesinato é politicamente utilizado e reinterpretado ao longo dos tempos no Brasil. Para isto, realizei uma revisão dos estudos das diversas áreas das ciências sociais sobre este modo de vida a partir da década de 1970. Busquei compreender as formas como se reproduzem no campesinato as esferas fundantes desta categoria. Em seguida, subsidiei-me dos estudos mais recentes que apontam as novas categorias políticas que surgem, trazendo consigo novos discursos, são eles: agricultura familiar e populações, povos ou comunidades tradicionais. As discussões realizadas apontam a permanência das sociedades camponesas na contemporaneidade. Ao mesmo tempo em que criam estratégias de reprodução social, elas se fortalecem no campo das lutas políticas e permanecem reproduzindo modos de vida baseados na reciprocidade e no interconhecimento; se reconhecem como pertencentes a um grupo que compartilha saberes, práticas e valores comuns. Este trabalho é fruto de uma pesquisa de doutorado que teve como tema o feminino camponês na região Norte de Minas Gerais, portanto, este espaço é palco privilegiado das reflexões realizadas.
1304 rds v. 18 n. 1 (2016) O BANCO MUNDIAL E A REFORMA AGRÁRIA DE MERCADO NO NORTE DE MINAS Auricharme Cardoso de Moura; A política de terras do Banco Mundial para a América Latina, conhecida como Reforma Agrária de Mercado (RAM), nas últimas décadas tem sido defendida como uma alternativa, rápida e eficiente, de acesso à terra por parte de trabalhadores(as) que estão na luta por este direito. Partindo deste contexto, o presente artigo procura descrever o “modus operandi”, propagação e resultados da RAM no Norte de Minas Gerais. Dados quantitativos e qualitativos foram usados como recursos metodológicos para a escrita do texto. No primeiro caso, verificamos os investimentos financeiros, famílias assentadas e hectares compradas em Minas Gerais e, especificamente, na região Norte; no segundo aspecto, o qualitativo, foram verificadas interpretações e vivências de pessoas que residem em propriedades adquiridas por intermédio da RAM, evidenciando seus desafios, conquistas e perspectivas. Usamos como fontes a entrevista oral, jornais, endereços eletrônicos, documentos do Banco Mundial e produções acadêmicas diversas que versam sobre a temática em questão. Nas considerações finais, avaliamos que a política de terras do Banco Mundial não foi capaz de resolver o problema da desigualdade de terras e de renda no Norte de Minas por ser seletiva e pautada em mecanismos que permitiram o avanço do neoliberalismo na região.
1305 rds v. 18 n. 1 (2016) GESTÃO DE COOPERATIVAS EM ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS Kátia Lene de Araújo Lopes;Fátima Regina Ney Matos;Diego de Queiroz Machado; Este trabalho tem como objetivo analisar o modelo de gestão de cooperativas em um arranjo produtivo local, no caso, o arranjo produtivo local de Morada Nova, investigando aspectos como a forma de atuação das cooperativas, o processo de evolução de cooperados e os impactos das cooperativas sobre o nível de emprego, qualidade de vida e distribuição de renda dos cooperados. Para tanto, optou-se pela utilização de uma abordagem qualitativa, aplicada mediante estudo de caso, com coleta de dados realizada através de: análise de documentos das cooperativas; observação sistemática, com registros em diário de campo; e entrevistas com produtores da região. Os dados coletados evidenciaram o fato de que, mesmo em condições precárias, as cooperativas do PIMN nunca deixaram de atuar. No entanto, sabe-se que as discussões em torno do modelo de desenvolvimento deixaram de focar aspectos econômicos exclusivamente, sendo este condição indispensável, mas não suficiente. Neste sentido na forma de atuação das cooperativas na região do PIMN deveria prevalecer uma articulação maior com o meio ambiente para garantir, justificar e consolidar seus objetivos na criação de uma imagem social desejada em face aos grupos de interesse.
1306 rds v. 18 n. 1 (2016) REPENSANDO A RENDA FAMILIAR DO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA À LUZ DA FORMULAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS Andressa Aparecida Santana Furtini; Dentro da perspectiva de realização da dignidade da pessoa humana e da erradicação da pobreza – fundamento e objetivo da República Federativa do Brasil expressamente previstos em nossa Constituição de 1988 –, o objetivo do presente ensaio é analisar a política pública concessiva do benefício de prestação continuada (BPC) aos financeiramente hipossuficientes, enfocando o ciclo das políticas públicas – em especial a etapa da formulação – e o modelo de múltiplos fluxos. Sob tal ótica, é realizada uma comparação do BPC com outras políticas públicas de transferência de rendas de atribuição do Governo Federal, adotando-se a variável “renda familiar”. Em termos metodológicos, foram buscados dados secundários, notadamente a revisão de literatura, a realização do histórico do marco legal da política púbica analisada e o levantamento de decisões judiciais acerca do tema. Em termos de considerações finais, foi detectada a necessidade de readequação do critério objetivo para definição da pessoa pobre, sob pena de violação do princípio da igualdade.
1328 rds v. 15 n. 1 (2015) DESIGUALDADE DE GÊNERO NA UNIVERSIDADE: ÊNFASE NO SEXO FEMININO Vaena Caroline Martins Ribeiro;Maria da Luz Alves Ferreira; Discente, Docente, Desigualdade de Gênero, Universidade O presente trabalho visa analisar as relações desiguais de gênero na universidade através de premissas subjetivas, que versam sobre o binômio professor –aluno, e das relações entre docentes. Através de pesquisa eminentemente bibliográfica, objetiva-se aqui resgatar pensamentos de autores com SCOTT (2005) e DUBET (2003), dentre outros, que se debruçaram a compreender o caráter simbólico das desigualdades no sistema de ensino. A partir disso, dar-se-á maior enforque às disparidades de gênero nos espaços da universidade, com ênfase no sexo feminino. Trabalha-se com a hipótese que mesmo que a universidadepossibilite certa autônima, bem como um amplo espaço de debate, a sociedade fora de seus muros ainda impõe uma ideologia que segrega em função de identidades biológicas. Diante disso quanto se analisa a relação entre docentes, no que se refere a sua identidade enquanto impulsionador de transformações sociais, o discurso perde força e não assume um caráter pragmático. E por fim, considera-se também que as desigualdades de gênero, em alguns casos, se demonstram mais visível e mais combatida, porém, sob outro prisma se apresenta de maneira bastante quase imperceptível, circunstância esta que aliena, na maioria das vezes, mais os docentes que os discentes.
1308 rds v. 18 n. 1 (2016) ANÁLISE CRÍTICA SOB A PERPESCTIVA LEGAL A UNIÃO HOMOAFETIVA Edigelson Pereira da Rocha;Suely Rodrigues Pereira;Maria Fernanda Soares Fonseca;Ronilson Ferreira Freitas; Este artigo tem como finalidade realizar uma análise crítica sob a perspectiva legal da união homoafetiva e para atingir esse objetivo realizou-se uma pesquisa com procedimentos bibliográficos, exploratórios e qualitativo, desenvolvidos a partir de materiais já elaborados, constituídos principalmente de livros, artigos científicos escritos por autores renomados e pela Constituição da República Federativa do Brasil, com uma leitura interpretativa na qual se procura conferir significado de maior dimensão aos resultados alcançados com a leitura analítica. Demonstrados por meio de uma interpretação à luz dos princípios constitucionais, sobre tudo, o princípio da igualdade e o princípio da dignidade humana e conjuntamente com o artigo 226 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, fica evidente o reconhecimento da união estável homoafetiva como entidade familiar. Comprovado que as uniões homoafetivas estão amparadas pelos princípios constitucionais, que proíbem todo tipo de discriminação e analisando os argumentos contidos nesse artigo fica claro que as uniões homoafetivas, já legalizadas e protegidas pelo Estado como entidade familiar, cumprem os deveres de assistência mutua, em um verdadeiro convívio estável caracterizado pelo amor e afetividade, sendo inquestionável o direito deste grupo constituir sua família.
1309 rds v. 18 n. 1 (2016) O CURSO DE GEOGRAFIA E O DESENVOLVIMENTO REGIONAL NAS DÉCADAS DE 1960 E 1970 Dulce Pereira dos Santos;Adriany de Ávila Melo Sampaio; Este trabalho tem como propósito apresentar e discutir questões referentes ao Ensino Superior na região Norte de Minas, com ênfase no Curso de Geografia da FUNM, na principal cidade da região: Montes Claros (MG). O desenvolvimento na década de 1960, na região norte-mineira é exposto através da industrialização via Superintendência de desenvolvimento do Nordeste (SUDENE). Para tanto, a metodologia utilizada consistiu em fontes variadas como: legislações; atas de implantação do curso; livros de memorialistas; teses; dissertações e história oral. A relevância deste estudo justifica-se por apresentar contribuições ao debate teórico e também geo-histórico sobre a implantação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras – FAFIL, pertencente à Fundação Norte Mineira de Ensino Superior – FUNM/Curso de Geografia/licenciatura. Os resultados alcançados apontam que, dentro do recorte temporal deste estudo, os licenciados em Geografia tiveram presença marcante na sociedade montesclarense. O reconhecimento social foi visível tanto àqueles ligados à academia, quanto aos ligados a outras áreas profissionais, sempre pautados pela visibilidade da FUNM, que se tornou ponto de referência regional na formação profissional. Por fim, apontamos que o papel do Curso de Licenciatura em Geografia da FUNM foi cumprido ao formar professores para atuarem na região norte-mineira, contribuindo de fato para o desenvolvimento regional.
1310 rds v. 18 n. 1 (2016) O “AMBIENTAL”, “O SOCIAL” E A DESSOCIALIZAÇÃO DO MEIO AMBIENTE NA ATUAÇÂO DOS ÓRGÃOS AMBIENTAIS ESTATAIS DE MINAS GERAIS Bernardo Vaz de Macedo; O objetivo deste trabalho é compreender a cultura organizacional, as representações de natureza e os significados d’“o ambiental” que mais se destacam na atuação de profissionais de órgãos do Sistema Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais (SISEMA/MG) e como essa atuação se insere num contexto mais amplo de conflitos sobre o mundo natural. Foram realizadas e analisadas, em 2011, entrevistas em profundidade semiestruturadas mistas, combinando histórias de vida e entrevistas temáticas, com oito analistas ambientais funcionários efetivos desses órgãos. Conclui-se que, com as reformas recentes de descentralização na estrutura do SISEMA, nas disputas por uma definição legítima do mundo social e natural (nos termos de Bourdieu), foi reforçada em seus órgãos uma cultura ou visão naturalizadora, uma “dessocialização” do meio ambiente se estabelecendo como diretriz governamental, com a identificação d’“o ambiental” com uma dimensão exclusivamente físico-biótica, levando a um efeito de reforço da especialidade técnica como capital específico do campo ambiental e de invisibilização ou deslegitimação da dimensão humana e social - consubstanciada nas pessoas afetadas por empreendimentos de desenvolvimento - nos processos de ocupação do espaço e do território. Apontamos, ao final, para a limitação das lutas que se atenham ao âmbito institucional, destacando, ao contrário, as formas cotidianas de resistência
1311 rds v. 18 n. 1 (2016) O PROCESSO BRASILEIRO DE CRIAÇÃO, IMPLANTAÇÃO E MANEJO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL: O CASO DO PARQUE ESTADUAL DA LAPA GRANDE, EM MONTES CLAROS – MG José Américo Coutinho Júnior;Francisco Malta de Oliveira;Pedro Ivo Jorge Gomes; O presente artigo objetiva discutir o processo de criação, implantação e manejo de unidades de conservação no Brasil para que, assim, se faça, como estudo de caso, a avaliação da efetividade do manejo no Parque Estadual da Lapa Grande. Situado ao norte de Minas Gerais, foi criado o Parque Estadual da Lapa Grande por meio do Decreto nº 44.204/2006, cujos objetivos contemplam a conservação dos principais mananciais de fornecimento de água para as comunidades de Montes Claros e municípios vizinhos, proteger e conservar o complexo de grutas e abrigos da ‘Lapa Grande’, bem como a flora e a fauna locais.
1312 rds v. 18 n. 1 (2016) PRONAF MULHER E O EMPODERAMENTO DE TRABALHADORAS RURAIS Maria do Perpétuo Socorro Nassau Araújo;Eliana Soares Barbosa Santos; A trabalhadora rural desempenha importante função na agricultura familiar, visto que desenvolve tarefas e funções que contribuem na produção agrícola da família. Para apoiar essas atividades, o governo federal criou dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar uma linha específica de crédito para mulheres – PRONAF Mulher, com o objetivo de facilitar o acesso das mulheres agricultoras rurais aos recursos do PRONAF procurando contribuir para a superação das desigualdades de gênero no meio rural. Este artigo teve como objetivo geral compreender o reflexo do PRONAF Mulher no processo de empoderamento das agricultoras familiares de duas comunidades rurais do município de Montes Claros, situado no Norte de Minas Gerais. Para o alcance dos objetivos, usou-se a técnica de entrevistas estruturadas, realizadas no período de setembro a dezembro de 2015, com mulheres que tiveram acesso ao crédito, no período de 2010 a 2014, num total de 8 (oito) mulheres.Os resultados empíricos deste estudo sinalizam avanços no processo de construção de empoderamento das trabalhadoras rurais entrevistadas. A pesquisa mostrou que há uma relação positiva na amostra entre o PRONAF Mulher e o empoderamento das trabalhadoras rurais que tiveram acesso ao crédito.
1313 rds v. 17 n. 1 (2016) ANÁLISE TÉCNICA DOS PRODUTOS CARTOGRÁFICOS ORIGINÁRIAS DE MAPEAMENTOS COLABORATIVOS: UM ESTUDO DE CASO DA CIDADE DE GUANAMBI – BA Carlos Magno Santos Clemente;Deborah Marques Pereira;Luciene Rodrigues Queiroz;Erikson Matos Domingues; Open Street Map, Geotecnologias, Espaço Urbano Os mapas colaborativos são procedimentos técnicos construídos através de uma coletividade de colaboradores e usuários dentro de um ambiente virtual. Um bom exemplo é o projeto Open Street Map. (OSM), que é um sistema de web com mapas livres e teve como mentor Steve Coast. Com isso, objetivou-se com a pesquisa verificar a viabilidade da utilização de bases cartográficas oriundas de mapas colaborativos OSM.A área de estudo foi à cidade de Guanambi (BA), situada no semiárido baiano.As técnicas empregadas foram o sensoriamento remoto e o Sistema de Informação Geográfica (SIG). O produto orbital utilizado foi à imagem de satélite de alta resolução Geoeye (05/08/2014). A base cartográfica usada foi do projeto OSM (03/03/2015), com representação dos equipamentos público/privados e logradouros da cidade de Guanambi.Para visualização das fachadas foi usado o Google Street View. Para validação dos dados foram realizados trabalhos de campo na cidade de Guanambi/BA.Foram analisados 1.258 segmentos logradouros existentes na cidade de Guanambi (BA)e 438 pontos os equipamentos públicos e privados, sendo 221 novos pontos de equipamentos urbanos e a correção de 359 logradouros.Os equipamentos públicos e privados apresentaram-seconsistente, porém os logradouros, para análises mais complexas é preciso uma avaliação previa. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 9284/86: Equipamento Urbano.1°Ed. São Paulo. 1986. BRAGA, M.L.A. Infraestrutura e projeto urbano. 2006. Tese (Arquitetura e urbanismo). Faculdade de Arquitetura e urbanismo. Universidade de São Paulo. São Paulo. 2006 BERRY, B. J. L. General Features of Urban Commercial Structure. In: Internal Structure of the City. Toronto, Oxford Press.1971 CASTRO, Dayan Magalhães. Visualização de dados geográficos urbanos na Web: estudo de caso na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Dissertação (Análise e Modelagem em Ciências Ambientais). Instituto de Geociências Departamento de Cartografia. Departamento de Cartografia. Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. 2011. Correa, R. L. O espaço urbano. São Paulo. Editora Ática, 1995. ENOMOTO, L.M; LIMA, R.S. Análise da distribuição física e roteirização em um atacadista.Produção. v. 17, n. 1, p. 094-108, 2007 HIRATA,L; GIANNOTTI, M.A; LAROCCA, A.P.C; QUINTANILHA, J.A; Mapeamento dinâmico e colaborativo de alagamentos na cidade de São Paulo.Boletim Ciência Geodésica. v. 19, no 4, p.602-623, out-dez, 2013 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Censo Demográfico 2010. Disponível em: . Acesso em 15, Dez, 2015. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Noções básicas de Cartografia.1°ed. Rio Janeiro. Diretoria de geociências – DGC; Departamento de cartografia – DECAR. 1998. INUI, C. Metodologia para o controle de qualidade de cartas topográficas digitais.Tese (Geografia Humana). Faculdade de Letras Filosofia e Ciências Humanas. Departamento de Geografia. Universidade de São Paulo. 2006 LIMA, L. Mapas colaborativos na internet: uma análise a partir da escala geográfica e dos temas apresentados. In: V Simpósio Nacional ABCiber. Anais V Simpósio Nacional ABCiber. Santa Catarina. Universidade Federal de Santa Catarina. 2011. LIMA, R.S; BORBER, L.A; SILVEIRA, A.C; LIMA, J.P. Mapeamento colaborativo: uma alternativa para a obtenção de mapas digitais para aplicações em transportes. ENGEVISTA.v.12, n. 1. p. 10-21.2010 OPENSTREETMAP STATISTICS. Relatório de Estatística do projeto OSM. Disponível em: . Acesso em: 05, Maio, 2015. RIBEIRO, J.C; LIMA, L.B. Mapas colaborativos digitais e (novas) representações sociais do território: uma relação possível.Ciberlegenda.v.25.n2.p 38 47. 2011. ROSA, R. Geotecnologias na Geografia Aplicada.Revista do Departamento de Geografia. v.16. 81-90.2005. ROSETTE, A.C; MENEZES, P.M.L. Erros comuns na cartografia temática. In: XXI Congresso Brasileiro de Cartografia. Belo Horizonte. 2003. SOUZA, R.F; FIRKOWSKI, H. Avaliação da qualidade de dados VGI baseada nas necessidades do usuário. Um estudo na navegação de pedestres em ambiente urbano. In: IV Simpósio Brasileiro de Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação. Recife. 2012 YANG, C; GOODCHILD, M; HUANG, Q; NEBERT, D; RASKIN, R; XU, Y; BAMBACUS, M; FAY, D. Spatial Cloud Computing: How geospatial sciences could use and help to shape cloud computing? InternationalJournalof Digital Earth. V. 4, n°. 4, 305 - 329. 2011.
1314 rds v. 17 n. 1 (2016) COMPARTIMENTAÇÃO DA PAISAGEM DO MUNICÍPIO DE CAMPO AZUL NO NORTE DO ESTADO DE MINAS GERAIS Maria Ivete Soares de Almeida;Manoel Reinaldo Leite; geomorfologia, compartimentação da paisagem, Campo Azul O objetivo deste trabalho é entender como os fatores geológicos e geomorfológicos condicionaram a compartimentação das paisagens naturais do município de Campo Azul. Para tanto foi elaborado um roteiro metodológico em três etapas distintas: na primeira etapa os materiais cartográficos serviram de base para as analises preliminares; no segundo momento, foram realizados trabalhos de campo no intuito de validar as informações anteriormente levantadas Na terceira etapa, os esforços se concentraram na análise das paisagens no que se refere as suas interações e padrões de ocorrência. Conclui-se que os fatores determinantes para esta compartimentação foram os geológicos e os geomorfológicos. Destacam-se os eventos de aplanamento do relevo e o processo de dissecação dessas superfícies pelas redes hidrográficas das bacias dos rios Pacuí e Paracatu que drenam o município. ATLAS DE DESENVOLVIMENTO HUMANO. Disponível em WWW.atlasbrasil.org.br. Acessado em: 15 de janeiro de 2014. CPRM. Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais. Mapa Geológico do Estado de Minas Gerais. 2000, 2010. Escala 1: 2 500 000. CAVALCANTI, l. C. de S. Cartografia de Paisagens. São Paulo: Oficina de Textos, 2014. CUNHA, S.B. da. GUERRA, A.J.T. Degradação Ambiental. In. GUERRA, A. J. T. CUNHA, S.B. da. (orgs.) Geomorfologia e Meio Ambiente. 2ª Ed.Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998. DEUPOUX , M. Ecossistema e paisagem. São Paulo: Instituto de Geografia (USP), 1974 (Método em questão 7). IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo 2010. Disponível em . Acessado em: 20 de maio de 2011. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Carta Topográfica de Montes Claros, folha SE 23 – X – A. Escala 1:500 000, 1982. IGA, Instituto de Geociências Aplicadas. Mapa Geológico – Folha Montes Claros-MG, 1978. Escala: 1:500.000. IGA, Instituto de Geociências Aplicadas. Mapa Geomorfológico – Folha Montes Claros-MG, 1977. Escala: 1:500.000. Manual Técnico da vegetação brasileira:Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais. 2. Ed. rev. compl. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. Manual Técnico de Pedologia: Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais. 2. Ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. Manual Técnico de Geomorfologia/IBGE. Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais. 2. Ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. RODRIGUES, C.Adami, S. Técnicas fundamentais para o estudo de bacias hidrográficas. In. Venturi, L.A.B. Praticando a geografia: técnicas de campo e laboratório em geografia e análise ambiental. São Paulo: oficina de Textos, 2009. RODRIGUEZ, J.M.M.SILVA, E. V. CAVALCANTI, A. P. B.Geoecologia das paisagens: uma visão geossistêmica da análise ambiental. Fortaleza: editora UFC, Ceará: 2007, 222 p.
1315 rds v. 17 n. 1 (2016) DEPENDÊNCIA QUÍMICA E JUSTIÇA TERAPÊUTICA Carlos Eduardo Prates Fonseca;Marlon Eustáquio Mendes Pereira;Érika Felício Freitas;Simone Valéria dias Souto; Recuperação, Justiça Terapêutica, Penalização, Criminalidade, Dependência Química O presente estudo objetou discutir criminalidade e o consumo de drogas, sob olhar hermenêutico das normas vigentes. Inicialmente fez-se relevante a compreensão da dependência química e sua estreita relação com a prática do delito, que, com o posterior encarceramento do agente, torna-se imprescindível analisar o atual modelo normativo pátrio da penalização e ao direcionamento do dependente químico autor do delito, adentrando especificamente às normas do Direito Penal, que norteia possíveis medidas aplicáveis ao infrator in loco. Nesse contexto, discriminou-se a importância da Justiça Terapêutica, que se apresenta com cunho preventivo frente ao combate da criminalidade e consumo de drogas, analisando-se os efeitos advindos do não-encarceramento do dependente químico autor do delito mediante ampliação de medidas alternativas, frente às já existentes, visando redirecionar o infrator para a reinserção social e a prevenção ao uso de entorpecentes. Para alcançar tal propósito foi adotado o modelo de pesquisa qualitativo, por meio de pesquisa bibliográfica e documental, as quais barganham maior credibilidade ao presente estudo. Percebe-se através do atual modelo adotado pela justiça, que para se almejar resultados positivos no combate à criminalidade relacionada às drogas, necessário se faz primordialmente confrontar o fato gerador do problema, que, propriamente dito é o uso de entorpecentes. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. (APA). DSM-IV – Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 4. ed. 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Brasília, 26 de setembro de 1995. ______. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria n.º 344, de 12 de maio de 1998 que aprova o regulamento técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. Brasília, 1998. ______. Lei nº 7.210, de 11 de Julho de 1984. Institui a Lei de Execução Penal. Brasília, 11 de julho de 1984. ______. Ministério da Justiça. Prevenção ao uso indevido de drogas: Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias. – 4. ed. – Brasília: Ministério da Justiça. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD, 2011. CAPEZ, Fernando.Curso de Direito Penal: parte geral, 17. ed. São Paulo: Saraiva, 2013. FERNANDES, Newton; FERNANDES, Valter. Criminologia Integrada. 2. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2002. FERREIRA. Pedro Luciano Evangelista. A “Justiça Terapêutica” e o conteúdo ideológico da criminalização do uso de drogas no Brasil. 2015. 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1316 rds v. 17 n. 1 (2016) DESENVOLVIMENTO, DESIGUALDADES SOCIOESPACIAIS E VIOLÊNCIA URBANA: UM OLHAR PARA O DISTRITO DE ICOARACI EM BELÉM, PA Marcelle Peres da Silva; Criminalidade, Violência, Desigualdades, Desenvolvimento As discussões acadêmicas voltadas à temática da violência vêm crescendo ao longo dos anos em diversas ciências. A geografia, nesse aspecto também trabalha a temática seja ela no cenário urbano ou rural. No Brasil, a violência tem-se manifestado de forma latente, transformando a vida da população, criando situações e sensações de medo e insegurança, que possuem influências geradas pela forma de desenvolvimento adotada, crescimento urbano acelerado e a precarização das condições de vida nas grandes cidades. No estado do Pará, em especial na cidade de Belém, estas situações também se apresentam, porém, com suas particularidades. Nesse sentido, o artigo foi produzido com o intuito de compreender o desenvolvimento da Amazônia paraense e as suas influencias no processo de produção do espaço urbano belenense, bem como do Distrito de Icoaraci e como tais processos podem influenciar na violência urbana crescente no Distrito. Para isso, foi feita uma revisão bibliográfica acerca dos conceitos, em que foi percebido como a produção do espaço urbano em Icoaraci possui influências do modelo de desenvolvimento exercido na Amazônia e como isso gerou espaços desiguais e também de violência e criminalidade. BEATO FILHO, C. C. Crimes e Cidades. Belo Horizonte: Editora UFMG. 2012. BECKER, B. Geopolítica na virada do III milênio. Rio de Janeiro: Garamond. 2009. COSTA, L. M. G. da. Icoaraci: formação socioespacial, tentativas de afirmação e de emancipação territorial. Belém. Dissertação (Mestrado em Geografia – Organização e gestão do território). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará. 2007. CHAGAS, C. A. N. Projeto de pesquisa: Território, Rede e Violência: agentes territoriais e os homicídios nas cidades de Belém, Ananindeua, Marabá, Parauapebas, Macapá e Palmas. Projeto BRA/04/029 - Segurança Cidadã: Pensando a Segurança Pública - Edição Especial Homicídios. Edital de Convocação n. 001/2015. Belém: Universidade Federal do Pará. 2015. DIAS, M. B. Urbanização e ambiente urbano no Distrito Administrativo de Icoaraci, Belém – PA. Belém. Tese (Doutorado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. 2007. FAUSTO, B. Crime e Cotidiano: A criminalidade em São Paulo (1880-1924). 2. ed. São Paulo: Edusp. 2001. GOTTDIENER, Mark. A produção social do espaço urbano. São Paulo: EDUSP. 2010. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Belém/PA: IBGE, 2010 e 2011. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censos demográficos 1950, 1980, 1991, 2000 e 2010. Disponíveis em: [www.ibge.gov.br. ]. [07 jan. 2016]. LEBEAU, J. L.; LEITNER, M. Focus: spatial methodologies for studying crime. Introduction: progress in research on the geography of crime. Volume 63, Number 2. The Professional Geographer. Association of American Geographes: 2011, pp. 161- 173. LOUREIRO, V. R. A Amazonia do seculo XXI – novas formas de desenvolvimento. Sao Paulo: Emporio do livro. 2009. MARQUES, G. A incorporação amazônica no desenvolvimento regional brasileiro. Revista de Estudos Paraenses. Edição especial. Belém: Idesp. 2010. PENTEADO, A. R. Belém do Pará – estudo de Geografia urbana. Vol 2. Belém: UFPA. 1968. TRINDADE Jr., S. C da. A cidade dispersa: os novos espaços de assentamentos em Belém e a reestruturação metropolitana. Belém. Tese (Doutorado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. 1998.
1317 rds v. 17 n. 1 (2016) ÉTICA E MORALIDADE EM COOPERATIVAS: UMA POSSIBILIDADE? Diego Neves de Sousa;Cleiton Silva Ferreira Milagres; gestão de cooperativas, moral, Ética O que é ética e moralidade? E como elas devem agir em direção a uma eficiente gestão cooperativa pautada por princípios e valores que são de natureza própria? Neste estudo, estas são as questões orientadoras a serem discutidas e refletidas por meio de uma revisão bibliográfica sobre tal temática, no interior dos processos de intervenção social aplicados às cooperativas, acerca de como se deve agir e como se pode entender a ação dos outros, sob a perspectiva de Oliveira e Freitag. Entre os resultados, postula que a ética e a moral podem ser uma possibilidade na gestão cooperativa desde que enunciados os verdadeiros valores que são intrínsecos ao cooperativismo. Busca-se, então, numa adequada gestão cooperativa priorizar a formação dos associados para que se reconheçam como donos-usuários desta forma coletiva de se organizar e de também formar os gestores externos para entender e atender as necessidades que surgem como a de transmitir a dimensão social e cultivar os valores democráticos que permeiam a prática do cooperativismo, diminuindo ou até evitando os diversos interesses individuais colocado em jogo. AMODEO, Nora Beatriz Presno. Contribuição da Educação Cooperativa nos processos de desenvolvimento rural. In: Nora Beatriz Presno Amodeo, Héctor Alimonda (Orgs) Ruralidades: capacitação e desenvolvimento. Viçosa: Ed. UFV, 2006. p.151-176 BENECKE, Dieter W. Cooperação e desenvolvimento: o papel das Cooperativas no processo de Desenvolvimento Econômico dos Países do Terceiro Mundo. Porto Alegre RS, 1990. (Col. Cooperativismo 4). COELHO, France Maria Gontijo. Ética e moral: uma discussão fundamental. In: A arte das orientações técnicas no campo: concepções e métodos. Viçosa: Ed. UFV, 2005. P.109-114. CRÚZIO, Helnon de Oliveira. Marketing Social e ético nas Cooperativas. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003. FREITAG, Bárbara. Itinerários de Antígona: a questão da moralidade. São Paulo: Papirus, 1992. MOSCOVICI, Serge; DOISE, Willen. O problema. O trabalho de decisão. In: Dissensões e consenso: uma teoria geral das decisões coletivas. Lisboa: Livros Horizonte, 1991. OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. O saber, a ética e a ação social. In: Manuscrito: Revista Internacional de Filosofia. Campinas: Unicamp. vol.XIII, n.2, out-1990, p.7-22. REVISTA SEBRAE, n.7, p. 6-15, nov./dez. 2002.
1318 rds v. 17 n. 1 (2016) POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO DIGITAL NO MEIO RURAL: UM ESTUDO SOBRE OS TERRITÓRIOS DIGITAIS Pricila Estevão;Diego Neves de Sousa; Territórios Digitais, Políticas públicas, Inclusão digital O objetivo do estudo é analisar as políticas públicas de inclusão digital no meio rural, utilizando-se como exemplo empírico o projeto Territórios Digitais que é uma proposta de fortalecimento interministerial por meio das TICs como forma de enfrentar os desafios socioeconômicos no espaço rural via o estabelecimento de telecentros aqui chamados “Casas Digitais”. Entre os resultados, evidenciou que devido ao contingente de “excluídos digitais” no rural o que se percebe é que a proposta das Casas Digitais teoricamente é boa, quando comparado a outras iniciativas de inclusão digital via telecentros, mas sua avaliação ainda é incipiente. Um dos desafios para sua sobrevivência está na permanência dos usuários, atendendo às suas demandas referentes ao acesso de sites de interesse e serviços agregados. BONETI, L. W. Políticas Públicas por Dentro. 22ª. ed. Ijuí: Unijuí, 2007. 96 p. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Diretrizes de Governo Eletrônico. Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2010. _______. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Proposta de Política de Governo Eletrônico para o Poder Executivo Federal. Brasília, DF, 20 set. 2000. BUKLAND, M. K. Information as thing. Journal of the American Society for Information Science, v .24, n. 5, p. 351-360, 1991. CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999. CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. 4ª. ed. São Paulo: Makron Books, 1993. FARIA, C. A. P. Ideias, conhecimento e políticas públicas: um inventário sucinto das principais vertentes analíticas recentes. 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1319 rds v. 17 n. 1 (2016) POLITICAS SOCIAIS, POBREZA E EXCLUSAO SOCIAL NA EUROPA E AMERICA LATINA: ALGUMAS EXPERIÊNCIAS LOCAIS. Elicardo Heber de Almeida Batista; Políticas sociais, exclusão social, marginalização, Pobreza Este texto tem como objetivo apresentar uma discussão teórica e evidências empíricas sobre politicas sociais, pobreza e exclusão social na Europa e AméricaLatina, sobretudoexperiências locais no Brasil (Vale do Jequitinhonha) e Portugal (Concelho de Coimbra). Baseado em uma ampla revisão bibliográfica e entrevistas semiestruturadas, o texto traráindicadores e evidencias sobre pobreza e suas distintas expressões, exclusões e outros elementos que apontam para desvantagens. Um das questões centrais da discussão se pauta no fato que tanto entre os países ricos, em um contexto de crise econômica, está ocorrendo um aumento progressivo da pobreza e da miséria e, de forma mais ampla, até mesmo das desigualdades sociais. A persistência da pobreza nos países ricos e suas expressões mais dramáticas e evidentes nos países mais pobres e em desenvolvimento apontam para a necessidade de uma identificação e focalização de politicas públicas e, sobretudo, de politicas sociais que atendam as necessidades das pessoas e famílias localizadas na base da estrutura social. ALEDO, A, SULAIMAN, S. La incuestionabilidaddelriesgo. Ambiente & Sociedade: São Paulo, v. 17, n. 4, p. 9-16, 2014. BELTRÃO, K. I.; CAMARANO, A. A.; LEITÃO e MELLO, J. Mudanças nas Condições de vida dos Idosos rurais brasileiros: resultados não-esperados dos avanços da seguridade rural. Textos para Discussão Nº1066. Rio de Janeiro: IPEA, 2005, p. 1- 16. CASTEL, R. Lesmetamorphoses de laquestionsociale: une chroniquedusalariat. Paris: Fayard. 1995. _____. As armadilhas da exclusão. In: Desigualdade e a questão social. BELFIORE, W. M.; BÓGUS, L.; YAZBEK, M. C. (Orgs.). São Paulo: EDUC, 2000. 350 _____. 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1320 rds v. 17 n. 1 (2016) PROJETOS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A EMPRESA AGROVALE EM JUAZEIRO-BA Kleber Ávila Ribeiro;Elaine Agnacilda de Azevedo;Shirlei Anne granja torres; Sustentabilidade, Desenvolvimento Social, Responsabilidade social Este trabalho tem por objetivo mostra como os programas sociais desenvolvidos pela empresa AGROVALE, no período de 2007 a 2011, no município de Juazeiro-BA, tem contribuído para o desenvolvimento profissional de seus funcionários e os reflexos de suas ações na qualidade de vida de seus colaboradores e da comunidade onde encontrase inserida. Para elaboração da pesquisa, utilizou-se uma amostra composta por 80 pessoas, dentre funcionários, dependentes e membros da comunidade em geral. O critério utilizado para o escopo da pesquisa foi ter sido beneficiado por pelo menos um dos programas sociais aplicados pela empresa. A pesquisa apontou que a empresa pesquisada tem contribuído para o desenvolvimento social e econômico não só dos funcionários da empresa, mas, para melhoria da qualidade de vida de toda a comunidade que seus projetos beneficiam. ANDRADE, Rui Otávio Bernardes de; TACHIZAWA, Takeshy. Gestão Socioambiental: Estratégias na nova era da sustentabilidade. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. ASHLEY, P. A; COUTINHO, R. B. G.; TOMEI, P.A. Responsabilidade social corporativa e cidadania Empresarial: uma análise conceitual comparativa. Setembro 2000. BARBIERI, José Carlos. Responsabilidade social empresarial e empresa sustentável: da teoria à prática – São Paulo: Saraiva, 2009. BUENO, Érika Lacerda. Et al. A responsabilidade social e o papel da comunicação. In: Responsabilidade social das empresas: a contribuição das universidades. Vários autores. São Paulo: Petrópolis, 2002. CARVALHO, A.B. Moreno de (et al.)A determinação dos impactos e a gestão dodesempenho social. Revista Meio Ambiente Industrial, p. 43-52, nov. 2000. CHIAVENATO, Idalberto; ARÃO Sapiro. Planejamento Estratégico: Fundamentos eAplicações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. CURY, Antônio.Organização e Métodos: Uma visão holística.8. Ed. São Paulo: Atlas, 2005. LAKATOS, E. M.; MARCONI, M.A.: Fundamentos de Metodologia Científica. São Paulo. Ed. Atlas, 1985. MACHADO FILHO, Cláudio Pinheiro. Responsabilidade social e governança: o debate e as implicações: responsabilidade social, instituições, governança, e reputação – São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006. MARTINELLI, A. C. Empresa-Cidadã: uma visão inovadora para uma ação transformadora. In: IOSCHPE, Evelyn B. Terceiro setor: desenvolvimento social sustentado, São Paulo: Paz e Terra, 1997. MATTOS, P.; LINCOLN, C. L.: A entrevista não estruturada como forma de conversação: razões e sugestões para sua análise. Rev. Adm. Publica; 39(4):823-847, jul-ago. 2005 MEDEIROS, Luiz Edgar; REIS Carlos Nelson dos. Responsabilidade social nas empresas e balanço social: Rio de Janeiro: Saraiva, 2007. MELO NETO F. P; BRENNAND, J.M. Empresas Socialmente Sustentáveis: o novo desafio da gestão moderna. Rio de Janeiro: Qualitymark 2004. MELO NETO, F.P. de; FROES, C. Gestão da Responsabilidade Social Corporativa: o caso brasileiro. Rio de Janeiro: Ed. Qualitymark, 2001. MINAYO, M. C. de S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo, Hucitec-Abrasco, 1992. MINAYO, M. C. de S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. Rio de Janeiro, Abrasco; 2007. PAULILO, M. A. S.: A pesquisa qualitativa e a história de vida. Serviço Social pela PUC-SP. 2007. Disponível em: http//www.ssrevista.uel.br/c_v2n1_pesquisa.htm PORTER. Michael; KRAEMER, Mark R. The competitive advantage of corporate philanthropy. Harvard Business Review, v.80, nº 12, p. 56 – 68, Dec. 2002. REIS, Carlos Nelson dos. Reponsabilidade social das empresas e balanço social: meios propulsores do desenvolvimento econômico e social/ Carlos N. Reis, Luiz Edgar Medeiros. – 1. Ed. – 3. reimpr.- São Paulo: Atlas, 2011. ____________. Responsabilidade Social e Cidadania Empresarial: a administração do terceiro setor. Rio de Janeiro: Ed. Qualitymark, 1999 TOMAR, M. S.: A Entrevista semiestruturada. Mestrado em Supervisão Pedagógica. (Edição 2007/2009) da Universidade Aberta. VELASQUEZ, Manuel G. Ética em los negócios: conceptos y casos Mexico, DF: Prentice Hall, 2000, p. 15. VILLELA, Milú. Respeito e responsabilidade social. Folha e São Paulo. p. 1-3, 26 jul 1999. ETHOS, Instituto de Empresas e Responsabilidade Social. Disponível em:.Acesso em: 08 março 2012.
1321 rds v. 16 n. 1 (2015) DESENVOLVIMENTO RURAL NO BRASIL E NO NORTE DE MINAS: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES Lilian Damares de Almeida Silva Freitas;Ana Ivania Alves Fonseca; Desenvolvimento Rural O espaço rural é um espaço dinâmico e está em constante transformação. As formas de reprodução social e do trabalho, a relação campo-cidade, a história, as tecnologias inseridas no campo tanto para grandes como pequenos produtores, influenciam no modelar desse meio e traçam os perfis de cada região. E diante desse dinamismo existente no campo, Schneider (2010) destaca que um paradigma que tem se destacado dentro dos estudos rurais nas últimas décadas: o desenvolvimento rural. Assim, neste trabalho abordamos algumas discussões sobre desenvolvimento rural no Brasil e no Norte de Minas. Para tanto, utilizamos como metodologia, a pesquisa bibliográfica sobre a temática estudada, na qual foram contextualizados alguns conceitos relacionados ao tema.
1322 rds v. 16 n. 1 (2015) CONSEQUÊNCIAS FÍSICAS E PSICOLÓGICAS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA PARA A SAÚDE DA MULHER E PARA A VIDA ESCOLAR DOS FILHOS Ronilson Ferreira Freitas;Bibiana Vieira Mattos Fernandes;Tahiana Ferreira Freitas;Vinícius Lopes Cantuária;Renata Fiúza Damasceno;Angelina do Carmo Lessa; Educação Infantil, Saúde da Mulher, Violência Doméstica A violência doméstica vem crescendo de forma significativa, o que a torna alvo de debates teórico-filosófico e indagações ético-político. No cenário da violência contra a mulher, a violência doméstica assume um papel de destaque, já que é uma causa significativa de morbidade e mortalidade de mulheres, além de comprometer a vida escolar dosfilhos. Assim, considerando as implicações da violência doméstica na vida da mulher e no desenvolvimento escolar das crianças que vivenciam essa prática no ambiente familiar, bem como a procura dos serviços de saúde por essas vítimas, esse estudo apresenta algumas considerações sobre esse tipo de violência, bem comodescreve as consequências físicas e psicológicas provocadas pela mesma a fim de contribuir para o debate dessa temática nas áreas da saúde e educação.
1323 rds v. 16 n. 1 (2015) ECONOMIA SOLIDÁRIA COMO INOVAÇÃO SOCIAL EM UMA ASSOCIACAO EM REDE: O CASO DA BUDEGAMA Lara Caroline Ezequiel;Priscila Kilvia Araújo da Silva;Bruno de Souza Lessa;José Carlos Lázaro da Silva Filho; Economia Solidaria, Inovacao Social O presente artigo tem como objetivo principal identificar aspectos e princípios de Inovação Social e Economia Solidária em uma Bodega localizada no bairro Conjunto Esperança em Fortaleza/CE: a BudegAMA. Enquanto parte da Rede Bodegas, é formada por mulheres que se reúnem para confeccionar e comercializar peças de artesanato; disseminando entre elas a importância do trabalho associativo e da criatividade de cada uma. Para o objetivo, realizou-se um estudo de caso e uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, utilizando a técnica de análise de conteúdo. Verificamos que a Bodega se caracteriza tanto como Inovação Social como Economia Solidária, havendo consistência e relação com os três eixos propostos por CRISES (2004).
1324 rds v. 16 n. 1 (2015) A COMERCIALIZAÇÃO DE HORTALIÇAS NA AGRICULTURA FAMILIAR: UMA ANÁLISE NO ASSENTAMENTO SANTA OLGA, NOVA ANDRADINA/MS Vanderlei de Freitas Santos;Luiz Henrique Wanderley Silva Guimarães;Thiago Correa da Nobrega;Fabiano Greter Moreira; Produção, Cooperativa, Assentados O presente artigo apresenta um estudo de caso sobre a comercialização de hortaliças dos agricultores familiares da Cooperativa do Projeto de Assentamento (PA) Santa Olga Nova Andradina, estado de Mato Grosso do Sul. O objetivo do trabalho é delinear ótica de alguns autores sobre cooperativas na agricultura familiar, que comercializam hortaliças para as escolas municipais, por meio, do Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE). O método utilizado é um estudo de caso de forma empírica, com dados primários e secundários, realizando uma entrevista semi estruturada com o administrador da cooperativa, na qual procurou identificar o processo de comercialização de hortaliças. Dentre os resultados obtidos, a cooperativa apresentou um funcionamento ativo aos pequenos produtores, no entanto, é necessária que a administração proponha aos cooperados uma visão inovadora para o fortalecimento da cooperativa. Agenda Institucional do Cooperativismo. Sistema OCB - CNCOOP, OCB, SESCOOP, 2016. Disponível em: < http://www.brasilcooperativo.coop.br/site/ocb_congresso/downloads/Agenda_2016.pdf >. Acesso em: 10 abr. 2016. BRASIL. Lei nº 11947,16 de junho de 2009. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l11947.htm. Acesso: 30 out. 2015. CRÚZIO, Helnon Oliveira. Como organizar e administra um cooperativa. 4º Edição. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005. FAULIN, Evandro Jacóia; AZEVEDO, Paulo F. Distribuição de hortaliças na agricultura familiar: uma análise das transações. Informações Econômicas, v. 33, n. 11, p. 24-37, 2003. GEHLEN, Ivaldo; MOCELIN, Daniel Gustavo. Organização Social e Movimentos Sociais Rurais. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2009. GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1999. HIRAMA, Célia Shizuko Fuziki Yamada. O fluxo de comunicação na cadeia produtiva de hortaliças no município de Dourados-MS. Dissertação de Mestrado. UFGD, 2013. Disponível em: http://www.ufgd.edu.br/face/mestrado- agronegocios/downloads/dissertacao-da-celia. Acesso em: 10 fev. 2015. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Censo Agropecuário 2006. Rio de Janeiro, 2006. Disponível em: < http://cidades.ibge.gov.br/xtras/temas.php?lang=&codmun=500620&idtema=3&search =mato-grosso-do-sul|nova-andradina|censo-agropecuario-2006>. Acesso em: 20 jan. 2015. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Informações completas do Município de Nova Andradina. Disponível em: . Acesso em : 20 jan. 2015. LOURENZANI, Wagner Luiz. Modelo dinâmico para gestão integrada da agricultura familiar. São Carlos: UFSCar, 2005. MINATEL, Felipe; BONGANHA, Carlos André. Agronegócios: A importância do cooperativismo e da agricultura. Empreendedorismo, Gestão e Negócios, v. 4, n. 4, Mar. 2015, p. 247-259. MOREIRA, Fabiano Greter. Sucessão da gestão na agricultura familiar: um estudo de caso no assentamento Santa Olga no município de Nova Andradina em Mato Grosso do Sul. Dissertação de Mestrado. UFGD, Dourados/MS, 2014. MOREIRA, Fabiano Greter; SCHLINDWEIN, Madalena Maria. Sucessão da gestão na agricultura familiar: um estudo de caso no assentamento Santa Olga no município de Nova Andradina em Mato Grosso do Sul. Revista Nera, ano 18, nº 29, 2015, pp. 151- 173. YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Porto Alegre: Bookman, 2001. SEBRAE. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Estudos de inteligência de mercados: perfil de mercado. 2010. 17p. (Informe do SEBRAE). Capturado em 12 fev. 2015. Disponível em: http://www.sebrae.com. Acesso em: 20 jan. 2015. WANDERLEY, Maria de Nazareth Baudel. Raízes históricas do campesinato brasileiro. In: TEDESCO, João Carlos (Org.). Agricultura familiar: realidades e perspectivas. Passo Fundo (RS): Ediupe, 1999.
1325 rds v. 16 n. 1 (2015) A INTER-RELAÇÃO ENTRE PLANTAS MEDICINAIS E AS PAISAGENS CULTURAIS DO CERRADO SEGUNDO A POPULAÇÃO LOCAL NO MUNICÍPIO DE MIRABELA. Amanda Maria Soares Silva; Geografia Cultural, Modo de Vida, Cerrado, Paisagem Cultural Este trabalho busca compreender a inter-relação entre plantas medicinais e as paisagens culturais segundo a população local no município de Mirabela. As particularidades de cada território manifestam-se no conhecimento popular, diálogo e na estima com a natureza, assim como, nas relações mútuas baseadas na coletividade. Por conseguinte, esse estudo considera a seguinte questão: a população local do município de Mirabela, ainda estabelece inter-relação entre as plantas medicinais e as paisagens culturais do Cerrado? Para respondermos essa pergunta foi feita uma vinculação sobre a população local e o bioma Cerrado e, posteriormente, uma descrição/análise das paisagens culturais- tabuleiro, chapada e terra de cultura exibindo em cada uma delas a diversidade de espécies nativas conhecidas e suas possibilidades de uso. AB’SABER, A.N. Espaços ocupados pela expansão dos climas secos na América do Sul, por ocasião dos períodos glaciais quaternários. Paleoclimas, São Paulo, v.3, 1997. ALMEIDA, S. P.; SANO, S. M.; RIBEIRO, J. F. Cerrado: espécies vegetais úteis. Planaltina: EMBRAPA - CPAC, 1998. BARBOSA et al. Processos culturais associados à vegetação. In: Pinto M.N (ORG). Cerrado: caracterização, ocupação e perspectivas -Brasília: Editora UNB, 1990. p.147-162, CORRÊA, R. L. Territorialidade e corporação: um exemplo. In: SANTOS, M.; SOUZA, M. A. A. De.; SILVEIRA, M. L. (Org.). Território – Globalização e Fragmentação. São Paulo: Hucitec, 1996, 332p. P.251 – 256. CORRÊA, Roberto Lobato e ROSENDAHL, (Org.). Introdução à Geografia Cultural. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. CLAVAL, P., As Abordagens da Geografia Cultural. In: CASTRO, E. I., GOMES, P. C. C. da.CORRÊA, R. L. (Org.). Explorações Geográficas -percursos no fim do século. Rio de Janeiro, BertrandBrasil, 1997. p. 89-117. ______. As abordagens da Geografia Cultural. In: CASTRO, I. E. de; et. al. (orgs.). Explorações geográficas: percursos no fim do século. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006. p. 89-117. DAMIANI, A. L. O Lugar e a Produção do Cotidiano. In: CARLOS, A. F. A (Org.). Novos Caminhos da Geografia. São Paulo: Contexto, 1999. 204 p. P.161-172. DAYRELL, Carlos Alberto. Os Geraizeiros descem a serra: ou a agricultura do agrobusiness que não aparece nos relatórios.In: Cerrado e desenvolvimento: Tradição e atualidade. Montes Claros, Centro de Agricultura Alternativa (CAA); Goiânia Agência ambiental de Goiás, 2000. DIEGUES, Antônio Carlos. Etnoconservação: novos rumos para a proteção à natureza nos trópicos. São Paulo: Hucitec, 2000. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia Estatística. Disponível em: . Acesso em: 09 de setem. 2015. LEWINSOHN, T. M.; PRADO, P. I. Quantas espécies há no Brasil? Megadiversidade, v.1, p.36-42, 2005. LORENZI, H. Plantas daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. 4.ed. Nova Odessa: Plantarum, 2008. MÉO, Guy di; SAUVAITRE, Claire; SOUFFLET, Fabrice. Les paysages de l’identité (le cas du Piémont béarnais, à l’est de Pau).Geoccarrefour, v. 79, n. 2, 2004. NASCIMENTO, Flávia Brito; SCIFONI, Simone. A paisagem cultural como novo paradigma para a proteção: a experiência do Vale do Ribeira - S.P. Revista CPC, São Paulo, n.10, maio/out.2010. Disponível em: . Acesso em: 6 ago. 2014. NAVES, R.V.;CHAVES, L. J. Uso e conservação de espécies frutíferas do Cerrado. Jornal Gazeta Technológica, maio/ 2001. PIRES, M. O.; SANTOS, I.M. (Orgs) REDE CERRADO – Construindo o Cerrado Sustentável.Experiências e Contribuições das ONG’s –Brasília: Gráfica Nacional, 2000. RIBEIRO, Ricardo Ferreira. História ecológica do Sertão Mineiro e a formação do patrimônio cultural sertanejo. In: Cerrado e desenvolvimento. Tradição e atualidade. DAYRELL, Carlos et al. Montes Claros, CAA-NM. 2000. P. 47 a 99. RIBEIRO, R. W. Paisagem cultural e patrimônio. Brasília: Iphan, 2007. RIBEIRO, J. F.; WALTER, B.M.T. Fitofisionomias do Bioma Cerrado. In: SANO S. M. ALMEIDA, S.P. ed. Cerrado: ambiente e flora. Planaltina: EMBRAPA-CPAC, 1997. UNESCO. Declaração mundial sobre educação para todos. Plano de ação para satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem. Tailândia: CEPAL/UNESCO, 1990. VERDUM, Roberto; FONTOURA, Luis Mazini. Temáticas rurais: do local ao regional. Porto Alegre: Editora da UFRGS. Universidade Aberta do Brasil – UAB/UFRGS e Curso de Graduação Tecnológica – Planejamento e Gestão para o Desenvolvimento Rural da SEAD/UFRGS. 2009.
1326 rds v. 16 n. 1 (2015) UM DIAGNÓSTICO DA COMPETITIVIDADE DOS ESTADOS BRASILEIROS Luiz Paulo Fontes Rezende;Elisângela Brião Zanela;Gustavo Inácio de Moraes;Sandra M Melo dos Reis; políticas públicas, desigualdade regional, análise fatorial, Competitividade O objetivo central desse artigo é de verificar o nível de competitividade dos estados brasileiros através do estabelecimento de um “ranking” utilizando variáveis socioeconômicas de forma contribuir para o conhecimento das potencialidades, fragilidades e oportunidades para o desenvolvimentodos mesmos. Para atingir tais objetivos foi utilizada a técnica de análise fatorial em componentes principais. Com a obtenção dos fatores, criou-se um índice de competitividade dos estados do Brasil – ICE. O ICE identificou os estados das regiões Sudeste e Sul como os mais competitivos enquanto aqueles pertencentes às regiões Norte e Nordeste foram classificados em pior posição no ranking de competitividade CENTRO DE LIDERANÇA PÚBLICA (CPL); UNIDADE DE INTELIGÊNCIA DA ECONOMIST. Brasil: Ranking de gestão dos estados brasileiros. Brasília, 2011. FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (FIRJAN), FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (FIESP). Quanto custa a energia elétrica para a indústria no Brasil?n.8, agosto, 2011. http://www.firjan.org.br/. Acesso 17/09/2014. FUNDAÇÃO DE ECONOMIA E ESTATÍSTICA SIEGFRIED EMANUEL HEUSER-FEE. SECRETARIA DA COORDENAÇÃO E PLANEJAMENTO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL-SCP/RS. Movimento Brasil Competitivo – MBC. Relatório Executivo. Índice de competitividade estadual fatores (ICE-F). Brasília, mar 2006. HAGUENAUER, L. Competitividade: conceitos e medidas: uma resenha da bibliografia recente com ênfase no caso brasileiro. (texto para discussão n. 211), Universidade Federal do Rio De Janeiro (UFRJ), Agosto/1989. Disponível em: http://www.ie.ufrj.br/gic/pdfs/1989- 1_Haguenauer.pdf. Acesso 17/11/2014. KUPFER, D. Competitividade: Conceitos e medidas. Uma resenha da bibliografia recente com ênfase no caso brasileiro. (memória do IE-UFRJ: dez anos sem Lia Haguenauer). UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (UFRJ), Junho de 2002. LEMOS, A; e MARQUES, F. P. J. A. O Plano Nacional de Banda Larga Brasileiro: um estudo de seus limites e efeitos sociais e políticos. Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação. Brasília, v.15, n.1, jan./abr. 2012. LIMA, A. C. C; SIMÕES, R. F. Teorias do desenvolvimento regional e suas implicações de política econômica no pós-guerra: o caso do Brasil. (Texto para discussão nº 358), Belo Horizonte: UFMG/CEDEPLAR, 2009. MELO, C. O; SILVA, G. H. da; ESPERANCINI, M. S. T. Determinantes do desenvolvimento econômico e social dos municípios da região oeste do Paraná: hierarquização e regionalização. Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural, Fortaleza, 23 a 27 de Julho de 2006. PORTER, M. E. Competição: estratégias competitivas essenciais. Rio de Janeiro: Campus, 1999. RELATÓRIO EXECUTIVO. Índice de Competitividade Estadual. Fatores (ICE-F). BRASÍLIA, MARÇO, 2006. (versão definitiva). REZENDE, M. L; FERNANDES, L. P. S; SILVA, A. M. R. Utilização da análise fatorial para determinar o potencial de crescimento econômico em uma região do sudeste do Brasil. Revista Economia e Desenvolvimento, n. 19, 2007. SILVA, F. F. Centralidade e impactos regionais de política monetária: um estudo dos casos brasileiro e espanhol.2011. Tese (doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, Belo Horizonte, 2011. SIQUEIRA, T. V. DE. Competitividade Sistêmica: Desafios para o desenvolvimento econômico brasileiro. REVISTA DO BNDES, Rio de Janeiro, v. 16, n. 31, p. 139-184, jun. 2009. SOUZA, N. J. Economia regional: conceito e fundamentos teóricos. Revista Perspectiva Econômica. Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Ano XVI, v.11, n. 32, 1981, p. 67-102.
1327 rds v. 15 n. 1 (2015) ASSISTÊNCIA SOCIAL E RECEITA LÍQUIDA PER CAPITA: ANÁLISE EM MUNICÍPIOS MINEIROS Wellington Alvim da Cunha; Financiamento, Receita, Assistência Social Após 25 anos de Constituição, a política de assistência social vem sistematicamente se firmando como dever do Estado e direito a quem dele necessitar. Por sua vez, a descentralização político administrativa aumentou a importância e participação dos municípios no financiamento desse setor. Nesse sentido, o objetivo deste estudo é analisar a associação entre o financiamento da política de assistência social no ano de 2010 e a receita líquida per capita dos 40 municípios de abrangência da Diretoria Regional de Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE) de Muriaé, Minas Gerais. Essa pesquisa classifica-se com abordagem quantitativa dos dados. Para tanto, foi criado o Índice de Financiamento da Assistência Social (IFAS) a partir de 4 variáveis, onde análise fatorial foi utilizada para a construção do índice através de 2 fatores estratégicos. Os valores do IFAS e a receita líquida per capita foram categorizados qualitativamente em baixo, médio, alto. Empregou-se o teste Quiquadrado para conhecer a associação entre a receita líquida per capita e o IFAS. Verificou-se a presença de associação estatisticamente significativas em relação entre essas duas variáveis nos municípios estudados, onde os municípios com maior receita per capita apresentaram maiores Índices de Financiamento da Assistência Social.
1329 rds v. 15 n. 1 (2015) O LEGADO DO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS PARA A HISTÓRIA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Humberto Gabriel Rodrigues;Ertz Ramon Teixeira Campos;Karide Christiane Ladeia Sena;Fernando Fernandes Gonçalves da Silva;Olivia Abreu Versiani;Savio Dantas; SUS, Saúde, Montes Claros Antes da implantação do Sistema único de Saúde (SUS), o acesso aos serviços de saúde ocorria apenas para quem podia pagar e para quem possuía assistência prestada pelo Instituto Nacional de Previdência Social, excluindo os cidadãos carentes e os trabalhadores autônomos. Os primeiros movimentos sanitários que mudaram esse paradigma ocorreram dentre outros municípios em Montes Claros, Minas Gerais que constituiu projeto piloto da implementação de modelos alternativos de atenção à saúde contribuindo para a unificação do Ministério da Saúde e INAMPS e consequente criação do SUS.
1330 rds v. 15 n. 1 (2015) O ACESSO A INTERNET NA MICRORREGIÃO DE MONTES CLAROS: CONECTIVIDADE E EXTRATOS SOCIAIS Lérica Maria Mendes Veloso;Gustavo Souza Santos; Indicadores sociais, Microrregião de Montes Claros, Acesso a internet Em 2013, metade da população com 10 anos de idade ou mais acessou a internet no Brasil, uma representatividade de 86,7 milhões de pessoas, de acordo com dados do IBGE. Nessa direção, observa-se que 49,5% dos domicílios brasileiros possuíam computadores em casa, e, ainda, 43,1% é a parcela das residências brasileiras em que os computadores possuíam conexão a internet. Os indicadores da conectividade brasileira apontam um crescimento otimista do uso e da posse das tecnologias da informação e comunicação (TICs), revelando um cenário de popularização e difusão de seu uso nos cotidiano nacional. O objetivo deste estudo foi analisar a distribuição espacial do acesso à internet na microrregião de Montes Claros, associando as implicações desse acesso com indicadores de renda, instrução e vulnerabilidade social. O estudo revela Montes Claros, cidade que encabeça amicrorregião, como centralizadora de fluxos e indicadores sociais de escolaridade, renda e vulnerabilidade social. O mapeamento dos indicadores estudados se pareia ao mapeamento do acesso a internet, refletindo a necessidade da superação de desigualdades socioeconômicas históricas com o aporte de políticas públicas desenvolvimentistas para tornar mais acessível e menos excludente os cenários socioculturais promovidos pela revolução das TICs no espaço urbano e para a sociedade contemporânea em geral.
1331 rds v. 15 n. 1 (2015) PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE ANTIGAS MORADORAS DE PEIRÓPOLIS, UBERABA, MG: REFLEXÕES PERTINENTES À SUSTENTABILIDADE Pedro Motta Palermo;Mariângela Tambellini; Sustentabilidade, Percepção Ambiental, Ecologia Humana Especialmente devido aos impactos decorrentes das atividades agrícolas e pecuárias em regiões de Cerrado, são importantes estudos relacionados à Ecologia Humana. Sobre esses estudos, acreditamos serem necessários não apenas o levantamento de comportamentos e atividades sustentáveis, como também a observação de aspectos da subjetividade humana. O bairro de Peirópolis-MG é frequentado devido a atrativos turísticos ambientais e paleontológicos. Moradores mais antigos do bairro utilizavam recursos disponíveis da flora como medicamentos e alimentos, especialmente na fabricação de doces. Ainda hoje os doces de Peirópolis são conhecidos e comercializados, mas os ingredientes não são mais produzidos no local. Esse trabalho teve como objetivos identificar percepções a respeito de mudanças no ambiente e sociedade decorrentes do processo de urbanização do bairro. Foram realizadas visitas prévias para conhecer o local e os moradores. A partir disso foi selecionado um grupo de seis mulheres, por serem antigas moradoras do bairro e porque tem ou tiveram atividades relacionadas à utilização de recursos naturais. As entrevistas revelaram a importância atribuída à agricultura intensiva como elemento responsável por mudanças ocorridas no bairro nos últimos anos, avaliadas de forma negativa. A urbanização decorrente das atividades turísticas foi avaliada a partir de impactos positivos ou negativos para a comunidade.
1332 rds v. 15 n. 1 (2015) INCUBADORA SOCIAL COMO ESPAÇO DE APRENDIZAGEM E PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO LOCAL: O CASO DO RESTAURANTE ESCOLA BISTRÔ ECO SOL Angélica Margarete Magalhães;Mariana Justino Msugossa;Jaqueline Rodrigues dos Santos;Lorena Fernandes Castilho;Mirelly Lopes da Costa;Bruna Carla Bernardo; Inclusão social, Economia Solidária, Desenvolvimento sustentável O Restaurante Escola Bistrô Eco Sol é um projeto de extensão desenvolvido na Incubadora de Tecnologias Sociais e Solidárias da Universidade Federal da Grande Dourados (ITESS/UFGD), em parceria com o Curso de Nutrição,junto a Assentados da Reforma Agrária e Quilombolas, oriundos de grupos de empreendedorismo, baseado nos princípios da Economia Solidária, que careciam de ações específicas no que tange a conhecimentos aplicados de Gastronomia, produção de refeições e gestão de serviços de alimentação, com garantia de segurança do consumidor e como possibilidade de geração de renda. O projeto beneficia, tanto esse público, quanto a comunidade acadêmica. Estruturado no tripé qualidade (higênico-sanitária, sensorial e nutricional), ambiência e custo, funciona desde outubro de 2014.Com serviço de almoço, utiliza alimentos da agricultura familiar, em sua maioria orgânicos, garantindo cinco cores de frutas e hortaliças ao dia, suco natural, sobremesas caseiras e um prato típico. No vínculo ensino-pesquisa, se incluem acadêmicos de Mestrado em Agronegócios e de Graduação em Nutrição. O esperado é que, ao final de dois anos,as empreendedoras estejam preparadas para implantar um serviço semelhante em suas comunidades, proporcionando geração de renda, inclusão social, disseminação dos princípios da Economia Solidária e desenvolvimento local sustentável.
1334 rds v. 14 n. 1 (2015) A APLICAÇÃO CONCEITUAL DA LUTA POR RECONHECIMENTO NA SAÚDE Leonardo Fabiano Leite do Carmo; intersubjetividade, saúde, reconhecimento, Ação A luta por reconhecimento de Honneth (2003) tem nas relações intersubjetivas dos sujeitos a base para sua construção teórica. Compreender como se dão as relações interpessoais entre os sujeitos, identificando situações de conflitos, pontos de tensão moral, situações de desrespeito que motivem ações dos sujeitos é de grande importância para estudos das ciências sociais. Através deste estudo verificou-se a aplicação da teoria do reconhecimento de Honneth (2003) no campo da saúde e a importância desta teoria para os estudos nas ciências da saúde. Através da metodologia de revisão integrativa foram extraídos 6 artigos que abordavam o tema. Foi verificado que há um esforço dos pesquisadores da área em conhecer e aplicar a teoria da luta por reconhecimento, tendo em vista o ganho sociológico que a mesma apresenta em sua aplicação empírica. Mas ainda pode-se aproveitar de forma mais abrangente as contribuições desta teoria nas pesquisas em saúde.
1335 rds v. 14 n. 1 (2015) A POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS E O ENSINO DE GRADUAÇÃO: Um Estudo Comparativo entre os Cursos de Gestão de Bacharelado e Tecnólogo Fernando Dandaro;Melissa Franchini Cavalcanti-Bandos; Formação, Cursos de Graduação., Política Nacional de Resíduos Sólidos, Educação A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) tem o intuito de normatizar, dar diretrizes, metas e ações para a gestão integrada dos resíduos sólidos, que deverão ser colocadas em prática por meio de profissionais que atuam nas diversas organizações privadas, públicas e também pela sociedade civil. Assim, é de extrema necessidade que os futuros gestores tenham conhecimento sobre o teor frente às exigências da PNRS, suas responsabilidades de cunho ambiental e sua tendência para a sustentabilidade. Portanto, o presente trabalho tem como objetivo realizar um estudo comparativo entre dois cursos de graduação da área de gestão empresarial nas modalidades bacharelado e tecnólogo, identificando o grau de conhecimento dos futuros profissionais em relação à PNRS, responsabilidade social e sustentabilidade. Para tanto, os procedimentos metodológicos utilizados são: pesquisa bibliográfica e de campo de caráter exploratória e análise quanti-qualitativa. Tal estudo justifica-se pela visibilidade do tema atualmente, assim como a necessidade de uma visão sistêmica por parte dos discentes em sua formação, para que possam atuar eficientemente no contexto organizacional. A pesquisa foi realizada no mês de novembro de 2013 com 44 concluintes dos cursos de bacharelado e tecnólogo, sendo o primeiro em uma instituição privada do município de Sertãozinho-SP e o segundo de uma instituição pública da cidade de Franca-SP; e que hoje já estão atuando no mercado de trabalho. Assim foi possível verificar o grau de conhecimento dos entrevistados em relação ao seu entendimento sobre responsabilidade ambiental, sustentabilidade e a PNRS.
1336 rds v. 14 n. 1 (2015) AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL APLICADO ÀS ATIVIDADES AGRÍCOLAS NA LAGOA GRANDE NO MUNICÍPIO DE JANAÚBA - MG Luciana Nogueira Londe;Lucimar Sales Dias;Alcimere Soares da Silva; Eutrofização, Analise físico-químico, Transporte de Material, Matas Ciliares Lagoa Grande é uma lagoa natural, localizada na cidade de Janaúba, Norte de Minas Gerais, que vêm sendo comprometida pela queda de qualidade da água disponível, colocando em risco o ecossistema local. A região foi beneficiada com a instalação dos projetos Gorutuba/Lagoa Grande. Este ambiente destaca pela concentração de perímetros públicos de irrigação, implantado na comunidade e próximo a mesma. O objetivo do presente trabalho foi analisar os impactos ambientais que tem degradado a Lagoa Grande, decorrente das ações antrópicas, dentre eles o que o projeto de irrigação proporcionou para a lagoa, o estado físico-químico de sua água e a sua importância para a população local. Por meio de pesquisas in loco foi adotado estudo de caso da localidade, com fotografias das áreas cultivadas, identificando as captações ilegais da água na própria lagoa, efetuado à análise físico-química da água, e avaliado os seus parâmetros. Observa-se que o projeto de irrigação veio somar para o crescimento sócio econômico da população local e perenizar a lagoa, mas este meio também sofreu graves alterações, dentre eles a retirada da mata ciliar e o transporte de material para dentro da Lagoa Grande, que se encontra em processo de eutrofização. Reflexo de intervenções crescente, sendo de grande valia um planejamento de ações que busquem a recuperação e meios sustentáveis para a Lagoa Grande.
1337 rds v. 14 n. 1 (2015) CENTRALIDADE REGIONAL E NOVOS ARRANJOS TERRITORIAIS NA CIDADE DE MONTES CLAROS/MG Anete Marília Pereira;Iara Soares de França;Isabella Cristina Cordeiro da Silva; Região, Centralidade, Território, Cidade As dinâmicas dos espaços urbanos se expressam por diferentes níveis de centralidade e, por essa razão, extrapolam a escala intra-urbana redefinindo as redes regionais. Partindo dessa premissa, no presente artigo propomos uma análise da relação entre a estruturação urbana e a expressão da centralidade da cidade de Montes Claros. O estudo revela que há um reforço à concentração dos meios de consumo coletivos em Montes Claros, fato que reafirma a sua posição como pólo regional. Como parte desse processo, o território intra-urbano é modificado e, por sua vez, modifica as lógicas de reprodução da própria cidade. Diante do exposto, verifica-se o surgimento das especializações sociais e funcionais dos espaços, seja na forma de incremento e adensamento de determinados elementos, realocação de atividades produtivas, novas estratégias de incorporações urbanas ou novas práticas de consumo.
1338 rds v. 14 n. 1 (2015) COMÉRCIO DE ALIMENTOS EM UMA FEIRA LIVRE DE UM MUNICÍPIO NO ALTO JEQUITINHONHA, MINAS GERAIS Érika Júnia Paulino;João Victor Leite Dias;Nadja Maria Gomes Murta;Harriman Aley Morais;Herton Helder Rocha Pires; Vale do Jequitinhonha, agricultura familiar, comercialização de alimentos, feiras livres Partindo do conhecimento da importância econômica e social exercida pelas feiras livres, o objetivo deste estudo foi analisar a dinâmica de comercialização de produtos em uma feira livre em um município do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Durante um período de 27 semanas foram realizadas visitas semanais à feira do município, para identificação dos produtos levados à mesma, pelos feirantes, assim como origem, modo de produção e transporte dos mesmos. Foram identificados 23 feirantes assíduos à feira, sendo que todos comercializam produtos de produção própria. Na lista dos alimentos mais comercializados estão laranja, banana, cebolinha, couve e ovo. A identificação dos principais alimentos comercializados revela um sistema de produção pautado pela oferta local de recursos e relacionado ao ambiente, clima e tipo de solo da região. Conclui-se que a feira é um importante local de comercialização da agricultura familiar local e, desta maneira, conhecer sua dinâmica e incentivar seu adequado funcionamento, significa facilitar o acesso da população a uma maior variedade de produtos, além de contribuir para a economia local.
1339 rds v. 14 n. 1 (2015) ENTRE O DIREITO E A RENDA: ANÁLISE INTRA-URBANA DO INDICADOR SOCIAL DE RENDA EM DEGUANAMBI/BA Deborah Marques Pereira;Carlos Magno Santos Clemente;Thomas Leonardo Marques de Castro Leal;Erikson de Matos Domingues;Hellen Pereira Cotrim Magalhães;Ricardo Ribeiro de Oliveira; Guanambi, Setores censitários;, SIG, Segregação sócio-espacial As cidadessão cercadas por fenômenos não influenciáveis, no entanto, existem fatores impactantes que determinam a configuração destes espaços. Dentre eles, os indicadores sociaisde rendapodem ser considerados determinantes para odesenhodas cidades. Assim, a presente pesquisa objetivaanalisar os aspectos sócios-espaciais de Guanambi a partir dos indicadores sociais de renda. A área de estudo compreende a cidade de Guanambi/BAlocalizada na mesorregião centro-sul da Bahia, região semiárida. Primeiramente foi elaborado um arcabouço teórico sobre os aparatos urbanísticos e legais, posteriormente foi utilizado o Sistema de Informação Geográfica (SIG) com os dados oriundos dos setores do IBGE (2010). Assim, foram analisadas faixas de renda, sendo elas: a) sem rendimento nominal mensal; b) de 1/8 a 1 salário mínimo; c) de 5 a 10 salários mínimos. Como principal resultado de discussão, observou-se que diante dos 58 setores censitários analisados em Guanambi, 73% dos domicílios particulares permanentes apresentam renda entre 1/8 a 1 salário mínimo, enquanto somente 2,39% acima de 5 salários mínimos. Logo, admite-se que em Guanambi há severa segregação sócio-espacial que interfere consideravelmente no bem-estar da população. A partir disso, pontua-se que os agentes urbanos envolvidos no planejamento urbano devem estabelecer condutas urbanísticas mais eficazes, que admitam verdadeiramente o direito à cidade, conforme assegura a Constituição de 1988 e o Estatuto da Cidade.
1340 rds v. 14 n. 1 (2015) HISTÓRIA E JUDICIALIZAÇÃO DA QUESTÃO AGRÁRIA BRASILEIRA Maria Tereza Queiroz Carvalho; Reforma Agrária, Direito, Movimentos Populares, Questão Agrária Com vista a ser um instrumento de elucidação de fatos históricos que determinaram a publicação de algumas leis relacionadas à questão agrária brasileira, o presente trabalho, após um breve resgate histórico, centrou-se no estudo da lei 4.504/64 (Estatuto da Terra) e da lei complementar 76/93 (Desapropriação para fins de Reforma Agrária). Utilizando a pesquisa bibliográfica, bem como a dialética como método de abordagem, buscou-se demonstrar que as leis objeto deste estudo são resultantes de conjunturas político-sociais de intensas mobilizações populares ao longo da história. Assim, pretende este trabalho ser, sobretudo, um estímulo aos movimentos sociais que lutam pela Reforma Agrária e aos operadores do direito que buscam a construção de perspectivas críticas sobre o mesmo.
1341 rds v. 14 n. 1 (2015) MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA E USO DE ÁGUA NOS EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS Andressa Souza Mendes;Thyara Thábatta Xavier Almeida;Vanderson Aguiar Santos; Satisfação, Economia, Meio ambiente, Racionalização do consumo hídrico, Individualização da água O problema da poluição e escassez da água, ligados à má utilização do recurso, acarreta a grande procura de alternativas que possam solucioná-lo. O que muito tem se ouvido falar é que a individualização do consumo de água nos edifícios residenciais tem se tornado um método de grande eficácia para combater o desperdício nesses ambientes. Com essa adoção, cada unidade consumidora terá um hidrômetro individual, cujo proprietário passará a assumir apenas o gasto do seu consumo, e não mais a despesa dos outros moradores do edifício tendo, portanto, uma motivação para evitar o desperdício de água. Neste contexto se insere os estudos referentes à medição individualizada de água em edifícios localizados na cidade de Montes Claros, Minas Gerais, fazendo-se um comparativo do consumo produzido em edifícios residenciais que utilizam a medição global ou a medição individualizada. Para alcançar os objetivos da pesquisa os passos seguidos foram: busca junto aos síndicos e moradores, de dados relacionados ao consumo de água nos edifícios selecionados, aplicação de questionários e análise dos dados obtidos para possíveis conclusões se, a medição individualizada realmente funciona como uma importante ferramenta para o controle e redução do consumo de água.
1342 rds v. 14 n. 1 (2015) O IMPACTO DA FEIRA LIVRE DO BAIRRO MAJOR PRATES DA CIDADE DE MONTES CLAROS NA RENDA DOS FEIRANTES Paula Cares Bustamante;Priscilla Gracyelle Dias Durães; desenvolvimento econômico, Hortaliças, Feira Livre As feiras livres são eventos realizados em locais públicos em que as pessoas, em determinados dias e épocas, comercializam, expõem e vendem mercadorias. A Feira Livre do bairro Major Prates da cidade de Montes Claros – Minas Gerais é o ponto de encontro para as pessoas que buscam o mercado de hortaliças e hortifrutis, tornando-se uma tradição irem à feira aos domingos. Sendo assim, a hipótese do trabalho é verificar se a melhoria da renda dos feirantes decorre da proximidade que a feira proporciona, garantindo contato com produtos, clientes e parcerias com fornecedores e em que medida a fidelização é uma estratégia bem sucedida para aumentar a lucratividade, já que os feirantes buscam manter relacionamentos de qualidade e garantir a satisfação dos clientes. O objetivo geral do artigo é identificar os fatores que influenciam o desenvolvimento econômico das famílias feirantes da Feira Livre do bairro Major Prates. Especificamente, o trabalho objetiva conhecer a história da feira do bairro Major Prates; analisar as parcerias que são desenvolvidas entre feirantes e fornecedores; identificar as principais vantagens competitivas e problemas vivenciados pelos feirantes. Para tanto, a metodologia utilizada será a revisão da literatura que se dará com base nos textos de Rissato (2004) e Bentes (2012), Gobe (2007) e Caxito (2008) que abordam a importância da fidelização para o aumento da lucratividade. E, pesquisa de campo onde foram aplicados questionários aos feirantes com questões envolvendo a temática da pesquisada. Observou-se que a feira é um local de onde as famílias retiram a maior parte do seu sustento familiar, sendo um lugar propício para a divulgação e venda dos produtos, proporcionando aos feirantes a inserção no mercado de trabalho.
1343 rds v. 14 n. 1 (2015) POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO BRASIL Máximo Alessandro Mendes Ottoni;Silvana Mendes Cordeiro;Soraya Cavalcante Nunes Ottoni; Necessidades Educacionais Especiais, Legislação, Educação Inclusiva Objetivou-se nesse artigo pesquisar a história da política de educação inclusiva, com ênfase no percurso histórico da legislação brasileira, desde o período imperial às décadas atuais, perpassando pelas legislações em nível mundial. O presente artigo foi fruto de uma revisão bibliográfica, disponibilizada em livros, sites, periódicos e legislações, visando um melhor entendimento sobre o tema em questão. As discussões apresentadas permitiram uma visão holística a respeito das políticas de educação inclusiva no Brasil bem como as práticas aqui exercidas, possibilitando analisar avanços e fragilidades que ainda precisam ser superadas para o pleno exercício de uma prática efetiva de inclusão.
1344 rds v. 14 n. 1 (2015) TERRITÓRIO E POBREZA: UMA LEITURA HISTÓRICA DO ESPAÇO GEOGRÁFICO E DA INSCRIÇÃO DA POBREZA RURAL Daniela A. Pacifico; ação pública, pobreza, território Este artigo tem como objetivo analisar a inscrição da pobreza rural no norte do estado de Minas Gerais a partir de uma leitura histórica da ação pública. Para isto analisa-se a representação da pobreza rural construídas pelas políticas públicas sob a noção de combate à seca e convivência com o semiárido. Conclui-se pelo reconhecimento do esforço da ação pública na atualidade e pela importância das novas terminologias, quiçá, promotoras de novas representações, muito embora reclame-se que é preciso enfrentar urgentemente a questão do acesso à terra, à agua e à biodiversidade para enfrentar a pobreza rural.
1345 rds v. 13 n. 3 (2014) A AGRICULTURA FAMILIAR EM UM MUNICÍPIO DO ALTO JEQUITINHONHA, MINAS GERAIS Érika Júnia Paulino;João Victor Leite Dias;Nadja Maria Gomes Murta;Harriman Aley Morais;Herton Helder Rocha Pires; Vale do Jequitinhonha, produção de alimentos, Agricultura familiar Neste estudo caracterizou-se o perfil de produtores agrícolas familiares em um município localizado no Alto Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Realizaram-se visitas às áreas rurais do município, sendo aplicado um questionário estruturado em cada área de produção de alimentos encontrada. A amostra foi constituída por 61 produtores rurais, que de modo geral, apresentaram boas estruturas domiciliares, contudo com condições insatisfatórias quanto ao saneamento ambiental. Na área rural, a criação de galinhas era frequente (90,16%), enquanto que 75,41% dos entrevistados relataram possuir horta, e 80,32% afirmaram que usam apenas fertilizantes orgânicos. Apesar da presença de plantações e/ou criações, a maioria dos produtores não costuma comercializar seus produtos. Os agricultores familiares do município seguem um modelo de produção convencionalmente classificado como tradicional, com grande parte da produção voltada somente ao consumo familiar, com pouco ou nenhum emprego de tecnologia. É um modelo de agricultura, praticamente independente de insumos externos, intimamente relacionado aos fatores ambientais, como clima e tipo de solo.
1346 rds v. 13 n. 3 (2014) O FENÔMENO ECONÔMICO À LUZ DA ECONOMIA E DA SOCIOLOGIA ECONÔMICA Gilson Cássio de Oliveira Santos; institucionalismo, ciência econômica, sociologia econômica Esse trabalho tem o intuito de mostrar o fenômeno econômico, ou seja, as relações de trocas de mercadorias, a partir dos prismas da economia enquanto ciência e da sociologia econômica, tentando evidenciar as diferentes perspectivas de tais análises iniciando da economia a partir da escola clássica de Adam Smith, perpassando pela escola marginalista de Javons e Walras até chagar nas escolas institucional e neoinstitucional de Veblen e Williamson respectivamente. E, finalizando com as observações econômicas da sociologia, transitando entre a velha e a nova sociologia econômica. Para isso foi realizada uma breve pesquisa de revisão literária utilizando os principais pesquisadores das correntes descritas acima.
1347 rds v. 13 n. 3 (2014) O POVO INDIGENA MAXAKALI E SUAS NARRATIVAS MÍTICAS Marivaldo A. Carvalho;Tais Cangussu Galvão Alves;Rosana P. Cambraia; narrativa mítica, Maxakali, Indigenas O pensamento mítico não coloca a natureza ao domínio do homem, mas propicia as comunidades indigenas uma relação mais equilibrada com o ambiente. O objetivo deste artigo é trazer uma abordagem sobre as narrativas míticas elaboradas em uma comunidade indigena Maxakali, no nordeste do Estado de Minas Gerais, Brasil. Entendemos que os indígenas expõem seu conhecimento pelo pensamento mítico para responder aos questionamentos universais. Compreendemos que as relações sociais aparecem refletidas nas simbologias dos mitos, sendo que algumas narrativas miticas são registradas em livros e outras encontram-se ainda conservadas na oralidade. A visão de mundo Maxakali, apresentada em forma de símbolos nas narrativas míticas, são por consequência detectadas nas relações sociais do grupo e também entre o homem e a natureza.
1348 rds v. 13 n. 3 (2014) OS SENTIDOS E AS REPERCUSSÕES DO TRABALHO EDUCATIVO PARA JOVENS LEGIONÁRIOS Ieda Francischetti;Camila Mugnai Vieira;Márcia Oliveira Mayo Soares;Lilian Maria Giubbina Rolin;Elaine Camilo Fregolente;Lúcia de Fátima Furlan Borges; Qualidade de vida, Serviços de saúde do trabalhador, Trabalho de menores, Adolescente Considerada a parceria de mais de 20 anos da Legião Mirim de Marília e a Faculdade de Medicina de Marília no Programa Legionário-bolsista era desejável e de grande relevância a realização de um estudo para sua documentação e fortalecimento. O mesmo teve como objetivo avaliar os sentidos, as fortalezas e as fragilidades do programa por meio de questionários aplicados aos adolescentes que participaram das atividades e foram egressos em 2008, 2009 e 2010. As repercussões dessa experiência em suas vidas, no âmbito pessoal e profissional foram discutidas por meio de pesquisa qualitativa. Ficou, desta sorte, evidenciada a importância desta atividade não apenas devido à pré-profissionalização, mas, sobretudo, pela capacidade de socializar e construir referenciais humanísticos para estes jovens.
1349 rds v. 13 n. 3 (2014) PESQUISA DE CAMPO COMO POSSIBILIDADE DE CONCRETIZAR OPORTUNIDADES DE DIÁLOGO: EXPERIÊNCIAS EM DUAS COMUNIDADES ARTESÃS DO JAPALÃO - TO Rebeca Verônica Ribeiro Viana;Paulo Takeo Sano;Vera Lucia Scatena; diálogo de saberes, Jalapão, buriti, capim-dourado O presente artigo apresenta reflexões sobre o processo de pesquisa de campo realizado em parceria com duas comunidades quilombolas da região do Jalapão, Prata e Mumbuca. Ambas são comunidades de artesãos de capim-dourado, uma técnica tradicional onde escapos de capim-dourado são costurados com fibras extraídas do buriti. O objetivo inicial de associar os conhecimentos locais com os científicos, ao longo do processo da pesquisa, se tornou uma busca por caminhos para exercitar o diálogo de saberes entre ambas perspectivas. Para isso, as percepções dos artesãos foi levantada através de instrumentos de pesquisa qualitativa, aplicados com a colaboração e participação de moradores das comunidades. Dentre os dados obtidos, ressaltaram-se indagações relacionadas às espécies. Estas, puderam ser associadas com produções científicas e, também, inspiraram novos projetos sobre a sua biologia. Ao fim do projeto e considerando que os artesãos compartilharam conosco suas perspectivas sobre as espécies, foram confeccionados, junto com eles, lâminas com cortes histológicos escapos de capim-dourado e da folha do buriti. A intenção era a de que eles pudessem observar as mesmas plantas, dessa vez sob a perspectiva da ciência, em microscópios. Por fim, vivenciamos o desenvolvimento de uma metodologia de campo alinhada à processos dialógicos sobre a Natureza, entre as perspectivas locais e científicas sobre a natureza.
1350 rds v. 13 n. 3 (2014) POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS: CONTRIBUIÇÕES PARA OUTRO DESENVOLVIMENTO Andréa Maria Narciso Rocha de Paula;Felisa Anaya;Isabel Cristina Barbosa de Brito;Maria Helena de Souza Ide;Rômulo Soares Barbosa;Dieter Gawora; cultura e saberes tradicionais, desenvolvimentos, território, povos e comunidades tradicionais A condição de articulação dos povos e comunidades tradicionais e seu reconhecimento público nos níveis nacional e internacional se apresenta de modo diferenciado em um contexto de desterritorialização pelo capital globalizado. As distintas formas de apropriação dos espaços sociais, impõem um tipo de desenvolvimento econômico que provoca a degradação dos ambientes naturais e sociais, a desestruturação dos modos de vida no lugar, e reforça as desigualdades socioespaciais e a perda de domínio territorial. Nesse sentido, faz-se necessário discutir um outro desenvolvimento possível que inclua os sujeitos que possuem outra lógica de apropriação e uso do ambiente, contribuindo com seus saberes e suas práticas localizadas. Para tanto, foi realizado análise de conflitos sociais e ambientais através do diálogo entre distintos atores e contextos societários. Nessa perspectiva, um outro desenvolvimento por povos e comunidades tradicionais é apresentado na “Declaração de Montes Claros”, fruto da discussão entre universidade, comunidades tradicionais, movimentos sociais e entidades civis.
1351 rds v. 13 n. 3 (2014) COORDENAÇÃO NACIONAL DE ARTICULAÇÃO DE QUILOMBOS – CONAQ: ATORES SOCIAIS E SUAS FORMAS DE CAPITAIS Hélen Barcellos da Silva Martins; Atores Sociais, Formas de Capitais, Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos – CONAQ A Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos – CONAQ busca representar as Comunidades Quilombolas brasileiras em espaços institucionais e não institucionais com o objetivo de obter a titulação e o reconhecimento governamental de terras tradicionalmente ocupadas, formular e defender a implementação de políticas públicas aplicáveis a estes territórios, e assim, melhorar a qualidade de vida destas populações. Interessa-nos observar como se dá o processo de nascimento, organização e institucionalização desta entidade e o ativismo político das lideranças, estas emergiram a partir da condução política desta organização. Acredita-se que estas lideranças, no exercício de sua militância, acumulam capitais (utilizaremos como referencial teóricometodológico base o trabalho de Pierre Bourdieu, 1986, em que descreve ―As formas de Capital‖) ao longo do tempo, que os permitem conhecer as dinâmicas institucionais governamentais, elaborar projetos de capitação de recursos, aprender a linguagem necessária a compreensão dos processos e para convencimento político, gestual em reuniões e dentre outros acúmulos. Desta forma, a atuação política e a obtenção de capital social, cultural e político as proporcionam acesso a informações e as colocam em destaque, possibilitando um aumento de seu nível de formação escolar/acadêmico, atuação em cargos públicos comissionados e outras formas de condução, produção e reprodução da vida.
1352 rds v. 13 n. 1 (2014): Revista Desenvolvimento Social - Edição Especial A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI FEDERAL Nº 10639/2003 EM CURSOS DE LICENCIATURA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS Mônica Maria Teixeira Amorim;Maria Helena de Souza Ide;Silvana Maria Teixeira Amorim;Emília Murta Moraes;Maria Cleonice Mendes Souza; Lei Nº 10.639/2003, Implementação, Educação Racial, Licenciatura, Currículo A Lei Federal Nº 10639/2003 altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Nº 9394/1996) para inserir, no currículo oficial das escolas brasileiras, o ensino de história e cultura Afro-Brasileira e Africana. Esse ensino deverá ser ministrado no âmbito de todo o currículo escolar, especialmente nas áreas de Artes, Literatura Brasileira e História Brasileira. A partir da promulgação da lei, o trabalho com essa temática passa a ser obrigatório e tencionapromover a educação das relações raciais de modo a contribuir com a valorização da cultura do povo negro e com o combate ao racismo, entre outros propósitos. No ano de 2004, o MEC apresentou Diretrizes Curriculares Nacionais para orientar o processo de implementação da Lei 10639/03. Conforme indicam tais Diretrizes, os estabelecimentos de ensino superior que trabalham com formação de professores deverão incluir a discussão da questão racial na matriz curricular dos cursos de licenciatura. Apesar da importância da Lei 10639/03 para correção de desigualdades impostas historicamente aos negros, registra-se, por parte das instituições de ensino superior, certa resistência no que tange à inclusão da questão racial na formação inicial de professores. (GOMES, 2008).Com o propósito de examinar a inclusão dessa questão nos cursos regulares de licenciatura, em especial nos cursos de Artes, História, Letras e Pedagogia da Universidade Estadual de Montes Claros, realizou-se um estudo teórico, aplicação de questionários para acadêmicos e análise documental, tanto da legislação quanto de projetos pedagógicos dos mencionados cursos. No estudo, que ainda se encontra em curso, verifica-se que é significativo o percentual de acadêmicos que desconhecem a Lei 10639/03 e que é ainda maior o percentual de licenciandos que sequer ouviram falar das Diretrizes para implementação da citada lei. Os dados sugerem a pertinência das observações de GOMES (2008) quanto à resistência das universidades na abordagem da questão racial e convidam a aprofundar as análises sobre essa “reação” institucional.Palavras-chave:Lei Nº 10.639/2003. Implementação. Educação Racial. Licenciatura. Currículo.
1353 rds v. 13 n. 1 (2014): Revista Desenvolvimento Social - Edição Especial A UTILIZAÇÃO DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA – SIG NA ANÁLISE DA EVOLUÇÃO POPULACIONAL E DO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO – IDH NA MICRORREGIÃO DE GUANAMBI (BA) – 1991, 2000 E 2010 Deborah Marques Pereira;Carlos Magno Santos Clemente; IDH, população, SIG, microrregião, Bahia O histórico de desigualdade socioeconômico regional ao longo dos séculos no Brasil exige uma nova postura do Poder Público e privado para alcançar configurações mais harmoniosas nos aspectos renda, educação e qualidade de vida das populações. Compreender a evolução populacional e do desenvolvimento social no contexto regional contribuem para nortear políticas públicas e projetos da inciativa privada. Este estudo tem como objetivo demonstrar a importância do uso do Sistema de Informação Geográfica – SIG para subsidiar a análise do Índice Desenvolvimento Humano - IDH e da população na Microrregião de Guanambi – BA. Os resultados demonstraram que a cidade de Guanambi teve destaque nos três períodos analisados na Microrregião no que se refere ao IDH, alcançando os valores de 0.413, 0.548 e 0.673 em 1991, 2000 e 2010 respectivamente. Os municípios de menores IDH foram os de Lagoa Real, Matina e Malhada. Destaca-se que houve uma redução da população total em alguns municípios da Microrregião. Apesar do destaque de Guanambi em relação IDH na microrregião, o estudo revelou uma posição desfavorável dos demais municípios em relação ao IDH, com estratos de qualificação médio e baixo. A pesquisa relata uma população elevada na zona rural, isso requer uma maior atenção a essas comunidades.
1354 rds v. 13 n. 1 (2014): Revista Desenvolvimento Social - Edição Especial CONFLITOS AMBIENTAIS TERRITORIAIS NO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO CIPÓ Felisa Cançado Anaya;Maria Cecília Freitas de Souza; Ecologia Política, Desterritorialização, Comunidades Tradicionais, Conflito Ambiental O Parque Nacional da Serra do Cipó – PNSCi, localizado na região sul da Serra do Espinhaço, é considerado um dos cenários naturais de grande atratividade turística nacional e internacional. É um espaço social privilegiado dos pesquisadores, que tem no preservacionismo a base que orienta suas ações no campo ambiental. Criado em 1975, enquanto Parque Estadual, em 1984 foi recategorizado como Parque Nacional. Tal processo foi marcado pela expropriação de vários grupos familiares tradicionais do lugar que mantinham formas de apropriação comunal e familiar do ambiente. Este texto apresenta este processo de expropriação dando ênfase ao que pode ser compreendido atualmente como segundo ciclo de expropriação. Uma reconfiguração do conflito ambiental reatualizado no ano de 2013 junto aos seis últimos grupos familiares tradicionais resistentes da Comunidade do Retiro. O conflito atual mostra a sobreposição de reivindicações entre os diversos grupos tradicionais, portadores de identidades e lógicas culturais diferenciadas, e o ICMBio sobre o mesmo recorte espacial. Este presente trabalho tem como objetivo compreender o processo de desterritorialização em seu primeiro ciclo, realizado na época da implementação do PNSCi, a atualização deste processo em seu segundo ciclo no Retiro e compreender o sentido do território-parque para cada sujeito. Para tanto, foi realizado pesquisa bibliográfica, entrevistas semi-estruturadas e mapa mental.
1355 rds v. 13 n. 1 (2014): Revista Desenvolvimento Social - Edição Especial DESIGUALDADES NA INFORMALIDADE: UMA ANÁLISE DAS REGIÕES NORDESTE E SUDESTE DO BRASIL Anete Marília Pereira;Ricardo dos Santos Silva;Priscila Raposo Silva; Nordeste, Sudeste, desigualdades, trabalhador, informalidade O Brasil apresenta disparidades regionais significativas, especialmente no que tange aos indicadores de desenvolvimento socioeconômico. Níveis diferenciados de reprodução do capital e regulação institucional efetiva condicionam a configuração do mercado de trabalho em cada região do país. Esse contexto de disparidades socioeconômicas abre espaço para análise comparada da informalidade no mercado de trabalho das macrorregiões Sudeste e Nordeste, com o objetivo de evidenciar os índices de informalidade em cada região, seus condicionantes e desdobramentos. Na década de 1990 os processos de “desregulamentação” e “desestruturação” do mercado de trabalho começaram a caminhar na mesma direção, configurando a desregulação do trabalho. Esse processo apresentou algumas consequências, como a oferta excedente de mão de obra, crescimento intenso do setor terciário, crescimento da informalidade nas relações de trabalho, aumento da desocupação e do desemprego, precarização ou piora na qualidade dos postos de trabalho, entre outras. Porém, na década de 2000 o quadro de desestruturação do mercado de trabalho começou a sofrer uma reversão, como aponta a perspectiva neodesenvolvimentista. À luz dos dados obtidos no ano de 2012 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), foi realizada uma comparação dos dados secundários que evidenciou a existência de disparidades regionais significativas no setor informal.
1356 rds v. 13 n. 1 (2014): Revista Desenvolvimento Social - Edição Especial Entre legalidad e ilegalidad: migrantes haitianos en tránsito por Perú con destino a Brasil Erika Busse;Lorena Izaguirre;Tania Vasquez; Desde el terremotode 2010 ocurrido en Haití, Brasil se ha consolidado como un importante destino de la migración haitiana, sumándose a otros ya consolidados como los Estados Unidos, Canadá y Francia. Esta migración, que se produce a través de varios países (República Dominicana, Ecuador y Perú) constituye un nuevo patrón de migración Sur-Sur que pone en evidencia las tensiones entre las políticas que asumen a la migración como un fenómeno temporal y las que alientan el asentamiento de los migrantes. En ese sentido, los sucesivos cambios de enfoque para el tratamiento de esta migración, así como las disposicionesad hoc formuladas enlas políticas migratorias deBrasil, Perú yEcuadorcon el objetivo de gestionareste flujo, han producido escenarios de legalidad-ilegalidad para los migrantes haitianos durante su tránsito por estos países. Por ello, la migración haitiana hacia Brasil ilustra de modo particularmente claro la ambigüedad de las políticas de gestión migratoria; muestra de ello es que mientras el Perú exige visa para los ciudadanos haitianos, Brasil les concede el estatus de refugiado. Con base en una investigación multi-situada y multi-métodos realizada entre Perú y Brasil durante el año 2013, el presente artículo busca analizar la compleja dinámica que los migrantes haitianos experimentan, navegando a través de categorizaciones de “legal” e “ilegal” en su trayectoria hacia Brasil. A partir de este estudio de caso, se discutirá la capacidad de agencia de los migrantes haitianos y las limitaciones estructurales que deben enfrentar para conseguir sus objetivos, haciendo uso de su capital migratorio.
1357 rds v. 13 n. 1 (2014): Revista Desenvolvimento Social - Edição Especial É POSSÍVEL AGIR NESSAS CONDIÇÕES (?): DINÂMICAS DE APROPRIAÇÃO DE ESPAÇO POR MORADORES DE RUA NA CIDADE (DE MONTES CLAROS) Maria da Luz Alves Ferreira;Pâmela Daniele Ramos Tuller; Exclusão Social, Inexistência Social, Ação, Apropriação de espaço, Moradores de rua O trabalho, construído a partir de observação participante e da realização de entrevistas livres, objetivou refletir sobre as dinâmicas de apropriação dos espaços por moradores de rua na cidade de Montes Claros/MG, com enfoque nas disputas, convergências e distintas formas de apropriação, é dizer, em como agem e buscam partilhar da vida social mesmo em situação de vulnerabilidade e, porque não, inexistência social. Inicialmente, um aspecto relevante concentrou-se na distribuição e diversidade de apropriação, sobretudo dos espaços públicos. Assim, a segunda parte do trabalho (após discussão relativa à caracterização e status da população estudada) consistiu em perquirir sobre a normatividade inscrita na rua em confronto com as formas de utilização pelos moradores de rua. Mas os espaços por eles disputados nos pareceu serem influenciados por relações interpessoais, mantidas com o trabalho ou ocupações praticadas, como também decorrentes de hábitos sustentados, noutros dizeres, com os estilos de vida desenvolvidos. Dentre os locais nos quais eles se estabelecem, alguns despertam maior atenção, em função de congregar grupos mais numerosos. Esses locais, compreendidos no centro da cidade, associam-se em geral às ocupações dos entrevistados. O derradeiro objetivo, portanto, visou refletir sobre as formas particulares de utilização da rua como espaço da vida pública e privada: como se agrupam, razões para as escolhas dos locais, regramentos particulares dos espaços (quem entra, quem sai, o que se pode ou não fazer, que atividades são desenvolvidas), os conflitos em relação a autores externos aos grupos, os diferentes usos no tempo etc.
1358 rds v. 13 n. 1 (2014): Revista Desenvolvimento Social - Edição Especial JUSTIÇA DISTRIBUTIVA E TEORIA DO RECONHECIMENTO: CONTRIBUIÇÕES PARA RESOLUÇÃO DOS DILEMAS SOCIAIS E CULTURAIS Maria Railma Alves;Paulo M. d´Avila Filho; justiça social, justiça distributiva, teoria do reconhecimento, direito à educação O acesso aos direitos sociais, à garantia da liberdade formal, da liberdade substantiva, à valorização da diversidade, ao estímulo da autoestima, às vivências livres do amor, à manutenção das diferentes identidades, à construção dos fundamentos morais de boa vida - entre outros - são alguns dos vieses os quais compõem o universo analítico dos autores John Rawls e Amartya Sen (Justiça Distributiva), Axel Honnet e Nancy Fraser (Teoria do Reconhecimento) que, de alguma forma, vêm contribuindo para alicerçar as práticas dos movimentos sociais e instituições públicas. Assim, o propósito do artigo é apresentar alguns recortes sobre a teoria da Justiça Distributiva e a Teoria do Reconhecimento. Buscar-se-á refletir, também, como tais abordagens teóricas têm contribuído para ressignificar alguns dilemas que envolvem o acesso ao ensino de grupos menos privilegiados como, por exemplo, o acesso dos negros ao ensino superior.
1359 rds v. 13 n. 1 (2014): Revista Desenvolvimento Social - Edição Especial NORTE DE MINAS: MIGRAÇÕES INTRAESTADUAL CENSO DEMOGRÁFICO 2010 Gildette Soares Fonseca;Rafael Lopes Nogueira Guimarães;Duval Magalhães Fernandes; Censo 2010, Norte de Minas, Intraestadual, Migração Este artigo apresenta a emigração e imigração da mesorregião Norte de Minas Gerais em relação as demais mesorregiões. A base de dados foi o Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A abordagem metodológica consistiu em levantamento bibliográfico, tratamento dos dados do Censo de 2010 e elaboração de mapas. O Norte de Minas abrange oitenta e nove municípios, cuja economia é basicamente agropecuária, com exceção de Montes Claros, Pirapora, Bocaiúva e Várzea da Palma que abrigam setor industrial e forte rede de comércio. Montes Claros é polo regional com serviços mais especializados, educacional, de saúde, financeiro, jurídico, portanto local de maior atração populacional da mesorregião. O Censo Demográfico de 2010 apontou que a emigração do Norte de Minas é maior para as mesorregiões Metropolitana de Belo Horizonte e Triângulo Mineiro / Alto Paranaíba. Os municípios de Montes Claros e Pirapora se destacam em número de emigrantes. Quanto à imigração a maior quantidade de indivíduos é da mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte, mas todas as mesorregiões enviaram indivíduos para o Norte de Minas. A emigração é superior a imigração, também é expressiva a migração entre os municípios do Norte de Minas.
1360 rds v. 13 n. 1 (2014): Revista Desenvolvimento Social - Edição Especial O BANCO COMUNITÁRIO COMO PLATAFORMA DE DESENVOLVIMENTO SÓCIO ECONÔMICO LOCAL – O CASO DO BANCO COMUNITÁRIO JARDIM BOTÂNICO Jaciara Gomes RAPOSO;Maurício Sardá de FARIA;Almir Cléydison Joaquim da SILVA;Beatriz Batinga e SILVA;Ana Flávia de LIMA; Desenvolvimento territorial sustentável, Banco Comunitário de Desenvolvimento, Finanças Solidárias., Economia Solidária O conceito de desenvolvimento esteve sempre relacionado ao de crescimento econômico, vinculado à idéia de progresso. De forma geral, as políticas de desenvolvimento assumiram caráter exógeno, especialmente aquelas voltadas para o desenvolvimento regional e local. Nesses casos, são geralmente desconsideradas tanto demandas especificas quanto organizações e demais formas associativas existentes nos territórios o que acabam gerando novas formas de desigualdade. A incorporação do conceito de sustentabilidade ao tema do desenvolvimento coloca-nos diante as dimensões social, humana, territorial e ambiental, onde as pessoas são tanto meio como fim do desenvolvimento. Neste trabalho abordaremos o conceito de desenvolvimento territorial a partir da estratégia de Bancos Comunitários de Desenvolvimento (BCD), expressão do campo da economia solidária e prática organizativa comunitária de apoio mútuo e estimulo ao desenvolvimento local. O estudo se volta à experiência da comunidade São Rafael em João Pessoa/PB com o Banco Comunitário de Desenvolvimento Jardim Botânico (BCDJB) e utilização da moeda social Orquídea, analisando como se dá a construção do desenvolvimento a partir das ações e instrumentos do BCD em comunidades empobrecidas através da organização da economia local, gerando novas interações socioeconômicas e a construção de uma nova realidade. Trata-se de um estudo realizado concomitantemente ao processo de implantação da experiência em foco, e visa contribuir para a compreensão dos bancos comunitários no país.
1361 rds v. 13 n. 1 (2014): Revista Desenvolvimento Social - Edição Especial POSSIBILIDADES E DEFICIÊNCIAS DO TRANSPORTE COLETIVO DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS EM MONTES CLAROS – MG Antônio Dimas Cardoso;Maria Luiza Sapori Toledo Roquette; benefício, transporte coletivo, vulnerabilidade, acessibilidade, Mobilidade A proposta da presente comunicação é focar na análise da vulnerabilidade social no espaço público das pessoas com necessidades especiais, ou seja, dos indivíduos que possuem alguma deficiência que lhes impõe grave dificuldade de locomoção e que utilizam o beneficio da gratuidade do transporte coletivo público municipal. Desde 2010, existem em Montes Claros (MG) quatro categorias de beneficiários do sistema de gratuidade do transporte coletivo municipal. São eles: os idosos, maiores de 60 anos, fiscais-municipal, estudantes com direito ao meio-passe estudantil e, por fim, as pessoas com necessidades especiais, transitórias ou definitivas, com renda familiar mensal, per capta, igual ou menor a um salário mínimo. Estima-se que o número total deusuários que fazem parte da categoria examinada seja de 6.445 pessoas.Assim, pretende-se demonstrar, de forma geral, quem são os beneficiários do sistema da gratuidade no transporte coletivo público de Montes Claros (MG), quantos estão cadastrados atualmente, no ano de 2014, qual a deficiência predominante entre os usuários do sistema e, por fim, qual a importância do benefício para aqueles que dele necessitam e utilizam e para o município de Montes Claros (MG).
1362 rds v. 13 n. 1 (2014): Revista Desenvolvimento Social - Edição Especial UMA REFLEXÃO SOBRE SIGNIFICADOS DA AUTO-IMAGEM DO CATADOR Rogéria Alves da Silveira;Felipe Teixeira Martins; reconhecimento, auto-imagem, catadores de materiais recicláveis Este estudo propõe reflexões acerca de significados da imagem do catador de materiais recicláveis, fornecidas por eles. Interessou-nos como o qualificativo do trabalho que exercem está implicado nessa imagem. Os catadores são pessoas que tomaram as ruas das cidades para garantir sua sobrevivência – triando e vendendo materiais recicláveis e reutilizáveis – devido às condições de pobreza e miséria nas quais vivem. Refletimos sobre informações coletadas por pesquisa empírica, analisamos a auto-imagem do catador e sua percepção de como os outros os vêem, encadeando considerações teóricas, embasadas em Jessé Souza, que procuram desvelar condições invisibilizadas no discurso. A aparente liberdade e autonomia dos catadores podem ser entendidas, nesse sentido, como falta de qualificações disposicionais (auto-disciplina, auto-controle, pensamento prospectivo) para se inserirem em organizações modernas do trabalho, o que os impedem de se realizarem plenamente por meio do trabalho, isto é, serem dignos de valor por si, de serem reconhecidos e respeitados. Essas disposições proporcionam a condição para que haja reconhecimento social através do princípio da dignidade. Este está calcado na valoração que o trabalho proporciona àquele que pode realizá-lo, se tiver as condições elementares para tal. Assim, a partir desse aporte teórico pudemos realizar uma re-leitura interessante das imagens trazidas pelos catadores.
1363 rds v. 13 n. 1 (2014): Revista Desenvolvimento Social - Edição Especial PARTIR PARA DESENVOLVER, VOLTAR PARA VIVER: AS MIGRAÇÕES DO/NO SERTÃO NORTE MINEIRO Andréa Maria Narciso Rocha de Paula;Ana Flávia Rocha de Araújo; lugar e tempo, espaço, migração, Sertão do Norte de Minas O presente artigo visa caracterizar o território do migrante nortemineiro no âmbito de suas relações sociais, bem como, identificar os impulsos que acarretam o processo migratório, compreendendo assim, as dinâmicas de chegada e partida em seus mais diversos contextos. Para tanto, as concepções de tempo, espaço, lugar, mobilidade, bem como, o conceito de migração, são as bases de fundamentação para esta discussão.
1364 rds v. 12 n. 2 (2014) AÇÕES SOCIAIS E RESPONSABILIDADES PARA APLICAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Fernando Dandaro; Ações Sociais, Controle, PNRS, Responsabilidade, Logística Reversa. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em Agosto de 2010, tem o intuito de normatizar, dar diretrizes, metas e ações para a gestão integrada e gerenciamento dos resíduos sólidos. Torna-se viável dentro de um contexto de grande aumento de consumo que necessidade de proteção abarcando o desenvolvimento econômico, social e ambiental. O objetivo do presente trabalho é identificar as ações sociais e responsabilidades para a promoção e aplicação da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) como processo de desenvolvimento regional. Para tanto, os procedimentos metodológicos utilizados são: pesquisa bibliográfica e documental com abordagem qualitativa e análise de conteúdo. Por fim, justifica-se pela visibilidade do tema atualmente, assim como a necessidade de colaboração responsável por parte da sociedade com ações necessárias para a operacionalização da Política Nacional de Resíduos Sólidos. BAGNOLO, C. M. Business community and environment: some considerations about environmental education in the scholl space. V. 16, n. 2. Bauru: Ciência & Educação, 2010. BALLOU, R H. Logística Empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 2007. BAUMAN, Z. Confiança e Medo na Cidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. BARTHOLOMEU; D. B.; CAIXETA FILHO, J. V. (org.) et al. Logística Ambiental de Resíduos Sólidos. São Paulo: Atlas, 2011, BECHARA, E. (org.) et al. Aspectos Relevantes da Política Nacional de Resíduos Sólidos Lei n° 12.305/2010. São Paulo: Atlas, 2013. BRASIL. Presidência da República. Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1998. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em: 20/12/2012. DONATO, V. Logística Verde: uma abordagem sócio-ambiental. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2008. GUATARRI, F. As Três Ecologias. 21. ed. Campinas: Papirus, 2012. JACOBI, P. Educação Ambiental, Cidadania e Sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa, n. 118, março/ 2003. LEITE, P. R. Logística Reversa: meio ambiente e competitividade. 2. ed. são Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009. PERS, POLÍTICA ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS. Lei nº 12.300 de 16 de março de 2006. Disponível em: < http://www.ambiente.sp.gov.br/cpla/files/2012/09/2006_Lei_12300.pdf>. Acesso em: 20/12/2013. PNEA, POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Lei nº 9.795 de 27 de abril de 1999. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm>. Acesso em 20/12/2013. PNMA, POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Lei nº 6.938 de 31 de agosto de 1981. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm>. Acesso em 20/12/2013. PNRS, POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS. Lei nº 12.305 de 02 de Agosto de 2010. Disponível em: . Acesso em: 18/02/2013. SEN, A. Desenvolvimento como Liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
1365 rds v. 12 n. 2 (2014) COOPERATIVA GRANDE SERTAO: UMA BASE PARA O DESENVOLVIMENTO RURAL Telma Coelho da Silva;Nora Beatriz Presno Amodeo;Carla Toledo; Cooperativa, Desenvolvimento rural, Estratégias O presente artigo é resultado da dissertação intitulada: Qual é o caminho? Uma análise das estratégias de acesso a mercados da Cooperativa Grande Sertão Ltda. Essa organização de agricultores familiares do norte do Estado de Minas Gerais comercializa produtos e alimentos, típicos do cerrado e da caatinga. Ela se destaca por organizar os agricultores da região e por incentivar às práticas agroecológicas, e consequentemente proporciona para a localidade um desenvolvimento rural sustentável. Trata-se de uma pesquisa descritiva, na qual foram realizadas entrevistas semiestruturadas aos membros da diretoria, aos representantes de organizações parceiras e aos associados. Conclui-se que a Cooperativa Grande Sertão, ao longo dos anos proporciona melhorias para a localidade a qual esta inserida, através da articulação dos esforços de seus associados e das parcerias com diversas organizações que deram um importante impulso para o seu desenvolvimento, bem como, por meio das políticas públicas promovidas pelo governo. ALBUQUERQUE, P. P. Associativismo. In: CATTANI, A. D. (org.) A outra economia. Porto Alegre: veraz Editores, 2003. ANDRADE, I. A. L. de. Conselhos de Desenvolvimento Rural: um espaço adequado para pensar o desenvolvimento local? In: SCHNEIDER, S.; SILVA, M. K.; MURIZZI MARQUES, P. E. (Orgs.). Políticas Públicas e participação social no Brasil rural. 2. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009. p. 233-250. BIALOSKORSKI NETO, S. Um ensaio sobre desempenho econômico e participação em cooperativas agropecuárias. Revista de Economia e Sociologia Rural, v. 45, 2008. BONNAL, P.; CAZELLA, A.; DELGADO, N. G. 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1366 rds v. 12 n. 2 (2014) DESMATAMENTO NOS MUNICÍPIOS DA BACIA DO RIO PACUÍ/MG Manoel Reinaldo Leite;Expedito José Ferreira;Marcos Esdras Leite;Bruno Alves Nobre;André Medeiros Rocha; Bacia Hidrográfica, Gestão, Sensoriamento Remoto, SIG A política brasileira de recursos hídricos define a bacia hidrográfica como unidade de gestão. No entanto, no processo prático de gerenciamento das bacias há entraves que dificultam a gestão democrática e eficaz. Entre esses obstáculos, principalmente nos comitês de bacia, existe a falta de informações confiáveis sobre a realidade do uso da terra e os impactos sobre os recursos naturais. Para agravar essa situação, o limite das bacias não é o mesmo que o administrativo, com isso, uma bacia pode ser composta por municípios com características socioeconômicas e ambientais diferentes. Esse fato pode ser decisivo para instalar conflites de interesses entre os responsáveis pela tomada de decisão, provocando o insucesso gerencial dos comitês de bacias. Dessa forma, apontar como cada município contribui para a realidade ambiental da bacia é fundamental para subsidiar as decisões sobre a gestão ambiental nesse espaço. Diante desse contexto, este trabalho analisou as mudanças do uso da terra na bacia hidrográfica do rio Pacuí de maneira compartimentada por município, nos anos de 1986, 1996 e 2010. Dessa maneira, foi possível verificar a evolução do desmatamento dentro da bacia por território municipal. O uso das geotecnologias, notadamente o sensoriamento, com imagens de satélites, e o Sistema de Informação Geográfica foram imprescindíveis para realizar esse mapeamento. Esse procedimento revelou dados importantes sobre como os municípios com terras drenadas pelo rio Pacuí mantiveram o desmatamento da vegetação natural e expandiram suas atividades antrópicas ao longo do período analisado. BRASIL. Lei Federal n. 9.433, de 08 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989. Disponível em: . Acesso em: 12/julho/2013. LEITE, M. E.; ALMEIDA, J. W. L.; SILVA, R. F. Geotecnologias aplicadas à extração automática de dados morfométricos da bacia do rio Pacuí/MG. Revista Brasileira de Cartografia, n.64, v. 5, p. 677-691, 2012. MAGALHÃES Jr, A. Variáveis e desafios do processo decisório no contexto dos Comitês de. Bacia Hidrográfica no Brasil. Ambiente e Sociedade, n. 8, p. 21-48, 2001. PORTO M. F. A.; PORTO, R. La L. (2008). Gestão de bacias hidrográficas. Revista Estudos Avançados. n.63, v.22. p.43-60. SEMAD, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Plano diretor dos recursos hídricos das bacias hidrográficas dos rios Jequitaí/Pacuí e trechos do rio São Francisco. SEMAD, CBH Jequitaí/Pacuí, 2010. VARGAS, M. C. O gerenciamento integrado dos recursos hídricos como problema socioambiental. Ambiente & Sociedade [On-line] 1999. Acesso: 9 /julho/2013. Disponível em:
1367 rds v. 12 n. 2 (2014) INJUSTIÇA AMBIENTAL : O PROCESSO DE INSTALAÇÃO DA CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS – CTRS NA COMUNIDADE DE MIMOSO , MUNICIPIO DE MONTES CLAROS – MG Isabel Cristina Barbosa de Brito;Vanessa Teles de Oliveira;Greiciele Soares da Silva; Desenvolvimento, Comunidade, Justiça Ambiental A lógica desenvolvimentista se consolida no Brasil a partir da década de 1950, vinculada à modernização do país. O desenvolvimento enquanto pensamento político moderno, destino único e sinõnimo de “progresso” torna-se a negação do modo de vida da maioria das comunidades e grupos rurais do norte de Minas Gerais dessa época. As políticas desenvolvimentistas que visavam o processo de modernização não foram pensadas de acordo com a realidade e as especificidades de cada sociedade, de modo que os maleficios existentes nesses processos afetam àqueles que socialmente são excluidos dos espaços de debates políticos, ocupados hegemonicamente pelos que detêm maior poder econômico. Dentro desse quadro as consequências do desenvolvimento possibilita a geração de uma condição favorável à Injustiça Ambiental. Este trabalho apresenta um caso de injustiça ambiental, aborda a instalação de uma Central de Tratamento de Resíduos Sólidos - CTRS na Comunidade do Mimoso, zona rural do município de Montes Claros – MG. O empreendimento objetiva a disposição “adequada” e ambientalmente correta de resíduos sólidos urbanos, promovendo maior qualidade de vida na cidade. No entanto, a implantação da CTRS é analisada neste artigo a partir das noções da Justiça ambiental e das incoerências que envolvem os processos de licenciamento ambiental. ALIER, J. Justiça ambiental (local e global). In: CAVALCANTI, Clóvis (org.) Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Políticas Públicas, São Paulo: Cortez, 1999. ACSELRAD, Henri. Justiça Ambiental - Ação Coletiva e Estratégias Argumentativas. In: Justiça Ambiental e Cidadania. Rio de Janeiro: Relume Dumará: Fundação Ford, 2004. ACSELRAD, Henri. Conflitos Ambientais – a atualidade do objeto. In: Conflitos Ambientais no Brasil.Rio de Janeiro: Relume Dumará: Fundação Heinrich Boll, 2004. BARBOSA, Rômulo Soares. et al. Conflitos Ambientais no Norte de Minas Gerais/Brasil: uma Agenda de Pesquisa. In: Povos e comunidades Tradicionais no Brasil. Montes Claros: Unimontes, 2011. BOURDIEU, Pierre. Espaço Social e Poder Simbólico. In: Coisas Ditas. São Paulo: Brasiliense, 2004. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. (org). Pesquisa Participante. São Paulo: editora brasiliense. 5º ed. 1985. BULLARD, R. Enfrentando o racismo ambiental no século XXI. IN: ACSERALD, H.,HERCULANO, S. E PÁDUA, J. A. (orgs.) Justiça Ambiental e Cidadania. Rio de Janeiro: Relume Dumará: Fundação Ford, 2004 RIST, Gilbert. The History of Development: from Western origins to Global Faith. New York: Zed Books, 2002. .ZHOURI, Andréa; LASCHEFSKI, Klemens; PEREIRA, Doralice. (Orgs.). A insustentável leveza da política ambiental - desenvolvimento e conflitos socioambientais. Belo Horizonte,Autêntica, 2005.
1368 rds v. 12 n. 2 (2014) LOGÍSTICA DE TRANSPORTES E COMÉRCIO INTERNACIONAL: UM ESTUDO DAS EMPRESAS EXPORTADORAS DE MERCADORIAS EM VÁRZEA DA PALMA - MG Luiz Andrei Gonçalves Pereira;William Rodrigues Ferreira; Logística de transportes, Comérciointernacional, Exportações Nas exportações, a logística de transporte é responsável pelos fluxos de mercadorias entre o local de produção, os recintos alfandegados e os mercados internacionais. O objetivo deste trabalho é analisar a logística de transportes utilizada pelas empresas exportadoras localizadas em Várzea da Palma para inserir a sua produção no mercado internacional. Esta pesquisa foi realizada em duas etapas, na primeira etapa, focou-se na revisão de literatura para discutir a temática voltada para logística de transportes, comércio internacional e exportações. Na segunda etapa, os estudos concentraram-se na coleta e na análise dos dados disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que mostram a distribuição espacial dos fluxos das exportações. Ao considerar a logística de transportes, em Várzea da Palma, as empresas exportadoras têm utilizado exclusivamente o transporte rodoviário de cargas no percurso nacional dos fluxos de mercadorias, concentrando-se cerca de 99,4% dos fluxos financeiros e aproximadamente 99,5% da quantidade quilograma nos recintos alfandegados portuários e no transporte marítimo internacional. BALLOU, Ronald H. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. Tradução de Hugo T. Y. Yoshizaki. São Paulo: Atlas, 1993. 388 p. CARDOSO, José Maria Alves. A Região Norte de Minas Gerais: um estudo da dinâmica de suas transformações espaciais. In: OLIVEIRA, Marcos Fábio Martins de; RODRIGUES, Luciene. Formação social e econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Ed. UNIMONTES, 2000. 428 p.p. 173-346. CHRISTOPHER, Martin. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos. Tradução de Ez2 translate. São Paulo: Cengage Learning, 2011. 332 p. HOYLE, B. KNOWLES, R. (Org.). Modern transport geography. 2. ed. Chichester - UK: John Wiley & Sons Ltd, 2001. 374 p MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR-MDIC/ALICEWEB2. Exportação municípios. Brasília: MDCI, 2012. Disponível em http://aliceweb2.mdic.gov.br/>. Acesso em: 20 de Maio de 2014. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2011. Disponível em http://aliceweb2.mdic.gov.br/>. Acesso em: 20 de Maio de 2014. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2010. Disponível em http://aliceweb2.mdic.gov.br/>. Acesso em: 20 de Maio de 2014. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2009. Disponível em http://aliceweb2.mdic.gov.br/>. Acesso em: 20 de Maio de 2014. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2008. Disponível em http://aliceweb2.mdic.gov.br/>. Acesso em: 20 de Maio de 2014. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2007. Disponível em http://aliceweb2.mdic.gov.br/>. Acesso em: 20 de Maio de 2014. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2006. Disponível em http://aliceweb2.mdic.gov.br/>. Acesso em: 20 de Maio de 2014. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2005. Disponível em http://aliceweb2.mdic.gov.br/>. Acesso em: 20 de Maio de 2014. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2004. Disponível em http://aliceweb2.mdic.gov.br/>. Acesso em: 20 de Maio de 2014. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2003. Disponível em http://aliceweb2.mdic.gov.br/>. Acesso em: 20 de Maio de 2014. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2002. Disponível em http://aliceweb2.mdic.gov.br/>. Acesso em: 20 de Maio de 2014. ______. Exportação municípios. Brasília: MDIC, 2001. Disponível em http://aliceweb2.mdic.gov.br/>. Acesso em: 20 de Maio de 2014. PELETEIRO, RosarioPiñeiro. Comercio y transporte. Madrid: Sintesis, 1990. 140 p. RATTI, B. Comércio internacional e câmbio. 10 ed. São Paulo: Aduaneiras, 2000. 539 p. REIS, Lúcio Pereira. O processo de industrialização de Várzea da Palma, no período de 1960 a 1990. 1993. 60 f. Monografia (Graduação em Economia), Faculdade de Administração e Finanças – FADEC/UNIMONTES, Montes Claros, 1993. RODRIGUE, J.; COMTOIS, C.; SLACK, B.The geography of transport systems. 2 ed. Abingdon, Oxon, England; New York: Routledge, 2006. 352 p. SOARES, C. C. Introdução ao comércio exterior: fundamentos teóricos do comércio internacional. São Paulo: Saraiva,2004. 256 p. VASCONCELOS, Max. Vias brasileiras de comunicação. 6. ed. Rio de Janeiro: Conselho Nacional de Geografia, 1947. 373 p.
1369 rds v. 12 n. 2 (2014) O DESENVOLVIMENTO NO NORTE DE MINAS NA PERSPECTIVA DA SUDENE Gilmar Ribeiro dos Santos;Karine Gomes dos Santos Souto; desenvolvimento, indústria, comércio, crescimento, Norte de Minas Gerais Este artigo objetivou promover um resgate histórico do processo de desenvolvimento da região Norte de Minas Gerais, buscando enfocar a cidade de Montes Claros. Para tanto, num primeiro momento descreveram-se as origens deste desenvolvimento, tendo por base um viés essencialmente bibliográfico, através do estudo de obras que retrataram esse panorama. Num segundo momento, colocou-se o Norte de Minas em evidência, a partir da criação da SUDENE, órgão relevante dentro desse contexto, por ele ter sido responsável pela instalação de várias indústrias nesta região, através de incentivos fiscais disponibilizados pelo Governo, cujos reflexos são perceptíveis na vida daquela população até os dias atuais. O esforço é de observar como o comércio local conseguiu absorver os impactos do processo de desenvolvimento levado a efeito a partir das propostas de intervenção da SUDENE. BRAGA, Maria Angel Figueiredo. Industrialização da Área Mineira da SUDENE: um estudo de caso. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 1985. COSTA, João Batista de Almeida. Cultura sertaneja: a conjugação de lógicas diferenciadas. In: SANTOS, Gilmar Ribeiro dos. Trabalho, cultura e sociedade no Norte de Minas Gerais: considerações a partir das ciências sociais. Montes Claros: Best Comunicação e Marketing, 1997. COUTINHO, Maurício C. Economia de minas e economia de mineração em Celso Furtado. In: Revista Nova Economia, v. 3, nº 18, Belo Horizonte: setembro-dezembro/2008, p. 361-378. FURTADO, Celso. O mito do desenvolvimento econômico. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. MATA-MACHADO, Bernardo Novais da. História do sertão noroeste de Minas Gerais. Belo Horizonte: Imprensa oficial, 1991. MOREIRA, Hugo Fonseca. “Se for para morrer de fome, eu prefiro morrer de tiro”. O Norte de Minas e a formação de lideranças rurais. Dissertação (Mestre em Ciências Sociais) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade, UFFRRJ, 2010. PEREIRA, Laurindo Mékie. Em nome da região a serviço do capital: o regionalismo político norte-mineiro. Tese (Dourado em História) – Programa de Pós-Graduação em História Econômica. Universidade de São Paulo (UPS), São Paulo, 2007. POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens da nossa época. Tradução de Fanny Wrabel – 2ª edição. Rio de Janeiro: Campus, 2000. OLIVEIRA, Marcos Fábio Martins de. O processo de formação de Montes Claros e da Área Mineira da SUDENE. In: OLIVEIRA, Marcos Fábio Martins de; RODRIGUES, Luciene (Org.). Formação social e econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Editora Unimontes, 2000. _____________. O processo de desenvolvimento de Montes Claros sob a orientação da SUDENE (1960-1980). Dissertação (Mestrado em História Econômica) – Programa de Pós-Graduação em História Econômica, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, 1996. OLIVEIRA, Marcos Fábio Martins de; RODRIGUES, Luciene (Org.). Formação social e econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Editora Unimontes, 2000. OLIVEIRA, Francisco de. A criação da SUDENE. In: Caderno do Desenvolvimento, v. 5, nº 7, Rio de Janeiro: outubro/2010. SANTOS, Gilmar Ribeiro dos; SILVA, Ricardo dos Santos. Desenvolvimento regional no Norte de Minas Gerais. In: ENCONTRO ANUAL DA ANPOCS, nº. 35, 24 a 28 de outubro de 2011. Desenvolvimento regional no Norte de Minas Gerais. São Paulo: 2011. SILVA, Ricardo dos Santos. Nos trilhos do capital: a ferrovia no processo de integração do Norte de Minas Gerais às relações capitalistas de produção. Dissertação (Mestrado) Unimontes, Montes Claros, 2009. SINDEAUX, Roney Versiani; FERREIRA, Cândido Guerra. Industrialização e trabalho na indústria no Norte de Minas: origens, SUDENE e reflexos sobre o perfil recente dos trabalhadores formais ocupados. In: SEMINÁRIO SOBRE A ECONOMIA MINEIRA, nº 15, 29 a 31 de agosto de 2012. Transporte, região e modernização – séculos XIX e XX. Diamantina: agosto/2012. TELLES, Selva de Souza Lima. Velhos atores, novas práticas: desenvolvimento tecnológico e modernização conservadora no Norte de Minas Gerais. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Social) – Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social, Unimontes, Montes Claros, 2006. VIANNA, Urbino de Souza. Montes Claros: breves apontamentos históricos, geográficos e descritivos. Montes Claros: Editora Unimontes, 1996. Sites pesquisados: www.ibge.gov.br/cidadesat/ . Acesso em 01/04/2014. www.sudene.gov.br/ . Acesso em 05/02/2014.
1370 rds v. 12 n. 2 (2014) Revista Desenvolvimento Social No 12/01, 2014. (ISSN 2179-6807) 79 PENSAMENTO SOCIAL NA LITERATURA: LOBATO, ETNIA E CONTRAPONTOS Aurora Cardoso de Quadros;Jéssica Aparecida Souza Santos;Aline Nunes; Lobato, Eugenesia, Pensamiento social e Literatura O escritor Monteiro Lobato, que se celebrizou tanto pela sua obra literária, quanto pelo pensamento ácido e inflexível, como na crítica que fez à obra de Anita Malfatti e na caricatura do sertanejo “Jeca Tatu”, volta a chocar no ano de 2011. Dessa vez, em dimensão ampliada, a partir de reportagem da Revista BRAVO!, que trata da existência de cartas em que o escritor defenderia a eugenia. No intuito de investigar o pensamento do escritor, veiculado pelas cartas, e buscar reflexos desse pensamento em sua ficção, este trabalho pontua alguns aspectos das duas vertentes, ficcional e individual, buscando algumas convergências e divergências. BOSI, Alfredo: “Monteiro Lobato”, em História concisa da literatura brasileira, São Paulo: Cultrix, 2001, p. 216. BENJAMIN, Walter. O autor como produtor. In: Magia e técnica, Arte e política, p. 120-136. BRITO, Mário da Silva. História do Modernismo Brasileiro: Antecedentes da Semana de Arte Moderna. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1978. LOBATO, Monteiro. Urupês. In:Urupês. São Paulo: Globo, 2007, p. 166-177. __________. Negrinha. São Paulo: Brasiliense. 1956 . ___________. A Barca de Gleyre, São Paulo: Editora Brasiliense. 1956 2 vol. ___________. Histórias de tia Nastácia. Ed. Brasiliense: São Paulo. 1957. Parecer CNE/CEB nº 15/2010. NIGRI, André. Monteiro Lobato e o racismo. In: BRAVO!, São Paulo: Editora Abril, maio de 2011, n. 165, p. 24-33. PAREYSON, Luigi. A arte e outras atividades. In: Problemas da estética. São Paulo: Martins Fontes, 1997, p. 34-38. SCOTT, Joan Wallach. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. In: Educação e Realidade. Nº 2, Porto Alegre: UFRGS, 1990.
1371 rds v. 11 n. 1 (2014) DE VARGAS A GOULART: UMA BREVE PASSAGEM HISTÓRICA Fábio Antunes Vieira; Brasil, política, desenvolvimento, anticomunismo e militarismo Entre 1930 e 1964, o Brasil passou por transformações de ordem sócio-políticoeconômicas, que viabilizaram a emergência de um proletariado urbano como força política no cenário nacional. Somadas a isso, as divergências acerca do projeto que melhor se prestaria ao desenvolvimento do país ou aos interesses dos grupos litigantes, inscritas em um período marcado pelos reflexos da Guerra Fria no pós-Guerra, terminaram por conduzir os militares ao poder em 1964, sob o argumento do anticomunismo e da manutenção da segurança nacional. Assim, nas páginas seguintes, uma breve passagem histórica sobre os governos que compõem o período constitui o interesse central deste artigo. ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e Oposição no Brasil (1964 – 1984).1 ed. Bauru: Edusc, 2005. ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo. Anti-Semitismo, Imperialismo, Totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. BANDEIRA, Moniz. O Governo João Goulart. As Lutas Sociais no Brasil, 1961-1964. 3 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. BOBBIO, Norberto, et al., Diccionario de Política.7 ed. Brasília: UnB, 1995. CAPELATO, Maria Helena Rolim. O Estado Novo: Novas Histórias. In: FREITAS, Marcos César de (Org.). Historiografia brasileira em perspectiva. 3 ed. São Paulo: Contexto, 2000. CARVALHO, José Murilo de. Forças Armadas e Política no Brasil. 1 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005. CERTEAU, Michel de. A Escrita da História. 2ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000. SILVA, Golbery do Couto e. Conjuntura Política – Nacional. O Poder Executivo e Geopolítica do Brasil. 3 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981. DREIFUSS, René Armand. 1964: A Conquista do Estado. Ação Política, Poder e Golpe de Classe. 5.ed. Petrópolis: Vozes, 1987. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 11 ed. São Paulo: Edusp, 2003. FURTADO, Celso. Análise do Modelo Brasileiro. 7 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1982. GUEDES, Carlos Luís. Tinha que ser Minas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1979. HABERMAS, Jurgen. Legitimation Crisis. Boston: Beacon Press, 1973. MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Em Guarda Contra o “Perigo Vermelho”. O Anticomunismo no Brasil (1917-1964). São Paulo: Perspectiva, 2002. VIEIRA, Fábio Antunes. De Policiais a Combatentes. A PM de Minas e a Identificação com a DSN em Meados do Século XX. 1ed. Montes Claros: Editora Unimontes, 2009. WEFFORT, Francisco. O Populismo na Política Brasileira. 3ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
1372 rds v. 11 n. 1 (2014) FATORES DE FIXAÇÃO DE IMIGRANTES E IMPRESSÕES DE DINAMISMO EM MUNICÍPIOS DE PORTE INTERMEDIÁRIO: PETROLINA E JUAZEIRO Edivaldo Fernandes Ramos; Fatores de fixação, Cidades Médias, Região de Influência O objetivo do presente artigo é analisar os municípios de Petrolina e Juazeiro enquanto pólos de desenvolvimento de sua região de influência e identificar qual é o peso que os fatores de fixação de habitantes podem ter no processo de atração e fixação de imigrantes. Para tanto, é feito uma caracterização dos dois municípios e uma análise da percepção dos moradores em relação aos aspectos que contribuem para sua permanência no território destas cidades. AMORIM FILHO, O. B. Um esquema metodológico para o estudo das cidades médias. In: II Encontro Nacional de Geógrafos, 1976, Belo Horizonte, MG. Anais... Belo Horizonte, IGC/UFMG, 1976, 600p. , p. 6-15. AMORIN FILHO, O. B.; SERRA, R. V. Evolução e perspectivas do papel das cidades médias no planejamento urbano e regional. In: Cidades Médias Brasileiras. Rio de Janeiro: IPEA, 2001. CORRÊA, R. L. Reflexões sobre a dinâmica recente da rede urbana brasileira. In: IX ENCONTRO NACIONAL DA ANPUR, 9., 2001, Rio de janeiro. Anais... Ética, planejamento e construção democrática do espaço. Rio de Janeiro: ANPUR, 2001.v.1, p. 424-430. COSTA, Eduarda Marques da. Cidades médias: contributos para a sua definição. Revista Finisterra, ano XXXVII, nº. 74, pgs. 101-128, 2002. Disponível em: . Acesso em 27 de Fevereiro de 2008. IBGE. Regiões de influência das cidades: 2007/IBGE. Rio de Janeiro: IBGE, 2008. LESTE – IGC/UFMG. Desigualdades Socioespaciais e Descentralização Territorial no Brasil Atual. DVD com dados e informações produzidos pela pesquisa. Belo Horizonte, 2009. MATOS, R; BRAGA, F. Redes geográficas, redes sociais e movimentos da população no espaço. In: Espacialidades em Rede. Belo Horizonte: C/Arte, 2005. p. 111-154. PEREIRA, José Carlos Matos. Importância e Significado das Cidades médias na Amazônia: uma abordagem a partir de Santarém (PA). Belém – PA:UFPA, 2004. (Dissertação de Mestrado - Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido, do Núcleo de Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará) PONTES, Beatriz Maria Soares. As cidades médias brasileiras: os desafios e a complexidade do seu papel na organização do espaço regional (década de 1970). In: Urbanização e cidades. Perspectivas Geográficas. São Paulo: Gasper/EDUSP, 2001. p. 569-607. STEINBERGER, M.; BRUNA, G. C. Cidades médias: elos do urbano-regional e do público-privado. In: Cidades Médias Brasileiras. Rio de Janeiro: IPEA, 2001.
1373 rds v. 11 n. 1 (2014) LOGÍSTICA E COMÉRCIO EXTERIOR: DIFICULDADES NO PORTO DE SANTOS Olívia Cristina Perez;Victor Hugo Almeida Santos; Exportações, Logística, Porto de Santos São constantes as manchetes na mídia acerca dos congestionamentos que ocorrem na entrada da cidade de Santos (SP) devido ao tráfego intenso de caminhões que seguem para o maior porto da América do Sul: o porto de Santos. Para entender tal problema, é necessário abordar a inserção do Brasil no competitivo mercado internacional e também o impacto desse comércio na infraestrutura de logística dos portos. Esse é o objetivo do trabalho: sistematizar a literatura acerca de logística, comércio exterior e as dificuldades logísticas enfrentadas pelo porto de Santos. Os resultados apontam especialmente para problemas envolvendo a falta de modais diversos de transporte para o escoamento dos produtos, o que leva à adoção do modal rodoviário até o porto de Santos, mas que também se mostra insuficiente para manter e alavancar o comércio exterior brasileiro. AMBROZEVICIUS, Andréa Pimenta. Poluição aquática em Santos (SP): uma abordagem interdisciplinar. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental. Universidade de São Paulo. São Paulo, 2010. BARBOSA, Paulo Sérgio. Competindo no Comércio Internacional: uma visão geral do processo de exportação. São Paulo: Aduaneiras, 2004. DORNIER, Philippe-Pierre et al. Logística e Operações Globais: Textos e Casos. São Paulo: Atlas, 2000. FLEURY, Paulo Fernando. A infraestrutura e os desafios logísticos das exportações brasileiras. Disponível em: . Acesso em 12 de abril de 2013 às 09h14m. GONÇALVES, Alcindo. NUNES, Luiz Antonio de Paula. O Grande Porto: A Modernização no Porto de Santos. São Paulo: Impacto, 2008. GRIECO, Francisco de Assis. O Brasil e a Nova Economia Global. São Paulo: Ed. Aduaneiras, 2001. IBGE. Cidades. Disponível em < http://www.ibge.gov.br/cidadesat/>. Acesso em 10 de abril de 2013 às 18h00m. KEEDI, Samir. A B C do Comércio Exterior: Abrindo as Primeiras Páginas. São Paulo: Aduaneiras, 2009. LARRAÑAGA, Féliz Alfredo. A Gestão Logística Global. São Paulo: Aduaneiras, 2003. LOPEZ, José Manoel Cortiñas; GAMA, Marilza. Comércio Exterior Competitivo. São Paulo: Aduaneiras, 2002. MAIA, Jayme de Mariz. Economia Internacional e Comércio Exterior. São Paulo: Atlas, 2001. MALUF, Sâmia Nagib. Adminstrando o Comércio Exterior do Brasil. São Paulo: Aduaneiras, 2003. MARINO, Matheus Kfouri; SCARE, Roberto Fava. Logística de Distribuição de Suco de Laranja Congelado como Fator de Vantagem Competitiva. IV SEMEAD. São Carlos: UNESP, 1999. MARTINEZ, Edilson. O Colapso no Porto de Santos. Disponível em: . Acesso em 10 de abril de 2013 às 13h17m. OLIVEIRA, Carlos Tavares de. Comércio Internacional: China, EUA e Portos. São Paulo: Ed. Aduaneiras, 1999. ORNELAS, R. 2008. Relação porto/cidade: o caso de Santos. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de São Paulo. São Paulo, 2008. PIRES, Sílvio R. I. Gestão da Cadeia de Sumprimentos: Supply Chain Management. São Paulo: Atlas, 2004. PORTO DE SANTOS. Resumo histórico. Disponível em . Acesso em 10 de abril de 2013 às 14h18m. PORTO e NAVIOS. Movimento de cargas do Porto de Santos cresce 27% em janeiro. Disponível em: . Acesso em 04 de março de 2013 às 22h26m. ROCHA, Paulo Cesar Alves. Logística e Aduana. São Paulo: Aduaneiras, 2003. SEGRE, German. Manual Prático de Comércio Exterior. São Paulo: Atlas, 2009. SILVA, Luiz Augusto Tagliacollo. Logística no Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2004 VAZQUEZ, José Lopes. Comércio Exterior Brasileiro: SISCOMEZ Importação e Exportação. São Paulo: Atlas, 2001. WANKE, Peter f. Logística para MBA Executivo em 12 Lições. São Paulo: Atlas, 2010.
1374 rds v. 11 n. 1 (2014) MINERAÇÃO NO NORTE DE MINAS GERAIS: TENSÕES E CONFLITOS PELO ACESSO E USO DA ÁGUA Rômulo Soares Barbosa; Mineração, Água, Tensões e Conflitos A partir de 2008 a mesorregião Norte de Minas Gerais, inserida no semi-árido mineiro, passou a ser reconhecida como uma nova fronteira mineral do estado de Minas Gerais. Isso devido, a projetos de exploração mineraria em processo de implantação por grandes empresas mineradoras. Trata-se da descoberta de enormes jazidas de ferro no vale do Alto Rio Pardo e encostas da Serra Geral (complexo norte do Espinhaço) e, também, da exploração de ouro por empresa canadense no município de Riacho dos Machados.Os empreendimentos minerários encontram-se em processo de licenciamento ambiental, sendo alvo de contestação por parte de organizações da sociedade civil, tais como, Organização Não Governamentais, Sindicatos, Associações de Produtores, Associações de Moradores, Pastorais Sociais, dentre outros. O presente artigo abordao processo em curso no norte de Minas Gerais de exploração mineral e os conflitos e tensões decorrentes de projetos contraditórios de acesso e uso da água na região. De um lado empresas mineradoras e de outro, diversos agentes sociais, dentre os quais: organizações de agricultores, associações de fruticultores em perímetros irrigados e instituições da sociedade em geral. ACSELRAD, H. (org.) Conflitos Ambientais no Brasil. Rio de Janeiro: Relume- Dumará, Fundação Heinrich Böll, 2004. ANAYA, F.; BARBOSA, R.; SAMPAIO, C. Sociedade e Biodiversidade na Mata Seca Mineira. Revista Unimontes Científica, 2006. BARBOSA, R.; FEITOSA, A.M.. A Dinâmica de Luta pela Terra no Norte de Minas Gerais. In: CLEPS JÚNIOR, J.; ZUBA, J. A. G.; FEITOSA, A. M. (Org.). Debaixo da Lona: tendências e desafios regionais da luta pela posse da terra e da reforma agrária no Brasil.Goiânia/GO: Editora da UCG, 2006. CASTRO, José Esteban. O estudo interdisciplinar dos conflitos pela água no meio urbano. Uma contribuição da Sociologia. In ZHOURI, A.; LASCHEFSKI, K. Desenvolvimento e Conflitos Ambientais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. DAYRELL, C. A. Geraizeiros y Biodiversidad en el Norte de Minas Gerais: la contribuición de la agroecología e de la etnoecología en los estudios de los agroecossistemas. Espanha: Universidad Internacional de Andalúcia, 1998. DEMIER, A. D. M. ; BARBOSA, R. S. . Perspectivas de Futuro dos Jovens do Projeto Jaíba no Norte de Minas Gerais. Revista Cerrados (UNIMONTES), v. 5, p. 109-130, 2007. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico. 2010. POZO, O. V. C. Regime de propriedade e recursos naturais: a tragédia da privatização dos recursos comuns no norte de Minas. Tese (doutorado). Rio de Janeiro: CPDA/UFRRJ, 2002. RODRIGUES, L. Formação Econômica do Norte de Minas e do Período Recente. In: OLIVEIRA, M. F. M. RODRIGUES, L. (Org.). Formação econômica e social do Norte de Minas. Montes Claros: Editora: Unimontes, 2000. SEVÁ FILHO, A. O. Mina Grande, Conflitos Gerais. Texto analítico, 2011. Disponívelemhttp://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br. Acessoem11/03/2013. SILVA, C. E. M. Desenvolvimento e Sustentabilidade: o caso do sertão norte-mineiro. In DAYRELL, C.A; LUZ, C. (Orgs.). Cerrado e Desenvolvimento: Tradição e Atualidade. Montes Claros: CAA-NM/REDE CERRADO, 2000. ZHOURI, A.; LASCHEFSKI, K. Desenvolvimento e conflitos ambientais. Belo Horizonte: UFMG, 2010.
1375 rds v. 11 n. 1 (2014) POLITICA SOCIAIS EPOBREZA ECONÔMICANA EXPERIÊNCIABRASILEIRA: o caso do norte do Estado de Minas Gerais, Brasil. Elicardo Heber de Almeida Batista;Rosangela Ap. de Medeiros Hespanhol; Políticas públicas, pobreza rural, famílias rurais, Norte de Minas Gerais, Brasil Este trabalho centra-se nas mudanças sociais, econômicas e culturais que têm ocorrido no Brasil ao longo da década de 1990 e no inicio do século XXI, tendo como parâmetro investigativo o ProgramaBolsa Família (PBF), uma ação do governo brasileiro de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza (econômica), e numa unidade da federação brasileira específica: o Estado de Minas Gerais, Brasil. Nesse sentido, o texto objetiva como questão central mapear e explicitar políticas públicas de combate à pobreza a partir de um estudo de caso, o estado de Minas Gerais, e seus possíveis impactos nos meios, modos, ritmos e condições de vida das populações rurais que são classificadas pelo governo brasileiro como pobres. A partir da produção dos dados, baseado em metodologia qualitativa (entrevistas e história de vida), serão apresentados os processos sociais de famílias rurais mineiras que não possuem um rendimento fixo e que recorrem, sobretudo, a um conjunto de políticas públicas e múltiplas fontes de rendimentos agrícolas, não-agrícolas e os benefícios sociais, sobretudo aposentadoria rural, pensões e bolsa família como tentativa de suas condições materiais de existência e como elas interferem nos projetos de vida dessas famílias e na própria possibilidade (ou não) da saída desses grupos familiares de uma condição de pobreza (material e econômica) e na própria permanecia dessas famílias ou indivíduos em suas localidades de origem CASTRO, Henrique. et al (2009). Percepções sobre o Programa Bolsa Família na sociedade brasileira.Opinião Pública, vol.15, n.2, Campinas, Nov. 2009. DUARTE, Gisleia. et. al. (2008) Impactos do programa Bolsa Família sobre os gastos com alimentos de famílias rurais.Revista da ABET, Recife(Brasil), v. VII, 2008. FORTES, M. (1958) Introduction. In: Goody, Jack (Ed.). The Development Cycles In Domestic Groups. Cambridge University Press, 1958. NERI, M. C. A Nova Classe Média: O lado brilhante da base da pirâmide. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Saraiva, 2011. v. 1. 311p Pochmann, Marcio (2012). Nova Classe Média ?: O trabalho na base da pirâmide social brasileira.Boitempo, São Paulo (Brasil). SAMPAIO JR, Plinio (2012). Desenvolvimentismo e neodesenvolvimentismo: tragédia e farsa.Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 112, p. 672-688, out./dez. 2012.
1376 rds v. 11 n. 1 (2014) QUANDO SURGE A CIDADE, NÃO MORRE O CAMPO: SOBRE A EMERGÊNCIA DE NOVAS RURALIDADES Pâmela Daniele Ramos Tuller;Maria da Luz Alves Ferreira;Andréa Maria Narciso Rocha de Paula; Urbanização, Ruralidades, Urbanidades O presente trabalho cuida tratar da emergência de novas formas rurais e citadinas de vida a partir do estudo do surgimento das cidades (e sua evolução até a sociedade industrial, como também das bases fundamentais dessa estrutura), em paralelo ao estudo da urbanização e do avanço dessa última sobre as cidades, o campo e a sociedade, como um todo. As conclusões alcançadas ao final permitiram compreender a importância das cidades, enquanto agente transformador, mais do que simplesmente palco, como também que a urbanização, a produção social das formas espaciais, pela industrialização, provocou severas modificações na sociedade. A urbanização ultrapassou as fronteiras da cidade em direção ao campo, que, aparentemente contraditório à cidade, passou a ter uma dependência da cidade, de modo que suas fronteiras vêm sendo, marcadamente, mitigadas; ademais de reproduzidas novas formas, próprias, citadinas e rurais, de vida que refletem todas essas modificações ocorridas. CARNEIRO. Maria José. Ruralidades: novas identidades em construção. In: anais do Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia e Economia Rural. Natal: 1997. CASTELLS, Manuel. A questão urbana. São Paulo: Paz e Terra, 2000. ENDLICH, Ângela Maria. Perspectivas sobre o urbano e o rural. In: ENDLICH, Ângela Maria, SPOSITO, Maria E. B. e WHITACKER, Arthur M. Cidade e Campo: relações entre urbano e rural. São Paulo: Expressão Popular, 2006. LEFEBVRE, Henri. El derecho a La ciudad. Barcelona: Ediciones Península, 1969. ________________. A cidade do capital. A cidade do capital. Rio de Janeiro: DP&Aeditora, 1999. MARX, Karl. Formações econômicas pré-capitalistas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991. PLASSARD, François. Lespace produit. In: Economie spatiale. Lyon: Université Lyon 2, 2000. SILVA, José Graziano. O novo rural brasileiro. In. Revista Nova Economia. Belo Horizonte, 1997. SINGER, Paul. A economia política da urbanização. 12. Ed.. Brasília: Brasiliense, 1990. WEBER. Max. Conceito e Categorias da Cidade. In VELHO, Otavio Guilherme (org.) O Fenômeno Urbano. Rio de Janeiro: Zahar, 1967. ____________. Origem do capitalismo moderno. São Paulo: Abril Cultural,1980.
1377 rds v. 11 n. 1 (2014) SENTIDOS DA PRISÃO E O MITO DA RESSOCIALIZAÇÃO: A REALIDADE DAS INSTITUIÇÕES PRISIONAIS DO AMAZONAS Clarice Marques Cardoso;Geusiani Pereira Silva e Nascimento; prisão, violência, ressocialização, direitos humanos, execução penal O estudo sobre temas complexos, como os relacionados à criminalidade, incitam debates mais críticos sobre suas manifestações, inferências e possibilidades de enfrentamento enquanto grave expressão da questão social. Assim, este trabalho, originário de revisões bibliográficas, descortina o tema da ressocialização prisional ao analisar a realidade da execução penal no Estado do Amazonas. Como referência, consideram-se os relatórios do Conselho Nacional de Justiça e do INFOPEN (2011- 2013). Ao correlacionar um problema que é nacional/regional, intenta-se mostrar a negação de direitos no interior das prisões refletindo sobre a necessidade de mudanças efetivas na gestão da Política de Segurança Pública e Execução Penal. BRASIL. LEI Nº 7.210, de 11 DE julho de 1984.Texto compilado. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7210.htm Acessado em: 20/04/2014 CAMARGO, Maria Soares de. A Prisão. In: Revista Serviço Social e Sociedade.n.33. Ano XI. São Paulo: Cortez, 1990. CARDOSO, Maria Cristina Vidal. A cidadania no contexto da Lei de Execução Penal: o (des) caminho da inclusão social do apenado no Sistema Penitenciário do Distrito Federal. Dissertação de Serviço Social. Brasília. DF: Universidade de Brasília. 2006. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. III Mutirão Carcerário do Amazonas de 2013.Disponível em: http://www.cnj.jus.br/programas-de-a-a-z/detentos-e-ex-detentos/pj-mutirao-carcerario/relatórios. Acessado em: 05/04/2014. ______________.Relatórios dos Mutirões Carcerários. Relatórios de visitas a presídios e cadeias públicas da capital do estado do Amazonas- 16 de Fevereiro de 2011. Disponível em: http://www.cnj.jus.br/programas-de-a-a-z/detentos-e-ex-detentos/pj-mutirao-carcerario/relatorios ______________.Mutirão Carcerário. Raios-X do Sistema penitenciário. 2012. Disponível em: http://www.cnj.jus.br/images/pesquisas-judiciarias/Publicacoes/mutirão_carcerario.pdf Acessado em: 20/12/213. FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir. Nascimento da Prisão. Petrópolis: vozes, 1987. GUIMARÃES, Claudio Alberto Gabriel. Funções da pena privativa de liberdade no sistema penal capitalista. 2º ed. Rio de Janeiro: Revan, 2007. MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Relatórios Estatísticos - Analíticos do sistema prisional de cada Estado da Federação, 2012. Disponível em: http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJD574E9CEITEMIDC37B2AE94C6840068B1624D28407509CPTBRIE.htm MIRABETE, Júlio Fabbrini.Execução penal:comentários a Lei nº 7210, de 11/07/84. 9º Ed. rev. São Paulo: Atlas, 2000. NETTO, José Paulo. Cinco notas a propósito da questão social. In: Revista Temporalis.2.ed, Ano II, n.3. Brasília: ABEPSS, 2004. p.9-61 SILVA, Claudia Gabriele da.A criminalidade enquanto expressão da questão social: a realidade socioeconômica das apenadas do complexo penal Dr. João Chaves (CPJC)- Natal/ RN. III Jornada Internacional de Políticas Públicas. São Luís – MA, 28 a 30 de agosto 2007. VIEIRA, Elizabeth de Lima Gil.Trabalho Docente:de Portas Abertas para o Cotidiano de uma Escola Prisional.Dissertação do programa de pós-graduaçãoem Educação do Departamento de Educação do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC – Rio: Rio de Janeiro,2008. Disponível em: http://www2.dbd.puc- io.br/pergamum/tesesabertas/0610382_08_pretextual.pdf SILVA, Geusiani Pereira; CARDOSO, Clarice Marques; MUNIZ, Ilenice Soares Freitas; PEREIRA, Fernanda Patrícia. Das funcionalidades das penas às suas implicações sócio-históricas: evidências de “des” proteção e a previsão de “assistências” para o apenado. In.:PEREZ, Adriana Medalha; VIEIRA, Alcione Gonçalves Ribeiro; NASCIMENTO, Geusiani Pereira Silva e. (orgs.). Proteção Social e tendências contemporâneas: as diferentes expressões dos direitos sociais. Montes Claros: UNIMONTES, 2013
1378 rds v. 3 n. 10 (2013) BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O PARCELAMENTO DO SOLO RURAL Herbert Alcântara Ferreira;Gustavo Henrique Gomes de Oliveira; Novo Rural, Atividades não agrícolas;, Parcelamento do solo Urbano e rural, Imposição Legal O meio rural brasileiro apresenta-se com novos cenários, que são comumente denominados pelos especialistas de “Novo Rural”. Não se nega que tal metamorfose vem proporcionando maior dinamismo e possibilidades econômicas às populações por ele envolvidas, todavia esse fenômeno também vem contribuindo para se repensar o rural, principalmente no que tange aos tomadores de decisão. Seguindo-se esta necessidade intrínseca a nossa realidade, é que este artigo foi elaborado, tendo como escopo entender como se dá o parcelamento do solo rural, sendo analisada a legislação acerca do tema, bem como sendo realizado o estudo de caso da Chácara – Vivendas da Serra no município de Montes Claros. Tais procedimentos ajudaram na identificação de novas dinâmicas no município, como também na intensificação da necessidade de se pensar os direcionamentos políticos municipais. BRITO, F; HORTA,C.J.G;AMARAL,E.F de L. A urbanização Recente no Brasil e as Aglomerações Metropolitanas. In: XXIV IUSSP General Conference, 2001, Salvador. AnaisXXIV IUSSP General Conference, 2001. v. 1. p. 168-184. CAMPANHOLA, C. ; GRAZIANO DA SILVA, J. . Desenvolvimento local e democratização dos espaços rurais. Cadernos de Ciência & Tecnologia, Brasília, v. 17, n.1, p. 11-40, 2000. COUTO, Sérgio Frazão do. Manual prático do parcelamento do solo urbano,2008, p. 8-11. FAVARETO, Arilson da Silva. A racionalização da vida rural. Estudos Sociedade e Agricultura (UFRJ), v. 14, p. 9-48, 2006.3. CAMPANHOLA, C.; GRAZIANO DA SILVA, J. . Desenvolvimento local e democratização dos espaços rurais. Cadernos de Ciência & Tecnologia, Brasília, v. 17, n.1, p. 11-40, 2000. FILHO, Balbino Nicolau. Registro de imóveis. 9. ed. São Paulo: Saraiva,1997, p.355. MARSDEN,T (1989). Reestructuring rurality: from order to disorder in agrariam political economy. Sociologia Ruralis,29(3/4):312-17. MENÉNDEZ, Luiz Sanz (1985).Tendencias recientes en las zonas rurales: de la industrializacion a los servicios?.Agricultura y Sociedad, Madrid. no.36-37 (jul./dec.). NERI, M. C. ; MELO, L. C. C. de ; MONTE, S. dos R. M. . Superação da Pobreza e a Nova Classe Média no Campo. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012. v. 500. 312p . OLIVEIRA, Alini Nunes de;CALVENTE, Maria Del Carmen M H . Relatório de campo: novas articulações no meio rural - o turismo em pequena escala em Tamarana/PR. Revista Discente Expressões Geográficas, v. VI, p. 186-202, 2010. SILVA, J. F. G. O novo rural brasileiro. Revista Debates Ambientais, CEDEC - São Paulo/SP, 2000 SILVA, J.F.G; DEL GROSSI, M.E.. O novo rural brasileiro. Debates Sócio Ambientais, São Paulo – SP, v. VI, n.14, p.16-18, 2000.
1379 rds v. 3 n. 10 (2013) DESENVOLVIMENTO E GLOBALIZAÇÃO DO TRABALHO: INTERFACES COM A MIGRAÇÃO INTERNACIONAL Sarah Jane Durães; desenvolvimento, globalização, migração internacional Neste artigo toma-se, como contexto, o fluxo de migração internacional como produto e produtor de um estágio de desenvolvimento e de movimentos econômicos globais. Nesse sentido, ele aponta algumas relações entre desenvolvimento, globalização e migração internacional e, com base nesta tríade, apresenta alguns indicadores populacionais e sociais estatísticos do contingente de migração internacional entre o período de 1980 e 2012. Na relação de países entre sul-norte, constata-se que houve uma mudança de fluxo migratório dos Estados Unidos para a Europa, que tem ocorrido um processo de feminização da migração internacional e que existe a tendência de a força de trabalho imigrante viver uma condição de inserção excluída nos países de acolhida. ALMEIDA, Maria Geralda. A construção de territorialidades em territórios mundializados – os imigrantes brasileiros em Barcelona. Colóquio Nacional do NEER, 2006. Disponível em: . Acesso em: 05/2010. ANDRADA, Fernando. Industrialización y migración interior en España – algunas consideraciones. Revista de Economía Política, n. 88, p. 179-192, 1981. Disponível em: . Acesso em: 05/2010. ANDRÉ, Bianca Pires. De la integración deseada a la integración vivida – la experiencia de adolescentes brasileños en escuelas de Barcelona. Barcelona, 2007. Tese (Doutorado) - Departamento de Didáctica e Organización Educativa, Universidad de Barcelona, Barcelona, 2007. Disponível em: . Acesso em: 05/2010. ANUÁRIO ECONÓMICO DE ESPAÑA. 2009. Disponível em: . Acesso em: 05/2010. BANCO MUNDIAL. Desenvolvimento mundial. 2009. Disponível em: . Acesso em: 05/2010. CACHON, Lorenzo. Diez notas sobre la inmigración en España – 2006. Vanguardia Dossier, n. 22, p. 64-78, Jan./Mar. 2007. CAMPOS, André et al. (Orgs.). Atlas da exclusão social no Brasil. São Paulo: Cortez, 2003. (Volume 2). CARRASCO, Cristina Carrasco; BORDERÍAS, Cristina; TORNS, Teresa. Introdução. Disponível em: . Acesso em: 04/08/2013. CASTEL, Robert. As metamorfoses da questão social. Uma crônica do salário. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 2003. CASTLES, S. Migración internacional a comienzos del siglo XXI: tendencias y problemas mundiales. Revista Internacional de Ciencias Sociales, n. 165, p. 17-32, 2000. Disponível em: . Acesso em: 05/2010. CASTRO, N. A organização do trabalho, qualificação e controle na indústria moderna. In: MACHADO, L. R. S. et al. Trabalho e educação. Campinas: Papirus, 1992. p. 69-86. CAVALCANTI, Leonardo. Los inmigrantes brasileños en la Ciudad de Barcelona. Un estudio antropológico sobre sus estrategias migratorias y su vida cotidiana. Salamanca, 2004. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) - Departamento de Ciências Sociais, Universidad de Salamanca, Salamanca, 2004. CEMA, Lucie. Policies and practices of highly skilled migration in times of the economic crisis. International Migration Papers, Genebra, International Labour Office, n. 90, 2010, p.1-47. Disponível em: . Acesso em: 08/08/2013 CONSEJO ECONÓMICO Y SOCIAL. CES. Informe sobre la migración y el mercado de trabajo en España. Madrid: 2004. Disponível em: . Acesso em: 05/2010. FERNANDES, Duval. Fontes de dados para a estimativa do volume de imigrantes na Espanha: notas introdutórias. V Encontro Nacional sobre Migração. Campinas: 2007. Disponível em: . Acesso em: 05/2010. FERNANDES, Duval; NUNAN, Carolina. O imigrante brasileiro na Espanha: perfil e situação de vida em Madri. XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais. Caxambu: 2008. Disponível em: . Acesso em: 05/2010. GENTILI, Pablo. Educar para o desemprego: a desintegração da promessa integradora. In: FRIGOTTO, Gaudêncio (org.). Educação e crise no trabalho: perspectiva de final de século. Petrópolis: Vozes, 1998. p.76-99. GENTILI, Pablo. Mentiras que parecem verdades: argumentos neoliberais sobre a crise educacional. Advir, Rio de Janeiro, ASDUERJ, n.8, p.23-31, abril 1996. Disponível em: . Acesso em: 08/08/2013. GONÇALVES, Alfredo José. Migrações Internas: evoluções e desafios. Estudos Avançados, v. 15, n. 43, p. 173-184, 2001. Disponível em: . Acesso em: 05/2010. IANNI, Octávio. Teorias da globalização. 9. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo Demográfico e Contagem da População - 2010 . Acesso em: 08/08/2013. INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA. INEP. Mapa do Analfabetismo no Brasil, 2003. Disponível em: . Acesso em: 01/08/2013. INSTITUTO NACIONAL DE ESTADÍSTICA. INE. Disponível em: . Acesso em: 05/2010. IZQUIERDO, Maria Jesús. El cuidado de los individuos y de los grupos: quién se cuida. Intercambios. Papeles de Psicoanálisis, v. 10, p. 70-82, 2003a. Disponível em: . Acesso em: 08/08/2013.
1380 rds v. 3 n. 10 (2013) ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL NO SISTEMA DE SAÚDE BRASILEIRO Otil Carlos Dias dos Santos; Estratificação Social, Saúde e Políticas Públicas No Brasil, as políticas públicas desenvolvidas, pelo Estado, do bem estar social, têm sido motivo de discussão entre as diversas áreas do conhecimento, tendo em vista que, estatisticamente os resultados alcançados e o cumprimento dos objetivos pretendidos têm se apresentados, na maioria das vezes, distorcidos, por não harmonizar com a verdadeira realidade dos fatos, principalmente no que diz respeito às políticas de proteção e assistência social. Dentre as políticas públicas oferecidas ao povo brasileiro, a da saúde talvez seja a que melhor represente este processo. Sendo assim, este artigo tem como objetivo discutir a estratificação social no sistema de saúde brasileiro, quanto ao nível de acesso dos usuários a este sistema, utilizando três variáveis, as quais acredita-se serem os pilares do processo da desigualdade como, cor da pele, renda domiciliar e educação, a partir das políticas públicas desenvolvidas no país. Portanto, cabe demonstrar que nas práticas das políticas públicas e, principalmente, as do acesso à saúde nem sempre têm apresentado resultados satisfatórios, conforme serão apresentados no decorrer deste estudo. A metodologia utilizada consistiu em levantamento bibliográfico, além dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad de 2003, apresentados no relatório do CPP – Centro de Políticas Públicas (2009). ARENDT, H.O declínio do estado-nação e o fim dos direitos do homem - In: Origens do totalitarismo. São Paulo: Cia das Letras, 1989. BAPTISTA, Tatiana Wargas de Faria. História das políticas de saúde no Brasil: a trajetória direito a saúde In: Política de Saúde: organização e operacionalização do Sistema Único de Saúde. Rio de Janeiro: EPSJU/Fiocruz, 2007 – pag. 29-60. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 05 de outubro de 1988, Ed. Atual. São Paulo: Saraiva, 2006. CPP- Centro de Políticas Públicas. Insper – Instituto de Ensino e Pesquisa. São Paulo, 2009.http://www.insper.edu.br/sites/default/files/relatorio_da_pesquisa_sobre_saude_PNAD98-03.pdf – acesso em 18/07/2011. GUIMARÃES, Antônio Sérgio. Classes Sociais. In O que ler na ciência social brasileira (1970-1995). MICELI, Sérgio. (Org). São Paulo: Ed. AMPOCS, 1999. MARX, Karl. O 18 Brumário de Luis Bonaparte. VirtualBooks, Formato: e- book/PDF, Código: CRCM1800009 © Ridendo Castigat Mores, 2000, Linguagem: Português SCALON, Maria Celi: SANTOS, José Alcides F. Desigualdades, classes e estratificação social. In Horizontes das Ciências Sociais no Brasil. Sociologia. MARTINS, Carlos B. (coord.). São Paulo: AMPOCS, 2010. SCHWARTZMAN, Simon. As causas da pobreza. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004. SOUZA, et. Al. Direito da saúde no Brasil/ André Evangelista de Souza... [et.al.]; Organizadora: Lenir Santos – Campinas/SP – Saberes Editora, 2010. TUMIN, Melvin M. Estratificação Social. São Paulo: Pioneira, 1970.
1381 rds v. 3 n. 10 (2013) O RURAL ESTÁ NO URBANO, O URBANO ESTÁ NO RURAL: CONSIDERAÇÕES A PARTIR DO ESPAÇO Caroline Marci Fagundes Coutinho;Maria do Carmo dos Santos Carvalho;Andréa Maria Narciso Rocha de Paula;Maria da Luz Alves Ferreira; Rural, Urbano, Espaço Pensar na relação entre rural e urbano é ir além da questão do território. Hoje é clara que a formação do espaço está intimamente ligada às questões sociais e econômicas. A cidade foi surgindo e se consolidando como local de importância a partir das transformações do campo. O campo, por sua vez, adquiriu nova roupagem a partir da demanda da cidade. A proposta deste ensaio é apresentar algumas considerações de autores clássicos das ciências sociais sobre o rural e o urbano, utilizando também a esfera do conceito de espaço ao apresentar questões relacionadas à cidade e ao campo. Ao final deste texto foi possível considerar que as relações entre o rural e urbano, mesmo em constante mudança, estão intimamente ligadas entre si. ABRAMOVAY, Ricardo. Funções e medidas da ruralidade no desenvolvimento contemporâneo. Rio de Janeiro: IPEA (Instituto Econômico de Pesquisa Aplicada), 2000. Disponível em: . Acesso em: 22 nov. 2012. CARNEIRO, M. J. Apresentação. In: MOREIRA, J. R. (Org.). Identidades sociais: ruralidades no Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: DP&A, 2005. p. 7-13. CARNEIRO, M. J. Ruralidades: novas identidades em construção. Estudos – Sociedade e Agricultura, n. 11, p. 53-75, out. 1998. CASTELLS, Manuel. A questão urbana. O Fenômeno Urbano: delimitações conceituais e realidades históricas. São Paulo: Ed. Paz e Terra, 2000. ENDLICH, Ângela Maria. Perspectivas sobre o urbano e o rural. In: SPÓSITO, Maria Encarnação Beltrão; WHITACKER, Arthur Magon. Cidade e Campo: Relações e Contradições entre urbano e rural. São Paulo: Expressão Popular, 2006. JOHNSON, A. G. Dicionário de Sociologia: Guia prático de Linguagem Sociológica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997. LEFEBVRE, Henri. A Revolução Urbana. Brasil: Editora UFMG, 1999. LINDER, Michele; ALVES, D. Flamarion; FERREIRA, R. Enéas. Presença da Ruralidade em Municípios Gaúchos: O exemplo de Silveira Martins, RS - XIX ENCONTRO NACIONAL DE GEOGRAFIA AGRÁRIA, São Paulo, 2009, pp. 1-15. MENDRAS, Henry. A cidade e o campo, em QEIROZ, M.I. P (Org.), Sociologia Rural. Rio de Janeiro, Zahar, 1969. MESQUITA, A.P; MENDES, E.P.P. Valores rurais em vidas urbanas: a relação com o lugar no Distrito de Pires Belo, Município de Catalão (GO). Centro de Estudo de Geografia do Trabalho - XII JORNADA DO TRABALHO 2011. MONTE-MÓR, Roberto Luís de Melo. O que é o urbano, no mundo contemporâneo. Belo Horizonte: UFMG/Cedeplar, 2006. PONTE, K.F. (RE) Pensando o conceito de rural. REVISTA NERA - ANO 7, N. 4 – Janeiro/Julho DE 2004 - ISSN 1806-6755. RUA, João. Urbanidades no rural: o devir de novas territorialidades. Campo-território: revista de geografia agraria, Uberlândia, v. 1, n. 1, p.82-106, fev. 2006. Disponível em: . Acesso em: 18 dezembro de 2012. SIQUEIRA, Deis; OSÓRI, Rafael. O conceito de rural. In: GIARRACCA, Norma. (Org.). Uma Nueva Ruralidad en América Latina?. Buenos Aires: Asdi/ Clacso, p.66-79, 2001. SOBARZO, Oscar. O rural e o urbano em Henri Lefebvre. In: SPÓSITO, Maria Encarnação Beltrão; WHITACKER, Arthur Magon. Cidade e Campo: Relações e Contradições entre urbano e rural. São Paulo: Expressão Popular, 2006. SOROKIN. P; ZIMMERMAN,C;GALPIN,C. Diferenças fundamentais entre o mundo rural e o urbano. In: MARTINS, José de Souza. (org.) Introdução critica a Sociologia Rural. São Paulo: HUCITEC, 1981. VEIGA, José Eli. Nem tudo é urbano. Cienc, Cult, Abril 2004, vol.56. no.2,p.26-29. ISSN 0009-6725. p. 26-29. WANDERLEY, M. de N. B. A ruralidade no Brasil moderno. por um pacto social pelo desenvolvimento rural. In: ¿Una nuevaruralidaden América Latina? Norma Giarracca. Buenos Aires: CLACSO, Consejo Latinoamericano de CienciasSociales, 2001. p. 31-44. Disponível em: . Acesso em: 03 de março de 2010. WANDERLEY, Maria de Nazareth Baudel. A emergência de uma nova ruralidade nas sociedades modernas avançadas - o “rural” como espaço singular e ator coletivo. Texto inédito, 2001. WEBER, Max. Conceito e Categorias de Cidade. In: O Fenômeno Urbano. Rio de Janeiro: ZAHAR Editores, 1973. WILLIAMS, Raymond. O Campo e a Cidade na História e na Literatura. São Paulo:
1382 rds v. 3 n. 10 (2013) REPENSANDO IDENTIDADES E EMUDECIMENTOS NA ESCOLA: REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA EM UMA ESCOLA PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO Marina Silva Alves; História e Cultura afro-brasileira e africana, etnografia, Instituição estatal, emudecimento. Em um contexto político brasileiro o qual ações afirmativas referentes às relações étnicorraciais adquirem maior legitimidade, tendo como um de seus expoentes a criação da lei que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas (10.639/03), coube a esta pesquisa questionamentos acerca de que África é esta que estamos a construir nestes espaços. A criação da categoria emudecimento foi uma tentativa de elucidar sutilezas da experiência etnográfica realizada em uma escola pública no Rio de janeiro, que demonstrou a existência de uma invisibilização institucional em relação ao tema. Por compreender a escola pública como parte integrante do Estado de Direito contemporâneo busquei articular epistemologicamente a concepção deste último partindo de uma perspectiva cujas relações interpessoais ganham maior relevância e nos auxilia a tornar instituições familiares em objetos exóticos. Portanto, este artigo tem por finalidade a construção de um breve diálogo sobre uma trajetória mais ampla de reflexões sobre a inclusão étnicorracial nas escolas, que a partir da gestação de sensibilidades antropológicas, surgiu como uma oportunidade de contribuir com o debate no campo das políticas públicas para educação brasileira e dos Direitos Humanos. COPQUE, Bárbara Andréa Silva. III Seminário Imagens e Narrativas, 2011, UERJ. Abrigando o tempo. (Resumo) FONSECA, Claudia & BRITES, Jurema. Etnografias da participação. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2006. FOUCAULT, Michel. A governamentabilidade. _______. Microfísica do poder. 9ª ed. Rio de Janeiro: Graal, 1979. MAIA, Bóris. Matéria de caderno, uma etnografia das aulas de ensino religioso, 2011. MCLAREN, Peter. Rituais na escola: em direção a uma economia política de símbolos e gestos na educação. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1991. MIRANDA, Ana Paula M. Antropologia, Estado Moderno e Poder: perspectivas e desafios de um campo em construção. Revista Avá, Posadas, n.7, jun. 2005, p. 128-146. -------------------------------------. Fisco e cartórios: exemplos de burocracia à brasileira In: Antropologia e Direito: temas jurídico-antropológicos para debates jurídicos. Florianópolis: Nova Letra, 2010. MUNANGA, Kabenguele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1999. NASCIMENTO, Maria Beatriz. Por uma história do homem negro. Revista de Cultura Vozes, 1968. RADCLIFFE-BROWN, A. R. Sistemas africanos de parentesco e casamento – Introdução. In: MELATTI, J. C. Radcliffe-Brown: Antropologia. São Paulo: Ática, 1978. PEIRANO, Mariza. Max Weber e a antropologia: a relação entre microetnografia e macrossociologia. _________. A teoria vivida e outros ensaios de antropologia. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. PEREIRA, Luena Nunes Nacimento. O ensino e pesquisa sobre África no Brasil e a lei 10.639. In Revista África e Africanidades. Ano 3, n.11, 2010. WEBER, Max. “Burocracia ___. Ensaios de sociologia. 4ª ed.. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1979.
1383 rds v. 3 n. 10 (2013) DIAGNÓSTICO SÓCIO-ECOLÓGICO DAS COMUNIDADES RURAIS DO MUNICÍPIO DE ITAMBACURI – MG Luís Ricardo de Souza Corrêa;Leonel de Oliveira Pinheiro;Deliene Fracete Gutierrez;Nacip Mahmud Láuar Neto;Carolina Vanetti Ansani;Sandra Oliveira Fernandes;Thaís Amaral Oliveira;Juliana Gomes dos Santos; Agricultura Familiar;, Itambacuri-MG, Desertificação, Políticas Públicas No município de Itambacuri-MG, em 2011, aproximadamente 300 famílias de agricultores familiares foram atingidas pela falta de água. Várias nascentes secaram e andar em “lombos de animais” ou “garupas” de motos para buscar água para consumo é uma realidade constante. Neste cenário, elaborou-se um plano de intenções, construído a partir do diagnóstico sócio-ecológico das comunidades afetadas pela falta de água e consensuado com os diversos atores sociais do município e da região. Na metodologia utilizou-se de técnicas de Diagnóstico Rápido Participativo, aplicação de questionários estruturados junto a população afetada (a partir de uma amostra pré-definida) e seminário para socialização e validação de informações e propostas. Como resultado, observa-se um amplo processo de sensibilização e mobilização a respeito do problema da falta de água, além de informações a respeito das questões sócio-ecológica, isto permitiu construir e consensuar um plano de intenções com propostas, responsabilidades e prazos. ASSUMPÇÃO. A. B & PINHEIRO. L. O. et al. Atualização e Qualificação do Plano de Desenvolvimento do Território da Cidadania do Vale do Mucuri — Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Grupo de Pesquisa em Agricultura Familiar dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (GEPAF-Vales). Teófilo Otoni: xxxp. 2010 CÉLULA DE ACOMPANHAMENTO DE INFORMAÇÃO DO TERRITÓRIO DO VALE DO MUCURI. Relatório Analítico 2011 - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Grupo de Pesquisa em Agricultura Familiar dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (GEPAF-Vales); Ministério do Desenvolvimento Agrário. Secretaria de Desenvolvimento Territorial. Teófilo Otoni: xxxp. 2011 DENZIN, NORMAN K.; LINCOLN, YVONNA S. O Planejamento da Pesquisa Qualitativa – Teorias e Abordagens. 2ª Ed. Porto Alegre, 2006. 432 p. FREITAS, HENRIQUE; [ET AL]. O método de pesquisa survey. Revista de Administração, São Paulo v.35, n.3, p.105-112, julho/setembro 2000. FUNDAÇÃO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE – FEAN, Município e Meio Ambiente. Belo Horizonte, 2002. V. 1. (Manual de Saneamento e Proteção Ambiental para os municípios). FUNDAÇÃO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE; FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO, A Questão Ambiental em Minas Gerais: discurso e política. Belo Horizonte, 1998. 328 p. FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE. Minas Trata Esgoto. Disponível em: http://www.feam.br/minas-trata-esgoto. Acesso em: 19 de out. 2011. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Resultados do Censo 2010. Disponível em: Acesso em 04 de Abril de 2012. INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO DO NORTE E NORDESTE DE MINAS (IDENE); ASSOCIAÇÃO REGIONAL MUCURI DE COOPERAÇÃO DOS PEQUENOS AGRICULTORES (ARMICOPA). Plano de Desenvolvimento Territorial do Vale do Mucuri. [S.l.]: 2005. MOVIMENTO TODOS PELA EDUCAÇÃO. Disponível em http://www.todospelaeducacao.org.br/educacao-no-brasil/numeros-do-brasil/dados-por-estado/minas-gerais/pdf/, Acesso em 04 de Abril de 2012. MINISTÉRIO DAS CIDADES. Disponível em http://www.brasilemcidades.gov.br/src/php/frmPerfilMunicipal.php?idIBGE=313270, Acesso em 04 de Abril de 2012. THIOLLENT, MICHEL. Metodologia da Pesquisa-Ação. 14 ed. São Paulo: Cortez, 2005
1384 rds v. 3 n. 10 (2013) SABERES E PRÁTICAS LOCAIS NO MANEJO COMUNITÁRIO DA PESCA ARTESANAL NO BRASIL: CONTRIBUIÇÕES DA PESQUISA-AÇÃO E DO ENFOQUE ADAPTATIVO PARA UMA POLÍTICA AMBIENTAL JUSTA E SUSTENTÁVEL Thaís de Almeida Cardoso Fernandez;Ana Paula Glinfskoi Thé; pesca artesanal, pesquisa-ação, gestão compartilhada, desenvolvimento, sustentabilidade Pescadores artesanais, sujeitos das pesquisas apresentadas neste artigo, mantêm uma relação estreita com o sistema aquático, possibilitando-lhes acumular conhecimentos e desenvolver sensibilidade e capacidade de decisão. As práticas destas comunidades locais, ora atuando como forças estabilizadoras, ora como forças desestabilizadoras, potencialmente podem contribuir para o desenvolvimento de sistemas ecológicos mais resilientes e auxiliar na elaboração de políticas e legislações ambientais mais adequadas. No entanto, grande parte destes saberes e práticas tradicionais tem sido negligenciadas e marginalizadas no Brasil. A gestão compartilhada se insere nesse contexto por favorecer a inclusão dos pescadores artesanais na tomada de decisões, junto ao Estado. O presente trabalho tem como objetivo analisar duas experiências de pesquisa-ação em gestão compartilhada da pesca artesanal no Brasil, baseadas na teoria do manejo adaptativo, visando comparar os principais fatores que interferem no processo de gestão. As experiências referem-se a projetos executados na Reserva Extrativista do Mandira, no litoral sul do estado de São Paulo, e na Bacia do Alto-Médio São Francisco, em Minas Gerais. Embora as experiências tenham obtido diferentes resultados quanto a incorporação de conhecimentos ecológicos tradicionais, de mudanças de regras para maior adaptação e resiliência dos sistemas pesqueiros, a pesquisa-ação demonstrou-se como um método de pesquisa privilegiado na mudança de um determinado contextoproblema socioambiental. No entanto, ainda é preciso uma mudança de valores, de posturas, para o reconhecimento das diversas culturas e saberes ecológicos na gestão ambiental brasileira, tornando o processo mais democrático, justo e sustentável. BAILEY, C. & ZERNER, C. Community based fisheries management institutions in Indonésia. Maritime Anthropol Stud. 5 (1), 1992. p. 1-17 BERKES, F. Sacredecology: traditionalecologicalknowledgeand management systems. Taylor & Francis: Philadelphia and London, UK, 1999. BERKES, F. Sistemas sociais, sistemas ecológicos e direitos de apropriação derecursos naturais. In: VIEIRA, P. F., BERKES, F.; SEIXAS, C. S. Gestão integradae participativa de recursos naturais: conceitos, métodos e experiências. Florianópolis: Secco/APED, 2005. p. 47-72. BERKES, F.; FOLKE, C. Linking Social and Ecological Systems: management practices and social mechanisms. Cambridge University Press. 1998. BERKES, F., MAHON, R., MCCONNEY, P., POLLNAC. R. AND POMERO, R. 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1385 rds v. 1 n. 9 (2013) As ações afirmativas sob a égide dos direitos humanos: uma articulação possível entre a igualdade de oportunidades e a promoção da cidadania no Brasil Jussara de Cássia Soares Lopes; O tema central desse artigo é a questão da política de ação afirmativa no Brasil sob a perspectiva dos direitos humanos. Para tanto, analisa a construção do preconceito e do racismo, avaliando o processo histórico dos afrodescendentes desde a abolição da escravidão até a época presente, atravessa o debate contemporâneo dos direitos humanos para assim culminar na discussão no âmbito das desigualdades raciais. É sabido que a população negra brasileira ainda é maioria nas camadas mais baixas da sociedade, destacando-se nos indicadores sociais. É nesse contexto que se faz urgente a efetivação dessas políticas afirmativas na promoção da igualdade e cidadania, como forma de garantia dos direitos humanos.
1386 rds v. 1 n. 9 (2013) CONDICIONALIDADES E PROTEÇÃO SOCIAL NO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA Simone Mendes Oliveira;Gilmar Ribeiro dos Santos;Tereza Raquel Silveira Rosa;Cirila Lopes Oliveira; pobreza, condicionalidades, direito Este texto é fruto da pesquisa, financiada pela FAPEMIG, intitulada: “Os beneficiários do Programa Bolsa Família de Montes Claros - MG: Quem são e como vivem” . O objetivo é discutir como as famílias pesquisadas lidam com as condicionalidades nas áreas de saúde e educação, impostas pelo Programa Bolsa Família. Privilegiamos a análise dos dados contidos no Cadastro Único, instrumento de identificação e caracterização socioeconômica das famílias de baixa renda. Utilizamos entrevistas semi-estruturadas como complementação dos dados. Alguns autores alegam que a imposição de condicionalidades para recebimento do benefício é arbitrária e até desumana, pois pune o indivíduo subtraindo-lhe aquilo que deveria ser um direito, em função do não cumprimento de uma contrapartida imposta. A estratégia das condicionalidades como forma de interromper o efeito intergeracional da pobreza não parece surtir resultados realmente significativos. O modelo de extrema focalização, que seleciona os mais pobres dentre os pobres, notoriamente associado à resistência neoliberal com relação aos “gastos sociais”, é um elemento comprometedor do alcance desses programas. Programas não contributivos de Renda Mínima, como o Bolsa Família, são necessários mecanismos de proteção social, mas constituem apenas uma pequena parte dos grandes desafios do combate à pobreza e às desigualdades sociais. BURLANDY, Mônica de Castro M. S. Luciene. et al. Programa Bolsa Família: nova institucionalidade no campo da política social brasileira? Rev. Katál. Florianópolis, v.10, n. 1, p 86-94, jan/jun. 2007 DRAIBE, Sônia Mirian. As políticas sociais do regime militar brasileiro: 1964-1984. In: Soares, Gláucio Ary Dilon; D’ARAUJO, Maria Celina (ORG). 21 anos de regime militar: balanços e perspectivas. Rio de Janeiro: FGV, 1994 FONSECA, Luciana Silva. Planejamento urbano: análise da configuração do espaço da cidade de Montes Claros – MG. 2010, 147f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Social) – PPGDS, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2010. IBGE. Dados do Censo 2000. Disponível em http://www.ibge.gov.br> LEITE, Marcos Esdras; PEREIRA, Anete Marília. Metamorfose do espaço intra-urbano de Montes Claros/MG. Montes Claros: Editora Unimontes, 2008. ROSA, Tereza Raquel Silveira. Beneficiários do Programa Bolsa Família de Montes Claros-MG: onde estão e como vivem. 2010, 129f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Social) – PPGDS, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2010. SILVA, Anderson Paulino; BRANDÃO, André; DALT, Salete da. Educação e pobreza: o impacto das condicionalidades do Programa Bolsa Família. 2009. Disponível em: http://www.revistacontemporanea.fe.ufrj.br/index.php/contemporanea/article/viewFile/89/81 acesso em 13 de abr. de 2012. SILVA, Leni Maria Pereira. Um estudo das estratégias de sobrevivência das famílias em extrema pobreza. 2011,181 f.Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Social) – PPGDS, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2011. SILVA, Maria Patrícia da. Desenvolvimento e saúde: dimensão social do projeto Montes Claros. 2010, 157f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Social) – PPGDS, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2010. SOBRAL, Fernanda A. da Fonseca. Educação para a competitividade ou para cidadania social? 2000. Disponível em: São Paulo Perspec., São Paulo, v. 14, n. 1, Mar. 2000
1387 rds v. 1 n. 9 (2013) Formação docente, gênero e diversidade sexual: elementos para o debate Leonardo Nogueira Alves;Sílvia Swain Canôas;
1388 rds v. 1 n. 9 (2013) Mulheres trançadeiras; o universo feminino dos penteados afro-brasileiros Ciranilia Cardoso da Silva; Este artigo realiza uma abordagem acerca dos penteados afro-brasileiros como práticas femininas e manifestação de identidades e simbologias ligadas ao universo cultural africano, de modo que partes dos valores relacionados à produção dos penteados nigerianos atravessaram o atlântico no contexto da diáspora e resguardaram e resignificaram no centro histórico de Salvador-BA, alguns dos seus referenciais simbólicos, gerando renda e fortalecendo a cultura local. Nesta perspectiva esta abordagem tem como objetivo discutir a condição feminina das trançadeiras, refletindo sobre a influência dessa identidade na experiência da cultura simbólica afro como elemento fundamental de sua sobrevivência, afirmação social e etno-cultural. O campo para a construção as referidas inferências é o Centro Histórico de Salvador, devido as fortes raízes africanas dinamizadas e preservadas na Bahia, bem como o quadro da diversidade de trançadeiras que se encontram nas ruas deste bairro, o tornando o principal centro de produção dos penteados afros da cidade.
1389 rds v. 1 n. 9 (2013) O conceito de “território” e seu significado no campo da atenção primária a saúde Denise Espíndola Moraes;Sílvia Swain Canôas; O objetivo deste artigo é discutir sucintamente os vários significados do conceito de território, em uma perspectiva geográfica que aparecem nas normas e programas presentes nas políticas públicas em saúde. Nesta direção, procura-se entender este conceito em três dimensões que se complementam, a saber: a) como categoria geográfica; b) como conceito presente nas Normas Operacionais Básicas (NOBs) e Normas Operacionais da Assistência a Saúde (NOAS); e, ainda, c) a presença deste conceito na Estratégia da Saúde da Família (ESF). Para tanto, comparou-se alguns documentos oficiais sobre as normas com alguns conceitos de território discutidos na Geografia. Observou-se que não há um consenso sobre o significado deste conceito nas políticas públicas que, geralmente, o utiliza apenas como divisões territoriais focadas no caráter administrativo e político no espaço. A incorporação do conceito de território nas normas demonstra o certo reconhecimento da importância de se considerar à influência do espaço geográfico na saúde, por isso ações em saúde devem ser integradas e articuladas com o objetivo de promover saúde a partir do território, garantindo a participação social dos cidadãos. Ao mesmo tempo, é necessário buscar um consenso na delimitação de territórios entre as políticas públicas em saúde e entre os setores do estado para facilitar planejamento e ações intersetoriais. Por isso, sugerem-se maiores discussões e implementações políticas sobre o tema.
1390 rds v. 1 n. 9 (2013) Por uma educação quilombola: interseções entre o viver e o aprender na Comunidade Quilombola do Gurutuba-MG José Celestino de Jesus Brito;Andrey Lopes de Souza; O presente artigo analisa o papel da educação no debate de questões como história, cultura, identidade e racismo na comunidade quilombola do Gurutuba, que se localiza no Norte de Minas Gerais, notadamente na microrregião da Serra Geral. Por meio de fontes orais e questionários este trabalho analisa o quanto em uma comunidade quilombola as relações entre o viver e o aprender constituem faces importantes da educação quilombola na reivindicação e firmamento de direitos.
1391 rds v. 1 n. 9 (2013) Racismo ou injúria racial? Amanda Paula Silva; O racismo não é um tema novo. Surgiu no Brasil com o regime escravocrata e se manteve com o sistema capitalista, originando assim o preconceito e a discriminação. Estas práticas perduram até os dias atuais, pois estão arraigadas na sociedade, disfarçadas na consciência das pessoas. Juntamente com o desprezo e a intolerância, fazem com que ocorra a segregação dos povos e que os seres humanos sejam capazes de excluir uns aos outros. O propagado mito da democracia racial, existente no Brasil, perde validade quando é analisado o acesso dos negros às posições de prestígio econômico, político e intelectual. Apesar de ainda existir discriminação racial de toda ordem, o ordenamento jurídico brasileiro, ao longo dos anos, apresentou crescente avanço no que se refere às legislações que trataram da liberdade dos escravos e do combate ao racismo. Utilizando-se da pesquisa bibliográfica e documental, verificou-se que apesar da existência do aparato normativo sobre o tema, existem grandes discussões doutrinárias e jurisprudenciais acerca da relação dos crimes previstos pela Lei do Racismo e a injúria racial, tipificada no Código Penal Brasileiro. Percebeu-se que o crime de racismo tem sido recorrentemente desclassificado para injúria racial.
1392 rds v. 1 n. 8 (2013) A liberdade e os quilombos na ocupação humana do território no sertão norte mineiro Augusto José Querino; Relevamos a dinâmica sócio-histórica e cultural da população afro-descendente e dos quilombos, e a sua importância para a ocupação humana do território brasileiro. Analisando dados quantitativos acerca da densidade da população negra e dos quilombos observamos uma elevada densidade de negros e de comunidades remanescentes de quilombos no território que estudamos. Notamos que os estudos históricos sobre afro-brasileiros e quilombos, em grande medida, derivam de concepções etnoeurocêntricas, evolucionistas e economicistas pelas quais, a história dos negros resulta da bipolaridade escravidão / resistência escrava. Buscando outras bases para nossa reflexão, partimos da hipótese de que os processos sócio-histórico, espacial e cultural das humanidades que aqui estudamos, serão melhor compreendidos se observados na perspectiva da liberdade expressa na intensa e constante formação de quilombos e nas características peculiares do processo sócio-histórico e cultural do Norte de Minas Gerais que indicam a liberdade como um de seus elementos basilares. Daí se originou uma cultura diferenciada, menos atrelada aos padrões e às concepções basilares na cultura ocidental. Enfim, no Sertão Norte-Mineiro, a liberdade se manifestou com muita intensidade e, juntamente com a ação antrópica e espacial dos quilombos, desempenhou papel fundamental e de grande relevância na história da ocupação territorial e da formação social e cultural do Norte de Minas Gerais.
1393 rds v. 1 n. 8 (2013) As unidades de conservação: a população tradicional e a questão territorial em conflito com o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana Renata Rodrigues;Luciana Maria Guimarães Rabelo; Este artigo trata de aspectos relevantes da questão envolvendo a criação das unidades de conservação e seu reflexo sobre as populações tradicionais, sobretudo as do norte de Minas Gerais. Uma das temáticas que merecem destaque neste trabalho é a relação das populações tradicionais com o meio ambiente e os projetos econômicos que, ao invés de ajudar, estão degradando a natureza. O estudo contará ainda com a questão envolvendo direitos fundamentais previstos na nossa Carta Magna de 1988, tais quais o direito ao território bem como do princípio da dignidade da pessoa humana no universo das populações tradicionais. Contará com apontamentos de renomados antropólogos e de estudiosos do tema, com ênfase aos Direitos e Garantias Fundamentais, como condição essencial da manutenção da vida em sociedade.
1394 rds v. 1 n. 8 (2013) Economia solidária: quais possibilidades de desenvolvimento Alyson Thiago Almeida Ramos;Yara Mendes Cordeiro Araújo; Esta comunicação resulta de investigações no âmbito da economia solidária no Norte de Minas Gerais. As iniciativas coletivas vêm crescendo de forma territorializada no Brasil nos últimos anos e vêm sendo pensada como instrumento de estímulo ao desenvolvimento local, de modo a dinamizar economias dos setores populares. São fomentadas, em sua maioria, como alternativas de geração de renda e oportunidade de trabalho. As experiências reúnem um conjunto de atividades econômicas direcionadas para a autoorganização do trabalho baseadas em princípios de solidariedade, cooperação, democracia, igualdade e autogestão. Esse movimento vem viabilizando atividades de produção, prestação de serviços, crédito, trocas, comercialização e consumo. O Norte de Minas Gerais apresenta um grande número desses empreendimentos com forte participação de mulheres que desenvolvem o trabalho em diversos ramos de atividades como: alimentação, oficina de costura, artesanatos, padarias, lanchonetes, reciclagem, finanças solidárias entre outros. Ainda que a participação esteja ocorrendo de forma gradativa em muitos grupos, o objetivo principal desse trabalho é analisar alguns dos impactos econômicos e sociais gerados pela economia solidária na vida dos/as partícipes de cinco experiências situadas nas cidades de Montes Claros e Pirapora. A metodologia concentrou-se no estudo exploratório com aplicação de questionários, entrevistas e observação. Os resultados sugerem que a renda obtida com o trabalho associado apesar de restrita, tem gerado melhorias na vida de certas mulheres, mas ao nível da sobrevivência, aliviando assim as condições de exclusão e pobreza. Em outro plano, os impactos gerados propiciaram oportunidades sociais de bem estar recíproco e fortalecimento dos laços comunitários ameaçados pela economia hegemônica. Não obstante, as experiências mostraram que as mazelas das desigualdades continuam muito perenes, pois a presença das iniciativas em territórios de exclusão traduz-se em estratégias de enfrentamento da questão social expressa principalmente pela pobreza, desemprego, precarização do trabalho, marginalização, dentre outras situações degradantes que impedem uma reprodução ampliada da vida com promoção de um desenvolvimento integral.
1395 rds v. 1 n. 8 (2013) Esportes de aventura: uma trilha no desenvolvimento social do ser humano Jarbas Pereira Santos;Marilda Teixeira Mendes;Michela Abreu Francisco Alves;Kátia Maria Gomes Monção; Os esportes de aventura têm se tornado cada vez mais comum nos dias atuais, despertando grande interesse na sociedade brasileira, onde novas modalidades surgem e concomitantemente aumenta o número de adeptos a essas práticas. As visitações na natureza, que expressam pelas manifestações do corpo, possuem influências que permeiam desde a questão ambiental, até questões pessoais, como a fuga da rotina e descanso. O estudo teve por objetivo investigar através de pesquisa bibliográfica, os esportes de aventura com ênfase na natureza como parte integrante da Educação Física e essa relação entre os seres humanos e o meio ambiente. Com base nos levantamentos obtidos acerca dos esportes de aventura em específico da prática na natureza, o indivíduo acaba por pensar coletivamente e individualmente, mas sendo parte de um todo comum, valorizando a cooperação e o companheirismo, uma vez que como seres humanos tornam-se mais sensíveis e autoperceptíveis, onde esses valores e interações na natureza acabam por serem retomadas na volta ao cotidiano. Os profissionais da educação física, uma vez interessados na atuação, por sua vez deverão ater a necessidade de uma formação e capacitação profissional específica para atuar na área.
1396 rds v. 1 n. 8 (2013) Estratégias de construção do “lugar” do “ser social” pelas famílias em condições de extrema pobreza Lindomar Wessler Boneti; A análise que se faz tem origem de dados recolhidos por uma pesquisa a qual tinha como objetivo compreender as estratégias sócio-educativas de apropriação do espaço público utilizadas por famílias em condições de vulnerabilidade social no Brasil. Como instrumento de coleta de dados utilizou-se a trajetória de vida, por meio de entrevistas abertas, com famílias em condições de vulnerabilidade social residentes em bairros periféricos. O estudo analisado indica que a chamada condição de vulnerabilidade social, mesmo considerando parâmetros bem definidos, envolve questões subjetivas, como é o caso de vínculos afetivos e/ou familiares; A escola (enquanto uma instituição) se apresenta como um elemento de dupla face no contexto da vulnerabilidade social, a partir de um jogo dialético entre o de se constituir vítima ou de produtora das próprias desigualdades sociais. As estratégias sócio-educativas de apropriação do espaço público utilizadas pelas famílias em condições de vulnerabilidade social têm caráter diferente dependendo do grau de vulnerabilidade social da família ou da pessoa: a reconstrução da identidade social a partir da construção de uma imagem de si ou a reconstrução da identidade social a partir da construção da ação produtiva e estabelecimentos de vínculos institucionais e/ou com associações; Não se pode pensar a ação do Estado como uma ação de direito simplesmente, mas se constitui de uma construção coletiva a qual se apresenta de forma diferenciada dependendo do segmento social.
1397 rds v. 1 n. 8 (2013) Políticas públicas sociais no Brasil contemporâneo: direitos sociais como mecanismo de dignidade humana Antônio Carlos Rocha Botelho; O objetivo geral desse trabalho foi analisar as políticas públicas sociais no Brasil contemporâneo voltadas para uma vida digna em sociedade. Há a necessidade de se verificar a efetividade do cumprimento dos direitos humanos fundamentais, mínimos à promoção de uma vida digna e exercício da cidadania, as feições de desigualdade de renda e de acesso a recursos, que repercute claramente na participação política do cidadão no contexto social ao qual está inserido. A metodologia empregada nessa pesquisa foi uma pesquisa de revisão bibliográfica exploratória descritiva, com objetivo a interpretação do tema proposto. Conclui-se que o constante aprendizado da democracia nos remete enquanto cidadãos aos dispositivos procedimentais de representações idealizadas em princípios de justiça e ideais de igualdade e liberdade de conformidade com os princípios fundamentais de dignidade da pessoa humana.
1398 rds v. 1 n. 8 (2013) Valores sobre direitos sociais e orientações de solidariedade: ambigüidades de agentes locais e internacionais Samira Kauchakje; Este artigo apresenta os resultados preliminares de pesquisa em sites de organizações internacionais, governamentais e não governamentais que atuam no campo do direito social e que têm conexões com organizações localizadas em Curitiba, Brasil. Indentificamos uma rede da qual emerge uma esfera pública transnacional no campo dos direitos. Nessa rede, destacamos: a Organização para a Cooperção e Desenvolvimento (França), Caritas International (Alemanha), Fundação Ford (EUA), Organização Mundial da Família (Suíça), Oxfam (Reino Unido), o Organização Internacional para as Migrações (Suíça) e Organizações do Sistema das Nações Unidas. O objetivo deste artigo é discutir o grau de conformidade dessas organizações com as concepção de direitos sociais da declaração das Nações Unidas e os princípios da Constituição de Brasil-1988. A declarção e artigos constitucionais fornecem paramètros para comparação entre os valores de algumas organizações e certos tipos de solidariedade. Para apoiar esta comparação, desenvolvemos tipos de solidariedade, tais como: pública; cívica; beneficente e; pessoalista. Os elementos gerais de cada tipo conjugados ao estudo empírico permitiram fusioná-los em dois: solidariedade política e solidariedade privatista. A análise indicou algumas ambiguidades: os valores identificados são congruentes com a declarações da ONU (que estão próximas às concepções de cidadania da CF 1988), no entanto, estão próximas às concepções de solidariedade tipo benevolente. Os resultados demonstraram que os objetivos e temas de interesse das organizações internacionais não são compatíveis com os interesses das organizações locais. A expectativa é que os parâmetros de comparação possam mostrar as tendências mais fortes tendências na esfera pública transnacional no campo dos direitos sociais: reprodução de dissonância ou assimetrias entre os países e organizações; a formação de um espaço de enriquecimento de identidades, práticas e valores
1399 rds v. 1 n. 7 (2012) ESPAÇO DE DIÁLOGOS SOBRE ALIMENTAÇÃO ADEQUADA E SAUDÁVEL EM REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA Angélica Margarete Magalhães; Desenvolvido junto a um Centro de Referência em Assistência Social, o projeto está alinhado à proposta da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional - CAISAN, em conformidade com Plano Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional 2012-2015, o qual foi construído sob a coordenação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), no âmbito das ações de Educação Alimentar e Nutricional (Diretriz 3). As atividades desenvolvidas visaram a inserção comunitária e se distribuíram em sete linhas de atuação: Conhecendo as ações intersetoriais de Segurança Alimentar em Florianópolis, aprendendo a utilizar o Guia Alimentar para a População Brasileira, resgate da cultura alimentar tradicional, educação para escolha de alimentos com base na relação custo/benefício, orientação para utilização racional dos alimentos e combate ao desperdício, estratégias para educação alimentar infantil e horta interativa auto-sustentável. Além da inserção comunitária, o espaço favoreceu o diálogo intersetorial, promovendo a interação de diversas instituições, como Universidades, SESC, Conselho Regional de Nutricionistas e outros atores sociais interessantes para a formulação do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional ao nível de município
1400 rds v. 1 n. 7 (2012) “TERRITORI‘AR” NAS RELAÇÕES GEOGRÁFICAS: OS XAKRIABÁS Cássio Alexandre da Silva;Rosselvelt José Santos; Em análise nos estudos de doutoramento, buscamos compreender o território em sua amplitude. Desde o século XVII os povos Xakriabás são atores da História sobre o espaço geográfico, hoje o território em São João das Missões no norte de Minas Gerais; aqui, objeto de estudo. O território enquanto uma categoria geográfica apresenta-se com muitas funções, agregando ao espaço muitas relações geográficas. A principal relação é da Sociedade e Natureza, configurando-se em algumas, como as temporais, sociais, ambientais, políticas, econômicas, poder e outras. Diante das funções, processos, relações e abordagens, a categoria constitui-se em Des-re-multiterritorialidades. Outrossim trazemos ao debate a ação “Territori‘ar” que conjuga uma constituição histórica sobre o espaço e abordando aspectos próprios da construção do território como a resistência contínua e o seu uso na vivência e ações cotidianas, entre o Estado, as Populações Tradicionais, Movimentos Sociais e outras formas de usos. As metodologias enquadrantes no discurso e ações da pesquisa, estão amparadas principalmente nas referências bibliográficas e nos trabalhos de campo de diversos territórios de políticas territoriais. Os territórios dessas políticas são principalmente, a academia, as comunidades, os debates das políticas públicas, as instituições não governamentais, o Estado e os espaços de enfrentamentos entre ambos. Entendemos que a ação “Territori ‘ar” possa contribuir para os estudos geográficos no campo do desenvolvimento da própria epistemologia e ampliar o debate que se inicia.
1401 rds v. 1 n. 7 (2012) TRABALHO COLETIVO E GÊNERO: O PAPEL DAS MULHERES EM ATIVIDADES DE COLETA E RECICLAGEM DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS EM MONTES CLAROS-MG Délcio César Cordeiro Rocha;Guélmer Júnior Almeida de Faria; No presente estudo, enfocam-se aspectos sobre organização do trabalho e identidade ocupacional relativos à participação de mulheres coletoras-recicladoras na atividade de organização de coleta e reaproveitamento de material reciclável. Para isso, utilizou-se como metodologia uma pesquisa feita pelo “Projeto Carroceiro Consciente” veiculada ao ICA/UFMG. No Brasil estudos desse tipo são relativamente recentes e vêm se acentuando nos últimos 10 anos como conseqüência da crescente preocupação com o esgotamento de recursos não renováveis e com a degradação do meio ambiente. Neste sentido, as questões sobre as formas como se apresenta o trabalho na sociedade contemporânea, dando-se atenção aos processos de precarização e de provisoriedade nas relações de trabalho atuais, bem como às alternativas de geração de ocupação e de renda que se oferecem dentro do espectro da economia solidária. Observa-se também a delimitação de aspectos referentes à divisão sexual do trabalho e à participação da mão-de-obra feminina no mercado de trabalho. O principal objetivo deste estudo foi analisar o papel das mulheres coletoras-recicladoras no município de Montes Claros-MG. Pretendeu-se, ainda, verificar a importância dessa atividade no desenvolvimento social local; analisar o trabalho coletivo das mulheres coletoras-recicladoras; compreender este trabalho como possibilidade de geração de renda e analisar o papel do gênero como indutor que se expressa na vivência deste grupo de mulheres coletoras-recicladoras. Conclui-se que o trabalho coletivo é meio para resgatar a cidadania perdida e o papel das mulheres nesse segmento é parte fundamental no processo para geração de renda e desenvolvimento social local.
1402 rds v. 1 n. 7 (2012) REDE SOLIDÁRIA DA PESCA: PESQUISA-AÇÃO NO DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL SUSTENTÁVEL DA PESCA ARTESANAL NO BRASIL José de Andrade Matos Sobrinho;Ana Paula Glinfskoi Thé; Este trabalho tem como objetivo descrever o processo de criação e trabalho em pesquisa-ação da Rede Solidária da Pesca, uma rede interinstucional e interegional de articulação com foco no fortalecimento e na formação de políticas públicas adequadas a cadeia produtiva da pesca artesanal no Brasil. A construção da Rede Solidária da Pesca teve início em 2006 com a parceria e a intenção de cooperação técnica entre três projetos que envolvem várias instituições e atores sociais ligados a pesca e a aquicultura de pequena escala: o já finalizado Projeto Peixes Pessoas e Água (PPAgua), que atuava na cadeia produtiva da pesca na região do alto-médio Rio São Francisco no Estado de Minas Gerais, atualmente com suas ações em continuidade pelo NUPASA/UNIMONTES, o Projeto Pesquisa-ação na Cadeia Produtiva da Pesca (PAPESCA) que atua no litoral fluminense no Estado do Rio de Janeiro e o também finalizado Projeto PRÓVARZEA, desenvolvido na Bacia hidrográfica do rio Amazonas e cujas ações estão sendo perpetuadas por diferentes instituições governamentais e não governamentais dos Estados do Amazonas e Pará. Em meados de 2006, a equipe do PPágua convidou o Núcleo de Solidariedade Técnica (SOLTEC/UFRJ) para conhecer as ações desenvolvidas na bacia do Rio São Francisco, algumas delas em parceria com o PRÓVARZEA. Em função do grande proveito dessa visita, as equipes concordaram que seria importante estabelecer uma dinâmica de encontros entre eles (técnicos) e os comunitários envolvidos nos projetos. Após a realização de quatro seminários (Pirapora/MG,2006, Macaé/RJ,2007, Santarém/PA,2008 e Manaus/AM, 2010) e o trabalho articulado com a participação de técnicos e comunitários de todas as regiões em cooperação e a criação de uma coordenação paritária (proporcional entre acadêmicos e populares) a Rede Solidária da Pesca alcançou o financiamento por meio de políticas públicas específicas multi-institucionais (Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Pesca e Aquicultura, Ministério da Educação e Ministério da Cultura) para ações de qualificação do trabalho, formação em economia solidária, organização e gestão da cadeia produtiva da pesca artesanal, as quais deverão ocorrer até o final de 2011. A formação da Rede Solidária da Pesca tem se provado portanto, uma eficiente iniciativa ao promover, através dos princípios da Pesquisa-Ação e da Educação Popular, a conquista de financiamentos antes inatingíveis, a formação de políticas públicas contextualizadas e a possibilidade de uma articulação nacional entre pesquisadores e comunitários interessados na melhoria da qualidade de vida e da sustentabilidade da pesca artesanal em detrimento da marginalização e a degradação ambiental sofrida pelas populações de pescadores artesanais brasileiras.
1403 rds v. 1 n. 7 (2012) DEMOCRATIZAÇÃO E GESTÃO PARTICIPATIVA: O GESTOR ESCOLAR E O ENSINO DE QUALIDADE Rahyan de Carvalho Alves; A educação brasileira perpassa por um processo de modificação em sua estrutura e funcionamento enquanto metodologias e propostas curriculares, estando os métodos e ferramentas de mediação do processo de ensino tradicional, paulatinamente, marginalizando do âmbito escolar e incluindo, vagarosamente, formas e ações para a promoção de um ensino crítico, autônomo, libertário, em uma vertente socializadora compartilhada. E no cenário de enormes desafios e possibilidades que a escola abrange, destaca-se o gestor educacional, sendo este fundamental para a implantação, articulação e mobilização de ações focalizadas numa educação compromissada com a nova realidade sociopolítica vivenciada. Todavia, inúmeros desafios persistem para com este profissional, sendo mais que necessário atentar o seu ofício para obtermos um produtivo processo na educação pautada nos preceitos da qualidade e democratização. Assim, o presente artigo denota-se como relevante, uma vez que tem como objetivo demonstrar o papel do gestor educacional para o sucesso da escola em um plano de alianças repletas de encontros e desencontros. A metodologia utilizada para alcançar o objetivo, baseou-se em levantamento bibliográfico. Pensar na educação em um espaço político solidário é refletir, principalmente, o papel do gestor em suas parcerias, atos, idealizações, vislumbrando o sucesso de uma escola e de todos os atores que tecem a rede do saber.
1404 rds v. 1 n. 7 (2012) DESENVOLVIMENTO SOCIAL ATRAVÉS DO TERCEIRO SETOR NA CIDADE DE SÃO FRANCISCO (MG) Auricharme Cardoso de Moura; O presente estudo tem como objetivo apresentar a intervenção e atuação das organizações voluntárias e sem fins lucrativos para a promoção social e econômica da sociedade. Com o fim do regime militar estas organizações, comumente denominadas de terceiro setor, ocupam relevância cada vez maior na construção de uma democracia participativa e na busca do desenvolvimento social. Como pesquisa de campo estudamos o município de São Francisco no Norte de Minas Gerais. A cidade possui hoje 141 associações cadastradas no Conselho Municipal de Entidades Comunitárias, sendo protegidas pela Lei Orgânica Municipal estas associações garantem promoção social, aprimoramento de capacidades, compartilhamento de virtudes e cidadania para todos os membros envolvidos.
1405 rds v. 1 n. 7 (2012) LIBERDADE OU PRISÃO: UMA ANÁLISE SOBRE AS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS E SEU PAPEL RESSOCIALIZADOR Dayane Aparecida Versiani; O presente artigo pretende tratar sobre as penas restritivas de direitos, mais conhecidas como penas alternativas e seu papel ressocializador bem como sua eficácia ou não. Para tanto, recorre-se ao respaldo teórico de Kant de Lima (1995), Sachs (2000), Meirelles (2007), Foucault (2004) e Wacquant (1999). Através de pesquisa realizada com amostra de 188 casos de crime de furto na cidade de Montes Claros- MG, afirma-se que em 67,55% dos casos pesquisados as penas foram substituídas por penas alternativas e os acusados voltaram a infringir a lei. Conclui-se que a aplicação das penas restritivas de direito é uma das soluções para o sistema penitenciário, porém carece de meios de fiscalização eficazes.
1406 rds v. 1 n. 6 (2011) REFLEXÕES DE AMARTYA SEN EM DEBATES DO CAMPESINATO: DAS CRÍTICAS AO MARXISMO A UM FÉRTIL PARADIGMA DO DESENVOLVIMENTO André Souza Martinello; Participação, Crítica do marxismo, Campesinato, Abordagem das capacitações, Democracia Através de elaborações teóricas de Amartya Sen em relação ao desenvolvimento, são feitas, inicialmente críticas ao marxismo clássico no que concerne às suas concepções de rural e de campesinato. São apresentados, na segunda seção do artigo, os pontos mais importantes e a contribuição das idéias de Sen. Ao longo do trabalho, outras bibliografias e perspectivas teóricas são utilizadas (autores como Vladimir I. Lênin, Alexander Chayanov e Karl Polanyi) na intenção de cruzar idéias e aprofundar a abordagem das capacitações, habilitações, expansão de liberdades e eliminação de privações. Expõe-se, portanto, discussão teórica, primeiramente focada no campesinato e, no segundo momento, na perspectiva da (expansão de) liberdades como possibilidade de desenvolvimento
1407 rds v. 1 n. 6 (2011) DO UNIVERSO DA NARRATIVA LITERÁRIA AO ABISMO DA MISERABILIDADE HUMANA: FRAGMENTOS DE UMA ANÁLISE PROPOSTA DA OBRA DE GORKI, A MÃE Cristiane Diniz Barbosa; Literatura, Gorki, Pobreza dos trabalhadores. A (re) leitura da obra de Gorki proporcionou reflexão e deslumbrou o universo da arte. Por seus detalhes e referências à Rússia do século XX, não foi difícil encarar a tarefa de associá-la às relações de trabalho e à pobreza desmedida dos trabalhadores. Se a ausência do que o autor não revelou cobre a genialidade da obra magistral, é percebível que Gorki soube através da arte revelar e esconder parte dos infortúnios e sofrimentos imerecidos e ilimitados dos homens. Nesse universo de “coisificação” do ser humano, de exploração bravia das relações de trabalho, sejam estes trabalhadores advindos das cidades ou do trabalho servil dos campos de concentração russos, uma vez abatidos pelo regime aviltante e odioso e enfraquecidos pela miserabilidade, muitas vezes não tinham força para opor-se ao Leviatã silencioso que os esmagava. Por esse ângulo, a própria literatura é incitada a participar, a transformar a sociedade através da “verdade na arte”. Nesse sentido, não seria a literatura por ela mesma, mas “pelo social”. Mas até que ponto ocorreria tais aproximações ou distanciamentos, isso é o que pretendemos extremar. Pensando nisto, a metodologia desse estudo pode ser caracterizada como de natureza bibliográfica e exploratória, procurando tecer algumas considerações referentes ao tema proposto
1408 rds v. 1 n. 6 (2011) ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ACERCA DE PROCESSOS DE RECONHECIMENTO DOS CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS Felipe Teixeira Martins; catadores de materiais recicláveis, reconhecimento, pobreza Este artigo apresenta algumas reflexões acerca do processo de reconhecimento social presente na luta dos catadores de materiais recicláveis no Brasil. Ele parte da experiência do autor em lidar desde 2005 no apoio as atividades dos catadores, assim estas considerações tem significado ao levantar questões a partir da prática empírica, mais do que da discussão conceitual e teórica. Procuramos caracterizar minimamente a atividade dos catadores de materiais recicláveis, circunstanciando alguns das dificuldades encontradas, assim como estabelecendo referencias para compreender a pobreza por que passam os catadores. Em seguida apresentamos e comentamos diversas formas através das quais os catadores vêm construindo seu processo de reconhecimento
1409 rds v. 1 n. 6 (2011) FLUXO MIGRATÓRIO DE MIRABELA-MG PARA NOVA SERRANA-MG: UM RETRATO DA EXPLORAÇÃO DO TRABALHADOR Gildette Soares Fonseca; Migração, Trabalho, Precarização, Espaço de pesquisa do Mestrado em Geografia – PUC-SP, dissertação intitulada “Espacialidade das migrações temporárias de mirabelenses, implicações na territorialidade local”, defendida em junho de 2009. Este estudo tem por objetivo avaliar as condições de vida e o processo de exploração sofrida pelos jovens mirabelenses que migram para a cidade Nova Serrana-MG, tida como “Capital Mineira dos calçados”, o fluxo migratório resulta do desemprego no município de Mirabela[1]-MG. O caminho metodológico consistiu em pesquisa bibliográfica e de campo. O município de Mirabela assim como outros da mesorregião do norte de Minas Gerais é fornecedor de mão-de-obra barata e em geral desqualificada. No caso especifico dos jovens migrantes mirabelenses que trabalham nas fábricas de calçados em Nova Serrana-MG, abandonam os estudos, saem do espaço de vivência sem ter conhecimento das atividades que vão exercer, aprendem o ofício na execução. Quanto às condições de vida em Nova Serrana obtivemos informações de que moram em geral em repúblicas lotadas, ou em barracões pequenos, poucos são aqueles que moram em local arejado, com espaço digno para descansar - configurando na efetiva exploração. A média de horas trabalhada fica entre doze a dezoito e a remuneração é por produção. A migração propicia uma construção de novas identidades com o lugar, apesar do retorno no período de férias, eleições, festas tradicionais, natal e reveillon, os mirabelenses acabam por abandonar os costumes e alguns podem não resistir às dificuldades enfrentadas migrando definitivamente. Os trabalhadores sabem da precarização do trabalho em Nova Serrana, contudo podem desencantar com o seu município de origem, uma vez que Mirabela não oferta a eles condições de sobreviver, existe uma ineficiência do poder público em atender as necessidades da população
1410 rds v. 1 n. 6 (2011) AS NOVAS (RE)CONFIGURAÇÕES DO TRABALHO DOMÉSTICO REMUNERADO NO SISTEMA CAPITALISTA VIGENTE Guélmer Júnior Almeida de Faria; trabalho doméstico, desqualificação, desfiliação, desproteção e exclusão social. Este artigo teve como principal objetivo analisar os obstáculos e discrepâncias que o trabalho doméstico é tido na sociedade; a feminização e domesticação a eles vinculada são elementos instigantes para o estudo desse trabalho, sob a lógica do capital. Nesta linha de buscar a classificação do trabalho doméstico em algum modo de produção acaba por considerar a produção de força de trabalho pela mulher como mera produção de simples mercadorias. A questão que se coloca são as novas (re) configurações que tomam corpo no bojo da acumulação primitiva do capital em tempos de capital fetiche. Para isso, utilizou-se a pesquisa de emprego e desemprego (PED/2009), realizada nas principais regiões metropolitanas pelo DIEESE em parceria com a Fundação Seade, Ministério do Trabalho e Emprego e parceiros regionais. Buscou-se conhecer as características desta profissão e o perfil de suas trabalhadoras para ajudar a subsidiar o atual debate político sobre a garantia dos direitos trabalhistas e de proteção social. Pode-se concluir que a desqualificação por ser um tipo de trabalho que não requer investimento, considerado algo “inato” da mulher. A desfiliação por parte até mesmo da categoria que não se filia ao sindicato, gera frustrações no campo da ação política, no sentido do engajamento de classe. A desproteção vem sinalizando que em um mundo globalizado, a flexibilização das leis do trabalho e a precarização das condições de trabalho, são armadilhas para a reivindicação e exigência de proteção social. Todos esses atributos contribuem de sobremaneira para aumentar a exclusão social desses sujeitos sociais.
1411 rds v. 1 n. 6 (2011) INDICADORES SOCIAIS E ECONÔMICOS PARA UMA LEITURA DO PROCESSO DE FRAGMENTAÇÃO DO ESPAÇO URBANO E DESIGUALDADE SOCIAL NA CIDADE MÉDIA DE MONTES CLAROS/MG Iara Soares França; indicadores sociais e econômicos, desigualdade social, cidade média, Montes Claros/MG O presente trabalho analisa os aspectos concernentes à fragmentação do espaço urbano na cidade de Montes Claros/MG, em particular, dos aspectos econômicos a qual engendrou tal fenômeno. Montes Claros, cidade pólo do Norte de Minas, região tida como pobre em vários aspectos se viu eleita recentemente como a cidade mais dinâmica do estado mineiro (Gazeta Mercantil, SP, 2008), devido à alocação de obras infra-estruturais e respectivamente à atração industrial, estando a mesma, entre as dez cidades mais ricas do estado. De acordo com o BGE Cidades (2011), no ano de 2009 Montes Claros/MG apresentou PIB no valor de R$ 3.815.101.000,00. Tal colocação é ostentada, também, pelas variadas atividades econômicas, destacando-se o setor de serviços, a produção têxtil e a biotecnologia. Montes Claros, também, se figura, entre as dez maiores cidades mineiras em tamanho populacional, ocupando a 6ª posição, com população estimada em 361.971 habitantes (IBGE, 2010). Tal contraste se manifesta de maneira vultosa na paisagem, produzindo a fragmentação e até mesmo segregação do espaço. O espaço urbano produzido por um modelo concentrador guarda as marcas da desigualdade social. Tal fator mostra que o cerne da questão não está na pobreza, tratada de maneira generalizante, mas no modelo excludente e centralizador de concentração de renda, que no caso do Brasil, se manifesta demasiadamente exacerbada. Assim, esse trabalho pautar-se-á na discussão desses fatores, a fim de se conhecer as reais condicionantes da fragmentação socioespacial em Montes Claros. Dentre essas condicionantes, podem-se citar os níveis de Desenvolvimento Humano da cidade, do qual, a porcentagem de pobres entre os anos de 1991 e 2000 sofreu declínio passando de 48,16% para 34,53%. A renda per capta média cresceu 45,74%, passando de R$168,40 em 1991 para R$245,43 em 2000, todavia a porcentagem dos 20% mais ricos se expandiu passando de 65,5 para 66,0. Respectivamente a desigualdade cresceu e o Índice de Gini elevou-se de 0,61 em 1991 para 0,62 em 2000, (Atlas de Desenvolvimento Humano/ FJP, 2008) fruto da crescente concentração de renda. A manutenção das desigualdades permite o desenvolvimento de algumas frentes de luta relacionadas ao direito ao espaço geográfico ou à cidade, tendo em vista que as intervenções do poder público acabam sempre beneficiando os grupos hegemônicos, o que irá produzir a segregação e respectiva fragmentação do espaço. Para produção desse trabalho, realizou-se revisão literária, a fim de se dar suporte teórico para as proposições levantadas, além de consulta e análise de dados econômico-sociais, entre eles, PIB, IDH, Índice de Gini, Mortalidade Infantil; e posterior confrontamento de números e conclusão. De acordo com os dados e inferências apresentados, percebe-se, portanto, que a fragmentação sócio-espacial na cidade de Montes Claros, ganha os contornos do sistema social dominante, em que as transformações espaciais são transformações sociais, sub-reptícias às contradições urbanas. Destarte, reafirma-se, a abordagem aqui inscrita, sobre a fragmentação do espaço urbano em Montes Claros, está no imo da desigualdade de acesso à riqueza engendrada, assim como no Brasil e, não numa perspectiva simplista e globalizante de pobreza, que dissimula a desigualdade existente
1412 rds v. 1 n. 6 (2011) PARTICIPAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO E QUALIDADE DA INSERÇÃO OCUPACIONAL DA POPULAÇÃO ADULTA DE MINAS GERAIS, NOS ANOS DE 1997 E 2007 Maria Elizete Gonçalves; Participação no mercado de trabalho, Qualidade da inserção ocupacional, Minas Gerais. O objetivo desse estudo consistiu em caracterizar a participação da população adulta de Minas Gerais no mercado de trabalho, nos anos de 1997 e 2007. Para o desenvolvimento desse estudo, foram delineados os seguintes objetivos: i) cálculo das taxas de participação da população de 25 a 64 anos no mercado de trabalho do estado em 1997 e 2007; ii) verificação da posição na ocupação da PEA adulta, identificando possíveis mobilidades, no período e; iii) análise da inserção da população no mercado de trabalho, segundo os setores de atividade. Os cálculos e análise foram realizados segundo o sexo, para a identificação de diferenciais de gênero referentes aos indicadores utilizados. Com relação ao primeiro objetivo proposto, os resultados mostraram que a participação da população masculina no mercado laboral manteve-se praticamente constante, entre 1997 e 2007, enquanto que as taxas de participação feminina aumentaram de forma significativa no mesmo período; a exceção foi para as mulheres mais velhas, com idade acima de 55 anos. Quanto ao segundo objetivo, os dados revelaram que as mulheres ocupam posições precárias no mercado de trabalho, em relação aos homens. Quando consideramos o mesmo número de anos de estudo, a proporção de mulheres atuando na informalidade é bem maior em relação aos homens. Entretanto, a análise revelou um fator positivo: houve um aumento expressivo de adultos, de ambos os sexos, trabalhando com carteira assinada, no período. Finalmente, com relação ao último objetivo traçado, foi constatada uma redução da participação da PEA nas atividades agrícolas, confirmando as conclusões de estudos existentes. A maioria das mulheres atuava no setor de serviços, não havendo grandes diferenças na participação nesse setor, em relação à escolaridade. De uma forma geral, os resultados apontaram um maior nível de ocupação, uma menor taxa de desemprego e um menor grau de informalidade, em 2007. Mas, verificou-se um viés de gênero: foram evidenciados alguns problemas vivenciados pelas mulheres, como a dificuldade de inserção no mercado laboral e a precarização relacionada à sua contratação, em relação aos homens. Com a mesma escolaridade, essas dificuldades foram mais acentuadas para a mulher
1413 rds v. 1 n. 6 (2011) MODERNIZAÇÃO DO CAMPO NO NORTE DE MINAS GERAIS : FRAGMENTAÇÃO DE TERRITÓRIOS E EXPROPRIAÇÃO DOS POVOS DO LUGAR - UMA ANÁLISE DA COMUNIDADE CANABRAVA Tathiane da Silva; Fragmentação de territórios, Monocultura de eucalipto, Saberes tradicionais Nos últimos quarenta anos, a região norte do estado de Minas Gerais tem passado por diversas transformações tanto em sua forma de produção quanto em suas relações sociais, culturais e de impactos ao meio ambiente. Estas mudanças têm sido observadas com mais ênfase a partir do processo de modernização conservadora que se adotou no Brasil a partir da década de 1970, e que buscou na região norte mineira aliar a produção local ao mercado externo, o que ocasionou profundas mudanças nas dinâmicas estabelecidas entre os povos locais. O presente trabalho visou propiciar a construção de conhecimentos sobre a questão ambiental em sua dimensão social, tendo como objetivo analisar as transformações ocasionadas da fragmentação dos territórios pela monocultura do eucalipto e a ruptura dos vínculos de sociabilização comunitária. Para tanto, a proposta metodológica residiu em visitas a comunidade, pesquisa bibliográfica e a elaboração de duas figuras feito pelos próprios moradores, retratando como era a comunidade antes e depois da chegada da empresa reflorestadora que atua na região. A pesquisa permitiu notarmos que o encurralamento da comunidade pela monocultura de eucalipto vai muito além da questão do território. Esse cercamento vem destruindo formas de sociabilização, de manifestações culturais e tradicionais e a reprodução de saberes locais. Após as análises dos dados observamos a consternação da comunidade Canabrava que se mantinha através da agricultura familiar e hoje, em muitos casos, tem que depender de benefícios sociais para sobreviverem
1414 rds v. 1 n. 6 (2011) O Banco Mundial e a gestão da educação brasileira: grandes desafios Andréa Maria O. Versiani Santiago; A conjuntura das práticas educacionais brasileiras assim como outras políticas sociais das duas últimas décadas têm sido vinculadas às transformações resultantes dos processos de reestruturação e manutenção da ordem capitalista mundial, consequência da mundialização da economia dentro do ajustamento neoliberal. Obedecendo a essa lógica, o Banco Mundial tem sido estratégico para o cumprimento das políticas educacionais implementadas em nosso país nos últimos anos. Nesse horizonte, o presente artigo objetiva discutir as agendas do Banco Mundial no que se refere a aspectos de organização, capacidade institucional e a tão propalada melhoria das condições sociais via educação. De forma significativa, a tensão entre o discurso “apolítico” do Banco Mundial e a realidade de suas ações têm sido exacerbadas por um reconhecimento claro dos obstáculos políticos ao real desenvolvimento do país. Para o aprofundamento da discussão, utilizou-se como método uma pesquisa bibliográfica. Especificadamente pretendeu-se investigar as reformas educacionais dentro de novos paradigmas, por entender que tais reformas são centrais para o desenvolvimento - ou não - da educação e da sociedade brasileira.
1415 rds v. 1 n. 5 (2010) A CASA COMO UM MICROCOSMO: IMPÁCTOS SOCIAIS NA COMUNIDADE GIGANTE/ BOTUMIRIM-MG Leila Ribeiro Rodrigues;Ana Paula Glinfskoi Thé; Casa- Processos Sociais, Impactos Sociais Este artigo tem como base uma pesquisa etnográfica e busca apreender o modo de apropriação dos espaços da casa ao longo dos processos sociais vividos por uma Comunidade Tradicional veredeira, em consonância com os impactos sociais recorrentes a implantação da Barragem de Irapé e às restrições do uso dos recursos naturais do território tradicional. A comunidade pesquisada, Gigante, localiza-se no município de Botumirim - MG, e embora não tenha sido inundada pelas águas represadas da barragem de Irapé, sofreu impacto social relevante a partir do reassentamento de duas das principais comunidades com as quais estabelecia relações de casamento. A moradia representa para essas comunidades um elemento peculiar que as diferencia das outras, ao mesmo tempo em que são desenvolvidas várias estratégias para conciliarem elementos tradicionais às exigências do modo de produção urbano, que atualmente constitui-se como o discurso hegemônico. Os vários saberes adquiridos ao longo de várias gerações contribuíram para que a moradia retratasse nas técnicas utilizadas em sua construção, elementos de tempos distintos representadas pelas adequações sofridas em função de novas concepções de apropriação do espaço. Essas transformações resultam em dinâmicas históricas que alteram a percepção do espaço em sua forma prática e simbólica. Essa mudança de percepção das pessoas em relação aos espaços da moradia é que estrutura esse trabalho, bem como condiciona as análises dos processos sociais vividos. AGECO, 2012. “Votorantim investe U$ 3 bi em mineração no Norte de Minas Gerais”. Associação dos Geólogos de Goiás. Publicado 07 de março de 2012. Disponível em: http://www.ageco.org.br/teste/index.php/2011-06-30-23-44-03/129-votorantim-investe-us-3-bi-em-mineracao-no-norte-de-mg. BARRETO FILHO, Henyo Trindade. “Populações Tradicionais: Introdução à Crítica da Ecologia Política”. In Worshop Sociedades Caboclas Amazônicas: Modernidade e Invisibilidade. Parati, RJ, 2001 (mimeo) BOURDIEU, P.Les Sens Pratiques.Paris: Les Editions Minuit, 1980 BRANDÃO, C. R. Texto de metodologia. Belo horizonte: SEPLAN, 1981. MG II: Seminário preparatório para coleta de dado para elaboração de plano de intervenção, (mimeo). ______________. Tempos e Espaços na Comunidade Rural: a visita de um antropólogo à Geografia. Texto elaborado para a Palestra de Abertura do II Encontro de Grupos de Pesquisa-Agricultura e Desenvolvimento regional e transformações sócio-espaciais - CD dos Anais.Uberlândia,2006. COSTA, J.B. de A. Cultura sertaneja: A Conjunção de Lógicas Diferenciadas. 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1416 rds v. 1 n. 5 (2010) CLASSIFICAÇÃO RACIAL: UMA ANÁLISE A PARTIR DO CENSO ESCOLAR Dayane Ferreira Silva;Maria Railma Alves; Cor/raça, Educação e Censo Escolar A questão racial, no Brasil, sempre foi tema de grandes pesquisas e, nos últimos tempos tornou-se alvo de grandes discussões, uma vez que várias políticas foram adotadas para minimizar as disparidades sociais entre as diferentes raças. Partindo desse pressuposto de que a raça/cor é um viés de análise importante para compreender as relações sociais no Brasil, em 2009, realizou-se uma pesquisa, intitulada “Autoclassificação e Classificação Racial: Uma Abordagem Sobre a Variável Cor/Raça no Censo Escolar, em uma Escola de Rede Pública e Privada do Município de Montes Claros/MG”, com o intuito de pesquisar a variável raça/cor contida no Censo Escolar em duas escolas do Município de Montes Claros, em uma escola de rede particular e uma escola de rede pública. Nesta pesquisa, foi utilizada a metodologia qualitativa e quantitativa. Devido ao alto número de dados obtidos através da pesquisa, abordaremos, neste, artigo apenas alguns deles. Assim sendo, na primeira parte, elaborou-se uma breve apresentação teórica sobre raça e relações raciais e como elas se apresentam de diferentes formas, em diferentes países; na segunda parte, elencam-se alguns dos dados obtidos através do trabalho de campo. Por fim, as considerações finais contêm algumas reflexões sobre o tema abordado e sobre os dados coletados. As análises dos resultados obtidos nos levam a inferir que o sistema de classificação racial nos anos iniciais (1º ao 5º ano de escolaridade) do ensino básico nas escolas pesquisadas da rede pública e privada do Município de Montes Claros possui falhas, já que a maioria dos pais não compreende o real sentido da classificação racial, além de possuir uma grande dificuldade em aceitar a classificação racial. BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP): Censo Escolar. 2009. http://www.inep.gov.br/basica/censo/Escolar/questionarios/ (acessado em 02/02/2009). _______, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD): Indicadores Sociais. 2007. http://www.ibge.gov.br/home/ (acessado em 01/02/2009). DA MATTA, Roberto. Relativizando; uma introdução à antropologia social. Editora Rocco. Rio de Janeiro, 1987. GLOBO, Dicionário de sociologia. 7ª ed., Editora Globo, organizado pela Seção de Obras de Referências do Departamento Editoral da Editora Globo. Porto Alegre,1977. IANNI, Octavio. Raças e Classes Sociais no Brasil. 3ª ed. São Paulo. Editora Brasiliense, 1987. _____________. Dialética das relações raciais. Fev. 2004, Vol.18, nº 50. Disponível em: www.scielo.br/pdf/ea/v18n50/a03v1850.pdf (acessado em 15/03/2009). HENRIQUES, Ricardo. Desigualdade Racial no Brasil: Evolução das Condições de Vida na Década de 90. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rio de Janeiro. 2001. http://www.ipea.gov.br/pub/td/td_2001/td0807.pdf (acessado em 29/01/2009). HERINGER, Rosana. Desigualdades raciais no Brasil: Síntese de indicadores e desafios no campo das políticas públicas. Centro de Estudos Afro-Brasileiros, Instituto de Humanidades, Universidade Cândido Mendes. Rio de Janeiro. 2002. http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_artte(acessado em 29/01/2009). JACCOUD & BEGHIN, Luciana; Nathalie. Desigualdades Raciais no Brasil: Um Balanço da Intervenção Governamental. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Brasília. 2002. LOPES & ROSSO, Sônia; Sergio. Biologia. São Paulo: Saraiva, 2005. MAIO, Marcos Chor. O Brasil no concerto das nações: a luta contra o racismo nos primórdios da Unesco. Out 1998, vol.5, nº. 2. Disponível em: http://www.scielo.br. (acessado em 29/12/2008). NOGUEIRA, Oracy. Tanto preto quanto branco: Estudo de relações raciais. São Paulo: T. A. Queiroz, 1985. PINTO, Simone Martins Rodrigues. Justiça transicional na África do Sul: restaurando o passado, construindo o futuro. Dez 2007, vol.29, nº. 2. Disponível em http://www.scielo.br/scielo (acessado em 29/12/2008). TELLES, Edward. Racismo à brasileira: Uma nova perspectiva sociológica. Rio de Janeiro. Fundação Ford, 2003.
1417 rds v. 1 n. 5 (2010) CIDADES MÉDIAS E O MERCADO INTERNACIONAL: REALIDADE E PERSPECTIVAS PARA MONTES CLAROS/MG Iara Vanessa Pereira SOUTO;Anete Marília PEREIRA; Cidades Médias, Mercado Internacional, Montes Claros Estudar as cidades médias é fundamental para compreender a dinâmica econômica e espacial que as mesmas desenvolvem no Brasil. Tal estudo se faz pertinente, em face do processo de globalização que condiciona e refuncionaliza os espaços dessas cidades, possibilitando a reprodução do capital e inserindo-as e articulando-as em diferentes escalas na rede urbana. Nesse sentido, o principal objetivo deste trabalho é analisar a atual inserção da cidade média de Montes Claros/MG nas redes globais, a partir da dimensão econômica. Montes Claros apresenta uma maior relação com diversos países do mundo, principalmente, através do setor industrial, o que possibilita o estreitamento de relações no mercado internacional. A metodologia utilizada está pautada em pesquisa bibliográfica, análise de dados secundários, produzidos por diferentes instituições de pesquisa nacionais, bem como em análise de dados primários. AMORIM FILHO, O. B; SERRA, R. V. Evolução e perspectivas do papel das cidades médias no planejamento urbano e regional. In: ANDRADE, T. A.; SERRA, R. V. (org.) Cidades médias brasileiras. Rio de Janeiro: IPEA, 2001, p. 01 - 34. ANDRADE, T. A.; SERRA, R. V. O desempenho das cidades médias no crescimento populacional brasileiro no período 1970/2000. In: _____. (org.) Cidades médias brasileiras. Rio de Janeiro: IPEA, 2001. P. 129-169. CASTELLO BRANCO, M. L. G. Algumas considerações sobre a identificação de cidades médias. In: SPOSITO, M. E. B. (Org.). Cidades Médias: espaços em transição. São Paulo: Expressão Popular, 2007.p.89-111. CASTELLS, M. A questão urbana. Tradução de Arlene Caetano. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000. CORRÊA, R. L. Construindo o conceito de cidade média. IN: SPOSITO, M. 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1418 rds v. 1 n. 5 (2010) A CIDADE E AS PAISAGENS CULTURAIS, RECURSOS NA LUTA CONTRA A POBREZA: ENTRE O CONTROLE SOCIETAL E O RECONHECIMENTO SOCIAL Igor Oliveira;Yara Silveira; Cultura, Paisagem cultural, cidade, espaço e Identidade. Com a revolução técnico-científica presente na temática da Globalização, novos espaços são criados/transformados, condicionados pelas manifestações e hábitos culturais. Desta forma, novos espaços são concebidos através das paisagens culturais e pela humanização do espaço vivido. Dentro dessa temática, a cidade apresenta-se como campo da materialização deste processo, uma vez que, nesse, apresenta-se como forma multicultural, abrigando diferentes crenças, línguas, valores, paisagem; tornando assim um campo perceptível às pesquisas. O trabalho segue-se dividido em seções, onde a princípio discute-se a questão cultural dentro do processo de globalização; em seguida, é realizada uma breve revisão do termo cultura a partir da visão de diferentes autores; posteriormente, é discutida a questão das paisagens culturais sob o olhar da geografia e por fim abordar-se-á a relação cultura e cidade, onde são apresentados dois exemplos de manifestações culturais na cidade: a relação de toponímia e Identidade, e a Agricultura Urbana. ARRUDA, Juliana. Agricultura urbana e peri-urbana em Campinas/SP: análise do Programa de Hortas Comunitárias como subsídio para políticas públicas. 162 f. Dissertação (mestrado Engenharia Agrícola) - Faculdade de Engenharia Agrícola, Unicamp/campinas, 2006. BRUMES, Karla Rosário. O uso do termo Cultura. Caminhos de Geografia. V.7 nº18, p. 64-68. Jun/2006. CLAVAL, Paul. Geografia Cultural. 2ª Ed. Santa Catarina: Editora da UFSC, 1995 CARVALHO, Y. M. C; Zuchiwschi, E; Ferreira. S. E; Frabetti, G. L. Perspectivas para a Agricultura da Bacia do Alto Tietê. IEA/APTA, 2005. Disponível em: www.negowat.org acessado em 27 de junho de 2009 CASTELLS, Manuel. A Sociedade em rede. Trad. Roneide Venancio Majer. 8ª Ed. São Paulo: Paz e Terra, 2005. COMITÊ DE AGRICULTURA – COAG/FAO. La Agricultura Urbana y Periurbana. Roma: COAG/FAO, 1999. Disponível em: . Acesso em:28 Abr. 2009. CORRÊA, Roberto Lobato. O Espaço Urbano. 4ª ed. São Paulo: Ática, 2005. CORRÊA, Roberto Lobato. A Geografia Cultural e o Urbano. In: CORRÊA, Roberto Lobato e ROSENDAHL, Zélia (Org.). Introdução a Geografia Cultural. 2 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007. SANTANDREL, Alain; LOVO, Ivana Cristina. Panorama da Agricultura Urbana e Periurbana no Brasil e Diretrizes Políticas para sua Promoção: Identificação e Caracterização de Iniciativas de AUP em Regiões Metropolitanas Brasileiras. Disponível em: www.rede-mg.org.brarticle_get.phpid=100. Acessado em: 07 Abr. 2009. SANTOS, Milton. Metamorfose do espaço habitado: Fundamentos Teórico e metodológico da geografia. Hucitec.São Paulo 1988. SANTOS, Milton. A natureza do Espaço: técnica e tempo. Razão e emoção. 4ªed. São Paulo: Editorada Universidade de São Paulo, 2006. - (Coleção Milton Santos; 1) SAUER, Carl O. A morfologia da Paisagem. In: CORRÊA, Roberto Lobato e ROSENDAHL, Zélia (Org.). Paisagem, Tempo e Cultura. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Ed. UERJ, 2004. P.12-74 SMIT, Jac. Agricultura Urbana e Biodiversidade: Urbanização e Reprodução da biodiversidade. . In: La Agricultura Urbana. Vol. 1. julho de 2000. disponível em: www.ipes.org.br WAGNER, Philip.L; MIKESELL, Marvin.W. Os temas da Geografia Cultural. Trad. Olíviade Barros Lima da Silva. In: CORRÊA, Roberto Lobato e ROSENDAHL, Zélia (Org.). Introdução a Geografia Cultural. 2 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.
1419 rds v. 1 n. 5 (2010) DESIGUALDADES SOCIAIS NO NORTE DE MINAS E O PAPEL DAS EMPRESAS NO ENFRENTAMENTO DAS QUESTÕES SOCIAI Maria de Fátima Rocha Maia; Contemporaneamente tem havido o consenso de que as empresas devem exercer funções que favoreçam o desenvolvimento social. Devido ao relativo recuo do estado no enfrentamento de questões sociais, a sociedade se depara com o aumento de situações de vulnerabilidade. Este estudo aborda alguns aspectos relativos às intervenções sociais nas empresas norte-mineiras com vistas à melhoria do bem-estar social. A investigação sugere que as empresas privilegiam filantropia e/ou o cumprimento de suas obrigações legais. O estudo aceita que ao investir em ações tanto em nível interno quanto externo as estratégias de promoção da intervenção social pelas empresas devem ultrapassar seus próprios interesses. A empresa deve contemplar planos para a adoção de ações que contribuam para sua melhoria e da comunidade. De forma geral, o estudo contribui para a discussão de um atual e importante tema e pode ajudar as empresas a refletirem sobre seu papel e sua possível contribuição para o desenvolvimento da sociedade. Palavras-chave: Desigualdades, Empresa, Norte de Minas, Responsabilidade,
1420 rds v. 1 n. 5 (2010) O COMBATE À POBREZA NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PRINCIPAIS INTRUMENTOS DE POLÍTICAS GOVERNAMENTAIS Rosalina Lima Izepão; O Brasil é um país que historicamente sempre apresentou altos índices de desigualdade e pobreza. Nos últimos 15 anos estes temas, sobretudo o da pobreza, vêm, despertando o interesse tanto acadêmico, quanto dos governantes e da sociedade civil brasileira, no sentido de procurar compreendê-los melhor, visando encontrar políticas para a sua redução a níveis mais aceitáveis. O assunto é polêmico, complexo e envolve múltiplas variáveis. Compreendendo a multidimensionalidade do problema, procura-se neste artigo mostrar a evolução da pobreza no Brasil e a eficácia de alguns instrumentos utilizados pelo Governo Federal, visando amenizá-los. Como recorte cronológico optou-se pelo período que se estende de 1998 a 2008. Metodologicamente, o estudo focaliza três instrumentos de política governamental de desenvolvimento, considerados importantes na redução da pobreza no Brasil. São eles: a elevação contínua do salário mínimo, a expansão do acesso à educação formal superior e à qualificação da mão-de-obra e o avanço das políticas de transferência de renda, onde foca-se o PBF - Programa Bolsa Família. Destacam-se como principais conclusões: que o aumento significativo no salário mínimo tem possibilitado efeitos multiplicadores importantes tanto para o setor produtivo, quanto para os trabalhadores; que as políticas de transferência de renda, embora compensatórias, têm gerado efeitos significativos para a população atendida tanto em termos de renda como de saúde e educação; e finalmente, que a ampliação da oferta de educação formal superior e de qualificação profissional, tem sido elementos vitais para o acesso ao emprego e a elevação da renda no país. Palavras-chave: pobreza; políticas governamentais; Brasil
1421 rds v. 1 n. 5 (2010) CONTRATO DE TRABALHO DO IDOSO: ESTÍMULOS E OBSTÁCULOS Simone Machado; Idoso, Trabalho, Aposentadoria A população mundial está envelhecendo e os brasileiros também. Dessa constatação, várias discussões passaram a centralizar a questão dos idosos, revelando-se um dos temas de maior transversalidade já que interessa a todas as áreas sociais e nas mais diversas abordagens de família, saúde, seguridade, trabalho, economia, consumo, lazer, turismo etc. Embora ainda prevaleçam preocupações com cuidados e benefícios previdenciários, a retenção do trabalhador idoso no mercado de trabalho constitui uma das estratégias para possibilitar maior qualidade de vida a ele e sua família, redução do déficit previdenciário e oportunidade de convivência laboral e respeito às diferenças. Enquanto direito humano, o trabalho garante subsistência financeira, ao mesmo tempo em que dignifica o indivíduo pela participação social e construção de valores. Contudo, é indispensável o exercício de reflexão sobre a exclusão social, a precarização das condições de trabalho e a pobreza a que o idoso está sujeito. Não obstante o reconhecimento formal de direitos e a compreensão das potencialidades do idoso, estruturas normativas e fáticas ainda obstam a garantia de sua condição digna como trabalhador com gozo efetivo de direitos. Nesse contexto e a partir de uma análise comparativa da literatura, da legislação e de decisões judiciais, propõe-se discutir as atuais concepções de dignidade do idoso e estímulo à sua retenção no mercado de trabalho em contraposição à aposentadoria compulsória e à ausência de definição das condições especiais do contrato de trabalho do idoso. Além da compreensão crítica, objetiva-se explicitar parâmetros que possam conduzir à superação da discriminação do idoso no ambiente e mercado de trabalho, sugerindo ações para a reconfiguração das suas relações de trabalho
1422 rds v. 1 n. 4 (2009) DA EXPERIÊNCIA SOLITÁRIA À SOLIDÁRIO Carlos Rodrigues Brandão; . ARRUDA, Marcos - Humanizar o infra-humano - Editora VOZES, Petrópolis, 20XX ARRUDA, Marcos - Tornar o real possível - Editora VOZES, Petrópolis, 20XX CATTANI, Antônio David et all - A Outra economia - xxxxxx GEERTZ, Clifford - A interpretação das culturas - L&PM Editores, Rio de Janeiro, 1985 GUIDDENS, Anthony - Modernidade e identidade - Jorge Zahar, Rio de Janeiro, 2002 SINGER, Paul - Introdução à economia solidária - xxxxxxxxxxx TOURAINE, Alain - Poderemos viver juntos? – iguais e diferentes - Editora Vozes, Petrópolis, 1999
1423 rds v. 1 n. 4 (2009) IGUALDADE E DIFERENÇA - AS DIVERSAS CULTURAS E A CULTURA POPULAR Maristela Corrêa Borges;Carlos Rodrigues Brandão; . BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A Educação como Cultura. Campinas: Mercado das Letras, 2002. _____ . A cultura na rua. Campinas: Papirus, 1989. _____ . A Cultura do Povo, a prática da classe - canções de militância. in: Primeira Conferência Brasileira de Educação. Simpósio sobre concepções teóricas de Educação Popular. Campinas: (cópia), 1980. FÁ VERO, Osmar (org). Cultura Popular e Educação Popular - memória dos anos 60. Rio de Janeiro: Graal, 1983. FREIRE, Paulo. Ação cultural para a liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984, 149p. GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 1989. L. DA TRINDADE, Azoilda (org). Multiculturalismo - mil e uma faces da escola. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 1999. LARAIA, R. B. Cultura: um conceito antropológico. 11. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1996. MARTINS, José de Souza. Capitalismo e Tradicionalismo. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1975. MORAES, Maria Cândida. O paradigma educacional emergente. Campinas: Papirus, 2000. OLIVEIRA, Luis A. G.; SILVA, Petronilha. O Jogo das Diferenças: o multiculturalismo e seus contextos. Belo Horizonte: Autêntica, 1998. RICOEUR, Paul. O si-mesmo como um outro. Campinas: Papirus, 1991. SANTOS, Milton. Por uma outra globalização - do pensamento único à consciência universal. São Pauto: Record, 2000. SOUZA SANTOS, Boaventura de. Um discurso sobre as Ciências. São Paulo: Cortez, 2003. _____________ . A crítica da razão indolente - contra o desperdício da experiência. São Paulo: Cortez Editora, 2001. ________ . Dilemas do nosso tempo: globalização, multiculturalismo, conhecimento. Educação & Realidade, v. 26, n° 1, p. 13-32. SILVA, Tomás Tadeu. Teoria cultural e educação - um vocabulário crítico. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. v.1. 126p. WALSH, Roger; VAUGHAN, Frances (orgs). Caminhos além do Ego - uma visão transpessoal. São Paulo: Cultrix/Pensamento, 1999.
1424 rds v. 1 n. 4 (2009) Tecnologia Social e Empreendedorismo na Rua Alberto dos Santos Cabral; o PENARUA é apoiado por um convênio firmado entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) do Governo Brasileiro, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O Programa é desenvolvido no Estado da Paraíba, no Nordeste do Brasil. O objetivo é preparar jovens, de ambos os sexos, na faixa etária entre 18 e 24 anos, situados na zona de risco social, para a ação empreendedora, socialmente sustentável, visando ainda à valorização da auto-estima e o fortalecimento dos vínculos comunitários. O resultado é a geração de micro-negócios, novas oportunidades de trabalho e a formação de jovens agentes de desenvolvimento econômico. O treinamento tem a duração de cinco semanas e é completado com a realização de uma feira para o lançamento dos novos negócios no mercado.
1425 rds v. 1 n. 4 (2009) De moça a esposa: casa, casamento e êxodo feminino no sertão mineiro Ana Carneiro; .
1426 rds v. 1 n. 4 (2009) Inclusão digital como uma das formas de combate à pobreza: Apresentando o projeto “soluções de telecomunicação para Inclusão Digital” (STID) Rosely Gomes Costa; .
1427 rds v. 1 n. 4 (2009) Sujeitos em movimento: possibilidades de superação da pobreza em um acampamento Sem Terra Taina Rizzato Menegasso; O ideário neoliberal norteia as mudanças ocorridas, desde a década de 80, nos processos de organização da produção e atuação do Estado. No Brasil, este distanciamento do Estado da regulação capital/trabalho e do atendimento das demandas sociais, também é observado na hegemonia do modelo agroexportador. Este resulta no aumento ainda maior da concentração fundiária, na conseqüente degradação das comunidades campesinas, constituindo-se em uma ameaça às possibilidades de soberania alimentar do país. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST - coloca em discussão as contradições existentes neste modelo, na medida em que não apenas denuncia, mas busca soluções para as diversas formas de injustiças e exclusão social ocasionadas por este modelo. Para isto, busca associar reforma agrária à sustentabilidade. Entre as dimensões da sustentabilidade temos: a dimensão social, enfatizando o combate à discriminação e à reprodução da pobreza; a dimensão cultural promovendo a diversidade e identidade culturais e a dimensão ambiental que prevê a manutenção da integridade ecológica por meio da prevenção da poluição, do cuidado na utilização de recursos naturais e da preservação da diversidade. Assim, a sustentabilidade torna-se uma ousada proposta, pois sinaliza a necessidade de reformulação dos debates tradicionais de desenvolvimento, propondo o envolvimento de princípios e dimensões de forma indissociável. O presente trabalho foi realizado em um acampamento do MST, no município de Ribeirão Preto, SP, através de abordagem qualitativa de cunho etnográfico. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas de julho a outubro de 2006. A análise dos dados foi feita através do método análise de conteúdos. Buscou-se observar como os acampados lidam com as diferenças de gênero, geração, origem campesina e urbana, como eles superam as dificuldades que elas proporcionam e de que maneira estas relações podem fortalecer o grupo na luta contra as diversas manifestações de pobreza numa perspectiva sustentável. Observou-se que uma das principais melhorias na qualidade de vida diz respeito à valorização do trabalhador quanto à capacidade de organizar e liderar ações em busca de seus ideais. Sentem-se encorajados a transcenderem os afazeres do trabalho braçal tornando-se sujeitos ativos no seu processo de emancipação. Entretanto, a permanência de práticas conservadoras, incompreensão acerca dos valores dos jovens acampados e a proximidade com a cidade de Ribeirão Preto são potenciais dificultadores deste processo de emancipação. Ainda assim, a luta pela reforma agrária atrelada à sustentabilidade permite aos acampados compreenderem-se enquanto sujeitos de direitos conquistando melhores condições de vida, bem como construindo laços comunitários que possibilitam relações de reciprocidade que favorecem a superação da pobreza e da deficiência alimentar.
1428 rds v. 1 n. 4 (2009) Socialização do conhecimento científico: as disparidades regionais brasileiras e a amazônia Ilda Helena Oliveira Nunes; Este trabalho objetiva compreender o caminho da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil, para a socialização do conhecimento científico e a inserção da Região Amazônica nesta conjuntura, para tanto, optou-se pela entrevista sociológica, como metodologia. Ao considerar a opinião da comunidade científica, sobre o modo como ocorrem as trocas de informação e a comunicação para promover novos saberes, no Brasil e especificamente na Região Amazônica, buscou-se compreender a atuação da comunidade científica, especialmente, em termos de prioridades para as pesquisas e divulgação dos resultados. Sobre a socialização do conhecimento científico e as disparidades regionais consideradas para o desenvolvimento da pesquisa científica, buscou-se perceber a opinião de 49 membros da comunidade científica brasileira pertencentes a instituições públicas de pesquisa, além de, 7 consultores de órgãos governamentais de fomento à pesquisa. Confirmou-se que, as pesquisas são discutidas através de grupos formados por interesse comuns e a socialização do conhecimento na comunidade científica ocorre, principalmente, pela publicação científica em periódicos qualificados pelos órgãos fomentadores e avaliadores da pesquisa científica no Brasil. As dificuldades geradas à Região Amazônica como: baixo investimento em C,T&I; baixo número de programas de incentivo a fixação de pesquisadores; elevada influência de atores externos na pesquisa constituída na Região; e, centralização do desenvolvimento científico e tecnológico em Manaus e Belém, demonstram o desafio na relação entre a sociedade e os aspectos característicos à ciência.
1429 rds v. 1 n. 4 (2009) INTERDISCIPLINARIDADE E CIDADANIA POSSIBILIDADES E LIMITES DE UM PROJETO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL Holgonsi Soares Gonçalves Siqueira;Sérgio Botton Barcellos Barcellos; educação ambiental, projetos sociais, interdisciplinaridade, cidadania Nossa pesquisa teve como objetivo analisar os limites e as possibilidades que permeiam a relação “educação ambiental-interdisciplinaridade-cidadania”. Sendo assim, procuramos elucidar quais as possíveis transformações que projetos sociais em educação ambiental podem instigar em um cenário educacional formal estabelecido, através de ações educativas interdisciplinares e do estímulo a cidadania. Vinculada ao projeto social “Educação Ambiental na Vila Kennedy”, promovido pelo Centro Multidisciplinar de Pesquisa e Ação - CEMP A, a pesquisa foi desenvolvida em uma creche da Vila Kennedy, em Santa Maria-RS no decorrer do ano letivo de 2007. Tendo por base a observação participante, relatos e a realização de entrevistas semi-estruturadas com integrantes da comunidade escolar e do projeto social, nossa análise considera este projeto para além do espaço escolar, levando em consideração a influência que as ações em educação ambiental possam ter originado nas vidas cotidianas das pessoas envolvidas e de que forma promoveram o exercício da cidadania na comunidade. Norteados pelas seguintes questões: a) ampliação do entendimento da comunidade sobre o tema ambiente; b) possibilidade de superação da estrutura disciplinar e c) inserção da temática ambiental nas disciplinas da escola, desvelaram-se possíveis indicadores cotidianos de limitações e perspectivas que projetos sociais em educação ambiental, realizados em escolas públicas e comunidades urbanas, podem apresentar no decorrer de seu processo. Concluímos, relacionando estes indicadores com a questão do desenvolvimento social, político e cultural de comunidades de periferias urbanas. ABONG. Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais. ONGs no Brasil: Perfil e catálogos das associadas. Disponível em: http://www.abong.org.br/novosite/instituc ional/abong.asp> Acesso em: 03/04/2007. BERGER, G. Opinions and Facts in Interdisciplinarity: Problems of Teachig and Research in Universities. OECD, Paris 1972 BORDIED. P. Escritos de Educação. Petrópolis: Vozes, 1998. CARVALHO, L C. de M. PROJETO INTEGRADO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA PARA PROFESSORES DA REDE PÚBLICA - UFSCar. QUAL EDUCAÇÃO AMBIENTAL? ELEMENTOS PARA UM DEBATE SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL POPULAR E EXTENSÃO RURAL. Pró-Ciências 2002. CAPES/SEE/DE. Disponível em: http://www.dm.ufscar.br/~salvador/hom epage/pro _ ciencias _ 2002/materialdis tribuido/Educacao%20Ambiental %20e%20Meio%20Ambiente/texto _ Isabel_ EARE. pdf. Acessado em: 23/06/2008 . . 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1431 rds v. 1 n. 4 (2009) DO CLIENTELISMO À PARTICIPAÇÃO: O ORÇAMENTO PARTICIPATIVO EM MONTES CLAROS Thiago Augusto Veloso Meira; Democracia, Participação, Política O presente artigo pretende discutir a proposta de orçamento participativo do Município de Montes Claros - MG, buscando analisar se a referente proposta (orçamento participativo) é condizente com os princípios básicos definidos por Avritzer, Boaventura de Souza Santos e demais autores que discutem o tema. Logo, também será avaliado o nível de participação da população nas plenárias populares. AVRITZER, Leonardo & NAVARRO, Zander (org.). A inovação democrática no Brasil. São Paulo: Cortez, 2002. AVRITZER, Leonardo. A moralidade da democracia; ensaios em teoria habermasiana e teoria democrática. São Paulo: Perspectivas; Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1996. BOBBIO, N. O futuro da democracia. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000. DAHL, Robert. Poliarquia: Participação e Oposição. São Paulo: EDUSP – Editora da Universidade de São Paulo, 1997. HABERMAS, Jurgen. Direito e democracia: entre a facticidade e validade. 2. ed. Vol. II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003. PATEMAN, Carole. Participação e teoria democrática. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1992. RIBEIRO, Ana Clara Torres & GRAZIA, de Grazia. Experiência de orçamento participativo no Brasil. Petrópolis: Editora Vozes Ltda, 2003. SANTOS, Boaventura & AVRITZER, Leonardo. Introdução: para ampliar o cânone democrático. In: SANTOS, Boaventura (Org.). Democratizar a democracia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 39-82. SARTORI, Giovanni. A teoria da democracia revisitada. São Paulo : Ática, 1994.
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1433 rds v. 1 n. 4 (2009) ECONOMIA SOLIDÁRIA E CAPITAL SOCIAL: O CASO DA ITCPI UNIMONTES Sidinéia Maria de Souza Abrantes;Edina Souza Ramos;Luciene Rodrigues;Sidnéia Souza Rocha; Economia Solidária, Capital Social, ITCP/Unimontes Este trabalho analisa a conexão entre Economia Solidária e Capital Social a partir do estudo do caso da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares/ITCP Unimontes, que tem aplicado um modelo de Desenvolvimento Social com base nos princípios da solidariedade, cooperação e da autogestão. Discute-se a importância e de que maneira o sujeito coletivo e a autogestão são importantes para a consolidação das práticas de Economia Solidária. O estudo conclui que o Capital Social é um elemento importante na articulação e promoção do desenvolvimento, que contribui para potencializar os resultados socioeconômicos e a organização social. A análise do caso da ITCP/Unimontes oferece fortes indícios de que o Capital Social guarda estreita relação com os princípios da Economia Solidária. ABRAMOVAY, Ricardo. O Capital Social dos Territórios: Repensando o Desenvolvimento Rural. Economia Aplicada, São Paulo, vol. 4, n.2, abril/junho 2000. ASSIS, Renato Linhares de. Globalização, Desenvolvimento Sustentável e Ação Local: O caso da Agricultura Orgânica. In: Cadernos de Ciências & Tecnologia, Brasília, v. 20, n. 1, p. 79-96, janeiro/abril 2003. BERTUCCI, Ademar de Andrade e ALVES, Roberto Marinho (Orgs.). 20 Anos de Economia Popular Solidária: Trajetória da Cáritas Brasileira dos PACs à EPS. Brasília, DF: Gráfica Terra, 2003. BUARQUE, S. C. Construindo o desenvolvimento local sustentável: metodologia de planejamento. Rio de Janeiro: Garamond, 2002. CARDOSO, José Maria Alves. A Região Norte de Minas Gerais: um estudo da dinâmica de suas transformações espaciais. 1996. Dissertação (Mestrado em Economia) – Universidade Federal de Pernambuco - UFPe, Recife. CORAGGIO, J. Luis. Economia Urbana: La Perspectiva Popular. Quito: Fronesis, 1994. IAMAMOTO, Marilda V. A questão social no capitalismo. Temporalis, Brasília, ABEPSS, ano 2, n , p. 9-32, jan-jun. 2001. SANTOS, M.; & SILVEIRA, M.L. O Brasil: território e sociedade no inicio do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001. SINGER, Paul. Introdução à Economia Solidária. 1 ed. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002. SMITH, Neli. Desenvolvimento Desigual. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1988.
1434 rds v. 1 n. 4 (2009) A IMPORTÂNCIA DA UNIMONTES PARA A REGIÃO NORTE DE MINAS GERAIS José Maria Alves Cardoso;Maria de Fátima Rocha Maia;Luciene Rodrigues; . AMAMS, Associação dos Municípios da Área Mineira do Nordeste. A Região Mineira do Nordeste e o Semi-árido. Montes Claros, Dezembro, 1993. (mímeo) CALEIRO, R.C.L. & PEREIRA, L.M., UNIMONTES 40 Anos de História. Montes Claros: Editora UNIMONTES, 2002. CARDOSO, J. M. A., A Região Norte de Minas Gerais: um estudo da dinâmica de suas transformações espaciais. In Formação Econômica e Social do Norte de Minas. Org. Rodrigues, L. & Oliveira, M. F. M. Montes Claros: Editora UNIMONTES, 2000. CARDOSO, J. M. A., O Norte de Minas Gerais e a condição econômica de Montes Claros. Conexão, Revista Acadêmica da Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas Santo Agostinho - FACISA, ano I, n° 01. Montes Claros, novembro 2003. COTEC, Comissão Técnica de Concurso da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES. Manual do Candidato 10 processo seletivo de 2003. Montes Claros: UNIMONTES, 2003 (mímeo) DILLARD, DUDLEY. A teoria econômica de John Maynard Keynes. São Paulo: Editora Pioneira, 1964. GONÇALVES, R.A. et al. Egressos da UNIMONTES - 1995 a 1998 uma análise de evidências empíricas. Montes Claros: UNIMONTES, 1999. (Relatório de Pesquisa). JONES. C. L Introdução à moderna teoria do crescimento econômico. Rio de Janeiro: Campus, 2000. KEYNES, JOHN MAYNARD (1883 - 1946). A teoria geral do emprego, do juro e da renda. São Paulo: Editora Atlas, 1982. MA YOR, F. Preparar um futuro viável: ensino superior e desenvolvimento sustentável. In: Conferência mundial sobre o ensino superior. Tendências de educação superior para o século XXI. Anais da Conferência Mundial do Ensino Superior. Paris: 1998. PAULA, H. A. de, Montes Claros Sua História, Sua Gente, Seus Costumes. Montes Claros: Editora UNIMONTES, 2007. Coleção Sesquicentenária, v .1. ROMER, P. Endogeneous Technological Change. Journal of Political Economic, 98 (outubro). P. 71-102. 1990. ROMER, P. Increasing returns and long-run growths. Journal of Political Economic, 94 (outubro), 1986. P. 1002-37. SEPLAN, Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral. Projeto Nordeste - Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural- RMN. Belo Horizonte, v.l, 1984. (mímeo) SOUZA, Nali de Jesus de. Desenvolvimento Econômico. São Paulo: Editora Atlas, 3a edição. 1997. UNIMONTES, Universidade Estadual de Montes Claros. Plano de Desenvolvimento Institucional 2005 - 2009. Montes Claros, 2005. (mímeo) UNIMONTES, Universidade Estadual de Montes Claros. Relatório de Gestão - Dez de 2004 a Dez de 2005. Montes Claros: Imprensa Universitária, UNIMONTES. UNIMONTES, Relatório de Gestão da Universidade Estadual de Montes Claros. Dez de 2005 a Dez de 2006. Montes Claros: Imprensa Universitária, UNIMONTES.
1435 rds v. 1 n. 4 (2009) BIOCOMBUSTÍVEL E SOCIEDADE NO NORTE DE MINAS: A DINÂMICA SÓCIOESPACIAL NA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA Herbert Toledo Martins;Josiane Maria Moura;Vero Franklin Sardinha Pinto; A presente investigação, em desenvolvimento, pretende apreender a singularidade e formas de inserção da região Norte de Minas no que se refere, especificamente, à sua condição de produtora de agrocombustíveis. Aqui, pretende-se desvelar os mecanismos e o caráter dessa integração tendo como referência, sobretudo, a agricultura de base familiar, no complexo produtivo do biodiesel, segundo parâmetros que compreendam a totalidade e a complexidade sócio-cultural daquele tipo de unidade de produção, incluindo sua dimensão sócio-territorial e ambiental, que envolve aspectos simbólicos e de reprodução da vida cotidiana e o papel do Estado. A transição energética é, talvez, na atualidade, o lugar onde a questão da insuficiência de abordagens disciplinares estanques fica mais patente. Nela, explicitam-se e articulam-se as multideterminações na sua complexidade e “crises”: ambiental, social, econômica, geopolítica, política, cultural, urbana, territorial. Aqui, e em todas as escalas - local, regional, nacional e internacional -, as diversas dimensões da vida, verticalidades e horizontalidades, cotidiano e processos estruturais, local e global, interno e externo se vinculam de modo quase óbvio. O lugar subsume-se ao global, não permitindo veleidades. A verticalidade, veloz, de uns, como “externalidade”, atropela indiferente a relativa lentidão do cotidiano horizontalizado de outros, ameaçando estilos e modos de reprodução social e ecossistemas a eles correlacionados, aparentemente estabilizados, equilibrados. ABRAMOVAY, Ricardo. Paradigmas do capitalismo agrário em questão. Editora da Unicamp: Campinas, 1998. _____________________. Agricultura, Diferenciação Social e Desempenho Econômico. 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1439 rds v. 1 n. 3 (2009) DO MODELO ECONÔMICO NEOLIBERAL À ECONOMIA DO SUFICIENTE Cláudia Cristina Lopes Machado;José Edmilson de Souza-Lima;Ângelo Guimarães Simão; desenvolvimento, paradigma da conquista, economia dosuficiente O presente artigo buscará analisar, de forma crítica, algumas perspectivas epistemológicas relacionadas a modelos desenvolvimentistas, bem como apresentar algumas evidências hodiernas dos reflexos destes sobre questões socioambientais e culturais. No bojo do debate sobre a (in) sustentabilidade dos modelos de desenvolvimento (econômico) vigentes, caracterizados pela crescente exploração e usurpação de recursos, incluindo os humanos, buscar-se-á evidenciar que algumas das insuficiências geradas por esses modelos estão contribuindo significativamente para que a biosfera caminhe para uma catástrofe sem precedentes. A partir dessa reflexão, algumas possibilidades serão abordadas no sentido de promover a ressignificação do entendimento de desenvolvimento, a ser estruturado pela urgente necessidade de contenção da voracidade do modelo capitalista neoliberal que busca conquistar tudo e todos para a supremacia de alguns poucos em detrimento da dignidade da vida. A economia do suficiente, termo empregado por Leonardo Boff, será apresentada neste estudo como uma proposta de redesenho do contexto presente. Para tanto, um processo dialógico entre os autores deste estudo e pesquisadores de algumas correntes econômicas, bem como Aristóteles, Boaventura de Sousa Santos, Amartya Sen, Clóvis Cavalcanti, Leonardo Boff e Karl Polanyi se fará presente. A abordagem proposta buscará caracterizar a atividade econômica como um meio, dentre tantos outros, para viabilizar os processos relativos à vida. Nesse sentido, as relações sociais, ambientais, culturais, econômicas e políticas serão projetadas como um fim maior de se viver, contrapondo outros paradigmas unicamente centrados na dimensão econômica, como o paradigma da conquista, assim denominado por Leonardo Boff, que tem na atividade mercantil e nas políticas econômicas fins em si mesmos, justificando e legitimando, assim, suas práticas hegemônicas BOFF, L. Ética e Moral: a busca dos fundamentos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. CASTORIADIS, C. A instituição imaginária da sociedade. 5.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. CAVALCANTI, C. (2002). Pensamento econômico, saber ecológico tradicional e regimes de troca fundados no altruísmo: nova perspectiva disciplinar para entender a sustentabilidade. Disponível em: , 2002. Acesso em: 16/07/2008. In: (Org.). Desenvolvimento e natureza. Estudos para uma sociedade sustentável. 4.ed. São Paulo: Cortez; Recife, PE: Fundação Joaquim Nabuco, 2003. CAVALCANTI, C. (Org.). Meio ambiente desenvolvimento sustentável e políticas públicas. 2.ed. São Paulo: Cortez; Recife, PE: Fundação Joaquim Nabuco, 1999. COMBLIN, J. O neoliberalismo: ideologia dominante na virada do século. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999. DREIFUSS, R. A. A época das perplexidades: mundialização, globalização e planetarização: novos desafios. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996. LOPES, J. Áreas pobres vivem processo “ruel”: entrevista com Belmiro Valverde, presidente do Movimento Pró-Paraná. Curitiba, PR: Jornal Gazeta do Povo, 2008. LYNN, J. Número de pobres aumenta apesar de crescimento econômico mundial. Genebra, Reuters, 1999. Disponível em: . Acesso em: 21/072008. METEU, E, Terra. Disponível em: . Acesso em: 19/03/2008. OS PENSADORES. Aristóteles: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 1999. POLANYI, K. A grande transformação: as origens da nossa época. Tradução de: Fanny Wrobel. 3.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1980. SANTOS, B. de S; MENESES, M. P. G. de NUNES, J. A. Introdução: para ampliar o cânone da ciência: a diversidade epistemológica do mundo. In: SANTOS, Boaventura de Sousa (Org.). Semear outras soluções: os caminhos da biodiversidade e dos conhecimentos rivais. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. SEN, A. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. SMITH, A. Uma investigação sobre a natureza e causas da riqueza das nações. São Paulo: Tecnoprint, 1986.
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1442 rds v. 1 n. 3 (2009) PODER EXPLICATIVO E LIMITES DAS NOVAS ABORDAGENS DO DESENVOLVIMENTO DO SÉCULO XXI: UMA ANÁLISE CRÍTICA DA TEORIA DO CAPITAL SOCIAL DE ROBERT PUTNAM E DA TEORIA DO DESENVOLVIMENTO COMO LIBERDADE DE AMARTYA SEN William Héctor Gómez Soto;Barby de Bittencourt Martins; . FURTADO, Celso. O mito do desenvolvimento econômico. Rio de janeiro: Paz e Terra, 1974 5 “Adultos responsáveis têm de ser incumbidos de seu próprio bem-estar; cabe a eles decidir como usar suas capacidades (...)”. (SEN, 2000, p.326). PUTNAM, Robert. Comunidade e democracia. Rio de Janeiro: FGV, 2000 SEN, Amartya K. Desenvolvimento como Libertktde. Sao Paulo: Companbia das Letras, 1999.
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1444 rds v. 1 n. 3 (2009) CONTRADIÇÕES DA POLÍTICA AMBIENTAL E O PROCESSO DE ENCURRALAMENTO/EXPROPRIAÇÃO DAS POPULAÇÕES LOCAIS NO NORTE DE MINAS Fábio Dias dos Santos;Rômulo Soares Barbosa; Unidades de Conservação Ambiental, conflitos socioambientais, mediação política Este artigo tem por objetivo desenvolver um estudo a cerca do processo que envolve a criação de Unidades de Conservação ambiental como fator de encurralamento das populações locais no Norte de Minas, observando os conflitos que decorrem da dinâmica de implantação das Unidades de Proteção Integrais – UPI’s. Para o alcance do objetivo desenvolveram-se os seguintes procedimentos metodológicos: investigações teóricas e empíricas, envolvendo análise documental; análise da legislação compreendida no Sistema Nacional de Unidade de Conservação – SNUC; análise do processo de criação de UPI’s como compensação ambiental ao Projeto Jaíba (fruticultura irrigada); trabalhos de campo em comunidades atingidas, a partir de entrevistas com os sujeitos políticos envolvidos no processo de tensionamento, representantes de comunidades quilombolas, vazanteiras e ONG’s. Diante da interpretação das informações coletadas, as conclusões apontam para a necessidade de uma revisão da política ambiental no âmbito da criação de UPI’s como compensação ambiental. As UPI’s se revelam como contraditórias para a efetiva conservação dos recursos naturais. Todavia, as mesmas se mantêm hegemônicas na política de conservação ambiental brasileira. Nesse contexto, as Unidades de Uso Sustentável – UUS apresentam-se como umas das concepções conflitantes no processo sócioambiental em disputa. O estudo revela, ainda, o posicionamento do Estado como paradoxal, pois ao mesmo tempo em que atua como agente regulador das práticas de conservação ambiental defende práticas que resultam em degradação dos recursos naturais. ACSELRAD, Hanri. Externalidade Ambiental e Sociabilidade Capitalista. In Clovis Cavalcante (org). Desenvolvimento e Natureza: estudo para um sociedade sustentavel. 2 ed – São Paulo: Cortez: Recife, PE: Fundação Nambuco, 1998. ALIER, Joan Martínez (2007), O ecologismo dos pobres, S. Paulo, Contexto: 2007 (Capítulos: Correntes do Ecologismo, O Estado e outros atores, A dívida ecológica - p. 21-40 e 263-332). ANAYA, Felisa; BARBOSA, Rômulo S; SAMPAIO, Cristina. Sociedade e Biodiversidade na Mata Seca Mineira. UNIMONTES Cientifica Revista da Universidade Estadual de Montes Claros / Universidade Estadual de Montes Claros. – v 8, n. 1, (jan/jun. 2006) – Montes Claros: UNIMONTES, 2006. CASTELLS, Manuel. A Era da Informação: economia, sociedade e cultura. Vol 2. O Poder da Identidade. 3a ed. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2002. Cap. 1 – Paraísos Comunais: identidade e significado na sociedade em rede. DIEGUES, Antonio Carlos. ARRUDA, Rinaldo S. V. (org). Saberes Tradicionais e Biodiversidade no Brasil. Brasília: Ministério do Meio Ambiente; São Paulo: USP, 2001. p 176. (Biodiversidade, 4). GONÇALVES, Carlos Walter Porto. As Minas e os Gerais – Breve ensaio Sobre desenvolvimento e sustentabilidade a partir da Geografia do Norte de Minas. In DAYRELL, C.A; LUZ, C. (Orgs.). Cerrado e Desenvolvimento: Tradição e Atualidade. Montes Claros: CAA- NM/REDE CERRADO, 2000. OLIVEIRA, Cláudia Luz. Vazanteiros do Rio São Francisco: um estudo sobre populações tradicionais e territorialidade no Norte de Minas Gerais. Belo Horizonte: Dissertação de Mestrado. UFMG, 2005. PEREIRA, Doralice Barros. Paradoxo do Papel do Estado nas Unidades de Conservação. In ZHOURI, Andréa; LASCHEFSKI Klemens; PEREIRA, Doralice Barros (Org’s). A Insustentável leveza da Política Ambiental – Desenvolvimento e Conflitos Socioambientais. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. SANTOS, Fábio D. Unidades de conservação ambiental e o encurralamento das populações locais no Norte de Minas. IV Encontro Nacional da Anppas, Brasília – DF, 2008. SCHERER-WARRE, Ilse. Das Mobilizações às Redes de Movimentos Sociais. Revista Sociedade e Estado, Vol. 21, n.1, 2006. SILVA, Carlos Eduardo Mazzetto. Desenvolvimento e Sustentabilidade nos Cerrados: o caso do Sertao norte mineiro. In DAYRELL, C.A; LUZ, C. (Orgs.). Cerrado e Desenvolvimento: Tradição e Atualidade. Montes Claros: CAA-NM/REDE CERRADO, 2000. SILVA, Cássio Alexandre. Parque Nacional Cavernas do Peruaçu/PARNA – Januária/Itacarambi - MG - Comunidade do Janelão: as comunidades tradicionais e o impacto da criação da Unidade de Conservação em seu território. Montes Claros: UNIMONTES, 2007. (dissertação de mestrado) SNUC, Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza: Lei nº 9.985, de 18 de Julho de 2000; Decreto nº 4.340, de 22 de agosto de 2002. 5 ed. aum. Brasília: MMA/SBF, 2004. 56p.
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1446 rds v. 1 n. 2 (2008) A EVASÃO ESCOLAR NO ENSINO FUNDAMENTAL E SUA ASSOCIAÇÃO COM A POBREZA Maria Elizete Gonçalves;Eduardo L.G. Rios-Neto;Cibele Comini César; Na literatura internacional tem havido um consenso que a falta de acesso à escola, a evasão e a repetência constituem três grandes problemas enfrentados pelos sistemas educacionais contemporâneos. São problemas que atingem, sobretudo, as primeiras séries do ensino fundamental, principalmente nas escolas dos países menos desenvolvidos. No Brasil, o problema do acesso à escola, nesse nível de ensino, está prestes a ser solucionado. Contudo, o país ainda tem taxas de repetência e de evasão que estão entre as mais altas do mundo. Esse artigo visa a identificação e análise dos determinantes da probabilidade de ocorrência de um desses eventos: a evasão escolar. Foram utilizadas bases de dados longitudinais (fruto de uma parceria firmada entre o Cedeplar e o INEP), além do Censo Escolar de 1999. O método utilizado foi o dos modelos hierárquicos logísticos longitudinais. A coorte de alunos foi acompanhada desde sua matrícula na 4ª série em 1999 até 2003, quando deveria concluir a 8ª série. São alunos matriculados em algumas escolas situadas em alguns estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Ou seja, regiões brasileiras que apresentam os piores indicadores educacionais. Através dos modelos estimados, verificou-se que os fatores relacionados à escola têm pequeno impacto sobre a evasão. Ao contrário, o background familiar, mensurado pelo nível socioeconômico, teve um papel mais significativo. Esse resultado condiz com uma conclusão presente no Relatório da Unesco (2008). Segundo o Relatório, mesmo as boas escolas, se localizadas nos países em desenvolvimento, são incapazes de reter o aluno na escola, caso ele esteja submetido a uma situação de extrema pobreza. Os resultados obtidos permitem inferir que a saída do aluno do sistema escolar está fortemente associada à sua inserção no mercado de trabalho, evidenciando a necessidade de políticas públicas de combate à pobreza e, consequentemente, de políticas educacionais que favoreçam a permanência do aluno na escola. Mais especificamente, permanência com promoção nas sucessivas séries. ALBERNAZ, A., FERREIRA, F.H.G., FRANCO, C. Qualidade e equidade no ensino fundamental brasileiro. Pesquisa e planejamento econômico, Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, v. 32, n. 3, p.453-476, Dez.2002. BRYK, A. S., RAUDENBUSH, S. W. Hierarchical linear models: applications and data analysis methods. 2.ed. Newbury Park, California: Sage, 2002. 485p. CENTRO DE DESENVOLVIMENTO E PLANEJAMENTO REGIONAL - CEDEPLAR. Avaliação de Desempenho-fatores associados. Relatório entregue ao INEP, 2005. COSTA RIBEIRO, S. A educação e a inserção do Brasil na modernidade. 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1447 rds v. 1 n. 2 (2008) AGRICULTORES: LAVOURAS DO SABER, LAVOURAS DA VIDA OU UM PROCESSO DE PRODUÇÃO DA SUPERAÇÃO DA POBREZA VIA PRODUÇÃO DO SABER APROPRIADO Rosana Vieira Ramos; . ABRAMOVAY, R. Paradigmas do capitalismo agrário em questão. São Paulo: Hucitec, 1993. 275 p. AGUIAR, A. R. C. Saber Camponês e mudança técnica: um estudo de caso junto a produtores do bairro rural de Cardoso, Poço Fundo – MG. 1992. 148 p. Dissertação (Mestrado em Administração Rural) - Universidade Federal de Lavras, Lavras. ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Municípios mineiros. Belo Horizonte. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2008. AZEVEDO, M.; LIMA, P. ; SPÍNDOLA, J. ; MOURA, W. Conversão de cafés convencionais em orgânicos. Informe Agropecuário, Café Orgânico. Belo Horizonte, v. 23, n. 214/215, p. 53-61, jan./abr. 2002. BERTICELLI, I. A. Epistemologia e educação: complexidade, auto-organização e caos. Chapecó: Argos, 2006. 198 p. BRASIL. 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1451 rds v. 1 n. 2 (2008) TERRITÓRIOS DE MAIORIA AFRODESCENDENTE: SEGREGAÇÃO URBANA, CULTURA E PRODUÇÃO DA POBREZA DA POPULAÇÃO NEGRA NAS CIDADES BRASILEIRAS Henrique Cunha Jr;Maria Estela Rocha Ramos; afrodescendência, cultura negra, pobreza urbana, territórios afrodescendentes A situação social econômica e cultural da população afrodescendente tem sido tratada como um denominador comum da pobreza das áreas periféricas das cidades brasileiras. No entanto, entendemos que trata-se de um problema de caráter específico e que merece considerações sociais, históricas e urbanas específicas. As relações sociais contidas na rede de relações envolvendo a população afrodescendente e eurodescendente brasileira fazem parte de um capítulo da história brasileira inserido na dominação ocidental e na produção do racismo brasileiro. Racismo definido no campo das relações históricas como um sistema de dominação e de desqualificação social da população afrodescendente e não o racismo definido como sistema de ódio entre as raças. Diríamos como um racismo sem raça e de representações sociais de dominação com processos de desqualificações que são multifocais, abrangendo a cultura, a população, o espaço urbano e todas as relações institucionais e sociais desta população. Focalizamos as relações de produção da pobreza da população afrodescendente partindo da história do pós-abolição, da produção social da desqualificação para o trabalho capitalista e da constituição de espaços urbanos dependentes de políticas públicas de segregação espacial. Não estamos interessados apenas na produção da pobreza isolada do protagonismo social e das lutas e conquistas destas populações. Trabalhamos a partir da realidade vivida por esta população, com enfoque histórico, das constatações da ocupação de espaços urbanos e das transformações das cidades brasileiras, principalmente em Salvador e Recife. Neste sentido procuramos compreender a produção da cultura como a força das identidades e dos sentidos que esta cultura tem nas relações sociais da sociedade local e nacional. Tratamos o enfoque teórico com base na afrodescendência e na produção de territórios de maioria afrodescendente, tendo como base a dinâmica da produção do espaço urbano e da história sociológica. CUNHA JR., Henrique. Africanidades, Afrodescendência e Educação. Revista Educação em Debate, Ano 23, V. 2 - Nº. 42, Fortaleza: FACED/UFC, 2001. p. 05-15. Afrodescendência e Espaço Urbano. In: CUNHA Jr., H.; RAMOS, M. E. R. (orgs.). Espaço Urbano e Afrodescendência. Fortaleza: UFC Edições, 2007. PAIXÃO, Marcelo. Desenvolvimento Humano e Relações Raciais. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. RAMOS, Maria Estela Rocha. Origens da segregação espacial da população afrodescendente em cidades brasileiras. In: CUNHA Jr., H.; RAMOS, M. E. R. (orgs.). Espaço Urbano e Afrodescendência. Fortaleza: UFC Edições, 2007. (a) Território Afrodescendente: Leitura de cidade através do bairro da Liberdade, Salvador (Bahia). Dissertação de Mestrado. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Salvador: PP-GAU/UFBA, 2007. (b)
1452 rds v. 1 n. 2 (2008) TRABALHO INFORMAL E HETEROGENEIDADE NA RMBH E MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS: APROFUNDAMENTO OU ALTERNATIVA EM RELAÇÃO À POBREZA? Maria da Luz A. Ferreira; O texto tem como objetivos analisar quais são as motivações que leva os trabalhadores a ingressarem e permanecerem exercendo atividades informais. A estratégia metodológica utilizadas foi a análise dos dados da pesquisa “Desigualdades Sociais, Qualidade de Vida e Participação Política, pesquisa por amostragem probabilística da Região Metropolitana de Belo Horizonte e do Município de Montes Claros, em comparação internacional, e dos dados de seis grupos focais realizados em Montes Claros, sobre a temática do trabalho informal. Foram analisadas variáveis como: sexo, escolaridade, estado civil e renda. Os resultados apontam que o setor informal comporta uma heterogeneidade, já que é composto tanto por trabalhadores que estão nele inseridos, tanto por sobrevivência, quanto por alternativa de vida, podendo ao mesmo tempo contribuir para o aprofundamento da pobreza como também ser uma alternativa de trabalho em relação a mesma. CACCIAMALI, Maria Cristina. Informalidade contemporânea na América Latina. Rio de Janeiro. IPEA, 1999. FERREIRA, Maria da Luz A. Trabalho Informal e Cidadania: heterogeneidade social e relações de gênero. Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas (Sociologia e Política), da Universidade Federal de Minas Gerais, 2007 FUENTES, Maritzel Rios. Setor Informal e Reestruturação Produtiva. Paraná-Curitiba: Secretaria de Estado de Emprego e Relações de Trabalho, 1998. GASKEL, George. Entrevistas individuais e grupais. In BAUER, Martin W.; GASKELL, George. Pesquisa Qualitativa com texto, imagem e som: Um manual pratico. Petrópolis, RJ, 2002. HIRATA, Helena; HUMPHREY, John.Trabalhadores desempregados: trajetórias de operárias e operários industriais no Brasil. In Revista Brasileira de Ciências Sociais n.º 11. Vol. 4 out, 1989. KLEIN, Emílio. Emprego e Heterogeneidade do Setor Informal. In Classes e Movimentos Sociais na América Latina. Sônia Laranjeira (org.) São Paulo: Hucitec, 1990. MALAGUTI, Manoel Luiz. Crítica à Razão Informal: A imaterialidade do trabalho. São Paulo: Boitempo; Vitória: EDUFES, 2000. MARTINS, Renato & DOMBROWSKI Osmir. Mapa do Trabalho Informal na Cidade de São Paulo. In: JAKOBSEN, Kjeld. Et alli. Mapa do Trabalho Informal: perfil sócioeconômico dos trabalhadores informais na cidade de São Paulo. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 1996. MORGAN, David. L. Focus Groups as Qualitative Research. CA: Thousand Oaks, 1997. RIVERO, Patrícia Silveira. Escolhendo entre Fragmentos: qual trabalho seria melhor sendo eu...? Os processos de informalização do trabalho no Rio de Janeiro . Tese de Doutorado apresentada ao Instituto de Pesquisas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2000. SILVA, Susana Maria Veleda. Trabajo Informal, gênero y cultura: el comércio callejero e informal en el sur do Brasil. Tese de Doutorado apresentada ao Departamento de Geografia da Universitat Autònoma de Barcelona. Barcelona,2003. SIQUEIRA, Suely. Os Contornos da Informalidade: o caso valadarense. Dissertação de Mestrado. Departamento de Sociologia/Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, 1998. VASCONCELLOS, Eliane Julie G. Trabalhadores Informais: o sentido de sua escolha de trabalho. Dissertação de Mestrado. Departamento de Sociologia. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis – SC, 1994. (mimeo.) VIDAL, Léa Ewerton. Trabalho Informal e Cidadania: representações sociais dos vendedores ambulantes de alimentação em Brasília. Dissertação de Mestrado. Departamento de Sociologia/Universidade de Brasília. Brasília, 1996.
1453 rds v. 1 n. 1 (2008) Agências de desenvolvimento rural: um estudo comparado entre duas cooperativas agroextrativistas do Norte de Minas Aldemir Inácio de Azevedo;Herbert Toledo Martins; Este texto analisa, comparativamente, duas cooperativas que trabalham com beneficiamento e comercialização de frutos nativos do cerrado e outros produtos da agricultura familiar, cuja atuação ocorre no Norte de Minas, no âmbito do desenvolvimento rural. Utilizando o método comparativo e a teoria do cooperativismo, desenvolvemos uma comparação buscando identificar a variável que causa maior impacto no desempenho desigual entre as duas organizações. Trabalhamos com a hipótese de que a autonomia, num caso, e os fortes vínculos históricos com o poder público local, noutro caso, são os aspectos decisivos nos resultados distintos alcançados pelas cooperativas. Conclui-se que a gestão autônoma e participativa é essencial ao cooperativismo, sendo a interferência do poder público prejudicial ao êxito desse tipo de empreendimento.
1454 rds v. 1 n. 1 (2008) Considerações sobre a (re)organização do mundo do trabalho na sociedade capitalista Fátima Rita Santana Aguiar;Sarah Jane Alves Durães; Este artigo versa sobre algumas pesquisas que analisam as transformações ocorridas no mundo do trabalho a partir dos anos 90 do século XX, especialmente algumas das diferentes exigências com relação a um novo perfil de trabalhador. Partindo da reflexão sobre o modelo de trabalhador desejado pelo modo de produção capitalista em cada forma de organização do mundo do trabalho, discutimos sobre aspectos em torno da precarização das condições de trabalho do trabalhador e da sua progressiva exclusão do mundo do trabalho
1455 rds v. 1 n. 1 (2008) 1964: Exército e desenvolvimento nacional Fábio Antunes Vieira;Márcia Pereira da Silva; Este artigo trata de questões relacionadas ao desenvolvimento nacional, segundo a perspectiva da Doutrina de Segurança Nacional preconizada pelas Forças Armadas brasileiras durante a Guerra Fria. Para tanto, através da análise de documentos e publicações oficiais do Exército Brasileiro, o intento é demonstrar em que medida a idéia de progresso nacional esteve pautada pelos postulados da referida doutrina, articulada a partir da Escola Superior de Guerra em meados do século XX
1456 rds v. 1 n. 1 (2008) Loucura feminina: doença ou transgressão social? Jacqueline Simone de Almeida Machado;Regina Célia Lima Caleiro; Este artigo trata da constituição da Psiquiatria no Brasil e das representações sociais positivas do mundo reservado aos espaços femininos. A negação desses valores pode remeter a mulher à condição de alienada, retirando-lhe a subjetividade, imprimindo-lhe o estigma da loucura. Identificada pelo discurso da psiquiatria, esta marca qualifica a mulher como louca ou degenerada, estabelecendo um contraponto demarcado pela racionalidade moderna, com a mulher normal ou normatizada.
1457 rds v. 1 n. 1 (2008) Método, discurso e sujeito: notas sobre o problema da produção de conhecimento na contemporaneidade Otaviano de Oliveira Filho;Anelito Pereira de Oliveira; Este artigo discute a relação entre método, discurso e sujeito a partir de René Descartes, com vistas a contribuir com o debate sobre a produção de conhecimento científico na contemporaneidade. Partimos do pressuposto de que a Epistemologia, enquanto disciplina, tem exibido o tensionamento entre sujeito e objeto como sua questão fundamental, que precisa freqüentemente ser enfrentada. Desse tensionamento emergem questões relativas à verdade, à ciência e a história, com as quais o discurso metódico lida no seu processo mesmo de afirmação como trabalho científico. Entremeando as reflexões aqui expostas está a questão do limite entre objetividade e subjetividade no que se nos apresenta como ciência, a necessária interrogação sobre o que é social, no sentido de pertencer a uma coletividade, e o que é individual, resultante de uma experiência específica.
1458 rds v. 1 n. 1 (2008) Grande Sertão: veredas e seus ecossistemas João Batista de Almeida Costa;Aline Luz;Antônio Carlos Ferreira;Carlos Alberto Dayrell; A partir do universo da obra Grande Sertão: Veredas é realizada uma leitura do sertão roseano que é abordado em quatro aspectos considerados essenciais para se apreender o mundo sertanejo nortemineiro. As argumentações construídas tomam como base empírica a questão ecológica em que se articulam diversos biomas, por ser a região, um espaço de transição entre os mesmos. É também abordada questão da ocupação do espaço regional, bem como as transformações ocorridas nas relações sociais vigentes na região a partir da década de 1960, no escopo da expansão das relações capitalistas de produção. Finalmente, a cultura sertaneja nortemineira é abordada em diversas dimensões. Todos os aspectos tratados são considerados processualmentepor enfocar as dinâmicas ocorridas no período. A leitura construída propicia uma apreensão articulada dos diversos aspectos tratados.
1459 rds v. 1 n. 1 (2008) Orçamento público e desenvolvimento: uma análise dos gastos sociais numa cidade de porte médio no Brasil Marlucia Araújo Tolentino;Luciene Rodrigues; A política social, seja na esfera da união, dos estados ou dos municípios, requer gasto público, orçamento para sua aplicação. Por meio da análise do orçamento, pode-se detectar quais são as prioridades de dado governo, via análise dos seus gastos. No início de 2000, com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece restrições, condições e limites para a execução orçamentária, visando, principalmente, ao equilíbrio fiscal e à redução da dívida pública, parece impactar as finanças públicas em particular os gastos sociais. Em face da política fiscal de contenção de gastos estabelecida por essa Lei, este estudo teve por objetivo geral analisar, o comportamento dos gastos correntes e investimentos na área social. Operacionalmente, delimitar a área social, não foi tarefa fácil diante da limitação imposta pela agregação dos dados, em função das rubricas constantes nos relatórios contábeis. Dessa maneira, com uma fronteira de certo modo tênue, os gastos públicos na área social considerados pelo estudo incluíram educação e cultura, saúde e saneamento, previdência e assistência social, habitação e urbanização, meio ambiente e agricultura da administração direta de Montes Claros (MG). O recorte temporal refere-se ao período ex ante e ex post à LRF (1996 a 2004). Os valores da previsão e execução dos gastos, em cada área, foram coletados nas Leis Orçamentárias Anuais, balanços públicos e demais relatórios contidos nas prestações de contas do município. Neste estudo, constatou-se que, em valores constantes do ano-base de 1996, os gastos sociais decresceram a partir da edição da LRF e, em contraposição, os gastos com o serviço da dívida e com outras áreas cresceram tanto em termos de proporção do orçamento realizado quanto em taxas de crescimento. O montante da dívida pública diminuiu no período de 1999 a 2004 e que, relativamente a outras instâncias federativas, o município de Montes Claros tem baixo nível de endividamento
1460 rds v. 1 n. 1 (2008) Redes sociais, reciprocidade e desenvolvimento regional no norte de Minas Gerais Lucíola da Silva Paranhos;João Batista de Almeida Costa;Herbert Toledo Martins; O presente trabalho analisa as concepções de desenvolvimento operacionalizadas por redes sociais articuladas por diferentes segmentos da sociedade civil nortemineira.Tais redes foram criadas para promoção do desenvolvimento regional através do Fórum de Desenvolvimento Sustentável do Norte de Minas que organiza entidades de trabalhadores rurais e urbanos, instituições eclesiais e organizações não-governamentais existentes no Norte de Minas e do Fórum Norte de Minas Integrado que une entidades empresariais e instituições governamentais de Montes Claros. Criticando a naturalização do desenvolvimento, mostra-se que, apesar da banalização dos termos utilizados nesta questão, os conteúdos são diversos e refletem interesses de diferentes grupos. Constatou-se no estudo uma disputa simbólica pela hegemonia do conceito de desenvolvimento sustentável, utilizado diferentemente pelas duas redes, conduzindo a propostas antagônicas para o desenvolvimento regional. Este estudo também indica o papel relevante do formato de articulação em redes como instrumento de consolidação da participação de frações da sociedade civil norte-mineira nos debates e proposições do desenvolvimento local e regional, e de potencialização do capital social regional. Discute-se ainda a característica de organização das relações entre sujeitos individuais e sociais nas redes a partir da perspectiva da reciprocidade.
1461 rds v. 1 n. 1 (2008) Formação e desenvolvimento da rede urbana do Norte de Minas Vivian Mendes Hermano;Simone Narciso Lessa; Este artigo tem por objetivo principal discutir a formação e estruturação da rede-urbana do Norte de Minas, com vistas a compreender suas transformações. Busca entender os diferentes papéis exercidos pelas cidades ao longo do tempo, a fim de demonstrar o seu desenvolvimento
1598 economiaepoliticaspublicas v. 1 n. 1 (2013) REINVENTE COM A GENTE: A EXPERIÊNCIA DO BDMG 2007-2010 Paulo de Tarso Almeida Paiva; Este ensaio relata a experiência de modernização do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, BDMG, particularmente as medidas implementadas no período 2007-2010, bem como os resultados alcançados, com intuito de torná-lo o principal instrumento financeiro do Governo Estadual para estimular a competitividade da economia Mineira.
1464 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 2 (2021) ANÁLISE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA SOBRE CADEIAS PRODUTIVAS ENTRE 2012 E 2018 Jamaika Prado;Gisele Gonçalves Brito;Isabella Oliveira Martins;Marcelo Lacerda Rezende; O objetivo deste trabalho é desenvolver um levantamento da produção científica brasileira sobre cadeias produtivas no Portal de Periódicos CAPES, de janeiro de 2012 a junho de 2018, identificando as áreas de inserção, as principais revistas, o ano de publicação, o método, a abordagem e o conceito de cadeia produtiva de cada trabalho. A abordagem usada foi a revisão sistemática. Após algumas filtragens, a amostra ficou composta por 53 artigos, dos quais a maioria utilizou a metodologia de descrição e estudo das interações do sistema produtivo. Quanto às áreas, tem-se que pecuária, agricultura e alimentos são as mais pesquisadas. Tal resultado evidencia que o conceito de cadeia produtiva, que nasceu atrelado à agricultura, embora tenha sido expandido a outras áreas nos últimos anos, continua fortemente ligado a esta área. Além disso, ficou evidente a dispersão dos artigos, uma vez que não há um periódico concentrando um grande número de publicações sobre o tema em questão. Também foi possível perceber uma tendência de queda na quantidade de trabalhos publicados sobre cadeias produtivas. Dos 53 artigos, a maioria é do tipo estudo de caso (73,58%). Por sua vez, a abordagem mais usada é a qualitativa, correspondendo a 67,92% dos artigos analisados. ALVES, Flávia Chaves et al. Innovation in a productive chain perspective: competences to innovate in Brazilian plastic packaging and petrochemical industries. Revista de Economia Contemporânea, v. 16, n. 1, p. 27-42, 2012. ANDRADE SANTOS, Rosa Elaine et al. Papel do direito autoral em tempos de E-Book, no contexto da cadeia produtiva. 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1465 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 2 (2021) EFICIÊNCIA DO GASTO PÚBLICO EM EDUCAÇÃO PARA OS MUNICÍPIOS DO CAMPO DAS VERTENTES EM MINAS GERAIS PARA O ANO DE 2019 Marlon Bruno Salazar;Bruno Rodrigues Pereira; O objetivo deste estudo é determinar a eficiência relativa dos gastos públicos com educação fundamental para todos os municípios da mesorregião do Campo das Vertentes em Minas Gerais, que é composta por 36 municípios. Para tal, foram avaliados dois inputs: gasto por aluno e número de alunos por professor; e dois outputs: notas no IDEB e números de matrículas no ensino fundamental, através de técnicas de Análise Envoltória de Dados (DEA). Dessa forma, usando o software SIADV 3.0 pela ótica de eficiência modelo BCC com orientação output, um município será considerado eficiente se apresentar escore igual a 1,0. Contudo, pôde-se verificar um alto nível de ineficiência no gasto público em educação, visto que apenas 7 municípios obtiveram escore máximo. Vale ressaltar ainda, que o município mais ineficiente, isto é, com o menor escore, é uma das menores redes de educação da amostra. Por outro lado, foi constatado que municípios com maiores gastos per capita, não são considerados eficientes de acordo com os resultados obtidos, rejeitando assim, a hipótese de que os que possuem elevados gastos per capita apresentam maior eficiência. Por fim, conclui-se que a educação fundamental necessita de mudanças para que haja um maior e melhor nível de eficiência no sistema educacional brasileiro. BANKER, R.D.; CHARNES, H.; COOPER, W.W. Some models for estimating technical and scale inefficiencies in data envelopment analysis. Management Science, v.30, n.9, p.1078-1092, 1984. BRASIL. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988. Brasília – DF, Senado, 1988. BRASIL. Decreto nº 19.402, de 14 de novembro de 1930. Cria uma Secretária de Estado com a denominação de Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública. Rio de Janeiro, 1930. 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1466 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 2 (2021) A EFICIÊNCIA DOS GASTOS MUNICIPAIS EM EDUCAÇÃO NO ESTADO DO PARANÁ Wanderson Dutra Gresele;Eliana Cunico; Este estudo objetiva avaliar a eficiência dos gastos públicos no ensino fundamental nos municípios do Estado do Paraná no ano de 2017. Foi utilizada a Análise Envoltória de Dados (DEA), que consiste em um método de programação matemática, capaz de medir as eficiências técnica, de escala e total para a relação produto/insumo. A pesquisa é classificada como quantitativa, descritiva de resultados e os softwares R, SPSS e QGIS foram utilizados na análise de resultados. Os resultados indicam que não necessariamente uma maior alocação de recursos proporcionará melhores resultados, diante de uma aplicação ineficiente. Ademais, o nível médio de eficiência técnica dos municípios é de 58,5%, com um desvio padrão de 17,5; isso significa que os municípios podem, em média, reduzir 41,5% dos insumos sem comprometer seus resultados. Na análise da eficiência da relação outputs/inputs na educação dos municípios paranaenses por meio das possíveis combinações dos tipos de retornos e, com base nos dados, conclui que mudanças nas práticas de gestão se fazem necessárias, dado que o aporte de novos recursos financeiros não irá impactar o desempenho da maioria dos municípios. BEGNINI, S.; TOSTA, H. T. A. Eficiência dos Gastos Públicos com a Educação Fundamental no Brasil: uma aplicação da análise envoltória de dados (DEA). E&G Economia e Gestão, Belo Horizonte, v. 17, n. 46, Jan./Abr. 2017. DOI: https://doi.org/10.5752/P.1984-6606.2017v17n46p43 BOGETOFT, P.; OTTO, L. Benchmarking with DEA. SFA and R. Springer Science, 2011. DOI: 10.1007/978-1-4419-7961-2. BOHRER, É.; COMUNELO, A. L.; GODARTH, K. A. Eficiência do Gasto Público na Educação: O caso do Sudoeste do Paraná, Brasil. CAP Accounting and Management, v.7(7), p. 209-222, 2013. BOUERI, R. 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1467 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 2 (2021) CARACTERÍSTICAS SOCIOECONÔMICAS E FINANCEIRAS PESSOAIS: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS CLASSES SOCIAIS Geraldo Alemandro Leite Filho; O objetivo do trabalho foi verificar se houve diferenças significativas entre as características socioeconômicas e financeiras das pessoas quando separadas por classes sociais. A pesquisa foi descritiva com dados secundários de uma amostra de 2653 respondentes. Concluiu-se que a Classe A apresentou a menor média de filhos, a Classe C apresentou menores médias de renda familiar enquanto a Classe A apresentou maior renda, condições de trabalho mais estáveis nas Classes A e B, enquanto a Classe C apresentou o maior número de pessoas com trabalhos informais e condições de emprego instáveis e também o maior número de pessoas desempregadas. Concluiu-se ainda que a Classe A apresentou maior escolaridade e maior letramento financeiro, houve o maior percentual de pessoas sem dívidas e de pessoas com baixo endividamento enquanto na classe C apresentou maior percentual de pessoas super endividada. Concluiu-se ainda que a Classe C apresentou o maior percentual de pessoas com forte tendência de não ser consumista e maiores percentuais de descontrole financeiro. Concluiu-se ainda que os atributos “número de filhos, renda familiar, situação laboral, estado civil, escolaridade, uso do cartão de crédito, uso de controles financeiros pessoais e níveis de endividamento pessoal” foram estatisticamente diferentes entre as classes sociais. AGARWAL, S.; DRISCOLL, J.; GABAIX, X.; LAIBSON, D. The age of reason: financial decisions over the lifecycle with implications for regulation. Brookings Papers on Economic Activity Fall, p. 51–101, 2009. ALVES, G. L. C.; STUCCHI, B. de O.; MAHMOUD, R.; NASCIMENTO, B.; SAMPAIO, Y.; BACHA, M. de L.. 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1468 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 2 (2021) “QUANDO O DINHEIRO ENTRA NA TRIBO”: A MONETARIZAÇÃO DA VIDA PAITER SURUÍ (1969-1990) Carlos Alexandre Barros Trubiliano;Bruno Surui; O artigo que segue partiu da hipótese de que o avanço da economia madeireira, no território rondoniense, provocou a monetarização da vida dos Paiter Suruí, cuja principal alteração se deu na produção e reprodução da vida material: se antes havia um forte sentido comunal e de coletividade, esse processo passou a ser intermediado pela lógica monetária, acumulatória e individual. O objetivo geral deste estudo foi identificar as transformações na vida dos Paiter Suruí após a monetarização das relações sociais. Especificamente: a investigação buscou historicizar as mudanças e apontar os impactos sociais causados pela lógica monetária na vida dos Paiter Suruí. Como suporte teórico a pesquisa utilizou entre outros teóricos, Georg Simmel, para qual a economia do dinheiro é que determina as relações sociais na modernidade. Para o filosofo alemão nas sociedades pré-monetárias, o indivíduo depende diretamente da coletividade para sua existência, após a monetarização os indivíduos passam a exercer cada vez mais o individualismo, marcado por uma lógica relacional de compra e venda do tempo, das relações sociais e do trabalho. ALLEGRETTI, M. Reservas extrativistas: parâmetros para uma política de desenvolvimento sustentável na Amazônia. In: ANDERSON, Anthony et al. (Eds.). O destino da floresta: reservas extrativistas e desenvolvimento sustentável na Amazônia. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994. AYRES, J. M.; AYRES, Cristina. Aspectos da caça no alto rio Aripuanã. Acta Amaz., Manaus , v. 9, n. 2, p. 287-98, jun. 1979. BOURDIEU, P. Questões de sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983. CHARTIER, R. A história ou a leitura do tempo. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. ENGELS, Friedrich. Sobre o papel do trabalho na transformação do macaco em homem [1876]. In: MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Textos 1. São Paulo: Edições Sociais, 1977. FERRARI, S. F. A fauna de mamíferos não-voadores da Reserva Biológica do Traçadal – RO. Relatório Técnico. Porto Velho: ONG Kanindé, 2001. FUNAI, 2019. Abril Indígena: produção de café especial do Povo Suruí Paiter pode crescer até 60% em 2019. Disponível em: http://www.funai.gov.br/index.php/comunicacao/noticias/5346-povo-surui-paiter-producao-de-cafe-especial-pode-crescer-ate-60-em-2019. Acesso em: 2 ago. 2020. IORI, Marlon Marcel; SANTOS, Christian Fausto Moraes dos. A carne, a gordura e os ovos: colonização, caça e pesca na Amazônia. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2015. MARX, Karl. O Capital. Livro I. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991. MINDLIN, Betty. Nós Paiter — Os Suruí de Rondônia. Petrópolis: Vozes, 1985. SIMMEL, G. A metrópole e a vida mental. In: VELHO, Otávio Guilherme (Org.). O fenômeno urbano. Rio de Janeiro: Zahar, 1967. SILVA, Nathália Thaís Cosmo da; NETO, José Ambrósio Ferreira. A monetarização da vida social dos Paiter Suruí Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Cienc. Hum., Belém, v. 9, n. 1, p. 163-181, jan.-abr. 2014 SIMMEL, Georg. Questões fundamentais da sociologia: indivíduo e sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. WEBER, Max. Economia e sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. Brasília: Editora da UnB, 1991.
1469 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 2 (2021) TEORIA MONETÁRIA MODERNA E OS ENTES SUBNACIONAIS: O QUE A TEORIA MONETÁRIA MODERNA TEM A DIZER SOBRE A SITUAÇÃO FISCAL DO RIO GRANDE DO SUL Rafael Pahim; O presente artigo busca fazer uma discussão sobre a interpretação que a Teoria Monetária Moderna (TMM) pode alcançar sobre a conjuntura de deterioração fiscal dos entes federados brasileiros, cujo destaque é a situação do governo gaúcho, justamente por ser um caso emblemático no cenário nacional. O trabalho conta com uma síntese sobre o entendimento da Teoria Monetária Moderna quanto a funcionalidade do orçamento público, além de apresentar o cenário fiscal gaúcho dos últimos anos e uma breve discussão sobre a forma geral de financiamento dos estados brasileiros. Por fim, o artigo conclui que a TMM, dentro da negação pela austeridade fiscal prolongada e entendendo as atribuições institucionais brasileiras, contribui intelectualmente para uma agenda nacional de socorro aos estados por meio do orçamento público da união. BOZZETO, Ângela. Lei Kandir, as finanças do Estado do Rio Grande do Sul e o pacto federativo. Trabalho de Conclusão de Curso da graduação de ciências econômicas – UFRGS, 2017. BRAATZ, Jacó; DA ROCHA, Mariana Mariano. Deliberações em nível federal e impactos sobre as finanças públicas do Rio Grande do Sul. Revista de Economia, v. 42, n. 78, p. 480-505, 2021. CARVALHO, Fernando et al. Economia monetária e financeira: teoria e política. Elsevier Brasil, 2017. DE REZENDE, Felipe Carvalho. The nature of government finance in Brazil. International Journal of Political Economy, v. 38, n. 1, p. 81-104, 2009. DEE. Nota Técnica no 34 do Departamento de Economia e Estatística. 2021 FAZZARI, Steven M.; CYNAMON, Barry Z Secular demand stagnation in the 21st century US economy. In: Preliminary draft prepared for INET Secular Stagnation Conference. 2017. FOCHEZATTO, Adelar; Petry, Guilherme; BRAATZ, Jacó; MARCONDES, Henrique Romão. Análise dos efeitos dos gastos públicos estaduais em educação sobre a criminalidade nos municípios do Rio Grande do Sul. Texto para discussão TE/RS n° 07, 2018. FRIEDMAN, Lisa. What is the Green New Deal: A climate proposal, Explained. New York Times, New York, 21 Feb. 2019. Disponível em . Acesso em: 23 de set. 2021. GOODHART, Charles AE. The two concepts of money: implications for the analysis of optimal currency areas. European Journal of Political Economy, v. 14, n. 3, p. 407-432, 1998. IPEA. Atlas do Estado Brasileiro, 2020. Disponível em . Acesso em 20 de setembro de 2021. KELTON, Stephanie. The deficit myth: Modern Monetary Theory and how to build a better economy. 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Juros, moeda e ortodoxia: teorias monetárias e controvérsias políticas. Portfolio-Pinguim, 2017. ROMER, Paul. The trouble with macroeconomics. The American economist, Pittsburg, v.20, p. 1-20, set. 2016. SEFAZ. Quantitativo de Cargos Inativos e Pensões Vitalícias com relação a agosto de 2021, 2021. Disponível em . Acesso em 20 de setembro de 2021. SERRANO, Franklin; PIMENTEL, Kaio. será que “acabou o dinheiro”? financiamento do gasto público e taxas de juros num país de moeda soberana. Revista de Economia Contemporânea, v. 21, 2017. STIRATI, Antonella; GIRARDI, Daniele; PATERNESI MELONI, Walter. Reverse hysteresis? Persistent effects of autonomous demand expansions. Cambridge Journal of Economics, v. 44, n. 4, p. 835-869, 2020. TE/RS. Relatório Anual da Dívida Pública Estadual (RS), 12º edição, 2021. TIMMERS, Diego. Importância do investimento público na formação do PIB do Rio Grande do Sul. Trabalho de Conclusão do Curso de extensão em finanças públicas – UFRGS, 2014. 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1470 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 2 (2021) PARA UMA HISTÓRIA DAS CONTAS NACIONAIS NO BRASIL: ORIGENS Luiz Eduardo Simões de Souza; Trata-se de uma primeira incursão em uma narrativa da implementação e desenvolvimento do Sistema de Contas Nacionais (SCN) do Brasil, criado em 1952, seguindo diretrizes da Organização das Nações Unidas. O processo de instauração, consolidação, emprego de metodologias e interpretação das diretrizes da ONU esteve, nesses quase setenta anos da adoção do sistema, longe de uma estabilidade que permitisse dados consistentes à interpretação da economia brasileira. A Fundação Getúlio Vargas e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística disputaram a primazia do cálculo e a divulgação dos dados por mais de quatro décadas, além de interferências no contexto externo, que causaram divergências de entendimento e diversas revisões às séries, que são apresentadas hoje ainda como fontes capazes de fornecer coerência ao analista. Neste texto, busca-se apresentar algumas primeiras considerações para debate sobre esse tema das políticas públicas na história do Brasil republicano pós-guerra. BOS, Frits. Uses of national accounts from the 17th century till present and three suggestions for the future. EURONA — Eurostat Review on National Accounts and Macroeconomic Indicators, pp. 09 - 38, 01.2017. CALÓGERAS, João. A Política Monetária do Brasil. Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 1960 (1910). FIGUEREDO, Affonso Celso. A Década Republicana. Rio de Janeiro: Typ. do Brazil, 8 volumes, 1912. FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Sistema de contas nacionais para o Brasil e estimativas de produto-renda e investimento. Revista de Economia Brasileira, v. 10, n. 4. Rio de Janeiro: FGV, 1956. HALLAK NETO, João. O Sistema de Contas Nacionais - evolução, principais conceitos e sua implantação no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais. Textos para Discussão, número 51, 2014. IBGE. Estatísticas do século XX. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. KUZNETS, Simon. National income, 1929–1932. NBER Bulletin, No 49, 1934. LEITE JÚNIOR, A. D. Renda Nacional – Teoria (tese de livre-docência). Rio de Janeiro: UFRJ, set. 1948. LEQUILLER, F. and BLADES, D. Understanding national accounts. Paris: OECD Publishing, 2014. LEONTIEF, Wassily. Quantitative Input and Output Relations in the Economic System of the United States, Review of Economic Statistics, Vol. 28, issue 3, pp. 105–125, 1936. NUNES, E. P. Sistemas de contas nacionais: a gênese das contas nacionais modernas e a evolução das contas nacionais no Brasil (tese de doutorado). Campinas: Unicamp, mai. 1998. PETTY, William. Verbum Sapienti. in Escritos Econômicos. São Paulo: Abril Cultural, 1982 (circa 1693). QUESNAY, François. Quadro Econômico dos Fisiocratas. São Paulo: Abril Cultural, 1982 (1758). SAY, Jean-Baptiste. Tratado de Economia Política. São Paulo: Abril Cultural, 1982 (1802). SHAIKH, A. e TONAK, E. Measuring the Wealth of Nations. The Political Economy of National Accounts. SOUZA, L. E. S. de; PREVIDELLI, M. F. S. C. Estudos Populacionais: elementos de teoria e história. Curitiba: Intersaberes, 2020. STUDENSKI, Paul. The Income of Nations. New York: New York University Press, 1958. VANOLI, Andre. A History of National Accounting. Amsterdam: IOS Press, 2005. VANOLI, Andre. National Accounting at the beginning of the 21st century: Wherefrom? Whereto? EURONA — Eurostat Review on National Accounts and Macroeconomic Indicators, pp. 09 - 38, 01.2014. WALRAS, León. Elementos de Economia Política Pura. São Paulo: Abril Cultural, 1982 (1874). WEBER, Max. Economia e Sociedade. Brasília: Editora da UnB, 2 volumes, 2012 (1922).
1471 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 2 (2021) O IMPACTO DA QUALIDADE DE VIDA ATRAVÉS DOS PROCESSOS DE CULTURA ORGANIZACIONAL ALIADA A GESTÃO ESTRATÉGICA NO SETOR PÚBLICO CARLOS ALEXANDRE DE BORTOLO;LETÍCIA BARBOSA SANTOS; A junção das atividades ao bem-estar dos trabalhadores no que diz respeito à qualidade de vida no trabalho tem ganhado cada vez mais destaque. O objetivo geral do estudo foi analisar o impacto da qualidade de vida no trabalho através dos processos de cultura organizacional aliada a gestão estratégica no setor público em um órgão de ensino superior no município de Montes Claros. Os procedimentos metodológicos aplicados nesta pesquisa seguiram as delimitações propostas da pesquisa “As influências da cultura organizacional na prestação de serviços públicos”, assim trata-se de um estudo de natureza aplicada, exploratória e descritiva. Para a análise e identificação foi utilizado o Instrumento Brasileiro para Avaliação da Cultura Organizacional – IBACO adaptado à realidade do setor público, o questionário dispôs de 43 perguntas distribuídas em 06 fatores entre Valores e Práticas Organizacionais, foram utilizadas técnicas de estatística com escala Likert de cinco pontos para mensuração do grau da cultura organizacional. A amostra foi composta por 50 respondentes da área administrativa de uma instituição pública de ensino superior, obtendo 47 retornos. Após as análises dos dados em relação aos resultados do IBACO, pode-se entender a Cultura Organizacional moderada, que quer dizer que a instituição cumpre suas metas e atende as necessidades do usuário, no entanto seus colaboradores transitam por um ambiente cordial e diplomático, onde a qualidade de vida no trabalho é tida como baixa, o que foi descrito pela insatisfação dos servidores. Portanto, acerca da temática delimitada é possível contribuir com à instituição pesquisada demonstrando que as proposições afincadas podem ser reposicionadas, com a finalidade de propiciar um melhor bem-estar e produtividade; e viés preventivo em organizações públicas instaurar um plano de qualidade de vida no trabalho. ALVES, Cinthya Rafaela Araújo; CORREIA, Ana Maria Magalhães; DA SILVA, Armistrong Martins. Qualidade de vida no trabalho (QVT): um estudo em uma instituição federal de ensino superior. Revista Gestão Universitária na América Latina-GUAL, 2019, 12.1: 205-227. BERTONI, Rodrigo Borges; DA CRUZ, Marcia Rohr; CAMARGO, Maria Emilia. Impactos da cultura e clima organizacional nas organizações. Gestão de pessoas: bases teóricas e experiências no setor público/ organizado por Marizaura Reis de Souza Camões, Maria Júlia Pantoja e Sandro Trescastro Bergue. – Brasília : ENAP, 2010. CARBONE, Pedro Paulo. Cultura organizacional do setor público brasileiro: desenvolvendo uma metodologia de gerenciamento da cultura. Revista de Administração Pública, 2000, 34.2. Carmo, L. J. O., Assis, L. B. D., Martins, M. G., Saldanha, C. C. T., & Gomes, P. A. (2018). Gestão estratégica de pessoas no setor público: percepções de gestores e funcionários acerca de seus limites e possibilidades em uma autarquia federal. CHIAVENATO, Idalberto. Teoria geral da administração volume I. São Paulo: Makron, 2001. CHIAVENATO, Idalberto; SAPIRO, Arão. Planejamento estratégico. Elsevier Brasil, 2004. DAFT, Richard L. Organizações: teorias e projetos. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003. DE OLIVEIRA, J. S. G.; CAMPELLO, M. L. C. Clima e cultura organizacional no desempenho das empresas. In: SIMPÓSIO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO E TECNOLOGIA, 2008. Anais eletrônicos...Disponível em: Acesso em: 13 nov. 2019. GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. Editora Atlas SA, 2008. FERREIRA, Mário César. Qualidade de vida no trabalho: uma abordagem centrada no olhar dos trabalhadores. Paralelo 15, 2012. KLEIN, Leander L.; PEREIRA, Breno AD; LEMOS, Ricardo B. Qualidade de vida no trabalho: parâmetros e avaliação no serviço público. RAM. Revista de Administração Mackenzie, v. 20, n. 3, 2019. MATIAS PEREIRA, J. Manual de gestão pública contemporânea. São Paulo: Atlas, 2009. NADLER, D. A.; LAWLER, E. E. Quality of work life: perspectives and directions. Organizational Dynamics, v. 11, n. 3, 1983. PATIAS, Tiago Zardin; MINHO, Caren Silvana Vieira. As influências da cultura organizacional na prestação de serviços públicos. 2012. SAMPIERI, Hernandez Roberto. COLLADO, Carlos Hernandez. LUCIO, Maria del Pilar Baptist. Metodologia da Pesquisa. Tradução: Dayse Vazde Moraes 5 (2013).
1472 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 2 (2021) O PROGRAMA MAIS MÉDICOS: CONCEPÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO E O PAPEL DA MÍDIA Murilo Fahel;Silvio Ferreira Júnior;Luis Felipe Marinho Costa;Carina Silva de Freitas;Nathália Alves Santana; Introdução: O Programa Mais Médicos (PMM) foi um esforço de qualificação da Atenção Primária a Saúde (APS) no Brasil. Den- tre seus eixos, englobavam-se o aumento do número de profissionais médicos na APS e a melhor distribuição destes pelo território nacional, objetivando a redução das desigualdades em saúde. Após aprovado como projeto de lei, sua implementação, em 2013, passou por desafios e conquistas, atrelando-se a opiniões divergentes sobre seus benefícios à saúde do país. Nesse sentido, a mídia teve papel importante, representando a principal fonte informativa e influenciando diretamente no significado que o programa possuiria. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo abordar os pontos da concepção e implementação do PMM, bem como a relação deste com o poder midiático da época, analisando a importância da imprensa para a aceitação da população ao programa. Método: Realizou-se revisão bibliográfica que levantou estudos de mídia e de políticas públicas e compilou-se os resultados conforme as etapas do programa. Conclusão: A partir dos resultados, conclui-se que o processo de concepção foi regulamentado e embasado em indica- dores de saúde fidedignos, assim como sua implementação representou melhorias para a APS exercendo a mídia grande influência para o real significado que o programa obteve para a população. BRASIL. Lei n. 12.871, de 22 de outubro de 2013. Institui o Progra- ma Mais Médicos, altera a lei 8.745, de 9 de dezembro de 1993, e nº 6.932, de 7 de julho de 1981, e da outras providências. Disponível em: CARVALHO, Fernanda Cavassana de. A Consolidação do Programa Mais Médicos na Opinião Pública e na Cobertura Jornalística. Sociedade Bra- sileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. In: XV Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul; 2014. Disponível em: EMERICH, Tatiana Breder et al. O jornal Folha de S. Paulo no contexto das indústrias culturais e midiáticas: um olhar para as manchetes sobre o Programa Mais Médicos. Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Bra- zilian Journal of Health Research, v. 20, n. 2, p. 16-24, 2018. Disponível em: < https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/21228/14142> FERREIRA JÚNIOR, Silvio; MORAIS, João Roberto Muzzi. Evolução da cobertura de médicos na atenção primária à saúde nos municípios de Minas Gerais: uma análise empírica no contexto do programa Mais Médicos. In: Antônio José Calhau de Resende; José Alcione Bernardes Júnior. (Org.). Políticas Públicas: múltiplos olhares. 1ed. Belo Horizonte: Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, Escola do Legislativo, 2019, p. 195-226. Disponível em: GIRARDI, Sábado Nicolau. et al. Índice de escassez de médicos no Brasil: estudo exploratório no âmbito da Atenção Primária. In: Pierantoni, c. r.; dal poz, m. r.; frança, t. (Org.). O Trabalho em Saúde: abordagens quantitativas e qualitativas. Rio de Janeiro: CEPESC; IMS; UERJ; ObservaRH, 2011. p. 171-186. Disponível em: GIRARDI, Sábado Nicolau et al. Impacto do Programa Mais Médicos na redução da escassez de médicos em Atenção Primária à Saúde. Ciência & Saúde Coletiva [online]. 2016, v. 21, n. 09, p. 2675-2684. Disponível em: . LANDIM, Ilana Camurça. Um estudo sobre a relação entre a Democracia Digital e a Participação Política a partir do debate sobre o Programa Mais Médicos no Facebook. Revista Mídia e Cotidiano, v. 3, n. 3, p. 538- 561, 17 dez. 2013. Disponível em: IBGE - Estimativas de população ano 2012. Projeção da População- Estimativas 1980-2020. 2004. 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1473 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 2 (2021) ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS PÚBLICOS DESTINADOS AO COMBATE DA COVID-19 NA MICRORREGIÃO DE MONTES CLAROS Wagner de Paulo Santiago;Luis Fernando Pereira Souto Magalhães;Cláudio José Rodrigues Ribeiro;Jerfeson Gonçalves Costa;Lucas Duarte Miranda; Este trabalho tem por objetivo realizar uma análise das contas municipais referentes aos recursos e despesas municipais na microrregião de Montes Claros, exclusivos para enfrentamento e combate à pandemia da COVID-19, além de confrontar recursos recebidos com o número de casos e óbitos dos municípios investigados, no exercício financeiro de 2020. Para tratar os dados foi efetuado um levantamento dos recursos recebidos e apurado a despesa por fonte de recursos na esfera Federal, Estadual e Municipal, tendo como estrutura a classificação da despesa pública por natureza. Dessa maneira, ficou evidente a baixa concentração da despesa pública na Despesa de Capital, verificando um pequeno investimento na estruturação dos ambientes hospitalares, sendo notório também a grande concentração da despesa pública nas despesas com pessoal e encargos sociais, no período estudado, demostrando a política de gestão na microrregião. Conclui-se que esse tipo de análise pode servir de ferramenta de gestão financeira pública, planejamento financeiro, tomada de decisão para os gestores e matéria para fiscalização dos órgãos competentes. ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito Administrativo. 8 ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2005. ANDRADE, Maria Margarida. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos na graduação. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2003. ANGÉLICO, João. Contabilidade Pública. São Paulo: Atlas, 1985. BEZERRA FILHO, João Eudes. Contabilidade pública, técnica e elaboração de balanços e 300 questões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. BRASIL. 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Regulamenta o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde, na forma de blocos de financiamento, com o respectivo monitoramento e controle. Diário Oficial da União. Brasilia, DF, 2009. Disponível em: . Acesso em: 11 de jun. de 2021. BRASIL. Secretaria Do Tesouro Nacional. Portaria Interministerial Nº 163, de 4 de maio de 2001. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 2001. Disponível em: http://www.orcamentofederal.gov.br/orcamentos-anuais/orcamento-2015-2/arquivos%20portarias-sof/portaria-interm 163_2001_atualizada_2015_02set2015.pdf/. Acesso em: 20 de abr. de 2021. CARVALHO, Aroldo Prohmann et al. Novo Coronavírus (COVID-19). Departamento científico de infectologia, Publicado: 14 de fev. de 2020. CARVALHO, Fernanda de Quadros; SAMPAIO, Dilcélia Almeida. A administração pública: uma análise de sua história, conceitos e importância. Publicado em 16 de maio de 2010. 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1474 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 1 (2021) O PAPEL DO SISTEMA FINANCEIRO NA AGENDA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E O EXEMPLO DO BANCO DE DESENVOLVIMENTO DE MINAS GERAIS Sergio Gusmão Suchodolski;Adauto Modesto Júnior;Adriano Miglio Porto;Leila Maria Bedeschi Costa; O presente artigo nasceu da reflexão sobre o papel do sistema financeiro e de seu braço de fomento, realizada no âmbito das comemorações de 75 anos da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo – FEA/USP. Naquele contexto, instigou-se a reflexão sobre o papel do sistema financeiro na retomada da economia pós-COVID e da implantação das agendas Globais de Desenvolvimento, em particular o Acordo de Paris e a Agenda 2030. Com base na evolução histórica e nas experiências recentes, argumenta-se que o Sistema Financeiro tem papel central – tanto por dar suporte à atividade econômica tornando-a mais dinâmica quanto por ser capaz de induzir os agentes na direção do modelo de desenvolvimento que se quer, através das condicionantes impostas à concessão de crédito. Portanto, o sistema financeiro - global, regional e local - que no passado recente foi parte do problema, converte-se nesse momento em parte essencial da solução. Dentro desse escopo, bancos regionais de fomento se destacam, ao conciliar sua missão histórica - atuação anticíclica, suporte a segmentos estratégicos - com a opção por gerar impacto social e ambiental. Eles exercem papel civilizatório. Trabalham na última milha de uma cadeia que converte finanças líquidas em projetos materiais portadores de futuro no território onde atuam. E isso em razão um maior conhecimento da dinâmica econômica do território e do melhor relacionamento que são capazes de estabelecer com os agentes que nele operam. O artigo foca a evolução do sistema financeiro neste o último século, em articulação aos grandes movimentos da economia mundial em uma síntese sobre seus papéis e, em especial, sobre o dos sistemas financeiros de fomento. Finalmente, os argumentos são ilustrados com a experiência recente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG – cuja missão consiste em ser banco de atuação local, mas também referência global em impacto. ABDE. Associação Brasileira de Desenvolvimento. Disponível em: https://abde.org.br/. Acesso em: 07 dez. 21. AGÊNCIA MINAS. BDMG assina captação de 20 milhões de euros para Minas Gerais. 10/11/2021. Disponível em: https://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/bdmg-assina-captacao-de-20-milhoes-de-euros-para- minas-gerais . Acesso em: 12 nov. 21. BARREIROS, Daniel de Pinho. 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1475 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 1 (2021) AS CONTRIBUIÇÕES DA TERMODINÂMICA AO PENSAMENTO ECONÔMICO Tiago Soares Barcelos;Pedro Luiz Teixeira de Camargo;Valmir Percival Guimarães;Loyslene de Freitas Mota; As Ciências Econômicas como um todo e a Economia Ecológica em especial, tem nas definições de temperatura, calor, energia, trabalho e entropia alguns dos seus principais conceitos epistemológicos. Doravante, trabalhos teleológicos capazes de abordar historicamente tais definições, bem como seu uso nesse campo científico são raros, sendo por isso importantes. Dessa forma, propõe nesse artigo discutir, através de uma revisão bibliográfica profunda, as contribuições da termodinâmica ao pensamento econômico. Como resultado, é possível apontar que Brandão (2004); Pádua, et al (2008); Cechin e Veiga (2010); Castro e Ferracioli (2012); Georgescu-Roegen (2012) e Daly e Farley (2016) são os principais autores que relacionam a temática econômica e termodinâmica. Como conclusão, é possível afirmar que são necessários mais estudos de revisão historiográfica dentro da Economia Ecológica, sendo indicados mais trabalhos similares a esse que sejam capazes de oferecer uma abordagem acerca da epistemologia dos termos mais usados nessa área científica. ALTVATER, Elmar. O preço da riqueza: pilhagem ambiental e a nova (des)ordem mundial. Tradução de Wolfgang Leo Maar. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1995. CASTRO, Reginaldo; FARRICIOLI, Laércio. Segunda lei da termodinâmica: um estudo de seu entendimento por professores de ensino médio, 2012. CAVALCANTI, Clóvis. Concepções da economia ecológica: suas relações com a economia dominante e a economia ambiental. Estudos avançados 24 (68), p. 53-67, 2010. CAVALCANTI, Clóvis. Economia ecológica: uma possível referência para o desenho de sistemas humanos realmente sustentáveis. Redes - Santa Cruz do Sul: Universidade de Santa Cruz do Sul, v. 22, n. 2, maio-agosto, p. 56-69 2017. CECHIN, Andrei Domingues; VEIGA, José Eli da. O fundamento central da economia ecológica. In: MAY, Peter H (Org). Economia do meio ambiente: teoria e prática. 2.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, p. 33-48, 2010a. CECHIN, Andrei; PACINI, Henrique. Economia verde: por que o otimismo deve ser aliado ao ceticismo da razão. Estudos avançados. São Paulo, v. 26, n. 74, p. 121-135, 2012. CONDIE, Kent. C. Earth as na evolving planetary system. Elsevier, 2005. DALY, Herman; FARLEY, Joshua. Economia ecológica. São Paulo: Annablume Cidadania e Mio Ambiente, 2016. ENRIQUEZ, M. A. R. S. Maldição ou Dádiva? Os dilemas do desenvolvimento sustentável a partir de uma base mineira. Tese de Doutorado. Universidade de Brasília. Brasília, DF, 2007. GEORGESCU-ROEGEN, Nicholas. The entropy law and the economic problem. In DALY, Herman (org.). Economics, Ecology, Ethics. Essays toward a Steady-State Economy. São Francisco: Freeman, p. 48-60, 1980. HADDAD, Paulo. Economia ecológica e ecologia integral. Edição Kindle. Amazon, 2017. HALLIDAY, David; RESNICK, Robert. Fundamentos da física: gravitação, ondas e termodinâmica. São Paulo/SP; 9° edição; LTC, 2012. LOYOLA, R. A economia ambiental e a economia ecológica: uma discussão teórica. Anais... do II Encontro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica. São Paulo/ SP, 1997. MARTÍNEZ, J.M. Economia ecológica. International encyclopedia of the social and behavioral science. Tradução: Joseph S. Weiss e Clóvis Cavalcanti, 2015. MARTÍNEZ-ALIER, J. O ecologismo dos pobres: conflitos ambientais e linguagens de valoração. São Paulo: Contexto, 2007. MARX, K. O Capital. O Capital [Livro I]. São Paulo: Ciências Humanas. 1978. MONTIBELLER FILHO, Gilberto. O Mito do Desenvolvimento Sustentável. Tese de Doutorado (Ciências Humanas/Sociedade e Meio Ambiente). Florianopoles, UFSC, 1999. MORAES, Orizimbo José de Moraes. Economia Ambiental: instrumentos econômicos para o desenvolvimento sustentável. São Paulo: Centauro, 2009. PÁDUA, Antônio Brás; et al. Termodinâmica clássica ou termodinâmica de equilíbrio: aspectos conceituais básicos. Ciências Exatas e da Terra, Londrina, v. 29, n. 1, p. 57-84, jan/jun. 2008. THOMAS, Janet M; CALLAN, Scott. Economia ambiental: fundamentos, políticas e aplicações. São Paulo: Cengage Learning, 2012. VEIGA, José Eli da.; ZATZ, Lia. Desenvolvimento sustentável: que bicho é esse? São Paulo: editora autores associados, 2008.
1476 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 1 (2021) O DILEMA DISTRIBUTIVO DAS PETROFEDERAÇÕES: COMO ESCAPAR DA MALDIÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS? Enrique Natalino; O trabalho se propõe é analisar o problema da Maldição do Petróleo sob a perspectiva dos petro-Estados e das petrofederações, abordando as diversas experiências de Estados que possuem economias voltadas, em maior ou menor grau, à exploração do petróleo, bem como os diversos arranjos institucionais e distributivos existentes. A existência de uma relação entre a instabilidade econômica e política de nações que exportam petróleo e a existência de instituições fracas é um tema estudado pela literatura da Economia Política há várias décadas. Tanto a estruturação do Estado quanto os arranjos políticos distributivos construídos sob a égide de um modelo dependente do petróleo teriam enrijeceriam as possibilidades de escolhas de escolhas desses países, ajudando a explicar as suas trajetórias. Utilizando abordagens neoinstitucionalistas (KARL, 1997; ROSS, 2015), procura-se mostrar como a administração de problemas econômicos nos petro-Estados dependeu de um conjunto de incentivos e regras que balizaram os atores políticos, afetando decisivamente os resultados alcançados. Nesse sentido, o paper buscou analisar o impacto da redistribuição das rendas do petróleo em federações como Brasil, Argentina, México, Canadá, Estados Unidos, Rússia, Índia, Nigéria e Austrália para entender se a maior descentralização ajudaria a combater ou agravaria os problemas advindos da Maldição dos Recursos Naturais. Ao invés de crescimento econômico e distribuição de renda, ao serem mal administrados e distribuídos, os recursos do petróleo levariam a padrões rentistas de comportamento, ao descontrole fiscal, à redução da diversificação econômica, agravando a desigualdade, a corrupção e podendo levar, no limite, a saídas autoritárias e a conflitos armados. ABRÚCIO, Fernando Luiz (2006). Para além da descentralização: os desafios da coordenação federativa no Brasil. In: Fleury, Sônia (org.). Democracia, descentralização e desenvolvimento: Brasil e Espanha. Rio de Janeiro: Editora FGV, p. 78. AFONSO, José (1996). Descentralizar e depois estabilizar: a complexa experiência brasileira. Revista do BNDES, Rio de Janeiro, vol. 3(5), p. 31-62, junho. AHMED, Abdelkader Sid (2008). Celso Furtado e o desenvolvimento a partir da exportação de recursos naturais não renováveis. In: Celso Furtado. Ensaios sobre a Venezuela: subdesenvolvimento com abundância de divisas. Rio de Janeiro: Contraponto; Centro Internacional Celso Furtado. AUMAITRE, José Vicente Carrasquero (2002). Venezuela: Democracia en crisis? Rio de Janeiro: Fundación Konrad Adenauer, N. 9. NATALINO, E. O dilema distributivo das petrofederações Economia e Políticas Públicas, v. 9, n. 1/2021. AUTY, R (2001). Introduction and Overview, in R. Auty (ed.), Resource Abundance and Economic Development. 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1477 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 1 (2021) O MODELO DE ORGANIZAÇÕES SOCIAIS INSERIDO NO HISTÓRICO DE REFORMAS ADMINISTRATIVAS NO BRASIL Andrea Cabello;Natália Vieira; O artigo discute de forma histórica as principais reformas administrativas pelas quais o Brasil passou ao longo do século XX de modo a contextualizar a criação do modelo de Organizações Sociais (OSs) com foco em seu papel como mecanismo institucional de reestruturação do papel do Estado. São analisados a criação do DASP, a reforma de 1967 e a reforma de 1990, na qual foi criado o modelo OS, como resposta a um problema de crise fiscal e gerencial do Estado brasileiro. Discute-se seu uso no setor de saúde e ciência e tecnologia e suas vantagens frente a restrições fiscais impostas por leis como a Lei de Responsabilidade Fiscal e questiona-se a falta de análises mais profundas sobre o uso do modelo na literatura e por órgãos de controle. 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Brasília. 1995. BRASIL. Lei n° 9.637 de 15 de maio de 1998. Dispõe sobre a qualificação de entidades como organizações sociais, a criação do Programa Nacional de Publicização. Brasília, 1998. BRESSER PEREIRA, L. Da Administração Pública Burocrática à Gerencial. Revista do Serviço Público. Brasília.1996. BRESSER PEREIRA, L. A Reforma Gerencial do Estado de 1995. Revista de Administração Pública, vol. 34, no. 4, pp. 7-26, Jul./Ago. 2000 BRESSER PEREIRA, L. “Do Estado Patrimonial ao Estado Gerencial”. In PINHEIRO, WILHEIM e SACHS (orgs.), Brasil: Um Século de Transformações. São Paulo: Cia. Das Letras, 2001. CARVALHO, J. A Construção da Ordem: teatro de sombras, Editora Record, 2003. COELHO, V. e GREVE, J. “As Organizações Sociais de Saúde e o Desempenho do SUS: Um Estudo sobre a Atenção Básica em São Paulo”. Dados, Rio de Janeiro, v. 59, n. 3, pp. 867-901. 2016, COSTA, F. L. da. “Brasil: 200 anos de Estado; 200 anos de Administração Pública, 200 anos de reformas.”. Rev. Adm. Pública 42 (5) • Out 2008. CPDOC. A Era Vargas: dos Anos 20 a 1945. Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP). Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. FGV. 2017. DIAS, J. A Reforma Administrativa de 1967, Cadernos de Administração Pública – 73, Fundação Getúlio Vargas, 1968. DRUCK, G. “A Terceirização na Saúde Pública. Formas Diversas de Precarização do Trabalho”. Trab. educ. saúde, Rio de Janeiro , v. 14, supl. 1, p. 15-43, Nov. 2016. FAUSTO, B. A Revolução de 1930: historiografia e história. Editora Brasiliense, 1972. FAORO, R. Os Donos do Poder: Formação do Pensamento Político Brasileiro, Biblioteca Azul: 4a edição 2012. FERNANDES, L., SOARES, G., TURINO, F. BUSSINGER, E., SODRÉ, F. “Recursos Humanos em Hospitais Estaduais Gerenciados por Organizações Sociais de Saúde”. A Lógica do Privado. Trab. educ. saúde, v. 16, n. 3, p. 955-973, Dec. 2018. 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1478 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 1 (2021) BRASIL DO “MILAGRE” E “ANTIMILAGRE” ECONÔMICO: A SAÍDA DA CRISE DE 1980 NA INTERPRETAÇÃO DE IGNÁCIO RANGEL LEANDRO NOGUEIRA; Esse artigo analisa a interpretação que Ignácio Rangel fez da crise econômica brasileira dos anos 1980 e a conclusão a que chega: a necessidade de conceder os serviços de utilidade pública à iniciativa privada como alternativa para sair da maior e mais prolongada crise desde o início da industrialização do país. Segundo Rangel, as mudanças institucionais entorno da concessão viabilizariam a transferência de recursos ociosos presentes no Departamento I (indústria pesada) para a área estrangulada da economia brasileira, os serviços de utilidade pública. Desse modo, criaríamos um forte aparelho de intermediação financeira capaz de levantar e orientar esses recursos ociosos no desenvolvimento do país. Mais do que isso, essa alternativa representaria, na sua interpretação, a última etapa da substituição industrial de importações e a consolidação do capitalismo brasileiro. No entanto, o que assistimos foi a implantação de um modelo que dificultou a continuidade das transformações pelas quais a economia brasileira vinha passando. A partir da sua interpretação do capitalismo brasileiro, Rangel desenvolveu um diagnóstico e propôs uma intervenção, mas a história desenrolou-se na contramão do que ele propunha. BIELSCHOWSKY, R. Pensamento econômico brasileiro: o ciclo ideológico do desenvolvimentismo. 4ª ed. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000. FURTADO, C. O Brasil pós –“milagre”. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. MALTA, M. M. Ignácio Rangel e a categoria dualidade básica: uma interpretação do Brasil. Nova Economia, Belo Horizonte, v. 24, n. 1, 2014. RANGEL, I. A presente crise das finanças públicas. Congresso Constituinte, subcomissão do sistema financeiro, Brasília-DF, 198-. ______. A história da dualidade brasileira. Revista de economia política, São Paulo, v.1, n.4, out/dez, 1981. ______. O futuro do comércio exterior. Folha de S.Paulo, São Paulo, 13 out. 1987a. ______. Privatização e mudanças institucionais. Folha de S.Paulo, (sem data), 1987b. ______. Investimento público e privado. Digesto Econômico, jan./fev., 1988a. ______. O outro lado da privatização. Folha de S.Paulo, 21 mai., 1988b. ______. A era das substituições. Economia em debate, n. 2, ano 1, 1990. ______. Um fio de prosa autobiográfica com Ignácio Rangel. São Luís: IPES/UFMA/SIOGE, 1991. ______. (1963). A inflação brasileira. In: ______. Obras reunidas. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005a. v. 1. ______. (1972). Perspectivas econômicas brasileiras para a próxima década (anos 70). In: ______. Obras reunidas. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005b. V. 2. ______. (1982). Ciclo, tecnologia e crescimento. In: ______. Obras reunidas. Ignácio Rangel. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005c. v.1. ______. (1985). Economia: milagre e antimilagre. In: ______. Obras reunidas. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005d. v. 1. ______. (1986). Posfácio à quinta edição de A inflação brasileira. In: ______. Obras reunidas. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005e. V. 1. ______. (1987). Economia brasileira contemporânea. In: ______. Obras reunidas. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005f. V. 2. SERRA, J. Ciclos e mudanças estruturais na economia brasileira do pós-guerra. In: BELLUZZO, L. G. M.; COUTINHO, R. (Orgs.). Desenvolvimento capitalista no Brasil: ensaios sobre a crise. São Paulo: Editora Brasiliense, 1982.
1479 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 1 (2021) DESEMPREGO NO BRASIL: UMA ANÁLISE EMPÍRICA DE PREVISÃO BASEADA NA METODOLOGIA BOX-JENKINS ÉDER DE SOUZA BEIRÃO;MARIA ELIZETE GONÇALVES;DARCY RAMOS DA SILVA NETO; Um dos problemas sociais que mais aflige os países subdesenvolvidos é o desemprego. O caso do Brasil não é diferente, visto que este problema se agravou e muito em decorrência da crise econômica que atingiu o país. Neste sentido, o presente estudo objetiva prever a da taxa de desemprego do Brasil através de análise empírica baseada na metodologia Box-Jenkins. O mesmo possui abordagem quantitativa e descritiva, embasado em pesquisa bibliográfica e documental, tendo como fonte de dados a plataforma Bases de Datos y Publicaciones Estadísticas da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPALSTAT). Os resultados demonstraram que a série da taxa de desemprego trimestral do Brasil, entre 1995 e 2016 é não estacionária, ou seja, a mesma não se desenvolve no tempo aleatoriamente ao redor da média, refletindo um tipo de equilíbrio. Porém, em nível, a série apresenta tendência estocástica. A tendência das taxas de desemprego indicam queda da referida taxa, porém através da previsão realizada por meio do método utilizado o que pôde ser observado foi a elevação da mesma, uma vez que nos períodos posteriores ao primeiro trimestre de 2016 a taxa de desemprego se elevou. BARROS, R. P., CAMARGO, J. M., MENDONÇA, R. S. P. A estrutura do desemprego no Brasil. Rio de Janeiro: IPEA, 1997. (Texto para discussão, n. 478). BECKER, M. H. Modelos para previsão em séries temporais: uma aplicação para a taxa de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre. 2010. 46 f. Monografia (Bacharel em Estatística) Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. BIAVASCHI, C.; et al. Youth unemployment and vocational training. Discussion paper, n.6.890, 2012. BIVAR, W. Aspectos da estrutura do desemprego no Brasil: composição por sexo e duração. Rio de Janeiro: BNDES, XV Prêmio BNDES, 1993 (Dissertações de Mestrado). BLANCHARD, O. European Unemployment: the evolution of facts and ideas. Cambridge: Massachusetts Institute of Technology, nov. 2005. CORSEUIL, C. H. L. Desemprego: aspectos teóricos e o caso brasileiro. Série Seminários, 4/94. Rio de Janeiro: IPEA, abr. 1994. CORSEUIL, C. H., REIS, C., URANI, A. Determinantes da estrutura do desemprego no Brasil: 1986/95. In: 23º ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA. Águas de Lindóia: ANPEC, 1996. CORSEUIL, C. H. L.; POLOPONSKY, K.; FRANCA, M. A. P. Uma interpretação para a forte aceleração da taxa de desemprego entre os jovens. Nota Técnica IPEA, n.64, abril.2018. COSTA, D. P. C. Uma análise descritiva do índice de desemprego no Brasil. 2015. 45 f. Dissertação (Mestrado em Finanças e Economia). Escola de Economia de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas. São Paulo, 2015. DICKEY, D. A.; FULLER, W. A. Distribution of the estimators for autoregressive time series with a unit root. Journal of the Statistical Association, v.74, p. 427-431, 1979. FERREIRA, E. F. Desemprego e Inatividade em Regiões Metropolitanas Brasileiras: por faixa etária, escolaridade, gênero e cor, em 2014. 2016. 58 f. Monografia (Curso de Ciências Econômicas) Centro de Estudos Sociais Aplicados, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2016. FLORI, P. M. Desemprego de jovens: um estudo sobre a dinâmica do mercado de trabalho juvenil brasileiro. 2003. 77 f. Dissertação (Mestrado em Economia) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003. GOUVEIA, J. M. A.; MONSUETO, S. E. Introdução à Séries Temporais e Modelagem ARIMA no Stata. Goiânia: FACE/UFG, 2016. GUJARATI, D. N.; PORTER, D. C. Econometria básica. 5. ed. Porto Alegre: AMGH, 2011. IANNI, O. Teorias da globalização. 4. ed. 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1480 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 1 (2021) GESTÃO DA MARCA EM IES: UM ESTUDO BIBLIOMÉTRICO Ramon Alves de Oliveira;Danilo de Melo Costa; Este artigo pretende realizar uma análise bibliométrica do estado atual da pesquisa de “marca” e “gestão da marca”, buscando identificar autores e países mais produtivos ao longo do tempo, análise de publicações, cooperação entre autores, co-ocorrências de palavras-chave para visualizar a estrutura conceitual do campo do conhecimento. Utilizou-se a base de dados Scopus Elsevier, contemplada no Portal Capes. Os seis grandes grupos de investigação contemplaram as palavras: “Brand”; “Brand Management”; “Brand Hatred”; “Brand Loyalty”; “Brand and Educational Institution”; “Brand Management and Educational Institution”. A proposta de pesquisa foi: TITLE-ABS-KEY a fim de levar em consideração diferentes pesquisas que contemplaram o construto. Percebe-se que as temáticas aqui abordadas contribuem para a pesquisa acadêmica em quantidade, mediante número de publicações e relevância, mediante os trabalhos citados. Não obstante, a análise bibliométrica também permitiu concluir que há uma lacuna ao observar a busca pelas palavras-chave Brand hatred; Hate the Brand; e Education Institution, as quais não constaram publicações na base de dados Scopus. Diante dessa lacuna, sugere-se que sejam realizados estudos voltados para o ódio à marca e o ódio à marca em instituições de ensino e gestão da marca como fator de estratégia de retenção e promoção da lealdade e fidelização de alunos. BROWN, R.; CARASSO, H. Everything for sale?: The marketisation of UK higher education. 1 Ed. Liverpool Hope University, United Kingdom. Department of Education, University of Oxford, United Kingdom. 2013. ISBN: 978-020307116-8. MOURAD, M. Internationalisation: a new positioning strategy in the higher education market. International Journal of Management in Education 4(2), pp. 185-200, 2010. MOURAD, M. Role of brand related factors in influencing students’ choice in Higher Education (HE) market. International Journal of Management in Education 5(2-3), pp. 258-270, 2011. SCOPUS. Base de Dados Scopus. Site Institucional. Disponível em: https://www-scopus.ez27.periodicos.capes.gov.br/search/form.uri?display=basic#basic. Acesso em: 05 dez 2020. SO, K.K.F.; KING, C.; SPARKS, B.A.; Wang, Y. O papel do envolvimento do cliente na construção da lealdade do consumidor para as marcas de turismo. Journal of Travel Research, vol 55, Ed. 1, 2016. WEISBROD, B.A.; BALLOU, J.P.; ASCH, E.D. Mission and Money: Understanding the University. 1 Ed. Institute for Policy Research, Northwestern University, Evanston, IL, United States. Mathematica Policy Research, Inc, Cambridge, MA, United States. 2008. ISBN: 978-051151101-1; 978- 052151510-8. ZUFRYDEN, F. C. A Logit-Markovian Model Of Consumer Purchase Behavior Based On Explanatory Variables: Empirical Evaluation And Implications For Decision Making. Decision Sciences. University of Southern California, United States. Volume 12, Issue 4, Pages 645-660. Outubro 1981.
1481 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 1 (2021) GÊNERO E DESIGUALDADE NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PADRÕES DE TRABALHO ENTRE HOMENS E MULHERES NO BRASIL NO ANO DE 2018 Maria Clara Maia;Arthur Ribeiro Queiroz; O presente estudo tem por objetivo traçar um panorama dos padrões de l, por setores de atividades, entre homens e mulheres com foco na realidade brasileira. Através da Pesqui- sa Nacional de Amostra de Domicílios de 2018 (PNAD 2018), buscou-se analisar a composição dos setores de atividades por sexo; a diferença de rendimento mensal do trabalho principal entre os setores; a diferença de rendimento mensal por setor de atividade entre os sexos; e avaliar de for- ma integrada a diferença salarial entre os sexos, traçando um panorama recente para as desigualdades entre gênero e trabalho no Brasil. Os dados apresentados refletem a persistência das desigualdades de gênero no que diz respeito ao mercado de trabalho. ANDRADE, Tânia. Mulheres no Mercado de Trabalho: Onde Nasce a Desigualdade? Câmara dos Deputados, Brasília, 2016. ARAUJO, Anna Bárbara. Gênero no mundo do trabalho*. Cad. Pagu, Campi- nas , n. 51, e175124, 2017. Disponível em . Acesso em 19 nov. 2020. BIROLI, Flávia. Gênero e desigualdades: limites da democracia no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2018. BRUSCHINI, Cristina. Trabalho doméstico: inatividade econômica ou tra- balho não remunerado. In ARAÚJO, C.; PICANçO, F.; SCALON, C. (orgs.). Novas conciliações e antigas tensões: gênero, família e trabalho em perspectiva comparada. BAURU,SP: EDUSC, 2007. BRUSCHINI, Maria Cristina Aranha Bruschini. Trabalho e Gênero no Bra- sil nos últimos dez anos. Cad. Pesqui. vol.37 no.132 São Paulo Sept./Dec. 2007. BUCHINSKY, Moshe. Recent Advances in Quantile Regression Models: A Practical Guideline for Empirical Research. The Journal of Human Re- sources, Volume 33, 88-126. 1998. BUCHINSKY, Moshe. Quantile regression with sample selection: Estimat- ing women’s return to education in the US. Empirical Economics, 87-113, 2001. CARRASCO, Cristina. A sustentabilidade da vida humana: um assunto de mulheres? In: FARIA, Nalu e NOBRE, Miriam Nobre. A Produção do Viver. São Paulo: Sempreviva Organização feminista – SOF, 2003. CIRINO. Jader Fernandes. Discriminação por Gênero no Mercado de Traba- lho: uma comparação do diferencial de rendimento entre homens e mulhe- res para os anos de 2002 e 2014. IPEA, 2017. DANIEL, Camila. O trabalho e a questão de gênero. O Social em Questão - Ano XIV - nº 25/26 - 2011. p 223-244. ESPINO, Alma. Trabalho e Gênero: um velho tema, novos olhares? Nueva Sociedad: Uruguai, 2012. Disponível em: https://nuso.org/articulo/traba- lho-e-genero-um-velho-tema-novos-olhares/. Acesso em 26 jul. 2020. FEDERICI, Silvia S. O Ponto Zero da Revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. São Paulo: Elefante, 2018. 388 p GUIMARÃES. Nadya Araújo. Gênero e Trabalho. Estudos Feministas, Florianópolis, 2004. IGBE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contí- nua. Disponível em: . Acesso em 25 nov. 2019. IBGE. Estatísticas de Gênero - Indicadores sociais das mulheres no Brasil, 2018. IBGE. Em média, mulheres dedicam 10,4 horas por semana a mais que os homens aos afazeres domésticos ou ao cuidado de pessoas. 2020. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de--imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/27877-em-media-mu-lheres-dedicam-10-4-horas-por-semana-a-mais-que-os-homens-aos-afa- zeres-domesticos-ou-ao-cuidado-de-pessoas. Acesso em 10 mar. 2021. LEITE, Maria de Paula. Gênero e Trabalho no Brasil: os desafios da desi- gualdade. Revista Ciências do Trabalho n 8. 2017. LIMA, Camila Rodrigues Neves de Almeida. Gênero, trabalho e cidadania: função igual, tratamento salarial desigual. Revista Estudos Feministas, Flo- rianópolis. 2018. PATEMAN, Carole. The sexual contract. Stanford: Stanford University. 1989. PED. A inserção das mulheres nos mercados de trabalho metropolitanos e a desigualdade nos rendimentos. Boletim “A inserção da mulher no mercado de trabalho”. 2013. Disponível em . Acesso em 28 nov. 2019. PERROT, Michelle. Os excluídos da história. São Paulo: Paz e Terra, 2006. SILVEIRA, Maria Lucia da. FARIA, Nalu. MORENO, Tica. VITÓRIA, Carla. COELHO, Sonia. Direito ao aborto, autonomia e igualdade. Sempreviva Or- ganização Feminista, São Paulo, 62 p. 2018. STRASSMANN, Diana. A Economia Feminista. In: FARIA, N. NOBRE, M. Economia Feminista, 2002. Sempreviva: São Paulo.
1482 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 1 (2021) DESEMPREGO TECNOLÓGICO NA INDÚSTRIA: UMA ANÁLISE SOBRE O SETOR TÊXTIL NO BRASIL Guilherme Barbosa de Oliveira; O progresso técnico é estudado desde os primeiros economistas. As discussões sobre o tema afirmam que essa variável é de suma importância para o crescimento econômico, entretanto o trabalho humano empregado na produção é reduzido. Partindo dessa constatação, o objetivo desta pesquisa é analisar as implicações do progresso técnico no desemprego do setor têxtil brasileiro. É uma pesquisa bibliográfica, descritiva e analítica. Conclui-se que o setor têxtil brasileiro possui desemprego tecnológico, onde progresso técnico gerou aumentos na produção, todavia, desempregou trabalhadores com menos qualificação profissional. ALVES, P. L. Reestruturação produtiva e os trabalhadores: um olhar atual sobre o setor têxtil em Sergipe. 123f, 2010. [Dissertação de mestrado] Pós-graduação em Desenvolvimento Regionais e Gestão de Empreendimentos Locais, Universidade Federal de Sergipe, Sergipe. BACKES, D. S. et al. Internacionalização como desafio ao impacto da globalização: contribuições da enfermagem. Rev. Esc. Enferm. USP, São Paulo, v.48, n.5, p.772-777, out. 2014. BARBOSA FILHO, F. H. A crise econômica de 2014/2017. Revista Estud. Av., São Paulo, v. 31, n. 89, p. 51-60, 2017. BAYNE, E. History of the cotton manufacture in Great Britain. London, H. Fisher, R. Fisher, and P. Jackson. University of California Libraries, 1835. BRUNO, F. S. A quarta revolução industrial do setor têxtil e de confecção: avisão de futuro para 2030. São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2016. CAVALCANTE, Z. V.; SILVA, M. L. S. da. A importância da Revolução Industrial no mundo da Tecnologia. In: ENCONTRO INTERNACIONAL DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA, 7. 2011. Maringá. Anais eletrônico. Maringá. 2011. Disponível em: . Acesso em: 9 abr. 2019. CONCEIÇÃO, C. 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1483 economiaepoliticaspublicas v. 9 n. 1 (2021) EMPREENDEDORISMO FEMININO NO NORTE DE MINAS GERAIS - ALGUMAS CIDADES, MUITAS PERSPECTIVAS June Marize Castro Silva;Cezar Karpinsk;Eline Cecília Ribeiro da Costa;Fabrícia Aparecida Gonçalves Costa Costa;Vanessa Rodrigues Mendes;Miguel Augusto de Oliveira Neto;Edileuza Rodrigues Neves; O presente estudo tem como objetivo geral analisar as características do empreendedorismo feminino nos municípios de Brasília de Minas, Campo Azul, Icaraí de Minas, São Francisco e Várzea da Palma. E teve como objetivos específicos: identificar o perfil das empreendedoras relacionadas aos municípios base do estudo; expor os principais desafios no momento de empreender; e, apresentar as características das empreendedoras. Para tal finalidade, realizou-se uma pesquisa de natureza descritiva e abordagem quantitativa. A técnica de amostragem utilizada foi a snowball, já que a indicação facilita o processo de coleta de dados. Para coletar os dados, utilizou-se como principal fonte de evidências o questionário on-line realizado por meio da plataforma Google Forms, com 179 respondentes. Com os resultados da pesquisa ficou evidenciado que o empreendedorismo feminino nas cidades de Brasília de Minas, Campo Azul, Icaraí de Minas, São Francisco e Várzea da Palma é composto em sua maioria por mulheres de 20 a 29 anos, solteiras, com curso superior completo e com filhos. Concluiu-se, portanto, que, estudos que visam entender e quantificar o papel feminino no empreendedorismo das cidades do Norte de Minas Gerais, são de grande relevância para aqueles que buscam criar um negócio e obter sua independência financeira. ALPERSTEDT, G.D.; FERREIRA, J.B.; SERAFIM, M.C. Empreendedorismo feminino: dificuldades relatadas em histórias de vida. Revista de Ciências da Administração, v.16n. 40, p. 221-234,2014. ÁLVAREZ, Sonia. Engendering democracy. In.: Brasil: women’s moviments in transition politics. 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1485 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 2 (2020) INDICADORES DE SEGURANÇA: MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS Paulo José Saraiva; Resumo: O presente artigo apresenta uma síntese dos procedimentos para a elaboração e uso adequado de indicadores para o desenho, implementação e avaliação de políticas públicas na área de segurança. O apanhado a partir de uma breve resenha da literatura sobre causas da criminalidade ressalta a importância das variáveis sócio-econômicas na construção e avaliação das políticas, assim como, discute alguns limites metodológicos e conceituais das variáveis e técnicas utilizadas. Como complementação são apresentadas as principais bases de dados e as respectivas fontes sobre o tema como forma facilitar o acesso a estes indicadores de caráter muito específico. ANDRADE, M. V. E.e LISBOA, M. B. Desesperança de vida: homicídio em Minas Gerais. Rio de Janeiro e São Paulo: 1981 a 1997. Desigualdade e pobreza no Brasil. Rio de Janeiro: IPEA, 2000. ARAUJO, Ary de e FAJNZYLBER Pablo. Violência e criminalidade. Texto para discussão nº 167. Belo Horizonte. CEDEPLAR/FACE/UFMG. 2001. BEATO F., Cláudio. Determinantes da criminalidade em Minas Gerais. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais. v.13 n.37, São Paulo, Jun. 1998. pp.74-87. CARNEIRO, Leandro Piquet. Determinantes do Crime na América Latina: Rio de Janeiro e São Paulo. Relatório de Pesquisa. USP. 1999. CARVALHO, Alexandre Xavier Ywata et al. Clusterização Hierárquica Espacial. Texto para discussão n.º 1427. Brasília: IPEA, outubro de 2009. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/publicacoes/tds/td_1427.pdf. Acesso em: 14 dez. 2010. CERQUEIRA, D.; LOBÃO, W. Determinantes da criminalidade: arcabouços teóricos e resultados empíricos. Dados, v. 47, n. 2, p. 233-269, 2004. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. < www.ibge.gov.br > Acesso em: 02 jun. 2020. INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. < www.ipeadata.gov.br > Acesso em: 02 jun. 2020. JANOT, Marcio Magalhães. Modelos de Insolvência Bancária no Brasil. Trabalhos para Discussão 13. Brasília: Banco Central do Brasil, março de 2001. Disponível em: http://www.bcb.gov.br/pec/wps/port/wps13.pdf. Acesso em: 14 dez. 2010. LEDERMAN, D., LOAYZA, N., MENÉNDEZ, A. M. Violent crime does social capital matter? Washington, D. C.: The World Bank, 1999. MIINISTERIO DA SAUDE / DATASUS. < www.datasus.gov.br > Acesso em: 02 jun. 2020. PAES N. A. Qualidade das estatísticas de óbitos por causas desconhecidas dos Estados brasileiros. Revista de Saúde Publica. 2007; 41(3): 436-45. PAES N. A, Albuquerque M. E. Avaliação da qualidade dos dados populacionais e cobertura dos registros de óbitos para as regiões brasileiras. Revista de Saúde Pública 1999; 33(1): 33-43. PAES N. A. Avaliação da cobertura dos registros de óbitos dos Estados brasileiros em 2000. Revista de Saúde Publica. 2005; 39(6): 882-90. PUTNAM, Robert D. Comunidade e democracia: a experiência da Itália moderna. Rio de Janeiro: FGV, 2007. RODRÍGUEZ, Gérman. Chapter 3: Logit Models for Binary Data (Lectures Notes). Generalized Linear Models. Princeton: (sd). Disponível em: http://data.princeton.edu/wws509/notes. Acesso em: 14 out. 2010. RUEDIGER, Marco Aurélio & MATTOS, Rogério (2004), Justiça e Eficiência no Desenvolvimento Local: Um Modelo Complexo. In: Encontro de Administração Pública e Governança - ENAPG, novembro, Rio de Janeiro. Anais ENAPG. RUEDIGER, Marco Aurélio (2005), “A cidade como plataforma do desenvolvimento”. In: Sobreira, Rogério & Marco Aurélio Ruediger org. Desenvolvimento e Construção Nacional: Política Econômica. Editora FGV. p. 181-202. SECRETARIA ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO. Acesso em: 02 jun. 2020. SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA. < www.mj.gov.br > Acesso em: 02 jun. 2020. SANTOS, M.J.; KASSOUF, A.L. Economia e Criminalidade no Brasil: evidências e controvérsias empíricas. Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA/USP), 27 p. 2006. SHIKIDA, et alli Economia do crime: uma análise de gênero a partir de um estudo de caso na penitenciária feminina de piraquara (PR). 2005. Disponível em: http://www.ppge.ufrgs.br/giacomo/arquivos/ead/simonshikida-borilli-2005.pdf. Acesso em: 12 dez. 2010. UNITED NATIONS (UN). Manual X, indirect techniques for demographic estimation. New York; 1983. (Population Studies, 81). VASCONCELOS, A. M. A qualidade das estatísticas de óbito no Brasil. Revista Brasileira de População – ABEP. 1999. 15(1). WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa da Violencia dos Municípios. Brasileiro, Ritla 2008.
1486 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 2 (2020) ANÁLISE DA DESIGUALDADE DE RENDA NOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS EM 2000 E 2010: UMA ABORDAGEM A PARTIR DA ANÁLISE EXPLORATÓRIA DE DADOS ESPACIAIS (AEDE) Éder de Souza Beirão;Kelly Jaciara Fernandes da Silva Nunes;Luíz Filipe Rodrigues dos Santos; Resumo: O presente estudo tem como objetivo analisar a distribuição espacial do Índice de Gini nos municípios do estado de Minas Gerais nos anos 2000 e 2010. Foi utilizada a metodologia de Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE). A variável utilizada foi o coeficiente de Gini. Os dados foram obtidos junto a plataforma Atlas do Desenvolvimento Humano e foram analisados no software de estatística e econometria espacial, GeoDa. Os indicadores utilizados neste trabalho foram o I de Moran, utilizado para a verificação da autocorrelação espacial e o Local Indicator of Spatial Association – LISA, usado para a identificação da existência de clusters espaciais. O mapa de desvio-padrão possibilitou observar que, no período de uma década, ocorreu a redução da desigualdade de renda nos municípios mineiros, pois o coeficiente de Gini médio passou de 0,54 em 2000 para 0,47 no ano de 2010. O I de Moran Global mostrou que há autocorrelação espacial negativa nos dois períodos analisados, sugerindo que os municípios com elevada concentração de renda não estavam cercados por vizinhos na mesma situação e as unidades com baixa concentração de renda não necessariamente estavam rodeadas por municípios com baixa concentração. Através da análise do LISA, foi possível verificar que as regiões do estado de Minas que obtiveram maior concentração de renda foram a Central Mineira e a Metropolitana de Belo Horizonte. No que diz respeito às mesorregiões com menor concentração de renda chegou-se as mesorregiões do Oeste de Minas e Sul/Sudoeste de Minas, Noroeste de Minas e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba se destacaram. ALMEIDA, E. Econometria espacial aplicada. 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1487 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 2 (2020) ELASTICIDADES DE RENDA E PREÇO NO CONSUMO DE CIGARROS INDUSTRIALIZADOS NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA PNAD 2008 E PNS 2013 Alex Eugênio Altrão de Morais;Matheus Gomes do Carmo de Souza;Stela Rodrigues Lopes Gomes; Resumo: Com o tratado da Convenção-Quadro de Controle do Tabaco, inúmeros países adotaram medidas para proteger-se das consequências do consumo e exposição ao tabaco. Com o objetivo de estimar elasticidades renda e preço sobre a participação do tabagismo e consumo de cigarros industrializados, o estudo utiliza os modelos de pseudo-painel, com os resultados da Pesquisa Especial de Tabagismo de 2008 e a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013. Os resultados mostram que: variações no preço do tabaco são mais eficazes em inibir o início no tabagismo; classes sociais elevadas participam menos do tabagismo; e fumantes de maiores rendas, consomem mais cigarros. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). 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1488 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 2 (2020) DESENVOLVIMENTO REGIONAL E INOVAÇÃO: UMA ANÁLISE DO PLANEJAMENTO PARA O DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE PELA SUDENE Lucas Lafetá Vargas;Luciene Rodrigues; Resumo: Este trabalho apresenta uma análise do processo de atuação da Sudene no desenvolvimento regional no Nordeste e verifica os principais aspectos inovadores do planejamento e dos resultados de atuação da Superintendência, no período de 1960 a 1990. Para a investigação do planejamento e de como trataram de medidas originais, buscou-se nos documentos emitidos pela própria instituição as intenções e as especificidades de atuação. No tocante aos resultados de desenvolvimento regional, os documentos periódicos emitidos pela Sudene serviram de fonte para averiguar o teor inovativo dos resultados. A análise dos resultados apontou que a Sudene inaugurou uma nova fase de políticas públicas, pela qual o Governo Federal passou a se preocupar com o desenvolvimento mais democrático de seus territórios. Essa nova fase é marcada por inovações factuais, na introdução de novos arranjos institucionais, nova visão e um dinamismo econômico mais fortalecido. Por fim, depreende-se que a Sudene instituiu um marco no planejamento e desenvolvimento regional, como medidas especificas e originais de políticas públicas e desencadeou novos ramos modernos e dinâmicos para a economia do Nordeste. AYDALOT, P. Economic régionale et urbaine. Econômica. Paris, 1985. BRASIL. I Plano Diretor de Desenvolvimento Econômico e Social do Nordeste. 1961 – 1963. Recife, Div. Documentação. 1966. BRASIL. II Plano Diretor de Desenvolvimento Econômico e Social do Nordeste. 1963 - 1965. Recife, Div. Documentação. 1966. BRASIL. III Plano Diretor de Desenvolvimento Econômico e Social do Nordeste. 1966 - 1968. Recife, Div. Documentação. 1966. BRASIL. IV Plano Diretor de Desenvolvimento Econômico e Social para o Nordeste. 1969 – 1973 – 1966 – 1968. Recife, Div. Documentação. 1966. DINIZ, Clélio Campolina. Celso Furtado e o Desenvolvimento Regional. Revista Nova Economia. V. 19, n. 2, p. 227-249, mai/set 2009. FURTADO, Celso. A Formação Econômica do Brasil. Editora Nacional. São Paulo, 1989. GRUPO DE TRABALHO PARA O DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE. GTDN. Uma Política de Desenvolvimento Econômico para o Nordeste. Departamento de Imprensa Nacional. Rio de Janeiro, 1959. HALVORSEN, T. On innovation in the public sector. In: HALVORSEN, T.;HAUKNES, J.;HAUKNES, J. Some thoughts about innovation in the public and private sector compared. In HALVORSEN, T.; HAUKNES, J.; MILES, I. RØSTE, R.On the differences between public and private sector innovation.NIFU STEP: Oslo,2005. LIMA E SIMÕES. Teorias clássicas do desenvolvimento regional e suas implicações de política econômica: O caso Brasil. 2010. PEDROSA JUNIOR, Dinilson; BOMFIM, Cristine. Cassa per ir mezzogiorno e a “Velha” SUDENE: Sugestões para a Nova SUDENE. Revista de História Econômica & Economia Regional Aplicada. Vol. 4, nº6. 2006. SCHUMPETER, J. A. Teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. São Paulo: Abril Cultural, 1982. SUDENE 10 anos. 1959 – 1969. Recife, 1969. SUDENE 20 anos. 1959 – 1979. 2ª Ed. Recife, 1980. SUDENE 30 anos. Modernização Regional em Curso. Recife, 1990. TAVARES, Hermes Magalhães. Desenvolvimento e Dinâmica Regional em Celso Furtado. R. Pol. Públ., v.16, n.1, São Luís, p. 99-110, jan./jun. 2012.
1489 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 2 (2020) A RECUPERAÇÃO AMBIENTAL E A GERAÇÃO DE ENERGIA SOLAR COMO VETORES DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARA O NORTE DE MINAS GERAIS João Renato Borges Abreu;Marcia Dieguez Leuzinger; Resumo: Este artigo apresenta um breve diagnóstico do panorama socioeconômico do Norte de Minas Gerais e projeta para o futuro, pós pandemia da Covid-19, alternativas ambientais e econômicas para alavancar o desenvolvimento sustentável. Além disso, demonstra que a adoção de políticas públicas mal formuladas e inviáveis sob diversos aspectos, especialmente o da compatibilidade com o clima local, vem absorvendo recursos públicos, sem a necessária melhoria na qualidade de vida dos destinatários das ações governamentais. Foram analisados os dados da região, assim como foi abordada a evolução histórica ambiental para propor alternativas que podem se constituir em vetores de desenvolvimento socioeconômico da região: a geração de energia solar e a recuperação ambiental. Importante salientar que o cenário atual, de retomada do crescimento econômico pós-pandemia, levará o desenvolvimento sustentável a ser uma premissa básica na definição e na aplicação das políticas públicas. Concluiu-se que a região do Norte de Minas, apesar de sofrer com uma grave crise hídrica e longos períodos de estiagem, apresenta vantagens regionais que possibilitam o desenvolvimento sustentável local e também a geração de riquezas. A implementação de acertadas políticas públicas proporcionará à população uma melhoria na qualidade de vida, resultando em um meio ambiente ecologicamente equilibrado. ABREU, Walter. A lógica perversa da política no Norte de Minas. Montes Claros, 15 nov. 2014. Disponível em: https://montesclaros.com/mural/cronistas.asp?cronista=Walter%20Abreu. Acesso em: 21 dez. 2018. ABREU, Walter. Uma nova ordem econômica. Montes Claros, 8 fev. 2015. Disponível em: https://montesclaros.com/mural/cronistas.asp?cronista=Walter%20Abreu. Acesso em: 21 dez. 2018. AGÊNCIA BRASIL. Bolsonaro diz que Congresso vai “sepultar” taxação de energia solar. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2020-01/bolsonaro-diz-que-congresso-vai-sepultar-taxacao-deenergia-solar. Acesso em: 10 fev. 2020. ALVES, Aloísio. A última joia da Coroa. Gazeta de Alagoas. 2013. Disponível em: http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=220519. Acesso em: 2 jan. 2019. ANEEL. Geração distribuída. 15 ago. 2018. Disponível em: http://www.aneel.gov.br/geracao-distribuida. Acesso em: 10 fev. 2019. ANTONANGELO, Alessandro; BACHA, Carlos José Caetano. As fases da silvicultura no Brasil. Revista Brasileira de Economia da FGV. v. 52, n. 1. Rio de Janeiro, 1998. BARBOSA, Gisele Silva. O Desafio do Desenvolvimento Sustentável. Revista Visões. 4. ed. Volume I. Jan/Jun 2008. BRASIL. Governo do Brasil. Brasil confirma primeiro caso do novo coronavírus. 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1490 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 2 (2020) A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL NO INÍCIO DO SÉCULO XXI: UMA PERSPECTIVA ESTRATÉGICA DAS RELAÇÕES COMERCIAIS MARIA DE FÁTIMA SILVA DO CARMO PREVIDELLI;LUIZ EDUARDO SIMÕES DE SOUZA;RODOLFO FRANCISCO SOARES NUNES; Resumo: Este artigo apresenta e comenta algumas mudanças estratégicas ocorridas na inserção brasileira no cenário internacional no início do século 21, com foco em suas relações comerciais. A primeira década e meia do novo século observou um aumento da participação brasileira em um emergente cenário internacional multipolar, estreitando relações com a China. Após o golpe de Estado ocorrido em 2016, a estratégia brasileira alterou-se em relação aos principais parceiros no setor do comércio externo, perfilando-se aos interesses dos Estados Unidos da América na América Latina. Referências Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil. Disponível em: . Acesso em: 10 fev. 2021. Ministério das Relações Externas do Brasil. Disponível em: > Acesso em: 10 fev. 2021.
1492 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) MARKETING RELIGIOSO: AVALIAÇÃO DE SATISFAÇÃO DOS SEGUIDORES DA IGREJA CATÓLICA EM MONTES CLAROS Marcelo Vieira Lopes;Vânia Silva Vilas Boas Vieira Lopes; artigo, marketing, religioso, montes claros, minas gerais Resumo: O marketing religioso é analisado nesse artigo sob o prisma de ações que buscam compreender e estimular a participação ativa de indivíduos nos bens e serviços oferecidos por instituições religiosas onde as próprias religiões por si, compreendem um bem. O objetivo da pesquisa é avaliar as atitudes dos seguidores que determinam a satisfação ou não com a Igreja Católica em Montes Claros-MG. Trata-se de pesquisa do tipo descritiva, tendo como unidade de análise a igreja católica e como unidade de observação os seguidores da referida instituição religiosa. Utilizou-se análise quantitativa de dados analisada através das proporções (percentuais) para análise dos resultados da pesquisa. Os resultados apontam que a avaliação dos fiéis quanto à satisfação em relação à igreja foi fortemente considerada; a lealdade foi apontada com uma tendência de “lealdade espúria” levando a uma avaliação de satisfação geral favorável às ações mercadológicas da Igreja Católica. ABREU, Maria Madalena. O uso do Marketing nas Organizações Religiosas. Universidade da Beira Interior. Coimbra – Portugal, 2004. AAKER, David, A., KUMAR, V., DAY, George S. Pesquisa de marketing. São Paulo: Atlas, 2001. BERGER, Peter. O Dossel Sagrado: Elementos para uma teoria sociológica da religião. São Paulo: Paulus, 1985. CELSI, Richard L.; OLSON, Jerry C. “The role of involvement in attention and comprehension processes”. Journal of Consumer Research, v. 15, n.2, pp. 210-224. Sept. 1988. CHURCHIL, G. A., SUPRENANT, C. An investigation into the determinants of customer satisfaction. Journal of Marketing search, v. 19, n.4, p. 491- 504, Nov. 1982. COBRA, M., RANGEL, A. Serviços ao Cliente - Uma Estratégia Competitiva,2ªEdição, São Paulo: Editora Marcos Cobra., 1993. DUARTE, Simone Viana; FURTADO, Maria Sueli Viana. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Ciências Sociais Aplicadas. São Paulo: Saraiva, 2014. DURKHEIM, E. Formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Martins Fontes, 1973. DRUCKER, Peter. Administrando para obter resultados. Tradução de Nivaldo Montingelli Jr. São Paulo: Pioneira, 1998. LOPES, M. V.; LOPES, V. S. V. B. V. Marketing religioso Economia e Políticas Públicas, v. 8, n. 1/2020 ENGEL, James F., BLACKWELL, Roger D., MINIARD, Paul W. Consumer Behavior. Forth Worth : Dryden Press, 1995. GARDNER, Burlingh B. E., LEVY, Sidney J. The product and the brand. Harvard Business Review, v.33, n. 2, p.33-39, mar/abr.1955. HERVIEU-LÉGER, Danièle. O Peregrino e o convertido: a Religião em movimento. Petropólis: Vozes, 2008. HOWARD, John A. Marketing: Comportamento do administrador e do comprador. Rio de Janeiro: Zahar, 1976. KOTLER, Philip, ARMSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1993. KOTLER, Philip. 1995 Princípios de Marketing. Rio de Janeiro. Editora Prentice Hall do Brasil, 1995. KOTLER, P. Administração de marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 1998. MEYRS, James H. , REYNOLDS, William H. Gerência de marketing e comportamento do consumidor. Rio de.Janeiro: Vozes, 1972. OLIVER, R. L. Satisfaction: a behavioral perspective on the consumer. Boston: Irwin/McGraw-Hill, 1997. SANCHIS, P. “As religiões dos brasileiros”. Mimeo: p. 1-24. [Texto publicado na Revista Horizonte, v.1, n. 2, 1998: p. 28-43]. SOARES. Pedro: Retrato das religiões do Brasil. FGV, 2005. WILKIE, Willian L. Consumer behavior. New York, John Wiley,1994.
1493 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) A ESCOLA E O MUNDO: DETERMINANTES INTRA E EXTRA ESCOLARES DO DESEMPENHO DAS ESCOLAS NO PROEB Igor Assaf Mendes;Bruno Lazzarotti Diniz Costa; Resumo: O papel específico do sistema escolar no aprendizado frente a outros fatores integra o campo de estudos da chamada eficácia escolar. O termo faz referência ao debate sobre a relevância das unidades escolares e sua participação no desempenho e longevidade escolar de indivíduos, regiões ou grupos sociais no sistema educacional. O objetivo deste trabalho é explorar o quanto características exteriores ao contexto escolar e as da própria escola explicam o rendimento dos alunos. Com este objetivo, são utilizados os dados dos alunos e instituições escolares, de quinto ano, de escolas públicas de Belo Horizonte, que participaram da avaliação do Programa de Avaliação da Educação Básica (PROEB), em 2010. A prova foi aplicada em 379 escolas, das quais 300 foram selecionadas para este trabalho), (onde) funcionava, pelo menos, o quinto ano do fundamental. Optou-se, neste trabalho, por observar o comportamento de duas variáveis indicativas da condição socioeconômica da família dos alunos: a escolaridade das mães e a inclusão da família no programa Bolsa Família. Como indicador da eficácia da escola, foram utilizados os resultados da avaliação. Também foram explorados dados relativos à formação dos professores e as impressões dos alunos em relação às atitudes dos mesmos em sala de aula. A grande variabilidade de temas e questões abordados nos questionários contextuais ao longo das edições do PROEB inviabilizou a atualização do modelo para anos recentes, o que não chega a comprometer o o propósito de fundo do trabalho - explorar empiricamente as complexas relações entre eficácia, equidade e contexto escolar. Referências BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n. 9.394 de 20dez. 1996. BROOKE, N.; SOARES, J. F. (Org.). Pesquisa em Eficácia Escolar, origem e trajetórias. p.14-22. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2008. CASSASSUS, J. Uma nota crítica sobre a avaliação estandardizada: a perda de qualidade e a segmentação social. In: Sísifo: revista de ciências da educação, n. 9, maio/ ago. 2009. COLEMAN, James S. (1988), “Social Capital in the Creation of Human Capital”. American Journal of Sociology, nº 94, S:S95-S120. FERNANDES, D. C. Estratificação educacional, origem socioeconômica e raça no Brasil: as barreiras da cor. In: IPEA/Caixa – Publicação do Concurso de Monografias, 2001. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Boletim PAD/MG 2012, ano 1, n. 3, jun. 2012. Belo Horizonte, Fundação João Pinheiro, 2012. HASENBALG, C. A distribuição de Recursos Familiares. In: HASENBALG, C. SILVA, N. V. (Org.). Origens e Destinos. Rio de Janeiro, Topbooks editora.Cap. II, p. 55-84, 2003. MONS, N. Eficácia dos sistemas educativos. In: ZANTEN, A. (Coord.). Dicionário de Educação. RJ: Petrópolis: Editora Vozes, 2011. PAUL, J. J. ; BARBOSA, M. L. O. Qualidade docente e eficácia escolar. In: Tempo social. São Paulo: Editora USP, v. 20, n. 1, p. 119-133, 2008. SILVA, M. P. L. A. LDB e Plano de Desenvolvimento da Educação. In: Formação de professores para a educação básica: dez anos de LDB. SOUZA, J. V. A. de, (Org.). Belo Horizonte: Autêntica, 2007, p. 87-96. SILVA, N. V.; HASENBALG, C. Tendências da desigualdade educacional no Brasil. In: Dados, Rio de Janeiro, v. 43, n. 3, 2000. Disponível em:. Acesso em: 17 mar. 2011. SILVA, N. V.; HASENBALG, C. Recursos familiares e transições educacionais. In: Cadernos de Saúde Pública [online]. 2002,vol. 18 (Suplemento), pp. 67-76. Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2011. SOARES, J. F.; COLLARES, A. C. M. Recursos Familiares e o Desempenho Cognitivo dos Alunos do Ensino Básico Brasileiro. In: DADOS – Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v. 49, n. 3, 2006, p. 615 a 650. WEICK, K. E. Educational Organizations as Loosely Coupled Systems. In: Administrative Science Quarterly, v. 21, n. 1 (mar., 1976), p. 1-19. Disponível em: .
1494 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) INEMONTES E A CARAVANA CERRADO EMPREENDEDOR: DESENVOLVIMENTO REGIONAL E NEGÓCIOS DE IMPACTO SOCIAL Sara Gonçalves Antunes de Souza;Dario Alves de Oliveira;Sidinéia Maria de Souza;Igor Veloso Colares Batista; Resumo: Negócios de Impacto Social – NIS, que aliam a base lógica dos negócios, busca de rentabilidade financeira com o propósito de transformação socioambiental nas áreas em que estão inseridos, são uma alternativa para o desenvolvimento territorial do entorno em que estão inseridos, principalmente em territórios deprimidos economicamente. Aqui, entende-se que territórios extrapolam a divisão espacial geográfica do Estado-Nação, sendo construções socioeconômicas e institucionais realizadas por diferentes atores sociais. Atuando no desenvolvimento da região Norte de Minas Gerais, a Inemontes – Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual de Montes Claros, vem contribuindo para a solução dos problemas sociais e ambientais, voltados, principalmente, para população de baixa renda. Os resultados da atuação da Inemontes demonstram que a atuação de incubadora de empresas incentivando negócios de impacto social é fator de promoção do desenvolvimento territorial. Referências BASTOS, E.M.A.F. Relato dos Resultados das Pesquisas com Mel de Aroeira. Vídeo Institucional. Belo Horizonte: FUNED, 2017. BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro, Bertrand-Brasil, 2007. BRANDÃO, C. R. O campo da economia política do desenvolvimento: o embate com os „localismos na literatura e nas políticas públicas contemporâneas. In: Brandão, C.A. Território & Desenvolvimento. As múltiplas escalas entre o local e o global. Campinas, Editora da Unicamp, 2007. DUTRA SANTOS, Ailana Fernanda Silva; SOUZA, Sara Gonçalves Antunes.Apicultura no Norte de Minas: Cooperativismo e Novos Desafios. VIII Seminário de Iniciação Científica do IFNMG. Pirapora, 2019 a.Disponível em: https://even3.blob.core.windows.net/anais/147035.pdf DUTRA SANTOS, Ailana Fernanda Silva; SOUZA, Sara Gonçalves Antunes. Apicultura no Norte de Minas: Cooperativismo e Novos Mercados. In: Anais do 5º encontro brasileiro de pesquisadores em cooperativismo (EBPC). Anais...Brasília(DF) IFB - Campus Gama, 2019 b. Disponível em: www.even3.com.br/Anais/ebpc/170173-APICULTURA-NO-NORTE-DEMINAS—COOPERATIVISMO-E-NOVOS-MERCADOS FISCHER, Tânia. Poderes Locais, Desenvolvimento e Gestão: Introdução à uma nova agenda. In: FISCHER, Tânia (org.) Gestão do desenvolvimento e poderes locais: marcos teóricos e avaliação. Salvador, BA: Casa da qualidade, 2002. FREITAS, V. M.P. A indicação geográfica do artesanato com sempre-vivas da comunidade de Galheiros, município de Diamantina-MG. 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1495 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) A DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA (2003 – 2014) Túlio Fagner Lopes do Nascimento;Bruno José Bezerra Silva; Resumo: O presente trabalho objetiva analisar o comportamento da dívida pública brasileira, dessa forma, procurou-se investigar quais as variáveis de maior peso em sua formação no período de 2003 a 2014, período do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e parte do mandato de Dilma Vana Rousseff. Para tanto, foram utilizadas as seguintes variáveis de análise: Dívida Consolidada (DC), Dívida Consolidada Líquida (DCL) e Receita Corrente Líquida (RCL). O fundamento encontrado aqui relativo à dívida pública e os principais indicadores, está baseado no contexto da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em termos gerais, observou-se que de 2003, início da análise, até 2008 houve redução da relação DCL/RCL no Brasil. Dentre os vários possíveis motivos para o comportamento deste indicador, tem-se a adoção da Lei de Responsabilidade Fiscal controlando os níveis da dívida e o aumento da arrecadação ocorrida no período estabelecido. Após 2008, o país mostra o aumento das despesas, dessa forma, elevando o endividamento ao longo do tempo. Referências CASTRO, Lavinia Barros de. Privatização, Abertura e Desindexação: A Primeira Metade dos Anos 90. In: Economia brasileira contemporânea: 1945- 2010. Rio de Janeiro. 2. Ed. Elsevier, 2011.p.131-164. FIORAVANTE, Dea Guerra; PINHEIRO, Maurício M. Saboya; VIEIRA, Roberta da Silva. Lei de Responsabilidade Fiscal e Finanças Municipais: Impactos sobre Despesas com Pessoal e Endividamento. 2006. 31f. Texto para Discussão nº 1.223 – IPEA, Brasília. GADELHA, Sérgio Ricardo de Brito. Análise dos Impactos da Lei de Responsabilidade Fiscal sobre a Despesa de Pessoal e a Receita Tributária nos Municípios Brasileiros: Um Estudo com Modelo Pro bit Aplicado a Dados em Painel. Tesouro nacional, 2012. (Textos para discussão, TD Nº 003). GIAMBIAGI, Fabio. Estabilização, Reformas e Desequilíbrios Macroeconômicos: Os Anos FHC (1995-2002). IN: Economia brasileira contemporânea: 1945-2010. Rio de Janeiro. 2. Ed. Elsevier, 2011.p.165-196. GIAMBIAGI, Fábio; ALÉM, Ana Cláudia. Finanças Públicas: teoria e prática no Brasil. 2 ed. ver. e Atualiz. Rio de Janeiro: Campus, 2000. HOLANDA, Gilderlanio Alves. Análise do Endividamento Público do Rio Grande do Norte no contexto do Programa de Apoio à Reestruturação e ao Ajuste Fiscal dos Estados 1995 a 2004. Monografia (Graduação). Departamento de Economia, UFRN. Natal, RN, 2005. LOPES, Mariana; DOMINGOS, Erica. Composição Ótima para a Dívida pública: Uma análise macro-estrutural. Universidade de Brasília, Secretária do Tesouro Nacional e Banco Central do Brasil, p. 1-20, 2004. PEDRAS, Guilherme Binato Villela. História da dívida pública no Brasil: de 1964 até os dias atuais. IN: Dívida Pública: a experiência brasileira. Brasília. Secretaria do Tesouro Nacional: Banco Mundial, 2009.p.57-80. SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia. Editora Best Seller, SP. 1999. SILVA, Anderson Caputo. Origem e história da dívida pública no Brasil até 1963. In: Dívida Pública: a experiência brasileira. Brasília. Secretaria do Tesouro Nacional: Banco Mundial, 2009.p.33-55. SPIELMANN, R; ROSS, P. Vencendo em tempos de crise. Publicação da Bain e Company, 2009. TESOURO NACIONAL, MINISTÉRIO DA FAZENDA - Glossário. 2012. Disponível em: http://www3.tesouro.fazenda.gov.br/servicos/glossario/ glossario_d.asp. Acesso em: 07 dez. 2015. VELOSO, Fernando; VILLELA, André; GIAMBIAGI; Fabio. Determinantes do “milagre” econômico brasileiro (1968-1973): uma análise empírica. 2008.
1496 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) PLANOS DIRETORES E O DESENVOLVIMENTO URBANO: ANÁLISES DAS PROPOSTAS DE FOMENTO À ECONOMIA NA LEGISLAÇÃO URBANA EM MARIANA - MINAS GERAIS (2003 – 2018) Wagner Muniz de Araújo; Resumo: O presente trabalho visa examinar as medidas políticas instituídas pelo Plano Diretor Urbanístico e Ambiental erigido para o município de Mariana, em Minas Gerais (Brasil), e que objetivavam, além da regulação territorial, promover a economia e o desenvolvimento local. A análise realizada buscou ainda analisar a aplicação do instrumento mencionado, em seus primeiros quinze anos de vigência, examinando os desdobramentos ocorridos após a instituição da nova diretriz urbanística naquela localidade. Referências BRASIL. Ministério das Cidades. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Implementação de Ações em Áreas Urbanas Centrais e Cidades Históricas: Manual de Orientação. Brasília, DF, IPHAN, Ministério das Cidades, 2011. 252p. BRITO, Marcelo. Pressupostos da Reabilitação Urbana de Sítios Históricos no Contexto Brasileiro. Revista Vitruvius Arquitexto, São Paulo, nº 033, fev. de 2003. Disponível em: . Acesso: 14 de fev de 2017. COMPAT - CONSELHO MUNICIPAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL. Disponível em: . Acesso em: 13 out 2017. CYMBALISTA, Renato; NAKASHIMA, Rosemeire; CARDOSO, Patrícia de Menezes. O Plano Diretor de Mariana (MG): a Difícil Articulação Entre Planejamento Urbano, Patrimônio Histórico e Atores Políticos. 2006, 22p. Disponível em: . Acesso em: 06 ago. 2017. FERNANDES, Edésio. Estatuto da Cidade, Mais de 10 Anos Depois: Razão de Descrença, ou Razão de Otimismo? Revista UFMG, Belo Horizonte, v.20, n.1, jan/jun 2013, p. 212-233. HARVEY, David. A Geografia Disso Tudo (cap. 06). In: HARVEY, David. O Enigma do Capital. São Paulo. Boitempo, 2011. p.: 117–150. IBGE (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA). Censo Demográfico. Disponível em: . Acesso em: 06 jan. 2018. MARIANA. Lei Complementar 16 de 2003. Disponível em: . Acesso: 08 jun. 2017. MARICATO, Ermínia. As Ideias Fora do Lugar e o Lugar Fora Das Ideias: Planejamento Urbano no Brasil. In: ARANTES, Otília; VAINER, Carlos; MARICATO, Ermínia. A Cidade do Pensamento Único: Desmanchando Consensos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. p. 121-192. MONTE-MÓR, R. L. (2006). As teorias urbanas e o planejamento urbano no Brasil. In Diniz, C. C. & Crocco, M., editores, Economia Regional e Urbana: Contribuições Teóricas Recentes, p. 61–85. UFMG, Belo Horizonte. MUNIZ, Wagner. Análise do Plano Diretor de Mariana (MG): 2002 - 2017. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Territorial e Políticas Públicas. Instituto de Ciências Sociais Aplicadas. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2018. 164 f. ______, Wagner. Um Debute Fragmentado: os 15 Anos do Plano Diretor de Mariana (Minas Gerais) – 2004/2019. Revista Brasileira de Direito Urbanístico – RBDU, Belo Horizonte, ano 6, n. 11, p. 187-214, jul./dez. 2020. Disponível em: . Acesso: 01 de Fev. 2020. PMSB (PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO). 2014. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2017. STEPHAN, Italo Itamar Caixeiro Stephan. Planos Diretores Em Minas Gerais: Vinte Anos De Exigência Constitucional. Revista Risco. São Carlos (SP), v.10, 2009, p.46 - 56. _________, Italo Itamar Caixeiro; FARIA, Teresa C. de A. Uma Avaliação da Aplicação de PD’s em Minas Gerais, Brasil. VIII Congresso Ibérico de Urbanismo, 2011. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2017.
1497 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) DETERMINANTES DA DINÂMICA DE MOBILIDADE DOS JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO EM 2015 JAMAIKA PRADO;MARCOS TAROCO RESENDE; RESUMO: AS MUDANÇAS ESTRUTURAIS NO MERCADO DE TRABALHO DAS ÚLTIMAS DÉCADAS, DESDE 1990 ATÉ OS ANOS MAIS RECENTES, TÊM MOSTRADO UMA ACELERAÇÃO DO DESEMPREGO E DA INATIVIDADE, EM PERÍODOS DE CRISE. EM COMPARAÇÃO AO TOTAL DOS INDIVÍDUOS QUE ESTÃO EM IDADE ATIVA, JOVENS DE FAIXA ETÁRIAS MAIS NOVAS (15 A 29 ANOS) TÊM SIDO OS QUE MAIS SE ENCONTRAM NESSA SITUAÇÃO. NESSE CONTEXTO, ESTE ESTUDO BUSCA VERIFICAR QUAIS AS CARACTERÍSTICAS SOCIOECONÔMICAS SÃO IMPORTANTES PARA DETERMINAR A DINÂMICA DE MOBILIDADE DOS JOVENS DE 15 A 24 ANOS, NO MERCADO DE TRABALHO, NO ANO DE 2015. FOI ESTIMADO UM MODELO LOGIT MULTINOMIAL, ATRAVÉS DOS DADOS DA PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRA DE DOMICÍLIOS (PNAD). OS RESULTADOS INDICARAM QUE A CHANCE DE OS JOVENS TRANSITAREM DA CATEGORIA EMPREGADA PARA A DESEMPREGADA OU INATIVA, É DETERMINADA PELA IDADE, COR E PELA CONDIÇÃO QUE O INDIVÍDUO OCUPA NA FAMÍLIA. REFERÊNCIAS ARAÚJO, J.P.F; ANTIGO, M.F. DESEMPREGO E QUALIFICAÇÃO DA MÃO DE OBRA NO BRASIL. REVISTA DE ECONOMIA CONTEMPORÂNEA, V. 20, N. 2, P. 308-335, 2016. BRASIL; INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. COORDENAÇÃO DE POPULAÇÃO E INDICADORES SOCIAIS. SÍNTESE DE INDICADORES SOCIAIS: UMA ANÁLISE DAS CONDIÇÕES DE VIDA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA, 2015. CAMARGO, J.M; REIS, M.C. DESEMPREGO: O CUSTO DA DESINFORMAÇÃO. REVISTA BRASILEIRA DE ECONOMIA, V. 59, N. 3, P. 381-425, 2005. CORSEUIL, C.H.L; POLOPONSKY, K; FRANCA, M.A.P. UMA INTERPRETAÇÃO PARA A FORTE ACELERAÇÃO DA TAXA DE DESEMPREGO ENTRE OS JOVENS. 2018. CUNHA, D.A; ARAÚJO, A.A; LIMA, J.E. DETERMINANTES DO DESEMPREGO E INATIVIDADE DE JOVENS NO BRASIL METROPOLITANO. REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, V. 9, N. 3, 2011. FERNANDES, R.; PICCHETTI, P. UMA ANÁLISE DA ESTRUTURA DO DESEMPREGO E DA INATIVIDADE NO BRASIL METROPOLITANO. 1999. GREENE, W. ECONOMETRIC ANALYSIS. ENGLEWOOD CLIFFS: PRENTICE HALL, 2003. 828 P. GIAMBIAGI, F.; VILLELA, A.A; CASTRO, L.B; HERMANN, J. ECONOMIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA: 1945-2010. ELSEVIER BRASIL, 2ª ED, 2010. IBGE. PNAD 2015: PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRAS DE DOMICÍLIOS. RIO DE JANEIRO, 2015. INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA – IPEADATA. PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS DE MERCADO: VARIAÇÃO REAL ANUAL - REFERÊNCIA 2010. DISPONÍVEL EM: . ACESSO EM 23. AGO. 2018. MENDONÇA, T. G.; LIMA, J. R.; LÍRIO, V. S. DETERMINANTES DA INSERÇÃO DE MULHERES JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO NORDESTINO. REVISTA ECONÔMICA DO NORDESTE, FORTALEZA, V. 43, N. 4, 2012. MENEZES-FILHO, N.A.; PICCHETTI, P. OS DETERMINANTES DA DURAÇÃO DO DESEMPREGO EM SÃO PAULO. PESQUISA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO. PESQUISA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO, V.30, N.1, 2000. POCHMANN, M. SITUAÇÃO DO JOVEM NO MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL: UM BALANÇO DOS ÚLTIMOS 10 ANOS. SÃO PAULO, 2007. SILVA, N.D.V; KASSOUF, A.L. A EXCLUSÃO SOCIAL DOS JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO. REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS DE POPULAÇÃO, V. 19, N. 2, P. 99-115, 2002. TOMÁS, M. C.; OLIVEIRA, A. M. H. C.; RIOS-NETO, E.L.G. ADIAMENTO DO INGRESSO NO MERCADO DE TRABALHO SOB O ENFOQUE DEMOGRÁFICO: UMA ANÁLISE DAS REGIÕES METROPOLITANAS BRASILEIRAS. REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS DE POPULAÇÃO, V. 25, N. 1, P. 91-107, 2008.
1498 economiaepoliticaspublicas v. 8 n. 1 (2020) TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA E CRESCIMENTO ECONÔMICO DO BRASIL: UMA ANÁLISE A PARTIR DA RAZÃO DE DEPENDÊNCIA MARIA ALICE FERREIRA;EMERSON COSTA DOS SANTOS; RESUMO: A ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA VEM SE MODIFICANDO DESDE OS ANOS 1970, SOBRETUDO EM RAZÃO DA REDUÇÃO DAS TAXAS DE FECUNDIDADE E DE MORTALIDADE, ACOMPANHADAS PELO AUMENTO DA EXPECTATIVA DE VIDA DA POPULAÇÃO. ESSE FENÔMENO SE DENOMINA TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA, PROCESSO QUE REDUZ A PROPORÇÃO DE CRIANÇAS E AUMENTA A PROPORÇÃO DE PESSOAS IDOSAS NA POPULAÇÃO. A LITERATURA SUGERE QUE ESSE PROCESSO ESTEJA RELACIONADO COM O CRESCIMENTO ECONÔMICO, DE FORMA QUE REGIÕES COM MENOR TAXA DE DEPENDÊNCIA DEVEM APRESENTAR MAIORES TAXAS DE CRESCIMENTO ECONÔMICO. ESTE TRABALHO INVESTIGA AS EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS SOBRE A RELAÇÃO ENTRE RAZÃO DE DEPENDÊNCIA E CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL. OS RESULTADOS MOSTRARAM QUE A RAZÃO DE DEPENDÊNCIA É NEGATIVAMENTE RELACIONADA COM O CRESCIMENTO ECONÔMICO, CONFIRMANDO DIVERSOS ESTUDOS EXISTENTES ACERCA DO TEMA. ADEMAIS, OS RESULTADOS INDICARAM TAMBÉM QUE O IMPACTO DA ESTRUTURA DEMOGRÁFICA É MUITO IMPORTANTE PARA EXPLICAR O CRESCIMENTO ECONÔMICO E PODE SER ATRIBUÍVEL, PRINCIPALMENTE, AO DECLÍNIO SUBSTANCIAL DA DEPENDÊNCIA DOS JOVENS E DOS IDOSOS. REFERÊNCIAS BARRO, R. J.; SALA-I-MARTIN, X. 1992. CONVERGENCE. JOURNAL OF POLITICAL ECONOMY, V.100, N. 2, P. 223-251. 1992. BLOOM, D. E.; CANNING, D. GLOBAL DEMOGRAPHIC CHANGE: DIMENSIONS AND ECONOMIC SIGNIFICANCE. NBER WORKING PAPER N. 10817. 2004. BLOOM, D. E.; WILLIAMSON, J. G. DEMOGRAPHIC TRANSITIONS AND ECONOMIC MIRACLES IN EMERGING ASIA. WORLD BANK ECONOMIC REVIEW, N. 12, V. 3, P. 419-456. 1998. BLOOM, D. E.; CANNING, D.; MALANEY, P. N. POPULATION DYNAMICS AND ECONOMIC GROWTH IN ASIA. POPULATION AND DEVELOPMENT REVIEW, V. 26, P. 257-290. 2000. BLOOM, D., CANNING, D. E SEVILLA, J. 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1500 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 2 (2019) O GOVERNO ESTADUAL E A PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO EM MINAS GERAIS Alexandre Queiroz Guimarães;Lauro Marques Vicari; Governo estadual, Aparato de fomento, Políticas de desenvolvimento, Desenvolvimento econômico, Minas Gerais O presente artigo dedica-se a analisar os desafios e as oportunidades para a construção de uma agenda de desenvolvimento econômico para o estado de Minas Gerais, à luz do papel de seu aparato de fomento e das capacidades do governo estadual. A discussão está centrada nos impasses da conjuntura atual, na qual Minas Gerais sofre com uma pauta produtiva pouco diversificada e altamente dependente de commodities, conformandose como grande importadora de máquinas, ferramentas e bens de capital. Objetiva-se, portanto, refletir sobre a forma de organização da ação governamental e a adoção de instrumentos capazes de priorizar a promoção do desenvolvimento, de forma a equacionar a questão fiscal, vencer gargalos em infraestrutura, desburocratizar a economia e avançar em políticas de C&T. Para isso, busca-se nas seguintes seções: realizar um resgate histórico do papel do governo de Minas Gerais na promoção da industrialização; abordar as redefinições do pacto federativo e seus impactos sobre os governos estaduais; enfocar iniciativas de outros governos estaduais na promoção do desenvolvimento; abordar a recuperação da capacidade de planejamento do governo de Minas Gerais a partir dos anos 2000 e as direções apontadas para o desenvolvimento econômico e analisar a estratégia de smart specialisation adotada pela União Europeia. ABRUCIO, F. Os barões da federação: os governadores e a redemocratização brasileira. São Paulo: Hucitec. Journal of Political Science, p. 406-433, 1998. 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1501 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 2 (2019) EFICIÊNCIA DO MICROCRÉDITO: UMA APLICAÇÃO DA DEA PARA OS ESTADOS BRASILEIROS Luciana Maria Costa Cordeiro;Maria Elizete Gonçalves;Gisele Martins Pereira; Microcrédito; Eficiência Social; Análise Envoltória de Dados, Minas Gerais. O Microcrédito é abordado nesse estudo por duas linhas de pensamento distintas; uma voltada ao alivio da pobreza e outra relacionada à oferta de crédito para pessoas de baixa renda. Considerando as posições dessas duas correntes o objetivo geral deste trabalho foi analisar a eficiência da oferta de Microcrédito em Minas Gerais, nos anos de 2013 e 2014 em comparação aos demais estados brasileiros, sobre três óticas distintas: amplitude, profundidade e amplitude/profundidade. Como metodologia, foi utilizada a técnica de Análise Envoltória de Dados-DEA. A análise dos escores de eficiência evidenciou a ênfase na dimensão amplitude/profundidade. ADAMS, D. W. y VON PISCHKE, J. D. 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1502 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 2 (2019) A OFERTA MUNICIPAL DE SERVIÇOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NO ESTADO DE MINAS GERAIS: UMA ANÁLISE ENTRE OS ANOS DE 2007 E 2016 Sílvio Ferreira Júnior;Juliana Souki Diniz; Desigualdades en salud, salud pública. Políticas de salud pública Minas Gerais. A contribuição deste artigo consiste não somente na proposição de um indicador multivariado da oferta municipal em serviços de saúde da atenção primária, como também de propor a avaliação do comportamento temporal da oferta, no sentido de avaliar em que medida sua dinâmica apresenta-se coerente ao princípio da equidade. Dentre os resultados do estudo, ficou evidenciado que a oferta municipal no estado de Minas Gerais tem crescido de forma desigual, porém a favor daqueles municípios que, historicamente, apresentam os maiores índices de necessidades em saúde do estado. Nesse sentido, é possível afirmar que as desigualdades percebidas a favor daqueles municípios têm refletido processo gradual de redução do quadro histórico de iniquidades geográficas nesse nível de atenção à saúde. Todavia, os resultados mostram que os municípios com maiores índices de oferta têm crescido a taxas menores, o que leva a concluir que a dinâmica temporal da oferta no estado de Minas Gerais tem seguido um processo de convergência, de maneira que essas desigualdades tendem a se reduzir ao longo do tempo. ANDRADE, M. V.; NORONHA, K. V. M. S.; MORO, S.; MACHADO, E. N. M; F. B. C. T. P. FORTES. Metodologia de alocação equitativa de recursos: uma proposta para Minas Gerais. Belo Horizonte: MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde, 2004. BARRO, R.; SALA-I-MARTIN, X. Convergence. Journal of Political Economy. vol. 100, n. 2, 1992. p. 223-251. BRASIL. Ministério da saúde. Gestão plena com responsabilidade pela saúde do cidadão. 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Departamento de Apoio à Descentralização/ Secretaria Executiva. Regionalização solidária e cooperativa: orientações para sua implementação no SUS. Vol. 3, Brasília: 2006b. (Série Pactos pela Saúde 2006) BRASIL. Ministério da saúde. Departamento de Atenção Básica/Secretaria de Atenção à Saúde. Política nacional de atenção básica. Vol. 4, Brasília: c. (Série Pactos pela Saúde 2006) BRASIL. Ministério da saúde. Departamento de Apoio à Descentralização/ Secretaria Executiva. Diretrizes para a programação pactuada e integrada da assistência à saúde. Vol. 5, Brasília: 2006d. (Série Pactos pela Saúde 2006) BRASIL. Ministério da saúde. Secretaria de Atenção à Saúde – SAS. Diretoria de Articulação de Redes de Atenção à Saúde – DARA. Redes Regionalizadas de Atenção à Saúde: Contexto, Premissas, Diretrizes Gerais, Agenda Tripartite, para discussão e Proposta de Metodologia para Apoio à Implementação. Brasília, 2008. BRASIL. Ministério da saúde. Ministério da saúde. 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1503 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 2 (2019) A EMPRESA AMIGA DA SOCIEDADE: ADOÇÃO DE ESTRATÉGIAS E PRÁTICAS GERENCIAIS LEGITIMADORAS SOB A ÓTICA DA TEORIA INSTITUCIONAL Edgard Gonçalves da Costa;Antônio Artur de Souza; Isomorfismo, Responsabilidade Social, Estratégias Gerenciais As organizações sendo entidades culturais, inserem-se num contexto maior que constitui seu ambiente externo, composto pelos diversos stakeholders. As entidades não agem de forma isolada, logo, suas estratégicas são pautadas pelo contexto concorrencial em que se inserem. As ações gerenciais são impostas de fora para dentro da organização, num processo de imitação que é conhecido pela literatura como isomorfismo (mimético, coercitivo e normativo). Constatou-se que as práticas socioambientais adotadas para que as organizações pareçam socialmente responsáveis e amigas da sociedade muitas vezes não passam de atendimentos a determinações impostas pelo Estado Brasileiro ou pela concorrência. Para realização deste trabalho, foi feita exploração teórica do tema, constituindo-se numa revisão bibliográfica, de cunho descritivo e explicativo, partindo de uma abordagem qualitativa. ABDALA, Paulo Ricardo Zilio; GUZZO Renata Fernandes; SANTOS, Suziane de Alcantara. Propaganda verde ou fachada verde? Uma análise do nível de greenwash nos anúncios com apelos ecológicos no Brasil. 2010? Disponível em: http://engema.org.br/upload/pdf/edicoesanteriores/XII/300.pdf. Acesso em: 13 out. 2018. AFONSO, Ana Carolina Baptista. O consumidor verde: perfil de comportamento de compra. 2010. 182 f. Dissertação (Mestrado em Marketing) - Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa, 2010. Disponível em: https://www.repository.utl.pt/bitstream/ 5/1758/1/Tese_Ana%20Carolina%20Baptista%20Afonso.pdf. Acesso em: 25 dez. 2018. BARROS, Raissa Barreto. Marketing social aplicado às ongs. 2013. 72 f. Projeto Final (Publicidade e Propaganda). 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1504 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 2 (2019) A POPULAÇÃO BRASILEIRA EM 1850: UMA ESTIMATIVA BRAZILIAN POPULATION IN 1850: AN ESTIMATE Tarcísio Rodrigues Botelho; População, Tráfico de escravos, Brasil, Século XIX Os estudos sobre o conjunto da população brasileira no século XIX ressentem-se da falta de dados mais precisos para meados do século. Existem bons conjuntos de dados disponíveis até a década de 1830, mas após esse momento apenas contamos com estimativas grosseiras de população, antes do primeiro censo nacional de 1872. Dispor de dados mais acurados para os anos 1850 seria bastante relevante porque esse é o momento em que se encerra o tráfico de transatlântico de africanos escravizados, talvez o principal contribuinte para formar a população brasileira. Nesse artigo, apresento uma estimativa da população para o ano de 1850, quanto efetivamente a entrada de africanos torna-se reduzido. Ela baseia-se em estatísticas parciais das diversas províncias brasileiras, de diferentes datas e de qualidade variável. A partir de uma crítica das fontes disponíveis e da interpolação ou extrapolação desses dados, apresento uma estimativa mais confiável para o ano de 1850 do que seria a população brasileira segundo as províncias e dividida por sexo e condição social. ANÔNIMO. Memoria estatistica do Império do Brasil, oferecida ao Marquez de Caravelas. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro. Tomo LVIII, Parte I, p. 91-99, 1º e 2º Trimestres 1895. BAHIA, Falla que recitou o presidente da provincia da Bahia, o dezembargador João José de Moura Magalhães, n’abertura da Assembléa Legislativa da mesma provincia em 25 de março de 1848. Bahia: Typographia de João Alves Portella, BALHANA, Altiva Pilatti. A população. In: SILVA, Maria Beatriz Nizza da (ed.). O império luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa: Editorial Estampa, 1986. p. 19-62. 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Sr. Senador Frederido d´Almeida e Albuquerque. Teresina: Typ. Constitucional de J. da S. Leite, 1857. RIO DE JANEIRO. Relatorio apresentado á Assembléa Legislativa Provincial do Rio de Janeiro na 1.a sessão da 11.a legislatura pelo vice-presidente da provincia, o conselheiro Antonio Nicoláo Tolentino. Niterói: Typographia da Patria, 1856. RIO DE JANEIRO. Relatorio do vice-presidente da provincia do Rio de Janeiro, o veador João Pereira Darrigue Faro, na abertura da segunda sessão da oitava legislatura da Assembléa Provincial, no dia 1.o de agosto de 1851, accompanhado do orçamento da receita e despeza para o anno de 1852. Rio de Janeiro: Typ. Universal de Laemmert, 1851. RIO DE JANEIRO. Relatorio do vice-presidente da provincia do Rio de Janeiro, o veador João Pereira Darrigue Faro, na abertura da primeira sessão da nona legislatura da Assembléa Legislativa Provincial no dia 1.o de agosto de 1852. acompanhado do orçamento da receita e despeza para o anno de 1853. Niterói: Typographia de Amaral & Irmão, 1852. RIO DE JANEIRO. Relatorio do vice-presidente, o ex.mo barão do Rio Bonito, na abertura da primeira sessão da decima legislatura da Assembléa Legislativa Provincial no dia 1.o de agosto de 1854, acompanhado do orçamento da receita e despeza para o anno de 1855. Rio de Janeiro: Typ. Universal de Laemmert, RIO GRANDE DO NORTE. Relatório apresentado á Assembléa Legislativa do Rio Grande do Norte na Sessão Ordinaria do Anno de 1862 pelo Presidente da Provincia o Comendador Pedro Leão Veloso. Maceió: Typographia do Diario do Comércio, 1862. RIO GRANDE DO SUL. Relatorio apresentado a Assembléa Provincial de S. Pedro do Rio Grande do Sul na 2.a sessão da 8.a legislatura pelo conselheiro Joaquim Antão Fernandes Leão. Porto Alegre: Typographia do Correio do Sul, 1859. RIO GRANDE DO SUL. Relatorio do presidente da provincia de S. Pedro do Rio Grande do Sul, o conselheiro José Antonio Pimenta Bueno, na abertura da Assembléa Legislativa Provincial no. 1.o de outubro de 1850; acompanhado do orçamento da receita e despeza para o anno de 1851. Porto Alegre: Typ. De F. Ponatelli, 1850. RIO GRANDE DO SUL. Relatorio do vice-presidente da provincia de S. Pedro do Rio Grande do Sul, o commendador Patricio Correa da Camara, na abertura da Assembléa Legislativa Provincial em 11 de outubro de 1857. Porto Alegre: Typographia do Mercantil, 1857. RODRIGUES, Félix Contreiras. Traços da economia social e política do Brasil colonial. Rio de Janeiro: Ariel, 1935. SALLES, Ricardo. E o Vale era o escravo: Vassouras, século XIX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. SERGIPE. Relatorio apresentado á Assembléa Legislativa Provincial de Sergipe. na abertura de sua sessão ordinaria no dia 8 de março de 1852 pelo exm. snr. presidente da provincia, dr. José Antonio de Oliveira Silva. Sergipe: Typographia Provincial, 1852 SILVA, Joaquim Norberto de Souza e, Investigação sobre os recenseamentos da população geral do Império e de cada província de per si tentados desde os tempos coloniais até hoje, São Paulo: IPE/USP, 1986 (ed. fac-similar; 1ª ed.: . TOMICH, Dale. Pelo prisma da escravidão: trabalho, capital e economia mundial. São Paulo: Edusp, 2011.
1506 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 1 (2019) O QUE É O ECONÔMICO? A PERSPECTIVA PLURAL DA ECONOMIA SOLIDÁRIA E DA ECONOMIA FEMINISTA Luciene Rodrigues; economia solidária; mudança social; economia feminista. A definição do campo “econômico” comporta uma dimensão formal e outra substantiva, esta última quase sempre esquecida pelo mainstream econômico. A noção dominante de economia considera apenas a dimensão formal, reconhece como atividade econômica somente a produção de bens e serviços com valor de troca. Polanyi oferece elementos para recuperar a dimensão substantiva, mostrando a pluralidade do comportamento econômico e que a finalidade última da atividade econômica é a satisfação das necessidades. Neste sentido, a presente comunicação procura discutir o processo de autonomização da esfera econômica assimilada ao mercado e apresenta algumas ferramentas analíticas para a desconstrução do conceito dominante a partir da noção de Economia Solidária. Mostra-se como o conceito de Economia Solidária recupera a dimensão substantiva e aponta, ainda, para a proximidade entre o conceito de economia solidária e a abordagem feminista da economia. BENERIA, L. A mujer y el género em la economia: Um panorama general. In: VILOTA, P. (ed). Economia y gênero. Macroeconomia, política fiscal y liberalizacíon. Análisis de su impacto sobre las mujeres. Barcelona: Icaria Editorial, 2003. p. 23-74. CAILLÉ, Alain. “Nem holismo, nem individualismo metodológicos: Marcel Mauss e o paradigma da dádiva”. Revista Brasileira de Ciências sociais, 13 (38): 5-38, São Paulo, 1998. CATTANI, A. D; LAVILLE, J.L; GAIGER,L.I; HESPANHA, P. Dicionário Internacional Outra Economia. Coimbra: Ed. Almedina, 2009. CRUZ, A. A diferença da igualdade: a dinâmica da economia solidária em quatro cidades do Mercosul. Tese de doutorado em economia aplicada. Campinas: Instituto de Economia/Unicamp, 2006. ELSON, D.; CAGATAY,N. The social content of macoroeconomic policies, World Development, v.28.n.7, pp.1347-1364, 2000. GODBOUT, T. Jacques. “Le don, la dette et l’identité”. Paris: La Découverte, LAVILLE, J. L. L’économie Solidaire. Une perspective internationale. Paris, LECHAT, N. M. P. As raízes históricas da economia solidária e seu aparecimento no Brasil. Leituras cotidianas nº 152, 2002. MANKIW, N. G. Introdução À Economia - Tradução da 6. ed. Norte-americana. Cengage learning Ed, 2014. POLANYI, K. A grande transformação: as origens de nosso época; tradução de Fanny Wrabel. - 2. ed.- Ria de Janeiro: Compus, 2000. SABOURIN, E. Marcel Mauss: da dádiva à questão da reciprocidade. Rev. Bras. Ci. Soc. vol.23 no.66 São Paulo, 2008. SIMMEL, Georg. “O Dinheiro na Cultura Moderna” In: Psicologia do Dinheiro e outros ensaios. Trad. de Artur Morão. Lisboa: Texto & Grafia, 2009, p. -61. TEMPLE, Dominique. “Les structures élémentaires de la réciprocité”. Revue du Mauss, 12: 234-242, Paris, 1998.
1507 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 1 (2019) DESIGUALDADES NA INFRAESTRUTURA ESCOLAR E QUALIDADE NO ENSINO FUNDAMENTAL DAS MESORREGIÕES DE MINAS GERAIS Maria Elizete Gonçalves;Marília Borborema Rodrigues Cerqueira;Daniel Brito Alves;Karine Rodrigues Araújo; Desigualdades Educacionais; Qualidade do Ensino; Minas Gerais. Ao se discutir a educação vem à tona diversas abordagens, entre elas, a que discorre sobre as desigualdades educacionais e sobre a qualidade do ensino. Este estudo busca relacionar uma das dimensões das desigualdades - a dimensão de tratamento (aqui medida pela infraestrutura escolar) - à qualidade do ensino nas escolas de ensino fundamental do Estado de Minas Gerais. Para a classificação das escolas segundo a infraestrutura existente, foram utilizados o modelo logístico de dois parâmetros e a Teoria da Resposta ao Item (TRI). Na análise de correlação, foram utilizados os indicadores de infraestrutura construídos e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Entre os principais resultados, foram evidenciadas desigualdades na distribuição da infraestrutura no sistema educacional do Estado (ensino fundamental), de forma que os alunos residentes em regiões menos desenvolvidas, e portanto, mais pobres, estão nas escolas com piores níveis de infraestrutura. Explicitase a necessidade de implementação de políticas públicas objetivando a promoção de melhores condições de oferta do ensino focalizadas, sobretudo, nas mesorregiões menos desenvolvidas de Minas Gerais. ALEXANDRINO, L.L.G. Determinantes do desempenho escolar do município de Sobral. 2017. 31f. - Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Ceará, Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade, Programa de Pós-graduação em Economia, Mestrado Profissional em Economia, Fortaleza (CE), 2017. CRAHAY, M. Poderá a escola ser justa e eficaz? Da igualdade das oportunidades às igualdades dos conhecimentos. Lisboa, Instituto Piaget, 2000. DOURADO, L. F. (org.); OLIVEIRA, J. F. de; SANTOS, C. de A. A qualidade da educação: conceitos e definições. Brasília: INEP/MEC (Série “Textos para discussão”, nº 24), 2007. GADOTTI, M. Qualidade na educação: uma nova abordagem. Congresso de Educação Básica: Qualidade na Aprendizagem. Anais... Florianópolis, COEB GARCIA, A. V.; HILLESHEIM, J. Pobreza e desigualdades educacionais: uma GONÇALVES, M. E.; CERQUEIRA, M. B. R.; ALVES, D. B.; ARAÚJO, K. R. Desigualdades... Economia e Políticas Públicas, v. 7, n. 1/2019 análise com base nos Planos Nacionais de Educação e nos Planos Plurianuais Federais. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial n. 2, p. 131-147, set. 2017 GONÇALVES, M. E. Análise de sobrevivência e modelos hierárquicos logísticos longitudinais: uma aplicação à análise da trajetória escolar (4ª. a 8ª. série – ensino fundamental). 2008. 218 f. Tese (Doutorado em Demografia) – Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2008. JUNIOR, W.S.S. A desigualdade de renda e sua relação com a distribuição educacional no Brasil. Revista Orbis Latina, vol.3, nº1, janeiro-dezembro de 2013. ISSN 2237-6976. MACHADO, D.C.O. Análise de fatores associados ao desempenho escolar de alunos do quinto ano do ensino fundamental com base na construção de indicadores. Dissertação (mestrado profissional) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico, Programa de Pós-Graduação em Métodos e Gestão em Avaliação, Florianópolis, 2014. MEC, 2009. Documento Referência: Conferência Nacional de Educação. Brasília: MEC. MOREIRA, K.S.G. Determinantes do desempenho escolar no Rio Grande do Sul: uma análise a partir de modelos hierárquicos. 2013. 106f. Dissertação (Mestrado em Economia do Desenvolvimento) - Pontífica Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013. NERI, M.; MOURA, R.; CORREA, M. Infraestrutura e avanços educacionais. Fundação Getúlio Vargas. Disponível em: http://www.cps.fgv.br/cps/simulador/Site_CPS_Educacao/WB_relatoriofinal.pdf >. Acesso em: 11 set. 2016. NETO, J. J. S.; JESUS, G. R; KARINO, C. A.; ANDRADE, D. F. Uma escala para medir a infraestrutura escolar. Estudos em Avaliação Educacional, v. 24, n. , p. 78-99, 2013. OLIVEIRA, R.P.; ARAUJO, G. Qualidade do ensino: uma nova dimensão da luta pelo direito à educação. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 28, p. 5-23, 2005. OLIVEIRA et. al. Análise das desigualdades intraescolares no Brasil. Estudos e Pesquisas Educacionais. São Paulo, out. 2013. REUNIÃO da Sociedade Civil, 2004. A educação pública da América Latina no centro da roda. Brasília, 8 e 9 de Novembro de 2004, mimeo. SOARES, S.; SÁTYRO, N. O impacto de infraestrutura escolar na taxa de distorção idade-série das escolas brasileiras de ensino fundamental: 1998 a 2005. 2008. THOMAZINHO, G.C.S. Direito à educação para populações vulneráveis: desigualdades educacionais e o Programa Bolsa Família. 2017. Dissertação (Mestre em Educação) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. VERNIER, L.D.S., BAGOLIN, I.P., JACINTO, P.A. Fatores que Influenciam o Desempenho Escolar no Estado do Rio Grande do Sul: uma Análise com Regressões Quantílicas. Análise Econômica, Porto Alegre, ano 33, n. 64, p. -170, set. 2015.
1508 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 1 (2019) A REGIONALIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA DE MINAS GERAIS E A ESTRATÉGIA LOGÍSTICA DE DESCENTRALIZAÇÃO DA AQUISIÇÃO DE MEDICAMENTOS BÁSICOS PARA O SUS Revista Economia e Políticas Públicas;Cristian Correna Carlo; assistência farmacêutica, SUS, descentralização, logística, política pública. : Após 20 anos, desde as primeiras ações descentralizadoras da assistência farmacêutica em Minas Gerais, os municípios mineiros terão autonomia administrativa para gerir os recursos do SUS na aquisição de medicamentos básicos. Em 2017 estendeu-se aos governos locais a autonomia de gestão destes recursos segundo a estratégia de Regionalização, sendo substituído o modelo de gestão centralizado no estado. Foi movido por este contexto de reconfiguração institucional que se buscou com este artigo avaliar o processo de Regionalização sob a ótica da gestão logística, identificando possíveis avanços e/ou desafios do modelo descentralizado, na busca de maior efetividade para a política pública de assistência farmacêutica do estado. A pesquisa fundamentou-se em levantamento bibliográfico, entrevistas e consultas escritas a servidores-chave da administração pública mineira. Os resultados indicam possíveis ganhos de eficiência pela redução do preço de compra dos medicamentos e pela redução considerável do custo logístico. Porém, evidenciam também desafios significativos quanto à capacidade de gestão dos governos locais e à integração entre as esferas estadual e municipal na perspectiva de instituir-se, no novo modelo, um estado mais gestor que operador do sistema. COSENDEY, Marly A. E. et al. Assistência farmacêutica na atenção básica de saúde: a experiência de três estados brasileiros. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 16(1), p. 171 a 182, jan./mar., 2000. FIOCRUZ. Atas de Registro de Preços. Site Oficial, 2017. Disponível em: http:/ /portal.fiocruz.br/pt-br/content/atas-de-registro-de-preços. Acesso em: 03 mar.2017. MARQUESINI, Ana Maria B. G.; CARMO, Gerson T. Análise sistêmicoinstitucional da Central de Medicamentos - Ceme. Revista de Administração Pública – RAP, Rio de Janeiro, v. 14(1), p. 127 a 178, jan./mar., 1980. MINAS GERAIS. Deliberação CIB-SUS MG Nº 2.064, de 24 de Fevereiro de a. MINAS GERAIS. Deliberação CIB-SUS MG Nº 2 164, de 19 de Agosto de 2015b. MINAS GERAIS. Programa Farmácia de Todos – Programa de Assistência Farmacêutica. Secretaria de Saúde. Belo Horizonte: 2016. MINAS GERAIS. Rede Farmácia de Minas. Plano Estadual de Estruturação da Rede de Assistência Farmacêutica. Secretaria da Saúde. Belo Horizonte: 2008. MINAS GERAIS. Rede Farmácia de Minas. Uma Estratégia para Ampliação do Acesso e Uso Racional de Medicamentos no SUS. Belo Horizonte: 2009. MINAS GERAIS. Relatório Final de Auditoria – Assistência Farmacêutica: Programa Farmácia de Minas. Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE/MG). Belo Horizonte: 2013. TRIPALLI, Juarez P.; FERNANDES, Elton; MACHADO, Waltair V. Gestão da cadeia de suprimento no setor público: uma alternativa para o controle de gastos correntes no Brasil. Rev. Adm. Pública – RAP, Rio de Janeiro, v. 45(2), p. 401 a 433, mar./abr. 2011. VAZ, Carlos J; LOTTA, Gabriela S. A contribuição da logística integrada às decisões de gestão das políticas públicas no Brasil. Rev. Adm. Pública – RAP. Rio de Janeiro, v.45(1), p.107 a 139, jan./fev. 2011.
1509 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 1 (2019) MUDANÇA DE PARADIGMA NA GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA BRASILEIRA A EXPERIÊNCIA DE MINAS GERAIS Cleuber Vieira dos Santos da Silva; Desenvolvimento, Energia Solar, Inovação, Regulação, Investimento. Este trabalho objetiva compreender a expansão da energi a fotovoltaica no Brasil e em Minas Gerais, partindo da compreensão de quatro drives importantes para o desenvolvimento econômico, bem como para a construção da matriz energética que são: as condições inicias, isto é, o ponto de partida para alterar a matriz energética; segundo, a inovação tecnológica que não é somente os novas tecnologias, mas também as inovações gerencias que permitam a construção de novas fontes energéticas; o terceiro são os marcos regulatórios que dão segurança jurídica para novos empreendimentos e por fim, o quarto drive que são os investimentos para que sejam implantação da potência instalada fotovoltaica. A metodologia pressupõe uma bibliografia teórica e normativa pertinente, a consulta e registro dos dados da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, com a finalidade de verificar o desempenho da legislação e dos investimentos na fonte energética solar fotovoltaica. Basicamente há dois documentos que regulamentam a geração de energia no Brasil (a Resolução Normativa da ANEEL nº 482/2012 e Revisão da 482 em 2015, pela 687) e os dois que norteiam a geração em Minas Gerais (a Lei 20.824/31/07/2013 e a Lei 22.866/9/2018). Foram estes documentos que possibilitaram a expansão da potência instalada, em energia fotovoltaica no Brasil e em Minas Gerais, realizando em Dezembro de 2018, a meta para ser alcançada em Dezembro de 2019, conforme dados da ANEEL. Os resultados são robustos para o Brasil e Minas Gerais, sendo que em Minas, os resultados são mais destacados, devido a regulação que fora construída pelo estado de Minas Gerais que estimulou a implantação desta fonte energética e, pelo estado ter abundância solar, conforme o seu mapa solarimétrico. Por isso que Minas Gerais contribui com 21,8% de energia solar fotovoltaica na matriz energética nacional; o Rio Grande do Sul contribui com 15,7%, São Paulo com 12,2%; o Paraná com 6,1%; Santa Catarina com 5,4% e o Rio de Janeiro com 4,2% em 2018. A conclusão é que Minas Gerais em relação ao Brasil, no que se refere a fonte energética solar fotovoltaica, se destaca, a partir de 2012, devido as suas condições iniciais, a sua regulação atualizada e a implantação de plantas solares, tornando o estado de Minas, a frente em termos de potência instalada, comtemplado todos os elementos da teoria que suporta este trabalho: o 4 drives do desenvolvimento, elencados por Fatás e Mihov. ANEEL, Agência Nacional de Energia Elétrica. Geração Distribuída. Unidades Consumidoras com Geração Distribuída. Disponível em: http:// www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp. ANEEL, Agência Nacional de Energia Elétrica. Nota Técnica no 0056/2017- SRD/ANEEL. Brasília, 2017. ATLAS SOLARIMÉTRICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, CEMIG. CASTRO, Nilvade et al. A Ruptura do paradigma tecnológico e os desafios regulatórios do Setor Elétrico. Brasília: ANEEL. Revista de P&D. 7. ed. , 2017, p. 10-12. ISBN 1981- 9803. COSTA, Ana Thereza Carvalho et al. Análise dos determinantes da matriz elétrica brasileira. X Congresso Brasileiro de Planejamento energético. Gramado – RS, 2016. FATÁS, A.; MIHOV I. The 4 I’s of Economic Growth. INSEAD, 2009. SIFFERT, N. F. et al. O papel do BNDES na expansão do setor elétrico nacional e o mecanismo de project finance. Rio de Janeiro: BNDES Setorial, n 29, 2009, p. 3-36. TOMASQUIM, Maurício. Matriz Energética Brasileira: uma perspectiva. 2012.
1510 economiaepoliticaspublicas v. 7 n. 1 (2019) USOS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL POR AGENTES POLÍTICOS: REVISITANDO A LITERATURA João Paulo de Brito Nascimento;Fernanda Filgueiras Sauerbronn;Carla Leila Oliveira Campos;Denise Carneiro dos Reis Bernardo; Informação contábil; agentes políticos; política; revisão de literatura. Considerando os usos da informação contábil por agentes políticos, este trabalho tem o objetivo de apresentar uma revisão de literatura sobre o tema. Para tanto, realizamos um levantamento no Portal de Periódicos CAPES, utilizando palavras-chave relacionadas ao assunto. A partir dessa pesquisa, encontramos 29 (vinte e nove) artigos em periódicos internacionais que abordavam a temática. Os trabalhos investigaram os usos das informações contábeis em governos centrais e locais em países europeus, estadunidenses e asiáticos, não sendo encontrado nenhum artigo no âmbito brasileiro. Uma vez que as reformas contábeis que se iniciaram nos anos 2000 com as práticas gerencias da New Public Management (NPM) demandam que o setor público adote esse tipo de informação como forma deaccountability e governança, apontamos para a necessidade de definição de uma agenda de pesquisa sobre o tema no cenário nacional. E, devido à complexidade dos fenômenos políticos, entendemos que mix methods são os mais recomendados para a abordagem dessas pesquisas, bem como métodos advindos das teorias da linguagem e do discurso. ASKIM, J. How do politicians use performance information? An analysis of the Norwegian local government experience. International Review of Administrative Sciences, v. 73, n. 3, p. 453–472, 2007. BOURDEAUX, C. Integrating performance information into legislative budget processes. Public Performance & Management Review, v. 31, n. 4, p. 547– , 2008. BRUN, M. E.; SIEGEL, J. P. What does appropriate performance reporting for political decision makers require? International Journal of Productivity and Performance Management, v. 55, n. 6, p. 480-497, 2006. BURCHELL, S. et al. The roles of accounting in Organizations and society. Accounting, Organizations and Society, v. 5, n. 1, p. 5-21, 1980. BUYLEN, B; CHRISTIAENS, J. Talking numbers? Analyzing the presence of financial information in councilors’ speech during the budget debate in Flemish municipal councils. International Public Management Journal, v. , n. 4, p. 453-475, 2016. CARUANA, J.; FARRUGIA, B. The use and non-use of the government financial report by Maltese Members of Parliament. Accounting, Auditing & Accountability Journal, v. 31, n. 4, p. 1124-1144, 2018. DING, S.; GRAHAM, C.Accounting and the reduction of state-owned stock in China. Critical Perspectives on Accounting, v. 18, p. 559-580, 2007. EZZAMEL, M. et al. Conflict and rationality: accounting in Northern Ireland’s devolved assembly. Financial Accountability & Management, v. 21, n. 1, p. -55, 2005. EZZAMEL, M. et al. Experiencing institutionalization: the development of new budgets in the UK devolved bodies. Accounting, Auditing & Accountability Journal, v. 20, n. 1, p. 11-40, 2007. EZZAMEL, M.et al. Reforming central government: An evaluation of an accounting innovation. Critical Perspective on Accounting, v. 25, p. 409-422, FLURY, R.; SCHEDLER, K. Political versus managerial use of cost and performance accounting. Public Money & Management, v. 26, n. 4, p. 229- , 2006. FOGARTY, T. J.; DIRSMITH, M. W. Saving Chrysler: the use and non-use of accounting information by the US Congress. Accounting History, v. 10, n. 3, p. 89-115, 2005. GIACOMINI, D.; SICILIA, M.; STECCOLINI, I. Contextualizing politicians’ uses of accounting information: reassurance and ammunition. Public Money & Management, v. 36, p. 7, p. 483-490, 2016. GROSSI, G.; REICHARD, C.; RUGGIERO, P. Appropriateness and use of performance information in the budgeting process: some experiences from German and Italian municipalities. Public Performance & Management Review, v. 39, p. 581-606, 2016. GUARINI, Enrico. The day after: newly-elected politicians and the use of accounting information, Public Money & Management, v. 36, n. 7, p. 499- , 2016. HO, A. T.-K. Accounting for the value of performance measurement from the perspective of Midwestern mayors. Journal of Public Administration Research and Theory, v. 16, p. 217-237, 2006. HO, A. T.-K. PBB in American Local Governments: It’s More than a Management Tool.’ Public Administration Review, v. 71, n. 3: 391–401, 2011. JOHNSON, C.; TALBOT, C. The UK Parliament and performance: challenging or challenged? International Review of Administrative Sciences, v. 73, n. 1, , p.113-131. JORGE, S. M.; JESUS, M. A. J.; NOGUEIRA, S. P. S. Do politicians at central level use accounting information? Some evidence from the Portuguese case. Revista AECA, v. 115, p. 35-39, 2016a. JORGE, S. M.; JESUS, M. A. J.; NOGUEIRA, S. P. S. Information brokers and the use of budgetary and financial information by politicians: the case of Portugal. Public Money and Management, v. 36, n. 7, p. 515-520, 2016b. LIGUORI, M.; SICILIA, M.; STECCOLINI, I. Politicians versus managers: roles and interactions in accounting cycles. International Journal of Public Sector Management, v. 22, n. 4, p. 310-323, 2009. LIGUORI, M.; SICILIA, M.; STECCOLINI, I. Some like it non-financial... Politicians’ and managers’ views on the importance of performance information. Public Management Review, v. 14, n. 7, p. 903-922, 2012. LIGUORI, M.; STECCOLINI, I. The power of language in legitimating publicsector reforms: When politicians “talk” accounting. The British Accounting Review, v. 50, p. 161-173, 2018. NOGUEIRA, S. P. S.; JORGE, S. M. Explanatory factors for the use of the financial report in decision-making: Evidence from Local Government in Portugal. Revista de Contabilidad – Spanish Accounting Review, v. 19, n. 2, p. -226, 2016. 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1512 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 2 (2018) HÁ ALGUMA LUZ NO FIM DO TÚNEL? UM BREVE BALANÇO DA ECONOMIA BRASILEIRA EM 2019 E PERSPECTIVAS PARA 2020 Luís Antonio Paulino; Brasil, Crescimento econômico, PIB, 2020 Depois de um resultado frustrante em 2019, há um certo consenso entre os analistas econômicos de que, em 2020, a economia brasileira deverá crescer entre 2 e 2,5%. O governo aposta que os juros baixos, os investimentos privados e a retomada do consumo, aliados à agenda de reformas em curso, farão a economia brasileira retomar uma trajetória de crescimento sustentado e não apenas uma retomada cíclica, de folego curto. Este artigo aponta os riscos que podem levar a que essas expectativas otimistas possam ser novamente frustradas. BARBOSA, R. O Canal do crédito. Valor, 17/12/2019 CAFARDO, P. Sobre o erro de Churchill e os soluços heterodoxos, Valor, 08/ /2020. CONCEIÇÃO, A. 27% dos novos empregos são intermitentes. Valor, 09/12/ 2019 CUCOLO, E.; GARCIA, D. Investimento cresce no 3º trimestre, mas não recupera participação no PIB. Folha de S. Paulo, 03/12/2019 FURLAN, F. Crédito às famílias acelera e preocupa economistas. Valor, 11/ /2019 LINO, G. L.; CARRASCO, L. Paulo Guedes e a economia da miséria. Solidariedade Ibero-americana, 1ª quinzena de novembro de 2019. MARTINS, A. Crescimento cíclico volta á cena nos próximos 2 anos. Valor, /01/2020 MENDES, L. H. China impulsiona embarque recorde de frigoríficos. Valor, /12/2019 MESQUITA, M. Perspectivas da economia mundial. Valor, 05/12/2019 MOREIRA, A. Comércio mundial deve continuar em queda, diz Azevedo. Valor, 16/12/2019 MOREIRA, T. de D. Restrição Externa à vista. Valor, 04/12/2019 NEWMANN, D. Empobrecimento tecnológico da indústria dificulta retomada. Valor, 01/11/2019 SAFATLE, C. Expectativa muda e governo prevê alta de até 3% para o PIB. Valor, 09/01/2020 SOBREIRA, R. O que esperar do consumo das famílias e do PIB em 2020. Valor, 10/12/2019 Valor (editorial). Piora nas contas externas ajuda a depreciar o real, Valor, /11/2019
1513 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 2 (2018) ESTADO, NEOLIBERALISMO E CRISE: TRANSFORMAÇÕES NA ARGENTINA DURANTE A DÉCADA DE 1990 Luiz Eduardo Simões de Souza;Laryssa Costa Silva; Argentina; neoliberalismo; desenvolvimentismo; política econômica; América Latina No intento de se analisar a relação entre o Estado e o Capital, na Argentina, no contexto da ideologia neoliberal, vigente, principalmente, nos países latino-americanos no período pós-1970. Busca-se, através deste, apresentar um contraponto entre a aplicação dessa agenda de política econômica com algumas características das experiências desenvolvimentistas, ocorridas no período pós-1929 e nos desdobramentos políticos do país, os quais viram a imposição dessas políticas neoliberais iniciadas sob a Ditadura Militar (1976 - 1982) e impulsionadas na implementação da agenda neoliberal da década de 1990. ANDERSON, P. In SADER, E .; GENTILI, P. (orgs.) Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995, p. -23. BIELSCHOWSKY, R. Pensamento econômico brasileiro: o ciclo ideológico do desenvolvimentismo. Rio de Janeiro: IPEA/INPES, 1988. BONELLI, M. Un pais em deuda: la Argentina y su imposible relación con el FMI. Buenos Aires, Planeta, 2004. BRESSER-PEREIRA, L. C. Desenvolvimento e crise no Brasil: 1930-1967. Rio de Janeiro: Zahar Ediores, 1968. CANO, W. Soberania e política econômica na América Latina. São Paulo, Editora UNESP, 2000. FERRER, A. La economia argentina: desde sus orígenes hasta princípios del siglo XXI. Buenos Aires, Fondo de Cultura Económica de Argetina, 4ª . ed, (1963). FURTADO, Celso. Desenvolvimento e subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1961. GARRETÓN, Manuel Antonio et al. América latina no século XXI: em direção a uma nova matriz sociopolítica. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. HERRLEIN Jr., R. Um roteiro para investigar o estado desenvolvimentista na história. 2012. IANNI, Octávio. Imperialismo na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1988. NETTO, J. P. Crise do socialismo e ofensiva neoliberal. São Paulo, Cortez, 2ª Ed, 1995. ROMERO, L. A. A memória, o historiador e o cidadão. A memória do Proceso argentino e os problemas da democracia. Topoi (Rio J.) [online]. 2007, vol.8, n.15, p.9-32. SODRÉ, N.W. A Farsa do Neoliberalismo. Rio de Janeiro: Graphia, 1995. SOUZA, Luiz Eduardo Simões de. A arquitetura de uma crise: História e Política Econômica na Argentina, 1989-2002. São Paulo: Novas Edições Acadêmicas, 2015.
1514 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 2 (2018) RELAÇÃO ENTRE A TAXA EFETIVA DE IMPOSTO E OS INDICADORES DE RENTABILIDADE DAS EMPRESAS BRASILEIRAS: UMA ANÁLISE DE DADOS EM PAINEL PARA O PERÍODO DE 2007-2018 Wagner de Paulo Santiago;Geraldo Alemandro Leite Filho;Raiane Benevides Ferreira;Paulo Ricardo da Cruz Prates; Taxa Efetiva de Imposto, Indicadores de Rentabilidade, Dados em Painel. O estudo buscou verificar a relação entre os indicadores de rentabilidade (ROE e ROIC) e a a Taxa de Imposto Efetiva (ETR) das empresas brasileiras de capital aberto cadastradas na B3. A metodologia emprega foi a de dados em Painel com efeitos fixos clusterizados para o período de 2007-2018. Os principais resultados obtidos evidenciaram que o ROE e o tamanho possuiram relação negativa com a ETR. Por outro lado, o ROIC, Alavancagem Financeira e Endividamento apresentaram uma relação positiva com a ETR, ou seja, um aumento nestas variáveis também aumenta a ETR. Os resultados obtidos através do modelo adotado sugeriram que os indicadores de rentabilidade e de alavancagem têm sobre a ETR, considerado as diferenças temporais e espaciais, medida por meio do método de dados em painel curto fortemente balanceado com efeitos fixos clusterizados. ASSAF NETO, A. Curso de Administração Financeira. São Paulo: Atlas, 2010. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL DE 1966. (2018). Brasília. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5172.htm. Acesso em: 10 out. DAL MAGRO, C. B.; DEGENHART, L.; KLANN, R. C. (2016, Jan-Mar). Taxa de imposto efetiva incidente sobre a renda e o gerenciamento tributário com a adoção das normas full ifrs. RIC - Revista de Informação Contábil - Vol. 10, n , p. 29-43. FERNÁNDEZ-RODRÍGUEZ, E.; MARTÍNEZ-ARIAS, A. (2014, dezembro 05). Determinants of the Effective Tax Rate in the BRIC Countries. Emerging Markets Finance and Trade, l(50), 214-228. GITMAN, L. J. (2004). Princípios de administração financeira (10a Ed). 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1515 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 2 (2018) A IMPORTÂNCIA DAS ÁREAS VERDES NO ESPAÇO URBANO DE MONTES CLAROS –MG Carlos Alexandre de Bortolo;Vivânia Pereira Domingues de Santana; Espaço urbano; Áreas verdes; Coexistência; Qualidade de vida; Montes Claros. O presente artigo tem por objetivo propor reflexões e avaliações das práticas sobre o planejamento das áreas verdes no espaço urbano de Montes Claros. Serão abordados as características físicas e os aspectos históricos da cidade, bem como a importância das áreas verdes na qualidade de vida da população reforçando os valores de coexistência sustentável na relação cidade e natureza. Utiliza-se uma revisão de ideias conceituais que definem e classificam as principais funções das áreas verdes públicas. As diferentes concepções e perfis caracterizam esses espaços representados hoje, pelos parques, praças, jardins e arborização de acompanhamento viário. A reavaliação dessas áreas evidencia a necessária adoção de uma estrutura verde local e, atitudes que possibilitam implantar, recuperar, preservar a fauna e a flora, tornando a vida urbana mais bonita, mais natural e mais saudável na promoção da saúde pública. BRASIL. Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Legislativo, Brasília, DF, 11 jul. 2001. Seção 1, p. 1. BRASIL. Lei nº 3.754, de 15 de junho de 2007. Dispõe sobre a política municipal de proteção, preservação, conservação, controle e recuperação do meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida no município de montes claros, seus fins, mecanismos de regulação, e dá outras providências. ed. p. 1-28. Disponível em: . Acesso em: 09 out. 2017. CEMIG. Companhia Energética de Minas Gerais. Manual de Arborização. Disponível em: . Acesso em: 09 out. 2017. CUNHA, L. H.; COELHO, M. C. N. Política e Gestão Ambiental. In: CUNHA, S. B. da; GUERRA, A. J. T. (org). A questãoambiental: diferentes abordagens. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2015, cap. 2, p.65-72. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo 2010. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em:. Acesso: 10 out. 2017. LIMA, A. M. L. P.; et. al. Problemas de Utilização na Conceituação de termos como Espaços Livres, Áreas Verdes e Correlatos. In: Congresso Brasileiro Sobre Arborização Urbana, 2. 1994, São Luis, MA: Anais... 1994. p. 539- LLARDENT, L. R. A. Zonas verdes y espaços livres enlaciudad. Madrid: Closas - Orcoyen, 1982. LOBODA, C. R.; DE ANGELIS, B. L. D. Áreas verdes públicas urbanas: conceitos, usos e funções. Ambiência - Revista do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais, v. 1 n. 1, p. 125-139, jan/jun. 2005. MACHADO, R.B., et al. Estimativas de perda da área do Cerrado brasileiro. Relatório técnico não publicado. Conservação Internacional, Brasília, DF. Disponível em: . Acesso em: 09 de out. de 2017. MENDES, Bruno. A paisagem elevada dos tetos verdes. 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M.; GONZALEZ, L. R.; SILVA, D. F. F. Recursos naturais de conforto térmico: um enfoque urbano. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, Curitiba, v. 6, n. 4, p. 35-50, jul./set. 2011. TOLEDO, F. S.; SANTOS, D. G. Espaços Livres de Construção. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, Curitiba, v. 3, n. 1, p. 73-91, jan./abr. 2008.
1516 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 2 (2018) A PARTICIPAÇÃO NO TERRITÓRIO E AS IMPLICAÇÕES PARA A CONDIÇÃO SOCIAL DE UM MUNICÍPIO: UMA ANÁLISE EMPÍRICA PARA O ESTADO DE GOIÁS (2010) Karine Aparecida Obalhe da Silva Piorski;César Ricardo Leite Piorski;Dinny Kelly Borges; Desenvolvimento Territorial; Políticas Públicas; Territórios Goianos; Municípios Componentes; Condições Socioeconômicas. O presente trabalho tem como objetivo, analisar empiricamente, a política de desenvolvimento territorial em Goiás, de modo a identificar a relação entre a participação de um município em território rural goiano e a melhora de seus indicadores sociais relevantes. Para tanto, estimou-se um modelo de regressão linear com variáveis instrumentais. No Brasil, o enfrentamento da pobreza rural ocorre por meio da política de desenvolvimento territorial. E neste sentido, arranjos sócioprodutivos territoriais, economicamente deprimidos, foram induzidos por políticas públicas pautadas em ações top down e botton-up para o desenvolvimento. Passados mais de 10 anos de muitas estratégias de políticas adotadas, das quais sobressaem os Territórios da Cidadania, a literatura teórico-empírica se encontra no estado de discussão das potencialidades e limites das territoriedades rurais, de modo a realçar, inclusive, os desafios para estratégias endogenistas e de políticas de desenvolvimento territorial. Os resultados do presente trabalho sugerem que os Territórios goianos, no tocante as suas condições socioeconômicas, corroboram com o ceticismo quanto ao êxito das políticas de desenvolvimento territorial, na medida em que, a participação de um município no território tem efeito inverso na melhora do seu Indicador Social (IS). BRANDÃO, C.A. A dimensão espacial do desenvolvimento: uma agenda para os estudos regionais e urbanos. Campinas, IE/Unicamp, 2003. (Tese de Livre Docência) CORRÊA, V. P.; SILVA, F. F.; NEDER, H. D. Índice de desenvolvimento rural e políticas públicas – análise das liberações do PRONAF nas regiões Nordeste e Sul do Brasil. In: ORTEGA, A. C. (Org.). Território, políticas públicas e estratégias e desenvolvimento. Campinas: Alínea. 2009. FRANCIS LEAL, P.C. O Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Territórios Rurais (PRONAT) no Vale do Ribeira –PR, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/sn/v25n3/v25n3a15.pdf . Vários Acessos. JESUS, C.M.de. Estudos Comparados entre Territórios Rurais BrasilEspanha. In: ORTEGA, A. C. (Org.). Territórios deprimidos: desafios para as políticas de desenvolvimento rural. Campinas: Alínea; Uberlândia: Edufu, ORTEGA, A. C. Políticas Públicas Territoriais no Brasil. In: ORTEGA, A. C. (Org.). Territórios deprimidos: desafios para as políticas de desenvolvimento rural. Campinas: Alínea; Uberlândia: Edufu, 2008. ORTEGA,A.C; JESUS, C.M.de. Café e Território: a cafeicultura no Cerrado Mineiro. São Paulo, alínea, 2012, 246p. Disponível em: http://www.scielo.br/ scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1982-45132013000300015 ORTEGA, A. C; JEZIORNY, D. L. Vinho e Território: a experiência do vale dos vinhedos. Campinas: Alínea, 2011. PNUD – PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO: O índice de desenvolvimento humano municipal brasileiro: série atlas do desenvolvimento humano no Brasil 2013. Disponível em: atlasbrasil.org.br/ . Vários acessos. GERALDI, J. Análise Conceitual da Política de Territórios Rurais: O desenvolvimento territorial rural no Brasil. IPEA - planejamento e políticas públicas | ppp | n. 39 | jul./dez. 2012. LOSCH, A. The Economics of Location. New Haven: Yale University Press, , 520pp. NASCIMENTO C. A. Pluriatividade, pobreza rural e políticas públicas. Tese (Doutorado em Economia) – Instituto de Economia, UNICAMP Campinas, PIORSKI, C.R. Desenvolvimento Territorial em Extrema Pobreza: O caso do Território Rural dos Lençóis Maranhenses/MUNIM. Dissertação (Mestrado em Economia) – Instituto de Economia, UFU, Uberlândia, 2008. RIBEIRO, E.M; GALIZONI,F.M. et al. Notas sobre os programas de desenvolvimento territorial em Minas Gerais. In: ORTEGA, A. C. (Org.) Territórios deprimidos: desafios para as políticas de desenvolvimento rural. Campinas: Alínea; Uberlândia: EDUFU, 2008. SCHEJTMAN, A.; BERDEGUÉ, J. A. Desarrollo territorial rural. Santiago: RIMISP, 2004. SCOTT, D.W. Multivariate Density Estimation: Theory, Practice, and Visualization.New York: Jonh Wiley & Sons, 1992. SILVA, F.P.M. da. Desenvolvimento, Territorialidade e Identidade: a experiência do Território do Sisal na Bahia. In: ORTEGA, A. C. (Org.)Territórios deprimidos: desafios para as políticas de desenvolvimento rural. Campinas: Alínea; Uberlândia: Edufu, 2008. SINGER, P. Globalização e Desemprego. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2003. SOUZA, S. P. de.; HERSPANHOL, R. Ap. de M. O processo de institucionalização dos Territórios da Cidadania no Estado de São Paulo. Revista Formação (ONLINE) Vol. 4; n.23, set-dez/2016. 161-187. ISSN: 2178- ISSN-L: 1517-543X WOOLDRIDGE, J. M. 2002. Econometric Analysis of Cross Section and Panel Data. Cambridge, MA: MIT Press.
1518 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) DOSSIÊ TECNOLOGIA - ESTADO E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO: DOIS CASOS HISTÓRICOS Fernan Martins Fernandes Ferreira;Elcio Gustavo Benini;Pedro Simongini Neto; Resumo: Este artigo dissertou sobre dois casos históricos de mudanças tecnológicas propiciadas por meio de políticas públicas. Mais especificamente construiu uma narrativa histórica revisada acerca dos casos de incentivo a Apple e a instalação de empresas de Tecnologia da Informação (TI) na contemporânea República da Irlanda, assim como descreveu a atuação de Estados no desenvolvimento das tecnologias que serviram de base para a evolução da Tecnologia da Informação (TI). Para isto, utilizou-se do método de análise histórico-indutivo ao expor casos. Concluiu-se que a atuação do Estado norte-americano por meio de políticas para a promoção do desenvolvimento de novas tecnologias foi essencial para a evolução da empresa de tecnologia Apple. Revelou-se que a atuação dos Estados por meio de políticas públicas foi fundamentalmente indispensável para a criação das tecnologias bases da contemporânea (TI) como um todo. Ademais, se demonstrou a forte ligação existente entre protecionismo, inovação tecnológica e desenvolvimento no caso histórico irlandês de industrialização barrada. ABATTE, J. Inventing the Internet. Cambridge, MA: MIT Press, 1999. AUDRETSCH, D. B. Innovation and Industry Evolution. Cambridge, MA: MIT Press, 1995. BLOOMBERG. Welcome to Planet Apple. Disponível em: . Acesso em: 4 mar. 2018. BREAKTHROUGH-INSTITUTE. Where Good Technologies Come From: Case Studies in American Innovation. Disponível em: . Acesso em: 4 nov. 2017. BRESSER-PEREIRA, L. C. Do ISEB e da CEPAL à teoria da dependência. In: TOLEDO, C. N. (Ed). Intelectuais e Política no Brasil: A Experiência do ISEB. São Paulo: Revan, p. 201–232, 2005. BRESSER-PEREIRA, L. C. Os dois métodos e o núcleo duro da teoria econômica. 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1519 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) DOSSIÊ TECNOLOGIA - INOVAÇÃO E ECONOMIA – DESEMPENHO INOVATIVO NO ÂMBITO REGIONAL Evaldo Henrique da Silva;Luiz Paulo Fontes de Rezende;Sara Gonçalves Antunes de Souza; Resumo: A inovação afeta a economia e pode auxiliar no desenvolvimento de regiões e nações. Contudo, o desempenho inovativo não é o mesmo nessas localidades, da mesma forma que em várias partes, encontram-se diferentes níveis de desenvolvimento econômico e social. O estudo focou no desempenho inovativo das mesorregiões brasileiras através de um diferente conjunto de dados e fontes (como DATAVIVA, IBGE, entre outros.), entre os anos 2002 a 2012, para ajudar a entender como a inovação pode afetar o âmbito regional. Conclui-se que o desempenho inovativo em nível mesorregional depende de quatro variáveis (P&D universitário, a diversificação da configuração industrial, a porcentagem de baixa tecnologia na produção e o PIB por habitante) e foram capazes de explicar, em conjunto, cerca de 50% das variações no nível tecnológico das regiões. Infere-se que existam outras variáveis importantes, na dimensão empresarial ou mesmo pessoal, as quais não sofrem influência das condições locais ou geográficas, ou seja, são variáveis fora da dimensão regional. Por isso, não foram contempladas na pesquisa. O artigo conta com três seções mais a introdução, sendo elas: suporte teórico do estudo; metodologia com construção de planilhas e definição das variáveis; e a análise das variáveis. Por fim, são apresentadas as conclusões e algumas discussões sobre o tema proposto, seguida da bibliografia utilizada. AGRAWAL, A. & COCKBURN, L. 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1520 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) DOSSIÊ TECNOLOGIA - INOVAÇÃO EM MINAS GERAIS Revista Economia e Políticas Públicas; Resumo: A interação entre ciência e tecnologia afeta o processo de desenvolvimento de uma nação, como mostram vários trabalhos sobre os sistemas de inovação. Bernardes & Albuquerque (2003) classificam os sistemas de inovação com base em três regimes. O sistema brasileiro está no segundo regime, classificado como imaturo, pois apesar de apresentar produção científica e essa gerar alguma produção tecnológica, não consegue retroalimentar tal processo. O Sistema Estadual de Inovação de Minas Gerais também enfrenta esses desafios. Assim, procurou-se destacar, nesse trabalho, dados sobre a inovação e a ciência em Minas Gerais a partir de informações extraídas dos 6 levantamentos da PINTEC para Minas Gerais e o Brasil, bem como de dados do Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. Foram identificados avanços em relação à inovação e a ciência no Estado de Minas Gerais. Notou-se também o foco das empresas em inovação de processos e a escassez de fontes de financiamento, como um dos principais obstáculos à inovação. Sobre os grupos de pesquisa, houve registro de mais relações de interação, reflexo das mudanças recentes na legislação brasileira sobre inovação. O artigo está organizado em três seções, além da Introdução e das Considerações Finais. ALBUQUERQUE, E. M.; BAESSA, A.; KIRDEIKAS, J.C.V; SILVA, L.A.; RUIZ, R.M. Produção Científica e Tecnológica das Regiões Metropolitanas Brasileiras. Revista Economia Contemporânea. Rio de Janeiro,9(3) 615-642, Set-Dez,2005. AROCENA, R.; SUTZ, J. Conhecimento, inovação e aprendizado: sistemas e políticas no Norte e no Sul. In: CASSIOLATO, J. E; LASTRES, H. M. M; ARROIO, A. (orgs.) Conhecimento, Sistemas de Inovação e Desenvolvimento. Contraponto. Ed UFRJ, Rio de Janeiro 2005. ______. 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1521 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) DESEMPENHO DO MERCADO DE TRABALHO CEARENSE EM 2000 E 2010 Soraia Araújo Madeira;Diogo Brito Sobreira;João Eustáquio de Lima;Wellington Ribeiro Justo; Resumo: Esta pesquisa analisa o desempenho do Ceará no mercado de trabalho em 2000 e 2010 por meio da criação do Índice de Desempenho do Mercado de Trabalho–IDMT. Utilizou-se a análise fatorial de 14 indicadores de mercado de trabalho. Os resultados sugerem que, em 2000, a maioria dos municípios apresentavam IDMT mais baixo, segundo o critério de distância euclidiana adotado na formação de clusters. Já em 2010, observou-se uma melhora no índice, uma vez que a maioria dos municípios passaram para níveis de IDMT mais elevados. Conclui-se que os municípios com IDMT mais baixo se caracterizam pela informalidade, com maioria dos ocupados no setor agropecuário. Os municípios com IDMT mais alto apresentam maior formalização e maiores percentuais de trabalhadores inseridos nos setores de serviços, indústria e comércio. Ademais, melhorias no IDMT associadas à geração de empregos e níveis educacionais foram verificadas, porém concentrada nos grupos de baixo salário. ALVES, C. L. B; MADEIRA, S. A; MACAMBIRA, JR. Considerações sobre a dinâmica do setor de serviços cearense: Uma análise sob a ótica do mercado de trabalho. Planejamento e Políticas Públicas, n. 38, 2012. ATLAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO NO BRASIL. Consulta: Indicadores de Trabalho 2000 e 2010. Rio de Janeiro: PNUD, IPEA, FJP, 2015. Disponível em:. Acesso em: 01/03/2015. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2003 e 2013. Base de dados estatísticos. Brasília. Disponível em: . Acesso em: 01/03/2015. BORGES, A. As novas configurações do mercado de trabalho urbano no Brasil: notas para discussão. Caderno CRH, v. 23, n.60, 2010. FÁVERO, L. P.; BELFIORE, P.; SILVA, F. L. da; CHAN, B. L. Análise de dados: Modelagem multivariada para tomada de decisões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009 – 4ª reimpressão. 2009. HAIR JR., J. F.; ANDERSON, R. E.; TATHAM, R. L.; BLACK, W. C. Análise multivariada de dados. Porto Alegre: Bookman, 2005. 5ª ed. p. 89-126. HOFFMANN, R. A dinâmica da modernização da agricultura em 157 microrregiões homogêneas do Brasil. Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, v. 30, n. 4, p. 271-290, 1992. IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico e contagem da população 2000. 2015. Disponível em: http://www.sidra.ibge.gov.br/. Acesso em: 22 de jun. de 2015. LEMOS, J. J. S. Indicadores de degradação no Nordeste Sub-úmido e Semiárido. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMIA E SOCIOLOGIA RURAL, Brasília- DF. Anais... Brasília, DF: SOBER, 2001. MAROCO, J. Análise de Estatística com utilização do SPSS. Lisboa: Edições Sílabo, 2007. MINGOTI, S. A. Análise de dados através de métodos de estatística multivariada: uma abordagem aplicada. Belo Horizonte: UFMG, 2005. p. 99-138. PAULO, E. M.; ALVES, C. L. B. Mercado de Trabalho Rural Cearense: Evolução Recente a Partir dos Dados da Pnad. Revista da ABET, v. 11, n. 2, p. 47-61, 2012. POCHMANN, M. A década dos mitos. São Paulo: Contexto, 2001. ______. M. O trabalho sob o regime pós-neoliberal no Brasil. In: GARZA TOLEDO, E.T. de La; NEFFA, J.C.Trabajo y modelos productivos em America Latina: Argentina, Brasil, Colômbia, México y Venezuela luego de lacrisisdel modo de desarrollo neoliberal. Buenos Aires: CLACSO, p.203-230, 2010. PONTES, P. A.; ALMEIDA, M. B. Política de Atração de Investimentos Industriais do Estado do Ceará no Período de 1995-2001. In: CARVALHO, J. R. HERMANNS, K. (Org.). Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional no Brasil. Fortaleza: FKA, v. 1, p. 265-290, 2005. PONTES, P. A.; VIANNA, P. J. R.; HOLANDA, M. C.. A Política de Atração de Investimentos Industriais do Ceará: Uma Análise do Período 1995-2005 (td 26). Fortaleza: IPECE, 2006 (Texto para Discussão). MADEIRA, S. A.; SOBREIRA, D. B.; LIMA, J. E.; JUSTO, W. R. Desempenho do mercado...Economia e Políticas Públicas, v. 6, n. 1/2018 SABOIA, J. Baixo Crescimento econômico e Melhora do mercado de trabalho-Como entender a aparente contradição? Estudos Avançados, v. 28 (81), p. 116-125, 2014. SILVA FILHO, L. A; QUEIROZ, S. N.. Industrialização e Emprego Formal no Ceará: Análise a Partir dos Dados da Rais/MTE – 1996/2006. Revista de Desenvolvimento do Ceará, nº 01, p.53-71, 2010.
1522 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) DEZ ANOS DE VIOLÊNCIA EM PERNAMBUCO: ANÁLISE DO COMPORTAMENTO SAZONAL DOS CRIMES LETAIS E DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO DE 2007 A 2017 José Rodrigo Julião de Araújo;Sônia Maria Fonseca Pereira Oliveira Gomes;Wellington Ribeiro Justo;Diogo Brito Sobreira; Resumo: Pernambuco é um dos estados mais violentos do país. Em termos relativos, no ano de 2017, o Estado cresceu nos rankings de latrocínio (8° no Brasil) e de crimes não letais contra o patrimônio (1° no Nordeste). Sendo assim, o objetivo geral do trabalho, verificar o comportamento sazonal dos crimes letais e dos crimes contra o patrimônio ocorridos em Pernambuco no período de janeiro de 2007 a dezembro de 2017. Para isto, foram coletados os dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) e utilizou-se o método da porcentagem das médias móveis. Os resultados mostraram que a sazonalidade entre os crimes contra o patrimônio e crimes contra a vida é diferente, com exceção para os meses de fevereiro, março e setembro. BATISTA, A. S. Metropolização, homicídios e segurança pública na área metropolitana de Brasília: o município de Águas Lindas de Goiás. Revista Sociedade e Estado – Volume 31, Número 2, Maio/Agosto 2016. BEATO FILHO, C.C. et al . Conglomerados de homicídios e o tráfico de drogas em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, de 1995 a 1999. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 17, n. 5, out. 2001. _________. Criminalidade violenta em Minas Gerais: 1986 a 1997. Belo Horizonte: UFMG, 1998. (Mimeogr). BECKER, G. S. Crime and Punishment: An Economic Approach. Journal of political economy, v. 76, p. 169-217, 1968. ______. A Theory of Social Interactions. Journal of political economy, v. 82, n. 6, p. 1063-1093, 1974. BRASIL. Câmara dos Deputados. Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003. Estatuto do Desarmamento. 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1523 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) O PROGRAMA MAIS MÉDICOS E ATENÇÃO PRIMÁRIA DA SAÚDE: UMA ANÁLISE PELA PERSPECTIVA DO GESTOR MUNICIPAL DE SAÚDE Murilo Fahel;Maria Patrícia Silva;Sávio Nunes de Freitas; Resumo: O trabalho tem como objetivo apresentar uma análise sobre a capacidade do Programa Mais Médicos na cobertura de médicos para Atenção Primária a Saúde (APS), pela perspectiva de gestores de saúde. A pesquisa desenvolveu por meio de entrevistas semiestruturadas com gestores municipais de saúde de diferentes estados brasileiros. O Ministério da Saúde define APS como uma estratégia direcionada tanto ao indivíduo, quanto a coletividade; desenvolvida por meio de atividades gerenciais e sanitárias, as quais abrangem a promoção, a prevenção, a proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde. O trabalho das equipes de saúde é direcionado a um território com uso tecnologias de baixa densidade e elevada complexidade, sendo a porta de entrada do sistema de saúde, pela perspectiva social, econômica e cultural de determinação da saúde. Nesse contexto, o Programa Mais Médicos (PMM), criado em 2013, entre seus eixos, mencionamos o recrutamento de médicos graduados no Brasil e fora do país para atuar em áreas mais vulneráveis. AsResumo: O trabalho tem como objetivo apresentar uma análise sobre a capacidade do Programa Mais Médicos na cobertura de médicos para Atenção Primária a Saúde (APS), pela perspectiva de gestores de saúde. A pesquisa desenvolveu por meio de entrevistas semiestruturadas com gestores municipais de saúde de diferentes estados brasileiros. O Ministério da Saúde define APS como uma estratégia direcionada tanto ao indivíduo, quanto a coletividade; desenvolvida por meio de atividades gerenciais e sanitárias, as quais abrangem a promoção, a prevenção, a proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde. O trabalho das equipes de saúde é direcionado a um território com uso tecnologias de baixa densidade e elevada complexidade, sendo a porta de entrada do sistema de saúde, pela perspectiva social, econômica e cultural da determinação da saúde. Nesse contexto, o Programa Mais Médicos (PMM), criado em 2013, entre seus eixos, mencionamos o recrutamento de médicos graduados no Brasil e fora do país para atuar em áreas mais vulneráveis. AsResumo: O trabalho tem como objetivo apresentar uma análise sobre a capacidade do Programa Mais Médicos na cobertura de médicos para Atenção Primária a Saúde (APS), pela perspectiva de gestores de saúde. A pesquisa desenvolveu por meio de entrevistas semiestruturadas com gestores municipais de saúde de diferentes estados brasileiros. O Ministério da Saúde define APS como uma estratégia direcionada tanto ao indivíduo, quanto a coletividade; desenvolvida por meio de atividades gerenciais e sanitárias, as quais abrangem a promoção, a prevenção, a proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde. O trabalho das equipes de saúde é direcionado a um território com uso tecnologias de baixa densidade e elevada complexidade, sendo a porta de entrada do sistema de saúde, pela perspectiva social, econômica e cultural da determinação da saúde. Nesse contexto, o Programa Mais Médicos (PMM), criado em 2013, entre seus eixos, mencionamos o recrutamento de médicos graduados no Brasil e fora do país para atuar em áreas mais vulneráveis. As análises foram construídas a partir do porte do município, os primeiros resultados confirmam o PMM tem conseguido ampliar cobertura de profissionais médicos. Conclui-se que, nesse âmbito, o PMM é bem avaliado e tem contribuído com o fortalecimento da atenção primária. BRASIL. Ministério da Saúde. Programa mais médicos – dois anos: mais saúde para os brasileiros. Brasília : Ministério da Saúde, 2015. Disponível em:. Acesso em Janeiro de 2017. CEDRO, M. Pesquisa social e fontes orais: particularidades da entrevista como procedimento metodológico qualitativo. Disponível em: http://www.ufpel.edu.br/isp/ppgcs/perspectivas_sociais/marco_2011/marcelo_cedro. pdf> Acesso em: 16 mai. 2017 . FAHEL, Murilo; Silva, Maria Patrícia. A trajetória da atenção primária à saúde no Brasil de Alma Ata ao Programa Mais Médicos. Belo Horizonte: PUC, 2019. GIRARDI, Sábado Nicolau et al . Impacto do Programa Mais Médicos na redução da escassez de médicos em Atenção Primária à Saúde. 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1524 economiaepoliticaspublicas v. 6 n. 1 (2018) POLÍTICAS DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL EM MOMENTOS DE CRISE: UMA REVISÃO E ALGUNS RESULTADOS DESTA PRÁTICA DE INCLUSÃO PELA EDUCAÇÃO EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA Maria Ivanilde Pereira Santos;Guilherme Barbosa de Oliveira;Karenn Darling Gonçalves Felipe;Arley Wendel Almeida Mendes;José Nilton Pereira Pereira;Paulo Eduardo Gomes de Barros; Resumo: A educação é um direito constitucional que possibilita ao sujeito o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, assim esta variável educação deve ser entendida como instrumento de inclusão social. No entanto, a crise afeta todos os setores da economia, inclusive a permanência e o desempenho de estudantes nas universidades, por isto em momentos de crise ganham importância decisiva políticas públicas de assistência estudantil e de inclusão pela educação. O objetivo deste artigo é contextualizar o surgimento das universidades e das primeiras políticas de assistência estudantil no Brasil no bojo de uma das maiores crises capitalista e discutir a importância das políticas de assistência estudantil como estratégia de inclusão e de manutenção do indivíduo na universidade. Metodologia: Trata-se de um estudo exploratório e descritivo cujos procedimentos técnicos utilizados foram pesquisa bibliográfica, pesquisa documental/levantamento e análise de dados de fontes secundárias. Como principal resultado o estudo aponta que as recentes políticas de assistência estudantil que contemplam estudantes da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), o PEAES e o Restaurante Universitário, contribuem para a permanência e manutenção do estudante na universidade, além de subsidiar o desenvolvimento acadêmico e social, representando uma importante política pública de inclusão pela educação. ARAÚJO, Josimeire O. O elo assistência e educação: análise assistência/desempenho no Programa Residência Universitária alagoana. 2003, p. 99. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2003. BAER, Werner. A Economia brasileira. São Paulo: Nobel, 1996. BRASIL. Constituição Federal de 1931. BRASIL. Constituição Federal de 1934. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L9394.htm>. Acesso em: 20 de junho, 2018. CARVALHO, Fernando Cardim. O retorno de Keynes. Novos Estudos, v. 83, 2009. COSTA, Simone Gomes. A equidade na educação superior: uma análise das Políticas de Assistência Estudantil. Dissertação (Mestrado em Sociologia); Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. CUNHA, L. A. Ensino Superior e Universidade no Brasil, In: 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte. Autentica, 2000. IMPERATORI, T. K. A trajetória da assistência estudantil na educação superior brasileira. Serv. Soc. Soc. n.129, 2017. IMPERATORI, Thaís Kristosch. A trajetória da assistência estudantil na educação superior brasileira. Serv. Soc. Soc. [online]. n.129, pp.285-303. ISSN 0101-6628. 2017 KEYNES, John Maynard. A Teoria Geral do Emprego do Juro e da Moeda. Coleção Os Economistas. São Paulo: Nova Cultural, 1996. MARTINS, Luis Carlos Passos; KRILOW, Leticia Sabina Wermeier. A Crise de 1929 e seus reflexos no Brasil: a repercussão do crack na Bolsa de Nova York na imprensa brasileira. 10º Encontro Nacional de História da mídia, UFRGS, 2015. MINAS GERAIS. Decreto nº 47.389/2018 PARKER, Selwyn. O Crash de 1929: As lições que ficaram da grande depressão. São Paulo: Globo, 2009. PILETTI, N. História da Educação no Brasil. São Paulo: Ática, 2003. PILETTI, N; PILETTI, C. História da Educação. 7. ed. São Paulo: Editora Ática, 2010. REZENDE FILHO, Cyro de Barros. História Econômica Geral. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2008. RIBEIRO, P. R. História da educação escolar no Brasil: notas para uma reflexão. Paidéia (Ribeirão Preto) n..4, 1993. ROSSATO, R. Universidade: Nove séculos de história.2.ed.rev. E ampl. Passo Fundo.UPF, 2005. SAVIANI, Dermeval. A Expansão do Ensino Superior no Brasil: mudanças e continuidades. Poíesis Pedagógica, [S. l.], v.8, n. 2, p. 4-17, ago/dez. 2010. Disponível em: . Acesso em: 21 mai. 2018. WALTON, G. M. e Rockoff, H. History of the American economy. Cincinnati, Ohio: South-Western Thomson Learning, 2002.
1526 economiaepoliticaspublicas v. 5 n. 2 (2017) LA RELACIÓN COMERCIAL ENTRE MÉXICO Y CHINA. IMPACTO EN LA ESTRUCTURA COMERCIAL DE MÉXICO Y EN EL ACUERDO COMERCIAL USMCA 1 Licenciada en Economía por la Universidad Nacional Autónoma de México. Ciudad de México, México. Máster en Desarrollo Económico y Po Ponce Pineda Hassel Guadalupe; O objetivo desse artigo é avaliar a relação comercial entre México-China-USMCA considerando as modificações introduzidas recentemente no USMCA - Acordo Comercial entre o México, os Estados Unidos e o Canadá. A análise é realizada através da estimação da produtividade e da variação da participação de mercado dos setores mais relevantes da dinâmica produtiva mexicana no USMCA. Além disso, se estima os efeitos da relação comercial bilateral com a México-China, tendo em vista sua crescente participação no comércio mexicano. Utiliza-se a metodologia de Constant Market Share (CMS) para avaliar quantitativamente a posição de México no comércio entre a América do Norte e a China. O modelo determina os principais setores econômicos nas relações comercias entre os países considerados no estudo, estimando as variações da quota de mercado dos setores produtivos, o que permitirá estabelecer orientações de política industrial para o governo mexicano frente ao USMCA. BBC. Los Ganadores y los Perdedores del TLC en México y EU- Animal Político. N.p., 2017. Web. 28 Abril 2017. Recuperado en: http:// www.animalpolitico.com/2014/01/los-ganadores-y-los-perdedores-deltlc-en-mexico-y-eu/. CEPAL, (2016). Relaciones económicas entre Amèrica Latina y el Caribe y China. Oportunidades y desafíos.Noviembre, 2016. Santiago, Chile. DUSSEL Peters, Enrique (2016). La relación México-China. Desempeño y propuestas para 2016-2018. Unión de Universidad de Àmerica Latina y el Caribe. Primera edición. Mèxico. DUSSEL, E.; GALLAGHER K., (2013) El huésped no invitado del TLCAN: China y la desintegración del comercio en América del Norte. Revista CEPAL 110. Recuperado desde: EL-AGRAA Ali M. (1997), Economic Integration Worldwide. Macmillan Press LTD, London. Pp.0434. GAZOL, A. (2004), Un debate necesario: el futuro del TLCAN, en Configuraciones, México. GOMES; CAPUTI; MOREIRA (2015). Comércio internacional e competitividade do Brasil: um estudo comparativo utilizando a metodologia Constant-Market-Share para o período 2000-2011. Economia e Sociedade, Campinas, v. 24, n. 2 (54), p. 419-448. KRUGMAN, P. (2014), Economía Internacional. Teoría y política. Pearson. Naciones Unidas (2009), Clasificación Industrial Internacional Uniforme de todas las actividades económicas (CIIU). ORGANIZACIÓN INTERNACIONAL DEL TRABAJO (OIT). Recuperado en: http://www.ilo.org/global/lang—es/index.htm. STOLPER, Wolfgang F.; SAMUELSON, Paul (1941).Protection and real wage. The Review of Economic Studies (Oxford University Press) 9 (1): 58-73. THE CONFERENCE BOARD: INTERNATIONAL COMPARISONS OF HOURLY COMPENSATION COSTS IN MANUFACTURING. Recuperado en: https://www.conference-board.org/ilcprogram/index.cfm?id=28277#Table1 THEOREMS OF ECONOMICS (2014). Teorema de Stolper Samuelson. Recuperado en: https://theoremsofeconomics.wordpress.com/2014/05/24/teorema-de-stolper-samuelson/. UN COMTRADE DATABASE (2017). Disponible en: https://comtrade.un.org/data/
1527 economiaepoliticaspublicas v. 5 n. 2 (2017) QUANTO VALE O SHOW? O PAPEL DA PROFISSIONALIZAÇÃO E DO TALENTO NO RENDIMENTO DE TRABALHADORES CULTURAIS Sandro Eduardo Monsueto;Marizélia Ribeiro de Souza; Este artigo tem como objetivo analisar o papel da profissionalização e do talento no mercado de trabalho em cultura no Brasil, usando os dados do Censo 2010. Para capturar o efeito desses dois elementos, são denominados de profissionais da cultura aqueles indivíduos com curso superior em áreas que exigem a realização de exames de habilidades específicas em seus processos seletivos. Estes indivíduos, por hipótese, possuem habilidades natas, entendidas como talento, ao mesmo tempo em que se profissionalizam em cursos na área de cultura. Os resultados mostram que os trabalhadores do setor que se profissionalizam são capazes de atingir remunerações mais altas que a média do mercado de trabalho tradicional, se destacando entre a mão de obra cultural. Ao mesmo tempo, ao decompor a diferença entre fatores explicados e não explicados, o segundo elemento pode ser entendido como uma proxy do talento, que contribui para a formação de maiores remunerações. ALPER, N. O.; WASSALL, G. H. Artists’ Careers and Their Labor Markets. In: NORTH-HOLLAND (Ed.). Handbook of the Economics of Art and Culture. Amsterdã: Elsevier, 2006. v. 1p. 813–864. ARRUDA, C. L. R. Profissão: Artista – Formação para a arte e sua relação com o ensino superior no Brasil. In: SEGNINI, L. R. P.; BULLONI, M. N. (Eds.). Trabalho artístico e técnico na indústria cultural. São Paulo: Itaú Cultural, 2016. p. 177–194. BARCELLOS, A. P. A economia criativa catarinense: uma análise do trabalho criativo em Santa Catarina. Revista de Extensão e Iniciação, n. 105, p. 69–87, 2015. BARTH, M.; PINHEIRO, C. M. P. A vida do criativo de Novo Hamburgo/RS: Um Estudo Baseado em Talento, Tolerância e Tecnologia. 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1528 economiaepoliticaspublicas v. 5 n. 2 (2017) JÓVENES QUE NO ESTUDIAN NI TRABAJAN EN COLOMBIA María Liliana Barriga Clavijo;Cristian Darío Castillo Robayo; Resumen: La población “NiNi” hace referencia a los individuos que se ubica entre los 14 y 28 años de edad, que ni estudia, ni trabaja. Existen variables independientes que pueden explicar la formación de esta población, como son el género, la ubicación dentro del núcleo familiar, el estado civil, Nivel académico de los padres e ingresos del hogar. En este trabajo se analizan las posibles características de los jóvenes y del mercado laboral colombiano y partiendo de esta descripción, determinar los factores que aumentan la probabilidad de que un joven no trabaje, ni estudie. Para esto se aplica un modelo Probit a partir de datos obtenidos en la ECV para el año 2017. Donde los resultados sugieren que las mujeres, los jóvenes solteros, y aquellos que tiene dentro su núcleo familiar una figura de Jefe del Hogar tienen una mayor probabilidad de llegar a ser NiNi. de trabajo Secundaria¸ Estudios Feministas, 12(2) ,224-235.2004. AZEVEDO J., FAVARA M, HADDOCK S.E, LÓPEZ L.F, MÜLLER M. y PEROVA E. Embarazo Adolecente y Oportunidades en América Latina y el Caribe: sobre maternidad temprana, pobreza y logros económicos. Washington, DC. World Bank, 2012. BECKER, G. El capital Humano: el análisis teórico y empírico referido fundamentalmente a la educación. Madrid, España: Alianza Editorial SA.1983. CASTILLO ROBAYO, C. D., DA SILVA BICHARA, J., & PÉREZ-TRUJILLO, M. Retornos salariales para Colombia: un análisis cuantílico. Apuntes del CENES, 36(63), 211-246. 2017. CEPAL (Comisión Económica para América Latina y el Caribe), Panorama Social de América Latina, 2014, (LC/G.2635-P), Santiago de Chile, 2014. ESPINO, A., & SAUVAL, M. ¿Frenos al empoderamiento económico? Factores que limitan la inserción laboral y la calidad del empleo de las mujeres: el caso chileno. Revista Desarrollo y Sociedad, (77), 305-360. 2016. FAWCETT, C. Los jóvenes latinoamericanos en transición: un análisis sobre el desempleo juvenil en América Latina y el Caribe, Banco Interamericano del Desarrollo. 2002. GARCÍA, J Y CASTILLO, C. Desempleo Juvenil en Colombia ¿la educación importa? Revista finanzas y política económica. Mimeo 2019 GONZÁLEZ-QUINTERO, N. I., & BAEZ, N. A. D. Determinantes y perfiles de la participación laboral en Colombia en el periodo 2002-2013. Revista de Economía del Rosario, 18(01), 5-59. 2015. JARA P. y RODRÍGUEZ M.2017 Claves metodológicas para el diseño e implementación de Servicios para la inclusión social juvenil. Banco Interamericano de Desarrollo. División de Protección Social y Salud. Nota Técnica N° idb-tn-1296. NOVELLA, R.REPETTO, A.ROBINO, C. RUCCI, G. Millennials en America Latina y el Caribe: ¿trabajar o estudiar? Banco Interamericano de Desarrollo. 2018. HOYOS, R.; ROGERS, H. SZÉKELY, M. NiNis en América Latina: 20 millones de jóvenes en Busca de oportunidades. Washington DC Grupo Banco Mundial 2016. LUPICA, C. Instituciones laborales y políticas de empleo: Avances estratégicos y desafíos pendientes para la autonomía económica de las mujeres, Series Asuntos de Género 125.8-47. CEPAL 2015. OIT (Organización Internacional del Trabajo) (2013). Trabajo Decente y Juventud en América Latina. Políticas para la acción. Recuperado el 9 de Mayo de 2019 de https://www.ilo.org/PEDRAZA, A. El mercado laboral de los jóvenes y las jóvenes de Colombia: Realidad y respuestas de las políticas actuales, Revista Latinoamericana de Ciencias Sociales, Niñez y Juventud 6(2) ,853-884.2008. ROMO, B. NiNis: Factores determinantes; Revista Internacional de Estadística.8 (3) ,46-72.2017. RAMÍREZ, J. El desempleo Juvenil un problema estructural y global: El papel de las organizaciones de la sociedad civil Revista Estudios y Reflexiones International youth foundation (2) ,3-18.2002 Estudios y reflexiones.2002 SANDOVAL, R. Ausencia de futuro: La Juventud Colombiana. CEPAL N°.29, 82-94.1986. SÁNCHEZ, .M. Balance y características del mercado de trabajo y generación de empleo en Colombia 2002-2010. Apuntes del CENES. 32(55) ,93-124.2013. SOLOW, R. M. A Contribution to the Theory of Economic Growth. The Quarterly Journal of Economics, 65-94. 1956 SCHKOLNIK, M. Caracterización de la inserción laboral de los Jóvenes. Series Políticas Sociales CEPAL. 104.3-65. 2005. WELLER, J. La inserción laboral de los jóvenes: Características, tensiones y desafíos. CEPAL. N°92. 62-82. 2007.
1529 economiaepoliticaspublicas v. 5 n. 2 (2017) DESIGUALDADES NAS NECESSIDADES DE SAÚDE ENTRE OS MUNICÍPIOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS: UMA ANÁLISE DINÂMICA ENTRE OS ANOS CENSITÁRIOS DE 2000 E 2010 Silvio Ferreira Junior;Juliana Souki Diniz;Murilo Fahel; Resumo: O presente artigo objetivou estimar as desigualdades nas necessidades de saúde entre os municípios do estado de Minas Gerais, bem como analisar a dinâmica das suas alterações ao longo do horizonte temporal de 10 anos. No intuito de contribuir para elaboração de políticas públicas próequitativas, baseou-se no princípio de que maior atenção deve ser dada às localidades que apresentem as maiores necessidades em saúde e também àquelas que apresentam maiores dificuldades em reduzir suas necessidades ao longo dos anos. A metodologia adotada inclui a técnica estatística de análise fatorial, utilizada no cálculo dos índices municipais de necessidades de saúde para os dois últimos anos censitários (2000 e 2010) e a análise de regressão, utilizada para descrever a dinâmica das taxas de variação dos índices municipais de necessidades entre os dois anos. Os resultados permitiram evidenciar a prevalência de expressivas heterogeneidades regionais em desfavor dos municípios situados mais ao noroeste, norte, nordeste e leste de Minas Gerais, tanto para o ano de 2000, quanto para 2010. Por outro lado, os resultados também revelam a ocorrência de quedas expressivas nos índices de necessidades de saúde para todos os municípios mineiros e a uma velocidade que é maior justamente nos municípios situados mais ao noroeste, norte, nordeste e leste de Minas Gerais, configurando-se uma tendência de redução nas desigualdades intermunicipais ao longo dos anos. ANDRADE, M. V.; NORONHA, K. V. M. S.; MORO, S.; MACHADO, E. N. 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1530 economiaepoliticaspublicas v. 5 n. 2 (2017) ÍNDICE SOCIOAMBIENTAL E QUALIDADE DE VIDA DOS MUNICÍPIOS DE MINAS GERAIS EM 2010 1 Professora do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES. 2 Professora do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Françoise de Fátima Barbosa;Nayana Rosa Freire;Daniel Araújo de Carvalho; Resumo: O objetivo desse trabalho foi identificar as associações entre os indicadores ambientais e de qualidade de vida da população dos 853 municípios do Estado de Minas Gerais para o ano de 2010, além de criar um Índice de Qualidade Socioambiental para os municípios de Minas Gerais. Para atendê-lo foi usado o método estatístico de análise fatorial a partir de várias variáveis inter-relacionadas para a obtenção dos resultados, variáveis essas que foram selecionadas a partir do Censo de 2010. O índice de Qualidade Socioambiental (IQSA) de Minas Gerais foi construído com o objetivo de tornar esse índice mais representativo do desenvolvimento ambiental. Os resultados encontrados revelam que o Estado de Minas Gerais possui um IQSA médio de 0,57, o que indica que a qualidade ambiental está 43 pontos percentuais abaixo do máximo (100%). Aproximadamente, 439 (51%) dos municípios apresentaram IQSA abaixo da média. A maioria desses municípios que estão abaixo da média do IQSA é devido à carência de saneamento básico. AGÊNCIA MINAS. 2015. Ações do Estado colaboram para reduzir o desmatamento da Mata Atlântica. Disponível em: http:// www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/acoes-do-estado-colaboram-parareduzir-o-desmatamento-da-mata-atlantica/ Acesso em: 03 out. 2016. BARBOSA, Françoise Fátima, M.Sc., Universidade Federal de Viçosa, dezembro de 2009. Índice de qualidade socioambiental para o Estado de Minas Gerais. BENETTI, L. B. 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1531 economiaepoliticaspublicas v. 5 n. 2 (2017) ATITUDES QUE DETERMINAM O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR RELIGIOSO: ANÁLISE COMPARATIVA DOS SEGUIDORES DA IGREJA CATÓLICA, IGREJA BATISTA E IGREJA UNIVERSAL Marcelo Vieira Lopes;Vânia Silva Vilas Boas Vieira Lopes; Resumo: O objetivo deste estudo foi analisar as atitudes de satisfação, inibidoras e incentivadoras dos seguidores da Igreja Católica, Igreja Batista e Igreja Universal. A fundamentação teórica considerou campo religioso e marketing religioso com a adequação da Teoria do Comportamento e Satisfação do Consumidor na perspectiva mercadológica. A pesquisa é do tipo descritiva. Utilizou-se a análise multivariada (análise fatorial), testes paramétricos, correlações e as proporções para análise dos resultados. A análise fatorial permitiu identificar a existência de quatro grandes dimensões de atributos considerados fundamentais na avaliação do construto Satisfação Total: Fator 1 = Afetividade; Fator 2 = Atendimento; Fator 3 = Evangelização/Ação Social; Fator 4 = Comunidade. Verificou-se uma influência fraca da cultura e tradição para seguir a Igreja e ser dessa religião, e uma influência moderada da família. A satisfação foi confirmada para a Igreja Católica e Igreja Batista e desconfirmada para a Igreja Universal. Constatou-se uma avaliação moderada e favorável para a Igreja Católica e Igreja Batista nos Elementos Inibidores e uma avaliação desfavorável na Igreja Universal. Para os Elementos Incentivadores, os resultados demonstram uma avaliação moderada da Igreja Católica e desfavorável na Igreja Batista. Já os seguidores e fieis da Igreja Universal, em sua maioria absoluta, avaliaram desfavoravelmente as atitudes intervenientes dos Elementos Incentivadores. AAKER, David A.; KUMAR, V., DAY, George S. Pesquisa de marketing. São Paulo: Atlas, 2001. CHURCHIL, G. A.; SUPRENANT, C. “An investigation into the determinants of customer satisfaction”. Journal of Marketing Research, v. 19, n.4, p. 491-504. Nov. 1982. DUARTE, Simone Viana; FURTADO, Maria Sueli Viana. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Ciências Sociais Aplicadas. São Paulo: Saraiva, 2014. DURKIHEIM, E. Formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Martins Fontes, 1973. ENGEL, James F., BLACKWELL, Roger D. , MINIARD, Paul W. Consumer Behavior. Forth Worth : Dryden Press, 1995. JHALLY, Sut. “Advertising as Religion: The Dialectic of Thechnology and Magic”. In: Cultural Politics in Contemporary America. Ian Angus e Sut Jhally (Eds.), pp. 217-229. New York-London: Routledge, 1989. HAIR Jr., Joseph F.; ANDERSON, Ralph E.; TATHAM, Ronald L.; BLACK, William C. Multivariate Data Analysis with readings. 4 ed. Englewood Cliffs, NJ.: Prentice Hall, 1995. HAUCK, João Fagundes; FRAGOSO, Hugo; BEOZZO, José Oscar; GRIJP, Klauz Van Der; e BROD, Benno. História da igreja no Brasil: ensaio de interpretação a partir do povo. Segunda época – século XIX. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008. HERVIEU-LÉGER, Danièle. Le pèlerin et le converti; la religion en movement. Paris, Flammarion, 1999. HUFF JÚNIOR, Arnaldo Érico. “Campo religioso brasileiro e história do tempo presente”. Revista Brasileira de História das Religiões – ANPUH, Maringá (PR) v. 1, n. 3, 2009. KOTLER, Philip, ARMSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. Rio de Janeiro : Prentice-Hall do Brasil, 1993. LAHIRE, Bernard. Homem Plural. Os determinantes da ação. Petrópolis: Vozes, 2002. MIRANDA, M. F. Um catolicismo desafiado: Igreja e pluralismo religioso no Brasil. São Paulo: Paulinas, 1996. PASSOS, João Décio. Como a religião se organiza: tipos e processos. São Paulo: Paulinas, 2006. SANCHIS, P. “As religiões dos brasileiros”. Mimeo: p. 1-24. [Texto publicado na Revista Horizonte, v.1, n. 2, 1998: p. 28-43]. . Inculturação? Da cultura à identidade, um itinerário político no campo religioso: o caso dos agentes de pastoral negros. In: Religião e sociedade. 20(2), Rio de Janeiro, 1999, p. 55-72.
1533 economiaepoliticaspublicas v. 5 n. 1 (2017) ANÁLISE DOS INDICADORES DE PRODUÇÃO NAS ATENÇÕES SECUNDÁRIA E TERCIÁRIA NOS MUNICÍPIOS MINEIROS DO GRUPO HOMOGÊNEO 2 DO ÍNDICE DE DESEMPENHO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (IDSUS) NO PERÍODO DE 2002 A 2010 Carlos Renato Theóphilo;Reginaldo Morais de Macedo;June Marize Castro Silva; Resumo: O objetivo geral deste trabalho foi analisar os indicadores de produção nas atenções secundária e terciária nos municípios mineiros do Grupo Homogêneo 2 do Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde (IDSUS) no período de 2002 a 2010. Neste trabalho, adota-se a abordagem quantitativa, sob a forma de pesquisa descritiva e de base documental e que se utiliza das medidas disponibilizados pela Estatística. Em relação ao conjunto de municípios analisados, no período pesquisado, os indicadores da atenção secundária, representativos de exames diagnósticos, apontaram crescimento em todas as categorias. No que se refere aos indicadores da atenção terciária, o número total de internações permaneceu praticamente estável, para uma série de dados com baixa dispersão, ao passo que as internações por infarto aumentaram de forma sensível (75%), enquanto as internações por hipertensão arterial sofreram redução da ordem de 65%. O número total de dias de permanência demonstrou comportamento irregular ao longo da série de dados analisada. Em relação ao número de dias de permanência em internação, destaca-se o município de Barbacena com período muito superior aos demais municípios analisados. Os indicadores de produção apontaram o município de Montes Claros como profícuo em termos de realização de procedimentos. ARAÚJO, Inesita Soares de; CARDOSO, Janine Miranda. Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2007. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 2008. BRASIL. Ministério da Saúde. 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1534 economiaepoliticaspublicas v. 5 n. 1 (2017) BIOTECNOLOGIA, PATENTES E SAÚDE: UMA DIFÍCIL EQUAÇÃO NO CONTEXTO DO CAPITALISMO GLOBALIZADO Agnaldo dos Santos;Francisco Luiz Corsi; Resumo: O presente artigo procura discutir, em linhas gerais, as características da biotecnologia baseada em engenharia genética, que desenvolve organismos geneticamente modificados (OGM) e moléculas orgânicas utilizadas na agricultura e na indústria farmacêutica. A partir desta caracterização, passamos a levantar questões relativas aos direitos de propriedade intelectual desta área, em particular as patentes de produtos e processos desenvolvidos por biotecnologia. O objetivo do artigo é discutir os dilemas para as políticas públicas de saúde, dependentes da indústria farmacêutica, em ampliar o acesso da população aos novos medicamentos e demais tratamentos, tendo em vista o processo crescente de formação de oligopólios neste setor e seus impactos nos preços. Uma das hipóteses trabalhadas no artigo é que a diminuição do ritmo de inovação e a concentração de capitais deste segmento econômico ajuda a explicar a elevação dos preços e a dificuldade de ampliar o acesso aos medicamentos. Buscamos apontar também os pontos de contato entre a biotecnologia e novas tecnologias digitais, ambas caracterizadas pelo fluxo de informações e com potencial de alterar a regulação dos direitos de propriedade intelectual. BRITO CRUZ, Carlos Henrique. “A universidade, a empresa e a pesquisa que o país precisa”. L. W. Santos; E. Y. Ichikawa; P. V. Sendin; D. F. Camargo (org.). Ciência, tecnologia e sociedade: o desafio da interação. Londrina, Iapar, 2004. CAMARGO, José Marangoni. “O peso das commodities agroindustriais na pauta de exportações do Brasil: evidência de reprimarização da economia?”. J.M. Camargo; A. dos Santos; M.C.S. Lourenção (org.). Múltiplas Faces da Crise Econômica e Financeira Mundial. Bauru: SP, Canal 6, 2012. COSTA, Neuza Maria Brunoro; BORÉM, Aluízio. Biotecnologia e Nutrição: saiba como o DNA pode enriquecer os alimentos. São Paulo, Nobel, 2003. CHANG, Ha-Joon. Chutando a Escada – a estratégia do desenvolvimento em perspectiva histórica. São Paulo, Editora Unesp, 2004. ______. Economia: modos de usar. Um guia básico dos principais conceitos econômicos. São Paulo, Companhia das Letras, 2015. CONWAY, Gordon. Produção de Alimentos no Século XXI – biotecnologia e meio ambiente. São Paulo, Estação Liberdade, 2003. DIAS, Rafael de Brito. Sessenta Anos de Política Científica e Tecnológica no Brasil. Campinas, Editora da Unicamp, 2012. DAGNINO, Renato. Ciência e Tecnologia no Brasil - o processo decisório e a comunidade de pesquisa. Campinas, Editora da Unicamp, 2007. EVANS, Peter. Autonomia e Parceria: Estados e transformação industrial. Rio de janeiro, Editora da UFRJ, 2004. GRANJEIRO, Alexandre; TEIXEIRA, Paulo Roberto. “Repercussões do acordo de propriedade intelectual no acesso a medicamentos”. F. Villares (org.). Propriedade Intelectual: tensões entre o capital e a sociedade. São Paulo, Paz e Terra, 2007. GUERRANTE, Rafaela Di Sabato. Transgênicos: uma visão estratégica. Rio de Janeiro, Editora Interciência, 2003. KELLER, Evelyn Fox. O século do gene. Belo Horizonte, Editora Crisálida, 2002. LATOUCHE, Serge. Pequeno tratado do Decrescimento Sereno. São Paulo, Editora WMF Martins Fontes, 2009. LEITE, Marcelo. Promessa dos Genoma. São Paulo, Editora da Unesp, 2007. LESSIG, Lawrence. Cultura Livre: como a grande mídia usa a tecnologia e a lei para bloquear a cultura e controlar a criatividade. São Paulo, Trama, 2004. MOTOYAMA, Shozo; QUEIROZ, Francisco Assis de; VARGAS, Milton. “164-1985: Sob o signo do desenvolvimentismo”. S. Motoyama (org.). Prelúdio para uma história: ciência e tecnologia no Brasil. São Paulo, Edusp, 2004. SANTOS, Laymert Garcia dos. Politizar as Novas Tecnologias – o impacto sóciotécnico da informatização digital e genética. São Paulo, Editora 34, 2003. SANTOS, Agnaldo dos. Entre o Cercamento e a Dádiva: inovação sob cooperação e os caminhos da abordagem aberta da biotecnologia. São Paulo, Editora Blucher, 2011. SCHOLZE, Simone Henriqueta Cossetin. Patentes, Trasngênicos e Clonagem – implicações jurídicas e bioéticas. Brasília, Editora UnB, 2002 SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. Software Livre - a luta pela liberdade do conhecimento. São Paulo, Editora da Fundação Perseu Abramo, 2004. SIMON Imre; VIEIRA, Miguel Said. “A propriedade intelectual diante da emergência da produção social”. F. Villares (org.). Propriedade Intelectual: tensões entre o capital e a sociedade. São Paulo, Paz e Terra, 2007. STIGLITZ, Joseph E. Globalização – como dar certo. São Paulo, Companhia das Letras, 2007. VARGAS, Marco Antonio. Indústria de Base Química no Brasil: potencialidades, desafios e nichos estratégicos. Rio de Janeiro, Fundação Oswaldo Cruz, 2015.
1535 economiaepoliticaspublicas v. 5 n. 1 (2017) O MERCOSUL NO CONTEXTO DAS TEORIAS DE INTEGRAÇÃO E COMÉRCIO INTERNACIONAL Maria de Fátima Silva do Carmo Previdelli;Rodolfo Francisco Soares Nunes; Resumo: A integração de países em blocos econômicos, nos quais se coordenam políticas e medidas comerciais, financeiras, creditícias e até mesmo produtivas, é o resultado não apenas da expansão do capitalismo global, após a segunda metade do século XX, mas também da mitologia econômica do desenvolvimento. Nesse sentido, o movimento crescente de formação de blocos econômicos observado a partir da segunda metade do século XX reflete o êxito ideológico da construção de uma sociedade global, na qual não existiriam barreiras, tendente à igualdade. O objetivo do presente artigo é apresentar como evoluiu o conceito de integração econômica inserido nas Teorias de Comércio Internacional e apresentar como o processo de constituição do Mercado Comum do Sul (Mercosul) se insere nesse contexto teórico. BAUMANN, Renato. CANUTO, Otaviano. GONÇALVES, Reinaldo. Economia Internacional: teoria e experiência brasileira. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. BAUMANN, Renato. MERCOSUL: Origens, ganhos, desencontros e perspectivas. In BAUMANN, Renato (org.) Mercosul: Avanços e desafios da integração. Brasília: IPEA/CEPAL, 2001. BAUMANN, Renato. Integração da América do Sul: Dois temas menos considerados. CEPAL. R 208. Brasília, 2009. BEÇAK, P. Mercosul: uma experiência de integração regional. São Paulo: Contexto, 2000. DEDMAN, M.J. The origins and development of the European Union, 1945-95. London: Routledge, 1996. FERRER, A. Historia de la globalización V.II. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económico, 1998. HOBSBAWM, E. A era das revoluções, 1789-1848. 35. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015. HOBSBAWM, E. Globalização, Democracia e Terrorismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007 HOBSBAWM, E. Era dos Extremos: o breve século XX, 1914 – 1991. Lisboa: Perspectiva, 1995. HUBERMAN, Leo. História da Riqueza do Homem. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1977. KRUGMAN, P. E OBSTFELD, M. Economia Internacional: teoria e política. 8. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. KRUGMAN, P. E OBSTFELD, M. Economia Internacional – Teoria e política. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2005. LIST, Georg Friedrich. Sistema nacional de Economia Política. São Paulo: Abril Cultural, 1983. MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO EXTERIOR E SERVIÇOS. Estatística de Comércio Exterior. Brasília, 2017, Disponível em: www.mdic.gov.br/comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-exterior-9> Acesso em: 20 abr. 2017. PINTO, Marcio Morena. La dimensión de la soberania em el mercosur. Curitiba: Juruá, 2010. POLLARD, Sidney. The International Economy since 1945. London: Routledge, 1997. SÖDERSTEN, B. Economia Internacional. Rio de Janeiro: Interciência, 1979. SOUZA, André de Mello et al. Integrando Desiguais: assimetrias estruturais e políticas de integração no Mercosul. Brasília: Texto para discussão do IPEA, nº 1477, 2010. VERSIANI, Flávio R. As Experiências Latino-Americanas de Integração e os Novos Acordos Brasil - Argentina - Uruguai. In BAUMANN, Renato e JUAN C. Lerda (orgs.). A Integração em Debate. Brasília: Editora Marco Zero, 1987.
1536 economiaepoliticaspublicas v. 5 n. 1 (2017) VERIFICAÇÃO EMPÍRICA SOBRE O INTERVENCIONISMO ESTATAL E LIBERDADE ECONÔMICA Luan Vinícius Bernardelli;Gustavo Henrique Leite de Castro; Resumo: O presente trabalho possui como finalidade contribuir para as discussões acerca da intervenção do Estado na economia, com ênfase sobre a política fiscal e seus respectivos efeitos sobre a liberdade econômica. Pautando-se no Brasil, a pesquisa forneceu inicialmente uma breve retrospectiva histórica do intervencionismo estatal no país e através de uma análise do Índice de Liberdade Econômica, desenvolvido pela Fundação Heritage, analisou o comportamento da liberdade econômica no país dentre os anos de 1995 a 2016. Após estas análises iniciais, notou-se que dentre os diversos fatores que este indicador considera, a Liberdade Fiscal apresentou redução mais significativa nos últimos anos, isto é, o país apresenta um contínuo aumento na carga tributária e isso afeta diretamente a liberdade econômica de seus agentes. Assim, com o objetivo de avaliar o impacto das receitas do governo sobre o declínio do Índice de Liberdade Econômica dentre os anos de 1999 a 2015, foi aplicado uma análise de regressão linear por meio dos Métodos dos Mínimos Quadrados Ordinários (MQO). ABREU, M. de P.. et al. A ordem do progresso: cem anos de política econômica republicana 1889-1989. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1990. ALMEIDA, B. M. dos A. Política fiscal e a coordenação de políticas macroeconômicas: a dinâmica da dívida pública e o modelo brasileiro de gestão fiscal. 2014.(Tese de Doutorado). Universidade Federal de Santa Catarina. Disponível em 2014. Acesso em: 01 mar 2017. Banco Central do Brasil (BACEN). Disponível em:. Acesso em: 01 mar 2017. DAVI, J., et al. Carga tributária e política social: considerações sobre o financiamento da Seguridade Social. In DAVI, J., MARTINIANO, C.;PATRIOTA, LM. Seguridade social e saúde: tendências e desafios. 2 ed. Campina Grande: EDUEPB, 2011. FROYEN, R.T; Macroeconomia. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. Fundo Monetário Internacional. Disponível em: < http://www.imf.org/external/datamapper/index.php >. Acesso em: 29 fev. 2016. GHEVENTER, A. Política antitruste e credibilidade regulatória na América Latina. Dados, Rio de Janeiro, v. 47, n. 2, p. 335-363, 2004. GIAMBIAGI, F; VILLELA, A. Economia brasileira e contemporânea (1945-2010). Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. GREMAUD, A. P; VASCONCELLOS, M. A. S. Economia brasileira e contemporânea. São Paulo: Atlas, 2005. GUJARATI, D. N.; Porter, Dawn C. Econometria Básica. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2011. LOPREATO, F. L. C. Um olhar sobre a política fiscal recente. Revista Economia e Sociedade, Campinas, v. 11, n. 2, p. 279-304, jul./dez. 2002. LOPES, L. M; VASCONCELLOS, M.A. S. Manual de Macroeconomia. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2011. MANKIW, N. G; Macroeconomia. 8. ed. Rio de Janeiro: LCT, 2015. MOREIRA, T. B. S.; SOARES, F. A. R. Política Fiscal e a Crise Econômica Internacional. Disponível em < http://www3.tesouro.fazenda.gov.br/ Premio_TN/XVPremio/politica/1pfceXVPTN/Tema_3_1.pd f> 2010. Acesso em: 01 mar 2017. The Heritage Foundation. Sobre Fundação Heritage. Disponível em: < http://www.heritage.org/about/ >. Acesso em: 01 mar 2017. The Heritage Foundation. Sobre o índice. Disponível em:. Acesso em: 01 mar 2017. The Heritage Foundation. Explorar dados. Disponível em:< http://www.heritage.org/index/explore >. Acesso em: 01 mar 2017. VASCONCELLOS, M.A. S; GARCIA, M.E. Fundamentos de Economia. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. Secretária do Tesouro Nacional. Disponível em: < https://www.tesouro.fazenda.gov.br/-/resultado-do-tesouro-nacional? >. Acesso em: 01 mar 2017. Secretaria de Política Econômica. Disponível em: < http://www.spe.fazenda.gov.br/carga-tributaria-liquida>. Acesso em: 01 mar 2017. WEBER, M. Ciência e Política: Duas Vocações. 10.ed. São Paulo: Ed. Cultrix, 2000.p.17. FRANCO, G. H. B.; LAGO, L. A. C. A Economia da República Velha, 1889-1930. Texto para discussão No. 588. 2011. Disponível em: < http:// www.econ.puc-rio.br/pdf/td588.pdf >. . Acesso em: 01 mar 2017.
1537 economiaepoliticaspublicas v. 5 n. 1 (2017) CENÁRIOS ELEITORAIS PARA O BRASIL EM 2018 ELECTION SCENARIOS FOR BRAZIL IN 2018 ESCENARIOS ELECTORALES PARA BRASIL EM 2018 Luís Antônio Paulino; Resumo: Embora sejam eventos já conhecidos e certos, eleições presidenciais são acontecimentos que se distinguem dos milhares de fatos políticos que ocorrem todos os anos pelos impactos que podem ter sobre o destino e a vida de milhões de pessoas e da sociedade em seu conjunto. Depois de oito anos de governo de centro-direita, do presidente Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), e mais de mais de 12 anos de governos de centro-esquerda, do presidente Luiz Ignácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), seguido de dois anos do governo do presidente Michel Temer (PMDB), também de centro-direita, o Brasil chega às eleições de 2018 profundamente dividido, com alguns segmentos da sociedade se inclinando inclusive para candidatos de extrema-direita. Trata-se de uma encruzilhada histórica que reflete a desorientação que tomou conta do país frente à crise política e econômica que se abateu sobre o Brasil nos últimos dois anos. Diante da importância política e histórica de tal acontecimento, o objetivo deste artigo é construir alguns cenários para a disputa eleitoral que ocorrerá no Brasil ano final de 2018. Buarque, S.C. Metodologias e Técnicas de Construção de Cenários Globais e Regionais. Brasília: IPEA, 2003 (Texto para Discussão Nº. 939) Cohen. P. A. China Unbound: Evolving perspectives on the Chinese past. London: RoutledgeCuzon. Marcial E.C. e Grumbach, R. J. dos S. Cenários Prospectivos. Como construir um futuro melhor. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2008 Plekhanov, G. O papel do indivíduo na História. Lisboa: Edições Antídoto, 1977.
1539 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 2 (2016) GASTOS COM SAÚDE NOS MUNICÍPIOS DA MICRORREGIÃO DE MONTES CLAROS (MG) APÓS O PACTO PELA SAÚDE: UM ESTUDO COMPARATIVO INTERMUNICIPAL Sidnei Pereira do Nascimento;Rogélio Gerônimo dos Santos; Resumo: Este artigo avaliou o comportamento dos gastos com saúde, no período de 2006 a 2012, nos municípios da Microrregião de Montes Claros. Mais especificamente avaliou os efeitos do Pacto pela Saúde nas despesas com saúde pública nos municípios da Microrregião de Montes Claros comparados ao município de Montes Claros. Para isto, utilizou-se da metodologia econométrica denominada de Diferenças em Diferenças com Ajuste de Poligonais. Os resultados demonstraram que a evolução dos gastos com saúde pública do município de Montes Claros foi inferior aos demais municípios da Microrregião de Montes Claros. Também, demonstrou que os gastos com saúde pública, de forma conjugada, entre o município de Montes Claros e os demais municípios avaliados recuaram após a implantação do Pacto pela Saúde, em 2006. BRASIL. Casa Civil. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Disponível em: . Consultado em: 3 de junho de 2016. BRASIL. Casa Civil. Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990. Disponível em: . Consultado em: 4 de junho de 2016. BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Available in: . Consultado em: 14 de julho de 2016. BRASIL. Ministério da Fazenda. Secretaria da Receita Federal. Brasília: 2016. BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema Único de Saúde. Pacto pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão. 1ª edição. Brasília, 2006. Disponível em: http://www.saude.mppr.mp.br/arquivos/File/volume1.pdf. Acesso em 04 de outubro de 2016. ________. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt0399_22_02_2006.html. 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1540 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 2 (2016) ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (APS) NA PERSPECTIVA DE COORDENADORES DOS SERVIÇOS Maria Ivanilde Pereira Santos;Murilo Cássio Xavier Fahel;Marília Borborema Rodrigues Cerqueira;Francisco Marcone Veríssimo;Tatiana Fróes Fernandes;Maria Elizete Gonçalves; Resumo: Objetivo: conhecer a percepção de coordenadores da Atenção Primária à Saúde de dois municípios com características e porte distintos sobre a atuação deste nível de atenção. Método: Foi realizado survey com coordenadores de Unidades Básicas de Saúde e Estratégia de Saúde da Família de Belo Horizonte e Montes Claros (MG). Variáveis de interesse: avaliação, prevenção e promoção, resolubilidade, adequação às necessidades da população, capacitação e distribuição de recursos. Resultados: Foram verificados diferenciais de percepção da APS de acordo com o porte do município. Conclusão: Opiniões dos que vivenciam o cotidiano da APS podem contribuir na definição de critérios para sua melhoria. AGUILERA, S. L. V. U. et al. Articulação entre os níveis de atenção dos serviços de saúde na Região Metropolitana de Curitiba: desafios para os gestores. Rev. Adm. Pública — Rio de Janeiro, v. 47, n.4, p.1021-39, jul./ago. 2013. ALMEIDA, S. D. M.; BARROS, M. B. A. Eqüidade e atenção à saúde das gestantes em Campinas (SP), Brasil. Rev. Pan-Americana de Saúde Pública, v.17, n. 1, p. 15-25, 2005. ALMEIDA, C.; MACINKO, J. Validação de uma metodologia de avaliação rápida das características organizacionais e do desempenho dos serviços de atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) em nível local. Brasília: Organização Panamericana de Saúde, 2006. (Série Técnica - Desenvolvimento de Sistemas e Serviços de Saúde n. 10) Disponível em: . Acesso em: 13 mar. 2016. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Sistema Único de Saúde/Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Coleção Para entender a gestão do SUS. CONASS, v. 1, Brasília (DF): 2011. CASTRO, A.L.B.; MACHADO, C.V. 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1541 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 2 (2016) O PAPEL DOS AGENTES SOCIAIS E DAS INSTITUIÇÕES NA IMPLANTAÇÃO DE POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL Sidinéia Maria de Souza; Resumo: O desenvolvimento territorial se refere a um conjunto de ações sociais e econômicas que é articulado por diferentes atores, centrados em um dado território e vinculados de acordo com o sistema local. Os territórios são construções socioeconômicas e institucionais realizadas por esses atores sociais que utilizam o poder simbólico (produto histórico de processos sociais, econômicos e políticos) sobre o ambiente biofísico, convertendo-o em seu território. Esse artigo analisa a relação entre práticas de economia solidária e desenvolvimento territorial por intermédio da avaliação de que modo a existência (ou inexistência) de atividades econômicas solidárias tem sido elemento facilitador (ou dificultador) do desenvolvimento territorial no Norte de Minas e qual o papel dos agentes sociais e das instituições nesse processo. O objeto de estudo foram três empreendimentos econômicos solidários – EES que se constituíram a partir de organização coletiva e autogestão. O estudo nos traz a percepção de que práticas de economia solidária contribuem para o processo de desenvolvimento territorial, no entanto, ainda é necessário avançar em muitos pontos, como no maior apoio de políticas públicas ao movimento de economia solidária, escasso apoio econômico aos empreendimentos solidários, ampliação das redes de produção e comercialização solidária. BENKO, G. “Economias e territórios em mutação”. In: Benko, G. 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1542 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 2 (2016) CELSO FURTADO E A REVISÃO DO CONCEITO DE DESENVOLVIMENTO: O ESTUDO DA VENEZUELA EM DOIS TEMPOS 1957 E 1974 Rafael Gonçalves Gumiero; Resumo: O tema do subdesenvolvimento foi notório principalmente após a Segunda Guerra Mundial e mobilizou uma vanguarda teórica nos países centrais. A ideia de diálogo foi forte entre teóricos do centro com os da periferia na sistematização do subdesenvolvimento e proporcionou que a interpretação desse fenômeno fosse ressignificada pelo trânsito de ideias. Dentro do universo composto pelas interpretações do subdesenvolvimento, o objetivo geral nesse artigo foi optar por um recorte menor, o estudo de Celso Furtado Ensaios sobre a Venezuela: subdesenvolvimento com abundância de divisas (2008), organizado pelo Centro Internacional Celso Furtado (Arquivos Celso Furtado) o qual, é composto por dois estudos que possibilitam analisar dois momentos do pensamento deste autor. Assim, os objetivos específicos nesse trabalho são: 1) analisar, no primeiro estudo intitulado O desenvolvimento recente da economia venezuelana (1957) a interpretação dos conceitos de subdesenvolvimento e desenvolvimento de Furtado e 2) analisar a ressignificação desses conceitos no segundo estudo de Furtado intitulado Notas sobre a economia venezuelana e suas perspectivas atuais (1974). CÊPEDA, Vera Alves. Raízes do pensamento político de Celso Furtado: desenvolvimento, nacionalidade e Estado democrático. 1998. 236 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 1998. ______. O Pensamento político de Celso Furtado: desenvolvimento e democracia. In: PEREIRA, L. C. B. (Org). A grande esperança em Celso Furtado: ensaios em homenagem aos seus 80 anos. São Paulo: Editora 34, 2001. FURTADO, Celso. Desenvolvimento e Subdesenvolvimento. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. Fundo de Cultura, 1963. _____. Teoria e Política do Desenvolvimento Econômico. São Paulo: Paz e Terra, 2000. _____. O desenvolvimento recente da economia venezuelana. In: Furtado, Celso. Ensaios sobre a Venezuela: subdesenvolvimento com abundância de divisas. Rio de Janeiro: Contraponto. Arquivos Celso Furtado; v. 1, 2008. ______. Notas sobre a economia venezuelana e suas perspectivas atuais. In: Furtado, C. Ensaios sobre a Venezuela: subdesenvolvimento com abundância de divisas. Rio de Janeiro: Contraponto. Arquivos Celso Furtado;v. 1, 2008. GUMIERO, Rafael Gonçalves. Diálogo das teses do subdesenvolvimento de Rostow, Nurkse e Myrdal, com a teoria do desenvolvimento de Celso Furtado. São Carlos: UFSCar – Programa de Pós Graduação em Ciência Política (Dissertação de Mestrado), 2011. LOVE, Joseph. A construção do Terceiro Mundo: teorias do subdesenvolvimento na Romênia e no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, MANNHEIM, Karl. “O conceito sociológico do pensamento”, “O problema do intelectual”. In: FORACCHI, Marialice.; FERNANDES, Florestan (Org). São Paulo: Ática, 1982. MYRDAL, Gunnar. Teoria Econômica e Regiões Subdesenvolvidas. Rio de Janeiro: Editora Saga, 1965. NURKSE, Ragnar. Problemas da Formação de Capital em Países Subdesenvolvidos. Editora Civilização Brasileira. Rio de Janeiro, 1957. OLIVEIRA, Francisco. A navegação venturosa: ensaios sobre Celso Furtado. São Paulo: Boitempo Editorial, 2003. PERROUX, François. O conceito de Pólos de Crescimento. In: SCHWARTZMAN, Jacques. Economia Regional – textos escolhidos. Belo Horizonte, Cedeplar, 1977. POCOCK. John. Linhagens do pensamento do ideário político. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2003. ROSENSTEIN-RODAN, P. N. Notas da teoria do Big Push. In: ELLIS, Howard e WALLICH, Henry. Desenvolvimento Econômico na América Latina. Fundo da Cultura, 1964. ______. Problemas de industrialização da Europa do Leste e do Sudeste. In: AGARWALA; SINGH (Org). A economia do subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Contraponto: Centro Internacional Celso Furtado, 2010. ROSTOW, Walt. Etapas do desenvolvimento econômico – um manifesto não-comunista. Rio de Janeiro: Zahar Editôres, 1961. SKINNER, Quentin. As Fundações do Pensamento Político Moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
1543 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 2 (2016) ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO: UM ESTUDO COMPARATIVO Roberto César Faria e Silva; Resumo: No capitalismo as pessoas buscam aumentar seu capital, e uma das formas é através de aplicações financeiras, no entanto, em virtude da alternativas de aplicações disponíveis no mercado, fica a dúvida para o investidor sobre qual aplicação é mais rentável. Este trabalho tem como objetivo geral analisar a melhor alternativa de investimento no período de janeiro de 2010 a julho de 2015 baseando-se em uma aplicação de R$ 100.000,00 e, para suprir as necessidades da pesquisa, o objetivo geral foi subdividido em objetivos específicos, tais como: levantar a rentabilidade de algumas alternativas de investimentos; analisar a taxa real e a aparente dessas alternativas de investimentos nos anos analisados e comparar as alternativas de investimentos do período anteriormente citado. Para tanto, simulou-se a aplicação de R$ 100.000,00 nos seguintes investimentos: caderneta de poupança; Certificado de Depósito Bancário (CDB); imóveis, títulos públicos, ações; ouro e dólar. A pesquisa possui caráter exploratório, quantitativo, bibliográfico e documental, cujos dados foram coletados em sites como do IBGE2, da FIPE3, da Receita Federal, da BMF & Bovespa4, do BACEN (Banco Central), entre outros, sendo posteriormente analisados através do aplicativo da Microsoft Office Excel. Pela pesquisa percebe-se que as aplicações em títulos públicos indexados à Selic obtiveram maiores resultados no período estudado. ASSAF NETO, Alexandre. Finanças Comparativas e valor. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2010. ASSAF NETO, Alexandre. Mercado financeiro. 10 ed. São Paulo: Atlas, 2011. BERNSTEIN, Peter L.; DAMODARAN, Aswath.: trad. Cyro C. Patarra e José Carlos Barbosa dos Santos. Administração de Investimentos. Porto Alegre: Bookman, 2000. BODIE, Zvi; KANE, Alex ; MARCUS, Alan . Fundamentos de Investimentos. Porto Alegre: AMGH Editora, 2014. BRANCO, Rodrigo Otávio Paixão. Negociação de títulos mobiliários das Sociedades Anônimas em Bolsa de Valores. – São Paulo: Clube de Autores, 2014. BRASIL. Banco Central do Brasil. Remuneração dos Depósitos de Poupança. Disponível em: Acesso em: set. 2015. CAMPOS, Breno d. Matemática financeira aplicada às decisões. In: Finanças corporativas: teoria e prática empresarial no Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. DEBASTIANI, Carlos Alberto; RUSSO, Felipe Augusto. Avaliando empresas, investindo em ações: a aplicação prática da análise fundamentalista na avaliação de empresas. – São Paulo: Novatec Editora, 2008. DUARTE, Geraldo. Dicionário de Administração e Negócios. Edição digital, 2011. FUNDACAO INSTITUTO DE PESQUISAS ECONOMICAS. Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados, Séries Históricas. Disponível em: . Acesso em: set. 2015. FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro: produtos e serviços. 18. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2011. GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. 12. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. LUQUET, Mara; RACCO, Nelson. Guia valor econômico de investimentos em ações. – São Paulo: Globo, 2005. Pearson Prentice Hall, 2005. MARQUES, Newton Ferreira da Silva. Estrutura e funções do sistema financeiro no Brasil; análises especiais sobre política monetária e dívida pública, autonomia do Banco Central e política cambial. – Brasília: Thesaurus, 2003. MATIAS, Rogério. Cálculo financeiro: teoria e prática. Escolar editora, 2007. MOLAN, Maurício Kehdi. O modelo de bandas cambiais tradicional por uma abordagem de opções. http://www.scielo.br/pdf/rae/v40n3/ v40n3a07.pdf> Acesso em: set. 2015. ORRU NETO, Ângelo. Fundos de investimento imobiliário e suas características de hedge contra inflação no Brasil- 2015, 35 folhas. Dissertação (MPFE) - Escola de Economia de São Paulo. PEREIRA, Fábio. Títulos Públicos sem segredos: guia para investimentos no Tesouro direito. Rio de Janeiro: Elsevier , 2009. RODRIGUES, José Antonio; MENDES, Gilmar de Melo. Manual de aplicação de matemática financeira: temas básicos, questões chave, formulários e glossários, problemas destacados. Rio de Janeiro: FGV, 2007. ROSS, Stephen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JORDAN, Bradford D.; LAMB, Roberto. Fundamentos de Administração financeira. Porto Alegre: AMGH Editora, 2013. VARIAN, Hal R. Macroeconomia: conceitos básicos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
1544 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 2 (2016) ANÁLISE DA POTENCIALIDADE DE COOPERAÇÃO CHINA-AMÉRICA LATINA EM ENERGIAS VERDES Mauri da Silva;Artur Breno Gonzalez Tobar; Resumo: O crescimento econômico e populacional, juntos, pressionam a demanda internacional por fontes alternativas de energia. Face ao exposto, este trabalho tem como objetivo a seguinte indagação: como o crescente interesse chinês em aprofundar as relações econômicas e políticas com América Latina pode ser útil à construção de parcerias estratégicas no desenvolvimento de tecnologias verdes na região? Para alcançar tal propósito empreendeu-se uma pesquisa de natureza exploratória amparada nos seguintes objetivos específicos: (i) identificar os vetores que impulsionam a transição energética em direção de uma economia de baixo carbono; (ii) demonstrar as razões do crescente interesse chinês na região; e (iii) identificar e analisar as experiências de parcerias China-América Latina³ em tecnologias verdes. Com a pesquisa constatou-se: (i) o expressivo crescimento das relações econômicas da China com a região, primeiro impulsionado pelo fluxo de comércio e depois pelo investimento estrangeiro direto chinês na região; (ii) a existência de um padrão de negócios assimétrico em que China garante simultaneamente acesso a recursos naturais (alimentos e minerais) e mercado consumidor às suas manufaturas; e (iii) que, exceto Brasil que logrou algum avanço, prepondera na América Latina a incapacidade de buscar construir com a China parcerias estratégicas para transferência e assimilação de tecnologias verdes. Por parte da região, prepondera a incapacidade técnica e diplomática de aproveitar o estreitamento das relações econômicas e políticas com a China para barganhar acordos vantajosos de cooperação em tecnologias verdes. ABDENUR, A. E. & SOUZA NETO, D. M. Cooperación china en América Latina. Las implicaciones de la asistencia para el desarrollo. 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1545 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 2 (2016) CAPITAL, CAPITALISTA E RACIONALIDADE ECONÔMICA NA EMPRESA E EM SEUS CRIMES Luiz Antônio de Matos Macedo; Resumo: Este texto articula elementos de duas correntes teóricas em Economia com vistas a explicar o comportamento “racional” da empresa capitalista. Por um lado, tem-se a teoria Marxiana básica sobre a natureza do capital como “valor que se valoriza” – ou valor investido para ganhar mais valor (particularmente em forma de dinheiro) – ao qual se associa a figura abstrata do capitalista como “personificação do capital”, sendo o entesourador “racional”, que reinveste continuadamente seu dinheiro para ganhar mais dinheiro, impelido pelo “impulso ao enriquecimento” ilimitado. Por outro lado, tem-se a teoria Neoclássica baseada na suposição de comportamento “racional” (otimizador, maximizador de ganho para si) do agente econômico. Tal comportamento “racional” foi estendido pela Economia do Crime a decisões sobre perpetrar crimes com base em um cálculo probabilístico de benefícios vis-à-vis custos. Aqui também, a explicação desenvolvida da “racionalidade” da empresa capitalista é aplicada para analisar crimes cometidos por empresas (por proprietários delas e/ou seus agentes “executivos”). Esta última análise é ilustrada com uma amostra de crimes empresariais de corrupção no Brasil. Tendo elaborado teoricamente e ilustrado empiricamente a relação entre capital, racionalidade e crimes cometidos por empresas, conclui-se o artigo ressaltando a necessidade de políticas públicas focalizadas na contenção de tais crimes. HAY, D. A. & MORRIS, D. J. Industrial economics. Oxford: University Press, 1979. HEINEKE, J. M. Economic models of criminal behavior: an overview. In: J. M. Heineke, ed. Economic models of criminal behavior. North-Holland Publishing Company, 1978. JENSEN & MECKLING. Theory of the firm: managerial behavior, agency costs and ownership structure. In: Buckley & Michie, eds. Firms, organizations and contracts. Oxford: University Press, 1996. MARRIS, R. The economic theory of ‘managerial’ capitalism. In: G.C. Archibald, ed. The theory of the firm. Penguin Books, 1971. MARX, K. O capital. Livro I. São Paulo: Nova Cultural, 1985. Vol. I, tomos 1-2. ________. O capital. Livro I. São Paulo: Nova Cultural, 1996. Vol. I, tomos 1-2. McGUIGAN, MOYER & HARRIS. Economia de Empresas: aplicações, estratégia e táticas. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2004. WALSH, V. C. Introduction to contemporary microeconomics. New York: McGraw-Hill, 1970. WOOD, A. A theory of profits. Cambridge: University Press, 1975. [trad. para o português: ______. Uma teoria de lucros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.]
1546 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 2 (2016) INSTITUCIONALIZAÇÃO DOS BRICS NA AGENDA DO BRASIL: A OPÇÃO MULTILATERAL DO GOVERNO LULA Hermes Moreira Jr.; Resumo: Este artigo tem por objetivo demonstrar que a institucionalização dos BRICS esteve alinhada à proposta de diversificação de parcerias e composição de uma nova geografia do comércio e da política mundial durante o governo Lula. Nesse sentido, a articulação de potências emergentes em diversos temas globais como comércio, finanças, desenvolvimento, mudanças climáticas e ciência & tecnologia visava fortalecer o multilateralismo e estabelecer uma nova correlação de forças no cenário internacional. AMORIM, Celso. Os BRICs e a reorganização do mundo. Folha de S. Paulo, 8 de junho de 2008. AMORIM, Celso. Let’s Hear From the New Kids on the Block. New York Times, june 14, 2010. ARBILLA, José. M. Arranjos institucionais e mudança conceitual nas políticas externas argentina e brasileira. Contexto Internacional, Vol. 22, No. 2, p. 337-. 385, 2000. BARBÉ, Esther. Multilateralismo: adaptación a un mundo con potencias emergentes REDI, Vol. LXII, No 2, 2010. BUENO, Clodoaldo; CERVO, Amado Luiz. A história da política exterior do Brasil. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2002. DUPAS, Gilberto. Atores e poderes na nova ordem global. São Paulo: Paz e Terra, 2005. FERRER, Aldo. La densidad nacional. El caso argentino. Buenos Aires: Capital Intelectual, 2004. FIORI, José Luis. A nova geopolítica das nações e o lugar da Rússia, China, Índia, Brasil e África do Sul. OIKOS (Rio de Janeiro), Vol. 6, No 2, FONSECA Jr, Gelson. O interesse e a regra: ensaios sobre o multilateralismo. São Paulo: Paz e Terra, 2008. FONSECA Jr. Gelson. Anotações sobre as Condições do Sistema Internacional no Limiar do Século XXI: a Distribuição dos Pólos de Poder e a Inserção Internacional do Brasil In: A Legitimidade e outras Questões Internacionais: Poder e Ética entre as Nações. São Paulo: Paz e Terra, 1998. GOLDMAN SACHS. BRICS and Beyond. New York: Goldman Sachs Global Economics Group, 2007. GUIMARÃES, Samuel Pinheiro. 500 anos de Periferia – Uma contribuição ao estudo da política internacional. Rio de Janeiro: Contraponto, 1999. GUIMARÃES, Samuel Pinheiro. Desafios brasileiros na era dos gigantes. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005. HAASS, Richard. The case for messy multilateralism. Financial Times, January 5, 2010. HERMAN, Charles. Changing Course: When Governments Choose to Redirect Foreign Policy. International Studies Quarterly, Vol. 34, No. l Mar., 1990. HIRST, Monica; LIMA, Maria Regina Soares; PINHEIRO, Letícia. A política externa brasileira em tempos de novos horizontes e desafios. Nueva Sociedad. Buenos Aires, 2010. HURRELL, Andrew. Hegemony, liberalism and global order. International Affairs, Vol. 82, No. 1, Jan. 2006. HURRELL, Andrew. Lula’s Brazil: A Rising Power, but Going Where? Current History, 2008. HURRELL, Andrew. Brazil and the New Global Order. Current History, Vol. 109, No 724, 2010. LAFER, Celso. Brasil: dilemas e desafios da política externa. Estudos Avançados, Vol 14, No 38, 2000. LAFER, Celso. A identidade internacional do Brasil e a política externa brasileira: passado, presente e futuro. São Paulo: Perspectiva, 2001. LESSA, Antonio C.; COUTO, Leandro. F.; FARIAS, Rogério de S. Política externa planejada: Os planos plurianuais e a ação internacional do Brasil, de Cardoso à LulaHYPERLINK “http://www.scielo.br/s c i e l o . p h p ? s c r i p t = s c i _ a r t t e x t & p i d = S 0 0 3 4 - &lng=pt&nrm=iso&tlng=pt” (1995-2008). Revista Brasileira de Política Internacional, Vol. 52, 2009. LIMA, Maria Regina Soares. A Economia Política da Política Externa Brasileira: Uma Proposta de Análise. Contexto Internacional, Vol. 6, No. 12, 1990. LIMA, Maria Regina Soares. A Política Externa Brasileira e os Desafios da Cooperação Sul-Sul. Revista Brasileira de Política Internacional, Vol 48, No 1, 2005. LIMA, Maria Regina Soares. Brasil e Pólos Emergentes do Poder Mundial: Rússia, Índia, China e África do Sul. In: BAUMANN, R. (Org.). O Brasil e os demais BRICs. Comércio e Política. Brasília: Cepal/Ipea, 2010. LULA DA SILVA, Luiz Inácio. Repertório de política externa: posições do Brasil. Ministério das Relações Exteriores. Secretaria de Planejamento Diplomático / elaboração Thomaz Mayer Alexandre Napoleão; coordenado por Hermano Telles Ribeiro.— Brasília, FUNAG, 2010. MELLO, Flávia de Campos. O Brasil e o Multilateralismo Contemporâneo. Texto para Discussão (IPEA. Brasília), Vol. 1415, 2011. MIYAMOTO, Shiguenoli. O Brasil e as negociações multilaterais. Revista Brasileira de Política Internacional, Vol 43 No 1, 2000. OLIVEIRA, Marcelo Fernandes. Alianças e coalizões internacionais do governo Lula: IBAS e o G-20. Revista Brasileira de Política Internacional, Vol, 48, No 2, 2005. OLIVEIRA, Marcelo Fernandes. 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1547 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 2 (2016) RESENHA: POR QUE OS BRICs NÃO LIDERARÃO O MUNDO? Mauro Sérgio Figueira; No auge da discussão sobre os BRICs, a economista Francesca Beausang-Hunter, pesquisadora do Grupo BMI e doutora pela Universidade de Cambridge, já era uma voz pessimista, não só quanto à capacidade desses países liderarem a economia política internacional, mas também quanto a suas condições internas de desenvolvimento no longo prazo. É o que mostra neste livro em que aborda, de uma perspectiva liberal institucionalista, tanto algumas potencialidades dos BRICs quanto fraquezas que os impedirão de se consolidarem como alternativa ao Ocidente. O objetivo do livro é fornecer um panorama da inserção dos BRICS na globalização e argumentar sobre o futuro declínio do grupo por causa de duas características insustentáveis: a imensa desigualdade econômica no interior de cada um e a falta de capacidade de inovação tecnológica. BEAUSANG, Francesca. Globalization and the BRICs: Why the BRICs will not rule the world for long. Hampshire: Palgrave Mcmillan, 2012. ISBN: 9781137271600. Pp. 215.
1549 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 1 (2016) AS RELAÇÕES ENTRE A CHINA E AMÉRICA LATINA FRENTE AO NOVO NORMAL DA ECONOMIA CHINESA Luís Antônio Paulino;Marcos Cordeiro Pires; Resumo: As relações entre a China e América Latina, desde o final da década de 1990 até a primeira década do século XXI, tiveram como pano de fundo uma conjuntura que passou por mudanças importantes, como a maior participação da China na economia mundial, a ascensão de governos de centro-esquerda na América Latina, o boom das commodities, impactando positivamente o comércio internacional dos países em desenvolvimento e, ainda, o fim deste ciclo decorrente dos efeitos recessivos da crise financeira iniciada em 2008. As opções de política econômica da China, desde então, têm provocado diversos efeitos sobre os países latino-americanos, num primeiro momento amenizando a crise internacional e em outros potencializando, como a queda no ritmo de crescimento da demanda de commodities decorrente da nova conjuntura denominada de “New Normal”. Frente a isso, o objetivo deste artigo é analisar como essas mudanças podem levar a um novo padrão de relacionamento entre a China e América Latina e, sobretudo, identificar as ameaças e oportunidades que esse novo quadro trás para o relacionamento bilateral. AZEVEDO, R. “Desafios do comércio internacional”. In: Valor Econômico, 15/08/2016, p. A11. BELIZ, G. “Convergência o desglobalización”. In. BID-INTAL-LAB. Integracion & Comércio. Made in Chi-Lat. Claves para renovar la convergência entre Latinoamérica Y China. #40. Mayo, 2016. DAVIS, B. e HILSENRATH, J. “China alimenta onda antiglobalizante entre os eleitores dos EUA”. In Wall Street Journal Americas. Valor Econômico, 12/08/2016. p. A9. ESTEVADEORDAL, A. “Hacia una relación más madura”. In. BID-INTALLAB. Integracion & Comércio. Made in Chi-Lat. Claves para renovar la convergência entre Latinoamérica Y China. #40. Mayo, 2016. HU ANGANG. Embracing China’s “New Normal”: Why the Economy Is Still ( on Track. Foreign Affairs. May/June 2015 Issue. Disponível em: https://www.foreignaffairs.com/articles/china/2015-04-20/embracing-chinasnew-normal. Acesso em 01/09/2016. LINO, G. L. “Brexit: revolta contra o globalismo”. In: Solidariedade Ibero-Americana. MSIA - Movimento de Solidariedade Ibero-Americana. 2º quinzena de junho de 2016. Vol. XXIII, Nº 3. MYERS, M. “Una nueva era de reformas”. In. BID-INTAL-LAB. Integracion & Comércio. Made in Chi-Lat. Claves para renovar la convergência entre Latinoamérica Y China. #40. Mayo, 2016. OECD/ECLAC/CAF (2015), Latin American Economic Outlook 2016: Towards a New Partnership with China, OECD Publishing, Paris. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1787/9789264246218-en. Acesso em 01/09/2016. PHELPS, E. “América Latina deberia mirar la receta china para elevar su produtividad”. In. BID-INTAL-LAB. Integracion & Comércio. Made in Chi-Lat. Claves para renovar la convergência entre Latinoamérica Y China.#40. Mayo, 2016. PRADO, M. C. R. M. “Chegou a conta da globalização”. In: Valor Econômico, 11/08/2016, p. A1 . ROGERS, C. e ALTHUS, D. “Mão de obra escassa ameaça boom do setor automotivo no México”. In: Wall Street Journal Americas. Valor Econômico, 15/08/2016, p. B11. THE MADDISON PROJECT (2013). Disponível em: http://www.ggdc.net/maddison/maddison-project/home.htm. Acesso em 01/09/2016. WHELAN, C. e FUNG, E. “Fábricas chinesas usam robôs para compensar falta de mão de obra” In: Valor Econômico, 17/08/2016. p. A11.
1550 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 1 (2016) UMA DISCUSSÃO A RESPEITO DA ROTA MARÍTIMA DA SEDA NO SÉCULO XXI: UMA ESTRATÉGIA ESTENDIDA À AMÉRICA LATINA Tang Jun; Resumo: A América Latina supostamente é um importante polo da “Rota Marítima da Seda”. A partir das perspectivas históricas e das bases reais, existem importantes estratégias globais, regionais e chinesas em estender a Rota Marítima da Seda no século XXI para a América Latina. Embora a estratégia venha a encontrar vários obstáculos, a China deverá promover através do fortalecimento da cooperação tripartite, celebrando desta forma o acordo de livre comércio multilateral, aumentando a cooperação em construção de infraestrutura e ampliando o intercâmbio de pessoas, entre outras medidas. Chen Zhiyun.2007. Latin American Foreign Economic Relations, Beijing: Social Science Literature Press. Han Han. 2010.The analysis of trade and Its impact of across Pacific “Great Ship”(XVI~XIX).Sixty years of China-LAC relationship: review and rethinking, contemprorary world press. IMF.2013.World Economic Outlook Database. Luo Rongqu .1986.”Historic relationship (XVI~XIX) between China and LAC”,Journal of Peking University, issue 2. Su Zhenxing, Xu Wenyuan.2007. Research on economic development strategy of Latin American countries. Beijing: Economic Management Publishing House. Tang Jun & Lu Guozheng. 2014.”Pacific Alliance: the newest achievements in the Latin American Integration”, Su Zhenxing (chief editor) Latin America in the upheavals in: Situation and Countermeasures, Beijing: intellectual property press. The story of Manila Great Ship, economic observation network http://www.eeo.com.cn/2006/0616/45043.shtml Wu Guoping.2002. the economic development trend of Latin America in the 21st century, Beijing: World Knowledge Publishing House. Zhu Wenhui.2014. “a new trend of trade relations between China and Latin America in the globalization”, Journal of Latin America studies, Issue 3. Zuo Pin.2009. The problems of the trade development between China and Latin America and Its Countermeasures, foreign economic and trade practice, Issue 8.
1551 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 1 (2016) CHINA – BRASIL: A BUSCA DA CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE EMPRESARIAL BILATERAL Jean-Claude E. Silberfeld; Resumo: O objetivo deste artigo é o de analisar as relações sino-brasileiras desde uma perspectiva da comunidade de negócios. Mesmo apresentando laços históricos que remontam ao período colonial, apenas nos últimos 15 anos podemos verificar a intensificação das relações comerciais, o maior fluxo de missões comerciais e ainda a intensificação do fluxo migratório chinês para o Brasil. O autor possui uma posição privilegiada neste relacionamento uma vez que atua em importante entidade empresarial do Brasil, a FECOMERCIO-SP. Canton Fair. http://www.cantonfair.net - acesso 9 de abril de 2016 Conselho Empresarial Brasil-China. http://www.cebc.org.br/pt-br/dadose-estatisticas/acordos-bilaterais - acesso em 26 de abril de 2016 Leituras da História. http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/17/imprime125466.asp - acesso 8 de abril de 2016 O Estrangeiro. https://oestrangeiro.org/2013/05/22/exclusivo-osnumeros-exatos-e-atualizados-de-estrangeiros-no-brasil-2/ - acesso 8 de abril 2016 SILBERFELD, Jean-Claude E. (2011). Uma visão empresarial do desenvolvimento das relações Brasil- R.P. China: 1996-2010. In: Luis Antonio Paulino ; Marcos Cordeiro Pires. (Org.). As relações China - América Latina num contexto de crise: estratégias, intercâmbios e potencialidades. São Paulo: LCTE Editora, 2011, v. , p. 419-432. SILBERFELD, Jean-Claude E. (2013). Brasil-África: a ótica dos empresários brasileiros. CEBRI Artigos, v. 2, p. 01-24. Sítios: SPENCE, Jonathan (1987) “O Palácio da Memória de Matteo Ricci”, Cia das Letras. The Atlantic Monthly, China’s quiet takeover of Africa – May 2010, pp 58-69 Valor Econômico (2010). Aquisição de áreas agriculturáveis, de lavra e lindeiras – 22/07/2010.
1552 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 1 (2016) CHINA E UNIÃO EUROPEIA: NOTAS SOBRE O HISTÓRICO DAS RELAÇÕES COMERCIAIS RECENTES E SUA SITUAÇÃO NO INÍCIO DA DÉCADA DE 2010 Luiz Eduardo Simões de Souza;Maria de Fátima Silva do Carmo Previdelli; Resumo: A China é a segunda maior economia e o maior exportador do mundo. Seu crescimento em 2012, atingiu 7,8%, e as estimativas internacionais preveem que a China pode estar a caminho de se tornar a maior economia do mundo até o final desta década, com um mercado interno de mais de dois bilhões de euros em potenciais consumidores. A ascensão da China como uma grande economia global foi impulsionada pela sua adesão à OMC em 2001, o que possibilitou a abertura da sua economia. Isso levou a China a se estabelecer como um grande trader global e maior exportador do mundo. Estas notas apresentam um histórico das relações comerciais recentes entre China e União Europeia, discutindo sua evolução em dinâmica e volume no comércio internacional. Base de Dados: - Eurostat: (http://eurostat.eu) Relatórios: - CHINA, EUROPEAN UNION. DG Trade Statistics. Bilateral Trade and Trade with the World. EEC, 2012. - EUROPEAN UNION. European Commission: Directorade General for Trade. EEC, 2013 (http://ec.europe.eu)
1553 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 1 (2016) HÁ UMA REVOLUÇÃO NA ESTRUTURA PRODUTIVA CHINESA? Luis Felipe Lopes Milaré;Antonio Carlos Diegues; Resumo: Este artigo buscou mensurar a dimensão da transformação na estrutura produtiva chinesa. Mostrou-se que o acoplamento ao mercado internacional permitiu à China potencializar sua produção industrial em um primeiro momento e, em seguida, transformar sua estrutura produtiva a partir do esforço de penetração em segmentos de mercado tecnologicamente avançados. Neste cenário, mostrou-se que a estrutura produtiva chinesa tem sofrido importantes transformações, dignas de uma revolução. Como principais características desta revolução, destacam-se (i) o aumento significativo da participação de setores de alta intensidade tecnológica a (ii) migração na divisão internacional do trabalho para elos dinâmicos e centrais ao atual paradigma tecno-econômico. Todo este processo tem ocorrido em paralelo a (iii) uma transformação na estrutura de propriedade, que tem se tornado crescente privada nacional, com (iv) a formação de grandes conglomerados internacionalizados, (v) adensamento da cadeia produtiva local e (vi) grau crescente de autonomia tecnológica. ALLARD, G.; GARROT, M. J. The impact of the new labor law in China: new hiring strategies for foreign firms? Revista Direito GV, São Paulo, v.6, n.2, p. 527-540, jul./dez. 2010. CHINA STATISTICAL YEARBOOK. National Bureau of Statistics. Pequim. Edições de 1999 a 2010. Disponível em: . Acesso em: 19 maio 2011. CROTTY, J. “The effects of increased product market competition and changes in financial markets on the performance of Nonfinancial Corporations in the neoliberal era”. PERI Working paper, n. 44, 2002. DIEGUES, A. C.; ANGELI, E. A China e o desenvolvimento através de exportações industriais. In: ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA POLÍTICA, 16, Uberlândia, 2011. Anais., 2011. 33 p. 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1554 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 1 (2016) TRAJETÓRIA E DESAFIOS DA MATRIZ ENERGÉTICA CHINESA Giorgio Romano Schutte;Victor Sant´Anna Debone; Resumo: O crescimento exponencial da economia chinesa veio acompanhado de um investimento expressivo para responder à conseguinte demanda energética. O desafio para o governo é duplo: a segurança energética e a necessidade de diminuir a dependência do carvão, a energia fóssil mais poluente. A China é o hoje o maior emissor de CO2 na atmosfera; os altos índices de Gases de Efeito Estufa (GEE) em grandes centros urbanos têm causado graves problemas respiratórios à saúde dos seus habitantes. O país fortaleceu, com razoável êxito, políticas regulatórias para alcançar metas de eficiência energética, sobretudo com a execução do 11º Plano Quinquenal (2006-2010). Outras decisões estratégicas foram os altos investimentos em fontes alternativas solar e eólica e a substituição de carvão por gás, menos poluente e mais eficiente para a geração de energia elétrica. Mas os dados mostram que, apesar dos esforços, o carvão continua representando quase dois terços da oferta energética. As fontes solar e eólica conseguiram satisfazer, em 2015, somente 2% da demanda interna. Da mesma forma, o país depende de importações, em mais da metade, para responder à crescente demanda por petróleo. A garantia de acesso a fontes externas é um elemento-chave da sua estratégia internacional. BP – British Petroleum. Statistical Review of World Energy 2015. Base de dados disponível em: (acessado em 14/03/2016) CINTRA, Marcos Antonio Macedo; FILHO, Edison Benedito da Silva; PINTO, Eduardo Costa. China em transformação: dimensões econômicas e geopolíticas do desenvolvimento. Rio de Janeiro : Ipea, 2015. CLIMATE POLICY INITIATIVE. Annual Review of Low-Carbon Development in China (2011-2012). Pequim: Tsinghua University, 2012. EIA – Energy Information Administration (U.S.). About U.S. Natural Gas Pipeline: transporting natural gas. Washington, DC: U.S. Department of Energy, 2007. EIA – Energy Information Administration (U.S.). China International Energy Data and Analysis. Washington, DC: U.S. Department of Energy, 2015. EIA – Energy Information Administration (U.S.). World Shale Gas and Shale Oil Resource Assessment Technically Recoverable Shale Gas and Shale Oil Resources: an assessment of 137 shale formations in 41 countries outside the United States. Arlington, VA: Advanced Resources International, 2013. NATIONAL BUREAU OF STATISTICS OF CHINA. China Statistical Yearbook 2014. Beijing: China’s Statistics Press, 2014. IAEA – International Atomic Energy Agency. Power Reactor Informational System. Viena, Áustria, 2016. WORLD BANK. World Development Indicators: China. Washington, 2016. Disponível em: (Acessado em 23/ 02/2016) WORLD NUCLEAR ASSOCIATION, “China plans for nuclear growth,” November 20, 2014 and “Nuclear Power in China”, Updated April 27, 2015.
1555 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 1 (2016) POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO DA AMÉRICA LATINA E SUA INTERAÇÃO COM A CHINA José Luis Valenzuela; Resumo: O artigo analisa a geo-política e do plano de desenvolvimento estratégico, buscando concluir sobre as perspectivas de uma verdadeira parceria estratégica entre a China e o grupo de países América Latina e Caribe. ADAMS, John Quincy. Writings of John Quincy Adams. [Escritos de John Quincy Adams]. Vol. 7, 1820-1823. Editado por Worthington Chauncey Ford. The MacMillan Company, Nueva York, 1917. ALIANZA. Alianza del Pacífico ¿Qué es la Alianza? https://alianzapacifico.net/que-es-la-alianza/. Consultado el 20 de abril 2016. AYLLÓN Pino, Bruno. La Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC): Diálogo político, concertación diplomática y gobernanza regional. Revista Pensamiento Propio N° 42, julio-diciembre 2015. Disponible en http://www.cries.org/wp-content/uploads/2015/12/PP42-web.pdf BAKER, Rodger. 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Plan de Acción de la CELAC 2016. 2016, disponible en http://w w w . i t a m a r a t y . g o v . b r / i m a g e s / e d _ i n t e g r a c a o / IVCUMBRECELAC_PlanAccin2016_ESP.pdf CEPAL. Panorama de la inserción internacional de América Latina y El Caribe. 2014. Santiago de Chile, 2014, disponible en http:// r e p o s i t o r i o . c e p a l . o r g / b i t s t r e a m / h a n d l e / 1 1 3 6 2 / 3 7 1 9 5 / S1420693_es.pdf;jsessionid=93C92F65023FBDE86229BD167A63F3D8?sequence=1 DECLARACIÓN de los Jefes de Estado. Punta del Este, Uruguay, abril 12 a 14, 1967. Disponible en http://www.summit-americas.org/ declaracion%20presidentes-1967-span.htm ENMIENDA PLATT. Aprobada por el Congreso de Estados Unidos el 2 de marzo de 1901. Disponible en https://www.ourdocuments.gov/ doc.php?doc=55&page=transcript HISTORIAN-1. Roosevelt Corollary to the Monroe Doctrine, 1904. [Corolario de Roosevelt a la Doctrina Monroe]. 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1556 economiaepoliticaspublicas v. 4 n. 1 (2016) LA ECONOMÍA POLÍTICA DE LA ALIANZA TRANSPACÍFICO Y SU IMPACTO EN EL MERCADO COMÚN DEL SUR Joaquín Salvador Muntaner; Resumo: O seguinte trabalho analisará as dimensões que compõem as esferas da economia e da política da Aliança Trans-Pacífico, projeto de integração liderado pelos Estados Unidos da América em busca de restabelecer o equilíbrio perdido no sistema global de mercado com a entrada do século XXI. Por sua vez, tratar-se-á sobre o impacto que esse projeto tem na região do Cone Sul e como afeta a normativa institucional dos países membros do MERCOSUL a nível regional e global. Instituto para la Integración de América Latina y el Caribe (INTAL). 2013. ”Negociaciones de mega acuerdos: ¿Cómo influirán en América Latina?”, en: Carta Mensual INTAL N°204.Buenos Aires. Agosto Drezner, Daniel W. (2010); “Is historical institutionalism bunk?”, Review of International Political Economy, 17:4. Farrell, Henry & Abraham L. Newman (2010) “Making global markets: historical institutionalism in international political economy”, Review of International Political Economy, 17:4. Laszlo Bruszt & Gerald A. McDermott (2012); “Integrating rule takers: Transnational integration regimes shaping institutional change in emerging market democracies”, Review of International Political Economy, 19:5. Makuc, Adrián; Duhalde, Gabriela; Rozemberg, Ricardo. 2015. La negociación MERCOSUR-Unión Europea a veinte años del Acuerdo Marco de Cooperación: quo vadis? IDB-TN 841. Washington, DC: BID-INTAL Mattli, Walter (1999); The Logic of Regional Integration: Europe and beyond, Cambridge, Cambridge University Press. Introducción y capítulo 4: “Integration in Europe”. Strange, Susan (2003); “States, Firms and Diplomacy” en Jeffry Friden and David Lake: International Political Economy: perspectives on global power and wealth, Routledge, London, Ch. 4. http://www10.iadb.org/intal/intalcdi/PE/2014/15044.pdf (Las implicaciones directas del TPP para el MERCOSUR – Dante Sica – Abeceb.com) http://www10.iadb.org/intal/intalcdi/PE/CM%202015/15812.pdf (Informe Mensual del Instituto de Investigación en Ciencias Económicas de la Universidad del Salvador – Agosto, 2014)
1558 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 2 (2015) JOHN MAYNARD KEYNES E A TEORIA DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS Felipe Nogueira da Cruz; Resumo: Para além da natureza e da dinâmica das economias monetárias domésticas, pode-se inferir dos desenvolvimentos teóricos de Keynes um conjunto de ideias acerca do funcionamento das relações internacionais, bem como diretrizes para a constituição de uma ordem mundial baseada na coordenação das políticas econômicas entre os países. Entende-se que tais elementos são suficientes para eleger Keynes como um teórico das Relações Internacionais (RI). No entanto, a ausência de um debate sólido e a carência de trabalhos acadêmicos sobre o tema indicam que a proximidade entre a teoria keynesiana e a Teoria das Relações Internacionais é relegada a segundo plano ou até mesmo negligenciada. Por meio de uma revisão teórica, este artigo procurou superar essa lacuna. Verificou-se que, ao analisar a dinâmica da realidade internacional de sua época e, ao mesmo tempo, propor uma administração racional das interações entre os países, Keynes superou o impasse entre realistas e idealistas que marcou o nascimento das RI como um corpo teórico independente. Tal conclusão justifica a importância de novas leituras de sua obra sob a perspectiva internacional. BELLUZZO, L. G. M. O declínio de Bretton Woods e a emergência dos mercados globalizados. Economia e Sociedade, Campinas, n. 4, p. 11-20, jun. 1995. BELLUZZO, L. G. M. Utopias monetárias e a realidade do dólar. Folha de São Paulo, São Paulo, p. B2, 19 dez. 2004. BRAILLARD, P. Teorias das Relações Internacionais. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1990. CARDOSO, F. G.; LIMA, G. T. A concepção de Keynes do sistema econômico como um todo orgânico complexo. Economia e Sociedade, Campinas, v. 17, n. 3, p. 359-381, dez. 2008. CARR, E. H. Vinte Anos de Crise (1919-1939): uma introdução ao estudo das relações internacionais. 2ª ed. Brasília: UnB, 2001. (Clássicos IPRI). CATÃO, L. Do Tratado sobre Probabilidade à Teoria Geral: o conceito de racionalidade em Keynes. Revista de Economia Política, v. 12, n. 1, p. 60-75, jan./mar. 1992. CHANG, H.-J. Chutando a escada: a estratégia do desenvolvimento em perspectiva histórica. São Paulo: Editora UNESP, 2004. DILLARD, D. The Theory of a Monetary Economy. In: KUHIHARA, K. (Org.). Post Keynesian Economics. Rutgers University Press, 1954, p. 3-30. FERRARI FILHO, F. A moeda internacional na economia de Keynes. Ensaios FEE, Porto Alegre, v. 15, n. 1, p. 98-110, 1994. FERRARI FILHO, F.; TERRA, F. H. B. As disfunções do capitalismo na visão de Keynes e suas proposições reformistas. Revista de Economia Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 271-295, mai/ago. 2011. FERRARI FILHO, F.; TERRA, F. H. B. Keynesian economic policies: reflections on the Brazilian economy, 1995-2009. CEPAL Review, n. , p. 111-126, dez. 2012. HALLIDAY, F. Repensando as relações internacionais. 2ª ed. Porto Alegre: UFGRS, 2007. KEYNES, J. M. A teoria geral do emprego, do juro e da moeda. São Paulo: Nova Cultural, 1996. (Coleção Os Economistas). KEYNES, J. M. As consequências econômicas da paz. Brasília: UnB, 2002. (Clássicos IPRI). MORGENTHAU, H. J. Política entre as nações: a luta pelo poder e pela paz. Brasília: UnB, 2003. (Clássicos IPRI). NOGUEIRA, J. P.; MESSARI, N. Teoria das Relações Internacionais. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. PECEQUILO, C. S. Introdução às relações internacionais: temas, atores e visões. Petrópolis: Vozes, 2004. SCHMIDT, B. C. The political discourse of anarchy: a disciplinary History of International Relations. Albany: State University of New York Press, 1998.
1559 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 2 (2015) A ABERTURA ECONÔMICA DO BRASIL E SUAS CONSEQUÊNCIAS SOBRE A DETERMINAÇÃO DO INVESTIMENTO Diogo Daniel Bandeira Albuquerque;Luiz Paulo Fontes Rezende;Nayana Rosa Freire; Resumo: O artigo apresenta o processo de abertura econômica do Brasil e demonstra, por meio de pesquisa bibliográfica e análise estatística de dados, como as variáveis determinantes do investimento são dispostas nesse novo paradigma. Por meio de um modelo de regressão múltipla, conforme o método de Mínimos Quadrados Ordinários (MQO), se confirma a relação do investimento nacional com variáveis financeiras e de comércio internacional, que são determinadas internacionalmente. O modelo e as demais investigações expostas no decorrer do texto, permitem concluir que a abertura financeira no Brasil se deu de forma assimétrica, o que resultou em um aumento da instabilidade e queda da tendência de crescimento da taxa de investimento. A recuperação da economia brasileira e seu respectivo desenvolvimento estão condicionados a adoção de políticas de controle de capital especulativo e de incentivo à produção de bens com alta elasticidade. ANDRADE, R. P. D.; PRATES, D. M. Dinâmica da taxa de câmbio em uma economia monetária periférica:uma abordagem keynesiana. Nova Economia, Belo Horizonte, maio-agosto 2012. AVERBUG, A. Abertura e Integração Comercial Brasileira na Década de 1990. BNDES, Rio de Janeiro, 1999. BOLTON, P.; CHEN, H.; WANG., N. A Unified Theory of Tobin’s q, Corporate Investment, Financing, and Risk Management. Journal of Finance, New York, 2016. Disponível em: https://www0.gsb.columbia.edu/mygsb/ faculty/research/pubfiles/4438/bcw_jf_forthcoming.pdf Acesso em 09 de maio de 2016. BRAGA, J. C. D. S. A Financeirização da Riqueza: A Macroestrutura Financeira e a Nova Dinâmica dos Capitalismos Centrais. ECONOMIA E SOCIEDADE, Campinas, v. 2, p. 25-57, 1993. ISSN 0104-0618. BRUNO, M. 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1560 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 2 (2015) DO CRUZADO À MORATÓRIA: O LEGADO DO EXPERIMENTO HETERODOXO * Ivan Colangelo Salomão; Resumo: A trajetória política de José Sarney respondeu por um dos principais motivos de sua fragilidade quando assumiu a Presidência da República. Inserido no momento histórico do ocaso do regime militar, o vice-presidente indiretamente eleito enfrentou a hostilidade popular e a indiferença do establishmet político. Desse modo, Sarney tratou de fazer do Plano Cruzado e da negociação da dívida externa suas principais bandeiras políticas. Conquanto fracassadas, ambas as tentativas representam um relevante aprendizado político, econômico e institucional ao Brasil contemporâneo. BAER, Mônica; MACARINI, José Pedro; ANDRADE, Rogério P. de. A performance em 1985 e o contexto favorável ao Plano Cruzado. In: CARNEIRO, Ricardo (org.). Política econômica da Nova República. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. BATISTA JÚNIOR, Paulo N. Da crise internacional à moratória brasileira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. CASTRO, Lavínia B. de. . In: GIAMBIAGI, Fabio et al. (org.). Economia Brasileira Contemporânea. Rio de Janeiro: Campus-Elsevier, 2005. CAMARGO, José Márcio; RAMOS, Carlos Alberto. A Revolução indesejada: o Plano Cruzado e o mercado de trabalho. Rio de Janeiro: Campus, 1988. FASSY, Amaury. Brasil: do FMI ao caos. São Paulo: Global, 1986. FONSECA, Pedro Cezar D. Legitimidade e Credibilidade: Impasses da Política Econômica do Governo Goulart. Estudos Econômicos, São Paulo, v. 34, n. 3, p. 587-622, Jul./Set. 2004. HERMANN, Jennifer. Auge e declínio do modelo de crescimento com endividamento: o II PND e a crise da dívida externa. In: GIAMBIAGI, Fabio et al (org.). Economia Brasileira Contemporânea. Rio de Janeiro: Campus- Elsevier, 2005. LAGO, Luiz A. C. do. A suspensão do pagamento dos juros da dívida externa. In: BATISTA JÚNIOR, Paulo N. (org.). Novos ensaios sobre o setor externo da economia brasileira. Rio de Janeiro: FGV-IBRE, 1988. MODIANO, Eduardo M. A ópera dos três cruzados. In: ABREU, Marcelo de P. (org.). A ordem do progresso. Cem anos de política econômica republicana. Rio de Janeiro: Campus, 1992. NEPOMUCENO, Eric. O outro lado da moeda: histórias ocultas do Cruzado e da moratória. São Paulo: Siciliano, 1990. PRADO, Maria Clara R. M. A real história do Real. São Paulo: Record, 2005. PRESSER, Mário F. A renegociação da dívida externa na Nova República. In: CARNEIRO, Ricardo (org.). Política econômica da Nova República. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. SALOMÃO, Ivan C. Arroubos econômicos, legitimação política: uma análise da moratória da dívida externa de 1987. 2010. Dissertação de mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. SAMPAIO JÚNIOR, Plínio de A.; AFFONSO, Rui. A transição inconclusa. In: KOUTZII, Flavio (org.). Nova República: um balanço. Porto Alegre: L&PM, 1986. SARDEMBERG, Carlos Alberto. Aventura e agonia nos bastidores do Cruzado. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. SARNEY, José. Vinte anos do Plano Cruzado. Brasília: Senado Federal, 2006. SOLNIK, Alex. Os pais do Cruzado contam por que não deu certo. São Paulo: L&PM, 1987. ZYSMAN, John. How institutions create historically rooted trajectories of growth. Industrial and corporate change, v. 3, n. 1, p. 243-283, 1994.
1561 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 2 (2015) POBREZA ESPACIAL NO ESTADO DA BAHIA: UMA ANÁLISE A PARTIR DOS CENSOS DE 2000 E 2010 Ricardo Candéa Sá Barreto;Eli Izidro dos Santos;Ícaro Célio Santos de Carvalho; Resumo: Este trabalho tem o intuito de fazer uma análise do comportamento espacial da pobreza no estado da Bahia nos anos 2000 e 2010, a partir do cálculo do Índice Municipal de Pobreza (IMP), com o intuito de colaborar com a análise da pobreza no Estado. O índice permitiu a criação de rankings municipais de pobreza, que em comparação com o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), nos mesmos períodos em análise, mostraram-se eficientes para mensuração da pobreza espacial na região. Com isso, encontraram-se evidências de um padrão de espacialização, bem como a existência de clusters de pobreza regional. Para este estudo foram utilizadas, além da renda, outras variáveis como a educação, habitação e saúde, o que caracteriza o trabalho como multidimensional. ALMEIDA, E. S. Curso de Econometria Espacial Aplicada. Piracicaba, 2004. . Análise espacial da produtividade do setor agrícola brasileiro: 1991-2003. Nova Economia, v. 17, n. 1, 65-91, 2008. , E. S. de. Econometria Espacial Aplicada. Campinas: Alínea, 2012. ANAND, S.; SEN, A. K. Concepts of Human Development and Poverty: a Multidimensional Perspective. In: Human Development Papers 1997. UNDP, New York. Disponível em: http://ias7.berkeley.edu/Academics/ courses/center/fall2007/sehnbruch/UNDP%20Anand%20and%20Sen%20Concepts%20of%20HD%201997.pdf. Acesso em 25 de out.2013. ANSELIN, L. Spatial Econometrics: methods and models. Kluwert Academic: Boston, 1988. ÁVILA, J. F. Pobreza no Rio Grande do Sul: uma análise exploratória da sua distribuição espacial a partir de indicadores multi e unidimensionais (Dissertação de Mestrado em Economia do Desenvolvimento). Porto Alegre: FACE, PUCRS, 2013. BAHIA. Evolução e caracterização das manchas de pobreza na Bahia (1991-2000). Salvador: SEI, 2008. BRASIL. Indicadores Sociais Municipais: uma análise dos resultados do universo do Censo Demográûco 2010. Rio de Janeiro, RJ: IBGE, 2011. CONCONI, A.; HAM, A. Pobreza Multidimensional Relativa: una aplicación a la Argentina. CEDLAS. La plata. Agosto, 2007. CRESPO, A.; GUROVITZ, E. A pobreza como um fenômeno multidimensional. Revista RAE. V. 1. São Paulo, 2002. FERES, J. C.; VILLATORO, P. Cadernos de Estudos Desenvolvimento Social em Debate. – N. 15. Brasília, DF: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 88 p., 2013. KAGEYAMA, A.; HOFFMANN, R. Pobreza no Brasil: Uma perspectiva multidimensional. São Paulo. Junho, 2006. LACERDA, F. C. C. A Pobreza na Bahia Sobre o Prisma Multidimensional: uma análise baseada na abordagem das necessidades básicas e na abordagem das capacitações. (Dissertação de Mestrado em Economia), Universidade Federal de Uberlândia. Uberlândia - MG: UFU, 2009. LACERDA, F. C. C.; NEDER, H. D. Pobreza Multidimensional na Bahia: uma análise fundamentada no indicador multidimensional de pobreza. Revista Desenbahia nº 13, set. 2010. Pa. 33 – 70. MARTINI, R. A. Um ensaio sobre os aspectos teóricos e metodológicos da economia da pobreza. Belo Horizonte: UFMG/Cedeplar, 2009. PEROBELLI, F. S. et al. Existe convergência espacial da produtividade agrícola no Brasil?. Rev. Econ. Sociol. Rural, Brasília, v. 46, n. 1, Mar. 2008. Disponível em: . Acesso em 20 set. 2014. POGGI, A. Social Exclusion in Spain: Measurement Theory and Application. PhD Thesis, Universitat Autonoma de Barcelona, Spain, 2004. PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO - PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, 2013. Disponível em: < http://www.pnud.org.br/atlas/>. Acesso em: jun. 2014. SEN, A. K. Desenvolvimento Como liberdade. Trad. Laura Teixeira Mota. Rev. tec. Ricardo Doniselli Mendes. 6ª reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. TOWNSEND, P. The Meaning of Poverty. The British Journal of Sociology, vol.13. N.3, pp. 210-227, 1962.
1562 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 2 (2015) EDUCAÇÃO FINANCEIRA ENTRE ADOLESCENTES DO MUNICÍPIO DE AMERICANA – SP Camila Rossi;Andrea Rodrigues Ferro; Resumo: Dada a estrutura sociocultural contemporânea, o mau controle orçamentário repassado de geração em geração mostra a necessidade de um trabalho específico para promover a educação financeira dos indivíduos. Esta pesquisa se baseou na análise teóricasobre consumidores e sua racionalidade em relação aos gastos, e numa pesquisa de campo por meio de questionário aplicado aos jovens do município de Americana – SP com o objetivo de analisar seus comportamentos e valores a respeito de economia e finanças. Embora os resultados tenham se mostrado contrários à hipótese inicial de que os grupos analisados tivessem deficiência para lidar com recursos financeiros, estes não devem ser encarados de forma tão positiva uma vez que a experiência desta população no papel de consumidor é normalmente financiada (e controlada) pelas famílias. AFLATOUN. Child Social & Financial Education. Disponível em: . Acesso em: jun. 2015. BELL, E.; LERMAN, R. I. Can Financial Literacy Enhance Asset Building? The Urban Institute, n.6, Sept. 2005. CERBASI, G. Como organizar sua vida financeira: inteligência financeira pessoal na prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. CHRISTELIS, D.; JAPPELLI, T.; PADULA M. Health Risk, Financial Information and Social Interaction: the Portfolio Choice of European Elderly Households. Working paper. University of Salerno, 2005. COM. Comunicação da Comissão das Comunidades Europeias relativa à Educação Financeira. Bruxelas, 2007. Disponível em: . Acesso em: junho 2015. CGU. Controladoria Geral Da União. Disponível em: Acesso em: junho 2015. CURY, C.R.J. A educação básica no Brasil. Educação & Sociedade, Campinas, CEDES, v. 23, n. 80, p. 169-201, 2002. D’AQUINO, C. Educação Financeira. Coleção ExpoMoney, 2007, 160 p. LINN, M.C.; BENEDICTIS, T de.; DELUCCHI, K. (1982). Adolescent reasoning about advertisements: Preliminary investigations. Child Development, 56, 1479 -1498. LUSARDI, A.; MITCHELL, O. Financial literacy and retirement preparedness: Evidence and implications for financial education, Business Economics, 27 p. 2007. MEC. Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. 2000a. . PNC ensino médio: orientações educacionais complementares aos parâmetros curriculares nacionais, ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. 2000b. OCDE. Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico. OECD´s Financial Education Project. Assessoria de Comunicação Social, 2004. Disponível em: . Acesso em: junho 2015. . Improving Financial Literacy: Analysis of Issues and Policies. OECD, 2005. Disponível em: < http://www.oecd.org/finance/financial- education/improvingfinancialliteracyanalysisofissuesandpolicies.htm> Acesso em: junho 2015. . The importance of financial education. OECD, 2006. Disponível em: . Acesso em: outubro 2009. OEC. Observatório do Endividamento dos Consumidores, Relatório de actividades de 2002. Coimbra: OEC, 2002. Disponível em: . Acesso em: junho 2015. SAITO, A. T. Uma contribuição ao desenvolvimento da educação em finanças pessoais no Brasil. 152 p. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. SAVOIA, J. R. F.; SAITO, A. T.; PETRONI, L. M. A educação financeira no Brasil sob a ótica da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE). In: SEMINÁRIOS EM ADMINISTRAÇÃO, IX, 2006, São Paulo. Anais... São Paulo, 2006. SAVOIA, J. R. F.; SAITO, A. T.; SANTANA, F. A. Paradigmas da educação financeira no Brasil. Rev. Adm. Pública [online]. 2007, vol.41, n.6, pp. 1121-1141. ISSN 0034-7612. SHAFFER, D. R. Psicologia do Desenvolvimento: Infância e Adolescência. Trad. Cintia Regina Pemberton Cancissu. 6ª ed. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2005. ROBERTSON T.; ROSSITER, J. Children and commercial persuasion: An attribution theory analysis. Journal of Consumer Research, p. 13-20, 1974. TOLOTTI, M. As Armadilhas do consumo: acabe com o endividamento. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. TRINDADE, C. C. As interferências de alterações sociais sobre o comportamento do consumidor infantil. São Paulo, 2002, 17p. Artigo – USP VIEIRA, S. Como elaborar questionários. São Paulo: Atlas, 2009. WILLIANS, E. S. The presentation of certificates for participants of the workshop: Infusing financial literacy into the school curriculum. August, 2009. Disponível em: . Acesso em: junho 2015.
1563 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 2 (2015) UMA ANÁLISE DA CONVERGÊNCIA ESPACIAL DO PIB PER CAPITA PARA OS MUNICÍPIOS DO RIO GRANDE DO SUL (2000-2010) Elisângela Brião Zanela;Luiz Paulo Fontes de Rezende; Resumo: Este artigo investiga a hipótese convergência do PIB per capita entre os municípios do Rio Grande do Sul no período de 2000 a 2010, evidenciando as mudanças ocorridas na distribuição espacial do PIB no referido Estado. A metodologia adotada baseia-se em técnicas de econometria espacial. Os resultados indicam através da análise do modelo espacial empírico um aumento da renda per capita no período em análise nos municípios do Rio Grande do Sul. ALMEIDA, E. S. Curso de Econometria Espacial Aplicada. Piracicaba, 2004. CANCIAN, V; VIDIGAL, V. G; ROCHA-VIDIGAL, C. B . Pobreza e desigualdade de renda nos municípios da região sul do Brasil: uma análise espacial. In: XVI Encontro de Economia da Região Sul, 2013, Curitiba. XVI Encontro de Economia da Região Sul, 2013. JUSTO, W. R. Crescimento econômico e convergência de renda da mesorregião do Araripe: uma abordagem espacial. Revista economia em debate (URCA), v. 1, p. 01-20, 2011. PEROBELLI, F. S.; FERREIRA, P. G; FARIA W. R . Análise de Convergência Espacial do PIB per-capita em Minas Gerais: 1975-2003. In: XI Encontro Regional de Economia, 2006, Fortaleza. Nordeste: Estratégias de Desenvolvimento Regional. Fortaleza: BNB, 2006. PORSSE, A. A. Dinâmica da desigualdade de renda municipal do Rio Grande do Sul: evidências da análise estatística espacial. Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser, 2008. RUSSO, L. X. ; SANTOS, W. O. ; PARRÉ, J. L.. Uma Análise da Convergência Espacial do PIB per capita para os Municípios da Região Sul do Brasil (1999-2008). In: XV ANPEC SUL - Encontro de Economia da Região Sul, 2012, Porto Alegre. XV ANPEC SUL, 2012.
1565 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 1 (2015) UNIVERSALIZAÇÃO DA SAÚDE: PROPOSTAS E TRAJETÓRIAS DOS SISTEMAS DE SAÚDE DO BRASIL E COLÔMBIA Valéria de Jesus Coelho Ferreira dos Santos;Frederico Poley Martins Ferreira; Resumo: Brasil e Colômbia fazem parte do conjunto de países da América Latina que realizaram reformas e expansão dos sistemas de seguro social nos últimos anos. Na área da saúde priorizou-se a universalização do aces- so com diferentes formas de intervenção. No entanto, os modelos atuais não alcançaram seus propósitos iniciais. Assim, buscou-se nesse trabalho uma análise comparada entre os sistemas de saúde desses países com o objetivo de compreender os possíveis fatores que influenciaram sua con- cepção e respectivas trajetórias. Com base na teoria do institucionalismo histórico, percebe-se que o atuais sistemas de saúde brasileiro e colombia- no são resultados da influência exercida pelas trajetórias escolhidas em decisões anteriores. ARAÚJO, J. 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1566 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 1 (2015) BRASIL E CUBA: SISTEMAS DE SAÚDE SOB A ANÁLISE COMPARADA João Roberto Muzzi de Morais;Manoel Leonardo W.D. Santos; Resumo: Este estudo teve como objetivo desenvolver uma análise comparada entre os sistemas de saúde brasileiro e cubano. Inicialmente, foram demonstrados dois conceitos de sistemas de saúde, alguns antecedentes históricos e apresentada a estrutura do artigo. Posteriormente, foi mostra- da a metodologia de análise comparada. Em seguida, o artigo caracterizou de modo ameno os dois sistemas em questão, partindo dos seus precedentes históricos até a atualidade, na tentativa de se aproximar a um entendimento de suas origens e perspectivas. Adiante, foi realizada uma análise comparada, baseada na caracterização dos sistemas, além da comparação de indicadores demográficos, de recursos, morbidade e mortalidade, publicados pela Organização Mundial de Saúde – OMS - no ano de 2013, bem como dos indicadores sociais disponíveis no sítio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –IBGE. Após essa análise, realizou-se uma breve discussão e concluiu-se que o sistema de saúde em Cuba opera mais pró- ximo dos princípios da universalidade, equidade, garantia de acesso, bem como do financiamento e de um melhor desempenho dos indicadores relacionados. ARAÚJO, J. D. Polarização epidemiológica no Brasil. Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde. Brasília, 21(4):533-538, out-dez 2012. BERTOLOZZI, Maria Rita; GRECO, Rosângela Maria. AS POLÍTICAS DE SAÚDE NO BRASIL: RECONSTRUÇÃO HISTÓRICA E PERSPECTIVAS ATUAIS. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v30n3/ v30n3a04.pdf. Acesso 19/01/2014. BRASIL. 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1567 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 1 (2015) GASTO E POLÍTICA PÚBLICA DE SAÚDE: UMA ANÁLISE DA TRANSIÇÃO EPIDEMIOLÓGICA NO BRASIL, CHILE E CUBA ENTRE OS ANOS 1960 E 2010 Lauren Fernandes de Siqueira;Murilo Fahel; Resumo: A transição epidemiológica é um fenômeno que expressa mudanças de longo prazo nos indicadores de saúde que caracterizam diferentes populações. Levando em conta as mudanças dos altos níveis de mortalidade e fecundidade para os baixos níveis dessas variáveis, é importante enfatizar que esse é um processo diretamente relacionado com as mudanças sociais e econômicas as quais são, geralmente, associadas às melhorias no acesso aos serviços de saúde, uso de medicamentos mais eficazes, além de melhorias nas estruturas de saneamento básico e maiores níveis educacionais. Considerando a forma como as políticas públicas são ofertadas para promover o acesso aos serviços de saúde, vale compreender o papel do Estado e Mercado nesse contexto, pois isso pode ser significante para qualquer país ter bons indicadores de saúde. Com base no conceito de transição epidemiológica este estudo apresenta as mudanças nos indicadores de saúde de 1960 a 2010 em três países da América Latina: Brasil, Chile e Cuba. Fazendo menção à saúde no contexto das políticas públicas e discutindo o papel do Estado e mercado esse estudo visa comparar as mudanças nos indicadores desses países considerando as responsabilidades assumidas pelo Estado. Será apresentada as mudanças na expectativa de vida, taxa de fecundidade, imunização contra doenças contagiosas com base nos dados da Organização Mundial da Saúde e Banco Mundial. O principal objetivo desse trabalho é apresentar as diferentes formas de provisão dos serviços de saúde mostrando como isso pode afetar os indicadores de saúde. ARMAS, Marisol Alfonso de. No es lo mismo pero es igual: A singularidade da segunda transição demográfica em Cuba. Tese de doutorado. UFMG/ Cedeplar. Belo Horizonte, 2008. ARRETCHE, Marta Teresa da Silva. Estado Federativo e políticas sociais: determinantes da descentralização. Rio de Janeiro: Revan; São Paulo: FAPESP, 2000. BANCO MUNDIAL (2015). Acesso em: 15 de janeiro de 2015. Disponível em: . BRASIL. Presidência da República. Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012. Acesso em:17/01/2015. Disponível em: http:// portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2013/outubro/02/basedecalculoeaplicacao-021013.pdf CARVALHO, José Alberto Magno; BRITO, Fausto. A demografia brasileira e o declínio da fecundidade no Brasil: contribuições, equívocos e silêncios (2005). Acesso em 23 de janeiro de 2015. Disponível em: http://www.scielo.br/ scielo.php?pid=S0102-30982005000200011&script=sci_arttext COOPER, KENNELLY E GARCIA (2006). Health in Cuba. Department of Preventive Medicine and Epidemiology, Loyola University Stritch School of Medicine. Acesso em 20 de outubro de 2014. disponível em http:// ije.oxfordjournals.org/content/35/4/817.full LABRA, Maria Eliana. Política e saúde no Chile e no Brasil. Contribuições para uma comparação. Ciência & Saúde Coletiva, 6(2):361-376, 2001. LOBATO, Lenaura. Algumas considerações sobre a representação de inte- resses no processo de formulação de políticas públicas. IN Políticas públicas; coletânea / Organizadores: Enrique Saravia e Elisabete Ferrarezi. – Brasília: ENAP, 2006. MARTINS, Ana Adelaide. Relações Estado-Sociedade e Políticas de Saúde. Saúde e Sociedade. 5(1):55-79,1996. MEZA, Jorge Szot. La Transición Demográfico-Epidemiológica en Chile, 1960- 2001. Rev Esp Salud Pública 2003; 77: 605-613.N.º 5 - Septiembre-Octubre, Santiago de Chile 2003. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Datasus. Estabelecimentos de saúde no país. (http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?cnes/cnv/estabbr.def). OLIVEIRA, Fabrício Augusto. Economia e política das finanças públicas no Brasil. Campinas, Hucitec, 2009. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Country Cooperation Strategy at a Glance. Acesso em: 10 de novembro de 2014. Disponível em: http:// www.who.int/countries/en/ SCHRAMM, Joyce Mendes de Andrade; OLIVEIRA, Andreia Ferreira de; LEITE, Iúri da Costa; VALENTE, Joaquim Gonçalves; GADELHA, Ângela Maria Jourdan; PORTELA, Margareth Crisóstomo; CAMPOS, Mônica Rodrigues. Transição epidemiológica e o estudo de carga de doença no Bra- sil. Caderno de Saúde Coletiva p.897-908 (2004). Acesso em 20 de janeiro de 2015. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v9n4/a11v9n4.pdf VIANA, Ana Luiza D’Ávila; POZ, Mario Roberto Dal. A Reforma do Sistema de Saúde no Brasil e o Programa de Saúde da Família. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 15(Suplemento): 225- 264, 2005.
1568 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 1 (2015) PRODUÇÃO E ACESSO A MEDICAMENTOS: UM ESTUDO COMPARADO ENTRE BRASIL E ÍNDIA Luíza Viana Melo;Marconi Martins de Laia; Resumo: O presente trabalho tem por escopo realizar uma análise compa- rativa entre os sistemas de saúde e inovação em saúde de Brasil e Índia. Esse estudo comparado, associado a uma descrição inicial das característi- cas basilares do mercado farmacoquímico, permitirá aferir quais são os elementos que influem sobre a produção e acesso aos medicamentos dos países em tela, de modo que em sede conclusiva verificar-se-á que Brasil e Índia são lados opostos de uma mesma moeda: falta de acesso equânime aos medicamentos. Isso ocorre porque não existe uma confluência entre os sistemas de saúde e inovação em saúde dessas nações. O acesso a medica- mentos no Brasil e, consequentemente, a universalidade preconizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) têm uma concretização precária, porque o sistema de inovação em saúde não consegue garantir uma produção inter- na suficiente para promoção da universalidade e igualdade no acesso. Já a Índia apresenta um sistema de inovação em saúde cuja produção é tão robusta que elevou a nação asiática ao posto de exportadora de medica- mentos. Por outro lado, o sistema de saúde indiano mostra-se alheio à pujança que atinge a indústria farmacêutica do país, evidenciando um acesso desigual e fragmentário de grande parte da população aos fármacos. BENNETT S, QUICK JD, VELÁSQUEZ G. Public-private roles in the pharmaceutical sector: implications for equitable access and rational drug use. Geneva: World Health Organization; 1997. (Health Economics and Drugs, DAP Series, 5) apud OLIVEIRA, E.; LABRA, M.; BERMUDEZ, J. A produção pública de medicamentos no Brasil: uma visão geral. 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1569 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 1 (2015) SISTEMAS DE ATENÇÃO À SAÚDE E POLÍTICAS DE MEDICAMENTOS NA AMÉRICA LATINA: UMA ANÁLISE DO BRASIL E DA ARGENTINA Camila Lins Rodrigues;Felipe Lacerda; Resumo: A questão do acesso a medicamentos ganhou destaque nas agen- das internacionais devido a seu elevado impacto sobre a qualidade de vida. Em regiões como a América Latina esta discussão é primordial, dada a especificidade de sua realidade social caracterizada por elevados níveis de desigualdade, e pela reprodução deste cenário no setor saúde. Desta forma, o objetivo deste trabalho é avaliar e comparar as políticas de medicamentos implementadas nas últimas décadas em dois países latino-americanos: Brasil e Argentina. Em ambos o gasto com medicamentos constitui o item mais importante das despesas familiares com saúde, principalmente das famílias mais pobres. E os dois países têm desenvolvido políticas de medicamentos a partir de diferentes estratégias institucionais, cujos resultados ainda são pouco avaliados. A análise baseou-se em informações da literatura e no levantamento de dados de fontes brasileiras e argentinas. Os resultados encontrados evidenciam que, no Brasil, a implementação do SUS abriu espaço para a construção de uma Política Nacional de Medicamentos que busque organizar a assistência farmacêutica e incentivar a pesquisa e a produção dos laboratórios nacionais. Já a Argentina, apesar das dificuldades que enfrenta diante da presença de três sistemas de saúde, tem obtido avanços importantes como a construção do Programa Remediar. BARROS, E. Assistência Farmacêutica: considerações sobre o tema e sobre os estudos de caso realizados. In: Anais do Seminário: Efetividade das políticas de saúde – experiências bem-sucedidas na América Latina. COSTA, V.L.; SILVA, P.L.; BIASOTO Jr., G. (orgs.). NEPP/UNICAMP, Campinas/SP, 2008(a). 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1570 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 1 (2015) UMA ANÁLISE COMPARADA DAS ESTRUTURAS DOS SISTEMAS DE SAÚDE DO BRASIL, DA HOLANDA E DA SUÉCIA E SEU IMPACTO NO ACESSO EQUITATIVO A MEDICAMENTOS Flávia Alice Dias Lopes;Murilo Fahel; Resumo: Há evidências de que as estruturas dos sistemas de saúde e o percentual de investimento público repercutem no grau de equidade no acesso ao sistema. Sistemas de saúde com altos níveis de gasto privado, sobretudo out-of-pocket, estariam associados a maiores riscos de gastos catastróficos e de iniquidades no acesso. Assim, é atual a preocupação com o controle desses gastos, especialmente com medicamentos, que têm crescido expressivamente. Este artigo compara os gastos privados com medicamentos no Brasil, na Holanda e na Suécia para investigar se a equidade no acesso a medicamen- tos depende de uma preponderância da provisão pública dos serviços de saúde ou se pode ser alcançada por meio de arranjos estruturais distintos. Verificou-se que no Brasil os gastos privados com medicamentos são regressivos, pois o décimo mais pobre da população gasta proporcionalmente 3,625 vezes mais do que o mais rico. Ademais, aferiu-se que o impacto dos gastos out-of-pocket com saúde no orçamento das famílias mais pobres no Brasil é quase 10 vezes superior ao observado na Suécia. Curiosamente, constatou-se que o sistema de saúde holandês tem o maior potencial de equidade no acesso a medicamentos, apesar de sua estrutura depender dos planos privados na provisão dos cuidados de saúde. ANDRADE, Mônica Viegas; NORONHA, Kenya. Uma Nota sobre o Princí- pio da Integralidade do SUS. In: BACHA, Edmar Lisboa; SCHWARTZMAN, Simon (orgs). Brasil: a Nova Agenda Social. Rio de Janeiro: LTC, 2011. p. 94-103. ANELL, A; GLENNGÅRD, A. H; MERKUR, S. Sweden: Health system review. Health Systems in Transition, 2012, vol. 14, n. 5, p. 1–159. Disponível em . Acesso em 15 jan. 2015. BERMUDEZ, Jorge A. 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1571 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 1 (2015) O AGIR COLETIVO PARA CRIAÇÃO DE OUTRAS FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO E DA VIDA SOCIAL: A ECONOMIA SOLIDÁRIA Luciene Rodrigues;Casimiro Balsa;Maria Elizete Gonçalves; Resumo: Nos interstícios das formas mercantis dominantes desenvolvem-se formas alternativas de produção e de intercâmbio, fundadas em uma lógica que atende pela designação genérica de “economia solidária”. São espaços alternativos que, sob diferentes formas, começam a construir relações econômicas fundadas na complementaridade, na solidariedade, no intercâmbio que não obedece às leis de mercado. A presente comunicação tem por objetivo lançar um olhar sobre a realidade em que estão situadas algumas redes de solidariedade observando como as famílias buscam novas formas de trabalho e renda para enfrentar o problema do desemprego e do emprego precário. As redes de colaboração solidária imprimem uma dimensão social na economia e permitem aglutinar diversas estratégias individuais e coletivas que envolvem ações entre amigos, parentes e vizinhos no âmbito comunitário. Assim como o cooperativismo, a economia solidária nasce germinada à contestação social, à contestação de formas capitalistas de organização da produção e do trabalho. O novo associativismo nasce da solidariedade dos despossuídos e tem suscitado um conjunto heterogêneo de abordagens. (CRUZ & SANTOS, 2011) elencam quatro perspectivas: uma primeira que busca na economia solidária uma função social, como um processo de iniciativas de inclusão social; uma segunda, que enxerga a economia solidária como uma alternativa para o desenvolvimento local em contraposição à mundialização oligopólica do capitalismo; uma terceira, economia solidária como re-edição das ilusões do socialismo utópico; uma quarta, que vê a economia solidária como uma síntese dialética da resistência social contra os efeitos do neoliberalismo. Neste estudo, a partir de informações fornecidas pelos sujeitos pesquisados procedemos uma análise do contexto social onde se desenvolvem as redes de solidariedade e as diferentes configurações dos sistemas de trabalho alternativos de sobrevivências. Mais do que uma amostra representativa do universo, esta se constituiu em etapa privilegiada para explorar o objeto, levantar questões e propor orientações metodológicas. Nesse sentido, a intenção residiu em observar as características ou performance dos indivíduos/famílias ou grupos nos seus espaços que aqui denominamos de espaços de atributos dos sujeitos. Com base nesse modelo analítico foram organizadas algumas tabelas contendo as características ou variáveis dentre as quais incluem variáveis como gênero; tipo de iniciativa (individual/familiar/grupo); participação no mercado de trabalho que inclui tipo de produção ou atividade – formal ou informal, distribuição dos trabalhadores/as nas ocupações – categorias ocupacionais. Os dados fornecidos possibilitaram compreender alguns dos fatores, motivos ou razões das quais partem as ações dos sujeitos. ARAÚJO, Yara Mendes Cordeiro; Rodrigues, L.(2008). Uma outra racionalidade econômica acontece em Montes Claros-MG: A solidariedade através do fator trabalho nos Bancos Comunitários. In: XIII seminário sobre economia mineira, 2008, Diamantina, MG. Brasil. XII Seminário sobre a Economia Mineira. 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1572 economiaepoliticaspublicas v. 3 n. 1 (2015) QUALIDADE SOCIOAMBIENTAL E QUALIDADE DE VIDA: A PROPOSTA DE UM INDICE PARA A MESORREGIÃO DO NORTE DE MINAS GERAIS Tânia Marta Maia Fialho;Françoise de Fátima Barbosa;Gisele de Cássia Gusmão;Nayana Rosa Freire; Resumo: O objetivo deste trabalho foi identificar as associações entre qua- lidade socioambiental e qualidade de vida dos 89 municípios da mesorregião Norte de Minas Gerais, no ano 2010, através da criação de um Índice de Qualidade Socioambiental. O procedimento metodológico adotado foi a técnica estatística de análise fatorial, a partir de variáveis selecionadas nos Censos de População, Demográfico e Saneamento Básico de 2010 e do Censo Agropecuário de 2006. Os resultados encontrados revelam que o Norte de Minas Gerais possui um Índice médio de 0,46, o que indica que a qualidade ambiental está 54 pontos percentuais abaixo do máximo (100%). Aproxi- madamente 51% dos municípios apresentaram Índice abaixo da média. 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1574 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 2 (2014) A INDÚSTRIA DE CIMENTO NO BRASIL E O ESTADO: RELAÇÕES ESTREITAS Laurindo Mékie Pereira;Irineu Ribeiro Lopes; Resumo: O objetivo desse artigo é examinar o surgimento e expansão da indústria de cimento do Brasil e apresentar as principais tramas e articulações que viabilizaram o seu desenvolvimento no processo de industrialização e modernização da infraestrutra do país. Analisamos em destaque a desenvoltura política e econômica das lideranças dos produtores de cimento junto ao Estado,verificamos a sua forte relação com os grupos que dominavam o ramo da construção civil pesada. Esta simbiose (Construtora, Industria de Cimento e Estado) transformou o Brasil na década de 1970 em um verdadeiro canteiro de obras, contribuindo desta forma para o surgimento de diversas fábricas de cimento em todo país, elevando o Brasil condição de autossufiente na produção de cimento. ABCP. Cimento e Concreto, nº 65, boletim de 1953 reeditado com o mes- mo número em 1955, 1956, 1957 e 1961. ________ . Notas e Comentários, nº 28, 1950. Boletim Comemorativo dos 30 anos de criação da Fundação Educacional de Montes Claros, em abril de 2006,arquivo da Escola Técnica.. CAMPOS, Pedro Henrique Pereira. A Ditadura dos Empreiteiros: as em- presas nacionais de construção pesada, suas formas associativas e o Esta- do ditatorial brasileiro 1964-1985. Tese de Doutorado em História Social. Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, 2012. CARDOSO, Fernando Henrique. Empresário Industrial e Desenvolvimento Econômico no Brasil. Tese de Doutorado defendida em 1963, na USP (1964, p. 172-174). CARVALHO, Beatriz Maury de. Impactos e Conflitos da Produção de Cimento no Distrito Federal. Dissertação de Mestrado. Universidade Nacional do Brasil – Unb, Brasília-DF, de 2008. CHAVES, Marcelo Antonio. Da periferia ao centro da(o) capital: perfil dos trabalhadores do primeiro complexo cimenteiro do Brasil, São Paulo, 1925- vc 1945. Dissertação de Mestrado. Universidade Estadual deCampinas, Ins- tituto de Filosofia e Ciências Humanas. - Campinas, SP : [s.n.], 2005. DINIZ, Clélio Campolina. Estado e Capital Estrangeiro na Indústria Mineira. Belo Horizonte – UFMG, 1981, p. 130-178. DULCI, Otavio Soares. Política e recuperação econômica em Minas Gerais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1999. FONSECA, Geraldo (Org.). MORAES, Amyntas Jacques de. O Contemporâneo do Amanhã. Edição da Família. V. 1, 2 e 3. Belo Horizonte: Editora KMR, 1989. FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. 30. ed. São Paulo: Editora Nacional, 2001. GRAMSCI, Antônio. Cadernos do Cárcere – volume 1. Edição e tradução, Carlos Nelson Coutinho; co-edição, Luiz Sérgio Henriques e Marco Aurélio Nogueira – 3 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, vol. 1 e 5. LOPES, Juarez Rubens Brandão. Desenvolvimento e Mudança Social: Formação da sociedade urbano-industrial no Brasil. 3. ed. São Paulo, Editora Nacional; Brasília, INL, 1976 MENDONÇA, Sônia Regina de. Estado e economia no Brasil: opções de desenvolvimento. 3 ed. Rio de Janeiro: Graal, 1988 MELERO, Roberto Ap. Lopes. A indústria cimenteira no Brasil. Tese de mestrado em Geografia Humana, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. São Paulo, 1996. OLIVEIRA, F. A. de. A reforma tributária de 1966 e a acumulação de capital no Brasil. São Paulo: Brasil Debates, 1981. OLIVEIRA, Fabrício Augusto de. A Evolução da Estrutura Tributária e do Fisco Brasileiro: 1889-2009. IPEA, Brasília. 2010. PROCHNIK, Victor. A dinâmica da indústria de cimento no Brasil. Rio de Janeiro, UFRJ, Instituto de Economia Industrial, 1983, dissertação de mestrado. PROCHNIK, Victor; PEREZ, A., SILVA, C.M.S. A Globalização na Indústria de Cimento. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Instituto de Economia Industrial, 1998. p. 91. REZENDE, Maria José de. A ditadura militar no Brasil : repressão e pretensão de legitimidade : 1964-1984 [livro eletrônico] – Londrina : Eduel, 2013.p. 192 SANTOS, Joeme Rodrigues dos. Ação e reação em oligopólio homogêneo, um estudo de caso: a indústria capixaba de cimento. Vitória: FUCAPE, 2005. SIQUEIRA, Elcio. Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus: contribuição para uma história da indústria pioneira do ramo no Brasil (1926-1987). Dissertação de mestrado. UNESP, Campus de Araraquara, São Paulo 2001.
1575 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 2 (2014) COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS (IDEAIS VERSUS REAIS): PERCEPÇÕES DE ALUNOS E PROFESSORES DO CURSO DE FONOAUDIOLOGIA DA FUNORTE Talita Ribeiro da Luz;Elbe Figueiredo Brandão Santiago; Resumo: O processo de formação acadêmica assumiu maior importância em função da globalização e das alterações que as propostas curriculares trouxeram aos cursos de graduação no Brasil. Assim, pensar na formação e no desenvolvimento de competência dos alunos tornou-se uma reflexão necessária. Com este objetivo, realizou-se uma pesquisa de campo, descritiva e comparativa, com professores e alunos do curso de Fonoaudiologia em Montes Claros. O referencial teórico foi composto de duas temáticas: Profissão e Competência Profissional. Na percepção de alunos e professores todos os indicadores relacionados à perspectiva ideal do curso na formação de competências profissionais, segundo o modelo de Fleury e Fleury (2001) foram estatisticamente maiores do que a perspectiva real do aluno, exceto em um indicador. Quanto às competências previstas nas Diretrizes Curriculares Nacionais, verificou-se que o que é efetivamente desenvolvido pelos respondentes quanto às competências profissionais não corresponde às expectativas assinaladas pelos mesmos nos itens do questionário aplicado. ABOTT, A. The System of Professions.The University of Chicago Press, 1988. ALVES, P. A Educação superior contemporânea: entre o humanismo e o mercado. Revista Científica das Escolas de Comunicação e Artes e Educação. Universidade Potiguar – LaureateInternationalUniversities. Repositório Científico. Aceite em julho de 2013. BRASIL. Lei 9.394. Brasília: 1996. (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB) BOTERF, G. De lacompétence: essisur um attracteurétrange. Paris Editions d’Organisation, 1994. BRAGA, R. O Ensino Superior no Brasil: presente e futuro. Estudos e Deba- tes 2. Brasília: Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, 1979. CATANI, A. M.; OLIVEIRA, J. F.; Educação Superior no Brasil: reestruturação e metamorfose das universidades públicas. Petrópolis: Vozes 2002 a. CUNHA, M. V.; CRIVELLARI, H.M.T. O mundo do trabalho na sociedade do conhecimento e os paradoxos das profissões de informação. In: VALENTIM, M.L.P. (org.) Atuação profissional na área de informação. São Paulo: Polis 2004. P-41-54. DADOY, M. As Noções de Competência e Competências, á luz das transformações na Gestão da Mão de obra. IN TOMASI, A. (org.) Da Qualificação á competência. Campinas: Papirus, 2004. DESAULNIERS, J. B. R. Formação, Competência e Cidadania. Educação e Sociedade. Ano XVIII, n60, p.51-63, de 1997. FLEURY, A.; FLEURY, M. T. L. Estratégias Empresariais e Formação de Competências. Atlas S.A. São Paulo, 2001. FRAUCHES, C.C. (ORG.) Diretrizes Curriculares para os cursos de graduação. Brasília: ABMES, 2008, 702 p. FREIDSON, E. Renascimento do profissionalismo: teoria, profecia e política. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1998. GYAMARTY K. G. Professions: anideology? International Social Science Journal, i. XXVII. N 4, 1975 LUZ, T. R. Formação de Competências Profissionais em Alunos de Cur- sos Superiores de IES Mineiras: comparando percepções de docentes e discentes. FNH- Faculdade Novos Horizontes – Projeto aprovado pela FAPEMIG- Fundação de Amparo a Pesquisa de Minas Gerais, 2011. MACHADO, N. J. Sobre ideia de competência. In: Perrenoud, P. et alii – Competência para ensinar no século XXI. Porto Alegre: Artmed, 2002. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA, http://emec.mec.gov.br, acesso em 20 de março de 2011. PARSONS, T. Professions. In: International encyclopaedia of the social sciences. S. 1 Macmillan, 1968, v. 12. PARSONS, T. The professions and Social Structure. IN: Essays in Sociological Theory, New York: Free Press, 1954. PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 1999. RUAS, R.L. Desenvolvimento de Competências Gerenciais e Contribuição da Aprendizagem Organizacional. In: FLEURY, M. T. L., OLIVEIRA Jr.,M. M. Gestão Estratégica do Conhecimento. São Paulo: Atlas, 2001. STARR, P. La transformación Social de La Medicina em lós Estados Unidos de América. México: Fondo de Cultura Econômica, 1991. TARGINO, M. G. Quem é o profissional da Informação? Transformação, Campinas, v.12, n. 2, p. 61-69, jul-dez. 2000. WEBER, Max. Essays in sociology. New York, Oxford University Press, 1946 WILENSKY, H. L. The Professionalization of everyone? American Journal of Sociology, 70, p.137-58, 1964. ZARIFIAN, P. A Gestão da e pela competência. Centro Internacional para Educação, trabalho e transparência Tecnologia. Rio de Janeiro, 1996.
1576 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 2 (2014) O PERCURSO HISTÓRICO DAS TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO Carlos Renato Theóphilo;Reginaldo Morais de Macedo;Heráclides Veloso Marques; Resumo: O objetivo do presente estudo foi promover uma análise do percurso histórico das teorias da administração com o propósito de demons- trar como evoluíram sob uma perspectiva crítica a partir de seus autores seminais. Trata-se de uma pesquisa de natureza crítico-reflexiva desenvolvida a partir da análise das obras originais dos próprios autores das teorias. O estudo revela, entre outros aspectos, que as teorias, modelos e categorias organizacionais, por se manifestarem de forma política foram direta- mente influenciadas pelo momento histórico e pelo meio ambiente e demais participantes do amplo e complexo sistema estrutural em que se encon-tram inseridas. ASTLEY, W. G.; VAN DE VEN, A.H. Central perspectives and debates in organizational theory. Administrative Sciente Quartely, 1983. BARROS, LA. Fordismo: nascimento e maturação. In: BARROS, LA. Fordismo: origens e metamorfoses. Piracicaba: Unimep, 2004. BENDIX, R; FISHER, L. As perspectivas de Elton Mayo. In: ETZIONI, A. (org) Organizações complexas. São Paulo: Atlas, 1971. BENNIS, W. Organizações em mudança. São Paulo: Atlas, 1976. (p. 66- 79) BEYNON, H. Trabalhando para a Ford. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. BRAVERMAN, H. Trabalho e Capital Monopolista: a degradação do traba- lho no século XX. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987. CHANDLER JR, A.D. Ensaios para uma teoria histórica da grande em- presa. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1998. DONALDSON, L. Teoria da Contingência Estrutural. In: CLEGG, S.R.; HARDY, C.; NORD, W.R. (org). Handbook de Estudos Organizacionais: volume 1. São Paulo: Atlas, 1999. FAYOL, H. Administração Geral e Industrial. São Paulo: Atlas, 1978. FORD, H. Os princípios da Prosperidade. Rio de Janeiro: Brand, 1960. HATCH, M.J. Organization Theory: modern, symbolic and postmodern perspectives. New York: Oxford University Press, 1977. KATZ, D; KAHN, R. L. Psicologia Social das Organizações. São Paulo: Atlas, 1976. LIPIETZ, A. Fordismo, fordismo periférico e metropolização. Ensaios FEE. Porto Alegre, 10 (2), 1989. (p. 303-335) _______. Miragens e Milagres. São Paulo: Nobel, 1988. MAYO, Elton. The human problems of an industrial civilization. New York: The Macmillan Company, 1945. McKINLEY, W. Organizational theory: a contemporary intellectual history, 2010. MERTON, Robert King. Estrutura Burocrática e Personalidade. In: CAM- POS, Edmundo (org). Sociologia da Burocracia. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978. MOUSZELIZ, N. Organización y burocracia. Barcelona: Ediciones Penín- sula, 1975. (capítulo 5) MORGAN, G. Imagens da Organização. São Paulo: Atlas, 1996. PUGH, D.S; HICKSON, D.J.; Alfred Chandler; Paul Lawrence e Jay Lorsch; Tom Burns. In: RODRIGUES, S.B; BARROS, B.T.; MEIRELLES, A.M.; AGUIAR, A.C. (Org). Os Teóricos das Organizações. Rio de Janeiro: Qualimark, 2004. SCOTT, W. G. Organization theory: a overview and a appraisal. Journal of the Academy of Management, 1961. TAYLOR, F.W. Princípios de Administração Científica. 8.ed. São Paulo: Atlas, 1990. THOMPSON, J.D. Organizations in Action. New Brunswick: Transaction Publishers, 2003. VON BERTALANFFY, Ludwig. Teoria Geral dos Sistemas. Petropólis: Vozes, 1973. WEBER, Max. Gabriel Cohn (Org). Florestan Fernandes (Coord). Sociologia. 7. ed. São Paulo: Ática, 1999. WEBER, Max. Burocracia. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1946. WHITE, W. Relações humanas – um relatório sobre o progresso. In: ETZIONI, A. Organizações complexas. São Paulo: Atlas, 1971.
1577 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 2 (2014) DESIGUALDADES EM SAÚDE NA POPULAÇÃO MINEIRA: UMA ANÁLISE COMPARADA A PARTIR DAS PADS DE 2009 E 2011 Carolina Portugal Gonçalves da Motta;Murilo Cássio Xavier Fahel;Danira Morais da Silva; Resumo: O objetivo desse trabalho é analisar as desigualdades no acesso aos serviços de saúde, em cada região de planejamento (RP) e da RMBH. A desigualdade do acesso de saúde é composto pelas seguintes dimensões individuais, como idade, sexo, raça, escolaridade; geográfica como as regiões de planejamento; capacitantes como cobertura de plano de saúde e renda e, necessidades em saúde da população, no qual a variável dependente é a atendimento médico nos últimos 30 dias e, por ser uma variável dicotômica, utilizou-se regressão binomial logística para a análise das desigualdades. Os resultados mostram as diferenças de acesso aos serviços de saúde da população mineira, nos períodos de 2009 e 2011, com uso da Pesquisa por Amostra de Domicílio (PADs). É averiguada a desigualdade de acesso em Minas Gerais, entre as regiões de planejamento e entre fatores demográficos e socioeconômicos. Andrade, M. V. et. al (2012) Desigualdade socioeconômica no acesso aos serviços de saúde no Brasil: um estudo comparativo entre as regiões brasileiras em 1998 e 2008. Anais do Encontro de Economia Mineira de 2012. Diamantina. MG. Brasil. Recuperado em 2 de outubro de 2012, de Recuperado em 2 de outubro de 2012. CHANDOLA, T. (2000) Social class differences in mortality using the new UK national statistics socio-economic classification. Social Science and Medicine, 50: 641-649. DRAIBE, S. M. (1980) Rumos e Metamorfoses - Estado e Industrialização no Brasil, 1930-1960. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra. FUNDAÇÃO João Pinheiro(2009) Pesquisa de Amostra de Domicílios (base de dados). Recuperado em 2012, de . FUNDAÇÃO João Pinheiro(2011). Pesquisa de Amostra de Domicílios (base de dados). Recuperado em 2012, de . (2005), Norma operacional básica - NOB/SUAS, Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Secretaria Nacional de Assistência Social. Recuperado em: 2012, de ISHIDA, H. (2004) Entry into and Exit from Self-Employment in Japan, In Richard Arum and Walter Mueller (eds.), The Reemergence of Self-Employment: A Comparative Study of Self-Employment Dynamics and Social Inequality. Princeton: Princeton University Press, pp 348-87. ISHIDA, H. (2004). Sócio-economic differentials in health in Japan, Tokyo: University of Tokyo. MOTTA, C.P.G.; FAHEL, M.C.X.; PIMENTEL, E.C (2008). Desigualdades em saúde na População Brasileira: uma análise comparada a partir das PNADS 1998 e 2003, com foco em Minas Gerais. Anais do Encontro de Economia Mineira de 2008. Diamantina, MG, Brasil. Ministério da Saúde (2000). SUS: Descentralização. Brasília NORONHA, K. V.; ANDRADE, M. V., (2002). Desigualdades sociais em saúde: Evidências empíricas sobre o caso brasileiro. Revista Econômica do Nordeste, 32 (Especial): pp. 877-897. OLIVEIRA, A.C.; SIMÕES, R.F.; Andrade, M.V. Regionalização dos serviços de média e alta complexidade hospitalar e ambulatorial em Minas Gerais: estrutura correte versus estrutura planejada. Anais do XIII Seminário sobre economia mineira de Diamantina, 2008 OMS (2002) Informe sobre la salud en el mundo, 2002: reducir los riesgos y promover una vida sana. Genebra: OMS. PAMUK, E. (1985) Social class and inequality in mortality from 1921 to 1972 in England and Wales. Populations Studies, 39:17-31. RIBEIRO, J.M. (2001). Regulação e contratualização no setor saúde. In:Negri, B.; Di Giovanni, G. Brasil: radiografia da saúde. Campinas: UNICAMP.p.409-443. SANTOS, R. B.; PALES, R. C. (2012). Desenvolvimento Regional e Desigualdades Sociais entre as Macrorregiões de Planejamento de Minas Gerais. Anais do 36º Encontro Anual da ANPOCS. Caxambu, MG, Brasil TOWNSEND, P., DAVIDISON, N. (1990) The black report. In: Inequalities in Health. Londres: Peguin Books, 65 WAGSTAFF, A. (2000) Socioeconomic inequalities in child mortality; comparisons across nine developing countries. Bulletin of the World Health Organization, 78, p.19-29.
1578 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 2 (2014) DOIS PROCEDIMENTOS PARA AVALIAR A DESIGUALDADE DE OPORTUNIDADES EDUCACIONAIS NO BRASIL Fábio D. Waltenberg; Resumo: Neste artigo, discutem-se vantagens e limites de dois métodos alternativos de mensuração de desigualdades de oportunidades educacionais, ambos as quais se baseiam em Roemer (1998). Tais alternativas refle- tem a oposição usual entre abordagens de dominância e aquelas baseadas em índices específicos. Apresentamos ilustrações usando dados brasileiros (do SAEB). A análise de dominância revela uma situação de evidente desigualdade de oportunidades quando os tipos são definidos em termos de nível de educação dos pais, enquanto no caso em que se definem por meio trada cor da pele, obtêm-se tanto desigualdade de oportunidades como igualdade de oportunidades (em sua versão fraca), em função dos tipos que estejam sendo comparados. A abordagem baseada em índices de desigualdade mostra que, de acordo com os parâmetros usados, a desigualdade de oportunidades representa ao menos 16,1% da desigualdade total no Brasil, e se observam substanciais variações regionais. Albernaz, A., F. H. G. Ferreira, and C. Franco (2002): “Qualidadee eqüidade no ensino fundamental brasileiro,” Pesquisa e Planejamento Econômico, 32(3). Bourguignon, F., F. H. G. Ferreira, and M. Menendez (2006):”Inequality of opportunity in Brazil,” mimeo. Checchi, D., and V. Peragine (2005): “Regional disparities andinequality of opportunity: the case of Italy,” IZA Discussion Paper nº 1874. Cognaux, D., and J. Gignoux (2005): “Earnings inequalities andeducational mobility in Brazil over two decades,” IAI Discussion nº 121. Cowell, F. A. (1995): Measuring inequality. Prentice Hall, Harvester,Wheatsheaf, 2nd edn. Devooght, K. (2004): “To each the same and to each his own. A proposalto measure responsiblity-sensitive income inequality,” mimeo. Lefranc, A., N. Pistolesi, and A. Trannoy (2006): “Une réduction de l’inégalité des chances dans l’obtention du revenu salarialen France?,” mimeo. Moreno-Ternero, J. D. (2005): “A more equitable proposal forequality of opportunity,” Mimeo. Disponível em: Peragine, V. (1999): “The distribution and redistribution of opportunity,”Journal of economic surveys, 13(1), 37–69. Peragine, V. (2002): “Opportunity egalitarianism and income inequality,”Mathematical Social Sciences, 44, 45–64. Peragine, V. (2004a): “Measuring and implementing equality of opportunityfor income,” Social Choice and Welfare, 22, 187–210. Peragine, V. (2004b): “Ranking income distributions according to equalityof opportunity,” Journal of Economic Inequality, 2, 11–30. Pistolesi, N., A. Lefranc, and A. Trannoy (2005): “Inequalityof Opportunity vs. Inequality of Outcomes: Are Western SocietiesAll Alike?,” ISER Working Paper Series, n. 2005-15, University ofEssex, UK. Roemer, J. (1998): Equality of opportunity. Harvard University Press,Cambridge, MA.
1579 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 2 (2014) LOGÍSTICA REVERSA DE EMBALAGENS, RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA E INOVAÇÃO: UMA ADAPTAÇÃO ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL Frederico Vidigal;Inara de Pinho Nascimento Vidigal; A logística reversa passou a ser exigida do setor produtivo no Brasil a partir da Lei 12.305/10 que criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecendo uma responsabilidade compartilhada pela gestão do lixo urbano que hoje, é composto, em sua maioria, por embalagens descartáveis. Neste artigo, objetivou-se analisar os aspectos que envolvem a implementação da logística reversa no Brasil como uma política pública de incentivo ao retorno dos resíduos após o consumo de produtos que gera o descarte de embalagens por parte da sociedade, tendo como fundamento a responsabilidade compartilhada entre o poder público e as indústrias fabricantes. Optou-se por enfocar neste trabalho os resíduos industriais pós-consumo. Metodologicamente, foi utilizada uma revisão bibliográfica envolvendo a legislação que embasa a exigência do poder público, a análise documental e o método descritivo aplicado a uma indústria multinacional de alimentos que atua no Brasil. Como resultados, concluiu-se que a dimensão econômica é um importante fator a ser considerado na implementação da logística reversa, de forma que as soluções para a redução e retorno dos resíduos denotam maior eficácia e viabilidade para a indústria com reflexos diretos para a geração de oportunidades de renda para uma parcela da sociedade. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMBALAGENS (ABRE). Disponível em: http://www.abre.org.br/ .Acesso em Julho de 2015. BECK, Ulrich. La sociedad del riesgo global. Madrid: Siglo Veintiuno de España. BESSANT, John; Tidd Joe. Inovação e empreendedorismo. Porto Alegre: Bookman, 2009. BRASIL. Lei 12.305 de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Planalto. Brasília, 2010. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007- 2010/2010/lei/l12305.htm Acesso em fevereiro de 2015. CHEHEBE, José Ribamar Brasil. Análise do ciclo de vida de produtos: ferramenta gerencial da ISSO 14000. Rio de Janeiro: Qualitymark, CNI, 1997. COMPROMISSO EMPRESARIAL PARA A RECICLAGEM (CEMPRE). O mercado para a reciclagem. Disponível em . Acesso em: 15 de ago. 2011. FIORILLO, Celso Antônio Pacheco; RODRIGUES, Marcelo Abelha. Manual de Direito Ambiental e Legislação Aplicável. São Paulo: Max Limonad, 1999. GEYER, R. JACKSON, T. Supply loops and their constraints: the industrial ecology of recycling and reuse. California Management Review, v. 46, n. 2, Winter, 2004. GONÇALVES-DIAS S. L. F.; TEODOSIO. A. S. S. Estrutura da cadeia reversa: “caminhos” e “descaminhos” do PET. Revista Produção: ABEPRO/Poli-USP, v. 16, n.3, set-dez, p.429-441.2006 GONÇALVES-DIAS, Sylmara Lopes Francelino. Há vida após a morte: um (re)pensar estratégico para o fim da vida das embalagens. Revista Gestão & Produção, 2006. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Disponível em: http://ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/ 11122001onu.shtm. Acesso em fevereiro de 2015. KAZAZIAN, T. (org.). Haverá a idade das coisas leves: design e desenvolvi- mento sustentável. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2005. LEITE, Paulo Roberto. Logística reversa: meio ambiente e competitividade. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2003. LEMOS, Patrícia Faga Iglecias. Resíduos Sólidos e Responsabilidade Ci- vil Pós-Consumo. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011. LEVY, G. Introduction: Packaging, Policy and the environment. In: LEVY, G. (ed) Packaging, Policy and the Environment. Maryland: Aspen Publishers, pp.1-46, 2000b. PEPSICO. Programa Reciclo Pepsico. Disponível em: http://www.pepsico.com.br/sustentabilidade-ambiental. Acesso em fevereiro de 2015. PEREIRA, A. F. Da sustentabilidade ambiental e da complexidade sistêmica no design industrial de produtos. Revista Estudos em Design. Rio de Janei- ro: AEND, v.10, n.91, p. 37-36, 2003. SMITH, C.; White, P. Life Cycle assessment of packaging. In: LEVY, G. (ed) Packaging, Policy and the Environment. Maryland: Aspen Publishers, pp.178-204, 2000.
1580 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 2 (2014) AS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS E FINANCEIRAS E O FINANCIAMENTO DOS BANCOS NO BRASIL Luiz Paulo Fontes de Rezende; Resumo: A desregulamentação dos serviços financeiros e sua maior abertura à competição internacional juntamente com os desenvolvimentos tecnológicos em telecomunicações e informática viabilizaram e potencializaram a introdução das inovações financeiras. Assim, o objetivo deste artigo é avaliar empiricamente os efeitos das inovações financeiras na oferta de crédito e na instabilidade dos bancos no Brasil. A metodologia consiste na análise de índices construídos a partir das contas do balanço dos bancos no período de 1995 a 2011. O critério de seleção foi a participação média do Ativo dos bancos no Ativo Total do sistema financeiro nacional, abrangendo 13 bancos com 77,10%. Os resultados apontaram um crescimento do crédito (crédito/PIB e crédito/ativo) e uma relativa estabilidade financeira (índice de alavancagem financeira). A correlação negativa entre a oferta de crédito e a alavancagem financeira corrobora com a hipótese da fragilidade financeira de Minsky. E apesar do aumento do índice de funcionalidade do sistema bancário brasileiro, ainda a oferta de crédito não é funcional ao setor produtivo. ANDIMA. O novo perfil do sistema financeiro. (associação nacional das instituições do mercado aberto). Rio de Janeiro, Andima, 2001. p. 104 (re- latório econômico). BRESSER PEREIRA, L. C. A crise financeira global e depois: um novo capi- talismo? NOVOS ESTUTOS, n. 86. Março, 2010. CARVALHO, F. C. Sobre a preferência pela liquidez dos bancos. Sistema financeiro: uma análise do setor bancário brasileiro. Org (Paula et al). Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. CHICK, V. A evolução do sistema bancário e a teoria da poupança, do in- vestimento e dos juros. Ensaios FEE, Porto Alegre, (15) 1, 9-23, 1994. CHICK, V. Macroeconomia após Keynes: um reexame da teoria geral. Rio de janeiro: Forense Universitária, 1993. DOW, S.C. The stages of banking development and the spatial evolution of fnancial systems. Chapter 2. Money and the Economic Process, Elgar, 1993 FARHI, M. Crise financeira e reformas da supervisão e regulação. IPEA. Brasília, fevereiro de 2011. (Texto para discussão n. 1581). FARHI, M; PRATES, D. M. M; FREITAS, M. C. P; CINTRA, M. A. M. A crise e os desafios para a nova arquitetura financeira internacional. I Dossiê da Crise. AKB (Associação Keynesiana Brasileira). Novembro de 2008. http:// www.ppge.ufrgs.br/akb. GUTTMANN, R. PLIHON, D. O endividamento do consumidor no cerne do capitalismo conduzido pelas finanças. Economia e Sociedade. Campinas, v. 17, Número especial, p. 575-610, dez. 2008. KEYNES, J. M. A teoria geral do emprego, do juro e da moeda. São Paulo: Nova Cultural (os economistas), 2ª ed.1985. KREGEL, J. Minsky and Dynamic Macroprudential Regulation. Levy Economics Institute of Bard College. No. 131, 2014. MINSKY, H. P. Stabilizing an unstable economy. London: Yale University Press, 1986. MOLLO, M.L.R. Financeirização como desenvolvimento do capital fictício: a crise financeira internacional e suas conseqüências no Brasil. Texto para discussão 358. Universidade de Brasília. 2011. OLIVEIRA, C. G. Crédito bancário no Brasil no período recente (2003-2006): uma abordagem pós-keynesiana. In: I encontro internacional da associ- ação keynesiana brasileira, 2008. PAULA, L. F. R. Ajuste patrimonial e padrão de rentabilidade dos bancos privados no Brasil durante o Plano Real (1994/98). Estudos Econômicos, São Paulo, v. 31, n. 2, Abril/Junho 2001. PEREZ, C. Technological revolutions and financial capital: the dynamics of bubbles and golden ages. UK; USA: Elgar. 2002. PLIHON, D. A ascensão das finanças especulativas. Economia e socieda- de. Campinas, (5): 61-78, dez 1995. PRATES, D. M; FARHI, M. O sétimo estágio de desenvolvimento do sistema bancário. IV Encontro Internacional da Associação Keynesiana Brasileira (AKB). 3 a 5 de agosto de 2011, Rio de Janeiro/RJ. SINGER, P. Para entender o mundo financeiro. São Paulo: contexto. 2000. STUDART, R. Investment finance in economic development. London and New York: Routledge, 1995. ZENDRON, P. Instituições Bancárias, Concessão de Crédito e Preferên- cia pela Liquidez: Três Ensaios na Perspectiva Pós-Keynesiana. Tese (doutorado em economia). UFRJ/Instituto de Economia. Rio de Janeiro, 2006.
1581 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 2 (2014) THE MIDDLE - INCOME TRAP IN BRAZIL: ECONOMICS CHALLENGES ON ROAD TO DEVELOPMENT Marcos Cordeiro Pires;Luís Antônio Paulino; Resumo: O objetivo deste artigo é o de discutir o problema da “armadilha da renda media” no Brasil e sobre quais seriam os meios para superar este constrangimento econômico. Para tanto, utilizamos o conceito de “armadilha da renda media” desenvolvido por Gill & Kharas (2007). Este conceito destaca o fato de que certas economias conseguem sair de uma situação de baixa renda com relativo sucesso, valendo-se de amplos recursos naturais e de baixos salários, mas quando a renda per capita aumenta, perdem estas vantagens comparativas, mas não conseguem desenvolver novas habilidades para saltar para outro estágio de desenvolvimento, caindo nessa “armadilha”. Por conta disso, muito da estagnação verificada no Brasil, desde 1980, decorre dessa incapacidade em se inserir em cadeias produtivas globais com produtos com maior conteúdo tecnológico, de forma a absorver mão-de-obra mais qualificada e melhor remunerada. Agénor, P. R; Canuto, O. (2012). “Middle-Income Growth Traps.” World Bank Policy Research Working- Paper 6210. Available in: http://elibrary.worldbank.org/doi/pdf/10.1596/1813-9450-6210 BANCO CENTRAL DO BRASIL. Economia e Finanças. Available in: http://www.bcb.gov.br/?economia . CHANG, Ha-Joon (2004). Chutando a escada - a estratégia do desenvolvimento em perspectiva histórica. São Paulo: Unesp. G1 (11/09/2013). Royalties vão injetar R$ 368 bilhões na educação em 30 anos, diz ministro. Available in: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/09/royalties-vao-injetar-r-368-bilhoes-na-educacao-em-30-anos-diz- ministro.html. Gill, I. S.; Kharas, H. (2007) An East Asian renaissance : ideas for economic growth. World Bank. Available in: http://siteresources.worldbank.org/INTEASTASIAPACIFIC/Resources/226262-1158536715202/EA_Renaissance_full.pdf. HU ANGANG. Real potential underestimated. China Daily European Weekly, Jan 17-23, 2014. Available in: http://europe.chinadaily.com.cn/ epaper/2014-01/17/content_17240786.htm HU ANGANG ET ALL (2013) China 2030. Springer e-book. English Edition. IPEADATA. Séries Macroeconômicas. Available in:http:// www.ipeadata.gov.br/ Kharas, H.; Kohli, H. (2011). What Is the Middle Income Trap, Why do Countries Fall into It, and How Can It Be Avoided? Global Journal of Emerging Market Economies. September 2011 vol. 3 no. 3 - 281-289 LAMUCCI, S. (2014) “Conceito do BRIC ainda é valido, diz O”Neil”. Valor Econômico; 28/1/2014. Available in: http://www.iica.int/Esp/regiones/ sur/brasil/Lists/clipping/DispForm.aspx?ID=9691 MARTINS, Regina dos Santos Alegre (2003). O Brasil na terceira revolução industrial: a automação de base microeletrônica em setores manufatureiros (1985-2000), Tese de Doutorado. USP – FFLCH. Ano de obtenção: 2003. MINISTÉRIO DE C, T & I (2012). Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação2012 – 2015. Available in: http://www.mct.gov.br/upd_blob/ 0218/218981.pdf NOCERA, J (2014). Does Brazil Have the Answer? NYT, jan./20/2014. Available in: http://www.nytimes.com/2014/01/21/opinion/nocera-does- brazil-have-the-answer.html OCDE. Education at a Glance 2013. OECD Indicators. Available in: http://www.oecd.org/edu/eag2013%20(eng)—FINAL%2020%20June%202013.pdf PAUS, Eva. (2011). Latin America’s Middle Income Trap. America´s quarterly, winter 2011) Available in: http://www.americasquarterly.org/node/2142 SHARMA, Ruchir (2012). Breakout Nations: In Pursuit of the Next Economic Miracles. W. W. Norton & Company. New York SPENCE, M. (2011) The Next Convergence: The Future of Economic Growth in a Multispeed World. Farrar, Straus and Giroux. New York.
1582 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 2 (2014) DA EXCLUSÃO À INCLUSÃO FINANCEIRA: A RELEVÂNCIA DO ACESSO AOS SERVIÇOS DE MICROCRÉDITO ENTRE AS MESORREGIÕES DO ESTADO DE MINAS GERAIS Luciana Maria Costa Cordeiro;Tânia Marta Maia Fialho;Pablo Tadeu Chaves de Castro; Resumo: Verificada a relevância do desempenho do setor microfinanceiro no Estado de Minas Gerais, ao longo da última década, este artigo tem como objetivo principal a análise do processo de inclusão financeira no Estado de Minas Gerais, com base no estudo da inserção dos programas de microfinanças em nível mesorregional. Para alcance do objetivo propostos o trabalho encontra-se subdividido em três seções. A primeira seção apresenta o referencial teórico com ênfase na importância do setor financeiro para o desenvolvimento econômico. Na segunda seção é tratada a relação de inclusão e exclusão financeira observada entre as mesorregiões do Estado de Minas Gerais. Na última seção, apresentam-se as conclusões observadas, com destaque para a importância dos programas de microcrédito no processo de desenvolvimento econômico e financeiro do Estado de Minas Gerais. ABRUGE, C.H. When credit is not due: a critical evaluation of donor NGO experiences with credit. 2000. In: BOUMAN, F.J.A.; HOSPES, O. (Ed.). Financial landscape reconstructed: the fine art of mapping development.Boulder: Westview Press, 1994. p. 10.1-10.10. ADAMS, D. W.; VON PISCHKE, J. D. Microenterprise credit programs: Déjà Vu. World Development, New York,v. 20, n. 10, p. 1463-1470, Oct. 1992. AMADO, A. M. Moeda, financiamento, sistema financeiro e trajetórias de desenvolvimento regional desigual: a perspectiva pós-keynesiana. Revista de Economia Política, São Paulo, v. 28, n. 1, 1998. ANDERLONI, L. et al. Access to bank accounts and payment services. In: ANDERLONI, L. et al. (Ed.). 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1583 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 2 (2014) AS VISÕES DE FRIEDRICH LIST, JOSEPH SCUMPETER E HA-JOON CHANG À COMPREENSÃO DA TRANSFORMAÇÃO DA FORÇA PRODUTIVA NACIONAL EM CONTRAPOSIÇÃO AO MAINSTREAM Mauri da Silva;Jacqueline Cristiane de Oliveira Silva; Resumo: A transformação econômica das forças produtivas nacionais tem despertado a atenção de um grande número de interessados no assunto. Por exemplo, preocupados com a promoção do interesse nacional, os pensadores mercantilistas já defendiam, em meados do século XVI, o emprego de estratégias protecionistas para desenvolver as forças produtivas domés- ticas duma nação. Embora discordando das estratégias mercantilistas, Adam Smith também ocupou-se dos condicionantes da mudança tecnológica para transformação do modo de produção capitalista. Diante do exposto, o objetivos deste trabalho são: (i) contrapor as visão de dois defensores do nacio- nalismo econômico (Friedrich List e Ha-Joon Chang), cada qual em seu tempo, sobre as estratégias de transformação das forças produtivas nacionais com a do mainstream em teoria econômica; e (ii) mostrar que o esquema de pensamento de Schumpeter - princípio da destruição criativa - contribui para reavivar o argumento em favor da ação estratégica do Estado como impulsionador da mudança tecnológica nacional, contrariando a visão neoliberal. AMSDEN, A.H. A Ascensão do “Resto”. São Paulo: Editora UNESP, 2009. 586p. BIANCHI, A. M. Albert Hirschman na América Latina e sua trilogia sobre desenvolvimento econômico. Economia e Sociedade, v. 16, n. 2, p. 131- 150, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ecos/v16n2/a01v16n2.pdf>. Acesso em: 26 jan. 2015. BLAUG, M. Ugly currents in modern economics. Policy 3, p. 1-8, 1997. Disponível em: http://www.irpp.org/po/archive/sep97/blaug.pdf. 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1586 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 1 (2014) DESENVOLVIMENTO RURAL EM MINAS GERAIS: RESULTADOS DE UMA DÉCADA DE POLÍTICAS GOVERNAMENTAIS TERRITORIAIS Revista Economia e Políticas Públicas; Resumo: Após uma década de políticas governamentais com uso da abordagem territorial, é necessária uma avaliação. Assim, o objetivo desse artigo é realizar uma primeira avaliação para verificar se a indução governamental de territórios rurais tem sido bem sucedida, no sentido de reduzir as assimetrias regionais, em termos socioeconômicos, propiciando o desenvolvimento rural, com maior inclusão. Para tanto, direcionamos o estudo para os territórios rurais e da cidadania em Minas Gerais. Após breve contextualização dos territórios rurais e da política de desenvolvimento rural, realizamos análise aprofundada dos territórios mineiros explorando dados secundários de diferentes fontes: Atlas de Desenvolvimento Humano, Portal Transparência, IBGE e documentos oficiais, o que nos permitiu por meio de tabulações e de média ponderada calcular informações territoriais para analisar os diferentes territórios. Como resultado, pudemos verificar que aqueles arranjos estão sobrepostos em alguns municípios, que, de fato, foram alcançados municípios rurais mineiros com baixos indicadores socioeconômicos e que vem registrando melhoras acima da média mineira nos anos 2000. ATLAS BRASIL 2013. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Realização: PNUD, IPEA e FJP. Disponível em: . Acesso em 13 de janeiro de 2014. BELLUZZO, L. G. (COORD.) Consenso do Rio. Ideias gerais para uma política macroeconômica desenvolvimentista dos países da América do Sul. Rio de Janeiro, Intersul, 2011. BELLUZZO, L. G. M.; ALMEIDA, J. S. G. Depois da Queda: a economia brasileira da crise da dívida aos impasses do Real. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2002. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Agrário. Apresenta informações sobre o Ministério e suas atividades. Disponível em: . Acesso em 10 de novembro de 2010. ________. Território da Cidadania. Matriz de ações 2008. Disponível em: . Acesso em 14 de março de 2014. ________. Território da Cidadania. Apresenta informações sobre o programa e suas ações. Disponível em: . Acesso em 10 de abril de 2011. ________. Portal da Transparência. Reúne e disponibiliza as informações sobre a aplicação de recursos federais no Portal da Transparência. Disponível em: . Acesso em 10 de janeiro de 2014. IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2000. Disponível em . Acesso em 29 de fevereiro de 2014. JESUS, C. M. Desenvolvimento Territorial Rural: análise comparada entre os territórios constituídos autonomamente e os induzidos pelas políticas públicas no Brasil e na Espanha. 2013. Uberlândia: 287 p. (Tese de doutorado). OCAMPO, J. A. Más allá del Consenso de Washington: una agenda de desarrollo para América Latina. México-DF, Cepal, 2005. ORTEGA, A.C. Territórios Deprimidos: Os desafios das políticas de desenvolvimento territorial rural. Campinas: Alínea, 2008. ORTEGA, A.C; JEZIORNY, D. L. Vinho e Território: a experiência do Vale dos Vinhedos. Campinas: Alínea, 2011. ORTEGA, A.C; JESUS, C. M. Café e Território: a cafeicultura no Cerrado Mineiro. Campinas: Alínea, 2012. VEIGA, José E. Cidades imaginárias: o Brasil é menos urbano do que se calcula. Campinas: Autores Associados, 2002. WILLIANSON, O. E. The economic Institutions of Capitalism: Firms, Markets, Relational Contracting. New York, The Free Press, 1990 WORLD BANK. Rural development estrategy and action plan for the Latin America and Caribbean region. New York: vol.1, set. 2001.
1587 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 1 (2014) A CRISE ECONÔMICA E AS POLÍTICAS DE PROTEÇÃO SOCIAL Bouzid Izerrougene; Resumo: Este trabalho tenta entender os processos de formação dos regimes sociais, seus embasamentos conceituais e suas transformações antes e depois do advento da ideologia neoliberal, buscando mostrar que uma promoção eficaz da política social não pode prescindir de políticas de emprego e renda. BANCO MUNDIAL. Envejecimiento sin Crisis. Informe do Banco Mundial. Santiago de Chile, 1993. BEVERIDGE, William. Social insurance and allied services. Londres: His Majesty’s Stationery Office, 1942. BOBBIO, Norberto. O conceito de sociedade civil. Rio de Janeiro: Graal, 1994. CASTEL, Robert. As metamorfoses da questão social - uma crônica do salário. Vozes, Rio de Janeiro: Vozes, 1998. COMISSÃO EUROPEIA. Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão Os seus direitos de segurança social na Álemanha. Julho. Disponível em: http://ec.europa.eu/employment_social/empl_portal/SSRinEU/ Your%20social%20security%20rights%20in%20Germany_pt.pdf Acessado em 30/09/2013. COHN, Amélia. Estado e Políticas Sociais no Neoliberalismo. São Paulo: Cortez, 2002. FALEIROS, V. P. A Reforma do Estado no período FHC e as propostas do governo Lula., p. 35 –55, Brasília: INESC, 2004. FINSLAB. “O que a indústria gasta em publicidade”. Disponível em: http://finslab.com/publicidade-e-marketing/artigo-2788.html. Acesado em 21 de agosto de 2013. FIORI, José. L. Ajustes e milagres latino-americanos. In: Os Moedeiros Falsos: 65-78., Petrópolis: Vozes, 1997. FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir, , Petrópolis: Vozes, 1977. HARVEY, David. Social Justice and the City, Look Inside, The University of Georgia Press. Georgia, 2009. HERZOG-STEIN, Alexander (2010). Desconstrução da Seguridade Social. São Paulo: Folha de São Paulo, 16 de maio de 2010. HUDSON, Barbara. Understanding Justice. Buckingham: Open University Press, 2003. HUSSON, M. Pour dégonfler la baudruche de la compétitivité, Le Grain de Sable, nº 430, 2003. Disponível em : http://hussonet.free.fr/textes.htm. IZERROUGENE, B. A macroeconomia da Previdência Social. Economia Contemporânea, v. 13, n. 1, p. 31-46, jan./abr., Rio de Janeiro, 2009. JOHNSON, Norman. El Estado del Bienestar en transión: la teoría e la practica del pluralismo de bienestar, Madrid, Ministerio de Trabajo y Seguridad Social, 1990. LA REVUE. Les réformes du droit social en Angleterre - Une victoire pour les employeurs? Paris: La Revue, Julho, 2013 LE FIGARO. Les principaux points de la réforme de la santé d’Obama, Paris: Le Figaro, 28 de junho de 2012. LIBÉRATION. Réforme des retraites: vers une hausse des cotisations social, Paris, 26 de Agosto de 2013). MÉSZÁROS, István . Para além do capital, Campinas: Boitempo Editorial, 2002. OCDE, disponível em:http://stats.oecd.org/Index.aspx?QueryName= 451&QueryType=View&Lang=fr. Acessado em 30/09/2013. RTP-Notícias. Política social da Alemanha. Disponível em: http://www.rtp.pt/ noticias/index.php?article=458115&tm=7&layout=121&visual=49. Acesado em 3 de agosto de 2013. SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade, São Paulo: Companhia das Letras, 2000. SILVA, Gomes. Democracia e participação na “reforma” do Estado. Ed. São Paulo: Cortez, 2003. SIMMEL, Georg. Questões fundamentais da Sociologia: indivíduo e sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. SOARES, L. T. Os custos sociais do ajuste neoliberal na América Latina. São Paulo: Cortez, 2000.
1588 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 1 (2014) INDUZINDO UM QUASE-MERCADO: UMA DISCUSSÃO SOBRE AS CONSEQUÊNCIAS NÃO PREVISTAS DAS ESTRUTURAS DE INCENTIVO NA REDE PÚBLICA DE ENSINO NO ESTADO DE MINAS GERAIS Igor Assaf Mendes;Ágnez de Lélis Saraiva; Resumo: A indução de um mercado educacional via políticas públicas de educação representa uma preocupação atual nas áreas de sociologia e de política. Através do levantamento de pesquisas recentes e argumentação teórica, os autores sugerem que a atual condução das políticas de educação em Minas Gerais tendem a gerar um “quase-mercado”, como já acontece em outros estados brasileiros, onde as desigualdades educacionais são reproduzidas através de uma lógica que estimula as escolas públicas a adotarem mecanismos ocultos de seleção. Segundo os autores políticas públicas voltadas para a qualidade podem gerar distorções ao introduzir lógica competitiva entre as entidades públicas e, portanto, o ideal seria o estímulo a políticas que favoreçam a equidade, que tendem a igualar oportunidades de acesso à educação de qualidade. ABRUCIO, Fernando Luiz e FRANZESE, Cibele. Federalismo e Políticas Públicas: o impacto das relações intergovenamentais no Brasil. ENAP, Brasília 2005. ARRETCHE, Marta. Federalismo e Políticas Sociais no Brasil: problemas de coordenação e autonomia. São Paulo em Perpectiva.n. 18. Pag 17 – 26, São Paulo 2004. ALVES, F. e KOSLINSKI, M. C. Novos olhares para as desigualdades de oportunidades educacionais: a segregação residencial e a relação favela asfalto no contexto carioca. In: Educ. Soc., Campinas, v. 33, n. 120, p. 805-831, jul.-set. 2012. Disponível em < http://www.cedes.unicamp.br >, acesso em 04 abr. 2013. BALLION, R. La Bonne école: évaluation et choix du collège et du lycée. 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1589 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 1 (2014) EXCELÊNCIA COM EQUIDADE: AS LIÇÕES DAS ESCOLAS BRASILEIRAS QUE OFERECEM EDUCAÇÃO DE QUALIDADE A ALUNOS DE BAIXO NÍVEL SOCIOECONÔMICO* Regina Carla Madalozzo;Ernesto Martins Faria; Partindo da hipótese que todo aluno, independentemente de suaclasse social, tem o direito e a possibilidade de aprendizado, selecionamos um grupo de 6 escolas consideradas “casos de sucesso” no aprendizado de crianças com baixo nível socioeconômico que foram pesquisadas em profundidade. Nossas conclusões apontam para fatores em comum entre escolas de diferentes regiões do Brasil e que eram considerados, pelos profissionais dessas escolas, como fatores determinantes do sucesso escolar. Segundo nossa pesquisa, os principais pontos de sucesso são: estabeleci- mento de metas de aprendizado, acompanhamento contínuo, uso de dados para tomada de decisão pedagógica e manutenção de um ambiente agradável de estudo. Ao mesmo tempo, percebemos algumas condições necessári- as para que esses fatores tivessem sucesso em sua implementação: fluxo de comunicação aberto, respeito à experiência do professor e apoio em seu trabalho, enfrentamento de resistências internas com grupos comprometi- dos com a causa do aprendizado e, por fim, apoio da comunidade. Nossa pesquisa mostra que é sim possível mudar a situação da qualidade do ensino na rede pública mesmo sem significativas mudanças na legislação. A replicabilidade dos modelos aqui apresentados é fundamental para permi- tir um salto na qualidade da educação pública que possibilite aprendizado para todos. ABEP - Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa. Critério Brasil 2010. Disponível em: http://www.abep.org/novo/Content.aspx?ContentID=301 (acessado em 11/12/12). ALVES, M.T. E SOARES, J.F. O nível socioeconômico das escolas de educa- ção básica brasileiras, Relatório de Projeto de Pesquisa financiado pelo Insti- tuto Unibanco, disponível em: http://www.todospelaeducacao.org.br/arqui- vos/biblioteca/nse_das_escolas_brasileiras_game_inst_unibanco.pdf (acessado em 11/12/12), 2012. BROOKE, N. E SOARES, J.F.(Orgs). Pesquisa em eficácia escolar: origem e trajetórias. Editora UFMG, Belo Horizonte, 2008. COLLIE, R. J.; SHAPKA, J. E PERRY, N.E. Predicting Teacher Commitment: the Impact of School Climate and Social-Emotional Learning. In. Psychology in the Schools, 48(10): 1034-1048, 2011. FERRÃO, M. E et al. O SAEB – Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica: objetivos, características e contribuições na investigação da escola eficaz. In. Revista Brasileira de Estudos de População, 18(1/2): 111-130, PREAL – Programa de Promoción de La Reforma Educativa em América Latina y El Caribe. How Can Schools Deliver Quality Education to the Poor. Disponível em: http://www.preal.org/ENGL/ BibliotecaDes.asp?id=30&Camino=70|Education%20Synopsis (acessado em /09/12). SEBASTIAN, J. E ALLENSWORTH, E. The Influence of Principal leadership on Classroom instruction and Student Learning: A Study of Mediated Pathways to Learning. In. Educational Administration Quarterly, 48(4): 626- , 2012. SOARES, J. F. Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo – IDESP: bases metodológicas. In. Revista São Paulo em Perspectiva, 23(1): -41, 2009 SOARES, J. F. e COLLARES, A. C. M. Recursos Familiares e o Desempenho Cognitivo dos Alunos do Ensino Básico Brasileiro, DADOS – Revista de Ci ências Sociais, 49(3): 615-481, 2006. TODOS PELA EDUCAÇÃO. De Olho nas Metas 2010. Disponível em: . Acesso em: 11 dez. 2012. UNICEF. Aprova Brasil: o direito de aprender – boas práticas em escolas públicas avaliadas pela Prova Brasil, 2007. UNICEF. Caminhos do direito de aprender: boas práticas de 26 municípios que melhoraram a qualidade da educação. 2010. UNICEF. Redes de Aprendizagem: boas práticas de municípios que garantem o direito de aprender, 2009.
1590 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 1 (2014) O PROCESSO DE RECONHECIMENTO, VALIDAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS (RVCC) E A RELAÇÃO COM A ECONOMIA E AS POLÍTICAS PÚBLICAS NA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA (RAM) Maria Manuela Vieira Teixeira Pereira; O presente artigocentra-se na problemática da relação entre a Educação, a Economia e as Políticas Públicas mais especificamente o Processode Reconhecimento e a Validação das Aprendizagens Experienciais dos Adultos ao longo da vida, numa perspetiva Educativa/Formativa. Estas novas práticas pedagógicas, resultantes do processo de Reconhecimento, Certificação e Validaçãode Competências (RVCC), entrecorreram num período de mudanças muito significativo na dinâmica global da Sociedade. As diversas correntes do saber, desde os políticos e demais cientistas sociais, reconhecem o papel da educação no progresso social, na produção e cria- ção de riqueza, na coesão, na justiça social, na equidade, na produtividade e no bem-estarsocial. O papel da educação encontra-se indelevelmente li- gado ao ambiente histórico e económico de cada contexto, e,neste caso particular, aos Atores que não concluíram a Escolaridade Básica Obrigató- ria (3o Ciclo do Ensino Básico) e almejaramum Diploma que lhes pudesse permitir o acesso às habilitações básicas obrigatórias,exigidas pela socie- dade atual, à qual estavam agregados. A sociedade emergente define-se como sendo do “conhecimento” e promove a Educação/Formação como um dos seus principais motores. Através do Processo de RVCC, os Atores procuraram a sua certificação escolar ou pro- fissional de modo a dar respostas às suas motivações intrínsecas e/ou extrínsecas face às exigências do mercado de trabalho e à ambição dos seus projetos pessoais. ANEFA (Agência Nacional de Educação e Formação de Adultos), 2002, Centros de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências – Roteiro Estruturante, Ministério do Trabalho e Solidariedade e Ministério da Educação. 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1591 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 1 (2014) MORBIDADE HOSPITALAR E CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS EM MINAS GERAIS Luckas Sabioni Lopes;Silvia Harumi Toyoshima;Adriano Provezano Gomes; O presente artigocentra-se na problemática da relação entre a Educação, a Economia e as Políticas Públicas mais especificamente o Processode Reconhecimento e a Validação das Aprendizagens Experienciais dos Adultos ao longo da vida, numa perspetiva Educativa/Formativa. Estas novas práticas pedagógicas, resultantes do processo de Reconhecimento, Certificação e Validaçãode Competências (RVCC), entrecorreram num período de mudanças muito significativo na dinâmica global da Sociedade. As diversas correntes do saber, desde os políticos e demais cientistas sociais, reconhecem o papel da educação no progresso social, na produção e criação de riqueza, na coesão, na justiça social, na equidade, na produtividade e no bem-estarsocial. O papel da educação encontra-se indelevelmente ligado ao ambiente histórico e económico de cada contexto, e,neste caso particular, aos Atores que não concluíram a Escolaridade Básica Obrigatória (3o Ciclo do Ensino Básico) e almejaramum Diploma que lhes pudesse permitir o acesso às habilitações básicas obrigatórias,exigidas pela sociedade atual, à qual estavam agregados. A sociedade emergente define-se como sendo do “conhecimento” e promove a Educação/Formação como um dos seus principais motores. Através do Processo de RVCC, os Atores procuraram a sua certificação escolar ou profissional de modo a dar respostas às suas motivações intrínsecas e/ou extrínsecas face às exigências do mercado de trabalho e à ambição dos seus projetos pessoais. AMARAL, P.; LEMOS, M.; e CHEIN, F. Desenvolvimento desigual em Minas Gerais. In: XII Seminário sobre a Economia Mineira, Diamantina, 2006. FISHER, R.A. The use of multiple measurements in taxonomic problems. Annals of Eugenics 7, 1936. P. 179-188. FONTES, R.; e FONTES, M. (Eds). Crescimento e desigualdade regional em Minas Gerais. Viçosa: Folha de Viçosa, 2005. HAIR, J.F.; ANDERSON, R.E.; TATHAM, R.L.; e BLACK, W.C. Multivariate Data Analysis: With Readings. Prentice Hall, New Jersey, 1995. HUBERTY, C.J. Applied Discriminant Analysis. Nova Iorque: Wiley- Interscience, 1994. 496 p. LIMA, M.C.; MOTTA, M.E.F.A.; e SANTOS, E.C. Determinants of impaired growth among hospitalized children: a case-control study. Sao Paulo Medical Journal, May 2004, v.122, n.3, p.117-123. MALHOTRA, N.K. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. Porto Alegre: Bookman, 2001. 719 p. MANLY, B.F.J. Multivariate statistical methods: a primer. 2a ed. Londres: Chapman & Hall, 1994. 215 p. MÁRIO, P.C. Análise discriminante. In: CORRAR, L.J.; PAULO, E.; e DIAS FILHO, J.M. (Coord.) Análise Multivariada para os cursos de administração, ciências contábeis e economia. São Paulo: Atlas, 2007. p. 232-279. MARTINS, M.C.; SANTOS, L.M.P.; e ASSIS, A.M.O. Prevalence of hypovitaminosis A among preschool children from northeastern Brazil, 1998. Revista de Saúde Pública, Aug. 2004, v.38, n.4, p.537-542. POHLMANN, M.C. Análise de conglomerados. In: CORRAR, L.J., PAULO, E., DIAS FILHO, J.M. (Coord.) Análise Multivariada para os cursos de administração, ciências contábeis e economia. São Paulo: Atlas, 2007. p. 324- SIMÃO, Rosycler Cristina Santos. Distribuição de renda e pobreza em Minas Gerais. Piracicaba: ESALQ-USP, 2004 (Dissertação de mestrado). SONG, A.T.W., SCHOUT, D., NOVAES, H.M.D. Clinical and epidemiological features of AIDS/tuberculosis comorbidity. Revista do Hospital das Clínicas, , v.58, n.4, p.207-214.
1592 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 1 (2014) DIFERENÇAS NO ACESSO À SERVIÇOS DE SAÚDE DA POPULAÇÃO BRASILEIRA: UMA ANÁLISE COMPARADA A PARTIR DAS PNADS DE 1998, 2003 E 2008 Murilo Cássio Xavier Fahel;Carolina Portugal Gonçalves da Motta;Danira Morais Silva; O objetivo desse trabalho é analisar, as desigualdades no acesso aos serviços de saúde no Brasil, a partir dos dados das PNADs, nos anos de 1998, 2003 e 2008,também, de forma comparativa, verificando se estas aumentaram ou diminuíram no período analisado e em que proporção isso ocorre. A desigualdade do acesso de saúde é composto pelas seguintes dimensões individuais, como idade, sexo, raça, escolaridade; geográfica; capacitantes como cobertura de plano de saúde e renda e, necessidades em saúde da população, no qual a variável dependente é a atendimento médico nos últimos 30 dias e, por ser uma variável dicotômica, utilizou-se regressão binomial logística para a análise das desigualdades. Este é um importante elemento a ser analisado, pois a saúde impacta diretamente na qualidade de vida do individuo e, entre outras coisas, até mesmo no seu acesso ao mercado de trabalho. A permanência da desigualdade - além de apontar para a ineficácia do governo no que concerne uma política pública que deveria ser de acesso universal - pode auxiliar a perpetuação de outras desigualdades na população brasileira, como o acesso à melhores postos de trabalho. Chandola, T. (2000) Social class differences in mortality using the new UK national statistics socio-economic classification.Social Science and Medicine, : 641-649. Dachs, J. Norberto W(2002). Factors determining inequalities in the health condition self-assessment in Brazil: analysis of data of PNAD/1998.Ciência & Saúde Coletiva, vol.7, no.4, p.641-657. ISSN 1413-8123. Draibe, S. M. (1980) Rumos e Metamorfoses - Estado e Industrialização no Brasil, 1930-1960.Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra. 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1593 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 1 (2014) INSTITUIÇÕES DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA E INOVAÇÃO NO SETOR PRODUTIVO BRASILEIRO Tânia Marta Maia Fialho;Luciana Maria Costa Cordeiro;Sara Gonçalves Antunes de Souza; Como importantes centros de geração de conhecimento científico e tecnológico, as Universidades e Institutos de Pesquisas exercem um papel fundamental no processo de transferência do conhecimento para a efetivação da inovação do setor produtivo. Este estudo avaliou o impacto da pesquisa acadêmica no processo de inovação industrial, focalizando principalmente, a contribuição das Universidades e Institutos de Pesquisas como fontes de informação e cooperação para as indústrias inovadoras no Brasil. Os resultados confirmam a característica de concentração espacial das atividades de inovação do país e indicam que as universidades e institutos de pesquisa são, ainda, pouco utilizados como fonte de informação para a inovação. ALBUQUERQUE, EDUARDO DA M. Notas sobre os determinantes tecnológicos do catching up: uma introdução à discussão sobre o papel dos sistemas nacionais de inovação na periferia, Belo Horizonte: Cedeplar-UFMG, td.104, ALBUQUERQUE. EDUARDO DA M; SILVA, LEANDRO A.; PÓVOA, LUCIANO. Diferenciação intersetorial na interação entre empresas e universidades no Brasil: notas introdutórias sobre as especificidades da interação entre ciên- cia e tecnologia em sistemas de inovação. Belo Horizonte: Cedeplar-UFMG, td. 264, 2005. AROCENA, R.; SUTZ, J. Conhecimento, inovação e aprendizado: sistemas e políticas no Norte e no Sul. In: LASTRES, H.M.M.; CASSIOLATO, J. E.; ARROIO, A. (Orgs.). Conhecimento, Sistemas de Inovação e Desenvolvimen- to. Rio de Janeiro: Contraponto, UFRJ, 2005. FREEMAN, C. Technology Policy and Economic Performance: Lessons from Japan, London: Frances Pinter, 1987. JAFFE, A. B. Real effects of academic research. The American Economic Review, vol. 79, no 5, pp. 957-970, 1989. LUNDVAL, B. Å. National Systems of Innovation: Towards a Theory of Innovation and Interactive Learning. London: Pinter Publishers, 1992. LUNDVAL, B. Å. The learning economy : Some implications for the knowledge base of health and education systems. In: Organisation for Economic Cooporation and Development, OECD. Knowledge Management in the Learning Society, p: 125-141, 2000. MAZZOLENI, ROBERTO; NELSON, RICHARD R. Instituições de pesquisa pública e econômica catch-up. Policy Research, Elsevier, vol. 36, n.10, p: -1528, dezembro de 2007. MOWERY, D.; SAMPAT, B. (2005) Universities in national innovation systems. In: FARGERBERG, J; MOWERY, D.; NELSON, R. (Eds.). The Oxford handbook of innovation. Oxford: Oxford University, p: 209-239, 2005. NELSON, R. R. Institutions supporting technical advance in industry. The American Economic Review, vol. 76, No 2, Papers and Proceedings of the Ninety- Eighth Annual Meeting of the American Economic Association, pp. -189, 1986. ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT STATISTICAL OFFICE OF THE EUROPEAN COMMUNITIES. Guidilines for Collecting and Interpreting Innovation Data. Third Edition. 2005. RAPINI, M.; ALBUQUERQUE, E.; CHAVES, C.; SILVA, L.; SOUZA, S.; RIGHI, H.; CRUZ, W. University – industry interactions in an immature system of innovation: evidence from Minas Gerais, Brazil. Science and Public Policy, v. , n. 5, p. 373-386, 2009. RIO DE JANEIRO. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de Inovação Tecnológica. Rio de Janeiro, 2010. ROSENBERG, N.; BIRDZELL, L.E. Jr. (1990). Science, technology and the western miracle. Scientific American, no 263, vol 5, pp: 42-54, 1990. SÃO PAULO. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação em São Paulo. São Paulo, vol. , cap.7, p: 1-49, 2010. SUZIGAN, WILSON; ALBUQUERQUE, EDUARDO DA MOTTA; CARIO, SIL- VIO ANTONIO FERRAZ (Orgs). Em busca da Inovação: Interação Universida- de-Empresa no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2011. TIRONI, LUIZ FERNANDO. Política de Inovação Tecnológica – Escolhas e Propostas Baseadas na Pintec. São Paulo em Perspectiva, vol. 19, no. 1, 46- , jan-mar/2005.
1594 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 1 (2014) NOTAS SOBRE A EXPANSÃO DA CAFEICULTURA NO SUL DE MINAS (1880-1920) Marcos Lobato Martins; Em perspectiva comparativa, este artigo analisa a marcha da cafeicultura em quatro municípios do Sul de Minas Gerais na passagem para o século XX, ocupando-se com a descrição dos padrões de crescimento dos cafezais e dos negócios cafelistas. Conclui-se que a especialização produtiva no café assumiu ritmos diferentes. A investigação utiliza fontes diversas, especialmente registros fiscais, relatórios governamentais e matérias publicadas pela imprensa da época. Sendo um trabalho de cunho histórico, onde fontes e referências bibliográficas estão entrelaçadas, dialogando entre si ao longo do texto, o sistema Autor (data) não foi utilizado neste artigo (Nota dos editores).
1595 economiaepoliticaspublicas v. 2 n. 1 (2014) NOTAS SOBRE A FORMAÇÃO DA ZONA DO EURO: 1990 – 2002 Luiz Eduardo Simões de Souza;Maria de Fátima Silva do Carmo Previdelli; Este artigo intenta abordar alguns dos aspectos da formação histórico-econômica da Zona do Euro, desde seus antecedentes mais remotos no século XX, qual seja o sistema de padrão dólar estabelecido em Bretton Woods no Pós-Guerra, passando pela crise do padrão dólar flutuante nos anos 1970 e a abertura dos mercados internacionais e globalização financeira dos anos 1980-1990. BAUMAN, Zygmunt. Europa. Uma aventura inacabada. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 2006 BECK, Ulrich. Liberdade ou Capitalismo. São Paulo: EditoraUnesp, 2003. BLAIR, A. The European Union since 1945. London, Pearson, 2nd ed, 2010. BOYD, Andrew and Frances. Western Union. A study of the Trend Toward European Unity. Washington USA: PublicAffairs Press, 1949 CHESNAIS, François. A Finanças Mundializada: raízes sociais e políticas, configuração e consequências. São Paulo: Boitempo, 2005 DINAN, Desmond. An ever closer union? And introduction to the European Community.Colorado, USA: LynneRienner, 1994 EICHENGREEN, Barry. A Globalização do Capital – Uma História do Sistema Monetário Internacional. São Paulo: Editora34, 2000 GUERNOT, Ulrikeetalli. União Europeia: Transtornos e Alcance da Integração Regional.São Paulo: Fundação Adenauer, 2001 HABBERMAS, Jürgen. The Crisis of The European Union, a response. Cambridge, UK: Polity Press, 2012. HOBSBAWM, E. Globalização, Democracia e Terrorismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007 KRUGMAN, P. Uma nova recessão? O que deu errado. Como entender a crise da economia mundial. Rio de Janeiro: Campus, 1999. MARSH, David. The Euro – the battle for the new global currency. USA: Yale University Press, 2011 MCGIFFEN, S.The European Union.A Critical Guide.London: Pluto Press, NAVARRETE, Donato Fernández. Fundamentos Economicos De La UniónEuropea. Madrid: Thompson, 2007 SOUZA, L. Contas Nacionais. São Paulo: LCTE, 2007. VALÉRIO, Nuno. História da União Europeia. Lisboa: Presença, 2010. WINTERBERG. Jörg. O debate sobre a União Econômica e Monetária Europeia. São Paulo: Adenauer, 1997.
1599 economiaepoliticaspublicas v. 1 n. 1 (2013) PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE E NOVAS PERSPECTIVAS DE GESTÃO GOVERNAMENTAL Renata Maria Paes de Vilhena; A partir da década de 90, teve início, no Brasil, a difusão de um “Modelo Gerencial” de administração pública, cuja ênfase reside na eficiência e no controle dos resultados, em substituição à tradicional focalização no controle das atividades-meio das organizações burocráticas. Em Minas Gerais, a adoção de um “Modelo Gerencial” de administração pública foi antecedida e alicerçada, a partir de 2003, pelo “Choque de Gestão”, um conjunto integrado de políticas de gestão pública que visa, primariamente, a promoção do desenvolvimento mediante o equilíbrio fiscal, a reorganização e modernização do aparato institucional do Estado e a busca pela inovação como elemento de sustentabilidade. A experiência dos quatro primeiros anos criou as bases para a implantação do novo modelo de gestão e permitiu extrair o aprendizado fundamental para a definição da nova estratégia, denominada Estado para Resultados, que teve como propósito integrar, em Minas Gerais, a análise dos resultados para a sociedade vis-à-vis o ônus determinado pela arrecadação de receitas públicas, com o intuito de se obter a máxima eficiência alocativa do orçamento do estado. Os números e a própria estrutura administrativa hoje existente em Minas e enaltecida por organismos internacionais são evidências do êxito do “Modelo Gerencial” implantado no Estado. Ocorre que, quando são analisadas as bases do arcabouço de governança pública então vigente, em 2010, observa-se que, apesar de os cidadãos estarem posicionados no eixo central de formulação e execução de políticas públicas, ainda não havia expressiva – e organizada – participação popular no processo de concepção de tais políticas. BORDENAVE, J. D. O. O que é participação. 7ed. São Paulo: Brasiliense, BRESSER PEREIRA, L. C. (1996) Da administração pública burocrática à gerencial. In: Revista do Serviço Público, Ano 47, Volume 120, n. 1, jan.- abr. de 1996. DI GIOVANNI, Geraldo. As Estruturas Elementares das Políticas Públicas. Campinas: NEPP, 2009. GUIMARÃES, Tadeu; CAMPOS, Eder. Gestão da estratégia no governo do estado de Minas Gerais: em busca da harmonia entre a ação e os resultados. XII Congreso del CLAD. Buenos Aires, 2008. MARTINS, Humberto et al. Um Guia de Governança para Resultados na Ad- ministração Pública. Brasília: Publix Editora, 2010. MARTINS, Humberto; MARINI, Caio. Um Governo Matricial: Estruturas em Rede para Geração de Resultados de Desenvolvimento. 2003. Disponível em: NEVES, Fernanda de Siqueira; MELO, Frederico César da Silva. Estado para Resultados em Minas Gerais: Inovações no Novo Modelo de Gestão. 2007. Disponível em: . Acesso em: 11 ago. de 2012. MILANI, Carlos R. S. (2007)O princípio da participação social na gestão de políticas públicas locais: uma análise de experiências latino-americanas e europeias. In:Revista de Administração Pública FGV, 2007. NASCIMENTO, Edson Ronaldo. Elaboração, Análise e Avaliação de Políticas Públicas. Semana de Administração, Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas, 5., 2008. RAMALHO, André; SILVA, Pedro Luiz. Alternativas de Gestão para o Desen- volvimento Regional. Campinas: NEPP, 2005. VAZ, J.C. (2006). A delicada disputa pelas cabeças na evolução do serviço público no Brasil pós-redemocratização. Cadernos ENAP, número especial. VAZ, José Carlos. O Significado da Prestação de Serviços com Foco no Cida- dão nas Transformações da Administração Pública Brasileira no Período Pós- Redemocratização. Disponível em http://josecarlosvaz.pbworks.com/. Con- sultado em 11 de agosto de 2012.
1600 economiaepoliticaspublicas v. 1 n. 1 (2013) O BRASIL E O NOVO DESENVOLVIMENTISMO Marcos Cordeiro Pires;Lucas José Dib; O cenário econômico mundial, a partir do final dos anos 1980, foi predominantemente marcado pela hegemonia da ortodoxia política e econômica. A força de um grande pacto político que reuniu o setor financeiro, rentistas e o grande capital, e que teve o Consenso de Washington como balizador, induziu os países a adotarem políticas liberalizantes como a abertura comercial, as privatizações e desregulamentação. O fracasso dessas políticas, que se manifestou no desemprego, na vulnerabilidade externa e no baixo crescimento, levou a uma modificação nos rumos econômicos, particularmente após a eleição do presidente Lula. No bojo desta conjuntura, podemos perceber uma reorientação do papel do Estado brasileiro, em resposta a uma movimentação da própria sociedade organizada em aplicar uma nova estratégia nacional, tendo o Estado como indutor do desenvolvimento. Nesse projeto de uma nova estratégia, a ação do Estado torna-se estratégica e não sistêmica, voltando-se para fortalecer empresas nacionais em setores estratégicos e competitivos internacionalmente. A esse processo em andamento de uma nova estratégia de desenvolvimento adotamos como a conceituação do que Bresser-Pereira denomina de novo desenvolvimentismo. AGARWALA E SINGH. A Economia do Subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Ed. Forense, 1969. BRESSER-PEREIRA, L. C. Estado e mercado no novo desenvolvimentismo. Nueva Sociedad, n. 210, p. 110-125, jul./ago. 2007. _____. Novo desenvolvimentismo e a ortodoxia convencional. São Paulo em Perspectiva, v. 20, n. 3, p. 5-24, jul./set. 2006. _____. Novo desenvolvimentismo: uma proposta para a economia do Brasil. Nueva Sociedad, p. 58-72, especial em português 2010a. _____. A construção política do Estado. Lua Nova, p. 81-117, 2010b. _____. O Brasil e o Novo-Desenvolvimentismo. Interesse Nacional, p. 76-85, abr./jun. 2011. _____; GALA, Paulo. Macroeconomia estruturalista do desenvolvimento. Revista de Economia Política, no 4. P. 663-686, out./dez. 2010. GELLNER, E. O advento do nacionalismo e sua interpretação: os mitos da nação e da classe. In: BALAKRISHNAN, G.; ANDERSON, B. (Org.). Um mapa da questão nacional. Rio de Janeiro: Contraponto, [1993] 2000. p. 107- LIST, Georg F. Sistema Nacional de Economia Política. São Paulo: Abril Cul- tural, 1986. RODRIK, D. “Development strategies for the next century”. Cambridge: Harvard Press, p. 1-55, Aug. 2001. STIGLITZ, Joseph. The State and Development: Some New Thinking. New York: Columbia Press, 1997. STIGLITZ, J. More Instruments and Broader Goals: Moving Toward the Post-Washington Consensus. The World Bank, 1998. Disponível em: . Acesso em: 20 maio 2012. THE ECONOMIST. Something old, something new: A brief history of state capitalism. Jan 21st 2012. Disponível em: . Acesso em: 20 maio 2012.
1601 economiaepoliticaspublicas v. 1 n. 1 (2013) O PAPEL DAS UNIVERSIDADES NOS SISTEMAS DE INOVAÇÃO Sara Gonçalves Antunes de Souza; Este artigo apresenta uma discussão sobre sistemas de inovação e as universidades, a partir da abordagem Neo-Schumpeteriana. Procurou-se enfatizar as diferenças entre estes sistemas em economias centrais e periféricas, destacando um dos atores que podem contribuir para o desenvolvimento de um sistema de inovação que são as universidades. ALBUQUERQUE, E. M. (Coord.) (2009) Perspectivas do investimento nas indústrias baseadas em ciência. Rio de Janeiro: UFRJ, Instituto de Econo- mia, 2008/2009. Relatório integrante da pesquisa “Perspectivas do Inves- timento no Brasil”, em parceria com o Instituto de Economia da UNICAMP, financiada pelo BNDES. Disponível em: http://www.projetopib.org. Acessado em 10 jan. 2010. ______. (2004) The National System of Innovation in Historical Perspective. 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1602 economiaepoliticaspublicas v. 1 n. 1 (2013) DETERMINANTES DA REPETÊNCIA NO ENSINO FUNDAMENTAL BRASILEIRO Maria Elizete Gonçalves;Eduardo L.G. Rios Neto;Cibele Comini César; A taxa de repetência no ensino fundamental brasileiro está entre as maiores do mundo; sendo a mais elevada da América Latina. O problema é atribuído, principalmente, à baixa qualidade do ensino. Nesse sentido, o objetivo desse artigo consiste na identificação e análise dos principais fatores relacionados à ocorrência da repetência, no ensino fundamental brasileiro. Para o desenvolvimento do estudo, foi feito o acompanhamento dos alunos matriculados na 4a série, no ano de 1999, pertencentes à algumas escolas situadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Estes alunos foram acompanhados até o ano de 2003, quando deveriam concluir a 8a série. O método de análise utilizado foi o modelo hierárquico logístico longitudinal. O estudo revelou, entre outros aspectos, que os recursos escolares e o ambiente socioeconômico da região em que a escola está inserida tem forte impacto sobre a ocorrência da repetência. Esse resultado sugere a necessidade da adoção de políticas públicas educacionais que contemplem, sobretudo, as escolas e regiões mais carentes, tendo em vista a melhoria da qualidade do ensino destas escolas e regiões. CENTRO DE DESENVOLVIMENTO E PLANEJAMENTO REGIONAL Avalia- ção de desempenho- fatores associados. [Belo Horizonte]: [CEDEPLAR/ UFMG], [2005?] Relatório entregue ao INEP. Mimeografado. COSTA RIBEIRO, S. A educação e a inserção do Brasil na modernidade. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 84, p. 63-82, fev. 1993. GARSCHAGEN, S. Desafios do Desenvolvimento. IPEA, 2007. Disponível em: . Acesso em: 28 set. 2012. FLETCHER, P. As dimensões transversal e longitudinal do Modelo Profluxo. Brasília, DF.: Ministério da Educação e Cultura, 1997. Mimeografado. GOMES NETO, J. B.; HANUSHEK, E. A. The causes and effects of grade repetition. In: BIRDSALL, N.; SABOT, R. H. (Ed.) Opportunity forgone: education in Brazil. Washington, DC: Inter-American development Bank, p. 425-460. KLEIN, R. Produção e utilização de indicadores educacionais: metodologia de cálculo de indicadores do fluxo escolar da educação básica. [S.l]: INEP, Mimeografado. LUZ, L.S. O impacto da repetência na proficiência escolar: uma análise longitudinal do desempenho de repetentes em 2002-2003. 2008. 125f. Dis- sertação (Mestrado em Demografia) – Centro de Desenvolvimento e Planeja- mento Regional, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2008. SOUZA, D. T. Teacher professional development and the argument of incompetence: the case of in-service elementary teacher education in São Paulo-Brazil. 2001. 297 f. Tese (PHD) - Institute of Education, University of London, 2001.
1603 economiaepoliticaspublicas v. 1 n. 1 (2013) ESTIMATIVAS DA PRODUTIVIDADE DO CAPITAL PÚBLICO NO BRASIL Chrystian Soares Mendes;Luckas Sabioni Lopes; Este artigo tem como principal objetivo estimar a produtividade do capital público na economia brasileira. Para tanto, analisa-se uma base de dados variando de 1974 a 2008 através de um modelo VEC aplicado às séries temporais agregadas do Brasil. As evidências apontam para a predominância do efeito de complementariedade entre o capital público e privado, e efeitos positivos de ambos os tipos de capital sobre a atividade econômica do país, fenômeno conhecido como crowding-in effect. Além disso, o capital privado tem uma elasticidade cerca de duas vezes maior do que a do capital público sobre o PIB. Conclui-se, assim, que as políticas de investimentos governamentais no país tendem a estimular a atividade econômica, tanto por seu efeito direto sobre o produto, como indiretamente, através do incentivo ao setor privado. 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1604 economiaepoliticaspublicas v. 1 n. 1 (2013) IMPACTOS DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA MUNICIPAL SOBRE AS RECEITAS MUNICIPAIS BRASILEIRAS NO NOVO MILÊNIO Cláudio Burian Wanderley; Este texto busca analisar a evolução das receitas municipais per capita dos municípios brasileiros, assim como seus principais fatores constitutivos, quais sejam, a alíquota efetiva implementada relativa a cada receita específica e o tamanho da base tributária local no novo milênio. Para tanto, fez-se testes de convergência absoluta e condicionada para as principais receitas municipais per capita dos municípios brasileiros, assim como para as alíquotas efetivas destas e para os produtos municipais per capita para os anos entre 2000 e 2007. Existiria processo de convergência (tanto absoluta quanto relativa) tanto do produto municipal quanto das receitas municipais per capita (tanto total quanto nos subgrupos analisados). As diferenças observadas nas receitas municipais per capita seriam função básica das diferenças no produto per capita e não nas alíquotas efetivas observadas. Entretanto, será o processo de convergência das alíquotas o principal propulsor da convergência nas receitas municipais per capita. Ou seja, existiria um processo de convergência bem mais intenso nas alíquotas efetivas destes impostos do que em seus produtos per capita, o que também aceleraria o processo de convergência das arrecadações locais per capita. A adoção de ferramentas administrativas pelas prefeituras ajudam a explicar este processo. Detectou-se que estas gerariam efeitos significativos e diferenciados entre as variáveis estudadas. ALVAREZ, Brunno; FERREIRA, Leandro. Imposto sobre transmissão de bens: ITBI e ITCMD. Um estudo comparativo. Artigo apresentado no I Encontro de Estudos Tributários. Londrina, Instituto de Direito Tributários, set/2006. ANDERSSON, Linda; ARONSSON, Thomas; WIKSTROM, Magnus. Testing for fiscal externalities. In International Tax and Public Finance, 11, 243-263, ASHWORTH, John; HEYNDELS, Bruno; SMOLDERS, Carine. Determinants of tax innovation: The case of environmental taxes in Flemish municipalities. In: European Journal of Political Economy, vol.22, 223-247, 2006. BOSCH, Núria; SOLÉ-OLLÉ, Albert. Yardstick competition and the political costs of raising taxes: An empirical analysis of Spanish municipalities. In: International Tax and Public Finance, 14: 71-92, 2007. (2007), CARVALHO Jr, Pedro H. B. IPTU no Brasil: Progressividade, arrecadação e aspectos extra-fiscais. Texto para discussão no.1251. Brasília, IPEA, 2006. DOMINGOS, Omar P. Ações visando facilitar a cobrança e melhorar a arreca- dação tributária: O caso de Belo Horizonte. Seminário Internacional O Papel dos Tributos Imobiliários para o Fortalecimento dos municípios. Fortaleza, Prefeitura Municipal, sd. DOWELL, M. C. A Importância do Fortalecimento Fiscal dos Municípios. 2006. Disponível em: . Acesso em: 29 out. 2008. GAIA, Mauro. Sistemas de Informação para Gestão de Arrecadação e cobran- ça. Brasília, Oficina sobre arrecadação e cobrança de tributos imobiliários, maio/2009. GONZALEZ, Marco Aurélio S. Fonte alternativa de informações para estu- dos intra-urbanos: ITBI. In Anais do VII Encontro Nacional da ANPUR. Reci- fe, ANPUR, 1997. MATHESON, Thornton. Does fiscal redistribution discourage local public investment? In: Economics of transition, vol.13 (1), 139-162, 2005. MORA, Mônica; VARSANO, Ricardo. Fiscal Decentralization and subnational fiscal autonomy in Brazil: Some facts of the nineties. Textos para discussão n. 854. Rio de Janeiro, IPEA, 2001. OZAKI, Marcos Takao; BIDERMAN, Ciro. A Importância do Regime de Esti- mativa de ISS Para a Arrecadação Tributária dos Municípios Brasileiros. ENANPAD, 26o, Salvador/BA, Anais ..., Salvador, 2002. Disponível em: . Acesso em: 24 out. 2008. PRADO, Sérgio. Distribuição intergovernamental de recursos na federação brasileira. In REZENDE, F; OLIVEIRA, F. A. (orgs.); Descentralização e fede- ralismo fiscal no Brasil. Rio de Janeiro, Konrad Adenauer Stiftung, 2003. RICHARD, J. F; TULKENS, H.; VERDONCK, M. Tax interaction dynamics among Belgian municipalities. Discussion paper no. 2005-39. Louvain, Departement dês Sciences Economiques de l’Ùniversite Catholique de Louvain, 2005. TOROK, Débora; SILVA, Luiz Roberto A. da Silva. O geoprocessamento como ferramenta de modernização do cadastro imobiliário do IPTU. Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Urbanismo, 2008. TRISTÃO, José Américo M. A administração tributária dos municípios brasi- leiros. Tese de doutorado. São Paulo, Escola de Administração de Empre- sas de São Paulo (EAESP)/Fundação Getúlio Vargas (FGV), 2003.
1605 economiaepoliticaspublicas v. 1 n. 1 (2013) IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA INTEGRADO DE MONITORAMENTO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO BRASIL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS Bruno Lazzarotti Diniz Costa;Pedro Lucas de Moura Palotti; A assistência social passou nos últimos anos por um processo agudo de reestruturação institucional. Um novo conjunto de novas regras foi estabelecido para a definição das atribuições dos três níveis federados na gestão e execução da política pública de assistência social, para a consolidação de um novo formato de cofinanciamento da área e para reformulação dos serviços socioassistenciais, todas essas modificações sob o aparato do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). No campo do monitoramento e da gestão da informação, o SUAS previu o compartilhamento de competências entre os entes federados, responsáveis pela supervisão e acompanhamento conjunto das ações socioassistenciais e das famílias beneficiadas. Este artigo almeja contribuir para a discussão sobre a estruturação do monitoramento da política de assistência social a partir da problematização dos desafios existentes para a consolidação dessa função no âmbito do SUAS. Pretende-se compreender os esforços recentes do gestor federal para constituir mecanismos e rotinas de acompanhamento, tendo em vista os desafios de articulação federativa para gestão integrada da assistência social e os limites de um campo de intervenção governamental em pleno processo de institucionalização. ALMEIDA, M. H. T. Federalismo e Políticas Sociais. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo - ANPOCS, v. 10, n. 28, p. 88-108, 1995. ABRÚCIO, Fernando Luiz. Os avanços e os dilemas do modelo pós-buro- crático: a reforma da Administração Pública à luz da experiência internaci- onal recente. In: Reforma do Estado e Administração Pública Gerencial. Ed. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 1998. ARRETCHE, Marta. 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1606 economiaepoliticaspublicas v. 1 n. 1 (2013) O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO ENTRE O APROFUNDAMENTO DEMOCRÁTICO E A PREVENÇÃO CRIMINAL – UMA PROPOSTA DE REVISÃO Letícia Godinho; Observa-se recentemente uma rápida difusão de projetos de policiamento comunitário no âmbito da segurança pública brasileira. São exemplos conhecidos as Unidades de Polícia Pacificadora – UPPs, no Rio de Janeiro; as Bases Policiais Comunitárias baseadas no sistema japonês Koban, em São Paulo; o Grupamento Especializado de Policiamento em Áreas de Risco – GEPAR, em Belo Horizonte, entre muitas outras iniciativas proliferadas nos últimos anos. Por um lado, essas iniciativas criam janelas de oportunidade importantes no que se refere à democratização das práticas do sistema de segurança e justiça criminal, em um contexto em que crescem as demandas por maior participação e controle das políticas por parte da sociedade civil. Por outro, sua efetividade – seja em termos de redução da criminalidade seja da sensação de insegurança ou outros possíveis efeitos relacionados justamente ao aprofundamento das instituições democráticas – permanece, ainda, uma incógnita para os estudiosos e gestores do campo. Uma das razões certamente deriva do fato de que o rótulo “policiamento comunitário” tem sido amplamente utilizado sem muita preocupação com sua definição substantiva. Gestores e lideranças políticas usam-no de forma pouco cuidadosa, em razão da imagem positiva que evoca, deixando de investir no aprofundamento de seu conceito e das condições fundamentais e necessárias para sua efetividade. O uso demasiado amplo e descuidado do conceito fez com o “policiamento comunitário” passasse a abranger praticamente todas as inovações recentemente implementadas no âmbito policial (ou talvez no âmbito da própria política de segurança pública, em alguns casos) – desde as reformas mais inovadoras às mais superficiais, das mais cuidadosas às mais casuais. Neste sentido, propõe-se neste estudo uma revisão das teorias que buscaram conceituar o “policiamento comunitário”. Vale notar que cada uma identifica, sob esse conceito, um conjunto bastante variado de elementos característicos, bem como de estratégias empíricas, o que dificulta sua análise e categorização. Nesta revisão, propomos agrupar essas diferentes teorizações a partir de duas perspectivas teórico-políticas, que denominamos de “perspectiva comunitarista” e “perspectiva republicana”. Ambas as perspectivas representam as duas tradições políticas surgidas a partir da ruptura paradigmática ocorrida do campo da segurança pública e da justiça criminal na década de 1980. A partir deste fio condutor, entendemos ser possível compreender a “filiação” política das diferentes estratégias de policiamento comunitário emergentes no cenário recente. Explorá-las torna-se fundamental para desvendar o real significado de projetos de políticas públicas que, com frequência, se autoenunciam como “pragmáticos”, não obstante possuam inspirações teóricas e políticas claras e estejam orientados a objetivos bem definidos. BUREAU OF JUSTICE STATISTICS. Law Enforcement Management And Administrative Statistics, 2000. 2004. Disponível em: . CANEDO, Carlos A.; FONSECA, David S. (eds). Ambivalência, contradição e volatilidade no sistema penal. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2011. CLARKE, R. e FELSON, M. Opportunity Makes the Thief: Practical theory for crime prevention. 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1607 economiaepoliticaspublicas v. 1 n. 1 (2013) ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DO PIB NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS-MG, NOS ANOS DE 1995 A 2007 Geraldo Matos Guedes; Este artigo surgiu com o objetivo de tratar de algumas das principais abordagens teóricas sobre o Produto Interno Bruto, buscando elucidar como este é calculado e quais são as questões relevantes para esta forma de medição do valor da produção de uma determinada economia, inclusive destacando a formulação atinente ao produto per capita da população. Procure fazer um estudo sobre estas variáveis macroeconômicas no espaço referente ao município de Montes Claros, Minas Gerais, para o período compreendido entre 1995 até 2007. BANCO CENTRAL DO BRASIL. Disponível em . Acesso em: 18.mar.2009 BORBA, Jason Tadeu... et al . BOCCHI, João Lidebrando (Org.) Monografia para Economia. São Paulo: Saraiva, 2004 DUARTE S.V e FURTADO, M. S.CESAR. Manual para Elaboração de Monografias e Projetos de Pesquisa. Montes Claros: UNIMONTES, 1999. FRANÇA, Júnia Lessa. Manual para normalização de publicações técnico- científica, 5. ed. Rev. Belo Horizonte: Ed. UFMG. 2001. FIGUEIREDO, Ferdinando de Oliveira, Introdução à Contabilidade Nacional, ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Disponível em . Acesso em: mar. 2009 INSTITUTO ECONÔMICO DE PESQUISA APLICADA. Disponível em . Acesso em: 24 mar. 2009 STANLAKE, George Frederick. Macroenconomia: Uma Introdução. São Pau- lo: Atlas, 1985. ROSSETTI, José Pascoal, Introdução à Economia. 12a ed. São Paulo: Atlas, ROUBINI, Nouriel. Entrevista ao jornalista Toni Sciarretta. Folha de São Paulo. São Paulo: 20 de janeiro de 2008.
1617 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Capa e Expediente Gilberto Januario;
1618 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Educação Matemática Debate: novos horizontes Janine Freitas Mota;
1619 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Comunidades de Prática e a formação do professor que ensina Matemática revisitando teses e dissertações Ana Paula Barbosa de Lima;Rute Elizabete de Souza Rosa Borba; Formação de Professores, Comunidade de Prática, Ações Colaborativas, Conhecimentos Docentes, Matemática Neste texto são apresentados resultados de um levantamento feito na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) de estudos, realizados nos anos de 2008 a 2017, sobre a formação de professores de Matemática em Comunidades de Prática (CoP). O objetivo foi verificar se estas pesquisas envolviam, ou não, investigações sobre ações colaborativas e/ou tratavam das especificidades dos conhecimentos docentes. Os resultados apontam a formação continuada de professores em CoP como uma alternativa aos programas tradicionais fundamentados em cursos de treinamento ou de reciclagem de conhecimentos e indicam CoP como um cenário no qual a aprendizagem compartilhada, de modo colaborativo e participativo, promove o desenvolvimento profissional dos professores. Observa-se que apesar de os estudos abordarem ou a colaboração ou os conhecimentos docentes na formação do professor, no âmbito das CoP, nenhum deles teve por objetivo investigar inter-relações entre estes dois aspectos teóricos. BALDINI, Loreni Aparecida Ferreira. Elementos de uma Comunidade de Prática que permitem o desenvolvimento profissional de professores e futuros professores de Matemática na utilização do software GeoGebra. 2014. 221f. Tese (Doutorado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) — Centro de Ciências Exatas. Universidade Estadual de Londrina. Londrina. BARROS, Márcia Alonso Tenório de. 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1620 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Vivências de professoras dos Anos Iniciais no trabalho com a resolução de problemas em uma formação continuada Sandra Alves de Oliveira;Dayselane Pimenta Lopes Rezende;Andreia Rezende Garcia Reis;Reginaldo Fernando Carneiro; Formação continuada, Números, Resolução de problemas, BNCC, Agir docente Este artigo tem como objetivo investigar as vivências de professoras dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental no trabalho com a resolução de problemas a partir da unidade temática Números da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e na oficina Brincando, cantando, jogando e problematizando também se aprende a Matemática! Para a produção dos dados foram utilizados um questionário e os registros da oficina, que teve duração de 16 horas. Os participantes foram 15 professoras dos Anos Iniciais. As bases do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD) permitiram compreender as representações textualizadas construídas pelo grupo de professoras no âmbito da formação continuada. No desenvolvimento das atividades propostas e criadas na oficina, as dimensões do agir docente individual e coletivo possibilitaram às professoras, em parceria com a formadora, estudar, vivenciar e analisar criticamente o texto prescritivo da área de Matemática na BNCC, fazendo as alterações necessárias nos textos do trabalho planificado e realizado, as quais proporcionaram às professoras conhecer e participar da dinamização da metodologia da resolução de problemas na formação continuada. AMIGUES, René. Trabalho do professor e trabalho de ensino. In: MACHADO, Anna Rachel. (Org.). O ensino como trabalho: uma abordagem discursiva. Londrina: EdUEL, 2004, p. 35-53. ANDRADE, Cecília Pereira de; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Perspectivas para a resolução de problemas no GTERP. 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1621 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Olhar profissional para a docência com tecnologia: um estudo na formação continuada Sonner Arfux de Figueiredo;Nielce Meneguelo Lobo da Costa;Salvador Llinares Ciscar; Educação Matemática, Professores de Matemática, Tecnologias Digitais, Competência de Observar com Sentido No artigo discutimos a competência do Olhar Profissional numa pesquisa com três professores de Matemática num curso de formação continuada com o objetivo de identificar a mobilização de conhecimentos pelo professor que indicam o desenvolvimento dessa competência para o ensino com tecnologia. A fundamentação veio do processo reflexivo docente na perspectiva da reflexão coletiva envolvendo vivências para a reconstituição das práticas e, quanto aos conhecimentos docentes para ensinar com Tecnologia, o apoio esteve no modelo TPACK. A metodologia foi qualitativa, do tipo estudo de caso, com coleta de dados feita por observação, entrevistas e recolha dos materiais produzidos nos encontros de formação, com análise interpretativa. Concluímos que no processo formativo desenvolvido houve mobilização de conhecimentos tecnológicos, pedagógicos e matemáticos, a qual foi percebida em um contexto de observação das tarefas envolvidas e das manifestações do raciocínio dos alunos, apontando possibilidades de ampliação do Olhar Profissional dos participantes. ADLER, Jill. A language of teaching dilemmas: unlocking the complex multilingual secondary mathematics classroom. For the Learning of Mathematics, v. 18, n. 1, p. 24-33, jan./apr. 1998. ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini; VALENTE, José Armando. Tecnologias e Currículo: trajetórias convergentes ou divergentes? São Paulo: Paulus, 2011. BITTAR, Marilena; GUIMARÃES, Sheila Denize; VASCONCELLOS Mônica. 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1622 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Modelagem Matemática: uma proposta de ensino para alunos deficientes visuais Lawrence Mota Galvão;Márcia Jussara Hepp Rehfeldt;Rogério José Schuck; Modelagem Matemática, Ensino, Deficiência Visual Apresentamos os resultados de uma proposta pedagógica embasada na Modelagem Matemática como estratégia de ensino, na inclusão de um aluno com deficiência visual, no contexto da Educação Tecnológica, bem como abordamos suas contribuições para os processos de ensino e de aprendizagem. A pesquisa, de natureza qualitativa, é do tipo estudo de caso. Os resultados analisados apontam que a Modelagem Matemática utilizada como estratégia de ensino da Matemática: a) oferece maior autonomia e inclusão dos alunos deficientes visuais; b) possibilita o reexame de conhecimentos matemáticos e sua aplicação em situações-problema, partindo de situações do cotidiano; c) permite a geração de Modelos Matemáticos mentais e não mentais. 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1623 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. O Código Da Vinci e o encontro entre Matemática, História e Arte Felipe Freitas Paulino;Francisco Wilton Moreira dos Santos;João Luzeilton de Oliveira; Interdisciplinaridade, Sequência Fibonacci, Razão Áurea O romance O Código Da Vinci, escrito por Dan Brown, teve uma enorme repercussão, tendo vendido milhões de cópias em todo o mundo. Mas, foi com a sua adaptação para o cinema, em 2006, que horizontes se ampliaram, alcançando ainda mais indivíduos. Nosso objetivo é dialogar com a Matemática, a História e a Arte presentes na obra de Dan Brown, em busca da Interdisciplinaridade. Na trama, o professor Robert Langdon encontra-se com a Sequência Fibonacci, a Razão Áurea, e as obras de Arte de Leonardo Da Vinci e vários mistérios que as cercam. Um verdadeiro passeio imerso na História da Arte em diálogo com a Matemática. Para tanto, vamos nos apoiar na obra literária e no filme homônimo dirigido por Ron Howard, além de conhecimentos sobre a Razão Áurea. Acreditamos que a inserção de novas fontes pode contribuir significativamente para o ensino, seja da Matemática, seja da História. ÁVILA, Geraldo. Retângulo áureo, divisão áurea e sequência de Fibonacci. Revista do Professor de Matemática, Rio de Janeiro, n. 6, p. 9-14, jan./jun. 1985. BELINI, Marcelo Manechine. A Razão áurea e a sequência de Fibonacci. 2015. 67f. Dissertação (Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional) — Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação. Universidade Estadual de São Paulo. São Carlos. BROWN, Dan. O Código da Vinci. Tradução de Celina Cavalcante Falck-Cook. Rio de Janeiro: Sextante, 2004. CARMO, Fernanda Maria Almeida do. As tendências em Educação Matemática e sua inclusão na formação e na prática docente. 2018. 55f. 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1624 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. A régua de carpinteiro (escalas) de Leonard Digges (1520-1559) para o estudo de conceitos matemáticos: possível incorporação na Educação Básica Sabrina de Sousa Paulino;Ana Carolina Costa Pereira; Régua de Carpinteiro, Unidade de Medidas, Ensino de Matemática A utilização de documentos históricos, como recursos didáticos advindos da História da Matemática, possibilita construções de interfaces entre a história e o ensino. Dentre esses documentos, encontra-se o tratado A Booke Named Tectonicon, publicado no ano de 1556, pelo inglês Leonard Digges (1520-1559), que apresenta três instrumentos de medida. A partir disso, este artigo tem o intuito de apresentar conceitos matemáticos incorporados nas escalas graduadas da régua de carpinteiro. Para isso, fez-se necessário realizar uma pesquisa qualitativa de cunho documental, efetuando uma tradução da obra original, visando compreender os conhecimentos matemáticos presentes no tratado. Após observar o lado do instrumento que apresenta as escalas graduadas, nota-se, em sua construção, a mobilização de conceitos matemáticos como unidades de medida e frações. Assim, conclui-se que o processo de construção e graduação da parte da frente da régua de carpinteiro possui itens potencialmente didáticos, voltados, principalmente, para a incorporação de instrumentos matemáticos ao ensino. ALFONSO-GOLDFARB, Ana Maria. O que é História da Ciência. São Paulo: Brasiliense, 1994. BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2018. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. CASTILLO, Ana Rebeca Miranda. Um estudo sobre os conhecimentos matemáticos incorporados e mobilizados na construção e no uso do báculo (cross-staff) em A Boke Named Tectonicon de Leonard Digges. 2016. 121f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) — Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologiaas. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. DIGGES, Leonard. A boke named Tectonicon. London: Felix Kyngston, 1605. DIGGES, Leonard. A boke named Tectonicon. London: Iohn Daye, 1556. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2008. GILLIPSIE, Charles Coulston. Leonard Digges. Dictionary of Scientific Biography. New York: Charles Scribners Sons, 1971, 3. v., p. 97-98. KRIPKA, Rosana Maria Luvezute; SCHELLER, Morgana; BONOTTO, Danusa de Lara. Pesquisa documental: considerações sobre conceitos e características na Pesquisa Qualitativa. In: CONGRESSO IBERO-AMERICANO EM INVESTIGAÇÃO QUALITATIVA, 4, 2015, Aracaju. Anais do CIAIQ2015. Aracaju: Universidade Tiradentes, 2015, p. 243-247. PAULINO, Sabrina de Sousa; ARGEMIRO FILHO, Carlos Ferreira; PEREIRA, Ana Carolina Costa. Alguns aspectos contextuais da régua e do esquadro de carpinteiro no tratado A Booke Named Tectonicon (1556) de Leonard Digges. Boletim Cearense de Educação e História da Matemática, Fortaleza, v. 7, n. 20, p. 170-180, jul. 2020. SAITO, Fumikazu. História da Matemática e suas (re)construções contextuais. São Paulo: Livraria da Física/SBHMat, 2015.
1625 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Utilização da aprendizagem baseada em problemas (ABP) para o desenvolvimento do pensamento crítico (PC) em Matemática: uma revisão teórica Adriano Alves de Rezende;Angela Ruth Silva-Salse; Metodologías de Enseñanza, Pensamiento Crítico, Educación Matemática A necessidade de desenvolver um pensamento crítico é uma habilidade necessária a todas a pessoas e a todos os temas. Na Matemática essa necessidade também existe, todavia, esse desenvolvimento cognitivo superior depende de uma abordagem de ensino capaz disso. No caso deste artigo o objetivo foi, por meio de ampla revisão teórica (bibliográfica e documental), determinar se a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) é capaz de fomentar o desenvolvimento do pensamento matemático crítico. Segundo o estudo, diversos autores têm explorado o uso da ABP para o ensino da Matemática em assuntos específicos. Contudo, como resultado da ABP são percebidos incrementos, em diversas magnitudes, na capacidade cognitiva e crítica observada. Isso, por sua vez, reforça o potencial da ABP como instrumento didático seja para o ensino de Matemática, seja para o desenvolvimento do pensamento crítico dos educandos envolvidos. AINI, Nur Rohmatul; SYAFRIL; Syafrimen; NETRIWAT; Netriwati; PAHRUDIN, Agus; RAHAYU, Titik; PUSPASARI, Vinda. Problem-Based Learning for critical thinking skills in Mathematics. Journal of Physics: Conference Series, p. 1-8, 2019. ANDREATTA, Cidmar; ALLEVATO, Norma Sueli Gomes. Aprendizagem matemática através da elaboração de problemas em uma escola comunitária rural. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 4, n. 10, p.1-28, 2020. BACICHI, Lilian; MORÁN, José. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. São Paulo: Penso, 2017. BARBOSA, Elen Aleixo. 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1626 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Escolha pela docência: estudo com egressos de uma Licenciatura em Matemática do interior do Ceará Laydianne da Silva Pinto;Francisco Edisom Eugenio de Sousa;Carlos Ian Bezerra de Melo; Escolha pela Docência, Docência em Matemática, Licenciados em Matemática O ensino da Matemática passa por transformações significativas quanto à formação docente, mesmo que ainda não suficientes para suprir a carência de professores habilitados para essa função, sendo a atual LDB um marco para mudanças nesse cenário, ao exigir formação a nível superior para a docência. A partir das demandas dessa lei, em 2002 foi implantado o curso de Licenciatura em Matemática da Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central da Universidade Estadual do Ceará (FECLESC/UECE), a fim de reduzir a carência de docentes nessa região do interior do Ceará, tendo o referido curso mais de 15 anos de atuação e formado 91 professores. Nesse contexto, discutindo a docência e elementos relacionados à sua escolha enquanto profissão, esta pesquisa, configurada como um estudo de caso qualitativo, objetivou investigar se os egressos desse curso estão, de fato, atuando como docentes e, mais especialmente, o que os levou a optar ou não pela docência. Por meio da aplicação de um questionário junto a 50 ex-alunos do curso, obtivemos que 29 estão atuando na docência e 7 em cargos de gestão escolar; dentre os que não exercem a profissão, 14 não optaram pela carreira e apenas 1 está desempregado. Para nossos sujeitos, o ingresso na profissão docente foi pautado, principalmente, no gosto pela profissão. A pesquisa contribuiu para sabermos quais aspectos estão relacionados à escolha pela docência, permitindo refletir sobre a inserção no magistério e os desafios da educação. BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. São Paulo: Edições 70, 2011. FIORENTINI, Dario; LORENZATO, Sergio. 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1627 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Uma experiência de ensino-aprendizagem de áreas de figuras planas através da Resolução de Problemas Geferson Luiz Montanholi Pimenta;Andresa Maria Justulin; Educação Matemática, Figuras Planas, Resolução de Problemas O objetivo deste artigo foi analisar as contribuições da Metodologia de Ensino-Aprendizagem-Avaliação através da Resolução de Problemas ao trabalhar em sala de aula o conteúdo de áreas de figuras. Foram participantes da pesquisa, cuja abordagem foi qualitativa, 20 alunos do Ensino Fundamental de uma escola pública da região norte do Paraná. Os resultados indicam que, mesmo diante das dificuldades, os alunos utilizaram conhecimentos prévios ao resolver o problema, mas que a estratégia tentativa e erro prevaleceu entre os grupos. Também não houve por parte dos alunos questionamentos que pudessem possibilitar a extensão do problema, o que revela que a prática de resolução de problemas em sala de aula deve ser intensificada. De todo modo, a resolução do problema analisado nesta pesquisa proporcionou aos alunos opinarem, debaterem e chegarem a um consenso, tendo o professor como mediador do processo de ensino-aprendizagem. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensinando Matemática na sala de aula através da Resolução de Problemas. Boletim GEPEM, Rio de Janeiro, n. 55, p. 133-154, 2009. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática: porque através da Resolução de Problemas? In: ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristina Hopner; JUSTULIN, Andresa Maria. (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 35-52. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n. 466, de 12 de dezembro de 2012. Trata sobre as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. Brasília: Diário Oficial da União, 13 jun. 2013. BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n. 510, de 7 de abril de 2016. Trata sobre as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa em ciências humanas e sociais. Brasília Diário Oficial da União, 24 maio. 2016. CORREA, Matheus Metz; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner. O Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Progressão Geométrica através da Resolução de Problemas na Licenciatura em Matemática. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 4, n. 10, p. 1-26, 2020. DANTE, Luiz Roberto. Formulação e resolução de problemas de matemática: teoria e prática. São Paulo: Ática, 2009. LṺDKE, Menga; ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. MASOLA, Wilson de Jesus; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Dificuldades de aprendizagem matemática: algumas reflexões. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 3, n. 7, p. 52-67, jan./abr. 2019. ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-aprendizagem de Matemática através da resolução de Problemas. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. (Org.). Pesquisa em Educação Matemática. São Paulo: Ed UNESP, 1999, p. 199-218. ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Pesquisa em Resolução de Problemas: caminhos, avanços e novas perspectivas. Bolema, Rio Claro, v. 25, n. 41, p. 73-98, dez. 2011. POLYA, George. A arte de resolver problemas: um novo aspecto do método matemático. 2. ed. Tradução de Heitor Lisboa de Araujo. Rio de Janeiro: Interciência, 2006. VAN DE WALLE, John. Matemática no Ensino Fundamental: formação de professores e aplicação em sala de aula. Tradução de Paulo Henrique Colonese. 6. ed. Porto Alegre, 2009.
1628 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Análise do sistema de conceito geométrico presente no livro didático do 4º ano do Ensino Fundamental Merly Palma Ferreira;Silvia Pereira Gonzaga de Moraes; Organização do Ensino, Livro Didático, Conceitos Geométricos O objetivo deste texto é analisar sistema de conceito geométrico presente no livro didático Ápis do 4º ano do Ensino Fundamental. Questionamos qual a qualidade do ensino de conceitos geométricos, presente no livro didático, na direção e formação do pensamento matemático do estudante. Para esta análise, utilizamos a abordagem teórico-metodológica da Teoria Histórico-Cultural e da Teoria da Atividade no âmbito do materialismo histórico e dialético. Constatamos que, na organização pedagógica proposta pelo livro didático, o conteúdo trabalhado não se torna objeto de atenção e estudo por parte do estudante, as tarefas assumem uma direção técnica e repetitiva, voltadas para o como fazer e não ao porquê fazer, limitando o desenvolvimento das operações mentais, visto que se distanciam do objeto de estudo e seu processo histórico de produção, via para a unidade entre os sistemas de conceitos geométricos. ARAUJO, Elaine Sampaio. Atividade orientadora de ensino: princípios e práticas para a organização do ensino de Matemática. Revista Paranaense de Educação Matemática, Campo Mourão, v. 8, n. 15, p. 123-146, jan./jun. 2019. ASBAHR, Flávia da Silva Ferreira. “Por que aprender isso, professora?” Sentido pessoal e atividade de estudo na psicologia histórico-cultural. 2011. 220f. Tese (Doutorado em Psicologia) — Instituto de Psicologia. Universidade de São Paulo. São Paulo. BOGOYAVLENSKY, Dmitriy Nikolaevich; MENCHINSKAYA, Natalya Aleksandrovna. Relação entre aprendizagem e desenvolvimento psicointelectual da criança em idade escolar. In. LEONTIEV, Alexis Nikolaevich; VIGOTSKY, Lev Semenovitch; LURIA, Alexander Romanovich et al. Psicologia e Pedagogia: bases pedagógicas da aprendizagem e do desenvolvimento. Tradução de Rubens Eduardo Farias. São Paulo: Editora Moraes, 2005, p. 63-85. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. DANTE, Luiz Roberto. Ápis Matemática — 4º ano. São Paulo: Ática, 2013. DAVÝDOV, Vasili. La ensenanza escolar y eldesarrollo psíquico: investigación psicológica teórica y experimental. Traducción de Marta Shuare. Moscou: Editorial Progresso, 1988. DAVÝDOV, Vasili. What is real lerning activity? In: HEDEGARD, Mariane; LOMPASCHER, Joachim. Learning activity and development. Aarhus: Aarhus University Press, 1999, p. 123-138. FERREIRA, Merly Palma. As bases para a organização do ensino de Geometria: uma análise sobre as tarefas escolares. 2017. 177f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Universidade Estadual de Maringá. Maringá. GRANDO, Regina Célia. NACARATO, Adair Mendes. GONÇALVES, Luci Mara Gotardo. Compartilhando saberes em Geometria: investigando e aprendendo com nossos alunos. Caderno Cedes, Campinas, v. 28, n. 74, p. 39-56, jan./abr. 2008. LEONTIEV, Alexis Nikolaevich. Actividad, conciencia, personalidad. Traducción de Librada Levyva Soler; Rosario Bilbao Crespo; Jorge Carlos Potrony García. Habana: Editorial Pueblo y Educación, 1983. LEONTIEV, Alexis Nikolaevich. O desenvolvimento do psiquismo. Tradução de Rubens Eduardo Frias. 2. ed. São Paulo: Centauro, 2004. LOCATELLI, Sueli Cristina. O ensino de Geometria: o que revelam as tarefas escolares? 2015. 148f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Universidade Estadual de Maringá. Maringá. VIGOTSKI, Lev Semionovitch Obras escogidas II. 2. ed. Madrid: Centro de Publicaciones Del M.E.C. y Visor Distribuiciones, 2001. VIGOTSKI, Lev Semionovitch. Aprendizagem e desenvolvimento intelectual na idade escolar. In: VIGOTSKI, Lev Semionovitch; LURIA, Alexander Romanovich. LEONTIEV, Alexis Nikolaevich. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. Tradução de Maria da Penha Villalobos. São Paulo: Ícone, 1988, p. 103-117. VIGOTSKI, Lev Semionovitch. Obras escogidas I. Madrid: Centro de Publicaciones Del M.E.C. y Visor Distribuiciones, 1997. VIGOTSKI, Lev Semionovitch. Pensamiento y lenguaje. Traducción de José Maria Bravo. Madrid: Visor Dist, 1993.
1629 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Tarefas exploratório-investigativas de ensino-aprendizagem-avaliação para o desenvolvimento do pensamento algébrico Juliana Batista Mescouto;Isabel Cristina Rodrigues de Lucena;Elsa Barbosa; Pensamento Algébrico, Tarefas Exploratório-Investigativas, Avaliação Formativa, Anos Iniciais Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa sobre as manifestações de alunos dos Anos Iniciais em relação à potencialidade das tarefas exploratório-investigativas de ensino-aprendizagem-avaliação para o desenvolvimento do pensamento algébrico. O aporte teórico baseou-se nos debates a respeito da avaliação para a aprendizagem e das tarefas exploratório-investigativas, no campo do pensamento algébrico. As atividades investigativas foram desenvolvidas em uma escola pública de ensino regular, localizada em um bairro periférico da cidade de Belém-PA, em uma turma do 4º ano, composta por 24 estudantes. O percurso investigativo foi de natureza qualitativa, por meio da análise do desenvolvimento de tarefas de ensino-aprendizagem-avaliação, realizadas em sala de aula, por grupos de estudantes. As tarefas mostraram-se propícias para serem trabalhadas nos Anos Iniciais e pertinentes para articular ensino-aprendizagem-avaliação, por meio de feedback direcionado para o desenvolvimento do pensamento algébrico. BARBOSA, Elsa. A exploração de padrões num contexto de tarefas de investigação com alunos do 8º ano de escolaridade. 2007. 119f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Escola de Ciências Sociais. Universidade de Évora. Évora. BARBOSA, Elsa. Práticas de um professor, participação dos alunos e pensamento algébrico numa turma de 7º ano de escolaridade. 2019. 312f. Tese (Doutorado em Ciências da Educação) — Instituto de Investigação e Formação Avançada. Universidade de Évora, Évora. BECK, Vinicius Carvalho; SILVA, João Alberto. 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1630 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Atividade de Situações Problema Discente com operações de adição e subtração Verônica de Oliveira Magalhães;Soraya de Araújo Feitosa;Héctor José García Mendoza; Ensino Problematizador de Majmutov, Teoria da Atividade, Teoria de Galperin-Talízina, Matemática no Ensino Fundamental, Resolução de Problemas Compreender a importância de resolver problemas na vida cotidiana, é uma ação que necessita ter vínculos a propostas expressivas, com procedimentos metodológicos que surtam efeito no ensino e na aprendizagem. O objetivo do artigo é analisar as contribuições da Atividade de Situações Problema Discente com as operações de adição e subtração dos discentes do 3º ano do Ensino Fundamental do Colégio de Aplicação da UFRR. O trabalho está fundamentado na teoria da atividade na perspectiva dos autores Galperin, Talízina e Majmutov. A realização da pesquisa ocorreu por meio de abordagem qualitativa; a análise dos dados realizou-se considerando o diagnóstico inicial e as avaliações formativa e final, a partir de critérios preestabelecidos. Os resultados mostraram transformações qualitativas na aprendizagem dos discentes em relação a resolução de problemas com adição e subtração. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEB, 2017. BUENO, Simone; ALENCAR, Edvonete Souza de; MILLONES, Teresa Sofía Oviedo. Reflexões e desafios da resolução de problemas nas aulas de Matemática: um ensaio teórico. Educação Matemática Debate, Montes Claro, v. 1, n. 1, p. 9-27, jan/abr. 2017. DELGADO, Oscar Tintorer; MENDOZA, Héctor José Garcia. Evolução da Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky à Teoria de Formação por Etapas das Ações Mentais de Galperin. In: GHEDIN, Evandro; PETERNELLA, Alessandra. (Org.). 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1631 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Conhecimento matemático para ensinar com tecnologia: episódios da prática de uma professora Helena Rocha; Conhecimento Profissional, Tecnologia Digital, Conhecimento para Ensinar Matemática com a Tecnologia, Matemática A investigação tem evidenciado o potencial da tecnologia para transformar o ensino da Matemática, mas também a relevância do professor e do seu conhecimento profissional. Neste artigo adota-se uma metodologia qualitativa, com base em estudo de caso, e analisam-se dois episódios da prática de uma professora no âmbito do estudo de funções no 10.º ano de escolaridade, tendo por base o modelo do Conhecimento para Ensinar Matemática com a Tecnologia (KTMT). A intenção é caracterizar o conhecimento da professora a partir da sua prática, compreendendo simultaneamente como esta contribui para promover o desenvolvimento do conhecimento da professora. As conclusões alcançadas evidenciam a importância do modelo KTMT incluir na sua concepção aspetos realçados pela investigação sobre integração da tecnologia, determinantes na caracterização do conhecimento da professora. Mostram ainda a relevância da prática para o desenvolvimento do conhecimento da professora e a perspectiva dinâmica sobre o conhecimento que este modelo pode proporcionar. ANGELI, Charoula; VALANIDES, Nicos. Epistemological and methodological issues for the conceptualization, development, and assessment of ICT-TPCK: advances in technological pedagogical content knowledge. Computers & Education, v. 52, n. 1, p. 154-168, jan. 2009. BOSLEY, Jennifer; HONG, Ye; SANTOS, Alan; THOMAS, Michael. Calculators in the mathematics classroom: a longitudinal study. In: ASIAN TECHNOLOGY CONFERENCE IN MATHEMATICS, 12, 2007, Taipei. Proceedings… Taipei: ATCM, 2007, p. 37-47. CAVANAGH, Michael. Working mathematically: the role of graphics calculators. 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1632 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Apresentação — Dossiê: Integração das Tecnologias Digitais na Educação Matemática Celina Aparecida Almeida Pereira Abar;
1633 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Articulación de las tecnologías a través de la carrera Profesorado en Matemática de la Universidad Nacional de Rosario Virginia Magali Bonservizi;Natalia Fátima Sgreccia; Tecnologías, Profesorado en Matemática, Formación Docente En este artículo se analizan los modos de articulación de las tecnologías en las distintas actividades curriculares de una carrera de formación de profesores en Matemática de Argentina. Se consideran como marco de referencia los componentes del conocimiento disciplinar-pedagógico-tecnológico y, mediante un enfoque cualitativo y diseño de estudio de caso, se aplica un cuestionario abierto online a los profesores de la carrera como primera fase de indagación. Entre las categorías de interés se encuentran las actividades con tecnologías, así como sus soportes y fundamentos dados por los docentes, aquellas experiencias especialmente valoradas con la relevancia que le otorgan para la formación de formadores y, finalmente, algunas comparaciones emergentes a partir de la irrupción tecnológica debido a la situación de pandemia. En términos generales, ha sido posible constatar que las experiencias reportadas son muy variadas entre sí, algunas con un potencial a desarrollar y otras con prácticas sustanciosas que resultan distintivas. ANDER-EGG, Ezequiel. Métodos y Técnicas de Investigación Social IV. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Lumen, 2003. AREA, Manuel. Introducción a la Tecnología Educativa. San Cristóbal de La Laguna: Universidad de La Laguna, 2009. AREA, Manuel. La transformación digital de la enseñanza universitaria en tiempos de covid-19, 2020. Video (67 min). Publicado por el canal Pedro Figueroa. 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1634 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Memórias, história e uma aula de Matemática com crianças do Ensino Fundamental Bárbara Drielle Roncoletta Corrêa;Suely Scherer; Tecnologias Digitais, Ensino de Matemática, Narrativas, Educação Básica Neste artigo, estabelecemos alguns diálogos e reflexões em e a partir de uma narrativa sobre movimentos e conhecimentos mobilizados em uma aula de Matemática com uma turma dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. A narrativa foi constituída a partir de alguns resultados de uma pesquisa desenvolvida em uma escola pública de Educação Básica no Município de Campo Grande (MS) durante o período de dois anos. Na narrativa estabelecemos um diálogo com estudos de Mishra e Koehler (2006), que nos ajudaram a discutir sobre o Conhecimento Tecnológico, Pedagógico e do Conteúdo (CTPC), e com estudos de Sanchez (2002, 2003), que nos possibilitaram refletir sobre processos de Integração de Tecnologias Digitais ao Currículo. A partir da narrativa, em que dados da pesquisa são discutidos, foi possível refletir, entre outras problematizações, sobre relações entre o movimento de integração de tecnologias à aula de matemática e o conhecimento do tipo CTPC da professora. ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini; SILVA, Maria da Graça Moreira da. Currículo, Tecnologia e Cultura Digital: espaços e tempos de web currículo. e-Curriculum, São Paulo, v. 7, n. 1, p. 1-19, jan./abr. 2011. ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini; VALENTE, José Armando. Tecnologias e currículo: trajetórias convergentes ou divergentes? São Paulo: Paulus, 2011. BITTAR, Marilena. A escolha do software educacional e a proposta didática do professor: estudo de alguns exemplos em Matemática. In: (Org.) BELINE, Willian; COSTA, Nielce Meneguelo Lobo da. Educação Matemática, Tecnologia e Formação de Professores: algumas reflexões. Campo Mourão: Editora da FECILCAM, 2010, p. 215-242. BLAUTH, Ivanete Fátima. Prática de Ensino em um curso de Licenciatura em Matemática: uma análise sobre conhecimentos tecnológicos e pedagógicos de conteúdo. 2017. 153f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) — Instituto de Matemática. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Campo Grande. BONSERVIZI, Virginia Magali; SGRECCIA, Natalia Fátima. Articulação de tecnologias por meio da carreira Professor de Matemática da Universidade Nacional de Rosario. Educação Matemática em Debate, Montes Claros, v. 5, n. 11, p 1-26, 2021. BRUNER, Jerome. Fabricando histórias: direito, literatura, vida. Tradução de Fernando Cássio. São Paulo: Letra e Voz, 2014. CLARETO, Sônia Maria. Espaço escolar e tornar-se o que se é: educabilidades e a constituição de novos modos de existir a partir do pensamento de Nietzsche. In: LOPES, Jader Janner Moreira; CLARETO, Sônia Maria. (Org.). Espaço e Educação: travessias e atravessamentos. Araraquara: Junqueira & Marin, 2007, p. 43-56. FERNANDES, Filipe Santos. Biografia do Orvalho: considerações sobre narrativa, vida e pesquisa em Educação Matemática. Boletim de Educação Matemática, Rio Claro, v. 28, n. 49, p. 896-909, ago. 2014. FIGUEIREDO, Sonner Arfux de; LOBO DA COSTA, Nielce Meneguelo; LLINARES, Salvador. Olhar profissional para a docência com tecnologia: um estudo na formação continuada. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 5, n. 11, p. 1-23, 2021. MISHRA, Punya; KOEHLER, Matthew. J. Technological Pedagogical Content Knowledge: a framework for teacher knowledge. Teachers College Record, Columbia, v. 108, n. 6, p. 1017-1054, jun. 2006. MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Tradução de Eloá Jacobina. 8. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. SÁNCHEZ, Jaime H. Integración curricular de las TICs: conceptos e ideas. In: CONGRESSO IBERO-AMERICANO INFORMÁTICA EDUCATIVA, 6, 2002, Vigo. Actas del IE2002. Vigo: RIBIE, 2002, p. 1-6. SÁNCHEZ, Jaime H. Integración curricular de TICs: concepto y modelos. Enfoques Educacionales, Santiago, v. 5, n. 1, p. 51-65, 2003. SCHERER, Suely. Integração de Laptops Educacionais às aulas de Matemática: perspectivas em uma abordagem construcionista. In: ROSA, Maurício; BAIRRAL, Marcelo Almeida; AMARAL, Rúbia Barcelos. (Org.). Educação Matemática, Tecnologias Digitais e Educação a Distância: pesquisas contemporâneas. São Paulo: Livraria da Física, 2015, p. 163-186.
1635 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. O planejamento de aulas assentes no ensino exploratório de Matemática desenvolvidas no ensino remoto de emergência Vania Sara Doneda de Oliveira;Maria Ivete Basniak; Planejamento, Ensino Exploratório de Matemática, Ensino Remoto de Emergência Este estudo discute o planejamento de aulas assentes no Ensino Exploratório de Matemática (EEM) no contexto do ensino remoto emergencial (ERE) para comprovar sua viabilidade e orientar professores no desenvolvimento de aulas nesta perspectiva de ensino. Realizaram-se adaptações e ampliações do quadro de ações intencionais do professor na prática de EEM estruturado por Oliveira, Menezes e Canavarro (2013). Destacam-se, como diferenças entre o planejamento de aulas assentes no EEM no ensino presencial e no ERE: necessidade de plano alternativo para atender alunos que não consigam participar das reuniões síncronas; adequação de horários e quantidade das reuniões síncronas de acordo com a disponibilidade de acesso dos alunos; introdução da tarefa ser realizada com cada grupo separadamente; e o tempo despendido pelo professor na fase de realização da tarefa ser multiplicado pela quantidade de grupos. Conclui-se que é possível planejar e desenvolver aulas assentes no EEM no ERE utilizando os quadros reelaborados. BACICH, Lilian; MORAN, José. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso Editora, 2018. BASNIAK, Maria Ivete; ESTEVAM, Everton José Goldoni. Uma lente para analisar a integração de Tecnologias Digitais ao Ensino Exploratório de Matemática. In: Seminário Internacional de Pesquisa em Educação Matemática, 7, 2018, Foz do Iguaçu. 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1636 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Uso de objetos de aprendizagem no ensino da Lei dos Senos e da Lei dos Cossenos Patricia de Souza Moura;Otávio Paulino Lavor; Plataforma PhET, Vetores, Sequência de Ensino Investigativa Atualmente, o ensino de Matemática se apresenta em diversos contextos. A Trigonometria, por exemplo, pode ser lecionada de forma interdisciplinar e dinâmica. Neste sentido, é proposto investigar o ensino de Trigonometria, dando ênfase a Lei dos Senos e a Lei dos Cossenos, utilizando, para isso, objetos de aprendizagem. Nessa investigação, é realizada uma Sequência de Ensino Investigativa, auxiliada por um simulador da Plataforma PhET de modo a integrar os conteúdos de Trigonometria com os de Vetores. Os resultados da Atividade Avaliativa e do Questionário de Autoavaliação apontam que houve interação entre os estudantes durante a aula, bem como a apropriação de conceitos, ocorrendo assim os processos de ensino e de aprendizagem, de maneira a mostrar que existe relação entre a Trigonometria e Vetores. Assim, pode-se concluir que, a Plataforma PhET é uma alternativa didático-metodológica para se ensinar Trigonometria, a partir do estudo de Vetores. AFONSO, Tarley; MALDONADO, Michelli. Um exemplo prático do uso da tecnologia como meio para o ensino de Matemática. Proceeding Series Of The Brazilian Society Of Computational And Applied Mathematics, Uberlândia, v. 7, n. 1, p. 1-2, 2020. AGUIAR, Eliane Vigneron Barreto; FLÔRES, Maria Lucia Pozzatti. Objetos de aprendizagem: conceitos básicos. In: TAROUCO, Liane Margarida Rockenbach; COSTA, Valéria Machado da; AVILA, Bárbara Gorziza; NEZ, Marta Rosecler; SANTOS, Edson Felix dos. (Org). Objetos de aprendizagem: teoria e prática. 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1637 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Aproximación a la distribución de Poisson incorporando el uso de tecnología desde el Enfoque Ontosemiótico Gabriela Cisternas;Jocelyn Díaz-Pallauta;Danilo Díaz-Levicoy; Distribuição de Poisson, Experiência de Ensino, Utilização de Software, Ensino Superior En este artículo se presentan los resultados de la implementación de un diseño de enseñanza de la distribución de Poisson con apoyo del software Fathom. El experimento se desarrolló en tres etapas y consideró la participación de 20 estudiantes de Ingeniería que cursaban la asignatura de Métodos Estadísticos de una universidad chilena. Para analizar las producciones de los participantes se utilizó el análisis de contenido y algunos elementos teóricos del enfoque ontosemiótico. Los participantes se mostraron motivados al emplear la herramienta tecnológica, pues facilitó la comprensión de las principales características de la distribución de Poisson como sugieren los resultados obtenidos en el cuestionario final. ALVARADO, Hugo; GALINDO, Maritza; RETAMAL, Lidia. Comprensión de la distribución muestral mediante configuraciones didácticas y su implicación en la inferencia estadística. Enseñanza de las Ciencias, v. 31, n. 2, p. 75-91, mayo/ago. 2013. ARROYO, Indira; BRAVO, Luis; LLINAS, Humberto; MUÑOZ, Fabián. Distribuciones Poisson y Gamma: una discreta y continua relación. Prospect, Bogotá, v. 12, n. 1, p.99-107, ene./jun. 2014. BATANERO, Carmen. Didáctica de la Estadística. Granada: Grupo de Investigación en Educación Estadística, 2001. BATANERO, Carmen; BEGUÉ, Nuria; GEA, María Magdalena; ROA, Rafael. El muestreo: una idea estocástica fundamental. Suma, n. 90, p. 41-47, mar. 2019. BATANERO, Carmen; BOROVCNICK, Manfred. 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1638 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Emergência da identidade profissional de professores que ensinam Matemática em conversas numa comunidade virtual de prática Daniela Mendes Viera da Silva;Agnaldo da Conceição Esquincalha; Identidade Profissional Docente, Professores que Ensinam Matemática, Comunidade Virtual de Prática Este artigo investiga temáticas emergentes sobre a identidade profissional (IP) de professores que ensinam Matemática, a partir de sua participação em uma comunidade virtual de prática (CVP) sediada em um grupo de WhatsApp. Para a produção dos dados foram utilizadas conversas sobre sua formação e a atuação, além dos impactos de sua participação no grupo. Os dados foram analisados tendo a análise de conteúdo como inspiração. Observou-se que três características da IP emergiram nas conversas: a vulnerabilidade, o sentido de agência e o compromisso político. A vulnerabilidade e o sentido de agência se mostraram responsáveis por levar os professores a uma busca por aprendizado permanente sobre a docência. O compromisso político emergiu das narrativas envolvendo sua atuação, já que a busca pela sua melhoria é também entendida como compromisso político com a comunidade. A participação na CVP se mostrou catalisadora da constituição da IP destes professores em uma perspectiva coletiva. ALVES, Nilda. Cultura e cotidiano escolar. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 23, p. 62-74, ago. 2003. BORBA, Marcelo de Carvalho; SOUTO, Daise Lago Pereira. Seres Humanos-Com-Internet ou Internet-Com Seres Humanos: uma troca de papéis? Relime, Ciudad de México, v. 19, n. 2, jan. 2016. CYRINO, Márcia Cristina de Costa Trindade. Grupos de estudo e pesquisa e o movimento de constituição da identidade profissional de professores que ensinam Matemática e de investigadores. REnCiMa, São Paulo, v. 9, n. 6, p. 1-17, 2018. 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1639 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Pesquisa em tecnologias digitais e recursos didáticos manipuláveis em Educação Matemática Inclusiva nos Anais do I ENEMI Reinaldo Feio Lima;Clélia Maria Ignatius Nogueira;Clodis Boscarioli; Tecnologias Digitais, Recursos Didáticos Manipuláveis, Educação Matemática Inclusiva, ENEMI O escopo deste artigo é identificar e analisar a utilização de tecnologias digitais e recursos didáticos manipuláveis em comunicações científicas, nos Anais do I Encontro Nacional de Educação Matemática Inclusiva (ENEMI) de 2019. É um estudo de abordagem descritiva em relação aos objetivos e qualitativa quanto à análise dos dados. A pesquisa bibliográfica norteia a produção, e a Análise de Conteúdo a análise dos dados que constituem o corpus da pesquisa. O universo da investigação abrange 20 artigos, após filtragem pelos critérios de inclusão e exclusão. Os resultados apontam que professores utilizaram tecnologias digitais e recursos didáticos manipuláveis na prática pedagógica inclusiva, adaptando-os ou criando-os segundo suas próprias crenças, concepções e experiências, interpretando as intenções ao desenvolver conteúdo matemático para todos os estudantes. As categorias geradas identificam o protagonismo da educação matemática para estudantes com déficit cognitivo, deficiência visual, surdos, autistas e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. BALADELI, Ana Paula Domingos. Desafios na formação do professor para o uso de tecnologias de informação e comunicação no ensino e na aprendizagem de Língua Inglesa. 2009. 125 f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Universidade Estadual de Maringá. Maringá. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e de Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 2009. BERNSTEIN, Basil. Class, codes and control: the structuring of pedagogic discourse. London: Routledge, 1990. 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1640 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Grandezas e Medidas no contexto da inclusão: a Educação Matemática na formação do professor Ellen Michelle Barbosa de Moura;Joeanne Neves Fraz;Karla Vanessa Gomes dos Santos;Geraldo Eustáquio Moreira; Educação Matemática, Educação Matemática Inclusiva, Grandezas e Medidas, Formação Inicial de Professores Analisamos a aplicação de uma oficina pedagógica em um curso de Licenciatura em Pedagogia de uma universidade pública. A oficina propiciou, durante a formação inicial, discussão acerca da Educação Matemática e a experimentação de situações de inclusão de estudantes com deficiência física, visual e altas habilidades/superdotação. Foram utilizadas como ações pedagógicas o trabalho em grupo, atividades lúdicas e avaliação da oficina. Os resultados apontaram a importância do trabalho sobre o conhecimento matemático na formação inicial dos professores e as possibilidades da Educação Matemática Inclusiva na perspectiva dos Direitos Humanos. Por isso, a necessidade de se desenvolver e praticar estratégias e metodologias inovadoras que possibilitem a inclusão dos estudantes com deficiência em aulas de Matemática. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; MASOLA, Wilson de Jesus. Dificuldades de aprendizagem matemática: algumas reflexões. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 3, n. 7, p. 52-67, jan./abr. 2019. ANASTASIOU, Léa das Graças Camargos; ALVES, Leonir Pessate (Org.). Processos de ensinagem na universidade: pressupostos para as estratégias de trabalho em aula. 10. ed. Joinville: EdUnivelle, 2015. BRASIL. Decreto n. 5.296, de 2 de dezembro de 2004. Regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 3 dez. 2004. 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1641 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Transepistemologías inclusivas en la Educación Matemática Decolonial Transcompleja Milagros Elena Rodríguez; Transepistemologías, Inclusión, Re-ligaje, Educación Matemática Decolonial Transcompleja La inclusión es esgrimida como bandera colonial en la modernidad, está profundamente excluyente. Con la deconstrucción rizomática como transmétodo se cumple con el objetivo complejo de: analizar transepistemologías inclusivas en la Educación Matemática Decolonial Transcompleja. En la reconstrucción se prenden inclusiones en las transepistemologías ecosóficas-antropoéticas ricas en la esencia compleja y transdisciplinar de la Matemática, que conlleva a diálogos dialógicos-dialécticos para provocar la conciencia de nuestro accionar en el mundo, las necesidades de identidad tanto individual como planetaria, las necesidades educativas especiales; conviviendo desde el amor por nuestra creación con conocimiento matemáticos pertinentes. Estas transepistemologías anidan una educación inclusiva ecosófica de la Matemática; que atiende una responsabilidad social imprimida de la necesidad de liberación de los olvidados. Estas transepistemologías se van reconstruyendo en el calor decolonial, el entusiasmo por aprender, con una profunda fe en el educando; su potencial y sensibilidad que necesitan ser provocada. ANDRADE, Jose Alonso; LEGUIZAMO, Darío Geraldo; VERGARA, Adriana Isabel. Educación para la resistencia, una aproximación desde la complejidad. Revista Kavilando, v. 10, n. 2, p. 495-508, 2018. CARABALLO, Maritza; RODRÍGUEZ, Milagros Elena. Perspectivas complejas y antropoéticas de la Educación Inclusiva Ecosófica. Polyphōnia, Santiago, v. 3, n. 2, p. 117-133, 2019. DUSSEL, Enrique. 1492: El encubrimiento del Otro. Hacia el origen del mito de la modernidad. Madrid: Nueva Utopía, 1992. FALS, Orlando. Una sociología sentipensante para América Latina. Ciudad de México: Siglo XXI Editores; Buenos Aires: CLACSO, 2015. 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1642 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Pessoas surdas na aula de Matemática... E agora? (Análise de uma práxis com materiais didáticos) Lucas José de Souza;Rita de Cássia Pistóia Mariani; Libras, Educação Matemática Inclusiva, Representações Semióticas, Ensino Médio Considerando a inclusão como um paradigma necessário à democratização de espaços, este artigo objetiva apresentar a constituição de uma Sequência de Tarefas relacionada à aprendizagem de números reais, por meio de materiais didáticos, desenvolvida no 1º ano do Ensino Médio de uma escola da comunidade surda. A partir de um estudo de caso, dados do perfil discente, da observação participante e de uma Sequência de Tarefas foram analisados pela ótica qualitativa e semio-cognitiva. Entre os resultados, constata-se que o tangram propiciou maior mobilização de representações fracionárias e apreensões figurais. A calculadora, régua e compasso permitiram explorar representações decimais e construções geométricas, estabelecendo pontos sob a reta numérica. O livro didático desencadeou a necessidade de tradução para a Libras na abordagem das representações em português e linguagem matemática. Conclui-se que tais materiais didáticos contribuíram para a coordenação de representações, tomando como ponto de partida o figural e favorecendo a apreensão conceitual. BARBOSA, Heloíza. O desenvolvimento cognitivo da criança surda focalizado nas habilidades visual, espacial, jogo simbólico e Matemática. In: QUADROS, Ronice Müller de; STUMPF, Marianne Rossi (Org.). Estudos Surdos IV. Petrópolis: Arara Azul, 2009. p. 407-424. BIEMBENGUT, Maria Salett. Mapeamento na pesquisa educacional. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2008. BORGES, Fábio Alexandre; NOGUEIRA, Clélia Maria Ignatius. Um panorama da inclusão de estudantes surdos nas aulas de Matemática. In: NOGUEIRA, Clélia Maria Ignatius. (Org.). 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1643 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Geometria e Desenho Universal para Aprendizagem: uma revisão bibliográfica na Educação Matemática Inclusiva José Ricardo Dolenga Coelho;Anderson Roges Teixeira Góes; Educação Inclusiva, Ensino da Geometria, Desenho Universal para Aprendizagem, Educação Matemática Este artigo analisa indícios do Desenho Universal para Aprendizagem na perspectiva da Educação Inclusiva relacionado ao ensino dos conceitos de Geometria. Trata-se de pesquisa qualitativa, do tipo revisão bibliográfica, a partir de busca nas bases SciELO, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações e Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES. Foram selecionadas cinco pesquisas, cujos resultados mostram que para a inclusão não existe um método ou uma prática que atenda aos estudantes com deficiências, mas adaptações para que alcancem aprendizagem. A investigação aponta para a necessidade de maior adesão do DUA para o processo educativo de maneira geral, destacando suas contribuições nas atividades e planejamento no ensino da Matemática para todos os estudantes. AROLDO JUNIOR, Henrique Aroldo. Estudo do desenvolvimento do pensamento geométrico por alunos surdos por meio do multiplano do Ensino Fundamental. 2010. 292f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática) — Escola Politécnica. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEE, 2008. BRASIL. Decreto n. 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007. Brasília: Diário Oficial da União, 26 ago. 2009. BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. 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1644 emd v. 5 n. 11 (2021): jan./dez. Un proyecto de intervención para el desarrollo del talento en Matemáticas para niñas con edades entre 12 y 16 años Maria Guadalupe Simón Ramos;Moisés Ricardo Miguel Aguilar; Talento, Género, Olimpiadas de Matemáticas La escasa presencia de las mujeres en Olimpiadas de Matemáticas parece ser una constante en México, Latinoamérica e incluso en occidente. Esta situación se ha obviado, y hasta cierto modo naturalizado, por las instituciones y personas implicadas. Analizamos como esto se vive en el estado de Tamaulipas en México, enmarcada por las políticas públicas y la influencia de la Olimpiada propuesta por la Sociedad Matemática Mexicana. Describiremos las acciones que hemos llevado a cabo para fomentar la participación de más niñas, pero también para apoyar el desarrollo del potencial, motivación e intereses de quienes ya participan en ellas. Por medio de un análisis descriptivo de su trayectoria en el concurso encontramos que pesar de tener un alto desempeño, es muy poco probable que elijan una carrera relacionada con Matemáticas. Factores como el profesorado y la familia tienen una influencia importante, pero también la dinámica de este tipo de eventos. BLACK Laura; RADOVIC, Darinka; SALAS, Christian; WILLIAMS, Julian. Being a girl mathematician: diversity of positive mathematical identities in a secondary classroom. Journal for Research in Mathematics Education, Reston, v. 48, n. 4. P. 434-464, jul./oct. 2017. BLAZQUEZ, Norma; BUSTOS, Olga; FERNÁNDEZ, Lourdes. Saber y poder: vivencias de mujeres académicas. En: CONGRESO IBEROAMÉRICANO DE CIENCIA, TECNOLOGÍA Y GÉNERO, 9, 2012, Sevilla. Actas… Sevilla: Universidad de Sevilla, 2012, p. 1-22. BLAZQUEZ, Norma; GUERECA, Raquel; MEZA, Lilia. Red Mexicana de Ciencia, Tecnología y Género: características y aportaciones. In. MEZA, Lilia; PONCE, Silvina. (Coord.) 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1756 emd v. 1 n. 1 (2017): jan./abr. A revista Educação Matemática Debate Gilberto Januario;
1646 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Ensino de Matemática para surdos: mapeamento de pesquisas sobre resolução de problemas Fabrício Andrade Pinheiro;Salvador Cardoso Silva Muniz;Jurema Lindote Botelho Peixoto;Zulma Elizabete de Freitas Madruga; Ensino de Matemática, Inclusão de surdos, Resolução de problemas Este artigo tem como objetivo analisar pesquisas acadêmicas que tratam da inclusão de estudantes surdos e enfocam a resolução de problemas. Para tanto foi utilizado o mapeamento na pesquisa educacional como procedimento metodológico. Foram realizadas buscas em revistas de Qualis A1 a B2, portal de teses e dissertações da CAPES, Google Acadêmico e Scielo, utilizando-se para tanto as palavras-chave ‘inclusão de surdo’, ‘inclusão e resolução de problemas’ e ‘situações problemas’. Após filtragem dos resultados, foram encontrados seis artigos que fizeram parte do corpus de análise. Os resultados mostraram que a inclusão não está ocorrendo de forma efetiva, pois o professor ainda não está preparado para atender alunos surdos e, consequentemente, ensinar Matemática para esses estudantes. Destaca-se também o número reduzido de pesquisas que tratam sobre a inclusão de surdos tendo a resolução de problemas como foco. ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Novas reflexões sobre o ensino-aprendizagem de Matemática através da resolução de problemas. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. (Org.). Pesquisa em Educação Matemática: concepções e perspectivas. São Paulo: EdUNESP, 1999. p. 199-218. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-aprendizagem-avaliação de Matemática: por que através da Resolução de Problemas. In: ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; JUSTULIN, Andressa Maria. (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 35-52. BARBOSA, Heloisa. 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1647 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. A reflexão sobre a prática e o discurso de professores: um estudo de caso Ayrton Araújo Kiill;Rogério Marques Ribeiro; Professor reflexivo, Discurso do professor, Reflexão sobre a prática Este artigo apresenta uma discussão acerca do discurso de professores que ensinam Matemática sobre a temática “professor reflexivo”. A investigação foi realizada com professores de diferentes níveis de ensino e que atuam no município de Guarulhos. Metodologicamente, esta pesquisa está alicerçada nos princípios do estudo de caso, e para a coleta de dados utilizamos diferentes instrumentos, como o uso de questionário e as entrevistas. As análises de nossos dados nos permitiram observar que os discursos dos professores participantes desta investigação convergem, em parte, com as discussões teóricas que adotamos para nossa análise. Os dados nos permitem inferir, também, que estes professores pouco se envolvem com as leituras e discussões que poderiam auxiliá-los, teoricamente, no processo de formação de um professor reflexivo. ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2011. ALARCÃO, Isabel. Reflexão crítica sobre o pensamento de D. Schön e os programas de formação de professores. Revista da Faculdade de Educação, São Paulo, v. 22, n. 2, p 11-42, jul./dez. 1996. ANASTASIOU, Léa das Graças Camargos. Construindo a docência no Ensino Superior: relação entre saberes pedagógicos e saberes científicos. In: ROSA, Dalva Eterna Gonçalves; SOUZA, Vanilton Camilo de. (Org). Didática e práticas de ensino: interfaces com diferentes saberes e lugares formativos. Rio de Janeiro; Goiânia: DP&A; Alternativa, 2002, p. 173-187. ARAUJO, Merlinda Pessoa. Formação docente: caminhos percorridos em busca de um processo. In: V ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO DA UFPI, 2008, Teresina. Anais: V EPEd: a escritura da pesquisa em Educação e suas diversas linguagens. Teresina: UFPI, 2008, p. 1-13. DEWEY, John. Como pensamos — como se relaciona o pensamento reflexivo com o processo educativo: uma reexposição. Tradução de Haydée Camargo. São Paulo: Editora Nacional,1979. FERREIRA, Marcos Artemio Fischborn. Trabalho infantil e produção acadêmica nos anos 90: tópicos para reflexão. Estudos de Psicologia, Natal, v. 6, n. 2, p. 213-225, jul./dez. 2001. LIBÂNEO, José Carlos. Reflexividade e formação de professores: outra oscilação do pensamento pedagógico brasileiro? In: PIMENTA, Selma Garrido; GHEDIN, Evandro. (Org.) Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. São Paulo: Cortez, 2002, p. 53-79. NEVES, Tatiane Garcia; BITTAR, Marilena. Análise da prática de um professor no ensino da matemática: possíveis reflexões em um processo. Em Teia, Recife, v. 5, n. 3, p. 1-23, 2015. NOGUEIRA, Roberto. Elaboração e análise de questionário: uma revisão da literatura básica e a aplicação dos conceitos a um caso real. Rio de Janeiro: UFRJ/ COPPEAD, 2002. OLIVEIRA, Cristiano Lessa. Um apanhado teórico-conceitual sobre a pesquisa qualitativa: tipos, técnicas e características. Travessias, Paraná, v. 2, n. 3, p. 1-16, set./dez. 2008. PIMENTA, Selma Garrido; GHEDIN, Evandro. (Org.) Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. São Paulo: Cortez, 2002. PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004. SANDIN ESTEBAN, Maria Paz. Pesquisa qualitativa em educação: fundamentos e tradições. Tradução de Miguel Cabrera. Porto Alegre: Artmed, 2010. SCHÖN, Donald. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Tradução de Roberto Cataldo Costa. Porto Alegre: Artmed, 2000. SCHÖN, Donald. Formar professores como profissionais reflexivos. In: NÓVOA, Antonio. (Org.). Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1992, p. 77-91. ZEICHNER, Kenneth. A formação reflexiva de professores: ideias e práticas. Tradução de Afonso José Carmona Teixeira, Maria João de Carvalho, Maria Nóvoa. Lisboa: Educa, 1993.
1648 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Perspectiva foucaultiana dos discursos em uma aula de Matemática: densidade demográfica Cymone Martins Cotrim Teixeira;Tânia Cristina Rocha Silva Gusmão; Este artigo tem como objetivo apresentar elementos em uma perspectiva foucaultiana dos discursos na análise de um fragmento de aula de Matemática cuja questão trazida é sobre Densidade Demográfica. Tomaremos algumas ferramentas de análise que serão visitadas com maior ou menor frequência no decorrer do texto: o discurso, o saber, o poder e a resistência. Tencionou-se buscar o lugar de fala dos sujeitos, o saber construído no processo de aprendizagem matemática, o exercício do poder e identificar elementos de resistência no contexto da sala de aula, onde a atividade foi aplicada. Conclui-se que a instituição escolar, lugar de produção e circulação dos discursos, evidencia um modo de pensar exercendo um poder que inclui, exclui e controla os saberes. FONT, Vicenç; PLANAS, Núria; GODINO, Juan Díaz. Modelo para el análisis didáctico en Educación Matemática. Infancia y Aprendizaje, v. 33, n. 1, p. 89-105, 2010 FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso: aula inaugural no College de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. Tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. 22 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2012. FOUCAULT, Michel. Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema. Tradução de Inês Autran Dourado barbosa. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006. FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 2 ed. Organização e Tradução de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015. FOUCAULT, Michel. O sujeito e o poder. In: DREYFUS, Humbert L.; RABINOW, Paul. (Org). Michel Foucault: uma trajetória filosófica — para além do estruturalismo e da hermenêutica. Tradução de Vera Porto Carrero. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995, p. 231-249. FOUCAULT, Michel. Arqueologia do saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. 8. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2017. GREGOLIN, Maria do Rosário Valencise. Foucault e Pêcheux na análise do discurso: diálogos e duelos. 2. ed. São Paulo: Editora Claraluz, 2006. MACHADO, Roberto. Introdução: Por uma genealogia do poder. In: FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 2 ed. Organização e Tradução de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015. REVEL, Judith. Michel Foucault: conceitos essenciais. Tradução de Carlos Piovezani Filho e Nilton Milanez. São Carlos: Claraluz, 2005. VEIGA-NETO, Alfredo. Foucault e a Educação. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.
1649 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O pensamento geométrico na licenciatura em Matemática: uma análise à luz de Duval e Van-Hiele André Pereira da Costa;Marilene Rosa dos Santos; Nesta pesquisa, analisamos o pensamento geométrico de estudantes da licenciatura em Matemática de uma universidade em Pernambuco. Fundamentamo-nos na Teoria dos Registros de Representação Semiótica de Duval (1995), que apresenta um modelo teórico sobre o funcionamento cognitivo no campo da Geometria e na teoria de desenvolvimento do pensamento geométrico de Van-Hiele (1957), que indica um modelo de níveis de compreensão dos conceitos geométricos. Participaram da pesquisa 34 acadêmicos que já tinham cursando disciplinas relacionadas à Geometria. Esses participantes responderam uma questão que abordou o conceito de quadriláteros notáveis. Os resultados indicaram que quase a metade desses participantes atuava na apreensão perceptiva de Duval (1995) e no primeiro nível de Van-Hiele (1957), caracterizados pela identificação das figuras geométricas em um plano ou espaço por meio da aparência física. Concluímos que a articulação entre as teorias de Duval (1995) e de Van-Hiele (1957) possibilitou uma melhor compreensão do pensamento geométrico dos estudantes. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2018. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Sistema de Avaliação da Educação Básica: Matemática. Brasília: INEP, 2015. CÂMARA DOS SANTOS, Marcelo. Effets de l´utilisation du logiciel Cabri-Géomètre dans le developpement de la pensée géométrique. 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1650 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Educação Financeira: abordagem nos livros didáticos de Matemática para o Ensino Médio Vlademir Marim;Maxwell Gomes da Silva; Esta pesquisa tem como objetivo analisar as propostas significativas apresentadas nos livros didáticos de Matemática do Ensino Médio, no que diz respeito à Educação Financeira, que possam contribuir para a formação do professor de Matemática do Ensino Médio. Para atender a esse objetivo, optou-se pelo uso da metodologia comparada para justapor os dados concretos e abstrair as informações pertinentes ao estudo. Para a análise, considerou-se três eixos: livros didáticos, manual do professor e ensino e aprendizagem do docente. Conclui-se ser necessário olhar atentamente às possibilidades interdisciplinares para a Educação Financeira. Em geral, os livros abordam parte dessa formação, concentrando-se em cálculos, fórmulas e problemas envolvendo juros, prejuízos e empréstimos para o estudo da Matemática Financeira. ANDERSON, Lorim W.; KRATHWOHL, David Reading. (Ed). A Taxonomy for lerarning, teaching, and assessing: a revision of Blooms Taxonomy of Educational Objectives. New York: Person Education, 2001. BATISTA, Amanda Penalva. Uma análise da relação professor e o livro didático. 2011. 64f. Trabalho de Conclusão de Curso (Pedagogia) – Departamento de Educação. Universidade do Estado da Bahia. Salvador, 2011. BLOOM, Benjamim S. (Ed.). Taxonomy of educational objectives: the classification of educational goals. New York: David Mckay, 1956. BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Projeção da população do Brasil e das Unidades da Federação. Brasília: IBGE, 2020. BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. 2018a. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2018b. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Guia de livros didáticos do PNLD 2018: Ensino Médio, Matemática. Brasília: MEC/SEB, 2017. CABALLERO, Angela; MANSO, Jesus; MATARRANZ; Maria; VALLE, Javier M. Investigación em Educación Comparada: pistas para investigadores noveles. Revista Latinoamericana de Educación Comparada, v. 9, n. 7, p. 39-56, 2016. FERRAZ, Ana Paula do Carmo Marcheti; BELHOT, Renato Vairo. Taxonomia de Bloom: revisão teórica e apresentação das adequações do instrumento para definição de objetivos instrucionais. Gestão & Produção, São Carlos, v. 17, n. 2, p. 421-431, 2010. FRISON, Marli Dallagonl; VIANNA, Jaqueline; CHAVES, Jéssica Mello; BERNARDI, Fernanda Naimann. Livro didático como instrumento de apoio para construção de propostas de ensino de ciências naturais. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 7, 2009, Florianópolis. Anais do 7 ENPEC. Florianópolis: ABRAPEC, 2009, p. 1-13. KRATHWOHL, David Reading. A revision of Blooms Taxonomy: an overview. Theory Into Practice, v. 4, n. 41, p. 212-218, ago. 2002. LOURENÇO FILHO, Manoel Bergström. Educação Comparada. 3. ed. Brasília: INEP, 2004. MARIM, Vlademir; FERREIRA, Wattson Estevão. Desafios do plano curricular para o Ensino Médio na formação cidadã. In: CIAVATTA, Maria. (Org.). A historicidade da questão curricular em Educação Profissional e Tecnológica. Jundiaí: Paco Editorial, 2015, p. 119-146. MARIM, Vlademir; FERREIRA, Wattson Estevão; BERNADES, Maria Beatriz Junqueira; FRANCO, Karla Oliveira. Um panorama sobre as propostas curriculares para o Estado de Minas Gerais. In: MARIM, Vlademir; FERREIRA, Wattson Estevão. (Org.). Desafios do plano curricular para o Ensino Médio na formação cidadã. Jundiaí: Paco Editorial, 2015, p. 17-43. MARIM, Vlademir; SOUZA, Anália Barreto. Os livros didáticos de Matemática: concepção do professor do Ensino Médio nas Escolas Públicas. Revista de Educação, Ciências e Matemática, Duque de Caxias, v. 5, n. 2, p. 111-124, maio 2015. OLIVEIRA, João Batista Araújo; GUIMARÃES, Sonia Dantas Pinto; BOMÉNY, Helena Maria Bousquet. A política do livro didático. Campinas: EdUnicamp, 1984. PAULINO, Suzana Ferreira. Livro tradicional x livro eletrônico: a revolução do livro ou uma ruptura definitiva? Hipertextus, Recife, v. 3, n. 2, p. 1-13, jun. 2009. PESCUMA, Derma; CASTILHO, Antonio Paulo Ferreira de. Projeto de pesquisa: o que é? Como fazer? 8. ed. São Paulo: Olho DÁgua, 2013. PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar de. Metodologia do Trabalho Científico: métodos e técnicas de pesquisa e do trabalho acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo: Universidade Feevale, 2013.
1651 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Contribuições da Teoria dos Registros de Representação Semiótica para a análise do capítulo de funções de um livro didático Izabella Batista Silva;Giovani Prando;Jorge Henrique Gualandi; Este trabalho apresenta uma análise de um capítulo do livro didático do Ensino Médio “Matemática: Contexto e Aplicações”, de Luiz Roberto Dante, sobre o conteúdo de funções, fundamentada em alguns pressupostos da Teoria dos Registros de Representação Semiótica. A obra escolhida para a análise é o volume 1 de uma coleção aprovada pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2018). Para isso, realizou-se um estudo de caráter qualitativo a partir da Teoria dos Registros de Representação Semiótica de Raymond Duval, no qual se objetivou identificar e analisar os registros de representação que o livro traz no texto explicativo do capítulo escolhido e de que modo ocorre a coordenação entre eles. Ao final, concluímos que a forma como ocorre a articulação entre os registros de representação exibidos no livro favorece a compreensão do objeto matemático funções, visto que os variados registros de representação são utilizados simultaneamente ao abordar cada parte da explicação. ALMOULOUD. Saddo Ag. Fundamentos da Didática da Matemática. Curitiba: UFPR, 2007. BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. Meta-análise: seu significado para a pesquisa qualitativa. Revista Eletrônica de Educação Matemática, Florianópolis, v. 9, p. 7-20, 2014. BRANDL, Eduardo. Funções polinomiais de 1º e 2º graus em dois livros didáticos de Matemática sob a perspectiva das representações semióticas. 2011. 81f. Monografia (Especialização em Ensino de Ciências) — Departamento de Educação a Distância. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina. Pouso Redondo. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. v 2. Brasília: MEC/SEB, 2006. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. PCN+ Ensino Médio — Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: MEC/SEMT, 2002. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Guia de Livros Didáticos PNLD 2018: Matemática. Brasília: MEC/SEB, 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Projeto de avaliação dos livros didáticos da 1ª à 4ª série. v. 2. Brasília: MEC/SEF, 2003. COURANT, Richard; ROBBINS, Herbert. O que é Matemática? Tradução de Adalberto da Silva Brito. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2000. D’AMORE, Bruno; PINILLA, Martha Isabel Fandiño; IORI, Maura. Primeiros elementos de semiótica: sua presença e importância no processo de ensino-aprendizagem da Matemática. Tradução de Maria Cristina Bonomi. São Paulo: Livraria da Física, 2015. DANTE, Luiz Roberto. Matemática: Contexto e Aplicações. 3. ed. São Paulo: Ática, 2016. DUVAL, Raymond. L’analyse cognitive du fonctionnement de la pensée et de l’activitê mathématique: courssur les apprentissages intellectuels donnê à la PUC-SP. São Paulo: PEPGEM/PUC-SP, 1999. DUVAL, Raymond. Registros de representação semiótica e funcionamento cognitivo da compreensão em Matemática. In: MACHADO, Silvia Dias Alcântara. (Org.). Aprendizagem em Matemática: registros de representação semiótica. Campinas: Papirus, 2003, p. 11-33. DUVAL, Raymond. Registros de representação semiótica e funcionamento cognitivo do pensamento. Tradução de Méricles Thadeu Moretti. Revista Eletrônica de Educação Matemática, Florianópolis, v. 7, n. 2, p. 266-297, 2012. GUALANDI, Jorge Henrique. Investigações matemáticas com Grafos para o Ensino Médio. Saarbrucken: Novas Edições Acadêmicas, 2016. MACHADO, Silvia Dias Alcântara (Org.). Aprendizagem em Matemática: registros de representação semiótica. Campinas: Papirus, 2003. ROMANATTO. Mauro Carlos. O livro didático: alcance e limites. In: ENCONTRO PAULISTA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 7, 2004, São Paulo. Anais do VII EPEM: Matemática na Escola: conteúdos e contextos. São Paulo: SBEM-SP, 2004, p. 1-2. TEIXEIRA. Rosane de Fátima Batista. As práticas cotidianas de alfabetização e o livro didático: um estudo etnográfico. 2014. 197f. Tese (Doutorado em Educação) — Setor de Educação. Universidade Federal do Paraná. Curitiba.
1652 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Lesson Study (Estudo de Aula) em diferentes países: uso, etapas, potencialidades e desafios Grace Zaggia Utimura;Suzete de Souza Borelli;Edda Curi; Este artigo tem como objetivos apresentar a metodologia de formação de professores Lesson Study (Estudo de Aula) — de origem japonesa, que vem sendo adaptada em diferentes países como os Estados Unidos, Reino Unido, Chile, Portugal e Brasil — e proporcionar reflexões para pesquisadores envolvidos com formação de professores. Assim, predominam algumas características, o trabalho colaborativo entre professores e pesquisadores a partir de um tema escolhido pelo grupo pensando no que seja relevante para aprendizagem dos estudantes e/ou para o ensino pelos professores. Em seguida, o planejamento da aula, a implementação/observação e a reflexão. A metodologia utilizada para neste trabalho foi a pesquisa bibliográfica. Destacamos que todos os países estudados se baseiam nas etapas organizadas pelos japoneses e apresentam alguns desafios, como: a disponibilidade de tempo dos professores, a organização cuidadosamente da formação e conseguir recursos financeiros. Além disso, permite uma reflexão sobre o trabalho docente. BALDIN, Yuriko Yamamoto. O significado da introdução da metodologia japonesa de Lesson Study nos cursos de capacitação de professores de Matemática no Brasil. In: 9º SIMPÓSIO BRASIL-JAPÃO, 2009, São Paulo. Anais... São Paulo, 2009, p. 1-5. BORELLI, Suzete de Souza. Estudos de Aula na formação de professores de Matemática em turmas do 7º ano do Ensino Fundamental que ensinam números inteiros. 2019. 247f. Tese (Doutorado em Ensino de Ciências e Matemática) — Universidade Cruzeiro do Sul. São Paulo. CARRIJO NETO, Luciano Alves. A pesquisa de aula (lesson study) no aperfeiçoamento da aprendizagem em Matemática no 6° ano segundo o currículo do Estado de São Paulo. 2012. 165f. 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1653 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Dificuldades nos processos de ensino e de aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral Josué Antunes de Macêdo;Isabela Cristina Soares Gregor; A disciplina de Cálculo Diferencial e Integral (CDI) é ministrada em seis dos nove cursos superiores do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais (IFNMG), campus Januária, e possui um alto índice de reprovação comparado com outras disciplinas. Este artigo mostra os resultados de uma pesquisa em que se buscou encontrar respostas para as principais dificuldades enfrentadas por alunos e professores da disciplina de CDI, em relação aos processos de ensino e de aprendizagem. Para a obtenção dos dados foram aplicados questionários aos alunos da disciplina e aos professores que ministram ou já ministraram tal disciplina no campus, bem como monitorias para um grupo de alunos. Os resultados mostram a realidade no ensino e na aprendizagem de CDI no campus Januária e abre as portas para discussões acerca desta problemática que abrange não só o IFNMG, como também outras instituições de Ensino Superior no Brasil. BRESSAN, Philippe Messias; AZAMBUJA, Cármen; GONÇALVES, Neda; MULLER, Marilene Jacintho. Cálculo diferencial e integral I: investigação sobre dificuldades dos alunos. In: X SALÃO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PUCRS, 2009, Porto Alegre. Anais do X Salão de Iniciação Científica PUCRS. Porto Alegre: PUCRS, 2009. p. 1172-1175. CAVASSOTTO, Marcelo; PORTANOVA, Ruth. Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral. In: III MOSTRA DE PESQUISA DA PÓS GRADUAÇÃO PUCRS, 2008, Porto Alegre. Anais da III Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação PUCRS. Porto Alegre: PUCRS, 2008, p. 1-6. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 43. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011. 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1654 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Educação do Campo e Etnomatemática: uma articulação possível? Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Almeida;Fabrício Mendes Antunes; No presente artigo, tivemos como objetivo investigar como é realizado o trabalho com a Matemática na Educação do Campo, a partir de um olhar sobre a Etnomatemática. Este estudo teve como eixo as discussões sobre a Matemática, a Etnomatemática e a Educação do Campo. Realizamos um estudo bibliográfico, tomando como referência D’Ambrosio (1990, 1993, 2005b), Carvalho (1994), Almeida (2013), Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática (BRASIL,1998) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) n° 9394/96 (BRASIL, 1996). Realizamos, também, observações das aulas de dois professores do 5º ano do Ensino Fundamental, além de entrevistas a esses dois profissionais. Entendemos que a pesquisa apresenta contribuições para a formação de pedagogos e professores que buscam valorizar o conhecimento trazido por seus alunos e, ainda, um aprofundamento em sua prática docente. AHLERT, Alvori. Políticas Públicas e Educação na construção de uma cidadania participativa, no contexto do debate sobre Ciência e Tecnologia. Educere — Revista da Educação, Umuarama, v. 3, n. 2, p. 129-148, jul./dez. 2003. ALMEIDA, Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Fazendo a feira: cotidiano e Etnomatemática. Montes Claros: EdUnimontes, 2013. ARAÚJO, Cidália; PINTO, Emília M. F.; LOPES, José; NOGUEIRA, Luís; PINTO, Ricardo. Estudo de Caso. Braga: Universidade do Minho, 2008. BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. Pesquisa em Educação Matemática: concepções & perspectivas. São Paulo: EdUNESP, 1999. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é Educação. São Paulo: Brasiliense, 1985. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Diário Oficial da União, 5 out. 1988. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. CARVALHO, Dione Lucchesi de. Metodologia do ensino da Matemática. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1994. D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática. 2. ed. São Paulo: Ática, 1993. D’AMBROSIO, Ubiratan. Sociedade, Cultura, Matemática e seu ensino. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 1, p. 99-120, jan./abr. 2005a. D’AMBROSIO, Ubiratan. Da realidade à ação: reflexões sobre a Educação e Matemática. São Paulo: Summus Editorial, 1986. D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: arte ou técnica de explicar e conhecer. São Paulo: Ática, 1990. D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. 2. 1. reimp. Belo Horizonte: Autêntica, 2005b. FAGUNDES, Cláudia Sperandio; SILVA, Wanessa Delgado da. “Não vou sair do campo pra poder ir pra escola, Educação do Campo é direito e não esmola”: Educação do Campo no município de Ji-Paraná – RO. In: III SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO, 2010, Ji-Paraná. Anais do III SED: Educação Escolar no país das diferenças: percursos interculturais na Amazônia. Ji-Paraná: UNIR, 2010. FERREIRA, Eduardo Sebastiani. Etnomatemática: uma proposta metodológica. Rio de Janeiro: MEM/USU, 1997. JANUARIO, Gilberto. Investigações sobre livros didáticos de Matemática: uma análise de suas questões de pesquisa. Educação, Escola & Sociedade, Montes Claros, v. 11, n. 12, p. 1-12, jan./jun. 2018. KNIJNIK, Gelsa. Educação Matemática, culturas e conhecimento na luta pela terra. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2006. QUEIROZ, João Batista Pereira de. A educação do campo no Brasil e a construção das escolas do campo. Revista NERA, Presidente Prudente, v. 14, n. 18. p. p. 37-46, jan./jun. 2011.
1655 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Conflictos semióticos relacionados con el intervalo de confianza en estudiantes de Bachillerato e Ingeniería Antonio Francisco Roldán-López;Carmen Batanero;Rocío Alvarez-Arroyo; La importancia que hoy día recibe el intervalo de confianza se refleja en la inclusión del tema en el Bachillerato de Ciencias Sociales y en varios estudios universitarios, incluidos los de ingeniería. La finalidad del trabajo fue comparar la comprensión de las propiedades esenciales del intervalo en estos dos tipos de estudiantes. Para ello se analizan las respuestas de 58 estudiantes de Bachillerato y 37 de ingeniería a un cuestionario que consta de seis ítems de opción múltiple. Los resultados muestran interpretaciones bayesianas del intervalo, falta de comprensión de la forma en que se relaciona su amplitud con el tamaño de la muestra o la varianza poblacional, y desconocimiento de la finalidad de la estimación por intervalos, siendo los resultados algo mejores en el segundo grupo de estudiantes. BEHAR, Roberto. Aportaciones para la mejora del proceso de enseñanza-aprendizaje de la estadística. 2001. 210f. Tesis (Doctoral en en Estadística y Investigació Operativa) — Departament dEstadística y Investigació Operativa. Universidad Politécnica de Cataluña. Barcelona. CASTRO SOTOS, Ana Elisa; VANHOOF, Stijn; VAN DEN NORORGATE, Wim; ONGHENA, Patrick. Student´s misconceptions of statistical inference: A review of the empirical evidence form research on statistical education. Educational Research Review, v. 2, n. 2, p. 98-113, 2007. CUMMING, Geoff. Understanding the new statistics: effect sizes, Confidence intervals, and meta-analysis. Nueva York: Routledge, 2012. 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1656 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Aprendizagem baseada em problemas para o ensino de probabilidade no Ensino Médio e a categorização dos erros apresentados pelos alunos Sidney Leandro da Silva Viana;Claudia de Oliveira Lozada; Neste artigo apresentamos uma pesquisa cujo objetivo foi verificar a efetividade da metodologia ativa de Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) no ensino de Probabilidade no Ensino Médio, com vistas a desenvolver as competências e habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular. Para tanto, procedemos à uma pesquisa qualitativa por meio de um estudo de caso, aplicando uma sequência didática para uma turma de alunos do 2º ano do Ensino Médio de uma escola pública de Maceió (AL). Para verificar a eficácia da sequência didática e o desenvolvimento de competências e habilidades previstas na BNCC, criamos ferramentas de análise para identificação dos tipos de erros e habilidades e competências desenvolvidas. Os resultados mostram a necessidade de os professores conhecerem a ABP para utilizá-la nas aulas, além de compreender que sua aplicação difere em vários aspectos da aplicação no Ensino Superior, havendo a necessidade de adaptá-la para a Educação Básica. BARBOSA, Eduardo Fernandes; MOURA, Décio Guimarães de. Metodologias ativas de aprendizagem na educação profissional e tecnológica. Boletim Técnico do Senac, Rio de Janeiro, v. 39, n. 2, p. 48-67, maio/ago. 2013. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Reta e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 1994. BARROWS, Howard S. A taxonomy of Problem-Based Learning methods. Medical Education, v. 20, n. 6, p. 481-486, nov. 1986. BERBEL, Neusi Aparecida Navas. As metodologias ativas na promoção da autonomia de estudantes. Semina: Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v. 32, n. 1, p. 25-40, 2011. BERBEL, Neusi Aparecida Navas. Metodologia da problematização: experiências com questões de ensino superior. 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1657 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O ensino de Matemática nos Anos Finais e a ludicidade: o que pensam professora e alunos? Américo Junior Nunes da Silva;Ilvanete dos Santos de Souza;Idelma Souza da Cruz; O presente estudo é um recorte de uma investigação que objetivou compreender a presença da ludicidade e suas repercussões no processo de construção do conhecimento matemático. Para esse artigo, no entanto, apresentaremos as percepções de professor e alunos quanto ao lúdico nos processos de ensino e de aprendizagem da Matemática. Quanto ao percurso metodológico, trata-se de uma pesquisa empírica, de abordagem qualitativa, que, em seu processo de produção de dados, contou com a utilização de questionários e com a realização de oficinas temáticas. Para analisar os dados nos inspirou a análise de conteúdo apresentada por Bardin (1977). Nesse recorte, nos ateremos apenas aos questionários. Esse trabalho trouxe evidências do potencial da ludicidade enquanto ferramenta que contribui para o ensino e aprendizagem, e que cabe às universidades repensar, também, seus cursos de formação de professores buscando incluir o lúdico numa perspectiva de formação. ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica. São Paulo: Loyola, 1998. ALVES, Eva Maria Siqueira. A Ludicidade e o ensino de Matemática. Campinas: Papirus, 2001. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Neto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 1977. BERG, Bruce L. Qualitative research methods for the social sciences. Long Beach: California State University, 2000. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEB, 2017. D´AMBRÓSIO, Ubiratan. Educação Matemática: da teoria à prática. Campinas: Papirus, 1996. D’AMBROSIO, Beatriz Silva. 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1658 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Gramática da Matemática e seus usos Marisa Rosâni Abreu da Silveira; Este artigo tem o objetivo de analisar o uso da gramática da Matemática em situações de ensino e de aprendizagem. Tal análise é feita com base na filosofia da linguagem, segundo Wittgenstein e por alguns de seus comentadores. Para tanto, nesse texto teórico, discutimos a universalidade da linguagem matemática; a necessidade da tradução da linguagem matemática para a linguagem natural; e o uso da gramática da Matemática e alguns de seus desdobramentos. A gramática da Matemática é o conjunto de regras que determinam o uso correto de símbolos e palavras do vocabulário matemático e é na aplicação dessas regras que o aprendiz compreende o sentido dos conceitos matemáticos. BENOIST, Jocelin. Les limites de l’interprétation. In: CHAUVIRÉ, Christiane (Org.). Wittgenstein et les questions du sens. Paris: L’art du comprendre, 2011, p. 147-162. CAVEING, Maurice Louis Frederich Emile. Le problème des objets dans la pensée Mathématique. Paris: Librairie Philosophique J. Vrin, 2004. CHAUVIRÉ, Christiane. Le moment anthropologique de Wittgenstein. Paris: Kimé, 2008. CUNHA, Sueli. Considerações sobre a aprendizagem contínua do matematiquês: a linguagem matemática. In: MAIA, Madeline Gurgel Barreto; BRIÃO, Gabriela Félix. (Org.). Alfabetização matemática: perspectivas atuais. Curitiba: CRV, 2017, p. 45-59. MEIRA, Janeisi de Lima. Labirintos da compreensão de regras em Matemática: um estudo a partir da regra de três. 2012. 99f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas) — Instituto de Educação Matemática e Científica. Universidade Federal do Pará. Belém. MLIKA, Hamdi. La contribuition de Maurice Caveing dans la mise au jour de l’universalisme omniculturel des Mathématiques. In: COLLOQUE HUMANISMES, MATHÉMATIQUES, POSITIVISMES, Peyresq, 2007. Actes du Colloque. Peyresq, 2007. OLIVEIRA, Marcelo Sousa; SILVEIRA, Marisa Rosâni Abreu. Falar e mostrar para provar: uma contribuição teórica sobre a utilização dos gestos ostensivos wittgensteinianos como auxiliares como auxiliares na prova Matemática. Alexandria, Florianópolis, v. 9, n. 2, jul./dez. 2016. OLIVEIRA, Rodolfo Ronaldo Nobre. “Ver como”: uma vivência do olhar para a aprendizagem de Geometria. 2012. 109f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas) — Instituto de Educação Matemática e Científica. Universidade Federal do Pará. Belém. SILVA, Paulo Vilhena da. O aprendizado de regras matemáticas: uma pesquisa de inspiração wittgensteiniano com crianças da 4ª série no estudo da divisão. 2011. 102f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas) — Instituto de Educação Matemática e Científica. Universidade Federal do Pará. Belém SILVEIRA, Marisa Rosâni Abreu; SILVA, Paulo Vilhena da. O cálculo e a escrita matemática na perspectiva da filosofia da linguagem: domínio de técnicas. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 18, n. 1, p. 469-483, jan./abr. 2016. SIMÕES, Eduardo. Wittgenstein e o problema da verdade. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2008. WITTGENSTEIN, Ludwig. Escrito a máquina. Traducción de Jesús Padilla Gálvez. Madri: Trotta, 2014. WITTGENSTEIN, Ludwig. Fichas (Zettel). Tradução de Ana Berhan da da Costa. Lisboa: Edições 70, 1989. WITTGENSTEIN, Ludwig. Gramática filosófica. Tradução de Luis Carlos Borges. 2. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2003. WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações Filosóficas. Tradução de Marcos Montagnoli. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2009. WITTGENSTEIN, Ludwig. Le Cahier bleu et le Cahier brun. Gallimard: Mesnil-sur-l’Estrée, 2010. WITTGENSTEIN, Ludwig. Observaciones sobre la Filosofía de la Psicología. Traducción de Luis Felipe Segura. México: Instituto de Investigaciones Filosóficas, 2006. WITTGENSTEIN, Ludwig. Observaciones sobre los fundamentos de la Matemática. Traducción de Isidoro Reguera. Madrid: Alianza Editorial, 1987. WITTGENSTEIN, Ludwig. Remarques sur les fondements des mathématiques. Mayenne: Éditions Gallimard, 1983. WITTGENSTEIN, Ludwig. Vocabulaire à l’usage des écoles primaires. Tradução de Jean-Pierre Cometti. Revue Litteraire Bimestrielle. Marseille, p. 233-234, 1986.
1659 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Os saberes psi no discurso da Educação Matemática: repensando as práticas de memorização Alice Stephanie Tapia Sartori;Claudia Glavam Duarte; Este artigo tem como objetivo problematizar a memorização no ensino de Matemática a partir dos discursos advindos dos saberes psi, como é o caso do construtivismo. Especialmente o enunciado que afirma que o aluno é construtor do conhecimento e que o professor não deve oferecer algo pronto para que o estudante apenas memorize, adquiriu força e mobilizou novas estratégias, como é o caso do uso de materiais concretos no ensino de Matemática. Assim, alguns enunciados são produzidos ou reforçados por estas teorias: “deve-se considerar o conhecimento prévio do aluno”; “é preciso trabalhar com as emoções em sala de aula, substituindo o medo pelo prazer de aprender”; “é necessário desenvolver os diversos tipos de memória”, dentre outros. O material da pesquisa compreende 26 exemplares da Revista Nova Escola, analisados a partir da análise do discurso em uma perspectiva foucaultiana. ALVES, Érica Valeria. Um estudo exploratório das relações entre memória, desempenho e os procedimentos utilizados na solução de problemas matemáticos. 2005. 181f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade de Estadual de Campinas. Campinas. AQUINO, Julio Groppa. Pedagogização do pedagógico: sobre o jogo do expert no governamento docente. Educação, Porto Alegre, v. 36, n. 2, maio/ago. 2013. BECKER, Fernando. “O que é Construtivismo?”. In: ALVES, Maria Leila; DURAN, Marilia Claret Geraes; BORJA, Amélia de; TOLEDO, Cleusa de; MATTOS, Meire Graça. (Org.). Construtivismo em revista. 2. ed. São Paulo: FDE, (série Ideias, n. 20), 1994, p. 87-93. BORTOLI, Bruno de. Neurociência na Revista Nova Escola. 2016. 142f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Universidade Estadual de Maringá. Maringá. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental – Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. CORAZZA, Sandra Mara. Construtivismo: evolução ou modismo? Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 21, n. 2, jul./dez. 1996. DUARTE, Claudia Glavam. A “realidade” nas tramas discursivas da Educação Matemática escolar. 2009. 191f. Tese (Doutorado em Educação) — Área de Ciências Humanas. Universidade do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo. FERRAZ, Juliana Schlatter de Lima. A memória na aprendizagem matemática. 2014. 80f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências Exatas) — Centro de Ciências Exatas e Tecnologia. Universidade Federal de São Carlos. São Carlos. FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008. FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Tradução de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Edições Graal, 2011. MIGUEL, Antonio; VILELA, Denise Silva. Práticas escolares de mobilização de cultura matemática. Caderno Cedes, Campinas, v. 28, n. 74, p. 97-120, jan./abr. 2008. OLIVEIRA, Cláudio José de. Políticas educacionais e discursos sobre a Matemática escolar: um estudo a partir da Revista Nova Escola. 2006. 211f. Tese (Doutorado em Educação) — Área de Ciências Humanas. Universidade do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo. PEDROSO, Leda Aparecida. A Revista Nova Escola: política educacional na “Nova República”. 1999. 277f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. ROSA, Fernanda da Silva. Revista Nova Escola e Neurociência: uma discussão sobre dispositivos biopolíticos. 2017. 99f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Departamento de Ciências, Humanidades e Educação. Universidade de Santa Cruz do Sul. Santa Cruz do Sul. ROSE, Nikolas. Inventando nossos eus. In: SILVA, Tomaz Tadeu da. (Org.). Nunca fomos humanos: nos rastros do sujeito. Belo Horizonte: Autêntica, 2001, p. 137-204. SARTORI, Alice Stephanie Tapia. As práticas de memorização no ensino de Matemática: reconfigurações nos discursos da Revista Nova Escola. 2019. 251f. Tese (Doutorado em Educação Científica e Tecnológica) — Centro de Ciências da Educação. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis. SILVA, Divino José; VAZ, Alexandre Fernandez. A emergência do sujeito cerebral e suas implicações para a Educação. Childhood & Philosophy, Rio de Janeiro, v. 12, n. 24, p. 211-230, maio/ago. 2016. SILVA, Tomaz Tadeu da. As pedagogias psi e o governo do eu nos regimes neoliberais. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). Liberdades reguladas: as pedagogias construtivistas e outras formas de governo do eu. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 7-13. VIEIRA, Martha Lourenço. Construtivismo: a prática de uma metáfora-forma/conteúdo do construtivismo em Nova Escola. 1985. 75f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte.
1660 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Divisão de Números Naturais: do saber previsto ao saber efetivamente ensinado em classes do Ensino Fundamental José André Bezerra da Cruz;Rosinalda Aurora de Melo Teles; Esse artigo é recorte de uma pesquisa de mestrado acadêmico que adota a noção de transposição didática de Yves Chevallard e objetiva analisar aspectos relacionados ao processo de transposição didática interna da operação de divisão de números naturais no Ensino Fundamental. Para subsidiar a análise das aulas de Matemática de três professores, foi realizado um estudo dos documentos legais do Brasil e do Estado de Pernambuco, análise de livros didáticos para o 4º, 5º e 6º anos e entrevistas com os professores que atuam nesses anos escolares. Nas aulas, o foco de análise foram os diferentes significados da divisão, os procedimentos de cálculo, o tratamento dado ao resto e à interpretação dos resultados obtidos, abordados ou não nas aulas observadas. Ao comparar o saber previsto para ser ensinado e o saber efetivamente ensinado verificou-se mudanças, deformações e lacunas, que poderiam acarretar dificuldades no processo de aprendizagem da operação. ALVES, Evanilson Landim. Menos com menos é menos ou é mais? Resolução de problemas de multiplicação e divisão de números inteiros por alunos do ensino regular e da Educação de Jovens e Adultos. 2012. 205f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Centro de Educação. Universidade Federal de Pernambuco. Recife. ARAUJO, Abrão Juvêncio. O ensino de Álgebra no Brasil e na França: estudo sobre o ensino de equações do 1° grau à luz da Teoria Antropológica do Didático. 2009. 292f. Tese (Doutorado em Educação) — Centro de Educação. Universidade Federal de Pernambuco. Recife. BENVENUTTI, Luciana Cardoso. A operação de divisão: um estudo com alunos de 5ª série. 2008. 61f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade do Vale do Itajaí. Itajaí. BESSA DE MENEZES, Marcus. 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1661 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem e Mobile Learning como ambiente para desenvolver conteúdos matemáticos e competências no Ensino Médio Neuber Silva Ferreira;Carlos Fernando Araújo Jr.; Neste artigo apresentamos uma pesquisa que teve como objetivo verificar quais contribuições podem ser observadas quando se utiliza situações-problema de Modelagem Matemática e dispositivos móveis (smartphones) como ambiente de aprendizagem para o ensino de conteúdos matemáticos, com o intuito de promover o conhecimento matemático e o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais da Base Nacional Comum Curricular. A estratégia utilizada baseou-se na realização de atividades de Modelagem Matemática tendo como suporte os dispositivos móveis. A metodologia de pesquisa foi a Design Based Research. Participaram da pesquisa duas turmas do curso técnico integrado de um Instituto Federal. Os resultados mostram que a utilização do smartphone e seus aplicativos para a realização de atividades de Modelagem Matemática possibilitaram incrementar a formação dos estudantes, contribuindo para o entendimento dos conteúdos e para o desenvolvimento de habilidades e competências essenciais à Matemática no primeiro ano do Ensino Médio. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; DIAS, Michele Regiane. Um estudo sobre o uso da Modelagem Matemática como estratégia de ensino e aprendizagem. Bolema, Rio Claro, v. 17, n. 22, p. 19-35, set. 2004. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; SILVA, Karina Pessoa; VERTUAN, Rodolfo Eduardo. Modelagem Matemática na Educação Básica. São Paulo: Contexto, 2012. ARAÚJO JUNIOR, Carlos Fernando de; DIAS, Eduardo Jesus; CONTI, Carmen Lúcia Tozzi Mendonça; OTA, Marcos André. Tendências do m-learning na Educação Básica e o desenvolvimento de competências para o século 21. REnCiMa, São Paulo, v. 10, n. 4, p. 181-191, 2019. BARBOSA, Jonei Cerqueira. 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1662 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Contribuições da metodologia Resolução de Problemas ao ensino-aprendizagem de divisibilidade: um estudo de caso José Aparecido da Silva Fernandes;Lúcio Souza Fassarella; Recorte de uma pesquisa qualitativa na forma de estudo de caso etnográfico que teve como objetivo geral investigar as contribuições da metodologia de Resolução de Problemas ao ensino-aprendizagem de divisibilidade. A pesquisa desenvolveu-se pela elaboração e análise da aplicação de uma sequência didática junto à turma do 6º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública, ao longo de aulas regulares realizadas entre os meses de julho e setembro de 2015. Os meios para coleta de dados foram a observação participante amparada por diário de bordo, gravações em áudio e vídeo, fotografias e entrevista, além das produções dos alunos. Constatamos que os alunos se adaptaram bem à proposta, após superadas resistências e dificuldades iniciais. Verificamos as seguintes contribuições da metodologia de Resolução de Problemas: aumento da motivação e engajamento dos alunos nas aulas; desenvolvimento do trabalho colaborativo; favorecimento da escrita em Matemática; ressignificação do ensino-aprendizagem da Matemática. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de La Rosa. Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática: por que através da Resolução de Problemas? In: ONUCHIC, Lourdes de La Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; JUSTULIN, Andresa Maria (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 35-52. ALRØ, Helle; SKOVSMOSE, Ole. Diálogo e aprendizagem em Educação Matemática. Tradução de Orlando de Andrade Figueiredo. 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. ANDRÉ, Marli Elisa Dalmazo Afonso de. Etnografia da prática escolar. Campinas: Papirus, 2013. BELLI, Alexandra Amadio; MANRIQUE, Ana Lúcia. 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1663 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Apropriação de conceitos matemáticos na Educação Infantil Maria Auristela Barbosa Alves de Miranda;Antônio Villar Marques de Sá; Campos de experiências, Conceitos matemáticos, Currículo da Educação Infantil, Educação Infantil, Teoria Histórico-Cultural Este artigo objetiva analisar o processo de apropriação de conceitos matemáticos na Educação Infantil. Fundamentado na Teoria Histórico-Cultural, apresenta um panorama teórico do objeto e a análise de dois episódios vividos em pesquisa de Doutorado ainda em curso que utilizou como instrumentos dinâmicas conversacionais e observação participante na jornada de um Centro de Educação Infantil, tendo como sujeitos uma professora e dez crianças de 5 anos de idade. Concluímos que: 1) as crianças se encontram no processo de apropriação de conceitos matemáticos e os vivenciam, mas não têm a informação de que se tratam de conceitos matemáticos; 2) é fundamental o papel da professora na apresentação dos conceitos, posto que a apropriação da cultura se faz nas relações sociais; 3) o processo de apropriação da cultura matemática não se faz em aulas, mas a partir dos campos de experiências propostos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). ARCE, Alessandra. O jogo e o desenvolvimento infantil na teoria da atividade e no pensamento educacional de Friedrich Froebel. Cadernos Cedes, Campinas, v. 24, n. 62, p. 9-25, abr. 2004. ARCE, Alessandra. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil e o espontaneísmo: (re)colocando o ensino como eixo norteador do trabalho pedagógico com crianças de 4 a 6 anos. In: ARCE, Alessandra; MARTINS, Lígia Márcia. Quem tem medo de ensinar na Educação Infantil? Em defesa do ato de ensinar. 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1664 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O ensino de Estatística apresentado nos materiais curriculares dos três primeiros anos do Ensino Fundamental Priscila Bernardo Martins;Suzete de Souza Borelli;Edda Curi; Literacia Estatística, Ensino de Matemática, Anos Iniciais do Ensino Fundamental O presente estudo tem por objetivo analisar se as atividades propostas no material curricular de Matemática, denominado Caderno do Aluno, do projeto Educação Matemática nos Anos Iniciais (EMAI), dos três primeiros anos do Ensino Fundamental, empregado pela Rede Estadual de Ensino de São Paulo, permitem o desenvolvimento da Literacia Estatística dos estudantes. Assim, optou-se pela análise documental na perspectiva de Bardin (2016). Como resultados, foi possível observar que as atividades analisadas contribuem para a promoção do desenvolvimento da Literacia Estatística, por encaminhar os estudantes na compreensão das informações estatísticas, na organização dos dados e na representação de tabelas. Contudo, observou-se que a aquisição da Literacia Estatística requer outras habilidades que as atividades não incentivam tanto — a capacidade de argumentar, a construção e representação de gráficos e tabelas, a apropriação do vocabulário estatístico e a competência de produzir textos acerca de suas interpretações. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Augusto Pinheiro. São Paulo: Edições 70, 2016. BATANERO, Carmen; ARTEAGA, Pedro; CONTRERAS, José Miguel. El currículo de Estadística em la enseñanza obligatoria. Em Teia, Recife, v. 2, n. 2, p. 1-20, maio/ago. 2011. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. BRITO, Gisele Ferreira; CHOI, Vania Picanço; ALMEIDA, Andreia. (Org.). Manual ABNT: regras gerais de estilo e formatação de trabalhos acadêmicos. 4. ed. rev. São Paulo: FECAP, 2014. CURCIO, Frances. Comprehension of mathematical relationships expressed in graphs. Journal for Research in Mathematics Education, v. 18, n. 5, p. 382-393, nov. 1987. CURCIO, Frances. Developing graph comprehension: Elementary and Middle School activities. Reston: NCTM, 1989. CURI, Edda. (Coord.). O ensino de Matemática em questão: apontamentos para discussão e implementação do Currículo da Cidade. São Paulo: SME/COPED, 2019. DelMAS, Robert C. Statistical literacy, reasoning and learning: a commentary. Journal of Statistics Education, v. 10, n. 3, p. 1-11, 2002. FLORES, Claudia Regina, MORETTI, Méricles Thadeu. O funcionamento cognitivo e semiótico das representações gráficas: ponto de análise para a aprendizagem matemática. In: REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 28, Caxambu, 2005. Anais da 28ª Reunião da ANPEd. Caxambu: ANPEd, 2005, p. 1-13. GAL, Iddo. Adult statistical literacy: meanings, components, responsabilities. International Statistical Review, v. 70, n. 1, p. 1-25, apr. 2002. JACOBINI, Otávio Roberto; WODEWOTZKI, Maria Lúcia Lorenzetti; CAMPOS, Celso Ribeiro; FERREIRA, Denise Helena Lombardo. Temas contemporâneos nas aulas de Estatística: um caminho para combinar aprendizagem e reflexões políticas. In: LOPES, Celi Aparecida Espasandin; COUTINHO, Cileda de Queiroz Silva; ALMOULOUD; Saddo Ag. (Org.) Estudos e reflexões em Educação Estatística. Campinas: Mercado de Letras, 2010, p. 65-83. KEMP, Marian. Developing critical numeracy at the tertiary level. 2005. 288f. Thesis (Docyorate of Education) — Murdoch University. Western (Australia) LOPES, Celi Aparecida Espasandin. Literacia estatística e INAF 2002. In: FONSECA, Maria da Conceição Ferreira Reis. (Org.). Letramento no Brasil: habilidades matemáticas. São Paulo: Global, 2004, p. 187-197. LOPES, Celi Aparecida Espasandin. O ensino de Estatística e da Probabilidade na Educação Básica e a formação de professores. Caderno Cedes, Campinas, v. 27, n. 74, p. 57-73, jan./abr. 2008. SACRISTÁN, José Gimeno. O que significa o currículo? In: SACRISTÁN, José Gimeno. (Org.). Saberes e incertezas sobre o currículo. Tradução: Alexandra Salvaterra. Porto Alegre: Penso, 2013, p. 16-35. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Centro de Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. EMAI & Ler e Escrever: Ensino Fundamental, 1º ano, v. 1, Caderno do Aluno. São Paulo: SEE/CEFAI, 2020. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Centro de Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. EMAI & Ler e Escrever: Ensino Fundamental, 2º ano, v. 1, Caderno do Aluno. São Paulo: SEE/CEFAI, 2020. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Centro de Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. EMAI & Ler e Escrever: Ensino Fundamental, 3º ano, v. 1, Caderno do Aluno. São Paulo: SEE/CEFAI, 2020. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Currículo Paulista. São Paulo: SEE, 2019.
1665 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Uma metanálise de dissertações e teses brasileiras que utilizaram a teoria do Pensamento Matemático Avançado Paulo Ferreira do Carmo;Sonia Barbosa Camargo Igliori; Pensamento Matemático Avançado, Metanálise, Teoria Cognitivista, Dissertações e Teses Brasileiras, Educação Matemática Após um certo período de publicações sobre um determinado tema, pesquisadores sentem a necessidade de analisá-las para verificar tendências dessas publicações. O objetivo deste artigo é apresentar uma metanálise de pesquisas brasileiras baseada em alguns aspectos dessas produções que utilizaram noções de Pensamento Matemático Avançado em seus referenciais teóricos. Para isso, foram utilizadas 21 dissertações e 5 teses destacando-se aspectos considerados importantes dessas pesquisas. Esta investigação é parte de uma pesquisa de doutorado, que visa analisar as diversas concepções do PMA em publicações brasileiras. A metodologia utilizada nas análises segue as orientações da análise de conteúdo. Constatou-se que as pesquisas se concentram na região sudeste e no Ensino Superior, e que a maioria destas pesquisas foi de caráter empírico, mostrando a potencialidade desta teoria cognitivista para o ensino e aprendizagem de conceitos matemáticos. ALMEIDA, Marcio Vieira de. Um panorama de artigos sobre a aprendizagem do Cálculo Diferencial e Integral na perspectiva de David Tall. 2013. 154f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) — Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. AMORIM, Lilian Isabel Ferreira. A (re)construção do conceito de limite do cálculo para análise: um estudo com alunos do curso de licenciatura em Matemática. 2011. 134f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) — Instituto de Ciências Exatas e Biológicas. Universidade Federal de Ouro Preto. Ouro Preto. ANDERSEN, Érika. As ideias centrais do Teorema Fundamental do Cálculo mobilizadas por alunos de licenciatura em Matemática. 2011.128f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) — Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. ANGELINI, Norberto Machado. Funções: um estudo baseado nos três mundos da Matemática. 2010. 219f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) — Universidade Bandeirante de São Paulo. São Paulo. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto, Augusto Pinheiro. 2. reimp. São Paulo: Edições 70, 2011. BERTOLAZI, Kátia Socorro. Conhecimentos e compreensões revelados por estudantes de licenciatura em Matemática sobre sistemas de equações lineares. 2012. 229f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) — Centro de Ciências Exatas. Universidade Estadual de Londrina. Londrina. CAMPOS, Jean Peixoto. Algoritmos para fatoração e primalidade como ferramenta didática para o ensino de Matemática. 2014. 95f. Dissertação (Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional) — Núcleo de Ciências Exatas e da Terra. Universidade Federal de Rondônia. Porto Velho. CARMO, Paulo Ferreira do. Pensamento matemático avançado: como essa noção repercute em dissertações e teses brasileiras? 2018. 128f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) — Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo DREYFUS, Tommy. Advanced Mathematical Thinking Process. In TALL, David Orme. (Ed). Advanced Mathematical Thinking. Dordrecht: Kluwer, 2002, p. 25-41. FERNANDES JUNIOR, Valter Costa. Repensando o ensino de Análise: reações, impressões e modificações nas imagens de conceito de alunos frente a atividades de ensino sobre sequências de números reais. 2014. 111f. 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1666 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O ensino de Matemática por meio da contextualização e da pesquisa Sandryne Maria de Campos Tiesen;Rafaele Rodrigues de Araujo; Contextualização, Ensino de Matemática, Pesquisa O presente artigo teve por objetivo descrever e analisar a potencialidade de uma atividade didática contextualizada para o ensino de Matemática com estudantes do primeiro ano do Ensino Médio. Para isso, utilizamos a metodologia da pesquisa-ação para realizar a investigação sobre o uso de celular em sala de aula no ensino de Matemática. Na análise dos resultados emergiram duas categorias: compreensões dos estudantes em Matemática a partir de questões cotidianas, e a pesquisa como potencializadora do ensino e da aprendizagem em Matemática. A partir da discussão realizada nessas categorias, argumentamos que, ao realizar uma prática contextualizada e investigativa no ensino de conceitos matemáticos, potencializamos o processo de formação de sujeitos conscientes e críticos. 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1667 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Uma análise do conteúdo de transformações geométricas em livros didáticos do Ensino Médio Paulo Henrique Souza Nakamura;Vinícius Pazuch; Matemática, Transformações geométricas, Livros didáticos Este artigo apresenta uma análise do conteúdo de transformações geométricas em três coleções de livros didáticos de Matemática para o Ensino Médio selecionadas pelo último Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Nesta análise, buscou-se identificar de que maneira as transformações geométricas de translação, reflexão, rotação e homotetia são apresentadas, como são as tarefas propostas sobre o conteúdo e as atribuições destinadas aos professores que utilizam esses livros. As análises foram constituídas a partir das noções teóricas de tarefa, incluindo exercício e problema. Constatou-se a falta de aprofundamento em algumas unidades dos livros analisadas, a ausência de um número expressivo de problemas, em vez de exercícios, e a escassez de sugestões para uma atuação mais significativa do conteúdo pelos professores no Ensino Médio. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática: por que Através da Resolução de Problemas? In: ALLEVATO, Norma Suely Gomes; JUSTULIN, Andresa Maria; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco Editorial, 2014. p. 32-51. ALMEIDA, Nilze de; DEGENSZAJN, David; DOLCE, Osvaldo; IEZZI, Gelson; PÉRIGO, Roberto. Matemática: ciência e aplicações. v. 2, 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. BOYER, Carl Benjamin. História da Matemática. Tradução de Elza Furtado Gomide. São Paulo: Edgar Blücher, 1974. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2018. BROLEZZI, Antonio Carlos. Criatividade e resolução de problemas. São Paulo: Livraria da Física, 2013. DANTE, Luiz Roberto. Matemática: contexto & aplicações. v. 2, 3. ed. São Paulo: Ática, 2017. DELMONDI, Natalia Nascimben; PAZUCH, Vinícius. Um panorama teórico das tendências de pesquisa sobre o ensino de transformações geométricas. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, v. 99, n. 253, p. 661-686, set./dez. 2018. ECHEVERRÍA, María del Puy Pérez; POZO, Juan Ignacio. Aprender a resolver problemas e resolver problemas para aprender. In: POZO, Juan Ignacio. (Org.). A solução de problemas: aprender a resolver, resolver para aprender. Tradução de Beatriz Affonso Neves. Porto Alegre: ArtMed, 1998. p. 13-42. GARCIA, Jacqueline; SOUZA, Joamir. #Contato Matemática. v. 3. São Paulo: FTD, 2016b. GARCIA, Jacqueline; SOUZA, Joamir. #Contato Matemática. v. 2. São Paulo: FTD, 2016a. LIMA, Katia; JANUARIO, Gilberto. Princípios de integração de valores culturais ao currículo e a organização dos conteúdos em livros didáticos de Matemática. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 1, n. 1, p. 76-98, jan./abr. 2017. OLIVEIRA, Gerson Pastre de.; LIMA, Nilo Silveira Monteiro de. Estratégias didáticas com tecnologias na formação continuada de professores de Matemática: uma investigação sobre homotetia. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 20, n. 1, p. 385-418, jan./abr. 2018. PLATÃO. Fedro ou da Beleza. Tradução de Pinharanda Gomes. 6. ed. Lisboa: Guimarães Editores, 2000. SAVIANI, Demerval. História das ideias pedagógicas no Brasil. 4. ed. Campinas: Autores Associados, 2013. SILVA, Daniel Romão da. Livro didático de Matemática: lugar histórico e perspectivas. 2010. 152f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo. São Paulo. SILVA, Ezequiel Theodoro da. Livro didático: do ritual de passagem à ultrapassagem. Em Aberto, Brasília, v. 16, n. 69, p. 11-15, jan./mar. 1996 ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. 10. ed. São Paulo: Global, 2003.
1668 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. El des-ligaje de la biopolítica para el re-ligaje en la Educación Matemática Decolonial Transcompleja Milagros Elena Rodríguez; Re-ligação, Desvinculando, Biopolítica, Educação Matemática, Transcomplex Decolonial La manipulación del cuerpo desde la afección de la psique en la enseñanza de la Matemática han sido acciones originarias del ejercicio de autoritarismo de la biopolítica en la educación; el currículo ha sido objeto de dominio de la modernidad-postmodernidad-colonialidad. Desde la hermenéutica comprensiva, ecosófica y diatópica como transmétodo se cumple con el objetivo complejo: des-ligar la biopolítica en la Educación Matemática actual y re-ligar en la Educación Matemática Decolonial Transcompleja. Se pasan por los momentos analíticos, empíricos y propositivos. En este último, se re-liga bajo una concientización tetraédrica: transepistémica, antropoética, política y humana. El re-ligaje es deseable a favor de lo humano, del develar de las Matemáticas del Sur, del habita popular, con un re-ligaje profundo de procesos metacognitivos se puede llegar a una concientización de una Matemática decolonial, compleja, transdisciplinar en la vida del discente; inclusión sin preeminencia, pues la Matemática no tiene más apellido que: la humanidad. DUSSEL, Enrique. El encubrimiento del Otro: hacia el origen de mito de la Modernidad. La Paz: Ediciones Plural Editores, 1994. DUSSEL, Enrique. Ética de la liberación en la edad de la globalización y de la exclusión. Valladolid: Ediciones Trotta, 1998. FOUCAULT, Michel. Defender la sociedad. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2001. FOUCAULT, Michel. Historia de la sexualidad. 1. La voluntad de saber. Buenos Aires: Siglo XXI, 2008. FOUCAULT, Michel. La ética del cuidado de sí como práctica de la libertad. En Estética, Ética, Hermenéutica. Obras esenciales, volumen III. Barcelona: Paidós, 2010. FOUCAULT, Michel. Vigilar y Castigar. Argentina: Siglo XXI, 2003. GONZÁLEZ, Juan. Aula mente social. Pensamiento transcomplejo. Tomo III. Barranquilla: Universidad Simón Bolívar, 2013. ILIVITZKY, Matias. Orígenes de la biopolítica: tensiones entre Foucault y Arendt. Araucaria: Revista Iberoamericana de Filosofía, Política y Humanidades, Sevilla, v. 14, n. 27, p. 24-41, jan./jul. 2012. PÉREZ, Augusto. Las Matemáticas Modernas: Pedagogía, Antropología y Política. Entrevista a Georges Papy. Perfiles Educativos, Ciudad de México, n. 10, p. 41-46, oct./dic. 1980. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. El poder que se practica, analizado desde Michel Foucault, en la enseñanza de la Matemática. Praxis Educativa ReDIE, v. 5, n. 9, p. 7-24, nov. 2013/abr. 2014. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. La Educación Matemática decolonial transcompleja como antropolítica. Utopía y Praxis Latinoamericana, Zulia, v. 25, p. 125-137, 2020b. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. La Educación Matemática en la con-formación del ciudadano. Telos: Revista de Estudios Interdisciplinarios en Ciencias Sociales, Zulia, v. 15, n. 2, p. 215-230, may./ago. 2013. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. La educación patrimonial descolonizada: un espacio por construir en la transmodernidad. Praxis Educativa ReDIE, v. 10, n. 18, p. 8-32, may./out. 2018. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. La hermenéutica comprensiva, ecosófica y diatópica: un transmétodo rizomático en la transmodernidad. Perspectivas Metodológicas, Buenos Aires, v. 19, p. 1-15, 2020a. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. Matemática-ecosofía: miradas de un acercamiento complejo. Visión Educativa IUNAES, Durango, v.14, n. 29, p. 1-12, abr./sep. 2020c. RODRÍGUEZ, Milagros Elena. Re-ligar como práctica emergente del pensamiento filosófico transmoderno. Orinoco Pensamiento y Praxis, v. 7, n. 11, p. 13-35, nov./dic. 2019. SANTOS, Boaventura de Souza. Crítica de la razón indolente: contra el desperdicio de la experiencia. Bilbao: Desclée de Brouwer, 2003. SKOVSMOSE, Ole. Hacia una Filosofía de la Educación Matemática Crítica. Traducido por Paola Valero. Bogotá: Una Empresa Docente, 1999. TEIXEIRA, Cymone Martins Cotrim; GUSMÃO, Tânia Cristina Rocha Silva. Perspectiva foucaultiana dos discursos em uma aula de Matemática: densidade demográfica. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 4, n. 10, p. 1-13, 2020. VALERO, Pola; GARCÍA, Gloria. El Currículo de las Matemáticas Escolares y el Gobierno del Sujeto Moderno. Bolema, Rio Claro, v. 28, n. 49, p. 491-515, ago. 2014. VEIGA-NETO, Alfredo. Biopolítica, Normalización y Educación. Pedagogía y Saberes, Bogotá, v. 38, p. 83-91, 2013.
1669 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Os reflexos de uma oficina na mudança das concepções de professores: um estudo no contexto dos materiais manipuláveis Mylena Simões Campos;Jorge Henrique Gualandi; Educação Matemática, Formação continuada de professores que ensinam Matemática, Materiais Manipuláveis, Concepções Esta pesquisa teve como objetivo descrever quais as possíveis contribuições de uma oficina para as mudanças nas concepções dos professores acerca dos Materiais Manipuláveis no ensino de Matemática. Desenvolveu-se um trabalho de abordagem qualitativa com dez professoras que ensinam Matemática na Educação Básica, em uma escola públicaituada no município de Marataízes, no sul do estado do Espírito Santo. Metodologicamente, a pesquisa foi desenvolvida mediante dois questionários, uma oficina e análise dos dados coletados à luz dos teóricos abordados. Verificou-se que três professoras possivelmente mudaram as suas concepções. Das possíveis mudanças, duas se referem à finalidade de trabalhar com os materiais e a outra diz respeito à possibilidade de utilizar esses recursos na sala de aula. BOGDAN, Robert C; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação. Tradução de Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. DAMAS, Ermelinda; OLIVEIRA, Vânia; NUNES, Raquel; SILVA, Luísa. Alicerces da Matemática: guia prático para professores e educadores. Porto: Areal Editores, 2010. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010. IMBERNÓN, Francisco. Formação continuada de professores. Tradução de Juliana dos Santos Padilha. Porto Alegre: Artmed, 2010. LORENZATO, Sérgio. O Laboratório de Ensino de Matemática e os materiais didáticos. In: LORENZATO, Sérgio. (Org.). O Laboratório de Ensino de Matemática na formação de professores. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2012, p. 3-38. MATOS, Mônica Gonçalves de. Estudo sobre concepções de professores que ensinam Matemática: o boletim de Educação Matemática em tela. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 12, 2016, São Paulo. Anais do XII ENEM: A Educação Matemática na contemporaneidade: desafios e possibilidades. São Paulo: SBEM, 2016, p. 1-12. MOREIRA, Joana Vianez. Materiais não estruturados na Geometria e Medida em EPE e no 1º CEB. 2018. 72f. Dissertação (Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico) — Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti. Porto. PASSOS, Cármen Lúcia Brancaglion. Materiais manipuláveis como recurso didático da formação de professores de Matemática. In: LORENZATO, Sérgio. (Org.). O Laboratório de Ensino de Matemática na formação de professores. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2012, p. 77-92. PERRENOUD, Philippe. Pedagogia diferenciada: das intenções à ação. Tradução de Patricia Chittoni Ramos. Porto Alegre: Artmed, 2000. PONTE, João Pedro da, SERRAZINA, Maria de Lurdes. Didáctica da Matemática para o 1º Ciclo do Ensino Básico. Lisboa: Universidade Aberta, 2000. PONTE, João Pedro da, SERRAZINA, Maria de Lurdes. Práticas profissionais dos professores de Matemática. Quadrante, Lisboa, v. 13, n. 2, p. 51-74, 2004. PONTE, João Pedro da. Concepções dos professores de Matemática e processos de formação. In: PONTE, João Pedro da. (Org.). Educação Matemática: Temas de Investigação. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 1992, p. 185-239. SANTOS FILHO, Jurandi Rodrigues; OLIVEIRA, Lucas Moura de; CABRAL, Macella Ferreira Bonfim. Importância e implantação do Laboratório de Ensino de Matemática. Caderno de Graduação — Ciências Exatas e Tecnológicas, Aracaju, v. 5, n. 2, p. 135-142, mar. 2019. SANTOS, Rejane Costa dos; GUALANDI, Jorge Henrique. Laboratório de Ensino de Matemática: o uso de materiais manipuláveis na formação continuada de professores. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 12, 2016, São Paulo. Anais do XII ENEM: A Educação Matemática na contemporaneidade: desafios e possibilidades. São Paulo: SBEM, 2016, p. 1-12. SERRAZINA, Lurdes. Didáctica da Matemática: os materiais e o ensino da Matemática. 1996. (22m39s). Disponível em: https://vimeo.com; acesso em 15 fev. 2020, às 16h. SERRAZINA, Lurdes. Os materiais e o ensino de matemática. Lisboa: APM, 1990. THOMPSON, Alba Gonzales. A relação entre concepções de Matemática e de ensino de Matemática de professores na prática pedagógica. Tradução de Gilberto Francisco Alves de Melo e Tadeu Oliver Gonçalves. Zetetiké, Campinas, v. 5, n. 8, p. 11-44, jul./dez. 1997. TURRIONI, Ana Maria Silveira; PEREZ, Geraldo. Implementando um Laboratório de Educação Matemática para apoio na formação de professores. In: LORENZATO, Sérgio. (Org.). O Laboratório de Ensino de Matemática na formação de professores. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2012, p. 57-76.
1670 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Apresentação — Dossiê: Modelagem Matemática e Resolução de Problemas Marco Aurélio Kistemann Junior;
1671 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Análise da compreensão de licenciandos em Matemática sobre o ensino via resolução de problemas Luiz Otavio Rodrigues Mendes;Érika Janine Maia Afonso;Marcelo Carlos de Proença; O objetivo do artigo foi analisar a compreensão de licenciandos em Matemática para abordar, em sala de aula, o ensino-aprendizagem de Matemática via resolução de problemas. Realizamos um estudo descritivo, de natureza qualitativa, em que 18 licenciandos que estavam matriculados no quarto ano do curso de Licenciatura em Matemática de uma universidade pública do norte do Paraná participaram de um curso de formação composto por discussões promovidas a partir de aulas teóricas e do desenvolvimento de uma prática baseada nas ações de ensino propostas por Proença (2018). Os resultados mostram que os participantes, no início do curso, desconheciam o ensino via resolução de problemas, indicando apenas se tratar de uso de problemas do cotidiano. Após o curso, os resultados mostram que a ação de escolha do problema a ser introduzido nesse ensino foi considerada a mais importante, seguida da ação que implica o auxílio do professor aos alunos quando tentam resolver o problema. ABRIC, Jean-Claude. A abordagem estrutural das Representações Sociais. In: MOREIRA, Antonia Silva Paredes; OLIVEIRA, Denise Cristina. (Org). Estudos interdisciplinares de Representação Social. Goiânia: Cultura e Qualidade, 2000, p. 27-39. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de La Rosa. Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática: por que através da Resolução de Problemas? In: ONUCHIC, Lourdes de La Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristiane Höber; JUSTULIN, Andressa Maria. (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco, 2014, p. 35-52. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2018. BRASIL. Ministério da Educação. 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1672 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem na Educação Matemática para o desenvolvimento de conceitos de Análise Combinatória Ticiano Azevedo Bastos;Milton Rosa; Esse artigo tem como base uma pesquisa de mestrado que teve como objetivo identificar como a perspectiva sociocrítica da Modelagem Matemática poderia contribuir para o desenvolvimento de conceitos de Análise Combinatória. A pesquisa foi realizada com 17 alunos do 2º ano do Ensino Médio de uma escola particular no vale do Rio Doce, na região leste do estado de Minas Gerais e com um professor de Educação Física. A abordagem metodológica utilizada nesse estudo foi qualitativa e os dados foram produzidos por meio de quatro blocos de atividades, dois questionários e uma entrevista semiestruturada, que foram conduzidos no período de setembro a novembro de 2018. Os resultados mostraram que as contribuições desse estudo estavam relacionadas com o desenvolvimento ativo da aprendizagem de conceitos combinatórios por meio de um olhar crítico sobre as práticas de treinamentos de musculação nas academias pesquisadas. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle; SILVA, André. Por uma educação matemática crítica: a modelagem matemática como alternativa. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 12, n. 2, p. 221-241, maio/ago. 2010. ALVES, Renato de Carvalho. O ensino de Análise Combinatória na Educação Básica e a formação de professores. 2012. 161f. Dissertação (Mestrado Ensino de Matemática) — Instituto de Matemática. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. AMBROZI, Luiz. Jogos em uma sequência didática para o ensino de Análise Combinatória. 2017. 162f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática) — Área do Conhecimento de Ciências Exatas e Engenharias. Universidade de Caxias do Sul. Caxias do Sul. BARBOSA, Jonei Cerqueira. 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1673 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Aprendizagem matemática através da elaboração de problemas em uma escola comunitária rural Cidimar Andreatta;Norma Suely Gomes Allevato; Neste artigo, apresentamos resultado de uma pesquisa de doutorado realizada com estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental de uma Escola Municipal Comunitária Rural, cujo objetivo foi investigar como problemas elaborados pelos estudantes podem contribuir para suas aprendizagens. Os dados foram construídos por meio da observação participante e da análise do enredo textual dos problemas elaborados pelos estudantes em um contexto de aprendizagem que levou em consideração conteúdos desenvolvidos por eles em etapas anteriores da pesquisa. Com abordagem qualitativa, a investigação configura-se como pesquisa-ação, em que os dados foram submetidos à análise textual discursiva a partir dos registros da elaboração dos problemas e das observações. Os resultados mostram que os problemas elaborados pelos estudantes estiveram relacionados, em sua maior parte, às operações fundamentais da Matemática, especialmente a adição e multiplicação como potencial para desenvolver aspectos da criatividade e da criticidade dos estudantes. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-aprendizagem-avaliação de Matemática: por que através da resolução de problemas. In: ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; JUSTULIN, Andresa Maria. (Org.). Resolução de problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 35-52. ALTOÉ, Renan Oliveira. Formulação de problemas do campo conceitual multiplicativo no Ensino Fundamental: uma prática inserida na metodologia de resolução de problemas. 2017. 227f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática) — Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Espírito Santo. Vitória. ANDRADE, Silvanio. 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1674 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática: um olhar semiótico Michele Regiane Dias Veronez;Carina Chulek; O desenvolvimento de uma atividade de modelagem matemática a partir dos interpretantes produzidos por alunos de um primeiro ano do Ensino Médio é focalizado nesse texto à luz da teoria semiótica peirceana. A metodologia que subsidia o estudo realizado é de cunho qualitativo, já que temos por interesse discutir acerca dos signos produzidos pelos alunos ao longo do desenvolvimento de uma atividade de modelagem matemática. Como resultados, ponderamos que o processo de geração de (signos) interpretantes depõe (des)conhecimentos dos alunos, seja sobre Matemática, seja sobre a situação e/ou problema que desencadeou a atividade de modelagem matemática em foco. Além disso, esse processo favorece uma dinamicidade na geração dos interpretantes, proporcionada devido ao uso do software GeoGebra e leva os alunos a assumirem atitudes autônomas ao longo do desenvolvimento da atividade de modelagem matemática. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle. Um olhar semiótico sobre modelos e modelagem: metáforas como foco de análise. Zetetiké, Campinas, v. 18, p. 387- 414, 2010. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle; DIAS, Michele Regiane. Um estudo sobre o uso da Modelagem Matemática como estratégia de ensino e aprendizagem. Bolema, Rio Claro, v. 17, n. 22, p. 19-36, jul./dez. 2004. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle; SILVA, Karina Alessadra Pêssoa; VERONEZ, Michele Regiane Dias. Sobre a geração e a interpretação de signos em atividades de modelagem matemática. In: VI SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2015, Pirenópolis. Anais do VI SIPEM. Pirenópolis: SBEM, 2015, p. 1-13. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle; SILVA, Karina Alessandra Pessôa. (Org.). 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1675 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. A Modelagem Matemática na Educação Infantil: uma experiência vivida Cibelli Batista Belo;Dionisio Burak; A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica e é considerada fundamental para o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e físico da criança. A Modelagem Matemática, sob o ponto de vista da Educação Matemática, se apresenta como uma prática pedagógica capaz de possibilitar esse desenvolvimento. Este artigo tem como objetivo descrever as contribuições da Modelagem Matemática no desenvolvimento das crianças em uma turma de Pré I, entre 4 a 5 anos. Participaram da investigação, dez crianças de uma escola pública. Os dados foram obtidos por meio de observações, fotos e filmagens. A análise foi realizada com base nos dados coletados. Descreve como as práticas foram concretizadas e as modificações necessárias ocorridas nas suas etapas quando desenvolvidas em uma turma de Pré I. Os resultados mostram as contribuições dessa prática pedagógica para o desenvolvimento das crianças, tornando-as mais participativas, autônomas e ressaltando a importância do diálogo e a interação entre elas. ALMEIDA, Lourdes Werle de; SILVA, Karina Pessôa; VERTUAN, Rodolfo Eduardo. Modelagem Matemática na Educação Básica. São Paulo: Contexto, 2012. ANDRADE, Lucimary Bernabé Pedrosa de. Educação infantil: discurso, legislação e práticas institucionais. São Paulo: EdUNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. ARAGÃO, Rosália Maria Ribeiro de. Rumo à educação do século XXI: para superar os descompassos do ensino nos anos iniciais de escolar idade. In: BURAK, Dionísio; PACHECO, Edilson Roberto; KLÜBER, Tiago Emanuel. (Org). Educação Matemática: reflexões e ações. Curitiba: CRV, 2010, p. 11-25. ARANHA, Mauricleide Leandro. A importância da ludicidade e da psicomotricidade para a Educação Infantil. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) — Centro de Educação. 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1676 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática na Educação Matemática e Formação Continuada de Professores: caminhos para o desenvolvimento profissional Rosi Kelly Regina Marmitt;Danusa de Lara Bonotto; Este artigo tem como objetivo conhecer as pesquisas realizadas sobre Modelagem Matemática e Formação Continuada e compreender, a partir delas, o desenvolvimento profissional (DP) dos professores participantes. Para tal, utilizamos como abordagem metodológica a pesquisa qualitativa, do tipo bibliográfica, com base na busca de dados na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Encontramos quatorze pesquisas, compreendidas entre 2010 e 2019 utilizando o campo busca avançada e a opção título, dentre as quais selecionamos onze para análise. Os procedimentos de análise estão pautados na análise temática de conteúdo. A partir da unidade de análise desenvolvimento profissional apresentamos duas categorias nas quais discutimos que: 1) as pesquisas tratam da formação continuada com modelagem na perspectiva do DP dos professores e os espaços/tempo constituídos para as formações favorecem o DP e 2) a transição da formação continuada para a sala de aula é um movimento de DP situado no fazer docente. ALMEIDA, Lourdes Werle de; SILVA, Karina Pessôa da; VERTUAN, Rodolfo Eduardo. Modelagem Matemática na Educação Básica. São Paulo: Contexto, 2012. BARBOSA, Jonei Cerqueira. As relações dos professores com a Modelagem Matemática. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 8, 2004, Recife. Anais do VIII ENEM — Educação Matemática: um compromisso social. Recife: SBEM, 2004, p. 1-11. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Mathematical modelling in classroom: a critical and discursive perspective. ZDM, Karlsruhe, v. 38, n. 3, p. 293-301, jun. 2006. BARBOSA, Jonei Cerqueira. As discussões paralelas no ambiente de aprendizagem modelagem matemática. Acta Scientiae, Canoas, v.10, n.1, jan./jun. 2008. BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2013. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEB, 2017. BIEMBENGUT, Maria Salett. Modelagem no Ensino Fundamental. Blumenau: EdFURB, 2014. BIEMBENGUT, Maria Salett. Modelagem na Educação Matemática e na Ciência. São Paulo: Livraria da Física, 2016. BURAK, Dionísio. Modelagem matemática: ações e interações no processo de ensino-aprendizagem. 1992. 130f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. DIAS, Michele Regiane. Uma experiência com Modelagem Matemática na formação continuada de professores. 2005. 121f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) — Centro de Ciências Exatas. Universidade Estadual de Londrina. Londrina. FERREIRA, Ana Cristina. Um olhar retrospectivo sobre a pesquisa brasileira em formação de professores de Matemática. In: FIORENTINI, Dario. (Org). Formação de professores de Matemática: explorando novos caminhos com outros olhares. Campinas: Mercado de Letras, 2003, p. 19-50. FIORENTINI, Dario. et al. Formação de professores que ensinam Matemática: um balanço de 25 anos da pesquisa brasileira. Educação em Revista, Belo Horizonte, n. 36, 137-160, dez. 2002. FIORENTINI, Dario; CRECCI, Vanessa. Desenvolvimento profissional docente: um termo guarda-chuva ou um novo sentido à formação? Formação Docente, Mariana, v. 5, n. 8, p. 11-23, jan./jun. 2013. GARCÍA, Carlos Marcelo. Formação de professores: para uma mudança educativa. Tradução de Isabel Narciso. Porto: Porto Editora, 1999. GARCIA, Carlos Marcelo. PRYJMA, Marielda Ferreira. A aprendizagem docente e os programas de desenvolvimento profissional. In: PRYJMA, Marielda Ferreira. (Org.). Desafios e trajetórias para o desenvolvimento profissional docente. Curitiba: EdUTFPR, 2013, p. 37-54. IMBERNÓN, Francisco. Formação continuada de professores. Tradução Juliana dos Santos Padilha. Porto Alegre: Artmed, 2010. MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 18 ed. Petrópolis: Vozes, 2001. NÓVOA, Antônio. (Coord.). Os professores e a sua formação. 2. ed. Lisboa: Dom Quixote, 1995. OLIVEIRA, Andreia Maria Pereira de. Modelagem Matemática e as tensões nos discursos dos professores. 2010. 199f. Tese (Doutorado em Ensino, Filosofia e História das Ciências). Universidade Federal da Bahia. Salvador. PASSOS, Cármen Lúcia Brancaglion. et al. Desenvolvimento profissional do professor que ensina Matemática: uma meta-análise de estudos brasileiros. Quadrante, Lisboa, v. 15, n. 1 e 2, 2006. PONTE, João Pedro. (Org.). Práticas profissionais dos professores de Matemática. Lisboa: Universidade de Lisboa, 2014. SHULMAN, Lee. Those who understand: knowledge growth inteaching. Educational Researcher, v. 15, n. 2, p. 4-14, 1986. STAKE, Robert E. Pesquisa qualitativa: estudando como as coisas funcionam. Tradução de Karla Reis. Porto Alegre: Penso. 2011.
1677 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática na perspectiva sociocrítica: ambiente para a comunicação dialógica Silvana Cocco Dalvi;Oscar Luiz Teixeira de Rezende;Luciano Lessa Lorenzoni; O presente artigo tem por objetivo refletir sobre a prática da Modelagem Matemática na perspectiva sociocrítica articulada ao modelo de cooperação investigativa que versa sobre a comunicação dialógica. É parte de uma dissertação de mestrado que teve como tema para o desenvolvimento da modelagem a escassez de água, problemática que emergiu da realidade dos alunos. A pesquisa é qualitativa, cujos instrumentos usados na produção de dados foram o diário de bordo, produção textual dos alunos e gravações. Os dados foram coletados numa escola localizada em Castelo, Espírito Santo, com alunos do 8º ano do Ensino Fundamental. Os resultados revelam que a Modelagem Matemática, na perspectiva sociocrítica, é por excelência um ambiente que favorece atos dialógicos; além de aproximar os conteúdos matemáticos de problemas sociais, propicia a investigação coletiva de perspectivas por meio do diálogo, favorecendo os processos de ensino e de aprendizagem e a formação cidadã dos estudantes. ALRØ, Helle; SKOVSMOSE, Ole. Diálogo e aprendizagem em Educação Matemática. Tradução de Orlando de Andrade Figueiredo. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. ARAÚJO, Jussara de Loiola. Relações entre matemática e realidade em algumas perspectivas de Modelagem Matemática na educação matemática. In: BARBOSA, Jonei Cerqueira; CALDEIRA; Ademir Donizete; Araújo, Jussara de Loiola (Org.). Modelagem matemática na educação matemática brasileira: pesquisas e práticas educacionais. Recife: SBEM, 2007, p. 17-32. BARBOSA, Jonei Cerqueira. A prática dos alunos no ambiente de Modelagem Matemática: o esboço de um framework. In: BARBOSA, Jonei Cerqueira; CALDEIRA; Ademir Donizete; Araújo, Jussara de Loiola (Org.). Modelagem matemática na educação matemática brasileira: pesquisas e práticas educacionais. Recife: SBEM, 2007, p. 161-174. BARBOSA, Jonei Cerqueira. As relações dos professores com a Modelagem Matemática. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 8, 2004, Recife. Anais do VIII ENEM — Educação Matemática: um compromisso social. Recife: SBEM, 2004b, p. 1-11. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem Matemática e a perspectiva sócio-crítica. In: II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2003, Santos. Resumos do II SIPEM. Santos: SBEM, 2003, p. 140. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem matemática: O que é? Por quê? Como? Veritati, n. 4, p. 73-80, 2004a. BIEMBENGUT, Maria Salett. Modelagem matemática no ensino. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2003. D’AMBROSIO, Ubiratan. Da realidade à ação: reflexões sobre Educação e Matemática. Campinas: Summus / UNICAMP, 1986. FORNER, Régis; MALHEIROS, Ana Paula dos Santos. Modelagem e o currículo paulista: entre imposições, cobranças veladas e insubordinações criativas. Revista Paranaense de Educação Matemática, Campo Mourão, v. 8, n. 17, p. 519-545, jul./dez. 2019. JACOBINI, Otávio Roberto; WODEWOTZKI, Maria Lúcia. Uma reflexão sobre Modelagem Matemática no contexto da Educação Matemática Crítica. Bolema, Rio Claro, v. 19, n. 25, p. 71-88, jan./jun. 2006. KAISER, Gabriele; SRIRAMAN, Bharath. A global survey of international perspectives on modelling in Mathematics Education. Zentralblatt fur Didaktik der Mathematik, v. 38, n.3, p. 302-310, jun. 2006. MINAYO, Maria Cecília de Souza. et al. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 22. ed. Petrópolis: Vozes, 2003. SILVA, Cíntia da; KATO, Lilian Akemi. Quais elementos caracterizam uma atividade de Modelagem Matemática na perspectiva sociocrítica. Bolema, Rio Claro, v. 26, n. 43, p. 817-838, ago. 2012. SKOVSMOSE, Ole. Um convite à Educação Matemática Crítica. Tradução de Orlando de Andrade Figueiredo Campinas: Papirus, 2014.
1678 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática e Resolução de Problemas na Educação: um panorama de pesquisas recentes Carlson Guerreiro de Almeida;Larissa Pinca Sarro Gomes;Zulma Elizabete de Freitas Madruga; Analisamos como a Modelagem Matemática (MM) associada à Resolução de Problemas (RP) se apresenta nas pesquisas acadêmicas que as utilizam em conjunto. Como abordagem metodológica, utilizamos os procedimentos do Mapeamento na Pesquisa Educacional. Os dados foram constituídos a partir da seleção de doze pesquisas publicadas no Banco de Teses da CAPES e Google Acadêmico. Para análise, estabelecemos cinco categorias: a) referenciais teóricos das pesquisas; b) os problemas investigados/interesses de pesquisa; c) metodologias utilizadas nas pesquisas; d) principais resultados das pesquisas; e e) perspectivas de continuidade. O estudo permitiu identificar aproximações teóricas e metodológicas entre os trabalhos analisados e evidencia que o foco das pesquisas é centrado nas reflexões, percepções e ações dos estudantes e professores durante o processo de Modelagem Matemática e Resolução de Problemas. Apontou, ainda, que, quando os estudantes desenvolvem atividades desse tipo, ampliam suas competências matemáticas, tornando-se hábeis na resolução de problemas. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-aprendizagem-avaliação de Matemática: por que através da resolução de problemas. In: ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; JUSTULIN, Andresa Maria. (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 35-52. ALMEIDA, Lourdes Marai Werle; DIAS, Michele Regiane. Um estudo sobre o uso da Modelagem Matemática como estratégia de ensino e aprendizagem. Bolema, Rio Claro, v. 17, n. 22, p. 19-35, set. 2004. 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1679 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática na Educação Básica: um olhar para o currículo Samuel Francisco Huf;Dionísio Burak;Nilcéia Aparecida Maciel Pinheiro; Este artigo tem como objetivo explicitar formas de organização curricular que respaldam a implementação da Modelagem Matemática na Educação Básica. Nesse sentido, as questões norteadoras são: O que se mostra sobre a Modelagem Matemática na Educação Básica, em relação à organização curricular, em um conjunto de artigos analisados? Qual forma de organização curricular respalda as necessidades para a adoção da Modelagem Matemática na Educação Básica? No encalço dessas questões, realiza-se uma pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa a partir de artigos disponíveis nas bases Scopus, Scielo, Portal de Periódicos da CAPES, Web of Science e Science Direct. As análises evidenciam inquietações a respeito do currículo por autores que buscam utilizar a Modelagem Matemática no âmbito da Educação Matemática. Os resultados apontam as teorias curriculares crítica e pós-crítica como as que mais se aproximam dos objetivos de formação dos estudantes por meio da Modelagem Matemática. ARAGÃO, Rosália Maria Ribeiro. Teoria da aprendizagem significativa de David. P. Ausubel: sistematização dos aspectos teóricos fundamentais. 1976. 109f.Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. ARROYO, Miguel Gonzáles. Indagações sobre currículo: educandos e educadores – seus direitos e o currículo. Brasília: Ministério da Educação; Secretaria de Educação Básica, 2007. AUSUBEL, David Paul. Aquisição e retenção de conhecimentos: uma perspectiva cognitiva. Tradução de Lígia Teopisto. Lisboa: Plátano, 2003. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2018. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Indagações sobre currículo e educandos e educadores: seus direitos e o currículo. Brasília: MEC/SEB, 2007. BURAK, Dionísio. A Modelagem Matemática na perspectiva da Educação Matemática: olhares múltiplos e complexos. Educação Matemática Sem Fronteiras, Chapecó, v. 1, n. 1, p. 96-111, jan./jun. 2019. BURAK, Dionísio. Modelagem Matemática e a sala de aula. In: ENCONTRO PARANAENSE DE MODELAGEM EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 1, 2004, Londrina. Anais do I EPMEM. Londrina: UEL, 2004. p. 1-10. BURAK, Dionísio. Modelagem Matemática sob um olhar de Educação Matemática e suas implicações para a construção do conhecimento matemático em sala de aula. Modelagem na Educação Matemática, Blumenau, v. 1, n. 1, p. 10-27, 2010. BURAK, Dionisio. Modelagem Matemática: ações e interações no processo de ensino e aprendizagem. 1992. 460f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. BURAK, Dionísio. 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1680 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática de transformações isovolumétricas: análise conforme a teoria de conciliação de metas Bazilicio Manoel de Andrade Filho;Fábio José Rauen; Analisamos a pertinência da arquitetura abdutivo-dedutiva da teoria de conciliação de metas para descrever e explicar processos cognitivos em tarefas de Modelagem Matemática. Para dar conta desse objetivo, observamos o desempenho de um grupo de estudantes do segundo ano do Curso Técnico de Química Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Santa Catarina, campus Criciúma, na tarefa de modelar transformações gasosas isovolumétricas com o auxílio de um simulador de propriedades gasosas. As evidências mostram que os estudantes foram capazes de modelar as transformações, negociando colaborativamente planos de ação intencional menores associados às diferentes fases e ações cognitivas de modelagem, com os quais, relacionando Matemática e Físico-Química, mobilizaram o objeto matemático adequado de seu repertório didático; propuseram um modelo; interpretaram e validaram os resultados; e refletiram sobre limitações e potencialidades do modelo. O estudo sugere que a arquitetura pode contribuir para descrever e explicar processos cognitivos em atividades de Modelagem Matemática, oferecendo ao professor ferramentas para gerar e avaliar intervenções didáticas. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; VERTUAN, Rodolfo Eduardo. Modelagem Matemática na Educação Matemática. In: ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; PESSÔA, Karina Alessandra. (Org.). Modelagem Matemática em foco. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2014, p. 1-19. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; VERTUAN, Rodolfo. Discussões sobre “como fazer” modelagem na sala de aula. In: ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; ARAÚJO, Jussara de Loiola; BISOGIN, Eleni. (Org.). Práticas de Modelagem Matemática: relatos de experiências e propostas pedagógicas. Londrina: EdUEL, 2015, p. 19-44. ALMEIDA, Lourdes Werle de; SILVA, Karina Pessôa da; VERTUAN, Rodolfo Eduardo. Modelagem Matemática na educação básica. São Paulo: Contexto, 2016. ANDRADE FILHO, Bazilicio Manoel de. Sequência didática envolvendo Modelagem Matemática de transformações gasosas: concepção, execução e análise de resultados orientada pela noção de conciliação de metas. 2020. 218f. Tese (Doutorado em Ciências da Linguagem) — Universidade do Sul de Santa Catarina. Tubarão. RAUEN, Fábio José. For a goal conciliation theory: ante-factual abductive hypotheses and proactive modelling. Linguagem em (Dis)curso, Tubarão, v. 14, n. 13, p. 188-204, set./dez. 2014. RAUEN, Fábio José. Por uma modelação abdutivo-dedutiva de interações comunicativas. In: TENUTA, Adriana Maria; COELHO, Sueli Maria. (Org.). Uma abordagem cognitiva da linguagem: perspectivas teóricas e descritivas. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2018, p. 13-30. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2018. BRATMAN, Michael. Intention, plans and practical reason. Cambridge: Harvard. University Press, 1989. SPERBER, Dan; WILSON, Deirdre. Relevance: communication & cognition. 2nd. ed. Oxford: Blackwell, 1995.
1681 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Uso de recursos didáticos em atividades de Modelagem Matemática: uma análise de relatos de experiência Adriana Ferreira Mendonça;Hermínio Borges Neto; Neste artigo busca-se identificar os recursos didáticos evidenciados em atividades de Modelagem Matemática e verificar em que situações eles são inseridos no planejamento docente. Definem-se, com efeito, as categorias recursos planejados e recursos emergentes. A pesquisa qualitativa, exploratória, de caráter bibliográfico, foi realizada em anais de dois congressos — Encontro Paranaense de Modelagem na Educação Matemática (EPMEM) e Conferência Nacional sobre Modelagem na Educação Matemática (CNMEM) — que têm a Modelagem Matemática como escolha de publicação, tomando-se os relatos de experiência. Os resultados mostram que diversos meios são utilizados pelos professores e, na maioria das vezes, planejados, mas, em algumas situações, emergem da necessidade da investigação no encaminhamento da atividade pelos estudantes, o que, neste caso, demanda do professor maior preparo e mais cuidado na condução de atividades de Modelagem. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem Matemática e os professores: a questão da formação. Bolema, Rio Claro, v. 14, n. 15, p. 5-23, 2001. BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática. São Paulo: Contexto, 2002. BURAK, Dionísio. Modelagem matemática: ações e interações no processo de ensino-aprendizagem. 1992. 460f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. CALDEIRA, Ademir Donizeti. Formação de professores de matemática para uma sociedade sustentável: contribuições da modelagem matemática. Revista Paranaense de Educação Matemática, Campo Mourão, v. 2, n. 2, jan./jun. 2013. 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1682 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Qual é a área máxima da casa? Um problema à luz da resolução de problemas mediada pela tecnologia Dienifer Tainara Cardoso Lickefett;Ivanete Zuchi Siple;Elisandra Bar de Figueiredo; Neste artigo apresentamos resultados parciais de uma pesquisa, em nível de mestrado profissional, sobre o contributo do uso da metodologia de ensino-aprendizagem-avaliação através da resolução de problemas mediada pelo GeoGebra, em conexão com os diferentes registros de representações, no ensino e na aprendizagem, de máximos e mínimos de funções. O produto educacional, oriundo dessa pesquisa foi um Caderno Didático na plataforma do GeoGebra, composto por diversos aplicativos que buscam auxiliar na resolução de problemas de otimização de funções. Adotando uma abordagem qualitativa e interpretativa, foram recolhidos os dados das resoluções de uma atividade realizada pelos alunos de uma turma do Ensino Médio e outra do Ensino Superior. Nos resultados, apontamos as potencialidades sobre o uso da tecnologia que favoreceu a resolução do problema devido à abordagem interativa e à possibilidade de transitar entre diferentes representações, bem como alguns desafios presentes em determinadas etapas da metodologia adotada. ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Associando o computador à resolução de problemas fechados: análise de uma experiência. 2005. 378f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) — Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; JAHN, Ana Paula; ONUCHIC, Lourdes de La Rosa. O computador no ensino e aprendizagem de Matemática: reflexões sob a perspectiva da resolução de problemas. In: ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; LEAL JR., Luiz Carlos; PIRONEL, Márcio. Perspectivas para resolução de problemas. São Paulo: Livraria da Física, 2017, p. 247-277. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. 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1683 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Explorando conceitos estatísticos por meio da Modelagem Matemática: uma proposta para a Educação do Campo Andressa Franco Vargas;Eleni Bisognin; O presente artigo buscou discutir em que medida questões culturais aliadas à Modelagem Matemática podem contribuir e proporcionar aos alunos uma Aprendizagem Significativa. Participaram da pesquisa alunos do Ensino Fundamental de uma escola do campo do interior do Rio Grande do Sul. Foram realizadas intervenções no ambiente escolar e observações em sala de aula com o propósito de verificar os subsunçores dos alunos, fazer um levantamento de dados e analisar o contexto escolar. Esse levantamento possibilitou elencar três temáticas de interesse dos alunos: Pecuária, Pesca e Agricultura. Neste trabalho apresentamos uma atividade que aborda a temática Pesca como base para estudo de conceitos estatísticos e analisamos se a aprendizagem desses conceitos foi significativa. Da análise dos resultados foi possível inferir que a aprendizagem se torna significativa quando inserimos questões culturais como tema central, pois estas podem fundamentar a aprendizagem de novos conceitos; fortalecer e significar conceitos já conhecidos. AUSUBEL, David Paul. Aquisição e retenção de conhecimentos: uma perspectiva cognitiva. Tradução de Ligia Teopisto. Lisboa: Plátano Edições Técnicas, 2003. AUSUBEL, David Paul. Educational psychology: a cognitive view. New York, Holt, Rinehart and Winston, 1968. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem na Educação Matemática: contribuições para o debate teórico. In: REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 24, 2001, Caxambu. Anais da 24ª REUNIÃO ANUAL DA ANPEd. Rio de Janeiro: ANPED, 2001, p. 1-12. BIEMBENGUT, Maria Salett; HEIN, Nelson. Modelagem Matemática no ensino. 4 ed. São Paulo: Contexto, 2005. BLUM, Werner. 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1684 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. As contribuições de um curso de Modelagem Matemática para a formação e atuação de professores que ensinam Matemática Edyenis Rodrigues Frango;Marco Aurélio Kistemann Junior; Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa realizada no Mestrado Profissional em Educação Matemática da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) que investigou a formação de professores que ensinam Matemática com a temática da Modelagem Matemática. Esta pesquisa, realizada em três fases com professores — pesquisa piloto, pesquisa pós-piloto e desenvolvimento do produto educacional — buscou compreender a relação desses professores com a Modelagem, tanto na sua formação quanto na sua prática docente. A cada fase da pesquisa foi possível perceber os anseios dos professores que ensinam Matemática por meio de questionários aplicados e das observações e interações com os participantes durante a formação realizada. Esses apontamentos evidenciam a carência dos cursos de formação de professores em relação à Modelagem Matemática. Como principal resultado da pesquisa, apresenta-se um Produto Educacional voltado para a formação inicial e continuada de professores de Matemática. ALRØ, Helle; SKOVSMOSE, Ole. Diálogo e aprendizagem em Educação Matemática. Tradução de Orlando de Andrade Figueiredo. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. Estudo de caso: seu potencial na Educação. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 49, 1984. ARAÚJO, Jussara de Loiola. Brazilian research on modeling in Mathematics Education. ZDM Mathematics Education, v. 42, n. 3-4, p. 337-348, jun. 2010. ARAÚJO, Jussara de Loiola. Ser crítico em projetos de modelagem em uma perspectiva crítica de Educação Matemática. Bolema, Rio Claro, v. 26, n. 43, p. 839-859, ago. 2012. ASSIS, Leonardo de. Modelagem Matemática na formação de professores: algumas contribuições. 2013. 140f. 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1685 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Progressão Geométrica através da Resolução de Problemas na Licenciatura em Matemática Matheus Metz Correa;Fabiane Cristina Höpner Noguti; Este artigo é recorte de uma dissertação que buscou investigar, na forma de um estudo de caso, quais as contribuições, no ensino e na aprendizagem de Progressão Geométrica, propiciada pela Metodologia de Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática através da Resolução de Problemas no Ensino Superior. Esta pesquisa teve como sujeitos licenciandos em Matemática da Universidade Federal de Santa Maria matriculados na disciplina de Resolução de Problemas. A coleta de dados ocorreu em sete encontros, no período de um mês, em que cada aula buscou contemplar um conceito específico da Progressão Geométrica. Utilizamos como instrumentos de coleta de dados: questionários, diários de campo, gravações de áudios e folha de resoluções dos registros dos alunos. De forma geral, essa metodologia possibilitou uma aprendizagem eficiente para os licenciandos em Matemática, os quais notaram que nem sempre há a necessidade de decorar fórmulas e teoremas durante a construção de conceitos e conteúdos matemáticos. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de La Rosa. Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática: por que através da Resolução de Problemas? In: ONUCHIC, Lourdes de La Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; JUSTULIN, Andresa Maria. (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. Jundiaí: Paco Editorial, 2014. p. 35-52. BORBA, Marcelo de Carvalho; ALMEIDA, Helber Rangel Formiga Leite de; GRACIAS, Telma Aparecida de Souza. Pesquisa em ensino e sala de aula: diferentes vozes em uma investigação. Belo Horizonte: Autêntica. 2018. CORREA, Matheus Metz. Uma proposta didática para o ensino de sequências através da metodologia da resolução de problemas com o auxílio das questões da OBMEP. 2016. 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1686 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Interfaces entre Modelagem Matemática, Raciocínio e Pensamento Estatístico Andréa Pavan Perin;Celso Ribeiro Campos; A Educação Estatística é uma área de estudos e pesquisas que se formou mediante a busca por compreender os processos de ensino e de aprendizagem de Estatística. No contexto brasileiro, em tais estudos, tem ganhado relevância o desenvolvimento de três competências, a literacia, o raciocínio e o pensamento alicerçados em ambientes de Modelagem Matemática. Esse artigo, de natureza teórica, tem como objetivo traçar um paralelo entre as etapas da Modelagem Matemática, os elementos do pensamento e os tipos de raciocínio estatístico, com a finalidade de apontar o que há de comum nas etapas propostas entre eles e, assim, contribuir com o desenvolvimento das pesquisas na área. O estudo apontou que o ambiente de Modelagem Matemática possui relações significativas com os tipos de raciocínio e os elementos do pensamento estatístico, o que nos permite afirmar que esse ambiente pode favorecer o desenvolvimento dessas competências. ALMOULOUD, Saddo Ag; SILVA, Maria José Ferreira da. Construção do referencial teórico de uma pesquisa educacional. In OLIVEIRA, Gerson Pastre de. (Org.), Pesquisa em Educação Matemática: um olhar sobre a metodologia. Curitiba: CRV, 2019, p. 49-82. BARBOSA. Jonei Cerqueira. Modelagem na Educação Matemática: contribuições para o debate teórico. REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 24, 2001, Caxambu. Anais da XXIV Reunião Anual da ANPEd. Rio de Janeiro: ANPEd, 2001, p. 1-15. BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino-aprendizagem com modelagem matemática: uma nova estratégia. São Paulo: Contexto, 2011. BEN-ZVI, Dani; ARIDOR-BERGER, Keren. Children’s wonder how to Wander between data and context. 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1687 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Focos das pesquisas publicadas na CNMEM: Modelagem Matemática e GeoGebra Jorge Ricardo Marques Correia;Wellington Piveta Oliveira; Essa pesquisa é fruto do projeto de Iniciação Científica, ainda em desenvolvimento, sobre Modelagem Matemática e o GeoGebra. Com objetivo de responder Que focos das produções em Modelagem Matemática que mencionam o GeoGebra se revelam dos anais da CNMEM (2003-2019)?, a pesquisa interrogou as produções publicadas na Conferência Nacional sobre Modelagem na Educação Matemática (CNMEM), que mencionaram o GeoGebra. Após a seleção das produções, foram realizadas leituras sucessivas dos resumos, possibilitando estabelecer sínteses sobre seus objetivos. A aproximação temática entre esses objetivos permitiu uma convergência, favorecendo à constituição de três núcleos: Modelagem Matemática e GeoGebra na formação de professores; Aspectos da Modelagem Matemática com GeoGebra; Atividades de Modelagem Matemática e GeoGebra. Os resultados sustentam que as produções possuem objetos de investigação distintos, sugerem a emergência de saberes pedagógicos, técnicos e matemáticos, bem como despertam reflexões em (jovens) pesquisadores. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; FERRUZZI, Elaine Cristina. Uma aproximação socioepistemológica para a modelagem matemática. Alexandria, Florianópolis, v. 2, n. 2, p. 117-134, jul./dez. 2009. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; VERTUAN, Rodolfo Eduardo. Discussões sobre “como fazer” modelagem matemática na sala de aula. In: ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; ARAÚJO, Jussara de Loyola; BISOGNIN, Eleni. (Org.). Práticas de modelagem matemática na Educação Matemática: relatos de experiências e propostas pedagógicas. Londrina: EdUEL, 2011, p. 19-43. ARAÚJO, Jussara de Loyola. Cálculo, tecnologias e modelagem matemática: as discussões dos alunos. 2002. 173f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) — Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem matemática e os professores: a questão da formação. Bolema, Rio Claro, v. 14, n. 15, p. 5-23, 2001. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Sobre a pesquisa em Modelagem Matemática no Brasil. In: CONFERÊNCIA NACIONAL SOBRE MODELAGEM NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 5, 2007, Ouro Preto. Anais da V CNMEM. Ouro Preto: UFOP, 2007, p. 82-103. BIEMBENGUT, Maria Salett. 30 Anos de Modelagem Matemática na Educação Brasileira: das propostas primeiras às propostas atuais. Alexandria, Florianópolis, v. 2, n. 2, p. 7-32, jul./dez. 2009. BORTOLOSSI, Humberto José. O uso do software gratuito GeoGebra no ensino e na aprendizagem de Estatística e Probabilidade. Vidya, Santa Maria, v. 36, n. 2, p. 429-440, jul./dez., 2016. BURAK, Dionísio. Modelagem matemática: ações e interações no processo de ensino aprendizagem. 1992. 460f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. CERVO, Amando Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia científica. São Paulo: Makron Books, 1996. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. KLÜBER, Tiago Emanuel; BURAK, Dionisio. Concepções de modelagem matemática: contribuições teóricas. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 10, n. 1, p. 17-34, jan./jul. 2008. LORIN, Ana Paula Zanim. Competências dos alunos em atividades de Modelagem Matemática. 2015. 164f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) — Centro de Ciências Exatas. Universidade Estadual de Londrina. Londrina. MEYER, João Frederico da Costa de Azevedo; CALDEIRA, Ademir Donizeti; MALHEIROS, Ana Paula dos Santos. Modelagem em Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. PEREIRA, Giselle Moraes Resende. SOUZA JUNIOR, Arlindo José de. Pesquisas brasileiras sobre Tecnologias Digitais e Modelagem Matemática no Cálculo Diferencial e Integra do Ensino Superior. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 7, 2018, Foz do Iguaçu. Anais do VII SIPEM. Foz do Iguaçu: SBEM, 2018, p. 1-12. ROMANOWSKI, Joana Paulin; ENS, Romilda Teodora. As pesquisas denominadas do tipo “Estado da Arte” em Educação. Diálogo Educacional, Curitiba, v. 6, n. 19, p. 37-50, set./dez., 2006. SOARES, Débora da Silva. Modelagem Matemática com ouso do software GeoGebra. In: CONFERÊNCIA NACIONAL SOBRE MODELAGEM NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 10, 2017, Maringá. Anais da X CNMEM — Modelagem Matemática na Educação Matemática e a Escola Brasileira: Histórias, atitudes e projeções. Maringá: UEM, 2017, p. 1-9. TAMBARUSSI, Carla Melli; KLÜBER, Tiago Emanuel. A pesquisa em Modelagem Matemática no âmbito da Educação Matemática brasileira: um olhar epistemológico. Revista Paranaense de Educação Matemática, Campo Mourão, v. 3, n. 5, p. 180-199, jul./dez. 2014.
1688 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. A modelagem matemática como uma metodologia investigativa e crítica nas aulas de Matemática Polyanna Possani da Costa Petry;Kátia Maria de Medeiros;Edna Lopes Hardoim;Débora Eriléia Pedrotti Mansilla; Ressaltamos que, a busca por metodologias que estejam adequadas a um ensino que possibilite a formação intelectual e cidadã dos alunos, torna-se cada vez mais forte e emergente. Nessa perspectiva, as diferentes tendências da Educação Matemática podem contribuir de modo decisivo e, no caso particular das tendências Modelagem em Educação Matemática e Investigação Matemática na Sala de Aula, observamos aspectos que convergem. Neste sentido, refletimos aqui, possibilidades da Modelagem Matemática como uma metodologia investigativa nas aulas de Matemática, o que pode favorecer ou dificultar a implementação desta metodologia na sala de aula e sobre a importância da comunicação oral entre os participantes das interações, na fase de validação, particularmente. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de. Estratégias heurísticas como meios de ação em atividades de Modelagem Matemática. Com a Palavra o Professor, Vitória da Conquista, v. 5, n. 11, jan./abr. 2020. ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de. Um olhar semiótico sobre modelos e modelagem: metáforas como foco de análise. Zetetiké, Campinas, v. 18, p. 387-414, dez. 2010. ARAÚJO, Jussara de Loiola. Cálculo, Tecnologias e Modelagem Matemática: as discussões dos alunos. 2002. 180f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) — Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro. ARAÚJO, Jussara de Loiola. 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1689 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Mapeamento das dissertações sobre Modelagem Matemática produzidas no Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional Moisés Ceni de Almeida;Leonardo Maricato Musmanno;Sérgio Gonçalves de Sousa; O artigo apresenta um mapeamento quanti-qualitativo das dissertações elaboradas no Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT) produzidas nos últimos sete anos, cujo objeto de estudo tenha abordado Modelagem Matemática. O objetivo desse mapeamento foi obter, no âmbito quantitativo, uma visão geral das pesquisas nas dissertações e, qualitativamente, se abordam o tema dentro de uma perspectiva de metodologia de ensino. O mapeamento identificou os conteúdos mais abordados e a distribuição das produções por nível de escolaridade, ano de publicação, regiões, estados e instituições, permitindo verificar a evolução dos trabalhos e possíveis lacunas. Foram investigadas 140 dissertações sobre Modelagem Matemática e sua aplicação, teórica e prática, em todos os níveis de ensino, incluindo na formação continuada de professores de Matemática. Percebe-se que há aumento das produções nos últimos anos, em sua maioria, apresentando temas direcionados ao Ensino Médio, sem discutir, contudo, a importância da Modelagem Matemática como ferramenta de ensino. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem Matemática: O que é? Por que? Como? Veritati, Salvador, n. 4, p. 73-80, 2004. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem na Educação Matemática: contribuições para o debate teórico. In: REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 24, 2001, Caxambu. Anais da 24ª Reunião Anual da ANPEd. Rio de Janeiro: ANPEd, 2001, p. 1-15. BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática: uma nova estratégia. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2010. BASSANEZI, Rodney Carlos. Modelagem Matemática: teoria e prática. 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1690 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Proximidades e convergências entre a Modelagem Matemática e o STEAM José Ricardo Dolenga Coelho;Anderson Roges Teixeira Góes; Ensino e aprendizagem, Resolução de Problemas, Metodologias ativas, Tendências em Educação Matemática Considerando a necessidade de práticas pedagógicas diferenciadas que possibilitem associar a realidade do estudante com outras áreas do conhecimento, para que conceitos/conteúdos científicos/escolares tenham maior significado, este estudo apresenta as proximidades e convergências entre as metodologias Modelagem Matemática e STEAM. Tal discussão mostra-se necessária, pois ao verificar pesquisas no Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), não foram identificados trabalhos envolvendo ambas metodologias. Com isso, este estudo apresenta elementos associando semelhanças nas etapas/fases indicadas por cada metodologia, o que possibilita ao estudante, mediado pelo professor, desenvolver modelos matemáticos e físicos para a resolução de situações-problema. Pelos estudos teóricos realizados, é possível considerar que as duas metodologias têm aproximações e podem ser inseridas nos processos de ensino e de aprendizagem de Matemática, possibilitando que o estudante seja o protagonista na construção de seu conhecimento, não somente de conceitos matemáticos, mas numa abordagem interdisciplinar. BACICH, Lilian; HOLANDA, Leandro. A aprendizagem baseada em projetos e a abordagem STEAM. In: BACICH, Lilian; HOLANDA, Leandro. (Org.). STEAM em sala de aula: aprendizagem baseada em projetos integrando conhecimento na Educação Básica. Porto Alegre: Penso, 2020, p. 29-50. BIEMBENGUT, Maria Salett. Modelagem Matemática & implicações no ensino e na aprendizagem matemática. Blumenau: EdFURB, 2004. 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1691 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Modelagem Matemática e Educação Financeira: uma integração possível no desenvolvimento da criticidade dos estudantes Gabriela dos Santos Barbosa;Jerlan Manaia de Araújo;Ana Marlice Manhães Paes; Modelagem Matemática, Estudantes, Educação Financeira O presente artigo tem como foco a modelagem matemática e a resolução de problemas no contexto da Educação Financeira num curso pré-vestibular social de Duque de Caxias, Rio de Janeiro. Na pesquisa apresentada, a modelagem consistiu na investigação por meio da Matemática de temas definidos como interessantes pelos estudantes, que estavam divididos em grupos. Para contemplar o objetivo de descrever e analisar o processo de modelagem matemática vivenciado pelos estudantes e suas potencialidades críticas, realizamos uma pesquisa-ação composta por três atividades de ensino. Os resultados nos levam a concluir que a Educação Financeira oferece circunstâncias para a modelagem que, além de envolver a revisão e construção de conceitos matemáticos, permitem o desenvolvimento de uma postura crítica no que concerne ao consumismo e às desigualdades sociais brasileiras. ALLEVATO, Norma Suely Gomes. ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensinando Matemática na sala de aula através da Resolução de Problemas. Boletim GEPEM, Rio de Janeiro, n. 55, p. 133-154, jul./dez. 2009. ALVES, Alvaro Marcel. O método materialista histórico dialético: alguns apontamentos sobre a subjetividade. Revista de Psicologia da UNESP, Assis, v. 9, n. 1, p. 1-13, jan./jun. 2010. ANDREATTA, Cidimar; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Aprendizagem matemática através da elaboração de problemas em uma escola comunitária rural. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 4, n. 10, p. 1-23, 2020. ARAÚJO, Jerlan Manaia de. Educação Financeira: concepções de estudantes de um pré-vestibular social em Duque de Caxias. 2020. 136f. Dissertação (Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação) — Faculdade de Educação da Baixada Fluminense. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Duque de Caxias. ARAÚJO, Jussara de Loiola. Cálculo, Tecnologias e Modelagem Matemática: as discussões dos alunos. 2002. Tese (Doutorado em Educação Matemática) — Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro. ARAÚJO, Jussara de Loiola. Relação entre Matemática e realidade em algumas perspectivas de modelagem matemática na Educação Matemática. In: BARBOSA, Jonei Cerqueira; CALDEIRA, Ademir Donizete; ARAÚJO, Jussara de Loiola. (Org.). Modelagem Matemática na Educação Matemática Brasileira: pesquisas e práticas educacionais. Recife: SBEM, 2007, p. 17-32. BARBOSA, Gabriela dos Santos. O Teorema Fundamental da Aritmética: jogos e problemas com alunos do sexto ano do Ensino Fundamental. 2008. 308f. 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1692 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Apresentação — Dossiê: Formação de Professores que ensinam Matemática Edvonete Souza de Alencar;
1693 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Comunidade aprendente de professores que ensinam Matemática nos anos iniciais: uma experiência formativa Simone Mumbach;Charles dos Santos Guidotti; Este artigo apresenta a experiência formativa de uma comunidade aprendente de professores que ensinam Matemática nos Anos Iniciais no intuito de estudar, discutir, refletir e compreender as mudanças curriculares propostas pelo Referencial Curricular Gaúcho de Matemática para esta etapa da escolaridade. A proposição formativa fundamenta-se teoricamente nos entendimentos de comunidade aprendente (BRANDÃO, 2005; GALIAZZI et al., 2017; FREITAS, 2010). A comunidade de professores em formação desenvolveu atividades formativas de forma síncrona e assíncrona, por meio do Google Sala de Aula, totalizando 40 horas. A partir dessa experiência, assumimos que a formação continuada de professores em comunidade oportuniza discussões, reflexões e partilha de experiências possibilitando o aperfeiçoamento da ação docente. BECKER, Fernando; MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. (Org.). Ser professor é ser pesquisador. Porto Alegre: Mediação, 2007 BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Encontros e caminhos: formação de educadoras (es) ambientais e coletivos educadores. Brasília: MMA, Diretoria de Educação Ambiental, 2005. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEB, 2017. DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. Campinas: Autores Associados, 2015. DIESEL, Aline; BALDEZ, Alda Leila Santos; MARTINS, Silvana Neumann. Os princípios das metodologias ativas de ensino: uma abordagem teórica. Revista Thema, v. 14, n. 1, p. 268-288, jan./mar. 2017. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1987. FREITAS, Diana Paula Salomão de. A perspectiva da comunidade aprendente nos processos formativos de professores pesquisadores educadores ambientais. 2010. 225f. Dissertação (Mestrado em Educação Ambiental) Instituto de Educação. Universidade Federal do Rio Grande. GALIAZZI, Maria do Carmo; FEEITAS, Diana Paula Salomão de; LIMA, Cleiva Aguiar de; COUSIN, Claudia da Silva; SOUZA, Moacir Langoni de; CUPELLI, Rodrigo Launikas. Narrativas de comunidades aprendentes em Educação Ambiental. Ambiente & Educação, Rio Grande, v. 22, n. 2, jul./dez. 2017. GALLO, Silvio. O problema e a experiência do pensamento: implicações para o ensino de filosofia. In: BORBA, Siomara; KOHAN, Walter. (Org.). Filosofia, aprendizagem, experiência. Belo Horizonte: Autêntica, 2008, p. 115-130. MORAES, Roque; LIMA, Valderez Marina do Rosário. (Org.). Pesquisa em sala de aula: tendências para a educação em novos tempos. Porto Alegre: EdPUCRS, 2012. MORÁN, José. Mudando a educação com metodologias ativas. In: Coleção mídias contemporâneas. Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens. Ponta Grossa: Foca Foto-PROEX/UEPG, 2015, p. 15-33. NÓVOA, António. Para una formación de profesores construida dentro de la profissión. Revista de Educación, n. 350, p. 203-218, sep./dic. 2009. RIO GRANDE DO SUL. Secretaria de Estado da Educação. Departamento Pedagógico. Referencial Curricular Gaúcho: Matemática. Porto Alegre: SEE/DP, 2018. TRIGO, Carmen; NUNES, Wallace Vallory. Experimentos didáticos no ensino da Matemática: orientações pedagógicas. Rio de Janeiro: IFRJ, 2011. VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. Tradução de José Cipolla Neto, Luis Silveira Menna Barreto, Solange Castro Afeche. São Paulo: Martins Fonte, 1991.
1694 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Para onde orientam estudos sobre Pensamento Algébrico e Lesson Study? Caracterização de pesquisas com professores dos anos iniciais (2009-2019) Beatriz Sarto;Klinger Teodoro Ciríaco; Afirmamos a importância de perspectivas do trabalho, em regime de colaboração, com professores que ensinam Matemática na Educação Básica, particularmente no ciclo da alfabetização frente à inserção da unidade temática Álgebra no currículo dos Anos Iniciais. O artigo baseia-se em revisão de literatura, com mapeamento de teses e dissertações, voltada à teorização dos estudos desenvolvidos na última década (2009 a 2019) que abarcaram os descritores Pensamento Algébrico e Lesson Study em programas de pós-graduação da área de Educação e Ensino, situados no Estado de São Paulo. A análise dos diferentes estudos localizados no contexto paulista desvelou indícios relevantes à indicadores futuros, os quais possibilitaram-nos aprimorar a atividade de extensão e pesquisa que desenvolvemos em 2019. A aproximação com as experiências anteriores sinaliza para necessidade de constituir espaços de formação, centrados na escola, que possibilitem a instrumentalização docente no que respeita atributos definidores do desenvolvimento do pensamento algébrico com as crianças. ARAGÃO, Ana Maria Falcão; PREZOTTO, Marissol; AFFONSO, Bianca Fiod. Reflexividades e parceria no cotidiano da escola: o método de formação docente Lesson Study. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 12, 2015, Curitiba. Anais do XII EDUCERE: Formação de professores, complexidade e trabalho docente. Curitiba: PUC-PR, 2015. p. 16113-16124. ARAÚJO, Elizabeth Adorno de. Ensino de álgebra e formação de professores. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 10, n. 2, p. 331-446, jul./dez. 2008. 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1695 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Formação continuada de professores, desenvolvimento profissional e conhecimento matemático na Educação Infantil Denise França Stehling;Keli Cristina Conti; O artigo busca apresentar os resultados de uma pesquisa desenvolvida no âmbito de um mestrado profissional em Educação, de uma universidade federal brasileira. A partir da pesquisa, desenvolvida numa abordagem qualitativa, destacamos aqui algumas reflexões sobre a formação continuada de professores, o desenvolvimento profissional e o conhecimento matemático na Educação Infantil. Nessa perspectiva, com o objetivo de evidenciarmos os saberes e conhecimentos matemáticos e metodológicos mobilizados, reconhecidos e ressignificados por professoras quando se reúnem num grupo de estudos, optamos por trazer os registros das práticas envolvendo Grandezas e Medidas. O plano de trabalho de campo e os instrumentos de registros de informações compreenderam a formação do grupo de professoras, aplicação de questionários em alguns momentos, encontros periódicos de formação, discussão, planejamento e registro. Analisamos que os saberes e conhecimentos matemáticos e metodológicos foram mobilizados, e outras aprendizagens como conhecimento curricular, durante a constituição e continuidade do grupo de estudos. AZEVEDO, Priscila Domingues. O conhecimento matemático na Educação Infantil: o movimento de um grupo de professoras em processo de formação continuada. 2012. 241f. Tese (Doutorado em Educação) — Centro de Educação e Ciências Humanas. Universidade Federal de São Carlos. São Carlos. BOGDAN, Roberto C.; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Tradução de Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos, Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP n. 1, de 15 de maio de 2006. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Pedagogia, licenciatura. Brasília: Diário Oficial da União, 18 dez. 2006. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEB, 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998. COCHRAN-SMITH, Marilyn; LYTLE, Susan L. Relationships of knowledge and practice: teacher learning in communities. Review of Research in Education, Washington, n. 24, p. 249-305, 1999. CONTI, Keli Cristina. Desenvolvimento profissional de professores em contextos colaborativos em práticas de letramento estatístico. 2015. 273f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. DAY, Christopher. Desenvolvimento profissional de professores: os desafios da aprendizagem permanente. Tradução de Maria Assunção Flores. Porto: Porto Editora, 2001. FIORENTINI, Dario. Pesquisar práticas colaborativas ou pesquisar colaborativamente? In: BORBA, Marcelo de Carvalho; ARAÚJO, Jussara de Loiola. (Org.). Pesquisa Qualitativa em Educação Matemática. 2 ed. Belo Horizonte, Autêntica: 2006, p. 49-78. FIORENTINI, Dario; LORENZATO, Sérgio. Investigação em Educação Matemática: percursos teóricos e metodológicos. 3 ed. Campinas: Autores Associados, 2012. GAUTHIER, Clermont; MARTINEAU, Stéphane; DESBIENS, Jean-François; MALO, Annie; SIMARD, Denis. Por uma teoria da Pedagogia: pesquisas contemporâneas sobre o saber docente. Tradução de Francisco Pereira de Lima. 2. ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2006. IMBERNÓN, Francisco. Formação continuada de professores. Tradução de Sandra Trabucco Valenzuela. Porto Alegre: Artmed, 2010. LEITE, Yoshie Ussami Ferrari. Os cursos de Pedagogia formam professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? In: DALBEN, Angela; DINIZ, Julio; LEAL, Leiva; SANTOS, Lucional. (Org). Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 569-587. LORENZATO, Sérgio. Educação Infantil e percepção matemática. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2011. NACARATO, Adair Mendes. Narrar a experiência docente... Um processo de (auto)formação. In: GRANDO, Regina Célia; TORICELLI, Luana; NACARATO, Adair Mendes. (Org.) De professora para professora: conversas sobre iniciAção matemática. São Carlos: Pedro & João Editores, 2008, p. 143-159. STEHLING, Denise França. Saberes e conhecimentos matemáticos na Educação Infantil: formação continuada de professores em um grupo de estudos. 2018. 147f. Dissertação (Mestrado em Educação e Docência) — Faculdade de Educação. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. STEHLING, Denise França; CONTI, Keli Cristina. A arte da palavra: ressignificando o vivido. Belo Horizonte: FaE/UFMG, 2019. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Tradução de Francisco Pereira. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2002.
1696 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Um estudo sobre a identidade profissional de futuros professores de Matemática no Estágio Curricular Supervisionado Cirléia Pereira Barbosa;Celi Espasandin Lopes; Este artigo tem como objetivo analisar os indícios constitutivos da identidade profissional de futuros professores de Matemática ao participarem de um grupo de estudos no âmbito do Estágio Curricular Supervisionado. A pesquisa, de cunho qualitativo, foi realizada em 2019 numa escola pública de Formiga (MG) e contou com a participação de dois alunos de um curso de Licenciatura em Matemática e seus supervisores de Estágio. Os dados discutidos neste texto foram produzidos por meio de narrativas escritas dos estagiários, gravações em áudio e vídeo dos encontros, avaliação e autoavaliação feita pelos licenciandos. As experiências formativas, vivenciadas pelos licenciandos nos estágios e no grupo de estudos, contribuíram para a manifestação de aspectos da identidade docente, como: emoção, autoconhecimento, autonomia e compromisso político. Também evidenciaram a importância de contextos formativos para o desenvolvimento da identidade profissional. BARREIRO, Iraíde Marques de Freitas; GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na formação de professores. 2. ed. São Paulo: Avercamp, 2015. CARNEIRO, Reginaldo Fernando. Narrativas no Estágio Supervisionado em Matemática como uma possibilidade para discussão da profissão docente. In: REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 37, 2015, Florianópolis. Anais da 37ª REUNIÃO ANUAL DA ANPEd. Florianópolis: ANPEd, 2015, p. 1-17. CARVALHO, Anna Maria Pessoa. Os estágios nos cursos de licenciatura. São Paulo: Cengage Learning, 2017. CYRINO, Márcia Cristina de Costa Trindade. 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1697 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Integrando saberes matemáticos a outros campos: contextos e resolução de problemas na formação de alfabetizadoras Jozeildo Kleberson Barbosa;Maria da Graça Nicoletti Mizukami; O PNAIC busca que todas as crianças sejam plenamente alfabetizadas até os oito anos. Tem-se como objetivo analisar o último encontro do ciclo 2014, dedicado aos saberes matemáticos e outros campos do saber. A investigação é de natureza qualitativa e como metodologia utiliza-se a pesquisa documental e a análise de conteúdo para evidenciar os dados dos documentos do Programa e dos portfólios de cinco professoras que participaram do PNAIC em 2014 no município de Eldorado (SP). Verificamos que o encontro proporcionou às alfabetizadoras perceberem que precisam ter claro porque ensinam e para quem estão ensinando Matemática — sua realidade; serviu para oferecer elementos para que elaborem e aprendam relações, fatos, conceitos e procedimentos matemáticos que sejam úteis tanto para resolver problemas reais, como para desenvolver o raciocínio lógico. As discussões desse encontro foram significativas para qualificar os conhecimentos das professoras, fomentar a mudança e reflexão sobre a prática. ALFERES, Marcia Aparecida; MAINARDES, Jefferson. A recontextualização do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa — PNAIC: uma análise dos contextos macro, meso e micro. Currículo Sem Fronteiras, v. 18, n. 2, p. 1-28, maio/ago. 2018. BARBOSA, Jozeildo Kleberson. Mudanças na prática docente de alfabetizadores no contexto do PNAIC. 2017. 216p. Tese (Doutorado em Educação: Currículo) — Faculdade de Educação. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. 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1698 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. A Resolução de Problemas na formação inicial: compreensões de futuros professores de Matemática Jossara Bazílio de Souza Bicalho;Norma Suely Gomes Allevato;José Fernandes da Silva; Neste artigo, descrevemos uma pesquisa realizada a partir da aplicação de um questionário com 15 perguntas a um grupo de 17 estudantes de licenciatura em Matemática do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), campus São João Evangelista, matriculados na disciplina Resolução de Problemas, do núcleo Práticas como Componente Curricular (PCC). Nosso objetivo foi levantar suas compreensões individuais acerca do potencial de inovação metodológica do ensino-aprendizagem-avaliação de Matemática através da resolução de problemas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, cuja análise de dados foi realizada a partir dos pressupostos da Análise Textual Discursiva (ATD). Os referencias teóricos perpassaram pela Resolução de Problemas, enquanto metodologia de ensino, e pela abordagem dos Conhecimentos do Professor de Matemática. Os futuros professores perceberam as habilidades que podem ser desenvolvidas pela Resolução de Problemas, enquanto ação e metodologia. Dessa forma, ficou evidente que a inovação metodológica no ensino de Matemática acontece quando a perspectiva da Resolução de Problemas é adotada. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. As conexões trabalhadas através da resolução de problemas na formação inicial de professores de Matemática. REnCiMa, São Paulo, v. 10, n. 2. p. 1-14, 2019. ALLEVATO, Norma Suely Gomes; ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-aprendizagem-avaliação de Matemática: por que através da resolução de problemas. In: ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes; NOGUTI, Fabiane Cristina Höpner; JUSTULIN, Andresa Maria Justulin. (Org.). Resolução de Problemas: teoria e prática. 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1699 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O que revelam as reflexões de futuros professores de Matemática sobre teoria e prática? Edvanilson Santos de Oliveira;Patrícia Sandalo Pereira; O artigo apresenta os resultados de um estudo de caso, de caráter interpretativo, realizado com futuros professores cursando a disciplina de Prática de Ensino de Matemática II, do curso de Licenciatura em Matemática na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). O estudo buscou analisar as reflexões dos futuros professores sobre teoria e prática. Para tanto, elaboramos, como aporte teórico, estudos relacionados à reflexão no contexto da formação de professores, à relação teoria e prática e à práxis. Elegemos, como instrumento de coleta dos dados, o diário de bordo, o qual se constituiu de uma potente fonte para análise dos registros das reflexões dos partícipes. Os resultados do presente estudo fomentam e enriquecem as pesquisas que versam sobre a formação de professores de Matemática, ao revelar a importância da reflexão crítica, desde a formação inicial, com vistas a contribuir para o desenvolvimento profissional por meio de sua práxis. AFANASIEV, Victor. Fundamentos de Filosofia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. BARTLET, Leo. Teacher development through reflective teaching. In: RICHARDS, Jack C.; NUNAN, David. (Ed.). Second Language Teacher Education. Cambridge: Cambridge University Press, 1990, p. 202-214. BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Tradução de Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos, Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Parecer CNE/CP Nº 9, de 8 de maio de 2001. 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1700 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Conhecimentos necessários para o ensino de números racionais no Ensino Fundamental Adriana Fatima de Souza Miola;Talita Emily de Aguiar Lima; Formação de professores, Conhecimento profissional docente, Números racionais Este trabalho teve como objetivo investigar os conhecimentos de professores que ensinam Matemática sobre os números racionais. Focamos nesse tipo de números por se tratar de um conteúdo presente nos 5º e 6º anos do Ensino Fundamental. Tomamos como base teórica o Conhecimento Matemático para o Ensino (Mathematical Knowledge for Teaching — MKT). Para a produção de dados utilizamos questionários e tivemos como participantes professores de Pedagogia e Matemática. Categorizamos as produções de acordo com o nosso referencial teórico: Conhecimento do Conteúdo e do Currículo (CCK), Conhecimento do Conteúdo e Estudantes (KCS), Conhecimento Horizontal do Conteúdo (HCK), Conhecimento do Conteúdo e Ensino (KCT), Conhecimento Comum do Conteúdo (CCK) e Conhecimento Especializado do Conteúdo (SCK). Concluímos que há lacunas nos conhecimentos matemáticos dos professores participantes. Apontamos, assim, a necessidade de formação continuada que contemple os números racionais. BALL, Deborah. L.; THAMES, Mark Hoover; PHELPS, Geoffrey. Content knowledge for teaching: what makes it special? Journal of Teacher Education, v. 59, n. 5, p. 389-407, nov. 2008. BATISTA, Carolina Cordeiro. O estudo de aula na formação de professores de Matemática para ensinar com tecnologia: a percepção dos professores sobre a produção de conhecimento dos alunos. 2017. 109f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) — Instituto de Geociências e Ciências Exatas. 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1701 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. A pesquisa em formação de professores que ensinam Matemática na EJA: considerações de teses e dissertações (1985-2015) Emerson da Silva Ribeiro;Ingryd Luana Wonczak de Paula;Quézia Alves Andrade; Educação Matemática de Jovens e Adultos, Formação Docente, Teses e Dissertações Este artigo tem como objetivo analisar os principais resultados e considerações das teses e dissertações defendidas no Brasil de 1985 a 2015, com foco na formação de professores que ensinam Matemática na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Está fundamentado em autores das áreas de Educação Matemática, EJA e formação docente; e apoia-se metodologicamente na investigação qualitativa, do tipo estado da arte. Seu material de análise se constitui de 2 teses e 10 dissertações, levantadas por meio do estudo denominado “Panorama da pesquisa brasileira em Educação Matemática de Jovens e Adultos (1985-2015)”. Como resultados, apresenta um panorama das teses e dissertações e conclui, por meio dessas, sobre a flagrante falta de formação específica de professores que ensinam Matemática na EJA, certo “descaso” e “silenciamento” dos cursos de formação inicial quanto à essa modalidade e o afastamento entre universidade e escola. ALBUQUERQUE, Carlos; VELOSO, Eduardo; ROCHA, Isabel; SANTOS, Leonor; SERRAZINA, Lurdes; NÁPOLES, Suzana. A Matemática na formação inicial de professores. Lisboa: APM e SPCE, 2006. BOGDAN, Roberto Carlos; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação. Tradução Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. BRASIL. Lei n. 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer CNE/CEB n. 11, de 10 de maio de 2000. 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1702 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. A produção de textos dos discursos de Modelagem Matemática: possibilidades e implicações às práticas pedagógicas e à formação de professores Ana Virginia de Almeida Luna;Maiana Santana da Silva;Jesiane Souza de Jesus; Modelagem Matemática, Práticas Pedagógicas, Discurso Pedagógico, Textos, Formação de Professores Neste artigo, nosso objetivo foi identificar e analisar que textos do discurso de Modelagem Matemática podem ser produzidos e como esses textos podem ser desenvolvidos na prática pedagógica e suas implicações na formação de professores. Para tanto, selecionamos comunicações científicas das três últimas edições de dois eventos no país, a Conferência Nacional sobre Modelagem na Educação Matemática e o Seminário Internacional de Pesquisa em Educação Matemática, que reúnem de forma específica toda a comunidade que pesquisa sobre Modelagem Matemática. A pesquisa tem uma abordagem qualitativa, inspirada no modelo da linguagem de descrição de Basil Bernstein. A partir dos textos analisados, observamos que há diferentes possibilidades de desenvolver atividades de modelagem, as quais imprimem diferentes enfoques: enfoque no conteúdo, enfoque na tecnologia, enfoque na etnomodelagem, o que possibilita ao professor a criação de diferentes oportunidades para a aprendizagem dos estudantes. ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. O método nas ciências sociais. In: ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas Ciências Naturais e Sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson, 1998, p.107-188. BACELLAR, Celina Nunes; DANTAS, Hosanna Santos Barreto; SILVA, Joaby de Oliveira. Análise praxeológica da atividade de Modelagem Matemática sobre o reaproveitamento de garrafas pet para confecção de pufes. In: CONFERÊNCIA NACIONAL SOBRE MODELAGEM NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 9, 2015, São Carlos. 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1703 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Discusión de una propuesta de doctorado profesionalizante en Educación Matemática Eric Flores-Medrano;Lidia Aurora Hernández Rebollar;José Gabriel Sánchez-Ruiz; Posgrados profesionalizantes, Posgrados académicos, Doctorado profesionalizante En este artículo se presenta una investigación documental sobre la formación permanente del profesorado de Matemáticas a través del estudio de posgrados. La distinción entre posgrados académicos (para la investigación) y profesionalizantes (para incidir en campos de trabajo) se ha venido manejando desde hace varios años y en distintos países. Contextualizamos la discusión a partir del caso brasileño, enfatizando en el caso de PROFMAT como ejemplo de máster profesionalizante. Discutimos los principales retos que se han detectado en la generación de este tipo de programas de posgrado y presentamos las bases y fundamentos de una propuesta de doctorado profesionalizante en Educación Matemática en México. Entre los principales resultados, destacamos la potencialidad que tiene en el diseño de programas el uso de un modelo de conocimiento con énfasis en las Matemáticas y la consideración de las características del profesor experto como metas alcanzables. FIGUEROA, Lilia M. La formación de docentes en las escuelas normales: entre las exigencias de la modernidad y las influencias de la tradición. Revista Latinoamericana de Estudios Educativos, Distrito Federal, v. 30, n.1, p. 117-142, ene./mar. 2000. FLORES-MEDRANO, Eric; ESCUDERO-AVILA, Dinazar, CARRILLO, José. A theoretical review of Specialised Content Knowledge. En: EIGHTH CONGRESS OF EUROPEAN RESEARCH IN MATHEMATICS EDUCATION, 8, 2013, Antalya. Proceedings of 8th CERME. Antalya, Turquía: European Society for Research in Mathematics Education / Univerita di Pisa, 2013, p. 3055-3064. FLORES-MEDRANO, Eric; ESCUDERO-AVILA, Dinazar; MONTES, Miguel Ángel, AGUILAR, Álvaro; CARILLO, José. 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1704 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Permanência na Educação Superior Pública: um olhar de licenciandos em Matemática de duas universidades Shila Antuanett Neciosup Salas;Luciane de Souza Velasque;Victor Augusto Giraldo;Wellerson Quintaneiro; Permanência de estudantes na Educação Superior, Formação de Professores, Licenciatura em Matemática A permanência de estudantes nas universidades públicas brasileiras continua sendo um dos grandes desafios da Educação Superior no país. Esta pesquisa visa identificar fatores que, na percepção de licenciandos em Matemática, são importantes para sua permanência nos cursos de graduação. Para tanto, realizamos um estudo qualitativo com estudantes de primeiro ano de cursos de Licenciatura em Matemática em duas universidades federais do Rio de Janeiro. Empregamos o software Iramuteq e a técnica de análise de conteúdo para analisar os dados. Três categorias principais emergiram dessa análise: acolhimento; aprendizado; estratégias de ensino. Nossos resultados sugerem que os licenciandos atribuem às atividades acadêmicas promovidas pelas instituições e às práticas dos formadores em sala de aula um papel fundamental para sua permanência nos cursos. ALKIMIN, Maria Eva Freire; LEITE, Neila M. Gualberto. Motivos da evasão no curso de licenciatura em Matemática no IFNMG — campus Januária. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 11, 2013, Curitiba. Anais do XI ENEM — Educação Matemática: retrospectiva e perspectivas. Curitiba: SBEM, 2013, p. 1-8. ARRUDA, Sergio de Mello; UENO, Michele Hidemi. Sobre o ingresso, desistência e permanência no curso de Física da Universidade Estadual de Londrina: algumas reflexões. Ciência & Educação, Bauru, v. 9, n. 2, p. 159-175, 2003. ASTIN, Alexander W. Student involvement: A developmental theory for Higher Education. Journal of College Student Development, p. 518-529, jul. 1984. BARDAGI, Marúcia Patta. 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1705 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. Reflexões de professoras dos Anos Iniciais sobre um processo formativo em Estatística Célia Barros Nunes;Minervina Joseli Espíndola Reis;Tânia Maria Boschi; Estatística, Formação de Professores, Desenvolvimento Profissional, Sequência de Ensino, Trabalho Colaborativo Este artigo tem como objetivo analisar as avaliações feitas pelas professoras dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental no projeto de pesquisa intitulado “Desenvolvimento Profissional de Professores que ensinam Matemática” (Projeto D-Estat), no ano de 2018. O Projeto tem como objetivo investigar as experiências de aprendizagens estatísticas de professores que ensinam Matemática no Ensino Fundamental, no âmbito de um grupo colaborativo, visando o desenvolvimento profissional durante o processo formativo. A pesquisa utiliza a metodologia qualitativa numa perspectiva de pesquisa-ação. O artigo apresenta reflexões teóricas sobre desenvolvimento profissional e formação de professores, considerações sobre Sequência de Ensino e Ciclo Investigativo. Como recurso metodológico foi utilizado a entrevista narrativa, no formato de roda de conversa. As análises dão indício de um caminhar das professoras rumo ao desenvolvimento profissional e uma melhor compreensão de como trabalhar o pensamento estatístico de seus alunos. As narrativas orais e escritas das professoras mostram a importância da participação em processos formativos para o desenvolvimento profissional. ANDRADE, Jonatas Henrique da Costa; BARBOSA, Jéssica Milena Nascimento. O Laboratório de Ensino de Matemática: um recurso potencialmente motivador no curso de Pedagogia. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) — Departamento de Educação. Universidade do Estado da Bahia. Teixeira de Feitas. ANJO, Eliete Silva; NASCIMENTO, Sandra Paula Almeida; CAZORLA, Irene Maurício; SANTANA, Eurivalda Ribeiro dos Santos. O ensino de Estatística na formação para a cidadania nos anos iniciais. In: ENCONTRO BAIANO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 18, 2019, Ilhéus. Anais do XVIII EBEM: A sala de aula de Matemática e suas vertentes. Ilhéus: SBEM-BA, 2019, p. 1-12. BOGDAN, Robert C.; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação. Tradução de Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1991. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1997. CAZORLA, Irene Maurício; SILVA JÚNIOR, Antônio Vital; SANTANA, Eurivalda Ribeiro dos Santos. Reflexões sobre o ensino de varáveis conceituais na Educação Básica. 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1706 emd v. 4 n. 10 (2020): jan./dez. O ensino de Geometria com parlendas: uma ação formativa Edvonete Souza de Alencar;Aldrin Cleyde da Cunha;Janielle da Silva Melo da Cunha; Educação Matemática, Formação de professores, Ensino e Aprendizagem, Geometria, Parlenda Este artigo é resultado de uma formação continuada com professores, coordenador da instituição e alunos bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). As ações foram desenvolvidas no projeto do Laboratório Interdisciplinar de Formação de Educadores (LIFE) da Universidade Federal da Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul, Brasil. Nosso objetivo foi o de promover a reflexão desse grupo formativo utilizando-se de recursos como: textos que se sabe de cor relacionando-os a atividades do conteúdo matemático, qual seja, Geometria. Evidenciamos assim a importância do uso de textos para o ensino interdisciplinar. A formação envolveu as seguintes atividades: embasamento teórico, apresentação de parlendas, dinâmica da parlenda cantada — brincadeira de pular corda, reflexão sobre que atividades podem ser realizadas, solicitação de representação por desenho da parlenda. Diante dessa formação, percebemos a necessidade de realizar ações formativas interdisciplinares e colaborativas, incentivando uma formação lúdica e prazerosa para o ensino de Geometria. BJORKLUND, Camila. Aspects of challenged numbers in the game and in the interaction of toddlers. In: CONGRESS OF EUROPEAN RESEARCH IN MATHEMATICS EDUCATION, 10, 2017, Dublin. Proceeding of CERME 10. Dublin: ERME; Dublin City University, 2017, p. 1821-1828. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. Coletânea de textos do Módulo 2. Brasília: MEC/SEF, 2001. CARRILLO-YAÑEZ, José; CLIMENT, Nuria; MONTES, Miguel; CONTRERAS, Luis Carlos; FLORES-MEDRANO, Eric; ESCUDERO-ÁVILA, Dinazar; VASCO, Diana; ROJAS, Nielka; FLORES, Pablo; AGUILAR-GONZÁLEZ, Álvaro; RIBEIRO, Miguel; MUÑOZ-CATALÁN, María-Cinta. The mathematics teacher’s specialised knowledge (MTSK) model. Research in Mathematics Education, v. 20, n. 3, p. 236-253, jul. 2018. EMIRENE, Jessica. La na casa da vizinha. In: SANTOS, Fábio Vieira dos; RIBEIRO, Jackson da Silva Ribeiro; PESSOA, Karina Alessandra. A escola é nossa: Alfabetização Matemática, 1º ano. São Paulo: Scipione, 2008, p. 20. JELINEK, Karin Ritter; ADAM, Márcia Viviane dos Santos. Alfabetização Matemática entrelaçada à Literatura Infantil: um estudo da percepção de professores alfabetizadores. Tangram, Dourados, v. 3, n. 1, p. 46- 61, mar. 2020. KAMII, Constance. A criança e o número: implicações educacionais da Teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. Tradução de Regina Alcântara de Assis. Campinas: Papirus, 1995. LIMA, Paulo Figueiredo; CARVALHO, João Bosco Pitombeira Fernandes. Geometria. In: CARVALHO, João Bosco Pitombeira Fernandes (Coord.). Coleção Explorando o Ensino: Matemática — Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEB, 2010, p. 135-166. LOZADA, Claudia de Oliveira; MORRONE, Wagner; ARAÚJO, Mauro Sérgio Teixeira de; LOZADA, Anneliese de Oliveira. O formalismo matemático na representação dos modelos em contextos interdisciplinares de modelagem matemática. Tangram, Dourados, v. 1, n. 2, p. 105-124, jun. 2018. MASOLA, Wilson de Jesus; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Dificuldades de aprendizagem matemática: algumas reflexões. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 3, n. 7, p. 52-67, jan./abr. 2019. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Ler e escrever: Guia de Planejamento e Orientações Didáticas. Professor Alfabetizador — 1º ano. 4 ed. São Paulo: SEE, 2014. SILVA, Rosemeire Jesus. Literatura infantil para o ensino de Matemática inclusiva. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Pedagogia) — Faculdade de Educação. Universidade Federal de Grande Dourados. WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo, Ática. 1999.
1731 emd v. 2 n. 5 (2018): maio/ago. A produção do conhecimento de grupos de pesquisas brasileiros acerca de atitudes em relação à Matemática Cíntia Raquel Ferreira Mercado de Almeida;Klinger Teodoro Ciríaco; Psicologia da Educação Matemática, Atitudes, Formação Inicial de Professores O artigo localiza-se no núcleo de uma pesquisa mais ampla, desenvolvida na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus Naviraí (UFMS/CPNV), em que se busca analisar a produção do conhecimento na área de Psicologia da Educação Matemática, especificamente, no campo das “atitudes”. A abordagem metodológica refere-se à pesquisa qualitativa, de caráter descritivo-analítico, do tipo Estado da Arte, junto às bases de dados de dois grupos de pesquisas brasileiros e, portanto, referências no assunto. Os dados coletados mostram ser papel da formação inicial, ao menos em tese, desmitificar as impressões negativas que os estudantes têm em relação à Matemática. Devido à proporcionalidade dos estudos, parece existir uma carência em pesquisas com este descritor (atitudes) na formação inicial de professores, razão pela qual não nos vemos dissociados da temática e defendemos o fortalecimento desta linha de investigação. ARDILES, Roseline Nascimento de. Um estudo sobre as concepções, crenças e atitudes dos professores em relação à Matemática. 2007. 251f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Capinas. Campinas. BORBA, Valéria Maria de Lima; COSTA, André Pereira da. Uma análise sobre a permanência e a desistência de licenciandos em Matemática no centro de formação de professores da Universidade Federal de Campina Grande. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, XI, 2013. Anais do IX ENEM: Educação Matemática: retrospectivas e perspectivas. Curitiba: SBEM, 2013, p. 1-16. BRITO, Márcia Regina Ferreira de. Psicologia da Educação Matemática: um ponto de vista. Educar em Revista, Curitiba, n. 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1708 emd v. 3 n. 9 (2019): set./dez. Análise do discurso multimodal de um vídeo com conteúdo matemático Liliane Xavier Neves;Marcelo de Carvalho Borba; O papel educativo das mídias digitais se destaca no cenário atual do qual os vídeos sobressaem pelo estímulo aos sentidos na produção de conhecimento, levando à uma nova forma de conhecer. Nesse contexto, a pesquisa apresentada neste artigo analisa como estudantes realizam intersemioses ao expressarem ideias matemáticas em vídeos e o papel da tecnologia nesse processo. As intersemioses são combinações de recursos semióticos e possibilitam expansões semânticas no discurso matemático. A pesquisa foi desenvolvida com licenciandos em Matemática da educação a distância. A metodologia foi qualitativa e a observação participante virtual foi o procedimento utilizado na produção dos dados. A Sistêmico Funcional – Análise do Discurso Multimodal fundamentou a investigação. Este artigo apresenta um recorte da análise de um dos vídeos dessa pesquisa, da qual se conclui que gestos e música combinados com linguagem, simbolismo e imagens possibilitam a transformação do conhecimento pela expansão semântica no discurso matemático digital. ALIBALI, Martha W.; NATHAN, Mitchell J.; CHURCH, R. Breckinridge; WOLFGRAM, Mathew S.; KIM, Suyeon; KNUTH, Eric J. Teachers’ gestures and speech in Mathematics lessons: forging commom ground by resolving trouble spots. ZDM, v. 45, p. 425-440, may. 2013. ARAÚJO, Jussara de Loiola; BORBA, Marcelo de Carvalho. Construindo pesquisas coletivamente em Educação Matemática. In: ARAÚJO, Jussara de Loiola; BORBA, Marcelo de Carvalho. (Org.). Pesquisa Qualitativa em Educação Matemática. 5.ed. Belo Horizonte: Autêntica. 2013, p. 31-51. BARBARA, Luciana; MACÊDO, Célia Maria Macêdo de. Linguística Sistêmico-Funcional para análise de discurso: um panorama introdutório. 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1709 emd v. 3 n. 9 (2019): set./dez. Metodologias ativas de aprendizagem nas aulas de Matemática: equação da circunferência e construção criativa de pontes Greiton Toledo de Azevedo;Marcus Vinícius Maltempi; Temos por objetivo investigar e compreender o processo de aprendizagem do conteúdo equação da circunferência a partir da produção criativa de pontes de cobertura circular. Norteados pelas Metodologias Ativas de Aprendizagem, a produção de dados foi realizada com os alunos do 3º ano do Ensino Médio do Instituto Federal Goiano, em Ipameri (GO). Os dados produzidos foram analisados a partir de elementos do construcionismo identificados nas atividades realizadas. Os resultados dão indícios para compreender o processo de aprendizagem da equação da circunferência a partir da produção de pontes criativas em um movimento dinâmico, coletivo e não linear, privilegiando aspectos da construção de ideias/significados da Geometria Analítica e corroborando a importância da aprendizagem ativa contextual-criativa e argumentativo-reflexiva em sala de aula. ALMEIDA, Fernando José de; FONSECA JÚNIOR, Fernando Moraes. Projetos e ambientes inovadores. Brasília: Ministério da Educação / Secretaria de Educação à Distância, 2000. AZEVEDO, Greiton Toledo de. Construção de conhecimento matemático a partir da produção de jogos digitais em um ambiente construcionista de aprendizagem: possibilidades e desafios. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática) – Instituto de Matemática e Estatística. Universidade Federal de Goiás. Goiana. AZEVEDO, Greiton Toledo de; MALTEMPI, Marcus Vinicius; LYRA, Gene Maria Vieira. Computacional thinking and Active Learning in Mathematics as a contribution to the treatment of Parkinsons disease. In: SCIENCE AND MATHEMATICS EDUCATION IN THE 21st CENTURY, 2019, Braga. Braga: Universidade do Minho, 2019, p. 75-76. AZEVEDO, Greiton Toledo de; MALTEMPI, Marcus Vinicius; LYRA, Gene Maria Vieira; RIBEIRO, José Pedro Machado. Produção de games nas aulas de Matemática: por que não? Acta Scientiae, Canoas, v. 20, p. 950-966, set./out. 2018. BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. Pesquisa qualitativa e pesquisa qualitativa segundo a abordagem fenomenológica. In: BORBA, Marcelo de Carvalho; Araújo, Jussara de Loiola. (Org.). Pesquisa qualitativa em Educação Matemática. São Paulo: Autêntica, 2006, p. 100-118. BOGDAN, Roberto Carlos; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação. Tradução Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. MALTEMPI, Marcus Vinicius. Prática pedagógica e as tecnologias de informação e comunicação (TIC). In: PINHO, Sheila Zambello de. (Org.). Oficinas de estudos pedagógicos: reflexões sobre a prática do ensino superior. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2008, p. 157-169. MALTEMPI, Marcus Vinicius. Construcionismo: pano de fundo para pesquisas em informática aplicada à Educação Matemática. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani; BORBA, Marcelo de Carvalho. (Org.). Educação Matemática: pesquisa em movimento. São Paulo: Cortez, 2012, p. 287-307. MALTEMPI, Marcus Vinicius. Novas tecnologias e construção de conhecimento: reflexões e perspectivas. In: CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 5, 2005, Porto. Actas do V CIBEM. Porto: Associação de Professores de Matemática, 2005. PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era informática. Tradução de Sandra Costa. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. PAPERT, Seymour. Logo: computadores e Educação. Tradução de José Armando Valente. São Paulo: Brasiliense, 1985. RESNICK, Mitchel. Lifelong Kindergarten: cultivating creativity through projects, passion, peers and play. Cambridge: MIT Press, 2017. TRIVIÑOS, Augusto Nibaçdo Silva. Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em Educação. 18. reimp. São Paulo: Atlas, 2009.
1710 emd v. 3 n. 9 (2019): set./dez. A figura e sua influência nas estratégias de resolução de uma situação problema de Geometria plana Cleusiane Vieira Silva;Weslley Igor da Cruz dos Santos; Neste trabalho, temos por objetivo analisar como uma figura proposta como parte do enunciado de uma situação-problema sobre Geometria plana pode influenciar nos procedimentos de resolução apresentados por alunos ingressantes de um curso de licenciatura em Matemática. Este artigo é um recorte de uma pesquisa, em andamento, que trata do ensino e da aprendizagem da Geometria plana na formação inicial de professores de Matemática. Nele, utilizamos como aporte teórico a Teoria de Registro de Representação Semiótica de Raymond Duval. Desenvolvemos uma pesquisa com abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso. Como possíveis resultados, observamos que os estudantes utilizaram-se de modificações mereológicas, posicionais e reconfigurações em seus procedimentos de resolução. Observamos ainda que em situações-problema que contenham figuras como parte do enunciado é preciso ter atenção quanto ao objetivo da situação. ALMOULOUD, Saddo Ag. Registros de representação semiótica e compreensão de conceitos geométricos. In: MACHADO, Sílvia Dias Alcântara. (Org.). Aprendizagem em Matemática: registros de representação semiótica. Campinas: Papirus, 2003. p. 125-147. ALMOULOUD, Saddo Ag; MANRIQUE, Ana Lúcia; SILVA, Maria José Ferreira da; CAMPOS, Tânia Maria Mendonça. A Geometria no Ensino Fundamental: reflexões sobre uma experiência de formação envolvendo professores e alunos. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 27, p. 94-108, set./dez. 2004. BUENO, Silveira. Minidicionário da Língua Portuguesa. 2. ed. São Paulo: FTD, 2007. DUVAL, Raymond. Registros de representação semiótica e funcionamento cognitivo do pensamento. Tradução de Méricles Thadeu Moretti. Revemat, Florianópolis, v. 7, n. 2, p. 266-297, jul./dez. 2012. DUVAL, Raymond. Ver e ensinar a Matemática de outra forma. Entrar no modo matemático de pensar: os registros de representações semióticas. Tradução de Marlene Alves Dias. São Paulo: Proem. 2011. LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.
1711 emd v. 3 n. 9 (2019): set./dez. Um olhar sobre as questões étnicas-raciais nas enunciações sobre a história da Matemática apresentadas pelos livros didáticos de Matemática do Ensino Médio aprovados pelo PNLD 2018 Alan Pereira Manoel;Camila Aparecida Lopes Manoel Coradetti; O presente texto é constituído de estudos realizados no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (PPGEdumat/UFMS) e se inscreve na linha de pesquisa “Currículo e Educação Matemática”. O objetivo deste artigo é descrever e analisar discursos mobilizados na abordagem feita, acerca da História dos Conjuntos, contidas nos livros didáticos do Ensino Médio, aprovados no PLND 2018. Para alcançar esse objetivo foram utilizadas as contribuições teóricas da análise do discurso na perspectiva foucaultiana e as contribuições de cultura, identidade e representação de Stuart Hall. Nas análises foram observados um currículo de Matemática, enquanto campo político, que, ao apresentar determinadas representações sobre a história da Matemática, provoca o apagamento de questões étnicos-raciais, principalmente aquelas relacionadas à cultura popular negra, por meio de uma hegemonização da cultura ocidental, a partir de seus feitos históricos, em contexto científicos e áreas afins. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. PNLD 2018: Matemática – Guia de Livros Didáticos: Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB, 2017. CHAVANTE. Eduardo; PRESTES, Diego. Quadrante Matemática – Ensino Médio. v. 1. São Paulo. Edições SM, 2016. CORADETTI, Camila Aparecida Lopes Manoel; SILVA, Marcio Antonio da. Famílias felizes e saudáveis! Livros didáticos de Matemática e a produção de sujeitos. Reflexão e Ação, Santa Cruz do Sul, v. 26, n. 1, p. 219-235, jan./abr. 2018. D´AMBROSIO, Ubiratan. Tendências e perspectivas historiográficas e novos desafios na História da Matemática e na Educação Matemática. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 14, n. 3, p. 336-347, 2012. DANTE, Luiz Roberto. Matemática: contexto e aplicações. v. 1, 2. ed. São Paulo: Ática, 2013. FISCHER, Rosa Maria Bueno. Trabalhar com Foucault: a arqueologia de uma paixão. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012. FOUCAULT, Michael. A arqueologia do saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1987. HALL, Stuart. Cultura e representação. Rio de Janeiro: EdPUC-Rio, Apicuri, 2016. HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: EdUFMG, 2003. IEZZI, Gelson; DOLCE, Osvaldo; DEGENSZAJN, David; PÉRIGO, Roberto; ALMEIDA, Nilze de. Matemática: ciência e aplicações. v. 1, 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. LOPES, Alice Cassimiro; MACEDO, Elizabete. Teorias de Currículo. São Paulo: Cortez, 2011. MANOEL, Alan Pereira. Aspectos históricos do estudo do Cálculo Diferencial e Integral no ensino secundário brasileiro entre 1889 e 1929. 2018. 234f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Instituto de Matemática. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande. PAIVA, Manoel. Matemática. v. 1, 2. ed. São Paulo: Moderna, 2017. SILVA. Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2015. SMOLE, Katia Stocco; DINIZ, Maria Ignez. Matemática: Ensino Médio. v. 1, 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2017. VALENTE, Wagner Rodrigues. A disciplina Matemática: etapas históricas de um saber escolar no Brasil. In: OLIVEIRA, Marcus Aurelio Taborda de; RANZI, Serlei Maria Fischer. (Org). História das disciplinas escolares no Brasil: contribuições para o debate. Bragança Paulista: EdUSF, 2003, p. 217-254.
1712 emd v. 3 n. 9 (2019): set./dez. Contribuições do GeoGebra nas dialéticas de uma situação didática para o estudo das Medidas de Tendência Central José Ronaldo Alves Araújo;Celina Aparecida Almeida Pereira Abar; Neste artigo, tecemos reflexões acerca das contribuições do GeoGebra nas dialéticas de uma situação didática envolvendo as Medidas de Tendência Central. Oriundo dos resultados de uma pesquisa de mestrado que teve como objetivo investigar as potencialidades do GeoGebra para o estudo das Medidas de Tendência Central, que foram apresentados no XIII Encontro Nacional de Educação Matemática, sob o ponto de vista teórico. o estudo recorreu às dialéticas de ação, formulação e validação e institucionalização, presentes na Teoria das Situações Didáticas. Numa abordagem qualitativa, adotou-se pressupostos da Engenharia Didática para desenvolver, aplicar e analisar a sequência de atividades. Aplicado a alunos egressos do 9º ano do Ensino Fundamental, os resultados do estudo apontaram que na proposta das atividades, nas diferentes dialéticas, as múltiplas representações dos dados no GeoGebra constituíram uma vantagem didática que contribuiu para a compreensão e análise dos dados, contribuindo para o estudo das Medidas de Tendência Central. ABAR, Celina Aparecida Almeida Pereira. Educação Matemática na era digital. Unión: Revista Iberoamericana de Educación Matemática, n. 27, p. 13-28, out. 2011. ALMOULOUD, Saddo Ag. Fundamentos da Didática da Matemática. Curitiba: EdUFPR, 2007. ARAÚJO, José Ronaldo Alves. Atividades para o estudo das Medidas de Tendência Central: uma proposta com o apoio do GeoGebra. 2018. 141f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. ARTIGUE, Michèle. Ingenería didáctica. In: ARTIGUE, Michèle; DOUADY, Régine; MORENO, Luis (Org.). Ingeniería Didáctica en Educación Matemática: un esquema para la investigación y la innovación en la enseñanza y el aprendizaje de las Matemáticas. Bogotá: Una empresa docente & Grupo Editorial Iberoamérica, 1995, p. 25-60. BATANERO, Carmen. Significado y comprensión de las Medidas e Posición Central. UNO: Revista de Didáctica de las Matematicas, Granada, n. 25, p. 41-58, jul. 2000. BORTOLOSSI, Humberto José. O uso do software gratuito GeoGebra no ensino e na aprendizagem de Estatística e Probabilidade. Vidya, Santa Maria, v. 36, n. 2, p. 429-440, jul./dez. 2016. BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Indicadores sociodemográficos e de saúde no Brasil. Estudos e Pesquisas: Informação Demográfica e Socioeconômica. n. 25. Brasília: IBGE, 2009. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. BROUSSEAU, Guy. Fondements et méthodes de la didactique des Mathématiques. Researches en Didactique des Mathématiques, v. 7, n. 2, p. 33-115, 1986. GODOY, Arllda Schmidt. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 35, n. 2, p. 57-63, mar./abr. 1995. LOPES, Celi Aparecida Espasandin. Os desafios para Educação Estatística no currículo de Matemática. In: ALMOULUOD, Saddo Ag; COUTINHO, Cileda de Queiroz e Silva; LOPES, Celi Aparecida Espasandin. (Org.). Estudo e reflexões em Educação Estatística. Campinas: Mercado de Letras, 2010, p. 47-64. MACHADO, Silvia Dias Alcantara. Engenharia Didática. In: MACHADO, Silvia Dias Alcantara. (Org.) Educação Matemática: uma (nova) introdução. São Paulo: EDUC, 2015, p. 233-247. POMMER, Wagner Marcelo. A Engenharia Didática em sala de aula: elementos básicos e uma ilustração envolvendo as Equações Diofantinas Lineares. São Paulo, 2013. RIBACIONKA, Márcia Cristina dos Santos. Uma proposta de webquest para a introdução ao letramento estatístico na EJA. 2010. 210f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Currículo do Estado de São Paulo: Matemática e suas tecnologias. 1. ed. atualizada. São Paulo: SEE, 2011.
1714 emd v. 3 n. 8 (2019): maio/ago. Álgebra e Modelagem Matemática: um panorama das pesquisas brasileiras nos últimos anos Camilla do Valle Soares Cedraz;Vera Lucia Merlini;Eurivalda dos Santos Ribeiro Santana;Zulma Elizabete de Freitas Madruga; Nesse artigo, apresenta-se um panorama de estudos que envolvem Modelagem Matemática e Álgebra, voltados para a Educação Básica, com o objetivo de analisar como as pesquisas utilizam a Modelagem Matemática para auxiliar nas aulas de Álgebra. Para isso, foi realizada uma busca de dissertações e teses acerca dos temas citados, no Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e a partir disso, foi realizado um refinamento e análise das pesquisas encontradas. Observou-se como esses trabalhos abordavam os conteúdos de Álgebra e de que maneira a Modelagem Matemática os auxiliou no processo. Como resultado, pode-se perceber que há pesquisas relacionando Modelagem Matemática com conteúdos de Álgebra, os quais em sua maioria abordam o conteúdo de funções com enfoque no Ensino Médio. BARALDI, Ângela Pereira. Modelagem matemática: um recurso facilitador no processo ensino-aprendizagem. 2018. 101f. Dissertação (Mestrado em Matemática em Rede Nacional). Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Três Lagoas. BARBOSA, Jonei Cerqueira. Modelagem Matemática: concepções e experiências de futuros professores. 2001. 253f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro. BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática. São Paulo: Contexto, 2010. BASSANEZI, Rodney Carlos. Modelagem como estratégia metodológica no ensino da Matemática. Boletim de Educação da SBMAC, São Paulo, 1994. BIEMBENGUT, Maria Salett. Mapeamento como princípio metodológico na pesquisa educacional. 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1715 emd v. 3 n. 8 (2019): maio/ago. Quando professores do Ensino Fundamental elaboram situações-problema envolvendo as estruturas multiplicativas: que situações priorizar? Ana Paula Perovano; Neste texto, apresentamos um recorte dos dados do projeto de pesquisa intitulado “As estruturas multiplicativas e a formação de professores que ensinam Matemática na Bahia” (PEM). Nele, analisamos as situações-problema elaboradas por professores do Ensino Fundamental, que atuavam como supervisores do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Para tratar das estruturas multiplicativas, pautamos nossas reflexões na Teoria dos Campos Conceituais. Desenvolvemos uma pesquisa com abordagem qualitativa de cunho descritivo. Os dados foram coletados por meio de questionários e como resultados identificamos que o foco de trabalho desses professores recai nas situações de proporção simples, da classe um para muitos, e com a grandeza do tipo discreta, o que, a nosso ver, delimita a experiência dos alunos com os conceitos de multiplicação e divisão. Esperamos contribuir no sentido de trazer reflexões em relação ao ensino de tais conceitos. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1997. CORREA, Jane; SPINILLO, Alina Galvão. O desenvolvimento do raciocínio multiplicativo em crianças. In: PAVANELLO, Regina Maria. (Org). Matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental: a pesquisa e a sala de aula. São Paulo: SBEM, 2004, p. 103-127. CURY, Helena Noronha. Concepções e crenças dos professores de Matemática: pesquisas realizadas e significado dos termos utilizados. Bolema, Rio Claro, v. 12, n. 13, p. 29-43, 1999. FIORENTINI, Dario; LORENZATO, Sérgio Apparecido. Investigação em Educação Matemática: percursos teóricos e metodológicos. Campinas: Autores Associados, 2006. FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa qualitativa. Tradução de Joice Elias Costa. Porto Alegre: Artmed, 2009 GITIRANA, Veronica; MAGINA, Sandra; CAMPOS, Tânia; SPINILLO, Alina. Repensando multiplicação e divisão: contribuição da Teoria dos Campos Conceituais. São Paulo: PROEM, 2013. MAGINA, Sandra; SANTOS, Aparecido dos; MERLINI, Vera Lucia. O raciocínio de estudantes do Ensino Fundamental na resolução de situações das estruturas multiplicativas. Ciência e Educação, Bauru, v. 20, n. 2, p. 517-533, 2014. MERLINI, Vera Lucia; MAGINA, Sandra; SANTOS, Aparecido dos. O desempenho dos estudantes de 4ª série do Ensino Fundamental frente a problemas de estrutura multiplicativa. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 10, 2010, Salvador. Anais do X ENEM: Educação Matemática, Cultura e Diversidade. Salvador: SBEM, 2010, p. 1-11. MORON, Cláudia Fonseca; BRITO, Márcia Regina Ferreira de. Atitudes e concepções dos professores de educação infantil em relação à matemática. In: BRITO, Márcia Regina Ferreira de. (Org.). Psicologia da Educação Matemática: teoria e pesquisa. Florianópolis: Insular, 2005, p. 263-277. PIRES, Célia Maria Carolino. Educação Matemática: conversa com professores dos anos iniciais. São Paulo: Zé-Zapt Editora, 2012. SANTOS, Aparecido dos. Processos de formação colaborativa com foco no campo conceitual multiplicativo: um caminho possível com professoras polivalentes. 2012. 340f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. TARDIF, Maurice; RAYMOND, Danielle. Saberes, tempo e aprendizagem do trabalho no magistério. Educação & Sociedade, Campinas, v. 21, n. 73, p. 209-244, dez. 2000. VERGNAUD, Gerárd. A classification of cognitive tasks and operations of thought involved in addition and subtraction problems. In: CARPENTER, Thomas P.; MOSER, James M.; ROMBERG, Thomas A. (Ed.). Addition and subtraction: a cognitive perspective. Hillsdale: Lawrence Erlbaum, 1982, p. 39-59.
1716 emd v. 3 n. 8 (2019): maio/ago. Um software para a análise do desenvolvimento do pensamento geométrico segundo o modelo de Van Hiele Matheus dos Santos Souza;Marcelo de Oliveira Dias; O artigo apresenta resultados de uma monografia de licenciatura em Matemática em que buscou-se identificar níveis do pensamento geométrico dos estudantes da disciplina Fundamentos da Geometria, no Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior. Os estudos partiram das prescrições curriculares previstas até o Ensino Médio e por meio da aplicação da teoria de Van Hiele, utilizando o software estruturado GeoRun para a identificação dos níveis dos pensamentos. A metodologia adotada foi a Engenharia Didática, para a qual foi realizada uma análise preliminar que traçou um perfil inicial da amostra, a análise a priori, experimentação, donde foi realizada uma sessão de ensino com um software de Geometria dinâmica e, por fim, a validação/análise a posteriori da qual foi realizada uma comparação dos resultados obtidos e a validação do estudo. Foi concluído que a intervenção pedagógica potencializou a compreensão da turma e houve uma evolução nesse reestudo dos conceitos das figuras geométricas. ALVES, George de Souza; SAMPAIO, Fábio Ferrentini. O modelo de desenvolvimento do pensamento geométrico de Van Hiele e possíveis contribuições da geometria dinâmica. Revista de Sistemas de Informação da FSMA, Macaé, n. 5, p. 69-79, 2010. ALVES, George. Um estudo sobre o desenvolvimento da visualização geométrica com o uso do computador. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO, 2007, XVIII, São Paulo. Anais do XVIII SBIE. São Paulo: Universidade Mackenzie, 2007, p.1-10. BARROS, Felipe de Carvalho. O jogo computacional YOGEO como ferramenta de análise dos níveis de Van Hiele. 2009. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Matemática). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular (versão preliminar). Brasília: MEC/SEB, 2016. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. PCN+ Ensino Médio – Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: MEC/SEMT, 2002. DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nico. Fundamentos de Matemática Elementar: Geometria Plana. v. 9. São Paulo: Atual, 2013. KALEFF, Ana Maria; HENRIQUES, Almir de Souza; REI, Duke Monteiro; FIGUEIREDO, Luiz Guilherme. O desenvolvimento do pensamento geométrico: o Modelo de Van Hiele. Bolema, Rio Claro, v. 9, n. 10, p. 1-8, 1994 MACHADO, Silvia Dias Alcântara. Engenharia Didática. In: MACHADO, Silvia Dias Alcântara. (Org.) Educação Matemática: uma (nova) introdução. São Paulo. EDUC, 2016, p. 233-247. MIRANDA, Guilhermina Lobato. Limites e possibilidades das TIC na educação. Revista de Ciências da Educação, Lisboa, n. 3, p. 41-50, 2007. MORELATTI, Maria Raquel Miotto; SOUZA, Luís Herique Gazeta de. Aprendizagem de conceitos geométricos pelo futuro professor das séries iniciais do ensino fundamental e as novas tecnologias. Educar em Revista, Curitiba, n. 28, p. 263-275, jul./dez. 2006. NASSER, Lilian. O desenvolvimento do raciocínio em Geometria. São Paulo: Editora Brasil, 2015. SILVA, Benedito Antonio. Contrato Didático. In: MACHADO, Silvia Dias Alcântara. (Org.) Educação Matemática: uma (nova) introdução. São Paulo. EDUC, 2016, p. 49-75.
1717 emd v. 3 n. 8 (2019): maio/ago. Conhecimentos mobilizados por uma professora de Matemática de estudantes surdos Flavia Roberta Porto Teofilo;Armando Traldi Júnior; Neste artigo são discutidos os conhecimentos mobilizados por uma professora de Matemática, a partir de uma Trajetória Hipotética de Aprendizagem (THA), para um grupo de estudantes surdos. O artigo tem como fundamentação teórica tanto as pesquisas sobre THA no ensino de Matemática em uma perspectiva construtivista, quanto as que tratam dos conhecimentos do professor. Os resultados indicam que a THA pode ser utilizada como instrumento para verificar os conhecimentos mobilizados pelos professores. Em relação ao professor de surdos, é possível afirmar que o conhecimento da cultura e das especificidades destes estudantes, dos recursos visuais, do pedagógico, do conteúdo específico e da língua de sinais articulada com a língua portuguesa são essenciais no processo de ensino. ARDENGHI, Marcos José. Ensino-aprendizagem do conceito de função: pesquisas realizadas no período de 1970 a 2005 no Brasil. 2008. 182f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. BASSOI, Tânia Stella. Uma professora, seus alunos e as representações do objeto matemático funções em aulas do Ensino Fundamental. 2006. 182f. Tese (Doutorado em Educação) – Setor de Educação. Universidade Federal do Paraná. Curitiba. BOGDAN, Roberto Carlos; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em Educação. Tradução Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. BORGES, Fábio Alexandre. Institucionalização (sistemática) das representações sociais sobre a “deficiência” e surdez: relações com o ensino de Ciências e Matemática. 2006. 164f. Dissertação (Mestrado em Educação para a Ciência e o Ensino de Matemática). Universidade Estadual de Maringá. Maringá. BRASIL. 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1718 emd v. 3 n. 8 (2019): maio/ago. Redes discursivas: animais, campo, Matemática escolar e contribuições metodológicas da análise de redes Vanessa Franco Neto;Angela Maria Guida; O presente artigo investiga dez livros didáticos de Matemática distribuídos entre os anos de 2013 a 2018 em escolas do campo no Brasil no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático em sua versão para o Campo, o PNLD Campo. As análises tomam os Estudos Animais como mote para discutir as subjetividades produzidas neste contexto. As teorizações foucaultianas são adotadas para examinar as redes discursivas descritas e inquiridas a partir do uso de dois softwares de análise qualitativa e quantitativa, o Atlas TI e o Gephi. A articulação da teorização empregada com os softwares se ampara na análise do conceito conectado. Os resultados mostram que os animais são posicionados nesses materiais ora como dispositivo pedagógico, a fim de captar a atenção e engajamento dos estudantes em seus processos de ensino e de aprendizagem da Matemática escolar, ora os engajam em um processo de exploração de suas vidas para sustentar uma racionalidade que distribui, organiza e mantém políticas da vida e da morte. BRASIL. Ministério de Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Guia PNLD Campo 2016: Educação do Campo, Ensino Fundamental, Anos Iniciais. Brasília: MEC/FNDE, 2015. FISCHER, Rosa Maria Bueno. Foucault revoluciona a pesquisa em Educação? Perspectiva, Florianópolis, v. 21, n. 2, p. 371-389, jul./dez. 2003. FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008. FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Tradução de Roberto Machado. 13. ed. Rio de Janeiro: Editora Graal. 1998 FOUCAULT, Michel. O sujeito e o poder. In. DREYFUS, Humbert L.; RABINOW, Paul. (Ed.). Michel Foucault, uma trajetória filosófica: para muito além do estruturalismo e da hermenêutica. Tradução de Vera Portocarrero e Gilda Gomes Carneiro. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995. FRIEDRICH, Daniel. Historical consciousness as a pedagogical device in the production of the responsible citizen. Discourse: Studies in the Cultural Politics of Education, v. 31, n. 5, p. 649-663, oct. 2010. GIORGI, Gabriel. Formas comuns: animalidade, literatura, biopolítica. Rio de Janeiro: Roco Digital, 2016. GOMES, Ligia Baptista; CONDEIXA, maria Cecília Guedes; FIGUEIREDO, Maria Teresinha; VIDIGAL, Sônia Maria Pereira. Alfabetização Matemática e Ciências, 2º Ano. São Paulo: Global Editora, 2014a. GOMES, Ligia Baptista; CONDEIXA, maria Cecília Guedes; FIGUEIREDO, Maria Teresinha; VIDIGAL, Sônia Maria Pereira. Alfabetização Matemática e Ciências, 2º Ano. São Paulo: Global Editora, 2014b. GUIDA, Angela Maria. Para uma poética do humano e do animal. São Carlos: Pedro & João Editores, 2016. LINDGREN, Simon. Introducing connected concept analysis: a network approach to big text datasets. Text & Talk, v. 36, n. 3, p. 341-362, may. 2016. NETO, Vanessa Franco; VALERO, Paola; GUIDA, Angela Maria. Anthropomorphism as a pedagogical device in Mathematics textbooks for Countryside Brazil. In: INTERNATIONAL MATHEMATICS EDUCATION AND SOCIETY CONFERENCE, 10, 2019. Proceedings of the MES 10. Hyderabad, 2019, p. 1-10. NETO, Vanessa Franco; VALERO, Paola. The mathematics textbook for rural population in Brazil: learning to be a modernized farmer. In: CONFERENCE OF THE INTERNATIONAL GROUP FOR THE PSYCHOLOGY OF MATHEMATICS EDUCATION, 42, 2018, Umea. Proceedings of the PME 42. Umea University, 2018, p. 411-418. VALERO, Paola. Human capitals: school Mathematics and the making of the homus oeconomicus. Journal of Urban Mathematics Education, v. 11, n. 1&2, p. 103-117, dec. 2018. VEYNE, Paul. Foucault: seu pensamento, sua pessoa. Tradução de Marcelo Jacques de Morais. Lisboa: Edições Texto & Grafia, 2009. VIZACHRI, Tânia Regina. Estudos Culturais e Estudos Animais na compreensão da representação dos animais. 6º SEMINÁRIO BRASILEIRO DE ESTUDOS CULTURAIS E EDUCAÇÃO e 3º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ESTUDOS CULTURAIS E EDUCAÇÃO, 2015, Canoas. Anais do 6º SBECE e do 3º SIECE: Educação, transgressões e narcisismos. Canoas: ULBRA/UFRGS, 2015, p. 52-60. WEIL, Kari. Thinking Animals: why animal studies now? New York: Columbia University Press, 2012.
1720 emd v. 3 n. 7 (2019): jan./abr. Registros de representação semiótica: experiência no ensino de funções quadráticas com alunos do Ensino Médio Integrado Linus Tannure Santana;Jorge Henrique Gualandi;Maria Rosana Soares; Diante do contexto em que se vê a necessidade de proporcionar aos alunos condições para representar um objeto matemático de várias formas, foi desenvolvida a pesquisa como forma de investigar como os alunos transitam entre diferentes registros de função quadrática. Esta foi desenvolvida de forma qualitativa, com uso de um estudo exploratório com os alunos do 1º ano do Ensino Médio Integrado a partir de listas de tarefas, além de ser realizada por etapas, dentre elas, a discussão das tarefas de forma a abarcar os diversos registros apresentados pelos alunos. Toda a pesquisa teve suporte na Teoria dos Registros de Representação Semiótica, de Raymond Duval, com ênfase na conversão. Os resultados verificados podem contribuir para que se repense a prática pedagógica de como os conteúdos matemáticos podem ser trabalhados com os alunos em suas várias abordagens e formas, possibilitando reflexões nos processos de ensino e de aprendizagem. ANDRADE, Cíntia Cristiane de. O ensino da Matemática para o cotidiano. 2013. 48f. Monografia (Especialização em Educação: Métodos e Técnicas de Ensino). Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Medianeira. BONOTO, Danusa de Lara; SOARES, Maria Arlita da Silveira; MARTINS, Maria Clailta Machado. A análise dos registros de representação semiótica no objeto de aprendizagem “potencializando o seu conhecimento”. Vivências, Erechim, v. 6, n. 9, p. 13-24, maio 2010. BOULTER, Carolyn J.; GILBERT, John K. Argument and science education. In: COSTELLO, Patrick J. M.; MITCHELL, Sally. (Ed.). Competingand consensual voices: the theory and practice of argument. Multilingual Matters, Clevedon (Philadelphia), 1995, p. 84-98. BOYER, Carl Benjamim. História da Matemática. 2. ed. Tradução de Elza Furtado Gomide. São Paulo: Edgard Blücher, 1996. BRAGA, Ciro. Função: a alma do ensino de Matemática. São Paulo: Annablume, 2006. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Curricular Comum. Brasília: MEC/SEF, 2018. CARAÇA, Bento de Jesus. Conceitos fundamentais da Matemática. 9. ed. Lisboa: Gradiva, 2016. DAMM, Regina Flemming. Registros de Representação. In: MACHADO, Silvia Dias Alcântara (Org.). Educação Matemática: uma (nova) introdução. São Paulo: EDUC, 2008, p. 167-188. DAVIS, Philip J.; HERSH, Reubem. A experiência matemática. Lisboa: Gradiva, 1998. DUVAL, Raymond. Registros de representações semióticas e funcionamento cognitivo da compreensão em Matemática. In: MACHADO, Silvia Dias Alcântara. (Org.). Aprendizagem em Matemática: registros de representação semiótica. Campinas: Papirus, 2003, p. 11-34. DUVAL, Raymond. Semiósis e pensamento humano: registros semióticos e aprendizagens intelectuais. São Paulo: Livraria da Física, 2009. DUVAL, Raymond. Ver e ensinar a Matemática de outra forma. São Paulo: PROEM, 2011. GARBI, Gilberto Geraldo. A rainha das ciências: um passeio histórico pelo maravilhoso mundo da Matemática. São Paulo: Livraria da Física, 2006. GUALANDI, Jorge Henrique. Investigações matemáticas com grafos para o Ensino Médio: introdução à teoria dos grafos. 2012. 109f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Belo Horizonte. LUCAS, Talmo Moraes; GUALANDI, Jorge Henrique. As diferentes formas de registro de funções exponenciais. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 6, 2015, Pirenópolis. Anais do VI SIPEM. Pirenópolis: SBEM, 2015, p. 1-13. PONTE, João Pedro da. (Org.). Práticas profissionais dos professores de Matemática. Lisboa: Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, 2014. RICO, Luis (Coord.). Bases teóricas del currículo de Matemáticas em Educación Secundária. Madrid: Síntesis, 1997. VYGOTSKY, Lev Semyonovich. A formação social da mente. Tradução de José Cipolla Neto, Luis Silveira Menna Barreto e Solange Castro Afeche. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
1721 emd v. 3 n. 7 (2019): jan./abr. Uma reflexão a respeito do ensino de números fracionários racionais a partir da música Ailton Nogueira Pinto;Maria José Ferreira da Silva; Este artigo, recorte de uma pesquisa de mestrado, tem como objetivo discutir a respeito da utilização do contexto musical para o ensino de números fracionários racionais a partir de uma revisão bibliográfica de trabalhos que associam esses dois temas. Partindo da necessidade de situações que envolvam os significados parte-todo, medida, quociente, razão e operador para o ensino desses números, buscamos articular os elementos musicais presentes na estrutura rítmica da escrita musical ocidental, que apresentam esses significados, com a finalidade de ter um instrumento que ajudasse a analisar os referidos trabalhos. Esse estudo mostrou que esse contexto musical mobiliza apenas o significado parte-todo associado aos números racionais escritos na forma fracionária e que permite construir algumas de suas representações e conhecimentos da relação de equivalência e das operações adição e multiplicação por um número natural, o que não daria conta da complexidade da conceituação de tais números para os alunos. ARTIGUE, Michèle. Epistémologie et didactique. Recherches en Didactique des Mathématiques, Grenoble (France), v. 10, n. 2-3, p. 241-286, 1990. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Exame Nacional do Ensino Médio – Relatório Pedagógico 2009-2010. Brasília: MEC/INEP, 2014. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Curricular Comum. Brasília: MEC/SEF, 2018. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. BROMBERG, Carla; SAITO, Fumikazu. As matemáticas, o monocórdio e o número sonoro. São Paulo: Livraria da Física, 2017. DIAS, Monique Lopes dos Santos. Mapeamento das pesquisas produzidas em São Paulo acerca de números fracionários, entre os anos de 2000 e 2016. 2018. 162f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. MARTINEAU, John. (Org.). Quadrivium: as quatro artes liberais clássicas da Aritmética, da Geometria, da Música e da Cosmologia. Tradução de Jussara Trindade de Almeida. São Paulo: É Realizações, 2014. MED, Bohumil. Teoria da Música. Brasília: MUSIMED, 1996. NUNES, Terezinha; BRYANT, Peter. Crianças fazendo Matemática. Porto Alegre: Artmed. 1997. ONUCHIC, Lurdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. As diferentes “personalidades” do número racional trabalhadas através da resolução de problemas. Boletim de Educação Matemática, Rio Claro, v. 21, n. 31, p. 79-102, 2008. SILVA, Maria José Ferreira da. Investigando saberes de professores do Ensino Fundamental com enfoque em números fracionários para a quinta série. 2005. 302f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. SILVA, Maria José Ferreira da. Sobre a introdução do conceito de números fracionário. 1997. 245f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. SILVA, Maria José Ferreira da; ALMOULOUD, Saddo Ag. Números racionais: concepções, representações e situações. In: Oliveira, Gerson Pastre de. (Org.). Educação Matemática: epistemologia, didática e tecnologia. São Paulo: Editora da Física, 2018, p. 81-141. SOUSA, Maria de Nazaré Valente de. Evolução da notação musical do ocidente na história do livro até à invenção da imprensa. 2012. 127f. Dissertação (Mestrado em Ciências Documentais) – Faculdade de Artes e Letras. Universidade da Beira Interior. Covilhã, Portugal. WRIGHT, David. Mathematics and Music. American Mathematical Society, 2009.
1722 emd v. 3 n. 7 (2019): jan./abr. Dificuldades de aprendizagem matemática: algumas reflexões Wilson de Jesus Masola;Norma Suely Gomes Allevato; Este artigo tem o objetivo de retratar o que algumas pesquisas atuais – registradas em artigos e livros – abordam sobre a dificuldade de aprendizagem matemática. Pretende-se refletir sobre o ensino e a aprendizagem da Matemática analisando alguns aspectos que têm sido apontados, especialmente sobre as dificuldades de aprendizagem que alguns alunos apresentam no âmbito da Matemática. Foi utilizada a abordagem qualitativa de pesquisa com procedimentos de análise documental. Em princípio foi abordado o significado da palavra dificuldade, transitando pelas dificuldades de aprendizagem e pelas dificuldades de aprendizagem matemática. As pesquisas mais recentes apontam para a urgência de uma reformulação do ensino de Matemática de natureza didática e um amadurecimento de toda a comunidade escolar, independentemente do nível de ensino, no que diz respeito às dificuldades de aprendizagem. ABREU, Roberto Lopes de. O processo de aprendizagem da Matemática na Educação Básica: raízes de suas dificuldades e mecanismos para sua superação. Cadernos do IME - Série Matemática, Rio de Janeiro, n. 16, p. 69-80, 2004. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. São Paulo: Edições 70, 2011. BARROS, Jussara de. Dificuldades de aprendizagem. In: Brasil Escola, 2019. CHABANNE, Jean Luc. Dificuldades de aprendizagem: um enfoque inovador no ensino escolar. Tradução de Regina Rodrigues. São Paulo: Ática, 2006. FIORENTINI, Dario; LORENZATO, Sérgio. Investigação em Educação Matemática: percursos teóricos e metodológicos. 3. ed. rev. Campinas: Autores Associados, 2012. 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1723 emd v. 3 n. 7 (2019): jan./abr. Limites e possibilidades do uso do livro didático de Matemática nos processos de ensino e de aprendizagem Josué Antunes de Macêdo;Daniel Pereira Brandão;Daniel Martins Nunes; O presente trabalho discute a utilização do livro didático de Matemática nos processos de ensino e de aprendizagem. O objetivo deste estudo é analisar e discutir as maneiras corriqueiras das quais professores de Matemática adotam e utilizam o livro didático, ao longo do desenvolvimento de suas práticas pedagógicas. Utilizou-se uma metodologia bibliográfica, com base em artigos científicos, livros, teses de doutorado e dissertações de mestrado. Em meio a muitas discussões que giram em torno do uso do livro didático de Matemática, procurou-se, neste trabalho, investigar quais as maneiras, limites e possibilidades de sua utilização, tendo em vista que ele é considerado como recurso didático complementar para as práticas pedagógicas. Entretanto, o resultado obtido se resume apenas no uso único e exclusivo do livro didático, na maioria das escolas públicas estaduais brasileiras, tendo-o como principal recurso didático utilizado ao longo dos processos de ensino e de aprendizagem da Matemática. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa, Portugal: Edições 70, 2011. BEZ, Denise de Bem. O livro didático: instrumento do professor ou o professor instrumento do livro didático. 1998. 56f. Monografia (Especialização em Fundamentos da Educação). Universidade do Extremo Sul Catarinense. Araranguá. BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Em foco: história, produção e memória do livro didático. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 30, n. 3, p. 47-473, dez. 2004. DANTE, Luiz Roberto. Livro didático de Matemática: uso ou abuso? Em Aberto, Brasília, v. 16, n. 69, p. 83-97, jan./mar. 1996. FREITAG, Bárbara; MOTTA, Valéria Rodrigues; COSTA, Wanderley Ferreira. O estado da arte do livro didático no Brasil. Brasília: INEP, 1987. GÉRARD, François-Marie; ROEGIERS, Xavier. Conceber e avaliar manuais escolares. Tradução de Julia Ferreira e Helena Peralta. Porto: Editora do Porto, 1998. GOLDENBERG, Miriam. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em ciências sociais. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 1999. GONÇALVES, Ruth Grossmann. O emprego do livro didático de Matemática no Ensino Fundamental da rede pública estadual. 2007. 40f. Monografia (Especialização em Didática e Metodologia do Ensino Superior). Universidade do Extremo Sul Catarinense. Criciúma. LOPES, Jairo de Araújo. Livro didático de Matemática: concepção, seleção e possibilidades frente a descritores de análise e tendências em Educação Matemática. 2000. 333f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. MANDARINO, Mônica Cerbella Freire; BELFORT, Elizabeth. Como é escolhido o livro didático de Matemática dos primeiros anos do Ensino Fundamental? In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 8, 2004, Recife. Anais do VIII ENEM: Educação Matemática: um compromisso social. Recife: SBEM, 2004. p. 1-13. MOLINA, Olga. Quem engana quem? Professor x livro didático. 2 ed. Campinas: Papirus, 1988. NUNES, Daniel Martins; RAMOS, Fábio Mendes; SANTOS, Fabricia Gracielle. A abordagem histórica de Matriz, Determinante e Sistemas Lineares nos livros didáticos. In: ENCONTRO MINEIRO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 8, 2018, Ituiutaba. Anais do VIII EMEM: o ensino de Matemática na diversidade e no combate à injustiça: reflexão e ação. Ituiutaba: SBEM-MG, 2018, p. 524-533. PEREIRA, Ana Carolina Costa; PEREIRA, Daniele Esteves; MELO, Elisângela Aparecida Pereira. Livros didáticos de Matemática: uma discussão sobre seu uso em alguns segmentos educacionais. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 9, 2007, Belo Horizonte. Anais do IX ENEM: Diálogos entre a Pesquisa e a Prática Educativa. Belo Horizonte: SBEM, 2007, p. 1-9. RAMPAZZO, Lino. Metodologia científica para alunos dos cursos de graduação e pós-graduação. 3 ed. Paulo: Edições Loyola, 2005. ROMANATTO, Mauro Carlos. O livro didático: alcances e limites. In. ENCONTRO PAULISTA DE MATEMÁTICA, 7, 2004, São Paulo. Anais do VII EPEM: Matemática na escola: conteúdos e contextos. São Paulo: SBEM-SP, 2004, p. 1-11. ROSSINI, Silvana Teresinha Coronel Medeiros. A importância do livro didático na produção textual. 2003. 139f. Monografia (Especialização em Língua Portuguesa e Textualidade). Universidade do Extremo Sul Catarinense. Criciúma. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007. SILVA JUNIOR, Clovis Gomes da; RÉGNIER, Jean-Claude. Critérios de adoção e utilização do livro didático de Matemática no Ensino Fundamental do nordeste brasileiro: estudo exploratório baseado na análise estatística. In. ENCUENTRO INTERNACIONAL DE ANÁLISES ESTADÍSTICO IMPLICATIVO, 4, 2007. Anais do ASI4. Castellón (España): Universidad Jaume I, 2007, p. 1-17.
1724 emd v. 3 n. 7 (2019): jan./abr. Questões de Estatística e Probabilidade nas provas do ENEM: uma aproximação a erros e dificuldades de aprendizagem Jailson Costa Pontes;Isauro Beltrán Núñez; Este trabalho apresenta a identificação e caracterização dos erros e das dificuldades de aprendizagem dos conteúdos de Estatística e Probabilidade, relacionados aos distratores das questões da prova do ENEM de 2013 a 2016, os quais foram mais assinalados por estudantes egressos do Ensino Médio, selecionados na primeira chamada do SISU para a UFRN. Como referencial teórico, o estudo está baseado em Radatz (1979), Cury (1988, 1994), dentre outros. O trabalho é de natureza descritiva e explicativa, baseado na metodologia de análises de erros (GIL, 2008; NÚÑEZ e RAMALHO, 2012), como também na análise de desempenho, respaldada pela teoria clássica de análise de itens de Spearman (1913). Os dados das questões foram obtidos dos microdados fornecidos pelo INEP e processados pela Comperve/UFRN. Os resultados evidenciam Estatística e Probabilidade se tratar de um conteúdo com baixo desempenho. Os erros mais frequentes foram: utilizar a multiplicação entre as grandezas, ao invés das combinações, e confundir médias. ABRATE, Raquel Susana; POCHULU, Marcel David.; VARGAS, José Manuel. Errores y dificultades em Matemática: análisis de causas y sugerencias de trabajo. Buenos Aires: Universidad Nacional de Villa María, 2006. BATANERO, Carmen. Significado y comprensión de las medidas de posición central. UNO, Barcelona, n. 25, p. 41-58, jul. 2000. BATANERO, Carmen; DÍAZ, Carmen. Aproximación informal al contraste de hipótesis. In: JORNADAS VIRTUALES EN DIDÁCTICA DE LA ESTADÍSTICA, PROBABILIDAD Y COMBINATORIA, 2, Granada, 2015. Actas de las 2ª JVDIESPROYCO: Didáctica de la Estadística, Probabilidad y Combinatoria. Granada: Universidad de Granada, 2015, p. 135-144. BATANERO, Carmen; GODINO, Juan Diaz; NAVARRO-PELAYO, Virginia. Razonamiento combinatorio. Madri: Sintesis, 1996. 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1726 emd v. 2 n. 6 (2018): set./dez. Produção de textos matemáticos: a comunicação entre professor e crianças Roberta D’Angela Menduni-Bortoloti;Ana Paula Perovano; Marcadores, Textos Legítimos, Alfabetização Matemática Durante o processo de alfabetização matemática, a comunicação entre professor e aluno se faz por meio da produção de textos matemáticos. Com o objetivo de analisar a comunicação entre professor e crianças do 1º ano do Ensino Fundamental na produção de textos matemáticos a partir de marcadores, apresentamos, neste trabalho, um recorte dos dados do núcleo de Vitória da Conquista. Esses dados constituem parte do projeto de pesquisa “A alfabetização matemática com o uso de um material didático e a produção de textos matemáticos legítimos por alunos do 1º ano do Ensino Fundamental no estado da Bahia”. Analisamos, sob as lentes bernsteinianas, a comunicação entre professor e aluno numa abordagem de pesquisa qualitativa em que foi utilizado o modelo metodológico da linguagem de descrição. Como resultado, constatamos a necessidade de oportunizar as crianças as produções de seus próprios textos, aproximando-se da aquisição do código, no caso da escrita numérica. AMARO, Fernanda de Oliveira Soares Taxa; SANTANA, Eurivalda Ribeiro dos Santos; PEROVANO, Ana Paula. Tratamento da informação: uma proposta para os anos iniciais do Ensino Fundamental. In.: MAIA, Madeline Gurgel Barreto; BRIÃO, Gabriela. (Org.). Alfabetização matemática: perspectivas atuais. Curitiba: CRV, 2017, p. 121-134. BERNSTEIN, Basil. Class, codes and Control, v. IV: The structuring of pedagogic discourse. Londres: Routledge, 2003. BERNSTEIN, Basil. Pedagogy, symbolic control and identity: theory research critique. Revised edition. London: Taylor and Francis, 2000. BROWN, Matthew William. The Teacher-Tool Relationship: theorizing the design and use of curriculum materials. In: REMILLARD, Janine. T; HERBEL-EISENMANN, Beth A.; LLOYD, Gwendolyn Monica. (Ed.). Mathematics Teachers at Work: connecting curriculum materials and classroom instruction. New York: Taylor & Francis, 2009, p. 17-36. LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. LUNA, Ana Virgínia Almeida; LIMA, Larissa Borges de Souza; BARBOSA, Jonei Cerqueira. A identificação de marcadores e a análise de textos produzidos por crianças em processo de alfabetização com o uso de um material didático. Perspectivas da Educação Matemática, Campo Grande, v. 9, n. 21, p. 887-889, 2016. LUNA, Ana Virgínia Almeida; SANTANA, Flávia Cristina de Macedo; MENDUNI-BORTOLOTI, Roberta D’Angela. A linguagem de descrição: uma possibilidade de fazer pesquisas no campo da Educação Matemática. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 20, n. 1, p. 199-223, jan./abr. 2018. PEROVANO, Ana Paula. Educação Matemática e Educação Infantil: uma discussão a partir do pensamento lógico argumentativo. In: XIII CONFERÊNCIA INTERAMERICANA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2011, Recife. Anais da XIII CIAEM. Recife: UFPE, 2011, p. 1-10. POWELL, Arthur Belford; SILVA, Wellerson Quintaneiro da. O vídeo na pesquisa qualitativa em Educação Matemática: investigando pensamentos matemáticos de alunos. In.: POWELL, Arthur Belford. Métodos de pesquisa em Educação Matemática: usando escrita, vídeo e internet. Campinas: Mercado das Letras, 2015. SANTANA, Eurivalda Ribeiro dos Santos; AMARO, Fernanda de Oliveira Soares Taxa; LUNA, Ana Virgínia Almeida; MENDUNI-BORTOLOTI, Roberta D’Angela. Alfabetização matemática. Proposta didática para o professor 1° ano. Manual do Professor. Salvador: Secretaria da Educação do Estado da Bahia / Instituto Anísio Teixeira, 2013. SKOVSMOSE, Ole. Cenários para investigação. Bolema, Rio Claro, v. 13, n. 14, p. 66-91, 2000. ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Tradução de Ernani Ferreira da Fonseca Rosa. Porto Alegre: Artmed, 1998.
1727 emd v. 2 n. 6 (2018): set./dez. Análises acerca do tratamento da derivada no livro didático do Ensino Superior Rogério dos Santos Lobo; Derivada, Taxa de Variação, Livro Didático Este artigo, surgiu de algumas inquietações, principalmente da prática ao lecionar a disciplina Cálculo Diferencial e Integral no curso de Engenharia, em especial a derivada, alto índice de reprovação e a não associação (por parte dos estudantes) do significado da derivada como Taxa de Variação. Nossa intenção é analisar como o livro didático aborda a introdução do conceito da derivada com ênfase na Taxa de Variação. Tivemos as contribuições de Pino-Fan et al. (2013) sobre as ideias do sentido holístico da derivada que foi reconstruído por meio do princípio da configuração epistêmica (CE), identificando seus significados parciais. Construímos um quadro para analisar o significado parcial da derivada em um livro didático cruzando os dados das configurações epistêmicas (CE) e os campos de problemas (CP). Concluímos que entre oito configurações epistêmicas se relacionando com cinco campos de problemas, o livro analisado opta pelo significado parcial da derivada como limite. DALL’ANESE, Claudio. Conceito de derivada: uma proposta para seu ensino e aprendizagem. 2000. 140f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica. São Paulo. PINO-FAN, Luis R.; CASTRO, Walter F.; GODINO, Juan Diaz; FONT, Vicenç. Idoneidad epistémica del significado de la derivada en el curriculo de bachillerato. Paradigma, Maracay, v. 34, n. 2, p. 123-150, dez. 2013. GUIDORIZZI, Hamilton Luiz. Um curso de cálculo. v. 1, 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008. MACHADO, Nílson José. Formação continuada de professores: uma releitura das áreas de conteúdo. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2016. STIGAR, Robson. O pensamento holístico. In: WebArtigos.com, publicado em 2 de maio de 2008. VILLAREAL, Mônica Ester. O pensamento matemático de estudantes universitários de Cálculo e tecnologias informáticas. 1999. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Extas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro.
1728 emd v. 2 n. 6 (2018): set./dez. Ensino de Matemática e a produção de videoaulas Rogério Joaquim Santana;Gilberto Januario; Tecnologia no Ensino de Matemática, Elaboração de Videoaula, Educação de Matemática Apresentamos parte de uma pesquisa que explorou caminhos, sugestões e alternativas para a elaboração, criação e compartilhamento de videoaulas com conteúdos de Matemática. Foram utilizados os PCN dos 3º e 4º Ciclos do Ensino Fundamental e a Proposta Curricular do Estado de São Paulo, tanto no estudo para argumentação de educação geral quanto para problematizar o ensino e a aprendizagem da Matemática. Realizamos levantamento em sites para encontrar softwares e recursos que atendessem às necessidades para elaborar, produzir e compartilhar vídeos educativos. Foram produzidas três videoaulas com base nos documentos norteadores, elegendo como conteúdo o bloco temático Números e Operações, destacando como tema a História da Matemática. Descrevemos as etapas que percorremos na elaboração, produção e compartilhamento das videoaulas, e fizemos uma reflexão sobre as expectativas, dificuldades e resultados que obtivemos. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasilia: MEC/SEF, 1998. IFRAH, George. Os números a história de uma grande invenção. São Paulo: Globo, 1992. JOAQUIM, Rogério. Produção de vídeos-aula para o ensino de Matemática. 2014. 64f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Matemática). Faculdades Integradas de Ciências Humanas, Saúde e Educação de Guarulhos. Guarulhos. KENSKI, Vani Moreira. O desafio da educação a distância no Brasil. Educação em Foco, Juiz de Fora, v. 7, n. 1, p. 1-13, mar./ago. 2002. LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Lisboa: Instituto Piaget, 1992. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Matemática. São Paulo: SEE, 2008.
1729 emd v. 2 n. 6 (2018): set./dez. Perspectivas na abordagem das medidas de tendência central emergentes da Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky Alan Júnior Severo; Educação Estatística, Teoria Histórico-Cultural, Medidas de Tendência Central Este artigo tem como objetivo investigar de que maneira a Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky pode contribuir para a reflexão crítica de práticas de ensino das medidas de tendência central nas aulas de Estatística. Para isso, foi realizada revisão bibliográfica e problematizadas algumas abordagens consideradas frequentes no processo de ensino-aprendizagem-avaliação dos conceitos de Média, Moda e Mediana sob a luz de conceitos trabalhados por Vygotsky, objetivando compreender de que maneira a sua teoria pode oferecer uma base sólida de conhecimentos que auxiliem os professores na formulação de suas próprias abordagens para estes conteúdos. Por fim, este levantamento bibliográfico ofereceu indícios de que os professores que ensinam conceitos relacionados à Estatística podem de fato lançar mão de conhecimentos referentes à Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky com intuito de melhorar suas práticas de ensino. GUINTHER, Ariovaldo. O uso das calculadoras nas aulas de Matemática: concepções de professores, alunos e mães de alunos. In: XII ENCONTRO BRASILEIRO DE ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2008, Rio Claro. Anais do XII EBRAPEM: Educação Matemática: possibilidades de interlocução. Rio Claro: Unesp, 2008, p. 1-12. OLIVEIRA, Marta Khol de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento – um processo sócio-histórico. São Paulo: Scipione, 1997. SILVA, Daniela Regina da. Psicologia da Educação e Aprendizagem. Indaial: Asselvi, 2006. TULESKI, Silvana Calvo. A construção de uma psicologia marxista. Maringá: EdUEM, 2002. VYGODSKAYA, Gita. L. His life. School Psychology International, v. 16, n. 2, p. 105-116, may 1995. VYGOTSKY, Lev Semenovich. Concrete human psychology. Soviet Psychology, v. 27, n. 2, p. 53-77, 1989. VYGOTSKY, Lev Semenovich. A construção do pensamento e da linguagem. Tradução de Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2001. VYGOTSKY, Lev Semenovich. Pensamento e linguagem. Tradução de Jeferson Luiz Camargo. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991. VYGOTSKY, Lev Semenovich; LURIA, Alexander Romanovich; LEONTIEV, Alexis N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. Tradução de Maria da Penha Villalobos. 2. ed. São Paulo: Ícone, 1988.
1732 emd v. 2 n. 5 (2018): maio/ago. Análise de uma situação-problema: competências socioemocionais e estimulação de funções executivas Alexandra Amadio Belli;Ana Lucia Manrique; Educação Matemática, Aprendizagem Socioemocional, Resolução de Problemas, Funções Executivas O presente estudo busca analisar a vivência de uma situação-problema em aulas de Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental de uma escola pública da cidade de São Paulo, atrelada às competências socioemocionais e à resolução de problemas, que contou com a participação de três professores que ensinam Matemática nessa etapa escolar. A pesquisa foi organizada em três partes: a discussão de uma situação-problema, o seu desenvolvimento em sala de aula, e explicitação das percepções sobre a experiência vivida. As considerações finais apontam que a prática pedagógica adotada oportunizou a aprendizagem socioemocional e a habilitação e estimulação de funções executivas, tais como o controle inibitório, a flexibilidade cognitiva e a memória de trabalho. BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sara. Investigação qualitativa em Educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Tradução de Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. CACHEIRO, Cristina Maria; MARTINS, Maria José D. Promoção de competências sócio-emocionais em crianças do ensino básico. Revista Galego-Portuguesa de Psicoloxia e Educación, Coruña, v. 20, n. 1, p. 155-168, out. 2012. CARNEIRO, Reginaldo Fernando. Formulação e resolução de problemas em aulas de Matemática de um 6o ano do Ensino Fundamental. Revista Paranaense de Educação Matemática, Campo Mourão, v. 4, n. 7, p. 188-205, jul. 2015. CASEL [Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning]. (Org.). 2013 CASEL Guide Effective social and emotional learning programs: preschool and elementary school edition. Chicago: Ksa-Plus Communications, Inc., 2012. ELIAS, Maurice J. et al. Promoting social and emotional learning: guidelines for educators. Alexandria: Association for Supervision and Curriculum Development, 1997. FERNÁNDEZ-BERROCAL, Pablo; ARANDA, Desiree Ruiz. La inteligencia emocional en la Educación. Revista Electrónica de Investigación Psicoeducativa, v. 6, n. 15, p. 421-436, fev. 2008. GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. GONDIM, Sônia Maria Guedes; MORAES, Franciane Andrade de; BRANTES, Carolina dos Anjos Almeida. Competências socioemocionais: fator-chave no desenvolvimento de competências para o trabalho. Revista Psicologia Organizações e Trabalho, Florianópolis, v. 14, n. 4, p. 394-406, dez. 2014. LIMA, Carlos Augusto Rodrigues; MANRIQUE, Ana Lúcia. O caráter investigativo dos problemas de Matemática propostos para crianças de 3 a 6 anos. Educação Marista, Curitiba, v. 10, n. 21, p. 163-171, jul. 2010. ONUCHIC, Lurdes de La Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Novas reflexões sobre o ensino-aprendiagem de Matemática através da resolução de problemas. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani; BORBA, Marcelo de Carvalho. (Org.). Educação Matemática: pesquisa em movimento. São Paulo: Cortez, 2004. p. 213-231. REITER, Astrid; TUCHA, Oliver; LANGE, Klaus W. Executive functions in children with dyslexia. Dyslexia, v. 11, n. 2, p. 116-131, dec. 2004. DOI: 10.1002/dys.289. RODRIGUES, Marisa Cosenza; DIAS, Jaqueline Pereira; FREITAS, Márcia de Fátima Rabelo Lovisi de. Resolução de problemas interpessoais: promovendo o desenvolvimento sociocognitivo na escola. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 15, n. 4, p. 831-839, out./dez. 2010. DOI: 10.1590/S1413-73722010000400019. ROMANATTO, Mauro Carlos. Resolução de problemas nas aulas de Matemática. Reveduc, São Carlos, v. 6, n. 1, p. 299-311, maio 2012. DOI: 10.14244/19827199413. SANTOS, Jair de Oliveira. Educação emocional na escola: a emoção na sala de aula. 2. ed. Salvador: Faculdade Castro Alves, 2000. SILVA, Izabella Brito; NAKANO, Tatiana de Cássia. Modelo dos cinco grandes fatores da personalidade: análise de pesquisas. Avaliação Psicológica, Porto Alegre, v. 10, n. 1, p. 51-62, abr. 2011. SILVA, Renata Saldanha et al. Replicabilidade do modelo dos cinco grandes fatores em medidas da personalidade. Mosaico: estudos em Psicologia, Belo Horizonte, v. 1, n. 1, p. 37-49, jul. 2007. VALE, Vera do. Do tecer ao remendar: os fios da competências sócio-emocionais. Exedra, Coimbra, n. 2, p. 129-146, nov. 2009. WEARE, Katherine. Mental health and social and emotional learning: evidence, principles, tensions, balances. Advances In School Mental Health Promotion, v. 3, n. 1, p. 5-17, jan. 2010. DOI: 10.1080/1754730x.2010.9715670.
1733 emd v. 2 n. 5 (2018): maio/ago. Pensamiento numérico: evolución del número cardinal en Educación Infantil Catalina María Fernández Escalona;Antonio Jesús Dominguez Fernández; Pensamiento Numérico, Número Natural, Número Cardinal, Educación Infantil En este trabajo nos centramos en el aspecto cardinal del número natural, donde el número se asocia con un conjunto para indicar la cantidad de elementos que tiene. Se trata de estudiar cómo es el pensamiento cardinal en los niños en Educación Infantil. Presentando tareas con los esquemas lógico-matemáticos del número cardinal, y teniendo en cuenta que cada tarea corresponde a la edad madurativa del niño, se analizan las estrategias seguidas, así como los errores cometidos por aquellos alumnos que no han superado esta tarea, logrando con todo ello diagnosticar el pensamiento numérico en su aspecto cardinal. CLARK, Robin; GROSSMAN, Murray. Numbersense and quantifier interpretation. Topoi, v. 26, n. 1, p. 51-62, mar. 2007. CORDES, Sara; GELMAN, Rochel. The young numerical mind: when does it count? In: CAMPBELL, Jamie I. D. (Ed.). Handbook of mathematical cognition. New York: Psychology Press, 2005, p. 127-142. FEIGENSON, Lisa; CAREY, Susan. Onthelimits of infants quantification of small object arrays. Cognition, v. 97, n. 3, p. 295-313, oct. 2005. FERNÁNDEZ FESCALONA, Catalina Maria. Análisis cognitivo de la secuencia numérica: procesamiento de la información y epistemología genética. Pensamiento Educativo, Santiago, v. 52, n. 2, p. 172-188, 2015. DOI: 10.7764/PEL.52.2.2015.10. FERNÁNDEZ FESCALONA, Catalina Maria. Estados de conocimiento en el desarrollo de la secuencia numérica. Unión, v. 49, p. 97-121, abr. 2017. FERNÁNDEZ FESCALONA, Catalina Maria. Una propuesta didáctica para trabajar la secuencia numérica en el segundo ciclo de educación infantil. Enseñanza de las Ciencias, v. 34, n. 2, p. 185-204, jun. 2016. FUSON, Karen; RICHARDS, John; BRIARS, Diane J. The acquisition and elaboration of the number word sequence. In: BRAINERD, Chales J. (Ed.). Children´s logical and mathematical cognition: progress in cognitive development. New York: Spriger-Verlag, 1982, p. 33-92. FUSON, Karen C. Children’s countinq and concepts of number. New York: Springer-Verlag, 1988. GALLISTEL, Charles Randy; GELMAN, Rochel. Mathematical cognition. In: HOLYOAK, Keith; MORRISON, Robert G. (Ed.). The Cambridge handbook of thinking and reasoning. Cambridge University Press, 2005, p. 559-588. GELMAN, Rochel; GALLISTEL, Charles Randy. Language and the origin of numerical concepts. Science, v. 306, n. 5695, p. 441-443, oct. 2004. DOI: 10.1126/science.1105144. HARTMANN, Matthias. Numbers in the eye of the beholder: what do eye movements reveal about numerical cognition? Cognitive Processing, v. 16, p. 245-248, sep. 2015. LE CORRE, Mathieu; CAREY, Susan. One, two, three, four, nothing more: an investigation of the conceptual sources of the verbal counting principles. Cognition, v. 105, n. 2, p. 395-438, nov. 2007. DOI: 10.1016/j.cognition.2006.10.005. PATRO, Katarzyna; HAMAN, Maciej. The spatial-numerical congruity effect in preschoolers. Journal of Experimental Child Psychology, v. 111, n. 3, p. 534-542, mar. 2012. DOI: 10.1016/j.jecp.2011.09.006.
1734 emd v. 2 n. 5 (2018): maio/ago. Metodologia para resolução de problemas de fenômenos físicos com equações diferenciais ordinárias João Bosco Laudares;Saulo Furletti;Júlio Paulo Cabral dos Reis; Resolução de Problemas, Metodologia, Equações Diferenciais Este artigo apresenta uma metodologia para o estudo de Equações Diferenciais Ordinárias (EDO), a partir da Resolução de Problemas privilegiando diversas representações de modelos. Ilustra-se por completo uma resolução, com os passos presentes na proposta metodológica, que direcionaram a análise dos modelos de equações e gráficos dos fenômenos físicos. O referencial teórico parte da matematização de fenômeno físico com Equações Diferenciais pela resolução de problemas, com base nas representações semióticas, diversificação de representações de objetos matemáticos e análise de modelos. A matematização é dimensionada por leis de movimentos, parâmetros quantitativos e qualitativos. Esta metodologia é resultado de um estudo para suporte aos professores e estudantes dos cursos das áreas de Ciências Exatas, que possuem em seus currículos a disciplina de Equações Diferenciais Ordinárias. ANTON, Howard; BIVENS, Irl; DAVIS, Stephen. Cálculo. Tradução de Claus Ivo Doering. 8. ed. Artmed. 2007. BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática. São Paulo: Contexto, 2002. DUVAL, Raymond. Semiósis e pensamento humano: registros semióticos e aprendizagens intelectuais. Tradução de Lênio Fernandes Levy e Marisa Rosâni Abreu da Silveira. São Paulo: Livraria da Física, 2009. LAUDARES, João Bosco; MIRANDA, Dimas Felipe de; REIS, Júlio Paulo Cabral; FURLETTI, Saulo. Equações Diferenciais Ordinárias e Transformadas de Laplace. Belo Horizonte: Artesã. 2017. ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Ensino-aprendizagem-avaliação de Matemática: por que através da Resolução de Problemas? In: ONUCHIC, Lourdes de la Rosa et al. (Org.). Resolução de problemas: teoria e prática. Jundiai: Paco Editorial, 2014, p. 35-52. POLYA, George. A arte de resolver problemas. Tradução de Heitor Lisboa de Araújo. Rio de Janeiro: Interciência, 1994. POZO, Juan Ignacio. Aprendizes e mestres: a nova cultura da aprendizagem. Tradução de Ernani Rosa. Porto Alegre: Artmed, 2008. STEWART, James. Cálculo. v. 2. Tradução de Antônio Carlos Moretti e Antônio Carlos Gilli Martins. São Paulo: Pioneira Thonson Learning, 2013. ZUIN, Elenice de Souza Londron. Cálculo: uma abordagem histórica. In: LAUDARES, João Bosco. LACHINI, Jonas. (Org.). A prática educativa sob o olhar de professores de Cálculo. Belo Horizonte: Fumarc, 2001, p.13-38.
1736 emd v. 2 n. 4 (2018): jan./abr. A objetividade matemática e o relativismo na Educação Matemática Marisa Rosâni Abreu da Silveira;Valdomiro Pinheiro Teixeira Junior;Paulo Vilhena da Silva; Educação Matemática, Objetividade, Relativismo Este texto objetiva discutir o relativismo na Educação Matemática e suas consequências para a aprendizagem, principalmente quando a objetividade da Matemática é colocada em suspeição, ao considerar que a produção do conhecimento é relativa a cada cultura, sociedade e indivíduo. Para tanto, a partir de um ensaio teórico, analisamos a relação entre relativismo, ciência e Educação Matemática. Refletindo sobre a formação de sujeitos capazes de compreender a realidade de maneira cada vez mais elaborada, apontamos a Matemática escolar como instância socializadora dos conhecimentos sistematizados. Nossa análise busca evidenciar que a objetividade sempre esteve presente na construção da ciência e, nesse sentido, destacamos a objetividade da Matemática na filosofia da linguagem, esclarecendo como está entrelaçada com a linguagem, permitindo um conhecimento objetivo do mundo, contribuindo, a nosso ver, para o debate a respeito da valorização do saber escolar, em particular o matemático, tão importante para o desenvolvimento de qualquer sociedade. ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1998. ALBERT, Michael. Science, Post modernism and the Left. Z Magazine, v. 9, n. 7/8, p. 64-69, jul./ago. 1996. AUTHIER-REVUZ, Jacqueline. Palavras incertas: as não-coincidências do dizer. Campinas: Editora da Unicamp, 1998. ÁVILA, Geraldo. Várias faces da Matemática: tópicos para licenciatura e leitura geral. São Paulo: Edgard Blucher, 2011. AZAMBUJA, Monique Teixeira. O uso do cotidiano para o ensino de Matemática em uma escola de Caçapava do Sul. 2013. 32f. 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1737 emd v. 2 n. 4 (2018): jan./abr. Uma reflexão sobre pesquisas em Educação Matemática e Educação de Surdos Maria Eliana Soares;Elielson Ribeiro de Sales; Educação Matemática, Educação de Surdos, Inclusão Este artigo integra a dissertação de mestrado profissional realizado no Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) da Universidade Federal do Pará (UFPA), e objetiva discutir pesquisas strictu sensu sobre Educação Matemática e Educação de Surdos. É um estudo de abordagem qualitativa, do tipo estado da arte, em que se analisa 31 pesquisas que se enquadram nos eixos temático formação de professores, adaptação curricular, Educação Matemática e comunicação, e ensino e aprendizagem. As pesquisas foram realizadas em quatro regiões brasileiras, com maior representatividade no sudeste e norte do Brasil, estando nesta última concentradas no IEMCI/UFPA. O estudo aponta um crescimento de pesquisas no âmbito da pós-graduação e evidencia a realidade do ensino para a educação inclusiva, com destaque a necessidade da prática da Libras no ensino de Matemática, o bilinguismo no ensino de surdos, a adaptação de materiais didáticos com instrumentos visuais, e a formação de educadores para a inclusão. ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. (Org.). Formação de professores no Brasil (1990-1998). Brasília: MEC/INEP/COMPED, 2002. ARAUJO, Ênio Gomes. Ensino de Matemática em Libras: uma reflexão sobre a minha experiência numa escola especializada. 2015. 244f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Universidade Anhanguera de São Paulo. São Paulo. AROLDO JUNIOR, Henrique. Estudo do desenvolvimento do pensamento geométrico por alguns surdos por meio do Multiplano no ensino fundamental. 2010. 290f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática) – Faculdade de Física, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. 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1738 emd v. 2 n. 4 (2018): jan./abr. Abordagem de algoritmos da divisão em livros didáticos de Matemática para os Anos Iniciais André Pereira da Costa;Luciana Ferreira dos Santos;Cristiane Azevêdo dos Santos Pessoa;Rosinalda Aurora de Melo Teles; Divisão, Estruturas Multiplicativas, Algoritmo Convencional Investigamos como os algoritmos da divisão de números naturais são abordados em livros didáticos de Matemática dos anos iniciais do Ensino Fundamental; mapeamos atividades nas quais são abordados; e analisamos o uso dos algoritmos da divisão em situações de partição e quotição. Foram analisadas 104 atividades de divisão propostas em seis coleções, escolhidas aleatoriamente, aprovadas pelo PNLD de 2016. Com uma abordagem quantitativa-qualitativa, usamos como método analítico das atividades os procedimentos da análise temática. Os dados mostram que mais de 84% das atividades exploram o processo do algoritmo convencional. Identificamos ausência de atividades que abordem os algoritmos nos 1º e 2º anos. Os algoritmos da divisão começam a ser explorados a partir do 3º ano, geralmente, por meio de divisão exata, e processos longos que envolvem a estimativa e subtração sucessiva. Algumas coleções apresentam atividades que estimulam a construção de argumentos e reflexão sobre as estratégias utilizadas com o uso de algoritmos alternativos pelos estudantes, assim como reflexão sobre o sistema de numeração decimal. ALMEIDA, Eliane Martins; MARTINEZ, Michelle Cristine Pinto Tyszka; WIELEWSKI, Gladys Denise. Relato de experiência de formação continuada: Matemática na alimentação e nos impostos. In: V CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENSINO DA MATEMÁTICA, 2010, Canoas. Anais do V CIEM. Canos: ULBRA, 2010, p. 1-12. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. 5. ed. Lisboa: Edições 70, 2009. BOYER, Carl Benjamin. História da Matemática. Tradução de Elza Furtado Gomide. 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Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre.
1739 emd v. 2 n. 4 (2018): jan./abr. Aplicação do SuperLogo no ensino de Geometria: relato de uma prática no Ensino Médio Jefferson Dantas de Oliveira;Zulma Elizabete de Freitas Madruga; Educação Matemática, Tecnologias Educacionais, Situação a-didática, SuperLogo Este artigo apresenta um relato de experiência com o software SuperLogo, fundamentada na Teoria das Situações Didáticas (TSD), abordando conteúdos de Geometria Plana no Ensino Médio. Para tanto, tomou-se como base a teoria de Brousseau (1986), a qual permite ao professor trabalhar junto a seu aluno um conceito matemático na resolução de problemas. A aplicação desta prática deu-se em um colégio da rede pública de uma cidade do sul da Bahia, na realização de uma feira de Ciências. Durante a intervenção, o desempenho dos estudantes com o software foi registrado como dados da pesquisa. Os resultados foram analisados por meio dos registros produzidos no ambiente computacional e uma avaliação realizada no final do processo. Como resultado, considerou-se que o SuperLogo imprimiu potencialidade no ensino da Matemática, destacando que na utilização do software é possível ao professor para motivar seu aluno a expressar seus conhecimentos. BARBOSA, Gerson Silva. Teoria das Situações Didática e suas influências na sala de aula. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 12, São Paulo. Anais do XII ENENM: Educação Matemática na contemporaneidade: desafios e possibilidades. São Paulo: SBEM, 2016, p. 1-12. BENITTI, Fabiane Barreto Vavassori. Exploring the educational potential of robotics in schools: a systematic review. Computers & Education, Washington, v. 58, n. 3, p. 978-988, abr. 2012. BROUSSEAU, Guy. Fondements et méthodes de la didactique des mathématiques. Recherche en Didactique des Mathématiques, Grenoble, v. 7, n. 2, p. 33-115, 1986. O’DAFFER, Phares. G.; CLEMENS, Stanley R. Geometry: an investigative approach. Califórnia: Addison Wesley, 1977. JACOBS, Harold. J. Geometry. San Francisco: W. H. Freeman and Company, 1974. MAGGI, Luiz. A utilização do computador e do programa Logo como ferramenta de ensino de conceitos de Geometria Plana. 2002. 169f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro. MOTTA, Marcelo Souza; SILVEIRA, Ismar Franfo. Contribuições do SuperLogo ao ensino de Geometria. Informática na Educação: teoria & prática. Porto Alegre, v. 13, n. 1, jan./jun. 2010. DOI: 10.22456/1982-1654.9142. PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Tradução de Sandra Costa. Porto Alegre. Artes Médicas, 2002. ROSA, Ana Paula Stockler Bojikian Hernandez da. Um estudo sobre o uso do software superlogo na organização do pensamento matemático. 2004. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. SILVA, Nilson Alves; FERREIRA, Marcos Vinícius Vieira; TOZETTI, Karla Dubberstein. Um estudo sobre s situação didática de Guy Brousseau. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 12, Curitiba. Anais do XII EDUCERE: Formação de professores, complexidade e trabalho docente. Curitiba: PUCPR, 2015, p. 19950-19962.
1740 emd v. 2 n. 4 (2018): jan./abr. Resolução de problemas de otimização nas aulas de Matemática Josué Antunes de Macêdo;Lailson dos Reis Pereira Lopes;Laís de Souza Gusmão; Otimização, Problemas, Resolução de Problemas Atualmente existem processos de otimização que contribuem com a vida de pessoas, como é o caso dos problemas resolvidos com a ajuda da Matemática. É a maneira técnica de se encontrar meios de minimizar tempo e, consequentemente, reduzir os custos de processos que se precisa realizar. A Matemática, em seu vasto campo de atuação, proporciona um arsenal de processos de otimização que enriquece e facilita o cotidiano. Em vista desta realidade, neste trabalho, apresentamos possíveis aplicações de alguns problemas de otimização, bem como mostramos a resolução de alguns problemas e discutimos a possibilidade da utilização da metodologia da resolução de problemas. Este trabalho permitiu o aprofundamento do conhecimento desse campo da Matemática, e suas contribuições em diversas áreas do conhecimento. BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. v. 2. Brasília: MEC / SEF, 2006. CARVALHO, Ana Maria Pessoa de; GIL-PÉREZ, Daniel. Formação de professores de ciências: tendências e inovações. 10. ed. São Paulo (SP): Cortez Editora, 2011. D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. 5. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013. DAMBROSIO, Ubiratan. Educação Matemática: da teoria à prática. 23 ed. Campinas: Papirus Editora, 2017. DANTE, Luiz Roberto. Didática da resolução de problemas de matemática. 3. ed. São Paulo: Ática, 1991. ECHEVERRÍA, Maria del Puy Pérez; POZO, Juan Ignacio. Aprender a resolver problemas e resolver problemas para aprender. In: POZO, Juan Ignacio (Org.). Solução de problemas: aprender a resolver, resolver para aprender. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 13-42. MACARINI, Adriana Rodrigues Luz. A Matemática nos anos iniciais do ensino fundamental: as estratégias de ensino como potencialidades da aprendizagem. 2007. 117f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Vale do Itajaí. Itajaí. MOYSÉS, Lúcia. Aplicações de Vygotsky à Educação Matemática. 8. ed. Campinas: Papirus, 2007. ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Ensino-aprendizagem de Matemática através da resolução de problemas. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani (Org.). Pesquisa em Educação Matemática: concepções e perspectivas. São Paulo: EdUNESP, 1999, 199-218. ONUCHIC, Lourdes de la Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Pesquisa em resolução de problemas: caminhos, avanços e novas perspectivas. Bolema, Rio Claro, v. 5, n. 41, dez. 2011. POLYA, George. Sobre a resolução de problemas de Matemática na high school In: KRULIK, Stephen; REYS, Robert E. (Org.). A resolução de problemas na matemática escolar. Tradução de Hygino Hugueros Domingues e Olga Corbo. 1 ed. São Paulo: Atual, 2003. POLYA, George. A arte de resolver problemas: um novo aspecto do método matemático. Tradução de Heitor Lisboa de Araújo. 1 ed. 2 reimp. Rio de Janeiro: Interciência, 2006. ROGAWSKI, Jon. Cálculo. v. 1. São Paulo: Artmed/Bookman, 2009. SANTOS, Vinício de Macedo. A matemática escolar, o aluno e o professor: paradoxos aparentes e polarizações em discussão. Cadernos Cedes, Campinas, v. 28, n. 74, p. 25-38, jan./abr. 2008. DOI: 10.1590/S0101-32622008000100003. SILVA, Valquírio Firmino. A resolução de problemas: concepções evidenciadas na prática e no discurso de professores de Matemática do ensino fundamental. In. X SIMPÓSIO LINGUAGENS E IDENTIDADES DA/NA AMAZÔNIA SUL-OCIDENTAL, 2016, Rio Branco. Anais do X SLIASO, Rio Branco: UFAC, 2016, p. 1-15. STEWART, JAMES. Cálculo. v. 1. São Paulo: Pioneira Thomsom Learning, 2006. STEWART, JAMES. Cálculo. v. 1. São Paulo: Pioneira Thomsom Learning, 2013.
1741 emd v. 2 n. 4 (2018): jan./abr. Conhecimentos docentes e o Modelo Didático da Matemática em Contexto: reflexões iniciais Gabriel Loureiro de Lima;Barbara Lutaif Bianchini;Eloiza Gomes; Competências, Conhecimentos Docentes, Modelo Didático da Matemática em Contexto, Engenharia, Eventos Contextualizados O objetivo deste artigo, de natureza teórica, é dar início a reflexões a respeito das competências a serem desenvolvidas pelos professores de Matemática que atuam em cursos de Engenharia em consonância aos pressupostos da Matemática no Contexto das Ciências, referencial teórico proposto pela pesquisadora mexicana Patricia Camarena, e ao seu modelo didático (MoDiMaCo). Voltamos nossa atenção especificamente a uma das componentes das competências: os conhecimentos. Fundamentados em preceitos teóricos referentes a conhecimentos docentes, analisamos aqueles que os professores que atuam nas disciplinas matemáticas de determinada modalidade de Engenharia devem construir para atuarem em concordância com o MoDiMaco e em quais circunstâncias ocorrem tal construção. A mobilização de tais conhecimentos é essencial ao professor que opta por tal Modelo Didático para que este possa executar a contento uma série de tarefas inerentes ao trabalho com os eventos contextualizados, principal estratégia didático-pedagógica presente no referido Modelo. BALL, Deborah Loewenberg; THAMES, Mark Hoover; PHELPS, Geoffrey. Content knowledge for teaching: what makes it special? Journal of Teacher Education, v. 59, n. 5, p. 389-407, nov. 2008. DOI: 10.1177/0022487108324554. CAMARENA, Patricia. A treinta años de la teoría educativa “Matemática en el Contexto de las Ciencias”. Innovación Educativa, México, v. 13, n. 62, p. 17-44, maio/ago. 2013. CAMARENA, Patricia. Concepción de competencias de las ciencias básicas em el nível universitário. In: DIPP, Adla J.; MACÍAS, Arturo B. (Org.). Competencias y Educación – miradas múltiples de una relación. México: Instituto Universitario Anglo Español A.C e Red Durango de Investigadores Educativos A.C., 2011, p. 88-118. CAMARENA, Patricia. Constructos Teóricos de la Metodología Dipcing en el Área de la Matemática. In: CONGRESO NACIONAL DE INGENIERÍA ELECTROMECÁNICA Y DE SISTEMAS, 3, 2004, Ciudad de México. Memorias do 3º CNIES. Ciudad de México: IPN - ESIME - SEPI, 2004, p. 1-7. CAMARENA, Patricia. Didáctica de la matemática en contexto. Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v. 19, n. 2, p. 1-26, maio/ago. 2017. DOI: 10.23925/1983-3156.2017v19i2p1-26. CAMARENA, Patricia. La matemática social en el desarrollo integral del alumno. Innovación Educativa, México, v. 14, n. 65, p. 143-149, maio/ago. 2014. CAMARENA, Patricia. Teoria de las ciências em contexto y su relación com las competências. Ingenium, Bogotá, v. 16, n. 31, p.108-127, 2015. HOWSON, Albert Geoffrey; KAHANE, Jean-Pierre; LAUGINIE, Pierri; TURCKEIM, Elisabeth. Mathematics as a Service Subject. Cambridge: Cambridge University Press, 1988. LIMA, Gabriel Loureiro de; BIANCHINI, Barbara Lutaif; GOMES, Eloiza. Dipcing: uma metodologia para o planejamento ou redirecionamento de programas de ensino de matemática em cursos de engenharia. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA, XLIV, 2016, Natal. Anais do XLIV COBENGE. Natal: ABENGE, 2016, p. 1-10. MISHRA, Punya; KOEHLER, Matthew J. Technological Pedagogical Content Knowledge: a framework for teacher knowledge. Teachers College Record, New York, v. 108, n. 6, p. 1017-1054, jun. 2006. SHULMAN, Lee S. Knowledge and Teaching: foundations of the new reform. Harvard Educational Review, Cambridge, v. 57, n.1, p. 1-22, 1987. DOI: 10.17763/haer.57.1.j463w79r56455411. SHULMAN, Lee S. Those who understand: knowledge growth in teaching. Educational Researcher, Washington, v. 15, n. 2, p. 4-14, fev. 1986. DOI: 10.2307/1175860. SILVA, Maria José Ferreira da; LIMA, Gabriel Loureiro de. Conhecimentos desenvolvidos em um curso de licenciatura em Matemática na modalidade a distância. In: CONFERENCIA INTERAMERICANA DE EDUCACIÓN MATEMÁTICA, 14, Chiapas, 2015. Anais do XIV CIAEM. Chiapas: ICME, 2015, p. 113-124.
1757 emd v. 1 n. 1 (2017): jan./abr. Reflexões e desafios da resolução de problemas nas aulas de Matemática: um ensaio teórico Simone Bueno;Edvonete Souza de Alencar;Teresa Sofía Oviedo Millones; Nesta pesquisa temos por objetivo refletir sobre o papel da resolução de problemas nas aulas de Matemática, apresentando os diferentes tipos de problemas que podem ser propostos aos alunos. A realização deste trabalho ocorreu por meio da abordagem qualitativa, no qual foi considerado o conhecimento teórico acumulado, a partir de uma pesquisa bibliográfica, tendo como referencial os trabalhos de Vergnaud, Polya, Dante e Brousseau. Pesquisamos os estados da arte realizados nessa temática e buscamos o s autores mais utilizados nas pesquisas para formar nosso quadro teórico. Apresentamos as principais contribuições dos autores e como estes estudos teóricos podem contribuir com a prática em sala de aula. Além disso, apresentamos uma atividade em que anali samos cada autor de referência. De modo geral propusemos a reflexão sobre os caminhos para a resolução de um problema matemático e como as aulas podem se tornar mais significativas aos alunos. BARRIGA, Frida Díaz; HERNÁNDEZ, Gerardo. Estratégias docentes para un aprendizaje significativo: una interpretación constructivista. México; Editorial Mc Graw Hill, 1999. BROUSSEAU Guy. Educación y Didáctica de las matemáticas. Educación Matemática, México, v. 12, n. 1, p. 5-38, abr.1999 COSTA, Carolina. Operações irmãs: teoria do campo aditivo estimula o aluno a pensar na complexidade da adição e da subtração e a entendê-las como operações complementares. Revista Nova escola, São Paulo, n. 202, maio. 2007. COUNTRYMAN, Joan. Writing to learn Mathematics: strategies that work. Portsmouth: Heinemann, 1992. DANTE, Luiz Roberto. Didática da resolução de problemas de Matemática. São Paulo: Atlas, 2003. FAVERO, Maria Helena; NEVES, Regina da Silva Pina. A divisão e os racionais: revisão bibliográfica e análise. Zetètike, Campinas, v. 20, n. 37, p. 35-72, jan./jun. 2012. HERNÁNDEZ, Gerardo. Paradigmas en psicología de la educación. México: Editorial Paidós Educador Mexicana, 2006. MALASPINA, Uldarico. Estímulo del pensamiento matemático: una experiencia didáctica con profesores, usando un acertijo. UNION – Revista Iberoamericana de Educación Matemática, n. 45, p. 285-293, mar. 2016. ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. Resolução de problemas no Brasil e no Mundo. In: II SEMINÁRIO EM RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS, 2011, Rio Claro. Anais do II SERP: O estado da arte da pesquisa em resolução de problemas na Educação Matemática no Brasil e no mundo, Rio Claro: Unesp, 2011, p. 1-8. POLYA, George. A arte de resolver problemas. São Paulo: Interciência, 1995. ROMANOWSKI, Joana Paulin; ENS, Romilda Teodora. As pesquisas denominadas “Estado da Arte” em educação. Diálogo Educcional, Curitiba, v. 6, n.19, p.37-50, set./dez. 2006. SCHOENFELD, Alan H. Explorations of students mathematical beliefs and behavior. Journal for research in Mathematics Education, Estados Unidos, v. 20, n. 4, p. 338-355, jul. 1989. DOI: 10.2307/749440. SILVA, Sandra Regina Firmino da. Um estudo das estruturas multiplicativas nos Guias de Planejamento e Orientações Didáticas do Programa Ler e Escrever. 2010. 211f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática), Universidade Bandeirante de São Paulo. São Paulo. VASCONCELOS, Clara Maria da Silva de; LOPES, Joaquim Bernardino de Oliveira; COSTA, Nilza Maria Vilhena Nunes da; MARQUES, Luis; CARRASQUINHO, Susana. Estado da arte na resolução de problemas em Educação em Ciência. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, Espanha, v. 6, n. 2, p. 235-245, 2007. VERGNAUD. Gérard. La teoría de los campos conceptuales. Recherches en Didáctique des Mathématiques, França, v. 10, n. 2.3, p. 133-170, 1991.
1743 emd v. 1 n. 3 (2017): set./dez. Materiais curriculares de Matemática e suas relações com políticas públicas brasileiras Débora Reis Pacheco;Célia Maria Carolino Pires; Neste artigo temos como objetivo apresentar alguns argumentos sobre a necessidade de investigar materiais curriculares de Matemática que emergem de políticas públicas. Para isso, analisamos duas políticas públicas que produziram materiais curriculares de Matemática, sendo uma do estado do Ceará e outra do estado de São Paulo. Nossa discussão tem como base principalmente os estudos sobre políticas públicas de Stephen Ball e sobre materiais curriculares de Martínez Bonafé. Em uma análise pontual, destacamos a presença das preocupações com avaliações da aprendizagem na proposição das políticas e no uso de materiais por professores. Por se tratar de uma investigação em andamento, finalizamos o artigo apresentando uma possibilidade de pesquisa sobre materiais curriculares, relacionada aos elementos que circundam e influenciam a produção e uso destes instrumentos no contexto das políticas públicas. BALL, Stephen J. Diretrizes políticas globais e relações políticas locais em Educação. Currículo sem Fronteiras, Porto Alegre, v. 1, n. 2, p. 99-116, jul./dez. 2001. BALL, Stephen J. Educação Global S.A.: novas redes políticas e o imaginário neoliberal. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2014. BALL, Stephen J.; MAGUIRE, Meg; BRAUN, Annette. Como as escolas fazem as políticas: atuação em escolas secundárias. Tradução de Janete Bridon. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2016. BONAFÉ, Jaume Martínez. Materiales curriculares y cambio educativo: siete cuestiones abiertas y una propuesta de urgencia. In: BONAFÉ, Jaume Martinez. (Org.). Trabajar en la Escuela: profesorado y reformas en el umbral del siglo XXI. Buenos Aires, Miño y Dávila, 1999. BONAFÉ, Jaume Martínez; RODRIGUEZ, Jesús Rodriguez. O currículo e o livro didático: uma dialética sempre aberta. In: SACRISTÁN, José Gimeno. (Org.). Saberes e Incertezas sobre o currículo. Tradução de Alexandra Salvaterra. Porto Alegre: Penso, 2013, p. 209-225. FREIRE, Emanuella Sampaio. A influência da língua materna na Matemática: uma análise dos resultados das avaliações dos alunos do 3° ano do ensino fundamental do estado do Ceará. 2012. 123f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação. Universidade Federal do Ceará. Fortaleza. JANUARIO, Gilberto. Marco conceitual para estudar a relação entre materiais curriculares e professores de Matemática. 2017. 194f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. LIMA, Silvana Ferreira. Relações entre professores e materiais curriculares no ensino de números naturais e sistema de numeração decimal. 2014. 217f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. MOREIRA, Darlinda; PONTE, João Pedro Mendes da., PIRES, Manuel Vara, TEIXEIRA, Paula. Manuais escolares: um ponto de situação. In: XV ENCONTRO DE INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, Monte Gordo. Anais do XV EIEM: Currículo e desenvolvimento curricular: desafios para a Educação Matemática. Lisboa: SPIEM, 2006, p. 1-22. PACHECO, Débora Reis. O uso de materiais curriculares de Matemática por professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental para o tema Espaço e Forma. 2015. 174f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. PIRES, Celia Maria Carolino. O desenvolvimento do projeto Educação Matemática nos Anos Iniciais (EMAI) no âmbito da Secretaria de Educação. In: XII ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2016, São Paulo. Anais do XII ENEM: Educação Matemática na contemporaneidade: desafios e possibilidades. São Paulo: SBEM / Unicsul, 2016, p. 1-10. REMILLARD, Janine. T; HERBEL-EISENMANN, Beth A.; LLOYD, Gwendolyn Monica. (Ed.). Mathematics Teachers at Work: connecting curriculum materials and classroom instruction. New York: Taylor & Francis, 2009. SIMON, Martin. A. Reconstructing mathematics pedagogy from a constructivist perspective. Journal for Research in Mathematics Education, v. 26, n. 2, p. 114-145, mar. 1995. DOI: 10.2307/749205. STAVIS, Jaqueline Cristiane. O contexto de produção e tendências teórico-metodológicas de um material que marcou o ensino de Matemática: Geometria Experimental. 2011. 126f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade São Francisco. Itatiba.
1744 emd v. 1 n. 3 (2017): set./dez. A Teoria de P. Ya. Galperin nas pesquisas em Educação Matemática Paulo Gonçalo Farias Gonçalves;Isauro Beltrán Núñez; Desde seu surgimento, a Educação Matemática vem se consolidando como uma área de pesquisa. Dada sua natureza multifacetada, estudos Estado da Arte são importantes para apontar tendências e lacunas de suas linhas investigativas. Destarte, esse artigo visa mapear e caracterizar trabalhos sob o aporte da Teoria de Galperin disponíveis em duas bibliotecas digitais. Sendo uma pesquisa Estado da Arte, selecionamos 15 estudos e os categorizamos em função de: curso, instituição, níveis e modalidades de ensino e conteúdos abordados. Verificamos nas investigações: a prevalência em mestrados profissionais, distribuição em todas as regiões brasileiras, do Ensino Fundamental ao Superior e nas modalidades Educação Especial e Educação a Distância, tratando de todas as subáreas da Matemática da Educação Básica. Assim, é fundamental que novas investigações sobre a Teoria de Galperin sejam empreendidas, visando contribuir para difusão de uma perspectiva de educação escolar voltada para o desenvolvimento integral dos estudantes BEZERRA, Nilra Jane Filgueira. A organização do Ensino de Cálculo Diferencial e Integral na perspectiva da Teoria da Formação po¬r Etapas das Ações Mentais de Galperin. 2016. 261f. Tese (Doutorado em Ensino de Ciências e Matemática) – Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática. Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiabá. CHIRONE, Adriana Regina da Rocha. Aprendizagem de equações do 1º grau a partir da atividade de situações problema como metodologia de ensino, fundamentada na Teoria de Formação por Etapas das Ações Mentais e dos Conceitos de Galperin. 2016. 112f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências) – Universidade Estadual de Roraima. Boa Vista. DUARTE, Daiana Matias. O ensino do conceito de função afim: uma proposição com base na Teoria de Galperin. 2011. 92f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Unidade Acadêmica de Humanidades, Ciências e Educação. Universidade do Extremo Sul Catarinense. Criciúma. FARIAS, Severina Andréa Dantas de. Ensino-aprendizagem de triângulo: um estudo de caso no Curso de Licenciatura em Matemática a Distância. 2014. 213f. Tese (Doutorado em Educação) – Centro de Educação. Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa. FEITOSA, Soraya de Araújo. A atividade de situação de problema como estratégia didática no tratamento da informação no 6º ano do ensino fundamental a partir da teoria de Galperin. 2014. 147f. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Ciências) – Universidade Estadual de Roraima. Roraima. FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. As pesquisas denominadas “Estado da Arte”. Educação & Sociedade, Campinas, a. 23, n. 79, p. 257-272, ago. 2002. DOI: 10.1590/S0101-73302002000300013. FREIRE, Angelo Augusto Côelho. 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1745 emd v. 1 n. 3 (2017): set./dez. Noções de análise combinatória na educação básica: atividades interdisciplinares Reinaldo Amirato Dias;Adriano Vargas Freitas;Eline das Flores Victer; O artigo apresenta recorte de pesquisa envolvendo análises sobre a utilização de práticas educacionais interdisciplinares como forma de ampliar a qualidade do processo de ensino e de aprendizagem, com destaque para o estudo dos conceitos de análise combinatória na educação básica. Consideramos que a interdisciplinaridade é uma das formas de articular esse processo com o cotidiano dos estudantes, tornando-o mais significativo e atraente. Nessas perspectivas, elaboramos e apresentamos três propostas de atividades que podem ser usadas em sala de aula de forma interdisciplinar, promovendo debates, incentivando a pesquisa e facilitando a construção dos conhecimentos envolvidos. BARBOSA, Derly. A conquista do educador popular e a interdisciplinaridade do conhecimento. São Paulo: Cortez, 1991. BOYER, Carl Benjamin. História da Matemática. Tradução de Elza Furtado Gomide. São Paulo: Edgard Blücher, 1999. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília: MEC / SEB, 2013. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias. Brasília: MEC / SEMT, 1999. CARAÇA, Bento Jesus. Conceitos fundamentais de Matemática. 5. ed. Lisboa: Gradiva, 2003. CARVALHO, Rosita Edler. Educação inclusiva: com os pingos nos “is”. Porto Alegre: Mediação, 2004. DE GUIRE, Linda J. Permutations and combinations: a problem-solving approach for middle school students. In: KENNEY, Margaret. J.; HIRSCH, Christian R. Discrete mathematics across the curriculum, K-12. Virginia: NTCM, 1991, p. 59-66. DIAS, Genebaldo Freitas. Educação Ambiental: princípios e práticas. São Paulo: Gaia,1998. EVES, Howard Whitley. Introdução à história da Matemática. Tradução de Hygino Hugueros Domingues. Campinas: Editora Unicamp, 2004. FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia? São Paulo: Loyola. 1979. FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. São Paulo: Loyola, 1994. FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Interdisciplinaridade: um projeto em parceria. 5. ed. São Paulo: Loyola, 2002. FORTES, Clarissa Corrêa. Interdisciplinaridade: origem, conceito e valor. Revista Senac Online. Belo Horizonte, n. 6, 2009. GADOTTI, Moacir. Pedagogia da práxis. São Paulo: Cortez, 2004. GATTAS, Maria Lúcia Borges; FUREGATO, Antonia Regina Ferreira. Interdisciplinaridade: uma contextualização. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 19, n. 3, jul./set. 2006. DOI: 10.1590/S0103-21002006000300011. GONÇALVES, Rafaela Ramos Soares. Uma abordagem alternativa para o ensino de análise combinatória no ensino médio: a utilização do princípio multiplicativo e da resolução de problemas como ferramenta didático-pedagógica. 2014. 111f. Dissertação (Mestrado em Matemática) – Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional. Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada. Rio de Janeiro. JAPIASSU, Hilton Ferreira. Introdução ao pensamento epistemológico. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1992. JAPIASSU, Hilton Ferreira. Processo de interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976. MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em Saúde. 5. ed. São Paulo: Hucitec, 1998 MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2000. PELAYO, Virginia Navarro; BATANERO, Carmen Bernabéu; GODINO, Juan Díaz. Razonamiento combinatorio en alumnos de secundaria. Educacion Matemática, México, v. 8, n.1, p. 26-39, abr. 1996. SCHIELACK, Vicent. P. Combinatorics and geometry. In: KENNEY, Margaret. J.; HIRSCH, Christian R. Discrete mathematics across the curriculum, K-12. Virginia: NTCM, 1991, p. 137-142. SILVA, Lívia Lisboa da Fonseca. Metodologia de projetos para a Educação de Desenvolvimento Sustentável: recurso de ensino e aprendizagem na Educação Básica. In: 9º CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO, 2013, Niterói. Anais do 9º CNEG. Niterói: UFF, 2013. p. 1-13. THIESEN, Juares da Silva. A interdisciplinaridade como um movimento de articulação no processo ensino-aprendizagem. PerCursos, Florianópolis, v. 8, n. 1, p. 87-102, jan./jun. 2007. THIESEN, Juares da Silva. A interdisciplinaridade como um movimento articulador no processo ensino-aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 13, n. 19, p. 545-598, set./dez. 2008. DOI: 10.1590/S1413-24782008000300010.
1746 emd v. 1 n. 3 (2017): set./dez. Etnomodelagem e o extrativismo de caranguejos: uma proposta para a introdução do conceito de função linear Gracimar Dias Cardoso;Zulma Elizabete de Freitas Madruga; Este artigo objetiva apresentar uma proposta de atividades introdutórias ao conceito de função linear para escolas inseridas em regiões extrativistas, na qual se faz relação entre a Etnomatemática e a Modelagem Matemática. Para tanto, foi elaborada uma sequência de ensino para o 9º ano do Ensino Fundamental, a qual visa valorizar os conhecimentos dos trabalhadores em suas rotinas diárias – caça e venda de caranguejo em manguezais de cidades localizadas no sul da Bahia – e relacioná-los com o estudo de conteúdos de Matemática. O trabalho defende a ideia de que é possível construir atividades de modelagem para a introdução do conceito de função linear, utilizando-se do enfoque da Etnomodelagem. Acredita-se que a aplicação da sequência poderá tornar a aprendizagem mais significativa, no qual estudantes desse contexto cultural poderão ver sentido para a aprendizagem da Matemática. BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática: uma nova estratégia. Editora Contexto: São Paulo, 2002. BIEMBENGUT, Maria Sallet. Modelagem Matemática no Ensino Fundamental. Blumenau: EDIFURB, 2014. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. 3ª versão. Brasília: MEC / SEB, 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC / SEF, 1998. D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: um programa. Educação Matemática em Revista, Blumenau, v. 1, n. 1, p. 5- 11, 1993. MADRUGA, Zulma Elizabete de Freitas; BIEMBENGUT, Maria Salett; LIMA, Valderez Marina do Rosário. Das relações entre Modelagem, Etnomatemática e Carnaval: reflexões para a aplicação na educação básica. Fronteiras, Anápolis, v. 4, n. 2, p. 31-52, jul./dez. 2015. DOI: 10.21664/2238-8869.2015v4i2.p31-52. ROSA, Milton; OREY, Daniel Clark. Etnomodelagem: a arte de traduzir práticas matemáticas locais. São Paulo. Editora Livraria da Física, 2017. ROSA, Milton; OREY, Daniel Clark. Vinho e queijo: Etnomatemática e Modelagem! Bolema, Rio Claro, v. 16, n. 20, p. 1-16, set. 2003. SCHAEFFER-NOVELLI, Yara. Manguezal: ecossistema entre a terra e o mar. São Paulo: Caribbean Ecological Research, 1995, p.13-15.
1747 emd v. 1 n. 3 (2017): set./dez. A evasão nos cursos de Engenharia e a sua relação com a Matemática: uma análise a partir do COBENGE Elenilton Vieira Godoy;Eustáquio de Almeida; Este artigo insere-se na linha de pesquisa Elementos e Metodologia do Ensino de Matemática e tem como objetivo analisar os trabalhos sobre o ensino de Matemática que privilegiam aspectos relacionados à evasão nos cursos de Engenharia apresentados no Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia (COBENGE), no período compreendido entre os anos de 2000 a 2014. A escolha por analisar os trabalhos a partir do ano de 2000 ocorreu, principalmente, devido ao fato de que, nesse momento, o número de matrículas dos cursos superiores aumentou mais de 150,0%. A abordagem metodológica que subsidiou o estudo foi quantitativa por meio de análise de conteúdo, contudo, a imersão nos trabalhos do COBENGE deu-se por meio de um estudo sobre o estado da arte. A investigação revelou que existe uma forte relação entre evasão e reprovação nas disciplinas do Ciclo Básico, com destaque para a disciplina Cálculo Diferencial e Integral. ARAÚJO, Roberta; MOREIRA, Lúcio Flávio Nunes. Monitoria da disciplina de Cálculo. In: 33º CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA, 2005, Campina Grande. Anais do 33º COBENGE: Promovendo e valorizando a Engenharia em um cenário de constantes mudanças. Campina Grande: ABENGE / UFPB, 2005, p. 1-5. BARBOSA, Geraldo Oliveira; BORGES NETO, Hermínio. Raciocínio lógico formal e aprendizagem em Cálculo Diferencial e Integral: o caso da Universidade Federal do Ceará. Temas & Debates, Blumenau, v. 8, n. 6, p. 63-73, 1995. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. São Paulo: Edições 70, 2011. BARREYRO, Gladys Beatriz; COSTA, Fábio Luciano Oliveira. Expansão da educação superior brasileira (1999-2010): políticas, instituições e matrículas. In: IV CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO; VIII CONGRESSO LUSO BRASILEIRO DE POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO, 2014, Porto. Anais do V CIAPAE / VIII CLBPAE: Políticas e práticas de Administração e Avaliação na Educação Ibero-Americana. Recife: ANPAE, 2014. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Sinopses Estatísticas da Educação Superior – Graduação. Brasília: MEC/INEP, 2014b. BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 1996. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Sinopses Estatísticas da Educação Básica. Brasília: MEC/INEP, 2014a. FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. As pesquisas denominadas “Estado da Arte”. Educação & Sociedade, Campinas, v. 23, no 79, p. 257-272, ago. 2002. DOI: 10.1590/S0101-73302002000300013. FIORENTINI, Dario; LORENZATO, Sergio. Investigação em Educação Matemática: percursos teóricos e metodológicos. 2. ed. Campinas: Autores Associados, 2006. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008. LACHINI, Jonas. Subsídios para explicar o fracasso de alunos em cálculo. In: LAUDARES, João Bosco; LACHINI, Jonas. (Org.). A prática educativa sob o olhar de professores de cálculo. Belo Horizonte: FUMARC, 2001. p.146-190. MELO, José Manuel Ribeiro de. Conceito de Integral: uma proposta computacional para seu ensino e aprendizagem. 2002. 180f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologias. Pontifícia Universidade Católica de Sãpo Paulo. São Paulo. MENESTRINA, Tania Comiotto; GOUDARD, Beatriz. Atualização e revisão pedagógica de Cálculo e Álgebra: concepções e atitudes inovadoras. In: 31º CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA, 2003, Rio de Janeiro. Anais do 31º COBENGE. Rio de Janeiro: ABENGE, 2003, p. 1-11. MOREIRA, Marco Antônio. Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1999. PALANCH, Wagner Barbosa de Lima; PIRES, Célia Maria Carolino. Estado da arte das teses e dissertações sobre currículos de Matemática: um panorama das pesquisas brasileiras. In: 2º FÓRUM NACIONAL SOBRE CURRÍCULOS DE MATEMÁTICA, 2013, São Paulo. Anais do 2º FNCM: Pesquisas e Políticas Públicas. São Paulo: PUC-SP, 2013, p. 139-147. ROMANOWSKI, Joana Paulin; ENS, Romilda Teodora. As pesquisas denominadas do tipo “estado da arte” em Educação. Diálogo Educacional, Curitiba, v. 6, n. 19, p. 37-50, set./dez. 2006. TRIVIÑOS, Augusto Nibaldo Silva. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987. VILLARREAL, Mônica. E. O pensamento matemático de estudantes universitários de Cálculo e tecnologias informáticas. 1999. 402f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro.
1748 emd v. 1 n. 3 (2017): set./dez. O campo multiplicativo na formação inicial de professores de Matemática com suporte das tecnologias digitais Rodrigo Lacerda Carvalho;José Aires de Castro Filho;Luis David Bonfim Ferreira; O presente artigo visa identificar pesquisas sobre o processo de construção dos conceitos de estruturas multiplicativas e de função na formação docente, a partir do uso das tecnologias digitais. Para este artigo, realizamos um levantamento de trabalhos envolvendo o estudo do campo conceitual multiplicativo, especificamente de funções, a partir da utilização das tecnologias digitais na formação docente. Pretendemos que este levantamento contribua com os futuros professores no avanço da relação do campo conceitual das estruturas multiplicativas e o conceito de função e a relevância de seu ensino por meio das tecnologias digitais. Consideramos que nosso trabalho contribuiu para a formação inicial de professores, pois as tecnologias digitais mapeadas na experiência de formação entre os futuros professores assumiram dimensões favoráveis ao desenvolvimento do conceito de funções. ALENCAR, Edvonete Souza de. Conhecimento profissional docente de professores do 5º ano de uma escola com bom desempenho em Matemática: o caso das estruturas multiplicativas. 2012. 182f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Universidade Bandeirante de São Paulo. São Paulo. ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini; VALENTE, José Armando. Tecnologias e currículo: trajetórias convergentes ou divergentes? São Paulo: Paulus, 2011. BITTAR, Marilena. A abordagem instrumental para o estudo da integração da tecnologia na prática pedagógica do professor de Matemática. Educar em Revista, Curitiba, p. 157-171, 2011. DOI: 10.1590/S0104-40602011000400011. BITTAR, Marilena. 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1750 emd v. 1 n. 2 (2017): maio/ago. Como diferentes grupos resolvem problemas combinatórios condicionais e não-condicionais? Ewellen Tenorio de Lima;Dacymere da Silva Gadelha;Rute Borba; O presente estudo foi desenvolvido coletivamente junto a estudantes de Pedagogia e buscou investigar o desempenho, apresentado por oito grupos distintos, no que diz respeito à resolução de problemas combinatórios condicionais e não-condicionais. O instrumento de coleta utilizado foi composto por oito situações-problema, sendo duas de cada tipo de problema combinatório – produto cartesiano, arranjo, permutação e combinação – uma condicional e outra não. A existência das condições foi percebida e levada em consideração pela maioria dos participantes. Os problemas de produto cartesiano apresentaram maior número de acertos nos diferentes grupos pesquisados, enquanto nos de combinação foram obtidos os menores percentuais de acertos. Além disso, o desempenho foi superior nos problemas condicionais em todos os grupos. Atribui-se esse resultado à existência de maior número de possibilidades nos problemas não-condicionais e ao amplo uso de estratégias informais, como a listagem, que dificultou o esgotamento das possibilidades. BÉLAIR, Louise. Formação para a complexidade do ofício de professor. In: PAQUAY, Léopold, PERRENOUD, Philippe; ALTET, Marguerite; CHARLIER, Évelyne. Formando professores profissionais: quais estratégias? Quais competências? Porto Alegre: Artmed, 2001. BORBA, Rute. Antes cedo do que tarde: o aprendizado da combinatória no início da escolarização. Anais do Encontro de Combinatória, Estatística e Probabilidade dos Anos Iniciais. In: ENCONTRO DE COMBINATÓRIA, ESTATÍSTICA E PROBABILIDADE DOS ANOS INICIAIS, 2016, Recife. Anais do ENCEPAI. Recife: UFPE, 2016, p. 1-15. BORBA, Rute; ARAÚJO, Ana Cristina; BRAZ, Flávia Myrella. A compreensão por alunos do Ensino Médio de problemas combinatórios condicionais. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2013, Curitiba. Anais do IX ENEM: Educação Matemática – retrospectivas e perspectivas, PUC-PR, SBEM, 2013, p. 1-16. BORBA, Rute; BRAZ, Flávia Myrella. O que é necessário para se compreender problemas combinatórios condicionais. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2012, Fortaleza. Anais do III SIPEMAT. Fortaleza: UFC, UECE, 2012. BORBA, Rute; ROCHA, Cristiane; AZEVEDO, Juliana. Estudos em raciocínio combinatório: investigações e práticas de ensino na educação básica. Bolema, Rio Claro, v. 29, n. 53, p. 1348-1368, dez. 2015. DOI: 10.1590/1980-4415v29n53a27. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra. 1996. GUIMARÃES, Gilda; BORBA, Rute. Professores e graduandos de pedagogia valorizam e vivenciam processos investigativos? Revista Tópicos Educacionais, Recife, v. 17, n. 1-3, p. 61-90, 2007. MORGADO, Augusto César; CARVALHO, João Bosco Pitombeira de; PINTO; Paulo César de Carvalho; FERNANDEZ, Pedro. Análise combinatória e probabilidade. Rio de Janeiro: Graftex, 1991. NÓVOA, Antônio. O professor pesquisador e reflexivo. Entrevista concedida em 13 de setembro de 2001. Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/salto/entrevistas/antonio_novoa.htm; acesso em 22 abr. 2017. PESSOA, Cristiane; BORBA, Rute. Quem dança com quem: o desenvolvimento do raciocínio combinatório de crianças de 1ª a 4ª série. Zetetiké, Campinas, v. 17, n. 31, p. 105-150, dez. 2009. VERGNAUD, Gérard. A teoria dos campos conceptuais. In: BRUM, Jean. (Org.). Didáctica das Matemáticas. Lisboa: Horizontes Pedagógicos, 1996, p. 155-191. VERGNAUD, Gérard. Psicologia do desenvolvimento cognitivo e didáctica das matemáticas – um exemplo: as estruturas aditivas. Análise Psicológica, v. 5, n. 1, p. 75-90, 1986.
1751 emd v. 1 n. 2 (2017): maio/ago. Contribuições da tecnologia na construção de uma educação inclusiva: o trabalho com um aluno deficiente visual nas aulas de Matemática Flávio Lopes dos Santos;Janivaldo Pacheco Cordeiro;Nahun Thiaghor Lippaus Pires Gonçalves;Edmar Reis Thiengo; No presente artigo discute-se a realidade de um aluno com baixa visão em uma escola estadual do Espírito Santo durante as aulas de Matemática, trabalhando o conteúdo de matrizes por meio da tecnologia como recurso pedagógico, articulando embasamentos de Vygotsky, Leontiev, Galperin e Papert. Os relatos e depoimentos descritos apontam a realidade de uma sala de aula inclusiva, tendo em vista o aluno e o modelo didático da disciplina. Os resultados apontam para limitações relacionadas aos recursos e tecnologias disponíveis em pontos essenciais para a relevância do processo ensino-aprendizagem e sugestão para a utilização do serviço Google Drive como recurso didático, almejando contribuir para a melhoria das ações e condições diante das necessidades específicas do aluno e dos apontamentos. ABREU, Ana Maria Paolieri Gazi de. Recursos de tecnologia da informação e da comunicação utilizados por crianças com deficiência visual: percepção de cuidadores. 2011. Dissertação (Mestrado em Saúde, Interdisciplinaridade e Reabilitação) – Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas. Campinas. BARBOSA, Paulo Marcia. O Estudo da Geometria. Revista Benjamin Constant, Rio de Janeiro, v. 9, n. 25, p. 1-14, ago. 2003. BERSCH, Rita. Introdução à tecnologia assistiva. CEDI: Porto Alegre, 2013. COELHO, Cristina Madeira; RAPOSO, Patrícia Neves; SILVA, Eduardo da; ALMEIDA, Ana Caroline Freitas de. 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1752 emd v. 1 n. 2 (2017): maio/ago. Planejamento escolar na concepção docente: uma reflexão sobre a práxis pedagógica Cristiane Coppe de Oliveira;Anderson Souza; Este artigo apresenta uma reflexão sobre a práxis docente a partir de uma pesquisa qualitativa, desenvolvida na disciplina Projeto Integrado de Prática Educativa III (PIPE III) do curso Licenciatura em Matemática da Faculdade de Ciências Integradas do Pontal da Universidade Federal de Uberlândia (FACIP-UFU). O objetivo do trabalho era analisar as diferentes metodologias da práxis pedagógica de um professor de Matemática, buscando compreender as implicações que o planejamento escolar pode trazer para o contexto da sala de aula. A pesquisa consistiu em entrevistar um professor de Matemática do Ensino Médio, evidenciando concepções que envolvem sua postura e práxis de ensino, bem como possibilitou reflexões para a formação inicial. Constatou-se a necessidade de readequação do planejamento realizado pelo professor com a realidade escolar e o diálogo na relação professor-aluno, evidenciando dificuldades e elementos pedagógicos que circundam o processo de ensino e de aprendizagem em Matemática. AMADO, João. Manual de investigação qualitativa em Educação. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2014. BAFFI, Maria Adelia Teixeira. O planejamento em educação: revisando conceitos para mudar concepções e práticas. Pedagogia em Foco, Iturama, 2002. BAUER, Martin W.; GASKELL, George. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Petrópolis: Vozes, 2003. BORBA, Marcelo de Carvalho; PENTEADO, Miriam Godoy. Informática e Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. FIORENTINI, Dario; LORENZATO, Sérgio Apparecido. Investigação em Educação Matemática: percursos teóricos e metodológicos. Campinas: Autores Associados, 2012. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 27. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. GARCIA, Carlos Marcelo. Formação de professores para uma mudança educativa. Porto: Porto Editora, 1999. KONDER, Leandro. O futuro da filosofia da práxis. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. LEAL, Regina Barros. Planejamento de ensino: peculiaridades significativas. Revista Iberoamericana de Educación, Buenos Aires, v. 37, n. 3, p. 2-7, jan./abr. 2005. LIMA, Cláudia Neves do Monte Freitas de; NACARATO, Adair Mendes. A investigação da própria prática: mobilização e apropriação de saberes profissionais em Matemática. Educação em Revista. Belo Horizonte, v. 25, n. 2, p. 241-266, ago. 2009. MEIHY, José Carlos Sebe Bom. Manual de História Oral. 4. ed. São Paulo: Loyola, 2002. NEVES, Lucília de Almeida. Memória e História: potencialidades da história oral. ArtCultura, Uberlândia, v. 5, n. 6, p. 37-50, jan./jun. 2003. NUNES, Cely do Socorro Costa. Os sentidos da formação contínua: o mundo do trabalho na formação de professores no Brasil. 2000. 152f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. PADILHA, Paulo Roberto. Planejamento dialógico: como construir o projeto político-pedagógico da escola. São Paulo: Cortez, 2001. RIBAS, João Francisco Magno; FERREIRA, Liliana Soares. Trabalho de professores na escola como práxis pedagógica. Movimento, Porto Alegre, v. 20, n. 1, p. 125-143, jan./mar. 2014. SACRISTÁN, Jose Gimeno. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3. ed. Tradução de Ernani F. da Fonseca Rosa. Porto Alegre: Artmed, 2006. SCHÖN, Donald A. The reflective practitioner: how professionais think in action. New York: Basic Books, 1983. SILVA, Lilian Aragão da; OLIVEIRA, Andréia Maria Pereira de. As discussões entre formador e professores no planejamento do ambiente de modelagem matemática. Bolema, Rio Claro, v. 26, n. 43, p. 1071-1101, maio/ago. 2012. VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projeto político pedagógico. São Paulo: Libertad, 2010.
1753 emd v. 1 n. 2 (2017): maio/ago. Aspectos metodológicos e de gamificação em um MOOC sobre tecnologias digitais para o ensino de Matemática Eduardo Barrére;Janaina Aparecida Ponté Coelho;Liliane Guedes Baio Camponez; Um dos desafios atuais em educação é a garantia de um ensino de qualidade, para tal, a formação docente se torna ação primordial. Dessa forma, são necessários estudos sobre a formação continuada de professores, buscando estratégias que auxiliem a prática docente. Como a inclusão de tecnologias digitais nas práticas de ensino ainda é um desafio para muitos professores, emergiu a motivação em oferecermos um curso de formação continuada, em um ambiente virtual de aprendizagem, com o intuito de entender como os professores de Matemática fazem uso das tecnologias na educação, bem como investigar e compreender os elementos da gamificação capazes de potencializar a interação e o engajamento dos professores nesse processo de formação, criando um ambiente propício à leitura e trocas de experiências. Neste cenário, o presente trabalho tem por objetivo apresentar as etapas percorridas na elaboração do MOOC Tecnologias Digitais para o Ensino de Matemática. AGUADED-GÓMEZ, Ignacio. La revolución MOOCs, ¿una nueva educación desde el paradigma tecnológico? Comunicar, v. 21, n. 41, p. 7-8, out. 2013. DOI: 10.3916/C41-2013-a1 BARRETO, Antonio L. Análise da proposta Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). 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A gamificação como estratégia pedagógica: estudo de elementos dos games aplicados em processos de ensino e aprendizagem. 2013. 106f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade de Caxias do Sul. Caxias do Sul. FERREIRA, Bruno dos Santos. O uso da gamificação como estratégia didática na capacitação de professores para o uso de softwares educativos. 2015. 94f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de Brasilia. Brasilia. FURIÓ, David; GONZÁLEZ-GANCEDO, Santiago; JUAN, M. Carmen; SEGUÍ, Ignacio; COSTA, María. The effects of the size and weight of a mobile device on an educational game. Journal Computers & Education, Virginia, v. 64, p. 24-41, maio 2013. DOI: 10.1016/j.compedu.2012.12.015. INUZUKA, Marcelo Akira; DUARTE, Rafael Teixeira. Produção de REA apoiada por MOOC. In: SANTANA, Bianca; ROSSINI, Carolina; PRETTO, Nelson de Lucca (Org.). Recursos educacionais abertos: práticas colaborativas e políticas públicas. Salvador: UFBA, 2012, p. 193-217. 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1754 emd v. 1 n. 2 (2017): maio/ago. Um olhar sobre a hierarquia das quatro operações aritméticas nas expressões numéricas Aline Brum Ottes;Ricardo Fajardo; Este artigo é um recorte de dissertação de mestrado que teve como objetivo principal encontrar uma justificativa para a hierarquia das quatro operações matemáticas nas expressões numéricas. No decorrer da pesquisa, nos deparamos com autores que relatam que expressão numérica é um conteúdo que ainda se faz presente no dia a dia escolar e nos livros didáticos. Porém, documentos oficiais como, por exemplo, Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), não os trazem mais. Para melhor embasar o trabalho da dissertação, verificamos como este conteúdo é apresentado nos documentos oficias tais como PCN e Matriz de Referência de Matemática – SAEB/Prova Brasil, assim como em alguns livros didáticos adotados nas escolas onde atuamos. Não encontrando justificativa para a hierarquia das quatro operações matemáticas nas expressões numéricas, apresentamos uma proposta de justificativa para esta hierarquia. ARRAIS, Ubiratan Barros. Expressões aritméticas: crenças, concepções e competências no entendimento do professor polivalente. 2006. 178f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia. Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP, 2006. BAUMGART, John K. Tópicos de história da matemática para uso em sala de aula: Álgebra. São Paulo: Atual, 1992. BETTINGER, Alvin K.; ENGLUND, John A. Algebra and Trigonometry. Scranton: International Textbook Company, 1963. BRASIL. Ministério da Educação. Plano de Desenvolvimento da Educação: Prova Brasil, Ensino Fundamental, matrizes de referência, tópicos e descritores. Brasília: MEC/SEB/INEP, 2011. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasilia: MEC/SEF, 1998. CAJORI, Florian. A History of matemathical notations. New York: Dover Publications, Inc., 1993. CASTRUCCI, Benedito; GIOVANNI, José Ruy; GIOVANNI JUNIOR, José Ruy. A conquista da Matemática, 6º ano. São Paulo: FTD, 2012. CENTURIÓN, Marilia; SCALA, Júnia La; RODRIGUES, Arnaldo. Porta Aberta: Matemática, 5º ano. São Paulo: FTD, 2011. DANTE, Luiz Roberto. Projeto Teláris: Matemática, 6º ano. São Paulo: Ática, 2012. GREGOLIN, Vanderlei Rodrigues. O conhecimento matemático escolar: operações com números naturais (e adjacências) no Ensino Fundamental. 2002. 177f. Tese (Doutorado em Educação) – Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Carlos. São Carlos. IFRAH, Georges. História universal dos algarismos. v. 2, 4. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. OTTES, Aline Brum. Expressões numéricas: a hierarquia das quatro operações matemáticas. 2016. 76f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática e Ensino de Física) – Centro de Ciências Exatas, Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria. PEANO, Giuseppe. Arithmetices principia: nova methodo. Roma/Florença: Fratres Bocca, 1989. SILVA, Graziele Cristine Moraes da; ARRUDA, Márcia Rita Mesquita Ferraz de. As expressões numéricas, o Contig 60 e a formação de professores do ensino fundamental I. In: MONTEIRO, Sueli Aparecida Itman; RIBEIRO, Ricardo; LEMES, Sebastião de Souza; MUZZETI, Luci Regina. (Org.). Educação na contemporaneidade: reflexões e pesquisa. Pedro e João, 2011, p. 23-42. SLAUGHT, Herbert Ellsworth; LENNES, Nels Johann. First principles of Algebra: complete course. Boston: Allyn and Bacon, 1912. WAISMANN, Friedrich. Introduction to Mathematical Thinking: the formation of concepts in modern mathematics. New York: Dover Publication, 2003.
1755 emd v. 1 n. 2 (2017): maio/ago. Formação de professores para a inclusão de alunos com deficiência visual nas aulas de Matemática: análise de um curso de extensão Marileny Aparecida Martins;Ana Cristina Ferreira; O presente artigo tem como propósito analisar o potencial de um curso de extensão para o desenvolvimento profissional de professores e futuros professores de Matemática em uma perspectiva inclusiva. Esse estudo, de natureza qualitativa, é um recorte de uma pesquisa de mestrado e se insere no campo da Formação de Professores para uma Educação Matemática Inclusiva e utilizou: observação, questionário, diário de campo, gravações em áudio e vídeo dos encontros e registros produzidos pelos participantes ao longo do curso como fontes para a produção de dados. Os resultados evidenciam que o curso, além de sensibilizar os participantes em relação à Educação Matemática Inclusiva, contribuiu para a mobilização de saberes relacionados ao ensino de Matemática para alunos com deficiência visual tanto em relação ao conteúdo matemático e sua didática, quanto relacionados à organização da classe e produção de materiais. BERDNARZ, Nadine; PROULX, Jérôme. Knowing and using Mathematics in teaching: conceptual and epistemological clarifications. For the Learning of Mathematics, Canadá, v. 29, n. 3, p. 11-17, nov. 2009. COLINO, Ana Cylene Valente. Reflexão profissional em um grupo de discussão on-line: dialogando com o outro. 2003. 143f. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) – Departamento de Letras, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. DORZIAT, Ana. O profissional da inclusão escolar. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 43, n. 150, p. 986-1003, set./ dez. 2013. FERNANDES, Solange Hassan Ahmad Ali; HEALY, Lulu. 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1758 emd v. 1 n. 1 (2017): jan./abr. Mapeamento das pesquisas sobre números inteiros no Brasil no período de 2010 a 2016 Suzete de Souza Borelli;Célia Maria Carolino Pires; Investigamos as produções científicas sobre números inteiros relativos entre o período de 2010 a 2016 como forma de mapear os conhecimentos produzidos, uma vez que esse levantamento contribui para o desenvolvimento de uma tese que pretende compreender os impactos na formação de professores de Matemática. Recorremos a bancos de dados como CAPES, Biblioteca Digital Brasileira, entre outros, de forma a conseguir levantar resumos, perguntas, principais re sultados e metodologias de pesquisa, que foram utilizados nas produções. Entre os resultados encontrados percebemos que as preocupações estão mais relacionadas a busca de estratégias didáticas que permitam uma maior aprendizagem dos alunos nesse conteúdo. Também percebemos que nas teses mostra se maior preocupação com a definição da metodologia do que nas dissertações. Detectamos, também, uma lacuna em relação ao trabalho de formação de professores sobre essa temática, uma vez que muitas das dificuldades ap ontadas estão relacionadas ao ensino e aos obstáculos epistemológicos desse conteúdo. ALVES, Maria de Fátima. Da repetição para a aprendizagem: desenvolvimento cognitivo por meio da interação. Veredas, Juiz de Fora, v. 11, n. 2, p. 41-57, 2007. BACHELARD, Gaston. Formação do espirito científico. Tradução de Estela dos Santos Abreu. 5. reimpressão. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. DEIXA, Geraldo Vernijo. Uma abordagem dos números inteiros relativos na 8ª classe: indicadores para uma proposta de formação de professores. 2014. 155f. Tese (Doutorado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) – Centro de Ciências Exatas, Universidade Estadual de Londrina. Londrina. FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. As pesquisas denominadas “Estado da Arte”. Educação & Sociedade, Campinas, v. 23, n. 79, ago. 2002. DOI: 10.1590/S0101-73302002000300013. GLAESER, Georges. Epistemologia dos números relativos. Tradução de Lauro Tinoco. Boletim GEPEM, Rio de Janeiro, n. 57, p. 29-124, jul./dez. 1985. MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. São Paulo: Atlas, 2003. MINAYO, Maria Cecília de Souza. Ciência, técnica e arte: o desafio da pesquisa social. In: MINAYO, Maria Cecília de Souza. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2001. ROMANOWSKI, Joana Paulin; ENS, Romilda Teodora. As pesquisas denominadas “Estado da Arte” em educação. Diálogo Educcional, Curitiba, v. 6, n.19, p.37-50, set./dez. 2006. SAMPAIO, Tadeu Cincurá de Andrade e Silva. A importância da metodologia da pesquisa para a produção de conhecimento científico nos cursos de pós-graduação: a singularidade textual dos trabalhos científicos jurídicos. Revista do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal da Bahia, Salvador, v. 23, n. 25, p. 230-249, 2013. TEIXEIRA, Leny Rodrigues Martins. Aprendizagem operatória de números inteiros: obstáculos e dificuldades. Pró-Posições, Campinas, v. 4, n.1[10], p. 60-72, mar. 1993.
1759 emd v. 1 n. 1 (2017): jan./abr. La componente mediacional del conocimiento didáctico matemático de futuros profesores sobre Estadística: un estudio de evaluación exploratorio Pedro Arteaga;Carmen Batanero;María Magdalena Gea; Conocimiento Didáctico Matemático, Idoneidad Didáctica, Componente Mediacional, Evaluación, Formación de Profesores En este trabajo se evalúa la componente mediacional del conocimiento didáctico matemático sobre estadística que una muestra de 108 futuros profesores de educación primaria pone en juego al analizar la idoneidad mediacional de un proyecto de análisis de datos. Utilizando la guía de análisis de la idoneidad didáctica propuesta por Godino (2013) se definen niveles de aplicación, estudiando el nivel alcanzado por los pa rticipantes en cada uno de los descriptores y componentes. Los resultados sugieren la necesidad de mejorar la componente mediacional del conocimiento del profesor sobre estadística. ARTEAGA, Pedro; BATANERO, Carmen; CAÑADAS, Gustavo; GEA, Maria Magdalena. Evaluación del conocimiento especializado de la estadística en futuros profesores mediante el análisis de un proyecto estadístico. Educação Matemática Pesquisa, Sao Paulo, v. 14, n. 2, p. 279-297, ago. 2012. ARTEAGA, Pedro; BATANERO, Carmen; CONTRERAS, Jose Miguel; CAÑADAS, Gustavo; Evaluación de errores en la construcción de gráficos estadísticos por futuros profesores. Revista Latinoamericana de Investigación en Matemática Educativa, México, v. 10, n.1, p. 15-40, 2016. DOI: 10.12802/relime.13.1911. ARTZT, Alice; ARMOUR-THOMAS, Eleanor; CURCIO, Frances; GURL, Theresa. Becoming a reflective mathematics teacher: a guide for observations and self-assessment. Londres: Routledge, 2015. BALL, Deborah; LUBIENSKI, Sara; MEWBORN, Denise. Research on teaching mathematics: The unsolved problem of teachers’ mathematical knowledge. In: RICHARDSON, Victoria (Ed.). Handbook of research on teaching. 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1760 emd v. 1 n. 1 (2017): jan./abr. Princípios de integração de valores culturais ao currículo e a organização dos conteúdos em livros didáticos de Matemática Katia Lima;Gilberto Januario; Apresentamos recorte de uma investigação em que analisamos o currículo de Matemática apresentado para a Educação de Jovens e Adultos. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi desenvolvida por meio de análise documental a partir da análise de duas coleções de livros didáticos de Matemática destinados à EJA. Nesse recorte, pautamos nos elementos que os livros apresentam referentes aos pr incípios sobre os quais os currículos deveriam ser concebidos de modo a propiciar aos estudantes uma integração de valores culturais matemáticos baseando se nas ideias da enculturação matemática e nos modos em que são apresentados a organização dos conteúd os, seja linear ou em rede. As reflexões nos mostram que os livros investigados apresentam, em algumas abordagens, elementos que favorecem a integração de valores culturais na Matemática. Observamos, também, uma tendência em organizar os conteúdos matemáti cos de maneira a estimular uma articulação entre os temas. BISHOP, Alan J. Aspectos sociales e culturales de la Educación Matemática. Enseñanza de las Ciencias. Institut de Ciències de lEducació de la Universitat Autònoma de Barcelona. v. 6, n. 2, 1988, p. 121-125. BISHOP, Alan J. Enculturación matemática: la educación matemática desde una perspectiva cultural. Traducción de Genis Sánchez Barberán. Barcelona: Paidós, 1999. BISHOP, Alan J. Mathematical Acculturation, cultural conflicts, and transition. In: ABREU, Guida de; BISHOP, Alan J.; PRESMEG, Norma. C. (Ed.). Transitions between contexts of mathematical practices. Dordrecht, Holland: Kluwer Academic Publishers, 2002, p. 193-212. BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. 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1761 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Um estudo da disciplina História da Educação e suas contribuições para a formação docente no Brasil Mônica Soares Rodrigues;Raimara Gonçalves Pereira;Viviane Bernadeth Gandra Brandão; Formação Docente, História da Educação, Ensino Superior Este estudo teve como objetivo levantar dados referentes à presença da disciplina História da Educação e sua importância nos cursos de formação de professores no Brasil. Do ponto de vista da abordagem, optou-se por realizar uma pesquisa de natureza bibliográfica, fundamentada nos princípios da investigação histórica que se sustenta em uma visão de totalidade, conforme aponta a concepção histórico crítica. Para alcançar a consecução dessas pretensões, apoiou-se em teóricos como: Saviani (2005), Gatti (2006), Carvalho (2005), Nunes (2006), Aranha (1996), Noronha (1998), Tanuri (2000), entre outros que entendem que esta é uma disciplina imprescindível nos cursos de formação de professores. Tendo em vista que coloca em evidência questões indispensáveis à formação docente, ela se aproxima e dialoga com componentes do currículo dos cursos. A sua presença proporciona ao futuro professor uma maior fundamentação para discutir diferentes momentos históricos e a organização educacional em diversos contextos. ABREU, Rudimar Serpa de. O Ensino de História e sua Historiografia. Revista Eletrônica da Ulbra são Jerônimo – v. 01, 2007. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação. São Paulo: Moderna, 1996. ARRUDA, Maria Aparecida. História da Educação: ensino e pesquisa. Belo Horizonte: Autêntica, 2006, p. 107-122. BACELLAR, Carlos. Uso e mau uso dos arquivos. In: PINSKY, Carla Bassanezi. Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005, p. 23-72. BORGES, Bruno Gonçalves. GATTI JUNIOR, Décio. A disciplina História da Educação no Brasil: presença e formas de organização. IX Encontro Interno e VIII Seminários de Iniciação Científica. UFU, 2009. BORGES, Bruno Gonçalves. 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1762 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Como não nos tornamos professoras? Osvaldo Teodoro dos Santos Filho;Leandro Luciano Silva Ravnjak;Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Almeida; Memorial, Formação de Professores, Ideologia O presente trabalho foi escrito como requisito parcial de avaliação de uma disciplina do Programa de Pós-graduação em Educação numa universidade pública no Brasil. No primeiro momento fazemos algumas considerações com o objetivo de explicar porque não construímos um memorial, desse modo, enfatizamos a interseção entre a concepção neoliberal presente nas reformas educacionais e a ideologia pós-moderna na Formação de Professores. No momento seguinte, apresentamos, ainda que de forma introdutória, algumas notas sobre expressões comuns utilizadas pelos professores ao narrarem suas memórias e, na sequência, elencamos algumas trajetórias que acompanhamos em alguma medida durante parte do nosso processo formativo. Por fim, sublinhamos a necessidade de compreender a funcionalidade da ideologia, ocultando determinações, naturalizando processos históricos e, a partir de uma compreensão fragmentada da realidade, obstruindo ações organizativas que proporcionem saltos de qualidade aos trabalhadores. CAMPOS, S.C.; PESSOA, V.I.F. Discutindo a formação de professoras e de professores com Donald Schön. In: GERALD, C.M.G.; FIORENINI, D.; PEREIRA, E.M.A (Org.). Cartografias do trabalho docente: professor (a) pesquisador (a). Campinas, SP: Mercado das Letras, 1998. DUARTE, N. Sociedade do conhecimento ou sociedade das ilusões?1º ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2008. MAGALHÃES, L D. R.; ALMEIDA, J. R. M. Relações simbióticas entre memória, ideologia, história e educação. In: LOMBARDI, J. C; CASIMIRO, A. P. B e MAGALHÃES, L. D. R (Orgs.). História, memória e educação. Campinas – SP: Alínea, 2011 MARX, K.; ENGELS, F. A ideologia alemã. Tradução Rubens Enderle, Nélio Schneider e Luciano Cavini Martorano. São Paulo: Boitempo, 2007. MORAES, M. C. M. de. Iluminismo às avessas como contexto da pós-graduação no Brasil. EDUCAÇÃO UNISINOS, Vol. 8 Nº 15 jul/dez, 2004, páginas 79 a 101. NETO, A. B. S. Teleologia e História. Germinal: Marxismo e Educação em Debate, Londrina, v. 3, n. 1, p. 115-127; fev. 2011. OLIVEIRA, J. L. de. Texto acadêmico. Petrópolis/RJ: Vozes, 2005. PASSEGGI, M. C. Memoriais: injunção institucional e sedução autobiográfica. In: PASSEGGI, Maria da Conceição; SOUZA, Elizeu Clementino (Org.) (Auto)Biografia: formação, territórios e saberes. São Paulo: Paulus; Natal: EDUFRN, 2008. p. 103-132. PEIXOTO, E. M. Nunca foi “apenas” uma professora. HISTEDBR. Online, 2020. Disponível em: https://www.histedbr.fe.unicamp.br/colunas/artigos/8414 Acesso 07/07/2021. PONCE, A. (2007). Educação e luta de classes. São Paulo: Cortez. SAVIANI, D. História das ideias pedagógicas no Brasil. 4º ed. Campinas, São Paulo: Autores Associados, 2013. SOUSA, J.F.A. Referencial teórico e Formação de Professores: uma análise necessária. In: MATOS, N.D.M.; SOUSA, J.F.A.; SILVA, J.C. (Org.). Pedagogia histórico-crítica: revolução e formação de professores. Campinas, SP: Armazém do Ipê, 2018. STUCHKA, P. Direito de classe e revolução socialista. São Paulo: Instituto José Luis e Rosa Sundermann, 2001. WOOD, E. M.; FOSTER, J. B. (orgs.). Em defesa da história: Marxismo e pós-modernismo. Tradução: Ruy Jungmann, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1999.
1763 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Metodologias ativas de ensino aprendizagem nas disciplinas de ciências da natureza Ligia Viana Andrade;Leonardo Magalhães de Castro;Luis Carlos Santos; Educação, Metodologias Ativas, Ensino aprendizagem, Práticas de ensino Em um contexto social cada vez mais fluido e dinâmico, objetiva-se uma educação que contemple a realidade hodierna, significando a superação dos métodos pedagógicos tradicionais rígidos, mecânicos e desprovidos de significado aos alunos. Isso requer da escola se apropriar de práticas pedagógicas inovadoras - consubstanciadas na teoria histórico-cultural de Vygotsky, como é o caso das metodologias ativas de ensino e aprendizagem. Assim sendo, a presente pesquisa, por meio de levantamento bibliográfico e de campo, traz como objetivo o diagnóstico das práticas pedagógicas de ensino-aprendizagem vigentes nas escolas públicas estaduais de Itumbiara, no âmbito do ensino médio, no tocante às disciplinas de ciências da natureza. 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1764 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Educação, Interfaces, Saberes Tradicionais e Populares — Apresentação Heiberle Hirsgberg Horacio;Leonel Piovezana;Mônica Maria Teixeira Amorim;
1765 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. As raízes epistemológicas do Método Paulo Freire de Alfabetização Jandrei José Maciel;Elcio Cecchetti;Ivo Dickmann; Método de alfabetização, Paulo Freire, Epistemologia, Emancipação O presente artigo é resultado de uma pesquisa de mestrado em educação desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), cujo objetivo principal foi investigar as raízes epistemológicas que influenciaram Paulo Freire na elaboração de seu método de alfabetização. A partir de uma abordagem qualitativa, o estudo baseia-se em uma pesquisa bibliográfica dos próprios escritos de Freire e de estudiosos de seu pensamento. Os resultados indicam que o método de alfabetização de Freire incorporou influências históricas, políticas e sociais vividas por ele no contexto do Nordeste brasileiro, onde existiam altas taxas de analfabetismo, desigualdade e pobreza. Atestam que seu método não se resume apenas codificar e decodificar letras e fonemas, mas em educar pessoas a se perceberem enquanto sujeitos conscientes de sua história e como agentes de transformação social. BRANDÃO, C. R. O que é método Paulo Freire.18 ed. São Paulo, Brasiliense. 1981. DICKMANN, I. A formação de educadores ambientais: contribuições de Paulo Freire. 2015. Tese (Doutorado em Educação). Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2015. FEITOSA, S. C. S. Método Paulo Freire: princípios e práticas de uma concepção popular de educação. Dissertação (Mestrado em Educação- Filosofia da Educação). Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, 1999. FREIRE, P. Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Revista de Cultura da Universidade do Recife, n.4, p. 4-22, Abr./Jun., 1963. Disponível em: (http://forumeja.org.br/df/sites/forumeja.org.br.df/files/est.univ_.pdf). Acesso em: 20 mar. 2021. FREIRE, P. Extensão ou comunicação? 4 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. 10 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980. FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2016. GADOTTI, M. Alfabetizar e conscientizar: Paulo Freire, 50 anos de Angicos. São Paulo: Instituto Paulo Freire, 2014. MACIEL, J. A fundamentação teórica do Sistema Paulo Freire. Revista de Cultura da Universidade do Recife, n. 4, p. 25-55, abr./ju. 1963. Disponível em: http://forumeja.org.br/df/sites/forumeja.org.br.df/files/est.univ_.pdf. Acesso: 30 mar. 2021. PELANDRÉ, N. L. Ensinar e aprender com Paulo Freire: 40 horas 40 anos depois. 3 ed. Florianópolis: Editora da UFSC, 2009. SIMÕES, J. Educação crítica e seu método. São Paulo: Edições Loyola, 1981. STRECK, D.; REDIN, E.; ZITKOSKI, J. J. (Orgs.) Dicionário Paulo Freire. 2. ed., rev. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
1766 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. O ensaio como forma e a narrativa como método: encontros com a Teoria Crítica e o feminismo negro Rafael Baioni do Nascimento; Ensaio, Narrativa, Experiência, Teoria Crítica, Feminismo negro Resumo: Partindo do pensamento de autores da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt, Theodor Adorno e Walter Benjamin, e de autoras do feminismo negro, em especial bell hooks e Patricia Hill Collins, este texto defende a escrita ensaística e narrativa como uma alternativa às formas enrijecidas de produção científica. Tanto o ensaio quanto a narrativa, por serem profundamente baseados na experiência, melhor refletem o objeto e suas transformações históricas, assim como as transformações subjetivas correspondentes. O enrijecimento da ciência manifesto no uso de fórmulas prontas de escrita dissertativa e na reprodução de metodologias consagradas pode ser identificado com o colonialismo (capitalista, racista, patriarcal). O pensamento desenvolvido pela Teoria Crítica e pelas autoras do feminismo negro podem atuar como diferentes caminhos de resistência a serem imitados e recombinados criativamente. ADORNO, Theodor W. O ensaio como forma. In: _____. Notas de literatura I. São Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2003. ADORNO, Theodor W. Posição do narrador no romance contemporâneo. In: _____. Notas de literatura I. São Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2003b. ADORNO, Theodor W. Teoria estética. Lisboa: Edições 70, 2006. ADORNO, Theodor W. Dialética negativa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009. ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. BELL HOOKS. Britannica, s. d. Disponível em: https://www.britannica.com/biography/bell-hooks. Acesso em: 1 jun. 2021; BENJAMIN, Walter. O narrador. Considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: Ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1987. (Obras escolhidas, v. 1) COLLINS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo, 2019. DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016. FOUCAULT, Michel. História da sexualidade, v. 1: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1988. GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, pp. 223–244, 1984. HARAWAY, Donna. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu, n. 5, pp. 7–41, 1995. HOOKS, bell. Ain’t I a woman: black women and feminism. London: Pluto, 1990. HOOKS, bell. Black looks: race and representation. Boston: South End, 1992. HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática de liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013. KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1998. LORDE, Audre. Sister outsider. Berkeley: Crossing, 2007. NASCIMENTO, Rafael Baioni do. Solidão e formação, formação da solidão: reflexões teóricas sobre a possibilidade desprezada pela psicologia. Tese (doutorado) – Instituto de Psicologia. Universidade de São Paulo, 2014. NASCIMENTO, Rafael Baioni do. Arte e formação: a dialética da emancipação cultural a partir de Theodor W. Adorno. Curitiba: Appris, 2021. PIAGET, Jean. Seis estudos de psicologia. RJ: Forense Universitária, 1999.
1767 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Reflexões sobre educação indígena na poética de Efraín Miranda Ednéia Rodrigues Ribeiro; Literatura peruana, Efraín Miranda, Indio dios runa, Educação indígena Resumo: Este trabalho pretende analisar os poemas “E Q” e “Ñ R”, publicados em Indios dios runa: antologia poética del profeta del fuego (2008), do peruano Efraín Miranda. A partir da tensão entre pares – dentro/fora, professor/aluno, indígena/não-indígena, rural/urbano – representados pelas imagens da “indiecita escolar”, em “EQ”, e das professoras, em “ÑR”, serão apontadas semelhanças e diferenças entre esses poemas. Tal dicotomia será associada à maneira encontrada pelo poeta para criticar a implementação de políticas educacionais que, em vez de valorizar a sabedoria indígena, caracterizam-se pela tentativa de aculturação desses povos. BAUMAN, Zygmun. Modernidade e ambivalência. Trad.: Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Ed., 1999. HARVEY, David. Condição pós-moderna. Trad. Adail Ubirajara Sobral e Maria Stela Gonçalves. 23 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2012. KUDÓ, Inés. “La educación indigena en el Perú. Cuando la oportunidad habla una sola lengua”. In: Etnicidad, Raza, Género y Educación en America Latina. PREAL. Octubre de 2004. p. 93-132. Disponível em: http://thedialogue.org/PublicationFiles/EtnicidadRazayGenero.pdf LYOTARD, Jean-François. O pós-moderno. Trad. Ricardo Corrêa Barbosa. 3 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1988. LLANO, Aymará de. “El estar y el ser en Efraín Miranda”. In: Escritura y Pensamiento. Año XI, Nº. 23, 2008, p. 101-113. Disponível em: http://revistasinvestigacion.unmsm.edu.pe/index.php/letras/article/view/7957 LÓPEZ, Luis Enrique. “La cuestión de la interculturalidad y la educación latino-americana”.In: Séptima Reunión del Comité Regional Intergubernamental del Proyecto Principal de Educación en América Latina y el Caribe. Año 2001. Disponível em: http://dcsh.xoc.uam.mx/sociales/Documentos/La_cuestion_de_la_interculturalidad.PDF MACEDO, Mauro Mamani. Poéticas andinas. Puno. Lima: Pájaro de Fuego Ediciones; Guaraguao; Instituto de Investigaciones Humanísticas, 2009. MIRANDA, Efraín. Indios dios runa: Antología poética del profeta del fuego. Estudio, selección y notas de Gonzalo Espino Relucé. Lima: Andesbooks, 2008. MONTE, Nietta Lindenberg. “E agora, cara pálida? Educação e povos indígenas, 500 anos depois.” Revista Brasileira de Educação. Nº 15. set/out/nov/dez. 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n15/n15a08 RELUCÉ, Gonzalo Espino. “La aldea letrada quechua: la literatura quechua en el espacio de la literatura canónica del siglo XIX”. In: Escritura y Pensamiento. Año IV, Nº. 8, 2001, p. 101-114. Disponível em: http://revistasinvestigacion.unmsm.edu.pe/index.php/letras/article/view/7559 RELUCÉ, Gonzalo Espino. “Literatura Inca (¿indígena?) como representación de la literatura peruana”. In: Letras. Vol. 74. Nº 105/106. Lima: 2003, p. 109-125. Disponível em: http://letras.unmsm.edu.pe/rl/index.php/le/issue/view/5 REYNOSO, Christian. “Efraín Miranda, en su ultima choza. In: LaRepublica.pe/Cultural. 12/04/2015. Disponível em http://punoculturaydesarrollo.blogspot.com/2015/04/efrain-miranda-in-memoriam-continua.html Acesso em 15/06/2020. VELAZCO, Graciela Soldevilla e RÍOS, Delma Gonzales. “Exclusion social y cultural: La educación en plobaciones indígenas como reto para la intervención professional”, da Universidad Nacional del Altiplano. Puno-Perú. Disponível em: www.ts.ucr.ac.cr WITTGENSTEIN, Ludwig. Tratado lógico-filosófico/ Investigações filosóficas. Trad. e prefácio de M. S. Lourenço. 2. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian
1768 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Saberes em Narrativas de uma comunidade tradicional: oralidade e decolonialidade Nelcira Aparecida Durães;Jarbas Siqueira Ramos; Narrativas orais, Saberes incorporados, Comunidade tradicional, Decolonialidade Resumo: Este artigo propõe refletir sobre a importância das narrativas orais como forma de resistência de comunidades tradicionais, bem como a valorização dos saberes transmitidos por essa via. Para tanto, dividimos a nossa discussão em três eixos: o primeiro trata da caracterização das comunidades tradicionais, o segundo busca apresentar um entendimento sobre oralidade e o terceiro traz à tona a experiência do contato com a comunidade rural de Morro Alto e suas oralidades. Buscamos perceber as oralidades como saberes incorporados, colados às experiências e às existências das pessoas em comunidade, e como importante elemento para fortalecimento de uma perspectiva epistemológica e metodológica decolonial. ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. 1 Edição brasileira coordenada e revista por Alfredo Bosi. Revisão da tradução e tradução de novos textos de Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2000. ARAÚJO, Elisa Cotta de. Nas margens do São Francisco: sociodinâmicas ambientais, expropriação territorial e afirmação étnica do quilombo da Lapinha e dos vazanteiros de Pau de Légua. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social – PPGDS da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes. Montes Claros/ MG, 2009. BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas I: Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura, tradução Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1994. BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembranças de velhos. 3a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. São Paulo, Revista Brasileira de Educação. Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Educação, jan/abril, nº19. pp. 20-28, 2002. COSTA, João Batista de Almeida. Cultura sertaneja: a conjugação de lógicas diferenciadas. In: SANTOS, Gilmar Ribeiro dos (org). Trabalho, cultura e sociedade no Norte/ Noroeste de Minas: considerações a partir das ciências sociais. Montes Claros/ MG: Best Comunicação e Marketing, 1997. pág. 77 a 95. GOMES, N. P.M.; PEREIRA, E. Flor do não esquecimento. Cultura popular e processos de transformações. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. HARTMANN, Luciana. Performance e experiência nas narrativas orais da fronteira entre Argentina, Brasil e Uruguai. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 11, n. 24, p. 125-153, jul./dez. 2005 MACIVER, R. M. Comunidade e sociedade como neveis de organização da vida social. Trad. Leônidas Gontijo de Carvalho. São Paulo, 1992. MAUSS, Marcel. Ensaio sobre a dádiva, In: Sociologia e Antropologia. Vol II. São Paulo: EDUSP, 1974. NORA, Pierre. Entre memória e história – a problemática dos lugares. Projeto história: Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em História e do Departamento de História da PUC-SP. São Paulo: SP, nº 10, pp. 07-28, 1993. PEREIRA, Vera Lúcia Felício. O artesão da memória no Vale do Jequitinhonha. Belo Horizonte: Editora UFMG/Editora PUC Minas, 1996. PIERSON, Donald. Estudos de organização social: leituras de sociologia e antropologia social. São Paulo: 1996. REDFIELD, Robert. A “sociedade de folk” e a cultura. Trad. Flávio M. Nobre. São Paulo, 1997. SANTOS, Boaventura Sousa. Ecologia de Saberes. In: O fórum social mundial: manual de uso. São Paulo: Cortez, 2005. TYLOR, Diana. O arquivo e o repertório: performance e memória cultural nas Américas. Trad: Eliana Lourenço de Lima Reis. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013. ZUMTHOR, Paul. A letra e a voz: Literatura medieval; tradução Amálio Pinheiro, Jerusa Pires Ferreira. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. ZUMTHOR, Paul. Introdução à poesia oral. Tradução de Jerusa Pirees Ferreira, Maria Lúcia Diniz Pochat, Maria Inês de Almeida. Belo horizonte: Editora UFMG, 2010. ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. Tradução: Jerusa pires Ferrreira e Suely Fenerich. São Paulo: Cosac Naify, 2007. WIRTH, Louis. Delineamento e problemas da comunidade. Trad. Leônidas Gontijo de Carvalho. São Paulo: 1992.
1769 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. “Nova velha história”: o mito da cobra grande em Cassiano Ricardo, Raul Bopp e Daniel Munduruku Telma Borges da Silva; Perspectivismo, Literatura modernista, Literatura contemporânea, Enunciado, Mito da Cobra Grande Resumo: Este trabalho teve por objetivo realizar uma análise comparativa entre os livros Martim Cererê, de Cassiano Ricardo, Cobra Norato, de Raul Bopp e O sumiço da noite, de Daniel Munduruku. A abordagem teórico-metodológica baseou-se na noção de perspectivismo, de Eduardo Viveiros de Castro, na ideia de enunciado, de Michel Foucault e em algumas considerações simbólicas sobre a serpente, a partir da qual destacou-se o modo como o mito da cobra grande é apropriado por cada um desses autores e os diferentes efeitos de sentido que produzem. Enquanto nos textos dos escritores modernistas, a cobra não cria um ponto de vista próprio, pois age em favor do colonizador, no texto de Munduruku ela produz uma perspectiva própria, age no mundo para garantir sua sobrevivência, de modo que é possível afirmar a existência de uma percepção mútua de como o mundo se exprime das cobras. BATE PAPO ITAÚ CULTURAL. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8D4RF2CqR68. Acesso em: 11 julho 2019. 15h47. BOPP, Raul. Cobra Norato. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. CASTRO, Eduardo Viveiros de. Perspectivismo e multinaturalismo na América indígena. O que nos faz pensar, nº 18, p. 225-254, set. 2004. Disponível em: http://www.oquenosfazpensar.fil.puc-rio.br/import/pdf_articles/OQNFP_18_13_eduardo_viveiros_de_castro.pdf. Acesso em: 10 maio 2021. 20h00. CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos: mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números. 14. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1999. p. 814-825. (Verbete: Serpente). FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Trad. Luiz F. Baeta Neves. 6. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000. MUNDURUKU, Daniel. O sumiço da noite. Ilustrações Inez Martins. São Paulo: Editora Caramelo, 2006. Coleção Crônicas Indígenas. PEIXOTO, Sérgio. Cobra Norato: uma introdução à leitura. Revista do CESP, v. 24, nº 33, p. 154-181, jan.-dez. 2004. Disponível em: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/cesp/article/view/6682. Acesso em: 15 de maio 2021. 15h47. RICARDO, Cassiano. Martim Cererê. 15. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981. VOLTARELLI, Mara. Perspectivismo e antropofagia em Cobra Norato, de Raul Bopp. Palimpsesto, nº 24, jan.-jun., p. 162-176, 2017. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/palimpsesto/article/view/34829/24609. Acesso em: 13 jul. 2019. 18h00.
1770 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Estado laico, ensino religioso e intolerância: os desafios da educação pública Emerson Sena da Silveira; Ensino Religioso, Laicidade e Educação Pública, Bens comuns A reemergência de intolerâncias e configurações político-religiosas de extrema-direita ou direita nacional-populista, colocou grandes desafios ao ensino público entendido como espaço de construção de convivência com a alteridade. A deterioração político-social acentuou-se durante a sindemia de COVID-19 e lança uma interrogação: dentro da educação público-estatal, o ensino religioso pode cultivar espaços de produção de intersubjetividades livres, autônomas e cidadãs? Para responder ao questionamento, proponho uma reflexão filosófico-sociológica, alicerçada metodologicamente em literatura acadêmica corrente, documentos primários e secundários online e físicos. A laicidade estatal permitiu o ensino público laico, democrático, republicano. Inicialmente constituído como reação religiosa católica às perdas dos laços oficiais com o Estado, o Ensino Religioso só começou recentemente, uma nova página de sua história, mais próxima da laicidade plural. Porém, embates religiosos reacionários atrasam a implantação do padrão curricular comum, a Base Nacional Curricular Comum (BNCC). Para superar os desafios, será necessário ver a educação pública e o ensino religioso como bens comuns, plurais e laicos a que todos têm direito, constituindo-se em espaços de contraposição à intolerância religiosa BERGER, P. O dossel sagrado. Elementos para uma teoria sociológica da religião. São Paulo: Paulinas, 1989. BIMBATI, A. P. Bia Kicis cria disputa para aprovar homeschooling e pode afetar 40 milhões. UOL NOTÍCIAS, São Paulo, 09/06/2021. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/noticias/2021/06/09/bia-kicis-disputa-aprovar-educacao-domiciliar-afetar-40-milhoes-alunos.htm; acesso em: 14 jun. 2021 às 21:58. BRASIL. Constituição. 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1771 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Rousseau e a educação popular Ana Cristina Ana Cristina Armond;José Benedito de Almeida Júnior;Regiani Cristina Jacinto Ferreira; Educação, Popular, Natureza, Cultura, Rousseau Resumo: O objetivo deste artigo é apresentar os princípios de uma educação popular a partir das obras de Jean-Jacques Rousseau, especialmente O Emílio ou da Educação e Considerações sobre o governo da Polônia. Apesar de Rousseau não ter utilizado o termo educação popular, este princípio aparece na obra Considerações quando ele observa que todos deveriam ter acesso à escola, pobres ou ricos. Ambas as obras estão unidas conceitualmente mesmo tendo diferentes propósitos. Quanto à questão da relação entre natureza e cultura para Rousseau observa-se que a educação da natureza, fundamentada no Emílio, não significa deixar a natureza educar a criança por si só, mas se propõe uma educação conforme e não contra a natureza. Portanto, Rousseau não é um crítico da cultura, mas de certo tipo de cultura que violenta o ser humano em favor de uma aparência de ordem e civilização. BEAUMONT, C. Carta Pastoral. In: Carta a Christophe de Beaumont e outros escritos sobre a Religião e a Moral. Tradução de José O. A. Marques (org.). São Paulo: Estação Liberdade, 2005, p. 221; O.C., Seuil, v. III, p. 331. CHATÊAU, Jean. - Rousseau: sa philosophie de l’éducation, Paris, J. Vrin, 1962. DERRIDA, Jacques. Gramatologia. Tradutores: Miriam Chaiderman e Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Editora Perspectiva, 1973. FORTES, Luís Roberto Salinas. Rousseau: da Teoria à Prática, São Paulo, Ática, 1976. HOBBES, T., O Leviatã, in: Os Pensadores. Tradução de João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Nova Cultural, 1988. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Carta a Christophe de Beaumont e outros escritos sobre a Religião e a Moral. Tradução de José O. A. Marques (org.). São Paulo: Estação Liberdade, 2005, p. 50. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Carta à D’Alembert, tradução de Roberto Leal Ferreira, Campinas, UNICAMP, 1993. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Considerações sobre o Governo da Polônia e sua Reforma Projetada, tradução de Luiz Roberto Salinas Fortes, São Paulo, Brasiliense, 1982. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou da Educação, tradução de Sérgio Milliet, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1991. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Oeuvres Complètes. Bibliothèque de la Plêiade. Paris: Gallimard, 1959 – 1995, 5 volumes. Lettre de J.-J. Rousseau à Philibert Cramer, 13 octobre 1764 in Correspondance complète, vol. 21.
1772 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Múltiplas Vozes e Múltiplos Sentidos do Pertencimento Étnico: estudo de remanescentes indígenas Kiriris e Payayás Leila Damiana Almeida dos Santos;Kleber Peixoto de Souza; Dialogia, Identidade Étnica, Remanescentes Indígenas Apresentamos nesse artigo aspectos epistemológicos que contribuem para análise da constituição da identidade étnica de um dos grupos humanos que compõe a diversidade dos remanescentes dos povos indígenas Kiriris e Payayás, no distrito de Missão do Sahy, em Senhor do Bonfim, Bahia. Metodologicamente nos valemos da história oral para nos aproximarmos dos processos constitutivos dos remanescentes indígenas e, consequentemente, contribuirmos para o fortalecimento cultural dos ascendentes dos Kiriris e Payayás que ali residem. Os resultados nos apontam que, por meio de uma ação dialógica, foi possível contribuir com o processo de construção da identidade étnica dos sujeitos envolvidos. Referências BAKHTIN, Mikhail. 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1773 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. As memórias do PIBID na construção das subjetividades docentes: apontamentos sobre as práticas da história pública ensinada. Leonara Delfino; Pedagogia Decolonial, História Pública, Educação Étnico-racial, Leis 10.139/2003 e 11.645/2008, PIBID Resumo: O artigo tem por objetivo analisar a construção das subjetividades docentes, atravessadas pelas práticas e abordagens emancipatórias desenvolvidas pelas ações coletivas entre os sujeitos escolares e equipes pibidianas do curso de história da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL) nas escolas públicas daquela cidade, entre 2014-2017. Os projetos selecionados reportam-se àqueles dedicados aos passados vivos, sobretudo aos temas das culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas, em referência às Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, cujas alterações curriculares reformularam a Lei de Diretrizes e Bases Nacionais (LBDN). Nosso estudo toma como base a História Pública Ensinada e a pedagogia decolonial para pensar temas subalternizados nos currículos prescrito e praticado, tais como a História da África e o protagonismo histórico dos sujeitos não brancos, enquanto elementos de descentramento para a construção da consciência histórica e subjetividades dos docentes em formação. Para tanto, utilizamos da metodologia da história oral, além da análise qualitativa de relatórios, avaliações de diagnósticos e projetos de intervenção do PIBID. ALBERTI, Verena. Fontes Orais. Histórias dentro da História. In.: PINSKY, Carla (Org.) Fontes Históricas. 3ª Ed. São Paulo: Contexto, 2011, pp. 155-202. ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; MAUAD, Ana Maria; SANTHIAGO, Ricardo (Orgs.). História Pública no Brasil: sentidos e itinerários. São Paulo (SP): Letra e Voz, 2016. ALMEIDA. Juniele Rabêlo; ROVAI, Marta Gouveia de Oliveira (Orgs.). Introdução à História Pública. São Paulo (SP): Letra e Voz, 2012. 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1774 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. “Éramos assim, feridos por dentro, mas duros por fora”: As pequenas memórias, de José Saramago Ana Maria Abrahão dos Santos Oliveira; Memória, Autobiografia, Esquecimento, Experiência, Afeto O artigo tenciona fazer uma releitura do livro As pequenas memórias (2006), de José Saramago (1922-2010), relato autobiográfico que, por meio das sendas da memória, revela ao público leitor uma fase relevante da vida do único escritor de Língua Portuguesa agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura (1998). Como embasamento teórico e crítico, utilizamos as pesquisas referentes à memória, ao esquecimento, à autobiografia e à experiência, com destaque nos textos de Halbwachs (2006), Bergson (2006), Ricouer (2007), Rousseau (2007), Freud (2010), Assmann (2012), Oliveira (2014), dentre outros. AGAMBEN, Giorgio. Infância e história. Destruição da experiência e origem da história. Trad. Henrique Burigo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005. AGOSTINHO, Santo. Confissões. Tradução: A. Ambrósio de Pina e J. Oliveira Santos. Petrópolis: Vozes, 2011. ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Tradução: Paulo Soethe. Campinas: Editora da UNICAMP, 2012. BERGSON, Henri. Memória e vida. Textos escolhidos por Gilles Deleuze. Trad.: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2006. FREUD, S. “Recordar, repetir e elaborar: novas recomendações sobre a técnica da psicanálise II”. In: Observações psicanalíticas sobre um caso de paranoia relatado em autobiografia: (“O caso Schreber”): artigos sobre técnica e outros textos (1911-1913). Trad. e notas: Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. GAGNEBIN, Jeane-Marie. Contracapa. In: DAMIÃO, Carla. Sobre o declínio da sinceridade. Filosofia e autobiografia de Jean-Jacques Rousseau a Walter Benjamin. São Paulo: Edições Loyola, 2006. HALBWACHS, M. A memória coletiva. Tradução: Beatriz Sidou. SP: Centauro, 2006. NIETZSCHE, Friedrich. Segunda consideração intempestiva. Da utilidade e desvantagem da história para a vida. Tradução: Marco Antônio Casanova. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2003. OLIVEIRA, Ana Maria Abrahão dos Santos. Memória, testemunho e escrita melancólica em Memórias do cárcere e Infância, de Graciliano Ramos. (2014) Tese de Doutorado (Doutorado em Estudos de Literatura) Instituto de Letras. UFF, Niterói/RJ. PADRÓS, Enrique Serra. “Usos da memória e do esquecimento na História” In Literatura e Autoritarismo. O esquecimento da violência. Disponível em: http://w3.ufsm.br/grpesqla/revista/num4/ass02/pag01.html Acesso em 02/01 de 2020. RIBEIRO, Gustavo S. O drama ético na obra de Graciliano Ramos: leituras a partir de Jacques Derrida. Tese de doutorado. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. UFMG, 2012. RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Tradução: Alain François. Campinas: Ed. da UNICAMP, 2007. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Confissões. Tradução: José Benedicto Pinto e Rachel de Queiroz. São Paulo: Edipro, 2007. SARAMAGO, José. As pequenas memórias. São Paulo: Cia das Letras, 2006. SARAMAGO, José. Manual de pintura e caligrafia. São Paulo: Cia. das Letras, 1992. SARLO, B. Tempo passado. Trad. Rosa F. D’Aguiar. São Paulo: Cia das Letras, 2007. SILVA, Franklin Leopoldo. Prefácio. IN: DAMIÃO, Carla. Sobre o declínio da sinceridade. Filosofia e autobiografia de Jean-Jacques Rousseau a Walter Benjamin. São Paulo: Edições Loyola, 2006. WEINRICH, Harald. Lete: arte e crítica do esquecimento. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
1775 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. O conto Pai contra mãe e o filme Quanto vale ou é por quilo?: reflexões filosóficas contra a continuidade do mesmo na educação pública brasileira Ildenilson Meireles Barbosa;Wanderley José Cardoso Amorim; Ensino de filosofia, Escola Pública, Desigualdades, Política e Educação, Resistência Resumo: O presente artigo tem o intuito de refletir sobre a história do ensino de filosofia no Brasil e o atual ensino de filosofia no contexto de uma escola de massa, tendo como base a Escola Estadual Doutor Odilon Loures, na cidade de Bocaiúva – MG, e os alunos matriculados nas turmas do 3º ano 1 e 2 do Ensino Médio da referida escola. Para a reflexão, propôs-se aos alunos encontros semanais para se refletir sobre a história da educação no Brasil e como esta, em uma escola de massa, consegue reproduzir as mesmas desigualdades históricas. Para esse intento, foram utilizados recursos didáticos literários e audiovisuais, como o conto Pai contra mãe, de Machado de Assis (1906), para tratar das relações sociais pautadas pela desigualdade no período escravista; o filme Quanto vale ou é por quilo? (2005), do diretor Sérgio Bianchi, para a análise filosófica das relações estabelecidas na sociedade atual como mantenedora das desigualdades históricas do tempo da escravidão, mas com uma roupagem diferente. Esta pesquisa busca mostrar que o ensino de filosofia pode pensar os problemas históricos brasileiros através de reflexões produzidas no âmbito nacional, sendo elas literárias ou cinematográficas, e que mudanças significativas podem ocorrer no âmbito menor da sala de aula e na relação estabelecida entre professor e aluno. ASPIS, Renata Lima; GALLO, Sílvio. Ensinar Filosofia: Um livro para professores. São Paulo: Atta Mídia e Educação, 2009. BRASIL, Ministério da Educação e Cultura do. Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LEI 9394-96. LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996 (DOU 23.12.96). CARMINATI, Celso. O ensino de filosofia no II grau: do seu afastamento ao movimento pela sua reintrodução. A Sociedade de Estudos e Atividades Filosóficas/SEAF. Mestrado em Educação. Florianópolis, SC: CCE-UFSC, 1997. CARTOLANO, Maria Teresa Penteado. Filosofia no ensino de 2º Grau. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1985. CARRILHO, Manuel Maria. Razão e transmissão da Filosofia. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da moeda, 1987. CASARA, Rubens. Precisamos falar da “direita jurídica”. In.: GALLEGO, Esther Solano (org.). O ódio como política: a reinvenção da direita no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2018. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000. FREIRE, Paulo, Pedagogia do Oprimido. Editora Paz e Terra – 29ª edição – 1987. MASSCHELEIN, Jan; SIMONS, Maarten. Em defesa da escola: uma questão pública. 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2018. REBOUL, Olivier. A doutrinação. São Paulo: Nacional/Edusp, 1980. MOREIRA, Antonio Flavio Barbosa; CANDAU, Vera Maria. Educação escolar e cultura(s): construindo caminhos. In: Revista Brasileira de Educação. n. 23, mai/ago, 2003. RODRIGO, Lidia Maria. Filosofia em sala de aula: teoria e prática para o Ensino Médio. Campinas, SP: Autores Associados, 2009. SILVA, Mônica Ribeiro da. Teoria curricular e teoria crítica da sociedade: elementos para (re)pensar a escola. In: InterMeio - Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação, Campo Grande, MS, v. 14, n. 28, p. 80-91, jul.-dez./2008.
1776 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. A trajetória arqueológica de Michel Foucault: caminhos possíveis Márcio Sales; História , Arqueologia, Loucura , Saber , Possibilidade Resumo: O artigo é uma retomada da trajetória arqueológica de Michel Foucault e ao mesmo tempo uma homenagem aos 60 anos da História da Loucura, o livro inaugural desse percurso. Trata-se de um recorte em torno do tipo de história empreendido pelo autor, a arqueologia do saber, que consiste em fazer uma escavação dos diferentes discursos acerca da loucura, da medicina, da linguagem, das riquezas e da vida, desde o renascimento até à modernidade, a fim de analisar o modo como a sociedade ocidental, para fazer valer a sua razão, estabelecer a sua moral e impor a sua ordem, precisou afastar para longe tudo aquilo que representava o desconhecido, o diferente, o outro, enfim, a experiência outra. No entanto, tal experiência, na perspectiva foucaultiana, não deixou de permanecer viva, por debaixo da história, como uma espécie de clamor pela liberdade, pelo pensamento de fora, através de uma linguagem estrangeira, plural, revolucionária, que ele encontra na literatura e num certo tipo de filosofia. FOUCAULT, Michel. História da Loucura. Tradução de José Teixeira Coelho Netto. São Paulo: Editora Perspectiva, 1997, 5ª ed. FOUCAULT, Michel. O nascimento da clínica. Tradução de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 7ª ed., 2013. FOUCAULT, Michel. As Palavras e as Coisas: uma arqueologia das ciências humanas. Tradução de Salma Tannus Muchail. São Paulo: Martins Fontes, 1999. FOUCAULT, Michel. Arqueologia do Saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 3ª ed., 1987. FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. Tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. São Paulo: Loyola, 4ª. ed., 1998. FOUCAULT, Michel. Dits et écrits, I. Paris: Éditions Gallimard, 1994. MACHADO, Roberto. Foucault, a filosofia e a literatura. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2000. SALES, Márcio. Labirinto do trágico: Foucault e a experiência trágica da loucura. Rio de Janeiro: Achiamé, 2011. SALES, Márcio. Caosmofagia: a arte dos encontros. Rio de Janeiro: Garamond, 2014. VEYNE, Paul. Como se escreve a história e Foucault revoluciona a história. Brasília: Editora UnB, 4ª ed., 1998.
1777 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Escrita fora da escola: experiências de crianças nos espaços de uma comunidade rural Jacqueline Araujo Corrêa Mendes;Maria Lucia Castanheira; Escrita, Crianças, Comunidade rural, Disponibilidade, Acesso A partir de subsídios dos Novos Estudos de Letramento, este artigo tem como objetivo investigar os usos e o envolvimento de crianças, de uma comunidade rural do norte de Minas Gerais, com a escrita fora da escola. Neste contexto privilegiou-se a análise da participação de crianças dessa comunidade em eventos de letramento. Adotou-se a pesquisa de perspectiva etnográfica e procedeu-se à observação participante no ano de 2012 na comunidade. O estudo envolveu a realização de entrevistas semiestruturadas, a produção de diário de campo, gravações de áudio e vídeo e coleta de artefatos escritos usados e/ou produzidos fora da escola. A pesquisa evidenciou que múltiplos letramentos ocorrem nesse contexto e que as crianças encontram disponibilidade e acesso à escrita na comunidade. Em contraposição, a pesquisa mostrou que, apesar do acesso e disponibilidade da escrita nos espaços da comunidade, esses saberes não fazem parte do acervo ensinado no contexto da escola local. BARTON, David; HAMILTON, Mary. Local Literacies. New York: Routledge, 1998. HEATH, Shirley Brice. Ways with words: language, life, and work in communities and classrooms. New York: Cambridge University Press, 1983. KALMAN, Judith. El acceso a la cultura escrita: la participación social y la apropiación de conocimientos en eventos cotidianos de lectura y escritura. Revista Mexicana de Investigación Educativa, México, Consejo Mexicano de Investigación Educativa, v. VIII, n. 17, enero-abril 2003, p. 37-66. KALMAN, Judith. Saber lo que es la letra: una experiencia de lectoescritura con mujeres de Mixquic. 1 ed. México: Instituto de la Educación de la UNESCO, 2004. (Biblioteca para la actualización del maestro). MOLL, Luis C. Literacy research in community and classrooms: a sociocultural approach. In: BEACH, Richard.; GREEN, Judith.; KAMIL, Michael.; SHANAHAN, Timothy. (Eds.). Multiple disciplinary perspectives on literacy research. Urbana, IL: NCRE; NCTE, 1992. p. 211-240. STREET, Brian Vincent. Literacy in theory and practice. Cambridge University Press, 1984. STREET, Brian Vincent. Letramentos sociais: abordagens críticas do letramento no desenvolvimento, na etnografia e na educação. Trad. Marcos Bagno. São Paulo: Parábola Editorial, 2014.
1778 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Protestantismo e educação no Brasil e na América Latina José Normando Gonçalves Meira;Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Almeida;Wendell Lessa Vilela Xavier; O dossiê buscou reunir artigos que discutem as ações educacionais protestantes no Brasil e na América Latina, considerando a relação dessa vertente do cristianismo com a educação escolar desde a Reforma Protestante do Século XVI. O impacto das convicções religiosas protestantes nos diversos aspectos da cultura moderna tem sido destacado por autores das diversas áreas do conhecimento, tendo como referências teóricas abordagens mais amplas tais como a de Weber (2004) e Biéler (2012) e outros. No que diz respeito especificamente à educação escolar, a influência do protestantismo na educação, tem sido reconhecida e discutida por diversos autores dessa área do conhecimento e de outras que com ela dialogam. Cambi (1999) Nunes (2017); Vieira (2008), Burke (1995), Chartier (1989), servem como exemplo. Alguns aspectos das convicções religiosas protestantes e da sua teologia justificam essa relação com a educação escolar: a doutrina da “sola Scriptura”, de que a Bíblia é a fonte do conhecimento do ser de Deus e da sua vontade para a vida do homem. Entendem que “às Escrituras do velho e do Novo Testamento” devem estar sujeitos todas as decisões dos concílios e as elaborações teológicas dos doutores da Igreja. A leitura e interpretação do texto sagrado constitui-se em fundamento para a verdadeira religião. Embora o entendimento espiritual desse conteúdo dependa de uma comunicação especial de Deus, requer também esforço intelectual e um estudo correto desse texto. Enquanto para a Igreja medieval, o estudo da Bíblia era uma função específica do clero, que mediava o relacionamento do indivíduo com Deus, a Reforma Protestante do Século XVI afirmava não ter base bíblica essa mediação. Firmou a doutrina do “sacerdócio universal dos cristãos”. Essa convicção implicaria na necessidade de todos os cristãos, individualmente, conhecerem o conteúdo bíblico para responderem ao seu conteúdo. A alfabetização era para eles uma necessidade por razões de fé. Além da alfabetização para que os objetivos imediatos da proclamação do Evangelho e o discipulado dos conversos, o protestantismo incentivava a educação escolar, a produção do conhecimento como uma forma de “glorificar a Deus”. É o que Weber (2004) chama de “ascetismo intramundano”. Para ele, o protestantismo nega o mundo, enfrentando-o com o objetivo de transformá-lo. Neste caso, o conhecimento da realidade, da natureza, é uma das formas para que o homem cumpra do mandato cultural que lhe forma dado no ato da criação: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gênesis 2:15). Para exercer um domínio responsável sobre o mundo, é necessário conhecê-lo. Além disso, criado “à imagem e semelhança” do seu Criador, o homem tem um potencial a ser desenvolvido e a educação escolar é um instrumento considerado importante para isso. Esta é a razão pela qual o protestantismo, na proposta reformada de “voltar às Escrituras”, nas sociedades onde se instalou, além das escolas elementares, de alfabetização, procurou criar colégios e universidades que pudessem ampliar a busca de conhecimentos nas diversas áreas.
1779 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Os fundamentos históricos do protestantismo brasileiro – uma introdução Wilson Santana; Este artigo apresenta uma introdução à história do protestantismo no Brasil, abordando as diversas fases da presença dessa vertente do cristianismo aqui desde o período colonial. O texto discute as ações protestantes franceses no século XVI no Rio de Janeiro, dos holandeses na região que hoje é o nordeste brasileiro, dos imigrantes de origem europeia durante o século XIX e, finalmente o chamado protestantismo de missões, instalado no país a partir da secunda metade do século XIX e que se consolidaria ao longo do século XX. Destaca, por meio da literatura produzida e ou distribuída por esses protestantes nos referidos contextos e, herdeira do movimento reformador do século XVI, tinha como ideal, devido às suas convicções religiosas, submissas ao ensino bíblico, a promoção das liberdade individual e da responsabilidade pelas implicações mais amplas da ética reformada para o desenvolvimento social, tendo a educação como um dos principais meios para que os seus objetivos fossem alcançados. AVELAR, Hélio de Alcântara. História administrativa do Brasil; administração pombalina. Brasília: FUNCEP/Ed. Universidade de Brasília, 1983. BARBOSA, Rui. Discursos Parlamentares Câmara dos Deputados. Ministério da Educação e Saúde, Rio de Janeiro, 1945. BARLÉU, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte, ed. Itatiaia; São Paulo, Ed. da Universidade de São Paulo, 1974. BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo quaresma: Orientação pedagógica e notas de leitura Douglas Tufano. 5 ed. Editora Moderna. São Paulo: 2015. BEAL, Tarcísio. As raízes do regalismo brasileiro. Revista de história nº 108, Vol. LIV. Ano XXVII. Disponível em:. Acesso em: 27/06/2021. BONNICHON, Philippe. A França Antártica in História Naval Brasileira – 1º volume tomo 2. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha, 1975. CERTEAU, Michel de. A Escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982. FREIRE, Gilberto. Tempo de Aprendiz – Volume 1 e 2. São Paulo: IBRASA; (Brasília): INL, 1979. GRIJP, Klaus Van der. História do Protestantismo Brasileiro. Monografia não editada, São Leopoldo, s/d. KIDDER, Daniel P. Reminiscência de Viagens e Permanência no Brasil (Rio de Janeiro e Província de São Paulo). São Paulo: Livraria Martins, 1940. KIDDER, D. P.; FLETCHER, J.C. O Brasil e os Brasileiros - 1º e 2º Volume. São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre: Companhia Editora Nacional, 1941. LÉRY, Jean de. Viagem á Terra do Brasil. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 2007. LESSA, Vicente Themudo. Mauricio de Nassau, o Brasileiro. São Paulo: Edições Cultura Brasileira S/A, 1937. MOURA, Paulo Viana. Escola de Pastores Elite Intelectual e Presbiterianismo - Dissertação de Mestrado. São Paulo: Universidade Mackenzie, 1995. NETO, José Antonio Gonsalves de Melo. Tempos dos Flamengos. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1947. PISO, Guilherme. História Natural e Médica da Índia Ocidental. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, Instituto Nacional do Livro, 1957. RIBEIRO, Domingos. Origens do evangelismo Brasileiro. Rio de Janeiro: Est. Graf. Apollo, 1937. RIBEIRO, Boanerges. O Protestantismo no Brasil Monárquico. São Paulo: Pioneira, 1973. ROCHA, João Gomes da. Lembranças do Passado. Rio de Janeiro: Centro Brasileiro de Publicidade Ltda, s/d. RODRIGUES, J.C. Religiões Acatholicas no Brazil. Rio de Janeiro: Escriptorio do Jornal do Commercio, 1904. SALVADOR, José Gonçalves. Vozes da História. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 2001. SANTANA, Wilson. A Reforma Protestante e o Brasil: memorial 500 anos uma nova biblio-historiografia. Goiânia: editora Cruz, 2017. SIMONTON, Ashbel Green. O Diário de Simonton 1852 – 1866. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2002 SOUTO MAIOR, Pedro. Fastos Pernambucanos. Recife: CEPE, 1991. STADEN, Hans. Duas Viagens ao Brasil. Belo Horizonte, ed. Itatiaia; São Paulo, Ed. da Universidade de São Paulo, 1988. TESTA, Michael P. O Apóstolo da Madeira. Lisboa: Papelaria Fernandes, 1963. THEVET, André. As Singularidades da França Antártica. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1978. VIANA, Marcia Serra Ribeiro. As Missões Presbiterianas Norte Americanas no Brasil de 1859-1924: Conceito e Instituição - Tese de doutorado. São Bernardo do Campo, Universidade Metodista de São Paulo, 2002. VIEIRA, Padre Antonio. A Invasão Holandesa da Bahia. Salvador: Livraria Progresso Editora, 1955.
1780 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. As representações imagéticas do relato de viagem de Jean de Léry: Uma contribuição calvinista à temática indígena Christian Brially Tavares de Medeiros; Neste artigo pretende-se apresentar sucintamente uma leitura das representações imagética de Jean de Léry em seu relato de viagem ao Brasil, no contexto do estabelecimento da França Antártica, por apresentar uma expressão de valorização dos índios tupinambá como ser humanos. Refletindo a sua visão de mundo calvinista, especialmente quanto ao valor humano a partir de sua essência como imagem e semelhança de Deus. Contribuindo deste modo para uma relação ética e justa com os povos indígenas. BANDEIRA, Julio. Canibais no Paraíso: a França Antártica e o imaginário europeu quinhentista. Rio de Janeiro: Mar de Idéias, 2006. BELLUZZO, Ana Maria de M. A Lógica das Imagens e os Habitantes do Novo Mundo in GRUPIONI, Luís Donisete Benzi (org.). Índios no Brasil. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura, 1992. BERBARA, Maria; MENEZES, Renato; HUE, Sheila (org.). França Antártica: ensaios interdisciplinares. Campinas-SP: Editora da Unicamp, 2020. BESANÇON, Alain. A Imagem Proibida: uma história intelectual da iconoclastia. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997. CALVINO, João. A Instituição da Religião Cristã. São Paulo: UNESP, 2008. CALVINO, João. A Verdadeira Vida Cristã. São Paulo: Novo Século, 2000. CALVINO, João. Instrução na Fé in FARIA, Eduardo Galasso (ed.). João Calvino: textos escolhidos. São Paulo: Pendão Real, 2008. CHARAUDEAU, Patrick; MAINGUENEAU, Dominique. Dicionário de Análise do Discurso. 2.ª ed. São Paulo: Contexto, 2006. DE CERTEAU, Michel. A Escrita da História. 3.ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2011. DE LÉRY, Jean. Histoire d’um Voyage Fait em La Terre Du Bresil, Autrement Dit Amérique. La Rochelle: Antoine Chuppin, 1578. DE LÉRY, Jean. Viagem à Terra do Brasil. Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/EDUSP, 1980. GOMBRICH, Ernst Hans. Arte e Ilusão: um estudo da psicologia da representação pictórica. 4.ª ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2007. GRUPIONI, Luís Donisete Benzi (org.). Índios no Brasil. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura, 1992. HOLANDA, Sergio Buarque de. Visão do Paraíso: os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil. São Paulo: Brasiliense/Publifolha, 2000. LESTRIGANT, Frank. Jean de Léry ou L’invention du Sauvage: essai sur l’Histoire d’um Voyage faict en la terre du Bresil. Paris: Honoré Champion, 2005. LESTRINGANT, Frank. Calvinistes et Cannibales. Les écrits protestants sur le Brésil (1555-1560). Bulletin de la Sociétè d’Histoire du Protestantism Français, n. 126, 1980. LESTRINGANT, Frank. Le Huguenot et le Sauvage: L’Amérique et la controverse coloniale, en France, au temps des Guerres de Religion. Genève: Droz, 2004. MARTINS, Wilson. História da Inteligência Brasileira, vol. I (1550-1794). São Paulo: Cultrix/Ed. da Universidade de São Paulo: 1977-78. MONDOLFO, Rodolfo. Figuras e Idéias da Filosofia da Renascença. São Paulo: Mestre Jou, 1967. ORLANDI, Eni P. Análise de Discurso: princípios e procedimentos. 7.ª ed. Campinas-SP: Pontes, 2007. PANOFSKY, Erwin. Significado nas Artes Visuais, 2.ª ed., São Paulo, Perspectiva, 1979. RAMINELLI, Ronald. Imagens da Colonização: a representação do índio de Caminha a Vieira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1996. SCHMITT, Jean-Claude. O Corpo das Imagens: ensaios sobre a cultura visual na Idade Média, Bauru-SP, EDUSC, 2007. SILVA, Wilton Carlos Lima da. As Terras Inventadas: discurso e natureza em Jean de Léry, André João Antonil e Richard Francis Burton. São Paulo: Editora UNESP, 2003. SIQUEIRA, Vera Beatriz. Jean de Léry e Paul Claudel: entre dois mundos. In BERBARA, Maria; MENEZES, Renato; HUE, Sheila (org.). França Antártica: ensaios interdisciplinares. Campinas-SP: Editora da Unicamp, 2020. SODRÉ, Nelson Werneck. O Que se Deve Ler para Conhecer o Brasil. 7ª. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.
1822 rees v. 10 n. 11 (2017): jul./dez. Brasil, Inglaterra e Portugal: circulação de impressos protestantes no nordeste brasileiro Ester Fraga Vilas-Bôas Carvalho do Nascimento; Este trabalho apresenta a ação da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira/BFBS no Brasil, durante o século XIX, especialmente no Nordeste, fazendo circular impressos protestantes. O referido texto tem o apoio financeiro do CNPq e integra o Projeto de Pesquisa coordenado por essa pesquisadora, intitulado Brasil, Portugal e Inglaterra: circulação de impressos protestantes e outros impressos durante os Oitocentos. A estratégia de distribuir impressos antecedeu à organização de escolas, com a finalidade de implantar definitivamente o Protestantismo no Brasil. Como essa estratégia teve sucesso num país que, na época, possuía uma população analfabeta em sua maioria? O que poderia ser visto como um problema era, na verdade, o diferencial. Quando o colportor, vendedor ambulante de impressos protestantes, chegava num determinado local que as pessoas não sabiam ler, ele propunha a organização de um grupo e se comprometia em enviar um professor para ensiná-los, que, na verdade também era um missionário. Dessa forma, eles mapearam no Brasil o território de instalação de suas futuras igrejas e escolas. A hipótese que defendo é que a intervenção de instituições protestantes na circulação e difusão de impressos possibilitou a definitiva inserção do Protestantismo no país. Este trabalho considera os impressos protestantes que circularam no Brasil e em Portugal a partir dos Oitocentos como Bibliotecas Pedagógicas Protestantes, as quais foram utilizadas como estratégias para a construção de uma civilização cristã protestante e que tinha também o objetivo de conformar um campo pedagógico. A ação de propagandistas protestante se fez presente em várias Províncias do país, dentre elas, Pará, Bahia, Maranhão, Sergipe, Pernambuco, Alagoas, Paraíba. Até meados da década de 30 do século XX, instituições protestantes distribuíram aproximadamente dez milhões de impressos de destinação religiosa e escolar. No entanto, a publicação, edição, distribuição, circulação e práticas de leituras são áreas de investigação quase intocadas durante um século pela historiografia educacional e confessional brasileira. AFONSO, José António Martin. Protestantismo e Educação. História de um projeto pedagógico alternativo em Portugal na transição do século XIX. Braga: Universidade do Minho, 2009. BASTIAN, Jean-Pierre (Comp.). Protestantes, liberales y francmasones. Sociedades de ideas y modernidad en América Latina, siglo XIX. México: Fondo de Cultura Económica/CEHILA, 1993. CHARTIER, Roger. A ordem dos livros.Leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII. 2ª ed. 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1823 rees v. 10 n. 11 (2017): jul./dez. Educação, Imprensa e Sertão do Norte de Minas Gerais: lugar(es) de histórias Rita Tavares de Mello;Filomena Luciene Cordeiro Reis;João Olímpio Soares dos Reis;Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Almeida; Este trabalho objetivou investigar a historiografia local, no sentido de pensar a educação, em especial na região norte de Minas Gerais, cujo foco se centrou em Montes Claros desde a década de 1940 a 1980, situado no campo da Educação de Jovens e Adultos. A metodologia constituiu em pesquisa da e na imprensa por meio da análise do jornal Gazeta do Norte e Jornal do Norte, bem como documentos oficiais e memorialistas. Os resultados apontam o modo como as trajetórias da educação foram construídas, marcadas pela coibição política e pedagógica em uma época em que o sertão do Norte de Minas Gerais era considerado uma região de “resistência habitual ao analfabetismo”, o mais “grosseiro e indisciplinado”, desamparado e excluído dos benefícios, ou porque não dizer, abandonado à própria sorte em relação a diversos aspectos e, principalmente em relação à Educação de Jovens e Adultos (EJA). BACZKO, Bronislaw. Imaginação social. Enciclopédia Einaudi. Lisboa: Imprensa NacionalCasa da Moeda: Portuguesa, v.5: Antropos-Homen, 1985. BARBOSA, Lima Sobrinho. O problema da imprensa. 3 ed. São Paulo: Edusp, 1997. BRITO, Gy Reis Gomes. Na terra dos coronéis: progresso para quem? Estrepes e pelados na construção do progresso da cidade de Montes Claros (1917-1930). Dissertação (mestrado em História). Universidade Federal de Minas Gerais, 2002. CERTEAU, Michel de. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense, 1994. CHAMON, Magda. Trajetória de feminização do magistério: ambiguidades e conflitos. Belo Horizontes: Autêntica, 2005. DURÃES, Sarah Jane Alves. Escolarização das diferenças: qualificação do trabalho docente e gênero em Minas Gerais (1860-1906). (Tese doutorado) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Departamento de Educação: História, Política e Sociedade, 2002. FARIA FILHO, Luciano Mendes de. Dos pardieiros aos palácios: forma e cultura escolares em Belo Horizonte (1906/1918). São Paulo: USP, 1996. GERVAISE, Yves. A transformação agrária do nordeste meridional (Norte de Minas Gerais). Belo Horizonte: UFMG, 1975. GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1989. NETTO, José Raymundo. As origens de Montes Claros: depoimento de Hermes de Paula. In: Montes Claros em Foco. Ano XII n°36, agosto de 1979. NETTO, José Raymundo. Escola activa: liberdade e disciplina. Revista do Ensino: órgão oficial da Inspetoria Geral da Instrução. Ano V. nº 44. Abril de 1930, p. 04. PAULA, Hermes Augusto de. Montes Claros, sua história, sua gente, seus costumes. Rio de Janeiro, 1957. PEREIRA, Laurindo Mékie. A cidade do favor: Montes Claros em meados do século XX. Montes Claros,MG: Unimontes, 2002. SILVEIRA, Ivonne, COLARES, Zezé. Montes Claros de ontem e de hoje. Academia Montesclarense de Letras, 1999. VELOSO, Geisa M. A missão “desanalfabetizadora” do Jornal Gazeta do Norte, em Montes Claros. (1918-1938). Tese (doutorado) - Universidade Federal de Minas Gerais, 2008. VIANA, Urbino de Souza. Monografia de Montes Claros: breves apontamentos históricos, geográficos e descritivos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Montes Claros, 1916. WIRTH, JOHN DONA Minas Gerais na Federação Brasileira. 1889- l937. O fiel da Balança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, l982. (Coleção Estudos Brasileiros) ZIMBARDI, Kenneth M. A formação reflexiva dos professores: idéias e práticas. Lisboa: Educa 1993.
1782 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Protestantismo e Educação Social: uma análise histórica de iniciativas promovidas pela mais antiga instituição educacional presbiteriana do Brasil Lucas Pereira Rezende;Marcel Mendes; O presente artigo toma iniciativas educacionais do presbiterianismo no Brasil como objeto de uma investigação histórica com foco no terreno social, promovendo um debate sobre o alcance social que os valores educacionais calvinistas podem ter na sociedade na qual se inserem, especialmente discutidos a luz de conceitos contemporâneos ligados à área da Educação Social. É apresentada uma contextualização das iniciativas que são objeto de estudo, e que são ligadas à mais antiga instituição educacional de origem protestante do país, o Colégio Internacional, que devido a uma mudança geográfica de localização passou a se chamar Instituto Evangélico de Lavras, atualmente Instituto Presbiteriano Gammon, sendo que com o desmembramento da Escola Superior de Agricultura em 1963, gerou posteriormente a Universidade Federal de Lavras. O recorte temporal da pesquisa se liga às décadas iniciais de inserção do presbiterianismo com suas iniciativas educacionais no interior de Minas Gerais; CRESPIN, Jean. A Tragédia da Guanabara: a história dos primeiros mártires do cristianismo no Brasil. São Paulo: Cultura Cristã, 2007. DAGAMA, J. F. A Brief Account of the Great Empire of Brazil our Mission Work and its presente needs. Jacksonville: Illinois, 1882. DIAS, João Castanho. A Terra Prometida de Lavras. São Paulo: Editora Barleus, 2009. DURKHEIM, Émile. 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1783 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. A influência protestante na obra de Othoniel Motta e sua importância para a educação brasileira Wendell Lessa Vilela Xavier; Este texto é resultado de pesquisa documental referente à vida e obra do gramático protestante Othoniel de Campos Motta e sua influência na educação brasileira. Baseando-se nos textos gramaticais produzidos pelo autor, verifica-se a numerosa produção bibliográfica e sua repercussão histórica no cenário educacional brasileiro. As fontes utilizadas para esta pesquisa constituem-se da literatura e material didático produzidos por Othoniel Motta bem como de textos analíticos de teólogos e historiadores que demonstram a maciça influência protestante e especialmente puritana na educação da Inglaterra puritana a partir do século 17, dos Estados Unidos e do Brasil. Para fundamentar teoricamente a análise, utiliza-se da historiografia de Christopher Hill (2012) que considera a relevância dos puritanos para a amplificação da consciência educacional inglesa no século 17. Para demonstração da influência dos herdeiros dos puritanos ingleses no sistema educacional norte-americano, utilizam-se James Packer (1996) e Leland Ryken (1992). Aliado a esses pensadores, soma-se a ideia de Abraham Kuyper (2002), fundador e reitor da Universidade Livre de Amsterdã, para quem o calvinismo não é apenas contemplação, mas restaurou a ciência ao seu domínio e deu a ela a liberdade perdida pelas visões reducionistas de sua época. A relevância desta abordagem está na problematização de uma visão de mundo e práticas educativas dela decorrentes, possibilitando reflexões sobre os seus efeitos na esfera pública. ANTUNHA, H. C. G. A união e o Ensino Secundário na Primeira República. 271p. Dissertação (concurso de professor titular do Departamento de Metodologia de Ensino de Educação Comparada) – Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, Setor de Educação USP, São Paulo, 1980. BAVINK, Herman. As maravilhas de Deus: instrução na religião cristã de acordo com a Confissão Reformada. São Paulo: Pilgrim Serviços e Aplicações; Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2021. HILL, Christopher. O século das revoluções: 1603-1714. São Paulo: Unesp, 2012. KUYPER, Abraham. Calvinismo. São Paulo: Cultura Cristã, 2002. MOTTA, Othoniel. O Meu Idioma. 2 ed. São Paulo e Rio de Janeiro: Weiszflog Irmãos, 1917. MOTTA, Othoniel. Chave da Língua. 3 ed. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1933. MOTTA, Othoniel. O Paraíso e o Céu. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1938. MOTTA, Othoniel. Lições de Português. 9 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1941. PACKER, James I. Entre os gigantes de Deus: uma visão puritana da vida cristã. São José dos Campos: Fiel, 1996. PLANTINGA, Alvin. Crença Cristã Avalizada. São Paulo: Vida Nova, 2018. RYKEN, Leland. Santos no mundo: os puritanos como realmente eram. São José dos Campos: Fiel, 1992. XAVIER, W. L. V. Lições de Portuguez e O meu idioma: a peregrinação histórico-gramatical de Othoniel Motta. 2011. Tese (Doutorado) – PUC/SP, 2011.
1784 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. A face desperta: um passeio pela obra de Wagner Vieira Cristiane Vilhena Lima;Dulce Mary Godinho Pereira;
1785 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. Pequeno Manual Necessário Helyon Lavinas Guimarães;
1786 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. O Ensino Religioso não confessional na Base Nacional Comum Curricular - BNCC Heiberle Hirsgberg Horacio; É uma resenha.
1787 rees v. 14 n. 16 (2021): jan./dez. A Educação do Campo no Semiárido Mineiro e o LabÉdoCampo Heiberle Hirsgberg Horacio;Laura Patrícia Aguiar Cardoso;Tamires Pereira de Jesus Souza;
1788 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. Método fônico ou método global para alfabetizar crianças das camadas populares? (1930-1980) Geisa Magela Veloso;Regina Coele Cordeiro; Alfabetização, Método Fônico, Método Global, Resistência, História da Educação Inserido no âmbito da História Cultural, o artigo tem por objetivo discutir representações, práticas e resistências produzidas em torno do método fônico e do método global de alfabetização. A pesquisa retoma memórias de alfabetizadoras e conteúdos em circulação entre as décadas de 1970 e 1980 — período em que Minas Gerais implanta o Projeto Alfa e propõe o método fônico para alfabetizar. Foi utilizada a história oral para reconstituir a memória coletiva, captar discursos, prescrições e práticas que colocaram metodologias de alfabetização em oposição. Foi constatado que o método global era considerado o mais adequado, mas, na década de 1970, as professoras adotam o método fônico — adoção que se processa em meio a resistências e forte oposição no Grupo Escolar Gonçalves Chaves. ALBERTI, Verena. O que documenta a fonte oral? Possibilidades para além da construção do passado. In: II SEMINÁRIO DE HISTÓRIA ORAL, 1996, Belo Horizonte. Belo Horizonte: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais, 19 a 20 set. 1996. ALMEIDA, Maria Celestina. Entrevista realizada em 22/05/2009 por Geisa Magela Veloso, Regina Coele Cordeiro e Esthefane Sabrine A. Silveira Lima. BARBOSA, Lucília de Souza. Entrevista realizada em 14/05/2009 por Geisa Magela Veloso e Regina Coele Cordeiro. BARRETTO, Elba Siqueira de Sá; MITRULIS, Eleny. Trajetória e desafios dos ciclos escolares no país. Estudos Avançados, São Paulo, v. 15, n. 42, p. 103-140, ago. 2001. BRAGA, Maria de Lourdes Lopes. 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1789 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. Criação do curso de Pedagogia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1980-1996) Margarita Victoria Rodríguez;Jorismary Lescano Severino; História da Educação, Formação Inicial de Professores, Curso de Pedagogia O artigo tem por objetivo analisar o curso de Pedagogia na Universidade de Mato Grosso do Sul, campus Campo Grande, especificamente sua criação e consolidação no período de 1980 a 1996. Os procedimentos metodológicos utilizados compreendem a investigação bibliográfica e documental — leis, decretos, resoluções e pareceres —, também fontes institucionais — resoluções, pareceres, estatutos, atas de reunião e relatório anual — dos anos de 1970, 1980 e 1990. A proposta de iniciar o curso de Pedagogia com habilitação para atuar na pré-escola e nos primeiros anos do Ensino Fundamental foi inédito no Estado de Mato Grosso do Sul, poucas instituições no Brasil formavam os docentes para essa área. A criação do curso teve como principal objetivo atender à demanda da rede estadual de ensino que precisava de profissionais capacitados em nível superior. ALMEIDA, Gelsom Rozentino. História de uma década quase perdida — PT, CUT, crise e democracia no Brasil: 1979-1989. Rio de Janeiro: Garamond, 2011. ANFOPE. Documento Final do IX Encontro Nacional da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação. Campinas, 1998. ANTUNES, Ricardo. A desertificação neoliberal no Brasil (Collor, FHC e Lula). 2. ed. Campinas: Autores Associados, 2005. BIANCHI MENDEZ, Alvaro Gabriel. O ministério dos industriais: a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo na crise das décadas de 1980 e 1990. 2004. 314f. Tese. (Doutorado em Ciências Sociais) — Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer nº 375, de 3 de agosto de 1983. Autoriza o funcionamento do curso de Pedagogia. Brasília: Diário Oficial da União, 03 ago. 1983. BRASIL. Decreto-lei nº 3.454, de 24 de julho de 1941. Dispõe sobre a realização simultânea de cursos nas faculdades de Filosofia, Ciências e Letras. Rio de Janeiro: Diário Oficial da União, 26 jul. 1941. BRASIL. Decreto-lei nº 9 1.190, de 04 de abril de 1939. Dá organização à Faculdade Nacional de Filosofia. Rio de Janeiro: Diário Oficial da União, 6 abr. 1939. BRASIL. Decreto-lei nº 9.092, de 26 de março de 1946. Amplia o regime didático das faculdades de Filosofia, e dá outras providências. Rio de Janeiro: Diário Oficial da União, 28 mar. 1946. BRASIL. Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 27 dez. 1961. BRASIL. Lei nº 9.424, de 24 de dezembro de 1996. Dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, na forma prevista no art. 60, § 7º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 24 dez. 1996. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer nº 251/62. Brasília: MEC/CNE. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer n. 252/69. Estudos pedagógicos superiores. Mínimos de currículo e duração para o curso de graduação em Pedagogia. Brasília: MEC/CNE. COELHO, Ildeu Moreira. Curso de Pedagogia: a busca da identidade. Encontros e Debates — Formação do educador: a busca da identidade do curso de Pedagogia. Brasília: MEC/INEP, 1987, p. 9-16. FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EdUSP, 1996. FERNANDEZ, Alice Beatriz Bitencourt. Histórico do curso de Pedagogia DED/CCHS/UFMS. In: V SEMINÁRIO DO CURSO DE PEDAGOGIA, 1989, Campo Grande. 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Aprova o currículo pleno do curso de Pedagogia habilitação magistério da pré-escola/CCHS. Brasília: Diário Oficial da União, 13 dez. 1995. UFMS. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL. Resolução nº 121, de 13 de dezembro de 1995. Aprova o currículo pleno do curso de Pedagogia habilitação magistério da pré-escola/CCHS. Brasília: Diário Oficial da União, 15 nov. 1980. UFMS. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL. Resolução UFMS nº 145/1990. Aprova a estrutura curricular do curso. Brasília: Diário Oficial da União, 26 out. 1990. VIEIRA, Evaldo. A República Brasileira 1951-2010: de Getúlio a Lula. São Paulo: Cortez, 2015.
1790 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. A espetacularização dos corpos whein protein: as propagandas de suplementos e o fenômeno de objetificação Fábio Bombarda;Damião Rocha; Corpo whein protein, Objetificação, Cultural(ilidade) Em tempos contemporâneos de (re)construção dos corpos por meio do exercício físico em que a mídia pauta as performances de corpo e os projeta como sendo grandes e espetaculosos, nos leva a pensar qual imagem de corpo nos representa e nos é representado. Nesse sentido, foi desenvolvido uma pesquisa bibliográfica para fins de fundamentar a temática, juntamente com uma busca em sites por imagens de suplementos que projetam corpos em suas propagandas. Realizamos uma análise do fenômeno de objetificação na cultura corporal dos corpos que transitam pelas mídias de propagandas de suplemento e suas objetificações de corpos midiáticos. Enfim sinalizamos que o corpo exposto é objetificado. ARAUJO, Leandro Rodrigues; ANDREOLO, Jesuíno; SILVA, Maria Sebastiana. Utilização de suplemento alimentar e anabolizante por praticantes de musculação nas academias de Goiânia-GO. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, Brasília, v. 10, n. 3, p. 13-18, jul. 2002. BRANDÃO, Helena. Introdução à análise do discurso. Campinas: Editora da Unicamp, 2002. LE BRETON, David. A sociologia do corpo: 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2012. CARMO, Everton Crivoi; BUENO JUNIOR, Carlos Roberto; FERNANDES, Tiago; BARRETTI, Diego; SOARES, Stéphano Freitas; SILVA JUNIOR, Natan Daniel; UCHIDA, Marco Carlos; BRUM, Patrícia Chakur; OLIVEIRA, Edilamar Menezes. O papel do esteroide anabolizante sobre a hipertrofia e força muscular em treinamentos de resistência aeróbia e de força. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, São Paulo, v. 17, n. 3, p. 212-217, maio/jun. 2011. CHAMPE, Pamela C.; HARVERY, Richard A.; FERRIER, Denise. Bioquímica ilustrada. Tradução de Carla Dalmaz et al. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 1996. COUTINHO, Angela Maria Scalabrin. 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1791 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. O Sli.do como ferramenta de engajamento e interatividade em sala de aula Jean Carlos da Silva Monteiro;Sannya Fernanda Nunes Rodrigues; Aplicativos digitais, Sli.do, Timidez, Engajamento, Aprendizagem Este artigo é um estudo sobre o Sli.do e tem por objetivo descrever as potencialidades do referido aplicativo enquanto ferramenta de engajamento e interatividade em sala de aula. O estudo estabelece uma discussão sobre o uso de aplicativos na aprendizagem para que professores possam engajar e interagir com seus alunos tímidos durante o processo formativo. No texto, discute-se a influência que a timidez exerce na educação e apresenta o conceito de app-learning, no intuito de contribuir para o entendimento do emprego do Sli.do como um dos possíveis recursos para solucionar a problemática da timidez no ambiente acadêmico. Evidenciou-se que o Sli.do pode permitir que os alunos despertem, em si, o caráter participativo para que aprendam construindo, reconheçam suas competências naquilo que produzem, por meio de propostas que estimulem o engajamento e a reflexão dos conhecimentos adquiridos em sala de aula. ALMEIDA, Laurinda Ramalho; MAHONEY, Abigail Alvarenga. (Org.). Henri Wallon: Psicologia e Educação. 9 ed. São Paulo: Loyola, 2014. AXIA, Giovanna. Timidez: um dote precioso do patrimônio genético humano. Tradução de Silva Debetto Cabral. 3. ed. São Paulo, 2013. CARVALHO, Ana Amélia. (Coord.). Apps para dispositivos móveis: manual para professores, formadores e bibliotecários. Lisboa: Ministério da Educação/Direção Geral da Educação, 2015. CASARES, María Inés Monjas. A timidez na infância e na adolescência. Tradução de Tatiane da Silva Pires Felix. 2. ed. Madrid: Pirâmide, 2016. CASARES, María Inés Monjas; CABALLO, Vicente E. A timidez infantil. In: SILVARES, Edwiges Ferreira de Mattos. (Org.). Estudos de caso em psicologia comportamental infantil. v. II. Campinas: Papirus, 2014, p. 11-42. COUTO, Edvaldo; PORTO, Cristiane; SANTOS, Edméa. (Org.). App-learning: experiências de pesquisa e formação. Salvador: EdUFBA, 2016. HAN, Byung-Chul. Topologia da violência. Tradução de Enio Paulo Giachini. Petrópolis: Vozes, 2017. MATTELART, Armand; MATTELART, Michéle. História das teorias da comunicação. Traduçaõ de Luiz Paulo Rouanet. 9. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2013. MENEZES, Geórgia Mônica Marques. Consequências psicológicas e sociais da timidez. 2011. Trabalho de Conclusão de Curso (Psicologia). Faculdade do Vale do Ipojuca. Caruaru. MONTEIRO, Jean Carlos da Silva; RODRIGUES, Sannya Fernanda Nunes; MENDES, Ezenilde Rocha; SILVA, Antônio Carlos Borges. Sociedade da aprendizagem: da ubiquidade aos novos paradigmas do app-learning. Tecnologias na Educação, v. 10, n. 27, p. 1-13, 2018. MOTTA FILHO, Cândido. Ensaio sobre a timidez. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2015. OLIVEIRA, Carloney Alves. Aprendizagem com mobilidade e ensino de Matemática: evidências da utilização na formação inicial do pedagogo. Laplage em Revista, Sorocaba, v. 3, n. 3, p. 261-273, ago. 2017. SANTAELLA, Lucia. App-learning e a imaginação criativa a serviço da educação. In: COUTO, Edvaldo; PORTO, Cristiane; SANTOS, Edméa. (Org.). App-learning: experiências de pesquisa e formação. Salvador: EdUFBA, 2016, p. 7-10. SILVA, Jacqueline Felix; PINTO, Anamelea de Campo. Geração C: conectados em novos modelos de aprendizagem. In: VIII BRAZILIAN SYMPOSIUM ON GAMES AND DIGITAL ENTERTAINMENT, 2009, Rio de Janeiro. Anais do VIII BSGDE. Rio de Janeiro: SBGames, 2009, p. 1-4.
1792 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. A retenção dos alunos da Licenciatura em Química do IFCE, campus Quixadá: uma análise Ana Danielle de Queiroz Melo;Sabrina Maria Cordeiro Saldanha; Retenção, Evasão, Licenciatura em Química O acesso ao Ensino Superior vem crescendo nos últimos anos, porém também aumentou os índices de retenção e evasão. A pesquisa baseou-se em um estudo de caso com uma abordagem qualitativa, com objetivo de identificar as principais fatores que influenciaram nas reprovações dos alunos, durante o primeiro ano, do curso de licenciatura em química do Instituto Federal do Ceará campus de Quixadá e por fim, propor ações a fim de minimizar o insucesso acadêmico na perspectiva dos alunos e professores, os semestres escolhidos para o estudo foram de 2017.2 e 2018.1. Os resultados mostraram as variáveis que mais contribuíram para as reprovações, como: falta de conhecimentos prévios e de identidade com o curso. As ações frente ao insucesso acadêmico propostas pelos professores e alunos foram parecidas, como oferta de cursos de nivelamento e a oferta regular de monitorias - medidas que o IES pode adotar para garantir o sucesso acadêmico. ALMEIDA, Leandro Soares; SOARES, Ana Paula. Os estudantes universitários desenvolvimento psicossocial. In: MERCURI, Elizabeth; POLYDORO, Soely Aparecida Jorge. (Org.). Estudante universitário: características e experiências de formação. Taubaté: Cabral Editora e Livraria, 2004, p. 15-40. ARRIGO, Viviane; SOUZA, Miriam Cristina Covre; BROIETTI, Fabiele Cristiane Dias. Elementos caracterizadores de ingresso e evasão em um curso de Licenciatura em Química. ACTIO: Docência em Ciências, Paraná, v. 2, n. 1, p. 243-262, jan./abr. 2017. BIAZUS, Cleber Augusto. Sistema de fatores que influenciam o aluno a evadir se dos cursos de graduação na UFSM e na UFSC: um estudo no curso de ciências contábeis. 2004. 203f. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) — Centro Tecnológico. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Ensino Superior. Diplomação, retenção e evasão nos cursos de graduação em instituições de Ensino Superior públicas. Brasília: MEC/SESu, 1997. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Superior. REUNI — Reestruturação e Expansão das Universidades Federais: Diretrizes Gerais. Brasília: MEC/SESu, 2007. IFCE — Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará. Estatuto. Fortaleza: IFCE, 2009. IFCE — Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará. Projeto Pedagógico Curricular de Química. Quixadá: IFCE, 2018. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Censo da Educação Superior — Notas Estatísticas 2017. Brasília: MEC/INEP, 2017. LAMERS, Juliana Maciel de Souza; SANTOS, Bettina Steren dos; TOASSI, Ramona Fernanda Ceriotti. 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Uma investigação sobre os fatores contribuintes na retenção dos alunos no curso de Ciências Contábeis em uma IFES: um desafio à gestão universitária. Registro Contábil, Alagoas, v. 2, n. 3, p. 21-34, set./dez. 2011. VIDALES, Saúl. El fracaso escolar em la educación media superior: el caso del bachillerato de una universidad mexicana. Revista Iberoamericana sobre Calidad, Eficacia y Cambio en Educación, Madri, v. 7, n. 4, p. 320-341, set./dez. 2009.
1793 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. Uso de memes em aulas de Português: um olhar voltado à inovação de práticas pedagógicas na área de Linguagens e Códigos Luiz Fernando de Oliveira Lopes;Alisandra Cavalcante Fernandes de Almeida; Inovação, Ensino de Português, Memes, Práticas Educacionais A pesquisa investiga as contribuições decorrentes da utilização de memes como ferramenta didático-pedagógica em aulas de Português. A análise traz subsídios à literatura vigente, no cerne das práticas colaborativas e inovadoras, ao abordar o uso deste gênero discursivo em sala de aula. Para efetivar a pesquisa qualitativa, os dados foram coletados por meio do oferecimento de uma oficina resultando nas observações, questionário e entrevista. Os participantes da pesquisa foram alunos do terceiro ano do Ensino Médio de uma escola localizada no Ceará, Brasil. Como resultados, o estudo apresenta novas alternativas para intervir em sala, tendo em vista as possibilidades de melhorar a colaboração entre os pares, o diálogo, a criatividade, a utilização de recursos digitais, a oratória e a visão otimizada relativa aos conteúdos de Português, além do entendimento do erro como parte integrante da aprendizagem. Logo, percebe-se que intervenções inovadoras em sala são substanciais na composição dos currículos escolares. ASSIS, Lilian Bambirra de; PAULA, Ana Paula Paes de; BARETTO, Raquel de Oliveira; VIEGAS, Glauce. Estudos de caso no ensino da administração: o erro construtivo libertador como caminho para inserção da pedagogia crítica. Revista de Administração Mackenzie, São Paulo, v. 14, n. 5, São Paulo, set./out. 2013. BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Tradução de Maria Emsantina Galvão Pereira. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997. DAWKINS, Richard. O gene egoísta. Tradução de Rejane Rubino. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 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Tradução de Ruth Gabriela Bahr. São Paulo: Makron Books do Brasil, 1999. VYGOTSKY, Lev Semionovitch. A formação social da mente. Tradução de José Cipolla Neto, Luis Silveira Menna Barreto, Solange Castro Afeche. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1996.
1794 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. Estrategias complejas en la resolución de problemas matemáticos contextualizados Milagros Elena Rodríguez; Enseñanza de la Matemática, Estrategias complejas, Resolución de problemas, Re-ligar, Decolonialidad planetaria El objetivo complejo de investigación es desmitificar las falsas herencias de la resolución de problemas en Matemáticas que han dado muchos problemas, e ir a estrategias complejas, bajo la luz de la teoría de la complejidad en la palabra de Dios que alumbra. De esta manera, el pensamiento complejo y el razonamiento lógico matemático se integran para la resolución de problemas contextualizados. Se realiza la indagación con el transmétodo la deconstrucción rizomática transcompleja, se ubica en la línea de investigación titulada: Educación Matemática Decolonial Transcompleja. Indagación realizada en el marco del Postdoctorado en Educación Matemática: Pensamiento, Religaje y Construcción de Emergentes Formativos en la Transmodernidad, Universidad Nacional Experimental de Yaracuy, Venezuela. Luego de una deconstrucción de la resolución de problemas como metodología de enseñanza, se dan características de las estrategias complejas en cuanto a: “sistema, circularidad, dialógica, causalidad compleja, interacciones, círculos polirrelacionales y religación (MORÍN, CIURANA y MOTTA, 2002). ALSINA, Claudi. Si Enrique VIII tuvo 6 Esposas, ¿Cuántas tuvo Enrique IV? El Realismo en Educación Matemática y sus Implicaciones Docentes. Revista Iberoamericana de Educación, Madrid, v. 43, p. 85-101, 2007. ARROYAVE, Dora. La revolución pedagógica precedida por la revolución del pensamiento: un encuentro entre el pensamiento moriniano y la pedagogía. En Manual de iniciación Pedagógica al Pensamiento Complejo. Ecuador: Publicaciones UNESCO, 2003. 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1795 rees v. 13 n. 15 (2020): jan./dez. Cosmovisão Cristã na Didática Magna de Comenius José Normando Gonçalves Meira;Wendell Lessa Vilela Xavier; Cosmovisão Cristã, Didática Magna, Comenius Este estudo, que se insere no campo da história das ideias pedagógicas, analisa o pensamento do educador João Amós Comenius (1592-1670) na sua obra clássica Didática Magna: a arte de ensinar tudo a todos, publicada em 1657. O objetivo é conhecer as propostas educacionais do autor, considerando o contexto em que foram elaboradas e a visão de mundo que as nortearam. O referencial teórico para a referida análise é a sociologia da religião de Max Weber (2004), que aponta o impacto das convicções religiosas na ação social dos indivíduos. Analisa, neste caso, o impacto do “ascetismo intramundano” da ética protestante nas elaborações de Comenius. Trata-se de uma pesquisa documental, tendo como fonte principal a obra Didática Magna. O estudo possibilita uma compreensão das propostas educacionais de Comenius, articuladas ao espírito do século XVII e suas contribuições para a consolidação da ciência moderna. ALVES, Vânia Maria; WALDOW, Carmen. A Importância do Estudo dos Clássicos para Pensar a Educação: Antigas questões, novos desafios para a formação de professores. In: Notandum, Ano 23, n. 58, 2020. ALVES, Vânia Maria; WALDOW, Carmen. O Estudo dos Clássicos Para Pensar a Educação: Antigas Questões, Novos Desafios para a Formação Docente. In: Notandum. n. 52(23). Maringá-PR: UEM, 2019. ARANHA, Maria Lúcia Arruda. História da educação e da pedagogia. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2006. BARCLAY, William. Palavras chaves do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1985. CAMBI, Franco. História da pedagogia. São Paulo: UNESP, 1999. CARVALHO, Guilherme Vilela de; CUNHA, Maurício José Silva. Cosmovisão cristã e transformação: espiritualidade, razão e ordem social. Viçosa: Ultimato, 2006. COMENIUS, João Amós. 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1796 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. A gestão em um instituto federal no Norte de Minas Gerais: organização e possibilidades de gestão democrática Josenilda de Souza Silva; O atual modelo e estrutura organizacional dos Institutos Federais caracterizam-nos como instituições de tipo funcional e verticalizada, na sua estrutura administrativa e em sua estrutura pedagógica. A lei de criação dessas instituições (Lei 11892/2008) preconiza um modelo organizacional pluricurricular e multicampi. No âmbito de sua estrutura organizacional, verifica-se um padrão de organização administrativa em vários níveis, o que sugere a possibilidade de uma gestão democrática. No âmbito da sua organização pedagógica, a verticalização do ensino possibilita a oferta de cursos que vão desde a formação inicial e continuada até a pós-graduação lato e stricto sensu. Considerando o desenho atribuído aos Institutos Federais, analisamos a estruturação da gestão no âmbito do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, respaldando-nos em referenciais bibliográficos que versam sobre o assunto e em documentos oficiais como o Plano de Desenvolvimento Institucional, Regimento e Estatuto. AMORETTI, Juliana; ANDRADE, Andréa de Faria Barros de; MOLL, Jaqueline; OLIVEIRA, Liana Bueno de. Arranjos produtivos culturais e sociais locais e a Educação Profissional e Tecnológica. In: I JORNADA NACIONAL DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA. Caderno de Resumos. Brasília: Ministério da Educação / Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, 2006, p. 121-122. AMORIM, Mônica Maria Teixeira. A organização dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia no conjunto da educação profissional brasileira. 2013. 247f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia: um novo modelo em Educação Profissional e Tecnológica – concepção e diretrizes. Brasília: MEC, 2010. BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. BRASIL. Lei nº 11.892 de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 30 dez. 2008. FERNANDES, Francisco das Chagas de Mariz. Gestão dos Institutos Federais: o desafio do Centenário da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Holos, Natal, ano 25, v. 2, 2009. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais. Plano de Desenvolvimento Institucional 2009-2013. Montes Claros: IFNMG, 2009. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais. Plano de Desenvolvimento Institucional 2014-2018. Montes Claros: IFNMG, 2013. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais. Plano de Desenvolvimento Institucional 2019-2023. Montes Claros: IFNMG, 2018. LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. São Paulo: Heccus, 2013. LÜCK, Heloisa. A gestão participativa na escola. 11. ed. Petrópolis: Vozes, 2013. LÜCK, Heloisa. Dimensões da gestão escolar e suas competências. Curitiba: Positivo, 2009. LÜCK, Heloisa. Gestão educacional: uma questão paradigmática. Petrópolis: Vozes, 2006. LÜCK, Heloisa. Liderança em gestão escolar. Petrópolis: Vozes, 2008. RISCAL, Sandra Aparecida. Gestão democrática no cotidiano escolar. São Carlos: EdUFScar, 2009. VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Quem sabe faz a hora de construir o Projeto Político Pedagógico da escola. Campinas: Papirus, 2007. VEIGA, Ilma Passos Alencastro. (Org.) Projeto Político Pedagógico: uma construção possível. Campinas: Papirus, 1997.
1797 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Questões de Matemática do ENEM 2015: erros e dificuldades de aprendizagem Jailson da Costa Pontes;Isauro Beltrán Núñez; Apresenta-se resultados de uma pesquisa que se desenvolve na UFRN com a finalidade de identificar, caracterizar erros e dificuldades de aprendizagem que podem ser associadas às questões de Matemática da prova do ENEM 2015, realizada por estudantes egressos do Ensino Médio que ingressaram nessa instituição, no ano de 2016. A metodologia aplicada foi a de análise de erros, conferido aos distratores de maior frequência na resposta dos estudantes, obtidas por microdados dessa avaliação, fornecidos pelo INEP. Os resultados mostram muito baixo desempenho dos estudantes quando se trata de erros relacionados às questões que exigem compreensão do conceito, fatos e procedimentos a respeito do tema: conhecimentos de Estatística e Probabilidade, como também de cálculos que envolvam os temas: conhecimentos algébricos e numéricos. De forma geral, esses erros podem ser associados às dificuldades nas medidas de tendência central (médias), onde constata-se uma aprendizagem instrumental dos conceitos, fixando-se apenas na utilização e aplicação de fórmulas ou regras de cálculo. Com relação à Estatística e Probabilidade, os estudos de Pollatsek et al. (1987) apontam que os educandos confundem o acesso de um enunciado em linguagem vigente para linguagem simbólica e vice-versa das probabilidades, com isso revela-se a dificuldade nessas transformações entre as linguagens ABRATE, Raquel Susana; POCHULU, Marcel David.; VARGAS, José Manuel. Errores y dificultades em Matemática: análisis de causas y sugerencias de trabajo. Buenos Aires: Universidad Nacional de Villa María, 2006. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Portaria INEP n. 109 de 27/05/2009: Estabelece a sistemática para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio no exercício de 2009. 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1798 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Dr. Alfredo de Souza Coutinho: o advogado e o intelectual entre 1926 a 1931 Maria de Fátima Gomes Lima do Nascimento;Rejane Meireles Amaral Rodrigues; Este artigo é resultado de uma pesquisa, cujo objeto de estudo é o Dr. Alfredo de Souza Coutinho, homem público, advogado e político que viveu em Montes Claros (MG), entre 1924 e 1950. A pesquisa está embasada, teoricamente, na História Social e na Nova História Política, com base nos trabalhos de René Rémond, Serge Berstein, Philippe Levillain e Antoine Prost e, metodologicamente, na Análise do Discurso, pensada sob a perspectiva de Eni Orland e Michel Foucault e da História e Memórias de Jaques Le Goff. As fontes utilizadas são Atas da Câmara Municipal de Montes Claros (1928-1931), jornais (1925-1931) e livros/ memórias de diversos autores da cidade de Montes Claros. Pensar Dr. Alfredo de Souza Coutinho, em um trabalho contextualizado, possibilitou o conhecimento da História Local, numa abordagem político-social, entendendo-a como parte da nossa História, juntamente com seus intelectuais e com o desenvolvimento local BOBBIO, Norberto. Os intelectuais e o poder: dúvidas e opções dos homens de cultura, na sociedade contemporânea. São Paulo: EdUNESP, 1997. BOMENY, Helena. Educação e Brasil na Primeira República. In: MOURA, Alda; GOMES, Ângela de Castro. (Org.). A experiência da Primeira República no Brasil e em Portugal. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2014, p. 319-320. COUTINHO, Célia Nascimento. Os Coutinhos: tradição, percursos, ramificações, permanências. Belo Horizonte: Lutador, 1996. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio: o minidicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Nova Fronteira, 2002. FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. Tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. São Paulo: Loyola. 1996. ESTADO DE MINAS, Belo Horizonte, edição de 23 out. 1941. GAZETA DO NORTE, Montes Claros, ano VII, n. 244, 21 fev. 1925. GAZETA DO NORTE, Montes Claros, ano IX, n. 457, 15 mar. 1927. GAZETA DO NORTE, Montes Claros, ano X, n. 3, maio de 1928. GAZETA DO NORTE, Montes Claros, ano X, n. 3, 8 ago. 1928. LEGOFF, Jacques. História e memória. 5. ed. Tradução de Bernardo Leitão et al. Campinas: Editora da UNICAMP, 2003. MORAES, José Damiro de. Signatários do Manifesto de 1932: trajetórias e dilemas. 2007. 394f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. PAULA, Hermes Augusto. Montes Claros: sua história, sua gente e seus costumes. Parte I. Montes Claros: Editora UNIMONTES, 2007. PILETTI, Claudino; PILETTI, Nelson. História da Educação. São Paulo: Ática, 2008. PORTO, César Henrique de Queiroz. Patriarcalismo, poder privado e violência: o campo político norte-mineiro durante a Primeira República. 2002. 176f. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. RÉMOND, Réne. (Org.) Por uma História Política. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996. VIANNA, Nelson. Efemérides Montes-clarenses. Parte I. Montes Claros: Editora UNIMONTES, 2007.
1799 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Memórias, saberes e práticas de professoras da EJA (1940-1960) Rita Tavares de Mello; Este artigo apresenta parte da pesquisa História, Memória e Vivências: a EJA no Norte de Minas Gerais — 1940-1960, investigando a historiografia local, reconstituindo a história e memória dos saberes e práticas de professoras. Procurou-se compreender como procediam na alfabetização dos adultos, considerando as dificuldades daquela realidade para o saber sobre sua profissão, situado no campo da Educação de Jovens e Adultos, focado na história oral temática. Os resultados da pesquisa apontam o modo como as trajetórias dessas educadoras foram construídas, marcadas pela coibição política e pedagógica em uma época em que o sertão do Norte de Minas Gerais era considerado uma região de “resistência habitual ao analfabetismo”. A presente pesquisa conduziu à percepção de que as professoras alfabetizadoras não somente criaram alternativas de trabalho ou mesmo aprenderam com suas próprias experiências, mas se inscreveram em uma tradição, retomando laços com a EJA, como tributárias, continuadoras e recriadoras de uma tradição. ABREU, Vanessa Kern; INÁCIO FILHO, Geraldo. A educação moral e cívica – doutrina, disciplina e prática educativa. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. 24, p. 125-134, dez. 2006. ALMEIDA, Paulo Roberto; KHOURY, Yara Aun. (Org.). Outras histórias: memórias e linguagens. São Paulo: Olho D’Água, 2006. ARAUJO, José Carlos Souza; RIBEIRO, Betania de Oliveira Laterza; SOUZA, Sauloéber Társio. Haveria uma historiografia educacional brasileira expressa pelos manuais didáticos publicados entre 1914 e 1972? In: CARVALHO, Marta Maria Chagas; GATTI JUNIOR, Décio (Org.). O ensino de História da Educação. Vitória: EdUFES, 2011, p. 15-48. ARROYO, Miguel Gonzáles. 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1800 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Percurso histórico da formação de professores de Matemática no Norte de Minas Gerais (1960-1990) Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Almeida;Maria Laura Magalhães Gomes; O trabalho aqui apresentado resulta de uma pesquisa de doutorado, cujo objetivo foi investigar a história da formação de professores de Matemática no norte de Minas Gerais, no curso de licenciatura da atual Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O período focalizado se estende da década de 1960 até a década de 1990. Utilizamos a metodologia da História Oral, segundo os parâmetros do GHOEM — Grupo História Oral e Educação Matemática, integrando o projeto por ele desenvolvido de mapeamento da formação e atuação de professores de Matemática no Brasil. Acreditamos que nossa produção pode fornecer subsídios para a compreensão do processo de formação de professores de Matemática no norte de Minas Gerais e somar esforços para a construção da História da Educação no Estado e no Brasil. AMADO, Janaina; FERREIRA, Marieta de Moraes. (Org.) Usos & abusos da história oral. 8. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. BARALDI, Ivete Maria; GAERTNER, Rosinéte. Textos e contextos: um esboço da CADES na História da Educação (Matemática). Blumenau: EdFURB, 2013. BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004. BRASIL. Decreto n. 34.638, de 17 de novembro de 1953. Institui a Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário. Rio de Janeiro: Diário Oficial da União, 20 nov. 1953. BURKE, Peter. (Org.). A escrita da História: novas perspectivas. Tradução de Magda Lopes. São Paulo: EdUNESP, 1992. BURKE, Peter. A Escola dos Annales (1929-1989): a Revolução Francesa da historiografia. Tradução de Nilo Odália. São Paulo: EdUNESP, 1997. CUNHA, Luiz Antônio; GÓES, Moacyr. O golpe na Educação. 10 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1999. DRUMOND, José Geraldo de Freitas. “Universitas quae sera tamen”. Revista Vínculo, Montes Claros, n. 4, p. 11-13, dez. 1989. GALVÃO, Ana Maria de Oliveira; LOPES, Eliane Marta Teixeira. Território plural: a pesquisa em História da Educação. São Paulo: Ática, 2010. GARNICA, Antonio Vicente Marafioti. (Re)traçando trajetórias, (re)coletando influências e perspectivas: uma proposta em História Oral e Educação Matemática. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani; BORBA, Marcelo de Carvalho. (Org.). Educação Matemática: pesquisa em movimento. São Paulo: Cortez, 2004, p. 151-163. GARNICA, Antonio Vicente Marafioti. Presentificando ausências: a formação e a atuação dos professores de Matemática. In: DALBEN, Angela; DINIZ, Julio; LEAL, Leiva; SANTOS, Lucíola. (Org.). Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 555-569. MIGUEL, Antonio; MIORIM, Maria Ângela. A constituição de três campos afins de investigação: História da Matemática, Educação Matemática e História & Educação Matemática. Teoria e Prática da Educação, Maringá, v. 4, n. 8, p. 35-62, mar. 2001. MIGUEL, Antonio; MIORIM, Maria Angela; BRITO, Arlete de Jesus. History of Mathematics Education in Brazil. In: HANSEN, Vagn Lundsgaard; GRAY, Jeremy. (Ed.). History of Mathematics. Oxford: UNESCO-EOLSS, 2013, p. 1-47. PAULA, Isabel Rebello. Pequena resenha histórica da FAFIL. Revista Vínculo, Montes Claros, v. 1, n. 1, p. 9-12, mar. 1973. VIDAL, Diana Gonçalves; FARIA FILHO, Luciano Mendes. História da Educação no Brasil: a constituição histórica do campo (1880-1970). Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 23, n. 45, p. 37-70, jul. 2003.
1801 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Impactos da tecnologia a partir da reestruturação produtiva sobre o mundo do trabalho Alessandra Aparecida Franco;Cleide Francisca de Souza Tano; Alterações ocorridas no setor produtivo com o avanço tecnológico têm impactado significativamente a geração de emprego e inserção profissional de trabalhadores no mercado de trabalho. Os novos modos de produção, segundo Hirata (2013), passaram a exigir cada vez mais do trabalhador uma busca constante por conhecimento e qualificação. Com uma perspectiva epistemológica materialista histórica, este artigo apresenta como objeto de estudo, os impactos do avanço tecnológico e da reestruturação produtiva ocorrida no século XX sobre o mundo do trabalho. A base teórica da pesquisa bibliográfica fundamenta-se nas obras de Marx, Engels, Hobsbawm e Hirata, e a documental nas ações do Estado no sentido de alinhar desenvolvimento e política de aperfeiçoamento dos processos produtivos e inserção profissional, via expansão da educação tecnológica e profissionalizante. Os resultados nos remetem a reflexões sobre o tema permitindo inferir considerações sobre o mundo do trabalho contemporâneo e sobre o papel do Estado. Do mesmo modo, desperta novos olhares acerca desta temática.
1802 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Multiletramentos e formação de professores: um estudo do perfil de licenciandos do curso Pedagogia da Unimontes Mônica Maria Teixeira Amorim;Emília Murta Morais;Geisa Magela Veloso;Maria Jacy Maia Velloso;Cecidia Barreto Almeida;Eliana de Freitas Soares; A pesquisa que empreendemos situa-se no campo de estudos sobre a formação de professores no contexto de múltiplos letramentos e objetivou levantar e examinar o perfil de ingressantes do curso de Pedagogia da Unimontes, com atenção a variáveis como idade, raça, gênero e escolaridade dos pais, entre outras. Consideramos que a construção de um perfil dos licenciandos mostra-se importante para compreender quem são os estudantes que chegam à Universidade, no recente cenário de inclusão das camadas populares no universo do ensino superior brasileiro. Para levantar tal perfil, realizamos um estudo exploratório que constou de estudo bibliográfico e pesquisa de campo. Como técnica de coleta de dados, utilizamos, em um primeiro momento, de questionários que foram respondidos por 28 alunos, ou seja, 73% do total da turma selecionada. Para aprofundar o estudo, usamos, em um segundo momento, a técnica dos grupos focais. O cruzamento dos dados dos questionários com os grupos focais indica que os sujeitos do estudo são estudantes de baixa renda, em sua maioria jovens, mulheres, pardas, egressas de escolas públicas, cujos genitores preponderantemente não cursaram ensino superior, com registro de pais analfabetos e semianalfabetos. Destacamos que prevalece, nesses alunos, uma noção de vocação como explicação para a escolha do curso e uma concepção da Pedagogia enquanto espaço que se limita ao trabalho com crianças. A investigação desenvolvida apresenta um conjunto de elementos que contribuem com a reflexão sobre a formação de professores. BARBOSA, Jorge Luiz; BRANDÃO, André. Conectando saberes: jovens de origem popular e o difícil caminho para a universidade. In: BARBOSA, Jorge Luiz; BRANDÃO, André; PINTO, Giselle. (Org.). Jovens de camadas populares e universidade. Niteroi: UFF, 2007, p. 9-22. BATISTA, Antonio Augusto Gomes. Os(as) professores(as) são não leitores(as). In: MARINHO, Marildes; SILVA, Ceres Salete Ribas. (Org.). Leituras do professor. Campinas: Mercado das Letras, 1998, p. 23-59. BOURDIEU, Pierre; CHAMPAGNE, Patrick. Os excluídos do interior. In: NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio. (Org.). Pierre Bourdieu: escritos de Educação. Petrópolis: Vozes, 1991, p. 217-227. BRITTO, Luiz Percival Leme. Leitor interditado. In: MARINHO, Marildes; SILVA, Ceres Salete Ribas. (Org.). Leituras do professor. Campinas: Mercado das Letras, 1998, p. 61-78. CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000. FREIRE, Paulo. Entrevista. Presença Pedagógica, Belo Horizonte, v. 1, p. 5-12, jan./fev. 1995. GOMES, Alfredo Macedo. 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1803 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. A execução orçamentária do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais — 2012 a 2015 Marluce Braz Duarte; O orçamento público é um instrumento de planejamento que estima as receitas a serem arrecadadas, fixa as despesas a serem realizadas e busca a efetividade e economicidade na qualidade dos serviços prestados à sociedade. Sua execução, objeto em estudo, representa o cumprimento anual dos objetivos e metas determinados para a instituição pública no processo de planejamento integrado e demanda a mobilização de recursos humanos, materiais e financeiros. Dessa forma, este trabalho foi realizado com o objetivo de analisar o desempenho da execução orçamentária do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), no período de 2012 a 2015. Buscou-se analisar o desempenho das receitas e das despesas desse Instituto; descrever o perfil orçamentário das suas despesas executadas. Em termos metodológicos, a pesquisa, quanto aos fins, caracteriza-se como descritiva; quanto aos meios, como bibliográfica e documental, com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados utilizando-se de consultas ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal e ao Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento e os Relatórios de Gestão. Os resultados mostram que as despesas com pessoal e encargos sociais são as que têm maior participação no orçamento anual da instituição, seguidas das despesas de custeio e, por último, os investimentos que são inexpressivos em relação ao total do orçamento anual. ANDRADE, Nilton de Aquino. Contabilidade pública na gestão municipal: novos métodos após a LC nº 101/00 e as classificações contábeis advindas da SOF. São Paulo: Atlas, 2002. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Diário Oficial da União, 5 out. 1988. BRASIL. Decreto nº 8.180, de 30 de dezembro de 2013. Altera o Decreto nº 6.170, de 25 de julho de 2007, que dispõe sobre as normas relativas às transferências de recursos da União mediante convênios e contratos de repasse. Brasília: Diário Oficial da União, 31 dez. 2013. BRASIL. Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 30 dez. 2008. BRASIL. Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964. Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Brasília: Diário Oficial da União, 23 mar. 1964. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. BRASIL. Ministério de Estado do Orçamento e Gestão. Portaria nº. 42, de 14 de abril de 1999. Atualiza a discriminação da despesa por funções de que tratam o inciso I, do § 1°, do Art. 2°, e § 2°, do Art. 8°, ambos da Lei n°. 4.320, de 17 de março de 1964; estabelece os conceitos de função, subfunção, programa, projeto, atividade, operações especiais, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 15 abr. 1999. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Orçamento Federal. Manual técnico de orçamento MTO. Edição 2015, 1ª versão. Brasília: MPOG/SOF, 2015. CASTRO, Jorge Abrahão. Financiamento e gasto da educação pública no Brasil. Salto para o Futuro, Brasília, ano 23, Boletim 19, p. 10-20, out. 2013. CAVALCANTE, Pedro Luiz Costa. A implementação do orçamento por resultados no âmbito do executivo federal: um estudo de caso. 2006. 173f. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) – Instituto de Ciência Política. Universidade de Brasília. Brasília. CORE, Fabiano Garcia. 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1804 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Os discursos e desafios na formação e construção da identidade docente: foco na docência universitária Denice do Socorro Lopes Brito; O presente estudo tem como objetivo refletir sobre as questões que permeiam os discursos que centralizam-se na problemática da identidade e prática pedagógica e na formação de professores, bem como o desenvolvimento profissional docente. Entendemos que, ao refletirmos sobre essas questões referentes à docência, precisamos fazê-lo a partir de múltiplos condicionantes como as políticas públicas de formação, a construção da identidade docente e o seu desenvolvimento profissional; devendo essas questões serem consideradas em suas múltiplas dimensões e especificidades. Assim, empreendemos uma pesquisa bibliográfica, embasada em autores que estudam a temática referenciada. Os conceitos utilizados nesse estudo se enquadram em uma visão contemporânea da profissionalização da docência universitária, tomando-a em um sistema discursivo, sendo considerada como atividade social, que proporciona ação e interação entre os sujeitos em um determinado contrato social de comunicação e num contexto sócio histórico dialético. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. CANÁRIO, Rui. A escola e a abordagem comparada: novas realidades e novos olhares. Revista de Ciências da Educação, Lisboa, n. 1, p. 27-36, 2006. CANÁRIO, Rui. Formação e desenvolvimento profissional dos professores. In: CONFERÊNCIA DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PROFESSORES PARA A QUALIDADE E PARA A EQUIDADE DA APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA, 2007, Lisboa. Anais. Lisboa: Conselho da União Europeia, 2007, p. 133-148. CHARLOT, Bernard. Relação com o saber, formação dos professores e globalização: questões para a educação hoje. Tradução de Sandra Loguercio. Porto Alegre: Artmed, 2005. FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso: aula inaugural no College de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. Tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. 23 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2013. IMBERNÓN, Francisco. Formação permanente do professorado: novas tendências. Tradução de Sandra Trabucco Valenzuela. São Paulo: Cortez, 2009. LESSARD, Claude. Políticas educativas: a aplicação na prática. Tradução de Stephania Matousek. Petrópolis: Vozes, 2016. MARCELO GARCIA, Carlos. Desenvolvimento profissional docente: passado e futuro. Revista Ciência da Educação, Lisboa, n. 8, p. 7-22, jan./abr. 2009. NÓVOA, Antonio. O regresso dos professores. In: CONFERÊNCIA DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PROFESSORES PARA A QUALIDADE E PARA A EQUIDADE DA APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA, 2007, Lisboa. Anais. Lisboa: Conselho da União Europeia, 2007, p. 21-28.
1805 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Literartes: práticas múltiplas de letramentos para o ensino da Língua Portuguesa Elizabeth Moreira Gomes;Lillian Gonçalves de Melo; Este artigo objetiva à apresentação de reflexões acerca de formas de ensino e de aprendizagem de linguagens, em uma perspectiva inter e transdisciplinar. Como parte do projeto de ensino e extensão Literartes, que ocorre no IFNMG campus Araçuaí desde o ano de 2017, reunindo um conjunto de produções artísticas organizadas pelos estudantes do Ensino Técnico integrado ao Ensino Médio. Neste artigo focaremos nas práticas da turma do 2º ano, cuja temática são os ‘causos’ da região do Vale do Jequitinhonha. Os estudantes interagiram com diversas práticas de linguagem, a partir de narrativas de sujeitos da região do Médio Jequitinhonha. A partir desse contato oral, os alunos investigaram a relação desses causos com outras pesquisas, e houve produções de pequenos vídeos com as pessoas da região contando tais ‘causos’. Em outro momento, houve a recriação dessas histórias, colocando-as em situações/contextos mais atuais. Outra prática relevante foi a transformação da narrativa em roteiro teatral. Ao final das práticas elencadas, identificamos questões ligadas ao letramento e às diversas possibilidades de desenvolvimento de trabalhos de ensino, concebendo a língua como processo de interação, construção de sentidos e significados. BAKHTIN, Mikhail Mikhailovitch. Estética da criação verbal. Tradução de Paulo Bezerra. 5. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010. CORRÊA, Manoel Luiz Gonçalves. As perspectivas etnográfica e discursiva no ensino da escrita: o exemplo de textos de pré-universitários. Revista da ABRALIN, Curitiba, v. 10, n. 4, p. 333-356, 2011. CORRÊA, Manoel Luiz Gonçalves. Letramentos e gêneros do discurso na universidade (incluindo discussão sobre (novas) práticas de leitura e escrita na internet). In: ABREU-TARDELLI, Lilia Santos; KOMESU, Fabiana. (Org.). Letramentos e gêneros textuais/discursivos: aproximações e distanciamentos. Belo Horizonte: Editora PUC Minas, 2018. CUBA, Juliana Cândida Oliveira; MARTINHO, Juliana Silva Martinho; BERNARDES, Sueli Teresinha de Abreu. Diálogos entre Arte, Interdisciplinaridade e Educação: o que dizem os PCN. Travessias, Cascavel, v. 10, n. 2, p. 155-174, 2015. KLEIMAN, Angela Bustos. (Org.) Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas: Mercado de Letras, 1995. KLEIMAN, Angela Bustos. Preciso ensinar o letramento? Não basta ensinar a ler e a escrever? Campinas: UNICAMP/MEC, 2005. KLEIMAN, Angela Bustos; ASSIS, Juliana Alves. (Org.). Significados e ressignificações do Letramento: desdobramentos de uma perspectiva sociocultural sobre a escrita. Campinas: Mercado de Letras, 2016. SANTOS, Fernanda Maria Almeida dos. Multiletramentos e ensino de Língua Portuguesa na educação básica: uma proposta didática para o trabalho com (hiper)gêneros multimodais. Signo, Santa Cruz do Sul, v. 43, n. 76, p. 55-65, jan./abr.2018. SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. São Paulo: Autêntica, 1998. THE NEW LONDON GROUP. Multiliteracies: Literacy learning and the design of social futures. London: Routledge, 1996.
1806 rees v. 12 n. 14 (2019): jan./dez. Sociedade, Sistema educacional e Escola Ramiro Ferreira de Freitas;
1807 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Satisfação profissional do docente do ensino superior Gisele Oliveira Ribeiro; A satisfação docente tem sido um tema em discussão, entretanto, em muitos dos casos, os docentes do ensino superior têm sido desconsiderados nestes debates. Este estudo tem como objetivo investigar sobre a satisfação profissional dos docentes do ensino superior, através de uma pesquisa bibliográfica de natureza descritiva e exploratória, contribuindo assim, para a compreensão e discussão desta temática. Para isso, foram abordados os conceitos de satisfação no trabalho, satisfação no trabalho do professor, alguns aspectos do ensino superior no Brasil e por fim a satisfação do docente do ensino superior. Desse modo, este estudo vem mostrar o os docentes do ensino superior estão parcialmente satisfeitos e que os fatores que mais produzem satisfação profissional são conteúdo do trabalho que realiza; relacionamento com outras pessoas na instituição, grau de motivação para o trabalho, a estabilidade no emprego, a realização profissional com o trabalho que executa, o fato de serem elogiados por um trabalho realizado; qualificação profissional, progressão na carreira e o de tipo vínculo que o docente tem com a instituição de ensino superior. ALCOBIA, P. Atitudes e Satisfação no trabalho. In J. M. Carvalho Ferreira e A. Caetano (Orgs), Manual de Psicossociologia das Organizações. Lisboa: McGraw –Hill, p. 290-314, 2002. BONIFÁCIO, M. A.; PAULINO, R. D.; TORRES, P. J. D.; MELO, T. N. G.; SILVA, V. M.; LIMA, J. P. P. Satisfação no trabalho: estudo aplicado em instituição pública de ensino superior paraibana. In: IX CONVIBRA - Congresso Virtual Brasileiro de Administração, 2013. Interação, Interdisciplinaridade e Internacionalização. BRASIL. Leis e Decretos. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, DO 23/12/1996. Censo da educação superior 2012: resumo técnico. – Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2014. 133 p.: il. FERREIRA, Ana Cássia. Mendes. Satisfação no trabalho de docentes de uma instituição pública de ensino superior: reflexos na qualidade de vida. 2011, 126f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. Goiânia, 2011. FERREIRA, José Brites; MACHADO, Maria de Lourdes; CIPES, Odilia Gouveia. Satisfação e motivação dos docentes do ensino superior em Portugal. Revista Iberoamericana de Educación / Revista Ibero-americana de Educação, n.º 58, 2012. MACHADO, Maria de Lourdes; et al. Satisfação e Motivação no Trabalho: Um Estudo sobre os Docentes do Ensino Superior em Portugal. Revista portuguesa de pedagogia. Vol. 46-1, p. 95-108, 2012. MACHADO, Maria de Lourdes; et al. Uma Análise da Satisfação e da Motivação dos Docentes no Ensino Superior Português. Revista Lusófona de Educação, 17, 2011. MARQUEZE, E.C., & MORENO, C.R.C. Satisfação no trabalho e capacidade para o trabalho entre docentes universitários. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 14, n. 1, p. 75-82, jan./mar. 2009. MARQUEZE, E.C.; MORENO, C.R.C. Satisfação no trabalho – uma breve revisão. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 30 (112): 69-79, 2005. MARTINEZ, M. C.; PARAGUAY, A.I.; LATORREB, M.R.D.O. Relação entre satisfação com aspectos psicossociais e saúde dos trabalhadores. Revista Saúde Pública; 38(1): 55-61, 2004. MARTINEZ, M.C; PARAGUAY A. I. Satisfação e saúde no trabalho: aspectos conceituais e metodológicos. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, vol. 6, p. 59-78, 2003. MONTEIRO, Alessandra de Macedo; SOARES, Luciana de Sousa Lima. A (In) Satisfação de ser Professor: Saberes Mobilizados na Prática Docente. Linguagens, Educação e Sociedade - Teresina, Ano 12, n. 17, p. 39 - 50, jul./dez. 2007. MOREIRA, Herivelto. As dimensões da satisfação e da insatisfação de professores do ensino médio. Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, v. 3, p. 1-22, 2010. MOREIRA, Herivelto. A motivação e o comprometimento do professor na perspectiva do trabalhador docente. Campo Grande, MS, n.19, p.209-232, 2005. MOROSINI, Marília Costa. Docência universitária e os desafios da realidade nacional. In: Professor do ensino superior: identidade, docência e formação / Marília Costa Morosini. (Org.). Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, 2000. NEVES, Clarissa Eckert Baeta. A estrutura e o funcionamento do ensino superior no Brasil. In: A Educação Superior no Brasil. Porto Alegre – Brasil. Novembro, 2002. POCINHO, Margarida; FRAGOEIRO, Joana Gouveia. Satisfação dos Docentes do Ensino Superior. Acta Colombiana de Psicologia 15 (1): 87-97, 2012. ROTH, Leonardo; et al. A estrutura do Ensino Superior no Brasil. Revista GUAL, Florianópolis, v. 6, n.3 , p. 111-126, set. 2013.
1808 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Os aspectos psicopedagógicos e sistêmicos dos processos de ensino e de aprendizagem da Alfabetização Matemática, de crianças de turmas do primeiro ano de escolarização Francely Aparecida dos Santos;Cecídia Barreto Almeida; Este artigo relata uma parte da revisão de literatura de uma proposta de projeto de ensino institucionalizada, que envolve os acadêmicos do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), e se pauta na necessidade de oportunizá-los a vivenciar, a aprender e a experimentar a construção de conhecimento acerca da temática, bem como a elaboração e aplicação de instrumentos de diagnósticos e de intervenção em crianças do primeiro ano de escolarização do Ensino Fundamental. Este trabalho tem por objetivos os de discutir a relação entre os aspectos psicopedagógicos e sistêmicos do processo de ensinar e de aprender e o de apresentar as características do processo de ensino e de aprendizagem que envolve a alfabetização matemática. Nesse caso, este é um artigo de revisão de literatura do tipo narrativa o qual consiste em elaborar estratégias para responder a um objetivo específico que serve para identificar, selecionar e avaliar criticamente os estudos incluídos na revisão. Como resultado, podemos dizer que a alfabetização matemática ainda é um assunto pouco explorado e vivenciado pelas crianças em fase de escolarização, embora seja exatamente nessa etapa que mais precisa ser. Como conclusão parcial, afirmamos que os professores das turmas do primeiro ano de escolarização, ainda ficam “perdidos” em relação aos conteúdos matemáticos necessários ao trabalho com as crianças, e, por isso, trabalham, em sala de aula, conteúdos que não levam em consideração os aspectos psicopedagógicos necessários à construção desse tipo de conhecimento matemático. ABRAMOWICZ, A. Educação infantil e a escola fundamental de 9 anos. Olhar de Professor, Ponta Grossa, v. 9, nº. 2, p. 317-325, 2006. ARELARO, L. R. G. O ensino fundamental no Brasil: avanços, perplexidades e tendências. Educação e Sociedade, Campinas, v. 26, nº. 92, p. 1039-1066, Especial - out. 2005. BENCINI, Roberta; BORDAS, Marie Ange. Como o jovem vê a escola. Nova Escola, São Paulo, ano 22, n. 200, p.28-47, mar.2007. BOSSA, Nadia A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000. BRASIL. Ensino fundamental de nove anos: orientações gerais. 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1809 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Os desafios para a implementação da humanização como política pública Patrícia de Sousa Fernandes Queiroz;Márcia Grisotti; Este trabalho refere-se ao estudo dos desafios da Política Nacional de Humanização (PNH) na atenção e gestão dos serviços públicos de saúde encontrados no discurso dos consultores dessa política e dos trabalhadores e gestores do SUS de um município no Norte de Minas Gerais. Através das entrevistas foi possível identificar que a polissemia que o termo humanização assume nos territórios reforça uma concepção romântica e desloca a perspectiva apresentada pela PNH; a lógica hegemônica de produção de saúde não favorece a democratização institucional; existe uma tensionalidade entre a lógica da PNH e o modo de fazer das outras políticas de saúde. É possível inferir que embora a força instituinte da PNH seja uma ferramenta precípua para a defesa do SUS, ainda é necessária uma articulação com as demais políticas públicas de saúde e um esforço multissetorial para fortalecer a humanização nos mais diversos e singulares territórios, fomentando nos gestores e trabalhadores do SUS um modo mais reflexivo e cogerido de executar as políticas de saúde. BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011. BARROS, Maria Elizabeth Barros; GOMES, Rafael da Silveira. Humanização do cuidado em saúde: de tecnicismos a uma ética do cuidado. Fractal: Revista de Psicologia, v. 23, n. 3, p. 641-658, set./dez., 2011. BENEVIDES, Regina; PASSOS, Eduardo (b). Humanização na saúde: um novo modismo? Comunic, Saúde, Educ., v. 09, n. 17, p. 389-394, mar./ago., 2005. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: Política Nacional de Humanização: a humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. CAMPOS, Gastão Wagner de Sousa. Saúde Paidéia. São Paulo: Hucitec, 2003, 185p. DESLANDES, Suely Ferreira e MITRE, Rosa Maria de Araújo. Processo comunicativo e humanização em saúde. Comunic., Saude, Educ. Rio de Janeiro, v. 13, supl 01, p. 641-9, 2009. DESLANDES, Suely Ferreira. Análise do discurso oficial sobre a humanização da assistência hospitalar. Ciênc. saúde colet., v. 09, n. 01, p. 7-14, 2004. FEUERWERKER, Laura Camargo Macruz. A cadeia do cuidado em saúde. In: MARINS, João José Neves; REGO, Sergio (Org.) Educação Médica: gestão, cuidado, avaliação. São Paulo: Hucitec, 2011, p. 99-113. FOUCAULT, Michel. O nascimento da clínica. 7ªed. Rio de Janeiro: Ed Forense Universitária, 2013. MACHADO, Cristiani Vieira; LIMA, Luciana Dias de; BAPTISTA, Tatiana Wargas de Faria. Configuração Institucional e o Papel dos Gestores no Sistema Único de Saúde. In: MATTA, Gustavo Corrêa; MOURA, Ana Lúcia de. Políticas de saúde: organização e operacionalização do sistema único de saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2007. MATIAS, Maria Claudia Souza. A dimensão ético-política da Humanização no discurso de egressos da Formação de Apoiadores Institucionais de Santa Catarina. 2012. 119f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2012. MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 5. ed, Rio de Janeiro: Hucitec/Abrasco, 2000. MORI, Maria Elizabeth; OLIVEIRA, Olga Vânia Matoso de. Apoio institucional e cogestão: a experiência da Política Nacional de Humanização no Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal (DF), Brasil. Interface, 2013. MORI, Maria Elizabeth; OLIVEIRA, Olga Vânia Matoso de. Os coletivos da Política Nacional de Humanização (PNH): a cogestão em ato. Comunicação Saúde Educação, v.13, supl.1, p.627-40, 2009. PASCHE, Dário Frederico. Política Nacional de Humanização como aposta na produção coletiva de mudanças nos modos de gerir e cuidar. Interface, v. 13, supl. 1, p. 701-708, 2009. RIOS, Izabel Cristina. Caminhos da Humanização na Saúde: prática e reflexão. São Paulo: Ed Áurea, 2009. SANTOS-FILHO, Serafim Barbosa; BARROS, Maria Elizabeth Barros de; GOMES, Rafael da Silveira. A Política Nacional de Humanização como política que se faz no processo de trabalho em saúde. Comunic., Saúde, Educ., Rio de Janeiro, 2009, v.13, supl.1, p.603-13. TESSER, Charles Dalcanale. Três considerações sobre a “má medicina”. Comunic., Saúde, Educ., Rio de Janeiro, v.13, n. 31, p.273-86, 2009.
1810 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Avaliações externas: um estudo exploratório no IFNMG, campus Salinas Edna Guiomar Salgado Oliveira;José Romão Franca;Lílian Gleisia Alves dos Santos; Levando em consideração o contexto das avaliações externas como parte integrante dos estudos do curso de formação inicial do IFNMG nas licenciaturas, nas disciplinas de Educação Profissional e Estágio Supervisionado foi desenvolvido este artigo. O trabalho apresenta uma pesquisa qualitativa de caráter exploratório desenvolvido no âmbito do IFNMG, campus Salinas, o qual buscou-se, por meio de uma entrevista semiestruturada, investigar as concepções de professores, supervisores e do diretor do campus acerca das avaliações externas e seus desdobramentos na instituição, bem como compreender o grau de conhecimento dos docentes no que se refere a importância das mesmas. Nessa perspectiva, de acordo com as respostas da entrevista, foi possível perceber que uma boa parte dos entrevistados desconhecem sobre assuntos referentes as avaliações externas, bem como a forma de como a instituição trabalha com os resultados das mesmas. Tendo como base as respostas, percebe-se que há necessidade de criação de momentos e de formação continuada para a discussão e aprofundamento de temas ligados a essa temática e romper com ideia ingênua de avaliação como um instrumento neutro. ALAVARSE, O. M; BRAVO, M. H; MACHADO, C. Avaliações Externas e Qualidade na Educação Básica: Articulações E Tendências. Rev. Tema em Destaque, vol. 24, n. 54, p. 12-31, janeiro de 2013. BORGES, H. MEC ignora desempenho de estudantes da rede federal no Pisa 2015. Rev. GGN, 2016. GAMA, Z. Escolas Federais de Educação Básica Tem Padrão Europeu. JUSTIFICANDO: Mentes inquietas pensam direto, dezembro de 2016. Disponível em < http://justificando.cartacapital.com.br/2016/12/14/escolas-federais>, acesso em 16 de junho de 2017. GOMBATA, M. Pisa, um viés ideológico. Carta Educação. 15 de Maço de 2016. Disponível em: http://www.cartaeducacao.com.br/entrevistas/pisa-um-vies-ideologico/. Acesso em 18 de maio de 2017. GREMAUD, A. P; FELICIO, F. de; BIONDI, R. L. Indicador de Efeito Escola: Uma metodologia para a identificação dos sucessos escolares a partir dos dados da Prova Brasil. Brasília-DF, 2007. MELLO, H. D. A. O Banco Mundial e a reforma educacional no Brasil: a convergência de agendas e o papel dos intelectuais. In: PEREIRA, J. M. M. (org.) A demolição de direitos: um exame das políticas do Banco Mundial para a educação e a saúde (1980 -2013). Rio de Janeiro: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, 2014, p.153- 179. MUCENIECKS, R. S.; SILVA, J. A.; CECÍLIO, M. A. Uma análise sobre as orientações políticas do Banco Mundial para a educação brasileira. In: Anais do 6° Seminário, Paraná, 2008, p. 1-14. OCDE. Brasil no PISA 2015: análises e reflexões sobre o desempenho dos estudantes brasileiros / OCDE-Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. — São Paulo: Fundação Santillana, 2016. PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2010. SCACHETTI. Ana Ligia; PASCOAL. Raissa ; FERREIRA Anna Rachel. Pisa: Brasil estaciona em Ciências e Leitura e cai em Matemática (2016). disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/3393/resultado-pisa-2015-ciencias-leitura-matematica. Acesso em jul.2017. SILVA, E. P. I. D. O IDEB enquanto referencial de pesquisa no âmbito acadêmico: usos e concepções. X ANPED-Sul, Florianópolis, 2014. Disponível em http://xanpedsul.faed.udesc.br/arq_pdf/783-0.pdf>, acesso em 13 de junho de 2017. TARKOVSKY, A. A bola da vez: O Enem. 2010. Disponível em http://descurvo.blogspot.com.br/2010/11/bola-da-vez-o-enem.html, acesso em 11 de Julho de 2017. UREL, A. L. J; PEREIRA, A. S. Qualidade da Educação e Índice de Desempenho da Educação Básica: Em busca de um Currículo Nacional. Rev. Espaço do Currículo, v. 7, n. 1, p. 156-168, 2014.
1811 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. A formação pedagógica dos docentes bacharéis: proposição da formação continuada em um instituto federal de Minas Gerais Josenilda de Souza Silva;Maria Célia Borges; O presente artigo é parte integrante de uma pesquisa de doutorado em curso, no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia, já aprovada pelo Comitê de Ética da referida instituição, cujo objetivo é analisar as políticas de formação continuada propostas por um instituto federal no Estado de Minas Gerais, no marco de dez anos de existência dos institutos federais (IF), considerando a conjuntura política de gênese e expansão dessas instituições. Os IF, devido à natureza da sua criação, ofertam desde o Ensino Técnico e Tecnológico até cursos de pós-graduação lato e stricto sensu, o que demanda uma expressiva quantidade de profissionais para lecionar em seus cursos, admitindo, para tanto, docentes com diversificados tipos de formação. Muitos profissionais, por possuir o título de mestrado e doutorado apenas, são admitidos sem se considerar a formação pedagógica necessária ao exercício da docência. Ancorados na legislação que versa sobre o assunto, bem como em documentos institucionais, como o Plano de Desenvolvimento Institucional e Relatórios de Gestão, intentamos analisar as políticas de formação continuada ofertadas diante das necessidades e especificidades da docência nos IF — inclusa a necessidade de formação pedagógica do professor bacharel. Os resultados parciais apontam que, no contexto das políticas institucionais, começam a se delinear perspectivas para a formação continuada (e pedagógica) docente, a partir de 2017, porém, essas apresentam-se, ainda, insuficientes para dá conta da demanda. A relevância do estudo acentua a necessidade de reflexão sobre o papel dos IF na promoção de políticas institucionais de formação e a perenidade de ações e políticas institucionais de formação pedagógica do seu corpo docente. BRASIL. Lei nº. 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Seção 1, p. 1, 30/12/2008. BRASIL. Lei no 12.772, de 28 de dezembro de 2012, que dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal, e dá outras providências. Brasília, 2012. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Resolução CNE/CP n. 02/2015, de 1º de julho de 2015. Brasília, Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, seção 1, n. 124, p. 8-12, 02 de julho de 2015. ISAÍA, S. M. A. Desafios à docência superior: pressupostos a considerar. In. RISTOFF, Dilvo; SEVEGNANI, Palmira. (Org.). Docência na educação superior. Brasília, INEP, 2006. PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. G. C. Docência no Ensino Superior. São Paulo: Cortez, 2002. IFNMG. Projeto Pedagógico do Curso Capacitação em Educação Profissional e Tecnológica (EPT). 2015. IFNMG. Projeto Pedagógico do Curso Capacitação em Educação Profissional e Tecnológica (EPT). 2017.
1812 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: as contribuições dos jogos matemáticos para o desenvolvimento da aprendizagem das crianças dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental Lorena Viana Malta;Maria Ângela Costa Mota; O presente trabalho teve como fundamentação teórica discutir as contribuições que jogos matemáticos têm para com a educação das crianças dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Buscou-se responder: Quais são contribuições dos jogos matemáticos, através do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, para o desenvolvimento da aprendizagem das crianças dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? Utilizou-se uma pesquisa bibliográfica com uma abordagem de cunho qualitativo, e o questionário como instrumento de coleta de dados na pesquisa de campo. O campo para coleta de dados foi uma escola estadual na cidade de Januária (MG). Conclui-se que, na aplicação de jogos matemáticos, existem barreiras decorrentes da falta de recursos e tempo para o desenvolvimento e aplicação do mesmo. No entanto, percebeu-se de forma evidente que, mesmo em meio às dificuldades encontradas, os professores insistem em trabalhá-los com as crianças tornando-o um recurso concreto e eficaz. BORIN, J. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. 3. ed. São Paulo: IME/USP, 1998. BRASIL. Decreto-Lei nº 43/89 de 03 de fevereiro. Brasília: MEC, SEB, 1989. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96. Brasília, DF: MEC, 2006. BRASIL. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Apresentação. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2014. BRASIL. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Jogos na Alfabetização Matemática / Ministério da Educação, Secretaria de Edu¬cação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2014. BRASIL. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: O Brasil do futuro com o começo que ele merece. Ministério da Educação, Secretaria de Edu¬cação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2014. BRASIL. Programa de Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries Iniciais do Ensino Fundamental: Fascículo de matemática. Ministério da Educação, Secretaria de Edu-cação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2008. D’AMBROSIO. Ubiratan. Da realidade à ação: reflexão sobre Educação e Matemática. 4. ed. São Paulo: Summus, 1986. D’AMBROSIO. Ubiratan. Educação Matemática: da teoria à prática. Campina: Papirus, 1996. GANDO, Regina Célia. O conhecimento matemático e o uso de jogos na sala de aula. 2000. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. Universidade de Campinas. Campinas. GANDO, Regina Célia. O jogo na educação: aspectos didático-metodológicos do jogo na educação matemática. Unicamp, 2001. KAMII, C.; DEVRIES, R. Jogos em grupo na educação infantil: implicações da teoria de Piaget. São Paulo: Trajetória Cultural, 1991. LIMA, José Milton. O jogo como recurso pedagógico no contexto educacional. São Paulo: Cultura Acadêmica: Universidade Estadual Paulista, Pró-Reitoria de Graduação, 2008. MAYER, R. Pensamiento, Resolución de Problemas y Cognición. Traducido por Baravalle, G. Barcelona: Paidós, 1986. MOURA, Manoel Oriosvaldo de. O jogo e a construção do conhecimento matemático. Série Idéias n. 10, São Paulo: FDE, 1992. p. 45-53. MOURA, Paula Cristina. VIAMONTE, Ana Julia, Jogos matemáticos como recurso didático. 2005. NÓVOA, A. (Org.) Os professores e sua formação. Lisboa: DOM Quixote, 1992. OLIVEIRA, Maria Marly. Como fazer pesquisa qualitativa. Petrópolis: Vozes, 2007. ROSSETTO JÚNIOR, Adriano José Rossetto. Jogos Educativos: estrutura e organização da prática. 5 ed. São Paulo: Phorte, 2009. SÁ, António César. A Aprendizagem da Matemática e o Jogo. Revista Noesis, n. 35, p. 10-13, 1995. SILVA, A.F. & KODAMA, H.M.Y. Jogos no Ensino da Matemática. II Bienal da Sociedade Brasileira de Matemática, UFBA, 24 a 25 de outubro 2004, In anais, 2004. SOUZA, Júlio Cézar de Mello e. Matemática divertida e curiosa. 25. ed. Rio de Janeiro: Record, 2008.
1813 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Crenças, atitudes e emoções na Educação Matemática Ronald Moraes;Paulo Meireles Barguil; Objetivamos identificar e discutir os saberes existenciais de acadêmicos do curso de Licenciatura em Matemática, refletindo sobre o domínio afetivo e a sua influência na Educação Matemática. A oficina Educação Matemática: crenças, atitudes e emoções foi desenvolvida na XVIII Semana de Iniciação Científica, da Universidade Regional do Cariri (URCA), campus de Campos Sales, e contou com a participação de trinta e dois acadêmicos do curso de Licenciatura em Matemática. Na oficina, realizamos leitura de textos, dinâmicas individuais e em grupo, apresentação e discussão de slides. Identificamos que a maioria dos estudantes apresenta bom conhecimento sobre a Matemática, no entanto possui lacunas sobre os processos de aprender e de ensinar Matemática. BARGUIL, Paulo Meireles. Educação Matemática e Educação Infantil: esclarecendo alguns equívocos seculares. In: ANDRADE, Francisco Ari de; TAHIM, Ana Paula Vasconcelos de Oliveira; CHAVES, Flávio Muniz (Org.). Educação, saberes e práticas. Curitiba: CRV, 2016. p. 275-293. BARGUIL, Paulo Meireles. Eu, pedagogo de mim! In: BRANDÃO, Maria de Lourdes Peixoto; MACIEL; Terezinha de Jesus Pinheiro; BEZERRA, José Arimatea Barros (Orgs.). Pedagogia UFC 50 anos: narrativas de uma história (1963-2013). Fortaleza: Edições UFC, 2014a. p. 255-277. BARGUIL, Paulo Meireles. O professor locutor e o estudante esponja. Crônica escrita em setembro de 2014b. Disponível em http://www.cronicadodia.com.br/2014/09/o-professor-locutor-e-o-estudante.html. Acesso em: 28 fev. 2016. CURY, Helena Noronha. As concepções de Matemática dos professores e suas formas de considerar os erros dos alunos. 1994. 276f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1994. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 48. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011. GÓMEZ CHACÓN, Inés Maria. Matemática emocional: os afetos na aprendizagem matemática. Tradução Daisy Vaz de Moraes. Porto Alegre: Artmed, 2003. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Tradução Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya. 2. ed. rev. 1. reimp. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2011. SELBACH, Simone (Superv.). Matemática e Didática. Petrópolis: Vozes, 2010. (Coleção Como Bem Ensinar) TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Tradução Francisco Pereira de Lima. 16. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.
1814 rees v. 11 n. 13 (2018): jul./dez. Sólidos geométricos por meio de material manipulável: um recurso para o ensino de Geometria Thaiana Martins Marques;Marco Aurélio Meira Fonseca;Aldemi Ferreira Mendes; Este artigo aborda uma atividade desenvolvida por bolsistas do Pibid com alunos do 5º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública do município de Salinas-MG. Atividade desenvolvida em apoio a professores que buscavam a iniciação dos alunos no estudo de Geometria. Assim, desenvolveu-se uma oficina com a temática: Montando Sólidos Geométricos. Nessa atividade os alunos construíram os sólidos geométricos com a manipulação de materiais, simultaneamente ao estudo dos sólidos trabalhados. Tudo em constante monitoramento por parte dos professores e bolsistas, validando os acertos e destacando os erros, e desta forma, ajudando os alunos a reformular concepções e contornar as dificuldades apresentadas na aprendizagem da Geometria. Mostrou ainda o quanto a Matemática é presente no cotidiano e interessante de ser aprendida. Serviu também para mostrar que se o material manipulável for bem utilizado poderá se tornar uma importante ferramenta para auxiliar no ensino da Geometria. BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. Educação Matemática. 2 ed. São Paulo, SP: Centauro, 2005. BRASIL, Parâmetros curriculares nacionais: matemática/Secretariade Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1998. BRASIL, Parâmetros curriculares nacionais: matemática/Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. BRASIL, Portaria nº 096, de 18 de Julho de 2013. Institui novo Regulamento do Pibid. DANTE, Luiz Roberto. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. 12. edição. São Paulo, 2005. FIORENTINI, Dario; MIORIM, Maria Ângela. Uma reflexão sobre o uso de materiais concretos e jogos no Ensino da Matemática. Boletim da SBEM. SBEM: São Paulo, ano 4, n. 7, 1990. LORENZATO, Sergio. Laboratório de ensino de matemática e materiais didáticos manipuláveis. In: LORENZATO, Sérgio. Laboratório de Ensino de Matemática na formação de professores. Campinas: Autores Associados, 2006, p. 3-38. LORENZATO, Sergio. Educação infantil e percepção matemática. 2. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2008. OTTESBACH, R. C.; PAVANELLO, R. M. Laboratório de Ensino e Aprendizagem daMatemática na apreciação de professores. 2009. PELIZZARI, Adriana. et al. Teoria da aprendizagem significativa segundo Ausubel. Disponível em Acesso em: 29 abr 2014. RÊGO, R. M.; RÊGO, R. G. Desenvolvimento e uso de materiais didáticos no ensino de matemática. In: LORENZATO, Sérgio. Laboratório de Ensino de Matemática na formação de professores. Campinas: Autores Associados, 2006. p. 39-56 ROSA, Sanny S. da. Construtivismo e Mudança. 4ª. Edição. São Paulo: Editora Cortez, 1996. SERRAZINA, M. L. Os materiais e o ensino da Matemática. Educação e Matemática, n. 13, jan/mar., 1990. (Editorial). SILVA, A.; MARTINS, S. Falar de Matemática hoje é .... Millenium – Revista do ISPV: Instituto Superior Politécnico de Viseu, sem, n. 20, out de 2000. SCOLARO, Maria A. O uso dos Materiais Didáticos Manipuláveis como recurso pedagógico nas aulas de Matemática. TURRIONI, Ana Maria Silveira. O Laboratório de Educação Matemática na formação inicial de professores. 2004. 175f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Rio Claro, 2004.
1815 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. Investigações sobre livros didáticos de Matemática: uma análise de suas questões de pesquisa Gilberto Januario; Livros didáticos e materiais produzidos por Secretarias de Educação tem constituído objeto de estudo de pesquisas e ganhado importância na discussão sobre currículos de Matemática. Porém, como se configuram os problemas das pesquisas sobre livros didáticos de Matemática? Que quadro conceitual pode orientar as pesquisas sobre esses materiais em Educação Matemática? Essas questões nos motivaram a realizar uma pesquisa na perspectiva de estado do conhecimento por meio do mapeamento de 59 dissertações e teses. A partir das teorizações de Postlethwaite (2005) e de Fan (2013), a análise dos problemas dessas investigações revelou que um número considerável teve por propósito identificar e descrever características desses materiais; um número reduzido teve como problema a identificação e a compreensão de relações entre os livros, ou aspectos característicos deles, e outras variáveis; outro número reduzido se debruçou em estudar a relação de causalidade existente entre determinados fatores e os livros didáticos. Nesse sentido, é preciso descentralizar as pesquisas de um quadro conceitual que toma os materiais como variáveis intermediárias, e concentrar as investigações em quadros conceituais que qualificam e consideram fatores que afetam esses materiais ou que são afetados por eles. FAN, Lianghuo. Textbook research as scientific research: towards a common ground for research on Mathematics textbooks. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON SCHOOL MATHEMATICS TEXTBOOKS, 2011, Shanghai. Anais da ICMT-2011, Shangai: University of Southampton, 2011, p. 1-11. Disponível em http://eprints.soton.ac.uk/201715; acesso em 27 abr. 2015, às 18h. FAN, Lianghuo. Textbook research as scientific research: towards a common ground on issues and methods of research on mathematics textbooks. ZDM – The International Journal on Mathematics Education, Springer, v. 45, n. 5, 2013, p. 765-777. JANUARIO, Gilberto; LIMA, Katia; PIRES, Celia Maria Carolino. Processo de apropriação, de professores, de materiais didáticos que apresentam o currículo de Matemática. In: XII ENCONTRO PAULISTA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2014, Birigui. Anais do XII EPEM: Educação Matemática no contexto das propostas do ensino integrado: projetos e políticas. Birigui: IFSP, 2014. v. único. p. 1-15. POSTLETHWAITE, T. Neville. Educational research: some basic concepts and terminology. Paris: UNESCO International Institute for Educational Planning, 2005. Disponível em http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001824/182459e.pdf; acesso em 27 mar. 2015, às 16h40. REMILLARD, Janine T.; HERBEL-EISENMANN, Beth A.; LLOYD, Gwendolyn M.; (Ed.), Mathematics teachers at work: connecting curriculum materials and classroom instruction. New York: Taylor & Francis, 2009.
1816 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. O uso pedagógico do ambiente virtual de aprendizagem (AVA) na visão dos alunos do curso de licenciatura em Matemática semipresencial Antônio Marcos da Costa Silvano;Bergson Rodrigo Siqueira de Melo; O artigo analisa as contribuições das interações vivenciadas por um grupo de alunos por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) em uma turma de licenciatura em Matemática semipresencial de uma Universidade Pública de Fortaleza. O objetivo deste estudo foi analisar as contribuições das interações pedagógicas relativo à formação dos alunos de licenciatura em Matemática na modalidade semipresencial. Nesse sentido os novos ambientes coletivos, colaborativos e interativos de aprendizagem aliados à educação semipresencial, são utilizados na perspectiva de contribuir com essa modalidade de ensino. No procedimento metodológico da pesquisa foi aplicado um questionário semiestruturado onde os sujeitos apresentaram suas análises sobre as contribuições das interações colaborativas do curso de matemática por meio do AVA moodle. Foi possível verificar que os alunos apresentaram certos domínios de algumas habilidades no uso das ferramentas disponíveis no ambiente virtual, buscaram ao interagir de forma colaborativa na construção de conhecimentos e mudanças de concepções do uso das tecnologias digitais. BELLONI, M. L. Educação à Distância. 7. ed. Campinas: Autores Associados, 2015. LÉVY, Pierre. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 2003. MOORE, M.; KEARSLEY, G. Educação à distância: uma visão integrada. São Paulo, Thompsom Learning, 2007. MORAES, Maria Cândida. (Org). Educação à distância: fundamentos e práticas. Campinas, SP: Unicamp / Nied, 2002. MORAN, J. M., MASETTO, M. T. & BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas, SP: Papirus, 2006. MORIN, E. Introdução ao Pensamento Complexo. 3ª. ed. Porto Alegre: Sulina, 2007. PALLOFF R. M.; PRATT K. O aluno virtual - um guia para trabalhar com estudantes on-line. Tradução de Vinicius Figueira. Editora Artmed. Porto Alegre, 2004. PEREIRA, A. T. C.; SCHMITT, V.; DIAS, M. R. A. C. Ambientes virtuais de aprendizagem. In: PEREIRA, A. T. C. (Org.). AVA – Ambientes virtuais de aprendizagem em diferentes contextos. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2007. POLAK, Y. N. S. DINIZ, J. A. Conversando sobre pesquisa. In POLAK, Y. N. S.; DINIZ, J. A.; SANTANA, J. R. et. al. Dialogando sobre metodologia científica. Fortaleza: UFC, 2011. RIBEIRO, Elvia Nunes; MENDONÇA, Gilda. Aquino A.; MENDONCA, A. F. A importância dos ambientes virtuais de aprendizagem na busca de novos domínios da EAD. 2007. Disponível em http://www.abed.org.br/congresso2007/tc/4162007104526AM.pdf; acesso em 06/04/2016.
1817 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. O novo Plano Nacional de Educação e suas diretrizes: reflexões sobre a inclusão escolar, formação e valorização do professor Lílian Gleisia Alves dos Santos;Ivonilde Pereira Mota Alkmim;Edna Guiomar Salgado Oliveira; Este artigo busca discutir as questões relacionadas à inclusão e permanência na educação escolar, a formação e valorização docente. Aborda, também, reflexões relacionadas ao novo Plano Nacional de Educação (PNE). Neste são discutidas as metas referentes aos segundo e terceiro grupos, que envolvem as temáticas relacionadas à inclusão, a formação e a valorização docente. Considerando que o momento é de implementação do novo PNE, torna-se imprescindível uma discussão a respeito de como essas temáticas têm sido norteadas nesse documento. Faz uma crítica relacionada às políticas públicas educacionais que não se efetivam, não são postas em práticas. Para a realização desse trabalho, foi feita uma pesquisa bibliográfica, dialogando com autores, como: Nunes e Oliveira (2015), Scheibe (2010) e Gatti (2009); além da análise de documentos e legislações referentes a educação, mais especificamente, os que estão direcionados para a inclusão, formação e valorização docente. AMARAL, Nelson C. PEC 241/55: a “morte” do PNE (2014-2024) e o poder de diminuição dos recursos educacionais. RBPAE, v. 32, n. 3, p. 653 - 673 set./dez. 2016. ASSEMBLEIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Resolução 217 (III) da Assembleia Geral. Paris, 10 de dezembro de 1948. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP n. 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica em Nível Superior, Curso de Licenciatura, de graduação plena. BRASIL. Decreto n. 6.755, de 29 de janeiro de 2009. Institui a Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica, disciplina a atuação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES no fomento a programas de formação inicial e continuada, e dá outras providências. BRASIL. LEI 13.473/2017 (LEI ORDINÁRIA) 08/08/2017. Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2018 e dá outras providências. BRASIL. Lei n. 11.738, de 16 de julho de 2008. Regulamenta a alínea “e” do inciso III do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 17 jul 2008. BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. BRASIL. Lei Nº 12.711, de 29 de agosto de 2012. Dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências. BRASIL. LEI no 13.005 de 25 de Junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. DOU de 26.6.2014 - Edição extra. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CEB n. 2, de 28 de maio de 2009. Fixa as Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 29 maio 2009, seção 1, p. 41-42. BRASIL. Observatório do PNE/2017. Disponível em http://www.observatoriodopne.org.br/metas-pne/20-financiamento; acesso em 12 ago. 2017. BRASIL. Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR). MEC, 2009. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. 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1818 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. Formação de professores de Matemática: o desafio de superação das urgências e carências no Norte de Minas Gerais (1960-1990) Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Almeida;Maria Laura Magalhães Gomes; Este trabalho apresenta resultados de uma pesquisa de doutorado, que teve como objetivo investigar a história da formação de professores de Matemática no norte de Minas Gerais, no curso de licenciatura da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FAFIL), atual Universidade Estadual de Montes Claros — UNIMONTES. O período focalizado se estende da década de 1960 até a década de 1990. Utilizamos a metodologia da História Oral, segundo os parâmetros do GHOEM — Grupo História Oral e Educação Matemática. Além dos depoimentos, recorremos a fontes documentais escritas. Da análise das entrevistas e de outras fontes mobilizadas pudemos depreender que o movimento de criação da Instituição e do Curso de Matemática constituiu-se num processor formador influenciado por questões políticas, econômicas e educacionais do cenário nacional e local. Um outro aspecto importante é que a formação de professores de Matemática tanto na FAFIL quanto em outras instituições do país foi realizada de modo aligeirado, sem recursos — materiais e humanos — próprios, demandada por imposições legais, interesses políticos e econômicos, marcada por urgências e carências. ABREU, I. R. As Relações das Lideranças Políticas na Criação das Instituições Federais de Ensino Superior de Minas Gerais. 2006. Tese (Doutorado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. BARALDI, I. M.; GAERTNER, R. Textos e Contextos: um esboço da CADES na História da Educação (Matemática). Blumenau: EdFURB, 2013. BRASIL. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. (1957-1960). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Jurandyr Pires Ferreira (Org.) (IBGE). Rio de Janeiro: IBGE. CACETE, N. H. Breve História do ensino superior brasileiro e da formação de professores para a escola secundária. Educação e Pesquisa, São Paulo, p. 1-16, 2014. CUNHA, L. A.; GOÉS, M. O golpe na educação. 10. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1999. DRUMOND, José Geraldo de Freitas. “Universitas quae sera tamen”. Revista Vínculo, Montes Claros, n. 4, p. 11-13, dez. 1989. GARNICA, Antonio Vicente Marafioti. Presentificando ausências: a formação e a atuação dos professores de Matemática. In: DALBEN, Angela; DINIZ, Julio; LEAL, Leiva; SANTOS, Lucíola. (Org.). Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 555-569. JARDIM, A. F. C. J. et al. A genealogia de uma universidade: de 1962 a 1989. IN: CALEIRO, R. C. L. C. (Org.). Unimontes: 40 anos de história. Montes Claros: Editora UNIMONTES, 2002, p. 15-48. PAULA, Isabel Rebello. Pequena resenha histórica da FAFIL. Revista Vínculo, Montes Claros, v. 1, n. 1, p. 9-12, mar. 1973. ROMANELLI, O. O. História da Educação no Brasil (1930-1973). 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1983. TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002. THOMPSON, P. A voz do passado: história oral. Tradução de L. L. de Oliveira. 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
1819 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. A importância da prática pedagógica do professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) nos anos iniciais do Ensino Fundamental Tatiane Farias Novais;Maria Ângela Costa Mota; A presente pesquisa teve como objetivo analisar a importância da prática pedagógica do professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Foi efetivada uma investigação bibliográfica de cunho qualitativo, onde os dados foram coletados por meio de questionário e observações, como caracterização da pesquisa de campo. Buscou-se responder à seguinte problematizarão: qual a importância da prática pedagógica do professor de Atendimento Educacional Especializado nos anos iniciais do Ensino Fundamental? O campo para coleta foi uma escola estadual da cidade de Januária (MG). Conclui que a importância de um professor de AEE para o desenvolvimento do aluno com NEE é fundamental, pois possibilita ao educando uma educação inclusiva de qualidade e não somente sua inserção no ambiente escolar, mas respeita principalmente o direito do aluno com deficiência de ter um Atendimento Educacional Especializado que venha atender as suas dificuldades com sua ajuda. BRASIL. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, Ministério da Educação - MEC, SEESP, 2001. BRASIL. SEE/MEC, Educação Inclusiva, Documentos Subsidiário: Á Política de Inclusão, Brasília, 2005. BRASIL. SEE/MEC, Educação Infantil, Saberes e Práticas da Inclusão: Dificuldades de Comunicação e Sinalização, Surdo cegueira / Múltipla Deficiência Sensorial, Brasília, 2006. BRASIL. SEE/MEC, Inclusão: Revista da Educação Especial, V.5, nº 2 (Julho/Dezembro), Brasília, 2010. BRASIL. SEESP / SEED / MEC, Atendimento Educacional Especializado: Aspectos Legais e Orientação Pedagógica, Brasília/DF, 2007. ESPÍRITO SANTO. Diretrizes da Educação Especial na Educação Básica e Profissional para a rede Estadual de Ensino do Espírito Santo, Educação Especial: Inclusão e Respeito a Diferença, 2ª Edição, Vitoria/ES, 2011. FACÍON J. R. Exclusão Escolar e suas implicações: Curitiba. Ibpex, 2015. MANTOAN, Maria Teresa Eglér, Igualdades e Diferenças nas Escolas: Olhares de Futuras Pedagogas, UNICAMP, Fe, 2007. MINAS GERAIS. Conselho Estadual de Educação. Parecer 1132/97, In. Manual do Secretário de Estabelecimento de Ensino de Educação Básica. Belo Horizonte: Editora Lâncer, 2001, p. 619-635. MIRANDA, Terezinha Guimarães, FILHO, Teófilo Alves Galvão, O Professor e a Educação Inclusiva: Formação, Práticas e Lugares, EDUFVA, Salvador, 2012. MITTLER, Peter. Educação Inclusiva: Contextos Sociais. Editora: Artmed, São Paulo, 2003. SASSAKI, Romeu Kazumi, A construção da Acessibilidade, São Paulo, Setembro de 2012.
1820 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. A prática social da escrita: uma perspectiva de letramento Célia Patrícia Alves de Oliveira;Rose Mary Ribeiro; O presente estudo tem o objetivo de discorrer sobre a concepção de letramento, condição de uso individual e social de habilidades de leitura e escrita em sua funcionalidade individual e social na escola e fora dela, tendo como foco a escrita, sua função e produção. Assim buscaremos responder a questão: quais os fatores que interferem na escrita das crianças, especificamente do 5º ano, do Ensino Fundamental, da Escola Municipal Afonso Salgado que impossibilitam a interação entre a prática social da escrita e a perspectiva de letramento? A pesquisa tem como base a Linguística Aplicada com pressupostos teóricos de Kleiman (1995), Soares (2006) e Kato (1988) dentre outros que observam e analisam o letramento e a escrita. Partimos da hipótese que a relação social da escrita, com a escola, deve ser capaz de colocar o indivíduo como sujeito que participa da ação de aprender, percebendo a funcionalidade da mesma em diferentes contextos escolares e não escolares. Os dados foram coletados a partir da aplicação de atividades desenvolvidas no projeto Alfabetização e Letramento: leitura e escrita do PIBID, atendendo alunos que apresentam dificuldades na aquisição das habilidades de leitura e escrita. CARDOSO, Cancionila Janzkovski. A escrita e o outro/interlocutor no dizer das crianças. In: ROSING, Tânia M. K.; SCHOLZE, Lia (Org). Teorias e práticas de letramento. Brasília–DF. INEP – MEC. 2007. GERALDI, João Wanderley. Linguagem e ensino: exercício de militância e divulgação. 3ª ed. SP. Mercado das Letras, 1996. KATO, Marly. Aizawa. No mundo da escrita - uma perspectiva psicolinguística. São Paulo: Ática, 1987. KLEIMAN, Ângela. Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola. In: KLEIMAN, Ângela. (Org). Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas: Mercado de Letras, 2001. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2001. MATENCIO, Maria de Lourdes Meirelles. Leitura, produção de textos e a escola: reflexões sobre o processo de letramento. 3ª ed. Campinas: Mercado de Letras, 2001. MENDONÇA, Márcia. Gêneros: por onde anda o letramento? In: MENDONÇA, Márcia; SANTOS, Carmi Ferraz. (Org). Alfabetização e letramento: conceitos e relações. 1ª ed. 1ª reimpressão. Belo Horizonte. Autêntica. 2007. MOLICA, Maria Cecília. Fala, letramento e inclusão social. São Paulo: Contexto, 2007. MOREIRA, Nadja da Costa Ribeiro. Portadores de texto: concepções de crianças quanto a atributos, funções e conteúdos. In: KATO, Marly Aizawa (Org). A concepção da escrita pela criança. Campinas/SP: Pontes, 1988. REGO, Lúcia Browne. Descobrindo a língua escrita antes de aprender a ler: algumas implicações pedagógicas. In: KATO, Marly Aizawa (Org). A concepção da escrita pela criança. Campinas, SP: Pontes, 1988. ROSING, Tânia M. K. e SCHOLZE, Lia. A escrita e a leitura: fulgurações que iluminam. In: ROSING, Tânia M. K. e SCHOLZE, Lia. (Org). Teorias e práticas de letramento. Brasília – DF-INE – MEC. 2007. SCRIBNER, Sylvia; COLE, Michael. In: KATO, Marly. Aizawa. No mundo da escrita, uma perspectiva psicolinguística. São Paulo: Ática, 1987. SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. 11. reimpressão. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
1821 rees v. 11 n. 12 (2018): jan./jun. Ensino investigativo de Ecologia a partir de uma proposta didática de campo Priscila Franco Binatto;Marcelo Marcos Magalhães; O objetivo do trabalho foi o de avaliar uma proposta investigativa de ensino de Ecologia. Para tanto, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa de intervenção, tendo como participantes o professor e 26 alunos do segundo período do curso técnico subsequente em Meio Ambiente. Uma proposta didática foi elaborada e desenvolvida ao longo de 26 aulas, tendo como referência os pressupostos do Ensino de Ciências por Investigação. Os resultados apontam para uma avaliação positiva da proposta, por aliar teoria e prática contribuindo para a formação básica e técnica; integrar conceitos; favorecer uma abordagem dialógica envolvendo a participação ativa dos alunos e pela excelente aceitação por parte da turma. AZEVEDO, Maria Cristina P. Stella. Ensino por investigação: Problematizando as atividades em sala de aula. In: Ensino de ciência unindo a pesquisa à prática. CARVALHO, Anna Maria Pessoa (org.). São Paulo, Pioneira Thomson Learning, 2004. BARDIN, Laurece. Análise de conteúdo. Lisboa: Edição 70, 2011. BOGDAN, Robert C.; BIKLEN, Sari K. Investigação qualitativa em educação: uma abordagem à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 2010. CHIZOTTI, A. Pesquisa em ciências humanas e sociais. Petropólis: Vozes, 2006. COLL, C. Psicologia e currículo: uma aproximação psicopedagógica à elaboração do currículo escolar. São Paulo: Ática, 3 ed., 1998. DEBOER, George. Historical perspectives on inquiry teaching in schools. In: FLICK, L.D., LEDERMAN, N. G. (Org.). Scientific inquiry and nature of science: Implications for teaching, learning and teacher education. Netherlands: Springer, 2006. p. IX-XVIII. FONSECA, Gustavo da; CALDEIRA, Ana Maria de Andrade. Uma reflexão sobre o ensino aprendizagem de ecologia em aulas práticas e a construção de sociedades sustentáveis. Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, Ponta Grossa, v. 1, n. 3, 2008, p. 70-92. MELO, Luiz Antonio Silveira; MOREIRA, Andréa Nunes; SILVA, Francisco de Assis Nunes da. Armadilha para monitoramento de insetos. Comunicado Técnico da Embrapa Meio Ambiente, n.7, jul. 2001. MUNFORD, Danusa; LIMA, Maria Emília Caixeta. Ensinar ciências por investigação: em quê estamos de acordo? Revista Ensaio, Belo Horizonte, v. 1, 2008. PEREIRA, Boscoli Barbosa. Experimentação no ensino de ciências e o papel do professor na construção do conhecimento. In: Cadernos da FUCAMP, Brasil, v. 9, n. 11, 2010. SANTOS, André Maurício Melo, TABARELLI, Marcelo. Variáveis múltiplas e desenho de Unidades de Conservação: uma prática urgente para a Caatinga. In: LEAL, I. R., TABARELLI, M., SILVA, J. M. C. (Org.). Ecologia e conservação da Caatinga. Ed. Universitária da UFPE, Recife, p. 735-776, 2003. SENICIATO, Tatiana; CAVASSAN, Osmar. Aulas de campo em ambientes naturais e aprendizagem em ciências – um estudo com alunos do ensino fundamental. Ciência & Educação, Bauru, v. 10, n. 1, 2004, p. 133-147. SENICIATO, Tatiana; CAVASSAN, Osmar. O ensino de ecologia e a experiência estética no ambiente natural: considerações preliminares. Ciência & Educação, Bauru, v. 15, n. 2, 2009. TRÓPIA, Guilherme. Percursos históricos de ensinar ciências através de atividades investigativas. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, v. 13, n. 1, 2011, p. 121. ZÔMPERO, Andreia de Freitas; LABURÚ, Carlos Eduardo. Implementação de atividades investigativas na disciplina de ciências em escola pública: uma experiência didática. Investigações em Ensino de Ciências, v. 17, n. 3, p. 675-684, 2012.
1824 rees v. 10 n. 11 (2017): jul./dez. Iniciação Científica na Educação Básica: percepção de representantes do Norte de Minas Gerais na SBPC 2017 Wellem Ribeiro da Silva;Marco Túllio Brazão Silva;Sonia Ribeiro Arrudas; O objetivo deste artigo é divulgar as discussões/reflexões ocorridas na oficina sobre Iniciação Científica na educação básica, ocorrida no Congresso da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência em 2017, oportunizando a ampliação e a continuidade desse debate. Realizou-se um estudo de cunho fenomenológico e quantitativo, com base nos questionários da oficina. Os resultados demonstram que os docentes valorizam e reconhecem a IC como uma ferramenta pedagógica poderosa. No entanto, perceberam-se indícios claros de angústia com o tema por: despreparo para serem orientadores de IC, grande distância entre Universidades e Escolas, e precariedade de políticas públicas para consagração da IC na educação básica. AMABIS, José Mariano. A premência da Educação Científica. 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1825 rees v. 10 n. 11 (2017): jul./dez. Análise dos investimentos do programa “Dinheiro Direto na Escola – PDDE” na E.E. Comendador Murta, em Itinga – Minas Gerais, no período de 2009 a 2013 Danielly Pinheiro Gusmão Souza;Simão Pereira da Silva;Georgia Fernandes Barros;Antonio de Pádua Magalhães; O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), é um programa de financiamento educacional descentralizado. Tem por objetivo a melhoria na infraestrutura física e pedagógica das escolas e o reforço da autogestão escolar nos planos financeiro, administrativo e didático visando a elevar os índices de desempenho da Educação Básica. Neste estudo, analisou-se a aplicação dos recursos do PDDE de 2009 a 2013 na Escola Estadual Comendador Murta, localizada em Itinga-MG. Os resultados demonstraram que as reuniões realizadas pela Unidade Executora (UEx) no período estudado trataram de assuntos relacionados à aplicação dos recursos financeiros, cuja finalidade era apresentar os recursos, aprovar prestações de contas e/ou concretizar licitação, destacando os aspectos burocráticos. Ademais, as análises apontaram que a aplicação dos recursos financeiros do PDDE atendeu necessidades importantes ao funcionamento da escola e, mesmo sem o planejamento adequado, contribuiu com o processo ensino-aprendizagem dos alunos. Todavia, a falta de transparência na gestão da UEx de 2011 a 2013 foi marcante. ADRIÃO, T.; PERONI ,V.Implicações do Programa Dinheiro Direto na Escola para a Gestão da Escola Pública. Educação Social, Campinas, v. 28, n. 98, p. 253-267, jan./abr. 2007. BRANCO, M.M.P. Programa Dinheiro Direto na Escola: o papel das unidades executoras na gestão de escolas públicas do município de Araçatuba - de 2003 a 2005. 2006. 119 f. 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1826 rees v. 10 n. 11 (2017): jul./dez. Fatores de evasão no curso regular de História da Unimontes: a percepção dos alunos não evadidos Ertz Ramon Teixeira Campos;Humberto Gabriel Rodrigues;Francico Malta de Oliveira;Aliny Cristiany Cardoso de Sá;Erica Rodrigues Benjamim Silva; Estudar e entender os diversos fatores que ocasionam a evasão é uma tarefa necessária para combater o problema. Esta percepção revela-se fundamental, entre outras razões, porque envolve perdas de natureza não apenas material, mas social. No caso específico da Unimontes, a incipiência de pesquisas sobre o tema reforça a importância de desenvolver estudos para mapear a realidade e enfrentar o complexo fenômeno da evasão escolar. Este trabalho buscou entrevistar alunos remanescentes, do primeiro período, de uma turma de História do noturno da Universidade Estadual de Montes Claros, para buscar as percepções destes sobre a evasão dos demais colegas e tentar propor alternativas para tal fenômeno. ADACHI, A. A. C. T. Evasão e evadidos nos cursos de graduação da Universidade Federal de Minas Gerais. - Belo Horizonte: UFMG/FaE, 2009. BRASIL. Lei N° 13.005, de 25 de julho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação – MEC. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011- /2014/Lei/L13005.htm Acesso em: 03/10/2014. DIAS, H. C. M.; THEÓPHILO, C. R.; SOARES, M. A. Evasão no Ensino Superior: estudo dos fatores causadores da evasão no Curso de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Montes Claros Unimontes. In: Anais do 10º Congresso Usp de Controladoria e Contabilidade e 7º Congresso Usp de Iniciação Científica em Contabilidade, São Paulo – SP, 2010. DORE, Rosemary; LUSCHER, Ana Zuleima. Permanência e evasão na Educação Técnica de nível médio em Minas Gerais. Belo Horizonte, v.41, dezembro de 2011, p.772 – 789. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/cp/v41n144/v41n144a07.pdf Acesso em: 27/2/2015. DURKHEIM, E. Da divisão do trabalho e suicídio. In: RODRIGUES, J. A. (org.) Durkheim, São Paulo: Ática, 1993, p. 71-143 GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 1994. LOBO, R. L. S. F, MOTEJUNAS, P. R, HIPÓLITO, O, LOBO, M. B. C. M. A evasão no ensino superior brasileiro. Cadernos de pesquisa, V. 37, N. 132, SET/DEZ. 2007. PAREDES. A. S. A Evasão do terceiro grau em Curitiba. Série Documentos de Trabalho NUPES (Núcleo de Pesquisa sobre o ensino superior da Universidade de São Paulo), São Paulo, nº 6, 1994. PEREIRA, F. C. B. Determinantes da evasão de alunos e os custos ocultos para as instituições de ensino superior: uma aplicação na universidade do extremo sul catarinense. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção). Universidade Federal de Santa Catarina: Santa Catarina, 2003. 172 p. SANTOS, P. K.; Giraffa, L.M. Evasão na educação superior: um estudo sobre o censo da educação superior no Brasil. In: CLABES, III. Anais. Disponível em: http://www.alfaguia.org/www.alfa/images/ponencias/clabesIII/LT_1/ponencia_completa_200. pdf Acesso em: 05/03/2015.
1827 rees v. 10 n. 11 (2017): jul./dez. Dimensões Antropológicas dos cultos afro-brasileiros Antonio Sidekum; O presente texto concentra-se num enfoque especial sobre os símbolos religiosos, isso numa perspectiva antropológica para resgatar a totalidade do sentido carregado pelo princípio que fundamenta a prática religiosa na sua multiplicidade de orientações e crenças e finalmente, como conclusão, apresentam-se as fortes contribuições pedagógicas no que se refere às lições que poderemos extrair dos ensinamentos que o terreiro propõe quanto ao respeito à natureza territorial e cósmica. CASADALIGA, Pedro. TERRA, Pedro. NASCIMENTO, Milton. Missa dos Quilombos. Documento Sonoro. Projeto Nascimento. Ariola Discos fonográficos e Fitas magnéticas. 1982. EZE, Emmanuel Chukwudi. African Philosophy, an Anthology. Oxford 4 UK: Blackwell Publishers Ltd., 1998. FORNET-BETANCOURT, Raúl. (Org.). Menschenbilder interkulturell. Kulturen der Humanisierung und der Anerkenung. Aachen: Verlagsgruppe Mainz, 2008. GARAUDY, Roger. Dançar a vida. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1980. HOUNTONDJI, Paulin J. Afrikanische Philosophie: Mythos und Realität. Berlin: Dietz Verlag, 1993. MADU, Raphael Okechukwu. African Symbols,Proverbs and Myths: the hermeneutics of Destiny. New York: Peter Lang, 1992. NGOENHA, Severino Elias. Concepções africanas do ser humano. I FORNETBETANCOURT, Raúl. (Org.). Menschenbilder interkulturell. Kulturen der Humanisierung und der Anerkenung. Aachen: Verlagsgruppe Mainz, 2008. NGOYL, Albertine Tshibilondi. La conception negro-africaine de la personne: un projet d’accomplissement humain. In FORNET-BETANCOURT, Raúl. (Org.). Menschenbilder interkulturell. Kulturen der Humanisierung und der Anerkenung. Aachen: Verlagsgruppe Mainz, 2008. SALAS ASTRAÍN, Ricardo. O Sagrado e o Humana: por uma hermenêutica das religiões. Nova Petrópolis: Nova Harmonia, 2018 TRAMONTE, Cristiana. Com a bandeira de Oxalá: Trajetória, práticas e concepções das religiões afro-brasileiras na Grande Florianópolis. Itaja.
1828 rees v. 10 n. 11 (2017): jul./dez. Festas religiosas de agosto: um ensaio sobre identidade do jovem catopê Viviane Bernadeth Gandra Brandão;Sandra de Fátima Pereira Tosta; O objetivo deste ensaio exploratório consiste em desenvolver reflexões sobre a construção de identidade do jovem catopê, tendo como base as festas religiosas de agosto. Estas festas representam uma manifestação cultural e religiosa tradicional e existem há mais de 170 anos na cidade de Montes Claros, localizada no Norte de Minas Gerais, são celebradas em honra à Nossa Senhora do Rosário, a São Benedito e ao Divino Espírito Santo e seus rituais compõem-se de elementos africanos, europeus e indígenas. Nestas comemorações, os principais grupos que protagonizam as festas são: Catopês, Marujos e Caboclinhos, os quais caminham pelas ruas da cidade com cantos, danças e orações compondo congado norte mineiro. O Catopê é o grupo mais antigo e possui o maior número de integrantes que expressam em suas ações uma mistura de ritos africanos e católicos. Nota-se que há um número expressivo de jovens que fazem parte desses grupos, influenciando no seu processo de construção identitária, que é histórico, cultural, educativo e social. Desta forma, este texto tem como metodologia uma revisão bibliográfica, de modo a ampliar a compreensão e contribuir com reflexões acerca da identidade juvenil e a dinâmica sociocultural contemporânea. ABRAMO, Helena Wendel. Condição Juvenil no Brasil Contemporâneo.In: Abramo, H. W.; BRANCO, P. P. M. (orgs.). Retratos da Juventude Brasileira: análises de uma pesquisa nacional. São Paulo: Instituto de Cidadania/Fundação Perseu Abramo, 2008. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A Educação Como Cultura. 2.ed. São Paulo: Brasiliense, 2002. CAPONERO, C. M.; LEITE, E. Inter-relações entre festas populares, políticas públicas, CARRANO, P. C. R. Jovens na Cidade. 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1830 rees v. 10 n. 10 (2017): jan./jun. A reforma e a educação: anotações a partir da perspectiva do reformador João Calvino Hermisten Maia Pereira da Costa; Neste artigo, Costa descreve a origem medieval de três universidades representativas da Europa: Paris, Bolonha e Salerno. Tratando da Reforma Protestante demonstra como foi culturalmente importante para o protestantismo a compreensão de que a fé cristã deve ser conhecida a fim de que possa ser professada. Dentro da perspectiva Reformada da “fé explícita” e da “graça comum”, analisa a origem da Academia de Genebra criada por João Calvino, as suas características e influência, evidenciando o lastro histórico da criação de universidades e, ao mesmo tempo, o referencial distinto da Academia. Conclui apontando como os países alcançados pela Reforma, por motivações primariamente religiosas, deram grande ênfase à leitura, à educação e à criação de escolas em todos os níveis. ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. 2. ed. 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1831 rees v. 10 n. 10 (2017): jan./jun. Liberdade acadêmica, universidades e economias do conhecimento Robert Cowen; ‘Academic freedom’ is a concept which captures - in two words - a professional ideology, makes a political statement (about what ought to be the relation of the university to the Church or to the State) and which identifies a work practice that is - in reality, in most normal times - at risk. In what the Chinese call ‘interesting times’ - times of war and plague and death and revolution - academic freedom is normally destroyed. The argument of this paper is that academic freedom is now being destroyed in ‘uninteresting times’ and in routine ways in several systems of higher education. More precisely the argument of the paper is that the concepts and practices of academic freedom took a long time to construct, and that they have not yet been destroyed - but the concepts and the practices are being eroded in subtle routine practices of daily academic work in certain kinds of university system. It is suggested that this is likely to become ‘normal’ for most university systems as knowledge economies develop further. BLUMENTHAL, P. et al. (Org.). Academic mobility in a changing world: regional and global trends. Londres: Jessica Kingsley, 1996. CLARK, B.R. (Org.). The Research Foundations of Graduate Education: Germany, Britain, France, United States, Japan. Berkeley: University of California Press, 1993. COWEN, R. The management and evaluation of the entrepreneurial university: the case of England. Higher Education Policy, v. 4, n. 3, 1991. COWEN, R. Performativity, Post-modernity and the University. Comparative Education, v. 33, n. 2, 1996. COWEN, R. (Org.). World Yearbook of Education, 1996: The Evaluation of Higher Education Systems. Londres: Kogan Page, 1996. DE RIDDER-SYMOENS, H. (Org.). A history of the university in Europe: Volume One, Universities in the Middle Ages. Cambridge: Cambridge University Press, 1996. DOHERTY, G.D. (Org.). Developing quality systems in higher education. Londres: Routledge, 1994. FALLON, D. The German University: a heroic ideal in conflict with the modern world. Colorado: Colorado Associated University Press, 1980. FRANZOSA, S. The evaluation of the higher education system in the United States of America. In: COWEN, R (Org.). World Yearbook of Education, 1996: The Evaluation of Higher Education Systems. Londres: Kogan Page, 1996. FROESE, L. University reform: a comparative analysis of the American, Russian and German universities. In: HOLMES, B. & SCANLON, D. (Org.). Higher Education in a Changing World. The World Yearbook of Education 1971/72. Londres: Evans Brothers Limited, 1971/2. FULLER, T. The University and the experience of transcendence. In: WALTERS, G. (Org.). The Tasks of Truth: essays on Karl Jaspers’s Idea of the University. Frankfurt am Main: Peter Lang, 1996. GELLERT, C. The German model of research and advanced education. In: CLARK, B.R. (Org.). The Research Foundations of Graduate Education: Germany, Britain, France, United States, Japan. Berkeley: University of California Press, 1993. HARRISON, M.J. Quality issues in higher education: a post-modern phenomenon? In: DOHERTY, G.D. (Org.). Developing quality systems in higher education. Londres: Routledge, 1994. MALLEA, J. The evaluation of the higher education system in Canada. In: COWEN, R. (Org.). World Yearbook of Education, 1996: The Evaluation of Higher Education Systems. Londres: Kogan Page, 1996. MORGAN, G. Images of Organization. Beverley Hills: Sage, 1987. OECD, [TAYLOR, W.] Universities under Scrutiny. Paris: OECD, 1986. RASHDALL, H.; POWICKE, F.M.; EMDEN, A.B. (Org.). The universities of Europe in the Middle Ages. Londres: OUP, 1936. RINGER, F. The decline of the German Mandarinate. Cambridge: Mass, 1969. ROHRS, R The classical German concept of the University and its influence on higher education in the United States. Frankfurt am Main: Peter Lang, 1995. SALAMUN, K. The concept of liberality in Jasper’s Philosophy and the Idea of the University. In: WALTERS, G. (Org.). The Tasks of Truth: essays on Karl Jaspers‘s Idea of the University. Frankfurt am Main: Peter Lang, 1996. SCOTT, P. The meanings of Mass Higher Education. Buckingham: SRHE & Open University Press, 1995. SKJLBECK, M.; CONNELL, H. International education from the perspective of emergent world regionalism: the academic, scientific and technological dimension. In: BLUMENTHAL, P. et al. (Org.). Academic mobility in a changing world: regional and global trends. Londres: Jessica Kingsley, 1996. WALTERS, G. (Org.) The Tasks of Truth: essays on Karl Jaspers’s Idea of the University. Frankfurt am Main: Peter Lang, 1996.
1832 rees v. 10 n. 10 (2017): jan./jun. A coleção didática As mais belas histórias (1954-1976): aspectos da sua publicação, circulação e estrutura Felismina Dalva Teixeira Silva; O presente artigo aborda alguns aspectos da publicação, circulação e características materiais e imateriais de uma coleção de livros escolares da autora mineira Lúcia Casasanta denominada “As Mais Belas Histórias”. Ela foi utilizada nas escolas de Minas Gerais a partir de meados do século XX e distribuída visando ao ensino e desenvolvimento da leitura. As histórias desses livros, editadas desde os anos 1950, contadas e recontadas por gerações, permaneceram por décadas sendo utilizadas nas aulas dos professores, nas regiões rurais e urbanas do Estado e, principalmente, na memória daqueles que foram alfabetizados por meio delas. A investigação a respeito da circulação, da estrutura e dos aspectos materiais e imateriais desses livros é um tema relevante tanto para a história do livro didático quanto para a história da alfabetização em Minas Gerais. BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997. BREUNER, A. Nos livres denfants ont menti: ume base de discussion. Paris: [s.n], 1951. CALVINO, Italo. Por que ler os clássicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. CASASANTA, Lúcia. As Mais Belas Histórias. Belo Horizonte: Editora do Brasil, 1969. (pre-livro, leitura intermediária, primeiro, segundo, terceiro e quarto livro). CHARTIER, Roger. Inscrever e apagar. São Paulo: Unesp, 2007. CHOPPIN, Alain.O manual escolar: uma falsa evidência histórica. História da Educação.v.13.n.27.jan.abr.2009. p.9-75. Disponível em: http://fae.ufpl.edu.br. Acesso em:13.dez. 2013. CPDOC. GCg. 1938.01.06. COLTED, 1967, 44f. Disponível em:www.fgv.br/cpdoc/acervo/arquivo pessoal/GC. Acesso em:20.maio.2015. CPDOC. GCg. 1938.01.06. Arquivo Anísio Teixeira.1951.08.10. Requisitos essenciais que devem preencher as cartilhas. 11 fl. Disponível em: www.fgv.br/cpdoc/acervo/arquivo pessoal/AT. Acesso em: 20 maio.2015. DEWEY, John. My pedagogic creed. School Journal. v.54, jan.1897. p.77-80. Disponível em:dewey.pragmatism.org/creed. Acesso em:8.ago. 2014. FERREIRA, Jorge. Os conceitos e seus lugares: trabalhismo, nacional - estadismo e populismo. In: BASTOS, Pedro Paulo Zaluth; FONSECA, Pedro Cezar Dutra (Orgs.). A Era Vargas: desenvolvimentismo, economia e sociedade. São Paulo: Unesp, 2012. p.95 - 125. FIORIN, José Luiz. Introdução ao pensamento de Bakhtin. São Paulo: Ática, 2006. FREITAS, Marcos Cezar de; BICAS, Maurilane, de Souza. História social da educação no Brasil (1926-1996). São Paulo: Cortez, 2009. HENRIX, Charles. Como ensinar a ler por il methodo global. Buenos Aires: Kapelusz, 1952. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Séries retrospectivas. 1936- 1972. Disponível em www.ibge.gov. Acesso em: maio 2014. KAUFMAN, Ana Maria; RODRIGUES, Maria Elena. Escola, leitura e produção de textos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. MACIEL, Francisca Izabel. Lúcia Casasanta e o método global de contos: uma contribuição à história da alfabetização em Minas Gerais. 2001. Tese. Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. São Paulo: Companhia das Letras,1997. NAGLE, Jorge. Educação e sociedade na Primeira República. 2.ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2001. PAIVA, Edil Vasconcelos; PAIXÃO, Léa Pinheiro. O Pabaee - A volta dos tempos de Francisco cAmpos e a oposição dos educadores católicos/ Educação memória em Minas Gerais. Relatos de Pesquisa. 1995, v.4, n.34. Disponível em: www.publicações.inep.gov.br. Acesso em:8.jun.2014. SCHWARTZMAN, Simon; BOMENY, H.M.B.;COSTA, V.M.R. Tempos de Capanema. São Paulo: Paz e Terra, 2000. SOUZA, Angela Leite de. Lúcia Casasanta, uma janela para a vida. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1984 SOUZA, Rosa Fátima de. História da organização do trabalho escolar e do currículo no século XX: [ensino primário e secundário no Brasil]. São Paulo: Cortez, 2008. VALDEMARIN, Vera Teresa. História dos métodos e materiais de ensino: a escola nova e seus modos de uso. São Paulo: Cortez, Ática, 2007. WILLINGHAM, Daniel T. The privileged status of story. Disponível em: www.aft.org/ periodical/americaneducator.2004. Acesso em: 28.fev.2015.
1833 rees v. 10 n. 10 (2017): jan./jun. Instrumentos metodológicos para avaliação: uma experiência exitosa no Ensino Médio na disciplina de Biologia Edna Guiomar Salgado Oliveira;Natália Araújo de Almeida; A avaliação educacional é um instrumento usado para diagnosticar resultados e sabendo utilizá-la, pode ser parceira e sinalizadora na busca pelo sucesso da aprendizagem. Esta pesquisa buscou compreender os vários sentidos da avaliação e as possíveis mudanças dessa prática para a construção do conhecimento. A presente pesquisa teve como objetivos: acompanhar os alunos nas possíveis atividades avaliativas, observando as dificuldades ou perspectivas desta prática para aprendizagem; observar os sentimentos dos estudantes ao realizarem as avaliações e identificar os instrumentos avaliativos utilizados nas respectivas aulas observadas. A abordagem metodológica utilizada foi qualitativa, realizando um estudo de caso. A pesquisa foi realizada com 85 alunos distribuídos em três turmas de 1° ano do ensino médio no IFNMG/Campus Salinas, durante 80horas/aulas de Biologia no primeiro trimestre letivo do ano 2016. Para coleta de dados foram utilizados: questionários, observação, caderno de campo descrevendo os principais detalhes observados e, por fim, foram recortados quatro episódios que foram analisados. A proposta investigativa, num primeiro momento, averiguaria o porquê os alunos se sentem preocupados ou desmotivados diante das avaliações. No entanto, pelas observações em sala de aula não foi presenciado momentos de frustrações perante as avaliações. Foi constatado ação mediadora como ferramenta aliada ao professor de Biologia, que buscou o desenvolvimento contínuo dos estudantes, ao acompanhá-los em suas atividades, verificando os problemas existentes e principalmente entendendo as diferenças entre os alunos com variados instrumentos avaliativos, como exercícios, pesquisas, construção de mapas conceituais, jogos, apresentações, aulas práticas, confecção de modelos didáticos, debates e experimentos. A pesquisa apontou experiência exitosa na prática pedagógica no que diz respeito a avaliação e nos faz refletir para compreender seus vários sentidos e as possíveis mudanças para a efetivação de novas práticas. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5ª. ed.– São Paulo: Atlas, 2010. GUEDES, Edna Guiomar Salgado Oliveira. Letramento e ensino superior: o professor universitário e as práticas de letramento na formação inicial em um curso de pedagogia. Tese (Doutorado em Educação)- Faculdade de Ciências Humanas / Programa de Pós-Graduação em Educação - Universidade Metodista de Piracicaba/ UNIMEP. Piracicaba, 2010.144 f. HOFFMANN, Jussara. Avaliação, mito e desafio: uma perspectiva construtiva. 8ª ed. - Porto Alegre RS, Mediação, 1991. HOFFMANN, Jussara. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. 9ª. ed. Porto Alegre: Educação & Realidade, 1993. GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas: a teoria na prática – Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem componente do ato pedagógico. 1ª. ed. -São Paulo: Cortez, 2011. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22ª. ed. – São Paulo: Cortez, 2011. MOREIRA, M. A. Mapas conceituais e aprendizagem significativa. Porto Alegre, 1988 Disponível em: . Acesso em 20 Novembro 2016. RONCA, Paulo Afonso Caruso. A aula operatória e a construção do conhecimento. 21ª ed - São Paulo: Editora do Instituto Esplan, 1995. RONCA, Paulo Afonso Caruso. A prova operatória: contribuições da psicologia do desenvolvimento. 10ª ed – São Paulo: Editora do Instituto Esplan, 1991. VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Didática: O ensino e suas relações. 18ª ed - Campinas, SP: Papirus, 1996.
1834 rees v. 10 n. 10 (2017): jan./jun. A prática pedagógica do professor de Língua Inglesa na educação básica: um estudo das dificuldades enfrentadas Mônica Maria Teixeira Amorim;Stefani Moreira Aquino Toledo;Rayane Lorena Aquino Rodrigues; No presente estudo tencionamos examinar os problemas vividos pelos professores de língua inglesa no desenvolvimento da ação docente na educação básica. Para cumprir tal propósito realizamos uma revisão de literatura sobre o tema. O levantamento, a leitura e análise da literatura produzida sobre as dificuldades de professores permitiu situar com maior rigor teórico os problemas que acometem o professor de língua inglesa no cotidiano das escolas de educação básica destacando-se como principais dificuldades desses professores: a gestão dos diferentes níveis e ritmos de aprendizagem dos alunos, a adoção de uma abordagem comunicativa de ensino, a integração das quatro habilidades, o uso do livro didático e das novas tecnologias no ensino da língua, o grande número de alunos em sala, a carga horária reduzida e a desvalorização do inglês no currículo. Constatamos que esses docentes também se debatem com dificuldades como a indisciplina, a motivação dos alunos, a avaliação da aprendizagem e a relação com os colegas. Os dados levantados reforçam a importância dos currículos dos programas de formação inicial e continuada de professores contemplarem a discussão sobre a complexidade da docência e as dificuldades que permeiam o exercício do magistério. O exame crítico dos problemas que, em geral, fazem parte do trabalho pedagógico dos docentes pode auxiliar os licenciandos e licenciados no enfrentamento de problemas vividos e contribuir com o desenvolvimento de práticas mais significativas de ensino-aprendizagem da língua. AMORIM, M. M. T. A prática pedagógica do professor iniciante: Um estudo das dificuldades enfrentadas no início da carreira. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Educação, 2002. (Dissertação, Mestrado em Educação). FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa. 3.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. LAMPERT, M. How do teachers manage to teach? Perspectives on problems in practice.Harvard Education Review. v.55, n.2, 1985. p. 178-194. LIMA, Maria de Lourdes Rocha Lima. A memória educativa no projeto de formação de professores do Ensino Superior: o fazer é sobretudo criação. São Paulo, FaE/ Universidade de São Paulo, 1995. (Tese, Doutorado em Educação). MASCARENHAS, Maria Cristina Braga. O professor de Língua Inglesa face à diversidade discente. Sitientibus, n.37, p.75-87, 2007. MATTOS, Andréa Machado de Almeida. Percepções de uma professora de Inglês sobre sua aula de aula: uma visão êmica.Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Letras, 2000. (Dissertação, Mestrado em Letras: Linguística Aplicada). MICCOLI, Laura. Experiências de professores no ensino de língua inglesa: uma categorização com implicações para o ensino e a pesquisa. Linguagem & Ensino, v. 10, n. 1, p. 47-86, 2007. MICCOLI, Laura. Experiências de professores de língua inglesa em escolas públicas municipais e estaduais no interior de Minas Gerais: narrativas que emocionam. Estudos Anglo-Americanos, n.31, 32, 33, f. 101-117, 2007/2009. SANTOS, Lucíola Licínio C. P. Dimensões pedagógicas e políticas da formação contínua. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro (Org.) Caminhos da profissionalização do magistério. Campinas: Papirus, 2001, p. 123-136. SILVA, Maria Celeste Marques da. O primeiro ano de docência: o choque com a realidade. In: ESTRELA, Maria Teresa (Org.) Viver e construir a profissão docente. Portugal: Porto, 1997, p. 51-80. VEIGA, Ilma Passos Alencastro (Org). Caminhos da profissionalização do magistério. 2.ed. Campinas-SP: Papirus, 2001. VEENMAN, S. Perceived problems of beginning teachers.Review of Education Research. v. 54, n.2, 1984. p. 143-178.
1835 rees v. 10 n. 10 (2017): jan./jun. Os resultados do IDEB no Norte de Minas: um estudo comparativo Márcio Antônio Silva;Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Almeida; Neste trabalho temos como objetivo analisar os resultados de uma pesquisa empreendida sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) dos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental dos municípios de Bocaiúva, Januária, Pirapora e Salinas – MG, dentro das ações do Projeto de Pesquisa “os resultados do IDEB nos Municipios do Norte de Minas – MG: um estudo comparativo dos avanços e desafios”. Em nossa incursão, no campo de pesquisa, buscamos observar em que medida a gestão das escolas e da rede municipal têm uma visão sistêmica da Educação, intervindo para um melhor desempenho de seus alunos. Foram pesquisadas cinco escolas públicas e equipes das Secretarias Municipais de Educação dos municípios anteriormente citados. Verificamos, inicialmente, que o fortalecimento da dimensão pedagógica foi um dos fatores de aprimoramento da atuação dos educadores concorrendo, também, para a revisão dos conteúdos ministrados adequando-os às reais dificuldades e necessidades de aprendizagem dos alunos. Constatamos, também, que os resultados evidenciados nos anos finais do Ensino Fundamental são significativamente diferentes daqueles registrados nos anos iniciais, o que nos leva a questionar se as iniciativas da gestão municipal têm se centrado com mais ênfase nos anos iniciais ou se destinam ao sistema educacional como um todo. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: . Acesso em: 29 jun. 2015. BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Desempenho dos alunos na Prova Brasil: diversos caminhos para o sucesso educacional nas redes municipais de ensino. Brasília: Inep, 2008. BRASIL. INEP. Ideb. Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Apresentação. Disponível em: Acesso em: 10 ago. 2011. COELHO, Maria Inês de Matos. Vinte anos de avaliação da educação básica no Brasil: aprendizagens e desafios. vol. 16, n. 59, 2008. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/ensaio/v16n59/v16n59a05.pdf>. Acesso em: Acesso em 25 de Setembro de 2015. BOGDAN, R.; BIKLEN, Sari. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos.Portugal. Porto Editora, 1994. MEC-INEP. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira Disponível: Em Acesso em 20 de setembro RIBEIRO Márden de Paula; IDEB: Avanço ou retrocesso à educação Brasileira: o que dizem artigos publicados entre 2007 -2014 FERNANDES, R. Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Brasília: Inep, 2007. 26 p. (Textos para Discussão, 26). BELO, Fernanda Ferreira; AMARAL, Nelson Cardoso. IDEB da escola: a aferição da qualidade do ensino tem sido referencial para se (re) pensar a educação municipal? Revista Educação e Políticas em Debate – v. 2, n.2, p. 339-353, jul./dez. 2013. SOFIA, Lerche vieira; VIDAL, Heloisa; NOGUEIRA Jaana Flávia Fernandes. Gestão da aprendizagem em tempos de Ideb: percepções dos docentes. RBPAE - v. 31, n. 1, p. 85 - 106 jan./abr. 2015. TOKAIRMA. Mariana. Desde 2007, metade dos municípios atinge meta do Ideb para 5º ano do fundamental http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-09/metade-dos-municipios-atinge-metas-do-ideb-para-o-5o-ano-do-basico-desde.2016.
1836 rees v. 10 n. 10 (2017): jan./jun. Ensino e aprendizagem na Unimontes: uma análise da atuação dos professores segundo as técnicas e métodos de ensino Carlos Roberto Pereira Dias; Pretende-se, neste artigo, discutir acerca da atuação dos professores, com base nas técnicas e métodos de ensino utilizados na Universidade Estadual de Montes Claros, na tentativa de evidenciar quais os procedimentos didáticos constituem-se melhores para a compreensão, por parte dos alunos, dos conteúdos ministrados. Nesta perspectiva, foi realizada uma pesquisa com 163 acadêmicos da Universidade Estadual de Montes Claros, campus sede, que colaram grau no primeiro semestre de 2015 no intuito de verificar quais foram as principais técnicas de ensino utilizadas pelos professores e se as técnicas e métodos utilizados foram eficazes e facilitadores da aprendizagem. A composição amostral, por centro de ensino, foram de 31,9 % de acadêmicos do Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA (Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas Ciências Sociais e Direito), 42,9% do Centro de Ciências Humanas – CCH (Geografia, História, Letras Português, Letras Espanhol e Pedagogia), 5,5% do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas – CCET (Matemática e Sistema de Informação) e 19,6% do Centro de Ciências Biológicas e Saúde – CCBS (Ciências Biológicas, Educação Física licenciatura/bacharelado, Enfermagem, Medicina e Odontologia). Salienta-se que os resultados apontam para a necessidade de melhorar a atuação didática dos professores, pois detecta-se que os mesmos são avaliados pelos alunos de forma “positiva” quando se trata de demonstrar conhecimento sobre o conteúdo ministrado, no entanto, quanto às técnicas e métodos utilizados, tende-se mais para uma avaliação “regular”. ABREU, Maria Célia T. Azevedo. MASETTO. Marcos T. O professor universitário em aula: prática e princípios teóricos. São Paulo: Cortez, 1980. BERBEL, N. A. N. Metodologia da Problematização: uma alternativa metodológica apropriada para o Ensino Superior. Semina: Cio Soc./Hum., Londrina, v.16. n. 2., Ed. Especial, p.9-19, out. 1995. BORDENAVE, Juan Díaz; PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de ensino aprendizagem. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 1982. BORDENAVE, Juan Díaz; PEREIRA, Adair Martins. Como incentivar a participação ativa dos alunos. In.: BORDENAVE, Juan Díaz; PEREIRA, Adair Martins. (Org). Estratégias de ensino-aprendizagem. 25. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004. p. 133-181. COMENIUS, I. Amos. Didática Magna. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. 390 p. FÁVERO, Altair A.; TONIETO, Carina. Educar o educador: reflexões sobre a formação docente. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2010. Gil, Antônio Carlos. Metodologia do ensino superior. 4. Ed. São Paulo: Atlas, 2008. HOUAISS, Antônio; VILAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: objetiva, 2001. KOURGANOFF, W. A face oculta da Universidade. São Paulo: Editora UNESP, 1990. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994. LIBÂNEO, José Carlos. O ensino de graduação na universidade: a aula universitária. Disponível em: www.ucg.br/site_docente/edu/libaneo/pdf/ensino.pdf. Acesso em 15/06/2015. MASSETO, Marcos Tarciso. Competência pedagógica do professor universitário. São Paulo: Summus, 2003. PRATES, Antônio Augusto Pereira. Universidades e terciarização do ensino superior: a lógica da expansão do acesso com manutenção da desigualdade: o caso brasileiro. Sociologias. Porto Alegre, ano 9, nº 17, jan./jun. 2007, p. 102-123. ISSN 1517-4522. SEN, Amartya K. Desenvolvimento como liberdades. São Paulo: Cia das Letras, 2000. SCHMITZ, Egídio. Fundamentos da Didática. 7 ed. São Leopoldo: UNISINOS, 1993. SCHWARZTMAN, S. O Ensino Superior no Brasil. Brasília: MEC/INEP.1998. VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Didática: uma retrospectiva histórica. Texto apresentado ao Grupo Metodologia Didática, na X Reunião Anual da Anped, Salvador, maio de 1987. Revisado e ampliado em janeiro de 2003. WACHOWICZ. Lilian Anna. O conhecimento na ciência da educação. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n.31, p.83-93, SET.2008 - ISSN: 1676-2584 WACHOWICZ. Lilian Anna. O método dialético na didática. In: CASTANHO, Sergio; CASTANHO, Maria Eugênia (Org.). Temas e Textos em Metodologia do Ensino Superior. 7ª ediçao. Campinas: Papirus, 2001. p.37-46. WERNER, David; BOWER, Bill. Aprendendo e ensinando a cuidar da saúde. 3. ed. São Paulo: Paulinas, l984.
1837 rees v. 10 n. 10 (2017): jan./jun. Memórias de Maria Isabel Magalhaes Figueiredo Sobreira (Baby) sobre a criação do ensino superior em Montes Claros Cláudia Aparecida Fereira Machado;Emília Murta Morais;
1838 rees v. 9 n. 9 (2016): jan./dez. Controvérsias técnico-científicas: os alimentos transgênicos na percepção de professores e alunos do IFNMG, campus Januária Carlos Alexandre de Oliveira;Tatiane Pereira da Silva; O cultivo e a comercialização de transgênicos destinados a alimentação humana e animal nas últimas décadas tem sido assunto de grande relevância no cenário alimentar. A utilização dessas biotecnologias tem gerado muitas controvérsias nos ambientes político e acadêmico e uma extensa discussão de seus possíveis impactos na saúde, no meio ambiente e na economia deveria ser realizada, envolvendo a sociedade, a comunidade acadêmica e as diversas instâncias de governo. Nesse contexto, buscou-se compreender, por meio da pesquisa realizada, como os alunos e professores do curso de bacharelado em agronomia do IFNMG, campus Januária posicionam-se em relação aos riscos, controvérsias e incertezas do desenvolvimento de sementes e a produção de alimentos transgênicos? Para tanto, realizou-se uma pesquisa do tipo descritiva e exploratória com abordagem qualitativa. Para a coleta de dados foram utilizados como instrumentos a entrevista semiestruturada, o grupo focal e a análise documental. Os dados da pesquisa revelaram que as questões que envolvem os transgênicos ainda geram grandes dúvidas e expectativas entre o público pesquisado. De forma geral, os professores e alunos demonstraram insegurança quanto os riscos e benefícios atribuídos aos transgênicos, especialmente aqueles destinados ao consumo humano. Além disso, percebeu-se que há um descompasso entre a proposta de formação do curso de agronomia e o anseio dos alunos com relação aos temas controversos apresentados na pesquisa. Os resultados da pesquisa contribuíram ainda para um maior entendimento da percepção que os professores e alunos do curso de agronomia do IFNMG campus Januária tem sobre o cultivo, comercialização e consumo de transgênicos no Brasil, além de evidenciar como o tema dos transgênicos é abordado no curso de agronomia e as discussões a respeito da formação do agrônomo na atualidade. BARBOUR, R. Grupos focais. Porto Alegre: Artmed, 2009. BAZZO, W. A.; PINHEIRO, N. A. M.; SILVEIRA, R. M. C. F. O contexto científico-tecnológico e social acerca de uma abordagem crítico-reflexiva: perspectiva e enfoque. Revista Ibero-americana de Educação, n. 49/1, mar. 2009. BECK, Ulrich. Sociedade de risco: rumo a uma outra modernidade. São Paulo: Editora 34, 2010. CAMARA, M. C. C.; GUILAM, M. C. R.; NODARI, R. O. Análise do debate sobre alimentos transgênicos no Congresso Nacional. Vigilância Sanitária em Debate, v. 1, n. 1, p. 25–33, fev. 2013. 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1839 rees v. 9 n. 9 (2016): jan./dez. O caderno de uma aluna de 1950 e as práticas avaliativas de Matemática Francely Aparecida dos Santos;Rose Mary Ribeiro; Para esse trabalho de pesquisa elegemos como objetivo o de discutir as representações produzidas e as práticas educativas desenvolvidas para ensino da Matemática e avaliação de sua aprendizagem em escolas primárias da região Norte do Estado de Minas Gerais. O recorte temporal definiu-se pelas primeiras décadas do século XX, mais especificamente em 1956, período em que ocorrem transformações significativas nas práticas de ensino desenvolvidas nas escolas brasileiras. Nesse artigo fizemos a análise de um caderno de aluna do 4ª ano da escola primária, na década de 1950, com registros datados de 20 de março a 29 de setembro de 1956. O caderno era utilizado para registrar as atividades avaliativas, que eram corrigidas pelo professor, no próprio caderno e atribuído o valor quantitativo de cada atividade. Quase todas as atividades registradas no caderno da aluna têm características metodológicas de um Estudo Dirigido, principalmente a lista de atividades e os questionários. Os registros do caderno da aluna demonstraram que as práticas avaliativas em Matemática eram fundamentadas pela Tendência Formalista Clássica não inserindo em seu cotidiano práticas educativas propostas pelos pensadores inseridos nos Movimentos da Escola Nova e da Matemática Moderna. BARROS, J. D. O campo da história: especialidades e abordagens. Petrópolis-RJ: Vozes, 2004. DI GIORGI, Cristiano. Escola Nova. São Paulo: Ática, 1989. FIORENTINI, D. Alguns modos de ver e conceber o ensino de Matemática no Brasil. Revista Zetetiké, 1995, Ano 3, nº 4. GUIMARÃES, H. M. Por uma Matemática Nova nas Escolas secundárias – Perspectivas e orientações curriculares da Matemática Moderna. In: MATOS, J. M.; VALENTE, W. R. (ORG.). A Matemática moderna nas escolas do Brasil e Portugal: primeiros estudos. São Paulo: Da Vince, 2007, p. 21-45. JULIA, Dominique. A Cultura escolar como objeto histórico. Revista Brasileira de História da Educação. SBHR. Campinas-SP: Editora e Autores Associados. Jan/jun/2001. LANDO, Janice Cassia. O estudo dirigido no ensino de Matemática no Brasil (1955-1966). Anais do CIAEM- XIII Conferência Interamericana de Educação Matemática. 26 a 30 de junho/2011. Recife/Brasil, 2011. MATTOS, L. M. O Estudo Dirigido: sua organização, modalidades e técnica de direção. Anais do I Congresso Nacional de Ensino da Matemática no Curso Secundário (pp. 213-231). Salvador: Tipografia Benedita Ltda, 1957. MIORIM, Maria Ângela. Introdução à história da educação matemática. São Paulo: Ática, 1998. PESAVENTO, S. J. História e história cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. ROMANELLI, Otaiza Oliveira. História da Educação no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1993. ROXO, Euclides. A Matemática na educação secundária. São Paulo: Editora Nacional, 1937. SCHUBRING, G. O primeiro movimento internacional de reforma curricular em Matemática e o papel da Alemanha: um estudo de caso na transmissão de conceitos. Zetetiké. CEMPEM-FE/UNICAMP - Campinas, 1999- janeiro/junho, p.29-50. VALENTE, W. R. Uma história da Matemática escolar no Brasil (1730-1930). São Paulo: Annablume: FAPESP, 2007. VIDAL, D. G. Escola Nova e Processo Educativo. In: LOPES, E. M. T.; FARIA FILHO, L. M.; VEIGA, C. G. (ORG.). 500 anos de educação no Brasil. p. 497-517. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. VIÑAO FRAGO, A. Alfabetização na sociedade e na história. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
1840 rees v. 9 n. 9 (2016): jan./dez. Do pré-vestibular a caminho da universidade — política de inclusão social: o exemplo do Pré-Vest UENF em Campos dos Goytacazes à luz da centralidade da cidade no contexto do ensino superior no Norte Fluminense Raphael Duarte Linhares dos Santos Braga;Filipe Barbosa Volotão de Souza;Hiury Lima do Rosário;Wedson Felipe Cabral Pacheco; No Brasil os cursos pré-vestibular sociais fazem parte de iniciativas coletivas pela democratização do ensino no país e o acesso ao Ensino Superior. Apesar do crescimento significativo desses cursos no país, dispomos ainda de poucas informações sobre a temática e por isso a importância de estudar sobre esta política de inclusão social. Neste artigo procuramos tematizar sobre a importância do Pré-Vest UENF como pré-vestibular no município de Campos dos Goytacazes que é uma centralidade de ensino superior na Região Norte Fluminense. Como metodologia foram feitas entrevistas com ex-alunos que passaram pelo curso pré-vestibular, além de dialogar com autores de grande impacto no contexto educacional no país. BOBBIO, N. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Campus, 1992. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20 de dezembro de 1996. LIBÂNEO, J. C.; OLIVEIRA, J. F.; TOSCHI, Mirza Seabra. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2003. p. 129-221 PIMENTEL, G. S. R. Clima organizacional e gestão democrática no contexto de uma universidade pública. Brasília, 2008. 112p. Dissertação (Mestrado) – Universidade Católica de Brasília. WANDERLEY, L. E. W. O que é universidade. São Paulo: Brasiliense, 1999. (Coleção Primeiros passos; n. 91)
1841 rees v. 9 n. 9 (2016): jan./dez. Alfabetização e método global de contos: representações e práticas de professoras montes-clarenses Eduardo Ramos Nascimento;Geisa Magela Veloso;Regina Coele Cordeiro; O artigo é resultante de pesquisa desenvolvida no contexto da História Cultural, abordagem compreendida por Vainfas (1997) como modalidade de pesquisa que tem apreço pelo informal e pela manifestação das massas anônimas sem, no entanto, desconsiderar as manifestações da elite. O estudo tem por objetivo resgatar memórias de professoras alfabetizadoras de Montes Claros – MG, visando compreender representações e práticas produzidas em torno do método global de contos, que passa a ser utilizado em substituição ao método silábico. Pretende-se preencher lacunas da historiografia local identificando dificuldades, problemas ou resistências produzidas para adoção do método global de contos, como também as possíveis vantagens percebidas em torno dessa metodologia de ensino, que representava a modernidade pedagógica na alfabetização por focalizar a compreensão dos textos, desde o início do processo de ensino das habilidades de ler e escrever, em lugar da mera decifração. ARAUJO, Marta Maria. A educação tradicional e a educação nova no ‘Manifesto dos pioneiros’. In: XAVIER, Maria do Carmo (org). Manifesto dos pioneiros da educação: um legado educacional em debate. Rio de Janeiro: editora FGV, 2004. p.131-146. COOK-GUMPERZ, Jenny. Alfabetização e escolarização: uma equação imutável? In. COOK-GUMPERZ, Jenny (org.). A construção social da alfabetização. Porto Alegre: Artmed, 1991. p. 27-57. DE LORENZO, Helena Carvalho e COSTA, Wilma Peres da (orgs.) A década de 20 e as origens do Brasil moderno. São Paulo: Editora da UNESP, 1997. FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva e MACIEL, Francisca Isabel Pereira. O Livro de Lili em Minas Gerais: hegemonia didática e suas influências. In: FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva e MACIEL, Francisca Isabel Pereira. (org). História da alfabetização: produção, difusão e circulação de livros (MG/RS/MT – Séc. XIX e XX). Belo Horizonte: UFMG/FAE, 2006. p. 95-116 GRAFF, Harvey J. Os labirintos da alfabetização: reflexões sobre o passado e o presente da alfabetização. Porto Alegre: Artmed, 1994 MACIEL, Francisca Isabel Pereira. O Livro da Lili em Minas Gerais: hegemonia didática e suas influências. In: FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva e MACIEL, Francisca Isabel Pereira (Org.). História da Alfabetização: produção, difusão e circulação de livros (MG/RS/MT – Séc. XIX e XX). Belo Horizonte: Ceale/UFMG/FaE, 2006, p. 66-95. YAZBECK, D. C. Sacra bandeira e verde louro: algumas práticas dos grupos escolares. In.: ROCHA, M. B. M; YAZBECK, D.C.M (Org.). Cultura e história da educação: intelectuais, legislação, cultura escolar e imprensa. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2009. VAINFAS, Ronaldo. História das mentalidades e história cultural. In.: CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo (Org.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 127-162 VELOSO, G. M. A missão “desanalfabetizadora” do jornal Gazeta do Norte, em Montes Claros, 1918-1938. Tese de doutorado. Belo Horizonte: Faculdade de Educação/UFMG, 2008. VIDAL, D. G e FARIA FILHO, L. M. de. As lentes da história: estudos de história e historiografia da educação no Brasil. Campinas/SP: Autores Associados, 2005.
1842 rees v. 9 n. 9 (2016): jan./dez. O uso da informática no ensino de Matemática: um estudo com professores do Ensino Fundamental André Pereira da Costa;Geraldo Herbetet de Lacerda; Hoje, muito se tem discutido sobre o uso da Informática no ensino da Matemática, o que pode tornar essa disciplina mais atrativa e muito mais dinâmica. Esta pesquisa analisa a utilização deste recurso por educadores de Matemática do Ensino Fundamental nas escolas públicas de um município do Alto Sertão da Paraíba, avaliando, por meio de entrevistas, os pretextos do não emprego da informática no ensino, e, os “enigmas” enfrentados pelos docentes sobre este instrumento no ambiente escolar da Matemática. Também se analisa o conhecimento dos professores sobre softwares educativos empregados na Matemática, o nível de inserção destes e as causas do uso ou desuso. Assim, nota-se que parte dos educadores possui poucos conhecimentos de Informática e de softwares educativos, não os aproveitando na Matemática, e, entre os motivos da não aplicação destes recursos didáticos, citaram a “ausência” de conhecimentos sobre o uso destes aplicativos, necessitando uma capacitação dos profissionais sobre o emprego destes softwares e da Informática, e, uma “mutação” no paradigma curricular do Ensino Fundamental e dos Cursos de Formação de Professores. Acrescenta-se que houve o reconhecimento da Informática na Matemática para uma aprendizagem mais efetiva. Logo, este estudo mostra que a informática contribui significativamente com a Educação Matemática. BICUDO, M. A. V. (Org.). Pesquisa em Educação Matemática: Concepções e Perspectivas. São Paulo: Ed. UNESP, 1999. 314 p. BRASIL. MEC. 2001. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. 3. ed. Brasília: MEC /SEF, 2001. 148 p. COSTA, R. D. da. A Utilização da Informática no Processo de Ensino-Aprendizagem. In: NEGREIRO, C. A. de; RIBEIRO, M. L. M.; NUNES, A. O. (Org.). Linguagem e Ensino: Relações de Ciência e Sociedade na Educação Tecnológica. Ipanguaçu: Ed. IFRN, 2008. 201 p. 159 -169. CRUZ, M. M.; FERNANDES, N. L. R. Refletindo sobre o Uso da Informática pelos Professores das Escolas Públicas de Fortaleza – CE. In: CONGRESSO DE PESQUISA E INOVAÇÃO DA REDE NORTE NORDESTE DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA, 2., 2007, João Pessoa. Anais. João Pessoa: CEFET-PB, 2007. P. 1-10. GOMES, A. S. et al. Avaliação de software educativo para o ensino de matemática. Disponível em:Acesso em: 01 de fev. 2012. GRAVINA, M. A.; SANTAROSA, L. M. C. A Aprendizagem da Matemática em Ambientes Informatizados. Revista Informática na Educação: teoria e prática, Porto Alegre – RS, v.2, n.1, p. 1-24, 1999. LORENZATO, S.; FIORENTINI, D. O profissional em Educação Matemática. Disponível em: Acesso em: 01 de ago. 2011. MACCARINI, J. M. Fundamentos e metodologia do ensino de matemática. Curitiba: Editora Fael, 2010. 170 p. MEDEIROS, P. S. A Importância da Aplicação Prática dos Recursos Tecnológicos e Audiovisuais na Matemática. Disponível em: Acesso em: 01 de ago. 2011. NUNES, T.; et al. Educação Matemática: Números e operações numéricas. São Paulo: Cortez, 2005. 206 p. PARRA, C.; et al. Didática da Matemática: Reflexões Psicopedagógicas. Porto Alegre: Artmed, 1996. 258 p. PEREIRA, J. E. As Novas Tecnologias e os Professores de Matemática do Ensino Médio e Superior do CEFET-RN: Conhecimento e Utilização. In: CONGRESSO DE PESQUISA E INOVAÇÃO DA REDE NORTE NORDESTE DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA, 2., 2007, João Pessoa. Anais. João Pessoa: CEFET-PB, 2007. P. 1-10. TAVARES, F. M.; SILVA, G. K. N. da; SÁ, R. M. Globalização, Tecnologia e Desigualdades Sociais. In: CONGRESSO DE PESQUISA E INOVAÇÃO DA REDE NORTE NORDESTE DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA, 2., 2007, João Pessoa. Anais. João Pessoa: CEFET-PB, 2007. P. 1-10.
1843 rees v. 9 n. 9 (2016): jan./dez. Ciência para todos: museus como espaços de divulgação científica Edna da Silva Angelo;Juan Francisco Celin Robalino; A tarefa principal do museu é o registro de aspectos da trajetória do homem, personagem e agente da História. São produtores ativos e dinâmicos que criam realidades por meio dos objetos. Para promover a integração do trabalho científico e tecnológico no tecido social, estimulando a reflexão e o debate, os museus de ciência utilizam os elementos materiais tridimensionais para implementar a comunicação com o público visitante. Este artigo, por meio de levantamento bibliográfico, intenta refletir as características e particularidades da divulgação científica no ambiente específico dos museus. Pretende-se responder as seguintes questões: como os museus podem colaborar para a divulgação da ciência? Conclui-se que os museus dedicados à ciência contribuem para a instrução da sociedade e, consequentemente, para aumentar o interesse em estudar ciência ou tecnologia como forma de contribuir a riqueza do país, em diferentes sentidos. A divulgação da ciência, ao lado da educação científica formal, é elemento essencial de superação do subdesenvolvimento e das mazelas sociais do país. Como forma de ensino, o museu pode trabalhar em parceria com os distintos modelos emergente de educação formal, sem que haja subserviência de uma com relação às outras. Apresenta-se como caminho para favorecer à melhoria da educação científica. É ator cada vez mais importante nas cidades, no país e no mundo. BALLÉ, Catherine. Ciências e técnicas: uma tradição museal? In: BORGES, Maria Eliza Linhares (org.). Inovações, coleções, museus. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. p.167-180. BEZERRA DE MENESES, U.T. Do teatro da memória ao laboratório da história: a exposição museológica e o conhecimento histórico. Anais do Museu Paulista, v.2, p. 9-41,1994. BOURDIEU, P. Ce que parler veut dire. L’économie des échanges linguistiques. Paris: Fayard, 2009. BRASIL. Ministério de Ciência e Tecnologia. Guia de Museus de Ciência do Brasil chega à 3ª edição. Portal Brasil, 05 maio 2015. Disponível em: . Acesso em: 1 jul. 2015. BRULON, B. Re-interpretando os objetos de museu: da classificação ao devir. Transinformação, v.28, n.1, p.107-114, mar. 2016. BUCKLAND, M.K. Information as thing. Journal of the American Society for Information Science, JASIS, v.45, n.5, p.351-360, 1991. CURY, Marília Xavier. Museus em transição. In: SISTEMA ESTADUAL DE MUSEUS DE SÃO PAULO - SISEM-SP. Museus: o que são, para que servem? São Paulo, 2011. Coleção museu aberto. p. 17-28. DESVALLÉES, A. Que futuro para os museus e para o patrimônio cultural na aurora do terceiro milênio: conferência proferida durante o encontro do APOM, Casa da Eletricidade, Funchal. Revista da APOM, n.1, p.46-74, 2003. FINDLEN, Paula. Possessing Nature: museums, collecting, and the scientific culture in early modern Italy. Berkeley: University of California Press, 1994. FOUCART, B. Le musée du XIXe siècle: temple, palais, basilique. In: GEORGEL, Chantal. La Jeunesse des Musées. Verlag: Ed. de la Reunion des musees nationaux,, 1994 FREEDMAN, Gordon. The Changing Nature of Museums. Curator: The Museum Journal, v. 43, n. 4, p. 295-306, 2000. GONZÁLEZ DE GÓMEZ, Maria Nélida. Novas fronteiras tecnológicas das ações de informação: questões e abordagens. Ciência da Informação, v.33, n.1, 2004. Disponível em: < http://revista.ibict.br/ciinf/article/view/1068/1159 >. Acesso em: 1 jul. 2015. LOUREIRO, Maria Lucia de Niemeyer Matheus. Museus de Arte no ciberespaço: uma abordagem conceitual. 2003. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - IBICT, Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação; Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2003 MAIRESSE, F. DELOCHE, B. Objet [de musée] ou muséalie. In: DESVALLÉES, A; MAIRESSE, F. Dictionnaire encyclopédique de muséologie. Paris : Armand Colin, 2011, p. 385-419. OLMOS-PEÑUELA, J.; CASTRO-MARTÍNEZ, E.; FERNÁNDEZ-ESQUINAS, M.. Diferencias entre áreas científicas en las prácticas de divulgación de la investigación: un estudio empírico en el CSIC. Revista Española de Documentación Científica, v.37, n.2, p.e-040, 2014. RUSSIO, Walsisa. Museu, para quê? (a necessidade da arte). In: BRUNO, Maria Cristina Oliveira (coord.) Waldisa Rússio Camargo Guarnieri: textos e contextos de uma trajetória profissional. São Paulo: ICOM, 2010. p. 69-77. SOUZA, Daniel Maurício Viana de. Ciência para todos? A divulgação científca em museus. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 40 n. 2, p.256-265, maio/ago., 2011. VALDECASAS, Antonio G; CORREA, Ana M. Science literacy and natural history museums. J. Biosci., v.35, n.4, p. 507–514, dec. 2010.
1844 rees v. 9 n. 9 (2016): jan./dez. Abordagem do conceito de área em uma coleçao de Matemática do Ensino Médio: identificando tipos e subtipos de tarefas Alexandre Barros; Este trabalho tem por objetivo iniciar uma análise da abordagem do conceito de área numa coleção de livro didático de Matemática destinada ao Ensino Médio, apresentamos uma breve discussão da problemática ecológica trazida pela Teoria Antropológica do Didático. Procuramos identificar possíveis habitat e funcionalidades, através da identificação dos tipos e subtipos de tarefas em torno da noção de área. Realizando breves inferências sobre as possíveis técnicas de resolução, observamos que muitas utilizam aplicação das fórmulas para o cálculo de área. Enquanto resultados preliminares dessa análise, identificamos nesta coleção o trabalho com noção de área concentrada no volume 2, havendo como funcionalidade apresentar um trabalho mais direcionado às fórmulas, tendo vista a necessidade dessa noção nos capítulos que tratam da Geometria Espacial. A noção de área também se faz presente na Trigonometria e na Geometria Analítica com funcionalidade de dar sentido a fórmulas específicas. ARAUJO, Abraão Juvêncio de. O Ensino de álgebra no Brasil e na França: estudo sobre o ensino de equação do 1ºgrau à luz da teoria antropológica do didático. 2009. 290f. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação. Centro de Educação. Universidade Federal Pernambuco. Recife: UFPE, 2009. CHEVALLARD, Y Analyse des pratiques enseignantes Et didactique des mathematiques: L’approche anthropologique. Cours donné à l’université d’été Analyse des pratiques enseignantes et didactique des mathématiques, La Rochelle, 4-11 juillet 1998; paru dans les actes de cette université d’été, IREM de Clermont-Ferrand, p. 91-120. SANTOS, M. R. dos. A Transposição didática do conceito de área de figuras geométricas planas no 6ºano do ensino fundamental: um olhar sob a ótica da Teoria Antropológica do Didático. 2015. 281f. Tese (Doutorado em Ensino de Ciências). Programa de PósGraduação em Ensino de Ciências. Departamento de Educação. Universidade Federal Rural de Pernambuco. Recife: UFRPE, 2015. SILVA, J. V. G. da. Análise da abordagem de comprimento, perímetro e área em livros didáticos de matemática do 6º ano do ensino fundamental sob a ótica da teoria antropológica do didático. 2011. 194f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática e Novas Tecnologias) - Programa de Pós-Graduação em Educação. Centro de Educação. Universidade Federal de Pernambuco. Recife: UFPE, 2011.
1845 rees v. 9 n. 9 (2016): jan./dez. Possibilidades e limites da abordagem quantitativa na pesquisa em Educação Antônio Marcos da Costa Silvano; Esse artigo sintetiza o resultado dos estudos, pesquisas, discussões e debates realizados pelo autor e demais colegas de turma, participantes no percurso da disciplina de Seminário de Prática de Pesquisa I do Programa de Pós-Graduação em Educação da UECE (PPGE/UECE), concernente aos métodos de pesquisa e suas implicações epistemológicas na produção de conhecimentos científicos em Educação. Desse modo, o referido texto tem por objetivo discorrer acerca da abordagem de pesquisas quantitativas em Educação com ênfase nas questões epistemológicas e metodológicas, destacando os aspectos histórico e teórico-metodológico referentes às pesquisas com abordagem quantitativa, registrando, portanto, seus fundamentos. Finalmente, registra-se uma discussão em torno das potencialidades e dos limites da utilização das pesquisas com abordagem quantitativas em Educação. CHRISTENSEN, L. B. Experimental methodology. 10ª ed. Boston: Allyn and Bacon, 2006. GATTI, B. A. A pesquisa em educação: pontuando algumas questões metodológicas, PUC-SP, 2006. GATTI, B. A. Estudos Quantitativos em Educação, Educação e Pesquisa, São Paulo, v.30, n.1, p. 11-30, jan./abr. 2004. GUBA, E. G., & LINCOLN, Y. S. (1994). Competing paradigms in qualitative research. In N. K. DENZIN & Y. S. LINCOLN (Eds.), Handbook of qualitative research (pp. 105-117). Thousand Oaks, CA: Sage. KERLINGER, E. N., Y LEE, H.B. (2002). investigación del comportamiento: Métodos de investigacion em ciências sociales. 4ª ed. México: MacGraw Hill, 2002. KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. 5ª ed. São Paulo,SP: Perspectiva,1996. KUJAWSKI, G. M. Descartes existencial. São Paulo: Herder, 1969. MERTENS, M. D. Research and evaluation in education and psycholoy: integrating diversity winth quantitative, qualitative and mixed methods. 2ª ed. Thousand Oas, CA: Sange, 2005. MINAYO, M. C. S. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 32ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012. ROJAS S. R. Guía para realizar investigaciones sociales. México: Ed. Plaza y Valdés, 2002. SAMPIERI, R. H; CALLADO, C. F; LUCIO, M. P. B. Metodologia da pesquisa. 5ª ed. Porto Alegre: Penso, 2013. SELLTIZ, C.; WHRIGHTSMAN, L. S.; COOK, S. W. Tradução de Maria Martha Hubner de Oliveira. Métodos de pesquisas nas relações sociais. São Paulo: EPU, 1987. TEIXEIRA, E. As três metodologias: acadêmica, da ciência e da pesquisa. Petrópolis/RJ: Vozes, 2007. ZAMBONI, S. A pesquisa em Arte: um paralelo entre arte e ciência. Campinas/SP: Autores Associados, 1998.
1846 rees v. 9 n. 9 (2016): jan./dez. Os desafios da formação e dos saberes docentes de professores: processo de escolha dos Livros Didáticos de Matemática Marcos Aurélio Alves e Silva; O presente artigo é resultado da pesquisa em andamento no Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática (PPGECM/UFPE), sobre qual busca investigar a possível influência dos Guias do Livro Didático do Programa Nacional do Livro Didático no momento da escolha do Livro Didático por parte dos docentes de Matemática da Educação Básica, mais especificamente dos anos finais do Ensino Fundamental. É importante considerar os saberes que os docentes trazem ao longo de sua formação que contribuirá na escolha do instrumento didático pedagógico trabalhado nas aulas. A metodologia empregada na pesquisa terá uma abordagem qualitativa a partir das observações e entrevistas realizadas com os docentes que participaram do processo de escolha do Livro Didático, para analisar os dados utilizaremos a Análise de Conteúdo. Ao concluir este trabalho, acredita-se na importância do mesmo para o desenvolvimento de outros estudos e pesquisas que venham a dar suporte à problemática elencada, contribuindo com a formação dos docentes de Matemática e os saberes necessários para à organização do processo de ensino e aprendizagem. BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. São Paulo: Edições 70, 2011. BRASIL. Programa Nacional do Livro Didático. Ministério da Educação. Disponível em: http://www.mec.gov.br; acesso em 30 nov. 2014. CHARLOT, B. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Tradução de Bruno Magne. Porto Alegre: Artmed, 2000. FUJISAWA, D. S. Utilização de jogos e brincadeiras como recurso no atendimento fisioterapêutico de criança: implicações na formação do fisioterapeuta. 2000. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Filosofia e Ciências. Universidade Estadual Paulista. Marília, 2000. GAUTHIER, C. et al. Por uma teoria da Pedagogia: pesquisas contemporâneas sobre o saber docente. Ijui: Editora UNIJUI, 1998. LÜDKE, M.; ANDRÉ, M. Pesquisa Qualitativa em Educação: abordagem qualitativa. São Paulo: EPU, 1986. MANTOVANI, K. P. O Programa Nacional do Livro Didático – PNLD: impactos na qualidade do Ensino Público. Dissertação (Mestrado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de São Paulo. 2009. MINAYO, M. C. S. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2009. NÓVOA, A. et al. Vida de Professores. In: NÓVOA, Antônio. Os professores e as histórias da sua vida. Porto: Porto Editora, 1992. p. 11-30. OLIVEIRA, G. G. Gestão pedagógica: desafios e impasses. Dissertação (Dissertação de Mestrado em Educação) – Universidade Católica de Brasília. Brasília, 2007. OLIVEIRA, J. B. A.; GUIMARÃES, S. D. P.; MONÉNY, H. M. B. A política do livro didático. São Paulo; Campinas: Sammus; EdUnicamp, 1984. ROMANATTO, M. C. O livro didático: alcances e limites. In: VII Encontro Paulista de Educação Matemática, 2004. Anais do VII EPEM. São Paulo, 2004. TARDIF, M. Saberes Docentes e Formação Profissional. Petropólis: Editora Vozes, 2002.
1847 rees v. 9 n. 9 (2016): jan./dez. A formação continuada de professores para a Educação de Jovens e Adultos: a experiência da especialização em PROEJA Josenilda de Souza Silva; O Programa Nacional de Integração da Educação Profissional à Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos — PROEJA (Decreto nº. 5.840/2006) abrange cursos e Programas de Educação Profissional que vão desde a formação inicial e continuada para estudantes trabalhadores atrelada aos ensinos Fundamental e Médio, os cursos técnicos integrados e/ou concomitantes até cursos de formação de professores para atuarem junto ao Programa. Neste artigo enfocamos mais especificamente a Especialização em PROEJA, ofertada em 2008, pelo Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), campus Januária, sob à ótica de seus sujeitos: gestores, docentes e técnicos administrativos, com o objetivo de analisar se houve ou não implicação do curso enquanto formação continuada na formação de profissionais da rede pública de ensino para atuarem como educadores e/ou multiplicadores do Programa. A metodologia adotada baseou-se em pesquisa bibliográfica, análise documental e entrevistas. O estudo buscou chamar a atenção para a importância da formação continuada de profissionais com vista à atuação na educação e profissionalização de jovens e adultos e a consolidação das políticas públicas para esse público. ARROYO, M. G. Educação de Jovens e Adultos. In: GIOVANETTI, M. A; GOMES, N. L.; SOARES, L. J. G. (Org.). Diálogos na Educação de Jovens e Adultos. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. ARROYO, M. G. Palestra. Fórum Regional de Pesquisa e Experiência em PROEJA —Minas e São Paulo. CEFET/MG. 14 a16 set. 2010. BONFIM, C. J. L. Os desafios da formação continuada de docentes para a atuação na educação profissional articulada à educação de jovens e adultos. Dissertação de Mestrado — Universidade de Brasília. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação, 2011. CASTRO, M. D. R; MACHADO, M. M.; ALVES, M. F. O Proeja como desafio na política de educação voltada a jovens e adultos trabalhadores. In. MACHADO, M. M.; OLIVEIRA, J. F. (Org). A formação integrada do trabalhador: desafios de um campo em construção. São Paulo: Xamã, 2010. FRIGOTTO, G.; CIAVATTA, M.; RAMOS, M. A Política de Educação Profissional no Governo Lula: um percurso histórico controvertido. Educação & Sociedade, Campinas, SP, v. 26, n. 92, p. 1087-1113, out. 2005. MACHADO, L. O desafio da formação de professores para a EPT e PROEJA. Educação & Sociedade, Campinas, v. 32, n. 116, jul./set. 2011. MOURA, D. H. História do PROEJA: entre desafios e possibilidades. In: SILVA, A. C. R.; BARACHO, M. G. (Org). Formação de educadores para o PROEJA: intervir para Integrar. Natal: CEFET-RN, 2007, p. 17-34. SHIROMA, E. O.; FILHO, D. L. L. Trabalho docente na educação profissional e tecnológica e no PROEJA. Educação & Sociedade, Campinas, v. 32, n. 116, p. 725-743, jul./set. 2011. SOARES, L. J. G. Do direito à educação à formação do educador de jovens e adultos. In: GIOVANETTI, M. A; GOMES, N. L.; SOARES, L. J. G. (Org.). Diálogos na Educação de Jovens e Adultos. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
1850 rees v. 8 n. 8 (2015): jan./dez. A geografia escolar e o exercício do trabalho de campo: o olhar dos estudantes da escola técnica Alto Médio São Francisco – Pirapora, MG Rahyan de Carvalho Alves;Gildette Soares Fonseca; Este trabalho denota-se como relevante, pois tem por objetivo refletir a importância da disciplina geográfica, entrelaçando algumas possibilidades de métodos de ensino, além da percepção dos alunos da Escola Técnica Alto Médio São Francisco, localizada no município de Pirapora – MG, sobre a importância da pesquisa no cenário desta disciplina. O caminho trilhado baseou-se em levantamento bibliográfico e aplicação de questionário semiestruturado para estudantes do 9º ano, em 2011, da escola supracitada, bem como para seus pais. A Geografia escolar pode representar a importância da educação na construção contínua do ser humano, uma vez que possibilita aos estudantes uma releitura do cosmo social que a vida proporciona ao homem, analisando, em todas as esferas, as mudanças do espaço. BITTENCOURT, Circe. O saber histórico na sala de aula: Livros didáticos entre textos e imagens. São Paulo: Contexto, 2004. BURLA, Gustavo & AGUIAR, Valéria Burlar. O teatro e o ensino da geografia. Anais 10º Encontro Nacional de prática em Geografia, Porto Alegre, 02 de novembro de 2009. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e a prática de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas, SP: Papirus, 2005. CAVALCANTI, Lana de Souza. A geografia escolar e a cidade: Ensaios sobre o ensino da geografia para a vida urbana cotidiana. Campinas, SP: Papirus, 2008. CHALITA, Gabriel. Educação: A solução está no afeto. São Paulo: Gente, 2001. COMPIANI, Mauricio. A Relevância do trabalho de campo no ensino de Geologia na formação de professores de Ciências. Cadernos UNICAMP, v. 2, nº. 2, ago./dez. Campinas, 1991. CURY, Augusto Jorge. Pais brilhantes, Professores fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2003. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra. Coleção Saberes, 1996. GENTILI, Pablo e ALENCAR, Chico. Educar na esperança em tempos de desencanto. Rio de Janeiro: Vozes, 2001. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Dados populacionais do município de Pirapora. Secretaria município de Pirapora – MG, 2009. KAERCHER, Nestor. André. A geografia escolar na prática docente: A utopia e os obstáculos epistemológicos da Geografia Crítica. Tese de Doutorado. Departamento de Antropologia, Letras e Ciências Humanas – Universidade de São Paulo: USP, 2004. LAKATOS, Eva Maria & MARCONI, Marina Andrade. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas, 1990. LIMA, Daniel. Dicionário Geográfico. Disponível em: http: www.diciogeounipac.br. Acessado em 10 de Outubro de 2011. MOMBEIG, Pierre. Metodologia do ensino geográfico. Revista Geografia, AGB, São Paulo, v. 1, nº. 2, ago./dez, 1936. MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: Pequena historia crítica. São Paulo: Annablume, 2007. OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino. Educação e ensino da geografia na realidade brasileira. São Paulo: Contexto, 1989. SILVA, Edemilson Suassuna da. O passado que teima em ser o presente: Uma abordagem sobre o livro didático no trato da questão quilombola. São Cristóvão: Editora UFS, 2007. TOMITA, Luzia Saito. Trabalho de campo como instrumento de ensino em Geografia. Geografia: Revista do Departamento de Geociências, Londrina, v. 8, nº. 2, ago./dez. 1999. VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Filosofia da práxis. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1977. VESENTINI, José William. Para uma geografia crítica na escola. São Paulo: Ática, 1992. VILARINHO, Lúcia Regina Goulart. Didática: Temas selecionados. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1985. YVES, Lacoste. Geografia: Isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. Campinas: Papirus, 1998.
1851 rees v. 8 n. 8 (2015): jan./dez. Mediação: um estudo de caso em um espaço de conversação em língua inglesa Clarissa Costa e Silva; Este estudo narrativo (CONNELLY; CLANDININ, 2000) tem como objetivo relatar e analisar experiências de mediação em um espaço de conversação em língua inglesa. A partir do estudo de trechos de diários das mediadoras e das atividades por elas elaboradas foi possível fazer uma leitura do trabalho delas como mediadoras do grupo, como elas se constituíam mediadoras, se transformavam e interferiam no espaço de conversação por meio de suas atitudes e escolhas. A abordagem metodológica que sustentou este estudo foi a pesquisa narrativa, segundo a qual as experiências de pesquisa ocupam lugar central no estudo. Dentre algumas concepções teóricas de relevância para este estudo, podemos apontar discussões em torno da concepção de interação, cooperação-colaboração e noção de mediação. Dentre os aspectos que emergiram desta experiência é interessante mencionar como o papel das mediadoras se reconfigura à medida em que elas repensam criticamente seus papéis e deslumbram possibilidades futuras. Este trabalho se encontra nas áreas de estudos da Educação e da Linguística Aplicada e, poderá colaborar com discussões nestas áreas e, possivelmente, com a prática de educadores. Jennifer; HEILKER, Paul; RUTKOWSKI, David. Fostering Effective Classroom Discussions. English Department /Virginia Tech. Disponível em: . Acesso em 09 nov. 2008. BORK, Ana V. B. Aprendizagem de Língua Inglesa no Ensino Médio: um estudo empírico com a técnica de dramatização. 2005. 176f. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Universidade Federal do Paraná. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio: língua estrangeira / Secretaria de Educação Fundamental. . Brasília: MEC/SEF, 1998. BROWN, Gillian; YULE, George. Teaching the Spoken Language: na approach based on the analysis of conversational English. Avon: Cambridge University Press, 1992. CLANDININ, D. Jean; CONNELLY, F. Michael. Narrative Inquiry: Experience and story in qualitative research. Sao Francisco: Wiley, 2000. ELLIS, Rod. Second Language Acquisition. Hong Kong: Oxford University Press, 1997. ELY, Margot; VINZ, Ruth; Downing, Maryann; ANZUL, Margaret. On Writing Qualitative Research: living by words. RoutledgeFalmer, 1997. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. HOUAISS. Dicionário eletrônico da língua portuguesa. Versão 1.0. Instituto Antônio Houaiss, 2001. PAIVA, Vera M. L. Internet e sistemas de busca: ampliando o universo de professores e aprendizes de língua inglesa. Disponível em: < http://www.veramenezes.com/publicacoes.html/> Acesso em 9 nov. 2008. PELLEGRINI, Denise. Aprenda com eles e ensine melhor. Revista Nova Escola, São Paulo, n. 139, Ano. XVI, p.19-25, 2001. RAJAGOPALAN, Kanavillil. Por uma lingüística crítica: linguagem, identidade e a questão ética. São Paulo: Parábola Editorial, 2003. RICHARDS, Jack C.; RODGERS, Theodore S. Approaches and Methods in Language Learning. 2 ed. New York: Cambridge University Press, 2001. SCOVEL, Tom. Learning New Languages: A Guide to Second Language Acquisition. Boston: Thomson Learning, 2001. STRAMANN, Hildebrandt R. 2007 Dec 27. Escola(s) em movimento. Movimento [Online]. Disponível em: Acesso em 10 set. 2008. THOMPSON, Rodger M. Interaction and English Grammar. University of Florida. Disponível em: Acesso em 21 out. 2008. WIDDOWSON, H. G. Learning Purpose and Language Use. Hong Kong: Oxford University Press, 1983.
1852 rees v. 8 n. 8 (2015): jan./dez. Caminhos da aldeia Itapicuru terra indígena Xakriabá: análise de um evento de letramento em contexto religioso Ildete Freitas Oliveira; Para este artigo trouxemos uma das categorias de análise da pesquisa de mestrado entitulada “Um lugar para ler e escrever: estudo sobre letramento na Aldeia Indígena Itapicuru entre os Xakriabá”. Dentre os letramentos levantados nesse contexto comunitário, analisamos aqui os resultados obtidos a partir dos elementos que o contexto religioso ofereceu. Contudo, de uma maneira geral esse trabalho objetivou compreender as práticas letradas e sua significação na citada aldeia. Esta análise baseou-se na ideia de que o letramento (Street, 2003) é um processo socialmente localizado em comunidades específicas. A singularidade da aldeia se reforça pelo lugar de “coração da terra” indígena que ocupa em função do lugar que tomou na luta recente pela retomada e homologação do território indígena Xakriabá. Hoje é habitada por 340 pessoas distribuídas em 78 famílias. Que vivem em um espaço onde ocorrem grandes transformações nas formas de compartilhar e negociar significados em função da recente introdução da linguagem escrita. A metodologia de investigação se baseou numa abordagem qualitativa (Bogdan & Biklen, 1994) de inspiração etnográfica (Cardoso de Oliveira, 1998). O que nos permitiu descrever e analisar eventos e práticas de letramento no contexto da cultura e das relações sociais entre os sujeitos. BARTON, D. Literacy: An Introduction to the Ecology of Written Language. Oxford, Blackwell. Carter, R (2002) ‘The Grammar of Talk: Spoken English, 1994. BARTON, D., & Hamilton, M. IVANIC, Roz. Situated literacies. London: Routledge, 2000. BARTON, D., & Hamilton, M. Local literacies: Reading and writing in one community. London: Routledge, 1998. BAYNHAM, M. “Code switching and mode switching: Community interpreters and mediators of literacy”. In: B. Street. Cross-cultural approaches to literacy. Cambridge: Cambridge University Press, 294-314, 1993. BOGDAN, Roberto C. & BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em educação – Uma introdução à teoria e aos métodos. Porto – Portugal: Porto Editora, 1994. GEE, James P. Social Linguistics and literacies: ideology in discourse. Londres: Falmer Press, 2001. HEATH, Shirley B. Ways with words: language, life, and work in communities andclassrooms. New York: Cambridge University Press, 1983. MACÊDO, Magda Martins. Educação? Educações... Por uma educação do campo no sertão de Minas. p.29-59. Educação, Escola & Sociedade, Montes Claros, v. 1, n. 1, Montes Claros, dez. 2008. MARCUSCHI, Antonio. Investigando as relações oral/escrito e as teorias do letramento. São Paulo Mercado de Letras, 2001. MARINHO, M., CARVALHO, G. Teodoro. (orgs.). Cultura escrita e letramento. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. MEURER, J. L. Integrando estudos de gêneros textuais ao contexto de cultura. p. 151-170. In KARKOWSKI, Acir Mário. (org.) Gêneros textuais reflexões e Ensino. 3.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008. OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. O trabalho do antropólogo. São Paulo: Editora UNESP, 1995. PEREIRA. Verônica Mendes. A cultura na escola ou escolarização da cultura? Um olhar sobre as práticas culturais dos índios xacriabá. Dissertação Mestrado. Belo Horizonte: Faculdade de Educação – UFMG. 2003. ROCKWELL, Elsie. La experiência etnográfica: historia y cultura en los procesos educativos. 1ª ed. Buenos Aires: Paidós, 2010. ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP, 2004. Texto apresentado em Congresso realizado em maio de 2004. SANTOS, Macaé M. Evaristo dos. Práticas Instituintes de Gestão das Escolas Xacriabá. Dissertação de Mestrado FAE/UFMG. 2006. SANTOS. Ana Flávia M. “Do terreno dos caboclos do Sr. São João à Terra indígena Xakriabá: as circunstâncias da formação de um povo. Um estudo sobre a construção social de fronteiras.” Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de Brasília. Brasília. 1997. SOARES, Magda B. Apresentação. Educ. Soc., Campinas, vol. 23, n. 81, p. 15-19, dez. 2002. Disponível em http://www.cedes.unicamp.br STREET, B. V. Os novos estudos sobre o letramento: histórico e perspectivas. p. 33-53. In. MARINHO, M., CARVALHO, G. Teodoro. (orgs.). Cultura escrita e letramento. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. STREET, B. V. What’s “new” in New Literacy Studies? Critical approaches to literacy in theory and practice. Current Issues in Comparative Education, Vol. 5 (2) 2003. STREET, B. V. Social literacies: Critical Approaches to literacy in development, etnography and education. London and New York: LONGMAN, 1995. STREET, B. V. Cross cultural approaches to literacy. London and New York: Cambridge, 1993. STREET, B. V. Literacy in Theory and Practice. Cambridge: CUP. 1984. TFOUNI, L. V. Letramento e alfabetização. São Paulo: Cortez, 2006 – Coleção questões da nossa época.
1853 rees v. 8 n. 8 (2015): jan./dez. Relato de experiência: o crack e outras drogas na escola Leandro Mendes Pinheiro da Silva;Rayde Luiz Fonseca;Aline Gonçalves Ferreira;Jonas Anselmo de Almeida; O presente trabalho é um relato de experiência das atividades desenvolvidas durante o 8º Fórum de Biotemas em duas escolas de ensino Fundamental e Ensino Médio na cidade de Montes Claros - MG, com o tema Crack e outras drogas na Escola. Objetivo do projeto é discutir as intervenções de saúde na escola para um problema psicossocial marcante na sociedade atual e que precisa deixar de ser tabu ou clichê e se tornar assunto de abordagem ampla, clara e eficaz no sentido de erradicação do uso de entorpecentes. Por ser um relato de experiência descrevemos as atividades realizadas e as impressões dos alunos a respeito do assunto drogas, coletadas por meio de formulário criado pelos próprios autores, e por fim são apresentadas as questões que permeiam a utilização de drogas. Concluímos que a adolescência é a fase escolar onde são geradas dúvidas e também são realizadas decisões sobre o início da vida adulta, sendo os adolescentes presas fáceis do mercado obscuro das drogas. É momento da escola se manter unida com as entidades sociais e de saúde a fim de intervir no combate as drogas dentro da escola eliminando com certeza boa parte de seus estudantes das possibilidades do vício ou pelo menos consciente das consequências de seu uso. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de projetos Educacionais Especiais. Diretrizes para uma política educacional de prevenção ao uso de drogas. Brasília: MEC/SEPESPE, 1994. v.1. BRASIL. Secretaria Nacional Antidrogas (2000). Conselho Nacional Antidrogas, não paginado. Disponível em: http:// www.senad.gov.br/comad. Acesso em: 28 set. 2005. FONSECA, M. S. (2006). Prevenção ao abuso de drogas na prática pedagógica dos professores do Ensino Fundamental. Tese de Doutorado, Universidade Estadual de Campinas, Campinas – SP. MARCONDES, Ruth Sandoval. Educação em Saúde na Escola. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 6, n. 1, março 1972. TIBA, Içami. Anjos Caídos: Como prevenir e Eliminar as Drogas na Vida do Adolescente.14ª Ed. São Paulo: Gente, 2003. ROSELI, Ana Cecília Petta, CRUZ, Marcelo S. O Adolescente e o Uso das drogas. Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v. 22, n. 2, p. 32-36, dez. 2000.
1854 rees v. 8 n. 8 (2015): jan./dez. O ensino de história e história local: aproximações necessárias Bergston Luan Santos;Jaciely Soares da Silva; O presente texto tem como objetivo problematizar o ensino de História a partir dos intensos debates que se apresentaram nos currículos envolvendo a educação no Brasil, e a renovação implicada no ensino de História nos anos de 1990. Tencionamos expor discussões sobre o ensino da história local nas escolas públicas, uma vez que, em seus currículos é necessário que tal temática seja abordada. Usamos como metodologia para coleta de dados a observação, acompanhamos aulas de história nas escolas públicas de Catalão - GO, empregamos entrevistas com professores e análise documental sobre as produções acadêmicas, com o tema da História local no Departamento de História e Ciências Sociais da UFG-CAC, uma vez que, durante a pesquisa se vez necessário levantar dados sobre os trabalhos que são produzidos na Universidade. Por fim, apresentamos algumas considerações que entendemos como relevantes, percebendo que há muitos desafios para o professor desempenhar o currículo prescrito e, além disso, precisamos aprofundar questões que problematizem a Universidade e sua aproximação das escolas, de forma a buscar uma interação significativa entre pesquisa, ensino e extensão. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997. 126p. CHEVALLARD, Y. La Transposición Didáctica: del saber sabio al saber enseñado. La Pensée Sauvage, Argentina, 1991. CRUZ, M. B.A. O ensino de história no contexto das transições de paradigmas da história e da educação. In: NIKITEUK, S. M. (org.) Repensando o ensino de história. São Paulo: Editora Cortez, 2001. FÁVERO, Maria de Lourdes de Albuquerque. A Universidade no Brasil: das origens à Reforma Universitária de 1968Educar, Curitiba, n. 28, p. 17-36, 2006. Editora UFPR. FENELON, Déa Ribeiro. A formação do profissional de História e a realidade do ensino. Tempos Históricos. Volume 12 – 1º semestre – 2008 – p. 23-35. FONSECA, Selva G. Didática e prática de ensino de História: experiências, reflexões e aprendizado. Campinas/ São Paulo: Editora Papirus, 2003. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1996. Vol. 23. HALL, Stuart. Da diáspora. Identidades e mediações culturais. Org. Liv Sovik. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009. LE GOFF, Jacques. História e memória. Tradução de Bernardo Leitão. 5. ed. Campinas- SP: Editora da UNICAMP, 2003. LÜDKE, M.; ANDRÉ, M.E.D.A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo, EPU, 1986. MORE, Antonio Flavio Barbosa. Propostas curriculares alternativas: limites e avanços. Educação & Sociedade. Educ. Soc. Vol. 21, nº 73. Campinas Dec. 2000. PEREGRINE, Rosa Maria; SILVA, Jeanne. Na trilha das significações do ensino de Historia. 2004, p. 1. PRADO, Luiz Fernando Silva. A formação do professor universitário de História. HISTÓRIA REVISTA. Goiânia, v. 14, n. 1, p. 177-192, jan./jun. 2009.
1855 rees v. 8 n. 8 (2015): jan./dez. O ambiente escolar representado em “conto de escola”, de Machado de Assis Cláudia Fernanda Freitas Maia;Ana Paula da Mota França;Alcilene Pereira Seixas dos Santos;Alessandra Ribeiro Queiroz; O presente trabalho objetiva analisar os desdobramentos que os personagens professor e aluno, mais precisamente Pilar e Policarpo adquirem no ambiente escolar no decorrer do conto literário “Conto de Escola”, de Machado de Assis. Este estudo destaca-se por tratar de uma narrativa que transcorre sob a rememoração do personagem, seu narrador-protagonista, no que diz respeito aos seus tempos primários – tempos de escola – na cidade do Rio de Janeiro. Logo, este estudo demonstra que os episódios vivenciados pelos personagens do conto estariam expressos na narrativa por meio das representações que se desenvolvem durante o conto machadiano. ASSIS, M. de. Machado de Assis: seus 30 melhores contos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. BOSI, A. Machado de Assis: o enigma do olhar. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2007. BRAYNER, S. “Metamorfoses machadianas”. In: BOSI, A. et al. Machado de Assis (Coleção Escritores Brasileiros: Antologia e Estudos). São Paulo: Ática, 1982. CÂNDIDO, A. Do Romantismo ao Simbolismo. São Paulo: 9 ed. Vol II. Ed Difel, 1981. CÂNDIDO, A. Vários escritos. São Paulo: Duas cidades, 1995. COELHO, N. N. A literatura Infantil. 3 ed. Ed Quíron, 1984. FOUCALT, M. A verdade e as formas jurídicas. Rio de Janeiro: NAU Editora, 2002. LAJOLO, M.; SILBERMAN, R. Literatura Infantil Brasileira. 6 ed., Edit. Ática, 1999. MEYER, A. “O romance machadiano: O homem subterrâneo”. In: BOSI, A. et al. Machado de Assis (Coleção Escritores Brasileiros: Antologia e Estudos). São Paulo: Ática, 1982. MOISÉS, M. História da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 1984. ORLANDI, E. P. As formas do silêncio: no movimento dos sentidos. Campinas: Ed. da Unicamp, 2007. RONCARI, L. Machado de Assis: o aprendizado do escritor e o esclarecimento de Mariana. Rev. Brás. Hist. vol. 25, nº 50. São Paulo: Revista Brasileira de História, 2005. SACCO, W. C. Representação e Identidade do Professor em Conto de Escola de Machado de Assis. IN: Fundamentos Filosóficos e Epistemológicos da Educação – FFEE.
1856 rees v. 8 n. 8 (2015): jan./dez. Cartografia e Educação: experiências com o minicurso “brincando de construir mapas” Mônica Oliveira Alves;Rachel Inêz Castro de Oliveira; Este trabalho apresenta os resultados obtidos a partir do desenvolvimento do minicurso “Brincando de Construir Mapas”, que foi realizado com o objetivo de demonstrar ao estudante que o uso da linguagem cartográfica a partir da construção de um mapa retratando a realidade local de cada um, no caso o bairro, pode contribui para a formação de um cidadão crítico e independente. Percebe-se que, por trás de todo mapa, tem sempre um tipo de interesse, seja ele político, econômico, social ou cultural. Assim, podem auxiliar o aluno a compreender as transformações socioeconômicas que ocorrem na sociedade. O minicurso foi ministrado para os estudantes do ensino fundamental II (6º e 7º ano) da escola Estadual Professor Plínio Ribeiro e Escola Estadual Professora Dulce Sarmento durante o 9º Fórum de Biotemas na Educação Básica, realizado pela Universidade Estadual de Montes Claros/Unimontes em setembro de 2012. Verificou-se que a leitura e interpretação de mapas embasam o estudo dos diferentes fenômenos, tanto físicos como sociais, que ocorrem no mundo, e ampliam as possibilidades dos estudantes compreenderem como tais fenômenos transformam o espaço geográfico, inclusive seu local de vivência – o bairro. ALMEIDA, R. D. de; PASSINI, Elza Y. O espaço geográfico ensino e representação. São Paulo: contexto, 1989. (Coleção Repensando o Ensino). DUARTE, Paulo Araújo. Cartografia Básica. Florianópolis: UFSC, 2002. FERREIRA, G. M. L; MARTINELLI, M. Moderno Atlas geográfico. 4ª ed. São Paulo: Editora Moderna. 2003. FITZ, Paulo Roberto. Cartografia Básica. Canoas: La Salle, 2000. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas Geográfico Escolar. Disponível em: . Acesso em 08 Nov. 2011. MARTINELLI, Marcelo. Gráficos e mapas: Construa-os você mesmo. São Paulo: Moderna, 1998. História da Cartografia disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=qtbi4cgomK8 Cartografia - a arte de fazer mapas,, disponível em http://www.youtube.com/watch?v=sN1AR4lkyfo
1857 rees v. 8 n. 8 (2015): jan./dez. Significados e sentidos do brincar e do brinquedo na cultura das infâncias Myrtes Dias da Cunha;Grazielle Eloísa Balduino;Tatiani Rabelo Lapa Santos; As relações humanas que se estabelecem no brincar são mais importantes do que o ato em si de brincar e até mais do que o próprio brinquedo. Brincar é mais do que manipular um brinquedo; envolve criação e espontaneidade, consiste numa atividade por interesse que extrapola o resultado estrito das ações praticadas, reúne impulso interno e motivação externa. O brincar e as culturas das infâncias compõem o objeto de pesquisa do mestrado e também do Grupo de Pesquisa Infâncias, Docências e Cotidiano Escolar da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia. Por isso buscamos discutir no presente estudo origens do brincar, do brinquedo e de suas relações com a cultura das infâncias das crianças de uma escola municipal de Uberlândia. Estabelecer relações do brincar com a educação é importantíssimo no mundo atual, principalmente quando se pensa na urgência de construirmos uma escola com as crianças e não para as crianças. O brinquedo e o brincar ainda são vistos por muitos como uma atividade secundária. Esperamos que pesquisas possam contribuir para que muitos de nós olhemos com outros olhos para o brincar e que o vejamos como uma possibilidade importante de transformação de homens, relações e do conhecimento. BENJAMIN, Walter. Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. Trad. Marcus Vinicius Mazzari; posfácio de Flávio Di Giogi. São Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2002. BROUGÉRE, Gilles. Brinquedo e cultura. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. 8 ed. São Paulo: Cortez, 2010. (coleção questões da nossa época; v.20). BRUEGEL, Pieter. In: Gênios da Pintura. São Paulo: Abril Cultural, 1969. V. 3. BRUNER, J. S. O processo da Educação. trad. de Lólio Lourenço de Oliveira. 7 ed., São Paulo: Nacional, 1978. FRANCO, Sérgio de Gouvêa. O brincar e a experiência analítica. Ágora (Rio J.) [online]. 2003, vol.6, n.1, pp. 45-59. ISSN 1516-1498. HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. trad. João Paulo Monteiro. São Paulo: Perspectiva, 2010. 6. ed. (Estudos/ dirigida por J. Guinsburg). KISHIMOTO, T. M. (Org.). O brincar e suas teorias. São Paulo: Cengage Learning, 2011a. KISHIMOTO, T. M. (Org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 4 ed. São Paulo: Cortez, 2011b. ROJAS, Jucimara. Jogos, brinquedos e brincadeiras: a linguagem lúdica formativa na cultura da criança. Campo Grande: UFMS, 2007. VYGOTSKI, L. S. A formação social da mente. 7 ed. São Paulo: Livraria Martins Fontes, 2007. WAJSKOP, Gisela. Brincar na pré-escola. 8 ed. São Paulo: Cortez, 2009. – (Coleção Questões da Nossa Época; v. 48). WINNICOTT, D. W. O brincar & a realidade. Trad. J. O. A. Abreu e V. Nobre. Rio de Janeiro: Imago, 1975.
1858 rees v. 8 n. 8 (2015): jan./dez. Ambientes virtuais de aprendizagem e sua interação na educação permanente Valdete Lourenço Silva;Ziléa Baptista Nespoli; Objetivo: esta pesquisa visa analisar a relação entre profissionais de saúde da Atenção Básica em Saúde e o processo de Educação Permanente no âmbito dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem - AVAs. Método: pesquisa bibliográfica com referencial teórico, a base de dados utilizada foram livros e periódicos científicos. Resultados: A Educação Permanente em saúde viabiliza e contribui para formação dos profissionais de saúde, possibilitando elevar a qualidade dos serviços prestados aos clientes usuários do Sistema Único de Saúde e os Ambientes Virtuais de Aprendizagem são o eixo que proporciona o desencadeamento deste processo. Verificou-se que educação permanente favorece o desenvolvimento individual e institucional; entre serviços e gestão setorial; e entre atenção e controle social. Conclusão: Recomenda-se mais estudos que envolvam o tema proposto, elaboração de projetos que possam articular o processo nas instituições de saúde pública, bem como aporte financeiro governamental para investimentos em infraestrutura para a qualificação de docentes e demais ações cabíveis que possam proporcionar aprimoramento. Alves LNC. Educação a distância: uma nova concepção de aprendizado e interatividade. São Paulo, 2003. Editora Futura. Barboza T, Fracolli LA. A utilização do “fluxograma analisador” para a organização da assistência à saúde no Programa Saúde da Família. Caderno Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.21, n.4, p.1036-1044, jul./ago. 2005. Bassani, et al.Análise das interações em ambientes virtuais de aprendizagem: uma possibilidade para avaliação da aprendizagem em EAD. V. 4 Nº 1, Julho, 2006. Bertani IF, et al. Aprendendo a construir saúde: desafios na implantação da política de educação permanente em saúde. 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1859 rees v. 8 n. 8 (2015): jan./dez. Discutindo território com crianças por meio do desenho animado “Os sem floresta” Silvana Regina de Faria Guimarães;Cármen Cássia Velloso e Silva;Romana de Fátima Cordeiro Leite;Gustavo Henrique Gomes de Oliveira; Um dos grandes desafios do professor de Geografia, na atualidade, é levar o aluno a pensar geograficamente, ou seja, fazer com que ele aplique os conhecimentos adquiridos na sala de aula em seu cotidiano. Quando essa preocupação se inicia na escola infantil, a probabilidade de se alcançar uma formação geográfica mais sólida é maior. Buscando cumprir essa importante tarefa, foi desenvolvido o presente trabalho, que consistiu no uso do desenho animado “Os sem floresta”, em uma turma de segundo período da Educação Infantil de uma escola pública, compreendendo crianças na faixa etária de cinco anos. O trabalho teve como objetivo levar o estudante do segundo período da escola campo, desta pesquisa, a refletir sobre as questões geográficas mostradas no enredo do filme e, que também estão presentes no cotidiano desses alunos. No que se refere à metodologia, realizou-se no primeiro momento uma pesquisa bibliográfica com ênfase em território e seus desdobramentos como a territorialização, desterritorialização e reterritorialização. Em sala de aula, desenvolveu-se uma conversa informal sobre o tema em estudo; em seguida, foi apresentado o filme e, posteriormente, foi realizado o debate sobre o enredo do filme. BARBOSA, Jorge Luiz. Geografia e cinema: em busca de aproximações e do inesperado. In. CARLOS, Ana Fani Alessandri (Org.). A Geografia em sala de aula. São Paulo: Editora Contexto, 2008. BRAGA, Rosalina Batista. Construção do raciocínio geográfico com crianças: reflexões sobre uma experiência de pesquisa. In: ENCONTRO DE PESQUISA DA FAE/UFMG, 6., 2001, Minas Gerais. Anais... Minas Gerais, 2001. p. 08-16. PEREIRA, Anete Marília. HERMANO, Vivian Mendes. Categorias de Análise Geográfica. IN: Caderno Didático II, Geografia. 2º período. Universidade Aberta do Brasil/Unimontes. p. 06-83. SANTOS, Milton e SILVEIRA, Maria Laura. O BRASIL: Território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro/ São Paulo: Editora Record, 2001. SILVA, Carlos Eduardo Mazzetto. TERRITORIALIDADE CAMPONESA E AGRONEGÓCIO: O SENTIDO E A SUSTENTABILIDADE DOS TERRITÓRIOS RURAIS EM QUESTÃO. In BEZERRA Amélia Cristina Alves et all (Orgs). Itinerários Geográficos. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2007. SILVA, Carmen Cássia Velloso e. et all. A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COM O USO DE DESENHOS ANIMADOS: UMA ESTRATÉGIA LÚDICA DE SENSIBILIZAÇÃO. IX Congresso Nacional de MEIO AMBIENTE de Poços de Caldas. ANAIS 2012. SILVA, Carmen Cássia Velloso e. et all. DESENHOS ANIMADOS: UMA FERRAMENTA DE AUXILIO PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM DE GEOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL. XVII Congresso Nacional de Geógrafos. ANAIS 2012.
1860 rees v. 8 n. 8 (2015): jan./dez. A cultura regional em interface com a escola e o mundo globalizado Janete Aparecida Gomes Zuba;Leticia de Freitas Cardoso Freire; O presente artigo apresenta uma discussão sobre cultura e o quadro atual em que se deparam educadores, antropólogos, historiadores, sociólogos, dentre outros. Ao utilizar este termo nos remetemos a um complexo campo conceitual que tem sua própria historicidade. Dentro da atual polissemia que o termo comporta, explicitamos com qual concepção de cultura buscamos nos aproximar de uma reflexão sobre a cultura regional incorporando a experiência cultural que se vive na escola com a experiência que se vive no Norte de Minas sem perder de vista a interface e as implicações do mundo globalizado, entendendo a escola como centro irradiador de cultura em diálogo constante com a comunidade. ARIÈS, Philippe.História social da criança e da família. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, 1981. (Trad. Dora Flaksman). AZEVEDO, Fernando. A cultura brasileira. S. Paulo: Melhoramentos, 1953. AZEVEDO, Fernando de. O sentido da educação colonial. In: A Cultura Brasileira. 6ª ed. Rio de Janeiro: UFRJ; Brasília: UNB, I996. pp. 495-544. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A Educação como cultura. Editora Brasiliense, 1985. CANDAU, Vera Maria. (org.). Reinventar a Escola. Petrópolis/RJ: Vozes, 2000. CÂNDIDO, Antônio. As diferenças entre o campo e a cidade e o seu significado para a educação – pesquisa e planejamento, São Paulo, 1957. CHARTIER, Roger. Introdução: por uma sociologia histórica das praticas culturais. In: A história cultural: entre praticas e percepções. S. Paulo: Betrand/Difel, 1990, pp.13-28. COSTA, João Batista de Almeida. Mieniros e baianeiros: Englobamento, exclusão, resistência. Brasilia: UnB, 2003. (Tese de doutorado). COSTA, João Batista de Almeida. Cultura Sertaneja: A conjugação de lógicas diferenciadas. In: SANTOS, G. R. dos (Org) Trabalho, cultura e sociedade/nordeste de Minas: considerações a partir das Ciências Sociais. Montes Claros/MG: Best Comunicação e Marketing, 1997, p. 77-98. COSTA, João Batista de Almeida. COSTA, João Batista de Almeida. DAYRELL, Juarez (org.). A Escola como espaço sócio-cultural. In: Múltiplos olhares sobre educação e cultura. Belo Horizonte: UFMG, 1996. p. 136-161. ESPELETA, Justa; ROCKWELL, Elise. Pesquisa Participante. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1989 (trad. BARBOSA, Francisco Salatiel de Alencar). GOMES, Nilma Lino. Escola e Diversidade Étnico-Cultural: Um Dialogo Possível. S/nd. GUERTZ, C. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989. JULIA, Dominique. A Cultura Escolar Como Objeto Histórico. (trad.) Gizele de Souza. In: Revista brasileira de história da Educação. Campinas/SP: Ed. Autores Associados, nº 1, Jan/Jun., 2001. KEESINGER, Roger. “Teories of Culture”. Annual Review of Antropology, vol.3. Palo Alto, California. 1974. LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Zahar, 1996. LARAIA, Roque de. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2001. LUDKE, Menga; MARLI, André. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas. S. Paulo: EPU, 1986. MAIA, Carla. Cultura juvenil: juventude e escola. B. Horizonte: Pucminas, 2003. NÓVOA, Antonio. Analise da instituição escolar. Lisboa. 1990. (relatório de concurso para professor associado da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa). NÓVOA, Antonio. Para Uma Analise das Instituições Escolares. Lisboa: FPCEUL, 1990. PEREIRA, Anete Marilia; ALMEIDA, Ivete Soares de, (orgs.). Leituras geográficas sobre o Norte de Minas. Montes Claros/MG: Editora da Unimontes, 2004. RIBEIRO, Maria Luíza S. História da Educação Brasileira: A Organização Escolar. 4ª ed. São Paulo: Moraes. 1984. ROMANELLI, Otaiza de Oliveira. História da Educação no Brasil (1930 – 1973). Petrópolis: Vozes, 1980. TOSTA, Sandra de Fátima Pereira. Antropologia e Educação. Belo Horizonte: PUC – Minas, 2001. (texto digitado). VELHO, Gilberto. Individualismo e cultura. Rio de Janeiro: Zahar, 1981. VELHO, Gilberto; CASTRO, E. B. Viveiros. O conceito de cultura e o estudo de sociedades complexas: uma perspectiva antropológica. In: Artefato. Nº 1. Rio de Janeiro, 1979. ZUBA, J. A. G; FEITOSA, Antonio Maurílio Alencar; CLEPS JUNIOR, João. Debaixo da Lona: Tendências e Desafios da Luta pela Posse da Terra e da Reforma no Brasil. Goiânia: Ed. da UCG, 2006.
1861 rees v. 8 n. 8 (2015): jan./dez. Relação entre o realismo nominal, consciência fonológica e os estágios da escrita Jania de Oliveira Pereira; O presente artigo foi desenvolvido como Trabalho de Conclusão de Curso de Pós-graduação em Alfabetização e Letramento e Linguagem Matemática, oferecido pelo Departamento de Métodos e Técnicas Educacionais da Universidade Estadual de Montes Claros. Insere-se no campo da alfabetização e tem como objetivo investigar qual a relação existente entre os níveis do Realismo Nominal, Consciência Fonológica e os estágios em que perpassa a criança para a aquisição da escrita. Este trabalho traz uma discussão sobre o tema de forma a uma melhor compreensão do processo de alfabetização de crianças na faixa etária de quatro a cinco anos de idade. Sendo esta pesquisa, de natureza qualitativa, no qual foi utilizada entrevista semi-estruturada como instrumento de coletas de dados. Os dados foram coletados, transcritos, tabulados e descritos conforme a realidade pesquisada e foi embasada com teorias correntes de acordo aos autores, Morais (2006) e Freitas (2004) que falam sobre Consciência Fonológica; Carreher e Rego (1981) com a pesquisa sobre Realismo Nominal; dentre outros. Os resultados obtidos indicaram uma alta correlação entre os níveis do Realismo Nominal, Consciência Fonológica e de aquisição da escrita. ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith & GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas Ciências naturais e sociais. São Paulo: Pioneira, 1999. BELLÉS, Rosa M. O que as crianças pequenas sabem sobre a escrita? In: PEREZ, Francisco Carvajal, GARCIA, joaquín Ramos. (orgs) Ensinar ou aprender a ler e a escrever? Porto Alegre: Artmed, 2001. CARRAHER, Terezinha Nunes e Rego, Lúcia Lins Browne. O realismo nominal como obstáculo na aprendizagem da leitura. Cadernos de pesquisa. N. 39, nov. 1981, São Paulo. FREITAS, Gabriela Castro Menezes. Sobre a Consciência Fonológica. In: LAMPRECHT, Regina Ritter. Aquisição Fonológica do Português. São Paulo: Artmed, 2004. GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 1995. GODOY, Arilda S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração de Empresas, Rio de Janeiro, v. 35, n. 2, p. 57-63, mar./abr., 1995. LÜDKE, Menga, ANDRÉ, Marli Eliza D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. MORAIS, Artur Gomes. Consciência fonológica e metodologias de alfabetização. Presença Pedagógica. N° 70, jul/ago. 2006. TEBEROSKY, Ana. O ingresso na Escrita. In: PEREZ, Francisco Carvajal; GARCIA, Joaquín Ramos. (orgs) Ensinar ou aprender a ler e a escrever? Porto Alegre: Artmed, 2001. TRIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais. 4ª tiragem. São Paulo: Atlas, 1995.
1862 rees v. 7 n. 7 (2014): jan./dez. Educação a distância: panorama da produção acadêmica de teses e dissertações no Brasil no período de 2000 a 2009 Carlos Alexandre de Oliveira; O presente artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que objetivou realizar uma análise bibliométrica da produção científica acadêmica nacional de teses e dissertações na área de Educação a Distância (EAD). Para obtenção dos dados foi utilizado base de dados de textos referenciais e completos de acesso livre. Os dados foram extraídos da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) que disponibiliza texto completo sobre teses e dissertações defendidas junto a programas de pós-graduação do país. O estudo bibliométrico permite afirmar, entre outros indicadores, que a produção científica acadêmica sobre Educação a Distância no Brasil obteve considerável crescimento na última década. ALMEIDA, M. A.; HAYASHI, M. C. P. I.; Programa de Pós-graduação em Educação Especial. 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1863 rees v. 7 n. 7 (2014): jan./dez. Ensino de Estatística Descritiva e o Laboratório de Ensino de Matemática: aproximações e reflexões Marcio Figueiredo de Souza;Douglas da Silva Tinti; O presente artigo tem por objetivo socializar reflexões acerca das potencialidades da utilização do Laboratório de Ensino de Matemática tanto nos cursos de Formação Inicial de Professores quanto nas aulas de Matemática de todos os níveis da Educação Básica. Para tanto, partiremos de uma experiência prática (oficinas), que foi incentiva e desenvolvida pelo corpo docente do curso Licenciatura em Matemática no 2º semestre de 2012. Como resultado, da conclusão das oficinas, socializamos a utilização do “cubo” como um material manipulável possível para desenvolver noções importantes do Ensino de Estatística nos anos iniciais da escolarização. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. HIRAMATSU, Ricardo Naruki. O laboratório: satisfação cultural. In: MIRANDA, Hercília Tavares de; MENEZES, Luis Carlos de (organizadores). Almanaque de criação pedagógica. A aventura da explicação: ciências e linguagens. Rio de Janeiro: Vozes, 2002. p. 94-96. LOPES, Celi A. E. O Ensino da Estatística e da Probabilidade na Educação Básica e na Formação do Professores. Cad. Cedes, Campinas, vol. 28, n. 74, p. 57-73, jan./abr. 2008 LORENZATO, Sergio Apparecido. Laboratório de ensino de Matemática e materiais didáticos manipuláveis. In: LORENZATO, Sergio Apparecido (Org.). O laboratório de ensino de Matemática na formação de professores. Campinas: Autores Associados, 2006. p. 3-37. OLIVEIRA, Ana Maria Nauiack. Laboratório de Ensino e Aprendizagem em Matemática: as razões de sua necessidade. 1983, 138f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Curitiba. Curitiba. TAHAN, Malba. Didática da Matemática. 3. ed. v. 2. São Paulo: Saraiva, 1961. TURRIONI, Ana Maria Silveira. O laboratório de educação Matemática na formação inicial de professores. 2004, 175f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Rio Claro.
1864 rees v. 7 n. 7 (2014): jan./dez. Aprender a ler e escrever: o que pensam as crianças em processo de alfabetização Renata Durães Domingues;Geisa Magela Veloso;Alessandra Braga Costa; Imbuídos de crenças em circulação no mundo ocidental é possível afirmar que saber ler e escrever proporciona grandes poderes aos que se apropriaram dessa ferramenta. Através da leitura e da escrita temos a possibilidade de acessar mundos, pessoas e situações diversas e distantes, que não realizaríamos se não fosse por esse recurso. Portanto, através do ensinar a ler e escrever cumpre-se um objetivo fundamental da educação que é produzir e ampliar as possibilidades para desenvolver no ser humano todos os aspectos do seu comportamento: cognitivo, moral, social e afetivo. O presente trabalho está inserido no contexto da educação, especificamente no campo de estudos sobre alfabetização e letramento, tendo a cultura escolar com objeto de estudo. A pesquisa, em andamento, tem por lócus uma escola pública periférica de Montes Claros, e tem por sujeitos investigados alunos de uma turma 2º ano de escolaridade, composta pelos mais fracos e com menor desempenho em termos de aprendizagem no 1º ano do ano letivo anterior. Ou seja, são alunos oriundos de 3 outras turmas, que não se alfabetizaram no 1º ano de escolaridade e integraram uma turma que demanda por atendimento especial e sistemático por parte da escola. ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. O método das ciências sociais. In.: ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith e GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998. ENGUITA, Mariano F. O magistério numa sociedade em mudança. In. VEIGA, Ilma Passos Alencastro et al. (Org.). Caminhos da profissionalização do magistério. Campinas/SP, 1998.p.11-26. FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. A Psicogênese da Língua Escrita. Porto alegre: Artes Médicas, 1979. GRAFF, Harvey. Os labirintos da alfabetização. Porto Alegre: Artmed, 1997. LEITE, Sergio Luiz da Silva; TASSONI, Elvira Cristina M. Afetividade e ensino. In: SILVA, Ezequiel Theodoro da. (Org.). Alfabetização no Brasil: questões e provocações da atualidade. São Paulo: Autores Associados, 2007. SMITH, Frank. Compreendendo a Leitura – uma análise psiconlinguística da leitura e do aprender a ler. Porto Alegre: Artmed, 2003. SOARES, Magda. Um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998. THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. 2. ed. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1986. TOLCHINSKY, Liliana. Ler e escrever na diversidade. In: PEREZ, Francisco Carvajal; GARCIA, Joaquim Ramos. (Org.). Ensinar ou aprender a ler e escrever? Porto Alegre: Artmed, 2001.p.137-144.
1865 rees v. 7 n. 7 (2014): jan./dez. O uso do computador no ensino de Matemática: um estudo com professores da EJA André Pereira da Costa;Geraldo Herbetet de Lacerda; O presente trabalho tem o objetivo de discutir sobre a importância da inclusão do computador no ensino da Matemática, tornando este componente curricular mais interessante para o aluno. Atualmente, várias são as pesquisas, no país, que mencionam as contribuições deste recurso tecnológico no processo de ensino e aprendizagem, especialmente, no ramo da Educação Matemática. O objetivo desta pesquisa consiste em avaliar a inserção desta nova tecnologia pelos professores de Matemática da EJA (Educação de Jovens e Adultos) nas escolas de Ensino Fundamental, situadas em um município do Alto Sertão – PB, observando por intermédio da aplicação de questionário, os ensejos da não inclusão do computador como suporte didático, além das dificuldades concernentes a sua aplicação pelos educadores de Matemática. Na oportunidade, ainda, verificaram-se as concepções docentes referentes a aplicativos e/ou softwares educacionais livres, que podem ser inseridos nas aulas de Matemática, o seu índice de presença e as justificativas da sua admissão ou não admissão. Assim, este trabalho foi realizado em duas escolas públicas, que se constituíram os espaços para a coleta de dados. Entre os resultados obtidos, pode-se citar que os professores, ora analisados, possuem: conhecimentos sobre o computador; sobre sua operatividade; sobre alguns aplicativos como Excel; além de que todos têm curso de Informática Básica. No entanto, eles desconhecem softwares educativos, que podem ser inseridos no Ensino da Matemática, e não utilizam o computador e nem o laboratório de Informática com os alunos na sala de aula. Os motivos mencionados pelos entrevistados referentes a não utilização do computador como ferramenta didática são: pequena carga horária da disciplina na EJA, desconhecimento de Informática pelos alunos e, também, carga horária de trabalho elevada, dificultando a elaboração das aulas computacionais. Logo, conclui-se que estes profissionais necessitam de uma efetiva formação continuada sobre a utilização do Computador na Educação Matemática, tendo em vista que eles reafirmaram a importância deste instrumento na consolidação da prática pedagógica e no desenvolvimento da autonomia cognitiva dos estudantes. BORBA, M. C. Tecnologias Informáticas na Educação Matemática e Reorganização do Pensamento. In: BICUDO, M. A. V. (Org.). Pesquisa em Educação Matemática: Concepções e Perspectivas. São Paulo: UNESP, 1999. BRASIL. MEC. 2001. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. 3. ed. Brasília: MEC /SEF, 2001. CAMAS, N. P. V. O Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas Licenciaturas. In: 29ª Reunião Anual da ANPED. Rio de Janeiro: ANPED, 2006. COSTA, A. P. da. O Uso de Recursos Tecnológicos por Professores de Matemática do Ensino Médio. In: V Colóquio Internacional de Políticas e Práticas Curriculares, João Pessoa: UFPB, 2011. COSTA, A. P. da; LACERDA, G. H. de. A Inclusão das TICs como Instrumento Didático ao Ensino da Matemática na Educação Básica. Revista Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer, Goiânia, v.8, n.14, p. 1732-1743, 2012. FERREIRA, A. A.; VENTURA, P. C. S. O computador no processo de ensino aprendizagem: da resistência a sedução. Revista Trabalho & Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 17, p. 65-78, 2008. GUINTHER, A. O uso das calculadoras nas aulas de Matemática: concepções de professores, alunos e mães de alunos. In: XII EBRAPEM - Encontro Brasileiro de Estudantes de Pós-Graduação em Educação Matemática, Rio Claro: UNESP, 2008. OLIVEIRA, J. A. de; et al. A Informática no Processo de Ensino e Aprendizagem de Matemática. In: I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia, Ponta Grossa: UTFPR. 2009. PEREIRA, J. E. As Novas Tecnologias e os Professores de Matemática do Ensino Médio e Superior do CEFET-RN: Conhecimento e Utilização. In: II Congresso de Pesquisa e Inovação da Rede Norte-Nordeste de Educação Tecnológica, João Pessoa: CEFET-PB, 2007. SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Educação. Caderno de Orientações para EJA Matemática: etapas complementar e final. São Paulo: SME, 2010.
1866 rees v. 7 n. 7 (2014): jan./dez. A docência no Ensino Superior: reflexões a respeito da prática docente no processo de formação inicial no curso de Pedagogia Guiomar Damásio Silva Reis;Edna Guiomar Salgado Oliveira; O processo educativo tem sua gênese em uma diversidade de fatores internos e externos que interagem entre si e interferem no cotidiano escolar e consequentemente na prática pedagógica. A docência universitária, responsável pela formação inicial de professores no curso de Pedagogia, em articulação com a disciplina Didática, se ministrada em articulação com a pesquisa, pode contribuir para a conscientização do acadêmico em processo de formação inicial, ajudando-os na conscientização que a escolarização de uma sociedade como a atual tem consequências na mediação entre o saber e o poder uma vez que, a educação nessa nova ordem mundial reveste-se dos aspectos sociais, políticos e econômicos. Nesta concepção de educação, a formação de professores alinha-se a desafios históricos e sociais e, a escola, enquanto instituição de educação formal e sistematizada tem por obrigação tornar acessível a todos a apropriação dos saberes e da cultura universalmente constituídos por meio de uma ação pedagógica que possibilite a reflexividade e a análise crítica do mundo. A partir destas tendências pós-modernas da Educação, este artigo tem como objetivo refletir sobre a docência na universidade, suas contribuições à formação inicial em uma perspectiva de prática ensino articulada a pesquisa, portanto, dotada de criticidade e as contribuições da disciplina Didática para a efetivação da cultura científica dos alunos. As reflexões apresentadas são frutos de enfrentamentos individuais e coletivos, gerados pelo encontro de concepções teóricas e práticas que vivenciamos nos espaços formativos ALARCÃO, I. (Org.). Escola reflexiva e nova racionalidade. São Paulo: Artmed, 2001. ANDRÉ, M. E. D. A.; DARSIE, M. P. Novas práticas de avaliação e a escrita do diário: atendimento às diferenças? In: ANDRÉ, M. E. D. A. (Org.). Pedagogia das diferenças na sala de aula. Campinas: Papirus, 1999. BARROSO, J. Formação, projeto e desenvolvimento organizacional. In: CANÁRIO, R. (Org.). Formação e situações de trabalho. Porto: Porto, 1997. CANDAU, Vera Maria (org.). A Didática em Questão. 28ª. Petrópolis: Vozes, 2008. CHARLOT, Bernard. Relação com o saber, formação de professores e globalização: questões para a educação hoje. Porto Alegre: ARTMED, 2005. FÁVERO, M. L. A. Produção e apropriação do conhecimento na universidade. Campinas: Papirus, 1994. FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Cortez, 1972. GARCIA, C. M. A formação de professores: novas perspectivas baseadas na investigação sobre o pensamento do professor. In: NÓVOA, A. (Org.). Os professores e sua formação. Porto: Dom Quixote, 1992. GARCIA, C. M. Formação de professores para uma mudança educativa. Porto: Porto, 1999. HELLER, A. Cotidiano e História. 7. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970. KENNEDY, Donald. Academic Duty. Cambridge, EUA, Inglaterra: Harvard University Pres, 1997. LIBÂNEO, J. C. Fundamentos Teóricos e Práticos do Trabalho Docente – Estudo introdutório sobre a pedagogia e a didática. Tese de Doutorado em Educação. PUCSP, 1990. LOPES, A. O. Relação de interdependência entre ensino e aprendizagem. In: VEIGA, I. P. A. (org.) Didática: o ensino e suas relações. 5. ed. Campinas: Papirus, 1996. MARQUES, M.O. Formação do Profissional da Educação. Unijui: Injui, 2000. NÓVOA, A. (Org.). Os professores e sua formação. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1992. NÓVOA, Antônio. Educação e formação ao longo da vida. CRE Mário Covas/SEE, SP. – entrevista concedida por e-mail em outubro de 2004 ao CRE Mario Covas/SEE – SP. Disponível em www.crmariocovas.sp.gov.br/acesso. Acesso em agosto, 2014. ROSA, D. E. G. Investigação-ação colaborativa: uma possibilidade para a formação continuada de professores universitários. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. SANTOS, Lucíola Licinio de C. P. A implantação de políticas do Banco Mundial para a formação docente. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 111, p. 172-18, dez. 2000. TARDIF, M; Lessard, C; GAUTHIER, C. (Org.). Formação de Professores e Contextos Sociais: perspectivas internacionais. Trad. Emília Laura Seixas. Porto: Rés, 1997.
1867 rees v. 6 n. 6 (2013): jan./dez. Aula de Matemática via interações e resolução de problemas: experiência em uma 4ª série Gilberto Januario; Neste artigo, relatamos nossa experiência na realização de oficinas com uma turma de 4ª série da Escola Municipal de Ensino Fundamental Anália Franco Bastos, no âmbito do projeto de pesquisa Investigando dimensões sócio-contextuais na relação dos alunos do Ciclo I com a Matemática e no enfrentamento de dificuldades de aprendizagem. Tratou-se de uma parceria entre a Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de São Paulo. Nessa escola, foram realizadas cinco oficinas e selecionado um conjunto de atividades que possibilitaram identificar timidez nos alunos para socializar suas estratégias e argumentar suas produções frente à resolução de problemas. Isso nos leva a pensar que, embora os conteúdos matemáticos sejam trabalhados em classe e que boa parte dos alunos construam a aprendizagem desses conteúdos, a argumentação e o questionamento ainda são posturas que não fazem parte do repertório de vida escolar desses alunos, o que evidencia a urgência de um trabalho no sentido de favorecer as interações nos momentos de situações de aprendizagem. É durante as interações que os alunos refletem sobre os procedimentos adotados por eles, pensam como chegaram à determinada resolução ou resposta e, ao justificar esses procedimentos, tomam consciência do que produziram e das descobertas matemáticas feitas durante a resolução das atividades propostos. SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Guia de planejamento e orientações didáticas para o professor do 3º ano do Ciclo 1. São Paulo: SME/DOT, 2008a. SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Guia de planejamento e orientações didáticas para o professor do 4º ano do Ciclo 1. São Paulo: SME/DOT, 2008b. SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Orientações Curriculares: Proposição de Expectativas de Aprendizagem – Ensino Fundamental I. São Paulo: SME/DOT, 2012.
1868 rees v. 6 n. 6 (2013): jan./dez. A leitura de histórias no processo de alfabetização de crianças Alessandra Braga Costa;Geisa Magela Veloso;Renata Durães Domingues; Esta pesquisa, em andamento, situa-se no campo de estudos da alfabetização e do letramento, e orienta-se pelo objetivo de analisar práticas de letramento literário e discutir a funcionalidade da leitura de histórias para a compreensão da linguagem escrita pelas crianças, em processo de alfabetização. Trata-se de um desdobramento de uma pesquisa de iniciação científica, cujo nome é “Aprender a ler e escrever: pesquisa educacional e ação pedagógica”, aprovado conforme parecer 1753, com início em 2010 e término em 2011. O lócus da pesquisa é uma escola pública localizada em região periférica da cidade de Montes Claros (MG). ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. O método das ciências sociais. In.: ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith e GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998. GRAFF, Harvey J. Os labirintos da alfabetização: reflexões sobre o passado e o presente da alfabetização. Porto Alegre: Artmed, 1994. SMITH, Frank. Compreendendo a Leitura – uma análise psiconlinguística da leitura e do aprender a ler. Porto Alegre: Artmed, 2003. SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2004 SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Dimensão, l998. THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. 2ª ed. São Paulo: Cortez; Autores Associados, 1986. TOLCHINSKY, Liliana. Ler e escrever na diversidade. In: PEREZ, Francisco Carvajal & GARCIA, Joaquim Ramos (Org.). Ensinar ou aprender a ler e escrever? Porto Alegre: Artmed, 2001.p.137-144.
1869 rees v. 6 n. 6 (2013): jan./dez. O ensino de Cálculo Diferencial e Integral com o software GeoGebra: discursos dos alunos do Ensino Superior Géssica Germana Silva Santos;José Alex dos Santos;Marcos Aurélio Alves e Silva; Este artigo objetiva socializar uma experiência com alunos que frequentam monitoria da disciplina de Cálculo Diferencial e Integral II das Licenciaturas em Matemática, Química e Física sobre o uso do GeoGebra como artefato facilitador dos processos de ensino e de aprendizagem. Foram postas duas questões que remetiam a conteúdos vivenciados na disciplina e que necessitam do esboço de gráficos, pedindo aos alunos a resolução dos mesmos por meio da forma mais tradicional, com o auxílio do quadro. No segundo momento utilizou-se o recurso do GeoGebra para a parti daí compreender como se dá o aprendizado na forma tradicional e trazendo inovações educativas. O estudo foi realizado a partir de análise qualitativa de entrevista que aportavam questionamentos sobre a experiência dos alunos com a presença do software educativo. Nos discursos foi notório dentre muitos, as seguintes indagações: facilita a assimilação dos conteúdos; ajuda na visualização após o cálculo; e facilita mais a compreensão do gráfico. Foi possível perceber, por meio dessa experiência, que a utilização do GeoGebra facilitou de forma satisfatória a compreensão dos alunos acerca dos conteúdos das disciplinas de Cálculo Diferencial e Integral, propiciando espaços de discursões das novas tecnologias e ensino do Cálculo. FERREIRA, F. A. Para entender a Teoria do Discurso de Ernesto Laclau. Revista Espaço Acadêmico, Paraná, v. 11, n. 127, p. 12-18, dez. 2011. JOVER, R. S. V. Cálculo Diferencial: Uma experiência de ensino utilizando os aplicativos GeoGebra e graphmatica. In: 11º Encontro Nacional de Educação Matemática, Anais do 11º Encontro Nacional de Educação Matemática, Curitiba- PR, 2013. KENSKI, Vani Moreira. Caminhos futuros nas relações entre novas educações e tecnologias. In: SILVA, Aida Maria Monteiro; MACEDO, Francimar Martins Teixeira; MELO, Márcia Maria de Oliveira; e, BARBOSA, Maria Lúcia de Figueiredo (Org.). Políticas Educacionais, Tecnologias e Formação do Educador: repercussões sobre a didática e as práticas de ensino. Recife: ENDIPE, 2006. 213-226 p. MATHIAS, I. R.; BORCHARDT, T. T.; CORRÊA, M. M. O GeoGebra como ferramenta de ensino para o professor. In: 11º ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, Anais do 11º Encontro Nacional de Educação Matemática, Curitiba- PR, 2013. MISKULIN, R. G. S.; SILVA, M. R. C. (2010). Cursos de licenciaturas de matemática à distância: uma realidade ou uma utopia. In: JAHN, A. P.; ALLEVATO, N. S. G. (Org.). Tecnologia e Educação Matemática: ensino, aprendizagem e Formação de professores. Recife: SBEM, p. 105-124. PADILHA, Maria Auxiliadora Soares; CAVALCANTE, Patrícia Smith; ABRANCHES, Sergio Paulino. Caderno de educação e tecnologias. 2.ed. Recife: Editora Universitária, 2009. 10 p. REZENDE, W. M. O ensino de Cálculo: dificuldades de natureza epistemológica. Disponível em: http://www.scielo.com. Acesso em: 30 jul. 2013.
1870 rees v. 6 n. 6 (2013): jan./dez. O uso do GeoGebra no ensino de Geometria: um estudo com estudantes do Ensino Fundamental André Pereira da Costa;Geraldo Herbetet de Lacerda; Atualmente, os softwares educativos estabelecem um importante mecanismo para enfrentar inúmeras dificuldades de aprendizagem dos alunos e de inovação metodológica por parte dos professores no ensino da Matemática. Igualmente, esta pesquisa possui como finalidade propor e discutir um novo método que pretende trabalhar as próprias teorias da Geometria Plana, por intermédio de um programa (software) caracterizado por dinamicidade e interatividade. Inicialmente, realizamos um levantamento bibliográfico com o desígnio de analisar as principais pesquisas realizadas por alguns estudiosos, no que diz respeito à Informática inserida no contexto educacional. Assim, neste artigo, estudamos e pesquisamos sobre o GeoGebra, que é um software educacional de acesso público e de simples uso para discentes e docentes do Ensino Fundamental, permitindo concretizar múltiplos exercícios atraentes e eficazes, estimulando o educando a explorar as características geométricas. Destacamos que a inserção da Informática no ensino da Matemática permite um expressivo desenvolvimento da prática pedagógica dos educadores e da aprendizagem dos estudantes, por meio de propriedades e estilos múltiplos de emprego, podendo ser aplicada em atividades singulares e plurais. Posteriormente, externarmos os conhecimentos construídos nesta pesquisa no ambiente escolar, isto é, com uma turma do 8º ano da Educação Básica, em uma escola pública da rede estadual, localizada em um município do Alto Sertão, no estado da Paraíba. As atividades propostas foram realizadas no Laboratório de Informática Educativa da escola supracitada, onde ficou evidente que o GeoGebra pode ser inserido como um instrumento capaz de colaborar, significativamente, com a Educação Matemática. ANDRADE, F. J de. Geometria com GeoGebra. Cajazeiras: UFCG, 2009. ARAÚJO, W. A. de; GOMES, A. M. F. O GeoGebra como Recurso Didático no Ensino da Geometria Analítica. In: V COLÓQUIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO E CONTEMPORANEIDADE, São Cristóvão: UFS, 2011. BORBA, M. C. Tecnologias Informáticas na Educação Matemática e Reorganização do Pensamento. In: BICUDO, M. A. V. (Org.). Pesquisa em Educação Matemática: concepções e perspectivas. São Paulo: UNESP, 1999. BRASIL. MEC. 2001. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. 3. ed. Brasília: MEC/SEF, 2001. CATANEO, V. I. O Uso do Software GeoGebra como Ferramenta de Ensino e Aprendizagem da Matemática. Revista Eletrônica de Investigação e Docência, UFSC/UNIBAVE, Florianópolis, n.7, p.57-71, 2012. CATTAI, A. P. O GeoGebra nas aulas de Matemática. In: I Encontro de Matemática do CEFET-BA, Salvador: CEFET-BA, 2007. COSTA, R. D. da. A Utilização da Informática no Processo de Ensino-Aprendizagem. In: NEGREIRO, C. A. de; RIBEIRO, M. L. M.; NUNES, A. O. (Org.). Linguagem e Ensino: Relações de Ciência e Sociedade na Educação Tecnológica. Ipanguaçu: IFRN, 2008. CRUZ, M. M.; FERNANDES, N. L. R. Refletindo sobre o Uso da Informática pelos Professores das Escolas Públicas de Fortaleza – CE. In: II Congresso de Pesquisa e Inovação da Rede Norte-Nordeste de Educação Tecnológica, João Pessoa: CEFET-PB, 2007. FREITAS, D. B. de; et al. Educação Matemática: O Uso do Software Dinâmico, WINGEOM, para o Ensino da Geometria. In: II CONGRESSO DE PESQUISA E INOVAÇÃO DA REDE NORTE-NORDESTE DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA, João Pessoa: CEFET-PB, 2007. GOMES, A. S., CASTRO FILHO, J. A., GITIRANA, V., SPINILLO A., ALVES, M., MELO, M., XIMENES, J. Avaliação de software educativo para o ensino de Matemática. In: WORKSHOP BRASILEIRO DE INFORMÁTICA EDUCATICA, 2002, Florianópolis. Anais do WIE. Florianópolis, 2002, p. 1-8. GRAVINA, M. A.; SANTAROSA, L. M. C. A Aprendizagem da Matemática em Ambientes Informatizados. Revista Informática na Educação: teoria e prática, Porto Alegre, v. 2, n. 1, 1999. MACCARINI, J. M. Fundamentos e metodologia do ensino de Matemática. Curitiba: Editora Fael, 2010. PEREIRA, J. E. As Novas Tecnologias e os Professores de Matemática do Ensino Médio e Superior do CEFET-RN: Conhecimento e Utilização. In: II CONGRESSO DE PESQUISA E INOVAÇÃO DA REDE NORTE-NORDESTE DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA, João Pessoa: CEFET-PB, 2007. WALLE, J. A. V. de. Matemática no Ensino Fundamental: Formação de professores e aplicação em sala de aula. Tradução de Paulo Henrique Colonese. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
1871 rees v. 5 n. 5 (2012): jan./dez. A educação ambiental e sua aplicação no ensino escolar indígena Xakriabá – São João das Missões/MG Tatiane Pereira da Silva;Carlos Alexandre de Oliveira; O presente estudo se propôs a investigar como a Educação Ambiental está inserida no contexto escolar da comunidade indígena Xakriabá do município de São João das Missões, Minas Gerais. Buscou-se identificar como os educadores indígenas Xakriabá abordam a temática ambiental em sala de aula, além de verificar os conhecimentos e dificuldades desses profissionais para trabalhar o tema Educação Ambiental. Foi aplicado questionário a 26 professores e realizou-se entrevista com 1 diretor de escola (todos indígenas). Os resultados da pesquisa evidenciaram que a EA faz parte dos conhecimentos dos educadores indígenas Xakriabá. Entretanto, a prática da EA no contexto escolar indígena não ocorre de forma eficaz e suficiente. Atribui-se essa ineficiência à falta de materiais adequados e à falta de capacitação voltada para a temática. ABRAMOWICZ. Anete. Trabalhando a diferença na educação infantil. São Paulo: Moderna, 2006. BRASIL, Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Nº 9.394 de 20/12/1996). Brasília: MEC/SEF, 1996. BRASIL, Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: História/Geografia. Vol. 05. Brasília: MEC/SEF, 1997. BRASIL, Ministério da Saúde. Manual de Vigilância da leishmaniose tegumentar americana. Brasília – DF: Ministério da Saúde, 2007. BRASIL. Constituição (1998). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1998. BRASIL. Lei 9.795, de 27 de abril de 1999. Institui a Política Nacional de Educação Ambiental. Brasília: Diário Oficial da União, 28 de abril de 1999. BRASIL. Ministério da Educação. Educação Escolar Indígena: diversidade sociocultural indígena ressignificando a escola. Brasília: MEC, 2007. BRASIL. Ministério da Educação. Referencial Curricular para as Escolas Indígenas. Brasília: MEC, 1998. DIAS, Genebaldo F. Educação ambiental: princípios e práticas. Gaia, 2004. FERREIRA, F. C. D. Reflexões Teóricas Sobre Educação Ambiental na Escola Indígena na Aldeia Bananal: In II Seminário Internacional: Fronteiras da Exclusão – Práticas educativas num contexto intercultural. Campo Grande: UCDB, p. 17-17. 2006. FREIRE, José Ribamar Bessa. Trajetória de muitas perdas e poucos ganhos. In: Educação Escolar Indígena em Terra Brasilis - tempo de novo descobrimento. Rio de Janeiro: Ibase, 2004. p. 11-31. FREITAS, Henrique e JANISSEK, Raquel. Análise Léxica e Análise de Conteúdo. São Paulo: Sagra, 2000. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1991. GOMES, Ana Maria R.. O processo de escolarização entre os Xakriabá: explorando alternativas de análise na antropologia da educação. Rev. Bras. Educ., Rio de Janeiro, v. 11, n. 32, ago. 2006. IBAMA. Educação ambiental. Disponível em http://www.ibama.gov.br; acesso em: 26 Ago. 2011. MARANHÃO, Magno de Aguiar. Educação ambiental: a única saída. 2005. Disponível em www.magnomaranhao.pro.br; acesso em: 11 Ago. 2011. MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 11ª ed. Petrópolis: Vozes, 1994. OLIVEIRA, A. R. Política e políticos indígenas: a experiência Xakriabá. 2008.141f. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) Universidade de Brasília, Brasília, 2008. SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23 ed. São Paulo: Cortez, 2007. TEIXEIRA, I.A.V. Conhecendo a vida das mulheres Xakriabá: gênero e participação. 2008.233f. Dissertação (Mestrado em Educação e Inclusão Social) UFMG, Belo Horizonte, 2008. TORRES, Raquel. Escola Autonomia e emancipação. Poli nº 18 jul/ago. 2011. TRIVIÑOS, A. N. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987. UNESCO. Convenção sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais. Disponível em http://unesdoc.unesco.org/images/0015/001502/150224por.pdf; acesso em: 19 fev. 2011.
1872 rees v. 5 n. 5 (2012): jan./dez. Um mapeamento de teses e dissertações sobre História da Matemática no Brasil: 1991 a 2008 Davidson Paulo Azevedo Oliveira;Marger da Conceição Ventura Viana;Márcia Nunes dos Santos; Este artigo tem como objetivo apresentar um levantamento da produção científica sobre a temática História da Matemática desenvolvida em programas de pós-graduação strictu sensu no Brasil. Os dados foram provenientes dos resumos das dissertações e teses elaboradas e defendidas no período de1991 a 2008 e encontradas no banco da CAPES. A investigação permitiu perceber que a categoria predominante foi em relação à história dos conceitos matemáticos. BARONI, Rosa Lúcia S; NOBRE, Sérgio. A pesquisa em história da matemática e suas relações com a educação matemática. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. (Org.). Pesquisa em educação matemática: concepções e perspectivas. São Paulo: Editora UNESP, 1999. Cap.7, p.129-137 BRITO, Arlete de Jesus. Relações entre metodologia de Pesquisa em História da Matemática e utilização pedagógica dessa História nas aulas de Matemática. Proceedings ICME-8 satellite meeting of International Study Group on the Relations Between History and Pedagogy of Mathematics (HPM), Braga, Portugal, 1996. CAPES. Banco de Teses. Disponível em: http://servicos.capes.gov.br/capesdw/. Acessado em 26/03/2010. GUIMARÃES, J. A. C. O resumo como instrumento para a divulgação e a pesquisa científica. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 11, n.1, p. 3-16, 2005. MIGUEL, Antonio. Três estudos sobre História e Educação Matemática. 1993. 274p. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP, 1993.
1873 rees v. 5 n. 5 (2012): jan./dez. Concepções e expectativas sobre ler e escrever: o olhar de crianças das camadas populares Renata Durães Domingues;Geisa Magela Veloso;Alessandra Braga Costa; O trabalho insere-se no campo de estudos da alfabetização e letramento e tem por objetivo identificar concepções infantis sobre leitura e escrita, discutindo significados que as crianças atribuem ao saber ler e escrever. A pesquisa tem enfoque qualitativo, que conforme Alves-Mazzotti (1999), representa uma perspectiva compreensiva da realidade e parte do pressuposto de que o comportamento das pessoas está imbuído de significados que precisam ser desvelados por um movimento investigativo e interpretativo. Para o processo de coleta de dados foi realizada entrevista semi-estruturada com 75 (setenta e cinco) crianças na faixa etária entre 5 e 6 anos, matriculadas em escola pública periférica de Montes Claros. Fundamentado em Tolchisnky (2001), Leite e Tassoni (2007), analisamos os discursos das crianças e percebemos as influências recebidas em seu convívio social, sendo localizados quatro grupos principais de respostas. No primeiro grupo, incluímos 02 alunos que não querem aprender a ler, 04 que não expressam desejo por essa aprendizagem e 01 que não argumentou sobre a importância dessa aprendizagem – sendo essa relação afetiva negativa compreendida como fator que torna a aprendizagem da leitura um processo doloroso e difícil para a criança. Na segunda categoria situamos 36 alunos, que compreendem a leitura e a escrita como aprendizado escolar e não percebem a função social dessas habilidades. Na terceira categoria, situamos um grupo de 24 alunos que percebe os usos cotidianos da leitura e da escrita, compreende a finalidade social dessa aprendizagem, como fator de mobilidade social, como promessa de uma profissão e realização de projeto de vida. Na última categoria de respostas localizamos um grupo de 8 alunos que compreende o aprendizado da leitura como possibilidade de desenvolvimento cognitivo e da inteligência. A análise da realidade permitiu concluir que essas distintas crenças e expectativas foram produzidas a partir das vivências infantis com a leitura e a escrita, sendo fundamental que a escola as considere ao empreender o processo de alfabetizar, posto que as crenças e motivações dos aprendizes podem interferir em seu aprendizado. ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. O método das ciências sociais. In.: ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith e GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998. ENGUITA, Mariano F. O magistério numa sociedade em mudança. In. VEIGA, Ilma Passos Alencastro et al. (Org.). Caminhos da profissionalização do magistério. Campinas/SP, 1998.p.11-26. FERREIRO, Emília e TEBEROSKY, Ana. A Psicogênese da Língua Escrita. Porto alegre: Artes Médicas, 1979. GRAFF, Harvey. Os labirintos da alfabetização. Porto Alegre: Artmed, 1997. LEITE, Sergio Luiz da Silva. & TASSONI, Elvira Cristina M. Afetividade e ensino. In: SILVA, Ezequiel Theodoro da (Org.). Alfabetização no Brasil: questões e provocações da atualidade. São Paulo: Autores Associados, 2007. SOARES, Magda. Um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998. THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. 2. ed.; São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1986. TOLCHINSKY, Liliana. Ler e escrever na diversidade. In: PEREZ, Francisco Carvajal & GARCIA, Joaquim Ramos. (Org.). Ensinar ou aprender a ler e escrever? Porto Alegre: Artmed, 2001.p.137-144. VYGOSTSKY, Lev Seminovitch. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1994. WALLON, Henri. As Origens do Caráter da Criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1971.
1874 rees v. 5 n. 5 (2012): jan./dez. O uso das tecnologias no ensino de Matemática: um estudo com professores do Ensino Médio André Pereira da Costa; Nesta pesquisa se analisou o uso de recursos tecnológicos por professores de Matemática do Ensino Médio, em uma escola da rede pública de ensino estadual do Alto Sertão – Paraíba, identificando por um questionário, as razões para o não uso destes instrumentos e os problemas da influência tecnológica no ensino da Matemática. E observou se a ciência dos docentes sobre as novas tecnologias aplicáveis na Matemática, a presença destas e as razões da sua utilização ou não utilização. Constatou-se que os docentes conhecem estas tecnologias e que não as empregam em suas aulas de matemática, devido à falta de planejamento das aulas e ao desconhecimento sobre o seu uso, exigindo cursos de aperfeiçoamento docente e mudanças nas estruturas curriculares do Ensino Médio e das Licenciaturas em Matemática. Os educadores reconheceram o emprego dos recursos didáticos tecnológicos como método enriquecedor da aprendizagem matemática dos estudantes. Logo, esta pesquisa ratifica que os processos de ensino e de aprendizagem pode ser transformado, de maneira positiva, pelas novas tecnologias. BICUDO, M. A. V. (Org.). Pesquisa em Educação Matemática: Concepções e Perspectivas. São Paulo: Editora UNESP, 1999. BRASIL. MEC. 2001. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. 3. ed. Brasília: MEC /SEF, 2001 FARIAS, P. M. Condições do ambiente de trabalho do professor: em uma escola municipal de Salvador – Bahia. Dissertação (Mestrado em Saúde, Ambiente e Trabalho) – Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho. Salvador: UFBA, 2009. FREITAS, D. B. de; et al. Educação Matemática: O Uso do Software Dinâmico, WINGEOM, para o Ensino da Geometria. In: II Congresso de Pesquisa e Inovação da Rede Norte Nordeste de Educação Tecnológica, 2007. CD-ROM. ISBN 978-85-88119-17-7. LIMA, L. D. de A.; et al. O significado do trabalho docente para os professores das séries iniciais e suas perspectivas na constituição da identidade docente. Disponível em: Acesso em: 01 de mai. 2011. MACCARINI, J. M. Fundamentos e metodologia do ensino de matemática. Curitiba: Editora Fael, 2010. MEDEIROS, P. S. A Importância da Aplicação Prática dos Recursos Tecnológicos e Audiovisuais na Matemática. Disponível em: < http://www.webartigos.com/index.php/article/default/redirect/?ART_ROOT_ID=35041> NUNES, T.; et al. Educação Matemática: Números e operações numéricas. São Paulo: Cortez, 2005. PARRA, C.; et al. Didática da Matemática: Reflexões Psicopedagógicas. Porto Alegre: Artmed, 1996. PATRIOTA, R.; et al. A Construção do Conhecimento em Metodologia da Pesquisa Científica com Alunas do Ensino Médio. In: II Congresso de Pesquisa e Inovação da Rede Norte Nordeste de Educação Tecnológica, 2007. CD-ROM. ISBN 978-85-88119-17-7. PEREIRA, J. E. As Novas Tecnologias e os Professores de Matemática do Ensino Médio e Superior do CEFET-RN: Conhecimento e Utilização. In: II Congresso de Pesquisa e Inovação da Rede Norte Nordeste de Educação Tecnológica, 2007. CD-ROM. ISBN 978-85-88119-17-7. SILVA, G. L. F.; ROSSO, A. J. As Condições do Trabalho Docente dos Professores das Escolas Públicas de Ponta Grossa – PR. Disponível em: < http://www.isad.br/eventos/educere/educere2008/anais/pdf/495_536.pdf >Acesso em: 01 de mai. 2011.
1875 rees v. 4 n. 4 (2011): jan./dez. A avaliação na formação inicial de professores que ensinam Matemática: uma reflexão inicial Gilberto Januario; Neste artigo, temos por propósito relatar parte de uma pesquisa em desenvolvimento no curso Licenciatura em Matemática do IFSP, objetivando investigar qual o tratamento dado pelos formadores à avaliação escolar para os futuros professores. Duas questões têm direcionado nossos estudos, quais sejam, Em que momento a avaliação é trabalhada em uma licenciatura e qual o tratamento que a contempla? Dá-se mais ênfase à teoria ou à prática? Temos observado na literatura que a avaliação tem ganhado, cada vez mais, destaque no cenário de estudos voltados à educação básica, quando se enfatiza os processos de ensino e de aprendizagem. Alguns autores que estudam essa temática argumentam sobre os modelos avaliativos praticados pelos professores e suas consequências na vida escolar do aluno. Outros, revelam que a postura do professor ao propor instrumentos avaliativos, reflete práticas com as quais teve contato em sua licenciatura. Por ser elemento fundamental nos processos de ensino e de aprendizagem, entendemos ser a formação do professor que ensina Matemática o ponto de partida para que sejam construídas as concepções que propiciem as práticas pedagógicas frente ao processo avaliativo. BOGDAN, Robert C.; BIKLEN, Sári Knopp. Investigação Qualitativa em Educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Tradução: Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Porto: Porto Editora, 1994. CHAVES, Sandramara Matias. Avaliação da aprendizagem no ensino superior. In: MOROSINI, Marília Costa. (Org.). Professor do ensino superior: identidade, docência e formação. 2. ed. ampliada. Brasília: Plano Editora, 2001, p. 149-163. D’AMBROSIO, Ubiratan. Educação Matemática: da teoria à prática. Campinas: Papirus, 1996. FIORENTINI, Dario; LORENZATO, Sergio Apparecido. Investigação em educação matemática: percursos teóricos e metodológicos. Campinas: Autores Associados, 2006. FREIRE, Paulo. A educação na cidade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Tradução: Patrícia C. Ramos. Porto Alegre: Artmed, 2001. HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliação mediadora: uma relação dialógica na construção do conhecimento. Série Idéias, n. 22. São Paulo: FDE, 1994. p. 51-59. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 19. ed. São Paulo: Cortez, 2008. MARTINS, Maria Cristina; ALMEIDA, Maria Conceição de. Implementação de portfólios na formação inicial de professores de matemática. In: SEMINÁRIO DE INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 13, 2002, Lisboa. Actas... SIEM XIII. Lisboa: Associação dos Professores de Matemática, p. 1-12. Disponível em http://ia.fc.ul.pt/redeic/textos%20teoricos/02-martins.pdf; acesso em 25 fev. 2010, às 16h40. PIMENTA, Selma Garrido. A Didática como mediação na construção da identidade do professor – uma experiência de ensino e pesquisa na licenciatura. In: ANDRE, Marli Eliza D. A.; OLIVEIRA, Maria Rita N. S. (Org.). Alternativas no ensino de didática. 9ª ed. Campinas: Papirus: 2008, p. 37-69. SAUL, Ana Maria. Referenciais freireanos para a prática da avaliação. In: Revista de Educação da PUC-Campinas, n. 25. Campinas. 2008, p. 17-24.
1876 rees v. 4 n. 4 (2011): jan./dez. Realismo nominal e consciência fonológica: elementos importantes para o sucesso na aprendizagem inicial da leitura e da escrita Alessandra Braga Costa;Geisa Magela Veloso;Renata Durães Domingues; A pesquisa situa-se no âmbito da alfabetização e do letramento e tem a cultura escolar como objeto de estudo. O objetivo do trabalho é identificar a presença de características de pensamento realista nominal e de habilidades metafonológicas entre crianças em processo de alfabetização, por compreender que a apropriação da leitura/escrita alfabética seja aprendizagem complexa e evolutiva, que se processa por elaborações de hipóteses e conceitos pela criança. A pesquisa foi desenvolvida por abordagem qualitativa que, conforme Alves-Mazzotti (1999), demarca oposição em relação ao positivismo e propõe uma perspectiva compreensiva e interpretativa da realidade, partindo do pressuposto de que as pessoas não agem de forma desinteressada e neutra, mas motivadas por suas crenças, percepções, sentimentos e valores. O lócus da pesquisa é uma escola pública periférica de Montes Claros e o universo da investigação inclui três professoras e 75 alunos do 1º ano de escolaridade, com idade entre 5 e 6 anos. Para coleta de dados foi realizada entrevista semiestruturada, sendo possível perceber grande diversidade de conceitos, crenças e hipóteses sobre leitura e escrita. Considerando teorização de Carraher e Rego (1981), classificamos as crianças em três níveis. No nível 1A, encontram-se 42 crianças que acreditam que a palavra escrita apresenta características do objeto ao qual se refere e pensam as palavras a partir do significado e não da sua pauta sonora. No nível 1B, momento de transição, encontram-se 23 crianças que apresentam respostas mescladas, que ora são associadas ao significado e às características físicas dos objetos representados, ora são apresentadas a partir do significante, das letras e sílabas que compõem os nomes. No nível 2 encontram-se 10 crianças que já superaram o realismo nominal e são capazes de compreender as palavras como significantes, percebendo as letras, sílabas e sons que compõem os nomes. Ainda como dado de pesquisa, dentre os 75 alunos entrevistados apenas 3 possuem habilidades de consciência fonológica para compreensão de sílabas inicial, medial e final. Por considerar que a maior parte dos alunos apresenta pensamento realista nominal e poucas habilidades de consciência fonológica, a pesquisa indica a necessidade de trabalho pedagógico que focalize esses elementos, de forma a construir condições para sucesso das crianças na alfabetização. ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. O método das ciências sociais. In.: ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith e GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998. CARRAHER, Terezinha Nunes e REGO, Lúcia Lins Browne. O realismo nominal como obstáculo na aprendizagem da leitura. Cadernos de Pesquisa. São Paulo. v 39. Nov. 1981. p.3-10. CÓCCO, Maria Fernandes & HAILLER, Marco Antônio. Didática da Alfabetização. São Paulo: FTD, 1996. FERREIRO, Emília e TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1979 FREITAS, Gabriela Castro Menezes de. Sobre a consciência fonológica. In: LAMPRECHT, Regina Ritter. Aquisição fonológica do português: perfil de desenvolvimento e subsídios para terapia. Porto alegre: Artes Médicas, 2004. MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica e metodologias de alfabetização. Revista Presença Pedagógica. Belo Horizonte: Dimensão. 2006. v 12. n 70. jul/ ago./2006
1877 rees v. 4 n. 4 (2011): jan./dez. Desafios enfrentados na formação inicial de professores de Matemática: um olhar para cursos superiores privados e noturnos Douglas da Silva Tinti;Bárbara Cristina Moreira Sicardi Nakayama; O presente artigo apresenta um mapeamento de possíveis desafios vivenciados na formação inicial de professores de Matemática, a partir da interação dos fatores abordados em pesquisas divulgadas na área da Educação e da Educação Matemática e da análise dos projetos pedagógicos de dois cursos de Matemática de duas instituições de Ensino Superior privadas do Estado de São Paulo. Tais instituições foram escolhidas por apresentarem alternativas curriculares diferenciadas. Para tanto, foram consideradas as características sócio-educacionais dos licenciandos; as características dos cursos formadores de professores de Matemática; e os currículos e ementas. A análise aponta que a medida que as dificuldades são transpostas, novas situações desafiadoras surgem impulsionando a necessária reformulação contínua das práticas educativas. BRASIL. Ministério da Educação e Cultura / Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Censo da Educação Superior. Disponível em: http://www.inep.gov.br/superior/censosuperior/default.asp CURY, H. N. (Org.) Formação de Professores de Matemática: uma visão Multifacetada. Porto Alegre: EDPUCRS, 2001. D’AMBRÓSIO, U. Educação Matemática: da teoria a prática. São Paulo: Papirus, 1996. GATTI, B. A. Formação de professores para o ensino fundamental: estudo de currículos das licenciaturas em pedagogia, língua portuguesa, matemática e ciências biológicas. São Paulo: FCC/DPE, 2009. PIETROPAOLO, R. C. Parâmetros Curriculares de Matemática para o Ensino Fundamental. Sociedade Brasileira de Educação Matemática. São Paulo, n.11, p. 34-38, Abril de 2002.
1878 rees v. 4 n. 4 (2011): jan./dez. O uso da compostagem no ensino de Ciências no Ensino Fundamental André Pereira da Costa;Wilza Carla Moreira Silva; Hoje, existe, cada vez mais, uma necessidade de reutilizar os resíduos sólidos que são descartados pela nossa sociedade. Um dos principais motivos observados é a ausência de espaços adequados para o recebimento destes materiais. No ensino de Ciências do Ensino Fundamental, este assunto deve ser discutido, objetivando despertar o espírito participativo e crítico dos discentes. Indubitavelmente, por meio da sensibilização gerada, das aulas práticas e da percepção do contexto em sua volta, o estudante obtém uma aprendizagem mais significativa e torna-se um indivíduo crítico e cidadão. Para tanto, é essencial o desenvolvimento de técnicas alternativas de preservação do meio ambiente e de seus recursos, empregando-as para Educação Ambiental. Assim, foi com este pensamento de conservação da natureza, que o presente projeto experimental foi aplicado na Escola Estadual Professor Adalberto de Sousa Oliveira, em Cachoeira dos Índios – PB, para proporcionar uma atividade que oriente a construção de conhecimentos científicos por intermédio do processo da compostagem, demonstrando a fertilização do solo, produzindo o adubo orgânico com resíduos derivados da poda de plantas, da cozinha da escola mencionada e das residências dos alunos, aproveitando estas informações em aulas práticas de Ciências Naturais, além de permitir a adoção desta prática pedagógica pelos professores da respectiva disciplina. O caminho metodológico seguido neste trabalho deu-se a partir da pesquisa bibliográfica, da aplicação de questionários, da exposição de aulas teóricas e práticas, da análise dos resultados, da observação da aprendizagem, do envolvimento dos alunos e professores, da transformação da matéria orgânica e da sensibilização dos envolvidos no estudo sobre a relevância da compostagem na recomposição de nutrientes ao solo, bem como o estímulo no seu uso na agricultura. Assim, este trabalho pode contribuir para a evolução do senso crítico e ecológico, que é norteado pela conservação do meio ambiente e dos recursos naturais. ALMEIDA, L. M. de; RIGOLIN, T. B. Geografia: volume único. 2. ed. São Paulo: Ática, 2005. BARROS, C.; PAULINO, W. R. Ciências: o meio ambiente: 5ª série. 3. ed. São Paulo: Ática, 2006. BRASIL. MEC. 2001. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais: Ensino de quinta a oitava séries. Brasília: MEC /SEF, 2001 CAMPBELL, S. Manual de compostagem para hortas e jardins. 5. ed. São Paulo: Nobel, 1995. CARVALHO, A. M. P. de; PEREZ, D. G. Formação de Professores de Ciências. São Paulo: Cortez, 2006. CONFAGRI (Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal). Importância do Solo e suas Funções. Disponível em http://www.confagri.pt/Ambiente/AreasTematicas/Solo/TextoSintese/Antecedentes/Pages/default.asp, acesso em: 14 de jun. 2010. COSTA, A. P. da; ROLIM, J. M. de F. Os Estresses Antropogênicos no Município de Cachoeira dos Índios no Estado da Paraíba. In 62ª Reunião Anual da SBPC, 2010. COSTA, M. B. B. Adubação orgânica. São Paulo: Ícone; 1994. COSTA. A. P. da; SILVA, W. C. M. A Compostagem como Solução para a Minimização de Resíduos Sólidos. In V Semana de Meio Ambiente do IFPB Campus Cajazeiras, 2011. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A.; PERNAMBUCANO, M. M. Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2009. OLIVEIRA, A. M. G.; AQUINO, A. M. de; CASTRO NETO, M. T. de. Compostagem Caseira de Lixo Orgânico Doméstico. Disponível em http://www.cnpmf.embrapa.br/publicacoes/circulares/circular_76.pdf, acesso em 14 de jun. 2010. SOUSA, R. P. de; et. al. A Importância da Compostagem em Aulas Práticas de Biologia e Geografia. In: II Congresso de Pesquisa e Inovação da Rede Norte Nordeste de Educação Tecnológica, 2007. CD-ROM. TRINDADE, N. A. D. Consciência Ambiental: Coleta Seletiva e Reciclagem no Ambiente Escolar. Revista Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer, Goiânia-GO, vol. 7, n. 12, p. 1-15, 2011. Disponível em http://www.conhecer.org.br/enciclop/2011a/humanas/consciencia%20ambiental.pdf, acesso em 01 de ago. 2011 VIEIRA, F. J.; et. al. O vidro que vira luxo. In: II Congresso de Pesquisa e Inovação da Rede Norte Nordeste de Educação Tecnológica, 2007. Disponível em http://www.redenet.edu.br/publicacoes/arquivos/20080213_MEIO-126, acesso em 14 de jun. 2010.
1879 rees v. 4 n. 4 (2011): jan./dez. Construtivismo, consciência fonológica e método fônico no processo de alfabetização Esthefane Sabrine Aparecida Silveira Lima;Geisa Magela Veloso;Regina Coele Cordeiro; O presente artigo tem como objetivo analisar representações e práticas de alfabetização que circularam entre professores, em diferentes temporalidades, visando o enfrentamento do desafio de ensinar a ler e escrever, mais especificamente, abordaremos a grande polêmica em debate na academia e também na mídia, que nos últimos anos tem sido conhecida como a “guerra dos métodos”. Dada à centralidade da alfabetização/escolarização, as metodologias de ensino ocupam lugar de destaque nas preocupações de professores de diferentes épocas, pois o saber ler e escrever sempre esteve diretamente ligado à ideia de modernidade e desenvolvimento. Dessa forma, diferentes educadores discutem e defendem qual método ou teoria se apresenta como mais eficaz para aquisição da escrita alfabética pelas crianças, visando equacionar os problemas relativos ao fracasso escolar que, no Brasil, ganha visibilidade no crônico problema do analfabetismo. FERREIRO, Emília e TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1979. FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva e MACIEL, Francisca Isabel Pereira. O Livro de Lili em Minas Gerais: hegemonia didática e suas influências. In: FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva e MACIEL, Francisca Isabel Pereira. (org). História da alfabetização: produção, difusão e circulação de livros (MG/RS/MT – Séc. XIX e XX). Belo Horizonte: UFMG/FAE, 2006. FREITAS, Gabriela Castro Menezes de. Consciência fonológica: rimas e aliterações no português brasileiro. PUCRS. Artigo publicado na revista Letras de Hoje, v.132, p.155 – 170, 2003. Disponível em www.aletra.rs.com.br/artigos/gabi.pdf . Acesso em: 05 de jan de 2009. FREITAS, Gabriela Castro Menezes de. Sobre a consciência fonológica. In: LAMPRECHT, Regina Ritter. Aquisição fonológica do português: perfil de desenvolvimento e subsídios para terapia. Porto alegre: Artes Médicas, 2004. MORAIS, Artur Gomes de. Concepções e metodologias de alfabetização: por que é preciso ir além da discussão sobre velhos “métodos”? UFPE – Centro de Educação e CEEL - Centro de Estudos em Educação e Linguagem. versão desse trabalho foi apresentada no XIII ENDIPE, no Simpósio “Os Discursos e as Narrativas nos Processos Educativos”, sob o título “Discursos recentes sobre alfabetização no Brasil”, em abril de 2006a. Disponível em http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/alf_moarisconcpmetodalf.pdf MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica e metodologias de alfabetização. Revista Presença Pedagógica. Belo Horizonte: Dimensão. V.12. n.70. jul/ago, 2006b. MORAIS, Artur Gomes e ALBUQUERQUE, Eliane Borges Correia de. Novos livros de alfabetização: dificuldades em inovar o ensino do sistema de escrita alfabético. In: COSTA VAL, Maria da Graça e MARCUSCHI, Beth (orgs.). Livros didáticos de língua portuguesa: letramento e cidadania. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. MORAIS, Jacqueline de Fátima dos Santos. Alfabetização no Brasil: ainda um desafio. Revista espaço acadêmico n° 93 mensal fevereiro de 2009. Ano VIII. Disponível em: www.espacoacademico.com.br/093/93morais.htm. Acesso em: 18 de dez de 2009. MORTATTI, Maria Rosário Longo. História dos métodos de alfabetização no Brasil. Conferência proferida durante o Seminário Alfabetização e letramento em debate, promovido pelo Departamento de Políticas de Educação Infantil e Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, realizado em Brasília, em 27/04/2006. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/alf_mortattihisttextalfbbr.pdf. Acesso em: 15 de dez. de 2009. SOARES, Magda Becker. Letramento e alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2003b. SOARES, Magda Becker. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998. TEBEROSKY, Ana e COLOMER, Teresa. Aprender a ler e escrever: uma proposta construtivista. Porto Alegre: Artmed, 2003. VASCONCELOS, Zinda. Alfabetização hoje: um mal-estar generalizado?(UERJ), 2007. Disponível em: http://www.filologia.org.br/ixfelin/trabalhos/pdf/72.pdf. Acesso em: 08 de jan. de 2009. WEISZ, Telma. Coleção Emilia Ferreiro. Belo Horizonte: CEDIC, SD.
1881 rees v. 3 n. 3 (2010): jan./dez. Indústria cultural e Educação: a música como ferramenta para o ensino de História César Henrique de Queiroz Porto;Vanessa Durães Prudêncio; Essa pesquisa tem por objetivo apresentar uma discussão a respeito das expressões culturais de massa, sobretudo a música, e, ao mesmo tempo, sugerir uma análise histórica e social de tais expressões, visando, principalmente, utilizá-las como recurso extra-didático para o ensino de História em sala de aula. Para isso, fazemos, inicialmente, uma análise em torno das teorias da indústria cultural, enfatizando a indústria fonográfica no Brasil após a década de 1960. Após o entendimento das diferentes vertentes que discutem a indústria cultural, discorremos acerca de algumas produções musicais brasileiras que podem servir como fonte de entendimento de determinados conteúdos referentes à disciplina História e sua aplicação em sala de aula para demonstrar que é possível aproximar os conteúdos ministrados com o cotidiano e a realidade dos alunos. ADORNO, Theodor W. Indústria Cultural e Sociedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002. ALVES, Luciano Carneiro. Flores no Deserto - A Legião Urbana em seu próprio tempo. Uberlândia: UFU, 2002. (Dissertação de Mestrado) ASSAD, Simone. Renato Russo de A a Z. As idéias do líder da Legião Urbana. Campo Grande, MS: Letra Livre, 2000. BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994. BRIGGS, Asa; BURKE, Peter. Uma história social da mídia: de Gutenberg à Internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004. CALDAS, Waldenyr. Cultura de massa e política de comunicações. São Paulo: Global, 1986. CHAUVEAU, Agnès; TÉTART, Philippe (Org.). Questões para a história do presente. Bauru, SP: EDUSC, 1999. COELHO, Teixeira. O que é Indústria Cultural? São Paulo: Brasiliense, 1980. CONVERSAÇÕES com Renato Russo. Campo Grande, MS. Letra Livre. DAPIEVE, Arthur. Renato Russo, o Trovador Solitário. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 2000. ECO, Umberto. Apocalípticos e Integrados. 6 Ed. São Paulo: Perspectiva, 2004. FRIEDLANDER, Paul. Rock and Roll: uma história social. São Paulo: Record, 2008. FURTADO, João Pinto. A música popular brasileira dos anos 60 aos 90: apontamentos para o estudo das relações entre linguagens e práticas sociais. In: Pós-história. São Paulo: Assis-SP, 1997. HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos: Breve século (1914-1991). São Paulo: Cia. das Letras, 2008. MARCHETTI, Paulo. O diário da turma 1976-1986. A história do rock de Brasília. São Paulo: Conrad, 2001.
1882 rees v. 3 n. 3 (2010): jan./dez. Educação integral: desafios para a construção de uma escola de qualidade Deide da Cunha Silva Fernandes; Repensar a educação é fundamental para que se alcancem os novos paradigmas impostos pela sociedade atual que dá um novo sentido ao papel social da escola. Nesse contexto emerge a educação integral, com o intuito de dar respostas às expectativas da sociedade que apresenta uma demanda por educação que não foram atendidas no passado. Experiências de ampliação do tempo escolar surgem no país através da criação de escolas de tempo integral. O número de escolas que atendem em regime integral tem acrescido a cada dia, assim como o número de modelos adotados, que tem por finalidade responder a uma diversidade de problemas sociais e consequentemente melhorar os resultados educacionais dos alunos. Servindo-se da análise bibliográfica sobre o tema, o presente trabalho destaca alguns pressupostos e condicionantes que se tornam fundamentais para o alcance dos propósitos da educação de tempo integral. ARROYO, Miguel Gonzales. O direito ao tempo de escola. Cadernos de Pesquisa. nº 65, 1988, p. 3-10. BOMENY, Helena, A escola no Brasil de Darcy Ribeiro. Em Aberto, v.22, n.80, 2009, pp.109-120. BRASIL. Lei nº 10.172, de 9 de janeiro de 2001: aprova o Plano Nacional de Educação e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 10 jan.2001. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996: dispõe sobre as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília.23 dez.1996. CAVALIERE, Ana Maria; COELHO, Lígia Martha. Educação integral em tempo integral. Petrópolis: Vozes, 2002. CAVALIERE, Ana Maria; COELHO, Lígia Martha. Escolas de tempo integral versus alunos em tempo integral. Em Aberto, v.22, n.80, p.51-63, abr.2009. EMERIQUE, Raquel. Do salvacionismo à segregação: a experiência dos Centros Integrados de Educação Pública do Rio de Janeiro. 1997. Dissertação (Mestrado) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro/PPCIS, 1997. GONÇALVES, Sérgio Antônio. Reflexões sobre educação integral e escola de tempo integral. Cadernos Cenpec. nº2. p.1-10. 2ºsemestre, 2006. LUNKES, Arno Francisco. Escola em tempo integral: marcas de um caminho possível. 2004. Dissertação (Mestrado)Universidade Católica de Brasília/PPGE, 2004. MAURÍCIO, Lúcia Velloso. Escola pública em horário integral e inclusão social. Revista Espaço, n.27, jan./ jun.2007. NUNES, Clarice. Centro Educacional Carneiro Ribeiro: concepção e realização de uma experiência de educação integral no Brasil. Em Aberto, v.22, n.80, p.121-134, abr.2009 PARO, V. et alii. A escola pública de tempo integral de tempo integral: desafio para o ensino público. São Paulo: Cortez Editora, 1988. PARO, V. et alii. A escola pública de tempo integral: universalização do ensino e problemas sociais. Cadernos de Pesquisa, nº 65, 1988, pp. 11-20. SAVIANI, Dermeval. A nova Lei da Educação: trajetórias, limites e perspectivas. Campinas: Autores Associados, 1997.
1883 rees v. 3 n. 3 (2010): jan./dez. A segunda guerra do fogo: em busca do conhecimento dialógico Dirlenvalder do Nascimento Loyolla; Convidado a desenvolver uma reflexão acerca da postura do homem ocidental em relação à vida e à arte no século XXI (ou àquilo que tomamos a liberdade de designar, aqui, como pós-modernidade), o escritor italiano Ítalo Calvino (1923-1985) iniciou um esboço daquelas que seriam suas seis propostas para o próximo milênio: Leveza, Rapidez, Exatidão, Visibilidade, Multiplicidade e Consistência. Duas dessas perspectivas (Rapidez e Multiplicidade) merecem enfoque especial sobretudo pelo fato de serem conceituações de extrema importância dentro do cenário sócio-político-econômico da atualidade e que, nesse sentido, possuem grande valor em relação ao tema deste estudo. A GUERRA do fogo. Direção de Jean-Jacques Annaud. [S.l]: [s. n.], 1981. 1 videocassete (104 min), VHS, son., Color. CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. Tradução de Ivo Barroso. 3. ed. São Paulo: Companhia das letras, 1990. CLETO, Marcelo Gechele. “A gestão da produção nos últimos 45 anos”. Revista FAE Business, n. 4, dez. 2002, p. -41. KAHMANN, Andrea Cristiane. “Interdisciplinaridade”. In: Intertextualidade e interdisciplinaridade na obra De todo lo visible y lo invisible, de Lúcia Etxebarría. Disponível na Internet: Acesso em 17/05/2005. NADLER, David A.; TUSHMAN, Michael L. “A organização do futuro”. Revista HSM Management, n. 18, janeiro/fevereiro 2000. PEREIRA, Ricardo O.; ABREU, Aline F. de; REZENDE, Denis A. “Gestão do conhecimento com apoio dos recursos de sistemas de informação e tecnologias emergentes”. Anais do XX Encontro Nacional de Engenharia de Produção – ENEGEP. São Paulo: ENEGEP, 2000. PRETI, Oreste. Fundamentos da Educação a distância. Cuiabá: NEAD/UFMT; Linhares: UNEAD, 2005. (Curso de extensão para formação de profissionais em educação a distância).
1884 rees v. 3 n. 3 (2010): jan./dez. Magistério e gênero masculino: o homem na atividade educativa das séries iniciais do Ensino Fundamental Mônica Vieira Silva; Este artigo analisa a inserção e a atuação do homem no magistério das séries iniciais do ensino fundamental, bem como a sua importância no processo educativo do primário. A pesquisa permitiu observar que a participação masculina na atividade educativa do primário, hoje, é quase inexistente pois o magistério ainda é considerado profissão feminina, sendo assim os homens que atuam nas séries iniciais sofrem preconceito devido a sua escolha profissional. Tais resultados são preocupantes, pois, a presença masculina nos ambientes escolares, principalmente no magistério das séries iniciais do ensino fundamental é de grande importância no processo educativo da criança, desse modo homens e mulheres, podem e deve exercer as mesmas profissões dependendo apenas de suas habilidades e capacidades. ABREU, Jânio Viera de. O masculino nos caminhos da docência primária em Teresina (PI)-(1970-2000) - www.ufpi.br. Acessado em 31/05/2009 às 11h e 30min. ALMEIDA, J. S. Mulher e Educação: a paixão pelo possível. São Paulo: Ed. Unesp, 1998. ALMEIDA, João Lopes de. A participação masculina na atividade educativa do ensino primário. (monografia apresentada para a obtenção de título em pedagogia) – UNIMONTES - Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2006. ASSUNÇÃO, Maria Madalena Silva de. Magistério Primário e cotidiano Escolar. Campinas. São Paulo: Autores Associados,1996. AUAD, Daniela. Educar Meninos e Meninas: relações de gênero na escola. São Paulo: Contexto,2006. BENCINI, Roberta. Brincadeiras não tem sexo. Nova Escola. U. 22 n. 203. Jun-jul/2007, p.105-106. BEUSTER, Frank. Die Iurgenkatastrophe: das Überfordente Gesehlecht, hambung: Rawohlt, 2006. CAMPOS, Gisele Santana. A aprendizagem das crianças e sua relação com a figura masculina na família. (Monografia apresentada para a obtenção de título em pedagogia) UNIMONTES- Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2006. DIEFENBACH, H. / KLEIN, M. ‘‘Bringing Black”, soziale Urgleichheit Zwischen den Geschlechtern im Bil dungssystem Zuungusten Von Jungen am Beispiel der Sekundarabschüsse, In: zeitschrift für Padagogik,2002/6, p. 938-958. DUARTE, Simone Viana; FURTADO, Maria Sueli. Manual de Elaboração de Monografias e Projetos de pesquisas. 2 ed. Montes Claros: Unimontes, 2000. FERREIRA, Dejinany Maria Rodrigues. Por que o Magistério de 1ª a 4 Série: Vozes Femininas Sobre a Entrada e Permanência na Carreira. (Monografia apresentada para a obtenção de título em Pedagogia) -UNIMONTES - Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2004. FILHO, Manuel Bergstrom Lourenço. A formação de professores: da Escola Normal à Escola de Educação. GUNNARSSON, Lars. Política de Cuidado e Educação infantil na Suécia. In ROSEMBERG, Fúlvia e CAMPOS,Maria Malta (orgs). Creches e Pré-escolas no Hemisfério Norte. São Paulo: Fundação Carlos Chagas, Ed. Cortez, 1994. JENSEN, Jytte. Educação Infantil na comunidade Européia. In: Anais do Simpósio Nacional de Educação Infantil. COEDI/MEC, 1994. KLEFF, Sanem. Von der Gewerkschaft Erziehung und wissenschaft: Quotermanner fur die Erziehung. In: HHp;// grueye-berlin. De /positionen/stach-org/135/135gespraech.htm,19/05/08. MARANGON,Cristiane. Aprendizagem Também é uma questão de Gênero. Nova escola. N 207, Novembro/ 2007, p.26-30. SAVIANI, Dermeval. A história da escola pública no Brasil. Revista de Ciências da Educação. Salvador, jul/2002, p. 185-200. SCOTT, Joan. Gênero: Uma categoria útil de análise. In: Gênero e Educação. Educação e Realidade, Porto Alegre, FAE: UFRGS, v 20, n.2. jul-dez, 1995. p.71-100. SILVA, Romildo José da. Gênero Masculino e Magistério: Análises e Discussões da inserção e Atuação do Homem no Magistério das Séries Iniciais do Ensino Fundamental. (Monografia apresentada para a obtenção de título em pedagogia) – UNIMONTES - Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros,2008. VEIGA, Ilma Passos Alencastro. (org). Caminhos da Profissionalização do magistério. Campinas. São Paulo: Papirus, 1998 (Coleção Magistério: Formação e trabalho pedagógico).
1885 rees v. 3 n. 3 (2010): jan./dez. Educação ambiental e impactos ambientais: um estudo de caso do córrego Pai João em Montes Claros – MG Eliane Ferreira Campos Vieira;Roney Soares Alves;Welton Silva Ferreira;Warley Moreira Guerra; O objetivo deste trabalho é discutir a situação ambiental do córrego Pai João, que percorre a área urbana do município de Montes Claros, localizado no norte de Minas Gerais e apresenta-se bastante degradado por atividades como: deposição de esgotos sem tratamento e entulhos, inexistência de matas ciliares, urbanização e construção de estradas. Assim, como outros cursos d’água do município, a degradação do Córrego Pai João reflete anos de descaso e de conduta inadequada em relação ao trato com os recursos hídricos. Esse trabalho também focaliza a Educação Ambiental como um processo abrangente que busca despertar a consciência crítica sobre a problemática ambiental. A situação atual indica que somente um trabalho de educação ambiental que envolva toda a comunidade da microbacia será capaz de minimizar os danos ambientais e promover a preservação e recuperação das áreas degradadas ao longo do curso d’água. BOTELHO, Rosangela Garrido Machado. Planejamento Ambiental em Microbacia Hidrográfica. In: GUERRA, A.J.T.; SILVA, A.S.; BOTELHO, R.G.M. Erosão e Conservação de solos: conceitos, temas e aplicações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. CUNHA, Sandra Baptista da; GUERRA, Antônio José Teixeira (organizadores); Avaliação e perícia ambiental- 2a Ed.- Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000. 294p. CUNHA, Alan Cavalcanti da et al. Monitoramento de águas superficiais em rios estuarinos do estado do Amapá sob poluição microbiológica. Boletim do museu Paraense Emilio Goeldi. Série Ciências naturais, Belém, v.1, n.1, p. 191-199, Janeiro-Abril. 2005. DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: Princípios e Práticas. 5° ed. São Paulo: Gaia, 1998. 400 p. GUIMARÃES, Mauro. A dimensão ambiental na educação. Campinas: Editora Papirus, 1995. acesso em 22/03/2007. PAULA, Hermes Augusto de Montes Claros sua historia, sua gente e seus costumes –Vol. 1, 1979, P. 68. SOARES, Angélica Garcia, SIMÕES, Eduardo Jorge Machado, OLIVEIRA, Ely Soares de VIANA, Haroldo Santos (organizadores). Projeto São Francisco: caracterização hidrogeológica da microrregião de Montes Claros. Belo Horizonte: SEME/COMIG/CPRM, 2002.Http: // WWW.CPRM.GOV.BR
1886 rees v. 3 n. 3 (2010): jan./dez. Projetos educativos inovadores: um olhar voltado para o contexto da cidade de Januária – MG Ediléia Alves Mendes Souza; As inovações escolares surgem ao longo de sua trajetória vinculadas a questões de ordem políticas, sociais, ideológicas e econômicas. Neste trabalho busca-se discutir o tema fundamentando-se em autores como Carbonell (2002) e Hernandez (2000), registrando de forma sistematizada uma experiência educativa desenvolvida na universidade com a intenção de promover a articulação entre teoria e prática. A pesquisa foi realizada em instituições escolares e o intuito era verificar se nesses espaços estava sendo desenvolvido algum projeto que do ponto de vista dos acadêmicos, com base nos estudos realizados em sala de aula, poderia ser considerado como inovador. Para tal fez se necessário a pesquisa bibliográfica e de campo buscando compreender o conceito de inovação e analisar as dificuldades, possibilidades e vantagens de implantação dessas propostas. Pode-se antecipar que foram identificadas algumas práticas com características inovadoras, envolvendo diversos métodos, recursos e pessoas nas situações educativas, que esses mecanismos estão estreitamente ligados e precisam ser considerados em suas relações e não isoladamente. ALVES, Nilda; GARCIA, Regina Leite. A invenção da escola a cada dia – Rio de Janeiro: DP e A, 2000. CARBONELL, Jaume. A aventura de inovar: a mudança na escola. Porto Alegre: Artmed, 2002. HERNANDEZ, Fernando et al. Aprendendo com as inovações na escola. Trad. Ernani Rosa – Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. MINAS GERAIS. Inovação educacional: escolas de Minas estão aprendendo a aprender/ José Eustáquio de Freitas (Coord.) – Belo Horizonte: Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais, 2000. (Lições de Minas. Série: inovações e tendências). Revistas Época. Disponível em: www.revistaepoca.globo. com. Acesso em junho de 2008. ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1988.
1887 rees v. 3 n. 3 (2010): jan./dez. Educação à distância: o ensino e a aprendizagem para além das paredes da sala de aula numa perspectiva vygotskyana Maria das Dores Gouveia Alves;Mônica Vieira Ramos Figueiredo;Ricardo de Mattos Fernandes; O presente trabalho tem como objetivo refletir acerca da educação à distância e a sua concepção de ensino-aprendizagem para construir conhecimento nesta modalidade. Para tanto, utilizou-se das contribuições da teoria de Vygotsky, para explicar o processo de ensino-aprendizagem de uma formação à distância. Inicialmente buscou-se situar o surgimento das técnicas e sua evolução na sociedade, em seguida vislumbraram-se as primeiras experiências da educação à distância de forma geral e especificamente no Brasil, e por último situou-se o ensino-aprendizagem de uma formação construída à distância, numa perspectiva vygotskyana. Chermann, Mauricio & Bonini, L. Mendes. (2000). Educação a distância: novas tecnologias em ambientes de aprendizagem pela Internet. São Paulo, Brasil: universidade de Bras Cubas. Lévy, Pierre. (1994). As Tecnologias da Inteligência. Trad. Carlos Irineu da Costa (34rd Ed). Rio de Janeiro, Brasil. Santos, Boaventura Sousa. (2005). Um discurso sobre a ciência (3rd ed). São Paulo, Brasil: Cortez. Vygotsky, L. S. (1982). Obras Escogidas: problemas de psicologia geral. Fuenlabrada. Madrid: Gráficas Rogar. Vygotsky, L. S. (1984). A Formação Social da Mente. São Paulo, Brasil: Martins Fontes.
1888 rees v. 3 n. 3 (2010): jan./dez. O Estágio Curricular Supervisionado no curso de Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros: relato de experiência Janice Carvalho Guimarães;Rosângela Ramos Veloso Silva;Paulo Eduardo Gomes Barros; Princípios e estratégias para aperfeiçoar as ações no estágio tem sido discutidos em diferentes cenários, uma vez que este processo, imprescindível na formação do futuro professor, envolve o amplo contexto onde a práxis educativa acontece. Nesse sentido, entendendo a Educação Física Escolar como disciplina cujo fazer pedagógico é parte integrante do contexto escolar, um grupo de professores do curso de Educação Física Licenciatura da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes no período de 2006 a 2007 buscaram estratégias de intervenção no estágio construído por meio de reflexões coletivas, envolvendo o corpo docente e discente, bem como, a escola. Respondendo a este anseio a configuração dos Encontros de Práticas de Formação e Estágio Curricular Supervisionado em Educação Física, evidenciaram a necessidade de transformar as ações dos sujeitos, e, de ampliar a consciência de todos envolvidos nesta práxis. FELÍCIO, Helena Maria dos Santos; OLIVEIRA, Ronaldo Alexandre de. A formação prática de professores no estágio curricular. Revista Educar. Curitiba, n.32,2008. Disponível:Acesso em: 10 Mai 2008. GORI, Renata Machado de Assis. A inserção do professor iniciante de educação física na escola. [CD-Rom]. In Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte, 12, Caxambu/MG. Anais... São Paulo: Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte, 2001. ILHA, F. R. S.; SILVA, A. R.; BASEI, A. P.; MASCHIO, V.; KRUG. H. N. Estágio Curricular Supervisionado em Educação Física: significado e importância sob a ótica dos acadêmicos do curso de licenciatura. Rio Grande do Sul, 2008. Disponível em: MANUAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DOS CURSOS DE LICENCIATURADADE DA UNIVERSIDADA ESTADUAL DE MONTES CLAROS – UNIMONTES. Montes Claros- MG, 2007. PICONEZ, Stela C.B. A prática de ensino e o estágio supervisionado. 8.ed. São Paulo: Cortez, 2004. PIMENTA, Selma Garrido; LUCENA, Maria do Socorro. Estágio e Docência. 1ª Edição, São Paulo: Cortez, 2004. PIMENTA, Selma Garrido. Pesquisa-ação crítico-colaborativa: construindo seu significado a partir de experiências com a formação docente. In: Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 521-539, set./dez. 2005 RAMOS, Glauco Nunes Souto. Preparação profissional em Educação Física: A questão dos estágios. [dissertação de Mestrado]. Campinas, SP: Unicamp, 2002.
1889 rees v. 3 n. 3 (2010): jan./dez. As práticas pedagógicas do Ensino Médio: centralidade e margens discursivas Eliane Ribeiro Lopes;Luiz Antônio Ribeiro;Michelle Karina de Oliveira; Neste artigo, propomos investigar como são trabalhados, nas aulas de língua portuguesa e literatura brasileira do ensino médio, os aspectos linguísticos e histórico-sociais. Para isso, vamos nos valer dos conceitos de centralidade e margem discursivas, tomados emprestados da Análise do Discurso. Procuraremos relacionar tais pressupostos teóricos com outros desenvolvidos pela Pedagogia da Compreensão, que dizem respeito ao desenvolvimento, na ação didática, de uma cultura e linguagem do pensar. Tais conceitos são imprescindíveis quando se pretende buscar respostas para o que se entende como ensinar para a com preensão e sobre o que fazer para transformar as aulas de língua e literatura em um momento privilegiado de construção do conhecimento. BRAGA, Mauro Mendes Campos & PENA, Ronaldo Tadeu. Edital dos Programas do Concurso Vestibular 2010. Universidade Federal de Minas Gerais. Disponível em: www.ufmg.br/copeve Acesso em: 06 de dezembro de 2009. CHARAUDEAU, Patrick; MAINGUENEAU, Dominique. Dicionário de análise do discurso. Tradução Fabiana Komesu (Coord.). São Paulo: Contexto, 2004. COURTINE, Jean-Jacques. Metamorfoses do discurso político: as derivas da fala pública. Tradução Nilton Milanez e Carlos Piovezani Filho. São Carlos: Claraluz, 2006. p.37-57. GULLAR, Ferreira. Não-coisa. Cadernos de Literatura Brasileira. São Paulo: Instituto Moreira Salles, nº 6, set. 1998. MONEREO, Carlos. Ensinar a aprender e a pensar no ensino médio: as estratégias de aprendizagem. In: COLL, César et. al. Psicologia da aprendizagem no ensino médio. Porto Alegre: Artmed, 2003, p.67-101. NUNAN, David. Second language teaching & learning. Boston, Mass: Newbury House Teacher Development, 1999, p.38-65. OLIVEIRA, Michelle Karina de; SOARES, Edna Aparecida Lisboa. Discurso o rio caudaloso da vida e suas margens. 2009 (inédito) POZO, Juan Ignácio. Aprendizagem de conteúdos e desenvolvimento de capacidades no ensino médio. In: COLL, César et. al. Psicologia da aprendizagem no ensino médio. Porto Alegre: Artmed, 2003, p.43-65. SOARES, Edna Aparecida Lisboa. A construção/interpretação do referente “espetáculo político” no discurso político-presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. 2008. 275 f. Tese (Doutorado em Linguística e Língua Portuguesa). Belo Horizonte: PUC Minas. SOUZA, Vilma de; COUTO, Ângela Maria da Silva. Língua portuguesa e literatura brasileira: 2ª série ensino médio. Belo Horizonte: Editora Educacional, 2008.
1890 rees v. 3 n. 3 (2010): jan./dez. Considerações sobre Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA’s): avaliação de AVA’s e avaliação em AVA’s Rejane Cristina de Carvalho Brito; O trabalho aqui apresentado é um breve estudo sobre a avaliação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem para o Ensino a Distância e também dos critérios de avaliação da aprendizagem nesses ambientes. A escolha de softwares para o ensino a distância mediado pelo computador deve seguir critérios que contemplem a proposta de ensino do curso a ser oferecido e ser fiel aos princípios pedagógicos da instituição que o oferece. Além disso, o ambiente virtual deve favorecer uma avaliação real da aprendizagem. Com o objetivo de tecer breves considerações sobre os critérios de escolha do ambiente virtual e dos critérios sobre a forma como a avaliação discente deve ocorrer no ensino à distância, esse trabalho traz um apanhado da colaboração de vários autores que já escreveram sobre assunto. AMERICAN COUNCIL EDUCATION. Distance Lernaing Evaluation Guide. Ivy Tech State College: ACE: 1996. CHAPELLE, Caro A. Challenges in Evaluation of innovation: observations from technology research. Disponível em: http://www.rikiwiki.net/members/blogresearch/ blogresearchbase/CALL/evaluation%20of%20innovation%20in%20technology%20research%20chapelle.pdf. Último acesso em: 05/07/2008. COBB, S V G; NEALE, H R; REYNOLDS, H. Evaluation of virtual learning environments, Proc. 2nd Euro. Conf. Disability, Virtual Reality & Assoc. Techn. Skövde, Sweden, pp. 17- 23. 1998. FRYDENBERG, Jia. Quality Standards in e-learning: A matrix of analysis. In: International Review of Research in Open and Distance learning. Vol. 3, no. 2. Outubro, 2002. KHAN, B. H.; GRANATO, L. A. Program Evaluation in Elearning. Disponível em: http://74.220.207.68/~federall/pages/pdfs%20of%20wht%20papers/elearning_program_ evalu ation_by_khan_and_Granato.pdf. Último acesso em: 02/06/22008. LEVY, M.; STOCKWELL, G. CALL dimensions: options in computer-assisted language learning. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, 2006. P.40-83 LUCKESI, Cipriano Carlos. O que é mesmo, o ato de avaliar a aprendizagem? In: Pátio - Revista Pedagógica, Ano 3, Nº12, Fevereiro/Abril, 2000 (p.6-11). Porto Alegre: ARTMED Editora. PAIVA, Vera Lúcia Menezes; SADE, Liliane Assis. Avaliação, Cognição e Poder. Revista Brasileira de Lingüística Aplicada.vol.6, n.2, p.33-57, 2006 SANTOS, João Francisco Severo, Avaliação no Ensino a Distância Revista Iberoamericana de Educación (ISSN: 1681-5653), 2005. SCHLEMMER, E.; SACCOL, A. Z.; GARRIDO, S. Um modelo sistêmico de avaliação de softwares para Educação a Distância como apoio à gestão de EAD. Revista Gestão USP, São Paulo, vol. 14, no. 1. p. 77-91, janeiro-março, 2007. PALLOFF, R.M.; PRATT, K. The virtual student: a profile and guide to working with online learners. Chapter 8. Assessment and evaluation. p. 89-102. San Francisco: Jossey-Bass Publishers, 2003. PLASS, J. L. Design and Evaluation of the User Interface of Foreign Language Multimedia Software: A Cognitive Approach. Language Learning & Technology. Vol.2 no. 1. p. 40-53.1998.
1892 rees v. 2 n. 2 (2009): jan./dez. O Estado de S.Paulo (1972-1977) e o ensino de 2º Grau no processo de implantação da Lei 5.692/71 Bruno Bontempi Jr.;Leisa Alves Ribeiro; Este artigo analisa as matérias e os editoriais sobre o ensino de 2º Grau publicados no jornal O Estado de S. Paulo (OESP) entre os anos de 1972 a 1977, momento da implementação da Lei 5.692/ 7 1, com o objetivo de mostrar como esse veículo de comunicação. que tradicionalmente teve na educação um de seus temas principais, acompanhou a reforma e se posicionou diante de seus princípios e medidas de implantação. ABRAMO, C. A regra do jogo: o jornalismo e a ética do marceneiro. 3. impr. São Paulo: Companhia da Letras, 1993. ALVES, M. H. M. Estado e oposição no Brasil (1964-1984). Bauru. SP: EDUSC, 2005. AQUINO, M. A. A. Censura. Imprensa, Estado Autoritário (1968-1978): o exercício cotidiano da dominação e da resistência: 0 Estado de São Paulo e Movimento. Bauru: EDUSC, 1999. BONTEMPI JR.; B. A Cadeira de História e Filosofia da Educação da USP entre os anos de 40 e 60: um estudo das relações entre a vida acadêmica e a grande imprensa. Tese de Doutorado. PUC-SP, 2001. BONTEMPI JR.; B. Em defesa “legítimos interesses”: o ensino secundário no discurso educacional de O Estado de S Paulo (1946-1957). Revista Brasileira de História da Educação-SBHE. São Paulo: Autores Associados, 2006, p. 121-158. BONTEMPI JR.; B. Laerte Ramos de Carvalho. In: FÁVERO, Maria de Lourdes de Albuquerque; BRITTO, Jader de Medeiros (Org.). Dicionário de Educadores no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ / MEC-Inep-Comped. 2002a, p. 674-680. BONTEMPI JR.; B. O Estado de S. Paulo e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo: o pensamento educacional convergente. Revista do Mestrado em Educação. Universidade Federal de Sergipe. Sem. v. 4, janeiro/junho. 2002b. p. 25-34. BRASIL. Congresso Nacional. Senado Federal. Emendas. Diretrizes e Bases para o Ensino de lº e 2º Graus. Tomo 1, 1971. BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Relatório da 2º Grupo de Trabalho, Decreto no. 66. 600/71. Ensino de lº e 2º Graus, 1970. CAPELATO, M. H. R. Imprensa e história do Brasil. São Paulo: Contexto: EDUSP. 1988. CUNHA. L. A. C. R. Educação e desenvolvimento social no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: E. Alves, 1977b. CUNHA. L. A. C. R. Política educacional no Brasil: a profissionalização no Ensino Médio. 2. ed. Rio de Janeiro: Eldorado Tijuca. 1977b. DUARTE. C. R. D. Imprensa e Redemocratizaçâo no Brasil. Dados, Revista de Ciências Sociais. v. 26, n. 2, 1983. FONSECA. F. O consenso Forjado: a grande imprensa e a formação da agenda ultraliberal no Brasil. São Paulo: Hucitec, 2005. MARCONI, Paolo. A censura política na imprensa brasileira: 1968-1978. São Paulo: Global, 1980. O ESTADO DE S. PAULO. Ainda as contradições da reforma. 02/l 2/1973. O ESTADO DE S. PAULO. Ainda falta um maior contato com a realidade. 26/01/1975. O ESTADO DE S. PAULO. Alunos sem escola, salas vazias. 16/01/1973. O ESTADO DE S. PAULO. Consciência liberal e escola pública. 23/02/1975. O ESTADO DE S. PAULO. Discriminação às avessas na educação. 15/ l 0/1972. O ESTADO DE S. PAULO. Educação foi só reformas (Suplemento Especial). 04/01/1972. O ESTADO DE S. PAULO. Ensino técnico provoca corrida a escolas particulares. 27/03/1977. O ESTADO DE S. PAULO. Entre técnicos e políticos, o diálogo sem perspectivas. 29/10/1975. O ESTADO DE S. PAULO. Escolas particulares analisarão sua crise. 14/01/1973. O ESTADO DE S. PAULO. Ministro tenta explicar demora da reabertura. 24/02/1974. O ESTADO DE S. PAULO. No 2º Grau, a reforma cada vez mais distante. 26/01/1975. O ESTADO DE S. PAULO. O debate inconsequente. 28/10/1975. O ESTADO DE S. PAULO. Para Passarinho não houve medo. 14/03/1974. O ESTADO DE S. PAULO. Reforma do ensino, plano utópico. 29/10/1975. O ESTADO DE S. PAULO. Reforma esquece o mestre. 07/01/1972. O ESTADO DE S. PAULO. Secretário promete vagas para todos. 26/01/1975. O ESTADO DE S. PAULO. Uma reforma quase impossível. 28/10/1975. O ESTADO DE S. PAULO. Vestibular. uma das causas. 27/03/1977. RELATÓRIO DO GRUPO DE TRABALHO DA REFORMA UNIVERSITÁRIA. Educação em Debate. Revista Paz e Terra. Ano IV, n. 9. Out. 1969. p. 243-282. RELATÓRIO MEIRA MATTOS. Educação em Debate. Revista Paz e Terra. Ano IV, n. 9, outubro de 1969, p. 199-241. SOARES, G. A. D. A Censura durante o regime autoritário. Revista Brasileira de Ciências Sociais da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, vol. 4, n. 10. São Paulo, 1989. WARDE, M. J. Educação e estrutura social: a profissionalização em questão. 2. ed. São Paulo: Cortez; Moraes. 1979.
1893 rees v. 2 n. 2 (2009): jan./dez. John Dewey e o child-study (1895-1903) Ieda Abbud; Há um consenso na literatura brasileira sobre a história da educação infantil. de que os Estados Unidos teriam sido o principal centro irradiador do kindergarten para o mundo. Essa propagação não ocorreu pela adoção de um modelo único, porque no interior do próprio foco de irradiação o seu processo de implantação foi lento. diversificado e conflituoso. envolvendo lutas políticas e debates teóricos. As ideias de Dewey sobre educação tomaram-se hegemônicas nos Estados Unidos, vencendo o debate entre os participantes dos movimentos kindergarten e child-study, os defensores da nova psicologia, filósofos e cientistas. Neste artigo são apresentadas as posições que Dewey assumiu e as estratégias discursivas que utilizou no debate com um dos dois principais movimentos implicados na discussão sobre a criança pequena, seu estudo e as instituições para a sua educação: o movimento Child-study. CREMIN, Lawrence A. (1964). The transformation of the school: progressivism in American Education (1876-1957). New York: Vintage Books Edition. DEWEY. John. (1996). Results of Child-Study Applied to Education [1895]. In: The Collected Works of John Dewey, 1882-1953: The Electronic Edition. Carbonale: The Center for Dewey Studies at Southem Illinois University, pp. ew. 5: 204-206. DEWEY. John. (1996). Review of James Sullys Studies of Childhood [1896]. In: The Collected Works of John Dewey. 1882-1953: The Electronic Edition. Carbonale: The Center for Dewey Studies at Southern Illinois University, pp. ew.5: 367-37 1. DEWEY. John. (1996). The Kindergaren and Child-Study [1897]. In: The Collected Works of John Dewey, 1882-1953: The Electronic Edition. Carbonale: The Center for Dewey Studies at Southem Illinois University. pp. ew.5: 207-208. DEWEY. John. (1996). Criticism Wise and otherwise on Modern Child-Study [1897]. In: The Collected Works of John Dewey. 1 882-1953zThe Electronic Edition. Carbonale: The Center for Dewey Studies at Southern Illinois University, pp. ew. 5: 209-210. DEWEY. John. (1996). Letter and Statement on Organization of Work in & Department of Pedagogr [1897]. In: The Collected Works of John Dewey. 1882-] 953: The Electronic Edition. Carbonale: The Center for Dewey Studies at Southern Illinois University, pp. ew.5: 4412-447. DEWEY. John. (1996). Principles of Mental Development as Illustrated in Early Infancy [1899]. In: The Collected Works of John Dewey. 1882-1953: The Electronic Edition. CarbonalezThe Center for Dewey Studies at Southem Illinois University. pp. mw. 1: 175-191. DEWEY. John. (1996). Mental Development [1900]. In: The Collected Works of John Dewey. 1882-1953:The Electronic Edition. Carbonale: The Center for Dewey Studies at Southern Illinois University. pp. mw. 1: 192-221. DEWEY. John. (1996). Discussion of “What Our Schools Owe to Child Study” by Theodore B. Noss [1902]. In: The Collected Works oHohn Dewey. 1882-1953:The Electronic Edition. Carbonale: The Center for Dewey Studies at Southern Illinois University, pp. mw.2: 102-104. DEWEY. John. (1996). Introduction to Irving W. Kings The Psychology if Child Development [1903]. In: The Collected Works of John Dewey, 1882-1953: The Eletronic Edition. Carbonale: The Center for Dewey Studies at Southern Illinois University. pp. mw.3: 299-306. SHAPIRO. Michael Steven. (1983). Frõebel in America: & Social and Intellectual History of the Kindergarten Movement. 1948-1918. [Phd]. Brown University. SMUTS, Alice B. (1995). Science Dlscovers the Child. 1893-1935: A History of the Early Scientific Study of Children. [PhdL University of Michigan. VANDEWALKER, Nina C. (1908). The Kindergarten in American Education. New York: The Macmillan Company.
1894 rees v. 2 n. 2 (2009): jan./dez. Estudo e análise do processo de implementação do Projeto Político-Pedagógico da escola localizada na Comunidade Quilombola de Agreste Ana Paula Araújo Silva;Maria Helena de Souza Ide; O presente artigo é resultado de pesquisa realizada em uma escola localizada em uma comunidade quilombola. O estudo teve como objetivo estudar e analisar o processo de implementação do Projeto Político-Pedagógico da escola. Para tanto, foi realizada pesquisa bibliográfica, documental e entrevista, buscando compreender como se desdobra o processo de implementação do PPP, como a realidade local está expressa na proposta do documento em questão e, ainda. se as ações que foram propostas são desenvolvidas na prática pedagógica da escola. O presente trabalho possibilitou a compreensão do PPP como instrumento teórico-prático do trabalho pedagógico, assim como as contribuições e entraves de sua implementação no espaço escolar. ADBALLA. M. FB. A construção do Projeto Político-Pedagógico e a formação permanente dos professores: possibilidades e desafios. In: VEIGA. I. P. A (Org.). Quem sabe faz a hora de construir o Projeto Político-Pedagógico. Campinas: Papirus, 2007. p. 153-173. BARROSO. João. O reforço da autonomia das escolas e a flexibilização da gestão escolar em Portugal. In: FERREIRA, N.S. C (Org.). Gestão democrática da educação: atuais tendências. novos desafios. São Paulo: Cortez. 2006, p.11-32. BUITURA. I. M. Projeto Político-Pedagógico: concepção que se define na práxis. Passo Fundo: UPF. 2005. FAGUNDES. M.C.V. A Implementação do Projeto Político-Pedagógico. In: VEIGA, I. P. A (Org.). Quem sabe faz a hora de construir o Projeto Político-Pedagógico. Campinas: Papirus, 2007, p. 65-88. GANDIN. Danilo. Prática do planejamento participativo: na educação e em outras instituições, grupos e movimentos dos campos cultural, social, político, religioso e não govemamental. Petrópolis: Vozes, 2000. GENTILE, Paola. África de todos nós. Revista Nova Escola, n. 187. 2005, p. 42-49. LUDKE, Menga: MARLI, E. D. A. André. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. MARTINS, Rosilda Baron. Educação para a cidadania: o Projeto Político-Pedagógico corno Elemento Articulador. In: VEIGA. I. P. A. (Org.). Escola: espaço do Projeto Político-Pedagógico. São Paulo: Papirus, 2006. PARO, Vitor Henrique. Gestão escolar. democracia e qualidade do ensino. São Paulo: Ática. 2007. p. 49-73. TRIVINOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987. VASCONCELLOS, C. S. Planejamento: processo de ensino-aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico da Escola. São Paulo: Editora Libertad, 2000. VEIGA, I. P. A. Perspectivas para reflexão em tomo do Projeto Político-Pedagógico. In: VEIGA, I. P. A.; RESENDE, L. M. G. (Org.). Escola: espaço do Projeto Político-pedagógico. São Paulo: Papirus, 2006.
1895 rees v. 2 n. 2 (2009): jan./dez. Educação para o trabalho: um estudo comparativo entre a LDB/1961 e a LDB/1996 César Rota Júnior; O presente artigo tem por objetivo discutir as relações entre os modelos de organização do sistema de ensino e as transformações do mundo do trabalho, no Brasil, em dois momentos distintos. Para tanto, utilizar-se-á da Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1961 (Lei nº. 4.024, de 20/12/1961) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996 (Lei nº. 9.394. de 20/12/1996), haja vista ambas se adequarem de forma ímpar às conjunturas históricas em que emergem, no concernente ao mercado de trabalho, possibilitando uma melhor compreensão das relações entre o sistema educacional e o mundo do trabalho, a saber, o período do nacional-desenvolvimentismo e as consequências do processo de reestruturação produtiva, respectivamente. Por meio de uma análise comparativa, pôde-se constatar que há uma progressiva marcha das políticas públicas de educação a uma formação para o trabalho, de cunho privatista, em detrimento de uma formação integral do aluno. AGUIAR. F. R. S.; DURÃES. S. J. A. (2008). Considerações sobre a (re)organização do mundo do trabalho na sociedade capitalista. Revista Desenvolvimento Social. v. 1. n. 1. p. 27-38. Montes Claros: UNIMONTES. AGUIAR. Letícia Carneiro. (2008). A política educacional catarinense na década de 60: educação, desenvolvimento e teoria do capital humano. Revista HISTEDBR On-line, Campinas. n. 30, p. 228-247. jun. ALVES, G. (2003). Dimensões da globalização — uma perspectiva crítica do capitalismo global. In: GAGLIOTTO, G. M. (Org.). Educação pública, política e cultura: diferentes enfoques sobre a ação educativa. Francisco Beltrão: UNIOESTE. BOURDIEU, P.; PASSERON, J. C. (2008). A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Petrópolis. RJ: Vozes, [19-]. BRASIL. (1961). Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. BRASIL. (1996). Lei nº 9.394. de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. CHAVES. Miriam Waidenfeld. (2006). Desenvolvimentismo e pragmatismo: o ideário do MEC nos anos 1950. Cadernos de Pesquisa, v. 36, n. 129. p. 705-725, set./dez. CHESNAY. F. (2006). Decifrar palavras carregadas de ideologia. In: CHESNAY. F. A nundialização do capital. São Paulo: Xamã, p. 21-44. CUNHA, Luiz Antonio. (1985). Educação e desenvolvimento social no Brasil. 8. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves Editora. DOURADO. L. F.; OLIVEIRA, J. F.; CATANI, A. M. (Org.). (2003). Transformações recentes e debates atuais no campo da educação superior no Brasil. In: DOURADO, L. F.; OLIVEIRA. J. F.; CATANI, A. M. Políticas e gestão da educação superior: transformações recentes e debates atuais. São Paulo: Xamã. ENGELS. F. (2000). A origem da família, da propriedade privada e do Estado. 15. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. FONSECA. Paulo Cezar Dutra. (2005). Gênese e precursores do desenvolvimentismo no Brasil. PPGE/ UFRGS, Textos para Discussão. FREITAG, Bárbara. (1986). Escola, Estado e Sociedade. 6. ed. São Paulo: Moraes. GALLART, M. A. (1997). La interación entre la sociologia de la educación y la sociologia del trbajo. Revista Latino-Americana de Estudos do Trabalho, Ano 3, n. 5, p. 94-115. LITTLE, P. E.; BERDUGO. J.; CASTRO, G. El método comparativo. In: CANO, D. J. (org.) (1993). El metodo comparativo: debates recientes — una bibliografia. v. II. Brasília: FIASCO — Cadernos do Doutorado. MARCASSA, L. (2006). A origem da família, da propriedade privada e do Estado — Friedrich Engels. Revista de Educação da Anhanguera Educacional. v. 9, n. 9. MARX, K. e ENGELS, F. (2007). Manifesto do Partido Conmnista. São Paulo: Martin Claret. ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. (1983). História da educação no Brasil (1930/1973). 4. ed. Petrópolis: Editora Vozes. SARTORI. G. Comparación e metodo comparativo. In: SARTORI, G.; MORLINO, L. (1994). La comparación en la ciencias sociales. Madrid: Alianza Editorial. p. 29-49. SCHNEIDER, S.; SCHIMIIT, C. J. (1998). O uso do método comparativo nas Ciências Sociais. Cadernos de Sociologia, Porto Alegre, v. 9. p. 49-87. SOUZA, João Valdir Alves de. (2007). Introdução à sociologia da educação. Belo Horizonte: Autêntica. SOUZA, R. F. de (2008). História da organização do trabalho escolar e do currículo no século XX: ensino primário e secundário no Brasil. São Paulo: Cortez.
1896 rees v. 2 n. 2 (2009): jan./dez. A educação na Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu Francely Aparecida Santos; O presente estudo pretende refletir sobre a influência do pensamento de Pierre Bourdieu no que se refere à educação na sociologia da educação do autor em pauta; a tentativa é de um entrecruzamento das ideias de um representante clássico da teoria social. baseado em leituras, estudos e análises de textos básicos. Foi igualmente necessário e importante realizar a leitura de outros variados artigos sobre esse grande sociólogo. Esse trabalho traçará o seguinte percurso: primeiro, descreveremos um pouco sobre a biografia de Pierre Bourdieu; depois, abordaremos os pensamentos dele sobre a Sociologia da Educação e sobre a Educação e, por fim, faremos uma relação desse trabalho com os valores e conhecimentos transmitidos aos alunos através da família e da escola, como âncora para formação humana. ALMEIDA, Ana Maria F. Valores e Luta Simbélica. UNICAMP, (s.d.). BOURDIEU, Pierre; SAINT-MARTIN, Monique de. As categorias do juízo professoral. In: BOURDIEU, Pierre. Escritos de Educagao. Petrdépolis/RJ Vozes, 1998. BRITO, Angela Xavierde. Rei morto, rei posto: as lutas pela sucessão de Pierre Bourdieu no campo acadêmico francês. Revista Brasileira de Educação, jan-abr, n. 19. Associação Nacional de Pós-Graduacdo e Pesquisa em Educação. São Paulo, Brasil, 2002, p. 5-19. CATANI, Afranio Mendes. A sociologia de Pierre Bourdieu (ou como um autor se torna indispensável ao nosso regime de leitura). Educação e Sociedade, ano XXIII, n. 78, abril/2002. CATANI, Afranio Mendes. Pierre Boudieu: um estudo da noção de campo e de suas apropriações brasileiras nas produções educacionais. Acta dos Ateliers do V Congresso Português de Sociologia. Sociedade Contemporâneas: reflexividade e acção Ateliers: Educação e Aprendizagem, 2002. CATANI, Afranio Mendes; CATANI, Denice Barbara; PEREIRA, Gilson R. de M. As apropriações da obra de Pierre Bourdieu no campo educacional brasileiro, através de periódicos da área. Revista Brasileira de Educação, maio-ago, n. 17. Associação Nacional de Pós-Graduacdo e Pesquisa em Educação. São Paulo, Brasil, 2001, p. 63-85. LAHIRE, B. Pour une sociologie à l’état vif. In: LAHIRE, B. Lê travall sociologique de Pierre Bourdieu: dettes et critiques. Paris: La Découverte, 1999, p. 5-20. MICELI, Sérgio. Entenda a sua época: sociologia. Folha de Sao Paulo, Caderno Mais!, 13 abr. 1997. NOGUEIRA, Claudio Marques Martins; NOGUEIRA, Maria Alice. A sociologia da educação de Pierre Bourdieu: limites e contribuições. Educação e Sociedade, ano XXIII, n° 78, abril/ 2002. NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio Mendes. Apresentação do artigo A escola e a cultura de Pierre Bourdieu. Educação em Revista, Belo Horizonte, dez. 1989, n. 10, p. 3-4. NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio Mendes. Uma sociologia da produção do mundo cultural e escolar. In: BOURDIEU, Pierre. Escritos de Educação (Organização, introdução e nota de Maria Alice Nogueira e Afrânio Mendes Catani), 3. ed., Petrópolis/RJ: Vozes, 2001. PINTO, L. Derrida, Foucoult, Bourdieu. Colloque International: homenage a Pierre Bourdieu. Paris, jan/2003 (mimeo). PRADO JUNIOR, Bento. A educação depois de 1968, ou cem anos de ilusão. In: CHAUI, Marilena; TRAGTENBERG, M.; ROMANO, R.; PRADO JUNIOR, B. Descaminho da educação pós 68. Sao Paulo: Brasiliense, 1980, p. 9-30. SAVIANE, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Cortez, 1987. VALLE, Ivone Ribeiro. A obra do sociólogo Pierre Bourdieu: uma irradiação incontestável. Educação e Pesquisa. São Paulo, jan-abr, 2007, v 33, n. 1, p. 117-134.
1897 rees v. 2 n. 2 (2009): jan./dez. História da Educação em Montes Claros: civilização como processo de disciplinamento dos indivíduos — 1918-1938 Geisa Magela Veloso; Situando-se no contexto da História Cultural, o artigo pretende discutir o processo de inculcação de valores e de disciplinamento dos indivíduos, como elemento integrante do empreendimento educativo desenvolvido pelo jornal Gazeta do Norte e da Escola Normal de Montes Claros, instancias que assumem a missão de civilizar os cidadãos como condição para modernizar a cidade. Inicialmente, Jornal e Escola pregam a disciplina fundada na autoridade dos pais e no valor dos bons exemplos dos pais. Contudo, ao ser atravessada pelo movimento da Escola Nova, a missão educativa desloca o foco para processos educativos menos opressivos e mais operativos, pregando o respeito à individualidade e à educação para a liberdade. A criança não deveria ser apenas alfabetizada e instruída, mas educada para exercer uma liberdade disciplinada e produtiva. BAUDRILLARD, Jean. Encyclopaedia Universalis. Vol XI. Paris: Encyclopaedia Universalis France, 1989. DE CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano: artes de fazer. Petrópolis: Vozes. V. 1, 1998. LOURENÇO FILHO, Manoel Bergstrom. Introdução ao estudo da escola nova: bases, sistemas e diretrizes da Pedagogia contemporânea. 12. ed. São Paulo: Melhoramentos; Rio de Janeiro: Fundação Nacional de Material Escolar, 1978. VARELA, Julia. Categorias espago temporais e socialização escolar: do individualismo ao narcisismo. In: COSTA, Marisa Vorraber. (Org.) Escola básica na virada do século. São Paulo: Cortez, 2003. VEIGA, Cynthia Greive. A escolarização como projeto civilizador. Revista Brasileira de Educação. ANPEd. set./out./nov./dez. 2002. 2003, p.90-103. VIDAL, Diana Gonçalves. O exercício disciplinado do olhar: livros, leituras e práticas de formação docente no Instituto de Educação do Distrito Federal (1932-1937). Bragança Paulista: Editora da Universidade de São Francisco, 2001.
1898 rees v. 2 n. 2 (2009): jan./dez. A escola como espaço privilegiado para a Educação em Saúde Iza Manuella Aires Cotrim-Guimarães; Os aspectos envolvidos na formação de hábitos e atitudes no cotidiano da escola podem contribuir para a formação de cidadãos capazes de atuar em favor da melhoria dos níveis de saúde pessoais e coletivos. Diante dessa afirmação, este trabalho teve como objetivo analisar a proposta de educação para a saúde a ser desenvolvida na educação básica brasileira, no Ensino Fundamental, relacionando-a com a discussão teórica e metodológica sobre promoção e prevenção da saúde no Sistema Único de Saúde — SUS e afirmando a escola como um espaço privilegiado de educação em saúde. Para tanto, adotamos como metodologia a análise dos Parâmetros Curriculares Nacionais das séries iniciais e finais do Ensino Fundamental — Tema Transversal Saúde e do referencial teórico referente à temática na área da saúde. Concluímos que os PCN apresentam uma proposta de trabalho coerente com as propostas de educação em saúde do setor Saúde, entretanto, o caráter seletivo e disciplinar do currículo escolar pode prejudicar o desenvolvimento efetivo da educação para a saúde nas escolas. AKERMAN, Marco; DUHL, Leonardo; BOGUS, Claudia Maria. A questão urbana e a saúde: impacto e respostas necessárias. In: CASTRO, Adriana; MALO, Miguel. SUS: ressignificando a promoção da saúde. São Paulo: Hucitec: Opas, 2006, p. 119-132. BRASIL. Lei n° 8.080, de 19 de setembro de 1990. BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Apresentação dos Temas Transversais e Etica. Brasília: MEC/SEF, 1997a. BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Introdução. Brasília: MEC/SEF, 1997b. BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Meio Ambiente e Saúde — Temas Transversais. Brasília, 1997c. BRASIL. Portaria GM/MS n. 687, 30 de marco de 2006. CERQUEIRA, Maria Teresa. A construção da Rede Latino Americana das Escolas Promotoras de Saúde. In: Ministério da Saúde. Organização Pan-Americana da Saúde. Escolas Promotoras de Saúde: experiências no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2007, p. 33-39. MACEDO, Elizabeth Fernandes de. Parâmetros Curriculares Nacionais: a falácia de seus temas transversais. In: MOREIRA, Antonio Flavio Barbosa. (Org.). Currículo: políticas e práticas. 7. ed. Campinas, SP: Editora Papirus, 1999, p. 43-58. PEDROSA, José Ivo dos Santos. Promoção da saúde e educação em saúde. In: CASTRO, Adriana; MALO, Miguel. SUS: ressignificando a promoção da saúde. São Paulo: Hucitec: Opas, 2006, p. 77-95. SILVA, Carlos dos Santos; DELORME, Maria Inês de Carvalho. Apresentação das Experiências. In: Ministério da Saúde. Organização Pan-Americana da Saúde. Escolas Promotoras de Saúde: experiências no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2007, p. 21-30. TORRES SANTOME, Jurjo. Globalização e interdisciplinaridade: o currículo integrado. Tradução de Claudia Schilling. Porto Alegre (RS): Editora Artes Médicas Sul Ltda, 1998.
1899 rees v. 2 n. 2 (2009): jan./dez. Adequação linguística: a inferência do dialeto virtual (internetês) na escrita do português padrão em sala de aula Kelly Cristina Durães Ferreira; O ritmo acelerado imposto pelos novos géneros digitais da internet como salas de bate-papo, sites de relacionamento como Orkut, conversas online, como o Messenger, comentários em blogs e até mesmo o correio eletrônico (e-mail) propiciou a criação de um idioma próprio, o “internetês”. Este dialeto do mundo virtual facilita a interação nas conversas online, por dispor de recursos como abreviações e substituição de letras, que diminuem o número de caracteres a serem digitados. Com tanta praticidade, o linguajar se difundiu rapidamente em quase todos os ambientes da rede mundial de computadores. Não é muito raro encontrar internautas fazendo uso das palavras além do limite do compreensível. É evidente que a língua é viva e sempre vai mudar. As implicações começam a ser evidenciadas quando o “internetês” transpõe as barreiras do mundo virtual e invade ambientes não apropriados, como a sala de aula. Os adolescentes passam muito tempo navegando na internet, e praticamente escrevem fazendo uso do linguajar virtual, levando cada vez mais influências desse processo para a sala de aula. BENEDITO, Joviana. Dicionário da internet e do telemóvel. Lisboa: Centro Atlântico, 2003. FREITAG, R. M. K.; FONSECA e SILVA, M. Uma análise sociolinguística da língua utilizada na internet: implicações para o ensino de língua portuguesa. Revista Intercambio, vol. XV. São Paulo: LAEL/PUC-SP, 2006. IBOPE/NET RATING. Disponível em www.ibope.com.br/sobre.../pesquisa_Internet.html. Acesso em 23.08.2007. MURRAY, D.E. The context of oral and written language: a framework for mode and medium switching. Languagein Society. London: Cambridge University Press, 1988. POSSENTI, Sirio. Porque (não) ensinar Gramática na escola. São Paulo: Mercado das Letras, 1996. TERRA, Ernani. Curso prático de Gramática. São Paulo: Scipione, 2002. THURLOW, C.; BROWN, A. Generation Txt? The sociolinguistics of young people’s text messaging. Discourse Analysis Online. 1.1.2003. Disponivel em: http://www.shu.ac.uk./daol/articles/vl/nl/a3/thurlow20022003-paper.html. Acesso em 13.11.2007. XAVIER, Antônio Carlos; MARCUSCHI, Luiz Antônio. Hipertexto e Gêneros Digitais: novas formas de construção de sentido. Rio de Janeiro: Lucena, 2004.
1900 rees v. 2 n. 2 (2009): jan./dez. A atividade docente e o desenvolvimento de uma cultura do pensar: um projeto de leitura e produção de textos Luiz Antônio Ribeiro; Este artigo pretende apresentar e discutir alguns pressupostos teóricos relacionados à Pedagogia da Compreensão. Primeiramente serão destacados alguns conceitos básicos relacionados à cultura e à linguagem do pensar. Tais conceitos são imprescindíveis quando se pretende buscar respostas para o que se entende como ensinar para a compreensão e sobre o que fazer para transformar a sala de aula em uma cultura do pensar. Para fundamentar esses pressupostos teóricos, será analisado um projeto de leitura e produção de textos, que, presume-se, foi desenvolvido em consonância com a teoria apresentada. BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1999. BLYTHE, Tina et al. La enseñanza para la comprensión: guia para el docente. Buenos Aires: Paidós, 2004. BRASIL, MEC/SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais. Terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. Brasília: Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental, 1997. CAFIERO, Delaine. A construção da continuidade temática por crianças e adultos: compreensão de descrições definidas e de anáforas associativas. (Tese de Doutorado). Instituto dos Estudos da Linguagem da UNICAMP, 2002. DAN, Hull. Abra sua mente e você estará abrindo as portas do futuro. Waco, Texas: Center for ocupational research and development, 1999. GRIPP, Glicia Salviano. Educação e cognição: como ensinar a pensar. Curso de especializaçaõ Didática e Tecnologia do Ensino Superior. Módulo 2, v. 1, set. 2005. Material disponível em CDROM. MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. 2003. In: DIONISIO et al. (Org.). Gêneros Textuais e Ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003. MINISTERIO DA EDUCACAO. INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOSE PESQUISAS EDUCACIONAIS ANISIO TELXEIRA. Matriz de referência para o ENEM 2009. Disponível em: http://www.enem.inep.gov.br/Enem2009_matriz.pdf. Acesso em: maio 2009. PERKINS, David N. La escuela inteligente: del adestramiento de la memoria a la educación de la mente. Barcelona: Editorial Gedisa, 2003. TISHMAN, Shari; PERKINS, David N; JAY, Eileen. A cultura do pensamento na sala de aula. Porto Alegre: Artmed, 1999. VYGOTSKY, L. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
1901 rees v. 2 n. 2 (2009): jan./dez. O conhecimento matemático e as nuances da construção do conceito de número pelas crianças Rosemary Aparecida Ferreira;Francely Aparecida dos Santos; Este artigo tem como objetivo propor uma reflexão sobre a construção do conhecimento das crianças, por meio de uma pesquisa qualitativa, na forma de entrevistas realizadas em uma escola pública municipal de Montes Claros (2009) com crianças de 7 e 8 anos de idade, tendo como referência a teoria piagetiana sobre a construção do conceito de número e estudos realizados, como aluna do curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Alfabetização, Letramento e Linguagem Matemática da Universidade Estadual de Montes Claros — Unimontes, atendendo solicitação da professora que ministrou as aulas da disciplina “Alfabetização Matemática: ‘ensinagem’ e aprendizagem”. No decorrer do artigo discorreremos sobre: as correntes filosóficas do empirismo e racionalismo até ao construtivismo; tipos de conhecimentos; abstração empírica e reflexiva; campo conceitual; os pressupostos teóricos; procedimentos de ensino presentes na prática de sala de aula e o que os professores podem ajudar as crianças a desenvolver o conceito de número. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena. Temas de Filosofia. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1999. BIAGGIO, Angela M. Brasil. Psicologia do Desenvolvimento. Petrópolis: Vozes, 1976. COUTINHO, Maria Tereza da Cunha; MOREIRA, Mércia. Psicologia da Educação: um estudo dos processos psicológicos de desenvolvimento e aprendizagem humanos, voltados para a educação. 4 ed. Belo Horizonte: Lê, 1995. ENDERLE, Carmen. Psicologia do desenvolvimento: o processo evolutivo da criança. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987. KAMI, Constance. A criança e o número. Campinas, SP: Papirus, 1991. LOPES, Sérgio Roberto. A construção de conceitos matemáticos e a prática docente. Curitiba: Ibpex, 2005. MAGINA, S.; CAMPOS, T.; NUNES, T.; GITIRANA, V. Repensando a adição e subtração: contribuições da Teoria dos Campos Conceituais. São Paulo: PROEM, 2001.
1902 rees v. 2 n. 2 (2009): jan./dez. Discurso, poder e práticas docentes: propósitos da educação contemporânea no atual contexto Florisbete de Jesus Silva; O presente trabalho faz uma discussão sobre a relação entre discurso e práticas pedagógicas na escola pública, analisando a ação do educador na formação do sujeito capaz de promover transformações no meio em que vive, consciente de sua participação na luta contra os discursos coercitivos. O objetivo é analisar se as práticas pedagógicas dos professores de escolas públicas no Município de Porto Seguro são formadoras de sujeitos participantes da construção e/ou transformação do seu meio social ou perpetuadoras do autoritarismo e da acomodação. Para tanto, utilizamos a pesquisa de campo com abordagem qualitativa, escolhendo a entrevista semi-estruturada como instrumento de coleta de dados, através da qual verificamos uma preocupação, por parte dos educadores, com a formação do sujeito crítico, apesar dos desafios constantes no espaço escolar. FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 26. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999. GADOTTI, Moacir. Concepção dialética da educação: um estudo introdutório. 11 ed. Sado Paulo: Cortez, 2000. GIROUX, H. A. Praticando estudos culturais nas faculdades de educação. 4. ed. In: SILVA, T. T. (Org.). Alienígenas na sala de aula: uma introdução aos estudos culturais em educação. Petrópolis: Vozes, 2002. p. 85-103. GIROUX, H. A.; SIMON, R. Cultura popular e pedagogia crítica: a vida cotidiana como base para o conhecimento curricular. 5. ed. In MOREIRA, A. F.; SILVA, T. T. (Org.) Currículo, cultura e sociedade. São Paulo: Cortez, 2001. p. 93-124. KELLNER, D. Lendo imagens criticamente: em direção à uma pedagogia pós-moderna. 4. ed. In SILVA, T. T. (Org.). Alienígenas na sala de aula: uma introdução aos estudos culturais em educação. Petrópolis: Vozes, 2002, p. 104-131.
1903 rees v. 2 n. 2 (2009): jan./dez. A aplicação do método qualitativo numa pesquisa realizada nos assentamentos e nos acampamentos da região de Cachoeirinha, município de Verdelândia, Norte de Minas Gerais Katia Maria Gomes Monção;Herbert Toledo Martins;Alex Fabiani de Brito Torres; O artigo propõe uma análise dos aspectos relevantes do método qualitativo, a partir de uma pesquisa realizada nos assentamentos e nos acampamentos da regido de Cachoeirinha, município de Verdelândia, Norte de Minas Gerais. Esse método é percebido por diversos autores como o marco da institucionalização das Ciências Sociais. Na ciência pós-moderna, por meio do método qualitativo, é que as Ciências Sociais se consolidam como instrumento de conhecimento do homem/objeto, dentro de determinados espaços culturais, históricos e sociais, que devem ser respeitados e considerados. Embora a ciência pós-moderna provoque mudanças no paradigma dominante, os estudos sobre as ciências são realizados desde os filósofos clássicos. Com isso, as ciências vêm recebendo significativas contribuições em todas as suas fases. BACON, F. Vida e obra. In: Os pensadores. 2.ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979. BOURDIEU, P. Razões práticas — sobre a teoria da ação. 6. ed. São Paulo: Papirus, 2005. 224p. CHRISTIANS, C. G. A ética e a política na pesquisa qualitativa. In: DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. (Org.). O planejamento da pesquisa qualitativa — teorias e abordagens. 2. ed. São Paulo: Artmed, 2006, p. 141-162. COELHO, F. M. G. A arte das orientações técnicas no campo — concepções e métodos. Viçosa: UFV, 2005. 139p. COMTE, A. Discurso sobre o espírito positivo. In: Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978. v. 6. CRESWELL, J. W. Projeto de pesquisa — método qualitativo, quantitativo e misto. 2. ed. São Paulo: Artmed, 2007, p. 184-210. DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. A disciplina e a prática da pesquisa qualitativa. In: DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. (Org.). O planejamento da pesquisa qualitativa — teorias e abordagens. 2.ed. São Paulo: Artmed, 2006, p. 15-41. DESCARTES, R. Discurso do Método. In: Os pensadores. 2. ed. São Paulo: Abril Cultura, 1979. v. 8. HAGUETTE, T. M. F. Metodologias qualitativas na Sociologia. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1992. 224p. KUHN, T. S. A estrutura das revoluções cientificas. 8. ed. São Paulo: Perspectiva, 2003.260p. LACERDA, G. B. Elementos estáticos da teoria política de Augusto Comte: as práticas e o poder temporal. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, v. 23, p. 63-78, 2004. LADSON-BILLINGS, G. Discursos racializados e epistemologias étnicas. DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. (Org.). O planejamento da pesquisa qualitativa — teorias e abordagens. 2.ed. São Paulo: Artmed, 2006, p. 249-279. MARTINS, G. A.; THEOPHILO, C. R. Metodologia da investigação cientifica para ciências sociais aplicadas. São Paulo: Atlas, 2007. 225p. PESSANHA, J. A. M. Platão e as idéias. In: REZENDE, A. (Org.). Curso de Filosofia. 5. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 1992, p. 43-57. PINTO, A. V. Ciência e existência — problemas filosóficos da pesquisa cientifica. 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1985. 537p. PLATAO. Vida e obra. In: Os pensadores. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979. v. 3. RICHARDSON, R. J. Pesquisa social — métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1999. 334p. SANTOS, B. S. Um discurso sobre as ciências. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2004. 92p. SANTOS, S. N. A procura da terra perdida: para uma reconstituição do conflito de Cachoeirinha. 1985. 137f. Dissertação (Mestrado em Ciências Políticas) — Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.
1904 rees v. 2 n. 2 (2009): jan./dez. Uma análise do impacto social do uso abusivo do álcool na família Adão Carlos Ferreira Almeida;Adircio Soares Fernandes;Francely Aparecida dos Santos; O estudo ora descrito teve por finalidade analisar o impacto social do uso abusivo do álcool na família, ressaltando que os reflexos dessa análise também incidiram sobre a atuação da equipe do serviço social do CAPS-ad (Centro de Atenção Psico-Social aos Dependentes de Álcool e outras Drogas), situado no Município de Montes Claros/MG, verificando como se processam os atendimentos e as intervenções desses atores sociais atuando junto às famílias dos usuários abusivos do álcool assistidos pela instituição ora descrita. Cabe ressaltar que a instituição família, desde os primórdios, vem sofrendo transformações de ordens diversas, nesse sentido, fenômenos como alcoolismo são cada vez mais frequentes no seio dessa instituição de base secular que, a priori, deveria ser a mantenedora dos aportes indispensáveis à sobrevivência de seus membros. Infelizmente a realidade de algumas famílias brasileiras, principalmente aquelas vitimizadas pelo fenômeno do alcoolismo está bem distante da agenda pública social que não consegue ofertar as mesmas um lugar de destaque positivo numa sociedade de caráter individualista. E sabido que o fenômeno do alcoolismo, além de afetar o usuário abusivo, também é capaz de desmantelar toda a dinâmica intrafamiliar. Nesse contexto de relações fragilizadas atua o profissional do serviço social como mecanismo capaz de provocar mudanças, fazendo com que estas famílias identifiquem o seu grau de co-responsabilidade no árduo processo de tratamento que envolve o seu ente alcoolista. A partir desse estudo constatou-se que o impacto social advindo do uso abusivo do álcool está ancorado em diversos fatores que abalam a dinâmica intrafamiliar. A metodologia utilizada foi uma revisão de literatura, seguida de uma pesquisa documental, culminando numa abordagem quanti-qualitativa, sendo ainda norteado pelo enfoque da fenomenologia, e utilizou-se ainda uma pesquisa de campo com aplicação de entrevistas semi-estruturadas às famílias e questionários à equipe multidisciplinar do CAPS-ad. Desse modo, as famílias devem ser instigadas a se aproximarem do processo de tratamento e a elas devem ser propostas ações especificas que auxiliem no tratamento do usuário abusivo do álcool. Este estudo aponta ainda que, mesmo apesar de todas as limitações, as famílias reconhecem ser de extrema importância o trabalho desenvolvido pelo CAPS-ad. ARANHA, Maria Lucia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Froes. Filosofando: introdução à Filosofia. São Paulo, Moderna, 2003. BRASIL, Ministério da Saúde. A política do Ministério da Saúde para atenção integral a usuários de álcool e outras drogas. 2. ed. Brasília, 2004. CARDOSO, Luiza. Diagnóstico precoce do álcool. In. GENARI, Marilene et al. (Org.). Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, 1998, p.131-150. CARNEIRO, Henrique. Pequena enciclopédia da história das drogas e bebidas: histórias e curiosidades sobre as mais variadas drogas e bebidas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005, p. 3. UNIFESP. Universidade Federal de Sado Paulo. Levantamento domiciliar sobre o uso de drogas psicotrópicas no Brasil: estudo envolvendo as 108 maiores cidades do país. 2005 / E. A. Carlini (supervisão) [et.al.] São Paulo: CEBRID — Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas, 2006.
1906 rees v. 1 n. 1 (2008): jan./dez. Modernidade, capitalismo e a (re)invenção da escola José Normando Gonçalves Meira; Para que a relação pedagógica seja compreendida, é necessário conhecer os processos históricos que a originaram. Esse texto introdutório apresenta questões da teoria crítica em educação, entendendo a escola como uma invenção do início da modernidade, associada à necessidade de racionalização inaugurada nesse período. A educação escolar surge como parte do processo civilizador, gerando, inclusive, uma nova relação social: a relação pedagógica. A relação dual entre o mestre e o seu discípulo já vinha sendo superada desde os séculos XVI e XVII, com as diversas iniciativas religiosas, tanto católicas romanas como protestantes (calvinistas, luteranos, zwinglianos, dentre outras vertentes), em busca da formação de novos quadros para as igrejas. É no século XVIII, entretanto, que a escola moderna ganha características próprias. A transição das sociedades do Antigo Regime para as modernas sociedades industriais, capitalistas e liberais, e o fortalecimento da ideia de Estado-nação vão gerando a necessidade de especialização como meios de controle. A escola, segundo esse raciocínio, é fruto dessa nova ordem política, social e econômica. CANÁRIO. R. A escola como construção histórica (capítulo 5. p. 59-88). In: CANÁRIO, R. O que é escola? Um “olhar” sociológico. Porto: Porto ed., 2005. ENGUITA, Mariano F. A face oculta da escola: educação e trabalho no capitalismo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989. GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. HAMILTON, David. Mudança social e mudança pedagógica. In: Teoria e Educação. Porto Alegre: Pannonica, 1992. MARX, Karl. O capital: crítica da Economia Política (v. 1, t. 1). 17. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999. VARELA, Júlia; ALVAREZ-URIA, Fernando. A maquinaria escolar. Teoria & Educação, n. 6, 1992, p. 68-69.
1907 rees v. 1 n. 1 (2008): jan./dez. Escola, cultura e relações étnicas Maria Helena de Souza Ide;Mônica Maria Teixeira Amorim; No momento atual, os sujeitos e/ou grupos colocados em situação de subalternidade, ou seja, os negros, os afro-descendentes, as comunidades indígenas, as mulheres e os homossexuais, passam por um processo de re-valorização e suas identidades culturais. No que diz respeito aos afrodescendentes, entendemos que nos encontramos no início de um movimento que demandará ainda muita luta para romper com o preconceito e com a exclusão a que esta população tem sido historicamente submetida. Nesse bojo, sendo a escola uma instituição socialmente contextualizada, é de se esperar que sua prática cotidiana adquira contornos muito próximos daqueles experimentados em contextos sociais mais amplos. Isto faz com que no âmbito da educação tenham surgido perguntas quanto à forma como a escola lida com a questão das diferenças. mais especificamente com a cultura negra. Com o propósito de contribuir com o debate acerca dessa questão, o presente artigo toma a relação entre escola, cultura e relações étnicas como objeto de análise. A partir do estudo teórico sobre o tema, pode-se inferir que a efetivação de práticas pedagógicas politicamente comprometidas com a inclusão passa pela busca de afirmação da cultura negra pela escola. ADÃO, J. M. Práxis educativa e movimento negro no Rio Grande do Sul. In: OLIVEIRA, Iolanda; SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves. (Org.). Negro e Educação: identidade negra — pesquisas sobre o negro e a educação no Brasil. Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) e Ação Educativa — Assessoria. Pesquisa e Informação. s/d. p. 59-70. CANDAU. V. M. et al. Multiculturalismo e educação: uma construção de perspectiva. In: CANDAU, V. M. (Org.). Sociedade. educação e cultura: questões e propostas. Petrópolis: Vozes, 2002. CANEN, A. Formação de professores e diversidade cultura. In: CANDAU, V. M. (Org.) Magistério: construção cotidiana. Petrópolis: Vozes, 1999. CUNHA JR. H. Afrodescendência, pluriculturalismo e educação. Revista Pátio, ano 2, n. 6. agosto/outubro, 1998. p. 21-24. FLEURI, R. M. Multiculturalismo e interculturalismo nos processos educacionais. In: Ensinar e aprender: sujeitos, saberes e pesquisa. Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. p. 67-81. FORQUIN, J. C. Escola e cultura: as bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar. Porto Alegre: Artes Médicas. 1993. LIMA, M. B. Repertórios culturais, identidades étnicas e educação em território de maioria afro-descendente. In: OLIVEIRA, Iolanda; SILVA. Petronilha Beatriz Gonçalves. (Org.). Negro e Educação: identidade negra — pesquisas sobre o negro e a educação no Brasil. Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) e Ação Educativa — Assessoria. Pesquisa e Informação. s/d. p. 85-102. OLIVEIRA, V. R. E. M. Um currículo multicultural: práticas inclusivas e a afro-descendência. In: OLIVEIRA, Iolanda; SILVA. Petronilha Beatriz Gonçalves. (Org.). Negro e Educação: identidade negra — pesquisas sobre o negro e a educação no Brasil. Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) e Ação Educativa — Assessoria. Pesquisa e Informação. s/d. p. 103-116. REIS, M. C. G. Escola e contexto social: a identidade racial numa comunidade remanescente de quilombo. In: OLIVEIRA, Iolanda; SILVA. Petronilha Beatriz Gonçalves. (Org.). Negro e Educação: identidade negra — pesquisas sobre o negro e a educação no Brasil. Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) e Ação Educativa — Assessoria. Pesquisa e Informação. s/d. p.143-158. SAVIANI, D. Escola e democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze teses sobre educação e política. 21 ed. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1989. SILVA, T. T. A produção social da identidade e da diferença. In: SILVA. T. T. (Org.). Identidade e diferença; a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis: Vozes, 2005. SODRÉ, M. Cultura, diversidade cultural e educação. In: TRINDADE, A. L. (Org.). Multículturalismo: mil e uma faces da escola. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.
1908 rees v. 1 n. 1 (2008): jan./dez. Educação? Educações... Por uma educação do campo no sertão de Minas Magda Martins Macêdo; Este artigo visa analisar os desafios aos quais o norte de Minas está sujeito na luta por uma educação do campo para as suas populações tradicionais. Para tal, apresenta a região e o contexto étnico-cultural, sua diversidade ainda por ser descoberta e conhecida, e os impactos sócio-econômicos e ambientais aos quais ficou sujeita a partir das décadas de 1960 e 70. Contextualiza a trajetória da educação do campo no sertão norte-mineiro, tratando das articulações, projetos e conquistas deste tema. Por fim, a partir do relato da história do Assentamento Tapera e da experiência da Escola Rural Geraizeira, aponta fatos importantes para a problematização e consolidação da escola local, e enumera desafios para o desenvolvimento da educação do campo nesta região. ARROYO, Miguel G. A educação básica e o movimento social do campo: articulação nacional por uma educação básica do campo. 1999. Coleção Por uma educação do campo. Nº 02. CNBB, MST, UNICEF, UNESCO. UnB. CONTAG, UNEFAB, UNDIME, MPA, MAB, MMC. ARROYO, Miguel G. Pedagogias em movimento — o que temos a aprender dos Movimentos Sociais. Currículo sem Fronteiras, v. 3, n. 1, p. 28-49, jan. /jun., 2003. ASSOCIAÇÃO NOSSA SENHORA DAS OLIVEIRAS & Centro de Agricultura Alternativa/NM. Relatórios do PAC/BID/INCRA, 2004 a 2006. ASSOCIAÇÃO NOSSA SENHORA DAS OLIVEIRAS. Escola Rural Geraizeira — Projeto Político- Pedagógico. Assentamento Tapera. 2006. BRANDÃO. Carlos Rodrigues. O que é educação. 40. ed. reimpressão. São Paulo: Brasiliense, 2001. BRASIL. CENSO. IBGE. 1998 e 2000. BRASIL. CNE/CEB. Parecer Nº 01/2006. Dias letivos para a aplicação da Pedagogia da Alternância nos Centros Familiares de Formação por Alternância (CEFFA). Brasília: MEC/SECAD, 2006. BRASIL. Diretrizes operacionais para a educação básica nas escolas do campo. Grupo de Trabalho de Educação do Campo. Brasília: MEC/SECAD, 2002. BRASIL. LDB/96. Brasília: MEC/SEF, 1998. BRASIL. Plano Nacional de Educação. Brasília: MEC/CONSED/INEP/UNDIME, 2001. CAA-NM/INCRA/BID. Programa de Consolidação de Assentamentos — PAC/Assentamento Nossa Senhora das Oliveiras/Tapera. Montes Claros: CAA/NM, 2003. COSTA, João Batista. Cultura, natureza e populações tradicionais: o Norte de Minas como síntese da nação brasileira In: Revista Verde Grande. Universidade Estadual de Montes Claros, Prefeitura Municipal de Montes Claros. v. 1, n. 3 (dez./fev. 2005). Montes Claros: Editora Unimontes, 2005. DAYRELL, Carlos. Os geraizeiros descem a serra ou a agricultura de quem não aparece nos relatórios dos agrobusiness. In: Cerrado e Desenvolvimento — tradição e atualidade. Montes Claros: CAA/NM, 2000. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. RJ: Paz e Terra. 1987. LUZ. Madel T. A construção da racionalidade científica moderna In. Natural. racional, social — razão médica e racionalidade científica moderna. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1988. NERY, Irmão Israel J. FSC. Apresentação. Articulação Nacional Por uma Educação Básica do Campo. 1999. Coleção por uma educação do campo. Nº 02. CNBB. MST, UNICEF. UNESCO. UnB, CONTAG, UNEFAB, UNDIME, MPA, MAB, MMC. PEREIRA, Vanderléa Andrade; REIS, Edmerson dos Santos. Educar no semi-árido brasileiro: o desafio de uma construção em rede. Caderno multidisciplinar — educação e contexto do semi-árido brasileiro. Ano 1, n. 1. Juazeiro, BA: RESAB, 2006. REIS. Edmerson dos Santos. Educação do campo e desenvolvimento rural sustentável — avaliação de uma prática educativa. Juazeiro/ Bahia: Gráfica e Editora Franciscana, 2004. RIBEIRO. Simone da Silva; BEGNAMI. João Batista; BARBOSA, Willer Araújo. Escola família agrícola: prazer em conhecer, alegria em conviver. Belo Horizonte: AMEFA, Viçosa. CTA/ZM; Anchieta: UNEFAB, 2002. SANTOS, Milton. A natureza do espaço — espaço e tempo: razão e emoção. 3. ed. São Paulo: Hucitec. 1999. SILVA, Lourdes Helena. As experiências de formação de jovens do campo — alternância ou altemâncias? Viçosa: UFV, 2003. UNIMONTES. Projetos PRONERA, 2006.
1909 rees v. 1 n. 1 (2008): jan./dez. Profissão professor: história e os desafios da formação Maria Aparecida Colares Mendes; As discussões referentes à formação de professores têm tido um alcance cada vez maior entre os pesquisadores, principalmente aqueles que atuam na educação básica, sabemos que ao longo do tempo o ofício da docência tem se redimensionado tanto no âmbito da ação em sala de aula, como nas políticas públicas voltadas para a formação. O presente texto tem como objetivo traçar um breve percurso histórico referente à formação do professor, localizando-a inicialmente no Ocidente nos séculos XVI ao XIX, no Brasil do século XIX, aportando-se em algumas pesquisas realizadas na última década do século XX. BOBBIO, Norberto et al. Dicionário de Política. Volumes I e II. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1998. BOURDIEU, Pierre. Escritos de Educação. In: NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio. (Org.). Petrópolis: Vozes. 1998. ENGUITA, Mariano F. A ambiguidade da docência: entre o profissionalismo e a proletarização. Revista Teoria e Educação. n. 4, p. 41-61, 1991. FREIRE. Paulo. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora Unesp, 2000. NÓVOA, Antonio. O passado e o presente dos professores. In: N ÓVOA. Antonio et al. Profissão professor. Porto, Portugal: Porto editora ltda., 1995. NÓVOA, Antonio. Para o estudo sócio histórico da gênese e desenvolvimento da profissão docente. Revista Teoria e Educação, n. 4, p. 109-139, 1991. NÓVOA. Antonio. Formação de professores e profissão docente. In: NÓVOA. Antonio et al. Os professores e sua formação. 3. ed. Lisboa, Portugal: Dom Quixote, 1997. PERRENOUD, Philippe. Formar professores em contextos sociais em mudança: prática reflexiva e participação crítica. Revista Brasileira de Educação, n.12, p. 5-21. set./out./nov./dez. 1999. PERRENOUD, Philippe. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação: perspectivas sociológicas. Trad. Helena Faria, Helena Tapada, Maria João Carvalho e Maria Nóvoa. Lisboa, Portugal: Dom Quixote, 1993. PETITAT. André. Produção da escola e produção da sociedade: análise sócio-histórica de alguns momentos decisivos da evolução escolar no ocidente. Trad. Eunice Gruman Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. SACRISTÁN, J. Gimeno; GÓMEZ. A. L. Pérez. Compreender e transformar o ensino. Trad. Ernani F. da Fonseca Rosa. Porto Alegre: ArtMed, 1998. SCHÓN, Donald A. Educando o profissional reflexivo. Trad. Roberto Cataldo Costa. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. 2000. TARDIF. Maurice. Saberes profissionais dos professores e conhecimentos universitários: elemento para uma epistemologia da prática profissional dos professores e suas conseqúências em relação à formação para o magistério. Revista Brasileira de Educação, n.13, p. 5 - 24. jan./fev./mar./abr. 2000. TEIXEIRA, Inês Castro. Os professores como sujeitos sócio-culturais. DAYRELL, Juarez et al. (Org.). Múltiplos olhares sobre educação e cultura. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1998. TRIVINOS, Augusto Silva. A formação de professores no Cone Sul. Pátio — Revista Pedagógica, n. 4, p. 14-18, fev./abr., 1998. VILLELA, Heloísa de O. S. O mestre e a professora. In: IDPES, Eliane Marta Teixeira et al. (Org.). 500 anos do Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. ZEICHNER, Kenneth M. A formação reflexiva de professores: ideias e práticas. Lisboa: Educa, 1993. ZEICHNER, Kenneth M. Para além da divisão entre professor-pesquisador e pesquisador- acadêmico. In: GERALDI, Corinta Maria Grisolia et al. Cartografias do trabalho docente. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1998.
1910 rees v. 1 n. 1 (2008): jan./dez. Reflexão crítica dos programas de formação de professores a distância: o pró-licenciatura Fábia Magali Santos Vieira;Ari Lazzarotti Filho;Raquel de Almeida Moraes; Para discutir as contribuições do Pró-Licenciatura, um dos principais projetos de formação de professores para educação básica, a distância, é necessário discutir além da abrangência, do ritmo e alcance de tal programa, questões mais gerais sobre a utilização da EaD na educação e, principalmente, na formação de professores, com uma visão mais precisa de que projeto de sociedade almejamos construir. Assim, o objetivo deste trabalho é discutir a formação de professores nos seus aspectos da estrutura e da superestrutura da sociedade e a sua materialização em uma política pública específica. Optamos em realizar uma pesquisa com ênfase no método de análise de conteúdo, que concentrou-se em documentos expedidos pelo Governo Federal, nos quais explicita sua intenção, sua concepção e sua linha de ação para consolidar uma política pública no âmbito da formação de professores na modalidade a distância, dialogando com autores que discutem política pública, Educação a Distância, novas tecnologias, Estado e educação, entre eles Camoy (1987), Scaff (2000), Barreto (2001), Belloni (2001), Pretto (2001) e Frigotto (1995). Como conclusão é formulada a hipótese que a política de formação de professores no Brasil está alinhada às orientações dos organismos internacionais e consequentemente na política neoliberal. BARRETO, R. G. (Org.). Tecnologias educacionais e educação a distância: avaliando políticas e práticas. Rio de Janeiro: Quartet, 2001. CARNOY, Martin. Educação, Economia e Estado, Base e Superestrutura, Relações e Mediações. São Paulo: Cortez, 1987. CHAUÍ. M. Ideologia neoliberal e universidade. In: OLIVEIRA, F.; PAOLI, M. C. (Org.). Os sentidos da democracia: políticas do dissenso e hegemonia global. Petrópolis: Vozes; Brasília: NEDIC, 1999. FRIGOTTO, G. Os delírios da razão: crise do capital e metamorfose conceitual no campo educacional. In: GENTILI, P. (Org). Pedagogia da exclusão: o neoliberalismo e a crise da escola pública. Petrópolis. Rio de Janeiro: Vozes, 1995, p. 77-136. PRETTO, N. de L. Desafios para educação na era da informação: presencial, a distância. as mesmas políticas e o de sempre. In: BARRETO, R. G. (Org.). Tecnologias educacionais e educação a distância: avaliando políticas e práticas. Rio de Janeiro: Quartet, 2001, p. 29-53. SCAFF. Elisângela A. Os organismos internacionais e as tendências para o trabalho do professor. Campo Grande: Editora UFMS, 2000. TRIVINOS, Augusto N. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.
1911 rees v. 1 n. 1 (2008): jan./dez. Ciências da Religião: história, reflexões e sua pertinência na formação do professor/educador de Religião Ângela Cristina Borges Marques; Este artigo tem como proposta abordar a história da implantação do estudo científico das religiões no Brasil, as Ciências da Religião, e refletir sobre sua relevância no processo de formação dos professores/educadores de religião num país onde o relativismo e a diversidade religiosa são uma realidade evidente. Sem a pretensão de esgotar o assunto, teceremos algumas considerações no propósito de demonstrar que um estudo rigoroso e sistemático acerca da religião por parte daqueles que participam da educação das nossas crianças e jovens é imprescindível. BASSIN. Mark. Inventing Siberia: Visions of the Russian East in the Esrly Nineteenth Century. In: The American Hístoucal Review, 96 (3), jun. 1991, p. 763-794. BHABHA. Homi. O local da Cultura Belo Horizonte: UFMG, 1998. BOURDIEU, Pierre. Sobre o poder simbólico. In: O poder simbólico. Lisboa: DIFEL, 1989, p. 7-15. BURKE, Peter. Hibridismo cultural. São Leopoldo: Editora Unisinos, 2006. CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas híbridas. São Paulo: EdUSP, 2006. ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano — a essência das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 1992. FILORAMO, Giovanni; PRANDI, Carlo. As ciências das religiões. São Paulo: Paulus, 1999. MONTES, Maria Lúcia. As figuras do sagrado: entre o público e o privado. In: SCHWARCZ, Lilia Moritz. (Org.). História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras. QUEIROZ, José J. As religiões e o sagrado nas encruzilhadas da pós-modernidade. In: QUEIROZ, José J. et al. Interfaces do sagrado, em véspera de milênio. São Paulo: Edições Loyola, 1996. SANCHIS, Pierre. O campo religioso contemporâneo no Brasil. In: ORO. A. P., STEIL, C. A. Globalização e religião. Petrópolis: Vozes, 1997, p. 103-113. SILAS, Guerrlero. (Org.). O estudo das religiões: desafios contemporâneos. São Paulo, 2003. USARSKI. Frank. Constituintes da Ciência da Religião: cinco ensaios em prol de uma disciplina autônoma. São Paulo: Paulinas, 2006. VALLE, Edênio. Psicologia e experiência religiosa. São Paulo: Loyola, 1997.
1912 rees v. 1 n. 1 (2008): jan./dez. As práticas docentes inovadoras como um impulso para aprendizagens significativas Flávia Elaine Alves Maciel;Jussara Maria de Carvalho Guimarães;Mônica Pereira Rocha Brito; Este artigo foi elaborado através de pesquisa, observação e reflexão. associado a um trabalho de campo, sobre a inovação, por meio de que passamos a perceber a necessidade dessa prática para a aprendizagem, aumentando as possibilidades dos alunos e professores para dinamizarem o processo de desenvolvimento no qual estão inseridos. Para o alcance dos objetivos propostos, foi utilizada uma metodologia com abordagens quantitativa e qualitativa, composta da aplicação de um questionário estruturado, contendo questões subjetivas e objetivas. O sujeito desta pesquisa foi uma professora da disciplina de História e, para o embasamento teórico, utilizamos as idéias dos autores Carbonell (2002), La Torre (2002) e Hernández (2000). CARBONELL, Jaume. A aventura de inovar: a mudança na escola. Porto Alegre: Artmed, 2002. HERNÁNDEZ, Fernando. Aprendendo com as inovações na escola. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. 308p. LA TORRE, Saturnino de; BARRIOS, Oscar. Curso de formação para educadores. São Paulo: Madras, 2002.
1913 rees v. 1 n. 1 (2008): jan./dez. As propostas inovadoras e sua interferência no cotidiano escolar Érika Oliveira Silva;Luciana Aquino Fernandes;Tatiane Aparecida Mendes;Verônica Alkimim Fonseca;Jussara Maria de Carvalho Guimarães; Neste artigo abordaremos as relações que se estabelecem entre professor e aluno tendo como base teórica a pedagogia inovadora. Analisaremos os dois personagens do processo ensino-aprendizagem: professor e aluno, buscando relacionar os conceitos das inovações na prática dos professores das escolas públicas observadas por nós, acadêmicas do 4º período de Pedagogia/2006. CARBONEL. Jaume. A aventura de inovar — a mudança na escola. Porto Alegre: Artmed. 2002. LA TORRE, Saturnino de; BARRIOS, Oscar. Curso de formação para educadores. São Paulo: Madras, 2002.
1914 rees v. 1 n. 1 (2008): jan./dez. As propostas inovadoras da prática pedagógica nas séries iniciais do Ensino Fundamental Jussara Maria de Carvalho Guimarães;Lourdes Cléia Ribeiro Pacheco;Mônica Silva Lopes;Solange Rodrigues Mendes Alves;Sônia Aparecida Silva Gonçalves; Este trabalho tem como objetivo traçar os resultados obtidos da pesquisa/observação acerca das propostas inovadoras nas séries iniciais do ensino fundamental. Num primeiro momento apresentaremos as caracterizações das escolas observadas. Em seguida, focalizaremos o que foi observado. sem interferência de nenhum membro da instituição. Por último, apresentaremos as opiniões e posições defendidas pelas professoras observadas, fruto de uma entrevista estruturada. CARBONEL, Jaume. A aventura de Inovar: a mudança na escola. Porto Alegre: Artmed, 2002. HERNÁNDEZ, Fernando et al. Aprendendo com as inovações nas escolas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. LA TORRE, Saturnino de; BARRIOS, Oscar. Curso de formação para educadores. São Paulo: Madras, 2002. PILETTI, Claudino. Didática geral. São Paulo: Ática, 1986.
1915 rees v. 1 n. 1 (2008): jan./dez. Percepções dos professores em relação às inovações em sala de aula Edilene Aparecida Soares de Oliveira;Edna César Gonçalves;Núbia Fabiane dos Anjos;Thays Ferreira Reis;Jussara Maria de Carvalho Guimarães; Este artigo tem como objetivo apresentar as experiências obtidas durante observações sobre as propostas inovadoras da prática docente nas séries iniciais do ensino fundamental de uma escola pública municipal de Montes Claros/MG. A partir de uma breve caracterização da escola, da investigação e da análise de questionários, fez-se necessário a discussão e reflexão desse tema atual, mas tão pouco utilizado nas escolas. A inovação é um aspecto importante na melhoria do ensino e na relação professor-aluno, porém distante da realidade da escola pública. Por último considerou-se que deve haver a interação entre universidade e a escola para promoverem projetos que amenizam as dificuldades enfrentadas na atual situação. CARBONELL, Jaume. A aventura de inovar: a mudança na escola. Porto Alegre: Artmed, 2002. ENDERLE, Carmen. Psicologia do desenvolvimento: o processo evolutivo da criança. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987. FRANCO, Monique. Os PCNs e as adaptações curriculares para alunos com necessidades educacionais especiais: um debate. Teias, Rio de Janeiro, ano 1, n.2, p. 74-82, jul./dez. 2000. HERNÁNDEZ, Fernando et al. Aprendendo com as inovações nas escolas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. LA TORRE, Saturnino; BARRIOS, Oscar. Curso de formação para educadores. São Paulo: Madras, 2002. VASCONCELLOS. Celso dos S. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político pedagógico ao cotidiano de sala de aula. São Paulo: Libertad, 2002.
1916 rees v. 1 n. 1 (2008): jan./dez. Práticas inovadoras de professores: será uma realidade? Elciane Gonçalves Almeida;Érica Ferreira da Silva;Ivone Caldeira Colares;Jussara Maria de Carvalho Guimarães; O interesse central deste artigo é desvelar as inovações ocorridas na prática pedagógica de professores. Um total de 03 (três) professoras da rede pública de ensino foram observadas e questionadas sobre tal assunto. Através da sistematização e análise dos resultados obtidos, constatamos que as professoras têm adquirido posturas inovadoras, ainda que de forma gradativa. Nesse sentido, o corpo docente revela que para que ocorra a inovação deve haver a participação de alunos, professores, família, equipe pedagógica e administrativa. Como referencial teórico, baseamo-nos autores La Torre (2002), Hernández (2000), e Ribeiro (2003), para sustentar nossa discussão. HERNÁNDEZ. Fernando. Aprendendo com as inovações nas escolas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. 308p. FERNÁNDEZ, José Tejada. O docente inovador. In: LA TORRE, Saturnino; BARRIOS, Oscar. Curso de formação para educadores. São Paulo: Madras, 2002. RIBEIRO, V. M. M. Pedagógica. Belo Horizonte: Editora Dimensão. v. 9, n. 49, jan./fev. 2003. Bimestral.
1917 rees v. 1 n. 1 (2008): jan./dez. A influência das práticas pedagógicas inovadoras na cotidianeidade docente Alany Crísbia Morais de Sá;Catiane Araújo Souza;Danielle Anselmo de Souza Arrébola;Laiany Kelly Peneira dos Santos;Jussara Maria de Carvalho Guimarães; Este artigo tem como escopo. relatar pesquisa de campo realizada em instituições particulares e pública estadual das séries iniciais do ensino fundamental de Montes Claros/MG, com o intuito de observar a influência das práticas pedagógicas inovadoras utilizadas no cotidiano escolar, uma vez que as inovações constituem-se em possibilidades de mudança e melhoria do ensino-aprendizagem entre todos os envolvidos do processo educativo. Faz-se necessário, um trabalho conjunto e a tomada de atitudes e posturas que favoreçam a aplicação desse processo tão complexo como necessário. Dessa forma, a presente pesquisa relata a importância da atualização e aperfeiçoamento da ação docente em sala de aula, para que a busca e a produção dos conhecimentos se tornem mais prazerosas. FERNÁNDEZ, José Tejada. O docente inovador. In: LA TORRE, Saturnino; BARRIOS, Oscar. Curso de formação para educadores. São Paulo: Madras, 2002. CARBONELL, Jaume. A aventura de inovar: a mudança na escola. Porto Alegre: Artmed, 2002. DAYRELL, Juarez (Org). Múltiplos olhares sobre educação e cultura, Belo Horizonte: UFMG, 1996. FERRAZ, Maria Cláudia Reis; MACEDO, Stella Maris Moura de. As Influências de um rio chamado avaliação escolar. In: ESTEBAN, Maria T. Escola, Currículo e Avaliação. São Paulo: Cortez, 2003. HERNÁNDEZ. Fernando. Aprendendo com as inovações nas escolas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. 308p.
1924 renef v. 4 n. 4 (2021): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO IV SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Eixo Esportes Revista Eletrônica Nacional de Educação Física; Trabalhos submetidos, aprovados e apresentados no IV Simpósio de Pesquisa em Educação Física (SIMPEF) dentro do eixo Esportes.
1925 renef v. 4 n. 4 (2021): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO IV SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Eixo Educação Revista Eletrônica Nacional de Educação Física; Trabalhos submetidos, aprovados e apresentados no IV Simpósio de Pesquisa em Educação Física (SIMPEF) dentro do eixo Educação.
1926 renef v. 4 n. 4 (2021): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO IV SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Eixo Saúde Revista Eletrônica Nacional de Educação Física; Trabalhos submetidos, aprovados e apresentados no IV Simpósio de Pesquisa em Educação Física (SIMPEF) dentro do eixo Saúde.
1927 renef v. 4 n. 4 (2021): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO IV SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Eixo Sociocultural Revista Eletrônica Nacional de Educação Física; Trabalhos submetidos, aprovados e apresentados no IV Simpósio de Pesquisa em Educação Física (SIMPEF) dentro do eixo Sociocultural.
1928 renef v. 4 n. 4 (2021): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO IV SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Trabalhos premiados por Eixo Revista Eletrônica Nacional de Educação Física; Trabalhos premiados pelo Prêmio Profa. Maria de Fátima de Matos Maia em cada um dos quatro Eixos do Simpósio.
1930 renef v. 12 n. 18 (2021): RENEF ESTILO DE VIDA: HÁBITOS ALIMENTARES E CONTROLE DE PESO EM ADOLESCENTES Maria Clara Álvaro Santos;Larissa Ferreira dos Santos;Laís Castilho Xavier;Felipe Galdino Souza;Laidiane Jesus Costa;Wellington Alquimim dos Santos;Deyvid Rafael Dias Carvalho;N´ívia Maria de Oliveira Jacques;Ney Silva Santana;Adelson Fernandes da Silva; ESCOLAS PÚBLICAS, ALIMENTAÇÃO, EXCESSO DE PESO Avaliar os hábitos alimentares dos adolescentes de 15 a 18 anos das escolas públicas da cidade de Januária-MG. Este estudo é de delineamento transversal, base escolar, realizado na cidade de Januária, Minas Gerais, contando com a amostra de 583 escolares da rede pública estadual de ensino. O instrumento utilizado foi um questionário do projeto denominado “Estilo de vida dos Adolescentes Manauara (2011). Os dados foram verificados pelo teste de Kolmogorov-Smirnov, em que eles apresentaram uma distribuição não paramétrica (p<0,05), qui-quadrado (p=0,05). Na análise das variáveis, não observou entre os resultados encontrados, diferença significativa de (p<0,05), seu principal achado foi em relação ao consumo de frutas ou sucos naturais de frutas, no qual o consumo total pelos adolescentes foi de 94,2% de 1 a 7 dias da semana, um fator preocupante é 5,8% não consumirem esses alimentos nenhum dia da semana. Os adolescentes apresentaram hábitos alimentares satisfatórios ao consumirem frutas, arroz e feijão, leite e seus derivados em quantidade maior de dias por semana. AGUIAR, G. R. C, Silva N.R., MEDEIROS, C. C. M., PALMEIRA, P. A., VIANNA, R. P. T., CARVALHO, D. F. Impacto do videogame ativo sobre o consumo de alimentos não saudáveis entre adolescentes: estudo de intervenção controlado. Research, Society and Development, 2020; 9(10). ALMEIRA, L.S., MORAES, F.I.M., CANGUSSU, D. D. D., PROENÇA, M. F. R., LISBOA, R. C., COUTINHO, V. F. Consumo de refrigerantes entre adolescentes e o estado nutricional. Rev Inic Cient Ext, 2018; 1(4):342-6. 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1931 renef v. 12 n. 18 (2021): RENEF A PROMOÇÃO DO LÚDICO ATRAVÉS DOS JOGOS E BRINCADEIRAS RECREATIVAS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Suzy Chrystine Guedes; Educação Física Escolar. Importância. Obesidade Infantil. Os jogos tradicionais e as brincadeiras recreativas são considerados ferramentas ideais para o desenvolvimento de diversas capacidades e habilidades dos alunos principalmente, durante às aulas de Educação Física, uma vez que promovem não apenas expressões motoras, mas também, aspectos sociais, comportamentais, históricos e culturais. Analisar a percepção dos docentes quanto às suas ações pedagógicas relacionados aos jogos e as brincadeiras lúdicas, assim como sua percepção acerca dos do uso do lúdico como elemento fundamental no processo de apropriação do conhecimento. Pesquisa bibliográfica, baseada na revisão de estudos de considerados relevantes e publicados na última década, relacionados à temática. É nas brincadeiras que se pode explorar a criatividade e a curiosidade da criança que vai influenciar na relação afetiva e social dela. No entanto, a falta de espaços e materiais adequados foi identificada como um problema constante na educação brasileira, em todas as suas etapas, ao passo que os jogos culturais e brincadeiras se sobressaíram como uma alternativa viável para o alcance dos objetivos lúdicos e sociais esperados. Inferiu-se que o brincar está intimamente relacionado ao aprendizado como um todo, sendo indispensável para a obtenção de novos conhecimentos, além de contribuir significativamente, para a formação global do indivíduo, no âmbito físico, afetivo, cognitivo e social. ALVES, L.; BIANCHIN, M. A. O jogo como recurso de aprendizagem. Rev. Psicopedagogia. São José do Rio Preto, SP, v.27, p. 282-287, 2010. BRASIL. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 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1932 renef v. 12 n. 18 (2021): RENEF AS DIFICULDADES DO PERSONAL TRAINER EM SE MANTER NO MERCADO COMPETITIVO João Vitor Queiroz Hoebert;Gevair Campos; Personal trainer; Marketing pessoal; Estratégias. O presente estudo teve por objetivo identificar as estratégias de fidelização do Personal Trainer com o cliente. Os dados foram obtidos através de uma entrevista semiestruturada, aplicada a três Personais Treiners. A pesquisa se classifica como bibliográfica, de campo e de cunho qualitativo. Pode ser constatado que a demanda de profissionais dessa área é grande, e que buscam o aperfeiçoamento profissional constantemente e que as estratégias de marketing pessoal tem sido o ponto chave para que o profissional permanecer no mercado, além também do comprometimento profissional, visando o bom atendimento e a qualidade no serviço prestado ao seu cliente, o mantendo fidelizado. DOMINGUES FILHO, L.A. Manual do personal trainer brasileiro. 3.ed. São Paulo, Ícone, 2006. GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008. GUEDES, D.P; NETO, J.T.M; GERMANO, J.M; LOPES, V; SILVA, A.J.R.M. Aptidão física relacionada à saúde de escolares: programa fitnessgram. Rev. Bras. Med. Esporte. Vol. 18, N° 2 – Mar/Abr, 2012. GUEDES, D.P; GUEDES, J.E.R.P. Controle do peso corporal. Londrina, Midiograf, 1998. GODOY, A.S. Refletindo sobre critérios de qualidade da pesquisa qualitativa. Revista Eletrônica de Gestão Organizacional, v. 3, n. 2, p. 81-89, mai./ago. 2005. GÜNTHER, M.C.C., MOLINA NETO, V. Formação permanente de professores de Educação Física na rede Municipal de ensino de Porto Alegre: uma abordagem etnográfica. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, v.14, nº1, p. 72¬84 jan./jun. 2000. HUNGER. D, FERREIRA. L.A. As Diretrizes Curriculares Nacionais para cursos de graduação em Educação Física e de licenciaturas. In: SOUZA NETO, S. HUNGER. D. Formação profissional em educação física: estudos e pesquisas. Rio Claro: Biblioética Editorial, 2006. KOTLER, P.; STOLLER, M. Marketing de alta visibilidade. São Paulo: Makron Books, 1999. MALYSSE, S. Em busca dos (H)alteres-ego: Olhares franceses nos bastidores da corpolatria carioca. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007 O’BRIEN, T.S. O manual do personal trainer. São Paulo: Editora Manole, 1999. OLIVEIRA, R.C. Personal training. São Paulo: Atheneu, 1999. RIBEIRO, L. Saber viver profissionalmente. Belo Horizonte: Leitura, 2003. RODRIGUES, C.E.C. Personal training. Rio de Janeiro: Sprint, 1996. SANTOS, L. Marketing pessoal e sucesso profissional. Campo Grande: UCDB, 2002. SOARES, C.L. Imagens do Corpo “Educando”: Um Olhar Sobre a Ginástica no Século XIX. Pesquisa Histórica em Educação Física, v. 02. 2010. TRIVIÑOS, A.N.S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987. VIEIRA, M.M.F.; ZOUAIN, D.M. Pesquisa qualitativa em administração: teoria e prática. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005.
1933 renef v. 12 n. 18 (2021): RENEF GINÁSTICA PARA TODOS NOS PERIÓDICOS NACIONAIS (1979-2020) Neil Franco;Gustavo Bernardes Padovan Branquinho;Karolina Silva Santiago; Ginástica. Revisão Sistemática. Atividades de Lazer. Sob uma abordagem quanti-qualitativa, de caráter bibliográfico e inventariante, construir um estado da arte sobre a Ginástica Para Todos (GPT) em periódicos nacionais é o foco deste estudo. Assumindo o recorte temporal entre 1979 e 2020, 21 periódicos foram investigados dos quais 69 publicações sobre GPT foram identificadas em 16 deles. O contexto não escolar se exalta (34), seguido do escolar (23) e 12 trabalhos que se referem a ambos os contextos. Há prevalência de estudos empíricos (47) em relação aos bibliográficos e/ou documentais (22). Destaca-se a abordagem qualitativa de pesquisa que indica uma perspectiva mais interpretativa e subjetiva ao se pensar a GPT como objeto de estudo. A região sudeste é destacada na amostra tanto quanto às localidades onde foram realizadas as pesquisas, como em relação às instituições que são vinculadas. A GPT é confirmada como expressão gímnica integrativa e abrangente, aspecto verificado na diversidade de faixas geracionais e gêneros envolvidos, como sujeitos colaboradores, ressaltando, entretanto, o gênero feminino como prevalente, inclusive nas autorias dos estudos. Por fim, referenciais dos anos de 1990 e início dos anos 2000 são fortemente utilizados, confirmando a atualidade dessas produções e sua importância para nortear as discussões sobre GPT na atualidade. ACACIO, M. G. S.; VENDITTI JUNIOR, R. Atividades expressivas inclusivas: um relato de experiência sobre o ensino da Ginástica Para Todos no âmbito escolar. Cadernos de Formação RBCE, Brasília, v. 7, n. 1, p. 55-68, mar. 2016. Disponível em: http://revista.cbce.org.br/index.php/cadernos/article/view/2215. Acesso em: 10 abr. 2021. ALONSO, L. K. 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1934 renef v. 12 n. 18 (2021): RENEF BENEFÍCIOS DO TREINAMENTO DE FORÇA ASSOCIADO AO MÉTODO DE OCLUSÃO VASCULAR PARCIAL NA HIPERTROFIA E GANHO DE FORÇA MUSCULAR Gleiciane Sabino Mateus Andrade;Valderi da Silva Reis;Frederico Augusto Rocha Ferro; Analisar os benefícios do treinamento de força associada ao método de oclusão vascular parcial para hipertrofia e ganho de força. Trata-se de uma pesquisa de revisão integrada da literatura. A amostra incluída nos estudos são adultos, o período de realização foi do mês de agosto a outubro de 2020. Foi pautado como critério de inclusão apenas referências dos últimos cinco anos (2015 a 2020), em português e inglês, somente os estudos com disponibilidade de texto completo, disponíveis gratuitamente e originais. Entretanto, para a construção da contextualização foram utilizadas todas as literaturas disponíveis sem restrição de data e pesquisas de revisão de literatura. As bases de dados consultadas foram os portais da Scielo, BVS e PEDro, os descritores foram identificados no site de DeCS. Dos 265 artigos identificados inicialmente, ao final 07 foram selecionados. Com o intuito de apresentar os resultados de forma mais expositiva o processo de pesquisa, foi descrito de acordo com o modelo do PRISMA. Os benefícios destacados foram a diminuição da dor articular e muscular, a melhora da resistência aeróbica, melhorando a capacidade funcional e o ganho significativo de massa magra aumentando a capacidade física. os estudos analisados indicam que o treino de força associado a oclusão vascular é uma alternativa para o ganho de força e hipertrofia com benefícios a melhora da capacidade funcional. BARBOSA MM. Aspectos Metabólicos Desencadeadores Da Hipertrofia Muscular: Revisão De Literatura. (monografia). Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. 2011. [acessado 19 set. 2020]. 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1935 renef v. 12 n. 17 (2021): Atividade Física em Tempos de Pandemia HOMENAGEM PÓSTUMA À PROFESSORA MARIA DE FATIMA DE MATOS MAIA - EDUCAÇÃO FÍSICA/UNIMONTES/MG) Jaime Tolentino de Miranda Neto;Thatiana Maia Tolentino;Fernanda Maia Tolentino; Inicialmente queremos agradecer aos Profs. Geraldo Magela Durães e Amário Lessa Júnior, editores da RENEF, pelo convite para participar dessa homenagem à Profa. Dra. Maria de Fatima de Matos Maia. Consideramos que esse é um momento muito especial, um espaço de homenagem a uma excepcional profissional, uma referência para a Educação Física no Norte de Minas, Minas Gerais e no Brasil. O seu inesperado falecimento em 07 de abril de 2021, chocou a todos nós.
1936 renef v. 12 n. 17 (2021): Atividade Física em Tempos de Pandemia FREQUÊNCIA DE ATIVIDADE FÍSICA E DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS EM UM PROGRAMA SOCIAL Maria de Fatima Matos Maia;Celina Aparecida Gonçalves lima;Mateus Nobre Braulino;Jean Claude Lafetá;Jaime Tolentino Miranda Neto;Thatiana Maia Tolentino; Atividade Física, Hipertensão, Diabetes O presente artigo teve como objetivorelacionar a prática de atividade física com algumas doenças crônicas não transmissíveis. O estudo é epidemiológico, transversal e analítico e conta com 542 participantes de um programa social frequentes às atividades orientadas,com idades de 12 a 84 anos. Foirealizada uma análise descritiva, com frequência simples e porcentagem e amagnitude da associação entre as variáveis dependente e independente foi avaliada pela Razão de Prevalência (RP) bruta e ajustada, estimada mediante o modelo de Poisson com variância robusta.A maioria da amostra é praticante de atividade física três vezes ou mais por semana, diabéticos (5,4%), hipertensos (26,2 %), jovens adultos <40 anos (46,1%), pessoas que sentem dores corporais (34,3%) e 36,8% das pessoas analisadas sentem dores na coluna. Noteste do quiquadrado foi observado associação da frequência de atividade física com o estado civil (p= 0,045). Nesse estudo não ficou comprovado associação entre a frequência de atividade física e as doenças crônicas não transmissíveis à saúde. CHO, N. et al. IDF Diabetes Atlas: global estimates of diabetes prevalence for 2017 and projections for 2045. Diabetes Research And Clinical Practice, [S.L.], v. 138, p. 271-281, abr. 2018. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.diabres.2018.02.023. COELHO, S. V. Atividade física adequada para o controle e prevenção da hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2 na população da ESF I do município Canaã – Minas Gerais. 2018. 33 f. Monografia (Especialização) – Curso de Atenção Básica em Estratégia de Saúde da Família, Universidade Federal de Minas Gerais, Canaã, 2018. FARIA, L. O. et al. Motivos para a prática de atividade física de esportes orientados à habilidade: um exemplo do taekwondo. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, [S.L.], v. 41, n. 2, p. 198-205, abr. 2019. FapUNIFESP (SciELO). https://doi.org/10.1016/j.rbce.2018.10.004. FERREIRA, R. C. et al. Consumo de alimentos preditores e protetores de risco cardiovascular por hipertensos do estado de Alagoas, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 24, n. 7, p. 2419-2430, jul. 2019. FapUNIFESP (SciELO). https://doi.org/10.1590/1413-81232018247.20242017. MICHELIN, E.; CORRENTE, J. E.; BURINI, R. C. Fatores associados aos componentes de aptidão e nível de atividade física de usuários da Estratégia de Saúde da Família, Município de Botucatu, Estado de São Paulo, Brasil, 2006 a 2007. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, v. 20, n. 4, p. 471-480, dez. 2011. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.5123/s1679-49742011000400006. MALACHIAS, M. V. B. et al. 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial: Capítulo 1 – Conceituação, Epidemiologia e Prevenção Primária. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, São Paulo, v.107, n. 3, (Supl. 3) p. 1-6, set. 2016. Sociedade Brasileira de Cardiologia. http://dx.doi.org/10.5935/abc.20160151. MIRANDA NETO, J. T. et al. (Org.). Programa Mexa-se: uma experiência de sucesso, orientação e prevenção em saúde no município de Sete Lagoas – MG. Montes Claros, MG: Henriques Design, 2018. MOREIRA, M. R. D. et al.. Programa Mexa-se em Sete Lagoas: Fundamentação teórica, científica e sociopolítica. In: MAIA, M. F. M.; MIRANDA NETO, J. T.; TOLENTINO, T. M. (Orgs.). Saúde e Educação Física: Pesquisas, Percepções e Perspectivas. 2 ed. Montes Claros, MG: Henriques Design, 2016. p. 145-165. OLIVEIRA, C. M. et al. Bem-estar subjetivo em mulheres participantes de um Programa Social na cidade de Sete Lagoas, Minas Gerais. Revista Eletrônica Acervo Saúde, [S.L.], v. 11, n. 6, e440, p. 1-7, mar. 2019. Revista Eletrônica Acervo Saúde. https://doi.org/10.25248/reas.e440.2019. OMS, Organização Mundial de Saúde. Atividade Física. 26 nov. 2020. Disponível em: . Acesso em: 15 dez. 2020. SILVA, R. R. V. et al. Fatores associados à prática de atividade física entre professores do nível básico de ensino. Journal of Physical Education, v. 30, e3037, p.1-11, 2019. Journal of Physical Education. http://dx.doi.org/10.4025/jphyseduc.v30i1.3037. ZANCHETTA, L. M. et al. Inatividade física e fatores associados em adultos, São Paulo, Brasil. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 13, n. 3, p. 387-399, set. 2010. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2010000300003.
1937 renef v. 12 n. 17 (2021): Atividade Física em Tempos de Pandemia ASSOCIAÇÃO ENTRE LETRAMENTO EM SAÚDE E A PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS REGULARES ENTRE IDOSOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Emily Souto Martins;José Mansano Bauman;Marília Lasmar Gomes Pereira;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Simone Valéria Dias Souto Santos;Claudiana Donato Bauman; ADAM R.J, PIANTADOSI C, ETTRIDGE K, MILLER C, WILSON C, TUCKER G et al. Functional health literacy mediates the relationship between socio-economic status, perceptions and lifestyle behaviors related to cancer risk in an Australian population. Patient Educ Couns. 2013;91(2):206-12. ANDRADE F.L.J.P, LIMA J.M.R, FIDELIS K.N.M, LIMA J.J.K.C. Incapacidade cognitiva e fatores associados em idosos institucionalizados em Natal, RN, Brasil. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol, 2017; 20(2): 186-197. ASSUMPÇÃO L.O.T, GOLIN C.G. Reflexão sociológica sobre o conceito de habitus relacionado à prática de atividade física. R. bras. Ci. e Mov 2016;24(3):158-166. BERKMAN N.D, SHERIDAN S.L, DONAHUE K.E, HALPERN D.J, CROTTY K. Low health literacy and health outcomes: an updated systematic review. Ann Intern Med. 2011 Jul 19;155(2):97-107. GUNTZVILLER L.M, KING A.J, JENSEN J.D, DAVIS L.A. Self-Efficacy, Health Literacy, and Nutrition and Exercise Behaviors in a Low-Income, Hispanic Population. J Immigr Minor Health. 2017; 19(2):489-493. GOBBI S, VILLAR R, ZAGO A. Bases teórico-práticas do condicionamento físico. Guanabara-Koogan; 2005. KOBAYASHI L.C, WARDLE J, WOLF M.S, VON WAGNER C. Health Literacy and Moderate to Vigorous Physical Activity During Aging, 2004-2013. Am J Prev Med. 2016 Oct;51(4):463-72. LO BIONDO-WOOD G, HABER J. Pesquisa em enfermagem: métodos, avaliação crítica e utilização. Guanabara Koogan; 2001. MARTINS A.M.E.B.L, BAUMAN C.D, ÁVILA W.R.M, FARIAS P.K.S, PEREIRA E.J.P, FERREIRA F.N., et al. Elaboração de um instrumento de alfabetização em saúde quanto à prática de atividade física entre diabéticos. Revista Eletrônica Acervo Saúde 2018; 12:S1202-S1213. MELNYK B.M, FINEOUT-OVERHOLT E. Making the case for evidence-based practice. In: MELNYK B.M, FINEOUT-OVERHOLT E. Evidence-based practice in nursing & healthcare. A guide to best practice. Philadelphia: Lippincot Williams & Wilkins; 2005. p.3-24. MUIR K.W, CHRISTENSES L, BOSWORTH H.B. Health literacy and glaucoma. Curr Opin Ophthalmol. 2013; 24 (2): 119-24. SILVEIRA R.C.C.P. O cuidado de enfermagem e o cateter de Hickman: a busca de evidências . 2005. Dissertação - Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2005. SOUZA M.T, SILVA M.D, CARVALHO R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein 2010; 8(1): 102-106. SORENSES K, BROUCKE S.V.D, FULLAM J, DOYLE G, PELIKAN J, SLONSKA Z et al. Health literacy and public health: A systematic review and integration of definitions and models. BMC Public Health 2012; 12(80). SMITH S.G, O’CONOR R, CURTIS L.M, WAITE K, DEARY I.J, PAASCHE-ORLOW M., et al. Low health literacy predicts decline in physical function among older adults: findings from the LitCog cohort study. J Epidemiol Community Health 2015;69:474-480. POLIT D.F, BECK C.T, HUNGLER B. P. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: métodos, avaliação e utilização. Artmed, 2004. PLUMMER L.C, CHALMERS K.A. Health literacy and physical activity in women diagnosed with breast cancer. Psychooncology 2017; 26(10):1478-1483. UEMURA K, YAMADA M, OKAMOTO H. Effects of Active Learning on Health Literacy and Behavior in Older Adults: A Randomized Controlled Trial. J Am Geriatr Soc. 2018 ;66(9):1721-1729. URSI ES, GALVÃO C.M. Prevenção de lesões de pele no perioperatório: revisão integrativa da literatura. Rev Latino-am Enfermagem 2006; 14(1):124-31. ZAITUNE M.P.A, BARROS M.B.A, CÉSAR C.L.G, CARANDINA L, GOLDBAUM M, ALVES M.C.G.P. Fatores associados à prática de atividade física global e de lazer em idosos: Inquérito de Saúde no Estado de São Paulo (ISA-SP), Brasil. Cad. Saúde Pública 2010; 26(8): 1606-1618.
1938 renef v. 12 n. 17 (2021): Atividade Física em Tempos de Pandemia HABILIDADES MOTORAS E O COMPORTAMENTO DA LATERALIDADE DE IDOSOS PRATICANTES DE GINASTICA NA PRAÇA DO MARACANÃ NA CIDADE DE MONTES CLAROS/MG: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Lawrey Vanessa Rocha Soares; O objetivo do estudo foi descrever a análise das habilidades motoras e o comportamento da lateralidade em indivíduos acima de 60 anos, tendo em conta a participação em programas de exercício físico em contexto comunitário, onde os mesmos participam do Projeto Ginástica Para Todos na praça do bairro Maracanã na cidade de Montes Claros/MG. Para o efeito foram 5 indivíduos, todas do sexo feminino acima de 60 anos. A bateria de testes psicomotores foi aplicada por acadêmicos do 5º período do curso de Educação Física Bacharelado, da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES). Dos idosos avaliados no presente estudo observou-se que três idosas que praticavam atividade física todos os dias em um período de dois meses, obtiveram um desempenho melhor em relação ao equilíbrio e coordenação motora. Conclui-se que ao final dos testes aplicados para as idosas, os resultados demonstraram grande consistência e satisfação entre os domínios representativos de qualidade de vida, as idosas acreditavam que não conseguiriam executar os exercícios propostos com tanta facilidade, mas fizeram um grande e excelente trabalho, provando para si mesmas que a estratégia está nos exercícios físicos como base de prevenção e tratamento de grandes doenças na terceira idade.
1939 renef v. 12 n. 17 (2021): Atividade Física em Tempos de Pandemia INSATISFAÇÃO COM A IMAGEM CORPORAL DE ADOLESCENTES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO Larissa Ferreira dos Santos;Maria Clara Alvaro Santos;Lais Castilho Xavier;Felipe Galdino Souza;Wellington Alquimim dos Santos;Marcelo Figueiredo dos Santos;Douglas Barbosa Rodrigues;Nivea Maria de Oliveira Jaques;Ney Silva Santana;Adelson Fernandes da Silva; IMAGEM CORPORAL, INSATISFAÇÃO, ADOLESCENTES Analisar o nível de insatisfação da Imagem Corporal de adolescentes da rede pública de ensino da cidade de Januária/MG. Trata-se de estudo descritivo e transversal, conduzido com 224 escolares de ambos os sexos, idade de 15 a 17 anos das escolas públicas estaduais. Os escolares foram investigados quanto à satisfação com a Imagem Corporal, no qual foi avaliada através da Escala de Silhueta de Stunkard. Os dados obtidos foram analisados por meio da estatística descritiva por meio de frequências absolutas e relativas com o auxílio do Software Microsoft Excel. No presente estudo verificou-se que 78,6% dos adolescentes estão insatisfeitos com sua Imagem Corporal, destes 43,8% estão insatisfeitos pelo excesso de peso, e 34,8% pela magreza. Demonstrou ainda que 21,4 % estavam satisfeitos com sua aparência. O nível de Insatisfação com a Imagem Corporal nesse estudo apresentou altas proporções entre os adolescentes. Essa Insatisfaçãopode trazer inúmeros malefícios a saúde, assim é necessário estratégias de intervenção social, no sentido de evitar a prática de condutas comportamentais não saudáveis. ALVARENGA, M. S.; PHILIPPI, S. T; LOURENÇO, B. H.; SATO, P. M.; SCAGLIUSI, F.B. Insatisfação com a imagem corporal em universitárias brasileiras. J Bras Psiquiatr. 2010; 59(1):44-51 ALVES, F. R; BEZERRA, F. E. L; SOUZA, E. A; TEIXEIRA, F. A. A. 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1940 renef v. 12 n. 17 (2021): Atividade Física em Tempos de Pandemia ENTREVISTA COM PROFESSOR DR. RENATO SOBRAL DE MONTEIRO JUNIOR - GRUPO DE ESTUDOS GENESIS Vinicius Dias Rodrigues; Currículo Lattes Renato Sobral Monteiro Junior: Pós-doutorado em Psiquiatria e Saúde Mental pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com estágio de curto prazo na Norwegian National Advisory Unit for Aging and Health (Oslo, Noruega). Doutor em Medicina (Neurologia-Neurociências), pela Universidade Federal Fluminense. Mestre em Ciências do Exercício e do Esporte pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Possui graduação em educação física pela Universidade Salgado de Oliveira. É especialista em Fisiologia do Exercício e Avaliação Morfofuncional (UGF) e em Recuperação Musculoesquelética (UniFOA). Professor e pesquisador efetivo da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), atuando no Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Ciências da Saúde (CONCEITO CAPES 6), no Departamento de Educação Física e do Desporto e na Universidade Aberta do Brasil. Professor do Programa de Pós-graduação em Medicina (Neurologia-Neurociências) da Universidade Federal Fluminense. Pesquisador colaborador do Aldring og Helse (Oslo, Noruega) . Foi docente e coordenador do Curso de Bacharelado em Educação Física do Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação - IBMR - Laureate International Universities (2013-2016). Foi docente do curso de educação física da Universidade Iguaçu (UNIG) de 2013 a 2015. Foi Coordenador e Professor do Curso de Pós-graduação Lato Sensu em Biomecânica e Fisiologia do Exercício para o Desempenho Humano (UniFOA) de 2012 a 2014. É pesquisador líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Neurociência, Exercício, Saúde e Esporte (GENESEs - Unimontes), pesquisador do Laboratório de Neurociência do Exercício (LaNEx UFRJ) e do Grupo de Estudos em Neurociência e Exercício (GENE - UFVJM). Pesquisador colaborador da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) na área de Exergames. Sua área de pesquisa é voltada para os efeitos do exercício físico no envelhecimento, neurociência do exercício e reabilitação e treinamento com exercício baseado em realidade virtual. Especialista em revisão sistemática e meta-análise.
1941 renef v. 12 n. 17 (2021): Atividade Física em Tempos de Pandemia TRADUÇÃO DO POSICIONAMENTO “COLLEGIATE STRENGTH AND CONDITIONING COACHES ASSOCIATION” E “NATIONAL STRENGTH AND CONDITIONING ASSOCIATION” SOBRE AS DIRETRIZES PARA O RETORNO AO TREINAMENTO APÓS PERÍODOS DE INATIVIDADE Frederico Sander Mansur Machado;Thaila Andrea Fernandes Pereira;Victor Gabriel Barbosa Xavier;Vinicius Dias Rodrigues;Renato Sobral Monteiro Junior; Em junho de 2019, a Associação Nacional de Força e Condicionamento (NSCA, National Strength and Conditioning Association) e a Associação Colegiada de Treinadores de Força Condicionamento (CSCCa, Collegiate Strength and Conditioning Coaches Association) lançaram um documento com as diretrizes para o retorno seguro ao treinamento após um período de inatividade (CSCCa and NSCA Joint Consensus Guidelines for Transition Periods: Safe Return to Training Following Inactivity). A necessidade da elaboração de um documento nesse sentido estaria relacionada a elevada incidência de lesões e mortes relacionadas ao estresse térmico (Exertional Heat Illness), rabdomiólise e falhas cardiorrespiratórias induzidas pelo exercício em atletas na faculdade nos últimos anos. Os dados indicam que as intercorrências e mortes são mais frequentes durante períodos de transição da inatividade física ao treinamento regular. As diretrizes elaboradas pretendem estabelecer limites superiores de volume, intensidade e da razão entre carga/descanso durante os períodos de maior vulnerabilidade entre atletas em períodos de transição. Essas diretrizes auxiliarão preparadores físicos e profissionais de educação Física na elaboração de programas seguros e eficazes para as primeiras 2-4 semanas dos períodos de transição precedidos por momentos de inatividade física ou em função de interrupções no período de treinamento em decorrência de estresse térmico (Exertional Heat Illness), rabdomiólise e falhas cardiorrespiratórias induzidas pelo exercício. Em adição às diretrizes em foco, compreende-se que a pré-participação médica, avaliações e estabelecimento de planos de ação de emergência são fundamentais para a redução da incidência de lesões e mortes em jovens atletas em idade universitária. CATERISANO, Anthony et al. CSCCa and NSCA joint consensus guidelines for transition periods: safe return to training following inactivity. Strength & Conditioning Journal, v. 41, n. 3, p. 1-23, 2019.
1942 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Alison Trindade de Vargas; Este trabalho apresenta os resultados de uma investigação que teve por objetivo analisar a importância da educação física escolar nos anos iniciais do ensino fundamental, investigando aspectos históricos da educação física escolar no Brasil, além de compreender a fase de desenvolvimento dos alunos dos anos iniciais e reconhecer a relevância da educação física a luz de documentos oficiais que norteiam a educação nacional. Para tanto, a metodologia utilizada na investigação se pautou nas análises de documentos oficiais e citados pelo Governo Federal como referências, bibliografia de autores reconhecidos e artigos científicos. Os resultados evidenciaram a importância da educação física nos anos iniciais, sendo reconhecida nacionalmente, histórica e recente, por intermédio de inúmeros autores, na contribuição do desenvolvimento do aluno em toda suas dimensões ao se utilizar das práticas corporais e suas diversas formas de se manifestar, além de destacar o papel fundamental do professor como orientador dessa prática, produzindo aulas diversificadas que atendam a todos e contribuam para o desenvolvimento, por meio do acesso da cultura corporal e do movimento. Palavras Chave: Educação Física Escolar. Ensino Fundamental. Educação Básica.
1943 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EDUCAÇÃO FÍSICA NO “NOVO ENSINO MÉDIO” ANÁLISES PRELIMINARES. Guilherme de Souza Marques;Vinicius Branco Freire Silva; Educação Física. Educação Básica. Ensino Médio. O trabalho traz como proposta, analisar a Educação Física na reforma do ensino médio segundo a Lei 13415/17, sendo o mesmo, orientado sobre a égide das múltiplas vias de formação e a Base Nacional Comum Curricular. O estudo é do tipo teórico, a metodologia utilizada será buscas em bases de dados como SciELO, Scopus, Google Acadêmico e etc. Fizemos uma revisão acerca da temática da pesquisa, análises de documentos como Leis e a Base Nacional Curricular Comum. Nossa primeira hipótese sobre o trabalho foi balizada que à reforma do ensino médio faz parte de um processo de formação para o desemprego e intensificação do trabalho precário. A segunda hipótese salienta que, a Educação Física segundo a Lei 134152017 compõe parte de um projeto de domínio, controle e subordinação dos filhos da classe trabalhadora. Supomos que algumas “competências” trabalhadas na disciplina podem estar associadas à condição desemprego e trabalho precário. Algumas questões, à reforma do ensino médio a priori é algo que tem um movimento complexo, surge em meio a alguns testes de um ensino médio mais atrativo aos jovens que vai engendrar a Medida Provisória 746/2016. Dentre as justificativas em relação às mudanças do ensino médio algumas falam sobre; evasão escolar, o baixo desempenho em avaliações externas, à falta de articulação entre ensino médio e trabalho, e à Educação que não vem contribuindo para o aumento da produtividade dos trabalhadores. Ademais, no percurso da pesquisa buscamos bases em obras de referências teóricas do materialismo histórico dialético para apontar uma nova concepção de nível médio. Encontramos uma formação que está fundamentada na fusão entre teoria e prática, buscando um desenvolvimento em todas as dimensões com a finalidade de superar o paradigma da divisão social do trabalho. Tais princípios foram pensados por Marx e atualizados por Gramsci no que o último nomeou como escola unitária, que era a instituição que contribuiria para a formação da classe trabalhadora em uma perspectiva de totalidade. Também o presente debate apresentou algumas reflexões da Educação Física na Lei 13415-2017, e na base nacional curricular comum do novo ensino médio. A medida provisória 746/2016 responsável pela reconfiguração do ensino médio colocava fim a obrigatoriedade das disciplinas de Sociologia, Filosofia, Artes e Educação Física no Ensino Médio. No entanto, após uma série de processos em relação a tramitação da referida matéria dentre eles audiências públicas e a apresentação de emendas parlamentares entre os dias 23 e 30 do mês de setembro de 2016. As emendas apresentadas somaram 568, desse somatório 149 foram aceitas, dentre elas, um quantitativo significativo faziam referências ao retorno da obrigatoriedade das disciplinas aqui sinalizadas no entorno de 71. E, cerca de 56 emendas salientavam o retorno da disciplina de Educação Física de forma mais específica. Pontuamos que a E.F tem a sua obrigatoriedade na letra da Lei 13415/2017 segundo “estudos e práticas”, logo entendemos que existe a necessidade de análises da materialidade da reforma para compreender como a Educação Física irá se desdobrar sobre bases concretas. Ademais, na BNCC do ensino médio a Educação Física, o que nos pareceu que ela potencializa os mecanismos cognitivos, que podem despertar a curiosidade e pesquisa. Nesse sentido, a curiosidade seria um princípio necessário para os futuros trabalhadores, pois existe à necessidade de sempre estar disposto a aprender, pois o mercado de trabalho passa por tribulações de maneira constante com novas tecnologias e diversas inovações. Então supomos que à Educação Física precisaria funcionar como um start para auxiliar no desenvolvimento das pesquisas, essa última poderá ser um elemento primordial para surgimento de novos produtos e tecnologias, que podem reduzir os custos da produção. E, essas habilidades à priori podem ter uma conexão direta com a possibilidade de gerar trabalho não pago, essas seriam competências fundamentais para aqueles que buscam uma oportunidade na era do conhecimento. Igualmente, sinalizamos que não somos contrários a capacidade de criatividade da classe trabalhadora e sua curiosidade, nossa crítica aqui é referida ao dobramento de tais características que podem emergir no interior da disciplina de Educação Física aos fenômenos imediatos do mundo trabalho alienado. Logo, acreditamos que esses elementos são indícios que direcionam parte das funções dos professores para que seus alunos busquem o seu melhor projeto de vida, com possíveis orientações para situação de desemprego, trabalho precário, lazer e dentre outras possibilidades. Sendo que, entendemos que essa forma de orientar os sujeitos pode jogar sobre a escola, em especial os professores à responsabilidade de conduzir os alunos ao caminho do “sucesso”, ignorando completamente as questões estruturais da sociedade dividida em classes sociais com interesses antagônicos. Logo, acreditamos que as orientações ou (auxílios) devem ser feitos, de maneira crítica analisando a realidade, e as contradições da organização social vigente. Igualmente, o trabalho salienta uma contribuição relevante para se contrapor à Educação Física na reforma do ensino médio, nesse sentido à Pedagogia Crítico Superadora pode contribuir como alternativa possível à visão apresentada na BNCC. Verificamos que a Pedagogia Crítico Superadora é teleológica pela capacidade de projeção na intervenção do real, diagnostica realiza uma varredura sobre o conjunto de variáveis da realidade e judicativa julga o conjunto de elementos da realidade a parti da ética dos trabalhadores. Também, entendemos que à Educação Física no atual momento histórico pode congregar esforços na direção de uma construção de unidade da classe trabalhadora. Nesse sentido, os trabalhos possíveis podem ser desenvolvidos através de resgate histórico de alguns elementos da Cultura Corporal como capoeira. Seria interessante fazer uma reflexão de figuras que apresentem elementos fundamentais da história das lutas da classe trabalhadora no Brasil um exemplo seria Besouro Cordão de Ouro e etc. Bem como, temas relacionados a atividades rítmicas de maneira geral para realizar reflexões, nesta questão, sinalizamos que seria interessante o resgate de enredos de escolas de samba históricos ou contemporâneos como o caso do Grêmio Recreativo Paraíso do Tuiuti no ano de 2018. Que conseguiram demonstrar os mecanismos de controle da sociedade escravocrata que a priori se sofisticaram no processo de desenvolvimento do nosso capitalismo dependente. Os exemplos são os mais diversificados possíveis, é relevante salientar que esse é um estudo que foi desenvolvido sobre muita reflexão, pois este modelo de ensino médio ainda não sabemos quando será implementado de forma concreta. Compreendemos a necessidade de ir à campo buscar informações concretas, bem como, fazer um maior aprofundamento sobre as diversas temáticas aqui tratadas. Como um possível processo de culpabilização das escolas pelo sucesso ou fracasso das escolhas dos discentes que acreditamos que pode ocorrer e que talvez estaria atrelado as mudanças nesse ciclo de ensino. Por hora, ficamos por aqui, e entendemos que este é um estudo ainda embrionário sobre o assunto, que deve buscar entender as diversas variáveis que atravessam o objeto. Nos últimos anos tivemos algumas mudanças, desde o golpe jurídico parlamentar em 2016, o país passa por uma grave crise, hoje 2020 a classe trabalhadora vem enfrentando um dos maiores inimigos desde o tempo da ditadura empresarial militar. Que é uma extrema direita com traços de sofisticação, modernidade, maldade e crueldade, no entanto nossa dedicação em relação à nossas pesquisas devem ganhar ainda mais rigor, buscando contribuir para a formação dos filhos dos trabalhadores em um aspecto de totalidade. Indo na direção da superação do atual modo de produção vigente.
1944 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA LUTAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA NA PERSPECTIVA INCLUSIVA Mariana Peres da Rocha;Raquel Ludovino Alves da Silva;Michele Pereira de Souza da Fonseca; Lutas. Educação Física Escolar. Inclusão. O Projeto de Extensão Educação Física escolar na perspectiva inclusiva (PEFEPI) é vinculado à Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EEFD-UFRJ), realizado pelo LEPIDEFE (Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Inclusão e Diferenças na Educação Física Escolar), juntamente com professores/as de Educação Física da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-RJ). O objetivo do projeto é promover ações mais inclusivas no contexto que está presente, buscando ampliar a participação efetiva de todos/as envolvidos/as e minimizar exclusões, sejam elas de gênero, raça, deficiência, habilidade, entre outros. Suas bases norteadoras abrangem um conceito amplo de inclusão, dentro de um contexto processual, dialético e contínuo, que não se limita à inserção ingênua de pessoas rotuladas como “excluídas”, mas sim, busca atingir todas as pessoas. O PEFEPI se apoia no ensino colaborativo, com relações horizontais, sem hierarquização e com encontros para realização de planejamento semestral e semanal, assim assumindo a corresponsabilidade das ações em coletivo. O presente trabalho objetivou relatar a experiência dos/as estudantes extensionistas do PEFEPI no bloco de conteúdos relativo a Lutas, com as turmas de 6° ao 9° ano e Projeto Carioca II da Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, no 2° bimestre de 2018 e no 4° bimestre de 2019. O projeto opta por diversificar os conteúdos, trazendo o bloco de Lutas como estratégia pedagógica e por ser um conteúdo negligenciado no contexto da Educação Física escolar. A metodologia utilizada foi a pesquisa-ação. Três categorias de análise emergiram a partir das experiências vivenciadas: Lutas brasileiras, Lutas asiáticas e Lutas africanas e nos suscitaram discutir questões de gênero, raça, papéis sociais, estereótipos, respeito às diferenças e aspectos históricos/culturais.
1945 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RODAS DE CONVERSA SOBRE MASCULINIDADES NA ESCOLA: TENSIONANDO MODOS DESCONSTRUTIVOS DE “SER HOMEM” COM OS JOVENS Leandro Teófilo de Brito; Este trabalho apresenta dados de um projeto de Iniciação Científica Júnior (ICJR) realizado no Colégio Pedro II, Instituição federal de educação básica, técnica e tecnológica localizada no estado do Rio de Janeiro (RJ), focalizando o debate sobre masculinidades tóxicas na escola. Nesta discussão, o termo masculinidade tóxica diz respeito a um modo “de ser homem” constituído com base no machismo e que causa uma série de danos não só às mulheres mas também a homens brancos, negros, heteros, cis, trans, deficientes, jovens, idosos, entre outras inúmeras identificações possíveis da masculinidade. Abordaremos a noção de masculinidade tóxica neste trabalho tomando como base autores/as localizados nos estudos pós-estruturalistas como Jacques Derrida e Judith Butler, no desenvolvimento de uma pesquisa colaborativa no campus Engenho Novo II, pelos princípios de Mariza Vorraber Costa. A parceria colaborativa entre um professor de Educação Física e quatros estudantes do primeiro ano do ensino médio (dois meninos e duas meninas) no ano de 2019, se desenvolveu com a realização de rodas de conversas com jovens que identificavam-se com o gênero masculino, discutindo temas como violência contra a mulher, assédio, homofobia e desconstrução. Entre os resultados das rodas de conversa, os jovens estudantes debateram sobre os temas iniciando um movimento inicial - individual e coletivo – de reflexão sobre a desconstrução dos padrões normativos de “ser homem” na sociedade.
1946 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A PREVALÊNCIA DE LESÕES EM JOGADORES DE TCHOUKBALL DO RIO DE JANEIRO Allan Coelho de Vasconcellos;Camilo Máximo e Jomilto Praxedes; O Tchoukball é um esporte coletivo, dinâmico e sem contato físico cujo objetivo é arremessar a bola em uma cama elástica, localizadas em linhas de fundo das quadras, que vem crescendo no Brasil. A prática esportiva pode gerar lesões, causando preocupações para atletas e treinadores, pois interrompem o processo de evolução das adaptações provocadas pelo treinamento. Contudo, ainda não se tem conhecimento de estudos que avaliem as lesões acometidas em praticantes deste esporte. Deste modo, este estudo tem como objetivo identificar a prevalência de lesões em atletas de Tchoukball. Para a realização da coleta de dados foi utilizado um questionário semiestruturado, o Questionário Nórdico de Sintomas Musculoesqueléticos, com questões demográficas e sintomas de lesões osteomusculares. Assim, dezesseis atletas da equipe Herus Tchoukball, sendo 9 mulheres e 7 homens, responderam ao questionário. A técnica incorporada na análise de dados foi a análise estatística descritiva. Na análise, observou-se que os segmentos anatômicos mais acometidos nos últimos 12 meses, foram o ombro (31,25%), região lombar (31,25%), joelhos (25%), tornozelos/pés (25%), dorsal (18,75%), punhos/mãos/dedos (12,5%), quadríceps (12,5%), cotovelo (6,25%) e antebraço (6,25%). Os segmentos anatômicos mais afetados que ocasionaram na interrupção de alguma atividade cotidiana dos atletas nos últimos 12 meses foram a região lombar (18,75%), punhos/mão/dedos (12,5%), quadríceps (6,25%) e tornozelo/pés (6,25%). Os achados do presente estudo corroboram com os resultados encontrados no handebol e voleibol, dos quais as regiões mais acometidas são os membros inferiores e ombros. Conclui-se que a prática do Tchoukball pode acometer principalmente as regiões do ombro, lombar e joelhos, porém, as mesmas não impediram a realização das atividades da vida diária. Sugere-se estudo com uma maior amostra e que investiguem os mecanismos de lesão inerentes ao Tchoukball.
1947 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ANÁLISE RETROSPECTIVA DOS MOTIVOS QUE LEVAM AO ABANDONO DA NATAÇÃO E AO RETORNO AO MASTER Géssyca Tolomeu de Oliveira;Renato Melo Ferreira; Esportes aquáticos. Sênior. Motivação Ano após ano, pessoas se engajam a prática esportiva em busca do alto rendimento. Entretanto, nem todos conseguem atingir as metas estabelecidas e, por motivos distintos, são levados a abandonar o esporte 1,2. Investigações questionam acerca dos motivos que levam a continuidade da prática esportiva, assim como dos quais influenciam para com a decisão de abandoná-la3. Ao analisar especificamente a natação, foi identificado que 14 anos é o ano de abandono, de forma precoce 4. Em contrapartida, há uma tendência de crescimento na aderência aos esportes por praticantes mais velhos5. Este estudo se justifica a partir de observações em competições de natação em Minas Gerais, onde há grande evasão de jovens e aumento significativo de masters. Assim, é crucial investigar os motivos que levam a este fato, uma vez que se entende a importância do esporte na vida do jovem6 e na manutenção da prática na fase adulta7. O objetivo foi investigar os motivos que levam os jovens a abandonar a natação competitiva e retornar a sua prática enquanto masters. 52 atletas, 10 mulheres e 42 homens, média de idade de 38,36 (±8,9), que já foram atletas federados, assinaram o TCLE e preencheram um questionário contendo perguntas sobre: os motivos do abandono e de retorno ao esporte. Os resultados apontam que os principais motivos relacionados ao abandono foram a conciliação com o estudo (40,48%), trabalho (23,07%) e à falta de motivação (9,61%). Já os motivos relacionados ao regresso foram gostar da prática (42,30%), melhorar a saúde (38,46%) e sempre quiseram ser atletas de natação (25%), além da indicação médica e bem-estar (25%). A conciliação com o estudo é o motivo mais preocupante relacionado ao abandono, dessa forma, espera-se que políticas públicas possam garantir ao jovem atleta a possibilidade da dupla carreira, sem a necessidade de priorizar apenas uma. Em contrapartida, a conscientização da pratica esportiva com o intuito da promoção da saúde se torna relevante e deve ser estimulada.
1948 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DE NADADOR COM POLIOMIELITE: UM ESTUDO DE CASO Mariana Moratori Pires;Letícia Maria Cunha da Cruz;Vinícius Moreira Neves Reis;Carlos Alberto Camilo Nacimento; Biomecânica. Poliomielite. Natação. De acordo com o Manual de Orientação para Professores de Educação Física – Natação Paraolímpica, a prática de atividades motoras por pessoas com deficiência como processo de habilitação, reabilitação e interação social constitui-se em um dos principais instrumentos para o desenvolvimento das potencialidades individuais e coletivas dessa parcela da população. A biomecânica do esporte é uma disciplina científica na qual os movimentos são descritos e explicados à luz de conceitos e métodos mecânicos (BALLREICH, 1996). Ao analisarmos o padrão biomecânico de qualquer indivíduo é notória a existência de variáveis no movimento. Isso não se difere para pessoas com deficiência, visto que, cada uma delas apresenta especificidades e, por conseguinte, um padrão biomecânico próprio decorrente também do tipo de deficiência pela qual se é acometido. Analisar as variáveis biomecânicas no nado crawl de uma pessoa com poliomielite atleta de natação máster. Foram realizadas filmagens nos planos transverso e sagital em uma piscina de 25m x 16m. A análise da técnica no nado crawl consistiu em verificar quais mecanismos são utilizados pelo nadador. As filmagens foram realizadas através de uma câmera de ação GoPro Hero 3, juntamente com um suporte Dome Telesin 6in, e analisadas em um programa de computador Kinovea. A poliomielite é uma doença que leva a paralisia de membros inferiores em função de uma atrofia muscular. Sendo assim, ocorreram adaptações, tanto nas braçadas e respiração como na posição do tronco. Com relação à respiração vemos um predomínio do padrão de respiração unilateral devido ao desvio postural apresentado pelo nadador. A posição do tronco e as braçadas são prejudicadas pela não propulsão das pernas. Os mecanismos utilizados pelo nadador auxiliam para que seu desempenho seja otimizado, sendo ajustados periodicamente pelos treinadores para desenvolvimento de habilidades básicas e técnicas para aumento da performance.
1949 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA COMPARAÇÃO DO DESEMPENHO NO SALTO CONTRA MOVIMENTO DE JOVENS ATLETAS DE FUTEBOL DE ELITE EM DIFERENTES POSIÇÕES DE JOGO Miguel Barcelos;Márcio Assis;Roberto Simão;Sarah Ramos;Ingrid Dias; Atleta. Futebol. Jogo. Um dos testes utilizados para verificar o desempenho no futebol é o salto contra movimento (SCM), que é considerado um bom preditor para força de membros inferiores (Rosell et al., 2017). O presente estudo teve como objetivo comparar o desempenho, a partir dos valores da altura do SCM, em jovens jogadores de futebol de elite para as diferentes posições de jogo. A amostra foi composta por 207 jogadores de um time da primeira divisão do campeonato brasileiro, separados em: G1, atletas do Sub-15 até o Sub-20 (n=100) e G2, atletas do Sub-11 até o Sub-14 (n=107). Cada grupo foi dividido em atacantes, meios de campo, laterais e zagueiros. Foi utilizado o optojump (Optojump; Microgate, Bolzano, Italy) para mensurar a altura dos saltos e o teste seguiu o protocolo proposto por Makhlouf et al. (2016). Para verificar a normalidade foi utilizado o teste Kolmogorov-Smirnov e após o teste Anova de fator único, com o programa SPSS e adotando um nível de significância de p<0,05. No G1 foram encontradas diferenças significativas entre zagueiros e meios de campo (p=0,02), e entre atacantes e meios de campo (p=0,02). Sendo os atacantes e os zagueiros com o maior valor de salto (40,43±6,10 cm e 41,28±6,16 cm, respectivamente) e os meios de campo com o menor (37,29±4,77 cm). No G2 as posições com maior e com menor valor foram as mesmas: atacantes (29,89±4,56 cm), zagueiros (29,08±5,44 cm) e meios de campo (27,65±3,71 cm). Porém foram encontradas diferenças significativas apenas ao comparar os atacantes com os meios de campo (p=0,03). Ao observar os resultados obtidos nesse estudo e em estudos prévios, torna-se plausível a afirmação de que, entre jovens jogadores de linha os zagueiros e os atacantes apresentam os maiores valores de salto (Slimani e Nikolaidis, 2018; Stølen et al., 2005). Sugere-se a utilização da avaliação do SCM para que seja possível direcionar o treinamento visando deixar todos os atletas, independentemente da posição de jogo, no mesmo nível de desempenho.
1950 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA FATORES ASSOCIADOS À PRESENÇA DE LESÕES INTRÍNSECAS E DORES E/OU DORMÊNCIA MUSCULOESQUELÉTICA EM PRATICANTES DE MOUNTAIN BIKE EM GOVERNADOR VALADARES – MG Letícia Coelho Silveira;Luís Fernando Deresz; Ciclistas. Lesões esportivas. Lesões crônicas. Questionário Nórdico Musculoesquelético. Concomitantemente à crescente popularidade do Mountain Bike (MTB) e a sua prática em situações extremas, houve aumento correspondente de lesões relacionadas à modalidade. Porém, os dados existentes são, predominantemente, de lesões extrínsecas. Este estudo avaliou os fatores associados à presença de lesões intrínsecas (LI) e dores e/ou dormência musculoesquelética (DORMs) relacionadas à prática do MTB em Governador Valadares, MG. O estudo foi do tipo descritivo e utilizou o questionário Nórdico Músculo-Esquelético para quantificar as LI e as DORMs nos 3 meses anteriores a sua aplicação. Foi considerada DORMs o autorrelato destas em alguma região corporal e LI o impedimento da realização das atividades diárias devido às DORMs. Foi aplicado o teste de Qui-quadrado, ou teste exato de Fischer para comparar proporções e realizada regressão logística binária multivariada para verificar os previsores de LI e DORMs. As análises foram realizadas no SPSS Versão 20 e foi considerado significativo p≤ 0,05. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFJF, CAAE 25633019.6.0000.5147. Foram avaliados 243 participantes (199 - 81,89% homens). Do total da amostra, 28 (11,52%) relataram LI (6 - 13,64% mulheres e 22 - 11,06% homens) e 175 (72,02%) relataram DORMs, (33 - 75% mulheres e 142 - 71,36% homens). Os locais mais relatados de DORMs foram as regiões de punhos/mãos (115 - 47,33%), joelhos (44 - 18,11%) e lombar (43 - 17,70%). De acordo com a regressão logística o tempo de prática de MTB maior que 4 anos foi significativo para a presença de LI e o sobrepeso/obesidade foi significativo para a presença de DORMs. Os dados analisados indicam que a presença de DORMs é maior do que LI e que o tempo de prática de MTB (>4 anos) e sobrepeso/ obesidade estão associados com as LI e DORMs, respectivamente, indicando que estes fatores devem ser considerados no planejamento das atividades para evitar lesões relacionadas ao MTB.
1951 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA METODOLOGIA HÍBRIDA E O DESENVOLVIMENTO DO CONHECIMENTO TÁTICO PROCESSUAL NO HANDEBOL Kamila Lopes Miranda;Camilo Araújo Máximo de Souza;Jomilto Praxedes; Handebol. Desenvolvimento. Metodologia Hibrida. As metodologias voltadas para o ensino – aprendizagem das modalidades esportivas coletivas tem o intuito de desenvolver os elementos técnicos, táticos, cognitivos e sociais dos praticantes. Deste modo este estudo tem como objetivo verificar se existem diferenças significativas no conhecimento tático processual (CTP) de crianças e adolescentes, entre 9 e 14 anos de idade, de ambos os sexos, após uma intervenção de 14 aulas, todas baseadas em uma Metodologia Híbrida, resultado da fusão dos métodos Parcial, Situacional e Global. A amostra do referente estudo foi composta por 23 crianças, sendo 12 meninos e 11 meninas, integrantes de duas turmas de handebol de um projeto esportivo, na cidade do Rio de Janeiro. As aulas do projeto ocorriam duas vezes por semana, em dias alternados e tinham a duração de 90 minutos. O instrumento utilizado para avaliação, antes e depois da intervenção, foi o Teste KORA (MEMMERT,2002), que permitiu avaliar o conhecimento processual convergente no parâmetro tático “oferecer-se e orientar-se” (OO). Os dados foram analisados por 3 peritos com experiência na modalidade que atribuíram uma nota para as ações realizadas pelos alunos seguindo os critérios definidos no quadro de avaliação do Teste KORA. Para análise estatística foram utilizados os testes Kolmogorov-Smirnov e o Test t de student. Os resultados obtidos mostraram diferenças significativas entre o resultado pré-teste e o pós-teste (p˂ 0,001), já que após a intervenção os alunos que fizeram parte do estudo tiveram suas pontuações aumentadas, dadas pela média entre os três peritos. Sendo assim pode-se concluir que a abordagem metodológica hibrida voltada para a compreensão tática do jogo e para o desenvolvimento da técnica, pode oportunizar a melhora no conhecimento tático processual (CTP) em praticantes de handebol. Novos estudos poderão contribuir para o desenvolvimento de propostas metodológicas inovadoras para iniciação ao handebol.
1952 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PERFIL TERMOGRÁFICO DE MEMBROS INFERIORES DE JOVENS JOGADORES DE FUTEBOL Felipe Augusto Mattos Dias;João Carlos Bouzas Marins Carlos Bouzas Marins; Futebol. Termografia. Medicina Esportiva. Introdução: Termografia é uma ferramenta não invasiva para medir a temperatura de superfícies baseado na emissão natural de radiação térmica. No esporte, esta tecnologia tem sido utilizada para prevenir lesões, haja vista que sobrecargas músculo esqueléticas decorrentes do treinamento/competição podem alterar o perfil térmico da superfície corporal. Objetivo: Analisar o perfil termográfico de membros inferiores de jovens de futebol. Metodologia: Participaram do estudo 16 futebolistas homens (idade: 18,0 ± 0,9 anos; massa corporal: 72,2 ± 7,9 kg; estatura: 1,8 ± 0,1 m; IMC: 22,2 ± 1,4 kg/m2 ; gordura corporal 7,6 ± 2,0 %) da categoria Sub-20 de uma equipe da 1ª divisão estadual de Minas Gerais. A partir da obtenção de duas imagens térmicas, os valores médios de temperatura irradiada da pele (TIP) de cinco regiões corporais de interesse (RCIs) foram registrados: isquiotibiais (ISQ), quadríceps (QUA), joelho (visão anterior) (JOE), panturrilhas (PAN) e tibial anterior (TIB-A). O teste T independente foi usado para comparar a TIP entre RCIs bilaterais, considerando um nível de significância de 5%. Resultados: Os valores médios de TIP foram os seguintes: QUA direito 32,2 ± 0,6°C e esquerdo 32,3 ± 0,6°C; ISQ direito 32,5 ± 0,7°C e esquerdo 32,5 ± 0,6°C; JOE direito 31,2 ± 0,7°C e esquerdo 31,2 ± 0,6°C; PAN direita 31,7 ± 0,6°C e esquerda 31,9 ± 0,6°C; TIB-A direito 31,7 ± 0,8°C e esquerdo 31,8 ± 0,8°C. A análise estatística não mostrou diferença significativa entre as RCIs bilaterais (p > 0,05), com exceção das panturrilhas (p = 0,017), onde a assimetria média foi de 0,3 ± 0,2°C. Conclusão: Os jovens jogadores apresentaram simetria térmica contralateral na maior parte das RCIs analisadas. As diferenças médias de TP entre as RCIs bilaterais foram ≤ 0,3°C. Apesar da diferença significativa encontrada entre as panturrilhas, o valor médio de assimetria é clinicamente aceitável. A TP registrada indicou um perfil termográfico normal.
1953 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RELAÇÃO ENTRE FREQUÊNCIA CARDÍACA E MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS DE ATLETAS PARALÍMPICOS Talita Pereira da Silva Marçal;Giuliano Gomes de Assis Pimentel; Frequência Cardíaca. Antropometria. Atletas Paralímpicos Amputados pós-traumático de membros inferiores estão sujeitos ao aumento da morbidade por doenças cardiovasculares. Alguns estudos indicam que a atividade física pode reduzir o tempo de recuperação dos amputados incluindo hábitos cotidianos. A escalada para amputados parece ser capaz de superar e alcançar benefícios não apenas físicos, mas também psicológicos, ativando pela sua vivência com a escalada. O presente projeto de pesquisa tem como objetivo verificar a retomada de Frequência Cardíaca (FC) e Parâmetros Autonômicos em um atleta após uma sessão máxima na parede de escalada. A investigação de recuperação da FC e parâmetros autonômicos após exercícios é importante pois verificar se existe impacto negativo das deficiências físicas sobre a retomada da FC, consequentemente numa situação de estresse como o exercício físico. Com isso, dentro das análises realizadas ao longo do semestre, iniciamos um projeto piloto com um atleta paraolímpico de basquetebol em cadeira de rodas.
1954 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA CARACTERIZAÇÃO CINEMÁTICA DO CHUTE FRONTAL DO MUAY THAI EM INDIVÍDUOS EXPERIENTES Beatriz Helena Ramos Reis;Jomilto Praxedes; Cinemática. Muay Thai. Atletas O Muay Thai (MT), arte marcial originária da Tailândia, é uma modalidade esportiva complexa devido à utilização de diferentes segmentos corporais. A identificação dos elementos biocinemáticos da técnica motora, pode auxiliar treinadores e atletas no desenvolvimento de estratégias de treinamento para a execução correta do chute no MT. Assim, este estudo objetivou caracterizar biocinematicamente o chute frontal. Dez homens experientes no MT do RJ, com idade média de 26,1±6,5 anos, participaram. Na análise cinemática, foram fixados marcadores reflexivos em pontos específicos, a saber: ponto superior da crista ilíaca, trocânter maior, côndilo femural, maléolo lateral e ponto entre o 2º e 3º metatarso. Em seguida, os praticantes realizaram um chute frontal em um saco de pancada. A captura do chute foi realizada por uma câmera de vídeo do Iphone XR, a 210Hz de frequência, pelo plano sagital. As imagens foram processadas no software Kinovea (0.9.1) para identificar o comportamento angular do quadril, joelho e tornozelo. O chute foi dividido em 5 fases: posição inicial (1), acúmulo de energia (2), momento de transferência de energia (3), fase de retorno (4) e posição final (5). A média aritmética de cada articulação foi obtida em cada fase do movimento. Assim, ocorreu maior flexão de quadril (66,5°) na fase 2, a qual o indivíduo deve realizar maior elevação do joelho antes efetuar o golpe. Na fase 3, que advém do contato do pé no saco, ocorre uma extensão (83,8°). Em relação ao joelho, observou-se maior flexão na fase 2 (104,7º), favorecendo sua elevação. A flexão na fase 4 auxilia no retorno do membro ao solo (127,5º). Observou-se uma extensão do joelho na fase 3 (142,7º) e o tornozelo também apresenta uma extensão durante o chute (98,6º). Conclui-se que este chute possui uma sequência biocinemática importante para que seja executado adequadamente. Estes achados podem contribuir na compreensão do movimento e na elaboração de estratégias de ensinoaprendizagem do chute.
1955 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PREVALÊNCIA DE FATORES DE RISCO CARDIOMETABÓLICOS EM ATLETAS DE FUTEBOL AMERICANO EM MINAS GERAIS André Henrique de Azevedo Gomes;Cassiano Douglas de Carvalho;Sarah Andrade da Silva;Alessandro de Oliveira; Fatores de Risco. Atletas. Futebol. Estudos apontam que a prática de treinamento físico, visando alto rendimento, pode ocasionar na diminuição da qualidade de vida dos atletas. Em alguns desportos, dentre eles o futebol americano, a especificidade do jogo pode proporcionar uma maior prevalência de fatores de riscos cardiometabólicos (FRC). Sendo assim, o presente estudo buscou, por meio de pesquisa transversal, analisar a prevalência de FRC em atletas de futebol americano em duas equipes profissionais da Liga Nacional de Futebol Americano situadas em Minas Gerais. Para tal, 109 atletas do sexo masculino foram avaliados quanto às variáveis pressóricas sistólicas (PAS) e diastólicas (PAD) e, antropométricas, para os cálculos dos índices de massa corpórea (IMC) e razão cintura-estatura (RCE). No entanto, apenas 40 dos partícipes realizaram a coleta bioquímica para análise dos níveis séricos de colesterol total e frações (CT, HDL-c); glicose (GLIC) e triacilglicerol (TRIG), bem como, para averiguar diagnóstico de síndrome metabólica (SM). A análise estatística foi do tipo descritiva e categórica, sendo os dados apresentados por meio de frequência relativa. O estudo verificou que dos 40 partícipes, 7,5% 47,5% e 5% eram hiperglicêmicos (GLIC > 99mg/dL), dislipidêmicos (TC > 190 mg/dL e/ou HDL-c < 40mg; dL), e hipertrigliceridêmicos (TRIG > 150mg / dL), respectivamente. Além disso, 47,5% foram classificados como (pré) hipertensos e, 20% diagnosticados com SM. Quanto ao perfil físico, a prevalência de obesidade (IMC> 30,0kg / m²) foi de 25% e, 45% dos partícipes apresentaram obesidade central (RCE > 0,50). Por fim, o presente estudo conclui que, apesar de se tratar de praticantes de exercícios físicos voltados para a ganho específico de condicionamento físico (futebol americano), tal prática não corrobora para uma menor prevalência de FRC. A especificidade do jogo, especificamente em determinadas posições de jogo, pode ser um fator importante para tais achados, sendo necessários estudos com amostras mais robustas para averiguação de tal hipótese. No entanto, a ausência de um grupo controle torna necessária a realização de nova pesquisa para melhor discussão dos resultados.
1956 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A ATIVIDADE FÍSICA DIMINUI OS NIVEIS DE GLICOSE SANGUÍNEA EM RATOS WISTAR Daiane Sayure Nakama;Vinicius Dias Rodrigues; Ambiente enriquecido. Efeitos crônicos. Roedores. Uma dificuldade metodológica para o contexto cientifico, é verificar o verdadeiro impacto da atividade física em experimentos com modelo animal. Porém, uma possibilidade de estimulo é o ambiente enriquecido, ele é construído através da inserção de objetos diferentes, tais como brinquedos, roda, cama ou até mesmo o aumento do ambiente vivenciado pelo animal, tais estímulos proporcionam ao animal bem-estar psíquico e fisiológico, pode reduzir o estresse, distúrbios comportamentais e até aumentar a expectativa de vida. Portanto, o objetivo desse estudo foi verificar os efeitos crônicos da atividade física em ambiente enriquecido nos níveis de glicose sanguínea em ratos Wistar. Foram utilizados ratos machos, pareados por peso e idade. Eles foram distribuídos aleatoriamente em 2 grupos, de acordo com o tratamento recebido: sedentários controles (n=6) e atividade física experimental (n=6). Foi realizado mensuração da glicose sanguínea 24 horas antes e após 45 sessões de atividade física (uma sessão diária) em ambiente enriquecido. O grupo experimental que realizou atividade física em ambiente enriquecido por 30 minutos durante 45 sessões, ocorreu no grupo experimental uma diminuição na glicose sanguínea, a diferença antes e depois não foi significativa (p= 0,175). Com relação ao grupo controle, ocorreu aumento dos níveis de glicose sanguínea e não ocorreu diferença significativa (p= 0,162). Com relação a comparação dos valores de delta ocorreu diferença significativa (p= 0,047). Os efeitos da atividade física no ambiente enriquecido mostraram novas possibilidades de estudos experimentais com ratos Wistar.
1957 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA AÇÕES DE UM PROGRAMA PÚBLICO PARA IDOSOS DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 Giselle Alves de Moura; COVID19. Pandemia. Idoso. No primeiro trimestre de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu a doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, caracterizando-a como uma pandemia. As principais recomendações para evitar a propagação da doença e a sobrecarga no sistema de saúde são as medidas de isolamento e distanciamento social. Esses cuidados valem sobretudo para os idosos, pois fazem parte dos grupos de risco para a doença. O objetivo deste estudo é apresentar uma iniciativa adotada pelo Programa Vida Ativa para estimular idosos a praticar exercício físico em casa. Esse programa é de caráter público e oferece atividade física para adultos e idosos, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Belo Horizonte. Com a interrupção das aulas presenciais, a partir de maio de 2020 as atividades tem sido ofertadas de forma remota, com duração média de 15 minutos. As atividades propostas são gravadas, editadas e disponibilizadas na plataforma digital da prefeitura, com livre acesso a todas as pessoas. Ao longo do processo os alunos são informados por telefone sobre a nova forma de atendimento. Os resultados esperados com esse formato de trabalho são: amenizar os impactos do isolamento social; auxiliar na organização de uma rotina diária do idoso; reduzir o estresse e ansiedade; além do contato virtual com os professores. Para aqueles que não têm acesso à Internet o Vida Ativa está em fase final de elaboração de cartilhas com exercícios de alongamentos e mobilidade articular. Além dos benefícios citados espera-se que o ato de exercitar com regularidade possa auxiliar na manutenção da saúde óssea, muscular e articular. Até o mês de julho foram gravadas 10 videoaulas, alcançando 10.000 visualizações. Em virtude dos fatos mencionados, ressalta-se que o trabalho coletivo de toda a sociedade é primordial para auxiliar os idosos a enfrentar de forma equilibrada o momento, incentivando-os a se manterem ativos.
1958 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ANÁLISE DA FORÇA DE PREENSÃO MANUAL DE MULHERES COM E SEM MASTECTOMIA EM MONTES CLAROS/MG João Antonio Cardoso Oliveira;Vinicius Dias Rodrigues; Força Absoluta. Câncer. Mulher Introdução: O carcinoma é uma doença que afeta diversas partes do corpo, sendo o câncer de mama um dos mais frequente em mulheres no Brasil e em alguns casos resultando na mastectomia, sendo retirada parcial ou total da mama. Devido as sequelas pós cirúrgicas, como o linfedema, a maioria apresenta uma perda da amplitude de movimento e força de preensão manual. Objetivo: Analisar a força de preensão manual em mulheres mastectomizadas praticante de exercício físico. Metodologia: Estudo analítico, transversal, com abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 27 idosas do Estratégia de Saúde da Família (Vila Oliveira) e 26 idosas do Projeto Presente com Mastectomia realizado no Laboratório do Exercício na Universidade Estadual de Montes Claros/MG. O primeiro grupo não realizava exercício físico logo foram caracterizadas como grupo controle. O segundo grupo realizava exercícios físicos pelo menos duas vezes na semana há mais de seis meses. Portanto a amostra foi avaliada através da força manual usando o dinamômetro. Foram analisados as média e desvio padrão utilizando a análise estatística SPSS, versão 19.0, para Windows® . Resultados: A média de força manual do grupo caso no braço direito (14,95 kgf) e braço esquerdo (14,49 kgf) foi menor que a média do grupo controle no braço direito (18,34 kgf) e do braço esquerdo (16,84 kgf). Somente o braço direito apresentou diferença significativa. Conclusão: Observou-se que as mulheres mastectomizadas apresentaram perda da força manual, devido ao aumento da idade, quanto às sequelas pós-operatórias de linfoedemas. Sendo assim, o trabalho de força é de suma importância para independência nas atividades de vida diária.
1959 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ATITUDES EXPLÍCITAS A ATIVIDADE FÍSICA EM ADULTOS FISICAMENTE ATIVOS E INATIVOS Sérgio Medeiros dos Santos Filho;Hassan Mohamed Elsangedy; Atitudes Explícitas. Exercício Físico. Comportamento. Introdução: A prática regular de atividade física proporciona bem-estar físico e psicológico, contudo, grande parcela da população adulta não consegue atingir os níveis recomendados de atividade física semanal, sendo a inatividade física um dos maiores problemas da saúde pública do século atual. O comportamento da atividade física tem sido explicado parcialmente pelas atitudes explícitas, que são processos deliberativos e conscientes que demandam da capacidade racional. Entretanto, informação é limitada acerca da influência das atitudes explícitas em pessoas que praticam ou não atividade física regular. Objetivo: Comparar as atitudes explícitas para atividade física entre adultos fisicamente ativos e inativos. Métodos: Estudo transversal realizado com 162 adultos (62,3% feminino; 61,7% fisicamente inativos; idade: 33,7 ± 10,3 anos; Índice de massa corporal: 26,2 ± 5,4 kg/m²). O nível de atividade física foi avaliado por acelerômetro (Actigraph, modelo GT3X) durante 7 dias consecutivos. Um questionário de atitudes explícitas foi aplicado (i.e., benefícios percebidos, contra percebidos, norma social, modelagem social, autoeficácia e intenção ao exercício). Um teste U de Mann-Whitney foi executado para determinar se havia diferenças no escores do grupo de fisicamente ativos e inativos. Resultados: Foi observado que os adultos fisicamente inativos (média de classificação = 89,2) apresentaram maiores escores de benefícios percebidos a atividade física, quando comparado aos adultos fisicamente ativos (média de classificação = 69,1; U = 2,331, z = -3,024, p = 0,002), bem como maiores escores de normas sociais (Inativos, classificação média = 87,1; Ativos, classificação média = 72,5; U = 2,539, z = -2,077, p = 0,038). Conclusão: Adultos fisicamente inativos percebem mais os benefícios da atividade física, e demonstram maior influência de expectativas sociais para realizar a atividade física em relação aos adultos fisicamente ativos.
1960 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ATIVIDADE FÍSICA E INTERVENÇÕES MENTE-CORPO EM TEMPOS DE PANDEMIA: COMO PRESCREVER E SUPERVISIONAR? Iaggo Raphael David;Renato Sobral Monteiro-Junior; Saúde Mental. Atividade Física. Pandemia. Introdução: A pandemia provocada pelo novo coronavírus, o SARS-CoV-2, impôs mudanças no comportamento social em todo o mundo. O isolamento social como forma de prevenção da contaminação representa uma dificuldade adicional para a prática de atividade física, sobretudo para os idosos. Uma maior dificuldade de acesso à atividade física regular e planejada aumenta a susceptibilidade dessa população ao desenvolvimento de doenças mentais e outras doenças crônicas, estas tidas como fatores de risco para a maior letalidade da COVID-19. Objetivo: O presente trabalho de revisão buscou estabelecer ferramentas, recomendações e estratégias para promoção de atividade física para idosos em contexto de isolamento social. Metodologia: Foi realizada uma revisão narrativa direcionada para a elaboração de recomendações gerais (em formato de comentário) sobre possibilidades de intervenção à distância na prática profissional dos profissionais de educação física. Resultados: Vários instrumentos de comunicação e reunião virtuais (Google Hangouts; Zoom; GoToMeeting) têm sido apresentados no contexto de distanciamento social. Os profissionais da saúde devem buscar uma perspectiva multidisciplinar de atuação, fornecendo informações relevantes para segurança e saúde do cliente. Essas informações envolvem: 1) a necessidade da prática diária de atividades para benefícios ao corpo e mente, reduzindo o impacto psicológico da quarentena no isolamento social, pensamentos negativos, ansiedade e depressão; 2) fornecimento de informações de saúde, inclusive quanto ao risco da automedicação, prevalente em idosos que, por vezes, desconhecem os riscos envolvidos. Conclusão: A COVID-19 tem exercido impacto sobre os hábitos de atividade física. Este comentário fornece recomendações práticas para auxiliar os profissionais de educação física a prescrever e supervisionar exercícios para idosos, que podem ser realizados durante a pandemia através da adequação dessas práticas às peculiaridades dos recursos de comunicação digital e virtual disponíveis.
1961 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE CARDIOMETABÓLICA PARA A POPULAÇÃO RESIDENTE NOS DISTRITOS DE GOVERNADOR VALADARES Lívia Vilela Barros;Amanda Marinho Brasil;Letícia Silveira;Andressa Oliveira Silva Pimenta;Marina Ferreira de Lima;Yara de Oliveira Cândido Silva;Pedro Ian Barbalho Gualberto;Diego Alves dos Santos;Andréia Cristiane Carrenho Queiroz; Atividade Física. Saúde. Aptidão Física. A catástrofe socioambiental provocada pelo rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco em Mariana, impactou e impactará a saúde de milhares de pessoas ao longo de toda a bacia do Rio Doce; com efeitos a curto, médio e longo prazo. A maioria dos projetos existentes em Governador Valadares-MG são voltados para o atendimento da população residente na região urbana de Governador Valadares. A população residente nos distritos de Governador Valadares (zona rural da cidade) também foi sujeita aos desafios proporcionados pelo desastre, sendo que nessas regiões alguns desafios ainda foram agravados devido ao difícil acesso aos serviços de saúde e à ajuda humanitária. O presente projeto de extensão tem o objetivo de avaliar a saúde cardiometabólica e oferecer atividades educativas com orientações em relação à adoção de um estilo de vida ativo, visando à melhora da saúde das comunidades residentes nos distritos de Governador Valadares. O projeto ocorre através da realização de eventos de saúde em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS Central). Devido à distância de cada distrito em relação ao centro urbano da cidade, é possível a realização em um evento por dia no período da manhã. Durante esses eventos foi possível realizar o atendimento de 249 indivíduos adultos e idosos, distribuídos por 14 distritos diferentes. Durante os eventos os estudantes de graduação e pós-graduação, sob supervisão da orientadora, realizam as seguintes atividades junto à população: medidas de pressão arterial, peso, altura, circunferência de cintura, glicemia; informações educativas por meio de palestra e entrega de folhetos sobre doenças cardiometabólicas e sobre os benefícios da adoção de estilo de vida ativo; e aulas práticas de alongamento, ginástica e/ou atividade recreativas. Espera-se que o projeto contribua para que os atendidos adquiriram um estilo de vida ativo, favorecendo o bem estar físico e mental.
1962 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA AVALIAÇÃO MOTORA E MORFOLÓGICA DE CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR Ana Clara Fernandes Schwambach;Jomilto Praxedes; Escolares. Avaliação Funcional. Composição Corporal. Durante a infância, momento em que a criança possui maior facilidade de aprendizado, a criança tenda a adquirir diversas habilidades. Contudo, nos últimos anos, com maior tempo destinados a televisão e jogos eletrônicos, além da alimentação inadequada, as crianças se tornaram menos ativas, resultando em um quadro de sedentarismo, sobrepeso e obesidade, o que pode comprometer a saúde, a qualidade de vida e a prática de exercícios físicos. Deste modo, o objetivo do estudo é identificar o nível de desempenho motor e o perfil de composição corporal de crianças em idade escolar. A amostra foi composta por 18 crianças de 7 e 8 anos de idade, divididos em dois grupos, o Grupo 1 (G1) com crianças de 7 anos e o Grupo 2 (G2) com as de 8 anos. Todos participavam da colônia de férias da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e também realizavam as aulas de Educação Física da escola. Foi mensurada a massa, estatura e as dobras cutâneas do tríceps e subescapular, assim, identificou-se o índice de massa corporal (IMC) e o percentua de gordura corporal (%G) (SLAUGHTER, 1988). Em seguida, para identificar o nível de desempenho motor utilizou-se o Test of Gross Motor Development (TGMD-2), que é composto por 6 habilidades locomotoras (HL), a saber, correr, galopar, saltitar, passo saltado, salto horizontal e deslizar; e 6 de controle de objeto (HC): rebater a bola, drible parada, pegar, chutar, arremesso sobre a cabeça e rolar com a mão baixa. O G1 e o G2 tiveram resultados superiores para as HL, em comparação as HC. As crianças de sete anos apresentaram maior %G e IMC, e melhores desempenhos nas HL e HC. Na composição corporal, apenas 12.5% do G1 apresentou percentual adequado, com 50% considerado baixo e 37.5% alto. No G2, 60% possuía percentual adequado e apenas 10% alto. Conclui-se que a composição corporal não afetou o desempenho motor das crianças avaliadas. Sugere-se a realização de estudos com outras faixas etárias e envolvendo outras variáveis de saúde.
1963 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA CORRELAÇÃO ENTRE O TEMPO DE TELA E O TEMPO DE ATIVIDADE FÍSICA NO TEMPO LIVRE EM MULHERES PARTICIPANTES DO PROGRAMA ACADEMIA DA SAÚDE BETIM Vinícius Coimbra Viana;Bárbara Zille de Queiroz; Atividade Física. Exercício Físico. Aptidão Física. A inatividade física (IF) é considerada um dos dez principais fatores de risco de morte em todo planeta, mas apesar do consenso acerca dos benefícios da atividade física (AF), 44,1% dos brasileiros são considerados insuficientemente ativos. Esses valores podem ser influenciados pelo tempo dispendido em uso de telas, já que a literatura aponta tal associação. Sendo assim, o objetivo do estudo foi verificar a correlação entre o tempo diário de tela em casa (TTC) e os minutos semanais de atividades físicas no tempo livre (AFTL) em mulheres participantes do Programa Academia da Saúde de Betim-MG (PAS). A amostra foi composta por 85 mulheres com idades entre 18 e 59 anos, que se matricularam no PAS em 2019. Os minutos semanais de AF foram obtidos através da multiplicação da frequência semanal de prática (dias de prática) pelos minutos diários despedidos com a AFTL. Para a definição do TTC, utilizou-se a soma das horas destinadas ao uso diário e residencial de aparelho celular, televisão e computador. Os dados foram retirados do banco de dados do PAS, que é alimentado pelas avaliações iniciais realizadas para o ingresso nas atividades do programa. O projeto foi aprovado pelo CEP Betim (CAAE:16804619.0.0000.5651). Foi realizada análise descritiva das variáveis e análise de correlação através do coeficiente de Spearman (p≤0,05). A média de idade foi de 40,29 (± 11,3) anos. O tempo semanal médio em AFTL foi de 95 (±129,5) minutos, e o TDTC apresentou média de 2h e 55min/dia (± 2,28). A prática de AFTL foi reportada por 43,4% da amostra, enquanto 56,6% não relatou esse comportamento. Foi identificada correlação inversa entre TTC e AFTL. Quanto maior foi o TTC, menores foram os minutos despendidos semanalmente com AFTL (p=0,03, r=-0,24). Os resultados apresentados trazem perspectivas importantes para a construção de estratégias de estímulo à prática regular de AFTL. Uma dessas estratégias pode ser a redução do TTC associado a ações de promoção da AFTL.
1964 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITO DE ATIVIDADES COGNITIVAS NOS SINTOMAS DEPRESSIVOS E COGNIÇÃO GLOBAL DE UM PACIENTE IDOSO HIPERTENSO: UM ESTUDO DE CASO Iara Heloísa Ramos Mendes;Renato Sobral Monteiro Junior; Cognitivo. Saúde Mental. Idoso. Introdução: A atividade física é reconhecida por promover a saúde, atuando na longevidade e melhoras fisiológicas, funcionais e nos transtornos de humor. No entanto, em relação às atividades cognitivas, são necessárias mais evidências sobre os benefícios nos sintomas depressivos. Objetivo: Avaliar o efeito de um programa de atividades cognitivas nos sintomas depressivos e cognição global de um paciente idoso hipertenso. Métodos: Estudo de caso realizado no Ambulatório de Neurociência do Exercício do Hospital Aroldo Tourinho, envolvendo paciente do sexo masculino com idade de 79 anos e nível superior completo. O paciente apresentava hipertensão arterial sistêmica (220 x 95 mmHg). Utilizou-se o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) para avaliar a cognição global e a avaliação dos sintomas depressivos foi realizada através da Escala Geriátrica de Depressão (GDS-15), no baseline e 3 meses após a intervenção. A intervenção foi composta de atividades cognitivas como: jogos de tabuleiro; cálculos; multiformas de encaixe; jogos de memória; bingo; jogos de busca visual; jogos de perguntas e respostas. A intervenção tinha duração de 30 minutos, sendo realizada duas vezes por semana. Os dados analisados fazem parte de um projeto aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Estadual de Montes Claros (nº 1365041/2015). Resultados: Na reavaliação foi possível notar melhora na cognição global com aumento de 3 pontos no MEEM (pré=22, pós=25) e redução de 2 pontos nos sintomas de depressão no GDS-15 (pré = 7, pós=5). Conclusão: Atividades cognitivas variadas melhoraram a cognição global e reduziram os sintomas depressivos no idoso avaliado. Tais atividades mostram-se promissoras nesse tipo de tratamento.
1965 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITO DE EXERCÍCIOS MULTIMODAIS NA PRESSÃO ARTERIAL E NOS SINTOMAS DE ANSIEDADE DE UMA PACIENTE COM TAG: ESTUDO DE CASO Luciana Aparecida Coutinho;Renato Sobral Monteiro Junior; Saúde Mental. Hipertensão. Transtorno de Ansiedade Generalizada. Introdução: O exercício físico é uma alternativa para aliviar os sintomas do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), o qual reduz a qualidade de vida. Objetivo: Analisar o efeito de um programa de exercícios multimodais na pressão arterial e nos sintomas de ansiedade de uma paciente com TAG. Método: Estudo de caso realizado no Ambulatório de Neurociência do Exercício do Hospital Aroldo Tourinho, envolvendo paciente do sexo feminino com idade de 73 anos, diagnosticada com TAG de acordo com avaliação psiquiátrica e rastreio de sintomas de depressão. Utilizou-se na avaliação a Escala Geriátrica de Depressão (GDS-15), que foi utilizada no baseline e após 90 dias a partir do início do programa de treinamento. Exercícios cognitivos, de força, aeróbio e dupla-tarefa (motor-motor e motor-cognitivo) foram prescritos com duração de 30 minutos, sendo 2 sessões semanais. Os dados utilizados fazem parte de um projeto aprovado no Comitê de Ética da Universidade Estadual de Montes Claros (nº 1365041/2015). Resultados: Houve redução de 6 pontos na GDS-15 (pré=7; pós=1). A paciente relatou melhora nas atividades de vida diária básica e instrumentais. No decorrer desse período a PA foi monitorada, resultando em estabilização (135x79 mmHg). Conclusão: Um programa regular de exercícios multimodais pôde ser eficaz para manutenção da PA e melhora dos sintomas de ansiedade.
1966 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITO DOS EXERCÍCIOS MULTICOMPONENTES EM PACIENTE COM DEMÊNCIA POR CORPOS DE LEWY: RELATO DE CASO Tayrine Resende de Oliveira;Renato Sobral Monteiro Junior; Exercício Físico. Corpos de Lewy. Saúde Mental. Introdução: O envelhecimento está associado à prevalência de doenças neurodegenerativas, como a demência por Corpos de Lewy. É necessário estratégias para o tratamento adjuvante dos pacientes com tal doença. O exercício físico é um método não farmacológico no tratamento e prevenção de doenças crônicodegenerativas, podendo apresentar efeitos importantes no sistema nervoso central. Objetivo: Avaliar o efeito de um programa de exercícios multicomponentes em paciente com demência por Corpos de Lewy. Métodos: Estudo de caso realizado no Ambulatório de Neurociência do Exercício do Hospital Aroldo Tourinho, envolvendo paciente frágil (sexo feminino, 72 anos), diagnosticada por neurologista com demência por Corpos de Lewy. Nas avaliações foram utilizados o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) para cognição global, a Bateria de Avaliação Frontal (FAB) para funções executivas e Testes Físicos Funcionais (Dinamometria e Levantar e Sentar) para rastrear fragilidade, antes e após 3 meses do programa de exercícios. Atividades cognitivas, dupla tarefa e exercícios aeróbio e de força foram realizados uma vez por semana, com duração de 1 hora. Aprovado pelo comitê de ética da Universidade Estadual de Montes Claros (nº 1365041/2015). Resultados: Comparando com a primeira avaliação, a paciente estava mais lúcida e atenta às perguntas nos testes. No MEEM foi observado um aumento de quatro pontos (pré= 6, pós= 10) e no FAB manteve o mesmo score (pré=5, pós=5). No baseline não foi feito a Escala Geriátrica de Depressão (GDS-15) pois a paciente não compreendia as perguntas, entretanto na segunda avaliação o GDS pontuou 10 pontos. Nos testes físicos, houve melhora no teste Up and Go (pré=46, pós=27), além do equilíbrio, postura corporal e capacidade de comunicação. Conclusão: Um programa de exercícios multicomponentes mostrou melhora na cognição global, manteve estabilizada as funções executivas, melhorou a comunicação pessoal e marcha de uma paciente com demência por Corpos de Lewy.
1967 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITOS DE TRATAMENTOS FISIOTERAPÊUTICOS EM INDIVÍDUOS COM DOENÇA DE PARKINSON: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Bruno Henrique de Souza Fonseca;Rafael Silveira Freire; Doença de Parkinson. Qualidade de Vida. Distúrbios Motores. A Doença de Parkinson (DP) é definida como uma condição crônica e degenerativa do sistema nervoso central, caracterizada pela perda de neurônios motores da substância negra, levando a diminuição dos níveis de dopamina nas vias negroestriatais. O paciente com DP apresenta disfunções ou distúrbios motores tais como tremores de repouso, rigidez muscular, lentidão do movimento, além de acometer a marcha e o padrão postural, com o indivíduo apresentando uma postura característica da doença, com aumento da cifose torácica e da flexão de tronco, protrusão de cabeça, ombros rodados internamente e leve flexão de joelho. O comprometimento físico-mental associado com os sinais e sintomas e aos distúrbios secundários da DP pode resultar num agravamento considerável da qualidade de vida (QV), o que pode levar o indivíduo portador dessa condição ao isolamento social. Portanto esta pesquisa objetivou em revisar periódicos acerca do tema proposto e ressaltar a importância da pluralidade dos tratamentos para indivíduos com a Doença de Parkinson se beneficiarem. O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa dos periódicos publicados na base de dados SciELO. Ao analisar as publicações sobre os efeitos de programas de exercícios em paciente com DP, foi observado uma melhora da qualidade de vida na amostra de todos os estudos incluídos, porém a quantidade escassa de indivíduos compondo as amostras pode impactar nos resultados apresentados, uma vez que ao associar o tratamento farmacológico com exercícios físicos em indivíduos com DP podem retardam o avanço e evitar a progressão da doença. Ressalto ainda a importância de novos estudos do mesmo cunho com amostras maiores e possíveis comparações de tratamentos para uma maior análise dos dados.
1968 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITOS DO TREINAMENTO AERÓBIO EM IDOSO COM QUADRO DE HIPERTENSÃO: UM ESTUDO DE CASO Lawrey Vanessa Rocha Soares;Vinicius Dias Rodrigues; Hipertensão arterial. 3ª idade. Atividade física A hipertensão é uma doença que afeta cerca de 20 a 30% dos adultos, a um nível mundial, contribuindo para altas taxas de mortalidade relacionadas à acidente vascular encefálico, infarto do miocárdio e doença renal crônica. O objetivo do estudo foi verificar os efeitos do programa de exercício aeróbio nas variáveis hemodinâmicas, cardiorrespiratória, imunológica, hematológicas, bioquímicas e na composição corporal do indivíduo em questão. Metodologia: O presente estudo trata-se de um estudo de caso, que foi realizado com um idoso do sexo masculino, hipertenso há mais de 20 anos, sob realização de tratamento medicamentoso, com idade de 76 anos, sedentário e ex-tabagista. A pesquisa teve duração de 8 semanas de treinamento aeróbio, sem orientação nutricional. O treinamento aeróbio foi realizado três vezes por semana, durante oito semanas, com duração média diária de 60 minutos, sendo iniciado por aquecimento de 10 minutos (zona lipolítica), desenvolvimento do treino de 40 minutos (zona glicólica) e desaquecimento de 10 minutos (zona de manutenção). Resultados: Com base na análise dos dados gerados pelo estudo, foi possível observar respostas positivas ao exercício aeróbio nas variáveis pressão arterial, colesterol total, VO2 máx. e variáveis antropométricas. As outras variáveis (Hematológica, imunológica e bioquímica) do estudo não tiveram modificações. Ao fim do estudo, fez-se possível a conclusão de que o exercício aeróbio apresentou como uma alternativa eficaz de tratamento para o indivíduo hipertenso.
1969 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESTUDO DO DESEMPENHO DOS PADRÕES FUNCIONAIS DE MOVIMENTO DE JOVENS ADULTOS FISICAMENTE ATIVOS Matheus Ramos da Cruz;Jomilto Praxedes; Atividade Física. Desempenho. Avaliação Funcional No âmbito do esporte e da exercitação física, as avaliações se apresentam como um importante componente que verifica os efeitos e ou a eficácia de um determinado treinamento sobre a performance humana. Dentre os diferentes protocolos que avaliam o desempenho físico destaca-se o Functional Movement Screen (FMS) que tem como intuito examinar, qualitativamente, sete padrões motores funcionais (PMF) presentes nas práticas físico-desportivas, auxiliando a identificação de possíveis assimetrias e disfunções referentes a mobilidade articular, equilíbrio estático e dinâmico e estabilidade muscular. Diante do exposto, o presente estudo objetivou avaliar o desempenho de PMF de jovens adultos fisicamente ativos para assim subsidiar informações que integrem treinamentos personalizados e minimizem possíveis lesões. Dez homens saudáveis, com idades entre 19 e 25 anos, realizaram a FMS. A bateria de testes é composta por sete provas a saber: Agachamento profundo, passada sobre a barreira, avanço em linha, mobilidade de ombros, elevação de perna estendida, estabilidade de tronco e estabilidade rotacional. Cada padrão realizado é avaliado com notas de 0 a 3, sendo aconselhável que ao final do teste o avaliado apresente um score, por meio de um somatório de notas, ≥ 14 para ser menos propenso a lesões. Como resultados foi constatado que a média do score obtido pelos sujeitos do estudo foi de 13,9 ± 2,18, sendo inferior ao índice total adequado da avaliação e contrariando os achados de estudos que avaliaram jovens atletas (ALFONSO-MORA et al., 2017; D’ÁVILA et al., 2020; JUNIOR et al., 2020). Foram observados maior incidência de assimetrias no teste de mobilidade de ombros e padrões motores inadequados de valgismo dinâmico de joelhos no agachamento profundo, anteriorização do tronco no avanço em linha e rotação externa de quadril na passada sobre a barreira. Sugere-se que outras avaliações motoras sejam realizadas com outros PMF para mapear mais afundo o desempenho funcional desta população.
1970 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EXERCÍCIO RESISTIDO PARA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE DOENÇAS CARDIOMETABÓLICAS EM ADULTOS E IDOSOS DE GOVERNADOR VALADARES Ferreira de Lima;Lívia Vilela Barros;Andressa Oliveira Silva Pimenta;, Yara de Oliveira Cândido Silva;Pedro Ian Barbalho Gualberto;Diego Alves dos Santos;Andréia Cristiane Carrenho Queiroz; Treinamento de Força. Idosos. Doenças Crônicas não Transmissíveis. Parques e praças públicas são ambientes ideais para a prática de atividade física, visto que são facilmente acessíveis à população. Na cidade de Governador ValadaresMG, existem aproximadamente 20 academias da terceira idade (ATIs) ao ar livre, que são compostas por equipamentos que permitem a realização de exercícios para o desenvolvimento de resistência e força muscular. O objetivo desse projeto de extensão é estimular e dar condições para a prática segura de exercícios resistidos nas ATIs de Governador Valadares. Antes de receberem orientações, os participantes passam por uma avaliação de saúde e da aptidão física. Caso apresentem alguma impossibilidade de realizar o exercício resistido, eles recebem orientação para prática de outro tipo de exercício ou recebem uma carta de encaminhamento para investigação médica antes do início de qualquer tipo de atividade física. As aulas supervisionadas acontecem 2 vezes por semana com duração média de 30 minutos e são ministradas pelos alunos de graduação e pós-graduação, sob supervisão da coordenadora do projeto. Nestas aulas supervisionadas os participantes recebem orientação para a execução correta dos movimentos e sobre a correta utilização dos equipamentos das ATIs academia ao ar livre. Além disso, todos os participantes recebem um folheto educativo com a prescrição individualizada dos exercícios resistidos, para que eles possam continuar a prática de forma correta e independente em qualquer uma das ATIs distribuídas pela cidade. O projeto também oportuniza que os estudantes de graduação e pós-graduação tenha interação com a comunidade, os tornando profissionais mais sensibilizados ao cuidado em saúde, além de promover uma atuação interprofissional destes estudantes na área da atividade física para prevenção e tratamento de doenças cardiometabólicas.
1971 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS PODEM PREVER A MATURAÇÃO MORFOLÓGICA EM PRÉ(ADOLESCENTES) DE UMA ESCOLA PRIVADA EM MINAS GERAIS? Sarah Andrade da Silva;Renata Luiza Silva Oliveira;, André Henrique de Azevedo Gomes;Alessandro de Oliveira; Escolares. Antropometria. Morfologia. Por vários anos, a idade cronológica esteve relacionada à idade maturacional. No entanto, o uso de ferramentas de acompanhamento maturacional, vêm demonstrando resultados conflitantes para o uso desta variável. Este estudo objetiva analisar a associação de índices antropométricos (IA) e a maturacional morfológica (MM) de alunos de uma escola privada em Minas Gerais. O estudo, do tipo transversal, teve como público alvo escolares do 6º ao 9º ano do ensino fundamental [n=37, (16♀ e 21♂)]. Ao constatar a não associação entre os IAs [Índice de Massa Corpórea (IMC), perímetro de cintura (CC) e quadril (CQ) e razão cintura estatura (RCE) e cinturaquadril (RCQ)] e o sexo dos partícipes, por meio da razão de verossimilhança, a previsibilidade dos IAs avaliados e a MM dos partícipes, foi calculada por meio de regressão linear simples (p<0,05). Os resultados demonstraram que o IMC [F (1, 35) = 2,160, p>0,05; R² = 0,058] e a CC [F (1, 35) = 0,066, p>0,05; R² = 0,002], não apresentaram correlação, nem previsão para a MM. Quanto à RCE, embora tal parâmetro tenha apresentado correlação, o mesmo não se mostrou preditor para a MM [F (1, 35) = 3,333, p>0,05; R² = 0,087]. Curiosamente, a CQ [F(1, 35) = 13,837, p<0,01; R² = 0,283] e a RCQ [F(1, 35) = 25,032, p<0,001; R² = 0,417] apresentaramse como bons preditores para a MM. Desta forma, a MM, expressa em percentual da estatura prevista corresponde a 59,527 + 0,340*(CQ) sendo a CQ expressa em centímetros, ou 134,77 - 60,327*(RCQ). Por fim, o presente estudo sugere que CQ e RCQ são possíveis preditores de MM. No entanto, estudos com número amostral mais robusto tornam-se necessários para averiguar tais resultados.
1972 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA INOVAÇÃO, TECNOLOGIA, MEDIDAS E AVALIAÇÃO NO ESPORTE E SAÚDE Jéssica Reis Buratti;Nayara Christine Souza;Viviane Ceccato Coelho;Eliane Assouf;José Irineu Gorla;José Irineu Gorla; Neurometria. Sistema Nervoso Autonômico. Esporte e saúde A utilização de recursos tecnológicos para avaliar atletas, pode contribuir para o aumento da eficiência do treinamento e, principalmente, para a melhoria do desempenho esportivo (OKAZAKI et al., 2012). Avaliar diferentes aspectos no desempenho do indivíduo, dentre eles aspectos fisiológicos, funcionais e de saúde mostra-se de fundamental importância devido a sua influência na vida diária. Desse modo, o equipamento de Neurometria (neuro = neurofisiologia; metria = medida, captações de sinais fisiológicos), conhecido pela técnica de Neurometria Funcional constitui um conjunto de ferramentas que se utiliza de técnicas e procedimentos cientificamente comprovados, reconhecidos mundialmente, para evidenciar a interação entre cérebro, corpo e comportamento. O termo funcional está relacionado à variabilidade do funcionamento do SNA, sistema imunológico e metabólico, ou seja, quanto maior e melhor a variabilidade, mais funcional e adaptativo esses sistemas se encontrarão e, associados ao sistema cognitivo, poderão intervir em ações terapêuticas, psicoterapêuticas, medicamentosas e alimentares (GORLA et al., 2019). Os resultados gerados através da técnica pelos exames de DLO e POC possibilitam identificar e analisar possíveis alterações de comportamentos e desequilíbrios funcionais do SNA, bem como o predomínio de ondas cerebrais. O monitoramento aumenta as possibilidades de realizar correlações entre as reações neurofisiológicas e comportamentais. A neurometria funcional se mostra um instrumento valioso, sendo uma evolução em equipamentos tecnológicos, ao oferecer um conjunto de ferramentas que abrange diferentes áreas do sistema nervoso, mas que, acima de tudo, objetiva contribuir com o ser humano de forma integrada, promovendo a diminuição dos riscos de doenças funcionais, redução de níveis de estresse e ansiedade, aumentando a capacidade de concentração e raciocínio (PEREIRA, 2019), utilizando de métodos que estimulam o cérebro, em especial o sistema límbico, estimulando a plasticidade neuronal.
1973 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MOTIVOS DE ADESÃO E ADERÊNCIA EM PRATICANTES DO MÉTODO PILATES Angélica Danielevicz;Maria Eduarda de Moraes Sirydakis;Soraia Cleusa dos Santos;Rodrigo Sudatti Delevatti; Método Pilates. Exercício Físico. Atividade Física. O método Pilates foi criado pelo alemão Joseph H. Pilates. Tal método proporciona a conexão de corpo, mente e espírito, caracterizando-se como um programa de treinamento físico e mental, tendo como base a consciência de todos os movimentos musculares, controlados e precisos. Atualmente o número de pessoas inativas fisicamente ainda é alto, o que traz a necessidade de estudos acerca dos motivos para adesão e aderência dos indivíduos em diferentes modalidades de exercício físico, como o Pilates. Objetivo: Investigar os motivos de adesão e aderência à prática regular do método Pilates. Método: A amostra da pesquisa constitui-se por 12 indivíduos maiores de 18 anos, de ambos os sexos, praticantes de Pilates há mais de um ano em um estúdio localizado em Florianópolis (SC). Utilizou-se questionário adaptado da Yoga para o Pilates, constituído por 22 questões semiabertas, sendo as questões 12 13 e 14 respondidas por ordem de importância, cujas três questões o indivíduo em sua percepção, enumerou 1 quando considerada a mais importante, 2 como importante, 3 como relativamente importante e 4 como menos importante. O estudo é caracterizado de natureza qualitativa, e os dados foram apresentados descritivamente por frequência absoluta e relativa. Resultados: Os indivíduos procuram o Pilates principalmente por indicação médica e se mantém na prática principalmente pela saúde física e mental. Conclusão: Os motivos de adesão e aderência estão associados, sendo que procuraram a atividade por indicação médica e se mantiveram pela melhora da saúde física e mental.
1974 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MOTIVOS PARA A NÃO ADESÃO DE EXERCÍCIOS FÍSICOS EM CASA DURANTE A PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS Vinícius Moreira Neves Reis;; Letícia Maria Cunha da Cruz;Mariana Moratori Pires;Jéssica Aparecida Campos;Matheus Felipe de Oliveira Neves;Carlos Alberto Camilo Nascimento; Exercício Físico. COVID-19. Pandemia Devido à pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), o Ministério da Saúde disponibilizou recomendações para a prevenção à COVID-19, entre elas, evitar a circulação desnecessária nas ruas. O índice de isolamento social, desenvolvido pela Incolo, chegou a registrar 62,2% no final de março, mostrando adesão de grande parte da população brasileira, no início da disseminação do vírus pelo país. Entretanto, segundo CHEN et al. (2020), ficar longos períodos em casa pode intensificar comportamentos que levam ao sedentarismo, prejudicando a saúde da população. Identificar os principais motivos para a não adesão de exercícios físicos em casa durante um período da pandemia do novo coronavírus. A pesquisa contou com 98 voluntários, sendo excluídos aqueles que respondessem que estavam praticando periodicamente exercícios físicos. A amostra foi composta por um total de 44 indivíduos, praticantes de natação, participantes do projeto Movimente-se Vip (MOVIP – UFJF) com idade média de 32,8 (DP =11,3) anos, sendo 16 homens e 28 mulheres. Foram disponibilizados durante 8 semanas, treinos online para os participantes, incentivando a prática continuada de exercícios físicos durante a quarentena. Após esse período os voluntários responderam um questionário online, via Google Forms. Os dados foram categorizados e analisados através da frequência de respostas. A partir das respostas, foram encontrados os principais motivos para a não adesão ao exercício físico durante parte da quarentena. Entre eles, o principal motivo destacado foi preguiça/desmotivação/desânimo 61,3% (n=27), seguido por questões de saúde 20,4% (n=9), trabalho/falta de tempo 11,3% (n=5), falta de espaço/falta de equipamento 6,8% (n=3). Diante dos resultados apresentados foi possível traçar estratégias mais próximas para minimizar as causas da não adesão aos exercícios, bem como orientar sobre os benefícios aos participantes, contribuindo para uma melhor qualidade de vida.
1975 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MULHERES CORREDORAS DE RUA AMADORAS APRESENTAM MAIOR NÍVEL DE AUTOPERCEPÇÃO DO CRONOTIPO QUE HOMENS Moisés Vieira de Carvalho;Juliana Bohnen Guimarães;Camila Cristina Fonseca Bicalho;Frederico Sander Mansur Machado;Breno Barreto Lopes;Cândido Celso Coimbra; Atletismo. Exercício Físico. Ciclo Circadiano. Oficialmente, as corridas de rua realizadas em território nacional são regulamentadas pela Confederação Brasileira de Atletismo, seguindo as regras internacionais. Na prática, a modalidade envolve homens e mulheres de várias idades e níveis de aptidão física e, adicionalmente, as provas acontecem em diferentes horários do dia. Em conjunto, esses múltiplos fatores proporcionam um desafio para corredores e treinadores, sobretudo do ponto de vista da organização temporal da performance esportiva. Assim, o objetivo principal desse estudo foi verificar o nível de autopercepção do cronotipo de corredores de rua amadores e testar a existência de associação do cronotipo com o gênero, idade e horário preferido de treino. A amostra foi composta por 166 corredores de rua amadores, sendo 89 mulheres (38,9 ± 11,2 anos) e 77 homens (38,0 ± 9,7 anos). O cronotipo foi identificado através da versão brasileira do questionário de Matutinidade-Vespertinidade (HO) via plataforma Google Drive–Google. Tendo como referência o horário de treino preferido, mulheres matutinas e vespertinas apresentaram maiores níveis de autopercepção do cronotipo comparadas aos homens. De modo geral, os níveis de autopercepção de matutinos, indiferentes e vespertinos foram de 80,7%, 15,9%, 88,9%, respectivamente. A tipologia circadiana mais observada nas mulheres foi a matutina e nos homens indiferentes, sendo essa distribuição estatisticamente diferente (λ2=8,95; p=0,01). No entanto, não houve associação significativa entre o gênero e o horário preferido de treino (λ2=2,65; p=0,26). A idade, o gênero feminino e a preferência em praticar exercícios físicos durante o dia estão associados ao cronotipo matutino. Conclui-se que apesar da característica circadiana matutina dos praticantes amadores de corrida de rua corroborar o perfil de outros corredores, as mulheres mostraram maior sensibilidade sobre seus traços circadianos.
1976 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA, COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO E FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM POLICIAIS MILITARES DA CIDADE DE GOVERNADOR VALADARES/MG Pedro Ian Barbalho Gualberto;Rafaela Machado de Souza;, Andréia Cristiane Carrenho Queiroz;Pedro Henrique Berbert de Carvalho;; Luís Fernando Deresz; Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Atividade Física. Fatores de Risco. Este estudo transversal teve como objetivo caracterizar e verificar a associação do nível de atividade física (NAF), comportamento sedentário (CS) e fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV) em policiais militares. Foram coletados os seguintes dados: idade, tempo de função, índice de massa corporal, perimetria abdominal, CS, NAF e presença de fatores de risco para desenvolvimento de DCV, como hipertensão (HAS), diabetes e dislipidemia. Os militares foram estratificados em baixo (<600 METs/sem) e moderado/alto NAF (≥600 METs/sem). Foi realizada regressão logística binária multivariada para verificar se idade, tempo de função, NAF e CS eram previsores da classificação de risco para DCV (moderado/alto). As proporções foram analisadas pelo teste Qui-quadrado e as médias/medianas pelo teste t ou Mann Whitney. Dos 243 militares, foram avaliados 135 homens (55,5%), com mediana de 37 (28-53) anos de idade e de tempo de função de 13 (8-10) anos; 78,5% tinham sobrepeso/obesidade e 53,3% circunferência de cintura elevada (93,97 ± 8,76 cm); 12,6% HAS, 9,6% dislipidemia e 25,93% risco moderado/alto para DCV. O tempo de CS foi de 239,8 ± 112,2 min/dia e NAF de 2110 (0 – 21780) METs.min/sem. A regressão logística indicou que a idade estava associada ao risco cardiovascular (OR=1,280, IC 95% = 1,169 - 1,402, p<0,001). O grupo de baixo NAF apresentou maior tempo em exercício da profissão (14 vs. 12 anos), maior proporção de hipertensos (24,13 vs. 9,40%) e diabéticos (10,34 vs. 1,90%). Ainda que o NAF tenha sido diferente, o CS foi similar entre os grupos (baixo NAF = 219,7 ± 123,9 min/dia; moderado/alto NAF = 244,8 ± 108,9 min/dia). Os dados analisados indicam que a idade apresenta associação independente com a presença de risco moderado/alto para DCV e o CS é independente do NAF. Contudo, militares com níveis de NAF inferiores tem mais tempo de profissão e possuem mais fatores de risco para o desenvolvimento de DCV, do que os de NAF moderado/alto.
1977 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA NÍVEL DE PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA E PRESENÇA DE FATORES DE RISCO EM IDOSOS CADASTRADOS NA ESF DE GOVERNADOR VALADARES-MG Diego Alves dos Santos;Mateus Gonçalves da Silva;Andréia Cristiane Carrenho Q ueiroz; Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Atividade Física. Idoso A ocorrência de doenças cardiovasculares é associada à presença de fatores de risco. A prática de atividade física tem sido uma ferramenta importante na prevenção, controle e tratamento das doenças cardiovasculares e de alguns fatores de risco. O objetivo do estudo foi avaliar o nível de prática de atividade física e a presença de fatores de risco em cadastrados nas unidades da Estratégias de Saúde da Família (ESF) da cidade de Governador Valadares-MG. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFJF. Foram avaliados 194 idosos (68,5±5,5 anos, 66,5% mulheres) por meio de um questionário contendo perguntas sobre: características gerais, presença de doenças e fatores de risco autorreferidos e nível de prática de atividade física de lazer. Além disso, os idosos se submeteram às medidas de peso e altura, para o cálculo de índice de massa corporal (IMC). Os dados estão apresentados de forma descritiva. Em relação a prática de atividade física, 70,6% foram classificados como inativos (0 min/semana), 19,6% como insuficientemente ativos (1-149 min/semana) e 9,8% como ativos (≥150 min/semana). Em relação ao IMC, 57,2% foram considerados sobrepesados (≥27 kg/m²). Além disso, 68,6% e 32,5% autorrelataram presença de hipertensão arterial e diabetes, respectivamente, e 9,3% são fumantes. Os resultados apontaram baixo nível de prática de atividade física e uma presença de fatores de risco importantes, como hipertensão arterial, diabetes e sobrepeso. Esses dados demostram a importância do fortalecimento do serviço de saúde público na cidade e a necessidade de ampliação dos projetos educativos e de intervenção com o objetivo de estimular o aumento do nível de prática de atividade física para a população.
1978 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA NÍVEL FUNCIONAL E DE ATIVIDADE FÍSICA EM IDOSOS COMUNITÁRIOS E SUA RELAÇÃO COMO A ESCOLARIDADE, RENDA MENSAL E O MEDO DE CAIR Bárbara Patrícia Santana Silva;Ana Paula Santos; Atividade Física. Equilíbrio. Idosos Envelhecimento saudável pode ser definido como o processo de desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional que permite o bem-estar na idade avançada. Um dos instrumentos que avalia o nível funcional e de atividade física em idosos é o Perfil de Atividade Humana. O objetivo deste estudo foi verificar o nível de atividade física e funcional de idosos comunitários e correlacioná-lo com a escolaridade, renda mensal e o medo de cair. Trata-se de um estudo do tipo observacional com delineamento transversal. O Perfil de Atividade Humana e um questionário sociodemográfico foram aplicados em idosos comunitários dos municípios de Montes Claros e Diamantina (MG). Foi realizada estatística descritiva composta de medidas de frequência, de tendência central e variabilidade e inferencial – correlação de Pearson (p˂0,05) – através do programa SigmaStat 3.1. Este estudo foi aprovado pelo comitê de ética local (protocolo CAAE: 16828619.0.0000.5108). Noventa e nove idosos foram avaliados, sendo 60 mulheres. A média de idade foi de 70 + 8 anos, a maioria (79%) possui renda mensal de um a dois salários mínimos, o tempo médio de escolaridade foi de 6,6 + 4,7 anos e 52% apresentavam medo de cair. Os idosos considerados ativos foram 32%, moderadamente ativos 52 % e debilitados 16 %. Houve correlações fracas entre o nível funcional e de atividade física e a escolaridade, renda e medo de cair (r = 0,335 p = 0,001; r = 0,200 p = 0,04; r = 0,361 p = 0,001, respectivamente). A maioria dos idosos comunitários avaliados foram moderadamente ativos e apesar da correlação fraca, na amostra estudada, os que possuíam maior escolaridade, renda e não tinham o medo de cair apresentaram maior nível funcional e de atividade física.
1979 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA O EXERCÍCIO FÍSICO AUMENTA AS INFECÇÕES DO TRATO RESPIRATÓRIO SUPERIOR? João Guilhermo Rios Pimenta Fernandes;Cândido Celso Coimbra; Sistema Respiratório. Treinamento Físico. Sistema Imunológico. Infecções do trato respiratório superior (ITRS) são condições frequentes em atletas de todos os níveis, mas os tipos de exercícios que oferecem um maior risco de IRTS ainda permanecem em debate na literatura. Este trabalho teve o objetivo de analisar os efeitos de diferentes tipos de exercício na produção da imunoglobulina A (IgA) e imunoglobulina G (IgG). Com o propósito de elucidar esse problema, utilizamos como metodologia de pesquisa o sistema PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis), ferramenta utilizada para conduzir revisões sistemáticas e metanálises. Para realizar a coleta de dados foram pesquisadas as bases de dados Pubmed, Web of Science e EMBASE em junho de 2020. Foram usadas como palavras-chaves: Respiratory tract, Infection, Immune system, Exercise, Physical training, Sport, Exertion, Physical effort, Firefighters and Military. Foram encontrados 2509 artigos. Foram usados como critérios de exclusão: estudos de revisão, com animais, com crianças, estudos com sujeitos com alguma patologia associada. Após a exclusão de duplicatas (1419), exclusão após leitura dos títulos (516), leitura de resumo (385) e leitura de textos completos (146), foram usados 43 artigos no presente trabalho. O exercício físico agudo aumentou IgA em sujeitos fisicamente treinados (Tamanho de Efeito: TE: 0,68; 95% CI: 0,34 - 1,02), esse efeito foi maior em atletas submetidos a uma prova de ultramaratona (TE: 1,60; 95% CI: 0,20 - 3,01). Porém, atletas submetidos a provas de triathlon não apresentaram aumento de IgA (TE: 0,13; 95% CI: -0,06 - 0,33). Já o treinamento físico diminuiu os níveis de IgA (TE: -0,51; 95% CI: -0,95 - -0,07) e não modificou os níveis de IgG (TE: -0,31; 95% CI: -1,49 - 0,68). O presente estudo indica que após o exercício físico agudo, atletas estão mais susceptíveis à ITRS e que o treinamento crônico não modificou a proteção imunológica contra ITRS.
1980 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA POTENCIAL DOS EXERGAMES NA REDUÇÃO DE SINTOMAS DE DEPRESSÃO EM IDOSOS Elizabete de Oliveira Barbosa;Vinícius Dias Rodrigues;Renato Sobral Monteiro Junior; Exercício Físico. Idosos. Saúde Mental. A depressão é caracterizada por alterações no humor, afetando muitos idosos. A literatura tem mostrando a importância do exercício físico como tratamento não farmacológico para melhorar a saúde mental dessa população, mas poucos estudos têm investigado o efeito dos exergames sobre os sintomas depressivos. Objetivo: Analisar o efeito do treinamento com exergames comparado ao treinamento de força na redução dos sintomas de depressão em idosos não institucionalizados. Método : Participaram do nosso estudo 14 idosos, sendo 8 do grupo exergame (GEX) e 6 do grupo força (GF), com idade ≥60 anos. Os idosos foram submetidos à avaliação dos sintomas depressivos com a Escala Geriátrica de Depressão (GDS). Os treinamentos ocorreram duração de 30-45 min cada e 24 sessões, 2x por semana, com intensidade (moderada) controlada por meio da percepção subjetiva de esforço (moderada). O treinamento com exergame foi realizado com Nintendo Wii e a plataforma Wii Balance Board (Nintendo®, Kyoto, Japão), utilizando os jogos RowingSquat, Lunge, TableTilt, Sword Play Duel, Sword Play Showdown, Penguin Slide, Perfect 10 e Tilt City. No treinamento de força utilizou-se o remo agachamento, agachamento ântero-posterior, agachamento na cama elástica, puxada frontal na polia alta e adução de ombros com extensão de cotovelos na polia alta. O teste de Shapiro-Wilk foi utilizado para verificar a normalidade dos dados. O Teste t Independente e o teste U de Mann-Whitney para analisar a diferença entre os dados pós e pré-intervenções p ≤ 0,05. Em complemento, foi utilizado o tamanho do efeito (Cohen’s d). A interpretação dos valores de tamanho do efeito foi realizada de acordo com Hopkins: Trivial 0-0,19, Pequeno 0,2-0,59, moderado 0,6-1,1, Grande 1,2-1,9, muito grande 2-3,9, quase perfeito 4 e perfeito 4 Resultado: Os grupos eram homogêneos (Tabela 1) e apresentaram redução nos sintomas de depressão, porém sem diferença significativa(p>0,05). Entretanto, um tamanho do efeito muito grande de redução nos sintomas depressivos (-3,4) foi identificado no GEX em relação GF (Tabela 2). Conclusão: O treinamento com exergames tem maior potencial de reduzir os sintomas de depressão em idosos não institucionalizados do que o treinamento de força.
1981 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA REABILITAÇÃO CARDÍACA BASEADA EM EXERCÍCIO FÍSICO APÓS CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA. O QUE É MAIS IMPORTANTE: O TIPO OU O TEMPO DE TREINAMENTO? UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE Mateus da Costa Monteiro;Cândido Celso Coimbra; Treinamento. Reabilitação. Cirurgia Cardíaca. A Síndrome Coronariana Aguda é a maior causa de morbimortalidade no mundo. A cirurgia de revascularização do miocárdio (CRVM) é o principal método invasivo para o tratamento desta condição. Desta forma, esta revisão sistemática e metanálise teve por objetivo analisar os efeitos da reabilitação cardíaca baseada em exercício físico (RC) após a CRVM no desempenho físico. Para isto, a pesquisa bibliográfica foi realizada de acordo com as diretrizes do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis). A pesquisa foi realizada nas seguintes bases de dados: PubMed, Web of Science, MEDLINE e ProQuest utilizando combinações dos seguintes descritores: myocardial revascularization, exercise, exercise-based rehabilitation, exercise-based cardiac rehabilitation, cardiac rehabilitation, physical training, physical exercise, exercise rehabilitation, physical activity and cardiorespiratory fitness. Após o processo de seleção, foram incluídos 15 estudos na revisão sistemática. Na metanálise, foram incluídos 11 estudos (39 trials e 3865 indivíduos). Estes estudos foram agrupados para análise de acordo com o tipo de treinamento: combinado, aeróbio e treinamento intervalo de alta intensidade; e com a duração do treinamento: menor que 8 semanas e entre 8-12 semanas. Foi demonstrado que a RC aumentou significativamente o desempenho físico após a CRVM, com tamanho de efeito moderado (0,75; IC 95%: 0,62-0,88; p < 0,05). O treinamento combinado foi o tipo de treinamento que apresentou maior tamanho de efeito (1,04; IC 95%: 0,70-1,38; p < 0,05). Assim como o treinamento com duração de 8-12 semanas (1,20; IC 95%: 0,87-1,53; p < 0,05). Os resultados desta revisão sistemática e metanálise indicam que a RC aumenta o desempenho físico após CRVM. Recomenda-se que a prescrição da RC para estes pacientes enfatize o treinamento combinado com duração de 8-12 semanas, que foram mais efetivos em aumentar o desempenho físico.
1982 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PROJETO DE EXTENSÃO “ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE CARDIOMETABÓLICA” - CAMINHADA ORIENTADA E NÃO SUPERVISIONADA Andressa Oliveira Silva Pimenta;; Lívia Vilela Barros;Marina Ferreira de Lima;Pedro Ian Barbalho Gualberto;Diego Alves dos Santos;Andréia Cristiane Carrenho Queiroz; Doenças Cardiovasculares. Exercício Físico. Envelhecimento. O processo de envelhecimento, de forma concomitante ao comportamento sedentário, pode resultar em um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiometabólicas. É consenso na literatura que a prática de atividade física influencia positivamente na saúde da população. O Projeto de Extensão “Atividade física e Saúde cardiometabólica” tem como objetivo estimular que adultos e idosos aumentem o nível de prática de atividade física, por meio da prática de caminhada de forma orientada e autônoma. Em relação à sua metodologia, o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFJF e é desenvolvido duas vezes por semana, em uma praça pública da cidade de Governador Valadares-MG. Os indivíduos adultos e idosos são recebidos, avaliados e orientador por alunos de graduação e pós-graduação dos cursos de Educação Física, Medicina, Nutrição e Fisioterapia. As atividades do projeto são divididas em quatro etapas, sendo: 01) avaliação de saúde e da aptidão física para verificação de riscos e restrições; 02) caminhada orientada de 20 minutos com monitoramento da frequência cardíaca (FC) a cada 05 minutos por meio de um cardiofrequencímetro, com base na FC de treino calculada de forma individualizada; 03) caminhada orientada de 20 minutos com monitoramento da FC a cada 05 minutos pelo próprio indivíduo através da artéria radial; 04) caminhada de forma não supervisionada que pode ser realizada no mesmo local ou no local de escolha do indivíduo. Em relação aos seus resultados, até o momento mais de 250 indivíduos foram beneficiados pelas atividades deste projeto, e seus benefícios incluem o incentivo a realização de atividades físicas em locais públicos, de forma orientada e não supervisionada, com a possibilidade de controle da intensidade através da medida da FC. Ao longo dos anos, espera-se que essas ações proporcionem o aumento do nível de prática de atividade física e, consequentemente, a melhora da saúde cardiometabólica da população de Governador Valadares-MG.
1983 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA AULAS DE ALONGAMENTO PARA FREQUENTADORES DE PRAÇAS PÚBLICAS - PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA Yara de Oliveira Cândido Silva;Andressa Oliveira Silva Pimenta;Lívia Vilela Barros;Marina Ferreira de Lima;Pedro Ian Barbalho Gualberto;Diego Alves dos Santos;Andréia Cristiane Carrenho Queiroz; Doenças Cardiovasculares. Exercício Físico. Envelhecimento A baixa mobilidade articular, as lesões musculares e o déficit de produtividade nas tarefas cotidianas são resultados provenientes da ausência da prática de exercícios de alongamento. Além disso, sabe-se que essas alterações podem ser agravadas também pelo processo de envelhecimento. Este projeto de extensão tem como objetivo orientar a população adulta e idosa sobre a importância da prática de alongamento para a manutenção e melhoria da saúde. Em relação à sua metodologia, o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFJF e ocorre 2 vezes por semana em uma praça pública da cidade de Governador Valadares. São ministradas até 4 aulas de alongamento por dia, com tempo médio de 40 minutos em cada aula. Os exercícios de alongamento são realizados tanto para o tronco, como para os membros superiores e inferiores, respeitando a individualidade e limitação dos participantes. As aulas de alongamento são ministradas por alunos de graduação e pós-graduação, sob supervisão da professora coordenadora do projeto. As aulas são realizadas em local coberto, com presença de ventiladores e os indivíduos são posicionados sob um tatame macio, com capacidade para até 12 participantes simultaneamente. Além das aulas práticas, os indivíduos recebem um folheto educativo com fotos e descrição de exercícios de alongamentos básicos, para que eles possam continuar a praticar de forma correta independente da presença do monitor. Em relação aos resultados, até o momento foram atendidos 1.119 indivíduos durante as aulas práticas de alongamento. Os benefícios do projeto incluem o incentivo a prática de alongamentos visando a redução de dores e riscos de lesões musculares/articulares, melhora da saúde, bem-estar e produtividade nas tarefas cotidianas. Além disso, o projeto auxilia na formação dos estudantes de graduação e pós-graduação, fortalecendo aspectos de interprofissionalidade e de promoção da saúde da população.
1984 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITO DO TREINAMENTO COM EXERGAMES NA FUNÇÃO COGNITIVA DE IDOSOS NÃO INSTITUCIONALIZADOS Elizabete de Oliveira Barbosa;Osmano Tavares de Souza;Vinícius Dias Rodrigues;Renato Sobral Monteiro Junior; Exercício Físico. Idosos. Saúde Mental. Introdução: As funções cognitivas reduzem conforme à idade. Estudos vêm mostrando a importância da estimulação cognitiva por meio do treinamento com exergame (dupla tarefa), para a prevenção e redução do declínio cognitivo. Objetivo: Analisar o efeito do treinamento com exergames nas funções cognitivas de idosos não institucionalizados e comparar ao treinamento de força. Método: Participaram do nosso estudo 14 idosos, sendo 8 do grupo exergame (GEX) e 6 do grupo força (GF), com idade ≥60 anos. Os idosos foram submetidos aos seguintes testes cognitivos, pré e pós-intervenções: Mini Exame do Estado Mental (MEEM), Fluência verbal (FV), TrailMakingTest (TMT A). Os treinamentos ocorreram em 24 sessões, com duração de 30-45 min, duas vezes por semana, com intensidade controlada por meio da percepção subjetiva de esforço (entre 05 e 06 pontos). O treinamento com exergame foi realizado com um Nintendo Wii e a plataforma Wii Balance Board (Nintendo®, Kyoto, Japão), utilizando os jogos Rowing Squat, Lunge, TableTilt, Sword Play Duel, Sword Play Showdown, Penguin Slide, Perfect 10 e Tilt City. No treinamento de força utilizou-se o remo agachamento, agachamento ântero-posterior, agachamento na cama elástica, puxada frontal na polia alta e adução de ombros com extensão de cotovelos. O teste de Shapiro-Wilk foi utilizado para verificar a normalidade dos dados. O Teste t Independente e o teste U de Mann-Whitney foram utilizados para analisar a diferença entre os dados pós e pré-intervenções, adotando-se um p ≤ 0,05. Em complemento, o tamanho do efeito (Cohen’s d). Resultados: Não houve diferença significativa entre os grupos no desfecho investigado (p>0,05). Entretanto, o tamanho do efeito moderado (d=-1,17) de redução no tempo de execução do TMT A foi identificado no GEX em relação ao GF, assim como um efeito pequeno (d=0,34) no MEEM e trivial (d=-0,01) na FV. Conclusão: O treinamento com exergame pode melhorar clinicamente as funções cognitivas de idosos não institucionalizados.
1985 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA SAÚDE E MOBILIDADE: A UTILIZAÇÃO DA BICICLE Camille Contreras Martins Monteiro da Costa Mesquita;Nara Rejane Cruz de Oliveira; Bicicleta. Mobilidade urbana. Bem-estar e Saúde. Cicloativismo É intuitivo pensar na bicicleta a partir da leitura dos objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. As palavras sustentabilidade, resiliência e acessibilidade financeira quando somadas à “transporte” evidentemente compõem um caminho a ser traçado no sentido das políticas públicas cicloviárias. Mais um dos 17 objetivos apontados no documento da Agenda 2030 desenvolvida pela ONU é compatível com nosso objeto de estudo, uma vez que o objetivo 3 versa sobre bem-estar, vida saudável e prevenção de doenças. Itens que vão ao encontro das consequências da utilização de um modo de transporte ativo como a bicicleta. É visível a correlação entre saúde, bem-estar, políticas públicas e a utilização da bicicleta, seja como lazer ou como transporte urbano. A bicicleta é enquadrada enquanto transporte ativo e atividade física espontânea. Entretanto, há um baixo quantitativo de publicações dessa temática em periódicos indexados e compreendemos que isso é um indicador relevante das demandas científicas na atualidade. O objetivo de pesquisa é identificar os determinantes e os padrões de utilização da bicicleta entre a população que a utiliza como meio de transporte, associando às políticas de saúde e mobilidade nas cidades de Santos e São Paulo. Propõe-se uma pesquisa de abordagem mista (quantiqualitativa), realizando entrevistas semiestruturadas e questionários validados com todos os voluntários.Palavras-chave: Bicicleta. Mobilidade urbana. Bem-estar e Saúde. Cicloativismo
1986 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA COMISSÃO ORGANIZADORA Ester Liberato Pereira; ANAIS
1987 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA CADÊ OS JOGOS OLÍMPICOS NOS CURRÍCULOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA? Igor Maciel da Silva;Renata Martins;Rodrigo Soares Lima; Jogos Olímpicos. Educação Física. Currículos. Esta pesquisa se trata de uma investigação preliminar cujo objetivo é averiguar em quais Universidades Federais (UF) de Minas Gerais (MG) o conteúdo Jogos Olímpicos (JO) ou nomes congêneres é presente nas propostas curriculares dos cursos de Educação Física (EF). O estudo se justifica devido a percepção de que esse é um objeto tão importante quanto aos outros na formação das pessoas que cursam a graduação em EF independente da modalidade, mas que aparenta não ser privilegiado, quando sim, é tratado como subtema nos planejamentos de outras disciplinas. O recorte da pesquisa foi feito tendo as UF de MG como ponto de partida, pois esse é o Estado brasileiro com o maior número de instituições do tipo e o do Sudeste que abriga mais UF. Não se levou em conta os campuses, apenas a instituição. Das dezenove UF dessa região, onze estão situadas em MG, nomeadamente: UNIFALi , UNIFEIii, UFJFiii, UFLAiv, UFMGv , UFOPvi, UFSJvii, UFUviii , UFVix, UFTMx e UFVJMxi. A metodologia se baseou na consulta on-line da estrutura curricular dos cursos. A pesquisa aponta previamente três considerações: 1) Das onze UF localizadas em MG apenas duas não oferecem o curso de EF, são elas, UNIFAL e UNIFEI. 2) Apenas e UFLA e a UFJF ofertam disciplinas que se relacionam aos JO, sendo que na primeira é oferecida de modo obrigatório a disciplina de ‘Educação Olímpica’, e na segunda é ofertado de modo eletivo o conteúdo ‘Estudos Olímpicos e Pesquisa Social’. 3) Tanto na ementa da UFLA quanto na da UFJF os Jogos Paralímpicos não são citados dentro das propostas de ensino dos Jogos Olímpicos.
1988 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA COMPOSIÇÃO DE UMA TEIA EQUESTRE: A EQUITAÇÃO EM MONTES CLAROS/MG Guilherme Carvalho Vieira;Ester Liberato Pereira; Equitação. História. Equoterapia Este estudo explora as figurações e circuitos de interdependência da equitação nortemineira. A equitação, segundo o Atlas do Esporte no Brasil, compreende as práticas do hipismo clássico, hipismo rural, equitação terapêutica e de lazer. Trata-se, assim, de práticas equestres com características do meio rural e urbano, justamente na perspectiva em que se insere esse estudo. O objetivo é analisar uma configuração da equitação no contexto de seu desenvolvimento, entre os anos de 2000 a 2020, na cidade de Montes Claros, no norte do Estado de Minas Gerais. Este estudo foi realizado por meio de pesquisa documental em fontes impressas e digitais. Tais fontes foram submetidas a uma análise documental. O estudo analisa a configuração das práticas a partir dos pressupostos teóricos de Norbert Elias e do campo de estudos da História do Tempo Presente. Diante deste cenário da equitação em Montes Claros, é possível notar-se que a cidade se apropria das quatro vertentes da equitação. No que tange à equitação terapêutica, passa a contar com dois centros de Equoterapia; apresenta espaços para uma equitação de lazer, em seu território rural, com a propagação de diversas cavalgadas; além destas, conta com competições de Team Penning como uma equitação rural, realizadas em eventos de agronegócio no perímetro urbano do município. No hipismo clássico, a cidade é destaque com um atleta ao nível mundial, apesar do mesmo não ter iniciado a prática específica em Montes Claros. Diante do contexto histórico, cultural e econômico da cidade nortemineira, na região considerada como parte o sertão, percebe-se que as práticas corporais ligadas à equitação estão voltadas para um contexto predominantemente rural, com destaque para as cavalgadas. Porém, há uma rede interligada entre as diversas práticas, tendo a Sociedade Rural de Montes Claros como precursora. Entretanto, as cavalgadas apresentam-se fora dessa rede, tendo suas origens em determinadas regiões e contextos particulares.
1989 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA CORRELAÇÃO DA INSATISFAÇÃO CORPORAL E O COMER INTUITIVO EM JOVENS UNIVERSITÁRIAS PRATICANTES DE EXERCÍCIO FÍSICO Thainá Richelli Oliveira Resende;Maurício Almeida;Priscila Figueiredo Campos;Pedro Henrique Berbert de Carvalho; Atividade Física. Imagem corporal. Acadêmicos. A insatisfação corporal é representada por sentimentos e pensamentos negativos em relação ao próprio corpo. É considerada um fator de risco para o comer transtornado, podendo se tornar problema de saúde pública, principalmente em mulheres praticantes de exercício físico. O comer intuitivo é uma forma de ser relacionar funcionalmente com a alimentação e tem o potencial de moderar a imagem corporal, embora essa relação seja desconhecida em praticantes de exercício físico. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a correlação entre a insatisfação corporal e o comer intuitivo em jovens universitárias praticantes de exercício físico. Participaram 32 mulheres fisicamente ativas, matriculadas na Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares, que responderam uma questão sobre a prática de exercícios físicos e dois instrumentos validados, o Body Shape Questionnaire-8 (insatisfação corporal) e a Intuitive Eating Scale-2 (comer intuitivo). Realizou-se análise descritiva dos dados, seguida de teste de correlação de Spearman para averiguar a correlação entre insatisfação corporal e comer intuitivo, utilizando-se o software SPSS v. 21.0 e adotando nível de significância de 5%. Os resultados demonstram que os exercícios físicos praticados foram a musculação (40,6%), corrida/caminhada (12,5%), Crossfit® (21,9%), esportes coletivos (18,8%) e dança (6,2%). Verificou-se uma correlação inversa entre a insatisfação corporal e o comer intuitivo (r = - 0,48; p < 0,05) na população estudada, indicando que quanto mais insatisfeitas as mulheres fisicamente ativas estão, menos comedoras intuitivas elas são. Destaca-se a importância de promover práticas que incentivam a maior aceitação do corpo e do comer intuitivo em praticantes de atividades físicas, impedindo que futuros problemas de saúde possam acontecer.
1990 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA AVALIAÇÃO TÉCNICA À MULTIDISCIPLINAR DA MODALIDADE SKATE NA ESCOLA DE AVENTURAS Letícia Emanoelle de Freitas;William Fernando Garcia;Giuliano Gomes de Assis Pimentel; Skate. Esportes de Aventura. Escolares. Pimentel E-mail: lefreitasx@gmail.com Financiamento: PIBIS Fundação Araucária-Paraná O projeto escola de aventuras é uma atividade de extensão da Universidade Estadual de Maringá, que trabalha com as crianças matriculadas no Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP), com faixa etária entre 6 e 10 anos. O objetivo desta parte do projeto foi descrever o trajeto de desenvolvimento da avaliação do deslocamento na modalidade skate, desde a perspectiva técnica até a multidisciplinar. O projeto é desenvolvido em uma aula semanal, no horário de Matemática, e oferece a prática de 5 modalidades, sendo elas: escalada, orientação, parkour, skate e slackline. Por meio de aprendizagem cruzada entre Educação Física e Matemática, esses conhecimentos são articulados em situações-problema. Para tanto, a cada aula, aplicamos uma tarefa junto aos alunos em que o conhecimento da cultura corporal e o lógico-matemático se cruzam na aprendizagem baseada em problemas. Para ilustrar essa prática, citamos a aula de identificação do volume de líquidos. Traçamos um percurso com giz branco no chão do pátio e os alunos deveriam percorrer com o skate executando as técnicas e simultaneamente recolher os copos descartáveis contendo diferentes medidas (ml) que encontravam no caminho. Após cumprir o trajeto e recolher os copos, cada aluno fez a somatória das unidades de copos recolhidos e também da medida em ml de cada um. Por fim, a mediação do professor atua no sentido de induzir o processo de síntese, por meio de questionamentos. Como principais achados desta intervenção, entendemos que os alunos articulam os conceitos científicos com a fruição no semovimentar, sendo capazes de entrar em mais momentos superiores de zona de desenvolvimento proximal. Concluímos que esse modelo multidisciplinar de avaliação capta a dinâmica abstração ao concreto, aproximando mais os conceitos do cotidiano lúdicos dos aprendizes.
1991 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA FATORES MOTIVACIONAIS DE UM ATLETA DA NATAÇÃO COM DEFICIÊNCIA VISUAL Renata Dexheimer;Tamiris Cardoso;Marília Martins;Tânia Lúcia Werner; Esportes Aquáticos. Necessidade virtuais. Desempenho. Este trabalho buscou investigar quais seriam os fatores motivacionais de um esportista com deficiência visual para a prática da natação. Foi utilizada uma pesquisa qualitativa através de entrevista realizada com um aluno do Instituto Benjamin Constant, 32 anos, sexo masculino, nadador com deficiência visual. O instrumento de coleta de dados contou com as seguintes perguntas: 1. Você teve algum contato com outros esportes antes da natação? O que fez você escolher a natação? 2. Quais foram as primeiras dificuldades encontradas ao iniciar a natação? 3. Quais são as maiores dificuldades em relação a acessibilidade para chegar ao local de treino? 4. Como é feita a preparação física fora d’água? Existe algum cuidado específico com o corpo e a saúde? 5. Qual critério a instituição utilizou para incluir você nas aulas/treinos? 6. Como foi sua adaptação aos treinos? E em relação aos profissionais da instituição que o(a) acompanham? 7. Você tem algum tipo de acompanhamento médico, nutricional e psicológico voltado para o esporte? 8. O que faz você continuar nadando? Em análise das respostas concluiu-se que, apesar das grandes dificuldades estruturais, como transporte e acessibilidade ao local, e dificuldades adaptativas ao esporte, a confiança nos professores e o apoio dos demais profissionais que compõem a equipe de acompanhamento (médicos, nutricionistas e psicólogos) são determinantes na motivação do desportista em questão. Sensação de liberdade, de independência e ciência de estar praticando um esporte completo, que trabalha o corpo e a mente, são apontadas pelo mesmo como fortes fatores que o incentivam a continuar praticando a natação.
1992 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA INSATISFAÇÃO CORPORAL EM JOVENS UNIVERSITÁRIOS: UMA ANÁLISE EM HOMENS FISICAMENTE ATIVOS E INSUFICIENTEMENTE ATIVOS Maurício Almeida;Thainá Richelli Oliveira Resende;Priscila Figueiredo Campos;Pedro Henrique Berbert de Carvalho; Imagem corporal. Atividade Física. Jovens. A insatisfação corporal pode ser definida pelos sentimentos negativos que os indivíduos têm sobre o próprio corpo. Em homens, destaca-se a insatisfação em relação aos ombros, peitorais e braços, principalmente em relação à aquisição de um corpo musculoso e definido. A insatisfação corporal em homens é um dos principais fatores mediadores para o desenvolvimento dos transtornos alimentares e da dismorfia muscular. O objetivo do presente estudo foi descrever o nível de insatisfação corporal em adultos universitários, comparando os escores de homens fisicamente ativos e insuficientemente ativos. Trata-se de uma pesquisa quantitativa e corte transversal conduzida com 455 estudantes universitários (Midade = 21,94, DP = 3,58 anos) que responderam a um instrumento de medida de insatisfação corporal, a Male Body Attitudes Scale-Revised (MBAS-R). A prática de atividade física semanal foi avaliada em minutos, sendo considerados fisicamente ativos aqueles que reportaram prática superior a 150 minutos. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Juiz de Fora (parecer n° 2.138.995). Realizou-se análise descritiva dos dados, seguida de teste de comparação entre os grupos (fisicamente ativos versus insuficientemente ativos) pelo teste t de Student para amostras independentes. Utilizou-se o software SPSS v. 21.0 adotando nível de significância de 5%. Indivíduos fisicamente ativos (M = 36,46, DP = 10,28) e insuficientemente ativos (M = 37,43, DP = 9,88) não apresentaram diferenças significantes em relação aos escores da MBAS-R (t[453] = -0,983; p = 0,32). É possível concluir que homens universitários, independentemente da prática de atividade física, apresentam sintomas de insatisfação corporal. Nesse sentido, novas pesquisas são necessárias para compreender se a modalidade de exercício praticada pode influenciar o aumento/redução da insatisfação corporal nesse grupo.
1993 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MUSEU BRASILEIRO DO FUTEBOL: FORMAÇÃO HUMANA E PROFISSIONAL A PARTIR DE AÇÕES DIDÁTICAS E EDUCATIVAS Anderton Taynan Rocha Fonseca; Futebol. Esporte coletivo. Museu. Aberto ao público em 2013, o Museu Brasileiro do Futebol (MBF) apresenta-se como uma opção de lazer em Belo Horizonte. Sediado no Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), o MBF possui a potencialidade, a partir do seu acervo, de proporcionar diversas experiências de aprendizado ao expor, pesquisar e preservar artefatos do futebol brasileiro. A equipe de educadores do MBF explora as múltiplas facetas da exposição e do estádio Mineirão de forma lúdica, crítica e criativa, podendo propiciar ao público visitante uma compreensão do futebol em seu contexto social, cultural e político. A partir de exposições interdisciplinares e interativas estimula-se a reflexão em torno da cultura do futebol, transcendendo a esfera meramente esportiva, realizando uma leitura ampla desse fenômeno sociocultural (ABDO; AUGUSTO, p.145). Esse trabalho trata-se de um relato de experiência de um professor de Educação Física que realizou Estágio Extracurricular, no período de 2 anos no respectivo museu. A partir de mediações em visitas, planejamento e desenvolvimento de atividades e projetos educativos foram exploradas diversas temáticas a respeito do futebol, tais como: “História do futebol em Minas Gerais”, “Futebol e machismo”, “Futebol e homofobia”, “A presença feminina no futebol”, “Futebol e profissão”, entre outros. A experiência de Estágio no MBF pode proporcionar uma valiosa formação humana e profissional. Compreende-se o museu como um espaço de lazer e a sua grande potencialidade de compartilhamento de conhecimentos. Nesse sentido, entende-se o lazer como um fenômeno que pode aguçar as sensibilidades e estimular as pessoas a pensar de maneira crítica e emancipatória.
1994 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA O RURALZÃO DE MONTES CLAROS/MG: FUTEBOL, LAZER E SOCIABILIDADE EM CAMPO Mailton Nascimento Oliveira;Maylson Nascimento Oliveira;Georgino Jorge de Souza Neto; Zona Rural. Lazer. Esporte coletivo O futebol, esporte que rapidamente popularizou-se a ponto de tornar-se símbolo de identidade nacional, com o passar dos anos, vem ganhando destaque também nos meios acadêmicos. No entanto, quando o assunto é o futebol amador, mais notadamente o futebol rural, percebe-se um objeto de menor atenção acadêmica, não recebendo o devido destaque em estudos sociais e humanos, muito em função do seu distanciamento em relação ao futebol espetacularizado (profissional). Contudo, o futebol rural atrai muitos praticantes e espectadores. Nesta direção, o presente estudo tem, como objetivo, identificar a construção da rede de sociabilidade formada a partir da prática de lazer do futebol rural na cidade de Montes Claros/MG. Esta investigação caracteriza-se como uma investigação qualitativa de caráter exploratório, realizado através de uma pesquisa de campo, além de entrevistas. Na análise dos dados, buscaremos estabelecer conexões entre o discurso e o objeto. Procuramos analisar, neste primeiro momento, as práticas do campo a partir da observação participante realizada, além da entrevista com o coordenador do evento. Foi possível perceber que o futebol rural vem perdendo força no que diz respeito à quantidade de sujeitos envolvidos, muito em função da saída de moradores das comunidades rurais em busca de emprego ou estudo nas cidades. Mesmo assim, constatamos que a força cultural do futebol se mantém ao longo dos anos, ainda que distante do lado espetacularizado do esporte, pois notamos um grande número de pessoas no entorno do campo, que a todo momento mostravam-se mobilizadas/engajadas com as partidas, em meio às brincadeiras, aos gritos e gestos de incentivos. Consideramos, assim, que o futebol age como um meio particular e potente de construção de uma dada sociabilidade, tecida a partir do envolvimento das comunidades e seus sujeitos com os desdobramentos vinculados à esta prática esportiva.
1995 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE, LAZER, SAÚDE E LEGADOS DOS MEGAEVENTOS ESPORTIVOS Camille Contreras Martins Monteiro da Costa Mesquita;Nara Rejane Cruz de Oliveira; O termo megaevento esportivo designa competições esportivas internacionais de ampla escala cultural e que possuem potencial de impacto em inúmeros espaços, enquanto os legados podem ser definidos como os impactos causados pela realização destes eventos, sendo positivos ou negativos. O objetivo geral do estudo é mapear e analisar os legados dos megaeventos esportivos e sua relação com as políticas públicas de esporte e lazer no âmbito nacional. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, realizada com levantamento em bases de dados. Foi elaborada estratégia de busca utilizando descritores como “política pública”, “olimpíadas” e “copa do mundo”. Foram também analisados documentos oficiais de planejamento dos megaeventos, como o Caderno de Legados. O levantamento realizado nas bases de dados identificou 31 artigos que compreendem o tema em questão e o mapeamento dos documentos oficiais resultou em 44 inclusos. Os trabalhos analisados reconhecem que o termo “legado” é plural de tal forma que impossibilita o estabelecimento de maniqueísmos, julgando o que deu certo ou errado. Entretanto, para os autores analisados faltou participação ativa da sociedade civil, assim como aproximação à Educação Física, bem como a revitalização e um olhar voltado às partes periféricas da cidade. Constatou-se que os custos financeiros de megaeventos são pequenos se comparados com o PIB de uma grande nação, fazendo com que os Jogos Olímpicos e Copas do Mundo representem bom custo oportunidade, porém isso não se concretiza na prática. Reconhece-se que há um desafio no equilíbrio de forçaspúblicas, privadas, corporativas e terceiro setor - que se manifesta no não desenvolvimento de políticas abrangentes e contínuas, mesmo que no “discurso de legados” seja colocada tal intenção.
1996 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA LEI DE INCENTIVO AO ESPORTE: AS INCONGRUÊNCIAS ENTRE SUA CONCEPÇÃO E SUA APLICAÇÃO Sabrina de Lima Vitório;Leandro Carlos Mazzei; O artigo 217 da Seção do Desporto da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 prescreve que “é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais, como direito de cada um” (BRASIL, 1988). Assim, foram desenvolvidas ao longo dos anos, pelo menos aos posteriores à publicação da Constituição atual, diversas ações de fortalecimento e fomento relacionadas ás Políticas de Esporte no Brasil. Com destaques para a aprovação da Lei Geral do Desporto, Lei 9.6015/98 ( BRASIL , 1998), que instituiu normas gerais sobre o desporto; a aprovação da Lei n. 10.264⁄2001, a Lei Agnelo/Piva (BRASIL 2001), relacionada ao financiamento do esporte nacional; a criação de um Ministério exclusivo para o Esporte em 2003; a criação da Lei nº 10.891 de 2004 que instituiu o programa “Bolsa Atleta” em nível nacional (BRASIL 2004) e a criação da Lei 11.438 de 2006, conhecida como Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) (BRASIL 2006). BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ConstituicaoCompilado.htm. Acesso em: 10 jul. 2020. BRASIL. Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998. Institui normas gerais sobre desporto e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9615consol.htm. Acesso em: 10 jul. 2020. BRASIL. Lei 10.264, de 16 de julho de 2001. Acrescenta inciso e parágrafos ao art. 56 da Lei no 9.615, de 24 de março de 1998, que institui normas gerais sobre desporto. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10264.htm. Acesso em: 10 jul. 2020. BRASIL. Lei nº 11.438, de 29 de dezembro de 2006. Dispõe sobre incentivos e benefícios para fomentar as atividades de caráter desportivo e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 29 dez. 2006. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11438.htm. Acesso em: 10 jul. 2020. BRASIL. Decreto nº 6.180, de 03 de agosto de 2007. Regulamenta a Lei nº 438, de 29 de dezembro de 2006, que trata dos incentivos e benefícios para fomentar as atividades de caráter desportivo. Diário Oficial da União, Brasília, DF, ago. 2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007- /2007/Decreto/D6180.htm. Acesso em: 10.jul. 2020. BRASIL. Portaria n° 115, de 3 de abril de 2018. Regulamenta o procedimento de verificação, pelo Ministério do Esporte, do cumprimento das exigências previstas nos art. 18, art.18-A, art. 22, art. 23 e art. 24 da Lei no 9.615, de 24 de março de 1998, e do art. 19 do Decreto no 7.984, de 8 de abril de 2013. Acesso em: 10.jul. 2020. CAMARA DOS DEPUTADOS. Palácio do Congresso Nacional. Projeto de Lei -2003. https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=1223 Acesso em: 10 jul. 2020. CAVAZZONI, P.B. & BASTOS, F.C. (2010). Lei de Incentivo ao Esporte: aplicação nas manifestações do esporte e captação de recursos. Lecturas Educación Física y Deportes. Buenos Aires. 15(146). Disponível em: http://www.efedeportes.com/efd146/lei-de-incentivo-ao-esporte-captacao-derecursos.htm. Acesso em: 10 jul. 2020. CERTO, S. C.; PETER, J. P. Administração estratégica. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005. ESCOLA NACIONAL DE FORMÇÃO PARTIDO DOS TRABALHADORES. Programa de Governo – Lula, 2007-2010. Disponível em: http://www.enfpt.org.br/acervo/documentos-do-pt/outros-documentos/programa-degoverno-20072010.pdf. Acesso em: 10 jul. 2020. MAZZEI, L.C., YAMAMOTO, P.Y., CURY, R.L., BASTOS, F.C. Possíveis legados de Eventos Esportivos Internacionais: o caso dos patrocínios no esporte Olímpico brasileiro. Lecturas Educación Física y Deportes. Buenos Aires, Año 19, Nº 195, agosto de 2014. Disponível em: http://www.efdeportes.com. Acesso em: 10 jul. MENDES, G. F.; BRANCO, P. G. Curso de direito constitucional. 10. Ed. São Paulo: Saraiva, 2015. SILVA, D. S. BORGES, C. N. F.; AMARAL, S. C. F. Gestão das políticas públicas do Ministério do Esporte do Brasil. São Paulo, Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, 29(1):65-79, Jan-Mar, 2015. VITÓRIO, MAZZEI. O processo de certificação de entidades e as dificuldades das instituições proponentes da lei de incentivo ao esporte. Anais Congresso Brasileiro de Gestão Esportiva. 2019.
1997 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA ANÁLISE CINESIOLÓGICA DA REMADA NO SKATE À AVALIAÇÃO TÉCNICA DA MODALIDADE NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Juliana Dias Breves;Pedro Paulo Deprá;Giuliano Gomes de Assis Pimentel; Educação Física Escolar. Técnica. Este estudo foi motivado pela carência de análises na Educação Física que caracterizem a técnica de movimentos básicos no kate. O objetivo geral foi descrever a cinesiologia da remada no skate e propor uma ficha de avaliação qualitativa do movimento. A fase da coleta de dados se iniciou com a filmagem das técnicas empregadas por 15 skatistas (10 Masc. e 5 Fem.) no movimento da remada. Após eliminação de estilos individuais, identificou-se o seguinte padrão de movimento: na “fase de preparação” - flexão do joelho de apoio; na “fase de impulsão” - inclinação do tronco, abdução dos ombros, flexão dos cotovelos, joelhos e tornozelos da remada e na “fase de deslize” - abdução dos ombros e flexão dos cotovelos. Os movimentos articulares identificados nos sujeitos permitiram construir uma ficha de avaliação. Esta ficha foi aplicada junto às crianças participantes de aulas de iniciação ao skate. A amostra foi composta de 11 alunos do 3º ano (5M/6F) e 4 do 4º ano (2M/2F). Em geral, as crianças do 4º ano apresentaram melhores resultados. Contudo, tanto para crianças do 3º quanto para as do 4º ano, houve ausência dos movimentos esperados para os itens 8 e 9. Para as crianças do 3º ano, resultados insatisfatórios também foram observados nos itens 4 e 7. Em virtude do número reduzido de crianças observadas, entende-se que mais aplicações serão necessárias para a consolidação da ficha como instrumento de avaliação, pois sua implementação demonstrou-se factível. Como conclusão, este estudo demonstrou que as análises biomecânicas e cinesiológicas podem ser utilizadas como ferramentas eficazes de análise do movimento para que possamos, enquanto profissionais, alcançar a realidade da Educação Física Escolar.
1998 renef v. 3 n. 3 (2020): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO III SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PREDOMÍNIO DE ONDA CEREBRAL (POC) EM CRIANÇA COM TDAH: UM ESTUDO DE CASO Nayara Christine Souza;Jéssica Reis Buratti;Viviane Ceccato Coelho;Eliane Assouf;José Irineu Gorla; Neurometria. Predomínio de Onda Cerebral. TDAH, Aprendizagem Os Transtornos do Neurodesenvolvimento entre eles o Transtornos do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é caracterizado por níveis prejudiciais de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade, essas características e dificuldades apresentadas por essas crianças podem afetar no processo de aprendizagem e rendimento escolar (BARRETO; MOREIRA, 2011). A Neurometria Funcional vem contribuir, ao se propor avaliar a funcionalidade do Sistema Nervoso Autonômico (SNA) nos diferentes âmbitos da vida do indivíduo, que se utiliza de técnicas, que evidencia a interação entre cérebro, corpo e comportamento (PEREIRA, 2019). O objetivo desse estudo foi analisar o efeito da técnica da Neurometria no predomínio de onda cerebral POC em uma criança com TDAH. Trata-se de um estudo do tipo estudo de caso, com uma criança do sexo masculino, idade cronológica de 12 anos, com TDAH, realizou anamnese e a técnica de neurometria, por meio dos protocolos de POC para avaliar o predomínio de onda cerebral. A análise do POC consiste em uma análise cognitiva, para avaliarmos as regiões cerebral e encontrarmos o pulso de onda cerebral predominante. Evidenciou que a criança apresentou pré intervenção um predomínio da onda cerebral de pulso médio (nível II) com características de baixa concentração, e pós intervenção neurométrica obteve melhoras do POC com pulso de nível rápido (nível II). Assim, partir da avaliação neurométrica, é possível reunir subsídios que contribuem com informações que irão colaborar com os responsáveis e professores para o desenvolvimento e aprendizagem da criança. Com a intervenção a criança apresentou aumento nos níveis de concentração e foco, bem como uma variação positiva do pulso predominante.
1999 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Educação Física escolar, transtornos e deficiências em tempo de Pandemia Bruno Lutianny Fagundes Monção;Cecídia Barreto Almeida;Dirce Efigência Lopes e Oliveira;Marúcia Carla DAfonseca Santos Borges; Pandemia; Didática; Transtorno do Espectro Autista; Deficiência Auditiva. Um grupo de professores pertencentes ao mesmo eixo temático buscaram através da rede social Instagram, a partir de Lives, veicular conhecimento a comunidade em geral e em especial aos acadêmicos do curso de Educação Física da Unimontes. Este relato tem por objetivo explanar as experiências dos professores envolvidos na construção da “aulive” como ferramenta de melhor acesso aos alunos em consonância com a exposição da temática Educação Física Escolar: Transtornos e Deficiências em tempo de Pandemia. Os professores envolvidos nesse processo concluíram que independente das inúmeras dificuldades para a construção dessa nova metodologia de aula foi extremamente proveitoso tanto para a construção dessa nova ferramenta, assim como os inúmeros diálogos estabelecidos durante a “aulive” com os acadêmicos e a comunidade como um todo. REFERÊNCIAS ASSUNPÇÃO, F. B; KUCZYNSKI, E. Autismo: conceito e diagnóstico. In: (Orgs.), Ed. 2. Autismo infantil novas tendências e perspectivas. São Paulo: Atheneu, 2015. Cap. 1, p. 3-26. FERNANDES, A. Os idiomas do aprendente: análise de modalidades como famílias, escolas e meios de comunicação. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001. FEUERBACH, L. A essência do cristianismo. Tradução de José da Silva Brandão. Rio de Janeiro: Vozes, 2009. GATTI, B. A. Webinar vetores saudáveis: Possível Reconfiguração dos Modelos Educacionais Pós-Pandemia. IEA, São Paulo: USP, 2020. KELMAN, C.A. Multiculturalismo e surdez: uma questão de respeito às culturas minoritárias 2010. In: Fernandes, E. (Org.). Surdez e bilinguismo. (3. ed. pp. 87-103). Porto Alegre: Mediação. 2010. UNESCO. A Comissão futuros da educação da Unesco apela ao planejamento antecipado contra o aumento das desigualdades após a COVID-19. Paris: Unesco, 16 abr. 2020. Disponível em: https://pt.unesco.org/news/comissao–futuros–da–educacao–da–unesco–apela–ao–planejamento–antecipado–o–aumento–das. Acesso em: 21 ago. 2020.
2000 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Por que precisamos estudar e pesquisar História da Educação Física e do Esporte? Ester Liberato Pereira;Georgino Jorge de Souza Neto;Rogério Othon Teixeira Alves; História, Esporte, Educação Física O presente relato apresenta, de maneira sucinta, uma experiência vivenciada e desenvolvida, bem como uma reflexão sobre a sua prática a partir de alicerces teóricos. Tratou-se de uma ação de ensino remoto no curso de graduação em Educação Física, habilitação Licenciatura, ocorrida durante o período de “tratamento excepcional” determinado pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em função da pandemia gerada pela doença originada do novo coronavírus (COVID-19). Dentre os temas abordados pelas Aulives[1], os professores Georgino Jorge de Souza Neto e Rogério Othon Teixeira Alves discutiram a seguinte questão: “Por que devemos estudar História da Educação Física e do Esporte?”A live aconteceu, pela plataforma do Instagram, no dia 23 de junho de 2020 e foi moderada pela professora Ester Liberato Pereira. Identifica-se, assim, a partir da articulação entre a teoria que embasou a referida ação e a sua efetiva prática, que urge incentivar-se e investir-se na realização de trabalhos acadêmicos e científicos, de forma constante, que proponham uma discussão acerca da História da Educação Física e do Esporte, uma vez que, de forma geral, ainda localizam-se escassos estudos que anunciem tal inquietação. A ausência de debates deste caráter não colabora, tampouco, com o incentivo à procura por ações ligadas ao redimensionamento do ensino desta disciplina, afora apoiar imprecisões no que acena à sua presença no arcabouço curricular dos cursos de graduação em Educação Física. AMARILLA FILHO, P. Educação a distância: uma abordagem metodológica e didática a partir dos ambientes virtuais. Educação em revista, Belo Horizonte, v. 27, n. 2, p. 41-72, ago./2011. MARROU, H.I. Sobre o conhecimento histórico. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978. MELO, V. A. de. Porque devemos estudar história da educação física/esportes nos cursos de graduação? Motriz - Volume 3, Número 1, jun/1997.
2001 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Compreensão do trabalho remoto na área da saúde pelo docente do curso de educação física licenciatura Ney Silva Santana;Nívea Maria de Oliveira Jaques;Renato Sobral Monteiro Júnior;Vinícius Dias Rodrigues; A experiência docente ocorreu com 4 professores do curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Os professores participaram de uma discussão sobre “Questionários de avaliação da saúde mental na escola e de triagem pré-exercício em função da COVID-19”, no dia 25 de junho de 2020 às 17h, utilizando a rede social Instagram. O evento, oficializado no Departamento de Educação Física da Unimontes, foi intitulado “Aulive”, uma vez que a discussão ocorreu por meio de uma “live” rede social supracitada, já que as aulas presenciais estão suspensas em função da pandemia de COVID-19. Cada professor teve 25 minutos para exposição de suas colocações,sendo um desses o mediador dos temas. A partir da experiência norteadora dos professores: “aulas temáticas por meio de “Lives” no Instagram, os discursos dos docentes desvelaram as seguintes categorias:1º) preparação para a live; 2º) experiência docente na live; 3º)perceptivas docentes após pandemia. A vivência docente experimentada na perceptiva da “live” mostrou um cenário de interlocução aberta e mais próxima com os discentes, na maioria jovens que utilizam com frequência as redes sociais. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. Coleção leitura, p. 21, 2005. LEMOS, S. D. Profissionalização docente nas escolas públicas do estado de Tocantins: novo contexto de ensino e aprendizagem pelas tecnologias digitais. Revista Observatório, v. 2, n. 4, p. 394-418, 2016. MINAYO, M. C. de S. (org.). Pesquisa Social. Teoria, método e criatividade. 18 ed. Petrópolis: Vozes, 2001. OLIVEIRA, S. F. Pedagog@ se professor@ s em tempos de pandemia. Pedagogia em Ação, v. 13, n. 1, p. 37-42, 2020. OLIVEIRA, L. A.T. C.; JUNIOR, E. P. L.. a educação a distância, o teletrabalho e o direito: os profissionais da docência na educação virtual. Revista Univap, v. 24, n. 45, p. 17-33, 2018. VELOSO, B. G.; MILL, D. Educação a Distância e inclusão: uma análise sob a perspectiva docente. Revista Diálogo Educacional, v. 19, n. 60, p. 56-75, 2019.
2002 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 A prática esportiva nas aulas de Educação Física no contexto do ensino a distância e percepção dos professores universitários diante das aulas remotas em tempos da pandemia da COVID-19 Vivianne Margareth Chaves Pereira Reis;Walter Luiz de Moura;Alexandre Alves Caribe da Cunha;Maurício Fagundes da conceição; Prática Esportiva, Perspectiva Docente. A pandemia da COVID-19 vem trazendo grandes obstáculos para a educação no Brasil e no mundo, este cenário de mudanças e transformação do ensino, do modo presencial para o modelo a distância, levou os professores a planejarem um conjunto de ações em meio virtual no período de isolamento social. Contudo os objetivos deste estudo foi descrever a prática esportiva nas aulas de educação física do ensino básico no contexto do ensino a distância e conhecer a percepção dos professores universitários diante processo ensino-aprendizagem nas aulas remotas. Este estudo consistiu em um relato de experiência, tendo como tema “A prática esportiva nas aulas de Educação física em tempos de isolamento social”. A população foi composta por acadêmicos matriculados no ano de 2020, do curso de graduação em Educação Física Licenciatura, da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) dos polos de Montes Claros e Januária. A explanação dos professores deste estudo na Aulive girou em torno de expor as limitações que os profissionais de educação de educação física do ensino básico tiveram ao reconstruir a sua forma de ensinar e um dos fatores limitantes foi o de alcançar seus alunos e fazer com que os mesmos acessem o ambiente virtual. Fatalmente, as medidas restritivas adotadas para conter o contágio da COVID-19 estão afetando o nível de atividade física dos alunos. Diante da percepção dos professores deste estudo, foram expostos impactos positivos no processo ensino-aprendizagem através das Aulives, mediante maior interação entre acadêmicos e professores e também é importante proporcionar condições de trabalho em meio virtual para os professores da educação básica para o desenvolvimento da prática esportiva nas aulas de educação física. ARBAUGH, J. B. Managing the on-line classroom: a study of technological and behavioral characteristics of web-based MBA courses. Journal of High Technology Management Research. v. 13, n. 2, p. 203-223, 2002. BARBOSA, Andre Machado; VIEGAS, Marco Antônio Serra; BATISTA, Regina Lucia Napolitano Felício Felix. AULAS PRESENCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA: relatos de experiências de professores do nível superior sobre as aulas remotas. Revista Augustus, v. 25, n. 51, p. 255-280, 2020. FRANÇA, E. F.; MIYAKE, G. M.; SILVA, J. P.; MATSUDO, V.K.R.; MARTINS, R. Á. B. L.; NASCIMENTO, F. D. COVID-19 - Estratégias para se manter fisicamente ativo e seguro dentro de casa. InterAm J Med Health, v. 3, 2020. MARQUES R. A ressignificação da educação e o processo de ensino e aprendizagem no contexto de pandemia da COVID-19. Boletim de Conjuntura (BOCA). v.3, n.7, p.31-46, 2020. PEDROSA, G. F. S.; DIETZ, K. G. A prática de ensino de arte e educação física no contexto da pandemia da covid-19. Boletim de conjuntura (BOCA). V.2; Nº 6; Boa Vista, 2020. SCHULMAN, L. Renewing the pedagogy of teacher education: the impact of subject specific conceptions of teaching. Simpósio sobre Didáticas Específicas em laFormación de Professores. Santiago de Compostela, 1992. Silva, A. J. F.da, Pereira, B. K. M., Oliveira, J. A. M. de, Surdi, A. C. e Araújo, A. C. de. A adesão dos alunos às atividades remotas durante a pandemia: realidades da educação física escolar.Corpoconsciência, Cuiabá-MT, vol. 24, n. 2, p. 57-70, mai./ ago., 2020 SUN, P. C. et al. What drives a successful e-learning? An empirical investigation of the critical factors influencing learner satisfaction. Computers Education, v.50, n. 4, p. 1183-1202, 2008.
2003 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Educação Física Escolar e Distanciamento Social: Relato de experiência do Curso de Licenciatura em Educação Física da Unimontes Adriana Tolentino Santos;Érika Lucas Lopes;Janice Guimarães Carvalho;Sarah Carine Gomes Aragão; Tendo em vista esse contexto de pandemia, tornou-se necessário estabelecer outras formas de relações sociais, novas formas de convívio, tanto no trabalho, como em família, nos momentos de lazer e, também na escola. Desse modo, o grupo de professores que compõem o Departamento de Educação Física e do Desporto da Unimontes, optaram pela realização deAulives via Instagram, utilizando-se dessa ferramenta virtual para promover a troca de conhecimentos, experiências e socialização entre os docentes e discentes acerca de diversos temas relevantes para o campo de conhecimento da Educação Física escolar. Assim, o objetivo deste relato é expor as experiências de professoras sobre a Aulive que relacionou o distanciamento social vivenciado e a atuação dos profissionais de educação física nas escolas. BRACHT, V. AEducação Física no Ensino Fundamental. In: Anais do I Seminário Nacional: Currículo em Movimento – Perspectivas Atuais. Belo Horizonte, MG, novembro de 2010. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública. Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para Infecção Humana pelo Novo Coronavírus (COE-nCoV). Especial:Doença pelo Coronavírus 2019. Boletim Epidemiológico. Brasília, DF, 2020. https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/06/2020-04-06-BE7- DALBEN, A. “Não será um ano perdido se soubermos interpretar o que está acontecendo”.Revista Época Globo. https://epoca.globo.com/24411082. DARIDO, S. C. Educação física na escola e as novas orientações para o ensino médio. In: Anais do 4º CONPEF Congresso Norte Paranaense de Educação Física Escolar. Londrina, PR, 2009. PENTEADO, V.S. Plano de curso, plano de ensino ou plano de aula, que planejamento é esse?In: Anais do 5º Seminário Nacional de Estado e Políticas Sociais no Brasil. Cascavel, PR, 2011. OLIVEIRA, A. A. B. Planejando a Educação Física Escolar. http://www.miniweb.com.br/educadores/artigos/planejando_ed.fisica.htm. SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS. Base Nacional Comum Curricular, 2017.
2004 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 “Corpos e suas narrativas”: A experiência da realização de uma live no Instagram sobre corpolatria e racismo no cotidiano das aglomerações e dos isolamentos provocados pela pandemia da covid-19 Saulo Daniel Mendes Cunha;Fernanda de Souza Cardoso; Corpo; Padrão Corporal, Racismo; Pandemia O objetivo deste texto é relatar as percepções compartilhadas por uma equipe de professores no processo de elaboração e realização de uma live sobreCorpo e Sociedade,oportunizada pela adoção de estratégias remotas de interação como alternativa para as atividades de ensino no curso de licenciatura em Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros. A finalidade do debate foi provocar a reflexão sobre o impacto da pandemia sobre os diferentes corpos, flertando com o racismo e instrumentalização dos corpos negros(os mais expostos na vida cotidiana) e com a idolatria das formas corporais perfeitas (balizadas por uma estética elitista e, portanto, branca e embranquecedora).A proposta da realização deuma live no Instagram buscou ir ao encontro da necessidade de uma intervenção pedagógica que promovesse uma interação mais efetiva do coletivo de professores com os alunos ao mesmo tempo em que permitisse uma reflexão mais ampliada sobre o que o cenário da pandemia da COVID-19 trouxe para o universo da nossa formação e para o nosso campo de atuação. ALMEIDA, S. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019. ______. Racismo estrutural. Live Djamila Ribeiro e Silvio Almeida. 24 de maio 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZADKtsNnx74. Acesso em: 25 maio 2020. ARRUDA, E. P.Educação remota emergencial: elementos para políticas públicas na educação brasileira em tempos de Covid-19. Em Rede – Revista de Educação a Distância,[s.l], v.7, n.1, 202. Responsabilidades e Desafios para a consolidação da EaD. AUGÉ, M. Não-Lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade. Campinas:Papirus, 2003. CAVALCANTE, A. S. P. etal.Educação superior em saúde: a educação a distância em meio à crise do novo coronavírus no Brasil.Avances enEnfermaría. 2020; 38(1supl):p-p.https://doi.org/10.15446/av.enferm.v38n1supl.86229. DAOLIO, J. Os significados do corpo na cultura e as implicações para a Educação Física. Movimento. Ano 2. n.2. junho. 1995. DUMAS, A. G. Corpo negro: uma conveniente construção conceitual. In: XV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, 2019, Salvador. Anais... XV Enecult. Salvador: Universidade Federal da Bahia, v.01, 2019. Disponível em: https://www.cult.ufba.br/enecult/anais/edicao-2019-xv-enecult/. Acesso em: 30jun. 2020. DVORAK, P. E.; ARAÚJO, I. C. de. Formação docente e novas tecnologias: repensando a teoria e a prática. Revista Intersaberes, v.11, n.23, p.340-7, 2016. https://doi.org/10.22169/revint.v11i23.885. HODGES, Charles et al. The Differencebetweenemergencyremoteteachingand online learning. EDUCAUSE Review. 27 mar. 2020. Disponível em: https://er.educause.edu/articles/2020/3/the-difference-between-emergency-remoteteaching-and-online-learning, 2020. Acesso em: 11 maio 2020. JIMÉNEZ-PAVON, D.; CARBONELL-BAEZA, A.; LAVIE C, J. Physicalexercise as therapytofightagainstthe mental andphysicalconsequencesof COVID-19 quarantine: Specialfocus in olderpeople. Progress in Cardiovascular Diseases.https://doi.org/10.1016/j.pcad.2020.03.009. MBEMBE, A. Crítica da razão negra. Lisboa: Antígona, 2014. NASCIMENTO, Gabriel. Os brancos saberão resistir? Revista da ABPN, v. 11, n. 28, p.331-347, 2019; OLIVEIRA, A. B. Educação em tempos de pandemia: o uso da tecnologia como recurso educacional. Pedagogia em Ação, Belo Horizonte, v.13, n. 1, p-p,1 sem. 2020. ISSN 2175-7003. ROBLE, O. J.; DAOLIO, J. Do corpo identitário ao corpo virtual: algumas implicações para a Educação Física. Pro-Posições, v. 17, n. 1 (49) - jan./abr. 2006. VAGO, T. M. Pensar a educação física na escola: para uma formação cultural da infância e da juventude. Cadernos de Formação RBCE, p. 25-42, set. 2009. Disponível em: http://www.rbce.cbce.org.br/index.php/cadernos/article/view/930/540. Acesso em: 30 jun. 2020.
2005 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Aulive”: educação física e práticas culturais no “novo normal” – eixo sociedade Isabela Versiani;José de Andrade Matos Sobrinho;José Roberto Lopes Sales; A pandemia do novo Coronavírus tem ressignificado tempos, espaços e vivências em nossa vida cotidiana, em meio a necessidade de adaptações e restrições a diversas atividades para evitarmos a disseminação do contágio pelo vírus de forma exponencial, com reflexos também nas nossas práticas de ensino e aprendizagem no âmbito da Universidade.A “Aulive” objeto deste relato de experiência integrou o Eixo Sociedade, composto por nove professores, que foram vinculados nessa área levando-se em consideração as possíveis relações e interfaces dos conteúdos de suas disciplinas e áreas de formação/atuação, os quais foram divididos em três subgrupos. Cada subgrupo ficou responsável por definir um tema para ser apresentado ao Eixo e, posteriormente, fazer a articulação através de reuniões específicas entre os membros do subgrupo para delinear e detalhar a proposta, ajustar as diferentes perspectivas, diálogos possíveis e necessárias contextualizações com o momento da pandemia e seus impactos na discussão a ser proposta.Acreditamos que os objetivos foram alcançados, principalmente no sentido de promover uma maior interação com os alunos e problematizar alguns dos conteúdos das respectivas disciplinas de trabalho de cada professor no campo da Educação Física e o contexto da pandemia de Coronavírus, abrindo para dois campos de reflexões. Em um primeiro momento, desdobramentos ligados à própria relação da Educação Física com a cultura e influência desta em suas práticas corporais, ampliando seus sentidos e significados. Em um segundo momento, mesmo com o distanciamento social e de forma remota, a experiência possibilitou meios para que uma intervenção prática fosse possível, sendo capaz de reaproximar os sujeitos envolvidos por meio da ludicidade e de suas múltiplas possibilidades, resgatando por meio de algumas brincadeiras e exemplos de construção de brinquedos com materiais recicláveis de fácil acesso, muita diversão e interação. BRACHT, V. Aprendizagem social e Educação Física. Porto Alegre: Magister, 1992. UNIMONTES. PORTARIA Nº 036 - REITOR/2020. 17/03/2020.Disponível em: https://unimontes.br/wp-content/uploads/2020/03/Portaria-n%C2%BA-036-Reitor.pdf. Acesso em: 12 jun. 2020. UNIMONTES. PORTARIA Nº 072 - REITOR/2020. 17/03/2020.Disponível em:https://unimontes.br/wp-content/uploads/2020/06/Portaria-n%C2%BA-072-Reitor-1.pdf. Acesso 12 jun. 2020. FREIRE, P. Educação como prática de liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967.
2006 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 O estágio Curricular durante a pandemia no Curso de Licenciatura em Educação Física - Unimontes Adelson Fernandes da Silva;Berenilde Valéria de Oliveira Sousa;Betânia Maria Araújo Passos;Carla Ramalho; Ensino Remoto, Pandemia, Estágio Curricular Através da vivência de um grupo de docentes (três professoras e um professor) com o ensino remoto em tempos de pandemia, este relato de experiência tem como objetivo central busca mostrar como a rede social Instagram serviu de ferramenta para a disseminação do conhecimento científico, com o intuito de possibilitar acessibilidade digital para o maior número de estudantes possível. Estes(as) docentes utilizaram a ferramenta das lives para debater sobre a área do Estágio Curricular, trazendo assim a essência deste e possibilidades para a realização do mesmo em tempos de pandemia. Após passar por empecilhos, incertezas e o desconhecido que o ensino através das redes sociais pode trazer, este grupo de professoras e professor consideraram válida a experiência, por ampliar as formas de se expressar cientificamente, tendo novas formas de comunicação com os(as) discentes, mas sem desconsiderar que não são todos(as) que tem acesso a essas tecnologias. ANDRADE, A. O Estágio Supervisionado e a Práxis Docente. In: Arnon de Andrade. Disponível em: Acesso em: 11 ago. 2020. ALARCÃO, I. Formação reflexiva de professores – estratégias de supervisão. Porto: Porto Editora, 1996. BRASIL. Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nos domicílios brasileiros: TIC domicílios 2018. São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2019. Disponível em:https://www.cetic.br/media/docs/publicacoes/2/12225320191028-tic_dom_2018_livro_eletronico.pdf. Acesso em: 11 ago. 2020. ______. Portaria no 343, de 17 de março de 2020a. Dispõe sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais enquanto durar a situação de pandemia do Novo Coronavírus - COVID-19. Disponível em:https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-343-de-17-de-marco-de-2020-248564376. Acesso em 11 ago. 2020. ______. Portaria no 544, de 16 de junho de 2020b. Dispõe sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais, enquanto durar a situação de pandemia do novo coronavírus - Covid-19, e revoga as Portarias MEC nº 343, de 17 de março de 2020, nº 345, de 19 de março de 2020, e nº 473, de 12 de maio de 2020. Disponível: em https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-544-de-16-de-junho-de-2020-261924872. Acesso em: 11 ago. 2020. CANABARRO, A.; TENPORIO, E.; MARTINS, R.; MARTINS, L.; BRITO, S.; CHAVES, R.Data-Driven Study of the COVID-19 Pandemic via Age-Structured Modelling and Prediction of the Health System Failure in Brazil amid Diverse Intervention Strategies. Medrxiv. Disponível em:https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.03.20052498v1.full.pdf. Acesso em: 11 ago. 2020. FILHO, A. P. O Estágio Supervisionado e sua importância na formação docente. Revista P@rtes. 2010. Disponível em: . Acesso em: 11 ago. 2020. LINHARES, P. C. A. et al. A importância da escola, aluno, estágio supervisionado e todo o processo educacional na formação inicial do professor. Revista Terceiro Incluído, Goiânia, n. 2, p. 115-127, jul./dez. 2014. Disponível em:file:///C:/Users/carla%20ramalho/Downloads/35258-Texto%20do%20artigo-148125-2-10-20150503.pdf. Acesso em: 11 ago. 2020.
2007 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Novas práticas para a retomada das atividades esportivas no contexto atual. Jiulliano Carlos Lopes Mendes;Frederico Sander Mansur Machado;Alex Sander Freitas; Diante do novo cenário da COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, e que “constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional” (OPAS, 2020), o ensino remoto tem sido adotado no contexto de oferecer oportunidade de manter o vínculo com os estudos para os universitários.O panorama das Aulives aconteceu em um contexto em que se vislumbrava uma (re)conexão entre os acadêmicos e os professores, visto que o elo entre ambos tinha se enfraquecido nas condições de condução do método do ensino remoto assim que as atividades presenciais foram suspensas. Esse afastamento poderia ser associado ao distanciamento e também à insatisfaçãocom o prejuízo didático-pedagógico marcante para os cursos do DEFD. Isso resultou em evasão na participação, sobrecarga de atividades, aplicação de diversas ferramentas por parte dos professores, dentre outros. Portanto, a proposta das Aulives deveria proporcionar um estímulo diferente, para mobilizar comunidade acadêmica discente e docente, criando boas expectativas para modificar este cenário desfavorável. As Aulivesconseguiram alcançar seus objetivos propostos de provocar reflexões, ampliar conhecimento e fomentar a interação ao vivo entre professores e acadêmicos diante das novas práticas para a retomada das atividades esportivas na pandemia.Com a ação das Auliveso curso de Educação Física Licenciatura da Unimontes teve a possibilidade de intervir e melhorar a realidade nos dias de Pandemia, e fazer da eficiência dos resultados obtidos para transformar o contexto acadêmico propício ao ensino aprendizagem. BASTOS, C. C. Metodologias ativas. 2006. Disponível em: http://educacaoemedicina.blogspot.com.br/2006/02/metodologias-ativas.html. Acesso em: 15 ago. 2020. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL – CBF - Guia médico de sugestões protetivas para o retorno às atividades do futebol brasileiro. 2020. Disponível em: https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/index/cbf-publica-guia-medico-para-retorno-das-atividades-do-futebol. Acesso em: 01 ago. 2020. COMITÊ OLIMPICO BRASILEIRO – COB – 2020 - Guia para a prática de esportes olímpicos no cenário da covid-19: estudos e considerações. Disponível em: https://www.cob.org.br/pt/cob/home/guia-esporte-covid/. Acesso em: 16 jul. 2020. MEZZADRIF. M.; SCHMITT P. M. Recomendações e Orientações Gerais parao Esporte Brasileiro frente à COVID-19. 2020. Disponível em: https://www.ufpr.br/portalufpr/wpcontent/uploads/2020/05/Recomendac%CC%A7o%CC%83es-e-Orientac%CC%A7o%CC%83es-Gerais-para-o-Esporte-Brasileiro-frente-a%CC%80-COVID-19.pdf. Acesso em: 05 set. 2020. MORENO,J.H. Análisis de las estructuras del juego deportivo. Barcelona: Inde, 1994. ORGANIZAÇÃO PAN AMERICANA DE SAÚDE – OPAS – 2020. Folha informativa covid-19 - escritório da OPAS e da OMS no Brasil. Disponível em: https://www.paho.org/pt/covid19. Acesso em: 10 ago. 2020. SAAD, M. Futsal: sugestões para organizar a sua equipe.Santa Maria: MaSEditor, 2000.
2008 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Lesões esportivas e cuidados posturais no contexto escolar Hellen Veloso Rocha Marinho;Jean Claude Lafetá;Wellington Danilo Soares; Ciências da saúde. A prevenção e ações de primeiros socorros relacionadas à ocorrência de acidentes e lesões esportivas no contexto escolar são aspectos importantes a serem discutidos na formação dos profissionais de Educação Física. O objetivo deste estudofoidescrever as experiências vivenciadas na preparação e realização deuma Live para promover o conhecimento acerca de lesões esportivas e cuidados posturais no contexto escolar, direcionada aos acadêmicos do curso de Educação Física / Licenciatura da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. Trata-se de um Relato de Experiência, elaborado por uma equipe docente do Departamento de Educação Física e do Desporto da UNIMONTES. A proposta da Aulive abordando o tema “Lesões esportivas e cuidados posturais no contexto escolar” foi criada através de reuniões prévias ao evento com a participação dos professores envolvidos por meio do GoogleMeet, assim como para a organização do formato do evento utilizou-se o aplicativo WhatsAppe realização pelo Instagram. Durante o evento foi observado uma participação efetiva dos acadêmicos e de outros professores do departamento. Concluímos queatividades didáticas que propiciem tais discussões e aprendizados são essenciais para a adequada capacitação dos profissionais de Educação Física no seu campo de atuação e, em especial, em equipe multidisciplinar pode atuar como multiplicador de tais conhecimentos em benefício à comunidade. BITTENCOURT, N. F. N. Modelo relacional capacidade e demanda: investigando lesões musculares na região da coxa em atletas jovens de futebol. 2015. 66f. Tese (Doutorado em Ciências da Reabilitação) - Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2015. BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS. Sistema de Informações de Saúde. Estatísticas vitais. Mortalidade. Brasília: Ministério da Saúde, 2016b. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/estatisticas-vitais/ Acesso em: 25 nov. 2016. FLÔRES, F. S. et al. Prevalência de lesões em escolares praticantes de atividade física: uma análise retrospectiva. Conscientia e Saúde, v.12, n. 3, p. 386-391, 2013. Disponível em http://www.redalyc.org/articulooa?id=92928535006. Acesso em maio 2014. GODOY, A. E; SILVA, M. A. A formação do Profissional de Educação Física e Primeiros Socorros na Escola. Bragança Paulista, 2009. 25f. Monografia (Licenciatura em Educação Física) – Universidade São Francisco. HILLMAN, S. K. Avaliação, prevenção e tratamento imediato das lesões esportivas. Barueri: Editora Manole, 2002. LAFETA, J. C. Higiene e Primeiros Socorros na Educação Física. Montes Claros: Editora Unimontes, 2014. MARQUES R. A ressignificação da educação e o processo de ensino e aprendizagem no contexto de pandemia da COVID-19. Boletim de Conjuntura (BOCA). v.3, n.7, p.31-46, 2020. OLIVEIRA, A. D. S. et al. Atuação dos Professores às Crianças em Casos de Acidentes na Escola. Rev. Interdisc. UNINOVAFAPI. Teresina, v. 5, n. 3, p. 26-30, jul. Ago.-set., 2012. SILVA, L.S.; ASCOLI, A.M.B. O educador físico e os primeiros socorros na educação infantil. Visão Universitária. v., p.17-31. 2018. SOLTOSVIKI, W.; SOUZA, G. COSTA. C. A. Principais lesões encontradas nas aulas de Educação Física em Três Escolas da Rede Estadual de Ensino da Cidade de Ponta Grossa - PR. 2017. 18f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Educação Física) - Faculdade Sant´Ana, Ponta Grossa - PR, 2017. VIÇOSA, D.L. et al. Educação postural como estratégia de promoção de saúde na escola. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, v. 9, n.2, p.1-23, 2020.
2009 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Perspectivas para retomada das práticas esportivas na cidade de Montes Claros/MG Amário Lessa Júnior;Marcelo de Paula Nagem;André Luiz Gomes Carneiro;Geraldo Magela Durães; Práticas esportiva. Retomada.. Experiencia. O Coronavírus (SARS-CoV-2), vírus causador da doença COVID-19, pode causar diversos sintomas, mas afeta sobretudo as vias respiratórias, podendo acarretar desde um resfriado leve em jovens saudáveis, até a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em idosos, pessoas com problemas cardiovasculares e imunocomprometidos. Dentre os grupos de trabalhos que fazem parte da estrutura curricular do curso de Educação Física, a Live do esporte, constituída pelos professores Amário Lessa Júnior, André Luiz Gomes Carneiro, Geraldo Magela Durães e Marcelo de Paula Nagem, transmitiu através do Instagram. As discussões do grupo, para a confecção do roteiro dos trabalhos, ocorreram principalmente por reuniões pelo Google Meet e WhatsApp, onde se formatou a linha discussão, bem como, o tempo disponível para cada professor e como seria a logística da transmissão, que teve duração de 60 minutos. As atividades didáticas ficaram indisponíveis nos moldes que conhecíamos e passamos a estabelecer uma nova forma de contato através do notebook, celulares, tablets, etc. que causou um transtorno para toda a comunidade acadêmica, que ficou sem direção de como se estabeleceria os estudos, avaliações e o término do semestre e ano letivo. O certo, é que todos nós, estamos aprendendo a sermos mais independentes e pedagogicamente mais criativos nas nossas atribuições escolares frente a COVID-19, nos tornando usuários dos meios de comunicação eletrônica e das novas tecnologias educacionais. Sejamos bem-vindos a este novo estágio intelectivo. REBMANN, T.; CARRICO, R.; WANG, J. Physiologic and other effects and compliance with long-term respirator use among medical intensive care unit nurses. American Journal of Infection Control.Volume 41, ISSUE 12, p. 1218-1223, December 01, 2013.https://doi.org/10.1016/j.ajic.2013.02.017 BRASIL – Ministério da Educação (MEC). Protocolo de biossegurança para retorno das atividades nas Instituições Federais de Ensino. 2020. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/campanhas-1/coronavirus/CARTILHAPROTOCOLODEBIOSSEGURANAR101.pdf/view. Acesso em: 03 de jul. 2020. CRUZ, A. A.et al. Considerações sintomáticas e medicamentosas a respeito do novo Coronavírus: uma revisão da literatura sobre farmacologia, efeitos adversos, fisiopatogenia e formas de tratamento do covid-19. Espaço Ecológico. Disponível em: encurtador.com.br/ksH58. Acesso em: 13 jun. 2020. MEZZADRIL, F. M.; SCHMITT, P. M. Recomendações e Orientações Gerais parao Esporte Brasileiro frente à COVID-19. Instituto de Pesquisa – INTELIGÊNCIA ESPORTIVA, UFPR. Disponível em: http://www.inteligenciaesportiva.ufpr.br/site/wp-content/uploads/2020/05/Recomendac%CC%A7o%CC%83es-final.pdf. Acesso em: 29 de jun. 2020. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Nota de Alerta. Grupo de Trabalho em Atividade Física. Como possibilitar que crianças e adolescentes pratiquem atividades físicas com segurança pós-quarentena da COVID-19? 2020. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/22593c-NA_-_Atividade_fisica.pdf. Acesso em: 29 jun. 2020. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Coronavirus disease 2019 (COVID-19). 2019. Disponível em: https://www.who.int/docs/defaultsource/coronaviruse/situation-reports/20200303 sitrep-43-covid-19.pdf?sfvrsn=2c21c09c_2. 2019. Acesso em: 24 jun. 2020. BASKARAN,C.;SHIFRA,F.“Exercise with facemask; Are we handling a devils sword?” – A physiological hypothesisMed Hypotheses. 2020 Nov. 144: 110002. Published online 2020 Jun 22. doi: 10.1016/j.mehy.2020.110002
2010 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Políticas públicas de esporte e lazer em pandemia Luciano Pereira da Silva;Georgino Jorge de Souza neto;Isabela Veloso Lopes Versiani;Rogério OthonTeixeira Alves;José de Andrade Matos Sobrinho;Evilásia Ferreira Martins; Esse relato de experiência está baseado em uma das estratégias propostas pelo Colegiado Didático de Bacharelado do curso de Educação Física da UNIMONTES, para conduzir o período de atividades compreendido do dia 15 de junho a 10 de julho de 2020, a partir da Portaria Nº 072 - REITOR/2020, que instituiu o retorno às atividades após um breve período de recesso e necessidade de ajustes, entre a última semana de maio e início de junho. O relato aqui descrito está ligado à área “Questões Culturais”, vinculado ao Eixo “Educação Física, Esporte e Sociedade, no qual foi proposto o tema: “ Políticas Públicas de Esporte e Lazer em tempos de pandemia”, com a participação do professor Luciano Pereira da Silva, que aceitou o convite para compor a mesa como palestrante principal, e demais professores-organizadores integrantes do Eixo: Georgino Jorge Neto, Isabela Versiani, Rogerio Othon, José de Andrade Sobrinho e Evilázia Ferreira Martins. BOBBIO, N.; BOVERO, M. Teoria geral da política: a filosofia política e as lições dos clássicos. Rio de Janeiro: Elsevier: Campus, 2000. BOBBIO, N.; MATTEUCCI, N. Dicionário de política. Brasília: UNB. 1986. BRASIL. Constituição Federal de 1988. Promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituição.html. Acesso em: 29 jun. 2019. CICLO PDCA. Disponível em: http://www.utp.br/informacao/si/si_ciclo%20PDCA %20e%205S.html. Acesso em: 29 jun. 2019. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, ONU, 1948. UNIMONTES. PORTARIA Nº 036 - REITOR/2020..Disponível em: https://unimontes.br/wp-content/uploads/2020/03/Portaria-n%C2%BA-036-Reitor.pdf.Acesso em: 17 mar. 2020. UNIMONTES. PORTARIA Nº 072 - REITOR/2020. Disponível em: https://unimontes.br/wp-content/uploads/2020/06/Portaria-n%C2%BA-072-Reitor1.pdf.Acesso em: 17 mar. 2020.
2011 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Intervenção profissional remota em Educação Física: relato de um Meet sobre possibilidades de trabalho com crianças, jovens, adultos e idosos Carlos Rogério Ladislau;Berenilde Valéria de Oliveira Souza;Marúcia Carla D’Afonseca Santos Borges;Vinicius Dias Rodrigues; INTERVENÇÃO PROFISSIONAL, EDUCAÇÃO FÍSICA Em dezembro de 2019, o mundo foi alarmado com uma nova doença, posteriormente chamada de COVID-19, que hoje protagoniza uma pandemia de projeções trágicas e contornos ainda imprevisíveis. Como consequência, parte das instituições de ensino superior passaram a operar seus processos remotamente, sendo a Unimontes uma delas. Nesse sentido, o objetivo desse relato é registrar uma das ações que foram implementadas nesse trabalho remoto: o desenvolvimento de uma mesa redonda virtual, realizada no dia 26 de junho de 2020, tendo como suporte tecnológico a integração das plataformas Google Meet e YouTube.Para além das limitações impostas pelo cenário atual, o emprego de estratégias baseadas na mediação tecnológica tem permitido, à comunidade acadêmica, construir o melhor presente possível nesses tempos obscuros que confrontam a todos com o desafio cotidiano de reinvenção da nossa existência subjetiva, coletiva e social. CAVALCANTE, A. S. P.et al. Educação superior em saúde: a educação a distância em meio à crise do novo coronavírus no Brasil. Avances en Enfermaría. 2020; 38 (1supl): p-p. https://doi.org/10.15446/av.enferm.v38n1supl.86229. HODGES, Charles et al. The difference between emergency remote teaching and online learning. EDUCAUSE Review. 27 mar. 2020. Disponível em: https://er.educause.edu/articles/2020/3/the-difference-between-emergency-remoteteaching-and-online-learning, 2020. Acesso em: 11 maio 2020. JIMÉNEZ-PAVON, David; CARBONELL-BAEZA, Ana; LAVIE Carl J. Physical exercise as therapy to fight against the mental and physical consequences of COVID-19 quarantine: Special focus in older people. Progress in Cardiovascular Diseases. https://doi.org/10.1016/j.pcad.2020.03.009 OLIVEIRA, Ana Beatriz. Educação em tempos de pandemia: o uso da tecnologia como recurso educacional. Pedagogia em Ação. Belo Horizonte, v.13, n. 1, p-p, 1 sem. 2020.
2012 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Aplicação de métodos de ensino a distância: gestão, administração e organização de eventos esportivos Lácio Cesar Gomes;Paulo Eduardo Gomes Barros;Vivianne Margareth Chaves Pereira Reis;Walter Luiz Moura;Wellington Danilo Soares; Métodos de ensino, Distânica, Gestão, Eventos Um marco importante foras as chamadas “Conferências Nacionais do Esporte” organizadas pelo Ministério do Esporte (ME) e pela divisão das responsabilidades das políticas sociais com as ONG´s, sociedade civil e instituições privadas, que tinham no seu bojo a função de propiciar esporte e lazer, de forma específica para as pessoas que viviam a margem da sociedade, colocando o esporte e laser numa dimensão social (ARBAUGH,2002), e nesta perspectiva uma maior valorização dos eventos esportivos. A estruturação, organização e gestão de eventos esportivos é um dos importantes componentes ministrados nos diversos cursos de Educação Física, além de um campo fecundo para o profissional desta área. Com o objetivo de conhecer as experiências dos professores universitários diante da aplicação de métodosde ensino a distância, adotada pelo curso de Educação Física da universidade estadual de montes claros.Inicialmente foi realizada uma reunião entre coordenadores de curso e professores para explicar sobre a aplicação de métodos de ensino a distância em tempos de pandemia pela Universidade Estadual de Montes Claros/UNIMONTES. Portanto, através deste relato de experiência em ensino a distância em tempos de pandemia, algumas adaptações nos planejamentos das aulas para as próximas etapas do processo ensino aprendizagem devem ser pontuados, como: AsAulivesdevem ser mais específicas, baseadas nas ementas de cada disciplina, mas em contrapartida, entende-se que este método de ensino a distância consiste apenas, em uma forma momentânea de ensinar, não substituindo o contato direto com o acadêmico no processo de ensino presencial. ARBAUGH, J. B. Managing the on-line classroom: a study of technological and behavioral characteristics of web-based MBA courses. Journal of High Technology Management Research. v. 13, n. 2, p. 203-223, 2002. HOLANDA, B.B.B.; MEDEIROS, J. Sports mega events, public opinion and media: balance of media coverage and quantitative research on Rio 2016 Olympic Games. Olimpianos, Journal of Olympic Studies. v.4, p. 54-75, 2020. MARQUES R. A ressignificação da educação e o processo de ensino e aprendizagem no contexto de pandemia da COVID-19. Boletim de Conjuntura (BOCA). v.3, n.7, p.31-46, 2020. OLIVEIRA, A.A.B.; SILVA JÚNIOR, A.P.; ANVERSA, A.L.B., FLORES, P.P.; REPPOLD FILHO, A.R. Legados dos megaeventos esportivos para a proposta pedagógica do Programa Segundo Tempo. Revista Brasileira de Ciências e Movimento. v.27, n.4, p.20-31, 2019. SCHULMAN, L. Renewing the pedagogy of teacher education: the impact of subject specific conceptions of teaching. Simpósio sobre Didáticas Específicas en la Formación de Professores. Santiago de Compostela, 1992. SUN, P. C.; TSAI, R.J.; FINGER, G.; CHEN, YY.; YEH, D. What drives a successful e-learning? An empirical investigation of the critical factors influencing learner satisfaction. Computers Education, v.50, n. 4, p. 1183-1202, 2008.
2013 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 A dança nos currículos dos cursos de Educação Física: por que e para quê? Fernanda de Souza Cardoso;Elisângela Chaves;José Roberto Lopes de Sales; relato, dança, educação física Com o ensino remoto já estabelecido na Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, entre os meses de junho e julho, o Colegiado Didático do curso de Educação Física Bacharelado desta instituição, propôs o uso de “Atividades didáticas online” em diferentes plataformas como: Google Meet, Instagram e Youtube. As atividades propostas poderiam ser Lives, seminários, mesas-redondas ou minicursos, organizados pelos professores e professoras do referido curso a partir de nove (9) eixos. Desta maneira, o objetivo deste relato é descrever a experiência de uma mesa-redondaintitulada “A dança nos currículos dos cursos de Educação Física: por que e para quê?”, proposta pelo no eixo “Corpo, expressão em EF e ginástica”. A partir do novo contexto enfrentado, os grupos organizados escolheram diferentes temas, que interessariam e atravessariam os distintos conhecimentos tratados nos diversos componentes curriculares do curso de EF bacharelado, com o intuito de estimular e “(re)aproximar-se” de seu corpo discente. O tema definido para a mesa objetivou esclarecer algumas questões que permeiam a dança e a presença desta manifestação corporal nos currículos dos cursos de EF, em especial no curso de bacharelado. A exposição ficou por conta da professora. Elisângela Chaves e do professor José Roberto Lopes, com a mediação da professora Fernanda de Souza, todos autores deste relato; tendo ao final atingido seu objetivo uma vez que houve participação significativa de docentes, discentes e pessoas interessadas nas diversas temáticas que fizeram parte das “Atividades didáticas online”. ANTUNES-NETO, J. M. F.Sobre ensino, aprendizagem e a sociedade da tecnologia: por que se refletir em tempo de pandemia? Revista Prospectus, v. 2, n. 1, p. 28-38, ago./fev. 2020. Disponível em: https://prospectus.fatecitapira.edu.br/index.php/pgt/article/view/32/21. Acesso em: 25 jul. 2020. BARBOSA, A. M.; VIEGAS, M. A. S.; BATISTA, R. N. F. F. Aulas presenciais em tempos de pandemia: relatos de experiências de professores do nível superior sobre as aulas remotas. Rev. Augustus. Rio de Janeiro, v.25, n. 51, p. 255-280, jul./out. 2020. Disponível em: https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/565. Acesso em: 31 jul. 2020. 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2014 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Os desafios na construção do trabalho de conclusão de curso em Educação Física Amário Lessa Júnior;Ester Liberato Pereira;Fernando Ribeiro Cassiano; Desafios, Trabalho de Conclusão de Curso, TCC, Educação Física O presente texto objetiva relatar a experiência de elaborar uma mesa-redonda online para os alunos do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES/MG. A mesa-redonda foi uma das atividades do evento denominado Atividades Acadêmicas Online, proposto pelo Departamento de Educação Física e do Desporto (DEFD). O objetivo do evento foi oferecer, aos alunos, experiências motivadoras e temas importantes para a sua formação acadêmica. Neste trabalho, são informados os recursos utilizados para a realização da atividade, bem como os professores que contribuíram para a concretização da mesma. Foi surpreendente perceber como os alunos foram receptivos e participativos nas atividades. ARAÚJO, R. S. de; FERNADES, T. F. de S.; MEDEIROS, J. P. de; CUNHA, J. K. P. da. Facilidades e dificuldades observadas na elaboração do TCC: um estudo sob a ótica dos discentes do curso de Ciências Contábeis da UFRN. XVII Congresso Nacional de Administração e Contabilidade – AdCont 2016. Disponível em: http://adcont.net/index.php/adcont/adcont2016/paper/view/2349. Acesso em: 19 ago. 2020. CARBONI, R. M.; NOGUEIRA, V. de O. Facilidades de dificuldades na elaboração de trabalhos de conclusão de curso. ConScientiae Saúde, v. 3, p. 65-72. São Paulo: UNINOVE, 2004. MEDEIROS, B. C.; ROCHA, F. A. F.; SILVA, R. C. L. e DANJOUR, M. F., Dificuldades do processo de orientação em trabalhos de conclusão de curso (TCC): um estudo com docentes do curso de Administração de uma instituição privada de ensino superior. Holos, v. 5, p. 242-255, Natal: IFRN, 2015. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS, A UNIMONTES, Disponível em: https://unimontes.br/apresentacao/. Acesso em: 19 ago. 2020. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ, Manual de Normalização de Documentos Científicosde acordo com as normas da ABNT. Curitiba, 2017.
2015 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Minicurso: noções de primeiros socorros e técnicas de suporte básico de vida (sbv) Claudiana Donato Bauman;Hellen Veloso Marinho Rocha;Jean Claude Lafetá;Saulo Daniel Mendes Cunha;Simone Valéria Dias Souto;Viviane Carrasco; O distanciamento social apresentado como medida não-farmacológica no contexto da pandemia da COVID-19, levou a comunidade acadêmica a tomadas de decisões que se relacionaram à prevenção da doença provocada pelo Sars-Cov-2 (ou novo Coronavírus). O teletrabalho foi instituído pelas instâncias superiores da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, desde o final da primeira quinzena de março de 2020 e as atividades em Tratamento Excepcional (regime domiciliar), estabelecidas pela Portaria Nº 036 – Reitor/2020 e prorrogadas pelas Portarias Nº 049 e Nº 053 Reitor/2020, foram estabelecidas. Nessa perspectiva, várias ações foram implantadas nas diversas áreas do saber da Universidade, no sentido amenizar as diferenças do ensino de um ambiente presencial em relação à transmissão de informações em ambientes virtuais. Trata-se de um Relato de Experiência, elaborado por uma equipe de professores do Departamento de Educação Física e do Desporto, Bacharelado e Enfermagem da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, relacionando o eixo Atividade Física e Saúde. A temática foi debatida através da realização de um “Minicurso” e transmitido por meio do canal do YouTube do curso de Educação Física da UNIMOMTES, intitulado: “Noções de Primeiros Socorros e Técnicas de Suporte Básico de Vida”. A atividade didática realizada de forma online, oportunizou a aprendizagem, inclusão e troca de experiências, a partir da problematização de situações cotidianas e se mostrou efetiva no sentido de proporcionar conhecimento básico mediante às situações de urgência e emergência e possíveis agravos que demanda conduta de primeiros socorros. Dessa forma, salientamos a importância do compromisso ético desta instituição pública, através do Curso de Educação Física/Bacharelado da Unimontes,de propiciar um momento de disseminação das técnicas e aprendizado para as pessoas, uma vez, que conhecimentos de utilidade pública dessa natureza, são fundamentais para a manutenção da vida, seja em atividades de vida diária ou atividades ligadas à prática profissional do profissional de Educação Física. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Nota Técnica nº 04/2020. Orientações para serviços de saúde: medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). Atualizada em 31 mar. 2020. Disponível em: encurtador.com.br/amwOY Acesso em: junho. 2020. BECKER, K. E.; MOLINA, F. C. Primeiros socorros nas escolas: opção ou necessidade?Anais do Seminário Internacional de Educação-SIEDUCA, n. 2, 2017. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica – Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela doença pelo Coronavírus - 2020. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/20/doc-nota-tecnica-covid19---1-.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de Suporte Básico de Vida do SAMU. Brasília 2014. COELHO, J. P. S. L. Ensino de primeiros socorros nas escolas e sua eficácia. RevCient ITPAC, v. 8, n. 1, p. 7, 2015. CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS (Minas Gerais). Instrução Técnica Operacional n.23 - Protocolo de Atendimento Pré-Hospitalar. Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2013. 169p. GONZALEZ, M. M;etal.I diretriz de ressuscitaçãocardiopulmonar e cuidados cardiovasculares de emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia: resumo executivo. ArqBrasCardiol. [Internet] 2013 fev [acesso em 2020 ago 21]; 100(2):105-113. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo KLEINMAN, M. E.; et al. Part 5: Adult basic life support and cardiopulmonary resuscitation quality. Circulation.2015;132(Suppl.2):S414-35.https://doi.org/10.1161/CIR.0000000000000259 LAFETA, J. C. Higiene e Primeiros Socorros na Educação Física. Montes Claros: Editora Unimontes, 2014. 88 p. SOUZA, P. J. de; TIBEAU, C. Acidentes e primeiros socorros na Educação Física escolar. EfdeportesRevista Digital, Buenos Aires, 13 (127), 2008. Disponível em: http://www.efdeportes.com.Acesso em mai. 2014.
2016 renef v. 1 n. 1 (2020): CADERNO ESPECIAL DOSSIÊ: Relatos de experiencia frente a Pandemia da covid-19 Prática de atividade física em tempos de isolamento social causado pela pandemia da COVID-19 Claudiana Donato Bauman;Rosângela Ramos Veloso Silva;Simone Valeria Dias Souto Santos;Waldney Roberto de Matos e Ávila; O ano de 2020 teve seu início marcado pelo surto da doença causada pelo novo coronavírus, a COVID-19.Frente a esse cenário diversas foram as mudanças ocorridas no âmbito social, econômico e educacional, direcionadas pelos governos federal, estaduais e municipais. O distanciamento social fechou as universidades, e em março de 2020, foi publicada a portaria 343 do Ministério da Educação, a qual: “Dispõe sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais enquanto durar a situação de pandemia do novo coronavírus” (BRASIL, 2020). Evidenciando a necessidade de um novo modelo educacional, a partir de uma maior utilização da tecnologia para seguir com os conteúdos programados para o ano letivo. Trata-se de um Relato de Experiência, elaborado por uma equipe de professores do Departamento de Educação Física e do Desporto da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, relacionando os eixos Atividade Física e Saúde e Morfologia Funcional, acerca da realização de uma live por meio da rede social “Instagram” (na linguagem da Internet, a expressão passou a caracterizar as transmissões ao vivo).Nesse cenário, a proposta apresentada tornou-se imprescindível ao apresentar, aos acadêmicos do Curso de Educação Física, informações atuais relacionadas as possíveis alternativas para a continuação das práticas rotineiras de atividade física, por parte dos escolares, em tempos de distanciamento social.O desafio foi apresentar experiências e conceitos associados a manutenção de crianças e adolescentes fisicamente ativa e orientá-las, de forma segura, sem esbarrar nas estratégias de medidas de prevenção em relação à disseminação do vírus. BRASIL Nacional I. PORTARIA No 343, DE 17 DE MARÇO DE 2020 - DOU - Imprensa Nacional. Disponível em: http://www.in.gov.br/web/dou. Acesso 05 de ago. 2020. HODGES, C.et al. The difference between emergency remote teaching and online learning. EDUCAUSE Review. 27 mar. 2020. Disponível em: https://er.educause.edu/articles/2020/3/the-difference-between-emergency-remote-teaching-and-online-learning , 2020. Acesso em: 28 jul. 2020. SBP - Sociedade Brasileira de Pediatria. Nota de Alerta:Como possibilitar que crianças e adolescentes pratiquem atividades físicas com segurança pós-quarentena da COVID-19?Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/22593c-NA_-_Atividade_fisica.pdf Acesso em: 15 jul. 2020. WHO – World Health Organization. Novel Coronavirus (2019-nCoV): Situation Report. Disponível em: https://www.who.int/docs/defaultsource/coronaviruse/situation-reports/20200208sitrep19-ncov.pdf?sfvrsn=6e091ce6_2. Acesso em: 20 jun. 2020.
2017 renef v. 11 n. 16 (2020): RENEF A ENTREVISTA COM O TÉCNICO DE FUTEBOL PROFISSIONAL E PROFESSOR NEY FRANCO Cássio Ângelo Rodrigues Dantas; Esta entrevista teve como objetivo conhecer um pouco da vida academica e profissional do Profissional de Educação Fisica e Técnico profissional, Prof Ney Franco da Silveira Junior. Seu corpo de texto ele relata toda a sua caminhada, desde acadêmico na Universidade federal de Viçosa até os dias atuais como Treinador Serie A Campeonato Brasileiro.
2018 renef v. 11 n. 16 (2020): RENEF EFEITO DA PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS EM AMBIENTE AQUÁTICO SOBRE A SAÚDE MENTAL DE IDOSOS: REVISÃO SISTEMÁTICA Leonardo Geamonond Nunes; Exercício Físico, Ambiente Aquático, Saúde Mental, Idosos O objetivo do estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre o efeito da prática de exercícios físicos em ambiente aquático sobre a saúde mental de idosos, e responder a seguinte pergunta: O exercício físico em ambiente aquático proporciona benefícios sobre a saúde mental de idosos? Foram analisados e lidos na integra artigos publicados entre os anos de 2015 a 2020 nos idiomas português e inglês, nas seguintes bases de dados: SCIELO, LILACS e GOOGLE SCHOLAR. Os estudos relataram que a prática sistemática de exercícios físicos em ambiente aquático proporcionou benefícios na qualidade do sono, aumento da motivação em promoção da saúde e melhorias sobre a saúde cerebral, aprimorando o desempenho cognitivo em idosos. A prática sistematizada de exercícios físicos é reconhecida por profissionais da área da saúde como ação não farmacológica, potencializando o desempenho cognitivo e prevenindo contra transtornos mentais comuns e possíveis demências. Porém cabe aos profissionais de Educação Física atribuir maior atenção aos fatores de risco e desenvolver estratégias que visem proporcionar maior funcionalidade e qualidade de vida para a população idosa respectivamente. ADAM R.J, PIANTADOSI C, ETTRIDGE K, MILLER C, WILSON C, TUCKER G et al. Functional health literacy mediates the relationship between socio-economic status, perceptions and lifestyle behaviors related to cancer risk in an Australian population. Patient Educ Couns. 2013;91(2):206-12. ANDRANDE F.L.J.P, LIMA J.M.R, FIDELIS K.N.M, LIMA J.J.K.C. Incapacidade cognitiva e fatores associados em idosos institucionalizados em Natal, RN, Brasil. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol, 2017; 20(2): 186-197. ASSUMPÇÃO L.O.T, GOLIN C.G. 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2019 renef v. 11 n. 16 (2020): RENEF IDOSO E LAZER: CONTRIBUIÇÕES DE ATIVIDADES RECREATIVAS NO MEIO AQUÁTICO PARA MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA Ana Maria Didoni;Michelle Carolina Piassalonga;Evandro Antonio Corrêa; Lazer. Idoso. Atividades Recreativas. Meio aquático. Identificar as contribuições de atividades recreativas no meio aquático para melhoria da qualidade de vida de idosos. A metodologia foi com base na abordagem qualitativa, de ordem exploratória e descritiva e da técnica de revisão bibliográfica. A realização de atividades recreativas se torna relevante na hidroginástica com o intuito de promover aulas mais prazerosas contribuindo para o bem estar dos idosos. Nesse sentido, vivência de atividades recreativas no meio aquático, por meio da hidroginástica, pode contribuir na diminuição das limitações ocasionadas pelo processo do envelhecimento para o idoso. Conclui-se que as atividades recreativas no meio aquático podem auxiliar no desenvolvimento dos idosos, possibilitando uma vida mais sociável e menos depressiva, contribuindo para melhoria da qualidade de vida. ALLEN, S. M. Proposta para o meio aquático. In: MARCELLINO, N. C. Lazer e recreação: repertório de atividades por ambientes. Campinas: Papirus, 2007. BARBOSA, F. S.; CAMPAGNA, J. Animação sociocultural e o segmento do idoso: reflexões e sugestões. In: MARCELLINO, N. C. Lazer e recreação: repertório de atividades por fases da vida. Campinas: Papirus, 2006. BACHION, M. M.; COSTA, E. C.; NAKATANI, A. Y. K. Capacidade de idosos da comunidade para desenvolver Atividades de Vida Diária e Atividades Instrumentais de Vida Diária. Acta Paulista de Enfermagem. São Paulo, v.19, n.1, 2006. BENTO, J. O. O século do idoso e o papel do desporto. Revista Humanidade. Brasília: UnB, n.46, 1999. BENTO-TORRES, N. V. O. et al. 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2020 renef v. 11 n. 16 (2020): RENEF A PERSPECTIVA DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA AS AULAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DE COVID-19 Douglas Vieira;Louise Santos;Ângelo Negrão;Roseane Monteiro-Santos; Educação Física Escolar, Novo Coronavírus, COVID-19, Ensino a Distância Este estudo objetivou analisar a perspectiva do professor de Educação Física escolar para as aulas durante e após a pandemia da COVID-19. Teve como objetivos específicos: investigar a visão dos professores sobre a mudança da didática das aulas pós-pandemia; e discutir as possibilidades acerca das aulas remotas da Educação Física na Educação Básica. A metodologia utilizada foi a pesquisa de campo, quanti-qualitativa e para a coleta das informações utilizou-se um questionário. Nos resultados, foi traçado um perfil dos 131 participantes; bem como seus anseios sobre a didática abordada nas aulas como atividades práticas, enfoque na saúde, discussão de aspectos políticos, uso de tecnologias; a possiblidade das aulas remotas na Educação Básica se tornarem viável; e os problemas esperados pelos educadores assim que as atividades escolares forem reestabelecidas. Conclui-se que os professores deverão utilizar todas as competências abordadas nas aulas de Educação Física, para que no primeiro momento de retorno a rotina escolar, essas competências sejam vistas como ferramentas importantes no seu plano de aula, buscando enriquecer o conteúdo e preservar a saúde de seus alunos. ARRUDA, E. P. Educação remota emergencial: elementos para políticas públicas na educação brasileira em tempos de covid-19. Em Rede: Revista de Educação a Distância, Porto Alegre, v. 7, n. 1, p. 258-275, 14 maio 2020. BARRETO, A. C. F.; ROCHA, D. S. 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2021 renef v. 11 n. 16 (2020): RENEF A ESTRUTURAÇÃO DE UM NEGÓCIO EM EDUCAÇÃO FÍSICA A PARTIR DA UTILIZAÇÃO DA FERRAMENTA BUSINESS MODEL CANVAS Cássio Ângelo Rodrigues Dantas; A ferramenta de modelagem de negócios CANVAS é um excelente caminho para jovens empreendedores acadêmicos estruturarem seus negócios de maneira estrategica e sensata. O objetivo deste estudo foi apresentar a estruturação de uma modelagem de negócio disruptivo, na área de Educação Física, pela utilização de conhecimentos de gestão, através da ferramenta BCM - Business Canvas Model, que é um estudo de caso, qualitativo, utilizando-se um instrumento denominado BMC- Business Model Canvas, dos autores Osterwalder e Pigneur (2011), que se caracteriza por uma representação abstrata com 09 (nove) elementos-chave da estratégia de um negócio. Foram feitos estudos de modelagens de negócios da EducaçãoFísica, elaboração de piloto do preenchimento do Canvas durante as aulas de gestão e os resultados apresentados através do próprio Business Model Canvas modelado pelos autores. Como tópicos e seus conteúdos os clientes serão famílias completas, proprietários de cães, de veículos, jovens, empresas, atletas, mulheres vaidosas. Já para relacionamento e canais teremos as redes sociais, internet (site e Blog), SAC, fale conosco. Como proposta de valor o negócio terá como foco a conveniência, praticidade, comodidade, redução de custos e riscos para os clientes, prática de saúde em família, higienização do carro enquanto o pai faz exercícios, a mãe se embeleza e o filho se diverte no play ground, pagando um preço único e justo e fazendo tudo no mesmo lugar. Como atividades chave a serem oferecidas serão oferecidos o serviço de lava jato, musculação, treinamento funcional (adultos e crianças), espaço embeleze, gourmet, estúdio de dança, play ground e dog Fitness para os cães. Os recursos chave utilizados serão subsídios do BNB, BNDES, profissionais diversos (Educação Física, Fisioterapeuta, Nutricionista, serviços gerais, promotor de vendas, brinquedos, duchas, equipamentos fitness, outros). Os parceiros serão os fornecedores diversos de alimentos, produtos de limpeza, materias esportivos, profisisonais liberais, salão e produtos de beleza, design gráfico, outros. O investimento em estrutura de custos se dará através de pagamento de taxas e impostos diversos, financiamento nos bancos de fomento, aluguel de espaço, pro-labore de sócios e salários de colaboradores, além de material de limpeza, equipamentos e reparos. Finalizando o tópico Fluxo de receitas, pretende-se que a entrada de dinheiro seja através de convênios empresariais, diárias, mensalidades e anuidades dos serviços consumidos, hora de play ground, day-use para o cãozinho, higienização veicular, pacote fidelidade e família, serviços de embelezamento geral. Neste sentido, modelo de negócio disruptivo visa quebrar alguns paradigmas tradicionais e apresentar novas perspectivas de negócios. Torna-se-á viável a partir do momento que todas as variáveis sejam tratadas com profissionalismo e muito conhecimento de gestão. A Educação Física necessita alavancar-se como uma área que busque a saúde global do cidadão, holisticamente. AFUAH, A., TUCCI, C. Internet business models and strategies: text and Cases. 2. ed. Boston, McGraw-Hill, 2003. BADEN-FULLER, C.; MORGAN, M. S. Business Models as Models. Long Range Planning, 43(2-3), 156-171. 2010. Doi: 10.1016/j.lrp.2010.02.005. ALMEIDA, M. Desafios do Prof. Ed. Física num mercado em transformação. 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2022 renef v. 11 n. 16 (2020): RENEF ANTONIO LUNARDI: O PRESIDENTE DA CONSTRUÇÃO DO GIGANTE DO HORTO Georgino Jorge Souza Neto; Este trabalho tenciona ilustrar o papel exercido pelo presidente do clube Sete de Setembro, o vereador Antonio Lunardi, no planejamento e execução do projeto de construção do Estádio Independência, que se tornaria à época a mais importante praça esportiva do estado de Minas Gerais. Através de uma revisão periódica, buscamos referências da atuação de Lunardi, elucidando e comprovando o quão fundamental foi a sua participação como principal dirigente do clube setembrino. Fica evidente o jogo político, bem como a relação competente que Lunardi estabeleceu com os principais atores no processo, a saber: prefeitura municipal, CBD e FIFA. Ressaltamos como principal conclusão o fato de o Estádio Independência não ter sido construído para a Copa do Mundo de 1950, embora tenha se tornado moeda de troca para a efetivação do sediamento da capital mineira no mais importante evento esportivo mundial. DIÁRIO Esportivo. Belo Horizonte, p. 4, 16 ago. 1945. ESTADO de Minas. Belo Horizonte, p. 8, 17 ago. 1948. ESTADO de Minas. Belo Horizonte, p. 7, 20 ago. 1948. ESTADO de Minas. Belo Horizonte, p. 8, 03 set. 1948. ESTADO de Minas. Belo Horizonte, p. 10, 05 jul. 1949. ESTADO de Minas. Belo Horizonte, p. 10, 19 jul. 1949. ESTADO de Minas. Belo Horizonte, p. 1, 11 dez. 1949. FOLHA de Minas. Belo Horizonte, p. 10, 22 ago. 1948. FOLHA de Minas. Belo Horizonte, p. 8, 01 jul. 1949. FOLHA de Minas. Belo Horizonte, p. 7, 09 jul. 1949. REVISTA Vida Esportiva, dez. 1948, p. 17. REVISTA Vida Esportiva, mar. 1950, p. 18. SCHETINO, André Maia. Os Gigantes e as Multidões: estádios e cultura esportiva em Belo Horizonte (1950-1965). 2014. 244f. Tese (Doutorado em História) Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2014.
2023 renef v. 10 n. 15 (2020): RENEF A PRATICA DA ATIVIDADE FÍSICA NO CENÁRIO ATUAL DA COVID 19 Vinicius Dias RODRIGUES; Entrevistado: Renato Sobral de Monteiro Júnior
2024 renef v. 10 n. 15 (2020): RENEF A PRÁTICA DO BRAZILIAN JIU JITSU E O DESENVOLVIMENTO DAS FUNÇÕES EXECUTIVAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA João Pedro CARMARGO;Jomilto PRAXEDES; Funções Executivas, Jiu Jitsu, Cognição, Artes Marciais, Esportes O Brazilian Jiu-Jitsu (BJJ) é uma arte marcial de defesa pessoal que engloba todo o sistemático e complexo corpo humano. Amplamente praticado no Brasil e no mundo, o Jiu-Jitsu apresenta características motoras relacionadas ao desenvolvimento das funções executivas das crianças (FEs). No entanto, ainda não se sabe o processo pelo qual essas contribuições ocorrem e se elas ocorrem. Assim, este artigo tem como objetivo identificar e entender a possível participação da prática do BJJ no processo de desenvolvimento da FE infantil. Este estudo foi realizado através de uma revisão de literatura, buscando artigos de revisão completos indexados nas bases de dados PubMed e ScieElo, publicados de 2011 a 2019. Após a seleção e análise dos cinco artigos (duas revisões de literatura e três metanálises), foi identificado que a prática de exercícios contribui para o desenvolvimento da FE, incluindo controle inibitório, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva. De fato, artigos científicos relacionados à prática de BJJ e ao desenvolvimento de FEs são escassos. No entanto, existe uma tendência definida em relação à participação de crianças em programas esportivos com características semelhantes ao BJJ, resultando na melhora da FE. Estudos adicionais são sugeridos para identificar o efeito agudo e crônico da prática do BJJ nas FEs de crianças. ALESI, M.; BIANCO, A.; PADULO, J.; VELLA, F.P.; PETRUCCI, M.; PAOLI, A.; PALMA, A.; PEPI, A. Motor andcognitive development: the role of karate. Muscle. Ligaments and Tendons Journal. v.4, n.2, p.114-20, 2014. APOLINÁRIO-SOUZA, T.; FERNANDES, L. Processamento de informações e intervenção do profissional: tomada de decisão em foco. 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2025 renef v. 10 n. 15 (2020): RENEF NOVOS OLHARES A RESPEITO DO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM NA NATAÇÃO: REVISÃO SISTEMÁTICA Leonardo Geamonond NUNES;Raquel FRANCO; Aprendizagem. Ensino. Pedagogia. Natação. O objetivo do estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre o processo de ensino aprendizagem em natação e consequentemente responder a seguinte pergunta: A pedagogia da natação apresenta conteúdo empírico relevante? Metódos: Foram analisados e lidos na integra artigos publicados entre os anos de 2010 a 2019 nos idiomas português e inglês, nas seguintes bases de dados: SCIELO e ERIC. Resultados: Antes da iniciação aos quatro nados culturalmente determinados os aprendizes deverão dominar fundamentos básicos do nadar e de outros nados alternativos. Os aprendizes deverão apresentar controle do próprio corpo em meio aquático e domínio em manipulação de objetos durante a propulsão, para que consigam ter êxito em técnicas especializadas. Conclusão: Esta revisão sistemática tem como propósito abordar princípios e fundamentos para que o professor que se dedica a iniciação em esportes aquáticos possa desconstruir sua programação de ensino voltada apenas aos quatro nados culturalmente determinados. Devemos apresentar outros caminhos pedagógicos que devem ser trilhados favorecendo o reconhecimento e a interpretação das demandas da tarefa pelo aprendiz, desta forma os novatos apresentarão controle do próprio corpo e do ambiente que estiverem inseridos de forma satisfatória. BECKER, F. Aulas de natação infantil: intermediação na perspectiva do professor. Anais do EVINCI - UniBrasil, v. 2, n. 1, p. 154-154–154, 11 jul. 2016. CAMPANIÇO, J. et al. Competência Aquática: um valor acrescentado à Educação Básica. Motricidade, v. 15, n. 1, p. 1–16, mar. 2019. Acesso em: 22 fev. 2020. ESTEVES, C. M. 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2026 renef v. 10 n. 15 (2020): RENEF PERFIL PROFISSIONAL IDEAL E REAL DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO ENSINO MÉDIO EM ESCOLAS DE PORTO VELHO Alex Luís Reis FERREIRA;Juan Eduardo Aldunate FERREIRA;Cenira Júlia Fernandes Magalhaes TONON; Perfil profissional. Educação Física. Ensino Médio. Professor. O artigo teve como objetivo traçar o perfil profissional ideal e real dos professores de Educação Física do Ensino Médio que atuam em escolas da cidade de Porto Velho/RO. Foi realizada uma pesquisa de campo, descritiva, de cunho quantitativo e qualitativo, método dedutivo. A amostra foi de 10 professores que atuam especificamente no ensino médio. Foi aplicado um questionário misto com 11 perguntas. A pesquisa foi realizada nas escolas: Centro de Ensino Classe A, Colégio e Cursos Sapiens – Unidade Jardim América, Instituição adventista de Educação Noroeste Brasileira, Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Rondônia, E.E.E.M. Major Guapindaia, E.E.E.F.M. Prof. Daniel Neri da Silva, da cidade de Porto Velho, Rondônia. O perfil do professor de Educação Física do ensino médio é de um indivíduo que se preocupa com sua formação, tem prazer em atuar na docência de adolescentes, se propõe a resolver pequenas questões relacionadas ao convívio com os alunos, Concluiu-se que os professores pesquisados estão satisfeitos com suas condições atuais, sendo cientes de suas obrigações e responsabilidades como professores, todos possuem especialização, e a atuação em uma única escola é opção dos próprios professores que possuem atividades complementares que se divergem do âmbito escolar. CASTELANNI FILHO, Lino; FILHO, Casemiro dos Reis; SAVIANI, Dermeval; JANNUZZI, Gilberta S. de M.; GARCIA, Walter E. Política educacional e Educação Física. Editora Autores Associados. Campinas – SP. 2009. Disponível em: http://files.pensando-em-educacao.webnode.com/200000056-b6b21b7a87/ LIVRO% 20Politica-educacional-e-educacao-fisica.pdf. Acesso em: 20 de out. de 2019. CONFEF – Conselho Federal de Educação Física. Legislação. 2019. Disponível em: http://confef.org.br/confef/legislacao/177. Acesso em: 18 de out. de 2019. CONFEF – Conselho Federal de Educação Física. Resoluções.2019. Disponível em: https://www.confef.org.br/confef/resolucoes/381. Acesso em: 30 de out. de 2019. CORREIA, Rodrigo Nuno Peiró; FERRAZ, Osvaldo Luiz. Competências do professor de Educação Física e formação profissional, Motriz, Rio Claro, v.16 n.2 p.281-291, abr./jun. 2010. Disponível em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/1980-6574.2010v16n2p281. Acesso em: 1 de nov. de 2019. GONÇALVES, Francisco; LIMA, Ricardo; ALBUQUERQUE, Alberto. O perfil do professor de Educação Física e o perfil do treinador, segundo a perspectiva dos alunos do ensino básico e secundário.2016. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/321774879 O perfil do professor de educacao fisica e o perfil do treinador segundo a perspectiva dos alunos do ensino basico e secundario. Acesso em: 1 de nov. de 2019. GOUVEIA, Dayanne Jacinto; CASTRO, Edson Aparecido Anastácio de; MELO, Oliveira Lima de; PAGANI, Mario Mecenas. A ética na formação do profissional de Educação Física. 2019. Disponível em: https://www.inesul.edu.br/revista/arquivos/arq-idvol_32_1422027196.pdf. Acesso em: 25 de out de 2019. MAGALHÃES, Érica; ARANTES, Ana Cristina. A competência profissional e o professor de Educação Física. 2009. Disponível em: https://www.efdeportes.com/efd128/a-competencia-profissional-e-o-professor-de-educacao-fisica.htm. Acesso em: 25 de out. 2019. MONTEIRO, Renata Gomes; MARTINS, Pura Lúcia Oliver. Quem é o bom professor para estudantes do ensino médio. 2009. Disponível em: https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2009/2680_1214.pdf. Acesso em: 24 de out de 2019. NÓVOA, António. Formação de professores e profissão docente. 2008. Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/12424596.pdf. Acesso em: 20 de out. de 2019. PRONI, Marcelo Weishaupt. Universidade, profissão Educação Física e o mercado de trabalho. Motriz, Rio Claro, v.16 n.3 p.788-798, jul./set. 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/motriz/v16n3/a27v16n3.pdf. Acesso em: 20 de out. de 2019. SANTOS, Maicon Jeferson dos; VOOS, Jordelina Beatriz Anacleto. Caracterização do perfil dos professores de educação física escolar da rede pública estadual do município de Joinville. 2016. Disponível em: https://eventos.set.edu.br/index.php/enfope/article/view/4632/1663. Acesso em: 4 de nov. de 2019. SEBASTIÃO, Luciane Lima; FREIRE, Elisabete dos Santos. A utilização de recursos materiais alternativos nas aulas de educação física: um estudo de caso. Pensar a prática 12/3: 1-12, set./dez. 2009. Disponível em: http://cev.org.br/biblioteca/a-utilizacao-recursos-materiais-alternativos-nas-aulas-educacao-fisica-um-estudo-caso/. Acesso em: 1 de nov. de 2019.
2027 renef v. 10 n. 15 (2020): RENEF SURDOS E O ENSINO SUPERIOR NO BRASIL: UMA REFLEXÃO Daniel Antunes FREITAS;Wane Elayne Soares EULÁLIO; educação inclusiva, surdos, LIBRAS, ensino superior Este ensaio busca colocar em pauta a discussão sobre as dificuldades enfrentadas pela comunidade surda para obter acesso ao Ensino Superior no Brasil. É preciso que essa questão seja colocada em debate no cotidiano acadêmico e que os obstáculos impostos aos surdos sejam derrubados para que o povo brasileiro possa falar sem reservas sobre a existência de uma Educação Inclusiva real e efetiva. GAMBOA, Silvio Sánchez. Pesquisa em educação: métodos e epistemologia. 2.ed. Chapecó: Argos, 2007. Ministério da Educação. Plano Decenal de Educação para Todos. Brasília: MEC, 1990. ________. Ministério da Educação e do Desporto Secretaria de Educação Fundamental. Lei n° 9394/96. LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 1996. ________. Ministério da Educação. Parecer nº36/2001. Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo. Brasília, 2001. ________. Ministério da Educação. Plano Nacional de Educação. Brasília, 2001b. ________. Ministério da Justiça. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 1998.
2028 renef v. 10 n. 15 (2020): RENEF SUPLEMENTOS ALIMENTARES։ QUAL O CONHECIMENTO ENTRE ADOLESCENTES? WILLIAM CORDEIRO DE SOUZA;IGOR ROZA;ANDRÉ DE CAMARGO SMOLAREK;LUIS PAULO GOMES MASCARENHAS; Adolescentes, Conhecimento, Suplementos Alimentares Objetivo։ Verificar o conhecimento sobre suplementos alimentares por adolescentes. Métodos։ Trata-se de um estudo descritivo do tipo survey. Assim, a amostra foi composta por 300 adolescentes (111 meninos e 189 meninas), com idades de 14 a 17 anos, da rede particular e pública do ensino médio do município de Irati/ PR. Foi aplicado aos adolescentes um questionário com perguntas abertas e fechadas relacionadas sobre conhecimento, uso e benefícios dos suplementos alimentares. Para a análise dos dados foi utilizada a estatística descritiva composta por frequência percentílica (%). Resultados։ 92,55% já ouviram falar a respeito do assunto. 83,50% consumiram algum tipo de suplemento e 63,85% conhece alguém que utiliza. Grande proporção respondeu não conhecer os objetivos do uso da Creatina (49,40%), do Nitrato/Oxido Nítrico (82,20%) e do BCAA (79,00%). Entretanto, grande maioria dos avaliados conhecem os objetivos de usar o Whey-Protein (47,30%) e a Cafeína (69,65%). Conclusão։ Foi possível verificar que grande proporção dos adolescentes já ouviu falar, consumiu ou conhecem alguém que consome algum tipo de suplemento. Destes, grande maioria respondeu não conhecer o objetivo do uso da Creatina, do Nitrato/Oxido Nítrico e do BCAA. Porém, conhecem os benefícios do Whey-Protein e da Cafeína. ALMEIDA, A. C. F.; WEFFORT, V. R. S. Uso de suplementos alimentares por adolescentes que frequentam academia. Revista Médica de Minas Gerais, v. 31, n. 3 (Supl1), p. S1-S144, 2011. ALVES, C.; LIMA, R. V. Dietary supplement use byadolescents. Jornal de Pediatria, v. 85, n. 4, p. 287-294, 2009. BRAGA, K. D.; HOERLLE, E. L. V.; PASTORE, C. A.; PRETTO, A. D. B. 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2030 renef v. 9 n. 14 (2019): RENEF A PESQUISA NA UNIMONTES - CLARICE DINIZ Amário Lessa Júnior;Geraldo Magela Durães; Pesquisa, Perspectivas futuras Entrevista a pro reitora de pesquisa professora Clarice Diniz Alvarenga Corsato sobre suas perspectivas na Pró-Reitoria de Pesquisa, os números da pesquisa na UNIMONTES, a qualificação do professores e como a Unimontes fomenta esta, os programas de pós graduação, a inovação tecnológica, o efetivo de pesquisa e as perspectivas futuras para pesquisa na universidade.
2031 renef v. 9 n. 14 (2019): RENEF COMPOSIÇÃO CORPORAL E RESISTÊNCIA MUSCULAR LOCALIZADA DE ESCOLARES Eugênio Costa Zuba Neto;André Luiz Gomes Carneiro;Vinicius Dias Rodrigues;Álvaro Parrela Piris;Gregório Ribeiro Andrade Neto;Wellington Danilo Soares; Aptidão física. Resistência muscular localizada. Composição corporal. Escolares. O objetivo do estudo foi avaliar o perfil antropométrico e a resistência muscular localizada como indicadores do estado de saúde em escolares de idade entre 10 a 15 anos da rede pública e privada de Montes Claros/MG. Trata-se de uma pesquisa de caráter descritivo, comparativa, de corte transversal, com abordagem quantitativa. A amostra foi constituída de 100 alunos, sendo 50 da rede de ensino pública estadual e 50 da rede privada. Foi usado o manual de testes do PROESP-BR como referência para mensuração de peso, altura, índice de massa corporal e o teste de resistência muscular localizada. Os resultados mostraram diferença significativa em poucas variáveis, a média e desvio padrão do peso foi 46,2 (±9,2) enquanto na comparação entre gêneros a média e desvio padrão masculino foi 48,40 (±10,1) e a feminina foi 44,08 (±7,8). Comparando as redes de ensino, as medias e desvio padrão da escola privada em peso e estatura foram 48,22 (±8,1) e 159,06 (±7,4) respectivamente, enquanto a escola pública obteve 44,22 (±9,9) e 155,54 (±11,7). As outras variáveis não apresentaram diferenças significativas, entretanto a escola privada apresentou resultados superiores. Evidencia-se por este estudo que os resultados encontrados nos permitem salientar que há significância nas variáveis peso, estatura e idade em comparativo a amostra estudada, com um discreto aumento das variáveis nos alunos da escola privada. DE ALMEIDA, R. J. Obesidade nos Corpos das Mulheres e os Olhares sobre os Discursos Medicalizantes. Sociedade e Estado, v.28, n.2, p.465-465, Maio-Ago, 2013,. ARENA, S.S. 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2032 renef v. 9 n. 14 (2019): RENEF EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE AMINOÁCIDOS DE CADEIA RAMIFICADA (AACR) E EXERCÍCIO FÍSICO: REVISÃO DE LITERATURA Kássia Héllen Vieira;Dinézia Simões Ferreira;Maria Luisa da Silva;Wanessa Casteluber Lopes;Jaqueline Teixeira Teles Gonçalves; AACR, suplementos alimentares, esforço físico A utilização de suplementos alimentares tem crescido exponencialmente, seja para preencher uma lacuna deixada pela alimentação e/ou, principalmente como recurso ergogênico. Aqueles classificados como proteicos estão entre os principais utilizados, dentre eles, os AACR (Aminoácidos de Cadeia Ramificada). Desta forma, o objetivo geral da presente revisão de literatura foi aprofundar os conhecimentos com relação à suplementação de AACR e os seus efeitos no exercício físico. O levantamento bibliográfico foi operacionalizado mediante busca de artigos completos indexados nas bases de dados PubMed e ScieElo, publicados entre os anos de 2005 a 2019 e que abordaram a suplementação de AACR no exercício físico. Redução da fadiga central, aumento da síntese proteica, redução da gordura corporal, economia dos estoques de glicogênio muscular, fortalecimento do sistema imune, redução de danos musculares devido a exercícios intensos são alguns efeitos sugeridos como benefícios da suplementação de AACR, porém a literatura apresenta dados controversos, sendo que a maioria destes efeitos não estão devidamente esclarecidos e comprovados, carecendo de uma maior gama de estudos com um maior número amostral e um período mais longo de execução. BECKER, L.K.; PEREIRA, A.N.; PENA, G.E.; OLIVEIRA, E.C.; SILVA, M.E. Efeitos da suplementação nutricional sobre a composição corporal e o desempenho de atletas: uma revisão. 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2033 renef v. 9 n. 14 (2019): RENEF MITO E CORPO: REFLEXÕES SOBRE O CÂNCER DE MAMA Fernanda de Souza Cardoso;Eliana Lúcia FERREIRA; Identificar alguns mitos relacionados ao câncer, reconhecendo como isso se dá no contexto do corpo feminino acometido pelo câncer de mama. Pesquisa empírica, utilizando procedimentos qualitativos, tendo como suporte metodológico a Análise do Discurso (AD), em sua vertente francesa, representada no Brasil, por Eni Orlandi. Utilizamos como instrumento a entrevista semiestruturada, que foi feita com seis mulheres, participantes de grupo de apoio (Projeto Vida Presente), da cidade de Montes Claros, Minas Gerais. A idade das mulheres que representa a amostra do estudo varia dos 44 aos 66 anos, todas acometidas pelo câncer de mama, em processo de acompanhamento e que sofreram intervenção cirúrgica, ou seja, mastectomizadas. Tratamos desta maneira, pelos discursos (corpus) “das mulheres com câncer”, analisar para compreender o que realmente faz sentido para as mesmas e a mitificação, ou não, diante de tal posição, que se faz nova, que se constitui noutra. A partir dessas considerações e princípios é que buscamos compreender os sentidos postos pelas palavras, e aí não “somente palavras”, discursos, dentro de um contexto social específico, considerando as condições nas quais foram produzidos, fazendo significar-se. O câncer vem então acompanhado de um novo vivenciar, de uma certa “estranheza”, tanto por parte de quem se vê acometido pela doença, como por parte daqueles que diretamente estão envolvidos. Pela doença se toma consciência da morte. O olhar da sociedade, do outro, como coloca Hashiguti (2003) se faz primordialmente pelo corpo, que sobre ele tece opiniões, julgamentos, ações, provocando desta maneira reações, atitudes primeiramente de afastar estes olhares, de não precisar ser “visto”, ser “lembrado”, para então, ou não, buscar suportes no sentido de retomada de seus espaços. O câncer por ser uma doença ainda repleta de desconhecimentos continua por alguns sendo mitificada, sendo essa uma das maneiras de lidar com questões ainda não tão esclarecidas, complexas. Alguns aspectos referentes ao mito e o câncer de mama foram constatados pelos discursos das referidas mulheres como: a crença no caráter punitivo da doença, fruto da vontade de Deus, a ideia de que o doente de câncer é um “quase morto” ou de que o câncer pode é contagioso. Os enfrentamentos diante do olhar social influenciam a maneira de lidar com o adoecimento, porém pode ser uma via para a retificação a partir do conhecimento, do reconhecimento, da mudança de atitude, da desmistificação. Mas esse não é um processo imediato, para que uma nova realidade se instale é preciso fazer ecoar a voz, revelar, entender os sentidos, começar a trilhar o caminho. São passos primeiros, pequenos passos, de uma grande questão. ALMEIDA, A. M. de et al. Construindo o significado da recorrência da doença: a experiência de mulheres com câncer de mama. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 9, n. 5, 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid. Acesso em: 07 Mar. 2008. ÁVILA, L. A. Psicanálise e mitologia grega. In: Pulsional Revista de Psicanálise, anos XIV/XV, n 152/153, 7-18, 2001/2002. BARROS, D. D. Da submissão feminina à conquista de uma imagem corporal (ir)real. 2001. 163 f. 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2034 renef v. 9 n. 14 (2019): RENEF BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E OS EXERGAMES – O QUE LICENCIANDOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA FALAM SOBRE A SUA APLICABILIDADE Osmano Tavares de SOUZA;Carla RAMALHO; Base Nacional Comum Curricular; Exergames; Educação Fìsica Escolar A Base Nacional Comum Curricular traz novos Eixos temáticos e Objetos de Conhecimento para a Educação Física. Para compreender como graduandos vêem a aplicação do conhecimento jogos eletrônicos na sua futura prática docente, esta pesquisa tem o objetivo de entender as possibilidades de utilização dos Exergames (EXGs), as sugestões da BNCC dentro dos Objetos de Conhecimento nomeado Jogos Eletrônicos, pelos futuros professores nas suas aulas de Educação Física.Utilizamos o método de teoria estatística, tendo como tipo de amostragem por conveniência. Sendo entrevistados 10 alunos do curso de licenciatura em Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros. Temos como resultado: 100% dos pesquisados entendem que os EXGs podem ser utilizados no ensino de modalidades esportivas; 70% dos alunos entrevistados enxergam a possibilidade do uso dos EXGs nas suas aulas. Concluímos que a utilização dos EXGs pode ser uma ferramenta viável, levando em consideração os futuros professores da área. ANDRADE, Alexandro et al. Acute Effect of Exergames on Childrens Mood States During Physical Education Classes. Games for Health Journal, Catarina Universidade do Estado de Santa, Florianópolis, Volume 8, Número 3, fev. 2019. ARAÚJO, João Gabriel Eugênio; BATISTA, Cleyton; LUZ MOURA, Diego. Exergames na educação física: uma revisão sistemática. Movimento, Porto Alegre, v. 23, n. 2., p. 529-542, abr./jun. de 2017. Disponível: em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=115351637007. Acesso em: 5 maio 2019. BEZERRA, Madson Rodrigo Silva. 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2066 renef v. 9 n. 13 (2019): RENEF A MOTIVAÇÃO PARA A PRÁTICA DO FUTEBOL DE CAMPO: UM ESTUDO COM JOVENS ATLETAS Gabriela Fernanda Santos Almeida;Marco Aurélio Dias Gusmão2;Fernanda Cardoso Rocha;Alexandre Alves Caribé da Cunha;Laura Lílian Ferreira Silva; Psicologia do Esporte; Motivação; Futebol. A motivação é um aspecto psicológico que vem sendo muito estudado no âmbito esportivo e é fundamental na prática de qualquer modalidade. O entendimento da motivação no esporte torna-se importante no momento em que enfocamos a motivação como um processo para despertar a ação ou sustentar a atividade. Na vida dos jovens, a prática esportiva pode influenciar positivamente ou negativamente, pois nesta fase da vida, eles passam por mudanças, sendo uma delas o desenvolvimento psicofísico que ocorre intensamente e que é sentido, de modo peculiar, na prática esportiva. Dessa forma, esta pesquisa investigou os fatores motivacionais que influenciam a iniciação e permanência dos jovens atletas na prática do futebol de campo. Além disto, buscou-se constatar os motivos da preferência pelo futebol de campo em relação às outras modalidades, para que estas informações possam contribuir a fim de aperfeiçoar a participação do jovem no esporte. Trata-se de uma pesquisa de campo com caráter qualitativo, descritivo e de corte transversal. O estudo foi realizado com adolescentes da Escola de Futebol da Unimontes, na cidade de Montes Claros – MG. Para tal, foi utilizado como instrumento de coleta de dados um questionário socioeconômico, elaborado pelos próprios pesquisadores, e o Inventário de Motivação à Prática Regular de Atividade Física (IMPRAFE-54). Como resultados apresenta a dimensão “Prazer” como o principal motivador interno à pratica do futebol, seguindo assim pelas dimensão “Saúde”, “Competitividade”, “Estética” e por fim “Controle de estresse”, sucessivamente. Tornando com isso o prazer ao esporte como principal componente motivador a prática de futebol. Este estudo permitiu concluir sobre a influência e a relevância da pratica de esporte para o adolescente, contudo ainda é escassa a literatura que possa realizar embasamento para reafirmar a motivação como componente essencial para tais práticas. BALBINOTTI, M.A., BARBOSA, M.L., BALBINOTTI, C.A., SALDANHA, R.P., MAZO, J.Z. O prazer na prática de atividades físicas e esportivas na adolescência: um estudo comparativo entre os sexos. Coleç. Pesqui. Educ. Fís. 2010;9(2):197-202. BALBINOTTI, M.A., ZAMBONATO, F., BARBOSA, M.L., SALDANHA, R.P., BALBINOTTI, C.A. Motivação à prática regular de atividades físicas e esportivas: um estudo comparativo entre estudantes com sobrepeso, obesos e eutróficos. Motriz. 2011 Jul;17(3):384-94. BALBINOTTI, M.A.A., BARBOSA, M.L.L. Inventário de Motivação à Prática Regular de Atividades Físicas (IMPRAF – 54). Laboratório de Psicologia do Esporte – Universidade Federal do Rio Grande do Sul: Porto Alegre, 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/motriz/v17n3/02.pdf. Acesso em 3 out. 2018. BRASIL. MINISTÉRIO DO ESPORTE. A prática de esporte no Brasil. 2013. Disponível em: http://www.esporte.gov.br/diesporte/index.html. Acesso em: 27 set. 2017. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução CFP N. º 013/2007-Institui a consolidação das resoluções relativas ao título profissional de especialista em psicologia. Resolução nº 013 de 01 de Junho de 2007. Brasília- DF, anexo II, p. 20. Disponível em: http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2008/08/Resolucao_CFP_nx_013-2007.pdf. Acesso em: 30 set. 2017. COZAC, J.R.L. Psicologia do esporte: atleta e ser humano em ação. São Paulo: Roca, 2013. LOPES, P., Nunomura, M. Motivação para a prática e permanência na ginástica artística de alto nível. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. 2007; 1;21(3):177-87. MIRANDA, R., BARA FILHO, M. Construindo um atleta vencedor: uma abordagem psicofísica do esporte. Porto Alegre: Artmed Editora, 2009. PACHECO, C.H. Motivação à prática regular de atividades esportivas: um estudo com praticantes de escolinhas de futebol e futsal (13 a 17 anos). 2009. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/18833/000732959.pdf?sequence=1. Acesso em: 15 mai. 2018. PAIM, M.C. Motivos que levam adolescentes a praticar o futebol. Revista Digital 2001 Dec;7(43). PEREIRA, A.B. A construção social do tipo “jogador de futebol profissional”: um estudo sobre os repertórios usados por jogadores de distintas categorias etárias e por integrantes de suas matrizes. São Paulo (SP): Universidade Federal de São Paulo Digital. 2008. Disponível em: https://sapientia.pucsp.br/bitstream/handle/17303/1/Adriana%20Bernardes%20Pereira.pdf. Acesso em: 20 mai. 2018 SAMULSKI, D. Psicologia do esporte: um manual para a educação física, fisioterapia e psicologia. Psicologia do esporte: um manual para a educação física, fisioterapia e psicologia. São Paulo: Manole, 2002. DOI: https://doi.org/10.35258/rn2019091300026
2036 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A NECESSIDADE DO ESTÍMULO AO MOVIMENTO PARA A SAÚDE DO PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN Deissy Alves Câmara; A Síndrome de Down é caracterizada por uma anomalia cromossômica genética que atinge o sistema nervoso central, levando o indivíduo a possuir características físicas específicas além de estar predisposto a manifestações de algumas doençascomo hipotonia, problemas cardíacos e respiratórios congênitos e lassidão ligamentar. Agrega-se a esses sintomas dificuldade no aprendizado, deficiência intelectual, e resposta motora lenta que reflete no esquema corporal do indivíduo afetando suas respostas psicomotoras.Por conseguinte, é primordial promover a autonomia, independência, autocuidado, autoconfiança e desenvolvimento motor a longo prazo para que o portador da Síndrome de Dowm possa viver. Tendo como objetivo a qualidade de vida do Portador da Síndrome de Down este estudo fundamentou-se na necessidade de movimento do corpo como meio de alcançar o bem-estar. Pois, o movimento evita a inércia, promove o emagrecimento, aumento da resistência física e da autoestima, fortalecimento muscular, alívio do estresse, dentre outros benefícios. Assim sendo, qualquer motivo que leva a pessoa a se movimentar mais vezes é oportuno.Por se tratar de pessoas com singularidades é vital estimular o portador da Síndrome de Down movimentar o máximo possível uma vez que a coordenação motora desenvolvida por meio da mobilidade permitirá ao indivíduo conhecer seus limites e potencialidades, expandir seus aspectos sensoriais, cognitivos e motor, bem como, aumentar a força e resistência muscular e a capacidade de respostas mais ágeis aos estímulos externos. Porém, necessário ressaltar que o movimento deve ser adequado a individualidade de cada ser, respeitando suas habilidades e limitações, usando o movimento como ferramenta de integração social e independência. O presente estudo foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica.
2037 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ANÁLISE DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM CICLISTAS DE MONTES CLAROS - MG Gabriela Carneiro Cardoso;João Victor de Araújo Queiroz;Waldney Roberto de Matos e Ávila;Hellen Veloso Rocha Marinho; O ciclismo é um dos esportes mais populares do mundo e vem crescendo muito nos últimos anos, tendo como um de seus objetivos o emagrecimento. O Índice de Massa Corporal (IMC) é um dos parâmetros adotados pela Organização Mundial da Saúde para estimar o estado nutricional de cada pessoa. O objetivo do presente estudo foi verificar o Indice de massa corporal de praticantes de ciclismo de Montes Claros. Foram avaliados 44 ciclistas praticantes de Mountain bike com idade média de 36,5 (± 11,57) anos e de ambos os sexos, sendo 38 do sexo masculino e 06 do sexo feminino. Os dados foram obtidos através da aplicação de um formulário específico individual contendo questões relativas à anamnese geral, questões sócio-econômicas, caracterização de treino ou prática no ciclismo, processos patológicos, caracterização de lesões. O cálculo do IMC é feito dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. A classificação dos ciclistas quanto ao estado nutricional foi feito com base nos pontos de corte do IMC adotados pela OMS: < 18,5 - magro ou baixo peso; 18,5 e 24,9 - normal ou eutrófico; entre 25 – 29,9 - sobrepeso; entre 30 e 34,9 obesidade grau I; entre 35 e 39,9 obesidade grau II e valores superiores à 40 - obesidade grau III. Análise descritiva foi utilizada para caracterizar a amostra e as variáveis categóricas foram apresentadas na forma de frequência absoluta e frequência relativa. Foi obtido como resultado da análise, 1 indivíduo abaixo do peso, 20 indivíduos com peso ideal, 18 com sobrepeso, 4 com obesidade grau 1 e 1 com obesidade grau 2. Portanto, conclui-se que, mais de 50% dos ciclistas entrevistados apresentam peso inadequado, o que pode predispor ao risco de doenças.
2038 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITO DA ATIVIDADE FÍSICA EM AMBIENTE ENRIQUECIDO NA FORÇA MUSCULAR DE CAMUNDONGOS C57BL/6J Aldecy Batista de Sá Júnior;Ataualba Ramalho;Ana Carolina Rodrigues da Silva de Meirelles Filho;Karen Layane dos Santos;Geovanna de Souza Andrade;Vinícius Dias Rodrigues; Introdução: Existem poucos modelos experimentais de atividade física com roedores. Um formato de atividade física para roedores muito utilizado para estudos de comportamento, é o ambiente enriquecido, assim, a utilização da soma dessas propostas pode ser um modelo experimental com potencial para estudos que deslumbram o impacto real da atividade física em diversas situações de saúde. Objetivo:O objetivo desse trabalho foi verificar os efeitos da atividade física em ambiente enriquecido na força muscular de camundongos C57BL/6. Metodologia: Foram utilizados 10 camundongos C57BL/6 fêmeas. O desenho experimental iniciou-se com a avaliação do peso corporal (PC) e força muscular (FM), posteriormente foram realizadas 24 sessões (sessão diária) de atividade física em ambiente enriquecido com o grupo experimental (n=5) com duração de 60 minutos (cada sessão), grupo controle (n=5) foi mantido na caixa de alojamento. Após realizar todas as sessões, repetiram-se as avaliações do PC e FM. Para avaliação do PC e FM foi utilizado uma balança analítica (Bonther®) e um dinamômetro (Bonther®) respectivamente. Trabalho aprovado pelo comitê de ética em pesquisa e bem-estar animal da Unimontes (parecer 131/2017). Resultados:A FM foi maior no grupo experimental quando comparada com o grupo controle. Porém, não ocorreu diferença significativa entre as variáveis de FM absoluta média (p=0,175), FM absoluta máxima (p=0,015), FM relativa média (p=0,347) e FM relativa máxima (p=0,346). Mas a FM absoluta média teve um tamanho de efeito grande (1,13), a FM absoluta máxima teve um tamanho de efeito grande (1,84), a FM relativa média teve um tamanho de efeito muito grande (-2,67), e FM relativa máxima teve um tamanho de efeito grande (1,14). Conclusão: Os achados desse trabalho mostrou que a atividade física em ambiente enriquecido pode proporcionar o aumento da FM em camundongos C57BL/6 fêmeas.
2039 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EFEITOS DO TREINAMENTO RESISTIDO COM ESTÍMULO DE CHOQUE ELÉTRICO NA FORÇA MUSCULAR DE CAMUNDONGOS FÊMEAS C57BL/6 Tayrine Resende de Oliveira;Vinícius Dias Rodrigues; Introdução: A literatura apresenta algumas lacunas relacionadas à eficiência do exercício em mimetizar os achados que ocorrem no modelo humano. Assim, na tentativa de promover maior eficiência nos resultados fisiológicos provocados pelo exercício resistido experimental, foi desenvolvido um dispositivo para treinamento resistido, representado por uma escada vertical adequada com estímulo de choque elétrico. Tal dispositivo possivelmente causa o recrutamento muscular extenso dos quatro membros do roedor. Objetivo: Dessa forma, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de um dispositivo vertical de escada para exercícios resistidos com estímulo de choque elétrico na força muscular de camundongos fêmeas C57Bl/6. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo experimental com camundongos C57Bl/6 fêmeas, onde os animais foram divididos em grupo controle (n=5) e grupo experimental (n=5). O grupo experimental realizou 21 sessões de exercício resistido com uso de uma escada com 110 cm de altura, 18 cm de largura, 2 cm entre os degraus e 80 graus de inclinação. Além disso, foi a câmara de saída gerava uma corrente elétrica de 20 volts de intensidade e 45 volts de freqüência foi aplicada às quatro pernas do animal. Foram realizadas seis séries de oito repetições com 90 segundos de intervalo entre as séries. A mensuração da força muscular (FM) relativa e absoluta dos quatro membros foi realizada por meio de um medidor de força de tração muscular (Bonther®). O teste Mann-Whitneyfoi realizado para comparar a diferença pós - pré (delta) da variável dependente e o nível de significância foi estabelecido em p ≤ 0,05. Este trabalho foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa e bem-estar animal da Universidade Estadual de Montes Claros (parecer 131/2017). Resultados: Os resultados encontrados mostraram que a diferença na FM absoluta média foi significativa (p= 0,016), mas na FM absoluta máxima (p= 0,076), na FM relativa média (p= 0,175) e na FM relativa máxima (p= 0,076) não ocorreu diferença significativa. Com relação ao tamanho do efeito, a FM absoluta média foi classificada como grande (1,13), a FM absoluta máxima foi classificada como grande (1,40), a FM relativa média foi classificada como moderada (0,92) e a FM relativa máxima foi classificada como grande (1,46). Conclusão: O treinamento resistido com estimulo de choque promoveu aumento de força muscular nos membros dos animais do grupos experimental, mostrando uma perspectiva positiva para a continuidade das pesquisas com o objetivo de investigar o efeito desse treinamento em diversas situações de pesquisa científica relacionadas a saúde e/ou desempenho.
2040 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA FLEXIBILIDADE E MEDIDAS MORFOLÓGICAS: UMA ANÁLISE EM IDOSOS PARTICIPANTES DO PROJETO GINÁSTICA PARA TODOS DO MUNICÍPIO DE PATIS/MG Fabrício Jonas Pereira da Silva;Kelly Bomfim da Silva Fernandes; O objetivo do estudo foi analisar o Índice de Massa Corporal (IMC), Relação Cintura Quadril (RCQ) e os níveis de flexibilidade, em idosos participantes do projeto Ginástica para Todos do Município de Patis – MG. O estudo de campo apresenta caráter descritivo, corte transversal e com análise quantitativa. A amostra constituiu 18 (dezoito) idosos com predominância do sexo feminino, sendo possível constatar que destes na variável de Índice de Massa Corporal 33,3% estão na classificação normal (eutrófico), sendo 27,8% em um quadro de sobrepeso e 38,9% em classificação de obesos. Na variável Relação cintura/quadril de acordo com a mesma tabela, foi apresentado nenhum resultado de idoso com baixo risco, entretanto, 33,3% indicam risco moderado, 55,6% indicam risco alto e 11,1% apresentam risco muito alto. Já os dados dos níveis de flexibilidade revelam que 11,1% da amostra encontram-se abaixo da média do nível de flexibilidade; 27,8 classificam-se como acima da média; 11,1% estão classificados como excelentes; 5,6% estão na média e 44,4% estão em nível ruim de flexibilidade. Observa-se que do total desses 18 indivíduos, 11 equivalem a 61,1% foram classificados como não obesos e 7 indivíduos equivalem a 38,9% da amostra classificados como obesos. Entretanto os indivíduos incluídos na classificação de não obesos tem a circunferência da cintura mais elevado do que o do grupo de obesos. Na comparação inferencial houve diferença significativa nas variáveis peso corporal, IMC, circunferência quadril e cintura em relação ao nível de significância p < 0,05. Todos os dados coletados foram analisados por meio do programa estatístico (StatisticalPackage for the Social Sciences – SPSS), versão 20.0 para Windows®. Conclui-se que nas variáveis analisadas de medidas morfológicas, os idosos apresentaram nível maior de obesidade e de risco alto, indicando índices acima dos limites desejáveis. Sobre flexibilidade observamos que a maioria está em nível ruim, abaixo do estimado.
2041 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA IMPACTOS DO ESPORTE NA SAÚDE DURANTE A VELHICE Deissy Alves Câmara; O envelhecimento decorre da passagem do tempo e se caracteriza pelo declínio das funções fisiológicas e diminuição da capacidade funcional, facilitando o desenvolvimento doenças e impactando diretamente na saúde. A saúde caracteriza-se como um bem estar biopsicossocial, sendo que aqueles que estão vivenciando o envelhecimento são mais propensos a não gozarem da saúde em sua plenitude. Tal fato decorre do desgaste natural do vigor físico e mental que acomete a pessoa idosa, ocasionando o desânimo para manter a vida social, baixa autoestima e abalo emocional, fatores que impedem o correto funcionamento do organismo gerando dependência e sensação de incapacidade, produzindo a crença de que a velhice é uma fase dolorosa na qual não se é possível viver bem. Buscando combater os “vilões da velhice” este estudo recorre ao esporte como principal auxiliar do idoso na conquista da qualidade de vida durante a senectude. O esporte é uma modalidade de atividade física que se fundamenta em regras e movimentos programados que pode ser praticado com intuito profissional, recreativo, educativo ou sociocultural, geralmente sob a forma de competição. Significa dizer que quem pratica esportes trabalha simultaneamente a parte psicológica, social, emocional, biológica, fisiológica e espiritual. Pois, a pessoa que se exercita tem sistema imunológico melhor e um organismo mais responsivo dificultando o aparecimento de doenças. Do exposto, infere-se que assim como as vicissitudes da velhice progridem em cadeia, os benefícios da prática desportiva também, de modo que de um benefício decorre outro benefício. Portanto, a prática desportiva deve ser estimulada durante a terceira idade objetivando a saúde e o bem-estar, uma vez que o esporte demonstrou ser fundamental no alcance de uma longevidade de qualidade. O presente estudo foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica em livros, artigos científicos e pareceres de estudiosos sobre o tema.
2042 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM PRATICANTES DE CROSSFIT Lucas Henrique Soares Ribeiro;Nelson Francisco de Paula Teixeira;Hellen Veloso Rocha Marinho; O crossfit é uma modalidade esportiva em ascensão que engloba movimentos funcionais, de alta intensidade, tendo como alguns dos seus objetivos o condicionamento físico e o emagrecimento. O Índice de Massa Corporal (IMC) é um dos parâmetros para estimar o estado nutricional de cada indivíduo adotados pela Organização Mundial da Saúde. O objetivo do presente estudo foi verificar o Indice de massa corporal de praticantes de crossfit de Montes Claros. A amostra foi composta por 35 voluntários praticantes de crossfit com idade média de 35,17 (± 4,19) anos e de ambos os sexos, sendo 11 do sexo masculino e 24 do sexo feminino. Os dados foram obtidos através da aplicação de um formulário estruturado específico contendo questões relativas à anamnese geral, caracterização de treino caracterização de lesões, entre outros. O cálculo do IMC é feito dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. A classificação dos praticantes de crossfit quanto ao estado nutricional foi feito com base nos pontos de corte do IMC adotados pela OMS: < 18,5 - magro ou baixo peso;18,5 e 24,9 - normal ou eutróflico; entre 25 – 29,9 - sobrepeso; entre 30 e 34,9 obesidade grau I; entre 35 e 39,9 obesidade grau II e valores superiores à 40 - obesidade grau III. Análise descritiva foi utilizada para caracterizar a amostra e as variáveis categóricas foram apresentadas na forma de frequência absoluta e frequência relativa. Os resultados do presente estudo revelaram que apenas 2 (dois) indivíduos do sexo masculino apresentou IMC considerado normal, 8 apresentaram sobrepeso e foi detectado 1 homem com obesidade grau 1. Com relação às mulheres, 79% apresentavam-se estróficas, e também foi observado sobrepeso em 5 mulheres. Conclui-se que enquanto a maioria das mulheres apresentaram IMC adequado, a maioria dos homens apresentaram peso acima do ideal, o que pode predispor à ocorrência de doenças.
2043 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ÍNDICE DE MASSA CORPORAL ENTRE PRATICANTES DE VOLEIBOL DE DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS Jesulino Farias de Souza Neto;Vivianne Margareth Chaves Pereira Reis;Vinícius Dias Rodrigues;Hellen Veloso Rocha Marinho; O voleibol é uma modalidade esportiva popular, com objetivos distintos variando de cada praticante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) utiliza como um dos parâmetros para estimar o estado nutricional de cada indivíduo o Índice de Massa Corporal (IMC). O objetivo desse estudo foi verificar o IMC de mulheres praticantes de voleibol de diferentes faixas etárias. A amostra foi composta de 33 mulheres com idade de 37,15 (± 7,47) anos praticantes de voleibol em Montes Claros, MG. Os dados foram obtidos através da aplicação de um formulário especifico. O cálculo do IMC é realizado dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. A classificação das voluntárias quanto ao estado nutricional foi feito com base nos pontos de corte do IMC adotados pela OMS. Test t independente foi utilizado para verificar possíveis diferenças nos valores de IMC entre mulheres com idade inferior a 35 anos e com idade igual ousuperior à 35 anos. O nível de significância estabelecido foi de α < 0,05. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os valores médios do IMC considerando as diferentes faixas etárias investigadas. A maioria das voluntárias foram classificadas como eutróficas, correspondendo à 64,3% das mulheres mais novas e 65,0% das mulheres com idade superior. 21,4 % das mulheres com idade inferiorapresentavam sobrepeso, enquanto que no grupo de idade igual ou superior à 35 anos o percentual de mulheres com sobrepeso correspondeu à 25 %. Foi verificada a presença de obesidade em 7,1% das mulheres mais novas comparada à 10% das mulheres com idade superior. Conclui-se que embora os valores de IMC não tenham diferido entre os grupos com diferentes faixas etárias e a maioria das voluntárias apresentassem valores correspondentes ao IMC adequado, um percentual considerável de mulheres em ambos os grupos apresentaram valores superiores aos considerado ideal, o que pode predispor à ocorrência de doenças, não devendo ser negligenciado.
2044 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA LESÕES EM PRATICANTES DE VOLEIBOL Áquila Larissa Xavier de Souza;Hellen Veloso Rocha Marinho; O voleibol tem natureza complexa e dinâmica exigindo diferentes capacidades físicas e motoras, sendo considerado um dos esportes que mais sofreu alteração em suas regras e velocidade de jogo. O objetivo do presente estudo foi verificar a presença de queixas (sintomas) em praticantes de voleibol da cidade de Montes Claros. Participaram do estudo 42 adultos jovens praticantes de voleibol sendo 8 homens e 33 mulheres, com idade média de 35,6 ± 8,15 anos Os voluntários responderam a um a formulário estruturado específico, contendo questões objetivas e subjetivas relacionadas aos dados demográficos, perfil da prática da modalidade, presença de sintomas, histórico de lesões,entre outros. A análise descritiva utilizada para caracterizar a amostra e as variáveis categóricas foram apresentadas na forma de frequência absoluta e frequência relativa. 17 voluntários reportaram a presença de sintomas, sendo que foram relatados 22 sintomas. Foram evidenciados que 29% dos participantes da amostra que informaram a presença de sintomasapresentaram dor no joelho, 23% apresentaram dor no ombro,enquanto que dores nas regiões do tornozelo e coluna foram informadas em uma freqüência de 12% dos voluntários com sintomas para cada um desses locais. Conclui-se que os locais com maior freqüência de sintomas álgicos entre os praticantes de voleibol da cidade de Montes Claros foram os complexos articulares do ombro e joelho.
2045 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MOTIVOS E FREQUÊNCIA PARA A PRÁTICA DE CICLISMO EM DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS Camila Sâmela da Silva Rosa;João Victor de Araújo Queiroz;Waldney Roberto de Matos e Ávila;Hellen Veloso Rocha Marinho; O ciclismo é um dos esportes mais populares no mundo, sendo praticado com diversos objetivos, viabilizando, de acordo com o tipo de treinamento, o aprimoramento do metabolismo aeróbio e anaeróbio. O presente estudo teve como objetivo identificar os objetivos e frequência da prática do ciclismo, uma vez que essas informações subsidiam a elaboração do programa de treinamento. A amostra foi composta por 44 indivíduos de ambos os sexos, sendo 38 do sexo masculino e 06 do sexo feminino, alocados, para fins de análise, em dois grupos: G1- idade <35anos (n=23; 27,7 ± 4,4 anos); G2- idade ≥ 35 anos (n=21; 46,5 ± 7,9 anos ), todos praticantes de ciclismo na cidade de Montes Claros. Os voluntários responderam a um formulário estruturado que permitiu a análise descritiva para caracterizar a amostra. Quanto aos objetivos da prática do ciclismo, o condicionamento físico foi relatado como principal motivo em ambos os grupos, correspondendo à frequência de 78,2% e 66,6%, para G1 e G2 respectivamente. Reportaram o lazer e saúde como principal objetivo 19,0 e 13,4% para G1 e G2 respectivamente. O emagrecimento foi relatado como motivo para a prática por 14,2 % dos sujeitos de G2 e 8,6% de G1. Quanto à frequência da prática, três vezes por semana foi a mais relatada em ambos os grupos (G1:43,4%; G2: 33,3%), seguida de quatro vez por semana em G2 (23,8%) e duas vezes por semana em G1 (26,8%). Conclui-se que aprimorar o condicionamento físico é um aspecto impulsionador da prática do ciclismo, embora lazer e saúde, além do emagrecimento sejam fatores que não devem ser desprezados. Quanto à frequência da prática, três vezes por semana atende a maioria dos ciclistas, independente da faixa etária.
2046 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MOTIVOS E FREQUÊNCIA PARA A PRÁTICA DE VOLEIBOL POR MULHERES DE DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS Maria Geovania Cardoso Batista;Áquila Larissa Xavier de Souza;Vivianne Margareth Chaves Pereira Reis;Vinícius Dias Rodrigues;Hellen Veloso Rocha Marinho; O conhecimento dos objetivos e caracterização do perfil da prática do volei, em especial considerando a freqüência semanal são importantes aspectos a serem considerados para subsidiar as ações dos profissionais de Educação Física. O objetivo do presente estudo foi verificar os motivos e freqüência de prática de voleibol, considerando diferentes faixas etárias. A amostra foi composta de 33 mulheres com média de idade de 37,15 anos ± 7,47 praticantes de voleibol na cidade de Montes Claros, MG. As voluntárias responderam a um formulário estruturado que analisava os objetivos propostos pelo estudo. Para análise dos dados, a amostra deste estudo foi alocada em dois grupos distintos, um grupo de 13 mulheres com idade até 35 anos e o outro grupo com 20 mulheres com idade igual ou superior à 35 anos. Análise descritiva foi utilizada para caracterizar a amostra e as variáveis categóricas foram apresentadas na forma de frequência absoluta e frequência relativa. Quanto aos objetivos para a prática de volei, o lazer foi relatado com maior freqüência tanto pelo grupo de mulheres com menos de 35 anos, quanto para o grupo com idade superior, correspondendo à 69,2% e 50% respectivamente. O fator “condicionamento físico”foi reportado 35,0% das mulheres com idade superior comparado à 30,8 % das mulheres mais novas. Três mulheres com idade superior informaram ter aderido à prática de vôlei com o objetivo de emagrecimento, o que não foi reportado por nenhuma das mulheres com idade inferior ao ponto de corte. Com relação à frequência houve maior percentual de prática 3 vezes por semana, seguido por 2 vezes. Conclui-se que o lazer foi o principal objetivo para a prática de vôlei relatado pelas voluntárias e, embora o condicionamento físico seja um importante aspecto considerado pelas voluntárias de ambos os grupos, o fator emagrecimento foi reportado apenas pelas mulheres com idade superior. A maioria das voluntárias pratica a modalidade entre 3 ou 2 vezes na semana.
2047 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA NÍVEIS DE RESISTÊNCIA MUSCULAR E FLEXIBILIDADE EM ATLETAS DE HANDEBOL DO MUNICÍPIO DE JAÍBA – MG Davyd Kaiky Ferreira Santana;Berenilde Valéria de Oliveira Sousa; Introdução: Para Nieman (1999), Aptidão Física (ApF) é uma condição de energia que direcionada, possibilita que o individuo a utilize para realizar uma determinada atividade. Esta, ramifica-se em duas, sendo a Aptidão Física Relacionada à Saúde e Aptidão Física Relacionada ao Desempenho. Entre os indicadores de ApF, estão as medidas de aptidão cardiorrespiratória, composição corporal, força, velocidade, agilidade e referenciados nesse trabalho a resistência muscular e flexibilidade. (LEITE, 1997; GAYA et al., 2002). Metodologia: O presente estudo se caracteriza como estudo de campo, com duração transversal, de caráter descritivo, qual buscou informações a cerca da Flexibilidade e Resistência Muscular Localizada, sendo aplicados os testes de Projeto Esporte Brasil (PROESP-Br) e um questionário, aspirando assim, ressaltar as características intrínsecas no indicador referenciado em escolares participantes do Projeto Handebol (PH) da Escola Estadual Venceslau Brás (EVB) do município de Jaíba – MG. Os resultados foram avaliados usando as normas avaliativas do PROESP-Br, quais são dadas em: Zona de risco a saúde ou Zona saudável. Resultados: Entre os 45 participantes do PH da EVB, 32 se enquadraram nos critérios de inclusão sendo 62,5% (20) participantes do sexo masculino e 37,5% (12) do sexo feminino. Sendo assim, afirma-se que 9,6% daqueles que participaram do teste de Resistência Muscular Localizada (3 alunos/atletas) e apenas 6,2% da amostra (2 alunos/atletas) relacionados no testes de Flexibilidade situam fora da Zona de Saudável.
2048 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA QUEIXAS ÁLGICAS EM PRATICANTES DE CICLISMO João Victor De Araújo Queiroz;Waldney Roberto de Matos e Ávila;Hellen Veloso Rocha Marinho; O ciclismo é um dos esportes mais tradicionais do mundo, o Mountain Bike é uma modalidade bem popular do ciclismo, mas algumas pessoas ainda têm receio de começar a prática, devido ao suposto potencial lesivo dessa modalidade. Algumas regiões corporais são mais demandadas durante a sua prática em função de diversos fatores, podendo acarretar no surgimento de sintomas específicos e lesões futuras. O objetivo do presente estudo foi verificar a presença de queixas (sintomas) em praticantes de Mountain Bike da cidade de Montes Claros. A amostra do presente estudo foi composta por 44 adultos jovens praticantes de Mountain Bike, sendo 38 homens e 6 mulheres, com idade média de 36,5 (± 11,57) anos. Os voluntários responderam a um a formulário estruturado específico, contendo questões objetivas e subjetivas relacionadas aos dados demográficos, perfil da prática da modalidade, presença de sintomas, histórico de lesões entre outros. Análise descritiva foi utilizada para caracterizar a amostra e as variáveis categóricas foram apresentadas na forma de frequência absoluta e frequência relativa. 50% dos voluntários reportaram a presença de sintomas. Dos 26 sintomas relatados, foram evidenciados que 34% correspondiam à dor no joelho, 23% referiam à dor na coxa, 11% dos sintomas ocorriam em função de dor na coluna e quadril, 7% referiam a dor na perna, enquanto que a queixa de dor foi reportada no ombro, punho e perna numa freqüência de 3,84% para cada uma dessas regiões . Conclui-se que os locais com maior frequência de sintomas entre os praticantes de ciclismo foram o complexo articular do joelho e a região da coxa.
2049 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA AS QUESTÕES DE GÊNERO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Sany Mariane Barbosa de Abreu Fonseca;Carla Chagas Ramalho; Este trabalho trata-se de uma pesquisa bibliográfica com fins deanálisedas questões de gênero nas aulas de Educação Física, buscando compreender, como e se o gênero interfere na participação dos(das) alunos(as) nas aulas.Na maioria das vezes o corpo não pode realizar seus desejos e vontades por serem as normas estabelecidas para cada gênero, vistas como diferentes, com isso, restringindo os(as) alunos(as) que experimentem os movimentos e conteúdos da Educação Física por estarem ligados a um modelo hegemônico de atividades masculinas e femininas (CARVALHO, 2018). O gênero atravessa a prática docente de Educação Física, trazendo situações de igualdade e desigualdade presentes nas aulas (ALTMANN; AYOBA, AMARAL, 2011).Entendemos que a escola é um lugar propício para ocasionar situações com relação às questões de gênero a maioria delas ocorrem nas de Educação física, visto que o corpo é a ferramenta principal nas aulas de Educação Física é através dele que o(a) aluno(a) expressa as vontades apresentada pelo(a) professor(a). Este deve estar atento sobre essas questões balizadoras sobre as relações de gênero, auxiliando nas reduções de discriminações.
2050 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA CONHECENDO O MUSEU: UMA INTERVENÇÃO DA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA AOS ALUNOS DE UMA ESCOLA DE MONTES CLAROS-MG. Cleison Marciel Pereira;Danilo Martins Almeida;Taynara Helena dos Santos;Daniel Frankly Oliveira Sales4;Eduardo Silva Rodrigues;Diego Alves Durães;Rogério Othon Teixeira Alves; O subprojeto da Educação Física do Programa de Residência Pedagógica da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), coordenado pelo prof. Dr. Rogério Othon Teixeira Alves, sediado na E. E. João de Freitas Neto, situada no bairro Morada do Parque na cidade de Montes Claros-MG, direciona suas atividades à educação para o lazer, entendendo suas possibilidades de intermediação para uma condição de vida saudável. Logo no início da execução do subprojeto, uma das primeiras atividades foi caracterizar os alunos da escola em questão em relação a idade, moradia e práticas diárias em geral. Para que isso acontecesse, foi elaborado um questionário que foi aplicado para as turmas do ensino médio da escola a fim de levantas esses dados. Ao todo, foram aplicados 167 questionários onde um aspecto chamou muito a atenção, um dado representando que dentre esse montante, apenas 2,40% afirmou visitar museus. Partindo dessa premissa, foi elaborado uma intervenção onde o objetivo principal era oportunizar esses alunos a visitarem e assim conhecerem um museu. A priori, foi produzido um projeto a ser apresentado à direção da escola que logo o aprovou. Logo em seguida, começou a ser feita a introdução teórica do tema “museu” de forma interdisciplinar envolvendo as disciplinas de história e filosofia. Foram elaboradas e ministradas aulas voltadas para as nuances do lazer e conceituação dos museus para a contextualização da visita dos alunos. A visita foi feita ao Museu Regional do Norte de Minas Gerais, localizado na cidade de Montes Claros-MG. No decorrer e mesmo após a intervenção, foi possível perceber a satisfação dos alunos em estar presente em um ambiente tão rico em conhecimento e cultura. Com essa intervenção foi possível propiciar aos alunos da escola uma prática nova para a grande maioria deles, os influenciando para uma possível nova prática de lazer, além de contribuir para conscientizar a preservação e valorização do Museu Regional do Norte de Minas Gerais.
2051 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO MÉDIO – PERCEPÇÕES DE PROFESSORAS SOBRE QUAIS CONTEÚDOS TÊM MAIOR PARTICIPAÇÃO NAS AULAS Raine Amorim Carvalho;Carla Chagas Ramalho; A presente pesquisa tem como objetivo investigar quais conteúdos da Educação Física tem maior participação dos alunos do Ensino Médio de uma escola no município de Coração de Jesus/MG, na percepção das professoras. A amostra foi constituída por duas professoras do Ensino Médio da rede pública estadual, as perguntas estão relacionadas aos conteúdos, aos materiais disponíveis e planejamento das aulas. Foi utilizado um questionário, elaborado pelas pesquisadoras, constituída por oito perguntas abertas, visando que o questionário é uma técnica de investigação formada por um conjunto de questões que servem para adquirir informações de indivíduos sobre conhecimentos, valores, expectativas, crenças, entre outros (GIL, 2008). A interpretação dos dados coletados se deu pelo método de análise de conteúdo (BARDIN, 2009), através dos dados qualitativos e foi utilizada a análise categorial, pois consideramos como a melhor alternativa para analisar os dados coletados. Através das respostas do questionário, podemos ver que existe a dificuldade dos professores diversificarem as suas atividades, porque os alunos, no entender dos docentes, não estão dispostos a variação das atividades. Também constatamos que um conteúdo onde há maior participação dos alunos de Educação Física no Ensino Médio é o futsal, mas não é adequado colocar em todas as aulas uma única ferramenta de ensino, pois isso pode fazer com que eles percam o interesse em outras atividades e não tenham oportunidade de conhecer novas práticas. Assim, visamos com esses resultados contribuir para que a Educação Física possa servir para futuras tomadas de decisão desta instituição e de outras que tenham as mesmas características.
2052 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA HOMOFOBIA EM JOGO Vitor Igor Conceição do Nascimento;Fernanda de Souza Cardoso; A sociedade é plural, e com isso, muitas vezes ocorrem situações de discriminação com base na intolerância às diferenças. Como espelho da sociedade, a escola reflete seus valores e normas e, desta forma, aspectos negativos são incorporados no cotidiano dos alunos. Este estudo versa sobre um desses aspectos, a homofobia, problema recorrente nas escolas, caracterizada como o repúdio, menosprezo e discriminação de todo indivíduo homossexual, ou àquele que foge aos padrões heteronormativos da sociedade. Como instituição formadora, a escola, junto aos professores deve trabalhar esta temática com os alunos a fim de minimizar as ocorrências de homofobia na escola, baseando-se no respeito às diferenças. Portanto, o presente estudo se propõe a identificar como os professores de Educação Física lidam com situações de homofobia no cotidiano da escola. O estudo trata-se de uma pesquisa descritiva, de análise qualitativa dos dados. A amostra foi composta por um total de quatro professores de Educação Física, efetivos na rede estadual de ensino, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, das duas maiores escolas de Montes Claros, segundo dados da Superintendência Regional de Ensino – SRE, sendo dois professores de cada uma das referidas instituições. Como recursos metodológicos foram utilizados a pesquisa bibliográfica e a pesquisa de campo; sendo que nesta última, o instrumento utilizado foi a observação simples e, em seguida, uma entrevista semiestruturada. Os dados coletados foram analisados qualitativamente, através da técnica de categorias. Portanto, a partir dos dados aqui obtidos pode-se afirmar que as situações de homofobia na escola acontecem de forma cotidiana, e que os professores entrevistados não são orientados pelo setor pedagógico para lidarem com a referida temática, além de não terem uma formação inicial eficaz quanto ao conhecimento sobre a mesma. Nesse sentido, conclui-se que os professores entrevistados não estão preparados para lidar com a homofobia na escola.
2053 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PERFIL MORFOLÓGICO E HÁBITOS DE LAZER DE ESCOLARES EM MONTES CLAROS - MG Heide Pereira Costa;Ingredy Emanuelle Rodrigues Freire;Jose Vicente Gonçalves da Silva Neto;Juliana Valéria Souza Santos;Lalina Raiany Santos Lataliza;Lorena Michele Prates da Silva;Lucas Ariel Santos Araújo;Matheus Oliveira Araújo;Tamara Karine Alves Gomes;Rogério Othon Teixeira Alves; Este estudo tem como objetivo avaliar as variáveis morfológicas em alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio em uma escola estadual eingressa no Programa de Residência Pedagógicado município de Montes Claros – MG, bem como identificar e conhecer quais são os hábitos de lazer desses escolares. Este trabalho foi constituído por uma amostra de 100 alunos de ambos os sexos idade entre 14 e 15 anos. Como instrumento de pesquisa foi utilizado um questionário semiestruturadopara caracterizá-los e um teste antropométrico, que incluía altura (m), peso (kg), índice de massa corporal (IMC), relação cintura-quadril (RCQ) e porcentagem de gordura corporal.Em relação ao gênero, a maior prevalência foi do sexo masculino63%, enquanto que do sexo feminino foram 37%.A maioria dos alunos analisados, cerca de 80%, possui telefone celular e tem acesso à internet. Umpequeno índice, porém, considerável, foi o fato de alguns alunos indicarem ter contato com cigarros e bebidas alcoólicas, 6,67% e 16,67%, respectivamente.As atividades de lazer mais citadas pelos escolaresforam:praticamesportes (53,33%), veem programas de TV (20%), frequentam bares (3,67%), assistem filmes (66,67%), acessam a internet (26,67%), frequentam academia (13,33%), vão a festas e shows (20%), frequentam parques (23,33%), frequentam praças públicas (36,67%), visitam museus (3,33%), frequentam clubes (40%),e, por fim, leem livros (23,33%).Quanto ao teste antropométrico, foi feita a divisão por gênero e calculado a média em cada variável, assim, a média de peso corporalfoi de 57,2 kg,masculino,e de 52,5 kg,feminino; a média de altura foi de1,67m,masculino, e 1,57m, feminino; o IMC teve média de 19,97 no sexo masculino e 21 no feminino; RCQ foi de 0,83cm para meninos e 0,80cm para meninas e, por fim, o percentual de gordura masculino foi de 18,12% e feminino de 28,19%. Os resultados foram analisados e discutidos pelos residentes a fim de elaborar uma linha de trabalho dento da escola.
2054 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PRÁTICAS DE LAZER NA SEMANA DO ESTUDANTE EM UMA ESCOLA DE MONTES CLAROS NO PROGRAMA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA Danilo Martins Almeida;Daniel Frankly Oliveira Sales;Taynara Helena dos Santos;Diego Alves Durães;Eduardo Silva Rodrigues;Cleison Marciel Pereira;Rogério Othon Teixeira Alves; O subprojeto da Educação Física do Programa de Residência Pedagógica da Unimontes, sediado na E. E. João de Freitas Neto, situada no bairro Morada do Parque na cidade de Montes Claros-MG, objetiva oferecer aos alunos o conhecimento necessário sobre o lazer e suas práticas em seu desenvolvimento individual e coletivo como meio de educação para a saúde. Durante a semana de comemoração do Dia do Estudante, foi realizado com os alunos do Ensino Médio um projeto de práticas de lazer no parque. Foram explicados por meio de aulas teóricas aos alunos os interesses do lazer durante os horários das aulas de Educação Física. A partir das aulas ministradas, foi elaborado um questionário pela equipe do Residência Pedagógica para investigar a frequência de atividade física dos alunos em suas práticas de lazer do cotidiano. Foram respondidos 144 questionários em cinco turmas do ensino médio, e os resultados foram: 70,73% dos alunos afirmaram que praticam alguma atividade física de lazer; quanto a proposta de intervenção na semana do estudante, 24,39% dos alunos afirmaram que frequentam parques durante uma semana normal para prática de alguma atividade de lazer. Devido ao baixo índice de frequência a parques nas respostas dos alunos, foi proposto na semana do estudante uma intervenção com práticas de lazer no Parque Municipal Milton Prates, localizado próximo a escola. Foram propostas oficinas de skate, slackline,leparkour, treeking orientado e street dance em uma manhã. Durante a realização do evento, foi notado o interesse dos alunos em participar das práticas propostas pelos residentes, sendo notada a satisfação na realização das oficinas oferecidas. Com este projeto, foi possível intermediar o acesso as práticas de lazer num parque da cidade, estimulando a utilização do espaço público como um meio de vivenciar atividades físicas diversas que poderão ser utilizadas tanto para o seu divertimento no tempo livre quanto para ter uma vida saudável por meio do lazer.
2055 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RELATO DE EXPERIÊNCIA ACERCA DO EVENTO 1ª MESA REDONDA SOBRE TABUS ESCOLARES: POR QUE NÃO FALAR? Sany Mariane Barbosa de Abreu Fonseca;Dayvid Kayke Ferreira Santana;Cleison Marciel Pereira;Nágilla Santa Rosa Cordeiro1;Rhaonay Junqueira Reis; Este relato de experiência oriunda de um evento que buscou discutir a necessidade e importância de debates que circundam os Tabus Escolares sendo abordado num contexto que cultive a necessidade de ser trabalhado, expressado, debatido e contextualizado no âmbito escolar. De acordo com Guérios (1954, p.7) “Tabus pode ser traduzido por sagrado proibido, vem a ser abstenção ou proibição de (...) dizer qualquer coisa sagrada ou temida”. A metodologia discorre da observação do evento I mesa redonda sobre tabus escolares. Por que não falar? Realizado no dia 17 de maio de 2019 no Auditório do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O evento proporcionou a reflexão e aprendizado acerca dos temas: sexualidade, racismo, gênero e feminismo, associados a Tabus Escolares, vislumbrando falas que em momentos polemizou o público presente. Os assuntos abordados, sendo tabus, afloraram nos participantes um leque de pensamentos/sentimentos intrínsecos, ora bons, ora ruins, de acordo com a perspectiva alheia, associados à formação individual. A problematização se expandiu para redes sociais através de um trecho de um pequeno vídeo conjugado a uma fala que distorceu o contexto do evento, levando a associar o verdadeiro significado do termo tabu, que nem todos estão abertos a novas visões. Concluímos que, os tabus, por serem temas ditos impróprios, quando são mencionados atraem olhares de espantos e incredulidade, o que aponta ainda mais a necessidade de trabalhar esses temas, entendendo que a naturalidade advém da prática de discussões que proporcionam determinado conhecimento.
2056 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A PRÁTICA DOCENTE DE PROFESSORAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS - MG Lidiane Carvalho Silva;Carla Chagas Ramalho; Atualmente, o professor encara desafios na sala de aula que, muitas vezes, impede a efetivação do seu trabalho com qualidade. Os professores de Educação Física exercem um papel de grande responsabilidade no ensino infantil pois eles auxiliam não só na metodologia e no desenvolvimento dos seus alunos, mas trabalham com valores cognitivos, afetivos, morais, sociais e emocionais. Neste contexto, a presente pesquisa teve como objetivo verificar como os professores de Educação Física Infantil avaliam sua prática docente em algumas escolas das redes públicas municipal de Montes Claros – MG. A pesquisa utilizou uma abordagem qualitativa com uma amostragem constituída por duas professoras da rede pública estadual que assinaram o termo de consentimento livre. Para realizar o diagnóstico das dificuldades enfrentas pelos professores de Educação Física, foi utilizado um questionário com 12 questões abertas. Com base nos resultados obtidos foi possível afirmar que os objetivos deste estudo foram alcançados, uma vez que evidenciaram a prática docente dos professores da Educação Física no ensino público, bem como as suas dificuldades, como a falta de materiais e espaço físico para realização das aulas, falta de planejamento para os alunos com necessidades especiais. Foi possível verificar, também, as dúvidas e anseios dos entrevistados em relação aos métodos de ensino. Sendo assim, foi possível relatar as diversas situações enfrentadas pelas Professoras de Educação Física do ensino público. É perceptível que os professores zelam pelo trabalho desempenhado. O maior problema encontrado, que desmotivam os mesmos, é o descaso com a educação e a indisponibilidade de recursos.
2057 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA VISITA AO MUSEU: CONTRIBUIÇÕES DA INTERDISCIPLINARIDADE ENTRE HISTÓRIA, FILOSOFIA E EDUCAÇÃO FÍSICA NO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA Taynara Helena dos Santos;Danilo Martins Almeida;Cleison Marciel Pereira;Clélia Soares Fonseca1;André Cangussu;Jiulliano Carlos Lopes Mendes;Rogério Othon Teixeira Aloves; O Programa de Residência Pedagógica, ação do MEC por meio da CAPES, tem como finalidade aperfeiçoar o estágio supervisionado, no qual contribui na formação de professores inserindo os acadêmicos a partir do 5° período de graduação dos cursos de licenciatura nas escolas de educação básica. O Subprojeto da Educação Física, Estudos do Lazer, desenvolvido na E. E. João de Freitas Neto, por meio de uma intervenção pedagógica, realizou o projeto interdisciplinar “Conhecendo o Museu: resgatando a história da origem de nossa região”, entre as disciplinas de História, Filosofia e Educação Física, que propiciou aos alunos do ensino médio uma visita ao Museu Regional do Norte de Minas, promovendo assim uma articulação entre os saberes disciplinares. Os objetivos desta ação foram: conceituar o patrimônio cultural; despertar nos alunos a importância do cultivo da nossa memória cultural; estimular o desenvolvimento do indivíduo na relação lazer-educação. Os museus reformulam a teia discursiva da história, através de objetos e documentos apresentados e expostos, tornando-se um meio de expressão e elaboração da memória da sociedade. Por fim, a visita ao museu contribuiu para a exploração prática das categorias do lazer intelectual e turístico, reflexões sobre a nossa memória coletiva como modo de promover o autoconhecimento e análise do aprendizado dos alunos no contexto da história, no que refere descrever o Museu enquanto bem material e imaterial,
2058 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA- UNIMONTES: PERFIL DOS ACADÊMICOS DO CURSO Cássia Patrícia Vieira Da Silva;Adriana Tolentino Santos; Conhecer quem são os alunos dos cursos de graduação é um dos desafios que se faz presente, diz respeito a compreender as novas características que apresentam os alunos ingressantes, seu perfil, e os impactos que isso pode representar para o desenvolvimento institucional, e para cada projeto pedagógico dos cursos. Nesta perspectiva, este estudo teve por objetivo caracterizar o perfil dos acadêmicos matriculados no curso de Licenciatura emEducação Física da UNIMONTES. Do ponto de vista metodológico, trata-se de um estudo de campo,de natureza quanti-qualitativa, descritiva, tendo como amostra 314 acadêmicos regulamente matriculados do 1º ao 8º período do curso, no semestre 2/2017, nos turnos diurno e noturno, pertencentes aos campus Darcy Ribeiro e campus Janúaria. O instrumento para a coleta de dados baseou-se em um questionário semiestruturado adaptado da pesquisa de Terrão (2016). A interpretação das informações qualitativas foi realizada através da criação de categorias, proposta por Minayo (2002), quanto a análise quantitativa deu-se através software SPSS-IBM 22.0. Identificou-se que maioria dos participantes deste estudo eram do sexo feminino, com idade entre dezessete e cinquenta e dois anos,maior parte solteiros, a maioria dos acadêmicos exercem atividades remuneradas, com jornadas de trabalho variando de 4 à 60 horas semanais. Uma expressiva maioria dos estudantes estão inseridos na classe E com renda familiar até 2 salários, sendo que uma maior parte dos acadêmicos são advindos de escolas públicas. Ao especificarem a primeira opção de curso ao tentarem ingressar na instituição superior mencionaram 34 graduações distintas, sendo o curso de Licenciatura emEducação Física o mais citado. A análise das informações permitiu ainda identificar que surpreendentemente e lamentavelmente que expressiva maioria dos participantes da pesquisa não possuíam nenhum conhecimento sobre o curso de Educação Física Licenciatura, no momento de sua escolha.
2059 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA COMPANHIA DE DANÇAS PARAFOLCLÓRICAS SARUÊ: A EXTENSÃO COMO POSSIBILIDADE PARA A VIVÊNCIA DO LAZER? Erivelton Rodrigues da Silva;Fernanda de Souza Cardoso; Introdução: A dança se apresenta como uma forma de manifestação, que representa várias características de uma sociedade. No que diz respeito à dança, existem registros que a identificam como uma das primeiras manifestações artísticas do ser humano, nas quais, através de seu movimento, eram simbolizados rituais e evocações sobre diferentes esferas da vida. A prática da dança para alguns pode ser realizada de maneira profissional, porém para outros, o dançar se torna uma busca para a autoestima e o bem estar. A busca por lazer se torna uma maneira de encontrar atividades no tempo livre. O projeto da criação do grupo surgiu a partir de uma proposta acadêmica de dinamizar o ensino das danças folclóricas, disciplina ministrada no curso de Educação Física. Embora a companhia tenha como embrião o Departamento de Educação Física e do Desporto, a partir da institucionalização do Saruê, foi viabilizada a participação de acadêmicos e professores vinculados a outros departamentos e cursos da UNIMONTES. Objetivo: Verificar se a prática da dança para os participantes do Projeto de Dança Saruê, de ação extensionista, tem caráter de lazer.Metodologia: Este estudo trata-se de uma pesquisa descritiva, de corte transversal e abordagem qualitativa dos dados. A amostra será composta por todos os integrantes que são assíduos nos ensaios e reuniões da Companhia de Danças Parafolclóricas Saruê, da Universidade Estadual de Montes Claros. Resultados:As observações desse estudo ocorreram durante duas semanas, num total de seis ensaios. Durante esta etapa o pesquisador descreveu numa espécie de diário de bordo os acontecimentos considerados mais relevantes: o que os entrevistados faziam durante os ensaios, desde a chegada até o término. Conclusão: Após analisar todas as categorias propostas podemos constatar que para os integrantes entrevistados da Companhia de Danças Parafolclóricas Saruê o grupo é uma forma de lazer para eles, porém é também um momento que os mesmo tem uma aproximação daquilo que os fazem bem que é a dança.
2060 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DO PADRE OSMAR AO JOÃO REBELO; DO JOÃO REBELO AO ATENEU: NOTAS SOBRE O BATISMO DO BROCA Mailton Nascimento Oliveira;Maylson Nascimento Oliveira;Georgino Jorge de Souza Neto; 01 de Maio de 1947. Assim conta a história oficial sobre a data de fundação da Associação Desportiva Ateneu, um dos mais importantes clubes de futebol da cidade de Montes Claros/MG. No entanto, ao pesquisarmos sobre a história do futebol local, as fontes registram outras possibilidades de entendimento no que tange à origem nominal da destacada equipe montes-clarense. Assim, conseguimos localizar o surgimento do Esporte Clube Padre Osmar como referência constitutiva do time que viria a se tornar Ateneu. O ano de 1941 marca a primeira aparição dessa entidade esportiva, localizada no periódico Gazeta do Norte (19.04.1941, p. 3), principal jornal local à época. De acordo com a nota jornalística, se enfrentaram na preliminar “[...] o juvenil do União e um combinado de ginasianos, vencida pelos ginasianos, que compunham o combinado Padre Osmar Novais, pela contagem de 3 x 1”. O combinado do Colégio Diocesano, intitulado de Padre Osmar Novais (professor do Colégio e grande incentivador de práticas esportivas da cidade) parece ter rendido frutos. Menos de 4 meses após a partida desse combinado, encontramos o anúncio do seguinte jogo: S. C. Padre Osmar x A. A. Vera Cruz (GAZETA DO NORTE, 09.08.1941, p. 2). Estava fundado o Sport Club Padre Osmar, equipe de futebol que se colocaria entre as principais referências futebolísticas da cidade. No entanto, no ano de 1947, ocorre o falecimento de um dos seus fundadores e também atleta do clube: João Rebelo. A sua prematura morte motiva, por homenagem, a mudança do nome da entidade esportiva para S. C. João Rebelo. Este continuaria sendo o nome, até que no ano de 1954, em função da inauguração do seu estádio próprio, a equipe passaria a se chamar Associação Desportiva Ateneu, migrando o nome de João Rebelo para o seu estádio. Todas estas alterações de nomes são indícios de importantes movimentos do futebol citadino, trazendo a reboque referências sobre a constituição desta prática esportiva durante o período analisado (1941-1954).
2061 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA BREVE DELINEAMENTO PARA UMA HISTÓRIA DO BADMINTON EM MONTES CLAROS/MG Emilly Thais Gonçalves Dias1;Ester Liberato Pereira; O objetivo deste estudo é delinear, historicamente, a presença da prática do badminton em Montes Claros, localizada no Norte de Minas Gerais, desde a emergência à ascensão deste esporte na cidade. O badminton é um jogo praticado com uma raquete e uma peteca, denominada de birdie. A pesquisa, quanto à natureza da coleta de dados, é documental. Para interpretar as fontes coletadas, foi realizada uma análise documental, a qual propicia a análise do desenvolvimento de sujeitos, grupos, conceitos, conhecimentos, condutas, mentalidades, práticas, entre outros. Com base nas evidências e nos pressupostos teórico-metodológicos da História Cultural, foi possível identificar que, no século XIX, esta prática vinculava-se ao lazer, com caráter de distração e leveza, e ganhou visibilidade em países da América. A partir deste período, a prática chegou ao Brasil, onde sua primeira competição oficial ocorreu em 1983, na Taça São Paulo. A primeira medalha brasileira foi conquistada em 2007, nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. A partir daí, despertou interesse de um dos sócio-fundadores da Associação de Badminton de Montes Claros/MG (ABdMOC), juntamente com outros onze sócio-fundadores que já praticavam o esporte como forma de lazer no Condomínio Monte Olimpo, na cidade. Assim, 217 anos depois da manifestação desta prática na Índia, o badminton chegou à referida cidade do Norte de Minas, ao ser criada a ABdMOC, com o objetivo social de proporcionar e incentivar a prática do esporte e do paradesporto (parabadminton). Em seguida, ocorreu a criação da Equipe de Badminton da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), com um caráter esportivo competitivo, resultando na contribuição para o desenvolvimento da prática na região. Identificaram-se 23 quadras auxiliando neste processo de difusão do esporte na cidade. Este estudo consiste em um pilar para estudos científicos posteriores, em função do baixo índice de artigos históricos e socioculturais sobre o badminton.
2062 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA TRAJETÓRIAS DE UMA COMUNIDADE MINEIRA: LAZER E SUAS BARREIRAS SOCIAIS Maria Tereza Durães Sobrinho;Fernanda de Souza Cardoso; Este trabalho se desenvolve a partir da discussão e consequente apresentação de uma das categorias de análise presente no trabalho final de conclusão do curso de licenciatura em Educação Física. São, portanto, as barreiras que se colocam à vivência do lazer, enfrentadas por moradores do antigo “Aterro Sanitário” da cidade de Montes Claros/MG, a categoria aqui escolhida. Nesse sentido, pesquisas bibliográficas, pesquisa de campo - observação participante, de corte transversal e entrevistas – compuseram a metodologia do trabalho original. A abordagem dos dados se procedeu de maneira qualitativa e sua análise foi realizada através da técnica de categorias. Lazer é um direito social, e pode ser compreendido como o conjunto de ocupações, as quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade. É um espaço privilegiado para vivências críticas, reflexivas e criativas. No contexto de vida pesquisado, observam-se impedimentos para a vivência do lazer, também denominados de barreiras inter e intraclasses sociais. Por meio da pesquisa de campo, observações e entrevistas, compreendeu-se que o lazer praticamente não é vivenciado pelos moradores do local. As barreiras encontradas naquele contexto foram a econômica, invisibilidade da comunidade perante o poder público, e o trabalho diário para a sobrevivência. Percebemos que o termo “lazer” é desconhecido para o grupo, o que não surpreendeu diante de tudo que foi exposto. Nenhum entrevistado, reconhece o real sentido e significado do lazer, logo, é notável que eles vivem ali sem muitas experiências concretas relacionada ao lazer, uma vez que estão rodeados de barreiras. Por fim, por meio dos dados analisados, concluímos que os menos favorecidos economicamente são também os menos favorecidos no acesso à diversidade de experiências culturais de lazer. Portanto, a barreira econômica, chamada por Marcelino de barreira interclasse é de fato um empecilho, principalmente na sociedade capitalista em que vivemos.
2063 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA FOOT-BALL E DIVERTIMENTOS NO SERTÃO NORTE-MINEIRO NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX Guilherme Carvalho Vieira;Mailton Nascimento Oliveira;Ester Liberato Pereira; O presente estudo tem, por objetivo, analisar um desenvolvimento histórico da prática futebolística na cidade de Bocaiúva, no norte do estado de Minas Gerais, nas primeiras décadas do século XX, e sua relação com outros divertimentos. Tais entretenimentos tratam-se do passeio de automóvel, que representa uma característica do desenvolvimento industrial do país, e dos bailes, que tinham, em sua configuração, a apropriação da elite como forma de expressão de poder econômico e social, além de representar uma característica de um período monarca.Este estudo foi realizado por meio de pesquisa documental em fontes impressas, tais como periódicos que circulavam na cidade, no período, como a Gazeta do Norte e o Bocayuva. Tais fontes foram submetidas a uma análise documental. O estudo analisa o período em que ocorre a ruptura da monarquia, e é instaurado o novo modelo político – a República. Neste cenário nacional e de grandes transformações, como a urbanização do interior do país, que consequentemente transforma os hábitos das pessoas, e a incorporação de novos divertimentos, considerados como modernos, o Foot-ball é um dos que são incorporados pela elite, mas que despertou interesse em todas as classes. Diante disso, o presente estudo faz uma análise dos divertimentos que ocorrem juntamente com as partidas de futebol nos jogos intermunicipais que acontecem entre as cidades de Montes Claros e Bocaiúva. Apesar de apresentar o esporte como moderno, ainda permanecem, enraizados, antigos hábitos, como o do baile, que era utilizado para a distinção social, limitando o acesso de pessoas àquelas que pertenciam à aristocracia regional.
2064 renef v. 2 n. 2 (2019): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO II SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA PRIMÓRDIOS DA NATAÇÃO EM MONTES CLAROS/MG: REPRESENTAÇÕES DE DISTINÇÃO SOCIAL NA PRAÇA DE ESPORTES Marina Graziele Mendes Pereira;Ester Liberato Pereira; O presente estudo, de caráter histórico e documental, busca elaborar uma narrativa histórica da prática esportiva da natação em Montes Claros, na região norte de Minas Gerais, entre 1940 a 1945. Para a elaboração dessa pesquisa, utilizaram-se fontes documentais impressas, tais como jornais, coletadas por meio de uma pesquisa documental no Centro de Pesquisa e Documentação Regional (CEPEDOR). Após a coleta de dados, tais fontes foram submetidas a uma análise documental. A interpretação das informações evidencia que a Praça de Esportes, arquitetada em 1941, consistiria em um padrão de orgulho para a cidade de Montes Claros. Ao ter o Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte, como espelho na constituição das praças de esportes pelo estado, o governo edificou, em cada uma dessas praças, uma piscina. Assim, abriram-se oportunidades para parte da população vivenciar distintas práticas esportivas, tais como o tênis e a natação. De tal modo, a partir de seu estabelecimento, passa a ser utilizada para eventos esportivos e ocasiões de lazer, conformando um espaço que justapôs estas esferas a uma elite sociocultural e político-econômica da população de Montes Claros. Ainda na década de 1940, a piscina da Praça de Esportes da cidade veio a ser experimentada por alguns nadadores especializados. A partir desse marco na história de Montes Claros, a natação veio a se desenvolver gradualmente; começaram a surgir treinos com foco na formação de uma equipe para representar a cidade, competições náuticas começaram a ser realizadas na Praça e até mesmo fora da cidade, a natação infantil conquistou seu espaço na Praça e, devido ao grande desenvolvimento do esporte, houve abertura do concurso de professores de natação. Portanto, na primeira metade do século XX, a natação configurou-se como um lócus de domínio simbólico, que permitiu, a uma elite da cidade, conquistar representações de distinção social na esfera pública dos eventos e dos meios de comunicação social esportivos.
2067 renef v. 9 n. 13 (2019): RENEF EFEITOS DA PRÁTICA DO CICLISMO DE ESTRADA NO METABOLISMO ÓSSEO: REVISÃO INTEGRATIVA Matheus Silveira Gois; iclismo de estrada, saúde óssea, densidade mineral óssea, conteúdo mineral ósseo. Estudo realizado através de revisão integrativa da literatura. A questão norteadora elaborada para a seleção dos artigos foi: a prática do ciclismo de estrada em nível profissional ou amador pode comprometer a saúde óssea? Foram analisados os artigos publicados no período de 06 de junho de 2006 a 31 de dezembro de 2017, disponíveis na íntegra, em português e inglês, nas seguintes bases de dados: PUBMED e Portal de Periódicos CAPES/MEC. Grande parte dos autores apresentaram valores de densidade mineral óssea anormalmente baixos nos ciclistas, alguns ciclistas apresentaram valores de densidade mineral óssea total regional (MMSS e MMII) e local (colo femoral, trocânter, L1-L4) significativamente baixa em relação à grupo controle. Devido o suporte de peso, algumas áreas como coluna lombar, colo femoral e quadril, parecem estar mais vulneráveis à valores de densidade e conteúdo mineral ósseo ainda menores. De fato, ciclistas devem permanecer mais atentos à saúde óssea.
2068 renef v. 9 n. 13 (2019): RENEF PRINCIPAIS FATORES RELACIONADOS AO SOBREPESO E OBESIDADE INFANTIL Anderson Silva Godinho;Nadson Henrique Gonçalves;Fernanda Silva Aguiar;Renê Ferreira da Silva Junior;José Mansano Bauman;Claudiana Donato Bauman; Crianças; Excesso de peso; Sedentarismo; Comportamento alimentar inadequado. A obesidade é uma das maiores dificuldades para saúde, devido às consequências negativas que o sobrepeso pode causar a saúde humana. Dentre essa pandemia, se insere principalmente a população infantil, no qual evidenciou-se nas últimas décadas um crescimento significativo no percentual de crianças obesas segundo a Organização Mundial de Saúde. Diante desse cenário a investigação acerca da obesidade infantil se torna alvo de extrema relevância, no sentido da execução de medidas que fomentem a mudança do estilo de vida. Nessa perspectiva a presente revisão integrativa tem como objetivo verificar os principais fatores relacionados ao desenvolvimento do sobrepeso e obesidade infantil. Foram identificados setenta estudos em relação a obesidade. Após uma análise criteriosa de acordo com a pergunta norteadora, a amostra final foi composta por vinte e sete artigos científicos, que abordaram especificamente crianças e adolescentes. Concluiu-se que os principais fatores para o desenvolvimento do sobrepeso e da obesidade entre crianças relacionam-se a: 1. Alimentação inadequada; 2. Inatividade física; 3. Equipamentos eletrônicos; 4. Fatores socioeconômicos; 5. Influência familiar E que para a prevenção do aumento da população obesa, é fundamental que seja feito um acompanhamento nutricional rígido na infância pela família e também pelo ambiente escolar, além do estímulo à prática de atividade física. ALVES J.G.B, SIQUEIRA P.P., FIGUEIROA, J.N. Excesso de peso e inatividade física em crianças moradoras de favelas na região metropolitana do Recife, PE. Rev. Jornal de Pediatria 2009; 85(1): 67-71. BARROS M.P. A influência da publicidade de alimentos na obesidade infantil, 41 f. Trabalho de Conclusão de Curso - Faculdade de Tecnologia e Ciências Sociais Aplicadas, Centro Universitário de Brasília – UniCEUB,Brasília, 2015. BERNARDO F.M.S., ROUBERTE E.S.C., LEAL F.K.F., MEIRÚ M.I.L., FERREIRA J.D.F.F., FERREIRA, D.S. Educação em saúde para aspectos nutricionais como forma de prevenir alterações cardiovasculares: relato de experiência. Rev. enferm UFPE on line 2007; 11(2):765-777. BONÉ M.A., BONITO J., CALDEIRA V. Capacitação de crianças com dificuldades intelectuais para boas práticas alimentares. Holos 2015; 31(3): 212 – 224. BORFE L., RECH D.C., BENELLI T.E.S., PAIVA D.N., POHL H.H., BURGOS M.S. Associação entre a obesidade infantil e a capacidade cardiorrespiratória: revisão sistemática. Rev. 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2069 renef v. 9 n. 13 (2019): RENEF ESCALADA ESPORTIVA NO BRASIL, PERSPECTIVAS PARA OS ATLETAS DE COMPETIÇÃO Dimitri Wuo Pereira;Diogo Henrique Lima Prado; Escalada esportiva; Esporte; Educação Física A escalada é um esporte que se se expandiu muito no Brasil na última década e tende a continuar crescendo, agora que a modalidade será incluída nos Jogos Olímpicos do Tóquio, em 2020. A busca por resultados pelos atletas justifica esta pesquisa que visa conhecer o perfil dos escaladores brasileiros. A pesquisa com abordagem qualitativa foi desenvolvida com 81 sujeitos, homens e mulheres que competiram no Campeonato Brasileiro de Boulder em 2018. A análise de conteúdo permitiu revelar que os atletas brasileiros são experientes, porém sua idade é bem maior do que de atletas de competições internacionais. Muitos participantes preferem praticar em rocha, o que diferencia da especificidade da escalada indoor que é competitiva. Não há apoio para a maioria dos escaladores, nem tampouco, uma massificação da prática nas regiões mais carentes do Brasil. O treinamento dos atletas nem sempre é acompanhado por um especialista e há uma distância entre os professores de Educação Física e a escalada esportiva. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCALADA ESPORTIVA – ABEE. 2019. 9 atletas de escalada são contemplados com Bolsa Atleta. Disponível em URL: https://abee.net.br/9-atletas-da-escalada-sao-contemplados-com-o-bolsa-atleta/ Acesso em 06 de maio de 2019. BARDIN, Lawrence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016 (Obra original publicada em 1977). BERTUZZI, Rômulo de Cassia Moraes; GAGLIARDI, João Fernando Laurito; FRANCHINI, Emerson; KISS, Maria Augusta Pedutti Dal Molin. Características antropométricas e de desempenho motor de escaladores esportivos brasileiros de elite e intermediário que praticam predominantemente a modalidade indoor. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. 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2070 renef v. 9 n. 13 (2019): RENEF ANÁLISE DA CAPACIDADE AERÓBIA DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS AVALIADA COM O TESTE DE MARCHA ESTACIONÁRIA Wenderson Júneo Ramos Fernandes;Mariana Rocha Alves;Luciana Mendes Oliveira;Renato Sobral Monteiro-Junior; idosos, step test, avaliação cardiorrespiratória O aumento da população idosa no mundo apresentou um comportamento acelerado nos últimos anos. Segundo projeções, o Brasil contará com cerca de 25,5% da população composta por pessoas com mais de 60 anos até o ano de 2060. Dessa forma, conhecer o perfil dos idosos, sugerir hábitos que melhorem sua condição de vida e acompanhar os mesmos, é uma tarefa importante para os profissionais da saúde. O step test proposto por Rikli e Jones é um método fácil e eficiente para realizar a avaliação cardiorrespiratória em idosos. No presente trabalho foi realizado um estudo transversal quantitativo descritivo com idosos de uma instituição de longa permanência de forma a analisar o quadro funcional desses indivíduos. Os resultados demonstraram que os avaliados tiveram um desempenho abaixo do percentil 5, o mínimo esperado para sua faixa etária, indicando que os mesmos apresentam um possível comprometimento funcional. ANDRADE, Carlos Henrique Silva; CIANCI, Reinaldo Giovanini; MALAGUTI, Carla; CORSO, Simone Dal. O uso de testes do degrau para a avaliação da capacidade de exercício em pacientes com doenças pulmonares crônicas. J. bras. pneumol., São Paulo , v. 38, n. 1, p. 116-124, Feb. 2012 . Disponível em: . Acesso em: 05 Abr. 2019. BÔAS, Bruno Villas. Um quarto dos brasileiros será idoso em 2060, diz IBGE. Econômico valor, 2018. Disponível em: Acesso em: 31 Mar. 2019. BRITO, D. M. S. et al. Qualidade de vida e percepção da doença entre portadores de hipertensão arterial. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24, n. 4, abr. 2008. Disponível em: . Acesso em: 08 Abr. 2019. CAETANO, L. M. O idoso e a atividade física. Horizonte: Revista de Educação www.interscienceplace.org - Páginas 130 de 194, Física e desporto, V.11, n. 124, p.20-28, 2006. CAMARANO, Ana Amélia. População idosa brasileira deve aumentar até 2060. Portal Ipea, 2018. Disponível em: . Acesso em: Nov. 2018. CERVATO, A. M., DERNTL, A. M., LATORRE, M. R. O., &MARUCCI, M. F.N. (2005). Educação nutricional para adultos e idosos: uma experiência positiva em Universidade Aberta para Terceira Idade. Revista de Nutrição, 18(1), 41-52. doi: 10.1590/S1415-52732005000100004. FECHINE, Basílio Rommel Almeida; TROMPIERI, Nicolino. O processo de envelhecimento: as principais alterações que acontecem com o idoso com o passar dos anos. Revista Cientifica internacional. Edição 20, volume 1, artigo nº7, 2012. Disponível em: . Acesso em: 12 Abr. 2019. GUEDES, Marcello Barbosa Otoni Gonçalves et al.Validação do teste de marcha estacionária de dois minutos para diagnóstico da capacidade funcional em idosos hipertensos. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 18, n. 4, 2015. RIKLI, Roberta E.; JONES, C. Jessie. Senior fitness test manual. Human kinetics, 2013.
2071 renef v. 9 n. 13 (2019): RENEF A RELAÇÃO CONSUMO E CIDADANIA NAS VIVÊNCIAS DE LAZER NAS CIDADES: EM BUSCA DE UMA MAIOR DEMOCRATIZAÇÃO Isabela Veloso Lopes Versiani;José de Andrade Matos-Sobrinho;Geusiani Pereira Silva e Nascimento;Tacyana Karoline Araújo Lopes; Consumo; Política; Cidadania; Democracia; Lazer Em um mundo dominado pelas relações capitalistas de trabalho e consumo, falar em lazer, sobretudo nas cidades, expõe contradições de toda ordem, especialmente quando se enfatiza sua dimensão crítica e emancipatória. Na busca por compreender melhor esse quadro, o presente ensaio tem por objetivo refletir sobre a relação entre o consumo e a idéia de cidadania, relacionando-a ao campo do lazer. Com influência de correntes de pensamento que analisam essa mútua correspondência nas democracias contemporâneas, analisa-se a tênue relação sobre o impacto do consumo e sua influência sob o sentimento de cidadania e a inclusão na política, exemplificada através de questões referentes ao lazer nas cidades. Nesse contexto, o lazer é compreendido como um fenômeno moderno, que estabelece relações diretas com o modo de produção capitalista inserido na sociedade de consumo. Mas, ao mesmo tempo, o lazer também é um direito social, que pode ser analisado em estrita relação com a dimensão humana e como instrumento de transformação social. Conclui-se que o grande impacto do consumo, também no campo do lazer, resulta na urgente necessidade de superação de sua condição hegemônica apenas como mercadoria e submetido à lógica econômica para que possibilite seu desenvolvimento social e político enquanto dimensão da cidadania. ARENDT, Hannah. A condição Humana. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 10. ed./1ª reimpressão, 2001. DUARTE, André. Hannah Arendt e a modernidade: esquecimento e redescoberta da política. Trans/Form/Ação, Marília, v. 24, n. 1, p. 249-272, 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010131732001000100017&lng=en&nrm=iso . Acesso em 21 mar. 2009. http://dx.doi.org/10.1590/S0101-31732001000100017 GOMES, Christianne. Lazer, trabalho e qualidade de vida. In: CONGRESO DE EDUCACIÓN FÍSICA E CIENCIAS DO DEPORTE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA, 6., 1998, A Coruña. Deporte e Humanismo en Clave de Futuro. Anais... A Coruña: Universidade da Coruña, 1998. __________. Lazer e Cidade: reflexões. In: BRANDÃO, Carlos (Org.). As Cidades da Cidade. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2006. p. 171-184. LAFER, Celso. A Reconstrução dos Direitos Humanos: a contribuição de Hannah Arendt. In: Estudos Avançados, vol. 11, p. 30, May/Aug 1997. LINHALES, Meily. Lazer, Cidadania e Qualidade de Vida - Reflexões acerca da possibilidade da Liberdade e da Ação Política. In: Licere. v.2, n.1, abril, 1999. Disponível em: https://seer.ufmg.br/index.php/licere/article/view/3967 . Acesso em: 02 dez. 2018. MARCELLINO, Nelson. Lazer e Educação. Campinas: Papirus, 1987. _________, Nelson et.al. Espaços e equipamentos de lazer em região metropolitana: o caso da RMC - Região Metropolitana de Campinas. Curitiba: Opus, 2007. p. 10– 28. MARTINS, Sérgio. Lazer, urbanização e os limites da cidadania. In: YSAYAMA, Helder; LINHALES, Meily (Orgs.) Sobre lazer e política: maneiras de ver, maneiras de fazer. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2006. p. 93-118. MASCARENHAS, Fernando. Lazer e grupos sociais: concepções e método. Dissertação (Mestrado), Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, 2000. _________. Lazer e trabalho: liberdade ainda que tardia. In: SEMINÁRIO O LAZER EM DEBATE, 2., 2001. Belo Horizonte. Coletânea... Belo Horizonte: UFMG/DEF/CELAR, 2001. Disponível em: http://www.boletimef.org. Acesso em: 10 de jan. 2008 _________.“Lazerania” também é conquista: tendências e desafios na era do mercado. In: Movimento, Porto Alegre, v. 10, n. 2, p. 73-90, maio/ago. 2004. MARX, Karl. Trabalho assalariado e Capital. 4.. ed. edição, São Paulo: Global, 1987. MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo editorial, 2004. MELO, Victor; ALVES JUNIOR, Edmundo. Introdução ao Lazer. Barueri, SP: Manole, 2003. SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2000. TASCHNER, Gisela B.. Lazer, cultura e consumo. RAE - Revista de Administração de Empresas, [S.l.], v. 40, n. 4, p. 38-47, out. 2000. ISSN 2178-938X. Disponível em: http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rae/article/view/37775. Acesso em: 10 dez. 2018.
2133 renef v. 7 n. 9 (2017): Revista Eletrônica Nacional de Educação Física DO PRADO AO MINEIRÃO: A HISTÓRIA DOS ESTÁDIOS NA CAPITAL INVENTADA Georgino Jorge de Souza Neto; Futebol; História; Estádios. Este estudo teve por objetivo investigar o movimento e o contexto que permitiu a construção dos principais estádios de futebol na cidade de Belo Horizonte-MG, e como estes se legitimam à partir do diálogo que estabelecem com o seu entorno social, nos diversos aspectos (econômico, político, cultural, dentre outros). Para tanto, o período delimitado para a investigação abrangeu os anos de 1904 a 1965, por este abrigar o tempo em que estes estádios foram erguidos na paisagem belo-horizontina. Por representar uma investigação historiográfica, o estudo fundamentou-se metodologicamente em dois aportes teóricos balizadores: a História Cultural, particularmente a noção de representação, desenvolvida por Roger Chartier, e a Micro-História, notadamente o conceito de paradigma indiciário descrito por Carlo Ginzburg. Neste sentido, as fontes de pesquisa privilegiaram os periódicos. Assim, foram utilizados jornais e revistas da época, que possibilitaram a tessitura da trama proposta. Neste sentido, os capítulos foram estruturados em recortes temporais específicos, a saber: a construção do Prado Mineiro e sua apropriação pelo futebol (1904-1923); os estádios que surgem na década de 1920 e que passam por importantes reformas na década de 1940, atrelados aos principais clubes da cidade (1923- 1948); o estádio Independência, vinculado ao clube Sete de Setembro e importante espaço futebolístico, notadamente na sua relação com a Copa do Mundo de 1950 (1948-1950); e por fim, o estádio do Mineirão, principal palco do futebol na cidade desde a sua inauguração até os dias atuais (1958-1965). Os indícios apontam para a identificação de três constatações particularmente pontuais: a primeira diz respeito à relação estabelecida entre estes estádios e a estruturação urbanística/espacial no seu entorno, promovendo e/ou provocando rearranjos quanto à mobilidade urbana, construção de vias de acesso, planejamento viário, melhorias estruturais, etc. Em todos os momentos, esta relação se mostra bastante potente, podendo ser percebido um influxo de organização do espaço da cidade em função da existência dos estádios. Um outro entendimento trata do quanto estes espaços se configuram dentro da lógica da modernidade, atendendo (ou procurando atender) às exigências e demandas de um outro ordenamento social, desde aspectos urbanísticos à espetacularização do fenômeno esportivo e de seu atrelamento à uma crescente determinação mercadológica. A ideia de modernidade se configura, portanto, como importante categoria relacional destes estádios com a cidade de Belo Horizonte, estabelecendo, em certa medida, o convencimento legitimador de sua construção. Por fim, a maneira como os estádios em Belo Horizonte são fortemente demarcados pelo contexto político, em todo o decurso temporal do estudo. Do Prado ao Mineirão, a ordem política é determinante para a viabilização dos projetos que originam os estádios, desde embates de adversários políticos, privilégios de determinados grupos que detinham o controle do campo esportivo na cidade, e elaboração de uma legislação facilitadora para a implementação destes espaços.
2089 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESTUDO DE CASO: ASPECTOS PSICOMOTORES EM PORTADORES DE SÍNDROME DE DOWN MATRICULADOS EM ESCOLA REGULAR Tamy Fernanda Silva Amaro;Marúcia Carla D Afonseca Santos Borges; Síndrome Down, Psicomotricidade, Educação Física Escolar. A Síndrome de Down é uma anormalidade genética que ocasiona diversas alterações físicas e biológicas, acarretando um atraso no desenvolvimento motor do indivíduo. O objetivo do estudo foi identificar os aspectos psicomotores em portadores da Síndrome de Down participantes das aulas regulares de educação física escolar. Quanto a metodologia, a mesma foi dividida em dois momentos: 1º observação das aulas de educação física e entrevista semiestruturada, 2º a aplicação dos testes psicomotores referentes à primeira unidade funcional de Luria (Tonicidade e Equilíbrio). A pesquisa trata de um estudo de caso com análise qualitativa, descritiva de corte transversal. A população composta por dois alunos escolares diagnosticados portadores da Síndrome Down, um do sexo masculino e um do sexo feminino. Para seleção da escola foi realizado um levantamento das instituições de ensino da cidade de Montes Claros, conforme dados disponibilizados pela Superintendência Regional de Ensino de Montes Claros (SRE). Os instrumentos utilizados para coleta das informações foram: observação participante, entrevista semiestruturada de anamnese e bateria psicomotora 1º unidade. Os resultados demonstraram que a criança S1 apresenta perfil psicomotor dispráxico e a S2 perfil psicomotor apráxico. A superproteção maternal, a participação nas aulas de educação física e o ambiente extraescolar foram os fatores diagnosticados para essa diferença de perfil. Conclui-se que os dados mostram a importância da autonomia, estimulação psicomotora, orientação e prática de atividade física durante a infância para o desenvolvimento psicomotor. O presente estudo contribui para que os professores e pais compreendam a importância da criança ser orientada e estimulada para um desenvolvimento psicomotor de forma equilibrada.
2074 renef v. 8 n. 12 (2018): RENEF ANÁLISE DA DEPRESSÃO EM IDOSOS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA SISTEMATIZADA Luciana Lima de Vasconcelos;Pamela Graciele Soares Lopes;Mariana Rocha Alves;Magda Mendes Vieira;Iara Heloisa Ramos Mendes;Bárbara Patrícia Santana Silva;Suyara Ferreira Antunes;Vinícius Dias Rodrigues; O objetivo desse estudo foi verificar o estado psicológico de idosos praticantes e não praticantes de atividade física sistematizada. Estudo de campo com análise quantitativa de caráter descritivo e de corte transversal. A amostra foi constituída de 15 idosos que praticavam e 13 idosos que não praticavam atividade física, foram incluídos idosos entre 60 a 75 anos de idade e de ambos os sexos. Utilizou-se os questionários Escala de Hamilton e Escala Geriátrica de Depressão - GDS que verificaram o estado psicológico, ansiedade e o humor. O tratamento de dados foi realizado pelo programa SPSS 20.0. O presente estudo foi submetido ao Comitê de Ética das Faculdades Integradas do Norte de Minas – FUNORTE sendo aprovado (Número do Parecer: 1.943.956). Verificamos que nos resultados, o grupo não praticando de atividade física apresentou maior índice de depressão em relação ao grupo praticante. O grupo praticante de atividade física mostrou- se com um nível menor de manifestações depressivas quando comparados ao grupo não praticante de atividade física sistematizada. CHEIK, N. C., REIS, I. T., HEREDIA, R. A. G., VENTURA, M. D. L., TUFIK, S., ANTUNES, H. K. M., & MELO, M. D. Efeitos do exercício físico e da atividade física na depressão e ansiedade em indivíduos idosos. Rev. Brasileira de Ciência e Movimento. Brasília v. 11 n. 3 p. 45-52 jul./set. 2003. Disponível em: http://www.ceap.br/material/MAT16092013224145.pdf. Acesso em: 14 set. 2018. FURTADO, L. F. V., ARAÚJO, P. M., SOARES, F. V. S., BRITO, V. M., SOUSA, L. G., MELO, A. C. L., YOSHIOKA, F. K. N., MELO, A. C. F. L. Epidemiologia do envelhecimento: dinamização, problemas e consequências. Rev. Kairós Gerontologia, 15(2). ISSN 2176-901X. São Paulo (SP), Brasil, março 2012: 55-69. Disponível em: encurtador.com.br/BIQYZ. Acesso em: 22 ago. 2018. FLECK, M. P. A., LIMA, A. F. B. S., LOUZADA, S., SCHESTASKY, G., HENRIQUE, A., BORGES, V. R., CAMEY, S., LIDO, G. Associação entre sintomas depressivos e funcionamento social em cuidados primários à saúde. Rev. Saúde Pública 2002;36(4):431-8. Disponível em: encurtador.com.br/dgBM2 . Acesso em: 10 ago. 2018. GONÇALVES, D., ALTERMANN, C., VIEIRA, A., MACHADO, A. P., FERNANDES, R., OLIVEIRA, A., CARPES, P. B. M. Avaliação das funções cognitivas, qualidade de sono, tempo de reação e risco de quedas em idosos institucionalizados. Estud. Inter Discipl. Envelhec. Porto Alegre, v. 19, n. 1, p. 95-108, 2014. MARCHI, A. C. W., SCHINEIDER, C. M., OLIVEIRA, L. A. Implicações sociais na velhice e a depressão. 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2075 renef v. 8 n. 12 (2018): RENEF INFLUÊNCIA DAS GRADUAÇÕES NOS NÍVEIS DE FLEXIBILIDADE TORACOLOMBAR E FORÇA MUSCULAR EM PRATICANTES DE BRAZILIAN JIU-JITSU Jonathan Daltio Rossi;Daniel Vicentini de Oliveira;Mateus Dias Antunes;Paulo Victor Mezzaroba; Este estudo teve o objetivo de analisar a diferença na flexibilidade toracolombar e sua relação com a força em praticantes de BJJ de diferentes graduações. Estudo transversal, no qual participaram do estudo 20 homens com idades entre 18 e 40 anos, divididos em cinco grupos de quatro participantes, representando as graduações com as seguintes cores de faixas: branca, azul, roxa, marrom e preta. Para a avaliação antropométrica, foram coletados dados referentes à massa corporal (Kg) e estatura (m), e também sete dobras cutâneas para o cálculo do percentual de gordura baseado no protocolo de Jackson e Pollock. Para medir a capacidade biomotora de flexibilidade, foram aplicados os testes sentar e alcançar de Wells e Dilon e testes angulares de tronco e flexão de quadril com os joelhos estendidos, utilizando um flexímetro. Para a medida da força, foi realizado o agachamento terra. Os resultados mostraram que não houve diferença na flexibilidade entre as diferentes graduações e, também, não foi evidente a relação de força com flexibilidade. Os sujeitos mais graduados possuem significativamente mais experiência que os menos graduados e que a flexibilidade toracolombar e de quadril não aumentam em função do tempo. ABREU, Arlete Aparecida; SOUZA, Priscila Ferreira; CAMPOS, Rita de Cássia Leal. A legitimização dos benefícios do Jiu-jtsu em uma organização do terceiro setor: um estudo de caso no Tatame do Bem. ForScience, v. 2, n. 2, p. 18-23, 2015. ACSM - AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. American College of Sports Medicine position stand. 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2076 renef v. 8 n. 12 (2018): RENEF NÍVEL DE LESÕES EM ATLETAS DE NATAÇÃO Daiane Francielly Santana Magalhães;Karine Gonçalves Souza;Priscilla Duarte Soares Correa;Jomar Luiz Santos Almeida;Wellington Danilo Soares; Natação; Lesões atléticas; Biomecânica. A natação tem sido considerada um dos esportes mais populares e com um crescimento considerável é um esporte que move aproximadamente toda a musculatura e articulações do corpo humano, podendo então, oferecer inúmeros benefícios para o organismo, devido à grande intensidade de treinos e competições que esses atletas são submetidos eles acabam ficando vulneráveis a ocorrências das lesões. Assim objetivou verificar a prevalência de lesões em atletas de natação. Para tanto foi realizado uma pesquisa descritiva, quantitativa e transversal. Foram selecionados para amostra, trinta atletas com mais de seis meses de prática do esporte e de 11 a 23 anos, ambos os sexos, excluídos aqueles com menos de seis meses de prática, Para avaliação das ocorrências de lesões foi avaliada através de um questionário com 15 perguntas que tinham como finalidade analisar as disfunções que esses atletas poderiam apresentar. Já o quadro álgico foi analisado por uma escala que avalia a intensidade da dor no pré treino e pós treino (EVA). Pode verificar que atletas com menos de 5 anos de prática do esporte não apresentavam lesões e o quadro álgico era pequeno, já os praticantes com mais de 5 anos apresentavam lesões e um quadro álgico considerável. O maior desconforto sentido era na articulação do ombro, seguido de joelho. Conclui-se a maior prevalência de lesões ocorrem a partir dos cinco anos de prática, de forma mais evidente no ombro e joelho. AGUIAR, P.R.C; BASTOS, F.N; JÚNIOR, J.N; VANDERLEI, L.C.M; PASTRE, C.M. Lesões desportivas na natação. Rev. Bras. Med. Esporte, v. 16, n. 4, 2010 ARCANJO, G.N.; DINIZ, M.F.; VASCONCELOS, T.B. Análise da incidência de lesões na articulação do ombro em atletas de natação. Rev. Fisioter. S. Fun., v.4, n.1, p.14-22, Jan-Jun., 2015. CARVALHO, A.P.C; COELHO, D.C.M. Natação para crianças: O que motiva os pais a escolherem esta modalidade esportiva para seus filhos. 6f. TCC (Graduação), Curso de Educação Física. Universidade Castelo Branco. Rio de Janeiro, 2016. JENSEN, M.P.; KAROLY, P.; BRAVER, S. The measurement of clinical pain intensity: a comparison of six methods. Pain. v.27, p.117-26, 1986. LANA, F. S et al. Prevalência de lesões músculo esqueléticas do complexo articular do ombro em nadadores. Educação Física em Revista, v. 9, n. 2, 2016. LIMA, C. M. Influência da hipermobilidade articular na performance e incidência de lesão no atleta de natação. Exame Geral de Qualificação – Faculdade de Educação Física. Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 2013 MARTINS, M. F. A importância do equilíbrio muscular entre os rotadores externos e internos dos ombros de nadadores do estilo crawl. Revista Científica da Faminas, v. 1, n. 3, 2016 MELLO, D. N.; SILVA, A.S.; JOSÉ, F.R. Lesões musculoesqueléticas em atletas competidores da natação. Fisioterapia em Movimento, v. 20, n. 1, p. 123-7, 2007. PIRES, L. M. T. et al. Lesões no ombro e sua relação com a prática do voleibol-Revisão da Literatura. InterSciencePlace, v. 1, n. 10, 2015. PIZZO, G.C et al. Estresse e lesões em atletas de esportes coletivos. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 20, n. 1, 2016. RODRIGUES, M. C et al. O futebol como uma modalidade esportiva popular no Brasil e as lesões mais incidentes nessa prática/Football as a popular sports mode in Brazil and lesions more incidentes that practice. Saúde em Foco, v. 2, n. 2, p. 14-28, 2015. SANTOS, A. M; GREGUOL, M. Prevalência de lesões em atletas jovens. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, v. 37, n. 2, p. 115-124, 2017. SILVA, R.S. et al. Incidência de lesões musculoesqueléticas em nadadores de águas abertas. Coleção Pesquisa em Educação Física, v.12, n.1, 2013. SCHWARTZMANN, N S; SANTOS, F C; BERNARDINELLI, E. Dor no ombro em nadadores de alto rendimento: possíveis intervenções fisioterapêuticas preventivas. Revista de Ciências Médicas. v.14, n.2, 2012. SILVA, J. V da. Relato de experiência de natação no Programa de Extensão: Política de Esporte e Lazer para Discentes da UEPB. 2016. O’ Sullivan S. B; Schitmz T. Z. Fisioterapia avaliação e tratamento. 6.ed. São Paulo: Manole, 2018. VANANCIO, B.O; TACANI, P.M.; DELIBERATO, P. C. P. Prevalência de dor nos nadadores de São Caetano do Sul. Rev Bras Med Esporte, v.18, n. 6, 2012.
2077 renef v. 8 n. 12 (2018): RENEF ANÁLISE DA APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE DE IDOSOS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE EXERCÍCIO FÍSICO DA CIDADE DE MONTES CLAROS – MG Camila Rodrigues Ferreira;Lara Mikaeli Pereira Dias;Magda Mendes Vieira;Alex Sander Freitas;Mariana Rocha Alves;Suyara Ferreira Antunes;Barbara Patrícia Santana Silva;Lucas Henrique Soares Ribeiro;Vinícius Dias Rodrigues; Aptidão Física; Idoso; Exercício Físico. O objetivo desse estudo foi analisar a aptidão física relacionada à saúde de idosos praticantes e não praticantes de exercício físico da cidade de Montes Claros – MG. Tratou-se de uma pesquisa caracterizada do tipo descritiva, transversal e quantitativa. O estudo foi realizadocom a população idosa entre 65 a 75 anos, estes sendo G1 indivíduos praticantes de exercício físico mais de 6 meses consecutivos e G2 indivíduos não praticantes de exercício físico que conseguem realizar as atividades de vida diária normalmente, ambos os grupos idosos do gênero feminino. Foram realizados testes físicos, com os dados coletados a partir da investigação das variáveis, digitalizados eanalisados estatisticamente no programa de estatística SPSS®, versão 20.0, para Windows®. Os resultados obtidos foram que as idosas praticantes de atividade física sistematizada tiveram o índice de massa corporal menor em relação as não praticantes de atividade física, este grupo também obteve melhores resultados nos testes de força manual e teste de marcha estacionáriaobteve melhores resultados nos testes de força manual e teste de marcha estacionária. Sendo assim, este estudo mostra que a atividade física através de um estilo de vida ativo, a partir da sexta década de vida, implica em uma melhora na qualidade de vida dos idosos desse estudo. AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE RM. ACSM´s guidelines for exercise testing and prescription. Philadelphia: Lippincott Williams and Wilkins, 2006. ARAÚJO, D. S. M. S., ARAÚJO C. G. S. Aptidão física, saúde e qualidade de vida relacionada à saúde em adultos. Rev. Bras. Med. Esporte. 2000, 6(5): 194- 203. BIANCHI, A. B., OLIVEIRA, J. M., BERTOLINI, S. M. M. G. Marcha no processo de envelhecimento: alterações, avaliação e treinamento. Rev. UNINGÁ. 2018, 45(1): 52- 55. BORGES, M. R. D., MOREIRA, A. K. Influências da prática de atividades físicas na terceira idade: estudo comparativo dos níveis de autonomia para o desempenho nas AVDs e AIVDs entre idosos ativos fisicamente e idosos sedentários. Rev. Motriz. 2009, 15(3): 562- 573. BRAVO, J. D., RAQUEL, G., FOLGADO H. M., RAIMUNDO, A. M. 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2078 renef v. 8 n. 12 (2018): RENEF FATORES DETERMINANTES DE QUEDAS EM IDOSOS E O PAPEL DO EXERCÍCIO FÍSICO COMO FORMA DE PREVENÇÃO: REVISÃO DE LITERATURA Leonardo Geamonond Nunes; Acidentes por quedas; Exercício; Idosos A queda é definida como um acontecimento não intencional, tendo como consequência a mudança de posição do indivíduo a um nível mais baixo, proporcionando um alto impacto na saúde dos idosos. Para produção da seleção desta revisão, foram realizadas buscas em bibliotecas da área de ciências biológicas como Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Foram utilizados os descritores em português: “Acidentes por quedas”, “Exercício” e “Idosos”. Durante a busca, houve o cruzamento combinado dessas palavras, fazendo usos do operador boleano “AND”. Foram aplicados filtros como: amostra composta por idosos, idioma somente em português e somente artigos publicados entre os anos de 2010 e 2017. Foram selecionados sete artigos para a leitura final e destes 42,86% (n=3) foram publicados em 2012. Com relação aos fatores determinantes para quedas, o baixo equilíbrio com 23,08% (n=3) foi o mais presente. Baixa mobilidade e baixa força de membros inferiores foram relatados duas vezes nos artigos (15,39%). Fatores extrínsecos como tropeço e escorregão foram mencionados uma vez nos estudos (7,69%). Sobre o papel do exercício físico, os principais benefícios relatados foram aumento da força, citado quatro vezes (33,3%) e favorecimento no equilíbrio foi citado duas vezes (16,7%). Segundo os tipos de atividades aplicadas nos estudos, três tipos de treinamentos foram mencionados, o treinamento de força foi o mais mencionado, cinco vezes (35,71%) seguido de atividades de alongamentos e equilíbrio que foram relatadas três vezes (14,28%). As quedas ocorrem por diversas causas e ter conhecimento sobre seus fatores e possíveis intervenções realizadas de forma adequada, pode ser uma boa estratégia na redução de quedas em idosos. ANTONIO MARANHÃO SÁ, A. C.; BACHION, M. M.; LOSADA DE MENEZES, R. Exercício físico para prevenção de quedas: ensaio clínico com idosos institucionalizados em Goiânia, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 17, n. 8, p. 2117-2127, ago. 2012. Disponível em: http://www.redalyc.org/html/630/63023073022/. Acesso em: 18 set. 2017. BUENO-CAVANILLAS, A.; PADILLA-RUIZ, F.; JIMÉNEZ-MOLEÓN, J. J.; PEINADO-ALONSO, C. A.; GÁLVEZ-VARGAS, R. Risk Factors in Falls among the Elderly according to Extrinsic and Intrinsic Precipitating Causes. European Journal of Epidemiology, v. 16, n. 9, p. 849–859, set. 2000. CARVALHO, D. A. de; BRITO, A. F.; SANTOS, M. A. P. D.; NOGUEIRA, F. R. de S.; SÁ, G. G. de M.; NETO, J. G. de O.; MARTINS, M. do C. de C. e; SANTOS, E. P. dos. 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2079 renef v. 8 n. 12 (2018): RENEF O USO DAS DANÇAS FOLCLÓRICAS NO CONTEXTO PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR José Roberto Lopes de Sales; Danças folclóricas, Contexto escolar O presente estudo tem como objetivo verificar, identificar e analisar o uso das danças folclóricas no contexto pedagógico da Educação Física Escolar. Foram selecionadas as escolas municipais, estaduais e particulares do ensino fundamental na zona urbana da cidade de Montes Claros. O corpus obtido contou com a participação de 74 profissionais correspondendo a 50% do total de docentes atuantes na área, que responderam a um questionário previamente elaborado. Na análise dos dados, usou-se o teste Qui-quadrado para determinar possíveis diferenças nas respostas em razão da instituição escolar a que pertenciam. Os resultados demonstraram que a maioria dos professores, além de ter pouco conhecimento das danças folclóricas, não faz uso das mesmas como práticas pedagógicas, na busca de uma educação voltada para a formação geral do educando.
2290 poiesis v. 16 n. 1 (2018) HEIDEGGER E O NÃO DITO EM PLATÃO: UMA BREVE DISCUSSÃO ACERCA DA VIRADA NA DETERMINAÇÃO DA ESSÊNCIA DA VERDADE Adma Emanuelle Gama;Walter Matias de Lima; O presente trabalho, decorrente de uma pesquisa bibliográfica, pelo método de análise de conteúdo, propõe uma breve discussão sobre uma possível virada na determinação da essência da verdade em Platão e suas consequências. Nosso propósito se dá pela leitura que Heidegger faz acerca da “alegoria da caverna” do “diálogo” de Platão no Livro VII de A república. Diante disto, A teoria platônica da verdade (1931/1932, 1940), de Martin Heidegger, é a obra principal a ser usada em nossa breve discussão, pois nela se encontra a leitura feita por Heidegger com a perspectiva de dizer o não-dito em Platão, que repercute naquilo que Heidegger chama de consumação da metafísica e esquecimento do Ser. O não-dito em Platão é a ambiguidade no sentido da verdade, em que ocorre o deslocamento da aletheia como desvelamento do ser do ente para a retidão do notar e também do anunciar. Em decorrência disto a “verdade”, aletheia, torna-se um comportamento humano frente ao ente. Desde que, o desvelamento da verdade foi retirado do seu lugar essencial que se dá no ser do ente, por Platão, ela jamais voltou a retomar esse lugar, configurando um constante esquecimento de se questionar por este Ser.
2149 renef v. 6 n. 7 (2016): RENEF O DIREITO AO LAZER NA CIDADE E O FUTEBOL: A SITUAÇÃO DOS CAMPOS DE VÁRZEA EM MONTES CLAROS/MG Isabela V. Lopes Versiani;Geraldo Magela Durães; lazer; campos de futebol; planejamento urbano Dentre os diversos caminhos existentes para problematizar o direito ao lazer na cidade, refletir sobre os espaços públicos disponíveis para sua prática mostra-se essencial para pensar e efetivar sua vivência no cotidiano, o que nos aproxima de questões complexas e contraditórias que perpassam o planejamento urbano e suas configurações espaciais. Tanto nas grandes cidades como, mais recentemente, em cidades médias, são nítidas as rápidas transformações que ocorrem no solo urbano. Como consequência desse processo, destaca-se a situação dos campos de futebol de várzea como um dos equipamentos públicos de lazer nas cidades que mais tem sentido a presença hegemônica da lógica capitalista na produção do espaço em detrimento dos aparatos legais existentes para sua preservação. Diante desse quadro e entendendo que a vivência do futebol é uma das principais manifestações do lazer no cotidiano urbano, o presente trabalho teve como objetivo analisar algumas das contradições que cercam o universo dos campos de futebol de várzea em Montes Claros/MG, tendo como base para a discussão a sua distribuição por diferentes regiões da cidade. Através de pesquisa exploratória, com levantamento documental e produção de mapa temático com auxílio de ferramentas de geoprocessamento, constatou-se que a maioria dos campos encontra-se em áreas periféricas da cidade que ainda possuem vazios urbanos à espera de valorização, o que pode comprometer consideravelmente a vivência dessa prática em um futuro próximo, conforme evidenciado pelo aumento da extinção de campos em área particular localizados em novas frentes de expansão urbana. Além disso, evidencia-se que esses equipamentos têm sido influenciados diretamente por duas lógicas contrapostas de desapropriação/apropriação de seus espaços: se por um lado há um processo em curso de desativação de campos em área institucional em função de trocas efetuadas pelo Poder Público Municipal com loteamentos privados ou para atender à previsão originária da área de equipamento comunitário (praça, escola, creche, entre outros); por outro há a criação de novos campos pela população através da apropriação de novas áreas institucionais reservadas a equipamentos comunitários ainda não implantados ou de áreas particulares próximas aos novos conjuntos habitacionais alavancados pelo Programa Minha Casa Minha Vida na cidade. Tais constatações reafirmam a presença da lógica capitalista no espaço urbano e destacam o papel fundamental que o Pode Público Municipal deve exercer na garantia de existência e permanência desses campos.
2128 renef v. 7 n. 9 (2017): Revista Eletrônica Nacional de Educação Física PSICOLOGIA POSITIVA E O BEM ESTAR: ESTUDO DOS ASPECTOS SAUDÁVEIS DO VIVER Maria de Fatima de Matos Maia;Thatiana Maia Tolentino;Celina Aparecida Gonçalves Lima;Berenilde Valéria de Oliveira Souza;Jean Claude Lafeta;Keila Raiany Pereira Silva;Cledilene Muniz de Oliveira;Iara Heloisa Ramos Mendes;Ana Cristina de Oliveira;Amário Lessa Junior;Júlia Verônica Soares Ferreira;Adriana Tolentino Santos;Nilton Soares Formiga; BEM ESTAR SUBJETIVO, BEM ESTAR PSICOLÓGICO, PSICOLOGIA POSITIVA O bem-estar é considerado um domínio da Psicologia Positiva, já que integra as áreas envolvidas na construção de modelos baseados nas experiências subjetivas do passado, presente e futuro. O Bem-Estar Subjetivo é indicado por satisfação com a vida, por afetos positivos e negativos e por senso de felicidade o Bem-Estar Psicológico tem fundamentação no conceito aristotélico de eudaimonia. Porém, apesar de estarem relacionados, eles se diferem quanto à satisfação e aos afetos.
2120 renef v. 7 n. 10 (2017): RENEF AS LUTAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR A PARTIR DA PERCEPÇÃO DOS ESTUDANTES Vinícius Salomão Rodrigues;Janilson de Assis Miranda;Jiuliano Carlos Lopes Mendes;Geraldo Magela Durães;Bruno Mendes Silva;Alex Sander Freitas; Educação Física Escolar, lutas, artes marciais. As lutas na educação física escolar servem como auxilio no processo pedagógico trabalhando aspectos psicomotores e afetivos. No entanto ainda há precariedade de estudos relacionados à temática, e um certo preconceito com relação a violência. O objetivo do estudo foi de verificar a percepção dos alunos a respeito das lutas como conteúdo da educação física escolar. O estudo é do tipo descritivo, quali-quantitativo e de corte transversal, sendo utilizada uma amostra de 800 escolares de 11 a 14 do ensino fundamental na cidade de Montes Claros - MG. Para tanto foi utilizado um questionário semiestruturado, e em seguida as respostas foram analisadas através da frequência de respostas e porcentagem simples. Os resultados apontaram que 79,7% dos escolares gostariam de ter aulas de lutas na educação física, no entanto 68,1% dizem que o professor de artes marciais seria o mais indicado para trabalhar com este conteúdo na escola e 36,9% afirmam que gostariam de ter aulas de lutas para aprender a se defender. Dessa forma foi possível perceber que é preciso ampliar o conhecimento do professor no sentido de conhecer as necessidades individuais de cada aluno, para que o professor de educação física possa trabalhar todos os conteúdos, inclusive as lutas. BETTI, M. Disciplina: concepção da disciplina educação física na proposta curricular. Curso de Pós-Graduação. SÃO PAULO (Estado): Redefor: Campinas: Unicamp, 2011. BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física. Brasília: Secretaria de Educação Fundamental, MEC/SEF, 1998. CAMPOS, L.A.S. Metodologia do ensino das lutas na educação física escolar. Caxias do Sul/RS: Editora Fontoura, 2014. CORRÊA A.O., QUEIROZ G., PEREIRA M.P.V.C. Lutas como conteúdo na Educação Física Escolar. 2010. 25f. Trabalho de conclusão de curso - Monografia (Licenciatura em Educação Física) - Módulo Centro Universitário, Caraguatatuba - SP, 2010. FERREIRA, H.S. As lutas na educação física escolar. Revista de educação física, 2006, 135: 36-44. __________ A utilização das lutas como conteúdo das aulas de Educação Física. Revista Digital. 2009, 13(130): 1-9. GOMES M.S.P., MORATO M.P., DUARTE E., ALMEIDA J.J.G. Ensino das lutas: dos princípios condicionais aos grupos situacionais. Movimento 2010, 16(2): 207-227. LOPES R.G.B., KERI T.O. O ensino das Lutas na Educação Física Escolar: uma experiência no ensino fundamental. Motrivivência, 2015, 27(45): 262-279. NASCIMENTO P.R.B. Organização e Trato Pedagógico do Conteúdo de Lutas na Educação Física Escolar. Motrivivência, 2008, 31: 36-49. RUFINO L.G.B, DARIDO S.C. Pedagogia do esporte e das lutas: em busca de aproximações. Rev. bras. Educ. Fís. Esporte, 2012, 26(2): 283-300. RUFINO L.G.B., DARIDO S.C. Análise da prática pedagógica das lutas em contextos não formais de ensino. Rev. Brasileira de Ciência e Movimento, 2015, 23(1): 12-23. TRUSZ, R.A., NUNES, A.V. A evolução dos esportes de combate no currículo do curso de Educação Física da UFRGS. Movimento, 2007, 13(1): 179-204.
2088 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ANÁLISE DO EXERCÍCIO PUXADA ABERTA COM E SEM O MÉTODO PRÉ EXAUSTÃO EM PARÂMETROS FISIOLÓGICOS DE ESFORÇO Marco Gutemberg Marcos;Leonardo Tolentino dos Santos;Marcone Alisson Nogueira Oliveira;Alex Sander Freitas;Vinicius Dias Rodrigues; Treinamento de força, Puxada alta a frente, Pré-exaustão O treinamento de força (TF) é geralmente prescrito para promover o aumento na força, potência, resistência e hipertrofia muscular. Essas adaptações podem ser moduladas através da manipulação das variáveis do treinamento, tais como, número de séries e repetições, intensidade de carga, volume de treino, escolha e ordem dos exercícios. A ordem dos exercícios refere-se à sequência em que eles são realizados em uma sessão de treinamento, a qual parece influenciar diretamente o número de repetições e consequentemente o volume total de trabalho. O objetivo desse trabalho foi comparar o duplo produto, frequência cardíaca, e pressão arterial sistólica e diastólica antes durante e após o exercício puxada (pulley) a frente com pegada aberta com e sem o método de pré-exaustão. O estudo foi caracterizado como descritivo de corte transversal de natureza exploratória, com análise quantitativa, a amostra foi composta por 8 indivíduos do sexo feminino praticantes de musculação a pelo menos seis meses ininterruptos. Para avaliação da frequência cardíaca (FC), pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD) e duplo produto (DP) foram usados Frequencímetro da marca Polar modelo FT4, Esfigmomanômetro Aneroide Hospitalar Premium. Os dados foram analisados no programa Statistical Package for the Social Science (SPSS) 20.0 for Windows. Em relação a comparação das variáveis hemodinâmicas FC, PAS, PAD e DP pré, durante e pós sessão com e sem o método de pré-exaustão foi observado uma diferença significativa de alguns valores. Sem a pré-exaustão tivemos diferenças significativas das médias do repouso para a 1ª, 2ª e 3ª séries tanto da FC, PAS, PAD e DP, com o mesmo teste, mas usando o método da pré-exaustão, obtivemos diferenças de médias comparando os valores de repouso com 1ª,2ª e 3ª series.
2081 renef v. 8 n. 11 (2018): Renef - Perspectivas futuras COORDENAÇÃO MOTORA EM CRIANCAS COM TRANSTORNO DE ESPECTRO AUTISTA (TEA) Emily Christie Flávio Rodrigues;Adriana Tolentino Santos;Maria de Fátima de Matos Maia;Darthya Souza Dias; O objetivo deste estudo foi analisar a coordenação motora de crianças com o Transtorno de Espectro Autista. Trata-se de uma pesquisa quantitativa com abordagem qualitativa, descritiva, de corte transversal. A amostra foi composta por 14 crianças com idades de 5 (cinco) a 10 (dez) anos, de ambos os sexos, participantes e cadastradas em uma Associação de Autismo da cidade de Montes Claros-MG escolhidas de forma intencional e por conveniência. O instrumento utilizado na coleta de dados foi Teste de Coordenação Corporal para Crianças. Para participarem da pesquisa os responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e as crianças um Termo de Assentimento Livre e esclarecido. Os procedimentos estatísticos contaram com uma frequência percentual e foi realizada em nível da coordenação motora e a pesquisa foi realizada após liberação do Comitê de Ética. Os resultados indicam que a maioria das crianças (n=10, 71,4%), demonstrou um desenvolvimento normal de sua coordenação motora, sendo que apenas 4 (28,6%) crianças obtiveram um desenvolvimento classificado como perturbações na coordenação. Analisando separadamente cada teste de Coordenação Corporal para Crianças, observou-se que existe um déficit motor especifico, visto que 28,6% das crianças apresentaram perturbações na coordenação no teste trave de equilíbrio, 35,7% das crianças apresentou uma insuficiência de coordenação no salto lateral, 37,7% uma insuficiência de coordenação realizando o salto monopedal e 50% da amostra foi classificada com perturbação na coordenação no teste transferência sobre placas. Pode-se concluir que apesar dos déficits de desenvolvimento observados nos testes específicos, de uma forma geral a amostra analisada apresentou em conjunto uma coordenação motora normal. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. ANDRADE, L. A. Importância do Desenvolvimento Motor em Escolares. 2011. 13 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Educação Física Licenciatura) - Universidade Católica de Brasília, 2011. CATELLI, C. L. R. Q; D’ANTINO, M. E. F; BLASCOVI-ASSIS, S. M, Aspectos Motores em Indivíduos com Transtorno do Espectro Autista: Revisão de Literatura. Cadernos de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, São Paulo, v.16, n.1, p. 56-65, 2016. GORLA, J. I. Coordenação motora de portadores de deficiência mental: avaliação e intervenção. 2001. 134 f. Dissertação (Mestrado em Atividade Física e Adaptação) Curso de Educação Física. Universidade Estadual de Campinas, SP, 2001. FERREIRA, C. A. M.; THOMPSON, R.. Imagem e esquema corporal. São Paulo: Lovise, 2002. LAURENT, R. et al. (2009) in SOARES, A. M; CAVALCANTE NETO, J. L. Avaliação do Comportamento Motor em Crianças com Transtorno do Espectro do Autismo: uma Revisão Sistemática. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 21, n. 3, p. 445-458, Jul.-Set, 2015. PACHECO, E. A; SANTOS, J. C. Importância do Desenvolvimento da Coordenação Motora na Aprendizagem na Educação Infantil. Revista Nativa, v. 1, n. 2, 2013. RIBEIRO, A. S. et al. Teste de Coordenação Corporal para Crianças (KTK): aplicações e estudos normativos. Motricidade, v. 8, n. 3, p. 40-51, 2012. SCHMIDT, C; BOSA, C. A investigação do impacto do autismo na família: Revisão crítica da literatura e proposta de um novo modelo. Interação em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grane do Sul, v.7, n.2, p.111-120, 2003. SOARES, A. M; CAVALCANTE NETO, J. L. Avaliação do Comportamento Motor em Crianças com Transtorno do Espectro do Autismo: uma Revisão Sistemática. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 21, n. 3, p. 445-458, Jul-Set, 2015. SOARES, D. B. et al. Influência da atividade física no desempenho motor de crianças com queixas de dificuldades e aprendizagem. Rev. CEFAC, v. 17, n. 4, p. 1132-1142, Jul-Ago, 2015. SOUSA, P. M. L; SANTOS, I. M. S. C. Caracterização da Síndrome Autista. Psicologia.pt. O Portal dos psicólogos, 2005. Disponível em: . Acesso em: 25 mai. 2017. SILVA JÚNIOR, L. P. Avaliação do perfil motor de crianças autistas de 7 a 14 anos frequentadoras da Clínica Somar da cidade de Recife – PE. Campina Grande, 2012. 75f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Licenciatura Plena em Educação Física) - Universidade Estadual da Paraíba, 2012.
2082 renef v. 8 n. 11 (2018): Renef - Perspectivas futuras ACESSO À INFORMAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DOS MUNÍCIPES DE PONTA GROSSA NAS POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS AO DESPORTO Alberto Inácio da Silva;Regina Fátima Woloch; Esporte; Lei de acesso à informação; Conselho municipal; Recreação O Brasil nos últimos anos vem sediando os maiores eventos desportivos do mundo. Para o desenvolvimento do esporte no país a Carta Magna estabeleceu o esporte como um direito fundamental do cidadão, sendo que nos Estados e Municípios foram garantidos estes direitos mediante a criação de secretarias e fundações de esporte. Metodologia: Este estudo, de cunho descritivo de campo, objetivou analisar se os mecanismos utilizados pela Fundação Municipal de Esporte, buscando a divulgação das informações relativas ao desporto, permitem à comunidade conhecer as suas ações e ainda, se a participação dos munícipes no Conselho Municipal de Esporte e Recreação da cidade de Ponta Grossa é democrática. Para o desenvolvimento desta pesquisa foram analisadas: a) as publicações disponíveis na página da Fundação Municipal de Esporte durante o ano de 2015; b) as publicações no Diário Oficial da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG), referentes ao esporte no ano de 2015; e a lei que instituiu o Conselho Municipal de Esporte e Recreação (CMER). Como referencial teórico utilizou-se de: leis, decretos, livros, jornais, revistas, trabalhos científicos disponíveis na Internet, requerimentos e ofícios da Câmara Municipal de Ponta Grossa e do Observatório Social de Ponta Grossa. Conclusão: Após análise dos dados, pode-se concluir que as informações disponíveis pela Fundação Municipal de Esporte são insuficientes para a população acompanhar as políticas públicas voltadas ao esporte no município, sendo que esta atitude fere a Lei de Acesso à Informação. Portanto, na forma como foi constituído o Conselho Municipal de Esporte e Recreação, constatou-se que inexiste a participação efetiva da população na elaboração das políticas públicas voltada ao esporte no município de Ponta Grossa. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: D.O.U. de 05/10/1988. BRASIL. Constituição do Estado do Paraná. Paraná: Diário Oficial no. 3116 de 5 de outubro de 1989. BRASIL. Lei n° 101, de 4 de maio de 2000. Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. Brasília: D.U.O Seção 1 - 5/5/2000. BRASIL. Lei nº 11.220, de 1 de janeiro de 2013. Autoriza o poder executivo a instituir a Fundação Municipal de Esportes. Ponta Grossa: Diário Oficial, Edição nº 917 – ano V, 2013. BRASIL. Decreto nº 7790, de 16 de setembro de 2013. Regulamenta a Lei nº 6.309 - Lei de Incentivo ao Esporte do Município de Ponta Grossa. Ponta Grossa: Edição nº 1.117 de 2013. BRASIL. Transparência pública. 2011. Disponível em: . Acesso em: 2 jan. 2016. CANELA G., NASCIMENTO S. Acesso à informação e controle social das políticas públicas. Brasília: Artigo 19, 2009. CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO. Controle Social – Conselhos municipais e controle social. Disponível em: . Acesso em: 7 jan. 2016. Da SILVA, A. I. Árbitro de futebol e legislação esportiva aplicável. Disponível em: http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 13 - N° 121 - Junio de 2008. MEDEIROS A. S., MAGALHÃES R., PEREIRA J. R. Lei de acesso à informação: em busca da transparência e do combate à corrupção. Inf. Inf. 2014, 19(1):55-75. MEZZAROBA O., MONTEIRO C. S. Manual de metodologia da pesquisa no Direito. São Paulo: Saraiva: 2008. MINISTÉRIO DO ESPORTE. O Ministério. Disponível em: . Acesso em: 19 fev. 2016. OBSERVATÓRIO SOCIAL DO BRASIL. O que é um Observatório Social (OS). Disponível em: . Acesso em: 20 fev. 2016. PASOLD C. L. Metodologia da pesquisa jurídica: teoria e prática. 11. ed. Florianópolis: Millennium Editora: 2008. ROCHA J. C. O papel dos conselhos municipais na implementação das políticas públicas do estado. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XV, n. 103, ago. 2012. Disponível em: . Acesso em: 8 jan. 2016. RODRIGUES G. W. A construção da democracia, entre a informação e o conhecimento. Revista Direito e Inovação. 2013, 1(1):2-15. SECRETARIA DO ESPORTE E DO TURISMO. Histórico da SEET. Disponível em: <. Acesso em: 19 fev. 2016. TUBINO, M. J. G. 500 anos de legislação esportiva brasileira. Do Brasil – colônia ao início do século XXI. Rio de Janeiro: Shape, 2002.
2083 renef v. 8 n. 11 (2018): Renef - Perspectivas futuras EFEITOS DE UM PROGRAMA DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS NA FORÇA MUSCULAR DE IDOSOS Tiago André Macedo;Daniel Vicentini de Oliveira;Wagner Jorge Ribeiro Domingues;Telma Adriana Pacífico Martineli; Este estudo teve o objetivo de avaliar o efeito de um programa de exercícios resistidos na força muscular de idosos. Pesquisa quase-experimental, na qual a amostra foi constituída de 10 idosos (64,4±3,7 anos). Para avaliação da força muscular de membros inferiores foi utilizado o Teste Sentar e Levantar (TSL). A dinamometria manual palmar (DMP) foi utilizada para avaliar a força muscular de membros superiores. Após a avaliação inicial, os idosos foram submetidos a seis semanas de treinamento resistido, duas vezes na semana, com duração de 40 minutos cada sessão. As cargas foram sendo ajustada conforme percepção de esforço 2% para membros superiores 5% para membros inferiores. Obteve-se aumento significativo de 4,1 kg na força muscular de membros superiores, por meio do DMP (p=0,03) e de 3,3 repetições no TSL. Conclui-se que o programa de exercícios foi eficaz para aumentar a força muscular de membro inferior e superior de idosos. ALEXANDRE, Tiago da Silva et al. Sarcopenia according to the European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP) versus dynapenia as a risk factor for disability in the elderly. The Journal of Nutrition, Health & Aging, v. 18, n. 5, p. 547-553, 2014. ANJOS. E. M., et al. Avaliação da performance muscular de idosas não sedentárias antes e após aplicação de um programa de exercícios de equilíbrio. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 5, n. 3, p. 459-467, 2012. BALACHANDRAN, Anoop et al. Functional strength training: Seated machine vs standing cable training to improve physical function in elderly. Experimental Gerontology, v. 82, p. 131-138, 2016. BARBOSA et al. 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2084 renef v. 8 n. 11 (2018): Renef - Perspectivas futuras QUALIDADE DE VIDA E BEM ESTAR SUBJETIVO DE DOCENTES DE UMA UNIVERSIDADE PUBLICA. Nágila Gonçalves Silva Araújo;Maria de Fátima de Matos Maia;Beatriz Rezende Marinho da Silveira;Fernanda Muniz Vieira;Marúcia Carla D’Afonseca Santos Borges; Trabalho Docente; Bem-Estar Subjetivo; Qualidade de Vida. O bem-estar subjetivo é um aspecto que pode incrementar a forma como o indivíduo percebe a si mesmo e a outras pessoas, resultando no vivenciar satisfatório de situações do dia a dia e também na forma de se relacionar com o outro. Quanto à qualidade de vida, entende-se poraspectos da individualidade e da subjetividade de cada indivíduo com base no seu próprio julgamento pessoal. O objetivo desse estudo foi identificar os fatores intervenientes do bem-estar subjetivo e na qualidade de vida dos docentes de ensino superior que trabalham no campus de uma universidade do Norte de Minas. A amostra foi composta de 22 docentes efetivos, designados e atuantes no 1° semestre de 2017. Foram utilizados t rês questionários na mensuração das variáveis que constituem o objeto de estudo: um questionário estruturado para avaliar as variáveis independentes e dois específicos para a análise das variáveis dependentes (O Development of the Memorial University of Newfoundland Scale of Happiness e o Questionário de Qualidade de Vida no Trabalho). Como procedimento estatístico, utilizou-se a análise descritiva dos dados através do N, porcentagem, média, desvio-padrão, significância e Análise de Variância. O nível de significância adotado foi p≤0,05. Os resultados evidenciaram que existe relação significativa para os afetos positivos no tempo docente no segundo cargo (p=0,04); afetos negativos quanto ao turno de trabalho (p=0,02); e nas experiências negativas no vínculo de trabalho segundo cargo (p=0,05), jornada trabalho segundo cargo (p=0,05), tempo docente no ensino superior (p=0,05) e turno de trabalho (p=0,05). Já na qualidade de vida observou-se relevância significante estatisticamente para o domínio físico, no vínculo instituição superior primeiro cargo (p=0,03) e na jornada trabalho superior primeiro cargo (p=0,02); domínio no meio ambiente jornada trabalho segundo cargo (p=0,04); e o domínio social jornada trabalho segundo cargo (p=0,04) e instituição ensino superior segundo cargo (p=0,02). Conclui-se que de uma forma geral os professores desta pesquisa possuem um bem-estar subjetivo geral positivo e boa qualidade de vida regular. ANDRADE, H.R; MAIA, M. F. M.; MELO, G.F; BORGES, M.C.D.S.; TOLENTINO, F.M.; LIMA, C.A.G.; SOUSA, B. V. O.; Bem-estar subjetivo em atletas de futebol de campo, inseridos nos diversos perfis tipológicos de gênero. Coleção Pesquisa em Educação Física, Várzea Paulista, v. 15, n. 01, p.57-66, 2016. BAHIA, P.N. O estresse como indicador de qualidade de vida em professores do curso de fisioterapia. 2002. 104f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. 2002. CUANDRA, H. L., FLORENZANO, R. U. El Bienestar Subjetivo: Hacia uma Psicologia Positiva. Revista de Psicología de la Universidad de Chile 2003, 12(1): 83-96. DIENER, E. Subjetive Well-being. Psychological Bulletin 1984, 95(3): 542-575. ESTEVE, J. M. Mudanças sociais e função docente. In A. Nóvoa (Org.), Profissão professor (2. Ed., pp. 93-124, Coleção Ciências da Educação). Porto, Portugal: Porto Editora, 1999. FERNANDES, Marcos H., ROCHA, Vera M. 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2085 renef v. 8 n. 11 (2018): Renef - Perspectivas futuras AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO EM IDOSOS DA CIDADE DE MONTES CLAROS Darthya Souza Dias;Adriana Tolentino Santos;Maria de Fátima de Matos Maia;Emily Christie Flávio Rodrigues; Idosos; Equilíbrio; Quedas. Tendo em vista que a prática de atividade física supervisionada e realizada de forma correta pode auxiliar no aumento da força muscular, auxiliando na manutenção do equilíbrio, o presente estudo objetivou avaliar o equilíbrio em idosos da cidade de Montes Claros, Minas Gerais, com o intuito de identificar a probabilidade dos mesmos sofrerem quedas provocadas pela falta de estabilidade, contribuindo, assim, para o maior cuidado e atenção com os idosos em determinadas situações. Para avaliação do equilíbrio foi utilizado como instrumento a Escala de Berg. O teste foi realizado com 100 idosos de ambos os sexos, com idades entre 60 e 70 anos. Os participantes foram escolhidos de forma aleatória. Durante a aplicação dos testes os participantes não podiam estar utilizando nenhum tipo de auxílio para manter a estabilidade do corpo, bem como aceitaram espontaneamente fazer parte da pesquisa logo após a leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para análise dos dados realizada uma análise de frequências percentuais e comparação através do teste t, com um nível de significância de p=0,05. Todos os dados foram analisados por meio do programa estatístico SPSS for Windows, versão 22. Os resultados indicam que a progressão da perda do equilíbrio se dá consequentemente ao aumento da idade, sendo esta relevante a partir dos 70 anos e mais frequente em idosos do sexo feminino do que no sexo masculino. Conclui-se com este estudo que quanto maior a idade dos idosos, maior o risco de quedas, sendo mais agravante nas mulheres do que nos homens da mesma faixa etária. ALFIERI, F. M.; WERNER, A.; ROSCHEL, A. B.; MELO, F. C.; SANTOS, K. I. S. 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2086 renef v. 8 n. 11 (2018): Renef - Perspectivas futuras ENTRE SILÊNCIOS, SUSSURROS E GRITOS: O CORPO FEMININO ATRAVESSADO PELO CÂNCER DE MAMA Fernanda de Souza Cardoso;Eliana Lúcia Ferreira; corpo, mulher, câncer de mama, atividade física. Sendo o câncer uma patologia que cada vez mais invade nosso tempo e nossos espaços e entendendo o mesmo como um processo de adoecimento complexo, repleto de muitos avanços, muitas não respostas, mas muitos significados, é que se propõe essa investigação. Tomamos desta maneira, como objeto, sentidos do/sobre o corpo feminino atravessado pelo câncer de mama. O estudo se iniciou a partir da experiência usando a linguagem da dança e suas diferentes intervenções comunicativas, com um grupo de mulheres, todas portadoras de câncer de mama, participantes do Projeto Vida Presente, um projeto de extensão da Universidade Estadual de Montes Claros. Tendo participado como integrante da equipe deste grupo, e por um ano permanecido na posição de professora de dança, foi possível um primeiro contato, uma primeira via para apreensão, entendimentos, questionamentos. Este vínculo, criou uma comunicação entre professora e alunas, que mais tarde vieram a se tornar pesquisadora e sujeitos pesquisados, se constituindo em um problema de pesquisa na perspectiva de buscar os sentidos e os significados pelos discursos daquelas que viveram a experiência de serem acometidas pelo câncer de mama. Neste sentido esta dissertação foi estruturada sob a forma de três seções: a primeira, “Um olhar sobre o câncer de mama: a atividade física e seu significado para mulheres participantes de grupo de apoio”, versa sobre o significado desta prática corporal para mulheres acometidas por tal patologia e que estão inseridas em grupo de apoio, uma vez que a Educação Física como área da saúde, tem ampliado suas possibilidades de intervenção, sendo que cada vez mais estes profissionais são inseridos em novas perspectivas de atuação. A segunda seção, “Corpo feminino e câncer de mama“, diz respeito a compreensão sobre o corpo feminino e como o mesmo é atingido pelas delimitações, limitações e construções socioculturais e como estas intervenções se relacionam com a identidade do que é ser mulher nos espaços sociais. A investigação se constrói, pela análise dos discursos de mulheres com câncer de mama, na busca do entendimento do sentir, dos sentidos outros, ou não, estabelecidos a partir da experiência do sujeito com a doença, do corpo com o câncer. E finalmente, “Mito e corpo: reflexões sobre o câncer de mama”, apresenta uma reflexão sobre o corpo e o mito, identificando alguns mitos relacionados ao câncer, reconhecendo como isso se dá no contexto do corpo feminino acometido pelo câncer de mama. Utilizamos para análise e discussão dos dados coletados procedimentos qualitativos, sendo o suporte metodológico a Análise do Discurso (AD) em sua vertente francesa, representada no Brasil por Eni Orlandi. O grupo amostral foi constituído por 06 mulheres do referido projeto, com idade dos 44 aos 66 anos, todas acometidas pelo câncer de mama, em processo de acompanhamento e que sofreram intervenção cirúrgica, ou seja, mastectomizadas. O instrumento usado foi a entrevista semiestruturada, contendo nove questões abertas, sendo que anteriormente foram feitos questionamentos sobre dados pessoais para melhor reconhecimento acerca da população investigada. Os recortes da entrevista, usados em cada seção dizem respeito às temáticas de cada uma delas. Esta foi uma pesquisa que se fez importante, uma vez que tratamos de um processo de adoecimento que envolve muitos aspectos, impactos, estigmas, “silêncios”, mas também muitas particularidades, descobertas, sensibilidades. Propagar os discursos de mulheres que tiveram seus corpos atravessados por um câncer talvez seja uma maneira de minimizar algumas das tantas impossibilidades, e no meio delas, uma possibilidade que garanta, pelo menos, a responsabilidade social de qualquer pesquisa.
2090 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - QUALIDADE DAS ATIVIDADES DURANTE O TEMPO DE LAZER DOS ADOLESCENTES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DA CIDADE DE MONTES CLAROS - MG Samuel Grigório Teixeira Mendes;Rosângela Ramos Veloso Silva; Tempo, Lazer, Adolescentes, Rede Pública. As definições de tempo livre e lazer estão associadas a um passatempo que pode envolver atividades diversas (esportivas, culturais ou sociais); o descanso e a diversão também estão incluídos. Uma das maiores preocupações dos pais é como o tempo livre dos adolescentes é conduzido. Ocupações que promovam a saúde e o bem estar dos adolescentes como o exercício físico, tem um melhor benefício quando comparado com o hábito de assistir televisão e usar o celular. Diante disso, temos como objetivo investigar a qualidade das atividades durante o tempo de lazer de adolescentes da rede pública de ensino da cidade de Montes Claros- MG. O estudo foi realizado com 2.040 escolares do ensino médio distribuídos em 21 escolas da rede estadual de ensino. A amostra foi do tipo probabilística por conglomerados. Foi utilizado um questionário autoaplicável sociodemográfico e variáveis que investigam a qualidade das atividades durante o tempo de lazer. Os dados foram analisados através da estatística descritiva (frequência e percentual) e a comparação entre os gêneros foi conduzida por meio do teste estatístico “Teste t”, assumindo um nível de significância de p<0,05. Do total de participantes do estudo, 54,2% eram do sexo feminino. Quase 50% dos adolescentes relataram que assistem em um dia normal mais de duas horas de televisão, e 40,3% das meninas estão mais insatisfeitas com a maneira como passa o tempo livre do que os meninos (28,3%), apresentando estatística significativa (p<0,001). Também é possível observar que as meninas (47,0%) se sentem mais entediadas quando comparado com os meninos (31,8%). Os dados das análises parciais deste estudo já nos permitem afirmar que há uma proporção significativa de adolescentes insatisfeitos com a qualidade das atividades de lazer, sendo necessário, portanto, políticas públicas de educação e saúde que desenvolvam intervenções na área de promoção de atividades de lazer para os adolescentes.
2091 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - PREVALÊNCIA DE ALEXITEMIA EM UNIVERSITÁRIOS: UMA DIFICULDADE RELACIONAL Iara Heloísa Ramos Mendes;Celina Aparecida Gonçalves Lima;Maria de Fátima de Matos Maia;Berenilde Valéria de Oliveira Sousa;Ítalo Barreto Prates;Thatiana Maia Tolentino; Alexitemia, Universitários, Dificuldade Relacional. A alexitemia é um construto que se caracteriza pela dificuldade do indivíduo em identificar e expressar seus próprios sentimentos e emoções, através da linguagem. A palavra tem origem grega e significa: “sem palavras para a emoção” (a = falta, lexi = palavra, timia = humor ou emoção). O uso da linguagem por uma pessoa, em seus relacionamentos pessoais é um fator muito importante na regulação das emoções e, pode ou não, fortalecer seus relacionamentos. O objetivo do estudo foi avaliar a prevalência de alexitemia em uma amostra de universitários de uma instituição pública do norte de Minas Gerais, Brasil. Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal e analítico, com uma amostra de 196 acadêmicos de três cursos da área de saúde de uma Universidade Pública do município de Montes Claros / MG. Os sujeitos responderam a versão portuguesa da Toronto Alexithymia Scale – 20 itens, bem como dados sócio demográficos (sexo, idade, pratica atividade física, religioso, curso). Foi realizada análise descritiva, através de frequência simples e relativa e, para verificar a diferença entre médias da alexitemia entre os grupos, foi utilizado o teste ‘t’ e Anova. O nível de significância estipulado foi 5% (p ≤ 0,05). Foi utilizado o software Statistical Package for Social Sciences ® (SPSS®), versão 20.0 para o sistema Windows. A maioria dos acadêmicos foi do curso de Educação física licenciatura (59,7%), com idade acima de 20 anos (86,2%), sexo feminino (52,0%), praticam atividade física (80,1%) e religioso (86,2%). Os acadêmicos apresentaram Alexitemia moderada (27,3%) e claramente alexitímicos (24,7%), mas não houve diferença estatisticamente significativa. Verificou-se uma prevalência alta de alexitemia entre os acadêmicos, apesar de não ter sido um resultado significativo. Entretanto, serve de alerta, uma vez que os acadêmicos podem apresentar dificuldades relacionais em seu cotidiano.
2092 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - PREVALÊNCIA DO USO DE DROGAS ENTRE ADOLESCENTES DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DA CIDADE DE MONTES CLAROS – MG Iara Costa Machado;Rosângela Ramos Veloso Silva; Drogas, Rede Estadual de Ensino, Adolescentes. A adolescência é um dos processos mais importantes do desenvolvimento humano, envolvendo transformações físicas, psicológicas e sociais. Nessa fase podem surgir situações de risco, uso de álcool, atividades perigosas ou arriscadas e até mesmo seu primeiro contato com drogas ilícitas. O estudo busca estimar a prevalência do uso de drogas e fatores associados em adolescentes escolares. Assim, os alunos foram questionados quanto ao “uso de drogas”, hábitos cotidianos, aspectos socioeconômicos, bem como características que podem associar o adolescente ao uso de drogas. A amostra final foi de 2.040 adolescentes distribuídos em 21 escolas. Os critérios de inclusão foram: estar entre 14 a 19 anos em ambos os sexos, e estar devidamente matriculado no ensino médio. O Instrumento utilizado foi um questionário adaptado que investigou o perfil sociodemográfico e o uso de drogas. Foi adotada a versão brasileira do inventário de triagem do uso de drogas (DUSI). Os dados coletados foram analisados por meio de análises descritivas (frequência e percentual), média do conjunto de variáveis estudadas e análises bivariadas. Identificamos no estudo que 17,4% dos alunos informaram usar álcool ou drogas para se divertir. Sendo que deste resultado 5,6% dos adolescentes do sexo masculino informaram já ter usado maconha, sendo que 3,3% dos adolescentes tem maconha como sua droga predileta. Ao analisarmos a renda, 2,2% dos adolescentes com renda familiar acima dos 3 (três) salários mínimos, afirmam ter cocaína como sua droga predileta, e 5,4% desta mesma faixa de renda, tem maconha como sua droga predileta. Através do estudo pode-se entender que adolescentes que convivem com pais separados podem apresentar uma maior relação ao uso de drogas. Entretanto, não foi possível identificar associação entre cor da pele ou raça. Novas pesquisas na área precisam ser realizadas, para subsidiar projetos de intervenção e orientação aos adolescentes escolares.
2093 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - EFEITO DO TREINAMENTO RESISTIDO NA FORÇA MUSCULAR DE CAMUNDONGOS C57Bl/6 COM CAQUEXIA ASSOCIADA AO MELANOMA CUTÂNEO EXPERIMENTAL SINGÊNICO Revista Eletrônica Nacional de Educação Física;Daiane Sayure Nakama; Treinamento Resistido, Caquexia, Melanoma. O melanoma cutâneo (MC) apresenta alto risco de metástase; por consequência desse prognostico negativo, pode ocorrer uma síndrome paraneoplásica conhecida como caquexia. O impacto da caquexia na aptidão física desses pacientes está relacionado principalmente no desequilíbrio metabólico, provocando a diminuição da força muscular. O objetivo do estudo foi analisar o efeito crônico de curto prazo do treinamento resistido no aumento da força muscular de camundongos C57Bl/6 com caquexia associada ao MC experimental. Foi realizado um modelo singênico de MC, com inoculação de 5x105células de MC murino B16-F10 na região subcutânea dorsal dos camundongos C57Bl/6. Os animais foram divididos em grupo controle (n=15) e grupo experimental (n=15). O grupo experimental realizou sessões de exercício resistido com uso de uma escada com 110 cm de altura, 18 cm de largura, 2 cm entre os degraus e 80 graus de inclinação. Foram realizadas seis séries de oito repetições com 90 segundos de intervalo entre as séries. O treinamento foi realizado antes (7 dias antes) e após (15 dias depois) a inoculação. A mensuração da força muscular (FM) relativa e absoluta das quatro patas foi realizada por meio de um medidor de força de tração muscular (Marca Bonther). A avaliação inicial da FM ocorreu 8 dias (antes) e 16 dias (após ) da inoculação. O teste de Student independente foi realizado para comparar a diferença pós - pré (delta) da variável dependente e o nível de significância foi estabelecido em p ≤ 0,05. Este trabalho foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa e bem-estar animal da Universidade Estadual de Montes Claros (parecer 131/2017). Na FM absoluta o valor médio do delta foi -7,0 ± 13,7 e 14,8 ± 10,5 nos grupos controle e experimental, respectivamente (p=0,042). O treinamento resistido mostrou importante efeito no aumento significativo da FM absoluta, o que mostra uma perspectiva positiva para a continuidade das pesquisas com o objetivo de investigar o efeito do treinamento de força no câncer.
2094 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - CONFLITOS FAMILIARES E QUALIDADE DE RELACIONAMENTO ENTRE ADOLESCENTES: UM ESTUDO DE BASE POPULACIONAL Rafael Ferreira da Silva;Rosângela Ramos Veloso Silva; Conflitos Familiares, Qualidade de Relacionamento, Adolescentes A adolescência é uma fase de transformações na vida do ser humano, ocorrendo transformações significativas no corpo e que refletem diretamente nas alterações da personalidade, na forma de lidar com a sociedade e principalmente no ambiente familiar. Os adolescentes têm grande propensão a se distanciar da família tornando a comunicação cada vez mais difícil, ocasionando desentendimentos, opiniões diferentes e distanciamento no convívio familiar. Diante disso, o presente estudo buscou investigar os conflitos familiares e a supervisão dos pais dos adolescentes escolares. O estudo foi realizado com 2.040 escolares do ensino médio distribuídos em 21 escolas da rede estadual de ensino. A amostra foi do tipo probabilística por conglomerados. Foi utilizado um questionário autoaplicável com características sociodemográficas e variáveis que investigam os conflitos familiares, supervisão dos pais e qualidade de relacionamento. Os dados foram analisados através da estatística descritiva (frequência absoluta e percentual) e a comparação entre os gêneros. Foi observado que 54,2% dos adolescentes eram do sexo feminino. Os resultados da pesquisa apontaram que 12% dos adolescentes disseram que algum membro de sua família usou maconha ou cocaína no último ano; 39,9% dos adolescentes admitem que os pais desconheçam o que realmente pensam ou sentem sobre as coisas que são importantes para eles e 24,6% afirmaram que tem tido discussões frequentes com seus pais ou responsáveis que envolveu gritos e berros, apontando uma maior frequência no sexo feminino, com diferença estatisticamente significativa (p<0,003). Diante disso, concluímos que há uma grande parcela de adolescentes que convivem com conflitos familiares, situação de pode comprometer as condutas nos comportamentos, pois, é essencial a participação familiar estruturada atuando como fonte de apoio e limites, além de referência de segurança, proteção e valores dos adolescentes.
2095 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - CONDIÇÕES CRÔNICAS DE SAÚDE E FATORES ASSOCIADOS ENTRE PROFESSORES DA REDE PÚBLICA Nayra Suze Souza e Silva;Rosângela Ramos Veloso Silva; Saúde, Professores, Rede Pública. A situação de saúde no Brasil é marcada pela presença de condições crônicas na população. A definição de condições crônicas de saúde se orienta no seu tempo de duração. As condições crônicas são consideradas problema de saúde pública e os principais fatores de risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são o tabaco, a alimentação não saudável, a inatividade física e o consumo danoso de álcool. A valorização da saúde do professor é essencial ao se reconhecer que a educação é primordial ao desenvolvimento da nação. Levando em consideração a importância desses profissionais é necessário conhecer suas condições de saúde, especialmente quanto às condições crônicas, apontadas como as principais causas de adoecimento, faltas e afastamento precoce do trabalho. Assim, este estudo teve por objetivo investigaras condições crônicas entre professores da rede pública de ensino. O estudo foi um inquérito epidemiológico, realizado com professores da educação básica distribuídos nas escolas da rede estadual de ensino na zona urbana da cidade de Montes Claros - MG. A amostra foi do tipo probabilística, por conglomerados, em um único estágio (escolas). Foram avaliados 760 professores distribuídos em 35 escolas. Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário autoaplicável com variáveis relativas à doenças crônicas autorreferidas. Os dados foram analisados através da estatística descritiva. Dentre os professores entrevistados, 85% referiu alguma morbidade, sendo que 13,8% referiram ter 6 ou mais doenças crônicas coexistentes. Problemas oculares apresentaram a mais alta prevalência (40%), seguida por problemas de saúde mental (27,6%), enxaqueca e labirintite (25,7%), colesterol elevado (23,8%) e hipertensão arterial (17,4%). Concluímos que foi elevada a prevalência de morbidades autorreferidas entre os professores da rede pública. Medidas de prevenção no campo da saúde pública devem ser reafirmadas para uma melhor qualidade de vida e condições de trabalho entre os docentes.
2096 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - COMPARAÇÃO DOS PICOS DE TORQUE CONCÊNTRICO E EXCÊNTRICO DOS MÚSCULOS EVERSORES DO TORNOZELO Áquila Larissa Xavier de Souza;Hellen Veloso Rocha Marinho; Pico de Torque, Músculos Eversores, Tornozelo. O pico de torque é a variável mais frequentemente reportada nos testes isocinéticos e representa o torque máximo gerado em um ponto específico do arco de movimento entre as repetições (AMARAL, et al., 2014), e o modo de contração muscular pode influenciar o desempenho muscular. São frequentes as lesões no tornozelo em função das forças impostas, e os músculos eversores são particularmente importantes para a manutenção da estabilidade em diferentes demandas. O objetivo do presente trabalho foi comparar o pico de torque normalizado pela massa corporal dos músculos eversores do tornozelo durante as contrações concêntrica e excêntrica na velocidade de 120°/s. A amostra foi composta por 19 adultos jovens, sendo 8 homens e 11 mulheres, com idade entre 18 e 30 anos. Os indivíduos foram posicionados sentados, com 70º de flexão do quadril e flexão de joelho entre 30º e 45º e o eixo foi alinhado entre o corpo do tálus e maléolo lateral à 35º de flexão plantar do tornozelo. A avaliação do desempenho muscular dos eversores do tornozelo foi realizada nos modos concêntrico e excêntrico na velocidade 120º/s, sendo realizadas 5 repetições em cada modo de contração, no membro dominante. Foi utilizado teste t pareado para verificar possíveis diferenças entre os modos concêntrico e excêntrico em relação à variável pico de torque normalizado dos músculos eversores do tornozelo. O nível de significância estabelecido foi de α < 0,05. Houve diferença estatisticamente significativa no desempenho muscular dos músculos eversores do tornozelo na comparação dos modos concêntrico e excêntrico em relação à variável pico de torque normalizado na velocidade de 120°/s (p= 0,001), sendo que os valores médios do pico de torque normalizado excêntrico foram superiores aos valores médios do pico de torque normalizado concêntrico. Conclui-se que, a ação muscular excêntrica obteve valores superiores à ação muscular concêntrica em relação à variável pico de torque normalizado na velocidade de 120°/s.
2097 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - COMPARAÇÃO DA POTÊNCIA MÉDIA DOS FLEXORES PLANTARES NO MODO CONCÊNTRICO EM DIFERENTES VELOCIDADES Áquila Larissa Xavier de Souza;Giovanna Mendes Amaral;Hellen Veloso Rocha Marinhol; Potência, Flexores Plantares, Modo Concêntricos. A potência indica a rapidez com que um músculo consegue produzir força. Essa variável é usada para fornecer uma verdadeira medição da proporção da intensidade do trabalho muscular realizado, indicando a capacidade de um grupo muscular em realizar trabalho ao longo do tempo (CARVALHO, et al., 2010). O objetivo do presente trabalho foi comparar a potência média dos músculos flexores plantares durante as contração concêntrica nas velocidades de 30°/s e 120°/s. A amostra do presente estudo foi composta por 19 adultos jovens, sendo 8 homens e 11 mulheres, com idade entre 18 e 30 anos. Para avaliação do desempenho muscular foi utilizado o dinamômetro isocinético Biodex3 System Pro. Os indivíduos foram posicionados sentados, com 70º de flexão do quadril e flexão de joelho entre 20º e 30º e o eixo do dinamômetro foi alinhado ao maléolo lateral do membro dominante. A avaliação do desempenho muscular da potência média dos flexores plantar do tornozelo foi realizada no modo concêntrico entre as velocidades 30°/s e 120º/s, sendo realizadas 5 repetições pra cada velocidade . Foi utilizado teste t pareado para verificar possíveis diferenças entre as velocidades 30°/s e 120°/s na contração concêntrica em relação à variável potência média dos flexores plantares do tornozelo. O nível de significância estabelecido foi de α < 0,05. Houve diferença estatisticamente significativa no desempenho muscular dos músculos flexores plantares do tornozelo na comparação das velocidades 30°/s e 120°/s na variável potência média concêntrica (p<0,001), sendo que os valores médios dessa variável, no modo concêntrico, apresentaram valores superiores na velocidade 120°/s (35,311 W ± 17,858) quando comparados à velocidade de 30°/s (22,005 W ± 8,774). Conclui-se que, durante a contração concêntrica, a variável potência média apresentou valores superiores na velocidade de 120°/s quando comparada à velocidade de 30°/s.
2098 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE DAS GESTANTES DE MONTES CLAROS- MG: ESTUDO LONGITUDINAL Camila Fernanda Santos Oliveira;Rosângela Ramos Veloso Silva; Avaliação, Saúde, Gestante A gravidez é caracterizada como uma fase em que ocorrem profundas alterações na vida da mulher e em sua preparação para a maternidade. Mesmo sendo um fenômeno biológico, cada mulher lida com as mudanças provenientes da gestação de uma forma muito peculiar. As transformações causam repercussões sociais, econômicas, emocionais e psicológicas. Alteram também o senso físico, e exige uma reorganização de vários aspectos de sua identidade, como a relação com o seu corpo e com o seu projeto de vida. Assim, este estudo que está em fase de coleta de dados, tem como objetivo avaliar as condições de saúde das gestantes assistidas nas Estratégias de Saúde da Família (ESFs) do município de Montes Claros – MG. A presente proposta insere-se em um estudo epidemiológico, com delineamento longitudinal no município de Montes Claros. Serão examinadas e entrevistadas, no mínimo, 761 mulheres. Além desse total, uma quantidade de 432 gestantes, que se encontram no 1º trimestre, serão acompanhadas ao longo das três ondas do estudo. Os dados serão coletados por meio de questionário, composto por vários instrumentos que contemplam as dimensões das condições de saúde da gestante. Serão realizadas três ondas de coleta, sendo cada uma correspondente ao 1º, 2º e 3º trimestre da gestação. Os dados coletados serão organizados e analisados no programa estatístico SPSS. Dessa forma, esta investigação agregará um conhecimento epidemiológico mais consistente sobre a temática e contribuirá com novas informações para os gestores do setor de saúde, pesquisadores e profissionais da envolvidos no cuidado à saúde da mulher. Assim, espera-se que este trabalho direcione a adoção de ações efetivas para a assistência e a promoção da saúde desse importante grupo populacional, que é prioritário no âmbito dos cuidados primários de saúde.
2099 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - ASPECTO ESPAÇO – TEMPORAL EM CRIANÇAS DE ESCOLA PÚBLICA DE ENSINO Henderson Souza Silva Rodrigues;Maria de Fátima de Matos; Espaço temporal, Pibid e psicomotricidade. O presente resumo pretende relatar a aplicação do teste em noção espaço temporal pela bateria motora de Francisco Rosa Neto, realizado pelos acadêmicos do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) em Psicomotricidade. O presente estudo é de caráter descritivo com análise quantitativa e qualitativa e o seu corte foi transversal. A população é uma escola pública onde se encontra o funcionamento do PIBID de Psicomotricidade. A amostra foi composta por vinte (20) alunos, sendo dez (10) meninas e dez (10) meninos, da turma do quarto (4º) ano do ensino fundamental da Escola Estadual Antônio Figueira. O primeiro teste o aluno iria reproduzir ao movimento que escutava (não via as batidas, pois estavam separados pela placa de madeira) das batidas com a ponta do lápis onde o aplicador deveria dar o primeiro passo - três (3) erros consecutivos paravam o teste. A segunda situação o aluno visualizava com determinado tempo a figura do teste, que era apresentada pelo avaliador e reproduzida no seu material da forma que visualizou – dois (2) erros consecutivos paravam o teste. A terceira situação, o aplicador deveria bater sobre a mesa o lápis quanta batidas era pedido pelo teste, e o aluno deveria escutar e desenhar conforme o número de sons produzidos - dois (2) erros consecutivos paravam o teste. A quarta e última situação o aluno visualizava e batia com o lápis sobre a mesa - dois (2) erros consecutivos paravam o teste. No final de cada teste o aplicador com os dados do aluno deveria somar os acertos para depois incluir em toda a soma. 80% dos testes aplicados foram julgados entre Normal a Superior. 20% abaixo da média. Através da análise dos dados coletados no teste, conclui-se que o fator Noção Espaço Temporal, conteúdo da disciplina Psicomotricidade, é fator importante no processo de Aprendizagem, tendo em vista que ela reflete diretamente no desenvolvimento Motor e Intelectual na Educação Infantil.
2100 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - ANÁLISE DA FORÇA MUSCULAR EM IDOSOS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA SISTEMATIZADA Anne Jacqueline Souza Santos; Força Muscular, Idosos, Atividade Física. A prática regular de atividade física torna-se fundamental para os idosos. A diminuição da força e da potência do músculo pode influenciar na autonomia, no bem-estar e na qualidade de vida dos idosos. A perda da força e da massa muscular predispõe os idosos a uma limitação funcional, sendo este um fator predisponente para muitos dos processos patológicos associados ao aumento da morbidade e mortalidade. Analisar a força muscular em idosos praticantes e não praticantes de atividades físicas sistematizadas. A pesquisa caracterizou-se como sendo do tipo descritiva, transversal e quantitativa. Foi realizado um estudo na cidade de Montes Claros – MG, com a população idosa entre 65 a 75 anos. Foram incluídos na amostra do G1 indivíduos praticantes de atividades físicas regulares, e no G2 foram incluídos indivíduos não praticantes de atividades físicas. Ressaltando que em ambos os grupos foram de idosos do gênero feminino. Todos os dados coletados a partir da investigação das variáveis foram digitalizados e posteriormente analisados estatisticamente no programa de estatística SPSS®, versão 20.0, para Windows®. O presente projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética das Faculdades Integradas do Norte de Minas – FUNORTE. Foram realizados os testes de força muscular de preensão manual, a comparação foi realizada da média relativa, média absoluta, máxima relativa e máxima absoluta para as ambas as mãos (direita e esquerda). Os resultados mostraram que os idosos ativos tem maior força de pressão manual significativamente quando comprados com os idosos sedentários. Podemos entender que possivelmente o exercício físico regular pode ter contribuído para manutenção ou aumento da força muscular nesse grupo de idosos ativos.
2101 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - BENEFÍCIOS DO LAZER PARA IDOSOS: UM ESTUDO QUALITATIVO NO PROJETO EXERCÍCIO FÍSICO, SAÚDE FÍSICA E MENTAL DE IDOSOS DO GENESES Daniel Frankly Oliveira Sales;Elizabete de Oliveira Barbosa;Ester Liberato Pereira; Lazer, Idosos, Exercícios Físico, Saúde Física e Mental A prática do lazer pode ser múltipla, da qual se sobressaímos aspectos de: recreação, prazer, descanso, reflexão acerca da realidade, meditação, capacidade criadora, abrandamento do estresse e renovação de forças (BURGOS; MIGUELINI; MACHADO, 2002). Portanto, o presente estudo apresentou como objetivo identificar os benefícios do lazer para idosos participantes do projeto “Exercício Físico, Saúde Física e Mental de idosos” do Grupo de Pesquisa em Neurociência, Exercício, Saúde e Esporte (GENESEs). Este estudo descritivo teve a finalidade de analisar os benefícios do lazer para idosos. Participaram do estudo 20 idosos de um projeto de pesquisa envolvendo exercício físico na busca pela saúde física e mental, que foi realizado no Laboratório do Exercício da Unimontes. Cada entrevista apresentou duração média de trinta minutos, todas gravadas e transcritas para análise. Os dados foram coletados no período de 10/2016 a 09/2017, por meio de entrevistas individuais realizadas pelos pesquisadores. Foi elaborado um roteiro semiestruturado com as seguintes questões: 1) Qual a concepção de lazer na visão de idosos participantes do GENESEs? 2) Você acha que o lazer traz benefícios? Quais? O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros, sob o parecer de número 1.365.041. Os sujeitos entrevistados apresentavam idade entre 60 e 78 anos, distribuídos nas seguintes faixas etárias: 13 idosos entre 60 e 69 anos e sete entre 70 e 79 anos. Pertenciam ao sexo masculino 20% da amostra e ao sexo feminino 80%. A partir das entrevistas realizadas, foram revelados alguns benefícios que a prática do lazer proporciona do ponto de vista dos idosos, preponderando compreensões que relacionam tais benefícios com as noções de saúde e convivência. Os achados desta pesquisa, assim, assinalam que os programas voltados a incitar a prática de exercício físico no lazer devem atuar associados a diferentes ações de promoção da saúde.
2102 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - AVALIAÇÃO DA COGNIÇÃO GLOBAL E SINTOMAS DE DEPRESSÃO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS: DADOS PRELIMINARES Osmano Tavares de Souza;Daniel de Moraes Pimentel;Luciana Mendes de Oliveira; Cognição, Depressão, Idosos institucionalizados Com o envelhecimento da população, tem crescido doenças neurocognitivas como depressão o que pode levar ao declínio físico e cognitivo, diminuindo a autonomia desses indivíduos. O treinamento físico pode reduzir o avanço do declínio físico/cognitivo e amenizar os sintomas depressivos. Atualmente há poucos estudos com treinamento de realidade virtual (exergames) em relação a outros métodos de treinamento. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito de diferentes programas de treinamento físico na cognição global de idosos institucionalizados. Trata-se de um estudo controlado, randomizado e duplo-cego. A amostra foi composta por 16 idosos institucionalizados, alocados e randomizados em dois grupos: grupo Wii (exercício baseado em realidade virtual- ECW); e grupo controle (exercício sem uso realidade virtual - ESW), com intensidade moderada (5-6 pontos) duração de (30-45 minutos) 2 vezes por semana. Na escala do American College of Sports Medicine (ACSM). Para o treino com realidade virtual foram utilizados o controle e a plataforma Wii Balance Board do Nintendo Wii®. O grupo exergames utilizou-se 3 jogos do EA Sports Active Personal Trainer e 3 jogos do Wii Fit Plus. O treinamento do grupo (ESW) foi composto de um programa de exercícios idênticos ao ECW, porém sem o feedback visual do Nintendo Wii. Ambos os grupos serão orientados pelos mesmos profissionais. Anteriormente foram utilizados os testes Mini Exame do Estado Mental (MMSE) e Escala Geriátrica de Depressão (GDS), digitSpanForWord e digitSpanBackWord. Foi realizada análise descritiva dos dados e utilizado o software.
2103 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A IMPORTÂNCIA DO ESPORTE NA MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DOS ADOLESCENTES INFRATORES Débora Soares Cesário;Marlúcia Ferreira Rocha;Kênia Luiza Ferreira Rocha; Menor Infrator; Medida Socioeducativa; Ressocialização; Esporte; Atividade Física. Este artigo de revisão foi desenvolvido com o intuito de avaliar a importância da prática desportiva na aplicação da medida socioeducativa para crianças e adolescentes. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o número de jovens que estão cumprindo medidas socioeducativas mais que dobrou no país em um ano. Só no ano de 2016, foram quase 60 mil ocorrências registradas pelas Varas da Infância e Juventude contra crianças e adolescentes. É dever do poder público criar políticas públicas para garantir a minimização de ações nocivas e maximização do bem-estar e desenvolvimento saudável destes adolescentes. O Estatuto da Criança e do Adolescente, mais precisamente em seu artigo terceiro, prevê que o direito à vida, à saúde, à educação, ao esporte, ao lazer, à dignidade, à profissionalização, à alimentação, à cultura, à liberdade, entre outros, deverá ser assegurado. Todo este cabedal normativo versa a importância da prática esportiva, a participação cultural e das atividades de lazer para a formação e o desenvolvimento saudável de crianças, adolescentes e jovens, visando a ruptura da trajetória infracional do menor e auxiliando sobremaneira à ressocialização destes indivíduos.
2104 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA MÚSICA, DANÇA E FOLCLORE: INTERFACES A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DA COMPANHIA DE DANÇAS PARAFOLCLÓRICAS SARUÊ Emanuel Crispim Vasconcelos;Fabio Luan Veloso Caldeira;Erivelton Rodrigues da Silva;Isabela Veloso Lopes Versiani;José Roberto Lopes de Sales; Cultura, Música, Danças Folclóricas. Pesquisas que versam sobre as manifestações culturais presentes em nossa sociedade tem sido objeto de estudo e reflexão de diversas áreas do conhecimento, podendo estabelecer diferentes enfoques e relações. Considera-se o Folclore como um conjunto de criações culturais que revelam identidades e tradições que perpassam relações diretas com a música e com a dança como exemplos de suas manifestações na sociedade. Nesse sentido, o presente relato tem como objetivo aprofundar na análise de algumas das relações que podem ser estabelecidas entre música e dança por meio do Folclore. A metodologia baseou-se em um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, a partir das vivências da Companhia de Danças Parafolclóricas Saruê. Como resultado, evidencia-se no Grupo uma estreita ligação entre música e dança, na qual ambas se complementam como instrumentos para disseminar o Folclore e algumas de suas manifestações para diferentes espaços e públicos.
2105 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA VEJA O CORPO: A ÉTICA DA ESTÉTICA NA VEJA Jéssica Ferreira Andrade;Georgino Jorge de Souza Neto; Corpo, Estética, Veja. Historicamente o corpo tem sido mostrado de várias formas e em qualquer conjuntura pode ser tomado como importante recurso para nos auxiliar a compreender e expressar a construção e as características da organização social e vice-versa. O corpo é referência central e dotado de relevância social, levantando investigações sobre esse fenômeno que, especificadamente, é objeto de estudo da Educação Física, sendo um espaço proficiente em que os sentidos e as concepções do mesmo vêm sendo discutidos e refletidos. Por meio de um estudo documental, apresento uma análise das imagens e/ou produções corporais estampadas na Revista VEJA, no período de Janeiro de 1990 a Julho de 2015, que buscou analisar o corpo a partir da sua esportivização; descrever de que maneira se produz um corpo a partir das práticas alimentares; pensar o corpo idealizado pelo viés das múltiplas intervenções. O estudo contou com 1043 revistas, sendo (n=29), o que correspondeu ao volume da produção sobre o tema abordado.
2106 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - MONTES CLAROS TÊNIS CLUBE: A ASCENSÃO DA PRÁTICA DO KARATÊ EM SOLO MONTES-CLARENSE Lara Mikaeli Pereira Dias;Ester Liberato Pereira; Este estudo apresenta uma reflexão histórica acerca do desenvolvimento da prática do Karatê no Montes Claros Tênis Clube. A Praça de Esportes de Minas Gerais, ou Montes Claros Tênis Clube, como bem indicam os nomes do conjunto esportivo e da entidade mantenedora, respectivamente, é fruto de um convênio de cooperação entre a Prefeitura, na gestão do doutor Santos, e o Estado, quando governado por Benedito Valadares, que sempre se mostrou simpático a esta cidade. A inauguração da Praça, em 1942,marca o palco da prática de vários esportes, entre eles, o karatê. O início dessa prática, no clube, ocorre no começo da década de 1970, quando começam a ofertar aulas pela orientação do Sensei Walter Katão. Assim, o objetivo da pesquisa é desvelar a prática do karatê no Montes Claros Tênis Clube e como o clube ajudou na ascensão desta prática na cidade de Montes Claros. Para tal, além de uma revisão bibliográfica em artigos acadêmicos, livros e afins, foi realizada uma pesquisa documental em fontes impressas e escritas, tais como os jornais Diário de Montes Claros, Jornal do Norte e Jornal de Montes Claros do período de 1970 a 1989, que representam discursos a respeito. Tais fontes foram submetidas a uma análise documental. Evidenciou-se que o Ginásio Darcy Ribeiro, do clube, foi palco de vários exames de faixas, competições e apresentações de quebra de telhas, tijolos e tubos de gelo com a cabeça, mão, cotovelo e joelho. O primeiro campeonato de Karatê, em Montes Claros, foi realizado no Ginásio Darcy Ribeiro em1975, promovido pela Escola de Judô e Karatê Yokohama, que funcionava no Colégio São José. A equipe do clube representou a cidade em competições regionais, estaduais e nacionais, sendo destaque onde se apresentava. Em 1983, teve o início a obra do Galpão das artes marciais, dando uma motivação a mais para os atletas. Em vista disso, o Montes Claros Tênis Clube proporcionou inúmeras oportunidades de aprimoramento cultural e físico da população montes-clarense.
2107 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS EM EDUCAÇÃO FÍSICA: UMA INVESTIGAÇÃO DA FORMAÇÃO ACADÊMICA Gustavo Xavier Fonseca;Rogério Othon Teixeira Alves; Competências profissionais, Educação Física, Formação Acadêmica O projeto está sendo desenvolvido na perspectiva da conclusão do curso de Educação Física Licenciatura, da Universidade Estadual de Montes Claros, Unimontes. Ao começar esse projeto nos perguntamos se existem e quais são as competências básicas para ser um professor de educação física? E, para além da base documental, o que caracteriza um professor competente? O professor se torna competente quando tem domínio sobre os conteúdos da sua área e consegue transmiti-los aos seus alunos. Para que isso ocorra, legalmente o professor de Educação Física deve seguir documentos oficiais norteadores como a Lei de Diretrizes e Bases de Educação (LDB, 1996), os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 1997) e no caso do estado de Minas Gerais, o Currículo Básico Comum (CBC, 2006). Darido que cita Coll et al. (2000) definem conteúdo como uma seleção de formas ou saberes culturais, conceitos, explicações, raciocínios, habilidades, linguagens, valores, crenças, sentimentos, atitudes, interesses, modelos de conduta, etc., cuja assimilação é considerada essencial para que se produza um desenvolvimento e uma socialização adequada ao aluno. O objetivo do estudo é averiguar se os formandos do curso de licenciatura em Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros consideram ter a competência necessária para atuarem no mercado de trabalho. Este estudo trata-se de uma pesquisa descritiva, de corte transversal e análise qualitativa. A população é composto por acadêmicos do 6° ao 8° período do curso de Educação Física Licenciatura dos turnos diurno e noturno da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. A amostra é composta por aproximadamente 100 alunos do 6° ao 8° período do curso de Educação Física Licenciatura dos turnos diurno e noturno. O instrumento utilizado é um questionário semiestruturado desenvolvido pelo autor.
2108 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - MUSEU REGIONAL DO NORTE DE MINAS: UMA EXPERIÊNCIA DE LAZER? Larissa Danielle Almeida De Oliveira;Rogério Othon Teixeira Alves; Museu Regional, Experiência de lazer, Norte de Minas. O Museu Regional do Norte de Minas (MRNM) situa-se no antigo sobrado da FAFIL (Faculdade de Filosofia e Letras) inserido no corredor cultural Padre Dudu, na cidade de Montes Claros, localizada no Norte do estado de Minas Gerais. O Museu está relacionado diretamente com o desenvolvimento histórico da cidade de Montes Claros. Primeiramente, foi um comércio e residência; depois, abrigou diversas instituições de educação e migrantes nordestinos que pousavam em destino a São Paulo. Visto isso, o MRNM tem grande significado para a cidade. Diante do que foi apresentado o Museu Regional do Norte de Minas tem um grande potencial de análise no que desrespeita a sua apropriação como opção de lazer, possibilitando que sejam feitas considerações acerca das problemáticas apresentadas anteriormente. O museu tem por finalidade identificar, documentar, difundir e preservar a cultura do Norte de Minas. O presente estudo tem por objetivo analisar a apropriação do MRNM como instrumento de lazer, pelos freqüentadores. O estudo será realizado por uma pesquisa qualitativa e bibliográfica. A pesquisa de campo será no MRNM coletada a partir de questionário e observação. O questionário será aplicado à visitantes do museu todos maiores de idade que se propuserem a responder. A pesquisa vai abordar o que é lazer, como a cidade trata o lazer através de leis resoluções e decretos.
2109 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - A POLÍTICA NO ESPORTE E LAZER: UMA ANÁLISE DOS ASPECTOS SIMBÓLICOS DAS OLIMPÍADAS DE 1936 E A COPA DO MUNDO DE 1970 Marcelo de Farias Teixeira; Política, Esporte, Símbolos, Lazer O referido projeto tem como objetivo analisar os aspectos simbólicos e de propaganda política governamental dos Jogos Olímpicos de 1936 em Berlim e a Copa do Mundo de futebol de 1970, no contexto do Brasil, e fazer uma comparação entre esses dois eventos esportivos. O esporte como fenômeno social sempre despertou a atenção do Estado tanto em regimes políticos democráticos como antidemocráticos, pois este poderia ser usado como instrumento para atender aos interesses do governo. Dentro desta perspectiva, os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de Futebol ao serem considerados dentro do contexto do lazer, podem se restringir a uma visão funcionalista de lazer que é contrária aos princípios dos Jogos Olímpicos e aos conceitos dos autores que tratam o tema. O problema seria analisar como e de que forma esses megaeventos foram usados como meio para alcançar a população. Será realizada pesquisa bibliográfica e de campo. A pesquisa bibliográfica tendo como base as ideias de Severino (2007), será efetuada a partir de um levantamento bibliográfico nos sistemas de bibliotecas de algumas universidades públicas e privadas, do Google acadêmico e de revistas especializadas nas áreas de Esporte, Política, História, do Lazer e Humanidades. Para a realização deste levantamento serão consultados livros, dissertações, teses e periódicos. A pesquisa de campo será realizada a partir de entrevistas semiestruturadas.
2110 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - A IMERSÃO NA NATUREZA: BENEFÍCIOS CORPORAIS DA PRÁTICA DO CAVING Marilda Teixeira Mendes;Michela Abreu Francisco Alves;Jarbas Pereira Santos;Patrícia Aparecida Antunes Alves;Davidson Geraldo Santos Miranda;Gislane Ferreira de Melo; Imersão da Natureza, Pratica de Caving, Natureza Entrar e sair das cavernas são experiências únicas e nem todas previsíveis. A preparação para a entrada envolve toda uma dinâmica de tomar ciência dos equipamentos de segurança, dos percursos delineados, das dificuldades básicas que serão encontradas, contudo, integrar-se ao ambiente da caverna promove as mais distintas experiências, abrindo novos horizontes, em vista de uma releitura da sociedade, suas minúcias, seus detalhes, parcelas importantes que nos tornam mais humanos e responsáveis uns com os outros e com o ecossistema que nos abriga. O caving, enquanto atividade de caverna proporciona ao ser humano vivenciar experiências, por meio de um envolvimento intenso com o ambiente cavernícola, objetivando a descoberta e a contemplação do ambiente. A relação humana com a natureza, por meio do caving, pode ser uma variável fundamental para tentar compreender quais são os benefícios que a atividade em ambientes de caverna pode proporcionar ao corpo. O presente estudo teve como objetivo analisar os benefícios do caving no bem-estar de seus praticantes na relação ser humano e natureza. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida junto ao Espeleogrupo Peter Lund e a Associação de Agentes Ambientais do Vale do Peruaçu com 30 indivíduos. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas, processados no IRAMUTEQ e a análise de similitude feita. Os resultados foram comentados a partir da abordagem estrutural da compreensão dos benefícios do cavingno bem-estar de seus praticantes na relação ser humano e natureza. Os resultados analisados foram 50 estruturados com base nas entrevistas Os resultados encontrados mostraram que o caving promove o bem-estar de seus praticantes, por meio de uma relação mediada pela presença de elementos naturais, pela característica peculiar da caverna. A emoção apresenta com beneficio positivo da atividade do caving, como um elemento emocional que se vincula ao prazer. O caving proporciona aquisições de novas atitudes e de valores para a melhoria da qualidade de vida. A natureza passa a ser uma importante parceira na promoção do bem-estar físico e mental, que pode ser percebido por meio dos sentidos corporais e da introspecção com o ambiente de caverna. O caving mostrou ser uma atividade que restaura a saúde, o bem-estar, por meio da relação do corpo com a natureza.
2111 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - CAVALGADAS NO SERTÃO NORTE-MINEIRO: UMA HISTÓRIA DO TEMPO PASSADO E PRESENTE Ester Hoed de Novais;Ester Liberato Pereira; Cavalgada, Equestre, Norte de Minas. Esta pesquisa objetiva identificar representações históricas de uma prática ainda muito presente na região do sertão do norte do estado de Minas Gerais: as cavalgadas. Estas consistiam em expedições armadas, numerosas e destinadas a explorar os sertões do Brasil, escravizar índios, descobrir terrenos com metais e pedras preciosas. Nos sertões do interior, os rios eram seus caminhos preferidos, estradas ricas em ouro, esmeraldas e marfim. De tal modo, foi realizada uma pesquisa documental em fontes impressas, como a Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros, jornais regionais e documentos virtuais. Tais fontes foram submetidas a uma análise documental, com base nos pressupostos teóricos dos estudos históricos e socioculturais. Evidenciou-se que, em menos de um século, emergiram os primeiros bandeirantes no século XVI. A partir disto, as estradas, as bandeiras e as cavalgadas insistem em resistir ao tempo e, a cada ano, renovam-se nas festas dos distritos norte-mineiros. Hoje, o sertanejo presta homenagens aos antepassados que trilharam, exploraram e desbravaram estes sertões, seguindo a estrada real, em cavalgadas pelos distritos do Norte de Minas Gerais. A cavalgada, assim, simboliza e apresenta representações de homenagem para os antepassados e bravura para aqueles que estão homenageando. Por isso, a cavalgada constitui uma cultura de tal importância praticada por atores sociais ligados ao cultivo da terra. Assinala, também, representações religiosas, já que, na missa campal, recebem bênçãos para proteção na viagem, são recebidos por festas, aplausos e foguetes, depois seguem pela zona rural dos municípios. Nos dias atuais, todos os anos, ainda ocorrem, nas zonas rurais, os festejos da cavalgada como forma de religiosidade e cultura. A cavalgada, assim, constitui uma prática cultural que objetiva incentivar representações de valorização do patrimônio histórico-cultural da Estrada Real e do sertão norte-mineiro por meio do turismo equestre.
2112 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - CEGUEIRA PEDAGÓGICA E O ESTATUTO DE NORMALIDADE DO “ROLA-BOLA” NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Lucas Rafael Moreira Nunes;Carlos Rogério Ladislau; Educação Física escolar, Rola Bola. É indiscutível a importância do papel social da escola para a formação integral do aluno e, portanto, para a construção da sociedade. Nesse processo, cada matéria de ensino tem a sua contribuição específica, razão que justifica a sua integração ao currículo escolar. Entretanto, para que essa integração seja legítima, é necessário que os processos de ensino desenvolvidos no interior da escola promovam a aprendizagem efetiva de conhecimentos e competências por parte dos alunos, fato que põe em evidência o protagonismo do professor na consecução das finalidades educativas da escola. No âmbito específico da Educação Física, um grande número de obras e pesquisas tem denunciado a falta de intervenção pedagógica significativa por parte do professor, prática comumente chamada de “rola bola” e que Valter Bracht (2006) nomeou como “desinvestimento pedagógico”. Por representar um comportamento que tem sido reproduzido em muitos cenários e por longo tempo, é possível admitir que haja certa normalização do “rola-bola” no cotidiano da prática docente na Educação Física. O objetivo desta proposta de pesquisa vai ao encontro da compreensão desse processo, ou seja, investigar junto a professores, alunos e gestores escolares dos anos finais do ensino fundamental, o status concreto dessa normalização do “rola-bola”, as razões da sua existência, as consequências que ela opera no cumprimento das finalidades da Educação Física na escola e as alternativas que podem ser propostas para a reversão desse quadro.
2113 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - MOTIVOS QUE LEVAM ACADÊMICOS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS A SE INTEGRAR AO GRUPO DE DANÇAS PARAFOLCLÓRICAS SARUÊ Erivelton Rodrigues da Silva;Ana Carolina Rodrigues da Silva;Emanuel Crispim Vasconcelos;Fabio Luan Veloso Caldeira;José Roberto Lopes de Sales; Grupo de Dança , Motivos, Danças Parafolclóricas. O grupo de Danças Parafolclóricas Saruê é um projeto de extensão, aprovado pelo Cepex 009/2003. Participam dele acadêmicos de vários cursos da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES e pessoas da comunidade num total de 50 participantes entre músicos, dançarinos, professores e coordenador. Tem seu repertório voltado para as danças folclóricas Brasileiras. O presente estudo teve como foco verificar o motivo que leva acadêmicos de vários cursos a si integrar ao grupo de Danças Para folclóricas Saruê. Para coleta de dados foi aplicado um questionário semi-estruturado para 21 indivíduos (11 homens e 10 mulheres) com idade ± de 23,61 anos. O estudo foi realizado com parte do corpo de baile por meio de questionário básico, onde o foco principal foi verificar a motivação real para adentrar a um grupo de Danças Parafolclóricas, onde os mesmos não recebem nenhum valor significativo em troca. Vários motivos foram citados pelos entrevistados, tais como: “O interesse pelas diversas culturas” “Encantamento das danças e figurinos” “O gosto pela dança folclórica e enriquecimento profissional”. Portanto o motivo de maior relevância foi o amor pela dança e a busca de novos conhecimentos dentro da cultura brasileira. Portanto, para os acadêmicos que fazem parte do grupo de Danças Parafolclóricas Saruê, a real motivação para está presente no grupo, é o conhecimento das diferentes culturas, a cumplicidades, companheirismo, trabalho, enriquecimento acadêmico e pessoal.
2114 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - OS PRIMÓRDIOS DO CINEMA EM MONTES CLAROS: CINE-TEATRO IDEAL (1917) Danilo Martins Almeida;Gabriel Felipe dos Santos; Cine teatro Ideal, Cinema, Montes Claros. Esta pesquisa pretende analisar uma história do cinema como possibilidade de lazer a partir da fundação do Cine-Teatro Ideal, em 1917, na cidade de Montes Claros, na região norte do estado de Minas Gerais. Este estudo foi realizado por meio de uma pesquisa documental em fontes impressas, particularmente em periódicos que circulavam na época, como o Jornal Montes Claros e Gazeta do Norte, em que há registros de notícias de várias sessões com filmes naquele período. Após a coleta das fontes, estas foram submetidas a uma análise documental. Evidenciou-se que, em vinte de dezembro de 1917, foi inaugurado, na cidade, pelo Sr. Joaquim Rabelo Júnior, o Cine-Teatro Ideal. O interesse artístico do lazer, no qual há predominância do imaginário, é transmitido, principalmente, pelo cinema, teatro e as apresentações artísticas de modo geral, conforme a classificação de Dumazedier (1980) para os conteúdos do lazer em artísticos, intelectuais, manuais, sociais e físico-esportivos. O primeiro registro de exibição de um filme de que se teve notícia, deste cinema, foi em 1918, com sessões cinematográficas compostas de obras da literatura nacional e estrangeira em preto e branco e mudo. Durante essas sessões, havia uma orquestra para executar números musicais de acordo com as cenas dos filmes. Este cinema era freqüentado, principalmente, por pessoas da elite da cidade que procuravam se divertir nesse espaço que promovia um útil e agradável meio de se distrair por algumas horas de lazer. Foi possível analisar que, além do interesse artístico, o Cine-Teatro Ideal também acolhia outros interesses de lazer, como o intelectual e social, a partir do qual as pessoas obtinham informações novas de outros lugares adquirindo novos conhecimentos e socializando-se entre si naquele espaço. A investigação revela que a concepção deste cinema, na cidade, teceu componentes substanciais do repertório material e simbólico com que um novo hábito de lazer foi se desenvolvendo em Montes Claros.
2115 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - “PRETO NO BRANCO, BRANCO NO PRETO”: ESCOLA, RACISMO E SOFRIMENTO NA INFÂNCIA. Jaqueline Santos e Silva;Carlos Rogério Ladislau; Racismo escolar, Infância. Cento e trinta anos após a abolição da escravatura, o racismo continua sendo um aspecto pujante no pensamento, no discurso e na prática social do povo brasileiro. No que diz respeito aos negros, o ato racista se pauta nos atributos do “corpo” para discriminar, menosprezar e punir, preterindo histórias, valores e sentimentos de pessoas cuja dignidade é solapada por causa da “cor da pele”. À medida que ganham maturidade e conhecimento, os adultos negros vão desenvolvendo mecanismos de defesa para lidar com essa agressão, na maior parte das vezes travestida ou silenciada. Entretanto, as crianças negras de pouca idade ainda não desenvolveram essa capacidade e sofrem por serem tratadas de maneira diferenciada sem nem entender porquê. O objetivo da presente proposta de estudo é analisar o racismo escolar na infância, buscando capturar os diversos modos de pensar e expressar da criança em relação à questão racial. O universo da pesquisa é constituído pelos alunos matriculados no 1º ano das escolas estaduais da cidade de Janaúba-MG. Para a produção dos dados, será adotada uma entrevista de resposta estimulada a partir do emprego de imagens de crianças negras e brancas. O uso desse estímulo associado a perguntas específicas tais como “Quem você gostaria de ser?”, “Quem você gostaria de ter como amigo?” e “Quem você acha que é mais feliz?”, pretende estabelecer um vínculo de identificação para que as crianças manifestem seus sentimentos, suas percepções e seus desejos, trazendo à tona aspectos reveladores dos processos sutis por meio dos quais as crianças brancas e negras aprendem sobre hegemonia branca e localizam seu lugar nessa sociedade.
2116 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - QUE CABELO É ESSE? É O MEU. O CABELO COMO SÍMBOLO DA IDENTIDADE NEGRA NO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIMONTES Natália Mendes de Jesus;Fernanda de Souza Cardoso; Cabelo, Símbolo, Identidade Negra. Observando um movimento que tem se tornado cada vez mais comum e intenso, um movimento de apresentação e aceitação do cabelo tal como ele é: afro, black, crespo, sentimos a necessidade de entender esta tendência no contexto universitário. Portanto, o presente estudo investigou o significado do cabelo e os sentidos a ele atribuídos por mulheres e homens negros estudantes do curso de Educação Física (Licenciatura e Bacharelado) da Unimontes e a relação do cabelo com a identidade negra. Trata-se de uma pesquisa descritiva com análise qualitativa dos dados. A amostra foi constituída por cinco acadêmicos(as) do curso de Educação Física Licenciatura (Diurno e Noturno) e cinco acadêmicos(as) do Bacharelado (Diurno), no total de nove mulheres e um homem da Universidade Estadual de Montes Claros. Os acadêmicos(as) seguiram os seguintes critérios de inclusão: estarem regularmente matriculados; se considerarem negros e negras e tinham que ter vivenciado o processo de mudança, quanto ao uso do cabelo, no decorrer do curso. Para a pesquisa de campo o instrumento usado foi uma entrevista semiestruturada. Os dados coletados foram analisados qualitativamente, segundo a técnica de categorias. O cabelo para os participantes da pesquisa é sinônimo de resistência, luta e postula uma representatividade. O cabelo está além de uma ferramenta de beleza, o mesmo tem relação com a ancestralidade, com as raízes de um povo. Usar o cabelo tal como ele é, tem relação com a identidade negra para maioria dos(as) acadêmicos(as); o reconhecimento de ser negro só se deu após a aceitação do cabelo crespo. Para muitos entrevistados a aceitação do cabelo crespo surgiu devido aos danos causados por produtos químicos, chapinha e secador e também o não reconhecimento de si, dificultado ainda mais, pelas pressões sociais e preconceitos vividos. O cabelo vem como forte ícone identitário, marca a negritude.
2117 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - A EMERGÊNCIA DA PRÁTICA FUTEBOLÍSTICA EM UMA HISTÓRIA DA CIDADE DE BOCAIUVA/MG. Guilherme Carvalho Vieira;Ester Liberato Pereira; Futebol, Emergência , Bocaiúva. Este estudo objetiva identificar a emergência da prática do futebol na cidade de Bocaiúva, no norte do estado de Minas Gerais, nas primeiras décadas do século XX. Neste período, o Brasil se apropriava de novos hábitos culturais e os esportes se popularizavam pelo interior do país, em especial a prática do futebol. Atualmente, a prática deste esporte conta com consideráveis estudos sobre seu desenvolvimento histórico em grandes centros urbanos. Percebe-se, contudo, uma lacuna sobre os estudos do desenvolvimento da prática em ambientes menos urbanizados. Diante disso, o presente estudo justifica-se pela necessidade de identificar a emergência da prática futebolística em uma região mais periférica do país. Este estudo foi realizado por meio de pesquisa documental em fontes impressas, tais como periódicos que circulavam na cidade no período, como a Gazeta do Norte. Tais fontes foram submetidas a uma análise documental. Por meio das fontes, não foi possível datar com precisão a época na qual emerge a prática do futebol na referida cidade. Apesar disto, evidenciou-se que esse esporte moderno vinha sendo praticado pelos operários que trabalhavam na construção da linha férrea na região. Assim, nesse momento, emerge o Bocayuva Esporte Clube, que foi fundado em 9 de agosto de 1924. No mesmo ano, ocorreu seu primeiro jogo contra o Montes Claros Sport Clube, time da cidade vizinha. Essa primeira visita foi marcada por uma receptividade e cordialidade entre os clubes; mas, mesmo assim, houve conflitos entre as torcidas, durante a primeira partida de futebol. Esse incidente não afetou a receptividade dos montes-clarenses com os jogadores e a diretoria do Bocayuva Esporte Clube. Assim, identificou-se uma relação entre o alargamento do circuito ferroviário no interior mineiro e o desenvolvimento de práticas esportivas, como o futebol. A prática esportiva ainda conseguiu proporcionar um processo de socialização e integração entre as cidades do norte de Minas Gerais.
2118 renef v. 1 n. 1 (2018): EDIÇÃO ESPECIAL - ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO FÍSICA RESUMO - EDUCAÇÃO FÍSICA, CORPO E RELIGIOSIDADE: INVESTIGANDO RELAÇÕES E TENSÕES Débora Vieira dos Santos;Fernanda de Souza Cardoso; Educação Física, Corpo, Religiosidade. A religiosidade é uma característica constitutiva do ser humano, portanto se relaciona com o corpo, permitindo, desta maneira diferentes vivências. Esta relação entre os dois elementos, corpo e religiosidade, é uma questão ainda pouco debatida no meio acadêmico, sobretudo na Educação Física. Daolio e Rigoniag (2014, p. 5) destacam o corpo como componente fundamental tanto na Educação Física quanto na religiosidade, e enfatiza que essas duas esferas trabalham um processo de educação do corpo. Nesse sentido, o presente estudo teve por finalidade investigar se a religiosidade dos acadêmicos do curso de Educação Física Licenciatura e Bacharelado Diurno, da Universidade Estadual de Montes Claros interfere na forma como estes lidam com o corpo no decorrer do curso. Trata-se de uma pesquisa descritiva com análise qualitativa dos dados. A amostra foi constituída por acadêmicos do 8º período dos referidos cursos. Para a coleta de dados o instrumento utilizado foi uma entrevista semiestruturada, sendo os mesmos analisados através da técnica de categorias. A partir das respostas dos acadêmicos, pode-se afirmar que a religiosidade, assim como a Educação Física, exerce influência na aprendizagem e na forma com que os sujeitos lidam com seus corpos. Percebe-se que existe uma forte influência das religiosidades sobre as vivências dos mesmos durante a formação acadêmica. Nesse sentido, concluímos que existe uma tensão entre religiosidade e algumas práticas experimentadas na graduação em Educação Física, e esta tensão parece ficar mais nítida quando a devoção vivida pelo sujeito está vinculada a alguma instituição religiosa. No caso daqueles que vivem sua religiosidade sem vínculo com nenhuma instituição religiosa, essa tensão não ficou evidente.
2121 renef v. 7 n. 10 (2017): RENEF AS PERSPECTIVAS DOS ACADÊMICOS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO A SUA COMPETÊNCIA PROFISSIONAL PARA ATUAR NO ENSINO BÁSICO Kissia Soares Santos;Vinícius Dias Rodrigues;Daniel Moraes Pimentel;Eric Hudson Evangelista e Souza; Educação Física; Educação Básica; Formação Acadêmica. Ao final da graduação o profissional de Educação Física deve estar qualificado, e sentir-se preparado para trabalhar os conteúdos da disciplina com os alunos dentro das escolas. O objetivo desse estudo é averiguar a perspectiva dos acadêmicos do curso de Educação Física quanto a sua qualificação acadêmica para atuar no ensino básico. Esse estudo caracteriza-se como qualitativo e foram utilizados dois grupos focais, composto por seis perguntas. A população foi constituída pelos acadêmicos do 8o período da Universidade Estadual de Montes Claros-MG do curso de Educação Física Licenciatura no campus de Montes Claros. Participaram da amostra dezenove acadêmicos do curso de Educação Física Licenciatura da Unimontes matriculados no oitavo período nos turnos diurno e noturno. A partir das questões do grupo focal e dos discursos dos acadêmicos foram desveladas as seguintes categorias: A Educação Física nas fases da Educação Básica; A transmissão do conhecimento docente para formação discente; Contribuição dos projetos de ensino, pesquisa e extensão na formação profissional; Proatividade na formação docente. A partir das análises dessas categorias foi possível perceber que o acadêmico de Educação Física possui competências profissionais para atuar no Ensino Infantil e Fundamental, mas não está preparado pra atuar com qualidade no Ensino Médio. Esse despreparo provavelmente se dá por defasagens em sua formação causada pela falta de interesse e comprometimento do mesmo e de alguns professores. ALMEIDA et. al. As práticas de desinvestimento pedagógico na educação física escolar. 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2122 renef v. 7 n. 10 (2017): RENEF PERFIL DOS USUÁRIOS DE SUPLEMENTOS ALIMENTARES PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO Revista Eletrônica Nacional de Educação Física; Nutrição; Suplementos alimentares; Musculação. O objetivo da pesquisa foi verificar o perfil socioeconômico dos usuários de suplementos alimentares praticantes de musculação. A pesquisa foi realizada com uma população composta por indivíduos acima de 18 anos frequentadores e praticantes de musculação independente de gênero. A amostra foi composta por 100 indivíduos selecionados de forma aleatória. O estudo deu-se por meio de um questionário semiestruturado com as variáveis: idade, sexo, escolaridade, renda familiar, quanto tempo pratica musculação, quantas vezes, duração, se já fez o faz uso de algum suplemento e se já fez ou faz uso de algum tipo de anabolizante. Os dados recolhidos a partir dos questionários foram analisados e disponibilizados os dados em três quadros por amostra de porcentagem. Identificamos também que os nutricionistas ainda são pouco procurados pelos praticantes de atividade física e usuários de suplementos alimentares. ADAM, B.O.; FANELLI, C.; SOUZA, E.S.; STULBACH, T.E.; MONOMi P.Y.; Conhecimento nutricional de praticantes de musculação de uma academia da cidade de São Paulo. Rev Bras Nutr Esportiva. 2013;2(2):24-36. ARAUJO, L.R. de.; ANDREOLO, J.; SILVA, M.S.; Utilização de suplemento alimentar e anabolizante por praticantes de musculação nas academias de Goiania - GO. Revista Brasileira Ciência e Movimento. 2002. 13-18. AZAMBUJA, C.R.; SANTOS, D.L. Consumo de recursos ergogênicos farmacológicos por praticantes de musculação das academias de Santa Maria RS. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício, Vol. 7. Num. 2. p.74- 80, 2009. ASSUMPÇÃO, B.V.; DINIZ, J.C.; SOL, N.A.A. O nível de conhecimento das informações sobre suplementação e alimentação utilizados por indivíduos frequentadores de academia de diferentes níveis sociais na cidade de Sete Lagoas - Minas Gerais. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva. 2007; 01-12. BIESEK, Simone; e colaboradores. Estratégias de nutrição e suplementação alimentar no esporte. São Paulo: Manole. 2005. CARVALHO, C. M. A.; ORSANO, F. E. Perfil dos consumidores de suplementos alimentares praticantes de musculação em academias de Teresina. ANAIS do II Encontro de Educação Física e Áreas Afins, Núcleo de Estudo e Pesquisa em Educação Física (NEPEF). Departamento de Educação Física da UFPI. 2007. CASTRO, G. O.; Suplemento alimentar: um tema para o ensino de química. Instituto de Química. 31 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Química) - Instituto de Química, Universidade de Brasília, Brasília, 2013. COLARES, L.G.T.; SOARES, E.A. Estudo dietético de atletas competitivos de handebol do Rio de janeiro. Revista de Nutrição da PUCCAMP; v. 9, n. 2, p. 178-204; 1996. FIRMINO, R.C.; PEZZINI, M.R.; REIS, R.S. Motivos para prática de atividade física e imagem corporal em frequentadores de academia. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. 2010, Vol. 16. Num. 1. p. 18-23. 2010. FRIZON, F.; MACEDO, S.M.D.; YONAMINE, M. Uso de esteróides andrógenos anabólicos por praticantes de atividade física das principais academias de Erechim e Passo Fundo/RS. Revista de Ciências Farmacêuticas Básica e Aplicada, Vol. 26. Num. 3. p. 227-232. 2005. NOGUEIRA, F.R.D.S.; de SOUZA, A.A.; BRITO, A.D.F. Prevalência do uso e efeitos de recursos ergogênicos por praticantes de musculação nas academias brasileiras: uma revisão sistematizada. Rev. Bras. Ativ. Fis. e Saúde, Pelotas/RS vol. 18. 16-30, 2013. De Pontes, M.C.F. Uso de suplementos alimentares por praticantes de musculação em academias de João Pessoa - PB. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo. v. 7. n. 37. p.19-27. Jan/Fev. 2013. QUINTILIANO, E.L.; MARTINS, J.C.L. Consumo de suplemento alimentar por homens praticantes de musculação, nas academias centrais do município de Guarapuava/PR. Revista Polidisciplinar Eletrônica da Faculdade de Guairacá, Vol. 2. p.03-13, 2009. SOUZA, A.M.H. Nutrição e hábitos alimentares de atletas praticantes de musculação em uma academia da cidade de Fortaleza, CE. Revista de Nutrição PUCCAMP. 1993; 6 (2): 184-203. SOUZA, P.M.A.; OHER, R.D.R.V.; ASANO, R.Y.; MACIEl, E.D.S.; ASSUMPÇÃO, C.D.O.; NETO, J.B. Perfil de usuários de anabolizantes e suplementos alimentares em praticantes de treinamento resistido da cidade de Gurupi-TO. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo. v. 6. n. 34. p. 261-267. Jul/Ago. 2012. STORLIE, J. Nutrition assessment of athletes: a model for integrating nutrition and physical performance indicators. International Journal of Sports Nutrition; v. 1, n. 2, p. 192-204, 1991. ZAMIN, T. V.; SCHIMANOSKI, V. M. Avaliação de hábitos alimentares saudáveis e uso de suplementos alimentares entre frequentadores de academias. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva. V. 4. n. 23. p.410-419, 2010.
2123 renef v. 7 n. 10 (2017): RENEF FATORES QUE MOTIVAM A DESISTÊNCIA DA PRÁTICA COMPETITIVA DO TÊNIS DE CAMPO Ana Luiza Barbosa Anversa;Luciane Cristina Arantes da Costa;Bruna Solera;Paulo Henrique da Silva;Daniel Vicentini de Oliveira; O esporte competitivo tem se consolidado como sendo uma possibilidade de superar os limites corporais, promover ascensão social e econômica dos praticantes. Nesse cenário as modalidades competitivas tem se evidenciado de forma crescente na atualidade, a exemplo pode-se citar o tênis de campo, considerado um esporte cuja prática está atrelada ao ambiente social, a fatores socioeconômicos e a diversidade e complexidade motora para a execução dos seus movimentos uma vez que exige a integração de diferentes características fisiológicas e psicológicas, entretanto, esse contexto distância os jovens dessa prática, levando ao abandono precoce da prática competitiva da modalidade. Tendo esse conhecimento pesquisa realizada objetivou analisar os fatores que motivam jovens atletas de tênis de campo a desistirem da prática competitiva da modalidade. Para tanto, adotou-se a metodologia quantitativa do tipo descritiva. Participaram 20 atletas, com média de idade de 19,6 3,24 anos. Utilizou-se o Inventário dos Fatores de Abandono, adaptado para o contexto da modalidade. Para análise foi utilizada a estatística descritiva. Os resultados encontrados indicam que as principais causas que levam ao abandono da prática competitiva do tênis de campo estão ligadas aos fatores econômicos, tendo interferência direta na falta de patrocínio além desses fatores, destacaram-se os prejuízos nos estudos, níveis elevados de estresse, auto cobrança excessiva com relação ao desempenho, intensidade nos treinamentos, necessidades individual de conhecer e praticar outras modalidades, espaço físico de treinamento inadequado e por fim, frustração com os resultados tidos como não-sucesso. Como fatores com menor influencia nesse processo de desistência destacaram-se dificuldades sociais e de trabalho coletivo, dificuldades elacionamento com técnico, preferência por outros esportes, falta de apoio dos pais e poucas competições. Nota-se que dos diversos fatores que levam aa desistência da prática competitiva, estão em geral atrelados a fatores extrínsecos a sua prática. ARAÚJO, Luiz Fernando Fernandes de. Principais fatores que levam os praticantes de tênis de campo a interromperem sua prática e sugestões para tentar reverter este quadro. 2017. 10 f. Trabalho de Conclusão de Curso: Curso de Educação Física da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Criciúma. AZEVEDO, António et al. A influência dos recursos na qualidade do processo de treino de jovens-Estudo realizado no Distrito de Viseu. Journal of Sport Pedagogy and Research, v. 2, n. 2, p. 11-11, 2016. BARA FILHO, Maurício Gattás; GARCIA, Félix Guillén. 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2124 renef v. 7 n. 10 (2017): RENEF O PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE BRASILEIRO Revista Eletrônica Nacional de Educação Física;Rodolfo Adriano Goulart Santana;Mateus Dias Antunes;José Roberto Antunes;Daniel Vicentini de Oliveira; O presente estudo teve como objetivo apresentar o papel do profissional de educação física no Sistema único de saúde (SUS) brasileiro. No Brasil, os esforços para se criar e executar um sistema de saúde universal, que seja acessível e de qualidade para todos, vem sendo debatido e reformulado ao longo dos anos. As manifestações corporais e esportivas distribuídas entre atividades e exercícios físicos sistematizados dentro do SUS, são de suma importância para a melhora nos aspectos que envolvem a qualidade de vida da população, visto que devido ao aumento da demanda de doenças crônicas, os serviços básicos de saúde precisaram se adequar alterando algumas estratégias intervencionais visando ações objetivas com resultados positivos em relação a saúde da população. Diante disso, o SUS por meio de ações e estratégias, tem procurado ampliar e desenvolver intervenções relacionadas à Educação Física como tratamento preventivo de algumas doenças crônicas, evidenciando um papel de grande importância do profissional de Educação Física. Contudo, apesar da imensurável importância da educação física na contribuição para a manutenção da saúde da população, é preciso mencionar as dificuldades que o profissional encontra para se qualificar e entrar nesse mercado de trabalho, muitas vezes desenvolvendo seus conhecimentos e sistematizando seus métodos com escassez de matérias e espaços e pouquíssimos recursos financeiros que poderiam ser investidos a fim de melhorar a intervenção do profissional de educação física no SUS. ALMEIDA, M. A. B., GUTIERREZ, G. L. O lazer no Brasil: do nacional desenvolvimentismo à globalização. Conexões, 2005;3(1):36-57. ANJOS, T. C., DUARTE, A. C. G. O. A Educação Física e a Estratégia de Saúde da Família: formação e atuação profissional. Physis Revista de Saúde Coletiva. 2009;19(4):1127-1144. BERNARDO, W. M., NOBRE, M. R. C., JATENE, F. B. A prática clínica baseada em evidencias. Parte II: Buscando as evidencias em fontes de informações. Revista Associação Médica Brasileira. 2004;50(1):1-9. 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2125 renef v. 7 n. 10 (2017): RENEF LAZER E QUALIDADE DE VIDA URBANA: ANÁLISE A PARTIR DA DISTRIBUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS PÚBLICOS PARA VIVÊNCIA FÍSICO-ESPORTIVA Isabela Veloso Lopes Versiani; Desenvolvimento, Qualidade de Vida, Lazer, Equipamento Público de Lazer. O tema da qualidade de vida urbana tem sido uma problemática emergente que interfere no presente e no futuro das cidades, fortalecido pela crescente sistematização de indicadores que buscam mensurar diversos aspectos que influenciam o bem-estar da população nas diferentes regiões das cidades, auxiliando o direcionamento de ações de planejamento e de políticas públicas no âmbito urbano. O lazer como um direito social se insere nessa discussão por ser um dos temas essenciais ao desenvolvimento da qualidade de vida urbana. A investigação desse campo tem se legitimado a partir da construção de indicadores relacionados, principalmente, com a disponibilidade e distribuição de equipamentos públicos de lazer, importantes para subsidiar ações de políticas públicas na área e contribuir para uma maior democratização de suas práticas. Apesar dos diversos interesses que perpassam a vivência do lazer, nesse trabalho compreende-se o lazer e sua relação com a qualidade de vida na cidade de Montes Claros/MG a partir de sua vinculação às vivências físico-esportivas e aos equipamentos públicos de lazer específicos que foram identificados para essas práticas como: quadras esportivas, ginásios, campos de futebol, playgrounds, pistas de skate, pistas de caminhada e barras de ginástica. A aplicação dos indicadores propostos e espacialização de alguns programas desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer, durante o ano de 2010, foram realizadas com base na proposta de divisão intraurbana da cidade em 26 Regiões de Planejamento. O levantamento das informações a partir do diagnóstico intraurbano encontrado aponta que as quadras poliesportivas são os equipamentos em maior número e melhor distribuídos da cidade, porém as quadras existentes nas regiões de renda baixa apresentam, em geral, uma infraestrutura deficitária. Os campos de futebol estão concentrados nas áreas de renda baixa ou muito baixa, onde ainda há grandes vazios urbanos. Os outros equipamentos são os principais responsáveis pelas diferenças de diversidade entre as regiões, estando concentrados nas regiões de renda média e alta da cidade. Correlacionado com o número da população residente em cada região, o Índice de Qualidade de Vida para o Lazer (IQV-Lazer) proposto aponta uma relação desigual entre o número de equipamentos públicos para cada 1000 habitantes em algumas regiões, sobretudo nas regiões de renda baixa que possuem indicadores abaixo da média da cidade. Na espacialização dos Programas selecionados, verificou-se que há a utilização de alguns equipamentos, embora a maioria ainda se encontre subutilizada. Espera-se que a discussão desses indicadores possa contribuir para o debate em busca de uma maior democratização do lazer e da qualidade de vida nas cidades, sobretudo na realidade de Montes Claros.
2126 renef v. 7 n. 10 (2017): RENEF PREVALÊNCIA DE DISLIPIDEMIA EM ADOLESCENTES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO ESTADUAL DA CIDADE DE MONTES CLAROS – MG Claudiana Donato Bauman;Carla Silvana de Oliveira e Silva; Dislipidemia; Adolescente; Prevalência; Fatores de risco; Fatores de proteção; Epidemiologia; Saúde pública. A Dislipidemia é caracterizada por alterações dos níveis séricos de lipídeos no sangue. Trata-se de um distúrbio do metabolismo das lipoproteínas com caráter genético ou multifatorial. Entre os principais fatores, inclui-se principalmente, hábitos alimentares inadequados e a inatividade física. A dislipidemia tem se tornado cada vez mais frequente entre adolescentes, possuindo estreita relação com o processo aterogênico e o aumento da chance da ocorrência de eventos cardiovasculares adversos. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de dislipidemia em adolescentes matriculados no sistema público de ensino estadual da cidade de Montes Claros – MG e verificar os fatores associados. Nesse sentido dois estudos foram conduzidos: Estudo 1 – Objetivo: avaliar a prevalência de dislipidemia entre adolescentes matriculados no sistema público de ensino estaduais da cidade de Montes Claros - Minas Gerais e comparar com um estudo brasileiro de base populacional. Métodos: trata-se de um estudo epidemiológico, transversal e analítico, com população composta por 77.833 escolares, oriundos de 63 escolas que representaram quatro regiões geográficas do município. Após o cálculo amostral, foram analisadas informações de 635 adolescentes com idades entre 10 a 16 anos. Na coleta de dados obtiveram-se amostra sanguínea dos participantes para análise de parâmetros bioquímicos relativos ao colesterol total, triglicérides, LDL-c, e HDL-c. Resultados: Entre os adolescentes, 26,8% apresentaram valores elevados de colesterol total, 15,7% de triglicérides, 6,5% de LDL-c e 40,8% níveis baixos de HDL-c. Conclusão: Com exceção do HDL-c, as médias e a prevalência de dislipidemia investigada em adolescentes de Montes Claros - MG encontraram-se acima dos valores evidenciados no estudo brasileiro de base populacional utilizado como parâmetro. O estudo 2 - Objetivo: Avaliar os fatores de risco e de proteção associados à dislipidemia em adolescentes. Métodos: A população do estudo foi composta por 77.833 escolares representando quatro regiões demográficas da cidade de Montes Claros – MG, e a amostra final por 635 adolescentes com idades entre 10 e 16 anos. Foram coletadas e analisadas variáveis sociodemográficas, biológica, comportamental e história familiar, além dos parâmetros metabólicos referentes colesterol total (CT), triglicérides (TG), colesterol de lipoproteínas de alta densidade (LDL-c) e baixa densidade (HDL-c). Para a análise dos dados verificou-se a associação entre as variáveis, por meio do modelo de regressão de Poisson com variância robusta, e estimou-se as razões de prevalências brutas e ajustadas. Resultados: O sexo feminino (p-0,008) e a faixa etária de 10-11/12-13 anos (p-0,008 e p-0,035), apresentaram alterações relacionadas à hiperlipidemia mista. O excesso de peso foi associado às alterações do TG (p-0,000) e HDL-c baixo (p-0,000). O histórico de dislipidemia entre familiares evidenciou associação (p-0,016) para LDL-c indesejado. Já a maturação sexual foi associada como fator de proteção para o desenvolvimento da hipertrigliceridemia (p-0,001), e o sexo feminino para o HDL-c baixo. Conclusão: A identificação das frequências e os fatores apresentados nesta investigação são uma ferramenta potencial para subsidiar a construção e a implementação de políticas públicas pautadas na adoção de medidas preventivas e na promoção da saúde do adolescente.
2129 renef v. 7 n. 9 (2017): Revista Eletrônica Nacional de Educação Física A CAPOEIRA COMO CONTEÚDO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Alysson Diego Ribeiro;José Silva Júnior;Clóvis M. Sedorko; Educação Física; Esportes; Atividade Física A Capoeira representa um importante meio de difusão do movimento corporal nas escolas, na medida em que proporciona o desenvolvimento de capacidades físicas como equilíbrio, força, flexibilidade e ritmo, além de favorecer a aquisição de valores como a cooperação e respeito ao próximo. Contudo, parte da literatura especializada evidencia a negligência deste conhecimento no âmbito escolar. Diante do exposto, este estudo de caráter quantiqualitativo apresentou como objetivos identificar se a capoeira vem sendo desenvolvida pelos professores de Educação Física dos anos iniciais do ensino fundamental, bem como as metodologias que os mesmos utilizam para abordar esta cultura afro brasileira. A pesquisa foi desenvolvida em sete (7) escolas da rede pública municipal de ensino do município de Ponta Grossa-PR, sendo a amostra final do trabalho composta por nove (9) professores de Educação Física das respectivas instituições. Como instrumento para a obtenção dos dados foi utilizado um questionário contendo questões abertas referentes ao ensino da Capoeira. Após análise dos dados, realizada mediante a análise de conteúdo (BARDIN, 1977), constatou-se que a maioria dos professores não aborda esse conteúdo em suas aulas e a metodologia mais evidenciada nas respostas dos docentes corresponde ao ensino por meio de aulas teórico/práticas.
2130 renef v. 7 n. 9 (2017): Revista Eletrônica Nacional de Educação Física EFEITO DO AQUECIMENTO REALIZADO COM MINI BAND SOBRE A VELOCIDADE E AGILIDADE DE ATLETAS DE FUTSAL Ricardo Alexandre Rodrigues Santa Cruz;Rafael Magalhães Carvalho dos Santos;Fabio Junior da Silva;Letícia Sousa de Carvalho;Weberti Veloso Mendonça; Aquecimento; Mini Band; Futsal. O objetivo do presente estudo foi verificar o efeito da utilização das faixas elásticas Mini Band (MB) como parte do aquecimento sobre a velocidade (VEL) e agilidade (AGD) de atletas de futsal. 24 jogadores realizaram os testes de VEL e AGD após a realização de dois diferentes protocolos de aquecimento, com a inclusão de Mini Band (AMB) e com alongamentos estáticos (AAE) de maneira randômica, com sete dias de intervalo entre os protocolos. Para as duas condições AMB e AAE a parte inicial (composta por corridas leves) e final (composta por exercícios específicos do futsal) foram idênticas, com duração total de 10 minutos. O test-t pareado não identificou diferença significativa (p<0,05) entre as condições AMB e AAE nos testes de VEL e AGD (2,83±0,17 vs 2,90±0,22 s e 9,15±0,71 vs 9,15±0,06 s, respectivamente). Podemos concluir que o aquecimento incluindo exercícios com MB não melhorou o desempenho nos testes de VEL e AGD quando comparado com o AAE em atletas de futsal.
2131 renef v. 7 n. 9 (2017): Revista Eletrônica Nacional de Educação Física ALTERAÇÕES POSTURAIS EM ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL Ana Ferreira Scotti;Ingrid France Nunes dos Santos;Priscilla Duarte Corrêa Soares;Árlen Almeida Duarte de Sousa;Wellington Danilo Soares; Amplitude; Movimento; Postura. Objetivo: O estudo teve como objetivo analisar as possíveis alterações posturais em estudantes da rede pública de ensino da cidade de Montes Claros – MG. Método: Trata de uma pesquisa de caráter descritivo, quantitativo e transversal. A amostra foi composta por escolares com idade entre12 a 14 anos, ambos os sexos, regularmente matriculados na rede municipal de ensino. Participarão da pesquisa 2 turmas, sendo 35 alunos do 6 º ano e 35 alunos do 7º anos do ensino fundamental, totalizado 70 alunos. Resultados: A alteração mais frequente avaliando membros superiores foi a clavícula 28,6% aumentada à direita. E de membros inferiores à alteração mais frequente foi na altura das mãos que foi de 71,4% que ressaltou como esquerdo mais alto. Pode ter como causa escoliose ou hiperlordose. Conclusão: Apesar de ser difícil prever qual alteração postural irá progredir, a avaliação do estudante durante o período de crescimento, demonstrou ser essencial para o diagnóstico precoce e prevenção.
2132 renef v. 7 n. 9 (2017): Revista Eletrônica Nacional de Educação Física GASTO CALÓRICO NO JOGO VIRTUAL DANCE CENTRAL: ESTUDO EM ACADÊMICAS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA Kamilla Alves da Silva;Luciano Meireles de Pontes; O avanço tecnológico vem contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento de jogos virtuais destinados à prática de atividade física, desenvolvidos para empregar o movimento humano como elemento principal. O objetivo do presente estudo é estimar o gasto calórico no exergame no jogo virtual dance central em acadêmicas do Curso de Educação Física. Metodologia: Trata-se de estudo com delineamento pré-experimental. A amostra foi composta por 08 estudantes (19,3±2,2anos) do curso superior de Educação Física do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). A variável primária da pesquisa foi o gasto calórico estimado por meio da frequência cardíaca (FC) em sessão do jogo virtual dance central com utilização de vídeo game X Box com sensor de movimento. Como variáveis secundárias foram realizadas medidas antropométricas (massa corporal, estatura e índice de massa corporal – IMC) para determinar o perfil da amostra. No protocolo do estudo foi realizado o monitoramento da FC e aplicação da Escala de Borg para a percepção do esforço nas seguintes fases do jogo: 1° minuto, 5° minuto, 10° minuto e 15° minuto. Ao término, foi estimado o gasto calórico total durante o jogo e a variabilidade da FC durante as diversas fases. Os dados foram submetidos às análises estatísticas descritivas de distribuição de frequência e de média, desvio padrão, valores mínimos e máximos. Resultados: Em termos médios a amostra apresentou o seguinte perfil antropométrico: massa corporal (55,7±5,2kg), estatura (162,1±0,4cm) e índice de massa corporal (21,2±2,0kg/m2). A FC apresentou a seguinte variação: FC repouso (74,7±9,3bpm), FC máxima (200,6±2,3bpm), FC no 1° minuto (128,6±20,7bpm), FC no 5° minuto (127,8±23,1bpm), FC 10° minuto (133,3±24,2bpm), FC no 15° minuto (133,1±21,7bpm) e FC média durante o jogo (123,5±14,6bpm). Conclusão: Uma sessão de 15 minutos no jogo virtual dance central como o uso de sensor de movimento apresentou gasto energético compatível a uma atividade física dentro de uma zona alvo para a perda de gordura, considerando a proporção de tempo do protocolo investigado, tendo proporcionado uma perda calórica satisfatória e podendo ser sugerido como alternativa ao uso de jogos sedentários.
2134 renef v. 7 n. 9 (2017): Revista Eletrônica Nacional de Educação Física OFICINAS DO JOGO” NO ENSINO FUNDAMENTAL: POTENCIAL PEDAGÓGICO DA BRINCADEIRA Érika Lucas Lopes; Oficinas do Jogo. Brincadeira. Jogo. Aprendizagem Este trabalho visa analisar o potencial educativo das Oficinas do Jogo para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras e sociais de estudantes, no contexto do 3º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública da cidade de Montes Claros – MG. No referencial teórico, abordamos os temas jogo e o seu potencial pedagógico, a partir de uma perspectiva construtivista. Metodologicamente, trata-se de uma investigação qualitativa, do tipo pesquisa-ação. A amostra analisada foi composta pela professora regente e por 16 alunos do 3º ano do Ensino Fundamental de uma escola da rede estadual de ensino. Os instrumentos da pesquisa utilizados foram: duas entrevistas semiestruturadas, elaboradas pela pesquisadora e respondidas pela professora regente; questão norteadora, respondidas pelos alunos em forma de relatos descritivos e verbais; roda de conversa guiada por um grupo focal; diário de campo e, ainda, para registrar as atividades das Oficinas do Jogo e a coleta de dados utilizou-se gravador de voz, câmera fotográfica e filmadora. Para análise dos dados, optou-se pela análise de conteúdo de Bardin (2011). As transcrições, juntamente com o diário de campo, foram lidas repetidamente, sendo destacados os trechos de maior relevância para a problemática em questão, com o intuito de formar categorias e subcategorias para a análise. Nessa perspectiva, identificou-se e descreveu as contribuições das Oficinas no que tange ao desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras e sociais da pesquisa. Os resultados obtidos evidenciam que houve progressão no que se refere a essas habilidades e ligação de uma com outra, corroborando nossas expectativas. Chegamos à conclusão de que as novas experiências apresentadas cumpriram seu valor de papel educativo, uma vez que essas ultrapassaram o sentido de uma ação apenas motora, na medida em que se expandiu para as dimensões possíveis de conceitos, procedimentos e atitudes construídos no decorrer das Oficinas, proporcionando mudança, que visa e ambiciona outras tantas mudanças no âmbito educacional.
2240 poiesis v. 23 n. 2 (2021) EL MAL COMO DESEQUILIBRIO. APUNTES INTERCULTURALES SOBRE LA CONCEPCIÓN ANDINA DEL “MAL” Josef Estermann; La concepción del “mal” en el mundo andino tiene que ver con el trasfondo cosmo-espiritual o filosófico que es muy distante a la concepción dominante de Occidente en tiempos de la Conquista y de las campañas de extirpación de idolatrías, cuando se introdujo el imaginario religioso dominante sobre el “mal”. Urge, entonces, una suerte de deconstrucción inter-epistémica y un diálogo inter-paradigmático entre dos perspectivas filosóficas totalmente distintas. De Sousa Santos, Boaventura: Justicia entre Saberes. Epistemologías del Sur contra el epistemicidio. Madrid 2017 (traducción del original inglés Epistemologies of the South: Justice against epistemicide. Londres 2014). Duviols. Pierre: Cultura andina y represión. Procesos y visitas de idolatrías y hechicerías, Cajatambo, siglo XVII. (Archivos de Historia Andina 5). Cusco 1986. Estermann, Josef: Filosofía Andina: Sabiduría indígena para un mundo nuevo. Quito/La Paz 1998; 2006. Estermann, Josef: ‘La subjetividad como lugar cósmico de enlace (chakana). Reflexiones filosóficas acerca del sujeto en el contexto andino”, en: Itinerarios 2001/4 (revista del Instituto de Estudios Ibéricos e Iberoamericanos de la Universidad de Varsovia). 21-43. Estermann, Josef: ‘¿Progreso o Pachakuti? Concepciones occidentales y andinas del tiempo’, en: Fe y Pueblo. Segunda época 2004/5 (La Paz), pp. 15-39. Estermann, Josef: “La filosofía andina como alteridad que interpela. Una crítica intercultural del androcentrismo y etnocentrismo occidental”, en: Kollasuyo: Filosofía Andina 2011/6.1 (La Paz), pp. 5-29. Estermann, Josef: Cruz y Coca. Hacia la descolonización de la Religión y la Teología. La Paz 2013. Estermann, Josef: Cruz & Coca. Hacia la descolonización de la Religión y la Teología. Quito 2014. Estermann, Josef: ‘Ecosofía andina. Un paradigma alternativo de convivencia cósmica y de Vivir Bien’, en: FAIA (Filosofía Afro-Indo-Americana | África-Abya Yala | Escuela del Pensamiento Radical): Filosofía Mestiza I. Interculturalidad, Ecosofía y Liberación. Buenos Aires 2015, pp. 273-315. Estermann, Josef: ‘Substanz versus Beziehung? Zum sprachtheoretischen Hintergrund abendländischer und andiner Philosophie’, en: Münnix, Gabriele (ed.): Über-Setzen: Sprachenvielfalt und interkulturelle Hermeneutik, Friburgo/Munich 2017, pp. 43-59. Estermann, Josef: ‘Hermenéutica diatópica y Filosofía Andina. Esbozo de una metodología del Filosofar Intercultural’, en: Concordia 2020a/77, pp. 81-100. Estermann, Josef: ‘Llamar el ajayu. Philosophische Hintergründe andiner Vorstellungen von Gesundheit, Krankheit und Genesung’, en: Polylog 2020b/42, pp. 43-59. Foucault, Michel: L’Archéologie du savoir. Paris 1969 (La arqueología del saber. Trad. A. Garzón del Camino. Madrid, México, Bogotá y Buenos Aires 1970). Gareis, Iris: ‘Extirpación de idolatrías e Inquisición en el Virreinato del Perú’, en: Boletín del Instituto Riva-Agüero 1989/16, pp. 55-74. Gareis, Iris (ed.): Entidades maléficas y conceptos del mal en las religiones latinoamericanas / Evil Entities and Concepts of Evil in Latin American Religions. Aachen 2008. Griffiths, Nicholas: La cruz y la serpiente. La represión y el resurgimiento religioso en el Perú colonial (traducción de: The Cross and the Serpent. Religious Repression and Resurgence in Colonial Peru. Oklahoma 1996). Lima 1998. Pino Díaz, Fermín, del (ed.): Demonio, Religión y sociedad entre España y América. Madrid 2002. Pino Díaz, Fermín, del (ed.): Dos mundos, dos culturas. O de la historia (natural y moral) entre España y el Perú. Fráncfort/M. – Madrid 2004. Quispe Aguirre, Richard: ‘Defender la vida. El Espíritu y los espíritus en la teología andina y cristiana’, en: ISEAT (ed.): Teología Andina. El tejido diverso de la fe indígena, tomo II, La Paz 2009, pp. 127-147. Rösing, Ina: Rituales para llamar a la lluvia. La Paz 1993. Vertovec, Steven: ‘Ethnic Distance and Religious Convergence. Shango, Spiritual Baptist, and Kali Mai Traditions in Trinidad’, en: Social Compass (Londres) 1998/45.2, pp. 247-263. Zambrano Luis: ‘El problema del mal en el mundo andino’, en: ISEAT (ed.): Teología Andina. El tejido diverso de la fe indígena, tomo II, La Paz 2009, pp. 225-250.
2136 renef v. 6 n. 8 (2016): RENEF PARADOXO DO EXERCÍCIO FÍSICO EM EXCESSO: LINHA TÊNUE ENTRE RISCOS E BENEFÍCIOS Thiago T. Guimarães; esgotamento, fadiga crônica, overreaching, sistema límbico. Embora a inatividade física figure como uma das principais causas atribuídas à mortalidade, os prejuízos provocados pelo excesso de exercícios físicos também são uma realidade. Atletas profissionais, amadores ou de recreação, além de praticantes de modalidades não competitivas, são frequentemente acometidos por condições deletérias decorrentes de treinamentos extenuantes, como lesões de origem metabólica, imunológica, neurológica, endócrina, cardiovascular, muscular e esquelética. Neste sentido, o objetivo da presente revisão é discutir o impacto da inatividade física no desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, os prejuízos do overtraining, a dependência ao esforço físico e a relação paradoxal entre seus riscos e benefícios a partir de durações prolongadas, cargas extremas e/ou frequência alta
2137 renef v. 6 n. 8 (2016): RENEF NÍVEL DE CONSCIÊNCIA TÁTICA DOS ATLETAS DE FUTSAL DA CATEGORIA MASCULINO PARTICIPANTES DOS JOGOS DO INTERIOR DE MINAS – JIMI 2010 Marcelo Gallo de Carvalho;Igor Rainneh Durães Cruz;Andrey George Silva Souza;Amário Lessa Júnior;Geraldo Magela Durães; Futsal; consciência tática Com a evolução que o futsal vem sofrendo ao longo dos anos se torna cada vez mais importante ao jogador obter um conhecimento tático avançado sobre a modalidade, pois o jogo está cada vez mais dinâmico e competitivo exigindo do atleta uma inteligência e criatividade apuradas para solucionar de forma rápida os problemas que o jogo apresenta. O presente estudo teve como objetivo verificar o nível de consciência tática dos atletas de futsal da 3ª etapa dos Jogos do Interior de Minas – Gerais JIMI/2010. A pesquisa caracterizou-se como descritiva com corte transversal, com análise quantitativa dos dados. Participaram do estudo 49 atletas dos sexos masculinos que disputaram os Jogos do Interior de Minas Gerais – JIMI/2010 na cidade de Montes Claros – MG, onde foi aplicado um questionário contendo 15 perguntas estruturadas relacionadas à consciência tática dos atletas de futsal, onde os mesmos tiveram que justificar sua resposta. Os dados foram submetidos ao programa SPSS versão 17 para confecção de gráficos como forma de apresentação e discussão de resultados. Sendo assim pode-se concluir com o presente estudo que os atletas de futsal masculino possuem um nível médio de consciência tática.
2138 renef v. 6 n. 8 (2016): RENEF A AVERIGUAÇÃO DO PERFIL DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PRECOCE DA SEEDF: ESTUDO DE CASO NOS CENTROS DE ENSINO ESPECIAL DO DISTRITO FEDERAL Sandra Regina Martins de Oliveira;Cristiane da Silva Santos; Educação Física, Ensino Especial, Programa de Educação precoce, Formação Continuada de professores Esse trabalho monográfico apresenta o resultado do estudo de caso da averiguação do perfil dos professores de Educação Física do Programa de Educação Precoce da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal. Programa que pertencente ao ensino especial, que se apresenta com um novo espaço de atuação profissional e com poucos dados acerca da quantificação e qualificação e assim, vislumbrou-se a pertinência do levantamento sobre esse grupo de pessoas, em especial sobre sua peculiaridade e particularidades, hábitos, história e cultura local. Pesquisa essa, descritiva, essencialmente qualitativa, utilizada como ferramentas metodológicas questionário estruturado e revisão bibliográfica a cerca de Educação, Ensino Especial, Educação Física, e o Programa de Educação Precoce, a fim de aproximar a temática pesquisa à realidade local. Foram aplicados questionários por meio presencial para 60% do grupo pesquisado, e como características têm: um grupo de professores que predominantemente do sexo feminino, casadas com filhos, que trabalham 40 horas semanais, exerce trabalho remunerado que provem as despesas da casa. Que se capacitaram pra atuar no Programa de Educação Precoce
2139 renef v. 6 n. 8 (2016): RENEF FORMAÇÃO ESPORTIVIZADA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Antônio Elton Costa de Melo;Paulo Sérgio Bereoff; Formação Esportivizada, Educação Física Escolar, Valores Humanos O estudo constata que existe já há algum tempo na Educação Física uma crítica dos problemas causados pelo modelo de esporte competitivo, utilizado como instrumento nas aulas de Educação Física. Partindo das principais e graves consequências para a formação do sujeito a partir deste modelo esportivizado, teremos por objetivo verificar se houve historicamente propostas concretas para a tentativa de transcendência desta Educação Física escolar esportivizada, visando assim estabelecer uma prática educacional capaz de resgatar os valores humanos e sociais construídos culturalmente e estabelecidos em nossa constituição. Deste modo, como metodologia, para tentar alcançar a compreensão das consequências formativas do modelo esportivizado, bem como suas respectivas reflexões críticas, utilizamos uma pesquisa bibliográfica com base nas produções científicas já produzidas na área sobre a crise da Educação Física escolar. Concluímos que, criar no mínimo uma nova cultura para Educação Física será fundamental, que permita ao final de cada aula perguntar: eu proporcionei experiências educativas aos meus alunos que lhes possibilitem ser autônomos, capazes de transcender o status quo, fazendo uso de seus próprios entendimentos, se assim o quiserem?
2140 renef v. 6 n. 8 (2016): RENEF LUTAS E NÍVEL DE AGRESSIVIDADE EM ESCOLARES Ana Cláudia Aquino Costa; Lutas, agressividade, escolares. O objetivo desse estudo foi verificar o nível de agressividades em escolares praticantes de lutas em relação a alunos não praticantes de lutas, em uma escola da rede estadual de Montes Claros-MG. A amostragem foi composta por 100 alunos do sexo masculino e feminino, do ensino fundamental. O instrumento utilizado para avaliar a agressividade dos adolescentes, este estudo foi utilizado um Questionário de Agressividade desenvolvido Buss e Perry (1992), traduzido e adaptado por Vieira e Soeiro (2002). Trata-se de um instrumento curto, de rápida e fácil aplicação, o mesmo é composto por 29 perguntas que buscam avaliar a agressividade em quatro medidas: agressão física, agressão verbal raiva e hostilidade. Posteriormente foi feito o teste do Kolmorov Sirnov no qual foi constatado a normalidade dos dados. Na comparação entre grupos de participantes e não participantes do projeto, assim como gênero, foi utilizado o teste t de Student. O nível de significância adotado foi de 95% (p ≤ 0,005). Todos os procedimentos estatísticos foram realizados no programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 22.0 para Windows. Não foi encontrada diferençaestatisticamente significativa quando comparados os grupos de participantes e não participantes do projeto, já na comparação entre gêneros, o sexo feminino demonstrou uma média estatisticamente superior ao sexo masculino para o domínio da agressividade física (p ≤ 0,001). Diante disso podemos notar que os alunos praticantes das lutas não apresentam índices de agressividade maior em relação a alunos não participantes.
2141 renef v. 6 n. 8 (2016): RENEF ITINERÁRIOS ESPACIAIS DO LAZER: UM PASSEIO INTRODUTÓRIO Danilo Henrique Ladeia de Souza; Lazer, cidade, espaço. Esta investigação possui abordagem descritiva de caráter qualitativo. O instrumento usado na coleta de dados foi um recordatório (elaborado pelo autor), chamado “Recordatório de Atividades de Lazer” e teve como objetivo registrar o dia, atividade, local, tempo, dinheiro gasto (R$) e satisfação dos pesquisados em cada atividade. O critério para que os pesquisados registrassem a atividade foi que os próprios deveriam julgar as mesmas como sendo experiências de lazer para eles, registrando-as assim durante um período de 15 dias. Participaram da pesquisa 10 sujeitos (atores sociais). Para a obtenção dos dados foi feita uma análise dos recordatório preenchidos, tabulação do dados com o software IBM SPSS 23.0, consecutivamente feito um mapeamento da cidade de Montes Claros-MG identificando os locais frequentados pelos atores sociais, assim como, peculiaridades apresentadas pelos pesquisados em determinadas atividades. Foram analisados 10 recordatórios que atenderam aos critério. Este estudo tencionou investigar as relações de tempo e espaço (notadamente a circularidade de sujeitos), levando-se em consideração as experiências de lazer na cidade de Montes Claros, norte de Minas Gerais. Ressalvando o baixo grau de generalização que o estudo comporta, foi possível perceber que o tempo dedicado as práticas de lazer é pouco e parco, tendo o pesquisado com maior tempo gasto em atividades apenas 23,6% de 360 horas, as ações de lazer se concentraram num espectro espacial circunscrito à proximidade do local de moradia das pessoas, guardando uma relação de pequenos deslocamentos, via de regra, quando não muito várias das atividades ocorreram no interior das próprias residências.
2142 renef v. 6 n. 8 (2016): RENEF AS LUTAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL: UM ESTUDO SOBRE A COORDENAÇÃO MOTORA Fabrício Borges; Coordenação Motora, Lutas, Educação Física. O objetivo desse estudo foi avaliar a coordenação motora em escolares praticantes de lutas na Educação Física da Escola Municipal de tempo integral Rotary São Luiz de Montes Claros – MG através da bateria de teste de coordenação motora – KTK. Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa descritiva comparativa com caráter quantitativo, de corte transversal. A amostra foi composta por dois grupos de escolares inicialmente divididos por faixa etária: o grupo 1 composto por 20 alunos de (11 à14 anos) que praticam aulas de lutas e o grupo 2 por 20 alunos (11 à 14 anos) que não praticam lutas, totalizando 40 sujeitos do sexo masculino e feminino com idade entre 11 à 14 anos, escolhidas de forma conveniente. O instrumento utilizado foi à bateria de teste KTK desenvolvida por Kiphard; Schilling (1974) que avalia a coordenação motora em crianças. Os dados foram introduzidos e analisados a partir da utilização do software SPSS for Windows versão 20.0. Inicialmente foram realizados procedimentos de estatística descritiva a fim de caracterizar a amostra. Em seguida foi realizado o Teste t de Student para amostras independentes. Nesse caso foi utilizado um nível de significância de 95%. Conforme a exposição dos dados coletados o estudo apresentou que na comparação entre os sexos os meninos foram sempre superiores que as meninas em todos os testes, porém na trave de equilíbrio essa diferença não foi significativa com p=0,838, e para os outros testes a diferença foi significativa ao nível de p≤0,01. Quando a comparação foi feita entre os alunos praticantes e não praticantes de lutas os resultados apontam que aqueles que são praticantes têm resultados melhores que os outros em todos os testes com p≤0,01, contudo no salto lateral essa diferença não se mostrou significativa com p=0,063. Portanto conclui-se que os alunos praticantes de lutas da Escola Municipal de tempo integral Rotary São Luiz tem melhor desempenho na coordenação motora do que os nãos praticante, sendo apresentado nos resultados. Contudo o estudo teve certas limitações como não conseguir controlar todas as variáveis, tempo de pratica e se os mesmos realizavam qualquer outro tipo de pratica esportiva diferente, sendo assim recomenda-se novos estudos relacionando essas variáveis a pratica das lutas com enfoque na coordenação motora.
2143 renef v. 6 n. 8 (2016): RENEF DO SABER PRODUZIDO AO SABER SABIDO: AS PRODUÇÕES CIENTÍFICAS DO CORPO DOCENTE EFETIVO DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES Deyvid Rodrigues Silva; Formação Profissional, Produção Científica, Educação Física Esse estudo teve por objetivo geral analisar as produções científicos dos professores do Curso de Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes. Como objetivo específico: (a) identificar a quantidade de artigos publicados pelos docentes efetivos do Curso de Educação Física; (b) analisar o nível dos artigos encontrados e enquadra-los em uma área temática; (c) identificar se há um encontro entre as produções científicas dos docentes efetivos e os discentes tem ocorrido de modo favorável à formação profissional de futuros professores. Essa pesquisa se caracteriza por ser um estudo quali-quantitativo e de caráter descritivo, tendo como técnicas utilizadas: pesquisa dos currículos dos 23 professores efetivos do Departamento de Educação Física da Unimontes. Entre os resultados obtidos identificou-se: (a) a maioria das qualificações das revistas onde os artigos foram publicados, tinham qualificação baixa; (b) a temática com maior número de artigos foi Atividade Física e Saúde; (c) a maioria dos discentes entrevistados afirmaram que nunca tiveram contato com as produções cientificas dos seus professores. Concluindo, podemos afirmar através dos dados obtidos, que há pouco contato dos discentes com as produções científicas de seus professores e que a maioria dos professores preconiza a área de Atividades Física e Saúde mesmo alguns destes não estarem lecionando disciplinas que envolvam o conteúdo na Universidade. Foi identificado que, a maioria dos artigos estavam sendo publicados no mesmo conjunto de revistas, tendo como resultado um acumulo de artigos com qualificação baixa. Contudo, esse estudo não analisou o porquê da maioria das publicações estarem vinculadas com a temática Atividade Física e Saúde e nem o porquê de as publicações serem em um mesmo conjunto de revistas. Seria interessante uma pesquisa com uma metodologia semelhante a essa, realizar um estudo com o Curso de Licenciatura de Educação Física da Unimontes, uma vez que, esse estudo se teve pautado no Curso de Bacharelado.
2144 renef v. 6 n. 8 (2016): RENEF O CONHECIMENTO DOS ALUNOS DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO DA REDE ESTADUAL DE ENSINO SOBRE OS CONTEÚDOS BÁSICOS PROPOSTOS PELOS CONTEÚDOS BÁSICOS COMUNS (CBC) Juan Barbosa Gonçalves; Educação Física, Conteúdos Básicos, CBC. A Educação Física Escolar assim como as demais disciplinas inerentes no currículo da educação básica possui propostas pedagógicas, com eixos temáticos que visam auxiliar o docente em seus planejamentos de aula. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e os Conteúdos Básicos Comuns (CBCs) são dois grandes instrumentos que regem as propostas, porém, os CBCs foram criados especialmente para o estado de Minas Gerais. Desta forma este estudo tomará como referência o material supracitado. Este estudo tem como objetivo investigar o conhecimento dos alunos do 3° ano do ensino médio da rede estadual de ensino da cidade de Montes Claros – MG sobre os conteúdos propostos pelo Conteúdo Básico Comum (CBC) para a Educação Física. Trata-se de um estudo de caráter descritivo, qualitativo e de corte transversal, cujos sujeitos foram alunos do 3º ano do ensino médio da rede estadual de ensino de ambos os sexos com idade a partir dos 16 anos e regularmente matriculados no ano de 2016. Para a coleta dos dados foi utilizado um questionário elaborado pelo autor, composto por questões de múltipla escolha que abordou na integra o conhecimento sobre os conteúdos do CBC. Foi possível verificar que, os alunos do 3º ano do ensino médio da rede estadual de ensino não possuem conhecimento de forma satisfatória sobre os conteúdos básicos propostos pelo Conteúdo Básico Comum (CBC).
2145 renef v. 6 n. 8 (2016): RENEF HANDEBOL COMPETITIVO EM MONTES CLAROS: PROFISSIONAL OU LAZER SÉRIO? Nadson Henrique Gonçalves Rodrigues; Handebol, lazer sério, lazer O handebol competitivo: profissional ou lazer sério?Notamos que as atletas envolvidas na equipe do Montes Claros Handebol não são profissionais, pois não “vivem” do retorno financeiro do time. Algumas recebem ajuda de custo (principalmente para locomoção, alimentação e moradia), outras têm bolsas de estudo. Enfim, apesar de todo esforço dispensado aos treinamentos e competições, a maioria das atletas da equipe têm outros afazeres para seu sustento.A partir dessa estrutura de envolvimento com a modalidade e com a equipe, como poderia ser categorizado o handebol para estas pessoas/atletas? Se não são profissionais, mas têm obrigações com treinos e competições, é possível afirmar a ocorrência de um estado de lazer? . A busca por este perfil de convivência entre trabalho (treinar e jogar handebol, mesmo que não obrigatoriamente) e estrita existência ou não de lazer no ato é que nos instiga investigar a rotina destas pessoas. Com oobjetivo principal de identificar e analisar a ocorrência do “lazer sério” no envolvimento das atletas da equipe de handebol da prefeitura municipal de Montes Claros na rotina de treinos e competições. Este trabalho trata-se de um estudo Quali-quantitativo, a população deste estudo foi composta por atletas componentes da equipe de handebol feminino da prefeitura de Montes Claros, perfazendo um total de 19 atletas entrevistadas. Os instrumentos utilizados para coleta de dados foram questionários semiestruturados confeccionados especificamente para investigar a rotina da equipe e externa a ela, onde consideramos a existência do lazer sério na rotina da equipe de handebol feminino de Montes Claros, apesar de haver cobrança de desempenho por parte da diretoria da equipe, o fator obrigatório não é primordial, pois ainda não há como viverem exclusivamente da modalidade,em sua maioria têm idade de adolescentes e praticam o handebol pelo prazer proporcionado e pela possibilidade de conhecer novas pessoas e lugares nas viagens da equipe. O vínculo de união entre todos os envolvidos foi outra característica notada no grupo, pois, apesar de ainda almejarem destaques mais significativos, entendem que a equipe pode proporcionar uma ascensão para centros mais desenvolvidos do handebol.
2146 renef v. 6 n. 8 (2016): RENEF A PERSPECTIVA DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA, COM RELAÇÃO À APLICAÇÃO DO CONTEÚDO DANÇA NAS AULAS. Pedro Felipe Neves Dias; Dança; Escola; Educação Física. O presente estudo tem como objetivo verificar o conhecimento dos professores de educação física das escolas públicas da cidade de Montes Claros- MG em relação ao conteúdo dança e se os mesmos percebem a importância da aplicação desse conteúdo nas aulas de educação física escolar. Teve-se como população da pesquisa 6 escolas estaduais da cidade de Montes Claros- MG e como amostra 17 professores dessas respectivas escolas. Para a pesquisa foi utilizado um questionário semi-estruturado que foi aplicado aos professores, os mesmos assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido concordando com a participação na pesquisa e ainda um termo de concordância da instituição para autorização da participação dos professores de educação física das referidas escolas. A pesquisa trata-se de um estudo de caráter descritivo, com abordagem qualitativa sendo a interpretação dos dados pela análise do conteúdo das respostas obtidas.
2147 renef v. 6 n. 8 (2016): RENEF IMAGEM CORPORAL E MATURAÇÃO SEXUAL ENTRE ADOLESCENTES ESCOLARES DA CIDADE DE MONTES CLAROS/MG Rayane Ferreira Rocha; Imagem corporal. Maturação sexual.Escolares. O objetivo desse estudo foi avaliar a Imagem corporal e maturação sexual entre adolescentes escolares da cidade de montes claros/MG. A pesquisa foi desenvolvida através de um estudo epidemiológico descritivo transversal e quantitativo. A amostragem foi composta por 624 participantes, sendo 378 do sexo feminino e 246 do sexo masculino. O instrumento utilizado foi a escala de silhueta de Tiggemann e Wilson-Barret (1998) e Stunkard et al. (1983). Foi utilizada uma análise descritiva dos dados para avaliar o nível de satisfação corporal e a maturação sexual dos adolescentes pesquisados. Os adolescentes do sexo masculino estão na sua maioria satisfeitos com o corpo, no entanto gostariam de ter um corpo mais forte, enquanto no sexo feminino em sua maioria gostariam de ser mais magras. Com relação à maturação sexual, as meninas pós-púberes (82,4%) são mais insatisfeitas com o corpo do que as pré-púberes, com relação aos meninos, não se encontrou associação nessas variáveis.
2150 renef v. 6 n. 7 (2016): RENEF O BEM-ESTAR SUBJETIVO DE ACADÊMICOS DA ÁREA DA SAÚDE: POSSÍVEIS FATORES ASSOCIADOS Hugo Leonardo da Silva Pereira;Celina Aparecida Gonçalves Lima;Iara Heloisa Ramos Mendes;Júlia Veronica Soares Ferreira;Cledilene Muniz de Oliveira;Ana Cristina de Oliveira;Maria de Fatima de Matos Maia; Bem estar subjetivo; Saúde; Universitários Objetivou-se verificar fatores de interveniência no bem-estar subjetivo de estudantes universitários dos cursos da área da saúde em uma universidade pública na cidade de Montes Claros-MG. A amostra foi composta por 184 acadêmicos, sendo biologia (38), educação física (97), enfermagem (17) e odontologia (32). Todos os participantes apresentavam o mesmo grau de instrução: ensino superior incompleto. Os estudantes foram informados sobre os objetivos da pesquisa e sobre a preservação do anonimato. Os questionários foram aplicados em cada sala de aula, selecionada por equipe treinada, sob a supervisão dos pesquisadores responsáveis pelo projeto. Após o preenchimento, os estudantes depositaram os questionários em um envelope sem identificação. Os universitários que concordaram em participar assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para descrever os acadêmicos quanto às variáveis analisadas foram utilizadas frequências simples e relativas. Já para as análises inferenciais utilizou-se o “teste t”. Tudo foi computado e analisado através do software SPSS-IBM 22.0 for Windows. O nível de significância foi de p≤0,05. O presente estudo identificou que os acadêmicos investigados apresentaram fatores intervenientes, definidos nesta pesquisa, para o bem-estar subjetivo apenas quanto à classe econômica.
2151 renef v. 6 n. 7 (2016): RENEF FORMAÇÃO E INTERVENÇÃO DO PROFISSIONAL NO LAZER: Um estudo de caso de um projeto social no interior do Estado de São Paulo Heitor Castro de Almeida Queiroz;Silas Fernando Jesus Chaves;Cathia Alves; lazer, políticas públicas, formação e atuação profissional Esta pesquisa investigou a formação e a intervenção do profissional do lazer no âmbito de um projeto social. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e de campo sobre a intervenção do profissional do lazer frente a esta nova demanda educacional: atuar Associações do Terceiro Setor, sem fins lucrativos, com crianças e adolescentes na perspectiva da disseminação cultural. A instituição propõe um complemento educacional gratuito à rede de ensino regular, e tem como objetivo incentivar atividades culturais, educacionais, esportivas e de lazer a crianças e adolescentes, contendo uma diversidade de profissionais. Na intenção de compreender melhor a formação destes, utilizou-se como técnica de coleta a aplicação de questionários com oito monitores do projeto social, a fim de coletar informações sobre atuação, papel e anseios destes profissionais na área do lazer, com o método de estudo de caso. Neste sentido, notou-se que o lazer consiste em uma proposta recente de intervenções dentro do projeto social e pode-se pensar que esta ampliação do acesso ao lazer norteia novos paradigmas em relação à implementação de políticas públicas não governamentais que possibilitem intervenções em diferentes espaços com a capacidade de promover transformações morais e culturais como uma ferramenta efetiva do campo educacional. E para tal ação se efetivar é necessário compartilhar das competências que o profissional do lazer deve adquirir, agindo numa perspectiva critica e dinâmica.
2152 renef v. 6 n. 7 (2016): RENEF COMPARAÇÃO DO NÍVEL DE FLEXIBILIDADE ENTRE MENINOS E MENINAS DE 12 A 14 ANOS Juliana de Jesus Rocha;Jeilson Antunes de Freitas;Alisson Gomes da Silva;Vinicius Dias Rodrigues; Flexibilidade, escolares, isquiotibiais. O objetivo deste estudo foi verificar o perfil da flexibilidade em escolares com idade de 12 a 14 anos. A amostra foi composta por 92 adolescentes: 54 do sexo feminino e 38 do sexo masculino de uma escola da rede estadual da cidade de Montes Claros MG, onde foram aplicados os testes de flexibilidade: teste de sentar-e-alcançar e o teste de elevação da perna estendida; além dos testes foram mensuradas as variáveis: massa corporal, estatura, circunferência da cintura, abdômen e quadril. A estatística foi realizada através do Software SPSS 16.0, a análise de dados foi realizada pelo teste “t” de Student com nível de significância estabelecido em p ≤ 0,05. Os resultados mostraram que em relação às variáveis analisadas (Circunferência de cintura, abdômen e quadril, massa corporal) as meninas obtiveram médias superiores a dos meninos, exceto quando analisado a estatura, onde ambos os sexos tiveram mesma média de 1,59 m. No teste de sentar-e-alcançar, a amostra analisada foi classificada como excelente, onde as meninas obtiveram médias de 27,97 cm e os meninos 22,47 cm. Para o teste da perna estendida, a amplitude do membro inferior de ambos os sexos foram classificados como normal, sendo que para o membro inferior esquerdo a média das meninas foi de 84,20 º, enquanto para os meninos foi de 80,34º, para o membro inferior direito as meninas obtiveram 84,62º e os meninos 81,42º. Os resultados mostraram que os níveis de flexibilidade dos adolescentes analisados de acordo com os testes aplicados encontram-se normais.
2153 renef v. 6 n. 7 (2016): RENEF NEUROCIÊNCIA DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE: UMA CHAMADA PARA A AÇÃO Andrea Camaz Deslandes; As Ciências do Exercício e do Esporte avançaram muito nos últimos cem anos, especialmente nas áreas da Fisiologia e da Biomecânica. Entretanto, um dos maiores problemas da Educação Física não foi solucionado: a adesão ao estilo de vida ativo. Dependendo da população investigada e do tipo de análise, a prevalência de sedentarismo pode chegar a quase 90% (Siqueira, Facchini et al. 2011). Nesse sentido, precisamos compreender melhor o que faz o indivíduo aderir a um programa de treinamento físico. Os benefícios do exercício físico como estratégia profilática e terapêutica de diversas doenças cardiovasculares e metabólicas são incontestáveis (Fiuza-Luces, Garatachea et al. 2013). As evidências também mostram o papel do estilo de vida ativo na redução do risco de transtornos de humor e de doenças neurodegenerativas, mostrando que indivíduos mais ativos apresentam uma redução de até 45% no risco de desenvolver doenças como a Doença de Alzheimer (Hamer and Chida 2009). Para alcançar esses benefícios, é preciso desenvolver estratégias de implementação do estilo de vida ativo de forma maciça na sociedade, e as Ciências do Exercício e do Esporte precisam ampliar o conhecimento para outras áreas menos exploradas até então. A Neurociência, apesar de ser uma ciência nova, vem contribuindo para o melhor entendimento da relação entre o exercício físico e o cérebro. Nos últimos vinte anos, pesquisadores investigam diversas questões relacionadas ao efeito de diferentes tipos de treinamento físico no funcionamento do cérebro, seja para a melhora da saúde mental ou do desempenho (Deslandes 2013, Matta Mello Portugal, Cevada et al. 2013).
2154 renef v. 6 n. 7 (2016): RENEF O DESINTERESSE DOS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO PELAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA ESTADUAL TIBURTINO PENA Lais Viviany Oliveira Xavier;Rogério Othon Teixeira Alves; Desinteresse; Educação Física; Evasão. Diante o panorama atual, entendeu-se ser necessário o desenvolvimento de um trabalho que viesse a abordar o problema do desinteresse dos alunos as aulas de Educação Física. Dessa forma, a presente pesquisa trata-se de um estudo de metodologia quali-quantitativa, de caráter transversal, realizado a partir de uma amostra composta por 22 alunos com idades entre 14 e 17 anos, do Ensino Médio da Escola Estadual Tiburtino Pena, situado na cidade de Francisco Sá, Zona Norte do estado de Minas Gerais, e teve como objetivo, investigar os fatores que levam os estudantes a não participarem das aulas de Educação Física no Ensino Médio. Os dados foram levantados através de um questionário semiestruturados com oito questões abertas e de múltiplas escolhas, que posteriormente foram analisadas e representadas em gráficos, além de discutidas e comparadas com estudos já publicados. Através dos resultados obtidos, pode-se concluir que, entre outras coisas, a evasão escolar nas aulas de Educação Física, se dá devido à repetição das práticas abordadas, sobretudo, voltadas para práticas esportivas. Palavras-Chave: Desinteresse; Educação Física; Evasão.
2155 renef v. 6 n. 7 (2016): RENEF PRESSÃO ARTERIAL DE ESCOLARES PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE ATIVIDADES FÍSICAS DA CIDADE DE MONTES-CLAROS-MG Maria Luiza Gonçalves Rodrigues;Claudiana Donato Bauman; Pressão arterial. Atividade Física. Hipertensão Arterial. Escolares. Hipertensão arterial sistêmica (HAS) é determinada pelos níveis de pressão arterial acima de valores arbitrariamente estabelecidos como limites de normalidade. Afim de reduzir os gastos financeiros e melhorar a qualidade de vida da população novos métodos vêm sendo recomendados como forma de tratamento para a HAS, entre eles a prática de Atividade Física. A prática regular de atividades físicas é parte primordial das condutas não medicamentosas de prevenção e tratamento da hipertensão arterial (HA). O objetivo desse estudo foi analisar a Pressão arterial de escolares A praticantes e não praticantes de Atividade Física. Trata-se de um estudo Epidemiológico descritivo com delineamento transversal. A população foi constituída em escolares de ambos os sexos com idades entre 10 e 16 anos, devidamente matriculados no ano de 2016, no ensino fundamental e médio da rede pública da cidade de Montes Claros. A presente amostra foi constituída de 634 escolares. A avaliação da Pressão Arterial foi realizada utilizando-se monitor digital e automático da Marca Geratherm desktop 2.0. Para identificar os escolares que eram praticantes de Atividades Físicas foi aplicado um questionário sociodemográfico, questionando se sobre a prática de Atividade física. A aferição da pressão arterial nas crianças e adolescentes participantes da pesquisa revelou uma média de 113,6 mmHg (± 13,9) para PAS e de 67,4 mmHg (± 11,3) para PAD. Os valores mínimos e máximos de PAS foram 66 mmHg e 156 mmHg e de PAD 30 mmHg e 127 mmHg respectivamente. De acordo com os parâmetros da Sociedade Brasileira de Hipertensão os sujeitos foram classificados como tendo níveis normais e Hipertensão estágio 1 e 2. Quando questionado se praticavam atividade Física, 60% dos escolares afirmaram praticar, enquanto 40% afirmaram não praticar atividade física.
2156 renef v. 6 n. 7 (2016): RENEF RESPOSTA DO ESTÍMULO MUSICAL NA REALIZAÇÃO DO TESTE DE 1RM NO EXERCÍCIO SUPINO RETO Geanddson Barbosa Neves;Alex Sander Freitas; Treinamento de força; música; supino reto. Atualmente a música é parte integrante das academias de musculação, porém muitos desconhecem o quanto ela influencia no desempenho de quem treina. O presente estudo teve por objetivo analisar a resposta do estímulo musical na realização do teste de 1RM no exercício supino reto. O estudo se caracteriza como sendo do tipo descritivo e comparativo, de corte transversal e com análise quantitativa dos dados. Foram avaliados 20 indivíduos do sexo masculino com idade entre 18 e 35 anos, de 4 academias de musculação de Montes Claros –MG. Foi utilizado o software SPSS 20.0 for Windows. Para a verificação da variação da força nos testes com e sem estímulo musical foi utilizada a análise da variância ANOVA para medidas repetidas, em todos os casos foi adotando um nível de significância de 95%. Foi analisado o resultado do teste de 1RM no exercício supino reto em ausência de estímulo musical, com estímulos de alto e baixos BPM. Foram encontradas médias de 68,20 kg, 70,10 kg e 71,50 kg respectivamente para força absoluta. E resultados de 1,01 e 1,04 e 1,06 de força relativa. Concluiu-se haver uma resposta positiva do estímulo musical na realização do teste de 1RM no supino reto. O valor de significância utilizado foi de p≤0,01 e o resultado obtido nos testes foi de valor de p=0,000, mostrando-se significativo. Palavras chave: treinamento de força; música; supino reto.
2157 renef v. 6 n. 7 (2016): RENEF ESTRUTURAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL DE CRIANÇAS DE UMA ESCOLA ESTADUAL DA CIDADE DE MONTES CLAROS - MG Jessica Leidiane Ferreira Soares;Adriana Tolentino Santos; Estruturação espaço-temporal, Psicomotricidade, Educação Física. A estruturação espacial nada mais é do que a orientação do corpo no espaço, situando-se para encontrar um determinado objeto ou pessoa. A estruturação temporal é a habilidade de colocar-se e ajeitar-se em função dos diversos acontecimentos, da variação dos períodos de forma inconvertível do tempo. Este trabalho teve como objetivo analisar e comparar o desenvolvimento da noção espaço-temporal de crianças de 6 a 9 anos, de uma Escola pública estadual da cidade de Montes Claros - MG. Foi comparada a estruturação espaço-temporal de meninos e meninas, a estruturação espacial e temporal entre os anos de escolaridade. A metodologia utilizada é de característica do estudo descritivo, quantitativo e de corte transversal. A amostra é composta por 184 crianças matriculadas no ensino fundamental I em uma escola pública da cidade de Montes Claros MG. As crianças foram avaliadas através do teste da bateria psicomotora, tendo em foco a estruturação espaço-temporal que é composta de 4 testes: Organização, Representação topográfica, Estruturação rítmica e Estrutura dinâmica. Para a análise do estudo foi utilizado à análise de estatística descritiva. Para comparação entre sexo e categorias de idade foi utilizado o teste (T). Foi usado o SPSS versão 20.0 e os dados submetidos a estatística descritiva. Na análise dos subfatores organização, representação topográfica, estruturação rítmica e estruturação dinâmica, os alunos tiveram a classificação do perfil eupráxico. Na comparação entre idades de 6 e 7anos, com média e desvio padrão de (M= 2,44; DP= 0,67), 8 e 9 anos (M= 2,44; DP= 0,67), percebe-se que ouve diferença significativa entre as idades em todos os subfatores, indicando que os alunos de 8 e 9 anos obteve um melhor desenvolvimento em todos os testes. Na comparação entre sexo de alunos com idade de 7 e 6 anos, nos subfatores organização e representação topográfica não ouve diferença significativa, já na estruturação rítmica e dinâmica os meninos obtiveram um melhor desenvolvimento, após a realização do cálculo de todos subfaturas, pode-se observa que os meninos tiveram o resultado com (M= 2,63; DP= 0,66), e as meninas (M= 2,27; DP= 0,64), percebe-se que houve diferença estatisticamente significativa entre sexo, os meninos tiveram melhor desempenho que as meninas. Já na comparação do de 8 e 9 anos, observa-se que os meninos obtiveram (M= 2,87; DP= 0,54) e as menina (M= 2,97; DP= 0,66), entretanto percebe-se que não houve diferença estatisticamente significativa entre os sexos. É possível concluir que os alunos de 6 a 9 anos têm uma estruturação espacial e temporal, mas nem todos estão com essas dominâncias definidas.
2158 renef v. 6 n. 7 (2016): RENEF ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: DIFICULDADES ENFRENTADAS PELO PROFESSOR NO DESENVOLVIMENTO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL Renata Gomes da Silva;Carlos Rogério Ladislau; Educação Física; ação docente; dificuldades. Este estudo teve como objetivo analisar a realidade das aulas de Educação Física na rede pública e na rede privada de ensino, buscando identificar, na ação efetiva in loco e no conteúdo das falas, as dificuldades enfrentadas pelos professores no desenvolvimento da sua prática docente. Para a coleta de dados, foram feitas observações de aulas de Educação Física e aplicadas entrevistas a quatro professores, sendo dois de cada rede de ensino. A ideia inicial que motivou a pesquisa era a de que haveria diferença significativa entre as condições de trabalho, a gestão didática, a prática efetiva e o discurso quando comparadas as realidades das aulas de Educação Física entre a rede pública e a rede privada de ensino. Os dados obtidos, entretanto, revelaram os contornos de uma situação bastante semelhante entre tais realidades, sugerindo que o protagonismo do professor é decisivo para a consolidação do não-lugar que a Educação Física ocupa hoje na dinâmica da formação escolar. Em linhas gerais, constatamos a inexistência de uma ação didático-pedagógica efetiva por parte do professor no desenvolvimento das aulas de educação física escolar. Além desse cenário, constatamos também, por meio das falas do professor, que ele parece não tem consciência clara dessa situação, uma vez que ele afirma realizar ações enquanto as observações das suas aulas atestam que essas ações, de fato, não acontecem. Por fim, as dificuldades enfrentadas pelo professor acabam perdendo a relevância nesse cenário uma vez que a falta de expressão da sua ação pedagógica faz com que ele não enfrente dificuldade alguma justamente porque não há nenhuma ação sendo efetivamente desenvolvida.
2159 renef v. 6 n. 7 (2016): RENEF ENTRE O PRAZER E A OBRIGAÇÃO: UM ESTUDO INTRODUTÓRIO DA RELAÇÃO LAZER/PROSTITUIÇÃO NA CIDADE DE MONTES CLAROS-MG Walleson Diego Ferreira Santos;Georgino Jorge de Souza Neto; Lazer; Trabalho; Prostituição. Este estudo tenciona investigar os hábitos de lazer das profissionais do sexo na cidade de Montes Claros-MG, bem como a percepção que as mesmas possuem sobre esta experiência e sua relação com o fenômeno (como renda, distribuição do tempo e possíveis barreiras). A prostituição tem sido algo cada vez mais crescente em nossa sociedade, e entender este campo de trabalho perpassado pelos estudos do lazer pode contribuir para potencializar o olhar sobre a questão. Partindo desse ponto, buscou-se identificar, através de uma entrevista semiestruturada realizada com oito profissionais do sexo, qual concepção de lazer destas. E a partir disto, verificar quais hábitos de lazer são desenvolvidas por elas. Pode-se perceber um reducionismo bastante recorrente no senso-comum, de associar o entendimento do lazer às práticas em si. Além disto, também foi possível identificar que a barreira da falta de tempo é consideravelmente maior que a falta de dinheiro. Espera-se que esta investigação possa contribuir com as pesquisas no campo do lazer, gerando futuros desdobramentos e investigações.
2160 renef v. 6 n. 7 (2016): RENEF DOS PAPÉIS DO ESPORTE NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: ATRIBUIÇÕES EDUCATIVAS, PRÁTICA PEDAGÓGICA DOCENTE E FORMAÇÃO DO ALUNO Carla de Oliveira Rodrigues;Carlos Rogério Ladislau; Esporte; Educação Física Escolar; Práticas Pedagógicas. O esporte é um fenômeno que tem sido discutido em muitos estudos para tentar compreende-lo por possuir uma gama de significados e características, seja como elemento educacional, de rendimento ou como lazer. O presente estudo se debruça a identificar, a partir da perspectiva de alunos, quais as contribuições do esporte (enquanto conteúdo da Educação Física escolar) para a formação do aluno do ensino fundamental II. O estudo foi desenvolvido como uma pesquisa descritiva, com uma abordagem quanti-qualitativa e de corte transversal, na qual foi utilizado um questionário semiestruturado. A população deste estudo foi composta por escolares de ambos os sexos regularmente matriculados no 8º e 9º anos do Ensino Fundamental da rede estadual de ensino da cidade de Montes Claros-MG no ano de 2016. Para seleção das escolas foi realizado um levantamento das instituições de ensino da cidade de Montes Claros conforme dados disponibilizados pela Superintendência Regional de Ensino de Montes Claros (SRE). A partir do levantamento, foram escolhidas por julgamento (GIL, 2011) três escolas que representassem 3 grandes regiões (norte, sul e central) da cidade de Montes Claros. Os resultados foram tratados por meio de estatística descritiva (com a definição da frequência das respostas, médias e desvios-padrão) e apresentados através de tabelas, em números absolutos. Foi possível concluir com este estudo, que a prática pedagógica do professor é determinante na constituição do papel educativo do esporte na formação dos alunos.
2161 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA EDITORIAL - RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA Renato Sobral Monteiro-Junior;Amário Lessa Junior; A sentença parafraseada, escrita no período pré-socrático pelo “pai da dialética” e “pensador da mudança”, já apontava a necessidade do ser humano em aceitar a dinâmica da vida, onde todas as coisas estão em uma constante mudança (REF). É nessa temática que abrimos a segunda edição de 2015 da Revista Norte-Mineira de Educação Física (RENEF). A transformação e revigoração da revista é o foco de discussão deste editorial, que fornecerá aos leitores uma nova possibilidade de entendimento do “novo” periódico. A RENEF, fundada em 2011 e vinculada ao Departamento de Educação Física e Desporto da Universidade Estadual de Montes Claros inicia uma nova fase em 2015. Após uma reestruturação do corpo editorial, a revista apresentará uma nova dinâmica, com um processo peer review mais eficiente e elaborado, além da publicação de duas edições semestrais, reforçando o compromisso de rápida comunicação entre autores e editores, buscando ainda maior credibilidade acadêmica. Em adição, a qualidade das informações publicadas na revista será um dos pontos fortes que marcará a nova fase. A qualidade dos artigos é um dos principais fatores que aumentam a visibilidade científica de um periódico (MARIE, MCVEIGH, SILVA, 2010) e, portanto, a revista se compromete com a divulgação de material com alta qualidade, buscando atender aos critérios determinados pela comunidade científica. A nova fase da revista contará com edições específicas relacionadas às diferentes subáreas da educação física e áreas correlatas, criando um ambiente de relações contextuais entre os artigos da mesma edição. Isto possibilitará a publicação de edições especializadas, na qual os leitores poderão desfrutar de diversos artigos relacionados à sua área de interesse. Além disso, o novo layout está mais convidativo e interessante, possibilitando uma organização mais atrativa do texto. Convidamos você, estimado leitor/autor a navegar pela nova edição de 2015.
2162 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA INFLUÊNCIA DOS INTERVALOS DE RECUPERAÇÃO ENTRE SÉRIES NO DESEMPENHO DA FORÇA MUSCULAR Renato S. Monteiro Junior;Wagner Antônio Barbosa da Silva; OBJETIVO: Comparar diferentes intervalos entre as séries para identificar o impacto na da força muscular e no impulso de treinamento. MÉTODOS: 18 sujeitos do sexo masculino com 24±3 anos realizaram três testes de 10 repetições máximas. Os indivíduos submeteram-se a duas séries com carga para 10 repetições máximas e intervalos de 1, 3 e 5 minutos. Foi calculado o coeficiente de correlação intraclasse e o erro técnico da medida para os testes. Para a comparação das médias foi utilizada uma ANOVA de medidas repetidas e um teste post hoc de Bonferroni, com nível de significância de P<0,05. RESULTADOS: O coeficiente de correlação intraclasse demonstrou excelente reprodução do teste de 10 repetições máximas. A ANOVA de medidas repetidas identificou que houve diferença significativa no impulso de treinamento para todas as condições. O Δ sets demonstrou reduções no impulso de treinamento de 57,2±16,7 % (1 min), 30,6±13,9% (3 min) e 6,7±7,7% (5 min). CONCLUSÃO: Não foi possível manter o desempenho da força em nenhuma das situações de intervalo. Entretanto, o impulso de treinamento aumentou proporcionalmente com o maior intervalo entre séries. Possivelmente intervalos superiores a 5 minutos sejam necessários para o total restabelecimento da força máxima entre as séries no exercício resistido.
2163 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA ESTUDO COMPARATIVO DA CAPACIDADE FUNCIONAL ENTRE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM DIFERENTES MODELOS DE ENSINO Lucas Menon;William Cordeiro de Souza;Valderi Abreu de Lima;Luis Paulo Gomes Mascarenhas; Capacidade Funcional, Professores, Educação Física. Objetivo: Comparar a capacidade funcional entre Professores de Educação Física (EDF) em diferentes modelos de ensino. Métodos: A amostra deste estudo foi composta por dez professores de EDF (sete homens e três mulheres), de diferentes colégios localizados no município de Irati - PR, que seguem modelos diferentes de estrutura de ensino. Os professores compuseram três grupos: grupo 1 (G1) com aulas no sistema anual; o grupo 2 (G2) com aulas ministradas em sistema de blocos; grupo 3 (G3) são os professores que ministram aulas no sistema de oficinas. Os avaliados responderam um questionário sócio demográfico que continha algumas variáveis quanto ao gênero, idade, estado civil, peso, estatura, escolaridade máxima, renda familiar, tempo de serviço. E um questionário autoaplicável sobre índice de capacidade para o trabalho (ICT), instrumento utilizado para avaliar a capacidade funcional. Na análise dos dados utilizou-se a estatística média, desvio padrão e percentual de frequência (%). Para a comparação dos dados foi efetuada a análise de variância Anova One Way e o Post Hoc de Tukey para determinação das diferenças entre os grupos. Recorreu-se ao teste do Qui-quadrado (X2). Resultados: Nos dados sócios demográficos não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos nas variáveis avaliadas. O mesmo ocorreu nas pontuações e classificações da capacidade de trabalho por grupo, onde não foram encontradas diferenças significativas. Nas comparações entre as porcentagens das análises encontradas na capacidade funcional dos grupos avaliados o teste qui-quadrado não apresentou diferenças significativas. Conclusão: Apesar de não serem encontradas diferenças significativas nos resultados encontrados, concluiu-se que todos os professores demonstraram grande satisfação quanto ao trabalho.
2164 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA CARACTERISTICAS POR POSIÇÃO DA POTÊNCIA ANAERÓBIA, CAPACIDADE AERÓBIA E COMPOSIÇÃO CORPORAL EM FUTEBOLISTA DE ALTO RENDIMENTO Fábio Reis Ribeiro;Emanuel Cerqueira Bastos;Victor José Bastos-Silva;Gustavo Gomes de Araujo; Jogadores, exercícios físicos e futebol O estudo teve como objetivo caracterizar a potência anaeróbia, capacidade aeróbia e composição corporal de futebolistas de alto rendimento divididos por posições. A amostra foi composta por 26 jogadores de futebol da série B do campeonato brasileiro. Foi realizada uma avaliação da composição corporal e foram utilizados os testes: Running Anaerobic Sprint Test (RAST), Vai e Vem de 20 metros, Squat Jump e Counter Movement Jump. Os resultados foram divididos por posição (goleiro, defensores, volantes, meias e atacantes) e analisados estatisticamente por meio de comparação de média de cada grupo (ANOVA, one way – post hoc Tukey – p<0,05). Os goleiros apresentaram redução significativa na velocidade do limiar anaeróbio em relação aos volantes e meias. O percentual de gordura e altura dos defensores foram maiores em relação aos outros jogadores de linha. Conclui-se diferença significativa percentual de gordura e limiar anaeróbio dos goleiros em relação as outras posições.
2165 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA A lógica do esporte moderno segundo Allen Guttmann Geraldo Magela Durães;Amário Lessa Júnior;Renato Sobral Monteiro Júnior; Allen Guttmann; Esporte Moderno Como contribuição ao tema o autor do livro From Ritual to Record Allen Guttmann, apresenta sete características do esporte moderno, sendo elas: Secularidade; Igualdade de chances; Especialização; Racionalização; Burocracia; Quantificação e Recordes. Essas características são descritas, discutidas e exemplificadas. O tema é pautado na compreensão de que o esporte existiria nas mais distintas épocas da história da humanidade, perpassando pelo processo de transição das sociedades, até chegar nos esporte contemporâneos. É um trabalho marcante na área da Educação Física, por elucidar toda essa passagem do esporte primitivo ao esporte moderno.
2166 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA ASPECTOS TÉCNICOS E FÍSICOS DO FUTEBOL ASSOCIADOS AO STATUS MATURACIONAL EM JOVENS DE 10 A 16 ANOS Lucas Rafael de Macêdo Caxito;Alex Sander Freitas; Futebol, status maturacional, desempenho técnico e físico. Dentre as modalidades esportivas, o futebol se destaca e pertence a um grupo de modalidades com características próprias e comuns, habitualmente designadas por jogos desportivos coletivos (JDC). No futebol, existem vários fatores que podem diferenciar um atleta do outro. Um fator a ser considerado é o status maturacional, já que pode haver dois atletas com mesma idade cronológica, com perfis distintos de desenvolvimento. Sendo assim, o objetivo do estudo é identificar a existência de influência do status maturacional no desempenho técnico e físico em jogadores de futebol de 10 a 16 anos. A população do estudo foi de 65 alunos do sexo masculino, todos participantes do Futebol Clube Unimontes (FCU) e a amostra foi composta por 41 alunos, com idade entre 10 e 16 anos, selecionados aleatoriamente e por conveniência. Foram avaliadas as variáveis técnicas do futebol, físicas e maturacional/morfológica. Os testes foram realizados no próprio horário de treino dos alunos da escolinha da Unimontes, os professores ajudaram na coleta dos dados. Os dados foram inseridos e analisados a partir da utilização do software SPSS 20.0 for Windows, sendo realizada uma caracterização da amostra com apresentação de valores descritivos máximos, mínimos, média e desvio padrão. Para classificar o status maturacional foi realizada uma análise de frequência e porcentagem simples, e para verificar a variação do desempenho técnico e físico em relação ao status maturacional, foi realizada uma análise da variância ANOVA (oneway) com nível de significância de p≤0,05. Os alunos participantes foram informados do estudo e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. Com relação aos resultados da pesquisa, na idade cronológica dos participantes, a média foi 12,83±1,76 anos, havendo uma grande amplitude de idades, visto que, há atletas que já têm 16 anos e outros que tem apenas 10 anos. Na massa corporal, a média foi 51,51±12,07, sendo que o valor mínimo foi de 30,3 e o máximo de 76,5. Comparando as variáveis com o status maturacional, os resultados significativos foram nas variáveis de impulsão (p=0,001), passe parado (p=0,012), passe em deslocamento (p=0,020) e condução (p=0,001). Foi possível observar que o status maturacional teve uma grande influência nos resultados tanto nos testes técnicos como nos testes físicos, sendo que os alunos atrasados maturacionalmente conseguiram melhores resultados em praticamente todas as variáveis avaliadas, os normomaturos obtiveram os segundos melhores resultados e os alunos adiantados maturacionalmente ficaram com os menores resultados em praticamente todas variáveis.
2167 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA O IDOSO E A HIDROGINÁSTICA: MOTIVOS DE ADESÃO Rogério Barbosa de Freitas;Antonio Trajano de Morais Neto; O presente estudo tem como objetivo geral identificar os principais motivos da adesão dos idosos da cidade de Montes Claros/MG à prática de hidroginástica como opção de programa de atividade física regular. Para isso foi aplicado um questionário contendo 32 questões das quais apenas 12 questões (1, 2, 3, 4 e 5 – Dados Demográficos e Informações Pessoais; 22, 23, 24 e 29 – Histórico sobre Atividades Físicas; 30, 31 e 32 – Programa de Atividades Física), que estavam relacionadas ao tema, foram mensuradas e discutidas. Este é um estudo descritivo de caráter quantitativo. A amostra foi composta por vinte e dois indivíduos, de ambos os sexos, com idades entre 60 e 85 anos e uma média de 69,18 anos (±7,08). Dezessete indivíduos (77,27%) eram do sexo feminino e possuíam uma média de idade de 69 anos (±7,4). Os indivíduos do sexo masculino tinham média de 70,8 anos (±5,11) e eram cinco (22,73%). Discutiu-se e concluiu-se que: - I) o grupo é bem diversificado em seu perfil relacionado à média de idade e atividades físicas já praticadas; - II) o estado civil (maioria casados e viúvos) descreve que a tradição de casamentos duradouros ainda é comum nos idosos de hoje; - III) O nível de escolaridade entre os participantes é satisfatório e parece ter influenciado de forma positiva no entendimento das questões durante a aplicação do questionário; - IV) os motivos de adesão estão relacionados, em sua maioria, a saúde física e mental e são de caráter intrínseco, ou seja, apesar de provavelmente estarem com a saúde comprometida, os idosos iniciaram por autodeterminação, não dependeram de estímulos externos; - V) a hidroginástica, por suas características, é o exercício físico mais indicado por profissionais da área da saúde para a terceira idade. Sobre os resultados desta pesquisa dois itens chamam a atenção do pesquisador para a população de idosos da cidade de Montes Claros, o fato do principal motivo de adesão ser a procura pela melhora do estado de saúde indicando a presença de pelo menos uma doença e, o baixo número de idosos entre os entrevistados. Diante dos resultados fica evidenciada a necessidade de se promover saúde através da prática constante de exercícios físicos e da criação de mais programas públicos voltados à terceira idade.
2168 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA A EDUCAÇÃO FÍSICA E OS PRIMEIROS SOCORROS: A AÇÃO DO PROFESSOR DIANTE DOS CUIDADOS PRIMÁRIOS NOS MOMENTOS DE URGÊNCIA NA ESCOLA Darley Lima Oliveira;Rogério Othon Teixeira Alves; Professores, Educação Física Escolar, Primeiros Socorros. Introdução: A escola tem o dever de salvaguardar a integridade física do aluno. Assim, os Primeiros Socorros devem estar ligados diretamente no desenvolvimento das atividades físicas das crianças e adolescentes no ambiente escolar. Objetivo: Analisar e descrever o conhecimento dos professores de Educação Física sobre Primeiros Socorros na cidade de Montes Claros. Metodologia: O presente estudo caracteriza-se como sendo do tipo descritivo, com corte transversal e de caráter quali-quantitativo. Foram selecionadas aleatoriamente cinco escolas da rede pública Municipal e Estadual da cidade de Montes Claros – MG, para a realização do estudo. Resultados: A média de idade dos participantes da pesquisa está distribuída entre 27 e 43 anos de idade, com média de 33,80. Sendo que quatro professores declararam que atua na área há mais de 10 anos. Em relação a disciplina de Primeiros Socorros durante a graduação, nove professores responderam que tiveram tal disciplina e apenas um professor especificou que não teve a disciplina. Diante da qualidade da Disciplina, duas pessoas responderam que foram insuficientes, sendo representado por 20%. Três responderam que sim/suficiente totalizando 30%, apenas um respondeu ótimo/atende as necessidades para atuação na escola, sendo 10%, dois professores declararam que houve muita teoria, mas pouca prática; e apenas um participante da pesquisa respondeu que não lembra como foi desenvolvimento da disciplina, e um entrevistado não respondeu a esse questionamento. Para observar os acidentes/incidentes mais freqüentes durante as aulas de Educação Física, a tabela 6 mostra que três professores declararam que os acidentes mais freqüentes são choques e traumas e oito professores responderam que cortes e escoriações sendo 80%. Conclusão: Partindo do processo de averiguação dos dados deste trabalho, chega-se a conclusão que os conhecimentos sobre Primeiros Socorros dos professores participantes desta pesquisa são insuficientes, pois, a partir da analise dos questionários, percebe-se que os mesmos sentiram-se inseguros em respondê-lo, até mesmo sendo divergentes de uma resposta para outra, demonstrando incoerência.
2169 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA A ROTINA DE PRESIDIÁRIOS E AS POSSÍVEIS RELAÇÕES COM O LAZER Messias Augusto Carvalho Fernandes;Rogério Othon Teixeira Alves; O presente trabalho foi baseado nas características conceituais do lazer, no âmbito do lazer são várias as suas dimensões, propusemos então pesquisar a rotina de atividades diárias dos presidiários da cidade de Manga – MG. Analisar se as atividades praticadas pelos presidiários tem alguma relação com o lazer. O objetivo foi relacionar a rotina dos presidiários com o lazer, descrevendo todas as atividades por eles realizadas dentro do presídio. A pesquisa e caracterizada por uma análise qualitativa a partir da auto - descrição da rotina dos sujeitos em privação de liberdade. Foram escolhidos 10 detentos para descrever as suas atividades de lazer, mas apenas 6 optaram em descrever a sua rotina de atividades dentro do presídio. Nos resultados notamos que todos os presidiários participantes da pesquisa praticam no presídio alguma atividade que está relacionada ao lazer. Concluímos que atividades praticadas pelos presidiários dentro do presídio não são formas de lazer, porém têm relação com as dimensões do lazer. Tornando assim nossa pesquisa significativa de acordo com o resultado alcançado.
2170 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA LAZER E CULTURA NO SANTOS REIS: UM ESTUDO DIAGNÓSTICO Luiz Fernando Silva Jaques;Georgino Jorge Souza Neto; chave: Lazer. Cultura. Santos Reis. Em tempos de reflexões sobre determinados paradoxos que permeiam o século XXI, destaca-se ultimamente a necessidade em se adotar bons hábitos em detrimento das monótonas e desgastantes necessidades inerentes ao capital. E, dentre esses novos olhares em prol da qualidade de vida, muito se discute a respeito da ocupação dos espaços urbanos voltados ao lazer. Seja de modo a oferecer certa compreensão de que o âmbito da cultura é um foco central de interesse para o campo do lazer, o qual mostra-se intimamente relacionado ao desenvolvimento de certa indústria do lazer e do entretenimento, muitas confecções científicas surgem com intuito de prestar e evidenciar estas contribuições. Contudo, carece de certa atenção o paradigma da obtenção e modalidade de lazer em âmbito municipal, distrital ou, ainda, a nível de certa porção da cidade.Desse modo, o presente estudo objetiva construir um diagnóstico do lazer numa porção delimitada do espaço da cidade de Montes Claros (MG), em se tratando precisamente do bairro Santos Reis. Com o foco direcionado, almejou-se visualizar uma perspectiva sobre o modo para contribuir com o aumento da qualidade de vida das pessoas situadas no respectivo bairro,compreendendo o desenvolvimento histórico e o atual estágio do lazer no referido contexto. Constatou-se que muito embora haja interesse da comunidade na prática de atividades de esporte e lazer, encontram óbice especialmente na ausência de recursos financeiros necessários e na restrição da oferta de lazer em sua comunidade. Assim, o presente estudo aponta reflexões para aprofundar o debate e propiciar o aumento da oferta de lazer e esporte à Comunidade do bairro Santos Reis nesta cidade.
2171 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA HÁBITOS DE LAZER E BEM-ESTAR SUBJETIVO DE JOVENS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO INSERIDOS EM DIFERENTES GRUPOS TIPOLÓGICOS DE GÊNERO Filipe Marques Andrade;Maria de Fátima Matos Maia; bem-estar subjetivo, ensino médio, hábitos de lazer, perfil tipológico de gênero. Introdução: os estudiosos do desenvolvimento humano procuram não só conhecer e medir as modificações humanas ao longo da vida, mas também utilizar seu conhecimento para ajudar todas as pessoas a desenvolverem seu pleno potencial. Nessa luta, diversas formas de fatores que possam ser intervenientes são abordadas, incluindo os hábitos de lazer e o bem-estar subjetivo. Objetivo: verificar os hábitos de lazer e o bem-estar subjetivo de estudantes do ensino médio inseridos nos diferentes perfis tipológicos de gênero. Metodologia: participaram da amostra 352 estudantes do ensino médio das maiores escolas estaduais por matrícula, no nível de ensino desejado. A metade dos estudantes era do sexo masculino e a outra era do sexo feminino, com idades de 14 a 19 anos (M=15,93; Dp=9,64). Esta pesquisa caracteriza-se por ser um estudo descritivo comparativo, quantitativo e de corte transversal. Os estudantes foram classificados de acordo com seus perfis psicológicos de gênero (Heteroesquemáticos Femininos e Isoesquemáticos e Heteroesquemáticos Masculinos). Os instrumentos utilizados foram: um questionário elaborado para investigação de variáveis, o Inventário Masculino dos Esquemas de Gênero do Autoconceito, o Inventário Feminino dos Esquemas de Gênero do Autoconceito e os Hábitos de Lazer. A pesquisa foi aprovada com o Parecer 798.135 de 19/09/2014. Para análise descritiva da amostra, foram utilizadas as médias, os desvios-padrões e as frequências. Para as análises inferenciais, foram utilizados o teste t de Student e ANOVA. Foi estabelecido um nível de significância de p<0.05. Os dados coletados foram tratados estatisticamente pelo SPSS 20.0 e pelo programa Excel. Resultados: os homens apresentaram um perfil tipológico de gênero em Heteroesquemáticos masculino (n=74), Isoesquemático (n=70) e Heteroesquemático feminino (n=32) e as mulheres em Heteroesquemático feminino (n=76), Isoesquemáticos (n=55) e Heteroesquemáticas masculino (n=45). Não foi observada relação entre as variáveis Hábitos de Lazer e o Perfil Psicológico de Gênero. Os homens apresentaram mais lazer instrutivo (p= ,000) e as mulheres mais o lazer hedônico (p= ,002). Quando estudados por série houve mais lazer instrutivo (p= ,004) para a 2ª série do ensino médio. Acerca do bem-estar subjetivo, quando pesquisado por sexo, os afetos negativos (p= ,012) se relacionaram com o sexo masculino e as experiências positivas (p= ,019) e o bem-estar subjetivo geral (p= ,019) se relacionaram com as mulheres. Conclusão: os homens apresentaram nos perfis tipológicos de gênero um esquema com um número superior em heteroesquemático masculino e isoesquemático e as mulheres no heteresquemático feminino e isoesquemático. Ao se comparar hábitos de lazer e o perfil tipológico de gênero verifica-se que não há relação. Os homens apresentaram um tipo de lazer lúdico e as mulheres um tipo de lazer hedônico. O lazer instrutivo é maior na 2ª série do ensino médio. Com relação aos fatores que compõem o bem-estar subjetivo da amostra, percebeu-se que os homens possuem mais afetos negativos e as mulheres possuem mais experiências positivas. As mulheres demostraram uma maior média de bem-estar subjetivo que os homens do ensino médio. As variáveis independentes consideradas no estudo não apresentaram relação com ao bem-estar subjetivo e os seus fatores. Espera-se que os resultados desta pesquisa possam subsidiar novos estudos acerca dos hábitos de lazer e bem-estar subjetivo de jovens estudantes.
2172 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA (DES) MOTIVAÇÃO DOS ALUNOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO ENSINO MÉDIO Bruno Felipe Maia Teixeira;Sarah Carine Gomes Aragão; Motivação, Educação Física, Ensino Médio. Hoje em dia, os jovens estão vivendo muito em função da tecnologia, estão deixando de lado a cultura e o lazer que é oferecido para eles nas escolas através das aulas de Educação Física. Outro motivo é a falta de motivação encontrada dentre os jovens na participação das aulas. Nisto, este trabalho teve como objetivo principal analisar como a motivação dos alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Odilon Loures de Bocaiuva – MG pode intervir na participação dos mesmos nas aulas de Educação Física Escolar. Objetivou-se observar fatores motivacionais, além de verificar nível de interesse, conteúdos e a importância da Educação Física. O presente estudo caracterizou por uma pesquisa quantitativa de modelo descritivo, e teve como amostra 90 alunos do Ensino Médio 1°, 2° e 3° ano de ensino, onde se encontra o maior nível de desinteresse nas aulas. O instrumento de pesquisa utilizado foi o questionário, composto por 7 questões de múltiplas escolha referindo-se: a motivação dos alunos nas aulas de Educação Física, afim de obter o resultado esperado do problema. Foi constatado que a maioria dos alunos do Ensino Médio não possuem motivação para participar das aulas de Educação Física da Escola, pois julgam que não gostam da pratica ou que não estão aptos com os horários e locais para a realização das aulas, e também o mais importante, não encontram motivação adequada vinda do professor regente da aula. A Educação Física precisa ser mais valorizada pelos alunos, pois, além do lazer ela proporciona diversos benefícios para a saúde do corpo e da mente. E os professores precisam programar suas aulas para não se tornarem aulas repetitivas e cansativas, dando assim motivação adequada para que todos possam estar presentes e consigam se desenvolver.
2173 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA A ESPERANÇA NO HORIZONTE: AS “BOAS PRÁTICAS” DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO COTIDIANO ESCOLAR Bárbara Lopes Soares;Carlos Rogério Ladislau; Educação Física; Escola; Prática pedagógica. Nas discussões atuais sobre a Educação Física no espaço escolar e acadêmico, o foco tem sido as dificuldades encontradas na prática docente e nas formas de enfrentamento dessa realidade problemática. Diante desse contexto, esta pesquisa caminha em sentido diferente e tem como objetivo analisar, no plano de intervenção docente no cotidiano escolar, aulas de Educação Física que caracterizem boas práticas docentes, buscando compreender, em seus determinantes e em sua materialidade, os aspectos que permitem caracterizá-la enquanto tal. Trata-se de um estudo de caso, com caráter descritivo, de corte transversal e abordagem qualitativa. Para identificação da unidade de caso, elegeu-se uma escola de Ensino Fundamental cuja qualidade na intervenção no campo da Educação Física foi destacada pelos professores orientadores do Estágio Supervisionado na Universidade Estadual de Montes Claros. Os procedimentos de coleta de dados foram organizados em quatro etapas, sendo a primeira feita por entrevista com professores orientadores do estágio para identificar a escola/unidade-caso; a segunda etapa foi a caracterização da unidade-caso, tais como análise de documentos, das instalações e da organização funcional da escola; a terceira consistiu numa análise observacional (observação sistemática) de aulas de Educação Física na referida escola; e por último, foi aplicada uma entrevista por pautas (Gil, 2012) ao professor de Educação Física da escola em questão. Os resultados revelam que a realidade educacional se mostra bastante complexa, tendo em vista a finalidade do sistema escolar de formar sujeitos com amplo acesso cultural, críticos e autônomos. Entretanto, essa pesquisa evidencia como é possível desenvolver um trabalho de qualidade e alcançar tais objetivos quando há, por parte do professor, comprometimento e competência para isso.
2174 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS E A AUTOESTIMA EM MULHERES DIAGNOSTICADAS COM CÂNCER DE MAMA PRATICANTES DE ATIVIDADES FÍSICAS REGULARES Maria Jéssica Gonçalves Durães;Claudiana Donato Bauman; Câncer de mama. Autoestima. Atividade física. Câncer de mama se caracteriza pela proliferação anormal, de forma rápida e desordenada, das células do tecido mamário. É um dos cânceres mais temidos pelas mulheres face à sua alta frequência e pelos efeitos psicológicos advindos dele, causando alterações como sexualidade e da imagem corporal, ansiedade, medos, dor e entre eles baixa auto estima. A auto estima é definida como “[...] uma atitude positiva ou negativa relativamente a um objeto particular, a saber, o self”. Mulheres mastectomizadas quando comparadas às que realizaram cirurgias conservadoras da mama, têm uma pior imagem corporal e uma autoestima mais baixa. A prática de exercícios físicos têm se mostrado um grande aliado do bem estar mental. A aderência aos programas de exercício físico traz benefícios significativos para a vida diária das mulheres acometidas pela cirurgia de câncer de mama. A atividade física proporciona ganhos em relação à auto imagem corporal e autoestima, diminuição da depressão e ansiedade, melhora do sono, da aptidão cardiorrespiratória e flexibilidade promovendo um bem estar geral, melhorando a qualidade de vida. O estudo teve como objetivo verificar a relação entre medidas antropométricas e a autoestima em mulheres diagnosticadas com câncer de mama praticantes de atividades físicas regulares. O estudo foi caracterizado como descritivo e analítico a amostra foi composta por 21 mulheres participantes do projeto VIDA da Unimontes. Além da anamnese, para a avaliação da composição corporal foi utilizada a balança e um compasso para medida das três dobras cutâneas (tríceps, supra ilíaca e coxa), no qual a coleta dos dados referentes à composição corporal foi feitas no início (pré-teste) e no término das atividades sistematizadas (pós-teste). Para mensurar a auto estima foi utilizado o protocolo de auto estima de Rosenberg. O programa de atividades foi realizado duas vezes por semana, durante 12 semanas consecutivas. Para o tratamento dos dados utilizou a estatística SPSS 20.0 for Windows com utilização analise descritiva e o test “t” de Student (p≤0,05). Conforme os resultados encontrados, verificamos que o percentual de gordura através das dobras cutâneas apresentou diferença significativa, mostrando que houve redução satisfatória (p= 0,00). Nas outras variáveis ocorreram diferenças, porém esses valores não apresentaram significância(p≥0,05). O peso corporal apresentou valor de 65,64 kg no pré-teste e 65,23 kg no pós-teste, seguindo, o IMC dessas mulheres no pré-teste apresentou valores de 26,73 kg/m2 e 26,60 kg/m2 no pós-teste. Em relação a DC tríceps obtivemos inicialmente o valor de 22,80 cm e posteriormente 22,28 cm, a DC supra ilíaca resultou no valor de 24,95 cm no pré e 23,69 no pós-teste ao passo que a DC coxa apresentou um valor 28,89 cm no pré onde houve uma diminuição significativa (p= 0,00) ficando com valor de 28,46 cm no pós-teste. A variável auto estima obteve diferente significativa (p= 0,00), ficando com 17,76 no pré e 24,43 no pós-teste. A comparação entre a autoestima e as variáveis independentes peso e percentual de gordura não obtiveram diferença significativa. As mulheres diagnosticadas com câncer de mama obtiveram alterações positivas na composição corporal através proporcionadas pela prática regular de atividades físicas porém o nosso melhor resultado foi a auto estima a melhora da auto estima foi alcançada através da participação frequente no projeto.
2175 renef v. 5 n. 6 (2015): RENEF - UMA NOVA FASE SE INICIA ESCOLA, FAMÍLIA E SEXUALIDADE: PERCEPÇÕES DOS ESCOLARES DE UMA ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE MONTES CLAROS-MG Amanda Stefanie Soares Lima;Saulo Daniel Mendes Cunha; Sexualidade, Adolescência, Escola, Família, Educação Física. Este estudo considera que as questões sobre a sexualidade exercem fortes influências na construção do indivíduo e que o processo educativo desencadeado no ambiente escolar e familiar é significativo para informar essas relações entre os alunos. Sendo assim, é relevante refletir sobre a discussão da Sexualidade no ambiente escolar e no contexto familiar, da mesma forma a postura didático-pedagógica adotada pelo professor diante do atual contexto sociocultural, no qual estamos inseridos, e o reflexo dessas ações na formação dos alunos. Dessa forma, o objetivo deste estudo é averiguar as percepções dos escolares de uma escola da rede pública localizada na cidade de Montes Claros - MG sobre a abordagem do tema sexualidade, no contexto escolar e familiar e sua relação com a disciplina de Educação Física. Este estudo trata-se de uma pesquisa descritiva de caráter qualitativo. A técnica utilizada para coleta de dados foi o grupo focal, baseado em um roteiro semi estruturado. A amostra foi composta por 10 alunos do ensino médio, com idades de 15 a 18 anos. A análise dos dados foi avaliada mediante o método dedutivo. Neste contexto, através da presente pesquisa observamos que trabalhar temáticas que abordem a sexualidade é papel fundamental da escola enquanto integrante na formação dos alunos, mas para que este trabalho seja realmente efetivo ele deve ser estendido à família, pois ela é a principal fonte de exemplo de seus filhos. Considerando que a sexualidade faz parte do contexto escolar e não a como fragmentá-la, os adolescentes buscam informações, então cabe à escola discutir essa temática em sala de aula com o intuito de corrigir, enriquecer e ampliar os conhecimentos dos estudantis.
2176 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE EDITORIAL - RENEF – EM BUSCA DE UMA NOVA FASE Amário Lessa-Junior;Geraldo Magela Durães; Com um novo formato apresentamos o quinto número da Revista Norte-Mineira de Educação física e antecipadamente gostaríamos de nos desculpar pelo atraso na sua publicação por questões de ordem técnica, no site da nossa universidade, e de atualizações no sistema OJS. Lembrando que a partir de 2015 a revista teria duas edições anuais e que por questões alheias a nossa vontade será publicada apena este ano, mas em 2016 serão publicadas quase que simultaneamente duas edições,pois a partir de 2016 com a inclusão de novos editores teremos uma maior agilidade no nosso processo. Neste numero apresentaremos temas que possibilitarão uma gama de informações que poderão auxiliar a compreensão do dia a dia do professor, acadêmico e profissional de educação física. Estudos com tipologias diversas e metodologias descritivas e inferenciais, que darão ao leitor uma visão ampla da área da Educação Física em Brasil. Desta forma desejamos a todos que se deleitem com as publicações e que as mesmas possam ser uteis para o seu trabalho e sua formação.
2177 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE FERNANDO FERREIRA DEUSDARÁ “DA CAPITAL PARA O SERTÃO, O PIONEIRO DA EDUCAÇÃO FÍSICA” Rogério Othon Teixeira Alves;José Alair Da Fonseca Filho; História. Educação Física. Fernando Ferreira Deusdará. Possivelmente, muitos profissionais da Educação Física, em início de carreira, não saberão com detalhes como foi o desenvolvimento histórico da sua profissão ou quais foram os episódios que marcaram os avanços da sua carreira, a formação da sua identidade e da sua legitimidade. Na cidade de Montes Claros, só no início da década de 1970 é que se tem ciência da chegada de um professor, oriundo da capital do Estado e aluno da primeira turma do curso de Educação Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Este primeiro graduado, do sexo masculino, foi o senhor Fernando Ferreira Deusdará. A partir desta constatação, objetivou-se investigar e recuperar a história do Professor Fernando Ferreira Deusdará e da Educação Física e do Esporte, tendo como fonte os depoimentos orais do próprio sujeito tema do estudo. Para refazer o percurso da história de Fernando Ferreira Deusdará, recorremos à sua memória. Assim, a História Oral foi a estratégia metodológica adotada para a coleta das informações. Foram realizadas cinco entrevistas (vídeo gravações) com o professor Fernando Ferreira Deusdará, tais entrevistas tiveram o roteiro de perguntas previamente idealizado e consistiam principalmente em investigar a rotina familiar e profissional do sujeito da pesquisa no período da sua infância, adolescência e fase adulta. Foi possível inferir, baseando nas palavras de Fernando Ferreira Deusdará, que nunca foi a sua maior preocupação o desenvolvimento do desempenho esportivo dos seus alunos nas escolas em que trabalhou como professor de Educação Física, segundo ele, priorizava o aprendizado de uma forma geral. Nas faculdades onde lecionou, seus objetivos como educador eram fazer com que seus alunos aprendessem a ensinar e formar professores que promovessem a formação integral dos futuros alunos, dessa forma, o desempenho esportivo não era o foco principal das suas aulas. Concluímos que Fernando tivera uma vida inteira voltada à atividade física e, influenciado por hábitos esportivos, pelo pai médico e pela formação profissional, participou ativamente da história da Educação Física da cidade de Montes Claros nos últimos 40 anos.
2178 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE POPULAÇÃO IDOSA E A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA PARA A BOA QUALIDADE DE VIDA EM UMA REGIÃO DO SUL DE MINAS GERAIS – BRASIL Daniel Nascimento Santos;Alexandre Maia Reis;Giuliano Roberto da Silva; Idoso. Atividade física. Qualidade de vida. Este trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade de realização de atividade física relacionado à sua qualidade de vida, em uma cidade do sul de Minas Gerais – Brasil. Este trabalho foi realizado através de uma pesquisa quantitativa, onde foram entrevistadas 50 pessoas com idade acima 60 anos. Os dados coletados foram compilados através da utilização do programa Microsoft Office Excel 2010, os quais foram gerados os gráficos. Resultados percebeu-se que existe uma preocupação por parte dos entrevistados em relação a sua qualidade de vida e saúde, pois sempre que possível procuram estar ativos fisicamente, porém, percebe-se que a grande maioria deles praticam atividade física sem a orientação médica e de um professor de educação física. Conclui-se que os profissionais ligados a área da saúde e autoridades do setor público devem estar mais atentos para promoverem projetos para os idosos e, acima de tudo, estarem atentos para que não ocorra algum “sinistro” mediante a falta de um auxílio profissional para esta faixa etária.
2179 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E NÍVEL SOCIOECONÔMICO EM ESCOLARES DE 11 A 14 ANOS DA CIDADE DE BOCAIUVA – MG Alessandra Aparecida Monte de Jesus;Grazielle Librelon Dias;Alex Sander Freitas; Nível de Atividade Física, Nível socioeconômico, escolares. Um estilo de vida ativo para o adolescente se apresenta como importante benefício a saúde, sendo que auxilia no crescimento e maturação biológica do indivíduo apresentando como consequência um adulto saudável. O estudo procura associar o nível de atividade física ao Nível Socioeconômico dos escolares de Bocaiúva-MG. Foi acompanhado um corte transversal e análise quantitativa de dados, a amostra referente a pesquisa foi composta por 160 escolares, sendo 80 do sexo feminino e 80 do sexo masculino entre 11 e 14 anos, aos participantes foi aplicado o Questionário Internacional de Atividades Física –IPAQ- versão curta e adaptada e foram mensuradas as variáveis antropométricas de peso(kg), estatura(cm), altura sentado(cm), circunferência da cintura (CC, cm), circunferência do quadril (CC, cm). A seleção dos escolares foi feita aleatoriamente através de sorteio simples em escolas das redes pública e privada de ensino da cidade de Bocaiúva. Os dados recolhidos foram introduzidos e analisados em um software SPSS for Windows versão 20.0, constatou-se que os alunos da escola particular apresentaram valores maiores em todas as medidas em relação aos alunos da escola pública, sendo níveis de significância em peso p=0,000, altura p=0,013, IMC p=0,000, circunferência da cintura, p=0,000, circunferência do quadril p=0,001, excetuando-se a altura sentado, nota-se também que em todas as variáveis, os sujeitos do NSE alto apresentam valores mais elevados que seus pares dos NSE médio e baixo, contudo apenas a circunferência da cintura apresentou uma variação significativa de p=0,037. No entanto não foi encontrada significância estatística em que comprove a relação entre o nível de atividade física e o fator socioeconômico da amostra selecionada, apresentando como resultado p=0,804.
2180 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Geovania Mota Santana;Fernando Bryan Duarte Soares;Priscilla Kalisy Duarte Soares;Raquel Schwenck Mello Vianna;Vinicius Dias Rodrigues;Wellington Danilo Soares; Criança; Educação Infantil; Desenvolvimento Infantil; Teoria; O objetivo do estudo foi identificar o papel do lúdico na educação infantil. Como metodologia foi utilizada uma revisão de literatura nas principais bases de dados da literatura científica. Os resultados mostraram que é salutar que o ato de ensinar à criança seja cada vez mais cercado de atividades lúdicas como: jogos, brincadeiras diversas, danças, teatro, entre outras. Conclui-se então que é importante que os pais e a sociedade, bem como a própria instituição de ensino tenham a sensibilidade de perceber a necessidade que a criança tem de brincar e que a brincadeira não é algo apenas com a finalidade de descontração, mas enquanto brinca, a criança aprende e se desenvolve em diversos aspectos sociais, intelectuais, físicos e psíquicos.
2181 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE INFLUÊNCIA DA PRIVAÇÃO VISUAL NO TESTE DE UMA REPETIÇÃO MÁXIMA Anderson Warley Paz de Souza;Vinícius Dias Rodrigues; Privação visual, Força muscular e Treinamento de força Introdução: A crescente demanda pelo treinamento contra resistência (musculação) tem incentivado a procura de parâmetros bem situados para a prescrição dos exercícios. O treinamento contra resistência é uma atividade física sistematizada em que se deve atentar as variáveis como intensidade, volume, duração, frequência, recuperação, equipamentos, ordem dos exercícios. Justificativa: Este estudo justifica-se pela escassez de pesquisas que tratam da ligação entre a relação da privação da visão e a carga máxima deslocada durante o teste de uma execução máxima (1RM). E pelo fato de que, encontra-se na literatura estudos que comprovam que a privação visual pode interferir no valor final da carga deslocada no teste de 1RM. Objetivo: O Objetivo deste estudo foi investigar se a privação visual, quando incluída no teste de 1RM, influência de forma significativa o valor da carga deslocada. Metodologia: A pesquisa caracterizou-se como de corte transversal, descritivo, analítico de caráter quantitativo. A amostra foi composta por 10 homens (idade 23,7 ± 3,5 anos; peso = 76,2 ± 5,3Kg; altura = 178,8 ± 5,1cm; IMC = 23,9 ± 2,4 Kg/m²). A coleta de dados seguiu as seguintes etapas. 1° Dia: verificou-se a massa corporal, estatura e o índice de massa corporal (IMC). Logo após a verificação antropométrica aplicou-se o teste de 1RM, sem privação visual, para o exercício de supino reto (SR); 2° Dia: aplicação do teste de 1RM, sem privação visual, para a confiabilidade de carga (reteste); 3° Dia: aplicação do teste de 1RM com privação visual (uso de venda nos olhos) no exercício de SR; 4° Dia: teste de confiabilidade de carga (reteste com uso de vendas). É importante mencionar que os indivíduos foram comparados cada um consigo mesmo. Para o tratamento dos dados foi utilizada a estatística descritiva com a utilização de média e desvio padrão. Para analisar as variáveis dependentes foi feita a verificação da normalidade dos dados por meio do teste de Shapiro-Wilk, onde não foi encontrado normalidade dessas variáveis. Portanto, aplicou o Wilcoxon (p<0,05) com análise de média e desvio padrão. Resultados: Houve diferenças significativas no valor da carga deslocada no teste de força absoluta sem privação visual (FASPV) em relação ao teste de força absoluta com privação visual (FAPV). Quando a carga foi aferida sem o uso de venda (FASPVR), o deslocamento foi de 80,40 ± 10,86 kg, e com a privação visual, uso da venda (FAPVR), ocorreu um aumento para 82,00 ± 11,62 kg. Vale salientar que foi comparado os valores dos retestes de cada fase (com e sem privação visual). Conclusão: Os dados encontrados mostram que durante a privação visual a força absoluta aumenta significativamente durante o teste de 1RM. Mas este estudo limitou-se a apresentar esse aumento de força absoluta durante o teste de 1RM, sendo assim novos estudos com outros instrumentos e diferentes procedimentos são necessários para elucidar as dúvidas advindas dessa pesquisa, pois a literatura carece de pesquisas que abordem essa temática.
2182 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE CONCEPÇÃO DA PRÁXIS ACADÊMICA NA PERCEPÇÃO DISCENTE ACERCA DA DISCIPLINA ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE EVENTOS NA UNIMONTES Camila Nunes Gonçalves;Jaime Tolentino Miranda Neto; Organização de eventos, Práxis acadêmica, Percepção discente. Introdução: Nos últimos anos os eventos esportivos têm ganhado bastante destaque no cenário mundial, tornando-se uma importante ferramenta econômica, social e cultural. Por esta razão tem sido foco de exploração das políticas públicas relacionadas à saúde, ao bem estar social, e a diversas outras esferas. Objetivo: Analisar a práxis acadêmica em relação a disciplina organização e gestão de eventos por meio da percepção dos discentes de Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. Metodologia: Este estudo possui característica descritiva e possui natureza exploratória. A amostra foi composta por 88 acadêmicos que cursam ou cursaram o curso de Educação Física do Campus sede da cidade de Montes Claros, de acordo com a análise descritiva da amostra desse total (n= 41) 46.6% são do sexo masculino e (n= 47) 53.4% do sexo feminino. Este estudo foi realizado com base na Resolução Nº 466, de 12 de Dezembro de 2012 da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Foi utilizado como instrumento o questionário estruturado intitulado de Concepção da práxis acadêmica na percepção discente acerca da disciplina Organização e Gestão de Eventos na UNIMONTES, elaborado pela autora juntamente com o orientador, constituído por 04 (quatro) escalas. Foi realizada uma análise descritiva dos dados com a frequência e porcentagem para análise das respostas. Os dados coletados foram tratados pelo (SPSS) 20.0. Resultados: Os resultados evidenciaram que (n= 52) 59,1% dos discentes afirmaram que o plano de ensino entregue pelo professor foi cumprido e, que para (n= 46) 52.3% o material didático utilizado na disciplina foi percebido de forma razoavelmente satisfatório quanto à qualidade. A disciplina também foi considerada pela maioria dos entrevistados (n= 71) 80,7% como importante para a graduação. A respeito se o professor responsável pela disciplina organização e gestão de eventos demonstrou completo domínio do conteúdo da disciplina (n= 66) 75% dos discentes afirmaram que sim e, 18 20,5% disseram que não. Em relação ao interesse pela disciplina ao longo das aulas até o final (n= 40) 45,5% dos acadêmicos disseram ter alto interesse, (n= 41) 46% tem interesse médio e (n= 7) 8,0% baixo interesse. Já na questão seguinte que diz respeito se a disciplina contribuiu para tornar-se um profissional empreendedor (n= 35) 39,8% dos acadêmicos mencionaram que sim, (n= 38) 43,2% afirmaram que razoavelmente e (n= 15) 17,0% asseguraram não ter contribuído. E por fim, a última pergunta direcionada a capacidade de elaborar um projeto para capitação de recursos para realização de um evento (n= 47) 53,4% responderam que sim, que são capazes de elaborar um projeto, (n= 33) 37,5% responderam que razoavelmente e (n= 8) 9,1% responderam não ser capaz de elaborar um projeto para realização de um evento. Conclusão: Assim, após analisar os resultados da pesquisa, foi possível notar que houve contribuições do professor da disciplina para a formação dos acadêmicos de Educação Física. Portanto, os achados desse estudo servirão como base para subsidiar, auxiliar e elaborar políticas educacionais que melhorem o desempenho do professor da disciplina organização e gestão de eventos inerente a grade curricular do curso, como também melhorar a práxis acadêmica dos discentes e consequentemente instigar futuros estudos.
2183 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE ESCOLA E SOCIEDADE NA DEFINIÇÃO DA LATERALIDADE EM ALUNOS SINISTROS Claudio Sobrinho Oliveira Correia;Maria de Fátima de Matos Maia; Lateralidade, Influência, Escolares. A lateralidade constitui-se como um das mais importantes capacidades que as crianças adquirem durante a infância, esta influi em diversos aspectos na vida dos sujeitos, porém a mesma pode ser influenciada e moldada de modo prejudicial causando vários transtornos na vida desses indivíduos. Levando em consideração essa condição o devido estudo teve como objetivo identificar as influências da escola e da sociedade de uma forma geral no processo de definição da lateralização em alunos sinistros das quatro principais escolas públicas da cidade de Montes Claros, localizada no norte do estado de Minas Gerais. Esse estudo é descritivo, quantitativo com abordagem qualitativa e apresenta natureza exploratória. A amostra foi composta por 167 escolares do ensino médio com idades 15 a 21 anos. Essa pesquisa obedeceu aos critérios, preconizados na Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário estruturado pelo acadêmico autor, e pela orientadora dessa monografia intitulado de Questionário de Lateralização em Pessoas Sinistras (QLPS). Cada escolar respondeu ao questionário contendo 16 questões acerca das prontidões laterais dos mesmos. Todos os questionários foram aplicados pela mesma pessoa em espaços fornecidos pelas escolas escolhidas. Os dados coletados foram tratados estatisticamente pelo Software Statistical Package for the Social Science (SPSS) versão 20.0. Para comparação entre sexos foi utilizado o Teste T de Student. Os resultados do teste T evidenciaram significância estatística (p= 0,013) para a variável “Quando criança recebeu algum tipo de castigo físico por escolher pela lateralização sinistra?”. Para as outras variáveis analisadas o teste T não apresentou significância estatística. Conclui-se que apesar de maioria das pessoas não relatarem ter sofrido influências da sociedade no que se refere ao processo de lateralização, uma parcela significante da amostra relatou ter sofrido imposições no que se refere a isso.
2184 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE HÁBITOS DESPORTIVOS DE JOVENS ESCOLARES DAS CIDADES MACEDO DE CAVALEIROS E VILA POUCA DE AGUIAR REGIÃO NORTE DE PORTUGAL Emerson Diego Rodrigues Veloso;Maria de Fátima de Matos Maia; Hábitos desportivos, Desporto, Saúde e Escolares. Conhecer os hábitos desportivos dos escolares se torna importante para conhecer quais as práticas desportivas realizadas pelos mesmos. Encontra-se na literatura vários estudos acerca deste tema, porém existem variedades de diferenças devido à cultura e aspectos sociais que influencia nos hábitos desportivos. Visto que o desporto possui benefícios para qualidade de vida surgi à necessidade de realizar um estudo que caracterize a prática desportiva de escolares do norte de Portugal. Sendo assim este estudo tem como objetivo geral caracterizar os hábitos desportivos dos alunos de Vila Pouca de Aguiar e Macedo de Cavaleiro, bem como comparar aos motivos da não prática Desportiva, tempo de prática em locais específicos quanto ao sexo. A amostra deste estudo foi composta por 80 escolares sendo estes indivíduos residentes em Portugal, na região norte do país pertencente à cidade de Vila Pouca de Aguiar e de Macedo de Cavaleiros com idade dos 9 aos 16 anos. Este estudo é descritivo, quantitativo e possui natureza exploratória. Para coleta dos dados foi utilizado o Questionário de Adesão a Prática Desportiva (QAPD), e os dados foram tratados e analisados pelo programa SPSS. Os resultados obtidos constatam que 66 (82,5%) da amostra praticam algum tipo de desporto e 14 (17,5%) não praticam nenhum tipo de desporto, quanto à modalidade mais praticada neste estudo obteve-se o futebol 22 (27,5%). Dos 14 estudantes analisados que não pratica atividade física os resultados evidencia uma diferença significativa no motivo pela falta de saúde (p=0,033) com maiores médias para o sexo feminino. Os resultados do Teste T mostram que o tempo de prática de desporto nos locais investigados apresentaram significância estatística para prática no clube (p=,000) nas quais os homens (M=2.97; Dp±1,74), obtiveram escores superiores em relação as mulheres (M=1,55; Dp±1,15). Quando analisando o tempo de prática na junta de freguesia (p=,014), observou-se que os homens (M=2,03; Dp±1,44) tiveram médias superiores as mulheres (M=1,29; Dp±,78). Quanto ao grau de gosto e/ou interesse pelas modalidades expressas de acordo com o sexo obteve significância estatística (p= 0,43) o interesse pela orientação, confirmando maiores valores para o sexo masculino (M=3,00; Dp± 1,26), em relação ao feminino (M=2,35; Dp± 1,27). Outra variável com significância (p= 0,50) para o tiro-arco, no qual os homens (M=3,66; Dp±1,47), evidenciaram maior interesse que as mulheres (M=2.90; Dp± 1,59). Com base nos resultados obtidos conclui-se que ocorreu um aumento na adesão a prática desportiva, sendo neste estudo valor superior a outros encontrados na literatura, quanto aos motivos da não prática desportiva, prendem se aos motivos de saúde, predominando nas meninas. Conclui-se também que a modalidade mais praticada nestas regiões é o futebol de campo, possuindo os homens uma maior adesão à prática desportiva em comparação com as mulheres, ocasionando valores superiores a elas, a qual estes passam mais tempo de suas práticas desportivas nos clubes e junta de freguesias.
2185 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE MOTRICIDADE GLOBAL E EQUILÍBRIO DE CRIANÇAS DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE MONTES CLAROS Fernanda Cristina Dias da Cruz;Berenilde Valéria Oliveira de Sousa; Desenvolvimento Motor, Escolares, Teste. Introdução: A motricidade global é a concretização e a automação dos movimentos complexos globais, que se desenvolvem num período adequado de tempo e que demanda atividade simultânea de diversos grupos musculares. A definição de equilíbrio está relacionada com a ideia do corpo em uma postura estável. Objetivo Geral: Verificar motricidade global e o equilíbrio de crianças das series iniciais do ensino fundamental de uma escola pública da cidade de Montes Claros – MG. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa do tipo descritivo com análise quali-quantitativo de corte transversal, a amostra foi composta por 35 crianças com idade de 6 aos 10 anos, sendo que cada criança foi selecionada de forma aleatória, assim como a escola. O instrumento utilizado na coleta dos dados foi os testes de Motricidade Global e Equilíbrio validado por Francisco Rosa Neto para população brasileira. Resultados: No quociente motor global 40% se encontravam no nível normal médio, 17,1% no nível normal alto e os níveis superior, muito superior e normal baixo foram encontrados 14,3%. No quociente motor equilíbrio 62,9% se encontravam no normal médio, 14,3% normal baixo, os níveis de normal alto e muito superior obtiveram valor de 8,6% e 5,7% inferior. Não foram encontradas diferenças significativa na idade motora global e de equilíbrio em relação ao sexo. Conclusão: Diante dos resultados obtidos no estudo permite concluir que a motricidade global e o equilíbrio dos escolares localiza-se dentro dos parâmetros de normalidade. O perfil dos escolares de 1º ao 5º ano de uma escola de instituição ensino publica de Montes Claros – MG é normal médio classificada na Escala de Desenvolvimento Motor.
2186 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE ADOLESCÊNCIA E SEXUALIDADE: UMA PESQUISA-AÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Fernanda Fonseca Lima;Fernanda de Souza Cardoso; Sexualidade, adolescência, educação sexual. Este estudo teve por objetivo investigar o tema da sexualidade em uma escola pública da cidade de Montes Claros - MG, intervindo nesta realidade de maneira lúdica e educativa, através de um Projeto de Intervenção voltado aos adolescentes. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentada em um estudo descritivo-exploratório, mediatizado pela pesquisa-ação. Para traçar um diagnóstico sobre o tema sexualidade e realizar uma avaliação do projeto de intervenção na perspectiva dos adolescentes da escola, os dados foram coletados através da técnica de Grupo Focal; após cada intervenção as percepções eram registradas em um diário de campo. O estudo foi composto por 10 alunos (de ambos os sexos) matriculados no 3º ano do ensino médio. Para análise dos dados dos Grupos Focais, foi utilizada a técnica de categorização de dados e algumas questões contidas no diário de campo foram descritas no decorrer da pesquisa. Através do grupo focal – diagnóstico, foi possível inferir que existe uma debilidade na discussão do tema sexualidade com os jovens, tanto na família quanto na escola. Através do Projeto de Intervenção proposto pela pesquisa-ação, os jovens foram oportunizados a discutir e refletir sobre ideias pré-concebidas relacionadas às relações de gênero; problematizaram noções de responsabilidade e autocuidado e puderam ainda se defrontar com a realidade em que se encontram, pensando, refletindo e criticando os processos de aprendizagem sobre sexualidade. Através desse trabalho, foi possível verificar a importância de se desenvolver projetos nas instituições escolares que toquem em temáticas voltadas às reais necessidades dos adolescentes. Apesar dos desafios presentes cotidianamente no sistema educacional, pode-se mudar a maneira da instituição escolar encarar certas problemáticas, deixa-se claro após este estudo que ela também necessita de apoio para assumir este feito.
2187 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE BEM-ESTAR SUBJETIVO EM ATLETAS DE FUTEBOL DE CAMPO, INSERIDOS NOS DIVERSOS PERFIS PSICOLÓGICO DE GÊNERO. Hiury Ramos de Andrade;Maria de Fátima de Matos Maia; Bem-estar subjetivo, perfil tipológico de gênero, auto conceito e atletas O bem-estar subjetivo traz uma preocupação quando se direciona aos jovens atletas, para quem na generalidade das situações tornam-se vítimas de um reflexo da falta de oportunidades em suas cidades. Sabe-se que esta é uma fase de extrema complexidade na vida destes jovens onde envolvem aspectos biológicos, psicológicos, emocionais e sociais se tornando numa situação extremamente difícil quando sofrem estas mudanças. O objetivo deste estudo foi caracterizar o bem-estar subjetivo em atletas de futebol campo, inseridos nos diferentes perfis psicológicos de gênero. Foram sujeitos, 77 homens atletas da modalidade desportiva Futebol de Campo, subdivididos nas categorias Infantil 17 (22,1%), juvenil 23 (29.9%), juniores 20 (26,0%) e profissional 17 (22,1%). Para a definição da quantidade de sujeitos participantes do estudo, foram adotadas as orientações para amostragem aleatória, estratificada e proporcional. Os instrumentos utilizados foi um questionário estruturado, onde possuía todas as variáveis independentes propostas, e os questionários específicos como o MUNSH para a mensuração do bem-estar subjetivo (BES), e o IMEGA, para a mensuração do perfil psicológico de gênero (PPG). Para a avaliação das variáveis, a análise estatísticas descritiva utilizada, foi o Shapiro Wilk. Já para as análises inferenciais utilizou-se o teste paramétrico ANOVA two way e o One Way e para os dados não paramétricos foram rodados os testes Qui-Quadrado. Os resultados indicaram que : 1) atletas não estudantes tem mais afetos positivos em relação aos que estudam; 2) em relação número de pessoas, foi encontrado um conjunto de afetos negativos para aqueles que possuem de 1 a 3 pessoas na casa;3) Quanto ao tipo de residência, nota-se afetos positivos para atletas que residem em kitnet; 4) Em relação a categoria profissional e o estado civil, não se encontrou diferenças significantes; 5) Em comparação do perfil tipológico de gênero por categoria não se apresentou diferença significativa. Portanto, permanece a necessidade de mais investigações, com demasiado rigor científico. É necessário que mais estudos referentes as questões relacionadas a saúde mental do atleta sejam desenvolvidos. Sendo que, as relações observadas entre o esporte de alto rendimento, relações sociais e saúde mental, são importantes fatores de orientação ao treinamento e para o apoio psicológico dos atletas, o qual significantemente contribuirá no aumento dos índices de performance sem que negligencie a integridade dos jovens jogadores e principalmente dos atletas profissionais. É necessário diminuir o impacto causado pelo estresse físico e mental proveniente das competições, através de estratégias condicionais afetivas como modo de prevenção referente as sequelas que podem permanecer pelo resto da vida decorrente de frustações e insatisfações não trabalhadas.
2188 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE MOTIVOS QUE LEVAM JOGADORES DE FUTEBOL A TENTAREM A CARREIRA DE ATLETA PROFISSIONAL Karine Bastos Leite;Geraldo Magela Durães; Futebol, Sonho, Atleta profissional. Esse estudo teve como objetivo verificar quais os motivos que levam jogadores de futebol a tentarem a carreira de atleta profissional. Trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal, participaram deste estudo jogadores profissionais de futebol do time do Funorte Esporte Clube do sexo masculino que atuam na cidade de Montes Claros – MG. Fizeram parte da amostra 6 atletas. A escolha dos jogadores foi feita de forma aleatória, sem restrições. A coleta de dados foi feita por meio de uma entrevista semi estruturada. Foi realizada uma análise de conteúdo. Nesse estudo optou-se por fazer após a entrevista a codificação e categorização, que é um processo que tem a ver com agrupamento de dados de acordo com características comuns. Após a codificação e categorização observou-se 5 categorias, sendo: tempo de prática; Início de carreira; Influência para início de carreira; Importância do meio futebolístico e preparação para o término da carreira. Concluiu-se que os motivos que levam os jogadores de futebol a tentarem a carreira de atleta profissional têm no sonho o seu principal motivo, influenciado pela mídia. Um grande achado desse estudo foi conhecer o lado da persistência e paciência dos atletas entrevistados, são profissionais que não se abalam com as decepções do dia-a-dia, mesmo aquelas vividas dentro do seu próprio grupo, são decepções que acabam fortalecendo ainda mais a sua vontade de vencer e concretizar seus sonhos como atletas de futebol profissional.
2189 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE HÁBITOS DE LAZER E PERFIL PSICOLÓGICO DE GÊNERO DE ACADÊMICOS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS. Laura Beatriz Costa Veloso;Maria de Fátima de Matos Maia; Hábitos de Lazer, Esquemas de Gênero, Universitários. Este estudo teve como objetivo verificar os hábitos de lazer de estudantes universitários nos diferentes perfis tipológicos de gênero. Participaram da amostra 242 universitários divididos em quatro cursos: Educação Física (67), Artes (63), Sistemas de Informação (53) e Ciências Sociais (59), sendo 113 do sexo masculino e 129 do sexo feminino, com média de idade de 21.62 ± 3.76 anos (17-30). Estes foram classificadas de acordo com seus perfis psicológicos de gênero (Heteroesquemáticos Femininos, Isoesquemáticos e Heteroesquemáticos Masculinos) e por curso. Esta pesquisa caracteriza-se por ser um estudo descritivo comparativo, quantitativo e de corte transversal. Os instrumentos utilizados foram: um questionário elaborado para investigação de variáveis, Inventário Masculino dos Esquemas de Gênero do Autoconceito (IMEGA), Inventário Feminino dos Esquemas de Gênero do Autoconceito (IFEGA), Hábitos de Lazer e Instrumento de Individualismo e Coletivismo. A pesquisa foi aprovada com o Parecer 798.135 de 19/09/2014. Para análise descritiva da amostra, foram utilizadas médias, desvios-padrões e frequências. Para as análises inferenciais, foram utilizados o teste t de Student e ANOVA. Foi estabelecido um nível de significância de p<0.05. Os dados coletados foram tratados estatisticamente pelo SPSS 20.0 e pelo programa Excel. De acordo com os dados levantados, ambos os sexos possuem maiores médias para o perfil tipológico Isoesquemático. As mulheres obtiveram médias superiores em relação à orientação cultural coletivista (p=0.008). Ao avaliar a diferença entre homens e mulheres em relação aos hábitos de lazer, foi evidenciado que os homens tiveram uma maior predisposição em relação às mulheres no lazer lúdico (p= 0.0001), enquanto as mulheres estão mais voltadas ao lazer instrutivo (p= 0.0001). Os hábitos de Lazer entre os cursos evidenciaram que o curso de Educação Física possui maiores médias para o lúdico (M= 7.82; DP ± 3.80), enquanto o curso de Ciências Sociais está mais voltado para o lazer instrutivo (M= 12.66; DP ± 4.30). Conclui-se que esse trabalho foi muito relevante, pois quando se investiga o perfil psicológico de gênero em relação ao lazer podemos constatar que não houve significância, diferente de quando analisado com a variável sexo. Porém, quando se investiga os hábitos de lazer nos diferentes cursos de graduação, podemos perceber que essa questão se associa com a escolha profissional. Espera-se que os resultados desta pesquisa venham a contribuir com novos estudos, uma vez que não foram encontradas na literatura investigações com o foco semelhante ao deste estudo.
2190 renef v. 5 n. 5 (2015): RENEF - EM BUSCA DE UMA NOVA FASE DAS PRÁTICAS DE LAZER: UM DIAGNÓSTICO DA OCUPAÇÃO DO TEMPO DISPONÍVEL DE ESCOLARES DO ENSINO PÚBLICO DE MONTES CLAROS-MG Leiliane Pereira Silva;Rogério Othon Teixeira Alves; lazer; escolares; tempo disponível. A temporalidade é organizada na relação com diversos fatores que interferem entre si, levando em consideração que está distribuído de maneira igual em toda a sociedade, ou seja, todos possuem um dia com vinte e quatro horas. A diferença está na forma como essas horas são utilizadas, o que varia de um indivíduo para outro. Neste sentido, este estudo teve como objetivo investigar a utilização do tempo disponível e as práticas de lazer de escolares do 3º ano do Ensino Fundamental/séries iniciais, da Escola Estadual Dom João Antônio Pimenta. A pesquisa realizada foi de campo, de caráter descritivo e qualitativo, com revisão de literatura. Para coletar os dados foram utilizados dois questionários, sendo um para os pais/responsáveis e o outro para os escolares. Os questionários continham questões abertas e fechadas formuladas de acordo com os objetivos propostos neste estudo. A amostra foi composta por 73 pais/responsáveis sendo do sexo masculino e feminino na faixa etária de 25 a 64 anos, e 73 escolares na faixa etária de 8 a 10 anos. Á partir dos dados obtidos, pode se constatar que os escolares e pais/responsáveis restringem à apenas algumas práticas, sendo que a dimensão do lazer oferece alternativas a serem exploradas. Em relação a atividades que anseiam em fazer, limitam em atividades dos interesses físicos esportivos; cabe destacar que essa escolha se dá pela restrição e/ou falta de conhecimento sobre demais experiências do lazer. Dentre os impedimentos a vivência do lazer, tanto pais/responsáveis e filhos deixaram óbvio que é a falta de tempo, fator financeiro, por falta de dinheiro e disponibilidade dos responsáveis em proporcionar tal vivência. Percebe-se ainda que o mau uso da organização do tempo dos pais devido à correria do dia-a-dia, cansaço, trabalho, interfere diretamente no lazer dos filhos. Contudo, é de extrema importância um trabalho no qual tencione uma educação para o lazer de forma abrangente, visto que os dados apontam fatores relevantes para se refletir e tomarmos medidas educativas mais pontuais específicas.
2191 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF Editorial da 4ª Edição Amario Lessa Júnior;Geraldo Magela Durães; Editorial Pesquisar compreende de incessantes buscas de respostas aos problemas que a vida cotidiana nos apresenta. Apresentamos no quarto número da Revista Norte-Mineira de Educação física abordagem relacionadas a importância do 2º Encontro internacional de pesquisadores em esporte, saúde, psicologia e bem estar através de uma entrevista concedida pelo professor Dr. Jaime Tolentino de Miranda Neto, índices antropométricos e hemodinâmicos, desempenho e maturação, nutrição na construção civil e a percepção dos docentes a cerca dos acidentes e os primeiros socorros. Temas que possibilitarão uma gama de informações que poderão auxiliar a compreensão deste dentro do dia a dia do professor e profissional de educação física. Estudos com tipologias diversas e metodologias descritivas e inferenciais, que darão ao leitor uma visão ampla de estudos realizados na região norte mineira e no Brasil. Além de apresentar uma nova seção que irá apresentar o resumos dos trabalhos de conclusão de curso da Licenciatura e Bacharelado em Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES a partir do Segundo semestre de 2014.
2192 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF 2º ENCONTRO INTERNACIONAL DE PESQUISADORES EM ESPORTE, SAÚDE, PSICOLOGIA E BEM ESTAR Jaime Tolentino Miranda Neto; Entrevista realizada com o coordenador geral do 2º Encontro Internacional de Pesquisadores em Esporte, Saúde, Psicologia e Bem Estar, pelos professores Amário Lessa Junior e Geraldo Magela Durães no dia 23 de Novembro de 2014. O 2º Encontro Internacional de Pesquisadores em Esporte, Saúde, Psicologia e Bem Estar contou com diferentes áreas científicas: Ciências da Saúde; Atividade Física e Saúde; Bioética; Esporte e Desempenho Humano; Psicologia do Exercício e Saúde e; Bem Estar; as quais objetivaram proporcionar um formato onde se discutissem mesmos problemas tal como estudados pelas diferentes áreas científicas. De tal forma, a promover o diálogo e a partilha de ideias, perspectivas e experiências, no qual os participantes pudessem contribuir para o avanço da ciência, identificando problemas comuns e assim, construírem projetos de pesquisa em que as diferentes áreas se complementassem. Desta forma, os participantes deram início a um processo que tem por objetivo consolidar uma linguagem científica de forma multidisciplinar e traduzida no desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa, de caráter internacional.
2193 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF ANÁLISE DOS INDÍCES ANTROPOMÉTRICOS E HEMODINÂMICOS RELACIONADOS ÀS DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM CRIANÇAS PRÉ-PÚBERES PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA. Leonardo Geamonond Nunes; Antropometria; Hemodinâmica; Doenças Cardiovasculares. Objetivou-se identificar os índices antropométricos que se associam as doenças cardiovasculares em crianças pré-púberes praticantes de atividade física. A amostra foi composta por 20 crianças do sexo masculino praticantes de atividade física. Para desenvolvimento deste estudo os voluntários foram submetidos à avaliação física para aferição do índice de massa corporal (IMC), pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD), freqüência cardíaca (FC), circunferência Abdominal (CA) e razão cintura-estatura (RCEst). Dos resultados obtidos observou-se maiores riscos com o índice de massa corporal (22.7, considerado sobrepeso), Circunferência Abdominal (83,1 cm), Relação cintura-estatura (Inadequado- 83,1 cm/1,50 cm). De acordo com esses dados devemos tomar medidas preventivas para evitar possíveis complicações cardiovasculares com essas crianças.
2194 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF DESEMPENHO FÍSICO E MATURAÇÃO SOMÁTICA EM ADOLESCENTES DE MONTES CLAROS – MG Alex Sander Freitas;Nádia Fabrícia Rodrigues Oliveira;Ênio Pacífico Farias Júnior;Andréia Luciana Ribeiro de Freitas; Maturação, Desempenho Físico, PVA, Adolescente. A adolescência abrange um período em que ocorrem os estirões de crescimento em partes específicas do corpo que pode ser avaliado através do (PVA) pico de velocidade em altura atingida, sendo utilizado como indicador de maturação somática. Objetivo: Verificar o comportamento do desempenho físico, morfologia corporal e maturação somática em adolescentes de 10 a 13 anos de Montes Claros-MG. Metodologia: Para tal, foram analisados 95(noventa e cinco) meninos e meninas. Todos se sujeitaram à coleta de dados, que se baseou em mensuração de peso, estatura, dobras cutâneas tricipital e subescapular, Flexibilidade, Impulsão horizontal e resistência abdominal proposto por Pitanga (2008) e o PVA (pico de velocidade atingida) proposto por Mirwald, (2001). Após a coleta os dados foram analisados através do software SPSS 20.0 for Windows, adotando uma significância de p<0,05. Resultados: Foi verificado que a relação entre a idade cronológica e idade do PVA apresentaram diferença significativa, a idade cronológica obteve média de 11,74 anos e a idade do PVA 12,00 anos, ou seja, crianças acima dos 13 anos estavam atrasadas com relação à maturação já aquelas abaixo dos 10 anos estavam adiantadas em relação à maturação. Em relação ao desempenho de acordo com o sexo obteve diferença significativa apenas na impulsão horizontal e a resistência abdominal. Agora comparando o desempenho físico com a idade apenas a flexibilidade teve diferença significativa e ao compararmos o % de PMG com a idade notou-se uma diferença significativa diferente do IMC que não foi significativo. Conclusão: Após análise desses dados, foi possível verificar a existência de uma relação significativa entre o desempenho físico, morfologia corporal e maturação somática em adolescentes de 10 (dez) a 13 (treze) anos da cidade de Montes Claros – MG.
2195 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF PERCEPÇÃO DOCENTE ACERCA DOS ACIDENTES E PRIMEIROS SOCORROS André Luiz Costa Pimentel;Maria de Fatima de Matos Maia;Berenilde Valéria de Oliveira Sousa;Jean Claude Lafetá;Geraldo Magela Durães;Marcel Guimarães Da Silveira; acidentes, conhecimento, docentes, primeiros socorros Este artigo verifica a percepção dos professores de educação física acerca dos primeiros socorros nas aulas. A pesquisa foi descritiva com abordagem qualitativa, sendo a amostra composta por 63 professores. Os resultados mostram que os docentes, pela sua formação, se sentem aptos para atuarem, no entanto não trabalham o conteúdo nas aulas. Em caso de acidente os professores prestam os primeiros socorros aos alunos que na sua maioria apresentam cortes e escoriações. A maioria dos acidentes acontece nas aulas práticas e mais especificamente nas aulas de futsal e a infraestrutura não é adequada. Conclui-se que os professores se sentem com capacidade de tomar as melhores decisões no caso de acidentes na aula de educação física e questionam que a infraestrutura da escola, para as aulas práticas ainda, precisam melhorar.
2196 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF DESCRIÇÃO DA ALIMENTAÇÃO CONSUMIDA PELOS EMPREGADOS DE UMA EMPRESA DA CONSTRUÇÃO CIVIL DA CIDADE DE MONTES CLAROS - MG Jefferson Ferreira Reis;Diego Ramires Mendes;Igor Rainneh Durães Cruz; Alimentação, Saúde, canteiro de obra. Introdução: A alimentação de qualidade com o objetivo de melhorar as condições nutricionais dos trabalhadores pode vir a causar impactos positivos na qualidade de vida dos trabalhadores, reduzirem acidentes de trabalho e melhorar a produtividade. Objetivo: Identificar as condições de trabalho e a alimentação dos empregados da construção civil, na cidade de Montes Claros Minas Gerais. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, com corte transversal. A seleção da amostra ocorreu de maneira probabilística. A amostra escolhida foi 22 funcionários uma empresa do ramo de Engenharia Civil, sendo localizada na cidade de Montes Claros. O instrumento utilizado foi um questionário estruturado semiaberto (misto) contendo 56 questões e autoaplicável. Resultados: Foi constatado no estudo que a empresa não fornece a alimentação aos operários, que os mesmos trazem de casa, não sendo acompanhados por um profissional nutricionista. Noventa e dois por cento dos trabalhadores não consideram sua alimentação balanceada, pois ficam entorno de cinco horas sem si alimentar e 81,8% dos trabalhadores ingere café como sobremesa. Este tipo de rotina alimentar pode vir a contribuir com o aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis e estão em desacordo com as diretrizes do PAT e à promoção da Segurança Alimentar e Nutricional. Conclusão: Este trabalho demonstrou a importância de uma alimentação balanceada e da educação nutricional com este grupo, pois esta alimentação correta fará com que a produção do trabalho seja melhor, já que os trabalhadores relatam que uma alimentação, sem acompanhamento nutricional, influi no desempenho do trabalhador.
2197 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF O ENSINO DAS DANÇAS FOLCLÓRICAS NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE MONTES CLAROS Alexsane Medeiros Santana; Educação física, folclore, danças folclóricas A educação física Escolar tem como objetivo trabalhar a cultura corporal de movimento. Para auxiliar neste ensino, tais conteúdos são distribuídos de maneira a serem trabalhados durante a educação básica. As danças de modo geral sempre foram um importante componente cultural da humanidade, no âmbito escolar a dança foi inserida no contexto da Educação Física, onde é possível trabalhar as danças folclóricas que contribuem com inúmeras possibilidades educacionais como: ampliação do vocabulário motor, capacidade imaginativa, bem como sua contribuição para a formação social, histórica e crítica dos educandos. O objetivo deste estudo é verificar o ensino das danças folclóricas nos anos iniciais do ensino fundamental analisadas no contexto das escolas Municipais de Montes Claros. Para composição da amostra foram selecionadas 12 escolas municipais, nas quais 10 professores responderam a um questionário com 4 questões abertas e 2 questões fechadas. Através dos resultados foi possível concluir que a dança folclórica esta inserida como conteúdo da Educação Física, porém fica restrita ao de mês de Agosto quando é comemorado o mês do folclore. Inúmeras foram as dificuldades citadas pelos professores ao ministrar aulas de danças folclóricas como: falta de estrutura, figurino, aceitação dos alunos e principalmente pela carência no processo de formação dos professores. As danças folclóricas são um conteúdo importante a ser trabalhado na formação dos professores, desta maneira precisa ser proporcionado aos professores conhecimento suficiente para que sintam segurança ao ministrá-las. Entretanto tais conhecimentos devem continuar sendo adquiridos após sua formação, tanto na dança quanto em qualquer outro conteúdo da educação física.
2198 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF PERSPECTIVAS DOS GRADUANDOS DO CURSO DE EDUCAÇAO FISICA DA UNIMONTES ACERCA DA ATUAÇAO NO MERCADO DE TRABALHO Rogério Gomes Da Silva; Perspectivas; Mercado de Trabalho; Atuação profissional. O presente estudo se caracteriza pelo interesse em revelar as perspectivas de diferentes acadêmicos do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES acerca do mercado de trabalho na área e com intuito de expor opiniões diferentes tanto em estudantes que ingressaram neste ano de 2014 quanto estudantes que concluem nesse mesmo ano. As respostas foram obtidas através de um questionário semiestruturado contendo questões abertas e fechadas com a finalidade de compreender a dimensão do mercado de trabalho, as dificuldades de ingresso, competitividade e demanda por qualificação técnica, segundo a perspectiva dos próprios profissionais que, cedo ou tarde, irão compor o quadro de profissionais de excelência do ramo das atividades esportivas e lazer. Ficou claro que em alguns casos, esses acadêmicos têm certas carências, o que configura certa barreira a ser ultrapassada no mercado de trabalho. Dentre as dificuldades encontradas, as mais citadas são a falta de valorização do profissional da educação física, a grande concorrência com outros profissionais e, por fim, certas deficiências atribuídas ao exercício universitário, além da falta de informação quanto ao campo de atuação de um profissional licenciado.
2199 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF ANÁLISE DAS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS ENTRE O ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO E O PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA – EDUCAÇÃO FÍSICA – UNIMONTES Andresa Maciel Gonçalves; Prática de formação, Educação Física, Estágio, PIBID. Este trabalho tem como objetivo analisar as diferenças e semelhanças entre o Estágio Curricular Supervisionado e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID – Educação Física – UNIMONTES, demonstrando quais as diferenças apontadas pelos acadêmicos durante suas vivências no cotidiano escolar tanto no PIBID quanto no estágio, bem como compreender a relação entre os acadêmicos e as escolas no momento dessa prática. Este estudo trata-se de uma pesquisa descritiva e de natureza qualitativa, tendo como população os acadêmicos do curso de Educação Física – Licenciatura da Universidade Estadual de Montes Claros, que estiveram inseridos no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência- PIBID, nos Subprojetos oriundos do curso de Educação Física até o ano de 2013, que ainda estejam cursando a Licenciatura e, que já tenham passado por pelo menos um dos períodos do estágio curricular supervisionado em Educação Física. A amostra foi constituída por 30 acadêmicos/voluntários que integram ou integraram os Subprojetos de Educação Física. Em relação aos subprojetos de natureza interdisciplinar a entrevista foi realizada apenas com os acadêmicos da área de Educação Física. Como instrumento para coleta de dados desta pesquisa foi utilizada a Técnica de Entrevista Semiestruturada. Foram abordados temas relacionados à importância que a prática docente tem para a preparação do acadêmico ao mercado de trabalho, sendo ela vivenciada no PIBID ou no estágio. Através dos relatos dos acadêmicos foi possível constatar que a participação tanto no PIBID quanto no estágio contribuíram significativamente para sua formação docente, uma vez que oportunizam vivências antecipadas em relação à realidade escolar e profissional, auxiliando o futuro docente em possíveis dificuldades encontradas quando este, exercer o papel de professor.
2200 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF QUALIDADE DE VIDA OU VIDA COM QUALIDADE: ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES DIAGNOSTICADAS COM CÂNCER DE MAMA PRATICANTES DE ATIVIDADES FÍSICAS REGULARES Ane Ellen Batista Pinheiro; Câncer de mama, atividade física, qualidade de vida. O câncer de mama é uma doença muito temida pelas mulheres, uma vez que compromete não somente a integridade física, mas também a relação que a paciente estabelece com o seu corpo e sua mente. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo avaliar a qualidade de vida e depoimentos de mulheres diagnosticadas com câncer de mama praticantes de atividades físicas regulares participantes do Projeto Vida. Para esse propósito foi utilizada uma amostra que contou com 19 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, com idades entre 40 e 84 anos em várias fases de tratamento. A pesquisa foi realizada através da aplicação do questionário SF36, no qual os resultados foram divididos em 8 domínios englobando capacidade funcional, aspectos físicos, aspectos emocionais, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais e saúde mental. Os escores apontaram bons resultados, um total de 62,37%, o que demonstrou-se positivo considerando as diversas condições de saúde das mulheres entrevistadas. Resultado de extrema relevância, pois uma boa qualidade de vida em geral colabora para a continuidade do tratamento e enfrentamento da doença. Considera-se que as mulheres participantes do Projeto Vida apresentam uma boa qualidade de vida, de acordo com os escores do SF-36, porém vale destacar, que a vida das mesmas de acordo com suas atitudes –“viver” - tem sido com muita qualidade. Independentemente das dificuldades encontraram no grupo o apoio e a ajuda que precisavam, pois além da atividade física, um lugar para distração, cultivo de novas e verdadeiras amizades, enfrentamento e fé, o que inevitavelmente proporciona uma melhora na qualidade de vida.
2201 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF BEM ESTAR SUBJETIVO EM JOVENS ADOLESCENTES ESCOLARIZADOS, ATLETAS DE ESPORTE DE RENDIMENTO Carolina Bicalho Pereira; Adolescentes. Atletas de alto rendimento. Bem estar subjetivo. Handebol. A adolescência é uma verdadeira e autêntica fase evolutiva do ser humano, devendo ser considerada desde os vértices biológico, social, cultural e psicológico, aprofundando cada área para integrá-las na compreensão do adolescente da atualidade. Para tanto, devem ser estudados construtos que possam fazer a diferença na vida desses indivíduos. O Bem estar subjetivo parece interferir na vida dos jovens adolescentes. Tomando por base jovens atletas os fatores que podem intervir são evidenciados de forma mais enfática. As dúvidas, a pressão por resultados e cobranças do treinador pode intervir na sua fase de escolarização como também nas atividades esportivas de alto rendimento, fazendo assim aumentar o interesse nesse grupo por parte dos pesquisadores. Portanto, o objetivo desse estudo foi verificar o bem estar subjetivo da equipe da categoria infantil de esporte de rendimento - handebol, da cidade de Montes Claros- MG. A amostra foi composta por (n=35) com idade de 11 anos 2 (5.7%), com a idade de 12 anos 08(22.9%), com 13 anos 13 (37.1%) e com 14 anos de idade 12 (34.3%). Os instrumentos utilizados foram um questionário estruturado e o específico de bem-estar subjetivo “Memorial University of Newfoundland Scale of Happiness”. Foi realizada estatística descritiva dos dados, média, desvio padrão e porcentagem para análise das respostas. Foi utilizado ainda o teste T-Student e Análise de variancia. O nível de significância p≤0,05. Os resultados evidenciaram o bem estar subjetivo com (M=18,20; Dp 5.32). Os resultados do Teste “t” mostraram diferenças estatisticamente significativas relacionadas ao sexo (p=,019) somente para a variável dependente afetos positivos. As outras variáveis dependentes afetos negativos, experiências positivas, experiências negativas e o bem estar subjetivo não apresentaram associação estatística significante com o sexo masculino e feminino dos atletas de alto rendimento em análise. Na análise estatística acerca da relação das variáveis independentes e a variável dependente BES, foi verificado que a escolaridade (p=.014) é significativa para o bem estar de jovens atletas. Os atletas que estão no ensino médio (M=26,28; Dp=6.15) possuem escores maiores de bem estar que aqueles os quais estão no ensino fundamental (M=16.17; Dp=6.31). Outra variável que se mostrou associada significativamente ao bem estar subjetivo de atletas jovens de handebol foi a prática de outra atividade Física (p=.015), na qual os praticantes (M=20,80; Dp=4.62) possuem médias mais elevadas. As outras variáveis religiosidade, consumo de álcool e se é cobrado pelo treinador não evidenciaram associação estatística com o bem estar subjetivo dos jovens atletas da alto rendimento. Conclui-se para essa população que a escolaridade, praticar outra atividade física além do treinamento de handebol são importantes no bem estar subjetivo dos jovens adolescentes praticantes de esporte de alto rendimento.
2202 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF COMPARAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL DE MULHERES SOBREVIVENTES AO CÂNCER DE MAMA E GRUPO CONTROLE Eliz Aline Ives Santos; Câncer de mama, Composição Corporal bioimpedância, hipertensão. O câncer de mama tem aparecido como o segundo de maior ocorrência mundial entre as mulheres. Estudos mostram que além do fator hereditário vários fatores contribuem para o surgimento da neoplasia como a falta de atividade física, obesidade, menarca precoce dentre outros. Estudos mostram também que mulheres submetidas a quimioterapia tendem a apresentar um aumento em sua composição corporal no que diz respeito a %GC e diminuir a quantidade de MM, Sendo assim esse estudo teve como principal objetivo comparar a composição corporal em mulheres sobreviventes do câncer de mama mulheres hipertensas e mulheres que nunca tiveram câncer de mama. Para a avaliação da composição corporal foi utilizado a Bioimpedância da marca Bodystat 1500, a amostra do estudo foi composta por mulheres, participantes de um programa de exercícios inseridos na estratégia saúde da família (ESF), no Centro de Saúde do bairro Vila Oliveira mulheres hipertensas participantes do grupo de idosos e hipertensos do Sesi Minas e mulheres portadoras do câncer de mama participantes do Projeto Vida realizado como Projeto de extensão no Laboratório do Exercício da Universidade Estadual de Montes Claros. Para o tratamento dos dados utilizou a estatística SPSS 20.0 for Windows com utilização de média e desvio padrão para as variáveis somáticas simples e compostas e o teste T s para amostra independente. Os resultados encontrados nos grupos apresentaram IMC e PC elevados entretanto o que chamou mais atenção no estudo foram a %GC e MM onde o mulheres sadias apresentaram média de 44,66%, o grupo de hipertensos apresentaram 43,12% e o grupo de mulheres acometidas pelo câncer de mama apresentaram média 49,77%. Com relação a MM o grupo de mulheres sadias apresentaram média de 35,72kg, o grupo de mulheres hipertensas apresentaram 38,59 e o grupo de mulheres acometidas pelo câncer de mama apresentaram 33,32%. Assim acreditamos que o tratamento quimioterápico e a inatividade física pode contribuir para que haja realmente mudanças significativas na composição corporal desses indivíduos. Portanto deve-se voltar atenção para a questão da obesidade e composição corporal afim de amenizar recidivas e evitar o surgimento de doenças cardiometabólicas nesse público. Bem como, estudar mais afundo os efeitos adversos dos medicamentos antineoplásicos.
2203 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF EFEITOS CRÔNICOS DO TREINAMENTO DE GINÁSTICA LOCLIZADA PUMP SOBRE O COMPORTAMENTO AGUDO DA CURVA DE GLICEMIA Emanuelly Ribeiro Santos; Glicose, curva de glicemia, ginastica localizada pump. Os programas de exercícios resistidos têm sido cada vez mais recomendados como uma forma de tratamento não farmacológico de algumas enfermidades. Uma característica importante dos exercícios resistidos é a grande participação da atividade glicolítica, com grande utilização do glicogênio muscular como fonte energética. O pump é uma aula pré-coreografada, com duração de 60 minutos, trabalhando um grupo muscular durante cada musica com um alto numero de repetições, sendo assim caracterizada como um trabalho de resistência. O principal objetivo do presente estudo foi verificar o efeito crônico do treinamento de ginastica localizada pump sobre o comportamento agudo da curva de glicemia. Participaram deste estudo 8 indivíduos submetidos a 8 semanas de treinamento de ginastica localizada pump (grupo treinamento- GT) e 7 indivíduos sedentários (grupo controle-GC) submetidos a uma aula de ginastica localizada pump, sendo todos do sexo feminino, na faixa etária de 19 a 25 anos. Não foram encontradas diferenças significativas no pré-teste (p=0,81 GT e p=0,81 GC), tendo os dois grupo os mesmos níveis de glicemia inicial. Após a musica de agachamento (2) houve diferença significativa nos dois grupos, sendo maior no GT (p=0,237) e menor no GC (p=0,726). Na terceira coleta (4), não foi verificada diferença significativa nos dois grupos: GT (p=0,063) e GC (p=0,293), mas pode-se observar que o GC esteve muito mais próximo aos valores de significância do que o GT. Comparando o pré e pós-aula, o GC apresentou diferença significativa (p=0,05). Este achado pode ser explicado à adaptação crônica do individuo para melhor utilização de glicose durante o exercício resistido.
2204 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF CÂNCER DE MAMA: O EXERCÍCIO FÍSICO E O “MELHOR” CORPO Gildeane Pereira Silva; Câncer de mama, Composição Corporal, Programa de Exercício. Em decorrência do câncer de mama a composição corporal apresenta algumas alterações, a massa magra sofre um decréscimo, em quanto os níveis de gordura corporal tendem a um aumento considerável, principalmente na região mais central do corpo. O principal objetivo do estudo foi verificar o efeito crônico de um programa de exercício físico na composição corporal de mulheres diagnosticadas com câncer de mama. O presente estudo se caracteriza como estudo transversal, descritivo de abordagens quantitativa, a amostra foi composta por 20 mulheres participantes do projeto VIDA da Unimontes. Para a avaliação da composição corporal foi utilizada a balança FILIZZOLA digital com capacidade para 150 kg e resolução de 0,1 kg e um compasso da marca CESCORF para medida das três dobras cutâneas (tríceps, supra ilíaca e coxa), no qual a coleta dos dados referentes à composição corporal foram feitas no início e no término das atividades sistematizadas. O programa de exercício foi realizado duas vezes por semana, durante 12 semanas consecutivas. Para o tratamento dos dados utilizou a estatística SPSS 19.0 for Windows com utilização de média e desvio padrão para as variáveis somáticas simples e compostas, para as variáveis dependentes foi feita a verificação da normalidade dos dados por meio do teste de Shapiro-Wilk. Em seguida, aplicou o test “t” de Student (p≤0,05) para amostra pareada, com análise de média e desvio padrão pré e pós-exercício. Conforme os resultados encontrados, verificamos que o percentual de gordura através das dobras cutâneas apresentou diferença significativa, mostrando que houve aumento enquanto ao % G pós-exercício no qual apresentaram média de valores de 33,17 % e pré-exercício 30,31%. Nas outras variáveis ocorreram diferenças, porém esses valores não apresentaram significância de (p≥0,05). O peso corporal apresentou valor de 63,75kg no pré-teste e 64,15kg no pós-teste, seguindo, o IMC dessas mulheres no pré-teste apresentou valores de 26,09kg/m2 e 26,26kg/m2 no pós-teste. Em relação à circunferência da cintura obtivemos inicialmente o valor de 82,35 cm e posteriormente 82,75 cm, a circunferência do quadril resultou no valor de 99,65cm no pré e 99,60 no pós-teste ao passo que a RCQ apresentou um valor 0,82 cm no pré onde houve um aumento relevante, porém não significativa ficando com valor de 0,83 cm no pós-teste. Portanto, podemos perceber que os resultados encontrados sugerem novos estudos com idosos para verificar a influência do exercício físico na composição corporal.
2205 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF SIGNIFICADO DA DANÇA BREAK PARA JOVENS ENVOLVIDOS COM O MOVIMENTO HIP HOP Jeferson Mendes Pereira; Jovens, Formação humana, Oportunidades. O movimento hip hop emergiu nos Estados Unidos, na década de 1970. Mais exatamente nos subúrbios de Nova York e de Chicago. Bambaataa percebe que a dança seria uma forma eficiente e pacífica de expressar os sentimentos de revolta e de exclusão, uma forma de minimizar as brigas de gangues do gueto e, provavelmente, o clima de violência. Este estudo teve como objetivo investigar o significado da dança break para os jovens envolvidos com o movimento hip hop em Montes Claros-MG. Caracterizou-se como sendo estudo de natureza qualitativa. Para a realização dessa investigação o instrumento utilizado foi uma entrevista semiestruturada aplicada a 05 jovens do sexo masculino, líderes de grupos de dança break, pertencentes da cidade de Montes Claros-MG, contendo oito questões abertas. Desta forma, é sustentada a hipótese de em função dos jovens serem os protagonistas de suas ações sociais, a dança traz um significado para sua formação humana, social, cultural, profissional e artística, pois cria satisfação, alegria, euforia, amor, constrói amizades, disciplina os corpos, educa e leva os envolvidos a se dedicarem. Percebemos uma elevação da autoestima desses indivíduos, quebrando paradigmas, possibilitando diversas oportunidades, criando formas de conviver em harmonia, em sociedade, respeitando as pessoas como seres de individualidades e também com limites.
2206 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF AS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA PROMOÇÃO DE HÁBITOS SAUDÁVEIS EM ESCOLARES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE PÚBLICA DE MONTES CLAROS – MG. João Alan Ferreira Elias; Planejamento, ensino fundamental series finai, intensidade, hábitos saudáveis, sedentarismo. A sociedade atual está em constante mudança. A falta de tempo é cada vez maior, deixando as pessoas com tempo reduzido, para se preocuparem com a aquisição de hábitos saudáveis, e a sua saúde. As escolas tem um papel fundamental na conscientização da sociedade, quanto à importância de se adquirir hábitos saudáveis, uma vez que, grande parte da população, passa quase duas décadas das suas vidas nestas instituições de ensino. Nestas, o professor de educação física em suas aulas, tem o papel de incentivar, ensinar, de forma atrativa, a importância da aquisição de hábitos saudáveis para a saúde do indivíduo. Assim, o objetivo deste trabalho foi, verificar se, as atividades ministradas nas aulas de educação física, promovem a diminuição do sedentarismo, e a aquisição de hábitos saudáveis, em escolares do ensino fundamental 8° e 9° anos da rede pública de Montes Claros - MG. O estudo trata-se de uma pesquisa descritiva e de campo com análise quali – quantitativa, de corte transversal. A população foi composta por 364 alunos, de três escolas públicas de Montes Claros - MG, com idades dos 12 aos 15 anos do 8° e 9°anos. Desta amostra, 91 usaram o pedômetro, de forma aleatória, nas aulas práticas e após esta, todos da turma responderam ao questionário adaptado de Borg. O professor regente, respondeu a um questionário, sobre o planejamento e a execução das suas aulas de educação física. Ao final da pesquisa, concluiu-se que, as aulas de educação física, não estão promovendo a aquisição de hábitos saudáveis, e a redução do sedentarismo. Pois, os planejamentos das aulas não acontecem na prática, grande maioria dos horários teóricos é preenchido com jogos de tabuleiro e cartas. As aulas práticas são de futsal, com maior participação dos meninos, as meninas ficam sentadas conversando ou usando o celular, quando participam, é para somente obterem nota e frequência. Assim, nota-se a preocupação, em desenvolver nos professores, a consciência de que estão formando cidadãos, e que sua contribuição nas suas vidas é fundamental para que cresçam com saúde, e adquiram uma rotina de hábitos saudáveis, para assim, reduzir os casos de sedentarismo, que são causas e agravantes de várias enfermidades.
2207 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF INCIDÊNCIA DO TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE EM ESTUDANTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA DA CIDADE DE FRANCISCO SÁ Jéssyca Fernanda Gomes Lopes Soares; TDAH, escolares, hiperatividade. Um dos assuntos mais comentados na educação nos dias atuais é a inclusão na escola. Crianças que apresentem algum tipo de deficiência devem ou não, ser matriculadas em escolas onde o ensino é regular, e o presente estudo retrata incidência do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade em estudantes de uma escola pública da cidade de Francisco Sá, visto que esse transtorno é um dos mais questionados pelos professores que muitas vezes não conseguem diferenciar um aluno problemático de um TDAH. Para que o trabalho fosse realizado, foram aplicados questionários aos professores regentes onde deveriam ser respondidas questões sobre o comportamento de seus alunos em sala de aula. O referencial teórico é composto por seis tópicos onde são discutidos temas como educação, infância, déficit de atenção e hiperatividade conceitos e história, características do déficit de atenção e hiperatividade, criança com TDAH, diagnóstico/ tratamento, déficit de atenção e hiperatividade relação entre meninos x meninas. Na conclusão evidencia-se que os dados coletados são de uma escola publica da rede estadual de ensino e abrangem informações sobre aquela determinada realidade escolar, não sendo assim consideradas afirmações conclusivas ao tema evidenciado.
2208 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF MOTIVAÇÃO EM ESCOLARES DO ENSINO MÉDIO EM RELAÇÃO ÀS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Luana Pereira Da Costa Fernandes; Motivação, Educação Física, Motivação Intrínseca, Motivação Extrínseca. A motivação é um importante fator para o sucesso do processo de ensino aprendizado. O ensino não acompanhou a sociedade que esta em constante mudanças e tem uma gama muito grande de informações para os jovens que ainda estão em processo de formação e muitas vezes acabam desviados dos objetivos escolares. A motivação tem como finalidade estimular os alunos aos estudos. O presente trabalho teve como objetivo verificar a motivação em escolares do ensino médio de uma escola da rede pública estadual de educação em Minas Gerais. Este trabalho apresenta um estudo descritivo de corte transversal com análise dos dados com abordagem quantitativa. Para a realização da pesquisa de campo, foi utilizado um questionário para avaliar a motivação intrínseca e extrínseca, instrumento este validado por Kobal (1996). Para analise dos dados, utilizou-se o programa estatístico SPSS 20.0 para Windows. Na análise de dados foram verificadas as médias e percentuais (análise quantitativa) através do Teste-t para amostras independentes. A motivação para o sexo feminino é maior que para o sexo masculino intrinsecamente e a motivação extrínseca é equivalente para ambos os sexos. Sugere-se que a motivação deve ser observada a todo momento pelo professor nas aulas de Educação Física para que o processo de ensino se torne mais eficaz.
2209 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF NÍVEL DE FLEXIBILIDADE E QUALIDADE DE VIDA EMPRATICANTES E NÃO-PRATICANTES DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL EM UMA EMPRESA DE SANEAMENTO BÁSICO Michelle Vanessa Oliveira Teixeira; Ginástica laboral; Flexibilidade; Qualidade de vida. A Ginástica Laboral (GL) com o intuito de proporcionar melhorias no ambiente laboral, tem sido utilizada como promoção da qualidade de vida, dando prioridade ao bem-estar e a saúde do trabalhador. O objetivo deste estudo foi verificar o nível de flexibilidade e qualidade de vida em praticantes e não praticantes do Programa de Ginástica Laboral (PGL) em uma empresa de saneamento básico. O estudo foi realizado através de uma pesquisa descritiva de corte transversal. A amostra foi constituída de 23 indivíduos, sexo masculino, sendo 13 praticantes do PGL (idade= 45,46±9,64 anos, massa corporal= 75,88±10,17 kg, estatura= 1,70±0,08 cm, IMC= 26,33±2,88 kg/m2) e 10 não-praticantes do PGL (idade= 42,90±8,88 anos, massa corporal=77,97±12,84 kg, estatura= 1,71±0,05 cm, IMC= 26,80±4,29 kg/m2). Os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e, posteriormente foram submetidos aos testes de flexibilidade (goniometria do quadril, apley e schober), bem como a avaliação de peso e estatura. Em seguida, responderam ao questionário de qualidade de vida SF-36. Através da análise estatística constatou-se que o grupo que participa do PGL obteve médias melhores na flexibilidade do quadril e ombro direito, comparado ao grupo que não participa, sendo: FQD= 97,95±13,4, FQE= 96,15±6,45, FOD= -12,46±11,69. Em relação à flexibilidade da coluna lombar, o grupo que não participa da GL obteve média de 4,82% maior que a média do grupo que participa da GL, porém, esta diferença não foi estatisticamente significativa, o que aconteceu também na flexibilidade da articulação do ombro esquerdo. Os resultados da pesquisa apontam que o nível de flexibilidade do GPGL é consideravelmente melhor que o nível do GNGL. Portanto, torna-se necessário ressaltar que a GL é uma importante ferramenta para a melhoria do estilo de vida do trabalhador, pois exerce papel fundamental no seu bem-estar, na disposição física e mental e no relacionamento interpessoal dentro da empresa.
2210 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF ANÁLISE DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E COORDENAÇÃO MOTORA DE CRIANÇAS DE 6 A 10 ANOS DO PROGRAMA MINAS OLÍMPICA GERAÇÃO ESPORTE / UNIMONTES Paulo Henrique Mendes Veloso; Coordenação motora, índice de massa corporal. O objetivo deste estudo foi correlacionar o índice de massa corporal (IMC) com a coordenação motora dos educandos de 6 a 10 anos do Programa Minas Olímpica Geração Esporte do núcleo Fadenor / Unimontes – Montes Claros – MG através da bateria de teste coordenação corporal - KTK. Este estudo trata-se de uma pesquisa descritiva, com análise quantitativa e corte transversal. A amostra foi composta por 58 crianças, escolhidas de forma conveniente, sendo estas 35 do sexo masculino e 23 do sexo feminino, com faixa etária de 6 a 10 anos. Os instrumentos utilizados foram a bateria de teste KTK desenvolvida por Kiphard; Schilling (1974) que avalia a coordenação motora em crianças e para mensurar o peso e a estatura foram utilizados balança digital e fita métrica. Os dados coletados foram submetido à análise junto as tabelas normativas de Kiphard; Schilling (1974) para obtenção do quociente motor (QM) e a tabela de Conde; Monteiro (2006) para o IMC. A partir do QM, foi constatada a classificação da coordenação motora. Para a análise estatística, os dados foram analisados no programa SPSS versão 20.0 for Windows, sendo submetidos à estatística descritiva. O teste “t” de Student foi utilizado para as comparações entre os sexos e para verificar a associação entre o IMC e a coordenação motora foi utilizada a Correlação de Pearson. O nível de significância adotado foi de p ≤ 0,05. Conforme a exposição dos dados coletados o estudo apresentou que o índice de massa corporal influencia nos quocientes de coordenação motora, porém os dados não foram estatisticamente significativos. Contudo, faz-se de grande importância a necessidade de se promover o desenvolvimento integral das crianças, por meio de atividades recreativas, esportivas e/ou pedagógicas que promovam o pleno aperfeiçoamento das capacidades coordenativas e, sobretudo, atentando-se a métodos de controle do peso corporal, em atenção à faixa etária e à estatura da criança.
2211 renef v. 4 n. 4 (2014): RENEF RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS E HEMATOLÓGICAS AO TREINAMENTO DE GINÁSTICA LOCALIZADA PUMP Rafael Junio Lima Rocha; Sistema Imunológico, Sistema Hematológico, Ginástica Localizada Pump. A prática regular de exercícios físicos, conforme pesquisas, exerce grande influência na saúde do organismo, gerando uma demanda em múltiplos sistemas, como por exemplo, energético e neuromuscular, que induzem alterações cardiovasculares, imunológicas, hematológicas, dentre outras. Nesta perspectiva, o objetivo do estudo foi analisar as respostas crônicas de um treinamento de Ginástica Localizada Pump (GLP) em relação ao número diferencial de leucócitos circulantes, ao sistema hematológico e concentração de plaquetas no sangue. Esta pesquisa caracterizou-se como pré-experimental. A amostra foi composta por 09 mulheres aparentemente saudáveis, com idade entre 19 e 24 anos (21,88 ± 1,69) que tiveram mensuradas as variáveis: massa corporal; estatura; circunferência da cintura, abdome e quadril; glicemia; número de hemácias, hemoglobina e hematócritos circulantes, bem como contagem global de leucócitos; neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos, linfócitos e plaquetas. As aulas de GLP foram ministradas durante 8 semanas com mínimo de 3 sessões semanais. A coleta de dados foi realizada no Laboratório do Exercício da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes (LABEX) a uma temperatura ambiente de 23°C. Os indivíduos passaram por anamnese e foram submetidos ao teste de glicemia capilar, bioimpedância; finalizando com coleta de 4 ml de sangue da região medial do braço direito, que foi imediatamente encaminhada para análise em laboratório. Os resultados apresentaram diferença significativa na resposta imunológica e hematológica em algumas variáveis quando correlacionadas ao pré e pós-treinamento GLP. Retrata-se, entretanto, que alguns fatores não foram controlados nas mensurações, tornando-se limitantes da presente pesquisa.
2212 renef v. 3 n. 3 (2013): RENEF Editorial da 3ª Edição Amário Lessa Júnior; A Revista Norte-Mineira de Educação Física - RENEF compreende o somatório de esforços coletivos de pesquisadores que atuam nas áreas de ciências da saúde e educação, especialmente nos cursos de Educação Física e outros cursos da área da saúde. A revista pretende discutir, promover e possibilitar o desenvolvimento da ciência com enfoque na formação cientifica, e tem como objetivo principal, publicar resultados de pesquisas primária e/ou secundária, em temas voltados para saúde, esporte qualidade de vida, educação e áreas correlatas. É um projeto concebido para construir um vínculo de caráter cientifico de estudos e pesquisas e referendar mais precisamente a missão da Universidade Estadual de Montes Claros. Trata-se de mais um entre os inúmeros desafios que a UNIMONTES tem para com a sociedade. Há uma curva de aprendizado na gestão editorial da RENEF, já que essa é apenas a 3º edição on-line, portanto ainda temos dificuldades na sua construção e edição, mas com a avaliação do Qualis CAPES (B5 - Interdisciplinar), acreditamos que estas serão sanadas e que serão agregados muitos colaboradores paras as próximas edições. No entanto, acreditamos que, com tal publicação, além da formação sólida, séria e atualizada calcada na teoria e na prática, estejamos também oferecendo aos profissionais e acadêmicos importante estímulo à pesquisa, parte integrante de qualquer projeto que almeja um ensino de qualidade. De caráter anual até 2013, o foco da RENEF centra-se no fato possibilitarmos sua publicação semestral a partir de 2014 e que os resultados obtidos sejam relevantes para a comunidade em geral, ao mesmo tempo em que poderá possibilitar aos profissionais da saúde um diferencial, através de informações e pesquisas atuais. A Comissão Editorial da RENEF agradece a todos que contribuíram para que essa edição se transformasse em realidade. Amário Lessa Júnior Geraldo Magela Durães
2213 renef v. 3 n. 3 (2013): RENEF ENTREVISTA DA PROFESSORA PROFª. DRª. IGUATEMY MARIA DE LUCENA MARTINS - CONFEF Iguatemy Maria de Lucena Martins; Entrevista concedida ao professor MsC Severeino Leão de Alburquerque Neto com a profª. drª. Iguatemy Maria de Lucena no dia 26 de abril de 2012presidente da comissão de ensino superior e Preparação Profissional do CONFEF, sobre a estruturação curricular dos cursos de educação física.
2214 renef v. 3 n. 3 (2013): RENEF BULLYING NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR EM UMA ESCOLA DO ENSINO MÉDIO Cristiano Aparecido Silva Rocha;Márcia Margarida Silva Rocha;Giuliano Roberto da Silva; Bullying, Jovens, Educação Física Este estudo teve por objetivo verificar o “Bullying” na Educação Física escolar em uma escola pública do ensino médio na cidade de Oliveira – Minas Gerais. Percebemos que o “Bullying” representa o uso da superioridade financeira, intelectual ou física com o intuito de prejudicar, humilhar outra pessoa. Para isso, participaram do estudo 66 alunos entre os gêneros (masculino n= 32 e feminino n= 34) com idade entre 15 a 17 anos. Os participantes responderam a um questionário a respeito da ocorrência de maus tratos durante as aulas de Educação Física. Aproximadamente 23% dos alunos já se sentiram humilhados, prejudicados e maltratados por outros jovens durante as aulas de Educação Física nesta escola, tais como: ameaças, agressão verbal durante as atividades práticas, agressão racial, boatos e intrigas e algumas vezes até mesmo exclusão destas atividades. Todavia percebemos que as aulas de “Educação Física” deveriam promover dinâmicas e atividades que visem à interação e integração dos jovens, evitando destacar em demasia as qualidades e defeitos que poderiam resultar em agressões aos demais colegas, sejam de ordem física e ou psicológicas.
2215 renef v. 3 n. 3 (2013): RENEF TESTES DE RESISTÊNCIA ANAERÓBIA CORRELACIONADOS AO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL DE ESCOLARES DO ENSINO FUNDAMENTAL II Douglas Carrara dos Santos;Erasmo Dos Santos Filho;Erico Chagas Capeturo;Ademir de Marco;Vinicius Barroso Hirota; Educação Física Escolar; Avaliação física; Índice de Massa Corporal. A avaliação dos níveis ideias da composição corporal de crianças é tema de preocupação frente a obesidade infantil, sendo assim o objetivo do estudo foi avaliar o IMC e correlaciono com testes de resistência anaeróbia de velocidade e agilidade, testando a hipótese de que crianças com sobre peso podem executar tarefas de curta duração. Através de uma pesquisa descritiva foram avaliadas 43 crianças (19 meninos e 24 meninas) de idade entre 10 e 12 anos (média 10,85±0,54), estudantes de uma escola privada da Cidade de Osasco, SP, separados por Turma A (TA) e Turma B (TB) onde aferimos o IMC, e testamos a velocidade e a agilidade, separadamente por duas turmas; os dados foram quantificados soba força e luz da estatística descritiva, teste de Mann Whitney, e a correlação de Spearman fazendo uso do software SPSS. Foi observado que o IMC de ambos os gêneros encontram-se normais, não existindo nenhuma diferença significativa entre os gêneros nas variáveis peso, altura; dentre as mensurações da TA o grupo parece muito homogêneo, já na TB os meninos apresentam-se significativamente mais altos que as meninas. Comparando o gênero feminino, as meninas da TA são significativamente mais altas que a TB, enquanto que no gênero masculino nenhuma diferença foi encontrada; quanto as testes não houve diferença entre as turmas. Conferimos que as crianças envolvidas neste estudo estão dentro dos padrões normais de peso, no entanto não foi encontrada nenhuma correlação entre IMC e os testes de velocidade e agilidade.
2216 renef v. 3 n. 3 (2013): RENEF SÍNDROME DO ESGOTAMENTO PROFISSIONAL (SEP) EM PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ESCOLAS ESTADUAIS Berenilde Valéria de Oliveira Sousa;Cristiane Pereira Ferreira;Maria de Fatima Matos Maia;Adriana dos Santos Silva;Laura Beatriz Costa Veloso;Jean Claude Lafetá; Síndrome do Esgotamento Profissional, Professores de Educação Física, Planejamento Pedagógico. RESUMO A síndrome do esgotamento profissional é uma doença do estresse que acomete principalmente profissionais que trabalham em profissões que possuem uma maior responsabilidade pelo outro. O presente estudo procurou avaliar a Síndrome do Esgotamento Profissional em Professores de Educação Física da cidade de Montes Claros-MG que possuem e não possuem planejamento pedagógico no exercício da profissão docente. A amostra foi composta por 18 professores, 9 homens e 9 mulheres. O instrumento utilizado foi o questionário Maslach Burnout Inventory – MBI. Foi realizada análise descritiva com utilização de média e desvio padrão, na comparação o teste t para amostras independentes e ANOVA oneway. Na análise descritiva, os professores investigados se encontravam na fase inicial da síndrome. Na comparação não foram encontradas diferenças significativas nas variáveis independentes: sexo, número de cargos, tempo de experiência, situação funcional e qualificação. Embora não tenha sido encontrada diferença significativa, novos estudos devem ser realizados já que as médias apresentadas sugerem que estas variáveis podem influenciar na SEP em diferentes contextos.
2217 renef v. 3 n. 3 (2013): RENEF MOTIVOS QUE LEVAM OS ACADÊMICOS DO PERÍODO NOTURNO DOS CURSOS DA ÁREA DA SAÚDE À PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA Aline Alves Vieira;Jayme dos Santos;Igor Rainneh Durães Cruz; Motivação; atividade física; acadêmicos da área da saúde A motivação é definida como um processo ativo, intencional, dirigido a uma meta, o qual depende dos fatores internos (intrínsecos) e ambientais (extrínseco). O objetivo deste estudo foi investigar os motivos que levam os acadêmicos dos cursos da área da saúde à prática de atividade física. Participaram desta pesquisa 128 acadêmicos do 2º período noturno dos cursos da área da FUNORTE. O instrumento utilizado para coleta de dados foi o questionário Exercise Motivation Inventory (EMI – 2). Os dados foram analisados com o auxilio do SPSS, versão 20,0. Os resultados apontaram cinco motivos que levam os acadêmicos da área da saúde à prática de atividade física, que foram: a) para ter um corpo saudável; b) porque quero manter uma boa saúde; c) para me sentir mais saudável; d) porque me faz sentir bem; e) para prevenir problemas de saúde. Conclui-se que os resultados demonstraram uma grande preocupação dos acadêmicos com sua saúde, eles praticam atividade física no intuito de reduzir as possibilidades de doenças, melhorando assim sua qualidade de vida e bem estar.
2218 renef v. 3 n. 3 (2013): RENEF A LUCTA DOS TITANS - A INVENÇÃO DA RIVALIDADE ENTRE CLUBE ATLÉTICO MINEIRO E A SOCIEDADE SPORTIVA PALESTRA ITÁLIA: 1921 - 1942. Rogério Othon Teixeira Alves; utebol, rivalidade, Atlético Mineiro, Palestra Itália A proposta deste estudo foi compreender a construção histórica da rivalidade nos jogos entre o Clube Atlético Mineiro e a Sociedade Sportiva Palestra Itália, na cidade de Belo Horizonte, de 1921 até 1942. Procuramos entender como se teceu essa rivalidade e como a fundação dessas equipes de futebol modificou o espaço e a dinâmica da cidade. Por se tratar de um estudo histórico, nos fundamentamos, principalmente, nos estudos de modernidade de Nicolau Sevcenko e nos trabalhos que, de alguma forma, tiveram o futebol e a cidade de Belo Horizonte como tema de investigação. Tais estudos foram os de Euclides Couto, Georgino Souza Neto, Letícia Julião, Rodrigo Moura, Raphael Rajão, Marilita Rodrigues e Kellen Vilhena. Adotamos os jornais como fonte de pesquisa, trabalhamos com periódicos da temporalidade pretendida e de anos anteriores no intuito de subsidiar a construção do texto. Ao final, 231 reportagens jornalísticas foram utilizadas. Tais documentos foram encontrados no Arquivo da Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, na Coleção Linhares da Universidade Federal de Minas Gerais e na Hemeroteca Histórica da Biblioteca Pública Luiz de Bessa. Percebemos que o crescimento exponencial dos espectadores nos seus jogos, a expectativa pré-jogos trazida pelos jornais e, principalmente, o relato dos jogos, subsidiaram o entendimento para qualificar essa partida como um clássico do futebol de Belo Horizonte. Compreendemos que os jogos de futebol foram um dos espaços encontrados para o povo se aglomerar e socializar. Com o tempo, a simples assistência das arquibancadas evoluiu para o pertencimento clubístico, e esses torcedores tiveram nas camisas do Atlético e do Palestra um dos representantes da rivalidade local.
2219 renef v. 3 n. 3 (2013): RENEF Bem-estar psicológico nos adolescentes da cidade de Montes Claros, Estado de Minas Gerais - Brasil. Maria de Fatima Matos Maia; adolescência, autoestima, bem-estar psicológico, bem-estar subjetivo, depressão, índice de massa corporal. Introdução: Poucos estudos indagam sobre os fatores biopsicossociais e culturais que interferem no bem-estar durante a fase da adolescência. Objetivo: Caracterizar o bem-estar em adolescentes escolarizados residentes na Cidade de Montes Claros, Estado de Minas Gerais - Brasil. Metodologia: Estudo descritivo, quantitativo e comparativo com abordagem qualitativa, possuindo natureza exploratória e que pretende verificar as relações entre as variáveis independentes propostas e o bem-estar psicológico, o bem-estar subjetivo, a depressão, a autoestima e o índice de massa corporal em adolescentes. A amostra foi composta de 1864 adolescentes, 48.8% do sexo masculino e 51.2% do feminino, dos quais, na divisão em sub estágios, 36.1% se encontram na adolescência inicial, 36.2% na média e 27.7% na final, considerando as faixas etárias ou grupos etários como: adolescência inicial (12 - 14 anos), adolescência média (15 - 17 anos) e adolescência final (18 - 20 anos). Como procedimentos estatísticos foram adotados o “teste t” de Student, ANOVA, MANOVA, MANCOVA e o nível de significância estipulado foi 5% (p ≤ .05). Os instrumentos específicos utilizados foram: o questionário de C. Ryff de bem-estar psicológico versão curta adaptada por Rosa Novo; o “Development of the Memorial University of Newfoundland Scale of Happiness - MUNSH”, o Beck Depression Inventory – BDI, o Rosenberg Self-Esteem Scale e o IMC (calculado através da fórmula IMC= peso/estatura2). Resultados: Bem-estar psicológico: sexo (p= .003; F=8.876): sexo masculino (M=3.34;DP=0.31) e sexo feminino (M=3.39;DP=0.31). Álcool (p= .011; F=6.440): adolescentes consumidores (M=3.39;DP=0.32) e não consumidores (M=3.34;DP=0.31). Nível de autoestima (p= .000; F=14.830): baixa (M=3.23;DP=0.30), média (M=3.34;DP=0.31) e alta auto- estima (M=3.52;DP=0.32). Bem-estar subjetivo: religiosidade (p= .001; F=10.602): religiosos (M=0.46;DP=2.52) e não religiosos (M=0.27;DP=2.25). Tipo de residência (p= .007; F=3.530): barracão (M=0.69; DP=2.48) casas próprias (M=0.62; DP=2.50), apartamentos (M=0.43; DP=2.36), casas alugadas (M=0.21; DP=2.62) e outros tipos de moradia (M=-1.50;DP= 2.38). Prática de esportes (p=.000;F=14.335): praticantes (M=0.38; DP=2.45) e não praticantes de esportes (M=-0.19; DP=2.66). Nível de autoestima (p=.000;F=14.612): baixa autoestima (M=0.76; DP=2.31), média (M=0.51; DP=2.52) e alta autoestima (M=-1.00; DP=2.49). Escolaridade da mãe (p= .009;F=3.417): mãe com ensino médio (M=0.52; DP=2.45), ensino superior (M=0.47; DP=2.48), com outros níveis de ensino (M=0.45; DP=2.52), com ensino fundamental (M=0.14; DP=2.51) e mães analfabetas (M= -1.13; DP=2.13). Depressão geral: Escolaridade (p=.000;F=19.298): ensino fundamental (M=57.32; DP=15.36), ensino médio (M=52.86;DP=17.71) e ensino superior (M=52.58;DP=14.09). O tipo de residência (p=.001;F= 4.991): outros tipos de moradia (M=66.22; DP =15.69), barracão (M= 52.54; DP=16.85), casa alugada (M= 52.28; DP =15.73), casas próprias (M= 50.35; DP =14.82). O consumo de álcool (p= .00; F=14.368): consumidores (M=55.83; DP=14.93) e não consumidores (M=52.68; DP=14.94). O nível de auto-estima (p= .00; F=122.228): alta (M=71.63; DP=16.89), autoestima média (M=49.10; DP=14.07) e baixa autoestima (M=42.03;12.76). A religiosidade (p=.00; F=11.082): não religiosos (M=56.36;DP=13.90) e os religiosos (M=52.15;DP=14.97). Autoestima: religiosidade (p= .00; F=9.928): ao religiosos (M=3.60; DP=0.63), não religiosos (M=3.42; DP=0.64). Tipo de residência (p= .02 F=2.922): casas próprias (M=3.66; DP=0.65), apartamento (M=3.62; DP=0.57), casas alugadas (M=3.55; DP=0.62), barracão (M=3.49; DP=0.53) e outros tipos de residência (M=3.22; DP=0.78). Sexo (p= .00; F=16.537): masculino (M=3.45; DP=0.64) e feminino (M=3.57; DP=0.66).Índice de massa corporal: Sexo (p= .00; F=28.788): masculino (M=17.32; DP=3.16) e o feminino (M=16.68; DP=2.53). A faixa etária (p= .00; F=12.711): final (M=17.62; DP=2.65), média (M=17.25; DP=2.58) e faixa etária inicial (M=16.02; DP=2.58). A escolaridade (p= .01 F=6.753): o ensino superior (M=17.62; DP=2.70), ensino médio (M=17.10; DP=2.60) e ensino fundamental (M=16.26; DP=2.60). Consumo de álcool (p= .00 F=25.531): adolescentes que consomem álcool (M=17.37; DP=2.80) e os não consumidores (M=16.62; DP=16.62). Conclusões: Entre os adolescentes escolarizados da cidade de Montes Claros, Estado de Minas Gerais – Brasil, aqueles que são do sexo feminino, consumidores de álcool e com baixa autoestima evidenciaram melhores índices de bem-estar psicológico. Os adolescentes que possuem melhores níveis de bem-estar subjetivo são aqueles os quais possuem mães com nível de escolaridade médio, residem em barracões, são religiosos, possuem baixa autoestima, são praticantes de esportes e não possuem hábito de consumir bebidas alcóolicas. Existem índices mais acentuados de traços depressivos nos adolescentes os quais estão cursando o ensino fundamental, habitam casas cedidas, invadidas ou doadas, não professam uma religião, são consumidores de bebidas alcoólicas e possuem autoestima alta. Os adolescentes do sexo feminino as quais residem em casas próprias e possuem religiosidade mostraram maiores índices de autoestima. O índice de massa corporal se apresentou é impactante no adolescente do sexo masculino que está na fase final da adolescência, os quais consomem álcool.
2220 renef v. 2 n. 2 (2012): RENEF EDITORIAL DA 2ª EDIÇÃO Amario Lessa Junior;Geraldo Magela Durães; A Revista Norte-Mineira de Educação Física (RENEF) é uma publicação do Curso de Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. Compreende o somatório de esforços coletivos de pesquisadores que atuam nas áreas do conhecimento acerca do movimento humano relacionado à Educação Física, Esporte, o bem-estar físico e psíquico e áreas afins. A revista pretende discutir, promover e possibilitar o desenvolvimento da ciência com enfoque na formação cientifica, e tem como objetivo principal, publicar resultados de pesquisas primária e/ou secundária, em temas voltados para inovação, tecnologia voltada para as áreas da saúde. Há uma curva de aprendizado na gestão editorial da revista, já que essa é apenas a segunda edição on line, portanto ainda assim conseguimos atrair uma participação efetiva da comunidade atuante nessa área. A segunda edição sai com um pouco de atraso, pois, tivemos vários problemas com o servidor ao qual a mesma esta locada, mas assim mesmo esta saí com a qualidade e a responsabilidade de publicação da pesquisas que possam contribuir para o desenvolvimento educacional e acadêmico. A revista é dividida em seis seções divididas em editorial, entrevista, artigo convidado, artigo original, artigo de revisão e resumo. Todas as seções são coordenadas pelos professores do curso de educação física da UNIMONTES. E as avaliações tem um rigor que visa a qualificação e indexação desta revista No entanto, acreditamos que, com tal publicação, além da formação sólida, séria e atualizada calcada na teoria e na prática, estejamos também oferecendo aos alunos e professores importante estímulo à pesquisa, parte integrante de qualquer projeto que almeje um ensino de qualidade. De caráter semestral o foco da Revista Norte-Mineira de Educação Física (RENEF) centra-se no fato de que os resultados obtidos sejam relevantes para a comunidade em geral, ao mesmo tempo aos alunos da área da saúde a possibilidade de uma formação com um diferencial para o mercado de trabalho Diante disso esperamos que os profissionais e acadêmicos de Educação Física, Fisioterapia e áreas afins possam desfrutar das informações que serão veiculadas semestralmente, e que também possam contribuir para a evolução da revista. Amário Lessa Junior Geraldo Magela Durães Editores
2221 renef v. 2 n. 2 (2012): RENEF ENTREVISTA COM PROFESSOR DR. JORGE STEINHILBER DO CONFEF Jorge Steinhilber; Educação Física Entrevista concedida aos professores Geraldo Magela Durães e Severino Leão de Albuquerque Neto em 5 de abril de 2012 em Belo Horizonte/MG. tratando da criação do Conselho, de como a sociedade está vendo esta quebra de paradigma de ter um profissional habilitado atuando neste campo e de um novo cenário da Educação Física e também como o professor vê a receptividade dos outros Conselhos da área da saúde com a relação da Educação Física.
2222 renef v. 2 n. 2 (2012): RENEF ENTREVISTA COM PROFESSOR Dr. VICTOR KEIHAN MATSUDO - CELAFISCS Victor Keihan Matsudo; Entrevista concedida aos professores Dr. Geraldo Magela Durães, Professor MsC. Amário Lessa Júnior, Professor Dr. Antônio José Serôdio-Fernandes (Portugal) e Professora MsC. Claudiana Donato Bauman. Abordando as quetões relacionadas a carreira do professor, a criação do CBCE, projeto agita São Paulo e sugestões para criação deste projeto no norte de minas.
2223 renef v. 2 n. 2 (2012): RENEF ANÁLISE COMPARATIVA DA POTÊNCIA ANAERÓBIA DE ATLETAS DE HANDEBOL ATRAVÉS DOS TESTES RAST E PLATAFORMA DE SALTOS Helvio de Oliveira Affonso;Angelo Borgo Neto; Potência Anaeróbia; RAST; Teste de saltos; Handebol O objetivo deste estudo foi analisar os parâmetros anaeróbios (Potência máxima, média, mínima e índice de fadiga) obtidos nos testes RAST (Running Based Anaerobic Sprint Test). Alem disso, também verificar as correlações entre as variáveis obtidas no RAST com as obtidas na Plataforma de saltos (protocolo de BOSCO et.al). Estes testes foram aplicados em 15 atletas com peso = 70±12 kg, altura 1,70 ± 9 cm e percentual de gordura = 28 ± 6%, de uma equipe feminina de Handebol de alto rendimento de Vitória-ES. Foram utilizados para os testes RAST: Fotocélulas por telemetria e plataforma de saltos JUMP SYSTEM CEFISE®. O resultado encontrado verificou boa correlação (0,71) entre as produções de potência anaeróbia média, entretanto nas potências mínimas, máximas e índice de fadiga não se verificou altas correlações, o que pode ser explicado pela manifestação da fadiga mais acentuada por conta do componente CAE (ciclo alongamento encurtamento) nos testes por salto.
2224 renef v. 2 n. 2 (2012): RENEF MOTIVAÇÃO E ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES PRATICANTES DE FUTSAL Clóvis Marcelo Sedorko;Alberto Inácio da Silva;Diego Petyk de Sousa; Futsal; Moticação; IMC O presente trabalho teve por objetivos identificar os fatores que estimulam crianças e adolescentes a iniciarem a prática do Futsal e também verificar o índice de massa corporal dos mesmos, pois atualmente é cada vez mais comum a presença de indivíduos com sobrepeso ou obesos nesse meio, fato que por si só já pode significar um desestímulo a esses jovens em continuar a prática do desporto. O Índice de Massa Corporal foi obtido com a aferição das medidas de peso e estatura dos entrevistados, calculado pela seguinte fórmula: IMC = peso (Kg)/ altura (m)². Para identificar os fatores que motivam esses alunos a realizarem a prática do Futsal foi aplicado um questionário avaliativo adaptado de Ferreira et al. (2010), contendo 4 questões objetivas. Após a análise dos dados foi possível verificar que a maioria dos alunos participantes da pesquisa encontra-se no peso considerado ideal para suas respectivas idades. Porém, quase metade da amostra se apresentou fora dos padrões estabelecidos, sendo muito significativo o número de indivíduos com sobre peso ou obesos. Com relação aos fatores motivacionais, a maior parte dos alunos relatou que a popularidade do Futsal no Brasil é um fator estimulante para a prática deste esporte e apesar de muitos participantes mencionarem que pretendem se tornar atletas profissionais, esse parece não ser o único estímulo para que em geral os jovens iniciem nesse esporte. Por fim, conclui-se que o trabalho com o esporte durante a infância deve considerar as diferentes características dos alunos, incentivando-os a permanecer na prática esportiva ou atividade física para um melhor desenvolvimento de suas capacidades motoras.
2225 renef v. 2 n. 2 (2012): RENEF ANÁLISE DA CURVATURA CIFÓTICA EM ESCOLARES DE 10 A 12 ANOS DE IDADE DO ENSINO FUNDAMENTAL ATRAVÉS DO MÉTODO “FLEXICURVA”. Edson Wander Zacarias;Renata Luiza Chaves de Souza;Giuliano Roberto da Silva; Flexicurva; Cifose; Escolares Este estudo teve por objetivos: verificar a curvatura da Cifose Torácica em meninos e meninas entre 10 a 1 2 anos de idade através da análise subjetiva utilizando o “Método Flexicurva”, verificar os níveis de Flexibilidade através do teste de sentar e alcançar de Wells e Dillon (1989) e também a relação do peso do material escolar transportado, e se estes tinham influência na aquisição de atitudes Hipercifóticas. Foram avaliados 23 meninos e 22 meninas em uma escola da rede pública do ensino fundamental na cidade de Nepomuceno – MG. Os resultados demonstraram que somente no grupo feminino foi constatado tal desvio postural sendo uma porcentagem de 4,5% dessa amostra, o que não ocorreu no grupo masculino. Em relação aos níveis de Flexibilidade o grupo masculino obteve índices melhores do que o feminino, já o material escolar transportado por ambos, ficou com índices mais elevados no grupo masculino, índice este, superando uma porcentagem bem maior do que os 10% de peso em relação ao peso corporal para cada aluno segundo Carvalho (2004). Conclusões. Fica a preocupação de alterações na postura dos pré - adolescentes, uma vez que essas alterações podem gerar problemas na coluna vertebral a médio e longo prazo. É importante que profissionais da área da saúde, inclusive professores de educação física, estejam aptos a realizar avaliações posturais, e que esse procedimento seja realizado rotineiramente nas escolas encaminhando para acompanhamento especializado para correção àqueles que forem acometidos por um desvio postural.
2226 renef v. 2 n. 2 (2012): RENEF A PREPARAÇÃO FÍSICA NA DANÇA: níveis de valências físicas nos movimentos dos bailarinos de um grupo de dança da cidade de Montes Claros/MG Kelly Bomfim da Silva Fernandes; Corpo; Ensino da Dança; Formação de Identidade O desenvolvimento de um estudo focado no desempenho do movimento do dançarino nas diversas técnicas de dança desenvolvendo o interesse do artista pelo seu próprio corpo traz o conhecimento do papel do educador físico ao trabalhar com esse profissional. Desperta, portanto, a instigação: os bailarinos possuem uma preparação física adequada na realização dos movimentos na dança adquirindo uma constante melhora da performance do movimento em seus corpos? O objetivo geral desta pesquisa é verificar os níveis de valências físicas flexibilidade, potência muscular e equilíbrio estático e dinâmico de um grupo de dança da cidade de Montes Claros/MG e, se esses resultados atuam diretamente na melhoria da performance dos bailarinos. O método selecionado para alcance do objetivo proposto é de um estudo que se classifica como descritivo com caráter quantitativo, e transversal. O público alvo foram bailarinos de ambos os sexos do Grupo de Dança Marilene Mattos da cidade de Montes Claros/MG e a amostra foi constituída de 20 bailarinos, sendo que a média de idade foi de 21,8 ±2,03 anos. Foi utilizado o programa de tratamento estatístico SPSS for Windows versão 15.0. A presente pesquisa passou pela apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) obtendo o parecer de aprovação sob o número de registro 114513/13. Foram adotados os protocolos Sargent Jump Test (JOHNSON; NELSON, 1979 apud MARINS ; GIANNCHI, 1998) para mensuração da potência muscular dos membros inferiores, utilização do Fleximeter registrado pelo Instituto Code de Pesquisas para medida da amplitude articular da articulação coxo-femoral, Flamingo Balance Test (Equilíbrio do Flamingo) para mensuração do equilíbrio estático e teste de Johnson (apud MARINS, 1998) para mensuração do equilíbrio dinâmico. Concluímos que o grupo não apresenta treinamento físico periodizado e específico. Mesmo assim, observou-se níveis elevados de flexibilidade para os movimentos de flexão e abdução de quadril, embora talvez estes valores fossem superiores se um treinamento direcionado fosse realizado. De qualquer forma, ressalta-se a necessidade e importância da adoção de um programa de treinamento específico para o desenvolvimento das valências físicas inerentes no intuito de otimizar a performance, melhorar a execução da técnica e diminuir o risco e a incidência de lesões associadas.
2227 renef v. 2 n. 2 (2012): RENEF EFEITOS DA GINÁSTICA LABORAL NAS VARIÁVEIS MORFOLÓGICAS, FUNCIONAIS, ESTILO DE VIDA E ABSENTEÍSMO DOS TRABALHADORES DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA DE MONTES CLAROS - MG. Marcel Guimarães Silveira; Ginástica laboral; Estilo de vida; Qualidade de vida O objetivo desta pesquisa foi comparar os efeitos da ginástica laboral (GL) nas variáveis (peso, estatura e porcentagem de gordura corporal), funcionais (força, resistência muscular localizada e flexibilidade), estilo de vida e absenteísmo entre trabalhadores praticantes e não praticantes do programa de ginástica laboral (PGL) de uma indústria farmacêutica de Montes Claros - MG. Participaram 100 pessoas, que foram divididas em dois grupos: 50 homens (idade= 33,12±9,36 anos, massa corporal= 80,03±13,97 kg, estatura= 172,87±6,83 cm, IMC= 27,60±4,31 kg/m2 e %gordura corporal= 21,43±4,99 %G) e 50 mulheres (idade= 28±6,57 anos, massa corporal=58,96±7,66 kg, estatura= 163,78±6,56 cm, IMC= 22,04±3,12 kg/m2 e %gordura corporal=27,48±3,67 %G). O grupo masculino foi subdivido em dois, o primeiro (GML: n=25) participava do PGL; o segundo (GMC: n=25) não participava. O grupo feminino foi subdividido da mesma forma, o que participava do PGL (GFL: n=25) e o que não participava (GFC: n=25). Foi realizado teste de normalidade Shapiro-Wilk para verificar a homogeneidade da amostra. Através da análise estatística constatou-se que: o GML obteve índices significativamente melhores (p<0,05) que GMC nas variáveis: %G, flexibilidade da coluna lombar, resistência abdominal e estilo de vida. O GML obteve resultados melhores também na força de membros superiores (direita e esquerda), força de membros inferiores, flexibilidade de ombro, punho e joelho, mas a diferença não foi significativa. O GFL obteve resultados significativamente melhores (p<0,05) que GFC nas variáveis: %G, flexibilidade de ombro e joelho. O GFL obteve resultados melhores também na força de membro superior esquerda, flexibilidade da coluna lombar, cotovelo e punho, na resistência abdominal e estilo de vida, porém essas diferenças não foram estatisticamente significativas. Os resultados deste trabalho apontam que a ginástica laboral é uma ferramenta importante na melhoria da saúde do trabalhador da indústria, contudo, devem ser adotados outros programas que estimulem um estilo de vida mais ativo, de acordo com as necessidades dos funcionários e realidade de cada empresa.
2228 renef v. 2 n. 2 (2012): RENEF O ASSOCIATIVISMO DESPORTIVO NO ESTADO DE MINAS GERAIS: ESTUDO DAS “PRAÇAS DE ESPORTES” COM ÊNFASE NA CRIAÇÃO DO MONTES CLAROS TÊNIS CLUBE Geraldo Magela Durães; Associativismo desportivo, Desporto, Montes Claros Tênis Clube As “Praças de Esportes” em Minas Gerais representam um marco para a estrutura esportiva com relação ao associativismo desportivo. Presente na política do Estado Novo, articulados por Getúlio Vargas e em Minas representado por Benedito Valadares, esses clubes foram criados com forte sentimento cívico, com a proposta de educar o povo ensinando novos hábitos. O esporte foi o caminho encontrado para desempenhar este papel de facilitador na transformação de um novo homem, trabalhador e esportista. Este trabalho procurou-se basear nas teorias do desporto, no estudo das coletividades, na legislação desportiva, na onomatologia e na história da cidade onde floresceu o Montes Claros Tênis Clube (MCTC), objeto central da pesquisa, e objetivou identificar, mapear e conhecer a situação das praças de esportes do estado e principalmente do MCTC. As primeiras movimentações e os principais acontecimentos políticos e esportivos da época foram estudados e transcritos numa investigação que articulou com a história dos fatos, usando um questionário e entrevistas que revelaram a situação desses clubes, principalmente pelo interior de Minas Gerais. Foram identificados 74 clubes em todo estado, divididos em 10 regiões. 53 tinham o indicativo de localidade ou modalidade, no qual foram estudados 20 deles. Observou-se uma tendência de formação de equipes competitivas como também uma boa estrutura para o lazer. A presença pública não é preponderante, pois apenas 2 clubes têm indicação de políticos. Um deles é o MCTC que ainda está preso a estas questões sofrendo com a evasão de sócios e com esse impedimento para se desenvolver, e consequentemente com a incapacidade de oferecer instalações mais modernas a seus associados.
2229 renef v. 1 n. 1 (2011): RENEF Apresentação da 1ª Edição Amário Lessa Júnior;Geraldo Magela Durães; A Revista Norte-Mineira de Educação Física (RENEF) é uma publicação do Curso de Educação Física da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. Tem por objetivo publicar pesquisas que contribuam para o avanço do conhecimento acerca do movimento humano relacionado à Educação Física, Esporte, o bem-estar físico e psíquico e áreas afins. A ideia inicial de criar esse meio de comunicação surgiu através do Professor Dr. André Luís Gomes Carneiro, que, a partir do seu entusiasmo pela pesquisa, deu o pontapé inicial. Daí a proposta foi aprovada pelo Departamento de Educação Física e foram definidos os Editores, professor Mestre Amário Lessa Junior e o Professor Mestre Geraldo Magela Durães. Foram feitas muitas reuniões, encontros e cursos para que ela pudesse estar hoje neste formato e servir como instrumento de desenvolvimento da pesquisa, difusão do conhecimento e divulgação das ações da Educação Física na Região Norte Mineira. Não poderíamos deixar de agradecer aos autores desta primeira edição pela confiança em publicar seus trabalhos em nossa revista. Agradecimento especial aos professores Victor Andrade de Melo e João Batista Freire pela atenção ao nosso convite. O reconhecimento da RENEF ao amigo Rafael Caires por implementá-la e ao Chefe de Departamento do curso de Educação Física da Unimontes, professor José Roberto Lopes de Sales, pelo constante apoio. Diante disso esperamos que os profissionais e acadêmicos de Educação Física, Fisioterapia e áreas afins possam desfrutar das informações que serão veiculadas semestralmente, e que também possam contribuir para a evolução da revista. Amário Lessa Junior Geraldo Magela Durães Editores
2230 renef v. 1 n. 1 (2011): RENEF Entrevista Com o Professor Doutor João Batista Freire João Batista Freire;
2231 renef v. 1 n. 1 (2011): RENEF SOBRE LAZER, RECREAÇÃO E ANIMAÇÃO CULTURAL: APONTAMENTOS (OU À BUSCA DE UM ESPÍRITO) Victor Andrade de Melo; SOBRE LAZER, RECREAÇÃO E ANIMAÇÃO CULTURAL: APONTAMENTOS (OU À BUSCA DE UM ESPÍRITO).
2232 renef v. 1 n. 1 (2011): RENEF O EDUCADOR FÍSICO NO SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE Maria de Fatima de Matos Maia;Fernanda Maia Tolentino;Thatiana Maia Tolentino;Érika Rejane Santos Caldeira;Berenilde Valéria de Oliveira Souza; Atividade física; Educador Físico; Equipe multiprofissional; Programa saúde da família; Saúde O objetivo deste trabalho foi apresentar uma revisão bibliográfica, visando subsidiar as discussões referentes à inserção do educador físico no sistema público de saúde. O profissional de educação física é reconhecido pelo Conselho Nacional de Saúde a partir da Resolução nº 218, 6 de Março de 1997, como profissional da saúde. Este profissional trabalha as atividades físicas em todas as suas manifestações, possuindo como propósito participar no desenvolvimento da educação e saúde. O papel do educador físico está definido com base no caráter estratégico relacionado à qualidade de vida e à prevenção ao adoecimento. O conhecimento produzido acerca da atividade física e saúde não são colocados e aplicados a serviço da sociedade. Além disso, o desconhecimento da comunidade sobre a importância do trabalho do educador físico acaba influenciando a falta de interesse da população em cobrar das autoridades públicas a inserção deste no sistema de saúde. Uma das alternativas de (re) orientação do modelo de atenção à saúde é a intervenção do profissional de Educação Física, que surge como resultante do estabelecimento de vínculos e a criação de laços de compromisso e co-responsabilidade entre os poderes políticos, os profissionais de saúde e a comunidade. Conclui-se que, ao pensar em saúde, os programas públicos devem postular o favorecimento às práticas de atividades físicas e oferecer a orientação destas ao educador físico; promover saúde envolve a incorporação de objetivos das políticas e da ação social, e o educador físico é fundamental no fomento à integração das ações mediadoras, promovendo mudanças no estilo de vida; inserir o educador físico nos programas públicos de saúde é de extrema necessidade, pois as comunidades assistidas são carentes e normalmente não possuem o conhecimento mínimo necessário sobre a importância da prática de atividade física nos agravos e doenças não transmissíveis; o educador físico atende ao perfil para composição das equipes multiprofissionais; as intervenções do educador físico, em conjunto com outros profissionais de saúde, podem causar um grande impacto na saúde pública; é preciso se (re) pensar a formação dos profissionais da saúde, em especial a do profissional de educação física, buscando uma visão de promoção da saúde que abarque todas as suas possibilidades, potencialidades e complexidade; é necessário vislumbrar outras estratégias que ampliem as possibilidades da atividade física ser incorporada de forma mais sistematizada e generalizada na atenção à saúde, valorizando o conhecimento da área de educação física na construção do serviço público de saúde.
2233 renef v. 1 n. 1 (2011): RENEF EFEITOS DA MASSAGEM LABORAL NA FLEXIBILIDADE ARTICULAR E NA REDUÇÃO DO STRESS OCUPACIONAL EM AUXILIARES DE LIMPEZA Geraldo Magela Durães;Marílis Aparecida de Meneses Ferreira;Marcel Guimarães da Silveira;Jean Claude Lafetá; Massagem Laboral; Flexibilidade; Stress Ocupacional A massagem constitui um procedimento terapêutico frequentemente utilizado na reabilitação de vários distúrbios orgânicos. Entretanto, são limitadas as evidências que demonstram os benefícios preventivos dessa modalidade na saúde ocupacional. O presente estudo teve como objetivo verificar os efeitos promovidos pela massagem laboral na flexibilidade corpórea e na redução do stress ocupacional em auxiliares de limpeza. Participaram desse estudo 20 funcionários que exerciam atividades laborais como auxiliares de limpeza em uma instituição de ensino superior de Montes Claros (MG), subdivididos em um grupo experimental – GE (n=12) e controle – GC (n=8). Em todos os indivíduos, foram avaliados os níveis de estresse ocupacional e da flexibilidade articular no pré e pós-teste, sendo que o GE recebeu dez sessões de massagem. Na análise dos dados recorreu-se à estatística descritiva (média, desvio-padrão) e aos testes t de Student, Wilcoxon e Mann-Withney, com níveis de significância de 5%. Como resultados, constatou-se que esses profissionais apresentaram níveis reduzidos de flexibilidade em vários segmentos corpóreos, sendo que o estresse apresentou-se de forma leve. O GE apresentou reduções significativas nos níveis de estresse (p=0,001), além do aumento dos níveis de flexibilidade nas regiões cervical e cinturas escapulares. Ao serem avaliados os índices obtidos entre os grupos, averiguou-se diferenças significativas nos índices de flexibilidade da rotação cervical à esquerda (p=0,013), flexão lateral à esquerda (p=0,001) e à direita (p=0,015), bem como da cintura escapular direita (p=0,018). Portanto pode-se inferir que a massagem laboral demonstrou ser uma ferramenta eficaz para a diminuição do estresse, além do incremento nos níveis de flexibilidade articular.
2234 renef v. 1 n. 1 (2011): RENEF EDUCAÇÃO FÍSICA E SUPERVISÃO ESCOLAR: uma relação a ser compartilhada Daíra Pereira de Souza;Rosângela Ramos Veloso-Silva; Educação física; Supervisor escolar; Relação didático-pedagógica Este artigo tem como objetivo identificar se as relações didático-pedagógicas são compartilhadas entre os professores de Educação Física e o Supervisor de escolas públicas da cidade de Montes Claros-MG. A abordagem da pesquisa foi qualitativa. A coleta de dados se deu por meio da triangulação dos métodos: análise documental, questionários e entrevistas semi-estruturadas. Os sujeitos da pesquisa foram professores de Educação Física e supervisores escolares. A interpretação dos dados foi feita através de análise de conteúdos. Verificamos que a maioria dos supervisores não têm conhecimento a respeito dos conteúdos e objetivos da Educação Física, sendo uma das limitações na relação didático-pedagógica entre professores de Educação Física e supervisores.
2235 renef v. 1 n. 1 (2011): RENEF PRIMEIROS MOVIMENTOS DO FOOT-BALL EM MONTES CLAROS: a inauguração de uma útil e saudável diversão Georgino Jorge de Souza Neto;Luciano Pereira da Silva; Futebol; Modernidade; História das cidades O surgimento das práticas esportivas configura-se como um fenômeno da modernidade e reflete a nova sociabilidade valorizada para a época. Mesmo em locais distantes dos grandes centros, o esporte marcava um novo tempo, quando se desejava a adoção, pelo menos em parte, do estilo de vida europeu visto como civilizado. Tal ideário esteve presente também em Montes Claros-MG e pode ser percebido no discurso inaugural do primeiro clube de foot-ball da cidade, o Mineiro Foot-Ball Club.
2236 renef v. 1 n. 1 (2011): RENEF CARACTERIZAÇÃO DOS ASPECTOS MORFOLÓGICOS E DE APTIDÃO FÍSICA DOS ESCOLARES DE MONTES CLAROS, MINAS GERAIS, BRASIL Jaime Tolentino Miranda Neto; Antropometria; Testes Motores; Aptidão Física; Obesidade; Crianças e Adolescentes CARACTERIZAÇÃO DOS ASPECTOS MORFOLÓGICOS E DE APTIDÃO FÍSICA DOS ESCOLARES DE MONTES CLAROS, MINAS GERAIS, BRASIL
2237 renef v. 1 n. 1 (2011): RENEF INFLUÊNCIA DOS MÉTODOS DE ENSINO ANÁLITICO E SITUACIONAL NAS CAPACIDADES COORDENATIVAS, TÉCNICAS E TÁTICAS NO HANDEBOL Marcelo de Paula Nagem; Jogos Esportivos Coletivos; Ensino-aprendizagem-treinamento Resumo de Dissertação de mestrado defendido na Universidade Trás os Montes e Alto Douro - Vila Real/Portugal. Defendida em 20/07/2009
2241 poiesis v. 23 n. 2 (2021) CONOCIMIENTO E INTERCULTURALIDAD EN EL MUNDO ANDINO. UNA PERSPECTIVA DEL POEMA “LLAMADO A ALGUNOS DOCTORES” DE JOSÉ MARÍA ARGUEDAS Jaime Villanueva Barreto; Tomando como hilo conductor el poema “llamado a algunos doctores” del peruano José María Arguedas, en este trabajo nos planteamos mostrar cómo la concepción del saber en el mundo andino permite dar paso a una utopía no arcaica, sino retrospectiva, de convergencia y entendimiento entre el occidente ilustrado y el mundo tradicional andino. La cuál es posible si se toma en cuenta la relación conflictiva del saber andino con el conocimiento occidental y en base a ello se plantea la posibilidad de un tinkuy, es decir, un encuentro de complementarios. ÁLVAREZ, Rolando. La voz del amauta en el poema Llamado a algunos doctores (Huk Doctorkunaman Qayay). Valenciana, v. 4, n. 8, p. 117–137, 2011. ARGUEDAS, José María. Katatay/Temblar. [s.l.]: Instituto Nacional de Cultura, 1972. Disponível em: ARGUEDAS, José María; BRAVO BRESANI, Jorge; ESCOBAR, Alberto; et al. ¿He vivido en vano? Mesa Redonda sobre Todas las Sangres, 23 de junio de 1965. INSTITUTO DE ESTUDIOS PERUANOS, 1985. Disponível em: . Acesso em: 7 dez. 2021. AVENDAÑO, Octavio. El buen vivir. Una vía para el desarrollo. Polis (Santiago), v. 9, n. 25, p. 557–561, 2010. FORNET-BETANCOURT, Raúl. Filosofía e interculturalidad en América Latina: intento de introducción no filosófica. Unica: Revista de Artes y Humanidades, n. 2, p. 9–25, 2000. DE SOUSA SANTOS, Boaventura. Descolonizar el saber, reinventar el poder. [s.l.]: Ediciones Trilce, 2010. ESTERMANN, Josef. Crecimiento cancerígeno versus el Vivir Bien. Es posible el Vivir Bien, v. 75, 2012. HOUTART, Francois. El camino a la utopía y el bien común de la humanidad. Panamá, Ruth Casa Editorial, 2011. MAMANI MACEDO, Mauro. José María Arguedas. Urpi, fieru, quri, sonqoyky. Estudio sobre la poesía de Arguedas. Letras, v. 82, n. 117, p. 217–220, 2011. MARTÍNEZ, Ana Teresa. Igualdad de derechos e interculturalidad. Educación e Interculturalidad en los Andes y la Amazonía, p. 83–92, 1996. MEDINA, Javier. Suma qamaña, la comprensión indígena de la buena vida. [s.l.]: GTZ. Proyecto de Apoyo a la Gestión Participativa, 2001. MOLINIÉ, Roxana. “ Llamado a algunos doctores”: para una poética del reconocimiento. Tinkuy: Boletín de investigación y debate, n. 5, p. 95–104, 2007. MUJICA BERMÚDEZ, Luis. Pachamama kawsan. Hacia una ecología andina. Lima: PUCP, 2016. POLAR, Antonio Cornejo. Los universos narrativos de José María Arguedas. [s.l.]: Editorial Horizonte, 1997. PRIETO MENDEZ, Julio Marcelo. Derechos de la naturaleza. Fundamento, contenido y exigibilidad jurisdiccional. Centro de Estudios y Difusión del Derecho Constitucional-Corte Constitucional del Ecuador, Quito, 2013. SANTOS, Boaventura de Sousa. Introducción a las epistemologías del sur. Epistemologías del sur, p. 25–61, 2018.
2242 poiesis v. 23 n. 2 (2021) “ENTRE EL LIBRO ABIERTO Y EL DESPEJADO CIELO”. EN BUSCA DE LA IDENTIDAD NACIONAL PARA LOS NUEVOS TIEMPOS. LAS IDEAS DE J. VASCONCELOS PARA EL FUTURO DE SU PAÍS Mauricio Urrea Carrillo; A partir de la obra Ulises criollo, relato autobiográfico e historia de las ideas del mexicano José Vasconcelos, es posible no sólo reconstruir los episodios de la historia nacional en México, sino también sumergirse en el torbellino de ideas apasionadas que lo movieron hasta participar incluso en la acción revolucionaria. Este análisis entresaca además de una serie de temáticas que pueden proseguirse hoy con provecho en la reflexión y en la investigación. AGUIRRE, María Gabriela y PÉREZ, Nora (Coords.). Los proyectos católicos de nación en el México del siglo XX. Actores, ideologías y prácticas. México: Ed. Terracota, 2020, pp. 463. APARISI MIRALLES, Ángela. Más allá del posfeminismo de género: el modelo de igualdad en la diferencia. In: LAGUNES, O. y URREA, M. (Coords.). De la deconstrucción a la confección de lo humano. Género y derechos humanos. Ciudad de México: Editores de Textos Mexicanos, 2020, pp. 474. COMTE, Augusto. Catecismo positivista. Madrid: Editora Nacional, 1982, pp. 299. CONFERENCIA DEL EPISCOPADO MEXICANO. Educar para una nueva sociedad. Reflexiones y orientaciones sobre la educación en México. México: Ed. CEM, 2012, pp. 155. CORTINA, A. Humanismo avanzado para una sociedad biotecnológica. Madrid: Ed. Teconté, 2017, pp. 204. DUSSEL, E. Siete ensayos de filosofía de la liberación. Hacia una fundamentación del giro decolonial. Madrid: Ed. Trotta, 2020, pp. 171. HABERMAS, Jürgen. Entre naturalismo y religión. Barcelona: Ed. Gedisa, 2009, pp. 363. ——. La conciencia de lo que falta. In: HABERMAS, Jürgen et al. Carta al Papa. Consideraciones sobre la fe. Barcelona: Ed. Gedisa, 2009, pp. 266. ——. Zur Frage einer Genealogie nachmetaphysischen Denkens y Die sakralen Wurzeln der achsenzeitlichen Überlieferungen. In: HABERMAS, Jürgen. Auch eine Geschichte der Philosophie. Die okzidentale Konstellation von Glauben und Wissen. Berlín: Ed. Suhrkamp, 2019, pp. 23-174 y pp. 177-306. HEDGES, Chris. Empire of Illusion. The End of Literacy and The Triumph of Spectacle. New York: Ed. Nation Books, 2009, pp. 232. HINKELAMMERT, F. Totalitarismo del mercado. El mercado capitalista como ser supremo. México: Ed. Akal, 2018, pp. 267. LEÓN-PORTILLA, Miguel. Tonantzin Guadalupe. Pensamiento náhuatl y mensaje cristiano en el “Nican mopohua”. México: Ed. FCE, 2014, pp. 202. NAISHTAT F. La filosofía de la historia en Iberoamérica. El largo siglo XX. In: MATE, Reyes et al. Filosofía iberoamericana del siglo XX. Filosofía práctica y filosofía de la cultura. Madrid: Ed. Trotta, 2017, pp. 687. PANIKKAR, R. De la mística. Experiencia plena de la Vida. Barcelona: Ed. Herder, 2005, pp. 302. ——. Mística y espiritualidad. Barcelona: Ed. Herder, 2015, pp. 578. PAPA FRANCISCO. Amoris laetitia. Sobre el amor en la familia. México: Ed. Buena Prensa, 2016, pp. 268. PEREDA, Carlos. Pensar a México, entre otros reclamos. México: Ed. Gedisa/UNAM, 2021, pp. 153. ROVIRA GASPAR, María del Carmen. En torno a las categorías presentadas por José Gaos. In: VELASCO GÓMEZ, Ambrosio (Coord.). Perspectivas hermenéuticas y enfoques metodológicos en la interpretación del desarrollo histórico de la filosofía mexicana. Ciudad de México: Ed. Universidad Autónoma de México, 2020. p. 13-25. TAMIR, Yael. Why Nationalism. Princeton/Oxford: Princeton University Press, 2019, pp. 205. URREA CARRILLO, Mauricio. Posibilidades y límites humanizantes de la sabiduría cristiana postconciliar en el contexto deshumanizante de la frontera Norte de México. In: ACTAS TEOLÓGICAS Y FILOSÓFICAS (UNIVERSIDAD CATÓLICA DE TEMUCO) DICIEMBRE 2018 • ISSN 2452-4689, pp. 41-49. VALDÉS, M. El pensamiento filosófico en Hispanoamérica en el siglo XX. In: GARRIDO, Manuel et al. El legado filosófico español e hispanoamericano del siglo XX. Madrid: Ed. Cátedra, 2009, pp. 1328. VASCONCELOS, José. Ulises Criollo. Ciudad de México: Porrúa, 2014. 392 pp.
2243 poiesis v. 23 n. 2 (2021) EL HUMANISMO ÉTICO-RACIONAL DE FRANCISCO MIRÓ QUESADA CANTUARIAS Miguel Ángel Polo Santillán; Francisco Miró Quesada Cantuarias fue uno de los filósofos peruanos más importantes del siglo XX. Su producción filosófica va desde la lógica a la ética, pero tiene un eje estructural: el humanismo. El artículo es una lectura crítica de la obra Humanismo y revolución, de 1969, especialmente marcada por la ética kantiana. Así, el humanismo de Miró Quesada es la afirmación del valor incondicional de la vida humana, pero cuya vertiente ideológica debe enfrentar las condiciones histórico y sociales para ponerlo en práctica. De esa manera, el humanismo se transforma en un proyecto ético revolucionario. No obstante, el humanismo de hoy debe resignificarse para enfrentar los nuevos tiempos y sus problemas. Del Piélago V., M. K. (2020). La razón, la ética y el humanismo en Francisco Miró Quesada Cantuarias. [Tesis]. Lima: UNMSM. Recuperado de https://cybertesis.unmsm.edu.pe/handle/20.500.12672/15571. Guadarrama, P. (1997). Humanismo y autenticidad en el pensamiento latinoamericano. Santafé de Bogotá: Universidad INCCA. Kant, I. (2006). Fundamentación para una metafísica de las costumbres. Madrid: Alianza Editorial. Levinas, E. (1974). El humanismo del otro hombre. México: Siglo XXI. Miró Quesada C., F. (2010). Obras esenciales IV. Despertar y proyecto del filosofar latinoamericano. Textos conexos. Lima: Universidad Ricardo Palma-OEI. Miró Quesada C., F. (2003). Ser humano, naturaleza, historia. México: Paidós-UNAM. Miró Quesada C., F. (1969). Humanismo y revolución. Lima: Casa de la Cultura del Perú. Miró Quesada, O. (1922). La realidad del ideal. Lima: Imprenta E. Moreno. Polo, M. (2017). “Repensando el humanismo”. Phainomenon. Revista del Departamento de Filosofía y Teología. Volumen 15, n° 1. Enero-diciembre 2016. Ramos, S. (1997). Hacia un nuevo humanismo. [Primera edición 1940] México: FCE. Rivara, M. L. (2008). “Francisco Miró Quesada Cantuarias (198- ). Filosofía y praxis ante la condición humana”, en Rivara, M. L. (Coor.). La intelectualidad peruana del siglo XX ante la condición humana. T. II. Lima: s/e.
2244 poiesis v. 23 n. 2 (2021) SOBRE LOS CONGRESOS INTERNACIONALES DE FILOSOFÍA INTERCULTURAL Y SU IMPORTANCIA PARA LA FILOSOFÍA Y EL PENSAR ACTUAL Cristina Borges;Lorena Zuchel; El presente trabajo propone mostrar la importancia de la filosofía intercultural para pensar y discutir los lineamientos que configuran realidades en la actualidad. Para eso, las autoras exhiben la metodología utilizada por destacados filósofos interculturales y que estriba en el intercambio de experiencias e ideas entre intelectuales de distintos lados del mundo, a través de encuentros periódicos que se comprometen con el pensar crítico y universal, desde diversos lugares geográficos de encuentro, como también de idiomas, entre otros. Desde aquí, en este trabajo se expondrá un ejemplo de estas dinámicas interculturales, como ha sido el Congreso Internacional de Filosofía Intercultural, en sus distintas versiones. Los Congresos Internacionales de Filosofía Intercultural han sido celebrados cada dos años -aproximadamente- entre marzo de 1995 (en Ciudad de México) y noviembre de 2019 (en Medellín). Estos años son clave, puesto que fechan muy bien los límites de tiempo en el que el proyecto de la filosofía interculturalidad surge y ha perdurado (hasta nuestros días), y por esto es que nos parece que prestar atención de estos encuentros permite poder rescatar aquellos conceptos principales, expuestos y debatidos de manera continua, y re-pensar la importancia de la interculturalidad como momento clave para la filosofía -y para la interculturalidad misma-, en cuanto a la ampliación de su sentido. En adelante, y a raíz de que un solo artículo es muy poco para abarcar la enorme cantidad de temáticas y autores, es que veremos algunos de los conceptos que se han discutido y algunos de los autores que han participado, pero, sobre todo, haciendo hincapié en la relevancia que tiene este tipo de metodologías de aunar y propiciar pensamientos y escrituras desde dinámicas de encuentro y disposición; dos acciones fundamentales para la filosofía intercultural. Beorlegui, Carlos (2010): Historia del pensamiento filosófico latinoamericano. Una búsqueda incesante de la identidad. Bilbao: Deusto ediciones. Bonilla, Alcira Beatriz (1993). “El pensamiento latinoamericano y las celebraciones del V Centenario”. En Heteroglossia nº 5. Macerata, pp: 13 – 28. Bonilla, Alcira Beatriz (2013): “Ciudadanías interculturales emergentes”. En La ciudadanía en jaque II. Ciudadanía, alteridad y migración, compilado por Carlos A. Cullen y Alcira B. Bonilla pp. 7-38. Buenos Aires: La Crujía. 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2245 poiesis v. 23 n. 2 (2021) JUSTIÇA REPRODUTIVA, DECOLONIALIDADE E RELIGIÃO: ALGUNS APORTES TEÓRICOS PARA UM COMEÇO DE CONVERSA Priscila Kikuchi; O conceito de justiça reprodutiva tem ganhado visibilidade nos últimos tempos. Criado e cunhado por mulheres negras, bem como a interseccionalidade, o mesmo possui uma potência decolonial importante, pois denuncia a existência de um sistema que nega o acesso aos corpos racializados à saúde e a auto-determinação reprodutiva, elaborando uma crítica pertinente à concepção dos direitos reprodutivos. É fato que temáticas voltadas para a sexualidade e reprodução ainda se apresentam como um tabu na sociedade brasileira, que é significativamente influenciada pela cosmovisão religiosa cristã. Neste breve artigo, apresento alguns aportes teóricos, para um início de conversa, sobre como o conceito da justiça reprodutiva, ao descolonizar as bases liberais individualistas dos direitos reprodutivos, pode oferecer uma possibilidade para a construção de trabalhos de base em comunidades onde mulheres em situação de vulnerabilidade e que frequentam espaços religiosos estão inseridas. ÁVILA, M. B. et al., Direitos reprodutivos: uma invenção das mulheres reconcebendo a cidadania. Revista Mandrágora NETMAL, São Bernardo do Campo: ano 4, n. 4, p. 11-16, 1997. AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. São Paulo. Pólen. 2019 BERGER, P. O dossel sagrado: elementos para uma teoria sociológica da religião. São Paulo. Paulus. 1985. BOURDIEU, P. A economia das trocas simbólicas. São Paulo. Perspectiva. 2002 CASTRO-GOMEZ, S. e GROSFOGUEL. R. El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global / compiladores – Bogotá: Siglo del Hombre Editores; Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporáneos y Pontificia Universidad Javeriana, Instituto Pensar, 2007. CRIOLAPOD. Você sabe o que é justiça reprodutiva? 2019. Disponível em: https://criola.org.br/voce-sabe-o-que-e-justica-reprodutiva-saia-no-criolapod/. Acesso em: 05 de junho de 2021 FERERICI, Silvia. Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo. Elefante 2017. FEDERICI, Silvia. O ponto zero da revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. São Paulo. Elefante. 2019. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro. Paz e Terra. 2013. FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade 1: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1988. GONZALEZ, Lélia. “Racismo e Sexismo no Brazil”. In. HOLLANDA. H. B.. Pensamento feminista brasileiro. Rio de Janeiro. Bazar do Tempo. 2019. HUNT, Mary. “Fundamentos Teológicos Feministas para reprodução responsável”. In. Revista Mandrágora. Ano 4. n. 4. 1997 HUNT, Mary. O direito humano à justiça reprodutiva: uma perspectiva feminista. In. Revista Mandrágora. v. 13, n.13. 2007. KIKUCHI, Priscila. Pelo sagrado direito de decidir. Dissertação de mestrado em Ciências da Religião. Universidade Metodista de São Paulo. São Bernardo do Campo. 2014. LUGONES, María. “Colonialidade e Gênero”. In. HOLLANDA. Heloísa B.. Pensamento feminista: perspectivas decoloniais. Bazar do Tempo. Rio de Janeiro. 2020. LUGONES, María. “Rumo a um feminismo decolonial”. In. HOLLANDA. Heloísa B. Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Bazar do Tempo. Rio de Janeiro. 2019 NORONHA, Rayane. Por que a Justiça Reprodutiva é relevante para a luta pelo fim da violência contra as mulheres. Portal Catarinas: Jornalismo em perspectiva de gênero. 2016. Disponível em: https://catarinas.info/justica-reprodutiva-e-relevante-para-a-luta-pelo-fim-da-violencia-contra-as-mulheres/. Acesso em 05 de julho de 2021. OYEWÙMÍ, Oyèrónké. “Conceituando gênero: os fundamentos eurocêntricos dos conceitos feministas e o desafio das epistemologias africanas”. In. HOLLANDA. Heloísa B. Pensamento feminista: perspectivas decoloniais. Bazar do Tempo. Rio de Janeiro. 2020. hooks, bell. Teoria Feminista da Margem ao Centro. Perspectiva. São Paulo. 2019. PIRES, Thula R. de O. Por uma concepção amefricana de direitos humanos. In. HOLLANDA, H. B.. Pensamento feminista: perspectivas decoloniais. Bazar do Tempo. Rio de Janeiro. 2020. SABÔ, B.; MANCHOLA, C. “Bioética de intervenção, direitos humanos e justiça reprodutiva”. Revista Brasileira de Bioética, [S. l.], v. 14, n. edsup, p. 17, 2019. DOI: 10.26512/rbb.v14iedsup.24124. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/rbb/article/view/24124. Acesso em: 12 jul. 2021. VENTURA, Mirian. Direitos reprodutivos no Brasil. São Paulo: Fundação Macarthur. 2002. 134p.
2246 poiesis v. 23 n. 2 (2021) O ESPIRITO NEGRO DE DEUS: A PROPÓSITO DA TEOLOGIA NEGRA DA LIBERTAÇÃO DE JAMES CONE José Maria Carvalho; O artigo propõe demostrar em que consiste a experiência da teologia negra originada nos EUA na década de 1960 e como a mesma se apresenta como ferramenta epistêmica na luta por libertação do povo negro. Para este propósito, analisaremos os capítulos dois e três de The God of the Oppressed (O Deus dos oprimidos), livro publicado por James Cone em 1975. Não temos pretensão aqui fazer teologia ou apologia ao pensar teológico cristão dos negros americanos. O que nos interessa é o espirito que motiva tal narrativa, enquanto ferramenta metodológica e instrumento de luta por libertação frente ao colonialismo e à hegemonia da epistemologia europeia e americana que oprime o povo negro. Cremos que essa teologia da libertação negra nos moldes pensada por Cone poderá também subsidiar um pensar denunciante que enfrente a opressão e violência ao povo negro brasileiro, fruto de séculos de escravidão. ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma única história. Disponível em: . Acesso em 27 de julho de 2021. BLUMENBERG, Hans. The Legitimacy of the Modern Age (Translated by Robert M. Wallace). Press paperbaok edition, 1985. DELLA MIRANDOLA, Giovanni Pico. Discurso pela dignidade do homem (Trad Bilingue anotada e comentada de: Antônio A. Minghetti) . Porto Alegre: FI editora, 2015. GILSON, Eliene. História da filosofia Cristã: Petrópolis 1982. HABERMAS, J. O Discurso filosófico da modernidade. São Paulo: Martins Fontes, 2000. HEIDEGGER, Martin. Explicações da poesia de Hölderlin. (Trad. Claudia P. Brucker).Brasilia: UNB:2013. JOSÉ CARLOS:. História: ciência dos homens no tempo. Londrina: Eduel, 2009. LÖWITH K. O Sentido da história. Rio de Janeiro: Edições 70, 1977. MORESCHINI, Cláudio. História da filosofia patrística São Paulo Loyola, 2008. ORTEGA Y GASSET, José. Meditações do Quixote. São PAULO: Vide editorial, 2019. PACHECO, Ronilso. Teologia negra: o sopro antirracista do espírito. Brasília: Novos Diálogos; São Paulo: Recriar, 2019. PASCAL, Blaise. Pensamentos, aforismo 206. São Paulo: Abril Cultural, col. “Os Pensadores”, 1973, p.95. Martins Fontes, 2001. PIERUCCI, A. F. O desencantamento do mundo: todos os passos do conceito em Max Weber. São Paulo: editora 34, 2003. REALE, Giovanni. História da filosofia. São Paulo: Paulus, vol. 1990. SODRÉ, Muniz. Pensar Nagô. Petrópolis: Vozes, 2017. SOUZA José Carlos Aguiar de. “Modernidade, secularização e a crise de legitimidade: uma introdução a Blumenberg”. Belo Horizonte: Síntese Nova Fase, v. 22, n. 70, 1995. SPIVAK , Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar? Belo Horizonte: UFMG, 2010.
2247 poiesis v. 23 n. 2 (2021) TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO E TEOLOGIA FEMINISTA: TENSÕES, DISCURSOS E RECEPÇÃO ENTRE AS MULHERES DA CEBS EM MONTES CLAROS/MG Letícia Rocha; Neste texto propomos uma discussão acerca das origens e do desenvolvimento das Teologia da Libertação e Teologia Feminista, as tensões epistemológicas entre ambas, bem como a recepção dessas pelas mulheres das CEBs, da cidade de Montes Claros-MG. Estas são teologias contextuais ou descolonizadoras, circunstanciada e condicionadas ao espaço sociocultural, histórico e religioso emergente do sul global, que evocaram e deflagraram as situações de opressões e empobrecimento em que vivem parcela da população das Américas e Caribe. AQUINO, María; TÁMEZ, Elza. Teología Feminista Latinoamericana. Plurimonor, Quito, Ecuador, 1998. BEOZZO, José Oscar. A Igreja do Brasil. De João XXIII a João Paulo II- De Medellín a Santo Domingo. 2. Ed., Petropólis, RJ:Vozes, 1993. BOFF, Leonardo. Eclesiogênese: A Reinvenção da Igreja. Rio de Janeiro: Record, 2008. CURIEL, Ochy. Construyendo metodologías feministas desde el feminismo decolonial. In: AZKUE, Irantzu Mendia; LUXÁN, Marta; LEGARRETA, Matxalen; GUZMÁN, Gloria; ZIRION. Iker; CARBALLO, Jokin Azpiazu. (eds.). Otras formas de (re)conocer. Reflexiones, herramientas y aplicaciones desde la investigación feminista. Bilbao-ES, UPU/EHU, 2014. BRUNELLI, Delir. Libertação da mulher. Um desafio para a Igreja e a vida religiosa da América Latina. Publicações CRB, Rio de Janeiro, 1988. DALY, Mary. The Church and the Second Sex. New York, Harper & Row, 1968, p.221. DOMEZZI, Maria Cecilia. Mulheres do Concílio Vaticano II. Paulus, São Paulo, 2016 (Coleção Marco Conciliar). Dossiê Violência doméstica e familiar, 2014. Agência Patrícia Galvão. Disponível em https://dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/violencia/violencias/violencia-domestica-e-familiar-contra-as-mulheres/ Acesso em: 31 jan. 2019. DUSSEL, Enrique. Historia de la Iglesia en América Latina. Medio Milenio de coloniaje y liberación (1492-1992). Madrid-Espana, 6. ed. Mundo Negro, 1992. LÖWY, Michael. Marxismo e Teologia da Libertação. São Paulo: Cortez Editora, 1991. MENDONZA, Breny. La epistemología del sur, la colonialidad del género y el feminismo. In: MIÑOSO, Yuderkys Espinosa; CORREAL, Diana Gomes; MUÑOZ, Karina Ochoa (editoras). Tejiendo de outro modo: Feminismo, epistemologia e apuestas descoloniales en Abya Yala. Ed. UC. Universidade del Cauca, 2014. OROFINO, Francisco. Francisco e a igreja em saída. In: CARIAS, Celso; RODRIGUES, Solange. CEBs: Igreja em saída. Rio de Janeiro, GraVida, 2018. REID, Marcella Althaus. La teología indecente. Pervesiones teológicas en sexo, género e política. Ediciones bella terra, Barcelona, 2005. _____________________. Marx en un Bar Gay: La Teología Indecente como una Reflexión sobre la Teología de la Liberación y la Sexualidad. NUMEM- Revista de estudos e pesquisa da religião, Juiz de Fora, p. 55-69, v.11, nº 1 e 2, 2008. Disponível em http://ojs2.ufjf.emnuvens.com.br/numen/article/view/21772 Acesso em: 19 nov. 2018 ROCHA, Letícia Aparecida Ferreira Lopes. Mulheres e CEB’s em Montes Claros-M.G: descolonialidade e empoderamento. São Bernardo do Campo-SP, 2019 (Dissertação de Mestrado). SEGATO, Rita Laura. La crítica de la colonialidad en ocho ensayos. Y una antropologia por demanda. 1 ed. Ciudad Autonoma de Beunos: Prometeo Libros, 2015. SOUZA, Maria Clarice Rodrigues. Violência contra mulheres: Uma questão de gênero-Montes Claros 1985-1994. Uberlândia-MG, Universidade Federal de Uberlândia, 2009. (Dissertação de mestrado). SUNG, Jung Mo. Teologia e Economia. Repensando a teologia da libertação e utopias. São Paulo: Fonte Editorial, 2008.
2248 poiesis v. 23 n. 2 (2021) UMA EPISTEMOLOGIA DA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL DESDE BAIXO E NO FEMININO June Alfred Melo Alves;Flávia Almeida Pita; Apresentam-se neste artigo, de forma introdutória, alguns conceitos e formulações teóricas da filósofa, socióloga, matemática e ativista mexicana Raquel Gutiérrez Aguilar, que em seu conjunto conformam uma proposta epistemológica da transformação social desde baixo, formulada a partir de processos de luta que ocorreram e ocorrem na América Latina. A partir de Raquel Gutierrez observa-se uma compreensão dos processos de lutas sociais desde uma perspectiva autônoma que desvela a instabilidade da ordem da acumulação do capital e do mando político, ao mesmo tempo em que se centra no pertencimento coletivo de um horizonte comunitário-popular. Também se reflete, em linhas gerais, acerca de sua noção do comum, que realoca as divisões entre o público e o privado de modo a fornecer uma compreensão mais adequada dos processos de luta e do que a Autora denomina de política no feminino. Apresenta-se ainda como Raquel Gutierrez enfrenta a dicotomia permanência/impermanência das lutas, ao desenvolver a noção de uma multidimensionalidade da realidade social na qual a emancipação é lida não como um estado de coisas a ser alcançado, e sim como trajetória de luta que se desenha em diferentes itinerários ao se desdobrarem no tempo em meio aos diversos obstáculos impostos pelas estruturas de poder. Pretende-se demonstrar como o pensamento de Raquel Gutierrez propõe uma forma de pensar o político e as lutas emancipatórias para além do viés estado-cêntrico – que de regra desconsidera dinâmicas de autonomia e avanços simbólicos e utópicos – complexificando e potencializando a leitura dos arranjos, enfrentamentos e resistências populares na realidade latino-americana e de seus processos de produção do comum. FALS BORDA, Orlando. Una sociología sentipensante para América Latina. Colombia: Clacso, 2009. Disponível em: http://biblioteca.clacso.edu.ar/ar/libros/coedicion/fborda/. Acesso em: 27 ago. 2015. GONÇALVES, Rodrigo Santaella. Intelectuais em movimento: o grupo Comuna e a construção da hegemonia antineoliberal na Bolívia. São Paulo: Alameda, 2015. GUTIÉRREZ AGUILAR, Raquel. Los Ritmos del Pachakuti: Movilización y levantamento popular-indígena em Bolívia (2000-2005) Buenos Aires: Tinta Limón, 2008. GUTIÉRREZ Aguilar, Raquel. Sobre la autorregulación social: imágenes, possibilidades y limites Apuntes en torno a la propiedad social. In: Ezequiel Adamovsky, Claudio Albertani, Benjamin Arditi, Ana Esther Ceceña, Raquel Gutiérrez, John Holloway, Francisco López Bárcenas, Gilberto López y Rivas, Massimo Modonesi, Hernán Ouviña, Mabel Thwaites Rey, Sergio Tischler, Raúl Zibechi (orgs.). Pensar las autonomías: Alternativas de emancipación al capital y el Estado. Cidade do México: Sísifo Ediciones, Bajo Tierra, 2011, p. 343-365. GUTIÉRREZ AGUILAR, Raquel. ¡ A Desordenar! Por uma historia aberta de la lucha social. Buenos Aires: Tinta Limón; México: Pez em el árbol, 2016. GUTIÉRREZ AGUILAR, Raquel. Horizontes comunitario-populares: producción de lo común más allá de las políticas estado-céntricas. Madrid: Traficantes de Sueños, 2017. GUTIÉRREZ AGUILAR, Raquel. Políticas no Feminino: Transformações e subversões não centradas no Estado. Revista Ideação, n. 39, p. 227-242, jan.-jun. 2019. Disponível em: http://periodicos.uefs.br/index.php/revistaideacao/article/view/4576/3914. Acesso em: 22 ago. 2021. MARX, Karl. Teses sobre Feuerbach. In: MARX, Karl. ENGELS, Friedrich. A ideologia Alemã. Teses sobre Feuerbach. São Paulo: Centauro, 2002, p. 121-127. NAVARRO, TRUJILLO, Mina Lorena. Despojo Múltiple sobre el tejido de la vida: impactos y resistencias socioambientales. Textual, n. 73, p. 11-42, 28 jun. 2019. PITA, Flávia Almeida. MORAIS, Hugo Belarmino de. SOMBRA, Laurenio Leite. Apresentação [à tradução do texto Políticas no Feminino: Transformações e subversões não centradas no Estado. Revista Ideação, n. 39, p. 223-226, jan.-jun. 2019. Disponível em: http://periodicos.uefs.br/index.php/revistaideacao/article/view/4576/3914. Acesso em: 22 ago. 2021. RIBEIRO, Ana Maria Motta. Raquel Gutiérrez: a pesquisa do “Comum” e do Feminino em luta na América Latina [entrevista]. Trabalho Necessário, v. 18, n. 36, p. 235-247, mai. 2020. Disponível em: https://periodicos.uff.br/trabalhonecessario/article/view/42794. Acesso em: 22 ago. 2021.
2250 poiesis v. 22 n. 1 (2021) RELAÇÕES ENTRE O “MITO DA CAVERNA”, DE PLATÃO, O FILME “MATRIX” E A RETÓRICA Clayton Soares Fonseca;Antônio Alvimar Souza; O presente artigo trata sobre o mito da caverna de Platão e a sua importância para a experiência filósofica. É abordado como a contemplação perdeu o seu valor desde a Grécia antiga e suas consequências que levaram à exaltação da praticidade e objetividade como a solução de crises. Elementos muito utilizados em regimes de viés autoritários e na radicalidade do totalitarismo, explicitado nas obras de Arendt. No mito da caverna, Platão relata a saída de um prisioneiro de uma caverna, presos na ignorância que contempla a luz do exterior e a verdade que não conhecia. Do mesmo modo ocorre no filme Matrix esse processo de libertação que não é uma tarefa fácil e o regime que controla esse sistema não quer alterar essa situação. Esse mesmo regime utiliza de diversas técnicas e uma delas abordadas no artigo é a retórica, presente no pensamento de Aristóteles. Sendo assim o aprofundamento desses conceitos e suas ligações, se faz necessário, para a compreensão e abre a possibilidade de didática no ensino de Filosofia no ensino médio. ARENDT, Hannah. O que é política. Trad.: Reinaldo Guarany. 9ª ed. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 2011. _________, Hannah. Entre o Passado e o Futuro. 5º ed. São Paulo: Editora Perspectiva. Trad.: Mauro W. Barbosa, Coleção Debates, 2005. ________, Hannah. A vida do espírito. O penar, o querer, o julgar. 4º ed. Rio de Janeiro: Editora Relume-Dumará, 2002. ARISTÓTELES. Retórica das paixões. Trad. Isis Borges B. da Fonseca. São Paulo: Martins Fontes, 2000. ______________. Retórica. Trad. Manuel Alexandre Júnior, Paulo Farmhouse Alberto e Abel do Nascimento Pena. Coleção Folha. Grandes nomes do pensamento; v. 1. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2015. CHAUI, Marilena. Iniciação à Filosofia: Ensino Médio. Vol. único, São Paulo: Ática,2010. CORREIA, Adriano. O desafio moderno Hannah Arendt e a sociedade de consumo. Ed:UFMG, Belo Horizonte 2001. In. BIGNOTTO, Newton, MORAES, Eduardo Jardim de. Hannah Arendt: Diálogos, Reflexões, Memórias. Ed:UFMG: Belo Horizonte, 2001. DALA SANTA, Fernando. Justiça, política e formação na república platônica: a Paidéia enquanto caminho para a virtude, 2013. Disponível em: https://www.academia.edu/10073080/JUSTI%C3%87A_POL%C3%8DTICA_E_FORMA%C3%87%C3%83O_NA_REP%C3%9ABLICA_PLAT%C3%94NICA_A_PAID%C3%89IA_ENQUANTO_CAMINHO_PARA_A_VIRTUDE Acesso em: 23/01/2019. DUARTE, André. Hannah Arendt e a modernidade: esquecimento e redescoberta da política, 2001. Disponível em: http://works.bepress.com/andre_duarte/13/ . Acesso em 18 out. 2011. DUARTE, André. O pensamento à sombra da ruptura – política e Filosofia em Hannah Arendt. São Paulo. Editora: Paz e terra, 2000. FONSECA, Isis Borges B. da. Introdução in ARISTÓTELES, Retórica das Paixões, Trad. de Isis Borges B. da Fonseca, (Clássicos). São Paulo: Martins Fontes, 2000. LIMA, Marcos Aurélio de. A retórica em Aristóteles: da orientação das paixões ao aprimoramento da eupraxia. Rio grande do Norte: IFRN, 2011. PLATÃO. A República. Tradução de Carlos Alberto Nunes. 3. Ed. Belém: EDUFPA, 2000.
2251 poiesis v. 22 n. 1 (2021) DA POSSIBILIDADE DE SE COMPREENDER O HOMEM COMO ANIMAL SOCIAL NO IDEAL DEMOCRÁTICO GREGO Hermelindo Souza Júnior;Antônio Alvimar Souza; A filosofia e a política sempre caminharam juntas, desde o seu surgimento com os gregos. No presente artigo pretende-se compreender as condições do desenvolvimento da política pelos gregos, a sua sistematização e demonstrar porque entendem que não é possível pensar o homem fora de uma dimensão social e política. Para isso, foi fundamental a inspiração proporcionada por Aristóteles (2009) no seu livro A política, no qual o filósofo afirma que o homem é por natureza um animal social. Com efeito, torna-se necessário mostrar em que condições essa sociabilidade é desenvolvida e o regime que possibilita ao homem se realizar politicamente, que, segundo as diretrizes apontadas por Aristóteles, é a democracia. ARENDT, Hannah. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989. ARISTÓTELES (384-322 a.C). A política. Trad. Nestor Silveira Chaves. 2ª ed. Bauru, SP: Edipro, 2009, (Clássicos Edipro). CENCI, Angelo Vitório. Cidadania e educação na política de Aristóteles. Revista Espaço Pedagógico, Passo Fundo, vol. 14, n. 2, p. 80-90, 2007. DALLE NOGARE, Pedro. Humanismos e anti-humanismos. 13ª ed. Petrópolis: Vozes, 1994. JAEGER, Werner. Paideia: a formação do homem grego. Trad. Artur M. Pereira. 6ª ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2018. LARA, Tiago A. Caminhos da razão no ocidente - A filosofia nas suas origens gregas. Petrópolis: Vozes, 1989. PLATÃO (427-347 a.C). A república (ou justiça). Trad. Edson Bini. 2ª ed. São Paulo: Edipro, 2014. Platão (427-347 a.C). As leis, ou da legislação e epinomis. Trad. Edson Bini. 2ª ed. Bauru, SP: Edipro, 2010. RIBEIRO JR., Wilson A. Sólon de Atenas. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. 1999. Disponível em: . Acesso em: 28 set./2017. SALGADO, Joaquim Carlos. O espírito do ocidente ou a razão como medida: Protágoras de Abdera, a educação, o Estado e a justiça. Revista Brasileira de Estudos Políticos, Belo Horizonte, n. 109, p. 411-436, julho/dezembro de 2014. SANDRINI, Marcos. As origens gregas da filosofia. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. STIRN, François. Compreender Aristóteles. Trad. Ephraim F. Alves. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.
2252 poiesis v. 22 n. 1 (2021) HEIDEGGER E A EXPERIÊNCIA ORIGINÁRIA DA LINGUAGEM: A DETERMINAÇÃO DA PALAVRA ΛΈΓΕΙΝ (LÉGEIN) José Maria Pereira Carvalho;Antônio Wagner Veloso Rocha; Os primeiros textos de Heidegger dedicados à arte e à poesia datam dos anos que se estendem de 1935 a 1940. Nesses anos percebe-se a primeira tentativa do filósofo em pensar o mistério da linguagem. Anos mais tarde (na carta sobre o Humanismo de 1947), retomando a questão da linguagem, o filósofo dispensa atenção especial à mesma. Todavia, somente na década de 1950 aquela preocupação incipiente ganhará força. Nos textos que compõem a coletânea A Caminho da Linguagem e nos Ensaios e Conferências, Heidegger aprofunda suas reflexões acerca do nexo ontológico entre o ser e a palavra. O artigo pretende mostrar que foi através da palavra λέγειν que os gregos pensaram a essência da linguagem no sentido de dizer. Conforme indica o pensador, a força do dizer (λέγειν) enquanto nomeação arrancava para fora o ser da coisa, fazendo-o se mostrar por si mesmo como aquilo que é. É nesta topologia essencial que reside a essência grega da linguagem. ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Edipro, 2006. BEAINI, Thais Curi. Máscaras do Tempo. Petrópolis: Vozes, 1994. BORNHEIM, Gerd. Metafísica e Finitude. São Paulo: Perspectiva, col. Debates – Filosofia n.o 280, 2001. COHEN Joseph. La Folie d´um ‘Peut-etre’ et L´Ecriture Poetique de Hölderlin. In. Les Cahier Philosophique de Strasbourg. Mélage de PhilosophieAllemande, n.o21, Premier Semestre de 2007, p. 45-60. DUARTE, Irene Borges. O Espelho Equívoco. O Núcleo Filosófico da Spiegel-Interview a Martin Heidegger. In. Phainomenon – Revista de Fenomenologia (Homenagem a João paisana). Lisboa, n.o 5/6, Outubro de 2002/ Primavera de 2003, p. 167-181. DUARTE, Irene Borges. O Mais Inquietante de Todos os Entes. A Ontologia Trágica de Sófocles e a Sua Tradução em Hölderlin e Heidegger. In. Philosophica. Lisboa, n.o 11, 1998, p. 111-132. DUARTE, Irene Borges. A Arquitetônica do Puro Dar-se do Ser. Heidegger e os Beiträge. In. Poética do Mundo. Lisboa: Colibri, 2001, p. 415-434. DUARTE, Irene Borges. A Fecundidade Ontológica da Noção de Cuidado. De Heidegger a Maria de Lourdes Pintasilgo. In. Ex Aequo – Revista da Associação Portuguesa de Estudos Sobre as Mulheres. Lisboa: Ed. Afrontamentos, 2010, p. 115-131. GADAMER, Hans-Georg. Hermenêutica em Retrospectiva - Heidegger em Retrospectiva. Petrópolis: Vozes, Vol. I, 2a Edição, 2007. HEIDEGGER, Martin. A Caminho da Linguagem. Petrópolis: Vozes; Bragança Paulista, Editora São Francisco, 2003. HEIDEGGER, Martin. Ensaios e Conferências. Vozes: Petrópolis, 2002. HEIDEGGER, Martin. A Origem da Obra de Arte. Lisboa: Edições 70, Col. Biblioteca de Filosofia Contemporânea no. 12, 1977. HEIDEGGER, Martin. Conferências e Escritos Filosóficos. 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2253 poiesis v. 22 n. 1 (2021) A CRISE ECOLÓGICA GLOBAL E A SUPERAÇÃO DO PENSAMENTO ANTROPOCÊNTRICO Luiz Eduardo de Souza Pinto;Jorge Alexandre Barbosa; Este artigo analisa como o panorama antropocêntrico, ao projetar os humanos como a espécie dominante, legitimou a subjugação da natureza, e como a perspectiva biocêntrica começa a emergir em contraposição ao antropocentrismo. A crise ecológica é uma questão que afeta toda a comunidade de vida do planeta e no final do século XX o ideário biocêntrico, que se funda na perspectiva de uma relação harmoniosa entre os humanos e o meio ambiente, ao mesmo tempo em que reconhece a diferença e a diversidade dos elementos da natureza se torna um modelo de pensamento que contribui para superar os problemas ambientais provocam a crise ecológica contemporânea. ALVES, J.E.D. Do antropocentrismo ao ecocentrismo: uma mudança de paradigma. In: MARTINE, George (Ed.) População e sustentabilidade na era das mudanças ambientais globais: contribuições para uma agenda brasileira. Belo Horizonte: ABEP, 2012. APEL, K-O. Das Apriori der Kommunikationsgemeinschaft und die Grundlagen der Ethik. In: Transformation der Philosophie, Vol. 2. Frankfurt am Main: Suhrkamp, 1973. ASSMANN, Selvino José. Filosofia. Florianópolis: CAD/UFSC, 2006 AVELINE, Carlos Cardoso. A Vida Secreta da Natureza – uma iniciação à ecologia profunda. Rio Grande do Sul: São Francisco de Paula, Bodigaya, 1999. BAJZEK, Joze; MILANESI, Giancarlo. Sociologia dellaReligione. Torino. EditriceElledici, 2006. Carta da Terra. Disponível em:. Acesso em: 19 ago. 2012. DARWIN, C. A origem do homem e a seleção sexual. São Paulo: Hemus, 1974. GUATTARI, Félix. As três ecologias. Trad. Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas, São Paulo: Papirus, 1990. JONAS, Hans. El principio de responsabilidad: Ensayo de una ética para lacivilizacióntecnológica.Espanha, Barcelona, 2005. LEFF, Enrique. Ecologia, Capital e Cultura – a territorialização da racionalidade ambiental. Trad. Jorge E. Silva. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes: 2009. MOSCOVICI, Serge. Natureza: para pensar a ecologia. Trad. Maria Louise Trindade Conilh de Beyssac e Regina Mathieu. Rio de Janeiro: Mauad X: Instituto Gaia, 2007. MOTA, L.R. A identidade da técnica e o controle do mundo. In: Consciência Planetária e Religião – Desafios para o século XXI. OLIVEIRA, P.A.R.; SOUZA, J.C.A. (Orgs.). São Paulo: Paulinas. 2009. OMS. Disponível em: . ONU. Disponível em: http://www.onu-brasil.org.br/ PNUMA. Disponível em: . TAYLOR, Paul W. Respect for nature. A Theory of environmental ethics.Ney Jersey: PrincentonUnivertivy Press, 1986. THOREAU, Henry David. A desobediência civil. Porto Alegre: L&PM Pocket. 1980.
2254 poiesis v. 22 n. 1 (2021) O ENSINO DE FILOSOFIA NO SISTEMA EDUCACIONAL BRASILEIRO: REVENDO O CONTEXTO LEGAL E AS MUDANÇAS RECENTES Marcos Alves Pereira;José França Neto; O presente artigo intentará pesquisar o campo dos estudos filosóficos, a problemática que versa acerca do Ensino de Filosofia nos dias atuais. Assim, o objetivo principal dessa pesquisa consistiu em saber se a questão do Ensino de Filosofia – seus problemas, limites, implicações e consequências – é um problema relacionado aos métodos tradicionais de ensino ou, a especificidade do Ensino de Filosofia no Ensino Médio, se a causa que o afeta se deve à ausência de uma didática teórica e práticas específicas quanto ao Ensino Médio brasileiro. Nossa pesquisa centrou atenção aos estudos teóricos e práticos sobre o Ensino de Filosofia a partir do Professor Sílvio Gallo, tendo também como fundamento teórico a obra O que é a filosofia, de Gilles Deleuze e Félix Guattari. ALVES, Dalton José. A filosofia no Ensino Médio – ambiguidades e contradições na LDB. Campinas: Autores Associados, 2002. ASPIS, Renata Lima; GALLO, Silvio. Ensinar Filosofia: um livro para professores. São Paulo: Atta Mídia e Educação, 2009. BRANDÃO, Zaia. Qualidade de ensino: característica adstrita às escolas particulares. In: CUNHA, Luiz Antonio (Org.). Escola pública, escola particular e democratização do ensino. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1986. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em 03 jul./2019. BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Filosofia. Ensino Médio. Brasília: MEC/ SEF, 1997. BRASIL. Projeto de Lei, 2003. Altera dispositivos do artigo 36 da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Câmara dos Deputados, 2003. CARTOLANO, Maria Teresa Penteado. Filosofia no ensino de 2º grau. São Paulo/Campinas: Cortez/Autores Associados, 1985. COSTA, Rogério. Sociedade de controle. São Paulo em Perspectiva, v. 18, n. 1, p. 161-167, 2004. DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição. 2ª ed. Rio de Janeiro, Graal, 2006. DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é a Filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz. Rio de Janeiro: Ed. 34, 2016. FÁVERO, Altair Alberto et al. O ensino da filosofia no brasil: um mapa das condições atuais. Cad. Cedes, Campinas, vol. 24, n. 64, p. 257-284, set./dez. 2004. GALINA, Simone Freitas da Silva. A disciplina de filosofia e o Ensino Médio. In: GALLO, Silvio; KOHAN, Walter (Org.). Filosofia no Ensino Médio. Petrópolis: Vozes, 2000. GALLO, Sílvio. Filosofia – Experiência de pensamento. São Paulo: Editora Scipione, 2017. ______. Metodologia do Ensino de Filosofia: uma didática para o ensino médio. Campinas, SP: Papirus, 2016a. ______. Deleuze e a Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2016. ______. Ensino de Filosofia: teoria e prática. Ijuí: Ed. Unijuí, 2004. HORN, Geraldo. A presença da filosofia no currículo do Ensino Médio brasileiro: uma perspectiva histórica. In: GALLO, Silvio; KOHAN, Walter (Org.). Filosofia no Ensino Médio. Petrópolis: Vozes, 2000. RODRIGO, Lidia Maria. Filosofia em sala de aula: teoria e prática para o ensino médio. Campinas: Autores Associados, 2009.
2256 poiesis v. 21 n. 2 (2020) EL PENSAMIENTO LIBERADOR DE IGNACIO ELLACURÍA Lorena Zuchel; El artículo tiene como objetivo presentar la vida y obra del pensador salvadoreño Ignacio Ellacuría. Filósofo y teólogo de la liberación. Su formación e historia son ejemplos de vida, dedicada a la liberación del pueblo oprimido y en búsqueda de una civilización más justa. Dos etapas caracterizan su pensamiento: la idea de armonizar fe y filosofía y el desarrollo de una visión de la historia y de la realidad como objeto de la filosofía. Una y otra fueron importantes para su proyecto de la liberación. Referências no rodapé.
2257 poiesis v. 21 n. 2 (2020) MIGRACIÓN Y ESPIRITUALIDAD INTER-LIBERADORA Jorge E. Castillo Guerra; El sentido represivo de la política de fronteras se basa en una percepción negativa de la migración. Entre sus efectos está el surgimiento de las fronteras simbólicas dentro de los Estados ya que los migrantes, motivados por la esperanza y su espiritualidad contribuyen a la liberación de espacios de vida segmentados por las fronteras internas y externas. El artículo tiene como objetivo, a partir de la política de las fronteras internacionales, reflexionar sobre la espiritualidad que surge en los contextos de movilidad humana y sus aportes a la justicia y al conocimiento en la sociedad global. Referências no rodapé.
2258 poiesis v. 21 n. 2 (2020) LAS TRADICIONES CULTURALES RELIGIOSAS AFRICANAS COMO UNA FORMA DE VIDA Y PENSAMIENTO. APORTES A UN MUNDO MÁS JUSTO Georgette N′dour; El presente trabajo se propone sacar del pozo y árbol, agua y frutos de las tradiciones culturales y religiosas africana, contribuciones para la construcción de un mundo más justo. Para el pueblo africano la educación es el canal de transmisión cultural donde las personas con su sabiduría son responsables por la transmisión de los valores económicos, sociales, morales y ecológicos. Barreau, Jean Claude Tous les dieux ne sont pas égaux, Ed. Jean-Claude Lattès, 2001 Chevalier Jean, Gheerbrant Alain, Diccionario de los símbolos, Barcelona, Herder, 2003 De Vallesca Palanca, Diana (stj), Cultura, multiculturalismo e interculturalidad. Hacia una racionalidad intercultural, Madrid, Editorial Covarrubias, 2000 Diop Cheikh Anta, Nations nègres et cultures, Paris, Présence Africaine, Edition de 1979 Diop, Cheikh Anta, L’unité culturelle de l’Afrique noire, Paris, Présence Africaine, Seconde édition, 1982 Gravrand, Henry (1990). La civilisation sereer Pangool. Tunis : Les Nouvelles Editions Africaines Gravrand, P. Henri, “L’héritage spirituel sereer: valeur traditionnelle d’hier, d’aujourd’hui et de demain”, Ethiopiques nº31, revue socialiste de culture negro-africaine, 3ème trimestre, 1982. Léo Frobenius : Histoire de la Civilisation Africaine. Trad. D H. Back et D. Ermont, Gallimard, 1933 Mungala, Dr A S “L’éducation traditionnelle en Afrique et ses valeurs fondamentales”, Ethiopiques numéro 29, Revue socialiste de culture négro-africaine, février 1982. SAMB Djibril, “Les thèses fondamentales de Cheikh Anta Diop », dans Ethiopiques, Revue socialiste de culture négro-africaine numéros 44-45 Nouvelle série - 2ème trimestre 1987 - volume IV, N°1.2 Van Eetvelde, Alphonse P., L’homme et sa vision du monde dans la société traditionnelle négro-africaine, Bryland, 1998, Louvain la neuve.
2259 poiesis v. 21 n. 2 (2020) RELIGIÓN E INTERCULTURALIDAD: LAS RELIGIONES AFROBRASILEÑAS Cristina Borges; Este artículo tiene como objetivo, desde el concepto de interculturalidad, presentar las religiones latinoamericanas como formas de vivir y pensar en el mundo moderno. Se busca, a la luz de filósofos como Enrique Dussel y Raúl Fornet-Betancourt, demostrar - en vista de la barbarie que se instaló con la Modernidad - que universos religiosos como las religiones de origen africana e indígena han sufrido a un menor impacto de la Modernidad. Y por eso mantienen conocimientos anteriores al siglo XVI, como la conexión con la naturaleza y el sentido de comunidad. Por tratarse de religiones ritualistas, los universos culturales como la Umbanda y el Candomblé brasileños son mecanismos de reconciliación con el pasado cultural y con la naturaleza. Sus rituales pueden ser vistos como momentos de diálogo con aquellos que vinieron antes. En este caso la interculturalidad, a través de la experiencia religiosa, puede ser considerada una experiencia de autoconocimiento. ASTRAIN, Ricardo Salas. Hermenéuticas en juego, identidades culturales y pensamientos latinoamericanos de integración. In: ASTRAIN, Ricardo Salas. Ética Intercultural. (Re)Lecturas del pensamiento latinoamericano. Santiago de Chile: Ediciones Abya – Yala, 2005. BOMFIM, Manoel. América latina; males de origem. Rio de Janeiro: Biblioteca básica brasileira, 1905. BORGES, Cristina. Umbanda Sertaneja. Cultura e religiosidade no norte de Minas Gerais. Montes Claros: Editora Unimontes, 2011. CARPENTIER, Alejo. Visión de América. Havana: Editorial Letras Cubanas, 2004. DUSSEL, Enrique. Ética da libertação na idade da globalização e da exclusão. Petrópolis: Vozes, 2007. ______________. Transmodernidade e Interculturalidade: interpretação através da filosofia da libertação. Sociedade e Estado, Brasília, V.31, no.1, p.(51-73), jan,2016. Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/se/v31n1/0102-6992-se-31-01-00051.pdf. Acesso em 16/01/2019. FORNET-BETANCOURT, Raúl. Del conocimiento teórico al saber dominador. Notas para un diálogo intercultural sobre el cambio del ideal del conocimiento al interior de la cultura europea. In: FORNET-BETANCOURT, Raúl. Elementos para una critica intercultural de la ciencia hegemónica.Concórdia. Wissenschaftsverlag Mains: Aachen, 2017. FOUCALT, Michel. “Cuida de ti mesmo”. Entrevista com Michel Foucault. Revista Concórdia, 1984. Entrevista concedida a Raúl Forner-Betancourt. ORTIZ, Fernando. Contrapunteo cubano del tabaco y el azúcar. Havana: ed. Ciencias Sociales, 1991. QUIJANO, Aníbal. Colonialidad y modernidad-racionalidad. In: BONÍLIA, Heraclio (Compilador). Los conquistados. 1492 y la población indígena de las Américas. Bogotá: Tercer Mundo Editores, 1992. VILLHENA, Maria Ângela. Ritos Religiosos. In:PASSOS, Décio; USARSKI, Frank. Compêndio de Ciência da Religião. São Paulo: Paulinas, 2013.
2260 poiesis v. 21 n. 2 (2020) RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS, EDUCAÇÃO E INTERCULTURALIDADE: CONHECENDO O CAMPO Guaraci Maximiano dos Santos; Diante da realidade de racismo étnico e epistêmico em nossa sociedade e a negação desta por parte do sistema pedagógico brasileiro, este artigo visa uma reflexão e/ou provocação acerca da necessidade da instituição não só legal, mas também, na prática de novas disposições, atitudes, dos profissionais de ensino que colaborem para que o ato pedagógico seja um efetivo instrumento de promoção da alteridade dos povos negros, suas culturas e sapiências religiosas e não. Em virtude disso, apresenta as religiões afro-brasileiras Candomblé e Umbanda, por meio de suas contextualizações sociais, abordando algumas de suas ritualísticas de culto e princípios, por exemplo, a iniciação, a hierarquia e algumas práticas cotidianas. Ademais, aborda a Lei 10.639/03, seus princípios e diretrizes, assim como a Lei 11.645/08, PCN (1997), PCNEM (2006) e a Resolução CNE/CP, a fim de viabilizar uma reflexão acerca de aplicação no campo do Ensino Fundamental e Médio, em nosso país. Por fim, a interculturalidade, seu conceito e importância para a construção de um campo educativo decolonial. Trabalho que teve como metodologia a pesquisa bibliográfica e a iconografia concomitante, assim, uma articulação que possibilitou reflexões acerca da referida temática, feita no intuito não só informativo, mas também afirmativo sobre a importância dos saberes da história e culturas africanas no Ensino Fundamental e Médio, ressaltando a importância da efetivação das legislações educacionais vigentes sobre o tema. Em suma, este percurso nos permitiu posicionamento afirmativo do quão é necessário e urgente assumirmos eticamente a luta antirracista, também, por meio da promoção de um sistema educacional decolonial e intercultural para nosso país. ALTUNA, Raul Ruiz de Asúa. Cultura tradicional Banto. Luanda: Edital do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, 1985. BASTIDE, Roger. O Candomblé da Bahia. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. BORGES, Cristina (Org.). Religião e religiosidades: estudos e diálogos transversais. Montes Claros: Henriques design, 2018. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União de 23 de dezembro de 1996. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20- dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html. Acesso em: 17 jul. 2021. . Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Diário Oficial da União de 10 de janeiro de 2003. 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2261 poiesis v. 21 n. 2 (2020) A INTERCULTURALIDADE COMO CATEGORIA DE ANÁLISE PARA SE PENSAR O ENSINO RELIGIOSO Beatriz de Oliveira Pinheiro; Este trabalho tem por objetivo discorrer sobre a terceira unidade da disciplina Tópicos Especiais de Ciências da Religião: Tradições Religiosas Afro-brasileiras — Tradições religiosas afro-brasileiras, a Escola e o Ensino Religioso (ER) — ministrada pelas professoras Ângela Cristina Borges e Giseli do Prado Siqueira. Para isso, apresentaremos, em um primeiro momento, a noção de interculturalidade e sua relação com o reconhecimento e afirmação da diferença, bem como sua importância ética nas sociedades que buscam pela anulação daquilo que foge da norma, isto é, a interculturalidade como possibilidade de se partir das diferenças na produção de modelos éticos. Em seguida, falaremos sobre o Ensino Religioso no Brasil a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a responsabilidade dos educadores frente aos objetivos do componente curricular junto das competências estipuladas pela BNCC. Dessa forma, nos voltaremos para o papel político do professor, uma vez que fazer despertar nas alunas e alunos o interesse de busca por conhecimento e produção de projeto de vida, assim como a compreensão da diferença ética e religiosa a partir de uma perspectiva plural, não reducionista, fica a cargo dos educadores que assumem também a postura de discentes no processo educativo. Então, retomaremos a noção de interculturalidade como categoria essencial para se pensar um ER descolonial. A metodologia utilizada será a análise textual dos principais artigos que contam com a autoria das professoras mencionadas: “Entender o passado e falar do presente: aportes a um Ensino Religioso descolonizador e pós-colonial”; “O Ensino Religioso, a relação educador-educando e a Base Nacional Comum Curricular-BNCC e Currículo Referência de Minas Gerais – CRMG” e “Ensino Religioso na escola pública brasileira e a questão da laicidade”. BAPTISTA, Paulo Agostinho Nogueira; BORGES, Cristina. Entender o passado e falar do presente: aportes a um Ensino Religioso descolonizador e pós-colonial. NUMEN, Juiz de Fora, v. 23, n. 2, p. 21-38, jul./dez. 2020. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/numen/article/view/31887 Acesso em: 12/11/21. BAPTISTA, Paulo Agostinho Nogueira. Ciências da Religião e Ensino Religioso: o desafio histórico da formação docente de uma área de conhecimento. REVER, São Paulo, v. 15, n. 2, p. 107-125, dez. 2015. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/rever/article/view/26189 Acesso em: 12/11/21. BAPTISTA, Paulo Agostinho Nogueira; SIQUEIRA, Giseli do Prado. Ensino Religioso na escola pública brasileira e a questão da laicidade. HORIZONTE, Belo Horizonte, v. 18, n. 55, p. 33-60, jan./abr. 2020. Disponível em: http://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/article/view/23832 Acesso em: 12/11/21. BAPTISTA, Paulo Agostinho Nogueira; SIQUEIRA, Giseli do Prado. O Ensino Religioso, a relação educador-educando e a Base Nacional Comum Curricular – BNCC e o Currículo Referência de Minas Gerais – CRMG. REVISTA PISTIS & PRAXIS: Teologia e Pastoral, Curitiba, v. 13, n. 1, p. 497-522, jan./abr. 2021. Disponível em: https://periodicos.pucpr.br/pistispraxis/article/view/27879 Acesso em: 12/11/21. BRECHT, Bertolt. Perguntas de um operário letrado: poemas e canções. Coimbra: Almedina, 1975. DUSSEL, Enrique. Ética da Libertação na idade da globalização e da exclusão. 3. ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2007. DUSSEL, Enrique. La pedagogia latinoamericana. Bogotá: Nueva America, 1980. DUSSEL, Enrique. Transmodernidade e interculturalidade: interpretação a partir da filosofia da libertação. REVISTA SOCIEDADE E ESTADO, v. 31, n. 1, p. 51-73, jan./abr. 2016. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/6079 Acesso em: 12/11/21. FORNET-BETANCOURT, Raúl. Elementos para una crítica intercultural de la ciencia hegemónica. Aachen: Grupo Editorial Mainz, 2017. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013. MIGNOLO, Walter. Histórias locais/Projetos globais: Colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.
2263 poiesis v. 20 n. 1 (2020) GÊNERO E SEXUALIDADE À LUZ DA ONTOLOGIA DO DASEIN Rodrigo Rizério de Almeida e Pessoa; O artigo explora os elementos pertencentes à análise da existência efetuada por Heidegger I capazes de contribuir para o debate contemporâneo sobre a identidade de gênero. Para tanto, os textos basilares examinados no trabalho são o curso Fundamentos metafísicos da lógica, ofertado em 1928, e o ensaio de Derrida Geschlecht: sexual difference, ontological difference. O caminho do trabalho inicia com a apresentação da crítica de Heidegger ao conceito antropológico do “animal racional”, seguida da exposição da noção de “disseminação transcendental”. À luz disso, o terceiro passo metodológico do artigo consiste em mostrar que Heidegger entende a existência a partir de uma neutralidade essencial, mas com isso não recusa a sexualidade ao ser-aí. O ser-aí neutro não é por isso assexuado, pois o que se tem em vista com a neutralidade não é a sexualidade em si, mas o dualismo sexual. Desse modo, o ser-aí não é, do ponto de vista ontológico-constitutivo, homem ou mulher, mas isso por que faz parte de seu ser a disseminação ou multiplicação de modos de ser. De acordo com isso, os resultados do trabalho defendem a ideia de que a noção de gênero, e não a categoria de sexo, é a mais adequada à compreensão da existência própria do Heidegger I. Por gênero se tem em vista o corpo tal como resulta de sua mundanização, ao passo que a categoria de sexo reduz o corpo humano a suas características fisiológicas. Mas o corpo não se reduz à materialidade de ossos e tecidos, ou ainda: o corpo não é uma coisa, um nome, mas um verbo: corporar. O corpo, enfim, é um sendo, não limitado à diferença entre macho e fêmea, ou mesmo à dualidade entre feminino e masculino. Ao contrário, o corpo é abertura de modos de ser sempre remodeláveis. CIOCAN, Cristian. The vulnerable body: human corporeality and its limit-situations. Bucharest: New Europe College, Yearbok 2009-2010. DERRIDA, Jacques. “Geschlecht: sexual difference, ontological difference”. In.: DREYFUS, Hubert. WRATHALL, Mark. Heidegger Reexamined. New York; London: Routledge, 2002. ESCUDERO, Jesus Adrian. Heidegger and the hermeneutics of the body. In.: International Journal of Gender and Women’s Studies. June 2015, Vol. 3, No. 1, pp. 16-25. FOGEL, Gilva. “A respeito de Homem, de Vida e de Corpo.” In.: SANTORO, Fernando. [et al.] Emmanuel Carneiro Leão. Rio de Janeiro: Hexis; Fundação Biblioteca Nacional, 2010. GREISCH, Jean. Ontologie et temporalité: esquisse d’une interprétation intégrale de Sein und Zeit. Paris: Presses Universitaires de France, 1994. HAAR, Michel. Heidegger e a essência do homem. Trad. Ana Cristina Alves. Lisboa: Instituto Piaget, 1990. Coleção Pensamento e Filosofia. HEIDEGGER, Martin. Interpretações Fenomenológicas sobre Aristóteles: introdução à pesquisa fenomenológica. Trad. Enio Paulo Giachini. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. Coleção Textos Filosóficos. _____. Ser e tempo. Trad. Fausto Castilho. Campinas, SP: Editora da Unicamp; Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2012. _____. The metaphysical foundations of logic. Translated by Michael Heim. Bloomington and Indianapolis: Indiana University Press, 1992. _____. What is called Thinking? Tras. J. Glenn Gray. New York: Harper Perennial, 2004. PESSOA, Rodrigo R. A. A transcendência do corpo em Heidegger. Belo Horizonte: Editora Dialética, 2021. RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Trad. Alain François [et al.] Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2007.
2264 poiesis v. 20 n. 1 (2020) DINÂMICAS TELEOLÓGICAS E NÃO-TELEOLÓGICAS DAS TEORIAS EPISTEMOLÓGICAS DE POPPER E KUHN Valdirlen do Nascimento Loyolla; O presente artigo tem como escopo principal confrontar as noções de progresso popperiano meta orientado de conhecimento aos de progresso kuhniano não meta orientado para a verdade, enfatizando que tal confronto é consequência do modo como estes epistemólogos interpretaram o conceito darwiniano de ‘evolução como modificação das espécies’, no sentido de que a epistemologia de Popper pressupõe uma teleologia de fundo nos processos da Natureza e do conhecimento, enquanto que para Kuhn tais processos são não-teleológicos. BRADIE, M. (1986). “Assessing evolutionary epistemology”, in: Biology and philosophy, v. 1, pp. 401-459. ______. (1989). “Evolutionary epistemology as naturalized epistemology”, in: Issues in evolutionary epistemology, edited by K. Hahlweg and C. A. Hooker, 393-412. Albany, NY: SUNY Press. BRADIE, M., HARMS, W. (2005). “Evolutionary epistemology”, in: The Stanford Encyclopedia of Philosophy. (Ed.) Edward N. Zalta, 2005. CAMPBELL, D. T. (1974). “Evolutionary Epistemology”, in: P. Schilpp (ed.), The philosophy of Karl Popper. The library of living philosophers, v. 14, La Salle, Illinois: Open Court, pp. 412-463. DARWIN, C. R. (1859). On the origin of species by means of natural selection, or the preservation of favoured races in the struggle for life. London: John Murray. 6th edition, with additions and corrections, 1872 [Edição brasileira, (2012). DARWIN, C. R. Origem das espécies. Trad. Eugênio Amado. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 2012 (tradução da primeira edição publicada por John Murray, Albemarle Street London, 1859)]. GONTIER, N. (2006). “Introduction to Evolutionary Epistemology, Language and Culture.” In: Gontier, Nathalie, Van Bendegem, Jean Paul and Aerts, Diederik (eds), Evolutionary Epistemology, Language and Culture – A non-adaptationist systems theoretical approach, 01-29. Dordrecht: Springer, 2006. GOULD, S. J. (2002). The structure of evolutionary theory. Cambridge, MA: Belknap Press of Harvard University Press, 2002. KUHN, T. S. (1962). The structure of scientific revolutions. 2nd edition enlarged. 6th impression. Chicago: University of Chicago Press, 1970 [Edição brasileira, (2011). KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. Trad. Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. 10ª edição. São Paulo: Editora Perspectiva, 2011]. ______. (1970a). “Logic of discovery or psychology of research?”, in: KUHN, T. S. The essential tension – selected studies in scientific tradition and change. Chicago: University of Chicago Press, 1977, pp. 266-293 [Edição brasileira, (2009). “Lógica da descoberta ou psicologia da pesquisa?”, in: KUHN, T. S. A tensão essencial – estudos selecionados sobre tradição e mudança científica. Tradução de Marcelo Amaral Penna-Forte. São Paulo: Editora UNESP, 2009, pp. 283-311]. ______. (1970b). “Reflections on my critics”, in: KUHN, T. S. The road since Structure. (Ed.) J. CONANT and J. HAUGELAND, Chicago: University of Chicago Press, 2000, pp. 123-176 [Edição brasileira, (2006). “Reflexões sobre meus críticos”, in: KUHN, T. S. O caminho desde A Estrutura – ensaios filosóficos, 1970-1993, com uma entrevista autobiográfica Editada por James Conant e John Haugeland. Tradução de Cesar Mortari. São Paulo: Editora UNESP, 2006, pp. 155- 217]. LORENZ, K. (1941). “La teoría kantiana de lo apriorístico bajo el punto de vista de la biología actual”, in: LORENZ, K. & WUKETITS, F. M. (Ed.). La evolucíon del pensamento. Barcelona: Editorial Argos Vergara, 1984, p. 89-116. MAYR, E; PROVINE, W. B. (1998). The evolutionary synthesis: perspectives on the unification of biology. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1998. MUNZ, P. (1993). Philosophical darwinismo: on the origin of knowledge by means of natural selection. London: Routledge, 1993. POPPER, K. R. (1972). Objective knowledge: an evolutionary approach. London: Oxford University Press, 1975 [Edição brasileira, (1975). Conhecimento objetivo: uma abordagem evolucionária. Trad. de Milton Amado. Belo Horizonte: Itatiaia/Edusp, 1975]. RIEDL, R. (1984). Biology of knowledge: the evolutionary basis of reason. Chichester: John Wiley & Sons, 1984.
2265 poiesis v. 20 n. 1 (2020) ESTÉTICA DA ARTE-MUSICAL EM SCHOPENHAUER A MÚSICA COMO ESSÊNCIA: SUPERAÇÃO DO PESSIMISMO E EXPERIÊNCIA ESTÉTICA DO PRAZER E DA FELICIDADE João Roberto de Oliveira; Aprofundando a análise do pessimismo schopenhauriano no livro III de O mundo como vontade e como representação, revelou-se uma “filosofia do otimismo” que perpassa a construção de uma teoria estética e uma filosofia da arte que encontra na Genialidade uma perspectiva de travessia do estado determinista da própria finitude do humano para o estado de superação de todo sofrimento e insatisfação. Encontra-se uma Metafísica da Música elaborada por Schopenhauer como único meio de alcance do conhecimento da essência do mundo e do homem. Desse modo, a música genial torna-se a única via para a libertação do homem que conhece e encontra a si mesmo como sujeito desvelado de qualquer obscuridade e iluminado pela sua própria essência desprovida de vontade. Fontes primárias: SCHOPENHAUER, Arthur. A sabedoria da vida. Tradução de Romulo Argetière. São Paulo: EDIPRO, 2012. SCHOPENHAUER, Arthur. Metafísica do amor, metafísica da morte. Tradução de Jair Barboza; revisão técnica e da tradução Maria Lúcia Mello e Oliveira Cacciola. – 2ª edição – São Paulo: Martins Fontes, 2004. SCHOPENHAUER, Arthur. Metafísica do belo. Tradução, apresentação e notas de Jair Barboza. – São Paulo: Editora UNESP, 2003. SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e como representação. Tradução, apresentação, notas e índices de Jair Barboza. – São Paulo: Editora UNESP, 2005. SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e representação, III pt.; Crítica da filosofia kantiana; Pererga e paraliponema, cap. V, VIII, XII, XIV. Traduções de Wolfgang Leo Maar e Maria Lúcia Mello e Oliveira Cacciola. – São Paulo: Abril Cultural, 1980. – (Coleção Os Pensadores). Bibliografia complementar: ADORNO, Theodor W. Teoria estética. Tradução de Arthur Morão. Lisboa: Edições 70, 1998. ___________________. Filosofia da música. Tradução de Magda França. São Paulo: Perspectiva, 2009. ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia; tradução da 1ª edição brasileira coordenada e revista por Alfredo Bosi; revisão e tradução dos novos textos Ivone Castilho Benedetti – 4ª Ed. – São Paulo: Martins Fontes, 2000. BARBOZA, Jair. Infinitude subjetiva e estética em Schelling e Schopenhauer. – São Paulo: Ed. UNESP, 2005. BAUMGARTEN, A. Estética: a lógica da arte e do poema. Tradução brasileira Mirian Sutter Medeiros. Petrópolis, RJ: Vozes, 1993. BRANDÃO, Eduardo. “A noção de ideia em Schopenhauer à luz da filosofia de Schelling” – Revista Arte e Filosofia no Idealismo Alemão; organizadores Marco Aurélio Werle e Pedro Fernandes Galé. – São Paulo: Editora Barcarola, 2009. BRUM, José Tomáz. O pessimismo e suas vontades – Schopenhauer e Nietzsche. – Rio de Janeiro: Rocco, 1998. DEBONA, Vilmar. Schopenhauer e as formas da razão: o teórico, o prático e o ético-místico. Apresentação de Jair Barboza. – São Paulo: Annablume, 2010. DUARTE, Rodrigo (Org.). O belo autônomo: textos clássicos de estética. – 2ª ed. rev. e ampl. – Belo Horizonte: Autêntica Editora; Crisálida, 2012. – (Coleção Filô/Estética; 3). DUFRENE, Mikel. Estética e Filosofia. – São Paulo: Perspectiva, 2004. – (Coleção Debates). FRANZINI, Elio. A estética do Século XVIII. Tradução portuguesa Isabel Tereza Santos. – Lisboa/Portugal: Editorial Estampa, 2000. GADAMER, Hans-Georg. Hermenêutica da obra de arte. Seleção e tradução Marco Antônio Casanova. – São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010. GRAHAM, Gordon. Filosofia das artes: introdução à estética. – Lisboa/Portugal: Edições 70, s/d. HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Estética: a ideia e o ideal; Estética: o belo artístico e o ideal. Traduções de Henrique Cláudio de Lima Vaz, Orlando Vitorino, Antônio Pinto de Carvalho. – São Paulo: Abril Cultural, 1980. – (Coleção Os Pensadores). ___________________________. Cursos de Estética, volume III, 2º capítulo; tradução de Marco Aurélio Werle, Oliver Tolle; consultoria Victor Kanoll. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2002. (Clássicos; 24). JANAWAY, Christopher. Willing and Nothingness – Schopenhauer as Nietzsche‟s Educator.Edited by Christopher Janaway. – New York: Oxford University Press, 2007. _____________________. Schopenhauer. Tradução de Adail Ubirajara Sobral. – São Paulo: Edições Loyola, 2003. JUNIOR, Douglas Garcia Alves. “A restituição do corpo na Teoria estética” (Artigo). Revista Artefilosofia, n. 3, pp. 137-138, UFOP. Ouro Preto: Tassitura, 2007. KANT, Immanuel. 3. Estética: analítica do belo e da Arte e do Gênio. Seleção de textos Marilena Chauí; tradução de Paulo Quintela. – São Paulo: Abril Cultural, 1980. – (Coleção Os Pensadores). LEFRANC, Jean. Compreender Schopenhauer. 4ª edição. Tradução de Ephraim Ferreira Alves. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2008. MENEZES, Enrique. Razão e nostalgia: o lugar da música no pensamento moderno. Revista Artefilosofia 02, UFOP, p. 117-126. – Ouro Preto: Tessitura, 2007. PASCHOAL, Antonio Edmilson. A palavra “Übermensch” nos escritos de Nietzsche. Cadernos de Nietzsche Nº 23 – ISSN 1413-7755, p. 105-121. – São Paulo: GEN, 2007. PIANA, Giovanni. A filosofia da música. Tradução de Antônio Angonese. – Bauru, SP: EDUSC, 2001. ROCHLITZ, Rainer. O desencantamento da arte: a filosofia de Walter Benjamin; capítulo 2; tradução de Maria Elena Ortiz Assumpção; revisão técnica Marcio Seligmann. -Bauru, SP: EDUSC, 2003. SAFRANSKI, Rüdiger. Schopenhauer e os anos mais selvagens da filosofia: uma biografia. Tradução Wiliam Lagos. São Paulo: Geração Editorial, 2011. SCHILLER, Friedrich. Do sublime ao trágico. Organização de Pedro Süssekind; tradução e ensaios Pedro Süssekind e Vladimir Vieira. – Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2011. – (Coleção Filô/Estética; 1). SIMMEL, Georg. Schopenhauer & Nietzsche. Tradução César Benjamim. – Rio de Janeiro: Contraponto, 2011. VERCELLONE, Frederico. A estética do século XIX. Tradução portuguesa Isabel Teresa Santos. – Lisboa/Portugal: Editorial Estampa, 2000. ZIZEK, Slavoj. Mozart como crítico da ideologia pós-moderna. Revista Artefilosofia, n. 3, UFOP, p. 81-88. Ouro Preto: Tessitura, 2007.
2266 poiesis v. 20 n. 1 (2020) POESIA E REBELIÃO: A OBRA DE ALLEN GUINSBERG À LUZ DE ALGUNS ELEMENTOS CONCEITUAIS DA ESCOLA DE FRANKFURT Alex Tarcísio Aguiar Ramos;Edi de Freitas Cardoso Júnior; O presente artigo visa analisar a inserção da obra poética de Allen Ginsberg no contexto dos Estados Unidos da América no pós-Segunda Guerra, o que nos leva a entender, que a poesia de Ginsberg, pode ser considerada como uma manifestação de resistência política e cultural frente aos valores e ao conservadorismo daquela nação. Para tanto, utilizaremos como referencial teórico o pensamento de alguns elementos conceituais da Escola de Frankfurt. ADORNO,Theodor. “Conceito de Iluminism”. In: Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultura, 1996, p.19. ARAÚJO, Felipe; BESSA, Sílvia. Geração Beat – Anarquismo literário. Revista Vida & Arte. 10/07/2005. Disponível em . Acesso em 14/12/2021. BAUDELAIRE, Charles. Sobre a modernidade. São Paulo: Paz e Terra, 1997, (coleção Leitura). BEJAMIN, Walter. O Narrador. In: Obras Escolhidas: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 197,221. BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar. São Paulo: Schwarcz Ltda, 1988. COELHO. F. O. “Contracultura”. In: SILVA, F.C.T. (org) Enciclopédia de guerras e revoluções do século XX. Rio de Janeiro: Campus, 2005. p. 194,195. COELHO. F. O. “Movimento Beat”. In: SILVA, F.C.T. (org) Enciclopédia de guerras e revoluções do século XX. Rio de Janeiro: Campus, 2005.p. 74,75. ENGELS, F.; MARX, K. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Martin Claret, 2004. GINSBERG, Allen. Uivo e outros poemas. Porto Alegre: L&PM, 1999. (coleção L&PM Pocket). HOBSBAWN, Eric. A era dos extremos. O Breve Século XX. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. LIMONCIC. F. “American way of life”. In: SILVA, F.C.T. (org) Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX. Rio de Janeiro: Campus, 2005.p.29.30.31. MARCUSE, Herbert. A ideologia da sociedade industrial. Rio de Janeiro: Zahar, 1979. MARCUSE, Herbert. Contra revolução e revolta. RJ: ed. Zahar, 1973. MARCUSE, Herbert. Razão e revolução. RJ: ed. Saga, 1969. MUNHOZ. Cinema e Guerra Fria. In: SILVA, F.C.T. (org) Enciclopédia de guerras e revoluções do século XX. Rio de Janeiro: Campus, 2005.p.148,149. NEWFIELD, Jack. Una minoria profetica. Martinez Roca, 1969. PATRIOTA, Rosângela. “Jim Morrison o Poeta-Xamã dos anos 60”. In: Cultura Vozes, n.2, mar/abr.1997, p.84,85. ROSZAK, Theodore. A contracultura. Petrópolis RJ: Vozes LTDA, 1972. SCHIMITTI, J.C. “A história dos marginais”. In: LE GOFF, J. A história nova. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998. SILVA, K, V. SILVA,M,H. “Modernidade”. In: Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2005, p.298. 299. SOARES. J. A. “Sacco- Vanzetti”. In: SILVA, F.C.T. (org) Enciclopédia de guerras e revoluções do século XX. Rio de Janeiro: Campus, 2005.p. 802,803,804. THOMPSON, E. P. Costumes em comum. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. TODOROV. As categorias da narrativa literária. In: Análise estrutural da narrativa. São Paulo Petrópolis, 1976. WILLER, Cláudio. “Beat e tradição romântica”. In: Alma Beat. Porto Alegre: LP&M Ltda, 1984.
2267 poiesis v. 20 n. 1 (2020) A PERSPECTIVA RELACIONAL EM PIERRE BOURDIEU Luiz Eduardo de Souza Pinto;Jorge Alexandre Barbosa; Pierre Bourdieu é um dos mais influentes cientistas sociais de todos os tempos, sua produção é uma rigorosa conjugação entre o empírico e a teoria. O método de Bourdieu, ancorado em um senso prático, se presta à análise dos mecanismos que envolvem as relações de poder, a produção de idéias e a gênese das condutas. A praxiologia bourdieusiana não é um simples instrumento para desvelar a realidade social constituída pela ação dos agentes e na qual esses constituem uma fração nas disputas que ocorrem nos diversos campos estruturados na sociedade, é um arranjo e ao mesmo tempo uma ampliação do horizonte de diversas escolas de pensamento (interacionismo simbólico, estruturalismo, funcionalismo, marxismo, fenomenologia, etnometodologia e a epistemologia racionalista neokantiana) em um empreendimento que visa demonstrar a relação entre a ação individual e a estrutura social. A produção de Bourdieu é eminentemente relacional e o autor promove o esforço de combinar uma síntese teórica dentro de um quadro analítico integrado através de um engajamento por meio da pesquisa empírica. Para a compreensão do dinamismo da vida social contemporânea a construção relacional dos estudos de Bourdieu se revela imprescindível. O autor provoca uma ruptura epistemológica através da análise relacional considerando de forma concomitante que as estruturas sociais são historicamente reproduzidas por meio das condutas individuais, como um círculo de interações onde agência e estrutura mutuamente se constroem e reconstroem. Leva-se em consideração também que a teoria da prática de Bourdieu é indissociável da prática da teoria, no modelo praxiológico bourdieusiano se articulam dialeticamente o agente e a estrutura social, ou seja, é um arquétipo centrado na mediação entre a agência e a estrutura. ANDRADE, PéricIes. Agência E Estrutura: O conhecimento praxiológico em Pierre Bourdieu. Estudos de Sociologia, Rev do Progr. de Pós-Graduação em Sociologia da UFPE, v. 12. n. 2, p. 97-118, 2006. BACHELARD, Gaston. A filosofia do “não”. São Paulo: Abril, 1984. BURAWOY, Michael. O marxismo encontra Bourdieu, São Paulo: Editora da Unicamp, 2010 BOURDIEU, P.; WACQUANT, L. An invitation to reflexive Sociology. Chicago: The University of Chicago: Polity Press. 1992 BOURDIEU, Pierre. Leçon sur la leçon. Paris: Minuit, 1982 BOURDIEU, Pierre. Razões Práticas: sobre a teoria da ação. Tradução: Mariza Corrêa. Campinas, SP: Papirus. 9ª edição, 2008 BOURDIEU, Pierre. O campo político. Dossiê Dominação e Contra Poder. Rev. Bras. Ciênc. Polít. no.5 Brasília Jan./July 2011. BOURDIEU, P. A dominação masculinidade. Tradução Maria Helena Kühner, 11ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012. DOMINGUES, José Maurício. Estruturismo e estruturação: Bourdieu e Giddens. ln: . Teorias sociológicas no século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. p. 55-69, 2001. ESCÓSSIA, Liliana da; KASTRUP, Virgínia. O conceito de coletivo como superação da dicotomia indivíduo-sociedade. Psicol. estud. vol.10 no.2 Maringá May/Aug. 2005 LAHIRE, Bernard. Campo in: Vocabulário Bourdieu / Afrânio Mendes Catani [et al.] – 1.ed – Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017. LE BRETON, D. A Sociologia do Corpo. Petrópolis: Vozes, 2007. LEANDER, A. Thinking Tools: Analysing Symbolic Power and Violence. In: A. Klotz, & D. Prakash, Qualitative Methods in International Relations: A Pluralist Guide (pp. 11- 28). Palgrave Macmillan, 2008. LOPES, Marta Júlia Marques; MEYER, Dagmar Estermann.; WALDOW, Vera Regina. Novas reflexões sobre a dominação masculina Gênero e Saúde. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. MAUSS, Marcel. Sociologia e Antropologia, vol. 2. São Paulo: EPU/EDUSP, 1974. SETTON, Maria da Graça Jacintho. A teoria do habitus em Pierre Bourdieu: uma leitura contemporânea. Rev. Bras. Educ. no.20 Rio de Janeiro May/Aug. 2002 PETERS, Gabriel. Pierre Bourdieu (1930-2002) in: Os Sociólogos: clássicos das Ciências Sociais/Sarah Silva Telles, Solange Luçan de Oliveira (organizadores) – Petrópolis, RJ: Vozes, Rio de Janeiro: Editora PUC, 2018. POWELL, C. and Dépelteau, F. Conceptualizing Relational Sociology: Ontological and Theoretical Issues. New York: Palgrave, 2013. ROSA, Vitor. Estud. sociol. Araraquara v.24 n.47 p.341-350 jul.-dez. 2019. SOUZA, Rafael Benedito de. Formas de Pensar a Sociedade: o conceito de habitus, campos e violência simbólica em Bourdieu. Revista Ars Historica, ISSN 2178-244X, nº 7, Jan./Jun., 2014, p. 139-151.
3178 unicientifica v. 2 n. 2 (2001) O pensamento científico e os valores humanos José Geraldo de Freitas Drumond; .
3179 unicientifica v. 2 n. 2 (2001) Avaliação Institucional na UNIMONTES: Produção de novas subjetividades Antônio Alvimar Souza; avaliação, subjetividade, construção, processo O presente artigo discute a questão da Avaliação Institucional, aborda os desafios e as perspectivas de implementação do processo e aponta para o redesenhar da nova cultura em torno desta questão. CASTRO, Maria Helena Guimarães. Um painel da avaliação educacional no Brasil. Revista Pátio, ano 3, n.12. fev/abr 2000 CEAI/Unimontes. Anais do I Seminário de Avaliação Institucional da Unimontes. Imprensa Universitária/Unimontes, Setembro, 1995. CEAI/Unimontes. Avaliação Institucional Unimontes. CEAI/Unimontes/MG, ano I, fevereiro, 1994. CEAI/Unimontes. Projeto de Avaliação Institucional da Universidade Estadual de Montes Claros. Unimontes/MG, ano I, março, 1994. GOÑI, Javier Onrubia. Rumo a uma avaliação inclusiva. Revista Pátio, ano 3, n12. fev/abr 2000. LUCKESI, Cipriano Carlos. O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem. Revista Pátio, ano 3, n12. fev/abr 2000. PENNA FIRME, Tereza. A Avaliação Institucional: Questões teóricas. In Anais I Seminário de Avaliação Institucional da Universidade Estadual de Montes Claros, 1995, p.42-54. SOBRINHO, José Dias. A Avaliação Institucional: Questões teóricas. In Anais I Seminário de Avaliação Institucional da Universidade Estadual de Montes Claros, 1995, P. 25-41. XIMENES, Daniel de Aquino. Avaliação Institucional: compreensão global da Universidade – teoria e prática. RBA, ano X, n29, jul/2000.
2269 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia O que pode a filosofia na escola? Renata Lima Aspis; Afectos. Disciplina. Ensino de filosofia. Resistência. O presente artigo tem como objetivo levantar questões sobre a potência do ensino de filosofia hoje, no Brasil, considerando as ameaças que vem sofrendo. Para isso reativa o conceito de afecto de Spinoza e o de disciplina de Foucault. A despeito do controle e da normalização da escola como aparelho de Estado, como resistir à captura da vida? Quais conexões criar para gerar alegria e potência de agir? A filosofia é modo de pensamento contra a besteira. O que pode a filosofia na escola? Quais forças a filosofia pode agenciar para resistir? DELEUZE Gilles. Conversações, 1972-1990. Tradução. Peter Pál Pelbart. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992. _____. Espinosa Filosofia prática. Tradução Daniel Lins e Fabien Pascal Lins. São Paulo: Escuta, 2002. _____. Ideia e afeto em Spinoza. Cours Vincennes. 24/01/1978 https://pt.scribd.com/document/169848313/Deleuze-Spinoza-Aula-ideia-e-afeto-24-01-1978. Acesso 22 de março de 2019. _____. LAbécédaire de Gilles Deleuze (avec Claire Parnet) 1998-1999. Produção: Pierre-André Boutang, França, 1999. FOUCAULT, Michel. Segurança, território, população. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2008. _____. O Sujeito e o Poder. In: DREYFUS, H.; RABINOV, P. Michel Foucault: uma trajetória filosófica. Para além do estruturalismo e da hermenêutica. Tradução Vera Porto Carrero. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995. _____. Vigiar e Punir: Nascimento da Prisão. Tradução Raquel Ramalhete. 37. ed. Petrópolis: Vozes, 2009. NIETZSCHE, Friedrich. Escritos sobre Educação. Tradução, apresentação e notas de Noéli C. M. Sobrinho. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2003. SPINOZA, Bento. Ética. Trad. Tomaz Tadeu. 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. ZOURABICHVILI, F. Deleuze e o Possível (sobre o involuntarismo na política). Trad. Maria Cristina Franco Ferraz. In: ALLIEZ, É. (Org.). Gilles Deleuze: uma vida filosófica. Coord. trad. Ana Lúcia de Oliveira. São Paulo: Ed. 34, 2000.
2270 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia O cinema como metodologia para uma prática de ensino de filosofia Adhemar Santos de Oliveira;Alex Fabiano Correia Jardim; Ensino de filosofia. Cinema. Criação. Pensamento. Prática de ensino. As conversações deste artigo visam focar como trabalhar a filosofia articulada ao cinema no Ensino Médio, além de pensar as condições - favoráveis ou não - ao estudante, para a promoção da interatividade e do pensamento crítico para, dessa forma, superar as dificuldades relacionadas ao processo do pensar filosófico. Além disso, o artigo tem a intenção de investigar as imagens cinematográficas como prática metodológica de ensino-aprendizagem aplicada à disciplina de filosofia, no âmbito escolar da educação básica regular com base no pensamento do filósofo Gilles Deleuze. Buscamos neste artigo fazer o encontro entre a filosofia, o cinema e a educação. Seguindo o pensamento deleuziano, a filosofia em conjunto com o cinema, indo ao encontro da educação, vem desenvolver uma metodologia prática do ensino de filosofia na educação básica, pois, ambas podem desenvolver na educação o processo de problematizar o pensamento e dar ao estudante secundário a capacidade de ler as imagens e desenvolver o pensamento e também dando-lhe instrumentos para que ele possa desenvolver a capacidade de criar conceitos conforme pensou Deleuze e Guattari na obra O que é a Filosofia?. Não obstante, ao fazer o encontro da filosofia com o cinema, não propomos fazer com que a filosofia interprete o cinema, mas que a filosofia trabalhe e pense com o cinema na sala de aula. Desse modo, pensar o ensino de filosofia seguindo o pensamento deleuziano é entender que o cinema, assim como a filosofia, é também um grande criador de conceitos, pois este proporciona a tradução dos conceitos em termos audiovisuais. Nas palavras do filósofo “o próprio cinema é uma nova prática das imagens e signos, cuja teoria a filosofia deve fazer como prática conceitual” (DELEUZE, 2007, p. 332). ASPIS, Renata Lima e GALLO, Silvio. Ensinar Filosofia: um livro para professores. São Paulo: Ed. Atta Mídia e Educação, 2009. AUMONT, Jacques. A Estética do Filme. Tradução: Maria Appenzeller. Campinas: Papirus, 2012. CARDOSO, Luís Miguel. Literatura e Cinema: Vergílio Ferreira e o espaço do indivizível. Lisboa, Edições 70, 2016. SILVA, Alexandre Rocha da e COSTA, Rafael Wagner dos Santos. Peirce na trilha deleuzeana: a semiótica como intercessora da filosofia do cinema. Intercom – Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, São Paulo, v. 33, nº 1, jan./jun. 2010, p. 169-187. Disponível em: . Acesso em: 09 ago. 2019. DELEUZE, Gilles. Cinema II: A Imagem-Tempo. Tradução: Eloísa de Araújo Ribeiro. Revisão Filosófica: Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Ed. Brasiliense, 2007. ______________. O que é o ato de criação? Dois regimes de Loucos. Tradução de Guilherme Ivo; edição preparada por David Lapoujade; revisão técnica de Luiz B. L. Orlandi. São Paulo: Editora 34, 2016, p. 332-343. ______________. Proust e os signos. Tradução: Antônio Piquet e Roberto Machado. 2ª ed. Rio de Janeiro, Ed. Forense Universitária, 2006a. ______________. Diferença e repetição. Tradução: Luiz Orlandi e Roberto Machado. 2ª ed. Rio de Janeiro, Ed. Graal, 2006b. _____________ e GUATTARI, Félix. O que é a filosofia?. Tradução: Bento prado Jr. E Alberto Alonso Muñoz. 2ª ed. 1ª remp. São Paulo: Ed. Editora 34, 1997. _____________. Conversações, 1972-1990. Tradução: Peter Pál Pelbart. 1ª ed. 7ª remp. Rio de Janeiro, Ed. 34, 1992. DUARTE, Rosália. Cinema & Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. EZCURDIA, José. O autômato espiritual na filosofia de Espinosa implicações de uma ontologia imanentista no plano do conhecimento científico. Tradução Homero Santiago. São Paulo, Cadernos Espinosanos - USP, nº 24, p. 11-33, 2010. 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2271 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Linguagem digital e produção de conteúdo Roseli Rodrigues de Araujo Santos;Péricles Pereira de Sousa; Linguagem digital. Metodologia de ensino. Produção de conteúdo. Escrita autoral. É fato que a potência das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTICs) contribui muito para o aumento da interação entre os jovens e as pessoas em geral. A linguagem digital utilizada como forma de comunicação, para grande parte dos usuários, não passa de sinais e símbolos ou até mesmo palavras que reproduzem conteúdos já prontos e disponibilizados na internet. Por meio de uma pesquisa realizada na Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro em Montes Claros-MG, constatamos que muitos estudantes passam a maior parte do seu tempo conectados à internet em jogos ou redes sociais. Na maioria das vezes eles utilizam esses recursos tecnológicos indiscriminadamente e exploram o ambiente virtual sem refletir sobre o conteúdo ao qual estão expostos. A partir dos resultados dessa pesquisa julgamos necessário adotar uma metodologia de ensino e desenvolver um plano de ação a ser implementado em sala de aula, na tentativa de melhorar a nossa prática pedagógica. Com isso desenvolvemos um Projeto Educacional de Intervenção (PEI) com o objetivo de promover e incentivar a escrita autoral por parte dos estudantes nas aulas de filosofia. Trata-se da criação de uma Revista de Filosofia - Novas Ideias, para o Ensino Médio, que tem como finalidade a publicação e compartilhamento de conteúdo produzidos pelos estudantes secundaristas da nossa escola. Nesse sentido, ao utilizarmos as novas tecnologias como ferramentas no sistema educativo, estamos fazendo uso de um instrumento que tem uma grande potencialidade e que pode contribuir com a formação desses jovens, desenvolvendo também a criatividade e a percepção deles sobre a realidade. Enfim, é um modo de reinterpretar, reissignificar e melhor se apropriar desses novos recursos. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20 de dezembro de 1996. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: MEC, 1999. CAMPANER, Sônia. Filosofia; ensinar e aprender. São Paulo: Saraiva, 2012. CARRIJO, Alessandra da Silva. De como deve ser tratada a questão do Ensino de Filosofia. Saberes, Natal/RN, v. 2, n.esp, jun. 2011. Disponível em: . Acesso em 20 de set.2017. CARVALHO, M.; BENEDITO de Almeida Junior, J.; Gontijo, P. Filosofia e Ensinar Filosofia. São Paulo: ANPOF, p. 9-22, 2015. (Coleção XVI Encontro ANPOF). DELEUZE, G. & GUATTARI, F. O que é a filosofia? Trad. Bento Prado Jr. e A. A. Muñoz. São Paulo: Editora 34, 1992. DIAS, Cláudia Augusto. Hipertexto: evolução histórica e efeitos sociais. Ciências da informação, Brasília, vol. 28, nº. 3. Set. /Dez.de 1999. 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2272 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Rock um devir filosofia Marcos Ribeiro de Santana; Conceito. Ensino. Filosofia. Pensamento. Rock’n’roll. O presente artigo consiste na possibilidade de pensar o exercício do ensino de filosofia, como uma experimentação filosófica, enquanto uma atividade que perpassa a própria vida, na construção da existência e no modo de intervir nas questões sociais. Umapossibilidade de ensino de filosofia elaborada dentro de uma dimensão transversal, estabelecendo uma relação de conexão entre filosofia e música. Duas atividades que se completam e se potencializam para ativar a produção de novos pensamentos. Abordagem que transitará pela construção filosófica de Deleuze e Guattari, que constitui a filosofia como a arte de criar conceitos, provocados a partir do enfrentamento dos problemas. Perspectiva filosófica em conexão com a música, especificamente o rock’n’roll, na busca de ressoar toda a potência de tocar nas questões sociais e existenciais, que esse gênero musical é capaz. Visto que, o rock tem a capacidade de compor um estilo próprio de vida, mantendo uma atitude crítica e criativa frente à sociedade, inventando uma maneira de existir e de se expressar. Trata-sede traçar um mapeamento dos problemas tocados pelo rock, dentro da ótica filosófica, para encontrar possíveis saídas, por meio da criaçãode conceitos. O objetivo é potencializar nos estudantes uma experiência filosófica, que ative a criação de pensamentos singulares. Uma maneira de despertar neles a capacidade de criar uma visão própria de si e do mundo. Um ensino de filosofia como algo próximo da realidade deles, que surge da experimentação do mundo e da vida. Algo possibilitado pelo encontro entre o pensamento filosófico e a música, para construir uma postura crítica e criativa diante da própria existência. BERAS, Cesar e SAUSEN, Gabriel F. (Orgs). Sociologia do Rock. Jundiaí: Paco Editorial: 2015. CHACON, Paulo. O que é rock. São Paulo: Nova Cultural/Brasiliense, 1985. DAPIEVE, Arthur. Brock: o rock brasileiro dos anos 80. Rio de Janeiro: Editora 34,1995. DELEUZE, Gilles. Proust e os signos. 2.ed. trad. Antonio Piquet e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003. _______________ . Conversações. Trad. Peter Pál Pelbart. São Paulo: Editora 34, 2013. _______________. Diferença e repetição. Trad. Luiz Orlandi e Roberto Machado. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2018. DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Felix, O que é filosofia? Trad. Bento Prado Jr. e Alberto A. Munoz. São Paulo: Editora 34, 2010. DELEUZE, Gilles e PARNET, Claire. Diálogos. Trad. Eloisa Araújo Ribeiro. São Paulo: Editora Escuta, 1998. FLANAGAN, Bill. Dentro do Rock: o que eles pensam e como criaram suas músicas. Trad. Márcia Serra. São Paulo: Editora Marco Zero, 1986. FRIEDLANDER. Paul. Rock, and Roll: Uma História Social. Rio de Janeiro: Record, 2012 GALLO, Sílvio. Filosofia a Vista. Revista Educação, Editora Segmento, 2006, Ano X nº 116. LA SALVIA, André Luis. Problemas de uma pedagogia do conceito: pensando um ensino de filosofia. Ed. Autoral: Rio de Janeiro, 2016. LEIVAS, Antero. Almanaque do Rock e Filosofia: Ídolos que fizeram história: São Paulo: Discovery, 2013. LINS, Daniel. Bob Dylan: a liberdade que canta. Goiânia: Edições Ricochete, 2017. MÉTIVIER, Francis. Rock’n Philo.Paris: Editions J’ai lu, 2015. MUGNAINI, Ayrton. Breve História do Rock. São Paulo: Editora Claridade, 2007. NANCY, Jean-Luc. Posfácio: A cena mundial do rock. In: LINS, Daniel. Bob Dylan: a liberdade que canta. Goiânia: Edições Ricochete, 2017. SCHÖPKE, Regina. Por uma filosofia da diferença: Gilles Deleuze, o pensador nômade. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012. ZOURABICHVILI, François. O vocabulário de Deleuze. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2004.
2273 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Filosofia e cidadania Carlos Eduardo Ruas Dias; Filosofia. Educação. Política. Cidadania. Sociedade. Desde a Revolução Francesa, a posição dos homens na sociedade sofreu profundas mudanças; o homem passou a ser visto como um agente político, diferentemente do modo como era visito anteriormente, o súdito virou cidadão. No antigo regime, as pessoas eram súditas impossibilitadas de tomar parte no debate das coisas públicas, enquanto o soberano era portador de um mandato divino para governar e não poderia ser questionado. O diferencial do cidadão é que, para tomar parte no debate público, ele precisa passar por um processo educativo que o capacite para a vida pública, auxiliando-o a desenvolver o senso crítico necessário para oferecer a contribuição mais adequada para o desenvolvimento do Estado. Nesse novo cenário, qual é a importância da filosofia para o aprimoramento da sociedade e melhor qualificação do debate político? No processo de capacitação que transforma o homem em cidadão, o filósofo tem um papel muito peculiar e que é destacado desde a antiguidade: o homem precisa se desvencilhar do conjunto de crenças que o mantêm preso a uma vida de ilusões. O filósofo, como educador, tem a função de destruir tais crenças e levar os homens para a visão racional do mundo. O filósofo, então, tem a função de provocar a abertura das mentes e mostrar o valor das visões crítica do mundo e da história, fazendo com que o cidadão tenha a capacidade de se colocar no debate político e apresentar suas demandas. BIGNOTTO, Newton. Maquiavel republicano. São Paulo: Loyola, 1991. JAEGER, Werner. Paidéia: a formação do homem grego. Trad. Artur M. Parreira. São Paulo: Martins Fontes, 1995. MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Trad. Maurício Santana Dias. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. ____________. Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio. Trad. Martins Fontes. Revisão: Patrícia Fontoura Aranovich. São Paulo: Martins Fontes, 2007. REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia: filosofia antiga pagã, v. 1. Trad. Ivo Stomiolo. São Paulo: Paulus, 2003. RODRIGO, Lídia Maria. Maquiavel: educação e cidadania. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. Revisão: Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Companhia das Letras, 1978. VERNANT, Jean Pierre. As origens do pensamento grego. Trad. Ísis Borges B. da Fonseca. Rio de Janeiro: Difel, 2002.
2274 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia A arte de construir sistemas Nuno Ribeiro; Fernando Pessoa. Estética. Filosofia. Pluralidade. Criação Heteronímica. O presente artigo visa clarificar as relações entre estética e a constituição de uma filosofia da pluralidade na obra de Fernando Pessoa. Com efeito, ao longo dos escritos do poeta e pensador português encontramos não só a atribuição de uma multiplicidade de projectos filosóficos a diferentes “eus” pessoanos – desde os pré-heterónimos às personalidades do período heteronímico –, mas também a explícita tematização do pluralismo filosófico nos textos atribuídos a esses diferentes “eus” que habitam o universo literário plural da escrita pessoana. Assim, tendo por base a análise das múltiplas fases da tematização da filosofia ao longo da obra de Pessoa, procuramos mostrar o posicionamento central das questões relativas à estética e ao pluralismo filosófico no âmbito do desenvolvimento dos escritos pessoanos sobre filosofia. BORGES, Paulo. O Jogo do Mundo – Ensaios sobre Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa. Lisboa: Portugália Editora, 2008. BORGES, Paulo, SOUZA, Cláudia, RIBEIRO, Nuno (Orgs.). Raphael Baldaya: Fragmentos de uma personalidade pessoana. Lisboa: Âncora editora, 2018. LOPES, Teresa Rita (Org.). Pessoa Inédito. Lisboa: Livros Horizonte, 1993. PESSOA, Fernando. Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias. Textos estabelecidos e prefaciados por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho. Lisboa: Edições Ática, 1966. PESSOA, Fernando. Correspondência (1923-1935). Edição de Manuela Parreira da Silva. Lisboa: Assírio & Alvim, 1999. PESSOA, Fernando. Crítica – Ensaios, Artigos e Entrevistas. Edição de Fernando Cabral Martins. Lisboa: Assírio & Alvim, 2000. PESSOA, Fernando. Escritos sobre Metafísica e Arte. Organização, introdução e notas de Cláudia Souza & Nuno Ribeiro. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2017. PESSOA, Fernando. Estudos Filosóficos: Artigos, opúsculos e outras produções breves. Edição, notas e introdução de Nuno Ribeiro. Lisboa: Apenas Livros, 2016a. PESSOA, Fernando. Eu sou uma antologia: 136 autores fictícios. Edição de Jerónimo Pizarro e Patricio Ferrari. Lisboa: Tinta da China, 2013. PESSOA, Fernando. Livros Filosóficos: Projectos & Fragmentos. Edição, notas e introdução de Nuno Ribeiro.Lisboa: Apenas Livros, 2016b. PESSOA, Fernando. Philosophical Essays: a critical edition. Edition, notes and introduction by Nuno Ribeiro (afterword Paulo Borges). New York: Contra Mundum Press, 2012. PESSOA, Fernando. Textos Filosóficos, Vol. I. Estabelecidos e prefaciados por António de Pina Coelho. Lisboa: Editorial Nova Ática, 2006. RIBEIRO, Nuno, SOUZA, Cláudia.“Charles Robert Anon & Alexander Search: Filosofia e Psiquiatria”. Revista Filosófica de Coimbra, vol.21, nº 42, 2012, pp. 541-556.
2275 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia A dialética da moda segundo Walter Benjamin Warley Souza Dias;Ildenilson Meireles; Benjamin. Moda. Tempo histórico. Modernidade. Redenção. No presente artigo, procuramos elucidar a correlação que Walter Benjamin estabelece entre a dinâmica da moda e a configuração do tempo na modernidade capitalista. Buscamos primeiramente reconstruir o diálogo que Benjamin mantém com outros teóricos que abordam a questão da moda na modernidade, tais como Baudelaire, Simmel, Eduard Fuchs e Rudolf von Jhering. Em seguida, analisamos a reflexão benjaminiana sobre a temporalidade da moda a partir da elucidação da categoria da novidade e de sua correlação com os fenômenos da repetição, da caducidade e do esquecimento. O texto se encerra com uma análise do que entendemos ser uma guinada interpretativa do tema da moda em Benjamin, operada em suas reflexões epistemológicas e metodológicas sobre a historiografia. BAUDELAIRE, Charles. Obras Estéticas: Filosofia da Imaginação criadora. Petrópolis: Vozes, 1993. BAUDRILLARD, Jean. A troca simbólica e a morte. São Paulo: Loyola, 1986. BLANC, Charles. Considérations sur le vêtement des femmes: fragments dun ouvrage sur les arts décoratifs. Paris: Impr. de Institut de France, 1872 apud BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006. BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006. ________________. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. (Obras escolhidas, v. 1). ________________. Charles Baudelaire um lírico no auge do capitalismo. 1ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1989. (Obras escolhidas, v. 3). BRECHT, Bertolt. Fünf Schwierigkeiten beim Schreiben der Wahrheit. Unsere Zeit, Paris-Basiléia, ano 8, n.° 2/3, abr., p. 23-34, 1935 apud BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006. BUCK-MORSS, Susan. Dialética do olhar: Walter Benjamin e o projeto das Passagens. 1ª ed. Belo Horizonte: Editora UFMG; Chapecó/SC: Editora Universitária Argos, 2002. ENGLÄNDER, Sigmund. Geschichte der französischen Arbeiter-Associationen. Hamburgo: [s.n.], 1864 (v.4) apud BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006. FRIEDELL, Egon. Kulturgeschichte der Neuzeit: Die Krisis der europäischen Seele von der schwanzen Pestbis zum Weltkrieg. Munique, [s.n.], 1932 (v. 3) apud BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006. FUCHS, Eduard. Illustrierte Sittengeschichte vom Mittelalter bis zur Gegenwart: Das bürgerliche Zeitalter. Munique: Impressão particular, [1926?] (volume complementar) apud BENJAMIN, Walter. Passagens. 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2276 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia A dupla eternidade em Nietzsche Paulo Abe; Eternidade. Tempo. Forças. Eterno Retorno. Cristianismo. Neste artigo se procurará analisar o conceito de eternidade em Nietzsche, partindo do campo das forças e do próprio tempo, suas relações com o infinito e o finito para se chegar ao eterno retorno do mesmo. Posteriormente, se colocará em pauta a crítica de Nietzsche a uma origem e finalidade do mundo, indo do campo cosmológico ao de valores, visando a eternidade cristã no campo das forças e seu reflexo na vida. Neste percurso, utilizaremos os fragmentos póstumos, o Anticristo e Gaia Ciência de Nietzsche, além de Extravagâncias – Ensaios sobre a filosofia de Nietzsche de Scarlett Marton. MARTON, S. (2009). Extravagâncias – Ensaios sobre a filosofia de Nietzsche. São Paulo, SP: Discurso Editorial. _______________ (2011). “Nietzsche e a crítica da democracia”. In Rubira L.; Araldi C. (orgs). Revista Dissertatio [33] 17 – 33 inverno de 2011 (pp. 17-33). Pelotas: UFPEL. NIETZSCHE, F. (1974). Assim falou Zaratustra. Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho. São Paulo, SP: Abril Cultural, 1974. _________________ (2008). Fragmentos Póstumos – 1875-1882. Tradução de Juan Luis Vernal. Madri: Tecnos Editorial S A. _________________ (1974). Gaia Ciência. Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho. São Paulo, SP: Abril Cultural, 1974. _________________ (1974). O Anticristo. Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho. São Paulo, SP: Abril Cultural, 1974.
2277 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia A interpretação em Martin Heidegger Igor Nunes Costa; Estrutura como. Hermenêutico. Apofântico. Interpretação. Heidegger. Proponho pensar a concepção de interpretação (Auslegung) em Martin Heidegger como exposição do real na articulação das dimensões hermenêutica e apofântica da “estrutura como” (Als struktur), exposto por ele, principalmente, nos parágrafos 32 e 33 de Ser e Tempo. Auslegung é composta pela preposição “aus”, que significa movimento de ir para fora, e “legung”, do verbo “legen”, que significa por, ou seja, a interpretação é o pôr do real, sua apresentação, é a compreensão expondo-se em formas gestuais, artísticas, científicas por esse ente que é a presença, como re-união entre o como hermenêutico, que abre a presença em seu horizonte de possibilidades de ser e do como apofântico, condição de possibilidade de predicação, de formalização dos entes e de sua determinação na comunicação. A ex-posição na significância orienta-se no horizonte do como hermenêutico, mostrando a realidade na sua significação e, assim, revelando o sentido de ser da presença, cujo modo de ser projetado em possibilidades realiza-se na articulação da interpretação e em sua exposição formal. Assim, quando a presença humana interpreta, ela mesma se expõe no modo como compreende ser numa conjuntura significativa, exposição que ocorre de forma modal, que é a própria temporalização, revelando que a presença é um modo de ser do tempo que retoma o passado de diversos modos projetando-se para futuros possíveis a partir do modo de realização do presente. Como, porém, se situa a interpretação na estrutura como? De que modo se constituem e o que re-úne o como apofântico e o hermenêutico e, reunindo, possibilita diferenciar as interpretações? Ou seja, o que significa interpretar para Heidegger? FOGEL, Gilvan. Homem, realidade, interpretação. In. Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, v1, n 1, 2012. _____. Sentir, ver, dizer: cismando coisas de arte e filosofia. Rio de Janeiro: Mauad X, 2012. HEIDEGGER, Martin. Interpretaciones fenomenológicas sobre Aristóteles – Indicacion Hermeneutica. Madri: Editorial Trotta, 2002. ____. O conceito de tempo. Lisboa: Ed. Fim de século, 2008. ____. O princípio da identidade. São Paulo, SP: Abril, 2005a. ____. Que é Metafísica? In: Conferências e escritos filosóficos. Trad. Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1979. _____. Ser e Tempo. Petrópolis, RJ: Ed. Vozes, 2005. MELO, Rebeca Furtado de. Entre compreensão e interpretação: para uma hermenêutica filosófica no pensamento de Heidegger. In. Ekstasis. Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, v. 2, n. 1, 2013. PESSOA, Fernando. Verdade, liberdade e destino no pensamento de Heidegger. São Paulo, SP: Ed. Chiado Books, 2016. STEIN, Ernildo. Aproximações sobre Hermenêutica. Porto Alegre: Edipucrs, 2004. ____. Introdução ao pensamento de Martin Heidegger. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011.
2278 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Deleuze-Guattari e o aprendizado através da geofilosofia Luiz Manoel Lopes; Geofilosofia. Deleuze-Guattari. Povo. Território. Semiárido. O propósito deste artigo é apresentar as contribuições de Deleuze-Guattari para pensarmos as relações entre povo, terra e território. O motivo desta apresentação incide sobre os aparecimentos de novos modos de convívios entre os povos que habitam as regiões mais assoladas pelas diferenças climáticas e aridez dos territórios. O artigo tem como preocupação sublinhar que não podemos ensinar filosofia sem ao menos aprendermos a tornar relevantes tais relações, sobretudo enfatizando as soluções produzidas populações que habitam o semiárido brasileiro nestes últimos vinte anos. CONTI, I e SCHROEDER, E. Estratégias de Convivência com o Semiárido Brasileiro: Textos e Artigos de Alunos (as) Participantes/Irio Luiz Conti e Edni Oscar Schroeder (organizadores). Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – FAURGS/REDEgenteSAN/Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade – IABS/Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento – AECID/Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS / Editora IABS, Brasília-DF, Brasil – 2013a. __________________. Convivência com o Semiárido Brasileiro: Autonomia e Protagonismo Social. Editora IABS, Brasília-DF, Brasil – 2013b. DELEUZE, G. Crítica e Clínica. Tradução de Peter Pal Pelbart. São Paulo: Ed. 34, 1997. DELEUZE, G. Lógica do Sentido. Tradução de Luiz Roberto Salinas Fortes. São Paulo: Perspectiva, 2000. DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. 2 ed. tradução de Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leão. São Paulo: Editora34, 1996. v.1. DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. Tradução de Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leão. São Paulo: Editora34, 1995. v.2. DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. Tradução de Aurélio Guerra Neto et alii. São Paulo: Editora34, 1996. v.3. DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. Tradução de Suely Rolnik. São Paulo: Editora34, 1997. v.4. DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. Tradução de Peter Pál Pelbart e Janice Caiafa. São Paulo: Editora34, 1997. v.5. DELEUZE, G e GUATTARI, F. O que é a Filosofia? Tradução Bento Prado Junior e Alberto Alonso Muñoz. 2 ed. São Paulo: Editora34, 1997.
2279 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Hegel y Deleuze en debate Julián Ferreyra; Debate Deleuze-Hegel. Idea. Retorno. Negatividad. Este artículo propone un retorno al debate Deleuze-Hegel desde un ángulo polémico; contra la convicción extendida de que entre ellos hay sólo una oposición, intentaremos considerar sus filosofías en una relación que puede crear nuevas posibilidades de pensamiento. Consideramos que el anti-hegelianismo radical de Deleuze se extiende hasta 1966, pero que a partir de Diferencia y repetición (1968) se pueden encontrar relaciones positivas, especialmente en torno al concepto de Idea. Para apoyar estas afirmaciones, mostraremos por un lado cómo Deleuze responde de manera implícita las críticas de Hegel a Spinoza, y por el otro analizamos las principales crítcias que Deleuze explícitamente le dirige a Hegel. Propondremos la posibilidad de interpretar la Idea de Hegel no como el fundamento que asegura la identidad, sino como la fuente de la creación de la diferencia. ANTONIOLI, M. Géophilosophie de Deleuze et Guattari. Paris: L’Harmattan, 2003. BEAULIEU, A. Gilles Deleuze et ses contemporains. Paris: L’Harmattan, 2011. BEAULIEU, A. (Coord.). Gilles Deleuze y su herencia filosófica. Campo de Ideas: Madrid, 2007. BEAULIEU, A. Gilles Deleuze et la phénoménologie. Paris: Sils Maria, 2004. BRUSSEAU, J. Gilles Deleuze and the Solitudes of Reversed Platonism. New York: SUNY Press, 1998. BUTLER, J. Subjects of Desire, Hegelian Reflections in Twentieth-Century France. New York: Columbia University Press, 1987. CROCE, B. Ciò che è vivo e ciò che è morto della filosofia di Hege.Laterza: Bari, 1908. DELEUZE, G. Carta a un crítico severo. In: Pourparlers. Paris: Minuit, 1990. DELEUZE, G. Différence et répétition. Paris: PUF, 1968. DELEUZE, G. Empirisme et subjectivité. Paris: PUF, 1953. DELEUZE, G. 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2280 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Um singular de vontade Carlos Eduardo Ferreira; Deleuze. Pensamento. Criação. Neste artigo, buscamos fazer uma trajetória pela filosofiade Gilles Deleuze, procurando compreender de que forma o pensamento é produzido. Desta forma, abordamos conceitos fundamentais em sua obra e através de um exercício de pensamento em conjunto com Guattari e François Zourabichvili, investigaremos como se dá a noção de imagem do pensamento e seu efeito na história da filosofia. A imagem do pensamento é o que direciona e determina as coordenadas que o pensamento produz após o choque com determinado signo, e ela podetanto se apoiar em figuras e pressupostos quanto pode criar e dar uma nova interpretação ao signo. Segundo nossos autores, são duas as imagens do pensamento: a imagem dogmática que se pauta na moral e na representação; e uma outra imagem que implica na criação. O pensamento, por não ser concebido como um bem natural na filosofia da diferença, necessita de um choque com determinado signo para que seja produzido. Buscaremos compreender quais são os pressupostos objetivos e subjetivos do pensamento, como o choque com o signo acontece dentro das possibilidades e a necessidade que faz pensar. Pensar não depende de uma boa vontade e nem é inerente ao sujeito. DELEUZE, G. Diferença e Repetição. Tradução de Luiz Orlandi e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal, 1988. _______. Nietzsche e a Filosofia. Rio de Janeiro: Editora Rio, 1976. _______. Proust e os Signos. Tradução de Antonio Piquet e Roberto Machado. 2ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010. _______; GUATTARI, F. O Que é a Filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz. São Paulo: Editora 34, 2010. ZOURABICHVILI, F. Deleuze: Uma Filosofia do Acontecimento. Tradução e prefácio de Luiz B. L. Orlandi. São Paulo: Editora 34, 2016.
2281 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Williams, intérprete de Nietzsche Eduardo Marcos Silva de Oliveira; Nietzsche. Williams. Ideais ascéticos. Verdade. Moral. Pretendemos com o presente artigo apresentar como a crítica nietzschiana influenciou o pensamento de Bernard Williams, caracterizando-o como um dos mais proeminentes pensadores da filosofia moral da contemporaneidade. No primeiro momento destacaremos a compreensão nietzschiana sobre o problema da moral a partir de sua compreensão de ideais ascéticos. Buscaremos apresentar como o tema descreve o problema da moral enfatizando sua crítica aos ideais ascéticos. No segundo momento abordaremos como a filosofia nietzschiana influenciou o pensamento de Williams. Enfatizaremos como o pensador inglês interpreta a crítica nietzschiana sobre a moral a partir de um viés psicológico embasando-se nos apontamentos descritos por Nietzsche em contraposição a tradição filosófica. Do mesmo modo, como seu pensamento direciona-se a uma crítica ao realismo moral. ARALDI, Clademir Luís. Niilismo, criação, aniquilamento: Nietzsche e a filosofia dos extremos. Ijuí: Unijuí, 2004. ARALDI, Clademir Luís. Nietzsche: do niilismo ao naturalismo moral. Pelotas: NEPFil Online, 2013. HEIDEGGER, Martin. Nietzsche. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007. v. 1. LEITER, Brian. Nietzsche on Morality. New York: Routledge, 2002. LOPES. Rogério. Há espaço para uma concepção não moral da normatividade prática em Nietzsche? Notas sobre um debate em andamento. In: Cadernos Nietzsche. n° 33, 2103. Disponível em: . Acesso em 01 de outubro de 2019. MARTON, Scarlett (Org). Nietzsche na Alemanha. Ijuí: Unijuí, 2005. MÜLLER-LAUTER, Wolfgang. A doutrina da vontade de poder em Nietzsche. 2. ed. São Paulo: Annablume, 1997. NIEMEYER, Christian. (Org). Léxico de Nietzsche. São Paulo: Loyola, 2011. NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. A gaia ciência. Lisboa: Guimarães Editores, 1996. (FW/GC) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Além do bem e do mal: prelúdio a uma filosofia do futuro. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. (JGB/BM) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém. São Paulo: FCA, 1985. (Za/ZA) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Aurora. Petrópolis: Vozes, 2008. (M/AA) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Crepúsculo dos ídolos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. (CD/CI) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Ecce homo: como alguém se torna o que é. Porto São Paulo: Companhia das Letras, 1995. (EH/EH) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. (GM/GM) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia de Bolso, 2007. (MAI/HHI) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. O anticristo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. (AC/AC) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Obras Incompletas. Tradução de Rubens R. T. Filho. Col. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978. (OB. INC) OLIVEIRA, Jelson Roberto de. A crítica de Nietzsche à moral da compaixão de Schopenhauer em Aurora: o desprezo de si como artimanha de condenação do indivíduo. Revista Voluntas: Estudos sobre Schopenhauer, v. 1, n. 2, 2º sem. 2010. Disponível em: Acesso: em 15 ago. 2011. PIMENTA, Olímpio. Livro de filosofia: ensaios: Belo Horizonte: Tessitura, 2006. RIBEIRO, Flávio Augusto Senra. A crítica ao cristianismo como religião ascética à luz da Genealogia da moral de Nietzsche. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Ciências Humanas e Letras, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 1998. SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e como representação. São Paulo: Editora Unesp, 2005. v. 1. WILLIAMS, Bernard. A psicologia moral minimalista de Nietzsche. In: Cadernos Nietzsche. n° 29, 2011. Disponível em: . Acesso em 10 de outubro de 2019. WILLIAMS, Bernard. Ethics and the Limits of Philosophy. Cambridge: Harvard University Press, 1985. WILLIAMS, Bernard. The Sense of the Past: Essays in the Philosophy of History. Princeton: Princeton University Press, 2006. WILLIAMS, Bernard. Making sense of humanity. Cambridge: Cambridge University Press, 1995. WILLIAMS, Bernard. Problems of the Self. Cambridge: Cambridge University Press, 1973. WILLIAMS, Bernard. Truth and Truthfulness: an Essay in Genealogy. Princenton/Oxford: Princenton University Press, 2002.
2282 poiesis v. 18 n. 1 (2019): Dossiê Ensino de Filosofia Meditações sobre as Fake News Roberto Romano; Ensaio de Roberto Romano (Unicamp).
2284 poiesis v. 17 n. 2 (2018): Poiesis - Revista de Filosofia A Verdade da Técnica e o Problema da Verdade Joedson Silva dos Santos; Essência. Wesen. Técnica. Gestell. Verdade. Este artigo está tematicamente circunscrito a análise da verdade da técnica e o problema da verdade a partir da conferência “A questão da técnica” do filósofo alemão Martim Heidegger. O procedimento ou caminho percorrido por Heidegger, nesta conferência, é um esforço para retornar a origem, por isso concentra seu questionamento em três momentos: da essência para Wesen, da técnica para a essência da técnica e do correto para o verdadeiro. O tema central desta conferência não é somente o questionar a técnica, mas também sobre a verdade da técnica. Para o filósofo alemão, questionar a técnica é questionar um mistério infinito da verdade, no qual acontece o desencobrimento e o encobrimento, ou seja, a vigência da verdade. Portanto, o termo desencobrimento é tomado como referência nas principais definições dos termos empregados nesta conferência. É por meio da etimologia do termo grego άλήθεια e do seu sentido originário, desencobrimento, que Heidegger se orienta no caminho para a busca filosófica do ser da técnica e devolver o sentido da pergunta do ser, ao mesmo tempo, contrapõe o sentido da etimologia latina, por essa encobrir o sentido que se desencobriu com os gregos. FLÓREZ RESTREPO, Jorge Alejandro. La etimología de la verdad y la verdad de la etimología. El retorno de Heidegger a los Orígenes del lenguaje filosófico em Grecia. Foro de Educación, [S.l.], v. 3, n. 5-6, p. 110-119, sep. 2005. ISSN 1698-7802. Disponible en: . Acesso: 20 de julho de 2017. HEIDEGGER M. A caminho da linguagem. Tradução de Márcia Schuback. Petrópolis: Editora Vozes, 2003. HEIDEGGER, M. Alétheia. In: Ensaios e conferências. Petrópolis: Vozes, 2012c, p.227-249. HEIDEGGER, Martin. A questão da técnica. In: Ensaios e Conferências. Petrópolis: Vozes, 8. ed., p. 11-38, 2012a. HEIDEGGER, Martin. Língua de Tradição e língua técnica. Tradução Mário Botas. Veiga, 1° edição, 1995. HEIDEGGER M. O fim da filosofia e a tarefa do pensamento. In: Os pensadores. Tradução E. Stein. São Paulo: Nova Cultural, 1999. HEIDEGGER M. Os conceitos fundamentais da metafísica: mundo, finitude, solidão. Tradução de Marco Antônio Casanova. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006. HEIDEGGER, Martin. Ser e verdade: 1. A questão fundamental da filosofia; 2. Da essência da verdade. Tradução de Emmanuel Carneiro Leão. Petrópolis: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2007. HEIDEGGER M. Ser e Tempo. Trad. de Fausto Castilho. Editora da Unicamp; Vozes, 2012b. HEIDEGGER M. Qu’est-ce que la philosophie?. O que é isto a Filosofia? Conferências e escritos filosóficos. Tradução E. Stein. São Paulo: Nova Cultural, 1991. Coleção Os Pensadores. HEIDEGGER M. Sobre o humanismo. Tradução: Emmanuel Carneiro Leão. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 3. ed., 2009. HENRIQUES, Rafael Paes. Tecnologia, objetividade e superação da metafísica. Vitória: EDUFES, 2014. PINHEIRO, P. Sobre a noção de άλήθεια em Platão (a tradução heideggeriana). In: O que nos faz pensar. RJ: PUC, 1º Semestre, 1997. RICOEUR, Paul. Ser, esencia y sustância em Platón y Aristóteles. Traducción de Adolfo Castañon, D. F., México, Siglo XXI, 2013.
2285 poiesis v. 17 n. 2 (2018): Poiesis - Revista de Filosofia Heidegger e a Noção de Jogo Como Disposição e Vínculo José Fernando Schuck; Jogo. Compreensão de Ser. Transcendência. Disposição. Vínculo. Na filosofia contemporânea, as abordagens da noção de jogo raramente fazem referência a Heidegger; em preleções ministradas no curso de inverno de 1928/1929, Heidegger apresentou importantes reflexões sobre o que considerava ser o jogo originário da transcendência, as quais exerceram influência decisiva em autores que trabalharam extensamente a noção de jogo sob um viés hermenêutico ou ontológico, tais como Hans-Georg Gadamer, em Verdade e Método (1960), e Eugen Fink, em O jogo como símbolo do mundo (1960). Este artigo pretende tratar da noção de jogo desenvolvida na obra Introdução à Filosofia, que constitui o registro dessas preleções. A meta é demonstrar que, segundo Heidegger, o ser-aí (Dasein) é aquele para quem sempre está em jogo o seu próprio ser, pois reside nele uma abertura peculiar que é a base do comportamento vivo e pulsante do humano em geral; porque enquanto abarcado pelo ente no todo, enquanto movido pela compreensão de ser e pela transcendência, o ser-aí sempre se encontra posto em um jogo, em uma “brincadeira” que constitui o próprio jogo da vida (Spiel des Lebens). Para Heidegger, antes do jogo, e de qualquer regramento instituído por meio deste, há o jogar (spielen), movimento originário que envolve e impulsiona o ser-aí em direção de mundo, estabelecendo o vínculo com sua mundanidade (Weltlichkeit). O estar em jogo é, originariamente, movido pela disposição (Stimmung), estado de ânimo ou sintonia, que leva o ser-aí a projetar-se e a jogar o seu próprio ser atuando no espaço de jogo (Spielraum) da transcendência, um espaço a ser continuamente formado e figurado por meio de uma brincadeira-jogo (Spiel). BETANIN, Tatiana. “Transcendência e jogo na ontologia fundamental de Martin Heidegger”. Dissertação (Mestrado em Filosofia). Programa de Pós-graduação em Filosofia: UFSM, 2004. HEIDEGGER, Martin. Introdução à Filosofia. Trad. Marco Antônio Casanova, - 2ª ed. – São Paulo: Editora Martins Fontes, 2009. __________. Os conceitos fundamentais da metafísica: mundo, finitude, solidão. Trad. Marco Antônio Casanova. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006. __________. Ser e Tempo. Parte I. Trad. Marcia Sá C. Schuback. 15ª Ed. Petrópolis RJ: Editora Vozes, 2005. __________. Einleitung in die Philosophie (Wintersemester 1928/29) – (GA 27). Hrsg. Von Otto Saame und Ina Saame-Speidel. Frankfurt am Main: Vittorio Klostermann, 2., durchgesehene Auflage 2001. ONATE, Alberto M. “Husserl/Fink: sobre os limites da transcendentalidade”. In: A filosofia transcendental e a sua crítica. Coimbra - Portugal: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2015. REIS, Róbson R. Dos. “Heidegger: a vida como possibilidade e mistério”. In: Rev. Filos., Aurora, Curitiba, v. 24, n. 35, p. 481-507, jul./dez. 2012. RODRIGUES, Fernando. “Heidegger e a metafísica do Dasein (1927-1930): uma interpretação à luz dos conceitos de liberdade, vínculo e jogo da vida”. Tese (Doutorado em Filosofia) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas: UNICAMP, 2014.
2286 poiesis v. 17 n. 2 (2018): Poiesis - Revista de Filosofia Martin Heidegger e o Direito Brasileiro Guilherme Diehl de Azevedo; Heidegger. Ontologia fundamental. Direito. Hermenêutica jurídica. Decisão judicial. O presente artigo presta-se a demonstrar as necessárias interconexões havidas entre os postulados ontológicos de Martin Heidegger e o Direito brasileiro. Para tanto, buscamos elucidar brevemente o edifício teórico erigido pelo autor alemão, para, sequencialmente, demonstrarmos a necessidade de o considerarmos na prática jurídica em geral e, especialmente, de nosso país. Com este estudo, pudemos observar a nevrálgica relação que guarda e/ou deveria guardar a ciência jurídica com a ontologia heideggeriana que, como se pôde concluir, se não for considerada pelos aplicadores do direito, pode fazer ruir todo um sistema contemporâneo-constitucional. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. HEIDEGGER, Marin. Ser e tempo. Tradução de Marcia Sá Cavalcante Schuback. 10. ed., Petrópolis, RJ: Vozes, 2015. MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. 2ª ed., Rio de Janeiro: Zahar, 2007. MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 2. ed. rev., Rio de Janeiro: Zahar, 2007 NERY, Carmen Lígia. Decisão Judicial e Discricionariedade, São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2014. OLIVEIRA, Rafael Tomaz de. Dissertação de Mestrado em direito, UNISINOS, São Leopoldo, 2007, p. 195, disponível em acesso em 31 de julho de 2017. SCHMITZ, Leonard Ziesemer. Fundamentação das Decisões Judiciais. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2015. STRECK, Lênio Luiz. Hermenêutica Jurídica e(m) Crise. 11ª Ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2014. STRECK, Lênio Luiz.; FERRAJOLI, Luigi; et. Al. Garantismo, hermenêutica e (neo)constitucionalismo.Tradução de André KaramTrindade. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2012. STRECK, Lênio Luiz. Verdade e Consenso. 5. Ed. São Paulo: Saraiva 2014.
2287 poiesis v. 17 n. 2 (2018): Poiesis - Revista de Filosofia O Lugar do “Nada” no Horizonte da Crítica de Martin Heidegger à Noção de Ciência Tradicional Bruno José do Nascimento Oliveira; Heidegger. Ciência. Nada. O presente trabalho tem o objetivo de explicitar a crítica do filósofo alemão Martin Heidegger a ciência tradicional, que ao longo do tempo ignora a questão do nada como um aspecto negativo na busca pela descoberta cientifica. Tal investigação se empenha em responder o problema do nada, como sendo a questão fundamental do ser, pois é dessa análise que Heidegger compreende o desabrochar do ser do ente, como um fenômeno essencialmente humano. Assim, temos o objetivo primordial de indicar a crítica que o filósofo constrói a ciência quando estas se ocupam dos acontecimentos históricos e naturais do ser e do mundo. Para compreender esta dinâmica vamos trabalhar os conceitos de ente, ser e nada. Na tentativa de pensar como estes se estruturam no cotidiano do saber cientifico e existencial. CASANOVA, Marco. Compreender Heidegger. Petrópolis: Vozes, 2015. HEIDEGGER, Martin. Que é metafísica? Tradução de Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1983. HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Tradução de Márcia Sá Cavalcanti. Petrópolis: Vozes, 2015. HEIDEGGER, Martin. Introdução à filosofia. Tradução de Marco Antonio Casanova. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.
2288 poiesis v. 17 n. 2 (2018): Poiesis - Revista de Filosofia Popper, Strauss e o Suposto Totalitarismo de Platão Tiago Azambuja Rodrigues;José Lourenço Pereira da Silva; L. Strauss. K. Popper. Platão-Irônico. Platão-Totalitário. Este trabalho trata do suposto totalitarismo na República de Platão, mais especificamente, da acusação de Karl Popper, em Sociedade Aberta e seus Inimigos, de que o programa político de Platão – oposto à mudança social, à liberdade individual, à justiça isonômica e ao esclarecimento – é francamente totalitário. Discutimos esta tese de Popper à luz da intepretação que apresenta Leo Strauss da República rejeitando qualquer totalitarismo no projeto político da República platônica. Desenvolvendo uma hermenêutica que se poderia chamar de ‘irônico-dissimulatória’ e ‘dramático-cômica’, Strauss advoga que a realização do Estado perfeito idealizado na República é, ao mesmo tempo, indesejado e impossível, uma vez que sua existência requer a abstração do eros e a coincidência entre o poder político e a filosofia. Nosso argumento é que a análise de Strauss dos conceitos de justiça e do paralelismo entre indivíduo e sociedade da República se mostrou mais acurada que a de Popper. ARISTÓFANES. A Revolução das Mulheres. Rio de Janeiro: Zahar, 1996. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural, 1987. KLEIN, J. A Commentary on Platos Menon. The University of North PLATÃO. A República. Tradução Maria Helena da Rocha Pereira. 13 ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2012. ______. Mênon. Tradução Maura Iglesias. 3 ed. São Paulo: Loyola, 2005. POPPER, K. A Miséria do Historicismo. Tradução Octany S. da Mota e Leonidas Hegenberg. São Paulo, EDUSP, 1980. POPPER, K. A sociedade aberta e seus inimigos: o fascínio de Platão. Tradução Milton Amado. 3 ed. São Paulo: Itatiaia, Editora da Universidade de São Paulo, 1987. STRAUSS, L. La ciudad y el hombre. Buenos Aires: Katz, 2005. ______. The Problem of Socrates: Five Lectures. In: STRAUSS, L. The Rebirth of Classical Political Rationalism. The University of Chicago Press, 1989 ______. Seminar on Plato’s Menon. Chicago: University of Chicago, 1966. THOMPSON, J. A. K. Irony: An Historical Introduction. Cambridge: Harvard University Press, 1926. VEGETTI, M. Defender Platão de Popper (ou de si mesmo?). In: VEGETTI, M. Um paradigma no céu: Platão político, de Aristóteles ao século XX. Tradução Maria da Graça Gomes de Pina. São Paulo: Annablume, 2010. Cap. 7, p. 193-227.
2291 poiesis v. 16 n. 1 (2018) PARA DISCUTIR O SENTIDO DA IMAGINAÇÃO NO OFÍCIO HERMENÊUTICO A PARTIR DA REFERÊNCIA A KANT, HEIDEGGER E CASTORIADIS Ana Monique Moura De Araujo; Imaginação; Interpretação; Ser vivente; Reflexão Nós queremos aqui ampliar a discussão sobre os resultados das reflexões de Kant acerca do lugar da imaginação e mostrar como Heidegger e Castoriadis são, ao nosso ver, alguns dos autores mais relevantes para desenvolver este assunto, de maneira reverenciadora e crítica ao mesmo tempo, numa hermenêutica contemporânea.
2292 poiesis v. 16 n. 1 (2018) OS TEOREMAS DA DIFERENÇA ONTOLÓGICA E DO CÍRCULO HERMENÊUTICO EM HEIDEGGER Cleyson de Moraes Mello;
2293 poiesis v. 16 n. 1 (2018) A DISCUSSÃO DE HEIDEGGER COM O IDEALISMO ALEMÃO. A CRÍTICA DA RAZÃO EM NOME DO SER Christian Gerhart Iber; Seinsfuge (comissura do ser), ontoteologia, hermenêutica existencial-ontológica, dialética, ser temporal. Meu artigo divide-se em duas partes.[1] A primeira parte discute as interpretações de Heidegger acerca do Escrito sobre a liberdade de Schelling nos anos de 1936 e 1941, tendo como pano de fundo a mudança histórica do desenvolvimento da sua própria abordagem do pensar.[2] A segunda parte ilumina, em três estações, a discussão de Heidegger com Hegel, que se delineia já cedo na contraposição rígida da hermenêutica existencial-ontológica à dialética: 1. a crítica de Heidegger a Hegel em “O que é metafísica?” (1929), 2. seus encontros com a Fenomenologia do Espírito de Hegel nos anos trinta e no início dos anos quarenta e 3. sua crítica à Ciência da Lógica de Hegel em “A constituição onto-teo-lógica da metafísica” (1957).
2294 poiesis v. 16 n. 1 (2018) A METAFÍSICA E A POÉTICA DE DOSTOIÉVSKI A PARTIR DA NOÇÃO EXISTENCIALISTA HEIDEGGERIANA Daniel Schiochett;
2295 poiesis v. 16 n. 1 (2018) O FUNDAMENTO TRÁGICO DA METAFÍSICA EM HEIDEGGER Daniel da Silva Toledo; Heidegger; Tragédia; Metafísica; Precariedade O propósito maior desse artigo consiste em apontar para uma possível relação histórico-existencial entre a dimensão originariamente trágica da história do ser e o horizonte metafísico delineado pelo pensamento do filósofo alemão Martin Heidegger. A partir disso, aquilo que também tentaremos evidenciar é que a condição originariamente trágica do mortal deverá ser compreendida como essencialmente metafísica basicamente pelo seu comprometimento existencial com uma fratura de sentido que lhe sobrepuja e lhe escapa. De maneira complementar, devemos poder afirmar que a metafísica é essencialmente trágica, caso possamos localizar o gérmen do seu eixo de força radicado no elemento da precariedade humana.
2296 poiesis v. 16 n. 1 (2018) SOBRE A MORTE E A NEGATIVIDADE EM MARTIN HEIDEGGER E MAURICE BLANCHOT Flavia Neves Ferreira; ontologia, literatura, morte, negatividade Existe uma multiplicidade de possíveis reflexões quando se decide dialogar sobre filosofia e literatura. Todavia, decidiu-se neste artigo fazer uma breve descrição, de modo bastante genérico, sobre o elemento da negatividade e da morte presente em Ser e Tempo e como estes elementos aparecem na noção de campo literário discorrida por Maurice Blanchot. O presente escrito não tem como objetivo fazer um contraponto entre Heidegger e Blanchot, tampouco realizar uma relação entre filosofia e literatura em ambos os autores. Buscou-se, portanto, apontar possíveis articulações da analítica existencial heideggeriana com a noção de literatura blanchotiana, mais especificamente, sob o aspecto da imagem da morte e da negatividade. Ambos os autores percorrem uma trajetória distinta, mas que levam a um complexo debate sobre o estatuto da literatura ancorada a um projeto filosófico. A partir da noção filosófica de negatividade e morte, Blanchot traz uma concepção ampliada destes dois elementos, que revela o movimento do fenômeno literário a partir do encontro metafórico com a morte. Nessa direção, o Dasein como estar-no-mundo tem sua liberdade alcançada – no espectro literário – na medida em que a experiência da linguagem se mantém sob o alicerce da dialética da negatividade.
2297 poiesis v. 16 n. 1 (2018) A GÊNESE HISTÓRICA DO SUJEITO SEGUNDO HEIDEGGER Gustavo Augusto da Silva Ferreira;
2298 poiesis v. 16 n. 1 (2018) A RETOMADA DA FENOMENOLOGIA NA ONTOLOGIA HEIDEGGERIANA Jeferson Flores Portela da Silva;Tatiane de Fátima da Silva Pessôa; Fenomenologia; Hermenêutica da compreensão; Dasein; Ontologia Quando Heidegger propõe seu projeto de uma ontologia fenomenológica como uma maneira de investigar as possibilidades de desvelamento do ser e traze-lo, novamente enquanto uma questão fundamental para a filosofia, podemos dizer que de certa maneira que tal empreitada já se apresentava na filosofia de Edmund Husserl. No espírito de sua máxima “voltar às coisas mesmas”, Husserl inaugura de certo modo a volta ao problema do ser. No entanto, Heidegger permanecerá fiel a proposta de Husserl ao recolar a fenomenologia não mais como uma atitude filosófica, mas tão somente como um método? É na tensão da fenomenologia ser entendida por Heidegger como uma ontologia da compreensão que nosso texto se encaminhará em uma proposta reflexiva acerca da volta da questão do ser enquanto problema fundamental. Enquanto Husserl buscava na ideia fenomenológica uma luz para pensar não apenas a filosofia mas as ciências como uma questão de ciência de rigor pelo método fenomenológico, Heidegger se utiliza da fenomenologia tão somente como um caminho seguro de interpretação e exposição da questão do ser, que ao seu ver, foi esquecido pela tradição em prol da metafísica. Podemos dizer que o projeto filosófico de Husserl era uma evidente ontologia que visava a uma universalidade do sujeito transcendental, pela noção de consciência pura. Tomaremos cuidado em enfatizar tal hipótese, pois ainda tratamos nesse texto do Husserl das Meditações cartesianas e presente na via estática, sem conhece-lo pela via genética. A pergunta então é, se Husserl almejava com sua fenomenologia atingir uma universalidade e a ideia de conhecimento pura com a noção de consciência de, qual a maneira que Heidegger encontraria para se manter fiel aos princípios fenomenológicos de Husserl uma vez que a fenomenologia e a consciência para ele não podem atingir o núcleo do problema do ser como sua filosofia almeja?
2299 poiesis v. 16 n. 1 (2018) O LIMITE DA EXPOSIÇÃO DO MUNDO EM SENTIDO FENOMENOLÓGICO A PARTIR DA TESE SOBRE “A POBREZA DE MUNDO DO ANIMAL” Revista Poiesis; Mundo, pobreza de mundo, mundo animal, transcendência, metafísica O objetivo deste artigo é mostrar como, no curso de 1929/30, Os conceitos fundamentais da metafísica: mundo finitude e solidão, Heidegger expõe e defende, mediante a tese sobre a pobreza de mundo do animal, o mundo em sentido fenomenológico-transcendental como constitutivo ontológico do ser-aí que, enquanto ser-no-mundo e, portanto, formador de mundo (Weltbildend), difere radicalmente do animal que, enquanto pobre de mundo (Weltarm), não tem acesso ao ente enquanto ente e, por isso, é excluído da abertura do ser. Heidegger pretende, além de estabelecer um abismo entre o homem e o animal, demonstrar o mundo como um tema fundamental da metafísica, enquanto evento que ocorre no ser-aí e sua finitude e transcendência. No entanto, o limite da tese sobre a pobreza de mundo, seja pela inacessibilidade da vida em si mesma, seja pelo antropocentrismo latente no privilégio do ser-aí, leva Heidegger a, paulatinamente, abandonar a tese da pobreza de mundo do animal, de modo que, depois da viragem (Kehre), o animal passa a ser caracterizado como sem mundo. O artigo termina com a leitura de Agamben, cuja peculiaridade, sobretudo no modo como interpreta uma suposta proximidade entre a essência da animalidade, enquanto perturbação (Benommenheit), com o tédio profundo (der tiefen Langweile), enquanto tonalidade afetiva fundamental do ser-aí, além de denunciar o antropocentrismo nas análises de Heidegger e propor o que ele denomina de suspensão da suspensão da dicotomia entre homem e animal, aponta para os desdobramentos dessa problemática no pensamento de Heidegger depois da viragem.
2300 poiesis v. 16 n. 1 (2018) HEIDEGGER E A ONTOLOGIA DA ARTE José Maria Carvalho; Fundamentalmente comprometida com a questão ontológica, a tese central da meditação heideggeriana apresentada em A Origem da Obra de Arte diz que a arte revela de maneira particular, a verdade daquilo que é. Deste modo, à semelhança de Ser e Tempo, que é uma ontologia fundamental, este escrito “estético” de Heidegger pode ser considerado como “uma ontologia da arte em seu sentido estrito”. A leitura que ora propomos do referido ensaio tem como horizonte de compreensão uma dupla experiência: o retiro do ser e o esquecimento da diferença. A leitura por nós aqui aventada persegue uma hipótese de compreensão que defende a idéia de que ao discutir a questão da essência da obra de arte, Heidegger visava trazer à linguagem a “diferença” no intuito de nomear a mesma por intermédio de uma escuta, a escuta da fala da linguagem, que nos fala através do poema, “o falado em estado puro”. Acompanhar como Heidegger desenvolve essa “ontologia da arte” e tentar ver como a diferença é aí nomeada , será nosso objetivo.
2301 poiesis v. 16 n. 1 (2018) LINGUAGEM E MUNDO COMO CONSTITUIÇÃO DO DASEIN Naiane Meireles Almeida Bastos; Ser;Mundanidade; Existência; No presente artigo retomaremos ao conceito grego de “verdade” (Alétheia) tal como o filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) propõe em sua obra Ser e Tempo. Essa preocupação heideggeriana com o sentido originário grego das palavras e dos conceitos não é em vão, dado que através dessa retomada pode-se entender melhor a constituição existencial do Dasein – conceito central em sua filosofia. Em sua perspectiva, a verdade das coisas (Alétheia), refere-se ao desvelamento do ente que se mostra no “mundo” a partir de sua “utilidade” na “ocupação”. Considerando isto, primeiramente trataremos de explicar a relação de Alétheia com os entes e com o Dasein, relação esta que ocorre no “mundo”, mais especificamente no que o filósofo denomina de “mundo circundante”, que seria o mundo mais próximo ao Dasein, conceitos estes que entre tais surge a noção heideggeriana de “mundanidade”. Em segundo lugar e por fim retomaremos também ao conceito grego de Physis correlacionando com o conceito de “mundo”, trazendo também considerações sobre a questão dos “sinais” e da linguagem.
2302 poiesis v. 16 n. 1 (2018) UMA METAFÍSICA PERMANENTE: SOBRE O MOVIMENTO DA RACIONALIDADE HERMENÊUTICA Ricardo Lavalhos Dal Forno; A metafísica, desde sua origem, vinculou o ser ao Uno (o absoluto, perfeito, simples e isento de toda a mudança). Desta forma, o ser foi subordinado à uma dimensão, ela própria, além do ser. A consequência disto foi a unificação da ordem ontológica com a ordem teológica, dando origem ao que Heidegger chamou de Ontoteologia. Uma vez que esse tipo de teoria foi abandonado, a filosofia em suas vertentes historicistas começa a produzir racionalidade no mundo histórico e social. Partindo desta condição, o presente artigo pretende responder a seguinte questão: como a hermenêutica é capaz de produzir sua racionalidade sem recorrer ao nível ontológico tradicional ou ao nível teológico? Isto é, como o pensamento hermenêutico pode falar com sentido apenas partindo do universo histórico do ser humano? Para responder à questão, iremos explorar a estrutura circular da racionalidade hermenêutica, pois uma vez que perdemos o fundamento que vinculava a razão ao universal de maneira ontológica ou teológica, estamos postos num plano em que o espaço de fundamentação é totalmente histórico e circular. Surge, com isto, um tipo de trabalho metafísico novo, que assume a contingência e a inesgotabilidade de sua própria atividade. É desta forma que a hermenêutica nasce como uma técnica de interpretação de textos e termina se transformando em uma metafísica revisada, uma vez que toda nossa relação com a realidade passa a ser uma relação hermenêutica: o ser mesmo se apresenta a nós já com um caráter hermenêutico.
2303 poiesis v. 16 n. 1 (2018) AFETIVIDADE E DEJECÇÃO: UM ESTUDO DE CASO DA ESTRUTURA DO SENTIMENTO DE RESPEITO Róbson Ramos dos Reis;Pedro Igor Araújo;
2304 poiesis v. 16 n. 1 (2018) HEIDEGGER E A ÉPOCA DA METAFÍSICA CONSUMADA: CIÊNCIA, TÉCNICA E MODERNIDADE Rodrigo Ribeiro Alves Neto; Heidegger; Metafísica; Ciência; Técnica; Modernidade O artigo examina como, para Heidegger, a fundamentação metafísica da ciência moderna concebeu a verdade como o que é posto pelo sujeito que representa e produz. Esta metafísica da subjetividade atingiu o esgotamento das suas possibilidades na inversão do platonismo realizada por Nietzsche, instaurando o universo da técnica moderna sobre a vontade de vontade enquanto princípio de controle e planificação dos entes em geral (Gestell). É analisado de que modo o ser se manifesta hoje no universo da técnica moderna, por meio do qual o projeto metafísico encontra sua perfeita materialização na conversão de todo real em disponibilidade (Bestand). Valendo-se dos termos alemães Ende e Ort, explicita-se como Heidegger pensa o fim como “ter lugar”, considerando que, com seu fim (Ende), a metafísica não cede lugar à moderna ciência-técnica, mas sim encontra o seu lugar (Ort), isto é, a época na qual se consuma o todo de sua história, assumindo em sua extrema possibilidade.
2305 poiesis v. 16 n. 1 (2018) A QUESTÃO DA TÉCNICA EM HEIDEGGER E O IMPACTO SOBRE AS FORMAS-DE-VIDA Sandro Luiz Bazzanella;
2306 poiesis v. 16 n. 1 (2018) HEIDEGGER, ONTOLOGIA FUNDAMENTAL, O IMPESSOAL E A CRÍTICA À ATOMIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL-BURGUESA Vítor Bartoletti Sartori;
2308 poiesis v. 15 n. 2 (2017) DO PENSAMENTO DO SER AO PENSAMENTO DO RASTRO – DERRIDA LEITOR DE HEIDEGGER - HEIDEGGER EM FRANÇA Fernanda Bernardo; Heidegger, Derrida, Hermenêutica, Desconstrução, Ser, Rastro Na mui grata memória da edição simultânea de De la Grammatologie (1967), de L’écriture et la différence (1967) e de La Voix et le Phénomène (1967), 2017 assinalou os 50 anos do pensamento da différance de Jacques Derrida (1930-2004). Mas, assinalou também o retorno ruidoso de um clima de injúrias endereçadas aos chamados «filósofos heideggerianos franceses», no eco do retorno da velha questão do antissemitismo de Heidegger no prosseguimento da edição mais ou menos recente dos seus Schwarze Hefte. Ora, para bem compreender a singularidade do inaudito evento filosófico chamado Desconstrução, ligado ao pensamento, à obra e ao nome de Jacques Derrida, não é obviamente possível contornar Freiburg – mas será a Desconstrução derridiana apenas um mero «heideggerianismo francês»? Heidegger mais o estilo de Derrida, como alguns pretendem? Tendo em conta que a Auseinandersetzung foi a constante da Grundstimmung da relação de Derrida-leitor a Martin Heidegger (1889- 1976), Do pensamento do ser ao pensamento do rastro propõe-se perscrutar o alcance, os desafios, as implicações e as manifestações filosóficas (filosóficas, (meta-)éticas e políticas !) desta constante Auseinandersetzung, tentando mostrar como, para além de qualquer heideggerianismo ou anti-heideggerianismo, mas também não sem honrar a grandeza e a fecundidade inspiradora do pensamento filosófico de Heidegger, ela se encontra na origem de um novo idioma filosófico – o da Desconstrução derridiana, justamente. Assim se logrará talvez mostrar que Heidegger em França foi, do ponto de vista do pensamento filosófico, um acontecimento incomparável.
2309 poiesis v. 15 n. 2 (2017) LENDO POESIA COM JACQUES DERRIDA Alcides Cardoso dos Santos; Jacques Derrida; Mark Strand; poesia contemporânea Neste artigo partimos das reflexões de Jacques Derrida sobre o papel da literatura e, mais especificamente, da poesia na desconstrução do modo binário de ver e pensar o mundo. Como pensador do contemporâneo, Derrida propõe que o paradoxo não seja lido como incidental na poesia ou na literatura, mas como sua marca, sua assinatura. É a partir deste modo de ler poesia que faremos a leitura do livro de poemas Dark Harbor, do poeta norte-americano Mark Strand, cuja poesia mostra uma percepção inequívoca da natureza contraditória do mundo contemporâneo.
2310 poiesis v. 15 n. 2 (2017) O HORROR DA TEXTUALIDADE Aparecido Donizete Rossi; Textualidade. Gótico. Medo. Desconstrução. Pós-estruturalismo O presente artigo tem por objetivo investigar, sob a perspectiva da Desconstrução derridiana e do pós-estruturalismo, a hipótese de que o horror da Textualidade — aqui entendido como a possibilidade, em si mesma assustadora, de que o jogo de (auto)referências (inter-/con-/trans-/meta-/sub-)textuais a que a ficção, a teoria e a realidade empírica atuais têm se atido revele que não há fora-de-texto — seja, ao mesmo tempo, a Textualidade ou gramatologia das Trevas, o modo como tem se dado a estetização ou emolduração das Trevas por meio da ficção gótica na contemporaneidade e na tradição; e um paradigma existencial tornado literatura, arte, filosofia etc. por meio desse mesmo fazer ficcional, o que equivale a afirmar que o gótico é um modo de pensar, uma forma de conhecimento, e que as Trevas são a Existência.
2311 poiesis v. 15 n. 2 (2017) COMO SE NÃO FOSSE LITERATURA Carla Rodrigues; Linguagem, pós-estruturalismo, filosofia e literatura O objetivo deste artigo é articular a concepção de linguagem no pensamento de Jacques Derrida com a que aparece na filosofia do jovem Nietzsche. Estilos de linguagem, como o uso da metáfora no texto filosófico, e o recurso das aspas para a suspensão da verdade, serão para Derrida problemas filosóficos como já haviam sido para Nietzsche, e abrirão ao filósofo francês, em diálogo com o estruturalismo linguístico dos anos 1970 na França, a possibilidade de unir de forma radical a filosofia e a literatura.
2312 poiesis v. 15 n. 2 (2017) ALTERIDADE EM CENA Geraldo Magela Cáffaro; Animalidade; Au hazard Balthasar; Jacques Derrida Este ensaio aborda a questão do animal no filme “Au hasard Balthasar” (1966), de Robert Bresson. A discussão proposta inspira-se em reflexões do filósofo Jacques Derrida no livro O animal que logo sou (1999), e também nos estudos de Maria Esther Maciel sobre animais e animalidade. A partir da análise do filme, é possível argumentar que Bresson apresenta uma forma diruptiva de representação do animal, optando por manter a alteridade do burro Balthasar e se se recusando a tratá-lo como mera metáfora para o humano. O ensaio se estrutura com base em alguns pontos do texto derridiano, a saber, os que dizem respeito à nomeação, à linguagem, ao olhar, e ao sofrimento.
2313 poiesis v. 15 n. 2 (2017) JACQUES DERRIDA, A DESCONSTRUÇÃO E A NÃO IDENTIFICAÇÃO ENTRE O DIREITO E A JUSTIÇA Heiberle Hirsgberg Horácio; Derrida; direito; justiça Este ensaio visa explorar alguns argumentos basilares da obra Força de Lei: o fundamento místico da autoridade (1994) do filósofo argelino Jacques Derrida, quais sejam: a imprescindibilidade da insurgência contra a identificação entre justiça e direito, pela possibilidade de uma justiça que escape ao direito, que mantenha com o direito uma relação de estranhamento; a necessidade da desconstrução do dogma que funda o direito na justiça; a revelação do fundamento místico da autoridade do direito e a exposição de que o direito se funda em uma violência instauradora e performativa; a indispensabilidade da desconstrução do direito pela justiça, que é indesconstrutível.
2314 poiesis v. 15 n. 2 (2017) A PRODUÇÃO/FABRICAÇÃO DA MENTIRA PELAS TELETECNOLOGIAS MIDIÁTICAS DE COMUNICAÇÃO: A PSEUDOVERDADE José Olímpio dos Santos Neto; mentira, tecnologias, mídia, pseudo-verdade O objetivo deste artigo é mostrar como se dá o processo de produção/fabricação da mentira pelas empresas jornalísticas que utilizam as modernas tecnologias midiáticas de informação. Nossa abordagem do tema pretende chegar ao resultado da mentira não como uma pós-verdade, termo em voga atualmente, mas como o que denominamos pseudo-verdade. Estabeleceremos as relações entre a mentira e a performatividade, e analisaremos os seus efeitos. Finalmente, estabeleceremos uma conclusão baseada em alguns conceitos, conversões e descrição de efeitos.
2315 poiesis v. 15 n. 2 (2017) DERRIDA E O PAI: A DESCONSTRUÇÃO NO HORIZONTE DO PENSAMENTO HEIDEGGERIANO Paulo César Silva de Oliveira; Jacques Derrida. Martin Heidegger. Desconstrução Este trabalho estuda as relações de Jacques Derrida com o pensamento de Martin Heidegger. Parte das condições críticas do pensamento da desconstrução derridiana em relação à figura de Heidegger, último pai da metafísica, de acordo com o filósofo francês, e pontua o percurso das ideias do filósofo alemão, desde os escritos iniciais, passando pelo Sein und Zeit, até chegar ao memento em que erige a questão do espírito (Geist) como homóloga ao espírito alemão. Essa mirada serve para Derrida mostrar que no pensamento heideggeriano uma monstruosidade de origem estaria nele inscrita e revelaria não somente uma insistente retomada da metafísica, mas um pensamento de supremacia, que Derrida denuncia e condena. Esta perspectiva se conjuga aos postulados da crítica desconstrutora de Derrida, que se quer política, a despeito da acusação de ahistórica ou alienada. O embate com a obra de Heidegger revela estratégias de análise textual e de crítica cerrada, que nosso referencial procura retraçar, de forma a dar ciência ao leitor de como opera a questão da différance na condução de uma crítica opositiva e provocadora dos binarismos.
2316 poiesis v. 15 n. 2 (2017) O LUGAR DO SUJEITO NA DESCONSTRUÇAO DERRIDIANA Rozângela Gontijo; Sujeito; desconstrução; ser humano; différance O termo “desconstrução” nasceu em um momento da filosofia francesa no qual as discussões sobre o sujeito eram norteadas por uma situação de hegemonia centralista. A questão primordial sobre qual lugar deve ocupar um indivíduo para ser sujeito quase sempre desemboca na finalidade do ser humano sendo, portanto, uma questão posta sobre várias vertentes de pensamento como a antropologia, a psicologia, a ética e a linguagem. Em outubro de 1968, em um colóquio internacional cujo tema era “Filosofia e Antropologia”, Derrida inicia sua conferência com três epígrafes nas quais cita Kant, Sartre e Foucault para abrir a intenção de uma fala sobre “os fins do homem”, deixando claro a ambiguidade da palavra “fim” como finalidade e como término. Mais de duas décadas depois, em entrevista a Jean-Luc Nancy publicada em “Points de Suspension”, sob o título “Il faut bien manger ou le calcul du sujet”, Derrida em certo momento diz: “Le sujet est une fable” (DERRIDA, 1992, p. 279). Duas premissas da discussão contemporânea instigaram essa conclusão: 1) a questão “quem vem após o sujeito?” e 2) a discussão sobre a “liquidação do sujeito”. Assim, como já existe uma opinião expressa na primeira premissa, pois nesta se denota a pressuposição sobre a existência de um sujeito ou qualquer coisa nomeada de sujeito, verifica-se que certas opiniões difundidas fortemente na França se dividem quanto ao diagnóstico de liquidação do sujeito. O debate permanece em aberto, pois longe de ser apenas um problema levantado pelos intelectuais franceses de uma época, assistimos hoje a um crescimento político e uma efervescência popular na qual a questão sobre o lugar do sujeito no mundo torna-se urgente.
2317 poiesis v. 15 n. 2 (2017) A UNIVERSIDADE NA ERA DA TÉCNICA SEGUNDO HEIDEGGER Antônio Wagner; Martin Heidegger; Universidade; saber; técnica moderna A partir dos textos O que é metafisica? (Was is Metaphysik?) e A autoafirmação da universidade alemã (Die Selbstbenhauptung der deutschen Universität), o presente artigo analisa a situação da universidade que em plena época do progresso da técnica encontra-se relacionada, na concepção heideggeriana, ao esquecimento do ser e ao encobrimento da verdade originária, formando, deste modo, uma comunidade de pesquisadores, professores e estudantes a serviço da razão calculadora. Devido à sua forma de organização em que predomina a dispersão das ciências e das técnicas, a universidade teria desconsiderado definitivamente o pensar originário. Assim, os saberes técnicos advindos da tradição metafísica acabaram prevalecendo sobre a noção de saber enquanto alétheia.
2318 poiesis v. 15 n. 2 (2017) A CRÍTICA DESCOLONIAL EM ENRIQUE DUSSEL: DESMITIFICAÇÃO DA MODERNIDADE EUROPEIA Cristina Borges; modernidade, colonialidade, descolonial, transmodernidade, eticidade O presente artigo trata da crítica à modernidade empreendida pelo filósofo Enrique Dussel. Situa a reflexão dusseliana na perspectiva descolonial em sintonia com o grupo latino-americano Modernidade/Colonialidad. Mesmo não usando o termo colonialidade , que aparece em finais dos anos de 1990, Dussel se afina ao grupo quando propõe a superação da modernidade via transmodernidade. Proposta ética da sua filosofia da libertação que anuncia ser o seu pensar descolonial.
2319 poiesis v. 15 n. 2 (2017) ANÁLISE DA FICÇÃO OU PEÇA ALEGÓRICA SOBRE DEUS E A REVELAÇÃO, DE JEAN-JACQUES ROUSSEAU José Benedito de Almeida Júnior; Rousseau. Transparência. Religião. Fanatismo. Deus Este trabalho tem por objetivo analisar um pequeno texto escrito por JeanJacques Rousseau que recebeu o título de Ficção ou peça alegórica sobre Deus e a Revelação, porém não pelo próprio autor, mas por alguns estudiosos de sua obra que o encontraram no espólio, anos depois de seu falecimento. Segundo Rousseau a filosofia e o racionalismo são limitados quando se trata de livrar as pessoas das ilusões do mundo, restando, somente à religião este papel, porém há sempre o risco de falsas religiões iludirem as pessoas e ao invés de lhes revelar a verdade, as faz crer e adorar em falsos deuses. No caso da Ficção trata-se especificamente de uma concepção de cristianismo no qual a relação direta do fiel com Deus é mais importante do que as instituições religiosas, ou igrejas, que pretendem fazer papel de intermediárias nesta relação. Sabemos, por meio de outros escritos, que Rousseau não descarta a importância social das instituições religiosas, mas nessa obra, seu objetivo é denunciar as falsas religiões e demonstrar os limites espirituais dos sistemas filosóficos. Um tema recorrente da Ficção é a transparência: durante todo o texto, vemos o autor descrevendo cenas nas quais o principal aspecto é sempre o desvelamento. Rousseau elabora uma parábola cujo tema central é, sem dúvida alguma, o da transparência em lugar do obstáculo. Os sistemas filosóficos, com seus eternos debates sobre a verdade, não fazem mais do que lançar dúvidas no espírito humano, causando mais angústia do que certezas; as falsas religiões induzem ao fanatismo.
2320 poiesis v. 15 n. 2 (2017) EPISTEMOLOGIAS NATURALISTAS COMO MEIO DE SUPERAÇÃO DA ABORDAGEM NORMATIVA DO CONHECIMENTO Valdirlen do Nascimento Loyolla; Epistemologia normativa. Epistemologia naturalista. Epistemologia evolucionista. Conhecimento prescritivo. Conhecimento descritivo. O artigo pretende destacar as principais contraposições epistemológicas contemporâneas entre a abordagem prescritiva e a abordagem descritiva acerca do conhecimento científico, a primeira com foco nas epistemologias de cunho normativo e a segunda centralizada nos aspectos naturalistas da cognição.
3349 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Estágio Curricular Supervisionado em Geografia: experiência do ensino remoto durante o período de isolamento social (Covid-19) Rahyan de Carvalho Alves;Caio Carvalho Santos;João Vitor Ferreira Fernandes;Amanda Karolayne Rodrigues Silva;Maria Heloisa Pinheiro Dias; Estágio Supervisionado, Ensino Remoto, Isolamento Social, Ensino de Geografia No início do ano de 2020, o mundo foi surpreendido pela COVID-19 e as medidas sanitárias adotadas para conter a disseminação do Novo Corona vírus fizeram com que a sociedade se submetesse a um processo de reeducação dos seus hábitos. As transformações tangenciaram desde o ambiente de trabalho, como também o sistema educacional, e em todas as áreas houve a necessidade de se adequar. Sendo assim, o objetivo deste trabalho consiste em relatar as experiências vivenciadas pelos acadêmicos do sétimo período (noturno) do curso de licenciatura em Geografia da Universidade Estadual de Montes Claros (sede) nas atividades referentes ao período de regência na disciplina de Estágio Curricular Supervisionado. Os procedimentos metodológicos foram: consulta bibliográfica e análise de decretos federais, da resolução estadual para aplicação de ensino remoto emergencial e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e apresentação de atividades desenvolvidas durante o período de regência. Dentre os resultados foi possível observar as práticas e estratégias de ensino adotadas por cada escola-parceira e, ao passo que, também foi possível analisar as disparidades que eram concebidas desde as relações entre, docente, discente e os pais, como quanto as ferramentas utilizadas. ALVES, Lynn. Educação remota: entre a ilusão e a realidade. In.: Interfaces Científicas-Educação, v. 8, n. 3, pp. 348-365, 2020. ARRUDA, Eucídio Pimenta. Educação remota emergencial: elementos para políticas públicas na educação brasileira em tempos de Covid-19. In.: EmRede, v. 7, n. 1, pp. 257-275, 2020. BRASIL. Lei de diretrizes de base - LDB. 1996. Disponível em: . Acesso: 30 de jan. 2021. BRASIL. Portaria nº 343, de 17 de março de 2020. 2020a. Disponível em: . Acesso: 01 de jan. 2021. BRASIL. Portaria nº 345, de 19 de março de 2020. 2020b. Disponível em: . Acesso: 01 de jan. 2021. BRASIL. Portaria nº 473, de 12 de maio de 2020. 2020c. Disponível em: . Acesso: 01 de jan. 2021. BRASIL. Portaria nº 544, de 16 de junho de 2020. 2020d. Disponível em: . Acesso: 01 de jan. 2021. BRASIL. COVID-19 no Brasil e no mundo: painel coronavírus. Disponível em: . Acesso: 13 de abr. 2021. CAMACHO, Alessandra Conceição Leite Funchal et al. A tutoria na educação à distância em tempos de COVID-19: orientações relevantes. In. Research, Society and Development, v. 9, n. 5, [n. p.], 2020. CEEMG.Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais. Resolução CEE nº 474 de 08 de maio de 2020. 2020. Disponível em: . Acesso: 30 de jan. 2021. ESTUDE EM CASA. Regime de estudo não presencial: ensino fundamental e médio. 2020. Disponível em: . Acesso: 30 de jan. 2021. ESTÚDIO EDUCAÇÃO MG. Se liga na educação. 2020. Disponível em: . Acesso: 30 de jan. 2021. FREITAS, Bruno Miranda; COSTA, Elisangela André da Silva; LIMA, Maria Socorro Lucena. O estágio curricular supervisionado e construção da profissionalidade docente. In.: Expressão Católica, v. 6, n. 1, pp. 36-42, 2017. MARTINS, Rosa Elisabete Militz Wypyczynski; TONINI, Ivaine Maria. A importância do estágio supervisionado em Geografia na construção do saber/fazer docente. In.: Geografia Ensino & Pesquisa, v. 20, n. 3, pp. 98-106, 2016. MILÉO, Irlanda do Socorro de Oliveira et al. Ensino remoto emergencial e o isolamento social: a precarização da escola pública e do trabalho docente. In.: UCHOA, Antônio Marcos da Conceição; SENA, Ivânia Paula Freitas de Souza; GONÇALVES, Maria Elizabeth Souza (Orgs.). Diálogos Críticos: EAD, atividades remotas e o ensino doméstico - cadê a escola? Porto Alegre: Editora Fi, 2020. pp. 88-123. OMS. Organização Mundial da Saúde. Coronavirus disease 2019 (COVID-19): Situation Report. - 51. 2020. Disponível em: . Acesso: 01 de fev. 2021. SCALABRIN, Izabel Cristina; MOLINARI, Adriana Maria Corder. A importância da prática do estágio supervisionado nas licenciaturas. In.: Revista Unar, v. 7, n. 1, [n. p.], 2013. Disponível em: . Acesso: 30 de jan. 2021. SOUZA, Dominique Guimarães de; MIRANDA, Jean Carlos. Desafios da implementação do ensino remoto. In.: Boletim de Conjuntura, v. 4, n. 11, pp. 81-89, 2020.
2332 poiesis v. 13 n. 2 (2016) O CIDADÃO DE BEM E A FILOSOFIA MORAL DE KANT Hans Magno Alves Ramos; Cidadão de Bem; Dever Moral; Maldade; Autoconhecimento Moral Este artigo pretende cotejar a figura do “cidadão de bem” presente em vários discursos na atualidade com a filosofia moral de Immanuel Kant (1724-1804) a fim de provocar uma reflexão sobre sua consistência. Ao fazer isso, aborda o significado da moralidade enquanto dever, os problemas da maldade humana e do autoconhecimento moral. Enquanto dever, a moral representa uma tensão entre o que espontaneamente deseja o sujeito e o que exige a razão prática pura, de modo que a bondade moral humana ganha a forma de virtude, a qual seria o esforço e a valentia de cada indivíduo em combater suas propensões egoístas a fim de fazer valer a lei moral (a dignidade e autonomia humanas) na realidade; nesse sentido a práxis moral é um caminho de tentações jamais extirpáveis, uma vez que, amiúde, nela se confrontam a necessidade de obter satisfação na vida e a exigência de ser correto. Nesse contexto, a maldade representa o fracasso do indivíduo em fazer da lei moral o motivo supremo de sua conduta, sua queda na sedução do egoísmo que o leva a conduzir sua vida centrada nos seus desejos e interesses privados, só levando em consideração as exigências éticas como estratégia ou aparência que beneficiariam a esses interesses. Em seguida, menciona-se como esse egoísmo irrestrito pode se disfarçar até mesmo para o próprio sujeito, inclusive através dos bons costumes, evitando assim que a maldade seja reconhecida com esse nome. A partir dessas observações, aduz-se como problemática a figura do “cidadão de bem” sob uma perspectiva kantiana, uma vez que se mostra como categoria de significado indecidível na prática e cuja arrogância é moralmente insalutar.
2333 poiesis v. 13 n. 2 (2016) ESPECTROS DO COTIDIANO E DO JUÍZO POLÍTICO João Carlos Vale;Luciney Sebastião da Silva; Cotidiano; Violência; Compreensão; Juízo político Desde o nascimento da Democracia na Grécia, pouco se vê contestar os valores democráticos, inclusive as promessas democráticas constituem tema de atração no cotidiano das pessoas. Mas será que esses valores democráticos não estão perdendo fôlego num mundo fora dos eixos? Ou será que o ajuizamento político no cotidiano público não fora comprometido pela solidão do consumo, violência cotidiana e pela apatia política? Diante disso, o objetivo deste artigo é descrever e analisar os espectros do cotidiano político a partir da apatia política e da psicopatologia do cotidiano para compreender as implicações no juízo político. Para tanto, o aporte teórico será confeccionado com contribuições de autores da psicanálise e da filosofia política de Hannah Arendt. Esboçaremos ao final das análises nossas considerações de que a vida cotidiana com todas suas questões controversas para a vida política pode, ainda assim, contribuir para que o juízo de compreensão seja elaborado e ressignifique o espaço público da vida política.
2322 poiesis v. 14 n. 1 (2017) ARENDT INTÉRPRETE DE HOBBES: PROBLEMAS DE LO POLÍTICO MODERNO Beatriz Porcel; Arendt; Hobbes; Modernidad; Política El análisis que lleva a cabo Arendt de la teoría de Hobbes tiene como efecto -entre otros- el hecho de subrayar elementos centrales de su concepción de lo político y el significado de la crisis que la modernidad instauró en el ámbito público. Las fuertes objeciones dirigidas a Hobbes están claramente ligadas al temor que Arendt tiene a ver la dimensión de la existencia humana oprimida por las pretensiones de una fundación absoluta del poder político que deja atrás la pluralidad, pieza clave de las relaciones interhumanas. La crítica negativa a Hobbes se centra fundamentalmente en la asimilación de la política a los dominios del trabajo y de la reproducción. Según la autora el análisis hobbesiano, al arruinar la dimensión plural y crítica de la existencia humana no puede más que desembocar en la destrucción del ámbito político. Estas observaciones, más el hecho de considerar a Hobbes como el filósofo clave en la configuración del moderno individuo burgués egoísta y competitivo, serán objeto de una revisión en nuestro artículo.
2323 poiesis v. 14 n. 1 (2017) MEMORIA, HISTORIA Y TRAGEDIA: DILEMAS DE LA NARRACIÓN EN LA REFLEXIÓN POLÍTICA DE HANNAH ARENDT Paula Hunziker; Memoria; Historia; Tragedia Bajo la óptica general de los problemas abiertos por el libro de Arendt sobre el totalitarismo, nos proponemos establecer una continuidad entre algunos textos de los años cincuenta (que según los intérpretes enfatizan la fuente clásica, y junto con ella la importancia de la historia como instancia de cristalización y de conservación de una memoria colectiva), sus textos más específicamente dedicados al concepto de narración -especialmente aquello agrupados en Hombres en Tiempos de Oscuridad- y el Capítulo 1 de Eichmann en Jerusalém, el cual contiene algunos de los motivos más profundos que dirigen su enorme y no apaciguada polémica contra el relato dominante en el juicio del oficial alemán, durante los años sesenta. Con esta operación argumentativa, esperamos mostrar que la especificidad de la mirada arendtiana se hace visible por medio de la identificación de una de sus inquietudes de fondo: la exploración de la posibilidad de conquistar una perspectiva política de lo histórico, en cuyo marco se explica la centralidad que adquiere su lectura del pensamiento trágico.
2324 poiesis v. 14 n. 1 (2017) GIORGIO AGAMBEN EN LA BRECHA ENTRE EL PASADO Y EL FUTURO. REFLEXIONES ACERCA DE LA PRESENCIA DE HANNAH ARENDT EN SUS PRIMEROS ESCRITOS Anabella Di Pego; Praxis; Violencia; Historia; Proceso; Consumo La reconstrucción de las huellas de la recepción de Arendt en los escritos del joven Agamben no resulta una tarea sencilla debido a las escasas menciones a la obra arendtiana. Esto ha llevado a algunos intérpretes a sostener que habrá que esperar hasta los años noventa cuando aborda la problemática del homo sacer para que la figura de Arendt se vuelva decisiva. Sin embargo, proponemos distinguir entre una dimensión exotérica y otra esotérica en la lectura temprana que Agamben realiza de Arendt. La primera remite a la opera prima de Agamben y a un ensayo sobre la violencia, ambos de 1970, en los cuales aborda la distinción praxis y poiesis en relación con el estatus del hacer, y la problemática de la violencia y de ciertas concepciones de la historia, respectivamente. En la segunda nos adentramos a partir de algunas claves presentes en una carta que Agamben le dirige a Arendt también en el año 1970, y en donde se hace referencia a su libro, Entre el pasado y el futuro. Aunque este libro de Arendt no aparece citado nunca en los primeros escritos de Agamben, resultará determinante en su abordaje de la ruptura de la tradición. De este modo, la presencia solapada de Arendt se verá esclarecida remitiendo a algunos tópicos nodales de su pensamiento que se plasman en las reflexiones de Agamben. En particular, las huellas de Arendt pueden encontrarse en la tentativa agambeniana por desmontar las concepciones tradicionales del tiempo y de la historia, y en su comprensión de nuestro tiempo signado por el ascenso del trabajo y de la vida, con la consecuente consagración del consumo.
2325 poiesis v. 14 n. 1 (2017) A LEITURA ARENDTIANA DA MENTIRA NA POLÍTICA Geraldo Adriano Emery Pereira; Mentira; Verdade; Politica O texto aborda de forma breve o modo como o tema da mentira, na obra de Hannah Arendt, recoloca a discussão sobre o papel da verdade na política. A ocorrência da mentira na política não é descartada pela autora; o que a preocupa é a forma moderna de mentira organizada. Esse tipo de mentira foi expressa, principalmente, mas não somente, no evento totalitário. A mentira organizada, presente nas ideologias e na propaganda de massa impõe riscos para o espaço público.
2326 poiesis v. 14 n. 1 (2017) A DISSOLUÇÃO DO ESTADO E SEUS ELEMENTOS TOTALITARISTAS NA PERSPECTIVA DE HANNAH ARENDT Júlia Lemos Vieira; Estado; Imperialismo; Totalitarismo Na análise arendtiana desenvolvida em Origens do totalitarismo a existência de massas atomizadas foi um fator indispensável para que um movimento totalitário se tornasse governo totalitário. O caminho que Arendt percorre como na análise do processo de geração da sociedade de massas atravessa as denominadas dissoluções do Estado político e da sociedade de classes. Esse artigo aborda de que modo Arendt avalia tais dissoluções, perpassando a emancipação da burguesia no Imperialismo de ultramar e a decadência do sistema político dos Estados de Imperialismo de tipo continental e verificando porque, de acordo com Arendt, tais elementos foram constituídos como pressupostos da configuração de governos totalitários.
2327 poiesis v. 14 n. 1 (2017) AÇÃO, TRABALHO E LABOR SEGUNDO HANNAH ARENDT Ricardo Luiz de Souza; Trabalho; Modernidade; Tradição Os conceitos de ação, trabalho e labor, e as diferenças entre eles são de fundamental importância para a compreensão do pensamento político e filosófico de Hannah Arendt. A autora também foi uma estudiosa dos vínculos entre tradição e modernidade, pensando a modernidade, frequentemente, por meio de uma sensação de perda, sem que possa, com isto, ser meramente definida como conservadora. Meu objetivo é estudar como Arendt pensa os conceitos de ação, trabalho e labor e os diferencia, tomando como ponto de partida uma análise crítica do pensamento de Karl Marx, definido por ela como o momento em que a tradição política sofreu uma ruptura irreversível. E meu objetivo, igualmente, é salientar como a análise que a autora faz da modernidade possui vínculos com os referidos conceitos, bem como tal análise é estabelecida a partir da diferenciação estabelecida entre eles.
2328 poiesis v. 14 n. 1 (2017) HANNAH ARENDT E ARISTÓTELES: UM OLHAR SOBRE LIBERDADE Giseli da Conceição Lima;Lamia Jorge Saadi Tosi;Pedro Geraldo Saadi Tosi; Hannah Arendt; Liberdade; Aristóteles; Política. Esse artigo tem como objetivo compreender como Hannah Arendt interpreta os escritos de Aristóteles em sua obra O que é Política?. O enfoque aqui proposto são as noções de política e liberdade que Aristóteles e Hannah Arendt, constroem em relação aos princípios morais e em especial sobre a conduta do homem frente à política, tema esse que é recorrente até os dias atuais, notadamente no mundo ocidental, assumindo configuração de algo indispensável na contemporaneidade global. Ao debruçar sobre os escritos de Hannah Arendt e suas raízes fincadas no pensamento aristotélico é possível entender a singularidade de seu olhar, a partir da sociedade na qual a autora estava inserida. Apesar de viverem em tempos distintos, em contextos políticos e sociais muito diferentes, cada um dos autores exprimiram conceitos relacionados com a temporalidade e com a sociedade em que se inseriram.
2329 poiesis v. 14 n. 1 (2017) SENTIDO E LEGITIMIDADE DA POLÍTICA EM HANNAH ARENDT José dos Santos Filho; Política; Modernidade; Legitimidade Uma das questões mais difíceis colocadas por Arendt é, sem dúvida, aquela que pergunta pelo sentido da Política no mundo contemporâneo. Na tentativa de compreender melhor essa questão propomos, nesse trabalho, apresentar em linhas gerais, uma análise sobre como Arendt entende ser possível, a partir de uma realidade marcada pelo fracasso da autoridade no mundo secularizado erigir instituições políticas que possam servir de um mínimo normativo para tais práticas políticas. Interessa a autora investigar quais as condições de possibilidade para o efetivo exercício de uma prática genuinamente política que seja autorreferente e que, portanto, prescinda de quaisquer elementos metafísicos como fonte de legitimidade. Tomamos como hipótese inicial a asserção que Arendt responde positivamente à questão sobre o sentido da política. Sim, Arendt acredita que a política ainda tem sentido. Para compreendermos melhor essa assertiva de Arendt quanto ao sentido da política, discutiremos as seguintes questões: a) a falência da política com a experiência limite dos governos totalitários; b) o problema da legitimidade da política na sociedade secularizada com a crise da autoridade; c). As possibilidades de uma normatividade para a atividade política a partir da modernidade onde o lugar do poder se tornou indeterminado e vazio.
2330 poiesis v. 14 n. 1 (2017) RESISTÊNCIA E IDENTIDADE: UMA LEITURA DO GUETO E DO CASO DREYFUS A PARTIR DO PENSAMENTO DE HANNAH ARENDT Ricardo George de Araújo Silva; Resistência; Pluralidade; Questão judaica; Hannah Arendt Pensar a resistência e a identidade no contexto da questão judaica nos leva a considerar a vida no gueto e a tensão entre o assimilacionismo e a resistência a esse. Aqui emerge o papel do parvenu e do paria rebelde. A vida no gueto, antes do campo de concentração, foi à experiência de pária mais flagrante na estrutura de perseguição aos judeus. Neste, emergia os que se negavam a essa situação e os que sucumbiam a ela. No interior do gueto, duas trilhas se colocavam como opção; a da resistência ou da resignação passiva diante do horror. Ampliando o contexto, ilustra bem nosso tema, o caso Dreyfus e todo aparato de Estado usado para incriminá-lo. Nesse emblemático caso, visualizamos a postura de resistência e enfretamento realizado por Bernard Lazare, que Hannah Arendt destaca como luz em tempos sombrios, isto é, como uma biografia que optou por ir de encontro à injustiça e não ceder à tentação do silêncio covarde ou da assimilação fugidia. A questão de fundo que ressoa nossa problemática é: diante da situação de opressão a resistência é a saída ou deve-se sucumbir à assimilação? Seguindo os passos de Hannah Arendt procuramos compreender que no espaço público cabe o exercício da resistência, uma vez que esse é agônico e mantém-se aberto a esse proceder. Elegemos como metodologia a pesquisa bibliográfica já consagrada nos estudos de filosofia.
2334 poiesis v. 13 n. 2 (2016) FILOSOFIA E CIÊNCIA: CONHECIMENTO E FORMAÇÃO DE ESPÍRITOS CIENTÍFICOS NA CONTEMPORANEIDADE BRASILEIRA João Roberto de Oliveira; Filosofia e Ciência; Ensino Superior; Conhecimento; Espíritos Científicos A história do ensino superior no Brasil reclama por análises críticas e reflexivas sobre conhecimento e formação de espíritos científicos na contemporaneidade, levando-se em conta que as crises econômicas e políticas que afetam o país atingem as suas Universidades e, consequentemente, todo o empreendimento de pesquisas projetadas por centenas de cientistas. Não bastasse a ausência de um contundente incentivo aos pesquisadores, ainda, por interesses espúrios e meramente políticos de uma classe social dominante, a educação é sistematizada para o fracasso. Apesar disso, o que é visto são resistências e perspectivas de sobrevivência do Ensino Superior como meio de impedimento da falência definitiva da Nação Brasileira. Para tal é que se elabora a necessária reflexão sobre Filosofia e Ciência.
2335 poiesis v. 13 n. 2 (2016) SOBRE A ORIGEM DAS LÍNGUAS: BREVES CONSIDERAÇÕES EM TORNO DO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM EM ROUSSEAU Roseli Rodrigues de Araújo Santos; Rousseau; Linguagem; Sentimento; Razão Pretendemos neste trabalho fazer uma análise acerca da origem e do desenvolvimento da linguagem no pensamento de Rousseau. Tomaremos como base o Ensaio sobre a origem das línguas, obra publicada postumamente em 1781, onde Rousseau afirma que o homem mesmo não conhecendo a palavra já era capaz de comunicar com os outros homens de um modo mais autêntico. Isso porque para satisfazer suas necessidades físicas, o homem não precisava de palavras, somente gestos e gritos eram suficientes. Logo a primeira forma de comunicação estava inteiramente associada aos sentimentos. Segundo o autor, o desenvolvimento da linguagem articulada, da fala, das palavras estava naturalmente ligado muito mais as necessidades cotidianas e, por isso, desvinculada da linguagem dos sentimentos. Como crítico da sociedade moderna, Rousseau defende que o processo de desenvolvimento da linguagem é também um processo de racionalização da língua e, portanto, promove uma separação entre o sentimento humano e aquilo que ele expressa.
2336 poiesis v. 13 n. 2 (2016) JUSTIÇA, UMA VIRTUDE? SOBRE O LIVRO V DA ÉTICA A NICÔMACO Indianara de Almeida Silva; Aristóteles; Justiça; Virtude; Meio-termo O artigo visa buscar uma compreensão sobre a justiça como uma virtude. Com base no livro V da Ética a Nicômaco do filósofo Aristóteles, abordamos questões referentes ao conceito de justiça. Para o filósofo estagirita é possível compreender a justiça a partir de várias perspectivas ou de vários ângulos. Mas o que parece mais importante no trabalho do autor é que a justiça pode ser entendida também como o meio-termo de todas as virtudes.
2337 poiesis v. 13 n. 2 (2016) A “LIBERDADE” NA ITÁLIA DE MAQUIAVEL Carlos Eduardo Ruas Dias; Maquiavel; Liberdade; República; Política; Renascimento A ideia de liberdade representa um elemento central no pensamento renascentista. Desde os fins da Idade Média, os pensadores políticos dedicaram-se a conferir à política o status de uma categoria autônoma, nesse mesmo movimento, a definição do conceito de liberdade ganha destaque na cena do pensamento político, sobretudo em Florença. Os autores do Humanismo Cívico iniciaram a apologia da liberdade florentina como o fator primordial a ser defendido, já que, naquele momento histórico, entre os séculos XIV e XV, o Duque de Milão ameaçava com suas tropas a segurança institucional da cidade. O risco da perda da liberdade política garantida pelas instituições republicanas, moveu os florentinos a defender com ainda mais vigor a república. Nesse contexto, a defesa das instituições republicanas representou elemento fundamental para a coesão do povo, pois acentuou o seu caráter cívico e lhes proporcionou uma causa pela qual se deveria lutar. Assim, a liberdade foi compreendida como a independência política do Estado e a possibilidade de o cidadão tomar parte nas decisões do governo, por isso a guerra contra o Duque de Milão representava muito mais do que um mero conflito entre dois Estados e o povo florentino viu tal evento com mais gravidade, na derrota residia a possibilidade do fim da liberdade que lhes era tão cara. Maquiavel é herdeiro dessa tradição de pensamento, desenvolve a sua teoria acerca da liberdade rompendo com a tradição Humanista e inaugurando uma nova forma de analisar o vivere libero. Então, para melhor compreender a filosofia maquiaveliana, faz-se necessário entender o seu contexto, por isso propomos a análise do desenvolvimento da ideia de liberdade ao longo do Renascimento bem como as influências desse ambiente no pensamento maquiaveliano.
2338 poiesis v. 13 n. 2 (2016) GILLES DELEUZE: FILOSOFIA, CINEMA E PENSAMENTO Adhemar Santos de Oliveira;Alex Fabiano Correia Jardim; Cinema; Filosofia; Imagem; Pensamento Gilles Deleuze não se propôs a refletir sobre o cinema ou pensar sobre ele, pois, para o filósofo, a filosofia não é feita para refletir sobre qualquer coisa. Ao tratar a filosofia como capacidade de “refletir-sobre”, parece que lhe damos muito, mas na verdade lhe retiramos tudo. Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo promover o encontro entre filosofia e cinema, ou como Deleuze chama atenção, fazer filosofia com a não-filosofia. Por outro lado, trata-se de pensar o cinema, pois como todas as artes, o cinema pensa através dos filmes e dos grandes diretores. Para Deleuze os conceitos não são dados ao cinema, são conceitos do próprio cinema; O cinema é uma nova prática das imagens e dos signos que a filosofia deve fazer como prática conceitual e nenhuma determinação técnica e nem aplicada basta para construir os próprios conceitos do Cinema.
3392 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade AÇÕES COMPARTILHADAS PARA USO E CONSERVAÇÃO DOS RESERVATÓRIOS BILLINGS E BARRA BONITA Daniel Almeida; Hidrelétricas, Gestão compartilhada, Múltiplos usos da água. Os reservatórios de água, além de garantir a potencialidade das usinas hidrelétricas, contribuem para o abastecimento público de muitas cidades localizadas próximas a seus domínios hídricos. Na perspectiva de uma pesquisa qualitativa, este artigo tem como objetivo analisar criticamente a gestão compartilhada do reservatório Billings e do reservatório de Barra Bonita, ambos localizados no Estado de São Paulo, buscando compreender os conflitos que envolvem o uso dos reservatórios e analisar os fatores que resultam nos principais passivos ambientais envolvidos. A hipótese geral sustenta a ideia de que uma gestão compartilhada pode subsidiar a redução dos passivos ambientais existentes nos reservatórios. Trata-se de uma pesquisa realizada por meio da análise de ações desempenhadas por empresas controladas pelo poder público e privado. As análises dos resultados foram norteadas por referenciais teóricos e experimentais. Como metodologia, foram aplicadas entrevistas a representantes da Emae, Cetesb, Sabesp e AES-Tietê visando compreender a gestão dos reservatórios e permitir os fatores que resultam nos principais passivos ambientais envolvidos. Os resultados identificaram dificuldades em conduzir uma gestão compartilhada entre os usuários e operadores dos reservatórios, e a partir de tal análise, será possível elaborar medidas que reduzam os passivos ambientais que atingem os reservatórios. ABRANCHES, S. H. A questão da empresa estatal: economia política e interesse público. Revista de Administração de Empresa, Rio de Janeiro, v. 4, n. 19, p. 95-105, out./dez, 1979. Disponível em: . Acesso em: 12 jun. 2020. ACSELRAD, H. As práticas espaciais e o campo dos conflitos ambientais, In: ACSELRAD, Henri. (org.) Conflitos ambientais no Brasil. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2004, p. 13-35. AES-BRASIL. Perfil das Usinas AES Tietê. Disponível em: . Acesso em: 14 mai. 2014. ANA. Agencia Nacional de Águas. Conjuntura dos recursos hídricos no Brasil – Encarte Especial sobre a Crise Hídrica. Disponível em . Acesso em: 9 jul. 2016. ANEEL. Guia de avaliação de assoreamento de reservatórios. Disponível em: Acesso em 12 jun. 2020. ANELLI, R. L. S. Uma nova cidade para as águas urbanas. São Paulo: Estudos Avançados, v. 29, n. 84, p. 69-84, maio-agosto, 2015. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/ea/v29n84/0103-4014-ea-29-84-00069.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2020. AQUINO, L.C.S. Recuperação florestal de margens de reservatórios: proteção dos recursos hídricos, manutenção da biodiversidade e recomposição da paisagem. In: CAMPOGNOLI, F.; DINIZ. N. C (orgs). Gestão de reservatório de hidrelétricas. São Paulo: Oficina de Textos, 2012, p. 131-143. AUTOMARE, M. M. Água: a escolha da ciência. São Paulo: Estudos Avançados, v. 29, n. 84, p. 103-114, maio-agosto, 2015. BECK, U. Sociedade de risco: rumo a uma outra modernidade. 2ª ed. São Paulo: Editora 34, 2011. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Plano Nacional de Recursos Hídricos. Brasília, DF: MMA, 2006. CAMPAGNOLI, F.; TUNDISI, J.G. Desafios na gestão de reservatórios de hidrelétricas no Brasil. In: CAMPOGNOLI, F.; DINIZ. N. C (orgs). Gestão de reservatório de hidrelétricas. São Paulo: Oficina de Textos, 2012, p. 175-182. CAMPAGNOLI, F. Gestão de reservatórios de hidrelétricas: o potencial hidráulico da união gerido como recurso renovável. In: CAMPOGNOLI, F.; DINIZ. N. C (orgs). Gestão de reservatório de hidrelétricas. São Paulo: Oficina de Textos, 2012a, p. 11-14. CARMO, R. L. do. A água é o limite? Redistribuição espacial da população e recursos hídricos no Estado de São Paulo. 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3380 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade ASPECTOS GEOAMBIENTAL DAS ÁREAS DE NASCENTES NO ALTO CURSO DA SUB-BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO FIGUEIREDO/CEARÁ Diêgo Souza Albuquerque;Maria Losângela Martins de Sousa; Meio Físico , Ocupação Humana, Análise sistêmica Os estudos destinados ao entendimento da dinâmica dos elementos (físicos e humanos) do ambiente são importantes para tomada de decisões sobre o uso dos resursos naturais. Nesse tocante, a compreensão do quadro físico e da ocupação humana de um dado espaço pode ser fundamental para a gestão daquele território. O presente estudo teve como objetivo principal fazer uma contextualização geoambiental das áreas de nascentes no alto curso da sub-bacia hidrográfica do rio Figueiredo, estado do Ceará. O trabalho foi realizado através de estudos bibliográficos, levantamentos geocartográficos, técnicas de geoprocessamento e trabalhos de campo. Obteve-se uma base de dados consistente para a realização da análise sistêmica mais profícua, com vista a identificar os sistemas ambientais. Constata-se que a área em evidência apresenta uma rica diversidade paisagística, sendo essa proporcionada pelos seus atributos naturais. Quanto as atividades de ocupação, deflagram-se como potencializadoras da degradação ambiental. Desta feita, fica nítida a necessidade da adoção de práticas conservacionistas que proporcionem a sustentabilidade dos sistemas ambientais da área em foco. BOTELHO, R. G. M. Planejamento Ambiental em microbacia hidrográfica. In: GUERRA, A. J. T; SILVA, A. S.; BOTELHO, R. G. M. (org.). Erosão e Conservação dos solos: Conceitos, temas e aplicações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999 p. 269-295. BRASIL. Lei no 12.651, de 25 de maio de 2012. Disponível em: . Acesso em: 12 mai. 2019. CEARÁ. Produto Interno Bruto Municipal: Análise do PIB dos Municípios Cearenses-2002, 2010, 2016 e 2017. SPG/IPECE, Fortaleza, 2019. 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3348 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade As Minas e os Gerais: Breve Ensaio sobre Desenvolvimento e Sustentabilidade a partir da Geografia do Norte de Minas Carlos Walter Porto-Gonçalves; Norte de Minas , Campesinato, Povos e Populações Tradicionais, Desenvolvimento Regional, Sociobiodiversidade A presente edição, revista e atualizada, reedita o ensaio elaborado no final da década de 1990 a partir de trabalhos de campo e atividades de extensão e pesquisa em diálogo com camponeses e camponesas do Norte de Minas a partir da avaliação do trablaho realizado na região pelo Centro de Agricultura Alternativa - CAA. As primeiras versões foram apresentadas e debatidas em Porto-Gonçalves (1997 e 2000). Assim, apresenta-se uma análise sobre o Norte de Minas Gerais a partir do des-envolvimento regional. CEPOLINI-FERREIRA, Gustavo H. (Org.). Atlas da questão agrária Norte Mineira. São Paulo: Entremares, 2020. COSTA, Sandra. H. G. Recantilados, entre o direito e o rentismo: grilagem judicial e a formação da propriedade privada da terra no norte de Minas Gerais. São Paulo: Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana - FFLCH. DEGEO/FFLCH/USP, 2017. DAYRELL, Carlos Alberto. De nativos e de caboclos: reconfiguração do poder de representação de comunidades que lutam pelo lugar. Tese de Doutorado – Desemvolvimento Social. PPGDS/UNIMONTES. Montes Claros: PPGDS, 2019. PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. As Minas e os Gerais: breve ensaio sobre desenvolvimento e sustentabilidade a partir da Geografia do Norte de Minas. In: VII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada e I Fórum Latino-Americano de Geografia Física Aplicada, 1997. PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. As Minas e os Gerais – breve ensaio sobre desenvolvimento e sustentabilidade a partir da Geografia do Norte de Minas. In: LUZ, C. e DAYRELL, C. (Orgs.). Cerrado e Desenvolvimento: tradição e atualidade. Montes Claros: Max Gráfica e Editora, 2000.
2340 poiesis v. 13 n. 1 (2016) Deleuze, a Crítica e a Clínica: do Cinema à Literatura Alessandro Carvalho Sales; Deleuze. Crítica. Clínica. Cinema. Literatura Os livros de Deleuze com o cinema são densos e, por vezes, chegam a sufocar o leitor, especialmente o iniciante, tendo em vista a grande variedade de pensadores, de cineastas e de ideias neles convocados. Encontraríamos uma razoável fita condutora de modo a percorrê-los e a clarificá-los? Em nossa perspectiva, o método esboçado pelo autor para examinar alguns textos literários, por exemplo em sua Crítica e Clínica, poderia também cingir e dar contornos aos modos pelos quais ele analisa uma boa gama de filmes e de diretores – apontamento não tão evidente, mas que, uma vez manifesta, pode trazer caminhos de sentido interessantes.e iluminadores.
2341 poiesis v. 13 n. 1 (2016) Gilles Deleuze e uma crítica à ideia de autor Alex Fabiano Correia Jardim; Representação. Experimentação. Singularidade. Pensamento Pretendemos apresentar a crítica desenvolvida por Deleuze à ideia de sujeito na literatura de caráter fenomenológico. Segundo essa perspectiva, influenciada pelo pensamento de Edmund Husserl, há uma determinação das coisas pelo sujeito, isto é, do sujeito-autor como doador de sentido ao mundo. Neste caso, a obra, a escrita, é um efeito e produto de uma intencionalidade que a constitui. Contrariamente, para Deleuze, a criação literária não é uma representação ou efeito de um ato noético carregado de significados e designações; se assim o for, teríamos uma dependência da obra ao autor e a sua consciência constituinte, como se fosse uma gênese originária, uma essência. Para Deleuze, tanto a leitura como a escrita causam uma violência, conduzindo os participantes do jogo literário a uma percepção estética para um não visível, para uma crítica à imagem do pensamento, dado que, segundo o próprio Deleuze, por caminhos diferentes, tanto a filosofia (invenção de conceitos) como a literatura (perceptos e afetos) tratariam do pensamento como prática e experimentação, jamais como representação.
2342 poiesis v. 13 n. 1 (2016) Devires-animais, devires-monstro, devires-vampiro Benito Eduardo Araujo Maeso; Vampiro. Libido. Deleuze. Devir. Kafka Em sua obra “Kafka: por uma literatura menor”, Gilles Deleuze sugere a existência de um caráter vampiresco nas cartas do autor checo a Felícia, sua noiva/amante. Esta relação estabelecida por Deleuze não é gratuita, se o leitor levar em conta a intensa significação erótica presente na imagem de um Drácula, por exemplo, e no sangue como elemento simbólico de força e energia vitais. A partir desta comparação, e levando em consideração que o vampiro é uma personagem presente desde a Antiguidade em diversas histórias e produções, literárias, cinematográficas ou folclóricas (das quais será analisada com mais detalhes a literatura do final do século XIX na Inglaterra e França), seria possível interpretarmos o vampiro – utilizando uma chave de pensamento deleuziana - como um tipo peculiar de deviranimal, que não reproduz a ideia molar/majoritária que temos dessas criaturas como seres das trevas e encarnação do mal, mas que sugere, pelo beber sangue, uma potência de vida que irrompe e flui entre os indivíduos? Ou estas criaturas seriam o contraponto - e por isso mesmo a resposta e a liberação - ao sujeito domado/dominado/domesticado pela Razão e enredado nos modelos majoritários de bem, moral, segurança, entre outros? Se o vampiro já é a personificação de muitos dos medos humanos (assim como outros monstros também o são), analisar as características desta criatura por meio dos conceitos deleuzianos de minoritário e de devir pode abrir a possibilidade de se entender o medo como elemento operativo no estabelecimento de linhas de fuga, um motor e ferramenta de libertação do majoritário por meio da transgressão, do desejo de transgredir e desafiar o que nos traz temor.
2343 poiesis v. 13 n. 1 (2016) Recherche: a busca da verdade Eziel Belaparte Percino; Deleuze. Proust. Signo Esse artigo tem como tema a experiência deleuziana com a literatura proustiana em Proust et les signes, livro animado, pelo menos numa de suas numerosas mobilidades, por uma formulação conceitual signo-pensamento: pensar não é um ato natural ao pensamento; pensase, busca-se a verdade, somente sob a pressão dos signos.
2344 poiesis v. 13 n. 1 (2016) Algumas contribuições de Deleuze para pensar a sociedade de controle e o microfascismo Flávia Cristina Silveira Lemos;Leandro Passarinho dos Reis Júnior; : Fascismo. Subjetividade. Controle. Ética. Deleuze O artigo visa pensar com Deleuze os acontecimentos, os quais nos atravessam como fascismos no presente. A crítica ao moralismo e ao legalismo bem como ao dever ser naturalizado é parte das análises realizadas nesse texto. Busca-se interrogar os ódios e ressentimentos, movimentados na política e na estética do terror, atualizados hoje. A produção da verdade tem uma história e as normas e leis também. Analisar a apropriação moral de relações e acontecimentos pelo uso estratégico de um jogo entre normas e leis operacionalizado por uma multiplicidade de instâncias de regulação social. No bojo dessas práticas, Deleuze ressaltou o surgimento da sociedade de controle como ampliação da vigilância, da lógica empresarial da vida, da crise das instituições e da utilização do marketing enquanto vetor de modulação da moral e do comércio de tudo e de todos, de forma antiética e fascista
2345 poiesis v. 13 n. 1 (2016) Por uma anarquia coroada: ontologia e política em Deleuze e Guattari Larissa Drigo Agostinho; Fundamento. Representação. Ser. Estado O objetivo deste trabalho é pensar a articulação entre a construção de uma ontologia da diferença deleuzeana e a crítica do capitalismo em Deleuze e Guattari. Um dos conceitos fundamentais que nos permite pensar esta articulação é a noção de fundamento e a relação representativa ou fantasmática entre fundamento e fundado. Este problema, como veremos, começa ser traçado em Diferença e repetição, com a crítica à filosofia platônica e se estende ao longo de toda a obra de Deleuze. Com Guattari, Deleuze pode estender essa crítica da metafísica para a política e demonstrando de que maneira o problema do fundamento é também um problema político fundamental.
2346 poiesis v. 13 n. 1 (2016) Lei, jurisprudência e direito: o que Deleuze pode nos dizer acerca do espaço jurídico? Paulo Roberto Schneider;Ester Maria Dreher Heuser; Imagens da lei. Imagem dogmática do Direito. Jurisprudência Consideramos que o pensamento deleuziano é capaz de soprar ar fresco sobre o espaço jurídico, por meio de sua compreensão de jurisprudência. Nesse artigo, mostramos que, apesar do estriamento do espaço jurídico, pode haver lugar para as singularidades, desde que se estabeleça outra relação com a lei, o que pode ser feito por meio de uma concepção criativa de jurisprudência. Para tanto, apresentamos o que Deleuze compreende por imagem do pensamento, uma vez que ela subjaz o que ele tem a nos dizer a respeito do espaço jurídico; em seguida, mostramos duas “imagens da lei” – as quais fortalecem o ponto de vista transcendente da lei e a imagem dogmática do Direito – oriundas da filosofia e apresentamos o que Deleuze compreende por jurisprudência; por fim, e com mais demora, nos ocupamos de uma crítica à imagem dogmática do Direito, por meio da exposição de seus pressupostos, a saber: falsa repetição da lei; diferença distributiva; crítica da lei moral centrada no Estado; crítica à abstração inerente aos direitos humanos.
2347 poiesis v. 13 n. 1 (2016) Deleuze, Guattari e Marx: “enunciados das organizações de poder” em vez de “ideologia” Rodrigo Guéron; Deleuze e Guattari. Marx. Ideologia. Enunciados de organizações do poder O texto a seguir é parte de um grande estudo que vimos empreendendo nos últimos anos sobre as relações da filosofia política de Gilles Deleuze e Felix Guattari com a filosofia política de Karl Marx. Se neste estudo em geral temos examinado a singular leitura e a surpreendente proximidade que os dois autores estabelecem com o marxismo, no presente artigo mostraremos um trecho da terceira parte deste estudo onde pesquisamos as diferenças que Deleuze e Guattari têm com Marx. A diferença especificamente tratada aqui diz respeito a uma crítica ao conceito de “ideologia” como é concebido por Marx. A partir do aprofundamento de uma perspectiva materialista, Deleuze e Guattari não verão o que se designa como ideologia numa instância distinta (superestrutura), mesmo que numa relação dialética, da produção econômica (infraestrutura). No lugar de uma “ideologia” o que teremos, então, serão “enunciados de organizações de poder” entendidos como parte decisiva da própria estrutura produtiva do capitalismo. Para compreendermos o que vem a ser isso, teremos que buscar a compreensão do que é um “agenciamento de enunciação”, empreendendo um estudo de diferentes semióticas e, entre estas, duas que predominaram na história do cristianismo até chegarmos ao capitalismo, quais sejam, a semiótica significante e a semiótica pós-significante. É nesse contexto que, com a ajuda da linguística, os dois autores vão tentar desmontar tanto o que chamam de “tirania do significante” quanto o pressuposto da existência de uma “consciência”, pensando assim a existência de “agenciamentos de enunciação” no lugar de “sujeitos de enunciação”.
2348 renome v. 10 n. 2 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME APLICAÇÃO DO MODELO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE DE NOLA PENDER A IDOSAS COM OSTEOPOROSE Samara Gonçalves de Oliveira;Célia Pereira Caldas; Osteoporose, Pessoa idosa, Promoção da saúde, Teoria de Enfermagem, Modelo de Promoção da Saúde de Nola Pender Objetivo: analisar os comportamentos promotores de saúde adotados por idosas com osteoporose. Método: estudo qualitativo, realizado com 25 mulheres idosas em um ambulatório especializado em reumatologia. Os dados sociodemográficos e clínicos foram analisados por meio de estatística descritiva e as entrevistas através da análise de conteúdo com categorias preestabelecidas a partir do roteiro baseado no Modelo de Promoção da Saúde (MPS) de Nola Pender. Resultados: a idade média das idosas foi de 74,04 anos, dentre as participantes 92% não consomem uma média de 1.200mg/dia de cálcio e 60% das idosas sofreram quedas nos últimos dois anos. Nas entrevistas, as idosas demonstraram não compreender a patologia e desconhecer os fatores que afetam a sua saúde, o que limita o acesso destas a recursos importantes para o autocuidado. Considerações finais: foi possível apreender os comportamentos, melhorar o conhecimento e contribuir para a promoção da saúde de mulheres idosas que vivem com osteoporose. Cepellos VM. Feminização do envelhecimento: um fenômeno multifacetado muito além dos números. Rev Adm Empres[Internet]. 2021 [acesso em 2022 abr 11]; 61 (2): 1-7. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rae/a/9GTWvFfzYFnzHKyBhqGPc4j/?format=pdf&lang=pt Kanis JÁ, Cooper C, Rizzoli R, Reginster JY. European guidance for the diagnosis and management of osteoporosis in postmenopausal women. Osteoporos Int. 2019; 30(1):3-44. Doi: 10.1007/s00198-018-4704-5 Pender NJ, Murdaugh CL, Parson MA. Health Promotion in Nursing Practice. 7th ed. Upper Saddle River, NJ(US): Pearson/Prentice-Hall; 2014. Silva ACS, Santos I. 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2349 renome v. 10 n. 2 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME PRÉ-NATAL DO PARCEIRO: ANÁLISE DA ADESÃO PELO QUESITO RAÇA/COR Emilly;Marcelo Vinicius Domingos Rodrigues dos Santos;Juliana; Pré-natal, Saúde do homem, população negra A presença do parceiro no pré-natal traz inúmeros benefícios, porém o racismo institucional é um dos fatores que dificultam e impedem a participação do homem no pré-natal do parceiro. Os objetivos desse estudo foram: descrever o perfil sociodemográfico de homens atendidos pelo programa do pré-natal do parceiro, verificar a adesão ao pré-natal do parceiro de acordo com o quesito raça/cor do participante, e verificar a relação entre o quesito raça/cor e as demais características sociodemográficas. Trata-se de um estudo transversal, descritivo. Para a análise dos dados, utiliza-se o software Epi Info, versão 7.0. Participaram deste estudo 42 homens, com idade média de 27,57 anos. A maior porcentagem era de homens com ensino médio completo, que tinham alguma religião, moravam em casa própria, casados e com incentivo da companheira para participar no pré-natal do parceiro. 64,29% dos homens que participavam do programa eram da raça negra. As associações entre o quesito raça/cor e as características sociodemográficas não apresentaram resultados estatisticamente significativos. Os resultados desse estudo contribuem para maior visibilidade da temática de saúde da população masculina em geral e especificamente da população negra, permitindo a reflexão e maior discussão sobre a presença do homem nos serviços de saúde. Duarte G. Extensão da assistência pré-natal ao parceiro como estratégia de aumento da adesão ao pré-natal e redução da transmissão vertical de infecções [Internet]. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. v. 4 n. 29. Rio de Janeiro. 2007[cited 2021 Sep 09]: 171-174. 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2350 renome v. 10 n. 2 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME USO ISOLADO E COMBINADO DA REFLEXOTERAPIA PODAL E AURICULOTERAPIA PARA LOMBALGIA AGUDA: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO Graciela Mendonça da Silva de Medeiros;Grace Teresinha Marcon Dal Sasso;Aline Daiane Schlindwein;Isadora Ferrante Boscoli de Oliveira Alves; Dor lombar, Dor aguda, Terapias complementares, Docentes, Estudantes Objetivo: Analisar os resultados do uso isolado e combinado da reflexoterapia podal e auriculoterapia para lombalgia aguda inespecífica de universitários da área da saúde. Método: ensaio clínico randomizado controlado, duplo-cego, realizado com 189 universitários de uma universidade do Sul do Brasil. Os participantes foram alocados em três grupos e submetidos a intervenções combinadas e isoladas de ariculoterapia e reflexoterapia podal. Para a coleta foram utilizados: Questionário sociodemográfico, Escala Visual e Analógica de dor e Questionário para Lombalgia. Para análise foram utilizados: programa IBM SPSS Statistics; teste de normalidade Kolmogorov-Smirnov; testes Qui-quadrado ou Exato de Fisher; análise de variância post hoc ou Kruskal-Wallis. Resultados: Houve redução na mediana de intensidade de dor de todos os grupos. Tanto o uso isolado, quanto o combinado das práticas apresentaram valores significativos (p<0,001). Conclusões: Ambas as técnicas são eficazes para a redução da lombalgia aguda inespecífica em universitários. O uso combinado não apresentou melhores resultados. Maher C, Underwood MD, Buchbinde R. Non-specific low back pain. The Lancet [Internet]. 2017 [citado em 17 mar. 2020]; 389(10070):736-747. Disponível em: https://doi.org/10.1016/S0140-6736(16)30970-9. Matos A, Cardoso R, Coisinha S, Silveira S, Lotra V, Fonseca C. Non-Pharmacological Measures in the Person with Pain: Sensitive Results of Nurses Intervention Systematic Review of Literature. RIASE online [Internet]. 2017 [citado em 29 set. 2020]; 3(3):1198-1216. 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2351 renome v. 10 n. 2 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME INFLUÊNCIA PATERNA NO ALEITAMENTO MATERNO: UMA REVISÃO DE ESCOPO Thaís Isidório Cruz Bráulio;Emiliana Bezerra Gomes;José Hiago Feitosa De Matos;Célida Juliana De Oliveira;Ana Maria Parente Garcia Alencar;Rachel De Sá Barreto Luna Callou Cruz; ALEITAMENTO MATERNO, PAI, PROMOÇÃO DA SAÚDE, GRAVIDEZ Objetivo: Sistematizar as evidências sobre a influência paterna no aleitamento materno. Método: Scoping review realizada conforme as recomendações do The Joanna Briggs Institute, nas bases de dados MEDLINE, CINAHL, BIREME e WEB OF SCIENCE. Resultados: A busca resultou em 21 estudos publicados entre os anos de 2015 a 2019, nos idiomas português e inglês. O maior número de publicações foi em 2018, apresentando 33,3% do total. A produção científica obteve maior percentual no Brasil (28,6%), seguida do Canadá (19,04%) e apresentando maior predomínio de estudos de revisão da literatura (24%). Conclusão: O envolvimento paterno na promoção da amamentação trouxe efeitos positivos na intenção, exclusividade e duração do aleitamento materno, além disso, o apoio da figura paterna auxiliou no fornecimento de suporte emocional, proteção ao binômio e motivação para continuidade do aleitar. Brasil. Ministério da Saúde; Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar. 2ª ed. Brasília; 2015. [citado 2020 mar. 20]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_aleitamento_materno_cab23.pdf Victora CG, Bahl R, Barros AJD, França GVA, Horton S, Krasevec J, et al. Breastfeeding in the 21st century: epidemiology, mechanisms and lifelong effect. The Lancet. 201; 387(10017):475-90. DOI: https://doi.org/10.1016/S0140-6736(15)01024-7 Moreira LA, Cruz NV, Linhares FMP, Guedes TG, Martins FDP, Pontes CM. Support to woman/nourisherin the advertising pieces of the World Breastfeeding Week. 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2352 renome v. 10 n. 2 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME CLIMA DE SEGURANÇA EM SAÚDE NO CONTEXTO DE PANDEMIA DA COVID-19 EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Cássia Janne Nonato da Costa;Eloana Ferreira D’Artibale;Êrica Rosalba Mallmann Duarte;Mara Regina Rosa Ribeiro;Edna Thais Jeremias Martins;Gímerson Erick Ferreira; Segurança no Trabalho, Gestão Hospitalar, Cultura Organizacional, COVID-19, Trabalhadores da Saúde Objetivo: Avaliar a percepção do clima de segurança por trabalhadores no contexto de pandemia da COVID-19 e a relação entre o perfil sociodemográfico e laboral. Métodos: Realizou-se pesquisa quantitativa com 108 trabalhadores de hospital universitário federal do centro-oeste brasileiro. Adotou-se instrumento com variáveis sociodemográficas e profissionais e questionário de atitudes de segurança. Procedeu-se à análise estatística com testes t de student, Tukey, análise de variância e correlação de Pearson. Resultados: A percepção do clima de segurança pelos trabalhadores, em meio à pandemia da COVID-19, mostrou-se negativa (69,1). A satisfação no trabalho obteve a maior pontuação (86,4), sobretudo entre celetistas (88,3). Já a percepção da gerência obteve pior pontuação (54,0), especialmente entre estatutários (42,2). Conclusões: A identificação de variáveis preditoras em contexto pandêmico constitui dispositivo estratégico à implementação de mecanismos gerenciais em prol da segurança, qualidade, satisfação e corresponsabilização. Liu YC, Kuo RL, Shih SR. COVID-19: A primeira pandemia de coronavírus documentada na história. Biomed J. 2020; 43(4):328-33; doi: 10.1016/j.bj.2020.04.007. Singhal T. A Review of Coronavirus Disease-2019 (COVID-19). Indian J Pediatr. 2020; 87(4):281-6; doi:10.1007/s12098-020-03263-6. Coronavírus//Brasil. Covid-19 – Painel Coronavírus. [Acesso em 02 de fev 2021]. Disponível em: https://covid.saude.gov.br/. Brasil. Ministério da Saúde. 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2353 renome v. 10 n. 2 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME A DOR NO CONTEXTO PEDIÁTRICO: AVALIAÇÃO E INTERVENÇÕES DE UMA EQUIPE DE ENFERMAGEM Deborah Cristina;Annie Victória Souza Soares;Ana Augusta; Criança hospitalizada, dor, Enfermagem Pediátrica Objetivo: compreender como a equipe de enfermagem lida com a dor em crianças hospitalizadas. Método: estudo descritivo, exploratório, de abordagem qualitativa. A coleta de dados ocorreu através de uma entrevista semiestruturada no primeiro semestre de 2018. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas da Universidade Estadual de Montes Claros. Participaram do estudo 11 profissionais da equipe de enfermagem que atuavam no setor pediátrico de um hospital no norte de Minas Gerais. Os dados foram analisados por meio da Análise de Conteúdo. Resultados: emergiram três categorias sobre avaliação e intervenções relacionadas a dor no contexto pediátrico: avaliando a dor e suas dimensões; intervindo na dor; capacitando para o cuidado. Considerações Finais: identificar e tratar a dor em crianças ainda é um assunto complexo e que carece de informações e treinamento. As ferramentas de avaliação precisam se tornar funcionais e úteis, principalmente para a equipe de enfermagem. Santos JP, Maranhão DG. Cuidado de Enfermagem e manejo da dor em crianças hospitalizadas: pesquisa bibliográfica. Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped. 2016; 16(1):44-50. Kanai KY, Fidelis WMZ. Conhecimento e percepção da equipe de enfermagem em relação à dor na criança internada. Rev. Dor. 2010; 11(1):20-7. Silva MS, Pinto MA, Gomes LMX, Barbosa TLA. Dor na criança internada: a percepção da equipe de enfermagem. Rev. Dor. 2011; 12(4):314-320. Melo LR, Pettengill MAM. Dor na infância: atualização quanto à avaliação e tratamento. Rev. Soc. Bras. Enferm. 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2354 renome v. 10 n. 2 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME EXPERIÊNCIAS E ESTRATÉGIAS UTILIZADAS POR BANCÁRIOS NO ATENDIMENTO AO PÚBLICO DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19 Beatriz Maria dos Santos Santiago Ribeiro;Vladimir Araújo da Silva;Rita de Cássia de Marchi Barcelos Dalri; Saúde do trabalhador, pandemias;, adaptação psicológica;, Covid-19;, Serviços bancários pessoais. Objetivo: Descrever as experiências e estratégias de enfrentamento utilizadas por bancários durante a pandemia de COVID-19. Método: Pesquisa qualitativa realizada em uma agência bancária pública do Paraná. Os dados foram coletados individualmente por meio de um formulário sociodemográfico e de um roteiro de entrevista. As entrevistas foram previamente agendadas por meio de ligação telefônica, mensagem de WhatsApp ou via e-mail; sendo realizadas em ambiente reservado na agência bancária ou no próprio domicílio dos participantes. Resultados: Participaram do estudo seis bancários e das respostas emergiram duas categorias temáticas: Sentindo o impacto da sobrecarga de trabalho decorrente da Pandemia de COVID-19 e Adaptando-se à demandas do trabalho durante a pandemia de COVID-19. Considerações finais: Os bancários relataram experiências desgastantes e estressantes, relacionadas à sentimentos negativos como raiva, medo e tristeza. As estratégias de enfrentamento utilizadas referiram-se à implementação de ações organizativas, educativas, de biossegurança e espirituais. World health organization. Coronavirus disease 2019 (COVID-19): situation report, 82. 2020. Watanabe M. Para Especialistas, Medidas são Tardias e Insuficientes. Valor Econômico, Política, 24 de março de 2020. Brasil. Painel de casos de doença pelo coronavírus 2019 (COVID-19) no Brasil pelo Ministério da Saúde. 2021. Disponível em : https://covid.saude.gov.br/ Brasil. 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2355 renome v. 10 n. 2 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME COMPLICAÇÕES E INTERVENÇÕES EM PESSOAS COM TUBERCULOSE PULMONAR HOSPITALIZADAS PELA COVID-19: REVISÃO DE ESCOPO Janayle Kéllen Duarte de Sales;Evanira Rodrigues Maia;José Hiago Feitosa de Matos;Edilma Gomes Rocha Cavalcante;Grayce Alencar Albuquerque;Maria do Socorro Vieira Lopes; Covid-19, Tuberculose pulmonar, Coinfecção, Assistência hospitalar Objetivo: Mapear as principais evidências sobre as complicações e intervenções à pessoa com Tuberculose pulmonar hospitalizada pela Covid-19. Métodos: Scoping review realizada de acordo com as recomendações propostas pelo Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews e pelo Joanna Briggs Institute, nas bases de dados PUBMED, CINAHL, Web of Sciense, MEDLINE e SCOPUS. Resultados: Foram selecionados nove estudos publicados entre dezembro de 2019 e abril de 2021. As evidências mapeadas apontaram dispneia grave e insuficiência respiratória como as principais complicações apresentadas pelos pacientes com Tuberculose pulmonar hospitalizados pela Covid-19. Quanto às intervenções, houve destaque para a administração de medicações, sendo predominante uso de oxigenioterapia, terapia não invasiva de ventilação e monitorização hemodinâmica. Conclusão: Com a gravidade das complicações apresentadas, fica evidente a necessidade da elaboração de estudos clínicos e de revisão acerca da coinfecção pela tuberculose pulmonar e pela Covid-19. Rafael RMR, Mercedes N, Carvalho MMB, David HMSL, Acioli S, Faria MGA. Epidemiologia, políticas públicas e pandemia de Covid-19: o que esperar no Brasil? Rev enferm UERJ. [Internet]. 2020 [citado em 20 mar 2021]; 28:e49570. Disponível em: https://www.e- publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/49570/33134 Arentz M, Yim E, Klaff L, Lokhandwala S, Riedo FX, Chong M, et al. 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2356 renome v. 10 n. 2 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME LETRAMENTO FUNCIONAL EM SAÚDE: IMPACTO NO AUTOCUIDADO EM PACIENTES COM DOENÇA RENAL NÃO DIALÍTICA. Fernanda Henriques Rocha Ribeiro;Márcia Christina Caetano Romano;Flávio Mendonça Pinto;Maria Auxiliadora Parreiras Martins;Flávio Augusto de Morais;Alba Otoni; doença renal crônica, insufuciência renal crônica, letramento em saúde, autocuidado, educação em saúde Objetivo: avaliar a associação entre Letramento Funcional em Saúde (LFS) e a capacidade de autocuidado de pacientes renais crônicos não dialíticos. Métodos: estudo transversal em ambulatório de nefrologia de município mineiro/Brasil. Incluídos adultos e idosos com Doença Renal Crônica (DRC) não dialítica. O LFS foi avaliado pelo instrumento SAHLPA-18 e o autocuidado com a escala ASAS-R, ambos validados na língua portuguesa. Resultados: dentre os 167 participantes, 53,9% tinham LFS inadequado (≤14 pontos). O autocuidado apresentou mediana de 52 pontos. A associação entre o LFS e o autocuidado foi significativa (p<0,001) e a correlação entre essas variáveis também foi significativa, positiva e direta (coeficiente= 0,722; p<0,001). No modelo final, a cada aumento de um ponto no LFS ocorreu aumento de 0,20 na capacidade do autocuidado, sendo o R2=41,9%. Conclusão: a pontuação do LFS impactou de forma significativa a capacidade de autocuidado dos pacientes com DRC não dialítica. Crews DC, Bello AK, Saadi G. 2019 World Kidney Day Editorial - burden, access, and disparities in kidney disease Editorial. 2019; ABREU AP, RIELLA MC, NASCIMENTO MM DO. COVID-19. Brazilian J Nephrol. 2020;42. SBN. DIÁLISE. 2019; Xavier SS de M, Germano RM, da Silva IP, Lucena SKP, Martins JM, Costa IKF. In the current of life: The discovery of chronic kidney disease. Interface Commun Heal Educ. 2018;22(66):841–51. Ministerio da Saúde. Saúde brasil 2018. 2018. Almeida OAE de, Santos WS, Rehem TCMSB, Medeiros M. 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2357 renome v. 10 n. 2 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS COM 50 ANOS OU MAIS EM TRATAMENTO COM ANTIRRETROVIRAL Marília Buss De Marchi;Fernanda Regina Gnoatto;Carolina Renz Pretto;Paula Hübner Freitas;Etiane de Oliveira Freitas;Rosângela Marion da Silva; Qualidade de vida, Antirretrovirais, HIV, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, Cuidados de Enfermagem Objetivo: avaliar a qualidade de vida de pessoas com 50 anos e mais vivendo com o Vírus da Imunodeficiência Humana/Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, em uso de terapia antirretroviral, e correlacioná-la às variáveis sociodemográficas e clínicas. Métodos: estudo transversal desenvolvido de junho a setembro de 2017 em um Hospital Universitário, com 50 pessoas com diagnóstico de HIV. Utilizados questionários sociodemográficos, clínico, HIV/Aids – Quality of Life e informações de sistema eletrônico institucional. Dados analisados com estatística descritiva e analítica. Resultados: dos participantes, 62% eram homens e 82,0% heterossexuais. Maior comprometimento da qualidade de vida relacionado às preocupações com o sigilo, financeiras e aceitação do HIV. Ser mulher, possuir companheiro, idade mais jovem, trabalhar e apresentar níveis adequados de linfócitos T CD4+ se mostraram positivos. Conclusão: a qualidade de vida das pessoas usando antirretroviral pode ser impactada negativamente por fatores de ordem psicoemocional e econômico-financeiros e positivamente por alguns fatores clínicos e sociodemográficos. World Health Organization [Internet]. Health topics. HIV/AIDS. WHO; 2021 [cited 20 Mar 2021]. Available from:https://www.who.int/health-topics/hiv-aids#tab=tab_3) World Health Organization [Internet]. Brazil HIV country profile 2019. WHO; 2021 [cited 27 Mar 2021]. Available from: https://cfs.hivci.org/country-factsheet.html# Silva AO, Loreto MDS, MAFRA SCT. HIV na terceira idade: repercussões nos domínios da vida e funcionamento familiar. 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2358 renome v. 10 n. Especial (2021): ANAIS DA XV MOSTRA CIENTÍFICA DE ENFERMAGEM 2021 - UNIMONTES ANAIS DA XV MOSTRA CIENTÍFICA DE ENFERMAGEM - UNIMONTES A Organização Mundial de Saúde (OMS) define idoso como indivíduos com 60 anos ou mais de idade. Tal faixa etária apresentou nos últimos anos, um significativo aumento no Brasil e no mundo. Essa transição demográfica além de alterações na estrutura etária levou a importantes alterações do perfil epidemiológico populacional, marcado principalmente pela alta incidência de doenças crônicas e degenerativas.
2359 renome v. 10 n. 1 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME RACIOCÍNIO PEDAGÓGICO DE PROFESSORES ACERCA DO ENSINO DO EMPREENDEDORISMO NA ENFERMAGEM Thayza Mirela Oliveira Amaral;Jouhanna do Carmo Menegaz;Stelacelly Coelho Toscano Silveira;William Campo Meschial;Carlos Leonardo Figueireido Cunha;Clarice Geórgia Monteiro Dias e Silva; Enfermagem, Ensino, Educação em Enfermagem, Mercado de Trabalho, Empreendedorismo Objetivo: analisar o raciocínio pedagógico de professores sobre o ensino do empreendedorismo na enfermagem. Método: Estudo quali-quantitativa, fundamentado no método e-Delphi. Os participantes foram professores de universidades públicas de cursos de graduação em Enfermagem. Para a seleção, utilizou-se a técnica de bola de neve (snow-ball). Para a análise dos dados qualitativos foi utilizada a análise de conteúdo de Bardin, e para a análise dos dados quantitativos das demais rodadas foi utilizada a estatística descritiva, com cálculo de frequência. Resultados: Identificou-se perspectivas a respeito do ensino do empreendedorismo na enfermagem e da prática docente neste processo. Conclusão: As escolas e professores são essenciais para fortificar o empreendedorismo na enfermagem, principalmente no cenário atual em que o mesmo ainda é incipiente. Realizar estudos como este possibilita que instituições de ensino superior acompanhem as mudanças que ocorrem no mundo, para formar profissionais capazes de atender as demandas do mercado de trabalho. – Morais JA, Haddad MC, Rossaneis MA, Silva LGC. Autonomous and business practices in nursing. Cogitare Enfermagem [Online], 31 december 2013 [date accessed 05 apr 2020]. Volume 18 Number 4. Available from: https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/46422/27872 – Copelli FHS, Erdmann AL, Santos JLG. Entrepreneurship in Nursing: an integrative literature review. Rev. Bras. Enferm. [Internet]. 2019 Feb [cited 05 abr 2020] ; 72( Suppl 1 ): 289-298. 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2360 renome v. 10 n. 1 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME PARTILHA DE CUIDADO ENTRE FAMILIARES APÓS A HOSPITALIZAÇÃO INFANTIL Talitha Sonally Soares Fernandes;Rita da Cruz Amorim;Rosely Cabral de Carvalho; Criança, Cuidado da criança, Família, Criança hospitalizada, Alta hospitalar OBJETIVO: Conhecer os modos de partilhar o cuidado à criança entre familiares, no domicílio, após a alta hospitalar. METODOS: Estudo descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, referenciada na Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano e na Inserção Ecológica. Participaram sete famílias que foram acompanhadas no Hospital e, após a alta, em seus domicílios. RESULTADOS: A transição hospital-casa e o seguimento do cuidado revelam potencialidades e fragilidades que transcendem a doença, com a presença de sentimentos ambivalentes, como alívio por deixar o hospital, mas, ao mesmo tempo, preocupação com recaídas e necessidade de reinternação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os modos de partilhar o cuidado às crianças, após a hospitalização, ocorrem de maneira singular às necessidades da criança e de cada família, a depender do contexto domiciliar, as pessoas envolvidas, suas histórias e rotinas estabelecidas no decorrer do tempo, bem como reflexões e interpretações do processo. Parikh K, Hinds PS, Teach SJ. Usando o envolvimento das partes interessadas para desenvolver uma intervenção hospitalar e centrada no paciente para melhorar as transições entre hospitais e crianças em crianças com asma. Hospital Pediatria [internet]. 2019 [citado em 03 jun 2020]; 9(6): 460-463. Disponível em: https://hosppeds.aappublications.org/content/9/6/460 Correia ET, Spigolon DN, Maran E, Costa MAR, Marcon SS, Teston EF. Assistência a recém-nascidos de alto risco: do hospital ao domicílio. Rev Rene [internet], Fortaleza, 2019 [citado em 07 jun 2020]; 20(e40191). Disponível em: www.periodicos.ufc.br/rene Vepraskas SH, ODay P, Zhang L, Simpson P, Gage S. Os pais apoiam a devolução, demonstração e um telefonema pós-alta para aumentar a educação sobre a alta. Hospital Pediatrics [internet]. Dez 2018 [citado em 03 jul 2020]; 8(12): 778-784. Disponível em: https://hosppeds.aappublications.org/content/8/12/778 Unaka NI, Statile A, Jerardi K, Dahale D, Liberio B, Jenkins A, et al. Melhorando a legibilidade das instruções de alta em medicina pediátrica hospitalar. J. Hosp. Med [internet]. 2017 [citado em 04 jul 2020]; 7: 551-557. Disponível em: https://www.journalofhospitalmedicine.com/jhospmed/article/141699/hospital-medicine/improving-readability-pediatric-hospital-medicine Bronfenbrenner U. Bioecologia do Desenvolvimento Humano: tonando os seres humanos mais humanos. Porto Alegre: Artmed, 2011. 310p. Minayo MCS, Deslandes SF, Gomes R. Pesquisa Social. Teoria, método e criatividade. 33 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016. (Série Manuais Acadêmicos) 96p. Bronfenbrenner U, Morris PA. The bioecological model of human development. 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Dispõe sobre a pesquisa em Ciências Humanas e Sociais, 2016 [citado em 06 set 2018]. Disponível em: http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 580, de 22 de março de 2018. Regulamentar o disposto no item XIII.4 da Resolução CNS nº 466, de 12 de dezembro de 2012, que estabelece que as especificidades éticas das pesquisas de interesse estratégico para o Sistema Único de Saúde (SUS) serão contempladas em Resolução específica, e dá outras providências, 2018 [citado em 12 abri 2019]. Disponível em: http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2018/Reso580.pdf Pinto JP, Mandetta MA, Ribeiro CA. A família vivenciando o processo de recuperação da criança pós-alta hospitalar. Rev Bras Enferm [internet]. Brasília, ago 2015 [citado em 04 mar 2020]; 68(4): 594-602. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672015000400594&lng=pt&nrm=iso Vieira MM, Whitaker MCO. 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2361 renome v. 10 n. 1 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME AVALIAÇÃO E MELHORIA DA QUALIDADE DA PREVENÇÃO DE FLEBITE EM PACIENTES COM CATETER INTRAVENOSO PERIFÉRICO Loraine Machado de Araújo;Fabrícia Cavalcante Rocha;Gabriela de Sousa Martins Melo de Araújo;Wilton Rodrigues Medeiros;Viviane Peixoto dos Santos Pennafort;Ana Elza Oliveira de Mendonça; Enfermagem, Flebite, Cateterismo periférico, Melhoria da qualidade, Segurança do paciente Objetivo: avaliar o efeito da implantação de um ciclo de melhoria da qualidade na prevenção de flebite em pacientes submetidos a implante de cateter intravenoso periférico. Métodos: trata-se de um estudo quase-experimental, do tipo antes e depois, com abordagem quantitativa. Utilizou-se o ciclo de melhoria com avaliação do nível de qualidade, planejamento e execução de intervenções oportunas e reavaliação. Resultados: os resultados apontaram que houve aumento no número e no nível de cumprimento dos critérios de qualidade com percentuais maiores que 90%. Alcançou-se uma melhoria absoluta de 32,6%, sendo significativa em 7 dos 13 critérios, nos quais houve melhoria do nível de qualidade. Conclusão: o desenvolvimento do ciclo de melhoria mostrou-se efetivo e de reduzido custo na ampliação da qualidade na prevenção de flebite no serviço. Oliveira ECS, Oliveira APB, Oliveira RC. Characterization of phlebitis notifications to risk management in hospital sentinel network. Revista Baiana de Enfermagem [Internet]. 2016 [cited 2018 Nov 8]; 30(2): 1-9. Available from: https://portalseer.ufba.br/index.php/enfermagem/article/view/15361/pdf_42 Enes SMS, Opitz SP, Faro ARMC, Pedreira MLG. Phlebitis associated with peripheral intravenous catheters in adults admitted to hospital in the Western Brazilian Amazon. Rev Esc Enferm USP [Internet]. 2016 [cited 2019 Apr 11]; 50(2): 263-271. 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2362 renome v. 10 n. 1 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME PROCESSO DE HOSPITALIZAÇÃO: SIGNIFICADOS DOS FAMILIARES DE INDIVÍDUOS EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO Jeane Barros de Souza;Emanuelly Luize Martins;Simone dos Santos Pereira Barbosa;Maira Lídia Schleicher;Fernanda Walker;Daniela Savi Geremia; Oncologia, Hospitalização, Familiar cuidador, Relações familiares, Enfermagem Objetivo: compreender os significados do processo de hospitalização para os familiares de indivíduos em tratamento oncológico. Método: estudo qualitativo, descritivo, fundamentado nos preceitos teóricos do Interacionismo Simbólico, com a participação de 12 familiares de indivíduos hospitalizados em tratamento oncológico, em um hospital do oeste catarinense, Brasil. Resultados: as implicações na vida dos familiares após o diagnóstico de câncer envolvem mudanças na rotina, no trabalho, no lar, no cuidado com os filhos e no lazer. Os significados dos familiares durante a hospitalização do seu ente querido compreendem saudade do lar e das rotinas, cansaço, abalo emocional, ansiedade, desejo de contribuir, alegria com a equipe de saúde humanizada e novas amizades. Considerações finais: o cuidador familiar vivencia significados diversos e mudanças na sua rotina durante a hospitalização do seu ente querido, repercutindo em sobrecarga, o que impacta na sua saúde, necessitando do olhar dos profissionais da enfermagem como também dependente de cuidados. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Estimativa 2020: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA; 2019 [acesso em 16 jun. 2020]. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//estimativa-2020-incidencia-de-cancer-no-brasil.pdf Santana ITS, Santos ACR, Costa Farre AGM, Santos ACFS, Rocha HMN. 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2363 renome v. 10 n. 1 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME É POSSÍVEL TRANSFORMAR O ENSINO NA ENFERMAGEM? USO DE METODOLOGIAS ATIVAS NA FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO Jeane Barros de Souza;Yaná Tamara Tomasi;Valéria Silvana Faganello Madureira; Educação em Enfermagem, Ensino, Aprendizagem Baseada em Problemas, Enfermagem, Enfermeiro Objetivo: compartilhar experiências sobre a utilização de metodologias ativas na graduação em Enfermagem, como forma de qualificar o processo ensino-aprendizagem. Descrição da experiência no primeiro semestre de 2019, docentes de dois componentes curriculares da primeira e da quinta fases do curso de graduação em Enfermagem de uma Universidade Federal do Sul do Brasil, organizaram dinâmicas interativas e lúdicas para abordagem de conteúdos programáticos das disciplinas. Discussão: as atividades despertaram nos estudantes criatividade, ampliação do conhecimento, diálogo, reflexão, desenvolvimento do trabalho em equipe, pois se colocaram como protagonistas no processo ensino-aprendizagem, proporcionando maior satisfação para educador e educando, bem como estímulo na continuidade do uso de metodologias ativas no ensino da Enfermagem. Conclusão: a incorporação de metodologias ativas na formação em enfermagem fomenta o protagonismo do estudante e a formação de enfermeiros condizentes com as demandas da sociedade e do Sistema Único de Saúde. Brasil. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 573, de 31 de janeiro de 2018. Disponível em: https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2018/Reso573.pdf. Cited: 2020 Jan 10 Mattia BJ, Kleba ME, Prado ML. Nursing training and professional practice: an integrative review of literature. Rev. bras. enferm. 2018;71(4):2039-49. DOI: 10.590/0034-7167-2016-0504. Souza EFD, Silva AG, Silva AILF. Active methodologies for graduation in nursing: focus on the health care of older adults. Rev. bras. enferm. 2018;71(suppl 2):920-4. [Thematic Issue: Health of the Elderly]. DOI: 10.1590/0034-7167-2017-0150. Souza JB, Colliselli L, Madureira VSF. The use of ludic activities as innovation in nursing teaching. Rev. enferm. Cent.-Oeste Min. 2017;7:e1227. DOI: 10.19175/recom.v7i0.1227 Neves CSNF, Angelo M. Games-playing strategies used in nursing - An integrative review. av.enferm. 2018, vol.36, n.1, pp.88-98. DOI: 10.15446/av.enferm.v36n1.63553. Diesel A, Baldez ALS, Martins SN. Os princípios das metodologias ativas de ensino: uma abordagem teórica. Rev. Thema. 2017;14(1):268-88. DOI: 10.15536/thema.14.2017.268-288.404. Freire P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 2015. 256 p. Alberti TF, Abegg I, Costa MRJ, Titton M. Dinâmicas de grupo orientadas pelas atividades de estudo: desenvolvimento de habilidades e competências na educação profissional. Rev. Bras. Estud. Pedagog. 2014;95(240):346-62. DOI: 10.1590/S2176-66812014000200006 Souza GC, Peduzzi M, Silva JAM, Carvalho JAM. Teamwork in nursing: restricted to nursing professionals or an interprofessional collaboration? Rev. Esc. Enferm. USP. 2016;50(4):642-49. DOI: 10.1590/S0080-623420160000500015
2364 renome v. 10 n. 1 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA DOS VÍNCULOS PROFISSIONAIS Lisa Antunes Carvalho;Maira Buss Thofehrn;Edison Luiz Devos Barlem;Helen Nicoletti Fernandes;Manuela Campos Gomes Borel; Equipe de enfermagem, relações interpessoais, trabalho em enfermagem, enfermeiras Objetivo: conhecer as fragilidades das relações interpessoais e estratégias de fortalecimento de vínculo em equipe de enfermagem. Métodos: qualitativo, descritivo e exploratório, fundamentado na Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky e na Teoria dos Vínculos Profissionais de Thofehrn e Leopardi. Participaram do estudo oito enfermeiras que aplicaram a Teoria dos Vínculos Profissionais junto a suas equipes. A coleta dos dados aconteceu por meio da técnica de grupo focal e análise pela proposta operativa de Minayo. Resultados: as principais fragilidades estão relacionadas à rotatividade não planejada, falta de espaço para escuta e reuniões em grupo e gerenciamento de conflitos. Identificou-se como estratégias para fortalecimento de vínculos em equipe: o diálogo, a empatia, o respeito, o estímulo à espiritualidade e à religiosidade dos profissionais.Conclusão: a aplicação da Teoria dos Vínculos Profissionais pode constituir uma tecnologia de gestão relacional para os enfermeiros possibilitando a construção de ambientes saudáveis no trabalho. Fernandes HN, Thofehrn MB, Porto AR, Amestoy CS, Jacondino MB, Soares MR. Relacionamento interpessoal no trabalho da equipe multiprofissional de uma unidade de saúde da família. R de Pesq: cuidado é fundamental online. 2015;7(1):1915-26. Thofehrn MB, Leopardi MT. Teoria dos vínculos profissionais: um novo modo de gestão em enfermagem. Texto & contexto enferm. 2006;15(3):409-17. Leopardi MT, Gelbcke FL, Ramos FRS. 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2365 renome v. 10 n. 1 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME TRATAMENTO DE GESTANTES CONTAMINADAS COM COVID-19: SCOPING REVIEW Karoline Faria de Oliveira;Jacqueline Faria de Oliveira;Monika Wernet;Marina Carvalho Paschoini;Mariana Torreglosa Ruiz; Gravidez, Infecções por coronavírus, COVID-19, Complicações Infecciosas na Gravidez, Tratamento Medicamentoso Objetivo: mapear as evidências acerca do tratamento de gestantes com confirmação diagnóstica de infecção pelo SARS-CoV-2. Método: revisão de escopo, conforme o Institute Joanna Briggs e o PRISMA-ScR, com buscas em quatro bases de dados; extração, análise e síntese por quatro pesquisadores independentes de forma descritiva. Resultados: das 553 publicações, selecionaram-se 28 artigos para análise, todos no idioma inglês. Observou-se que uma pequena parcela das gestantes utilizou oxigenoterapia e um número inferior necessitou de ventilação mecânica e monitorização em CTI. Os medicamentos mais utilizados no tratamento foram: antibióticos, antivirais e a corticoterapia. Considerações finais: não se encontraram protocolos ou padronização de medicamentos no tratamento da gestante com COVID-19. Whitehead CL, Walker SP. Consider pregnancy in COVID-19 therapeutic drug and vaccine trials. Lancet. 2020; 395: e92. doi: 10.1016/S0140-6736(20).31029-1. Karlsen APH, Wiberg S, Laigaard J, Pedersen C, Rokamp KZ, Mathiesen O. A systematic review of trial registry entries for ramdomized clinical trials investigating COVID-19 medical prevention and treatment. PLoS One. 2020; 15 (8):e0237903. doi: 10.1371/jornal.pone. 0237903 Knight M, Morris KR, Furniss J, Chappell LC. Include pregnant women in research – particularly COVID-19 research. BMJ. 2020; 370: m3305. doi: 10.1136/bmj.m3305 Tricco AC, Lillie E, Zarin W, O’Brien KK, Colquhoun HL, Levac D, et al. PRISMA extension for scoping reviews (PRISMA-ScR): checklist and explanation. 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2366 renome v. 10 n. 1 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME FATORES ASSOCIADOS A NECESSIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL EM PREMATUROS TARDIOS Leonardo Bigolin Jantsch;Rafaella França Torres;Kassiely Klein;Neila Santini de Souza;Giovana Dorneles Callegaro Higashi; Recém-nascido prematuro, Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, Enfermagem Neonatal Objetivo: Descrever os fatores associados a necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) em população de prematuros tardios. Método: Estudo transversal analítico que acompanhou 123 prematuros tardios no seu primeiro ano de vida, no sul do Brasil. A variável independente foi considerada a necessidade de terapia intensiva, e as variáveis de comparação foram obstétricas e neonatais. Para análise estatística foram utilizados os testes Qui-quadrado e Odds ratio. Resultados: Os principais motivos para as internações em UTIN de prematuros tardios foi o desconforto respiratório (57%), baixo peso (23%) e a hipoglicemia (17,1%). Além disso, os prematuros Pequenos ou Grandes para idade gestacional obtiveram 2,5 vezes mais chances de serem admitidos, comparados aos adequados para idade gestacional (P<0,01). Conclusão: Os fatores associados a internação em UTIN na população de prematuros tardios foi o baixo peso, apgar, nascimento de parto cesárea, considerados esses fatores resultantes da imaturidade fisiológica do prematuro. Organização mundial da saúde (OMS). Nascimentos prematuros. A ficha informativa N ° 363, Nov 2015. Lopes TRG, Santos VEP, Carvalho JBL. A presença do pai no método canguru. Esc. Anna Nery [Internet]. 2019 [cited 2020 Apr 20]; 23. (3):1-5. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S141481452019000300501&script=sci_arttext&tlng=pt World Health Organization (WHO). 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2367 renome v. 10 n. 1 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME RESPOSTA DE GOVERNOS LOCAIS À PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS NO INTERIOR DE MINAS GERAIS Roberto Allan Ribeiro Silva;Thainá Leticia Mendes Araújo;Karla Taísa Pereira Colares;Endi Lanza Galvão;George Sobrinho Silva;Helisamara Mota Guedes; Covid-19, Pandemias, Governo Municipal, Regulamentação Governamental, Normas Legais Objetivo: analisar o quão restritivas foram as medidas de distanciamento social adotadas pelos municípios do norte de Minas Gerais, Brasil. Metodologia: Pesquisa documental realizada nos sites oficiais das 54 prefeituras que compõem a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros entre março e junho de 2020. O grau de rigidez das medidas foi aferido pelo Índice de Medidas Legais à Distância Social (IDS). Resultados: A rigidez de resposta média dos municípios (6,22) foi superior à adotada pelo estado de Minas Gerais (4,4). A maior parte das medidas se concentrou no início da pandemia, em março de 2020. Os municípios tenderam a flexibilizar o grau de restrição das medidas, o que pode estar relacionado ao contexto epidemiológico local ou pressões de grupos econômicos. Conclusão: as medidas de distanciamento social foram adotadas em caráter preventivo. O grau de restrição sofreu variações ao longo do tempo, conforme decisões tomadas localmente. Zhu N, Zhang D, Wang W, Li X, Yang B, Song J, et al. A Novel Coronavirus from Patients with Pneumonia in China, 2019. N Engl J Med. 2020; 382:727-733 DOI: 1056/NEJMoa2001017 Freitas CM, Silva IVM, Cidade NC. Covid-19 AS A GLOBAL DISASTER: Challenges to risk governance and social vulnerability in Brazil. Ambient. Soc. 2020, 23, e0115. Doi: https://doi.org/10.1590/1809-4422asoc20200115vu2020l3id Hale T, Boby T, Angrist N, Cameron-Blake E, Hallas L, Kira B, et al. “Variation in Government Responses to COVID19” Version 9.0. Blavatnik School of Government Working Paper. 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2368 renome v. 10 n. 1 (2021): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME EXPERIÊNCIA DE PUÉRPERAS PARTICIPANTES DE UM GRUPO DE GESTANTES NOS CUIDADOS COM O RECÉM-NASCIDO Miriane Pereira Drews;Margarete Maria de Lima;Isadora Ferrante Boscoli de Oliveira Alves;Roberta Costa;Ariane Thaise Frello Roque;Zaira Aparecida de Oliveira Custódio; Recém-nascido, Cuidados Pós-natal, Enfermagem, Educação em Saúde Objetivo: conhecer como as puérperas participantes de um grupo de gestantes e casais grávidos experienciam os cuidados com o recém-nascido a partir de orientações recebidas nas atividades educativas. Método: pesquisa qualitativa descritiva, realizada por meio de um formulário online, respondido entre os meses de agosto e outubro de 2020, por puérperas que participaram de um grupo de gestantes e casais grávidos. Resultados: As três categorias do estudo enfocam a importância das orientações recebidas no grupo, as principais dúvidas e dificuldades encontradas no cuidado com o recém-nascido e a experiência materna nos cuidados. Considerações finais: a experiência das puérperas nos cuidados com o recém-nascido é permeada, principalmente, por dificuldades em relação à amamentação, higiene e conforto do bebê, sendo que a educação em saúde é uma importante ferramenta na construção do saber e pode ser benéfica em relação aos cuidados com o recém-nascido. Alves FLC, Castro EM, Souza FKR, Lira MClPS, Rodrigues FLS, Pereira LP. Grupo de gestantes de alto-risco como estratégia de educação em saúde. Rev. Gaúcha Enferm. [Internet]. 2019 [citado em 13 jan. 2021];40:e20180023. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-14472019000100401&lng=en Vasconcelos ML, Pessoa VLMP, Chaves EMC, Pitombeira MGV, Moreira TMM, Cruz MR da et al. Cuidado à criança menor de seis meses no domicilio: experiência da mãe primípara. Esc. Anna Nery [Internet]. 2019 [citado em 13 jan. 2021]; 23(3): e20180175. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-81452019000300202&lng=en. Lucena DBA, Guedes ATA, Cruz TMAV, Santos NCCB, Collet N, Reichert APS. Primeira semana saúde integral do recém-nascido: ações de enfermeiros da Estratégia Saúde da Família. Rev. Gaúcha Enferm. [Internet]. 2018 [citado em 13 jan. 2021]; 39: e2017-0068. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-14472018000100425&lng=en. Silva MAC da, Chaves MA, Silva RSU. Grupo de gestante pingo de gente: uma experiência exitosa. South. Am. J. Bas. Edu. Tec. Technol [Internet]. 2018 [citado 13 de jan. 2021];5(1). Disponível em: https://periodicos.ufac.br/index.php/SAJEBTT/article/view/1658. Zirr GM, Gregório VRP, Lima MM, Collaço VS. Women´s autonomy in child labor: contributions from a group of pregnant women. 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2369 renome v. 10 n. Especial (2021): ANAIS DO SEMINÁRIO DO CURSO BIOÉTICA E SUAS PERSPECTIVAS SOCIAIS ANAIS DO SEMINÁRIO DO CURSO BIOÉTICA E SUAS PERSPECTIVAS SOCIAIS Anais do Seminário do Curso Bioética e suas perspectivas sociais.
2370 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME EFEITO ANTIOXIDANTE DO ÁCIDO LIPÓICO EM LESÕES CUTÂNEAS DE RATOS DIABETICOS INDUZIDOS POR ALOXANO Luis Rafael Leite Sampaio;Emanuel Messias Silva Feitosa;Vithória Régia Teixeira Rodrigues;Francisca Clarisse de Sousa;Karla Maria Carneiro Rolim;Cláudio Gleidiston Lima da Silva; Cicatrização, Reparação Tecidual, Ácido lipóico, Aloxano, Estresse oxidativo Objetivo: averiguar os efeitos antioxidantes do ácido lipóico (ALA) no tratamento de lesões cutâneas em ratos diabéticos induzidos por aloxano. Método: Utilizou-se um teste experimental pré-clínico, constituído pelas seguintes etapas: Definição dos animais com as características necessárias para o experimento; indução do diabetes experimental; tricotomia e produção da ferida cutânea após confirmação do Diabetes Mellitus; protocolo de tratamento: G1 (grupo controle), G2 (100 mg/kg de ALA) e G3 (200mg/kg de ALA) durante 1, 7 ou 14 dias; análise do efeito antioxidante e finalmente a análise estatística dos dados coletados. Resultados: Através da análise estatística, observou-se que o ALA reduziu a concentração de malonildialdeido (MDA) e elevou a concentração de glutationa peroxidase (GSH) no tratamento agudo ou em doses repetidas por 7 ou 14 dias. Conclusão: O ALA é um dermoprotetor sistêmico capaz de tratar alterações causadas pelo aloxano nos parâmetros de MDA, de nitrito/nitrato e GSH em lesões de ratos. 1.Rodrigues M, Kosaric N, Bonham CA, Gurtner GC. Wound Healing: A Cellular Perspective. Physiol Rev. [Internet] 2019. 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2371 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME GRUPO VIRTUAL DE SAÚDE: ESTRATÉGIA PARA PROMOÇÃO DO USO ADEQUADO DO PRESERVATIVO POR ADOLESCENTES ESCOLARES Marks Passos Santos;Edmara Chaves Costa;Anny Giselly Milhome da Costa Farre;Leilane Barbosa de Sousa; Adolescente, Preservativo, Saúde sexual, Infecção sexualmente transmissível, Enfermagem Objetivo: avaliar a estratégia educativa Grupo Virtual de Saúde desenvolvida por meio do aplicativo Whatsapp® como um recurso de promoção do uso adequado do preservativo por adolescentes escolares. Método: estudo quase experimental do tipo antes e depois, realizado com 59 adolescentes escolares, de 14 a 17 anos. Os dados quantitativos foram coletados por meio de questionário e os qualitativos por meio dos textos compartilhados via Whatsapp®. Resultados: houve acréscimo de conhecimento adequado acerca do uso do preservativo quando realizada a comparação do antes e do depois a intervenção educativa. Os dados revelaram ainda diferença significativa nas variáveis conhecimento (p = 0,007) e atitude (p = 0,009) acerca do uso do preservativo quanto à adequação das respostas aos itens do pré e pós-teste. Conclusão: a estratégia utilizada promoveu significativa aquisição de conhecimento e atitude para o uso adequado do preservativo em adolescentes escolares. Vautero, J. Oficinas de identidade na adolescência: as relações entre identidade psicossocial e inserção social pela via da educação. Rev. Bras. Psico. e Educ. [Internet]. 2019 [cited 2020 Dez 03]; 21(1):62–77. Available from:https://doi.org/10.30715/doxa.v21i1.12096 Amorim GI, Sousa CAA, Pimenta APE. Involvement of adolescents from northern Portugal with alcohol. Texto contexto - enferm [Internet]. 2016 [cited 2017 June 23]; 25(4): e4920015. Available from: https://doi.org/10.1590/0104-07072016004920015 Dallo L, Martins RA. 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2372 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME REDE DE APOIO DE FAMÍLIAS QUE ADOTARAM CRIANÇAS COM QUADRO DE ADOECIMENTO CRÔNICO Camila Aparecida Peres Borges;Jacqueline de Souza;Fabio Scorsolini-Comin; Adoção, Crianças, Doença crônica, Redes de apoio social, Apoio social Objetivo: conhecer as redes de apoio social de pessoas que adotaram crianças com adoecimento crônico, bem como suas percepções em relação ao apoio recebido. Método: estudo de caso coletivo com sete pais, por meio de entrevistas e Diagramas de Escolta e Apoio Social, com análise temática reflexiva apoiada na Psicologia Positiva. Resultados: a quantidade de pessoas presentes nas redes de apoio social variou de oito a 27. Essas redes foram compostas por familiares, amigos, profissionais e grupo de apoio. As instituições positivas destacadas, como o sistema oficial de saúde e o Grupo de Apoio à Adoção, foram referência em relação ao apoio informacional e ao acolhimento destes pais. Três tipos de apoio social foram recebidos: emocional, material e de informação. Considerações Finais: apesar da presença da rede de apoio, ficaram evidentes ações voltadas exclusivamente para o cuidado frente ao adoecimento crônico, e não para o sistema familiar de forma integral. Brasil. Lei n. 12.010, de 3 de agosto de 2009. Dispõe sobre adoção. Brasília: Diário Oficial da União, Seção 1; 2009. Brasil. Lei nº 13.509, de 22 de novembro de 2017. Dispõe sobre adoção e altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2017/lei-13509-22-novembro-2017-785783-publicacaooriginal-154279-pl.html. Borges CAP, Scorsolini-Comin F. As adoções necessárias no contexto brasileiro: características, desafios e visibilidade. Psico-USF. 2020;25(2):307-20. Brasil. Lei nº 12.955 de 2014. Congresso Nacional, Câmara dos Deputados. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12955.htm Araújo YB, Collet N, Gomes IP, Nóbrega RD. Enfrentamento do adolescente em condição crônica: importância da rede social.RevBras Enferm.2011;64(2):281-86. Silva FHOB, Cavalcante LIC.Rotinas familiares de crianças com necessidades especiais em família adotiva. Psic Teoria e Pesq. 2015;31:173-80. Silva MEA, Reichert APS, Souza SAF, Pimenta EAG, Collet N. Doença crônica na infância e adolescência: vínculos da família na rede de atenção à saúde. Texto Contexto Enferm. 2018;27(2):e4460016. Pennafort VPS, Queiroz MVO, Nascimento LC, Guedes MVC. Rede e apoio social no cuidado familiar da criança com diabetes. RevBras Enferm.2016;69(5):912-19. Silva MEA, Moura FM., Albuquerque T M, Reichert APS, Collet N. Rede e apoio social na doença crônica infantil: compreendendo a percepção da criança. Texto Contexto Enferm. 2017;26(1):1-10. Rodrigues JSM, Ferreira NMLA. Estrutura e funcionalidade da rede de apoio social do adulto com câncer. Acta Paul Enferm. 2012;25(5):781-87. Stake RE. The case study method in social inquiry. Educ Researcher. 1978;7(2):5-8. Tong A, Sainsbury P, Craig J. Consolidated criteria for reporting qualitative research (COREQ): a 32-item checklist for interviews and focus groups. Int J Qual Health Care. 2007;19(6):349-357. Scorsolini-Comin F. Aconselhamento psicológico e Psicologia Positiva na saúde pública: escuta como produção de saúde. Barbarói. 2017;50(2):280-95. Di Bonifácio D, Scorsolini-Comin F. Preparação para a aposentadoria: relato de uma intervenção clínica na abordagem da Psicologia Positiva. Rev Abord Gestalt. 2019;25(3):237-45. Cabral IE, Moraes JRMM. Familiares cuidadores articulando rede social de criança com necessidades especiais de saúde. Rev Bras Enferm. 2015; 68(6):769-76. Paula-Couto MCP, Koller SH, Novo R, Sanchez-Soares P. Adaptação e utilização de uma medida de avaliação da rede de apoio social-diagrama da escolta-para idosos brasileiro. Univ psychol. 2008;7(2):493-505. Braun V, Clarke V. Reflecting on reflexive thematic analysis. Qual Res Sport, Exercise Health. 2019;11(4):589-97. Cintra CL, Guerra VM. Educação positiva: a aplicação da Psicologia Positiva a instituições educacionais. Psicol Esc Educ.2017;21(3):505-14. Morais RCM, Souza TV, Oliveira ICS, Moraes JRMM. A estrutura da rede social da mãe/acompanhante da criança hospitalizada. Cogitare Enferm.2018;1(23):1-10. Borges DCS, Furino FO., Barbieri MC, Souza ROD, Alvarenga WA, Dupas G. A rede e apoio social do transplantado renal. Rev Gaúcha Enferm. 2016;37(4):1-7. Dezoti AP, Alexandre AMC, Freire MHS, Mercês NNA, Mazza VA. Apoio social a famílias de crianças com paralisia cerebral. Acta PaulEnferm.2015;28(2):172-76. Barbosa TA, Reis KMN, Lomba GO, Alves GV, Braga PP.Support network and social support for children with special health care need. Rev. Rene. 2016;17(1):60-6. Cecílio MS, Scorsolini-Comin F. Avaliação de candidatos pretendentes no processo de habilitação para adoçãoa: revisão da literatura. Psico-USF. 2018;23:497-511.
2373 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME CLIMA DE SEGURANÇA E ACIDENTES DE TRABALHO ENTRE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM ATUANTES EM PRONTO-SOCORRO Karen Emanueli Petry;Carlie da Fontoura Taschetto;Silviamar Camponogara;Rosângela Marion da Silva;Quézia Boeira da Cunha;Etiane de Oliveira Freitas; Acidentes de trabalho, Enfermagem, Serviços médicos de emergência, Saúde do trabalhador, Exposição ocupacional Objetivo: avaliar a percepção do clima de segurança e a ocorrência de acidentes de trabalho entre profissionais de enfermagem atuantes em pronto-socorro. Método: estudo exploratório, transversal, quantitativo, com profissionais de enfermagem do pronto-socorro de um hospital público. Para a coleta de dados utilizou-se um questionário semiestruturado com variáveis sociodemográficas, laborais e de acidentes/doenças do trabalho e a Escala de Clima de Segurança no Trabalho Hospitalar. A análise foi realizada através do Software Statistical Package for the Social Sciences versão 18.0. Resultados: dentre os 79 profissionais, 46,8% afirmaram ter sofrido algum acidente/doença do trabalho. Quanto ao clima de segurança, verificou-se que os profissionais com acidente/doença do trabalho apresentaram pior percepção dos domínios Programas e Normas de Segurança e Suporte para Práticas de Trabalho e Segurança (p<0,05). Conclusão: a percepção do clima de segurança relaciona-se com a ocorrência de acidentes/doenças do trabalho. Ministério da Fazenda (BR). Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho: AEAT 2017. Brasília: MF [internet]. 2017 [citado em 02 set 2019]; 996 p. Disponível em: http://sa.previdencia.gov.br/site/2018/09/AEAT-2017.pdf. Brasil. Lei n. 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências Diário Oficial da União [internet]24 jul 1991 [citado em 03 set 2019]. 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2374 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM PARA PACIENTES COM SÍNDROME INFLAMATÓRIA MULTISSISTÊMICA PEDIÁTRICA ASSOCIADA À COVID-19: REVISÃO INTEGRATIVA Renise Bastos Farias Dias;Luana Cavalcante Costa Ferraz;Rita de Cássia Batista de Oliveira Peixoto;Ana Caroline Melo dos Santos;Juliana Freitas Marques;Elaine Virgínia Martins de Souza Figueiredo; Infecções por Coronavírus, Sinais e Sintomas, Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica, Enfermagem Pediátrica, Diagnósticos de Enfermagem, Cuidados de Enfermagem Objetivo: identificar afirmativas diagnósticas de enfermagem para pacientes com Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica associada à COVID-19, a partir dos indicadores evidenciados na literatura científica. Método: revisão integrativa com busca de dados realizada em julho/2020 nas bases: Science direct, Cinahl, SCOPUS, Pubmed Central e MEDLINE/PubMed via National Library of Medicine e o portal de periódicos Web of Science a partir de descritores controlados, sem restrições de tempo e idioma. Resultados: foram selecionados dez estudos primários internacionais, publicados em 2020, dos quais foram extraídos 39 indicadores diagnósticos presentes em 7 domínios de enfermagem para o cuidado voltado ao paciente com Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica, tornando possível a elaboração de 18 diagnósticos de enfermagem, com focos no problema e no risco. Conclusão: O reconhecimento e agrupamento de indicadores, somados aos dezoito diagnósticos de enfermagem ao paciente com a síndrome, podem contribuir para o preparo técnico do enfermeiro, o empoderando para o cuidado qualificado. Feldstein LR, Rose EB, Horwitz SM, Collins JP, Newhams MM, Filho Son MB. 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2375 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME VALIDAÇÃO DE UM INSTRUMENTO ACERCA DO CONHECIMENTO DE ALUNOS DE GRADUAÇÃO EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIAS Silmara Meneguin;Camila Fernandes Pollo;Miriane Garuzi;Mariane Caroline Reche;Cariston Rodrigo Bencichel; Pesquisa metodológica em enfermagem, Estudos de validação, Emergências, Reanimação Cardiopulmonar Objetivo: desenvolver e validar um instrumento para avaliar o conhecimento de alunos de graduação em situações de emergência. Métodos: estudo metodológico que contemplou as seguintes etapas: levantamento bibliográfico, elaboração dos itens, validação de conteúdo por especialistas no assunto e representantes do público-alvo, análise das propriedades psicométricas do instrumento. Resultados: Construiu-se instrumento com trinta itens que apresentou índice de validade de conteúdo global de 0,80 pelos juízes e nível de concordância de 92% das respostas positivas pelos representantes do público-alvo. Os itens do instrumento apresentaram boa consistência interna (alfa de Cronbach=0,73) e, de maneira geral, uma distribuição homogênea considerando que os mesmos têm análises de comportamento independentes. Na análise apenas um item teve uma baixa discriminação. Conclusão: Desenvolveu-se um instrumento específico para avaliar intervenção destinada à capacitação de alunos de graduação em situações de emergência, com validade de conteúdo e desempenho psicométrico adequados. Halawani LM, Alghamdy SD, Alwazae MM, Alkhayal WA. Knowledge and attitude of Saudi female university students about first aid skills. J Fam Community Med2019;26:103-7. Singletary EM, Charlton NP, Epstein JL, Ferguson JD, Jensen JL, MacPherson AI, et al. First Aid: 2015 American Heart Association and American Red Cross Guidelines Update for FirstAid. Circulation. 2015; 132(Suppl2)18:574-89. 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2376 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME DESAFIOS DE UMA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO PSIQUIÁTRICA Maria Eduarda de Lima Torres;Cíntia Nasi;Jacó Fernando Schneider;Leandro Barbosa de Pinho;Marcio Wagner Camatta;Rita Mello de Mello; Enfermagem psiquiátrica, Prática Profissional, Hospita, Pesquisa Qualitativa Objetivo: identificar os desafios vividos por uma equipe de enfermagem de uma Unidade de Internação Psiquiátrica em um Hospital Geral. Método: pesquisa qualitativa, com o referencial teórico-metodológico da sociologia fenomenológica de Alfred Schutz. Participaram do estudo 20 profissionais de enfermagem, que atuam em uma unidade de internação psiquiátrica de um Hospital Universitário de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Os dados foram coletados no primeiro semestre de 2018, por meio de entrevistas, e analisados mediante análise fenomenológica. O estudo seguiu todos os aspectos éticos e foi aprovado pelo Comitê de Ética. Resultados: o fenômeno do estudo foi sustentado pelas categorias concretas: superar o excesso de demandas no trabalho; aprimorar o estoque de conhecimento profissional e aperfeiçoar a comunicação entre os profissionais. Considerações finais: foi possível abranger as vivências destes profissionais e suas dificuldades na atuação do serviço, possibilitando a expressão dos sujeitos sobre sua narrativa no mundo social. 1. Zanardo GLP, Bianchessi DLC, Rocha KB. Dispositivos e conexões da rede de atenção psicossocial (raps) de Porto Alegre - RS. Estudos Interdisciplinares em Psicologia. 2018; 9(3):80-101. Disponível em: https://dx.doi.org/10.5433/2236-6407.2018v9n3p80 2. Paes MR, Maftum MA, Felix JVC, Mantovani MF, Mathias TAF. Caracterização de pacientes com transtornos mentais de um hospital geral e de ensino. Cogitare Enferm. 2018; 23(2):e54874. Disponível em: https://www.doi.org/10.5380/ce.v23i2.54874 3. Farinha MG, Braga TBM. 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2377 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME ATENÇÃO PRÉ-NATAL NA PERSPECTIVA DA REDE MÃE PARANAENSE Aline Fernanda Campos Machado;Marcos Augusto Moraes Arcoverde;Sebastião Caldeira;Reinaldo Antonio Silva-Sobrinho;Rosane Meire Munhak da Silva;Adriana Zilly; Gravidez, Atenção Primária à Saúde, Educação em Saúde, Promoção da Saúde Objetivo: Analisar as ações para à atenção pré-natal na perspectiva da Rede Mãe Paranaense, na ótica da mulher/usuária. Método: Pesquisa descritiva, transversal, com 292 puérperas, internadas em alojamento conjunto. Utilizou-se um instrumento estruturado construído com base nas diretrizes da Rede Mãe Paranaense. Resultados: A maioria das participantes era primigesta, com pré-natal realizado em unidades básicas de saúde, com início precoce, mais de seis consultas, sendo iniciado pelo enfermeiro (p<0,001). O risco gestacional não foi registrado no cartão de saúde e tampouco informado a gestante (59,7%). Poucas visitaram a maternidade (38,4%) ou participaram em grupos de gestantes (11,6%). As informações sobre gestação/parto foram adquiridas pela internet (62,7%). Consulta odontológica, citologia oncótica, exames das mamas (p<0,001) e de imagem (p<0,002) foram pouco frequentes. Conclusões: Foram encontradas fragilidades na atenção pré-natal com respeito a magnitude e qualidade das consultas e educação em saúde, deste modo, o pré-natal foi classificado como intermediário. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Gestação de alto risco: manual técnico / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas.– 5. ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012. Jardim MJA, Silva AA, Fonseca LMB. The nurses contributions in prenatal care towards achieving the pregnant women empowerment. 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2378 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME NURSING ACTIVITIES SCORE COMO INSTRUMENTO GERENCIAL EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL Clarita Terra Rodrigues Serafim;Gabrielle Maria Rodrigues;Raquel Rondina Pupo da Silveira;Meire Cristina Novelli e Castro;Magda Cristina Queiroz Dell’Acqua;Silvana Andrea Molina Lima; Dimensionamento de pessoal, Carga de trabalho, Enfermagem neonatal, Unidades de terapia intensiva neonatal Objetivo: Analisar o uso do Nursing Activities Score como instrumento gerencial frente ao dimensionamento de pessoal de enfermagem em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Método: Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, desenvolvido em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal no período de um ano. Foram realizadas estatísticas descritivas e estimados intervalos de confiança para os índices calculados, considerando p<0,05. Resultados: A amostra constituiu-se de 349 recém-nascidos. O Nursing Activities Score foi aplicado 3.703 vezes, revelando a carga de trabalho da equipe de enfermagem (774,4 pontos). O dimensionamento de pessoal calculado a partir do Nursing Activities Score apresentou-se acima do real e entre os valores preconizados pela legislação brasileira atual. Conclusão: O estudo permitiu concluir que o Nursing Activities Score é um instrumento válido e capaz de estimar a carga de trabalho da equipe de enfermagem bem como nortear o dimensionamento de pessoal em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Oliveira AC, Garcia PC, Nogueira LS. Nursing workload and occurrence of adverse events in intensive care: a systematic review. Rev Esc Enferm USP. 2016;50(4):679-689. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0080-623420160000500020 Tubbs-Cooley HL, Mara CA, Carle AC, Mark BA, Pickler RH. Association of Nurse Workload With Missed Nursing Care in the Neonatal Intensive Care Unit. JAMA Pediatr. 2019;173(1):44–51. 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2379 renome v. 9 n. 2 (2020): Revista Norte Mineira de Enfermagem - RENOME CONTAMINAÇÃO POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS EM CELULARES DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA Rone Felipe Santos de Oliveira;Rafaela Silva Santos;Gleyce Kelly de Brito Brasileiro Santos;Anny Giselly Milhome da Costa Farre;Ingrede Tatiane Serafim Santana;Rafael Ciro Marques Cavalcante; Staphylococcus aureus, Smartphone, Resistência a medicamentos, Unidade de Terapia Intensiva Objetivo: isolar e traçar o perfil de resistência de cepas de Staphylococcus isoladas de smartphones de profissionais de saúde da Unidade de Terapia Intensiva em Hospital Universitário. Métodos: estudo experimental, laboratorial e quantitativo. Coletaram-se 27 amostras com swab nas superfícies dos smartphones com tecnologia touchscreen. Colônias típicas de S. aureus em ágar manitol salgado foram submetidas à coloração de Gram, provas da catalase, DNAse e coagulase; após comprovação fenotípica de S. aureus, realizaram-se testes de sensibilidade a antimicrobianos por técnica de difusão em discos. Utilizou-se análise estatística descritiva. Resultados: identificou-se o crescimento em 21 amostras semeadas em ágar manitol salgado. Destas, 100% pertenciam ao gênero Staphylococcus, 28% apresentavam correspondência ao S. aureus a partir de análise fenotípica e 71,5% (15) a estafilococos coagulase-negativa. As principais resistências microbianas detectadas foram à azitromicinna e à eritromicina. Conclusão: smartphones encontram-se colonizados por Staphylococcus sp resistentes, sendo necessárias medidas de controle para esse micro-organismo. 1. Teixeira FN, Silva CV. Análise microbiológica em telefones celulares. Revista F@pciência. 2017;11 (3):15 – 24. Disponível em: http://www.fap.com.br/fap-ciencia/11_edicao/003.pdf 2. 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2380 renome v. 9 n. Esp (2020): ANAIS DA XIV MOSTRA CIENTÍFICA DE ENFERMAGEM - UNIMONTES ANAIS DA XIV MOSTRA CIENTÍFICA DE ENFERMAGEM - UNIMONTES XIV Mostra Científica de Enfermagem da UNIMONTES - On Line?
2381 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome COMPREENDENDO O SER ADOLESCENTE COM COMPLICAÇÕES DO DIABETES POR MEIO DO BRINQUEDO TERAPÊUTICO DRAMÁTICO Rebecca Ortiz La Banca;Carla Francini Tasso Filietáz;Victória Rodrigues Tavares;Regina Issuzu Hirooka de Borba; Jogos e brinquedos, Diabetes Mellitus tipo I, Adolescente, Enfermagem Pediátrica OBJETIVO: Descrever os achados de sessões de Brinquedo Terapêutico Dramático realizadas com adolescentes sobre o viver com diabetes. MÉTODO: Estudo de caso qualitativo, cuja coleta de dados ocorreu em um ambulatório de diabetes na cidade de São Paulo em três fases: consulta ao prontuário, entrevista semiestruturada com a família e sessão de Brinquedo Terapêutico Dramático. As sessões foram videogravadas e submetidas a seis etapas da análise de conteúdo de Braun e Clarke. RESULTADOS: Dois adolescentes (12 e 16 anos) com histórico de hipoglicemias e cetoacidose frequentes e suas mães participaram das sessões de BTD. A análise revelou quatro categorias: Brincando espontaneamente na presença da mãe; Satisfazendo os desejos por meio da brincadeira; Vivenciando o processo de adoecer; e Revelando como cuidamos do meu diabetes. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A sessão de Brinquedo Terapêutico Dramático permitiu a catarse e pode ser utilizada para compreensão das necessidades dos adolescentes e criação de vínculo entre o jovem/enfermeira. 1. Saeedi P, Petersohn I, Salpea P, Malanda B, Karuranga S, Unwin N, et al. Global and regional diabetes prevalence estimates for 2019 and projections for 2030 and 2045: results from the International Diabetes Federation Diabetes Atlas. Diabetes research and clinical practice. 2019:107843. 2. Foster NC, Beck RW, Miller KM, Clements MA, Rickels MR, DiMeglio LA, et al. State of Type 1 Diabetes Management and Outcomes from the T1D Exchange in 2016-2018. Diabetes Technol Ther. 2019;21(2):66-72. 3. Rechenberg K, Szalacha L, Salloum A, Grey M. 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2382 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome “EU VOU VIVENDO”: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA RELIGIOSIDADE E ESPIRITUALIDADE PARA PESSOAS VIVENDO COM HIV Yndira Yta Machado;Antonio Marcos Tosoli Gomes;Sergio Corrêa Marques;Luiz Carlos Moraes França;Pablo Luiz Santos Couto;Bruno Ferreira do Serrado Barbosa; Espiritualidade, Religiosidade, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, enfermagem, Representações Sociais Objetivo: Analisar as representações da religiosidade e da espiritualidade para as pessoas vivendo com o Vírus da Imunodeficiência Humana. Métodos: Estudo qualitativo baseado na Teoria das Representações Sociais, desenvolvido em um ambulatório com 32 pessoas vivendo com HIV. Os dados foram coletados através de entrevistas e analisadas pelo software ALCESTE. Resultados: No que tange à caracterização dos sujeitos, destacam-se que a maioria são homens, e Dentre os que nunca enfrentaram internações hospitalares em decorrência da aids também são maioria. Todos os participantes utilizam antirretrovirais, destes, uma parcela considerável apresentou alteração de esquema terapêutico. A quase totalidade refere que acredita em Deus. Conclusão: A religião, como um processo de religação com o Divino e o Espírito Santo, como uma força capaz de transformar o cotidiano destes sujeitos, recriando o existir e o seu entorno, permite o exercício da esperança, da criatividade, do sonho e da liberdade, bem como a crença em uma Divindade que se faz presente na terra. 1. GOMES AMT. Representações sociais da espiritualidade de quem vive com Aids: um estudo a partir da abordagem estrutural. Psicologia e Saber Social, 2016; 5(2), 187-197. 2. GOMES AMT; SILVA EMP; OLIVEIRA DC. Representações sociais da AIDS para pessoas que vivem com HIV e suas interfaces cotidianas. Revista Latino-Americana de Enfermagem (Online), 2011; 19, 485-492. 3. JODELET D. Representações sociais: um domínio em expansão. In: Jodelet, D. (Org.). As representações sociais. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2001; 17-44. 4. ESPÍRITO SANTO C.C; GOMES A.M.T. O pensamento religioso no contexto da sexualidade e saúde. In: LIMA, C.F.; REIS, A; DEMÉTRIO, F. Sexualidades e saúde: Perspectivas para um cuidado ampliado. Editora Bonecker: Rio de Janeiro, 2018; 59-77. 5. CAMARGO BV; JUSTO AM. Tutorial para uso do software IRAMUTEQ (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires). Análise do corpus textual. 2013. 6. BOFF L. Sustentabilidade: o que é, o que não é. Petrópolis: Vozes, 2012. 7. OLIVEIRA DC. Construção e transformação das representações sociais da AIDS e implicações para os cuidados de saúde. Rev. Latino-Am. Enfer. 2013. 21(Spec):[10 telas]: 276-86. 8. COUTINHO MFC; O´DWYER G; FROSSAR V. Tratamento antirretroviral: adesão e a influência da depressão em usuários com HIV/Aids atendidos na atenção primária. Saúde debate. 2018. 42: (116) Jan-Mar. 9. KOENIG HG. Religion, spirituality, and health: a review and update. Advances. 2015; 29(3): 11-18. 10. BUBER M. Le chemin de l’homme d’après la doctrine hassidique, Mónaco, Éditions du Rocher, 1995. 11. SIQUEIRA D. Novos movimentos religiosos como desafio à sociologia da religião na atualidade. Goiânia, 2008; 6(1): 34-43, jan./jun.
2383 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome CRONOTIPO E QUALIDADE DE VIDA EM TRABALHADORES DE ENFERMAGEM DE CLÍNICAS CIRÚRGICASCRONOTIPO E QUALIDADE DE VIDA EM TRABALHADORES DE ENFERMAGEM DE CLÍNICAS CIRÚRGICAS Rosângela Marion da Silva;Carmem Lúcia Colomé Beck;Karen Cristiane Pereira de Morais;Luis Guedes dos Santos; Qualidade de vida, Equipe de enfermagem, Ritmo circadiano, Saúde do trabalhador, Trabalho em Turnos Objetivo: Analisar a qualidade de vida e cronotipo em trabalhadores de enfermagem de clínica cirúrgicas. Método: estudo transversal e analítico, realizado com 93 trabalhadores de enfermagem atuantes em clínicas cirúrgicas de hospitais universitários da região Sul do Brasil. Utilizou-se para a coleta de dados questionário para caracterização sociolaboral/de saúde, Questionário de Matutinidade-Vespertinidade de Horne e Östberg e o WHOQOL-BREF. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva e analítica e adotou-se intervalo de confiança de 95%. Resultados: Predominaram os trabalhadores com cronotipo matutino, que apresentaram melhor percepção da qualidade de vida em todos os domínios. Trabalhadores com tendência a matutinidade estão concordantes com turno de trabalho (p=0,003) e associaram-se a melhor percepção da qualidade de vida nos domínios social (p=0,005) e ambiental (p=0,041). Conclusão: Trabalhadores concordantes com turno de trabalho e cronotipo apresentaram melhor percepção da qualidade de vida. 1. Comissão para Igualdade no trabalho e no emprego. Código do trabalho, artigo 220º de 2016, Disponível em Acesso em 13 jan 2018. 2. EUROFOUND. European Foundation for the Improvement of Living and Working Conditions. (2015). Improving working conditions in occupations with multiple disadvantages. Luxembourg: Publications Office of the European Union. Disponível em Acesso em 20 jan 2020. 3. Costa KNFM, Costa TF da, Marques DRF et al. Qualidade de vida relacionada à saúde dos profissionais de enfermagem. Rev enferm UFPE on line. 2017;11(Supl. 2):881-9. 4. Silva AE, Lima PKM, Oliveira C. Qualidade de vida dos profissionais de enfermagem de nível médio em unidade de terapia intensiva. R Enferm Cent O Min. 2016; 6(3):2318-30. 5. Treven Pišljar, N., Štukovnik, V., Zager Kocjan, G., & Dolenc-Groselj, L. (2019). Validity and reliability of the Slovene version of the Morningness-Eveningness Questionnaire. Chronobiol Int. 2019;36(10):1409-17. 6. Argentac, Benbenishtyj, Flaatten H. Chronotypes, night shifts and intensive care. Intensive Care Med. 2015; 41(4):698-700. 7. Zhang Y, Duffy JF, Castillero ER, Wang K. Chronotype, Sleep Characteristics, and Musculoskeletal Disorders Among Hospital Nurses. Workplace Health Saf. 2018 Jan;66(1):8-15. 8. Horne JA, Ostberg O. A self-assessment questionnaire to determine morningness-eveningness in human circadian rhythms. Int J Chronobiol. 1976; 4(2): 97-110. 9. Ching-Yi L, Hsi-Chung C, Mei-Chih MT, Hsin-Chien L, Lian-Hua H. The relationships among sleep quality and chronotype, emotional disturbance, and insomnia vulnerability in shift nurses. Journal of Nursing Research. 2015; 23(3):225–35. 10 Silva RM, Zeitoune RCG, Beck CLC, Souza SBC, Santos E. Cronótipo e acidente de trabalho na equipe de enfermagem de uma clínica cirúrgica. Texto Contexto Enferm. 2015; 24(1): 245-52. 11 Reinke L1, Özbay Y, Dieperink W, Tulleken JE. The effect of chronotype on sleepiness, fatigue, and psychomotor vigilance of ICU nurses during the night shift. Intensive Care Med. 2015;41(4):657-66. 12 Benedito-Silva AA, Menna-Barreto L, Tenreiro S. Self-assessment questionnaire for the determination of morningness-eveningness types in Brazil. Prog Clin Biol Res. 1990; 314B:89-98. 13. Souza, SBC de et al. Influência do turno de trabalho e cronotipo na qualidade de vida dos trabalhadores de enfermagem. Rev Gaúcha Enferm. 2012;33(4):79-85. 14 Fleck MPA, Louzada D, Xavier M, Chachamovich E, Vieira G, Santos L. et al. Aplicação da versão em português do instrumento abreviado de avaliação da qualidade de vida “WHOQOL-bref”. Rev Saúde Pública. 2000;34(2):178-83. 15 Soares JPS, et al. Qualidade de Vida, Estresse, Nível de Atividade Física e Cronotipo dos Auxiliares/Técnicos de Enfermagem em Unidades de Pronto Atendimento em Palmas/TO. Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida. 2017; 9(1):2. 16 Rezende LCM, et al. Acidentes de trabalho e suas repercussões na saúde dos profissionais de enfermagem. Rev Baiana de Enfermagem. 2015; 29(4):307-17. 17. Cheng WJ1, Hang LW. Late chronotype and high social jetlag are associated with burnout in evening-shift workers: Assessment using the Chinese-version MCTQshift. Chronobiol Int. 2018 Jul;35(7):910-919. 18. Choi SJ, Song P, Suh S, Joo WY, SSung Ik Le. Insomnia Symptoms and Mood Disturbances in Shift Workers with Different Chronotypes and Working Schedules J Clin Neurol. 2020 Jan; 16(1): 108–115.
2384 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA: AVALIAÇÃO TEÓRICA DAS CONDUTAS EMERGENCIAIS DE PESSOAS LEIGAS Reginaldo Pereira de Souza;Luciane Zanin;Rogério Heládio Lopes Motta;Juliana Cama Ramacciato;Flávia Martão Flório; Parada Cardíaca, Reanimação Cardiopulmonar, Socorristas, Parada Cardíaca Extra-Hospitalar, Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde Objetivo: avaliar o conhecimento e condutas relatadas por leigos frente a uma situação de parada cardiorrespiratória (PCR) em vítima adulta, considerando a vigente diretriz da American Heart Association (2015). Métodos: Estudo quantitativo, transversal, de caráter descritivo. Amostra probabilística, com representatividade municipal, de 397 transeuntes respondeu questionário estruturado pré testado. Resultados: Os respondentes tinham idade média de 31,1 (±11,9) anos e a maioria possuía ensino médio completo e/ou ensino superior incompleto (71,8%). A identificação teórica da PCR foi respondida corretamente por 51,6% dos participantes e 41,8% acertaram sobre as ações mais importantes de Suporte Básico de Vida (SBV) no adulto. O local da compressão no tórax foi respondido corretamente por 72,8% embora a minoria tenha referido corretamente a profundidade (11,3%) e o número de compressões (9,8%). Conclusão: Os participantes possuem conhecimentos limitados sobre o SBV e uso do desfibrilador externo automático (DEA), e diante de uma situação real, poderiam comprometer o prognóstico das vítimas de PCR. World Health Statistics 2017: monitoring health for the SDGs, Sustainable evelopment Goals. Geneva: World Health Organization; 2017. Licence: CC BY-NC-SA 3.0 IGO. Knopfholz J, Kusma SZ, Medeiros YRCD, Matsunaga CU, Loro LS, Ortiz TM, et al. Capacidade de manuseio da parada cardíaca em locais de alto fluxo de pessoas em Curitiba. Rev Soc Bras Clin Med. [Internet]. 2015 abr-jun [cited agost 3, 2017];13(2):114-8. 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2385 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome CONFORTABILIDADE DA UNIDADE MATERNO-INFANTIL: PERSPECTIVA DE MULHERES COM DIAGNÓSTICO DE GESTAÇÃO DE ALTO-RISCO Fabiane Voss Klemtz;Juliane Portella Ribeiro;Marilu Corrêa Soares;Melissa Hartmann; Enfermagem, Maternidade, Gravidez de Alto Risco, Ambiente de Instituições de Saúde, Humanização da Assistência Objetivou-se identificar os aspectos ambientais relacionados a confortabilidade das mulheres com diagnóstico de gestação de alto-risco internadas em uma unidade materno-infantil. Pesquisa qualitativa de caráter exploratório e descritivo, cujas participantes foram 22 mulheres com diagnóstico de gestação de alto-risco, internadas em uma unidade materno-infantil. Os dados foram coletados por entrevista semiestruturada e, posteriormente, submetidos à análise temática proposta por Minayo. Os resultados apontam aspectos que contribuem para a confortabilidade das mulheres, tais como relacionais, estruturais, o funcionamento da unidade, bem como experiências de hospitalizações anteriores positivas. Já, os aspectos que dificultam a confortabilidade evidenciam a necessidade de reformulações na estrutura física e mobiliário para que promovam a comodidade tanto da mulher hospitalizada quanto para o acompanhante, a adequação da iluminação e da privacidade. Faz-se imperativo atentar a ambiência, qualificando os serviços, com projetos estruturais, arquitetônicos e relacionais que privilegiem a privacidade da mulher e um atendimento centrado na mulher e na família. 1. Zani AV, Alvim HC. O filho prematuro de baixo peso: a maternagem hospitalizada. Rev Enferm UFPE [internet]. 2017 [citado em 17 nov 2019]; 11(4): 1727-30. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/15270/18077 2. Brasil. Ministério da Saúde. 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2386 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome FRAGILIDADES E FORTALEZAS DO TRABALHO DE ENFERMEIROS ATUANTES NO PERIOPERATÓRIO DE CIRURGIA CARDÍACA Fabiane Pinho Furtado Gautério;Laurelize Pereira Rocha;Laís Farias Juliano;Rosemary Silva da Silveira;Deciane Pintanela de Carvalho;Évilin Diniz Gutierres; Cardiologia, Trabalho, Enfermagem Perioperatória Objetivo: conhecer a percepção do enfermeiro quanto ao processo de trabalho no período perioperatório de cirurgia cardíaca. Métodos: estudo qualitativo, exploratório e descritivo com 14 enfermeiros atuantes em um complexo hospitalar referência em cirurgia cardíaca no extremo Sul do Brasil. A coleta de dados ocorreu entre julho a agosto de 2018, por meio de entrevista semiestruturada, os registros foram submetidos à análise de conteúdo de Bardin. Resultados: emergiram duas categorias: Fragilidades encontradas por enfermeiros no processo de trabalho no período perioperatório de cirurgia cardíaca e Fortalezas vivenciadas por enfermeiros no processo de trabalho no período perioperatório de cirurgia cardíaca. Considerações finais: identificou-se como fragilidades as atribuições desempenhadas pelo enfermeiro, falta de trabalhadores, materiais e manutenção de equipamentos e preparo emocional dos pacientes; como fortalezas destacou-se a busca pelo conhecimento, a recuperação, orientações e apoio ao paciente, suporte da equipe e rotina específica das unidades. 1. Radovanovic CAT, Santos LA, Carvalho MDB, Marcon SS. Arterial Hypertension and other risk factors associated with cardiovascular diseases among adults. Rev. Latino-Am. Enferm. [Internet]. 2014 [cited Oct 2019]; 22(4):547-53. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v22n4/0104-1169-rlae-22-04-00547.pdf 2. Dessotte CAM, Rodrigues HF, Furuya RK, Rossi LA, Dantas RAS. 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2387 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome ATRASO DO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR ENTRE RECÉM-NASCIDOS DE ALTO RISCO ACOMPANHADOS EM UM AMBULATÓRIO DE SEGUIMENTO Rafael Gomes Souza;Micheline Soares Diniz Menezes;Patrícia Soares Castro;Jair Almeida Carneiro;Lucineia de Pinho;Antônio Prates Caldeira; Recém-nascido prematuro, Desenvolvimento infantil, Fatores de risco Objetivo: estimar a prevalência de atraso do desenvolvimento neuropsicomotor (DNMP) e identificar fatores associados em ambulatório de seguimento de recém-nascidos de alto risco. Métodos: Estudo transversal e analítico com coleta de dados em prontuários de crianças egressas de unidades de terapia infantil neonatal (UTIN), com eventuais entrevistas às mães. O atraso no DNPM foi considerado a partir do registro em prontuário, avaliado pela escala de Denver II. Também foram coletadas informações sobre condições de gestação e estadia na UTIN. Foram realizadas análises bivariadas seguidas de análise de regressão de Poisson. Resultados: Foram coletadas informações de 282 crianças aos 12 meses de idade gestacional corrigida, sendo que 100 (35,5%) apresentaram atraso do DNPM. As variáveis associadas foram o peso de nascimento <1500 gramas e a reanimação em sala de parto. Conclusão: Registrou-se elevada prevalência de atraso do DNPM, com ênfase para crianças de muito baixo peso e com sofrimento fetal agudo. Zaka N, Alexander EC, Manikam L, Norman ICF, Akhbari M, Moxon S et al. Quality improvement initiatives for hospitalized small and sick newborns in low and middle-income countries: a systematic review. Implement Sci 2018; 25(13(1):20. Brumbaugh JE, Hansen NI, Bell EF, Sridhar A, Carlo WA, Hintz SR et al. Outcomes of Extremely Preterm Infants With Birth Weight Less Than 400 g. JAMA Pediatr. 2019 1;173(5):434-445. Lee SK, Beltempo M, McMillan DD, Seshia M, Singhal N, Dow K et al. Outcomes and care practices for preterm infants born at less than 33 weeks gestation: a quality-improvement study. 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2388 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome AVALIAÇÃO CLÍNICA PARA DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM DE RETENÇÃO URINÁRIA: CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE PROTOCOLO Beatriz Maria Jorge;José Carlos Amado Martins;Anamaria Alves Napoleão;Rodrigo Guimarães dos Santos Almeida;Alessandra Mazzo; Enfermagem, Retenção Urinária, Protocolos, Diagnósticos de Enfermagem, Estudo de validação Objetivo: Construir e validar protocolo de avaliação clínica para o diagnóstico de enfermagem de retenção urinária em pacientes adultos. Métodos: Pesquisa metodológica desenvolvida em duas etapas: construção do protocolo e validação de conteúdo e aparência por meio dos aspectos: objetivos, conteúdo, linguagem, relevância, funcionalidade e usabilidade. Para validação foi utilizada técnica Delphi e considerado concordância maior que 80% entre os Juízes pelo cálculo do Índice de Validade de Conteúdo (IVC). Resultados: O protocolo foi construído na forma de documento descritivo e folheto ilustrativo contendo 28 fotografias. A primeira rodada da validação foi realizada por 71 juízes, e todos os itens alcançaram IVC ≥ 0,90 contendo algumas sugestões de modificações. A segunda rodada foi realizada com 50 juízes, o IVC foi de ≥ 0,92 nos itens avaliados. Conclusões: O protocolo construído, foi considerado válido, apropriado e pertinente ao uso, tornando-se uma ferramenta que auxilia o diagnóstico de enfermagem de retenção urinária. 1 Serlin DC, Heidelbaugh JJ, Stoffel JT. Urinary Retention in Adults: Evaluation and Initial Management. Am Fam Physician. 2018 [citado 2020 jan 20];98(8):496-503. Available from: https://www.aafp.org/afp/2018/1015/p496.pdf 2 Santos IMR, Dantas HLL, Silva JC, Silva DP, Torres PMF. A importância da anamnese e do exame físico para a prática de enfermagem: relato sobre a experiência acadêmica. GEP NEWS. 2018 [citado 2020 jan 20];2(2):157-62. 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2389 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS GESTORES SOBRE A REDE DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS Ismael Brioso Bastos;Thamires Sales Macêdo;Nelson Miguel Galindo Neto;Joselany Áfio Caetano;Rhanna Emanuela Fontenele Lima de Carvalho;Lívia Moreira Barros; Níveis de Atenção à Saúde, Continuidade da assistência ao paciente, Gestão em saúde, Assistência Integral à Saúde Objetivo: Conhecer a percepção dos enfermeiros gestores acerca da Rede de Atenção às Urgências. Métodos: Estudo exploratório com abordagem qualitativa, desenvolvido com 13 enfermeiros atuantes na gestão/coordenação. A coleta ocorreu a partir de entrevistas semiestruturadas áudio gravadas e seu conteúdo foi transcrito e com processamento dos dados no software IRAMUTEQ. Resultados: Obtiveram-se seis categorias: Porta de entrada e acompanhamento como atribuições da Atenção Primária; Problema de comunicação como complicadores da articulação em rede; Escuta, sensibilização e inclusão dos profissionais para iniciativas articuladoras da rede; Relação entre a comunicação e a integralidade do cuidado; Atenção primária, atendimento pré-hospitalar móvel e hospital como componentes da rede; Gestão como fonte de educação em saúde e educação permanente. Conclusão: A percepção dos enfermeiros sobre Rede de Atenção às Urgências encontra-se em evolução, existindo a necessidade de colaboração da gestão e dos serviços para implantação de capacitações para contribuir com um sistema articulado e interligado. Santos TBS, Pinto ICM. Política Nacional de Atenção Hospitalar: con(di)vergências entre normas. Saúde em Debate. 2017; 41: 99-113. Doi: 10.1590/0103-11042017s308. Carvalho ALB, Jesus WLA, Senra IMVB. 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2390 renome v. 9 n. 1 (2020): Renome TRAUMAS POR CATETERES URETRAIS: AUTOCONFIANÇA DO ENFERMEIRO EM CENÁRIO SIMULADO Rachel Cristina Rodrigues dos Santos;Rodrigo Guimarães dos Santos Almeida;Raphael Ranieri de Oliveira Costa;Alessandra Mazzo; Enfermagem, Cateterismo urinário, Trauma, Simulação, Autoconfiança Objetivo: avaliar autoconfiança do enfermeiro frente ao trauma de uretra ocasionado pela inserção de cateter. Método: Estudo descritivo, exploratório, quantitativo, realizado com 53 enfermeiros de um programa de capacitação de um hospital universitário. Para a coleta de dados utilizou-se a Escala de Autoconfiança na Assistência de Enfermagem à Retenção Urinária (EAAERU). Resultados: a maioria dos enfermeiros já havia vivenciado dificuldades na realização do procedimento e avaliação do trauma uretral ocasionado pela introdução de cateter. A conduta mediante ao fato foi comunicar o fato e solicitar avaliação de outro profissional. O menor escore encontrado na autoconfiança dos profissionais vinculou-se ao fator 1) Intervenções realizadas durante o cateterismo urinário. Observou-se ainda correlação entre a frequência de realização do cateterismo urinário e autoconfiança. Conclusão: Uma vez que o cateterismo é de competência do enfermeiro, são necessários estratégias de que capacitem os profissionais para sua realização e manejo em situações adversas, como o trauma uretral. Mazzo A, Bardivia CB, Jorge BM, Souza Júnior VD, Fumincelli L, Mendes IAC. Cateterismo urinário permanente: práctica clínica. Enf Global 2015;14(2):60-68. Logan K. Intermittent self-catheterisation in men. Trends in Urology & Men’s Health 2018. Long JA.Traumatismos de la uretra posterior y anterior: diagnóstico y tratamento. EMC – Urología 2017; 49(3):1-11. Davisa NF, Quinlanb MR, Bhattb NR, Brownea C, MacCraitha E, Walshc MT, Thornhillb JA, Mulvina D. 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2391 renome v. 8 (2019): Anais do 1º Simpósio de Enfermagem da Unimontes Anais do 1º Simpósio de Enfermagem da Unimontes Todos os autores; Anais; Enfermagem; Unimontes Anais do 1º Simpósio de Enfermagem da Unimontes.
2392 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome O CUIDADO DE RECÉM-NASCIDOS COM SÍFILIS À LUZ DA TEORIA DA COMPLEXIDADE Dhyanine Morais de Lima;Nanete Caroline da Costa Prado;Hosana Lourenço da Silva;Olga Alice Alencar Moreira;Andressa Kaline Ferreira Araújo Jales;Richardson Augusto Rosendo da Silva; Sífilis Congênita, Recém-Nascido, Teoria de Enfermagem Objetivo: Realizar uma reflexão acerca da complexidade do cuidado aos recém-nascidos (RNs) com sífilis congênita (SC) à luz da Teoria da Complexidade. Método: Trata-se de uma reflexão teórico-filosófica fundamentada na Teoria de Edgar Morin que trata a complexidade como uma maneira de compreender o mundo. Resultados: Foram identificados 07 artigos, que foram desenvolvidos na América. Percebeu-se o cuidado permeado pela complexidade através da compreensão do funcionamento das organizações de saúde e da identificação do cuidado do enfermeiro aos RNs com SC, que se volta para a inter-relação dos saberes de maneira que proporciona um cuidado ampliado, seguro e efetivo, respeitando e aceitando as singularidades tanto dos profissionais do cuidado como do RN. Considerações: Identifificou-se o cuidado de RN com SC à luz da Teoria da Complexidade por meio de ações de prevenção, detecção, tratamento e/ou controle da SC considerando sobretudo as particularidades de cada situação para garantir excelência no cuidar. 1. Nonato SM, Melo APS, Guimarães MDC. Syphilis in pregnancyandfactorsassociatedwith congenital syphilis in Belo Horizonte-MG, Brazil, 2010-2013. Epidemiol. Serv. Saúde. 2015 out-dez; 24(4):681-94. 2. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico de Sífilis.Brasília, DF: SVS; 2018. 3. França ISX, Batista JDL, Coura AS, Oliveira CF, Araújo AKF, Sousa FS. Fatores associados à notificação da sífilis congênita: um indicador de qualidade da assistência pré-natal. Rev Rene. 2015 maio-jun; 16(3):374-81. 4. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis - PCDT. 22. ed.Brasília, DF: SVS; 2016. 5. Costa MCMDR, KoerichC, Ribeiro JC, Meirelles BHS, Melo ALSF. Cuidado de enfermagem na perspectiva do pensamento complexo: revisão integrativa de literatura. REME Rev Min Enferm. 2015;19(1):180-7. 6. Garcia TR, Nóbrega MML. Processo de enfermagem e os sistemas de classificação dos elementos da prática profissional: instrumentos metodológicos e tecnológicos do cuidar. In: Santos I. Enfermagem assistencial no ambiente hospitalar: realidade, questões, soluções. Série Atualização e Enfermagem. v. 2. São Paulo, SP: Atheneu; 2004. p. 37-63. 7. Waldow VR. Cuidado humano:o resgate necessário. Porto Alegre: Sagra Luzzatto; 1998. 8. Organização Mundial da Saúde. Eliminação Mundial da Sífilis Congênita:Fundamento Lógico e Estratégia para Ação. Geneva: WHO; 2008. 9. Morin E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; 2000. 10. Sousa OC, Matos PVC, Aguiar DG, Rodrigues RL, Macêdo IC, Cordeiro DSMC, et al. Sífilis congênita: o reflexo da assistência pré-natal na Bahia. BrazilianJournalofHealth Review2019;2(2):1356-76. 11. Morin E.Introdução ao pensamento complexo. 4ª ed. Porto Alegre: Sulina; 2011. 12. Garcia TR, Nóberga MML. Sistematização da assistência de enfermagem: reflexões sobre o processo. In: Congresso Brasileiro de Enfermagem; 2000; Recife, Brasil. Recife: Associação Brasileira de Enfermagem; 2000. p.231-4.
2393 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA DOS ACADÊMICOS DE GRADUAÇÃO: REVISÃO INTEGRATIVA Danusa Fernandes Soares;Ândria De Siqueira Bento;Adriane Calvetti de Medeiros;Sidiane Teixeira Rodrigues;Mara Regina Bergmann Thurow;, Hedi Crecencia Heckler de Siqueira; Saúde, Qualidade de Vida, Estudantes, Arquitetura, Ecossistema Objetivo: conhecer e analisar a produção científica em relação à Saúde e Qualidade de Vida de acadêmicos dos cursos de graduação à luz do Pensamento Ecossistêmico. Método: descritivo, exploratório do tipo revisão integrativa, no período de 2014 a 2018, com os Descritores saúde and qualidade de vida and estudantes and “arquitetura” and “ecossistema”. Resultados: maioria dos artigos foram publicados em 2016 com n=06 (31,58%), utilizaram a abordagem quantitativa com n=16 (84,21%), e a coleta de dados deu-se na maioria com o instrumento WHOQOL-Bref (n=12), sendo os acadêmicos de graduação em enfermagem (n=07, 36,84%) a maioria da população estudada. Conclusão: constatou-se a relação dos resultados com o pensamento ecossistêmico por meio dos termos, encontrados nos artigos, “meio ambiente” e “fator tempo” ao estarem inter relacionados, interligados, e interdependentes, com a avaliação da qualidade de vida dos acadêmicos de graduação, influenciando, assim, positivamente ou negativamente na mesma. 1. Santos MC, siqueira HCH. Saúde coletiva na perspectiva ecossistêmica: uma possibilidade de ações do enfermeiro. Rev gaúch enferm. 2009 dez; 30(4): 750-754. Doi: http://dx.doi.org/10.1590/S1983-14472009000400023 2. Siqueira HCH, Thurow MRB, Paula SF, Zamberlan C, Medeiros AC, Cecagno D, et al. Health of human being in the ecosystem perspective. J Nurs UFPE on line. 2018 Feb 01;12(2):559-64. Doi: https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i2a25069p559-564-2018 3. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Health promotion glossary. Geneva, 1998. 4. Zamberlan C, Paula SF, Siqueira HCH, Backes DS, Ventura J. 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2394 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome CUIDADOS DE ENFERMAGEM PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS NEUTROPÊNICOS: SCOPING REVIEW Patrícia Peres de Oliveira;Amanda Tainara Souza Freitas;Priscila Aarão Maia;Rosilene Aparecida Costa Amaral;Deborah Franscielle da Fonseca;Elaine Cristina Dias Franco; Cuidados de enfermagem, Neutropenia Febril Induzida por Quimioterapia, Neutropenia Febril, Oncologia Objetivo: Identificar os cuidados de enfermagem relativos aos fatores de risco para neutropenia febril; à prevenção de infecção e sepse neutropênica; aos protocolos para uso de fatores estimuladores de colônias e de introdução de antibioticoterapia para pacientes oncológicos neutropênicos.Método: Scoping review, conforme Joanna Briggs Institute e o PRISMA-ScR. Realizou-se pesquisa nas bases de dados eletrônicas estabelecidas. A coleta de dados ocorreu de outubro/2018 a junho/2019. Os dados extraídos foram analisados e sintetizados de forma narrativa. Resultados: Recuperou-se um total de 7.884 registros e mantidos 27 estudos. Os principais cuidados de enfermagem encontrados foram: precauções padrões, avaliação dos fatores de risco para neutropenia febril; educação sobre autocuidado, educação permanente; uso do Telenursing; consulta ambulatorial periódica. Conclusão: Destacou-se que os enfermeiros necessitam avaliar periodicamente os fatores de risco e grau da neutropenia febril, elaborar protocolos de cuidados, oferecer aos pacientes uma educação tangível e ter ferramentas para minimizar atrasos no atendimento. 1. Bravo SB, Peña EGH, Sánchez RG, Durán PA, Sánchez Fresneda MNS, Sáez MS. Análisis descriptivo de los motivos que originan visitas a urgencias en pacientes oncológicos: toxicidad postquimioterapia. Farm Hosp. 2015;39(6):333-7. 2. Ferreira JN, Correia LRBR, Oliveira RM, Watanabe SN, Possari JF, Lima AFC. Managing febrile neutropenia in adult cancer patients: an integrative review of the literature. 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2395 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome AVALIAÇÃO DAS INTERVENÇÕES DE CONTROLE DA TUBERCULOSE: REVISÃO INTEGRATIVA Priscila da Silva Almeida;Érika Simone Pinto Galvão;Sandy Yasmine Bezerra e Silva;Sérgio Balbino da Silva;Danielle Gonçalves Cruz Rebouças;Cáthia Alessandra Varela Ataíde;Felype Joseh de Souza Lima Alves e Silva; Tuberculose, Avaliação em Saúde, Avaliação de Programas e Projetos em Saúde Objetivo: Identificar e analisar as evidências disponíveis na literatura científica sobre as estratégias utilizadas nas avaliações de resultados das intervenções de controle da tuberculose. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, com busca nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature, ScienceDirect e US National Library of Medicine. Após a leitura dos títulos e resumos, verificou-se que os critérios de inclusão propostos foram adequados, com uma amostra final de 23 estudos para compor a revisão integrativa. Resultados: Foram agrupados em quatro categorias: testes diagnósticos e de detecção de resistência aos medicamentos utilizados no tratamento da Tuberculose; Tratamento Diretamente Observado; Sistemas de Informação em Saúde e Modelos de assistência ao portador de Tuberculose Conclusão: A avaliação é imprescindível, acontece em etapas que são vão desde o planejamento a execução das ações. Ademais, serve como identificador de pontos a serem aperfeiçoados no intuito de alcançar os objetivos desejados. 1. World Health Organization (WHO). Global tuberculosis report 2018. Geneva: WHO; 2014 [cited 2018 nov 07]. Available from: http://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/274453/9789241565646-eng.pdf? ua=1. 2. Ferri AO, Aguiar B, Whilrelm CM, Schmidt D, Fussieger F, Picoli SU. 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2396 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome PERCEPÇÃO DA FRAGILIDADE DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA EM ENFERMAGEM: OBSTÁCULO NO CONTROLE DA SÍFILIS NA GESTAÇÃO Felipe de Castro Felicio;Valdecyr Herdy Alves;Audrey Vidal Pereira;Diego Pereira Rodrigues;Enimar de Paula;Vivian Linhares Maciel Almeida; Enfermagem, Processo de Enfermagem, Atenção à Saúde, Cuidado Pré-natal, Sífilis Congênita Objetivo: analisar as expressões dos enfermeiros da Estratégia Saúde da Família quanto ao cuidado com a gestante e parceiros(as) por meio da aplicação do processo de enfermagem. Método: estudo descritivo, exploratório, qualitativo, realizado entre maio e agosto de 2018 em duas unidades na Área Programática 3.1 do município do Rio de Janeiro. Participaram do estudo vinte e um enfermeiros atuantes na consulta de enfermagem no pré-natal, sendo os dados coletados por meio de entrevista semiestruturada submetidos à análise de conteúdo na modalidade temática. Resultados: foram observadas dificuldades para a implementação da Sistematização da Assistência em Enfermagem decorrente da demanda de trabalho, carga de trabalho, tempo disponibilizado para a consulta de enfermagem, além de profissionais de saúde não a utilizarem em seu cotidiano. Considerações Finais: o estudo mostrou a necessidade da inserção e utilização da Sistematização da Assistência em Enfermagem na consulta de pré-natal, sobretudo para possibilitar a prevenção, o tratamento e controle da sífilis na gestação. 1. Luppi CG, Gomes SEC, Silva RJC, Ueno MM, Santos AMK, Tayra A, Takahashi RF. Fatores associados à coinfecção por HIV em casos de sífilis adquirida notificados em um Centro de Referência de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids no município de São Paulo, 2014. Epidemiol Serv Saúde. 2018 [citado em 2019 Jun. 14]; 27(1): 1-12. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ress/v27n1/2237-9622-ress-27-01-e20171678.pdf 2. Organização Pan-Americana de Saúde. Plano de Ação para a prevenção e o controle do HIV e de infecções sexualmente transmissíveis 2016-2021. Washington: Organização Pan-Americana de Saúde, 2016 [citado em 2019 fev 25]. Disponível em: https://www.paho.org/hq/dmdocuments/2017/2017-cha-plan-action-prev-hiv-2016-2021-pt.pdf 3. Padovani C, Oliveira RR, Pelloso SM. Sífilis na gestação: associação das características maternas e perinatais em região do sul do Brasil. Rev Latino-Am Enferm. 2018 [citado em 2019 Jun. 14]; 26: 1-10. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v26/pt_0104-1169-rlae-26-e3019.pdf 4. Mola R, Dias ML, Costa JF, Fernandes FECV, Lira GG. Conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre a sistematização da assistência de enfermagem. Rev Fun Care Online. 2019 [citado em 2019 Jun. 14]; 11(4): 887-893. Disponível em: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/6700/pdf_1 5. Silva IAS, Paiva MS, Suto CSS, Santos WS, Silva FR, Fernandes JD. 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Atenção da equipe de enfermagem durante o pré-natal: percepção das gestantes atendidas na rede básica de Itapuranga-Go em diferentes contextos sociais. Rev Enferm Contemporânea. 2017 [citado em 2019 Jun. 14]; 6(1): 30-41. Disponível em: https://www5.bahiana.edu.br/index.php/enfermagem/article/view/1153/846 10. Ribeiro GC, Padovese MC. Sistematização da Assistência de Enfermagem em unidade básica de saúde: percepção da equipe de enfermagem. Rev Esc Enferm USP. 2018 [citado em 2019 Jun. 14]; 52: 1-7. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v52/pt_1980-220X-reeusp-52-e03375.pdf 11. Costa AS, Dias RBF, Cerqueira JCO, Peixoto RCBO. Processo de enfermagem na atenção básica de um município de Alagoas, Brasil. Rev Enferm Atenção Saúde. 2018 [citado em 2019 Jun. 14]; 7(1): 143-151. Disponível em: http://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/enfer/article/view/2201/pdf 12. Figueiredo PP, Filho WDL, Silveira RS, Fonseca AD. 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2397 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome ACIDENTES OFÍDICOS NO NORTE DE MINAS GERAIS - BRASIL: CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS Gustavo Mendes dos Santos; Mordeduras de serpentes, Animais venenosos, Epidemiologia, Saúde coletiva Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico dos acidentes ofídicos em cinco microrregiões do norte de Minas Gerais, Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e descritivo. Os dados foram obtidos por meio do banco SINAN-DATASUS-TABNET correspondendo ao período de 2007 a 2016, na macrorregião do norte de Minas Gerais, utilizou-se dados de domínio público. Os resultados foram submetidos à análise estatística descritiva, para a variável sexo, foi utilizado o teste do χ2 a 5% de nível de significância por meio do programa SAEG 9.1. Resultados: A microrregião que obteve maior número de casos foi a de Francisco Sá, em 2007 totalizou 54,1/100.000 acidentes. Montes Claros/Bocaiúva, ficou com a menor média, 11,4/100.000. O sexo masculino manteve-se sempre predominante, acima de 70% dos casos, sendo estatisticamente superior ao sexo feminino. Conclusão: Espera-se que esse estudo possa contribuir para aprimorar a programação de políticas públicas eficazes na prevenção, proteção e recuperação da saúde. 1. Carmo EA, Nery AA, Jesus CS, Casotti CA. Internações hospitalares por causas externas envolvendo contato com animais em um hospital geral do interior da Bahia, 2009-2011. Epidemiol Serv Saúde [Internet]. 2016 Mar [acesso em 2017 Jul 16];25(1):105-114. Disponível em: //dx.doi.org/10.5123/s1679-49742016000100011. 2. Costa DB. Acidentes ofídicos em Campina Grande: dados epidemiológicos, biológicos, laboratoriais e clínicos [trabalho de conclusão de curso]. Campina Grande (PA): Universidade Estadual da Paraíba; 2012. 3. Ministério da Saúde (BR). Acidentes por animais peçonhentos [Internet]. Brasília: Secretaria de Vigilância em Saúde; 2016 [acesso em 2018 Jun 2]. 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2398 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome PERCEPÇÕES SOBRE A UTILIZAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM POR ENFERMEIROS DE UM HOSPITAL DE MÉDIO PORTE DO ACRE Guilherme Fernando de Paula Silva;Islayne Arruda de Freitas;Iuri da Silva Custódio;Ruth Silva Lima da Costa; Cuidados de enfermagem, Plano de cuidados de enfermagem, Assistência ao Paciente Objetivo: Identificar a percepção sobre a utilização da sistematização da assistência de enfermagem por profissionais enfermeiros de um hospital de médio porte do Acre. Método: Trata-se de estudo de abordagem qualitativa, com direcionamento exploratório e descritivo, realizado junto a 08 enfermeiros que atuam em um hospital de médio porte do Acre. Resultados: Todos os participantes eram do sexo feminino, com idade entre 40 a 49 anos, formados há mais de 20 anos e que atuavam no hospital há menos de 10 anos. Sobre o conhecimento referente a sistematização da assistência de enfermagem (SAE), a maioria afirmou teve conhecimento sobre a temática durante a formação acadêmica e que atualmente buscam se atualizar, através da leitura de artigos científicos sobre o tema. Para eles os fatores que dificultam a utilização da SAE no seu ambiente de trabalho são: extensas demandas, a falta de preparo profissional para a utilização, a ausência da oferta de atualização por parte da gestão, além da falta de monitoramento sobre a sua utilização. Eles demostraram ter convicção que essa metodologia traz muitas vantagens para o profissional e o paciente, mas apesar disso, ela não tem sido colocada em prática. Conclusões: A sistematização da assistência de enfermagem mostra-se imprescindível para uma assistência de qualidade e para que o profissional enfermeiro possa construir sua identidade no campo da assistência. 1. Moreira R, Caetano J, Barros L, Galvão M. 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2399 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome A PERCEPTIVIDADE DAS MULHERES EM RELAÇÃO AOS CUIDADOS OBSTÉTRICOS DURANTE O PARTO E NASCIMENTO Tatyane Ferreira Calvão;Bianca Dargam Gomes Vieira;Valdecyr Herdy Alves;Diego Pereira Rodrigues;Vivian Linhares Maciel Almeida;Caroline Gomes Marambaia; Saúde da Mulher, Obstetrícia, Enfermagem Obstétrica, Parto Humanizado Objetivo: analisar a perceptividade das mulheres acerca do cuidado obstétrico no campo do parto e nascimento. Método: estudo descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa, realizado com quinze puérperas que tiveram o parto no Hospital Universitário Antonio Pedro, Rio de Janeiro, Brasil. Utilizou-se entrevistas semiestruturadas aplicadas durante os meses de julho a agosto de 2018. Os dados coletados foram submetidos à análise de conteúdo na modalidade temática. Resultados: Observou-se que a assistência obstétrica é repleta, ainda, de práticas do modelo tecnocrático, contudo há uma lógica de cuidados embasados nas evidências científicas, um dos preceitos do modelo humanizado, havendo necessidade de intensa mobilização para revisão dos cuidados obstétricos. Considerações Finais: portanto, os resultados traduzem a busca de uma assistência qualificada e segura, respeitando o protagonismo das mulheres e a promoção de estratégias para a promoção do modelo humanizado no parto e nascimento. 1. Amaral RCS, Alves VH, Pereira AV, Rodrigues DP, Silva LA, Marchiori GRS. The insertion of the nurse midwife in delivery and birth: obstacles in a teaching hospital in the Rio de Janeiro state. Esc Anna Nery. 2019 [citado em 2019 Jun. 14]; 32(1): 1-9. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v23n1/1414-8145-ean-23-01-e20180218.pdf 2. Amaral, RCS, Alves VH, Pereira AV, Rodrigues DP, Silva LA, Marchiori GRS. 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2400 renome v. 8 n. 2 (2019): Renome A ATUAÇÃO DO NÚCLEO DE SEGURANÇA DO PACIENTE: ALMEJANDO UM CUIDADO SEGURO Jércica Lopes de Lima;Andréia Guerra Siman;Marilane de Oliveira Fani Amaro;Fernanda Batista Oliveira Santos; Segurança do Paciente, Gestão da Qualidade, Qualidade da Assistência à Saúde, Hospitais Objetivo: compreender a atuação do Núcleo de Segurança do Paciente sob a ótica dos membros enfermeiros. Métodos: estudo de caso com abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas, com roteiro semiestruturado, com seis enfermeiros membros do Núcleo. Foi feita análise de conteúdo de Bardin. Resultados: a atuação do Núcleo gira em torno de desenvolver estratégias de melhorias e desenvolvimento da cultura de segurança do paciente. Os membros do Núcleo ainda têm dificuldades de reconhecer e desenvolver suas competências. A atuação relaciona-se à ações corretivas, propondo melhorias frente ao erro, mas não há destaque em ações preventivas. Conclusões: evidenciou-se que só a criação do núcleo na instituição é incipiente. Há a necessidade de criar mecanismos que possibilitem uma melhor capacitação, planejamento e divulgação das ações estratégicas do Núcleo, buscando garantir um cuidado seguro aos pacientes. 1. Runciman W, Hibbert P, Thomson R, Schaaf TVD, Sherman H, Lewalle P. Towards an international classification for patient safety: key concepts and terms. Int J Qual Health Care. 2009 [cited 2018 Oct 29]; 21(1):18-26. Doi: 10.1093/intqhc /mzn057. 2. Kohn LT, Corrigan JM, Donaldson MS. To err is human. The National Academies Press; 2000[cited 2019 Mai 29]. Disponível em: http://iom.edu/~/media/Files/Report%20Files/1999/To-Err-is-Human/To%20Err%20is%20Human%201999%20%20report%20brief.pdf. 3. Urbanetto JS, Gerhardt LM. Segurança do paciente na tríade assistência ensino pesquisa. Rev Gaucha Enferm. 2013[cited 2018 Oct 29];34(3):8-9. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnfermagem/article/view/43294/27285 4. 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2401 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome SUSCETIBILIDADE ANTIFÚNGICA DE LEVEDURAS DO GÊNERO Malassezia Davi Porfirio da Silva;Itala Letice Pereira Lessa;Danielly Nogueira de Oliveira Silva;Rita de Cássia Beltrão Azevedo Dâmaso;Rossana Teotônio de Farias Moreira; Malassezia, Suscetibilidade Antifúngica, Agentes Antifúngicos, Resistencia Fúngica aos Antibióticos As leveduras do gênero Malassezia estão presentes na microbiota de animais homeotérmicos, são comensais da pele, mas também são associadas a doenças. Nesse sentido, o objetivo desse estudo é analisar a produção científica sobre suscetibilidade a antifúngicos comerciais de espécies de leveduras do gênero Malassezia isoladas em humanos. Trata-se de uma revisão integrativa, com buscas nas bases BDENF, MEDLINE, LILACS, Scopus e Web of Science por meio dos termos Malassezia e antifungal susceptibility. Dos 164 artigos regatados, 13 foram incluídos. Os estudos mostram que os compostos azólicos apresentam melhores desempenhos nos testes de suscetibilidade antifúngica, enquanto a anfotericna B é o fármaco que mais mostrou resultados desfavoráveis, assim como as equinocanidinas. A ausência de padronização das condições apropriadas para realização dos testes de suscetibilidade é apontada como um fator que interfere negativamente nos testes. Logo, pondera-se que a limitação de informações justifica a necessidade de adequações nos testes sensibilidade antimicrobiana. 1- Dupuy AK, David MS, Li L, Heider TN, Peterson JD, Montano EA, et al. Redefining the Human Oral Mycobiome with Improved Practices in Amplicon-based Taxonomy: Discovery of Malassezia as a Prominent Commensal. Plos One. 2014 mar;9(3):e90899. Doi: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0090899. 2- Theelen B, Carfacharia C, Gaitanis G, Bassukas ID, Boekhout T, Dawson TL. Malassezia ecology, pathophysiology, and treatment. 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2402 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome A PRODUÇÃO CIENTÍFICA DA ENFERMAGEM SOBRE A SAÚDE DOS PESCADORES: REVISÃO INTEGRATIVA (2008 – 2018) Diego de Oliveira Souza;Janine Giovanna Pereira Chaves; Enfermagem, Indústria pesqueira, Saúde do trabalhador Este artigo tem o objetivo de analisar a produção científica acerca da saúde dos pescadores em periódicos de Enfermagem, nos últimos dez anos completos (2008-2018). Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, realizada com base em artigos indexados na Biblioteca Virtual em Saúde (Brasil) e na Nacional Library of Medicine (Estados Unidos da América). Foram encontrados 26 artigos e analisados 10, todos publicados em revistas de Enfermagem e possuíam autores enfermeiros. As abordagens se voltam a três núcleos temáticos: perfil sociodemográfico e trajetória de vida; principais problemas de saúde; e formas de enfrentamento dos problemas. Observou-se que a temática ainda é pouco explorada, com investigações com baixo nível de evidência, o que revela a necessidade de estudos com outras abordagens metodológicas, outros recortes geográficos e com maior diversificação dos aspectos analisados, especialmente sobre as teorias e o processo de Enfermagem. 1. Lawrie T, Matheson C, Ritchie L, Murphy E, Bond C. The health and lifestyle of Scottish fishermen: a need for health promotion. Health Education Research, 2204 19(4): 373–379. 2. Percin F, Akyol O, Davas A, Saygi H. Occupational health of Turkish Aegean small-scale fishermen. Occupational Medicine 2012, 62(2): 148–151. 3. Matheson C, Morrison S, Murphy E, Lawrie T, Ritchie L, Bond C. The health of fishermen in the catching sector of the fishing industry: a gap analysis, Occupational Medicine 2001, 51(5): 305–311. 4. Pena, PGL, Minayo - Gomez C. Saúde dos pescadores artesanais e desafios para a Vigilância em Saúde do Trabalhador. Ciênc saúde coletiva 2014, 19(12): 4689-4698. 5. Rosa MF, Mattos UAO. A saúde e os riscos dos pescadores e catadores de caranguejo da Baía de Guanabara. Ciênc saúde coletiva 2010, 15(supl. 1): 1543-1552. 6. Minayo MCS.; Miranda AC. Saúde e ambiente sustentável: estreitando nós. Rio de Janeiro (RJ): Ed. Fiocruz; 2002. 7. Souza DO. Saúde do(s) trabalhador(es): análise ontológica da “questão” e do “campo”. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, Uerj, Rio de Janeiro. 2016. 8. Horta VA. Processo de Enfermagem. São Paulo: EPU; 1979. 9. Silva SEV. Por uma teoria social da enfermagem. In: SILVA, S. E. V. da. Contribuições à crítica da enfermagem moderna. Maceió: EDUFAL; 2015. 10. Souza MT, Silva MD, Carvalho R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein 2010; 8(1):102-6. 11. Ribeiro CRB, Sabóia VM, Pereira CM. Consumo de álcool entre pescadores: uma revisão integrativa. Rev Fun Care Online 2017, 9 (2): 575-582. 12. Ribeiro CRB, Sabóia VM, Souza DK, Portugal AMA. A saúde de pescadores artesanais e ocorrência de feridas cutâneas: novos rumos para a enfermagem. Rev Fun Care Online 2015, 7 (1): 1946-1953. 13. Ribeiro CRB, Sabóia VM. Educação popular em saúde com pescadores: uma experiência fora da “zona de conforto” da enfermeira. Rev Fun Care Online 2015, 7 (3): 2846-2852. 14. Ribeiro CRB, Sabóia VM, Souza DK. Impacto ambiental, trabalho e saúde de pescadores artesanais: a educação popular em foco. Rev Fun Care Online 2015, 7 (3): 2835-2845. 15. Ribeiro CRB, Sabóia VM, Souza DK. Saúde e trabalho de pescadores artesanais da comunidade Cassinú-RJ, Brasil: (in) visibilidade social e luta pelo reconhecimento. Rev Fun Care Online 2016, 8 (1): 3957-396. 16. Cavalcante ES, Pessoa Junior JM, Freire ILS, Cavalcante CAA, Miranda FAA. Representações sociais de pescadores com lesão medular: repercussões e trajetória de vida. Rev Bras Enferm 2016, 70 (1): 139-145. 17. Cavalcante ES, Pessoa Junior JM, Freire ILS, Faro ACM, Torres GV, Miranda FAN. Spinal cord injury due to diving accidents and stress among artisanal fishers. Texto contexto 2017, 26, (2): :e00190016. 18. Chen MY, Huang WC, Peng YS, Guo JS, Chen CP, Jong MC, Lin HC. Effectiveness of a health promotion programme for farmers and fishermen with type-2 diabetes in Taiwan. J Adv Nurs 2011, 67 (9): 2060-7 19. Wang J, Chen CY, Lai LJ, Chen LM, Chen MY. The effectiveness of a Community-based health promotion program for rural elders: a quase-experimental design. Appl Nurs Res 2014 Aug;27(3):181-185. 20. Ganesan S, Subbiah VN, Michael JCJ. Associated factors with cervical pre-malignant lesions among the married fisher women community at Sadras, Tamil Nadu. Asia Pac J Oncol Nurs 2015, 2(1): 42–50 21. Vasconcelos, EM. Educação popular: instrumento de gestão participativa dos serviços de saúde. In: Brasil. Caderno de educação popular e saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2007.
2403 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome REPERCUSSÕES DO CÂNCER INFANTIL NO AMBIENTE FAMILIAR Hedi Crecencia Heckler de Siqueira;Miguel Armando Bick;Aurélia Danda Sampaio;Adriane Calvetti de Medeiros;Andria de Siqueira Bento;Danusa Fernandes Severo; Câncer, Criança, Família Objetivo: analisar a produção científica acerca das repercussões do câncer infantil no ambiente familiar. Métodos: descritivo, exploratório e revisão integrativa da literatura, nas bases de dados Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde, Scientific Eleetronic Library Online e Base de dados de Enfermagem, utilizando os descritores “câncer” e “criança”. Foram selecionados artigos publicados entre janeiro de 2012 e dezembro de 2019. Resultados: dezoito estudos responderam à questão norteadora, abordando as repercussões familiares diante do diagnóstico do câncer na criança, como, mudanças ocorridas na rotina dos familiares durante o tratamento, impactos negativos com gastos financeiros, isolamento social e estratégias de enfrentamento aos prejuízos sociais. Conclusão: o sofrimento dos familiares faz parte do diagnóstico de câncer infanto-juvenil. Evidencia-se a necessidade de manutenção das pesquisas que focalizam essa população, afim de ampliar o conhecimento acerca dessa temática e a humanização do cuidado à criança com câncer e familiares. 1. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. ABC do câncer: abordagens básicas para o controle do câncer [Internet]. 2019 [cited 2018 Oct 1]. Available from: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//livro-abc-4-edicao.pdf 2. O que é câncer? | INCA - Instituto Nacional de Câncer [Internet]. [cited 2019 Sep 20]. Available from: https://www.inca.gov.br/o-que-e-cancer 3. Borges AA, Lima RAG de, Dupas G. Secrets and truths in the process of family comunication with a child with cancer. Esc Anna Nery - Rev Enferm. 2016;20(4). 4. Guimarães CA, Enumo SRF. Impacto Familiar nas Diferentes Fases da Leucemia Infantil. Psicol - Teor e Prática [Internet]. 2015 Dec 31;17(3):66–78. Available from: http://www.bibliotekevirtual.org/index.php/2013-02-07-03-02-35/2013-02-07-03-03-11/1754-psicologia/v17n03/18455-impacto-familiar-nas-diferentes-fases-da-leucemia-infantil.html 5. Souza AN, Ribeiro BS, Soare C de J, Souza LR de, Lima ZS de A, Teixeira MA. O impacto do câncer infantil no contexto familiar. Rev Saúde.com [Internet]. 2018;9(3):30–1. Available from: http://www.uesb.br/revista/rsc/v9/ed_v9supl3.pdf 6. Paula DPS de, Rita G, Andrade JMO, Paraíso AF. Câncer infantil no âmbito familiar: percepções e experiências frente ao diagnóstico. Revista Cuidarte. 2019;10(1):1-12. 7. Melnik B. 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2404 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome A IMPORTÂNCIA DOS GRUPOS EDUCATIVOS DO PRÉ-NATAL NA CONSTRUÇÃO DO PLANO DE PARTO Antonia Mara Rodrigues de Loiola;Valdecyr Herdy Alves;Bianca Dargam Gomes Vieira;Diego Pereira Rodrigues;Kleyde Ventura de Souza;Giovanna Rosario Soanno Marchiori;Rafael Ferreira da Costa; Cuidado Pré-Natal, Enfermeiras Obstétricas, Direitos Reprodutivos, Parto Humanizado Objetivo: identificar a construção do plano de parto pelas mulheres do grupo educativo do pré-natal oferecidos em Casa de Parto. Método: trata-se de pesquisa descritiva com abordagem qualitativa. A coleta de dados deu-se numa casa de parto localizada no Rio de janeiro, sendo as participantes da pesquisa 11 puérperas assistidas no processo de parto e nascimento. Os dados obtidos foram submetidos à análise de conteúdo, na modalidade temática. Resultados: o desenvolvimento da categoria “Plano de parto como tecnologia do cuidado”, evidenciou que o Plano de Parto é um instrumento fundamental por ser embasado nos conhecimentos adquiridos durante o pré-natal e oficinas para gestantes, fato esse considerado essencial para a autonomia feminina. Considerações Finais: os resultados corroboram as diretrizes da Organização Mundial de Saúde e as políticas de humanização do parto e nascimento do Ministério da Saúde que traduzem, em seus documentos, a necessidade de uma assistência qualificada e segura. 1. World Health Organization. WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience. Geneva: WHO. 2018 [citado em 2019 fev 25]. Disponível em: https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/260178/9789241550215-eng.pdf 2. Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. 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2405 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome OS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL NA PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS EGRESSOS DE UMA RESIDÊNCIA DE SAÚDE MENTAL John Victor dos Santos Silva;Thyara Maia Brandão; Serviços de Saúde Mental, Trabalhadores, Trabalho, Internato não Médico Objetivo: descrever a percepção dos enfermeiros egressos de um programa de residência de Enfermagem em Saúde Mental sobre os Centros de Atenção Psicossocial de uma capital do Brasil. Método: Pesquisa com abordagem qualitativa, caracterizada como exploratória. Participaram 10 egressos submetidos à entrevista semiestruturada com questionário aberto. Foi realizada gravação em áudio e anotação em diário de campo. O material produzido foi analisado através da técnica de análise de Conteúdo, na modalidade Análise Temática. Resultados: das falas dos sujeitos emergiram as temáticas: “Os trabalhadores e o Trabalho nos Centros de Atenção Psicossocial”, que se refere às características dos serviços; e “A Enfermagem nos Centros de Atenção psicossocial”, reverente às características desses profissionais nos serviços. Considerações Finais: Inúmeros fatores internos e externos relacionados ao trabalho nos Centros de Atenção Psicossocial podem comprometer a efetividade de suas ações no processo de reabilitação psicossocial das pessoas em sofrimento mental. 1. Brasil. Lei n°. 10.216, de 6 de abril de 2001. Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Diário Oficial da União, 2001. Disponível: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10216.htm. 2. Ministério da Saúde (Brasil). Portaria/GM n° 336, de 19 de fevereiro de 2002. Portaria que define e estabelece diretrizes para o funcionamento dos Centros de Atenção Psicossocial. Diário Oficial da União, 2002. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2002/prt0336_19_02_2002.html. 3. Ministério da Saúde (Brasil). Portaria/GM nº 130, de 26 de janeiro de 2012. Redefine o Centro de Atenção Psicossocial, Álcool e outras Drogas 24 horas (CAPS AD III) e os respectivos incentivos financeiros. Diário Oficial da União, 2012. Avaliable from: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2012/prt0130_26_01_2012.html. 4. Ministério da Saúde (Brasil). Portaria nº 3.588, de 21 de dezembro de 2017. Altera as Portarias de Consolidação no 3 e nº 6, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre a Rede de Atenção Psicossocial, e dá outras providências. Diário Oficial da União, 2017. Avaliable from: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt3588_22_12_2017.html. 5. Souza AC, Guljor APF, Silva JLL. Refletindo sobre os centros de atenção psicossocial. 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A enfermagem dos Centros de atenção psicossocial de uma capital do nordeste do Brasil. Rev Enferm Atenção Saúde [Online]. 2019; [cited 2019 Aug 11]8(1):27-38. Avaliable from: http://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/enfer/article/view/3379/pdf.
2406 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome ACOLHIMENTO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS Raimunda das Candeias;José Adelmo da Silva Filho;Maria Nágela Valéria da Silva;Maria Regilânia Lopes Moreira;Antonio Germane Alves Pinto; Acolhimento, Estratégia Saúde da Família, Sistema Único de Saúde, Atenção Primária à Saúde, Assistência Integral à Saúde Objetivo: Descrever as concepções sobre o acolhimento e as experiências na prática cotidiana da Estratégia Saúde da Família. Método: Pesquisa descritiva e exploratória, de abordagem qualitativa. Participaram 49 profissionais das equipes multiprofissionais de 12 unidades de Saúde da Família do município de Iguatu/Ceará. Utilizou-se a entrevista semiestruturada para coleta de dados, que foram analisados de acordo com a análise hermenêutico-dialética proposta por Minayo. A pesquisa recebeu parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri sob o Nº 1.836.797. Resultados: verificou-se que os profissionais desconhecem o acolhimento em todas as suas dimensões e o consideram como uma atribuição específica do recepcionista relacionada a uma triagem com classificação de risco dos usuários ou ao repasse de informações. Considerações Finais: percebe-se que a compreensão e a prática do acolhimento ainda são fragmentadas, distantes do necessário para uma atenção integral à saúde. 1. Teixeira MG, Costa MCN, Carmo EH, Oliveira WK, Penna GO. Health surveillance at the SUS: development, effects and perspectives. Ciênc Saúde Colet. 2018; 23(6): 1811-1818. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232018236.09032018 2. Santos NR. 30 years of SUS: the beginning, the pathway and the target. Ciênc Saúde Colet. 2018; 23(6): 1729-1736. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232018236.06092018 3. Cunha ATR, Vilar RLA, Melo RHV, Silva AB, Rodrigues MP. Percepções De Usuários Sobre Humanização Na Estratégia Saúde Da Família: Um Estudo Ancorado Na Teoria Da Dádiva. 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2407 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome PREVALÊNCIA DE SEPSE EM NEONATOS INTERNADOS EM UM HOSPITAL ESCOLA Lucas Antônio Nunes dos Santos;Jéssica Polliane de Jesus Nunes;Lunny Anelita Pereira Souza;Brenda Cristina Rodrigues de Almeida;Carolina Amaral Oliveira Rodrigues;Sélen Jaqueline Souza Ruas;Sirlaine de Pinho;Lucinéia de Pinho; Recém-nascido, Sepse, Mortalidade neonatal, Fatores de risco Objetivo: Identificar a prevalência de sepse em neonatos internados em um hospital escola. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, retrospectivo, descritivo, de corte transversal realizado com os prontruários de neonatos internados em 2017 em um hospital escola na cidade de Montes Claros, MG. Utilizou-se um questionário para a coleta contemplando as variáveis da gestação, do parto, do neonato e do óbito. Resultados: Participaram 495 neonatos, sendo 292 (59%) classificados como pré-termo. O período de hospitalização dos neonatos menor que 15 dias foi de 404 (81,6%). Neste estudo a prevalência de sepse foi de 14,7% nos neonatos, sendo que destes, 83% apresentaram sepse precoce. Os principais diagnósticos identificados foram icterícia com 299 (60,4%) e prematuridade com 91 (18,4%). Conclusão: A prevalência de sepse neonatal indica a vulnerabilidade dos neonatos, e, por isso, é fundamental o papel do enfermeiro na assistência no pré-natal e após o nascimento do neonato. 1. Mervyn S, Clifford SD, Christopher WS, Manu SH, Djillali A, Michael B, et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA [serial on the Internet]. 2016 Feb [cited 2019 Aug 19]; 315(8):801–10. Available from: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2492881. 2. Demisse AG, Alemu F, Gizaw MA, Tigabu Z. Patterns of admission and factors associated with neonatal mortality among neonates admitted to the neonatal intensive care unit of University of Gondar Hospital, Northwest Ethiopia. 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2408 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome CONSTRUÇÃO DE INDICADORES DE QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA Flavia Aparecida Dias Marmo;Zenewton André da Silva Gama;Darlene Mara dos Santos Tavares; Pesquisa metodológica em enfermagem, Enfermagem geriátrica, Atenção primária à saúde, Idoso, papel do profissional de enfermagem Objetivo: Desenvolver um modelo lógico para construção de indicadores da qualidade da assistência de enfermagem ao idoso no contexto da atenção primária à saúde. Método: Trata-se de pesquisa metodológica baseada nas etapas de elaboração de modelo lógico do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA). Foram realizadas a coleta e análise de informações; pré-montagem do modelo lógico e validação. A busca dos referidos documentos foi realizada entre abril a agosto de 2015. Resultados: Foram selecionados 40 documentos relacionados à atenção primária, idoso e/ou atribuições do enfermeiro direcionando a atenção a este grupo populacional. A dimensão de processo do modelo lógico evidenciou que o enfermeiro apresenta atribuições específicas inerentes a sua profissão e outras que devem realizadas por ele e/ou outros profissionais da equipe de saúde. Estas atribuições podem ser gerenciais ou assistenciais com foco nas subdimensões de desempenho dos serviços de atenção primária. Conclusão: O modelo lógico se apresenta como ferramenta capaz de contribuir com a maximização da reflexão acerca da atenção em saúde oferecida. 1. Scott KW, Phil M, Jha AK. Putting Quality on the Global Health Agenda. N Engl J Med. 2014;371(1):3–5. 2. Randive B, Diwan V, Costa AD. India’s Conditional Cash Transfer Programme (the JSY) to Promote Institutional Birth: Is There an Association between Institutional Birth Proportion and Maternal Mortality?. PLoS ONE. 2013;8(6):e67452. 3. Saturno PJ. Como definimos calidad - opciones y caracteristicas de los diversos enfoques y su importancia para los programas de gestion de la calidad. 2ª Edición. 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2409 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome ABORDAGEM CLÍNICO-RADIOGRÁFICA DE DENTES TRATADOS ENDODONTICAMENTE: STATUS PERIAPICAL E QUALIDADE DAS OBTURAÇÕES E RESTAURAÇÕES CORONÁRIAS Patrícia Oliveira de Souza;Stéphanie Quadros Tonelli;Michel Sena Fernandes Faria Lima;Pedro Paulo Alves Sá;Camila Karen de Melo Almeida;Eduardo Nunes;Frank Ferreira Silveira; Endodontia, Obturação do Canal Radicular, Periodontite Periapical, Radiografia Dentária, Restauração Dentária Permanente Resumo: O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade radiográfica de tratamentos endodônticos e correlacionar com o status periapical e adequação da restauração coronária. Métodos: Cento e quarenta e três dentes tratados endodonticamente foram avaliados clínica e radiograficamente e agrupados de acordo com a qualidade da obturação (adequada e inadequada) e restauração coronária (adequada e inadequada). O status periapical radiográfico foi considerado como sucesso (ausência de lesão periapical) e insucesso (área radiolúcida periapical); e clínico como adequado (ausência de sinais e sintomas) e inadequado (presença de sinais ou sintomas). Resultados: Setenta e um dentes apresentaram tratamento endodôntico adequado e obtiveram maior sucesso periapical (n=63); dos 72 inadequados, apenas 19 apresentaram sucesso (p>0,05). As taxas de sucesso foram de 97,5%, para obturação e restauração adequadas e de 17,07% para ambas inadequadas. Conclusão: A qualidade da obturação endodôntica influenciou no sucesso do tratamento. No entanto, a restauração coronária também foi importante para a saúde periapical. 1. Ray HA, Trope M. Periapical status of endodontically treated teeth in relation to the technical quality of the root filling and the coronal restoration. Int Endod J. 1995; 28:12-18 2. Benenati FW, Khajotia SS. 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2410 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome O FACEBOOK COMO FERRAMENTA METODOLÓGICA E LÓCUS NA PESQUISA EM REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E ENFERMAGEM Pablo Luiz Santos Couto;Mirian Santos Paiva;Cleuma Sueli Santos Suto;Dejeane de Oliveira Silva;Carle Porcino;Antônio Marcos Tosoli Gomes; Rede Social, Pesquisa, Metodologia, Semântica, Enfermagem Objetivo: analisar o uso do Facebook, considerando-o como lócus de pesquisa e estratégia para aplicação de instrumentos de coleta de dados. Método: traz-se a vivência de uma pesquisa multimétodos, realizada on-line, no Facebook, com 84 jovens de todas as regiões do Brasil, no período de fevereiro a março de 2015. Resultados: as redes socais aculturam as pessoas pela facilidade de aproximação virtual, difusão e propagação de informações, favorecem a realização de leituras da realidade e sua utilização como espaço para aplicação das técnicas de coleta de dados. A ferramenta permitiu coletar informação de pessoas em todas as regiões do Brasil e disponibilizou falas/discursos que revelaram suas representações sociais. Conclusão: o Facebook possibilitou delimitar grupos de pertencimento apresentando-se como novas tecnologias a ser utilizada como estratégia/técnica de pesquisas que se propõem a traçar planos de cuidados na educação em saúde de forma rápida e interativa com variados grupos populacionais. 1. Carnuto L. Pesquisa social ou qualitativa? Uma dis(des)cu(constru)ss(ç)ão em pauta na saúde coletiva. Saúde debate. (Online), 2019; 43(12):170-80. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/0103-1104201912013. 2. Fernandes FMB, Moreira MR. Considerações metodológicas sobre as possibilidades de aplicação da técnica de observação participante na Saúde Coletiva. Physis. (Online), 2013; 23(2). Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-73312013000200010. 3. Armayones M, Requena S, Gómez-Zúñiga B, Pousada M, Bañón AM. 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2411 renome v. 8 n. 1 (2019): Renome ORIENTAÇÕES DO ENFERMEIRO E MUDANÇAS NO COMPORTAMENTO: CAMINHO PARA A SOBREVIVÊNCIA DO USUÁRIO TRANSPLANTADO RENAL Vanessa Soares Mendes Pedroso;Mara Regina Bergmann Thurow;Adriane Calvetti de Medeiro;Juliane Scarton;Sidiane Teixeira Rodrigues;Hedi Crecencia Heckler de Siqueira; Transplante Renal, Sobrevivência, Cuidados de Enfermagem, Relações Enfermeiro-Paciente, Ecossistema Objetivo: Analisar as orientações do enfermeiro ao usuário de transplante renal e averiguar as mudanças no seu comportamento no ambiente domiciliar, no pós-transplante. Método: Estudo descritivo, exploratório com abordagem qualitativa, realizado com 13 usuários por meio de entrevista semiestruturada e Análise Temática dos dados. Resultados: As orientações levaram os usuários a rever seus hábitos, que inferiram mudanças de comportamento e/ou adequações em seu processo de seu enxerto renal. Identifica-se que os comportamentos dos usuários, estão, em parte, de acordo com as orientações recebidas pelo enfermeiro. Conclusão: O transplante renal provoca algumas transformações comportamentais nos usuários, associadas, às mudanças nos hábitos alimentares, restrições de contato, medicações, entre outras capazes de impactar os seus projetos de vida e, assim interferir e influenciar no seu modo de viver. Assim, podem e/ou não contribuir para a construção de um ambiente favorável ao desenvolvimento de comportamentos saudáveis e, consequentemente a sobrevida do enxerto renal. 1.Mendonça AE, Torres GV, Salvetti MG, Alchieri JC, Costa IK.Changes in Quality of Life after kidney transplantation and related factors. Acta Paul. Enferm. 2014;27( 3 ): 287-292. DOI:http://dx.doi.org/10.1590/1982-0194201400048 2.Brasil. Ministério da Saúde. 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2412 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome USO DA ANÁLISE DOCUMENTAL PARA ESTUDO DE PROJETOS ARQUITETÔNICOS DE UM HOSPITAL MODELO REFERÊNCIA Patricia Bover Draganov;Maria Cristina Sanna; História da enfermagem; Documentos, Historiografia Introdução. Projetos arquitetônicos, que possuem estrutura complexa de determinada área do conhecimento, representam grande desafio para o pesquisador. Objetivo. Relatar a experiência do uso de projetos arquitetônicos de um hospital elaborados no período de 1974 a 2002 em uma pesquisa de análise documental. Método. Relato de experiência da análise documental de projetos arquitetônicos de um hospital que ocorreu em três etapas: organização de 1407 desenhos arquitetônicos em planilha, seleção de 50 desenhos de interesse, e aplicação de planilha analítica gerando categorias de análise e discussão. Considerações finais. O pesquisador deve ter atenção aos critérios de seleção, organização e análise da fonte histórica, pois há fontes de alto grau de complexidade, garantir legalmente o direito para uso das imagens, sem o qual a pesquisa não poderá ser efetuada e compartilhar a construção de instrumentos para a análise de fontes documentais a fim de favorecer o desenvolvimento metodológico da pesquisa sobre história. Le Goff J. História e memória. Campinas: Editora UNICAMP, 1996. p. 538. Flick U. “Redação e o futuro da pesquisa qualitativa: arte ou método?” Em Flick U. Introdução à pesquisa qualitativa. Porto alegre: Artmed, 2009. Pastro C. Hospital Santa Catarina: 1906-2006. São Paulo. Grafa, 2006 Silva JMC. “Projeto é documento: a experiência de pesquisa na coleção Jacques Pilon da Biblioteca da FAU-USP”. Anais III ENANPARQ arquitetura, cidade e projeto: uma construção coletiva, São Paulo, 2014. Nightingale F. Notes on Hospitals. 3a ed. London. Savill & Edwards printers, 2010. Miquelin LC. Anatomia dos edifícios hospitalares. São Paulo: CEDAS, 1992. Draganov PB, Sanna MC. Desenhos Arquitetônicos de Hospitais Descritos no Livro “Notes on Hospitals” de Florence Nightingale. In: 67o Congresso Brasileiro de Enfermagem e 4o Colóquio Latino-Americano de Historia da Enfermagem (67 CEBen/4 CLAHEn), 2015, São Paulo. Anais... São Paulo: 67 CEBen/4 CLAHEn, 2015. p.. Sanna MC. A estrutura do conhecimento sobre administração em enfermagem. Rev Bras Enferm [Internet]. 2007 [citado 2015 julho 11];60(3):336-8. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/reben/v60n3/a17.pdf Gaio R.; Carvalho RB, Simões R. Métodos e técnicas de pesquisa: a metodologia em questão. In: GAIO, R. (org.). Metodologia de pesquisa e produção de conhecimento. Petrópolis, Vozes, 2008 Brasil. Ministério da Saúde. Normas de construção e instalação do Hospital Geral. Rio de Janeiro, 1974. 147 p. Ministério da Saúde (BR), Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC50, de 21 de fevereiro de 2002: dispõe sobre regulamento técnico para planejamento, programação, avaliação, elaboração de projetos físicos de EAS [Internet]. Brasília (DF); 2002 [citado 2014 julho 11]. Disponível: http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/2002/50_02rdc.pdf
2413 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UMA MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA Márcia Maria Conceição Eugênio;Jessica Adriene Diniz;Larissa Lopes BaEsta1;Letícia de Toledo Vaz de Alencar;Adilene Viana Machado Gonçalves;Dyulia Correa Santos;Mateus Henrique dos Santos;Olívia Araújo Rodrigues;Luís Paulo Souza e Souza; Violência Doméstica; Profissionais da Saúde; Processo de Enfermagem; Cuidados de Enfermagem. Objetivou-se aplicar a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) a uma mulher vítima de violência doméstica. Trata-se de estudo qualitativo, do tipo estudo de caso, seguindo o embasamento teórico do Processo de Enfermagem da Wanda Horta. Os diagnósticos de enfermagem foram feitos de acordo com a classificação proposta pela Associação Norte Americana de Diagnósticos de Enfermagem – NANDA Internacional. Os dados relatados pela mulher e no relatório do hospital no dia do atendimento de urgência foram: mulher, 30 anos de idade, deu entrada no setor de emergência de um hospital público na região metropolitana de Belo Horizonte por volta das duas horas da madrugada, trazida por dois amigos, relatando ter sido brutalmente agredida por seu ex-companheiro. Os principais diagnósticos de enfermagem foram: Autoestima: Situacional Baixa, Conflito de Decisão, Desesperança, Dor Crônica, Distúrbio da Imagem Corporal, Insônia, Medo, Isolamento social e Síndrome pós-trauma. Após a identificação dos diagnósticos foram pautadas as intervenções sugeridas e intervenções principais, e encontrados os resultados esperados e resultados encontrados com a mulher. Conclui-se que a SAE proporcionou ao acadêmico a aproximação com a assistência e a realização das ações de saúde em enfermagem, obtendo resultados satisfatórios junto à mulher acompanhada. Brasil. Lei Maria da Penha - Lei 11340/06, Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Brasília: DOU, 2006. Organização Mundial da Saúde – OMS. Preventing intimate partner and sexual violence against women: taking action and generating evidence. Genebra: WHO, 2012. Amaral LBM, Vasconcelos TB, Sá FE, Silva ASR, Macena RHM. Violência doméstica e a Lei Maria da Penha: perfil das agressões sofridas por mulheres abrigadas em unidade social de proteção. Rev. Estud. Fem. 2016;24(2): 521-540. Dahlberg LL, Krug EG. Violência: um problema global de saúde pública. Ciênc. saúde coletiva. 2006;11(suppl.):1163-1178. Souza e Souza LP, Ruas RFB, Brito MFSF, Leite MTS, Soares SM. Café & prosa com as Marias”: avaliação das mulheres sobre grupos operativos no manejo da violência de gênero. Rev Edu Popular. 2017;16(1):92-103. Souza e Souza LP, Coelho D, Souza A, Ruas R, Figueiredo T, Alcântara D, Silva C. “Em briga de marido e mulher, não se mete a colher?” Análise da violência baseado no gênero e o papel do setor saúde. Rev Eletr Gestão Saúde. 2015;6(1):79-94. Souza e Souza LP, Souza AG, Figueiredo T, Brito MFSF, Leite MTS, Souza KV. Violência de Gênero: o silêncio e enfrentamento vivido pelas mulheres à luz da Fenomenologia Social. Rev. enferm. UFPE. 2016;10(10):3842-50. Machado JC, Rodrigues VP, Vilela ABA, Simões AV, Morais RLGL, Rocha EN. Violência intrafamiliar e as estratégias de atuação da equipe de Saúde da Família. Saude soc. 2014;23(3):828-840. Meneghel SN, Mueller B, Collaziol ME, Quadros MM. Repercussões da Lei Maria da Penha no enfrentamento da violência de gênero. Ciênc. saúde coletiva. 2013;18(3):691-700. Parizotto NR. Violência doméstica de gênero e mediação de conflitos: a reatualização do conservadorismo. Serv. Soc. Soc. 2018(132):287-305. Silva CD, Gomes VLO, Fonseca AD, Gomes MT, Arejano CB. Representação da violência doméstica contra a mulher: comparação entre discentes de enfermagem. Rev. Gaúcha Enferm. 2018;39:e63935. Machado C, Gonçalves RA. Violência e Vítimas de Crimes. Coimbra: Quarteto Editora, 2003. Souza MMS, Oliveira MVP, Jesus LKA. Violência sexual contra a mulher e o papel do enfermeiro, revisão de literatura. Cad. Grad. Ciên Biol Saúde Unit. 2016;3(3): 257-274 Nursing Diagnosis Association – International. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA-I: Definições e Classificação - 2015/2017. São Paulo: Artmed, 2015 Horta WA. Enfermagem: teoria, conceitos, princípios e processo. Rev. Esc. Enf. USP. 194;5(1):7-15. Sacramento LT, Rezende MM. Violências: lembrando alguns conceitos. Aletheia. 2006;24:95-104. Silva LEL, Oliveira MLC. Violência contra a mulher: revisão sistemática da produção científica nacional no período de 2009 a 2013. Ciênc. saúde coletiva. 2015;20(11):3523-3532. Moura PMB, Guimarães NCF, Crispim ZM. Assistência de enfermagem às mulheres vítimas de violência: revisão integrativa. Rev Enferm. Cent. O. Min. 2011: 571-582. Acosta DF, Gomes VLO, Oliveira DC, Gomes GC, Fonseca AD. Aspectos éticos e legais no cuidado de enfermagem às vítimas de violência doméstica. Texto contexto - enferm. 2017;26(3):e6770015.
2414 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: O AUTOCUIDADO COMO MECANISMO DE PREVENÇÃO DE AGRAVOS EM HIPERTENSOS Elton Junio Sady Prates;Maria Luiza Sady Prates;Maisa Tavares de Souza Leite; Educação em Saúde; Atenção Primária à Saúde; Promoção da Saúde; Hipertensão. O presente estudo visa descrever, sob uma nova óptica, a experiência dos acadêmicos de enfermagem, sob a realização de uma ação de educação permanente em saúde (EPS) junto a hipertensos cadastrados e atendidos pelo Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos (Sis-HIPERDIA), realizada em uma sala de espera de uma Estratégia de Saúde da Família (ESF), localizada no município de Passos-MG. Todos os envolvidos empenharam-se em promover atividades problematizadoras, dialógicas, interativas, promotoras da ação-reflexão-ação e emancipadoras, com o objetivo de que os sujeitos reflitam sobre o seu próprio bem-estar e adotem práticas que visem à melhora da sua qualidade de vida, na busca do fortalecimento do binômio saúde-cuidado. Sociedade Brasileira de Cardiologia. V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. São Paulo: SBC, 2016 [cited 2017 Nov 2017]. Available from: http://www.sbh.org.br/geral/noticias.asp?id=69 Alwan A, Armstrong T, Bettcher D, Boerma T, Branca F, Ho JCY, et al. Global Atlas on Cardiovascular Disease Prevention and Control. 2011, World Health Organization, World Heart Federation and World Stroke Organization, Geneva. Available from: http://www.who.int/cardiovascular_diseases/publications/atlas_cvd/en/ Organização Pan-Americana da Saúde; Organização Mundial da Saúde. Doenças Cardiovasculares. Brasília: OPAS, 2016 [cited 2017 Nov 2017]. Available from: http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5253:doencas-cardiovasculares&Itemid=839 Mendes CRS, Miranda MDC, Lima FET, Brito EAWS, Freitas I, Matias EO. Prática de autocuidado de pacientes com hipertensão arterial na atenção primária de saúde. Rev Rene. 2016 [cited Nov 12]; 17(1):52-9. Available from: http://www.redalyc.org/html/3240/324044160008/ Ministério da Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. Brasília, 2010 [cited 2017 Nov 2017]. Available from: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude_3ed.pdf Menezes Júnior JE, Queiroz JC, Fernandes SCA, Oliveira LC, Coelho SQF. Educação em saúde como estratégia para melhoria da qualidade de vida dos usuários hipertensos. Rev Rene. 2011 [cited Nov 12]; 12(n.esp.):1045-51. Available from: http://www.revistarene.ufc.br/vol12n4_esp_html_site/a21v12espn4.html Mascarenhas NB, Melo CMM, Fagundes NC. Produção do conhecimento sobre promoção da saúde e prática da enfermeira na Atenção Primária. Rev Bras. Enferm. [serial on the Internet]. 2012 [cited Nov 12];65(6):991-9. Available from: http://www.scielo.br/pdf/reben/v65n6/a16v65n6.pdf Figueiredo NMA. Método e Metodologia na Pesquisa Científica. 3ª ed. São Caetano do Sul: Yendis; 2008. Prates EJS, Prates MLS, Silva LFI, Ferreira GMF, Bueno B, Maia MAC, et al. Ações extensionistas como eixo formador do futuro profissional de saúde: um relato de experiência. In: Anais da X Bienal de Enfermagem e II Simpósio Internacional de Enfermagem; 2017 Aug 16-18; Botucatu, Brasil. Botucatu: Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/UNESP); 2017. p. 1-1. Available from: http://www.inscricoes.fmb.unesp.br/anais_completo.asp Rabelo JB, Saldanha MAS, Albuquerque JT. Articulação ensino-pesquisa-extensão na formação em serviço social: experiência do laboratório de estudos políticas e práticas sociais. In: Seminário Nacional de Serviço Social, Trabalho e Política Social; 2017 Oct 23-25; Florianópolis, Brasil. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2015. p. 1-9. Available from: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/180714/Eixo%202_183.pdf?sequence=1&isAllowed=y Salci MA, Maceno P, Rozza SG, Silva DMGV, Boehr AE, Heidemann ITSB. Educação em saúde e suas perspectivas teóricas: algumas reflexões. Texto Contexto Enferm. 2013 [cited Nov 12]; 22(1):224-30. Available from: http://www.scielo.br/pdf/tce/v22n1/pt_27 Conselho Nacional de Saúde (Brasil). Resolução n°466, de 12 de dezembro de 2012. Brasília, 2012 [cited 2017 Nov 2017]. Available from: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html Cardoso RR, Brito DM, Soares CMA, Souza SM, Matos FV, Mendes PHC. Promovendo educação em saúde na sala de espera das Unidades de saúde: relato de experiência. Rev Norte Mineira de Enfermagem [serial on the Internet]. 2016 [cited 2017 Nov 12];5(1):97-103. Available from: http://www.renome.unimontes.br/index.php/renome/article/view/97/147
2415 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome Construção e Implementação de um Grupo de controle de Tabagismo em uma Estratégia Saúde da Família Daniel Vinicius Alves Silva;Carolina Amaral Oliveira;Natália Hiany Fonseca Santos;Patrícia Oliveira Silva;Samara Frantheisca Almeida Barbosa;Viviane Dias Souto;Fernandez Fonseca Almeida;Joanilva Ribeiro Lopes; Tabagismo; Enfermagem; Educação em Saúde; Saúde Pública. Objetivo: Relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na construção e implementação de um grupo de controle de tabagismo em uma Estratégia Saúde da Família, na cidade de Montes Claros-MG. Método: Trata-se de um estudo descritivo na modalidade de relato de experiência. Resultados e Discussão: Participaram desta experiência nove usuários, sendo seis do sexo feminino e três do sexo masculino. Foram realizados quatro encontros com a clientela, que foram direcionados por cartilhas próprias para o grupo, que abordavam sobre: entender por que se fuma e como isso afeta a saúde; os primeiros dias sem fumar; como vencer os obstáculos para permanecer sem fumar; e benefícios obtidos após parar de fumar. Considerações finais: A criação de grupos de acordo a necessidade da comunidade favorece na formação de profissionais comprometidos com a reorientação do modelo assistencial com ênfase na promoção da saúde e a qualidade de vida dos usuários. Cargnelutti T. Estratégias motivacionais e o profissional da saúde na cessação do tabagismo [monografia]. Piracicaba: Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas; 2014. Organização Mundial de Saúde. Relatório Mundial da Saúde 2013: Pesquisa para a cobertura universal de saúde. Rio de Janeiro: Organização Mundial de Saúde, 2014. Malta DC, Iser BPM, Santos MAS, Andrade SSA, Stopa SR, Bernal RTI et al. 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Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302010000300006&lng=en. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302010000300006. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: o cuidado da pessoa tabagista/ Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 154 p.: il. (Cadernos da Atenção Básica, n. 40).Availablefrom: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_40.pdf Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Deixando de fumar sem mistérios: entender por que se fuma e como isso afeta a saúde. 2ª ed., 3ª reimpr., Rio de janeiro: Inca, 2013. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Deixando de fumar sem mistérios: os primeiros dias sem fumar. 2ª ed.., 3ª reimpr., Rio de janeiro: Inca, 2013. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Deixando de fumar sem mistérios: como vencer os obstáculos para permanecer sem fumar. 2ª ed., 3ª reimpr., Rio de janeiro: Inca, 2013. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Deixando de fumar sem mistérios: benefícios obtidos após parar de fumar. 2ª ed., 3ª reimpr., Rio de janeiro: Inca, 2013.
2416 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome Conviver com a mastectomia: O cotidiano de mulheres mastectomizadas em um centro de atendimento à mulher Bruna Rodrigues de Jesus;Clara de Cássia Versiani;Bruna Mariane Nogueira Ruas;Nayara Ruas Cardoso;Danuse Silveira MarGns;Geane ChrisGe do Carmo Veloso; Qualidade de Vida; Saúde da Mulher; Mastectomia. Este artigo visa conhecer a influência da mastectomia no cotidiano de mulheres em um centro de referência de atendimento à mulher. Método: caracteriza-se como um estudo descritivo e exploratório, de abordagem qualitativa, O cenário desta investigação foi o Programa Saúde da Mulher, situada na cidade de Montes Claros, estado de Minas Gerais – Brasil. O estudo foi desenvolvido com seis mulheres que frequentam o Programa, e que tiveram uma ou ambas as mamas extirpadas. Resultados: A análise dessas categorias demonstrou que, após a mastectomia, as mulheres apresentaram algumas limitações e dificuldades em lidar com situações que envolviam a exposição do próprio corpo. Considerações finais: Os resultados mostraram vários tipos de situações que variam dependendo do contexto em que a mulher está vivendo. Por isso, é muito importante o papel da enfermagem na tentativa de resgatar o conceito que a mulher mastectomizada tem de si mesma.
2417 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome Análise do rastreamento pré-natal de diabetes por meio do exame de glicemia: resultados maternos e neonatais Sonia Maria Oliveira de Barros;Valdete da Silva; Diabetes gestacional, glicemia, assistência pré-natal. Este estudo objetivou correlacionar a frequência da realização de exames de glicemia, os resultados materno-fetais entre puérperas e identificar os fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes gestacional. Estudo descritivo, transversal e retrospectivo em cartões de pré-natal e prontuários. As variáveis de estudo foram: peso, idade, histórico pré-natal, obstétrico e de ascendentes. As variáveis fetais foram: peso, Apgar, intercorrências neonatais e patologias. Os dados foram tratados através de análise descritiva, estatística, e regressão logística, significância de 5%. Os fatores de risco são: sobrepeso, obesidade prévia, ganho ponderal excessivo, idade >25 e diabetes II em ascendente. A regressão logística aponta chances de desenvolver diabetes em 7,30 vezes mais naquelas com ascendentes diabéticos e 1,11 vezes mais para cada ano de idade aumentada. Os resultados caracterizam um rastreamento que valoriza as características maternas de risco para Diabetes gestacional. As intercorrências maternas e neonatais tiveram associação com diabetes gestacional
2418 renome v. 7 n. 2 (2018): Renome RADIOTERAPIA NO CÂNCER DE PRÓSTATA: ANÁLISE DA RECIDIVA BIOQUÍMICA Ruan César Aparecido Pimenta;Elton Junio Sady Prates;Thalita Aparecida Silva;Sabrina Thalita Reis;Rodrigo Calixto MaJar;Eduardo Guidi Francisco dos Reis;Camila Belfort PianNno; Neoplasias da Próstata; Recidiva; Radioterapia. Objetivou-se avaliar a ocorrência de recidiva bioquímica junto à pacientes acometidos de câncer de próstata, tratados por radioterapia externa e estabelecer a efetividade desta terapêutica quando da associação com outras variáveis. Trata-se de um estudo exploratório, quantitativo e retrospectivo realizado com 192 pacientes que possuíam diagnóstico de CaP tratados com radioterapia externa. Verificou-se que a idade média dos pacientes foi de 73,3 anos (51-95). O tempo de seguimento médio foi de 21,53 meses (9-52). Constatou-se prevalência de tumores T2c (n=80), PSAi <10ng/mL (n=120), gleason >6 (n=127) e dose de RT ≤74Gy (n=113). A ocorrência de recidiva bioquímica foi identificada em 19 pacientes. Verificou-se baixa ocorrência de recidiva bioquímica nos pacientes atendidos e tratados com radioterapia independente do escalonamento de doses. Considera-se, portanto, necessário maior tempo de seguimento para o estabelecimento de associações entre as variáveis do estudo. Postulamos que a RT é eficaz para o tratamento do CaP local tendo em consideração o número de tumores que vieram a recidivar após o tratamento, levando em consideração o tratamento em conjunto da hormonioterapia com a RT. Instituto Nacioanl do Câncer José Alencar Gomes da Silva. O que é câncer? Rio de Janeiro: Ministério da Saúde. 2018 [cited 2018 Jan 30]. Available from: https://www.inca.gov.br/o-que-e-cancer. Instituto Nacioanl do Câncer José Alencar Gomes da Silva. Estimativa 2018: Incidência de Câncer no Brasil. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Rio de Janeiro: INCA; 2017. 128 p. Siegel RL, Miller KD, Jemal A. Cancer statistics, 2018. 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2419 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Episódios depressivos na adolescência Romerson Brito Messias;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito; Episódios depressivos na adolescência
2420 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Cuidados clínicos em hemodiálise: validação de cartilha educativa Rávida Rocha Lima Silva;Valdenici Firmo de Aguiar;Francisco de Moura Beserra Filho;Ingred Pereira Cirino;Maria Alzete de Lima; Diálise renal. Educação em saúde; Tecnologia educacional; Enfermagem. Objetivo: Validar cartilha educativa construída para paciente renal crônico em hemodiálise. Método: Trata-se de uma pesquisa metodológica com o intuito de avaliação do conteúdo de uma tecnologia educativa na forma impressa. A pesquisa foi desenvolvida no período de março de 2013 a março de 2014. Para realização dessa validação, foi realizada uma consulta aos profissionais de saúde especialistas em uma das áreas de interesse: nefrologia; educação em saúde; tecnologia em saúde; e/ou validação de instrumentos. A população foi composta por sete especialistas na área de interesse do estudo, no qual a amostra foi aleatória, intencional e não probabilística. Para coleta de dados usou-se um instrumento adaptado. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, obtendo parecer n°0422004500011. Resultados: A cartilha foi considerada adequada. Identificou-se a necessidade de adequação referente à estrutura, sugestões foram ajustadas, o que proporcionou uma ferramenta validada. Conclusão: A tecnologia educacional mostrou-se válida com potencial uso na prática clínica. Louvison MCP et al. Prevalência de pacientes em terapia renal substitutiva no Estado de São Paulo. BEPA, Bol. epidemiol. paul. (Online), 2011; 8(95): 23-42. Disponível em: http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-42722011001100004&lng=pt. Elliott JO et al. Understanding the Associations Between Modifying Factors, Individual Health Beliefs, and Hemodialysis Patients Adherence to a Low-Phosphorus Diet. Journal of Renal Nutrition, 2015;25(2):111-120. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25282006 Walker RC et al. Clinical Predictors of Individual Cognitive Fluctuations in Patients Undergoing Hemodialysis. American Journal of Kidney Diseases, 2015;65(3):451-463. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24679895 Tennankore KK et al. Adverse Technical Events in Home Hemodialysis. American Journal of Kidney Diseases, 2015;65(1):116-121. Disponível em: http://www.ajkd.org/article/S0272-6386(14)01171-8/abstract Moreira AGM, Araújo STC, Torchi TS. Preservation of arteriovenous fistula: conjunct actions from nursing and cliente. Esc. Anna Nery, 2013; 17(2):256-262. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v17n2/v17n2a08.pdf Green JA, Cavanaugh kL. Understanding the Influence of Educational Attainment on Kidney Health and Opportunities for Improved Care. Advances in Chronic Kidney Disease, 2015;22(1):24-30. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25573509 Casey JR et al. Patients’ Perspectives on Hemodialysis Vascular Access: A Systematic Review of Qualitative Studies. American Journal of Kidney Diseases, 2014;64(6):937-953. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25115617 Fehring R. Methods to validate nursing diagonostics. Heart & Lung. 1987;16(6):625-9. Teles LMR et al. Construção e validação de manual educativo para acompanhantes durante o trabalho de parto e parto. Rev Esc Enferm USP. 2014; 48(6):977-84. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v48n6/pt_0080-6234-reeusp-48-06-0977.pdf Freitas LV et al. Exame físico no pré-natal: construção e validação de hipermídia educativa para a Enfermagem. Acta Paul. Enferm. 2012;25(4):581-8. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ape/v25n4/16.pdf ALEXANDRE NMC, COLUCI MZO. Validade de conteúdo nos processos de construção e adaptação de instrumentos de medidas. Ciência & Saúde Coletiva, 2011. 16(7):3061-68. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v16n7/06.pdf Sousa CS, Turrini RNT. Validação de constructo de tecnologia educativa para pacientes mediante aplicação da técnica Delphi. Acta Paul. Enferm. 2012; 25(6):990-6. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ape/v25n6/v25n6a26.pdf Walker RC et al. Patient and Caregiver Perspectives on Home Hemodialysis: A Systematic Review. American Journal of Kidney Diseases, 2015;65(3):451-463. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25582285 Lima MA et al. Cultura de aprendizagem em nefrologia. Rev Enferm UFPI, 2016; 5(1):73-78. Disponível em: http://www.ojs.ufpi.br/index.php/reufpi/article/view/4942/pdf Mateti UV et al. Preparation, validation and user-testing of pictogram-based patient information leaflets for hemodialysis patients. Saudi Pharmaceutical Journal, 2015. Disponível em: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1319016415000353 Braccialli LAD et al. Construção de indicadores de avaliação de processo de aprendizagem para um curso de enfermagem. Rev. Eletr. Enf. 2015;17(1):51-9. Disponível em: https://www.fen.ufg.br/fen_revista/v17/n1/pdf/v17n1a06.pdf
2421 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Diretrizes públicas brasileiras e acesso aos serviços de saúde: uma reflexão Bioética Cleine Almeida Oliveira Andrade;Daniel de Melo Freitas;Júlia Duarte Costa;Simone de Melo Costa; Sistemas de Saúde; Acesso aos serviços de saúde; Sistema Único de Saúde; Política pública. Objetivou-se analisar as diretrizes públicas brasileiras em relação ao acesso aos serviços de saúde. Pesquisa documental que analisou 10 diretrizes, tais como Constituição do Brasil e Estatuto da Criança e do Adolescente. Apresentou-se o propósito das diretrizes, seguida da quantificação de aparições do termo acesso nos textos, complementada pela análise do sentido desse termo, reflexão bioética e discussão com a literatura. Após Constituição, novas diretrizes se fizeram necessárias para reduzir as desigualdades de acesso e uso dos serviços de saúde pública. Entre os dificultadores consideram-se as características individuais e socioeconômicas dos grupos populacionais, as fragilidades na oferta e organização dos serviços e, as diferenças regionais, que reforçam a exclusão de determinados grupos. Espera-se que o planejamento da estrutura e do processo de funcionamento dos serviços de saúde seja respaldado nas diretrizes, com vistas à redução das desigualdades de acesso aos serviços. Oliveira LH, Mattos RA, Souza AIS. Cidadãos peregrinos: os “usuários” do SUS e os significados de sua demanda a prontos-socorros e hospitais no contexto de um processo de reorientação do modelo assistencial. Ciênc. saúde coletiva, 2009; 14(5): 1929-38. Starfield B. Atenção Primária. Equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. 2ª Edição. Brasília: Ministério da Saúde; 2004. Lumer S, Rodrigues PHA. O papel da saúde da famí¬lia na atenção às urgências. Rev APS, 14(3):289-95. Brasil. Senado federal secretaria especial de informática. 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Humaniza SUS: Política Nacional de Humanização: a humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS / Ministério da Saúde, Secretaria Executiva, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 20 p.: il. – (Série B. Textos Básicos de Saúde). Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: Princípios e Diretrizes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 1. ed., Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2004. 82 p.: il. – (Série C. Projetos, Programas e Relatórios) Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. 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2422 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Percepção da equipe de enfermagem sobre organização e processo de trabalho da sala de vacina Patrick Leonardo Nogueira da Silva;Carolina dos Reis Alves; Vacinas. Organização e Administração. Percepção. Equipe de Enfermagem. Objetivou-se analisar a percepção da equipe de enfermagem sobre organização e processo de trabalho da sala de vacina. Estudo descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa, realizada em 16 Unidades de Saúde com sala de vacina. Aplicou-se um questionário na qual o tratamento dos dados se deu por meio da Análise de Conteúdo. Na opinião dos participantes, o gelo reciclável mantém a temperatura-padrão da geladeira; a limpeza da geladeira é de 15/15 dias; a sequência de sua limpeza é relatada inadequadamente; na falta de energia, comunica-se à Secretaria de Saúde para o recolhimento dos imunobiológicos; a leitura da temperatura da geladeira e a ambientação do gelo reciclável são relatadas corretamente; a manutenção da temperatura é importante para a conservação dos imunobiológicos; a limpeza da sala e a inutilização das vacinas são descritas inadequadamente. Portanto, as unidades de saúde apresentam profissionais com despreparo intelectual quanto à assistência preconizada dentro da sala de vacinas. Feijó RB, Sáfadi MAP. Imunizações: três séculos de uma história de sucesso e constantes desafios [Editorial]. J Pediatr (Rio J). 2006;82(3):1-3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Programa Nacional de Imunizações 30 anos. Brasília: MS/SVS, 2003a. Temporão JG. O Programa Nacional de Imunizações (PNI): origens e desenvolvimentos. Hist Ciênc Saúde – Manguinhos. 2003;10(Supl. 2):601-17. Tertuliano GC. Redes de vigilância em Saúde: uma abordagem para as ações de imunização. Porto Alegre: C-Vist, 2011. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Vigilância dos eventos adversos pós-vacinação: cartilha para trabalhadores da sala de vacinação. 1ª ed. Brasília: MS/SVS, 2003b. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Manual de Procedimentos para vacinação. 4ª ed. Brasília: MS/SVS, 2001. Gralha RS. Análise de supervisão realizada nas salas de vacinas da rede básica de saúde de Porto Alegre em 2005. Bol Epidemiol. 2007;9(35):1-8. Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2006. Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 196, de 10 de outubro de 1996. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília: MS/CNS, 1996. Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Revogou a Resolução nº 196, de 10 de outubro de 1996. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília: MS/CNS, 2012. Oliveira VC, Gallardo OS, Gomes TS, Passos LMR, Pinto IC. Supervisão de enfermagem em sala de vacina: a percepção do enfermeiro. Texto Contexto – Enferm. 2013;22(4):1015-21. Brasil. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Manual de rede de frio. 4ª ed. Brasília: MS/FNS, 2007. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de normas e procedimentos para vacinação. Brasília: MS/SVS, 2014. Silva PLN, Alves CR, Versiani CMC, Gonçalves RPF, Souto SGT, Santos CLS. Adequabilidade do setor vacinal das unidades básicas de saúde na perspectiva prática da enfermagem. Rev Enferm UFPE on line. 2014;8(10):3250-5. Silva PLN, Alves CR, Caldeira AP. Avaliação do processo de trabalho da enfermagem em salas de vacinas das unidades de saúde. Rev Enferm UFPI. 2013;2(4):3-8. Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Meio Ambiente. Resolução nº 005, de 05 de agosto de 1993. Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários e estabelecimentos prestadores de serviços de saúde. Brasília: MS/CONAMA, 1993. Brasil. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Capacitação de pessoal em sala de vacinação – manual de treinamento. 1ª ed. Brasília: MS/FNS, 1991. Correia SF. Representações sociais, atitudes e crenças de pais acerca da vacinação contra varicela. Goiânia. Dissertação [Mestrado em Atenção à Saúde] – Pontifícia Universidade Católica de Goiás, 2015.
2423 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Perfil dos agentes de segurança penitenciária de cadeia pública feminina do Mato Grosso Carolina Picoloto;Paula Kathleen Demétrio Corsino;Vagner Ferreira do Nascimento;Thalise Yuri Hattori;Marina Atanaka;Ana Cláudia Pereira Terças; Epidemiologia; Saúde do Trabalhador; Prisões Objetivou-se traçar o perfil dos Agentes de Segurança Penitenciária (ASP) de uma Cadeia Pública Feminina de Mato Grosso. Trata-se de um estudo transversal conduzido com a totalidade dos ASP de uma cadeia pública feminina de Mato Grosso por meio de coleta de dados realizada em outubro de 2016. Observou-se trabalhadores jovens, 62,5% do sexo feminino, casados (56,3%), com alto nível de instrução e renda mensal superior à média brasileira. O tempo na função foi baixo, com 75% atuando há menos de 5 anos e foi exaltada a necessidade de capacitação por 81,9% dos profissionais. As condições de atenção à saúde e trabalho desses profissionais são precárias e podem ser potencializadas pela falta de treinamentos e apoio que pode contribuir para o aumento do estresse, falha nas atividades profissionais e, consequente processo de adoecimento desses profissionais. Fernandes LH, Alvarenga CW, Santos LLD, Pazin FA. The need to improve health care in prisons. Rev. Saúde Pública. 2014; 48(2):275-283. Disponível em: . Ballesteros PR. Gestão de políticas de segurança pública no Brasil: problemas, impasses e desafios. Rev. Bras. Segur. Pública. 2014; 8(1):6-22. Disponível em: . Jaskowiak CR, Fontana RT. O trabalho no cárcere: reflexões acerca da saúde do agente penitenciário. Rev Bras Enferm. 2015; 68(2):235-243. Disponível em: . Bonez A, Moro ED, Sehnem SB. Saúde mental de agente penitenciários de um presídio catarinense. Psicol. Argum. 2013; 31(74):507-517. Disponível em: . Brasil. Lei complementar nº 13.259, DE 20 DE OUTUBRO DE 2009. 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2424 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Perfil dos pacientes renais crônicos em tratamento hemodialítico de um município do norte de Minas Gerais Karine Suene Mendes Almeida Ribeiro;Edna Sabrina Gonçalves Mota;Rosângela Ferreira da Rocha;Ianca Elirrayeth Mendes Rocha;Helano Celene Mendes Almeida;Vanessa Lopes Oliveira;Sarah Hariette Mendes Almeida; Insuficiência Renal Crônica; Diálise Renal; Perfil de Saúde A insuficiência renal crônica é um problema de saúde pública, devido ao alto índice de incidência na população. Objetivou-se conhecer o perfil dos pacientes renais crônicos em hemodiálise de um município do norte de Minas Gerais no ano de 2017. Trata-se de um estudo descritivo, transversal e quantitativo, que utilizou um instrumento de coleta de dados para abordar aspectos como causa base da insuficiência, gênero dos pacientes e atividades físicas dos mesmos. Foram pesquisadas 88 pessoas. A causa base mais incidente foi a Hipertensão Arterial (62,6%), seguida pela associação da Hipertensão com a Diabetes (28,4%). Concluiu-se, com base no perfil dos pacientes renais crônicos em hemodiálise em Brasília de Minas, que a Hipertensão e o Diabetes se destacaram entre as causas base da doença renal crônica. Diante disso, se faz necessário maior atenção da iniciativa pública na prevenção desses agravos. RiellaMC. Princípios de Nefrologia e Distúrbios Hidroeletrolíticos. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003. Bastos MG, BregmanR,KirsztajnGM. Doença renal crônica: frequente e grave, mas também prevenível e tratável. RevAssocMedBrasileira.2010; 56(2): 249-250. Bastos MC.Doença renal crônica: importância do diagnóstico precoce, encaminhamento imediato e abordagem interdisciplinar estruturada para melhora do desfecho em pacientes ainda não submetidos à diálise. Jornal Brasileiro de Nefrologia [Internet].2011 [acesso em 2017 out 2]; 33(1): 93-108. 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2425 renome v. 7 n. 1 (2018): Renome Avaliação dos estudos acerca do manejo de sífilis congênita entre 2010 e 2015 Ana Luísa Figueiredo Oliveira;Douglas Rodney Oliveira;Jocléssio de Jesus Leite;Orlene Veloso Dias;José Osmando Aquino; Gestantes; Sífilis; Sífilis congênita. Este artigo objetivou descrever o manejo das pacientes com sífilis congênita e puerperal e a efetividade do tratamento. Trata-se de uma revisão de literatura. Os critérios de inclusão dos artigos foram: estudos disponíveis na íntegra, no idioma português, no período de 2010 a 2015 e que contemplassem o tema da pesquisa. Dos 109 estudos identificados, 14 foram incluídos nesta revisão. Os principais resultados referem-se ao tratamento inadequado e a falta de políticas que visem à conscientização das mães e parceiros acerca dos problemas que a sífilis pode acarretar. Percebe-se a necessidade de um pré-natal de mais qualidade e políticas que envolvam a conscientização das mães e parceiros acerca dos riscos relacionados a sífilis tanto para os adultos quanto para o feto. MAGALHÃES, D. M. S. et al. Sífilis materna e congênita: ainda um desafio. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 29, n. 6, p. 1109-1120, jun. 2013. HOLANDA, M. T. C. G. et al. Perfil epidemiológico da sífilis congênita no Município do Natal, Rio Grande do Norte – 2004 a 2007. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, v. 20, n. 2, p. 203-212, abr./jun. 2011. NASCIMENTO, M. I. et al. Gestações complicadas por sífilis materna e óbito fetal. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Rio de Janeiro, v. 34, n. 2, p. 56-62, 2012. FIGUEIRÓ-FILHO, E. A. et al. Sífilis e gestação: estudo comparativo de dois períodos (2006 e 2011) em população de puérperas. DST – Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Rio de Janeiro, v. 24, n. 1, p. 32-37, 2012. SASS, N. et al. Desfechos maternos e perinatais em gestantes bolivianas no município de São Paulo: um estudo transversal caso-controle. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Rio de Janeiro, v. 32, n. 8, p. 398-404, 2010. CAMPOS, A. L. A. et al. Epidemiologia da sífilis gestacional em Fortaleza, Ceará, Brasil: um agravo sem controle. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 26, n. 9, p.1747-1755, set. 2010. SILVA, M. R. F. et al. Percepção de mulheres com relação à ocorrência de sífilis congênita em seus conceptos. Revista de APS, Juiz de Fora, v. 13, n. 3, p. 301-309, jul./set. 2010. SANTOS, Evelin Jaqueline Lima dos. Avaliação do SINAN para casos de sífilis em gestante no município de Amambai – MS no período de 2007 a 2010. 2012. 69 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) – Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro. ROCHA, R. S.; SILVA, M. G. C. Assistência pré-natal da rede básica de Fortaleza- CE: uma avaliação da estrutura, do processo e do resultado. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, Fortaleza, v. 25, n. 3, p. 344-355, jul./set. 2012. CAMPOS, A. L. A. et al. Sífilis em parturientes: aspectos relacionados ao parceiro sexual. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Rio de Janeiro, v. 34, n. 9, p. 397-402, 2012. PEREIRA, D. A. P. et al. Infecção congênita em pacientes matriculados em programa de referência materno infantil. Revista Paranaense de Medicina, Santa Catarina, v. 29, n. 1, p. 31-38, jan./mar. 2015. COSTA, C. C. et al. Sífilis congênita no Ceará: análise epidemiológica de uma década. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 47, n. 1, p. 152-159, 2013. ANDRADE, R. F. V. et al. Conhecimento dos enfermeiros acerca do manejo da gestante com exame de VDRL reagente. DST – Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Rio de Janeiro, v. 23, n. 4, p. 188-193, 2011. DOMINGUES, R. M. S. M. et al. Sífilis congênita: evento sentinela da qualidade da assistência pré-natal. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 47, n. 1, p. 147-157, 2013. FRANÇA, J. L.; VASCONCELLOS, A. C. Normalização de publicações técnico-científicas. 9. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.
2426 renome 2017: Anais da XII Mostra Científica de Enfermagem XII Mostra Científica de Enfermagem da Unimontes Revista Renome; Segurança do paciente, Saúde do Trabalhador, Saúde da Criança, Saúde Pública, Reforma dos Serviços de Saúde, Medicina, Infecção, HIV, Estudantes de Enfermagem, Saúde da Família, Estratégia, Epidemiologia, Ensino, Enfermagem, Educação em Saúde, Educação em Enfermagem, Educação Superior, Ciências da Saúde, Bioética, Atenção Primária à Saúde .
2427 renome v. 6 n. 2 (2017): Renome Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde – um enfoque sobre a Segurança do Paciente Kátia Cristiane Soledade Dias; Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde – um enfoque sobre a Segurança do Paciente
2428 renome v. 6 n. 2 (2017): Renome Avaliação dos primeiros pacientes transplantados de fígado em um hospital do norte de Minas Gerais Carolina Amaral Oliveira;Fabiana Soares Rocha;Sauélia Souza Costa;Sirlaine de Pinho;Lucinéia de Pinho; Transplante de fígado; Epidemiologia; Hepatopatias; Cirrose hepática; Insuficiência hepática. O estudo teve como objetivo avaliar os pacientes submetidos ao transplante hepático em um hospital referência do norte de Minas, e identificar as principais patologias e agravos que os levaram a passar por este procedimento. Trata-se de um estudo epidemiológico, retrospectivo, transversal com análise descritiva, realizado a partir da avaliação dos prontuários dos pacientes submetidos ao procedimento de transplante hepático. Foi utilizado um questionário semi-estruturado que contemplava os aspectos sócio-econômicos, escore MELD e etiologia da injúria hepática. Dos 22 pacientes, 81,8% eram do sexo masculino. A predominância etiológica da injúria hepática foi a cirrose etanólica presente em 50% dos pacientes, seguida de cirrose criptogênica com 22,7%. Conclui-se que o transplante hepático constitui-se um serviço inovador no norte de Minas. Desde a inauguração do serviço, a metade dos pacientes submetidos ao procedimento eram portadores de cirrose etanólica, isso demonstra a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e tratamento do alcoolismo. Minas Gerais. MG Transplantes. Secretaria de Estado de Minas Gerais. Cartilha do Receptor. Belo Horizonte. 2012. Bozkurt B, Dayangac M, Tokat Y. Living Donor Liver Transplantation. Chirurgia, 2017;112 (3): 217-28. http://dx.doi.org/10.21614/chirurgia.112.3.217 Romanelli RMC, Faria LC, Monteiro RJGC, Nunes RVP, Duclou CN, Lima AS, et al. Evolução de pacientes submetidos a transplante hepático por hepatites virais. Rev Med Minas Gerais. 2015; 25(3):338-43. Nobrega RT, Lucena MMS. 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2429 renome v. 6 n. 2 (2017): Renome Ensino da ética na formação médica Márcia Mendes Menezes;Pollyana Capuchinho;Naiara Alves M. Schiavinato;Cristina Andrade Sampaio;Simone de Melo Costa; Estudantes de medicina; Bioética; Ética profissional; Educação Médica. Objetivou-se avaliar o ensino da ética na formação médica entre estudantes de uma Universidade pública de Minas Gerais, Brasil. Trata-se de estudo quantitativo, transversal e analítico conduzido por meio de questionário autoaplicado entre graduandos de medicina. O instrumento envolveu questões sobre o ensino da ética na graduação. O tratamento estatístico dos dados considerou o nível de significância p<0,05. Participaram 281 estudantes. A média de idade (21,92±2,962 anos) foi menor para os que afirmaram ser suficiente o conteúdo de ética na graduação, p=0,077. Quanto à classificação do ensino de ética na graduação, 54,1% classificaram em muito bom/bom, 35,2% em regular e 10,7% em ruim/muito ruim; sem associações com sexo e período de matrícula. O conteúdo de ética não foi considerado suficiente para a maioria dos estudantes e uma parcela importante classificou o ensino de ética em regular/ruim/muito ruim. Os resultados sugerem necessidade de reformulação do ensino de ética na graduação médica a partir de um arranjo de trabalho coletivo. Maluf Fabiano, Garrafa Volnei. O Core Curriculum da Unesco como Base para Formação em Bioética. Rev. bras. educ. med. [serial on the Internet]. 2015 Sept [cited 2016 Oct 05]; 39(3): 456-62. Available from: .http://dx.doi.org/10.1590/1981-52712015v39n3e00832015. Neves Júnior Waldemar Antonio das, Laís Zaú, Sergio Rego. Ensino de bioética nas Faculdades de medicina no Brasil. Rev. bioét. [serial on the Internet]. 2016 [cited 2016 Oct 05]; 24(1): 98-107. 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2430 renome v. 6 n. 2 (2017): Renome Perfil clínico e epidemiológico da hanseníase no município de Tangará da Serra, Mato Grosso Marielli Souza Marques;Juliana Fernandes Cabral;Ana Cláudia Pereira Terças;Danila Pequeno Santana;Juliana Herrero da Silva; Hanseníase; Saúde Pública; Epidemiologia Objetivou-se descrever o perfil clinico epidemiológico dos casos de hanseníase em Tangará da Serra de 2007 a 2016. Trata-se de uma pesquisa exploratória, quantitativa, retrospectiva, mediante dados secundários obtidos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação SINAN-NET. A coleta de dados ocorreu no período de janeiro a março de 2017. Na análise apurou-se que a doença teve um elevado número de casos em adultos em idade economicamente ativa (72,22%), do sexo masculino (56,21%), da raça branca (43,10%) e de baixa escolaridade (49,40%). Notou-se ainda predominância dos casos multibacilares (62,31%), do tipo dimorfa 48,28%, em sua maioria com grau zero de incapacidade (45,87%), e com 80% dos contatos registrados examinados. A melhor compreensão sobre o perfil epidemiológico e clínico da doença no município possibilita a reflexão sobre estratégias que visem reduzir a endemicidade e promover a melhoria da qualidade de vida das populações expostas. - Brasil. Ministério da Saúde. Secretária de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. 8. ed. rev. Brasília: Ministério da Saúde; 2010. 448 p. - Alves ED, Ferreira TL, Ferreira IN, organizadores; RAMOS JÚNIOR, AN [et al.] Hanseníase: avanços e desafios. Brasília: NESPROM; 2014. 492 p. - Sobrinho ASS, Arcoverde MAM, Zilly A, Nihei OK, Souza DCS. Repercussões sociais: histórico da hanseníase. 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2431 renome v. 6 n. 2 (2017): Renome Atuação do enfermeiro frente ao paciente em diálise peritoneal: revisão integrativa da literatura Revista Renome;Emerson Alves Chaves;Sinara Almeida Borges;Pablo Cordeiro Silva;Celsilvana Teixeira Gomes; Diálise Peritoneal; Enfermagem; Domicílio Estudo com objetivo de descrever o conhecimento científico já produzido, sobre a atuação do enfermeiro frente ao paciente em Diálise Peritoneal. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura com abordagem quantiqualitativa, utilizando artigos completos, indexados e publicados nas bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e Bases de Dados de Enfermagem (BDENF). Foram selecionadas 11 produções científicas nos anos compreendidos entre 2005 a 2015. A análise evidenciou que a atuação do enfermeiro proporciona qualidade no tratamento e favorece bom prognóstico, principalmente, quando é voltada ao autocuidado e o vínculo familiar. Deste modo, foi possível concluir que as vastas informações sobre a temática proporcionaram uma análise crítica. Entretanto, é necessário que o enfermeiro desenvolver seu papel com qualidade, demonstrando a importante do tratamento e manutenção da Diálise Peritoneal.
2432 renome v. 6 n. 2 (2017): Renome Fatores perinatais associados ao Transtorno do Espectro do Autismo: Revisão integrativa da literatura Fernanda Alves Maia;Maria Tereza Carvalho Almeida;Michelle Beatriz Santos Silveira;Nathália Ferreira Nunes;Ana Clara Fernandes Marques;Erick Dias Pereira;Isabela de Oliveira Nunes Costa;Maria Letícia Vieira;Victor Bruno da Silva;Stéffany Lara Nunes Oliveira;Desirée Sant’Ana Haikal;Marise Fagundes Silveira; Transtorno autístico; gravidez; assistência perinatal; fatores de risco Objetivo: Realizar uma revisão integrativa de literatura para identificar os fatores perinatais associados ao TEA. Métodos: Uma pesquisa na PubMed, Medline e Lilacs foi realizada, utilizando como descritores: transtorno autista, gravidez, pré-natal, perinatal, pós-natal e neonatal. Foram incluídos estudos epidemiológicos/observacionais publicados em inglês/espanhol/português entre 2000-2014. Resultados: Identificaram-se 619 publicações e após a triagem dos critérios elegíveis, 17 artigos foram incluídos. Os principais fatores de risco associados ao TEA foram: sexo masculino (proporção de 4:1); mãe fumante passiva ou ativa; primogênito; doenças psiquiátricas e estado emocional materno; prematuridade; mulheres sem trabalho de parto ou parto prolongado; parto cesárea; Apgar menor que sete no 1º ou 5º minuto; idade gestacional <37 semanas de gestação e nascer com peso <2500 gramas. Conclusão: Ainda não há evidência suficiente para afirmar que os fatores perinatais listados sejam considerados agentes etiológicos, embora a exposição a esses fatores possa aumentar o risco para o desenvolvimento do TEA. American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 5th ed. Arlington, VA: American Psychiatric Association; 2013. Centers for Disease Control and Prevention. 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2433 renome v. 6 n. 2 (2017): Renome Auditoria clínica como ferramenta da qualidade: relato de experiência Cláudia de Alvarenga Diniz Fonseca;Silvânia Paiva dos Santos;Ítalo Lopes e Carvalho;Príscila Gomes Lessa; Auditoria clínica; Gestão da Qualidade; Administração de Serviços de Saúde. Ferramentas de gestão são aplicadas com objetivos diagnósticos, permitindo a instalação de uma cultura de qualidade em saúde. O objetivo deste estudo descritivo, do tipo relato de experiência, foi descrever a metodologia de implantação de auditoria clínica concorrente em um hospital de grande porte de Montes Claros/MG, entre maio de 2011 e maio de 2012. Apesar das dificuldades na composição e atuação dos auditores, houve melhora dos indicadores ao longo das intervenções, além de incremento da interação entre colaboradores e auditores. Finalmente, auditoria clínica se mostrou capaz de subsidiar estratégias, diretrizes e ações que aperfeiçoam os processos assistenciais. Camelo SHH, et al. Auditoria de enfermagem e a qualidade da assistência à saúde: uma revisão da literatura. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 11, n. 4, p. 1018-25, 2009. Organización Panamericana de la Salud. Organización Mundial de la Salud. 140ª Sesón Del Comité Ejecutivo. Washington [Internet]. 2007 Jun [acesso: 16 ago 2011]. Disponível em: https://www.paho.org/spanish/gov/ce/ ce140-18-s.pdf. Manzo BF. O processo de acreditação hospitalar na perspectiva de profissionais de saúde. [dissertação de mestrado]. Belo Horizonte (MG): Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais; 2009. 98 p. Novaes HM. O processo de acreditação dos serviços de saúde. Rev. adm. saúde, v. 9, n. 37, p. 133-140, 2007. Colauto RD, Beuren IM. Proposta para avaliação da gestão do conhecimento em entidade filantrópica: o caso de uma organização hospitalar. Revista de Administração Contemporânea, v. 7, n. 4, p. 163-185, 2003. Mccannon CJ, Hackbarth AD, Griffin FA. Miles to go: an introduction to the 5 Million Lives Campaign. Joint Commission Journal on Quality and Patient Safety, v. 33, n. 8, p. 477-484, 2007. Branco filho JRC. Construindo um modelo de segurança do paciente. Prática Hospitalar. Ano XIII. n.74. Mar-Abr, p. 8-9, 2010. ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE ACREDITAÇÃO – ONA. Período: 2017 [Internet]. [acesso em 2017 dez 03]. Disponível em: https://www.ona.org.br/OrganizacoesCertificadas ; BRASIL. Ministério da Saúde. Cadastro Nacional Estabelecimento de Saúde - CNES. Período: 2017 [Internet]. [acesso em 2017 dez 03]. Disponível em: https://cnes.datasus.gov.br Dias TCL et al. Auditoria em enfermagem: revisão sistemática da literatura. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 64, n. 5, p. 931-937, 2011. Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, p. 549, 2011. Norman I & Redfern S. – What is audit? In: KOGAN,M. & SALLY,R. – Making use of clinical audit. Buckingham, Open University Press, 2000. Berwick DM, Knapp MG – Theory and practice for measuring health care quality. In: GRAHAM, N. O. (Editor) – Quality assurance in hospitals. Rockville, Aspen, 2nd. ed., 1990. Restuccia JD. The evolution of hospital utilization review methods in the United States. International Journal for Quality in Health Care, v. 7, n. 3, p. 253-260, 1995 Gomes CLS et al. – Operacionalização da microrregulação dentro do modelo cuidador da Federação das Unimeds de Minas Gerais. In: CAMPOS, E.F. et al. – Desenvolver a saúde: modelo cuidador da Federação das Unimeds de Minas Gerais. Belo Horizonte, Editora da Federação das Unimeds de Minas Gerais, 2008. BIBLIOTECA Virtual em Saúde. DeCS – Descritores em Ciências da Saúde. Disponível em:. Acesso em 01 jul 2015. Faraco MM, Albuquerque GL. Auditoria do método de assistência de enfermagem. Rev Bras Enferm, v. 57, n. 4, p. 421-4, 2004. Lima EC et al. Auditoria de qualidade: melhoria dos processos em um hospital público. Rev. adm. saúde, v. 15, n. 58, p. 13-17, 2013. Souza JP. Mortalidade materna no Brasil: a necessidade de fortalecer os sistemas de saúde. Rev Bras Ginecol Obstet, v. 33, n. 10, p. 273-9, 2011.
2434 renome v. 6 n. 2 (2017): Renome Implantação do e-SUS AB na Estratégia Saúde da Família: um relato de experiência Sarah Caroline Oliveira de Souza Boitagro;Elaine da Silva Maia;Patrícia Helena Costa Mendes;Vanessa Cristiane AraújoOliveira; O e-SUS AB é uma ferramenta utilizada pelo Ministério da Saúde para reestruturar as informações da Atenção Primária à Saúde, modernizando sua plataforma tecnológica com o objetivo de informatizar as Unidades Básicas de Saúde, oferecer ampliação do cuidado e melhoria do acompanhamento da gestão. Este estudo tem como objetivo relatar a experiência da implantação do e-SUS AB em uma Unidade Básica de Saúde do município de Montes Claros – MG, descrevendo as potencialidades, dificuldades e perspectivas do sistema no âmbito multiprofissional. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, realizado no período de outubro de 2015 a dezembro de 2016. Pode-se ressaltar como pontos positivos para implementação do e-SUS: a facilidade para o manuseio do sistema e digitação dos dados; a diminuição das fichas para monitoramento dos usuários; assim como a geração de relatórios mais dinâmicos que contribuem para uma melhor avaliação do serviço de saúde.
2435 renome v. 6 n. 1 (2017): Renome ARTIGOS DE REVISÃO: UMA BREVE ABORDAGEM CONCEITUAL E METODOLÓGICA Renato Sobral Monteiro Junior; ARTIGOS DE REVISÃO: UMA BREVE ABORDAGEM CONCEITUAL E METODOLÓGICA
2436 renome v. 6 n. 1 (2017): Renome Percepção do enfermeiro sobre controle de infecção nas unidades de Estratégias Saúde da Família Ana Paula Maciel;Danusa Cristina Soares de Freitas;Guilherme Henrique Santos da Cruz; Infecção; Estratégia Saúde da Família; Enfermagem ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­Resumo: Objetivou-se descrever a percepção dos enfermeiros(as) em relação às Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) nas Estratégia Saúde da Família (ESF). Método: Trata-se de um estudo qualitativo, da ordem fenomenológica, que foi realizado nas ESFs, com 10 enfermeiros assistencialistas, usando de uma entrevista semi-estruturada Resultados: Pode-se considerar que os enfermeiros possuem um conhecimento incipiente em relação ao termo IRAS, entendiam sua importância, mas ao mesmo tempo menosprezavam o seu valor dentro de uma equipe de UBS. Considerações finais: Considera-se importante a realização de educações permanentes em serviço, além de apoio da gestão com a valorização das medidas de prevenção das IRAS. Evidenciou-se uma lacuna referente ao tema, já que existe pouca produção científica que aborda a questão. Nichiata LYI, Bertolozzi MR, Gryschek ALPL, Araújo NVDÁL, Padoveze MC, Ciosak SI, et al. Potencialidade do conceito de vulnerabilidade para a compreensão das doenças transmissíveis. Rev Esc Enferm USP. 2011; 45(Esp. 2):1769-73. Freitas TS, Quirino GS. Esterilização em Unidades Básicas de Saúde no Município de Picos - PI, Sanare. 2011; 10(2): 57-63 Locks L, Lacerda JT, Gomes E, Serratine ACP. Qualidade da higienização das mãos de profissionais atuantes em unidades básicas de saúde. Rev Gaúcha Enferm. Porto Alegre (RS) 2011; 32(3): 569-75. Delage DGA, Silva GA. Prevenção e Controle das Infecções Hospitalares: Um desafio em Instituições de Saúde de Juiz de Fora, Revista Baiana de Saúde pública. 2011; 35(4): 984-1000. Rezende KCAD, Tipple AFV, Siqueira KM, Alves SB, Salgado TA, Pereira MS. Adesão à Higienização das Mãos e ao Uso de Equipamentos de Proteção Pessoal por Profissionais de Enfermagem na Atenção Básica em Saúde. Cienc Cuid Saude. 2012; 11(2): 343-351 Costa LFV, Freitas MIP. Reprocessamento de artigos críticos em unidades básicas de saúde: perfil do operador e ações envolvidas. Rev Bras Enferm, Brasília. 2009; 62(6): 811-9. Donini JC, Ebling SBD, Dorneles CS, Silva SO. A Atuação do Enfermeiro (a) no Controle de Infecção Hospitalar: Um Relato de Experiência. Revista Eletrônica de Extensão da URI. 2013; 9(16): 10-19. Giarola LB, Baratieri T, Costa AM, Bedendo J, Marcon SS, Waidman MAP. Infecção Hospitalar na Perspectiva dos profissionais de Enfermagem: um estudo Bibliográfico. Cogitare Enferm. 2012; 17(1): 151-7. Guimarães IJ, Sousa DFP, Paulino RG, Salge AKM, Souza ACS, Favaro LC. Medidas de Controle de Infecção Relacionadas à Coleta do exame Citopatológico do colo do Uterino. Cienc Cuid Saude. 2014; 13(3): 535-540. Prates CG, Lopes FS, Prates JG. Transmissão por Contato e Medidas de Precaução, Journal of Infection Control. 2013; 2(4): 153-175 Lima CJP, Gonçalves SD, Silva TS, Lima CA, Lopes JR, Barbosa AAD, et. al. Promovendo a higienização das mãos: uma experiência no contexto da Estratégia Saúde da Família, Revista Norte Mineira de Enfermagem. 2014; 3(2): 184-194 Oliveira AC, Paula AO. Infecções Relacionadas ao Cuidar em Saúde no Contexto da Segurança do Paciente: Passado, Presente e Futuro. Rev Min Enferm. 2013; 17(1): 216-220. Rezende KCAD, Tipple AFV, Siqueira KM, Alves SB, Salgado TA, Pereira MS Higienização das mãos e uso de equipamentos de proteção pessoal. Cienc cuid saúde. 2012; 11(2):343-351. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do Paciente em Serviços de Saúde: Higienização das Mãos / Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2009. Giroti SKO, Garanhani ML. Infecções relacionadas à assistência à saúde na formação do enfermeiro. Rev Rene. 2015; 16(1): 64-71.
2437 renome v. 6 n. 1 (2017): Renome Crianças internadas em hospital universitário: caracterização sociodemográfica e epidemiológica Welington Batista da Silva;Patrícia Fernandes do Prado;Nayara Mota Soares;Cássio de Almeida Lima;Mirela Lopes de Figueiredo;Valdira Vieira de Oliveira; Criança Hospitalizada; Perfil de Saúde; Enfermagem Pediátrica; Epidemiologia. Objetivou-se descrever o perfil sociodemográfico e epidemiológico das crianças internadas em um hospital universitário. Estudo descritivo, transversal, quantitativo. Foram analisados 669 prontuários de crianças de 0 a 12 anos internadas na pediatria do Hospital Universitário Clemente de Faria, Montes Claros, Minas Gerais, em 2013. Realizaram-se análises estatísticas descritivas. A maior parte era de crianças do sexo masculino (57,1%), da faixa etária de 5 a 12 anos (37%) e procedentes do município de Montes Claros (62,2%). O tempo de permanência variou de 0 a 163 dias, sendo que a duração média das internações foi de 7,1 dias. As causas mais frequentes de internação foram as doenças do aparelho respiratório (25,7%) e dessas, a pneumonia prevaleceu sobre as demais (70,9%). Em relação à evolução, 90,3% das crianças tiveram alta e 0,4% evoluíram para óbito. Essas afecções são consideradas parte das doenças cujo acometimento se dá por causas sensíveis à Atenção Primária. Brasil. Ministério da Saúde. 2009. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Indicadores de Vigilância Alimentar e Nutricional. Brasília (DF): Ministério da Saúde, 2006. Malucelli A, Otemaier KR, Bonnet M, Cubas MR, Garcia TR. Sistema de informação para apoio a Sistematização da Assistência de Enfermagem. Rev Bras Enferm. 2010;63(4):629-36. Caldeira AP, Fernandes VBL, Fonseca WP, Faria AA. Internações pediátricas por condições sensíveis à atenção primária em Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. Rev Bras Saude Mater Infant. 2011;11(1):61-71. Brasil. Ministério da Saúde. 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2438 renome v. 6 n. 1 (2017): Renome PERCEPÇÕES DE DOCENTES SOBRE OS RISCOS OCUPACIONAIS NO CONTEXTO DE TRABALHO UNIVERSITÁRIO Isabely Karoline da SIlva Ribeiro;Graziela Silveira Teixeira;Renata Cristina da Penha Silveira; Docentes; Universidades; Saúde do Trabalhador; Riscos Ocupacionais. Objetivo: identificar os riscos ocupacionais no contexto de trabalho universitário sob a ótica de docentes. Metodologia: Estudo descritivo, de abordagem qualitativa. Participaram do estudo 18 docentes de uma instituição de ensino superior (IES) localizada em um município do Centro-Oeste do Estado de Minas Gerais. Os relatos obtidos foram transcritos para análise de conteúdo associada ao programa computacional ATLAS TI 7. Resultados: Foram identificadas duas categorias temáticas: A atividade docente e a pluralidade dos riscos e As influências dos riscos do trabalho docente na qualidade de vida. Conclusão: Ressalta-se que investigar os fatores condicionantes dos riscos no contexto de trabalho docente é contribuir com a elaboração de estratégias de promoção a saúde do trabalhador no ambiente universitário. Carlotto MS. Prevenção da Síndrome de Burnout em Professores: um relato de experiências. Mudanças-psicologia da saúde. [Internet] 2014; 22(1):31-39 [acesso em 20 out 2016]. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-37722011000400003 Sousa AFL, Queiroz AAFLN, Oliveira LB, Moura MEB, Batista OMA, Andrade D. Representações sociais da Enfermagem sobre biossegurança: saúde ocupacional e o cuidar prevencionista. Rev. Bras. Enferm. [Internet]. 2016 Oct [cited 2017 Mar 06] ; 69 (5): 864-871. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003471672016000500864&lng=en. http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2015-0114. Giannin SP, Latorr MDOR, Fischer FM, Ghirardi AC, Ferreira LP. 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2439 renome v. 6 n. 1 (2017): Renome ANÁLISE SOCIOECONÔMICA DAS CAUSAS DE ABANDONO DO TRATAMENTO PARA TUBERCULOSE Amanda Mendonça Leão;Joice Chiarele Pereira;Heloisa Silva Guerra;Hanstter Hallison Alves Rezende;Camila Borges Rufino;Juliana Boaventura Avelar; Fatores de Risco; Retratamento; Tuberculose, Saúde Pública. Este estudo teve como objetivo analisar as causas do abandono de tratamento em pacientes em retratamento para tuberculose no município de Aparecida de Goiânia, Goiás. Trata-se de uma pesquisa descritiva e transversal realizada com 29 pacientes em acompanhamento no Centro de Atenção Integral a Saúde Nova Era em Aparecida de Goiânia, Goiás. Os participantes da pesquisa foram os pacientes que por algum motivo abandonaram e retornaram ao tratamento para Tuberculose no ano de 2015. As entrevistas demonstraram que o abandono permanece sendo um impasse no controle da doença. Os resultados demonstraram alta incidência de Tuberculose em pessoas de baixas renda e escolaridade, isto implica que a doença permaneça relacionada às más condições de vida e pouca informação. Assim como o comprometimento imunológico de certos grupos implica na recidiva da doença. Este estudo tem grande validade para a população, profissionais e gestores, pois permitiu o reconhecimento dos fatores relacionados ao abandono do tratamento. Brasil. Ministério da saúde. Vigilância em Saúde: Dengue, Esquistossomose, Hanseníase, Malária, Tracoma e Tuberculose. Departamento de Atenção Básica. Cadernos de Atenção Básica; 2008. Brasil. Ministério da Saúde. Manual técnico para o controle da tuberculose. Departamento de Atenção Básica. Cadernos da Atenção Básica; 2002. Brasil. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da tuberculose no Brasil. Brasília: Departamento de Vigilância Epidemiológica; 2011. World Health Organization. Global tuberculosis report 2014 [Homepage na Internet]. Geneva: World Health Organization; 2014 [Acesso em 30 abr. 2015]. Disponível em: http://www.who.int/tb/%20publications/global_report/en/ PORTAL DA SAÚDE. Tuberculose. [Acesso em: 30 abr. 2015]. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=11045&Itemid=674 Piller RVB. Epidemiologia da Tuberculose. Pulmão. 2012; 1(21): 4-9. Wendling APB, Modena CM, Schall VT. O abandono do tratamento da turberculose sob a perspectiva dos gerentes de diferentes centros de saúde de Belo Horizonte-MG, Brasil. Texto & contexto enferm. 2012; 1(21): 77-85. Chirinos NEC, Meirelles BHS. Fatores associados ao abandono do tratamento da tuberculose: uma revisão integrativa. Texto & contexto enferm. 2011; 3(20): 599-406. Alves, RS, Souza KMJ, Oliveira AAV, Palha PF, Nogueira JA, Sá LD. Abandono do tratamento da tuberculose e integralidade da atenção na Estratégia Saúde da Família. Texto & contexto enferm. 2012; 3(21): 650-657. Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n.º 466 de 12 de dezembro de 2012. Diretrizes e normas regulamentares da pesquisa envolvendo seres humanos. Brasília: Ministério da Saúde; 2013. Souza ABF, Cruz ZV. Abandono do tratamento da tuberculose no município de Itapetinga – BA: um estudo da influência dos fatores ambientais. Centro Científico Conhecer. 2012; 14(8): 1472. Portella LC. Fatores associados ao abandono de tratamento da tuberculose: uma revisão integrativa da literatura. Rev Univap. 2015; 38(21). Brasil. Ministério da Saúde. Manual sobre o cuidado à saúde junto à população em situação de rua. Departamento de Atenção Básica; 2012. Costa APM. População em situação de rua: contextualização e caracterização. RevVir Textos & Contexto. 2005. Oliveira JF; Antunes MBC. Abandono anunciado ao tratamento da tuberculose em uma Unidade de Saúde da Família do Recife: a perspectiva do usuário. Rev. APS. 2012; 1(15): 4-13. Andrade RLP, Villa TCS, Pillon NS. A influência do alcoolismo no prognóstico e tratamento da tuberculose. SMAD, Rev. eletrônica saúde mental alcool drog. 2005; 1(1).
2440 renome v. 6 n. 1 (2017): Renome Lesão intraepitelial cervical de alto grau: realidades e representações Alaíde Pereira Silva;Ana Paula Ferreira Holzmann;Clara Cássia Versiani;Luciana Barbosa Pereira;Fabrícia Vieira de Matos; Objetivou-se conhecer as representações sociais de mulheres com lesão intraepitelial de alto grau e identificar suas dificuldades na busca pelo tratamento. Estudo descritivo, qualitativo, baseado na Teoria das Representações Sociais, realizado em uma Unidade de Saúde da Família de um município norte-mineiro, sendo incluídas sete mulheres. A análise dos dados seguiu a proposta de Bardin. Identificou-se que as mulheres possuem baixo nível de conhecimento sobre a Neoplasia Intraepitelial Cervical e o seu principal fator de risco,o vírus HPV, trazendo sofrimento, medo da morte e do preconceito, dúvida e negação. A fé em Deus surge como refúgio. As dificuldades foram: demora em receber os resultados de biopsia; pagamento por consultas e exames e falhas de comunicação dos profissionais de saúde. Há necessidade de intervenção preventiva, com maior enfoque em ações de educação em saúde e melhor gestão com planejamento voltado a prevenção, diagnóstico e tratamento da lesão intraepitelial de alto grau.
2441 renome v. 6 n. 1 (2017): Renome CONHECIMENTO DOS ENFERMEIROS SOBRE A ESTRATÉGIA DE ATENÇÃO INTEGRADA ÀS DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA Bárbara Cerqueira Santos Lopes;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito;Maísa Tavares de Souza Leite; Enfermagem; Atenção Integrada às doenças prevalentes na infância; Saúde da criança; Atenção primária à saúde Esta pesquisa objetivou verificar o conhecimento dos Enfermeiros da atenção básica do município de Montes Claros sobre a Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). Trata-se de estudo transversal, exploratório, descritivo, de natureza quantitativa. As informações sociodemográficas, de formação, de atuação e conhecimento sobre o AIDPI foram obtidas através de um questionário. Para análise estatística utilizou-se o Statístical Pocckage for the Social Sciences (SPSS) for Windows versão 20.0. A frequência de profissionais com conhecimento satisfatório foi de 64,7%, sendo que 78,8% são mulheres, 100% foram capacitados no AIDPI (p=0,04) e 68,8% foram capacitados há menos de cinco anos (p=0,02). Conclui-se que a capacitação e o tempo em que a mesma ocorreu, está diretamente ligada ao conhecimento satisfatório em relação ao AIDPI. Espera-se que este estudo contribua para sensibilização dos gestores, profissionais e universidades sobre a importância da estratégia, e para implementação de cursos de capacitação e atualização no AIDPI.
2442 renome v. 6 n. 1 (2017): Renome PRÁTICA DOCENTE COM BASE NO CURRÍCULO INTEGRADO E COMPETÊNCIAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA Rita de Cássia Ramos Medeiros;Geilsa Soraia Cavalcanti Valente;Fernando Sala Marin; Objetivos: investigar a produção científica acerca da prática docente alicerçado no currículo integrado e o desenvolvimento de competências, abordando o modelo tradicional. Método: revisão de literatura, tipo sistemática, que responde a questão norteadora: como é a prática do profissional docente no currículo integrado, este desenvolve competências para tal? A base de dados utilizada foi LILACS, BDENF, SCIELO, PubMed e uma dissertação de mestrado utilizando o tema da mesma como base para o levantamento bibliográfico e seleção dos descritores. Resultados: foi possível observar que ainda existe dificuldade de aplicar a prática docente com base no currículo integrado. Conclusão: produções nacionais mostraram-se ainda pouco exploradas, sobre a temática, visto que há um universo grande a percorrer dentro da enfermagem e educação, considerado ainda por parte de profissionais da área, quer seja docente, enfermeiro ou estudante, algo novo a descobrir. Descritores: Educação Baseada em Competências; Currículo; Ensino Superior; Enfermagem. Régis SR, Lunardi GM, Cabra P. A compreensão de currículo integrado na produção científica do Brasil: a crença nos êxitos das propostas de integração curricular. Rev Educação em Rede [internet]. 2007 [acesso 16 ago 2016]; 2(1):1-9. Disponível em: http://www.revistas.udesc.br/index.php/educacaoemrede/article/view/1769 De Domenico EBL, Ide CAC. Referências para o ensino de competências na enfermagem. Rev Bras Enferm [internet]. 2005 [acesso em 16 ago 2016]; 58(4):453-7. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v58n4/a14v58n4.pdf Dijkstra IS, Pols J, Remmelts P, Rietzchel EF, Coehn-Schotanus J, Brand PLP. 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2443 renome v. 6 n. 1 (2017): Renome Transtorno do Espectro do Autismo: uma revisão sobre etiologia, epigenética e mutação de novo Fernanda Alves Maia;Maria Tereza Carvalho Almeida;Victor Bruno da Silva;Maria Rachel Alves;Marise Fagundes Silveira; Transtorno Autístico; Mutação; Metilação; Revisão. A pessoa com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) compartilha sintomas centrais no comprometimento de três áreas do neurodesenvolvimento: deficits de habilidades sociais, deficits de habilidades comunicativas e presença de comportamentos, interesses e/ou atividades restritos, repetitivos e estereotipados. O aumento na prevalência desse transtorno é preocupante e reforça a necessidade de se investigar os seus principais fatores de risco. Assim, o presente estudo teve como finalidade apresentar uma revisão da literatura a respeito do TEA, sua etiologia, aspectos epigenéticos e mutação de novo. Para o mapeamento deste estudo tomou-se como base bibliográfica a Base de Dados Pubmed. Os resultados apontam que o TEA é caracterizando como um transtorno de herança multifatorial e que fatores ambientais, independentes ou em conjunto com os fatores genéticos, aumentam o risco desse transtorno. Além disso, estudos moleculares têm destacado o papel das mutações de novo e da epigenética no desenvolvimento do TEA. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA). Brasília: Ministério da Saúde, 2014: [online] 88. Disponível em: AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-III- R. São Paulo: Manole; 1989. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-IV. São Paulo: Manole; 1994. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-V. Porto Alegre: Artmed; 2014. p. 50-59. 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2444 renome v. 6 n. 1 (2017): Renome ABORDAGEM FAMILIAR COMO ESTRATÉGIA DE CUIDADO INTEGRAL E INTERDISCIPLINAR EM ESQUIZOFRENIA Ana Maria Santos;Caio César Oliveira;Thamires Magalhães Nogueira;Patrícia Helena Mendes; Esquizofrenia; Abordagem familiar; Estratégia Saúde da Família No Brasil, em 1994, surge o Programa de Saúde da Família (PSF), baseado nos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e trazendo consigo os pilares: família, território e responsabilização. Sendo a família o lócus de atuação do PSF, hoje Estratégia de Saúde da Família (ESF), é imprescindível que os profissionais de saúde conheçam os grupos familiares para os quais prestam o serviço. Este trabalho objetiva relatar um estudo de caso em que a abordagem familiar foi empregada como estratégia de cuidado integral e interdisciplinar na condução do projeto terapêutico de um usuário portador de esquizofrenia. Percebeu-se a relevância da utilização dasferramentasde abordagem familiar no trabalho das equipes de saúde da família. No acompanhamento integral e longitudinal da esquizofrenia, essas ferramentas mostram-se capazes de permitir desenvolver atributos da ESF,como a atenção integral,a coordenação do cuidado, a focalização na família e a orientação comunitária. Melo DF, Viera CS, Simpionato E, Biasoli-Alves ZMM, Nascimento LC. Genograma e ecomapa: possibilidades de utilização na estratégia de saúde da família. Rev. bras. crescimento desenvolv. hum. 2005;15(1):79-89. Wortman K. A Família das Mulheres. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro; 1987. Carneiro TS, Vasconcelos KEL, Silveira SAS. Família e políticas sociais: o Saúde da Família posto em questão. In: III Jornada Internacional de Políticas Públicas, 2007, São Luís/MA. Questão social e desenvolvimento no século XXI, 2007. Oliveira RG, Marcon SS. 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2445 renome v. 5 n. 2 (2016) Apoio Matricial em Saúde Mental: Tecendo Caminhos na Atenção Primária Ana Paula Maciel;Débora Fagundes Brito;Rodrigo Marques Batista da Rocha;Lyssa Esteves Souza Souto;Adriana Lacerda Jorge;Guilherme Henrique Santos da Cruz;Otávio Henrique Oliveira Macedo; Apoio matricial, Saúde mental, Atenção primária Brasil, Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Coleção Progestores - Para entender a Gestão do SUS. Sistema Único de Saúde, Brasília, 2007. Brasil, Ministério da Saúde. Guia prático de matriciamento em saúde mental: Ministério da Saúde: Centro de Estudo e Pesquisa em Saúde Coletiva, 2011. Brasil, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica, 2012. Campos RO, Gama CA, Ferrer AL, Santos DVD, Stefanello S, Trapé TL, Porto K. Saúde mental na atenção primária à saúde: estudo avaliativo em uma grande cidade brasileira. Ciênc. saúde coletiva. 2011;16(12):4643-52. 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2446 renome v. 5 n. 2 (2016) Implantação de um modelo de gestão do cuidado do risco cardiovascular: Relato de experiência Rosemberg dos Anjos Medeiros Filho;Ana Paula Ferreira Maciel;Henderson Barbosa Pimenta;Antônio Prates Caldeira; Hipertensão, Doenças cardiovasculares, Fatores de risco As doenças cardiovasculares são importantes causas de mortalidade no mundo e no Brasil. Diversas são as condições que estão associadas ao maior risco cardiovascular, que embora sejam fatores de risco modificáveis, apresentam baixas taxas de controle. O presente trabalho apresenta o relato da experiência de um estudo piloto de implantação de um modelo de gestão do cuidado, voltado à gestão do cuidado do risco cardiovascular em um Município de médio porte localizado no Norte de Minas Gerais. A implantação do projeto piloto do modelo de gestão do cuidado com ênfase no risco cardiovascular, foi dividida em quatro etapas: 1. Estabelecimento de parceria com a gestão municipal de saúde; 2. Diagnóstico situacional; 3. Realização de oficinas para as equipes da ESF; 4. Desenvolvimento e implantação de instrumento informático como ferramenta de auxílio na gestão do risco cardiovascular. A partir da experiência vivenciada pôde-se perceber a ainda fragilidade de assistência no que tange ao cuidado do Risco Cardiovascular na atenção primária, já que se nota a prestação de uma assistência fragmentada, com ausência da figura de um Coordenador do Cuidado. Considera-se, contudo, que as atividades de educação em saúde (oficinas) sensibilizaram os profissionais de saúde para maior atenção ao assunto, contribuindo ainda para ampliar o conhecimento desses. Diretrizes. Sociedade Brasileira de Cardiologia. I Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular. Arq Bras Cardiol 2013; 6 (supl. 2): 1-63. Buttler D. UN targets top killers. Nature. 2011;477:260-1. Disponível em: http://www.nature.com/news/2011/110914/full/477260a.html Diretrizes. Sociedade Brasileira de Cardiologia / Sociedade Brasileira de Hipertensão /Sociedade Brasileira de Nefrologia. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arq Bras Cardiol 2010; 95(1 supl.1):1-51. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Global status report on noncommunicable diseases 2010. Geneva: WHO, 2011 Tocci G et al. Multivariate risk assessment and risk score cards in hypertension. Vascular Health and Risk Management 2007; 3 (3):313–20 Sapag JC, Lange I, Campos S, Piette JD. Estrategias innovadoras para el cuidado y el autocuidado de personas con enfermedades crónicas en América Latina. Rev Panam Salud Publica. 2010;27(1):1–9. Organização Mundial de Saúde (OMS). Cuidados inovadores para condições crônicas: componentes estruturais de ação: relatório mundial / Organização Mundial da Saúde – Brasília, 2003. Mendes EV. As mudanças na atenção à saúde e a gestão da clínica. “In”: Mendes EV. As redes de atenção à saúde. 2ª edição. Brasil: Organização Pan-Americana da Saúde; 2011. 293-438. Organização Pan-Americana da Saúde-OPAS. Cuidados inovadores para condições crônicas: organização e prestação de atenção de alta qualidade às doenças crônicas não transmissíveis nas Américas. Washington, DC : OPAS, 2015. Navarro Moya FJ, Carnero Pardo C et al. Riesgo vascular: proceso asistencial integrado. Sevilla: Consejería de Salud, 2010. – certificar o modo de fazer essa referência. Portugal. Ministério da Saúde. PROCESSO ASSISTENCIAL INTEGRADO DO RISCO VASCULAR NO ADULTO. Adaptado de: Proceso Asistencial Integrado Riesgo Vascular, 2ª edición de Consejería de Igualdad, Salud e Políticas Sociales de la Junta de Andalucía. Ministério da Saúde: DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE. Departamento da Qualidade na Saúde Departamento da Qualidade na Saúde.2014.. Alves Junior CA. Consolidando a rede de atenção às condições crônicas: experiência da rede Hiperdia de Minas Gerais. Organização Pan-Americana de Saúde; 2011 Backes DS, Erdmann AL, Lunardi VL, Filho WDL, Erdmann RH. Rousing new approaches to the Nursing care management: a qualitative study. Online braz j nurs [Internet]. 2009 8 (2): . doi: http://dx.doi.org/10.5935/1676-4285.20092407 Erdmann AL, Backes DS, Minuzzi H. Care management in nursing under the complexity view. Online braz j nurs [Internet]. 2007 December; 7 (1):. doi: http://dx.doi.org/10.5935/1676-4285.20081033 Santos José Luís Guedes dos, Pestana Aline Lima, Guerrero Patrícia, Meirelles Betina Schlindwein Hörner, Erdmann Alacoque Lorenzini. Práticas de enfermeiros na gerência do cuidado em enfermagem e saúde: revisão integrativa. Rev. bras. enferm. [Internet]. 2013; 66( 2 ): 257-263. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672013000200016.
2447 renome v. 5 n. 2 (2016) Segurança do paciente: o desafio em manter organizações de saúde seguras Orlene Veloso Dias;Renata Patrícia F. Gonçalves;
2448 renome v. 5 n. 2 (2016) Análise do perfil epidemiológico de sífilis nas gestantes em Tangará Da Serra de 2007 a 2014 Roseany Patricia Silva Rocha;Ana Claudia Pereira Terças;Vagner Ferreira do Nascimento;Juliana Herrero da Silva;Josué Souza Gleriano; Sífilis congênita, perfil epidemiológico, Gestantes Objetivou avaliar a incidência da sífilis congênita em Tangará da Serra de 2007 a 2014, e descrever o perfil epidemiológico de gestantes e recém-nascidos que contraíram sífilis congênita.Estudo epidemiológico, quantitativo, descritivo e retrospectivo, através de dados secundários obtidos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificações SINAN-NET referente aos casos novos de Sífilis Congênita e em gestantes. A coleta de dados foi em agosto de 2015.Verificou-se que no período de 2007 a 2014 foram notificados 27 casos de sífilis, sendo 16 casos de sífilis em gestantes e 11 casos de sífilis congênita.Todas as mulheres realizaram testes laboratoriais e iniciaram o tratamento, porém apenas um parceiro foi tratado. Já as onze crianças com diagnóstico de sífilis congênita mantiveram assintomáticas até no momento do parto, realizando os exames confirmatórios e tratamento medicamentoso. Observa-se a necessidade de ações preventivas principalmente durante o pré-natal que visem reduzir os casos da doença no período gestacional. ARAUJO, C. L. Analise da situação da sífilis e da sua Relação com a cobertura da estratégia de saúde da família no Brasil; Brasília. [online] 2010 14(3). BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Infecções Sexualmente Transmissíveis. 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2449 renome v. 5 n. 2 (2016) Contribuições do Projeto Montes Claros para o Sistema Único de Saúde João Alves Pereira;Kimberly Marie Jones; Sistema Único de Saúde; Saúde Pública; Reforma dos Serviços de Saúde Este estudo teve como objetivo refletir sobre as contribuições do Projeto Montes Claros (PMC) para o Sistema Único de Saúde (SUS). Foi realizado um estudo descritivo-exploratório e qualitativo. O método utilizado foi a história oral. Foi utilizada a entrevista semiestruturada gravada e transcrita. O material foi submetido à análise do discurso. Emergiram três categorias temáticas: O PMC como embrião do SUS; Universalização da assistência à saúde; e A expansão do projeto. O PMC é considerado um modelo demonstrativo para o SUS por propor o acesso universal aos serviços, o trabalho em equipe, a territorialização e o planejamento em saúde. - Bahia L. 25 anos de SUS: problema na saúde é político [entrevista na internet]. Recife (PE): Portal DSS Nordeste; 2013 Ago 21. Entrevista concedida a Maira Baracho [acesso em 02 dez 2013]. Disponível em: http://dssbr.org/site/entrevistas/25-anos-de-sus-problema-na-saude-e-politico/ - Conselho Nacional de Secretários de Saúde (BR). Sistema Único de Saúde. Brasília: CONASS; 2007. - Conselho Nacional de Secretários de Saúde (BR). SUS 20 anos. Brasília: CONASS; 2009. – Cordeiro H. O Instituto de Medicina Social e a Luta pela Reforma Sanitária: Contribuição à História do SUS. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva. 2004 nov, 14(2): 343-362. – Oliveira DC, Sá CP, Gomes AMT, Ramos RS, Pereira NA, Santos WCR. A política pública de saúde brasileira: representação e memória social de profissionais. Cad. Saúde Pública. 2008 jan, 24(1): 197-206. – Fleury S. (Org.). Projeto Montes Claros: A utopia revisitada. Rio de Janeiro: Abrasco; 1995. 262p. – Felipe JS. Apresentação. In: Fleury S. (Org.). Projeto Montes Claros: A utopia revisitada. Rio de Janeiro: Abrasco; 1995. p.09-11. – Sousa MF. Programa Saúde da Família no Brasil: uma agenda incompleta? Revista Ciência e Saúde Coletiva. 2006 dez, 14(1): 1325-1335. - Ministério da Saúde (Brasil). A Mobilização Instituinte (Décadas de 1970 e 1980). In: A Construção do SUS: Histórias da Reforma Sanitária e do Processo Participativo. Brasília: Ministério da Saúde; 2006. cap01. p.35-109. - Escorel S. Reviravolta na saúde: origem e articulação do movimento sanitário. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz; 1998. 208p. - Santos RCN. A história do Projeto Montes Claros. In: Fleury S. (Org.). Projeto Montes Claros: A utopia revisitada. Rio de Janeiro: Abrasco; 1995. cap02. p.21-60. - Fonseca DS. Primeira história da medicina simplificada no Brasil [dissertação]. Belo Horizonte: Departamento de Ciência Política, Universidade Federal de Minas Gerais; 1984. - Lima FV. Etnografia histórica das ações de saúde no Brasil: um estudo de caso sobre o Projeto Montes Claros. Anais da IX Reunião de Antropologia do Mercosul, 10 a 13 de julho de 2011 - Curitiba, PR. Disponível em http://www.sistemasmart.com.br/ram /arquivos/13_6_2011_11_27_16.pdf. Acesso em 20 de junho de 2011. - Mendonça JMG, Rodrigues RA. Resgate oral dos eventos que envolveram Montes Claros - MG e sua colaboração para a formação do Sistema Único de Saúde [trabalho de Conclusão de Curso]. Montes Claros: Universidade Estadual de Montes Claros, Curso de Enfermagem, Departamento de Enfermagem; 2006. - Sobrinho DF. Ascensão e queda da República Socialista de Montes Claros. In: Fleury S. (Org.). Projeto Montes Claros: a utopia revisitada. Rio de Janeiro: Abrasco; 1995. cap11. p.239-249. - Van Stralen CJ. Do Projeto Montes Claros para o Sistema Único de Saúde: o hiato entre ideologia e realizações práticas. In: Fleury S. (Org.). Projeto Montes Claros: a utopia revisitada. Rio de Janeiro: Abrasco; 1995. cap07. p.165-191. - Felipe JS. Apresentação. In: Fleury S. (Org.). Projeto Montes Claros: A utopia revisitada. Rio de Janeiro: Abrasco; 1995. p.09-11. - Silva EL, Menezes EM. Metodologia de pesquisa e elaboração de dissertação. 3 ed. Florianópolis: Laboratório de Ensino a Distância da UFSC; 2001. 121p. - Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 3a. ed. São Paulo - Rio de Janeiro: Hucitec/Abrasco; 1994. 406p. - Lang ABSG. História oral: muitas dúvidas, poucas certezas e uma proposta. In: Meilhy JSSB. (Org.). (Re) introduzindo história oral no Brasil. São Paulo: Xamã; 1996. p.33-47.
2450 renome v. 5 n. 2 (2016) Nível de conhecimento de mulheres portadoras de HIV/AIDS sobre transmissão vertical: um estudo transversal Monielle Justino Guerra;Mirelly Vieira Godoy;Michelle Pinto Barros;Tiago Barreto de Castro e Silva;Danielle Rosa Evangelista; Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, HIV, Transmissão Vertical de Doença Infecciosa, Mulheres A infecção pelo vírus HIV em mulheres é uma questão de saúde pública, pelo risco de transmissão vertical. Objetivou-se verificar o nível de conhecimento de mulheres portadoras desse vírus sobre as medidas de redução da transmissão vertical. Estudo transversal e descritivo, realizado em Centro de Referência para esse agravo em Palmas, Estado de Tocantins, realizado com 28 mulheres. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas. Utilizou-se escala likert para determinar o nível de conhecimento. Para cada um dos cinco níveis da escala, criou-se um sistema de pontuação de acordo com as respostas. As mulheres tinham média de idade de 35,7±77,7 anos. As medidas de redução da transmissão vertical mais conhecidas foram: inibição da lactação e uso de antirretrovirais na gestação, com 60,7% e 39,3%, respectivamente. Realizar a testagem no pré-natal foi a medida menos conhecida (14,3%). Dessa forma, evidencia-se a falta de conhecimento pelas mulheres a respeito das medidas da redução da transmissão vertical do vírus. Sousa AM, Lyra A, Araújo CCF, Pontes JL, Freire RC, Pontes TL. A política de AIDS no Brasil: uma revisão de literatura. J Manag Prim Health Care. 2012; 3 (1):62-6. Evangelista DR, Moura ERF. Planejamento familiar de mulheres portadoras de HIV/AIDS. Rev. min. enferm. 2011; 15(3):386-93. Taquette SR, Rodrigues AO, Bortolotti LR. Infecção pelo HIV em adolescentes do sexo feminino: um estudo qualitativo. Rev. panam. salud pública. 2015; 37 (4/5): 324-9. Ministério da Saúde (BR). Departamento de IST, AIDS e hepatites virais. Tabulação de dados. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Ministério da Saúde (BR). Departamento de DST, AIDS e hepatites virais. Boletim epidemiológico 2014. Brasília: Ministério da Saúde; 2014. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, sífilis e hepatites virais. Brasília: Ministério da Saúde; 2015. Polit DF, Beck CT. Fundamentos de pesquisa em enfermagem. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2011. Moorhead S, Johnson M, Maas M. Classificação dos resultados de enfermagem (NOC). 3. ed. Porto Alegre: Artmed; 2008. Moura ERF, Evangelista DR, Damasceno AKC. Conhecimento de mulheres com diabetes mellitus sobre cuidados pré-concepcionais e riscos materno-fetais. Rev. Esc. Enferm. USP. 2012; 46 (1): 22-9. Moura ERF, Lima DMC, Silva RM. Aspectos sexuais e perspectivas reprodutivas de mulheres com HIV/AIDS, o que mudou com a soropositividade. Rev. cuba. enferm. 2012; 28(1): 37-48. Garcia GS, Lima LF, Silva JB, Andrade LDF, Abrão FMS. Vulnerabilidade dos idosos frente ao HIV/Aids: Tendências da produção científica atual no Brasil. J. bras. doenças sex. transm. 2012; 24(3):183-8. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, AIDS e hepatites virais. Boletim epidemiológico HIV.AIDS. Ano IV-nº01, 2015. Brasília: Ministério da Saúde; 2015. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, AIDS e hepatites virais. Avaliação da transmissão Vertical do HIV no estado de São de Paulo, Brasil (Relatório do projeto de pesquisa). Brasília: Ministério da Saúde; 2010. Felix G, Ceolim MF. O perfil da mulher portadora de HIV/AIDS e sua adesão à terapêutica antirretroviral. Rev. Esc. Enferm. USP. 2012; 46(4):884-91. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Atlas do censo demográfico 2010. Rio de Janeiro: IBGE, 2013. Braga PE, Cardoso MRA, Segurado AC. Diferenças de gênero ao acolhimento de pessoas vivendo com HIV em serviço universitário de referência de São Paulo, Brasil. Cad saúde pública. 2007; 23(11):2663-71. Grabin CAS, Garbin AJI, Moimaz SAS, Rocha NB. A transmissão vertical do HIV na percepção de mulheres brasileiras. Rev. Odontol. Araçatuba. 2012; 33(1): 41-5. Leal AF, Roese A, Sousa AS. Medidas de prevenção da transmissão vertical do HIV empregadas por mães de crianças soropositivas. Invest. educ. enferm. 2012; 30(1):44-54.
2451 renome v. 5 n. 2 (2016) Qualidade de vida de médicos da atenção primária à saúde e dos serviços de urgência e emergência Franciele Ornelas Cunha;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito;Luciana Mendes Araújo Borém;Romerson Brito Messias;Maísa Tavares de Souza Leite;João Felício Rodrigues Neto; Satisfação no trabalho, Serviços de Saúde, Atenção Primária à Saúde Objetivou-se avaliar a qualidade de vida de médicos atuantes na Atenção Primária à Saúde e nos serviços de Urgência e Emergência no Norte de Minas Gerais. Trata-se de estudo transversal e analítico realizado com 155 médicos. Foi utilizado um questionário que contemplava os aspectos socioeconômicos, de formação e de ocupação. Para avaliar a qualidade de vida usou-se o instrumento validado WHOQOL-Bref. A análise dos dados foi realizada por meio do teste t de Student para amostras independentes. Observou-se que em relação à qualidade de vida o domínio físico foi o que apresentou um maior escore e o meio ambiente a menor pontuação. Houve uma associação estatisticamente significante entre o domínio físico e a cidade de atuação e o tempo com que o profissional trabalha no atual serviço de saúde. No domínio psicológico, com o estado civil, no domínio relações sociais com o tipo de universidade e no domínio meio ambiente com a cidade de atuação e o tempo de trabalho no atual serviço de saúde. Conclui-se que o estado civil, universidade que cursou medicina, cidade onde trabalha e o tempo de atuação influenciam na qualidade de vida dos médicos. Tavares F de MB. Apontamentos sobre o conceito de qualidade de vida: revisões, cruzamentos e possibilidades críticas. Revista brasileira de qualidade de vida. 2011 Jul/Dez.; 03:23-32. Oliveira BM de, Mininel VA, Felli VEA. Qualidade de vida de graduandos de enfermagem. Rev Bras Enferm [internet] Brasília 2011 Jan/Fev. 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2452 renome v. 5 n. 2 (2016) Quedas em idosos atendidos em um serviço de referência à saúde do idoso Maria de Fátima Fernandes Santos Silva;Amanda Karoline Pinheiro Silva;Natannielle Alves Guimarães;Diego Dias de Araújo; Prevenção de Acidentes, Acidentes por Quedas, Enfermagem, Idoso Objetivou-se identificar quedas em idosos atendidos em um serviço de referência à saúde do idoso. Trata-se de um estudo descritivo de tipo transversal realizado a partir da entrevista de 147 idosos que aguardavam por atendimento, entre o período de outubro e novembro de 2015, em um serviço de referência à saúde do idoso de Montes Claros, Minas Gerais. Para coletas de dados utilizou-se um instrumento contendo informações clínicas e sociodemográficas. Do total de 147 idosos, 70% eram do sexo feminino e 44.8% tinha de 70 a 79 anos. Os dados relacionados ao histórico de quedas revelam que 59.8% dos idosos caíram no último ano, destes, 18.2% sofreu algum tipo de fratura. Conclui-se que a identificação da história de quedas bem como de possíveis fatores relacionados ao problema são fundamentais para o planejamento das ações de enfermagem que conduzam os idosos a alcançar o máximo de qualidade de vida, ao preveni-la. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS). Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde 2015. Disponível em: . Acesso em 17 de novembro de 2015. Araújo DD; Azavedo RS; Chianca TCM. Perfil demográfico da população idosa de Montes Claros, Minas Gerais e Brasil. Rev. enferm. Cent.-Oeste Min [Internet]. 2011 out/dez [Acesso 2016 Set 04] ;.4(1): 462-469. Disponível em http://www.seer.ufsj.edu.br/index.php/recom/article/download/151/236. Carvalho JAM, Wong LRA. A transição da estrutura etária da população brasileira na primeira metade do século XXI. Cad. Saúde Pública [Internet]. 2008 Mar [Acesso 2016 Set 04]; 24(3) : 597-605. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2008000300013&lng=en. 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2453 renome v. 5 n. 2 (2016) Risco de estresse no trabalho de enfermeiros da Estratégia Saúde da Família Fernanda Mourão Cardoso;Cássio de Almeida Lima;André Luiz Ramos Leal;Sabrina Aparecida de Lima Mangueira;Jair Almeida Carneiro;Fernanda Marques da Costa; Saúde do trabalhador, Esgotamento profissional, Estratégia Saúde da Família, Enfermagem Objetivou-se investigar o desequilíbrio entre o esforço e a recompensa no trabalho dos enfermeiros que atuam na Estratégia Saúde da Família. Estudo quantitativo, descritivo e transversal, desenvolvido em Montes Claros, Minas Gerais - Brasil. O instrumento utilizado foi a versão brasileira validada do Effort-Reward Imbalance. Os dados foram analisados empregando análises descritivas com caracterização da variável dependente com posterior análise bivariada por meio do software SPSS 17.0 for Windows. Em relação ao comprometimento no trabalho, a maior parte dos enfermeiros, 56,9% (41), apresentou supercomprometimento. Quanto ao desequilíbrio esforço e recompensa, 68,1% (49) dos enfermeiros apresentaram risco de estresse ocupacional. Mas, não foram encontradas associações entre o risco para estresse ocupacional e as variáveis sociodemográficas e ocupacionais estudadas. Houve alta prevalência de desequilíbrio entre esforço e recompensa no trabalho de enfermeiros, indicando risco para estresse. Espera-se que os resultados subsidiem intervenções eficazes na promoção da saúde desses profissionais. Fonseca MLG, Sá MC. A insustentável leveza do trabalho em saúde: excessos e invisibilidade no trabalho da enfermagem em oncologia. Saúde Debate. 2015;39(n. espe):298-306. Hill KS. Reflections on nursing workforce. J Nurs Adm. 2015;45(10 Supl):S3-4. Camelo SHH, Angerami ELS. Sintomas de estresse nos trabalhadores atuantes em cinco núcleos de saúde da família. Rev Latino-Am Enfermagem. 2004;12(1):14-21. Santos SR, Virgolino JLB, Brito SS, Bezerra EP, Dantas UIB, Costa MML. Occupational risk faced by nurses who act at primary health care. Rev Enferm UFPE on line [Internet]. 2013 [citado 2014 nov 06];7(1):738-46. Disponível em: http://www.revista.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/view/3492/pdf_2165 Silva LS, Barreto SM. Adaptação transcultural para o português brasileiro da escala effort-reward imbalance: um estudo com trabalhadores de banco. Rev Panam Salud Publica. 2010;27(1):32–6. Trindade LL, Lautert L, Beck CLC, Amestoy SC, Pires DEP. Estresse e síndrome de burnout entre trabalhadores da equipe de Saúde da Família. Acta Paul Enferm. 2010;23(5):684-9. Santos MS, Mourão DM, Rocha JFD, Carneiro ALG, Soares PKD, Soares WD. Burnout syndrome in residents of family health. Rev Enferm UFPE on line [Internet]. 2013 [citado 2014 nov 06];7(esp):6586-91. Disponível em: http://www.revista.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/view/3119/pdf_3994. Soares INL, Souza LCG, Castro AFL, Alves CFO. Análise do estresse ocupacional e da Síndrome de Burnout em profissionais da Estratégia Saúde da Família no município de Maceió/AL. Rev Semente. 2011;6(6):84-98. Costa FM, Martins AMEBL, Santos-Neto PE, Veloso DNP, Magalhães VS, Ferreira RC. Is vaccination against hepatitis B a reality among Primary Health Care workers? Rev Latino-Am Enfermagem. 2013;21(1):316-24. Vasconcelos EF, Guimarães LAM. Esforço e recompensa no trabalho de uma amostra de profissionais de enfermagem. Psicólogo inFormação. 2009;13(13):11-36. Fontana RT, Siqueira KI. O trabalho do enfermeiro em saúde coletiva e o estresse: análise de uma realidade. Cogitare Enferm. 2009;14(3):491-8. Siegrist J, Starke D, Chandola T, Godin I, Marmot M, Niedhammer I, et al. The measurement of effort-reward imbalance at work: European comparisons. Soc Sci Med. 2004;58:1483-99. Pinto IC, Panobianco CSMM, Zacharias FCM, Bulgarelli AF, Carneiro TSG, Gomide MFS, et al. Analysis of job satisfaction of the nursing staff of a primary health care unit. Rev Gaúcha Enferm. 2014;35(4):20-7. Shimizu HE, Carvalho Junior DA. O processo de trabalho na Estratégia Saúde da Família e suas repercussões no processo saúde-doença. Ciênc Saúde Coletiva. 2012;17(9):2405-14. Feliciano KVO, Kovacs MH, Sarinho SW. Superposição de atribuições e autonomia técnica entre enfermeiras da Estratégia Saúde da Família. Rev Saúde Pública. 2010;44(3):520-7. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília (DF): Ministério da Saúde, 2012. Freitas MCMC, Nunes BMVT. Processo de trabalho do enfermeiro na Estratégia Saúde da Família. Rev Inter NOVAFAPI. 2010;3(3):39-43. Trindade LL, Lautert L. Síndrome de Burnout entre os trabalhadores da Estratégia de Saúde da Família. Rev Esc Enferm USP. 2010;44(2):274-9. Mascarenhas CHM, Prado FO, Fernandes MH, Boery EN, Sena ELS. Qualidade de vida em trabalhadores da área de saúde: uma revisão sistemática. Espaç Saúde. 2013;14(1-2):72-81.
2454 renome v. 5 n. 2 (2016) Saúde reprodutiva da mulher: fatores determinantes na escolha dos métodos contraceptivos Ilária Amaral da Conceição Fernandes;Kênia Emanuelly Aguiar Fagundes;Gabriela de Pádua Rocha Corrêa;Cristiano Leonardo de Oliveira Dias; Métodos contraceptivos, Saúde sexual e reprodutiva, Planejamento familiar A atenção em planejamento reprodutivo implica não só a oferta de métodos e técnicas para a concepção e a anticoncepção, mas também a oferta de informações e acompanhamento, num contexto de escolha livre e informada. Objetivos - Identificar a escolha das mulheres em relação ao método anticoncepcional na UBS do bairro Major Prates no município de Montes Claros antes e após a realização da reunião de planejamento familiar e verificar quais são os fatores que influenciaram na escolha do método após a participação na reunião. Metodologia – Trata-se de uma pesquisa descritiva-exploratória de caráter quantitativo. A coleta de dados foi realizada com mulheres usuárias de uma ESF participantes das reuniões de planejamento familiar, entre os dias 15 e 25 de março de 2016, através de questionário estruturado. Resultados – As idades das mulheres participantes compreenderam de 18 a 44 anos, sendo citadas as idades de 09 a 27anos para o início da atividade sexual. Os anticoncepcionais hormonais foram os mais citados como o método em mente e como método de escolha pelas mulheres (60,46%). O principal fator que determinou a escolha pelo método foi “ser mais prático e fácil” (35% %), seguido de “mais seguro” (22,5%) e “não quer ter mais filho” (12,5%). Conclusão - É necessário que a atenção básica reforce ainda mais o serviço de planejamento familiar e assegure o direito de escolha informada e esclarecida às mulheres que dele fazem uso. BRASIL, Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília: Ministério da Saúde, 2015. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolo de atenção à saúde e resposta a ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo Zika vírus. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde – Brasília: Ministério da Saúde, 2015. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Área Técnica de Saúde da Mulher. Assistência em Planejamento Familiar: Manual Técnico/Secretaria de Políticas de Saúde, Área Técnica de Saúde da Mulher – 4a edição – Brasília: Ministério da Saúde, 2002. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher : Princípios e Diretrizes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 1. ed., 2. reimpr. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2011.
2455 renome v. 5 n. 2 (2016) Vivências de travestis sobre a prostituição em um município do interior de Minas Gerais Júlio César Batista Santana;Bianca Santana Dutra;Gabriel de Barros Salum; Prostituição, Profissionais do sexo, Homossexualidade masculina O objetivo deste estudo compreender o significado de ser um travesti e de conviver com a prostituição em um município do interior de Minas Gerais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com inspiração fenomenológica, realizada com 05 travestis que se prostituem na referida cidade. Os dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada, que após análise, emergiram 03 categorias: Ser travesti: significados, motivos e experiências; Vivenciando a prostituição: drogas, violência, vulnerabilidade às DST/AIDS; Direitos dos travestis: necessidade de políticas públicas para esta população. Conclui-se que os travestis são marginalizados pela sociedade, inseridos em um cenário de vulnerabilidade social caracterizada pela violência, prostituição, uso de drogas licitas e ilícitas, com riscos constantes à saúde desse grupo, sendo urgente a criação e aplicação de políticas públicas e sociais voltadas a proteção da cidadania desse grupo. Garcia MRV. Prostituição e atividades ilícitas entre travestis de baixa renda. Cad. psicol. soc. Trab. 2008; 11(2):241-56. Dessunti EM, Soubhia Z, Alves E, Ross C, Silva EB. Convivendo com a diversidade sexual: relato de experiência. Rev. Bras. Enf. 2008; 61(3):385-89. Bento B. Sexualidade e experiências trans: do hospital à alcova. Ciência & Saúde Coletiva. 2012; 17(10):2655-2664. Mello L, Perilo M, Braz CA, Pedrosa C. Políticas de saúde para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no Brasil: em busca de universalidade, integralidade e equidade. Sex. Salud. Soc. 2011; (9):7-28. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão Participativa. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa. Brasília, 2013. Toledo LG, Pinafi T. A clínica psicológica e o público LGBT. Psicol. clin. 2012; 24(1):137-63. Romano VF. As travestis no programa saúde da família da Lapa. Saúde Soc. 2008; 17(2):211-19. Lionço T. Que direitos à saúde para a população GLBT? Considerando direitos humanos, sexuais e reprodutivos em busca da integralidade e da equidade. Saúde Soc. 2008; 17(2);11-21. Munhoz CJM, Cano MAT, Soler ZASG, Moscardini AC. Opinião das mulheres sobre sua vida relacionada com a prostituição. UFPE On Line. 2009; 3(3):120-130. SILVA, V.G. A visibilidade do suposto passivo: uma atitude revolucionária do homossexual masculino. Rev. Mal-Estar e subjetividade. 2007; 7(1):71-88. Cambuy K, Amatuzzi MM. Experiências comunitárias: repensando a clínica psicológica do SUS. Psicol. Soc. 2012; 24(3):674-83. Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n°466 de 12 de Dezembro de 2012: Aprova as normas e diretrizes de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília, 2012. Nogueira FJS, Leon AG. “Trabalhadas no feminino”: um estudo sobre corpo, desejo e prostituição travesti em Fortaleza-CE. Rev. Latin-am. Estudios sobre Cuerpos, Emociones y Sociedad. 2012; 8(4): 55-67. Carrara S, Vianna ARB. Tá lá o corpo estendido no chão...: a violência letal contra travestis no município do Rio de Janeiro. Physis. 2006; 16(2):233-249. Ramos S, Carrara S. A constituição da problemática da violência contra homossexuais: a articulação entre ativismo e academia na elaboração de políticas públicas. Physis. 2006; 16(2):185-205. Sousa PJ, Ferreira LOC, Sá JB. Estudo descritivo da homofobia e vulnerabilidade ao HIV/AIDS das travestis da região Metropolitana do Recife, Brasil. Ciên. Saúde Coletiva. 2013; 18(8):2239-51. Andrade SMO, Tamaki EM, Vinha JM, Pompilio MA, Prieto CW, Barros LM, et al. Vulnerabilidade de homens que fazem sexo com homens no contexto da AIDS. Cad. Saúde Pública. 2007; 23(2):479-482. Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Apoio à Gestão Participativa, Secretaria de gestão Estratégica e Participativa. Saúde da população de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. Rev. Saúde Pública. 2008;42(3):570-3. Moura ADA, Lima GG, Farias LM, Feitoza AR, Barroso MGT. Prostituição x DST/AIDS: um estudo descritivo com perspectiva de práticas de prevenção. J Bras. Doenças Sex. Transm. 2009; 21(3):143-148.
2456 renome v. 5 n. 1 (2016) Sistematização da Assistência de Enfermagem e Processo de Enfermagem: aspectos conceituais Diego Dias de Araújo; . 1.Sousa P, Pinto FJ, Costa C, Uva AS. Avaliação da qualidade em saúde: a importância do ajustamento pelo risco na análise de resultados na doença coronária. Revista portuguesa de saúde pública, v. 7, p. 57-65, 2008. 2.Conselho Federal de Enfermagem. Resolução 358: dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem, e dá outras providências. (Oct 15th2009). 3. Tannure MCH, Pinheiro AM. SAE. Sistematização da Assistência de Enfermagem: Guia Prático. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2010. 4. Garcia TR, Nóbrega MML. Processo de enfermagem: da teoria à prática assistencial e de pesquisa. Esc. Anna Nery Rev. Enferm, v. 13, n. 1, p. 188-193, 2009. 5. Alfaro-Lefevre, R. Aplicação do processo de enfermagem: fundamentos para o raciocínio clínico. 8 ed. Porto Alegre: Artmed; 2014.
2457 renome v. 5 n. 1 (2016) A internação conjunta: vivência de acompanhantes de crianças hospitalizadas Cristiane do Rosário Andrade;Ana Augusta Maciel; Criança hospitalizada, Saúde da Criança, Cuidados de Enfermagem, Família Durante o período de internação hospitalar da criança, há a necessidade de um acompanhante da família. A presença do familiar para uma criança hospitalizada é de suma importância terapêutica e de grande valor na sua recuperação. Este estudo discute a realidade vivida por essas pessoas durante o processo de internação conjunta, abordando os aspectos positivos e negativos durante esse momento. Objetivou-se conhecer a vivência dos acompanhantes de crianças hospitalizadas sobre o processo de internação conjunta. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva de cunho qualitativo. O estudo foi desenvolvido com familiares de crianças internadas na Pediatria de um Hospital Escola de Montes Claros-MG. Na coleta de dados foi utilizada entrevista semiestruturada. A análise dos dados gerou seis categorias: Sendo a fé como um agente facilitador; Tendo que deixar a família; Relacionando com a equipe de saúde; Sofrendo com trabalho e orçamento; Sofrendo com a hospitalização e Sendo acolhido e vendo a evolução da criança. Conclui-se que os resultados desta pesquisa foram válidos para conhecer o quão são variadas as experiências vividas pelos acompanhantes. Mostrando vivências tanto negativas como positivas, das quais se destacam a fé, o trabalho da equipe de saúde e as mudanças que ocorrem e transformam o cotidiano familiar. Brasil. Ministério da saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Cartilha cogestão e gestão participativa. Brasília-DF, 2009. [citado 2014 abril 28]. Disponível em: Gomes Giovana Calcagno, Erdmann Alacoque Lorenzini, Oliveira Pâmela Kath de, Xavier Daiani Modernel, Santos Silvana Sidney Costa, Farias Dóris Helena Ribeiro. 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2458 renome v. 5 n. 1 (2016) Ensino sobre Segurança do Paciente na disciplina de Administração em Enfermagem Mônica Jordão de Souza Pinto;Elena Bohomol;Lucia Marta Giunta da Silva;Magaly Cecília Franchini Reichert;Isabel Cristina Kowal Olm Cunha;Rosana Rodrigues Figueira Fogliano; Melhoria de qualidade, Segurança do paciente, Pesquisa em administração de enfermagem, Ensino, Educação em enfermagem Objetivo: Relatar o planejamento e aplicação do ciclo PDCA por graduandos de enfermagem como estratégia para o ensino da segurança do paciente. Método: Estudo descritivo em que os dados foram oriundos de relatórios de graduandos que aplicaram o ciclo PDCA em unidades assistenciais. Resultados: Dos 68 estudantes, 53 (77,9%) disponibilizaram seus relatórios. Etapa P: 47 (88,7%) diagnosticaram situações para intervenção. Etapa D: 53 (100%) realizaram uma ação educacional. Etapa C: 37 (69,8%) utilizaram mais de uma técnica de avaliação. Etapa A: 17 (32,1%) evidenciaram a necessidade de realizar um novo ciclo PDCA. Conclusão: A experiência contribui para a construção de uma base de conhecimentos e habilidades para melhor preparar os estudantes para ajudar a desenvolver uma força de trabalho, atenta à educação sobre segurança do paciente e processos de melhoria. Montenegro LC, Brito MJM. Aspectos que facilitam ou difi¬cultam a formação de enfermeiro em aten¬dimento primário de saúde. Invest Educ Enferm [Internet]. 2011 [citado 2014 jul 24]; 29(2):238-247. Disponível em: http://aprendeenlinea.udea.edu.co/revistas/index.php/iee/article/viewFile/6425/9195 Conselho Nacional De Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES 3/2001 [Internet]. Diário Oficial da União, Brasília, 9 de Novembro de 2001. Seção 1, p. 37 [citado 2014 jul 18]. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES03.pdf Neves VR. 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2459 renome v. 5 n. 1 (2016) Exame Papanicolaou: adesão das usuárias das Unidades Básicas de Saúde de um município de pequeno porte de Minas Gerais Simone Ramos Carneiro;Patrycya Yhanny de Souza Assis;Ana Paula Ferreira Holzmann;Valdete da Silva; Saúde da Mulher, Esfregaço Vaginal, Teste Papanicolaou Objetivou-se conhecer a adesão das usuárias de cinco unidades básicas de saúde acerca do exame de prevenção do câncer do colo uterino. Estudo descritivo, transversal de abordagem quantitativo, realizado por meio de um questionário semi-estruturado. A amostra foi composta por 249 mulheres, sendo que 95,6% informaram saber acerca do exame de Papanicolaou e 94,8% declararam tê-lo feito pelo menos uma vez. Dessas mulheres 69,9% tem idade de 30 a 49 anos; 69,5% raça parda; 59,4% tem ensino médio e superior; 49,4% casadas; e 72,7% renda mensal de 2 a 4 salários mínimos (72,7%). Verificou-se associação estatisticamente significante entre o número de realização do exame nos últimos 3 nos e as variáveis: escolaridade (p=0,02); renda familiar (p=0,05); e estado civil (p=0,03). Faz-se necessário estratégias de divulgação da importância do exame entre mulheres, que visem reduzir os fatores negativos e potencializar os fatores positivos no que se refere ao controle do câncer. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Controle dos cânceres do colo do útero e da mama / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília, DF, 2013. Brasil. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Exame preventivo do câncer de colo uterino (Papanicolau), 2011. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Brasil). 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2461 renome v. 5 n. 1 (2016) Compreensão da dinâmica familiar no processo saúde-doença e intervenção pela equipe de saúde da família: um estudo de caso Stéphanie Quadros Tonelli;Renata Francine Rodrigues de Oliveira;Marden Costa Lopes;Ana Maria Alencar;Laise Angélica Mendes Rodrigues; Conferência Familiar, Processo Saúde-Doença, Família Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica: Saúde Mental. Brasília-DF: Editora MS; 2013. Cegano S, De Souza MD, Jardim VMR. Compreendendo o contexto familiar no processo saúde-doença. Acta Scientarium. Health Sciences 2004; 26 (1):107-112. Neto IG. A conferência familiar como instrumento de apoio à família em cuidados paliativos. Rev Port Clin Geral 2003; 19:68-74. Burd M. Abordagem Familiar e Psicoterapia da Família. In: Mello Filho J, Burd M, organizadores. Doença e Família. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2004. p. 391-396. Fonseca C. Concepções de família e práticas de intervenção: uma contribuição antropológica. Saúde e Sociedade 2005; 14 (2):50-59. Ferreira MM, Rabinovich EP. Família do idoso com doença de Alzheimer: um estudo de caso. Red de Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal 2012; 9 (55):7-12. Silva JL, Macedo RMS, Derntl AM, Bergami NBB. Um estudo das relações interpessoais em famílias com farmacodependentes. Psicologia em Estudo 2007; 12 (1):61-70. Milani DS, Rodrigues DB, Vicente RB. A importância da família e suas relações: um estudo de caso. Psicol Argum 2006; 24 (4):29-34. Chapadeiro CA, Andrade HYSO, Araújo MRN. A família como foco da Atenção Básica à Saúde. Belo Horizonte: Nesson; 2012.
2462 renome v. 5 n. 1 (2016) Liga Acadêmica de Sistematização da Assistência de Enfermagem: um relato de experiência Mariana Galvão Pereira;Luiza Vieira Ferreira;Rejane Silva Rocha;Isabel Cristina de Oliveira Gomes;Anna Paula Gonçalves Lolli;Denicy de Nazaré Pereira Chagas;Denise Rocha Raimundo Leone;Edna Aparecida Barbosa de Castro; Comunicação Interdisciplinar, Assistência, Enfermagem, Prática profissional Objetivos: Divulgar e fomentar metodologias de ensino participativas, com um maior protagonismo do discente de Enfermagem; identificar possibilidades de articulação de ensino, pesquisa e extensão integrando com o desenvolvimento da prática nos serviços de saúde. Métodos: Este artigo é um relato de experiência a respeito da formação da primeira Liga Acadêmica da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora. Resultados: Para que se concretizasse a criação da Liga, foi realizada uma busca por ligas previamente formadas no país para adquirir experiência e conhecimento. Houve a elaboração de um projeto e, posteriormente à sua apreciação, foi construída a Liga Acadêmica de Sistematização da Assistência de Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora. Conclusão: A Liga contribuiu para a formação profissional das discentes, auxiliando na aquisição de novos conhecimentos e no reconhecimento da Sistematização da Assistência de Enfermagem como atividade privativa do enfermeiro. FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. – 50. Ed. rev. e atual. – Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011. COFEN. Resolução 358/2009. Dispões sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem, e dá outras providências. Disponível em: http://novo.portalcofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html. BRASIL. CNE/MEC. Diretrizes curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Enfermagem. 2001. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES03.pdf. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO. Faculdade Enfermagem Universidade Federal de Juiz de Fora, 2014. Disponível em: http://www.ufjf.br/enfermagem/files/2010/06/PPC-ENFERMAGEM-GRADUA%C3%87%C3%83O-2014.pdf. BOTELHO NM, FERREIRA IG, SOUZA LE. A. Ligas Acadêmicas de medicina: um artigo de revisão. Revista Paranaense de Medicina – V. 27(4) outubro-dezembro 2013. Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/0101-5907/2013/v27n4/a4082.pdf. FERREIRA DAV, ARANHA RN, SOUZA MHF. O. Ligas Acadêmicas: uma proposta discente para ensino, pesquisa e extensão. Interagir (UERJ). 2011; 16: 47-51. BITTENCOURT GKGD, CROSSETTI MG. O. Habilidades de pensamento crítico no processo diagnóstico em enfermagem. Rev. esc. enferm. USP [Internet]. 2013. 47(2): 341-347. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/101854/000909633.pdf?sequence=1. GARCIA TR. SAE o processo de enfermagem: aspectos conceituais e da prática profissional. São Paulo, 2011. TANNURE MC, PINHEIRO AM. SAE – Sistematização da assistência de enfermagem: guia prático. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. 298p. NETO JR, BEZERRA PL, NÓBREGA ML, SOARES MGO, FERNANDES MM. Sistematização da Assistência de enfermagem: termos, referencial teórico e as fases do processo de enfermagem. Rev enferm UFPE [on line]. Recife, jul. 2012. Disponível em: http://www.revista.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/view/2948. BONIN JE, OLIVEIRA JGS, NASCIMENTO JM, REZENDE ME, STOPATO SP, LEITE ICG. Liga Acadêmica de Medicina de Família e Comunidade: instrumento de complementação curricular. Rev. APS; jan/mar; 14(1); 50-57; 2011.
2463 renome v. 5 n. 1 (2016) Promovendo educação em saúde na sala de espera das unidades de saúde: relato de experiência Rafael Rodrigues Cardoso;Daniele Mesquita de Brito;Cândida Maria Alves Soares;Sarah Martins Souza;Fabrícia Vieira de Matos;Patrícia Helena Costa Mendes; Integração Comunitária, Estratégia Saúde da Família, Educação em Saúde O presente estudo visa descrever, sob a nova ótica, a experiência dos acadêmicos e preceptores do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) obtida em sala de espera para consulta em uma unidade de Estratégia em Saúde da Família (ESF) do município de Montes Claros-MG. Todos os envolvidos, ao se empenharem em promover atividades dinâmicas e momentâneas de Educação em Saúde, vivenciaram uma experiência de aprendizado e integração com os usuários da comunidade local. O trabalho do PET-Saúde é incipiente, e há muito por ser feito. Não obstante, já se revela altamente produtivo tanto para os mediadores quanto para a comunidade envolvida. Nora CRD, Mânica F. Sala de espera uma ferramenta para efetivar a educação em saúde. Revista Saúde e Pesquisa. 2009:2(3):397-402. Departamento de Atenção Básica, Secretaria de Atenção à Saúde, Ministério da Saúde. Humaniza SUS: Política Nacional de Humanização – A Humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS. Brasília: Departamento de Atenção Básica, Secretaria de Atenção à Saúde, Ministério da Saúde; 2004. Machado MFAS, Monteiro EMLM, Queiroz DT, Vieira NFC, Barroso MGT. Integralidade, formação de saúde, educação em saúde e as propostas do SUS – Uma revisão conceitual. Ciência e Saúde Coletiva. 2007:2(12):335-42. Rodrigues D, Santos VE. A Educação em Saúde na Estratégia Saúde da Família: uma revisão bibliográfica das publicações científicas no Brasil. Revista do Instituto de Ciências da Saúde. 2012:28(4):321-4. Moita FMGSC, Andrade, FCB. Ensino-pesquisa-extensão: um exercício de indissociabilidade na pós-graduação. Revista Brasileira de Educação. 2009:14(41):269-80. Branco IMBHP. Prevenção do câncer e educação em saúde: opiniões e perspectivas de enfermagem. Texto & Contexto Enfermagem, 2005:14(2):246-9. Gomes LB, Merhy EE. Compreendendo a Educação Popular em Saúde: um estudo na literatura brasileira. Caderno de Saúde Pública. 2011:27(1):7-18. Bonfim, IM, Almeida PC, Araújo AMA. Identificando fatores de risco e as práticas de autocuidado para detecção precoce do câncer de mama em familiares de mastectomizadas. Revista RENE. 2009:10(1):45-52.
2464 renome v. 5 n. 1 (2016) Diretrizes Curriculares Nacionais para a área da enfermagem: o papel das competências na formação do enfermeiro Maria Aparecida Vieira;Lyssa Esteves Souza Souto;Sarah Martins Souza;Cássio de Almeida Lima;Conceição Vieira da Silva Ohara;Edvane Birelo Lopes De Domenico; Diretrizes para o Planejamento em Saúde, Ensino, Educação em Enfermagem, Competência Profissional O presente estudo teve como objetivo descrever o papel e a importância das competências presentes nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a área da Enfermagem na formação do enfermeiro. Trata-se de revisão integrativa. A busca foi realizada na Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde e na Scientific Electronic Library Online, entre 2001 e 2014. A revisão reuniu 14 artigos e 02 documentos legais. Evidenciam-se inúmeros conceitos acerca das competências; a presença de diferentes papéis e competências relacionadas ao enfermeiro; a responsabilidade da educação pela formação de profissional capaz de agir e transformar sua prática; o valor dos Projetos Pedagógicos ao estabelecerem estratégias pedagógicas inovadoras para construir competências necessárias à resolução de problemas. As competências se configuram como temática polêmica, relevante na formação e prática laboral do enfermeiro. É necessário reconhecer as contradições e dificuldades para que docentes e discentes busquem comportamentos e atitudes verdadeiramente comprometidos com o ensino. Brasil. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES N. 3, de 07 de novembro de 2001. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Enfermagem. Diário Oficial da República Federativa da União. Brasília, 09 nov. 2001. Seção 1, p. 37. Brasília (DF): Ministério da Educação e Cultura; 2001. Vale EG, Guedes MVC. Competências e habilidades no ensino de administração em enfermagem à luz das Diretrizes Curriculares Nacionais. Rev Bras Enferm. 2004;57(4):475-8. Silva MJ, Sousa EM, Freitas CL. Formação em enfermagem: interface entre as diretrizes curriculares e os conteúdos de atenção básica. Rev Bras Enferm. 2011;64(2):315-21. Peres AM, Ciampone MHT. Gerência e competências gerais do enfermeiro. Texto Contexto Enferm. 2006;15(3):492-9. Santos I, Castro CB. Características pessoais e profissionais de enfermeiros com funções administrativas atuantes em um hospital universitário. Rev Esc Enferm USP. 2010;44(1):154-60. Benito GAV, Tristão KM, Paula ACSF, Santos MA, Ataide LJ, Lima RCD. Desenvolvimento de competências gerais durante o estágio supervisionado. Rev Bras Enferm. 2012;65(1):172-8. Polit DF, Beck CT. Using research in evidence-based nursing practice. In: Polit DF, Beck CT. 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2465 renome v. 4 (2015): Edição Especial A importância dos eventos científicos Luiza Augusta Rosa Rossi-Barbosa; .
2466 renome v. 4 (2015): Edição Especial Incidência da dengue em Montes Claros – MG no período de 2007 a 2012 Thailine Torres de Faria;Kaio Fellipe Sousa Jacome;Vinicius Calheiros Pereira Pinto;Renata Andrade Cardoso;Marcus Vinícius Medrado Amorim;Karina Andrade de Prince; A dengue é considerada a mais importante virose transmitida pelos artrópodes que afetam o homem em termos de morbidade e mortalidade. Anualmente mais de cem milhões de indivíduos são infectados pelo vírus da dengue nos países tropicais e no mundo. Há registro de quatro sorotipos de vírus da dengue no Brasil, sendo o sudeste do país a região com o maior número de notificações. Objetivos: O trabalho teve como objetivo avaliar a série histórica da incidência da dengue em crianças de zero a nove anos em Montes Claros entre 2007 e 2012. Material e métodos: Trata-se de estudo ecológico, realizado com dados secundários dos indicadores e dados básicos da microrregião de Montes Claros, divulgados pelo Ministério da Saúde, através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Utilizou-se o método comparativo e a análise das incidências da dengue nos indivíduos entre zero a nove anos no período de 2007 a 2012. Foi calculada a frequência dos casos para comparação entre os anos. Resultados: A notificação de novos casos foi realizada em todos os anos no intervalo entre 2007 a 2012. Verificou-se em 2007 1.157 casos de dengue, sendo 69 entre 0-9 anos, os quais 15 eram em menores de 0 anos (1,3%), 13 entre 1-4 anos (1,12%) e 41 entre 5-9 anos (3,45%). Em 2008 houve 1746 casos, correspondendo 151 entre 0-9 anos, sendo 32 em menores de 0 anos (1,83%), 49 entre 1-4 anos (2,8%) e 70 entre 5-9 anos (4%). Em 2009 houve 491 casos, sendo 62 casos entre 0-9 anos, os quais 9 eram em menores de 0 anos (1,8%), 18 entre 1-4 anos (3,6%) e 35 entre 5-9 anos (7,1%). Em 2010 houve 8838 casos, equivalendo 686 entre 0-9 anos, sendo 92 em menores de 0 anos (1%), 197 entre 1-4 anos (2,2%) e 397 entre 5-9 anos (4,5%). Em 2011 houve 652 casos, correspondendo 58 entre 0-9 anos, sendo 4 em menores de 0 anos (0,6%), 12 entre 1-4 anos (1,8%) e 42 entre 5-9 anos (6,4%). Em 2012 houve 1000 casos, sendo 47 casos entre 0-9 anos, os quais 12 em menores de 0 anos (1,2%), 12 entre 1-4 anos (1,2%) e 23 entre 5-9 anos (2,3%). Discussão: No período 2007 - 2008, houve um aumento de 589 novos casos de dengue na região, sendo que 82 casos correspondiam a crianças entre 0-9 anos. Em 2008 – 2009, houve redução de 1255 casos, sendo 89 casos a menos em crianças entre 0-9 anos. Em 2009 - 2010 houve aumento de 8357 casos, correspondendo a 624 crianças entre 0-9 anos. Durante 2010 - 2011 houve diminuição de 8186 casos, com queda equivalente a 628 na faixa de 0 a 9 anos. Por fim, em 2011 - 2012 houve aumento de 348 casos e uma diminuição de 11 entre 0-9 anos. Conclusão: Verifica-se uma tendência cíclica na incidência da dengue no município, com aumento e redução sequenciais no número de casos. Avalia-se a necessidade de políticas públicas contínuas em todos níveis de complexidade, de modo a contribuir com redução da sua incidência, a fim de combater essa característica cíclica, diminuindo os casos de epidemias, como a ocorrida em 2010.
2467 renome v. 4 (2015): Edição Especial Fatores de proteção do aleitamento materno sobre a morbidade infantil Fúlvia Karine Santos Marques;Camila Ferreira de Oliveira;Antônio Prates Caldeira;Lucinéia de Pinho; .
2468 renome v. 4 (2015): Edição Especial Óbito fetal intra-útero em um hospital no norte de Minas Gerais Camila Ferreira de Oliveira;Isabella Drumond Figueiredo;Fúlvia Karine Santos Marques;Nair Amélia Prates Barreto;Lucinéia de Pinho;América Maria Eleutério; A mortalidade perinatal, da qual o óbito fetal é uma subdivisão, é um bom indicador das condições de vida de uma população, permitindo uma análise detalhada da qualidade de assistência prestada à mulher no pré-natal. Objetivo: Caracterizar o óbito fetal intra-útero anteparto em uma maternidade no Norte de Minas. Material e Métodos: Trata-se de estudo realizado em gestantes com óbito fetal intra-útero ante parto, no período de primeiro de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2012. A amostra foi obtida através das fichas resumo constantes no Comitê de Mortalidade Infantil do Hospital. Foram incluídas gestantes com diagnóstico de óbito fetal ocorrido antes do início do trabalho de parto, com idade gestacional igual ou superior a 20 semanas e ou peso maior que 500g. As variáveis analisadas foram: idade materna, idade gestacional, gestação múltipla, polidrâmnio, desnutrição, álcool/drogas, peso ao nascimento, circular de cordão, tipo de parto, motivo da internação, hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, outras infecções, hemorragias e aspecto do líquido amniótico. O projeto de pesquisa foi previamente analisado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros, MG. Os dados foram avaliados por meio da estatística descritiva, utilizando o software SPSS versão 18.0. Resultados/Discussão: Foram incluídas nesse estudo 26 fichas, sendo que a maioria das gestantes tinham entre 18 e 29 anos e apresentavam gestação a termo (maior que 37 semanas). Observou-se que 69% dos casos não apresentaram nenhum fator de risco associado ao óbito, valor superior àqueles apresentados na literatura médica. Entre as possíveis causas identificáveis, as doenças hipertensivas específicas da gestação, foram responsáveis por 7,7%. Diabetes mellitus, infecção do trato urinário e polidrâmio responderam cada uma por 3,8% e os 11,5% restantes são referentes a múltiplas intercorrências. Conclusões: Este estudo mostrou que, a causa mais prevalente de morte fetal foi à hipertensão arterial, o que sugere que o diagnóstico precoce durante a gestação e a intervenção médica adequada poderiam impactar positivamente nesse cenário. Ainda há um desafio quanto à qualificação da informação sobre o óbito perinatal, especialmente sobre o óbito fetal.
2469 renome v. 4 (2015): Edição Especial Fatores genéticos envolvidos na etiopatogenia do glaucoma Rodrigo Gonçalves Braga;Ronneo Lúcio Silva Rodrigues;Pablo Dias Oliveira;Bruno Porto Soares;Anthony Magalhães Morais Santiago;Romero Goulart da Costa Melo; O glaucoma é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Trata-se de uma patologia caracterizada por alterações específicas do campo visual e da papila, geralmente acompanhadas de hipertensão intraocular e que se não for tratada a tempo conduz à cegueira. Manifestada por escavação e atrofia do disco óptico, com quadro assintomático. A doença é heterogénea, contando com a participação de fatores genéticos, os quais não são absolutamente determinados. Objetivo: Identificar na literatura fatores genéticos envolvidos na etiopatogenia do glaucoma. Material e Métodos: Trata-se de uma revisão de
2470 renome v. 4 (2015): Edição Especial Efeito de dietas livres de glúten e caseína em pacientes do espectro autista: revisão de literatura Maria Fernanda Leite de Figueiredo;Douglas Vitor Maia Pereira;José Wilson de Brito Sales;Pedro Henrique Souza Reis;Samuel Sheimon Sarmento Lopes;Mirna Rossi Barbosa; O Transtorno do Espectro Autista é descrito como o conjunto de perturbações do desenvolvimento neurológico que revelam dificuldade de interação social, comunicação anormal e padrões de comportamento estereotipados e repetitivos. Pesquisas sugerem que indivíduos com este transtorno possuem um organismo bioquimicamente desequilibrado devido à deficiência de enzimas, cuja ausência provocaria toxicidade de peptídeos não metabolizados no sistema nervoso. Objetivo: Realizar uma revisão de literatura sobre o impacto de dietas livres de glúten e caseína sobre padrões de comportamento e alterações gastrointestinais em pacientes com transtornos autísticos. Material e Métodos: Este é um trabalho de cunho descritivo, desenvolvido a partir de revisão de literatura de artigos disponíveis nas plataformas “PubMed” e “Scielo”, com os descritores “autismo” e “glúten e caseína” e seus correspondentes em inglês (“autism” e “gluten and casein”). Foram selecionados apenas trabalhos publicados nos anos de 2002 a 2014 e nos idiomas inglês, português e espanhol somando-se o total de 55 artigos. Após leitura dos títulos, notou-se que 19 não preenchiam a temática desse estudo. Em seguida, foi feita a leitura dos 36 resumos, sendo selecionados dez artigos que se adequaram à especificidade temática deste trabalho. Resultados e Discussão: Os sintomas associados a pacientes autistas incluem além da tríade de comprometimento social, comunicacional e comportamental, perturbações gastrointestinais e alergias severas. Existem indícios de que dietas restritivas de caseína e glúten em pacientes do espectro autista revelam resultados satisfatórios na amenização dos sintomas característicos da síndrome. A análise do conteúdo dos artigos demonstrou que os progressos alcançados foram observados entre um espaço de tempo de 6 a 12 meses após adesão à dieta. Em associação a outros tratamentos pré-estabelecidos, a dieta verifica-se como uma opção segura quando há o acompanhamento com profissionais capacitados. Entretanto, dos dez artigos analisados, sete apontam que os resultados permanecem controversos devido à falta de pesquisas científicas bem estruturadas e atuais sobre o tema. Alguns autores questionam a acurácia dos resultados, devido ao número restrito de participantes e pela falta de confiabilidade sobre o acompanhamento correto da dieta proposta aos pacientes. Alguns pontos desfavoráveis observados foram o valor elevado de alimentos isentos de glúten e caseína e a possibilidade de carência de nutrientes devido à falta de um acompanhamento nutricional adequado. Conclusões: Diante da heterogeneidade das síndromes do espectro autista há variações dos efeitos da adesão de dietas livres de glúten e caseína na amenização dos sintomas dos pacientes. Pode-se notar, portanto, que os artigos demonstram que apesar dos resultados controversos, há relatos de melhorias significativas nos setores de interação social, comunicação e de padrões comportamentais.
2471 renome v. 4 (2015): Edição Especial A atenção primária como porta de entrada para o sistema de saúde: a visão do usuário Samuel Sheimon Sarmento Lopes;Ana Maura Freitas Marques Figueiredo;Dayane Tabatha Santos Durães;José Wilson de Brito Sales;Mayara Dorkas Souza Pacheco;Andra Aparecida Dionísio Barbosa; A Atenção Primária é a porta de entrada do sistema de saúde e deve funcionar como ferramenta organizadora e reguladora da assistência. Pois, é um local onde o cidadão pode encontrar apoio em um serviço de saúde acessível, resolutivo e articulado. Essa atenção articulada e efetiva evita gastos adicionais com os níveis secundários e terciários e desafoga o sistema, sendo uma ferramenta organizadora e reguladora do processo de atenção à saúde. Objetivo: Conhecer a percepção dos usuários do Ponto Socorro do Hospital Aroldo Tourinho a respeito da atenção primária como porta de entrada do Sistema Único de Saúde. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo transversal de abordagem qualitativa, usando de uma entrevista semi-estruturada aplicada a 10 usuários do Hospital Aroldo Tourinho de Montes Claros-MG. A análise de discurso foi feita na modalidade temática, que consiste no agrupamento de falas em núcleos de significado por temas. Depois do arranjo em temas, foi feita uma nova leitura para a reorganização em tópicos que se destacaram nas entrevistas. Resultados e Discussão: Os entrevistados compõem um grupo etário entre 18 e 82 anos, predominando a faixa etária dos adultos jovens, com seis participantes. O gênero feminino é o predominante com oito entrevistados, o masculino teve dois entrevistados. A maioria dos entrevistados reside nos bairros da região do Grande Santos Reis. Quanto ao grau de instrução, os entrevistados variam entre analfabetos e graduados em curso superior; a maioria enquadra-se entre ensino fundamental e médio. Todos os entrevistados possuem renda menor que dois salários mínimos. A análise dos dados evidenciou que a ESF distanciou-se dos princípios norteadores que fundamentam suas ações. Os entrevistados relataram que as barreiras de acesso dificultam o vínculo da ESF com a comunidade. Citaram que o funcionamento restrito ao horário comercial e a longa espera pelo atendimento como o principal dificultador do acesso, criando assim, uma demanda focal que exclui a população economicamente ativa, assistindo principalmente uma população eletiva de programas de saúde Materno Infantil. Outro entrave relatado pelos entrevistados é a falta de um sistema referência/contrarreferência. Conclusão: Na visão dos usuários a ESF não funciona como facilitadora do acesso à saúde, pois se distanciou de seus princípios norteadores e filosóficos. Configura-se ainda como uma ferramenta centrada no modelo biomédico e que prioriza o atendimento das campanhas do Ministério da Saúde em detrimento da assistência à saúde, a família e a comunidade.
2472 renome v. 4 (2015): Edição Especial Fertilização assistida e bioética, os aspectos mais pertinentes: uma revisão literária Heitor Augusto Araújo da Mata;Matheus Vieira Moura;Pedro Henrique Souza Reis;Edson Rabelo Cardoso; A fertilização humana in vitro (FIV) consiste em uma das técnicas de reprodução assistida (RA) que obteve seu auge de desenvolvimento após a descoberta do DNA. Como a vocação e desejo da paternidade/maternidade é algo inerente ao indivíduo, os casais estéreis ou com graves dificuldades de conceberem um embrião viável têm recorrido em grande parte ao principal método de RA: a FIV. Os mesmos acabam por depositar suas esperanças em tal técnica e é no exposto contexto que entra em evidência o papel dos profissionais envolvidos. O respeito aos direitos dos clientes por parte desses têm ficado paulatinamente mais delicado e propenso a desvios de conduta pelo fato da RA envolver uma diversidade de sujeitos e sofrer forte influência dos aspectos socioculturais. Em fim, esse é um tema que necessita de muitas discussões e pesquisas na área a fim de se obter mais dados concisos e coesos a respeito dos aspectos da FV. O exposto trabalho tem o objetivo de discutir os aspectos bioéticos envolvidos na FV. Metodologia: Foi feita um revisão sistemática de publicações indexadas na base Medical Literature Analysis and Retrieval SystemOnline (MEDLINE) de onde foram extraídos 18 artigos. Tais foram selecionados segundo critérios de relevância para o assunto e agrupados segundo o seu conteúdo temático, de modo que posteriormente passaram por um processo de análise com o intuito de elaboração do exposto trabalho. Resultados e Discussão: O que se observa é que tem existido uma verdadeira “epidemia” de gestações múltiplas nos últimos anos, especialmente em países desenvolvidos por dois motivos principais: fertilização assistida e a idade materna mais elevada. Apesar da grande adoção dos métodos de RA como FV, eles têm sido associados a um número considerável de complicações perinatais, como restrição de crescimento intrauterino, em recém-nascidos dificuldades respiratórias. Além disso, a adoção de um consenso comum entre os diferentes países tem sido um entrave pela influência dos fatores socioculturais, especialmente a religião, aliado à taxa de natalidade sobre os governantes. No Brasil, apesar de haver a Lei de Biossegurança, bem como o artigo 1.597 que versa sobre filiação dos filhos concebidos a partir da utilização dessas técnicas, não se observa uma regulamentação específica para a procriação realizada de forma artificial no Código Civil brasileiro. Conclusão: As técnicas de RA ainda são recentes, de modo que há muito o que ser desenvolvido e amadurecido. A bioética na RA esta sendo gradualmente construída, embasando-se de toda vivência e cultura humana, e espera-se um dia alcançar padrões que promoverão o bem-estar da sociedade, o amparo necessário ao profissional e a aceitação das técnicas utilizadas ou reformulação em técnicas melhores.
2473 renome v. 4 (2015): Edição Especial Inclusão de crianças autistas no ambiente escolar: uma revisão de literatura Douglas Vitor Maia Pereira;Dayane Tabatha Santos Durães;Fernanda Leal Caiado;José Wilson de Brito Sales;Maria Fernanda Leite de Figueiredo;Mirna Rossi Barbosa; Compreende-se o autismo como um transtorno global do desenvolvimento que afeta a interação social e a linguagem, podendo contar ainda com a ocorrência de comportamentos repetitivos e estereotipados. A escola é reconhecida como um ambiente que age de modo a complementar a formação e o desenvolvimento das crianças autistas. Objetivo: Verificar na literatura científica as estratégias para a inclusão de crianças autistas na escola regular. Material e métodos: Este é um trabalho de cunho descritivo, desenvolvido a partir de revisão de literatura de artigos disponíveis nas plataformas “LILACS”, “Portal Capes” e “Scielo”, com os descritores “autismo” e “inclusão”. Foram selecionados apenas trabalhos publicados nos anos de 2010 a 2014 e na língua portuguesa, somando-se o total de 64 artigos. Após leitura dos títulos, notou-se que 48 não preenchiam a temática desse estudo. Dos 16 resumos selecionados para leitura, oito artigos se ajustavam à especificidade temática deste trabalho. Resultados/Discussão: O ambiente escolar, quando em complementaridade ao ambiente familiar, se faz um espaço essencial para a criança autista por completar as principais influências para sua formação, e desenvolvimento de seus comportamentos, habilidades e valores por meio dos relacionamentos interpessoais. Uma das principais dificuldades na realização da inclusão de tais crianças são os prejuízos na comunicação; algo que pode ser amenizado mediante a aplicação de técnicas como a “Comunicação Alternativa e Ampliada”, ou ainda o “Ensino Naturalístico”. Outra possibilidade de se aperfeiçoar o processo educacional de crianças autistas se faz com a presença de um professor de apoio, de modo a articular e auxiliar a atuação do professor regente, amenizando possíveis despreparos e incertezas do professor acerca do autismo e como deve ser o trabalho. Apesar dos profissionais da educação mais antigos compreenderem o processo de inclusão educacional, realizarem cursos de aperfeiçoamento profissional e se sentirem preparados para receber crianças autistas, a formação humanística destes profissionais é condição primordial para a educação dessas crianças. Conclusões: A escola é reconhecida como um ambiente essencial para o desenvolvimento de crianças autistas devido a ser um espaço naturalmente interativo que proporciona a relação entre pares, além do desenvolvimento de comportamentos, habilidades e valores. Visto que os prejuízos na comunicação são um dos grandes entraves no processo de inclusão educacional, é importante a devida capacitação dos profissionais da educação atuantes, e adequação do processo de ensino-aprendizagem para que se construa o ambiente escolar que proporcione inclusão eficiente.
2474 renome v. 4 (2015): Edição Especial Início da vida acadêmica: adaptação facilitada pelo trote acolhedor Ana Maura Freitas Marques Figueiredo;Dayane Tabatha Santos Durães;José Wilson de Brito Sales;Renata Inez de Freitas Marques Chaves;Samuel Sheimon;Luiza Augusta Rosa Rossi-Barbosa; O primeiro ano de faculdade é repleto de situações e momentos vividos, que são determinantes para a permanência no ensino superior e para o sucesso acadêmico. A maneira como os acadêmicos integram-se, faz com que possam aproveitar melhor as oportunidades oferecidas pela universidade. Objetivos: Verificar o estado emocional, as dificuldades e as impressões do acolhimento à vida acadêmica dos calouros de Medicina da turma XVIII da FUNORTE. Materiais e Métodos: Esta é uma pesquisa descritiva de corte transversal. Após aprovação do CEP (parecer 630.448), foi aplicado um questionário semiestruturado aos acadêmicos de Medicina da turma XVIII que participaram de pelo menos uma atividade de acolhimento proposta pelos acadêmicos da turma XVII. As atividades envolveram momentos de integração entre os acadêmicos, como a realização da Missa de acolhida, além de momentos que priorizaram ações sociais. Resultados e Discussão: Responderam ao questionário 36 acadêmicos, sendo a maioria do sexo feminino com média de idade de 20,8 anos (DP±3,0). Quase a totalidade é beneficiária do FIES e 58,3% são procedentes de Montes Claros. Sobre o estado emocional, 38,9% sentem-se confiantes e curiosos. A adaptação a um novo ritmo de estudos e metodologia do curso médico tem sido a grande dificuldade encontrada nos primeiros dias de vida acadêmica por parte da grande maioria dos estudantes. Sobre a experiência de acolhida, 63,9% definiram-na como agradável e divertida, 50% elegeram a doação de donativos destinados a pessoas carentes como a atividade que mais se identificou e 69,4% disseram que as atividades de acolhimento foram importantes para a integração entre os próprios calouros e entre os calouros e seus veteranos. Conclusão: O estudo identificou que, apesar da confiança relatada, a maioria dos estudantes de Medicina da turma XVIII da FUNORTE revelou dificuldade com o novo ritmo de estudos e metodologia. A boa avaliação sobre as atividades de acolhida demonstrou o quão impactante é uma recepção acolhedora, voltada para atividades integrativas e de ação social e o quão relevantes essas atividades podem ser para a formação profissional e psicossocial dos acadêmicos.
2475 renome v. 4 (2015): Edição Especial Diabetes mellitus como fator de risco para o acidente vascular encefálico Thaís Mendes Colares Maurício;Graciella Lopes Araújo;Egydio Emiliano Camargos de Medeiros;Hanna Veloso Santos;Lorena Fernandes Tibães;Edson Rabelo Cardoso; O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença metabólica, crônica, multifatorial, que acomete grande parte da população mundial, com prevalência em cerca de 2,8% (171 milhões) da população no ano 2000, com valor estimado para 2030 de 4,4% (366 milhões). O DM constitui-se como fator de risco para diversas doenças, entre elas o Acidente Vascular Encefálico (AVE), que se configura como a maior causa de morte nos países desenvolvidos. Objetivo: Relacionar a prevalência de AVE em pacientes com DM, devido a ocorrência de complicações vasculares nesses pacientes e explorar meios de prevenção de doenças cerebrovasculares (DCV) em virtude dos elevados gastos mundiais de recursos da saúde no tratamento de DCV. Métodos: A pesquisa consiste em uma revisão sistemática da literatura, com artigos selecionados dos bancos de dados: Scielo, Bireme, Lilacs e Google Acadêmico. Resultados e discussão: A relação entre pacientes diabéticos e a ocorrência de AVE se dá por mecanismos aterogênicos diretos e pela associação com fatores de risco, como a hipertensão arterial (HA) e a hiperlipidemia. A relação pode ser direta também quando relacionados o sexo e a idade do diabético com a ocorrência de AVE, pois mulheres diabéticas são mais propícias a desenvolver o AVE do que homens, e pacientes com DM mais jovens têm mais probabilidade de sofrerem AVE, comparados a pacientes sem DM. Uma complicação do DM que influi diretamente no desenvolvimento de AVE são as taxas elevadas de colesterol, que duplica o risco de AVE em homens e triplica em mulheres. A hiperlipidemia, causada pela diabetes descontrolada, influencia na obstrução das artérias carótidas ou na sua calcificação, o que contribui diretamente para o alto grau de desenvolvimento de AVE isquêmico. A HA, agravada pela DM, causa variadas alterações histopatológicas de lesões nas artérias de pequeno, médio e grande calibre, comprometendo suas estruturas internas, o que caracteriza um possível fator desencadeante para o AVE ou outras DCV. Foi observada em pacientes com DM uma maior resistência a antiagregantes plaquetários, como o ácido acetilsalicílico (AAS), medicamento mais utilizado na prevenção e tratamento de AVE isquêmico. Dessa forma, há a necessidade de doses mais elevadas de ASS para que a ação preventiva desse medicamento seja efetiva nesses pacientes. Conclusão: A relação entre DM e AVE ainda é pouco explorada pelos pesquisadores, porém, as evidências encontradas e os estudos já realizados comprovam uma ligação direta entre ambas. O tratamento adequado da DM e seu diagnóstico precoce são imprescindíveis para se evitar o desenvolvimento de AVE. Uma boa alimentação e hábitos de vida saudáveis, como a prática de atividades física e abstenção do consumo de álcool e tabaco, são fundamentais para prevenir o surgimento e agravamento da DM e, consequentemente, das suas complicações.
2476 renome v. 4 (2015): Edição Especial A imunização contra o HPV e a prevenção da neoplasia cervical Caroline Figueiredo Fernandes;Laila Thamires Gomes Santana;Ana Letícia Vieira Santos;Luçandra Ramos Espírito Santo;Bárbara Nobre Lafetá; As infecções pelo papilomavírus humano (HPV) acometem homens e mulheres em qualquer faixa etária e estão relacionadas às verrugas, condilomas genitais, neoplasias intraepiteliais vulvar e vaginal e a 98% dos casos de neoplasia cervical. A história natural da infecção pelo HPV normalmente é a cura, porém, se vírus oncogênicos persistirem, podem causar transformação maligna celular. Assim, a infecção é necessária, mas não suficiente para causar o câncer cervical, que representa a segunda principal causa de morte por neoplasias entre mulheres brasileiras. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2013 surgiram 17.540 novos casos e a vacina contra o HPV tem se mostrado imonogênica e efetiva na prevenção dessa patologia. Objetivos: Realizar uma revisão de literatura acerca dos aspectos relativos à vacina contra HPV, suas indicações e importância na prevenção de neoplasia cervical. Material e Métodos: Realizou-se uma revisão literária nas bases de dados SciELO e LILACS, com os seguintes indexadores: HPV, câncer cervical e vacina contra HPV. Foram elegíveis artigos publicados a partir de 2006, com contribuição teórica e prática para a área de pesquisa. Resultados/Discussão: Estudos identificaram mais de 100 tipos de HPV, mas somente 40 atingem a região anogenital. Dentre esses, os tipos 16 e 18 são responsáveis por 70% dos cânceres de colo uterino e os 6 e 11 por 90% das verrugas genitais. Para proteção contra os tipos supracitados, além de proteção cruzada contra outras estirpes, são elaboradas vacinas quadrivalentes a partir de cápsulas proteicas ausentes de DNA, produzidas por tecnologia recombinante, o que as faz não infectantes. Essas vacinas são aplicadas em três doses via intramuscular, porém a duração da imunidade ainda é desconhecida, impedindo a determinação de quando aplicar a dose de reforço. No Brasil, o objetivo é vacinar pré-adolescentes do sexo feminino de 9 aos 13 anos em 2014, idealmente antes da primeira relação sexual. Nessa faixa etária, os mais altos níveis de anticorpos foram encontrados após a vacinação. Atualmente a vacina está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que gera a nova expectativa de reduzir aproximadamente 97% dos casos de câncer cervical. No entanto, essa redução será observada apenas a longo prazo e seu sucesso será dependente do desejo do público em receber a vacina. As mulheres vacinadas não serão excluídas dos programas tradicionais de rastreamento para câncer do colo (Papanicolaou) e de estratégias para assegurar um comportamento sexual seguro. Conclusão: Foi possível constatar a forte associação do vírus HPV com a evolução da neoplasia cervical e a importância da imunização na diminuição dos casos de câncer de colo uterino. No entanto, ainda são necessários estudos de acompanhamento a longo prazo da imunogenicidade, do impacto na redução da morbimortalidade causada pelo câncer e de custosefetividade para a consolidação da vacina em programas de saúde.
2477 renome v. 4 (2015): Edição Especial Diagnóstico precoce do autismo: dificuldades e importância Ana Letícia Vieira Santos;Caroline Figueiredo Fernandes;Laila Thamires Gomes Santana;Luçandra Ramos Espírito Santo;Bárbara Nobre Lafetá; O transtorno do espectro do autismo (TEA) é uma classe de condições neurodesenvolvimentais relacionada a fatores genéticos, ambientais, imunológicos e neurológicos, cujas primeiras manifestações aparecem antes dos três anos de idade. Sua prevalência é de 62/10.000 crianças, com o número crescente de diagnósticos, mas não, necessariamente, com aumento da incidência. Esse fato pode ser explicado pela expansão dos critérios e redução da idade no diagnóstico devido ao incremento dos serviços de saúde. Objetivos: Realizar uma revisão de literatura acerca das dificuldades e importância no diagnóstico precoce do TEA. Material e Métodos: Efetuou-se uma revisão literária nas bases de dados SciELO e LILACS, com os seguintes indexadores: autismo e diagnóstico precoce do TEA. Foram elegíveis artigos publicados a partir de 2000, com contribuição teórica e prática sobre o autismo e a importância do seu diagnóstico precoce. Resultados/Discussão: Os profissionais de saúde encontram dificuldades para efetuarem prontamente o diagnóstico do TEA devido à falta de contato e reconhecimento das manifestações precoces, escassez de serviços especializados e insegurança, enfrentadas principalmente por médicos da primeira infância. Como consequência, o diagnóstico é realizado após os cinco anos, quando a criança inicia sua vida escolar, sendo os primeiros sinais identificados pelos pais. Para a realização do diagnóstico precoce, os profissionais de saúde precisam conhecer a fundo os critérios clínicos do TEA, os quais são específicos e sensíveis a diferentes faixas etárias e níveis de desenvolvimento cognitivo e comportamental. Dentre esses critérios destacam-se déficits qualitativos na socialização e no olhar referencial, atraso no desenvolvimento da fala não compensada por outros meios, deficiência em expressar afeto e responder pelo nome, ausência de intercâmbio materno, padrões de comportamento repetitivos e estereotipados, interesses e atividades limitados e aderência inflexível a rotinas e rituais. Os acometidos podem apresentar ainda agressividade e hipersensibilidade a estímulos sensoriais. A necessidade do diagnóstico precoce se justifica uma vez que a intervenção anterior à cronificação do quadro aumenta as possibilidades de tratamento e ameniza os sintomas que se consolidam progressivamente. Além disso, o tratamento é mais efetivo quando iniciado antes dos três anos, fase da vida em que a criança ainda é capaz de se adaptar para obter uma melhor relação consigo e com os outros. Conclusão: Apesar do aumento da incidência do TEA, permanece a necessidade de aprimoramento dos serviços de saúde no diagnóstico precoce, uma vez que a probabilidade da consolidação dos sintomas é reduzida através do diagnóstico e intervenção precoces. Esses, apesar de gerarem dúvidas e insegurança devido à uma sintomatologia difusa e manifestações clínicas sutis no estado inicial do autismo, permitem ao paciente restabelecer as funções motoras, cognitivas e comportamentais.
2478 renome v. 4 (2015): Edição Especial Acometimento da doença renal crônica nos pacientes em diálise no hospital do rim no interior de Minas Gerais Isabella Marques Costa;Maria Fernanda Dias Basílio;Lucas Andrade Meira;Maria Letícia Marques Pinheiro;Josiane Santos Brant Rocha; A doença renal crônica (DRC) é a lesão com perda progressiva e irreversível da função renal e, atualmente, cresce como um problema de saúde pública, principalmente pelo aumento do número dos fatores de risco. Objetivos: Caracterizar os fatores de risco para DRC nos pacientes em diálise atendidos no Hospital do Rim da Santa Casa de Montes Claros - MG quanto à doença de base, ao tipo de tratamento utilizado e ao período de tempo da terapêutica utilizada; descrever o perfil epidemiológico dos pacientes com DRC; identificar as complicações decorrentes da DRC. Material e Métodos: trata-se de um estudo clínico, descritivo e documental, realizado no Hospital do Rim da Santa Casa de Misericórdia de Montes Claros (MG) e foram incluídos os pacientes em diálise que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: dos 157 pacientes entrevistados, observou-se 57,3% do sexo feminino, com faixa etária média de 54,34 anos e a maioria (74,5%) com renda familiar menor que dois salários mínimos. Quanto à doença de base, 28,7% apresentavam Hipertensão Arterial Sistêmica, 19,1% Diabetes Mellitus, seguido da Glomerulonefrite (16,6%). Quanto ao tipo de tratamento dialítico, todos os pacientes estavam em hemodiálise e destes 84,7% possuíam a fístula arteriovenosa como tipo de acesso utilizado. Cerca de 36,3% dos pacientes iniciaram o tratamento dialítico há 3 anos aproximadamente. E a complicação mais comum (49%) encontrada foi a alteração do metabolismo do cálcio e do fósforo associados à anemia. Conclusão: a partir dos resultados obtidos percebeu-se a necessidade de um melhor planejamento frente às necessidades reais dos pacientes.
2479 renome v. 4 (2015): Edição Especial Síndrome de burnout nos profissionais da saúde Laila Thamires Gomes Santana;Ana Letícia Vieira Santos;Caroline Figueiredo Fernandes;Bárbara Nobre Lafetá; A síndrome de burnout (SB), ou síndrome do estresse profissional, é uma resposta ao estresse emocional crônico intermitente que incide sobre profissionais que lidam diretamente com pessoas. O termo burnout pode ser traduzido como “queima após desgaste”, como algo que deixou de funcionar por exaustão. Aproximadamente 50% da classe médica, em especial médicos jovens e do sexo feminino, apresentam algum grau de acometimento pela SB. Dentre esses profissionais, um terço é significativamente afetado e um décimo apresenta uma forma grave com características irreversíveis. Objetivos: Realizar uma revisão de literatura acerca da síndrome de burnout nos profissionais da saúde, identificando seus sinais, sintomas e fatores de risco. Material e Métodos: Realizou-se uma revisão literária nas bases de dados SciELO e LILACS, com os seguintes indexadores: burnout, estresse ocupacional e saúde mental dos profissionais da saúde. Foram elegíveis artigos publicados a partir de 2003, que relacionassem a síndrome de burnout, seus conceitos e suas comorbidades aos profissionais da saúde. Resultados/Discussão: A SB é constituída por três dimensões relacionadas, mas independentes, que são a exaustão emocional, tida como carência de energia para desempenhar funções; a despersonalização, percebida quando o profissional passa a tratar os pacientes e colegas de forma distante e impessoal; e a baixa realização profissional, revelada na diminuição da autoconfiança, insatisfação e infelicidade com o trabalho. Os trabalhadores acometidos podem apresentar sinais e sintomas somáticos, psicológicos e comportamentais, sendo que os somáticos são cefaleia, doenças cardiovasculares, insônia e dispneia. Humor depressivo, irritabilidade, ansiedade, frieza, ceticismo e desinteresse são os sinais e sintomas psicológicos. No entanto, a sintomatologia principal está no âmbito comportamental, refletindo-se em consultas rápidas, isolamento social, afastamento familiar e redução do contato visual. O consumo de álcool, drogas ilícitas e antidepressivos pode se tornar frequente. Os profissionais da saúde com maior susceptibilidade a desenvolverem a SB são aqueles submetidos à demanda excessiva de trabalho, longas jornadas, baixas remuneração e autoestima, insegurança, dificuldade de ascensão na carreira, sobrecarga de tarefas e exposição constante ao risco, ao sofrimento e à morte. Conclusão: Conhecidos os fatores de risco da SB, esforços devem ser feitos para minimizá-los, uma vez que a referida síndrome compromete a saúde dos trabalhadores, a qualidade dos serviços prestados e o equilíbrio financeiro das instituições envolvidas. Ações como o diagnóstico precoce podem tanto reduzir a incidência da SB, quanto evitar a evolução para quadros graves, com características irreversíveis. No entanto, fica a percepção da necessidade de evolução no que tange à prevenção e ao tratamento.
2480 renome v. 4 (2015): Edição Especial Uso de hidroxicobalamina no tratamento de pacientes intoxicados por cianeto Daniel Santos Martins;Bárbara Ataíde Caldeira;Kleber Rodrigues de Castro Junior;Mateus Slompo Muniz Bicalho;Matheus Henrique de Oliveira Silva;Simone Ataíde Caldeira; De 60% a 80% dos óbitos imediatos ocorridos na cena de um incêndio são atribuídos à inalação de fumaça. Nessa, vários podem ser os componentes prejudiciais, como cianeto de hidrogênio (HCN) e monóxido de carbono (CO). A inalação de grandes quantidades de HCN compromete o ciclo respiratório, acarretando em morte dentro de poucos minutos. Uma intervenção eficaz é ministrar o composto não tóxico Hidroxicobalamina (Vitamina B12a), que, após sua ação, será eliminado nas excretas. Deve-se incluir no tratamento a atenção imediata para liberação das vias respiratórias, oxigenoterapia, hidratação do paciente e cuidados com convulsões. Objetivo: Apresentar uma revisão de literatura acerca dos mecanismos de ação da administração da Hidroxicobalamina no tratamento da intoxicação por cianeto e os efeitos dessa intoxicação. Material e Método: Por meio das bases de dados LILACS, SciELO e BIREME, realizou-se uma revisão literária no período de 2010 à 2013. Foram selecionados artigos por meio dos descritores: Cianeto, Hidroxicobalamina, Fosforilação oxidativa, Cyanokit®. Resultados e Discussão: Como efeito primário da intoxicação por cianeto, observa-se o comprometimento da fosforilação oxidativa, responsável por utilizar o oxigênio para produção de adenosina dinucleotídeo. Uma etapa fundamental desse processo é a transferência de elétrons da nicotinamida adenina trifosfato ao oxigênio, que é catalisada pela enzima citocromo-oxidase na mitocôndria. O cianeto possui elevada afinidade de ligação com o íon férrico encontrado na porção heme da forma oxidada dessa enzima, ocasionando a interrupção do metabolismo aeróbico nas células e deteriorização das funções vitais. Os sintomas de envenenamento por cianeto são caracterizados por incapacitações neurológicas (alteração no estado mental, inconsciência, convulsões), elevação da taxa de lactato no sangue arterial, fuligem na boca ou na expectoração, além da elevada taxa de oxigênio no sangue venoso, consequência da inatividade da cadeia respiratória. Como antídoto, utiliza-se a hidroxicobalamina (5g em 15 minutos), que reage com o cianeto numa razão de 1:1, originando a Cianocobalamina, composto não tóxico que é eliminado na urina. Concomitantemente, submete-se o paciente à oxigenoterapia para eficácia do tratamento. Conclusão: Em caso de suspeita de intoxicação por cianeto, o tratamento deve ser feito rapidamente a fim de evitar que a produção de adenosina trifosfato seja reduzida drasticamente e gere morte ao paciente. Inicialmente deve-se preservar a manutenção de vias aéreas pérvias, monitorização, acessos venosos calibrosos, hidratação, administração de bicarbonato de sódio e oxigenoterapia. Quando identificado que a causa da intoxicação foi por cianeto, deve-se administrar Hidroxicobalamina intravenosa pela dose supra-citada. O médico deve orientar paciente e/ou familiares sobre efeitos colaterais desse fármaco, como a reação eritematosa, para não confundir com queimaduras em caso de incêndios.
2481 renome v. 4 (2015): Edição Especial Estimativa da taxa de filtração glomerular na prática clínica: revisão de literatura Samuel Victor Pereira Barbosa;Luciana de Brito Nunes;Pedro Eleutério Santos Neto;Andrea Maria Eleutério de Barros Lima Martins; Descrever as formas de avaliação da função renal por meio da estimativa da taxa de filtração glomerular. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura por meio de consulta na base de dados da PubMed – US e documentos do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Nefrologia e da Sociedade Internacional de Nefrologia. Resultados: A estimativa da taxa de filtração glomerular (TFG) representa uma ótima maneira de mensurar a função renal. Uma queda na TFG precede o aparecimento de sintomas de falência renal em todas as formas de doença renal progressiva. A aplicação clínica da TFG permite ainda predizer riscos de complicações da doença renal crônica (DRC) e também proporcionar o ajuste adequado de doses de drogas nestes pacientes prevenindo a toxicidade. A TFG pode ser determinada pela dosagem de creatinina sérica e/ou por sua depuração pelo rim. Entretanto, a avaliação da função renal baseada apenas nos níveis séricos de creatinina é indesejável, uma vez que é possível a presença de comprometimento renal com taxas sanguíneas normais. Logo, tem-se estimulado a realização da estimativa da TFG por meio de equações preditivas que utilizam os níveis de creatinina sérica. O uso de equações para estimar a TFG tem como vantagem fornecer um ajuste para variações substanciais em sexo, idade, superfície corporal e raça que interferem na produção de creatinina. Várias equações foram desenvolvidas para predizer a TFG em pacientes adultos e crianças. Atualmente, as três fórmulas mais utilizadas para estimar a função renal são as equações de Cockcroft-Gault, a Modification of Diet in Renal Disease (MDRD) e a Chronic Kidney Disease Epidemiology Collaboration (CKD-EPI). Atualmente, estudos transversais demonstraram que a utilização da CDK-EPI resulta em maior acurácia da TFG quando comparada com clearence de padrão ouro. Entretanto, em pacientes idosos a TFG pode diminuir como parte do processo de envelhecimento e é difícil diferenciar essa diminuição senil com a diminuição relacionada com DRC. Para fins de estratificação e intervenções, o diagnóstico de DRC não deve ser feito exclusivamente a partir da estimativa da TFG, mas também na presença de outros marcadores de doença renal, como alterações do sedimento urinário. Conclusão: A utilização das equações preditivas a partir dos níveis séricos de creatinina permite o acompanhamento da função renal dos pacientes portadores das principais comorbidades da atualidade, sendo a utilização da equação CDK-EPI a mais recomendada. Sua utilização na prática clínica torna-se viável pela disponibilização de nomogramas, programas de computação e aplicativos digitais que facilitam sua utilização e acompanhamento da função renal de pacientes nefropatas ou candidatos à disfunção renal.
2482 renome v. 4 (2015): Edição Especial Nefropatias associadas ao paciente HIV+ Marina Limoeiro Lobo;Ramanna Castro de Oliveira;Ayla Chéquer Maia Medeiros;Matheus Viera Moura;Bruno Porto Soares; Dados de 2013 do Ministério da Saúde mostram que, aproximadamente, 718 mil indivíduos possuem AIDS no Brasil, correspondendo à 0,4% da população total. Desde a introdução da terapia antirretroviral em 1995 houve um declínio da mortalidade pela AIDS no país e esse aumento na sobrevida possibilitou uma maior observância de comorbidades associadas à essa população. Importante grupo de doenças associadas ao HIV, as nefropatias são de causa multifatorial e, devido às suas repercussões orgânicas, constituem relevante alvo de estudos. Objetivo: Discutir os fatores associados à ocorrência de nefropatias em pacientes portadores do vírus HIV. Material e Método: Revisão integrativa realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando como descritores “Nefropatias” e “HIV” simultaneamente e “Nefropatia Associada a AIDS” anteriormente consultados no DeCS. Os seguintes critérios foram adotados para refinamento da pesquisa: texto completo disponível em inglês/português, corte temporal de 20 anos pregressos, temática condizente com o objetivo e exclusão de resultados repetidos. Resultados e Discussão: Foram encontrados 841 trabalhos, sendo selecionados 18 para compor a base do presente estudo. A implementação da notificação compulsória do paciente HIV+ tornou possível um acompanhamento mais efetivo e longitudinal dessa doença pelo sistema de saúde, o que fez com que as terapias antirretrovirais fossem mais difundidas e aceitas pelo doente. Estudos mostram uma relação positiva entre drogas do coquetel antirretroviral e a ocorrência de nefropatias, sendo uma das mais relacionadas a Indinavir (IDV). Por possuir baixa solubilidade, favorece a formação de cristais de ácido úrico que podem precipitar nos túbulos renais e desencadear afecções. Outras causas associadas às nefropatias são as dislipidemias, isquemia, uso de radiocontraste e distúrbios metabólicos. O próprio retrovírus é associado como fator causal na modificação das células renais, provocada pela sua integração ao DNA hospedeiro, liberação de interleucinas e interferon e possível ação pró-apoptótica. Ademais, observou-se uma maior incidência de nefropatias na população negra, HIV+ com alta carga viral a baixa contagem de CD4+. Dentre as afecções mais prevalentes estão a glomeruloesclerose segmentar focal, a insuficiência renal aguda e as infecções renais e suas manifestações mais comuns são edemas, hipertensão arterial, elevação da creatinina e do colesterol sérico. Conclusão: As causas das nefropatias associadas aos pacientes HIV+ são multifatoriais, porém observa-se importante associação com o próprio vírus e com os antirretrovirais. Assim, recomenda-se a rotatividade das drogas de tratamento e a ingestão de, pelo menos 1,5l de água por dia, no intuito de aumentar a depuração renal das substâncias nefrotóxicas e prevenir injúrias e posterior falência renal. Mudanças nos hábitos alimentares colaboram para evitar outros fatores de risco como as dislipidemias e os distúrbios metabólicos.
2483 renome v. 4 (2015): Edição Especial Impactos das insulinas inaláveis no tratamento do diabetes mellitus Pedro Henrique Souza Reis;Karolina Salomão Ataíde;Fernanda Miranda Ribeiro;Fernando Badaró Pimentel Júnior;Luan Souza Miranda;Daniella Mota Mourão; Diabetes mellitus refere-se a um grupo de distúrbios metabólicos no controle da glicose. Para diabetes mellitus tipo 1 a insulina é crucial. Para o tipo 2, o suplemento de insulina poderá ser necessário nos casos de deficiente controle glicêmico com agentes orais. A maior parte das proteínas, como a insulina, tem administração injetável. No entanto, novos dispositivos inalatórios podem facilitar a administração por via pulmonar, que pode reduzir o número de injeções de insulina necessárias diariamente para milhões de pacientes com diabetes. Objetivo: Realizar uma revisão de literatura sobre os impactos da utilização de insulinas inaláveis no tratamento de diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2. Materiais e métodos: Foi realizada uma revisão de literatura nas seguintes bases de dados: Scielo, PubMed e Lilacs. Foram elegíveis artigos publicados de 2004 a 2011, utilizando os descritores insulina inalada, inhaled insulin, diabetes mellitus, insulin therapy e technosphere insulin. Resultados e discussão: Várias insulinas inaláveis têm sido desenvolvidas nos últimos anos. A Tecnosphere, a mais atual, é uma preparação de pó seco de insulina humana regular que utiliza uma plataforma transportadora da droga que permite a administração pulmonar de insulina com o auxílio de um inalador. O sistema de entrega Technosphere permite a rápida absorção da insulina através do pulmão, tornando este produto uma opção possível para a cobertura de insulina prandial, tanto de tipo 1 e diabetes do tipo 2. O dispositivo para administrar a insulina é bem concebido, pequeno e fácil de utilizar. No entanto, a insulina regular inalada deve ser utilizada em combinação com uma injeção de uma dose diária de insulina de ação lenta, devido à curta duração de ação após a absorção através da via pulmonar. Estudos com Tecnosphere insulina mostram sua eficiência em termos de melhora do controle glicêmico, sem contribuir para o aumento do ganho de peso ou a incidência de hipoglicemia quando comparado com as demais formas inaláveis e com a insulina subcutânea. Além disso, em estudos clínicos demonstrou-se com segurança favorável e potencial aderência entre os pacientes. Porém, em termos de efeitos adversos em relação à função pulmonar, a absorção de Technosphere insulina ainda está sendo estudada em pacientes com doença pulmonar crônica ou naqueles que fumam. Conclusão: A insulina Tecnhosphere apresenta ação rápida e curta, e é eficaz em termos de melhora do controle glicêmico, sem contribuir para efeitos adversos quando comparado com insulina subcutânea e as formas inaláveis mais antigas. Além disso, demonstrou segurança e perfil de tolerabilidade em estudos clínicos realizados.
2484 renome v. 4 n. 2 (2015) A saúde da mulher no contexto dos direitos sexuais e reprodutivos discutidos em periódicos nacionais Viviane Ramos Mendes;Ingredy Carolline de Jesus Santos;Lúcia Helena Rodrigues Costa; Gênero e saúde, direitos sexuais e reprodutivos, Saúde da mulher Resumo: Objetivou-se analisar publicações que discutam a saúde da mulher na perspectiva dos direitos sexuais e reprodutivos, enfatizando os direitos humanos descritos nos estudos e as intervenções no campo da saúde. Método: Revisão integrativa, elaborada por meio de levantamento bibliográfico, a base de dados foi Scientific Electronic Library Online (SciELO), a pesquisa estendeu-se também aos arquivos do Ministério da Saúde e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Resultado: A partir da busca na base de dados foram encontrados 165 trabalhos relacionados ao tema. Dentre esses, realizou-se a leitura de 50, que a partir do descritor titulo e resumo, resultaram na seleção de 11 artigos e 2 arquivos do Ministério da Saúde para a construção da discussão. Considerações Finais: A partir deste estudo, verificou-se que as ações e serviços de saúde são vulneráveis. A saúde da mulher deve ser compreendida como o resultado de um amplo espectro de fatores. Campos Maryane Oliveira, Neto João Felício Rodrigues. Qualidade de vida: um instrumento para promoção de saúde. Rev. Baiana de Saúde Pública [periódico na Internet]. 2008 [acesso em 10 mar 2014]; 23(2): 232-40. Disponível em: http://inseer.ibict.br/rbsp/index.php/rbsp/article/viewFile/1438/1075 Ministério da Saúde (Brasil), Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher. Brasília: Ministério da Saúde; 2011. 82 p. Araújo Arakén Almeida de, Brito Ana Maria de, Novaes Moacir de. 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2485 renome v. 4 n. 2 (2015) Doppler Transcraniano e acidente vascular cerebral: uma revisão de literatura na doença falciforme José Wilson de Brito Sales;Ana Maura Freitas Marques Figueiredo;Dayane Tabatha Santos Durães;Renata Inez de Freitas Marques Chaves;Samuel Sheimon Sarmento Lopes;Augusta Rosa Rossi-Barbosa; Efeito Doppler, Acidente Vascular Cerebral, Anemia Falciforme
2486 renome v. 4 n. 2 (2015) Experiências vivenciadas por mulheres diante do diagnóstico de câncer de mama: uma revisão de literatura Dina Luciana Batista Andrade;Kellen Monteiro Fernandes;Paula Renata Dutra Lopes Campos; neoplasia da mama e enfermagem oncológica, Qualidade de vida Ministério da Saúde (BR). Instituto Nacional de Câncer. Estimativa da incidência e mortalidade por câncer no Brasil. Rio de Janeiro (RJ): Instituto Nacional de Câncer; 2011. [Obtido em 3 de setembro de 2011] Disponível em: http://www.inca.org.br Brasil. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Controle dos cânceres do colo do útero e da mama / Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. Mendonça Gulnar Azevedo e Silva, Silva Aline Moraes da, Caula Wagner Manoel. Características tumorais e sobrevida de cinco anos em pacientes com câncer de mama admitidas no Instituto Nacional de Câncer, Rio de Janeiro, Brasil. Cad. 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2487 renome v. 4 n. 2 (2015) A Docência em Enfermagem da Unimontes: 20 Anos de História Bem Vivida Maísa Tavares de Souza Leite; .
2488 renome v. 4 n. 2 (2015) Atributos da Atenção Primária: perspectiva de enfermeiros da Estratégia Saúde da Família Lara Mota Marinho;Luana Castro Caetite;Cássio de Almeida Lima;Claudia Danyella Alves Leão Ribeiro; Enfermagem em Saúde Comunitária, Avaliação em Saúde, Qualidade dos Cuidados de Saúde, Saúde da Família, Atenção Primária à Saúde Chomatas ERV. Avaliação da presença e extensão dos atributos da Atenção Primária da rede básica de saúde no município de Curitiba no ano de 2008. 2008. Dissertação [Mestrado em Epidemiologia]. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Rio Grande do Sul, 2008. Cohen SC, Bodstein R, Kligerman DC, Marcondes WB. Habitação saudável e ambientes favoráveis à saúde como estratégia de promoção da saúde. Ciênc Saúde Colet. 2007;12(1):191-8. Starfield B, Xu J, Shi L. Validating the Adult Primary Care Assessment Tool. J Fam Pract. 2001;50(2):161-75. Brasil. Lei 8.080 de 19 de Setembro de 1990. Lei orgânica da Saúde. Diário Oficial da União. Brasília: Casa Civil, 1990. Santos KT, Saliba NA, Moimaz SAS, Arcieri RM, Carvalho ML. Agente comunitário de saúde: perfil adequado a realidade do Programa Saúde da Família? Ciênc Saúde Colet. 2011;16(sup. 1):1023-8. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Leão CDA, Caldeira AP. Avaliação da associação entre qualificação de médicos e enfermeiros em atenção primária em saúde e qualidade da atenção. Ciênc Saúde Coletiva. 2011;16(11):4415-23. Macinko J, Harzheim E. Instrumento de avaliação da atenção primária – sua utilização no Brasil. Rev Bras Saúde Fam. 2007;14:4-7. Harzheim E, Stein AT, Álvarez-Dardet C. A efetividade dos atributos da atenção primária sobre a saúde infantil. Bol Saúde. 2004;18(1):23-40. Shi L, Starfield B, Jiahong X. Validating the adult primary care assessment Tool. J Fam Pract. 2001;50(2):161-75. Cassady CE, Starfield B, Hurtado MP, Berk RA, Nanda JP, Friedenberg LA. Clinical care for children: measuring consumer experiences with primary care. Pediatrics. 2000;105(4):998-003. Harzheim E, Starfield B, Rajmil L, Álvarez-Dardet C, Stein AT. Consistência interna e confiabilidade da versão em português do Instrumento de Avaliação da Atenção Primária (PCATool - Brasil) para serviços de saúde infantil. Cad Saúde Pública. 2006;22(8):1649-59. Santos VC, Soares CB, Campos CMS. A relação trabalho-saúde de enfermeiros do PSF no município de São Paulo. Rev Esc Enf USP. 2007;41(núm esp):771-81. Gonçalves CR, Cruz MT, Oliveira MP, Morais AJD, Moreira KS, Rodrigues CAQ et al. Recursos humanos: fator crítico para as redes de atenção à saúde. Saúde Debate. 2014;38(100):26-34. Cotta RMM, Shcott M, Azeredo CM, Franceschini SCC, Priore SE, Dias G. Organização do trabalho e o perfil dos profissionais do Programa Saúde da Família: um desafio na reestruturação da atenção básica em saúde. Epidemiol Serv Saúde. 2006;15(3):7-18. Escorel S, Giovanella L, Mendonça MHM, Senna MCM. O programa de Saúde da Família e a construção de um novo modelo para a atenção básica. Rev Panam Publica. 2007;21(2):164-76. Rocha BS, Munari DB, Bezerra ALQ, Melo LKA. Enfermeiros coordenadores de equipe do Programa Saúde da Família: perfil profissional. Rev enferm UERJ. 2009;17(2):229-33. Tavares ACL, Santos SR. Perfil dos enfermeiros do Programa de Saúde da Família no município de João Pessoa- PB. Enferm Brasil. 2006;5(6):317-23. Vitoria AM, Harzheim E, Takeda SP, Hauser L. Avaliação dos atributos da Atenção Primária à saúde em Chapecó, Brasil. Rev Bras Med Fam Comunidade. 2013;8(29):285-293. Moraes VD, Campos CEA, Brandão AL. Estudo sobre dimensões da avaliação da Estratégia Saúde da Família pela perspectiva do usuário. Physis. 2014;24(1):127-146. Gérvas J, Fernández MP. El fundamento científico de la función de filtro del médico general. Rev Bras Epidemiol. 2006;9(1):147-9. Starfield B. Atenção Primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologias. Brasília: UNESCO Brasil, Ministério da Saúde, 2004. Campos CEA. O desafio da integralidade segundo as perspectivas da vigilância da saúde e da saúde da família. Ciênc Saúde Colet. 2003;8(2):569-84. Lima CA, Oliveira APS, Macedo BF, Dias OV, Costa SM. Relação profissional-usuário de saúde da família: perspectiva da bioética contratualista. Rev Bioét. 2014;22(1):152-160.
2489 renome v. 4 n. 2 (2015) Hospitalização e Mortalidade por Pneumonia Infantil em Montes Claros e Minas Gerais de 2008 a 2012 Victória Carneiro Dal Moro;Elisa Sampaio Athayde;Cybelle Soares Reis;Catherine Maria Mameluque e Silva;Fabiane Mendes Souza;Flávia Pinto Alves da Silva; Hospitalizações, Mortalidade, Pneumonia Esta pesquisa visa determinar e comparar as taxas de internação e mortalidade por pneumonia em menores de cinco anos na cidade de Montes Claros e em Minas Gerais entre 2008 e 2012, e analisar o perfil das internações por doenças respiratórias. Buscaram-se dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), referentes a internações e óbitos por pneumonia, além de doenças do trato respiratório. Empregou-se o software SPSS for Mac® versão 21.0 para execução de estatísticas descritivas, teste T e elaboração de gráficos. Na cidade, a taxa de internação foi de 10.27 por 1000 crianças e, em Minas Gerais, 18.76. A taxa de mortalidade foi de 1.48 por 10000 crianças e, aproximadamente, 2 vezes maior no estado. Reduziram-se apenas as hospitalizações naquele. A pneumonia representou 52% das internações. Nota-se que a doença configura importante ameaça à saúde infantil e requer abordagem eficiente na prevenção e tratamento. - World Health Organization. Acute Respiratory Infections. 2009. - UNICEF. Pneumonia: the forgotten killer of children. New York: UNICEF / WHO Press; 2006. Disponível em URL: http://www.unicef.org/publications/index_35626.html - Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia; Sociedade Brasileira de Pediatria. Pneumonia adquirida na comunidade na infância: epidemiologia e etiologia. 2011. Disponível em URL: http://www.projetodiretrizes.org.br/ans/diretrizes/pneumonia_adquirida_na_comunidade_na_infancia-epidemiologia_e_etiologia.pdf - Souza EL. Pneumonia adquirida na comunidade. Pediatr. mod [online].2010; 46(2):38-46. 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2490 renome v. 4 n. 2 (2015) Obesidade no climatério: fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares Vaneska Cordeiro Teixeira;Eila Pinto Magalhães;Daniella Cristina Reis Araújo;Jair Almeida Carneiro;Fernanda Marques da Costa; Circunferência Abdominal, Dispneia, Obesidade
2491 renome v. 4 n. 2 (2015) Rastreamento cognitivo e sintomas depressivos em idosos Hélio Gondim Sales;Elisa Sampaio Athayde;Lucas Veloso Bicalho e Oliveira;Thayanne Rachel Cangussu Brito;Wanderson Pereira da Silva;Roseane Durães Caldeira; Miniexame do Estado Mental, Depressão, Idoso
2492 renome v. 4 n. 2 (2015) Mortalidade infantil e desigualdade social: análise fundamentada na Bioética de Intervenção Lília Conceição Sales Bernardino;Simone de Melo Costa;Cássio de Almeida Lima;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito;Orlene Veloso Dias;Daniel de Melo Freitas; Serviços de Saúde, Fatores Socioeconômicos, Saúde Pública, Bioética, Mortalidade Infantil Objetivou-se correlacionar Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) de municípios de Minas Gerais com indicadores socioeconômicos, de serviços e investimentos em saúde, fundamentando-se na bioética de intervenção. Trata-se de estudo de delineamento ecológico de grupos múltiplos. A maior mortalidade infantil foi correlacionada ao menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), menor renda municipal per capita e a menos estabelecimentos de saúde. Assim, o maior CMI correlacionou-se com os piores indicadores socioeconômicos e de investimento em saúde, sugerindo determinação social e influência do contexto nos óbitos infantis. Propõe-se uma política pública de intervenção, comprometida com a mobilização e luta social, em busca de libertação, empoderamento e emancipação dos sujeitos, para transformar a prática social e reduzir a mortalidade infantil nas regiões de grupos desvalidos e vulneráveis. Sousa TRV, Leite Filho PAM. Análise por dados em painel do status de saúde no Nordeste brasileiro. Rev Saúde Pública. 2008;42(5):796-804. Geib LTC, Cheila MF, Marlise B, Magda LN. Determinantes sociais e biológicos da mortalidade infantil em coorte de base populacional em Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Ciênc Saúde Coletiva. 2010;15(2):363-70. Garcia LP, Santana LR. Evolução das desigualdades socioeconômicas na mortalidade infantil no Brasil, 1993-2008. Ciênc Saúde Coletiva. 2011;16(9):3.717-28. Duarte CMR. Reflexos das políticas de saúde sobre as tendências da mortalidade infantil no Brasil: revisão da literatura sobre a última década. Cad Saúde Pública. 2007;23(7):1511-28. 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2736 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS AINDA HÁ O QUE FALAR SOBRE ÉTICA? A DIALÉTICA ENTRE O VELHO E O NOVO NO SERVIÇO SOCIAL Gabriela Dutra Cristiano Dutra Cristiano; Serviço Social; Ética; Trabalho; Formação; Este artigo tem como objetivo analisar um elemento emergente na dissertação de mestrado da autora: a relação entre aquilo que estudantes de Serviço Social em estágio referem como posicionamento ético, e a teleologia elaborada para intervenção. A pesquisa, pautada na ontologia lukácsiana, teve como locus o estágio curricular obrigatório. Para coleta de dados utilizamos um instrumento alternativo e entrevistas semiestruturadas, analisados através da análise textual discursiva. Os achados mostram que há dilemas éticos que mobilizam com mais intensidade atos fundamentados em uma moralidade conservadora, evidentes em situações que explicitam a questão de gênero e o papel socialmente atribuído à mulher. Mostram, também, que existem tendências distintas para o exercício profissional: por um lado aquelas que viabilizam valores democráticos e, por outro, as que tolhem as possibilidades de exercício da liberdade dos sujeitos. Enfim, discute-se as aproximações e os hiatos entre aquilo que se diz e aquilo que se materializa no trabalho profissional de assistentes sociais em formação. BARROCO, Maria Lúcia. Ética e serviço social: fundamentos ontológicos. 8 ed. São Paulo: Cortez, 2010a. ________. Ética: fundamentos sócio-históricos. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2010b. ________. Barbárie e neoconservadorismo: os desafios do projeto ético-político. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, n. 106, p.205-218, abr/jun. 2011. ________. Materialidade e potencialidades do Código de Ética dos Assistentes Sociais brasileiros. In: BARROCO, Maria Lucia; TERRA, Sylvia Helena.Código de Ética do/a Assistente Social Comentado. São Paulo: Cortez, 2012. p. 31-119. ________. Fundamentos éticos do Serviço Social. Disponível em: . Acesso em: 03 fev. 2013. BRASIL. Código de Ética Profissional do Assistente Social. Brasília: CFESS, 1993 CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 14 ed. São Paulo: Ática, 2012. COUTINHO, Carlos Nelson. Prefácio. In: NETTO, Leila Escorsim. O conservadorismo clássico. São Paulo: Cortez, 2011, p. 9-12. FALEIROS, Vicente de Paula. Saber profissional e poder institucional. 10 ed. São Paulo: Cortez, 2011. FONTOURA, Amaral. Introdução ao serviço social. 2 ed. Rio de Janeiro: Aurora, 1959. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. RJ/SP: Paz e Terra, 2015. HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. 10 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2014. LUKÁCS, Gyorgy. As bases ontológicas do pensamento e da atividade do homem. In: ALVES, Giovanni. Lukács e o século XXI: trabalho, estranhamento e capitalismo manipulatório. São Paulo: Praxis, 2010, p. 89-112. MORAES, Roque. Uma tempestade de luz: a compreensão possibilitada pela análise textual discursiva. Ciência & Educação, São Paulo, v. 9, n. 2, p.191-211, 2003. ________; GALIAZZI, Maria do Carmo. Análise textual discursiva: processo reconstrutivo de múltiplas faces. Ciência & Educação, São Paulo, v. 12, n. 1, p.117-128, 2006. NETTO, José Paulo. A Construção do Projeto Ético-Político do Serviço Social. Mod. 1 de Capacitação em Serviço Social e Política Social. Brasília, CFESS/ABEPSS/ CEAD/ UnB, 1999. PAIVA, Beatriz Augusto de; SALES, Mione Apolinario. A Nova Ética Profissional: Práxis e Princípios. In: BONETTI, Dilséa Adeodata et al. Serviço social e ética: convite a uma nova práxis. 12 ed. São Paulo: Cortez, 2011, p. 174-208. SOUSA, Adrianyce A. Silva de; SANTOS, Silvana Mara Morais dos; CARDOSO, Priscila. Ética e serviço social: um itinerante caminhar. Temporalis, Brasília, ano 13, n. 25, p.33-61, jan/jun, 2013. TERTULIAN, Nicolas. O grande projeto da ética. 1999. Disponível em: . Acesso em: 6 ago. 2014. YAZBEK, Maria Carmelita. O significado sócio-histórico da profissão. 2009. Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Disponível em: . Acesso em: 4 ago. 2013.
2494 renome v. 4 n. 1 (2015) Avaliação do estresse entre enfermeiros que atuam na estratégia Saúde da família de Montes Claros,MG Claudialine Almeida Rabelo Rosario;Amanda Martins Lopes;Fabíola Fagundes Afonso Pereira;Fernanda Marques da Costa; Estresse, Enfermagem, Atenção Primária de Saúde O enfermeiro está em risco para desenvolver alterações em sua saúde devido à alta exposição aos estressores relacionados à sua profissão. Objetivos: verificar a existência de estresse entre os enfermeiros que atuam na estratégia saúde da família (ESF), identificar a fase na qual se encontram os profissionais acometidos pelo estresse, e identificar os principais agentes organizacionais estressores. quantitativa, composta por 43 enfermeiros, realizada em 2011 nas ESF de Montes Claros, MG. Utilizou-se um questionário informativo, com dados para caracterizar o perfil da população e outro Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL) que permite avaliar se o indivíduo apresenta estresse. Resultados: Dos profissionais avaliados, 48,8% encontravam-se estressados. A sobrecarga de trabalho foi considerada o estressor organizacional mais relevante, mencionada por 30,2% enfermeiros. Conclusão: É importante que esses profissionais saibam identificar a manifestação do estresse, bem como detectar quais estressores estão persistentes no seu ambiente de trabalho a fim de encontrar estratégias de enfrentamento eficientes. 1. Anjos DR, et al.Estresse: fatores desencadeantes, identificação e avaliação de sinais e sintomas no enfermeiro atuante em UTI neonatal.Rev Inst Ciênc Saúde 2008;26(4):426-31. 2. Costa DT, Martins MCF. Estresse em profissionais de enfermagem: impacto do conflito no grupo e do poder do médico.Rev. esc. enferm. USP [online]. 2011; 45(5): 1191-1198. 3. Bianchi ERF. Escala Bianchi de Stress.Rev. esc. enferm. USP [online]. 2009; 43(spe): 1055-1062. 4. Carvalho L, Malagris LEN.Avaliação donível de stress em profissionais de saúde. Estudos e pesquisa em psicologia. UERJ, RJ, dez. 2007; 7(3): 570-58. 5. Ferreira LRC, Martino MMF. O estresse do enfermeiro: análise das publicações sobre o tema. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, maio/jun de 2006; 15(3): 241-248. 6. Camelo SH, Angerami ELS. Sintomas de Estresse nos trabalhadores atuantes em cinco núcleos saúde da família. Rev Latino-am Enfermagemjan/fev de 2004;12(1): 14-21. 7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [homepage na internet]. Cidades: Dados Básicos. [acesso em 25 de setembro 2011]. Disponível em: www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=314330. 8. LIPP MEN. Manual do Inventário de Sintomas de stress para Adultos de Lipp (ISSL).São Pau-lo: Casa do Psicólogo, 2000. 9. Ferrareze MVG, Ferreira V, Carvalho AMP. Percepção do estresse entre enfermeiros que atuam em Terapia Intensiva. Acta paul. enferm. São Paulo, jul./set 2006; 19(3). 10. Linch GFC, Guido LA. Estresse de enfermeiros em unidade de hemodinâmica no Rio Grande do Sul, Brasil. Rev. Gaúcha Enferm. (Online) [serial on the Internet]. 2011 Mar [cited 2012 Jan 09] ; 32(1): 63-71. 11. Preto VA, Pedrão LJ. O estresse entre enfermeiros que atuam em Unidade de Terapia Intensi-va.Rev. esc. enferm. USP [online]. 2009; 43(4): 841-848. 12. Trindade LL, Lautert L. Síndrome de Burnout entre os trabalhadores da Estratégia de Saúde da Família.Rev. esc. enferm. USP [online]. 2010; 44(2): 274-279. 13. Fontana RT, Siqueira KI. O trabalho do enfermeiro em saúde coletiva e o estresse: análise de uma realidade.Cogitare enferm,jul.-set. 2009; 14(3). 14. Meneghini F, Paz AA, Lautert L. Fatores ocupacionais associados aos componentes da síndrome de Burnout em trabalhadores de enfermagem.Texto contexto - enferm. [online]. 2011; 20(2): 225-233. 15. Santos FD, Cunha MHF, Robazzi MLCC, Pedrão LJ, Silva LA, Terra FS. O estresse do enfer-meiro nas unidades de terapia intensiva adulto: uma revisão da literatura.SMAD, Rev. Eletrôni-ca Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.) [online]. 2010; 6(1): 1-16. 16. Tamayo MR. Burnout: implicações das fontes organizacionais de desajuste indivíduo-trabalho em profissionais da enfermagem. Psicol. Reflex. Crit. [online]. 2009; 22(3): 474-482. 17. Camelo SHH, Angerami ELS. O estresse e o profissional de enfermagem que atua na assistência a comunidade: uma revisão da literatura. Nursing. 2006; 97(8):855-9.
2495 renome v. 4 n. 1 (2015) Caracterização sociodemográfica de docentes da área da saúde Sarah Martins Souza;Lyssa Esteves Souza Souto;Cássio de Almeida Lima;Mayara Karoline Silva Lacerda;Maria Aparecida Vieira;Fernanda Marques da Costa; Docentes, Educação Superior, Saúde A docência é uma carreira ascendente, de acordo com o grau de titulação que lhe é exigido: ensinar e disseminar conhecimento. Objetivou-se identificar o perfil dos docentes da área da saúde de uma Universidade Pública de Minas Gerais, Brasil. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, de abordagem quantitativa. Aplicou-se um questionário sociodemográfico no período de junho a setembro de 2013. Os docentes são, em sua maioria, do sexo feminino; faixa etária até os 43 anos; casados, da raça branca; moram com a família; possuem outro vínculo empregatício; tempo de atuação na docência entre 11 a 15 anos; 47,5% dos docentes possuem formação stricto sensu; renda bruta mensal de até 11 salários mínimos e não são fumantes. Espera-se que esta investigação possa contribuir na atenção à saúde, no processo de trabalho e na construção do conhecimento, a partir das necessidades reais dos profissionais docentes, no âmbito das universidades. 1. Koifman, L. A função da universidade e a formação médica. Rev Bras Educ Med. 2011;35(2): 145-6. 2. Araújo JCSA. Universidade Iluminista (1929-2009). De Alfred Whitehead a Bologna. Brasília: LiberLivro, 2011. 3. Cardoso GMP, Figueredo WN. Universidade e sociedade: o papel do professor na (re) construção do conhecimento. Rev Intersaberes. 2013;15(8):36-49. 4. Garcia AL, Oliveira ERA, Barros EB. 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2496 renome v. 4 n. 1 (2015) Consumo de álcool entre acadêmicos de enfermagem Wellington Danilo Soares;Hianny Dalila Silva;Milena da Silva Pereira;Kimberly Marie Jones;Leonardo Augusto Couto Finelli;Patrícia Natalícia Mendes Almeida;Priscilla Kálisy Duarte Soares; Consumo de bebidas alcoólicas, Estudantes de Enfermagem, Alcoolismo O presente estudo analisou o consumo de álcool entre acadêmicos do curso de enfermagem. Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa e transversal, composta por amostra de 69 sujeitos de ambos os sexos, faixa etária entre 18 e 40 anos, selecionada de forma aleatória entre os 113 estudantes de uma faculdade privada da cidade de Montes Claros – Minas Gerais. Foram utilizados os questionários: sociodemográfico, Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT), Escala de Satisfação com o Suporte Social (ESSS), Teste de Triagem do Envolvimento com Álcool, Cigarro e Outras Substâncias (ASSIST) e Inventário de Expectativase Crenças Pessoais acerca do Álcool (IECPA). 82,6% dos alunos apresentaram baixo risco de consumo abusivo de álcool e apenas 15,9% médio risco. Conclui-se que esses estudantes apresentam baixo consumo de álcool, demonstrando baixa probabilidade de apresentarem problemas ou doenças relacionadas ao uso ou abuso do álcool. 1. Rocha LA, Lopes ACF, Martelli DRS, Lima VB, Martelli H. Consumo de Álcool entre Estudantes de Faculdades de Medicina de Minas Gerais, Brasil. Rev Bras Educ Med. 2011; 35 (3): 369-375. 2. Nunes JM, Campolina LR, Vieira MA, Caldeira AP. Consumo de bebidas alcoólicas e prática do binge drinking entre acadêmicos da área da saúde. Rev Psiquiatr Clin. 2012; 39 (3): 94-99. 3. Gigliotti A, Bessa MA. 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2497 renome v. 4 n. 1 (2015) Perfil alérgico de funcionários de bibliotecas de instituições de ensino superior de Montes Claros, MG Lucineia Pinho;Magna Adaci de Quadros Coelho;Paula Quadros Marques;Cristiane Pais Barbosa;Lucas Antunes Fonseca; Alérgenos, Asma, Rinite Avaliou-se a prevalência de doenças alérgicas e sensibilização a aeroalérgenos em funcionários e usuários de bibliotecas de instituições de ensino superior de Montes Claros (MG). O estudo foi transversal e consistiu na aplicação do questionário padrão do programa The International Study of Asthma and Allergies in Childhood e na realização de testes cutâneos de hipersensibilidade imediata (TCHI). Não houve diferença entre os grupos em relação à prevalência média de asma ativa (funcionários = 17,0%; usuários = 16,8%) e de rinite alérgica (funcionários =58,5%, usuários=63,7%). A positividade média ao teste TCHI foi 17,4%, sendo o maior percentual verificado para os ácaros (42,3% para D. pteronyssinus e 34,1% para B. tropicalis), seguidos pelas baratas (23,6% para B. germanica e 17,1% para P. americana). Conclui-se que não houve diferença significativa na prevalência das doenças alérgicas e resposta aos testes cutâneos entre os trabalhadores e usuários das bibliotecas. 1 Salo PM, Sever ML, Zeldin DC. Indoor allergens in school and day care environments. J Allergy Clin Immun. 2009; 124(2): 185-92. 2 Rios JLM, Boechat JL. Poluentes intra e extradomiciliares. In: Solé D, Bernd LAG, Filho NAR. Tratado de Alergia e Imunologia clínica. São Paulo: Atheneu; 2011. 3 Pasquarella C, Saccani E, Sansebastiano GE, Ugolotti M, Pasquariello G, Albertini R. Proposal for a biological environmental monitoring approach to be used in libraries and archives. Ann Agr Env Med. 2012; 19(2): 209-12. 4 Gracia MP, Mello JF, Fernandes MFM, Wandalsen NF. 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2498 renome v. 4 n. 1 (2015) Reativação da toxoplasmose durante o oitavo mês de gestação Juliana Boaventura Avelar;Hânstter Hállison Alves Rezende;Heloisa Ribeiro Storchilo;Roberta Rassan de Lima Candido;Waldemar Naves do Amaral;Marisa Martins Avelino;Ana Maria de Castro; Toxoplasmose congênita, líquido amniótico, diagnóstico e gestação A transmissão congênita do Toxoplasma gondii pode ocorrer durante a primo infecção ou após uma reagudização de pacientes cronicamente infectadas. Paciente de 33 anos, residente em Pires do Rio-Goiás na 33ª semana de gravidez e com hidrocefalia e cardiopatia fetal detectada por ultrassonografia. Relatamos um caso de possível reativação de toxoplasmose congênita com a evolução de óbito fetal. Elisa, Imunofluorescência Indireta, Avidez da IgG, inoculação experimental e PCR foram realizados. A sorologia confirmou infecção tardia pelo T. gondii. O parasito foi detectado no exsudado peritoneal dos camundongos e pela técnica de PCR. A gestante retornou a sua cidade de residência quando na 34ª semana de gestação, nova ultrassonografia constatou o óbito fetal, sendo então realizado o parto cesáreo. O acompanhamento das gestantes cronicamente infectadas é importante durante toda a gestação, pois a reativação ou reinfecção pode ocorrer em qualquer idade gestacional. 1. Yadav RK, Maity S, Saha S. A review on TORCH: groups of congenital infection during pregnancy. J Sci In Res. 2014; 3 (2):258–264. 2. Padmavathy M, Gowri M, Malini J, et al. Seroprevalence of TORCH Infections and Adverse Reproductive Outcome in Current Pregnancy with Bad Obstetric History. J Clin Biomed Sci. 2013; 3 (2): 62–71. 3. Avelino MM, Amaral WN, Rodrigues IM, et al. Congenital toxoplasmosis and prenatal care state programs. BMC Infec Dis. 2014; p. 13. 4. Villena I, Ancelle T, Delmas C, et al. Congenital toxoplasmosis in France in 2007: first results from a national surveillance system. 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2499 renome v. 4 n. 1 (2015) Fatores associados à ocorrência de infecção hospitalar em idosos: uma revisão integrativa Fernanda Marques da Costa;Renata Silva Nunes;Jaciara Aparecida Dias Santos;Jair Almeida Carneiro; Infecção Hospitalar, Idosos, Infecção Objetivou-se conhecer e caracterizar a produção literária acerca dos fatores associados à ocorrência de infecção em idosos hospitalizados. Utilizou-se publicações indexadas nas bases de dados LILACS e SciELO no período de 2000 a 2013. Realizou-se uma revisão integrativa com a seleção de treze artigos: sendo que seis foram do SciELO e sete publicações da LILACS. Observou-se que dos 13estudos identificados, 5 foram realizados em hospital universitário, 4 em hospital geral, 3 em banco de dados da literatura científica, 1 em instituição de longa permanência, já com relação aos fatores associados, os principais foram a realização de procedimentos invasivos e presença decomorbidades. Assim, o presente estudo permitiu correlacionar a realização de procedimentos invasivos como principal causa de infecção em idosos internados. Recomenda-se a realização de novas pesquisas sobre o assunto de forma a contribuir para o desenvolvimento técnico-científico na atenção gerontológica com vistas a evitar e controlar a infecção hospitalar. 1. Gaspar MDR, Busato CR, Severo E. Prevalência de infecções hospitalares em um hospital geral de alta complexidade no município de Ponta Grossa. Acta Scientiarum. 2012;34(1):23-29. 2. Padrão MC, Monteiro ML, Maciel NR, Viana FFCF, Freitas NA. Prevalência de infecções hospitalares em unidade de terapia intensiva. RevBrasClin Med. 2010;8(2):125-8. 3. BarrosV F de, Menezes J E de. Análise estatística do risco de morte por infecção hospitalar em Goiânia. Rev Elet em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental. 2012;8(8):1581-1590. 4. Abegg PTGM, Silva LL.Controle de infecção hospitalar em unidade de terapia intensiva: estudo retrospectivo. 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2500 renome v. 4 n. 1 (2015) Hipertensão e dislipidemia em pacientes diabetes mellitus tipo 2: uma revisão integrativa Lucineia Pinho;Ana Paula Soares Aguiar;Maíra Rodrigues Oliveira;Nair Amélia Prates Barreto;Cristiane Maria Mendes Ferreira; Diabetes Mellitus Tipo 2, Dislipidemias, Hipertensão O Diabetes Mellitus do Tipo 2 tem se elevado na população, sendo considerada um dos mais graves problemas de saúde pública. O objetivo desse estudo foi descrever a associação entre hipertensão arterial e dislipidemia, em pacientes DM2, e sua relação com o aumento do risco de doença cardiovascular. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados Pubmed, Lilacs e Scielo. Os artigos em Inglês e Português publicados entre 2005 e 2014 foram levantados utilizando os descritores “Diabetes tipo 2”, “Hipertensão” e “Dislipidemia”. Foram elencados na revisão 19 artigos científicos, sendo 4 sobre diabetes e hipertensão, 3 sobre diabetes e dislipidemia e 12 sobre morbimortalidade do paciente DM2 associada a hipertensão e dislipidemia. A revisão reforça que a prevalência de hipertensão arterial e dislipidemia aumenta o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em portadores de DM2. 1. Cecil RL. Tratado de medicina interna. 22ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2005. 2. Carolino IDR, Molena-Fernandes CA, Tasca RC, Marcon SS, Cuman RKN. Fatores de risco em paciente com diabetes mellitus tipo 2. Rev Latino-am Enfermagem. 2008; 16(2): 1-7. 3. Schmidt MI, Duncan BB, Hoffmann JF, Moura L, Malta DC, Carvalho RMSV. Prevalência de diabetes e hipertensão no Brasil baseada em inquérito de morbidade auto-referida, Brasil, 2006. Rev Saúde Pública. 2009; 43(suppl.2): 74-82. 4. Mengesha AY. 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2502 renome v. 3 n. 2 (2014) Análise dos fatores de risco relacionados à saúde do homem Ana Flávia Rodrigues Sousa;Carla Silvana de Oliveira e Silva;Elaine Cristina Santos Alves;Ilka Santos Pinto;Laís Silva Oliveira;Luís Paulo Souza e Souza;Maricy Kariny Soares Oliveira; Saúde do homem, Estilo de vida, Comportamento de risco, Serviços de saúde O estudo objetivou analisar fatores de risco relacionados à saúde do homem. Estudo quantitativo e descritivo, realizado, em 2011, com homens residentes em Montes Claros, utilizando questionário estruturado. Dos 77 pesquisados, 21 (27%) procuram o serviço de saúde quando apresentam “mal-estar”; 23 (30%) referiram sobre a falta de interesse em cuidar da saúde como principal motivo que os impede de procurar ajuda; 65 (84,4%) não possuem conhecimento acerca das Políticas de Saúde à população masculina. O exame preventivo menos realizado foi o toque retal (n=02); 65 (84%) não fumam; 60 (78%) ingerem bebidas alcóolicas; 28 (36,3), 32 (41,5%) e 27 (35,1%) sempre incluem frutas e verduras nas refeições, praticam atividade física e dirigem após beber, respectivamente. Os entrevistados possuem comportamentos negativos, o que compromete a manutenção de uma boa saúde. Os profissionais de saúde devem criar estratégias que os incentivem para o autocuidado, aumentando a adesão dessa população aos serviços de saúde. 1. Laurenti R, Melo J, Prado MH, Gotlieb SL. D. Perfil epidemiológico da morbi-mortalidade masculina. Cien. Saúde Coletiva 2005; 10(1):35-46. 2. Figueiredo W. Assistência à saúde dos homens: um desafio para os serviços de atenção primária. Cien. Saúde Coletiva 2005;10(1):105-9. 3. Leite DF, Ferreira IMG, Souza MS, Nunes VS, Castro PR. A influência de um programa de educação na saúde do homem. Mundo da Saúde [periódico da Internet]. 2010 [acesso 2012 jul 15];34(1):50-6. Disponível em: http://www.saocamilo-sp.br/pdf/mundo_saude/74/06_original_ influencia.pdf 4. Gomes R, Nascimento EF, Araujo FC. Por que os homens buscam menos os serviços de saúde do que as mulheres? As explicações de homens com baixa escolaridade e homens com ensino superior. Cad. Saúde Pública 2007; 23(3):565-74. 5. Gomes R, Rebello LEFS, Nascimento EF, Deslandes SF, Moreira Martha CN. A atenção básica à saúde do homem sob a ótica do usuário: um estudo qualitativo em três serviços do Rio de Janeiro. Cien. Saúde Coletiva 2011; 16(11):4513-21. 6. Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção á Saúde do Homem. Brasília (DF); 2009. 7. Albano BR, Basílio MC, Neves JB. Desafios para a inclusão dos homens nos serviços de atenção primária à saúde. Rev. Enferm. Integrada 2010; 3(2):554-63. 8. Figueiredo WS, Schraiber LB. Concepções de gênero de homens usuários e profissionais de saúde de serviços de atenção primária e os possíveis impactos na saúde da população masculina, São Paulo, Brasil. Cien. Saúde Coletiva 2011; 16(1):935-44. 9. Ferraz D, Kraiczyk J. Gênero e Políticas Públicas de Saúde – construindo respostas para o enfrentamento das desigualdades no âmbito do SUS. Rev. Psicol. UNESP 2010; 9(1): 70-82. 10. Aguiar MC, Almeida OS. A implantação da política nacional de atenção integral à saúde do homem no Brasil: um desafio para a saúde pública. Diálogos Cien. 2012; 10(31):144-7. 11. Couto MT, Pinheiro TF, Valença O, Machin R, Silva GSN, Gomes R et al. O homem na atenção primária à saúde: discutindo (in)visibilidade a partir da perspectiva de gênero. Interface comun. saúde educ. 2010; 14(33):257-70. 12. Gomes R, Moreira MCN, Nascimento EF, Rebello LEFS, Couto MT, Schraiber LB. Os homens não vêm! Interpretação dos profissionais de saúde sobre ausência e ou invisibilidade masculina nos serviços de atenção primária do Rio de Janeiro. Cien. Saúde Coletiva 2011; 16(Suppl 1)S:983-92. 13. Braz M. A construção da subjetividade masculina e seu impacto sobre a saúde do homem: reflexão bioética sobre justiça distributiva. Cien. Saúde Coletiva 2005; 10(1):97-104. 14. Ortiz MCA, Zanetti ML. Levantamento dos fatores de risco para diabetes mellitus tipo 2 em uma instituição de ensino superior. Rev. Latino-am. Enferm. 2001; 9(3):58-63. 15. Scheuer C, Bonfada ST. Atenção à saúde do homem: a produção científica de enfermeiros na atenção básica. Rev. Contexto Saúde 2008; 8(15):7-12. 16. Gomes R. Sexualidade masculina e saúde do homem: proposta para uma discussão. Cien. Saúde Coletiva 2003; 8(3):825-29. 17. Brasil. Ministério da Saúde. Agita Brasil: guia para agentes multiplicadores. Brasília (DF); 2002. 18. Machado FR. Grupo de homens: repensando o papel masculino na sociedade contemporânea. Rev. Cient. Psicol. 2008; 2(1):1-31. 19. Nunes Costa LG, Franco PS, Leão MFN, Rodrigues LM, Pessoa JRG, Brant Rocha JS. Comportamento de autocuidado em homens diagnosticados com diabetes mellitus tipo II. Rev. Norte Min. Enferm. 2014; 3(1):8-14. 20. Fontes WD, Barboza TM, Leite MC, Fonseca RLS, Santos LCF, Nery TCL. Atenção à saúde do homem: interlocução entre ensino e serviço. Acta paul. Enferm. 2011; 24(3):430-3.
2503 renome v. 3 n. 2 (2014) Associação entre presença de rolha de cerume e alteração de fala em escolares Antônio Prates Caldeira;Luiza Augusta Rosa Rossi-Barbosa;Magna Luciele Nascimento Pereira;Mirna Rossi Barbosa;Rodrigo Honorato Marques; Cerume, Prevalência, Distúrbios da fala, Saúde escolar, Fonoaudiologia Objetivou-se estimar a prevalência de rolha de cerume em crianças do primeiro ano do ensino fundamental das escolas públicas de Montes Claros/MG, associando a sua presença à dificuldade de fala. Realizaram-se Teste de Rastreamento de Fala, Avaliação Diagnóstica e inspeção do meato acústico externo. Dos 259 escolares, 54,8% eram do sexo masculino, com média de idade de seis anos e cinco meses. Das 518 orelhas avaliadas, 110 apresentaram cerume impactado, cuja prevalência foi 21,2%. A Avaliação Diagnóstica da Fala em 171 crianças apresentou associação entre cerume impactado em ambas as orelhas e alteração da fala. A prevalência de cerume na população do estudo está dentro da faixa descrita na literatura. Sendo o cerume uma causa de complicações da fala e do desempenho escolar, o seu tratamento é imprescindível. Assim, as políticas públicas e a atenção primária devem se organizar para o seu diagnóstico, o seu tratamento e a sua profilaxia. 1. Guest JF, Greener MJ, Robinson AC, Smith AF. Impacted cerumen: composition, production, epidemiology and management. Q J Med. 2004; 97(8):477–88. 2. Donadel LMP, Satoni CB, Bernardi APZ. Achados audiológicos em candidatos ao uso de prótese auditiva com obstrução total do meato acústico externo por cerume. Rev. CEFAC. 2005; 7(3): 371-5. 3. Beatrice F, Bucolo S, Cavallo R. Earwax, clinical practice. ACTA otorhinolaryngologica italica. 2009; 29(Suppl. 1):1-20. 4. Adhikari P, Kharel B, Ma J, Baral DR, Pandey T, Rijal R, Sharma H. Pattern of Otological Diseases in School Going Children of Kathmandu Valley. Intl. Arch. Otorhinolaryngol. 2008; 12(4):502-5 5. 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2504 renome v. 3 n. 2 (2014) Caracterização dos estudantes do curso de graduação em Enfermagem de uma universidade pública Cássio de Almeida Lima;Maria Aparecida Vieira;Fernanda Marques da Costa; Educação superior, Estudantes de Enfermagem, Educação em Enfermagem A correlação entre a caracterização do perfil dos discentes de Enfermagem e a adequação do processo educacional deve nortear a elaboração e a aplicação de um Projeto Pedagógico coerente com o sujeito desse processo. Objetivou-se caracterizar estudantes da graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Montes Claros. Trata-se de pesquisa quantitativa, realizada com 167 acadêmicos. A coleta de dados ocorreu mediante a aplicação de um questionário fechado. Os dados foram analisados por meio de frequência simples das variáveis e demonstraram que os estudantes são, na maioria, do sexo feminino, com idade entre 20 e 24 anos, solteiros, e que residem com a família e não trabalham. Quanto às características acadêmicas, verificou-se: ingresso pelo vestibular; ensino médio em escola pública; não fumam; possuem computador com acesso à internet e ocupam-se mais com leituras, afora as acadêmicas. Os resultados são semelhantes aos de outras instituições e às características socioculturais da Enfermagem brasileira. 1. Silva KL, Sena RR, Silveira MR, Tavares TS, Silva PM. Desafios da formação do enfermeiro no contexto da expansão do ensino superior. Esc. Anna Nery. 2012; 16(2):380-87. 2. Silva MG, Fernandes JD, Teixeira GAS, Oliveira SRM. Processo de formação da(o) enfermeira(o) na contemporaneidade: desafios e perspectivas. Texto Contexto Enferm. 2010;19(1):176-84. 3. Donati L, Alves MJ, Camelo SHH. O perfil do estudante ingressante no curso de graduação em enfermagem de uma faculdade privada. Rev. Enferm. UERJ. 2010; 18(3):446-50. 4. Corrêa AK, Mello e Souza MCB, Santos RA, Clapis MJ, Granvile NC. 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2505 renome v. 3 n. 2 (2014) Manequim no Laboratório de Enfermagem: condições favoráveis à fidelidade de simulação Ricardo Quintão Vieira;Leila Maria Rissi Caverni; Manequins, Simulação, Educação em Enfermagem Objetivou-se identificar quais condições/fatores podem influenciar a fidelidade de simulação no uso de manequins no Laboratório de Enfermagem. Pesquisa descritiva, baseada em revisão integrativa de artigos, teses e dissertações. Foram acessadas bases nacionais e internacionais. Os resultados foram divididos em duas categorias temáticas. A primeira, condições intrínsecas do manequim de fidelidade baixa, média e alta. Experiências brasileiras penderam para soluções artesanais de melhorias das habilidades psicomotoras, enquanto as internacionais apresentaram soluções comercialmente disponíveis, com ênfase no raciocínio clínico. Na segunda categoria temática, as condições extrínsecas do manequim, mais discutidas em âmbito internacional, resumiu-se em preparos de etapas de pré-simulação, simulação e pós-simulação. Destacou-se a montagem de cenários de cuidados do paciente e as interações entre familiares e profissionais. Conclui-se que o uso de manequins não foi direcionado apenas para questões psicomotoras e raciocínio clínico, mas contextualizado em ambiente no qual as relações humanas foram consideradas na simulação. 1. Friedlander MR, Araújo TL, Lemos RTG. Avaliação das habilidades psicomotoras em enfermagem: subsídios para a construção de um instrumento. Rev Paul Enferm. 1984; 4(2):72-7. 2. Friedlander MR. O laboratório de enfermagem como recurso instrucional. Rev Paul Enferm 1986;6(1):7-9. 3. Friedlander MR, Tanaka CS, Siqueira PSF. Estímulos que favorecem o treinamento em laboratório de enfermagem: revisão de literatura. Rev Esc Enferm USP. 1990;23(2):115-25. 4. 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2506 renome v. 3 n. 2 (2014) O ensino da radiologia na graduação médica Ana Maria Vitrícia de Souza;Fernando Talma Rameta Gonçalves Barbosa;Romerson Brito Messias;João Felício Rodrigues Neto;Luciana Mendes Araújo;Luís Paulo Souza e Souza;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito;Silvânia Paiva Santos;Tatiana Carvalho Reis; Radiologia, Educação Médica, Estudantes de Medicina O rápido desenvolvimento tecnológico e científico na área de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, o seu papel crescente no cuidado do paciente e no custo da medicina trazem um desafio aos educadores da área médica. Este estudo objetiva compreender o papel da radiologia na prática médica atual e refletir sobre o seu ensino nos cursos de graduação. Trata-se de uma revisão crítica da literatura, realizada em 2011 nas bases de dados BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), Pubmed (U.S. National Lybrary of Medicine) e Scielo (Scientific Eletronic Library Online). Os resultados evidenciam a falta de padronização do ensino de radiologia nas instituições e apontam para a necessidade de reavaliação dos currículos médicos para se garantir o uso racional, consciente e eficaz dos recursos de imagem, com benefícios para o médico, para o paciente e para o sistema de saúde. Sugerem, ainda, que o estudante deve ser preparado para indicar corretamente exames de imagem, interpretar aqueles mais simples e solicitados em situações de urgência, além de compreender o laudo radiológico. Práticas contemporâneas de gestão de conhecimento sugerem estratégias para a formação profissional. Matushita JPK. História da Radiologia. Boletim CBR. 2002;168:16-7. 2. Boéchat AL, Sousa EG, Moreira FA, Koch HA. Proposta de um programa básico para formação do médico residente em radiologia e diagnóstico por imagem. Radiol Bras. 2007;40(1):33-7. 3. Lewis PJ, Shaffer K. Developing a National Medical Student Curriculum in Radiology. J Am CollRadiol. 2005;2(1):8-11. 4. 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2507 renome v. 3 n. 2 (2014) O idoso alcoolista assistido pelo CAPS: papel da equipe de enfermagem Ana Augusta Maciel de Souza;Lorena Rodrigues Sales;Milene Santos Gonçalves;Thalita Versiani Botelho;Vera Lúcia Leão Xavier; Idoso, Alcoolismo, Enfermagem O objetivo do estudo foi conhecer o cuidar da equipe de enfermagem na internação do idoso etilista no Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas CAPS ad. Pesquisa qualitativa, que teve como sujeitos de pesquisa a equipe de enfermagem atuante no CAPS ad de Montes Claros. Foi utilizada entrevista semiestruturada. Surgiram cinco categorias: caracterizando o cliente que busca o serviço promovendo uma ponte entre o CAPS e outros serviços, demonstrando complicações decorrentes no alcoolismo e relatando a importância do apoio familiar ao alcoolista, os que retratam a vivência da equipe de enfermagem diante o acolhimento e o tratamento dos idosos etilistas. O estudo possibilitou entender a vivência e as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de enfermagem. O desenvolvimento de vínculos saudáveis entre profissional, paciente e sua família, também no exterior do serviço, deve se somar aos benefícios, pois, através do diálogo, do apoio de familiares, há uma aceitação da patologia e do tratamento. 1. Ribeiro JP, Rocha AS, Popim RC. Compreendendo o significado de qualidade de vida segundo idosos portadores de Diabetes Mellitus tipo II. Esc. Anna Nery, 2010; 14(4):765-71. 2. Brasil, Ministério da Saúde. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasília-DF. 2007. 3. Neto JAC, Sirimarco MT, Cândido TC, Barbosa DF, Gonçalves, ECQ, Gonçalves RT. Perfil epidemiológico dos idosos institucionalizados em Juiz de Fora. HU Revista. 2011; 37( 2):207-16. 4. Peixoto C, Prado CHO, Rodrigues CPR, Cheda JND, Mota LBT, Veras AB. Impacto do perfil clínico e sociodemográfico na adesão ao tratamento de pacientes de um Centro de Atenção Psicossocial a usuários de álcool e drogas (CAPS ad). J. bras. Psiquiatr. 2010; 59(4):317-21. 5. Furlan MM, Ribeiro CRO. Abordagem existencial do cuidar em enfermagem psiquiátrica hospitalar. Rev. Esc. Enferm USP. 2011; 45(2):390-6. 6. Kano MY. Uso de álcool em idosos: validação transcultural do Michigan Alcoholism Screening. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. 2011. 7. Costa ACA. Os enfermeiros e as representações sociais sobre o envelhecimento: implicações nos cuidados promotores da autonomia da pessoa idosa hospitalizada. Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Nova de Lisboa. 2011 8. Adriene SO, Alessandra PK, João PP, Juslene AO, Márcia OCR, Fabio ST, Ana Maria DDC, José ADG, Evelise AS. Efeitos do alcoolismo crônico na morfologia renal de ratos Wistar. Rev. Bras. Clín. Med. 2011; 9(1): 46-9. 9. Monteiro CFS, Fé LCM, Moreira MAC, Albuquerque IEM, Silva MG, Passamani, MC. Perfil sociodemográfico e adesão ao tratamento de dependentes de álcool em CAPS ad do Piauí. Esc. Anna Nery. 2011; 15(1): 90-5. 10. Santin JR, Costa LT. O envelhecimento humano e a violência intrafamiliar: algumas reflexões. Justiça do Direito. 2008; 22 (1): 96-108. 11. Schneider DR, Faria JG. O perfil dos usuários do CAPS ad Blumenau e as políticas públicas em saúde mental. UFSCl. Psicologia & Sociedade. 2009; 21(3): 324-33. 12. Delfini PSS, Sato MT, Antoneli PP, Guimarães POS. Parceria entre CAPS e PSF: o desafio da construção de um novo saber. Ciência & Saúde Coletiva. 2009; 14 (1): 1483-92. 13. Carreira L, Rodrigues RAP. Estratégias da família utilizadas no cuidado ao idoso com condição crônica. Rev. Ciência, cuidado e saúde. 2009; 5, Supl. 119-126. 14. Sena ELS, Boery RNSO, Carvalho PAL, Reis HFT, Marques AMN. Alcoolismo no contexto familiar: um olhar fenomenológico. Texto Contexto Enferm. 2011; 20(2):310-8. 15. Amadei JL, Silva KJ. Idosos hipertensos e atendimento em rede pública de saúde, Kaloré, Paraná. 2009; 11(2): 129-37.
2508 renome v. 3 n. 2 (2014) Prevalência de sobrepeso/obesidade infantil de uma Estratégia Saúde da Família do município de Montes Claros (MG) Patrick Leonardo Nogueira da Silva;Larissa Gomes de Melo França;Juliana Santos Leite;Edilene Oliveira Amaral; Sobrepeso, Obesidade infantil, Índice de Massa Corpórea Este estudo objetiva investigar a prevalência de sobrepeso/obesidade em crianças assistidas por uma Estratégia Saúde da Família do município Montes Claros (MG). Este estudo é de abordagem quantitativa, de natureza descritiva e de caráter transversal. O instrumento de coleta de dados utilizado foi um formulário estruturado contendo 12 questões que obedeciam todos os princípios éticos em pesquisas com seres humanos. A obtenção dos resultados encontrados em relação ao IMC das crianças pesquisadas indicou que 16,3% dos sujeitos pesquisados apresentaram sobrepeso, e 7,1% encontram-se obesos, totalizando 23,4% de crianças acima do peso, sendo que ocorreu maior prevalência do índice de sobrepeso e de obesidade em crianças de gênero feminino e na faixa etária de 08 a 11 anos. As prevalências de sobrepeso/obesidade observadas foram significativas e similares a algumas descritas para populações brasileiras, o que sugere a necessidade ética do desencadeamento de ações voltadas para a promoção da saúde, possibilitando o envolvimento intersetorial. 1. Ricco RG. Avaliação do estado nutricional com ênfase à antropometria. Rev. Pediatr. USP. 1998;4(20):392-405. 2. Fernandes RA, Vargas SA. O cuidado de enfermagem na obesidade infantil. Rev. Meio Amb. Saúde. 2007;1(2):273-81. 3. Mondini L, Levy RB, Saldiva SRDM, Venâncio SI, Aguiar JA, Stefanini MLS. 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2509 renome v. 3 n. 2 (2014) Sistematização da Assistência de Enfermagem em Uma Unidade De Internação Pediátrica: Percepção da Equipe de Enfermagem Fernanda Marques da Costa;Franciele Rodrigues Silva;Jair Almeida Carneiro;Patrícia Fernandes do Prado; Enfermagem, Sistematização da Assistência de Enfermagem, Pediatria O estudo objetiva compreender a percepção da equipe de enfermagem da Unidade Pediátrica sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem. Trata-se de um estudo descritivo e qualitativo realizado com nove profissionais de enfermagem da Pediatria de um Hospital Universitário de Montes Claros-Minas Gerais, Brasil. A coleta dos dados ocorreu entre setembro e outubro 2013, por meio da entrevista semi-estruturada, gravada. As entrevistas foram transcritas e os dados organizados e distribuídos em duas categorias. Empregou-se a análise do discurso. Na categoria “Percepção da Equipe de Enfermagem sobre a SAE” a sistematização foi citada como um método facilitador e organizador do serviço de enfermagem. Na segunda categoria “Papel da equipe de enfermagem na implementação da SAE”, as profissionais vincularam a sua participação à prescrição e aos cuidados de enfermagem. Evidenciou-se a relevância da SAE no processo de trabalho e o conhecimento das profissionais sobre este instrumento e sobre sua implementação. 1. Dias VLM, Laurent MCR. A Sistematização da Assistência de Enfermagem em Pediatria. In: Programa de Atualização em Enfermagem: Saúde da Criança e do Adolescente: PROENF Ciclo 1, módulo 1. Porto Alegre: Artmed, 2006. 2. Venturini DA, Matsuda LM, Waidman MAP. Produção científica brasileira sobre sistematização da assistência de enfermagem. Cienc Cuid Saúde. 2009; 8(4): 707-715. 3. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução n º 272, de 27 de agosto de 2002. 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2510 renome v. 3 n. 2 (2014) Solicitação de exames diagnósticos no contexto da Atenção Primária à Saúde: uma revisão integrativa Ana Maria Vitrícia de Souza;Fernando Talma Ramenta Gonçalves Barbosa;João Felício Rodrigues Neto;Luciana Mendes Araújo;Luis Paulo Souza e Souza;Maisa Tavares Leite;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito;Romerson Brito Messias;Tatiana Carvalho Reis; Testes diagnósticos de rotina, Atenção Primária à Saúde, Educação médica Objetivou-se verificar os fatores que influenciam a prática médica de solicitação de exames diagnósticos no contexto da Atenção Primária à Saúde. Trata-se de uma pesquisa exploratória nas bases de dados: Medline, SciELO e Lilacs. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura publicada até 2011 utilizando os descritores de assunto: “teste diagnóstico de rotina”, “exames diagnósticos”, “exames complementares”, “atenção primária à saúde” e “atenção básica à saúde”. Foram selecionados 35 estudos. Verificou-se que há uma diversidade de fatores que influenciam a solicitação de exames, e que estão relacionados ao paciente, ao ambiente e aos profissionais médicos. Os fatores referentes ao serviço de saúde e à educação médica têm sido os mais contemplados pelos estudos. A prática apropriada de solicitação de exames diagnósticos pode ser favorecida por um ambiente enriquecido dentro das organizações de saúde, e deve ser norteada pela educação reflexiva, voltada para a prática, que pode ser propiciada pela implementação das comunidades de prática. 1. Reis LG, Pires EA. Sistemas de gestão de qualidade: custos inerentes e o problema da descontinuidade. Revista del Instituto Internacional de Costos. 2009; (4):53:72. 2. Da Silva DG, Dos Reis LB, Marinho Chrizóstimo M, Carvalho Alves EM. La concepción del enfermero sobre gerenciamiento del costo hospitalario. Enfermería Global. 2010; (19):1-8. 3. Sood R, Sood A, Ghosh AK. 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2511 renome v. 3 n. 2 (2014) Tendência das publicações envolvendo a saúde do homem na assistência prestada pelos serviços de saúde Bárbara Maria de Oliveira Azevedo;Ana Clara Antunes Bastos;Thiago Luis de Andrade Barbosa;Ludmila Mourão Xavier Gomes; Masculinidade, Saúde do homem, Serviços de saúde, Atenção à saúde Estudo de revisão integrativa que objetivou analisar tendência das publicações envolvendo saúde do homem na assistência prestada pelos serviços de saúde. A coleta de dados aconteceu nas bases LILACS e SciELO. Foram identificadas 1411 publicações potencialmente elegíveis para a inclusão nesta revisão, selecionando-se, ao final, 16 estudos para este estudo. Evidenciaram-se as seguintes categorias: a masculinidade dificulta o acesso do homem aos serviços de saúde; há maior morbimortalidade masculina e diferença na expectativa de vida; há número insuficiente de programas voltados para a saúde do homem e Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Verificou-se que homens possuem maior resistência em procurarem assistência à saúde, e, quando o fazem, têm preferência pelos serviços ambulatorial e hospitalar, por atenderem rápida e objetivamente as suas demandas. É necessário capacitar profissionais, estabelecer programas e práticas voltados para assistência desse público, além de novos estudos que aprofundem os conhecimentos acerca dessa temática. 1. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [Internet]. Brasília: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (BR) [cited 2012 feb 3]. Censo 2010. Available from: http://www.ibge.gov.br/censo2010/resultados_do_censo2010.php 2. Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Portaria n. 1.944, de 27 de agosto de 2009. Brasília (DF); 2009. 3. Melo EM, Côrtes MCJW, Miranda PSC, Câmara ACS, Alves RA, Pereira VOM et al. Eles morrem mais do que elas. Por quê? Rev. Méd. Minas Gerais. 2008;18(4):12-18. 4. 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Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (Princípios e Diretrizes). Brasília (DF); 2008. 11. Mendes KDS, Silveira RCCP, Galvão CM. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto & Contexto Enferm. 2008; 17(4):758-64. 12. Ursi ES. Prevenção de lesões no perioperatório: revisão integrativa da literatura [Dissertação]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo; 2005. 13. Melnyk BM, Fineout-Overholt E. Making the case for evidence-based practice. In: Melnyk BM, Fineout-Overholt E. Evidence-based practice in nursing & healthcare. A guide to best practice. Philadelphia: Lippincot Williams & Wilkins; 2005. p. 3-24. 14. Braz M. A construção da subjetividade masculina e seu impacto sobre a saúde do homem: reflexão bioética sobre justiça distributiva. Ciênc. saúde colet. 2005;10(1):97-104. 15. Souza ER. 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2512 renome v. 3 n. 2 (2014) Promovendo a higienização das mãos: uma experiência no contexto da Estratégia Saúde da Família Cristian Juan Pereira Lima;Samira Dias Gonçalves;Thayná Soares Silva;Cássio de Almeida Lima;Joanilva Ribeiro Lopes;Andra Aparecida Dionízio Barbosa;Silvânia Paiva dos Santos;Príscilla Izabella Fonseca Barros de Menezes; Lavagem de Mãos, Controle de Infecções, Educação Permanente, Programa Saúde da Família O presente estudo objetivou apresentar a experiência de capacitação dos profissionais de uma equipe da Estratégia Saúde da Família sobre a higienização das mãos. Trata-se de estudo descritivo, do tipo relato de experiência. Foi desenvolvido em Unidade de Saúde, durante a Unidade de Ensino Atividades Práticas na Atenção Primária à Saúde do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Montes Claros. A capacitação objetivou conscientizar os trabalhadores, através da educação em serviço, acerca da relevância da higienização das mãos. A técnica realizada pela equipe não está totalmente de acordo com os passos e procedimentos corretos. É necessário que todos os profissionais se conscientizem e pratiquem a técnica correta. A experiência sinalizou a eficácia da educação em serviço para a adesão a novas e adequadas posturas, merecendo ser cada vez impulsionada na Graduação em Enfermagem e no contexto da ESF. 1. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Higienização das mãos em serviços de saúde. Brasília: ANVISA, 2007. 2. Oliveira AC, Oliveira de Paula A. Monitoração da adesão à higienização das mãos: uma revisão de literatura. Acta Paul Enferm. 2011;24(3):407-413. 3. Krummenauer EC, Machado JAA, Carneiro M. Educação e controle de infecção. Rev Epidemiol Control Infect. 2013;3(3):74. 4. Locks L, Lacerda JT, Gomes E, Serratine ACP. Qualidade da higienização das mãos de profissionais atuantes em unidades básicas de saúde. Rev Gaúcha Enferm. 2011;32(3):569-575. 5. Rezende KCAD, Tipple AFV, Siqueira KM, Alves SB, Salgado TA, Pereira MS. Adesão à higienização das mãos e ao uso de equipamentos de proteção pessoal por profissionais de enfermagem na Atenção Básica em Saúde. Cienc Cuid Saude. 2012;11(2):343-351. 6. Figueiredo MFS, Leite MTS, Rodrigues Neto JF, Reis TC. Modelos Educacionais Não Críticos e Críticos aplicados à Educação em Saúde. Rev Norte Min Enferm. 2012;1(1):79-91. 7. Leite MTS, Sena RR, Vieira MA, Mendonça JMG, Dias OV, Santos MIP, et al. Perspectivas de educação permanente em saúde no Norte de Minas Gerais. Rev Min Enferm. 2012;16(4):594-600. 8. Alves MR, Alves CR, Santos CLS, Silva DM, Aguiar ACSA. A permanent education for community health agents in a city in the north of Minas Gerais. Rev Pesq Cuid Fundam online [Internet]. 2014 [Acesso em: 22 jul 2014];6(3):882-888. Disponível em: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/2993/pdf_1324. 9. Mota EC, Barbosa DA, Silveira BRM, Rabelo TA, Silva NM, Silva PLN, et al. Higienização das mãos: uma avaliação da adesão e da prática dos profissionais de saúde no controle das infecções hospitalares. Rev Epidemiol Control Infect. 2014;4(1):12-17. 10. Huang TT, Wu SC. Evaluation of a training programme on knowledge and compliance of nurse assistants’ hand hygiene in nursing homes. J Hosp Infect. 2009;68(2):164-70.
2513 renome v. 3 n. 2 (2014) Grupos educativos para idosos na Estratégia Saúde da Família: uma nova perspectiva Ana Maria Vitrícia de Souza;Andreza Miranda de Abreu;Antônia Gonçalves de Souza;Kéury Guimarães Pereira;Luís Paulo Souza e Souza;Maria Fernanda Santos Figueiredo;Romerson Brito Messias;Tamara Figueiredo; Atenção Primária à Saúde, Educação em saúde, Saúde do idoso, Serviços de saúde O estudo objetiva relatar a experiência da equipe da Estratégia Saúde da Família Eldorado I, em Montes Claros, Minas Gerais, Brasil, quanto à realização de grupo de idosos em sua área de abrangência. Estudo descritivo, tipo relato de experiência. O grupo Castelo Branco foi criado em março de 2008 e atende, em média, 30 idosos. São realizadas atividades educativas, utilizando metodologia ativa e problematizadora, estimulando a participação dos idosos na construção do conhecimento. São discutidos temas voltados à faixa etária e os que são por eles demandados, além do desenvolvimento de ginástica, de trabalhos manuais, de apresentações culturais, de passeios, de quadrilhas, entre outros. Há maior conhecimento dos profissionais sobre as condições de saúde desses idosos, facilitando a identificação de fatores de risco e as necessidades de intervenção. Como manutenção do grupo, são realizados bazares, rifas e bingos, além de doações de instituições. Os aspectos facilitadores para a realização do grupo são a força de vontade dos idosos e a dedicação dos profissionais. Assim, depois da criação do grupo, os idosos estão mais independentes, menos poliqueixosos e se inseriram nas atividades comunitárias. Faz-se necessário o fortalecimento de ações direcionadas para o grupo para garantir, assim, uma melhor qualidade de vida, o convívio social e a autonomia dessa população. 1. Oliveira ABPL, Menezes PMR. Representações de fragilidade para idosos no contexto da Estratégia Saúde da Família. Texto Contexto Enferm. 2011; 20(2):301-09. 2. Torres LJ, Dias CR, Ferreira RF, Macinko J, Costa LFM. Functional performance and social relations among the elderly in Greater Metropolitan Belo Horizonte, Minas Gerais State, Brazil: a population-based epidemiological study. Cad. Saúde Pública. 2014; 30(5):1018-28. 3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE, [online]. 2010. [Acesso em 16 de junho de 2014]. Disponível em: . 4. OMS - Organização Mundial da Saúde. Cuidados inovadores para condições crônicas: componentes estruturais de ação: relatório mundial. Brasília: OMS; 2003. 5. Brasil. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília; 2012. 6. Andrade NA, Nascimento PMMA, Oliveira DMM, Queiroga MR, Fonseca ALF, Lacerda BN, et al. Percepção de idosos sobre grupo de convivência: estudo na cidade de Cajazeiras-PB. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. 2014; 17(1):39-48. 7. Paskulin GML, Bierhals KBCC, Valer BD, Aires M, Guimarães VN, Brocker RA, Lanziotti HL, Morais PE. Alfabetização em saúde de pessoas idosas na atenção básica. Acta Paul. Enferm. 2012; 25(Número Especial 1):129-35. 8. Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. SESMG - Programa Mais Vida [online]. 2014. [Acesso em 16 de junho de 2014]. Disponível em 9. Martins JJ, Albuquerque GL, Nascimento ERP, Barra DCC, Souza WGA, Pacheco WNS Necessidade de educação em saúde dos cuidadores de pessoas idosas no domicílio. Texto & Contexto Enferm. 2007; 16(2):254-64. 10. Figueiredo MFS, Leite MTS, Rodrigues Neto JF, Reis TC. Modelos educacionais não críticos e críticos aplicados à educação em saúde. Rev. Norte Min. Enferm. 2012; 1(1):79-91. 11. Rocha SL, Beuter M, Neves TE, Leite TM, Brondani CM, Perlini GOMN. O cuidado de si de idosos que convivem com câncer em tratamento ambulatorial. Texto & Contexto Enferm. 2014; 23(1):29-37. 12. Beneditti TRB, Mazo GZ, Borges LJ. Condições de saúde e nível de atividade física em idosos participantes e não participantes de grupos de convivência de Florianópolis. Ciênc. saúde coletiva. 2012; 17(8):2087-93. 13. Reis TC, Figueiredo MFS, Souza e Souza LP, Silva JR, Amaral AKM, Messias RB et al. Educação em saúde: aspectos históricos no Brasil. J. Health Sci. Inst. 2013; 31(2):219-23.
2514 renome v. 3 n. 2 (2014) Planejamento participativo: processo de interação entre serviço e comunidade na Estratégia Saúde da Família Fernanda Marques da Costa;Jair Almeida Carneiro;Marizete Ribeiro Almeida;Maura Almeida Carneiro; Planejamento participativo, Promoção da saúde, Estratégia Saúde da Família Este trabalho objetivou desenvolver um plano de ação para a intervenção nos problemas vivenciados pelos moradores vinculados à equipe de Saúde da Família Alterosa, Montes Claros/MG, identificados a partir do planejamento participativo. A Estimativa Rápida Participativa e o Método Altadir de Planificação Popular foram as metodologias norteadoras das atividades, possibilitando o enfrentamento de um problema vivenciado pela população. Entre os problemas destacados pela comunidade, a realização de caminhada orientada foi selecionada como prioridade, segundo os critérios do método participativo. O planejamento participativo permitiu a mobilização dos moradores, e a equipe atuou como facilitadora do processo, auxiliando a comunidade a enfrentar um dos problemas vivenciados. Realizou-se a capacitação da comunidade para atuar na melhoria da sua qualidade de vida, incluindo uma maior participação no controle desse processo, bem como a interação entre serviço e comunidade, desenvolvendo atividades no âmbito coletivo e individual, abrangendo ações de promoção e de prevenção da saúde. 1. Viana ALDÁ, Dal Poz MR. A reforma do Sistema de Saúde no Brasil e o Programa de Saúde da Família. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva. 2005; 15(Supl): 225-64. 2. Aguiar RAT. A construção internacional do conceito de Atenção Primária à Saúde (APS) e sua influência na emergência e consolidação do Sistema Único de Saúde no Brasil. [Dissertação de Mestrado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais]. Belo Horizonte, 2003. 3. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.488/ GM, de 21 de outubro de 2011. Política Nacional de Atenção Básica, estabelece a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 2011. 4. Cardoso JP, Vilela ABA, Souza NR, Vasconcelos CCO, Caricchio GMN. Formação interdisciplinar: efetivando propostas de promoção da saúde no SUS. Revista Brasileira em Promoção da Saúde. 2012; 20(4): 252-58. 5. Aguiar GN, Fagundes GC, Leão KMB, Almeida PHO, Souza MS. Planejamento participativo realizado em área de abrangência do Programa Saúde da Família. Revista APS. 2006; 9(1): 45-9. 6. Antunes LA, Filho ITO, Colares M, Guimarães PDG, Peixoto LM, Lemos JRM et al. Planejamento participativo: ferramenta de sucesso na parceria entre PSF, comunidade e prefeitura. RUC - Revista Unimontes Científica. 2007; 9(1): 111-8. 7. 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Respostas imunes agudas ao exercício aeróbio contínuo e cíclico. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde. 2012; 3(4): 49-65. 21. Torres AG, Silva HMP, Torres DFN, Firmo WCA, Chaves AS. Efeitos da prática da caminhada de idosos em grupo: um olhar do protagonista. JMPHC. Journal of Management and Primary Health Care. 2013; 4(1): 19-26. 22. Ponte KMC, Junior JAAS, Ponte MKC, Ferreira AGN, Neto FRGX. Grupo de caminhada: uma ferramenta potencializadora para a promoção da saúde e qualidade de vida do idoso. Revista CPAQV - Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida. 2012; 4(2): 1-22.
2526 renome v. 2 (2013): Edição Especial A importância das pesquisas científicas na graduação Luiza Augusta Rosa Rossi-Barbosa; .
2516 renome v. 3 n. 1 (2014) Perfil epidemiológico da meningite em crianças Isabela Loyola Borém Guimarães;Marcos Loyola Borém Guimarães;Antônio Carlos Albuquerque Moreira; Meningite, Epidemiologia, Meningite Bacteriana, Infecções Meningocócicas presente trabalho é um estudo descritivo que visa caracterizar o perfil epidemiológico da meningite em crianças de 0 –12 anos no município de Montes Claros, MG, Brasil, de janeiro de 2007 a agosto de 2009. Após aprovação pelo Comitê de Ética, foram obtidos os dados por meio das fichas de notificação compulsória disponibilizadas pela Secretaria de Saúde desse município. Evidenciou-se que 76% das meningites, na faixa etária analisada, acometeram menores de cinco anos e tiveram maior incidência no sexo masculino. Os agentes etiológicos mais identificados foram os vírus seguidos da Neisseria meningitidis, que esteve implicada nos casos mais graves (menigococcemia) e em um dos óbitos ocorridos. Assim, o perfil epidemiológico da meningite em Montes Claros caracterizou-se pela maior incidência no sexo masculino e nos primeiros anos de vida, pela sazonalidade, por poucos óbitos e pela abordagem adequada dos casos. Não se evidenciou meningite tuberculosa ou por Heamophilus influezae, o que se correlaciona com a vacinação para estes agentes. 1. Focaccia R, Veronesi R. Tratado de Infectologia. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2005. 2. Merritt RL. Tratado de Neurologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2002. 3. Lopes, AC. Tratado de Clínica Médica. São Paulo: Roca, 2006. 4. Trocoli MGC. Epidemiologia das meningites bacterianas e virais agudas ocorridas no Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião (IEISS). [Dissertação]. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública – FIOCRUZ; 1997. 5. Campeás AE, Campeás MVS. Meningite Bacteriana. Rev Prat Hosp. 2003.5:27. 6. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. 7. Weiss DPL, Coplan P, Guess H. Epidemiology of bacterial meningitis among children in Brazil, 1997-1998. Rev Saude Publica. 2001; 35(3):249-55. 8. Adegbola AA, Mulhoand EK, Secka O, Jaffar S, Greenwood BM. Vaccination with a Haemophilus influenzae type b conjugate vaccine reduces oropharyngeal carriage of H.influenzae type b among Gambian children. J Infect Dis. 1998; 177(6):1758-61. 9. Araújo AQC. Aspectos clínicos das encefalites e meningites virais. São Paulo: EdUSP, 1996. 10. Berezin EM, Carvalho LH, Lopes CR, Sanajotta A T, Brandileone CC, Manegatti S et al. Meningite pneumocócica na infância: características clínicas, sorotipos mais prevalentes e prognóstico. J Pediatr. 2002; 78:19-23. 11. Goldman L. Ausiello D. Cecil: Tratado de Medicina Interna. 22. ed. São Paulo: Elsevier Brasil, 2005. 12. Martinello C, Lazaretti AS, Reginatto FP, Pereira SC. Meningite aguda em crianças no Hospital São Vicente de Paulo. Rev Med HSVP. 2005; 17(36): 16-20. 13. Montes Claros. Secretaria Municipal de Saúde de Montes claros. Setor de Vigilância Epidemiológica. Montes Claros, 2012. 14. Traore Y, Tameklo TA, Njanpop-Lafourcade BM, et al. Incidence, seasonality, age distribution, and mortality of pneumococcal meningitis in Burkina Faso and Togo. Clin Infect Dis. 2009; 48(Suppl 2): S181-9.
2517 renome v. 3 n. 1 (2014) Comportamento de autocuidado em homens diagnosticados com diabetes mellitus tipo II Luiz Gustavo Nunes Costa;Pâmula Souza Franco;Maria Fernanda Nobre Leão;Lucas Marques Rodrigues;Jallys Rafael Gonçalves Pessoa; Diabetes mellitus tipo 2, IMC, RCQ, Glicemia, Autocuidado Devido a diabetes mellitus tipo 2 ser uma doença de grande prevalência, cujo tratamento gera altos custos aos cofres públicos, torna-se importante ações de prevenção e promoção, bem como pesquisas para avaliar a situação do diabético. O presente estudo objetiva analisar o autocuidado dos homens portadores dessa patologia assistidos pela equipe da ESF no município de Montes Claros – MG. Para tal, a amostra foi composta por 39 pessoas, sendo aplicado um questionário traduzido e adaptado que avalia diferentes itens de autocuidado; além do IMC, RCQ e glicemia. A pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética. Os dados obtidos foram: média e desvio padrão de IMC, RCQ e glicemia insatisfatórios, assim como a quantidade de dias da semana que seguiu uma dieta saudável. Sendo a diabetes mellitus uma enfermidade de alta morbimortalidade, esperava-se que os indivíduos tivessem melhores resultados, ficando evidente a necessidade de medidas para conscientização dessa população. 1. Silva ASB, Santos MA, Teixeira CRS, Damasceno MMC, Camilo J, Zanetti ML. Avaliação da atenção em diabetes mellitus em uma unidade básica distrital de saúde. Texto contexto – enferm. 2011; 20(3): 512-18. 2. Silva ARV, Zanetti ML, Forti AC, Freitas RWJF, Hissa MN, Damasceno MMC. Avaliação de duas intervenções educativas para a prevenção do Diabetes Mellitus tipo 2 em adolescentes. Texto contexto – enferm. 2011; 20(4): 782-87. 3. Fuscaldi FS, Balsanelli ACS, Grossi SAA. Lócus de controle em saúde e autoestima em portadores de diabetes mellitus tipo 2. Rev Esc Enferm USP. 2011; 45(4): 855-61. 4. 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2518 renome v. 3 n. 1 (2014) Projeto Montes Claros: Construção do Sistema Único de Saúde na Visão de Atores Envolvidos Historicamente no Processo Patrick Leonardo Nogueira da Silva;Fabiana Mota Schitini;Priscila Pereira Ramos de Oliveira;José Márcio Girardi de Mendonça;José Ronivon Fonseca; Reforma dos Serviços de Saúde, Saúde Pública, Sistema Único de Saúde. O presente estudo objetiva identificar a relevância do Projeto Montes Claros na construção do Sistema Único de Saúde na visão de atores envolvidos historicamente no processo. Trata-se de uma pesquisa de caráter descritivo, abordagem qualitativa, utilizando-se a História Oral na qual buscou resgatar informações do passado através de testemunhas históricas. A pesquisa foi realizada através de uma entrevista a dois atores do processo. Segundo os atores, o Sistema Único de Saúde nasceu em Montes Claros. A experiência iniciada e estendida pelo Programa de Interiorização de Ações de Saúde e Saneamento e por todo o nordeste foi um passo a frente em relação ao Plano de Localização de Unidades de Serviço, já que um modelo alternativo não foi apenas construído, mas vivido, transformando a proposta teórica em experiência de luta política. Contudo, Montes Claros foi o palco onde se enfrentaram propostas divergentes de organização dos sistemas regional e nacional de saúde. 1. Cordeiro H. Controvérsias no financiamento do SUS. Saúde Debate. 1991;(31):19-24. 2. Escorel S. Reviravolta na saúde: origem e articulação do movimento sanitário. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 1998. 3. Brasil. Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social. Guia de acervo da casa de Oswaldo Cruz. Coleção Políticas Prioritárias. 1985 [access 2010 apr 03]. Available from: http://www.coc.fiocruz.br/areas/dad/guia_acervo/arq_pessoal/colecao. 4. Arouca S. Histórico da saúde pública. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca. Fiocruz. 1998 [access 2010 mar 05]. Available from: http//www.ensp.fiocruz.br/historico_00.cfm. 5. Teixeira SM (org.). Projeto Montes Claros: a utopia revisitada. Rio de Janeiro: Editora Abrasco, 1995. 6. Meihy JCSB. Manual de história oral. 3 ed. São Paulo (SP): Editora Loyola, 2000. 7. Amado J, Ferreira MM (Coord.). Usos e abusos da história oral. 3 ed. Rio de Janeiro (RJ): Editora FGV, 2000. 8. Thompson P. A voz do passado: história oral. 2 ed. São Paulo (SP): Editora Paz e Terra, 1998. 9. Rocha SM. Características demo-epidemiológica da população idosa da Ilha da Conceição. Rio de Janeiro: Fundação Municipal de Saúde de Niterói, 1999. 10. Vasconcelos EM. Os movimentos sociais no setor de saúde: um esvaziamento ou uma nova configuração? Cad Saúde Educação. 1998. 11. Sobrinho DF. Autoritarismo e política social: os programas de medicina simplificada no Brasil [Dissertação]. Belo Horizonte (MG): Universidade Federal de Minas Gerais; 1984. 12. Torres CHDA. Ensino de epidemiologia na escola médica: institucionalização da epidemiologia como disciplina na faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio de janeiro [Dissertação]. Rio de Janeiro (RJ): Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FIOCRUZ); 2002. 13. Machado FA. As possibilidades de controle social das políticas públicas. Rev Adm Pública. 1987;22(1):32-49. 14. Lobato LC. Estrutura e relações de poder. In. Teixeira SM (org.). Projeto Montes Claros: a utopia revisada. Rio de Janeiro (RJ): Editora Abrasco, 1995.
2519 renome v. 3 n. 1 (2014) Registros do indicador de qualidade extubação não planejada de cânula endotraqueal em unidade de terapia intensiva Elena Bohomol;Esther In Hae Park; Extubação, Segurança do paciente, Unidades de Terapia Intensiva, Qualidade da assistência à saúde, Indicadores de qualidade em assistência à saúde O presente trabalho buscou verificar a incidência de extubação não planejada (ENP) em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e realizar uma análise comparativa entre dados do sistema informatizado de notificação de eventos com as informações no prontuário dos pacientes. Estudo prospectivo, realizado durante 30 dias em UTI geral de adultos, com 17 leitos, em hospital do município de São Paulo, Brasil. A população foi de 21 pacientes, média de 6,3 pacientes intubados por dia. Um (4,7%) paciente sofreu ENP e a razão foi auto-extubação, ocorrida no mesmo dia da intubação, anotada em prontuário, mas não no sistema informatizado. O número de pacientes que tiveram ENP foi inferior aos achados na literatura e o evento só foi registrado na folha de evolução médica. É importante uma intervenção educacional uma vez que a responsabilidade pela segurança do paciente é de toda a equipe profissional. 1. Escrivão Jr. A. Uso de indicadores de saúde na gestão de hospitais públicos da região metropolitana de São Paulo. Relatório de Pesquisa. Fundação Getúlio Vargas. Escola de Administração de Empresas de São Paulo. Sao Paulo; 2004. 2. Bohomol E. Indicadores para avaliação da qualidade da assistência de enfermagem. In: Innocenzo M [Coord.]. Indicadores, auditorias, certificações. Ferramentas de qualidade para gestão em saúde. 2. ed. São Paulo: Martinari; 2010. 3. Padrões de acreditação da Joint Commission International para hospitais [editado por] Consórcio Brasileiro de Acreditação de Sistemas e Serviços de Saúde – 4. ed. Rio de Janeiro: CBA; 2010.4. Compromisso com a Qualidade Hospitalar (CQH). Manual de indicadores de enfermagem NAGEH. 2ª ed. São Paulo: APM/CREMESP; 2012. 5. Vos M, Graaffmann V. Kassman E, Wesber G, Voort PHJ. Quality measurement at intensive care units: which indicators should we use. J. Crit Care 2007;22(4):267-74. 6. Matsumoto T, Carvalho WB. Intubação traqueal. J. Pediatr. [serial on the Internet]. 2007 May [cited 2013 May 01] ; 83(2): S83-S90. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572007000300010&lng=en 7. Freitas ERFS. Perfil e gravidade dos pacientes das unidades de terapia intensiva: aplicação prospectiva do escore APACHE II. Rev. Latino-Am.Enfermagem [internet]. 2010; [cited 2012 Dez 15]: 18(3) 07 telas]. Available from: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v18n3/pt_04.pdf 8. Jarachovic M, Mason M, Kerber K, McNett M. The role of standardized protocols in unplanned extubations in a medical intensive care unit. Am J Crit Care 2011;[cited 2013 Feb 01] 20:304-12. Available from: http://www.ajcconline.org. 9. Castellões TMFW, Silva LD. Ações de enfermagem para a prevenção da extubação acidental. Brasília: Revista Bras Enferm; 2009; 62(4):106-9. 10. Gonçalves LA. Segurança do paciente em Unidade de Terapia Intensiva: carga de trabalho de enfermagem e sua relação com a ocorrência de eventos adversos e incidentes. Tese [Doutorado] - Universidade de São Paulo; 2011. 11. Assunção GP, Fernandes RA. Humanização no atendimento ao paciente idoso em unidade de terapia intensiva: análise da literatura sobre a atuação do profissional de saúde. Serv. Soc. Rev. 2010;12(2):69-82 12. Brasil. Estatuto do Idoso. Lei Nº 10.741, de 1º Outubro de 2003. Câmara dos Deputados. Centro de Documentação e Informação. Edições Câmara [internet] 2010. [cited 2013 Feb 05] Available from http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/763/estatuto_idoso_5ed.pdf 13. Menezes LMT. As principais complicações ocasionadas pelo uso de cânulas orotraqueias em recém-nascidos submetidos à ventilação mecânica. Nova Fisio. [internet] 2012 [cited 2013 Feb 06]. Available from: http://www.novafisio.com.br/artigos/respiratoria/as-principais-complicacoes-ocasionadas-pelo-uso-de-canulas-orotraqueias-em-recem-nascidos-submetidos-a-ventilacao-mecanica/ 14. Cardoso GS, Guimarães HP, Lopes RD, Leal PHR, Souza F, Guedes CJ et al. Controle da pressão do balonete de cânulas traqueais: Estudo prospectivo em unidade de terapia intensiva geral. RBTI. 2005; 17(3):185-7. 15. Richmond AL, Jarog DL, Hanson VM. Unplanned Extubation in adult critical care: Quality improvement and education payoff. Am J Crit Care. [internet] 2011 [cited 2013 Feb 05] :20(4):304-12 Available from: http://www.ajcc.aacnjournals.org 16. Balon JA. Common factors of spontaneous self-extubation in a critical care setting. Int J Trauma Nurs. 2001:7(3):93-9.
2520 renome v. 3 n. 1 (2014) Características Epidemiológicas da Leishmaniose Tegumentar Americana no Norte de Minas Gerais Patrick Leonardo Nogueira da Silva;Carolina dos Reis Alves;Rosângela Barbosa Chagas;Ludmila Pereira Macedo;Rafael Majuste;João Severo da Silva; Leishmaniose, Notificação de doenças, Epidemiologia descritiva. Este estudo objetiva identificar as características epidemiológicas dos pacientes notificados com Leishmaniose Tegumentar Americana no norte de Minas Gerais. Trata-se de uma pesquisa documental, transversal, descritiva e quantitativa. Foi realizado no Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Montes Claros/MG. Utilizou-se um formulário próprio baseado na ficha de notificação do Sistema de Informação de Agravos e Notificações. Neste período foram notificados 2072 casos desta doença, sendo que a maior notificação ocorreu em 2005 seguido do ano de 2006. Prevalência do sexo masculino com 62,5% dos casos. 49,2% eram pardos. 78% residiam na zona urbana. Predominou-se a forma cutânea com 92,5%. 1908 notificações eram casos novos. Ao exame parasitológico, 881 não realizaram, porém dos exames realizados, 688 foram constatados positivos. Ao IRM, 1375 foram resultados positivos. 93,2% evoluíram para a cura. Contudo, pode-se sugerir que os casos de leishmaniose cutânea estão em crescimento no município. 1. Brasil. Ministério da Saúde. Leishmaniose Tegumentar Americana. 2011. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area. Acesso em: 1º out 2012. 2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Manual de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar Americana. Brasília, DF: 2007. 3. Brasil. Ministério da Saúde. Gerência Técnica de Doenças Transmitidas por Vetores e Antropozoonoses. Coordenação de Vigilância Epidemiológica. Centro Nacional de Epidemiologia. Fundação Nacional de Saúde. Manual de Controle da Leishmaniose Tegumentar Americana. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2000. 62p. 4. Monteiro EM, Silva JCF, Costa RT, Costa DC, Barata RA, Paula EV, Machado-Coelho GLL, Rocha MF, Fortes-Dias CL, Dias ES. Leishmaniose visceral: estudo de flebotomíneos e infecção canina em Montes Claros, Minas Gerais. Rev Soc Bras Med Trop. 2005;38(2):147-52. 5. Name RQ, Borges KT, Nogueira LSC, Sampaio JHD, Tauil PL, Sampaio RNR. Estudo clínico, epidemiológico e terapêutico de 402 pacientes com leishmaniose tegumentar americana atendidos no Hospital Universitário de Brasília, DF, Brasil. An Bras Dermatol. 2005;80(3):249-54. 6. Guerra JAO, Barbosa MGV, Loureiro ACS, Coelho CP, Rosa GG, Coelho LIACR. Leishmaniose tegumentar americana em crianças: aspectos epidemiológicos de casos atendidos em Manaus, Amazonas, Brasil. Cad Saúde Pública. 2007;23(9):2215-23. 7. Sampaio RNR, Gonçalves MC, Leite VA, França BV, Santos G, Carvalho MSL et al. Estudo da transmissão da leishmaniose tegumentar americana no Distrito Federal. Rev Soc Bras Med Trop. 2009;42(6):686-90. 8. Silva LMR, Cunha PR. A urbanização da leishmaniose tegumentar americana no município de Campinas – São Paulo(SP) e região: magnitude do problema e desafios. An Bras Dermatol. 2007;82(6):515-19. 9. Curti MCM, Silveira TGV, Arraes SMAA, Bertolini DA, Zanzarini PD, Venazzi EAS et al. Aspectos epidemiológicos da Leishmaniose Tegumentar Americana na região Noroeste do Estado do Paraná. Rev Ciên Farm Básica Apl. 2009;30(1):51-6. 10. Campbell-Lendrum D, Dujardin JP, Martinez E, Feliciangeli MD, Perez JE, Silans LNMP et al. Domestic and peridomestic transmission of American cutaneous leishmaniasis: changing epidemiological patterns present new control opportunities. Mem Inst Oswaldo Cruz. 2001;96(2):159-62. 11. Silva NS, Muniz VD. Epidemiologia da leishmaniose tegumentar americana no Estado do Acre, Amazônia brasileira. Cad Saúde Pública. 2009;25(6):1325-36.
2521 renome v. 3 n. 1 (2014) Análise dos registros de enfermagem sobre úlcera por pressão em unidade de terapia intensiva Mônica Jordão de Souza Pinto;Natália Mascarenhas Scaloni Guedes;Elena Bohomol; Úlcera por Pressão, Indicadores de Qualidade em Assistência à Saúde, Unidades de Terapia Intensiva, Registros de Enfermagem. Os registros de enfermagem demonstram o trabalho dessa equipe e são considerados indicadores da qualidade assistencial. Assim, objetivou analisarem-se as notificações de úlcera por pressão em um Sistema Informatizado de Indicadores de Enfermagem, comparando-as com dados desse evento em prontuários de pacientes. Trata-se de um estudo transversal, descritivo, na unidade de terapia intensiva adulto de um Hospital Universitário no município de São Paulo, durante 30 dias. Utilizouse estatística descritiva (média, mediana e moda). Estudaram-se nove pacientes e houve subnotificação dos eventos no sistema informatizado ao os comparar com os prontuários. Conclui-se que a operacionalização de estratégias que incentivem e conscientizem os profissionais de enfermagem ao adequado registro de eventos de úlceras por pressão é relevante para ações de prevenção e tratamento. 1. Vieira APM, Kurcgant P. Indicadores de qualidade no gerenciamento de recursos humanos em enfermagem: elementos constitutivos segundo percepção de enfermeiros [Internet]. Acta paul. Enferm. 2010; 23(1):11-15 [citado 15 fev. 2013]. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-21002010000100002&script=sci_arttext 2. Compromisso com a Qualidade Hospitalar (CQH). Manual de indicadores de enfermagem NAGEH. São Paulo: APM/CREMESP; 2a ed, 2012. 60p. 3. Lima ACB, Guerra DM. Avaliação do custo do tratamento de úlceras por pressão em pacientes hospitalizados usando curativos industrializados [Internet]. Ciência & Saúde Coletiva. 2011; 6(1):267-77 [citado 15 fev 2013]. Disponível em: http://www.scielosp.org/pdf/csc/v16n1/v16n1a29.pdf. 4. National Pressure Ulcer Advisory Panel (US). Conceito e classificação de úlceras por pressão: atualização do NPUAP [Internet]. Estima. 2007;5(3):43-44 [citado 15 fev 2013]. Disponível em: http://www.revistaestima.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=78%3Aatualizacao-2&catid=4%3Aedicao-53&Itemid=75&lang=pt 5. Rogenski NMB, Kurcgant P. Incidência de úlceras por pressão após a implementação de um protocolo de prevenção [Internet]. Rev. Latino- Am. Enfermagem. 2012; 20(2) [citado 19 fev 2013]. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v20n2/pt_16.pdf 6. Carrijo AR, Oguisso T. Trajetória das anotações de enfermagem: um levantamento em periódicos nacionais (1957-2005) [Internet]. Rev Bras Enferm. 2006; esp(5)9:454-8 [citado 19 abr 2013]. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v59nspe/v59nspea12.pdf 7. Brasil. Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo. DECISÃO COREN-SP-DIR/001/2000 [Internet]. Normatiza no Estado de São Paulo os princípios gerais para ações que constituem a documentação de enfermagem [citado 19 abr 2013]. Disponível em: http://www.corensp.org.br/node/30747 8. Silva VCG, Betta CA, Nishio EA, Barsotini CNG, Wainer J. Mensuração do tempo dos registros manual e eletrônico da sistematização da assistência de enfermagem em Unidade de terapia Intensiva [Internet]. J Health Inform. 2012; 4(2):37-42 [citado 14 abr 2013]. Disponível em: http://www.jhi-sbis.saude.ws/ojs-jhi/index.php/jhi-sbis/article/view/173/112. 9. Schout D, Novaes HMD. Do registro ao indicador: gestão da produção da informação assistencial nos hospitais [Internet]. Ciênc Saúde Coletiva. 2007;12(4):935-44 [citado 14 abr 2013]. Disponível em: http://www.scielosp .org/pdf/csc/v12n4/12.pdf 10. Shahin ESM, Dassen T, Halfens RJG. Pressure ulcer prevalence and incidence in intensive care patients: a literature review [Internet]. Nursing in critical care. 2008; 13(2):71-9 [citado 20 fev 2013]. 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2522 renome v. 3 n. 1 (2014) Lúpus eritematoso induzido por drogas: revisão integrativa Luís Roberto Félix Alkmim;Keury Soares Xavier;Letícia Sampaio Barbosa;Isabella Dias Raposo;Breno Gabriel Rodrigues Queiroz;Luiza Augusta Rosa Rossi-Barbosa; Lúpus Eritematoso Sistêmico, Revisão, Reumatologia, Doença Objetivou-se compreender a apresentação do Lúpus Induzido por Drogas (LID) e sua importância clínica dentre as doenças reumatológicas através de artigos das bases de dados Bireme (Medline, Lilacs e Scientific Eletronic Library Online- SciELO) no período de 2007 a 2012. Realizou-se uma revisão integrativa com a seleção de oito artigos: seis na Medline, um na Lilacs e um na SciELO. Observou-se que no LID o quadro clínico é semelhante ao lúpus eritematoso sistêmico idiopático, mas está temporalmente associado ao uso de medicamentos específicos e apresenta melhora após suspensão da medicação. Procainamida e hidralazina são as duas medicações mais comumente associadas à doença. Existem várias hipóteses para a explicação da inadequada ativação do sistema autoimune pelas drogas. Apesar de ter sido descrita há mais de 60 anos, o mecanismo imunológico básico da doença ainda não foi estabelecido. 1. Adhami E. A predictive equation for drug-induced lupus. Med Hypotheses. 2003; 61(4): 473-6. 2. Hoffman BJ. Sensitivity to sufadizine resembling acute disseminated lupus erythematosus. Arch Dermatol Physiol. 1945; 51: 90-2. 3. Haraoui B, Keystone E. Musculoskeletal manifestations and autoimmune diseases related to new biologic agents. Curr Opin Rheumatol. 2006; 18(1): 96-100. 4. Uetrecth J. Current trends in drug-induced autoimmunity. Autoimmun Rev. 2005; 4(5): 309-14. 5. Zamorano MAA, Pedrera RL, Lozano MJC. Lupus inducido por fármacos. Med Clin (Barc). 2010; 135(3): 124-129. 6. Mota MLH, Haddad GP, Lima RAC, Carvalho JF, Junqueira MIM, Santos LLN, Lima, FAC, Lúpus Induzido por Drogas – Da Imunologia Básica à Aplicada; Rev Bras Reumatol. 2007; 47(6): 431-437. 7. Schur PH, Rose BD. Do selected drugs increase the risk of lupus? A matched case-control study. Br J Clin Pharmacol. 2010; 70(4): 588–96. 8. Hoffstad O, Bilker W, Margolis DJ. Association or lack of association between tetracycline class antibiotics used for acne vulgaris and lupus erythematosus. Br J Dermatol. 2007; 157(3): 540-6. 9. Bernier MO, Mikaeloff Y, Hudson M, Suissa S. Combined oral contraceptive use and the risk of systemic lupus erythematosus. Arthritis Rheum. 2009; 61(4): 476-81. 10. Moulis G, Béné J, Sommet A, Sailler L, Lapeyre-Mestre M, Montastruc JL. Statin-induced lupus: a case/non-case study in a nationwide pharmacovigilance database. Lupus. 2012; 21(8): 885-9. 11. Jong HJ, Tervaert JW, Saldi SR, Vandebriel RJ, Souverein PC, Meyboom RH, van Loveren H, Klungel OH. Association between statin use and lupus-like syndrome using spontaneous reports. Semin Arthritis Rheum. 2011; 41(3): 373-81. 12. Subramanian S, Yajnik V, Sands BE, Cullen G, Korzenik JR. Characterization of patients with infliximab-induced lupus erythematosus and outcomes after retreatment with a second anti-TNF agent. Inflamm Bowel Dis. 2011; 17(1): 99-104.
2523 renome v. 3 n. 1 (2014) Complicações pós-operatórias em pacientes ostomizados submetidos à reconstrução do trânsito intestinal: artigo de revisão bibliográfica Lenilson Prates da Silva;Luiza Bizarria de Souza Oliveira;Gabriella Reis Silveira Bernardes; Complicações Pós-Operatórias, Colostomia., Trânsito Gastrointestinal Objetivou-se identificar na literatura correspondente as complicações pós-operatórias em pacientes ostomizados submetidos à cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal. Trata-se de uma revisão integrativa realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando os descritores “Complicações Pós-Operatórias” e “Colostomia”, no período entre 2000 e 2013. Constatou-se que há uma escassez de publicações referentes ao tema. Apenas 5 artigos satisfizeram as condições desse estudo. Apesar da pequena diversidade de referências, os estudos analisados mostram uma variedade de complicações pós-operatórias e que este fato culmina na elevação dos índices de morbimortalidade. Infecção foi citada em todas as publicações, e em 80% delas apresentou a maior incidência. Fístula e deiscência foram referidas, isoladamente, em 80% dos artigos. O estudo sobre a técnica videolaparoscópica indica vantagens do método ao reduzir a morbimortalidade. Nesse sentido, é necessário atentar-se ao preparo pré-operatório, à técnica utilizada bem como à capacitação da equipe para a realização de tal procedimento. 1. Goffi FS, Tolosa EMC, Guimarães JS, Margarido NF, Lemos PCP. Técnica cirúrgica: bases anatômicas, fisiopatológicas e técnicas da cirurgia. 4. ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2007. 2. Way LW, Doherty GM. Cirurgia: diagnóstico e tratamento. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. 3. Biondo-Simões MLP, Brenner S, Lemos R, Duck D, Rey SD. Análise das complicações pós-operatórias em decolostomias. Acta Cir Bras. 2000; 15(3): 53-57. 4. Silva JB; Costa DR; Menezes FJC; Tavares JM; Marques AG; Escalante RD. Perfil Epidemiológico e Morbimortalidade dos Pacientes Submetidos à Reconstrução de Trânsito Intestinal: Experiência de um Centro Secundário do Nordeste Brasileiro. Rev bras Coloproct. 2010; 30(3): 299-304. 5. Pittman DM, Smith LE. Complications of colostomy closure. Dis Colon Rectum. 1985; 28: 836-43. 6. Knox AJ, Birkett FDH, Collins CD. Closure of colostomy. Br J Surg. 1971; 58: 669-72. 7. Demetriades D, Pezikis A, Melissas J, Parekh D, Pickles G. Factors influencing the morbidity of colostomy closure. Am J Surg. 1988; 155(4): 594-6. 8. Souza HFS, Sobral HAC, Taglietti EM, Monteiro EP, Gama MRVS, Formiga GJS. É Necessário o Estudo do Cólon no Fechamento de Colostomias? Rev bras Coloproct. 2006; 26(2): 118-122. 9. Marques e Silva S, Melo CCL, Almeida SB, Queiroz HF, Soares AF. Complicações das Operações de Reconstrução do Trânsito Intestinal.Rev bras Coloproct. 2006; 26(1): 24-27. 10. Regadas FSP, Regadas SMM, Rodrigues LM, Santos e Silva FR, Regadas Filho FSP - Reconstituição do Trânsito Intestinal por Vídeolaparoscopia após Operação de Hartmann. Avaliação Pré-operatória, Técnica e Resultados. Rev bras Coloproct. 2003; 24(3): 281-286. 11. Biondo-Simões MLP, Brenner S, Lemos R, Duck D, Rey SD. Análise das complicações pós-operatórias em decolostomias. Acta Cir Bras. 2000; 15(supl. 3): 53-57.
2524 renome v. 3 n. 1 (2014) Assistência ao parto no âmbito da enfermagem obstétrica: uma revisão integrativa Clara de Cássia Versiani;Raissa Almeida Ramos;Verônica Izabel Veloso Fonseca Antunes;Lilian Lacerda Fernandes;Luciana Silva Aguiar;Kelly Poliane Durães Paulino; Enfermagem, Assistência ao Parto, Enfermagem Obstétrica, Humanização O parto normal de baixo risco pode ser assistido com segurança no domicílio, numa casa de parto ou na maternidade de um hospital. O enfermeiro obstetra como integrante da equipe de saúde pode ser considerado o profissional mais adequado para essa função. Este estudo teve como objetivo conhecer as contribuições do Enfermeiro Obstetra na assistência ao trabalho de parto à luz da literatura. Utilizou-se a Base de Dados LILASC e SCIELO. Foram incluídos estudos do período de janeiro 2005 a julho de 2010 por meio dos descritores: enfermagem and assistência ao parto refinado por enfermagem obstétrica. Foram encontrados 115 artigos, sendo selecionadas 18 publicações conforme os critérios de inclusão. Ficou evidente que apesar de todo o avanço tecnológico, a enfermagem obstétrica é indispensável para executar o cuidado humanístico ao parto. Dessa forma, os enfermeiros obstetras possuem bastante influência na desmedicalização do parto e são considerados peças-chaves para a implementação desse. 1. Batista A de P. O saber e o fazer das parteiras tradicionais: aprendizagens perpetuadas no espaço doméstico [dissertação]. Petrópolis (RJ): Universidade Católica de Petrópolis. Faculdade de Educação; 2010. 2. Seibert SL, Barbosa JLS, Santos JM, Vargens OMC. Medicalização X Humanização: o cuidado ao parto na história. Rev Enferm UFRJ. 2005;13:245-51. 3. Castro JC, Clapis MJ. Parto humanizado na percepção das enfermeiras obstétricas envolvidas com a assistência ao parto. Rev Latino-Am Enferm. 2005;13(6):960-7. 4. Freire LLG. Programa de Humanização no pré-natal e nascimento: uma revisão de literatura [Trabalho de conclusão de curso de especialização]. Conselheiro Lafaite (MG): Universidade Federal de Minas Gerais. Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família; 2011. 5. Diniz CSG. Humanização da assistência ao parto no Brasil: os muitos sentidos de um movimento. Ciênc saúde coletiva. 2005; 10(3):627-37. 6. Brasil. Ministério da Saúde. Política nacional de atenção integral à saúde da mulher: princípios e diretrizes. Brasília: MS, 2009. 7. Silveira IP, Fernandes AFC. Conceitos da teoria humanística no cuidar obstétrico. Rev RENE. 2007; 8(2): 48-56. 8. Souza MT, Silva MD da, Carvalho R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein. 2010; 8(1 Pt 1):102-6. 9. Pompeo DA, Rossi LA, Galvão CM. Revisão integrativa: etapa inicial do processo de validação de diagnóstico de enfermagem. Acta Paul Enferm. 2009;22(4):434-8. 10. Curty MG, Boccato VRC. O artigo científico como forma de comunicação do conhecimento na área de Ciência da Informação. Perspect ciênc inf. 2005; 10(1):94-107. 11. Packer AL, Taedelli AO, Castro RCF. A distribuição do conhecimento científico público em informação, comunicação e informática em saúde indexado nas bases de dados MEDLINE e LILACS. Ciênc saúde coletiva. 2007; 12(3):587-99. 12. Oliveira Filho RS de, Hochman B, Nahas FX, Ferreira LM. Fomento à publicação científica e proteção do conhecimento científico. Acta Cir Bras. 2005; 20 (suppl.2):35-9. 13. Biblioteca Virtual em Saúde. Portal de pesquisa BVS: Informação e conhecimento para a saúde [internet]. 2010 [Acesso em 2010 nov 26]. Disponível em: http://espacio.bvsalud.org/boletim.php?articleId=10162916201001 14. Revenf. Portal de revistas de enfermagem [internet]. [acesso em 2010 nov 26]. Disponível em: http://www.facenf.uerj.br/revenfermuerj.html 15. Spigolon, AL. Manual para confecção de artigo científico. Faculdade de Tecnologia de Americana, 2007. 16. Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE. Professores são importantes: atraindo, desenvolvendo e retendo professores eficazes. São Paulo: Moderna, 2006. 17. Poupart J, Deslauriers J-P, Groulx L-H, Laperriére A, Mayer R, Pires AP. A pesquisa Qualitativa: Enfoques epistemológicos e metodológicos. Rio de Janeiro: Vozes, 2008. 18. Dias LMC, Costa CHF, Soares E, Moreira A. Qualitativo e quantitativo: evidenciando a Enfermagem como ciência e arte do cuidado. Rev Pesq.: cuidado é fundamental. 2004;1(2):131-37. 19. Pereira ALF. O processo de implantação da Casa de Parto no contexto do Sistema Único de Saúde: uma perspectiva do referencial teórico de Gramsci [dissertação]. Rio de Janeiro (RJ): Escola de Enfermagem Anna Nery; 2007. 20. Costa RF. As práticas educativas na casa de parto David Capistrano Filho sob a ótica do cuidado cultural [dissertação]. Rio de Janeiro (RJ): Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Faculdade de Enfermagem; 2007. 21. Azevedo LGF de. Estratégias de luta das enfermeiras obstétricas para manter o modelo desmedicalizado na Casa de Parto David Capistrano Filho [dissertação]. Rio de Janeiro (RJ): Universidade do Estado do Rio Janeiro. Faculdade de Enfermagem; 2008. 22. Lopes AS. A vivência de privacidade pelas parturientes no cotidiano hospitalar: uma contribuição para o cuidar em enfermagem obstétrica [dissertação]. Rio de Janeiro (RJ): Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Faculdade de Enfermagem; 2007.
2525 renome v. 3 n. 1 (2014) Atuação multiprofissional na construção de grupo operativo envolvendo pacientes com lesão de membros inferiores Juliana Santos Neves;Raquel Souza Azevedo;Sônia Maria Soares; Úlcera da perna, Atenção Primária à Saúde, Processos grupais Este relato de experiência descreve o atendimento de equipe multiprofissional a um grupo de pacientes acometidos por úlceras crônicas em membros inferiores, em um centro de saúde de Belo Horizonte. A alta prevalência dessas feridas na população causa significante impacto social e econômico pela recorrência e longo tempo decorrido entre abertura e cicatrização das úlceras, além de interferir na qualidade de vida e autoestima dos pacientes. A proposta emergiu por ser o trabalho em grupo um potente instrumento para incentivar o autocuidado na perspectiva da educação em saúde e promover a aprendizagem. Três a quatorze pacientes participaram das atividades, a maioria mulheres idosas com úlcera venosa. Pelos relatos percebeu-se melhora do humor e adesão ao tratamento, a partir do entendimento do processo fisiopatológico. Concluiu-se que a técnica de grupo com atuação de equipe multiprofissional pode ser válida para pacientes acometidos por este tipo de lesão. 1. Magalhães MBB. Anatomia topográfica da pele. In: Borges EL, Saar SRC, Lima VLAN, Latini FS, Magalhães MBB. Feridas: como tratar. 2. ed. Belo Horizonte: Coopmed; 2008. 2. Souza MKB, Matos IAT. Percepção do portador de ferida crônica sobre sua sexualidade. Rev enferm UERJ. 2010;18(1):19-24. 3. Evangelista DG, Magalhães ERM, Moretão DIC, Stival MM, Lima LR. Impacto das feridas crônicas na qualidade de vida de usuários da estratégia de saúde da família. Rev Enferm Cent O Min. 2012;2(2):254-63. 4. Carmo SS, Castro CD, Rios VS, Sarquis MGA. Atualidades na assistência de enfermagem a portadores de úlcera venosa. Rev Eletr Enferm [internet]. 2007 [citado em 2013 ago 08];9(2):506-517. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/v9/n2/v9n2a17.htm 5. Nunes, JP. Avaliação da assistência à saúde dos portadores de úlceras venosas atendidos no programa saúde da família do município de Natal/ RN (dissertação). Natal, RN: Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2006. 6. Figueiredo ML, Zuffi FB. Cuidados aos portadores de úlcera venosa: percepção dos enfermeiros da Estratégia de Saúde da Família. Enferm Global. 2012; (28):147-58. 7. Abbade LPF, Lastória S. Abordagem de pacientes com úlcera da perna de etiologia venosa. An Bras Dermatol. 2006;81(6):509-22 8. Abbade LP, Lastoria S, de Almeida Rollo H, Stolf HO. A sociodemographic, clinical study of patients with venous ulcer. Int J Dermatol. 2005;44:989-92 9. Mata VE, Porto F, Firmino F. Tempo e custo do procedimento: curativo em úlcera vasculogênica. R. pesq.: cuid. fundam. 2010;2(Ed. Supl.):94-97 10. Oliveira AS, Matos, JC. Úlcera venosa de membros inferiores. UNINGÁ Review. 2010;04(4):57-67 11. Waidman MAP, Rocha SC, Correa JL, Brischiliari A, Marcon SS. O cotidiano do indivíduo com ferida crônica e sua saúde mental. Texto Contexto Enferm.2011;20(4): 691-9. 12. Lara MO, Júnior ACP, Pinto JSF, Vieira NF, Wichr P. Significado da ferida para portadores de úlceras crônicas. Cogitare Enferm. 2011;16(3):471-7. 13. Silva LL, Trevisan MJ, Carmo Cruz Robazzi ML. Qualidade de vida dos portadores de ferida em membros inferiores - úlcera de perna. Ciencia y Enfermeria. 2008;14(1):43-52. 14. DallAgnol CM, Resta DG, Zanatta EA, Schrank G, Maffacciolli R .O trabalho com grupos como instância de aprendizagem em saúde. Rev gaúcha enferm. 2007;28(1):21-6. 15. Bueno D, Siebert M. Contribuição de grupos operacionais no fortalecimento da atenção primária à saúde. Rev APS. 2008; 11(4):468-73. 16. Brasil. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável /Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição. – Brasília: Ministério da Saúde, 2005.
2527 renome v. 1 n. 1 (2012) RENOME: um espaço de reflexão e inovação Roseni Rosângela de Sena; .
2528 renome v. 1 n. 1 (2012) Percepções de acadêmicos sobre a enfermagem: escolha, formação e competências da profissão Maria Fernanda de Lima e Oliveira Jabbur;Simone de Melo Costa;Orlene Veloso Dias; Este estudo teve como objetivo identificar e analisar as percepções de acadêmicos sobre a Enfermagem: escolha, formação e competências da profissão. Trata-se de uma pesquisa transversal e descritiva, com abordagem quantitativa e qualitativa, realizada com 70 acadêmicos do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário semiestruturado. Para os dados quantitativos, foi feita a análise estatística no SPSS, e, para os dados qualitativos, utilizou-se a análise de conteúdo. A maioria dos acadêmicos é do sexo feminino, com idade entre 17 e 23 anos. O motivo que mais influenciou na escolha do Curso foi este ser da área saúde. Apesar de 54,1% terem relatado que a Enfermagem não era o curso pretendido e, sim, a Medicina, a maioria tem a pretensão de concluir o curso e está satisfeita com ele. Na abordagem qualitativa sobre as atribuições de um enfermeiro, os concluintes apresentaram uma visão mais ampla e realista, construída ao longo do curso e dos estágios. Conclui-se que uma maior divulgação sobre a Enfermagem e a atuação do enfermeiro é de suma importância, garantindo a inserção do estudante no curso de Enfermagem com expectativas compatíveis com a realidade. 1. Kemmer LF, Silva MJP. Como escolher o que não se conhece? Um estudo da imagem do enfermeiro por alunos do ensino médio. Acta Paul Enferm. 2007; 20(2):125-130. 2. Moretto CF. Ensino superior, escolha e racionalidade: os processos de decisão dos universitários do município de São Paulo. Tese [Doutorado] – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002. [Acesso em: 2006 out. 15] Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12138/tde-25042003-143715/. 3. Caldonha AM, Mendes IAC, Trevisan MA, Nogueira MS, Hayashida M. A enfermagem e o enfermeiro na visão de clientes internados em um hospital privado. In: Proceedings of the 8. Brazilian Nursing Communication Symposium. 2002 [Acesso em: 2009 maio 03]; 1(8): 02-03. Disponível em: http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=msc0000000052002000100036&Ing=en&nrm=van.Acesso%20em%2024/04/09 4. Santos CE, Leite MMJ. O perfil do aluno ingressante em uma universidade particular da cidade de São Paulo. Rev bras enferm. 2006; 59(2):154-156. 5. Minayo MCS, Assis SG, Souza ER. (org.). Avaliação por triangulação de métodos: Abordagem de Programas Sociais. Rio de Janeiro: Ed Fiocru; 2005. 6. Aguiar MTC. A evasão nos cursos de Graduação da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Universitário de Cuiabá 1985/2 1995/2, um processo de Exclusão. Dissertação [Mestrado]. Universidade Federal de Mato Grosso. Ponta Grossa; 2001. 7. Stacciarini JM, Andraus LMS, Esperidião E, Nakatani AK. Quem é o enfermeiro? Rev Eletr Enferm. 1999; [Acesso em: 2009 nov. 5]; 1(1). Disponível: http://www.revistas.ufg.br/index.php/fen/index 8. Elias Marisa Aparecida, Navarro Vera Lúcia. A relação entre o trabalho, a saúde e as condições de vida: negatividade e positividade no trabalho das profissionais de enfermagem de um hospital escola. Rev Latino-Am Enferm. 2006; 14(4):517-525. 9. Ribeiro AAA, Falcon GS, Borenstein MS, Padilha MICS. A escolha profissional no Imaginário social - enfermeiras brasileiras e peruanas. Esc Anna Nery. 2006; 10(2):241-250. 10. Rodrigues RM. Enfermagem compreendida como vocação e sua relação com as atitudes dos enfermeiros frente às condições de trabalho. Rev latino-Am enferm. 2001; 9(6):76-82. 11. Cardoso FA, Dytz JLG. Criação e consolidação do curso de enfermagem da Universidade de Brasília: uma história de tutela (1975-1976). Esc Anna Nery Rev Enferm. 2008; 12(2):251-7. 12. Shinyashiki GT, Mendes IAC, Trevizan MA, Day RA. Socialização profissional: estudantes tornando-se enfermeiros. Rev Latino-Am Enferm. 2006;14(4):601-7. 13. Spindola T, Seibert SL, Francisco MTR, Clos AC. A visão dos alunos do ensino médio acerca do que é ser enfermeiro Rev Enferm UERJ; 2005; 13(3):361-6. 14. Rosa RB, Lima MADS. Concepção de acadêmicos de enfermagem sobre o que é ser enfermeiro. Acta paul enferm. 2005 [Acesso em: 2008 fev. 20]; 18(2):123-30. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ape/v18n2/a02v18n2.pdf 15. Saupe R, Wendhausen ALP. Modelo Matricial para construção de conhecimento no Mestrado Profissional em Saúde. RBPG. 2006; 3(5):107-16. 16. Silva KL, Sena RR. A formação do enfermeiro: construindo a integralidade do cuidado. Rev Bras Enferm. 2006; 59(4): 488-91. 17. Brasil. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº3, de 7 de novembro de 2001. Instituí diretrizes curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Enfermagem. Brasília: Diário Oficial da União; 2001.
2529 renome v. 1 n. 1 (2012) Adequação da ingestão de micronutrientes em crianças anêmicas em Município do Alto Vale do Jequitinhonha Jonatas Dutra Soares;Nadja Maria Gomes Murta;Mark Anthony Beinner;Maria Fernanda Santos Figueiredo;Luís Paulo Souza e Souza;Romerson Brito Messias; Micronutrientes, Deficiências Nutricionais, Crianças O estudo objetivou avaliar a adequação do consumo de Ferro, Retinol, Zinco, Cálcio e Ácido Ascórbico em crianças anêmicas menores de três anos em distritos do município de Diamantina – MG. Trata-se de avaliação dietética a partir de informações do Registro Alimentar de três dias de 72 crianças com anemia ferropriva, selecionadas em unidades da Estratégia Saúde da Família de oito distritos de Diamantina. As crianças foram agrupadas em duas faixas de idade (faixa 1: 07 a 11 meses; faixa 2: 12 a 33 meses), estando ou não em aleitamento materno. Observou-se inadequação do consumo para todos os nutrientes, independente da faixa etária. Ao relacionar a inadequação ao fato da criança estar em aleitamento ou não, observou-se associação significativa apenas para o Cálcio (p=0,02). Os achados deste trabalho apontam para o consumo inadequado dos nutrientes, indicam falhas na prática da alimentação complementar, reforçando a necessidade de ações educativas. 1. Viacava F, Figueiredo CMP, Oliveira WA. A desnutrição no Brasil. Petrópolis: Vozes; 1983. 2. Gibson RS, Hotz C, Perlas LA. Influence of Food Intake, Composition and Bioavailability on Micronutrient Deficiencies of Infants during the Weaning Period and the First Year of Life. In: Pettifor JM, Zlotkin S. Micronutrient Deficiencies during the Weaning Period and the First Years of Life. Vevey. Basel, Switzerland: Nestlé Nutrition Workshop Series Pediatric Program; 2004. p.83-103. 3. Bonomo E, Caiaffa WT, César CC, Lopes ACS, Lima-Costa MF. Consumo alimentar da população adulta segundo perfil sócio-econômico e demográfico: Projeto Bambuí. Cad Saúde Pública. 2003; 19:1461-1471. 4. Souza JVA. Fontes para uma reflexão sobre a história do Vale do Jequitinhonha. Rev Unimontes Científica. 2003; 5:1-21. 5. Araujo RL, Araujo BDG, Siero RO, Machado RDP, Leite BV. Diagnóstico da situação da hipovitaminose A e da anemia nutricional na população do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil. Arch Latinoam Nutr. 1986; 36:642-53. 6. Dias ACP. Anemia e intervenção nutricional em Programa Saúde da Família em Diamantina – MG. Tese. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2006. 7. Santos MA, Rezende EG, Lamounier JA, Galvão MAM, Bonomo E, Leite RC. Hipovitaminose A em escolares da zona rural de Minas Gerais. Rev Nutrição. 2005; 18:331-339. 8. Oliveira LPM, Assis AMO, Pinheiro SMC, Prado MS, Barreto ML. Alimentação complementar nos primeiros dois anos de vida. Rev Nutrição. 2005; 18:459-469. 9. Shils ME, Olson JA, Shike M, Ross AC. Tratado de nutrição moderna na saúde e na doença. Barueri: Manole; 2003. 10. Scagliusi FB, Lancha Júnior AH. 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2530 renome v. 1 n. 1 (2012) Conhecimento dos adolescentes de escolas públicas de Montes Claros acerca do uso de métodos contraceptivos Maria Theresa Veloso Figueiredo de Carvalho;Ana Paula Lopes Batista;Maria Fernanda Santos Figueiredo;Andra Aparecida Dionizio Barbosa;Lara Mota Marinho;Luana Castro Caitite; Adolescentes, Anticoncepção, Conhecimento O presente estudo tem o objetivo de analisar o conhecimento e o uso de métodos contraceptivos entre adolescentes de escolas públicas no município de Montes Claros – MG. Trata-se de uma pesquisa de campo, com caráter descritivo e abordagem quantitativa, realizada com 380 adolescentes. Os dados foram coletados através de um questionário estruturado, de outubro a novembro de 2011. Os resultados mostraram que os adolescentes com idade acima de 16 anos utilizaram algum método contraceptivo na primeira relação e, além de fazerem uso atualmente, possuem conhecimento adequado. Já os jovens até 16 anos, do gênero feminino, católicos, solteiros, com renda abaixo a dois salários mínimos, que não trabalham fora de casa, possuem menor conhecimento sobre o assunto. A saúde sexual do adolescente precisa ser discutida, já que existem poucos programas destinados a essa faixa etária, ficando, assim, o adolescente enquadrado nos programas destinados à criança. 1. Who Health Organization. Married adolescents: no place of safety. Geneva: World Health Organization; 2006. 2. Romero KT, Medeiros EHGR, Vitalle MSS, Wehba H. O conhecimento das adolescentes sobre questões relacionadas ao sexo. Rev Assoc Med Brás. 2007; 53(1):14-9. 3. Alves AS, Lopes MHBM. Uso de métodos anticoncepcionais entre adolescentes universitários. Rev Bras Enferm. 2008; 61(2):170-7. 4. Madureira L, Marques IR, Jardim DP. Contracepção na adolescência: conhecimento e uso. Cogitare Enferm. 2010; 15(1):100-5. 5. Garbin CAS, Lima DP, Dossi AP, Arcieri RM, Rovida TAS. Percepção de Adolescentes em Relação a Doenças Sexualmente Transmissíveis e Métodos Contraceptivos. DST - J bras Doenças Sex Transm. 2010; 22(2). 6. Martins LBM, Costa-Paiva LHS, Osis MJD, Souza MH, Pinto - Neto AM, Tadini V. Conhecimento sobre métodos anticoncepcionais por estudantes adolescentes. Cad Saúde Pública. 2006; 40(1): 57-64. 7. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Marco teórico e referencial: saúde sexual e saúde reprodutiva de adolescentes e jovens / Ministério da Saúde, Secretariade Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde; 2006: 56 p. 8. Marinho LFB, Aquino EML, Almeida MCC. Práticas contraceptivas e iniciação sexual entre jovens de três capitais brasileiras. Cad Saúde Pública. 2009; 25:227-239. 9. Moser AM, Reggiani C, Urbanetz A. Comportamento sexual de risco entre estudantes universitárias dos cursos de ciências da saúde. Rev Assoc Med Bras. 2007; 53(2):116-121. 10. Batista AB, Martins ALM. Conhecimento de adolescentes sobre o uso de preservativo masculino. Cenarium Pharm. 2011; 4(4):1-30. 11. Alves CA, Reis Eb. Vulnerabilidades no uso de métodos contraceptivos entre adolescentes e jovens: interseções entre políticas públicas e atenção à saúde. Ciên Saúde Coletiva. 2009; 14(2):661-67. 12. Gubert D, Madureira VSF. Iniciação sexual de homens adolescentes. Ciênc Saúde Coletiva. 2008; 13(supl.2):2247-2256. 13. Figueiredo R, Andalaft Neto J. Uso de contracepção de emergência e camisinha entre adolescentes e jovens. Revista da Sogia-BR. 2005 [Acesso em: 03 jul. 2012]; 6(2):aproximadamente 8 telas. Disponível em: http://redece.org/Artigo%20Figueiredo%20e%20Andalafti%20AMPLIADO.pdf 14. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Direitos sexuais, direitos reprodutivos e métodos anticoncepcionais. Brasília: Ministério da Saúde; 2006. 15. Teixeira AMFB, Knauth DR, Fachel JMG, Leal AFL. Adolescentes e uso de preservativos: as escolhas dos jovens de três capitais brasileiras na iniciação e na última relação sexual. Cad Saúde Pública. 2006, 22(7):1385-96. 16. Brasil. Ministério da Saúde. Caderneta de saúde da adolescente; 2009. [Acesso em: 03 jul. 2012]. Disponível em: http://www.adolec.br/php/level.php?lang=pt&component=39&item=16 17. Barroso MF, Gomes, KRO, Andrade JX. Frequência da colpocitologia oncótica em jovens com antecedentes obstétricos em Teresina, Piauí, Brasil. Rev Panam Salud Publica. 2011, 29(3):162-168.
2531 renome v. 1 n. 1 (2012) Aspectos epidemiológicos dos pacientes notificados com Tuberculose na cidade de Montes Claros/MG no período de 2007 a 2009 Patrick Leonardo Nogueira da Silva;Anderson Geraldo dos Santos;Edilene Oliveira Amaral;Cláudia Mendes Campos Versiani;Rosangela Barbosa Chagas;Ludmila Pereira Macedo; Tuberculose, Epidemiologia, Notificação O presente trabalho propõe identificar aspectos epidemiológicos da população notificada com tuberculose no município de Montes Claros. Trata-se de um estudo documental, descritivo, com abordagem quantitativa, que compreendeu 349 notificações, no período de janeiro de 2007 a dezembro de 2009. Os dados são provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde, obedecendo aos princípios éticos de acordo com a resolução 196/96 do CNS. Constatouse que 63% das notificações foram de pessoas do sexo masculino. A faixa etária de 20 a 49 anos foi a mais acometida, com 57%. A cor parda foi declarada em 50,1% das notificações. 52% dos acometidos concluíram o Ensino Fundamental. Há prevalencia da zona urbana, com percentual de 84,8%. Conclui-se que a notificação da tuberculose aumentou, principalmente na população idosa, porém Montes Claros tem avançado em relação à programação de estratégias, visando ao combate dessa doença, de forma a melhorar a qualidade de vida da população. 1. Souza SS, Silva DMGV. Grupos de Convivência: contribuições para uma proposta educativa em Tuberculose. Rev Bras Enferm. 2007; 5(60): 590-595. 2. Vendramini SHF, Villa TCS, Gonzales RI, Monroe MA. Tuberculose: análise do conceito. Rev Latino-Am Enferm. 2003; 1(11): 96-103. 3. Brasil, Ministério da Saúde. Manual técnico para o controle da Tuberculose: cadernos de atenção básica. 6. ed. Brasília (DF): MS; 2002. 4 Bertazone EC, Gir E, Hayashida M. Situações vivenciadas pelos trabalhadores de enfermagem na assistência ao portador de tuberculose pulmonar. Rev Latino-Am Enferm. 2005; 3(13): 374-381. 5. Sousa S. Tuberculose explicada. 2006 [Acesso em: 2011 out. 09]. Disponível em: http://cogitare.forumenfermagem.org/2006/11/tuberculose-explicada-autor-enfermeiro-sergio-sousa 6. Xavier MIM, Barreto ML. Tuberculose na cidade de Salvador, Bahia: o perfil na década de 1990. Cad Saud Publica. 2007; 2(23): 445-453. 7. Paixão LMM, Gontijo ED. Perfil de casos de tuberculose notificados e fatores associados ao abandono, Belo Horizonte, MG. Rev Saud Publica. 2007; 2(41): 205-213. 8. Gonçalves BD, Cavalini LT, Valente JG. Monitoramento epidemiológico da tuberculose em um hospital geral universitário. Jornal Bras Pneum. 2010; 3(36): 347-355. 9. Moreira AC, Sanchez MS, Moreira SS, Lopes CM. A prevalência da tuberculose no estado do Acre. Rev Bras Enferm. 2004; 6(57): 691-697. 10. Mascarenhas MDM, Araújo LM. Perfil epidemiológico da tuberculose entre casos notificados no Município de Piripiri, Estado do Piauí, Brasil. Epidemiol Serv Saúde. 2005; 1(4): 7-14 . 11. Silveira MPT, Adorno RFR, Fontana T. Perfil dos pacientes com tuberculose e avaliação do programa nacional de controle da tuberculose em Bagé (RS). Jornal Bras Pneum. 2007; 2(33): 199-205. 12. Batista LE. Masculinidade, raça/cor e saúde. Ciên Saúde Coletiva. 2005; 1(10): 71-80. 13. Moreira CMM, Maciel ELN. Completude dos dados do Programa de Controle da Tuberculose no Sistema de Informação de Agravos de Notificação no Estado do Espírito Santo, Brasil: uma análise do período de 2001 a 2005. Jornal Bras Pneum. 2008; 4:225-229. 14. Lindoso AABP, Waldman EA, Komatsu NK, Figueiredo SM, Taniguchi, M.; Rodrigues, L. C. Perfil de pacientes que evoluem para óbito por tuberculose no município de São Paulo, 2002. Rev Saúde Pública. 2008; 42(5): 805-812.
2532 renome v. 1 n. 1 (2012) Saúde da Criança e do Adolescente: um estudo bibliométrico em teses e dissertações digitais brasileiras Ricardo Quintão Vieira;Rautyanne Barbosa Cardoso;Carla Caniatto Perencin; Saúde da Criança, Saúde do Adolescente, Bibliometria, Dissertações Acadêmicas, Teses Eletrônicas Este estudo objetivou identificar temáticas discutidas de teses e dissertações digitais brasileiras em relação às ações preconizadas pelo Ministério da Saúde para a Saúde da Criança e do Adolescente. Trata-se de um estudo bibliométrico e comparativo, utilizando-se indexação bibliotecária por meio de um tesauro – vocabulário controlado que permite analisar níveis de discussão temática. Foram selecionados 88 trabalhos entre 1999 e 2011 – 57 sobre Saúde da Criança e 31 sobre Saúde do Adolescente – dos quais foram coletados diversas variáveis bibliométricas, analisados de forma quantitativa, comparando palavras-chave às ações de intervenção pelo Ministério da Saúde. Os resultados apontaram os dados mais frequentes: maior produção em 2010, na região Sudeste, em programas de Enfermagem e Saúde Pública. A análise temática apontou coerência entre academia e governo em duas de cinco temáticas para Saúde da Criança: “Crescimento e Desenvolvimento” e “Mortalidade Infantil e Fetal”; duas de três temáticas para Saúde do Adolescente: “Saúde Sexual e Reprodutiva” e “Mortalidade por Violência e Acidentes”. Apesar das limitações deste estudo, é possível apontar áreas potenciais de pesquisa que estejam em acordo com diretrizes públicas. 1- Ministério da Saúde [Internet]. Saúde da Criança: apresentação. Brasília, DF: Ministério da Saúde. [Acesso em: 2011 maio 21]. [1 tela]. Disponível: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=29865 2- Ministério da Saúde [Internet]. Saúde do Adolescente: apresentação. Brasília, DF: Ministério da Saúde. [Acesso em: 2011 maio 21]. [1 tela]. Disponível: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=29660 3- Biblioteca Regional de Medicina [Internet]. Biblioteca Virtual em Saúde. São Paulo, SP: Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde. [Acesso em: 2011 maio 21]. [1 tela]. Disponível: http://regional.bvsalud.org/php/index.php 4- Elsevier [Internet]. Sciverse Scopus. Amsterdam: Elsevier; [Acesso em: 2011 maio 21]. [1 tela]. Disponível: http://www.scopus.com/home.url 5- Portal da Saúde [Internet]. Pesquisa em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde [Acesso em: 2012 maio 31]. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/area/343/pesquisa-em-saude.html 6- Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia [Internet]. Brasília, DF: Ministério da Ciência e Tecnologia. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações. [Acesso em: 2011 maio 21]. [1 tela]. Disponível: http://bdtd.ibict.br/ 7- Nery E. Bibliometria: teoria e prática. São Paulo: Cultrix; 1986. 8- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES [Internet]. GEOCAPES. Brasília: Ministério da Educação [Acesso em: 2012 mar. 32]. Disponível em: http://geocapes.capes.gov.br/geocapesds/#app=c501&da7a-selectedIndex=0&5317-selectedIndex=0&82e1-selectedIndex=1 9- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Sinopse do censo demográfico: 2010. Rio de Janeiro: IBGE; 2011 [Acesso em: 2012 maio 21]. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/sinopse.pdf 10- Biblioteca Regional de Medicina [Internet]. Tesauro do Ministério da Saúde: versão preliminar, atualizada em 02/02/2009. São Paulo, SP: Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde [Acesso em 2012 maio 21]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/tesauro_ms.pdf 11- Blank D, Rosa LO, Gurgel RQ, Goldani MZ. Brazilian knowledge production in the field of child and adolescent health. J Pediatr. 2006;82:97-102. 12- Brasil. Atenção Básica – DAB. Programa Saúde da Família. Saúde da Família. Atenção Básica. Números da Saúde da Família. Brasília: Ministério da Saúde [Acesso em: 2012 maio 21]. Disponível em: http://dab.saude.gov.br/abnumeros.php 13- Campello BS. Teses e dissertações. In: Cendon BV, Campello BS, Kremer JM. Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: UFMG; 2000. p.121-128.
2533 renome v. 1 n. 1 (2012) Gestantes de alto risco internadas na maternidade de um Hospital Universitário Clara Cássia Versiani;Lílian Lacerda Fernandes; Gestação, Perfil Epidemiológico, Complicações na Gravidez, Saúde da Mulher, Mortalidade Materna A gestação é um processo fisiológico e não patológico, porém algumas gestações, devido a fatores maternos e/ou fetais, podem apresentar riscos. O estudo objetivou conhecer o perfil epidemiológico das gestantes de alto risco internadas na Maternidade do Hospital Universitário Clemente Faria (HUCF), no período de janeiro a junho de 2010. É uma pesquisa descritiva, exploratória, de caráter quantitativo e retrospectivo. Foram sujeitos da pesquisa 140 gestantes de alto risco com idade entre 20 e 35 anos, escolaridade correspondente ao ensino fundamental, e eram solteiras. A maioria conseguiu levar a gestação a termo, realizando o parto por cirurgia cesariana. A patologia prevalente foi a hipertensiva, e o pré-natal não foi realizado de forma adequada. O planejamento da assistência materna deve passar por uma revisão no sentido de criar estratégias de assistência à mulher no ciclo gravídico e puerperal, no intuito de melhorar seu prognóstico, com diminuição da morbidade pré-natal, e mortalidade materna, fetal e neonatal. 1- Steffens AP, Bastos CF, Machado MA. Perfil das Gestantes de Alto Risco no Município de Barreiras – BA no período de Junho a Setembro de 2008. 2011 [Acesso em: 2012 jan. 04]. Disponível em: http://www.webartigos.com/artigos/perfil-das-gestantes-de-alto-risco-no-municipio-de-barreiras-ba-no-periodo-de-junho-a-setembro-de-2008/65196/ 2- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Gestação de alto risco. 5. ed. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2010. 3- Ricci SS. Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2008. 4- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas Públicas de Saúde. Área Técnica de Saúde da Mulher. Gestação de alto risco. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2000. 5- Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução 196, de 10 de outubro de 1996: diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 1996. 6- Escola nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP). Projeto Nascer no Brasil: Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento; 2011 [Acesso em: 2012 jan. 04]. Disponível em: http://micro010.ensp.fiocruz.br/~ensp/nascernobrasil/index.php?option=com_content&view=article&id=82&Itemid=166 7- Corrêa MD. Noções práticas de Obstetrícia. 13. ed. Rio de Janeiro: Coopmed; 2004. 8- Minas Gerais. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção ao pré-natal, parto e puerpério: protocolo Viva Vida. 2. ed. Belo Horizonte: SAS/SES; 2006. 9- Oliveira SL. Tratado de Metodologia Científica. São Paulo: Pioneira; 1997. 10- Bezerra LC, Oliveira SMJV, Latorre MRDO. Prevalência e fatores associados à prematuridade entre gestantes submetidas à inibição de trabalho de parto prematuro. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2006; 6(2): 223-29.
2534 renome v. 1 n. 1 (2012) Modelos Educacionais Não Críticos e Críticos aplicados à Educação em Saúde Maria Fernanda Santos Figueiredo;Maisa Tavares de Souza Leite;João Felício Rodrigues Neto;Tatiana Carvalho Reis; Educação, Educação em Saúde, Aprendizagem Objetivou-se compreender os modelos educacionais aplicados às atividades de Educação em Saúde: Modelo Não Crítico e Modelo Crítico, nas bases de dados MEDLINE, SciELO e LILACS no período de 2004 a 2008. Realizou-se uma revisão integrativa, utilizando o descritor Educação em Saúde. Selecionou-se 27 estudos que tiveram como objetivo primário o modelo educacional, sendo 17 encontrados na MEDLINE, dez na SciELO e nenhum na LILACS. Entre esses, observou-se que 12 descreveram práticas educativas críticas e seis, não críticas. Verificou-se que o Modelo Não Crítico objetiva transmitir à população conhecimento científico. Tem-se atitude paternalista, estilo de pensamento curativista e relação assimétrica. O Modelo Crítico baseia-se no diálogo e problematização. Busca construção de conhecimentos e troca de experiências. Estimula o exercício da autonomia e responsabilização pela própria saúde. A aplicação desses modelos deve ser feita conforme o contexto de trabalho, não sendo excludentes, mas com atitude progressista e dialógica do educador. 1- Libâneo JC. Didática. São Paulo: Cortez; 1994. 2- Ruiz-Moreno L. Trabalho em grupo: Experiências inovadoras na área da Educação em Saúde. In: Batista NA; Batista SH. Docência em Saúde: temas e experiências. São Paulo: Editora Senac; 2004 3- Nietsche EA. As teorias da educação e o ensino da enfermagem no Brasil. In: Saupe R. Educação em Enfermagem: da realidade construída às possibilidades em construção. Florianópolis: Ed. da UFSC; 1998. 4- Libâneo JC. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. São Paulo: Loyola; 1986. 5- Saviani D. Escola e Democracia. 19. ed. São Paulo: Cortez; 1987. 6- Freire P. Pedagogia do oprimido. 46.. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 2005. 7- Bordenave JD, Pereira AM. Estratégias ensino-aprendizagem. 28. ed. Petrópolis: Vozes; 2007. 8- Reis DC. Educação em Saúde. Aspectos históricos e conceituais. In: Gazzinelli MF, Reis DC, Marques RC. Educação em Saúde: Teoria, Método Imaginação. Belo Horizonte: Editora UFMG; 2006. 9- Uchôa CM, Serra CM, Magalhães C de M, Silva RM, Figliuolo LP, Leal CA, et al. Educação em saúde: ensinando sobre a leishmaniose tegumentar americana. Cad Saúde Pública 2004; 20(4): 935-941. 10- Gracioto A, Gomes CJ, Echer IC, Lorenzi PDC. Grupo de orientação de cuidados aos familiares de pacientes dependentes. Rev Bras Enferm. 2006; 59(1): 105-108. 11- Benzaken AS, Galbán GE, Sardinha JC, Pedrosa VL, Paiva V. Intervenção de base comunitária para a prevenção das DST/Aids na região amazônica, Brasil. Rev Saúde Pública. 2007; 41(Suppl 2):118-126. 12- Murakami JK, Petrilli Filho JF, Telles Filho PC. Talking about sexuality, STI and AIDS with poor adolescents. Rev Lat Am Enferm. 2007; 15: 864-866. 13- Machado MF, Monteiro EM, Queiroz DT, Vieira NF, Barroso MG. Integralidade, formação de saúde, educação em saúde e as propostas do SUS: uma revisão conceitual. Ciên Saúde Colet. 2007; 12(2): 335-342. 14- Silvério MR, Patrício ZM. O processo qualitativo de pesquisa mediando a transformação da realidade: uma contribuição para o trabalho de equipe em educação em saúde. Ciên Saúde Colet. 2007; 12(1): 239-246. 15- Costa MS, Santos MC, Martinho NJ, Barroso MG, Vieira NF. Família em situação de risco: modelo de cuidado focalizando educação em saúde. Rev Gaucha Enferm. 2007; 28(1): 45-51. 16- Pereira EG, Soares CB, Campos CM. Proposal to construct the operational base of the educative work process in collective health. Rev Lat Am Enferm. 2007; 15(6): 1072-1079. 17- Vidal ECF, Saraiva KRO, Dodt RCM; Vieira NFC, Barroso MGT. 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2535 renome v. 1 n. 1 (2012) Inquérito Epidemiológico: Relato de Experiência Ludmila Pereira Macedo;Rosangela Barbosa Chagas;Orlene Veloso Dias;Antônio Prates Caldeira;Tatiana Carvalho Reis; Doença Crônica, Perfil Epidemiológico, Fatores de Risco, Epidemiologia Descritiva O presente trabalho constitui o relato de uma experiência vivenciada com o projeto Perfil Epidemiológico dos Fatores de Risco para as Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT). Construído e desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros em parceria com a Universidade Estadual de Montes Claros e Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais, objetivando descrever a experiência no desenvolvimento de inquérito domiciliar e a validade de seus resultados, que permitiu avaliar a prevalência de exposição a comportamentos e fatores de risco para as DCNTs. A população-alvo é representada por indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos, residentes em Montes Claros. A experiência evidencia as etapas para operacionalizar inquérito domiciliar; e seus resultados são válidos, na medida em que contribuem significativamente com a gestão em saúde. A qualidade da atenção à saúde é um esforço sinérgico e integrado de todos os níveis de gestão para oferta de serviços aos usuários, atendendo aos princípios da promoção da saúde, prevenção das doenças, do cuidado, da dignidade e cidadania. 1. Barbosa JB. Doenças e Agravos não Transmissíveis: bases epidemiológicas. In: Rouquayrol M. Z. Epidemiologia & Saúde. 6. ed. Rio de Janeiro: Medsi; 2003. p.289-301. 2. Malta DC, Cezario AC, Moura L, Morais Neto OL, Silva Junior JB. A construção da vigilância e prevenção das doenças crônicas não transmissíveis no contexto do Sistema Único de Saúde. Epidemiol Serv Saúde. 2006; 15(3): 47-65. 3. Barros, MBA. Inquéritos domiciliares de saúde: potencialidades e desafios. Rev Bras Epidemiol. 2008; 11(supl 1):6-19. 4. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. [Acesso em: 2011 nov. 20]. Disponível em www.embrapa.com.br 5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo populacional do Brasil: dados demográficos. Brasília: IBGE; 2011 [Acesso em: 2011 nov. 03]. Disponível em www.ibge.com.br 6. DATASUS. Departamento de Informática do SUS. Sistema de Informação de Mortalidade (SIM). Causa de óbitos doenças do aparelho circulatório, neoplasias, e doenças do aparelho respiratório – Montes Claros - MG, 2011. [Acesso em: 2011 jul. 18]. Disponível em: www.datasus.gov.br/catalogo/sim.htm
2608 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA EXPEDIENTE Revista Serviço Social em Perspectiva; Expediente Expediente Vol. 4, Num. 01
2915 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Fatores pós-natais relacionados ao transtorno do espectro do autismo: revisão integrativa da literatura Liliane Marta Mendes de Oliveira;Fernanda Alves Maia;Maria Tereza Carvalho Almeida;Maria Rachel Alves;Laura Vicuna Santos Bandeira Lopes;Victória Spínola Duarte de Oliveira;Victor Bruno da Silva;Andrea Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Maria Fernanda Santos Figueiredo;Marise Fagundes Silveira; Transtorno Autístico. Autismo. Pós-natal. Fatores de Risco. Resumo: O objetivo deste trabalho foi reunir e sintetizar resultados da produção científica em inglês/espanhol/português entre 2000-2014, relacionada aos fatores pós-natais associados ao Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Trata-se de uma revisão integrativa de literatura com buscas nas bases LILACS, MEDLINE e PubMed. Os dados extraídos foram registrados em instrumento padronizado. Identificou-se 619 artigos e 20 satisfizeram os critérios de inclusão, sendo todos quantitativos e a maioria do tipo caso-controle. Os fatores com associação com o TEA foram: aspectos nutricionais (iodo e ácido docosahexaenóico); exposição ambiental (exposição a metais pesados); questões relacionadas à vacinação (reações adversas a vacinas com presença de mercúrio); doenças e complicações do recém-nascido (RN) (fenilcetonúria e níveis de bilirrubina); e infecções na criança. Os fatores pós-natais são preveníveis e modificáveis e o conhecimento desses fatores é essencial para a prevenção do TEA e para a elaboração de políticas públicas com o desenvolvimento de ações que favoreçam o diagnóstico e intervenção imediata e, consequentemente um melhor prognóstico para as pessoas com esse transtorno. 1. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 5th ed. Arlington, VA: American Psychiatric Association; 2013. 2. TORDJMAN, S. et al. 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2701 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS DA AGENDA PÓS-NEOLIBERAL AO CONSENSO ANTI-SOCIAL: Fabrício de Andrade; Proteção Social, Desmonte Neoliberal, Seguridade Social – Este trabalho que aqui se apresenta busca discutir o desmonte da seguridade social brasileira a partir no século XXI em especial a partir do golpe institucional de 2016. Para tanto, optou-se pelo enfoque integrado de uma noção de seguridade, por entender que as estratégias de desmonte neoliberal se dão de maneira articulada, descaracterizando, não somente as políticas em sua especificidade, mas a própria noção de Seguridade Social como forma de justiça social. Para isso realizamos pesquisas bibliográficas e documentais. Aborda-se o indicioso desmonte da Seguridade Social através das contrarreformas neoliberais efetivando o desmonte da seguridade, trazendo consequência para a efetivação dos direitos sociais historicamente conquistados pela luta dos movimentos populares e da classe trabalhadora. BEHRING, E. Brasil em contra-reforma: desestruturação do Estado e perda de direitos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008. BEHRING, E. BOSCHETTI, I. Política social: fundamentos e história. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2008. BOSCHETTI, I. Seguridade social no Brasil: conquistas e limites à sua efetivação. Brasília: CEFESS, 2009. p. 1-17. Disponível em: . Acesso em: 26 jun. 2017. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: . Acesso em: 21 jun. 2017. CAMPELO, T. NERI, M. (Orgs.). Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania. Brasília: Ipea, 2013. CASTILHO, D.; LEMOS,E. ; GOMES, V. Crise do capital e desmonte da Seguridade Social: desafios (im)postos ao Serviço Social. Serv. Soc. Soc., São Paulo , n. 130, p. 447-466, dez. 2017. Disponível em: . Acesso em: 12 mar. 2018. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). CFESS está atento à defesa do SUAS. Brasília, 2017. Disponível em: . Acesso em: 06 mar. 2018. FAGNANI, E. A política social do Governo Lula (2003-2010): perspectiva histórica. SER Social, Brasília, v. 13, n. 28, p. 41-80, jan./jun. 2011. Disponível em: . Acesso em: 25 fev. 2018. ______. Previdência social: Reformar para excluir?. Le Monde Diplomatique Brasil, ano 10, n. 115, fevereiro, 2017. Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2018. GRANEMANN, S. O desmonte das políticas de seguridade social e os impactos sobre a classe trabalhadora: as estratégias e a resistência. Serv. Soc. Rev., Londrina, v. 19, n.1, p.171-184, jul./dez. 2016. Disponível em . Acesso em: 20 fev. 2018. LAVINAS, Lena. A Financeirização da Política Social: o caso brasileiro. Politika, n. 2, jul. 2015. Rio de Janeiro: Fundação João Mangabeira em colaboração com Humboldt-Viadrina Governance Platform, 2015, p. 35-51. Disponível em: . Acesso em: 30 mar. 2018. PAIM, J. Não há espaço para o SUS democrático e constitucional nesse governo. CEE FIOCRUZ, 2016. Entrevista concedida a Eliane Bardanachvili e Vitória Régia Gonzaga. Disponível em: . Acesso em: 03 abr. 2018. POCHMANN, M. Políticas públicas e situação social na primeira década do século XXI. In: SADER, Emir (Org.). 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. São Paulo: Boitempo; Rio de Janeiro: FLACSO Brasil, 2013. p. 145-156. QUEIROZ, Antônio Augusto de. O desmonte do Estado de proteção social. Le Monde Diplomatique Brasil, n. 117, maio, 2017. Disponível em: . Acesso em: 30 abr. 2018. SADER, Emir. A construção da hegemonia pós-neoliberal. In: SADER, Emir (Org.). 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. São Paulo: Boitempo; Rio de Janeiro: FLACSO Brasil, 2013. p. 136-143. SALVADOR, Evilasio da Silva. O desmonte do financiamento da seguridade social em contexto de ajuste fiscal. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 130, p. 426-446, set./ dez. 2017. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/sssoc/n130/0101-6628-sssoc-130-0426.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2017. ______. Fundo público e seguridade social no Brasil. São Paulo: Cortez, 2010a. ______. Fundo público e políticas sociais na crise do capitalismo. Serv. Soc.Soc., São Paulo, n. 104, p. 605-631, dez. 2010b. Disponível em:. Acesso em: 04 ago. 2017. SEVERIANO, E. M. O. Tendências e impasses da seguridade Social e o futuro da previdência no Brasil contemporâneo. Rev. Políticas Públicas, v. 20, n. 2, p.669-690, nov. 2016. Disponível em: . Acesso em: 20 fev. 2018. SOARES, A; BOULOS, M.; SANTOS, N. O austericídio fiscal e o desmonte da Seguridade Social no Brasil. Le Monde Diplomatique Brasil. novembro, 2016. Disponível em: . Acesso em: 19 mar. 2018.
2558 sesoperspectiva v. 5 n. 02 (2021): EDUCAÇÃO, TRABALHO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: TRANSFORMAÇÕES, LUTAS E RESISTÊNCIAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 EFEITOS DA PRECARIZAÇÃO EM MARCHA NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO E OS REFLEXOS NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL Elaine Cristina da Silva; Desmontes. Universidade. Formação Profissional. Pesquisa. Este ensaio bibliográfico busca refletir sobre o cenário histórico de desmonte das universidades brasileiras, acentuado pela crise sanitária global de Covid-19, e como isso impacta na formação profissional em Serviço Social. Contextualiza como a universidade pública passa a ser utilizada para fins privados, é submetida à lógica empresarial e do mercado financeiro, sendo fortemente descaracterizada e flexibilizada. Esta, perde sua autonomia, tendo, muitas vezes, que adaptar seus currículos de graduação e pós-graduação às demandas do capital. Sua qualidade de ensino, pesquisa e extensão é tensionada e atingida por critérios de produtividade e rentabilidade econômica. A crise sanitária atual expõe a crise na educação superior e desmascara os ditames do capital. Apesar de desafiador, é preciso acreditar que esta mesma universidade sucateada também pode ser o palco da construção do conhecimento crítico, de resistência, denúncia, de luta, de possibilidades. A pesquisa e a investigação que não estão subordinadas aos interesses do capital possibilitam uma nova postura diante da realidade apresentada e uma nova forma de olhar a universidade – considerando-a, apesar de todos os seus problemas, um espaço onde é possível geminar o conhecimento. Utilizar a pesquisa, sobretudo, como estratégia de resistência ao sistema que está imposto, como atitude combativa, reafirmando a luta por uma universidade pública de qualidade, aliado ao projeto ético-político profissional, rompendo com o aligeiramento do ensino, retomando sua qualificação, de maneira a preservar a essência da universidade que é a construção e reconstrução do conhecimento. AMMANN, Safira Bezerra. A produção científica do Serviço Social no Brasil. In: Revista Serviço Social e Sociedade n.º 14, ano V, abril de 1984, p. 144 - 176. ANDES. Portaria da CAPES corta bolsas de diversos programas de pós-graduação. Disponível em: https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/portaria-da-capes-corta-bolsas-de-diversos-programas-de-pos-graduacao1 Acesso em: 15/03/2021. BRASIL. [Constituição (1988)]. Emenda Constitucional nº 95, de 15 de dezembro de 2016. Altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o Novo Regime Fiscal, e dá outras providências. 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2559 sesoperspectiva v. 5 n. 02 (2021): EDUCAÇÃO, TRABALHO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: TRANSFORMAÇÕES, LUTAS E RESISTÊNCIAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NO ÂMBITO DAS IES DO PROCAD-AMAZÔNIA Vera Lúcia Batista Gomes;Sara Daltro Tavares Paiva;Karina Camille Marques Cezar; Formação profissional; Serviço Social; Política de Educação. Este artigo teve o propósito de analisar a formação profissional e a política de educação superior no Brasil, com breves destaques para o contexto da pandemia provocada pelo COVD-19. Foi baseado em análises sobre a produção de conhecimento de dissertações e teses sobre formação profissional e política de educação, desenvolvidas nos Programas de Pós-Graduação em Serviço Social das IES que integram o PROCAD/Amazônia (2018), assim como, de experiências vivenciada pelas autoras com o ERE. A luz da teoria marxista, os resultados apontam que tanto nas universidades públicas federais quanto nas privadas, devido ao sucateamento e a precarização do ensino superior, decorrentes das medidas ultraneoliberais expressas na restrição orçamentária para a política de educação superior e no contexto pandêmico, a formação em Serviço Social vem sendo ameaçada, tornando-se imperiosas as lutas coletivas para o acesso aos direitos da classe trabalhadora. ABEPSS. Diretrizes gerais para o curso de Serviço Social. Rio de Janeiro, 1996. ABEPSS. Relatório final da pesquisa avaliativa da implementação das Diretrizes Curriculares do curso de Serviço Social. Brasília, 2008. ABRAMIDES, B. O projeto ético-político do Serviço Social Brasileiro: ruptura com o conservadorismo. São Paulo: Cortez, 2019. BRAVO, Maria Inês Souza, RAIZER, Eugênia Célia, LEMOS, Esther Luíza de Souza, ELPÍDIO, Maria Helena. O protagonismo da ABESS/ABEPSS na virada da formação profissional em Serviço Social. 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2560 sesoperspectiva v. 5 n. 02 (2021): EDUCAÇÃO, TRABALHO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: TRANSFORMAÇÕES, LUTAS E RESISTÊNCIAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 NOTAS SOBRE TRABALHO E ENSINO REMOTO EMERGENCIAL NO CONTEXTO DA PANDEMIA DE COVID-19 Letícia Barros Palma da Rosa;Juan Retana Jimenez;Virginia Fernanda Januário;Susana Maria Maia;Katthelyn Cristina Santos de Abreu; Educação Superior, Ensino Remoto Emergencial, Trabalho Docente O presente artigo tem por objetivo problematizar a adoção do ensino remoto emergencial no contexto da Pandemia de Covid-19, com ênfase nos impactos sobre o trabalho docente. Parte-se da experiência construída no âmbito do Departamento Interdisciplinar da Universidade Federal Fluminense, Campus de Rio das Ostras (composto por professores dos cursos de Serviço Social e Enfermagem), em especial, do estudo exploratório acerca do perfil docente sistematizado no período inicial da pandemia, no intuito de subsidiar a construção de proposta de desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão no formato remoto, devido às condições sanitárias e de contenção à disseminação da Covid-19. Os dados apresentados, que se referem ao primeiro semestre de 2020, subsidiaram uma leitura ampla das condições de trabalho e de saúde levadas em consideração para o planejamento de atividades realizadas de forma remota. É possível identificar, a partir dos mesmos, que o contexto da pandemia – e do trabalho remoto – afetaram diretamente as relações de trabalho e vida das (os) professoras (es), desde a organização do trabalho docente e trabalho doméstico, como de suas relações interpessoais e aspectos relacionados à saúde mental. Por fim, considera-se que, apesar dos limites e das imposições advindas da própria Universidade, os estudos e levantamentos realizados no período, constituem-se forma de resistência e defesa da educação pública, gratuita, de qualidade, socialmente referenciada e universal. ABEPSS. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL. Nota Conjunta TRABALHO E ENSINO REMOTO EMERGENCIAL. Junho de 2020. Disponível em http://www.abepss.org.br/arquivos/anexos/posicionamento_abepss_cfess_enesso_trabalho-e-ensino-remoto-emergencial-202006231804160884050.pdf ANDES. 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2561 sesoperspectiva v. 5 n. 02 (2021): EDUCAÇÃO, TRABALHO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: TRANSFORMAÇÕES, LUTAS E RESISTÊNCIAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 A EDUCAÇÃO SUPERIOR E A PESQUISA EM RISCO Ana Carla da Costa;Lesliane Caputi;Diego Tabosa da Silva; Palavras-chave: Educação Superior. Produção de Conhecimento. Grupos de Pesquisa. Movimento Estudantil de Serviço Social. Formação Profissional. Neste texto trazemos à baila reflexões desenvolvidas coletivamente para fins de subsidiar os debates travados em live realizada na Semana de Serviço Social da Universidade Estadual de Montes Claros/UNIMONTES em 2020. Na ocasião discutimos, levando em consideração o contexto da pandemia COVID-19, a importância de grupos de estudos e pesquisa na educação superior, em especial num momento de os ataques frontais que a pesquisa, em especial na área das ciências sociais tem sofrido no atual governo federal - de caráter ultraneoliberal, neoconservador e de características fascistas. A partir da realização de uma pesquisa bibliográfica, construímos este texto pautando a análise da realidade pelo método dialético-crítico e aqui forjamos nossa posição ético-política de compromisso com as trincheiras de lutas da classe trabalhadora, pelas quais seguem sendo ímpar as articulações com os movimentos sociais e os diversos coletivos de defesa desta classe sempre espoliada pela subalterna burguesia brasileira (subalterna ao grande capital estrangeiro). ABEPSS. Disponível em: http://www.abepss.org.br/noticias/abepssorgbrnotacovid19-361 ABEPSS. Disponível em: http://www.abepss.org.br/noticias/pela-imediata-revogacao-da-portaria-mctic-n-1122-de-19032020-365 ABEPSS. http://www.abepss.org.br/noticias/abepss-suspencao-calendario-2020-pos-370 ABEPSS. Disponível em: http://www.abepss.org.br/noticias/abepss-posicionase-com-relacao-aos-novos-ataques-a-concessao-de-bolsas-de-estudo-na-posgraduacao-376 ABEPSS. Manifesto pela revogação da pré-chamada do PIBIC/CNPq – 2020. Disponível em: http://www.abepss.org.br/noticias/pela-revogacao-da-prechamada-do-pibic-cnpq-2020-372 ABEPSS. Pela imediata revogação da Portaria MCTIC nº 1.122, de 19.03.2020. Disponível em: http://www.abepss.org.br/noticias/pela-imediata-revogacao-da-portaria-mctic-n-1122-de-19032020-365 ANDES. file:///C:/Users/Lesliane%20Caputi/Downloads/FOLDER%20-%20CONTRA%20O%20FUTURESE.pdf ANTUNES, R; PINTO, G. A. A fábrica da educação: da especialização taylorista à flexibilização toyotista. São Paulo: Cortez editora, 2017. (Coleção questões de nossa época; v. 58) ENESSO. Disponível em: https://enessooficial.wordpress.com/2020/04/09/impactos-da-crise-do-covid-19-na-atual-conjuntura/ ENESSO. O protagonismo do movimento estudantil de serviço social brasileiro: Serviço Social: A importância da Pesquisa e da Produção do Conhecimento da Formação ao Exercício Profissional, uma Prática Contínua. Disponível em https://enessooficial.files.wordpress.com/2018/09/o-protagonismo-do-movimento-estudantil-de-servic3a7o-social.pdf O que é necropolítica. Disponível em: https://ponte.org/o-que-e-necropolitica-e-como-se-aplica-a-seguranca-publica-no-brasil/ LOPES, N. F. S; NASCIMENTO, G. P. S; SILVA, D. T. Configuração do trabalho no capitalismo contemporâneo: algumas reflexões. In: SOUZA JUNIOR, L. C; TRINDADE, H. (Orgs.) 200 anos de luta: Marxismo e reflexões contemporâneas. Juiz de Fora: Editoro UFJF, 2019. p. 131-149. MANCEBO, D. Pandemia e educação superior no Brasil. Dossiê: “Consequências do bolsonarismo sobre os direitos humanos, a educação superior e a produção científica no Brasil”. In: Revista Eletrônica de Educação, V. 14, jan./dez. 2020. p. 1-15 MARX, K. ENGELS, F. O Manifesto do Partido Comunista (1848). MÉSZÁROS, I. Educação: o desenvolvimento contínuo da consciência socialista. in A educação para além do capital. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2008. Coleção Mundo do Trabalho. SILVA, J. F. S. Pesquisa e produção do conhecimento em Serviço Social. In: Revista Textos e Contextos. Porto Alegre, V. 06, n. 2 jul./dez. 2007. p. 282-297 UJC. Dossiê Universidade Popular – UJC. Disponível em http://ujc.org.br/dossie-universidade-popular/
2562 sesoperspectiva v. 5 n. 02 (2021): EDUCAÇÃO, TRABALHO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: TRANSFORMAÇÕES, LUTAS E RESISTÊNCIAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 A ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL E A COVID-19 Eduardo Henrique Moraes Santos;Raquel de Oliveira Mendes;Ana Carolina Gonçalves da Silva Santos Moreira;Cíntia Karim dos Santos; Assistência estudantil, COVID-19, Pandemia, Universidades Federais, São Paulo Este artigo objetiva relacionar os impactos da pandemia da COVID-19 com a organização das principais ações afetadas na assistência estudantil das universidades federais presentes no estado de São Paulo, diante do horizonte da permanência universitária em um contexto de intensificação das vulnerabilidades sociais. Utiliza como fontes de coleta a pesquisa bibliográfica e documental, através de um banco de dados pré-existente e informações buscadas em sites e documentos oficiais institucionais. Identifica a mencionada pandemia como um elemento externo, de fora à assistência estudantil, desencadeante de mudanças na oferta destas ações para a atualidade que, por sua vez, são desenvolvidas de diferentes formas para cada instituição, com seus pontos sólidos e frágeis perante a viabilização do direito estudantil no cenário de crise sanitária, que, em seu turno, apresenta forte relação à disposição de estrutura e de recursos que precedem a própria pandemia. Ademais a inclusão digital e os auxílios emergenciais institucionais no cenário da assistência estudantil paulista apresentam-se como os principais destaques no contexto contemporâneo, uma vez que antes da pandemia estas dimensões não eram pautadas de forma prioritária dentre as estratégias de permanência universitária. ANTUNES, R. O privilégio da servidão. O novo proletariado de serviços na era digital. São Paulo: Boitempo, 2018 AMARAL, G. A; VIEIRA, A. A Mulher e a Tripla Jornada de Trabalho: a Arte de Ser Beija-Flor. 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2563 sesoperspectiva v. 5 n. 02 (2021): EDUCAÇÃO, TRABALHO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: TRANSFORMAÇÕES, LUTAS E RESISTÊNCIAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 TRANSFORMAÇÕES NO MUNDO DO TRABALHO E SERVIÇO SOCIAL Victor Costa de Souza;Janete Luzia Leite; Transformações no mundo do trabalho., Serviço Social., Espaços sócio-ocupacionais dos assistentes sociais, Sistema Único de Assistência Social., Sofrimento e adoecimento no trabalho. Este texto objetiva analisar os impactos da reestruturação produtiva nos espaços sócio-ocupacionais reestruturados dos assistentes sociais, buscando identificar os reflexos na saúde desses trabalhadores. Para tanto, utilizamos o Sistema Único de Assistência Social como exemplo. O ponto de partida é a compreensão das transformações no mundo do trabalho em curso desde a década de 1970 no plano internacional. No Brasil, as alterações nas formas de gestão e regulação do trabalho se mesclam às particularidades históricas do país, economicamente subordinado aos centros econômicos. A partir da corrosão do trabalho formal e regulamentado, ampliam-se as manifestações de sofrimento e adoecimento laboral. Parte-se do pressuposto de que os assistentes sociais atuam nessas refrações da “questão social” e, ao mesmo tempo, as experienciam na condição de assalariamento. Metodologicamente, revisamos a bibliografia de autores vinculados a teoria social de Marx que tratam sobre a reestruturação produtiva e as suas consequências. No que concerne ao debate sobre o Serviço Social, utilizamos como marco teórico as contribuições de Marilda Iamamoto, José Paulo Netto, Ana Elizabete Mota e Raquel Raichelis. A fim de contemplar a discussão sobre o SUAS como espaço sócio-ocupacional, recorremos a textos e pesquisas acerca da política de Assistência Social e as demandas postas aos assistentes sociais. Para refletir sobre as situações de sofrimento e adoecimento laboral utilizamos resultados de pesquisas anteriores. Verificou-se que a retração e desregulamentação do trabalho impactam na relativa autonomia profissional dos assistentes sociais, gerando conflitos éticos e sofrimento mental diante da impotência de exercer uma prática profissional digna. ANDERSON, P. Balanço do neoliberalismo. In: SADER, E.; GENTILI, P. (orgs.) Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995, pp. 9-23. ANTUNES, R. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. São Paulo: Boitempo, 2018. BRASIL. Coordenação Geral de Planejamento e Vigilância Socioassistencial. Secretaria Especial do Desenvolvimento Social. Ministério da Cidadania. Censo SUAS 2018: Resultados Nacionais, Secretarias Estaduais de Assistência Social, Gestão Estadual. Brasília, 2019. BRASIL. Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS – NOB/RH/SUAS. Brasília, DF: 2009. 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2564 sesoperspectiva v. 5 n. 02 (2021): EDUCAÇÃO, TRABALHO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: TRANSFORMAÇÕES, LUTAS E RESISTÊNCIAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 SANEAMENTO E MULHERES IDOSAS Elizandra Gomes de Lima; Dificuldades, Abastecimento, Políticas Públicas, Idosas marajoaras A água é essencial a vida humana, as pessoas possuem necessidades básicas que não podem ser supridas sem ela, pois é indispensável. Contudo, sua má qualidade acarreta prejuízos a saúde coletiva. O objetivo deste trabalho é expor algumas das dificuldades enfrentadas no Marajó ocidental -município de Breves (PA)- por mulheres idosas para ter água em suas residências, junto a reflexões em relação ao prejuízo social causado pela ineficiência da política de saneamento básico na região. A metodologia foi pautada em pesquisa bibliográfica, documental e de campo (realizada ao longo da participação como bolsista de projetos de pesquisa), sob coordenação da professora Ana Maria Smith Santos de 2019 a 2021). Mediante a isso, constatou-se que os problemas oriundos de políticas públicas falhas como a de saneamento básico na localidade, com ênfase no abastecimento de água, ocasionam riscos à saúde física, psicológica e marcaram a trajetória de vida desse grupo social, fato este perceptível nos relatos das cicatrizes deixadas por essa luta constante em conseguir água potável para suas famílias. Desta feita, falar em água é entender que além de ser um direito humano, uma necessidade urgente e inadiável, deveria ser um assunto tratado com prioridade. Entretanto, o Estado não implementou até então medidas concretas de intervenção na situação para amenizar as dificuldades. Desse modo, o notório agravamento da demanda teve destaque em jornais e sites ao longo da pandemia do Covid-19. Água para a Vida, 2005-2015. Programa da Década da Água da ONU-Água sobre Advocacia e Comunicação (UNW-DPAC). Escritório das Nações Unidas de apoio à Década Internacional de Acção (UNO-IDFA): 2005-2015. 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2565 sesoperspectiva v. 5 n. 02 (2021): EDUCAÇÃO, TRABALHO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: TRANSFORMAÇÕES, LUTAS E RESISTÊNCIAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL E PARAGUAI Filipe Silva Neri;Maria Geusina da Silva; Serviço Social, Formação Profissional, UNA, UNILA O presente artigo pretende apresentar as semelhanças e diferenças no processo de formação profissional dos assistentes sociais no Arco Sul do MERCOSUL, tendo como referência os cursos de Serviço Social/Trabajo Social da Universidade Federal da Integração Latino-Americana e Universidade Nacional de Assunção, no Brasil e Paraguai. Buscou-se, a partir de revisão de literatura e documental, descrever como se deu a construção das propostas pedagógicas dos respectivos cursos, identificando as entidades representativas da categoria profissional envolvidas, conhecendo os marcos regulatórios e jurídico-normativos que fundamentam e balizam a formação em Serviço Social/Trabajo Social nos países estudados. As incursões possibilitaram identificar que ambas propostas formativas estudadas vêm buscando formar assistentes sociais/trabajadores sociales com perfil capaz de intervir e que materializem ações que estejam condizentes com os princípios dos Códigos de Ética e das Leis que regulamentam a profissão; a existência de elementos que se materializam de modo mais simétricos do que assimétricos, demonstrando a possibilidade de intercambiar saberes, práticas e conhecimentos entre as duas instituições de ensino, assim como seu respectivo aprofundamento com os demais países da América Latina e Caribe. ABEPSS. 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2566 sesoperspectiva v. 5 n. 02 (2021): EDUCAÇÃO, TRABALHO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: TRANSFORMAÇÕES, LUTAS E RESISTÊNCIAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 INICIAÇÃO CIENTÍFICA EM TEMPOS PANDÊMICOS Jacqueline Sousa;Virgínia Carrara; Formação em Serviço Social, Investigação, COVID-19, Crise do capital, Ensino Superior A pandemia do COVID-19 aprofundou a crise do capital no mundo. Na realidade brasileira, seus impactos ganham particulatidade e se agudizam devido ao ultraneoliberalismo associado ao posicionamento de extrema direita do presidente Bolsonaro. A pandemia impactou todos os âmbitos da vida e do trabalho, intensificou o uso dos ambientes virtuais e das tecnologias digitais, na educação e no ensino superior, repercutindo nas dimensões: ensino, extensão e pesquisa. O Ensino Remoto Emergencial (ERE) impôs desafios à vivência universitária. As reflexões aqui apresentadas, a partir da experiência de iniciação científica, vinculada ao Projeto Ingressante e Egresso do Curso de Serviço Social da UFOP: um estudo sobre seus perfis trazem os desafios e os limites do desenvolvimento da atitude de investigação, especificamente, da iniciação científica em Serviço Social, que vem sofrendo o impacto da pandemia do COVID-19. A pandemia confirma a exigência de respostas e estratégias coletivas em defesa da vida e da emancipação humana, na luta contra a crise sanitária e o capital. ABEPSS. Trabalho e ensino remoto emergencial. Brasília, 2020. Disponível em: . Acesso em: 09 de abr. de 2021. ANTUNES, R. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. 1. ed. São Paulo. Boitempo. 2018 BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70. 2011. BOSCHETTI, I. Expressões do conservadorismo na formação profissional. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 124, p. 637-651, dez. 2015. Disponível em . Acesso em: 10 de abr. 2021. DANTAS, R. Entrevista: “O ensino presencial não vai mais existir”, afirma CEO da Ser Educacional. Money times, 2021. Disponível em: . Acesso em: 10 de abr. de 2021. GUERRA, Y. A instrumentalidade do Serviço Social. – 2. ed. – São Paulo: Cortez, 1999. IAMAMOTO, M. V. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional – 12. Ed. – São Paulo: Cortez, 2007. MARX, K. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2010. ________. O Capital: crítica da economia política. Livro I: O processo de produção do capital – 2. Ed. – São Paulo: Boitempo, 2017. MEC lança programa para aumentar a autonomia financeira de universidades e institutos. Ministério da Educação, 2019. Disponível em: . Acesso em: 10 de abr. de 2021. MÉSZÁROS, I. A educação para além do capital. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2008. (Mundo do Trabalho). MINAYO, M. C. S. (org) Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994. PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 14,2% e taxa de subutilização é de 29,0% no trimestre encerrado em janeiro de 2021. Agência IBGE Notícias, 2021. Disponível em: . Acesso em: 10 de abr. de 2021. STROPASOLAS, P. Mineração é motor da interiorização da covid-19 no país, denunciam movimentos. Brasil de Fato, São Paulo, 04 de jul. de 2020. Disponível em: . Acesso em: 10 de abr. de 2021. TEIXEIRA, J. B; BRAZ, M. O projeto ético-político do serviço social. In: CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL - CFESS (org.). Serviço social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília, DF: CFESS: ABEPSS, 2009.
2567 sesoperspectiva v. 5 n. 02 (2021): EDUCAÇÃO, TRABALHO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: TRANSFORMAÇÕES, LUTAS E RESISTÊNCIAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 SAÚDE MENTAL E ASSISTÊNCIA SOCIAL Débora Polyana Gomes; Saúde Mental, assistência social, profissionais, pandemia O presente relato de experiencia tem por objetivo dialogar sobre a saúde mental dos profissionais do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS em meio à pandemia do Covid19, bem como analisar estratégias para cuidar da saúde mental nesse período. Metodologicamente desenvolveu-se através de revisão bibliográfica, pesquisa documental, pesquisa de campo. Como resultados encontramos apontamentos que nos demonstram fragilidades no quesito de saúde mental dos profissionais, principalmente desse momento de pandemia. Os cuidados com a saúde mental são fundamentais para a qualidade de vida e para a prevenção de doenças. Cuidar do físico-psíquico se torna necessário para uma existência saudável e ativa. Nesta base, a promoção, proteção e restauração da saúde mental podem ser consideradas como uma preocupação vital dos indivíduos, comunidades e sociedades em todo o mundo. BRASIL. Constituição Federal. Brasília – DF, 1988. ____. Senado Federal. Lei Orgânica da Assistência Social. Brasília – DF, 1993. BRASÍLIA. OPAS/OMS apoia governos no objetivo de fortalecer e promover a saúde mental da população. 2016. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5263:opas-oms-apoia-governos-no-objetivo-de-fortalecer-e-promover-a-saude-mental-da-populacao&Itemid=839. Acesso em: 09 set. 2020. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ), Ministério da Saúde, Brasil. Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Pandemia COVID-19 (Recomendações para gestores). Brasília: FIOCRUZ, 2020. Disponível em:< https://renastonline.ensp.fiocruz.br/sites/default/files/arquivos/recursos/cartilha_gestores_06_04.pdf>. Acesso em: 09 set. 2020 GERHARDT, T. E.; SILVEIRA, D. T.; (Org.). Métodos de Pesquisa. Porto Alegre, p.1-120, 2009. Disponível em:. Acesso em: 09 set. 2020 IERVOLINO, S. A.; PELICIONI, M. C. F. A utilização do grupo focal como metodologia qualitativa na promoção da saúde. Revista Escola de Enfermagem. USP, v. 35, n. 2, p.115-21, jun. 2001. Acesso em: 09 set. 2020
2568 sesoperspectiva v. 5 n. 02 (2021): EDUCAÇÃO, TRABALHO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: TRANSFORMAÇÕES, LUTAS E RESISTÊNCIAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 O DIÁRIO DE CAMPO DE ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL Gabriel Ramos Nascimento Evangelista; Serviço Social, Estágio Supervisionado, Diário de Campo, Diário de Campo de Estágio O presente trabalho de conclusão de curso tem como tema o diário de campo de estágio supervisionado em Serviço Social. Existem diversas concepções de diário de campo, mas na referida pesquisa buscou-se compreender o diário de campo de estágio como um instrumento político-pedagógico no processo formação e exercício profissional do assistente social. Assim, o objetivo da pesquisa é de identificar e investigar as concepções, as descaracterizações e as potencialidades do diário de campo tendo como referência o Estágio Supervisionado em Serviço Social, que por sua vez, se configura como um importante espaço na graduação em Serviço Social e historicamente é relegado à segundo plano por discentes e docentes, como também por assistentes sociais nos campos de estágio, assim, o estágio é reduzido à mero cumprimento de carga horária e esvaziado de seu caráter crítico analítico e pedagógico-formativo, possuindo rebatimentos diretos no diário de campo de estágio. Nesse sentido, a referida pesquisa possui caráter qualitativo e foi dividida em duas etapas: uma bibliográfica e uma documental, tendo como método o materialismo histórico-dialético para analisar o movimento real de constituição do diário de campo de estágio em Serviço Social. Considera-se que a produção de conhecimento do Serviço Social sobre diário de campo de estágio é significativamente escassa, e, considerando ser este um instrumento amplamente utilizado na formação e no exercício da profissão essa escassez representa uma grave problemática. Considera-se também que o diário de campo de estágio possui diversas concepções, descaracterizações e potencialidades, sendo de extrema urgência a ampliação de pesquisas e estudos sobre a construção do diário de campo de estágio como um instrumento pedagógico, crítico-analítico e formativo. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL. Diretrizes Curriculares para o Curso de Serviço Social. Rio de Janeiro: ABEPSS, 1996. Disponível em: . Acesso em 4 ago. 2020. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL. Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social - ABEPSS. ABEPSS, 2010. Disponível em: Acesso em 4 ago. 2020. BARROCO, Maria Lucia Silva; TERRA, Sylvia Helena. Código de Ética do/a Assistente Social Comentado. São Paulo: Cortez, 2012. BATISTONI, Rosângela. Fundamentos do Serviço Social: do que se trata?. In.: ReMGEFSS. I Seminário da Rede Mineira de Grupos de Estudos sobre Fundamentos do Serviço Social - Fundamentos do Serviço Social: um debate necessário para o enfrentamento do conservadorismo. Online. 2020. Disponível em: . Acesso em: 14 dez 2020. BRASIL. Lei n° 8.662, de 7 de junho de 1993. Dispõe sobre a profissão de assistente social e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8662.htm>. Acesso em 22 set 2019. CAPUTI, Lesliane. A Supervisão de Estágio em Serviço Social: tempos de mundialização do capital - desafios cotidianos e (re)significados!. 2014. Tese (Doutorado em Serviço Social) -- Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Franca, SP, 2014. Disponível em: . Acesso em 7 ago 2020. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Resolução CFESS n° 533, de 29 de setembro de 2008. Brasília: CFESS, 2008. Disponível em:. Acesso em 7 ago 2020. EVANGELISTA, Gabriel Ramos Nascimento Evangelista. Diário de Campo. Uberaba: NESS-UFTM, 2019. LEWGOY, Alzira Maria Baptista. Supervisão de Estágio em Serviço Social: desafios para formação e exercício profissional. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2010. ZANELLI, Lucila de Souza. Movimento Estudantil de Serviço Social e Consciência de Classe: um debate a partir da ENESSO. Revista Serviço Social em Perspectiva, Montes Claros, v. 3, n. 2, jul/dez 2019. Disponível em: . Acesso em 25 nov 2020.
2569 sesoperspectiva v. 5 n. 02 (2021): EDUCAÇÃO, TRABALHO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: TRANSFORMAÇÕES, LUTAS E RESISTÊNCIAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 O SERVIÇO SOCIAL NO CAMPO DA SAÚDE DO TRABALHADOR Larysa Kawane Sousa de Assis; Serviço Social, Trabalho, Saúde do Trabalhador O presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) se propõe a investigar a inserção do Serviço Social na Saúde do Trabalhador, sendo este seu objetivo geral, com enfoque para os espaços sócio-ocupacionais no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS e das organizações públicas e privadas. O estudo justifica-se do ponto de vista social, uma vez que permite elucidar para o conjunto da sociedade a importância do/da assistente social no atendimento às demandas de saúde do trabalhador, bem como por sua contribuição acadêmica e científica, ao fomentar o debate deste campo de atuação na categoria profissional. Tem como objetivos específicos abordar a centralidade do trabalho na constituição dos indivíduos sociais e o trabalho na contemporaneidade, no contexto da sociedade capitalista; discorrer sobre o campo da Saúde do Trabalhador, a partir de seus marcos histórico-conceituais, identificando como este se conforma na atualidade; e discutir a inserção do Serviço Social na Saúde do Trabalhador, verificando sua relação com esse campo. Para tanto, a metodologia utilizada foi a pesquisa de revisão bibliográfica. Partindo da perspectiva do trabalho enquanto organizador da vida social, com base na Teoria Social Crítica, são examinadas as implicações do trabalho no capitalismo, nos modelos de organização fordista e toyotista, para a saúde da classe trabalhadora. Em seguida, são analisados os elementos histórico-conceituais da Saúde do Trabalhador, que passa pela Medicina do Trabalho e a Saúde Ocupacional. Por fim, busca-se apreender a relação do Serviço Social com este campo, a partir do estudo do significado sócio-histórico da profissão, seus marcos de emergência e institucionalização e a construção do Projeto Ético-Político Profissional, e de uma interpretação, numa perspectiva crítica, da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - PNSTT, considerando sua estruturação – elementos informativos, princípios e diretrizes e estratégias. Tal relação pôde ser identificada em elementos como a concepção ampliada de saúde, o olhar a partir da determinação social do processo saúde-doença, a apreensão do trabalhador enquanto sujeito do processo saúde-doença, e assim sujeito desta política, e o fomento ao controle social e participação dos trabalhadores. Verificou-se ainda que o/a assistente social atua nesses espaços sócio-ocupacionais, norteado pela Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - PNSTT, notadamente em equipes interdisciplinares, nas quais defronta-se com desafios que dizem respeito à especificidade de sua atividade, ao seu reconhecimento e a valorização da dimensão social no interior das equipes de saúde, e às relações interpessoais. Entende-se que esse profissional pode trazer significativas contribuições às equipes, com a particularidade de seu saber, pela visão crítica e de totalidade adquirida em seu processo formativo, e sua capacidade de apreensão das múltiplas determinações do processo saúde-doença, especialmente dos determinantes sociais. A Saúde do Trabalhador conforma-se como um campo em constante construção, permeado por contradições, rupturas e continuidades e, dessa forma, é um espaço sócio-ocupacional desafiador para o Serviço Social, mas que apresenta amplas possibilidades para um exercício profissional pautado no compromisso com a classe trabalhadora. ANTUNES, R. Adeus ao trabalho: Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 11. ed. São Paulo: Cortez; Campinas, SP. Editora da Universidade Estadual de Campinas, 2006. BARROCO, Maria Lucia Silva. Ética e serviço social: fundamentos ontológicos. 3. ed. São Paulo, Cortez, 2005. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.823, de 23 de agosto de 2012. Institui a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 24 ago. 2012. Seção I, p. 46-51.
2610 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL COMO ESTRATÉGIA DE FORTALECIMENTO DO PROJETO ÉTICO-POLÍTICO Gabriele Ponciano da Silva; Palavras-chave: Projeto de Formação; Estágio Supervisionado; Projeto ético-político. ABEPSS. Associação Brasileiro de Ensino e Pesquisa. Diretrizes gerais para o curso de Serviço Social: com base no currículo mínimo aprovado em assembleia geral extraordinária de 8 de novembro de 1996. Rio de Janeiro: ABEPSS, 1996. _______. Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social, 2010. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/pneabepss_maio2010_corrigida.pdf AQUINO, I. et al. Estágio supervisionado em Serviço Social: desfazendo nós e construindo alternativas. Relatório ABEPSS Itinerante 2014. Temporalis, Brasília, 2016. Disponível em: http://periodicos.ufes.br/temporalis/article/view/13351/10114 CAPUTI, Lesliane. Supervisão de estágio em Serviço Social: significâncias e significados. In: Katálysis, Revista/ PPGSS-UFSC, v. 19, n. 3. Florianópolis, 2016. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rk/v19n3/1414-4980-rk-19-03-00389.pdf CFESS. Código de Ética Profissional da/o Assistente Social. Brasília: CFESS, 1993. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf ______. Cartilha Estágio Supervisionado: Meia formação não garante um direito. Brasília: CFESS, 2013. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/BROCHURACFESS_ESTAGIO-SUPERVISIONADO.pdf DURIGUETTO, M.L. Sociedade Civil e democracia: um debate necessário. São Paulo: Cortez, 2007. Paulo Netto, J.P. Ditadura e Serviço Social: Uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64. 16 ed. São Paulo: Cortez, 2011. LEWGOY, I.M.B. O estágio supervisionado em serviço social: desafios para articulação entre formação e exercício profissional. In: Temporalis, Revista. Brasília, 2013. Disponível em: http://periodicos.ufes.br/temporalis/article/view/4850/4143
2572 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 ENSAIO ACERCA DA ANUNCIADA TRAGÉDIA BRASILEIRA Anny Karollyne Costa da Silva;Adriana Cristina Deiga Xavier Ferreira; Crise do Capital. Pandemia. Luta de Classes. Raça. Gênero. Este artigo tem como objetivo fazer algumas reflexões sobre a crise do capital e o aumento das desigualdades para a classe-que-vive-do-trabalho em contexto de pandemia, em suas dimensões sociais, políticas e econômicas, levando em consideração a interseccionalidade das relações de classe, gênero e raça/etnia no Brasil. Foram realizadas análises por meio do método histórico-dialético da bibliografia e das produções recentemente socializadas. Verificou-se que a ideologia professada de que “estamos no mesmo barco”, como um grande equalizador de classes no enfrentamento da pandemia, na verdade, exacerba e aprofunda ainda mais as desigualdades, e deixa claro quem está pagando os custos da crise. Diante disso, o que fica notório, ao longo da discussão proposta, é que estamos vivendo a mesma tempestade, mas não no mesmo barco. Por trás da pandemia, há uma verdadeira guerra de classes em andamento. Portanto, a luta em defesa da vida é uma luta de classes, é uma luta anticapitalista. ANTUNES, Ricardo. Prefácio. In: RAICHELIS, Raquel; VICENTE, Damares; ALBUQUERQUE, Valéria (Orgs.). A nova morfologia do trabalho no Serviço Social. São Paulo: Cortez Editora, 2018. ________. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. São Paulo: Boitempo, 2018. ________. O trabalho sob fogo cruzado. E-Book. São Paulo, Boitempo, 2020. ________. Ricardo (org.). 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2574 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 A URGÊNCIA DO DIREITO À CIDADE E AS ALTERNATIVAS DE ENFRENTAMENTO À COVID-19 EM TERRITÒRIOS VULNERABILIZADOS Giselle Silva Soares; direito à cidade, território, vulnerabilidade e questão social.× O presente artigo apresenta uma reflexão sobre os reflexos da pandemia da Covid-19 para a condição de vida da população vulnerável do país. Apresenta também uma aproximação entre a noção sobre o direito à cidade e a resposta construída por moradores de Paraisópolis, na cidade de São Paulo. O direito à cidade remete ao processo de privatização do espaço e do bem público das cidades, um efeito da contradição da nossa sociedade e da financeirização do capital. A experiência vivida pelo moradores da comunidade de Paraisópolis revela a construção de alternativas à crise pela própria população, as características do território, bem como a possibilidade de construção na cidade urbana de bens comuns, de comunalidades, conforme a noção desenvolvida por Harvey. Além disso, aponta a urgência das demandas sociais que devem ser destaques das ações articuladas do poder público brasileiro. Desta forma, o direito à cidade ode revelar as urgências e as demandas coletivas de grupos vulnerabilizados residentes em diferentes territórios, especialmente de diferentes centros urbanos. AUGÉ, M. Não lugares: Introdução a uma antropologia da supermodernidade, Campinas: Papirus, 2012. COUTO, B.; YAZBEK, C.; SILVA e SILVA, M.; RAICHELIS, R. (orgs.) O Sistema Único de Assistência Social no Brasil. São Paulo: Cortez, 2017. DOWBOR, L. A Era do Capital Improdutivo. São Paulo: Autonomia Literária, 2017. FILHO, N.A, AZEVEDO, G., TRAVASSOS, C (2020). Como controlar a pandemia no Brasil. Le Monde Diplomatique. 157,8-9. GRABOIS, A.P. (2020). A voz ativa contra a Covid-19 no Complexo do Alemão, ignorado pelo governo na pandemia. El Pais. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2020-08-16/a-voz-ativa-contra-a-covid-19-no-complexo-do-alemao-ignorado-pelo-governo-na-pandemia.html Acesso em Agosto/2020 HARVEY, David. Condição Pós-moderna. São Paulo: edições Loyola, 1992. _____________. Cidades Rebeldes: do direito à cidade à revolução urbana. São Paulo: Martins Fontes, 2014. _____________. A Loucura da Razão Econômica. São Paulo: Boitempo, 2018. IAMAMOTO, M.V. (2001) A questão social no capitalismo. Temporalis. Ano II, 3, 9-32. INESC (2020). Bolsonaro, a pandemia e a explosão das demandas sociais. Le Monde Diplomatique. 157, 4-5. KOGA, D. Medidas de Cidades. São Paulo: Cortez, 2003. LIMA, J.D. (2020). Por que Paraisópolis se destaca no combate ao Coronavírus. Nexo Jornal. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/07/01/Por-que-Parais%C3%B3polis-se-destaca-no-combate-ao-coronav%C3%ADrus Acesso em Agosto/2020. MARICATO, Ermínia [et.al.]. Cidades Rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo/ Carta Maior, 2013.
2575 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 A COVID-19 E SEUS IMPACTOS NO SISTEMA PRISIONAL EM SERGIPE Paulo Roberto Felix dos Santos;Izy Rebeka Gomes Lima;Maria Suelen Santos; Sistema Prisional; Racismo Estrutural; Pandemia; Sergipe. Diante da situação de crise sanitária, ocasionada pela pandemia da Covid-19, nos marcos da crise do capital, torna-se necessário explicitar como esse cenário impacta a dinâmica prisional, com ênfase na realidade sergipana. O presente artigo tem como objetivo principal proporcionar um processo reflexivo-crítico acerca da configuração do sistema prisional em Sergipe em tempos de pandemia, com uma revisão bibliográfica e pesquisa documental, a partir do materialismo histórico dialético, como método de análise. Identificamos como as condições precarizadas do sistema prisional propiciam a expansão da pandemia, expondo seus(uas) internos(as) às mais variadas violações de direitos e situações de matabilidade. Tais impactos revelam-se mais contundentes perante à juventude negra e pobre, que compõe a maior parte da população prisional, processo que escancara as particularidades da dimensão do racismo estrutural, e do projeto de controle sócio-racial. Ademais, demonstramos algumas das medidas utilizadas para mitigar os efeitos da pandemia nesse espaço que, apesar de importantes, revelam-se limitadas, diante de todo o cenário caótico do cárcere sergipano. Como poderemos perceber, tais elementos explicitam os fundamentos das medidas de aprisionamento e das formas de controle capitalista mobilizadas em face do excedente de força de trabalho, e que no contexto de pandemia tem essa condição agravada nas prisões. ALEXANDER, Michelle. A nova segregação: racismo e encarceramento em massa. 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2576 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 SERVIÇO SOCIAL E COVID-19 Welison Matheus Fontes da Silva; Serviço Social, Pandemia, Saúde, Crise estrutural do capital Este artigo objetiva refletir criticamente sobre a pandemia de COVID-19 no Brasil e o Serviço Social, sobretudo a partir da centralidade da atuação no âmbito da saúde, retomando, inclusive, o urgente e necessário debate da reforma sanitária. A introdução analisa a chegada do novo coronavírus ao Brasil e como a profissão encontra espaço para sua ação. Em seguida, apresentamos os significados da pandemia, expondo o abandono de uma parte significativa da população, para logo depois, discutirmos as relações entre pandemia, “questão social” e o projeto ético político do Serviço Social. Os resultados nos mostram que há um inúmeras contribuições de autores do Serviço Social e também de outras áreas das Ciências Humanas que nos ajudam construir a percepção de que, apesar da epidemia do COVID-19 ser um fenômeno global, em função da brutal desigualdade brasileira, esta expõe desafios ainda maiores, por sua configuração a partir de contextos e espaços sociais diversos. Por isso, por fim, indicamos possíveis caminhos para o enfrentamento da crise a partir de uma agenda política. AGAMBEN, G. et al. Sopa de Wuhan: pensamiento contemporáneo en tiempo de pandemias. Aislamiento Social Preventivo y Obligatorio (ASPO), 1ª edición: p. 188, Marzo 2020. Disponível em: Acesso: 14/mai/2020. ALMEIDA, N. L. T., ALENCAR, M. M. T., Serviço Social e trabalho: particularidades do trabalho do assistente social na esfera pública estatal brasileira. O Social em Questão - Ano XVIII - no 34, p. 161-180, 2015. Disponível em: Acesso: 14/mai/2020. ANDREAZZI, M. F. S.; BRAVO, M. I. S. 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2577 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 ENCONTROS COMUNITÁRIOS VIRTUAIS Aline Possa;Júlia Lima Santana;Christiane Bazoli;Gabriela Franco Dias Lyra;Marcelo Luciano Vieira; Pandemia COVID-19; encontros comunitários virtuais; serviço social A situação ocasionada pela COVID-19 é de suma importância no compreender do cenário já existente, tornando visível e agravando ainda mais as expressões da “questão social” nas favelas. O objetivo do presente artigo é relatar a experiência da iniciativa Encontros Comunitários Virtuais na Rocinha - Rio de Janeiro, sob a perspectiva do Serviço Social. Destacamos a relevância desta atuação na comunidade supracitada, contribuindo para a socialização de informações, a participação popular e a intersetorialidade das políticas sociais. Buscamos refletir sobre os processos sociais na experiência retratada e seus efeitos na atuação e inserção ocupacional do Serviço Social em situação de desastre. ABRASCO. Plano Nacional de Enfrentamento a pandemia COVID-19, versão 03/07/2020. Disponível em: https://www.abrasco.org.br/site/wp-content/uploads/2020/07/PEP-COVID-19_COMPLETO_FINAL.pdf BASTOS, V. P.; DUTRA, A. S.; REGALADO, R. T. Questões socioambientais, desastres e suas consequências no século XXI: O Social em Questão. Ano XXIII, nº48, p. 9-22, set a dez/2020. BRASIL, Lei 12608 de 10 de abril de 2012. Institui a Política Nacional de Defesa Civil. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12608.htm. Acesso em setembro de 2020. DEFESA CIVIL NACIONAL, Capacitação Básica em Defesa Civil. Defesa Civil Nacional: Florianópolis. 2013,121p. Disponível em https://www.ceped.ufsc.br/wp-content/uploads/2014/09/Livro_DefesaCivil_4ed_Completo.pdf. Acesso em 26 de setembro de 2020. DUTRA, A. 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2578 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 ASSISTENTES SOCIAIS EM EQUIPES MULTIPROFISSIONAIS NO CONTEXTO DA PANDEMIA POR COVID-19 Bruna Cristina Faustino de Souza;Stella Aparecida Geraldo Lima;Ana Maria Santana de Alcântara;Cristhiene Montone Nunes Ramires; Covid-19, Serviço Social, Equipe Multiprofissional, Saúde e Desigualdade Este artigo busca realizar uma reflexão sobre o novo coronavírus e as relações sociais de classe, gênero e raça/etnia, como subsídio para a análise do trabalho do (a) assistente social no atual contexto, especialmente no que concerne o diálogo com a equipe multiprofissional em uma unidade de urgência e emergência. Possui como metodologia o relato de experiência de residentes multiprofissionais em Serviço Social da Universidade Federal de São Paulo, inseridas no campo de prática do Hospital São Paulo, organização com significante aparato de atendimento à vítimas do novo coronavírus. O cenário pandêmico alterou de maneira brutal o funcionamento da sociedade e dos serviços de saúde, acirrando as desigualdades sociais e evidenciando a relevância de um sistema de saúde universal, integral e equânime. A incorporação do conceito ampliado de saúde e o acesso à políticas sociais de qualidade destacam-se como elementos imprescindíveis para o enfrentamento de tal crise sanitária, que é resultante da crise estrutural do capitalismo. AQUINO, E. M. L. et al. Medidas de distanciamento social no controle da pandemia de COVID-19: potenciais impactos e desafios no Brasil. Rio de Janeiro: Ciência & Saúde Coletiva, v. 25, p. 2423-2446, 2020. BRASIL. Portaria nº 1.600, de 7 de julho de 2011. Reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União, 2011. CFESS. Parâmetros para atuação de assistentes sociais na política de saúde. Brasília: CFESS, p. 82, 2010. CISNE, M. Relações sociais de sexo, “raça”/etnia e classe: uma análise feminista-materialista. Brasília: Temporalis, ano 14, n. 28, p. 133-149, julho-dezembro, 2014. ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA. Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde. A gestão de riscos e governança na pandemia por covid-19 no Brasil: análise dos decretos estaduais no primeiro mês - relatório técnico e sumário executivo. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2020. GIGLIO-JACQUEMOT, A. Urgências e Emergências em Saúde: perspectivas de profissionais e usuários. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2005. HARVEY, D. et al. Coronavírus e a luta de classes. Brasil: Terra sem Amos, 2020. IBGE. Desigualdade Social por cor ou raça no Brasil. IBGE, Rio de Janeiro, 2019. Disponível em https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101681_informativo.pdf. Acesso em: 13/04/2020. KERGOAT, D. Dinâmica e consubstancialidade das relações sociais. São Paulo: Novos Estudos (Cebrap), São Paulo, n. 86, mar. 2010. MOREIRA, E. et al. Em tempos de pandemia: Propostas para a defesa da vida e de direitos sociais. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro - Centro de Filosofia e Ciências Humanas - Escola de Serviço Social, 2020. MOTA, A. E. et al. Serviço social e saúde: formação e trabalho profissional. São Paulo: Cortez, 2009. SAFFIOTI, H. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Perseu Abramo, 2004. SPOSATI, A. de O. COVID-19 Revela a Desigualdade de Condições da Vida dos Brasileiros. Revista NAU Social - v.11, n.20, p. 101 – 103 Mai/Out 2020.
2579 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA Jéssica de Andrade;Ana Maria Santana de Alcântara;Cristhiene Montone Nunes Ramires; Serviço Social, Residência Hospitalar, COVID19 Este trabalho tem como objetivo elucidar sobre a atuação do residente de Serviço Social aos usuários internados no Pronto Socorro do HU - Hospital São Paulo, a partir da declaração de Pandemia do COVID-19 em 11 de Março de 2020, através da Organização Mundial da Saúde - OMS, mediante relato de experiência. Diante de tal fato, as práticas profissionais do Serviço Social necessitaram de novos arranjos e discussões conjuntas, para garantir a assistência integral aos usuários que acessam a política pública de saúde, pautando sempre nas legislações, decretos e portarias vigentes. Para o desenvolvimento metodológico deste artigo, utilizou-se uma abordagem qualitativa e observação empírica da realidade, buscando respaldar-se em revisão de literatura, legislações pertinentes e pesquisa documental e assim, subsidiar as reflexões e discussões transcorridas durante o estudo. BRASIL. Lei Orgânica da Saúde de nº 8.080 de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Brasília: Ministério da Saúde, 1990. BRASIL. Lei nº 11.129, de 30 de junho de 2005.Institui o Programa Nacional de Inclusão de Jovens – ProJovem; cria o Conselho Nacional da Juventude – CNJ e a Secretaria Nacional de Juventude; altera as Leis nº s 10.683, de 28 de maio de 2003, e 10.429, de 24 de abril de 2002; e dá outras providências. Brasília: Ministério da Educação, 2005. BRASIL. Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020. Dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus responsável pelo surto de 2019. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. BRASIL. Portaria nº 356, de 11 de março de 2020. Dispõe sobre a regulamentação e operacionalização do disposto na Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, que estabelece as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (COVID-19). Diário Oficial da União, 2020 BRASIL. Portaria nº 1.600, de 7 de julho de 2011. Reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União, 2011. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Código de Ética do Assistente Social. Brasília: CFESS, 2009. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Parâmetros para atuação de assistentes sociais na política de Assistência Social. Série trabalho e projeto profissional nas políticas sociais, n°1, Brasília: CFESS, 2009. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL. Novas orientações do CRESS-SP para Assistentes Sociais sobre o trabalho profissional diante da pandemia do coronavírus COVID - 19. Brasília: CRESS, 2020. FERNANDES, Sandra. O Pronto Socorro do Hospital São Paulo: Entre o Ensino e a Assistência.2011. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).Disponívelem:http://repositorio.unifesp.br/bitstream/handle/11600/9865/Publico-12729.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acessado em: 04 de Maio de 2020. GEOCZE, Luciana Projeto Pedagógico Programa de Residência Multiprofissional ou em Área Profissional da Saúde Processo de Autorização. São Paulo – SP, 2012. Disponível em: https://www.unifesp.br/reitoria/proec/images/projeto-pedagogico5.pdf. Acesso: 19 Jun 2020. MARTINELLI, M. L. O exercício profissional do assistente social na área da Saúde: Algumas reflexões éticas. Serviço Social & Saúde. São Paulo: UNICAMP, v. 6, (VI) p.21-34, maio, 2007. MATOS, M. C. de. Serviço Social, ética e saúde: reflexões para o exercício profissional. 2º ed. São Paulo, Cortez: 2017 MATOS, Maurílio. A pandemia do coronavírus (COVID-19) e o trabalho de assistentes sociais na saúde. Disponível em: . Acessado em 19 de Maio de 2020
2580 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 OS INVISÍVEIS SOCIAIS Isabela Maciel Pires;Caroline Lane Lopes Silvares; Assistência Social;, CREAS;, Pandemia de Covid-19;, Acompanhamento Social; O presente artigo traz uma reflexão sobre a atuação do assistente social e do psicólogo, na política de Assistência Social, mais especificamente no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) do município de Niterói. Tem como objetivo mostrar os limites e possibilidades de atendimento neste espaço sócio ocupacional, tal como o enfrentamento pela garantia de direitos e acesso aos benefícios sócio assistenciais dos usuários, frente à pandemia do Novo Coronavírusontribuindo para reflexão sobre a atuação do assistente social e do psicólogo neste período de isolamento social. O estudo tem por metodologia a pesquisa bibliográfica e relatos decorrentes do fazer profissional nesse espaço sócio ocupacional. BRASIL, Decreto nº 10282 de 20 de março de 2020. Disponível em: https://www.normasbrasil.com.br/norma/decreto-10282-2020_391292.html. Acessado em: 01/07/2020. CFESS, Conselho Federal de Serviço Social. Os impactos do Coronavírus no trabalho do/a assistente social. Brasília (DF): 23 de março de 2020. Disponível em: . Acessado em: 01/07/2020. CFP, Conselho Federal de Psicologia. Coronavírus: comunicado à categoria. Brasília (DF): 14 de março de 2020. Disponível em: . Acessado em: 01/07/2020. CFP, Conselho Federal de Psicologia. Coronavírus: cuidado com profissionais que atuam no SUS e no SUAS, Brasília (DF): 19 de março de 2020. Disponível em: . Acessado em: 01/07/2020. GARCIA, Diego e PAMPLONA, Nicola. Pretos, pardos, pobres e sem estudo são mais afetados pela Covid. Rio de Janeiro: Folha de São Paulo, 24 de junho de 2020. Disponível em: < https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/06/pretos-pardos-pobres-e-sem-estudo-sao-mais-afetados-pela-covid.shtml>. Acessado em: 03/07/2020. IAMAMOTO, Marilda Villela. O serviço social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. São Paulo: Cortez Editora, 2004, 3ª edição. MINISTÉRIO DA CIDADANIA, Secretaria Nacional de Assistência Social. Centro de Referência Especializado da Assistência Social. Brasília: 12 de dezembro de 2019. Disponível em: < https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/unidades-de-atendimento/centro-de-referencia-especializado-de-assistencia-social-creas>. Acessado em: 26/06/2020. MINISTÉRIO DA CIDADANIA, Secretaria Nacional de Assistência Social. Portaria nº 54/2020. Brasília: 1 de abril de 2020. Disponível em: . Acessado em: 01/07/2020. MINISTÉRIO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME, Secretaria Nacional de Assistência Social. Política Nacional de Assistência Social PNAS/2004. Brasília: Novembro de 2005. Disponível em: http://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf. Acessado em: 01/07/2020. MINISTÉRIO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME, Secretaria Nacional de Assistência Social. Norma Operacional Básica NOB/SUAS: construindo as bases para a implantação do Sistema Único de Assistência Social. Brasília: Julho de 2005. Disponível em: < http://www.assistenciasocial.al.gov.br/sala-de-imprensa/arquivos/NOB-SUAS.pdf>. Acessado em: 01/07/2020, MOTA, A. E. As tendências da política de Assistência Social, o SUAS e a formação profissional. In: _____ (org) O mito da Assistência Social: ensaios sobre Estado, Política e Sociedade. 3. Ed.- São Paulo: Cortez, 2009. SILVA, Nilson Tadeu Reis Campos. Alteridade: a identificação da diferença. In: Revista Direitos Culturais. Santo Ângelo, v. 5, n.8, p. 131-166, jan./jun. 2010. Disponível em: Acessado em: 30/06/2020. SPOSATI, A. A assistência social e a trivialização dos padrões de reprodução social. In: SPOSATI Aldaiza; FALCÃO, Maria do Carmo; FLEURY, Sônia Maria. Os desassistidos sociais. 3 ed. São Paulo: Cortez 1995, p.05-22.
2581 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 CONSULTÓRIO DE RUA DE BELO HORIZONTE E OS DESAFIOS ENFRENTADOS NA PANDEMIA DO COVID-19 Ana Carolina de Freitas Campos;Aruã Siman Alves de Resende; pandemia, população em situação de rua, saúde O presente artigo traz o debate sobre a atuação do Consultório de Rua de Belo Horizonte durante o período da pandemia do COVID19. Por ser um equipamento de saúde volante, muitas práticas de processos de trabalho tiveram que ser repensadas para que o cuidado continuasse a ser garantido. Entretanto há uma fragilidade importante nas políticas sociais que envolvem a população em situação de rua e que ficaram mais evidentes nesse momento de crise sanitária, econômica e social que estamos vivenciando, mostrando a imensa lacuna que ainda temos na garantia dos direitos sociais das populações vulnerabilizadas. BOLSONARO, Jair In: MOTA, Erick. Bolsonaro sobre coronavírus: “Alguns vão morrer, lamento, essa é a vida”. Jornal Congresso em Foco, 2020. Disponível em: . Acesso em 15/10/2020. BRASIL, Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 1988. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 122, de 25 de janeiro de 2011. Define as diretrizes de organização e funcionamento das Equipes de Consultório na Rua. Disponível em: . Acesso em: 27/07/2020 BUTLER, JUDITH. O capitalismo tem seus limites. Boitempo, 20/03/2020. Disponível em : . Acesso em 16/10/2020 DUNKER, C. Prefácio à edição brasileira. In: ZIZEK, S, Covid-19 e a Reinvenção do Comunismo. São Paulo: Boitempo, 2020. KALIL, Alexandre In: FIGUEIREDO, Pedro Augusto. Se der muito conforto, população em situação de rua vai aumentar, diz Kalil. Jornal O Tempo, 2020. Disponível em: . Acesso em: 17/10/2020. PASSOS, R. G.; PEREIRA, M. O. Luta Antimanicomial e Feminismos: discussões de gênero, raça e classe para a Reforma Psiquiátrica brasileira. Rio de Janeiro: Autografia, 2017. SILVA, Rosimeire Aparecida da. Reforma psiquiátrica e redução de danos: um encontro intempestivo e decidido na construção política da clínica para sujeitos que se drogam. Belo Horizonte: 2015. Disponível em . Acesso em: 04/08/2020 ZIZEK, S. Covid-19 e a reinvenção do comunismo. São Paulo: Boitempo, 2020.
2582 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 O SURGIMENTO DO SERVIÇO SOCIAL NA SOCIEDADE CAPITALISTA Cleverton Alves de Souza; Serviço Social. Capitalismo. Assistente Social. Saúde. Este artigo objetiva fazer algumas reflexões sobre a emergência do Serviço Social na sociedade capitalista, com ênfase na inserção das/os assistentes sociais na área da saúde. A partir de discussões teóricas de autores que estudam a temática são elencados elementos históricos e conjunturais sobre o modo de produção capitalista, para compreender o reconhecimento da questão social por parte do Estado e a necessidade de profissionais, entre eles as/os assistentes sociais, para a execução de serviços e políticas sociais, a exemplo da saúde, que atenuassem possíveis conflitos oriundos da relação capital x trabalho. Nesse processo, é traçado um panorama da origem do Serviço Social e feitas algumas sinalizações sobre a inclusão da/o assistente social na saúde, com indicações sobre essas questões na contemporaneidade, considerando-se a crise sanitária atualmente vivenciada no Brasil e no mundo. Assim, em um tempo tão adverso e no qual há cada vez mais a exacerbação da lucratividade, o Estado como aliado do grande capital produtivo e financeiro e o desmonte de direitos e políticas sociais, é fundamental refletir sobre a saúde enquanto direito de todos e dever do Estado e a inserção do assistente social, trabalhador da saúde, nesse contexto. BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Cofin 2020/08/19 (dados até 16 e 18/08/2020) Comissão de Orçamento e Financiamento (CNS). Brasília, DF: Ministério da Saúde, Conselho Nacional da Saúde, 2020. Disponível em: https://conselho.saude.gov.br/images/comissoes/cofin/boletim/Boletim_2020_0819_T1_2_3_G1_ate_16e18_RB-FF-CO.pdf. Acesso em: 23 ago. 2020. 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2583 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 ECONOMIA DOMÉSTICA E SERVIÇO SOCIAL José Carlos do Amaral Junior; Economia Doméstica, Serviço Social, Ensino Superior O objetivo desse trabalho foi destacar as principais contingências históricas da relação existente entre a Economia Doméstica e o Serviço Social. Baseado no materialismo histórico-dialético, desenvolveu uma pesquisa exploratória acerca da gênese dos dois campos no Brasil e no mundo. Foi possível perceber, nesse movimento, que ambos os campos tiveram origem no capitalismo concorrencial do século XIX, institucionalizando-se na era do capital monopolista. Historicamente a Economia Doméstica se manteve mais próxima as ciências agrárias e biológicas inclinando-se para as refrações da “questão social” de contexto rural, em detrimento do Serviço Social, orientado massivamente àquelas expressões ligadas ao contexto do proletariado urbano-industrial. Percebe-se ainda que a aproximação entre os dois campos ocorre após intensa crise de legitimidade da Economia Doméstica, fenômeno que culminaria em sua extinção, mas ainda coloca questões importantes sobre o desdobramento dessa relação para a formação e a prática dos assistentes sociais. AMARAL JUNIOR, J. C. A Pedagogia do Doméstico: uma memória apreendida da síntese dialética entre Economia Doméstica e Extensão Rural. Tese (Doutorado em Memória: Linguagem e Sociedade) - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Vitória da Conquista, Bahia, 2020a. AMARAL JUNIOR, J. C. Extensão rural e Serviço Social: análise das contingências históricas do assistente social na prática extensionista paranaense. 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2584 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 A QUESTÃO SOCIAL NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO Flavio dos Santos Brito; Questão Social; Estado; Capitalismo A questão social constitui-se como a essência do processo prático e teórico de intervenção do Serviço Social. Ela encontra-se inscrita nos mais diversos segmentos de atuação profissional e é desta maneira, entrelaçada, como objeto de teorização para sua melhor compreensão e elucidação. A questão social encontra-se desta forma estreitamente vinculada ao processo histórico de mercantilização da economia e encontra no aparelho estatal um agente fortemente promotor das disparidades sociais, econômicas, democráticas e políticas na sociedade civil em suas mais variadas composições de classes. AMORIM, Andrêssa Gomes Carvalho de. Para uma Crítica Marxista do Estado e da Administração Pública. IN: Revista em Pauta: Teoria social e realidade contemporânea. Vol. 1, nº1. RJ. UERJ/FSS, 1993. BEHRING, Elaine Rossetti. Brasil em contra-reforma: desestruturação do Estado e perda de direitos. 2. Ed. São Paulo: Cortez, 2008. BOBBIO, Norberto; BOVERO, Michelangelo. Sociedade e Estado na Filosofia Política Moderna. Tradução: Carlos Nelson Coutinho. 4ª. ed.; editora brasiliense. São Paulo, 1994. COUTINHO, Carlos Nelson. Gramsci – um estudo sobre seu pensamento político. Rio de Janeiro: Campus, 1992. CHESNAIS, F. A mundialização do capital. SP: Xamã. 1996. HABERMAMS, J. Mudança estrutural da esfera pública. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1984 apud NETTO, J. P. Capitalismo monopolista e serviço social. 6. ed. São Paulo, Cortez, 2007. HOLLOWAY, J. (1982). Fundamentos Teóricos para uma Crítica Marxista de La Administración Pública. México. Instituto Nacional de Administración Pública. IAMAMOTO, M. V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 3ª. ed. SP: Cortez, 2008. IAMAMOTO, Marilda Villela. A Questão Social no Capitalismo. IN: Temporalis/Associação Brasileira de Ensino em Serviço Social. Ano. 2, n.3 (jan/jul. 2001). Brasília: ABEPSS, Grafline, 2001, pp. 9-32. IANNE, O. Capitalismo, violência e terrorismo. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2004. LIGUORI, Guido. Roteiros para Gramsci. Trad. Luiz Sérgio Henriques. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007. MARANHÃO, Cézar Henrique. Acumulação, trabalho e superprodução: crítica ao conceito de exclusão social. IN: O Mito da assistência social: ensaios sobre Estado, política e sociedade. 3ª. ed. São Paulo: Cortez, 2009. MARTORANO, L.C. (2002) – A Burocracia e os desafios da transição socialista. São Paulo, Xamã, 2002. MARX, Karl. Glosas Críticas: marginais ao artigo “O rei da Prússia e a reforma social” de um prussiano. 1ª. Ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. MARX, K. O Capital – A critica da economia política. Cap.XXIII. São Paulo: NOVA Cultural, 1985. MOTA, Ana Elizabete (Org.). Questão social e Serviço Social: um debate contemporâneo. IN: O Mito da assistência social: ensaios sobre Estado, política e sociedade. 3ª.ed. São Paulo: Cortez, 2009. NETTO, J. P. Cinco notas a propósito da questão social. Temporalis. ABEPSS, Brasília, 2001, nº3, pp. 41-45. Janeiro/Junho 2001. NETTO, J. P. Capitalismo monopolista e serviço social. 6. ed. São Paulo, Cortez, 2007. NETTO, José Paulo; BRAZ, Marcelo. Economia política: uma introdução crítica. 6ª.ed. São Paulo: Cortez, 2010 (Biblioteca básica de Serviço Social; v.1). NOGUEIRA, M. A. (1998). As Possibilidades da Política, São Paulo, Paz e Terra. PARO, V. H. (2000) – Administração escolar: introdução crítica. 9ª edição. São Paulo, Cortez. PEREIRA, Potyara A. P. Questão social, Serviço Social e Direitos de Cidadania. Temporalis. ABEPSS, Brasília, ano III, nº3, pp.51-61. Janeiro/Junho 2001. POULANTZAS, N. (1985). O Estado, O Poder, o Socialismo, Rio de Janeiro, Graal 2ª ed. YAZBEK, M. C. Pobreza e exclusão social: expressões da questão social. Temporalis. ABEPSS, Brasília, ano III, nº3, pp.33-40. Janeiro/Junho 2001.
2585 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 O ESTADO NEOLIBERAL E A PROPOSTA DE EMPODERAMENTO FEMININO Débora Elita de Sousa Silva; Neoliberalismo. Empoderamento. Movimentos feministas. Nesta pesquisa nos propomos a analisar as teorias que inspiram o modelo estatal neoliberal e suas implicações sobre a perspectiva de empoderamento feminino. Neste sentido, foi necessária a apreensão das origens e das principais teorias que fundamentam o pensamento neoliberal; das implicações que o relacionam com a perspectiva de empoderamento feminino; e das limitações que caracterizam o modelo de desenvolvimento social neoliberal e a estratégia de empoderamento feminino. O percurso teórico-analítico foi traçado por meio de pesquisa bibliográfica das principais referências que fomentam o neoliberalismo, bem como dos que defendem o empoderamento como causa última pela qual a humanidade precisa lutar. Para fazer a problematização das limitações teóricas e político-práticas recorremos às referências marxistas materialistas que versam sobre o projeto neoliberal e os desafios ao feminismo marxista na atualidade. Concluímos que o neoliberalismo se apresenta como defensor da liberdade dos indivíduos, mas a concebe de forma restrita aos interesses de expansão do capital. Adentrando todas as esferas da vida social, o neoliberalismo apropria-se das pautas feministas e as converte em meios de valorização do capital via mercado. Contudo, esses processos não ocorrem de forma passiva. A degradação da vida pode suscitar a resistência e a transformação radical da sociedade. A luta contra o projeto neoliberal deve ser traçada por todos os trabalhadores e trabalhadoras, feministas, anticapitalistas, antirracistas, anti-lgbtfóbicas e ecossocialistas, rumo à plena expansão e emancipação do gênero humano. ALCARAZ, M.F. “2020 será o ano do aborto legal, é irreversível que se torne lei”, diz María Florencia Alcaraz. CartaCapital. [S.I.] 2020. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/2020-sera-o-ano-do-aborto-legal-e-irreversivel-que-se-torne-lei-diz-maria-florencia-alcaraz. Acesso em 30 set. 2020. ALMEIDA, Janaiky Pereira. Empoderamento X Consciência militante feminista: contribuições ao debate. In: ALMEIDA, J.P. Organismos Internacionais e enfrentamento à precarização do trabalho das mulheres na América Latina. Tese (Doutorado - Doutorado em Política Social) – Universidade de Brasília, Brasília, 2017.p.217-220. Disponível em: https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/23974/1/2017_JanaikyPereiradeAlmeida.pdf. Acesso em 5 Jun. 2020. 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2586 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 A QUESTÃO RACIAL DE ASSISTENTES SOCIAIS NEGRAS NOS ESPAÇOS SÓCIO-OCUPACIONAIS Alessandra Mayra Maidana;Fabíola Regina Falcoski; assistente social negra, racismo, questão racial, serviço social Resumo: O presente estudo se faz importante para os profissionais e estudantes de Serviço Social que se deve, por um lado, pela necessidade da discussão das consequências da escravidão na vida de pessoas negras na sociedade e, por outro lado, refletir ações afirmativas no enfrentamento ao racismo estrutural e institucional que estão inseridas Assistentes Sociais pretas (os) e pardas (os). O objetivo principal é compreender quais impactos estão atravessando o cotidiano de profissionais do Serviço Social, bem como versará a auto percepção e situações acerca do racismo vivido por estas na sua rotina de trabalho do município de São José do Rio Preto na cidade de São Paulo. O estudo foi desenvolvido observando o cotidiano de 18 assistentes sociais que se classificam pretas ou pardas. Para coleta dos dados, foi realizado um questionário a partir da temática étnica/racial. ABEPSS. Subsídio para o debate étnico-racial na formação em Serviço Social. Vitória. Ano 2018. Disponível em http://www.abepss.org.br/arquivos/anexos/subsidio_debate_uestao_etnico_servico_social-201812041419427146430.pdf. Acesso em 29 ago. 2020. ALMEIDA, Silvio Luiz de. Racismo Estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019. 264 p. (Feminismos Plurais/ coordenação Djamila Ribeiro ISBN: 978-85-98349-74-9 ALVES, Leonardo Dias. 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2587 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 CFESS MANIFESTA Claudiana Tavares da Silva Sgorlon;Mabel Mascarenhas Torres; Serviço Social, Comunicação, CFESS Manifesta, Posicionamento Político O artigo apresenta uma reflexão sobre os conteúdos expressos na peça comunicacional denominada CFESS Manifesta, produzida pelo Conselho Federal de Serviço Social- CFESS. Esta peça comunicacional trata de temáticas fundamentais para formação do posicionamento ético e político dos assistentes sociais, contribuindo para a construção da imagem do Serviço Social associada a defesa dos direitos humanos e sociais. A coleta de informações abarcou os números do CFESS Manifesta publicados no período de 2004 a 2020, totalizando 178 edições. A análise do conteúdo do CFESS Manifesta foi direcionada para dois aspectos: as temáticas propostas e o direcionamento político expresso. Como resultado afirma-se que o CFESS Manifesta pode subsidiar os assistentes sociais na construção de um ponto de vista crítico e político acerca da realidade social, além de contribuir para a construção da imagem da profissão associada a defesa dos direitos humanos e sociais. CHAUI, M. Simulacro e poder: uma análise da mídia. São Paulo: Bartira, 2006. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL – CFESS. Política nacional de comunicação: conjunto CFESS-CRESS. 2. ed. Brasília: CFESS, 2010. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL – CFESS. O amor fala todas as línguas – Assistente social na luta contra o preconceito: campanha pela livre orientação e expressão sexual. CFESS Manifesta, Brasília: CFESS, 2007. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/CFESSMANIFESTAOAMORFALATODASASLINGUAS.pdf Acesso em: 12/10/2020. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL – CFESS. Serviço Social e análise de conjuntura. CFESS Manifesta, Brasília: CFESS, 2015. 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2588 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 A COMPREENSÃO DO DEBATE SOBRE O ENVELHECIMENTO NO BRASIL ROSIRAN CARVALHO DE FREITAS MONTENEGRO; Envelhecimento, questão social, proteção social Trata-se de uma Resenha do Livro Envelhecimento e Trabalho no tempo do capital: implicações para a proteção social no Brasil, autoria de Solange Maria Teixeira. TEIXEIRA, Solange Maria. Envelhecimento e trabalho no tempo do capital: implicações para a proteção social no Brasil. São Paulo: Cortez, 2008.
2589 sesoperspectiva v. 5 n. 1 (2021): CRISE SANITÁRIA E A INTENSIFICAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL: SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICAS SOCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19 FUTURE-SE Anna Flávia Perondi da Cunha Gusman de Oliveira; Educação Superior. Formação Profissional. Serviço Social. Programa Futura-se. Esse resumo apresenta o tema, os objetivos, a metodologia e os resultados identificados durante a pesquisa para construção do meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL. Diretrizes gerais para o curso de serviço social. Rio de Janeiro: ABEPSS, Disponível em: http://www.abepss.org.br/arquivos/textos/documento_201603311138166377210.p df. Acesso em: 06 out. 2019. BRASIL. Código de Ética do/a Assistente Social. Lei 8.662/93 de regulamentação da profissão. 10 ed. rev. e atual. Brasília: Conselho Federal de Serviço Social, 2012. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf. Acesso em: 07 set. 2020. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ano , n. 248, p. 27833-28110, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 29 ago. 2020. BEZERRA, Fábio; IASI, Mauro. Projeto de lei “Future-se”: contradições e ameaças a pesquisa, ensino e extensão. Rede Tecnológica de Extensão Popular, 18 jul. 1 vídeo (1h:57 min). Live. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_maf1lhXPOQ&t=16s. Acesso em: 01 ago. Participação de Mauro Luis Iasi e Fábio Bezerra.
2624 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA EDIÇÃO COMPLETA Revista Serviço Social em Perspectiva; Serviço Social, Estágio, Supervisão Edição Completa - Vol. 4 , Num. 01 Edição Completa - Vol. 04, Num. 01 (Jan.Jun./2020)
2593 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL Diana Cristina Rebouças dos Reis; Estágio. Formação Profissional. Serviço Social. Importância. O presente artigo traz um debate sobre a importância do estágio supervisionado para a formação profissional do Assistente Social, analisando os desafios e possibilidades existentes nesta fase, buscando expor seus impactos na construção do profissional em questão. Considera-se a discussão da referida temática de suma importância, visto que a pesquisa, investigação e análise das atividades que envolvem o estágio supervisionado em Serviço Social permitem criar um processo reflexivo e, numa perspectiva emancipatória, fortalecer a possibilidade de fomentar estratégias de intervenções propositivas e comprometidas com a classe trabalhadora. Dessa forma, tendo como compromisso a qualidade dos serviços, o diálogo dessas estratégias objetiva enriquecer o arsenal teórico e criar respostas criativas e eficientes para as demandas que se apresentam para o Serviço Social. A elaboração desse estudo tem suporte em pesquisas bibliográficas e documentais, bem como os aparatos legais que normatizam o estágio supervisionado. Através da análise dos estudos realizados, pôde-se perceber que o estágio possui grande importância no processo de construção das competências profissionais e é fundamental para enriquecer os conhecimentos teórico-práticos, proporcionando a/o estagiário/a o acesso a uma gama de experiências valiosas. ABEPSS. Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Brasília: CFESS, 2010. Disponível em: cfess.org.br/arquivos/pneabepss_maio2010_corrigida.pdf. Acesso em 28 abri. 2020. ALMEIDA, Suênya Thatiane Souza de. A importância do Estágio Supervisionado na formação do profissional do Assistente Social. Artigo em Serviço Social. III Simpósio Mineiro de Assistentes Sociais. Disponível em: https://www.cress-mg.org.br/arquivos/simposio/A%20IMPORTÂNCIA%20DO%20ESTÁGIO%20SUPERVISIONADO%20NA%20FORMAÇÃO%20PROFISSIONAL%20DO%20ASSISTENTE%20SOCIAL.pdf. Acesso em: 17 mai. 2020. BURIOLLA, Marta Alice Feiten. Supervisão em serviço social: o supervisor, sua relação e seus papéis. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2003. Acesso em: 15 mai. 2020. CAPUTI, Lesliane. Supervisão de estágio em Serviço Social: significâncias e significados. Artigo em Serviço Social. Rev. katálysis vol.19 no.3 Florianópolis out./dez. 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1414-49802016.003.00009. Acesso em: 29 abri. 2020. CFESS. Código de Ética do Assistente Social. 1993. Disponível em: . Acesso em: 29 abri. 2020. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Legislação e Resoluções sobre o Trabalho do/a Assistente Social. Resolução CFESS 533/2008. Regulamenta a SUPERVISÃO DIRETA DE ESTÁGIO no Serviço Social. Brasília: CFESS, 2011. Disponível em: www.cfess.org.br. Acesso em 27 abri. 2020. GUERRA, I.; BRAGA, M.E. Supervisão em Serviço Social. In: CFESS, Serviço Social: Direitos e competências profissionais. Brasília: CFESS, 2009. Disponível em: www.cressrn.org.br/files/arquivos/46m757L928C08m9UzW7b.pdf. Acesso em 28 abri. 2020. GUERRA, Yolanda. O ensino da prática no novo currículo: elementos para o debate. 2002. Acesso em 15 mai. 2020. IAMAMOTO, M. V. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2003. Acesso em 18 mai. 2020. LEWGOY, A.M.B. Supervisão de estágio em Serviço Social: desafios para a formação e exercício profissional. São Paulo: Cortez, 2009. Acesso em: 29 abri. 2020. ______. Meia formação não garante um direito: o que você precisa saber sobre a supervisão direta de estágio em Serviço Social. Brasília, 2012. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/BROCHURACFESS_ESTAGIO-SUPERVISIONADO.pdf. Acesso em 28 abri. 2020. SANTANA, Necilda de Moura. O Processo de Supervisão na Formação Profissional do Assistente Social. Disponivel em: http://www.castelo branco.br/sistema/novoenfoque/files/07/03.pdf. Acesso em 28 abri. 2020.
2594 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO SUPERVISÃO DIRETA DE ESTÁGIO E OS INSTRUMENTOS NORMATIVOS Greice dos Reis Santos;Marina Valéria Delage Vicente Mancini;Victoria Sabatine de Paiva Neves; Estágio Supervisionado. Serviço Social. Supervisão de campo. Teoria e Prática. Instrumentos Normativos. O artigo possui como propósito refletir sobre o estágio supervisionado em Serviço Social com ênfase na supervisão de campo. Para tanto, no intuito de cumprir com o objetivo proposto abordamos na primeira parte do artigo a relação entre teoria e prática e sua relevância no processo de formação dos futuros assistentes sociais, já num segundo momento trouxemos o debate acerca dos instrumentos normativos os quais respaldam o estágio supervisionado em Serviço Social e por fim elencamos com base em vivências profissionais e estudos, os desafios atuais que estão sendo colocados a supervisão de campo. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL - ABEPSS. Diretrizes Gerais para o Curso de Serviço Social - Com base no Currículo Mínimo aprovado em Assembleia Geral Extraordinária de 8 de novembro de 1996. Rio de Janeiro, Novembro de 1996. Disponível em: ABEPSS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL - ABEPSS. Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social - Abepss, maio 2010. Disponível em: PNE versao maio 2010 corrigida1 CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Legislação e Resoluções sobre o Trabalho do/a Assistente Social. Lei de Regulamentação da Profissão (Lei 8.662). Brasília: CFESS, 2011. Disponível em: www.cfess.org.br CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Legislação e Resoluções sobre o Trabalho do/a Assistente Social. Código de Ética do/a Assistente Social. Brasília: CFESS, 2011. Disponível em: www.cfess.org.br CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Legislação e Resoluções sobre o Trabalho do/a Assistente Social. Resolução CFESS 533/2008. Regulamenta a SUPERVISÃO DIRETA DE ESTÁGIO no Serviço Social. Brasília: CFESS, 2011. Disponível em: www.cfess.org.br GUERRA, Y D. A Dimensão Técnico-operativa do exercício profissional. In: A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2012. GUERRA, Y. D. O estágio supervisionado como espaço de síntese da unidade dialética entre teoria e prática: o perfil do profissional em disputa. In: A supervisão de estágio em serviço social: aprendizados, processos e desafios. Cláudia Mônica dos Santos, Alzira Maria Baptista Lewgoy, Maria Helena Elpídio Abreu, organizadoras da coletânea; Valeria Forti e Yolanda Guerra, coordenadoras da série. - Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2016. IAMAMOTO, M. V. O Serviço Social na cena contemporânea. In: Serviço Social: Direitos Sociais e Competências Profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009 LEWGOY, A. M. B. O Estágio Supervisionado em Serviço Social. In:Temporalis, Brasília (DF), ano 13, n.25, p.63-90, jan./jun.2013. PEREIRA, L. D. Expansão dos cursos de Serviço Social na modalidade EAD no Brasil: análise da tendência à desqualificação profissional. In: Serviço Social e Educação. Orgs.: Larissa Dahmer Pereira e Ney Luiz Teixeira de Almeida. Coordenação: Valeria Forti e Yolanda Guerra. 2ª edição. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2012. SANTOS, C. M. As Dimensões da Prática Profissional do Serviço Social. In: Revista Libertas - Faculdade de Serviço Social - UFJF, v. 2 jul/dez/2002. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2003. SANTOS, C. M; ABREU, M. H. E. Desafios do Estágio supervisionado na atualidade. In: Serviço Social e Educação. Orgs.: Larissa Dahmer Pereira e Ney Luiz Teixeira de Almeida. Coordenação: Valeria Forti e Yolanda Guerra. 2ª edição. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2012. SANTOS, C. M. Na Prática a Teoria é Outra? Mitos e Dilemas na Relação entre Teoria, Prática, Instrumentos e Técnicas no Serviço Social. 3ª edição. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2013. SANTOS, C. M. et al. Supervisão de estágio em serviço social: desafios e estratégias para sua operacionalização. In: A supervisão de estágio em serviço social: aprendizados, processos e desafios. Cláudia Mônica dos Santos, Alzira Maria Baptista Lewgoy, Maria Helena Elpídio Abreu, organizadoras da coletânea; Valeria Forti e Yolanda Guerra, coordenadoras da série. - Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2016.
2595 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL Maicow Lucas Santos Walhers;Laura Cristina Gomes Lima;Gabrielle Stéphany Nascimento Sgarbi;Cirlene Aparecida Hilário da Silva Oliveira; Supervisão de Estágio. Diretrizes Curriculares. Política Nacional de Estágio. Legislações. Refletimos sobre o estágio supervisionado em Serviço Social enquanto um dos elementos centrais do processo da formação profissional, compreendido como atividade curricular obrigatória pelas Diretrizes Curriculares de 1996. A articulação na supervisão de estágio, de campo e acadêmica é fundamental e contribui para que o estágio seja espaço de desenvolvimento de autonomia, aprendizado e de construção do conhecimento mediante a análise crítica da realidade social, fundamentado nos aportes teórico-metodológicos e numa postura ético-política, instrumentalizada na dimensão técnico-operativa do trabalho profissional. Os estudos realizados se baseiam na compreensão de formação profissional e na concepção de estágio supervisionado alicerçadas nas Diretrizes Curriculares e na literatura da área, que norteia o desenvolvimento de um processo formativo crítico, criativo e com competências e habilidades que estejam alicerçadas no projeto ético-político profissional, apresentando os avanços e acúmulos construídos pela categoria a partir da década de 1980. Partindo dessas considerações, objetivamos trazer alguns elementos para a reflexão em relação a supervisão de estágio a partir de suas contribuições das pesquisas realizadas no programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UNESP/Franca, apresentando os avanços e formas de resistência a partir da sua legislações e os desafios (im)postos na cena contemporânea. ABRAMIDES, M. B. C.. O ensino do trabalho profissional: o estágio na formação profissional. Palestra proferida pela Prof° Maria Beatriz Costa Abramides – Vice Presidente da ABEPSS – Região Sul II – Gestão 2003-2004. Florianópolis, 2004. Disponível em: . Acesso em: 23 maio 2020. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL. Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social - ABEPSS. Brasília, DF, 2010. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL. Diretrizes Gerais para o Curso de Serviço Social – ABEPSS. In: CRESS 9ª REGIÃO (Org.). Legislação brasileira para o serviço social: coletânea de leis, decretos, e regulamentos para a instrumentação da(o) assistente social. 3. ed. rev., atual., até dez. 2007. São Paulo, 2007. BENATTI, L. P. dos S.. Trabalho docente em tempos de mundialização do capital – um estudo no âmbito do Serviço Social: microrregional de São José do Rio Preto – ABEPSS Sul II – 2012/2014. 2014. Tese (Doutorado em Serviço Social) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2014. CAPUTI, L.. Supervisão de estágio em Serviço Social: tempo de mundialização do capital – desafios cotidianos e (re) significados! 2014. 228f. Tese (Doutorado em Serviço Social) – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Franca, 2014. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Resolução CFESS n° 533, de 29 de setembro de 2008. Regulamenta a supervisão direta de estágio no Serviço Social.
2596 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO AS CONTRIBUIÇÕES DA COORDENAÇÃO DE ESTÁGIO PARA A QUALIFICAÇÃO DA SUPERVISÃO EM SERVIÇO SOCIAL Júlia Aparecida Soares de Paula;Paula Kropf; O presente artigo realiza o debate centrado na compreensão acerca da Coordenação de Estágio como um agente de potencialização da articulação dos sujeitos envolvidos na supervisão e no processo de formação em Serviço Social. Para isso, na pesquisa buscou-se recorrer às fontes bibliográficas e documentais, bem como à sistematização da experiência profissional como docentes da disciplina de supervisão acadêmica e à frente da gestão na Coordenação de Estágio de uma UFA. Apresenta a histórica construção das conquistas da categoria da valorização do estágio para a formação e elenca alguns desafios enfrentados por estudantes e profissionais supervisores acadêmicos e de campo, gestores e técnicos assistentes sociais. Finalizando, contribui com a análise de ações que podem nortear a intervenção para qualificar a gestão e, consequentemente, a experiência da supervisão do estagiário nos espaços de formação. Nesse sentido, incita um diálogo a partir do entendimento de que uma perspectiva crítica deve ser capaz de estimular uma reflexão teórica dos papeis de cada sujeito do processo de estágio, que possibilite estratégias de enfrentamento consistentes e novas proposições para transformar a realidade da formação profissional. ABEPSS. Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Diretrizes gerais para o curso de Serviço Social. Rio de Janeiro: ABEPSS, 1996. Disponível em: http://www.abepss.org.br/arquivos/textos/documento_201603311138166377210.pdf ______. Política Nacional de Estágio. 2010. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/pneabepss_maio2010_corrigida.pdf BRANT CARVALHO, Maria do Carmo. Gestão social e políticas públicas: uma questão ainda em debate no Século XXI. In: JUNQUEIRA, Luciano Antônio Prates [et al.] (orgs). Gestão Social Mobilizações e Conexões. São Paulo LCTE Editora, 2012. BRASIL. Lei n. 8.662, de 7 de junho de 1993. Regulamentação da profissão de Assistente Social. Diário [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 8 jul. 1993. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais. Disponível em http://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf Acesso: 14/08/2018. ________. Resolução CFESS nº 533, de 29 de setembro de 2008. Regulamenta a SUPERVISÃO DIRETA DE ESTÁGIO no Serviço Social. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/Resolucao533.pdf LEWGOY, A. M. B. Supervisão de Estágio em Serviço Social: desafios para a formação e exercício profissional. São Paulo: Cortez, 2010. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia Alemã. São Paulo: Expressão Popular, 2009. NETTO, José Paulo. A construção do projeto ético-político do Serviço Social. In: MOTA, Ana Elisabete; BRAVO, Maria Inês Souza; UCHÔA, Roberta et al. (Orgs.). Serviço social e saúde: formação e trabalho profissional. São Paulo: Cortez, 2006. TEIXEIRA, Joaquina Barata. Formulação, administração e execução de políticas públicas. In: CFESS/ABEPSS. Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília, CFESS/ABEPSS/CEAD-UnB, 2009.
2597 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL Maria José;Eliana Bolorino; Serviço Social; Estágio Supervisionado, Supervisão Acadêmica. O artigo pretende apresentar e refletir sobre a efetivação do estágio supervisionado, a partir de pesquisa bibliográfica sobre a temática, e pesquisa documental referente a implementação da supervisão acadêmica no Curso de Serviço Social – UNESP/Campus de Franca/SP, tendo como referência as Diretrizes Curriculares da ABEPSS (1996) e as legislações que tratam especificamente do Estágio Supervisionado em Serviço Social (Resolução 533 CFESS; Política Nacional de Estágio – 2010 entre outros). A construção, implementação e avaliação do processo de formação profissional pela atividade de estágio supervisionado e da supervisão acadêmica, objeto de estudo e reflexão desse artigo, evidencia a importância da contribuição de todas as representações da comunidade acadêmica (docentes, discentes/estagiários, supervisores de campo e supervisores acadêmicos) na efetivação de uma formação profissional de qualidade, na direção do projeto ético-político profissional e reafirma a extrema contribuição do estágio supervisionado, de forma específica da supervisão acadêmica, para atingir este objetivo da formação. Diante dos estudos e avaliações realizadas durante o período de 2017 a 2020, reafirma-se a necessidade constante de reflexões e avaliações sobre a realidade do estágio supervisionado nos cursos de Serviço Social, haja vista, os grandes desafios impostos pelas Instituições de Ensino Superior, pelas Instituições Campos de Estágio e pelo acirramento do processo de precarização da educação superior no Brasil. ALMEIDA, N.L.T. Retomando a temática da “sistematização da prática” em Serviço Social. Revista Em Pauta, UERJ, n. 10, 1997 BRASIL. Diretrizes Curriculares para o Curso de Serviço Social. ABEPSS, 1996 BRASIL. Lei que regulamenta a profissão de Assistente Social, CFESS, 1993. BRASIL. Código de Ética profissional do Assistente Social, CFESS, 1993. BRASIL. Resolução N. 533, CFESS, 2008 BRASIL. Política Nacional de Estágio, CFESS, 2010 FAGUNDES, M.C. V. A totalidade como categoria fundamental na construção de um projeto político-pedagógico. In: Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, 13, 2006, Recife. Painel. Recife: UFP, 2006. GIOMETTI, A. B. R.; LIMA, M. J. O. ; GUIMARAES, O. M. 40 Anos do Curso de Serviço Social da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais - Unesp Câmpus de Franca: Trajetória, Experiências e Conquistas. Franca: FCHS/Unesp/Franca, 2017. GUERRA, Y. Em defesa da qualidade, da formação e do trabalho profissional: materialização do projeto ético-político profissional em temos de barbárie. Revista Conexões Geraes – CRESS/MG, n. 5, 2014 IAMAMOTO, M.V. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional. São Paulo: Cortez, 1998. LIMA, T.C.S et. all. A documentação no cotidiano da intervenção dos assistentes sociais: algumas considerações acerca do Diário de Campo. Revista Textos e Contextos, Porto Alegre, v.6, n. 1, 2007 SAMPAIO, S.S; OLIVEIRA R. Análise Institucional ontem e hoje: indicações pertinentes ao fazer profissional. Revista Sociedade em Debate, 20 (2), 2014
2598 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO AS COMPETÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES PRIVATIVAS DO ASSISTENTE SOCIAL Tatiana de Lima Souza;Silvia Emanuely da Silva; Centro de Referência de Assistência Social. Formação profissional. Competências profissionais. Atribuições privativas. Assistência Social. O Centro de Referência de Assistência Social é um espaço onde se insere o Serviço Social, o qual na atual conjuntura passa por um processo de precarização e perda de direitos, rebatendo no cumprimento das atribuições privativas e competências inerentes ao exercício profissional. Durante o estágio obrigatório observou-se que a área da Assistência Social ainda é permeada pelo conservadorismo e o Serviço Social desenvolve um trabalho que busca reafirmar e viabilizar os direitos daqueles que necessitam. Esse trabalho objetiva analisar o exercício das competências e atribuições privativas do Assistente Social no Centro de Referência de Assistência Social. A metodologia consistiu de estudo bibliográfico e observação participante. Os resultados revelaram que as contradições existentes como, baixos salários, condições de trabalho insalubres e a existência de correlação de forças rebatem diretamente no cotidiano da atuação profissional. Em virtude disso, o Assistente Social enfrenta alguns limites no exercício das competências e atribuições que o norteiam, chegando a se distanciar dos valores defendidos bem como de outros documentos que balizam a profissão. Portanto, constatamos que alguns profissionais que trabalham nos Centro de Referência desconhecem quais são seus deveres e acabam desempenhando atividades que não dizem respeito à profissão. Esse cenário contribui para que não ocorra a qualificação das demandas, reflexões acerca da sua prática e da realidade dos usuários. BISNETO, José Augusto. Serviço Social e Saúde Mental: uma análise institucional da prática. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2011. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Política Nacional de Assistência Social (PNAS). Brasília, 2004. CFESS. Conselho Federal de Serviço Social. Código de Ética Profissional do Assistente Social e Lei 8662/93, que regulamenta a profissão de assistente social, 1993. CFESS. Conselho Federal de Serviço Social. Parâmetros para atuação de assistentes sociais na política de assistência social. Brasília: CFESS, 2009. CFESS. Conselho Federal de Serviço Social. Sobre a Incompatibilidade entre Graduação à Distância e Serviço Social. Vol, 2. Brasília: CFESS, 2014. GUERRA, Yolanda. A dimensão técnico-operativa do exercício profissional. In: SANTOS, Claudia Mônica dos; BACX, Sheila; GUERRA, Yolanda (Orgs.). A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora: Ed. da UFJF, 2012. IAMAMOTO, Marilda Vilela. Renovação e Conservadorismo no Serviço Social. Ensaios críticos. São Paulo: Cortez, 1992. ____. Os espaços sócio-ocupacionais do assistente social. In: CFESS/ABEPSS. Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília, 2009. ____. Atribuições Privativas do/a Assistente Social em Questão. 1. ed. ampliada. Brasília: CFESS, 2012. ____. CARVALHO, Raul. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 38ª ed. São Paulo: Cortez, 2013. MOTA, Ana Elizabete. As dimensões da prática profissional. In: Presença Ética. Revista anual do Grupo de estudos e pesquisa sobre ética. PPGSS UFPE. Ano III- nº 3- Recife, dezembro, 2003. PRATES, Jane Cruz. O método marxiano de investigação e o enfoque misto na pesquisa social: uma relação necessária. In: Textos & Contextos (Porto Alegre), v.11, n.1, p. 116-128, jan./jul. 2012. RAICHELIS, Raquel. Proteção Social e o trabalho do assistente social: tendências e disputas na conjuntura de crise mundial. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, n.116, 2013. SIMÕES, Carlos. A profissão e a Lei do Assistente Social. In: Curso de direito do Serviço Social. 1. ed. São Paulo: Cortez, 2007 ____ Na ilha de Robinson: a autonomia e a ética profissional no neoliberalismo. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, n.99, 2009. YAZBEK, Maria Carmelita. Pobreza no Brasil Contemporâneo e suas formas de enfrentamento. In: Revista Serviço Social e Sociedade, nº 110, p.288-323, 2012.
2599 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO SUPERVISÃO DE ESTÁGIO ENQUANTO ATRIBUIÇÃO PRIVATIVA DO ASSISTENTE SOCIAL Sueli do Nascimento;Jaqueline de Melo Barros;Ricardo William Guimarães Machado; : Educação, Formação Profissional; Estágio Supervisionado; Serviço Social. O estágio supervisionado em Serviço Social configura-se como elemento fundante na formação e no ensino do exercício profissional de assistente social, visto que se torna um dos pilares no processo de construção da identidade profissional. Diante disto, o texto tem o papel de mostrar a relevância da atuação do Supervisor de Campo, assim temos como objetivo mapear o campo de estágio do Curso de Serviço Social e traçar o perfil dos supervisores de campo ligados a UniRedentor. Para tanto problematizamos as legislações e normativas pertinentes ao estágio supervisionado em Serviço Social, refletimos sobre o exercício profissional do assistente social enquanto supervisor de campo de estágio identificando limites e possibilidades de sua atuação através de uma problematização fundamentada em uma pesquisa bibliográfica e com aplicação de formulário online respondido, massivamente, pelos questionados. E, por fim, tecemos algumas considerações, que apontam a importância do Projeto Ético-Político do Serviço Social na formação profissional. ABEPSS. Diretrizes Curriculares. Temporalis, ano VII, n14, jul-dez 2007. ABEPSS. Política Nacional de Estágio. Brasília. ABEPSS, Maio-2010. ABESS/CEDEPSS. “Diretrizes gerais para o curso de Serviço Social.” In: Cadernos ABESS nº 7. São Paulo: Cortez, p. 58, 1997. BRASIL. Lei 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2008 (Lei de Estágio) BURIOLLA, M. A. F. O estágio supervisionado. São Paulo: Cortez, 1996. CFESS. Resolução no. 533, de 29 de setembro de 2008. Regulamenta a supervisão direta de estágio em Serviço Social. Brasília, 2008. CFESS. Código de Ética Profissional do Assistente Social. Brasília: CFESS, 1993. CRESS/RJ. Assistente Social: Ética e Direitos. Coletânea de Leis e Resoluções Volume I. 5 ed. Rio de Janeiro: CRESS, Revista e atualizada até junho/ 2008. GUERRA, Yolanda. O estágio Supervisionado como espaço de síntese da unidade dialética entre teoria e prática: o perfil do profissional em disputa. SANTOS, Cláudia Mônica dos. LEWGOY, Alzira Maria Baptista e ABREU, Maria Helena Elpidio. A supervisão de Estágio em Serviço Social: Aprendizados, processos e desafios. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2016. IAMAMOTO, Marilda.V. Os espaços sócio ocupacionais do assistente social. CFESS-ABEPSS. Serviço social: direitos e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009, p. 341-376. IBGE. Panorama. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/tres-rios/panorama. Acesso em 10.06.2019 IBGE. Panorama. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/paraiba-do-sul/panorama. Acesso em 10.06.2019 MOTA, Ana Elizabete. Espaços ocupacionais e dimensões políticas da prática do assistente social. Revista Serviço Social e Sociedade, São Paulo, n. 120, p. 694-705, out./dez. 2014. ORTIZ, Fátima Grave. A Supervisão de estágio como atribuição privativa do assistentes social. SANTOS, Cláudia Mônica dos. LEWGOY, Alzira Maria Baptista e ABREU, Maria Helena Elpidio. A supervisão de Estágio em Serviço Social: Aprendizdos, processos e desafios. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2016. PEREIRA, Larissa Dahmer. Educação e Serviço social: do confessionalismo ao empresariamento da formação profissional. São Paulo: Xamã, 2008 SANTOS, Cláudia Mônica dos, GOMES, Daniele Cristina Silva e LOPES, Ludmila Pacheco Lopes. Supervisão de estágio em Serviço Social: desafios e estratégias para sua operacionalização. SANTOS, Cláudia Mônica dos. LEWGOY, Alzira Maria Baptista e ABREU, Maria Helena Elpidio. A supervisão de Estágio em Serviço Social: Aprendizdos, processos e desafios. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2016. SOUZA, T. M. C. Intersubjetividade na formação profissional: A Experiência do Estágio Supervisionado em Serviço Social no Centro Jurídico Social da Faculdade de História, Direito e Serviço Social da Unesp/Franca. UNESP. Franca, 2009. TEIXEIRA, Ezilma. Aprendendo Nossa Terra - Três Rios. Três Rios: Editar Editora Associada, 2004.
2600 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL NO ESPAÇO DA GESTÃO DA POLÍTICA PÚBLICA Simone de Souza Pires; Serviço Social. Gestão. Política Pública. Estágio em Serviço Social. O presente trabalho tem como objetivo apresentar aspectos que perpassam o processo de supervisão acadêmica em Serviço Social na gestão da política de saúde como espaço sócio-ocupacional de inserção do Assistente Social. Considerando que os Assistentes Sociais passam a desenvolver ações para além da execução terminal das políticas sociais, levantamos o debate da importância dos princípios do Projeto Ético-Político da categoria como norte de atuação dos Assistentes Sociais, mas também das possibilidades de espraiamento desses princípios no direcionamento das políticas públicas que se põem no tratamento da questão social. Nessa seara, o Assistente Social pode contribuir no tensionamento em favor da classe subalterna direcionando a política social para o atendimento aos reais interesses da população usuária dos serviços e minimizando os impactos perversos do modo de produção social, no âmbito da gestão da política, área pouco debatida e utilizada como campo de estágio. O espaço sócio-ocupacional que será analisado está relacionado à gestão da política de Atenção Primária em Saúde, como expressão mais próxima da política de saúde junto à população. Desse modo, são inúmeros os desafios desse espaço para os alunos de graduação em razão de não se configurar como espaço de atendimento direto aos usuários, mas que precisa ser apreendido através de um movimento de suspensão da realidade a fim de se tornar um campo cada vez mais significativo para atuação profissional. FRANCO, Túlio Batista; JÚNIOR, Helvécio Miranda Magalhães. Integralidade na Assistência à saúde: a organização das linhas de cuidados. O Trabalho em Saúde: Olhando e experienciando o SUS no cotidiano. MERHY, E.E.; FRANCO, T.B. ET AL; HUCITEC, SÃO PAULO, 2003. Disponível em: . Acesso em: 09/09/2014. GUERRA, Yolanda. O estágio supervisionado como espaço de síntese da unidade dialética entre teoria e prática: o perfil do profissional em disputa. In: A supervisão de estágio em Serviço Social: aprendizados, processos e desafios. Cláudia Mônica dos Santos, Alzira Maria Baptista Lewgoy, Maria Helena Elpídio Abreu, organizadoras da coletânea; Valéria Forti e Yolanda Guerra, coordenadoras da série. Rio de Janeiro: Lumen Júris, 2016. IAMAMOTO, M. V. O serviço social na contemporaneidade. 2ª Ed. S. Paulo, Cortez, 1999. LEWGOY, Alzira Maria Baptista. Supervisão de estágio em Serviço Social: desafios para a formação e o exercício profissional. 2ªed. São Paulo: Cortez, 2010. MALTA, Déborah Carvalho; Merhy, Emerson Elias. O percurso da linha de cuidado sob a perspectiva das doenças crônicas não transmissíveis. @Interface, comunicação, saúde e educação. V. 14, n° 34, p. 593-605, jul/set 2010. Disponível em: . Acesso em: 09/09/2014. MATOS, Maurílio Castro de. Assessoria e Consultoria: reflexões para o Serviço Social. In: Assessoria, consultoria e serviço social. Organizadores, Maria Inês Souza Bravo, Maurílio Castro de Matos. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006. NETTO, José Paulo. Capitalismo monopolista e Serviço Social. 8ª Ed. São Paulo: Cortez, 2011. ______ Ditadura e Serviço Social: uma análise do serviço social no Brasil pós-64. 5ª Ed. São Paulo: Cortez, 2001).
2601 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO RELATOS DE EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL Deidra Frazão Marinho;Juiane de Lima Leite;Sarah Thays Nascimento Andrade;Shirley Vitória Teixeira Menezes; Estágio Supervisionado. Formação. Área Socioambiental. O presente trabalho se trata de relatos de experiências vivenciadas durante o estágio supervisionado em Serviço Social no Grupo Interdisciplinar de Estudos Socioambientais e Desenvolvimento de Tecnologias Sociais na Amazônia – Grupo INTER-AÇÃO com contribuição de quatro discentes de Serviço Social, no período de 2016 à 2019. O objetivo geral do estudo foi analisar o estágio supervisionado em Serviço Social na área socioambiental e dentre os específicos estavam: contextualizar o estágio supervisionado em Serviço Social na área socioambiental; descrever as experiências vivenciadas durante o estágio supervisionado em Serviço Social na área socioambiental e pontuar a contribuição do estágio supervisionado na área socioambiental para o processo de ensino e aprendizagem dos discentes em Serviço Social. Quanto aos procedimentos metodológicos do estudo são de natureza: bibliográfica, documental e de campo, se utiliza do método materialismo histórico e de abordagem qualitativa. Para a coleta de informações foram utilizadas técnicas e instrumentais como: caderno de campo e observação participante. O trabalho resulta na ideia de que o estágio supervisionado em Serviço Social na área socioambiental apresenta desafios, seja no que se refere ao financiamento dos projetos que são elaborados e executados pelos profissionais, seja nas dificuldades envolvendo o processo de supervisão dos discentes. Desse modo, conclui-se que ainda que existam as contribuições significativas, fica claro que o processo de precarização nas instituições de ensino e pesquisa, faz-se necessário fortalecer esses espaços para não os perdermos e deixarmos de contribuir serviços de qualidade para a população usuária. ABEPSS. Política de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Disponível em: Acesso em: 25 de Abril de 2020. ABRAMIDES, Maria Beatriz C. O Ensino do Trabalho Profissional: O estágio na formação profissional. Palestra proferida na oficina da Região Sul II – Gestão 2003-2004 ABEPSS. São Paulo, 2003. BRASIL. Lei de Regulamentação do Estágio Lei N° 11.788, de 25 de dezembro de 2008. Disponível em: Acesso em: 25 de Abril de 2020. CUZZUOL, et al. A Perspectiva da Responsabilidade Socioambiental nas Instituições de Ensino Superior. Rev. Elet. em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental. v. 7, n. 7, p.1527-1539, mar/ago, 2012. NUNES, Letícia S. A Questão Socioambiental e a Atuação do Assistente Social. Textos & Contextos, Porto Alegre, v. 12, n. 1, p. 196-212, jan./jun. 2013. OLIVEIRA, Cirlene A. H. da S. Formação Profissional em Serviço Social: “velhos” e novos tempos, constantes desafios. Revista Serviço Social e Realidade, v.13, n.2. Franca: UNESP, 2004. SALGADO, Maria F. M. A; CANTARINO, Anderson A. A. O Papel das Instituições de Ensino Superior na Formação Socioambiental dos Futuros Profissionais. Artigo. XXVI ENEGEP - Fortaleza, 2006.
2602 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO A RADICALIDADE DA POBREZA COMO EFEITO DA MODERNIDADE Silvio Aparecido Redon;Eliane Christine Santos de Campos; modernidade; relações de produção capitalista; pobreza. O artigo que ora apresentamos trata da pobreza expansiva enquanto fenômeno resultante do processo de ascensão e consolidação do capitalismo consubstanciado pela Revolução Industrial no século XVIII, período caracterizado pela modernização e pela alteração estrutural das relações sociais de produção com a erosão do feudalismo, enquanto processo histórico e social. Sabe-se que a pobreza não é exclusiva desse modo de produção, mas é sabido também que ela adquire novas determinações e atinge grau e abrangência inéditos no cenário europeu a partir dessa quadra histórica. O caos se instaura nas cidades industriais, nascidas em torno das grandes fábricas, e denuncia os efeitos perturbadores dessa potencialidade expansiva das forças produtivas sob o comando do capital, contradição brilhantemente explorada por Marx. A revisão bibliográfica demonstra que a era do capital, dinamizando a modernidade no seio da sociedade, elevou a burguesia à condição de classe dominaste e aprisionou a classe trabalhadora em uma condição de pobreza e exploração jamais experimentada anteriormente e que se perpetua na história. BAUMAN, Z. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. BRESCIANE, M. S. M. Londres e Paris no século XIX. O espetáculo da pobreza. 2° ed. São Paulo: Brasiliense, 1984. ENGELS, Friedrich. A situação da classe trabalhadora na Inglaterra. Segundo as observações do autor e fontes autênticas. São Paulo: Boitempo, 2010. GIDDENS, A. As consequências da modernidade. São Paulo: Unesp, 1991. HARVEY, D. Condição Pós-Moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança. 17° ed. São Paulo: Loyola, 2008. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Escala, 2007. NETTO, José Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. 8° ed. São Paulo: Cortez, 2011. POLANYI, K. A grande transformação – as origens de nossa época. 2° ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000. RÁO, Eduardo Martins. Capitalismo e vida social moderna: tempo, trabalho e tempo de trabalho. In: XII Congresso Brasileiro de História Econômica – 13° Conferência Internacional de Histórias de Empresas, 2017, Niterói. Anais... Niterói: Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica, 2017, p. 1 – 22. SAES, D. A. M. Cidadania e capitalismo: uma crítica à concepção liberal de cidadania. Crítica Marxista, São Paulo, Boitempo, v. 1, n° 16, 2003. p. 9-38. THOMPSON, E. P. Tempo, disciplina de trabalho e capitalismo industrial. In:______. Costumes em comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
2603 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO A RELAÇÃO ENTRE A LUTA ANTIRRACISTA, O VEGANISMO E A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Rodrigo Felipe Nascimento de Lima; protagonismo negro; veganismo; fluxos culturais; negros como intérpretes. É mister dizer, sobretudo na análise das tendências no campo dos novos movimentos sociais, que numerosos contributos têm examinado as inclinações do papel do protagonismo negro na esfera do veganismo ético, político e interseccional. Essa narrativa tem exibido personagens, interlocuções raciais, politização de demandas e vínculos midiáticos. Destarte, o objetivo deste artigo é propagandear os cenários desses fluxos culturais e, ao mesmo tempo, apontar questões e identificar os notáveis desafios desse novo enredo de investigação junto às abordagens do Serviço Social, incorporando o título de personagens principais aos negros como intérpretes de si mesmo. ADAMS, C. J. A política sexual da carne: Uma teoria feminista-vegetariana. 2. ed. São Paulo: Alaúde Editorial, 2018. ALVES, L. G; NEGRI, S. Abordagem sobre vegetarianismo na formação do profissional nutricionista. Disponível em: . Acesso em: 17 nov. 2019. ALBINO, A. V; SANTOS, D. M. SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL NA ASSISTÊNCIA SOCIAL: Desafios e Perspectivas em uma Metrópole. II Congresso de Assistentes Sociais do Estado do Rio de Janeiro. p. 1-12, mai. 2016. Disponível em: < http://www.cressrj.org.br/site/wp-content/uploads/2016/05/016.pdf>. Acesso em: 17 nov. 2019. BRAZ, M. Mudanças no perfil das lutas de classes e modismos conceituais: o tormento de Sísifo das Ciências Sociais. São Paulo: Cortez, 2012. CONSEA. Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - Proposições do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional para sua elaboração. 2009. Disponível em . Acesso em: 24 nov. 2019. DOMINGUES, P. “Um desejo infinito de vencer”: o protagonismo negro no pós-abolição. Revista Topoi, v. 12, n. 23, jul.-dez. 2011, p. 118-139. FILHOS DO CANDOMBLÉ. Os veganos no Candomblé. 2019. Disponível em: < https://contatofilhosdocan.wixsite.com/filhosdocandomble/blog/os-veganos-no-candomble>. Acesso em: 17 nov. 2019. HOCHSCHARTNER, J. Vegan Angela Davis Connects Human and Animal Liberation. 2014. Disponível em: . Acesso em: 13 nov. 2019. JUSBRASIL. Não é fácil ser jovem, negra e vegana. 2015. Disponível em: . Acesso em: 13 nov. 2019. LABORATÓRIO DE ÉTICA AMBIENTAL (LEA). Veganismo, por Angela Davis. Youtube, 18 nov. 2017. Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2019 MODEFICA. 3 Motivos Pelos Quais Pessoas Negras Não Se Engajam No Movimento Dos Direitos Dos Animais. E Por Que Elas Deveriam. 2017. Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2019 NERY, N. RACISMO NO MOVIMENTO VEGANO. Youtube, 20 mai. 2019. Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2019. PENINA, M. Thallita Floripes: “sou vegana, feminista e preta”. 2017. Disponível em: < http://nosmulheresdaperiferia.com.br/noticias/thallita-floripes-sou-vegana-feminista-e-preta/>. Acesso em: 20 nov. 2019. SANTOS, S. et al. Ações afirmativas: polêmicas e possibilidades sobre igualdade racial e o papel do Estado. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, 16(3): 913-929, set-dez/2008. SOCIEDADE VEGETARIANA BRASILEIRA. Saúde. São Paulo. SOCIEDADE VEGETARIANA BRASILEIRA. Pesquisa do IBOPE aponta crescimento histórico no número de vegetarianos no Brasil. São Paulo: 2018. SEGURANÇA Alimentar e Nutricional. Secretaria do Estado da Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de Alagoas. Disponível em: . Acesso em: 24 nov. 2019. TERTO, A. Black Vegans Rock: Conheça Aph Ko, ativista que luta pela presença negra dentro do movimento vegano. 2017. Disponível em: . Acesso em: 19 nov. 2019.
2604 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO SERVIÇO SOCIAL E RESIDÊNCIAS EM SAÚDE NO BRASIL Marina Monteiro de Castro;Sabrina Pereira Paiva;Carina Barbosa de Carvalho Dornelas;Flávia Fernandez Zschaber; Serviço Social; Residência Multiprofissional; Saúde O presente artigo apresenta parte da pesquisa intitulada “Residência Multiprofissional em Saúde e Serviço Social: mapeamento teórico e político-pedagógico”, realizada entre 2017 e 2018. O estudo documental analisa 86 editais (2017/2018) de residências em saúde, com vagas disponíveis para o Serviço Social, contabilizando 476 vagas no período analisado. As principais áreas de concentração dos programas foram Saúde Mental, Saúde da Família, Saúde do Idoso, Oncologia e Urgência. A região sudeste ainda se coloca como principal região na oferta de vagas, programas e instituições envolvidas, seguida pela região nordeste. As regiões norte e centro-oeste carecem de investimentos nesse modelo de formação. Os programas contam com o envolvimento de outras profissões como enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição e farmácia, enfatizando a importância do debate e aprendizado propiciado pelas residências no que tange ao trabalho interprofissional, com vistas à construção da integralidade da atenção à saúde. Os dados apresentados são fundamentais para o acompanhamento da inserção do Serviço Social nestes dispositivos formativos, ajudando a construir nossas análises sobre as reais possibilidades de contribuição dos assistentes sociais, através dos Programas, para a defesa da saúde pública e do desenvolvimento de um trabalho ancorado no projeto ético político profissional. ABEPSS. Mapeamento das Residências em Área Profissional e Serviço Social. Juiz de Fora, 2018. Disponível em: >. acesso de 22 de abril de 2019. ALBUQUERQUE, M. V. 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2605 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO A CONJUNTURA DE UMA PANDEMIA E O QUE AINDA ESTÁ POR VIR Luciana Gonçalves Pereira de Paula; Crise estrutural do capital. Pandemia. Governo Bolsonaro. Esquerda brasileira. O presente artigo foi construído a partir das reflexões apresentadas em uma live promovida pelo CRESS/6ª Região – Seccional Monte Claros em parceria com a Unimotes, no dia 29 de maio de 2020. Desse modo, procura apresentar, inicialmente, alguns elementos que demonstram as características da atual ofensiva do capital, nos termos de uma crise estrutural. Esse primeiro movimento pretende situar a conjuntura macro-política, econômica e social em que se desenvolve o atual momento de pandemia provocada pela COVID-19. Em seguida, o artigo analisa algumas das principais tendências do atual governo brasileiro – governo Bolsonaro, destacando a necropolítica e o direcionamento genocida. E, por fim, propõe um debate acerca de algumas possibilidades táticas e estratégicas a serem construídas pelos os setores da esquerda, no Brasil. O capitalismo contemporâneo nos apresenta claros sinais de esgotamento. Portanto, esse momento requer organização e luta em prol da construção de uma nova sociedade para além do capital. ALMEIDA, Ronaldo de. Bolsonaro presidente: conservadorismo, evangelismo e a crise brasileira. Novos Estudos – CEBRAP, v. 38, n. 01. São Paulo: jan./abr. 2019, p. 185-213. ANTUNES, Ricardo. Os Sentidos do Trabalho: Ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. 6.ed. São Paulo: Biotempo, 2002. BRAZ, Marcelo. O golpe nas ilusões democráticas e a ascensão do conservadorismo reacionário. Revista Serviço Social e Sociedade, n. 128. São Paulo: jan./abr. 2017, p. 85-103. CHAUÍ, M. 2016. Sociedade brasileira: violência e autoritarismo por todos os lados - depoimento. Entrevista concedida a Juvenal Savian Filho e Laís Modelli. Revista Cult. 2016. 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2606 sesoperspectiva v. 4 n. 2 (2020): SOU ASSISTENTE SOCIAL E SUPERVISIONO ESTÁGIO!: SERVIÇO SOCIAL E A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM FOCO SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO Claudiane Ferreira da Silva; Serviço Social, Educação, Assistentes Sociais, Prática Profissional O presente Trabalho de Conclusão de Curso tem como objeto de estudo o Serviço Social na Educação. Busca analisar o debate acerca da inserção de assistentes sociais nas unidades escolares de Educação Básica da Rede Municipal de Uberaba/MG. Para alcance da proposta, os objetivos específicos compreenderam em: analisar o contexto da Educação Básica no Brasil; estudar os parâmetros do Serviço Social que justificam a inserção da profissão na Educação; conhecer a visão dos/as profissionais da Educação Básica sobre a inserção do/a assistente social nas escolas públicas de Uberaba/MG. Para tal, recorremos ao método dialético-crítico, por entender que este método explica a realidade investigada na sua totalidade, não se restringe no aparente imediatista e na mera compreensão dos fenômenos, mas, busca a essência destes, possibilitando uma interpretação histórico-crítica da complexidade dos fatos. Realizamos pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Na pesquisa de campo utilizamos a técnica da entrevista semiestruturada que permite diálogo aberto e proporciona o máximo de informações ligadas ao objeto de estudo. Como critério para escolha dos sujeitos da pesquisa, selecionamos apenas os/as diretores/as e professores/as, pois estes abarcam o todo que envolve a educação local, tanto na perspectiva de gestão (direção escolar) quanto no contato direto com os/as alunos/as em sala de aula. Os depoimentos dos/as entrevistados/as deixam explícitos a necessidade e urgência da inserção de assistentes sociais na Educação, pois, no cotidiano escolar ocorrem expressões da questão social cuja complexidade de demandas, os/as profissionais da educação básica não tem formação para atuar e que extrapolam suas atribuições e competências profissionais. Os resultados, além de revelar a necessidade desta inserção, denunciam a necessidade de intervenção urgente dos governantes na implementação de políticas sociais capazes de garantir igualdade de condições para o acesso, permanência escolar e garantia na qualidade da Educação Básica do Município. ABEPSS. Diretrizes gerais para o curso de Serviço Social (com base no currículo mínimo aprovado em Assembléia Geral Extraordinária de 8 de novembro e 1996.), Rio de Janeiro, 1996. Disponível em:.Acesso em: 03 out. 2017. ALMEIDA, Ney Luiz Teixeira de. O Serviço social na educação: novas perspectivas sócio-ocupacionais. 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2611 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA ESTÁGIO SUPERVISIONADO Tereza Favaro;Elizangela Ribeiro; Serviço Social. Educação Superior. Estágio Supervisionado Este artigo resulta de inquietações das autoras sobre o estágio supervisionado, a partir de experiências apreendidas no exercício da profissão de Serviço Social, com trabalho voltado para a assistência estudantil na Universidade Federal de Goiás, que é realizada a supervisão de estágio de campo e acadêmico em Serviço Social. O estágio é considerado essencial no processo da formação qualificada como um direito social ao estudante e também contribui na formação e reflexão do fazer profissional, como uma das dimensões de seu trabalho o estágio supervisionado, em uma instituição pública, espaço de constantes contradições, de lutas e resistências para contribuir no processo de democratização do acesso, condições de permanência e da formação, dos direitos sociais e na ruptura do ultraconservadorismo, próprio da estrutura capitalista, na conquista de outra sociabilidade, justa e igualitária, ao resguardar o direito à diversidade social. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL (ABEPSS). Nota referente ao estágio supervisionado no período de isolamento social para o combate ao novo coronavírus (COVID-19). Brasília, 03/04/2020. Disponível em http://www.abepss.org.br/noticias/coronavirus-abepss-se-manifesta-pela-suspensao-das-atividades-de-estagio-supervisionado-em-servico-social-367. Acesso em 15 mai. 2020 _______. Política Nacional de Estágio. Brasília, [2010]. Disponível em: . Acesso em: 7 abr. 2020. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). Ética e direitos humanos: os desafios no ensino e na pesquisa em Serviço Social. In. Revista Inscrita, Ano 10, n.14, Brasília, Dez. 2013. CAMARGO, Ricardo. OS efeitos do PROINF no Programa Territorial do Território Vale do Rio Vermelho. s/d CAPUTI, Lesliane; MOREIRA, Tales Willyan Fornazier. Estágio supervisionado em Serviço Social: contribuição para defesa do projeto ético-político profissional. Andes SN, 2018. CAPUTI, Lesliane. Supervisão de estágio em Serviço Social: significâncias e significados. Revista. Katálysis., Florianópolis, v. 19, n. 3, p. 389-394, out./dez. 2016. CHAUÍ, Marilena. A universidade operacional. Folha de São Paulo, São Paulo, 9 maio 1999. Caderno Mais! p. 3 DE PAULA, Alisson Slider do Nascimento. O Programa REUNI em foco: intensificação e precarização do trabalho docente. Revista Espaço Acadêmico, n. 170, jul./2015. Ano XIV. ISSN 1519-6186. GUERRA, Yolanda. No que se sustenta a falácia de que “na prática a teoria é outra?”In: 2° Seminário Nacional Estado e Políticas Sociais no Brasil. Cascavel, Unioeste, out, 2005. GUIRALDELLI, Reginaldo; ALMEIDA, Janaina Loeffler de. A construção dos Fóruns de supervisão de estágio em serviço social. Revista Katálysis. Florianópolis, v. 19, n. 3, p. 395-402, out./dez. 2016. IAMAMOTO, M. V. A formação acadêmico-profissional no Serviço Social brasileiro. Revista Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 120, p. 609-639, out./dez. 2014 ___________. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação. 21. ed. São Paulo: Cortez, 2011. ________. Serviço Social em Tempo de Capital Fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 2ª Ed. São Paulo: Cortez, 2009. LEHER, R. Educação superior minimalista: a educação que convém ao capital no capitalismo dependente. 2011 (mimeo). LEWGOY, Alzira Maria Baptista. Supervisão de estágio em serviço social: desafios para a formação e exercício profissional. Revista Temporalis. Brasília (DF), ano 13, n. 25, p. 63-90, jan./jun. 2013. ________. Supervisão de Estágio em Serviço Social: desafios para a formação e o exercício profissional. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2010 MÉSZÁROS, István. Para além do capital. Tradução de Paulo César Castanheira/Sérgio Lessa. São Paulo: Boitempo Editorial, 2011. NETTO, J. P. Introdução ao método na teoria Social. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/Abepss, 2009. SIMIEMA, Carolina. Antiga capital, cidade de Goiás atrai pelas construções históricas. 05 /03/2012. Disponível em G1.globo.com/goias/noticia/2012/03/antiga-capital-cidade-de-goias-atrai-pelas-construcoes-historicas.html. SOUSA, Andréa Harada. Mercantilização e automação do ensino superior privado: o caso da Educação a Distância. 2019. Disponível em http://fepesp.org.br/artigo/7078/
2612 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL Mably Trindade; Estágio Supervisionado. Serviço Social. Neoliberalismo. Formação Profissional O presente artigo tem como objetivo precípuo analisar o estágio supervisionado, componente curricular obrigatório para a integralização da graduação em Serviço Social constituindo-se, assim, um dos grandes desafios do projeto de formação profissional. Como se sabe, tal etapa da formação, quando adequadamente realizada, propicia ao aluno o acesso ao ensino-aprendizagem da realidade social na qual se inserem os(as) assistentes sociais. Cumpre destacar que o estágio curricular obrigatório desenvolve-se em articulação com a política educacional, num contexto no qual a educação vem sendo tratada como mercadoria, a exemplo do crescimento de cursos aligeirados e à distância, com várias repercussões, dentre elas o aumento exponencial do número de estudantes em busca de estágio e que não conseguem ser absorvidos nos espaços sócio-ocupacionais disponíveis. A metodologia adotada para elaboração desse texto privilegiou essencialmente referências bibliográficas sobre o tema, utilizando-se, por conseguinte, autores(as) considerados fundamentais nessa discussão. Sobre os resultados da pesquisa, conclui-se que, lamentavelmente, o estágio curricular tem sido cada vez mais utilizado pelo capital como forma privilegiada de exploração de mão de obra e obtenção de lucros. ABEPSS. Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Revista Temporalis. Brasília (DF), ABEPSS, nº 02, 2000. ______. Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Revista Temporalis. Brasília (DF), ABEPSS, nº 03, 2001. ______. Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Revista Temporalis. São Luís (MA), ABEPSS, nº 14, 2007. ______. Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Revista Temporalis. Brasília (DF), ABEPSS, nº 17, 2009. ANTUNES, Ricardo. A desertificação neoliberal no Brasil (Collor, FHC e Lula). 2ª ed. Campinas: Autores Associados, 2005. 172p. CARNEIRO, Maria Lúcia Fattorelli. Auditoria da Dívida Externa: Questão de Soberania. Editora Contraponto, Rio de Janeiro, 2003. BARROCO, Maria Lúcia. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. São Paul: Cortez, 2001. _____. Barbárie e Neoconservadorismo: os desafios do projeto ético-político. In: Revista Serviço Social & Sociedade. 106. Abril/Junho de 2011. Educação, Trabalho e Sociabilidade. BEHRING, Elaine Rossetti. Brasil em Contrarreforma: desestruturação do Estado e perda de direitos. 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2613 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA O ESTÁGIO DE DOCÊNCIA NO SERVIÇO SOCIAL Mariangel Sánchez Alvarado;Maria Adriana da Silva Torres;Carla Janaina dos Santos; Estágio de Docência. Serviço Social. Pós-graduação. O estágio de docência como parte dos programas de Pós-graduação é uma tarefa que exige uma aproximação sistemática de conhecimentos e uma reflexão que articula várias dimensões do processo formativo. Desta forma, a modalidade de estágio realizada a este nível tem como finalidade levar o/a pós-graduando/a a se inserir na realidade acadêmica por meio de uma constante aproximação às atividades diárias da docência. Assim, proporciona ao aluno maior experiência na área de ensino, da pesquisa e da formação, tornando-o mais capacitado para atuar como futuro docente após concluir sua formação acadêmica no stricto senso. Primeiramente abordaremos o contexto das pós-graduações, para assim trazer o estágio de docência nos programas de pós-graduação, depois serão expostos os aportes do Serviço Social e as regulamentações nacionais que respaldam a formação nessa área. Em seguida se analisará os aspectos pedagógicos do estágio enquanto formação profissional e se refletirá sobre pontos a considerar neste processo pedagógico, de modo a compreender os significados, os desafios e as proposições que norteiam esse espaço de aprendizado e, também, de formação crítica. ABREU, M. Serviço Social e a organização da cultura: perfis pedagógicos da prática profissional. São Paulo: Cortez, 2002. ABREU, M., MASSETO, M. O professor universitário em aula. SP: MG Editores, 1987. BIANCHI, A (Orgs.). Estágio supervisionado: manual de orientação. SP Ed. Pioneira Thomsom 2001. BRASIL. Lei n° 11.788, de 25 de setembro 2008. Diário Oficial União, Brasília, DF, 26 set. 2008. Seção 1, p. 3. BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Portaria nº 52, de 26 de maio de 2000. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 03 ago. 2000. Seção 1, p. 30-31. BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Portaria n° 52 de 26 de setembro de 2002. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 27 set. 2002. Seção 1, p. 25-26. BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).Portaria Nº 76 de 14 de abril de 2010. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 de abril de 2010. Seção 1, p. 31. BRASIL. Regulamento Geral dos Programas de Pós-graduação “Stricto sensu” da Universidade Federal de Alagoas. Resolução n 50/2014-CONSUNI/UFAL, de 11 de agosto de 2014. BRZEZINSKI, I. Pedagogia, pedagogos e formação de professores: busca e movimento. 5. ed. Campinas: Papirus, 2000. BURIOLLA, M. Estágio supervisionado. São Paulo: Cortez, 1995. CARDOSO, W; GUEDIN, E. Estágio Docência na formação de Professores Mestres para e Ensino de Ciências na Amazônia. Encontro Nacional de Pesquisa em Educacao em Ciencias. Florianopolis, 8 de novembro de 2009. FISCHER, T. Tréplica - reimaginar a Pós-Graduação: resgatando o elo perdido. Rev. adm. contemp., Curitiba, v. 14, n. 2, abr. 2010. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996. GARCIA, Maria Lúcia Teixeira; NOGUEIRA, Vera Maria Ribeiro. Reflections on Post-graduate education in Social Work in Brazil through the staff profile. Revista Katálysis, [s.l.], v. 20, n. 2, p. 155-164, ago. 2017. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/1982-02592017v20n2p155. GATTI, B. A. A construção da pesquisa em educação no Brasil. Brasília: Plano 2002. GUERRA, Y. BRAGA, M. Supervisão em Serviço Social. Revista Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. S/A. LIMA, M. Estágio e docência. 3.ed. São Paulo: Cortez, 2008. MARINI, R. Subdesarrollo y revolución. México D.F. Sigloveinteuno. 5 edición ampliada, 1974. MASETTO, M. Competência Pedagógica do Professor Universitário. SP: Summus, 2003. PERRENOUD, P. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. P. Alegre: Artmed, 2001. PIMENTA, S.; LIMA, M. Estágio e Docência. 6. Ed – São Paulo: Cortez, 2011. PIMENTA, S; ANASTACIOU, L. Docência no ensino superior. Ed. Cortez 3 edição.São Paulo, 2008. PIMENTA, S. O estágio na formação de professores: unidade teoria e prática? 7.ed. São Paulo, Cortez, 2006. ROMÊO, J.R; ROMÊO,C.I; JORGE, V.L. Estudos de pós-graduação no Brasil. Rio de Janeiro: UNESCO, 2004. SANTOS, C. Tradições e contradições da pós-graduação no Brasil. Educação & Sociedade. Print ISSN 0101-7330, Educ. Soc. vol.24 no.83 Campinas Aug. 2003 doi: 10.1590/S0101-73302003000200016. cassiom@acad.unibh.br disponível em: www.espacocademico.com.br/004/44pc.santos. VASQUEZ, A. Filosofia da práxis. 1.ed. Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciências Sociales – CLACSO: São Paulo: Expressão Popular, 2007.
2614 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL, COMBATE AO RACISMO E TRABALHO COM FAMÍLIAS Tales Willyan Fornazier Moreira;Petula Marcelino da Silva Santos; Serviço Social. Estágio Supervisionado. Antirracismo. Trabalho no SUAS. As reflexões aqui desenvolvidas, são fruto de uma experiência profissional no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) de Guará, interior de São Paulo, especificamente do trabalho desenvolvido com famílias no âmbito do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), em parceria com as estagiárias de Serviço Social. O objetivo aqui proposto é compartilhar algumas das experiências antirracistas construídas nesse período, com destaque para o trabalho com grupos no interior do PAIF e a potencialidade do estágio supervisionado nesse contexto. A experiência aqui relatada nos evidencia que o estágio também pode se constituir numa possibilidade de qualificação do trabalho do(a) supervisor(a) de campo e que o debate étnico-racial e a construção de estratégias de combate ao racismo, devem fazer parte não apenas do cotidiano profissional dos(as) Assistentes Sociais nos diversos espaços sócio-ocupacionais como, fundamentalmente, da formação profissional. Compreendemos que apenas dessa forma, será possível a materialização do projeto de formação contido nas Diretrizes Curriculares da ABEPSS (1996), visto que esta pressupõe a apreensão crítica do processo histórico como totalidade. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL (ABEPSS). Diretrizes Gerais para o Curso de Serviço Social. Rio de Janeiro, 1996. Disponível em: http://www.abepss.org.br/arquivos/textos/documento_201603311138166377210.pdf. Acesso em: 08 mai. 2020. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL (ABEPSS). 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2615 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL NA UFF – RIO DAS OSTRAS Aline da Silva Praxedes Vieira Consoli Lima;Bruno Ferreira Teixeira;Letícia Barros Palma da Rosa;Paula Martins Sirelli;Rodrigo Teixeira;Sandra Caldeira de Oliveira; Estágio supervisionado. Serviço Social. Trabalho. Formação profissional. O presente artigo tem como objetivo apresentar as estratégias construídas pela equipe de estágio do curso de Serviço Social da UFF Rio das Ostras que se conformam como resistências à precarização da formação e do trabalho profissional. Foram destacadas algumas experiências desenvolvidas nos últimos 10 anos. Para isso, utilizou-se de um levantamento documental, considerando registros da Coordenação de Estágio, atas de reuniões e dos Fóruns de Supervisão de Estágio, além de revisão bibliográfica. Conclui-se que o estágio supervisonado, entendido como espaço privilegiado para o conhecimento da realidade, só pode ser compreendido quando se leva em consideração o contexto no qual se insere. Pode ser considerado enquanto espaço de formação para todos os sujeitos que o compõem, sujeitos esses que devem atuar objetivando a interlocução entre universidade e sociedade e pautando-se pelo Projeto Ético Político da profissão. É mister destacar que este artigo é parte da pesquisa que visa construir o perfil das/os supervisoras/es de campo de estágio do referido curso. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ABEPSS. Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Brasília, 2010. ASSUNÇÃO, V. N. F., et al. Pesquisa perfil do estudante do curso de Serviço Social da UFF – Rio das Ostras. Rio das Ostras, 2019. BRASIL. Lei nº 1984 de 10 de abril de 1992. Cria o município de Rio das Ostras, a ser desmembrado do município de Casimiro de Abreu. CARVALHO, C. C., et al. As tramas da formação profissional - a articulação estágio supervisionado e trabalho profissional através de uma experiência curricular e perspectivas para pesquisa participante no campo do Serviço Social. In: XVI ENPESS, 2018, Vitória. Anais do XVI ENPESS 2018. CFESS. Resolução 533/2008. Regulamenta a supervisão direta de estágio no Serviço Social. 2008 EXAME. 25 cidades que tiveram um boom populacional no Brasil. Disponível em: https://exame.abril.com.br/brasil/25-cidades-que-sofreram-um-boom-populacional-no-brasil/. Acesso em 1 de maio de 2020. G1. Prefeitura de Rio das Ostras, RJ, divulga resultado de concurso. Disponível em: http://g1.globo.com/rj/serra-lagos-norte/noticia/2012/12/prefeitura-de-rio-das- ostras-rj-divulga-resultado-de-concurso.html Acesso em 1 de maio de 2020. G1. Aprovados em concurso de 2012 protestam pedindo convocação em Rio das Ostras, no RJ. Disponível em:https://g1.globo.com/rj/regiao-dos-lagos/noticia/ 2020/03/02/aprovados-em-concurso-de-2012-protestam-pedindo-convocacao-em-rio-das-ostras-no-rj.ghtml Acesso em 1 de maio de 2020. G1. Justiça determina suspensão de processo seletivo para 1.300 vagas na Prefeitura de Macaé, RJ. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/regiao-dos-lagos/noticia/justica-determina-suspensao-de-processo-seletivo-para-1300-vagas-na-prefeitura-de-macae-rj.ghtml Acesso em 1 de maio de 2020. GUERRA, Y. O Estágio Supervisionado como Espaço da Unidade Dialética entre Teoria e Prática: o perfil profissional em disputa. SANTOS, C. M.; LEWGOY, A. M.B.; ABREU, M. H. E. A Supervisão de Estágio em Serviço Social: aprendizado, processos e desafios. Coletânea Nova de Serviço Social. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2016. PMM. Prefeitura Municipal de Macaé. http://www.macae.rj.gov.br/conteudo/leitura/ titulo/crescimento-economico Acesso em 1 de maio de 2020. PMRO. Prefeitura Municipal de Rio das Ostras. https://www.riodasostras.rj.gov.br/dados-municipais/. Acesso em 1 de maio de 2020. SIRELLI, P. M. O trabalho dos assistentes sociais em Rio das Ostras e Macaé: notas reflexivas. In: XIII ENPESS, 2012, Juiz de Fora. Anais do XIII ENPESS, 2012. TEIXEIRA, R., TEIXEIRA, L. A Supervisão Acadêmica de Estágio em Questão. In: Serv. Soc. & Saúde, Campinas, SP v.14, n. 2 (20), jul./dez. 2015. TEIXEIRA, L. S. C. KAPP, P;. A Dimensão política da centralidade do estágio na formação do assistente social. . In: XIII ENPESS, 2012, Juiz de Fora. Anais do XIII ENPESS, 2012. UFF. Política de Estágio do curso de Serviço Social da UFF - campus Rio das Ostras. Disponível em: http://www.noticias.uff.br/bs/2016/10/174-2016.pdf. Acesso em 23 de maio de 2020. YAZBEK, M. C. O significado sócio-histórico da profissão. In: CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL; ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL (org.). Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS: ABEPSS, 2009.
2616 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO INSTITUTO FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE E A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DO/A ASSISTENTE SOCIAL NA ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL Ana Ligia Alcindo silva Araujo; O presente artigo é resultante do processo de vivência em campo de estágio na área da educação. Sendo assim, no decorrer do texto existe um ordenamento de reflexões e análises que foram feitas ao longo desse processo a partir do cotidiano profissional vivenciado entre maio de 2014 a junho de 2015 no IFRN Reitoria, situado na zona Sul de Natal, no território do bairro Tirol. Com isso, a produção textual problematiza e analisa as configurações do campo e, por conseguinte, aponta as condições que se apresenta a política de Assistência Estudantil no IFRN Reitoria, as quais possuem raiz em um passado histórico e que este traz consigo diversos rebatimentos aos estudantes daquela instituição nos tempos atuais. Do mesmo modo, expõe um debate critico sobre os desafios e limites que têm se apresentado ao exercício profissional do/a Assistente Social na política de Educação, mais precisamente no âmbito do IFRN Reitoria, bem como a explanação sobre os entraves e dificuldades à materialização equânime da politica de assistência estudantil como um direito dos estudantes.
2617 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA A CENTRALIDADE DO MARXISMO EM PRODUÇÕES BIBLIOGRÁFICAS DO SERVIÇO SOCIAL Bruna Moura;Maria Lúcia Machado Aranha; Marxismo. Serviço Social. Fundamentos Históricos e Teórico-Metodológicos do Serviço Social Este trabalho é fruto de uma pesquisa relativa ao Trabalho de Conclusão de Curso, que teve como fonte de coleta de dados trabalhos publicados nos anais do Encontro Nacional de Pesquisa em Serviço Social, com recorte das edições de 2006 a 2016. A pesquisa tomou como objeto de estudo a atualidade (ou não) da teoria social de Marx no Serviço Social, definindo-se como objetivo analisar se e como tem se dado a apropriação da tradição marxiana/marxista pelo Serviço Social. O estudo, de natureza teórico-documental, fundamentou-se no materialismo histórico dialético, teve uma abordagem predominantemente qualitativa, embora tenha recorrido, em alguma medida, à dimensão quantitativa. No processo de pesquisa bibliográfica que tipificou as análises preliminares do tema, recorreu-se a livros e publicações periódicas, teses, dissertações, anais de encontros científicos e publicações disponíveis em meio eletrônico. Para a coleta de dados, utilizou-se a metodologia proposta por Aldler e Doren (2010), a partir dos seguintes níveis de leitura: leitura inspecional, leitura analítica e leitura sintóptica. Após o levantamento de 210 trabalhos contidos no eixo de Fundamentos Históricos Teórico-Metodológico ou que apresentavam alguma palavra-chave relacionada à temática, procedeu-se à leitura inspensional dos seus resumos, selecionando-se os que tratavam mais diretamente da temática, de modo que restaram 74 trabalhos, os quais passaram integralmente pela leitura analítica. Depois desta etapa de leitura, foram selecionados 44 trabalhos, de maneira que, nestes, foi realizada a leitura sintóptica. Os principais resultados indicaram que a teoria social de Marx é a mais utilizada nos trabalhos analisados. IAMAMOTO, M. V; CARVALHO, R. Relações sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 15. ed. São Paulo: Cortez, 2003. IAMAMOTO, M. V. As Dimensões Ético-políticas e Teórico-metodológicas no Serviço Social Contemporâneo. XVIII Seminário Latinoamericano de Escuelas de Trabajo Social,. San José, Costa Rica, 12 de julio de 2004, originalmente publicado nos Anais do referido Seminário: MOLINA, M. L. M. (Org.) La cuestión social y la formación profesional en el contexto de las nuevas relaciones de poder y la diversidade latinoamericana. San José, Costa Rica: ALAETS/Espacio Ed./Escuela de Trabajo Social, 2005, p. 17-50. MARX NETTO, J.P. O marxismo e seus rebatimentos no Serviço Social: notas sobre marxismo de Serviço Social, suas relações e a questão do seu ensino. Cadernos ABESS. 2016. p.76-95. Disponível em: www.abepss.org.br/.../o-marxismo-e-seus-rebatimentos-no-servico-social-jose-paulo-. Acesso em 7 mar. 2017 NETTO, J.P O Movimento de Reconceituação 40 anos depois. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, ano 26, n. 84, Cortez, 2005. NETTO, J.P. Crise Global contemporânea e barbárie. In: Liberalismo e socialismo: Velhos e Novos paradigmas. São Paulo: UNESP, p.183-200,1996. NETTO, J.P. Introdução ao estudo do método em Marx. São Paulo: Boitempo, 2011. PAULA, J.A. A atualidade do marxismo. Cadernos ABESS. 2016. p.64-75. Disponível em: http://www.abepss.org.br/arquivos/anexos/o-marxismo-e-seus-rebatimentos-no-servico-social-jose-paulo-netto-joao-antonio-de-paula-201609020231020166010.pdf. Acesso em Acesso em 07 mar. 2017. SANTOS, J. S. Neoconservadorismo Pós–moderno e Serviço Social Brasileiro. São Paulo: Cortez, 2007. SANTOS, Bruna Mariana Oliveira. A atualidade do marxismo no Serviço Social: um estudo com base na produção bibliográfica acerca dos fundamentos históricos e teórico-metodológicos. 2017. 121 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação). Universidade Federal de Sergipe, São Cristovão, 2017. YASBEK. M. C. O significado sócio-histórico da profissão. In: CFESS/ABEPSS. Serviço social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009.
2618 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL NOS CONSELHOS MUNICIPAIS E NO COLEGIADO TERRITORIAL DO ALTO SERTÃO SERGIPANO. Taiane Almeida do Nascimento; O presente artigo foi elaborado a partir do Curso de Especialização em Residência Agrária (Agroecologia, Questão Agrária, Agroindústria e Cooperativismo), justifica- se pela necessidade da participação popular nas instâncias de Controle Social com vistas a problematizar e propor ações concretas que fortaleçam esta relação. A Constituição de 1988 ratifica a democracia direta no seu Capítulo II - Dos Direitos Sociais, “É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação” (art.10), ou seja, o debate em espaços coletivos para a exposição de ideias, propostas e ações de decisão. O objetivo geral da pesquisa foi investigar como se dá a articulação do Colegiado Territorial do Alto Sertão Sergipano com os CMDRS para ampliar o Controle Social das Políticas de Desenvolvimento Rural Sustentável, e, ao mesmo tempo reforçar essa relação. Para isso foram cumpridos objetivos específicos: acompanhar a dinâmica do Colegiado Territorial do Alto Sertão Sergipano; investigar a legislação e as Políticas de Desenvolvimento Sustentável e socializar os resultados da pesquisa e apoiar o processo de aproximação entre Colegiado e CMDRS. Este trabalho se orienta pelo método dialético, por aproximar-se da realidade concreta dos sujeitos históricos em sua dinâmica e contradições. Em busca de compreender a participação popular nos conselhos gestores e no colegiado territorial do Alto Sertão Sergipano a metodologia da pesquisa utilizada foi a entrevista semiestruturada com 10 pessoas, sendo 06 dos CMDRS priorizando-se representantes da sociedade civil. BRASIL. Senado Federal. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: 1988. ______.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE Cidades. Disponível em: http://www.cidades.ibge.gov.br/xtras/uf.php?lang=&coduf=28&search=sergipe. ______. Ministério do Desenvolvimento Agrário. II Plano Nacional de Reforma Agrária: Paz, Produção e Qualidade de vida no meio rural. Aracaju, Sergipe, 2003. ______. Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. II- Plano Regional de Reforma Agrária – PRRA. Aracaju, Sergipe, 2004. ______.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Procuradoria Federal Especializada junto ao Incra. Lei 8629/93 Comentada por Procuradores Federais: Uma contribuição da PFE/Incra para o fortalecimento da reforma agrária e do direito agrário autônomo. Brasília: INCRA, 2011. GOHN, Maria da Glória. Conselhos Gestores e Gestão Pública. São Paulo: Ciências Sociais Unisinos, 2006. Disponível em: NASCIMENTO, Taiane Almeida do. O Controle Social no Alto Sertão Sergipano em Conjunto com o Colegiado Territorial. Relatório de Estágio Supervisionado Obrigatório em Serviço Social. São Cristóvão: UFS, 2010. OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. Barbárie e Modernidade: As Transformações no Campo e no Agronegócio no Brasil. In: Revista Terra Livre, 21. São Paulo: AGB, ano 19, v 02, Julho- dez de 2003, p. 113-156. RAICHELIS, R. EsfBRASIL. Senado Federal. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: 1988. ______.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE Cidades. Disponível em: http://www.cidades.ibge.gov.br/xtras/uf.php?lang=&coduf=28&search=sergipe. ______. Ministério do Desenvolvimento Agrário. II Plano Nacional de Reforma Agrária: Paz, Produção e Qualidade de vida no meio rural. Aracaju, Sergipe, 2003. ______. Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. II- Plano Regional de Reforma Agrária – PRRA. Aracaju, Sergipe, 2004. ______.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Procuradoria Federal Especializada junto ao Incra. Lei 8629/93 Comentada por Procuradores Federais: Uma contribuição da PFE/Incra para o fortalecimento da reforma agrária e do direito agrário autônomo. Brasília: INCRA, 2011. GOHN, Maria da Glória. Conselhos Gestores e Gestão Pública. São Paulo: Ciências Sociais Unisinos, 2006. Disponível em: NASCIMENTO, Taiane Almeida do. O Controle Social no Alto Sertão Sergipano em Conjunto com o Colegiado Territorial. Relatório de Estágio Supervisionado Obrigatório em Serviço Social. São Cristóvão: UFS, 2010. OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. Barbárie e Modernidade: As Transformações no Campo e no Agronegócio no Brasil. In: Revista Terra Livre, 21. São Paulo: AGB, ano 19, v 02, Julho- dez de 2003, p. 113-156. RAICHELIS, R. Esfera Pública e Conselhos de Assistência Social: Caminhos da construção democrática. São Paulo: Cortez, 2005. STÉDILE, João Pedro. Tendências do Capital na Agricultura In: A Questão Agrária no Brasil: O debate na década de 2000. São Paulo, SP: Editora Expressão Popular, 2013. era Pública e Conselhos de Assistência Social: Caminhos da construção democrática. São Paulo: Cortez, 2005. STÉDILE, João Pedro. Tendências do Capital na Agricultura In: A Questão Agrária no Brasil: O debate na década de 2000. São Paulo, SP: Editora Expressão Popular, 2013.
2619 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA CONSELHO TUTELAR NO MUNICÍPIO DE APODI – RN: PRINCIPAIS DESAFIOS PARA SUA ATUAÇÃO Débora Rute de Paiva Mota;Maciana de Freitas e Souza; O presente trabalho pretende refletir sobre a atuação do Conselho Tutelar no município de Apodi-RN. Buscando uma relação com a realidade nacional faz uma análise sobre o processo histórico das lutas pela assistência à criança e ao adolescente focando desde as primeiras iniciativas de enfrentamento a essa realidade até a materialização do Estatuto da Criança e do Adolescente. Para tanto, além de proceder à revisão da literatura, estamos ancorados nos dados produzidos mediante realização de entrevistas semiestruturadas com a finalidade de conhecer os limites e desafios que os conselheiros enfrentam para desenvolver o seu trabalho. Conclui-se que há falta de estrutura e infraestrutura, política de capacitação dos conselheiros tutelares, assim como uma ausência de política de assistência integral que atue nas demandas postas pela condição de vitimadas e seus familiares, fatores primordiais para um bom desempenho e para a seguridade da garantia dos direitos das crianças e adolescentes.
2620 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA O PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA DE ESTÁGIO NO CENTRO DE PROMOÇÃO SOCIAL MUNICIPAL DE LIMEIRA-SP Rayoni Ralfh Silva Pereira Salgado;Fernanda Aparecida Mendes;Monique Fernanda de Lima Santana; Estágio Supervisionado, Política de Estágio, Sistema Único de Assistência Social O estágio supervisionado é imprescindível na formação profissional, pois, é nesta fase que os estudantes apreendem a correlação entre teoria e prática, apropriando-se de conhecimentos e ferramentas que possibilitarão o desenvolvimento de consciência crítica e prática profissional qualificada. Neste sentido, entende-se o estágio como ato educativo monitorado, desenvolvido em ambiente que visa à preparação para o trabalho produtivo. Desta forma, torna-se necessário o acompanhamento sistemático dos estagiários, junto aos supervisores, buscando-se promover maior integração destes com a instituição contratante. O presente relato de experiência tem por objetivo apresentar o processo de implantação da Política de Estágio no Centro de Promoção Social Municipal CEPROSOM do município de Limeira-SP. ALONSO, M. Formar professores para uma nova escola. In: QUELUZ, A. G.; ALONSO, M. O trabalho docente: teoria & prática. São Paulo: Pioneira, 2003. BRASIL. Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 26 de set. 2008. ______. Política Nacional de Educação Permanente do SUAS/ Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – 1ª ed. – Brasília: MDS, 2013. ______. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Política Nacional de Capacitação do SUAS. Brasília, DF: MDS; Secretaria Nacional de Assistência Social, 2011. ______. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS - NOB-RH/SUAS. Brasília, 2006. BURIOLLA, Marta Alice Feiten. Supervisão em serviço social: o supervisor, sua relação e seus papéis. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2003. ______. O estágio supervisionado. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2001. FERNANDES. R. M. C. Educação Permanente e Políticas Sociais. Campinas: Papel Social, 2016. LEWGOY, Alzira Maria Baptista. Supervisão de estágio em serviço social: desafios para a formação e exercício profissional. São Paulo: Cortez, 2009. LIMEIRA. Decreto nº. 44, de 12 de Fevereiro de 2016. Institui o Núcleo Municipal de Educação Permanente do Sistema Único de Assistência Social – NMEP/SUAS. Limeira: 2016.
2621 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE Cleverton Alves de Souza;Maria da Conceição Almeida de Vasconcelos;Ana Karla Goes Costa;Catarina Nascimento de Oliveira; Estágio Supervisionado em Serviço Social. Formação Profissional. Saúde. Atenção Básica. Este trabalho tem como objetivo trazer algumas reflexões sobre o estágio supervisionado em Serviço Social, realizado na Unidade de Saúde da Família (USF) Amélia Leite – Aracaju/SE. Relata a experiência de elaboração de um fluxo integrado de atendimento às gestantes, cuja demanda foi identificada a partir de discussões e observações conjuntas entre os supervisores (pedagógico e de campo) e o estagiário. Parte-se da compreensão do estágio enquanto espaço privilegiado que permite capturar as contradições e limites existentes na dinâmica institucional e no fazer profissional, aprofundar os fundamentos que compõem as dimensões do processo formativo, além de estimular um olhar crítico em relação às demandas, às potencialidades, às fragilidades e aos desafios enfrentados pelo assistente social no cotidiano profissional. Para tanto, busca-se fazer uma contextualização do lócus do estágio e do papel do assistente social na atenção básica, descrever a experiência desenvolvida com a equipe da Unidade de Saúde e gestantes usuárias dos serviços, além de reflexões sobre o estágio na formação profissional do discente. Pontua-se que, para além das dificuldades e desafios do trabalho em equipe, a experiência contribuiu para a redefinição de procedimentos, e, consequentemente, com a possibilidade de ações de atendimento à saúde mais integradas. ARACAJU (Brasil). Protocolo do Serviço Social nas Redes de Saúde do SUS/Aracaju. GOMES; L.V. B.; LEITE; M. C. T, BELFORT; S. R. C. (org.). Secretaria Municipal de Saúde. Aracaju, SE, 2016. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL (Brasil). Diretrizes Gerais para o Curso de Serviço Social. Cadernos ABEPSS, São Paulo, Cortez, n. 7, 1997. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL (Brasil). Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS. 2010. Disponível em:< http://www.cfess.org.br/arquivos/pneabepss_maio2010_corrigida.pdf > Acesso em:13 jan. 2018. BRASIL. Portal do Planalto. Lei nº 8.862, de 7 de junho de 1993. Dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providências. Brasília, DF: Portal do Planalto, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8662.htm. Acesso em: 18 nov. 2018. BRASIL. Portal do Planalto. Lei nº 11.778, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes. Brasília, DF: Portal do Planalto, 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11788.htm. Acesso em: 17 nov. 2018. FORTI, V.; GUERRA, Y. “Na prática a teoria é outra”. In: FORTI, V.; GUERRA, Y. (org.). Serviço Social: temas e contextos. RIO DE JANEIRO: LUMEN JURIS, 5 ed., 2016. IAMAMOTO, M. V. e CARVALHO, R. de Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 10° ed. São Paulo: Cortez, 2006. ORTIZ, F. G. Desafios contemporâneos para o processo de estagio e supervisão em Serviço Social. In: FORTI, V.; GUERRA, Y. (org.). Serviço Social: temas e contextos. RIO DE JANEIRO: LUMEN JURIS, 5 ed., 2016.
2622 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA REFORMISMO DE ESQUERDA E REFORMA POLÍTICA Giselle Soares; reforma política, esquerda brasileira, cenário sociopolíitco, democracia brasileira O texto refere-se a resenha sobre o livro indicado no título. Apresenta-se a temática e uma problematização sobre a obra que aborda o processo histórica da política mundial e brasileira, com base nos processos que se configuram como reforma política. HENRIQUES, Luiz Sérgio. Reformismo de Esquerda e Democracia Política. Brasília: FAP/Verbena editora, 2018. BOBBIO, Norberto. O Futuro da Democracia. São Paulo: Paz e Terra, 2000. COUTINHO. Carlos Nelson. A Democracia como Valor Universal: notas sobre a questão democrática no Brasil. São Paulo: Livraria Editora Ciência, 1980. OLIVEIRA, Francisco de. Brasil uma Biografia Não Autorizada. São Paulo: Boitempo, 2018.
2623 sesoperspectiva v. 4 n. 1 (2020): ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO QUALIFICADA DOCÊNCIA E SERVIÇO SOCIAL Jeniffer Carvalho; Serviço Social, Docência, Exercício Docente, Publicações Científicas Resumo: Este trabalho possui como objetivo geral contribuir na discussão de como a docência em Serviço Social tem sido abordada e compreendida nas publicações produzidas pela categoria profissional em relação ao exercício docente, e sua importância no processo formativo. A identificação e recorte da temática se dão devido a observações percebidas em toda graduação da ausência do debate desse espaço sócio ocupacional tanto em sala de aula quanto em congressos e seminários da área. Quanto aos objetivos específicos pretendem tanto realizar uma aproximação sobre a trajetória da categoria profissional na área docente, quanto compreender como o Serviço Social tem pensado e direcionado o exercício da docência na formação profissional em suas produções científicas. Para alcançá-los, foi realizada uma pesquisa em 15 revistas da área específica de Serviço Social, com ênfase nos artigos elegidos no recorte compreendido entre os anos de 2010 e 2018. O resultado demonstrou a quantidade reduzida de publicações acerca da docência, representando apenas 0,2% do total de artigos. Ao analisar as publicações e as abordagens, depreendeu-se que elas são permeadas por temáticas como adoecimento docente, precarização/sobrecarga de trabalho e produtivismo acadêmico. A ênfase desses artigos está na pós-graduação, ficando a graduação fora do debate. Não trazem, por fim, em um quadro geral, densas contribuições ao processo formativo no que se refere ao exercício docente.
2625 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS APRESENTAÇÃO - ANAIS II ENMSS WESLEY HELKER FELÍCIO SILVA;DIEGO TABOSA DA SILVA;
2626 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O BRASIL FRENTE AO SISTEMA INTERAMERICANO DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS EMILLY PEREIRA RODRIGUES;GUSTAVO LAEL PIMENTEL VELOSO OLIVEIRA;LEANDRO LUCIANO SILVA RAVNJAK;
2627 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A POLÍTICA DE REDUÇÃO DE DANOS COMO POSSÍVEL ESTRATÉGIA ÉTICA NOS ATENDIMENTOS DE ASSISTENTES SOCIAIS EM INSTITUIÇÕES DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL VERITA PERPÉTUA SARAIVA;CARLA CRISTINA ALVES CANGUSSU;MARISNEI SOUZA DOURADO;
2628 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O MAL ESTAR NA PRISÃO: uma análise do serviço social no sistema prisional DANIELA ALVES CUNHA;
2629 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A CENTRALIDADE DA ÉTICA FRENTE À SOCIEDADE DA AFRONTA LENI MARIA PEREIRA SILVA;LUCINEY SEBASTIÃO SILVA;
2630 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A LUTA CEGA DA CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS Mirian Maria de Oliveira;
2631 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS EM NOME DA ORDEM E DO PROGRESSO: influência da esquerda pós-moderna nos movimentos sociais Igor Medeiros Rocha;
2632 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS NOTAS SOBRE A REVOLUÇÃO PASSIVA NO BRASIL Bruna Figueiredo Oliveira;
2633 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O MOVIMENTO SINDICAL NO BRASIL DA DÉCADA DE 1990 À DE 2000: continuidades e rupturas Victória Matias dos Santos e Souza;
2634 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CONSTRUÇÃO DA RACIALIDADE: colonização e racismo na formação do Brasil Andressa Ângela Siqueira;
2635 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DE FABRICAS DE CALCINHAS A SALAS ROSAS: A Política Da Violência Contra a Mulher Da Ministra Damares Alves Maria de Medeiros Martins;Paloma Lima dos Santos;Fernanda Cristina de Oliveira Ramalho Diniz;
2636 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS GÊNERO, CULTURA E DEMOCRATIZAÇÃO: transformações do feminino na música como um reflexo da vida social. Luci Helena Silva Martins;
2637 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS HOMOFOBIA FAMILIAR E SERVIÇO SOCIAL: A importância do assistente social frente a demandas LGBT+ Geovanna da Silva Dias;
2638 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS TRABALHO INFANTIL: uma perspectiva à luz da vulnerabilidade socioeconômica e do contexto familiar Luísa Eugênia Rafael Pereira;Silvania Aparecida da Silva;Marina Francielle Alexandre Soares;
2639 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SEGURANÇA ALIMENTAR COM INCLUSÃO PRODUTIVA DA AGRICULTURA FAMILIAR: Um estudo dos agricultores familiares participantes do PNAE no município de Ladainha MG MARIANE RODRIGUES SILVA;NADJA MARIA GOMES MURTA;
2640 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS ACIRRAMENTO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS: da proteção social à política de estado mínimo Ivone Mendes Ferreira;
2641 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS ANÁLISE HISTÓRICA DOS ATENDIMENTOS EM UM CENTRO MAIS VIDA DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE DO IDOSO Luciana Colares Maia;Maximo Alessandro Mendes Ottoni;Ely Carlos Pereira de Jesus;Lucas Gonçalves Andrade;Thomaz de Figueiredo Braga Colares;
2642 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CIDADANIA, REPÚBLICA E DEMOCRACIA NO BRASIL: Pressupostos para o debate sobre o controle social e participação popular Cristiano Costa de Carvalho;Marisaura dos Santos Cardoso;
2643 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CONTRARREFORMA DO ENSINO MÉDIO E A REDE DE ENSINO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO Jessyca Pacheco Pozzi;
2644 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CRISE DO CAPITAL: Refletindo a política social contida na categoria função social da cidade Sueli do Nascimento;Celena Pereira Rabello;
2645 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CRISE E BARBÁRIE NO BRASIL: muitas dimensões, uma só direção Maria Isabel Gonçalves Bezerra;Evily Sara Freire de Souza;Wesley Helker Felício Silva;
2646 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DESENVOLVIMENTO DA POLÍTICA DE PREVIDÊNCIA SOCIAL NO BRASIL: Lutas, conquistas e neoliberalismo Crisleide Elionã Maria da Silva;Lydia Vitória Firmino Pereira Ramos;Maria Eduarda Alexandre de Araujo;Milena da Silva Ribas;
2647 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS LAZER E SERVIÇO SOCIAL: Breves considerações e sua relação para com os adolescentes Luísa Eugênia Rafael Pereira;Silvânia Aparecida da Silva;
2648 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL: Um breve histórico e contribuições Ana Maria Carvalho Cruz;Daniele Sampaio Gonzaga;Kleyne Janne Costa de Souza;Sabrina Costa Boaventura;
2649 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS NEOLIBERALISMO NO BRASIL: agravamento da ausência de um capitalismo autônomo Handerson Leonidas Sales;Antônio Dimas Cardoso;
2650 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS POLÍTICAS PÚBLICAS TERRITORIAIS: Desafios e perspectivas para o desenvolvimento local Patrícia Morais Lima;João Lucas Gomes Oliveira;
2651 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS AS CONTRIBUIÇÕES DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS CRIANÇAS ATENDIDAS NA REDE DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ/SC Ana Laura Pacheco Alves;
2652 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS QUEM LEGISLA ‘PELAS’ MULHERES? AS CONSEQUÊNCIAS DA (SUB) REPRESENTATIVIDADE DO SUJEITO FEMININO E DO USO DE INSTRUMENTOS LEGISLATIVOS NAS DISPUTAS DE PROJETOS SOCIETÁRIOS Amanda Freitas Souza;
2653 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS REBATIMENTOS DA IDEOLOGIA NEOLIBERAL NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NA ATUALIDADE Ricardo William Guimarães Machado;Celena Pereira Rabello;Jorge Luiz Florentino Ribeiro Filho;
2654 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS UMA PONTE PARA O DESASTRE SOCIAL E A EXPROPRIAÇÃO DO FUNDO PÚBLICO NO BRASIL Brenda Alyne Alves Nogueira;Nathália Eliette Barbosa;Wesley Helker Felício Silva;
2655 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS UTOPIA OU DISTOPIA BRASILEIRA: Origens e reflexões Handerson Leonidas Sales;Cyntia Mirella Cangussu Fernandes Sales;Antônio Dimas Cardoso;
2656 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO E AS SUAS MÚLTIPLAS INTERPRETAÇÕES À LUZ DO MARXISMO Fabíola Francielle de Jesus;Yoná Fernanda Souza Moreira;Juneo Carlos de Carvalho Boas;Vanusa de Fátima Lopes Santana;
2657 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O FRACASSO DO BEM-ESTAR SOCIAL NA DEMOCRACIA BRASILEIRA Erica Aline Aparecida de Araújo Soares;
2658 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A CONSOLIDAÇÃO DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO PROFISSIONAL NO PROCESSO DE TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL SCARLET GOMES PRATES;SUZANA ALVES SANTOS BARROS;THAINARA SOARES VELOSO;
2659 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CONSCIÊNCIA DE CLASSE E FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL: ação política do movimento estudantil em cena LUCILA DE SOUZA ZANELLI;BRENDA SOARES RODRIGUES;BRUNA ALEXANDRA SILVA E BRIGO;ANA CARLA COSTA;LETICIA FERNANDA ALVES SILVA;
2660 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CONSCIÊNCIA DE CLASSE E O MOVIMENTO ESTUDANTIL DE SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO LUCILA DE SOUZA ZANELLI;LESLIANE CAPUTI;
2661 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DECADÊNCIA IDEOLÓGICA E FORMAÇÃO DO PARTIDO DA ORDEM NO BRASIL: problemáticas e refração no serviço social ELTON LUIZ DA COSTA ALCANTARA;JONES MANOEL DA SILVA;
2662 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DILEMAS DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL EM TEMPOS DE CONSERVADORISMO: o serviço social clínico na particularidade de Goiás DANÚBIA DE BRITO RODRIGUES SILVA;CARLA AGDA GONÇALVES;DANIELA KEDNA FERREIRA LIMA;
2663 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DISCURSO, PRÁTICA E CONTRADIÇÃO: A influência do Cristianismo na atuação dos assistentes sociais graduados pela UEMG/Abaeté BÁRBARA ALVES DE OLIVEIRA;FLÁVIO TEIXEIRA DE SOUZA;
2664 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS ÉTICA E FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL: Um estudo em Teófilo Otoni-MG THAISA SILVA MARTINS;
2665 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS FAMÍLIA: UMA PERSPECTIVA DE ANÁLISE PARA O ASSISTENTE SOCIAL FLÁVIO TEIXEIRA DE SOUZA;
2666 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O FAZER PROFISSIONAL DO/A ASSISTENTE SOCIAL NA EDUCAÇÃO: Considerações a partir da inserção nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia GRAZIELLE NAYARA FELÍCIO SILVA;
2667 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O MUNDO DO TRABALHO NO CAPITALISMO: Organizações econômicas e a exclusão social ENE PELTMAN SOUSA CRUZ;VICTOR DE FREITAS ROCHA;VIVIANE BERNADETH GANDRA BRANDÃO;
2668 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O PROCESSO DE DIFERENCIAÇÃO E DIVERSIFICAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR E OS REBATIMENTOS AO SERVIÇO SOCIAL CARLA AGDA GONÇALVES;DANIELA KEDNA FERREIRA LIMA;DANÚBIA DE BRITO RODRIGUES SILVA;
2669 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS OS DESAFIOS ENFRENTADOS NA SUPERVISÃO EM SERVIÇO SOCIAL NOS EQUIPAMENTOS DO SUAS EM ABAETÉ-MG E REGIÃO SILVÂNIA SILVA;JAQUELINE OLIVEIRA;
2670 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS QUESTÃO SOCIAL E CUIDADOS PALIATIVOS ONCOLÓGICOS: Estratégias de Intervenção do Serviço Social na Dor Social ANDREA GEORGIA DE SOUZA FROSSARD;ALINE BAPTISTA AGUIAR;DOLORES FONSECA;
2671 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SERVIÇO SOCIAL, POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL E QUESTÃO SOCIAL: Análise de entrevistas de estudantes participantes do PAISE de um Instituto Federal no Estado baiano. ANA MARIA CARVALHO CRUZ;SABRINA COSTA BOAVENTURA;
2672 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS TRABALHO NO CAPITALISMO CONTEMPORANEO: a inter-relação entre tecnologia, intensificação do trabalho e diminuição do tempo de não trabalho JANE VIVIANE DA SILVA;MÔNICA ESTEVES PEREIRA E MOREIRA;
2673 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS VIDAS EM MOVIMENTOS: As jornadas migratórias de médicos cubanos em Montes Claros e seu processo de formação profissional CLEIBY SANTOS BRAGA;
2674 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CRIATIVIDADE E SERVIÇO SOCIAL: o trabalho da/o assistente social em um abrigo institucional e o emprego da literatura infantil como ferramenta de ensinagem FABÍOLA FRANCIELLE DE JESUSU;JUNEO CARLOS DE CARVALHO BOAS;YONÁ FERNANDA SOUZA MOREIRA;VANUSE DE FÁTIMA LOPES SANTANA;
2675 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DIREITOS HUMANOS E ÉTICA EM TEMPOS DE BARBÁRIE: DIGNIDADE HUMANA CONTA? CARLA ALEXANDRA PEREIRA;
2676 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS COMO PARTE DO PROCESSO DE AUSTERIDADE ECONÔMICA E POLITICA GRASIELE COSTA DOS SANTOS FROTINI;
2677 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A CENTRALIDADE DA ÉTICA E A BARBÁRIE LENI MARIA PEREIRA SILVA;
2678 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A CONDIÇÃO ÉTICA ENTRE O AFETO E O ESPECTRO DO JUÍZO LUCINEY SEBASTIÃO DA SILVA;
2679 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O DESTINO DE UMA ÉPOCA: TOTALITARISMO, REALIDADE E FICÇÃO ANGELA MÁRCIA DA SILVA BRAGA;
2680 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DAS PRÁTICAS DE RESISTÊNCIA ÀS POLÍTICAS SOCIAIS SEGREGADORAS LUCI HELENA SILVA MARTINS;
2681 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DEMOCRACIA E EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS NO CONTEXTO SOCIOECONÔMICO DA GLOBALIZAÇÃO LUCIANA SANTOS LENOIR;
2682 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DEMOCRACIA E O CRIME DE ÓDIO NO BRASIL: uma análise do Projeto de Lei de nº 7.582/2014 ROSANA DOS SANTOS MARTINS;
2683 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS OS DESAFIOS DA DEMOCRACIA, A EDUCAÇÃO NOS DIREITOS HUMANOS E A QUESTÃO RACIAL IRACI ROSA DA SILVA;
2684 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA: Análise das contribuições dos movimentos sociais para as transformações realizadas e o cenário atual DÉBORA REGINA AMARAL;
2685 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O ESTIGMA NA SAÚDE MENTAL E O DESAFIO DE UMA NOVA MORALIDADE DIMAS RIBEIRO SALES;
2686 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SERVIÇO SOCIAL NA POLÍTICA DE SAÚDE MENTAL NO BRASIL: Diálogos reflexivos sobre a sua inserção VIVIANE BERNADETH GANDRA BRANDÃO;
2687 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS PEJOTIZAÇÃO E PRECARIZAÇÃO DA RELAÇÃO DE EMPREGO MARIA FERNANDA BRAGA E SILVA;
2688 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS OS SENTIDOS DO TRABALHO NA RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO MARIA FERNANDA OLIVEIRA MOURÃO;
2689 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS TRABALHO INTERMITENTE: Estudo comparado Brasil e Itália VICTOR MANOEL RANGEL SOARES;
2690 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A Onda Neoliberal no Brasil e o Desmonte das Políticas Públicas: análise das reformas trabalhistas e da previdência Luiz Claudio de Almeida Teodoro;
2691 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS UMA REFORMA EMERGENCIAL? Proposta, desenho e as implicações sociais da PEC 186 Janikelle Bessa Oliveira;
2692 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS PARA SE SOCIALIZAR A POLÍTICA: mulheres negras e mandatos coletivos no Brasil Bárbara T. Sepúlveda;
2693 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS MULHER NEGRA, UM CORPO? Maria Gabriela Soares dos Santos Ruas;
2694 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS Mulher na Política: limites e desafios Romilda Sérgia de Oliveira;
2695 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS ANÁLISE DO DISCURSO DE VIOLÊNCIA: mulheres negras e a interseccionalidade Iessa Batista Vieira Mendes;
2696 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS PESQUISA SOBRE A CONFIGURAÇÃO E DINÂMICA DO TRABALHO PROFISSIONAL DE ASSISTENTES SOCIAIS: um estudo a partir das particularidades de Montes Claros/MG GEUSIANI PEREIRA SILVA E NASCIMENTO;
2697 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A CONFIGURAÇÃO DO TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL NO CAPITALISMO NOÊMIA DE FÁTIMA SILVA LOPES;
2698 sesoperspectiva v. 4 n. Especial (2020): ANAIS DO II ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS AS DIMENSÕES TEÓRICO-METODOLÓGICA, TÉCNICO-OPERATIVA E ÉTICO-POLÍTICA DO SERVIÇO SOCIAL NO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL ROSILENE APARECIDA TAVARES;
2699 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS EDIÇÃO COMPLETA VOLUME 3-NÚMERO 2 Revista Serviço Social em Perspectiva; Edição completo do Volume 3, Número 2, da Revista Serviço Social em Perspectiva.
2702 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS AS POLÍTICAS SOCIAIS E O CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO: Luiz Antonio dos Santos Cabral; Refletir sobre a execução e o horizonte disposto no decreto n 7.234/2010, que determina os parâmetros do Programa Nacional de Assistência Estudantil a ser pautado nas instituições federais de ensino, nos empenha refletir sobre os caminhos estabelecidos junto a uma perspectiva de prática e gestão embebidos no interior de um capitalismo contemporâneo cada vez mais afastado dos aspectos pertinentes a vida social e a classe trabalhadora. Portanto, entender assistência estudantil dispõe entender a materialidade posta, das políticas sociais, nesse Estado burguês, atrelado ao pleno processo de expansão de universidades e escolas técnicas federais no curso dos governos Lula e Dilma. BRASIL. Decreto n° 6.094, de 24 de Abril de 2007. Institui o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI. Brasília. Diário Oficial da União. 2007. BRASIL. Decreto n° 7.234, de 19 de julho de 2010. Dispõe sobre o Programa Nacional de Assistência Estudantil-PNAES. Brasília. Diário Oficial da União. 2010 BRASIL. Lei n° 11.892, de 29 de Dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Brasília. Diário Oficial da União. 2008 BRASIL. Lei ° 12.711, de 29 de Agosto de 2012. Dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências. Brasília. Diário Oficial da União. 2012 BRASIL. Ministério da Educação. Institutos Federais: Concepções e Diretrizes. 2010 _______ Institutos Federais: Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em expansão. 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2703 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULO – SCFV NO ÂMBITO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL: Adriana Teotonio Borges; Criança e Adolescente, Política de Assistência Social, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos O presente resumo tratou -se de um Trabalho de Conclusão de Curso para obtenção do título de especialista pela Universidade Federal de Campina Grandes (UFCG) campus de Sousa, paraíba. Teve como objetivo analisar os avanços a partir da política de assistência social e identificar desafios para a as ações no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo na particularidade do atendimento a proteção à infância e juventude. Considerando que a pesquisa está fundamentada no método crítico- dialético. Assim, os objetivos e os procedimentos de coleta de dados, classifica-se como uma pesquisa exploratória e de caráter bibliográfico. Foi possível constatar antigos e novos desafios na concretização das ações. Levando em consideração, que esse trabalho foi aprovado para os anais do XI Encontro de Grupos de Estudos e Pesquisas Marxistas (EPMARX). BRASIL, Orientações Técnicas sobre o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Crianças e Adolescentes de 6 A 15. Disponível: http://www.blog.gesuas.com.br/static/criancas-adolescentes-6-a-15-anos.pdf, Brasil, 2010. Acesso em: 20/jul. 2019. ______. Política Nacional de Assistência Social- PNAS. Brasília- 2004. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Secretaria Nacional de Assistência Social Disponível em : https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf. Acesso em: 10 mai. 2019. PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. D. Metodologia do trabalho científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico. 2ª. ed. Novo Hamburgo: Universidade Freevale, 2013. ______. Lei no 12.435, de 6 de julho de 2011 altera a lei no 8.742, de 7 de dezembro de 1993, que dispõe sobre a organização da assistência social. Brasília, 2011. Disponível em:< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12435.htm>. Acesso em 25 jun. 2019. ______. Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da criança e do adolescente. Brasília, 1990. ______ . Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Brasília, 2010. ______. Política Nacional de Assistência Social- PNAS. Brasília- 2004. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Secretaria Nacional de Assistência Social Disponível em : https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf. Acesso em: 10 mai. 2019. ______. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) Departamento de Proteção Social Básica (DPSB) perguntas frequentes Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) Brasília, 2017. BRASIL, Orientações Técnicas sobre o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Crianças e Adolescentes de 6 A 15. Disponível: http://www.blog.gesuas.com.br/static/criancas-adolescentes-6-a-15-anos.pdf, Brasil, 2010. Acesso em: 20/jul. 2019. ______. Resolução n°109, de 11 de novembro, 2009, Tipificação Nacional de Serviços Sócio Assistenciais. Brasília, 2009. ______. Ministério de desenvolvimento social e combate à fome. Conselho nacional de assistência social. Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social - NOB/SUAS. Brasília, 2012. Disponível em: https://www.mds.gov.br/webarquivos/arquivo/assistencia_social/nob_suas.pdf. Acesso em 21 jun. 2019. ______. 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2704 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS A POLÍTICA DE SAÚDE E O ASSISTENTE SOCIAL NEOLIBERALISMO, FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA E COTIDIANO DE TRABALHO Tuani Alves Lima; Este artigo tem como objetivo trazer para análise os desafios que o assistente social encontra, atualmente, no seu cotidiano de trabalho dentro da política de saúde. Com esse intuito, destacamos as interferências neoliberais em tal âmbito, a partir dos anos 1990, uma vez que essa situação perpassa desde o processo de formação universitária do assistente social até o seu dia a dia de trabalho, resultando em desafios para o fazer profissional dentro da referida política. Para a construção desse debate, fez-se necessário conhecer o processo de construção da política de saúde contemporânea, bem como o processo de inserção e atuação do profissional de Serviço Social nesse campo. A construção dessa pesquisa se deu por meio do estudo de artigos científicos, livros e documentos da área do Serviço Social e pela leitura de leis e documentos de programas nacionais da política de saúde. A análise possibilitou uma compreensão mais ampla acerca dos desafios que circunscrevem o cotidiano profissional do assistente social dentro da política de saúde, demarcando como eles se engendram e se articulam, interferindo no dia a dia de trabalho. Por fim, são destacadas formas possíveis de se posicionar contra o fortalecimento dessa situação.
2705 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS A PARTICIPAÇÃO POPULAR EM SAÚDE: Carla Gonçalves;André Nunes;Daniela Kedna; Saúde. Direitos. Participação Popular. Compreender a participação política da população usuária dos serviços de saúde diante das instâncias colegiadas do Sistema Único de Saúde (SUS) na particularidade do município de Goiás/GO é o objetivo deste artigo ora apresentado; expresso na análise dos resultados das pesquisas realizadas nos estudos empreendidos pelo/as autor/as. Para tanto, recorre-se à pesquisa teórica, à pesquisa documental e à pesquisa empírica – tendo como sujeitos significativos desta última pesquisa os usuários que utilizam a unidade básica de saúde com o maior número de pessoas cadastradas no município. Afirma-se que a participação popular representa um avanço significativo na defesa dos direitos sociais, contudo ainda perpassam marcas advindas das características da realidade brasileira, constituída em um “mix de moderno e arcaico”. Na especificidade do SUS, tais conquistadas expressam lutas sociais entre os diferentes sujeitos envolvidos; conquanto persistem limites que necessitam ser superados, enfrentando diversos desafios diante as contradições na conjuntura atual e consolidando os avanços que perfazem a trajetória sócio-histórica da política de saúde no Brasil. ARRETCHE, M. A política da Política de Saúde no Brasil. In: LIMA, N. T; GERCHMAN, S.;EDLER, F. C. (org). Saúde e democracia: história e perspectiva do SUS. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2005. Brasil. Decreto nº 8.243, de 23 de Maio de 2014. Participação Social - PNPS e o Sistema Nacional de Participação Social – SNPS, e dá outras providências. Brasília-DF. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/decreto/d8243.htm Acesso em: 05 jan. 2020. BRAGA, José Carlos de Souza. PAULA, Sérgio de Goes. Saúde e previdência: estudos de política social. 2ª ed. São Paulo, Cebes/Hucitec, 1986. BRAVO, Maria Inês Souza, MATOS. Maurílio Castro de. Projeto ético-político do serviço social e sua relação com a reforma sanitária: elementos para o debate. In: Serviço Social e saúde: formação e trabalho profissional. 4. ed. São Paulo, p. 111-138. Cortez; Brasília, DF: OPAS, OMS, Ministério da Saúde, 2009. CAMPOS, I. F. Coronelismo em Goiás. Goiânia: Editora da UFG, 1983. COHN, Amélia & ELIAS, Paulo Eduardo. Saúde no Brasil: políticas e organizações de serviços. São Paulo, Cortez Editora, 1996. ______, NUNES, E; JACOBI, P.R; KARSCH, U.S. A Saúde como direito e como serviço. São Paulo: Cortez, 1991. (Pensamento social e saúde; v.7). GRAMSCI, A. Cadernos do Cárcere – Maquiavel Notas sobre o Estado e Política. (Edição Carlos Nelson Coutinho; Co-edição Luiz Sergio Henrique e Marco Aurélio Nogueira) Tradução Luis Sergio Henrique. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, vol. 3, 2000). NEVES, A. V. Cultura política e democracia participativa: um estudo sobre o orçamento participativo. Rio de Janeiro: Gramma, 2008. NOGUEIRA, M. A. Um Estado para a Sociedade Civil: Temas éticos e políticos da gestão democrática. 3. ed. São Paulo – SP: Cortez, 2011 PAIM, J. S. Reforma Sanitária Brasileira: contribuição para compreensão e crítica [livro eletrônico]; Rio de Janeiro – RJ: FIOCRUZ, 2008. TELLES, V. da S. Direitos Sociais: afinal do que se trata? Belo Horizonte – MG. UFMG, 1999. VENTURA, M. Lei de acesso à informação, privacidade e a pesquisa em saúde. Cad. Saúde Pública, 29(4):636-638, Rio de Janeiro – RJ, 2013.
2706 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS SERVIÇO SOCIAL E SAÚDE MENTAL: Leidiany Melo de Souza;Viviane Bernadeth Gandra Brandão; O presente trabalho tem como objetivo trazer algumas reflexões sobre a atuação do assistente social frente o portador de transtorno mental e sua família. A saúde mental brasileira passou por uma grande transformação com o movimento de reforma psiquiátrica, que possibilitou a desinstitucionalização do portador de transtorno mental, o que acarretou em mudanças na forma de tratamento do paciente. A desinstitucionalização rompeu com a ideia de que o louco deveria ser afastado do convívio familiar, colocando a família como cuidadora e cuidada no processo de tratamento do indivíduo com transtorno mental. No Serviço Social, a reforma trouxe novos desafios para o assistente social, que é chamado para atuar na questão social da saúde mental, enxergando o indivíduo com transtorno mental como um sujeito de direitos, buscando uma atuação que objetive a garantia dos direitos do portador de transtorno mental, sua inserção na sociedade e o fortalecimento dos vínculos familiares. Desse modo, visa contribuir para a reflexão sobre a relação existente entre Serviço Social e saúde mental, família e saúde mental, e por fim, o trabalho do assistente social com as famílias dos portadores de transtorno mental.
2707 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS A INTRÍNSECA RELAÇÃO ENTRE A VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR E O ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Fabiola Francielle de Jesus;Juneo Carlos de Carvalho Boas;Yoná Fernanda Souza Moreira;Vanusa de Fátima Lopes Santana; Violência intrafamiliar. Criança e Adolescente. Acolhimento Institucional. Este artigo discute a intrínseca relação entre a violência intrafamiliar e o acolhimento institucional de crianças e adolescentes. O seu objetivo é destacar essa manifesta relação, posto ainda ser recorrente a sociedade em geral não compreender que a violência em âmbito intrafamiliar é o principal elemento motivador do afastamento de crianças e adolescentes da família de origem, ocasionando em diversas situações a institucionalização. Entende-se que tal pesquisa possui relevância social, visto que, não obstante suas limitações aborda temáticas referentes aos direitos das crianças e adolescentes, público constitucionalmente tido como prioridade absoluta no Brasil. Ademais, discute sobre a violência intrafamiliar, a multiplicidade de arranjos familiares e a necessária intervenção do Estado quanto ao fortalecimento da função protetiva das famílias. Portanto, este artigo contribui com o debate no campo das ciências sociais em geral e do Serviço Social em específico, visto que aborda temáticas caras a esta profissão. Quanto ao percurso metodológico este estudo possui natureza qualitativa, na modalidade revisão de literatura e emprego da análise de conteúdo para analisar os achados da pesquisa. Sem a pretensão de esgotar o tema conclui-se que é dever do poder público potencializar a autonomia das famílias, sobretudo àquelas oriundas das camadas populares, a fim de contribuir com a viabilização das garantias asseguradas à criança e ao adolescente especialmente no que tange ao direito à conivência familiar e comunitária, preferencialmente sob os cuidados da família de origem, em um ambiente que assegure a sua proteção e desenvolvimento. BRASIL. Código de Menores. Decreto nº 17.943- 1. 12/10/1927. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1910-1929/D17943Aimpressao.htm>. Acesso dia: 10/01/2020. _____________.Código de Menores. Lei n° 6.697. 10/10/1979. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1970-1979/L6697impressao.htm. Acesso dia: 11/01/2020. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1979. _____________. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. 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2708 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS A CONCEPÇÃO DE MARX, ENGELS E GRAMSCI SOBRE A RELAÇÃO ENTRE TRABALHO E EDUCAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA Graziela Donizetti dos Reis; Este ensaio teórico objetiva apresentar sucintamente as aproximações e divergências teóricas dos autores Marx, Engels e Gramsci sobre a relação entre o trabalho e a educação. Serão indicados apontamentos sobre as distintas perspectivas, visando salientar que a dimensão educativa sempre esteve atrelada ao processo formativo voltado para o processo de produção do sistema capitalista. Por isso, os autores evidenciam a necessidade de se pensar outra forma de educação, a qual propicie o desenvolvimento humano da classe trabalhadora e não o desenvolvimento do capital. O estudo embasa-se na pesquisa bibliográfica e utiliza o materialismo histórico dialético. MARX, Karl; ENGELS, Friedririch. Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo Editorial, 2010. MARX, Karl. O Capital: Crítica da Economia Política: Livro I. São Paulo: Nova Cultural, 1996. 2 vols. MARX, Karl. O Capital: Crítica da Economia Política: Livro I. São Paulo: Nova Cultural, 1996 MARX, Karl. Crítica do Programa de Gotha. São Paulo: Boitempo Editorial, 2012. SAVIANI, Demerval. O choque teórico da politecnia. In: Trabalho,Educação e Saúde, v. 1, n. 1, p. 131-152, 2003. ENGELS, Friedrich. Princípios Básicos do Comunismo. Lisboa: Editorial Avante. 2006. ENGELS, Friedrich. A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra. São Paulo: Boitempo Editorial, 2010. GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere – Os Intelectuais. O Princípio Educativo. Jornalismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.
2709 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS A INFLUÊNCIA DE ANTÔNIO GRAMSCI NO SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO Lucas da Costa Brandão;Ariadne Aparecida Rodrigues de Araújo;Vânia Noeli Ferreira de Assunção; Serviço social brasileiro, A. Gramsci, Universidade brasileira Neste artigo, descritivo, expõem-se os resultados quantitativos de uma pesquisa de iniciação científica realizada na Universidade Federal Fluminense (UFF – Rio das Ostras) pelos autores. A pesquisa “A contribuição teórica de Antonio Gramsci para o serviço social brasileiro” discutiu a inserção e disseminação de Gramsci no serviço social do País. Após análise qualitativa de trabalhos na área, a segunda parte da pesquisa (cujos resultados são objeto deste texto) consistiu em identificar e quantificar teses e dissertações feitas declaradamente sob influência do pensamento gramsciano entre 2000 e 2017 em programas de pós-graduação em serviço social com as maiores notas no relatório final de avaliação da Capes de 2017 (PUC-SP, UFPE, UFMA, UnB e PUC-RS), por meio de pesquisa em suas plataformas digitais. ANGELI, José Mario. Gramsci, hegemonia e cultura: relações entre sociedade civil e política. Revista Espaço Acadêmico n. 122, p. 123-32, jul. 2011. BURGOS, Raúl. Gramsci y la izquierda en América Latina. Em Pauta, n. 22, pp. 165-36, 2009. COUTINHO, C. N. As categorias de Gramsci e a realidade brasileira. In: Gramsci: um estudo sobre seu pensamento político. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003. ______. De Rousseau a Gramsci. São Paulo: Boitempo, 2011. DIAS, E. F. et al. O outro Gramsci. 2. ed. São Paulo, Xamã, 1996. FONSECA, Francisco. Imprensa e agenda ultraliberal no Brasil. Gramsci e o Brasil, jan. 2007. Disponível em: , acessado em 20 maio 2017. GRAMSCI, A. A formação dos intelectuais. Venda Nova: M. Rodrigues Xavier, 1972. ______. Cadernos do cárcere v. III: comentários sobre Maquiavel, a política e o Estado. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. LAKATOS, Eva M.; MARCONI, Marina A. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1992. LOLE, Ana et al. Produção bibliográfica de Gramsci no Brasil: uma análise preliminar. Disponível em: , acesso 28 fev. 2017. MONTEIRO, D. D. Gramsci e a questão democrática no Brasil. Disponível em: , acessado em 26 nov. 2014. MORAES, Dênis de. Comunicação, hegemonia e contra-hegemonia: a Contribuição teórica de Gramsci. Revista Debates, Porto Alegre, v. 4, n. 1, p. 54-77, jan.-jun. 2010. SAVIANI, D. Gramsci e a educação no Brasil: para uma teoria gramsciana da educação e da escola. Disponível em: , acessado em 3 mar. 2017. SECCO, L. Gramsci e o Brasil. São Paulo: Cortez, 2002. SEMERARO, G. (Coord.). Mapa bibliográfico de Gramsci no Brasil. UFF/Ufipe. Disponível em: , acessado em 28 fev. 2017. SOUZA, Herbert Glauco de. Contra-hegemonia: um conceito de Gramsci? Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Educação. Belo Horizonte, 2014. SILVA, R.; CUNHA, M.; MARTINS JR.; J. A contribuição do pensamento de Antonio Gramsci na contribuição da perspectiva crítica no serviço social. Revista Cesumar Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, v. 17, n. 2, pp. 549-71, jul./dez. 2012. SIMIONATTO, Ivete. Gramsci: sua teoria, incidência no Brasil, influência o serviço social. 3. ed. SP/Florianópolis, Cortez/Ed. UFSC, 2004. ______. Marxismo gramsciano e serviço social: interlocuções mais que necessárias. Em Pauta – Revista da UERJ, RJ, v. 9, n. 27, pp. 17-33, 2011.
2710 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS RETIFICAÇÃO DE REGISTRO CIVIL DE ADOLESCENTE TRANSEXUAL: Thais Dalla Rosa; O presente relato visa expor o trabalho realizado pela assistente social da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul em demanda de retificação de registro civil de um adolescente transexual. Tal situação foi ajuizada com o objetivo de deferimento da retificação de prenome e sexo na documentação civil. Nessa seara, o Serviço Social pôde contribuir com acolhimento e elaboração de parecer social para ajuizamento da ação. O processo foi deferido pela Vara de Registros Públicos e o adolescente teve a oportunidade de confeccionar novos documentos e ser reconhecido civilmente conforme sua identidade de gênero. A percepção de crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, sobretudo, o reconhecimento do direito à liberdade, à dignidade e ao respeito, foi elemento central no atendimento e produção de parecer social pela assistente social. A exposição do presente relato é teleológico, no sentido de proporcionar novas possibilidades de intervenção e discussão sobre o tema.
2711 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS MOVIMENTO ESTUDANTIL DE SERVIÇO SOCIAL E CONSCIÊNCIA DE CLASSE: Lucila de Souza Zanelli; Neste Trabalho de Conclusão de Curso/TCC abordamos a dimensão político-organizativa da categoria profissional por meio do Movimento Estudantil de Serviço Social/MESS, no que tange ao processo de formação de consciência de classe dos sujeitos que constituem tal movimento. O tema em debate demandou análise da conjuntura atual, a qual tem sido marcada pela radicalização da ofensiva neoliberal e ultraconservadora. Desenvolvemos o presente trabalho orientadas pelo objetivo de analisar como a conjuntura de crise sistêmica do capital tem afetado o alcance das finalidades da Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social/ENESSO no período de 2008 à 2018, considerando que a mesma tem travado historicamente o compromisso com a formação política e profissional de estudantes de Serviço Social no Brasil, inferindo na formação de consciência de classe dos mesmos. Tal preocupação se fundamenta no zelo da histórica direção sociopolítica do MESS em 41 anos de rearticulação, período no qual as/os estudantes têm se configurado como sujeito na categoria profissional, na condição de agente fundamental na reconceituação do Serviço Social brasileiro. Assim, a relevância da realização deste TCC ancorou-se ainda, na concepção de pesquisadores/as que se debruçaram sobre o tema e identificam que o MESS e a ENESSO ocupam com protagonismo a história do movimento de [re]significação da profissão. Para o alcance da principal finalidade, delineamos como objetivos específicos: a análise das mudanças operadas na estrutura organizativa e no direcionamento sociopolítico da ENESSO, ademais do estudo das estratégias utilizadas pelo MESS no sentido de prover os recursos materiais necessários para atingir suas finalidades. O todo deste TCC sustenta-se no materialismo histórico dialético, o qual constitui aporte estruturante do projeto profissional hegemônico do Serviço Social brasileiro, por ser o referencial que nos possibilita compreender o movimento da realidade no sentido das aproximações sucessivas. Além da pesquisa bibliográfica e documental (esta última através dos Cadernos de Deliberação e Estatuto da Executiva no período em questão, analisados em suas principais modificações através de análise qualitativa e quantitativa), adotamos a técnica de observação participante, posto que o vínculo orgânico da pesquisadora com o objeto instigou a necessidade da pesquisa e a identificação de sua problemática. Adjacente ao desenvolvimento de pesquisa de iniciação científica (com incentivo financeiro de bolsa FAPEMIG), participação em grupo de estudo e pesquisa, além de militância de âmbito político-partidária comunista, a dimensão da militância política no âmbito do Movimento Estudantil geral (DCE “Walkíria Afonso Costa” da Universidade Federal do Triângulo Mineiro/UFTM) e sobretudo, de área, a nível local, regional e nacional (na gestão “Mobilização” do Centro Acadêmico XV de Maio da UFTM; na gestão “(R)Existir” da Coordenação Regional da Região V e “Comissão Gestora” da ENESSO) constituem momentos do processo de formação de consciência que suscita transformações que ganham formas em inquietações e questionamentos de ordem coletiva e de classe tais quais a que constituiu objeto deste TCC. Concluímos que a ENESSO tem sofrido com rebatimentos conjunturais que obstruem o processo de formação de consciência de classe de estudantes de Serviço Social, os quais ameaçam a sua permanência na direção sociopolítica expressa no Projeto Ético-político, hegemônico da categoria profissional.
2712 sesoperspectiva v. 3 n. 2 (2019): SERVIÇO SOCIAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS BRASILEIRAS: REFLEXÕES CRÍTICAS O TRABALHO DO/A ASSISTENTE SOCIAL NO CAMPO DOS CUIDADOS PALIATIVOS Helen Isis Stocco Ferreira; O objetivo do trabalho é investigar a atuação do/a assistente social no campo dos Cuidados Paliativos a partir da origem da temática no mundo e no Brasil, com uma construção histórica desde os seus primórdios até os dias atuais. Com um fazer humanizado, comprometido com a dignidade da pessoa humana, em todas as expressões e momentos da vida, incluindo o momento da finitude. São exploradas também as concepções práticas dentro dessa área de atuação com definições de conceitos e políticas norteadoras. Os Direitos Humanos são utilizados como guia e apresentado também como princípio fundamental do código de ética do profissional. É um mergulho no trabalho do/a assistente social, com vistas ao papel do profissional nas equipes multidisciplinares, formas de atuação frente às demandas dos pacientes e familiares, dimensão social além das providências práticas e legais diretamente ligadas ao tema. Outro ponto elucidado é o que diz respeito às Diretivas Antecipadas de Vontade e o tema escolhido para a comemoração do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos do ano de 2019: Meu cuidado, meu direito. O método utilizado para análise de conteúdo é o qualitativo e através dele percebe-se uma carência de bibliografia específica sobre a atuação do/a assistente social e a importância de conhecer o paciente para além de sua doença.
2714 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO O INDIVÍDUO ABSTRATO E A SOCIABILIDADE BURGUESA Rosaria de Fatima de Sá Pereira da Silva; Gênero; Público; Privado; Capitalismo; Este trabalho deseja analisar de forma inicial os processos históricos vivenciados pelas mulheres desde o período anterior ao surgimento da sociedade moderna, na Grécia antiga, até a conjuntura liberal do século XIX. Esta análise embora inicial, mas que oferece certo detalhamento deseja refletir sobre lugar de gênero no contexto das relações entre público e o privado, em que o indivíduo abstrato personificado pelo homem é o potencial sujeito da esfera pública. Para isso, analisaremos algumas contribuições de autores clássicos da Teoria Política, como Aristóteles, Jean-Jacques Rousseau e Stuart Mill, que oferecerão conceitos fundamentais para a análise do devir histórico da mulher no contexto da Grécia clássica e, posteriormente, com o advento da sociedade moderna. Pretendemos analisar neste percurso a constituição da mulher, enquanto protagonista de sua história e sujeito político que pretende forjar oportunidades de alteração deste cenário de opressão, dominação e exploração. ARISTÓTELES. A Política. Trad. Roberto Leal Ferreira. São Paulo: Martins Fontes, 1998. FEDERICI, S. O Feminimo e as políticas do comum em uma era de acumulação primitiva. In: Revolunción em punto cero: trabajo domestico, reproducción y luchas feministas. Tradução: Luiza Mançano. Madri: traficantes de suenos, 2013. HOBSBAWM, E.J. A era do Capital. Tradução: Luciano Costa Neto. São Paulo: Paz e Terra, 2009. LUKÁCS, Georg. Sociologia: A decadência Ideológica da Burguesia. Coleção Grandes Cientistas Sociais. Rio de Janeiro: Ática. 1992. ROUSSEAU, J.J. Emílio ou da Educação. Tradução: Laurent de Saes. São Paulo: Edipro, 2017. SAFFIOTI, H. I. B. Violência de Gênero: o lugar da práxis na construção da subjetividade. In: Revista Lutas Sociais, n. 2, São Paulo, 1997. Disponível em https://revistas.pucsp.br/index.php/ls/issue/view/1213/showToc. Acessado em 05 de novembro de 2018. __________________. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Expressão Popular - Fundação Perseu Abramo, 2a edição, 2015. SCOTT, J.W. A cidadã Paradoxal: As feministas francesas e os direitos do homem. Tradução: Elvio Antônio Funck. Florianópolis: Mulheres, 2002. SEGATO, R. Colonialidad y patriarcado moderno: expansión del frene estatal, modernización, y la vida de las mujeres. In: Tejiendo de otro modo: Feminismo, epistemologia y apuestas descoloniales en Abya e Yala. Colombia: Editorial UC. 2014a. ____________. “Las nuevas formas de La guerra y El cuerpo de las mujeres”. In La guerra contra las mujeres. México: Editorial Pez en El árbol, 2014b. SCHOLZ, R. O valor é o Homem: Teses sobre a socialização pelo valor e a relação entre os sexos. In: Revista Novos Estudos, n. 45, São Paulo, 1996. VÁZQUEZ, S.A. A Filosofia da Práxis. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1968, p.185 – 208. WELFFORT, F.C (org.). Os Clássicos da Política. São Paulo: Ática, 2004a. 1v. ___________________. Os Clássicos da Política. São Paulo: Ática, 2004b. 2v. WOLLSTONECRAFT, M. Reivindicação dos direitos da mulher. Tradução: Ivania Pocinho Motta. São Paulo: Boitempo, 2016.
2715 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO DO OLIMPO AO BRASIL CONTEMPORÂNEO: O ESTUPRO CONTRA AS MULHERES E A PERSISTÊNCIA DAS RELAÇÕES DESIGUAIS E HIERÁRQUICAS DE SEXO Jéssica Venanço da Silva;Paula Martins Sirelli; Estupro. Dominação Masculina. Patriarcado. Cultura do estupro. Compreender a historicidade das relações sociais de sexo, tomando como ponto de reflexão mitos, expressões artísticas e acontecimentos históricos que legitimam, escondem, banalizam e naturalizam o estupro como uma expressão da violência contra a mulher, de forma a desmistificar os elementos que fundamentam a dominação masculina a partir da estruturação da sociedade patriarcal, é nosso objetivo nestas reflexões. A metodologia utilizada constitui-se de uma apropriação teórica da violência contra a mulher e do estupro como estruturantes das relações de exploração no capitalismo, tendo como norte autoras marxistas que debatem o tema da violência. Foi utilizada também a pesquisa de notícias, lendas e mitos na rede internacional de computadores. Fez-se necessária uma compreensão breve, pelos limites do artigo, do capitalismo e da divisão sexual e racial do trabalho enquanto base material do patriarcado, das relações de exploração e opressão, regendo posições sociais desiguais e hierárquicas para homens e mulheres. É importante para os profissionais que lidam com esta temática entender que o estupro não se limita a uma dimensão sexual, mas constitui-se historicamente como um instrumento de perpetuação de poder masculino e afirmação da virilidade, uma ferramenta de dominação econômica e política sobre as mulheres, de intimidação e subordinação pelo medo. Romper com a cultura do estupro é urgente e tem sido bandeira de luta de movimentos feministas e de profissionais, demonstrando que a desconstrução do machismo é tarefa coletiva e precisa perpassar todas as esferas da vida e dos movimentos dos trabalhadores e trabalhadoras. BOURDIEU, Pierre. A Dominação Masculina; Tradução Maria Helena Kuhner. 11ª ed. - Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012. BOSELI, Giane; COULOURIS, Daniella. Violência de gênero, legislação e práticas jurídicas no Brasil contemporâneo. 2009. Disponível em: http://books.scielo.org/id/7yddh/pdf/souza-9788579830198-09.pdf. Acesso em: 28/11/2017 BULFINCH, T. O livro de ouro da mitologia: história de deuses e heróis. Ediouro Publicações. 28ª edição. Rio de Janeiro, 2002. CISNE, Mirla. Feminismo e consciência de classe no Brasil [Livro eletrônico]. São Paulo: Cortez, 2015. DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe; Tradução Heci Regina Candiani. 1. Ed - São Paulo: Boitempo, 2016. DEVREUX, Anne Marie. A teoria das relações sociais de sexo: um quadro de análise sobre a dominação masculina. Sociedade e Estado, Brasília, v. 20, n. 3, p. 561-584, set./dez. 2005. 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2716 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO FASHIONISMO ÀS AVESSAS: TRABALHO DE COSTUREIRAS NOS BASTIDORES DA MODA NA CIDADE DO RIO JANEIRO Aline Lourenço;Ana Lole;Inez Stampa; Precarização do trabalho. Indústria da moda. Capitalismo. Este artigo trata sobre condições e relações de trabalho das costureiras que prestam serviço às marcas de vestuário feminino carioca. São trabalhadoras essenciais na produção das peças comercializadas por renomadas grifes e que não estão incluídas no “mundo do glamour” criado pelas empresas. Antes, estão submetidas à terceirização e subcontratação, práticas que afetam profundamente a classe trabalhadora e se desdobram em importantes alterações na proteção social do trabalho. O texto está baseado em pesquisa desenvolvida sobre a superexploração do trabalho e as diversas formas de trabalho precário, tomando como campo empírico o polo da moda da cidade do Rio de Janeiro, onde foi possível observar o trabalho feminino como umas das suas maiores expressões, além de condições e relações de trabalho degradantes. O impulso ao consumo traz demanda de produção de peças em maior velocidade, com preço menor, favorecendo a intensificação do trabalho em condições precárias, apontando para a superexploração das trabalhadoras desse ramo. ABREU, Alice Rangel de Paiva. O avesso da moda. São Paulo: Hucitec, 1986. ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho. Ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. 3 ed. São Paulo: Boitempo,1999. ANTUNES, Ricardo; DRUCK, Graça. A terceirização sem limites: a precarização do trabalho como regra. O Social em Questão, Rio de Janeiro, ano XVIII, n. 34, p. 19-40, 2015. BRASIL. Código Penal - Decreto-lei n° 2.848/1940. Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2017. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, 1988. BRASIL. Projeto de Lei n° 3.842/2012. Dispõe sobre o conceito de trabalho análogo ao de escravo. Disponível em: . Acesso em: 25 mai. 2019. BRASIL. Projeto de Lei n° 432, de 2013. Dispõe sobre a expropriação das propriedades rurais e urbanas onde se localizem a exploração de trabalho escravo e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em: 23 mar. 2019. BRASIL. Emenda Constitucional nº 81, de 5 de junho de 2014. Dá nova redação ao art. 243 da Constituição Federal. Estabelece a pena de perdimento da gleba onde for constada a exploração de trabalho escravo (expropriação de terras), revertendo a área ao assentamento dos colonos que já trabalhavam na respectiva gleba. Disponível em: . Acesso em: 15 fev. 2019. BRASIL. Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017. Altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e as Leis nos 6.019, de 3 de janeiro de 1974, 8.036, de 11 de maio de 1990, e 8.212, de 24 de julho de 1991, a fim de adequar a legislação às novas relações de trabalho. Disponível em: . Acesso em: 5 dez. 2018. FIGUEIRA, Ricardo Rezende. Por que o trabalho escravo? Estudos Avançados, São Paulo, v.14, n.38, p. 31-50, jan./abr. 2000. HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. 22 ed. São Paulo: Loyola, 2012. HIRATA, Helena. Tendências recentes da precarização social e do trabalho: Brasil, França, Japão. Caderno CRH, Salvador, v. 24, n. esp. 01, p. 15-22, 2011. HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX. São Paulo: Cia. das Letras, 1995. HOSKINS, Tansy E. Stitched Up: the anticapitalist book of fashion. Plutobooks, 2014. LEITE, Márcia de Paula. Tecendo a precarização: gênero, trabalho e emprego na indústria de confecções de São Paulo. 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Além da fábrica: trabalhadores, sindicatos e a nova questão social. São Paulo: Boitempo, 2003. SILVA, Keila Garcia da. Diaristas e bordadeiras. Formas de apropriação do trabalho feminino na contemporaneidade. 2014. Dissertação (Mestrado em Serviço Social). Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, Departamento de Serviço Social, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2014. STAMPA, Inez; LOLE, Ana. Trabalho e precarização social no capitalismo contemporâneo: dilemas e resistência do movimento organizado de trabalhadores. Revista de Políticas Públicas, São Luís/MA, v. 22, n. especial, p. 277-303, 2018. SVENDSEN, Lars. Moda: uma filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.
2717 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO A ATUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NO PROCESSO DE TRABALHO NA SAÚDE E O PROCESSO TRANSEXUALIZADOR NO SUS Kellyane de Santana Ricardo; Serviço Social; SUS; Processo Transexualizador. O objetivo deste artigo é de contribuir nas compreensões e reflexões sobre a atuação e processo de trabalho do Serviço Social dentro do processo transexualizador no SUS se pautando na vivência do Espaço de Cuidado e Acolhimento de Transexuais e Travestis (Espaço Trans) do HC – UFPE. Para tal foram utilizadas as técnicas metodológicas de pesquisa documental pessoal e pública e pesquisa bibliográfica. Percebe-se que o trabalho do/a Assistente Social no Processo Transexualizador do SUS deve ser pautado nos princípios mais elementares do sistema, e dessa maneira recebe influxos dos desmontes das políticas sociais e para construir um processo de trabalho satisfatório, reconhecendo-o como um processo permeado de insuficiências e contradições. Para tal, deve-se reconstruir criticamente e constantemente seu objeto de trabalho naquele campo de forma coletiva e em consonância com os interesses dos/as usuários/as, articulando bandeiras de luta ao relacionar saúde e democracia. ALMEIDA, Guilherme; MURTA, Daniela. Reflexões sobre a possibilidade da despatologização da transexualidade e a necessidade da assistência integral à saúde de transexuais no Brasil. Sex.,Salud Soc. (Rio J.), Rio de Janeiro , n. 14, p. 380-407, Ago. 2013. Disponível em : < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872013000200017> Acesso em: 17 maio 2019. BRASIL, Márcia; et. al. O Serviço Social no processo transexualizador no HUPE/UERJ. In: Seminário Nacional “Serviço Social e Diversidade Trans: exercício profissional, orientação sexual e identidade de gênero em debate”. CFESS, 2015. Disponível em: < http://www.cfess.org.br/arquivos/seminario-trans-2015-marcia1.pdf> Acesso em: 16 maio 2019. CAMPOS, Gastão Wagner de Sousa. Saúde pública e saúde coletiva: campo e núcleo de saberes e práticas. Ciênc. saúde coletiva [online] vol.5, n.2, 2000. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232000000200002&script=sci_abstract&tlng=pt> Acesso em: 16 maio 2019. CFESS – CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Parâmetros para atuação do assistente social na saúde. Conselho Federal de Serviço Social, 2010. Disponível em: < http://www.cfess.org.br/arquivos/Parametros_para_a_Atuacao_de_Assistentes_Sociais_na_Saude.pdf> Acesso em: 17 maio 2019. __________________________________________________. Resolução 845/18. CFESS, 2018. Disponível em: < http://www.cfess.org.br/arquivos/ResolucaoCfess845-2018.pdf> Acesso em 17 maio 2019. ____________________________________________. Síntese da Relatoria para agenda de lutas. In: Seminário Nacional “Serviço Social e Diversidade Trans: exercício profissional, orientação sexual e identidade de gênero em debate”. CFESS, 2015. Disponível em: < http://www.cfess.org.br/visualizar/noticia/cod/1454> Acesso em: 16 maio 2019. ___________________________________________. Transfobia. Série: assistente social no combate ao preconceito. Caderno nº 4. Brasília: CFESS, 2016. COSTA, Maria Dalva H. O trabalho nos Serviços de Saúde e a inserção dos/as Assistentes Sociais. In: MOTA, Ana Elizabete, et. al (orgs). Serviço Social e Saúde: Formação e trabalho profissional. 4 ed. – São Paulo: Cortez, 2009. IAMAMOTO, Marilda Vilela. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 26 ed. São Paulo: Cortez, 2015. _____________________. 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2718 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO O NEOLIBERALISMO NO BRASIL E OS ATAQUES À PROTEÇÃO SOCIAL PÚBLICA Mossicleia Mendes Silva; Proteção social; Neoliberalismo; Ajuste Fiscal. O presente ensaio tem por objeto de discussão as transformações no sistema de proteção social brasileiro, considerando a ofensiva neoliberal dos anos 1990, os descaminhos e direções nos governos petistas, assim como as medidas aprovadas sobre o governo Temer, que impuseram graves condicionamentos a continuidade de um sistema de proteção social no país. Finalizando, são elencados alguns aspectos da conjuntura de consolidação da extrema direita no governo federal e a nova onda neoliberalizante. BEHRING, E. Brasil em contra-reforma: desestruturação do Estado e perda de direitos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008. ________. Fundo Público, exploração e expropriações no capitalismo em crise. In: Expropriação e Direitos no capitalismo. BOSCHETTI, I. (ORG). São Paulo: Cortez, 2018. BOSCHETTI, I. Expropriação de direitos e reprodução da força de trabalho. In: Expropriação e Direitos no capitalismo. BOSCHETTI, I. (ORG). São Paulo: Cortez, 2018. BRASIL. Congresso Nacional. Informativo sobre Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2017 • PLN 2/2016. Brasília: Congresso nacional, 2016. CARLEIAL, L. M. Política econômica, mercado de trabalho e democracia: o segundo governo Dilma Rousseff. In: Revista Estudos Avançados. vol.29 no.85 São Paulo Sept./Dec. 2015. p. 201-214. CASTELO, R. O canto da sereia: social-liberalismo, novo desenvolvimentismo e supremacia burguesa no capitalismo dependente brasileiro. In: Revista Em Pauta. Nº31, 2013. p. 119-138. CISLAGHI, J. F. Elementos para a crítica da economia política da saúde no Brasil: parcerias público-privadas e valorização do capital. Tese de Doutorado. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2015. INESC (2017), KNEVITZ, A. E. EC95 pode acabar com a Assistência Social. In: Entrevista ao Brasil de Fato. Disponível em: https://issuu.com/brasildefators/docs/bdfrs_06_isssuu. Acesso em: 06/02/2018. LAVAL, C. Bolsonaro e o momento hiperautoritário do neoliberalismo. In: Blog Boitempo. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br/2018/10/29/o-momento-hiperautoritario-do-neoliberalismo/. Acesso em 08/01/2019. MOTA, A. E. Redução da pobreza e o aumento da desigualdade: um desafio teórico-político ao Serviço Social. In: MOTA, A. E. (Org.). Desenvolvimentismo e construção de hegemonia: crescimento econômico e reprodução da desigualdade. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2012. _______. Expropriações contemporâneas: hipóteses e reflexões. In: Expropriação e Direitos no capitalismo. BOSCHETTI, I. (ORG). São Paulo: Cortez, 2018. ________. Cultura da Crise e Seguridade Social: Um Estudo Sobre as Tendências da Previdência e da Assistência. São Paulo: Cortez, 2003. NETTO, J. P. FHC e a política social: um desastre para as massas trabalhadoras. In: LESBAUPIN, I. O desmonte da nação: balanço do governo FHC. Petrópolis: Vozes, 1999. p. 75-89. PAULANI, L. M. Capitalismo financeiro, estado de emergência econômico e hegemonia às avessas no Brasil. In: Hegemonia às avessas: economia, política e cultura na era da servidão financeira. OLIVEIRA, Francisco de; BRAGA, Ruy; RIZEK, Cibele (Orgs.). São Paulo: Boitempo, 2010. _________. Brasil Delivery. São Paulo: Boitempo, 2008. QUEIROZ, P. P. Neodesenvolvimentismo e contrarrevolução no Brasil (2003 – 2016): crítica à economia política do campo democrático-popular. Tese de Doutorado. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016. SALVADOR, E. A Desvinculação dos recursos orçamentários em tempos de ajuste fiscal. In: Revista Advir. Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. n. 36 (jul. 2017) . – Rio de Janeiro: Asduerj, 2017. SILVEIRA, J. I. Assistência social em risco: conservadorismo e luta social por direitos. In: Revista Serviço Social e Sociedade. n. 130, p. 487-506. São Paulo: Cortez, set./dez. 2017. SPOSATI, A. Transitoriedade da felicidade da criança brasileira In: Revista Serviço Social e Sociedade. n. 130, p. 526-546. São Paulo: Cortez, set./dez. 2017. VIERA, F. S; BENEVIDES, R. P. Os Impactos do Novo Regime Fiscal para o financiamento do Sistema Único de Saúde e para a efetivação do Direito à saúde no Brasil. In: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Nota Técnica nº 28. 2016. WACQUANT, L. Três etapas para uma antropologia histórica do neoliberalismo realmente existente. In: CADERNO CRH, Salvador, v. 25, n. 66, p. 505-518, Set./Dez. 2012.
2719 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO OS INTELECTUAIS E A DISSEMINAÇÃO DO NEOLIBERALISMO NA AMÉRICA LATINA Salyanna de Souza Silva; Neoliberalismo. Intelectuais. Chicago Boys. América Latina O artigo em tela faz uma análise o papel dos intelectuais na disseminação do neoliberalismo na América Latina. A partir de uma leitura histórico-dialética da realidade, pautando-se nas reflexões do marxista italiano Antonio Gramsci, realizamos uma pesquisa bibliográfica de obras de alguns dos teóricos neoliberais, com destaque para Friedrich Hayek e Milton Friedman. Compreendemos então que a constituição de intelectuais é um imperativo para o capitalismo atual e sua reprodução. O movimento histórico do desenvolvimento do neoliberalismo na América Latina demonstra a necessidade de utilização tanto de medidas autoritárias e ultra conservadoras, mediante instituição de ditaduras e/ou defesa de postulados reacionários; como da formação de grupos de intelectuais ligados a determinados setores acadêmicos. Atualmente observa-se que partir da tomada dos Estados diversas medidas de contrarreformas sociais são adotadas e intensificadas em prol do capital financeiro internacional. Na América Latina, a partir da experiência da Ditadura do Chile, temos por exemplo a atuação dos “Chicago Boys”, sua influência é também observada no atual governo conservador de Bolsonaro mediante sua equipe de governo.
2720 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO A POLÍTICA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E AS MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS EM MEIO ABERTO Dhianne Carlos Mota;Luana Freitas Santos;Maria Fernanda Soares Fonseca; Medidas socioeducativas; Ressocialização; Assistência Social. As medidas socioeducativas previstas e estipuladas no Estatuto da Criança e do Adolescente, são aplicadas pelo poder Judiciário para os adolescentes que cometem ato infracional e se constituem como um processo de mediação para uma possível ressocialização. Dentre as medidas previstas, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social, que se trata de equipamento público da Política Municipal de Assistência Social, oferta o serviço de acompanhamento das medidas socioeducativas cumpridas em Meio Aberto, quais sejam, Liberdade Assistida e Prestação de serviço à Comunidade, para os adolescentes sentenciados pela prática de ato infracional. Objetivo: apresentar e analisar a atuação da equipe técnica interdisciplinar no acompanhamento das supracitadas medidas, relativamente aos eixos previstos pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, realizado no Centro de Referência Especializado de Assistência Social. Metodologia: revisões bibliográficas, análise de conteúdo, além de entrevistas com os psicólogos e assistentes sociais que compõem as equipes técnicas dos Centro de Referência Especializado de Assistência Social do município de Montes Claros - MG. Resultados: identifica-se que a Política Municipal e a aplicação das Medidas Socioeducativas em meio aberto, estão em progresso uma vez que se tem uma preocupação com a ressocialização desse público, como um avanço nessa política, contudo, percebe-se a existência de alguns desafios, no que tange a um conhecimento moderado por parte dos técnicos. Conclusão: a Política Municipal de Assistência Social demanda expansão e aperfeiçoamento no que tange especificamente ao acompanhamento de adolescentes infratores no cumprimento das medidas socioeducativas em meio aberto. BRASIL, Departamento da Criança e do Adolescente - Secretaria de Estado dos Direitos Humanos. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei Federal 8.069, de 13 de julho de 1990. Brasília: 2002. BRASIL, Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – SINASE. Brasília: 2006. BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – Secretaria Nacional de Assistência Social. Política Nacional de Assistência Social. Brasília: 20091. BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – Secretaria Nacional de Assistência Social. Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Brasília: 2014. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. 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2721 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO A REFERÊNCIA E A INTERSETORIALIDADE COMO DESAFIOS NO ATENDIMENTO EM SAÚDE MENTAL À POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA Rayoni Ralfh Silva Pereira Salgado;Marta Fuentes-Rojas; População em Situação de Rua; Saúde Mental; Referência; Intersetorialidade. O trabalho com População em Situação de Rua na atualidade apresenta vários desafios às políticas públicas. Este artigo tem por objetivo discutir sobre os desafios da referência e a intersetorialidade nas ações desenvolvidas pelos serviços de saúde mental no município de Limeira-SP. Tratou-se de uma pesquisa qualitativa, utilizando-se como instrumento de coleta de dados, os Grupos de Discussão. A amostra selecionada para a pesquisa foi composta por 10 (dez) servidores públicos municipais. A análise e interpretação dos dados coletados foram realizadas pela análise de conteúdo, a partir da categorização dos mesmos. Identificou-se que, o desafio da referência reporta-se para o campo do desafio da organização dos serviços frente ao desenvolvimento de práticas intersetoriais. ADORNO, Rubens de Camargo Ferreira. Descartáveis urbanos: discutindo a complexidade da população de rua e o desafio para políticas de saúde. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 13, n. 1, p. 56-69, jan.-abr. 2004. ALBUQUERQUE, C. M. C. Loucos nas ruas: um estudo sobre o atendimento à população de rua adulta em sofrimento psíquico na cidade do Recife. 2009, 139 p. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Pernambuco, Pernambuco, 2009. Disponível em: . Acesso em 05 jun. 2019. ARISTIDES, J.L.; LIMA, J.V.C. Processo saúde-doença da população em situação de rua da cidade de Londrina: aspectos do viver e do adoecer. Rev. Espaço para a Saúde, v.10, n.2, p.43-52, jun. 2009. Disponível em: . Acesso em: 04 jun. 2019. BARDIN, L. Análise de conteúdo. 4 ed., Lisboa: Edições 70, 1977. BEHRING, Elaine Rossetti. 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2722 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO TEORIA DO RISCO SOCIAL: RESPONSABILIZAÇÃO DE INDIVÍDUOS, FAMÍLIAS E COMUNIDADES Maria Fernanda Escurra; Capitalismo; Teoria do Risco Social; Responsabilização; Famílias; Comunidades Este artigo tem como objetivo abordar os enunciados teóricos de Giddens e Beck que influenciam os novos diagnósticos e prescrições de políticas de “enfrentamento” e “combate à pobreza” formulados pelo Banco Mundial a partir do ano 2000. O Banco Mundial se tornou importante administrador e promotor de políticas de desenvolvimento e de enfrentamento da pobreza, principalmente nos países em desenvolvimento, orientando, desse modo, propostas, iniciativas, projetos e programas governamentais desses países. Entretanto, tais políticas constituem propostas de enfrentamento no interior e nos limites da própria forma de organização social capitalista que, considerada natural e eterna, gera o próprio fenômeno da pobreza. A metodologia deste trabalho articula pesquisa documental de informes e relatórios do Banco Mundial que evidenciam de forma clara tais enunciados teóricos, identificados através de pesquisa bibliográfica. A partir do início do século XXI, a “teoria do risco social” ganha crescente destaque nas diretrizes que orientam as políticas sociais de países em desenvolvimento. Tais enunciados – sintetizados em propostas de “iniciativa local”, “promoção de uma sociedade civil ativa” e tantas outras – prometem renovação e transformações, embora sustentem o triunfo do capitalismo, atualizando o discurso e as práticas conservadoras que responsabilizam indivíduos, famílias e comunidades. Nessa perspectiva, a administração de riscos é fundamental na economia de mercado e, diante sua amplitude, passa a ser a característica principal da ordem global. Consequentemente, cada vez mais as condições de vida de indivíduos e famílias são compreendidas como resultado de suas próprias ações e escolhas. “quando as pessoas dão uma orientação mais ativa às suas vidas, elas necessariamente assumem atitudes mais ativas em relação à administração do risco. Portanto é natural que, tendo condições para tanto, elas optem por não participar dos sistemas previdenciários existentes” (GIDDENS; PIERSON, 2000, p. 147). “[a] coesão social não pode ser assegurada pela ação de cima para baixo do Estado ou pelo apelo à tradição. […] precisamos aceitar mais ativamente responsabilidades pelas consequências do que fazemos e dos hábitos de estilo de vida que adotamos” (GIDDENS, 2005, p. 47). “riscos futuros que se tematizam no presente e com frequência resultam dos êxitos da civilização” (BECK, 2008, p. 20). “no lugar de se atribuir visibilidade às contradições que se expandem e aprofundam adensando a crise do capital, esta é fetichizada e apresentado ao reverso, como meros riscos inerentes ao sucesso do capital, passíveis de serem administrados” (IAMAMOTO, 2010, p. 4). “sociedade de risco é a sociedade onde cada vez mais se vive numa fronteira tecnológica que ninguém compreende inteiramente e que gera uma diversidade de futuros possíveis” (GIDDENS; PIERSON, 2000, p. 141). “enquanto a miséria social é hierárquica, o novo risco é democrático, afeta também aos ricos e poderosos e sua sacudida se percebe em todos os âmbitos.” (BECK, 2008, p. 25, tradução própria). “Todo o sofrimento, toda a miséria, toda a violência que os seres humanos infligiram entre si só conhecia a categoria dos ‘outros’ – trabalhadores, judeus, negros, refugiados, dissidentes, mulheres, etc. – atrás da que os aparentemente não afetados podiam se proteger. É precisamente do ‘fim dos outros’, do fim de todas nossas elaboradas possibilidades de distanciamento, do que os perigos globais nos fazem dar conta. Aí reside sua inédita força cosmopolita. Seu poder é extraído da violência e do perigo, que suprime todas as zonas protegidas e todas as diferenças sociais intra e internacionais (e cria outras novas).” (BECK, 2008, p. 63, tradução própria) “[r]isco se refere a perigos que buscamos ativamente confrontar e avaliar. […] Todos precisamos de proteção contra o risco, mas também da capacidade de enfrentar e assumir riscos de uma maneira produtiva.” (GIDDENS, 2005, p. 73). “o reconhecimento da imprevisibilidade das ameaças provocadas pelo desenvolvimento técnico-industrial exige a auto-reflexão em relação às bases da coesão social e o exame das convenções e os fundamentos predominantes da ‘racionalidade’” (BECK, 1995, p. 19). [o] risco chama a atenção para os perigos que enfrentamos […], mas também, para as oportunidades que os acompanham. Risco não é somente um fenômeno negativo – algo a ser evitado ou minimizado. Ele é ao mesmo tempo o princípio energizador de uma sociedade que se afastou da tradição e da natureza (GIDDENS, 2005, p. 72). “[r]isco também pode ser visto positivamente, no sentido de tomar iniciativas ousadas diante de um futuro problemático. Os que assumem riscos com sucesso, seja nas explorações, nos negócios ou no alpinismo, são alvo de admiração.” (GIDDENS; PIERSON, 2000, p. 142). “o risco se torna um critério para todo tipo de decisões que é preciso tomar politicamente ou individualmente” (GIDDENS; PIERSON, 2000, p. 78). “fenômeno geral (risco envolve a pobreza, a desnutrição, a falta de acesso à educação, a moradia em locais precários ou de risco climático etc.), derivado das mais variadas causas (o próprio clima, a própria cultura ou hábitos dos sujeitos, a ação do Estado ou até das empresas, e ainda os efeitos do conhecimento científico não controlados), que atinge contingentes populacionais variados. A noção de ‘risco social’ não diferencia assim os fenômenos (a pobreza, a catástrofe climática, a violência doméstica etc.), nem as causas (estruturais, subjetivas, comportamentais, de carências específicas), nem as populações atingidas (atinge os cidadãos, substituindo a categoria classes sociais)” (SIQUEIRA, 2013, p. 211)
2723 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO POR ONDE CAMINHA A REDUÇÃO DE DANOS Ana Paula Silva Cupertino; Redução de Danos; Política sobre drogas; Concepções; Estratégias; Inicialmente, o projeto de Trabalho de Conclusão de Curso apresentou uma proposta de pesquisa com coleta de dados no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil da cidade de Vitória Espírito Santo, a partir das intervenções profissionais orientadas para atenção a saúde dos sujeitos atendidos que acessam o serviço com o suposto quadro de abuso de substâncias psicoativas. No entanto a demora na aprovação inviabilizou a coleta de dados, e proposta foi repensada. Como já se tinha um levantamento dos principais países de referência para a RD, optamos por dar enfoque nessas trajetórias de modo a compreender o cenário desde o surgimento até os dias de hoje. Utilizamos como metodologia o levantamento bibliográfico com o termo em português e inglês - redução de danos e harm reduction - nas plataformas de pesquisa: SCIELO, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações e o Portal Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Ressaltamos que não foi feita uma busca sistematizada de levantamento bibliográfico direcionado, considerando que não tínhamos esse objetivo inicial.
2724 sesoperspectiva v. 3 n. 1 (2019): SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO: RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO, PODER E OPRESSÃO REVISTA SERVIÇO SOCIAL EM PERSPECTIVA V. 03 N. 01 - SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO Revista Serviço Social em Perspectiva; RSSP V. 03 N. 01_SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO_RELAÇÕES DE EXPLORAÇÃO PODER E OPRESSÃO
2726 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO O COMPROMISSO ÉTICO POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL E A DEFESA DOS DIREITOS DOS REFUGIADOS Tathiana Costa dos Santos; Serviço Social. Direitos. Refúgio. Código de Ética. Este artigo objetiva realizar uma reflexão sobre a temática do refúgio na sociedade brasileira, a partir do olhar do Serviço Social, destacando a contribuição desta profissão na luta pela eliminação do desrespeito a todos os grupos historicamente discriminados e oprimidos por suas diferenças de classe, gênero, orientação sexual, etnia ou país de origem, em função da construção de uma sociedade mais justa e ética. A escolha pela temática justifica-se por sua complexidade e desafios que surgem no cotidiano de trabalho de diferentes categorias profissionais, requerendo múltiplos olhares voltados para a defesa, a garantia e a materialização dos direitos da população refugiada. Para este trabalho, foram analisados o Código de Ética Profissional de 1993, a Lei 9.474/97 e alguns textos referentes à temática do refúgio. O resultado desta análise aponta que defender e lutar garantia dos direitos da população refugiada corresponde a um grande desafio na sociedade brasileira atual, e por isto, ainda temos um longo e árduo caminho a percorrer. ACNUR. Manual de Procedimentos e Critérios para a Determinação da Condição de Refugiado: de acordo com a Convenção de 1951 e o Protocolo de 1967 relativos ao estatuto dos refugiados, 2011. BOSCHETTI, Ivanete. A agudização da barbárie e desafios ao Serviço Social. Serviço Social e Sociedade, n. 128, p. 54-71, jan./abr. 2017. BRASIL. Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 de regulamentação da profissão. - 9. ed. rev. e atual. - Brasília: Conselho Federal de Serviço Social, 2011. 14 CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CEFESS). Serviço Social e Reflexões Críticas sobre Práticas Terapêuticas. Brasília: CFESS, 2010. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL (CRESS 7ª Região). Projeto ético político e exercício profissional em serviço social: os princípios do código de à atuação crítica de assistentes sociais. Rio de Janeiro: CRESS, 2013. FACUNDO NAVIA, Angela. Êxodos e refúgios: colombianos refugiados no Sul e Sudeste do Brasil. Tese de Doutorado. Programa de Pós Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, UFRJ, 2014. (Capítulo 9) GOMARASCA, Paolo. Direito de excluir ou dever de acolher? A migração forçada como questão ética. REMHU, Revista Interdisciplinar de Mobilidade Humana. 2017, vol.25, n.50, pp.11-24. IAMAMOTO e CARVALHO, Marilda Villela e Raul de. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: Esboço de uma interpretação histórico-metodológica 11ª ed. São Paulo: Cortez. 1996, p. p. 94 IAMAMOTO, Marilda V. O Serviço Social na contemporaneidade; trabalho e formação profissional. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1999. MARQUES, Eduardo Cesar Leão. Notas críticas à literatura sobre o Estado, políticas estatais e atores políticos. BIB- Boletim Informativo Bibliográfico 43, 1997. MONTAÑO, Carlos. Um projeto para o Serviço Social crítico. KATÁLYSIS v. 9 n. 2 jul./dez. 2006 Florianópolis SC 141-157. MOREIRA, Julia Bertino. Refugiados no Brasil: reflexões acerca do processo de integração local. REMHU - Revista Interdisciplinar de Mobilidade Humana. Brasília, Ano XXII, n. 43, p. 85-98, jul./dez, 2014. MOULIN, Carolina. Os Direitos Humanos dos Humanos Sem Direitos: refugiados e a política do protesto. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 26, n. 76. jun 2011. p. 145-155. NETTO, José Paulo. Uma face contemporânea da barbárie. In: Encontro Internacional civilização ou barbárie, 3., Serpa, 30-31 oct. 1º nov. 2010. TELLES, Vera da Silva. Questão Social: afinal do que se trata? São Paulo em Perspectiva, vol. 10, n. 4, out-dez/1996. p. 85-95. WAISMAN, Hannah; SERRICELLA, Giuliana. Um olhar sobre as relações humanas em uma entrevista de refúgio. REMHU, Revista Interdisciplinar de Mobilidade Humana. 2016, vol.24, n.48 pp.205-210. WALDELY, Aryadne Bittencourt; VIRGENS, Bárbara Gonçalves das; ALMEIDA, Carla Miranda Jordão de. Refúgio e realidade: desafios da definição ampliada de refúgio à luz das solicitações no Brasil. REMHU- Revista Interdisciplinar de Mobilidade Humana. Brasília, v. 22, n. 43, p. 117-131, 2014. WALDELY, Aryadne Bittencourt e FIGUEIRA, Luiz Eduardo. “Eles fazem de tudo para pegar as pessoas”: avaliação de credibilidade nos pedidos de refúgio no Brasil. In V ENADIR, GT. 03, Migrações, refúgio, mobilidades: direitos, políticas e sujeitos, 2017.
2727 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL – a luta contra todas as formas de preconceito e discriminação Thaiany Silva da Motta; ética; serviço social; preconceito; discriminação Este artigo integra o conjunto de estudos no contexto da realização de doutorado no Programa de Pós-graduação em Serviço Social da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mediante bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e é produto de pesquisas sistemáticas que vêm sento desenvolvidas desde 2009. Visamos aqui problematizar questões relevantes à discussão sobre a ética e Serviço Social, no que tange aos princípios elencados no Código de Ética Profissional de 1993, construindo essas reflexões a partir dos fundamentos ontológicos da ética, no que tange à perspectiva marxista a esse respeito, analisando os princípios que tratam sobre a luta contra todas as formas de preconceito e discriminação. Para tanto, pretendemos uma apreciação qualitativa dos princípios VI e XI do Código de Ética de 1993, realizando uma análise bibliográfica da discussão sobre a ética, bem como sobre discriminação, temas estes tão atuais para a sociedade brasileira e para a profissão, diante do avanço do conservadorismo. ALMEIDA, Guilherme. Superando o Politicamente Correto: notas sobre o sexto princípio fundamental do Código de Ética do Assistente Social. In Projeto ético-político e exercício profissional em Serviço Social. Org. Conselho Regional de Serviço Social – Rio de Janeiro, 2013a. ALMEIDA, Magali da Silva. Exercício do Serviço Social sem ser discriminado, nem discriminar, por questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, opção sexual, idade e condição física. In Projeto ético-político e exercício profissional em Serviço Social. Org. Conselho Regional de Serviço Social – Rio de Janeiro, 2013b. BARROCO, Maria Lúcia Silva. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. Cortez Editora, São Paulo, 2001, p. 141-208. BARROCO, Maria Lucia Silva, TERRA, Sylvia Helena Terra. Código de Ética Do/a Assistente Social comentado. Orgs. Conselho Federal de Serviço Social. Editora Cortez, São Paulo, 2012. BRITES, Cristina Maria, BARROCO, Maria Lucia Silva. A centralidade da ética na formação profissional. In: Temporalis – Revista da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social, n 2, Brasilia, 2000, p. 19-33. CARVALHO, Raul; IAMAMOTO, Marilda Vilela. Relações Sociais e Serviço Social – esboço de uma interpretação metodológica. 18 ed. São Paulo: Cortez, 2005. HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1972, p. 43-63. IANNI, Octavio. Escravidão e Racismo. Editora HUCITEC, São Paulo, 1978. _____________. Dialética das relações raciais. Estudos Avançados, n 18 (50), 2004. LESSA, Sérgio. Mundo dos Homens: trabalho e ser social. Boitempo, São Paulo, 2002. LUKÁCS, Gyorgy. As bases ontológicas do pensamento e da atividade do homem In: O Jovem Marx e outros escritos de filosofia. Editora UFRJ, Rio de Janeiro, 2007, p. 225-245. _______________. Ontologia do ser social. _______________. Conversando com Lukacs. Entrevista a Leo Kofler, Wolfgang Abendroth e Hans Heinz Holz. Instituto Lukács, São Paulo, 2014. MARX, KARL. Manuscritos econômico-filosóficos. 2ª Reimpressão, São Paulo, Boitempo, 2008. ____________. Sobre a questão judaica. Boitempo, São Paulo, 2010. ____________. Crítica do programa de gotha. Glosas marginais ao programa do Partido Operário Alemão - Boitempo, São Paulo, 2012. ____________. O Capital – Crítica da economia política. Livro I – O processo de produção do capital. Boitempo, São Paulo, 2013. ZIZEK, Slavoj. Violência. Boitempo, São Paulo, 2014.
2728 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO A DEMOCRACIA BRASILEIRA E A URGÊNCIA DA RELAÇÃO ENTRE SERVIÇO SOCIAL E OS MOVIMENTOS SOCIAIS Gustavo Gonçalves Fagundes;Juliana Vieira Menas; Serviço Social; Movimentos Sociais; Projeto ético-político; Para esta análise, leva-se em consideração o caráter dependente da formação capitalista da América Latina e suas expressões na contemporaneidade em especial, frente à conjuntura de retrocessos no âmbito da democracia brasileira. Há uma breve análise do contexto de avanço da agenda neoliberal no Brasil e também do recrudescimento dos mecanismos de coersão da democracia burguesa. Resgata-se brevemente a trajetória de construção do projeto profissional do Serviço Social brasileiro compreendendo os avanços do movimento de reconceituação do Serviço Social latino americano. Desenvolve-se a articulação da categoria profissional com os movimentos sociais vinculados à classe trabalhadora enquanto elemento determinante tanto para o processo de construção do projeto ético-político profissional brasileiro quanto para a superação dos desafios impostos pelas contradições da totalidade histórica. Além disso, é feita uma reflexão sobre as possibilidades de desenvolvimento da formação profissional a partir do aprofundamento da relação entre a categoria e o conjunto dos movimentos sociais, principalmente frente aos limites impostos pelo atual estágio da democracia brasileira.
2729 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO REFLEXÕES SOBRE O PROJETO ÉTICO-POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO COMO INSTRUMENTO DE LUTA NO ATUAL CONTEXTO SOCIETÁRIO Patricia Lima do Nascimento; Serviço Social. Projeto ético-político. Brasil. O presente artigo tem por objetivo refletir sobre a importância do fortalecimento do Projeto ético-político do Serviço Social brasileiro como instrumento de luta numa sociedade capitalista tão injusta e desigual. Assim sendo, faz-se necessário a materialização do referido Projeto profissional que intervenha em conjunto com a classe trabalhadora e seus representantes na defesa dos valores e princípios democráticos presentes no código de ética do Assistente Social que preconizam: o reconhecimento da liberdade, a defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo, ampliação e consolidação da democracia, entre outros. Ressaltamos que os referidos princípios têm sido desrespeitados e propagados como algo contrário à paz social e aos valores morais conservadores que ressurgem incentivando o discurso da criminalização e ações de repressão policial no enfrentamento da “questão social”. ALVES, Maria Aparecida; TAVARES, Maria Augusta. A dupla face da informalidade do trabalho: “autonomia” ou precarização. In: ANTUNES, Ricardo (Org.). Riqueza e miséria do trabalho no Brasil. São Paulo: Boimtempo, 2006. BARROCO, M. L. S. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. 8. ed. – São Paulo, Cortez, 2010. CEOLIN, G. F. Crise do capital, precarização do trabalho e impactos no Serviço Social. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 118, p. 239-264, abr./jun. 2014. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL 7ª. REGIÃO (CRESS). Código de Ética do Assistente Social de 1993. In: Assistente Social: ética e direitos. Coletânea de leis e resoluções. 5. ed. Rio de Janeiro, p. 30-44, 2008. DRAIBE, S. As políticas sociais e o neoliberalismo – Reflexões suscitadas pelas experiências latino-americanas. In. Revista USP, Mar./ Abr./ Mai. 1993. p. 86-101. FORTI, V. Ética, crime e loucura: reflexões sobre a dimensão ética no trabalho profissional. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010. FORTI, V.; COELHO, M. Contribuição à crítica do Projeto Ético-Político do Serviço Social: considerações sobre os fundamentos e cotidiano institucional. In: Projeto Ético-Político do Serviço Social: contribuições a sua crítica. Coletânea Nova de Serviço Social. Rio de Janeiro: Lúmen Júris, 2015. IAMAMOTO, M. V.; CARVALHO, R.. Projeto profissional, espaços ocupacionais e trabalho do assistente social na atualidade. In: CFESS. Atribuições privativas do assistente social em questão. Brasília, 2012, p. 33-74. IAMAMOTO, M. V.; CARVALHO, R. Relações sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 38. ed. São Paulo: Cortez; Lima, Peru: CELATS, 2013. MOTA, A. E.; AMARAL, A. S. Reestruturação do capital, fragmentação do trabalho e Serviço Social. In: MOTA, A. E. (Org.). A nova fábrica de consensos. São Paulo: Cortez, 2010. NETTO, J. P. Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64. 12. ed. São Paulo: Cortez, 2008 a. _______. A construção do Projeto Ético-Político do Serviço social. In: Serviço Social e saúde: trabalho e formação profissional. 3. ed. São Paulo, Cortez, 2008b. SANTOS, C. M. Os instrumentos e técnicas: mitos e dilemas na formação profissional do assistente social no Brasil. 2006. Tese (Doutorado em XXX) – UFRJ/Escola de Serviço Social/Programa de Pós-graduação em Serviço Social, UFRJ, Rio de Janeiro, 2006. SANTOS, S. M. M. R. O CFESS na defesa das condições de trabalho e do Projeto Ético-Político profissional. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, Cortez, n. 104, p. 695-714, 2010. SOARES, L. T. R. Ajuste neoliberal e desajuste social na América Latina. Rio de Janeiro: UFRJ, 2000. SOARES, L. T. Os custos sociais do ajuste neoliberal na América Latina. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001. TAVARES, M. C.; FIORI, J. L. Desajuste global e modernização conservadora. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993. TEIXEIRA, J.B.; BRAZ, M. O Projeto Ético-Político do Serviço Social. In: CFESS. Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS, 2009.
2730 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO O movimento sindical brasileiro nos anos 2000: hegemonia neodesenvolvimentista e perda de combatividade Crismanda Maria Ferreira; Estado. Partido dos Trabalhadores. Sindicalismo. O presente artigo discute as inflexões, no âmbito do movimento sindical brasileiro, das configurações do Estado sob a hegemonia de governos do Partido dos Trabalhadores no Brasil. A pesquisa de base qualitativa, construída a partir de pesquisa bibliográfica e documental, problematiza os posicionamentos e estratégias sindicais que conformaram, ao nosso ver, uma burocracia sindical orientada para participação ativa no processo de legitimação da política de Estado neodesenvolvimentista, em detrimento da ação protagonista nas lutas operadas pelos trabalhadores nos anos 2000, a exemplo das jornadas de junho de 2013. A Central Única dos Trabalhadores, devido sua aproximação histórica com o Partido dos Trabalhadores, incorporou o discurso do “milagre brasileiro”, em especial, da distribuição de renda, de maneira que suas análises e estratégias sustentaram o projeto governista em curso. Já a Força Sindical teve a subordinação ao patronado como marca central de sua atuação, apontando no sentido de controle e contenção dos conflitos. ALVES, Giovanni. Reestruturação produtiva e crise do sindicalismo no Brasil. 1998. 417 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas – SP, 1998. AMARAL, Angela Santana do. Qualificação dos trabalhadores e estratégias de hegemonia: o embate de projetos classistas. 2005. 325 f. Tese (Doutorado em Serviço Social) – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Rio de Janeiro, 2005. ANTUNES, Ricardo. A “engenharia da cooptação” e os sindicatos no Brasil recente. 2011. ________. Adeus ao trabalho? 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2731 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO As “Vantagens” do Terceiro Setor em Salamon Alex Gonçalves dos Santos; Terceiro Setor; Associativismo Civil; Sociedade Civil; Serviço Social. O ensaio discute os idearios difundidos por Lester Salamon na Terceira Conferência Ibero-Americana sobre o Terceiro Setor, ocorrida em julho de 1996, na cidade de Salvador-BA/Brasil. Que veio a ser convertida em um texto sob o título: Estratégias para o fortalecimento do Terceiro Setor. Dissertamos e refutamos, usando referências à temática, a partir da extração do texto de Salamon, que faz a defesa na intenção de expandir a ideologia do Terceiro Setor e também, fortalece-lo. Contudo, o autor não leva em consideração as consequências e quais são os determinantes históricos da expansão dessa área. Trata-se também, de demonstrar as fragilidades no discurso de Salamon, sua concepção neoliberal e como isso repercute na sociedade e na profissão de Serviço Social na contemporaneidade. ANTUNES, R. Adeus ao trabalho? Ensaio sobe as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 16ª Ed. São Paulo: Cortez, 2015. ___________; DRUCK, G. A terceirização como regra? Rev. TST, Brasília, vol. 79, no 4, out/dez. 2013. Disponível em: http://aplicacao.tst.jus.br/dspace/bitstream/handle/1939/55995/011_antunes_druck.pdf?sequence=1. Acesso em 24 de maio de 2015. BATISTA, P. N. A Visão neoliberal dos problemas latino-americanos. Disponível: http://www.consultapopular.org.br/sites/default/files/consenso%20de%20washington.pdf. Acesso em: 29/05/2017. DURIGUETTO, M. L. Sociedade Civil e Democracia. São Paulo: Cortez, 2007. ENGELS, F; KAUTSKY, K. O Socialismo Jurídico. 2ª Ed. São Paulo: Boitempo, 2012. FERNANDES, R. C. Privado, porém público. O terceiro setor na América latina. Rio de Janeiro: Relume/Dumará, 1994. LAZZARATO, M. O governo das desigualdades. Crítica da insegurança neoliberal. São Paulo: EDUFSCAR, 2012. LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo civil. São Paulo: EDIPRO, 2014. MARX, M. O Capital. Livro 3. Volume 4. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013. ________. Para a Questão Judaica. São Paulo: Expressão Popular, 2009. ________. Sobre a Questão Judaica. São Paulo: Boitempo, 2010. MAZZEO, A. C. Estado e Burguesia no Brasil: Origens da autocracia burguesa. São Paulo: Boitempo, 2015. MONTANÕ, C. (Orgs.) O canto da Sereia: crítica à ideologia e aos projetos do Terceiro Setor. São Paulo: Cortez, 2014. ___________. Terceiro setor e questão social: crítica ao padrão emergente de intervenção social. 6º Ed. São Paulo: Cortez, 2010. PEREIRA, L. C. B. Reforma do Estado para a cidadania. A reforma gerencial brasileira na perspectiva internacional. São Paulo: Editora 34, 1998. SALAMON, L. Estratégias para o fortalecimento do Terceiro Setor. Rio de Janeiro, 1996. SALVADOR, E. Fundo Público e Seguridade Social no Brasil. São Paulo: Cortez, 2010. SANTOS, A. G dos. O Serviço Social e o conservadorismo na sociedade brasileira contemporânea. Dissertação de Mestrado – Programa de Pós-graduação em Serviço Social. PUC/SP: São Paulo, 2018. Disponível em: https://sapientia.pucsp.br/bitstream/handle/21016/2/Alex%20Gon%C3%A7alves%20dos%20Santos.pdf. Acesso em: 31/03/2019.
2732 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA O SERVIÇO SOCIAL Luciana da Conceição e Silva;Marcia Regina Botão Gomes; Residência Multiprofissional, Saúde, Projeto ético-político; Serviço Social Este artigo discutirá as contradições que envolvem o programa de Residência Multiprofissional em Saúde (RMS) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) que no discurso oficial propõe mudanças na formação e no modelo de atenção à saúde visando fortalecer o SUS, entretanto, se insere em uma conjuntura de precarização do trabalho e da política de saúde. Compreende-se a inserção do Serviço Social na RMS como categoria importante pelo potencial de fortalecimento da perspectivada Reforma Sanitária e do seu projeto Ético Político profissional, considerando sua relativa autonomia e a realidade de contrarreformas. Destacaremos as principais tendências e desafios através do regate histórico-documental da RMS e da pesquisa qualitativa desenvolvida com profissionais de um Programa de Residência Multiprofissional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Problematizaremos os dilemas da formação e do trabalho vivenciado pela RMS e sua estratégia de expansão no país e pontuaremos seus desafios e possibilidades, principalmente ao Serviço Social.
2733 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO REINSERÇÃO SOCIAL DE MULHERES EM SITUAÇÃO DE CÁRCERE Luiz Claudio Almeida Teodoro;Roseane de Aguiar Narciso Lisboa; Reinserção Social, Trabalho, Políticas Públicas, Sistema Prisional Este trabalho busca analisar as políticas públicas desenvolvidas, no mundo do trabalho, para reinserção social de mulheres que estão em situação de privação da liberdade. A ideia é refletir esta questão a partir de um projeto de pesquisa e extensão que foi desenvolvido na APAC da cidade de Rio Piracicaba. Na lógica da extensão foram realizadas oficinas de formação em economia solidária com as recuperandas, além de várias atividades para viabilizar uma rede de negócios solidários. No que se refere à pesquisa, foi feita revisão bibliográfica, entrevistas e análise documental, para coletar os dados. Apesar do projeto ainda está em andamento, pode-se analisar várias questões a respeito da reinserção social e do empoderamento de mulheres que estão no sistema carcerário, neste caso na Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC). A realidade do sistema prisional no Brasil é perversa, não se tem uma estrutura que de fato recupere as pessoas, contribuindo com a lógica do senso comum de que “bandido bom é bandido morto”. A experiência com a APAC aponta que é possível reinserir a mulher no convívio social, superando os preconceitos e criando alternativas pela via do mundo do trabalho, a partir dos pressupostos da economia solidária. ANDRADE, D. A. APAC: a face humana da prisão. Belo Horizonte, Lutador, 2016. BRASIL. Constituição (1988) Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 2001. _______. Lei de Execução Penal. Brasília: Casa Civil, 1984. FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. http://www.forumseguranca.org.br/estatisticas/introducao/. Acesso em 19 de setembro de 2017. IBGE. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/rio-piracicaba/panorama. Acesso em 19 de setembro de 2017. INFOPEN. Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias. http://dados.mj.gov.br/dataset/infopen-levantamento-nacional-de-informacoes-penitenciarias. Acesso em 21 de setembro de 2017. LOWI, Theodore J. Distribuição, Regulação, Redistribuição: as funções do governo. New York: W. W. Northon e Company.1966 QUEIROZ, Nana. Presos que Menstruam. Rio de Janeiro, Saraiva, 2015. SANTOS, Wanderley Guilherme. Razões da Desordem. Rio de Janeiro:Rocco.1994. SOUZA, Celine. Políticas Públicas: uma revisão da literatura. Sociologias, Porto Alegre, ano 8, n. 16, jul/dez 2006, p. 20-45. ZAULI, Eduardo Meira. Políticas Públicas e Políticas Sociais. Revista Pensar BH/Política Social. Belo Horizonte, SCOMPS/BH, 20
2734 sesoperspectiva v. 2 n. 2 (2018): EM TEMPOS DE CRISE, NOSSA ESCOLHA É A RESISTÊNCIA: A ATUALIDADE DO PROJETO ÉTICO POLÍTICO Elementos para o debate sobre emancipação política de mulheres, negros e trabalhadores nos Estados Unidos: a inter-relação entre raça, classe e a questão da mulher Vânia Noeli Ferreira de Assunção; feminismo; questão racial Trata-se de uma resenha do livro de Angela Davis Mulheres, raça e classe, publicado no Brasil pela Boitempo em 2016.
2737 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Reflexões sobre ética, cotidiano e práxis profissional da/o assistente social Marisaura dos Santos Cardoso;Carla Alexandra Pereira; Serviço Social; Ética; Práxis profissional; Cotidiano de trabalho. O objetivo deste artigo é desenvolver uma reflexão sobre a ética e a práxis profissional do Serviço Social no cotidiano de trabalho da/o assistente social. Tendo por base os pressupostos fundamentais de Marx, será abordada de forma breve a ética profissional, a partir dos seus fundamentos ontológicos, filosóficos e sua relação à práxis do Serviço Social no cotidiano de trabalho. Constituem-se elementos de reflexão deste artigo, os fundamentos ontológicos e filosóficos da ética, o conceito de práxis, o significado real da profissão no contexto de reprodução das relações sociais, a explicitação de suas demandas e requisições socioprofissionais, o cotidiano de trabalho e os rebatimentos ao pleno exercício da prática profissional. A ética restrita por um longo tempo ao campo da filosofia, amplia-se para diferentes áreas do conhecimento. E ao incidir em diferentes setores da vida social e do cotidiano de trabalho das profissões, ela se apresenta como alternativa à reiteração de práticas profissionais conservadoras incentivadas pelo senso comum e pelo pragmatismo, ou para a efetivação de práticas progressistas voltadas para a defesa dos direitos humanos, da liberdade como princípio ético central, e contra todas as formas de violência, discriminação e exploração. BARROCO, Maria Lúcia. Os fundamentos sócio-históricos da ética. In: CAPACITAÇÃO em Serviço Social e política social. Módulo 02. Brasília. CEAD-UNB, 1999. P.120-136. _________. Ética & Serviço Social: fundamentos ontológicos. 3.ed. São Paulo. Cortez, 2005. _________. Fundamentos éticos do Serviço Social. In.: Serviço Social, Direitos Sociais e Competências Profissionais. 2009. Brasília. CEAD-UNB. P. 166-184. ___________. Ética: fundamentos sócio-históricos. São Paulo: Cortez, 2008 (Coleção biblioteca básica/serviço social; vol. 4). COSTA, Renata Gomes da e MADEIRA, Maria Zelma de Araújo. Trabalho, práxis e Serviço Social. In.: R. Katálysis, Florianópolis, v. 16, n. 1, p. 101-110, jan./jun. 2013. GUERRA, Yolanda.. A dimensão técnico-operativa do exercício profissional. In.: A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora. Editora UFJF. 2012. HELLER, Agnes. Sociologia de lá vita cotidiana. Barcelona. Península, 1977. _________. O cotidiano e a história. 7.ed. São Paulo. Paz e Terra, 2004 IAMAMOTO, Marilda Vilela. O serviço social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. São Paulo. Cortez, 2007. NETTO, José Paulo. A construção do projeto ético‐político contemporâneo. In: Capacitação em Serviço Social e Política Social. Módulo 1. Brasília: CEAD/ABEPSS/CFESS, 1999. SARMENTO, Hélder Boska de Moraes. Instrumental técnico e o Serviço Social. In.: A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora. Editora UFJF. 2012. TEIXEIRA, Joaquina Barata e BRAZ, Marcelo. O projeto ético-político do Serviço Social, In: Serviço Social, Direitos Sociais e Competências Profissionais. CEAD/ABEPSS/CFESS. 2009. VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Filosofia da práxis. Coleção Pensamento Social Latino-Americano. São Paulo. Expressão Popular, 2007. _________. Ética. Rio de Janeiro. Brasiliense, 2009. _________. Ética. Tradução de João Dell’Anna. 36. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014.
2738 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Serviço Social, Trabalho Profissional, Ética e Projeto Ético-Político Ingrid Adame Moreira; trabalho. ética. projeto ético-político. serviço social Esse artigo é fruto da pesquisa realizada para a elaboração da Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Mestrado em Serviço Social e Desenvolvimento Regional à Universidade Federal Fluminense. Objetivamos contribuir na discussão sobre ética, cotidiano, valor, moral e projeto ético-político para o trabalho profissional dos assistentes sociais. Bem como buscamos refletir também sobre as categorias “trabalho” e “processo de trabalho” no cotidiano do Serviço Social à luz dos parâmetros ético-políticos que orientam a profissão e de sua materialização no cotidiano profissional. AMARAL, Ângela; MOTA, Ana Elizabete e PERUZZO, Juliane. O novo desenvolvimentismo e as políticas sociais na América Latina. In:Mota, Ana Elizabete. Desenvolvimentismo e Construção de hegemonia: crescimento econômico e reprodução da desigualdade. 1ª Edição. São Paulo: Cortez Editora, 2012 BACKX, Sheila; FILHO, Rodrigo; SANTOS, Cláudia Mônica. A dimensão técnico-operativa do Serviço Social: questões para reflexão. In: A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. 1 Edição. Juiz de Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora, 2012. BARROCO, Maria Lúcia. Ética e Serviço Social. Fundamentos Ontológicos. 6ª Edição. São Paulo: Cortez Editora, 2008. BRAVO, Maria Inês. O trabalho do assistente social nas intâncias públicas de Controle Democrático. In: CFESS/ABEPSS. Serviço Social: Direitos Sociais e Competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. CARDOSO, Priscila Fernanda. Ética e Projetos profissionais: os diferentes caminhos do Serviço Social no Brasil. 1 Edição. Editora Papel Social, Campinas, 2013. ENGELS, Friedrich; e MARX, Karl. A Ideologia Alemã. 8 Edição. São Paulo: Editora Hucitec, 1991. GRANEMANN, Sara. Processos de trabalho e Serviço Social. In: Capacitação em Serviço Social: Módulo II: Crise Contemporânea, questão social e Serviço Social. Brasília: CFESS, ABEPSS, CEAD, UNB, 1999. GUERRA, Yolanda. A dimensão investigativa no exercício profissional. In: CFESS/ABEPSS. Serviço Social: Direitos Sociais e Competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. 2ª Edição. Editora Paz e Terra, 2011. IAMAMOTO, Marilda. O Serviço Social na cena contemporânea. In: CFESS/ABEPSS. Serviço Social: Direitos Sociais e Competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. __________ Renovação e Conservadorismo no Serviço Social – Ensaios Críticos. 8ª Edição. São Paulo: Cortez Editora, 2007. IASI, MAURO Luis. Ensaios sobre consciência e emancipação. 2ªed. São Paulo: Expressão Popular, 2011. LESSA, L. Mundo dos homens: trabalho e ser social, São Paulo: Boitempo Editorial, 2002. LUKÁCS, Gyorgy. Prolegômenos. Para uma Ontologia do ser social. São Paulo: Boitempo,2010. MARX, Karl. Manuscritos econômico filosóficos. Acessado em: 20 de outubro de 2013. Disponível em: https://marcosfabionuva.files.wordpress.com/2011/08/manuscritos-econc3b4mico-filosc3b3ficos.pdf MATOS, Maurílio. Serviço Social, ética e saúde. Reflexões para o exercício profissional. 1ª Edição. São Paulo: Cortez Editora, 2013. NETTO, José Paulo. A construção do Projeto ético-político do Serviço Social. In: Serviço Social e Saúde: formação e trabalho profissional. 2ª Edição. São Paulo: Cortez Editora, 2007. RAICHELLIS, Raquel. O trabalho do assistente social na esfera estatal. In: CFESS/ABEPSS. Serviço Social: Direitos Sociais e Competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. __________, Raquel. O assistente social como trabalhador assalariado: desafios frente às violações de seus direitos. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, número 107, julho/setembro de 2011. VALLE, Jonatas. Entre o princípio da emancipação e o fardo da institucionalização: dilemas do projeto ético-político profissional na busca de caminhos para a intervenção. Dissertação de mestrado apresentada à Universidade Estadual do Rio de Janeiro, 2012. VAZQUEZ, Adolfo. Ética. 14ª Edição. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 1993.
2739 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS O princípio ético-político da liberdade: fundamento do projeto profissional Gleyce Figueiredo de Lima; projeto ético-político, liberdade, trabalho e ontologia O artigo que ora apresentamos O princípio ético-político da liberdade: fundamento do projeto profissional possui como objeto de estudo os fundamentos histórico-ontológicos do 1º dos 11 princípios do Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais, a saber: “Liberdade como princípio ético central e as demandas políticas a ela inerentes: autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais” (CFESS, 1993). Este princípio é o mais representativo e abrangente dos princípios do código porque expressa um grau superior de universalidade. Ao apontar a disputa política para a conquista da plena expansão dos indivíduos – tomados como indivíduos sociais, logo se distanciando de qualquer abordagem filosófica que supõe uma cisão entre indivíduo e sociedade – atribui a liberdade, na sua condição de valor ético, a capacidade de devolver aos homens a genericidade obscurecida pelo capital. Ao realizar o debate, pretendemos desmistificar concepções presentes no discurso, nas ações políticas e na atuação profissional de alguns segmentos da categoria que, advogando o Projeto Ético Político, pretende “justificar” posicionamentos que em pouco (ou quase nada) estão alinhados aos princípios de nosso projeto profissional, esclarecemos que não se trata de uma mera petição de princípios, mas, sobretudo, de fundamentos. Neste sentido, a liberdade no projeto profissional de ruptura é assimilada como um das esferas de objetivação do ser social cujo solo genético é a categoria trabalho. BARROCO, Maria Lucia Silva. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. 4ª edição, São Paulo, Cortez, 2006. BEHRING, Elaine Rossetti. Brasil em contrarreforma - desestruturação do Estado e perda de direitos, 2ª edição, São Paulo, Cortez, 2003. BONETTI, D, A. SILVA, M, V. SALLES, M. & GONELLI, V, MM (org.). Serviço Social e Ética: Convite a uma nova práxis. 2ª edição, São Paulo, Cortez, 1998. BRAZ, Marcelo. “O governo Lula e o projeto ético-político do Serviço Social”. IN: Serviço Social & Sociedade. São Paulo, Cortez, nº 78, julho, 2004. CFESS, Código de Ética Profissional do Assistente Social, Rio de Janeiro, 1986. ______. Código de Ética Profissional do Assistente Social, Brasília, 1993. DE LA VOLPE, Galvano. La libertad comunista. 1ª edição, Barcelona, Icaria Editorial, 1977. LESSA, Sérgio. Lukács, ontologia e método: em busca de um (a) pesquisador interessado (a)”, Revista Praia Vermelha, V. 1, nº 2, Pós-graduação em Serviço Social, UFRJ, 1999. ____________. Mundo dos homens: trabalho e ser social. 1ª edição, São Paulo, Boimtempo, 2002. LIMA, Gleyce Figueiredo de. Projeto Ético-Político do Serviço Social: Pressupostos históricos e teórico-metodológicos. Trabalho de Conclusão de Curso - Departamento de Serviço Social de Niterói, Faculdade de Serviço Social, UFF, Niterói, 2005. LUKÁCS, György . As bases ontológicas do pensamento e da atividade do homem. Revista Temas de Ciências Humanas, São Paulo, Ciências Humanas, 1978. ______________. Ontologia del Ser Social: el trabajo. Tradución: Antonino Infranca & Miguel Vedda. Iª edição, Buenos Aires, Herramienta, 2004. _____________. Ontologia do Ser Social: Os princípios metodológicos fundamentais de Marx. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. São Paulo, Ciências Humanas, 1979. MARX, Karl. Manuscritos Econômicos - Filosóficos. São Paulo, Martin Claret, 2006. NETTO, José Paulo & BRAZ, Marcelo. Economia Política: uma introdução crítica. Biblioteca Básica de Serviço Social, V 1, São Paulo, Cortez, 2006. SCHAFF, Adam. O marxismo e o indivíduo. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967.
2740 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS O Projeto Ético Político e a interface com o conceito de Dignidade Humana Vanda Borges de Souza; Direitos Humanos, Dignidade Humana, Projeto ético-político; Serviço Social O objetivo deste artigo é refletir sobre das contrafações do conceito da dignidade humana que assola a sociedade do mundo contemporâneo capitalista. Destaca-se nesta reflexão a forma intransigente com que o projeto ético-político do Serviço Social atua na defesa desse conceito. Trata-se de uma reflexão teórica que busca apresentar a interface e similitudes da Declaração de Direitos Humanos com os princípios do Código de Ética da profissão. A metodologia adotada compreende uma revisão entre autores que discutem este o tema. Na conclusão são apresentadas as contribuições que o projeto ético-político e o Código de Ética trazem para este debate. BARROCO. M.L.S. A historicidade dos direitos humanos. Núcleo de estudos e pesquisa em ética e direitos humanos do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da PUC/SP. 2014. Disponível: http://nepedh.blogspot.com.br/2014/08/a-historicidade-dos-direitos-humanos.html Acesso em: 03 abril 2018. CARBONARI, Paulo César. Direitos Humanos: sugestões pedagógicas. Passo Fundo: Instituto Superior de Filosofia Berthier, 2010. Disponível: http://www.memoriaenelmercosur.educ.ar/wp-content/uploads/2009/03/direitos-humanos-sugestoes-pedagogicas.pdf. Acesso em: abril 2018. CFESS. Código de Ética Profissional do(a) Assistente Social. Brasília, 1993. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível: http://www.onu.org.br/img/2014/09/DUDH.pdf Acesso em: abril 2018.
2741 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS A Ética do Serviço Social e o preconceito contra a diversidade sexual em contexto neoliberal e neoconservador Marco Gimenes Santos; Serviço Social. Heterossexismo. Heteronormatividade. Ética. Fundamentar as contribuições do Serviço Social no combate ao preconceito contra a diversidade sexual em contexto neoliberal e neoconservador através da análise da Ética do Serviço Social. Metodologia: Pesquisa social exploratória mediante pesquisa bibliográfica com análise do Sexto, Oitavo e Décimo primeiro princípios fundamentais do Código de Ética do/a Assistente Social de 1993 e das Resoluções do CFESS 489 de 2006, 615 de 2011 e 845 de 2018. Resultados: As contribuições consistem em reconhecer a existência e relevância social do preconceito contra a diversidade sexual, do heterossexismo e da heteronormatividade e lutar contra ele, compreender que a dominação-exploração por orientação sexual e identidade de gênero constituem expressões da Questão Social, promover cultura de respeito à diversidade de expressão e identidade de gênero, respeitar o uso do nome social e acompanhar de forma integral quem necessita do processo transexualizador. Conclusões: O Projeto Ético e Político do Serviço Social pede o enfrentamento do preconceito contra a diversidade sexual pelo empenho na eliminação de qualquer preconceito, defesa dos direitos humanos da comunidade LGBT socialmente discriminada que luta por sua cidadania plena, a dominação-exploração de gênero contempla a orientação sexual e identidade de gênero, exercício do Serviço Social sem discriminar, compromisso com a despatologização da transexualidade e a construção de uma nova ordem societária radicalmente justa e democrática envolve o enfrentamento desse preconceito, sobretudo em conjuntura neoliberal e neoconservadora. BARROCO, Maria Lúcia S. Não passarão! Ofensiva neoconservadora e Serviço Social. Serv. Soc. Soc, n 124, p. 623-636, 2015. _______. Biblioteca básica de serviço social. Ética: fundamentos sócio-históricos. São Paulo: Cortez, 2010. BEHRING, Elaine Rossetti. Política Social no Capitalismo Tardio. 5.ed. São Paulo: Cortez, 2005. BRASIL. 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2742 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS SERVIÇO SOCIAL E INSTRUMENTOS NORMATIVOS-LEGAIS NA TRAJETÓRIA SÓCIO-HISTÓRICA DA PROFISSÃO NO BRASIL Patricia Lima do Nascimento; Serviço Social. Código de Ética. Brasil. O presente artigo tem por objetivo resgatar os aportes teórico-metodológicos presentes na trajetória sócio-histórico profissional do Serviço Social desde o seu surgimento como profissão no Brasil até os dias atuais. Trata-se de estudo de reflexão teórica que pretende analisar também a importância dos instrumentos normativos-legais da profissão no direcionamento e respostas profissionais, tendo em vista a ameaça do conservadorismo em sua essência ou sob nova roupagem, além do cenário de crise contemporânea do capital em curso desde os anos de 1970, que afeta e reconfigura o âmbito do trabalho de maneira significativamente negativa. BARROCO, M. L. S. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. 8. ed. – São Paulo, Cortez, 2010. CFAS (Conselho Federal de Assistentes Sociais). Código de Ética Profissional do Assistente Social, 1965. CFAS (Conselho Federal de Assistentes Sociais). Código de Ética Profissional do Assistente Social, 1975. CFAS (Conselho Federal de Assistentes Sociais). Código de Ética Profissional do Assistente Social, 1986. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL 7ª. REGIÃO (CRESS). Código de Ética do Assistente Social de 1993. In: Assistente Social: ética e direitos. Coletânea de leis e resoluções. 5. ed. Rio de Janeiro, p. 30-44, 2008 a. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL 7ª. REGIÃO (CRESS). Exercício Profissional e Instrumentos Normativos: uma relação necessária. Revista Práxis, Espaço COFI, Edição do Conselho Regional de Serviço Social – CRESS/RJ 7° região, n. 46, p. 9, set./out. 2008b. IAMAMOTO, M. V.; CARVALHO, R. Relações sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 38. ed. São Paulo: Cortez; Lima, Peru: CELATS, 2013. NETTO, J. P. Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64. 12. ed. São Paulo: Cortez, 2008 a. _______. A construção do Projeto Ético-Político do Serviço social. In: Serviço Social e saúde: trabalho e formação profissional. 3. ed. São Paulo, Cortez, 2008b. FORTI, V. Ética, crime e loucura: reflexões sobre a dimensão ética no trabalho profissional. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010. SIMÕES, C. Na Ilha de Robinson: a autonomia profissional no liberalismo. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, Cortez, n. 99, 2009. SANTOS, S. M. M. R. O CFESS na defesa das condições de trabalho e do Projeto Ético-Político profissional. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, Cortez, n. 104, p. 695-714, 2010. TERRA, S. H. Marcos legais e éticos do Serviço Social: construção dos parâmetros normativos do Serviço Social no Brasil. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, Cortez, n, 99, 2009.
2743 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS DIREITOS HUMANOS E PROTEÇÃO SOCIAL: UM OLHAR AOS FUNDAMENTOS SÓCIO-HISTÓRICOS EM SUA RELAÇÃO COM A CONTEMPORANEIDADE Graziela Milani Leal; Direitos Humanos; Proteção Social; Fundamentos Sócio-históricos; O presente artigo tem como objetivo, a partir de uma revisão bibliográfica da literatura acerca dos fundamentos sócio-históricos, contribuir para a compreensão dos processos de luta e de construção dos direitos humanos e de sua correlação com a conformação da proteção social na realidade brasileira. Visa-se, alicerçado em um estudo dialético, trazer à tona acontecimentos históricos que ainda impactam na atualidade e na configuração da sociedade. Traz-se um olhar à historicidade da construção de conceitos como direitos humanos e proteção social, traçando a sua relação com a realidade conjuntural vivenciada – sobretudo para compreender suas manifestações e construir uma conexão com a atualidade, em que o conservadorismo vem ganhando espaço em detrimento de direitos duramente conquistados. Com as novas manifestações da questão social, com a intensificação das desigualdades e com o parco investimento na área social e nas próprias políticas públicas, verifica-se, na realidade concreta, que a garantia de direitos humanos ainda figura como um desafio a ser enfrentado e superado no tempo presente. AGUINSKY, B. G.; PRATES, J. C. Direitos Humanos e Questão Social. Textos & Contextos (Porto Alegre), Porto Alegre, v. 10, n. 1, p. 1-4, jan./jul. 2011. Editorial. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2018. ALVES, G. Crise estrutural do capital, maquinofatura e precarização do trabalho: a questão social no século XXI. 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2744 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Abuso sexual: formação profissional, condições de enfrentamento da proteção social especial e o adoecimento do profissional que atua no atendimento às vítimas Elizabeth Da Silva Alcoforado; Violência Sexual Intrafamiliar; Equipe multidisciplinar;Adoecimento profissional. O presente artigo é fruto da tese de doutorado em sociologia/UFPB - O PODER NOS MUROS DO SILÊNCIO: abuso sexual, segredo e família, defendida em 2016. ALVES, Giovanni. Trabalho e Subjetividade: o espírito do toyotismo na era do capitalismo manipulatório. São Paulo: Boi Tempo, 2011. AMARO, Sarita. Crianças vítimas de violência – Das sombras do sofrimento à genealogia da resistência: uma nova teoria científica. 2ª ed Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011. AZEVEDO, Maria Amélia, GUERRA, Viviane Nogueira de Azevedo. (Orgs)Crianças Vitimizadas: a síndrome do pequeno poder. São Paulo: Iglu, 1989, 2007. BRASIL, Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS). Brasília: DF, 7 de dezembro de 1993. BRASILIA. Lei Nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8742compilado.htm. Acesso em: 10 de setembro de 2017 BRASIL, Plano Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual, Brasília, 2000. CARVALHO, Maria do Carmo B. A ação em rede na implementação de políticas e programas sociais públicos. Disponível em> , http://www.lasociedadcivil.org/wp-content/uploads/2014/11/a_ao_em_rede_na_implementao.pdf> Acessado em 10/08/2017. ELIAS, Nobert. A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. FALEIROS, Eva T. Silveira. Repensando os conceitos de violência, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Coleção garantia de Direitos Séries Subsídios Tomo I. Ministérios da Justiça, 1998. In: AMARO, Sarita. Crianças vítimas de violência – Das sombras do sofrimento à genealogia da resistência: uma nova teoria científica. 2ª ed Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011 FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Editora Graal, 1999. ________________. Vigiar e Punir: história da violência nas prisões. 24ª ed. Petrópolis :Vozes, 2005 FURINI, Luciano Antonio. Redes sociais de proteção integral à criança e ao adolescente: falácia ou eficácia. São Paulo: UNESP, 2011 GUERRA, Viviane Nogueira de A (Orgs.) Infância e Violência Domestica: fronteiras do conhecimento. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 1998. PALMONARI, Augusto y ZANI, Bruna. Psicología social de la comunidade, Buenos Aires, Nueva Visión, 1990. In: VELÁZQUEZ, Susana. Violencias y famílias. Buenos Aires: Paidós, 2012 SANTOS, Milton. A natureza do espaço: Técnicas e Tempo, Razão e Emoção. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006 VELÁZQUEZ, Susana. Violencias y famílias. Buenos Aires: Paidós, 2012
2745 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS INQUIRIÇÃO JUDICIAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES E SUA INTERFACE COM OS DIREITOS HUMANOS: UMA CONTRIBUIÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL Adeilza Clímaco Ferreira;Carla Montefusco Oliveira; Direitos Humanos; Inquirição Judicial; Violência Sexual; Serviço Social; O presente artigo tem a finalidade de proporcionar um debate sobre a relação entre Direitos Humanos e os processos de Inquirição Judicial destinado aos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes e os desafios postos aos profissionais de Serviço Social. O percurso teórico metodológico tem como elemento chave a análise bibliográfica e documental, tomando como referência o debate sobre as categorias que perpassam a abordagem crítica sobre o tema. A consolidação dos Direitos Humanos em âmbito internacional e nacional é permeado por um campo de ambiguidades e contradições que tem implicações na garantia de direitos e no enfrentamento as formas de violação presentes nesta sociabilidade. No Brasil, ao analisarmos o debate atinente à população Infanto-Juvenil, observa-se que as ações realizadas como forma de romper com o ciclo de violência sexual acabam proporcionando um processo de revitimização e responsabilização da vítima. A Inquirição Judicial nestes casos passou a ser implementada pelo poder judiciário no país com a justificativa de proporcionar a proteção integral aos sujeitos vitimados. Neste cenário, os profissionais de Serviço Social estão sendo chamados a atuar como intérprete do Juiz no desenvolvimento da inquirição, ferindo os preceitos do Código de Ética e do seu projeto ético-político. Além disso, ressalta-se que esses processos de inquirição judicial transferem a responsabilidade para a vítima e acaba por priorizar a produção de provas em detrimento da garantia de direitos humanos das crianças e adolescentes. AZAMBUJA, Maria Regina Fay de. A interdisciplinaridade na violência sexual. Serviço Social & Sociedade n. 115. Especial. Área Sociojurídica. São Paulo, Cortez Editora, julho/setembro de 2013. p. 487-507. AZEVEDO, M. A. E GUERRA, V. N. A. infância e violência doméstica: fronteiras do conhecimento. 5 ed. São Paulo, Cortez, 2009, p.29-54. BARROCO, M. L. S. Direitos Humanos e desigualdade. In: As Novas Faces da Barbárie Capitalista: desigualdade se combate com direitos. Brasília: CFESS, 2013. BRASIL. Lei nº 13.431/2017. Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/L13431.htm. Acesso em: 26 de abr. de 2017. CHAUÍ, M. 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2746 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS A Intersetorialidade e o Cuidado Psicossocial: Reflexões a partir de intervenções junto à mãe usuária de crack e com trajetória de rua Peter Augusto Da Silva; Psicossocial. Intersetorial. Mães usuárias de crack. Cidadania. A partir de uma experiência profissional adquirida em uma Unidade do Centro de Referência Especializado em Atendimento para População em Situação de Rua (Centro POP), o presente artigo visa contribuir nas reflexões teórico-metodológicas e no debate profissional, no âmbito da conduta intersetorial no acompanhamento e na atenção psicossocial desenvolvida junto às mães usuárias de crack e com trajetória de rua. O percurso metodológico consistiu-se, por meio, de um breve estudo de caso à luz de uma revisão bibliográfica sobre a temática, considerando a perspectiva crítico-dialética. Objetiva-se contribuir nas discussões das políticas sociais sobre a substancialidade de uma conduta intersetorial e a perspectiva da centralidade de ações psicossociais que se balizem na oferta de um acompanhamento que desempenhe um suporte necessário às famílias, viabilizando o cumprimento do seu papel na defesa dos direitos, na construção de sua cidadania e no exercício da função protetiva familiar. Bastos, F. I; Bertoni, N. 2014. Pesquisa Nacional sobre o uso de crack: quem são os usuários de crack e/ou similares do Brasil? quantos são nas capitais brasileiras? / organizadores: Francisco Inácio Bastos, Neilane Bertoni. – Rio de Janeiro: Editora ICICT/FIOCRUZ, 2014. BRASIL, Decreto nº 7.053, de 23 de dezembro de 2009. Institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua e seu Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento, e dá outras providências. 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2747 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS DIREITOS HUMANOS E MORADIA: IMPLICAÇÕES PARA O SERVIÇO SOCIAL Carla Graziela Rodegueiro Barcelos Araújo;Cristine Jaques Ribeiro;Nino Rafael Medeiros Kruger; Direito à moradia. Direitos Humanos. Serviço Social O presente artigo tem o objetivo de analisar a relação dos temas dos direitos humanos e da moradia, apresentando o cenário das ciências sociais aplicado como ambiente profícuo para sua construção. Para tanto, identifica a questão do direito à moradia como direito social, reconhecendo a importante relação com o Projeto ético-político-profissional do Serviço Social. A intenção é produzir uma escrita que elimine problematizações acerca do tema. Assim, são apresentadas as lutas sociais no Brasil para a efetivação do direito à moradia, bem como, os acordos e as legislações internacionais deste direito enquanto direito humano. Expõe, ainda, a implicação do Serviço Social e do Projeto Ético-Político no compromisso critico com a defesa do direito à moradia como direito social e humano. Por fim, considera o direito à moradia como direito absoluto na constituição brasileira, mas que sofre condicionamento frente ao direito à propriedade. Tal questão desafia a profissão a enfrentar os processos de segregação e desigualdade socioambiental que sofre a população trabalhadora no que se refere à exploração da terra e do território.
2748 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS DA TRADIÇÃO PROGRESSISTA DA MODERNIDADE À DECADÊNCIA IDEOLÓGIDA DA BURGUESIA: questões para o Serviço Social Carmen Ferreira Corato Costa; Palavras-chave: Iluminismo; Modernidade; Pensamento conservador e Pós-modernidade; Serviço Social. Este paper tem por objeto a constituição da razão moderna (componente fundamental da Modernidade), no âmbito da tradição progressista do Iluminismo, e suas dificuldades na sequência das revoluções de 1848 – o desenvolvimento do conservadorismo e o surgimento do moderno irracionalismo (com sua influência mais recente nas teorias pós-modernas). O referencial a que remete a argumentação é a teoria marxiana da decadência ideológica da burguesia, explorada especialmente por Lukács. BOTTOMORE, T. B., NISBET, R. História da Análise Sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. COUTINHO, C. N. O estruturalismo e a miséria da razão. S. Paulo: Expressão Popular, 2010. EAGLETON, T. As ilusões do pós-modernismo. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. ____________. Depois da teoria: um olhar sobre os estudos culturais e o pós-modernismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. ESCORSIM NETTO, L. O conservadorismo clássico: elementos de caracterização e crítica. S. Paulo: Cortez, 2011. FREDERICO, C. O jovem Marx: 1843-1844. As origens da ontologia do ser social. S. Paulo: Expressão Popular, 2009. HARVEY, D. Condição pós-moderna. S. Paulo: Edições Loyola, 2008. HOBSBAWM, E. J. Era dos extremos. O breve século XX (1914-1991). S. Paulo: Cia. das Letras, 1995. HORKHEIMER, M. Crítica de la razón instrumental. Buenos Aires: Sur, 1973. IAMAMOTO, M. V. Renovação e conservadorismo no Serviço Social. Ensaios críticos. S. Paulo: Cortez, 1994. LESSA, S. Capital e Estado de Bem-Estar. O caráter de classe das políticas públicas. S. Paulo: Instituto Lukács, 2013. LÖWY, M. As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchhausen. S. Paulo: Cortez, 1994. LUKÁCS, G.. El asalto a la razón: la trayectoria del irracionalismo desde Schelling hasta Hitler. México: Fondo de Cultura Económica, 1959. __________. Para uma ontologia do ser social. S. Paulo: Boitempo, I, 2012. __________. O jovem Marx e outros escritos de filosofia. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2ª ed., 2009. __________ . Marxismo e teoria da literatura. S. Paulo: Expressão Popular, 2ª ed., 2010. MARCUSE, H. Razão e revolução: Hegel e o advento da teoria social. S. Paulo: Paz e Terra, 2004. MARX, K. Manuscritos econômico-filosóficos e outros textos escolhidos. S. Paulo: Abril Cultural/Os pensadores, 2ª ed., 1978. ________. O capital: crítica da Economia Política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileiro, I, 2006. _______. Contribuição à crítica da Economia Política. S. Paulo: Expressão Popular, 2007. MARX, K., ENGELS, F. Manifesto do partido comunista. S. Paulo: Cortez, 1998. __________________. A ideologia alemã. S. Paulo: Martins Fontes, 2001. MÉSZÁROS, I. Para além do capital. S. Paulo: Boitempo, 2002. NETTO, J. P. Crise do socialismo e ofensiva neoliberal. Cortez: S. Paulo, 1993. __________ . “Razão, ontologia e práxis”. Serviço Social e Sociedade. S. Paulo: Cortez, ano XV, nº 44, abril/1994. __________ . “Transformações societárias e serviço social”. Serviço Social e Sociedade. S. Paulo: Cortez, ano XVII, nº 50, abril/1996. __________. Capitalismo monopolista e Serviço Social. S. Paulo: Cortez, 2011. __________. “Uma face contemporânea da barbárie”. In Gilmaísa M. C., Souza, R. (orgs.). O social em perspectiva. Políticas, trabalho, serviço social. Maceió: EDUFAL, 2013. NETTO, J. P., BRAZ, M. Economia Política: uma introdução crítica. S. Paulo: Cortez, 6ª ed., 2010. NISBET, R. O conservadorismo. Lisboa: Estampa, 1987. PRIBERAM. DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA. Disponível em: https://www.priberam.pt/dlpo/. Acesso em: 04 agos 2017. ROUANET, S. P. As razões do iluminismo. S. Paulo: Companhia das Letras, 1987. SANTOS, J. S. Neoconservadorismo pós-moderno e Serviço Social brasileiro. S. Paulo: Cortez, 2007. TOCQUEVILLE, A. de. Lembranças de 1848: as jornadas revolucionárias em Paris. S. Paulo: Companhia das Letras, 2011. WOOD, E. M., FOSTER, B. J. (orgs.). Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.
2749 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS A CRISE CAPITALISTA CONTEMPORÂNEA: considerações sobre seus antecedentes, principais aspectos e tendências Alex Gonçalves dos Santos;Claudia Cristina Góis;Daniele Correia;Michelli Aparecida Daros;Thaís Ribeiro Esteves; Crise. Capitalismo. Setor financeiro. História Esse artigo busca fazer um breve aparato histórico do desencadeamento da crise de 2008 eclodida na América central. Quais os principais motivos que permitiram o surgimento da crise do mercado imobiliário, mais uma crise que é parte constituinte do modo de produção capitalista. Quais as instituições financeiras envolvidas, como contribuíram para o crescimento da bolha financeira e os ajustes realizadas dos diferentes governos e a flexibilização das leis em detrimento da criação do valor, do lucro exacerbado. Pontuamos também, a repercussão dessa crise no Brasil. Como ocorreu, se desenvolveu, quais as respostas dadas pelo governo federal frente ao seu enfrentamento e as principais consequências para a classe trabalhadora que é o grupo que mais paga pelas crises nesse modo societário. Esse trabalho descreve os fatos, os envolvidos e as consequências de um mecanismo que se perpetua há mais de meio século, que para isso, arrasta todas as vidas dos mais “fracos” do meio social. ARAGÃO, Thêmis Amorim; CARDOSO, Adauto Lúcio. Do fim do BNH ao Programa Minha Casa Minha Vida: 25 anos da política habitacional no Brasil. IN: CARDOSO, Adauto. Lúcio. (Org): O Programa Minha Casa Minha Vida e seus Efeitos Territoriais. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2013. BATISTA, Paulo Nogueira. O CONSENSO DE WASHINGTON: A Visão neoliberal dos problemas latino-americanos. Disponível em: http://www.fau.usp.br/cursos/graduacao/arq_urbanismo/disciplinas/aup0270/4dossie/nogueira94/nog94-cons-washn.pdf CONCEIÇÃO, Jefferson José da. O ABC da Crise. In: O ABC da Crise. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2009. FERGUSON, Charles. Trabalho Interno (InsideJob). EUA, 2010 (documentário). MIRANDA, Nilmário. Para entender a Crise. In: O ABC da Crise. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2009. OLIVEIRA, Francisco Maria Cavalcanti de. Criar cinco Embraer por ano. In: O ABC da Crise. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2009. PAULANI, Leda. Sobre acumulação de capital, crise e expansão financeira (Vídeo). 2012. Disponível em: http://marx21.com/2012/02/27/leda-paulani-sobre-acumulacao-de-capital-crise-e-a-expansao-financeira/ SALVADOR, Evilasio. Fundo Público e Seguridade Social no Brasil. São Paulo: Cortez, 2010. SAMPAIO JR, Plínio de Arruda. A natureza da crise e os dilemas da revolução. IN: Margem Esquerda. Ensaios Marxistas. Nº 15. São Paulo: Boitempo, 2010. SILVA, Ademir Alves da. A crise capitalista contemporânea e as relações entre Estado, mercado e sociedade: subsídios para avaliação das políticas sociais. In: Revista Ponto e Vírgula n. 10, 2º. Semestre de 2011, pp.260-281, São Paulo: PEPG em Ciências Sociais, PUC-SP. ______________________. A gestão da seguridade social brasileira: entre a política pública e o mercado. São Paulo: Cortez Editora, 2010. SINGER, Paul. O Ministério do inter-relacionamento entre finanças e a economia da produção e produção. In: O ABC da Crise. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2009. SISTER, Sérgio. A Crise do Dinheiro Solto. In: O ABC da Crise. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2009.
2750 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS O FIO DA NAVALHA: A EXTENSÃO DO DESMONTE DOS DIREITOS E AS INFLEXÕES PARA O SERVIÇO SOCIAL Ingridy Lammonikelly da Silva Lima;Bernadete de Lourdes Figueiredo de Almeida; Crise do capitalismo. Trabalho; Direitos Sociais. Serviço Social. Esse artigo de cunho qualitativo, de caráter exploratório e descritivo que se fundamenta em uma pesquisa bibliográfica tem o objetivo de compreender o desmonte dos direitos sociais ocasionado pela atual conjuntura brasileira. Além disso, objetiva-se a análise dos efeitos desse momento político e econômico para o Serviço Social. O método do materialismo histórico dialético utilizado nessa pesquisa se debruça sobre as categorias mediação, historicidade e dialética com o propósito de desvelar a realidade para além da aparência, compreendendo como o processo de impeachment, que inaugura mais um golpe brasileiro para a classe trabalhadora, vem acontecendo no país e qual sua relação com o modo de produção capitalista. Diante disso, apontamos aqui como resultados um rebatimento da conjuntura política, econômica, social e cultura atual brasileira e sua relação com o capitalismo sobre o mundo do trabalho e dos direitos sociais, com fortes intervenções no Serviço Social, pela sua própria natureza.
2751 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS O COMPLEXO IDEOLÓGICO DO CAPITAL E SEUS IMPACTOS NO CONTROLE SOCIAL DO SUS NO BRASIL Aparecida Dantas de Almeida Medeiros; Capital. Controle Social. SUS. Marxismo. O artigo se dispõe a realizar uma breve análise crítica sobre a intensificação da Proposta Neoliberal de reforma estrutural do Estado, condicionada à lógica do mercado capitalista, na qual o Brasil, neste contexto de transformações político-econômicas e constantes crises, vêm favorecendo a valorização e internacionalização do capital financeiro em detrimento do capital produtivo, o que acarreta a precarização das relações sociais de trabalho, um grave quadro de degradação social, a redução dos investimentos do Estado para com as Políticas Sociais, em especial o SUS, que, sob a lógica privatista do complexo ideológico do capital promove a desarticulação dos movimentos sociais, o recuo do aprendizado democrático e o enfraquecimento da participação da população nos espaços de controle social e o consequente aprofundamento das expressões da Questão Social COUTINHO, Carlos Nelson. Dualidade de Poderes: Estado e revolução no pensamento marxista. In: __. Marxismo e política. São Paulo. Cortez. 1994. BEHRING, Elaine Rossetti. Política Social no capitalismo tardio. São Paulo. Cortez. 1998. _________, Elaine Rossetti. Brasil em contrarreforma: desestruturação do Estado e perda de direitos. 2 ed. – São Paulo : Cortez, 2008. BIDARRA, Zelimar Soares. Conselhos Gestores de políticas públicas: uma reflexão sobre os desafios para a construção de espaços públicos. In: Revista Serviço Social e Sociedade, nº 88, Ano XXVI, São Paulo: Cortez, novembro de 2006. (p. 41-58) CFESS/ABEPSS. Serviço Social: Direitos e Competências profissionais. – Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. 760 p (Publicação: Conselho Federal de Serviço Social – CFESS, Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS. v. 1) HARVEY, David. O Neoliberalismo: história e implicações. Tradução: Adail Sobral e Maria Stela Gonçalves. São Paulo: Edições Loyola, 2008. (Cap. 1). IANNI, Octávio. Classe e nação. Petrópolis:Vozes, 1986. MÉSZÁROS, Istvan. Das crises cíclicas à crise estrutural, In: MÈSZÁROS,Istvan. Atualidade histórica da ofensiva socialista. Sâo Paulo: Boitempo, 2010. OLIVEIRA, Francisco de. Crítica à razão dualista. O ornitorrinco. São Paulo. Boitempo Editorial. 2003. SAES, Decio. Estado e Democracia: ensaios teóricos. 2 ed Campinas: UNICAMP, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, 1998. SIMIONATTO, Ivete. A contribuição de Gramsci para análise do Estado. In: COSTA, Lúcia Cortez da. Estado e Democracia: pluralidade de questões. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2008.
2752 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL NO ESPAÇO EDUCACIONAL: uma contribuição para a afirmação do direito à educação no IFRN Sheine Santos do Nascimento;Geovana Reis Silva Barra; Exercício profissional; Serviço Social; Assistência Estudantil; IFRN O acesso e a permanência na educação têm se apresentado como um desafio na cena contemporânea, tendo em vista o contexto de transformações que atravessam a sociedade brasileira, redefinindo as condições de trabalho e de existência da classe trabalhadora. É em meio a esse contexto, definido pelo acirramento das expressões da questão social e pela retração de suas respostas, que se dá a inserção dos profissionais de Serviço Social no âmbito da política educacional. Partindo desse entendimento, o estudo aqui desenvolvido apresenta uma análise do exercício profissional do assistente social no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, na particularidade do trabalho desenvolvido na assistência aos estudantes. A discussão realizada resulta de estudos teóricos e objetivou apresentar a contribuição desse profissional para a afirmação da educação enquanto um direito fundamental, possibilitando identificar que, ainda que imerso em um cotidiano marcado por desafios, tem contribuído para a concretização do acesso a partir da defesa da assistência estudantil como pressuposto indispensável à permanência. BEHRING, Elaine Rossetti; BOSCHETTI, Ivanete. Política Social: fundamentos e história. São Paulo: Cortez, 2011. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988. ______. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: . Acesso em: 19 de jun. 2017. ______. Lei nº 10172, de 09 de janeiro de 2001. Aprova o Plano Nacional de Educação e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em: 20 de mai. 2017. ______. Decreto nº 7.234, de 19 de julho de 2010. Dispõe sobre o Programa Nacional de Assistência Estudantil - PNAES. ______. Lei nº 8.662, de 07 de junho de 1993. Dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providências. Brasília, 1993. ______. Ofício Circular nº 015/2005/CGGP/SAA/SE/MEC. Dispõe sobre a descrição dos cargos técnico-administrativos em educação. Disponível em: < http://www.ufpe.br/ssi/images/documentos/oficio%20circular%20n%200152005cggpsaasemec%2028.11.2005.pdf>. Acesso em: 29 de abr. de 2014. Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). Código de Ética Profissional do/a Assistente Social. Brasília: CFESS,1993. ______. Subsídios para a atuação de Assistentes Sociais na Política de Educação. Ney Luiz Teixeira de Almeida (Org.). 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2753 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS O ASSISTENTE SOCIAL NA CONDIÇÃO DE TRABALHADOR NA FILANTROPIA HOJE Gabriela Figueiredo Braga; Este artigo apresenta a inserção de assistentes sociais em instituições filantrópicas religiosas, aponta reflexões sobre os rebatimentos da constituição de um Estado Neoliberal e a importância do posicionamento do profissional diante da realidade imposta. Compõe uma pesquisa em andamento cuja finalidade é analisar o impacto da intervenção do Serviço Social dentro do movimento de adequação das instituições com matriz religiosa católica às atuais legislações pertinentes a Assistência Social. São destacados aspectos da atuação observados no campo especificamente do assessoramento às instituições filantrópicas católicas, identificando desafios ao fazer profissional do processo atual de reordenamento das ações sociais em consonância com a Política Nacional de Assistência Social, e principalmente, às relações sociais e de trabalho no interior destes determinados espaços sócio-ocupacionais. Busca-se, por meio do diálogo dos autores que discutem as temáticas Trabalho, Serviço Social e Filantropia e juntamente com a análise das principais legislações refletir sobre as particularidades e especificamente fazer a interlocução com o campo empírico da pesquisa que é o assessoramento prestado pelo Serviço Social da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.
2754 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Assessoria em Serviço Social Nasciara Nascimento Souza; Assessoria; Consultoria;Serviço Social Este artigo tem como objetivo discutir às assessorias prestadas por assistentes sociais, à luz dos referenciais teóricos, metodológicos e dos dispositivos jurídicos da profissão. Este estudo apresenta as assessorias enquanto espaços públicos que demandam canais de diálogo com o público alvo e com as organizações empregadoras e evidencia o aspecto privativo do assessoramento enquanto matéria do Serviço Social, destacando a competência técnica para emitir pronunciamento sobre o tema como direito do assistente social. A abordagem foi realizada a partir da revisão bibliográfica e análise documental. Os resultados evidenciaram que as assessorias e consultorias demandam ao Serviço Social, enquanto competência técnica e atribuição privativa da categoria a leitura crítica da realidade e das refrações capitalistas sobre o mundo do trabalho, a apropriação do conhecimento científico, a revisitação das teorias que embasam a profissão, a utilização dos referenciais jurídicos e normativos, para a emissão de um juízo de valor crítico e ético que expresse o seu compromisso com o usuário. ANTUNES, Ricardo. Adeus ao trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 16. ed. São Paulo: Cortez, 2015. BASTOS, Murillo Vilela. Saúde e previdência social no Brasil: o impacto da previdência social na organização dos serviços médicos. Rio de Janeiro: FGV, 1978. BARROCO, Maria Lúcia Silva. Ética e serviço social: fundamentos ontológicos. 7.ed. São Paulo: Cortez, 2008. BRASIL, Lei nº 8.662/1993. Dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providencias. 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2755 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Formação profissional: contribuição para o debate da formação ambiental na graduação em Serviço Social Thais Tavares Bernardo;Rosangela Maria Amorim Benevides Guimarães; Formação profissional; Serviço Social; Graduação em Serviço Social Este artigo tem como objetivo refletir sobre a formação do Assistente Social a fim de identificarmos em que medida a temática ambiental está inserida nesse contexto, considerando a necessidade da mesma apresentar-se nos currículos do curso, mesmo que de forma transversal, e não ser encarada como uma área à parte da formação, voltada para o título de especialização posterior. Tem como fio condutor à relação entre sociedade e natureza, que com a ruptura do elo entre essas dimensões emergem fenômenos sociais que em interface com a dimensão ambiental requisita que o Serviço Social esteja preparado para responder às diversas manifestações da questão social suscitadas pela crise socioambiental. Realizamos uma pesquisa bibliográfica e um levantamento da matriz curricular dos cursos de Serviço Social da UFF e da oferta de disciplinas, nas páginas oficiais de divulgação da referida Universidade. Possui como base de sustentação a teoria social de Marx e aponta para o desenvolvimento de uma formação profissional que de fato prepare o assistente social para as novas demandas no contexto socioambiental. Desta forma, identificamos que nas diretrizes curriculares gerais do curso de Serviço Social não há obrigatoriedade de uma disciplina específica que contemple a formação ambiental, com isso nos deparamos com o baixo índice de produção que discutam a temática, nos permitindo supor que ainda são insuficientes os conteúdos programáticos que explicitem a compreensão dos fundamentos teórico-metodológico e ético-político, de forma a instrumentalizar profissionalmente para a realização de análises socioambientais em uma perspectiva interdisciplinar. ANCELES-FREITAS, Janaína de F dos S. de; et al. Formação Ambiental de estudantes da área da saúde em instituição de ensino superior. Revbea, Revista de Educação Ambiental. São Paulo, v. 11, n. 4, 2016, p. 253-268 BRANCO, Samuel Murgel. Ecossistêmica: uma abordagem integrada dos problemas do meio ambiente. 2 ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1999. BORGES, Aurélio F; BOEGES, Maria dos Anjos, C. S.; REZENDE, José Luiz P. de; CAVALCANTI, Clovis (org.) 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2756 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS FORMAÇÃO PROFISSIONAL E OS DILEMAS DO EAD PARA O SERVIÇO SOCIAL Lydia vitória firmino pereira ramos; Ensino à distância; Neoliberalismo; Serviço Social; Formação Profissional. O presente trabalho objetiva apreender as expansões dos cursos de Serviço Social na modalidade de ensino à distância (EaD) e problematizar a participação de tais cursos (EAD) no processo formativo dos assistentes sociais. Utilizar-se-à como fonte bibliográfica a obra de NETTO (1999), assim como as reflexões produzidas por seus interlocutores, a exemplo de IAMAMOTO (2011), LIMA (2007), GUERRA (2010) e SILVA (2016). Nesta direção, buscar-se-á recuperar o debate que considera que o impacto da lógica do capital sobre a educação tem ocorrido de modo agravante no contexto neoliberal. Destarte, o EAD se associa com a dinâmica atual do capital que direciona os mercados para atender seus interesses em seu sistema de expansão e acumulação, visando à massificação da formação. Assim, a formação dos estudantes de serviço social decorrente dessas instituições de ensino é amplamente fragilizada, acrítica e despolitizada e isso implicará sobremaneira tanto no exercício profissional quanto na direção social da profissão. ABEPSS. Diretrizes Gerais para o curso de Serviço Social. Rio de Janeiro, 1996. ABESS/CEDEPSS. Proposta Básica para o Projeto de Formação Profissional. Serviço Social & Sociedade, n. 50. São Paulo: Cortez, 1996. ANTUNES, R. Adeus ao trabalho? Ensaios sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 11 ed. São Paulo: Cortez, 2006. BRAZ, M; RODRIGUES, M. O ensino em Serviço Social da era neoliberal (1990 – 2010): avanços, retrocessos e enormes desafios. In: SILVA, J. F. S; SANT’ANA, R. S; LOURENÇO, E. A. S. (Orgs.). 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2757 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS As ENTIDADES REPRESENTATIVAS ENQUANTO ESTRATÉGIAS POLÍTICO-ORGANIZATIVAS DOS ASSISTENTES SOCIAIS – UM RESGATE HISTÓRICO Luciana Gonçalves Pereira de Paula; Serviço Social. Assistente Social. Organização política. Estratégias. Esse artigo tem por objetivo apresentar a história de constituição das três principais entidades representativas dos/as assistentes sociais (e estudantes de Serviço Social), as quais sejam: Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS, Conselho Federal de Serviço Social – CFESS (juntamente com os Conselhos Regionais de Serviço Social) e Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESSO. O presente estudo consiste em uma revisão de literatura, utilizando como metodologia o levantamento bibliográfico. Considerando a existência de vários projetos profissionais em disputa no campo do Serviço Social, os espaços dessas entidades representativas são estrategicamente disputados e ocupados. Eles representam lugar de defesa e disseminação de valores, princípios e diretrizes que tem incidência, não apenas junto à categoria profissional dos/as assistentes sociais, mas perante o conjunto da sociedade. Por isso, faz-se necessário que nossa categoria profissional conheça a trajetória de lutas que permitiu a consolidação desses espaços e os fortaleça, ampliando cada vez mais o seu envolvimento e a sua participação nessas esferas.
2758 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Os impactos da lei que instituiu o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo na execução das Medidas Socioeducativas em Meio Aberto Erivaldo Santos Morais; Medidas Socioeducativas; Proteção Integral; Responsabilização O presente estudo tem por objetivo analisar os impactos da lei que instituiu o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) na execução das medidas socioeducativas em meio aberto, sob a ótica dos operadores do sistema socioeducativo e a forma que esta lei orienta suas decisões
2759 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS PROJETO ÉTICO-POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL E DESPATOLOGIZAÇÃO DA TRANSEXUALIDADE: CAMINHOS, POSSIBILIDADES E CONTRIBUIÇÕES Kellyane de Santana Ricardo; Projeto Ético-Político; Serviço Social; Transexualidade; Despatologização; SUS. O presente trabalho norteou-se pelo objetivo de construir reflexão teórica sobre a contribuição do projeto ético-político do Serviço Social para engajamento dos/as assistentes sociais no movimento pela despatologização da transexualidade. Compreende-se haver congruência de forças entre os movimentos sociais e categorias profissionais, podendo resultar na construção de caminhos possíveis para conquista de objetivos coletivos. O intuito foi o de conhecer e relacionar os fundamentos teóricos e os anseios do movimento de despatologização da transexualidade com a fundamentação e materialização do projeto ético-político do Serviço Social. A realização destes objetivos foi possível através do método materialista histórico-dialético. Utilizou-se a abordagem metodológica qualitativa, de forma a contemplar amplamente os níveis da realidade, e as técnicas da pesquisa documental e da pesquisa bibliográfica. Na pesquisa documental o corpus foi formado por documentos oficiais que incluem a transexualidade no campo das políticas sociais públicas e pelos documentos que orientam a dimensão ético-política do Serviço Social. A pesquisa bibliográfica foi direcionada por critérios de seleção de produções teóricas e profissionais referentes à dimensão ético-política do Serviço Social. A transexualidade não se trata de doença ou transtorno mental, mas de identificação pessoal e liberdade de expressar sua identidade de gênero. Porém, ainda possui caráter de patologia no CID-10, sendo categorizada enquanto transtorno de identidade de gênero. A luta pela despatologização pauta a retirada da transexualidade da Classificação Diagnóstica de Doenças – CID, do rol de doenças mentais. Do ponto de vista dos movimentos sociais e ativistas LGBT, nessa esteira encontra-se o acesso a direitos não pela via patologizante, mas pela lógica da universalidade e equidade do acesso a políticas públicas, sem discriminação de gênero e sexualidade. O que o movimento vem reafirmar é a concepção de que o diagnóstico psiquiátrico não seja a condição primordial do acesso à saúde ou a outros direitos, pois, isto reforça a vulnerabilidade e exclusão. Despatologizar não significa descuidar, mas sim cuidar sob outras bases, não se caracteriza por retirar a oferta de procedimentos do processo transexualizador, mas de que a garantia de acesso não seja pelo diagnóstico psiquiátrico. O movimento de despatologização trans, compreende as identidades como plurais e o gênero como expressão da liberdade dos sujeitos, o direito de viver com base em suas escolhas, para além de regulações de classificações sociais. Observou-se que a relação entre despatologização da transexualidade e o projeto ético-político do Serviço Social ocorre pela conformidade das ideias de liberdade como primordial para os indivíduos, universalidade dos direitos, articulação no combate a preconceitos e discriminações em geral, e, em particular, as que se referem à sexualidade e a gênero. Esse processo resultou na conclusão de que lutar contra a transfobia, o machismo e todas as outras formas de discriminação e opressão, emerge como compromisso da direção ético-política da profissão em sua atuação cotidiana. Na prática cotidiana, o Serviço Social pode contribuir com os anseios e lutas do movimento de despatologização da transexualidade.
2760 sesoperspectiva v. 2 n. 1 (2018): SERVIÇO SOCIAL, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS Serviço Social e Evasão Escolar: uma análise a partir do Colégio Estadual Bento Mossurunga do município de Ivaiporã-PR. Maria Julia Rodrigues Oliveira; Evasão Escolar. Serviço Social. Educação. Escola. Este estudo objetivou analisar o quadro e mecanismos de enfrentamento em relação à evasão escolar do ensino médio, na rede estadual de ensino, do município de Ivaiporã-PR, a partir do Colégio Estadual Bento Mossurunga. A pesquisa foi movida pelo seguinte problema: “Como se constitui e quais os mecanismos de enfrentamento em relação à evasão escolar no ensino médio no município de Ivaiporã-PR”. Para contemplar o objetivo proposto para esta pesquisa e responder o problema levantado, foram definidos objetivos específicos, atendidos mediante paralelismo capitular. Primeiramente, objetivou refletir sobre evasão escolar a partir da perspectiva do Serviço Social na Política Educacional. Neste sentido, foi apresentado no primeiro capítulo o histórico da educação brasileira e a inserção do Serviço Social na Política Educacional a partir de documentos do conjunto CFESS/CRESS. O segundo objetivo específico, buscou discutir sobre a evasão escolar a partir da literatura especializada em Serviço Social. O terceiro objetivo específico buscou conhecer a realidade das escolas estaduais da área central do município de Ivaiporã-PR, com foco no Colégio Estadual Bento Mossurunga. O interesse para se realizar tal pesquisa, parte da inserção da pesquisadora no projeto de extensão “Pró-Infância: Projeto de estudos sobre a infância e juventude”, que propiciou a aproximação e interesse pela área da infância e juventude, e, consequentemente instigou o interesse pela evasão escolar, haja vista que é um fator violador dos direitos de milhares de crianças e adolescentes no Brasil. A realização da pesquisa se deu a partir da direção crítica e baseada nos princípios da pesquisa qualitativa, mediante a utilização de levantamento bibliográfico; levantamento de dados e entrevista semiestruturada. No processo de pesquisa de campo realizamos o levantamento de dados junto ao endereço online da Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná a fim de selecionar a instituição escolar da área central do município de Ivaiporã-PR com a taxa mais elevada de evasão escolar no último ano letivo, objetivando compor o lócus da pesquisa. Posteriormente, aplicamos entrevista semiestruturada com a pedagoga responsável pelo turno de aula correspondente à maior taxa de abandono escolar do Colégio Estadual Bento Mossurunga. O estudo apontou que a evasão escolar deriva-se de múltiplos fatores, desta forma, a garantia da permanência dos estudantes na escola não pode ser responsabilidade apenas da Política de Educação, sendo necessária a articulação entre as demais Políticas Sociais. Sendo possível ainda, afirmar a contribuição do assistente social na garantia dos direitos dos estudantes. Identificou-se a existência do Programa Estadual de Combate ao Abandono Escolar da Secretária Estadual de Educação do Estado do Paraná, que versa sobre a intersetorialidade no enfrentamento da evasão escolar na rede estadual de ensino, entretanto, a burocratização, ausência de articulação entre a rede de proteção à criança e adolescente e a delonga de atuação frente ao excessivo número de demandas em face da escassez de profissionais impedem a efetivação do programa.
2761 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SERVIÇO SOCIAL E DIREITOS HUMANOS: REFLEXÕES SOBRE EMANCIPAÇÃO HUMANA EM TEMPOS DE BARBÁRIE LUIZ CARLOS DE SOUZA JUNIOR; O presente artigo busca trazer algumas reflexões acerca do cotidiano profissional do Serviço Social e sua relação com os direitos humanos. Partimos de uma problematização sobre a centralidade da temática com os fundamentos e princípios éticos da profissão e sua inserção na divisão social e técnica do trabalho. Dito isto, pretendemos relacionar a questão apontada com o paradigma sobre os atuais e crescentes aviltamentos dos direitos humanos e a necessidade de um posicionamento crítico do Serviço Social, através do seu Projeto Ético-Político, posto sob a ótica da sociabilidade burguesa, que impõe limites a real efetivação da emancipação humana. BARROCO, M. L. e TERRA, S. H. Código de Ética do/a Assistente Social Comentado. CFESS, São Paulo: Cortez, 2012. BARROCO, M. L. Ética e Serviço Social - Fundamentos Ontológicos. São Paulo: Cortez, 2001. BARROCO, M. L. Fundamentos éticos do Serviço Social. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais- Brasília: CEFESS, ABEPSS, 2009. BEHRING, Elaine R. Expressões políticas da Crise e as novas configurações do estado e da Sociedade Civil. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais - Brasília: CEFESS, ABEPSS, 2009. CASALINO, Vinícius. O direito e a mercadoria: para uma crítica marxista da teoria de Pachukanis. São Paulo: Dobra Editorial, 2011. FORTI, Valeria. Ética, crime e loucura: Reflexões sobre a Dimensão Ética no Trabalho Profissional. Rio de Janeiro: 2.ed. Lumen Juris, 2010. FREIRE, Silene de Moraes; CARVALHO, Andréia de S. de. A construção do “nós” e do “eles” no simulacro da violência do discurso midiático. In: Direitos humanos: violência e pobreza na América Latina contemporânea / Silene de Moraes Freire, organizadora – Rio de Janeiro: Letra e Imagem, 2007. IANNI, Octávio. A idéia de Brasil moderno. São Paulo: Editora Brasiliense, 1996. IASI, M. L. O direito e luta pela emancipação humana. In: Direitos Humanos e Serviço Social: polêmicas, debates e embates. FORTI, Valeria e BRITES, Cristina Mª (Org.). Rio de Janeiro Lumen Juris, 2011. MARQUES, Elídio Alexandre Borges. Direitos Humanos: para um esboço de uma rota de colisão com a ordem da barbárie. In: Direitos Humanos e Serviço Social: polêmicas, debates e embates. FORTI, Valeria e BRITES, Cristina Mª (Org.). Rio de Janeiro Lumen Juris, 2011. MARX, K. ; ENGELS, F. A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007. MARX, K. Manuscritos Econômico-Filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2001. MONTAÑO, Carlos. A natureza do serviço social: um ensaio sobre a sua gênese, a “especificidade” e sua reprodução. 2. ed. São Paulo: Cortez: 2009. RUIZ, Jefferson Lee de Souza. A defesa intransigente dos direitos humanos e a recusa do arbítrio e do autoritarismo. In: Projeto ético-político e exercício profissional em Serviço Social: os princípios do Código de Ética articulados à atuação crítica de assistentes sociais. Conselho Regional de Serviço Social (Org.). - Rio de Janeiro: CRESS, 2013. RUIZ, Jefferson Lee de Souza. Direitos Humanos: argumentos para o debate no Serviço Social. In: Direitos Humanos e Serviço Social: polêmicas, debates e embates. FORTI, Valeria e BRITES, Cristina Mª (Org.). Rio de Janeiro Lumen Juris, 2011. RUIZ, Jefferson Lee de Souza. Direitos Humanos e concepções contemporâneas. São Paulo: Cortez, 2014. RUIZ, Jefferson Lee de Souza; SIMAS, Fábio do Nascimento. Exercício profissional: uma mediação central entre direitos humanos e o projeto ético-político do serviço social brasileiro. In: FORTI, Valeria; GUERRA, Yolanda. Projeto ético-político do serviço social: contribuições à sua crítica. Rio de Janeiro, Lumen Juris, 2015. TRINDADE, José Damião de Lima. História social dos direitos humanos. São Paulo: Petrópolis, 2002. TRINDADE, José Damião de Lima. Os direitos humanos na perspectiva de Marx e Engels. São Paulo: Alfa-Omega, 2011. TRINDADE, José Damião de Lima. “Os direitos humanos: para além do capital.” In: Direitos Humanos e Serviço Social: polêmicas, debates e embates. FORTI, Valeria e BRITES, Cristina Mª (Org.). Rio de Janeiro Lumen Juris, 2011.
2762 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS TRABALHO PRECÁRIO, PRECARIZAÇÃO DAS VIRTUDES? LENI MARIA PEREIRA SILVA;LUCINEY SEBASTIÃO DA SILVA; O presente artigo tem como objetivo analisar a precarização do trabalho como possibilidade de afronta as virtudes humanas. Apropria-se do conceito de trabalho nos moldes da sociedade de classes, que o considera enquanto ato humano subsumido a condição salarial e, por virtude ação guiada pela retidão racional, sem determinações que coloque a liberdade do sujeito em condicionamento aos ditames sociais. Isto posto, o trabalho em sua dimensão precária torna-se penoso e degradante da condição humana ao confrontar valores e estabelecendo dilemas existenciais no cotidiano dos(as) trabalhadores(as). Trata-se de um estudo de recorte bibliográfico que parte do pressuposto de que o avanço da precarização no trabalho provoca uma deterioração dos valores humanosdos/das trabalhadores(as) no contexto contemporâneo das relações sociais que se estabelecem por via do trabalho. Considera-se que o novo gerenciamento do trabalho tem provocado importantes mudanças sociais com ataque frontal aos valores humanos. ALVES, Giovanni. Dimensões da precarização. São Paulo: Praxis, 2013. ANTUNES, Ricardo. O desenho multifacetado do trabalho hoje e a sua nova morfologia. In: Revista Serviço Social e Sociedade. nº 79. Ano XXIII. São Paulo: Cortez,2002 (107-120). ANTUNES, Ricardo. A sociedade do adoecimento no trabalho In: Revista Serviço Social e Sociedade. nº 123. São Paulo: Cortez, 2015 (407-427) ARISTÓTELES. Ética a Nicômacos. 3ª ed., Trad. Mario da Gama Kury. São Paulo. Ed. UnB, 2002. ARISTÓTELES. Política. São Paulo: Nova Cultural, 1999. DEJOURS, C. Uma nova visão do sofrimento humano nas organizações. O indivíduo na organização: dimensões esquecidas. São Paulo: Atlas, 1993. ________. Psicodinâmica do trabalho: contribuições da escola dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento trabalho. São Paulo: Atlas, 1994 DRUCK, G. e FRANCO, T (Orgs). A perda da razão social do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2007. DRUCK, Graça. Flexibilização e precarização: formas contemporâneas de dominação do trabalho. In: CADERNO CRH, Salvador, n. 37, p. 11-22, jul./dez. 2002. Disponível em: www.ufba.gov.br Acesso em: 20 de agosto de 2015. DRUCK, Graça. A precarização social do trabalho no Brasil. In: A riqueza e miséria do trabalho no Brasil II. São Paulo: Boitempo, 2013. IAMAMOTO, M. Serviço Social em tempo de capital fetiche. São Paulo: Cortez, 2007 MARX, K. O capital (inédito).São Paulo: Ciências Humanas, 1978.( L. I, v. I e II.) MESZÁROS. I. Desemprego e precarização: um grande desafio para a esquerda. In: Riqueza e miséria do trabalho no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2006. (27-44) SAWAIA. B.D. As artimanhas da exclusão. Análise psicossocial da desigualdade social. Rio de Janeiro: Vozes. 2008. SENNETT.R. A corrosão do caráter: consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. Record: São Paulo.2004
2763 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O PAPEL DA MULHER NA DIVISÃO SEXUAL E SOCIAL DO TRABALHO Paola OLIVEIRA, Antunes;Marcielly Mendes RODRIGUES; Mulher, Trabalho, Gênero, Serviço Social Esse artigo tem como objetivo analisar o papel da mulher na divisão sexual e social do trabalho, compreendendo que ainda existe uma divisão sexista que separa homens e mulheres no trabalho. O papel da mulher na história da sociedade sempre foi pré-determinado. Ela era o sexo frágil, o homem saia de casa para trabalhar e a mulher ficava responsável pelos serviços domésticos. Com o passar do tempo, a mulher foi conquistando o seu espaço de direitos em todas as dimensões. Será feito um resgate mostrando como através do movimento feminista, e a conquista em todos os espaços, a mulher foi se empoderando e buscando conquistar cada vez mais o seu espaço na divisão do trabalho posto que além dessa divisão produzir as desigualdades entre o gênero, e a mulher ainda vive em uma sociedade historicamente machista. ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. 7° edição. São Paulo, Boitempo, 2007. ASSIS, ROSIANE HERNANDES DE. A inserção da mulher no mercado de trabalho. Disponivel em: < http://www.convibra.org/2009/artigos/140_0.pdf> Acesso em 08 de março de 2018 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Promulgada em 05 de outubro de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao.htm Acessado em 14 de abril de 2017 CHAUÍ, Marilene. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000 CISNE, Mirla. Gênero, divisão sexual do trabalho e serviço social/ Mirla Cisne – 2° Ed. São Paulo: outras expressões, 2015. 152 p. GURGEL, Telma. Feminismo e luta de classe: história, movimento e desafios teórico-políticos do feminismo na contemporaneidade. Disponível em Acesso em 26 de janeiro de 2018. HIRATA, Helena, KERGOAT, Daniéle. Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Disponível em Acesso em 26 de janeiro de 2018. IAMAMOTO, Marilda Villela. O Serviço Social na Contemporaneidade. Disponível em: < https://wandersoncmagalhaes.files.wordpress.com/2013/07/livro-o-servicosocial-na-contemporaneidade-marilda-iamamoto.pdf> Acesso em 06 de março de 2017 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA – IBGE – Disponível em: Acessado em 14 de abril de 2017 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA – IBGE – Disponível em: págs. 104-107 Acesso em 07 de março 2018 LEAL, Caroline Maria. Divisão sexual e social do trabalho: Reprodução das desigualdades de gênero? Disponível em: Acessado em 14 de abril de 2017 PINTO, Celi Regina jardim. Feminismo, história e poder. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/rsocp/v18n36/03.pdf> Acessado em 15 de abril de 2017 SOUSA. L.P. D, GUEDES, D.R. A desigual divisão sexual do trabalho: um olhar sobre a última década. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142016000200123> Acessado em 14 de abril de 2017 TEIXEIRA, M. ALVES, M.E.R. Feminismo, gênero e sexualidade: desafios para o serviço social. Marlene Teixeira, Maria Elaine Rodrigues Alves (organizadoras) – Brasília: Editorial Abaré, 2015.
2764 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS OS REFLEXOS DAS DESIGUALDADES DE GÊNERO NAS POLÍTICAS SOCIAIS: UMA ANÁLISE A PARTIR DA QUESTÃO SOCIAL Andressa Ângela SIQUEIRA;Isabela T. Dias FERREIRA;Rafaela Jaíne SILVA; Desigualdade de gênero, questão social, equidade. O presente artigo, resultante de estudo bibliográfico, objetiva analisar os reflexos das desigualdades de gênero nas políticas sociais. Busca apreender como se dá o processo de subalternização da mulher na sociedade, a partir da compreensão do seu papel social. Observa como o agravamento das expressões da “questão social”, principalmente a pobreza, afeta diretamente as mulheres tornando-as o alvo mais atingido pelas relações desiguais do sistema capitalista e público predominante no uso de serviços e políticas sociais. Por meio desse trabalho, a partir de um debate ético e político, procura-se evidenciar como a moral baseada no poder patriarcal, inferioriza as mulheres, sendo necessário também a elaboração e implantação de políticas sociais que promovam a equidade de gênero, este trabalho faz-se importante por possibilitar um aprofundamento das prerrogativas que incidem sobre a vida das mulheres, que as colocam em situação de vulnerabilidade social. BARROCO, Maria Lucia. Bases filosóficas para uma reflexão sobre ética e serviço social.BONETTI, DilseaAdeodata et al.In: Serviço social e ética: convite a uma nova práxis. 9 ed. São Paulo, Cortez, 2008. p. 71-83. BARSTED, Leila L. Os avanços no reconhecimento dos direitos humanos das mulheres. In: BRASIL. Autonomia econômica e empoderamento da mulher: textos acadêmicos. Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, 2011. p. 97-116. BEHRING, Elaine Rossett; BOSCHETTI, Ivanete. Política social no brasil contemporâneo: entre a inovação e o conservadorismo. In: Política Social: fundamentos e história, 6 ed. São Paulo, Cortez, 2009. p. 147-191. BOSCHETTI, Ivanete. Assistência social e trabalho no capitalismo. São Paulo, Cortez, 2016. p. 61-108. BRASIL. Presidência da República. Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Brasília: Secretaria de Políticas para as Mulheres, 2013. CHESNAIS, François. Decifrar palavras carregadas de ideologia, In: A mundialização do Capital, São Paulo, Xamã, 1996. p. 23-44. IAMAMOTO, Marilda V. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação Profissional. 3. ed. São Paulo, Cortez, 2000. FALEIROS, Vicente de Paula. O que é política social. 5 ed. São Paulo, Brasiliense, 2004. LISBOA, Teresa. Cidadania e equidade de gênero: políticas públicas para mulheres excluídas dos direitos mínimos. Katálysis, Florianópolis, SC, v.8, n. 1, p. 67-77, jan.-jun. 2005.
2765 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA:UM OLHAR PARA AS FAMÍLIAS MONOPARENTAIS MASCULINAS Samira de Alkimim Bastos Miranda;Adriana Medalha Perez,;Raimara Gonçalves Pereira;Jennyfe Sabrine Batista Freitas; Gênero, Programa Bolsa Família, Família As discussões contidas neste estudo abordam as famílias monoparentais masculinas beneficiárias do programa Bolsa Família. O trabalho teve como objetivo analisar a realidade destas famílias, compreendendo os desafios dos chefes destas famílias em arcarem com as responsabilidades da família.Este trabalho é de caráter qualitativo, realizou-se pesquisa de campo onde foram feitas entrevistas semiestruturadas com cinco chefes de famílias monoparentais masculinas que residem em Montes Claros -MG. Verificou-se que a associação entre a mulher e os cuidados com a família envolve conceitos e práticas que parecem estar ainda muito arraigados e representam paradigmas que subjazem as políticas cujo foco ANTELA K. M. R; BARRETO C.M. A realidade da família monoparental chefiada pelo homem dentro do Programa Bolsa Família do Governo Federal na cidade de Manaus. Somanlu, ano 10, n. 2, jul./dez. 2010. BARBOSA, D. O. Masculinidades, gênero e pobreza: o lugar dos homens e do masculino na proteção social básica de Niterói/RJ -2013. 129 f. DissertaçãoUniversidade Federal Fluminense, Niteói-RJ,2013. BRASIL/MDS. MINISTÉRIO DE DESENVOLVIIMENTO SOCIAL E COMBATE A FOME. Bravas mulheres do Bolsa Família2011, Disponível em: Acesso e julho de 2014. CARLOTO, C. M.; MARIANO, S. As mulheres nos programas de transferência de renda: manutenção e mudanças nos papéis e desigualdades de gênero. Disponível em: Acesso em fevereiro de 2014. CARVALHO, M. E. P. Modos de educação, gênero e relações escola família. Centro de Educação e Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre a Mulher e Relações de Sexo e Gênero. Universidade Federal da Paraíba - UFPB, 2004. CASTEL, Robert. As Metamorfoses da Questão Social: uma Crônica do Salário. 5.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005. HAMMERSCHMIDT, Karina Silveira de Almeida; SANTOS, Silvana Sidney Costa. Família: redes, laços e políticas públicas. Physis, Rio de Janeiro , v. 19, n. 4, 2009 . FREITAS, R. C. S, MAROUN, N. A “Divina Arte”do Cuidar e um desafio:o protagonismo masculino nos cuidados da família IN 2º Encontro Internacional de Política Social 9º Encontro Nacional de Política Social. Vitória (ES, Brasil), 4 a 7 de agosto de 2014. FREITAS, W. M. F. e et al. Paternidade: responsabilidade social do homem no papel de provedor. Rev. Saúde Pública, São Paulo , v. 43, n. 1, Feb. 2009. INTSTITUTO PAPAI. Paternidade e cuidado In Caderno Trabalhando com homens Jovens, 2001. Disponível em:< http://www.promundo.org.br/wpcontent/uploads/2010/04/PaternidadeeCuidado.pdf > Acesso em: setembro de 2014. LAVINAS, L .Universalizando Direitos. Revista Observatório da Cidadania, Rio de Janeiro, p. 67-74, 2004. LYRA, Jorge - Paternidade Adolescente: uma proposta de intervenção. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social), São Paulo: PUC/SP. 140p, 1997 PEIXOTO, S. L. F..OS SIGNIFICADOS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA NA VIDA DAS MULHERES: um estudo na comunidade Morro da Vitória.2010.193 f.Dissertação (Mestrado em Políticas Públicas e Sociedade)- Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2010. REGO, W. L, Pinzani, A. Vozes do Bolsa Família: autonomia, dinheiro e cidadania. São Paulo, Unesp, 2013. SARTI. C. A. A. A família como espelho: um estudo sobre a moral dos pobres. 3ed. São Paulo: Cortez, 2005 SILVA, Maria Ozanira da Silva. O Comunidade Solidária: o não-enfrentamento da pobreza no Brasil (coord) – São Paulo: Cortez Editora, 2001. SOARES, S. R. . A feminização da pobreza e as políticas sociais foczaliadas nas mulheres: um debate a ser repensado? IN V Jornada Internacional de Políticas Públicas, 2011, São Luís-MASãoLuís-MA. Universidade Federal do Maranhão, 22 a 26 de agosto de 2011. SOUSA, Ana Paula de. Estudo Comparativo das famílias monoparentais masculinas X monoparentais femininas: a influência do genitor no desenvolvimento familiar. São Paulo, 2008. Dissertação – Mestrado – Serviço Social – Faculdade de História, Direito e Serviço social – UNESP.
2766 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O MITO DA HIPERSEXUALIZAÇÃO DA MULHER NEGRA CLAUDILANE SOARES OLIVEIRA;MARIA GABRIELA SOARES DOS SANTOS RUAS; Nesta sumula pretende-se discorrer sobre o impacto da hipersexualização da mulher negra e como contribuir para a disseminação do racismo e decorrentes formas de preconceito. Ainda existem grupos que defendem que o racismo não existe, contudo não é o que presenciamos constantemente, principalmente quando se tratando da violência sofrida por mulheres. A violência direcionada à mulher consiste em todo ato de violência de gênero que resulte em qualquer ação física, sexual, psicológica, patrimonial ou moral, incluindo a ameaça. Objetiva-se então discutir acerca do racismo, violência e o mito da hipersexualização da mulher negra, sofrida desde os primórdios.
2767 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DESENVOLVIMENTO DAS FORÇAS PRODUTIVAS: UMA VISÃO MARXIANA MATHEUS PEDRO DE CARVALHO; Este texto tem como objetivo analisar as possibilidades e as mudanças que causam o desenvolvimento das forças produtivas, destacando como esse fator afeta a classe trabalhadora e a classe capitalista, também ressaltar como a participação do Estado em uma economia capitalista afeta a relação entre as classes e a quem ele favorece ARRUDA ANDRADE, José Jobson de. A Revolução Industrial. São Paulo: Ática, 1988. ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do estado. Trad. Lenandro Konder. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979. MANDEL, Ernest. Introdução a Teoria Econômica Marxista. Campinas: ILAESE, 2005. MARX, Karl, 1818-1883 A ideologia alemã: crítica da mais recente filosofia alemã em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alemão em seus diferentes profetas (1845-1846) / Karl Marx, Friedrich Engels; supervisão editorial, Leandro Konder; tradução, Rubens Enderle, Nélio Schneider, Luciano CaviniMartorano. - São Paulo: Boitempo, 2007 MARX, Karl. Grundrisse: manuscritos econômicos de 1857 – 1858: esboços da crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2011. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2013. MÉSZÁROS, István. Para além do capital. São Paulo: Boitempo,2011. MORAES NETO, Benedito Rodrigues de. Marx, Taylor, Ford: as forças produtivas em discussão. São Paulo: Brasiliense, 1989. NETTO, José Paulo; BRAZ, Marcelo. Economia política: uma introdução crítica. São Paulo: Cortez, 2007.
2768 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-SINDICAL DOS ASSISTENTES SOCIAIS: CATEGORIA PROFISSIONAL OU RAMO DE ATIVIDADE ECONÔMICA? JULIANO ZANCANELO REZENDE; O presente trabalho busca apresentar a discussão acerca da organização sindical dos assistentes sociais no Brasil, considerando a relação do movimento sindical da categoria, imerso na efervescência política de reabertura democrática, com o movimento que provocou acúmulo para o processo de ruptura com o conservadorismo no Serviço Social brasileiro. Também pretende analisar o processo de transição da organização sindical dos assistentes sociais, de categoria profissional para ramo de atividade econômica, apresentando a tentativa de tal transição, caracterizada como inconclusa, dada não somente as questões particulares da categoria profissional, mas também os impactos neoliberais para o sindicalismo no Brasil. ABRAMIDES, Maria B. C. A organização político-sindical dos assistentes sociais: trajetória de lutas e desafios contemporâneos. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 97, p. 85-108, out./dez. 2009. ______, Maria B. C. e CABRAL, Maria do Socorro. A organização política do serviço social e o papel da CENEAS/ANAS na virada do serviço social brasileiro. Brasília: CFESS, p.55-78, 2009. ______, Maria B. C. Movimento Sindical e Serviço Social: organização sindical por ramo de atividade ou por categoria profissional. Ed. Cortez, São Paulo, p.230-244, 2014. AGUENA, Paulo. O Marxismo e os Sindicatos – Marx, Engels, Lênin e Trótsky. Ed. Sundermann, São Paulo, 2008, p. 63 – 92. ANTUNES, Ricardo L.C. – O que é sindicalismo, Ed. Abril S. A. Cultural, São Paulo, 1985. 95 p. BADARÓ, Marcelo Mattos. Trabalhadores e sindicatos no Brasil. São Paulo, SP: Expressão Popular, 2009. 160 p. CARDOSO, Renata de Oliveira. Notas sobre a organização político-sindical dos assistentes sociais na atualidade. Temporalis, Brasília (DF), ano 16, n.32, jul/dez. 2016. Federação Nacional dos Assistentes Sociais. Disponível em: http://www.fenas.org.br/ - Acesso em 29/08/2017. NETTO, José Paulo. Ditadura e Serviço Social: uma análise do serviço social no Brasil pós-64 – 4. Ed – São Paulo: Cortez, 1998. 309 p.
2769 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SEGREGAÇÃO URBANA: UMA ANÁLISE SOBRE A FALÁCIA DO DESENVOLVIMENTISMO Juneo Carlos de Carvalho Boas;Fabíola Francielle de Jesus;Ana Emília Gonçalves Araújo;Jacqueline Silva Soares; Segregação, Sócio-Espacial, Desenvolvimentismo, Falácia. O artigo 6° da Constituição Federal de 1988 dispõe sobre os direitos sociais que o cidadão deve usufruir, dentre eles estão a moradia, o lazer, a saúde, a educação. O processo de industrialização e modernização, trazem consigo um aparato de prioridades que se suprime os direitos conquistados, provocando assim mudanças até mesmo no espaço geográfico, produzindo assim mais uma mutação da “Questão Social”, a segregação sócio espacial. Correlacionando a legislação vigente com o processo de industrialização no norte de Minas esse estudo proposto tem característica sócio – histórica, descritiva, exploratória e análise qualitativa, cujo objetivo é pesquisar os motivos oficiais que contribuíram para o processo de divisão do espaço geográfico entre as camadas sociais. A sensibilidade dos autores bem como a visão atenta as mazelas que se formam no entorno das industrias no município de Montes Claros, trazem a este trabalho um olhar crítico, fundamental para a análise do material bibliográfico. É preciso entender como se deu o processo de formação dos aglomerados urbanos, bem como tendo o fator predominante da migração, chegando a modernidade ao norte de Minas Gerais, aquelas pessoas que residiam antes na zona rural, se mudariam para a cidade para trabalhar nas indústrias. ARRIGHI, Giovanni. A ilusão do desenvolvimento. Petropolis/RJ; Vozes, 1997. BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal; Edições 70, LDA, 2009. BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Lisboa, Difel/Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1989. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Organização de Alexandre de Moraes. 16.ed. São Paulo: Atlas, 2000. BRITO, Jorge Luiz Silva; LEITE, Manoel Reinaldo; LEITE, Marcos Esdras. SIG APLICADO AO ESTUDO COMPARATIVO DE FAVELAS: O caso de uma cidade média. OBSERVATORIUM: Revista Eletrônica de Geografia, v.1, n.2, p.20-34, jul. 2009. CARDOSO, José Maria Alves. A Região Norte de Minas Gerais: um estudo da dinâmica de suas transformações espaciais. In: OLIVEIRA, Marcos Fábio Martins de. Formação Social e Econômica do Norte de Minas. Montes Claros: Ed. Unimontes, 2000. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo, Atlas, 2002. GOTTSCHALG, Maria de Fátima S. Segregação Sócio-Espacial Urbana e Intervenção Estatal: Uma abordagem geográfico-social. Belo Horizonte. CRESS, 2012. HARVEY, David. O direito à cidade. New York. New LeftReview, n°53, 2008. IAMAMOTO, Marilda Villela O serviço social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 3. ed. São Paulo, Cortez, 2000. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Aglomerados Subnormais Informações Territoriais. 2010. [online] disponível em http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/00000015164811202013480 105748802.pdf, acessado em 03 junho de 2016. JUNIOR, Joaquim Martins. Como escrever trabalhos de conclusão de cursos. 4. ed. Petrópolis: Vozes. 2010. LAKATOS, Eva Maria. MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5 ed. São Paulo, Atlas, 2003. LEITE, Marcos Esdras. PEREIRA, Anete Marilia. Expansão Territorial e os Espaços de Pobreza na Cidade Montes Claros. In: X Encontro dos Geógrafos da América Latina, 2005 NASCIMENTO, Elimar. “Hipóteses sobre a nova exclusão social”. Cad. CRH, n.21.p.29- 47. 1994. SANTOS, Milton. METAMORFOSES DO ESPAÇO HABITADO, fundamentos Teórico e metodológico da geografia. São Paulo. Hucitec, 1988. OLIVEIRA, Luciano. Os excluídos existem? Notas sobre a elaboração de um novo conceito. Revista Brasileira de Ciências Sociais, n°33, p. 49-61, fevereiro de 1997. PAUGAM, Serge. La desqualificationsociale: essai sul a nouvelle pauvetré. Paris: PressesUniversitaires de France, 1994. SPOSATI, Aldaíza. Exclusão social abaixo da linha do Equador. In: VERÁS, Maura PadiniBicudo(ed). Por uma sociologia da Exclusão Social: o debate com Serge Paugam. São Paulo, p.126-138, 1999.
2770 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O SERVIÇO SOCIAL E O DEBATE SOBRE TEMPO, HISTÓRIA E MEMÓRIA. Juliana Viana Ford; Tempo, História, Memória, Serviço Social Esse texto expõe um questionamento sobre a abordagem do tempo, da história e da memória pelo Serviço Social na análise da dinâmica das forças sociais que compõem a realidade. O objetivo é retomar conceitos utilizados para fazer a crítica das estruturas sociais percebendo-os como construções culturais, socioeconômicas e político-ideológicas cujos sentidos variam conforme o lugar, a época e a classe que os elabora, de modo que uns se sobrepõem aos outros. Então, com qual entendimento de tempo, de história e de memória trabalha o Serviço Social? François Hartog contribui para problematizar as formas dominantes desses conceitos na contemporaneidade, e através do ensaísta Walter Benjamin propomos um exercício de reflexão sobre o sentido revolucionário de tais categorias. ABREU, R. Memória social: itinerários poético-conceituais. In: Revista Morpheus (edição especial) v. 9, n. 15 – Rio de Janeiro : Híbrida, 2016. BENJAMIN, W. Sobre o conceito da História. In: Walter Benjamin o anjo da história. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2012. _____________. Experiência e pobreza. In: Documentos de cultura, documentos de barbárie: escritos escolhidos – São Paulo : Cultrix : Editora da Universidade de São Paulo, 1986, p. 195 – 198. HARTOG, F. Experiências do tempo: da história universal à história global? In: História, histórias. Brasília, vol.1, n. 1, 2013. Disponível em: . Acesso em 13 de setembro de 2017. __________. Time, History and Writing of History: the order of time. Conferência pronunciada em Stocolmo em 1996 (KVHAA Konferenser 37: 95-113 Stockholm 1996). Disponível em: . Acesso em 23 de agosto de 2017. __________. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2015. __________. Tempo e patrimônio. In: Varia história – Belo Horizonte, vol. 22, n. 36, p. 261-273, Jul/Dez 2006. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2017. LÖWY, M. Walter Benjamin: Aviso de incêndio. Um leitura das teses “Sobre o conceito de história” - São Paulo, Boitempo, 2005. MARX, K. O Capital: crítica da economia política. livro I, vol. 1 - 29 ed. Rio de Janeiro/RJ : Civilização Brasileira, 2011. MENEGAT, M. O fim da gestão da barbárie. Disponível em: . Acesso em: 26/02/2018.
2771 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS AS CONDIÇÕES DE TRABALHO E GARANTIA DE DIREITOS NO SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DANNIELLE ALVES CANTUARIO; A temática em questão trata das condições de trabalho e garantia de direitos no Sistema Único de Assistência Social - SUAS e considera a crescente regressão social vislumbrada na contemporaneidade, em relação aos direitos já constituídos e no que se refere ao entendimento do indivíduo como detentor de direitos. A abordagem dos desafios encontrados pelos trabalhadores do SUAS no espaço de trabalho foi o objetivo central, pautado pela necessidade de repensar os desafios diários para uma intervenção que viabilize a garantia de direitos sob a ótica de projeto coletivo. É necessário que haja um enfrentamento das violações de direitos e limitação do exercício profissional nos espaços de deliberação e em outras instâncias de defesa para garantir uma atuação sem resquícios de coação institucional. BRASIL. CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CNAS. Resolução nº 09, de 15 de abril de 2014. _______ CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CNAS. Resolução nº 17, de 20 de junho de 2011. _______ CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CNAS. Resolução nº 269, de 13 de dezembro de 2006. _______ Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS. Brasília, DF: MDS/Secretaria Nacional de Assistência Social, 2006. _______ Norma Operacional Básica do SUAS. Brasília, DF: MDS/SNAS, 2012. _______ Política Nacional de Assistência Social - PNAS/2004. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Brasília, 2005. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. 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2772 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A INCIDÊNCIA DA DIVISÃO DO TRABALHO NA SUPERVISÃO DE ESTÁGIO PRISCILA KEIKO COSSUAL SAKURADA; Este presente artigo tem o objetivo de tratar sobre a supervisão de estágio no processo formativo do Serviço Social. Iniciaremos com a constituição do trabalho no capitalismo e a reprodução da divisão entre trabalho manual e intelectual. Em seguida, trataremos da Supervisão de Estágio, onde, discutiremos a concepção de supervisão que se coloca na categoria, como se processa a relação entre os supervisores e quais expressões da divisão do trabalho manual e intelectual estão presentes neste momento. Por fim, entendendo que a supervisão se constitui enquanto momento de construir alternativas concretas para o fortalecimento da classe trabalhadora traremos sugestões de como fortalecer a indissociabilidade da supervisão. ABEPSS, Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. “Sou assistente social e supervisiono estágio”. Brasília: ABEPSS, 2017. ______. Política Nacional de Estágio da ABEPSS. Brasília: ABEPSS, 2011. Disponível em . Acesso: 10 jan 2018. CHESNAIS, François. A Mundialização do Capital. São Paulo: Xamã, 1996. DIAS, Edmundo Fernandes. “Educação, luta de classe e revolução.” Germinal: Marxismo e Educação em Debate, fev. de 2011: 43-49. FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil - Ensaio de interpretação sociológica. São Paulo: Globo, 2005. ______. Sociedade de classes e subdesenvolvimento. São Paulo: Global Editora, 2008. GUERRA, Yolanda Demétrio. A Instrumentalidade do Serviço Social. São Paulo: Cortez Editora, 2011. HARVEY, David. Condição Pós-Moderna. São Paulo: Edições Loyola, 2012. LUKÁCS, Georg. História e Consciência de Classe. São Paulo: Martins Fontes, 2003. MARX, Karl; Friedrich ENGELS. A Ideologia Alemã. São Paulo: Boitempo Editorial, 2007. ______. Contribuição à Crítica da Economia Política. São Paulo: Expressão Popular, 2008 ______. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo Editorial, 2010. ______. O Capital: crítica da economia política – Livro I – o processo de produção do capital. São Paulo: Boitempo, 2015. MÉSZÁROS, István. A Educação Para Além do Capital. São Paulo: Boitempo Editora, 2008. MINTO, Lalo Watanabe. A educação da “miséria”: particularidades capitalistas e educação superior no Brasil. São Paulo: Outras expressões, 2014. NETTO, José Paulo. “A construção do projeto ético-político do Serviço Social.” In: Serviço Social e Saúde: formação e trabalho profissional. MOTA, A. E. e et al. (Org.), 1-22. São Paulo: Cortez, 2006 SAKURADA, Priscila Keiko C. Serviço Social e Formação Profissional: o ensino dos fundamentos do trabalho profissional em Serviço Social no Brasil. 2018. 244 f. Tese (doutorado), Escola de Serviço Social, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018. SAVIANI, Dermeval. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. Campinas: Autores Associados, 2011. TONET, Ivo. “Educação e Formação Humana.” In: Educação contra o capital. São Paulo: Instituto Lukács, 2013.
2773 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS ESTAGIO SUPERVISIONADO DESAFIOS E LIMITES NA ATUAL CONJUNTURA DE CRISE DAIANA DOS SANTOS CLEMENTINO;LILIAN LUIZ BARBOSA; O presente trabalho tem por objetivo analisar os desafios e limites do estágio obrigatório supervisionado, fundamental no que diz respeito à formação profissional dos estudantes, pois, é nele que se põem em prática os saberes apreendidos em sala de aula, assim como a atuação do profissional no campo e academia na atual conjuntura de crise e precarização do trabalho. Os insumos que foram utilizados para que se chegasse à finalização das linhas que se seguirão foram um estudo de bibliografia e as vivências de estágios das autoras
2774 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SERVIÇO SOCIAL E POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO PROFISSIONAL EM NÚCLEOS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: INDICATIVOS A PARTIR DO NEPISS / UNIMONTES Noêmia de Fátima Silva LOPES;Geusiani Pereira Silva e NASCIMENTO;Edvânia Maia NOBRE;Marcielly Mendes RODRIGUES; Serviço Social, Extensão Universitária, Questão Social., Formação Profissional. O presente trabalho apresenta considerações sobre a formação profissional e as particularidades do Serviço Social, correlacionadas às atividades desenvolvidas por professores – assistentes sociais – e estudantes, no Núcleo de Estudos, Pesquisas e Intervenções em Serviço Social – NEPISS, enquanto Projeto de Extensão implementado na Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, desde o ano de 2009. Nessa direção, a partir dos referenciais bibliográficos utilizados, situam-se os seus principais elementos basilares, seus indicativos sócio-históricos e algumas análises mais direcionadas sobre as atividades desenvolvidas por profissionais e acadêmicos do Serviço Social, entre outros parceiros, em distintas áreas da formação profissional. ABEPSS.Diretrizes Gerais para o Curso de Serviço Social. ABEPSS: Rio de Janeiro, 1996. BARROCO, Maria Lúcia S. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 2005. BRASIL. Código de ética do/a Assistente Social. Lei 8.662/93 de regulamentação da profissão. 10ª ed. Brasília: Conselho Federal de Serviço Social, 2012. CARLONI, André Ramos; etall. Qualificação profissional e fortalecimento do controle social no Norte de Minas: apreensões a partir do NEPISS/Unimontes. Revista Intercâmbio. Vol. V. Montes Claros: Unimontes, 2014. p.125-138. CFESS. Código de Ética do Assistente Social. 3ª ed. Brasília: CFESS, 1997. FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. 9ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. IAMAMOTO, Marilda Villela. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 7ª ed. São Paulo: Cortez, 1992. ___________________________. A Questão Social no capitalismo. In.: Temporalis. Ano 2, n.3 (jan/jul.2001).Brasília: ABEPSS, Grafline, 2001. p.9-32 MARTINELLI, Maria Lúcia. Serviço Social: identidade e alienação. 16ª ed. São Paulo: Cortez, 2011. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro 1. O processo de produção do capital. São Paulo: Boitempo, 2013. NETTO, José Paulo. Cinco notas a propósito da “Questão Social”. In.: Temporalis. Ano 2, n.3 (jan/jul.2001).Brasília: ABEPSS, Grafline, 2001. p.51-62. PÓLIS - Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais. Controle social das políticas públicas. Repente – Participação popular na construção do poder local. no 29 - Agosto/08. São Paulo: Pólis, 2008. Disponível no site PUHL, Mário José. O conhecimento e o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 16, n. 69, p. 222-232, fev. 2017. ISSN 1676-2584. Disponível em: . Acesso em: 09 mar. 2018. doi:https://doi.org/10.20396/rho.v16 i69.8645281. SOUZA, Rosany Barcellos de; AZEREDO, Verônica Gonçalves. O assistente social e ação competente: a dinâmica cotidiana. In: Revista Serviço Social e Sociedade, n°80. São Paulo: Cortez, 2004. UNIMONTES. Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social. Montes Claros: UNIMONTES, 2012. ____________; PROEX. Manual de Extensão: procedimentos e orientações básicas para a Institucionalização - Normatização - Regulamentação de todas as ações da Pró-Reitoria de Extensão da Unimontes. Montes Claros: UNIMONTES, 2015.
2775 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A EXPRESSÃO DA INSTRUMENTALIDADE NO TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL MARCIELLY MENDES RODRIGUES;NOÊMIA DE FÁTIMA SILVA;GEUSIANI PEREIRA SILVA E NASCIMENTO; O objetivo do presente artigo é analisar de que forma a instrumentalidade se expressa no trabalho do Serviço Social. Para isso, discutir-se-á a cerca das categorias: Instrumentalidade, Serviço Social e Trabalho, compreendendo o que é a instrumentalidade no exercício profissional e de quais resultados ela é produtora. Tendo em vista que,é através da instrumentalidade que se desenvolve a capacidade de organizar e articular as três dimensões da profissão para alcançar seus objetivos. ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: Ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. Boi tempo. São Paulo, 2005. CASSIMIRO, Hury Milhomem. Instrumentalidade e Serviço Social: O estudo social como um viabilizador de acesso a direitos para crianças e adolescentes institucionalizados, Brasília DF. 2011. COSTA, Renata Gomes da; MADEIRA, Maria Zelma de Araújo. Trabalho, práxis e Serviço Social. In: Revista katálysis. vol.16. Nº1. 2013. COSTA, Francilene Soares de Medeiros. Instrumentalidade do Serviço Social: dimensões teórico-metodologica, ético- político e técnico- operativo da profissão e exercício profissional, Natal/ RN, 2008. GUERRA, Yolanda. A instrumentalidade no trabalho do Assistente Social, 2000. IAMAMOTO, M.V. RAUL. C. Relações sociais e Serviço Social no Brasil: Esboço de uma interpretação Histórico- metodológica, 9º edição. São Paulo: Cortez, 1993. MARTINS, Fillipe Perantoni. Teleologia e causalidade na práxis política: momento ideal do partido frente às manifestações de junho de 2013, MG. 2015. MARX, Karl. O Capital: Critica da economia política, boi tempo, 1890. MORAES, J; MARTINELLI, M. L. A Importância da categoria mediação para o Serviço Social, São Paulo, 2012. MONTAÑO, Carlos. A natureza do Serviço Social: um ensaio sobre sua gênese a “especificidade” e sua reprodução. 2ºed. São Paulo: Cortez, 2009. SANTOS, Claudia Monica dos. A dimensão técnico operativa e os instrumentos e técnicas no Serviço Social. In: Revista conexão geraes. Nº3. 2º semestre de 2013. VAISMAN, E. Resenha ao livro: Gyorg Lukács, socialismo e democratização – escritos políticos 1956 -1971. [José Paulo Netto e Carlos Nelson Coutinho (Orgs.)”; In: Crítica Marxista, n.28, 2009; p. 177
2776 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O DEBATE TEÓRICO-METODOLÓGICO SOBRE AS ESTRATÉGIAS E TÁTICAS NO CAMPO DO SERVIÇO SOCIAL LUCIANA GONÇALVES PEREIRA DE PAULA; O debate sobre a construção de estratégias e táticas profissionais no Serviço Social ainda não ganhou a expressividade que merece entre as produções téorico-metodológicas publicadas no Brasil. Mesmo assim, configura-se enquanto um campo onde expressam-se importantes disputas em torno da busca pela hegemonia de projetos de profissão. O presente trabalho apresenta, portanto, um levantamento acerca dos principais debates travados nos campos da pós-modernidade e da tradição marxista a respeito do debate acerca das estratégias e táticas em Serviço Social. Problematiza algumas questões que perpassam essa temática e oferece reflexões sobre as estratégias e táticas enquanto mediações na conformação da intervenção profissional.
2777 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS NEOLIBERALISMO E POBREZA NO BRASIL LENI MARIA PEREIRA SILVA;LUCINEY SEBASTIÃO DA SILVA; O presente artigo tem como objetivo analisar as implicações do neoliberalismo sob a pobreza. Nesse sentido, elaborou-se um percurso analítico que se inicia pelas discussões conceituais acerca do neoliberalismo, da pobreza e análises sobrerealidade brasileira. Sobre o neoliberalismo esboçou-se reflexões acerca de sua historicidade tendo como ponto de partida as contribuições de Hayek (1983/1985) para sua disseminação e no contraponto apropria-se das obras de Marx (2013); Santos (2009); Siqueira (2013) e outros. Trata-se de um estudo assentado em pesquisa bibliográfica seguida de coleta de dados secundários em sites oficiaisque apresentam o crescimento ascendente da pobreza nos últimos 19 anos.Considera-se que nos últimos 19 anos houve uma diversidade de elementos que corroboram para a agudização da pobreza, sendo seu desencadeador a ideologia neoliberal que implanta uma política austera nos gastos sociais; desregulamentação dos direitos sociais e acirramento da pobreza. HAYEK, F.V. O caminho da servidão. Rio de Janeiro: Instituto liberal, 1985. _________os fundamento da liberdade. São Paulo: Visão, 1983 IBGE. Síntese de indicadores sociais2017. Disponível em http://www.ibge.gov.br LAURELL. A.C. Estado e Políticas sociais no neoliberalismo. 3ªed. São Paulo: Cortez. 2002. LESSA, Sérgio; TONET, Ivo. Introdução a Filosofia de Marx. 2ª Ed. São Paulo: Expressão Popular, 2011 MARX, Karl. O capital. 11 eds. São Paulo: Editora Difel, livro 1, vol 1. 1987 (40-67; 626765) MARX, K; ENGELS, F. Manifesto Comunista. São Paulo: Cortez, 1998 ROCHA, Sônia.Pobreza no Brasil afinal, de que se trata? 3ª Ed. Rio de Janeiro: FGV,2006 SIQUEIRA. L. Pobreza e Serviço Social: diferentes concepções e compromissos políticos. São Paulo: Cortez, 2013 SCHWARTZMAN.S. As causas da pobreza. Rio de Janeiro:FGV.2007 SEN, Amartya K. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. STOTZ, Eduardo Navarro. Pobreza e capitalismo. In: Para compreender a pobreza no Brasil. Rio de Janeiro. Contraponto: Escola Nacional de Saúde Pública. 2005 (53-72) VIEIRA. E. Os direitos e a política social. São Paulo: Cortez, 2007 YAZBEK, Maria Carmelita. Classes Subalternas e Assistência Social. São Paulo: Cortez,1999
2778 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O ATENDIMENTO DAS NECESSIDADES SOCIAIS NO RIO DE JANEIRO: RETOMADA DO CONSERVADORISMO RELIGIOSO ALEJANDRA PASTORINI CORLETO;GABRIELE GOMES FARIA;JESSIKA LOPES DE OLIVEIRA;OLÍVIA RAMOS DA PENHA; Este trabalho objetiva-se analisar as ações sociais que estão sendo implementadas no atual governo Crivella, na cidade do Rio de Janeiro. Ao abordar essa gestão, é necessário aduzira influência da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) na esfera pública; essa incidência vê-se refletida na escolha das instituições executoras das ações sociais, no discurso oficial acerca da assistência social, nos mecanismos de implantação dos programas etc. reforçando o caráter moralizador e conservador no método de atendimento das manifestações da questão social. Com isso, objetiva-se analisar as características das ações sociais executadas na cidade,buscando desvendar o influxo da IURD nas decisões políticas, sobretudo, aquelas vinculadas aos programas sociais fadadas às populações mais empobrecidas. BRASIL. GOVERNO DO RIO DE JANEIRO. Unidade de Polícia Pacificadora. Disponível em: Acesso em: 10 de Agosto de 2017. BRASIL. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL. Centro de Referência Especializado para pessoas em situação de rua - Centro Pop. Disponível em Acesso em 14 de Setembro de 2017. BRASIL. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL. Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família. Disponível em Acesso em 14 de setembro de 2017. BRASIL. POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Operação Verão. Disponível em Acesso em 14 de Setembro de 2017. CARTA CAPITAL. Crivella entre a Igreja e a gestão pública. Disponível Acesso em 27 de janeiro de 2018. JANTORNO, Georgia et al. Programas sociais no Rio de Janeiro: entre o controle e a proteção. Rio de Jaeiro, UFRJ (No prelo) GUIMARÃES, Alberto Passos. As classes perigosas: banditismo urbano e rural. Rio de Janeiro. UFRJ, 2008. SILVA, Wagner Gonçalves. Neopentecostalismo e Religiões Afrobrasileiras: Significados do ataque aos Símbolos da Herança Religiosa Africana no Brasil Contemporâneo. In: Mana [online]. 2007, vol.13, n.1, pp.207-236. ISSN 0104-9313. . Disponível em Acesso em 22 de Janeiro de 2017. UOL – Discurso populista ajuda Crivela. Disponível em Acesso em 28 de novembro de 2017 VITAL, C. e LEITE, P. V. Religião e política: uma análise da atuação de parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e de LGBTs no Brasil. Disponível em: https://br.boell.org/sites/default/files/publicacao_religiao_e_politica_chris_vital_e_paulo_victor_14mar_webfinal.pdf> Acesso em outubro de 2017 WACQUANT, Loïc. As Prisões da Miséria. Paris: Raisons dAgir, 1990.
2779 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO LETÍCIA PEREIRA DOURADO;LILIAN FERNANDA SILVA;RICHARDSON NICOLA PONTONE; O presente artigo pretende abordar as relações entre o crescimento econômico e o desenvolvimento, enfatizando as controvérsias entre eles. Tem o objetivo de conceitua-los, e analisar alguns dos inúmeros adjetivos acrescentados ao termo desenvolvimento. A partir de pesquisa bibliográfica, este artigo busca oferecer subsídios teóricos que contribuam para o debate acerca do conceito de desenvolvimento, que pode ser considerado um dos assuntos mais discutidos pelos autores das Ciências Sociais. Por fim, o presente artigo pretende ainda iniciar a discussão a respeito da assistência social e suas políticas governamentais enquanto estratégia de desenvolvimento humano e social. ARAÚJO, Guilherme Dias. Desenvolvimento sustentável e educação ambiental: uma abordagem histórica e conceitual. In: História e Memória do Centro-Oeste Mineiro - Perspectivas 3: Confluências entre o Urbano e o Rural/Organizadores: 1ª ed. Belo Horizonte: O Lutador, 2012. BOFF, Leonardo. Sustentabilidade: o que é e o que não é. Vozes, 2012. BELO HORIZONTE, Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal adjunta de Assistência Social. Dicionário de termos técnicos da Assistência Social. Belo Horizonte: ASCOM, 2007. BOTTOMORE, Tom. Dicionário do pensamento marxista. Tradução de Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. CRESS, Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais. Contribuições para o exercício profissional de assistente social: coletânea de leis. Belo Horizonte, 2013. DENARDI, Reni A. et all. Fatores que afetam o desenvolvimento local em pequenos municípios do Paraná. Curitiba: EMATER, 2000. ESTEVÃO, Ana Maria Ramos. O que é Serviço Social. 6ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1999. GOULART, Sueli et all. Articulações em rede e acontecimentos no território: subsídios teóricos para formação de políticas públicas para o desenvolvimento. Rio de Janeiro: Cadernos EBAPE. BR, v.8, n.3, p.388-403, set. 2010. IBGE. Contas nacionais – número 35. Contas Regionais do Brasil, 2005 – 2009. Disponível em: www.ibge.gov.br KAPLAN, Allan. O processo social e o profissional de desenvolvimento. São Paulo: Instituto Fonte para o Desenvolvimento Social e Editora Fundação Petrópolis, 2005. LIMA, Gustavo F. da Costa. O debate da sustentabilidade na sociedade insustentável. In: Revista eletrônica Política e Trabalho, p. 201-220, set. 1997. Disponível em: www.ifsp.edu.br MARTINELLI, Maria Lúcia. Serviço Social: identidade e alienação. São Paulo: 11ª ed. Cortez, 2007. MARX, Karl & ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Prólogo de José Paulo Netto. São Paulo: 2ª ed. Cortez, 1998. OLIVEIRA, Gilson Batista de. Uma discussão sobre o conceito de desenvolvimento. Curitiba: Revista da FAE, v.5, n.2, p.37-48, mai/ago. 2002. SCATOLIN, Fábio Dória. Indicadores de desenvolvimento: um sistema para o estado do Paraná. Porto Alegre: 1989. Dissertação (Mestrado em economia). Universidade Federal do rio Grande do Sul. SINGER, Paul. Desenvolvimento capitalista e desenvolvimento solidário. Estudos avançados, v.18, n. 51, 2004. SOUZA, Nali de Jesus de. Desenvolvimento econômico. São Paulo: Atlas, 1993. www.pnud.gov.br – Acesso em 16 de agosto de 2012.
2780 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DESENVOLVIMENTO DA POLÍTICA HABITACIONAL BRASILEIRA E A CRIAÇÃO DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA - PMCMV RAIMARA GONÇALVES PEREIRA;ANETE MARÍLIA PEREIRA;SAMIRA DE ALKIMIM BASTOS MIRANDA; AMARAL, Francisco Otaviano Merli do. Especulação imobiliária e segregação social em Palmas do Tocantins: uma análise a partir dos programas habitacionais no período de 2000 a 2008. Brasília, 2009. 133p. Dissertação (mestrado) – Universidade de Brasília. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, 2009. Disponível em:http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=5434 Acesso em 07 de Julho de 2017. ANDRADE, Luis Aureliano G. de. Habitação e poder – da Fundação da Casa Popular ao Banco Nacional de Habitação. Rio de Janeiro: Zahar Editores. 2011. ANDRADE, Gabriel Vieira Marx. Política Habitacional Brasileira: Críticas ao Programa Minha Casa Minha Vida. Dissertação (Mestrado) – Escola Politécnica. Rio de Janeiro: UFRJ, 2012. BECKER, Bertha, K; EGLER, A. G. Cláudio. Brasil: uma nova potência regional na Economia-mundo. São Paulo: Bertrand Brasil, 1992. BONDUKI, Nabil. Origens da habitação social no Brasil: a produção rentista de habitação e o autoritarismo da ordem sanitária. São Paulo: Editora Estação Liberdade, 2002. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil [recurso eletrônico]. Brasília : Supremo Tribunal Federal, Secretaria de Documentação, 2017. BURZTYN, Marcel. O Poder dos donos. Petrópolis: Vozes, 1987. DEL RIO, Vicente. Introdução ao Desenho Urbano no Processo de Planejamento. São Paulo: Editora Pini, 1990. HAESBAERT, Rogério; LIMONAD, Ester. O território em tempos de Globalização. etc..., espaço, tempo e crítica, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p. 39-52, ago. 2007. LIMA, Ana Carolina da Cruz; SIMÕES, Rodrigo Ferreira. Teorias do desenvolvimento regional e suas implicações de política econômica no pós-guerra: O caso do Brasil. Disponível em: http://www.ceap.br/material/MAT19042012200458.pdf. Acesso em 31 de Julho de 2017. MARICATO, Ermínia. Habitação e cidade. São Paulo: Atual, 1997. MARICATO, Ermínia. As ideias fora do lugar e o lugar fora das ideias. In: ARANTES, O. et al. A cidade do pensamento único: desmanchando consensos. Petrópolis: Vozes, 2000. MARICATO, Ermínia. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. 7 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013. MARICATO, Ermínia. Para entender a crise urbana. 1 ed. São Paulo: Expressão Popular, 2015. NETO, Agripino Sousa Coelho.As repercussões espaciais das políticas de irrigação no Vale do São Francisco: uma análise do Perímetro Irrigado Formoso no município de Bom Jesus da Lapa (BA). 196 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2004. NETO, Agripino Sousa Coelho. Da região ao território: pensando a territorialidade no semi-árido baiano. In: VIII Encontro Nacional da ANPEGE, 2009, Curitiba. Anais do VIII Encontro Nacional da ANPEGE. Curitiba : ANPEGE/UFPR, 2009. v. 1. OLIVEIRA, Tarcísio Dorn de; BENADUCE, Gilda Maria Cabral; EDLER, Marco Antonio Ribeiro. Reflexões Sobre a Infra-Estrutura e a Influência desta na Qualidade de Vida da População Urbana de Tupanciretã/RS. 2011. Disponível em: https://www.unicruz.edu.br/seminario/artigos/sociais/reflex%c3%95es%20sobre%20a%20infraestrutura%20e%20a%20influ%c3%8ancia%20destas%20na%20qualidade%20de%20vida%20da%20popula%c3%87%c3%83o%20urbana%20.pdf. Acesso em 29 de Julho de 2017. OTERO, Ruben;SILVA, Luis Octavio de Faria e. Habitação e Cidade. 5 ed. São Paulo: Editora da cidade, 2014. PERROUX,François.A Economia do século XX.Porto:Herder,1967. ROLNIK, Raquel. Acesso ao solo urbano: limites e possibilidades. In: BRASIL. Ministério das Cidades/Universidade Federal de Santa Catarina. Acesso à terra urbanizada: implementação de planos diretores e regularização fundiária plena/PINHEIRO, O. M. (et al.). Florianópolis – UFSC; Brasília: Ministério das Cidades 2008. RONILK, Raquel. O que é cidade. 4 ed. São Paulo: Brasiliense, 2012. SANTOS, Milton Almeida dos. A urbanização brasileira. 5ª ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013. SANTOS, Milton Almeida dos. O espaço do cidadão. 5 ed. São Paulo: Studio Nobel, 2000. VILAÇA, Flávio. Uma contribuição para a história do planejamento urbano no Brasil. In: DÉAK, C./SCHIEFFER, S.R. O processo de urbanização no Brasil. São Paulo, SP: Edusp/Fupam, 1999.
2781 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CAPITALISMO MONOPOLISTA, “QUESTÃO SOCIAL” E AS POLÍTICAS SOCIAIS: RELEITURAS SOBRE O SURGIMENTO DO SERVIÇO SOCIAL MARIANA ALVES BARBOSA;SCARLET GOMES PRATES;SUZANA ALVES DOS SANTOS BARROS;THAINARA SOARES VELOSO; O Serviço Social historicamente, desde seu advento teve como base de atuação a Questão Social, e com o desenvolvimento do capitalismo na era Industrial ouve um maior acirramento das expressões da Questão Social, devido à total exploração do trabalhador, da pauperização, das péssimas condições de trabalho e dos baixos salários. Onde os capitalistas para poderem obter seus lucros necessitavam explorar cada vez mais do trabalhador. Ao passo que o sistema capitalista se desenvolve se consolida ele vai acirrando cada vez mais as expressões da Questão Social, apresentadas pela forma de exploração, desemprego, do exercito industrial de reserva, que para o sistema capitalista gera muitos benefícios. E historicamente o Serviço Social foi chamado pelo Estado para resolver ou amenizar tais questões referentes ao conflito entre as classes burguesia e proletariado, que em primeiro momento surge como forma assistencialista tendo suas bases de atuação vinculadas a igreja e ao Estado, mas que aos poucos começam a questionar suas próprias formas de atuação. FALEIROS, Vicente de Paula. O que é Política Social. São Paulo: Brasiliense, 2004. – (Coleção Primeiros Passos, 168) IANNI, Octavio. Pensamento Social no Brasil. São Paulo: Edusc, 2004. IAMAMOTO, Marilda V. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 21.ed. São Paulo; Cortez, 2011. IAMAMOTO, Marilda V. Renovação e Conservadorismo no Serviço Social. 11.ed. São Paulo: Cortez , 2011. NETTO, Jose Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. 8 ed. São Paulo: Cortez,2011 . SANTOS, Josiane Soares. “Questão Social”: particularidades no Brasil. São Paulo: Cortez, 2012, v.6.
2782 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS ORDENAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA: DE LULA À TEMER- UM AVANÇO DA OFENSIVA NEOLIBERAL E DA CONTRARREFORMA ESTATAL THAIS LUIZ VARGAS; BRASIL. Exposição de Motivos Interministerial- EMI n. 00083/2016, de 15 de Junho de 2016. FERNANDES, F. Mudanças sociais no Brasil. SP: Difusão européia, 1974. _______. A Revolução Burguesa no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1991. IAMAMOTO, M. V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2008. IASI. M. Senso comum e conservadorismo: o PT e a desconstrução da consciência. São Paulo, 25 de Abr. 2016. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br. Acesso em 15/06/2014. _______. Três crises...falta uma. São Paulo, 12 de Ago. 2015. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br. Acesso em 27/12/2015. LIMA. A. M. C. A. Administração Pública Brasileira e o Sistema Universitário Federal: A Ética Deformada do Patrimônio. 2006. 157 fls. Dissertação (Doutorado em Serviço Social) – Universidade Federal de Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006. MARTINS. C. E. A democracia sob censura: Golpe de Estado, nova era de dominação burguesa e horizontes da esquerda no Brasil. São Paulo, 20 de Out. 2016. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br. Acesso em: 30/10/2016. NETTO, J. P.; BRÁZ, M. Economia Política: uma introdução crítica. 4ª Ed. São Paulo: Cortez, 2008. NOGUEIRA. M.A. A PEC do teto e a hora da política. São Paulo, 14 de Out. 2016. Disponível em: http://politica.estadao.com.br. Acesso em: 30/10/2016. SOUZA FILHO, R. de. Estado, Burocracia e Patrimonialismo no Desenvolvimento da Administração Pública Brasileira. 2006. 395 fls. Dissertação (Doutorado em Serviço Social) – Universidade Federal de Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006. SOUZA FILHO, R. de; GURGEL. C. Gestão Democrática e Serviço Social: princípios e propostas para a intervenção crítica. São Paulo, Cortez, 2016. WEBER. M. Economia e Sociedade. Volume I. Brasília: UNB, 1999a.
2783 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS NOTAS SOBRE O PERÍODO DO PÓS-LULISMO NO BRASIL BRUNA FIGUEIREDO OLIVEIRA;EULINY ARAÚJO MOTA;WESLEY HELKER FELÍCIO SILVA; Este trabalho tem como objetivo apontar elementos da conjuntura que se abriu após a restauração neoliberal no Brasil. Especificamente, busca compreender elementos da dinâmica interna do Partido dos Trabalhadores que, em nome do processo eleitoral, o levaram a adaptar-se à ordem e, por outro lado, tem como objetivo apontar a forma pela qual o fim de um ciclo político-econômico no Brasil aprofundou na sociedade brasileira a barbárie tardo-capitalista, uma vez que, ao retirar de cena a gestão do existente realizada pelo Partido dos Trabalhadores, destravou-se as peias para o aprofundamento da miséria no Brasil. ANDERSON, Perry (2016). Crise no Brasil. Tradução: Fernando Pureza. Disponível em: http://blogjunho.com.br/crise-no-brasil/. Acesso 17/04/2016. 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2784 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A “CONTRARREFORMA” DA PREVIDÊNCIA SOCIAL: ENTRE A PRECARIZAÇÃO DO SISTEMA PÚBLICO E A AMPLIAÇÃO DO SETOR PRIVADO CAMILA DE LIMA GIL VIEIRA;JÉSSICA NARCISO MENDES;SILVINA VERÔNICA GALIZIA; Trataremos,neste trabalho,das quatro faces da “contrarreforma” que o sistema previdenciário brasileiro vivencia,desde 1998 até hoje, como expressões da precarização que os sistemas de política sociais públicos experimentam. Deste modo, dão lugar aos capitais privados se incorporarem e valorizarem através de investimentos em setores de política sociais públicas como os Fundos de Pensões. Abordar-se-á, também, como esta dinâmica é implementada pelos sucessivos governos e legitimada pela maioria da população, mesmo caminhando em direção contrária à defesa de direitos sociais dos interesses dos trabalhadores ANDERSON, Perry. Balanço do neoliberalismo. In: SADER, Emir e GENTILI, Pablo (orgs.). Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado Democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995, p. 9-23. ARAÚJO, Elizeu Serra de. “As reformas da Previdência de FHC e LULA e o sistema brasileiro de proteção social”. in: Revista de Políticas Públicas de São Luis. V.13, n°1, 31-4. São Luis do Maranhão: jan/jun, 2009. BRASIL. Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998. Modifica o sistema de previdência social, estabelece normas de transição e dá outras providências, 1998. Disponível em: . Acesso em:1 de março de 2017. ______. Emenda Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003. Modifica os Arts. 37, 40, 42, 48, 96, 149 e 201 da Constituição Federal, revoga o inciso IX do § 3º do Art. 142 da Constituição Federal e dispositivos da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998, e dá outras providências. Brasília: Congresso Nacional, 2003. Disponível em: . Acesso em:1 de março de 2017. ______. Lei Complementar nº 108, de 29 de maio de 2001. Dispõe sobre a relação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista e outras entidades públicas e suas respectivas entidades fechadas de previdência complementar, e dá outras providências, 2001. Disponível em: . Acesso em:1 de março de 2017. ______. Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001. Dispões sobre o Regime de Previdência Complementar e dá outras providências, 2001. Disponível em: . Acesso em:1 de março de 2017. BEHRING, Elaine Rossetti; BOSCHETTI, Ivanete. Política social: fundamentos e história. 9. Ed. São Paulo: Cortez, 2011. ______. “Seguridade Social no Brasil e perspectivas do governo Lula”. In Rev. Universidade e Sociedade do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES/SN. Brasília: Jun/2003. Ano XIII, nº 30. (p. 9-16). FALEIROS, Vicente de Paula. “Natureza e desenvolvimento das políticas sociais no Brasil”, in: Programa de capacitação continuada para Assistentes Sociais. Módulo 3, Política Social Brasília. CFESS - ABEPSS – CEAD/NED – UnB, 2000. FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. Desmistificando o Déficit da Previdência. Brasil. Maio, 2016. GENTIL, Denise L. A política fiscal e a falsa crise do sistema de seguridade social no Brasil: analise financeira do período recente. in: SICSÚ, J. (org.) Arrecadação de onde vem? E gastos públicos, para onde vão? / São Paulo: Boitempo, 2007 (p. 29-35) Brasil. HARVEY, David. O novo Imperialismo. São Paulo: Loyola, 2003. MOTA, Ana Elizabete. Cultura da crise e seguridade social: um estudo sobre as tendências da previdência e da assistência social brasileira nos anos 80 e 90. São Paulo: Cortez, 1995. SALDANHA, J. M. – GRANEMANN, S. “Os falsos argumentos da contrarreforma previdenciária do governo Lula” e “Os fundos de pensão e a acumulação capitalista”. In: Cadernos AdUFRJ. Rio de Janeiro: maio de 2003.
2785 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O CONTEXTO DAS REFORMAS TRABALHISTAS DO GOVERNO TEMER: PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO NO BRASIL AURORA MARIA DE MORAIS; BORON, A. A. Filosofia Política Marxista.Tradução: Sandra Tabuco. Editora Cortez: São Paulo, 2003. BRASIL, Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região. História: A Criação da CLT. São Paulo, 2003. Disponível em: . Acesso em 25 agos 2017. BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho. Decreto-Lei nº 5.442, de 01.mai.1943. Disponível em: . Acesso em agos 2017. E-DIARIO OFICIAL, Jornal. Entenda ponto a ponto as mudanças da Reforma Trabalhista. Exemplar do mês de Julho (Versão On-Line). Disponível em: . Acesso em: agos 2017. ELPAIS, Jornal Reforma trabalhista: saiba o que pode mudar. Exemplar do mês de Abril (Versão On-Line).disponível em: . Acesso em agos 2017. FOLHA DE SÃO PAULO, Jornal. Temer Sanciona a Reforma Trabalhista e matem a edição da Lei. Exemplar do mês de Julho (Versão On-Line). Disponível em: . Acesso em: Agos 2017. GOLDENSTEIN, L. Repensando a Dependência. São Paulo: Paz e Terra, 1994. JORNAL DO COMÉRCIO, Jornal. Reforma Trabalhista exige atenção das empresas.Exemplar do mês de Julho (Versão On-Line). Disponível em:. Acesso em: agos 2017. LYRA, D. M. A Crise Econômica e o Mercado de Trabalho. Programa de Pós-Graduação em Economia. Universidade Federal da Paraíba, 2010. Disponível em: . Acesso em: agos 2017. MARANGONI, G. A Longa Jornada dos direitos Trabalhistas. Revista de informações e em: . Acesso em agos 2017. MARX, K. O Capital – Critica Economica Politica, Livro I – O processo de Produção do Capital. v.1, 13 ed. Bertrand Brasil S.A.: Rio de Janeiro, 1989. MARX, K. O Capital – Critica Economica Politica, Livro I – O processo de Produção do Capital. v.2, 13 ed. Bertrand Brasil S.A.: Rio de Janeiro, 2014. MÉSZÁROS I. Desemprego e precarização: um grande desafio para a esquerda. In: ANTUNES, R. (Org.) Riqueza e Miséria do Trabalho no Brasil I. Capítulo 2.Boitempo: São Paulo, 2006. MÉSZÁROS I. Marx: nosso contemporâneo e seu conceito de globalização. In: ANTUNES, R. (Org.) Riqueza e Miséria do Trabalho no Brasil III. Capítulo 2. Boitempo: São Paulo, 2014. PASTORE, J.; ZYLBERSTAJN, H. Reformas trabalhistas não são iguais. Correio Brasiliense. Blog do Servidor, 2017. Disponível em: . Acesso em agos 2017. SARTIM, M. M. N. A Reforma Trabalhista e Sindical do Brasil no Contexto de Contra-Reformas Neoliberais: Flexibilização de Direitos ou (Des) Ajuste Social?Tese de Doutorado. Pontífica Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC Rio. Dezembro, 2009. Disponível em:. Acesso em 25 agos 2017.
2786 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O MUNDO DO TRABALHO E A CONDIÇÃO DE VIDA DOS TRABALHADORES DA CATAÇÃO, UMA BREVE ANÁLISE JOSÉ RIBEIRO GOMES; O objetivo deste trabalho é analisar as condições de trabalho dos catadores de materiais recicláveis e compreender as transformações ocorridas no mundo do trabalho. Buscou-se compreender os diversos rebatimentos desta forma de trabalho e a capacidade organizativa que estes trabalhadores possuem para fortalecer a categoria na defesa e ampliação dos direitos e do enfrentamento como classe, diante da correlação de forças vividas na sociedade. Utilizou-se para desenvolvimento do artigo, pesquisa bibliográfica e análise documental. Este artigo buscou demonstrar as particularidades e determinantes das condições deste trabalho na vida social, econômica e política deste publico, e se esta forma de trabalho abarca os ativos mínimos para se fundamentar como atividade laborativa, em consonância com as legislações que regulamentam o trabalho no Brasil. ABEPSS. Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Revista Temporalis, n.3. Brasília, ABEPSS. 2001, p. 41 – 50. ALENCAR, Bertrand Sampaio de. Novos protagonistas no espaço urbano: Origem, Estrutura e Emergência da Organização dos Catadores no Brasil. XII Encontro Da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional - 21 a 25 de maio de 2007. Belém - Pará - Brasil ANTUNES, Ricardo e POCHMANN, Marcio. Produção de pobreza e desigualdade na América Latina. Ed Cortêz. P.195-209. ANTUNES, R.A desconstrução do trabalho e a perda dos direitos sociais. EvocatiRevistan. 19, Jul 2007. Disponível em: . 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2787 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A GESTÃO ESTATAL BRASILEIRA: A PRIVATIZAÇÃO DO PÚBLICO, A DESPOLITIZAÇÃO DA POLÍTICA, OS REBATIMENTOS NA QUESTÃO SOCIAL E NAS POLÍTICAS SOCIAIS THAIS LUIZ VARGAS; O artigo em voga consiste na apresentação de um estudo que corresponde a um desdobramento de análise que teve seu marco na produção da dissertação de mestrado intitulada: O Governo Lula e a Administração Pública Federal: Uma Análise Crítica, esta que teve como proposta central analisar, apreender e desvelar a conformação da Administração Pública estatal brasileira em seu modelo patrimonial, burocrático e gerencial. Tem como proposta abordar em linhas gerais, o processo de privatização do público, a despolitização da política e os rebatimentos na questão social e nas políticas sociais. BARISON. M.S. A Judicialização e a despolitização da questão social: duas faces de uma mesma moeda. In: O Social em Questão. Ano XVIII, n.31. 2014. BEHRING, E. O Brasil em contra-reforma. São Paulo: Cortez, 2003. _______. Acumulação capitalista, fundo público e política social. In: BOSCHETTI, I. BEHRING, E. et alli. (orgs.). Política Social no capitalismo: tendências contemporâneas. São Paulo: Cortez, 2006. FAORO. R. Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. Porto Alegre: Globo; São Paulo. Editora da USP, 1975. IAMAMOTO, M. V. e CARVALHO, R. de. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2008. LUBENOW. J.A. A Despolitização da Esfera Pública em Jurgen Habermas Sob a Perspectiva Sócio-Política. In: Problematap Rev. Int. de Filosofia, vol.03, n.01, 2012. NETTO. J.P. JHC e a Política Social: um desastre para as massas trabalhadoras. In: LESBAUPIN, Ivo (Org). O Desmonte da Nação – Balanço do Governo FHC. Rio de Janeiro:Vozes, 1999. NOGUEIRA, M. A. As Possibilidades da Política, São Paulo, Paz e Terra, 1998. _______. Um Estado para a sociedade civil. São Paulo: Cortez, 2004. OLIVEIRA, F; PAOLI, M. C. Os sentidos da democracia: políticas do dissenso e a hegemonia global. Organizado pela equipe de pesquisadores do Núcleo de Estudos dos Direitos de Cidadania- NEDIC. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes; Brasília: NEDIC, 1999. PEREIRA, J.D; SILVA, S.S. de S; PATRIOLA, L. M. Políticas Sociais no Contexto Neoliberal: focalização e desmonste. In: Qualitas. Universidade Estadual da Paraíba. v.05, n.03, 2006. SOUZA FILHO, R. de. Estado, Burocracia e Patrimonialismo no Desenvolvimento da Administração Pública Brasileira. 2006. 395 fls. Dissertação (Doutorado em Serviço Social) – Universidade Federal de Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006. SOARES, L.T. O desastre social. Rio de Janeiro: Record, 2003. pgs 19-39. TORRES, M. D. F. Estado, democracia e Administração Pública no Brasil. Rio de Janeiro, Ed. FGV, 2004.
2788 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS POLÍTICAS SOCIAIS, A FAVOR DE QUEM? SUZANE DALLA ROSA; Sendo as Políticas Sociais campo de destaque para atuação dos Assistentes Sociais e havendo assim, uma relação intrínseca ao seu fazer profissional, este trabalho busca trazer aspectos relativos ao Estado e às Políticas Sociais. Demarca-se que estas nasceram dentro do contexto capitalista, carregando em sua essência, interesses antagônicos aos da sociedade, de forma a não haver um compromisso efetivo com a emancipação dos indivíduos envolvidos. Ressalta-se que as políticas sociais nos países periféricos tendem a ser mais expressamente imediatistas e minimalistas em suas características, pois agem de forma superficial diante das demandas sociais. Nesse sentido, se fazem pertinentes a defesa e a efetivação das políticas sociais de modo amplo e integral, empenhada no comprometimento com os direitos sociais da sociedade. ANDERSON, Perry. Balanço do Neoliberalismo. In SADER, E.; GENTILI, P. (orgs). Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995; BEHRING. Elaine Rossetti; BOSCHETTI.Ivanete.Política Social: Fundamentos e História. 4 Ed. São Paulo: Cortez, 2008; FALEIROS, Vicente de Paula. O que é política social. 5 Ed. São Paulo: Brasiliense, 2007. Coleção Primeiros Passos, nº 168; PEREIRA, Potyara. Amazoneida Pereira. Política Social: Temas e Questões. 3 Ed. São Paulo: Cortez, 2011; POLANYI, Karl. A Grande Transformação. Rio de Janeiro: Campus, 2000. pp. 99-100; SADECK, Francisco. A Elaboração e a Execução de Políticas Sociais no Combate às Desigualdades Sociais. (org.) In: Orçamento e Políticas Públicas:Condicionantes e Externalidades. Brasília: Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil e Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade Social, 2011; SALVADOR, Evilásio da Silva. Financiamento tributário da política social no pós-Real. (org.)In: Financeirização, Fundo Público e Política Social. São Paulo: Cortez, 2012; SOARES, Laura Tavares. Os Custos Sociais do Ajuste Neoliberal na América Latina. 2 Ed. São Paulo: Cortez, 2002. (Coleção Questões da Nossa Época; v. 78).
2789 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SERVIÇO SOCIAL, CLASSES SUBALTERNAS E SAÚDE MENTAL – ELEMENTOS PARA UM DEBATE SOBRE A ASSISTÊNCIA À SAÚDE MENTAL NO NORTE DE MINAS (HUCF) LUCI HELENA SILVA MARTINS; Esse trabalho propõe elencar elementos para um debate do Serviço Social com outras áreas de conhecimento, unidas pela crítica social da cultura. Com foco na transformação das relações sociais assentadas na desigualdade, o Serviço Social tem como projeto ético-político capacitar sujeitos sociais inseridos nas relações sociais em que o direito se vê submetido a um político antagônico, num cotidiano em disputa movido por interesses contrários aos dos trabalhadores e grupos subalterizados. A reflexão é focada no campo da saúde mental, onde a subjetividade dos pacientes psiquiátricos já se encontra comprometida, sendo o atendimento hospitalar um “folêgo” para as tentativas de autodomínio dos sujeitos. Contudo, a política de assistência à saúde mental na cidade é insipiente nos seus modos de organização da rede de atenção à saúde mental. ARBEX, D. O Holocausto Brasileira. São Paulo, Editora Geração, 2013 ARENDT, H. Origens do Totalitarismo. São Paulo,Companhia das Letras, 1989. _______. A condição Humana. Brasília, Forense Universitária, 2001. BRANDAO, Viviane B. G, BARBOSA, Amanda S. Projeto Terapêutico Singular e Apoio Matricial: práticas e vivências na residência multiprofissional em Saúde Mental. Goiânia, Editora Espaço Acadêmico, 2018 CASTEL, R. As metamorfoses da questão social. Uma crônica do salário. 10ª. Edição, Rio de Janeiro, Ed. Vozes, 2010 DAGNINO, E. Cultura e Política nos movimentos sociais latino-americanos. Belo Horizonte, 2000. FOUCAULT, M. A História da loucura na Idade Clássica.São Paulo, Editora Perspectiva, 1978 HABERMAS, J. Para a reconstrução do materialismo histórico. São Paulo, Editora Unesp, 2010. HONNETH, A. Lutas por reconhecimento. A gramática moral dos conflitos sociais. São Paulo, Editora 34, 2009 LOWY, Michel. Revoluções. Boitempo Editorial, 2009. MARTINS, Luci H.S, CINTRA, Carmem. Refazendo o Caminho. Unesp, Trabalho de Conclusão de Curso, 1993 MATTOS, P. Sociologia Política do Reconhecimento. São Paulo, Anablume, 2006. MESZAROS, I. Para além do capital. São Paulo, Boitempo, 2011 MOTA, Ana Elizabeth. O mito da assistência social.São Paulo, Cortez, 2008. RANCIÈRE, J. O desentendimento. Filosogia e Política. São Paulo, Ed.34,1996 RIBEIRO, R. J. A sociedade contra o Social. O alto custo da vida pública no Brasil. Editora, 2000. SILVA, J. Pereira da. Trabalho, cidadania e reconhecimento. São Paulo SOUZA, J. A ralé brasileira. Quem é e como vive.Belo Horizonte, UFMG, 2009 YAZBEK, M. Carmelita. Assistência Social e Classes subalternas. São Paulo, Cortez, 2010.
2790 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS SERVIÇO SOCIAL, SAÚDE MENTAL E O APOIO ÀS FAMÍLIAS THARCÍSIO BARBOSA DE SOUZA PRATES;TATHIANE PARAISO DA SILVA PRATES;ELLEN CRISTIANE BORGES MARTINS; O presente trabalho busca discutir o cuidado com a família dos pacientes atendidos nas instituições de saúde mental pós reforma psiquiátrica no Brasil. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica onde buscou-se embasamentos necessários para a consecução das análises. A ênfase na família se dá pelo fato desses serem os principais cuidadores, onde a realidade socioeconômica e cultural brasileira, muitas vezes não permite o que se espera da reforma psiquiátrica. Portanto, a rede e os equipamentos de saúde disponíveis para atender esse paciente devem atentar-se na importância que os membros familiares têm no tratamento e posteriormente na convivência e socialização desses no meio familiar e em sociedade. BISNETO, José Augusto. Serviço Social e Saúde Mental: uma análise institucional da prática. São Paulo: Cortez, 2007. Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. Política Nacional de Assistência Social – PNAS. 2004. BRAVO, M. I. Políticas brasileiras de Seguridade Social: Saúde. In. Capacitação em Serviço Social e política social. Módulo 3. Brasília: UNB-CEAD, 2000., p. 103-116. BRAVO, Maria Inês Souza; MATOS, Maurílio Castro de. Reforma Sanitária e Projeto ÉticoPolítico do Serviço Social: Elementos para o Debate. In: Saúde e Serviço Social BRAVO, M. I. S et alli (Orgs). São Paulo: Cortez; Rio de Janeiro: UERJ, 2004. CARDOSO, Lucilene; GALERA, Suely Aparecida F. O cuidado em saúde mental na atualidade. Revista enfermagem USP. 2009. São Paulo –SP. Gonçalves AM, Sena RR. A reforma psiquiátrica no Brasil: contextualização e reflexos sobre o cuidado com o doente mental na família. Rev. Latino-americana Enfermagem. 2001. Disponivel em acesso dia 25 de fevereiro de 2017. ROSA, Lúcia. Transtorno Mental e o cuidado na família. São Paulo: Cortez, 2003. SANTIN, Gisele; KLAFKE, Teresinha Eduardes. A família e o cuidado em saúde mental.Barbaroi, Santa Cruz do Sul , n. 34, p. 146-160, jun. 2011 . Disponível em . acessos em 07 mar. 2018. VASCONCELOS, Eduardo Morão. Desafios políticos no campo da saúde mental na atual conjuntura: uma contri buição ao debate da IV Conferência Nacional. São Paulo: Hucitec, 2010. VASCONCELOS, Eduardo Mourão. O movimento de higiene mental e a emergência do Serviço Social no Brasil e no Rio de Janeiro. Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, 2000.
2791 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O ENVELHECIMENTO NA SOCIABILIDADE CAPITALISTA IZABEL CRISTINA RODRIGUES;WESLEY HELKER FELÍCIO SILVA; Este artigo busca desenvolver um estudo a partir da sociabilidade que estão inseridos os idosos no processo de envelhecimento. Todavia o sistema capitalista tem contribuído no afastamento simultâneo dessa categoria no mundo do trabalho, uma vez que estes cidadãos e considerados uma força de trabalho improdutiva, ineficiente sem considerar que este autor em determinada época tenha contribuído para este sistema desigual. No entanto percebemos os desencontros que a própria dinâmica da vida tem sujeitado, a partir do momento que o homem não consegue ser o “protagonista” da sua própria história e o momento que a um desligamento das forças físicas para determinada ação, principalmente dentre a relação de trabalho. BEAUVOIR, Simone de. A velhice. 5. Ed. Rio de Janeiro, 1990, p. 9-20. BERNARDO, Maria Helena de Jesus. A velhice da Classe Trabalhadora e a Naturalização dos Cuidados Familiares. Envelhecimento na sociabilidade capitalista. São Paulo, ed, papel social, 2017, p. 61. CALDAS, Célia Pereira. Envelhecimento com Dependência: Responsabilidades e demandas das famílias. Caderno saúde pública, Rio de Janeiro. Disponível em . 2003. CAMARANO, Ana Amélia; KANSO, Solange. As instituições de longa permanência para idosos no Brasil. In: Revista brasileira de estudos de população. Vol. 27. N. 1. São Paulo janeiro. / Junho de 2010. Disponível em: . Acesso 31/01/2017. FALEIROS, Vicente de Paulo. Envelhecimento no Brasil no século XXI: Transições e Desafios.Vitória(ES).Disponível,file:///C:/Users/Izabel/Documents/texto%20de%20Faleiros%20para%20o%20primeiro%20capitulo1.pdf. 2014. FREITAS, M. C. de QUEIROS, T. A. SOUZA, J. A. V. de. O significado da velhice e da experiência de envelhecer para os idosos. Escola de enfermagem USP. Disponível em , 2010. LEITE, ET AL. A situação Social do Idoso no Brasil: Uma breve consideração. São Paulo, act Paul. Enfermagem. Artigodisponívellem
2792 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A TRAJETÓRIA DAS POLÍTICAS SOCIAIS E DOS ORDENAMENTOS JURÍDICOS PARA A INFÂNCIA E A ADOLESCÊNCIA NO BRASIL MIZZAELY SUIANNY LACERDA DE SALES; BRASIL. Decreto-Lei N° 3.799, de 5 de novembro de 1941. Transforma o Instituto Sete de Setembro, em Serviço de Assistência a Menores e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em 25 jan. 2018. BRASIL. Lei N° 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, 1990. Disponível em: . Acesso em 25 jan. 2018. BRASIL. Lei N° 560, de 27 de dezembro de 2006. Criação do Serviço de Colocação Familiar, junto aos juízos de Menores. Disponível em: . Acesso em 25 jan. 2018. CONANDA. Resolução N° 113, de 19 de abril de 2006. Dispõe sobre os parâmetros para a institucionalização e fortalecimento do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente. Disponível em: . Acesso em 25 jan. 2018. FALEIROS, Vicente de Paula. Infância e adolescência: trabalhar, punir, educar, assistir, proteger. In: Revista Ágora: Políticas Públicas e Serviço Social, Ano 1, n°1, outubro de 2004. PEREZ, J.R.R.; PASSONE, E.F. Políticas sociais de atendimento às crianças e aos adolescentes no Brasil. In: Cadernos de Pesquisa. V. 40, N. 140, maio/ago, 2010. RIZZINI, Irene. O Século Perdido: Raízes Históricas das Políticas Públicas para a Infância no Brasil. 2ª Ed. São Paulo: Cortez, 2008. SILVA, Maria L. O. O Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código de Menores: descontinuidades e continuidades. In: Serviço Social e Sociedade. Ano XXVI, n. 83, set, 2005. SOUZA, Maria Zelia Maia de. A tensão está posta – do dia a dia do Asilo às páginas dos relatórios ministeriais. In: 20 anos de HISTEDBR: Navegando pela História da Educação Brasileira, 2006, Campinas-SP. VII Seminário Nacional de Estudos e Pesquisas. “História, Sociedade e Educação no Brasil”, 2006. v.1. p. 1-10.
2793 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS BREVES REFLEXÕES ACERCA DO CONCEITO DE POBREZA MARIA ISABEL GONÇALVES BEZERRA;AMANDA CARDOSO BARBOSA;VIVIANE BERNADETH GANDRA BRANDÃO;SUZANA ALVES BARROS;THALITA LORRANE ROCHA RODRIGUES RODRIGUES; O presente artigo tem por objetivo discorrer acerca do fenômeno da pobreza, suas variantes conceituais e os debates entorno de sua mensuração. Longe de ser um fato novo, o referido fenômeno pode se manifestar de diferentes formas, não sendo possível conceituá-lo por um único viés. Assim, direcionaremos nossa discussão a partir de três principais autores, sendo eles: Rocha (2006), Schwartzman (2004) e Jessé Souza (2009). Cada um desses autores apresenta abordagens relevantes no sentido de compreender o fenômeno da pobreza em seus diversos sentidos. Utilizamos como metodologia a revisão bibliográfica que, por sua vez, foi imprescindível para o amadurecimento e direcionamento da temática. Os debates em torno da pobreza possuem grande relevância, haja vista que, na contramão da acumulação capitalista, existem países e lugares onde o desenvolvimento humano é impensável. ROCHA, Sônia. Pobreza no Brasil: afinal, de que se trata? Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. SCHWARTZMAN, Simon. As causas da pobreza. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004. SOUZA, Jessé. Ralé brasileira: quem é e como vive. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.
2794 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO, CRISE ESTRUTURAL E PROJETO EDUCACIONAL BRASILEIRO: EXIGÊNCIAS DE NOVO PERFIL DE TRABALHADOR Ana Maria Ferreira; Capitalismo, projeto educacional, perfil de trabalhador Este artigo tem por objetivo debater o projeto educacional brasileiro no contexto de crise estrutural do capital e as exigências que são postas pelo mercado aos trabalhadores. O conjunto de transformações sociais voltadas para satisfação das necessidades do capital em crise provocam impactos nas formas de reprodução social e, para o trabalhador, exige mudanças no seu perfil. Este com capacidade técnica de dar respostas rápidas as necessidades do mercado e envolvido na lógica da colaboração, competência, competição, com reforço do individualismo. O modo de produção capitalista só pode existir mediante a extração cada vez mais exponencial da mais-valia. A lógica presente neste modo de produção, cujas premissas centrais são a socialização da produção e a apropriação privada, é a acumulação e, para satisfação dessa necessidade vital, criam-se estratégias por parte da classe burguesa para suprir os desejos do capital. ALVES, Giovanni. Dimensões da reestruturação produtiva: ensaios de sociologia do trabalho, 2. ed. Londrina: Praxis; Bauru: Canal 6, 2007. ______. Trabalho e subjetividade: o metabolismo social da reestruturação produtiva do capital. Marília, 2008. Disponível em: . Acesso em: out. 2017. BOTTOMORE, Tom. Dicionário do pensamento marxista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. BEHRING, Elaine Rosseti. Brasil em contra-reforma: desestruturação do Estado e perda de direitos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008. CIAVATTA FRANCO, Maria. Formação profissional para o trabalho incerto: um estudo comparativo Brasil, México e Itália. In: FRIGOTTO, Gaudêncio (org.). Educação e crise do trabalho: perspectivas de final de século. 10.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. p. 100-137. (Coleção Estudos Culturais em Educação). CHAUÍ, Marilena. A universidade pública sob nova perspectiva. Revista Brasileira de Educação, n. 24, set./out./nov./dez. 2003. GENTILI, Pablo. Educar para o desemprego: a desintegração da promessa integradora. In: FRIGOTTO, Gaudêncio (org.). Educação e crise do trabalho: perspectivas de final de século. 10.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. p. 76-99. (Coleção Estudos Culturais em Educação). FRIGOTTO, Gaudêncio. Educação e a crise do capitalismo real. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2010. ______. Educação, crise do trabalho assalariado e do desenvolvimento: teorias em conflito. In: FRIGOTTO, Gaudêncio (org.). Educação e crise do trabalho: perspectivas de final de século. 10.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. p. 25-54. (Coleção Estudos Culturais em Educação). ______. Os delírios da razão: crise do capital e metamorfose conceitual no campo educacional. In: GENTILI, Pablo (org.). Pedagogia da exclusão: crítica ao neoliberalismo em educação. 5.ed. Petrópolis: Vozes, 1999. p. 77-108. HARVEY, David. Condição Pós-Moderna. 16. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2007. LENIN, Vladimir Ilitch. O imperialismo: fase superior do capitalismo. 4.ed. São Paulo: Centauro, 2008. LIMA, Kátia. Contra-reforma na educação superior: de FHC a Lula. São Paulo: Xamã, 2007. 206 p. MANDEL, Ernst. Capitalismo tardio. São Paulo: Abril Cultural, 1992. MÉSZÁROS, István. O desafio e o fardo do tempo histórico. Tradução: Ana Cotrim, Vera Cotrim. – São Paulo: Boitempo, 2007. – (Mundo do trabalho) ______. A crise estrutural do capital. Tradução: Francisco Raul Cornejo et al. – São Paulo: Boitempo, 2009. – (Mundo do trabalho) ______. Para além do capital: rumo a uma teoria da transição. Tradução: Paulo Cezar Castanheira, Sérgio Lessa. - 1.ed. revista. São Paulo: Boitempo, 2011. – (Mundo do trabalho) ______. A educação para além do capital. Tradução: Isa Tavares. 2.ed. São Paulo: Boitempo, 2008. – (Mundo do trabalho) NETTO, José Paulo; BRAZ, Marcelo. Economia política: uma introdução crítica. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2007. – (Biblioteca básica de serviço social. v. 1). SILVEIRA, Jucimeri I. Profissionalidade do Serviço Social: Estatuto sóciojurídico e legitimidade construída no “modelo” de competências. Tese (Doutorado em Serviço Social). São Paulo, 2013. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2013. TEIXEIRA, Ana. Trabalho, tecnologia e educação – algumas considerações, Revista Trabalho e Educação, UFMG/NET, Belo Horizonte, 1998. TONET, Ivo. Expressões socioculturais da crise capitalista na atualidade. In: SERVIÇO social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. p. 107-122.
2795 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A RELAÇÃO ENTRE FORMAÇÃO E TRABALHO PROFISSIONAL:INDICATIVOS PARA O SERVIÇO SOCIAL Luciana Gonçalves Pereira de Paula; Serviço Social, Formação, Trabalho, Projeto Ético-político, Assistente Social O presente trabalho consiste em uma síntese, um compilado dos estudos realizados no Grupo de Estudos e Pesquisas dos Fundamentos do Serviço Social, durante o segundo semestre do ano de 2017. Esses estudos tiveram como mote central o debate em torno da formação acadêmica e do trabalho profissional do assistente social. Nosso objetivo consiste em apresentar algumas relações importantes entre esses dois elementos – formação e trabalho – tomando como fio condutor do debate as dimensões que compõe a nossa profissão: teórico-metodológico, ético-política e técnico-operativa. Para isso ressaltamos o importante papel das Diretrizes Curriculares elaboradas pela Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social e destacamos o necessário aporte da Teoria Social Marxista. ABREU, M. M. Serviço Social e a organização da cultura: perfis pedagógicos da prática profissional. São Paulo: Cortez, 2002. FORTI, V. Prefácio. In: SANTOS, C. M.; BACKX, S.; GUERRA, Y. (org). A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2012. FORTI, V.; GUERRA, Y. “Na prática a teoria é outra?”. In: FORTI, V.; GUERRA. Serviço Social: temas, textos e contextos – Coletânea Nova de Serviço Social.2.ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. GUERRA, Y. A dimensão técnico-operativa do exercício profissional. In: SANTOS, C. M.; BACKX, S.; GUERRA, Y. (org). A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2012. __________. As dimensões da prática profissional e a possibilidade de reconstrução crítica das demandas contemporâneas. In: Revista Libertas. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2002. __________. Sobre a possibilidade histórica do projeto ético-político profissional: a apreciação crítica que se faz necessária. In: FORTI, V; GUERRA, Y (orgs). Projeto ético-político do Serviço Social: contribuições à sua crítica. Rio de Janeiro: Lúmen Júris, 2014. IAMAMOTO, M. V. As dimensões ético-políticas e teórico-metodológicas no Serviço Social contemporâneo. Disponível em: http://www.fnepas.org.br/pdf/servico_social_ saude/texto2-2.pdf. Acesso em 31/08/2017. __O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 5.ed. São Paulo: Cortez, 2001. __________. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. São Paulo: Cortez, 2007. __________. Serviço Social na contradição capital/trabalho: concepção da dimensão política na prática profissional. In: Serviço Social: as respostas da categoria aos desafios conjunturais. IV Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais – Congresso Chico Mendes. São Paulo: Cortez, 1991. MARANHÃO, C. Uma peleja teórica e histórica: Serviço Social, sincretismo e conservadorismo. In: MOTA, A. E.; AMARAL, A. (orgs). Cenários, contradições e pelejas do Serviço Social brasileiro. São Paulo: Cortez, 2016. MIOTO, R. C. T. A dimensão técnico-operativa do Serviço Social em foco: sistematização de um processo investigativo. In: Revista Virtual Textos & Contextos, nº 08, 2009. SANTOS, C. M. dos. Do conhecimento teórico sobre a realidade social ao exercício profissional do assistente social: desafios na atualidade. In: SILVA, Maria Liduína de Oliveira (org). Serviço Social no Brasil – história de resistências e de ruptura com o conservadorismo. São Paulo: Cortez, 2016. SANTOS, C. M.; FILHO, R. S.; BACKX, S. A dimensão técnico-operativa do Serviço Social: questões para reflexão. In: SANTOS, C. M.; BACKX, S.; GUERRA, Y. (org). A dimensão técnico-operativa no Serviço Social: desafios contemporâneos. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2012. SANTOS, C. M.; NORONHA, K. O Estado da Arte sobre os Instrumentos e Técnicas na Intervenção Profissional do Assistente Social – uma Perspectiva Crítica. In: FORTI, V.; GUERRA, Y. (org). Serviço Social: Temas, Textos e Contextos – Coletânea Nova de Serviço Social. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.
2796 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS AS RESIDÊNCIAS MULTIPROFISSIONAIS EM SAÚDE E O SERVIÇO SOCIAL Marina Monteiro de Castro e Castro; Serviço Social., Residências, formação em saúde O artigo tem por objetivo apresentar os resultados iniciais da pesquisa desenvolvida na Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Juiz de Fora intitulada: “Residência Multiprofissional em Saúde e Serviço Social: mapeamento teórico e político-pedagógico”. As residências multiprofissionais em saúde avançam no Brasil a partir de 2010, por meio de políticas indutoras do Ministério da Saúde e Educação. Neste mesmo período, estas áreas se tornam fonte de amplo investimento e lucratividade para o capital, trazendo diversos impactos para a formação e o trabalho em saúde. O Serviço Social amplia a sua inserção nos Programas e também a produção de conhecimentos, contribuindo para os debates, reflexões e indicações de desafios e potencialidades da inserção dos assistentes sociais na residência. ABEPSS/CEDEPSS. Diretrizes gerais para o curso de Serviço Social. Cadernos ABESS. São Paulo, n. 7, p. 58-76, 1997. BRUNHOLI, G. N. Caminhando pelo fio da história: a Residência Multiprofissional em Saúde nos espaços de construção da política de formação de trabalhadores para o SUS. Mestrado em Política Social. PPGPS/UFES, 2013. CASTRO, M. M. C. Formação em saúde e serviço social: as residências em questão. Textos & Contextos (Porto Alegre), v. 12, n. 2, p. 349 - 360, jul./dez. 2013a. ______. O serviço social nos programas de residência em saúde: resultados iniciais do mapeamento da ABEPSS. Revista Temporalis. Brasília (DF), ano 13, n. 26, p. 153-171, jul./dez. 2013b. CECCIM, R. B.; FEUERWERKER, L. C. M. O quadrilátero da formação para a área da Saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. PHYSIS: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro 2004. CECCIM, R. B.; DALLEGRAVE, D. Residências em saúde: o que há nas produções de teses e dissertações? Interface, Botucatu, v. 17, p. 759-776. 2013. CFESS. Parâmetros para a Atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde. Série: trabalho e projeto profissional nas políticas sociais. Brasília, 2010. ______. Política de educação permanente do conjunto CFESSCRESS. Brasília, 2012. ______. Residência em Saúde e Serviço Social: subsídios para a reflexão. Série: trabalho e projeto profissional nas políticas sociais. Brasília, 2017. CISLAGHI, J. F. Retrocesso no legislativo e impactos para a saúde no Brasil. BRAVO, M. I. S et al (orgs). A mercantilização da saúde em debate: as organizações sociais no Rio de Janeiro. Cadernos de Saúde. 1ºed. Rio de Janeiro: UERJ, Rede Sirius, 2015, p.21-24. CLOSS, T. T. O Serviço Social nas Residências Multiprofissionais em Saúde na Atenção Básica: formação para a integralidade? Dissertação (Mestrado) –Programa de Pós- Graduação em Serviço Social, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 2010. MENDES, A. O subfinanciamento e a mercantilização do SUS no contexto do capitalismo contemporâneo em crise. BRAVO, M. I. S et al (orgs). A mercantilização da saúde em debate: as organizações sociais no Rio de Janeiro. Cadernos de Saúde. 1ºed. Rio de Janeiro: UERJ, Rede Sirius, 2015, p.11-20. OLIVEIRA, V. D. Projetos político-pedagógicos das residências multiprofissionais em saúde. Dissertação Mestrado em Serviço Social. ESS/UFRJ. RIO DE JANEIRO, 2017. RODRIGUES, T. F. Residências multiprofissionais em saúde: formação ou trabalho? Serv. Soc. & Saúde, Campinas, SP v.15, n. 1 (21), p. 71-82 , jan./jun. 2016 . SILVA, L. C.; BROTTO, M. E. Residência Multiprofissional em Saúde e Serviço Social: dilemas na formação e trabalho profissional. EM PAUTA, Rio de Janeiro, 2016 - n. 37, v. 14, p. 126 – 149. VARGAS, T. M. O Serviço Social no programa de residência multiprofissional em saúde: uma estratégia de consolidação do projeto ético-político profissional? 2011. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Serviço Social, Pontifícia Universidade Católicado Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 2011. VASCONCELOS, A. M. Serviço Social e práticas democráticas na saúde. MOTA, A. E et al (orgs). Serviço Social e Saúde: formação e trabalho profissional. Disponível em: http://www.fnepas.org.br/pdf/servico_social_saude/texto2-5.pdf.
2797 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O CORPO FEMININO: EROTIZAÇÃO E OBJETIFICAÇÃO Romilda Sérgia de Oliveira; Corpo, Sexualidade, Gênero, Poder, Objetificação O artigo busca analisar o poder sobre o corpo feminino, por meio da erotização e objetificação. A discussão está fundamentada na concepção de poder e saber de Michael Foucault. Neste sentido, aborda a questão da sociedade patriarcal como perpetuação e manutenção do controle sobre o feminino e enfatiza a erotização e objetificação do corpo da mulher como instrumentos utilizados para controlar seuscorpos. AGUIAR, Neuma Figueiredo. Patriarcado. In: FLEURY-TEIXEIRA, Elizabeth; MENEGHEL, Stela Nazareth. (Org). Dicionário Feminino da Infâmia: acolhimento e diagnóstico de mulheres em situação de violência. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2015. ANZALDÚA, Gloria (1987). Los movimientos de rebeldía y las culturas que traicionan. In:HOOKS, Bell. Otrasinapropiables. BEAUVOIR, Simone. (2016) O segundo sexo. Trad. Sérgio Milliet. 3ed. Rio: Nova Fronteira. v.2. (Obra original publicada em 1949). BORDO, Susan. O corpo e a Reprodução da Feminilidade: uma apropriação feminista de Foucault. In: JAGGAR, Alisson M.; BORDO, Susan R. (Orgs). Gênero, corpo, conhecimento. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1997, p. 20-41. BUTLER, Judith. Problemas de Gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2003. DEL PRIORE, Mary (Org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto; Editora UNESP, 1997. DIMIAN, Muriel. Poder, Sexualidade e Intimidade. In: JAGGAR, Alisson M.; BORDO, Susan R. (Orgs). Gênero, corpo, conhecimento. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1997, p. 42-61. MORIN, Edgar. Cultura de massa no século XX: neurose. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007. v. 1. FOUCAULT, Michel. História da Loucura na Idade Clássica. São Paulo: Perspectiva, 10ª ed. 2014. FOUCAULT, Michel. História da sexualidade: A vontade de saber. 13ª ed. Rio de Janeiro: Graal, 1988. FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade: O Cuidado de Si. Rio de Janeiro: Graal. 8ª ed.v. 3, 1985. FOUCAULT, Michel. História da sexualidade: O uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Graal, v. 1984. FOUCAULT, Michel. Vigiar e unir. 20ª ed. Petrópolis: Editora Vozes, 1999. FRIEDMAN. Betty .A místicaFeminina.Petrópolis: Editora Vozes, 1963/1971. Disponível em .Acesso 02 mar de 2018. HELDMAN, Caroline. Sexual Objectification. Part 1: What is it? 2012. Disponível em: https://drcarolineheldman.com/2012/07/02/sexual-objectification-part-1-what-isit/. Acesso em 03 de março de 2018. LOURENÇO, A. C. S.; et al. A objetificação feminina na publicidade: uma discussão sob a ótica dos estereótipos. In: XIX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste – Vila Velha - ES – 22 a 24/05/2014. PASSIANATO, Wânia. “Feminicídios” e as mortes de mulheres no Brasil. Cadernos Pagu. nº 37. “Violência: Outros Olhares”, 2011: Campinas,Jul/Dez. 2011. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104- 83332011000200008. Acesso: 28 de mar de 2018. SAFFIOTI, Heeieth. Gênero, patriarcado, violência. 2ª ed. São Paulo: Expressão Popular: Fundação Perseu Abramo, 2015. SILVA, Cleodete Mendes da; ARAÚJO, Cristina Batista. A mulher nas propagandas de cerveja: uma análise referencial. Revista Arredia, Dourados, MS: Editora UFGD, v.6, n.10, p. 58-74, jan./jun. 2017. WEBER, Max. Sociologia da dominação. In: WEBER, Max. Economia e sociedade. Brasília: UnB, 1991. p. 187-223.
2798 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O FEMINISMO NEGRO:DESAFIOS E CONSTRUÇÕES Andressa Ângela Siqueira; Movimento feminista, Feminismo Negro, Diferença Trata-se de um este estudo bibliográfico que busca entender a participação da mulher negra no movimento feminista, e a formação do movimento feminista negro. Abarca os conflitos existentes entre as mulheres brancas e negras no movimento feminista, causado pela desatenção as pautas ligadas ao racismo e ao classismo, e analisa a formação da identidade do feminismo negro, compreendendo que a diferença entre os sujeitos permeia a formação de cada individualidade. Desta forma, para o fortalecimento da luta feminista, as mulheres negras e brancas necessitam manter uma relação contínua, voltada para a superação das opressões socialmente reproduzidas. REFERÊNCIAS BRAH, Avtar. Diferença, diversidade, diferenciação. Cadernos Pagu (26), janeirojunho de 2006. p.329-376. DAVIS, Ângela. Mulher, Raça e Classe. Tradução Livre. Portugal, Plataforma Gueto, 2013. GONZÁLES, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, p. 223-244. SIQUEIRA, A.A. O feminismo negro: desafios e construções Revista Serviço Social em Perspectiva – Montes Claros, Edição Especial, março de 2018. p.509-522 Anais do I Encontro Norte Mineiro de Serviço Social – I ENMSS 522 HOOKS, Bell. Não sou eu uma mulher: Mulheres negras e feminismo. 1ª edição 1981. Tradução livre para a Plataforma Gueto, 2014. HOOKS, Bell. Mujeres negras: Dar forma a lateoría feminista; In: Otrasinapropiables. Traficantes de Sueños, 1ª ed., Madrid, 2004. MOREIRA, Núbia Regina. Feminismo Negro Brasileiro: igualdade, diferença e representação. 31° Encontro da ANPOCS, Caxambu/MG, 2007. PINTO, Céli Regina Jardim. Feminismo, história e poder. Revista de Sociologia e Política, Curitiba. v. 18, n. 36, jun. 2010. p. 15-23. RIBEIRO, Matilde. Mulheres negras brasileiras: de Bertioga A Beijing. Estudos Feministas. ano 3, nº 2, 1995. p. 446-457. SCOTT, Joan W. O enigma da igualdade. Estudos Feministas. Florianópolis, 13(1): 216, janeiro-abril/2005. p. 11-30. SOARES, Vera. Movimento Feminista: paradigmas e desafios. Estudos Feministas. Ano 2, 2ª semestre, 1994. p. 11-24. VELLOSO, Mônica Pimenta. As tias baianas tomam conta do pedaço: Espaço e identidade cultural no Rio de Janeiro. Estudos Históricos. Rio de Janeiro, vol. 3, n. 6, 1990. p.207-228. WOLLSTONECRAFT, Mary. Reivindicação dos direitos da mulher. Boitempo, 1 Ed. São Paulo, 2016.
2799 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A MULHER TRANS COMO PONTO DE CONVERGÊNCIA ENTRE O MOVIMENTO FEMINISTA E O MOVIMENTO LGBT LARISSA NORONHA CHAVES; Movimento feminista, Movimento LGBT, Gênero, Patriarcado, Mulher trans. O artigo se propõe a estudar as semelhanças entre as lutas do movimento feminista e do movimento LGBT. A análise se pauta na investigação histórica e as bandeiras de cada um dos movimentos. Busca identificar os conceitos de gênero e patriarcado para orientar o estudo baseado nas mulheres trans. CARVALHO, Mário. CARRARA, Sérgio. Em direção a um futuro trans? Contribuições para a história do movimento de travestis e transexuais no Brasil. In: Sexualidad, Salud e Sociedad, Revista Latinoamericana ISSN 1984-6487 / N.14, ago. 2014. p. 319-351. Disponível em Acesso em 13 de março de 2018. FACCHINI, Regina. FERREIRA, Carolina B. de Castro. Medicalização, sexualidade e gênero: sujeitos e agenciamentos. In: Sexualidad, Salud e Sociedad, Revista Latinoamericana ISSN 1984-6487 / N.14, ago. 2013. Dossier n. 2 - p. 164 - 171. Disponível em Acesso em 13 de março de 2018. FERRAZ, Thais.Conheça A História Do Movimento Pelos Direitos LGBT. Politize!, Publicado em: 28 de junho de 2017. Disponível em Acesso em 13 de março de 2018. JESUS, Jaqueline Gomes de. Orientações sobre a população transgênero: conceitos e termos. Brasília: Autor, 2012. PINTO, Céli Regina Jardim. Feminismo, história e poder. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, v. 18, n. 36, jun. 2010, p. 15-23. POMPEU, Ana. Direito à Autodeterminação: STF autoriza pessoa trans a mudar nome mesmo sem cirurgia ou decisão judicial. Consultor Jurídico. Publicado em: 1º de março de 2018. Disponível em Acesso em 13 de março de 2018. SAFFIOTI, Heleieth. Gênero, patriarcado, violência. 2ª ed. São Paulo: Expressão Popular: Fundação Perseu Abramo, 2011, p.44-62. SCOTT, Joan. Gender: a useful category of historical analyses. New York, Columbia University Press. 1989. TRADUÇÃO: Christine Rufino Dabat e Maria Betânia Ávila, p. 2-5. SCOTT, Joan W. O enigma da igualdade. Estudos Feministas, Florianópolis, 13(1): 216, janeiro-abril/2005, p. 11-30. SOARES, Vera. Movimento Feminista: paradigmas e desafios. Estudos Feministas. Ano 2, 2ª semestre, 1994, p. 13-24. SOIHET, Rachel. História, Mulheres, Gênero: contribuições para um debate. In: AGUIAR, Neuma. (Org.). Gênero e ciências humanas: desafio às ciências desde a perspectiva das mulheres. Rio de Janeiro: Record: Rosa dos Tempos, 1997, p. 95- 114
2800 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS METAMORPH: ANÁLISE DE UM ENSAIO FOTOGRÁFICO DE UM DRAG KING Alexis Kevin Santos; drag king, dragqueen, estudos queer, performatividade Esse artigo explora a performance drag através de uma pesquisa feita a partir da revista intitulada VYM, publicada de forma independente na cidade de Nova Iorque no ano de 2015. Ao longo do texto é construída primeiramente uma genealogia do artista drag king contemporâneo, em torno da qual introduz-se uma discussão teórica de uma produção filosófica do conceito de gênero em diálogo com a paródia dos artistas drag, com ênfase na noção de performatividade proposta Judith Butler. Em um segundo momento, é feita a análise do ensaio fotográfico de MashaBogushevsky, presente na revista VYM, chamado Metamorph, o qual apresenta o artista K. James. AMANAJÁS, Igor. Dragqueen: um percurso histórico pela arte dos atores transformistas. Disponível em: . Acesso em: 17 jul. 2017. BOGUSHEVSKY, M. Metamorph, VYM, Nova Iorque, n.1, 2015. BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução: Renato Aguiar. 11ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017. BUTLER, Judith. Bodies That Matter: on the discursive limits of sex. 1ª ed. Routledge: New York, 1993. FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Organização e tradução de Roberto Machado. 13ª ed. Rio de Janeiro: Graal, 1998. JAMES, K. Metamorph, VYM, Nova Iorque, n.1, 2015. LOURO, Guacira Lopes. Um Corpo Estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2004. MISKOLCI, Richard. Teoria Queer: um aprendizado pelas diferenças. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. NEWTON, Esther. Mother Camp: female impersonators in America. Ed. Paperback 1972. Chicago: The University of Chicago Press, 1972. PRECIADO, Paul B. Manifesto Contrassexual: práticas subversivas de identidade sexual. Tradução: Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: n-1 edições, 2017. PRECIADO, Paul B. BaroqueTechnopatriarchy: Reproduction. 2018. Disponível em: . Acesso em: 13 de março de 2018. SALIH, Sara. Judith Butler e a Teoria Queer. 1ª ed. Tradução de Guacira Lopes Louro. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012. SANTOS, A.K Metamorph: análise de um ensaio fotográfico de um drag king Revista Serviço Social em Perspectiva – Montes Claros, Edição Especial, março de 2018. p.335-548 Anais do I Encontro Norte Mineiro de Serviço Social – I ENMSS 548 SANTOS, Gabriela Paes dos. Reis da Subversão: as masculinidades femininas e o rompimento com os binarismos de gênero dos drag kings no Brasil. Uberlândia, 2015. TAYLOR, Jodie. Playing It Queer: Understanding Queer Gender, Sexual and Musical Praxis in a ‗New‘ Musicological Context.2008. VELOUR, Sasha; VELOUR, Johnny. Velour, The Drag Magazine. Disponível em: http://thedragmagazine.com/about-2/ Acesso em: 15 abr. 2018 VYM, Nova York: The House of Velour n.1, 2015.
2801 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS OFICINAS SOBRE GÊNERO E SEXUALIDADE E EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA Rafael Baioni do Nascimento Baioni do Nascimento; Gênero, sexualidade, extensão universitária, oficina, preconceito Esse artigo relata o trabalho com oficinas sobre gênero e sexualidade realizadas pelo (In)Serto – Núcleo pela diversidade sexual e de gênero da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, um projeto de extensão universitária ligado ao Departamento de Educação e à Pró-Reitoria de Extensão da referida universidade. Conta-se brevemente a história do projeto, como são as oficinas, seus objetivos, os materiais e métodos utilizados. Apresentamos e analisamos a Cartilha Inserta, principal material utilizado nas oficinas e tecemos considerações tanto teóricas quanto práticas, a partir da experiência de trabalho. Ressalta-se a relevância e a urgência de trabalhos como esse em uma região bastante carente no combate à vulnerabilidade da população LGBTIQ+, como é o norte do estado de Minas Gerais. ADORNO, T. W.; HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. BUTLER, J. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016. FAUSTO-STERLING, A. Dualismos em duelo. Cadernos pagu (17/18), p. 9-79, 2001/02. LOURO, G. L. Sexualidades contemporâneas: políticas de identidade e de pósidentidade. In: UZIEL, A. P.; RIOS, L. F.; PARKER, R. (orgs.) Construções da sexualidade: gênero, identidade e comportamento em tempo de AIDS. Rio de Janeiro: Pallas: Programa em Gênero e Sexualidade IMS/UERJ e ABIA, 2004. PERES, W. S. Cenas de Exclusões Anunciadas: travestis, transexuais, transgêneros e a escola brasileira. In: JUNQUEIRA, R. D. (org.) Diversidade sexual na educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Di-versidade, UNESCO, 2009.
2802 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O NOVO REGIME FISCAL E AS POLÍTICAS SOCIAIS: IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DA CIDADANIA NO BRASIL Carlos Eduardo de Oliveira Eduardo de Oliveira; Bolsa Família, Cidadania, Políticas Sociais A concepção moderna de cidadania impõe ao Estado a responsabilidade de garantir o mínimo de bem estar social aos seus cidadãos. Essas garantias se manifestam na construção dos sistemas de proteção social, em uma perspectiva de igualdade de status entre todos. Os avanços celebrados no Brasil após a constituição de 1988 possibilitaram uma ampliação nos direitos no país, especialmente quanto ao combate à pobreza e a fome. Nesse sentido os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família e o BPC, tem contribuição importante. No entanto, o novo regime fiscal brasileiro, que limita as despesas públicas à inflação do ano anterior pelos próximos 20 anos, compromete a ampliação dos direitos no país e, consequentemente, o desenvolvimento da cidadania REFERÊNCIAS CARNEIRO, Carla Bronzo Ladeira. Programas de proteção social e superação da pobreza: concepções e estratégias de intervenção. 2005, 332f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Belo Horizonte. CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: O longo Caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. 18ª ed. 254p. CASTEL, Robert. Classes sociais, desigualdades sociais, exclusão social. In: Conceitos e Dimensões da Pobreza e da Exclusão Social – uma abordagem transnacional. BALSA, Casimiro; BONETI, Lindomar W.; SOULET, Marc-Henry (Org.). Ijuí; Lisboa: Ed. Unijuí; Ceos, 2006. CASTEL, Robert. As armadilhas da exclusão. In: Desigualdade e a questão social. São Paulo: Educ, 1997. CASTEL, Robert. Les métamorphoses de la question sociale. Paris: Fayard, 1995. CASTRO, J. A. et al. Desafios para a Inclusão Produtiva das Famílias Vulneráveis: uma Análise Exploratória. Texto para Discussão. IPEA. Brasília. 2010. Disponível em: Acessado em 5 de março de 2018. COHN, Amélia. Programas de transferência de renda e a questão social no Brasil. Rio de Janeiro: Fórum Nacional, 2004. (Estudos e Pesquisas, n. 85). Disponível em: Acessado em 5 de março de 2018. DUARTE, Gisléia Benini; SAMPAIO, Breno; SAMPAIO, Yony. Programa Bolsa Família: impacto das transferências sobre os gastos com alimentos em famílias rurais. Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, v. 47, n. 4, dezembro de 2009. Disponível em: . Acessado em 5 de março de 2018. FRASER, N. Reconhecimento sem ética? Lua Nova, São Paulo, n. 70, p. 101-138, 2007. Disponível em: . Acessado em 5 de março de 2018. IPEA – INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA E APLICADA. Políticas Sociais: acompanhamento e análise nº 13. IPEA: Brasília, 2007. Disponível em: Acessado em 5 de março de 2018. JACCOUD, Luciana. Proteção social no Brasil: debates e desafios. In: MDS. Concepção e gestão da proteção social não contributiva no Brasil. Brasília, UNESCO, 2009. pp. 57-86 Disponível em: www.unesco.org Acessado em: 5 de março de 2018. KERSTENETZKY, Célia Lessa. Redistribuição e Desenvolvimento? A economia política do programa bolsa família. Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, Vol. 52, nº 1, 2009, p. 53-83. Disponível em: Acessado em: 5 de março de 2018. MARSHALL, T.H. Cidadania, Classe Social e Status. Zahar, Rio de Janeiro, 1963. MDS – MINISTÉRIO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL. Perguntas Frequentes sobre o Bolsa Família. Brasília; 2018. Disponível em: Acessado em: 5 de março de 2018. NOLETO, Marlova Jovchelovitch; WERTHEIN, Jorge. Pobreza e desigualdade no Brasil: traçando caminhos para a inclusão social – Brasília: UNESCO, 2003. 289 p. Disponível em:< http://unesdoc.unesco.org> Acessado em: 5 de março de 2018. PAIVA, Andrea Barreto, et al.. O novo regime fiscal e suas implicações para a política de assistência social no Brasil. Brasília: IPEA, 2016. (Nota Técnica Nº27). Disponível em: Acessado em: 5 de março de 2018. PAUGAM, S. Desqualificação social: ensaio sobre a nova pobreza. São Paulo: EDUC: Cortez, 2003. PAUGAM, S. L’éxclusion – l’État des Savoirs. Paris: Édition la Découverte, 1996. PAUGAM, S. O conceito de desqualificação social. In: VÉRAS, Maura Pardini Bicudo (Ed.). Por uma Sociologia da exclusão social – o debate com Serge Paugam. São Paulo: Educ, 1999. SEN, Amartya Kumar. Desenvolvimento como liberdade São Paulo : Companhia das Letras, 2000. 409 p SOARES, Fábio Veras. SOARES, Sergei. MEDEIROS, Marcelo. OSÓRIO, R. G. Programas De Transferências De Renda No Brasil: Impactos Sobre A Desigualdade. Brasília: IPEA, 2006. (Texto para Discussão nº 1228). Disponível em: Acessado em: 5 de março de 2018. SILVA, Maria Ozanira da Silva. YAZBEK, Maria Carmelinta. GIOVANNI, Geraldo di. A Política Social Brasileira no Século XXI: A prevalência dos programas de transferência de renda. 2. ed. São Paulo: Cortez 2006
2803 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS A REFORMA TRABALHISTA DO GOVERNO TEMER: INSPIRAÇÃO NEOLIBERAL E O DESMANCHE DOS DIREITOS SOCIAIS Luiz Claudio de Almeida Teodoro de Almeida Teodoro; Reforma Trabalhista, neoliberalismo, relações de trabalho A proposta deste artigo é fazer uma análise da Reforma Trabalhista do Governo Temer. O pressuposto básico é que a Reforma tem um cunho neoliberal, que desregulamenta as relações de trabalho para favorecer as empresas. Têm-se como fundamento as ideias marxistas de que o capitalismo se fundamenta na exploração da mão de obra, por meio, da mais valia. Mesmo assim, com a luta sindical e o Estado de Bem Estar Social foram criadas leis para proteger o trabalhador e minimizar a sua exploração. Com as novas relações de trabalho, baseadas no toyotismo, o Governo Temer não ampliou as políticas públicas para as relações de trabalho, ao contrário, efetivou os princípios neoliberais onde o “acordado prevalece sobre o legislado”. BORGES, Ângela. As novas configurações do mercado de trabalho urbano no Brasil: notas para discussão. Caderno CRH, Salvador: vol. 23, número 60, 2010. BRASIL. Lei 13.467 de Julho de 2017. In: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm. Acesso em Outubro de 2017. CARDOSO Jr., J. C. et alii. Políticas de emprego, trabalho e renda no Brasil: desafios à montagem de um sistema público, integrado e participativo. Brasília: Ipea, 2006, mimeo. DAL ROSSO, Sadi. Mais Trabalho! A intensificação do labor na sociedade contemporânea. São Paulo: Boitempo, 2008. GALVÃO, Andréia. Neoliberalismo e Reforma Trabalhista no Brasil. Tese de Doutorado, Campinas: UNICAMP, 2003. MARX. Os Economistas. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1996. RODRIGUES, Martins Rodrigues. Tendências futuras do sindicalismo brasileiro. Revista de Administração de Empresas, São Paulo: vol. 19, número 4, 1979. SORJ, B. Sociologia e Trabalho: mutações, encontros e desencontros. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 15, n.43, 2000. TAYLOR, Frederick Winslow. The Principles of Scientific Management. Nova York: Norton and Company, 1967. TRÓPIA, Patrícia. Adesão da Força Sindical ao neoliberalismo. Ideias, Campinas: Vol. 9, número 1, 2003.
2804 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS PROCESSO DECISÓRIO EM POLÍTICAS PÚBLICAS: O CASO DA CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA Janikelle Bessa Oliveira Bessa Oliveira; Reforma da Previdência, Política Pública, Decisão, Neoliberalismo Lindblom (1980) em sua obra “O processo de decisão política”, defende que os discursos técnicos são utilizados como instrumentos de legitimação para a decisão política, e ainda, apresenta um cenário de que quando há duas vertentes técnicas contraditórias sobre um determinado tema, a decisão é política. Essa discussão do processo decisório pode ser alocada na polêmica reforma da previdência (PEC 287- 16) em que a divulgação e defesa governamental centra-se na indubitável necessidade de reforma da política de previdência sob o argumento técnico do déficit; em contradição ao discurso também técnico de que a previdência não passa por déficit, mas antes tem seu orçamento calculado fora das prerrogativas da seguridade social. No computo da guerra de discursos tecnicistas fica claro que a decisão não está pautada em uma analise consensual, se consolidando no campo da decisão política direcionada pelas necessidades neoliberais do mercado. E através da influencia neoliberal da reforma, acaba por desconsiderar o principio de democracia social e de pactuação de um Estado voltado aos interesses da sociedade. ANDERSON, Perry. Balanço do neoliberalismo. In: SADER, Emir (Org.). Pósneoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2012. BACHARACH, S. B. e BARATZ, M. S. Poder e Decisão. Reproduzido de Decision and Nondecision: An Analytical Framework. Americam Political Science Review. V. 58, n.3, pp.632-642, 1963. BEHRING, Elaine Rosseti e BOSCHETTI, Ivanete. Política Social: Fundamentos e Historia. 3.ed. Biblioteca Básica do Serviço Social, v.2, São Paulo: Cortez, 2007. BEHRING, Elaine Rossetti. Politica social no capitalismo o tardio. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2011. BORÓN, Atilion. A sociedade civil depois do dilúvio neoliberal. In: SADER, Emir (Org.). Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2012. CAPELLA, Ana Claudia N. Perspectivas teóricas sobre o processo de formulação de políticas públicas In: HOCHMAN, Gilberto; ARRETCHE, Marta; MARQUES, Eduardo (org). Políticas Públicas no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2007. CRESWELL, John W. Pesquisa de métodos mistos. Porto Alegre: Penso, 2ed. 2013. DROR, Y. Muddling through - science or inertia. Public Administration Review, 24, 1964. ESPING-ANDERSEN, Gosta. As três economias políticas do Welfare State. Lua Nova, São Paulo , n. 24, p. 85-116, Sept. 1991 . ETZIONI, A. Mixed-Scanning: Uma Terceira Abordagem em Tomada de Decisão. Public Administration Review. V. 27, n. 5, pp. 385-392, 1967. Tradução do Prof. Francisco G. Heidemann (NAPPO/CPGA/UFSC). GARCIA, R. C. (2000). A reorganização do processo de planejamento do governo federal: O PPA 2000-2003. Texto para Discussão IPEA n. 726 HAM, Cristopher; HILL Michael.The policy process in the modern capitalist state.Londres, 1993. HILL, M. New agendas in the study of the policy process. Harvester Wheatsheaf, Great Britain, 1993. JONES, L. R. Wildavsky on budget reform. Policy Sciences, 29, pp 227-234, 1996. LINDBLOM, C. E. O processo de Decisão Política. Brasília: UnB, 1980. LOURENCO, Edvânia Ângela de Souza; LACAZ, Francisco Antonio de Castro; GOULART, Patrícia Martins. Crise do capital e o desmonte da Previdência Social no Brasil. Serv. Soc. Soc., São Paulo , n. 130, p. 467-486, dez. 2017 . MANDEL, E. O capitalismo tardio. São Paulo: Abril Cultural, 1982. MARCH, J. G. (1994). A primer on decision making: How decisions happen. New York: The Free Press. MARSHALL T.H., Cidadania, classe social e status. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1967. Berta MELO, Marcos. Emendas parlamentares. In: AVRITZER, Leonardo; ANASTASIA, Fátima. Reforma política no Brasil. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2006, p. 197-201. ROBERTS, Bryan R. A dimensão social da cidadania. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais. v.12, n.33, São Paulo, fev. 1997. SADER, Emir (Org.). Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2008. SILVA, Ademir Alves da. A reforma da previdência social brasileira: entre o direito social e o mercado. São Paulo Perspec., São Paulo , v. 18, n. 3, p. 16-32, set. 2004 . SIMON, H. A. Administrative behaviour. Free Press: Glencoe, 1945, 1. ed., New York: Macmillan, 1957. VERGARA, Sílvia C. Razão e Intuição na Tomada de Decisão: Uma Abordagem Exploratória. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro: 25(3):120-38, jul./set. 1991.
2805 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS DIREITOS HUMANOS E DEMOCRACIA .O DESAFIO DO DIREITO A TER DIREITOS Luci Helena Silva Martins Silva Martins; Direito a ter direitos, Arendt, cidadania, pluralismo O presente artigo aborda o conceito de ―direito a ter direitos‖ de H Arendt, e o relaciona à histórica dificuldade de garantir os ―Direitos do Homem‖. Aborda o direito ao trabalho, pelo qual a cidadania é regulada no país. Os direitos seriam assim direitos humanos de minorias integradas e burgueses? Os desafios são da ordem da democracia e do pluralismo, na república, e a violação dos direitos humanos e sociais são a expressão maior da desigualdade e injustiça social. Pretendeu-se aqui despertar para o estudo de Arendt, para as reflexões que a realidade e os acontecimentos nos apontam, e para o desafio de reconhecer os direitos dos Outros que cotidianamente os veêm cada dia mais distantes. ARENDT, Hannah. As Origens do Totalitarismo. São Paulo: Cia das Letras, 1989. ________. A Condição Humana. Rio de Janeiro: Forense, 2001. ________. Entre o Passado e o Futuro. São Paulo: Perspectiva, 2016. BECKER, Howard. Outsiders. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. BEVERIDGE, William. O Plano Beveridge. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1943. CASTEL, Robert. As metamorfoses da questão social. Uma crónica do salário. São Paulo, Difel, 1996 DAGNINO, E. Cultura e Política nos movimentos sociais latino-americanos. Belo Horizonte, UFMG,2000. DINIZ, Vanessa e MARTINS, Luci H.S. Pluralismo, Totalitarismo, Democracia. Sobre a dificuldade de consolidar direitos sociais. CONINTER, UFPB, João Pessoa, 2017. DUMONT, Louis. O individualismo: uma perspectiva antropológica sobre a ideologia moderna.Editora Rocco, 1993 ESPING-ANDERSEN, As três economias políticas do WelfareState. In: Lua Nov, nº 24. São Paulo: CEDEC, Setembro de 1994 HAESBAERT, Rogério. Viver no limite: território e multi/transterritorialidade em tempos de in-segurança e contenção. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2014 HONNETH, Axel. A luta por reconhecimento. A gramática moral dos conflitos sociais. LEFORT, Claude. A invenção democrática. Limites do totalitarismo. São Paulo, Editora Brasiliense, 1984 LOWY, Michel. Revoluções. Boitempo Editorial, 2009. MARTINS, Luci H S M. Autogestão, sua atualidade, suas dificuldades.VIEITEZ, Cândido G. A fábrica sem patrão. Editora Unesp, 1996 OLIVEIRA, Francisco de. Pensar a República. Belo Horizonte, Editora da UFMG ______ e PAOLI, Maria C. Os sentidos da Democracia. Políticas do dissenso e hegemonia global,. SOUZA, Jessé. Ralé brasileira : quem é e como vive /Jessé Souza ; colaboradores André Grillo... [et al.] — Belo Horizonte : Editora UFMG, 2009. _______. A radiografia do golpe. Rio de janeiro, Leya, 2016. RANCIÈRE. O desentendimento. Filosofia e Política. São Paulo, Editora 34,1996. ________. O dissenso. (in) NOVAIS, Adauto. A Crise da Razão. São Paulo, Companhia das Letras, 1996 _________.O ódio à democracia. São Paulo, Boitempo, 2014 TELLES, Vera. Espaço Público e Espaço Privado na Constituição do Social. Notas sobre o pensamento de Hannah Arendt. Tempo Social. Rev. Sociol. USP, S. Paulo, 2(1):23-48,1.1990.
2806 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS: CONQUISTAS E DESAFIOS Luciana Santos Lenoir Santos Lenoir; Educação, Direitos Humanos, Educação em Direitos Humanos. O artigo aborda, mediante revisão narrativa, as diversas concepções acerca da educação, correlacionadas às dimensões sociais, políticas e culturais e suas respectivas implicações conceituais e metodológicas. Apresenta considerações críticas acerca dos parâmetros metodológicos que constituem a formação das políticas destinadas à educação em direitos humanos e revela as limitações quanto à sua aplicabilidade. Descreve os processos que conduziram à estruturação dos planos político-institucionais e das diretrizes pertinentes à educação em direitos humanos no Brasil. Expõe determinadas limitações que tendem a emergir diante de abordagens referentes aos conteúdos de direitos humanos no âmbito educacional. ARENDT, H. O declínio do Estado-Nação e o fim dos Direitos do Homem. In: As origens do totalitarismo. Tradução de Roberto Raposo. São Paulo: Compnahi das Letras, 1989.p.221-247. BENEVIDES, Maria Victória. Direitos Humanos: desafios para o século XXI. IN: SILVEIRA, R. G., et al. Educação em Direitos Humanos: fundamentos teóricometodológicos. João Pessoa: Editora Universitária, 2007. p. 335-371. BRANDÃO, C. R. O que é educação. São Paulo: Brasiliense, 2007. BRASIL. Programa Nacional de Educação em Direitos Humanos, decreto n. 7037, 2006. CANDAU, V. M. Direitos humanos, educação e interculturalidade: as tensões entre igualdade e diferença. IN: Revista Brasileira de Educação, V. 13, n. 37 jan./abr. 2008, p. 45-56. ______________; SACAVINO, S. B. Educação em direitos humanos e formação de educadores. IN: Educação, Porto Alegre, v. 36, n. 1, p. 59-66, jan./abr. 2013. FERNANDES, A. V. M.; PALUDETO, M. C. Educação e direitos humanos: desafios para a escola contemporânea. IN: Cad. Cedes, Campinas, vol. 30, n. 81, p. 233-249, mai.-ago. 2010, p. 233-249. RODRIGUES; T. C.; ABRAMOWICZ; A. Diversidade e as políticas públicas de educação. IN: Contrapontos: Revista de educação da Universidade do Vale do Itajaí. Itajaí: UNIVALI, v. 11, n. 3, set./dez. 2001, p.9-26. ROMANELLI, O. de O. História da Educação no Brasil (1930/1973). 8. ed. Petrópolis: Vozes, 1986. SADER, E. Contexto histórico e educação em direitos humanos no brasil: da ditadura à atualidade. IN: SILVEIRA, R. M. G., et al. Educação em Direitos Humanos: fundamentos teórico-metodológicos. João Pessoa: Editora Universitária, 2007. p.75-83. SACAVINO, S. Educação em direitos humanos e democracia. In: CANDAU, V. M.; SACAVINO, S.. (Orgs.). Educar em direitos humanos. Construir democracia. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. SILVEIRA, R. M. G. Educação em/para os direitos humanos: entre a universalidade e as particularidades, uma perspectiva histórica. IN: SILVEIRA, R. M. G., et al. Educação em Direitos Humanos: fundamentos teóricometodológicos. João Pessoa: Editora Universitária, 2007. p.245-274. VIOLA, S. E. A.; PIRES , T. V. O Movimento de Direitos Humanos e a Produção da Democracia. IN: BRABO, T. S. A.M.; REIS, M. dos. (Org.). Educação, direitos humanos e exclusão social . Marília : Oficina Universitária ; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012. p. 23-36. ZENAIDE; M. De N. T. A educação em direitos humanos. . IN: TOSI, Giuseppe. (Org.) Direitos humanos: história, teoria e prática. João Pessoa: Editora Universitária, UFPB, 2005, p. 337-356.
2807 sesoperspectiva v. 2 n. Especial (2018): ANAIS DO I ENCONTRO NORTE MINEIRO DE SERVIÇO SOCIAL - ENMSS O OUTRO EM QUESTÃO: ETNOCENTRISMO E ALTERIDADE COMO DESAFIOS À DEMOCRACIA E AOS DIREITOS HUMANOS Gy Reis Gomes Brito Gomes Brito; Antropologia, Etnocentrismo, Politicas Publicas, Direito Ao se situar no campo da Antropologia, o presente trabalho tem como objetivo discorrer sobre Direitos Humanos e Democracia, em busca de uma compreensão desafiadora do que é a luta pelo “direito a ter direitos”, ao mesmo tempo em que procura a partir do conceito de etnocentrismo, analisar como as negações ao direitos a ter direitos acontece dentro da construção da identidade individual e coletiva dos sujeitos sociais, a partir da ausência de uma política pública de distribuição universalista de riqueza pelo Estado. ARENDT, H. A condição Humana. Brasília, Forense Universitária, 2010 BERMAN, Marshal. Tudo que é sólido desmancha no ar. São Paulo: Cia das letras, 1986. BOSI, Ecleia. Problemas ligados à cultura das classes pobres. (in) VALLE, Edênio et ali. (org) A Cultura do povo. São Paulo: EDUC, 1982. _____. Cultura de massa e Cultura popular: Leituras de operárias. Cap. 2 e 3. Petropolis: Vozes, 1982. Caderno de Educação Popular e Direitos Humanos/ Centro de Assessoria Multiprofissional. Porto Alegre: CAMP, 2013. CHAUI, Marilena. Conformismo e resistência. São Paulo: Brasiliense, 1986. COPANS, Jean. Antropologia: ciência das sociedades primitivas? Lisboa: Ed. 70, 1971 DA MATTA, Roberto. Relativizando: uma introdução à Antropologia Social. Petrópolis: Vozes, 1981. DE VORE, Irven. A evolução da vida Social. (in) GEERTZ, Clifford; TAX, Sol et ali. Panorama de Antropologia. Brasil, Portugal: Ed. Fundo de Cultura, 1966, p. 19-29. DURHAN, Eunice. Bronislau Malinowski: Antropologia. São Paulo: Atica 1986 (Arnonautas do pacífico ocidental/o significado do Kula). ENGELS, F. Engel. O papel do trabalho na transformação do macaco em homem. São Paulo: Global. 1990 FELDMAN-BIANCO, Bela. Antropologia das sociedades contemporâneas. São Paulo: Global, 1987. FREIRE, Paulo. Ação Cultural para a liberdade e outros escritos. Rio:PazeTerra, 1976 GATI, Pietrocola, Luci. O que todo cidadão precisa saber sobre a sociedade de consumo. Cadernos de Educação Poliítica. São Paulo: Global, 1987. GEERTZ, Clifford. A interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça| GPP: módulo 1/ Orgs. Maria Luiza Heiiborn, Leila Araújo, Andréia Barreto- Rio de Janeiro: CEPESC, Brasília: Secretaria para políticas para Mulheres, 2010. GUIMARAES, Alba Zaluar. Desvendando Máscaras Sociais. Rio de Janeiro: Fco Alves, 1980. Cap. 3 e 5. HONNETH, Axel. Reconhecimento ou redistribuição? A mudança de perspectiva na ordem moral da sociedade. In: SOUZA, Jessé & MATTOS, Patricia (orgs). Teoria Crítica no século XXI. São Paulo: Anablume, 2007. P. 79 – 93. Juventude e Sociedade: trabalho, educação, cultura e participação/ (organizadores) Regina Novaes e Paulo Vannuchi – São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2004. LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense, 1991. LESBAUPIN, Ivo. As classes populares e os direitos humanos. Petropólis: Vozes, 1984. MARTINS, Luci Helena Silva. Notas para a disciplina de Antropologia, curso de Serviço Social, Universidade Estadual Paulista, 1999-2000. Pdf . meio eletrônico MALINOWSKI, Bronislau. Os argonautas do pacífico ocidental. Coleção Os pensadores. MAUSS, M. Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. NADER, Laura. Perspectivas ganhas pelo trabalho de campo (in) GEERTZ, Clifford; TAX, Sol et ali. Panorama de Antropologia. Brasil, Portugal: Ed. Fundo de Cultura, 1966. OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. O movimento dos conceitos na Antropologia. Revista de Antropologia. USP, v. 36. QUIROGA, Ana M.F. A internacionalização QUIROGA, Ana M.F. A internacionalização da violência., São Paulo: Tempo e Presença. CEDI. v. 15, n. 268, p 18-21, março/abril, 1993. BRITO, G.R.G. O Outro em questão: Etnocentrismo e alteridade como desafios à democracia e aos direitos humanos Revista Serviço Social em Perspectiva – Montes Claros, Edição Especial, março de 2018. p.633-644 Anais do I Encontro Norte Mineiro de Serviço Social – I ENMSS 644 ROCHA, Guimarães P. Everardo. O que é etnocentrismo. 1edição 1994, 5 edição: Editora Brasiliense. SANTOS, Valdilene Teles. Violência e cotidiano: estudo do significado da violência para um grupo de mulheres que vivem na favela. São Paulo:PUC (dissertação de mestrado), 1989. SOUZA, Celina. Políticas Públicas: uma revisão de literatura. Sociologias (on line), 2006 TODOROV, Tzvetan. A conquista da américa e a questão do outro. São Paulo: Martins Fontes, 1993. VELHO, Gilberto. Projeto e metamorfose. Antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro: Zahar. ________. Individualismo e Cultura. Rio de Janeiro: Zahar, 1987.
2809 sesoperspectiva v. 1 n. 2 (2017): REGRESSÃO DE DIREITOS E AS LUTAS DE CLASSES NO BRASIL A GESTÃO ESTATAL BRASILEIRA: A PRIVATIZAÇÃO DO PÚBLICO E OS REBATIMENTOS NAS POLÍTICAS SOCIAIS THAIS LUIZ VARGAS; Gestão Estatal, Privatização e Políticas Sociais O presente trabalho tem como proposta de estudo analisar, a partir da tradição marxista, a gestão estatal brasileira no âmbito da Administração Pública Federal, buscando desvelar o processo de privatização do público no contexto do Estado neoliberal (gerencial). Visa ainda desvelar como ocorre a relação entre aquilo que é um dever-poder do Estado e sua administração na realização de suas tarefas, de seus fins, e o que é prerrogativa da sociedade civil, ou do indivíduo, uma vez que têm-se observando um quadro ampliado de desresponsabilização do Estado para com as expressões da questão social. Pretende-se discorrer também como nos dias (de conjuntura neoliberal) a feição universal vem dando lugar ao caráter focalizado e a provisão pública cedendo espaço ao privado. Ao final, do presente estudo procura-se analisar as consequências desse embate teórico, institucional (administrativo) e político para a definição das políticas públicas de Estado, em especial os rebatimentos nas políticas sociais brasileiras em um contexto de contrarreformas. BEHRING, E. O Brasil em contra-reforma. São Paulo: Cortez, 2003. _______. Acumulação capitalista, fundo público e política social. In: BOSCHETTI, I. BEHRING, E. et alli. (orgs.). Política Social no capitalismo: tendências contemporâneas. São Paulo: Cortez, 2006. BOSCHETTI, I. Seguridade Social e projeto ético-político do Serviço Social: que direitos para tal cidadania? In: Revista Serviço Social e Sociedade, n. 79 – Serviço Social: formação e projeto político. São Paulo: Cortez, 2004. CARMO. T.G. 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2810 sesoperspectiva v. 1 n. 2 (2017): REGRESSÃO DE DIREITOS E AS LUTAS DE CLASSES NO BRASIL POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA COMO UM (NÃO) DIREITO EM TEMPOS DE CRISE IONARA DOS SANTOS FERNANDES; O objetivo deste artigo é refletir sobre a relação entre as ações implementadas pela Política de Segurança Pública, nos últimos anos, e a crise atual do capitalismo. Com base no processo de acumulação capitalista via segurança pública, assistimos uma série de operações violentas orquestrada pelo Estado, como forma de ampliar o investimento e a comercialização da indústria bélica e dos aparelhos tecnológicos da segurança privada. Concomitantemente, observamos o corte nos gastos sociais configurado no declínio dos direitos sociais e no desmonte das políticas sociais, tornando clara e evidente a ascensão do Estado Penal no Brasil. Na cidade do Rio de Janeiro temos evidências desse jogo estatal que vincula mercado, violência e pobreza, sobretudo, em virtude da superlotação do sistema penitenciário e o extermínio da população pobre, preta e favelada. Assim, por meio de uma pesquisa bibliográfica, a respeito do tema e a produção jornalística sobre as ações atuais do Estado, entre os anos de 2015 e 2017, sobretudo na cidade do Rio de Janeiro, é que vamos produzir neste trabalho, problematizações sobre a implicação da gestão da Política de Segurança Pública e os desafios que essa conjuntura impõe a população pobre. ARENDT, Hannah. Sobre a violência. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. BEHRING, Elaine Rossetti; BOSCHETTI Ivanete. Política social: fundamentos e história. 6º Ed. São Paulo. Cortez, 2009. BELTRAME, Mariano. O Rio não tem condições de acabar com a desordem que deixou acontecer. [13/10/2016 – atualizado em 26/10/2016] Época. Entrevista concedida a Ruth Aquino. Disponível em http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2016/10/beltrame-o-rio-nao-tem-condicoes-de-acabar-com-desordem-que-deixou-acontecer.html BELTRAME, Mariano. Com a crise e a alta da violência, é preciso aumentar responsabilidade das Forças Armadas na segurança, diz Beltrame. [21 de junho de 2017] BBC Brasil. Entrevista concedida a Júlia Dias Carneiro. Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40350898 BRITO, Felipe; VILLAR, André; BLANK, Javier. Será a guerra? In BRITO, Felipe; OLIVEIRA, Pedro Rocha. Até o último homem: visões cariocas da administração armada da vida social. São Paulo: Boitempo, 2013. COSTA, Arthur Trindade Maranhão; LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública. In: LIMA, Renato Sérgio de; RATTON, José Luiz; AZEVEDO, Rodrigo Ghiringelli de (Orgs.). Crime, polícia e Justiça no Brasil. São Paulo: Contexto, 2014. IAMAMOTO, Marilda Villela. Serviço Social em Tempo de Capital Fetiche. Capital financeiro, trabalho e questão social. 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2811 sesoperspectiva v. 1 n. 2 (2017): REGRESSÃO DE DIREITOS E AS LUTAS DE CLASSES NO BRASIL ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL: UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA SOBRE A FORMAÇÃO PROFISSIONAL LUCINEIA DO CARMO SOUZA; Estágio em Serviço Social, Supervisão acadêmica, Formação profissional O presente estudo tem como objetivo realizar uma reflexão sobre o estágio em Serviço Social e a supervisão acadêmica, sendo envolvidos supervisores e o discente. Pretende-se aprofundar sobre o estágio de Serviço Social realizando uma retrospectiva da história e das legislações, assim como uma reflexão sobre a atuação do supervisor e o discente, sendo parte integrante da formação profissional. ABEPSS. Política Nacional de Estágio da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Brasília, 2010. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO E PESQUISA EM Serviço Social. Diretrizes Curriculares de 1996. BRASIL. Lei nº 8.662/93, de 07 de dezembro de 1993. Dispõe sobre a profissão do Assistente Social. BRASIL. Lei nº 11.788 de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes. BURIOLLA, M.A.F. Supervisão em Serviço Social: o supervisor, sua relação e seus papéis. 4º edição. São Paulo: Cortez, 1994. CFESS. RESOLUÇÃO nº 273/1993, 13 de março de 1993. Institui o Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais CFESS. RESOLUÇÃO nº 533, de 29 de setembro de 2008. Regulamenta a supervisão direta de estágio em Serviço Social. CFESS. CARTILHA ESTÁGIO SUPERVISIONADO. Meia formação não garante o direito, o que você precisa saber sobre supervisão direta de Serviço Social. Brasília, DF: CFESS, 2011. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL DA 9ª REGIÃO. Legislação e resoluções: sobre o trabalho do Assistente Social: São Paulo: CRESS-9, 2011. CÓDIGO DE ÉTICA DO/A ASSISTENTE SOCIAL. Lei 8.662/93 de regulamentação da profissão. - 10ª. ed. rev. e atual. - [Brasília]: Conselho Federal de Serviço Social, [2012]. LEWGOY, Alzira Maria Baptista. Supervisão de estágio em Serviço Social: desafios para formação e exercício profissional. 2 ed. são Paulo, cortez,2010. LEI Nº 11.788, de 25 de setembro de 2008 que dispõe sobre o estágio de estudantes e dá outras providências. RAMOS, Sâmya R. Considerações sobre fundamentos éticos do Serviço Social brasileiro: o significado teórico-político da liberdade, democracia, cidadania e direitos humanos 44 na perspectiva de uma nova sociabilidade In: Revista Temporalis n°11. Ano VI. São Luis: ABEPSS, Janeiro a Junho de 2006.
2812 sesoperspectiva v. 1 n. 2 (2017): REGRESSÃO DE DIREITOS E AS LUTAS DE CLASSES NO BRASIL ATIVAÇÃO E WORKFARE: MEDIDAS OFENSIVAS DO CAPITAL EM TEMPOS DE CRISE SILVIO APARECIDO REDON; O presente artigo versa sobre as medidas de Workfare e as políticas de ativação, que ganharam terreno com a erosão do Estado Social e a ascensão do neoliberalismo a partir de uma nova crise do modo de produção capitalista. Para tanto será caracterizado, de forma breve, o panorama social europeu após a Segunda Guerra Mundial para, num segundo momento, apresentarmos a discussão a que se objetiva o trabalho, à luz, principalmente, de autores europeus que se dedicam ao tema, através da revisão de literatura: problematizar as principais características e definições, tanto do Workfare como das políticas de ativação, que estão influenciando novas medidas de proteção social, vinculadas ao imperativo do trabalho, seja ele qual for, como a forma mais celebrada de inserção social. As medidas surgem como mais uma ofensiva do capital na busca da acumulação ampliada, ao passo que tenciona a minimizar as ações estatais na área social, individualizando o desemprego e propondo uma inserção precária e desprotegida no mercado de trabalho. ABRAHANSON, Peter. O retorna das medidas de ativação na política de bem-estar dinamarquesa: Emprego e Proteção Social na Dinamarca. SER Social, Brasília, v.11, n. 25, p. 244-273, jul./dez. 2009. BEHRING, Elaine Rossetti; BOSCHETTI, Ivanete. Política Social: fundamentos e história. 9° ed. São Paulo: Cortez, 2011. BOSCHETTI, Ivanete. A Insidiosa Corrosão dos Sistemas de Proteção Social Europeus. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, n.112, p. 754-803, out./dez. 2012. CALEIRAS, Jorge. Globalização, trabalho e desemprego. Trajectórias de exclusão e estratégias de enfrentamento. In: Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais, 8, 2004, Coimbra/Portugal. Anais...,2004. COBO, Barbara. Políticas focalizadas de transferência de renda – contextos e desafios. São Paulo: Cortez, 2012. GOUGH, Ian. Do Welfare ao WorkFare: Integração Social ou Trabalho Compulsivo? In: Seminário Europeu – Políticas e instrumentos de combate à pobreza na União Europeia: a garantia de um rendimento mínimo, Portugal, fev. 2000. HESPANHA, Pedro; MATOS, Ana Raquel. Compulsão ao trabalho ou emancipação pelo trabalho? Para um debate sobre as políticas activas de emprego. Sociologias, Porto Alegre, ano 2, n. 4, p. 88-109, jul./dez. 2000. JACCOUD, Luciana. Proteção Social no Brasil: Debates e Desafios. In: Concepção e gestão da Proteção Social não Contributiva no Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), 2009, p. 57-86. LAVILLE, J. L. Inserção e workfare na Europa: perspectivas históricas e ideológicas. Reflexões a partir do exemplo francês. In: Seminário Europeu: Políticas e Instrumentos de Combate à Pobreza na União Europeia: A Garantia de um Rendimento Mínimo, 2000, Almancil/Portugal: União Europeia. Actas..., 2000. MÉSZÁROS, I. Entrevista com Mészáros: In: ______A montanha que devemos conquistar. São Paulo: Boitempo, 2015. MOSER, Liliane. A nova geração de políticas sociais no contexto europeu: workfare e medidas de ativação. Rev. Katás., Florianópolis, v. 14, n. 1, p. 68-77, jan./jun. 2011. NETTO, José Paulo. Crise do Socialismo e Ofensiva Neoliberal. 5° ed. São Paulo: Cortez, 2012a. ______. Crise do capital e consequências societárias. Serviço Social e Sociedade, n° 111, p. 413-429, jul./set. 2012b. NETTO, José Paulo; BRAZ, Marcelo. Economia política – uma introdução crítica. 8° ed. São Paulo: Cortez, 2012. PEREIRA, Potyara A. P. Degradação do trabalho e políticas sociais “ativas” na ordem neoliberal: aproximações ao caso brasileiro. SER Social. Brasília, v. 17, n. 37, p. 455-480, jul./dez.2015. ______. Política social e direitos humanos sob o jugo imperial dos Estados Unidos. Serviço Social e Sociedade, Sã Paulo, n° 119, p. 446-467, jul./set. 2014. RAICHELIS, Raquel. Proteção Social e trabalho do assistente social: tendências e disputas na conjuntura da crise mundial. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, n° 116, p. 609-635, out./dez. 2013. SILVA, Armindo. Políticas de activação e de inclusão social no quadro da União Europeia. In: Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais, 8, 2004, Coimbra/Portugal. Anais...,2004. SILVA, Ricardo Gonçalves da. Do Welfare State ao Workfare ou da Política Social Keynesiana / Fordista à Política Social Schumpeteriana / Pós – Fordista. 2011. 207 fls. Tese (Doutorado em Política Social) – Universidade de Brasília, Brasília, 2011.
2813 sesoperspectiva v. 1 n. 2 (2017): REGRESSÃO DE DIREITOS E AS LUTAS DE CLASSES NO BRASIL ANÁLISE DA FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS: O PROGRAMA BH CIDADANIA LUIZ CLAUDIO ALMEIDA TEODORO; O BH Cidadania é um programa de inclusão social que busca garantir maior resolutividade e acessibilidade dos bens e serviços à população vulnerabilizada. Busca também, segundo o projeto do programa, implementar um modelo de gestão baseado na descentralização, articulação e integração intersetorial, e inverter a lógica setorial e fragmentada de operação dos diversos programas da área social da Prefeitura de Belo Horizonte. Este trabalho tem como objetivo analisar a forma de incorporação dos princípios definidos como norteadores quais sejam: intersetorialidade, territorialidade, descentralização e participação cidadã; estabelecidos pelo Programa BH Cidadania na perspectiva de viabilizar sua meta que é a inclusão social, no desenho do Programa. Isso implica verificar se as ações previstas, pelo BH Cidadania, contemplam os princípios norteadores, focalizando a sua concepção expressa no desenho do Programa. Para tanto, foi realizada uma revisão bibliográfica sobre os princípios norteadores e uma análise documental do BH Cidadania, utilizando relatórios, atas de reuniões e cartilhas. ARRETCHE, M. “Mitos da descentralização. Mais democracia e eficiência nas políticas públicas?” Revista Brasileira de Ciências Sociais. Nº 31, 1996. BRASIL, Flávia de Paula Duque. Território e Territorialidade nas Políticas Sociais. In: CARNEIRO, Carla Bronzo Ladeira e COSTA, Bruno Lazzarotti Diniz (Orgs.). Gestão Social: O que há de novo? Belo Horizonte, Fundação João Pinheiro, 2004. DOCUMENTO DO PROGRAMA. BH Cidadania. Belo Horizonte, Prefeitura de Belo Horizonte, 2003. GOMÀ, Ricard. Processos de Exclusão e Políticas de Inclusão Social: Algumas Reflexões Conceituais. In: CARNEIRO, Carla Bronzo Ladeira e COSTA, Bruno Lazzarotti Diniz (Orgs.). Gestão Social: O que há de novo? Belo Horizonte, Fundação João Pinheiro, 2004. FILGUEIRAS, Cristina Almeida Cunha. Exclusão, Risco e Vulnerabilidade: Desafios para a Política Social. In: CARNEIRO, Carla Bronzo Ladeira e COSTA, Bruno Lazzarotti Diniz (Orgs.). Gestão Social: O que há de novo? Belo Horizonte, Fundação João Pinheiro, 2004. FONTES, Virginia. Capitalismo, Exclusões e Inclusão Forçada. Tempo. Volume 2 (3), 1997. MOURÃO, Marcelo Alves, PASSOS, Aléxia Dutra Balona e FARIA, Carlos Aurélio Pimenta de (Orgs). O Programa BH Cidadania: teoria e prática da intersetorialidade. Belo Horizonte, Únika, 2011. PAUGAM, Serge. Desqualificação Social: Ensaio sobre a Nova Pobreza. São Paulo, Cortez, 2003. PREFEITURA DE BELO HORIZONTE. Especial BH Cidadania. Revista Pensar BH/Política Social. Belo Horizonte, SCOMPS/BH, 2003. PREFEITURA DE BELO HORIZONTE. Especial BH Cidadania. Revista Pensar BH/Política Social. Belo Horizonte, SCOMPS/BH, 2004. RELATÓRIO CONCEITUAL. Programas de Desenvolvimento Integrado dos Assentamentos Sub-Normais do Município de Belo Horizonte. Belo Horizonte, Prefeitura de Belo Horizonte, 2005 (mimeo). SANTA ROSA, Júnia. Reforma Administrativa da PBH. Pensar BH/Política Social. Belo Horizonte, SCOMPS/PBH, 2001. SOMARRIBA, Mercês. Participação Popular no Programa BH-Cidadania. Revista Pensar BH/Política Social. Belo Horizonte, SCOMPS/BH, edição especial, 2004. VEIGA, Laura da e CARNEIRO, Carla Bronzo Ladeira. Abordagens e Desafios de Gestão em Programas Intersetoriais de Combate à Pobreza e à exclusão: As Iniciativas das Cidades Parceiras da Rede URB-AL 10. Belo Horizonte, Documento Final, 2005, (mimeo). WILENSKY, Harold L. The Welfare State and Equality: Structural and Ideological Roots of Public Expenditure. Berkeley: University of California Press, 1975. ZAULI, Eduardo Meira. Políticas Públicas e Políticas Sociais. Revista Pensar BH/Política Social. Belo Horizonte, SCOMPS/BH, 2003.
2814 sesoperspectiva v. 1 n. 2 (2017): REGRESSÃO DE DIREITOS E AS LUTAS DE CLASSES NO BRASIL TRAJETÓRIA DE LUTAS E O SIGNIFICADO SOCIAL DO SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL TALES WILLYAN FORNAZIER MOREIRA;LESLIANE CAPUTI; Serviço Social, Significado Social, Lutas, Projeto Ético-Político As reflexões trazem a lume um compêndio do desenvolvimento histórico do Serviço Social no Brasil, pontuando seus marcos de fundamentação atrelado ao seu significado social, evidenciando, contudo, como se engendrou os processos de construção da direção social, ética e política hegemônica, calcada na perspectiva crítico-dialética de Marx. Tal referência, contribuiu na edificação de novas bases de legitimação da profissão se colocando na contramão dos ideários do modo de produção operante. O objetivo se centra em explicitar o significado social da profissão articuladamente com as lutas e resistências historicamente travadas nesta sociedade de lutas de classes. BRASIL. Presidência da República. Lei nº 3.252, de 27 de agosto de 1957. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da profissão de assistente social. D.O.U., Brasília, DF, 28 ago. 1957. Disponível em: . Acesso em: 20 de mar. 2017. ______. Presidência da República. Decreto nº 35.311, de abril de 1954. Regulamenta a Lei n. 1889, de 13 de junho de 1953. D.O.U., Brasília, DF, 5 abr. 1954. Disponível em: . Acesso em: 18 mar. 2017. BRITES, Cristina Maria; SALES, Mione Apolinário. O Serviço Social, a ética profissional e outras histórias. In: CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Ética e práxis profissional. Brasília/DF: Serra Dourada, 2007. p. 21-39. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). Código de Ética do/a Assistente Social. Lei 8.662/93 de Regulamentação da Profissão. 10. ed. Brasília, 2011. Disponível em: . Acesso em: 23 mar. 2017. ______. Código de ética profissional dos assistentes sociais de 1947. Brasília, 1947. Disponível em: . Acesso em: 10 de abr. 2017. ______. Código de ética profissional dos assistentes sociais de 1965. Brasília, 1965. Disponível em: . Acesso em: 10 de abr. 2017. ______. Código de ética profissional dos assistentes sociais de 1975. Brasília, 1975. Disponível em: . Acesso em: 10 de abr. 2017. IAMAMOTO, Marilda Villela. Renovação e conservadorismo no serviço social: ensaios críticos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1994. ______. A formação acadêmico-profissional no Serviço Social brasileiro. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, v. 120, p. 609-639, out/dez. 2014. NETTO, José Paulo. A construção do projeto ético-político do serviço social. In: MOTA, Ana Elizabete Simões da, et al. (Org.). Serviço social e saúde: formação e trabalho profissional. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2009. ______. Ditadura e serviço social: uma análise do serviço social no Brasil pós-64. São Paulo: Cortez, 2010. ______. III CBAS: algumas referências para a sua contextualização. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, n. 100, p. 650-678, out/dez. 2009. SANTOS, Tiago Barbosa. A participação política dos estudantes de Serviço Social na defesa e consolidação da direção social da formação: a práxis política dos estudantes e a relação com a formação profissional. 2007. 279 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Serviço Social) -- Faculdade de Serviço Social, Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 2007. Disponível em: . Acesso em: 12 out. 2017. SILVA, Letícia Rodrigues. A dimensão ético-política do Serviço Social e o ensino a distância: avanços e retrocessos na formação profissional. 2016. 101 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Serviço Social) -- Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2016. YAZBEK, Maria Carmelita. A dimensão política do trabalho do assistente social. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, v. 120, p. 677-693, out/dez. 2014.
2815 sesoperspectiva v. 1 n. 2 (2017): REGRESSÃO DE DIREITOS E AS LUTAS DE CLASSES NO BRASIL SOBRE A IMPLANTAÇÃO DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ALICE ABI-EÇAB; A proposta do artigo é discutir a questão da ausência do curso de graduação em Serviço Social em uma das mais renomadas academias latino-americanas: a Universidade de São Paulo. Trata-se de uma pesquisa documental e bibliográfica, pioneira acerca do objeto, a qual culminou na dissertação de mestrado que versa sobre a urgente necessidade de problematizar o quadro exposto, sabendo-se que já existe um projeto pedagógico completo alinhado ao projeto ético-político profissional, cujo foi publicado na revista Temporalis no ano de 2002. À luz da teoria social marxista (materialismo histórico e dialético), o artigo analisa os fenômenos sociais em seu complexo e contraditório processo de produção e reprodução, identificando as forças em confronto no interior dessa dinâmica. O objeto não deve ser analisado como fato em si, mas como parte estrutural do todo social e sob o prisma da defesa de direitos. Como possíveis motivos para a não implantação, apontam-se a correlação de forças no ambiente institucional da Universidade de São Paulo e a desmobilização da categoria profissional de assistentes sociais na luta pela efetiva implantação do curso.
2816 sesoperspectiva v. 1 n. 2 (2017): REGRESSÃO DE DIREITOS E AS LUTAS DE CLASSES NO BRASIL OS DESAFIOS DO ESTAGIÁRIO FRENTE À SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL ELLEN CAROLINE NERES DIAS;ANA PAULA MARTINS SANTOS; Pretende-se, através deste trabalho analisar os principais desafios enfrentados pelos estagiários em Serviço Social, frente ao campo de estágio em que estão inseridos, a falta de articulação e consenso com os supervisores de campo e o quanto isso influencia na formação acadêmica e profissional do sujeito. Mesmo após diversas regulamentações que embasam o exercício da supervisão de estágio como a Política Nacional de Estágio (2009) e a resolução 533/2008 que dispõe das atribuições tanto dos supervisores quanto dos acadêmicos na execução do estágio, ainda são muitas as dificuldades encontradas pelos estudantes quando inseridos em seus devidos campos. O presente artigo se sustenta em pesquisas e estudos bibliográficos das leis e resoluções sobre a supervisão de estágio em Serviço social e obras de autores como, Alzira Maria Baptista Lewgoy e Marta Alice Feiten Buriolla, que se dedicaram a estudar os principais fenômenos existentes na supervisão de estágio em Serviço Social.
2817 sesoperspectiva v. 1 n. 2 (2017): REGRESSÃO DE DIREITOS E AS LUTAS DE CLASSES NO BRASIL ALTA SOCIAL E OS DESAFIOS PARA O SERVIÇO SOCIAL NA SAÚDE PÚBLICA CONSIDERAÇÕES A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO DEISE SEIBERT;SULEIMA GOMES BREDOW;TAINÁ B. WENDT KRUGER;CAROLINE Morsch; Alta Social, Hospital, Saúde, Questão Social Este trabalho discute a alta social, a partir da realidade apreendida durante estágio curricular em Serviço Social no Hospital Universitário de Santa Maria/ RS. Parte-se da compreensão de que as demandas referentes aos quadros de saúde/doença devem ser aprendidas a partir da realidade histórica, pela questão social e suas expressões, que nos repercutem em diversos níveis de complexidade da saúde, compreendidas assim, pelo conceito ampliado de saúde. A partir do estudo e da prática de estágio, buscou-se o enfrentamento das expressões da questão social que interferiram na continuidade do tratamento, após a saída do hospital, bem como, articular a rede de serviços necessários ao acompanhamento dos usuários pós alta hospitalar, acesso a Direitos e a Políticas Públicas. Percebeu-se resistência, a organização da alta social, por conta nas iniciativas de trabalho ainda pautadas pelo conceito biomédico, uma visão fragmentada do sujeito, compreendido apenas pela ótica biológica, pautadas em critérios meramente clínicos. ARAÚJO, Dolores; et al. Formação de profissionais de saúde na perspectiva da integralidade. In. Revista Baiana de Saúde Pública. V.31, Supl.1.p.20-31,jun. 2007. AROUCA, Antônio Sérgio da Silva. Democracia e Saúde. In: Anais da 8ª Conferência Nacional de Saúde. Brasília, Centro de Documentação do Ministério da Saúde, 1987. BRAVO, M.I.S. [et al]. Saúde e Serviço Social. São Paulo: Cortez; Rio de Janeiro: UERJ, 2004. BUSS, Paulo Marchiori; PELLEGRINI FILHO, Alberto. A saúde e seus determinantes sociais.Physis, Rio de Janeiro, v. 17, n. 1, abr. 2007 . Disponível em . Acesso em 01 Dez. 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-73312007000100006. BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, BRASIL, Ministério da Saúde, Lei Orgânica da Saúde nº 8.080Lei Orgânica da Saúde nº 8.080Lei Orgânica da Saúde nº 8.080 Lei Orgânica da Saúde nº 8.080 Lei Orgânica da Saúde nº 8.080Lei Orgânica da Saúde nº 8.080 Lei Orgânica da Saúde nº 8.080Lei Orgânica da Saúde nº 8.080Lei Orgânica da Saúde nº 8.080 Lei Orgânica da Saúde nº 8.080 Lei Orgânica da Saúde nº 8.080Lei Orgânica da Saúde nº 8.080 Lei Orgânica da Saúde nº 8.080 Lei Orgânica da Saúde nº 8.080Lei Orgânica da Saúde nº 8.080Lei Orgânica da Saúde nº 8.080 Lei Orgânica da Saúde nº 8.080Lei Orgânica da Saúde nº 8.080, de 19 setembro , de 19 setembro , de 19 setembro , de 19 setembro , de 19 setembro , de 19 setembro , de 19 setembro , de 19 setembro , de 19 setembro , de 19 setembro , de 19 setembro , de 19 setembro , de 19 setembro , de 19 setembro , de 19 setembro de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes de 1990. In: CRESS(Org). Contribuição para o Exercício Profissional Assistentes Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região, Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região, Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região, Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região, Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região, Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região,Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região, Sociais, Coletânea de Leis. CRESS6ª Região, Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013. Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013. Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013. Belo Horizonte: CRESS, 2013. Belo Horizonte: CRESS, 2013. Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013. Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013.Belo Horizonte: CRESS, 2013. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários Saúde. Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Assistência de Média e Alta Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários SaúdeComplexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários SaúdeComplexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários SaúdeComplexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários SaúdeComplexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários SaúdeComplexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários SaúdeComplexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários SaúdeComplexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários SaúdeComplexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários SaúdeComplexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários SaúdeComplexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários SaúdeComplexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários Saúde . – Brasília : Brasília : Brasília : Brasília : Brasília : Brasília : CONASS, 2007 CONASS, 2007CONASS, 2007 CONASS, 2007CONASS, 2007CONASS, 2007CONASS, 2007 . BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção àBRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Saúde. Saúde. Saúde. Saúde. Saúde. Política Nacional de Política Nacional de Política Nacional de Política Nacional de Política Nacional de Política Nacional de Política Nacional de Política Nacional de Política Nacional de Política Nacional de Política Nacional de Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhadaHumanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada compartilhada / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Política Nacional Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Humanização da Atenção e Gestão do SUS. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009.Brasília : Ministério da Saúde, 2009. Brasília : Ministério da Saúde, 2009. Brasília : Ministério da Saúde, 2009.Brasília : Ministério da Saúde, 2009. Brasília : Ministério da Saúde, 2009. Brasília : Ministério da Saúde, 2009.Brasília : Ministério da Saúde, 2009. Brasília : Ministério da Saúde, 2009. Brasília : Ministério da Saúde, 2009.Brasília : Ministério da Saúde, 2009. Brasília : Ministério da Saúde, 2009.Brasília : Ministério da Saúde, 2009. Brasília : Ministério da Saúde, 2009.Brasília : Ministério da Saúde, 2009.Brasília : Ministério da Saúde, 2009.Brasília : Ministério da Saúde, 2009.Brasília : Ministério da Saúde, 2009. Brasília : Ministério da Saúde, 2009.Brasília : Ministério da Saúde, 2009.Brasília : Ministério da Saúde, 2009.Brasília : Ministério da Saúde, 2009.Brasília : Ministério da Saúde, 2009. 64 p. : il. color. 64 p. : il. color. 64 p. : il. color. 64 p. : il. color. 64 p. : il. color. 64 p. : il. color. 64 p. : il. color. 64 p. : il. color. 64 p. : il. color. 64 p. : il. color. 64 p. : il. color. – (Série B. Textos Básicos de Saúde). (Série B. Textos Básicos de Saúde). (Série B. Textos Básicos de Saúde).(Série B. Textos Básicos de Saúde). (Série B. Textos Básicos de Saúde). (Série B. Textos Básicos de Saúde).(Série B. Textos Básicos de Saúde).(Série B. Textos Básicos de Saúde).(Série B. Textos Básicos de Saúde). (Série B. Textos Básicos de Saúde). (Série B. Textos Básicos de Saúde).(Série B. Textos Básicos de Saúde). (Série B. Textos Básicos de Saúde).(Série B. Textos Básicos de Saúde).(Série B. Textos Básicos de Saúde).(Série B. Textos Básicos de Saúde).(Série B. Textos Básicos de Saúde).(Série B. Textos Básicos de Saúde).(Série B. Textos Básicos de Saúde).(Série B. Textos Básicos de Saúde).(Série B. Textos Básicos de Saúde). BRASIL. BRASIL. BRASIL. BRASIL. BRASIL. Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 regulamentação da profissão. da profissão. da profissão.da profissão.da profissão.da profissão. – 10ª ed. rev. e atual. 10ª ed. rev. e atual. 10ª ed. rev. e atual. 10ª ed. rev. e atual. 10ª ed. rev. e atual. 10ª ed. rev. e atual. 10ª ed. rev. e atual. 10ª ed. rev. e atual. 10ª ed. rev. e atual. 10ª ed. rev. e atual. 10ª ed. rev. e atual. 10ª ed. rev. e atual. 10ª ed. rev. e atual. 10ª ed. rev. e atual. – (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (Brasília): Concelho Federal de Serviço social (2012). (2012).(2012).(2012). CARVALHO, Maria Irene CARVALHO, Maria Irene CARVALHO, Maria Irene CARVALHO, Maria Irene CARVALHO, Maria Irene CARVALHO, Maria Irene CARVALHO, Maria Irene CARVALHO, Maria Irene CARVALHO, Maria Irene CARVALHO, Maria Irene CARVALHO, Maria Irene CARVALHO, Maria Irene CARVALHO, Maria Irene CARVALHO, Maria Irene Lopes B. de.Lopes B. de.Lopes B. de.Lopes B. de.Lopes B. de.Lopes B. de. Lopes B. de. Lopes B. de.Lopes B. de.Lopes B. de. Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados Política de saúde e cuidados continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. continuados integrados em Portugal. O planeamento da alta Serviço Social. R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261 R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261 R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261 R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261 R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261 R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261 R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261 R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261 R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261 R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261 R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261 R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261 R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261 R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261R. Katál., Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 261-271, jul./dez. 2014.271, jul./dez. 2014.271, jul./dez. 2014.271, jul./dez. 2014. 271, jul./dez. 2014. 271, jul./dez. 2014.271, jul./dez. 2014.271, jul./dez. 2014.271, jul./dez. 2014. 271, jul./dez. 2014.271, jul./dez. 2014.271, jul./dez. 2014.271, jul./dez. 2014.271, jul./dez. 2014. CNDSS. Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde; As Causas Sociais das Iniqüidades em Saúde no Brasil. /Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde. – Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2008.220 p. il., tab., graf. COSTA, M.D.H. O trabalho nos serviços de saúde e a inserção dos assistentes sociais. In: Serviço Social & Sociedade. São Paulo: Cortez, (62), 2000. IAMAMOTO, Marilda V. O Serviço Social na contemporaneidade; trabalho e formação profissional. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2000. MARTINELLI, Maria Lúcia. O trabalho do assistente social em contextos hospitalares: desafios cotidianos; Serv. Soc. 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2818 sesoperspectiva v. 1 n. 2 (2017): REGRESSÃO DE DIREITOS E AS LUTAS DE CLASSES NO BRASIL A ASSISTÊNCIA EM SAÚDE À PESSOA COM HIVAIDS NA EXPERIÊNCIA DE RESIDÊNCIA EM SAÚDE DEMANDAS E DESAFIOS PARA O SERVIÇO SOCIAL OLÍVIA VELOSO LOPES;MARINA MONTEIRO DE CASTRO CASTRO; Serviço Social, HIV/AIDS, Necessidades em saúde Este trabalho tem por objetivo a reflexão do processo saúde-doença de pessoas que vivem com HIV/AIDS a partir dos programas de residência multiprofissional, vinculados à Universidade de Juiz de Fora. Além de considerações teóricas acerca da epidemia do HIV na sociedade brasileira, apresentamos problematizações sobre o trabalho junto aos usuários do SUS que realizam tratamento de HIV/AIDS. Dá-se ênfase à dimensão cuidadora e às necessidades em saúde, procurando sistematizar as respostas profissionais dos assistentes sociais, que envolvem a análise das expressões da questão social que perpassam o processo saúde/doença e a defesa de direitos. BARRA, S.A. R. O acolhimento no processo de trabalho em saúde. Serviço Social em Revista. Londrina, v. 13, n.2, p. 119-142, jan./jun. 2011. BRAVO, M, I, S; MATOS, M, C. Reforma Sanitária e projeto ético-político do Serviço Social: elementos para o debate. BRAVO, M, I, S. et al. (Orgs.). Saúde e Serviço Social. São Paulo: Cortez; Rio de Janeiro: UERJ, 2006, p.167-217. BRASIL. Cadernos de atenção básica ministério da saúde HIV/Aids, hepatites e outras e outras DST.2006. disponível. acesso em 01 maio de 2017. _______. DST/AIDS: Aprenda sobre HIV e aids. Disponível em: http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMIS5F787FCPTBRIE.htm. acesso em: 05 de maio de 2014. ________. O Manejo da Infecção pelo HIV na Atenção Básica. 2016. Disponível em:. acesso em 01de maio 2017. CASTRO, M. M. C. Políticas sociais e famílias. Revista Libertas. v.8, n.2, p.111 – 128, jul-dez / 2008. _______. Serviço Social e Cuidado em Saúde: uma articulação necessária. Revista Libertas. FSS/UFJF, Juiz de Fora, v.2, nº 1, p. 128-148, 2007. CFESS. Parâmetros para atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde. Brasília/DF, 2010. COSTA, M. D. H. O trabalho nos serviços de saúde e a inserção dos (as) assistentes sociais. Revista Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, n 62, p. 35-71, 2000. GUEDES, Heloísa. H.S. O desafio da prevenção em HIV/AIDS: um estudo acerca das práticas de saúde desenvolvidas nos serviços de referência em Juiz de Fora/MG. Dissertação de Mestrado. PPGSS/UFJF. 2010. IAMAMOTO, M. V. As dimensões ético - políticas e teórico – metodológicas no Serviço Social contemporâneo. MOTA, A et al (orgs). Serviço Social e Saúde – Formação e Trabalho Profissional. São Paulo: OPAS, OMS, Ministério da Saúde, 2006, p. 161 - 166. NOGUEIRA, V. M. R; MIOTO, R. C. T. Desafios Atuais do Sistema Ùnico de Saúde-SUS e as exigências para os Assistentes Sociais in Serviço Social e Saúde: Formação e Trabalho Profissional. MOTA, A. E. et al (orgs). Serviço Social e Saúde: Formação e Trabalho Profissional. São Paulo: OPAS, OMS, Ministério da Saúde, 2006, p. 218-24. OLIVEIRA, R.E. HIV/AIDS: a representação social da doença e as estratégias de seguir a vida”. Universidade Federal de Juiz de Fora. Trabalho de Conclusão de Curso. Especialização em Ações Institucionais e Saúde Coletiva.Juiz de Fora, UFJF, 2010. PREFEITURA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA. Disponível em http://www.pjf.mg.gov.br/saude/aids_dst/. Acesso em 15 de maio de 2014. ______. Secretaria Municipal de Saúde. Programa DST AIDS. Mulher e a AIDS em Juiz de Fora – 2010. Disponível em: https://www.pjf.mg.gov.br/secretarias/ss/aids_dst/mulher.php. acesso em 30 de agosto de 2017. RIBEIRO, D. Número de diagnósticos de HIV aumenta nos últimos três anos em JF. Diário Regional. Juiz de Fora, 20 de abril de 2016. disponível em: http://www.diarioregionaljf.com.br/cidade/2494-numero-de-diagnosticos-de-hiv-aumenta-nos-ultimos-tres-anos-em-jf. acesso em 30 de agosto de 2017. ROCHA, A. G. V. A AIDS como expressão da questão social: a pratica pedagógica do assistente social nos programas de prevenção DST/AIDS. JOINPP, São Luís-MA, 2005. SARMENTO, H.B.M. Serviço Social, das tradicionais formas de regulação sócio política ao redimensionamento de suas funções sociais. ABEPSS. Capacitação em Serviço Social e Política Social. O trabalho do assistente social e as políticas sociais. Brasília. CEAD, 1999. Módulo 4. SILVA, G. A. Da aparência à essência: o cuidado no cotidiano do portador HIV. Editora UFJF, 2004. SILVA, G. A; TAKAHASHI, R. F. A busca pela assistência à saúde: reduzindo a vulnerabilidade ao adoecimento entre os portadores do HIV. Revista APS. v. 11, n. 1, p. 29-41, jan./mar. 2008. VASCONCELOS, A. M. A prática do Serviço Social: cotidiano, formação e alternativas na área da saúde. São Paulo: Cortez, 2002.
2819 sesoperspectiva v. 1 n. 2 (2017): REGRESSÃO DE DIREITOS E AS LUTAS DE CLASSES NO BRASIL RELIGIÃO E A PROPAGAÇÃO DA IDEIA DE SUBMISSÃO DA MULHER PAULA MARTINS SIRELLI;MARILIA DE OLIVEIRA DE SOUSA; Nestes apontamentos procuramos assinalar a necessidade de reflexão sobre a construção dos papeis sociais de sexo – esta construção não se dá de forma aleatória, mas com um objetivo político, econômico e ideológico de subjugar e objetificar a mulher, responsabilizando-a pela reprodução da força de trabalho no capitalismo, assim como da família monogâmica, heterossexual e conservadora. Ressaltamos aqui o papel da religião na propagação da ideia de submissão da mulher, seus vínculos com a sociabilidade capitalista e o Estado, tendo um importante papel na perpetuação de papeis sociais de sexo, da subalternidade, da objetificação e da violência contra a mulher. Concluímos ser um desafio para os profissionais reconhecer os instrumentos de dominação e opressão que perpassam o cotidiano das mulheres, bem como romper com o conservadorismo, em especial o religioso. Isto só é possível com a apreensão crítica da realidade e com a construção de direcionamento político e ideológico para o trabalho profissional, que se coloque na perspectiva dos direitos e da luta pela emancipação humana. Indicamos que as reflexões trazidas aqui são introdutórias, mas apontam a necessidade de intensificar estudos e pesquisas que aprofundem a análise de categorias como alienação e ideologia, as raízes do conservadorismo religioso e como ele se reatualiza nos dias atuais, bem como o exame crítico do crescimento da bancada evangélica no Congresso. ALVES, Ismael G. Bem aventurada é a serva do senhor: a construção da feminilidade das mulheres através do discurso Mariano. 2016 ESTUDIOS HISTÓRICOS – CDHRPyB- Año VIII - Julio 2016 - Nº 16 – ISSN: 1688 – 5317. Uruguay. BÍBLIA. 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2820 sesoperspectiva v. 1 n. 2 (2017): REGRESSÃO DE DIREITOS E AS LUTAS DE CLASSES NO BRASIL PROTEÇÃO SOCIAL DE ALTA COMPLEXIDADE NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL PARA A POPULAÇÃO IDOSA NA REGIÃO DA BAIXADA LITORÂNEA E NO MUNICÍPIO DE MACAÉ LUANA DE OLIVEIRA DOS SANTOS; A realização deste trabalho objetivou dar visibilidade ao direito à Proteção Integral da população idosa, expressando o compromisso com a defesa dos direitos das pessoas que envelhecem, especialmente da classe trabalhadora. As novas configurações e mudanças na estrutura familiar têm impactado as possibilidades objetivas de cuidados às/aos idosas/os no âmbito das famílias. Do mesmo modo, o envelhecimento populacional e o aumento da expectativa de vida, fruto de mudanças societárias, se configuram como um fenômeno social que amplia as demandas por Políticas Sociais Públicas, dentre elas a demanda pela Institucionalização de idosas/os, especialmente de parcela da classe trabalhadora empobrecida. Concomitante ao processo de envelhecimento da população e mudanças societárias que interferem na reprodução social dos indivíduos sociais, o Estado tem aprofundado o processo de contrarreforma, impactando, de forma regressiva, o campo dos direitos. A Proteção Social de Alta Complexidade para os/as idosos/as não tem sido objeto de preocupação e investimento do Estado. Por seu turno, há uma desresponsabilização do Estado, contrária à perspectiva dos direitos e às exigências da legislação social. Esta realidade, diante do cenário de aumento do envelhecimento populacional, revela-se ainda mais dramática, pois as medidas de congelamento de investimentos públicos nos próximos vinte anos, a Contrarreforma da Previdência e o acentuado processo de sucateamento da Seguridade Social, vão atingir diretamente a classe trabalhadora que, certamente, se as lutas sociais não barrarem as reformas em curso, não terá nenhuma Proteção Social Pública para assegurar um envelhecimento digno fora do ambiente familiar. Nosso debate teórico procurou articular análises sobre o processo de envelhecimento no capitalismo, sobre as mudanças societárias contemporâneas e seus impactos sobre estrutura familiar e a velhice. Bem como, tratar dos fundamentos da Política Social no capitalismo e de seu caráter contraditório, da apropriação do Fundo Público pelo capital, do processo de contrarreforma neoliberal do Estado e de seus impactos sobre a Política Nacional do Idoso. Analisamos a Política Nacional de Assistência Social, com destaque para a Proteção Social de Alta Complexidade para idosos/as. Apresentamos os procedimentos teórico-metodológicos de nossa pesquisa teórica e empírica e analisamos a Proteção Social de Alta Complexidade para a pessoa idosa na região da baixada litorânea e no município de Macaé integram no trabalho a apresentação e análise dos dados encontrados em nossa pesquisa empírica. Os dados coletados demostraram que a Assistência Social de Alta Complexidade não se efetiva como uma política pública e acessível à classe trabalhadora e se restringe aos que possuem meios de pagar pela Institucionalização.
2822 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: GÊNESE, NATUREZA E DESAFIOS NA CONTEMPORANEIDADE MABLY TRINDADE; Serviço Social., Gênese, Natureza, Conservadorismo, Neoconservadorismo O presente artigo aborda as concepções sobre a gênese e a natureza do Serviço Social no Brasil, bem como apresenta alguns aspectos dos significados sócio-históricos da profissão. Considerando as inúmeras e significativas mudanças de rumo ocorridas ao longo da história, pretende-se analisar o processo de legitimação do Serviço Social e de consolidação de suas funções na sociedade e no Estado brasileiro, com base em metodologia que, essencialmente, privilegia a pesquisa da literatura sobre o tema. O recorte temporal, por sua vez, compreende o período de 1930, quando a profissão institucionaliza-se no Brasil, num contexto de intensa agudização das refrações da questão social, aos anos 2000. Por fim, tendo em vista o inegável amadurecimento intelectual da categoria dos assistentes sociais, ocorrido a partir dos anos oitenta do século XX, procura-se examinar os desafios do Serviço Social no país, em face dos retrocessos na preservação de direitos e do afloramento do conservadorismo e do neoconservadorismo na contemporaneidade. NDER-EGG, Ezequiel et al. Del ajuste a latransformación: Apuntes para uma historia deltrabajo social. Buenos Aires: Ecro, 1975. BARROCO, Maria Lúcia da S. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. São Paul: Cortez, 2001. _____. Barbárie e Neoconservadorismo: os desafios do projeto ético-político. In: Revista Serviço Social & Sociedade. 106. Abril/Junho de 2011. Educação, Trabalho e Sociabilidade. BEHRING, Elaine Rossetti. Brasil em Contrarreforma: desestruturação do Estado e perda de direitos. São Paulo: Cortez, 2003. CFESS Manifesta. 30 Anos do Congresso da Virada. São Paulo, 2009. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/congresso.pdf. Último acesso em 30/01/2017. CFESS/CRESS. Neoconservadorismo e Serviço Social no cenário atual: começa o 44º Encontro Nacional CFESS/CRESS, Rio de Janeiro, 2015. CHAUÍ, Marilena. Silêncio Forçado. Revista Espaço Acadêmico – nº 53. Outubro/2005. Disponível: https://www.espacoacademico.com.br/053/53chaui.htm. Último acesso em 29/01/2017. CHESNAIS, François. A Mundialização do Capital. São Paulo: Xamã, 1996. FALEIROS, Vicente de Paula. Serviço Social nas instituições: Hegemonia e prática. Serviço Social & Sociedade. São Paulo: Cortez, n. 17, 1985. IAMAMOTO, Marilda Villela. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional – 9ª Ed. – São Paulo: Cortez, 2005. IAMAMOTO, Marilda Villela; Carvalho, Raul de. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. – 23ª ed. – São Paulo. Cortez, 2008. IAMAMOTO, Marilda Villela. O Serviço Social na cena contemporânea. In: Serviço Social: Direitos Sociais e Competências Profissionais. Cortez, 2010. ______. Serviço Social em tempo de capital fetiche. Capital financeiro, trabalho e questão social. 6ª edição: Cortez, 2011a, cap. 1 e 3. _____. Renovação e Conservadorismo no Serviço Social – 11ª Ed. – São Paulo: Cortez, 2011b. IANNI, Otávio. A Questão Social. Revista USP, setembro, outubro e novembro. São Paulo, 1997. LIMA, Boris Alexis. Epistemologíadeltrabajo social. Buenos Aires: Humanitas, 1986. Versão em português: Contribuição à metodologia do Serviço Social. Belo Horizonte: Interlivros, 1978. MANRIQUE CASTRO, Manuel. História do Serviço Social na América Latina. São Paulo: Cortez/Celats, 1993. Versão brasileira de Deapóstoles a agentesde cambio. Lima: Celats, 1982. MARTINELLI, Maria Lúcia. Serviço Social. Identidade e alienação. São Paulo: Cortez, 1991. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Lisboa. Avante, 1975. MARX, Karl. “A lei geral da acumulação capitalista“ In: O Capital. Contribuição à Crítica da Economia Política. São Paulo: Nova Cultural, 1985, cap. XXIII. MONTAÑO, Carlos. A Natureza do Serviço Social: um ensaio sobre a gênese, a “especificidade” e sua reprodução. São Paulo. Cortez, 2007. NETTO, José Paulo. “La crítica conservadora a lareconceptualización”. Acción Crítica, 1981. Lima. Celats. _____. “Transformações Societárias e Serviço Social: notas para uma análise prospectiva da profissão no Brasil”. In: Serviço Social e Sociedade nº 50. São Paulo: Cortez, 1996, p. 87-132. _____. Ditadura e Serviço Social: uma análise do serviço social no Brasil pós-1964 – 12ª – ed. – São Paulo: Cortez, 2008. OTTONI VIEIRA, Balbina. História do Serviço Social: Contribuição para a construção de sua teoria. Rio de Janeiro: Agir, 1977. SERVIÇO SOCIAL & SOCIEDADE. 106. Abril/Junho de 2011. Educação, Trabalho e Sociabilidade. YAZBEK, Maria Carmelita. Pobreza e exclusão social: expressões da questão social no Brasil. Temporalis: Revista da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social, Brasília, v. 2, n. 3, jan./jun. 2001, p. 33-40.
2823 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES ELEMENTOS INTRODUTÓRIOS SOBRE A EMERGÊNCIA DO SERVIÇO SOCIAL E A DIVISÃO SEXUAL DO TRABALHO NA REALIDADE BRASILEIRA LEONARDO NOGUEIRA ALVES; O Serviço Social brasileiro, ao longo de sua trajetória, é considerado uma profissão majoritariamente feminina. Diante da necessidade de ir além da mera constatação quantitativa, que apenas nos indica que a maior parte da categoria profissional é comporta por mulheres, este artigo tem como objetivo situar os vínculos existentes entre o Serviço Social e a divisão sexual do trabalho no processo histórico de emergência da profissão a partir de elementos da inserção das mulheres no mercado de trabalho na realidade brasileira. Buscamos apresentar como a divisão sexual do trabalho interfere diretamente no mercado de trabalho das assistentes sociais, conformando tanto as habilidades exigidas quanto elementos de subalternidade diante de outras profissões. Por meio de uma revisão da bibliografia da área e da literatura feminista marxista, consideramos que a divisão sexual do trabalho é uma categoria elementar para se desvendar o modo de inserção da profissão na divisão social do trabalho. BARBOSA, Alexandre de Freitas. A formação do mercado de trabalho no Brasil. São Paulo: Alameda, 2008. BARROCO, M. L. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. São Paulo: Cortez, 2010. CHABAUD-RYCHTER; FOUGEYROLLAS-SCHWEBEL. Sobre a autonomia relativa da produção e da reprodução. In: KARTCHEVSKY, Andrée (et. al). O sexo do trabalho. Tradução de Sueli Cassal. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. CISNE, Mirla. Gênero, divisão sexual do trabalho e serviço social. São Paulo: Outras Expressões, 2012. DEVREUX, Anne-Marie. A teoria das relações sociais de sexo: um quadro de análise sobre a dominação masculina. In: Cadernos de Crítica Feminista. Ano V, N. 4 – dez. 2011. HIRATA, Helena. Nova divisão sexual do trabalho? São Paulo: Boitempo, 2002. HIRATA, Helena; Kergoat, Danièle. Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Cadernos de Pesquisa, v. 37, n. 132, p. 595-609, set./dez, 2007. IAMAMOTO, Marilda V. Renovação e Conservadorismo no Serviço Social: ensaios críticos. São Paulo: Cortez, 2008. ____________________. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. São Paulo: Cortez, 2010. ____________________. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. São Paulo: Cortez, 2011. IAMAMOTO, Marilda V; CARVALHO, Raul de. Relações sociais e serviço social no Brasil: Esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 29° Edição. São Paulo: Cortez, 2009. KERGOAT, Danièle. Divisão sexual do trabalho e relações sociais de sexo. In: HIRATA, Helena [et al.] (orgs.). Dicionário crítico do feminismo. São Paulo: Editora UNESP, 2009. MADEIRA, F; SINGER, P. Estrutura de emprego e trabalho feminino no Brasil (1920-1970). In: Cadernos CEBRAP, nº13, 1975. MANDEL, Ernest. O capitalismo tardio. São Paulo: Abril Cultural, 1982. (Os economistas) MARX, Karl. O Capital: Capítulo VI (Inédito). Tradução de Eduardo S. Filho. São Paulo: Ciências Humanas LTDA, 1978. __________. Trabalho assalariado e capital & salário, preço e lucro. São Paulo: Expressão Popular, 2006. __________. O Capital: crítica da economia política: Livro I: o processo de produção do capital. Tradução de Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2013. MARX, K; ENGELS, F. A ideologia alemã: crítica da mais recente filosofia alemã em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stiner, e do socialismo alemão em seus diferentes profetas. Tradução de Rubens Enderle, Nélio Schneider, Luciano C. Martorano. São Paulo: Boitempo, 2007. NETTO, José Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. 7° Edição. São Paulo: Cortez, 2009. SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: realidade e mito. São Paulo: Expressão Popular, 2013. [Originalmente publicado em 1969] SIMÕES, Pedro. Assistentes sociais no Brasil: um estudo a partir das Pnads. Rio de Janeiro: E-papers, 2012. SINGER, Paul. Economia política do trabalho. São Paulo: Hucitec, 1977. SOUZA, Vanessa B; VELOSO, Renato. Gênero e Serviço Social: desafios a uma abordagem crítica. São Paulo: Saraiva, 2015. SOUZA-LOBO, Elisabeth. A classe operária tem dois sexos: trabalho, dominação e resistência. São Paulo: Perseu Abramo, Secretaria Municipal de Cultura e Brasiliense, 2011. VELOSO, Renato. Gênero e Serviço Social: um balanço crítico-bibliográfico. Rio de Janeiro: UFRJ/ESS, 2000. 306p. Dissertação de Mestrado.
2824 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES EXTENSÕES DE INFLUÊNCIAS DE UM PROGRAMA HUMORÍSTICO DE ENTRETENIMENTO: “UMBELINDA” DO ZORRA TOTAL E AS CONSTRUÇÕES IMAGÉTICAS DO SERVIÇO SOCIAL ELUCLEIA OLIVEIRA BALIEIRO; Serviço Social, Influência midiática, Quadro “Umbelinda”. O presente estudo tem o intuito de debater a influência do quadro humorístico “Umbelinda”, suposta assistente social voluntária do Programa Zorra Total da Rede Globo, no entendimento do Serviço Social e de sua atuação. O artigo ainda tem como objetivo avaliar o caráter manipulador que a mídia exerce sobre os conteúdos televisivos e mostrar a existência da influência midiática do quadro humorístico “Umbelinda”. A pesquisa realizada neste trabalho tratou-se de um estudo descritivo e de caráter qualitativo; tendo como instrumento de pesquisa livros, artigos, revistas, jornais, e o conteúdo televisivo relacionado ao assunto, cuja técnica de estudo dos dados foi a análise de conteúdo. Como resultado, constata-se, que o quadro humorístico, ora analisado, proporciona um efeito negativo sobre a percepção da profissão de assistente social e dos serviços sociais prestados. Conclui-se, que é imprescindível empenhar esforços voltados a compreensão das pessoas no diz respeito à verdadeira atuação do assistente social e das políticas sociais públicas. ALMEIDA, Everaldo dos Santos. EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA INFORMAL: do humor televisivo brasileiro às novas formas de significar. Littera on line, v. 5, n. 8, 2014. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70; 1977. BRASIL. Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 de regulamentação da profissão. - 9. ed. rev. e atual. - [Brasília]: Conselho Federal de Serviço Social, [2011]. 60 p. “Atualizado em 13.3.1993, com alterações introduzidas pelas Resoluções CFESS n.290/94, 293/94, 333/96 e 594/11. BRASIL. Constituição da Republica Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988. BRASIL. Lei Orgânica de Assistência Social. Lei nº 8.742,de 7 de dezembro de 1993. CARDOSO, João Batista Freitas; SANTOS, Roberto Elísio. Humorísticos da TV brasileira: a trajetória do riso. Lumina, v. 2, n. 2, 2008. DIAS, Cássia da Silva; SILVA, Iara; SOUZA, Joseane Pereira de. A utilização de programações televisivas no Ensino de História: as representações de mulheres negras e indígenas no programa “Zorra Total”. Revista Eletrônica Discente História. com, v. 1, n. 1, p. 1-14, 2013. ESTEVÃO, Ana Maria Ramos. O que é Serviço Social. 6 ed. São Paulo: Brasiliense, 2007. FALEIROS, Vicente de Paula. Estratégias em Serviço Social. 5 ed. São Paulo: Cortez, 2005. FIGUEIREDO, Antônio Macena de. SOUZA, Soraia Riva Goudinho. Como elaborar Projetos, Monografias, Dissertações e Teses: Da redação científica à apresentação do texto final. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008. GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisas. 4.ed. São Paulo: Atlas SP. 2002. GOMES, Renan Araújo. “Ai como eu sou bandida” a análise discursiva crítica sobre a construção identitária da personagem transexual Valéria Vasques, no programa televisivo Zorra Total, da Rede Globo. Viçosa, MG, 2013. GUERRA, Yolanda. Instrumentalidade no trabalho do assistente social. Capacitação em Serviço Social e política social, v. 4, p. 53-63, 2000. IAMAMOTO, Marilda Vilela. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 9 ed. São Paulo: Cortez, 2005. IAMAMOTO, Marilda Villela. Serviço Social em tempo de capital fetiche. Capital financeiro, trabalho e questão social. São Paulo: Cortez Editora, 2007. MARCONI, Mariana de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de Pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise e interpretação de dados. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2008. MARTINELLI, Maria Lúcia. “O ensino teórico-prático do serviço social: demandas e alternativas.” Rev. Serviço Social & Sociedade. (São Paulo) nº 44, p.61-76, 1994. NETTO, José Paulo. Ditadura e serviço social: uma análise do serviço social no Brasil pós – 64. 9 ed. São Paulo: Cortez, 2006. SOUZA, Roberta de Moraes Jesus de. OS BORDÕES TELEVISIVOS E SUA INFLUÊNCIA. III EDIPE – Encontro Estadual de Didática e Prática de Ensino, 2009. YASBEK, Maria Carmelita. Os fundamentos do Serviço Social na contemporaneidade. Texto escrito para o curso de especialização lato sensu em Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. CFESS/ABEPS, 2009.
2825 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES SERVIÇO SOCIAL E MOVIMENTOS SOCIAIS TACIANE COUTO GONÇALVES;VERÔNICA MEDEIROS ALAGOANO; Serviço Social, Movimentos Sociais, Estado da arte O presente artigo busca apresentar algumas reflexões acerca do processo social e histórico que possibilitou a aproximação do Serviço Social com os movimentos sociais, bem como indicar o estado da arte que tematiza acerca desta questão. Acreditamos que a produção acadêmica atual nos oferece importantes pistas para compreendermos como esta dimensão de nosso exercício profissional está ocorrendo, quais as lacunas e possibilidades de avanço no que concerne esta temática. Tal interlocução cumpriu um importante papel para a construção e avanço da perspectiva crítica na categoria profissional, contudo, acreditamos que há ainda uma lacuna no debate e na intervenção profissional em decorrência do crescente distanciamento entre os sujeitos em questão. Tal fato torna-se mais notável quando se constata que o debate sobre a intervenção junto aos movimentos sociais, bem como sobre as estratégias de mobilização e organização da classe trabalhadora são as áreas de menor investigação teórica e empírica da profissão. AMMANN, Safira Bezerra. Ideologia do Desenvolvimento de Comunidade no Brasil. 11 ed. São Paulo. Cortez, 2009. ANTUNES, Ricardo. As lutas sociais e o socialismo na América Latina no século XXI. In. GALVÃO, Andréia; AMORIM, Elaine; SOUZA, Júlia Gomes e; GALASTRI, Leandro. (Orgs.). Capitalismo: crises e resistências. 1 ed. São Paulo. Outras Expressões, 2012. CFESS. Código de Ética do/a Assistente Social. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf. Acesso em 16/10/2014. CFESS. Lei 8662/1993. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf. Acesso em 16/10/2014. DURIGUETTO, Maria Lúcia. Movimentos Sociais e Serviço Social no Brasil pós-anos 1990: desafios e perspectivas. IN: ABRAMIDES, Maria Beatriz; DURIGUETTO, Maria Lúcia (Orgs.). Movimentos Sociais e Serviço Social: uma relação necessária. São Paulo, Cortez, 2014. GALVÃO, Andréia. Ideologia e política nos movimentos sociais da América Latina. Disponível em: < http://www.aacademica.com/000-062/1628.pdf > Acesso em 20/09/2015. GOHN, Maria da Glória. Movimentos sociais na contemporaneidade. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v16n47/v16n47a05.pdf. Acesso em 15/07/2015. IAMAMOTO, Marilda Villela. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 5 ed. São Paulo. Cortez, 2001. ______; CARVALHO, Raul de. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil. Esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 25 Ed. São Paulo: Cortez; [Lima, Peru]: CELATS, 2008. ______. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 6 Ed. São Paulo: Cortez, 2011. ______. Renovação e Conservadorismo no Serviço Social: Ensaios críticos. 12 Ed. São Paulo: Cortez, 2013. MARQUES, Morena Gomes. A relação do Serviço Social com os Movimentos Sociais na contemporaneidade. ENPESS, 12, Anais 2010, Rio de Janeiro, ABEPSS. [CD-ROM]. MONTAÑO, Carlos; DURIGUETTO, Maria Lúcia. Estado, classe e movimento social. 3 Ed. São Paulo: Cortez, 2011. NETTO, José Paulo. Ditadura e Serviço Social. Uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64. 13 Ed. São Paulo: Cortez, 2009. OLIVEIRA, Priscila de Souza. A interlocução do Serviço Social com os movimentos sociais no Brasil: uma análise a partir da produção teórica com enfoque no trabalho profissional. 2010. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) – Faculdade de História, Direito e Serviço Social, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, Franca, 2010. SANTOS, Cláudia Mônica dos. “As dimensões da prática profissional do Serviço Socila”. In: Libertas. V.2, n. 2 jul/dez/2002 – v.3, n.1 e n.2 jan/dez/2003. Juiz de Fora. UFJF, 2003.
2826 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES NA CARONA DO MARXISMO: O SERVIÇO SOCIAL E A QUESTÃO ÉTNICO-RACIAL VISTO PELA PERSPECTIVA MARXISTA JULIANA MARTA SANTOS DE OLIVEIRA;ELISABETE APARECIDA PINTO;RITA DE CÁSSIA PEREIRA ALVES; serviço social, formação, marxismo, questão étnico-racial, questão racial A hipótese primária deste trabalho é de que o racismo permeia e define todas as relações sociais no país, desta forma, o Serviço Social e os Assistentes Sociais não podem ser percebidos fora do prisma mais amplo desse contexto social alienante. Esta realidade tem um impacto negativo na produção do conhecimento na área, bem como, na ausência do debate no paradigma e teorias que alicerçam a profissão. Dentre as categorias de análise da realidade social destacamos a questão social por ser entendida como a própria razão da existência e surgimento do Serviço Social enquanto profissão. Assim, acreditamos que o conceito de questão social mais frequentemente utilizado pelo Serviço Social não inclui os processos históricos que envolvem a população negra. Defendemos, portanto, conforme a perspectiva de Octávio Ianni a existência de uma questão social latente a partir do Brasil Colônia, não podendo a questão racial ser entendida como umas das expressões da questão social. Quanto ao marxismo – teoria que embasa a profissão – foi adulterado e mascarado numa determinação de classe, mas na realidade abre a possibilidade de se pensar raça/etnia sem hierarquização. ALCARY, Valério. Por quê as cotas são uma proposta mais igualitária que a equidade meritocratica. Critica Marxista. 1 ed. 2007, ISSN 0104-9321. ALMEIDA, Mauro W. Barbosa de. Lutas Sociais, desigualdade social e discriminação racial. Critica Marxista. 1 ed. 2007, ISSN 0104-9321. BUONICORE, Augusto C. Reflexões sobre o marxismo e a questão racial. Revista espaço acadêmico, n.51 – Agosto/2005 – mensal – ISSN 1519.6186. BUONICORE, Augusto C. Marxismo, História e Revolução Brasileira: Encontros e desencontros. São Paulo: Anita Garibaldi, 2009. CHADAREVIAN, Pedro Caldas. Os precursores da interpretação marxista do problema racial. In: Des théories Du racisme à l’analyse économique actuelle de sés conséquencessur le marche du travail au Brésil.Tese de doutorado, Université de La Sorbonne, Paris 3, setembro de 2006. LESSA, Sergio. Cotas e o renascimento do racismo. Critica Marxista. . 1 ed. 2007, ISSN 0104-9321. MAESTRI, Mario. Raça, classe e política no Brasil. Critica Marxista. . 1 ed. 2007, ISSN 0104-9321. MOURA, Clovis. O racismo como arma ideológica de dominação. Revista Princípios. Agosto- Outubro de 1994. MOORE, Carlos. Racismo & Sociedade: novas bases epistemológicas para entender o racismo. 2ª edição – Belo Horizonte: Nandyala, 2012. p.304. ROCHA, Roseli da Fonseca. A questão étnico racial e a sua relevância no processo de formação em serviço social. XI Congresso Luso Afro brasileiro de ciências sociais. Salvador Bahia, 7 -10 Agosto de 2011. Universidade Federal da Bahia.
2827 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES SERVIÇO SOCIAL E POPULAÇÃO TRANS: UM DEBATE SOBRE QUESTÃO SOCIAL E SUAS EXPRESSÕES NA CENA CONTEMPORÂNEA SILVANA MARINHO; Serviço Social, População trans, Diversidade de gênero, Questão Social, Contemporaneidade Com este artigo buscarei lançar luzes aos novos enfrentamentos que o Serviço Social vivencia na contemporaneidade, como o campo de atuação profissional com pessoas trans. Trata-se de um campo que imprime novas demandas à profissão, como, por exemplo, atuar no enfrentamento à transfobia e ao sexismo e na promoção da cidadania do público trans; intervir nas novas configurações e múltiplas expressões da questão social relacionadas, não somente, mas fundamentalmente, às discriminações de gênero; considerar gênero como categoria analítica da vida social; e, sobretudo, perseguir a perspectiva de que prática e formação profissional precisam acompanhar a realidade em movimento. Ademais, exige um olhar crítico-dialético em articulação às leituras socioantropológicas, dada a importância sociológica que a vivência trans expressa. Assim, desenvolvo neste artigo, de modo introdutório, um diálogo acerca das identidades e expressões de gênero diversas, abordando a categoria diferença e os processos identitários, em seguida apresento um breve retrato do debate da diversidade de gênero no Serviço Social, para, então, articular e fazer mediações entre questão social na cena contemporânea e a condição de opressão e exploração que se inscrevem as pessoas trans. ALMEIDA, Guilherme. Notas preliminares sobre a produção acadêmica dos assistentes sociais sobre temas associados a direitos sexuais e direitos reprodutivos. In: Anais do XIII Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais (CBAS 2010). Brasília, 2010. ______.; RIBEIRO, A.P.; SALVADOR, E. F. Gota de óleo numa balde d’água [Entrevista com Majorie Marchi]. In: Em Pauta. Nº 28. Diversidade sexual e de gênero. 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2828 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE: APONTAMENTOS SOBRE A INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL SAMIRA DE ALKIMIM BASTOS MIRANDA;SARA VELOSO RODRIGUES;GISELE MARTINS DOS SANTOS;ELIANE SILVA GONÇALVES; SUS, Residências, Serviço Social A Lei nº 8.080/90 tem como um dos eixos a formação de recursos humanos para a saúde em busca de fortalecer e consolidar o Sistema Único de Saúde. Em 2005 a Residência Multiprofissional em Saúde é regulamentada pela portaria interministerial Nº 2.117/05 enquanto uma modalidade de pós-graduação voltada para a formação dos trabalhadores da saúde. Entre as categorias profissionais que compõe as equipes multiprofissionais das Residências observa-se o Serviço Social como profissão consolidada. Nesse sentido, a proposta do estudo é aproximar o debate do Serviço Social nas Residências Multiprofissionais em saúde. Nesse primeiro momento, usou-se como método a pesquisa bibliográfica. Espera-se que o estudo contribua para discussão e consiga dar maior visibilidade do Serviço Social nessa modalidade de formação. BELLINI, Maria Isabel Barros; VARGAS, Tatiane Moreira de. Serviço Social e Educação na Saúde IN Serviço social, residência multiprofissional e pós-graduação: a excelência na formação do assistente social. org. Maria Isabel Barros Bellini, Thaísa Teixeira Closs. Porto Alegre : EdiPUCRS, 2012. 191 p. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. ___________. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 287 de 08 de Outubro de 1998.Dispoe as quatorze profissões da área da saúde. Disponível em:< http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/reso_98.htm> Acesso em Janeiro de 2017. __________. Lei nº 8.080 de 19 de Setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. 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2829 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES A DEFESA DA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO E O PROJETO ÉTICO POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL: APONTAMENTOS PARA O DEBATE JOÃO PAULO DA SILVA VALDO;VIVIANE VAZ CASTRO; Projeto Ético-Político, Legalização do aborto, Princípios Código de Ética, Encontro Nacional CFESS/CRESS O presente artigo, fruto de um trabalho de conclusão de curso e de reflexões da autora e do autor, objetiva tecer reflexões acerca da relação entre a defesa da legalização do aborto e a construção do atual Projeto Ético-Político da profissão, dialogando com os princípios do Código de Ética de assistentes sociais. Para isso, mapeamos e posteriormente analisamos os Relatórios Finais dos Encontros Nacionais do Conselho Federal de Serviço Social/Conselhos Regionais de Serviço Social do ano de 2008 até 2015, com foco na questão sobre o aborto e a fim de entender os debates e as polêmicas que sustentam a posição e defesa por sua legalização pela entidade da categoria profissional. Espera-se contribuir com a discussão sobre aborto no Serviço Social e para o avanço da perspectiva crítica no trabalho profissional da/os assistente social, na permanente construção do atual projeto ético político do Serviço Social, orientado por valores como a liberdade, equidade, justiça social, democracia e contrário a toda forma de preconceito. ABRAMIDES, M.B.C. Desafios do projeto profissional de ruptura com o conservadorismo. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, n. 91, p. 34- 48, set. 2007. BRASIL. Ministério da Saúde. 20 anos de pesquisas sobre aborto no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. _____. 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2830 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES SERVIÇO SOCIAL E INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS DA ASSISTÊNCIA SOCIAL: NOVAS REQUISIÇÕES PROFISSIONAIS PRISCILA AMBROZIO GONÇALVES;ARIANE REGO DE PAIVA; Serviço Social, Trabalho, Assistência Social, Filantropia O presente estudo tem como objetivo analisar as principais mudanças trazidas pelas regulações do Sistema Único de Assistência Social para a organização administrativa e burocrática e para o reordenamento dos serviços socioassistenciais das entidades filantrópicas que atuam na política de assistência social. O argumento principal é o de que essas mudanças impactaram em novas requisições ao trabalho dos assistentes sociais, em um processo permeado por contradições. Por um lado, tem-se a tentativa do governo federal em adequar o trabalho dessas entidades historicamente vinculadas ao trabalho voluntário e à caridade a uma nova racionalidade da política pública não contributiva em uma perspectiva de direitos sociais e, por outro, a conjuntura neoliberal que limita os gastos públicos e que fortalece a privatização e a refilantropização da proteção social. A pesquisa foi realizada utilizando a leitura de algumas referências bibliográficas e a análise de leis e documentos do Sistema Único de Assistência Social elaborados no âmbito federal. As novas normatizações trouxeram ampliação do espaço sócio-ocupacional aos profissionais do Serviço Social, com novas funções e atribuições, em uma perspectiva de racionalização técnico-burocrática, em um contexto de precarização do trabalho. ALENCAR, Mônica Torres. O trabalho do assistente social nas organizações privadas não lucrativas. In: Serviço Social: Direitos Sociais e Competências Profissionais. Conselho Federal de Serviço Social – CFESS e Associação Brsileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS (Orgs). Distrito Federal, 2009; ALMEIDA, Ney L. T. de; ALENCAR, Mônica M. T. de. Serviço Social, Trabalho e Políticas Públicas. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 140 – 171; ALMEIDA, Ney Luiz T.; ALENCAR, Mônica Maria T. Serviço e trabalho: particularidades do trabalho do assistente social na esfera pública estatal brasileira. Revista O Social em Questão. Nº 34, 2015 (161 – 179). BARBOSA, Rosangela N. de C; CARDOSO, F. G; ALMEIDA, Ney L. T. de. A Categoria “processo de trabalho” e o trabalho do assistente social. In: Revista Serviço Social e Sociedade, nº 58. Editora Cortez, 1998, p. 109 – 130; BRASIL. Decreto 6.308, de 14 de dezembro de 2007. Dispõe sobre as entidades e organizações de assistência social de que trata o art. 3o da Lei no 8.742, de 7 de dezembro de 1993, e dá outras providências. BRASIL. Lei 12.101, de 27 de novembro de 2009. Dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social; regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social; altera a Lei no 8.742, de 7 de dezembro de 1993; revoga dispositivos das Leis nos 8.212, de 24 de julho de 1991, 9.429, de 26 de dezembro de 1996, 9.732, de 11 de dezembro de 1998, 10.684, de 30 de maio de 2003, e da Medida Provisória no 2.187-13, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. BRASIL. Lei 8.742, de 7 de dezembro de 1993. Dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências. BRASIL. MDS. Política Nacional de Assistência Social, 2004. CNAS. Resolução 191/2005. Institui orientação para regulamentação do art. 3º da Lei Federal nº 8.742, de 07 de dezembro de 1993 – LOAS, acerca das entidades e organizações de assistência social mediante a indicação das suas características essenciais COLIN, Denise R. A. Sistema de Gestão e Financiamento da Assistência Social: transitando entre a filantropia e a política pública. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Universidade Federal do Paraná, 2008. MONTAÑO, Carlos. Terceiro setor e questão social: crítica ao padrão emergente de intervenção social. 5 ed. São Paulo: Cortez, 2008. PRIEB, Sérgio A. M.; CARCANHOLO, Reinaldo A. O trabalho em Marx. In: CARCANHOLO, Reinaldo A. (org.). Capital: essência e aparência. São Paulo: Expressão Popular, 2011. SPOSATI, Aldaíza. Modelo brasileiro de proteção social não contributiva: concepções fundantes. In: MDS (org.). Concepção e gestão da proteção social não contributiva no Brasil. Brasília: MDS, UNESCO, 2009.
2831 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES AS IMPLICAÇÕES DA CRISE DO CAPITAL SOBRE O FUNDO PÚBLICO JOSEANE COURI; Fundo público, Estado, Crise Capitalista O presente artigo tem como objetivo discutir sobre as implicações da crise estrutural e sistêmica do capitalismo e seus rebatimentos no fundo público. Para tal, é necessário discutir, primeiramente o papel do Estado no capitalismo para depois compreender sobre os fundamentos teóricos e históricos do fundo público e os embates teóricos existentes entre os autores como Behring (2010), Salvador (2010) Oliveira (1998). Para compreender tais implicações, é necessário demonstrar, o duplo papel contraditório do Estado na sociedade capitalista e as funções que o fundo público possui, como, de um lado, ser importante para a reprodução da força de trabalho, onde o Estado busca sua legitimação por meio, principalmente, das políticas sociais. Por outro lado, o fundo público exerce um papel fundamental para que se desenvolva a acumulação capitalista, principalmente no processo de crise estrutural do sistema capitalista, onde o Estado exerce um papel de socorro ao capital. AZENHA, Luiz Carlos. Maria Lucia Fattorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro. Disponível em: . Acesso em: 30 jul. 2016. BEHRING, ELAINE. Acumulação capitalista, fundo público e Política Social. In: BOSCHETTI, Ivanete; BEHRING, Elaine; SANTOS, Silvana M.M.S; MIOTO, Regina C.T. (Orgs.). Política Social no Capitalismo: tendências contemporâneas. São Paulo: Cortez, 2009. ____________.Crise do capital, fundo público e valor. In: BOSCHETTI, Ivanete; BEHRING, Elaine R.; SANTOS, Silvana M.M.S; MIOTO, Regina C.T. (Orgs.). Capitalismo em crise, política social e direitos. São Paulo: Cortez 2010. BEHRING, Elaine; BOSCHETTI, Ivanete. Política social: fundamentos e história. São Paulo, SP: Cortez, 2006. BENSAÏD, Daniel. ‘Karl Marx, As Crises do Capitalismo’, Demopolis, Paris, Junho de 2009. Disponível em:< https://www.marxists.org/portugues/bensaid/2009/08/marx.htm > Acesso em 10 de julho de 2016. BOSCHETTI, Ivanete. Assistência Social e Trabalho no Capitalismo. São Paulo, Cortez, 2016. BRETTAS, Tatiana. Dívida pública: uma varinha de condão sobre os recursos do fundo público. In: SALVADOR, Evilasio et al (orgs). Financeirização, Fundo Público e Política Social. São Paulo: Cortez, 2012. CHESNAIS, F. A mundialização do capital. São Paulo: Xamã. 1996 __________. O capital portador de juros: acumulação, internacionalização, efeitos econômicos e políticos. In: CHESNAIS, F. (Org). A finança mundializada. São Paulo: Boitempo, 2005. __________.Como la crisis del 29, o más… Un nuevo contexto mundial. In Revista Herramienta, n. 39. 2008. Disponível em http://www.herramienta.com.ar/revista-herramienta-n-39/como-la-crisis-del-29-o-mas-un-nuevo-contexto-mundial Acesso em 12 de julho de 2016. ____________. As Dívidas Ilegítimas. Quando os Bancos Fazem Mão Baixa nas Políticas Públicas. Portugal, Ed. Circulo de Leitores, 2012. FONTES, Virgínia. O Brasil e o Capital Imperialismo – teoria e história. Rio de Janeiro, FIOCRUZ- EPSJV e UFRJ, 2010. GOUGH, Ian. Economia política del Estado del bienestar. Trad. de Gregorio Rodriguez Cabrero. Madrid: H. Blume Ediciones, 1982. HARVEY, D. O neoliberalismo: história e implicações. São Paulo: Edições Loyola. 2008. __________. O enigma do capital e as crises do capitalismo. São Paulo: Ed. Boitempo, 2011. HERRERA, Rêmy. Prefácio: O Capital Fictício no Centro Da Crise. In: GOMES, Helder (org). Especulação e lucros fictícios - formas parasitárias da acumulação contemporânea. São Paulo, Ed: Outras expressões, 2015. NETTO, José Paulo; BRAZ, Marcelo. Economia política: uma introdução crítica. 1° ed. São Paulo: Cortez, 2006 MANDEL, Ernest. O Capitalismo Tardio. SP. Abril Cultural, 1982. _______________. A Crise do Capital: os fatos e sua interpretação marxista. São Paulo, Editora Ensaio, 1990. MARX, K. O Capital. Volume III - Tomo 2. SP: Abril Cultural 1983. MÉSZÀROS, István. A Crise estrutural do capital. São Paulo, Boitempo, 2009. O’CONNOR, James. USA: a crise fiscal do Estado capitalista. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. OLIVEIRA, Francisco. “O Surgimento do antivalor: capital, força de trabalho e fundo público. In: Os direitos do antivalor: a economia política da hegemonia imperfeita. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p. 19-48. SALVADOR, Evilasio. Fundo público e seguridade social no Brasil. São Paulo: Cortez, 2010.
2832 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES GESTÃO SOCIAL: CONSIDERAÇÕES DA IMPORTANCIA EM CONSELHOS DE POLITICAS PÚBLICAS SIMONE TORRES GUSMÃO SANTOS;CRISTH ELLEN FERREIRA PINHEIRO; Capital Social, Controle Social, Gestão Social, Políticas Públicas Considerando a relevância do capital social para o fortalecimento do debate nos espaços de discussão coletiva e considerando o controle social como essencial para o fortalecimento da gestão de políticas públicas, este artigo tem como objetivo analisar a importância do capital social para a tomada de decisão no âmbito dos conselhos de políticas públicas. Este estudo tem por sua natureza uma pesquisa qualitativa, sustentada em análises bibliográficas. Utilizou-se como teóricos Putnam, Tenório, Abramovay e Diegues para as reflexões a respeito dos conceitos de capital social, onde se observou a presença de diferentes vertentes. Discutido o assunto, no que tange ao controle social, se pode afirmar que é a capacidade da sociedade decidir/intervir nas políticas públicas e na gestão social, é importante que a tomada de decisão seja coletiva e com objetivos coletivos. Para finalizar, é importante considerar o recente passado de aproximação do país com a democratização e que os Conselhos de Controle Social garantem a discussão paritária das políticas públicas, no entanto o caminho entre o debate e a democratização na tomada de decisão é um caminho ainda a percorrer. ABRAMOVAY, R. O Capital social dos territórios: repensando o desenvolvimento rural. Economia Aplicada. São Paulo, v. 4, n. 2, p. 379-397, abr/jun 2000. ARAUJO, Maria Paula; SILVA, Izabel Pimentel da; SANTOS, Desirree dos Reis. Ditadura Militar e Democracia no Brasil: História, Imagem e Testemunho. 1. ed. - Rio de Janeiro : Ponteio, 2013. BEHRING, Elaine Rossetti e BOSCHETTI, Ivanete. Política Social: fundamentos e história. São Paulo, Cortez, 2008. 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2833 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES TRANSEXUAIS E A LEI MARIA DA PENHA: UMA EXPRESSÃO DA QUESTÃO SOCIAL PHILIPE NUNES SILVA;MARIA ÂNGELA FIGUEIREDO BRAGA;SHEYLA BORGES MARTINS; serviço social, questão social, lei maria da penha, mulheres transexuais, violência. Em 2016 a Lei 11.340/2006, a Lei Maria da Penha completou 10 anos. Ela define um campo de proteção para as mulheres limitado através do conceito de gênero feminino. Usando este mesmo conceito para pesquisar vítimas de homicídios, os resultados apontam para o Brasil como o país com maior número de assassinatos de mulheres transexuais. No Brasil, as pessoas do gênero feminino são alvo da violência e não da proteção. Fato que aqui atribuímos aos padrões de comportamento social embasados em uma moral conservadora sócio-historicamente construída e sustentada no Brasil. O objetivo deste estudo é chamar atenção dos profissionais de Serviço Social para o entendimento de como estes padrões de comportamento são construídos na sociedade brasileira e como deles resulta o alto índice de violência contra as mulheres transexuais. Violência esta que compreendemos como uma expressão da questão social e, portanto, objeto do trabalho das/os assistentes sociais. Esta discussão pretende fomentar o debate em torno desta questão como primeiro passo no sentido da elaboração de estratégias de intervenção profissional por parte das/os assistentes sociais. ABLGT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Disponível em http://www.abglt.org.br/port/index.php. Acesso em 17 de janeiro de 2017. ALVES, Branca Moreira. PITANGUY, Jaqueline. O que é feminismo. Editora Brasiliense , São Paulo, 1982. BRASIL. LEI MARIA DA PENHA. Lei N.°11.340, de 7 de Agosto de 2006. ______. Presidência da República. 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2834 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES ENTRE MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS: REFLEXÕES SOBRE O TRABALHO ADOLESCENTE DOMÉSTICO NO ESTADO DO TOCANTINS SABRINA CELESTINO;CLARET COSTA BRITO; Trabalho, Adolescente, Doméstico O presente artigo busca compartilhar algumas reflexões, sobre o trabalho adolescente doméstico tendo por foco a realidade expressa no estado do Tocantins. Tomando por instrumento a pesquisa bibliográfica e documental buscamos analisar a conceituação e os fundamentos, que referem à prática do trabalho adolescente doméstico no Brasil e sua particularidade no mais novo estado da Região Norte. Com as elaborações que aqui destacamos, intencionamos apontar como este tipo de trabalho permanece sendo naturalizado na história de vida de inúmeros adolescentes, sobretudo, as do sexo feminino implicando num contexto profundo de violações de direitos, mas igualmente, os esforços destinados ao combate desta atividade ilegal e o reforço da perspectiva protetiva e promotora de direitos. ALBERTO, M.F.P e PATRIOTA, G.F.R. Trabalho infantil doméstico no interior dos lares: as faces da invisibilidade. Estudos e Pesquisas em Psicologia Rio de Janeiro v. 14 n. 3. 2014. ALBERTO, M.F,P; SANTOS D.P; LEITE,F.M;PAIXÃO,G.P;LIMA,J.W; SILVA, A. Trabalho infantil doméstico: perfil bio-sócio-econômico e configuração da atividade no município de João Pessoa, PB.Cad. psicol. soc. trab. v.12 n.1 São Paulo jun. 2009. ANGELIN P.E, TRUZZI O. M. Patroas e adolescentes trabalhadoras domésticas. Relações de trabalho, gênero e classes sociais. REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS SOCIAIS - VOL. 30 N° 89 2015. Disponível em . Acesso em: 28/01/2016. BRASIL, Estatuto da Criança e adolescente: 1990.7.ed.Brasília: Senado Federal Subsecretaria de Edições Técnicas. BOLZAN, Débora de Paula. Serviço Social, Divisão Sexual do Trabalho e Relações de Gênero. Anais do Encontro Internacional e Nacional de Política Social. Vitória,2016. CIPOLA, Ari. O Trabalho Infantil. 1º Ed. São Paulo: Publifolha, 2001. CEDECA-TO . Informe sobre trabalho infantil no Tocantins, 2015 disponível em .http//www.cedecato.org.br. acesso em 21/06/2015 . FNPETI: Relatório sobre a Integração do PETI ao Bolsa Família ,2006. Disponível em:http://www.fnpeti.org.br/arquivos/biblioteca/efdff5cc95c06af4f5e794acd8ad4e2d.pdf.acesso dia 05 de novembro de 2016. OIT. Diga não ao trabalho infantil doméstico. Disponível em>. Acesso em: 15/02/2015. PARENTE, T. G.Fundamentos Históricos do Estado do Tocantins Goiânia: ED. da UFG, 1999. RIZZINI, Irene & FONSECA, Claudia. As meninas e o universo do trabalho doméstico no Brasil: aspectos históricos, culturais e tendências atuais. Brasil, OIT, 2002. Disponível em: . Acesso em 02/02/2016. SANTANA, Munich.DIMENSTEIN,Magda. Trabalho doméstico de adolescentes e reprodução das desiguais relações de gênero. Revista Psico-USF, v. 10, n. 1, p. 93-102, jan./jun. 2005. SOUZA, Taísa Oliveira. A face cruel do trabalho infantil doméstico no Brasil, 2005Disponívelem: acesso em : 15/02/2015. TOCANTINS, Secretaria do trabalho e Assistência Social: Tocantins: SETAS 2008.
2835 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES MOVIMENTO ESTUDANTIL DE SERVIÇO SOCIAL E O PROJETO ÉTICO-POLÍTICO NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL TALES WILLYAN FORNAZIER MOREIRA; Serviço Social;, Movimento Estudantil, Formação Profissional, Projeto Ético-Político Este trabalho versa sobre o compromisso do Movimento Estudantil de Serviço Social/MESS com o Projeto Ético-Político na Formação Profissional, cujo objetivo geral foi conhecer o que os/as estudantes das gestões da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social/ABEPSS e da Executiva de Estudantes de Serviço Social/ENESSO (2015/2016) pensam acerca do MESS e a importância deste como organização política da categoria e para consolidação do Projeto Ético-Político profissional. Os objetivos específicos se constituíram em historicizar o MESS no Brasil, conhecer as lutas e conquistas da categoria profissional que envolveram o MESS, estudar a dimensão ética, política e organizativa da categoria de Serviço Social, significar o MESS na formação profissional e sua relação com o Projeto Ético-Político profissional. Historicamente, o MESS se estabelece enquanto um lócus de formação teórica e política de quadros não só no âmbito estudantil, mas contribui com a formação de grande parte das futuras gerações que comporão as demais entidades da categoria (CFESS/CRESS e ABEPSS) e isso tem relação direta com a manutenção da direção social da profissão. Nesse sentido, se debruçar a estudar, construir e fortalecer o MESS, sobretudo num cenário tão adverso, significa fortalecer o Serviço Social brasileiro na perspectiva de intenção de ruptura. O ensejo em se realizar tal pesquisa, parte da construção do pesquisador durante seu processo de formação: organizado em âmbito local no Centro Acadêmico de Serviço Social XV de Maio da UFTM, durante a gestão “TransFormAção” (2014/2015); e em âmbito nacional na condição de representante discente de graduação da ABEPSS, gestão “Ousadia e Sonhos em Tempos de Resistência”, biênio 2015/2016. A experiência na militância estudantil trouxe demanda por mais estudos e conhecimentos acerca do MESS. Objetivamos, com este trabalho, contribuir com reflexões acerca da importância da organização estudantil para o fortalecimento ético e político da profissão. Pautamos-nos no materialismo histórico dialético por entendermos que este referencial teórico é o único que nos possibilita a análise da totalidade social, bem como se constitui enquanto sustentáculo teórico-metodológico, ético-político e técnico-operativo para a efetivação e legitimação do Serviço Social na sociedade brasileira, sobremaneira após a década de 1980. Utilizamos pesquisa bibliográfica, documental e de campo, por entender que o método adotado recusa o distanciamento do/a pesquisador/a com o objeto pesquisado. No processo de pesquisa de campo realizamos o levantamento de dados via questionário, através de formulário online, haja vista que os/as participantes da pesquisa estão localizados/as em diversas regiões do país. Ademais, trabalhamos com análise de dados quantitativos e qualitativos, entendendo que ambas se complementam e possibilitam uma apreensão na perspectiva de totalidade do objeto pesquisado. Num todo, as falas dos/as participantes da pesquisa estão localizados/as em diversas regiões do país. Ademais, trabalhamos com análise de dados quantitativos e qualitativos, entendendo que ambas se complementam e possibilitam uma apreensão na perspectiva de totalidade do objeto pesquisado. Num todo, as falas dos/as estudantes participantes da pesquisa, tonificam a perspectiva do MESS enquanto fundamental para o robustecimento da categoria profissional, nos marcos do Projeto Ético-Político do Serviço Social.
2836 sesoperspectiva v. 1 n. 1 (2017): O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DIMENSÕES ENTRE O LEGAL E O SOCIAL : UM ESTUDO DO INFANTICÍDIO SOB DUAS PERSPECTIVAS DANIELE MEIRA PAULINO; Para além do delito em si, o infanticídio suscita questionamentos de ordem social, por ser uma espécie de crime cometido por uma figura que, de acordo com os valores morais da sociedade brasileira em tempos de hegemonia do modelo de família burguesa, deveria ser a primeira a proteger: a mãe. Nesse viés, há um entendimento cultural que mulheres que matam seus filhos só o fazem porque vivem um sofrimento psicológico tão grave que ela deixa de responder conscientemente por si. Apesar da previsão legal, essa condição vem sendo questionada, justamente por não se ter provas de sua existência e capacidade de determinar na mãe a ação criminosa. Em razão disso, outros elementos começaram a ser elencados como forma de tentar justificar porque o estado puerperal age diferente sobre cada mulher. Essa possibilidade de relação entre a condição de vida da mulher e o modo como ela é influenciada, contudo, ainda não é suficientemente esclarecedora, uma vez que o Direito defende que a ação delitiva é imediata, fruto de um processo momentâneo, sem previsibilidade. Essa lógica, porém, não consegue explicar o motivo pelo qual, por exemplo, a mãe opta por ocultar sua gravidez ou porque houve tentativa de aborto em momento anterior. É nesse sentido que outros elementos são apresentados, como forma de buscar uma explicação ou os motivos mais recorrentes que corroboram para que a mulher não aceite a maternidade naquele momento. O trabalho tem como objetivo analisar as situações que levam as mulheres a cometerem o delito, em uma perspectiva de enxergá-la enquanto parte de um todo global e complexo, marcado por contradições e desigualdades sociais.Trata-se de uma pesquisa de recorte qualitativo assentada em uma perspectiva analítica histórico-crítica. Os instrumentos adotados para levantamento de dados bibliográficos e empíricos estão consubstanciados por um levantamento bibliográfico acerca da temática, pesquisa documental junto aos processos-crimes de infanticídio e aplicação de entrevista semi-estruturada aos operadores do Direito. O trabalho divide-se em três capítulos, e traz discussões como a construção do papel feminino na sociedade, a apresentação do crime de infanticídio sob o aspecto jurídico e sócio-histórico e, ainda, os argumentos que podem justificar o infanticídio. O processo de conclusão da pesquisa indicou dois resultados relevantes. O primeiro deles relaciona-se ao entendimento de que a influência do estado puerperal, por si só, não é capaz de desencadear a ação criminosa como defende a conceituação do crime de infanticídio. Isso sugere, portanto, que a existência de outros elementos, como a condição sócio-econômica da mulher e seu estado civil, devem ser considerados relevantes para o delito, uma vez que são esses outros fatores que determinam como a condição fisiopsiocológica da mãe vai agir sobre ela. Outro resultado importante diz da necessidade de revisão do conceito jurídico de infanticídio e de como o crime tem sido entendido pelo ordenamento jurídico brasileiro.
2846 unicientifica ANAIS do IV Congresso Internacional em Ciências da Saúde (CICS) ANAIS do IV Congresso Internacional em Ciências da Saúde (CICS) Revista Unimontes Científica;
2847 unicientifica ANAIS DO SIMLIGA ANAIS SIMLIGA 2021 Revista Unimontes Científica;
2848 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias Editorial - Dossiê Doenças Infecciosas e Parasitárias
2849 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias ESTUDO LONGITUDINAL DE INDIVÍDUOS COM DOENÇA DE CHAGAS DE REGIÃO ENDÊMICA BRASILEIRA: A COORTE SAMITROP Andréia Brito de Souza;Amanda Mota Lacerda;Ariela Mota Ferreira;Renata Fiúza Damasceno;Éster Cerdeira Sabino;Antônio Luiz Pinho Ribeiro;Thallyta Maria Vieira;Desirée SantAna Haikal;Amanda Karoline Pinheiro Silva; Doença de Chagas; Doenças Negligenciadas; Cardiomiopatia Chagásica A coorte SaMi-Trop - Centro de Pesquisa em Medicina Tropical de São PauloMinas Gerais, um estudo multicêntrico de pacientes com Doença de Chagas – DC, idealizado por cientistas de quatro universidades públicas brasileiras, tem sido conduzida desde 2013 em regiões endêmicas do estado de Minas Gerais - MG. Objetivo: apresentar e descrever como está sendo conduzida a coorte SaMi-Trop e seus principais resultados, com um retorno local voltado aos gestores municipais. Métodos: os participantes foram recrutados através da base de dados da Rede de Teleassistência de Minas Gerais - RTMG. Até o momento, duas coletas foram realizadas, uma linha de base que ocorreu nos anos de 2013 e 2014 e um primeiro seguimento nos anos de 2015 a 2016. Resultados: participaram 2157 indivíduos na linha debase. Desses, 146 faleceram e 1709 se mantiveram no primeiro seguimento, após dois anos. A maioria dos participantes era do sexo feminino, apresentava idade até 60 anos, união estável e se autodeclararam não branco. Conclusão: a coorte tem contribuído com o avanço no conhecimento científico da DC. Seus resultados, também, devem subsidiar políticas públicas e estratégias para melhorar os serviços de saúde ofertados, de forma direcionada, às reais necessidades dos portadores de DC. DIAS, João Carlos Pinto et al. II Consenso Brasileiro em Doença de Chagas, 2015. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 25, n. esp, p. 7-86, jun. 2016. 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2850 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias LEISHMANIOSE TEGUMENTAR EM UM MUNICÍPIO DO NORTE DE MINAS GERAIS: ASPECTOS CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICOS E DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL Renata Luiz Ursine;Emanuelle de Moura Santos Xavier;Maria Suely Fernandes Gusmão;Hildeth Maisa Torres Faria;Marília Fonseca Rocha;Agna Soares da Silva Menezes;Renata Fiúza Damasceno;Ariela Ferreira Mota Mota;Silvio Fernando Guimarães de Carvalho;Thallyta Maria Vieira; Perfil Epidemiológico; Análise Espacial; Leishmaniose Cutânea; Sistema de Informação em Saúde. Objetivos: Analisar aspectos clínicos, epidemiológicos e a distribuição espacial da Leishmaniose Tegumentar em um município endêmico do Brasil (2012-2019). Métodos: Estudo epidemiológico, transversal e descritivo, realizado a partir de dados de Leishmaniose Tegumentar registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação e no Sistema de Informação de Mortalidade. A análise estatística descritiva contemplou variáveis sociodemográficas e variáveis referentes à forma clínica, tratamento e evolução do caso. A análise de distribuição espacial foi realizada no software QGIS 3.4. Resultados: Foram registrados 380 casos de Leishmaniose Tegumentar, sendo a maioria dos pacientes do sexo masculino, adultos, que residiam na zona urbana. A principal forma de manifestação clínica foi cutânea (93,9%); o antimonial pentavalente foi a droga de primeira escolha administrada em 75,5% dos pacientes; 95,0% dos casos evoluíram para cura; 1,3% evoluíram para óbito (idade média: 61,8 anos; 60% possuíam coinfecção com HIV). As maiores taxas de incidência foram encontradas na região Oeste da cidade. Conclusões: No município estudado, diferentemente da maioria das regiões do Brasil, a Leishmaniose Tegumentar apresentou um perfil de ocorrência predominantemente urbano. Espera-se que este estudo possa contribuir com um melhor entendimento da epidemiologia desta doença e que possa nortear a elaboração de estratégias de controle. - AKHOUNDI, Mohammad et al. A Historical Overview of the Classification, Evolution, and Dispersion of Leishmania Parasites and Sandflies. PLOS Neglected Tropical Diseases, San Francisco, v.10, n.3, p.1-40, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pntd.0004349. Acesso em: 20 abril de 2021. - WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Leishmaniasis [internet]. Geneva, Switzerland: WHO; 2019. Disponível em: https://www.paho.org/en/topics/leishmaniasis/cutaneous-and-mucosal-leishmaniasis. Acesso em: 05 de dezembro de 2020. - BAILEY, Freddie et al. A new perspective on cutaneous leishmaniasis—Implications for global prevalence and burden of disease estimates. PLOS Neglected Tropical Diseases, San Francisco, v.11, n.8, p.1-5, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pntd.0005739. 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2851 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias EPIDEMIOLOGY AND TREATMENT OF FUNGAL INFECTIONS IN ONCO-PEDIATRIC PATIENTS AT A REFERRAL HOSPITAL Jéssica Neves Bitencourt;Lillian Morais Silva;Renata de Bastos Ascenço Soares;Cássia Silva de Miranda Godoy; : Fungal infections. Pediatrics. Cancer. Therapy Aim: to identify the epidemiology of fungal infections in the pediatric service of a reference hospital for the treatment of cancer for 2016 to 2019, through the dispensing of antifungal drugs by the hospital pharmacy. Methods: Retrospective cohort analysis of 1.211 antifungal requests. Results and Discussion: 1.211 treatments with antifungal agents were performed in the period, with 71.9% of cases treated with empirical therapy, 64.1% of cases of mucocutaneous candidiasis and with the use of nystatin in 48.6% of cases. There were 114 episodes of IFIs, in which probable fungal pneumonia represented 40.4% of the therapeutic indications, based on suggestive tomographic images and clinical and epidemiological criteria in 40.3% of cases. Conclusions: There was an agreement between the epidemiology of fungal infections and the worldwide epidemiology, but there was disagreement between the therapies applied in the study hospital and the recent guidelines. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). Estimativa 2020: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: 2019. Disponível em: . Acesso em: 09 Mar; 2020. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo de Diagnóstico Precoce do Câncer Pediátrico. Brasília, 2017. Disponível em: . Acesso em: 09 Mar. 2020. RAMOS, J. T. et al. Clinical practice update of antifungal prophylaxis in immunocompromised children. Revista Espanola de Quimioterapia, Madri, v. 32, n. 5, p. 410– 425, 2019. FRACCHIOLLA, N. S. et al. Epidemiology and treatment approaches in management of invasive fungal infections in hematological malignancies: Results from a single-centre study. PLoS ONE, São Francisco. 14, n. 5, p. 1–14, 2019. LAMOTH, F. et al. Changing epidemiology of invasive mold infections in patients receiving azole prophilaxis. Clin Infect Dis, Oxford 2017. DE PAUW, B. et al. Revised Definitions of Invasive Fungal Disease from the European Organization for Research and Treatment of Cancer/Invasive. Clin. Infect. Dis, Oxford, v. 46, n. 12, p. 1813–1821, 2008. NIEDERHUBER, J. E. et al. Abeloff’s clinical oncology. 5 ed. Filadélfia: Elsevier, 2014. BRANDI, A. C. M. B. Infecções fúngicas invasivas em crianças e adolescentes com câncer. 2019. 119p. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Faculdade de Medicina, USP, São Paulo, 2019. ASSOCIAÇÃO DE COMBATE AO CÂNCER EM GOIÁS (ACCG). Demonstrativo de Atividades de 2018. 2020. Relatório Anual da ACCG - ACCG, Goiânia. SANTANA, L. R. et al. Perfil epidemiológico das Leucemias em Crianças e Adolescentes no Estado da Bahia. Gaz. méd. Bahia, Salvador, v. 77, n. 1, p.51-54, 2007. CASTAGNOLA, E. et al. Fungal Infections in Children With Cancer: A Prospective, Multicenter Surveillance Study. Pediatr Infect Dis J, Filadélfia, v. 25, p. 634-639, 2006. GROLL, A. H. et al. Fourth European Conference on Infections in Leukaemia (ECIL-4): guidelines for diagnosis, prevention, and treatment of invasive fungal diseases in paediatric patients with cancer or allogeneic haemopoietic stem-cell transplantation. Lancet Oncol, Londres, v. 15, p. e327-40, 2014. LEHRNBECHER, T. et al. Guideline for the Management of Fever and Neutropenia in Children With Cancer and Hematopoietic Stem-Cell Transplantation Recipients:2017 Update. J Clin Oncol, Alexandria, v. 35, p.2082-2094, 2017. MENEZES, A. C. et al. Abordagem clínica e terapêutica da mucosite oral induzida por radioterapia e quimioterapia em pacientes com câncer. Rev Bras Odontol, Rio de Janeiro, v. 71, n. 1, p.35-38, 2014. COHEN-WOLKOWIEZ, M. et al. Pediatric antifungal agents. Curr Opin Infect Dis, Londres, v. 22, p. 553-558, 2009. FLYNN, P. M. et al. Oropharyngeal candidiasis in immunocompromised children: a randomized, multicenter study of orally administered fluconazole suspesion versus nystatin. The Multicenter Fluconazole Study Group. J Pediatr, v. 127, n. 2, p. 322- FILIPPIN, F. B., SOUZA, L. C. Eficiência terapêutica das formulações lipídicas de anfotericina B. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, São Paulo, v. 42, n. 2, p. 167-194, 2006. BLYTH, C. C., PALASANTHIRAN P., O’BRIEN T. A. Antifungal Therapy in Children With Invasive Fungal Infections: A Systematic Review. PEDIATRICS, v. 119, n. 4, p. 772-784, 2007.
2852 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias TUBERCULOSE RESISTENTE E MULTIRRESISTENTE NO BRASIL Caroline Coelho de Oliveira;Eduarda Martins Cruz;Gabriela Drummond Magalhães;Mariana Veloso Suzart;Mateus Augusto de Prince;Camila Teles Gonçalves;Jaqueline Teixeira Teles Gonçalves;Luçandra Ramos Espírito-Santo;Carlos Eduardo Mendes D’Angelis;Karina Andrade de Prince; Objetivo: Analisar os casos de tuberculose resistente e multirresistente no Brasil, no período de 2009 a 2018. Métodos: Trata-se de um estudo, retrospectivo, descritivo, quantitativo, de base documental. Teve como universo de pesquisa a base de dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN). Resultados: No Brasil, foram notificados 1795 casos de tuberculose resistente e 1577 de multirresistente. O número de casos aumentou expressivamente entre 2010 e 2017. Teve predomínio no sexo masculino (71,47 %), na faixa etária entre 25-44 anos (41%), com 1º grau incompleto (43,44%), nas raças branca (37,6%) e parda (36,84%) (p < 0,001). Os casos novos (45,97%) e de reingresso após abandono (28,34%), apresentaram os maiores percentuais (p < 0,001). Indivíduos alcoolistas (p 0,002), portadores de HIV (p < 0,001), com a forma pulmonar (p 0,023), e com abandono do tratamento (p < 0,001), tiveram maiores percentuais de resistência adquirida. No entanto, portadores da forma extrapulmonar (p 0,023) e que evoluíram à cura, apresentaram maiores percentuais de resistência primária (p < 0,001). Conclusão: A tuberculose se mantém, como doença de alta incidência/prevalência no Brasil e, que apesar dos investimentos o percentual de casos de resistência permanece alto, trazendo importantes repercussões clínicas e epidemiológicas. - BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_recomendacoes_controle_tubercul ose_brasil_2_ed.pdf. Acesso em: 05 de maio, 2020. - MENDES, Marcos Ramon Ribeiro dos Santos et al. Situação sóciodemográfica da tuberculose multirresistente no estado do Piauí, 2001–2012. Revista Interdisciplinar, Teresina, v. 7, n. 1, p. 8-16, jan-mar, 2014. - HOAGLAND, Daniel T et al. New agents for the treatment of drug-resistant Mycobacterium tuberculosis. Advanced Drug Delivery Reviews, Amsterdam, v. 1, n. 102, p. 55–72, jul, 2016. - GYGLI, Sebastian M et al. Antimicrobial resistance in Mycobacterium tuberculosis: mechanistic and evolutionary perspectives. FEMS Microbiology Reviews, Cambridge, v. 41, n. 3, p. 354-373, maio, 2017. - SONG, Wan-mei et al. Primary drug resistance of mycobacterium tuberculosis in Shandong, China, 2004-2018. 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2853 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias SARAMPO: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E COBERTURA VACINAL Bruna Mendes Santos;Ênata Luisa Oliveira Guimarães;Igor Antonio Tolentino Narciso;João Claudio Prates Medeiros;João Paulo Drumond Pires Gorayeb;Júlia Soares Oliveira;Karina Andrade de Prince; Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico e a cobertura vacinal do sarampo no Brasil no período de 2011 a 2020. Método: Trata-se de um estudo, retrospectivo, descritivo, quantitativo, de base documental, com busca nas bases de dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde e do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), ambas disponibilizadas pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Resultados: No período avaliado, de 2011 a 2020, foram registrados 2.722 casos de internações por Sarampo no Brasil, com aumento de 1.445% nos anos de 2018 e 2019 e predomínio de ocorrências na região Norte (45,0%). A partir de 2015 até 2020, houve um decréscimo da cobertura vacinal (19,32%) e aumento na taxa de mortalidade nos anos seguintes. A doença teve predomínio no sexo masculino (52,76%), em menores de 1 ano (37,29%) e na cor/raça parda (50,55%). 7,64% das internações foram em hospitais públicos e o maior número foi por urgência (92,32%). Quanto aos gastos relacionados às internações, 7,47% foi destinado a pacientes internados em regime público Conclusão: Nota-se a necessidade de adesão à vacinação para controle dos surtos, diminuição dos gastos e melhoria da qualidade de vida. REYES, Nathalia Kathleen Santana et al. tica para a Vacinaç o contra o Sarampo. Proceeding Series of the Brazilian Society of Computational and Applied Mathematics, São Carlos, v. 7, n. 1, 2020. 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2854 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias HISTÓRIA EM QUADRINHOS COMO FERRAMENTA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM SOBRE O NOVO CORONAVÍRUAS Waldemar de Paula-Júnior;Francisco Ferreira de Lima-Neto;Nathália Zenaide Durães Soares;Vitória Louise Mendes Fonseca;Renata Cristina Rezende Macedo do Nascimento;Andrea Grabe-Guimarães; História em Quadrinhos; Educação; Imunologia; Coronavírus O objetivo deste trabalho foi desenvolver uma história em quadrinhos, exemplo de metodologia ativa de ensino, relacionando sistema imunológico e o novo coronavírus, para potencializar o processo de ensino-aprendizagem. Possui, ainda, a finalidade de levar o leitor ao aprendizado científico e ao conhecimento de mundo, para que ele reflita em novas perspectivas. Foi elaborada uma história em quadrinhos (HQ) simulando a infecção pelo SARS-CoV-2 em um organismo humano. Foram enumerados os constituintes do sistema imunológico (macrófago, linfócito B, linfócito T citotóxico, linfócito T helper, célula natural killer, célula dendrítica, neutrófilo, eosinófilo, basófilo, IgA, IgG, IgM, citocinas e sistema complemento) capazes de atuar nessa infecção. As respostas imunológicas e os mecanismos de ação dos componentes do sistema imunológico foram relacionados com a infecção provocada pelo novo coronavírus. Foi utilizada uma linguagem acessível a pessoas de todas as idades e diferentes graus de instrução. A HQ produzida pode representar resultado positivo no aprendizado do conteúdo de imunologia associado ao novo coronavírus ou potencializar informações já adquiridas. Para os autores, foram observadas habilidades como iniciativa, trabalho em equipe, além da capacidade de comunicação e de síntese. O presente trabalho pode ser utilizado associado a outras metodologias ativas de aprendizagem e, sobretudo, servir de inspiração para que novas abordagens educacionais sobre o novo coronavírus sejam criadas. TOPF, Joel M.; WILLIAMS, Paul N. COVID-19, Social Media, and the Role of the Public Physician. Blood Purification. Basel, v. 14, p. 1-7, 2021. FANG, Mei Lan et al. Exploring Privilege in the Digital Divide: Implications for Theory, Policy, and Practice. Gerontologist, Oxford, v. 59, n. 1, p. 1-15, 2019. DOS SANTOS, Jefferson Pereira Caldas et al. Vulnerability to severe forms of COVID-19: an intra-municipal analysis in the city of Rio de Janeiro, Brazil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 36, n. 5, p. 1-12, 2020. NATIVIDADE, Márcio dos Santos et al. Distancing and living conditions in the pandemic COVID-19 in Salvador-Bahia, Brazil. Ciência Saúde Coletiva. Manguinhos, v. 25, n. 9, set. 2020. CASTRO, R R et al. Spatial dynamics of the COVID-19 pandemic in Brazil. 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2855 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias EPIDEMIOLOGIA DOS PACIENTES COM HIV/AIDS ATENDIDOS EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA EM DOENÇAS INFECCIOSAS Samuel da Silva Gomes;Letícia de Melo Mota; A infecção pelo vírus HIV e sua forma sindrômica manifestada na AIDS são um grave problema de saúde pública, que afeta populações em diferentes estratos sociais, com manifestações clínicas e sistêmicas inversamente proporcionais à contagem de Linfócitos T CD4+. Objetivo: Avaliar dados epidemiológicos em um centro de referência para tratamento de paciente vivendo com HIV/AIDS. Método: Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo, baseado na coleta de dados feita através da revisão dos prontuários dos pacientes ativos, em seguimento ambulatorial regular, sobre a população de portadores de HIV/AIDS atendidos em um centro de referência em Montes Claros – MG. Resultados: Verificou-se, do total de pacientes avaliados que, quanto à terapia antirretroviral (TARV), 94,2% estava em uso de TARV; que 66% dos pacientes possuíam carga viral indetectável e que as doenças oportunistas apresentadas por portadores de HIV/AIDS foram documentadas em 158 pacientes (51% do total de pacientes), sendo a pneumocistose a condição mais prevalente. Conclusão: A taxa de pacientes sem TARV alerta para uma revisão desses no intuito de iniciar a introdução de terapia antirretroviral o mais precoce possível, bem como identificar os esquemas antirretrovirais utilizados e adequá-los de acordo com as novas recomendações. BRITO, Ana Maria de et al. AIDS e infecção pelo HIV no Brasil: uma epidemia multifacetada. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical [online]. 2001, v. 34, n. 2 [Acessado 1 Setembro 2021] , pp. 207-217. VERAS, Renato Peixoto et al. Epidemiologia: contextos e pluralidade [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ. 1998;4:172p. 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2856 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias FEBRE HEMORRÁGICA DA DENGUE: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E ECONÔMICOS NO BRASIL Aline Camargo de Oliveira;Ana Laura Oliveira Santos Dias Guimarães;Gabriela Lopes Antunes;Larissa Maria Almeida Ramos;Maria Cecília Drumond Cruz de Sales;Melanie Monteiro Rodrigues;Karina Andrade de Prince; Objetivo: Analisar o perfil clínico, epidemiológico e econômico da febre hemorrágica da dengue no Brasil. Método: Trata-se de um estudo, retrospectivo, descritivo, quantitativo, de base documental. Teve como universo de pesquisa a base de dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde, referente as internações, no período de 2011 a 2020. Resultados: No período avaliado foram registrados um total de 19.852 internações e 1.047 óbitos (5,27%) por febre hemorrágica da dengue no país. A região Sudeste (33,2%) e Nordeste (30,9%), apresentaram maiores internações e, a maior taxa de mortalidade ocorreu na região Sul (8,6%). Houve predomínio no sexo feminino (52,26%), na faixa etária 10-19 anos (18,55%) e na cor/raça parda (42,75%). A respeito do regime e caráter das internações, 34,44% foram em hospitais públicos e 95,8% por urgência. A maioria dos óbitos ocorreu entre pacientes do sexo masculino (52,24%) e na faixa etária acima dos 70 anos (17,48%). O valor total gasto com as internações foi de 11.936.607,81 reais, dos quais 34,44% foram destinados às internações do sistema público. Conclusão: As internações em decorrência dessa doença se encontram elevadas no Brasil, predominante em mulheres, jovens e pardas, proporcionando altos custos para a saúde pública do país. - BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico no adulto e na criança – 5ª edição, Brasília, 2016. 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2857 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias ACHADOS CÉRVICO-VAGINAIS DE MULHERES SOROPOSITIVAS ATENDIDAS NA CONSULTA DE ENFERMAGEM Arison Cristian de Paula Silva;Érika Andrade e Silva;Alanna Fernandes Paraíso;Carla Cardi Nepomuceno de Paiva;Milena Limp Mourão Ruffo;Zuleyce Maria Lessa Pacheco; consulta de enfermagem, mulher, HIV, cuidado preventivo Objetivo: Descrever as principais alterações citológicas e infecções encontradas nas amostras de esfregaços cervicovaginais de mulheres que, atendidas na consulta de enfermagem de um serviço de atenção especializada, em um município da Zona da Mata Mineira. Método: Estudo observacional, descritivo e retrospectivo. Os dados foram coletados dos prontuários de mulheres que convivem com o HIV e foram atendidas na consulta de enfermagem disponibilizada por meio de um projeto de extensão universitária, no período de setembro de 2016 e dezembro de 2018. Para a análise dos dados, contou-se com o auxílio do programa Statistical Package for Social Sciences, versão 24.0. Resultados: Dos 121 prontuários, 69,4% eram de mulheres que se autodeclararam pretas ou pardas; 39,7% possuíam o ensino fundamental incompleto, 51,2% eram solteiras e 34,7% relataram não ter parceiro sexual. Com relação aos principais achados citopatológicos, 56,2% estavam dentro dos limites da normalidade no material examinado, 2,5% apresentavam lesão intraepitelial de baixo grau e 1,7% lesão intraepitelial de alto grau. Conclusão: A predominância de mulheres jovens pretas ou pardas que, que não possuem parceiros e com baixo nível de escolaridade reitera a necessidade de fortalecer o atendimento integral, humanizado e equânime para minimizar a vulnerabilidade enfrentada por essa população. FRANÇA, Luiz Carlos Moraes et al. A espiritualidade para pessoas que vivem com o HIV/Aids: uma análise da abordagem processual das representações sociais. 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2858 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias SÍFILIS CONGÊNITA NO BRASIL: PANORAMA ATUALIZADO DA INCIDÊNCIA E FATORES DE INFLUÊNCIA Beatriz Dias Freitas;Karoliny Marques do Carmo Santana;Natália Lopes de Freitas;Joel Antônio Cordeiro de Abreu;Fabiana Brandão; Treponema pallidum; Sífilis Congênita; Incidência; Fatores de influência Objetivo: destacar fatores de risco e discutir o panorama atual da Sífilis congênita no Brasil. Métodos: trata-se de uma revisão integrativa de literatura, baseada no modelo PRISMA com busca de artigos nas bases de pesquisas biomédicas Pubmed e Science Direct, em um intervalo de publicação de 2011 a 2020, o que resultou na produção de um fluxograma, seguindo as etapas de identificação, seleção e inclusão dos dados. Resultados: foi observado um aumento significativo na incidência de casos de sífilis gestacional e congênita na última década. Além disso, foi possível o levantamento de grupos que apresentam maior propensão em transmitir a sífilis congênita; sendo as mulheres com baixa escolaridade, em vulnerabilidade socioeconômica, em uso de drogas ilícitas, durante a gravidez, autodeclaradas pretas ou pardas e a alta incidência de sexo desprotegido, as casualidades que levaram ao aumento dos casos. Considerações finais: este estudo sugere possíveis falhas do sistema de saúde em oferecer um pré-natal adequado, diagnóstico assertivo de sífilis e outras ISTs, tratamento correto e campanhas de conscientização que alcance os grupos de maior propensão. BRASIL, VIGILÂNCIA EM SAÚDE. oletim filis nternet Out, 2020 [cited 2021 May 31]. Available from: http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2020/boletimsifilis-2020. PEELING R.W. et al. Syphilis. Nature Reviews Disease Primers [Internet]. 2017 Oct 12 [cited 2021 May 31];3(1):1–21. Available from: https://www.nature.com/articles/nrdp201773 BEZERRA M.L.M.B. et al. 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2859 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias ASPECTOS IMUNOLÓGICOS DAS LEISHMANIOSES DERMOTRÓPICAS E VISCEROTRÓPICAS Dara Karen Freire de Oliveira;Maria Eduarda Henrique da Silva Soares;Kalyne Monyque Lopes de Brito;Edvan Soares de Lira;Francisca Janaina Soares Rocha; Imunologia; Citocinas; Interleucinas; Leishmaniose cutânea; Leishmaniose visceral Objetivo: revisar os aspectos imunológicos das leishmanioses dermotrópicas e viscerotrópicas. Métodos: foi realizada uma revisão de literatura narrativa, através de artigos das bases de dados Pubmed, Scielo e BVS, utilizando os descritores: Leishmaniose cutânea, Leishmaniose visceral, Citosinas, Interleucinas e Imunologia. Foram utilizados critérios de inclusão estudo de revisão sistemática e ensaio clínico controlado. A amostra total gerou 436 artigos dos quais foram selecionados 22 artigos. Resultado: o principal mecanismo de controle da Leishmania é a imunidade celular, tanto inata quanto adaptativa. Entretanto anticorpos e o sistema complemento podem também destruir o parasito. O sistema imune inato atua confinando e reconhecendo o patógeno para produzir espécies reativas de oxigênio que podem causar a morte do parasita. O sistema imune adaptativo age tanto apresentando antígenos aos linfócitos T virgens como produzindo interleucina 12. Considerações finais: a resistência e a susceptibilidade à infecção estão associadas ao nível de expansão de células Th1 e Th2, respectivamente. Com isso, o resultado clínico da infecção por Leishmania depende do equilíbrio entre as citocinas que ativam as células Th1 e Th2. Portanto, a diferença no combate a leishmaniose dermotrópica e viscerotrópica está na expressão do perfil TCD4+ e suas citocinas produzidas. FERRAZ, Raquel et al. CD3+ CD4neg CD8neg (double negative) T lymphocytes and NKT cells as the main cytotoxic-related-CD107a+ cells in lesions of cutaneous leishmaniasis caused by Leishmania (Viannia) braziliensis. Parasites & Vectors, v.219, n.10, p.1-12, 2017. HIPPÓLITO, Daise Damaris Carnietto et al. Expression profile of cytokines produced in biopsies from patients with American cutaneous leishmaniasis. Acta Trop, v.189, p.69-75, 2019. TERRA, Rodrigo et al. Immunomodulation From Moderate Exercise Promotes Control of Experimental Cutaneous Leishmaniasis. Front Cell Infect Microbiol, v. 115, n.9, p.1-24, 2019. MASPI, Nahid; ABDOLI, Amir; GHAFFARIFAR, Fathemeh. Pro-and antiinflammatory cytokines in cutaneous leishmaniasis: a review. Pathog Glob Health, v.110, n. 6, p.247-260, 2016. COVRE, Luciana P et al. Circulating Senescent T Cells Are Linked to Systemic Inflammation and Lesion Size During Human Cutaneous Leishmaniasis. Front Immunol, v. 4, n.9, e:3001, 2019. GOMES, Aparecida Helena Souza et al. 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2860 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias DOZE ANOS DE DIAGNÓSTICO DE NEUROMICOSES EM UNIDADE ONCOLÓGICA: SÉRIE DE CASOS E REVISÃO SISTEMÁTICA Monia Rieth Corrêa;Isabela Penha Martins de Araújo;Renata de Bastos Ascenço Soares;Cássia Silva de Miranda Godoy; Objetivo: Elucidar o processo de diagnóstico cirúrgico de Neuromicoses e implicações prognósticas em uma unidade oncológica, entre os anos de 2009 e 2020. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo em que foram analisados 129 laudos anatomopatológicos negativos para neoplasia, dos quais quatro casos concluíram etiologia fúngica, sendo três paracoccidioidomicose e um mucormicose. Uma revisão sistemática da literatura foi conduzida para referencial teórico, que levantou 77 casos para comparação. Resultados e Discussão: Os achados apresentados nesse estudo superaram a incidência mundial documentada de neuroparacoccidioidomicose em mais de 2 vezes. Nessa série, a mucormicose do sistema nervoso central refletiu apresentação típica de doença rinocerebral, com desfecho fatal. Todos os pacientes desse estudo eram HIV negativos, mas provenientes de áreas endêmicas do Centro-Oeste e Sudeste brasileiros, além de possuírem fatores de risco para infecções fúngicas invasivas e demonstrarem focos de acometimento extracraniano. Considerações finais: A ausência de investigação sobre o comprometimento em outros órgãos, bem como a espera por procedimento neurocirúrgico para o diagnóstico estão associadas a prejuízos à terapia adequada e tempo de hospitalização prolongada, que expõe os pacientes a maior risco de infecções nosocomiais. A subnotificação estatística supõe obstáculo importante ao avanço dos estudos em Neuromicoses, por isso é necessário investir em sistemas nacionais de vigilância e transformar as micoses endêmicas em doenças de notificação compulsória. PANACKAL, A. A.; WILLIAMSON, P. R. 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2861 unicientifica v. 23 n. 2 (2021): Revista Unimontes Científica: Dossiê Temático Doenças infecciosas e Parasitárias HISTOPLASMOSIS IN NON-HIV IMMUNOCOMPROMISED PATIENT RESIDING IN A NON-ENDEMIC AREA IN BRAZIL Thatyana Siqueira Gonçalves;Laura Pazinato Ritter;Taiguara Fraga Guimarães;Cássia Silva de Miranda Godoy;Renata de Bastos Ascenço Soares; Histoplasmosis, Histoplasma capsulatum, Immunocompromised Introduction: Histoplasmosis is a fungal disease, caused by Histoplasma capsulatum. Goal: To report a case of an immunocompromised patient with diagnosis of histoplasmosis in a non-endemic region. Methodology: Case report. Case report: Patient carrier of rheumatoid arthritis, makes continuous use of methotrexate and has reported contact with large amount of bat guano. Result of cervical lymph node culture was positive for H. capsulatum. Discussion: The infection was presented related to drug-induced immunosuppression in a non-endemic area. Conclusion: In view of the location where the infection occurred, the geographic expansion of the disease and the importance of this report for the literature are clear. Teixeira MDM, Patané JSL, Taylor ML, Gómez BL. Worldwide Phylogenetic Distributions and Population Dynamics of the Genus Histoplasma. PLoS Negl Trop Dis. 2016;1–20. Brown EM, McTaggart LR, Dunn D, Pszczolko E, Tsui KG, Morris SK, et al. Epidemiology and geographic distribution of blastomycosis, histoplasmosis, and coccidioidomycosis, Ontario, Canada, 1990–2015. Emerg Infect Dis. 2018;24(7):1257–66. Silva TC, Treméa CM, Zara ALSA, Mendonça AF, Godoy CSM, Costa CR, et al. Prevalence and lethality among patients with histoplasmosis and AIDS in the Midwest Region of Brazil. Mycoses. 2017;60(1):59–65. Faiolla RCL, Coelho MC, Santana R de C, Martinez R. Histoplasmosis in immunocompetent individuals living in an endemic area in the Brazilian Southeast. Rev Soc Bras Med Trop. 2013;46(4):461–5. Muniz M de M. Caracterização Molecular do Histoplasma capsulatum isolados no Brasil. 2009. Passos AN, Kohara VS, Freitas RS De, Vicentini AP, Paulo S, Médica LDM, et al. Immunological assays employed for the elucidation of an histoplasmosis outbreak in São Paulo , SP. Brazilian J Microbiol. 2014;1361(4):1357–61. Unimontes Científica, Montes Claros (MG), Brasil, v. 23, n. 2, p. 1-9, jul./dez. 2021. Garfoot AL, Rappleye CA, State O. Histoplasma capsulatum surmounts obstacles to intracellular pathogenesis. FEBS J. 2017;283(4):619–33. Hage CA, Azar MM, Bahr N, Loyd J, Wheat LJ. Histoplasmosis: Up-to-Date Evidence-Based Approach to Diagnosis and Management. Semin Respir Crit Care Med. 2015;36(5):729–45. Nair U, Moorthy RS, Cunningham ET. Histoplasmosis. Intraocular Inflamm. 2016;30:1293–9. Guimarães AJ, Nosanchuk JD, Zancopé-Oliveira RM. Diagnosis of histoplasmosis. Brazilian J Microbiol. 2006;37(1):1–13. Scheel CM, Gómez BL. Diagnostic Methods for Histoplasmosis: Focus on Endemic Countries with Variable Infrastructure Levels. Curr Trop Med Reports. 2014;1(2):129–37. Libert D, Procop GW, Ansari MQ. Histoplasma Urinary Antigen Testing Obviates the Need for Coincident Serum Antigen Testing. Am J Clin Pathol. 2018;149:362-368. Sanford. Sanford Guide. 2019. Fernandes CTC. Impactos Socioambientais de Grandes Barragens e Desenvolvimento : a percepção dos atores locais sobre a Usina Hidrelétrica de Serra da Mesa. 2010. Singer-Leshinsky S. Pulmonary tuberculosis. J Am Acad Physician Assist [Internet]. 2016;29(2):20–5. Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26757063%0Ahttp://content.wkhealth.com/linkback/openurl?sid=WKPTLP:landingpage&an=01720610-201602000-00003 Press D. Leishmaniasis in humans : drug or vaccine therapy ? Drug Des Dev Ther. 2018;25–40. Unimontes Científica, Montes Claros (MG), Brasil, v. 23, n. 2, p. 1-9, jul./dez. 2021 Migiyama Y, Yanagihara K, Kaku N, Harada Y, Yamada K, Nagaoka K, et al. Pseudomonas aeruginosa bacteremia among immunocompetent and immunocompromised patients: Relation to initialantibiotic therapy and survival. Jpn J Infect Dis. 2016;69(2):91–6.
2862 unicientifica v. 23 n. 1 (2021): REVISTA UNIMONTES CIENTÍFICA RELAÇÃO DOS ELEMENTOS BIOQUÍMICOS E FARMACOLÓGICOS COM O DESENVOLVIMENTO DE COMPLICAÇÕES CARDÍACAS EM PORTADORES DE COVID-19: REVISÃO DE LITERATURA Bruna Katerine Goginho Gomes;Hilária Augusto Lopes Vieira;Ana Paula Ferreira Maciel;Vinícius Gomes e Martins;Aurelina Gomes e Martins;Fernanda Sabrina Dias dos Santos;Otávio Henrique Oliveira Macedo;Carla Silvana de Oliveira e Silva; COVID-19; SARS-CoV-2; Doenças Cardiovasculares Objetivo: Descrever os elementos bioquímicos e farmacológicos e sua relação com o desenvolvimento ou agravamento de alterações cardíacas em portadores de COVID-19. Método: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura com busca de artigos em três bases de dados: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS) e Coleciona SUS consultados através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS Brasil), no período de 01 a 18 de junho de 2020. Foi construído um fluxograma com as etapas de identificação, seleção e inclusão dos textos além de um quadro sinóptico que permitiu a visualização da estrutura e organização do conteúdo. Resultados: Portadores de doenças cardiovasculares, hipertensos e diabéticos apresentam maior expressão da ECA 2 o que contribuiu para elevar a chance de se infectarem pelo vírus. Não foi possível confirmar se os anti-hipertensivos estão relacionados com o desenvolvimento da COVID-19. Considerações finais: Existe relação entre a COVID-19 e o desenvolvimento e/ou agravamento de alterações cardiovasculares, esta relação pode ser intermediada pela ação da enzima conversora da angiotensina (ECA 2) e níveis elevados dos dímeros D. TAO, C, et al. Clinical characteristics of 113 deceased patients with coronavirus disease 2019: Retrospective study. BMJag., China. 12(1):3-17, mar.,2020. doi:https://doi.org/10.1136/bmj.m1091. Access in: 16 jun. 2020. CHEN, et al., Epidemiological and clinical characteristics of 99 cases of 2019 novel coronavirus pneumonia in Wuhan, China: a descriptive study. Mag. Lancet Published Online 395: 507–13., January, 2020. doi:https://doi.org/10.1016/S0140- 6736(20)30211-7 . Access en: 16 jun.2020. ZAID, A, et al. Letter to the Editor: Angiotensin-converting enzyme 2: an ally or a Trojan horse? 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2863 unicientifica v. 23 n. 1 (2021): REVISTA UNIMONTES CIENTÍFICA BIOCORROSION AS NA ETIOLOGICAL FACTOR OF NON-CARIOUS LESIONS: A LITERATURE REVIEW Gilvânia de Jesus Freitas Leite;Lavínia Mende Santana;Isabela de Sá Oliveira;Laura Christielly Muniz Fonseca;Mychelle Percília Souza Santos;Danilo Cangussu Mendes; Tooth erosion; Dentin sensitivity; Tooth wear. Aim: The present study aimed to carry out a literature review about biocorrosion as an etiological factor of non-carious lesions and dentin hypersensitivity. Method: The bibliographic search was performed in the PubMed and Virtual Health Library (VHL) databases, selecting articles published from 2015 to 2020, available in full text, in Portuguese and English, and related to the proposed theme. Results: In the studies included, it was observed that substances with low pH, high titratable acidity, some lifestyles, and occupational habits are factors that can directly interfere with dental demineralization. As a consequence of this process, non-carious lesions and dental hypersensitivity have increased their incidence. Conclusion: The main sources of acids that attack dental structure are food and beverages and endogenous acids of gastric content. Thus, it must be considered the multifactorial character of this process and the association with other etiological factors, such as tension and friction in the development of non-carious lesions, aiming to restore oral health to the patient. WARRETH A, ABUHIJLEH E, ALMAGHRIBI MA, MAHWAL G, ASHAWISH AJTSDJ. Tooth surface loss: A review of literature. 2020;32:53-60. TWETMAN S. The evidence base for professional and self-care prevention-caries, erosion and sensitivity. BMC oral health: Springer; 2015. p. S4. RUSU OLARU A, POPESCU MR, DRAGOMIR LP, POPESCU DM, ARSENIE CC, RAUTEN AM. Identifying the Etiological Factors Involved in the Occurrence of Non-Carious Lesions. Curr Health Sci J 2019;45:227-34. GRIPPO JO, SIMRING M, COLEMAN TA. 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2864 unicientifica v. 23 n. 1 (2021): REVISTA UNIMONTES CIENTÍFICA COINFECÇÃO COM Staphylococcus aureus COMO AGRAVANTE DA COVID-19 Luane Oliveira Araújo;Paulo José Ferreira de Freitas;Joel Antônio Cordeiro de Abreu;Natália Lopes de Freitas;Fabiana Brandão; Coinfecção. Staphylococcus aureus. COVID-19. Antibióticos Objetivo: investigar índices de ocorrência de coinfecção Staphylococcus aureus e SARSCoV-2 e discutir o uso de antimicrobianos durante a pandemia COVID-19. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura com busca de artigos na base de dados médicos internacional PubMed, com a produção de um fluxograma que inclui identificação, seleção e inclusão dos dados. Resultados: Os dados de coinfecção com S. aureus em pacientes COVID-19 são ainda escassos, todavia atentam para uma taxa de coinfecção baixa. Embora os índices estatísticos sejam baixos, quando esse tipo de coinfecção se faz presente, resulta em agravamento da COVID-19 elevando a chance de letalidade. Suspeitas de coinfecções levam ao uso de antibióticos, muitas vezes de forma empírica, o que pode favorecer o aumento da seleção de bactérias resistentes, sendo este último ponto um problema grave de saúde pública mundial. Considerações finais: A partir da situação atual, é imperativo aconselhar o uso racional de antimicrobianos, mediante critérios clínico-epidemiológicos, rastreio laboratorial e teste de sensibilidade aos antimicrobianos. Tais parâmetros asseguram o correto tratamento, controlam a seleção de cepas multirresistentes e auxiliam na segurança do paciente. ZU, Z. Y. et al. Coronavirus Disease 2019 (COVID-19): A Perspective from China. Radiology, Oak Brook, v. 296, n. 2, ago. 2020. Disponível em: . Acesso em: 06 Abr. 2021. TRINDADE, G. G. et al. COVID-19: therapeutic approaches description and discussion. Anais da Academia Brasileira de Ciências, Rio de Janeiro, v. 92, n. 2, maio. 2020. Disponível em:. Acesso em: 12 Maio 2021. JIN, Y. et al. 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2865 unicientifica v. 23 n. 1 (2021): REVISTA UNIMONTES CIENTÍFICA PERFIL FÍSICO-QUÍMICO DE QUEIJOS ARTESANAIS DO NORTE DE MINAS GERAIS Lilian Ferreira Neves;Hugo Calixto Fonseca;Mariuze Loyanny Pereira Oliveira;Cintya Neves de Souza;Grayce Laiz Lima Silveira Durães;Eduardo Robson Duarte;Marcelo Resende de Souza; queijo artesanal; composição; qualidade. A produção de queijos a partir de leite cru é uma atividade tradicional em vários municípios de Minas Gerais. Visando contribuir com informações sobre esse produto, tido como patrimônio cultural do Estado. Objetivo: Foi realizar análises físico-químicas em queijos artesanais produzidos em regiões do Norte de Minas - MG. Método: Foram analisadas 15 amostras de queijos de diferentes cidades do norte de Minas Gerais; as análises de pH, acidez titulável, umidade, teor de proteínas, gordura e GES foram realizadas pelos métodos oficiais de acordo com a legislação vigente. Resultados: Demonstraram variações significativas quanto aos teores de lipídios (20,6 a 26,66%), e proteínas (14,27 a 23,10%). Conclusão: Apesar de ter sido analisado o mesmo tipo de queijo, as variações observadas para os queijos produzidos nas diferentes regiões podem ser decorrentes das particularidades de produção, bem como das características de cada região. MIRANDA Gabriela Rigueira et al. Queijos artesanais: qualidade físico química e microbiológica e avaliação das condições higiênico-sanitárias dos manipuladores e ambiente de produção. Extensão rural. DEAR-CCR-UFSM. Santa Maria, v.23, n.1, KAMIMURA, Bruna et al. Brazilian artisanal cheeses: an overview of their characteristics, main types and regulatory aspects. Compr. Reviews in Food Science and Food Safety, v.18, p.1636-1657, 2019. REVISTA ATTALEA AGRONEGÓCIOS. Editora Attalea revista de agronegócios ltda-ISNN2236-5958 Franca (SP), 2020. LIMA, Camila et al. 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2866 unicientifica v. 23 n. 1 (2021): REVISTA UNIMONTES CIENTÍFICA BABESIOSE CANINA: ASPECTOS HEMATOLÓGICOS E COMPARAÇÃO DE MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO Eloan Mendes Vieira;Júlia Rodrigues Ortega;Vanessa de Andrade Royo;Afrânio Farias de Melo Júnior;Dario Alves de Oliveira;Elytania Veiga Menezes; : 28S rDNA; Hemograma; Hemoparasitose; Babesiose; Diagnóstico Molecular. A babesiose canina é uma hemoparasitose causada por agentes etiológicos do gênero Babesia. A utilização do diagnóstico clínico é imprecisa devido a existência de sinais clínicos inespecíficos, e os exames usados rotineiramente como o esfregaço sanguíneo apresenta muitos resultados falso negativos. Objetivo comparação da eficiência do diagnóstico por padrões hematológicos, esfregaço sanguíneo, e por reação em cadeia da polimerase (PCR). Método trata-se de uma pesquisa realizada com de 80 cães que se encontravam sobre responsabilidade do Centro de Controle Zoonoses. Por meio da coleta de 3 ml de sangue venoso, por animal para a realização dos testes. Resultados, observou-se leve a moderada anemia nas 80 amostras analisadas, porém sem diferenças significativas nos parâmetros do hemograma dos cães positivos e negativos para a babesiose. Embora o diagnóstico pelo esfregaço sanguíneo tenha sido negativo, a PCR apresentou positividade de 46,2% (37/80) para Babesia canis. Foi identificado alto índice de resultados positivos para Babesia canis nos cães parasitados pelo carrapato vetor. Considerações finais a partir dos resultados encontrados, conclui-se que existe fragilidade nos exames utilizados rotineiramente para o diagnóstico da babesiose canina quando comparado ao diagnóstico molecular. Evidenciando a necessidade de implantação de novas metodologias para diagnóstico mais eficiente. ANTUNES, Sandra et al. Deciphering Babesia-vector interactions. Front. Cell. Infect. Microbiol, v. 7, p. 429, 2017. https://doi.org/10.3389/fcimb.2017.00429. 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2867 unicientifica v. 23 n. 1 (2021): REVISTA UNIMONTES CIENTÍFICA ESTUDO RADIOGRÁFICO DA QUALIDADE DA OBTURAÇÃO ENDODÔNTICA POR ALUNOS DE GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA Stéphanie Quadros Tonelli;Thatyana Maldonado Nicácio Lafetá;Barbara Quadros Tonelli;João Vitor Quadros Tonelli;Manoel Brito-Júnior; : Estudantes de Odontologia; Endodontia; Obturação do Canal Radicular; Radiografia. Objetivo: Avaliar a qualidade de obturações endodônticas executadas por alunos em atividades laboratoriais da Disciplina de Endodontia de curso de graduação em Odontologia. Métodos: Foram avaliadas 80 obturações de canais radiculares em 35 dentes, por meio de radiografias padronizadas de dentes molares e pré-molares birradiculares. A qualidade da obturação foi criteriosamente avaliada em três parâmetros: i) limite apical, ii) homogeneidade e iii) conicidade, que foram estratificados em escores (E) 0, 1 e 2. E0 e E1 corresponderam a acentuado e suave desvio da normalidade, respectivamente; enquanto E2 correspondeu ao padrão-ouro. Em função da combinação dos escores atribuídos, a obturação foi classificada em perfeita (PF), satisfatória (ST) ou deficiente (DF). Assim, com três escores E2: obturação PF; dois escores E2: obturação ST; e um ou nenhum escore E2: obturação DF. As associações entre as variáveis foram analisadas através do teste quiquadrado de Pearson (p<0,05). Resultados: As frequências de escores E2 (condição ideal) para homogeneidade, limite apical e conicidade foram 97,5%, 87,5% e 73,8%, respectivamente (p>0,05). Obturações PF, ST e DF ocorreram em 63,8%, 33,8% e 2,5% dos casos, respectivamente. Não houve, portanto, associação estatisticamente significativa entre a distribuição dos escores dos parâmetros bem como da qualidade de obturação entre os grupos de dentes (p>0,05). Conclusão: As obturações realizadas apresentaram adequado padrão de qualidade, sendo a conicidade o parâmetro mais crítico, principalmente nos molares superiores. Barrieshi-Nusair KM, Al-Omari MA, Al-Hiyasat AS. Radiographic technical quality of root canal treatment performed by dental students at the Dental Teaching Center inJordan. J Dent 2004; 32(4):301-7. Benenati FW, Khajotia SS. A radiographic recall evaluation of 894 endodontic cases treated in a dental school setting. J Endod 2002; 28(5):391-5. Kamaura D, Carvalho GL, Lage-Marques JL, Antoniazzi JH. Avaliação do desempenho dos alunos de graduação durante a prática da técnica endodôntica. Rev Abeno 2003; 3(1):33-40. Hendi SS, Karkehabadi H, Eskandarloo A. Iatrogenic Errors during Root Canal Instrumentation Performed by Dental Students. Iran Endod J 2018; 13(1):126-31. doi: 10.22037 / iej.v13i1.18507. Jungnickel L, Kruse C, Vaeth M, Kirkevang LL. 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2868 unicientifica v. 23 n. 1 (2021): REVISTA UNIMONTES CIENTÍFICA INCLUSÃO DO ACOMPANHANTE NA ROTINA DE ASSISTÊNCIA AO PARTO DE ALTO RISCO Letícia Natacha Bernardy;Fabiana Fontana Medeiros;Thais da Silva Capello;Izabel Dayana de Lemos Santos;Alexandrina Aparecida Maciel Cardelli;Cátia Campaner Ferrari Bernardy; Parto normal; Trabalho de parto; Humanização da assistência; Saúde da Mulher; Enfermagem Obstétrica; Gravidez de Alto Risco Objetivo: identificar a inclusão do acompanhante no parto de alto risco. Método: trata-se de um estudo quantitativo, transversal descritivo. A população do estudo foi constituída por 319 mulheres no período pós-parto internadas em uma maternidade pública de alto risco. A pesquisa foi realizada no período de outubro de 2016 a agosto de 2017. Os dados foram compilados no programa SPSS® versão 20.0 Resultados: o estudo mostrou que grande parte (60,8%) das mulheres foram submetidas à cesariana e foram informadas sobre o direito ao acompanhante (62,6%). O momento da informação ofertada 37,3% receberam na internação, 17,8% no momento do parto e 7,5% no puerpério; 37,9% das mulheres não tiveram acompanhante no momento do parto, com número expressivo (23,2%) decorrente de dificuldades na rotina hospitalar. Conclusão: Nota-se dificuldades para incorporar o acompanhante na rotina e no atendimento ao trabalho de parto, parto e puerpério de mulheres classificadas como de alto risco. GRILO, Carmen Simone; D‘ORSI, Eleonora; DOMINGUES, Rosa Maria Soares Madeira; TORRES, Jacqueline Alves; DIAS, Marcos Augusto Bastos; SCHNECK , Camilla A., et al. Implementação da presença de acompanhantes durante a internação para o parto: dados da pesquisa nacional Nascer no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, v.30, n.1, p. 140-53, 2014. FONTE, Danyelle Oliveira; MONTEFUSCO, Selma Rodrigues Alves. A importância da presença do acompanhante junto a parturiente e seu bebê. Revista Científica da Escola de Saúde Pública. v.2, n.3, p.127-36, 2017. Brasil. 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2869 unicientifica v. 23 n. 1 (2021): REVISTA UNIMONTES CIENTÍFICA ABORDAGEM ODONTOLÓGICA EM PACIENTES IDOSOS PORTADORES DA DOENÇA DE PARKINSON Ana Paula de Freitas Castro;Camila Santos Pereira;Mychelle Percília Souza Santos;Vivian Alkmim Alves;Maria Cleonice de Oliveira Nobre;Maria de Lourdes Carvalho Bonfim; Doença de Parkinson; Higiene oral; Manifestações bucais; Conduta. A Doença de Parkinson (DP) é um distúrbio crônico, progressivo e degenerativo, geralmente inicia-se na meia-idade ou idade avançada. A DP, ao longo do tempo, dificulta ou impossibilita a realização de algumas atividades diárias. É a segunda doença neurodegenerativa mais comum. Objetivos: o objetivo é revisar a literatura sobre as manifestações bucais da DP e descrever os manejos e cuidados adequados antes, durante e após o atendimento odontológico dos pacientes com Parkinson. Método:trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com base em 33 referências, incluindo estudos originais. Resultados: a DP manifesta-se principalmente por problemas motores, que afetam a realização da higiene oral. Pode-se também, observar manifestações bucais: disfagia, sialorréia, xerostomia, sensação de ardor oral, dificuldade na adaptação de próteses dentárias. Dentre as medidas indicadas na abordagem odontológica está: acessibilidade ao consultório, inclinação correta da cadeira, atendimento após 60 a 90 minutos da tomada do medicamento.Considerações finais: Para um bom atendimento odontológico ao paciente com DP, é necessária a abordagem consciente, considerando as doenças presentes. Sendo assim, torna-se imperativo que o cirurgiãodentista conheça os sinais, sintomas e terapia medicamentosa da DP e implicações bucais para um plano de tratamento correto, condutas adequadas e respeito às limitações do paciente. FREITAS, Elizabete Viana de et al. Tratado de geriatria e gerontologia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. HAUSER, Stephen L.; JOSEPHSON, S. Andrew. Neurologia clínica de Harrison. 3ª ed. Porto Alegre: AMGH EDITORA LTDA, 2015. BATISTA, Leonardo M. et al. Oral Hygiene in patients with parkinson´sdisease.Rhode island medical jornal, 2015. MACHADO, Bianca Brito; PIAZERA, Cyrene. Doença de Parkinson e odontologia: uma revisão de literatura narrativa. Revista Ceuma Perspectivas, vol. 30, 2017. WIRDEFELDT, Karin et al. Epidemiology and etiology of Parkinson’s disease: a review of the evidence. European journal of epidemiology, v. 26, n. 1, p. 1, 2011. ROSSO ALZ, Nicaretta DH, Mattos JP. Correlações anatomoclínicas na Doença de Parkinson. Revista Brasileira de Neurologia, v. 44, n.4, 2008. DOTY, Richard L. Olfactory dysfunction in Parkinson disease. Nature Reviews Neurology, v. 8, n. 6, p. 329-339, 2012. HAEHNER, Antje; HUMMEL, Thomas; REICHMANN, Heinz. Olfactory loss in Parkinsons disease. Parkinson’s Disease, v. 2011, 2011. NOGUEIRA, A. F. A doença de Parkinson e suas implicações na saúde oral. 2016. 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2870 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Never Been Such a Clear Need For Science to Protect the Planet Wilson Medeiros Pereira;Renato Assis Machado;Daniella Reia Barbosa Martelli;Mário Sérgio Oliveira Swerts;Hercílio Martelli Júnior; . Lavelle, M. Science (2015). Usher, A.D. The Lancet 395, 1024 (2020).
2871 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Polypharmacy, Adverse Drug Reactions and Drug-Drug Interactions in COVID-19-Aging Patients Marileia Andrade;José Henrique Pereira Pinto; COVID-19;, Elderly;, Polypharmacy;, Adverse Drug Reactions;, Drug Interactions Since the beginning of the Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) pandemic, the most severe symptoms have occurred in elderly patients with comorbidities, with a higher risk of complications. Prescribed drugs, which are already part of geriatric care, associated with the experimental therapeutic drugs of COVID-19, may increase the risk of undesirable occurrences, due to the practice of polypharmacy, with the possibility of emergence of inappropriate adverse events and drug interactions. This can increase the risk of worsening the clinical picture, impairment of the general condition, intensification of inflammation and associated unfavorable conditions, incurring the highest probability of mortality. ZHOU Fei; YU Ting, DU Ronghui, et al. Clinical course and risk factors for mortality of adult inpatients with COVID-19 in Wuhan, China: a retrospective cohort study. Lancet, v. 28, 395(10229), p.1054-1062, 2020. Epub 2020 Mar 11. Erratum in: Lancet. 2020 Mar 28;395(10229):1038. Erratum in: Lancet. 2020 Mar 28;395(10229):1038. OLIVEIRA Marcus Vinícius Palmeira; BUARQUE David Costa. Polypharmacy and the use of potentially inappropriate medications among aged in patients. Geriatrics, Gerontology and Aging, v.12, n.1, p.38-44, 2018. BENNETT Alexander; GNJIDIC Danijela; GILLETT Mark, et al. Prevalence and impact of fall-risk-increasing drugs, polypharmacy, and drug-drug interactions in robust versus frail hospitalised falls patients: a prospective cohort study. Drugs Aging, v.31, n.3, p.225-232, 2014. HU Biying; HUANG Shaoying; YIN Lianghong. The cytokine storm and COVID-19. Journal of Medical Virology, v.27, 10.1002/jmv.26232, 2020. ISIDORO-GARCIA Maria; SANCHEZ-MARTIN Almudena, GARCIA-BERROCAL Belén, et al. Primun non nocere, polypharmacy and pharmacogenetics. Pharmacogenomics, v16, n.17, p.1903–1905, 2015. McCREARY Erin K, POGUE Jason M. Coronavirus Disease 2019 Treatment: A Review of Early and Emerging Options. Open Forum Infectious Diseases, v.7, n.4, ofaa105, 2020. GELERIS Joshua; SUN Yifei; PLATT Jonathan, et al. Observational Study of Hydroxychloroquine in Hospitalized Patients with Covid-19. The New England Journal of Medicine, v.382, n.18, p.2411-2418, 2020. LEMAITRE Caroline Solas Florian; GRÉGOIRE Matthieu; LAGARCE Laurence, et al. Potential drug-drug interactions associated with drugs currently proposed for COVID-19 treatment in patients receiving other treatments. Fundamental & Clinical Pharmacology, v.34, n.5, p.530–547, 2020. ROSS Sydney B; WILSON Marnie Goodwin, PAPILLON-FERLAND Louise, et al. COVID-SAFER: Deprescribing Guidance for Hydroxychloroquine Drug Interactions in Older Adults. Journal of the American Geriatrics Society, v.68, n.8, p.1636–1646, 2020. LANE Jennifer CE; WEAVER James; KOSTKA Kristin, et al. Safety of hydroxychloroquine, alone and in combination with azithromycin, in light of rapid widespread use for COVID-19: a multinational, network cohort and self- controlled case series study. MedRxiv preprint, May 31, p:1-29, 2020.
2872 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Pandemia da Covid-19 Fernanda Ferreira Costa;Igor Ramos Rosa;Lucineia de Pinho;Maria Luiza Pereira Dias e Silva; Covid-19, ; Direito humano à alimentação adequada, Segurança alimentar, Alimentos ultraprocessados Resumo: a pandemia da Covid-19 vem causando consequências várias à população mundial que vão além da contaminação pelo vírus, representando, por vezes, a acentuação de problemas já enfrentados pela sociedade. Objetivo: discutir os impactos do coronavírus sobre a efetivação do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA), no Brasil, perpassando por dois objetos: diminuição da renda e aumento do consumo de alimentos ultraprocessados. Metodologia: método de abordagem dedutivo, através do levantamento documental e bibliográfico de fontes secundárias, procedendo-se a pesquisa em bases de dados online para seleção de artigos. Ao final, pretende-se validar, ou não, as duas hipóteses levantadas. Resultados: o DHAA é um direito social cuja efetivação está a cargo do Estado. Em razão das medidas de contenção do vírus, e seus impactos nas relações de emprego, a renda de alguns brasileiros obteve considerável redução – validação da hipótese (a). Em períodos de restrição financeira, sobretudo nas regiões subdesenvolvidas há um aumento no consumo de alimentos ultraprocessados – validação parcial da hipótese (b). Considerações finais: a população brasileira, deflagrada a situação de pandemia, pode estar inserta no contexto de falsa segurança alimentar, de maneira que qualquer agravamento dessa situação configura, em verdade, o endossamento de uma realidade anterior ao vírus. CORONAVIRUS BRASIL. Painel coronavírus: atualizado em 23/09/2020. Disponível em: https://covid.saude.gov.br/. Acesso em: 24 set, 2020. UNICEF. Impactos primários e secundários da COVID-19 em crianças e adolescentes. 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2873 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Enquanto espero a quarentena passar Joseeldo da Silva Junior;Francisco Vieira da Silva; Discurso, Resistência, Projeções mapeadas, Distanciamento social Objetivo: Este artigo intenta analisar materialidades do projeto intitulado Projetando Poesias, de modo a investigar como se produzem estratégias discursivas e de resistência em tais dizeres. O movimento ganhou notoriedade durante o período de pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no contexto do distanciamento social no Brasil. As projeções mapeadas (vídeo mappimngs), consideradas como uma nova prática de manifestação urbana, consistem, como o próprio nome sugere, em projetar imagens ou textos em parte de prédios ou edifícios. Metodologia: A análise dos dados segue a perspectiva dos estudos discursivos de Michel Foucault. A metodologia segue um viés descritivo-interpretativo de natureza qualitativa. Resultado: O estudo das projeções mapeadas permitiu observar a existência de estratégias discursivas nas quais o sujeito que enuncia deixa entrever uma subjetividade sufocada em tempos de confinamento social. A resistência desses dizeres reside na possibilidade de trazer a arte literária como uma possibilidade de fruição e liberdade estética numa conjuntura de isolamento, a partir da ressignificação dos espaços urbanos. ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. Amores que não têm tempo: Michel Foucault e as reflexões acerca de uma estética da existência homossexual. Revista Aulas. Campinas: UNICAMP, v. 7, p. 41‐58, 2010. ARAÚJO, Inês Lacerda. Do signo ao discurso: introdução à filosofia da linguagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. BASBAUM, S. R. Sinestesia e percepção digital. São Paulo: PUC, 2012. BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 2001. BEIGUELMAN, Giselle. Estéticas do confinamento projetam desejos de mudança e a revolta. Select. 2020. Disponível em: . 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2874 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Manejo de Apendicite Aguda Durante a Pandemia de COVID-19 em um Hospital de Referência no Brasil Alice Silveira Rodrigues;Alice Crespo Ferreira;Deborah de Farias Lelis;João Marcus Oliveira Andrade;Christine Mendes Silveira;Thaísa Soares Crespo; Apendicite, Abdome agudo, SARS-CoV-2, Coronavírus Objetivo: Comparar dados epidemiológicos e clínicos, acesso a exames diagnósticos e tempo do início dos sintomas até o tratamento cirúrgico de pacientes com apendicite aguda (AA) durante a pandemia de COVID-19 ao período correspondente do ano anterior (não pandêmico). Métodos: Trata-se de um estudo transversal, analítico e retrospectivo, realizado a partir de registros médicos de pacientes com AA em um hospital de referência em Montes Claros – Minas Gerais, Brasil. Resultados: Na vigência da pandemia, houve acréscimo de 10,7% nos casos de AA; o acesso à propedêutica não apresentou diferença estatisticamente significativa (exames laboratoriais: p = 0,059; ultrassonografia de abdome: p = 0,576 e tomografia computadorizada de abdome: p = 0,593) e o tratamento cirúrgico foi realizado em todos os pacientes com diagnóstico de AA, não sendo indicado tratamento conservador. Prevaleceram achados de AA em fases iniciais nos exames anatomopatológicos das peças cirúrgicas, sem diferença estatística nos períodos avaliados (p = 0,905). Conclusões: Apesar da sobrecarga dos serviços de saúde durante o período pandêmico, não houve diferença estatisticamente significativa dos dados epidemiológicos e clínicos, do acesso aos exames laboratoriais e de imagem, assim como da indicação e realização de procedimento cirúrgico da AA, contribuindo para o manejo dessa patologia de modo correlato ao período não pandêmico. CORONAVÍRUS: o mapa que mostra o alcance mundial da doença. BCC news, Brasil, 3 de mar. de 2020. Disponível em . Acesso em: 18 Jan. de 2021 COLLARD, Maxime et al. Antibiotics alone as an alternative to appendectomy for uncomplicated acute appendicitis in adults: changes in treatment modalities related to the COVID-19 health crisis. Journal of Visceral Surgery, v. 157, p. S33–S42, 2020. NGASERIN, Sabrina Hui-na et al. COVID-19 not detected in peritoneal fluid: a case of laparoscopic appendicectomy for acute appendicitis in a COVID-19-infected patient. Langenbecks Arch Surg, v. 405, p. 353-355, 2020 MASROOR, Saqib. Collateral damage of COVID‐19 pandemic: Delayed medical care. Journal of Cardiac Surgery, v. 35, p. 1345–1347, 2020. MATTSON, Bradley.; DULAIMY, Kal. The 4 quadrants: acute pathology in the abdomen and current imaging guidelines. Seminars in Ultrasound, CT and MRI, v. 38, p. 414-423, Aug 2017. DSOUZA, Nigel.; NUGENT, Karen. Appendicitis. 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2875 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Perfil epidemiológico da COVID-19 Kamila Teles Soares;Ana Clara Soares Bicalho;Haiany Arielle Cangussu Araújo;Rafaella Calixto Vieira Praes;Tatiana Almeida Magalhães;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Desirée SantAna Haikal; Epidemiologia, Pandemias, Monitoramento Epidemiológico, Saúde Pública, Infecções por coronavírus Resumo: Objetivo: Descrever dados epidemiológicos relativos à pandemia da COVID-19 em Montes Claros, criando um paralelo entre o município, o estado de Minas Gerais e o Brasil. Métodos: Estudo descritivo baseado na coleta diária de dados epidemiológicos disponibilizados nos sites oficiais do Ministério da Saúde, Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais e de Montes Claros entre os dias 29 de março e 17 de agosto. Além disso, foi criado um paralelo entre duas datas especificas, com um intervalo de 45 dias. Resultados: Em 30 de junho Montes Claros e Minas Gerais apresentavam um quadro epidemiológico melhor que o Brasil, realidade que se alterou no dia 17 de agosto. Também foi observada uma inversão no perfil epidemiológico dos casos confirmados, nas três localidades mas o perfil dos óbitos se manteve. Conclusão: Acredita-se que este estudo possa contribuir com o entendimento do quadro epidemiológico da COVID-19 em Montes Claros de forma contextualizada. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Folha informativa – COVID-19 (doença causada pelo novo coronavírus) [Internet]. Brasília, DF: Organização Pan-Americana da Saúde; 2020. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:covid19&Itemid=875#historico. Acesso em: 17 ago. 2020 ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. OMS declara emergência de saúde pública de importância internacional por surto de novo coronavírus [Internet]. Organização Mundial de Saúde; 2020. 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2876 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Implicações da pandemia da covid-19 nos hábitos alimentares Sabrina Alves Durães;Thaís Souto Souza;Yves André Rodrigues Gome;Lucineia de Pinho; COVID-19; Alimentação; Coronavirus. Objetivo: Sistematizar conhecimentos sobre as implicações da pandemia do COVID-19 nos hábitos alimentares. Método: Este estudo constitui uma revisão integrativa desenvolvida a partir da seleção sistemática da literatura científica voltada para os efeitos da pandemia do COVID-19 na alimentação. A coleta de dados foi realizada no período de 11 de agosto a 19 de setembro de 2020, onde a busca bibliográfica dos artigos se deu nas bases de dados Scielo, PubMed, BVS, Medline e LILACS. Resultados e Discussão: Foram selecionados 31 artigos para leitura e fichamento, por estarem dentro da temática proposta. As restrições provocadas pelo isolamento resultaram em consequências na saúde mental, no estilo de vida e hábitos alimentares, redução no consumo de alimentos in natura e ganho de peso. Em contrapartida, notou-se padrões opostos entre as pesquisas, onde houve uma maior ingestão de vegetais/frutas e menor consumo de junk food, redução no consumo de bebidas alcoólicas e comportamentos alimentares mais saudáveis quando comparados aos hábitos anteriores. Considerações Finais: Neste contexto, vê-se a necessidade de novos estudos que avaliem a qualidade nutricional da alimentação durante e pós pandemia e a inserção de ações e programas intensivos que atuem como forma de promover suporte para uma dieta saudável e variada. BALOCH, Saira et al. The Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) Pandemic. The Tohoku Journal of Experimental Medicine, v. 250, n. 4, p. 271-278, 2020. WILDER-SMITH, Annelies.; FREEDMAN, David O. 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2877 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Covid-19: Procedimentos Minimamente Invasivos Em Odontopediatria Laura Marcelly Teixeira Gomes;Alice Duarte Santos Veloso;Antônio Cavalcanti Oliveira Filho;Ítalo Filipe França;Maria Fernanda Souza Ramos;Maria José Lages de Oliveira;Verônica Oliveira Dias; Coronavírus, COVID-19, Crianças, Odontopediatria, Tratamento Conservador Em meio à pandemia da doença Coronavírus (COVID-19), a prática odontopediátrica passa por novo cenário, considerando que crianças podem ser portadoras assintomáticas do vírus e o ambiente odontológico considerado um local de risco. Procedimentos odontológicos envolvem exposição à saliva e secreções nasofaríngea, produção de aerossóis e gotículas, fontes de transmissão. Além dos cuidados de biossegurança comuns nos consultórios e dos recomendados pela Organização Mundial da Saúde contra o Coronavírus, procedimentos odontológicos minimamente invasivos visando reduzir ou eliminar a produção dos aerossóis adquirem neste momento grande importância. Objetivo: Apresentar revisão bibliográfica narrativa sobre procedimentos minimamente invasivos utilizados na Odontopediatria diante da pandemia da COVID-19. Método: Foi realizada uma revisão da literatura utilizando à base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, dos últimos 10 anos, empregando os descritores: Coronavírus; COVID-19; Crianças; Odontopediatria; Tratamento conservador. Resultados: Na literatura possui diversas opções de procedimentos minimamente invasivos que podem ser usados em Odontopediatria e que cumprem eficientemente sua função diante da pandemia pela COVID-19. Conclusões: Considerando que crianças podem ser assintomáticas para COVID-19, devem ser tratadas como potenciais portadoras do vírus. Os procedimentos odontológicos minimamente invasivos, visando reduzir ou eliminar a produção dos aerossóis, são considerados uma opção de grande relevância no atual cenário. PENG, X. et al. Transmission routes of n2019-nCoV and controls in dental practice. Int J Oral Sci., [S.l.], v.12, n.1, p.9, 2020. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO Director-Generals opening remarks at the media briefing on COVID-19 - 11 March 2020. OMS, 2020. Disponível em: . Acesso em: 24, jun, 2020. GUO, YR. et al. The origin, transmission and clinical therapies on coronavirus disease 2019 (COVID-19) outbreak – an update on the status. Mil. Med. Res., [S.l.], v.7, n.11, p.11, 2020. ATHER, A. et al. Coronavirus Disease 19 (COVID-19): Implications for Clinical Dental Care. Journal of endodontics, [S.l.], v.46, n.5, p.584-595, 2020. GE, Z. Y. et al. 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2878 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 A biossegurança em tempos de covid-19 no Curso de Odontologia da Unimontes Gabriel Felipe Albuquerque Barbosa;Amanda Fróes Ribeiro;Maria Cleonice de Oliveira Nobre;Renata Francine Rodrigues de Oliveira;Carolina de Castro Oliveira;Maria de Lourdes Carvalho Bonfim;Soraya Mameluque Ferreira;Mânia de Quadros Coelho Pinto; Contenção de Riscos Biológicos, Odontologia, COVID-19 Resumo: A pandemia pela nova cepa de coronavírus, o SARS-CoV-2, modificou a forma de atendimento de muitas profissões e serviu de alerta para a necessidade de constante atualização dos profissionais e normas de biossegurança. Objetivo: relatar a experiência da Comissão de Biossegurança e Infraestrutura do Curso de Odontologia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) na atuação e criação de um novo protocolo de biossegurança durante a pandemia da COVID-19. Relato de Experiência: Embora existisse um manual previamente estabelecido e normatizado, tornou-se necessário o desenvolvimento de um novo documento. Foi realizada uma análise criteriosa da literatura, leis, portarias e normas técnicas do Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais, Protocolos de Biossegurança de outras Instituições de Ensino Superiores (IES) e de Entidades de Classe. Após diversas reuniões online, de março a julho de 2020, elaborou-se o Protocolo de Biossegurança do Curso de Odontologia da Unimontes em Tempos de COVID-19. Conclusão: Os cuidados à saúde são de extrema importância para reduzir o risco de infecção cruzada, sobretudo no momento de pandemia. Espera-se que esse documento seja utilizado na adequação do cuidado com a segurança necessária, tendo em vista a retomada das atividades presenciais do curso de Odontologia. BEZERRA, André L. D. et al. Biossegurança na odontologia. ABCS Health Sciences, v. 39, n. 1, p. 29-33, 2014. NOGUEIRA, Sumaia A.; BASTOS, Luciana F.; COSTA, Iris C. C. Riscos ocupacionais em odontologia: revisão da literatura. UNOPAR Científica, v. 12, n. 3, p. 11-20, 2010. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Serviços odontológicos: prevenção e controle de riscos. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 156 p. (Série A. normas e manuais técnicos). ALVES, Leandro S.; PACHECHO, Jonas S. Biossegurança – fator determinante nas unidades de atendimento à saúde. Revista Fluminense de Extensão Universitária, v. 5, n. 1, p. 33-40, 2015. FRANCO, Juliana B.; CAMARGO, Alessandra R.; PERES, Maria P. S. M. Cuidados odontológicos na era do COVID- 19: recomendações para procedimentos odontológicos e profissionais. Revista da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, v. 74, n. 1, p. 18-21, 2020. CABRERA-TASAYCO, Fiorella P. et al. Biosafety measures at the dental office after the appearance of COVID-19: a systematic review. 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2879 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Plantão Psicológico Online em Tempos de Pandemia Ana Ângela Catharina Gontijo e Barcellos;Marcela Luiza Lopes Ferreira;Mayra de Aquino Mendes Santos;César Rota Júnior; Plantão Psicológico, Saúde Mental, Escuta Clínica, COVID-19 O mundo enfrenta hoje um inimigo comum e invisível, o novo Coronavírus, agente causador da COVID-19, configurando-se um cenário de inúmeras mudanças e incertezas. O presente relato de experiência tem como objeto apresentação e discussão das vivências de um projeto de Plantão Psicológico idealizado e desenvolvido por um grupo de psicólogas no norte de Minas Gerais, de maneira voluntária e online. A gênese desse projeto parte da inquietação e preocupação de profissionais da psicologia, em um cenário de crise e instabilidade oriundo da pandemia, com reais mudanças estruturais na sociedade, em todos os âmbitos e com desdobramentos para a saúde mental da população. Objetivamos elucidar a importância do plantão psicológico como aparato em momento de crise e contribuições da Logoterapia e Análise Existencial na condução dos atendimentos. Através do método de análise quantitativa dos atendimentos efetuados, buscou-se apresentar o perfil dos usuários do serviço, embasada em revisão teórica acerca dos conceitos fundamentais sobre plantão psicológico e logoterapia, ressaltamos que o projeto tem se efetivado como espaço de acolhimento e cuidado para quem o solicite. Concluímos que essa modalidade configura-se como importante mecanismo de suporte e transformador de realidade e combate a crises de urgência e emergências emocionais. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução 11/2018, de 11 de maio de 2018. Regulamenta a prestação de serviços psicológicos realizados por meios de tecnologias da informação e da comunicação e revoga a Resolução CFP N.º 11/2012, 2018. Disponível em: https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2018/05/RESOLU%C3%87%C3%83O-N%C2%BA-11-DE-11-DE-MAIO-DE-2018.pdf. Acessado em: 23 de julho de 2020. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Coronavirus disease (COVID-2019): situation report 72. Genebra: World Health Organization; 2020. Disponível em: https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/situation-reports/20200401-sitrep-72-covid-19.pdf?sfvrsn=3dd8971b_2. ANDERSON, R. M.; HEESTERBEEK, H.; KLINKENBERG, D. E HOLLINGSWORTH, T. D. How will country-based mitigation measures influence the course of the COVID-19 epidemic? The Lancet, v.395, n.10228, p.931–934, 2020. Disponível em: https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)30567-5/fulltext. Acessado em: 25 de julho de 2020. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução 04/20, de 26 de março de 2020. Dispõe sobre regulamentação de serviços psicológico prestados por meio de Tecnologia da Informação e da Comunicação durante a pandemia da COVID19, 2020a. 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2880 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 O Impacto da Ausência de Vedamento Coronal na Infiltração Endodôntica Edwaldo de Souza Barbosa Júnior;Falyne Pinheiro de Oliveira;Laura Marcelly Teixeira Gomes;Danilo Cangussu Mendes;Renata Francine Rodrigues de Oliveira;Soraya Mameluque Ferreira Ferreira; Obturação do Canal Radicular, Falha de Restauração Dentária, Infiltração Dentária A restauração coronária está intimamente ligada ao sucesso e bom prognóstico do tratamento endodôntico, uma vez que a microinfiltração de microrganismos da cavidade bucal através dos canais radiculares preenchidos pode atingir os tecidos periapicais provocando infecções. Ainda que os canais radiculares sejam obturados em condições ideais, a microinfiltração estará presente caso não haja selamento coronal. Objetivo: Apresentar diferentes estudos e conclusões a respeito de infiltração endodôntica, buscando responder a seguinte pergunta: Qual impacto da ausência de vedamento coronal na infiltração coronária em dentes tratados endodonticamente? Método: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura seguindo as etapas preconizadas pelo Joanna Briggs Institute utilizando os seguintes descritores: Obturação do canal radicular, falha de restauração dentária e infiltração dentária, que foram empregados para buscas de artigos científicos entre 2015 e 2020 através da plataforma da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Resultados: Foram identificados 06 estudos que compuseram a amostra dessa revisão, organizados e tabulados para extração de dados conforme informações relevantes para solução da pergunta norteadora. Conclusão: É fundamental o tratamento restaurador adequado e de qualidade, tanto com materiais provisórios, quanto definitivos, para que assim possam fornecer longevidade aos tratamentos endodônticos. KHADEMI, A.; SHEKARCHIZADE, N. Evaluation of coronal microleakage of mineral trioxide aggregate plug-in teeth with short roots prepared for post placement using bacterial penetration technique. Indian Journal of Dental Research, v. 27, n. 3, p. 295-299, 2016. L, T. et al. Influence of coronal restorations on the periapical health of endodontically treated teeth. Endod Dent Traumatol, v. 16, p. 218-221, 2000. RAY, H. A.; TROPE, M. Periapical status of endodontically treated teeth in relation to the technical quality of the root filling and the coronal restoration. International Endodontic Journal, v. 28, p. 12-18, 1995. BABU, N. S. V. et al. 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Principais itens para relatar Revisões sistemáticas e Meta-análises: A recomendação PRISMA. Epidemiol. Serv. Saúde, v. 24, n. 2, p. 335-342, 2015. JAFARI, F. et al. Endodontic microleakage studies: correlation among different methods, clinical relevance, and potential laboratory errors. Minerva Stomatol, v. 66, n. 4, p. 169-177, 2017. ISSN 1827-174X (Electronic) 0026-4970 (Linking). Disponível em: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28650135 >. LEE, K. S. et al. In vitro microleakage of six different dental materials as intraorifice barriers in endodontically treated teeth. Dental Materials Journal, v. 34, n. 4, p. 425–431, 2015. LABRADA, M. V.; CERÓN, C. X. M. Influencia de la calidad de restauración coronal en el pronóstico de dientes tratados endodónticamente. Revista Cubana de Estomatología, v. 52, n. 1, p. 47-62, 2015.
2881 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 (Des) conhecimento do Projeto Pedagógico de Curso de Graduação em Medicina entre Estudantes Márcia Mendes Menezes;Mariza Dias Xavier;Orlene Veloso Dias;Simone de Melo Costa; Medicina, Estrutura curricular, Aprendizagem baseada em problemas Os projetos de caráter pedagógico de cursos de medicina são baseados em competências e habilidades descritas nas Diretrizes Curriculares Nacionais. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi analisar o (des) conhecimento sobre o Projeto Pedagógico de Curso entre estudantes de medicina. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal analítico conduzido com acadêmicos matriculados em um curso de medicina do norte do estado de Minas Gerais. Participaram 281 estudantes. No estudo, foi analisado o conhecimento dos estudantes acerca do Projeto Pedagógico do Curso. Resultados: De acordo com os resultados, observou-se o desconhecimento sobre o Projeto Pedagógico, inclusive entre aqueles do último ano. Conclusão: Os achados apontaram para a necessidade de elaborar e operacionalizar o Projeto Pedagógico de forma colaborativa e participativa por todos os sujeitos, pela práxis dialógica entre o saber e o fazer. Ressalta-se a necessidade de novos estudos que possam apresentar o impacto dessas práticas sobre a qualidade do ensino da medicina. FOMIGLI, V.L.; BARBSA, H.S.; LIMA, M.S.G.; ARAÚJO, I.B.; FAGUNDES, N.C.; ROBERTO, S.A. Projeto Político Pedagógico do Curso de Graduação em Medicina da FMB/UFBA. Bahia: Gaz. méd., 2010. v. 80, n. 1, p. 3-47. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina. 2014. COSTA, J.R.B.; ROMANO, V.F.; COSTA, R.R.; GOMES, A.P.; ALVES, L.A.; BATISTA, R.S. A Transformação Curricular e a Escolha da Especialidade Médica. Revista Brasileira de Educação Médica, 2014. v. 38, n. 1, p. 47-58. PEDROSO, R.T.; NOGUEIRA, C.A.G.; DAMASCENO, C.N.; MEDEIROS, K.K.P.; SILVA, P.H.C.; VELOSO, W.F. A Educação Baseada na Comunidade no Ensino Médico na Uniceplac (2016) e os Desafios para o Futuro. Revista Brasileira de Educação Médica, 2019. v. 43, n. 4, p. 117-130. GOMES, R.; BRINO, R.F.; AQUILANTE, A.G.; AVÓ, L.R.S. Aprendizagem Baseada em Problemas na formação médica e o currículo tradicional de Medicina: uma revisão bibliográfica. Revista Brasileira de Educação Médica, 2009. v. 33, n. 3, p. 444–451. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Diretrizes e normas regulamentadoras sobre pesquisa envolvendo seres humanos. Brasília, 2012. LEON, L.B.; ONÓFRI, F.Q. Aprendizagem Baseada em Problemas na Graduação médica – uma revisão da Literatura atual. Revista Brasileira de Educação Médica, 2015. v. 39, n. 4, p. 614-619. NEVES, C.M.C. Autonomia da Escola Pública: Um Enfoque operacional. In VEIGA, I. P. A. da. Projeto Político Pedagógico da Escola: Uma Construção Possível. 11. Ed. Campinas, SP: Papirus, 1995. p. 95-129. VEIGA, I.P. Perspectivas para reflexão em torno do Projeto Político Pedagógico. In: VEIGA, Ilma Passos; RESENDE, Lúcia Maria G. de (orgs). Escola: Espaço do Projeto Político-Pedagógico. Campinas, SP: Papirus, 1998. MEIRELES, M.A.C., FERNANDES, C.C.P.; SILVA, L.S. Novas Diretrizes Curriculares Nacionais e a Formação Médica: Expectativas dos Discentes do Primeiro Ano do Curso de Medicina de uma Instituição de Ensino Superior. Revista Brasileira de Educação Médica, 2019. v. 43, n. 2, p. 67-78. CRUZ, P.O.; CARVALHO, T.B.; PINHEIRO, L.D.P.; GIOVANNINI, P.E.; NASCIMENTO, E.G.C.; FERNANDES, T.A.A.M. Percepção da Efetividade dos Métodos de Ensino Utilizados em um Curso de Medicina do Nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Educação Médica, 2019. v. 43, n. 2, p. 40-47. GOLÇALVES, A.M. O Estudo da Elaboração do Projeto Político - Pedagógico de um Colégio da Rede Estadual de Maringá. Revista Educere, 2016.
2882 unicientifica v. 22 n. 2 (2020): Revista Unimontes Científica e Dossiê Temático Covid-19 Perfil Ocupacional, Comportamentos e Saúde Segundo Diferenciais de Gênero entre Professores da Rede Pública Tatiana Almeida de Magalhães;Marise Fagundes Silveira;Jairo Evangelista Nascimento;Marta Raquel Mendes Vieira;Emerson Willian Santos de Almeida;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Efigênia Ferreira e Ferreira;Desirée Sant’Ana Haikal; Diferença de gênero; Professores; Comportamento; Saúde. Resumo: Objetivou-se identificar possíveis diferenciais de gênero entre professores segundo o perfil laboral, comportamentos e saúde. Trata-se de um estudo de prevalência usando amostra probabilística por conglomerados de docentes do ensino básico da rede pública de um município norte mineiro. Foram estimadas prevalências e análises bivariadas corrigidas pelo desenho amostral. Dos 745 docentes investigados, as mulheres representam ampla maioria (85,4%), apresentaram maiores proporções de casadas/união estável e divorciadas/viúvas, com filhos, de classe social mais baixa, perfil laboral precário, com melhores comportamentos relacionados à saúde, apesar de relatarem maior autopercepção negativa de sua aparência e pior qualidade de vida nos domínios físico e psicológico em relação aos homens. Já os homens apresentaram um melhor perfil laboral, maiores frequências de comportamentos não saudáveis e menor busca por assistência médica/odontológica. Observou-se consideráveis diferenças entre os gêneros, demonstrando que são as mulheres que refletem o maior peso da precarização profissional e os homens, os piores comportamentos de saúde. Desse modo, este estudo contribui para que as políticas públicas repensem as oportunidades sociais e questões de saúde relacionadas aos gêneros dentro da classe docente. 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2883 unicientifica 2020: Anais do 3º Congresso Internacional de Ciências da Saúde Anais do 3º Congresso Internacional de Ciências da Saúde Revista Unimontes Científica; Edição Completa - Anais do 3º Congresso Internacional de Ciências da Saúde
2884 unicientifica 2020: Anais do Simpósio das Ligas Acadêmicas - SIMLIGA - UNIFIPMoc Anais do Simpósio das Ligas Acadêmicas - UNIFIPMoc O Simpósio das Ligas Acadêmicas (SIMLIGA) é uma iniciativa do curso de Medicina do Centro Universitário FIPMoc (UNIFIPMoc), organizado pelo Centro Acadêmico de Medicina Dr Hermes de Paula.
2885 unicientifica 2020: Anais do II Congresso Internacional em Ciências da Saúde I Congresso Internacional em Biotecnologia I Congresso Internacional em Cuidado Primário à Saúde II Congresso Internacional de Ciências da Saúde O II Congresso Internacional em Ciências da Saúde, I Congresso Internacional em Biotecnologia e I Congresso Internacional em Cuidado Primário é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) juntamente com outros programas parceiros, a saber, o Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia – Unimontes (PPGB) e o Programa de Pós-Graduação em Cuidado Primário à Saúde – Unimontes (PPGCPS). O evento teve como objetivo divulgar a pesquisa/conhecimento científico por meio de palestras, mesas-redondas e minicursos consonantes às linhas de pesquisa desenvolvidas pelo PPGCS, PPGB e PPGCPS, para estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais de saúde e pesquisadores.
2886 unicientifica 2020: Anais do I Congresso Nacional de Odontologia/ II Congresso Regional de Odontologia Anais do I Congresso Nacional de Odontologia Revista Unimontes Científica; Devido ao enorme sucesso do I Congresso Regional de Odontologia que ocorreu em setembro de 2019 no Auditório do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais em Montes Claros - MG, estamos de volta, trazendo o melhor da Odontologia, mas dessa vez com um maior alcance, abrangendo todo o Brasil.
2887 unicientifica v. 1 n. 1 (2019): III National Congress of Urinary infection in outpatients: microbiological profile and drug resistance Carlos Eduardo Mendes D’Angelis;Túlio Antunes Moreira;Geraldo Edson Souza Guerra Júnior;Dorothea Schmidt França;Karina Andrade de Prince;Ana Cristina Carvalho Botelho; Urinary tract infection; Escherichia coli; Antibiotics; Infecção do Trato Urinário; Escherichia coli; Antimicrobianos. INFECÇÕES URINÁRIAS EM PACIENTES AMBULATORIAIS: PERFIL MICROBIOLÓGICO E RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA
2888 unicientifica v. 1 n. 1 (2019): III National Congress of I Congresso de Metabologia Congresso de Metabologia;
2889 unicientifica v. 1 n. 1 (2019): III National Congress of 3 and Analysis of the Quality of live of Chilcren and Teenagers in Oncological Treatment in the Municipality of Montes Claros-MG Nathália Paranhos Magalhães;Gustavo Veloso Pereira;Romeu Godinho Gonçalves;Alex Cezar Lancuna;Bianca Andrade Ferreira;Sabrina Jeane Prates Eleutério; Quality of life; Treatment; Oncology; Children; Teenager This work aims to analyze the quality of life of children and teenagers in oncological treatment registered at the Fundação Sara Albuquerque Costa, a reference center in the northern region of the State of Minas Gerais, Brazil, located at in the city of Montes Claros. Methods: This is a descriptive, prospective, and transversal investigation. It consisted in the implementation of the questionnaire “Pediatric - Fur- ther, it is vital to increase the emotional support pro- vided to parents and other people in charge of the children, since all their fears and anxieties might be transferred to them, yielding feelings of inferiority and guilty, which interferes in the quality of life. It is important to remark that a more trust- 7. worthy evaluation of the present results found requires a larger number of interviewed patients’. - DINIZ, Denise Pará. Qualidade de vida. Guias de Medicina Ambulatorial e hospitalar da EPM – UNIFESP. 2º edição. Editora Manole, 2013 - BELTRÃO, Marcela Rosa L. R; VASCONCELOS, Maria Gorete L.; PONTES, Cleide Maria; ALBUQUERQUE, Maria Clara. Câncer infantil: percepções maternas e estratégias de enfrentamento frente ao diagnóstico. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 83, n. 6, p. 562- 566, 2007. - MARQUES, Ana Paula Felippe de Souza. Câncer e estresse: um estudo sobre crianças em tratamento quimioterápico. Revista Psicologia Hospitalar, São Paulo, v.2, n.2, dezembro, 2004. - MENEZES, Catarina Nivea Bezerra; PASSA- RELI, Paola Moura; DRUDE, Fernanda Souza; SANTOS, Manoel Antônio dos; VALLE, Elizabeth Ranier Martins do. Câncer infantil: organização familiar e doença. Revista mal-estar e subjetividade, Fortaleza, v. 7, n.1, p. 191-210, março, 2017. - KOHLSDORF, Marina; COSTA JUNIOR, Áderson Luiz da. Estratégias de enfrentamento de pais de crianças em tratamento de câncer. Revista Estudos de Psicologia, Campinas, v. 25, n. 3, p. 417-429, julho-setembro, 2008. - Pós-Graduação em Odontologia. Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007. CICOGNA, Elizelaine de Chico; NASCIMENTO, Lucila Castanheira; LIMA, Regina Aparecida Garcia de. Crianças e adolescentes com câncer: experiências com a quimioterapia. Revista Latino-Americana de Enfermagem, São Paulo, v.18, n. 5, setembro-outubro, 2010. SOUZA, Luís Paulo Souza e; SILVA, Raia- ne Katielle Pereira; AMARAL, Renata Guimarães; SOUZA, Ana Augusta Maciel de; MOTA, Écila Campos; SILVA, Carla Silvana de Oliveira e. Câncer infantil: sentimentos manifestados por crianças em quimioterapia durante sessões de brinquedo terapêutico. Re- vista da rede de enfermagem do Nordeste. Montes Claros, v. 13, n. 3, p. 686-92, 2012. SANTANA, Mary Elizabeth de; COSTA, Elanny Glicia Oliveira da; CORRÊA, Anderson Roberto de Sales; XIMENES, Wagner GALLI, Alessandra Karina; SILVA, Amanda Nunes da; MINUZZI, Dalnei Delevati. A neoplasia na infância: aspectos emocionais e cuidados humanizados no âmbito hospitalar. Ciências Biológicas e da Saúde. Maceió. V.2, n.1, pag. 109-132, maio, 2014. PONTES, Herika Paiva; PRAXEDES, Amanda Emília Nunes Quezado; OLIVEIRA, Maria Girleuda de Paiva; PINHEIRO, Bianca Loio- la Andrade; ROLIM, Karla Maria Carneiro; FROTA, Mirna Albuquerque. Sentimentos vi- venciados durante o tratamento do câncer in- fantil. Investigação Qualitativa em Saúde. Volume 2, 2018. DIAS, Jucielma de Jesus; SILVA, Ana Paula da Conceição; FREIRE, Roseane Lino da Silva; ANDRADE, Aglaé da Silva Araújo. A expe- riência de crianças com câncer no processo de hospitalização e no brincar. Revista Mineira de Enfermagem. V.17, n.3, pag. 608-613, jul- set, 2013. MORAIS, Gilvânia Smith da Nóbrega; COS- TA, Solange Fátima Geraldo da; FRANÇA, Jael Rúbia de Sá; DUARTE, Marcella Costa Souto; LOPES, Maria Emília Limeira; BATIS- TA, Patrícia Serpa de Souza. Experiência exis- tencial de crianças em tratamento quimioterá- pico sobre a importância do brincar. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste. V.19: e3359, 2018.
2890 unicientifica v. 22 n. 1 (2020): Revista Unimontes Científica Medições e registros de mordidas humanas no auxílio aos processos de identificação Danielly da Silva Ferreira;Kevan Guilherme Nóbrega Barbosa; Antropologia Forense, Odontologia Legal, Mordida Objetivos: Revisar a utilização de medições e registros que são impressos pela mordida humana e quais o seu real papel como auxiliar na identificação. BORGES, LC; ROSA, TSA; DIETRICH, L. et al. Identificação humana post-mortem por meio da odontologia: revisão de literatura. Revista de Odontologia Contemporânea, v. 2, n. 1, p. 21-27, 2018. CARVALHO, SPM; SILVA, RHS; CÉSAR, LJ. et al. A utilização de imagens na identificação humana em odontologia legal. Radiol Bras, v. 42, n. 2, p. 125-130, 2009. OLIVEIRA, RN; DARUGE, E; GALVÃO, LCC. et al. Contribuição da Odontologia Legal à identificação post-mortem. Rev. bras. Odontol., v. 55, n. 2, p. 117-122, 1998. GONÇALVES, AS; MARCELINO, JC; PRADO, MM. et al. 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2891 unicientifica v. 22 n. 1 (2020): Revista Unimontes Científica Análise da Força Muscular em Idosas Praticantes e Não Praticantes de Atividade Física Sistematizada Anne Jacqueline Souza Santos;Claudiney Silva Ferreira;Amanda Mota Lacerda;João Lucas Rodrigues dos Santos;Mariana Rocha Alves;Magda Mendes Vieira;Vinicius Dias Rodrigues; Força Muscular, Idosos, Sarcopenia, Atividade Física Resumo: Introdução: A prática regular de atividade física é fundamental para idosos. A diminuição da força e da potência do músculo pode influenciar na diminuição de autonomia, bem-estar e da qualidade de vida dos mesmos. A perda da força e da massa muscular predispõe os idosos a uma limitação funcional, fator predisponente para muitos processos patológicos associados ao aumento da morbidade e mortalidade. Objetivo: Analisar a força muscular em idosos praticantes e não praticantes de atividades físicas sistematizadas. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva, quantitativa e de corte transversal. Este estudo foi realizado na cidade de Montes Claros – MG, com população idosa na faixa etária de 65 a 75 anos de idade. Os indivíduos foram divididos em dois grupos, sendo inclusos no G1 idosas praticantes de atividades físicas regulares, e no G2 idosas não praticantes de atividades físicas. Todos os dados foram coletados a partir da investigação das variáveis, digitalizados e analisados no programa estatístico (SPSS®, 20.0). O presente estudo obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa das Faculdades Integradas do Norte de Minas. Nesta pesquisa, foram realizados testes de força muscular de preensão manual, e a comparação realizada a partir da média relativa, média absoluta, máxima relativa e máxima absoluta para ambas as mãos (direita e esquerda). Resultados: Idosas ativas tinham maior força de pressão manual, significativa quando comparadas com as idosas sedentárias. Conclusão: Verificou-se que o exercício físico regular pode ter contribuído para manutenção ou aumento da força muscular no grupo de idosas ativas. KARSCH, U. M. Idosos dependentes: famílias e cuidadores. Cadernos de Saúde Pública, v. 19, p. 861-866, 2003. ISSN 0102-311X. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2003000300019&nrm=iso >. BRASIL. Lei nº 8.842, de 4 de janeiro de 1994. Dispõe sobre a Política Nacional do Idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências. Diário oficial da União, 1994. RP, V. Envelhecimento populacional e as informações de saúde do PNAD: demandas e desafios contemporâneos. Cad Saúde Pública, v. 23, n. 1, p. 2463-6, 2007. CRISTOPOLISKI, F. et al. Stretching exercise program improves gait in the elderly. Gerontology, v. 55, n. 6, p. 614-620, 2009. ISSN 0304-324X. BARBOSA, S. M. Estudo do equilíbrio em idosos através da fotogrametria computadorizada. Fisioterapia Brasil, v. 2, n. 3, p. 178-182, 2016. 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2892 unicientifica v. 22 n. 1 (2020): Revista Unimontes Científica Mapa Situacional do Marketing: Um condensado das bibliometrias publicadas na área Gilmara Aparecida de Freitas Dias;Karla Veloso Coura;André Luiz Mendes Athayde; Marketing, Consumidor, Estudo de Bibliometrias, Produção Nacional Resumo: Objetivos: A presente pesquisa objetivou analisar as bibliometrias da área de marketing, tendo como base de dados a Scientific Periodicals Electronic Library (Spell). Para tanto, buscou-se identificar elementos como temáticas, demografia, estatísticas textuais, especificidades de grupos, Classificação Hierárquica Descendente e Nuvens de Palavras no corpus textual construído com os dados dos artigos. Método: Este estudo se baseou na aplicação do método bibliométrico em 37 bibliometrias com conteúdo de marketing disponibilizadas na Spell. A análise dos artigos dividiu-se em dois blocos: o primeiro abordou os artigos da amostra e o segundo resumiu as informações dos artigos tratados no primeiro. Resultados: Os resultados retrataram que as temáticas ‘consumo’ e ‘estratégia’ foram as mais estudadas e os artigos foram escritos de forma conjunta em sua maioria. Os estudos foram majoritariamente teórico-empíricos e com abordagem qualitativa. Adicionalmente, a sociometria desenvolvida na presente pesquisa revelou a formação de três clusters, além de serem analisadas a Classificação Hierárquica Descendente (CHD) e a Análise Fatorial de Correspondência (AFC). Conclusões: caracterizou-se a área de estudo até então, embasando os pesquisadores para futuras investigações por meio de uma agenda de trabalho em pesquisa. ANDERSON, P. F. Marketing, Scientific Progress, and Scientific Method. Journal of Marketing, v. 47, n. 4, 1983, p. 18-31. ARAÚJO, C. A. A. Bibliometria: evolução história e questões atuais. 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2893 unicientifica v. 22 n. 1 (2020): Revista Unimontes Científica Xerostomia, Alteração do Paladar, da Saliva e da Sede: Percepção dos Idosos Clara Braga Pires;Gustavo Silva Costa;Isabela Santos Borges;Stéphanie Zuba Castro;Eliene de Oliveira;Maria Cleonice de Oliveira Nobre;Maria de Lourdes; Xerostomia, Sede, Saliva, Senescência, Saúde Bucal Resumo: Objetivos: Descrever e analisar a percepção dos idosos quanto à presença de xerostomia, alterações do paladar, da saliva e da sede. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e transversal, com abordagem quantitativa em que utilizou-se o software IBM SPSS 22.0. Teve como população-alvo idosos, de ambos os sexos, capazes de responder às questões propostas, atendidos na Clínica Integrada III do curso de Odontologia da Universidade Estadual de Montes Claros e no Centro de Referência à Saúde do Idoso (CRASI) de Montes Claros-MG. A coleta de dados ocorreu no período de setembro a dezembro de 2015, pela aplicação de questionário semiestruturado, contendo questões abertas e fechadas, sob a forma de entrevista, que foi realizada após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros sob Parecer nº 50668915.1.0000.5146. Resultados: A maioria dos idosos era do sexo feminino (64%); se encontrava na faixa etária acima de 70 anos (55%); eram casados, divorciados ou viúvos (88%); brancos (57%); com escolaridade (93%) e procedentes de outras localidades do norte do Estado de Minas Gerais (55%). A maioria percebeu sensação de boca seca (79%); que não há diminuição do paladar (58%) e da sede (51%), e que a saliva diminui (51%). Conclusão: A compreensão das condições bucais dos pacientes idosos atendidos na Clínica Integrada III da Unimontes fez-se relevante, pois o conhecimento das percepções das alterações sentidas favoreceu a orientação dos cuidados com essa população. MONTENEGRO, Fernando Luiz Brunetti.; MARCHINI, Leonardo. Odontogeriatria: Uma visão gerontológica. Rio de Janeiro. Editora Elsevier, 2013. CARDOSO, Maria Beatriz Ribeiro.; LAGO, Eliana Campêlo. Alterações bucais em idosos de um centro de convivência. Revista Paraense de Medicina, v. 24, n. 2, p. 35-41, 2010. KALACHE, Alexandre. O mundo envelhece: é imperativo criar um pacto de solidariedade social. Ciência & Saúde Coletiva, v. 13, p. 1107-1111, 2008 VERAS, Renato. Envelhecimento populacional contemporâneo: demandas, desafios e inovações. Revista de Saúde Pública, v. 43, p. 548-554, 2009. FREITAS, Daniela Napoleão.; LOCK, Nicássia Cioquetta.; UNFER, Beatriz. Hipofunção das glândulas salivares em idosos hospitalizados relacionada a medicamentos. Geriatrics, Gerontology and Aging, v. 7, n. 3, p. 179-183, 2013. FERREIRA, Olívia Galvão Lucena et al. O envelhecimento ativo sob o olhar de idosos funcionalmente independentes. 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2894 unicientifica v. 22 n. 1 (2020): Revista Unimontes Científica Amino Acid Substitutions Analysis of the Putative Epitopes of Neuraminidase Protein from Influenza A/H1N1 Virus Ludmila Alves Dias Souto;Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier;Mauro Aparecido de Sousa Xavier; Bioinformatics, Glycoprotein, Mutation, Neuraminidase, Vaccine This study verified whether the neuraminidase protein of Influenza A H1N1 virus sequence has modified from 2009–2017 and its impact on the 2018 Brazilian vaccine. Method: The reference neuraminidase protein sequence from H1N1 Puerto Rico/1934 strain was subjected to three different methods of epitope prediction and the top five from each method were aligned using Clustal omega, resulting in eight putative epitopes. These epitopes were aligned to 7,438 neuraminidase sequences spanning from 2009–2017 and analyzed for specific amino acid substitutions and counted. The resultant neuraminidase protein was aligned against the 2015 and 2018 neuraminidase proteins, from Influenza A H1N1 virus subtypes, used for vaccine production. Result: Twenty-one main substitutions were detected, of which 16/21 (76.2%) substitutions points remained stable and 1/21 (4.8%) returned to the original amino acid residue in the viral population from 2009–2017. Additionally, 19% (4/21) substitutions occurred in Brazil and worldwide in this period, indicating that changes in the neuraminidase viral population profile is time-dependent rather than geographical. Conclusion: The neuraminidase protein containing these amino acid substitutions is more closely related to the neuraminidase protein from influenza A/Michigan/45/2015 than A/California/7/2009, supporting the replacement of this virus subtype in the Brazilian vaccine in 2018. CHAMBERS, Benjamin S. et al. 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2895 unicientifica v. 22 n. 1 (2020): Revista Unimontes Científica Atividade Antibacteriana de Frutas do Nordeste Brasileiro sobre Bactéria Cariogênica Carlos Eduardo Mendes D’Angelis;Abner Nicolas da Silva;Nair Amélia Prates Barreto;Karina Andrade de Prince;Ana Cristina Carvalho Botelho;Ana Cristina Morseli Polizello;Augusto Cesar Cropanese Spadaro; Streptococcus mutans, Atividade antibacteriana, Produtos naturais a cárie dentária é um grande problema de saúde pública em muitos países. Algumas regiões do Brasil são mais afetadas como o Norte e o Nordeste. A atividade antibacteriana frente à Streptococcus mutans representa um alvo terapêutico interessante para o estudo e controle da cárie dentária, já que este micro-organismo é reconhecido como um importante agente causador da formação de placa dental e cárie dentária. Objetivo: o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antimicrobiana, frente à S. mutans, da polpa de frutos nativos da região Nordeste do Brasil: Spondias mombin L. (cajazeira), Spondias purpurea L (sirigueleira) e Spondias tuberosa (umbuzeiro). Metodologia: as frações clorofórmica, hexânica, acetato de etila e Aquosa de polpas de fruta integral dessas espécies foram obtidas através do processo de partição líquido-líquido. Realizou-se teste de difusão em ágar, caracterizando os extratos quanto ao seu potencial antimicrobiano frente à S. mutans, elegendo-se o de maior atividade para realização da concentração inibitória mínima - CIM. Resultados: as frações hexânica, acetato de etila e clorofórmica de cajá apresentaram expressiva atividade antimicrobiana frente a S. mutans nos ensaios de disco-difusão, sendo eleita para o teste de CIM. O teste revelou atividade inibitória de 0,01 mg/mL, 0,78 mg/mL e 0,02 mg/mL para as frações hexânica, clorofórmica e acetato de etila, respectivamente. Conclusão: conclui-se que as frações hexânica, clorofórmica e acetato de etila de cajá apresentaram interessante efeito antimicrobiano, principalmente as frações mais apolares, e, merecem estudos mais aprofundados quanto a sua atividade biológica. 1. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Um panorama da saúde no Brasil: acesso e utilização dos serviços, condições de saúde e fatores de risco e proteção à saúde 2008. Disponível em: .Acesso em: 23 de Abril de 2018. 2. KASSEBAUM, N. J. et al. Global burden of untreated caries: a systematic review and metaregression. J Dent Res., Thousand Oaks, v. 94, n. 5, p. 650-658, mar, 2015. 3. COTA, A. L. S., ALVIM, R. G. Effect of storage temperature on Streptococcus mutans viability. Rev. odontol. UNESP, Araraquara , v. 47, n. 2, 2018. 4. FORSSTEN S. F., BJÖRKLUND M., OUWEHAND A. C. 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Caracterização de frutas nativas da América Latina. Jaboticabal: Funep, 2000. 15. Clinical and Laboratory Standards Institute – NCCLS. Performance standards for antimicrobial susceptibility testing. Fiftheent Informational Supplement. CLSI/NCCLS document M100-S15 [ISBN 1-56238-556-9]. 16. ELOFF J. N. A sensitive and quick microplate method to determine the minimal inhibitory concentration of plant extracts for bacteria. Planta Med., Stuttgart, v. 64, n. 8, p. 711-713, dez, 1998. 17. DANGELIS, C. E. M.; LEITE, M. F.; SOUSA, J .P .B.; ALONSO, L.; POLIZELLO, A. C. M.; AIRES, C. P.; BASTOS, J. K.; GROPPO, M.;; SPADARO, A. C. C. Inhibiting effect of Dorstenia asaroides extracts on cariogenic properties of Streptococcus mutans. Anaerobe, v. 18, 2012. 18. NCCLS. Methods for dilution antimicrobial susceptibility tests for bacteria that grow aerobically: approved standard. 6ed. Wayne, PA: Technical Report M07-A6, 2003. 19. WU-YUAN, C. D.; GREEN, L; BIRCH, W. X.. 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BARNABÉ, M., SARACENI, C. H., DUTRA-CORREA, M., SUFFREDINI, I. B. The influence of Brazilian plant extracts on Streptococcus mutans biofilm. J Appl Oral Sci, v. 22, n. 5, 2014.
2896 unicientifica v. 22 n. 1 (2020): Revista Unimontes Científica Fatores associados à necessidade de hemotransfusão em recém-nascidos cadastrados em um ambulatório de Follow-up Antonio Caldeira;Andreia Caroline Ribeiro Ramos;Isabella Prates Caldeira;Patrícia Soares Castro;Jair Almeida Carneiro;Lucineia Pinho; Transfusão de sangue. Recém-nascido prematuro. Anemia. Terapia intensiva neonatal. Objetivo: conhecer a frequência e os fatores associados à necessidade de hemotransfusão em recém-nascidos acompanhados em um serviço seguimento de recém-nascidos de alto risco. Metodologia: Trata-se de estudo com base em dados secundários, a partir do grupo de crianças de ambulatório de seguimento no norte de Minas Gerais. Foram coletadas variáveis relacionadas às condições de gestação, parto e permanência na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Após análises bivariadas, seguiu-se regressão de Poisson com as variáveis que se mostraram associadas até o nível de 20%. No modelo final, permaneceram apenas as variáveis que se mostraram associadas à necessidade de hemotransfusão até o nível de 5%, registrando-se as razões de prevalência e seus respectivos intervalos de confiança de 95%. Resultados: Foram coletados dados de 282 neonatos. Houve ligeiro predomínio do sexo masculino. Mais da metade apresentavam peso de nascimento abaixo de 1500 gramas (59,6%). Entre as intercorrências apresentadas, a sepse foi a mais comum (58,9%). A anemia com necessidade de hemotransfusão foi identificada em 96 prontuários (34,0%). Em uma análise conjunta, as variáveis que se mostraram estatisticamente associadas à necessidade de hemotransfusão para o grupo estudado foram: o peso de nascimento menor que 1500g (RP=1,25; IC95%:1,09-1,39), o tempo de oxigenioterapia igual ou superior a 15 dias (RP=1,42; IC95%:1,29-1,56) e a ocorrência de sepse (RP=1,11; IC95%:1,01-1,23). Conclusão: Observou-se elevada frequência de hemotransfusão para o grupo estudado. As variáveis associadas destacam o papel da prematuridade e dos cuidados com os prematuros no período neonatal. 1) HORBAR, J. D.; et al. Mortality and neonatal morbidity among infants 501 to 1500 grams from 2000 to 2009. Pediatrics, v. 129, n. 6, p. 1019-1026, 2012. 2) KEIR, A.; MCPHEE, A.; WILKINSON, D. Beyond the borderline: Outcomes for inborn infants born at ≤ 500 grams. J Paediatr Child Health, v. 50, n. 2, p. 146-152, 2014. 3) DOYLE, L. W.; et al. Neonatal intensive care at borderline viability – is it worth it? Early Hum Dev, v. 80, n. 2, p. 103-113, 2004. 4) KHAN, R. A.; et al. Resuscitation at the limits of viability - an Irish perspective. Acta Paediatr, v. 98, n. 9, p. 1456-1460, 2009. 5) SANTOS, A. M.; et al. Red blood cell transfusions are independently associated with intra-hospital mortality in very low birth weight preterm infants. J Pediatr, v. 159, n. 3, p. 371-376, 2011. 6) MOHAMED, A.; SHAH, P. S. Transfusion associated necrotizing enterocolitis: a meta-analysis of observational data. Pediatrics, v. 129, n. 3, p. 529–40, 2012. 7) AUCOTT, S. W.; MAHESHWARI, A. To transfuse or not transfuse a premature infant: the new complex question. J Perinatol, v. 39, n. 3, p. 351-353, 2019. 8) SANTOS, A. M. N.; et al. Factors associated with red blood cell transfusions in very-low-birth-weight preterm infants in Brazilian neonatal units. BMC Pediatrics, v. 15, n.113, 2015. 9) GUZMAN CABAÑAS, J. M.; et al. Factores de riesgo implicados en la necesidad de transfusión sanguínea en recién nacidos de muy bajo peso tratados con eritropoyetina. An Pediatr (Barc), v. 73, n. 6, p. 340-346, 2010. 10) FREITAS, B. A. C.; FRANCESCHINI, S. C. C. Fatores associados à transfusão de concentrado de hemácias em prematuros de uma unidade de terapia intensiva. Rev Bras Ter Intensiva, v. 24, n. 3, p. 224-229, 2012. 11) DOGRA, K.; et al. Red Cell Transfusion Practices in Neonatal Intensive Care Unit: An Experience from Tertiary Care Centre. Indian J Hematol Blood Transfus, v. 34, n. 4, p. 671-676, 2018. 12) PORTUGAL, C. A. A.; et al. Transfusion practices in a neonatal intensive care unit in a city in Brazil. Rev bras hematol hemoter, v. 36, n. 4, p. 245-249, 2014. 13) DICKYA, O.; et al. Delayed umbilical cord clamping in preterm infants born before 37 weeks of gestation: A prospective observational study. Arch Pediatr, v. 24, n. 2, p. 118-125, 2017. 14) JOSEPHSON, C. D.; MEYER, E. Neonatal and pediatric transfusion practice. In: GROSSMAN, B. J.; HILLYER, C. D.; WESTHOFL, C. M. (Org). AABB technical manual, Bethesda: ABB Press, 2014. P. 571-588. 15) KIRPALANI, H.; WHYTE, R. K. What is new about transfusions for preterm infants? An Update. Neonatology, v. 115, n. 4, p. 406-410, 2019. 16) KEIR, A.; et al. Adverse effects of red blood cell transfusions in neonates: a systematic review and meta-analysis. Transfusion, v. 56, n. 11, p. 2773-2780, 2016 17) SANTOS, A. M. N.; et al. Variability on red blood cell transfusion practices among Brazilian neonatal intensive care units. Transfusion, v. 50, n. 1, p.150-159, 2010. 18) GHIRARDELLO, S.; et al. Effects of Red Blood Cell Transfusions on the Risk of Developing Complications or Death: An Observational Study of a Cohort of Very Low Birth Weight Infants. Am J Perinatol, v. 34, n. 1, p. 88-95, 2017. 19) HOWARTH, C.; BANERJEE, J.; ALADANGADY, N. Red Blood Cell Transfusion in Preterm Infants: Current Evidence and Controversies. Neonatology, v. 114, n. 1, p. 7-16, 2018. 20) OHLS, R. K.; et al. A randomized, masked study of weekly erythropoietin dosing in preterm infants. J Pediatr, v. 160, n. 5, p.790-5, 2012. 21) MIMICA, A. F.; et al. A very strict guideline reduces the number of erythrocyte transfusions in preterm infants. Vox Sang, v. 95, n. 2, p. 106-111, 2008. 22) NAYERI, F.; et al. 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2897 unicientifica v. 21 n. 2 (2019): Revista Unimontes Científica Prevalência de Dor Lombar e Percepção da Qualidade de Vida em Taxistas Carlos Eduardo Prates Fonseca;Jamille Moreira Silva;Milene Ester Rodrigues Siqueira; dor, lombalgia, motoristas Objetivo: verificar a prevalência de dor lombar associada à qualidade de vida dos taxistas. Metodologia: tratou-se de estudo quanti-qualitativo, descritivo e de caráter transversal, com 14 taxistas da cidade de Engenheiro Navarro-MG. A coleta de dados ocorreu em 09/09/2018. Foi aplicado o questionário índice de Oswestry modificado, para avaliar a funcionalidade da coluna lombar e o questionário SF-36 modificado, para avaliar a qualidade de vida. Resultados: no processo de análise dos dados coletados, verificou-se que mais da metade dos trabalhadores apresentou dor leve em qualquer segmento da coluna e 40% relataram ter dor leve em específico no segmento da coluna lombar, além de trabalharem a maior parte do tempo sentindo dor. A metade desses trabalhadores relatou, ainda, ter a saúde ruim, o que afeta a qualidade de vida, pois ficam impossibilitados de fazerem certos tipos de atividades do dia a dia em função do incômodo da dor. Conclusão: verificou-se que o índice de dor lombar entre os taxistas é alto, sendo preciso a implementação de programas relacionados a ações preventivas, ergonômicas e que mantenham a integridade do sistema articular da coluna desses profissionais. FERREIRA, Mariana Simões; NAVEGA, Marcelo Tavella. Effects of a guidance program to adults with low back pain. Acta Ortopédica Brasileira, v. 18, n. 3, p. 127-131, 2010. VASCELAI, Alessandra. Lombalgias: Mecanismo anátomo-funcional e tratamento. In: Congresso Sul-Brasileiro de DOR. 2009. FELIPPE, Lilian Assunção; PEREIRA, Winicyus Nobre Bispo; CASTRO, Michelly Fernanda; CHRISTOFLETTI, Gustavo. Prevalência de Alterações Posturais e Dor de Origem Músculo-Esquelética em Caminhoneiros. Revista Movimenta, v. 5, n. 2, p. 150-156, 2012. PEDROSO, Amarilda Aparecida dos Santos; REIS, Amir Curcio dos; SOUZA, Rodrigo Silva de; RABELO, NAYRA, Deise dos Anjos; LUCARELI, Paulo Roberto Garcia; BLAY, André Serra. Índice de incapacitação das lombalgias em motoristas de caminhão. ABCS Health Sciences, v. 38, n. 3, 2013. MACHADO, Guilherme Fortes; BIGOLIN, Simone Eickhoff. Estudo comparativo de casos entre a mobilização neural e um programa de alongamento muscular em lombálgicos crônicos. Fisioterapia em Movimento, v. 23, n. 4, 2017. MASCARENHAS, Claudio Henrique Meira; FILHO, José Simão Rodrigues; MELO, Reinaldo Luz; SILVA, Dallila Carneiro da. Prevalência de dor lombar em motoristas de táxi do município de Jequié-BA. Espaço para a Saúde-Revista de Saúde Pública do Paraná, v. 15, n. 1, p. 66-76, 2014. SANTOS, Lorena Laira Morais dos; OLIVEIRA, Leonardo Pestilo de; FERREIRA, Alessandro Peixoto; OVANDO, Ramon Gustavo de Moraes; MALHEIROS, Wanderley. Prevalência de lombalgia e sua relação com a promoção da saúde em motoristas de táxi. Revista Científica JOPEF, v. 23, n.1, 2017. OLIVEIRA, Bruno Gonçalves de; NASCIMENTO, Tito Lívio Ribeiro Gomes do; TEIXEIRA, Jules Ramon Brito; NERY, Adriana Alves; CASSOTI, Cézar Augusto; BOERY, Eduardo Nagib. Influência da condição de trabalho na qualidade de vida de taxistas. Revista Baiana de Enfermagem, v. 30, n. 1, p. 365, 2016. VIGATTO, Ricardo; ALEXANDRE, Neusa Maria Costa; CORRÊA FILHO, Heleno Rodrigues. Development of a Brazilian Portuguese version of the Oswestry Disability Index: cross-cultural adaptation, reliability, and validity. Spine, 2007. CICCONELLI, Rozana Mesquita; FERRAZ, Marcos Bosi; SANTOS, Wilton; MEINÃO, Ivone; QUARESMA, Marina Rodrigues. Tradução para a língua portuguesa e validação do questionário genérico de avaliação de qualidade de vida SF-36 (Brasil SF-36). Rev Bras Reumatol 1999; 39:143-50. TOSCANO, José Jean de Oliveira; EGYPTO, Evandro Pinheiro do. A influência do sedentarismo na prevalência de lombalgia. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 7, n. 4, p. 132-137, 2001. NOBRE, Moacyr Roberto Cucê. Qualidade de vida. Arq Bras Cardiol, v. 64, n. 4, p. 299-300, 1995. POLITO, Marcos Doederlein; DE AM NETO, G.; LIRA, Vitor Agnew. Componentes da aptidão física e sua influência sobre a prevalência de lombalgia. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 11, n. 2, p. 35-40, 2008. LUNA, Juliana Scholtão; SOUZA, Orivaldo Florêncio de. Sintomas osteomusculares em taxistas de Rio Branco, Acre: prevalência e fatores associados. Cadernos Saúde Coletiva, v. 22, n. 4, 2014. DORNELAS, Renan Andrade; MOREIRA, Marilda Silva. Trabalhador Taxistas - algumas considerações sobre sua saúde e seu processo de trabalho. Monografia apresentada à Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio como parte do requisito para obtenção de conclusão do Curso de Vigilância Sanitária e Saúde Ambiental. Rio de Janeiro, 2006.
2898 unicientifica v. 21 n. 2 (2019): Revista Unimontes Científica Concepção de corpo na percepção de graduandos do curso de licenciatura em educação física durante o processo de formação Priscylla Teixeira Lima; Corpo, Mídia, Educação Física, Graduandos, Formação Objetivo: analisar e comparar as concepções de corpo na percepção dos graduandos ingressantes e concluintes do curso de Educação Física no processo de formação, na tentativa de identificar as relações estabelecidas entre corpo, mídia e a educação física. Metodologia: trata-se de pesquisa de campo de caráter qualitativo, composta por uma amostra de vinte e três graduandos, sendo onze ingressantes e doze concluintes do curso. Como instrumento para coleta de dados foi utilizado um questionário contendo seis questões abertas e sua interpretação se efetivou a partir da análise de conteúdo. Resultados: apontou-se para uma perspectiva, ainda, fragmentada sobre concepção de corpo dos ingressantes com relação aos concluintes, que mencionam discussões amplas e reflexivas da temática. Considerações finais: cabe então à Educação Física questionar o papel que vem assumindo na sociedade contemporânea, principalmente, frente à idolatria e fragmentação do corpo, buscando entendê-lo com base em sua construção e manifestação histórica, cultural, estética, política e social. 1. CARVALHO, Y. M. Corpo e História: o corpo para os gregos, pelos gregos, na Grécia Antiga. In: SOARES, Carmen Lúcia (org.). Corpo e História. - Campinas, SP: Autores Associados, 2001, p.164-175. 2. MUGNAINI, J. R. Atividades físicas e o corpo na concepção de graduandos de Educação Física: uma análise das práticas corporais de universitários da região de Limeira. 2007. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual Paulista. 3. SANT’ANNA, D. B. É possível realizar uma história do corpo? In: SOARES, Carmen Lúcia (org.). Corpo e História. - Campinas, SP: Autores Associados, 2001, p. 3-23. 4. GONÇALVES, A. S.; AZEVEDO, A. A. A re-significação do corpo pela Educação Física Escolar, face ao estereótipo construído na contemporaneidade. Pensar a Prática 10/2: 201-219 jul./dez. 2007. 5. MEDINA, J. P. S. O brasileiro e seu corpo: educação e política do corpo. 3 ed. Campinas: Papirus, 1991. 6. COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino de Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992. 7. SOARES, C. L. Educação Física: raízes européias e Brasil. 2 ed. rev. Campinas, SP: Autores Associados, 2001. 8. COSTA, É. M.; OTESBELGUE, R.C. Concepção de corpo: a realidade vivida por acadêmicos de Educação Física na ESEFFEGO. EFDeportes.com, Revista Digital. Ano 16 · N° 156 | Buenos Aires, Maio de 2011. Disponível em: http://www.efdeportes.com/ Acesso em: set. 2011. 9. BRACHT, V. A constituição das teorias pedagógicas da educação física. Caderno Cedes, Campinas, SP, v. 19, n. 48, p. 69-88, ago. 1999. 10. SILVA, A. C. et al. A visão de corpo na perspectiva de graduandos em Educação Física: fragmentada ou integrada? Movimento (ESEF/UFRGS). Porto Alegre, v. 15, n. 03, p. 109-126, julho/setembro de 2009. 11. NICOLINO, A. S. et al. Concepções de corpo, educação e Educação Física no contexto escolar. IV Congresso Centro-Oeste de Ciências do Esporte. I Congresso Distrital de Ciências do Esporte, 2010. ISSN 2178-485X. Disponível em: http: www.scielo.com.br Acesso em: set. 2015. 12. ALMEIDA, A. C. N et al. Corpo, estética e obesidade: reflexões baseadas no paradigma da indústria cultural. Caderno de Estudos. Goiânia: Ed. da UCG, v. 33, n. 9/10, set./out. 2006, p. 789-812. 13. LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. 5 ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 2003. 14. SILVA, J. M.; SILVEIRA, E. S. Apresentação de trabalhos acadêmicos: normas e técnicas. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. 15. GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. 2. reimpr. São Paulo: Atlas. 2006. 16. TURATO, E. R. Tratado da metodologia da pesquisa clínico-qualitativa: construção teórico-epistemológica, discussão comparada e aplicação nas áreas da saúde e humanas. 2 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. 17. MEDINA, J. P. S. A educação física cuida do corpo...e “mente”: bases para renovação e transformação da educação física. 11. ed. Campinas, SP: Papirus, 1993. 18. CARBINATTO, M. V.; MOREIRA, W. W. Corpo e saúde: a religação dos saberes. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, SP, v. 27, n. 3, p. 185-200, 2006. 19. MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1994. 20. DAOLIO, J. A antropologia social e a educação física: possibilidades de encontro. In: CARVALHO, Y. M. de; RÚBIO K. (Orgs.) Educação física e ciências humanas. São Paulo: Hucitec, 2001, p. 27-38.
2899 unicientifica v. 21 n. 2 (2019): Revista Unimontes Científica Resgate histórico da disciplina Estágio em Saúde da Família do curso de Odontologia - Unimontes Stephanie Quadros Tonelli;Cibelly Neves Fonseca;Wallace de Freitas Oliveira;Cássia Pérola dos Anjos Braga Pires;Renata Francine Rodrigues de Oliveira; Ensino, Estratégia de Saúde da Família, Odontologia, Saúde Pública Objetivo: o objetivo desse estudo foi descrever a construção histórica e metodológica da disciplina Estágio em Saúde da Família do curso de graduação em Odontologia da Unimontes. Metodologia: este estudo foi realizado através da revisão de documentos históricos da disciplina, bancos de dados e entrevistas com professores e figuras importantes na sua elaboração. Resultados: ano 2000, foi instituída a disciplina, compreendida por atividades teórico-práticas para execução de ações nos territórios das Equipes de Saúde da Família do município de Montes Claros. A disciplina propõe a formação integral, atual e centrada nas competências do novo profissional a partir da integração ensino-serviço. Neste contexto, o acadêmico é inserido na rotina de uma Unidade Básica de Saúde, tendo como objetivos a avaliação do processo saúde-doença da comunidade assistida, territorialização e planejamento de ações preventivo-promocionais para a população. Conclusão: a disciplina mantém uma estrutura operacional e metodológica que a torna importante na formação acadêmica e desenvolvimento de habilidades imprescindíveis à atuação profissional, além de beneficiar a população assistida com suas ações. 1. TONELLI, S. Q; OLIVEIRA, R. F. R.; LOPES, M. C. L.; ALENCAR, A. M.; RODRIGUES, L. A. M. Compreensão da dinâmica familiar no processo saúde-doença e intervenção pela equipe de saúde da família: um estudo de caso. Revista Norte Mineira de Enfermagem, 2016; v.5, n.1, p. 74-84. 2. ROSA, W. A. G.; LABATE, R. C. Programa saúde da família: a construção de um novo modelo de assistência. Rev Latino-am Enfermagem, 2005; v. 13, n. 6, p.1027-34. 3. MACIEL, E. L. N.; FIGUEIREDO, F. P.; PRADO, T. N.; GALAVOTE, H. S.; RAMOS, M. C.; ARAÚJO, M. D.; LIMA, R. C. D. Avaliação dos egressos do curso de especialização em Saúde da Família no Espírito Santo, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 2010; v. 15, n. 4. p. 2021-8. 4. BRASIL. Ministério da Saúde, 2000. Portaria n.º 1.444, de 28 de dezembro de 2000. 5. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. A Implantação da unidade de saúde da família. Caderno 1, Brasília: Ministério da Saúde, 2000. 6. BRASIL. Ministério da Saúde, 2011. Portaria nº 204, de 24 de outubro de 2011. Disponível em:http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/portaria_2488_21-out-11_politica_atencao.pdf. 03.12.2011. 7. BRASIL. Ministério da Educação, 2019. Conselho Nacional de Educação. 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2900 unicientifica v. 21 n. 2 (2019): Revista Unimontes Científica Autopercepção no Índice de Disfunções Osteomusculares em Acadêmicos de Odontologia Sedentários e Não Sedentários Bárbara Kellen Antunes Borges;Jéssica Polyana Soares Nunes;Rafaella Silva Oliveira;Thiago Alves Xavier dos Santos; Disfunções Osteomusculares, LERs/DORTs, Odontologia, Ergonomia Objetivo: o estudo objetivou avaliar o índice de disfunções osteomusculares em acadêmicos de odontologia sedentários e não sedentários, sendo caracterizado como descritivo, transversal e quantitativo. Metodologia: a amostra foi composta de 75 alunos matriculados no oitavo e nono períodos do curso de graduação em Odontologia de uma instituição privada de Montes Claros- MG. Foram avaliados os níveis de atividades físicas por meio do Questionário Internacional de Atividade Física - IPAQ em sua versão curta e sintomas osteomusculares através do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares. Os dados foram analisados por meio do teste de análise de variância para comparações múltiplas, o teste de Mann-Whitney para amostras não pareadas e o teste Tukey, com p<0,05, para verificação da existência de significância estatística. Resultados: segundo a classificação IPAQ, 24% dos participantes, foram classificados como ativos, 38,7% como insuficientemente ativos e 37,3% como sedentários. Constatou-se que 100% dos acadêmicos apresentaram presença de alguma dor/desconforto, sendo parte inferior (49,3%) e superior (42,7%) das costas, pescoço (44,0%), ombros (46,7%), punhos e mãos (46,7%), como as regiões mais acometidas. Conclusão: conclui-se que, apesar de se tratar de uma maioria jovem, houve uma alta prevalência do índice de disfunções osteomusculares. Além disso, fica evidente que tais condições são mais comuns em acadêmicos que não realizam nenhuma ou pouca atividade física. 1 - SANTOS, R. R. Desordens osteomuscular em alunos de alunos de odontologia. 2015. 67 f. Tese (Programa de Pós-Graduação em Odontologia Preventiva e Social) – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Araçatuba. 2 - SOUZA, I. M. A. et al. Avaliação da dor e lesões ocasionadas pelo trabalho em cirurgiões-dentistas na cidade de Fortaleza/CE. Revista Fisioterapia e Saúde Funcional, v. 1, n 2, p. 35-41, jul-dez, 2012. 3 - DAMIN, C. H. et al. Doenças Ocupacionais em Cirurgiões Dentistas - Ergotrip Design nº1. Revistas dos Encontros Internacionais de Estudos Luso-Brasileiros em Design e Ergonomia, v. 16, n. 1, p. 134-143, jul. 2015. 4 - SIQUEIRA, F. C. V. et al. Physical activity among health professionals from South and Northeast Brazil. Caderno de Saúde Pública, v. 25, n. 9, p. 1917-1928, set. 2009. Disponível em: Acesso em: 28 abr 2017. 5 - CARVALHO, T. N. et al. Sedentarismo no ambiente de trabalho: os prejuízos da postura sentada por longos períodos. Revista Eletrônica Saber. v. 23, n.1, p. 1-12, jul. 2014. 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2901 unicientifica v. 21 n. 1 (2019): Revista Unimontes Científica Contexto, vivência e percepção Renata Luiz Ursine;João Victor Leite Dias;Harriman Aley Morais;Thamara de Souza Campos;Herton Helder Rocha Pires; Fenomenologia, Pesquisa Qualitativa, Calazar Objetivo: compreender as percepções de pessoas acometidas pela Leishmaniose Visceral sobre os fatores relacionados ao contexto de ocorrência da doença, bem como a compreensão do processo de adoecimento e tratamento na população estudada. Metodologia: trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, com abordagem fenomenológica empírica, cujos procedimentos teóricos metodológicos foram referenciados em Amedeo Giorgi. Entre fevereiro e junho de 2014, foram realizadas entrevistas com moradores da cidade de Araçuaí, que tinham no mínimo dezoito anos, e que tiveram Leishmaniose Visceral entre os anos de 2007 a 2013. As entrevistas foram gravadas e transcritas. Em seguida, foi realizada uma primeira leitura das transcrições a fim de perceber o sentido geral nelas contido. Posteriormente, foram efetuadas releituras dessas entrevistas no intuito de identificação das unidades de significação, e, por fim, foi realizada a análise das unidades, síntese dos resultados e categorização. Resultados: a análise das entrevistas permitiu a identificação de quatro categorias, sendo elas: desesperança, sintomas clínicos, transmissão e impacto socioeconômico. Conclusões: as dificuldades vivenciadas pelos sujeitos, com o diagnóstico e tratamento, denotam a necessidade de um apoio que vai além do atendimento médico, que contemple uma assistência social. Além disso, pôde-se averiguar a necessidade de investimentos em programas de educação permanente para os profissionais da saúde e educação em saúde para a população. Esses achados podem servir para direcionar a conduta dos profissionais da saúde para com os pacientes e subsidiar ações de prevenção e controle com maiores possibilidades de alcance e efetividade. MOURA, G. S. et al. Factors associated with asymptomatic infection in family members and neighbors of patients with visceral leishmaniasis. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 28, n. 12, p. 2306-2314, dez, 2012. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2012001400009. MARCONDES, M.; ROSSI, C. N. Leishmaniose visceral no Brasil. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, São Paulo, v. 50, n. 5, p. 341-352, out. 2013. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral. Brasília, Distrito Federal: Ministério da Saúde, 2014.120p. WERNECK, G. L. Controle da leishmaniose visceral no Brasil: o fim de um ciclo? 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2902 unicientifica v. 21 n. 1 (2019): Revista Unimontes Científica Aplicação das ferramentas de abordagem familiar por uma equipe de Saúde da Família Jozimara Rodrigues da Mata;Yara Silveira Miranda;Matheus Mendes Pereira; Relações familiares, Estratégia Saúde da Família, Conflito familiar A família é considerada fator determinante no processo saúde doença, devendo ser vista de forma integral pela equipe de Saúde da Família. O presente relato tem por objetivo descrever o estudo de caso desenvolvido pela equipe da Residência Multiprofissional em Saúde da Família. Trata-se de uma abordagem familiar de pacientes residentes na área de abrangência de uma Equipe de Saúde da Família, situada em Montes Claros – MG, por meio da aplicação das ferramentas de abordagem familiar - Genograma, Ecomapa, FIRO, P.R.A.C.T.I.C.E. e a Conferência Familiar. A partir da abordagem foi possível promover assistência integral pela melhor compreensão da composição da família, do seu modo de funcionamento e estrutura. O conhecimento do funcionamento familiar, obtido pela aplicação das ferramentas, proporcionou à Equipe de Saúde da Família embasamento para a prestação de assistência abrangente e integral, ao considerar a estrutura familiar, auxiliando a família no alcance de resultados mais eficazes e duradouros. 1. CHAPADEIRO, C. A; ANDRADE, H.Y.S.O.; ARAÚJO, M.R.N. A família como foco da atenção primária à saúde. Belo Horizonte: Nescon/UFMG, 2011. 100p.: il. 2. BIROLI, F. Família novos conceitos. São Paulo: Fundação Perceu Abrano; 2014. 3. OLIVEIRA, R.G.; MARCON, S.S. Trabalhar com famílias no Programa de Saúde da Família: a prática do enfermeiro em Maringá-Paraná. Rev Esc Enferm USP 2007; 41(1):65-72. 4. BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria Nº 2.436, de 21 de Setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União, Brasília, DF. 5. SILVA, M.C.L.S.R; SILVA, L; BOUSSO, R.S. A abordagem à família na Estratégia Saúde da Família: uma revisão integrativa da literatura. Rev Esc Enferm, USP, 2011. 6. SBMFC. Programa de Atualização em Medicina de Família e Comunidade, ciclo 1, módulo 3. Porto Alegre: Artmed, 2006. 7. DITTERICH, R. G.; GABARDO, M. C. L.; MOYSES, S. J. As Ferramentas de Trabalho com Famílias Utilizadas pelas Equipes de Saúde da Família de Curitiba, PR. Saúde Soc. São Paulo, v. 18, n. 3, p. 515-524, 2009. 8. ALVES, A. P.; LIMA, C. M.; ROCHA, W. N. F.; BORGES, C. F. N.; SILVA, D. P.; BRASIL, C. H. G.; RODRIGUES, C. A. Q. Ferramentas de abordagem familiar na Estratégia Saúde da Família: relato de caso da Equipe Vila Greyce em Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. EFDeportes, v. 19, n. 202, 2015. 9. MELLO, D.F.D; VIERA, C.S.; SIMPIONATO, E.; BIASOLI-ALVES, Z.M.M.; NASCIMENTO, L.C. Genograma e Ecomapa: possibilidades de utilização na estratégia de saúde da família. Rev Bras Cresc Desenv Hum 2005;15(1):78-89. 10. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de atenção domiciliar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Brasília (DF): Ministério da Saúde, 2013. 11. MOYSÉS, S. J.; SILVEIRA FILHO, A. D. Os dizeres da boca em Curitiba: boca maldita, boqueirão, bocas saudáveis. Rio de Janeiro: CEBES, 2002. p. 155-60. 12. SANTOS, K. K. F.; FIGUEIREDO, C. R.; PAIVA, K. M.; CAMPOLINA, L. R.; BARBOSA, A. A. D.; SANTOS, A. S. F. Ferramentas de abordagem familiar: uma experiência do cuidado multiprofissional no âmbito da estratégia saúde da família. Rev. Universidade Vale do Rio Verde, v. 13, n. 2, p. 377-387, 2015. 13. NOBRE, L.L.R; QUEIROZ, L.S.; MENDES, P.H.C.; MATOS, F.V; FIGUEIREDO, A.S.S; LEÃO, C.D.A. Abordagem familiar no âmbito da estratégia saúde da família: uma experiência de cuidado interdisciplinar. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, Três Corações, v. 12, n. 2, p. 458-468, ago./dez. 2014.
2903 unicientifica v. 21 n. 1 (2019): Revista Unimontes Científica Análise microbiológica de conservas artesanais de polpa de pequi (caryocar brasiliense) comercializadas no Norte de Minas Gerais Janine Kátia dos Santos Alves e Rocha;Marisol Guimarães Silva Veloso;Savio de Almeida Cavalcante;Suely Rodrigues Pereira; Caryocar brasiliensis, Avaliação Microbiológica, Coliformes Totais, Staphylococcus coagulase, Salmonella spp Objetivo: analisar as características microbiológicas da conserva artesanal da polpa do pequi (Caryocar brasiliense), comercializado no mercado municipal de Montes Claros, Norte de Minas Gerais, Brasil. Metodologia: o experimento foi realizado nos laboratórios de Química e Microbiologia das Faculdades Integradas do Norte de Minas - FUNORTE. As polpas de pequi foram adquiridas em cinco bancas do mercado municipal, totalizando 10 amostras. As polpas em conservas foram submetidas às análises de contagens de coliformes totais, presença e identificação de Staphylococcus coagulase positiva e identificação de Salmonella spp. Os dados foram tabulados e armazenados no Microsoft Office Excel 2007® para confecção de tabelas e gráficos. Conclusão: coliformes totais foram observados em 70% das amostras de conserva artesanal, assim como 50% apresentou Staphylococcus coagulase e 40% Salmonella spp. As conservas artesanais de polpa de pequi analisadas foram classificadas como impróprias para consumo, podendo oferecer riscos à saúde humana. 1. VILAS-BOAS, EV de B. Frutas minimamente processadas: pequi. Encontro nacional sobre processamento mínimo de frutas e hortaliças, v. 3, p. 122-127, 2004. 2. CARVALHO, P. E. R. Espécies arbóreas brasileiras. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2003. 3. RIBEIRO, R. F. Pequi: o rei do cerrado. Belo Horizonte: Rede Cerrado, p. 62, 2000. 4. VIEIRA, R. F. et al. Frutas nativas da região Centro-Oeste do Brasil. Embrapa Informação Tecnológica: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, 2010. 5. DE OLIVEIRA, M. E. B. et al. Características químicas e físico-químicas de pequis da Chapada do Araripe, Ceará. Chemical and physical-chemical characteristics in pequi from the Chapada do Araripe, Ceará, Brazil. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 32, n. 1, p. 114-125, 2010. 6. DE ALMEIDA, S. P.; DA SILVA, J. A. Pequi e buriti: importância alimentar para a população dos cerrados. Embrapa Cerrados-Documentos (INFOTECA-E), 1994. 7. DE OLIVEIRA, E. Exploração de espécies nativas como uma estratégia de sustentabilidade socioambiental: o caso do pequi (Caryocar brasiliense Camb.) em Goiás. 2006. 8. SIQUEIRA, M. I. D. Conserva de pequi. Goiânia: [s.n.], 1997. 22 p. (Manual Técnico, 2). 9. DE ALMEIDA, S. P.; DA SILVA, J. A.; RIBEIRO, J. F. Aproveitamento alimentar de espécies nativas dos cerrados: araticum, baru, cagaita e jatobá. Embrapa Cerrados-Documentos (INFOTECA-E), 1987. 83 p. 10. BETTEGA, J. M. P. R. et al. Métodos analíticos no controle microbiológico da água para consumo humano. Analithical methods for water microbiological control for human consumtion. Ciência e Agrotecnologia, v. 30, n. 5, p. 950-954, 2006. 11. BAIRD‐PARKER, A. C. An improved diagnostic and selective medium for isolating coagulase positive staphylococci. Journal of Applied Microbiology, v. 25, n. 1, p. 12-19, 1962. 12. FURLANETO-MAIA, L.; PANGONI, G.. Avaliação microbiológica de preparações artesanais de dietas enteral em uma Unidade de Alimentação e Nutrição. Journal of Health Sciences, v. 11, n. 1, 2015. 13. ALPHA - American Public Heath. Association.Compendium of methods for the microbiological examination of the foods. 4 ed. Washington, 2001. 14. SILVA, N.; JUNQUEIRA, V.C.A.; SILVEIRA, N.F.A. Manual de métodos de análise microbiológica de alimentos. São Paulo: Varela, 2001. 317 p. 15. Resolução RDC nº 12, de 02 de janeiro de 2001 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Disponível em: < http://portal.anvisa.gov.br/documents/33880/2568070/ RDC_12_2001.pdf/15ffddf6-3767- 4527bfac -740a0400829b > . Acesso em 15 de mai. de 2018. 16. ZEITOUN, A. A. M.; DEBEVERE, J. M.; MOSSEL, D. A. A. Significance of Enterobacteriaceae as index organisms for hygiene on fresh untreated poultry, poultry treated with lactic acid and poultry stored in a modified atmosphere. Food Microbiology, v. 11, n. 2, p. 169-176, 1994. 17. DE ANDRADE, N. J.; DA SILVA, R. M. M.; BRABES, K. C. S.. Avaliação das condições microbiológicas em unidades de alimentação e nutrição. 2003. 18. PINTO, U. M.; CARDOSO, R. R.; VANETTI, M. C. D.. Detecção de Listeria, Salmonella e Klebsiella em serviço de alimentação hospitalar. Detection of Listeria, Salmonella and Klebsiella in a hospital food service. Revista de nutrição, v. 17, n. 3, p. 319-326, 2004. 19. ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC nº 275 de 21 de outubro de 2002. Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados aplicados aos Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de alimentos e a Lista e Verificação das Boas Práticas de Fabricação em Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 6 de nov. De 2002. 20. ALMEIDA, R. C. C. et al. Avaliação e controle da qualidade microbiológica de mãos de manipuladores de alimentos. Revista de Saúde Pública, v. 29, p. 290-294, 1995. 21. FANTUZZI, E.; PUSCHMANN, R.; VANETTI, M. C. D.. Microbiota contaminante em repolho minimamente processado. Ciência e Tecnologia de alimentos, v. 24, n. 2, p. 207-211, 2004.
2904 unicientifica 2019: III National Congress of Oncology of Associação Presente III National Congress of Oncology of Associação Presente Revista Unimontes Científica; III National Congress of Oncology of Associação Presente
2905 unicientifica 2019: Anais do 1° Congresso Brasileiro Amo Cuidar Anais do 1° Congresso Brasileiro Amo Cuidar Revista Unimontes Científica; Anais do 1° Congresso Brasileiro Amo Cuidar – Doenças Crônicas: Uma Visão Multidisciplinar - Práticas Assistenciais Avançadas
2906 unicientifica 2019: III Congresso Nacional de Oncologia da Associação Presente Comitê Organizador Revista Unimontes Científica;Cristiana Andrade Sampaio; Comitê Organizador
2907 unicientifica 2019: III Congresso Nacional de Oncologia da Associação Presente 3º CONGRESSO NACIONAL DE ONCOLOGIA DA ASSOCIAÇÃO PRESENTE Revista Unimontes Científica;Cristina Andrade Sampaio;Priscila Bernardina Miranda Soares; 3º CONGRESSO NACIONAL DE ONCOLOGIA DA ASSOCIAÇÃO PRESENTE
2908 unicientifica 2019: III Congresso Nacional de Oncologia da Associação Presente ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS-MG Revista Unimontes Científica;Nathália Paranhos Magalhães;Gustavo Veloso Pereira;Romeu Godinho Gonçalves;Alex Cezar Lancuna;Bianca Andrade Ferreira;Sabrina Jeane Prates Eleutério; Qualidade de vida; Tratamento; Oncologia; Criança; Adolescente. ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS-MG
2909 unicientifica 2019: III Congresso Nacional de Oncologia da Associação Presente ANÁLISE DA QUALIDADE ALIMENTAR EM ESTUDANTES DE ENSINO MÉDIO DO NORTE DE MINAS GERAIS Revista Unimontes Científica;Diana Alves Santos;Rafaela Terezinha De Souza Francisco;Alexandre Botelho Brito;Marise Fagundes Silveira;Lucineia De Pinho;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito; Alimentação; Adolescentes; Escola; Consumo de Alimentos; Saúde ANÁLISE DA QUALIDADE ALIMENTAR EM ESTUDANTES DE ENSINO MÉDIO DO NORTE DE MINAS GERAIS
2910 unicientifica 2019: III Congresso Nacional de Oncologia da Associação Presente AVALIAÇÃO DO PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E NUTRICIONAL DE INDIVÍDUOS ASSISTIDOS NO 9º MUTIRÃO DE PREVENÇÃO AO CÂNCER Revista Unimontes Científica;Sabrina Alves Durães;Ana Paula Alves Catule,;Jaqueline Rodrigues Aguiar De Carvalho;Priscila Bernardina Miranda Soares; Nutrição; Doenças; Estado Nutricional; Câncer. Avaliar o perfil sociodemográfico e nutricional de indivíduos atendidos na tenda da Nutrição no 9º Mutirão de Prevenção ao Câncer no ano de 2019, realizado na cidade de Montes Claros – Minas Gerais. Método: Trata-se de um estudo epidemiológico e descritivo, realizado na cidade de Montes Claros – Minas Gerais, por meio de dados obtidos nos atendimentos realizados na tenda da nutrição, à população assistida no 9º Mutirão de Prevenção ao Câncer. Foram utilizadas fichas de atendimento contendo características sociodemográficas, histórico familiar de câncer, hábitos e estilo de vida, consumo de produtos adoçantes e diagnóstico do estado nutricional. Os dados foram tabulados no programa estatístico Statistical Package for the Social Science, versão 20.0 para Windows®. Resultados: Participaram deste estudo 339 indivíduos. A maioria era do sexo feminino (78,5%) e a média de idade prevalente foi de 56,3 anos. Entre os participantes, 57,6% relataram não ter histórico familiar de câncer; 79,9% nunca fumaram e 67,2% nunca beberam. Observou-se a prática de atividade física três vezes na semana em 25,6% dos participantes. Quanto ao consumo de produtos para adoçar alimentos, verificou-se que a prevalência foi o uso de açúcar cristal com 69,9% seguido por uso de adoçantes, com 17,9%. Em relação ao diagnóstico do estado nutricional observou-se a prevalência de sobrepeso (38,3%) seguido por eutrófia (26,3%). Conclusão: É necessário maior abordagem da população e incentivo a introdução de hábitos saudáveis, visando à prevenção de doenças crônicas não transmissíveis a fim de promover melhor qualidade de vida.
2911 unicientifica 2019: III Congresso Nacional de Oncologia da Associação Presente CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS PORTADORES DE CATARATA SENIL Revista Unimontes Científica;Gustavo Veloso Pereira;Nathália Paranhos Magalhães;Maria Clara Gomes Oliveira;Marina Rodrigues Chaves;Nathalia Nathalia Braga Pereira;Luçandra Ramos Espirito Santo; Catarata; Qualidade de vida; Assistência a Idosos; Oftalmologia Esse trabalho teve como intuito avaliar a capacidade funcional de idosos portadores de catarata senil, atendidos em uma instituição privada de referência oftalmológica na cidade de Montes Claros/MG. Método: Tratou-se de um estudo exploratório, descritivo, quantitativo, de caráter transversal e prospectivo, na qual o procedimento adotado foi a pesquisa de campo. Para tanto, foi utilizado material específico de coleta de dados, o questionário National Eye Institute - Visual Function Questionnaire 25 (NEI-VFQ 25)- aprovado pelo Comitê de Ética das FIPmoc, segundo parecer nº 2.702.521/2018-, que avaliou a qualidade de vida e a capacidade funcional da população estudada. Resultados: Observou-se que, nos idosos entrevistados, a doença prejudicou a função visual na grande maioria dos casos, já que 78,2% relataram não possuir uma boa visão. Além disso, a perda da qualidade visual foi citada como o primeiro e principal sintoma da catarata, associada a um prejuízo na autopercepção do estado de saúde. Conclusão: Percebeu-se que, devido ao prejuízo gerado pela doença na capacidade funcional do idoso acometido, há a necessidade de criação de medidas que visem uma maior eficiência do diagnóstico precoce da catarata, reduzindo, assim, os prejuízos sociofuncionais gerados pela patologia e aumentando a autoestima do idoso acometido.
2912 unicientifica v. 20 n. 2 (2018): Revista Unimontes Científica Formação inicial de professores Rosângela Ramos Veloso Silva;Deyse Mendes Rodrigues;Silvana Diamantino França; Formação de professor, PIBID, Educação Básica 1 LIBÂNIO, José Carlos. Escola brasileira, um sonho frustrado: falharam as escolas ou as políticas educacionais?In: LIBÂNIO, José Carlos; SUANNO, Marilza Vanessa Rosa (Orgs). Didática e escola em uma sociedade complexa. Goiás: UFG. p. 75- 95, 2011. 2 SOUZA, Jocival Santos; SANTOS, Luiz Henrique; COSTA, Fredson Sanjuan et al. Contribuições para formação inicial de professores de ciências: Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. Manaus,2011. Disponível em: Anais. http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xix/sys/resumos/T0268-2.pdf acesso em: 2 de agosto de 2011. 3 MOURA, Eduardo Junior Santos. Ações e perspectivas pibidianas na formação inicial de professores de Artes Visuais.In: SILVA, Márcio Antônio; VELOSO- SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino (Orgs). Reflexões e contribuições da Unimontes na formação de professores para a educação básica. Montes Claros: UNIMONTES. p. 177- 191, 2011. 4 SILVA, Márcio Antônio; VELOSO-SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino. Apresentação. In: SILVA, Márcio Antônio; VELOSO-SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino (Orgs). Reflexões e contribuições da Unimontes na formação de professores para a educação básica. Montes Claros: UNIMONTES. p. 15- 16, 2011. 5 FRANÇA, Silvana Diamantino; NETO, José França; BENTO, María Imaculada. Incentivo a docência: Considerações sobre a implementação de um subprojeto interdisciplinar de educação inclusiva no PIBID-programa de incentivo e apoio a docência. In: SILVA, Márcio Antônio; VELOSO- SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino (Orgs). Reflexões e contribuições da Unimontes na formação de professores para a educação básica. Montes Claros: UNIMONTES. p. 147- 153, 2011. 6 PIRES, Regina Celi Machado. Formação inicial do professor pesquisador através do programa PIBIC/CNPq: o que nos diz a prática profissional de egressos? Avaliação (Campinas) [online]. 2009, vol.14, n.2, pp. 487-514. ISSN 1414-4077. http://dx.doi.org/10.1590/S1414-40772009000200012. 7 RELATORIO DE GESTÃO DA UNIMONTES, disponível na Pró-reitoria de Ensino e Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes, Montes Claros, 2011. 8 VELOSO- SILVA, Rosângela Ramos; SANTOS, Bruna Gracielly. Estágio curricular supervisionado no curso de licenciatura em educação física: dificuldades e contribuições. Rev. Arquivos em Movimento, Rio de Janeiro, v.7, n.1, p. 52- 68, jan./jun. 2011. 9 PAPI, Silmara de Oliveira Gomes; MARTINS, Pura Lúcia Oliver. As pesquisas sobre professores iniciantes: algumas aproximações. Educ. rev. [online]. 2010, vol.26, n.3, pp. 39-56. ISSN 0102-4698. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-46982010000300003. 10 LOPES, Roberto Nunes; MOURA, Eduardo Junior Santos; VELOSO, LégioAlessio. O PIBID e a formação de professores de arte: o olhar do acadêmico/ bolsista do curso de artes visuais- UNIMONTES. In: SILVA, Márcio Antônio; VELOSO-SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino (Orgs). Reflexões e contribuições da Unimontes na formação de professores para a educação básica. Montes Claros: UNIMONTES. p. 193- 204, 2011. 11 Projeto Institucional de Incentivo e apoio à Docência-PIBID-UNIMONTES (2009). Disponível em: http://www.unimontes..br/ 12 SILVA, Márcio Antônio; VELOSO- SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino. Apresentação. In: SILVA, Márcio Antônio; VELOSO-SILVA, Rosângela Ramos; FRANÇA, Silvana Diamantino (Orgs). Reflexões e contribuições da Unimontes na formação de professores para a educação básica. Montes Claros: UNIMONTES. p. 15- 16, 2011. 13 SOUZA, Jocival Santos; SANTOS, Luiz Henrique; COSTA, Fredson Sanjuan et al. Contribuições para formação inicial de professores de ciências: Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. Manaus,2011. Disponível em: Anais. http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xix/sys/resumos/T0268-2.pdf acesso em: 2 de agosto de 2011. 14 MARTINS, G. A.; LINTZ, A. Guia para elaboração de monografias e trabalhos de conclusão de curso. São Paulo: Atlas. 2000. 15 WITTKE, Cleide Inês. O professor pesquisador: introdução à pesquisa qualitativa. Rev. bras. linguist. apl. [online]. 2010, vol.10, n.3, pp. 807-814. ISSN 1984-6398. http://dx.doi.org/10.1590/S1984-63982010000300016 16 BARCELOS, Nora Ney Santos and VILLANI, Alberto. Troca entre universidade e escola na formação docente: uma experiência de formação inicial e continuada. Revista Ciênc. educ. (Bauru). [online]. 2006, vol.12, n.1, pp. 73-97. ISSN 1516-7313. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-73132006000100007. 17 FREIRE, Paulo. Educação e mudança, 26.ed. Rio de Janeiro: Paz e terra, 2002.
2913 unicientifica 2018: Anais do I Congresso Internacional em Ciências da Saúde e II Simpósio de Atualização em Doença de Chagas Anais do I Congresso Internacional em Ciências da Saúde e II Simpósio de Atualização em Doença de Chagas Todos os autores; 2018: Anais do I Congresso Internacional em Ciências da Saúde e II Simpósio de Atualização em Doença de Chagas
2916 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Ferramentas de abordagem familiar: um estudo de caso no contexto da estratégia saúde da família Ana Paula Dos Reis Leal;Barbara Quadros Tonelli;Patrícia Santos;Daniella Cristina Martins Dias Veloso;Dulce Pimenta Gonçalves;Cláudia Danyella Alves Leão;Stéphanie Quadros Tonelli; Estratégia Saúde da Família. Ferramentas de abordagem familiar. Atenção Primária à Saúde. A Estratégia Saúde da Família (ESF) tem seu principal foco na família, sendo a integração com a mesma, essencial para compreender o contexto em que estão inseridas. Para tanto, faz-se necessária a utilização de técnicas baseadas na realidade local e, para esse fim, existem diversos instrumentos que auxiliam os profissionais de saúde a conhecerem as relações que se desenvolvem dentro de um contexto familiar. Objetivo: Relatar a experiência de profissionais de saúde de uma equipe da Estratégia Saúde da Família do município de Montes Claros, Minas Gerais. Materiais e Métodos: A abordagem foi realizada através da aplicação das ferramentas de abordagem familiar entrevista, Genograma, Ecomapa, F.I.R.O., P.R.A.C.T.I.C.E. e Ciclo de Vida Familiar. Resultados: A aplicação das ferramentas permitiu melhor acesso da equipe à família e produziu efeitos positivos no rearranjo familiar, bem como no diálogo entre a mesma. Considerações finais: O emprego dessas ferramentas foi primordial e possibilitou a identificação das configurações da mesma, seus arranjos, contexto, suas relações, seu processo social de trabalho e vivência de maneira clara e realista, em consequência, permite induzir a resolução de problemas a partir da análise de cada membro, propondo uma reorganização familiar e melhor definição dos papeis de cada, incentivando, assim, a resiliência do grupo. PAVARINI, S.FI et al. Genograma: avaliando a estrutura familiar de idosos de uma unidade de saúde da família. Revista eletrônica de Enfermagem, v. 10, n. 1, 2009. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado da Saúde. Implantação do Plano Diretor da Atenção Primária à Saúde. Oficina 06- Abordagem Familiar, guia do tutor/facilitador. Belo Horizonte: Escola de Saúde Pública do Estado de MINAS GERAIS, 2009.32p. DITTERICH, R.G; GABARDO, M.C.L; MOYSÉS, S.J. As ferramentas de trabalho com famílias utilizadas pelas equipes de saúde da família de Curitiba, PR. Saúde e Sociedade, v. 18, n. 3, p. 515-524, 2009. TONELLI, S. Q; OLIVEIRA, R. F. R.; LOPES, M. C. L.; ALENCAR, A. M.; RODRIGUES, L. A. M. Compreensão da dinâmica familiar no processo saúde-doença e intervenção pela equipe de saúde da família: um estudo de caso. Revista Norte Mineira de Enfermagem. v.5, n.1, p. 74-84, 2016. OLIVEIRA, P. S et al. O Cuidado de um Idoso Frágil pela Família. Revista de Enfermagem UFPE on line [Internet]; v. 10(Supl. 1) p. 273-83. 2016. Disponível em: http://www.revista.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/download/8205/14069. SILVA, C.C; CRUZ, M. M; VARGAS, E.P. Práticas de cuidado e população em situação de rua: o caso do Consultório na Rua. Saúde debate, v. 39, p. 246-256, 2015. CHAPADEIRO, C.A.; ANDRADE, H.Y.S.O; ARAÚJO, M.R.N. A família como foco da atenção primária à saúde. Belo Horizonte: Nescon/UFMF; 2012. FEIJÓ, R. B; OLIVEIRA, E. A. Comportamento de risco na adolescência. Jornal de pediatria. Porto Alegre. v.77, supl. 2 (nov. 2001), p. S125-S134, 2001. GUIMARÃES, J al. O desafio de compreender a consequência fatal da violência em dois municípios brasileiros. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 17, n. 46, p. 535-547, 2013. NUNES, E. L. G.; DE ANDRADE, A. G. Adolescentes de Rua: prostituição, drogas e HIV/AIDS em Santo André-Brasil. Revista Psicologia & Sociedade, v. 21, n. 1, 2009. PEGORARO, R. F.; CALDANA, R. H. L. Mulheres, loucura e cuidado: a condição da mulher na provisão e demanda por cuidados em saúde mental. Saúde e Sociedade, v. 17, n. 2, p. 82-94, 2008. VALENTE, J. Acolhimento familiar: validando e atribuindo sentido às leis protetivas. Serviço Social e Sociedade, n. 111. SALTARELLI, Rafaela Magalhães Fernandes et al. Abordagem familiar como esfera do cuidado em saúde: subsídios para o ensino teórico e prático no curso de graduação em enfermagem. Revista Ciências & Ideias, v. 3, n. 2, 2011.
2917 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Níveis de flexibilidade e força muscular em mulheres praticantes e não praticantes de hidroginástica Priscylla Teixeira Lima;Kelly Dayane Martins Malheiros;Marilúcia Ribeiro dos Santos;Rodney Coelho da Paixão; Envelhecimento; Mulheres; Exercício físico. Objetivo: avaliar os níveis de flexibilidade e força muscular em mulheres praticantes e não praticantes de hidroginástica da cidade de Guanambi/BA. Metodologia: trata-se de pesquisa de campo de caráter quantitativo, descritivo e explicativo, composta por uma amostra de quarenta mulheres, sendo vinte mulheres praticantes e vinte mulheres não praticantes de hidroginástica, com a faixa etária dos 50 aos 77 anos de idades. A coleta dos dados foi através de três testes: “teste de sentar e alcançar”, “teste de força de preensão manual” e “teste de levantar da cadeira em 30 segundos”. Os dados foram tabulados e organizados no Programa da Microsoft Excel versão 2013. Em seguida, os resultados foram transpostos para a planilha do programa Graph Pad Prism 6, para comparar à média e o desvio padrão das variáveis (idades e os testes), utilizando o teste “t”. Para análise estatística dos dados usou o programa Graph Pad Prism 6, que se atribui como nível de significância valor de p<0,05. Resultados: constatou-se que no “teste de sentar e alcançar”, as praticantes de hidroginástica encontram-se na faixa recomendável e na baixa aptidão. Já no “teste de preensão manual direita e esquerda” foram classificadas como regular e fraca, e no “teste de levantar da cadeira em 30 segundos” encontram-se no valor de repetições recomendável. Conclusão: sugere-se a realização de futuros estudos com vistas à contribuição ao tema proposto, abordando a avaliação de outras variáveis e dispondo de um número maior de indivíduos e de ambos os sexos, possibilitando dessa forma, uma análise mais ampla da população. MAZO, G. Z. ; LOPES, M. A.; BENEDETTI, T. B. Atividade física e o idoso: concepção gerontológica. 3ª ed. rev. e ampl. - Porto Alegre (RS): Sulina, 2009. DEBERT, G. G. A Reinvenção da Velhice: socialização e processos de reprivatização do envelhecimento. São Paulo (SP): Fapesp, 1999. SCARABEL, F. B. Os Benefícios da Hidroginástica na Terceira Idade. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura Plena em Educação Física) – Departamento de Educação Física, Núcleo de Saúde (NUSAU), Fundação Universidade Federal de Rondônia, Porto Velho, Rondônia, 2013. Disponível em: http://www.def.unir.br/downloads/1920_parte_1_fernanda_b._scarabel.pdf Acesso no dia 04/11/2014 às 10h45min. VASCONCELOS, A. C.; RODRIGUES, A. M. S. A importância da hidroginástica na melhoria da flexibilidade de idosos. ANAIS do II Encontro de Educação Física e Áreas Afins. ISSN 1983-8999. Núcleo de Estudo e Pesquisa em Educação Física (NEPEF) / Departamento de Educação Física / UFPI 26 e 27 de Outubro de 2007. 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2918 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Perfil Epidemiológico dos Usuários do Serviço de Alergia do Centro Ambulatorial de Especialidades Tancredo Neves Magna Adaci de Quadros Coelho;Virgínia Dias Cruz;Raquel Marques Rodrigues Duarte; Doenças alérgicas; Epidemiologia; Saúde pública Estabeleceu-se o perfil epidemiológico dos pacientes atendidos no ambulatório de referência em alergia de Montes Claros - MG. Estudo descritivo transversal, que incluiu 200 pacientes atendidos no serviço do Centro Ambulatorial de Especialidades Tancredo Neves (CAETAN) do Hospital Universitário Clemente de Faria, no período de Fevereiro a Dezembro de 2013. A maioria dos pacientes era do sexo feminino, correspondendo a 133 pacientes (66,5%). A idade variou de 0 a 79 anos, com preponderância da faixa etária entre 0 e 9 anos (35%). Foram observadas com maior frequência as queixas de alergia na pele (70,5%) e alergia respiratória (15,5%). A rinite alérgica foi a doença alérgica mais observada no ambulatório, com 45 pacientes (22,8%), destacando-se a utilização de anti-histamínicos de modo geral (38,7%) para controle dos quadros alérgicos. Tendo em vista que a grande maioria das procedências observadas são de Montes Claros, conclui-se que os serviços atendem principalmente a população local. Ring J. Davos Declaration: Allergy as a global problem. Allergy. 2012;67(2):141-143. Zacharasiewicz A. Maternal smoking in pregnancy and its influence on childhood asthma. ERJ Open Research. 2016;2(3):00042-2016. Von Mutius E. 99th Dahlem Conference on Infection, Inflammation and Chronic Inflammatory Disorders: Farm lifestyles and the hygiene hypothesis. Clinical & Experimental Immunology. 2010;160(1):130-135. Lima W, Lima E, Costa M, Santos A, Silva A, Costa E. Asma e fatores associados em adolescentes de 13 e 14 anos em São Luís, Maranhão, Brasil. Cadernos de Saúde Pública. 2012;28(6):1046-1056. Minnicozzi M, Sawyer R, Fenton M. 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2919 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Efeito de antisséptico contendo óleo essencial de alecrim pimenta (lippia origanoides cham.) Nos tetos de vacas leiteiras e qualidade do leite Rodrigo Pereira Morão;Anna Christina de Almeida;Mário Henrique França Mourthé;Natalia Arantes Marcelo;Paulo Henrique Batista Bicalho Maia;Lucas Vieira Gomes;Flávio Emanuel Gomes Silva;Alessandro Soares Fonseca de Matos; Objetivo: objetivou-se avaliar o efeito de antisséptico elaborado com óleo essencial de alecrim pimenta na higienização e integridade de tetos de vacas leiteiras e na qualidade do leite destas vacas. Metodologia: foram utilizadas vacas mestiças Holandês, multíparas com média de 150 ± 25 dias de lactação e livres de mastite clínica. Comparou-se o efeito antisséptico dos protocolos convencionais com produtos contendo clorexidine (pré-dipping) e iodo (pós-dipping) com o produto experimental (pré e pós-dipping). Realizaram-se avaliações clínicas diárias da glândula mamária e avaliações semanais quanto a qualidade sanitária, composição nutricional e produção de leite em um período de seis semanas. Resultados: os animais não apresentaram mastite clínica e observou-se semelhança nos escores de integridade da pele dos tetos entre os grupos tratados, durante o período experimental. A mastite subclínica apresentou grau leve, semelhante aos achados da contagem de células somáticas (CCS), atribuída às condições fisiológicas e morfológicas dos animais. Não houve alteração na CCS e na composição do leite dos animais, durante o período de estudo. A contagem bacteriana total apresentou um aumento pontual na segunda semana de estudo. Foi observada correlação positiva e significativa entre a CCS e proteína, e, negativa e significativa para lactose. Conclusão: o antisséptico, contendo óleo essencial de alecrim pimenta, apresentou-se como uma possível alternativa para desinfecção dos tetos, não lesando a pele e sem interferência na qualidade do leite.
2920 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Análise comparativa entre possíveis substitutos ao polipropileno em estrutura coletora de água da atmosfera. Henrique Nunes Pereira Oliva;Aparecida Daniela de Oliveira;Douglas Emanuel Souza Veloso;Eduardo Eugênio Cardoso Malveira;Murilo Corradini Baruff;Victor Lucas Fernandes;Marcos Weuller Barbosa Henrich; Warka Water, Malha coletora, Condensação. Objetivo: o presente trabalho apresenta uma estrutura biomimética denominada Warka Water, capaz de captar água da atmosfera por meio de condensação. Desse modo, o estudo a seguir tem como objetivo a verificação da possibilidade de substituição da malha coletora de polipropileno por meio de experimentações, bem como a criação de um protótipo para ratificação da usabilidade do coletor. Metodologia: para o ensaio, foram adquiridos três tipos de malhas compostas por materiais distintos, porém similares ao polipropileno, as quais vieram a ser expostas a um vaporizador para analise do efeito de condensação. Em seguida, houve a construção do protótipo em questão. Resultados: A malha composta de nylon apresentou maior capacidade hidrofílica na fase de experimentação e, por conseguinte foi designada para a instalação no protótipo construído, porém,quando a estrutura foi submetida ao ambiente para captação, constatou-se que não houve a formação de gotas na malha coletora, todavia, os motivos para tal ocorrência foram explicitados e analisados no decorrer desse escrito. Conclusão: de acordo com os estudos apresentados por meio desse, é possível afirmar que os materiais analisados, apesar de possuírem características semelhantes ao polipropileno, deixam a desejar principalmente no que se refere à capacidade hidrofílica, portanto não são aplicáveis ao contexto do presente ensaio. Além disso, vale ressaltar que houve outros elementos influenciadores no resultado final, tais como a baixa umidade do ar no local do teste e a pouca predisposição, dos materiais estudados, a perderem calor para o meio, preconizando a necessidade de novas investigações em condições mais propícias. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Progresso on Drinking Water and Sanitation – 2014 update, Genebra, Suíça, 2014. BARROS, F. G. N.; AMIN, M. M. Água: um bem econômico de valor para o Brasil e o mundo. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional. v. 4, n. 1. Taubaté, São Paulo. 2007. p. 75-108. VITTORI, A. An ideia to feed the world. 2012. Disponível em: . Acesso em: 25 mar. 2017. THE TITI TUDORANCEA. Montes Claros, Brasil: gráfico do clima. 2017. Disponível em: . Acesso em: 10 mai. 2017. ONU, Organização das Nações Unidas. Resolução 64/292, 108th Plenary Meeting, Genebra, Suíça, jul., 2010. GRECCO, Felipe Trovatti. Coletor de orvalho Warka Water: sua aplicabilidade e exploração de uma fonte de água alternativa. 2015, 39 fls. Tese (Graduação em Engenharia Civil) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Campo Mourão – PA. 2015. CALLISTER JUNIOR, William D.; RETHWISCH, David G. Ciência e engenharia de materiais: uma introdução. Tradução de Sérgio Murilo Stamile Soares; Revisão de José Roberto Moraes D Almeida. 8. ed. Rio de Janeiro, RJ: LTC, 2015. 817 p. WARKA WATER. A New Vehicle For The Growth Of Local Productions. 2015. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2017.
2921 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Perfil de saúde de professoras da educação básica de escolas públicas de montes claros- mg Vivian Cristina Silva Santos;Brenda Barbosa Gonçalves;Camila Santos Pereira;Alice Duarte Santos Veloso;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Desirée Sant’Ana Haikal; Docentes; Ensino Fundamental; Saúde; Epidemiologia; Prevalência; Saúde da Mulher; Objetivo: caracterizar as professoras da educação básica de escolas públicas de Montes Claros- MG quanto as suas condições sóciodemográficas, a saúde da mulher, as suas condições normativas e subjetivas de saúde e a alfabetização em saúde. Metodologia: estudo de prevalência descritivo conduzido em uma amostra probabilística por conglomerados (n=35 escolas) de professoras da educação básica de escolas públicas de Montes Claros-MG. Na coleta de dados foram utilizados questionários auto aplicados durante reuniões pedagógicas realizadas nas escolas incluídas. Foi conduzida análise descritiva utilizando o programa SPSS®, versão 18.0. Resultados: das 633 participantes, 51,8% possuíam 40 anos ou mais, 52,6% docentes realizaram o exame Papanicolau há menos de um ano e 32% realizaram mamografia em menos de um ano. Relataram hipercolesterolemia, diagnóstico de diabetes e hipertensão arterial, 24,0%, 2,5% e 17,3%, respectivamente. Cerca de 46,7% se consideraram esclarecidas, mas não o suficiente, sobre como cuidar da sua própria saúde e 38,1% apontaram a falta de tempo como fator que impede melhor cuidado com a saúde. Conclusão: houve predomínio das professoras que apresentaram autopercepção e comportamentos positivos em relação a sua condição de saúde. A falta de tempo foi apontada como principal fator problemático para adoção de estilo de vida mais saudável. PROBST, Elisiana Renata; RAMOS, Paulo. A evolução da mulher no mercado de trabalho. Santa Catarina: Instituto Catarinense de Pós-Graduação, p. 1-8, 2003. ARAÚJO, Tânia Maria de et al. 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2922 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Infecções do trato urinário: frequência e etiologia em pacientes não hospitalizados. Geraldo Edson Souza Guerra Júnior;Kelma Dayana de Oliveira Silva Guerra;Cristiane Monteiro Crisóstomo;Daniela Araújo Veloso;Carlos Eduardo Mendes D’Angelis; Infecções trato urinário, Escherichia coli, Prevalência de Bactérias, Uroculturas Introdução: A infecção do trato urinário (ITU) é uma doença muito comum, causada pela presença de micro-organismos no sistema urinário. - RECOMENDAÇÕES DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA CLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL (SBPC/ML): realização de exames em urina. Barueri, SP: Manole, 2017. - HANNA-WAKIM RH, GHANEM ST, EL HELOU MW, KHAFAJA SA, SHAKER RA, HASSAN SA, SAAD RK, HEDARI CP, KHINKARLY RW, HAJAR FM, BAKHASH M, EL KARAH D, AKEL IS, RAJAB MA, KHOURY M, DBAIBO GS. Epidemiology and characteristics of urinary tract infections in children and adolescents. 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2923 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica A autopercepção do estado de saúde e sua relação com fatores socioeconômicas e de risco em hipertensos na atenção básica Roberto Allan Ribeiro Silva;Poliane Osrmira Rodrigues Sakon; Palavras-chave: Autopercepção; Nível de Saúde; Hipertensão Arterial; Atenção Primária à Saúde; Qualidade de Vida. Objetivo: verificar a relação da autopercepção do estado de saúde de um grupo de hipertensos com variáveis socioeconômicas e de risco. Metodologia: trata-se de um estudo de campo observacional, transversal analítico de abordagem quantitativa. Realizado em uma unidade básica de saúde do município de Janaúba, incluindo 35 hipertensos de ambos os sexos 11 (31,4%) do sexo masculino e 24 (68,6%) do sexo feminino com idade superior a 40 anos, os dados foram coletados com consulta aos prontuários, questionário e entrevista semiestruturada e a associação entre as variáveis foi realizada por meio do Teste Exato de Fisher. Resultados: os resultados indicaram uma incidência maior da autopercepção negativa do estado de saúde nesta população de hipertensos em relação à população geral, apenas a relação com o diabetes e a escolaridade apresentaram significância estatística, todavia, considerando a subjetividade dessa autoavaliação, a ausência de significância é um achado importante. Conclusão: a autoavaliação do estado de saúde capta, além da exposição a doenças, o impacto que estas geram no bem-estar físico, mental e social dos indivíduos. A sua utilização para orientar a prática requer a adoção de uma visão holística do paciente que o perceba em sua totalidade dada a complexidade deste indicador. Os dados encontrados reforçam essa complexidade a medida que expõe a subjetividade de cada sujeito, oportunizando um olhar para além dos indicadores brutos, mas voltados para a reação dos indivíduos com estas variáveis. BORIM, F. S. A.; BARROS, M. B. A.; NERI, A. L. Autoavaliação da saúde em idosos: pesquisa de base populacional no Município de Campinas, São Paulo, Brasil. Cad. Saude Publica. v. 28, n. 4, p. 769-780, 2012. Disponível em: . Acesso em 15 mar. 2017. CARDOSO, J. D. C.; et al. Poor self-rated health and associated factors among elderly urban residents. Rev Gaucha Enferm. v. 35, n. 4, p. 35 - 41, 2014. Disponível em: . Acesso em 25 mar. 2017. PETARLI, G. B.; et al. Autoavaliação do estado de saúde e fatores associados: um estudo em trabalhadores bancários. Cad. Saude Publica, Rio de Janeiro. v. 31; n. 4; p. 787-799, 2015. Disponível em: . Acesso em 25 mar. 2017. STENHOLM, S.; et al. Trajectories of self-rated health in the last 15 years of life by cause of death. Eur. j. epidemiol v. 31, n. 2, p. 177-85, 2016. Disponível em: . Acesso em 23 mar. 2017. THEME FILHA, M. M.; et al. Prevalence of chronic non-communicable diseases and association with self-rated health: National Health Survey, 2013. 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2924 unicientifica v. 20 n. 1 (2018): Revista Unimontes Científica Prospecção de fungos filamentosos termotolerantes e termofílicos de distintos materiais coletados no estado de Minas Gerais e análise de potenciais produtores de amilases Vivian Machado Benassi;Aline Almeida; Bioprospecção. Fungos Filamentosos; Amilase; Biodiversidade; As amilases são enzimas produzidas por muitos organismos, como plantas, animais, e micro-organismos, sendo utilizadas em diversos processos industriais, como no processamento de amido, na produção de etanol, xaropes de glicose e de frutose, indústria têxtil, na fabricação de cerveja e indústrias de papel. Objetivos: Isolar e caracterizar fungos filamentosos coletados de diferentes materiais no estado de Minas Gerais, Brasil, e avaliar o potencial de produção de amilases pelos micro-organismos. Metodologia: Coletaram-se oito amostras, sendo inoculadas em meio sólido, à 30°C, para isolamento de fungos filamentosos, em seguida analisou-se as características morfológicas e o possível gênero dos micro-organismos. Para análise de termofilia, os fungos foram cultivados em meio sólido Batata-Dextrose-Ágar de 30ºC à 55ºC, com intervalo de 5ºC, seguindo o cálculo da taxa de crescimento por hora, após 48 horas de desenvolvimento. A análise de potenciais amilolíticos foi realizada com o cultivo de dez isolados em meio submerso, na temperatura ótima de cada micro-organismo, seguindo a determinação de amilases. Resultados: Isolaram-se quarenta e oito fungos filamentos de diferentes aspectos morfológicos, sendo possível identificar alguns fungos isolados com os gêneros: Aspergillus, Rhizopus, Trichoderma, Penicillium, Fusarium, Rizoctonia, Mucor e Acremonio. Os maiores níveis de atividade enzimática foram observados pelo Mucor sp. AD742 e pelo Rhizoctonia sp. AQ832. Conclusões: Neste estudo, isolados apresentaram valores de atividade amilolítica expressivas, sendo um deles obtido da área de campo rupestre ferruginoso degradado e outro correspondente ao campo rupestre quartzítico. PEREIRA J.O., DE SOUZA A.Q.L., DE SOUZA A.D.L., DE CASTRO FRANÇA S., DE OLIVEIRA L.A. Overview on Biodiversity, Chemistry, and Biotechnological Potential of Microorganisms from the Brazilian Amazon. In: de Azevedo J., Quecine M. (eds) Diversity and Benefits of Microorganisms from the Tropics. Springer, Cham. p. 71-103, 2017. MADIGAN, M. T., MARTINKO, J. M.; PARKER, J.. Brock biology of microorganisms. Vol. 13. Pearson, 2017. POLIZELI, M. L. T.M.; SILVA, T. M. (orgs). Amilases Microbianas. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2016. WAKAI, S.; Arazoe, T., Ogino, C., & Kondo, A.. Future insights in fungal metabolic engineering. Bioresource technology, 2017. BENASSI, V. M., et al. 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3333 unicientifica 2017: 1st Associação Presente Oncology National Congress Presentation Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier; 9th Meeting for Health Promotion, Cancer Prevention, Treatment, Palliative Cares and Advocacy
3334 unicientifica 2017: 1st Associação Presente Oncology National Congress 1st Associação Presente Oncology National Congress: Montes Claros as a stage for the multiprofessional discussion on the oncology state of the art Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier;Priscila Bernardina Miranda Soares;
2926 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress 2nd National Congress of Oncology of Associação Presente: precision and humanization medicine in coping with cancer were the themes of the 2nd National Congress of Oncology Priscila Bernardina Miranda Soares, Cristina Andrade Sampaio Priscila Bernardina Miranda Soares;Cristina Andrade Sampaio;
2927 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Benefits of playful therapy in child cancer treatment- the review Flávio Marconiedson Nunes;Nathália Paranhos Magalhães;Mariana Paranhos Magalhães;Gabriela de Sá Oliveira;Henrique Henrique Nunes Pereira Oliva;Carlos Eduardo Mendes D’Angelis;Jessica Pereira Macedo;Karina Andrade de Prince; Therapeutics; Playful Therapy; Neoplasms; Child; Terapêutica; Ludoterapia; Neoplasias; Criança. BENEFITS OF PLAYFUL THERAPY IN CHILD CANCER TREATMENT-THE REVIEW
2928 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Skin Cancer: Photoprotection Strategies and Solar Photoexposition in Community Health Agents Rafael Artur Lopes Souza;Rafael Rocha Lima Matos;Larissa Matos Ventura;Lucinéia de Pinho;Ana Amélia Alkmin Santos;Maria Suzana Marques; Community Health Agent; Solar radiation; Occupational risks; Agente Comunitário de Saúde; Radiação solar; Riscos ocupacionais. CÂNCER DE PELE: ESTRATÉGIAS DE FOTOPROTEÇÃO E FOTOEXPOSIÇAO SOLAR EM AGENTES COMUNITÀRIOS DE SAÚDE
2929 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiology of esophagus cancer in north of Minas Gerais – MG Mariana Paranhos Magalhães;Nathália Paranhos Magalhães;Gustavo Veloso Pereira;Rodrigo Mendes de Freitas;Victor Augusto Santos Condé;Romeu Godinho Gonçalves;Karina Andrade de Prince; Epidemiological profile; Esophagus; Neoplasia. North of Minas Gerais;Perfil epidemiológico; Neoplasia de esôfago; Morbimortalidade. EPIDEMIOLOGIA DO CÂNCER DE ESÔFAGO NO NORTE DE MINAS GERAIS-MG
2930 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Spirituality and religiosity in patients with cancer Lucineide Fonseca Silva Ribeiro;Bruno Patrício Freitas;Ludmilla Beatriz Silva Fonseca;Karina Andrade de Prince;Príscila Bernardina Miranda Soares;Carlos Eduardo Mendes D’Angelis; Spirituality; Cance; Coping Strategies; Espiritualidade; Câncer; Estratégias de Enfrentamento. ESPIRITUALIDADE E RELIGIOSIDADE EM PACIENTES COM CÂNCER
2931 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Case report: solitary fibrous tumor of pleura Débora Magalhães Paiva;Amanda Fernandes Vieira;Emanuelly Durães Rocha;Matheus Cardoso Murta Botelho;Thaisa Silva Lima;Sabrina Araújo Gomes Cabral;Romana Aparecida Alves Barbosa;Príscila Bernadina Miranda Soares; Solitary Fibrous Tumor; Pleura; Treatment; Tumor Fibroso Solitário; Pleura; Tratamento. ESTUDO DE CASO: TUMOR FIBROSO SOLITÁRIO DA PLEURA
2932 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Hospitalizations for childhood cancer in the north of Minas Gerais state, Brazil, between 2008 and 2015 based on the DATASUS Paula Araújo Lima;Wanessa Rodrigues de Queiroz;Fernanda Cardoso Rocha;Isabela Barbosa Cruz;Jannayne Lúcia Câmara Dias;Gregório Ribeiro de Andrade Neto;Tadeu Nunes Ferreira; Hospitalization; Neoplasms; Children; Epidemiology. Objective: To describe the hospitalizations due to childhood cancer in the North of Minas Gerais state, Brazil, from 2008 to 2015, based on data from the Department of Informatics of the Unified Health System (DATASUS). Method: This is a descriptive epidemiological study, with data collected from DATASUS, accessed in March/April 2016. The collected data were all cases of hospitalizations for cancer/leukemia in children under 14 years in the northern region of Minas Gerais, from 2008 to 2015. Since DATASUS is a public domain databank, this work did not have to be submitted to the Committee on Ethics in Research. Results: There were 2,020 cancer hospitalizations of children from 0 to 14 years old in the North of Minas Gerais state, regardless of the type of neoplasm and gender. Among them 1,916 took place in the municipality of Montes Claros, which accounted for 94.8% of the total, with 54% (1,094) males and 46% (926) females. In terms of the nature of attendance, 86.4% of the total was represented by urgent attendances, while elective ones amounted to 13.6%. Public healthcare attendances accounted for 5.4% of the total. This varied according to the healthcare system, since the reference institutions also provide services by the SUS, either being private or philanthropic. Conclusion: This study might assist health managers in decision-making when dealing with issues related to the number of beds available for this type of patients. It might also contribute to the development and elaboration of hypotheses, based on epidemiological studies that might be used by hospital institutions referenced for child oncological treatment, therefore providing a better healthcare assistance.
2933 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Occupational accidents in nursing professionals from primary health care and implemented interventions: integrative review Amanda de Souza Miranda;Fernanda Ferreira Santos;Janaina Oliveira Farias;Jéssica Borges Lacerda;Maria Luiza Ribeiro Silva;Paulo Rodrigues Martins;Daniel Vinícius Alves Silva;Diego Dias de Araújo; Acidentes de Trabalho; Atenção Primária a Saúde; Estratégia Saúde da Família; Enfermagem; Cuidados de Enfermagem. Resumo: Objetivo: Identificar, na literatura, os principais acidentes ocupacionais em profissionais da enfermagem na Atenção Primária à Saúde, bem como as intervenções implementadas. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada entre abril e maio de 2018. A busca dos estudos ocorreu na Biblioteca Virtual em Saúde. Adotou-se como critérios de inclusão: investigar acidentes ocupacionais em membros da equipe de Enfermagem que atuam na Atenção Primária à Saúde, ser estudo primário, sem limite temporal do período de publicação, no idioma português e textos disponíveis na íntegra. Resultados: Foram encontrados três estudos que abordavam o tema proposto. O ano de publicação variou entre 2012 e 2018 e os Qualis dos periódicos foram B1(boa classificação), B2 (classificação satisfatória) e B3(classificação intermediária). O tipo de estudo mais comum foi o descritivo, com nível de evidência VI, considerado baixo nível de evidência científica. Em relação aos acidentes ocupacionais, destacam-se os psicossociais e biológicos (100%) e quanto às intervenções implementadas 100% dos estudos apontaram a educação permanente em saúde como estratégia de prevenção. Conclusão: Torna-se pertinente abordar essa temática entre os profissionais de enfermagem da Atenção Primária à Saúde, orientando-os, principalmente por meio de estratégias de educação permanente em saúde, sobre os riscos ocupacionais potenciais e reais aos quais estão expostos para que possam utilizar medidas que promovam a segurança no ambiente de trabalho, o cuidado e manutenção da saúde dos trabalhadores.
2934 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiological analysis of skin cancer in Montes Claros-MG according to sex and occupational situation Rafael Rocha Lima Matos;Mariana Brandão Sousa;Pedro Malveira Procópio Borges;Ana Clara Veloso Campos de Quadros Godinho;Cristiano Alves de Souza;Marina Luíza Fernandes;Henrique Nunes Pereira Oliva; Skin Neoplasms; Melanoma; Ultraviolet rays; Neoplasias cutâneas; Melanoma; Raios ultravioletas; Resumo: O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum na humanidade. Em um país tropical como o Brasil, com alta incidência solar durante todo o ano, ele se torna ainda mais frequente. O câncer de pele não melanoma é o de maior incidência no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Alguns dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer cutâneo são: exposição solar, exposição à radiação, idade, gênero (sexo masculino), pele clara etc. Objetivo: Dada a importância e incidência elevada desta patologia na população, busca-se com este estudo, uma análise epidemiológica do câncer de pele em Montes Claros-MG segundo variantes de sexo e situação ocupacional. Metodologia: Foi realizada análise descritiva, com delineamento retrospectivo e transversal na coleta dos dados, bem como abordagem quantitativa destes. A fonte de dados foi o Integrador Registro Hospitalar de Câncer (RHC) disponível no sítio eletrônico do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Resultados: Foram notificados 1306 indivíduos com diagnóstico de câncer de pele, sendo 53,3% (n= 696) do sexo feminino e 46,7% (n= 610) do sexo masculino. A maior parte (n=114) das notificações por neoplasias cutâneas ocorreu no ano de 2010, o acometimento entre os sexos não apresentou diferença durante os anos contemplados pelo estudo. Dentre as profissões observou-se maior percentual de câncer de pele em trabalhadores agropecuários (34,68%). Conclusão: Os dados apresentados alertam para a necessidade de intensificação das políticas públicas voltadas para a informação destes trabalhadores mais acometidos.
2935 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress The neurological tumors impact in the brain, and the need for an interdisciplinary approach between oncology and neurology in primary diagnosis Daniella Patrícia de Oliveira Porto;Kimberly Morais Pinho;Lucas Telles Guerra;Robson Vieira Porto Junior; Câncer De Encéfalo; Interdisciplinaridade; Sinais Neurológicos. AS REPERCUSSÕES NEUROLÓGICAS DOS TUMORES NO ENCÉFALO, E A NECESSIDADE DE UMA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR ENTRE ONCOLOGIA E NEUROLOGIA NO DIAGNÓSTICO PRIMÁRIO
2936 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Action of indian cloves (Syzygium aromaticum) in the sensitization of neoplastic cells for radiotherapy: a systematic review of literature João Matheus de Almeida Silva;Eliane Macedo Sobrinho Santos;Anna Christina de Almeida;Hercules Otacílio Santos;Paula Karoline Soares Farias;Keicy Sandy Silvestre Souza;Stephanie Pedrosa de Oliveira;Pedro Henrique de Almeida Souto Santos; Câncer; Fitoterápicos; Eficácia terapêutica; Óleos essenciais ATUAÇÃO DO CRAVO DA ÍNDIA (Syzygium aromaticum) NA SENSIBILIZAÇÃO DE CÉLULAS NEOPLÁSICAS PARA RADIOTERAPIA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DE LITERATURA
2937 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Playing in nursing care in pediatric oncology: an integrating review Karine Gabriele de Jesus Lima;Sabrina de Jesus Oliveira Neves;Kamilla de Oliveira Santos;Bruna Emanuelle Santos;Bruna Katerine Godinho Gomes;Ludmilla Aparecida Nery Rodrigues;Patrícia Fernandes do Prado;Warley Pereira de Freitas; Pediatric nursing; Games and toys; Oncology; Enfermagem pediátrica; Jogos e brinquedos; Oncologia. O BRINCAR NO CUIDADO DE ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA PEDIÁTRICA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
2938 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiological profile of patients hospitalized for malignant breast neoplasm in males in the state of Minas Gerais, Brazil, from 2008 to 2017 Maria Karoline Soares Fonseca;Brisa Jorge Silveira;Mariana Braga Almeida;Breno Jorge Silveira;Karina Andrade de Prince; Male Breast Neoplasm; Epidemiological Profile; Indicators of Morbidity and Mortality; Public health Objective: To characterize the hospitalization and death rates due to malignant breast neoplasm in men, in Minas Gerais, between 2008 and 2017, through data collected from the Hospital Information System of the Unified Health System (SIH/SUS). Such knowledge can enrich the epidemiological data and strengthen prevention and diagnostic actions. Methodology: This is a cross-sectional, retrospective, descriptive, and quantitative study. Data related to hospitalizations and deaths due to malignant neoplasm of breast in men, in the state of Minas Gerais, Brazil, between 2008 and 2017, were obtained from the Hospital Information System of the Unified Health System. The variables used were: number of hospitalizations according to age, race, elective or emergency care, public or private facilities, region of the state, and number of deaths. Results: A total of 696 hospitalization cases were identified, with predominance in the Center (28.88%) and Southeast (25.43%) regions of Brazil. Regarding the institution of attendance, 66.96% occurred in private facilities. About race, 38.36% declared themselves to be brown. The number of deaths was 42, corresponding to 6.03% of the hospitalizations. The highest mortality rate (10.22%) was observed in patients from 70 and 79 years old. Conclusion: The highest number of admissions, deaths, and mortality rates was observed around 60 years old. Most of the hospitalizations and the highest medical expenses occurred in private institutions. The Central and Southeastern regions of Brazil presented the highest number of admissions, which might be explained by the higher concentration of reference centers for cancer treatment in these areas.
2939 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiological profile of patients with malignant breast neoplasia in the northern region of Minas Gerais Nathália Paranhos Magalhães;Gustavo Veloso Pereira;Cléia Lúcia Carvalho Prates;Alex Cezar Lancuna;Romeu Godinho Gonçalves;Marcos Vinícius Macedo Oliveira;Luçandra Ramos Espírito-Santo;Karina Andrade de Prince; Breast Cancer; Morbimortality; Mortality; Câncer de Mama; Morbimortalidade; Mortalidade. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM NEOPLASIA MALIGNA DE MAMA NA REGIÃO NORTE DE MINAS GERAIS
2940 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Case report: nasal meningothelial meningioma Ábner Nícolas da Silva;Aline Barbosa de Souza;Junio Alves Rocha;Letícia AlvesTeófilo;Nayara Aryane Nepomuceno Borges;Sabrina Araujo Gomes Cabral; Meningioma; Brain tumors; Extracranial. RELATO DE CASO: MENINGIOMA MENINGOTELIAL NASAL
2941 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Case report: primitive neuroectodermic tumor Sthefany Indiara Silva Gomes;Silvio Tibo Cardoso Filho;Victor Thadeu de Freitas Veloso;Vithória Ferreira Mendes;Túlio Marcus Ramos Silveira;Jonatan Dantas Neto;Débora Mayra de Freitas Veloso;Lucas Carvalho; Ewing’s sarcoma; Peripheral primitive neuroectodermal tumors; Tumor de Ewing; Tumores Neuroectodérmicos Primitivos Periféricos. Abstract: The Ewings tumor is an aggressive bone neoplasm that representatives approximately 6% of primary bone tumors. It is most frequently diagnosed on the second decade of life, with a mild predominance in men and rare in black population. It belongs to the group of the neoplasia of primitive neuroectodermal cells of the neural crest. It can appear in any bone of the body, however is rare in hands and feet. The rare presentation of Ewings sarcoma in this patient motivated this case report. The study makes an analysis of a male patient aged 14 years old who searched for medical care because of pain on the left foot. The study approaches the epidemiological evidence and clinical features of the Ewing’s sarcoma, as well as the current therapeutic options.
2942 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Safety And Efficacy Of The Application Of The Tumor-Treating Fields (Ttfields) Mechanism Associated With Temozolomide After The Standardized Protocol Of Chemotherapy And Radiotherapy In Patients With Recently Diagnosed Glioblastoma Samuel da Silva Gomes;César Felipe Gusmão Santiago;Débora Gonçalves Pereira Guimarães;Lucianne Maia Costa Lima;Marcos Vinicius Calfat Maldaun; TTFields; Oncology; Glioblastoma; Radiotherapy. Abstract: Tumor-Treating Fields is an antineoplastic treatment modality that consists in the application of alternating electric currents directly to the skin in the tumor region. Glioblastoma multiforme is the most common primary brain tumor. Treatment options are limited. A bibliographical review addressing what is significant and new in the medical literature regarding the treatment of glioblastoma with the Tumor-Treating Fields or Novocure mechanism is presented, based on the main research portals. The main objective of this study was to establish the safety and efficacy of the Tumor-Treating Fields approach in the treatment of recently diagnosed glioblastoma. After confirming its safety and efficiency the secondary objective was to establish this approach as the treatment of choice for this pathology. The main articles in English concerning this issue were searched on the portals PUBMED, Cochrane, Lilacs, and Embase. The investigated approach should be added to the first line treatment of glioblastoma in association with microneurosurgery, radiotherapy, and temozolomide.
2943 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Internet addiction in high school students: prevalence and correlations Alexandre Botelho Brito;Wesley Miranda Lourenço de Freitas2;Débora Guimarães Cunha;Kewla Dias Pires Brito;Romerson Brito Messias;Lucineia Pinho;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito;Marise Fagundes Silveira; Internet; Addiction; Students;Adicção; Estudantes Objective: to investigate the prevalence of Internet addiction among high school students in Montes Claros-MG and the associated Internet usage profile. Methodology: This is a quantitative, analytical and cross-sectional study of a sample of 966 high school students, both public and private. A questionnaire was applied that includes socio-demographic variables, training and Internet usage profile, as well as Internet Addiction Test. The Pearson correlation coefficient was used to test the linear correlation between the characteristics of use and internet addiction, at a statistical significance of 5% (p <0.05). This study was conducted within the standards of the Helsinki Declaration and approved by the Research Ethics Committee under Protocol # 1,520,173 / 2016. Results: The prevalence of addiction was 9.8%, correlated with type of institution (p = 0.005), daily frequency of internet use (p = 0.001), number of days of weekly use (p = 0.014), number of hours of use on weekends and holidays (p = 0.041) and use at night (p = 0.004). No correlation was found to access online games, to perform school activities or for professional purposes, but was found with access to social networks (p = 0,000), e-mails (p = 0,033) and with the purpose of watching movies, music and videos (p = 0,014). Addicted users also demonstrated an awareness of addiction / addictive behavior (p = 0.000). Conclusion: It was concluded that addiction is associated with habits of Internet use and that they are aware of their addiction.
2944 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Analysis of the epidemiological profile of men treated with acute pancreatitis in urgent regime in north of Minas Jaqueline Teixeira Teles Gonçalves;Camila Teles Gonçalves;Morgana Araújo Resende;Fernando Rocha Parada;Iann Fernando Gouvea Jabbur;Plínio José Faria;Renata Ferreira Santana;Karina Andrade de Prince; Pancreatitis; Mortality; Epidemiological profile; Pancreatite; Mortalidade; Perfil epidemiológico. ANÁLISE DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E MORBIMORTALIDADE DE HOMENS ATENDIDOS COM PANCREATITE AGUDA EM REGIME DE URGÊNCIA NO NORTE DE MINAS
2945 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiological analysis of stomach cancer in men in Brazil: 2008-2017 Camila Teles Gonçalves;Jaqueline Teixeira Teles Gonçalves;Camila BacelarBastos;Inah Araújo Murta;Leidiane Vilas Boas;Emanuelly Durães Rocha;Iara Lafetá Gomes;Karina Andrade de Prince; Epidemiology; Neoplasms; Risk factors; Health Profile; Epidemiologia; Neoplasias; Fatores de Risco; Perfil de Saúde ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DE NEOPLASIA DE ESTÔMAGO EM HOMENS NO BRASIL: 2008-2017
2946 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Anxiety and breast cancer: the influence of physical activity Rogger Rhoan Ramos Aguiar;Charles Eduardo Snea da Silva;Nadson Henrique Gonçalves Rodrigues;Celina Aparecida Gonçalves Lima;Victor Bruno da Silva;José Mansano Bauman;Claudiana Donato Bauman; Epidemiology; Neoplasms; Risk factors; Health Profile;Epidemiologia; Neoplasias; Fatores de Risco; Perfil de Saúde. ANSIEDADE E CÂNCER DE MAMA: INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA
2947 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Ovarian cancer in palliative care: a case report Raíssa Katherine Rodrigues;Jaqueline Rodrigues Aguiar de Carvalho;Príscila Bernadina Miranda Soares; CÂNCER DE OVÁRIO EM CUIDADOS PALIATIVOS: UM RELATO DE CASO
2948 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Computerized analysis of postural balance among physically active and inactive older women: a perspective for physical health Elizabete de Oliveira Barbosa;Ana Carolina de Mello Alves Rodrigues;José Vinícius Alves Ferreira;Marcos Túlio Silva Costa;Bárbara Bispo da Silva Alves;Lara S. F. Carneiro;Hellen Veloso Rocha Marinho;Renato Sobral Monteiro-Junior; Aging; Balance; Motor Control; Physical Activity; Envelhecimento; Equilíbrio; Controle Motor; Atividade Física. ANÁLISE COMPUTADORIZADA DO EQUILÍBRIO POSTURAL ENTRE IDOSAS FISICAMENTE ATIVAS E INATIVAS: PERSPECTIVA PARA A SAÚDE FÍSICA
2949 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Skin cancer epidemiology: comparison between data from the 8th cancer prevention campaign and the national data Renata Furletti Nunes Barros Rego;Ianca Elirrayeth Rocha Mentes;Cybele Guedes Ramos;Eduarda Martins Cruz;Luiza Carneiro Souza Magalhães;Jaqueline Rodrigues Aguiar de Carvalho; Cancer; Skin; Epidemiology; Diagnosis; Prevention; Câncer; Pele; Epidemiologia; Diagnóstico. Prevenção EPIDEMIOLOGIA DAS NEOPLASIAS DE PELE: COMPARAÇÃO ENTRE OS DADOS COLETADOS NO 8º MUTIRÃO DE PREVENÇÃO AO CÂNCER E DADOS NACIONAIS
2950 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Lifestyle and internet use: addiction and its correlations Alexandre Botelho Brito;Vitor Fonseca Bastos;Sidney Pereira Ramos Junior;Juliana Marcelo Franco;Romerson Brito Messias;Lucineia Pinho;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito;Marise Fagundes Silveira; Internet; Addiction; Students; Dependência; Estudantes. ESTILO DE VIDA E USO DA INTERNET: ADICÇÃO E SUAS CORRELAÇÕES
2951 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Prevention and early diagnosis save men’s lives in the north of Minas Gerais Rhayssa Soares Mota;Lucas Teles Guerra;Wesley Miranda Lourenço de Freita;Débora Magalhães Paiva;Conrado Leonel Menezes;Viviany Silva Ribeiro;Príscila Bernardina Miranda Soares;Marise Fagundes Silveira; Prostate cancer; Early diagnosis; Health promotion; Câncer de próstata; Diagnóstico precoce; Promoção à saúde. MUTIRÃO DE PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCE SALVA VIDAS DE HOMENS NO NORTE DE MINAS GERAIS
2952 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Hodgkin’s lymphoma: clinical and epidemiological aspects in the healthcare macroregions Of Minas Gerais, Brazil Luiza Carneiro Souza Magalhães;Brenda Alves dos Santos;Joyce Queiroz Borges;Lucas Gedeon Mendes Soares Dantas Cangussu;Maria Alice Aires Costa;Karina Andrade de Prince;Carlos Eduardo Mendes D’Angelis; Hodgkin’s Disease; Epidemiology; Hospitalization; Doença de Hodgkin; Epidemiologia; Hospitalização. HODGKINS LYMPHOMA: CLINICAL AND EPIDEMIOLOGICAL ASPECTS IN THE HEALTHCARE MACROREGIONS OF MINAS GERAIS, BRAZIL
2953 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Palliative nursing care for the pediatric patient: an integrating review Maria Tatiane Martins Rodrigues;Sabrina de Jesus Oliveira Neves;Karine Gabriele de Jesus Lima;Jaqueline Rodrigues Ferreira Santos;Aurelina Gomes e Martins;Mirela Lopes Figueiredo;Patricia Fernandes do Prado; Palliative care; Oncology; Pediatrics; Pediatric nursing; Cuidados paliativos; Oncologia; Pediatria; Enfermagem pediátrica. CUIDADOS PALIATIVOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE PEDIÁTRICO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
2954 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress The impact of a day in the detection of cancer - cancer prevention task force of Associação Presente, results of the team of mastology in 2018 Renata Cristina Ribeiro Gonçalves;Paulo de Tarso Salerno del Menezzi;Príscila Miranda Soares;Marise Fagundes Silveira;Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier;Bertha Andrade Coelho; Câncer de mama; Diagnóstico; Prevenção; Promoção da saúde; Breast cancer; Diagnosis; Prevention; Health promotion THE IMPACT OF A DAY IN THE DETECTION OF CANCER - CANCER PREVENTION TASK FORCE OF ASSOCIAÇÃO PRESENTE, RESULTS OF THE TEAM OF MASTOLOGY IN 2018
2955 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Clinical, epidemiological and sociodemographic profile of cancer patients attended at a philanthropic institution Diana Cardoso Batista Cordeiro;Daniel Vinícius Alves Silva;Henrique Andrade Barbosa;Aurelina Gomes e Martins;Orlene Veloso Dias; Epidemiology; Neoplasms; Risk factors; Health Profile; Epidemiologia; Neoplasias; Fatores de Risco; Perfil de Saúde. PERFIL CLÍNICO, EPIDEMIOLÓGICO E SOCIODEMOGRÁFICO DOS PACIENTES ONCOLÓGICOS ATENDIDOS EM UMA INSTITUIÇÃO FILANTRÓPICA
2956 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Profile of morbimortality by maligna neoplasia of esôfago among the brazilian regions in the period 2008-2017 Jaqueline Teixeira Teles Gonçalves;Luana Maynart Inostrosa;Camila Teles Gonçalves;Anna Elisa Campos Ruas;Renata Ferreira Santana;Marcos Vinicius Macedo de Oliveira;Luçandra Ramos Espirito Santo;Karina Andrade de Prince; Esophagus Neoplasms; Health Profile; Public health; Neoplasias Esofágicas; Perfil de saúde; Saúde pública. PERFIL DE MORBIMORTALIDADE POR NEOPLASIA MALIGNA DE ESÔFAGO ENTRE AS REGIÕES BRASILEIRAS NO PERÍODO DE 2008-2017
2957 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiological profile of the population assisted in an oral cancer tracking program: sociodemographic characteristics, life habits, and clinical conditions Maria Silveira Nunes;Cybele Guedes Ramos;Mariana Veloso Suzart;Renata Furletti Nunes Barros Rego;Príscila Bernardina Miranda Soares;Marise Fagundes Silveira;Mario Rodrigues de Melo Filho; Disease prevention; Oral Neoplasms; Prevenção de Doenças; Câncer de Boca Perfil epidemiológico da população assistida em um programa de rastreamento de câncer de boca: características sociodemográficas, hábitos de vida e condições clínicas
2958 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Epidemiological Profile of Patients Assisted by the Associação Presente de Apoio a Pacientes com Câncer- Padre Tiãozinho, in the Year 2017/2018 Luíza Carneiro Souza Magalhães;Eduarda Martins Cruz;Lucas Tales Guerra;Mariana Veloso Suzart;Rhayssa Soares Mota;Jaqueline Rodrigues Aguiar de Carvalho;Sandra Célia Muniz Magalhães;Príscila Bernardina Miranda Soares; Cuidados paliativos; Câncer; Associação Presente; Rural Workers’ Health; Pesticides; Occupational risk. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ASSISTIDOS PELA ASSOCIAÇÃO PRESENTE DE APOIO A PACIENTES COM CÂNCER- PADRE TIÃOZINHO, NO ANO DE 2017 /2018
2959 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Nutritional epidemiological profile of the population assisted in a cancer prevention campaign Amanda Cristina Mendes Gusmão;Claudiana Donato Bauman;Lucas Teles Guerra;Lucineia de Pinho;Marilena Antunes Uramoto;Marise Fagundes Silveira;Príscila Bernardina Miranda Soares; Nutrition in public health; Disease Prevention; Nutritional Status; Oncology;Nutrição em Saúde Pública; Prevenção de Doenças; Estado Nutricional; Oncologia. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO NUTRICIONAL DA POPULAÇÃO ASSISTIDA EM CAMPANHA DE PREVENÇÃO DO CÂNCER
2960 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Prevalence of skin cancer and precursor lesions in the 8th prevention and early diagnosis of cancer task force of Associação Presente de Apoio Aopaciente com Câncer Padre Tiãozinho de Montes Claros Andreia Luciana Soares Silva;Cinthia Janine Meira Alves de Menezes;Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito;Marise Fagundes Silveira;Renata Cristina Ribeiro Gonçalves; Neoplasias cutâneas; fatores de risco; carcinoma basocelular; carcinoma de células escamosas; Cutaneous neoplasms; risk factors; basal cell carcinoma; squamous cell carcinoma. PREVALÊNCIA DE CÂNCER DE PELE E LESÕES PRECURSORAS NO 8° MUTIRÃO DE PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER DA ASSOCIAÇÃO PRESENTE DE APOIO AO PACIENTE COM CÂNCER PADRE TIÃOZINHO DE MONTES CLAROS
2961 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Vulnerability of rural workers to pesticides Mariza Dias Xavier;Andréia Tatielli Alves Urcino;Gustavo Mendes dos Santos;Franciele Ornelas Cunha;Patrícia Alves Paiva;Neiva Aparecida Marques Diamantino;Claudiana Donato Bauman;Orlene Veloso Dias; Saúde do Trabalhador Rural; Agrotóxicos; Risco ocupacional; Rural Workers’ Health; Pesticides; Occupational risk. Abstract: Introduction: The excessive or inadequate use of pesticides can directly or indirectly interfere with human and environmental health, representing one of the major public health problems. Objective: To know the opinions of the rural workers about the health risks related to the use of pesticides. Methodology: This is a descriptive-exploratory research, with a qualitative approach. It was carried out with 13 rural workers in a rural district from a municipality located in the North of Minas Gerais, Brazil. The collected data were typed in Word and later analyzed using the ATLAS.ti 7 software, employing the Thematic Content Analysis. Results: The rural workers presented a low schooling level and a superficial knowledge about the health risks involved in the handling of any type of pesticides. Conclusion: The results revealed the social vulnerability of these rural workers when daily handling pesticides in their work activities, and the risks related to their health became evident.
2962 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Understanding the feelings of elderly in the institution of long permanence Noemi Pereira de Carvalho;Renê Ferreira da Silva Júnior;Edna de Freitas Gomes Ruas;Ricardo Otávio Maia Gusmão;Viviane Dias Souto;Orlene Veloso Dias; eoplasms; Hodgkin; Disease; Risk; Factors; Idoso; Saúde do Idoso Institucionalizado; Instituição de Longa Permanência para Idoso. COMPREENDENDO OS SENTIMENTOS DE IDOSOS EM INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA
2963 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Hodgkin’s Lynphoma Manifested With Bicytopenia Without Palpable Lymphadenomegaly Marina Limoeiro Lobo;Tomás Castro Medrado;José Alfreu Soares Junior;Thaísa Soares Crespo;Luiza Augusta Rosa Rossi-Barbosa; Neoplasms; Hodgkin Disease; Risk Factors; Neoplasias; Trombocitopenia; Linfoma de Hodgkin LINFOMA DE HODGKIN MANIFESTO COM BICITOPENIA SEM LINFADENOMEGALIA PALPÁVEL
2964 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Multiple myeloma in young woman: case report Gabriela Arnoni Dias;Nayara Lopes de Souza;Evandro Barbosa dos Anjos;José Alfreu Soares Junior;Jéssica Aguiar das Virgens;Jéssica Souza Rodrigues;Antônio Guerra de Oliveira Neto; Multiple Myeloma; Neoplasms; Plasma Cells; Bone Marrow;Mieloma Múltiplo; Neoplasias; Plasmócitos; Medula Óssea. MIELOMA MÚLTIPLO EM MULHER JOVEM: RELATO DE CASO
2965 unicientifica 2018: 2st Associação Presente Oncology National Congress Prevalence of prostate cancer in three cancer prevention campaigns in Montes Claros, Minas Gerais, Brazil Jaqueline Rodrigues Aguiar de Carvalho;Raíssa Katherine Rodrigues; Saúde do homem; Prevenção de doenças; Neoplasias da próstata; Male health; Prevention of diseases; Prostatic neoplasms. Casos novos de câncer de próstata detectados em um mutirão
2966 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Cortes na ciência e impacto na qualidade das publicações científicas Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier; Cortes na ciência e impacto na qualidade das publicações científicas
2967 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) A percepção de médicos da estratégia saúde da família sobre as internações por condições sensíveis à atenção primária Lílian Amaral Santos;Éder Samuel Bonfim Esteves Oliveira;Antônio Prates Caldeir;Ana Augusta Maciel de Souza; Atenção Primária à Saúde; Avaliação de desempenho profissional; Pesquisa qualitativa; Hospitalização. Objetivo: Conhecer a percepção dos médicos que trabalham na Estratégia de Saúde da Família sobre a avaliação do próprio trabalho e sobre o indicador Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária. Método: Trata-se de pesquisa de campo, exploratória e qualitativa. A coleta de dados ocorreu no período de junho e julho de 2014, por meio de entrevista semiestruturada. Foi utilizado um roteiro de entrevista, que foi gravada e posteriormente transcrita, sendo realizada através da análise de conteúdo. Resultados: No processo de análise das entrevistas emergiram duas categorias: “Avaliando o trabalho do médico na Estratégia Saúde da Família” com as subcategorias: “Avaliação fundamentada na satisfação pessoal e do usuário” e “Avaliação fundamentada nos atributos da atenção primária”. e “A percepção fundamentada em dados quantitativos” com as subcategorias: “Divergências sobre a avaliação fundamentada em dados quantitativos” e “Internações Condições Sensíveis à Atenção Primária: o desconforto do desconhecer.” Conclusão: Verificou-se a falta de conhecimentos dos médicos sobre as Internações Condições Sensíveis à Atenção Primária, o desconforto desse desconhecimento e a necessidade de qualificação contínua para esses profissionais. -ROSA, W.A.G.; LABATE, R.C. Programa Saúde Da Família: A Construção De Um Novo Modelo De Assistência. Rev Latino-Am Enfermagem 2005; 13(6)452-467. -RASELLA ,D.; AQUINO R.; BARRETO, M.L. Reducing childhood mortality from diarrhea and lower respiratory tract infections in Brazil. Pediatrics 2010; 126(3):534–540. -VICTORA, C.G.; et al. Maternal and child health in Brazil: progress and challenges. Lancet 2011; 377(9779): 1863–1876. -MARSIGLIA, R.M.G. Perfil dos Trabalhadores da Atenção Básica em Saúde no Município de São Paulo: região norte e central da cidade. Saúde Soc 2011; 20(4):900-911. -TOMASI E.; et.al. Perfil sócio-demográfico e epidemiológico dos trabalhadores da atenção básica à saúde nas regiões Sul e Nordeste do Brasil. Cad Saúde Pública 2008; 24(suppl.1):S193-201. -AQUINO, R. DE OLIVEIRA, N.F.; BARRETO, M.L. Impact of the family health program on infant mortality in Brazilian municipalities. Am J Public Health 2009; 99(1): 87-93. -MACIEL, A.G.; CALDEIRA, A.P.; DINIZ, F.J.L.S. Impacto da Estratégia Saúde da Família sobre o perfil de morbidade hospitalar em Minas Gerais. 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2968 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Análise do processo difusivo de filmes de quitosana contendo óleo de palmeiras (aracaceae) do cerrado brasileiro Igor Brumano Coelho Amaral;Sônia Ribeiro Arrudas;Juliana Rocha de Meira;Arlete Barbosa Reis; Biopolímeros. Quitosana. Buriti (Mauritia flexuosa L.f.). Macaúba (Acrocomia aculeata). Difusão (Lei de Fick). Resumo: A Mauritia flexuosa L.f., popularmente conhecida como “buriti” e a Acrocomia aculeata, conhecida como “macaúba”, são espécies da família Arecaceae, ricas em ácidos graxos monoinsaturados e ambas encontradas no Cerrado Brasileiro. Possuem diversas aplicações desde antioxidantes, cicatrizantes, plastificantes, produção de biocombustíveis, coadjuvantes em emulsões, dentre outras. A quitosana é um polímero natural obtido a partir de resíduos da indústria pesqueira que, quando acrescidos de ácidos graxos, formam filmes e emulsões com características distintas podendo ser utilizados em setores diversos, como fármacos, embalagens e proteção a produtos. Objetivo: Foi realizado o estudo da difusão de filmes de quitosana contendo óleos vegetais de buriti e macaúba. Metodologia: No presente trabalho, foram produzidos três tipos de filmes a partir do biopolímero quitosana: FQ, FQB e FQM, correspondendo aos filmes de quitosana, filmes emulsionados de quitosana e óleo de buriti e filmes de quitosana e óleo de macaúba, respectivamente. Os filmes foram caracterizadas quanto à solubilidade, permeabilidade ao vapor d’água, difusão e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Resultados: Foi possível concluir que houveram diferenças estatisticamente significativas entre a amostra FQM e as amostras FQB e FQ, destacando as amostras. FQM. Conclusão: Embora a amostra FQM tenha demonstrado maior solubilidade e permeabilidade ao vapor d’água, apresentou também menor coeficiente de difusão, que pode estar relacionado à interação dos ácidos graxos monoinsaturados presentes no óleo de macaúba e sua interação com o biopolímero quitosana. MELO, I. S. Microbiologia Ambiental. 2ª ed. – Embrapa Meio Ambiente – Jaguariúna/SP, 2008. MUZZARELLI, R. A. A.; E. VINCENZI, M. Chitosans as dietary food additives. In: GOOSEN, M.F.A. Applications of chitin and chitosan. Maryland: Technomic Publishing Company, p. 1152-128, 1997. DODANE, V.; KHAN, M. A; MERWIN, J. R. Effect of chitosan on epithelial permeability and structure. International Journal of Pharmaceutics, v.182, n.1, p. 21-32, 1999. MARTINHON, Priscila Tamiasso; ROCHA, Angela Sanches; SOUSA, Célia Sousa. Potencial tecnológico da quitosana. VII EEBQV – VII Encontro da Escola Brasileira de Química Verde. “Novos Processos para a Indústria de Renováveis”. RJ, 2017. 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2969 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Análise espacial dos casos de hanseníase no semiárido brasileiro (2010/2014) Tarcísio Viana Cardoso;Carlos Magno Santos Clemente; SIG; Agravos; Notificação; Prevalência; Municípios Resumo: Objetivo: Objetivou-se com a presente pesquisa, realizar a análise espacial dos casos de hanseníase em 1.117 municípios do Semiárido Brasileiro nos anos de 2010 e 2014. Também, avaliar a prevalência dos casos de hanseníase no ano de 2010. Metodologia: A seleção dos 1.117 municípios do semiárido brasileiro seguiram critérios metodológicos e adequações aos aspectos jurídicos. Os dados foram adquiridos através do Sistema de Informações de Agravos de Notificação – SINAN (2010 e 2014). Para as análises espaciais, foi utilizada a técnica Sistema de Informação Geográfica - SIG. Resultados: Os resultados indicaram acréscimo de casos notificados de hanseníase nos municípios de Bom Jesus da Lapa (BA), Araci (BA) e Araripina (PE) (2010 a 2014). As municipalidades de São João do Piauí (PI) (22,00 casos de hanseníase por 10.000 habitantes), Santa Maria do Salto (MG) (20,82 casos de hanseníase por 10.000 habitantes) e Cariré (CE) (20,71 casos de hanseníase por 10.000 habitantes), enquadraram na característica hiperendêmico. Também, 19 municipalidades apresentaram coeficientes de 1,00 a 1,09, próximo da meta que foi preconizada para o ano de 2010. Conclusão: O presente estudo chama atenção para subnotificações. Conclui-se que apesar dos esforços jurídicos e metodológicos, ações mais enérgicas devem ser tomadas para erradicação da hanseníase no semiárido brasileiro. SANTOS, L.A.C. FARIA, L., MENEZES, R.F. Contrapontos da história da hanseníase no Brasil: cenários de estigma e confinamento. Revista brasileira Estudos da População. São Paulo, 25 (1). 167-190. 2008. SANTOS, A.S., CASTRO, D.S., FALQUETO, A. Fatores de risco para transmissão da Hanseníase. Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília. 61(esp.): 738-43. 2008. BRASIL. 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2970 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Áreas e tipos de danos mecânicos sobre o comportamento pós-colheita de bananas ‘prata anã’ Victor Martins Maia;Luiz Carlos Chamhum Salomão;Osdnéia Pereira Lopes;Fernanda Soares Oliveira;Flavio Henrique De Campos Gomes; Resumo: Objetivo: verificar os efeitos de áreas e tipos de dano mecânico sobre as características pós-colheita da banana ‘Prata Anã’. Metodologia: foram utilizados frutos com casca totalmente verde. Utilizou-se esquema de parcelas subdivididas 4 x 2 + 1 (tipos de dano x área + testemunha), com amostragens ao longo do tempo, no delineamento inteiramente casualizado, com três repetições. Os tipos de dano foram: testemunha (sem dano), corte, abrasão, impacto e compressão, com áreas de 10 ou 20 cm2 por fruto. Foram avaliadas a evolução da cor da casca, a porcentagem e a taxa de perda de massa fresca diariamente, a respiração dos frutos 4, 8, 12, 24 horas e, a partir destes ponto, a cada 24 horas até 288 horas e o extravasamento de eletrólitos na região danificada da casca 24 horas e 12 dias após a aplicação dos tratamentos. Resultados: os danos por corte, abrasão e impacto numa área de 20 cm2 resultaram em maior perda de massa fresca total e por dia (%) em relação à área de 10 cm2. A abrasão induziu aumento no extravasamento de eletrólitos no final do experimento. Conclusões: os danos por abrasão, impacto e compressão aceleraram o amadurecimento. O dano por impacto numa área de 20 cm2 proporcionou antecipação do pico climatérico respiratório.
2971 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Atividade antimicrobiana de plantas medicinais do cerrado mineiro frente a bacterias isoladas de ovinos com mastite Cintya Neves de Souza;Anna Christina de Almeida;Márcia Tatiany Reis Xavier;João Paulo Ramos Costa1;Livia Mara Vitorino da Silva;Ernane Ronie Martins; Mastite ovina; Plantas medicinais; Extratos vegetais; Óleo essencial; Fitoterápico. Resumo: Objetivo: Avaliou-se a atividade antimicrobiana in vitro de extratos de barbatimão (Stryphnodendron adstringens), aroeira (Myracrodruon urundeuva) e carqueja (Baccharis thimera) e os óleos da castanha de pequi (Caryocar brasiliensis), copaíba (Copaifera landesdorff) e alecrim-pimenta (Lippia origanoides), frente a bactérias isoladas de ovelhas com mastite da região Norte de Minas Gerais. Metodologia: A atividade antimicrobiana dos óleos e extratos frente a cepas de Staphylococcus spp. e Streptococcus spp. foi determinada utilizando-se a técnica de macrodiluição em caldo e de difusão em disco. O efeito microbicida dos óleos e extratos que apresentaram atividade antimicrobiana nos testes anteriores também foi determinado. Resultados: O óleo essencial da copaíba, óleo da castanha do pequi, extrato hidro-alcoólico da casca da aroeira e decocto das folhas da carqueja, não se mostraram eficientes na inibição do crescimento das bactérias utilizadas. O extrato de barbatimão apresentou atividade bacteriostática frente a bactérias isoladas de ovinos com mastite e efeito microbicida do óleo essencial de alecrim-pimenta após 5 minutos de ação. Conclusão: Stryphnodendron adstringens e Lippia sidoides apresentaram atividade antimicrobiana sobre patógenos isolados de leite de ovinos com mastite. O óleo de alecrim-pimenta ainda apresentou efeito microbicida sobre as bactérias no tempo de cinco minutos, sendo promissores na utilização como alternativa aos antibióticos comumente utilizados. SILVA, N. C. C. FERNANDES JÚNIOR, A. 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2972 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Composição química e digestibilidade in vitro de tortas da macaúba João Paulo Sampaio Rigueira;Flávio Pinto Monção;Eleuza Clarete Junqueira de Sales;Sidnei Tavares dos Reis;Dorismar David Alves;Ana Cássia Rodrigues de Aguiar;Vicente Ribeiro Rocha Júnior;Julieta Alencar Chamone; Coco. Coprodutos. Ruminantes. Valor nutricional. Objetivo: Objetivou-se, com este estudo, avaliar a composição químico-bromatológica e a digestibilidade in vitro de diferentes partes da macaúba para alimentação de ruminantes. Métodos: O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente ao acaso, sendo as diferentes partes (epicarpo, mesocarpo e endocarpo) do coco da macaúba os tratamentos com cinco repetições. Resultados: A torta do endorcarpo foi superior 3,91% quanto ao teor de matéria seca (MS) do epicarpo e não diferiu (P>0,05) da torta do mesocarpo que apresentou teor de MS intermediário (88,50%) em relação aos demais tratamentos. Para o teor de proteína bruta, a torta do endocarpo apresentou uma variação nos valores de 48,30 e 66,43% superior à torta do mesocarpo e epicarpo, respectivamente. A torta de epicarpo apresentou menor valor de proteína bruta (4,35%) em relação aos demais tratamentos. A torta do endocarpo apresentou maior digestibilidade da matéria seca, sendo 5,63% maior que a torta do mesocarpo. Conclusão: Em relação à composição química e a digestibilidade, destaca-se o mesocarpo e endocarpo como potenciais substitutos de ingredientes na formulação de dietas para animais ruminantes. A.O.A.C. ASSOCIATION OF OFFICIAL AGRICULTURAL CHEMISTS. Official methods of analysis. 14.ed. Washington DC., 1984. 1141p. AZEVEDO, R.A. et al. Comportamento ingestivo de cordeiros alimentados com torta de macaúba. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, Belo Horizonte, v.65, n.2, p.490-496, 2013. AZEVEDO, R.A. et al. Desempenho de cordeiros alimentados com inclusão de torta de macaúba na dieta. 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2973 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Desafio das mulheres que foram mães na adolescência quanto a prevenção da gravidez precoce de suas filhas Fabíola Afonso Fagundes Pereira;Thayná Soares Silva;Andra Aparecida Dionizio Barbosa;Thallyta Geovana Soares Silva Correio; Adolescente; Gravidez na adolescência; Sexualidade Objetivo: Descrever o desafio das mulheres que foram mães na adolescência quanto à prevenção da gravidez precoce de suas filhas e, dessa forma, acrescentar informações pertinentes à área de saúde do adolescente, que subsidiará o planejamento real das ações voltadas a esta clientela. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa e descritiva realizada com mulheres que foram mães na adolescência e que, atualmente, veem-se diante do desafio de prevenir a gravidez precoce de suas filhas. Mulheres moradoras do município de Francisco Sá-MG, cadastradas nas equipes de ESF. Como instrumento de coleta de dados foi utilizado à entrevista semiestruturada. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros, e consentimento das participantes através, do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Na discussão dos dados, utilizou-se a Análise do Conteúdo que tem como proposta trabalhar diversas formas de comunicação seja qual for a natureza. Resultados: O diálogo entre mães e filhas sobre prevenção da gravidez precoce não existe ou é superficial; essas mães pensam que suas filhas ainda não tem idade suficiente para discutir o assunto e, não acham que esta conversa seja um desafio; poucas percebem a vulnerabilidade na qual suas filhas se encontram. Conclusão: Com a ausência de uma relação entre mãe e filha, o número de gestações entre adolescentes tentem a aumentar, pois esse diálogo quando não acontece antes do início da atividade sexual, implica diretamente na saúde do adolescente. BIAZUS, C. B.; RAMIRES, V. R. R. Depressão na adolescência: uma problemática dos vínculos. Psicol. estud., Maringá, p. 83-9, mar, 2012. Disponível em: . Acesso em: 01 Jun. 2015 BRASIL. Secretaria de Estado de Saúde de MG-. Atenção à saúde do adolescente- Saúde em casa. Belo Horizonte, 2006. SILVA, A. D. A A. et al. Fatores associados à recorrência da gravidez na adolescência em uma maternidade escola: estudo caso-controle. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, mar, 2013. Disponível em: . Acesso em:14 Abr. 2015 BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília, 2013. BUENDGENS, B. B.; ZAMPIERI, M. D. F. M. Uma grávida adolescente na Percepção de Médicos e Enfermeiros da Atenção Básica. Esc. Anna Nery, Rio de Janeiro, p. 64-72, mar, 2012. Disponível em: . Acesso em: 14 Abr 2015 NERY, I. S. et al. Reincidência da Gravidez em adolescentes de Teresina, PI, Brasil. Rev. bras. Enferm., Brasília, p. 31-37, fev, 2011. Disponível em: Acesso em: 15 Abr 2015 FERNANDES, A. D. O. et al. Gravidez na adolescência: percepções das mães de gestantes Jovens. Acta paul. Enferm., São Paulo, p.55-60, 2012. Disponível em: . Acesso em: 14 Abr. 2015. BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Diretrizes e normas Regulamentadoras sobre pesquisa envolvendo seres humanos. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Brasília. 2012. CÂMARA, R. Análise de conteúdo: da teoria à prática em pesquisas sociais aplicadas às organizações. Rev. Interinst. Psicol, p. 179-19, jul, 2013. Disponível em: . Acesso em: 29 Out 2016 SALOMÃO, R.; SILVA, M. I.; CANO, M. A. T. Sexualidade do adolescente na percepção dos pais, sob a perspectiva de Foucault. Rev. Eletr. Enf. online. p. 609-618, 2013. BARDIN, L. Analise do conteúdo. 7.ed. Portugal, 2006. SANTOS, A. D. L. et al. Participação de avós no cuidado aos filhos de mães adolescentes. Rev Min Enferm, jan/mar, 2015. Disponível em: . Acesso em: 07 Out. 2016 FERREIRA, E. B. et al. Causas predisponentes à gestação entre adolescentes. Res. Fundam. Care, out/dez, 2014. Disponível em: . Acesso em: 12 Out 2016 CABRAL, A. C. D. F. et al. Percepções da gravidez em adolescentes gestantes. Res. fundam. Care, p. 2526-36, abr/jun, 2015. Disponível em: . Acesso em: 27 Fev. 2017 QUEIROS, M. V. O. et al. Perfil da gravidez na adolescência e ocorrências clínico-obstétricas. Rev Rene, p. 455-62, mai/jun, 2014. Disponível em: . Acesso em: 07 Out. 2016 NEVES, A. M. et al. Práticas educativas com gestantes adolescentes visando a promoção, proteção e prevenção em saúde. Rev Min Enferm. jan/mar, 2015. Disponível em:. Acesso em: 11 Out. 2016 FONSECA, F. F. et al. As vulnerabilidades na infância e adolescência e as políticas públicas brasileiras de intervenção. Rev. paul. pediatr. [Internet], p. 258-264, jun, 2013. Disponível em: . Acesso em: 28 Fev. 2017 QUEIROZ, M. V. O. et al. Situações de vulnerabilidades e riscos auto referidos por escolares adolescentes. Rec. Rene. Fortaleza, p. 493-502, 2013. Disponível em: . Acesso em: 12 Fev. 2017 BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.
2974 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Efeitos da cobertura do bambu Actinocladum verticillatum (Nees) McClure ex Soderstr na regeneração de espécies lenhosas André Eduardo Gusson;André Rosalvo Terra Nascimento;Glein Monteiro Araújo;Pedro Paulo Ferreira Silva; mata mesófila, perturbação, luminosidade, bambu, regeneração. As clareiras naturais apresentam um papel fundamental na manutenção da diversidade da comunidade lenhosa nas florestas tropicais. As relações entre clareiras e bambu, e seus efeitos sobre a regeneração de espécies lenhosas é conhecido, no entanto, trabalhos que demonstram os efeitos da cobertura de bambu sobre este processo são escassos. Este trabalho mostra os efeitos da cobertura do bambu de uma espécie de bambu sobre a riqueza e densidade das espécies lenhosas em regeneração em floresta estacional secundária. A riqueza e densidade das espécies variam entre as parcelas com e sem a ocorrência do bambu (p < 0,001). O aumento da porcentagem de cobertura do bambu na parcela afeta negativamente a riqueza (p = 0,009) e a densidade das espécies (p = 0,004), principalmente indivíduos com altura menor que 100 cm (p < 0,05). O estudo conclui que a presença do bambu tem efeitos negativos sobre a riqueza e a estrutura da comunidade lenhosa em regeneração.
2975 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Equidade de Gênero: Uma análise do perfil de inserção da Mulher no mercado de trabalho do Setor Industrial de Montes Claros/MG Revista Unimontes Científica;Éder de Souza Beirão;Paulo Ricardo Santos Miranda;Aline Suênia Leite;Jéssica Stephania Fernandes Barbosa;Leila Carolina Adriano Ferreira;Henrique Jefferson Vieira Silva;Denise de Oliveira Lima; A participação feminina no mercado de trabalho vem apresentando contínuo crescimento, o que faz com que estudos sobre a equidade de gênero ganhem relevância. Este estudo objetivou discutir a equidade de gênero a partir da análise do perfil de inserção da mulher no mercado de trabalho do setor industrial do município de Montes Claros/MG. Para atingir os objetivos do estudo foi desenvolvido um estudo documental. Foi utilizada a base de dados RAIS/CAGED do Ministério do Trabalho e Emprego, disponibilizada na internet através do Programa de Disseminação e Estatísticas do Trabalho (PDET). Em síntese, os dados analisados revelam que, em comparação com os homens, as mulheres do setor industrial ocupam proporcionalmente menor número de vagas, são maioria nas faixas etárias mais altas, têm maior nível de escolaridade e possuem remunerações mais baixas. Conclui-se que, ainda que possa haver iniciativas das organizações e do governo na implantação de programas voltados à equidade de gênero, a questão ainda exige políticas e esforços visando seu enfrentamento. BRASIL. Presidência da República. Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Relatório Anual do Observatório Brasil da Igualdade do Gênero 2009/2010. 1ª impressão. Brasília: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, 2010. 80p. CERVO, Luiz Amado; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA; Roberto da. Metodologia Científica. 4ª ed. São Paulo: MAKRON Books, 1996. CRUZ, Carla; RIBEIRO, Uirá. Metodologia Científica: Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Axcel Books, 2004. Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Negociação coletiva e equidade de gênero no Brasil: cláusulas relativas aos trabalhos da mulher no Brasil – 1996-2000. São Paulo: DIEESE, ago. 2003. Disponível em: . Acesso em 29 de agosto de 2012. DINIZ, Clélio Campolina. A nova geografia econômica do Brasil. In: FÓRUM NACIONAL BRASIL 500 ANOS: FUTURO, PRESENTE, PASSADO, 2000, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: José Olympio, 2000. p. 303-351. GOMES, Fernanda Silva. Discursos contemporâneos sobre Montes Claros: (re) estruturação urbana e novas articulações urbano-regionais. Belo Horizonte, MG, 2007. 181f. Dissertação (mestrado em Arquitetura e Urbanismo), Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG. HIRATA, Helena Sumito. Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Revista Tecnologia e Sociedade – n. 11 – 2º semestre de 2010 – Semestral Curitiba: Editora UTFPR. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Disponível em:. Acesso em 09 de setembro de 2012. LAKATOS, Maria Eva, MARCONI, Marina de Andrade. Técnicas de pesquisa: Planejamento e execução de pesquisas, amostragem e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. 5ª ed - São Paulo: Atlas, 2012. Portal BRASIL. Desigualdade de Gênero. Disponível em:< http://www.brasil.gov.br/secoes/mulher/atuacao-feminina/mercado-de-trabalho>. Acesso em 18 de novembro de 2012. PERREAULT, Michel. A diferenciação sexual no trabalho: condições de trabalho diferentes ou uma questão de sexo?. In: O indivíduo na organização, v 2: dimensões esquecidas. Jean François Chanlat coordenador. 1 ed – São Paulo: Atlas, 2012. Prefeitura Municipal de Montes Claros. Coletânea de informações sobre o município de Montes Claros, Minas Gerais, 2011. Disponível em: < http://www.montesclaros.mg.gov.br/desenvolvimento%20economico/div_tur/downloads/diagnostico.pdf>. Acesso em 11 de novembro de 2012. Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), 2012. Disponível em:< http://www.rais.gov.br/> Acesso em 12 de outubro de 2012. Vasconcelos, F. C. de, Vasconcelos, I. F. G. de. (orgs.). Paradoxos organizacionais: uma visão transformacional. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2004. VELHO, Bernardo Teixeira Machado. Equidade de gênero no mundo do trabalho: a história de uma organização. VII Congresso Nacional de Excelência em Gestão. Rio de Janeiro, 2011.
2976 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Monitoramento microbiológico de áreas grau A e grau B de uma produção asséptica Revista Unimontes Científica;Meryele Patrícia Xavier;Hadison Santos Nogueira;Mauro Aparecido de Sousa Xavier;Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier; Controle microbiológico. Áreas limpas. Limites de alerta e ação Introdução: O monitoramento microbiológico representa uma importante ferramenta na avaliação da eficácia das medidas de controle de contaminação, identificando ameaças que comprometam a qualidade e a segurança dos produtos fabricados em produção asséptica (PA). Objetivo: Avaliar a prevalência dos micro-organismos isolados por amostragem ativa de ar e superfície em áreas grau A e grau B de uma produção asséptica. Metodologia: Foi realizado o monitoramento microbiológico em condições de repouso e em operação destas áreas durante seis meses. Os micro-organismos isolados foram submetidos a métodos de identificação fenotípica e genotípica. Resultados: Em áreas grau A e B os micro-organismos mais prevalentes foram bactérias. Além disso, os micro-organismos bacterianos estiveram mais prevalentes em amostragens ativa de ar. Os fungos foram mais prevalentes em amostragens de superfície. A população microbiana característica foi composta por bactérias dos gêneros Micrococcus sp, Staphylococcus sp, Staphylococcus haemolyticus, Staphylococcus hominis, Paenibacillus sp, Bacillus sp, Kocuria sp, Leifsonia sp e por fungos do gêneros Scopulariopsis sp, Chaetomium sp, Moniniella sp, Penicillium sp e Geomyces sp. A maior concentração de micro-organismos ocorreu entre os meses de novembro e dezembro. Os limites de alerta e ação para cada ponto de amostragem com maiores níveis de contaminação foram indicados. Conclusão: Em qualquer ambiente onde operações humanas estão presentes, contaminação microbiana em algum nível é inevitável. Os resultados do monitoramento ambiental devem ser revisados frequentemente para assegurar que a instalação opere em um estado validado, garantindo a qualidade e segurança do produto final. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº17 de 16 de abril de 2010 – Boas práticas de fabricação de medicamentos. Diário Oficial da União, 19 abr. 2010. Seção I, p. 94-110. EUROPEAN COMMISSION. The rules governing medicinal products in the European Union. Volume 4 – EU guidelines for good manufacturing practice for medicinal products for human and veterinary use. 2008. Disponível em: Acesso em 18 de jun. 2016. XAVIER, M. P. et al. Importância do monitoramento ambiental em áreas classificadas. Revista de Biologia e Farmácia. v. 9, n. 4, out-dez. 2013. NOOR, R.; ZERIN, N.; DAS, K. K. Microbiological quality of pharmaceutical products in Bangladesh: current research perspective. Asian Pacific Journal of Tropical Disease. v. 5, n. 4, p. 264-70, abr. 2015. 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2977 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Relação entre a síndrome de Burnout e a prática docente médica Arlindo Gonzaga Branco Junior;Cafiterine dos Santos Cavalcante;Claudino Sérgio de Alencar Ribeiro Filho;Camila Maciel de Sousa; síndrome de burnout; prática docente; ensino médico. O Burnout é uma reação à tensão emocional crônica por uma carga de trabalho excessiva, ou seja, é a resposta a um estado prolongado de estresse, provocado quando os métodos de enfrentamento falharam ou foram insuficientes tendo, portanto, o carácter sempre negativo. Sabendo disso, o objetivo desse estudo é avaliar a relação entre a síndrome de Burnout e a prática docente no ensino médico na instituição Faculdade São Lucas, Porto Velho – RO, Brasil, utilizando como método o questionário elaborado e adaptado por ChaficJbeili, inspirado no MaslachBurnoutInventory – MBI. Nos resultados obtidos observamos que 13 professores (52%) estão passiveis de desenvolver a síndrome, 11 (44%) se encontram na fase inicial da síndrome e 1 (4%) já esta na fase considerável da burnout. Em concordância a isso, o diagnóstico precoce é fundamental para medida terapêutica, bem como medidas preventivas. ARALDI-FAVASSA, C.T.; ARMILIATO, N.; KALININE, I. Aspectos Fisiológicos e Psicológicos do Estresse. Revista de Psicologia da UnC, v. 2, n. 2, p. 84-92, 2005. VILLALOBOS, J.O. Estrés y trabajo. Instituto Mexicano del Seguro Social. México, 1999. CABRAL, A. P. T.; LUNA, J. F.; SOUZA, L. M. M.; MENDES, M. G. A.; MEDEIROS, P. A. S.; GOMES, R. M. (Orientador: Fernando Pimentel Souza). Estresse e doenças psicossomáticas. Laboratório de Psicofisiologia, Departamento de Fisiologia e Biofísica, Instituto de Ciências Biológicas da UFMG. Revista de Psicofisiologia, v.1, n.1, 1997. CARLOTTO, M. S.; CÂMARA, S.G. 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2978 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Tendência das internações hospitalares por diabetes mellitus sensíveis à atenção primária Larissa Maria Oliveira Gonzaga;Michelle Aparecida Ribeiro Borges;Víctor Mendes Ferreira; Diabetes Mellitus. Indicadores Básicos de Saúde. Sistemas de Informação em Saúde. Resumo: Objetivo: avaliar a tendência das internações por diabetes mellitus sensíveis à atenção primária em Minas Gerais, de acordo com sexo e faixa etária. Metodologia: estudo ecológico, de análise observacional retrospectiva da série histórica das internações hospitalares por diabetes mellitus sensíveis à atenção primária em Minas Gerais entre 2008 e 2012. Os dados foram obtidos através do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde, disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. As taxas de internação foram calculadas pela razão entre o total de internações por diabetes mellitus – discriminadas por sexo e faixa etária – e população por 10.000 habitantes de mesmo sexo e faixa etária. Resultados: a taxa média de internação por diabetes mellitus para o sexo masculino se manteve inferior (média = 6,71) em relação ao sexo feminino, porém com tendência crescente de internação, com coeficiente de determinação altamente significativo (r² = 0,84). Houve tendência crescente de internação na faixa etária de 60 a 79 anos (r² = 0,47; média = 31,68) e naqueles com 80 anos ou mais (r² = 0,57; média = 42,45), sendo essas as faixas etárias com maiores médias de internações por diabetes mellitus. Conclusão: houve predominância de comportamento crescente ou estável das internações por diabetes mellitus sensíveis à atenção primária. A tendência das hospitalizações foi crescente para o sexo masculino e para os indivíduos com idade superior a 60 anos, ao passo que as taxas médias de internações se mantiveram maiores no sexo feminino e nos maiores de 60 anos. STARFIELD, B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidade de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: Unesco / Ministério Da Saúde, 2004. 726 p. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/registro/Atencao_primaria__equilibrio_entre_necessidade_de_saude__servicos_e_tecnologia/291. Acesso em: 05 Jan. 2017. ROSA, W. A. G.; LABATE, R. C. Programa saúde da família: a construção de um novo modelo de assistência. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 13, n. 6, 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692005000600016. Acesso em: 05 Jan. 2017. MACIEL, A. G.; CALDEIRA, A. P.; DINIZ, F. J. L. S. Impacto da Estratégia Saúde da Família sobre o perfil de morbidade hospitalar em Minas Gerais. 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2979 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Aleitamento materno: causas e consequências do desmame precoce Dayane Pereira da Silva;Pablo Soares;Marcos Vinicius Macedo; Aleitamento Materno; Desmame Precoce; Nutrição do Lactente A Organização Mundial da Saúde recomenda amamentação exclusiva por aproximadamente 6 meses uma vez que o leite materno promove benefícios nutricionais, imunológicos e emocionais tanto para a mãe quanto para o bebê. Porém, mesmo diante de tantos benefícios é cada vez mais comum o desmame precoce. O objetivo do presente trabalho foi destacar, através de uma revisão bibliográfica, a importância da prática do aleitamento materno adequado e as causas e consequências do desmame precoce. Para tal foi realizada entre os meses de agosto de 2015 e abril de 2016 uma busca detalhada de artigos nas bases de dados BIREME, LILACS, SciELO e BVS utilizando-se como principais descritores: Aleitamento Materno, Lactação Humana, Imunidade Materna, Desmame Precoce e Nutrição Infantil. Buscou-se apresentar no presente trabalho os aspectos fisiológicos, imunológicos e patológicos conseqüentes do aleitamento materno bem como aspectos psicossociais mais comuns que levam ao desmame precoce. Como resultado do estudo observou-se que um dos principais fatores que levam a mãe abandonar precocemente o aleitamento origina-se da pouca informação que possui sobre a amamentação e as consequências refletidas na vida adulta de seu filho. Conclui-se assim a necessidade de um trabalho mais específico de conscientização por parte dos profissionais da saúde, em especial para as prímiparas. MARINHO, M. S. et al. A atuação do(a) enfermeiro(a) na promoção, incentivo e apoio ao aleitamento materno. Revista Enfermagem Contemporânea, v.4, n. 2, p. 189-198, 2015. Disponível em: < https://www5.bahiana.edu.br/index.php/enfermagem/article/view/598>. Acesso em: 05 Fev. 2016. SILVA, R. A. et al. Aleitamento materno: fatores que influenciam o desmame precoce. 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2980 unicientifica v. 19 n. 2 (2017) Suporte básico de vida para leigos: uma revisão integrativa Rafael Rodrigues Cardoso;Luís Gustavo Biondi Soares;Fernando Renato Praes Calixto;Luiz Felipe Sales Carvalho;Renata Veloso Durante;Renan Cardoso Veloso; Suporte Básico de Vida; Emergência; Primeiros Socorros; Treinamento Em situações de emergência, a avaliação da vítima e seu atendimento devem ser realizados de forma rápida e eficaz, proporcionando aumento da sobrevida e a redução de sequelas. A American Heart Association (AHA) recomendou que as escolas americanas estabelecessem uma meta para treinar todos os professores e estudantes em Ressuscitação Cardiopulmonar considerando enfaticamente a inclusão do Suporte Básico de Vida no currículo escolar. O objetivo desse trabalho foi identificar as estratégias relacionadas ao Treinamento de Emergência e Suporte Básico de Vida para Leigos nas principais bases de dados. Realizou-se uma Revisão Integrativa de estudos e pesquisas sobre o Treinamento de Emergência, Suporte Básico de Vida e de Primeiros Socorros. As principais estratégias de ensino utilizadas foram: Aprendizagem Baseada em Problemas, Atividades Educativas, Treinamento Teórico-prático, Ensino à Distância e Educação em Saúde. Comprovou-se então a existência, dinamismo e pluralidade do Treinamento de Emergência e do Suporte Básico de Vida para Leigos, servindo como estratégia de Educação em Saúde a ser adotada. Romani Humberto Menon, Sperandio João Aguiar, Sperandio Jorge Luiz, Diniz Marcelo Nardelli, Inácio Márcio Augusto M. Uma visão assistencial da urgência e emergência no sistema de saúde. Revista Bioética. 2009; 17(1). Morishita Alessandra, Silva Eunice Alves, Souza Michelle Aparecida Moraes. Concepção de triagem x demanda crescente do atendimento em unidades de urgência e emergência. Revista Ponto de Encontro. 2009; 1(2): 196-209. 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Buscando evidências para a capacitação em suporte básico de vida: uma revisão sistemática de literatura. Online Brazilian Journal of Nursing. 2006; 5(2). Pazin Filho Antonio, Schmidt André, Filipini Cleide, Castro Renato Barroso Pereira de, Rosa Rita Márcia, Rosa Maria Alice Oliveira Ferreira da, Bueno Cláudia Dizioli Franco, Maciel Benedito Carlos. Simulação de pacientes–cursos de suporte de vida ACLS, BLS e PALS na FMRP-USP. Medicina Ribeirão Preto. 2007; 40(2), 204-212. Miotto Heberth César, Camargos Felipe Ribeiro da Silva, Ribeiro Cristiano Valério, Goulart Eugenio MA, Moreira Maria da Consolação Vieira. Efeito na Ressuscitação Cardiopulmonar utilizando treinamento teórico versus treinamento teórico-prático. Arq. Bras. Cardiol. 2010; 95(3): 328-331. Silva Hávila Thaysa Ferreira da, Marques Ione Alves Campos, Barros Leandra Cristhyne Souza. A Importância da Aplicação do Treinamento e Desenvolvimento nas Organizações. Revista Científica do ITPAC. 2013; 3(6). 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2981 unicientifica v. 19 n. 1 (2017): Unimontes Científica IMPLEMENTAÇÃO DAS DATAS DE SUBMISSÃO, ACEITAÇÃO E PUBLICAÇÃO/ VISIBILIDADE EM REDE SOCIAL: DIFERENCIAIS PARA A REVISTA UNIMONTES CIENTÍFICA QUE QUEREMOS EM ALINHAMENTO COM OS PADRÕES INTERNACIONAIS PARA PUBLICAÇÕES Cristina Andrade Sampaio; Em alinhamento aos padrões internacionais, a partir deste volume, estarão disponíveis as datas de submissão, aceite e publicação na primeira página de todos os artigos. Esforços estão sendo realizados no sentido de diminuir o prazo entre submissão e aceitação dos manuscritos. Ainda sobre melhoria contínua, o sítio da revista, hoje é responsivo, permitindo ser acessado por várias modalidades de equipamentos eletrônicos. Além disso, contamos com uma página na rede social Facebook, a saber: https://www.facebook.com/unimontescientifica/, veículo de divulgação, além do sítio principal http:// www.ruc.unimontes.br/index.php/unicientifica. Assim, após árduo trabalho do corpo editorial, revisores e diagramador da RUC, segue o primeiro 1° volume de 2017 com um número superior aqueles publicados em edições anteriores. Um total de 20 (vinte) artigos e 1(um) editorial compõem o volume, dentre os quais: o Sistema Único de Saúde que nos traz um chamado à reflexão e à análise nos trabalhos, inspiradores e potentes, como os artigos: “Adesão das adolescentes à campanha de vacinação contra o papiloma vírus humano: no Brasil, Minas Gerais e microrregião da Serra Geral”, “Cumprimento do calendário vacinal de crianças cadastradas na Estratégia de Saúde da Família: avaliação pelo cartão espelho” e “Notícias veiculadas na mídia a respeito de adolescentes com reação após a vacina contra o HPV”. Na área das Ciências da Saúde, divulgamos os artigos: “Análise da propensão à úlcera de pressão em indivíduos hospitalizados”, “Effectiveness of physiotherapy in reversal of complications on myocardial revascularization”, “Hepatites virais: epidemiologia dos casos notificados no estado de Minas Gerais entre 2005 e 2014”, “Identidade étnica: percepção de adolescentes quilombolas”, “Indicadores da capacidade funcional em idosos de um centro de convivência”, “Rastreamento do câncer do colo do útero em Montes Claros, Minas Gerais: análise de dados do Siscolo do período de 2004 a 2013”, “Significado das sequelas faciais estéticas para indivíduos submetidos à cirurgia para tratamento de câncer de cabeça e pescoço”, “Síndrome de burnout em acadêmicos do último ano do curso de graduação em medicina” e “Leishmaniose visceral no Brasil: artigo de revisão”. Ainda na área de Ciências da Saúde, subárea Odontologia, apresentamos os artigos: “Autopercepção de acadêmicos de odontologia sobre o desenvolvimento de competências para atuar no Sistema Único de Saúde”, “Avaliação e comparação da resistência à tração diametral e à compressão de cimentos odontológicos”, “Clareamento dental e seus efeitos na morfológia do esmalte dental: uma revisão da literatura”, “Epidemiologia das lesões na mucosa oral encontradas em clínica escola de odontologia” e “Níveis urinários de catecolaminas e cortisol em crianças bruxômanas e não bruxômanas”. Por fim, nas áreas de “Ciências Biológicas e Ciências Agrárias” divulgamos os artigos: “Irrigação de pastagens tropicais: desafios e perspectivas”, “Análise comparativa entre os métodos microbiológicos membrana filtrante e espalhamento na recuperação de Escherichia coli K12 em solução salina propositalmente contaminada” e “Produção de biomassa de cultivares do capim buffel submetidos à adubação nitrogenada”. O que reflete a tendência da Revista Unimontes Científica em publicar uma maior demanda de artigos nas áreas de Ciências Biológicas e da Saúde e Ciências Agrárias. Este número se encerra com após a posse de 501 professores de diversas áreas do conhecimento, nesta instituição, que aloca esta revista, dando um novo frescor aos ânimos e às nossas promessas de um futuro melhor para a educação. Continuemos com as metas que levem ao aumento do fator de impacto e internacionalização da Revista Unimontes Científica. Desejamos a todos uma boa leitura!
2982 unicientifica v. 19 n. 1 (2017): Unimontes Científica ADESÃO DAS ADOLESCENTES À CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA O PAPILOMA VÍRUS HUMANO: Silvana Borges de França;Roberto Allan Ribeiro Silva;Jaqueline Soares Cardoso;Ana Carolina Jesus Soares;Anne Karoene Silva Faria; Papiloma Vírus Humano; Prevenção; Vacina. Adolescentes Objetivo: descrever a adesão das adolescentes à campanha de vacinação contra o Papiloma Vírus Humano em âmbito nacional, estadual e da microrregião da Serra Geral, no ano de 2014. Metodologia: trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, cujos dados foram obtidos por meio de consulta à base de dados, disponibilizada pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, acessado em novembro de 2015. Resultados: a imunização no Brasil, no ano de 2014, foi de 99.49% na primeira dose, 58.35% na segunda dose, no entanto, na terceira dose, houve uma queda de 0.47% do público alvo. A região Sul apresentou o maior percentual de vacinação, com 68% de cobertura. A região Sudeste aparece na segunda posição com 67% da cobertura estimada. Minas Gerais apresentou o menor número de vacinados na região, 52% de seu público. Na Serra Geral, alguns municípios não alimentaram o sistema. A maior cobertura foi na cidade de Pai Pedro e a menor em Serranópolis de Minas. Conclusão: de acordo com os estudos, a baixa adesão à vacina é um fator de extrema importância, sendo necessário uma atenção maior em relação à essa adesão. Partindo desse pressuposto, busca-se estratégias que favoreçam uma melhor cobertura vacinal, sendo uma delas a informação e divulgação a respeito da vacina, conscientizando, assim, as famílias da importância da prevenção como forma de evitar um problema de saúde pública, que vem afetando, principalmente, o sexo feminino. CAVALCANTI, S. M. B; CARESTIATO F. N. Infecções Causadas Pelos Papiloma vírus Humanos: atualização sobre aspectos virológicos, epidemiológicos e diagnósticos. Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Adesão das adolescentes à campanha de vacinação contra o papiloma vírus humano: no Brasil, Minas Gerais e microregião da Serra Geral. FRANÇA, S. B.; SILVA, R. A. R.; CARDOSO, J. S.; SOARES, A. C. J.; FARIA, A. K.S. 11 ISSN 2236-5257 REVISTA UNIMONTES CIENTÍFICA 30 set. 2015. 8. BRASIL, M.S. Guia prático sobre o HPV perguntas e respostas. Brasília, 2013b. Disponível em: . Acesso em: 30 set. 2015. 9. CONITEC, M.S. Vacina contra HPV na prevenção de câncer de colo do útero. Relatório de recomendação. Brasília, 2013. Disponível em: . Acesso em: 30 set. 2015. 10. BRASIL, M.S. Guia prático sobre o HPV: perguntas e respostas para profissionais de saúde. Cartilha profissionais de saúde. Brasília, 2014. Disponível em: . Acesso em: 30 set. 2015. 11. SANTA CATARINA. 2014. Vacinação contra o HPV está abaixo do esperado em Santa Catarina. Disponível em: . Acesso em: 20 nov.2015. 12. GUITIERREZ, J. Notícias: Segunda Dose da vacina contra HPV começa nesta semana. Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais. 2015. Disponível em: http://www. saude.mg.gov.br/sus/story/7435-segundadose-da-vacina-contra-o-hpv-comecou-nestasemana. Acesso em: 20 nov. 2015. 13. DATASUS, MS. Departamento de Informática do SUS DATASUS. Disponível em: Acesso em: 20 nov. 2015. 14. NOVAES, H. M. D. Avaliação tecnológica de vacinas para a prevenção de infecção por papilomavírus humano (HPV): estudo de custoefetividade da incorporação de vacina contra HPV no Programa Nacional de Imunizações/ Transmissível, v. 18, n.1, p.73-79, 2006. Disponível em:< http://www.dst.uff.br // revista18-1-2006/14.pdf>. Acesso em:27 jul. 2015. 2. INCA. Perguntas e respostas mais frequentes. 2009. Disponível em: . Acesso em: 27 Jul. 2015. 3. DIOGENES, M. A. R; VARELA, Z. M. V; BARROSO, G. T. Papilomavirus humano: repercussão na saúde da mulher no contexto familiar. Revista Gaúcha Enfermagem, Porto Alegre. v.27, n. 2, p. 266- 73, 2006.Disponível em: . Acesso em: 26 nov. 2015. 4. BROOMALL, E. M.; REYNOLDS, S. M.; JACOBSON, R. M. Epidemiology, clinical manifestations, and recent advances in vaccination against human papillomavirus. Post grad Med. 2010. Disponível em: Acesso em: 20 nov 2015. 5. HARPER, D. M.; VIERTHALER, S. L. Next Generation Cancer Protection: The Bivalent HPV Vaccine for Females. ISRN obstetrics and gynecology 2011(2011):1-20. Disponível em: Acesso em: 20 nov. 2015. 6. SILVA, I. G. B. Adesão/Grau de cumprimento das jovens â vacinação contra o vírus do papiloma humano no Centro de Saúde da Covilhã. 2013.79 f. Dissertação (Mestrado) – Curso de Medicina. Universidade da Beira Interior, 2013. Disponível em: https://ubithesis. ubi.pt/handle/10400.6/1460. Acesso em: 20 de nov. 2015. 7. BRASIL, M.S. Controle dos cânceres do colo do útero e de mama. Caderno de atenção básica. nº 13,Brasília, 2006. Disponível em: . Acesso em: REVISTA UNIMONTES CIENTÍFICA Montes Claros, v. 19, n.1 - jan./jun. 2017. (ISSN 2236-5257) 12 PNI do Brasil.2012. Disponível em:. Acesso em:02 nov.2015. 15. VIDALE, G. Adesão à vacina contra o HPV é baixa. Entenda o porquê. Veja Saúde: Veja. São Paulo, p. 1-4. abr. 2015. Disponível em: . Acesso em: 25 nov. 2015. 16. MACÁRIO, D. Campanha do HPV registra baixa adesão. Diário do Grande ABC. Santo André. Disponível em: http://www.dgabc. com.br/Noticia/1316574/ campanha-do-hpvregistra-baixaadesao. Acesso em: 25 nov. 2015. 17. QUEVEDO, J.; WIECZORKIEVICZ, A. M.; INÁCIO; M.; INVERNIZZI, N. Implementação da vacina HPV no Brasil: Diferenciações entre a comunicação pública oficial e a imprensa midiática e sua relação com as coberturas vacinais. In: VI Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade- ESOCITE. BR/ TECSOC. Rio de Janeiro. 2015. 18. OLIVEIRA, F. B; GELATTI, L. C. Adesão das adolescentes frente à vacinação contra o HPV, no município de Uruaçu, Goiás. 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3292 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Análise comparativa entre os métodos microbiológicos membrana filtrante e espalhamento na recuperação de escherichia coli K12 em solução salina propositalmente contaminada Janine Aparecida Correia Durães Gandra;Wesley Cézar Silva Machado;Alexandre Moisés Ericsson de Oliveira;Hadison Santos Nogueira;Shirley da Silva Gomes Magalhães;Glauco Sanches;Mauro Aparecido de Sousa Xavier;Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier; Escherichia coli, OGM, Detecção, Espalhamento, Membrana filtrante, Recuperação, Humanos Objetivo: testar e comparar o desempenho dos métodos membrana filtrante e espalhamento na recuperação de culturas puras de E.coli K12 em solução salina propositalmente contaminada. Metodologia: foram realizadas diluições seriadas a partir de uma ampola, contendo uma concentração conhecida de E. coli K12, para obtenção de 3 concentrações diferentes em solução salina, as quais foram analisadas simultaneamente pelos dois métodos. Resultados: a taxa de recuperação do método membrana filtrante (98,0 ± 1,5%) foi superior ao do método de espalhamento (24,0 ± 47,6%), apresentando diferença estatística significativa (p=0,0002) e linearidade (R2= 0,9805). A robustez do tempo de incubação, também foi, aqui, analisada, não havendo diferença significativa nas contagens dos tempos 18, 21 e 24 horas para ambos os métodos. Conclusão: os resultados encontrados servirão de linha de base para validação de um método microbiológico capaz de detectar baixas concentrações de E.coli em amostras, oriundas de um processo produtivo de uma indústria biotecnológica. Outros parâmetros, como sensibilidade, especificidade, serão avaliados, e, para tal, o meio de cultivo, será substituído por um meio cromogênico, seletivo e diferencial para E. coli. 01. SZERMER-OLEARNIK, B. et al. Comparison of microbiological and physicochemical methods for enumeration of microorganisms. Postepy Hig Med Dosw. v. 68, p. 1392-6, jan. 2014. Disponível em: < https://www.ncbi.nlm. nih.gov/labs/articles/25531702/>. Acesso em: 08 Fev. 2017. 02. DAVIS, C. Enumeration of probiotic strains: Review of culture-dependent and alternative techniques to quantify viable bacteria. Journal of Microbiological Methods. v. 103, p. 9-17, ago. 2014. 03. BEN-DAVID, A.; DAVIDSON, C. E. Estimation method for serial dilutions experiments. Journal of Microbiological Methods. v. 107, p. 214-21, dez. 2014. 04. GOLDMAN, E.; GREEN, L. H. (Org.). Practical Handbook of Microbiology. 3. ed. Florida: CRC Press, 2015. 05. WU, V. C. H. A review of microbial injury and recovery methods in food. Food Microbiology. v. 25, n. 8, p. 735-44, set. 2008. 06. HEREDIA, N. et al. Validation of a novel rinse and filtration method for efficient processing of fresh produce samples for microbiological indicator enumeration. Journal of Food Protection. v. 78, n. 3, p. 525-30, mar. 2015 07. ICH Harmonised Tripartite Guideline. International Conference on Harmonisation of Technical Requirements for Registration of Pharmaceuticals for Human Use. Validation of analytical procedures: text and methodology Q2 (R1). Chicago, USA, 2005. Disponível em: . Acesso em 20 Mar. 2016. 08. USP. Microbiologi <61>. Disponível em: . Acesso em: 15 Mar. 2 cal Examination of Nonsterile Products: Microbial Enumeration Tests 016. 09. GANDRA, J. A. C. D. et al. Molecular and microbiological methods for Escherichia coli K12 traceability in the fermentation process. Journal of Biotechnology and Biomaterials. v. 5, n. 6, out. 2015. 10. BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. Resolução Normativa Nº 2, de 27 de novembro de 2006. Diário Oficial da União. 27 Nov. 2006. Disponível em: . Acesso em: 08 fev. 2017. 11. SIMÕES, G. A. R. et al. 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WOHLSEN, T. et al. Evaluation of the methods for enumerating coliform bacteria from water samples using precise reference standards. Letters in Applied Microbiology. v. 42, n. 4, p.350-6, abr. 2006. 17. HERIGSTAD, B.; HAMILTON, M.; HEERSINK, J. How to optimize the drop plate method for enumerating bacteria. Journal of Microbiological Methods. v. 44, n. 2, p. 121-9, mar. 2001. 18. BOGOSIAN, G. et al. Death of Escherichia coli K-12 strains W3110 in soil and water. Applied and Environmental Microbiology. v. 62, n. 11, p. 4114-20, nov. 1996. 19. DAFALE, N. A. et al. Quantification of ceftriaxone sodium in pharmaceutical preparations by a new validated microbiological bioassay. Analytical Methods. v. 4, n. 8, p. 2490- 8, jul. 2012.
3295 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Avaliação e comparação da resistência à compressão e à traçã diametral de cimentos odontológicos Lisiane Martins Fracasso;Renata Ragagnin Zago;Lígia Maria Nogarett;Grace Lehuger;Eduardo Gonçalves Mota; Cimentos Dentários, Resistência à Tração, Resistência à Compressão Objetivo: o objetivo deste estudo foi avaliar e comparar a resistência à compressão e à tração diametral de oito cimentos utilizados em prótese fixa: fosfato de zinco (Cimento de Zinco – SS White e Poscal – Voco), ionômero de vidro convencional (Meron – Voco e Ketac Cem – ESPE), ionômero de vidro modificado por resina (Meron Plus – Voco) e cimentos resinosos (Rely-X – ESPE, Enforce – Dentsply e Bifix – Voco). Materiais e métodos: para avaliação da resistência à compressão e à tração diametral foram confeccionados dez corpos de prova para cada teste. As amostras foram carregadas com força de compressão com uma velocidade de carregamento de 0,5mm/min em uma máquina de ensaio universal (EMIC DL 2000) para ambos os testes. Os dados foram submetidos aos testes de ANOVA e Tukey (α=0,05). Resultados: avaliando-se a resistência à compressão, os valores mais baixos foram obtidos pelos cimentos Poscal e SS White que foram similares, estatisticamente, aos do Ketac Cem. Referente à tração diametral, os menores valores, estatisticamente similares, foram obtidos pelos SS White, Poscal, Meron e Ketac Cem. Os melhores resultados em relação à resistência à tração diametral e à compressão foram obtidos pelos cimentos resisnosos. Conclusão: verificou-se que os cimentos resinosos apresentaram melhor resistência à compressão e à tração diamentral com diferença, estatisticamente, significativa dos demais. Além disso, os cimentos de fosfato de zinco e ionômero de vidro convencional apresentaram os menores valores de resistência para ambos os testes. 1. ATTAR, N.; TAM, L.E.; McComb, D. Mechanical and physical properties of contemporary dental luting agents. The Journal of Prosthetic Dentistry. Amsterdam, v. 89, n. 2, p. 127-134, 2003. 2. SIVAKUMAR, J. S.; SURESH KUMAR, B. N.; SHYMALA P. V. Role of provisional restorations in endodontic therapy. Journal of pharmacy & bioallied sciences. Mumbai, v. 5, suppl S1, p. 120-4, 2013. 3. DONOVAN, T. E.; CHO, G. C. Contemporary evaluation of dental cements. Compendium of continuing education in dentistry. Jamessburg, v. 20, n. 3, p. 197-219, 1999. 4. PEGORARO, T. A.; DA SILVA, N. R. F. A.; CARVALHO, R. M. Cements for Use in Esthetic Dentistry. Dental clinics of North America. Philadelphia, v. 51, n.2, p. 453-71, 2007. 5. KLEVERLAND, C.J.; VAN DUINEN, R. N. B.; FEILZER, A.J. Mechanical properties of glass ionomer cements affected by curing methods. Dental Materials. Oxford, v. 20, n. 1, p. 45-50, 2004. 6. HOLDEREGGER, C. et al. Shear bond strength of resin cements to human dentin. Dental Materials. Oxford, v. 24, n. 7, p. 944-50, 2008. 7. LAD, P. P. et al. Practical clinical considerations of luting cement: a review. Journal of International Oral Health. Ahmedabad, v.6, n.1, p.116-120. 2014. 8. ORSI, I. A. et al. In vitro tensile strength of luting cements on metallic substrate. Brazilian Dental Journal. Ribeirão Preto, v. 25, n. 2, p. 136-40, 2014. 9. PATIL SG, SURESH SAJJAN MC, PATIL R. The effect of temperature on compressive and tensile strengths of commonly used luting cements: an in vitro study. Journal of International Oral Health. Ahmedabad, v. 7, n. 2, p. 13-19, 2015. 10. TANOMARU-FILHO, M. et al. Compressive Strength and Setting Time of MTA and Portland Cement Associated with Different Radiopacifying Agents. International scholarly research notices. Cairo, v. 2012. 2012. 11. LI, Z. C.; WHITE, S. N. Mechanical proprieties of dental luting cements. Journal of Prosthetic Dentistry. Amsterdam, v. 81, n. 5, p. 597-609, 1999. 12. WHITE, S. N.; Yu Z. Physical properties of fixed prosthodontic, resin composite luting agents. International Journal of Prosthodontic, v. 69, n. 6, p. 384-9, 1993. 13. PIWOWARCZYK A. et al Laboratory strength of glass ionomer cement, cement, compomers and resin composites. Journal of Prosthodontic. Philadelphia, v. 11, n. 2, p.86-91, 2002. 14. GOÉS MF. Cimentos resinosos. São Paulo: Artes Médicas; 1998. 15. ANUSAVICE KJ. Phillips materiais dentários. 11ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2003. 16. PARAMESWARIL B. D. et al. Comparative study on the tensile bond strength and marginal fit of complete veneer cast metal crowns using various luting agents: An in vitro study. Journal of pharmacy and bioallied Science. Mumbai, v. 8, n.5, p. 138-42, 2016. 17. XIE, D. et al. Mechanical properties and microstructures of glass-ionomer cement. Dental Materials. Oxford, v. 16, n. 2, p. 129- 38, 2000.
3293 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Análise da propensão a úlcera de pressão em indivíduos hospitalizados Thiago Allen da Silva Morais;Karine Pereira Tolentino; Úlceras de pressão;, Fatores de risco, Internação hospitalar Objetivos: verificar a propensão à úlcera por pressão em indivíduos hospitalizados e verificar se existe correlação entre o tempo de internação hospitalar com o desenvolvimento de úlceras de pressão. Metodologia: trata-se de um estudo observacional analítico transversal. Vinte e três indivíduos, maiores de dezoito de anos, foram submetidos a duas avaliações, no primeiro e no quarto dia de permanência hospitalar. Foi utilizada a Escala de Coma de Glasgow e as escalas preditivas de risco de Waterlow e Braden. Procedeu-se a análise estatística através da Média Aritmética e Desvio Padrão. Resultados: a idade média dos participantes foi 56,5 anos (+/- 20,9). Dos indivíduos que completaram a pesquisa 54,54% desenvolveram ou já estavam em risco para o aparecimento de úlceras de pressão. Os demais participantes (45,45%) permaneceram fora de risco. Conclusão: conclui-se que a idade elevada é fator secundário de risco, independente do período de internação, sendo que em indivíduos, com curto período de permanência, já havia a predisposição a desenvolverem úlceras de pressão em ambiente hospitalar. 1. LUZ, S. R. et al. Úlceras de pressão. Geriatra & Gerontologia, Fortaleza, v.4, n. 1, p. 36-43, 2010. 2. DICCINI, S; CAMADURO, C; LIDA, L. I. S. Incidência de úlcera por pressão em pacientes neurocirúrgicos de hospital universitário. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 22, n. 2, p. 205-209, 2009. 3. FERNANDES, M. G. M. et al. Risco para úlcera por pressão em idosos hospitalizados: aplicação da escala de waterlow. Revista Enfermagem UERJ, Rio de Janeiro, v. 20, n. 1, p. 56-60, 2012. 4. CAMPOS, S. F. Fatores associados ao desenvolvimento de úlceras de pressão: o impacto da nutrição. Revista de Nutrição, Campinas, v. 23, n. 7, p. 703-714, 2010. 5. LIMA, A. C. B; GUERRA, D. M. Avaliação do tratamento de úlceras por pressão em pacientes hospitalizados usando curativos industrializados. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 16 n. 1, p. 267-277, 2011. 6. MATHEUS, J. P. C. Avaliação da propensão à úlcera por pressão de pacientes em internação hospitalar por curto período. Terapia Manual, São Paulo, v. 10, n. 49, p. 253-257, 2012. 7. FERNANDES, L. M; CALIRI, M. H. L. Using the braden and Glasgow scales to predict pressure ulcer risk in patients hospitalized at intensive care units. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 16, n. 6, p. 973-978, 2008. 8. MATOS, L. S; DUARTELL, N. L. V; MINETTOLL, R. C. Incidência e prevalência de úlcera por pressão no cti de um hospital público do DF. Revista Eletrônica de Enfermagem, Goiânia, v. 12, n. 4, p. 719-726, 2010. 9. ARAÚJO, T. M; ARAÚJO, M. F. M; CAETANO, J. Á. Comparação de escalas de avaliação de risco para úlcera por pressão em pacientes em estado crítico. Acta. Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 24, n. 5, p. 695-700, 2011.
3294 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Autopercepção de acadêmicos de odontologia sobre o desenvolvimento de competências para atuar no Sistema Único de Saúde Luciane Campos;Suelen Janete Mianes;Elisabete Rabaldo Bottan; Odontologia, Sistema Único de Saúde, Educação em Odontologia Objetivo: conhecer a autopercepção de acadêmicos de odontologia sobre o desenvolvimento de competências para atuar no Sistema Único de Saúde. Metodologia: estudo descritivo, transversal, mediante levantamento de dados primários. A população alvo foi composta pelos 325 acadêmicos de Odontologia de uma universidade comunitária. A amostra foi não probabilística por conveniência (n=214 acadêmicos). O instrumento de coleta de dados foi um questionário com duas questões dicotômicas (sim /não) e treze sob a forma de escala de Likert, sendo valor 1 para a condição inapto e 5 para plenamente apto. A análise dos dados foi feita pela observação da distribuição de frequências relativas das respostas. Como medida de tendência central, foi utilizada a moda. As respostas foram analisadas, segundo técnicas estatísticas de variância. Resultados: dentre os participantes, 79,4% eram do gênero feminino e 20,6 % do masculino, a idade variou de 17 a 37 anos. A vivência de ações práticas no Sistema Único de Saúde foi relatada por 68,8%, dos quais 26% qualificaram esta experiência como ótima e 57,8% como boa. A maioria (84,9%) posicionou-se favoravelmente às atividades de ensino no SUS. A autoavaliação indicou que os acadêmicos de períodos iniciais atribuíram valores mais baixos em comparação aos de final de curso para a maioria das habilidades. Conclusão: verificou-se que os sujeitos percebem, ao longo de sua formação, que estão desenvolvendo competências essenciais ao desempenho profissional e que o Curso de Odontologia tem proporcionado aos seus acadêmicos a vivência de experiências no Sistema Único de Saúde. 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Ministério da Educação. Programa Nacional de Reorientação da Formaçã Profissional em Saúde-Pró-Saúde:objetivos, implementação e desenvolvimento potencial. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 2. SANZ ALONSO, M.; ANTONIAZZI, J. H. Livro do projeto latino-americano de convergência em educação odontológica (PLACEO). São Paulo: Artes Médicas, 2010. p. 59-87. 3. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CES nº3, de 19 de fevereiro de 2002. Diário Oficial da União, Brasília, 4 de março de 2002. Seção 1, p. 10. Disponível em: . Acesso em: 03 junho 2014. 4. ARANTES, A.C.C. et al. Estágio supervisionado: qual a sua contribuição para a formação do cirurgião-dentista de acordo com as diretrizes curriculares nacionais? Rev. APS, Juiz de Fora, v. 12, n. 2, p.150-160, 2009. 5. CAVALCANTI, Y.W.; CARTAXO, R.O.; PADILHA, W.W.N. Educação odontológica e Sistema de Saúde brasileiro: práticas e percepções de estudantes de graduação. Arq. Odontol., Belo Horizonte, v.46, n.4, p.224-231, 2010. 6. FONSECA, E.P. As Diretrizes Curriculares Nacionais e a formação do cirurgião-dentista brasileiro. JMPHC, Olinda, v.3, n.2, p.158-178, 2012. 7. TOASSI, R.F.C.; DAVOGLIO, R.S.; LEMOS, V.M. Integração ensino-serviço-comunidade: o estágio na atenção básica da graduação em odontologia. Educ. rev., Belo Horizonte, v. 28, n. 4, p. 223-242, 2012. 8. CANALLI, C.S.E. et al. A humanização na Odontologia: uma reflexão sobre a prática educativa. Rev. bras. odontol., Rio de Janeiro, v.68, n.1, p.44-48, 2011. 9. NORO, L.R.A.; TORQUATO, S.M. Percepção sobre o aprendizado de saúde coletiva e o SUS entre alunos concludentes de curso de odontologia. Trab. educ. saúde, Rio de Janeiro, v.8, n.3, p.439-447, 2011. 10. LAZZARIN, H.C.; NAKAMA, L.; CORDONI JÚNIOR, L. O papel do professor na percepção dos alunos de Odontologia. Saúde Soc., São Paulo, v.16, n.1, 99-101, 2007. 11. MELO, S.C. Representações sociais dos acadêmicos quanto ao curso de Odontologia, o Sistema Único de Saúde e o mercado de trabalho. 2008. Dissertação (Mestrado)- Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Universidade do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2008. 12. GARBIN, C.A.S. et al.O papel das universidades na formação de profissionais na área de saúde. Rev. ABENO, Brasília, v. 6, n.1, p.6-10, 2006. 13. ALMEIDA, A.B.; ALVES, M.S.; LEITE, I.C.G. Reflexões sobre os desafios da Odontologia no Sistema Único de Saúde. Rev. APS, Juiz de Fora, v.13, n.1, p. 126-132, 2010. 14. OLIVEIRA, I.C.; BALARD, C.R. Formação profissional em saúde: integralidade em perspectiva. Saúde transform. soc., Florianópolis, v.4, n.1, p. 69-72, 2013. 15. AERTS, D.; ABEGG, C.; CESA, K. O papel do cirurgião-dentista no Sistema Único de Saúde. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v.9, n.1, p.131-138, 2004. 16. SANCHEZ, H.F.; DRUMOND, M.M.; VILAÇA, E.L. Adequação de recursos humanos ao PSF: percepção de formandos de dois modelos de formação acadêmica em odontologia. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v.13, n.2, p. 523-531, 2008. 17. FADEL, C.B.; BALDANI, M.H. Percepções de formandos do curso de Odontologia sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais. Trab. educ. saúde, Rio de Janeiro, v.11, n.2, p. 339-354, 2013. 18. PALMIER, A.C. et al.. Inserção do aluno de Odontologia no SUS: Contribuições do Pró- Saúde. Rev. bras. educ. méd., Rio de Janeiro, v.36, n.1, p.152-157, 2012. 19. BUENO, V.L.R.C.; CORDONI JÚNIOR, L.; MESAS, A.E. Desenvolvimento de indicadores para avaliação de serviço público de odontologia. Ciênc. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 16, n.7, p.3069-3082, 2011. 20. REIBNITZ JÚNIOR, C.R.; CAETANO, J.C.; PRADO, M.L. A contribuição do trabalho odontológico na resolução de problemas de saúde da população: a concepção de alunos de Odontologia. Ciênc. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.19, n.1, p.189-206, 2009. 21. 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2986 unicientifica v. 19 n. 1 (2017): Unimontes Científica AVALIAÇÃO E COMPARAÇÃO DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO E À TRAÇÃO DIAMETRAL DE CIMENTOS ODONTOLÓGICOS Lisiane Martins Fracasso;Renata Ragagnin Zago;Lígia Maria Nogarett Maria Nogarett;Grace Lehuger;Eduardo Gonçalves Mota; Cimentos Dentários; Resistência à Tração; Resistência à Compressão Objetivo: o objetivo deste estudo foi avaliar e comparar a resistência à compressão e à tração diametral de oito cimentos utilizados em prótese fixa: fosfato de zinco (Cimento de Zinco – SS White e Poscal – Voco), ionômero de vidro convencional (Meron – Voco e Ketac Cem – ESPE), ionômero de vidro modificado por resina (Meron Plus – Voco) e cimentos resinosos (Rely-X – ESPE, Enforce – Dentsply e Bifix – Voco). Materiais e métodos: para avaliação da resistência à compressão e à tração diametral foram confeccionados dez corpos de prova para cada teste. As amostras foram carregadas com força de compressão com uma velocidade de carregamento de 0,5mm/min em uma máquina de ensaio universal (EMIC DL 2000) para ambos os testes. Os dados foram submetidos aos testes de ANOVA e Tukey (α=0,05). Resultados: avaliando-se a resistência à compressão, os valores mais baixos foram obtidos pelos cimentos Poscal e SS White que foram similares, estatisticamente, aos do Ketac Cem. Referente à tração diametral, os menores valores, estatisticamente similares, foram obtidos pelos SS White, Poscal, Meron e Ketac Cem. Os melhores resultados em relação à resistência à tração diametral e à compressão foram obtidos pelos cimentos resisnosos. Conclusão: verificou-se que os cimentos resinosos apresentaram melhor resistência à compressão e à tração diamentral com diferença, estatisticamente, significativa dos demais. Além disso, os cimentos de fosfato de zinco e ionômero de vidro convencional apresentaram os menores valores de resistência para ambos os testes. 1. ATTAR, N.; TAM, L.E.; McComb, D. Mechanical and physical properties of contemporary dental luting agents. The Journal of Prosthetic Dentistry. Amsterdam, v. 89, n. 2, p. 127-134, 2003. 2. SIVAKUMAR, J. S.; SURESH KUMAR, B. N.; SHYMALA P. V. Role of provisional restorations in endodontic therapy. Journal of pharmacy & bioallied sciences. Mumbai, v. 5, suppl S1, p. 120-4, 2013. 3. DONOVAN, T. E.; CHO, G. C. Contemporary evaluation of dental cements. Compendium of continuing education in dentistry. Jamessburg, v. 20, n. 3, p. 197-219, 1999. 4. PEGORARO, T. A.; DA SILVA, N. R. F. A.; CARVALHO, R. M. Cements for Use in Esthetic Dentistry. Dental clinics of North America. Philadelphia, v. 51, n.2, p. 453-71, 2007. 5. KLEVERLAND, C.J.; VAN DUINEN, R. N. B.; FEILZER, A.J. Mechanical properties of glass ionomer cements affected by curing methods. Dental Materials. Oxford, v. 20, n. 1, p. 45-50, 2004. 6. HOLDEREGGER, C. et al. Shear bond strength of resin cements to human dentin. Dental Materials. Oxford, v. 24, n. 7, p. 944-50, 2008. 7. LAD, P. P. et al. Practical clinical considerations of luting cement: a review. Journal of International Oral Health. Ahmedabad, v.6, n.1, p.116-120. 2014. 8. ORSI, I. A. et al. In vitro tensile strength of luting cements on metallic substrate. Brazilian Dental Journal. Ribeirão Preto, v. 25, n. 2, p. 136-40, 2014. 9. PATIL SG, SURESH SAJJAN MC, PATIL R. The effect of temperature on compressive and tensile strengths of commonly used luting cements: an in vitro study. Journal of International Oral Health. Ahmedabad, v. 7, n. 2, p. 13-19, 2015. 10. TANOMARU-FILHO, M. et al. Compressive Strength and Setting Time of MTA and Portland Cement Associated with Different Radiopacifying Agents. International scholarly research notices. Cairo, v. 2012. 2012. 11. LI, Z. C.; WHITE, S. N. Mechanical proprieties of dental luting cements. Journal of Prosthetic Dentistry. Amsterdam, v. 81, n. 5, p. 597-609, 1999. 12. WHITE, S. N.; Yu Z. Physical properties of fixed prosthodontic, resin composite luting agents. International Journal of Prosthodontic, v. 69, n. 6, p. 384-9, 1993. 13. PIWOWARCZYK A. et al Laboratory strength of glass ionomer cement, cement, compomers and resin composites. Journal of Prosthodontic. Philadelphia, v. 11, n. 2, p.86-91, 2002. 14. GOÉS MF. Cimentos resinosos. São Paulo: Artes Médicas; 1998. 15. ANUSAVICE KJ. Phillips materiais dentários. 11ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2003. 16. PARAMESWARIL B. D. et al. Comparative study on the tensile bond strength and marginal fit of complete veneer cast metal crowns using various luting agents: An in vitro study. Journal of pharmacy and bioallied Science. Mumbai, v. 8, n.5, p. 138-42, 2016. 17. XIE, D. et al. Mechanical properties and microstructures of glass-ionomer cement. Dental Materials. Oxford, v.16, n. 2, p. 129- 38, 2000.
2987 unicientifica v. 19 n. 1 (2017): Unimontes Científica CUMPRIMENTO DO CALENDÁRIO VACINAL DE CRIANÇAS CADASTRADAS NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA Cândida Maria Alves Soares;Nayara Ruas Cardoso;Fabrícia Vieira de Matos;Patrícia Helena Costa Mendes;Daniella Reis Barbosa Martelli;Simone de Melo Costa;Sarah Caroline Oliveira de Souza; Vacinas; Crianças; Saúde da Família Objetivo: avaliar o cumprimento do calendário vacinal de crianças cadastradas em uma unidade da Estratégia de Saúde da Família. Metodologia: estudo de cunho transversal, quantitativo e descritivo, desenvolvido pela análise de 116 cartões espelho, referentes ao calendário vacinal de crianças cadastradas em uma unidade de saúde, no âmbito da Estratégia de Saúde da Família, de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. Avaliaram-se os registros de vacinas nos cartões, tendo como parâmetro o protocolo vacinal instituído pelo Ministério da Saúde do Brasil, para crianças até os 15 meses de idade. O critério avaliado foi o cumprimento ou não do calendário vacinal na infância. Resultados: o cumprimento da vacina BCG foi constatado em 98,3% dos cartões, hepatite B em 27,2%, antipólio em 81,1%, tetra/penta em 78,3%, rotavírus em 1,0%, tríplice viral em 13,8% e febre amarela em 56,9%. Conclusão: o calendário vacinal na infância não foi cumprido integralmente, conforme proposto pelo Ministério da Saúde. 1. YOKOKURA, A.V.C.P.; SILVA, A.A.M.; BERNARDES, A.C.F.; LAMY, F.F.; ALVES, M.T.S.S.B.; CABRA, N.A.L.; ALVES, R.F.L.B. Cobertura vacinal e fatores associados ao esquema vacinal básico incompleto aos 12 meses de idade, São Luís, Maranhão, Brasil, 2006. Cad. Saúde Pública [página na Internet], v.29, n.3, p.522-534, 2013 [acessado em 10 de junho de 2016]. Disponível em: http://www.scielo. SOARES, C. M. A.; CARDOSO, N. R.; SOUZA, S. C. O; MATOS, F. V.; MENDES, P. H. C.; MARTELLI, D. R. B.; COSTA, S. 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3297 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Epidemiologia das Lesões na Mucosa Oral encontradas em Clínica Escola de Odontologia Francielle Vieira Souza; Epidemiologia de lesões orais, Lesões orais, Doenças orais Objetivo: Realizar um levantamento clínico epidemiológico, das lesões bucais mais prevalentes em uma população atendida em uma Clínica escola de Odontologia. Metodologia: O estudo apresentou caráter descritivo, documental e quantitativo. Resultados: Em relação ao gênero, 166 (55,33%) eram do sexo feminino e 134 (44,67%) do sexo masculino. Quanto à procedência desses pacientes, 272 (90,66%) eram da cidade de Montes Claros e 28 (9,44%) eram de outros municípios da região, como Bocaiúva, Varzelândia, São Francisco, Gameleira, Salinas, Mirabela, Olhos d’água, Janaúba, São João da Ponte e Coronel Murta. O nível de escolaridade dos pacientes era baixo, sendo que 207 (69%) não haviam concluído o ensino médio. Em relação à higiene bucal dos pacientes, 167 (55,66%) eram considerados satisfatórios e 133 (44,34%) insatisfatórios. As cinco regiões anatômicas mais frequentes foram: mucosa do lábio inferior, mucosa jugal, gengiva, língua, palato duro, rebordo alveolar, ápice radicular, assoalho bucal, comissura labial, mandíbula, palato mole, fundo de sulco e outros. A lesão mais predominante foi a Hiperplasia fibrosa inflamatória, totalizando 63 (21%) casos e a lesão de maior ocorrência foi a Hiperplasia Fibrosa Inflamatória (17,85%). Conclusão: Notou-se que a lesão mais frequente foi a hiperplasia fibrosa inflamatória e a área anatômica mais acometida foi a mucosa do lábio inferior. Houve um predomínio do sexo feminino, e a média de idade foi de 46 anos. 1. OLIVEIRA, L.R.; SILVA, A.R.; ZUCOLOTO, S. Perfil da incidência e da sobrevida de pacientes com carcinoma epidermóide oral em uma população brasileira. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial. 2006:42(5):385-392. 2. 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2989 unicientifica v. 19 n. 1 (2017): Unimontes Científica HEPATITES VIRAIS Víctor Mendes Ferreira;Eduardo Gonçalves;Larissa Maria Oliveira Gonzaga; Hepatite viral humana; Vigilância epidemiológica; Sistemas de informação em saúde; Prevenção primária; Saúde pública. Objetivo: investigar o perfil epidemiológico das hepatites virais no estado de Minas Gerais, durante o período compreendido entre 2005 e 2014. Metodologia: trata-se de estudo observacional, longitudinal, retrospectivo e quantitativo, cujo universo amostral era composto por todos os casos notificados em Minas Gerais entre janeiro de 2005 e dezembro de 2014, a partir dos dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. O critério de seleção foi o ano do início dos sintomas, analisado juntamente com faixa etária, escolaridade e etiologia. Resultados: no período estudado, 23.821 casos de hepatites virais foram notificados e houve redução importante, de 3.724 casos (2005) para 1.666 (2014). No início, a hepatite A era a principal etiologia, seguida pelas hepatites B e C. Já em 2014, a infecção pelo vírus C foi mais frequente, seguida pelos vírus B e A. A ocorrência foi mais frequente na faixa etária de 20 a 59 anos e entre indivíduos com baixo nível de escolaridade. Conclusões: as políticas públicas de prevenção têm mudado o cenário epidemiológico das hepatites em Minas Gerais, com redução importante na incidência. Porém, ainda, é necessário ampliar as medidas direcionadas às populações de risco, com enfoque ao comportamento de risco para as hepatites B e C. 1. FONSECA, J. C. F. Histórico das hepatites virais. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, v. 43, n. 1, p. 322-330, 2010. Disponível em: http://www. scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S0037-86822010000300022. Acesso em: 05 Dez. 2015. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para hepatite viral C e coinfecções. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 85 p. Disponível em: http://www.aids. gov.br/publicacao/2015/protocolo-clinicoe-diretrizes-terapeuticas-para-hepatite-c-ecoinfeccoes. Acesso em: 05 Dez. 2015. 3. GOMES, A. P. et al. Hepatites virais: abordagem clínica com ênfase nos vírus A e E. Revista da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, São Paulo, v. 10, n. 2, p. 139-146, 2012. Disponível em: http://pesquisa.bvs.br/brasil/resource/pt/lil621474. Acesso em: 05 Dez. 2015. 4. GOLDMAN, L; SCHAFER, A. I. Goldman Cecil Medicina. 24. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 5. WEDEMEYER, H; MANNS, M. P. Epidemiology, pathogenesis and management of hepatitis D: update and challenges ahead. Nature Reviews Gastroenterology and Hepatology, London, v. 12, n. 4, p. 31-40, 2015. Disponível em: http://www.nature.com/ nrgastro/journal/v7/n1/abs/nrgastro.2009.205. html. Acesso em: 05 Dez. 2015. 6. SILVA, A. L. et al. Hepatites virais: B, C e D: atualização. Revista da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, São Paulo, v. 10, n. 3, p. 206- 218, 2012. Disponível em: http://pesquisa.bvs. br/brasil/resource/pt/lil-621489. Acesso em: 05 Dez. 2015. 7. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de vigilância em saúde. 1. ed. (atualizada). Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 773 p. Disponível em: http://www.rio. rj.gov.br/dlstatic/10112/6385405/4170293/ GUIADEVS2016.pdf. Acesso em: 23 Nov. 2016. 8. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Hepatites virais: o Brasil está atento. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2008. 60 p. Disponível em: http:// saudepublica.bvs.br/pesquisa/resource/pt/far39. Acesso em: 05 Dez. 2015. 9. MARTINS, A. M. E. B. L. et al. Fatores associados à imunização contra Hepatite B entre trabalhadores da Estratégia Saúde da Família. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 68, n. 1, p. 84-92, 2015. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034- 71672015000100084&script=sci_ abstract&tlng=pt. Acesso em: 23 Nov. 2016. 10. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações. Informe técnico da introdução da vacina adsorvida hepatite A (inativada). Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 11 p. Disponível em: http:// portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2015/ junho/26/Informe-t--cnico-vacina-hepatite-Ajunho-2014.pdf. Acesso em: 05 Dez. 2015. 11. VIEIRA, M. R. M. et al. Aspectos epidemiológicos das hepatites virais no norte de Minas Gerais. Revista Baiana de Saúde Pública, Salvador, v. 34, n. 2, p. 348-358, 2010. Disponível em: http://rbsp.sesab.ba.gov.br/ index.php/rbsp/article/view/40. Acesso em: 05 Dez. 2015. 12. NUNES, H. M. et al. Soroprevalência da infecção pelos vírus das hepatites A, B, C, D e E em município da região oeste do Estado do Pará, Brasil. Revista Pan-Amazônica de Saúde, Ananindeua, v. 7, n. 1, p. 55- 62, 2016. Disponível em: http://scielo.iec. pa.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S2176-62232016000100007. Acesso em: 23 Nov. 2016. 13. CRUZ, C. R. B.; SHIRASSU, M. M.; MARTINS, W. P. Comparação do perfil epidemiológico das hepatites B e C em um serviço público de São Paulo. Arquivos de Gastroenterologia, São Paulo, v. 46, n. 3, p. 225-229, 2009. Disponível em: http:// www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004- 28032009000300016&script=sci_ abstract&tlng=pt. Acesso em: 05 Dez. 2015.
2990 unicientifica v. 19 n. 1 (2017): Unimontes Científica IDENTIDADE ÉTNICA Thais de Andrade Alves;Elane Nayara Batista dos Santos;Ivana Mota dos Santos;Renata Lopes de Oliveira;Maria Carolina Ortiz Whitaker;Cristina Andrade Sampaio;Climene Laura de Camargo; Saúde; Adolescentes; População Negra; Empoderamento; Identidade Étnica Introdução: a identidade de um indivíduo começa a ser construída na adolescência, caracterizandose como um processo contínuo e influenciado por fatores externos. Quando é afirmada a partir da existência e diferença entre grupos, podemos defini-la como identidade étnica. Comunidades marcadas pelas tradições culturais desenvolvem um comportamento tipicamente étnico, como pode ser percebido em comunidades remanescentes quilombolas. A valorização da identidade étnica, por adolescentes, pode ser um fator positivo para a preservação de suas tradições e costumes. Objetivo: apreender a percepção de adolescentes de uma comunidade quilombola sobre sua identidade étnica. Método: trata-se de um estudo qualitativo, descritivo, realizado na comunidade quilombola de Vila Monte Alegre, tendo como sujeitos seis adolescentes. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista semiestruturada e os dados foram analisados por meio do método de análise de conteúdo, respeitando os preceitos éticos da resolução 466/2012. Resultados e discussão: a análise das entrevistas possibilitou a identificação de duas categorias: percepções sobre identidade étnica e Influências no reconhecimento da identidade étnica. Considerações finais: os adolescentes deste estudo se reconhecem como quilombolas e possuem consciência crítica e política a respeito da comunidade em que vivem, sendo este fato de extrema importância para a proposição de ações de enfrentamento dos problemas locais e estratégias de superação da exclusão histórica que vivenciam. 1. SCHOEN-FERREIRA, T. H.; AZNAR-FARIAS, M.; SILVARES, E. F. de M. Desenvolvimento da Identidade em Adolescentes Estudantes do Ensino Médio. Psicologia: Reflexão e Crítica, v. 22, n. 3, p. 326-333, 2009. 2. CASTELLS, M. O poder da identidade. São Paulo: Paz e terra, 2010. 3. OLIVEIRA, R. C. Identidade Étnica, Identificação e Manipulação. Sociedade e cultura, v. 6, n. 2, p. 117-131, 2003. 4. LEITE, I. B. O projeto político quilombola: desafios, conquistas e impasses atuais. Rev. Estudos Feministas, v. 16, n. 3, p. 965-977, 2008. 5. CALHEIROS, F. P.; STADTLER, H. H. C. Identidade étnica e poder: os quilombos nas políticas públicas brasileiras. Rev. katálysis, v. 13, n. 1, p. 133-139, 2010. 6. DOMINGUES, P. Movimento negro brasileiro: alguns apontamentos históricos. Tempo, v.12, n.23, 2007, p.100-122. Disponível em: Acesso em: 18 jul. 2014 7. MARTINS, L. A. Cuidado ao recém-nascido em comunidade quilombola e a influência intergeracional. Dissertação (Mestrado em Enfermagem), Escola de Enfermagem, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2014. 8. OLIVEIRA, E. F.; JESUS, V. S.; SIQUEIRA, S. M. C.; ALVES, T. de A.; SANTOS, I. M.; CAMARGO, C. L. Promovendo saúde em comunidades vulneráveis: tecnologias sociais na redução da pobreza e desenvolvimento sustentável. Rev Gaúcha Enferm, v. 36, p. 200-206, 2015. 9. BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2009. 10. VERAS, M. F. P.; DE BRITO, V. G. Identidade Étnica: A dimensão política de um processo de reconhecimento. Revista de Antropologia, v.5, n. 4, p. 106-125, 2012. 11. BRASIL. Decreto Nº 4.887, DE 20 DE NOVEMBRO DE 2003. Regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. DECRETO DO EXECUTIVO, Brasília, DF, 20 nov. 2003. 182o da Independência e 115o da República. Disponível em: Acesso em: 16 nov. 2014 12. BRASIL. LEI Nº 10.639, DE 9 DE JANEIRO DE 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Legislativo, Brasília, DF, 9 jan. 2003. 182o da Independência e 115o da República. Disponível em: Acesso em: 04 mai. 2016. 13. BRASIL. Ministério da Educação. RESOLUÇÃO Nº 8, DE 20 DE NOVEMBRO DE 2012. Define Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica. Resolução CNE/CEB 8/2012. Diário Oficial da União, Brasília, DF, Seção 1, p. 26, 21 nov. 2012. Disponível em: Acesso em: 04 mai. 2016. 14. LOPES, F. Experiências desiguais ao nascer, viver, adoecer e morrer: tópicos em saúde da população negra no Brasil. In: BATISTA, L. E.; KALCKMANN, S. Seminário Saúde da População Negra do Estado de São Paulo 2004. São Paulo: Instituto de Saúde; 2005. 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2991 unicientifica v. 19 n. 1 (2017): Unimontes Científica INDICADORES DA CAPACIDADE FUNCIONAL EM IDOSOS DE UM CENTRO DE CONVIVÊNCIA Bruna Prates Vieira;Silvia Carla Batista Soares;Berta Leni Costa Cardoso;Luiz Humberto Rodrigues Souza; Capacidade funcional; Idosos; Velocidade da caminhada; Força de preensão manual Objetivo: avaliar a velocidade da caminhada e a força de preensão manual, enquanto indicadores da capacidade funcional em idosos de um centro de convivência no município de Guanambi/BA. Metodologia: trata-se de um estudo descritivo e exploratório, com amostra selecionada por conveniência. Participaram do estudo 16 idosos de ambos os sexos, com média de idade 70,69 ± 5,88 anos. Utilizou-se uma anamnese para registrar as informações sociodemográficas, os indicadores de saúde e os dados antropométricos. A capacidade funcional foi verificada por meio dos testes de velocidade da caminhada e força de pressão manual. Resultados: a média de força de preensão manual nas mãos direita e esquerda, em ambos os sexos, apresentaram abaixo da média de referência, enquanto a velocidade de caminhada apresentou um resultado satisfatório. Quanto à atividade física, 62,5% relataram praticar, no entanto, 61,11% encontram-se com sobrepeso. Conclusão: os indicadores de capacidade funcional utilizados apontaram desfechos diferentes no grupo pesquisado, sugerindo, assim, novas investigações. 1. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Tábuas abreviadas de mortalidade por sexo e idade: Brasil, grandes regiões e unidades da federação, 2010. Rio de Janeiro, 2013a. 2. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Projeção da população do Brasil por sexo e idade: 2000-2060. Rio de Janeiro, 2013b. 3. REBELATTO, J. R. et al. Influência de um programa de atividade física de longa duração sobre a força muscular manual e a flexibilidade corporal de mulheres idosas. Revista Brasileira de Fisioterapia, São Carlos, v. 10, n. 1, p.127-132, 2006. 4. CAMARA, F. M. et al. Capacidade funcional do idoso: formas de avaliação e tendências. Acta Fisiátrica, São Paulo, v. 15, n. 4, p. 249-256, 2008. 5. GONÇALVES, L. H. T. et al. O idoso institucionalizado: avaliação da capacidade funcional e aptidão física. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 26, n. 9, p. 1738-1746, set, 2010. 6. FARIAS, D. L. et al. A força de preensão manual é preditora do desempenho da força muscular de membros superiores e inferiores em mulheres sedentárias. Motricidade, Portugal, v. 8, n. S2, p. 624-629, 2012. 7. FARIA, J. C. et al. Importância do treinamento de força na reabilitação da função muscular, equilíbrio e mobilidade de idosos. Acta Fisiátrica, São Paulo, v. 10, n. 3, p. 133-137, 2003. 8. CASTRO, C. L. M. et al. Estudo da marcha em idosos: resultados preliminares. Acta Fisiátrica, São Paulo, v. 7, n. 3, p. 103-107, 2000. 9. MATSUDO, S. M. et al. 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3302 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Notícias Veiculadas na Midia a Respeito das Queixas de Adolescentes Relativas á Reação Após a Vacinação contra o HPV Amanda Carvalho Alves;Amanda dos Santos Fratucci;Amanda Carolina Zicatti da Silveira;Gabriela Michelan Santoro;Laura Ferreira de Rezende; Câncer de colo de útero, HPV, Vacina, Reações adversas Verificar notícias da mídia sobre a possível reação da vacina contra o Papiloma Vírus Humano e analisar a veracidade destas, para isso foi realizada uma busca na mídia digital a respeito das queixas de pacientes que tomaram a vacina, além de uma pesquisa baseada em artigos de revisão sistematizada, editoriais e bula da vacina. A seleção dos artigos ocorreu através dos bancos de dados: Lilacs, Pubmed e Scielo. Não foram encontrados artigos científicos nas bases de dados referidas relacionados a reação da vacina contra o Câncer de colo uterino. A bula, emitida pelo fabricante GlaxoSmithKline, especifica que podem ocorrer reações adversas nos pacientes que a utilizam, relacionadas com as queixas das pacientes. Os sintomas relatados pelas pacientes não estão relacionados especificamente com a vacina do Papiloma Vírus Humano, mas com um estresse pós-injeção. Entretanto, não se pode deixar de ressaltar que a bula aponta que alguns dos sintomas referidos pelas adolescentes podem ser devido a vacina. Toda queixa pós-vacina merece atenção e avaliação criteriosa do médico. A vacina do Papiloma Vírus Humano é um medicamento novo e nem todos os efeitos colaterais estão bem descritos, após o início da sua administração em larga escala. 1. VIDAL, A.T. et al. Câncer de colo de útero: a vacina para a prevenção e o desafio para a melhoria da qualidade do rastreamento no Brasil. BRATS: Boletim brasileiro de avaliação de tecnologias em saúde, v. VI, n. 17, p. 1-16, dez. 2011. 2. NADAL, S.R; MANZIONE, C.R. Vacinas contra o Papilomavirus Humano. Revista Brasileira de Coloproctologia do Hospital Emílio Ribas, São Paulo, v. 26, n.3, p. 337-340, ago. 2006. 3. SILVA, M.J.P.M.A. et al. A eficácia da vacina profilática contra o HPV nas lesões HPV induzidas. Feminina, v. 37, n. 10, p. 519-526, out. 2009. 4. MARTINS, F.F.L.; THULER, L.C.S.; VALENTE. Cobertura do exame de Papanicolau no Brasil e seus fatores determinantes: uma revisão sistemática da literatura. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 27, n. 8, p. 485-492, jul. 2005. 5. DERCHAIN, S.F.M; SARIAN, L.O.Z. Vacinas profiláticas para o HPV. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v.29, n. 6, p. 281- 284, jun. 2007. 6. ROSA, M.I. et al. Papilomavírus humano e neoplasia cervical. Caderno de Saúde pública, v. 25, n. 5, p. 953-964, 2009. 7. HARRIS, T. et al. Adverse events following immunization in Ontario’s female school-based HPV program. Vaccine, v. 32, n. 9, p. 1061- 1066, feb. 2014. 8. Vacina contra HPV oncogênico (16 e 18, recombinante, com adjuvante AS04). Bula GSK, Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 13 nov. 2014.
3303 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Produção de Biomassa de Cultivares do Capim Buffel Submetidos à Adubação Nitrogenada Edson Marcos Viana Porto;Dorismar David Alves;Cláudio Manoel Teixeira Vitor;Marcos Ferreira da Silva;Carollayne Gonçalves Magalhães;Andreia Márcia Santos de Souza David;Virgílio Mesquita Gomes;Carlos Juliano Albuquerque Brant; Capim Buffel, Gramíneas, Nitrogênio Objetivo: o objetivo deste estudo foi avaliar a produção de cultivares de Cenchrus ciliaris submetidos à adubação nitrogenada. Metodologia: o delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados em arranjo fatorial 2 x 3 x 4 (duas épocas - verão e outono; três cultivares de C. ciliaris - Grass, PI 295658 e Áridus e quatro doses de nitrogênio - 0, 75, 150 e 225 kg ha-1), com três repetições. Foram realizados quatro cortes, com intervalo de 35 dias para determinação da produção matéria seca (MS). Resultados: não foi constatado efeito da interação entre os fatores dose, época e cultivar de capim buffel sobre a produção de matéria seca (P>0,05). Foi observado um maior rendimento forrageiro do cultivar PI 295658 sobre os demais. A época do outono proporcionou uma redução de produção de 33,55% (1982, 72 kg ha-1 de matéria seca) em relação ao verão. Conclusão: a dose de 225 kg ha-1 de Nitrogênio (N) proporciona a maior produção de matéria seca do capim buffel. O cultivar PI 295658 apresenta maior produção de matéria seca em relação ao demais cultivares. 1. ALEXANDRINO, E. Translocação de assimilados em capim Panicum maximum cv Mombaça, crescimento, características estruturais da gramínea e desempenho de novilhos em piquetes sob pastejo de lotação intermitente. Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa. 2004. 123f. Tese (Doutorado em Zootecnia) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa-MG, 2004. 2. SILVA, R.G. et al. Desempenho de ovinos terminados em pastagem de Panicum maximum cv. Tanzânia sob irrigação. 41 Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia. Anais... Campo grande, MS, 2004. 3. ALEXANDRINO, E. Crescimento e características químicas e morfogênicas da Brachiaria brizantha cv. Marandu submetida a cortes e diferentes doses de nitrogênio. Viçosa: UFV, 2000. 132f. Dissertação (Mestrado em Zootecnia) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa-MG, 2000. 4. WERNER, J.C. Adubação de pastagens de Brachiaria spp. In: PEIXOTO, A.M. et al. (eds). SIMPÓSIO SOBRE MANEJO DE PASTAGENS, 11, Piracicaba, 1994. Anais... Piracicaba: FEALQ, p.209-222, 1994. 5. AGUIAR, A. de P.A.; SILVA, A.M. da. Calagem e Adubação de Pastagens. In: FORRAGICULTURA E PASTAGENS: TEMAS EM EVIDENCIA, 2.; 2005, Anais... Lavras: UFLA, 2005. p.177-246. 6. OLIVEIRA, M.C. de. Capim buffel: produção e manejo nas regiões secas do Nordeste. Petrolina. Embrapa-CPATSA, 1993. 18p. (Embrapa-CPATSA. Circular Técnica, 27). 7. UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA - UFV. Sistema de Análises Estatísticas e Genéticas. Versão 8.0. Viçosa, MG, 2000. 8. DANTAS NETO, J. et al. Influência da precipitação e idade da planta na produção e composição química do capim buffel. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 35, n. 9, p. 1867-1874, 2000. 9. BERNADINO, M. et al. Resultados preliminares: Estudo do potencial forrageiro de variedades de capim buffel. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, n. 39, 2002, Recife. Anais... Recife: SBZ, 2002. 10. OLIVEIRA, C.M. O capim búfel (Cenchrus ciliaris L.) Desempenho da Variedade “Pusa Gianth” no semi-árido de Pernambuco. Petrolina: Embrapa-CPATSA, 2005. 18p. (Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, 68). 11. DIAS FILHO, M.B.et al. Respostas morfológicas de Panicum maximum, JACQ. cv. Tobiatã ao estresse hídrico. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.24, n.7, p. 893-898, 1989. 12. MEDEIROS, H.R.; DEBEUX JR, J. C. Efeitos da fertilização com nitrogênio sobre a produção e eficiência no uso da água em capim buffel. Revista Caatinga, Mossoró, v. 21, n. 3, p. 13-15, 2008. 13. DIAS, P.F. et al. Produção e valor nutritivo de gramíneas forrageiras tropicais, avaliadas no período das águas, sob diferentes doses de nitrogênio. Ciência Agrotécnica, Lavras, v. 24, n. 1, p. 260-271, 2000. 14. FAGUNDES, J.L. et al. Acúmulo de forragem em pastos de Brachiaria decumbens adubados com nitrogênio. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.40, n. 4, p.397-403, 2005. 15. CECATO, V., GOMES, L.H., ASSIS, M.A., et al. Avaliação de cultivares do gênero Cynodon. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 33. Fortaleza. Anais... Fortaleza: SBZ, 1996, p.114-116.
2994 unicientifica v. 19 n. 1 (2017): Unimontes Científica RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO EM MONTES CLAROS, MINAS GERAIS Sarah Alves Gandra;Flávio Fonseca Gonçalves;Filipe Gonçalves Pereira;Thayanne Cangussu Brito;Alcio Antunes Amariz;Rosangela Lopes Miranda; Prevenção e controle; Neoplasias do colo do útero; Políticas públicas de saúde; Saúde da mulher Objetivo: identificar a situação da prevalência de lesões pré-malignas e malignas do colo uterino e as faixas etárias mais acometidas em Montes Claros – MG. Metodologia: estudo epidemiológico de cunho quantitativo, retrospectivo e descritivo, realizado a partir da análise dos dados fornecidos pelo Sistema de Informação do Câncer do Colo do Útero (Siscolo) de janeiro de 2004 a dezembro de 2013. Resultados: foram avaliados 7.978 exames, dos quais 1.652 (20,7%) eram de mulheres na faixa etária até 24 anos; 2.600 (32,6%), na faixa etária de 25 a 34 anos; 2.647 (33,2%) na faixa etária de 35 a 49 anos e 1.079 (13,5%) em maiores de 50 anos. Verificou-se que 5.785 exames apresentavam lesões de caráter benigno com maior prevalência, entre estas, da alteração citoarquitetural compatível com ação viral (60,3%). Quando avaliado o grau de displasias, observaram-se 4.959 exames com algum grau de alteração, prevalecendo a displasia leve em todas as faixas etárias (lesão intraepitelial cervical grau I - NIC-I). O maior número de casos das displasias ocorreu na faixa etária de 25 a 35 anos e o menor número, com 50 anos ou mais. Dos 483 casos de neoplasias malignas, 75 (15,5%) correspondiam a carcinoma epidermóide invasivo. Conclusões: o Siscolo não permite a correta identificação e não fornece o número total de mulheres examinadas, sendo útil apenas para quantificar os exames citopatológicos realizados e conhecer aspectos relacionados. É importante investir a qualidade dos dados do Siscolo e aprimorar seu uso gerencial para aperfeiçoar as ações de rastreamento. 1. QUINN, M. et al. Effect of screening on incidence of and mortality from cancer of cervix in England: evaluation based on routinely collected statistics. British Medical Journal, v. 318, abr. 1999. Disponível em: . Acesso em: 10 Out. 2014. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) [Internet]. Coordenação de Prevenção e Vigilância. A Situação do Câncer no Brasil. Rio de Janeiro (RJ): INCA, 2006. Disponível em: . Acesso em: 06 Nov. 2014. 3. CRUZ, L. M. B.; LOUREIRO R. P. 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2995 unicientifica v. 19 n. 1 (2017): Unimontes Científica SIGNIFICADO DAS SEQUELAS FACIAIS ESTÉTICAS PARA INDIVÍDUOS SUBMETIDOS À CIRURGIA PARA TRATAMENTO DE CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO Patrícia Helena Costa Mendes;Henrique Andrade Barbosa;João Felício Rodrigues Neto;Maísa Tavares de Souza Leite;Cristina Andrade Sampaio; Neoplasias de cabeça e pescoço; Pesquisa qualitativa; Relações interpessoais Introdução: o indivíduo portador de câncer de cabeça e pescoço que se submete à cirurgia adquire deformidades faciais com repercussões importantes na sua vida. Neste contexto, surge uma questão: como esses indivíduos lidam com as sequelas estéticas e retornam ao convívio social? Objetivos: o propósito deste estudo foi compreender o significado de viver com sequelas faciais para tais indivíduos, identificando suas novas construções de sentido. Metodologia: trata-se de um estudo clínico-qualitativo, cuja fundamentação teórica baseou-se no interacionismo simbólico e na análise de conteúdo como referencial metodológico. Entrevistas semiestruturadas foram aplicadas a sete indivíduos. Resultados: a análise das narrativas permitiu a identificação de unidades temáticas agrupadas em três categorias: significado das sequelas do câncer de cabeça e pescoço, interações sociais e experiência de se ter e tratar o câncer. Conclusões: à luz do interacionismo simbólico, pode-se compreender como os indivíduos retornaram ao convívio social, apresentando novos significados à sua imagem, bem como a aceitação e o enfrentamento diante da doença. 1. DEDIVITIS, R. A. et al. Características clínicoepidemiológicas no carcinoma espinocelular de boca e orofaringe. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, v. 70, n.1, p. 35-40, 2004. 2. PARKIN, D. M. et al. Global cancer statistics. CA: a Cancer Journal for Clinicians, v. 55, n.1, p.74-108, 2005. 3. 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3306 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Síndrome de Burnout em Acadêmicos do Último ano do Curso de Graduação em Medicina Débora Ribeiro Vieira;Guilherme Delfino Brito;Luara Keller Ribeiro Paiva;Mayra Rodrigues Pinheiro;Thaís Alves Gonçalves;Ana Beatris Cézar Rodrigues Barral; Esgotamento Profissional, Educação de Graduação em Medicina Burnout é uma palavra inglesa que se refere a algo que deixou de funcionar por exaustão. A Síndrome de Burnout é uma síndrome multidimensional constituída por exaustão emocional, desumanização e redução na realização pessoal. Sua causa principal não é definida, existindo múltiplos fatores que facilitam o desencadeamento uma resposta ao estresse crônico, causada pela falha ou insuficiência dos métodos de enfrentamento utilizados para lidar com os agentes estressores. Estudantes de medicina estão, frequentemente, expostos a situações estressantes, que podem contribuir para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Este trabalho teve como objetivo descrever a prevalência da Síndrome de Burnout em acadêmicos do curso de graduação em Medicina das Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros–FIP-Moc, associando a dados demográficos. É um estudo do tipo transversal que investigou a presença da síndrome em uma população de 53 acadêmicos. Um questionário individual autoaplicável avaliou dados sociodemográficos e outro Maslach Burnout Inventory- Student Survey, específico para avaliação da Síndrome de Burnout em estudantes. O escore médio, obtido no item de exaustão emocional foi 12,19 (DP=8,40), em descrença foi de 4,76 (DP=6,18) e no item eficácia profissional o escore médio foi 23,56(DP=7,25). Sendo assim, a Síndrome de Burnout não foi detectada em nenhum acadêmico. Os dados encontrados ajudaram a entender que, apesar da população não apresentar a Síndrome de Burnout, ainda, apresentam sinais de ineficácia profissional, o que auxilia a pensar na importância do desenvolvimento de estratégias que possam propor soluções para este problema. 1. LIMA, F. D. et al. Síndrome de Burnout em Residentes da Universidade Federal de Uberlândia – 2004. Revista Brasileira de Educação Médica, 2007. 2. MORI, M. O.; VALENTELL, T. C.; NASCIMENTO, L. F. C. Síndrome de Burnout e rendimento acadêmico em estudantes da primeira à quarta série de um Curso de Graduação em Medicina. Revista Brasileira de Educação Médica, 2012. 3. MASLACH, C., JACKSON, S. E. The measurement of experienced burnout. Journal of Ocuppational Behavior. V. 2, p. 99-113, 1981. 4. BENEVIDES-PEREIRA, A. M.; GONÇALVES, M. B. Transtornos emocionais em estudantes de medicina. Revista Brasileira de Educação Médica. V. 33, n. 1, p. 10-23, 2009. 5. FOGACA, M. C. et al. Burnout em estudantes de psicologia: diferenças entre alunos iniciantes e concluintes. Aletheia. Canoas, n. 38-39, p. 124-131, dez, 2012. 6. AGUIAR, S. M. et al. Prevalência de sintomas de estresse nos estudantes de Medicina. Jornal Brasileiro de Psiquiatria. V. 58, n. 1, p. 34-38, 2009. 7. FURTADO, E.; FALCONE, E. M. O.; CLARK, C. Avaliação do estresse e das habilidades sociais na experiência acadêmica de estudantes de medicina de uma universidade do Rio de Janeiro. Interação em Psicologia. V. 7, n. 2, 2003. 8. FABICHAK, C.; SILVA-JUNIOR, J. S., MORRONE, L. C. Síndrome de Burnout em médicos residentes e preditores organizacionais do trabalho. Revista Brasileira de Medicina do Trabalho. V. 2, n.12, p. 79-84, 2014.
2997 unicientifica v. 19 n. 1 (2017): Unimontes Científica CLAREAMENTO DENTAL E SEUS EFEITOS NA MORFOLÓGIA DO ESMALTE DENTAL Lydiane dos Santos Dantas;Pablo Jardel de Oliveira Santos;Carmen Lucia Soares G. de Medeiros;Maria Helena Chaves de Vasconcelos Catão;Suedina Maria de Lima Silva; Clareadores; Estética dentária; Desmineralização o padrão de beleza moderno exige um sorriso bonito e harmônico. Para tanto, dentes bem alinhados e brancos são fundamentais. Desse modo, existe uma grande procura por procedimentos que possibilitem tal estética, dentre eles, está o clareamento dental, que se caracteriza por ser um procedimento conservador, cômodo e com resultados, relativamente, rápidos e satisfatórios. No entanto, tem seus pontos benéficos e maléficos reconhecidos, devendo ser ambos de total domínio do profissional. Logo, o objetivo do presente artigo é apresentar uma revisão da literatura a respeito de alterações na estrutura do esmalte, decorrente do uso de agentes clareadores. Em levantamento bibliográfico, realizado entre os anos de 2002 a 2015, detectou-se que o clareamento dental pode causar alterações morfológicas na superfície do esmalte e repercutir clinicamente sob a forma de sintomatologia. Dessa forma, em cada caso, é necessária a realização de um correto diagnóstico, plano de tratamento individualizado, seleção da técnica e conhecimento do potencial do agente clareador, para que o máximo de efeitos positivos sejam alcançados. 1. MONTENEGRO, A.K.R.A. et al. Alterações das propriedades óticas do esmalte e da dentina após o clareamento dental - uma revisão da literatura. Faculdade de Odontologia de Lins/ Unimep, v. 26, n. 2, p. 75-82, jul. /dez. 2016. 2. LEITE, T.C.; DIAS, K.R.H.C. Efeitos dos agentes clareadores sobre a polpa dental: revisão de literatura. Revista brasileira de Odontologia, v. 67, n. 2, p. 203-208, 2010. 3. KWON, Y.H, et al. Effects of hydrogen peroxide on the light reflectance and morphology of bovine enamel. 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Quintessence International, v. 33, n. 5, p. 370- 5, 2002. 9. PORTOLANI JUNIOR, M.V, CANDIDO, M.S.M. Efeito dos agentes clareadores sobre as estruturas dentais. Revista de Odontologia da UNESP, v. 34, n. 2, p. 91-94, 2005. 10. EISENMANN, D.R. Estrutura do esmalte. In: KATCHBRIAN, E.; ARANA, V. Histologia bucal. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988, p.175- 192. 11. KATCHBRIAN, E., ARANA, V. Esmalte. In: KATCHBRIAN, E.; ARANA, V. Histologia e embriologia oral. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012, p. 171-203. 12. FEVERSKOV, O.; KIDD, E. Cárie dentária: a doença e o seu tratamento clínico. São Paulo: Livraria Santos, 2005, 352 p. 13. YEH, S.R. et al. Surface changes and acid dissolution of enamel after carbamide peroxide bleach treatment. Operative Dentistry, v.30, n.4, p.507-15, Jul./Ago, 2005. 14. NISHIO, C. Formação do esmalte dentário, novas descobertas, novos horizontes. Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, Maringá, v. 13, n. 4, p. 17-18, jul. /ago. 2008. 15. NANCI, A. 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Influência da presença do cálcio em agentes clareadores e sua relação com a microdureza do esmalte dental humano. Revista Brasileira de Ciência e Saúde, João Pessoa. v. 14, n. 2, p. 37-44, abr./jun., 2010. 26. AZAMBUJA REICHERT, L. et al. Estudo comparativo in vitro da eficácia de clareadores para uso em moldeiras e em consultório. Stomatos, Rio grande do Sul, v. 16, n. 31, p. 14- 22, jul. /dez, 2010. 27. SILVA, F. M. M.; NACANO, L. G.; PIZI, E. C. G. Avaliação clínica de dois sistemas de clareamento dental. Revista Odontológica do Brasil Central, Goiânia, v. 21, n. 56, p. 473- 479, 2012. 28. BORGES, A.B et al. The influence of bleaching agents on enamel bond strength of a composite resin according to the storage time. Revista de Odontologia da UNESP, São Paulo, v. 36, n. 1, p. 77-83, 2007. 29. CARRILHO, E.V.P. et al. Estudo com Microscópio Electrônico de Varrimento, das Alterações morfológicas da superfície do esmalte, após tratamento com dois sistemas de branqueamento. Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina dentária e cirurgia Maxilofacial, v. 48, nº 4, 2007, p. 205-212. 30. AYRES, A. P. A. et al. Avaliação da microdureza do esmalte dental bovino após técnicas de clareamento caseiro, de consultório e a associação das técnicas com agentes de baixa e alta concentração de peróxidos. Revista da pósgraduação, São Paulo, v. 19, n. 4, p. 147-152,out. /dez., 2012. 31. PINHEIRO, H.B. et al. Análise microestrutural do esmalte tratado com peróxido de hidrogênio e carbamida. Revista Gaúcha de Odontologia, Porto Alegre, v.59, n.2, p.215-220, abr./jun., 2011. 32. CERVANTES, A. et al. Estudo da microdureza do esmalte bovino submetido ao tratamento clareador ativado por diferentes fontes de luz. Ciência Odontológica Brasileira, São José dos Campos, v. 9, n. 3, p. 78-86, jul. /set., 2006. 33. BISTEY, T. et al. In vitro FT-IR study of the effects of hydrogen peroxide on superficial tooth enamel. 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3287 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) EFFECTIVENESS OF PHYSIOTHERAPY IN REVERSAL OF COMPLICATIONS ON MYOCARDIAL REVASCULARIZATION Thiago Allen Da Silva Morais;Karine Pereira Tolentino;Michele Cristina Fonseca;Gleice Quelle Porto De Almeida; Revascularização Miocárdica, Reabilitação, FisioterapiaV as doenças coronarianas estão relacionadas como as principais causas de óbito em todo mundo, sendo necessária intervenção cirúrgica quando não há mais recursos eficientes para regressão das obstruções arteriais. A cirurgia de revascularização do miocárdio pode desencadear inúmeras complicações no período pós-operatório, dentre elas: diminuição da força da musculatura respiratória, decréscimo na complacência torácica com consequente prejuízo aos volumes e capacidades pulmonares. A inaptidão e perca do condicionamento físico também podem ser encontrados na maioria dos casos. Diante disso, este estudo teve como objetivo verificar a eficácia da fisioterapia na resolução das complicações no pós-operatório de revascularização do miocárdio. Foi observado que a fisioterapia é eficaz na resolução das desordens citadas, devendo ser iniciada ainda na fase hospitalar, sendo estendendo-se após a alta. 1. ARCÊNCIO, L. et al. Cuidados pré e pósoperatórios em cirurgia cardiotorácica: uma abordagem fisioterapêutica. Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, v.23, n. 3, p. 400-410, 2008. 2. SANTANA, V. T. S. et al. Estudo comparativo da função pulmonar em pacientes submetidos a revascularização do miocárdio com circulação extracorpórea em uso de drenos pleural e mediastinal versus dreno mediastinal. Arquivo Médico ABC, v. 32, n. 2, p. 13-16, 2007. 3. ROMANINI, W. et al. The effects of intermittent positive pressure and incentive spirometry in the postoperative of myocardial revascularization. Arquivo Brasileiro de Cardiologia, v. 89, n. 2, p. 94-99, 2007. 4. GUIZILINI, S. et al. Avaliação da função pulmonar em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio com e sem circulação extracorpórea. Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, v. 20, n. 3, p. 310-316, 2005. 5. LEGUISAMO, C. P. et al. Efetividade de uma proposta fisioterapêutica pré-operatória para cirurgia de revascularização do miocárdio. Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, v. 20, n.2, p. 134-141, 2005. 6. KACMAREK, R. M. Egan: fundamentos da terapia respiratória. 9. ed. São Paulo: SP, 2009. 7. REANULT, J. A. et al. Comparação entre exercícios de expiração profunda e espirometria de incentivo no pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio. Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, v. 24, n. 2, p. 165-172, 2009. 8. BARROS, G. F. et al. Treinamento muscular respiratório na revascularização do miocárdio. Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, v. 25, n. 4, p. 483-490, 2010. 9. FERREIRA, P. E. G. et al. Efeitos de um programa de reabilitação da musculatura inspiratória no pósoperatório de cirurgia cardíaca. Arquivo Brasileiro de Cardiologia, v. 92, n. 2, p. 275-282, 2009. 10. OLMOS, D. C. et al. Tempo de internação hospitalar relacionado à fisioterapia respiratória no pré-opertaório de cirurgia cardíaca eletiva. Arquivo Médico ABC, v. 32, n. 2, p. 23-25, 2007. 11. LIMA, P. M. B. et al. Estimulação elétrica nervosa transcutânea após cirurgia de revascularização miocárdica. Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, v. 26, n. 4, p. 591-596, 2011. 12. GREGORINI, C. et al. Estimulação elétrica transcutânea de curta duração no pós-operatório de cirurgia cardíaca. Arquivo Brasileiro de Cardiologia, v. 94, n. 3, p. 345-351, 2010. 13. FERNANDES, C. R. et al. O sistema respiratório e o idoso: implicações anestésicas. Revista Brasileira de Anestesiologia, v. 52, n. 4, p. 461-470, 2002. 14. BRASHER, P. A. et al. Does removal of deep breathing exercises from a physiotherapy program including pre-operative education and early mobilisation after cardiac surgery alter patient outcomes? Australian Journal Physiotherapy, v. 49, n. 3, p. 165-173, 2003. 15. FROWNFELTER, D. Fisioterapia cardiopulmonar: princípios e prática. 3. ed. Rio de Janeiro: RJ, 2004. 16. GUIMARÃES VG. et al. Reabilitação física no transplante de coração. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 10, n. 5, p. 408-411, 2004. 17. BONOW, R. O. Braunwald: tratado de doenças cardiovasculares. 9. ed. São Paulo: SP, 2013. 18. MORAES SR. et al. Diretriz de reabilitação cardíaca. Arquivo Brasileiro de Cardiologia, v. 84, n. 5, p. 431-440, 2005. 19. COERTJENS, P. C. et al. Avaliação dos níveis de dor após sessões de ultra-sonoterapia em pacientes cirúrgicos cardiovasculares. Revista Brasileira de Fisioterapia, v. 9, n. 1, p. 25-31, 2005
2999 unicientifica v. 19 n. 1 (2017): Unimontes Científica LEISHMANIOSE VISCERAL NO BRASIL Paulo Fernando Aguiar;Raíssa Katherine Rodrigues; Leishmaniose visceral; Anfotericina B lipossomal; Antígeno recombinante rK39 A leishmaniose visceral é uma zoonose endêmica em algumas regiões brasileiras que readquiriu importância médica, devido a fatores como: surgimento da epidemia da síndrome de imunodeficiência adquirida e urbanização dos vetores, devido a ocupação desordenada dos espaços urbanos e desmatamento em áreas rurais. Objetivou-se com este trabalho, realizar uma revisão de literatura acerca da leishmaniose visceral, com enfoque em aspectos clínicos, métodos diagnósticos e abordagem terapêutica. A pesquisa bibliográfica foi desenvolvida a partir da análise de artigos científicos, obtidos nas bases de dados PUBMED, Scientific Eletronic Library Online (SciELO), livros-texto da área e documentos elaborados pelo Ministério da Saúde do Brasil. O diagnóstico diferencial é amplo e a apresentação clínica variável, o que exige o desenvolvimento de métodos diagnósticos acurados, de baixo custo e de simples execução para melhor manejo da doença. A escolha da medicação para o tratamento baseia-se na presença de comorbidades, gravidade clínica e no perfil de efeitos colaterais. Publicações recentes do Ministério da Saúde do Brasil expandiram as indicações para tratamento desta condição com formulação lipídica da anfotericina B, a anfotericina B lipossomal, visando a redução de morbimortalidade e efeitos colaterais. Dada sua relevância e taxa de mortalidade constante, conclui-se que uma abordagem diagnóstica efetiva e os tratamentos específico e suportivo adequados devem ser oferecidos aos pacientes com leishmaniose visceral. 1. DUARTE, M.I.S.; BADARÓ, R.S. Leishmaniose visceral (calazar). In: VERONESI, R.; FOCACCIA, R. Tratado de infectologia. 4.ed. São Paulo: Atheneu, 2009. p. 1707-36. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde.Leishmaniose visceral grave: normas e condutas, Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2006.60 p. 3. FAUCHER, B.; PIARROUX, R. Actualités sur les leishmanioses viscérales. La Revue de Médecine Interne, v. 32, n. 9, p.544-551, 2011. 4. DESJEUX, P. Leishmaniasis: public health aspects and control. Clinical Dermatology, v. 14, n. 5, p.417–23, 1996. 5. DESJEUX, P. Leishmaniasis: current situation and new perspectives. Comparative Immunology, Microbiol. Infect. Dis., v.27, p. 305-318, 2004. 6. EVANS, T.G. et al. Epidemiology of visceral Leishmaniasis in Northeast Brazilian.J. Inf. Dis., v. 166, p. 1124-1132, 1992. 7. ALVAR, J. et al. Leishmania and human immunodeficiency virus coinfection: the first 10 years. Clin. Microbiol. Rev., v.10, n.2, p.298-319, 1997. 8. ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD.Leishmaniasis: Informe Epidemiológico en las Américas, Washington: Organización Panamericana de la Salud, 2016. p.1-7. 9. 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3000 unicientifica v. 19 n. 1 (2017): Unimontes Científica IRRIGAÇÃO DE PASTAGENS TROPICAIS Matheus Mendes Reis;Lenardo David Tuffi Santos;Flávio Gonçalves Oliveira;Márcia Vitória Santos; Manejo de pastagens; Morfofisiologia; Produção animal; Sistemas de irrigação; Água; Fertirrigação A criação de animais a pasto representa uma parte significativa do sistema produtivo de leite e carne em diversos países como Brasil, Paquistão, Nova Zelândia e Austrália. Nos últimos anos, é crescente o interesse pela intensificação desse sistema produtivo e a irrigação é uma das práticas utilizadas com intuito de aumentar a produção e qualidade das forrageiras, principalmente, nas épocas do ano quando a estacionalidade é a principal barreira produtiva. Nesse contexto, o presente trabalho reúne informações sobre a importância da irrigação de pastagens, principais métodos e sistemas de irrigação e resultados de pesquisa com forrageiras irrigadas. Além disso, ressalta a importância do conhecimento sobre a morfogênese e a ecofisiologia no manejo de pastagens irrigadas. As informações são apresentadas de forma interligada e crítica, favorecendo uma avaliação mais holística sobre a adoção, métodos e manejo da irrigação em pastagens, possibilitando o aperfeiçoamento e crescimento do conhecimento acerca da produção animal em pastagens irrigadas. Tais informações são fundamentais para assegurar o fornecimento de carne e leite, cuja demanda é crescente em todo o mundo. Entretanto, ressalta-se a necessidade de práticas sustentáveis de uso e reaproveitamento da água, recurso cada vez mais escasso em certas regiões do planeta. 1. FAO. FAO Statistical Yearbook 2013: World Food and Agriculture. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations, 2013. 2. RIBEIRO, E. G. et al. Influência da irrigação, nas épocas seca e chuvosa, na produção e composição química dos capins napier e mombaça em sistema de lotação intermitente. 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3001 unicientifica v. 17 n. 2 (2015) APRESENTAÇÃO ORAL DE TRABALHOS CIENTÍFICOS Eduardo Gonçalves;Bruna Tupinambá Maia;Luiza Augusta Rosa Rossi-Barbosa;Hercílio Martelli Júnior; A comunicação é um atributo importante nas apresentações de trabalhos científicos. Não comunicamos somente por meio da fala, mas também pela linguagem não verbal: gestos, postura, expressão facial e aparência. Para uma adequada apresentação, é importante conhecer o tipo de público, normas do evento científico, tempo da apresentação e recursos audiovisuais disponíveis. Assim, pode-se planejar a linguagem, o número de projeções e os recursos a utilizar. A maioria dos eventos científicos adota regras para a apresentação dos trabalhos. O sucesso da apresentação requer um trabalho claro, conciso, objetivo e apresentado no tempo disponível. Para a preparação das projeções, deve-se utilizar, preferencialmente, fundo claro e letras visíveis com cores contrastantes em relação ao fundo, como o preto ou azul. Caso opte por projeções de fundo escuro, utilize letras de cores claras, branco ou amarelo. A apresentação deverá conter: título e credenciais dos autores, introdução, objetivos, material e métodos, resultados, discussão, conclusões, referências, e, se pertinente, os agradecimentos. O texto deve ser direto e curto, em tópicos. O importante é dar uma visão geral para os ouvintes acompanharem a apresentação. Escolha um tamanho de letra entre 24 a 28 para o texto e 32 ou 36 para títulos. Adote figuras, gráficos, diagramas e esquemas, pois geralmente substituem bem os textos e são mais didáticos. O uso de animações deve-se limitar à apresentação. Animações nas transições entre as projeções não são recomendadas, pois podem distrair a atenção do público. Utilize em cada uma, aproximadamente, seis a sete linhas e sete palavras por linha. É educado agradecer ao público e inserir o e-mail de
3002 unicientifica v. 17 n. 2 (2015) AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES HIGIÊNICO-SANITÁRIAS DE UMA UNIDADE DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO HOSPITALAR DE MONTES CLAROS, MG. Helenice Ferrreira Reis;Eliete Fernandes Flávio;Rosani Silveira Pereira Guimarães; As unidades de alimentação e nutrição (UANs) são responsáveis pelo fornecimento de refeições nutricionalmente balanceadas e com condições higiênico-sanitárias adequadas. Com este estudo, objetivouse verificar a cadeia produtiva de uma UAN hospitalar - recepção, armazenamento, processamento e fornecimento de alimentos – verificando as condições higiênico-sanitárias da alimentação fornecida para a sua clientela enferma e sadia. Realizou-se um relato de caso, por meio da aplicação de uma lista de verificação proposta pela Resolução – RDC no . 275/2002. Observou-se que as conformidades encontradas no bloco edificações e instalações representavam aproximadamente 57% do total dos 47 itens avaliados. Para o bloco de equipamentos, móveis e utensílios esse número representava 75%. Verificou-se quanto à produção e transporte do alimento que, dos 38 itens avaliados, 32 itens (84%) apresentavam-se conforme os critérios estabelecidos pela resolução. Em relação aos blocos dos manipuladores de alimentos e documentação, verificou, respectivamente, 100% e 89% de conformidades. A UAN analisada apresentou adequação em 77% dos itens da lista de verificação, sendo classificada no grupo I, de acordo com a classificação proposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Sugere-se a correção das inadequações encontradas, a avaliação da possibilidade da edificação de uma nova UAN ou a reforma da atual área física, visto que a maioria das não-conformidades estavam relacionadas com a edificação e as instalações. 1. GOMES, J. G. S. et al. Gastronomia Hospitalar em Pediatria: Estudo de Caso no Hospital do Coração. Revista Nutrição Profissional, São Paulo, v.5, n.7, p.34-40, 2009. 2. COLOÇO, R. 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Segurança básica dos alimentos para profissionais de saúde. São Paulo: Roca, 2002. 7. OLIVEIRA, A. G. de M. et al. Avaliação das Condições Higiênico-Sanitárias em Restaurantes Comerciais do Tipo Self-Service. Hig. Aliment.,São Paulo, v. 21, n. 150, p.448-449, 2004. 8. SALLES, R. K., GOULART, R. Diagnóstico das condições higiênico-sanitárias e microbiológicas de lactários hospitalares. Rev. Saúde Publ, São Paulo, v.31, n.2, p.131-139, 1997. 9. PEDROSO, D.M.M., IARIA, S.T., GAMBA, R.C., HEIDTMANN, S., RALL, V.L.M. Critical control points for meat balls and kibbe preparations in a hospital kitchen. Revista de Microbiologia, São Paulo, v.30, n.4, p.347-355, 1999. 10. CAMARGO, N.J et al. Avaliação epidemiológica de surtos de doenças transmitidas por alimentos no Estado do Paraná entre 1978 e 1997. In: V CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE MICROBIOLOGIA E HIGIENE DE ALIMENTOS. Anais. Águas de Lindóia - SP, 1998, p. 67. 11. ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria nº 1428, de 26 de novembro de 1993. Regulamento Técnico para Inspeção Sanitária de Alimento, as Diretrizes para o Estabelecimento de Boas Práticas de Produção e de Prestação de Serviços na Área de Alimentos e o Regulamento Técnico para o Estabelecimento de Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ ́s) para Serviços e Produtos na Área de Alimentos. Determina que os estabelecimentos relacionados à área de alimentos adotem, sob responsabilidade técnica, as suas próprias Boas Práticas de Produção e/ou Prestação de Serviços, seus Programas de Qualidade, e atendam aos PIQs para Produtos e Serviços na Área de Alimentos. Diário Oficial da União: Poder executivo, de 2 de dezembro de 1993. 12. ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria SVM/MS nº 326 de 30 de julho de 1997. Regulamento Técnico das Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para estabelecimentos produtores industrializadores de alimentos. Diário Oficial da União: Poder executivo, de 1 de agosto de 1997. 13. ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução nº 275 de 21 de outubro de 2002. Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados aplicados aos Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos e a Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação em Estabelecimentos Produtores/ Industrializadores de Alimentos. Diário Oficial da União: Poder executivo, de 23 de outubro de 2003. 14. ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004. Dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Diário Oficial da União, Brasília, Seção 1, p.101- 162, 2004. 15. ISOSAKI M.; NAKASATO M. Gestão de Serviço de Nutrição Hospitalar. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 16. VEIGA, C. F.; DORO, D. L.; OLIVEIRA, K. M. P.; BOMBO, D. L. Estudo das condições dos estabelecimentos comerciais de manipulação de alimentos do município de Maringá, PR. Hig. Aliment., São Paulo, v. 20, n. 138, p. 28-35, 2006. 17. GUEDES, T. Avaliação das condições higiênica sanitárias das cozinhas hospitalares de Asa Sul do Distrito Federal. 2009. 30p. Monografia (Especialização em Qualidade em Alimentos) - Universidade de Brasília, 2009. 18. FONSECA, M. P. et al. Avaliação das condições físicas e funcionais de restaurantes comerciais para implementação das boas práticas. Alimentação Nutrição, Araraquara, v. 21, n. 2, p. 251-257, 2010. 19. SILVA FILHO, A. R. A. Manual básico para planejamento e projeto de restaurantes e cozinhas industriais. São Paulo: Varela, 1996. 20. TEIXEIRA, S.; MILET, Z.; CARVALHO, J.; BISCONTINI, T. M. Administração aplicada às unidades de alimentação e nutrição. São Paulo: Editora Atheneu, 2000. 21. ARRUDA, G. A. Manual de Boas Práticas: Unidades de Alimentação e Nutrição. São Paulo: Ponto Crítico, 2006. 22. GÓES, J. A. W; FURTUNATO, D. M. N.; VELOSO, I. S.; SANTOS, J. M. Capacitação dos manipuladores de alimentos e a qualidade da alimentação servida. Hig. Aliment., São Paulo, v. 15, n. 82, p. 20-22, 2004. 23. OLIVEIRA, M. N.; BRASIL, A. L. D.; TADDEI, J. A. A. C. Avaliação das condições higiênico-sanitárias das cozinhas de creches públicas e filantrópicas. Ciênc. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.13, n.3, p. 1051-1060, 2008. 24. VALEJO, F. A. M. et al. Vigilância sanitária: avaliação e controle da qualidade dos alimentos. Hig. Aliment., São Paulo, v.17, n.106, p.16-21. mar. 2003. 25. CRUZ, A. G.; CENCI, S. A.; MAIA, M. C. A. Pré- requisitos para implementação do sistema APPCC em uma linha de alface minimamente processada. Ciência e Tecnologia de Alimentos, São Paulo, v. 26, n. 1, p. 104-109, jan. 2006. 26. NASCIMENTO, G. A.; BARBOSA, J.S. Boas Práticas de Fabricação: uma revisão. Hig. Aliment., São Paulo, v. 21, n. 152, p. 24-30. São Paulo, jan./fev. 2005. 27. SILVA JR. E A. Manual de Controle Higiênico-sanitário em Alimentos. São Paulo: Varela; 2002. 28. RAMOS, M. L. M.; SCATENA, M. F.; RAMOS, M.I. L. Qualidade higiênico-sanitária de uma unidade de alimentação e nutrição institucional de Campo Grande, MS. Hig.Aliment., São Paulo, v. 22, n. 164, p. 25-31, 2008. 29. GUIMARÃES, I. A. Análise da estrutura física e funcional de um restaurante em Brasília. 2006. 65f. Monografia (Curso de Especialização em Gastronomia como Empreendimento) – Universidade de Brasília, UNB, Brasília, 2006. 30. QUINTILIANO, C. R. et al. Avaliação das condições higiênico-sanitárias em restaurantes, com aplicação de ficha de inspeção baseada na legislação federal, RDC 216/2004. Hig. Aliment.,São Paulo, v. 22, n.160, p. 25-30, 2008. 31. MATA, G. M. S. C. et al. Restaurantes comerciais necessitam de intervenções diversas para implementação das boas práticas e atendimento 32. SOUZA, E. L. de; SILVA, C. A. da; SOUZA, C. P. de. Qualidade sanitária de equipamentos, superfícies, água, e mãos de manipuladores de alguns estabelecimentos que comercializam alimentos na cidade de João Pessoa, PB. Hig. Aliment., São Paulo, v. 18, n. 116/117, p. 98-102, jan / fev. 2004. 33. CARDOSO, R. C. V.; SOUZA, E. V. A.; SANTOS, P.Q. Unidades de alimentação e nutrição nos campi da Universidade Federal da Bahia: um estudo sobre a perspectiva do alimento seguro. Revista de Nutrição, Campinas, p. 669-680, set./ out. 2005. 34. SEIXAS, F. R. F. et al. Check-list para diagnóstico inicial das Boas Práticas de Fabricação (BPF) em estabelecimentos da cidade de São José do Rio Preto (SP). Revista Analytica, São Paulo, n.33, p. 36-41, fev./mar., 2008. 35. ABERC. Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas. Unidade de Alimentação e Nutrição condições estruturais: edifícios e instalações. In: Manual prático de elaboração e serviço de refeições para coletividade. 8.ed. São Paulo, 2003. 36. CAVALLI, S. B.; SALA 38. ALMEIDA, R.C.C.; KUAYE, A.Y.; SERRANO, A.M.; ALMEIDA, P.F. Avaliação e controle de qualidade microbiológica de mãos de manipuladores de alimentos. Rev. Saúde Publ., São Paulo, v. 29, n.4, p.290-294, 1995.
3003 unicientifica v. 17 n. 2 (2015) FIBRILAÇÃO ATRIAL EM PACIENTE PORTADOR DE CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA E O USO DE ANTICOAGULANTES ORAIS: RELATO DE CASO Sarah Francelli Alves Gandra;Álcio Antunes Amariz;Renato Amorim Carvalho;Flávio Fonseca Gonçalves;Rita de Cássia Oliveira Araújo;Rodrigo Anderson Lopes Malveira;André Luiz Cândido Sarmento Drumond Nobre;Renata de Carvalho Bicalho; Cardiomiopatia Hipertrófica. Fibrilação atrial. Acidente vascular encefálico. Anticoagulantes. A Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH) é uma doença autossômica dominante que atinge cerca de 0,2% da população geral. É caracterizada por hipertrofia ventricular esquerda assimétrica associada a uma câmara hiperdinâmica e não dilatada, na ausência de qualquer outro processo orgânico capaz de produzir alterações semelhantes. A CMH é um fator de risco para o desenvolvimento de fibrilação atrial (FA) a qual predispõe ao acidente vascular encefálico (AVE). Em casos de FA persistente, na maioria das vezes, considera-se a anticoagulação oral. Nos últimos anos, a descoberta de fármacos bloqueadores da trombina ou do fator Xa trouxe uma nova perspectiva para a terapêutica anticoagulante. Esses fármacos não requerem monitoração laboratorial da anticoagulação e têm pouca interação com medicamentos e alimentos. Esses fatores, aliados à elevada eficácia e segurança, conferem a essas novas drogas o potencial de aumentar a aderência ao tratamento anticoagulante e o número de pacientes tratados. Estes medicamentos, também, devem ser utilizados antes, durante e depois de cardioversão elétrica ou química, conforme recomendação internacional. O presente relato mostra um caso com o diagnóstico de miocardiopatia hipertrófica com fibrilação atrial crônica que evoluiu com AVE isquêmico, e, posteriormente, hemorrágico. 1. MARON, B.J. Hypertrophic cardiomyopathy - a systematic review. JAMA. v.287, n.10, p.1308-1320, 2002. 2. ARTEAGA, E.; IANNI, B.M.; FERNANDES, F.; MADY, C. Benign outcome in a long-term follow-up of patients with hypertrophic cardiomyopathy in Brazil. Am Heart J. v.149, p.1099-1105, 2005. 3. MARON, B.J. et al. American College of Cardiology / European Society of Cardiology clinical expert consensus document on hypertrophic cardiomyopathy. Eur Heart J. v.24, n.21, p.1965- 1991, 2003. 4. SHERRID, M.V. et al. Multicenter study of the efficacy and safety of disopyramide in obstructive hypertrofic cardiomyopathy. J Am Coll Cardiol. v.45, p.1251-1258, 2005. 5. JACKSON, J.M.; THOMAS, S.J. Valvular heart disease. In: Kaplan JA. Cardiac anesthesia, 3rd Ed. Phidadelfia: WB Saunders, 1999, p.644- 650. 6. MARON, B.J. et al. The case for surgery in obstructive hypertrofic cardiomyopathy. J Am Coll Cardiol. v.44, p.2044-2053, 2004. 7. GAGE, B.F. et al. Validation of clinical classification schemes for predicting stroke: results from the National Registry of Atrial Fibrillation. JAMA. v. 285, p. 2864–2870, 2001. 8. LIP, G.Y. et al. Refining clinical risk stratification for predicting stroke and thromboembolism in atrial fibrillation using a novel risk factor-based approach: the Euro Heart Survey on atrial fibrillation. Chest. v. 137, n. 2, p. 263-272, 2010. 9. KILICASLAN, F. et al. Efficacy of catheter ablation of atrial fibrillation in patients with hyperthrophic obstructive cardiomyopathy. Heart Rhythm. v.3, p.275-280, 2006. 10. CAMM, A.J. et al; European Heart Rhythm Association; European Association for CardioThoracic Surgery. Guidelines for the management of atrial fibrillation: the Task Force for the Management of Atrial Fibrillation of the European Society of Cardiology (ESC). Eur Heart J. v.31, n.19, p.2369-2429, 2010. Erratum in: Eur Heart J. v.32, n.9, p.1172, 2011. 11. LIP, G.Y.H. et al.. Comparative validation of a novel risk score for predicting bleeding risk in anticoagulated patients with atrial fibrillation: the HAS-BLED (Hypertension, Abnormal Renal/ Liver Function, Stroke, Bleeding History or Predisposition, Labile INR, Elderly, Drugs/Alcohol Concomitantly) score. J Am Coll Cardiol v.57, p. 173-180, 2011. 12. STEWART, R.A. Clinical trials of direct thrombin and factor Xa inhibitors in atrial fibrillation. Curr Opin Cardiol. v.26, n.4, p.294- 299, 2011. 13. LORGA FILHO, A.M. et al. Diretrizes brasileiras de antiagregantes plaquetários e anticoagulantes em cardiologia, Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq Bras Cardiol. v. 101, n.3, Supl.3, p.1-93, 2013. 14. PATEL, M.R. et al. ROCKET AF Investigators. Rivaroxaban versus warfarin in nonvalvular atrial fibrillation. N Eng J Med. v.365, n.10, p.883-891, 2011. 15. CONNOLLY, S.J. et al. Randomized Evaluation of Long-Term Anticoagulation Therapy Investigators. Newly identified events in the RELY trial. N Engl J Med. v.363, n.19, p.1875-1876, 2010. 16. CONNOLLY, S.J. et al. AVERROES Steering Committee and Investigators. Apixaban in patients with atrial fibrillation. N Engl J Med. v.364, n.9, p.806-817, 2011. 17. GRANGER, C.B. et al; ARISTOTLE Committees and Investigators. Apixaban versus warfarin in patients with atrial fibrillation. N Eng J Med. v.365, n.11, p.981-992, 2011.
3004 unicientifica v. 17 n. 2 (2015) O ADICIONAL DE TRANSFERÊNCIA E A NOVA INTERPRETAÇÃO DO REQUISITO DA PROVISORIEDADE Débora Caroline Pereira da Silva;Erenífia Ágata Saraiva Nunes; Adicional de Transferência. Aspectos legais. Jurisprudência. Requisito da provisoriedade. Conforme preceitua o art. 8º, caput da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a jurisprudência é fonte do Direito, tendo contribuído bastante nos últimos anos para a construção, revisão e releitura do ordenamento jurídico, através de uma nova hermenêutica constitucional. Em razão disto, por meio de julgados inovadores proferidos por Tribunais do Trabalho, buscar-se-á ilustrar uma nova interpretação atribuída ao art. 469, §3º da CLT no que diz respeito ao requisito da provisoriedade para a concessão do adicional de transferência. Para enfrentamento da temática proposta, adotar-se-á a pesquisa de vertente jurídico-sociológica e adotar-se-á a pesquisa do tipo bibliográfica documental, em que serão estudados documentos previamente elaborados, tais como legislações e decisões judiciais. Ao final, defende-se a tese de que a provisoriedade liga-se ao direito de recebimento do adicional de transferência, e não à mudança de domicílio, levando o intérprete a uma avaliação contemporânea e evoluída, segundo os preceitos constitucionais, do instituto em comento, de modo tal a tornar efetivo o escopo social do adicional. 1. DELGADO, G. N. A CLT aos 70 anos: rumo a um Direito do Trabalho constitucionalizado. 2013. Disponível em: . Acesso em: 15 Mar. 2014. 2. BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. Seção de Dissídios Individuais n. 1. Orientação Jurisprudencial n. 113, de 20 de Novembro de 1997. Disponível em: . Acesso em: 20 Fev. 2014. 3. BARROSO, L. R. Neoconstitucionalismo e constitucionalização do Direito (o triunfo tardio do direito constitucional no Brasil). 2005. Disponível em: . Acesso em: 20 Abr. 2014. 4. CRUZ, C.; GONÇALVES, A. C. Direito do Trabalho: teoria – exame da OAB. Belo Horizonte: Pro Labore Editora, 2011. 5. BRASIL. Decreto-lei n. 5.452, de 1º de Maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Art. 469 e parágrafos. Disponível em: . Acesso em: 10 Fev. 2014. 6. BRASIL. Tribunal Regional do Trabalho (3ª Região). 1ª Turma. RO n. 02510-2012-148-03- 00-5. Juiz Relator: Dr. Cléber Lúcio de Almeida. Publicado em 21.10.2013. Disponível em: . Acesso em: 10 fev. 2014. 7. BRASIL. Lei n. 10.406, de 10 de Janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Art. 70. Disponível em: . Acesso em: 10 Fev. 2014. 8. DELGADO, M. G. Curso de Direito do Trabalho. 6 ed. São Paulo: LTr, 2007. 9. BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. Súmula n. 29, de 21 de Novembro de 2003. Disponível em: . Acesso em: 06 Fev. 2014. 10. MORAES FILHO, E. Tratado Elementar de Direito do Trabalho. vol. I. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1960. 11. BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. Súmula n. 43, de 21 de Novembro de 2003. Disponível em: . Acesso em: 06 Fev. 2014. 12. BRASIL. Decreto-lei n. 5.452, de 1º de Maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Art. 470. Disponível em: . Acesso em: 10 Fev. 2014. 13. BRASIL. Tribunal Regional do Trabalho (3ª Região). Vara do Trabalho de Pará de Minas/ MG. Processo n. 0002510-04.2012.503.0148. Juiz prolator da decisão: Dr. Weber Leite Magalhães Pinto Filho. 31.05.2013. Disponível em: . Acesso em: 15 Mar. 2014. 14. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, de 05 de Outubro de 1988. Artigos 1º, 5º e 7º. Disponível em: . Acesso em: 06 Fev. 2014. 15. SILVA, J. A. Curso de Direito Constitucional Positivo. 33. ed. rev. e atual. São Paulo: Malheiros Editores, 2010. 16. MARMELSTEIN, G. Curso de Direitos Fundamentais. São Paulo: Atlas, 2008. 17. MORAES, A. Direito Constitucional. 24. ed.. São Paulo: Atlas, 2009. 18. SILVA, L. P. P. Principiologia do Direito do Trabalho. São Paulo: Ltr. 1999. 19. RENAULT, L. O. L.; PAGANI, M. Para uma proteção além do trabalho. In: Revista da Faculdade Mineira de Direito. v. 15, n. 30, jul/dez. 2012, p. 64-77. Disponível em: . Acesso em: 15 Mar. 2014. 20. MARTINS, S. P. Direito do Trabalho. 23ªed., São Paulo: Atlas, 2007. 21. MARANHÃO, D.; CARVALHO, L. I. B.. Direito do Trabalho. Editora da Fundação Getúlio Vargas, 15ª Edição. Rio de Janeiro, 1993. 22. ALMEIDA, I. Manual de Direito Individual do Trabalho: o contrato de trabalho – formação, execução, alteração e dissolução. São Paulo: LTr, 1998. 23. BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. 1ª Turma, Processo n. TST-AIRR e RR-8010500- 67.2003.5.04.0900, Ministro Relator: Dr. Lélio Bentes Corrêa, Publicado em 28 de Abril de 2010. Disponível em: . Acesso em: 10 Abr. 2014. 24. BRASIL. Tribunal Regional do Trabalho (3ª Região). 6ª Turma. Processo n. 01802-2012- 140-03-00-0 RO, Juíza Relatora: Dr.ª Rosemary de P. Pires, Publicada em 17 de Fevereiro de 2014. Disponível em: . Acesso em: 10 Abr. 2014. 25. BRASIL. Tribunal Regional do Trabalho (4ª Região). 1ª Turma. RO n. 00204-2005-007-04- 00-6. Juíza Relatora: Dra. Ione Salin Gonçalves. Publicado em 29/01/2009. Disponível em: . Acesso em: 10 Mar. 2014. 26. BRASIL. Tribunal Regional do Trabalho (4ª Região). 5ª Turma. RO n. 0000612-56-2012-5- 04-0332. Juiz Relator: Dr. Clóvis Fernando Schuch Santos. Publicado em 27/06/ 2013. Disponível em: . Acesso em: 10 Mar. 2014. 27. BRASIL. Tribunal Regional do Trabalho (17ª Região). 3ª Turma. RO n. 01161-2009-003- 17-00-3. Juiz Relator: Dr. Jailson Pereira da Silva. Publicado em 18 de abril de 2011. Disponível em: . Acesso em: 13 Mar. 2014. 28. SANTOS NETO, A. B.; SANTOS, L. B. D.. Reflexões acerca das novas fronteiras do Direito do Trabalho: o alargamento do conceito de subordinação. In: Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região. Porto Velho: Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, ano 1, n, 1, jan-jun/2009, p. 77. Disponível em: . Acesso em: 15 Mar. 2014.
3005 unicientifica v. 17 n. 2 (2015) BRINQUEDO TERAPÊUTICO NO CUIDADO INTEGRAL À CRIANÇA HOSPITALIZADA: SIGNIFICADOS PARA O FAMILIAR ACOMPANHANTE Camila Rodrigues de Figueiredo;Cássio de Almeida Lima;Patrícia Fernandes do Prado;Maisa Tavares de Souza Leite; Jogos e Brinquedos. Hospitalização. Saúde da Criança. Integralidade. Pesquisa Qualitativa Objetivo: Este estudo visa compreender a percepção do familiar acompanhante da criança hospitalizada sobre a utilização do Brinquedo Terapêutico. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo exploratório, com abordagem qualitativa. Os dados foram coletados no segundo semestre de 2013, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, por meio de entrevistas não diretivas realizadas com oito acompanhantes em uma unidade de internação pediátrica localizada no município de Montes Claros, Minas Gerais. Resultados: Os benefícios da utilização do Brinquedo Terapêutico e a aprovação dessa prática nas instituições hospitalares foram desvelados. Os participantes sugeriram que a aplicação desse método seja rotineira nos ambientes onde é desenvolvido o cuidado à criança. Conclusão: Conclui-se que o Brinquedo Terapêutico se reafirma como uma intervenção necessária no cuidado integral à criança e à família. JASEN, M. F.; SANTOS, R. M.; FAVERO, L. Benefícios da utilização do brinquedo durante o cuidado de enfermagem prestado à criança hospitalizada. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v. 31, n. 2, p. 247-253, 2010. LEMOS, L. M. D. et al. Vamos cuidar com brinquedos? Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 63, n. 6, p. 950-955, 2010. RIBEIRO, C. A.; ANGELO, M. O significado da hospitalização para a criança pré-escolar: um modelo teórico. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 39, n. 4, p. 391-400, 2005. OLIVEIRA, L. D. B. et al. A brinquedoteca hospitalar como fator de promoção no desenvolvimento infantil: relato de experiência. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano, v. 19, n. 2, p. 306-312, 2009. CASTRO, D. P. et al. Brincar como instrumento terapêutico. Pediatria, São Paulo, v. , n. 4, p. 246-254, 2010. FONTES, C. M. B. et al. Utilização do brinquedo terapêutico na assistência à criança hospitalizada. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 16, n. 1, p. 95-106, 2010. MEDEIROS, G. et al. Brinquedo terapêutico no preparo da criança para punção venosa em pronto socorro. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 22, n. esp., p. 909-915, 2009. CONCEIÇÃO, C. M. et al. Brinquedo terapêutico no preparo da criança para punção venosa ambulatorial: percepção dos pais e acompanhantes. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 346-363, 2011. RIBEIRO, C. A.; ALMEIDA, F. A.; BORBA, R. I. H. A criança e o Brinquedo no Hospital. In: ALMEIDA, F. A.; SABATÉS, A. L. (Org.). Enfermagem pediátrica: a criança, o adolescente e sua família. São Paulo: Manole, p. 65-77. BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução COFEN 295, de 24 de outubro de 2004. Dispõe sobre a utilização da técnica do brinquedo/Brinquedo Terapêutico pelo enfermeiro na assistência à criança. Rio de Janeiro: COFEN, BRASIL. Decreto n. 5089, de 21 de maio de : regulamenta a Lei nº 8.069, sancionada em 13 de julho de 1990, a qual dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília (DF): Casa Civil, BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Humaniza SUS: visita aberta e direito a acompanhante. Brasília (DF): Ministério da Saúde, 2004. QUIRINO, D. D.; COLLET, N.; NEVES, A. F. G. B. Hospitalização infantil: concepções da enfermagem acerca da mãe acompanhante. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v. 31, n. 2, p. 300-306, 2010. POPE, C.; MAYS, N. Pesquisa qualitativa na atenção à saúde. 3. ed. 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Revista Eletrônica Gestão & Saúde, Brasília, v. 5, n. 3, p. 1997-2008, Disponível em: . Acesso em: 12 ago. 2014.
3006 unicientifica v. 17 n. 2 (2015) INTERNAÇÕES SENSÍVEIS À ATENÇÃO DOMICILIAR EM UM HOSPITAL DE ENSINO EM MONTES CLAROS-MG, BRASIL Patrícia Alves Paiva;Fernanda Marques da Costa;Sira Samayka de Souza Silva;Orlene Veloso Dias; Internação hospitalar. Serviços de assistência domiciliar. Padrão de cuidado Objetivo: Constatar presença de internações sensíveis à atenção domiciliar em um hospital de ensino em Montes Claros, Minas Gerais. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo e transversal, realizado com 45 usuários à beira do leito no período entre abril e julho de 2014. O formulário, para avaliação e classificação da elegibilidade, para atenção domiciliar, descreve a complexidade assistencial, classificando o usuário em uma modalidade de cuidado nos seguintes níveis: atenção domiciliar 1, atenção domiciliar 2 e atenção domiciliar 3. Os dados foram coletados após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos, parecer nº 473.501/2013. Resultados: Observou-se que 53,4% dos participantes eram do sexo feminino, 37,8% tinham 60 anos ou mais. Dos 45 participantes, 68,9% residiam em Montes Claros e 84,5% não possuíam plano de saúde. Quanto ao período de internação, 15 usuários permaneceram hospitalizados entre 8 a 14 dias, dos quais 80,0% são de Montes Claros. Entre os 45 participantes do estudo, sete usuários, 15,5% foram classificados para atenção domiciliar, sendo 8,9% a cargo da atenção domiciliar 1, 4,4% da atenção domiciliar 2 e 2,2% da atenção domiciliar 3. Conclusão: Dos 45 leitos ocupados, sete leitos poderiam ser aproveitados por usuários em estado agudo e/ou crítico, com necessidades de maior quantidade de procedimentos e tecnologias. Os sete usuários elegíveis para atenção domiciliar poderiam ter a continuidade do tratamento no lar, com segurança, ao lado de seus familiares. 1. SILVA, K. L. et al. Internação domiciliar no Sistema Único de Saúde. Revista de Saúde Pública, v. 39, n. 3, p. 391-397, 2005. Disponível em: http:// www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S0034-89102005000300009 Acesso em: 15 maio 2014. 2. MENDES, E. V. c. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2011. 549 p. 3. FEUERWERKER, L. C. M.; MERHY, E. E. A contribuição da atenção domiciliar para a configuração de redes substitutivas de saúde: desinstitucionalização e transformação de práticas. Revista Panamericana de Salud Pública, v. 24, n. 3, p. 180–188, 2008. Disponível em: http:// www.scielosp.org/scielo.php?pid=S1020- 49892008000900004&script=sci_arttext Acesso em: 15 maio 2014. 4. CARVALHO, L. C. A disputa de planos de cuidado na atenção domiciliar. 2009. 111 f. Dissertação (Mestrado) – UFRJ / Faculdade de Medicina / Programa de pós-graduação em Clínica Médica, Rio de Janeiro. 5. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de atenção domiciliar. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. 6. MINAS GERAIS. Secretaria Estadual de Educação. Lei 11.517, de 13 de julho de 1994 - artigo 31 - Reorganiza a Universidade Estadual de Montes Claros e dá outras providências: cria o Hospital Universitário Clemente de Faria. Montes Claros, 1994. 7. BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução n.466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2012 Dez 12. Seção1, 59 p. 8. LACERDA, M. R. et al. Atenção à Saúde no Domicílio: modalidades que fundamentam sua prática. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 15, n. 2, p. 88-95, maio/ago. 2006. Disponível em: http:// www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S0104-12902006000200009 Acesso em: 12 set 2014. 9. ANDRADE, A. M. Estruturação da Rede de Atenção à Saúde na perspectiva de profissionais, usuários e cuidadores da atenção domiciliar. 2013. 150 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. 10. SANTANA, C. R.; ALVES, E. D. Estudo sobre os limites e possibilidades do programa de internação domiciliar em desospitalizar doentes portadores de doenças crônico degenerativas na regional de saúde do Paranoá. Revista Eletrônica Gestão & Saúde, v. 5, n. 1, p. 37-46, 2014. 11. VIANA, S. O. et al. Perfil dos indivíduos avaliados em domicílio pela Fisioterapia nas Unidades Básicas de Saúde de Betim. Revista de APS, v. 16, n. 3, p. 278-286, jul./set 2013. Disponível em: http://aps.ufjf.emnuvens.com.br/aps/article/ view/1644/745 Acesso em: 18 maio 2014. 12. MARTINS, J. J, et al. Avalia¬ção da qualidade de vida de idosos que recebem cuidados domiciliares. Acta Paulista de Enfermagem, v. 22, n. 3, p. 265-271, 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103- 21002009000300005&script=sci_arttext Acesso em: 20 ago 2014. 13. CAMARANO, A. A. Envelhecimento da população brasileira: uma contribuição demográfica. Ministério do Planejamento, orçamento e gestão; IPEA. 2002. 14. LAURENTI, R.; JORGE, M. H. P. M.; GOTLIEB, S. L. D. Perfil epide-miológico da morbi-mortalidade masculina. Ciência & Saúde Coletiva, v. 10, n. 1, p. 35-46, 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_art text&pid=S1413-81232005000100010 Acesso em: 18 set 2014. 15. GARRIDO, R.; MENEZES, P. R. O. Brasil está envelhecendo: boas e más notícias por uma perspectiva epidemiológica. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 24, n. (Supl I), p. 3-6, 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S1516-44462002000500002&lng=en &nrm=iso&tlng=pt Acesso em: 15 set 2014. 16. MARTELLI, D. R. B, et al. Internação domiciliar: o perfil dos pacientes assistidos pelo Programa HU em Casa. Physis, v. 21, n. 1, p. 147-157, 2011. Disponível em: http://www. scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S0103-73312011000100009 Acesso em: 14 ago 2014. 17. MAROLDI, M. A. C. et al. Internação domiciliar: caracterização de usuários e cuidadores. CuidArte Enferm, v. 6, n. 1, p. 24-29, Jan./ jun. 2012. 18. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n° 2527, de 27 de outubro de 2011: redefine a Atenção Domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2011. 19. PIRES, M. R. G. M. et al. Fatores associados à atenção domiciliária: subsídios à gestão do cuidado no âmbito do SUS. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 47, n. 3, p. 648-656, 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_artt ext&pid=S0080-62342013000300648 Acesso em: 12 ago 2014. 20. COÊLHO, A. D. A. et al. O idoso e a úlcera por pressão em serviço de atendimento domiciliar. Rev Rene. v. 13, n. 3, p. 639-649, 2012. Disponível em: http://www.revistarene.ufc.br/revista/index. php/revista/article/view/731 Acesso em: 12 jul 2014. 21. DAL BEM, L. W.; GAIDIZNSKI, R. R. Sistema de classificação de pacientes em assistência domiciliária. Acta Paulista de Enfermagem, v. 19, n. 1, p. 100-108, 2006. Disponível em: http://www. scielo.br/pdf/ape/v19n1/a16v19n1.pdf Acesso em: 12 jul 2014. 22. BAJOTTO, A. P. et al. Perfil do paciente idoso atendido por um Programa de Atenção Domiciliar do Sistema Único de Saúde em Porto Alegre, RS. Revista HCPA, v. 32, n. 3, p. 311-317, 2012. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/hcpa/ article/view/31055 Acesso em: 12 jul 2014.
3007 unicientifica v. 17 n. 2 (2015) METABOLIC ALTERATIONS IN BANANA INDUCED BY MECHANICAL DAMAGE Leonardo Carvalho Brant Maia;Victor Martins Maia;Luiz Carlos Chamhum Salomão;Barbara Panicali Auler Salles;Rodinei Facco Pegoraro; Musa spp. Injury. Ripening. Objective: Bananas respond at the physical and physiological level to mechanical damage. Mechanical injuries cause alterations in color and flavor, tissue softening, faster ripening, increased weight loss, increased invasion of microorganisms, and higher enzyme activity in the affected area. The present study aimed was to verify the metabolic alterations in ‘Dwarf Prata’ bananas induced by mechanical stress and stored at room condition (25.4 ºC, 82% RH). Methods: Was used split-plot in time design, consisting of one control and four mechanical injury types: cutting, abrasion, impact and compression, sampled over time. Samples were collected within a period of 9 days, based on a completely randomized design with 3 replications and 3 fruits per plot. Results: The evolution of the peel color and fruit respiration were measured. The peel color grade 6 was only exceeded in fruits damaged by abrasion and impact, while the others came quite close to this grade. The greater speed of impact-damaged fruit in reaching peel color grade 6, a completely yellow peel, can be explained by the anticipation of the climacteric respiratory peak in fruits of this treatment compared to the control and the other mechanical damage types, which showed no production peak of CO2 before the control. Mechanical damage stimulates respiratory process and ethylene biosynthesis. Conclusion: The impact damage anticipated the ripening. 1. FAO. Food and agriculture organization. Banana. Disponível em: . Acesso em: 19 out. 2011a. 2. FAO. Food and agriculture organization. Consumo. Disponível em: . Acesso em: 19 out. 2011b. 3. MAIA, V. M. et al. Types and intensity of mechanical damages on ‘prata anã’ bananas along the commercialization chain. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v. 30, n. 2, p.365-370, 2008. 4. LLADÓ, J. D. S.; DOMINGUEZ, A. M. The effects of peel abrasion on the postharvest physiology and commercial life of banana fruits. Acta Horticulturae, 490, p. 547-553, 1998. 5. DADZIE, B. K.; ORCHARD, J. E. Routine post-harvest screening of banana/plantain hybrids: criteria and methods. INIBAP Technical Guidelines 2. Montpellier: International Network for the Improvement of Banana and Plantains, 1997. 63 p. 6. ZEEBROECK, M. V. et al. Impact damage of apples during transport and handling. Postharvest Biology and Technology, v. 45, n. 2, p.157-167, 2007. 7. FISCHER, I. H. et al. Citrus postharvest diseases and injuries related to impact on packing lines. Scientia Agricola, Piracicaba, v. 66, n. 6, p. 210-217, 2009. 8. HENDGES, M. V. et al. Qualidade de maças ‘fuji suprema’ submetidas a diferentes tipos de danos mecânicos. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v. 33, n. 2, p. 671-675, 2011. 9. TEZEC, J. A. Y. et al. Comportamiento de los frutos de guayaba (Psidium guajava L.) sometidos a impacto. Revista Ciencias Técnicas Agropecuarias, v. 20, n. 1, p. 57-61, 2011. 10. TEZOTTO, J. V. et al. Efeito do corte como dano mecânico na qualidade e na fisiologia de mamões ‘golden’. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v. especial E., p. 241- 247, 2011. 11. XAVIER, I. F. et al. Qualidade póscolheita da manga ‘tommy atkins’ comercializada em diferentes estabelecimentos comerciais no município de Mossoró-RN. Revista Caatinga, Mossoró, v. 22, n. 4, p. 7-13, 2009. 12. FERRIS, R. S. B. et al. The effects of genotype, damage, maturity, and environmental conditions on the postharvest life of plantain. Tropical Agriculture, v. 70, n. 1, p. 45-50, 1993. 13. FERRIS, R .S. B. et al. The effects of morphology, maturity and cultivar on the ripening and susceptibility of plantains (AAB) to mechanical damage. Fruits, v. 50, n. 2, p. 101-107, 1995. 14. ACICAN, T. et al. Mechanical damage to apples during transport in wooden crates. Biosystems Engineering, v. 96, n. 2, p. 239-248, 2007. 15. ZHOU, R. et al. Effect of transport vibration levels on mechanical damage and physiological responses of Huanghua pears (Pyrus pyrifolia Nakai, cv. Huanghua). Postharvest Biology and Technology, v. 46, n. 1, p. 20-28, 2007. 16. MAIA, V. M. et al. Physical and metabolic alterations in “Prata Anã” banana induced by mechanical damage at room temperature. Scientia Agricola, Piracicaba, v. 68, n. 1, p. 31-36, 2011. 17. ROCHA, A. et al. Uso do permanganato de potássio em pós-colheita de banana Prata armazenada sob refrigeração. Revista Brasileira de Armazenamento, Viçosa, v. 34, n. 1, p. 40-48, 2009. 18. MARRIOTT, J. 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3008 unicientifica v. 17 n. 2 (2015) ODONTOPEDIATRAS: PERFIL E PERCEPÇÃO SOBRE O MERCADO DE TRABALHO EM BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS, BRASIL Daniela Goursand;Zilton Abreu Santos;Dayanne Rodrigues Oliveira;Sheilla Aparecida Moreira Souza;Gracieli Prado Elias; Mercado de trabalho. Odontologia. Odontopediatria Objetivo: Analisar o perfil do Odontopediatra residente em Belo Horizonte e sua percepção sobre o mercado de trabalho. Metodologia: Foram selecionados 50 odontopediatras (amostra de conveniência) registrados no Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais para participar do estudo. Foi enviado um questionário estruturado contendo 11 questões relativas ao tempo de formação, grau de satisfação com a profissão e remuneração. A análise descritiva e bivariada (Exato de Fisher) foi realizada através do programa estatístico IBM SPSS statistics versão 20.0. Resultados: Observou-se que 80% dos odontopediatras eram do sexo feminino, se especializaram há mais de 11 anos e a maioria apresentava renda mensal acima de 10 salários mínimos. Ao avaliar a associação entre o grau de satisfação com a especialidade e a percepção sobre o mercado de trabalho, não houve diferença estatística entre os odontopediatras satisfeitos com a profissão e que consideravam o mercado de trabalho como ruim ou regular e bom ou ótimo (p>0,05). Conclusões: Em Belo Horizonte, a especialidade Odontopediatria é composta, em sua maioria, por mulheres casadas, com renda acima de 10 salários mínimos e atuantes em consultório particular. As mesmas percebem o mercado de trabalho como bom ou ótimo e encontram-se satisfeitas com a profissão que exercem. 1. FERREIRA, N. P.; FERREIRA, A. P.; FREIRE, M. C. M. Mercado de trabalho na Odontologia: contextualização e perspectivas. Rev Odontol UNESP, Araraquara, v. 42, n. 4, p. 304-9, jul-ago, 2013. 2. PARANHOS, L. R. et al. 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Análise do mercado de trabalho odontológico na região Norte do Brasil. Revista Odonto, São Bernardo do Campo, v. 17, n. 34, p. 27-36, jul-dez, 2009. 14. PARANHOS, L. R. et al. Análise do mercado de trabalho odontológico na região Nordeste do Brasil. Rev. odontol. Univ. Cid. São Paulo, São Paulo, v. 21, n. 2, p. 104-18, mai-ago, 2009. 15. PARANHOS, L. R. et al. Análise do mercado de trabalho odontológico na região Centro-Oeste do Brasil. ROBRAC, Goiânia, v. 18, n. 45, p. 48-55, jan-abr, 2009. 16. FARIAS, I. A. P. et al. Análise do perfil profissional e da formação acadêmica dos Odontopediatras e de um grupo de Dentistas clínicos gerais da cidade de João Pessoa, Paraíba, Brasil. Rev Odontol UNESP, Araraquara, v. 39, n. 1, p. 27-31, jan-fev, 2010. 17. NUNES, M. F.; LELES, C. R.; GONÇALVES, M. M. Gênero e escolha por especialidades odontológicas: Estudo com egressos de uma Universidade pública. ROBRAC, Goiânia, v. 19, n. 49, p. 142-45, abr-jun, 2010. 18. LEVY, S. C.; AROUCA, R. Perfil demográfico da força de trabalho em Odontopediatria no Estado do Rio de Janeiro. Rev. Bras. Odontol., Rio de Janeiro, v. 67, n. 2, p. 178-82, jul-dez, 2010. 19. MIALHE, F. L.; GONÇALO, C. S.; FURUSE, R. Satisfação profissional de uma amostra de cirurgiões-dentistas. Odontol clín.-cient., Recife, v. 7, n. 2, p. 139-43, abr-jun, 2008. 20. JEONG, S. H. et al. Factors related to job satisfaction Among South Korean dentists. Community dent. oral epidemiol., Malden, v. 34, n. 6, p. 460-6, dec, 2006. 21. GARBIN, C. A. S. et al. A motivação do cirurgião-dentista frente à Odontologia. RCO, v. 11, p. 17-9, 2009. 22. CAVALCANTI, Y. W. et al. Motivações, práticas e percepções de cirurgiões-dentistas sobre o mercado de trabalho na Atenção Básica de João Pessoa- PB. RFO UPF, Passo Fundo, v. 15, n. 3, p. 228-32, set-dez, 2010.
3009 unicientifica v. 17 n. 2 (2015) PRONTUÁRIOS MÉDICOS DE IDOSOS VIVENDO COM HIV/AIDS: CONSIDERAÇÕES SOBRE A QUALIDADE DAS INFORMAÇÕES Marília Borborema Rodrigues Cerqueira;Luiza de Marilac Souza;Lucas Reis Durães Silva; Idoso. HIV. Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. Sistemas de Informação apresentar considerações sobre a qualidade das informações em prontuários médicos de idosos que vivem com o Vírus da Imunodeficiência Humana – HIV/ Síndrome da Imunodeficiência Humana – AIDS atendidos em um serviço de saúde em Belo Horizonte, MG. Metodologia: análise de prontuários médicos dos idosos, sob a perspectiva de registro ou não das informações. Resultados: entre os resultados, observam-se muitas informações não existentes nos prontuários, como estado civil, raça/cor, escolaridade, orientação sexual, além de outras relacionadas à forma de contração do vírus, sobre a adesão, tratamento e hábitos pessoais. Se o companheiro vive com o vírus é a informação com menor percentual de registro, existente em 21,1% dos prontuários. Conclusão: os prontuários médicos de idosos que vivem com o vírus HIV e atendidos em um serviço de saúde em Belo Horizonte, MG, têm problemas no que se refere à existência de informações, exigindo parcimônia nos estudos e nas conclusões sobre a epidemia, neste grupo populacional. 1. PAULO, M. A.; WAJNMAN, S.; OLIVEIRA, A. M. C. H. A relação entre renda e composição domiciliar dos idosos no Brasil: um estudo sobre o impacto do recebimento do Benefício de Prestação Continuada. Revista Brasileira de Estudos de População, São Paulo, v.30, supl.0, 2013. Disponível em: . Acesso em: 15 Jul., 2014. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico HIV- AIDS, 2013. 3. BOCHNER, R. et al. Qualidade da informação: a importância do dado primário, o princípio de tudo. Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, 12. Anais... Brasília/DF, out., 2011. 4. BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Ficha de Notificação/Investigação AIDS. Brasília/DF: Ministério da Saúde, 2006. Disponível em . Acesso em 27 March, 2015. 5. GRANGEIRO, A. et al. UNGASS-HIV/ Aids: balanço da resposta brasileira, 2001-2005. Rev. Saúde Pública. São Paulo, v.40(Supl), p.6-8, 2006. 6. CARVALHO, D. M. T.; MOTA, E. Sistema de Informação em Saúde. In: ALMEIDA FILHO, N.; ROUQUAYROL, M. Z. Epidemiologia e Saúde. 6 ed, Rio de Janeiro: Medsi, 2003. p. 605- 626. 7. CERQUEIRA, M. B. R. Idosos e HIV/aids: algumas considerações sobre a epidemia no estado de Minas Gerais e Brasil. Unimontes Científica. v. 13, n. 1/2, 2011. Disponível em: . Acesso em: 17 May. 2014. 8. LISBOA, M. E. S. A invisibilidade da população acima de 50 anos no contexto da epidemia de HIV/aids. 2006. Disponível em: . Acesso em: 11 Jan., 2008. 9. ALENCAR, R. de A. O idoso vivendo com HIV/AIDS: a sexualidade, as vulnerabilidades e os enfrentamentos na atenção básica. 2012. 163 p. Tese (Doutorado em Enfermagem). Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. 10. CERQUEIRA, M. B. R. Idosos vivendo com HIV/AIDS: vulnerabilidade e redes sociais em Belo Horizonte (MG), 2013. 2014, 153 p. Tese (Doutorado em Demografia). Universidade Federal de Minas Gerais. 11. DRIEMEIER, M. et al. Vulnerability to AIDS among the elderly in an urban Center in central Brazil. Clinics, v.67, n.1, p.19-25, 2012. 12. WUTOH, A. K. et al. Assessment and Predictors of Antiretroviral Adherence in Older HIV-Infected Patients. JAIDS Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes. 33: S106-S114, 2003. 13. SILVA, F. R. da et al. Aids no Brasil: uma epidemia em transformação. RBAC, v. 42, n.3, p.209-212, 2010. Disponível em: < http://sbac.org. br/rbac/020/302.pdf>. Acesso em: 4 Aug., 2012. 14. DOURADO, I. et al. Tendências da epidemia de Aids no Brasil após a terapia anti-retroviral. Rev saúde pública. São Paulo, v.40, supl., p.9-17, 2006. 15. NIOBEY, F. M. L. et al. Qualidade do preenchimento de atestados de óbitos de menores de um ano na região metropolitana do Rio de Janeiro. Rev Saúde Pública, São Paulo, v. 24, n. 4, p.311-318, 1990. 16. PORTELA, M. C.; LOTROWSKA, M. Assistência aos pacientes com HIV/Aids no Brasil. Rev Saúde Pública. São Paulo: USP, v.40, supl.,p.70-79, 2006. 17. BASTOS, F. I. Aids na terceira década. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2006. 18. MOREIRA, A. L. Inquietações positivas para todas as idades. RADIS: comunicação em saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, set. 2008. n. 73. 19. ZORNITTA, M. Os novos idosos com aids: sexualidade e desigualdade à luz da bioética. 2008. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública). Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro.
3010 unicientifica v. 17 n. 1 (2015) A PRODUÇÃO CIENTÍFICA E O DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE Simone de Melo Costa; A produção de evidências científicas contribui para o desenvolvimento da sociedade. A pesquisa e a publicação se complementam. Publicar permite aos pesquisadores obter reconhecimento no meio científico, divulgar o nome da Instituição em que está vinculado, compartilhar os conhecimentos produzidos e introduzir mudanças na sociedade com base nas evidências científicas. Neste número da Revista Unimontes Científica, sete artigos foram publicados, propiciando aos leitores uma reflexão sobre diferentes áreas do conhecimento. Inicia-se com o artigo “Análise da viabilidade econômicoambiental da implantação de um sistema de captação e aproveitamento de águas pluviais em construções de 100 m2 de cobertura no município de Colina-SP”. Esse artigo teve como objetivo averiguar a viabilidade econômica e ambiental da implantação de um plano de conservação e reuso de água pluvial. Assim, ele aborda um tema atual e necessário acerca da escassez hídrica no Brasil. Em seguida, dois trabalhos relevantes na área de assistência à saúde. O trabalho “Lesões orais diagnosticadas na clínica de Estomatologia da Universidade Estadual de Montes Claros/ Unimontes” determinou a prevalência de lesões orais em pacientes atendidos na clínica odontológica da Unimontes, clínica de Estomatologia. Essa clínica é considerada uma referência na região para o diagnóstico de lesões na cavidade bucal. Desse modo, o artigo divulga o trabalho sério e importante prestado à comunidade nortemineira pelo curso de graduação em Odontologia. Além do mais, revela a Universidade como um componente social de fundamental importância na assistência à saúde. O
3011 unicientifica v. 17 n. 1 (2015) A ATUAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA/ OFICINEIROS NO PROGRAMA “FICA VIVO!”: UMA REVISÃO TEÓRICA Ronderson Rodrigues Duarte;Matilde Meire Miranda Cadete; Vulnerabilidade Social. Educação Física. Educação Este estudo objetivou analisar a percepção dos profissionais de Educação Física/oficineiros referente à vulnerabilidade social, Educação Física, Educação e o Programa de Controle de Homicídios “Fica Vivo!” no eixo da proteção social. Fundamentou-se na pesquisa bibliográfica narrativa com levantamentos de artigos nas bases de dados SciELO e LILACS. Também, foram pesquisados livros, dissertações, teses e programas governamentais. Os descritores utilizados foram: vulnerabilidade social, Educação Física, Educação. Percebe-se que a situação de vulnerabilidade social leva os jovens a mais momentos em que se encontram em risco social, não acessibilidade aos serviços básicos e, consequentemente, reforça essa vulnerabilidade. A Educação Física enquadra-se como ferramenta de inserção social, contribuindo para o desenvolvimento integral dos sujeitos, o que lhes possibilita melhores níveis de qualidade de vida, pois os leva a ambientes saudáveis onde interagem entre si, constroem relações afetivas e trocam experiências. A educação possibilita a formação de jovens ativos, autônomos e cidadãos. No contexto do programa, a aprendizagem e as mudanças comportamentais dos sujeitos se fazem presentes e os potencializam como cidadãos e protagonistas, contudo, diversos preceitos da educação são necessários para mais esclarecimento e obtenção de resultados, ainda, mais eficazes e eficientes, possibilitando, com isso, o desenvolvimento local. 1. ABRAMOVAY, M. et al. Juventude, violência e vulnerabilidade social na América Latina: desafios para políticas públicas. Brasília: UNESCO, BID, 2002. 2. BRASIL. Lei nº 4.024, de 20 de dezembro 1961. Fixa as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 1996. Disponível em:. 3. BRASIL. Lei nº 9.696, de 01 de setembro de 1998. Dispõe sobre a regulamentação da Profissão de Educação Física e cria os respectivos Conselho Federal e Conselhos Regionais de Educação Física. Diário Oficial da União, Brasília, 1998a.Disponível em: . 4. MONTEIRO, S. R. R. P. O marco conceitual da vulnerabilidade social. Sociedade em Debate, v. 17, n. 2, p. 29-40, 2011 5. RADO, S. C.; BONETTI, L.W. A juventudeem condições de vulnerabilidade social e as políticas públicas de acesso à educação. In:IX Congresso Nacional de Educação Educere - III Encontro Sul Brasileiro de Psicopedagogia. Anais..., PUC/PR, p. 3607-18, 2009. 6. ARAÚJO, L. G. S. Relação entre comportamento na infância e a vulnerabilidade social na cidade de Belo Horizonte- MG. 2010. 121 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia). Instituto de Psicologia, USP, São Paulo. 7. JANCZURA, R. Risco ou vulnerabilidade social? Textos & Contextos, v. 11, n. 2, p. 301-308, 2012. 8. HURTADO, D. H. Projetos de vida e projetos vitais: um estudo sobre projetos de vida de jovens estudantes em condição de vulnerabilidade social da cidade de São Paulo. 2012. 170 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia da Educação). Faculdade de Educação, USP, São Paulo. 9. ROSA, S.; LETA, J. Tendências atuais da pesquisa brasileira em Educação Física Parte 1: uma análise em periódicos nacionais. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 24, n.1, p.121- 134, 2010. 10. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Educação Física. Brasília: MEC/SEF, 1997. 11. ALBUQUERQUE, L. R. A constituição histórica da Educação Física no Brasil e os processos da formação profissional. In:IX Congresso Nacional de Educação Educere - III Encontro Sul Brasileiro de Psicopedagogia.Anais..., PUC/PR, p. 2244-58, 2009. 12. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Educação Física. Brasília: MEC/SEF, 1998b. 13. SILVA, A. M. et al.A formação profissional em Educação Física e o processo político social. Pensar a Prática, v. 12, n. 2, p. 1-16, 2009. 14. NUNES, M.P.; VOTRE, S.J.; SANTOS, W. O profissional em Educação Física no Brasil: desafios e perspectivas no mundo do trabalho. Motriz, v. 18, n. 2, p. 280-90, 2012. 15. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA(CONFEF). Resolução CONFEF nº 056/2003. Dispõe sobre o Código de Ética dos Profissionais de Educação Física registrados no Sistema CONFEF/CREFs. Conselho Federal de Educação Física, Rio de Janeiro, 2003. Disponível em:. 16- VIANNA, J. A.; LOVISOLO, H. R. A inclusão social através do esporte: a percepção dos educadores. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 25, n. 2, p. 285-296, 2011. 17. CORREIA, M. S. et al. O papel da Educação Física escolar diante do fenômeno da violência na escola. Integração VER CIDADE, v. 16, n. 61, p. 149-154, 2010. 18. BRINATI, A. B. et al. O papel da Educação Física na inclusão social.In: IV Seminário Internacional de Sociedade Inclusiva - Propostas e Ações Inclusivas: Impasses e Avanços. Anais...,PUC/Minas, p. 1-8, 2006. 19. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 1996. Disponível em:. 20. STOCO, S. Família, educação e vulnerabilidade social: o caso da Região Metropolitana de Campinas, SP. 2011. 208 f. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. 21. OLIVEIRA, J. R. F. Saberes e práticas de mulheres no cuidado de si: contribuições ao cuidado de enfermagem em uma perspectiva educativa. 2011. 129 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem). Escola de Enfermagem Anna Nery, UFRJ, Rio de Janeiro. 22- KLEIN, A.M. Projetos de vida e escola: a percepção de estudantes do ensino médio sobre a contribuição das experiências escolares aos seus projetos de vida. 2011. 292 f. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, USP, São Paulo. 23. QUARESMA, A.G. A práxis social como perspectiva na concepção de educação de Paulo Freire. In: MACHADO, Lucília Regina de Souza; AFONSO, Maria Lucia Miranda (orgs). Gestão social, educação e desenvolvimento local: instrumentos para a transformação social. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. 24. PEIXOTO, B. T.; ANDRADE, M. V.; AZEVEDO, J. P. W. Avaliação do Programa Fica Vivo no município de Belo Horizonte. In: XXXV Encontro Nacional de Economia.Anais..., Niterói: ANPEC, p. 1-20, 2007. 25. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Defesa Social. Superintendência de Prevenção à Criminalidade. Prevenção Social à Criminalidade: a experiência de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2009. 26. MENDES, I. A. A. Fica Vivo! Proteção, mobilização e intervenção. In: Oliveira, K. B.; OLIVEIRA, G. G. (org.). Olhares sobre a prevenção à criminalidade. Belo Horizonte: Instituto Elo, 2009.p. 213-230. 27. LADEIRA, J.A.; ROCHA, R. L. S. Plano B. In: Oliveira, K. B.; Oliveira, G. G. (org.). Olhares sobre a prevenção à criminalidade. Belo Horizonte: Instituto Elo, 2009.p. 193-202. 28. FARIAS, R. R. T.; NORO FILHO, M. A.; LACZYNSKI, P. Relatório Final: Projeto Conexão Local. Programa de Controle de Homicídios - Fica Vivo! 2009. Disponível em: . 29. SILVEIRA, A. M. et al. Impacto do Programa Fica Vivo! na redução dos homicídios em comunidade de Belo Horizonte. Revista Saúde Pública, v. 44, n.3, p. 496-502, 2010. 30. CARBONELL, J. A aventura de inovar: a mudança na escola. Porto Alegre: ARTMED, 2002.
3012 unicientifica v. 17 n. 1 (2015) TIPOS E CAUSAS DE ERROS NO PROCESSO DE MEDICAÇÃO NA PRÁTICA ASSISTENCIAL DA EQUIPE DE ENFERMAGEM Franciele Silva Rodrigues Rocha;Cássio de Almeida Lima;Marcelo Rocha Torres;Renata Patricia Fonseca Gonçalves; Sistemas de medicação. Enfermagem. Erros de medicação Este estudo tem por objetivo descrever os tipos e as causas de erros no processo de medicação ocorridos na prática assistencial da enfermagem, à luz da literatura científica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura sobre os principais trabalhos científicos publicados nos anos de 2002 a 2012, acerca dos erros de medicação em ambiente hospitalar. Efetuou-se a busca de teses/dissertações eletrônicas e artigos publicados em periódicos indexados nas bases de dados LILACS, SciELO e BDENF. O processo de medicação é complexo, formado por várias etapas interdependentes e interligadas, o que demanda dos profissionais da equipe de enfermagem o desempenho das suas habilidades, de forma eficiente e segura, a fim de garantir a terapêutica adequada ao cliente hospitalizado. Foi verificado na literatura que os erros de medicação ocorrem, sobretudo, em decorrência da falta de preparo e de conhecimento dos profissionais - não somente da enfermagem, da sobrecarga e do estresse presentes no ambiente de trabalho e da falha na comunicação da equipe multidisciplinar. Conclui-se que o processo de medicação necessita de uma visão ampla do sistema a fim de garantir aos clientes a prestação de uma assistência multidisciplinar segura. 1. PEREIRA, C. C. et al. Descrição e Avaliação do Sistema de Medicação do Serviço de Farmácia em um Hospital Universitário. Latin American Journal of Pharmacy, Buenos Aires, v. 28, n. 1, p. 91-96. 2009. Disponível em: . Acesso em: 06 jun. 2013. 2. KAWANO, D. F. et al. Acidentes com os medicamentos: como minimizá-los? Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, São Paulo, v. 42, n. 4, p. 487-495. 2006. Disponível em: . Acesso em: 06 jun. 2013. 3. FAKIH F. T.; FREITAS, G. F.; SECOLI, S. R. Medicação: aspectos ético-legais no âmbito da enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 62, n. 1, p. 132-135, 2009. Disponível em: . Acesso em: 07 jun. 2013. 4. PADILHA, K. G. Ocorrências iatrogênicas na prática de enfermagem. In: CASSIANI, S. H. B; UETA, J. (org.). A segurança dos pacientes na utilização da medicação. São Paulo: Artes Médicas, 2004. p. 111-121. 5. MONZANI, A. A. S. A ponta do iceberg: o método de notificação de erros de medicação em um hospital geral privado no município de Campinas-SP. 2006. 120f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preito, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Disponível em: . Acesso em: 09 jun. 2013. 6. BOHOMOL, E.; RAMOS, L. H. Erro de medicação: importância da notificação no gerenciamento da segurança do paciente. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 60, n. 1, p. 32-36, 2007. Disponível em: . Acesso em: 06 jun. 2013. 7. ROSA, M. B.; PERINI, E. Erro de medicação: quem foi? Revista Associação Médica Brasileira, São Paulo, v. 49, n. 3, p. 335-341, 2003. Disponível em: . Acesso em: 07 dez. 2010. 8. COLI, R. C. P.; ANJOS, M. F.; PEREIRA, L. L. Postura dos enfermeiros de uma unidade de terapia intensiva frente ao erro: uma abordagem à luz dos referenciais bioéticos. Revista LatinoAmericana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 18, n. 3, p. 27-33, 2010. Disponível em: . Acesso em: 07 jun. 2013. 9. CASSIANE, S. H. B. et al. O sistema de medicação nos hospitais e sua avaliação por um grupo de profissionais. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 39, n. 3, p. 280- 287, 2005. Disponível em: . Acesso em 06 jun. 2013. 10. ROTHER, E. T. Systematic literature review X narrative review. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 20, n. 2, p. 5-6, 2007. Disponível em: . Acesso em: 07 jun. 2013. 11. MIASSO, A. I. et al. Erros de medicação: tipos, fatores causais e providências tomadas em quatro hospitais brasileiros. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 40, n. 4, p. 524- 532, 2006. Disponível em: . Acesso em: 07 jun. 2013. 12. BELELA, A. S. C.; PETERLINI, M. A. S.; PEDREIRA, M. L. G. Revelação da ocorrência de erro de medicação em unidade de cuidados intensivos pediátricos. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, São Paulo, v. 22, n. 3, p. 257- 263, 2010. Disponível em: . Acesso em: 07 jun. 2013. 13. SILVA, B. K. et al. Problemas na comunicação: uma possível causa de erros de medicação. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 20, n. 3, p. 272-276, 2007. Disponível em: . Acesso em: 07 dez. 2010. 14. COIMBRA, J. A. H. Prevenção e detecção de erros de medicação. Ciência, Cuidado e Saúde, Maringá, v. 5, p. 142-148, 2006. Disponível em: . 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Revista de Medicina, Ribeirão Preto, v. 37, n. 1/2, p. 91-96, 2004. Disponível em: . Acesso em: 07 jun. 2013. 19. MIASSO, A. I. et al. O processo de preparo e administração de medicamentos: identificação de problemas para propor melhorias e prevenir erros de medicação. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 14, n. 3, p. 354- 363, 2006. Disponível em: . Acesso em 8 jun. 2013. 20. AGUIAR, G.; SILVA JÚNIOR, L. A.; FERREIRA, M. A. M. Ilegibilidade e ausência de informação nas prescrições médicas: fatores de risco relacionados a erros de medicação. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, Fortaleza, v. 19, n. 2, p. 84-91, 2006. Disponível em: . Acesso em: 07 jun. 2013. 21. SANTOS, J. O. et al. Sentimentos dos profissionais de enfermagem após a ocorrência de erros de medicação. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 20, n. 4, p. 483- 488, 2007. Disponível em: . Acesso em: 09 jun. 2013. 22. FREITAS, G. F.; OGUISSO, T. Perfil de profissionais de enfermagem e ocorrências éticas. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 20, n. 4, p. 489-494, 2007. Disponível em: . Acesso em: 07 jun. 2013. 23. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução COFEN nº 311/2007. Anexo – Código de Ética dos profissionais de Enfermagem. 08 de fevereiro de 2007. Rio de Janeiro: COFEN, 2007.
3013 unicientifica v. 17 n. 1 (2015) ANÁLISE DA VIABILIDADE ECONÔMICO-AMBIENTAL DA IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE CAPTAÇÃO E APROVEITAMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS EM CONSTRUÇÕES DE 100M² DE COBERTURA NO MUNICÍPIO DE COLINA-SP Eduardo de Carvalho Machione;Marco Antonio Lopes; Água-reuso. Água-precipitação. Água-redução de consumo Objetivo: Objetivou-se, através deste estudo, averiguar a viabilidade econômica e ambiental da implantação de um plano de conservação e reuso de água pluvial em edificações com 100 m2 de cobertura. Metodologia: A metodologia utilizada compôs-se em duas etapas, sendo a primeira uma vasta revisão literária com a finalidade de coletar-se informações, previamente elaboradas, que embasasse e possibilitasse o estudo, e, a segunda etapa uma pesquisa de campo onde visitou-se uma edificação que já possuía o referido sistema a fim de se ter uma noção exata de suas dimensões. Resultados: Através desse estudo, verificou-se que, perante a eminente escassez de água, a implantação do sistema é ambientalmente viável, uma vez que ele reduz substancialmente o consumo de água e a emissão de esgoto. Do ponto de vista econômico, notouse um elevado tempo de retorno devido a média de precipitações pluviométricas ocorridas no município e os preços cobrados pelo fornecimento de água, fato que causa a inviabilidade econômica. Conclusão: Conclui-se, dessa forma, que a viabilidade de implantação do sistema em questão depende de uma análise entre as vantagens ambientais e possíveis desvantagens econômicas, considerando-se que em certames de eminente escassez de água a viabilidade econômica pode ser irrelevante frente a viabilidade ambiental. 1. PEREIRA, R. P.; PASQUALETTO, A.; MINAMI, M. Y. M. Viabilidade econômica/ ambiental da implantação de um sistema de captação e aproveitamento de água pluvial em edificação de 100 m² de cobertura. Goiânia, 2008. 2. GOMES, A. S.; CLAVICO, E. Propriedades físico-químicas da água. Rio de Janeiro: Universidade Federal Fluminense, 2005. Disponível em: . Acesso em: 10 jun. 2014. 3. ALT, R. Aproveitamento de água de chuva para áreas urbanas e fins não potáveis: estudo baseado no curso ABNT de 11-02-2009 SP/SP do Engº Plínio Tomaz. 2009. 59f. São Paulo, 2009. 4. SILVA, V. N.; DOMINGOS, P. Capacitação e manejo de água da chuva. Saúde e Ambiente em Revista, Duque de Caxias, v. 2, n. 1, p. 68-76. 2007. 5. MANCUSO, P. C. S. Tecnologia de reuso de água. In: MANCUSO, P. C. S.; SANTOS, H. F. (Ed.). Reuso de água. Barueri, SP: Manole, 2003. Cap. 9, p. 291-338. 6. TABOSA, E. O. Tratamento e reuso das águas de lavagem de veículos. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2003. 7. MORELLI, E. B. Reuso de água na lavagem de veículos. 2005. 92f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Hidráulica e Sanitária) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. 8. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA ESTATÍSTICA. Biblioteca de Municípios. 2013. Disponível em: – Acesso em: 01 abr. 2014. 9. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15527: água de chuva: aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis: requisitos. Rio de Janeiro, 2007. 10. CENTRO INTEGRADO DE INFORMAÇÕES AGROMETEOROLOGICAS. CIIAGRO. 2014. Disponível em: . Acesso em: 3 jun. 2014. 11. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10884: instalações prediais de águas pluviais. Rio de Janeiro, 1989. 12. TECHNIK FILTERSITEME GMBH. Filtro volumétrico VF1 3P com extensão telescópica de altura. 2012. Disponível em: . Acesso em 30 maio 2014. 13. BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Decreto n. 24.643, de 10 de julho de 1934. Decreta o Código de águas. Diário Oficial União, Brasília, DF, 27 jul. 1934. Disponível em: . Acesso em: 10 jun. 2014. 14. INDÚSTRIA DE MOTORES ANAUGER S.A. Anauger 800: bomba submersa vibratória para poço. 2013. Disponível em: . Acesso em: 03 jun. 2014. 15. SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE COLINA. Tabela de valores de consumo água e esgoto. 2014. Disponível em: - Acesso em: 3 jun. 2014. 16. PORTAL BRASIL. Índices da poupança 2013. 2013. Disponível em: . Acesso em: 20 maio 2014.
3014 unicientifica v. 17 n. 1 (2015) LESÕES ORAIS DIAGNOSTICADAS NA CLÍNICA DE ESTOMATOLOGIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS/UNIMONTES Gercica Ribeiro Silva;Daniella Reis Barbosa Martell;Hercílio Martelli Júnior;Lívia Máris Ribeiro Paranaiba; Saúde bucal. Estomatologia. Epidemiologia. Objetivo: Determinar a prevalência das lesões orais diagnosticadas na clínica de Estomatologia da Universidade Estadual de Montes Claros, Minas Gerais. Metodologia: A análise foi feita por meio de dados coletados a partir 1.504 prontuários clínicos dos pacientes assistidos no serviço de Estomatologia da Universidade. As informações foram transferidas para um banco de dados construído no programa SPSS® e submetidos à análise descritiva. Resultados: Das lesões de mucosa bucal, as principais hipóteses diagnósticas foram hiperpalsia fibrosa (16,2%), mucocele (11,2%) e candidíase (6,6%), localizadas, principalmente, em lábios (20,9%), palato (14,6%) e língua (13,5%). As lesões, em sua maioria, foram submetidas a apenas uma biópsia (48,3%) ou não foram biopsiadas (47,1%). Dentre as lesões passíveis de realização de biópsia, as diagnosticadas com maior frequência foram as hiperplasias fibrosas (13,2%), mucocele (8,1%), líquen plano (3,5%) e carcinoma de células escamosas (3,5%), tendo, então, como medidas terapêuticas a cirurgia (40,2%), prescrição medicamentosa (18%) e proservações (17%). O perfil encontrado foi de paciente do gênero feminino, feoderma, não usuários de próteses, de drogas ilícitas, tabaco ou bebidas alcoólicas, com idade entre 31 a 60 anos, provenientes de Montes Claros ou outros municípios do Norte de Minas. Conclusões: A diversidade de lesões bucais observada reforça a importância do conhecimento dessas manifestações a fim de facilitar o diagnóstico e a implementação de políticas de prevenção. 1. GHIZONI, J. S. et al. Incidência de lesões bucais na Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). RGO, Rev. Gaúch. Odontol. v.17, n.1, p.36-40, 2012. 2. CEBECI, A. et al. Prevalence and distribution of oral mucosal lesions in an adult turkish population. Med. Oral Patol. Oral Cir. Bucal. v. 14, n.6, p.272-277, 2009. 3. DA SILVA, O. M. P. et al. Estudo da emergência odontológica e traumatologia bucomaxilo-facial nas unidades de internação e de emergência dos hospitais do Município de São Paulo. Rev. Bras. Epidemiol. v. 6, n.1, p.58-67, 2003. 4. PEREIRA, T. T. M. et al. Levantamento Epidemiológico das Doenças de Boca: Casuística de Dez Anos. Arch. Health Investigation. v.2, n.3, p. 15-20, 2013. 5. KNIEST, G. et al. Frequência das lesões bucais diagnosticadas no Centro de Especialidades Odontológicas de Tubarão (SC). RSBO. v.8, n.1, p. 13-18, 2011. 6. VAZ, D. A. et al. Concordância entre os diagnósticos clínicos e histopatológicos do Laboratório de Patologia Bucal da Faculdade de Odontologia de Pernambuco. RPG Rev Pós Grad. v.18, n.4, p.236-243, 2011. 7. XAVIER, J. C. et al. Levantamento epidemiológico das lesões bucais apresentadas por pacientes atendidos no Serviço de Estomatologia da Universidade Federal de Pernambuco durante o período de janeiro de 2006 a julho de 2008. Inter. J. Dent. v. 8, n.3, p. 135-139, 2009. 8. HENRIQUE, P. R. et al. Prevalência de alterações da mucosa bucal em indivíduos adultos da população de Uberaba, Minas Gerais. RGO, Rev. Gaúch. Odontol. v.57, n.3, p. 261-267, 2009. 9. VOLKWEIS, M. R. et al. Estudo retrospectivo sobre as lesões bucais na população atendida em um Centro de Especialidades Odontológicas. RGO, Rev. Gaúch. Odontol. v.58, n.1, p. 21-25, 2010. 10. SHULMAN, J. D. The prevalence of oral mucosal lesions in U.S. adults. JADA. v.13, n. 5, p. 1279-1286, 2004. 11. EPSTEIN, J. B. et al. Oral lesions in patients participating in an oral examination screening week at an urban dental school. JADA. v. 13, n. 9, p. 1338- 1344, 2008. 12. SARASWATHI, T. R. Prevalence of oral lesions in relation to habits: Cross-sectional study in South India. Indian J. Dental Research. v. 17, n.3, p. 121-125, 2006. 13. MOREIRA, A. R. O. et al.. Levantamento epidemiológico das doenças epiteliais da região bucomaxilofacilal: casuística de 20 anos. RGO, Rev. Gaúch. Odontol. v. 59, n. 1, p. 65-70, 2011. 14. BRASILEIRO FILHO, G. et al. Bogliolo: patologia geral. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. p. 367, 1993. 15. PINTO, L. P. et al. Patologia básica: sinopse. Natal: Editora da UFRN. p. 186, 1997. 16. RADOS, P. V. et al. Estudo comparativo da concordância entre o diagnóstico clínico e histopatológico das lesões bucais. Rev. Facul. Odontol. Pouso Alegre.v. 37, n.1, p. 21-23, 1996. 17. MORESCO, F. C. et al. Levantamento epidemiológico dos diagnósticos histopatológicos da disciplina de estomatologia da Faculdade de Odontologia da ULBRA-Canoas/RS. Stomatos.v. 9, n.17, p. 29-34, 2003.
3015 unicientifica v. 17 n. 1 (2015) PERFIL DOS USUÁRIOS DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS DE MONTES CLAROS, MINAS GERAIS, BRASIL Fabrícia Vieira de Matos;Leandro Mendes Pinheiro da Silva;Aparecida Rosângela Silveira;Cristina Andrade Sampaio; Saúde mental. Usuários de Drogas. Serviços de Saúde. Centro de Tratamento de Abuso de Substâncias. Objetivo: Identificar o perfil dos usuários do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas da cidade de Montes Claros, MG. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, retrospectivo, descritivo e documental que coletou dados de prontuários de 2008 a 2010, com utilização de um formulário estruturado no período de novembro de 2011 a março de 2012. Resultados: Os resultados obtidos permitiram identificar usuários em sua maioria do sexo masculino, raça parda, solteiros, com o uso predominante de álcool e outras características. Identificaram-se prontuários com preenchimento incompleto, demonstrando uma fragilidade no setor. Conclusões: O conhecimento do perfil do usuário pode contribuir para a adequação do serviço às necessidades desses sujeitos. 1. DELFINI, P.S.S. et al. Perfil dos usuários de um centro de atenção psicossocial infantojuvenil da grande São Paulo. Rev. bras. crescimento desenvolv. hum. v.19, n.2, p.226-236, Ago. 2008. Disponível em: . Acesso em: 21 Nov.2011. 2. VIEIRA, P.C. et al. Uso de álcool, tabaco e outras drogas por adolescentes escolares em município do Sul do Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24, n.11, p. 2487-2498, Nov. 2008. Disponível em: Acesso em: 11Nov.2011. 3. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Relatório de Gestão 2003- 2006: saúde mental no SUS: acesso ao tratamento e mudanças do modelo de atenção. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 4. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. DAPE. Coordenação Geral de Saúde Mental. Reforma Psiquiátrica e política de saúde mental no Brasil. Documento apresentado à Conferência Regional de Reforma dos Serviços de Saúde Mental: 15 anos depois de Caracas. OPAS. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. 5. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2197/GM, de 14 de outubro de 2004. Redefine e amplia a atenção integral para usuários de álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 15 de out. 2004. 6. BRASIL. Lei n. 10.216, de 6 de abril de 2001. Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 09 abril 2001, Seção 1, Eletrônico, p. 2. Disponível: Acesso em 04 de novembro 2013. 7. CARVALHO, M.D.A.; SILVA, H.O.; RODRIGUES, L.V. Perfil epidemiológico dos usuários da Rede de Saúde Mental do Município de Iguatu, CE. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drogas. [serial on the Internet]. v. 6, n. 2, p.337-349, Ago. 2010. Disponível em: Acesso em 10 Ago, 2014. 8. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 189/GM, 20 de março de 2002. Define normas e diretrizes para a organização dos serviços que prestam assistência em saúde mental. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 22 de mar. 2002. 9. COSTA, M.C.O.; ALVES, M.V.Q. M.; SANTOS, C.A.S.T.; CARVALHO, R.C.; SOUZA, K.E.P.; SOUZA, H.L. Experimentação e uso regular de bebidas alcoólicas, cigarros e outras substâncias psicoativas/SPA na adolescência. Ciênc. Saúde Colet, Rio de Janeiro, n.12, v.5, p.1143-1154, 2007. 10. FARIA, J.G.; SCHNEIDER, D.R. O perfil dos usuários do CAPSad-Blumenau e as políticas públicas em saúde mental: the effectiveness of the public policies for mental health. Psicol. Soc., Florianópolis , v. 21, n. 3, p. 324-333, Dec. 2009 . Disponível em: . Acesso em: 19 Out. 2014. http://dx.doi.org/10.1590/ S0102-71822009000300005. 11. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde . Atenção em Saúde Mental. Marta Elizabeth de Souza. Belo Horizonte, 238 p. 12. REED, G.M. Incorporação das perspectivas brasileiras e latino-americanas na classificação de transtornos mentais e comportamentais da CID-11. Rev. Bras. Psiquiatr., São Paulo , v. 33, supl. 1, p. s1-s2, May 2011 . Disponível em: . Acesso em 12 Jul. 2013.
3016 unicientifica v. 17 n. 1 (2015) ENRIQUECIMENTO DE SORVETE COM AMÊNDOA DE BARU (DIPTERYX ALATA VOGEL) E ACEITABILIDADE POR CONSUMIDORES Lucinéia de Pinho;Dayane Sandrely Rodrigues Mesquita;Analú Freitas Sarmento;Eliete Fernandes Flávio; Aceitação Sensorial. Sorvete. Análise de Alimentos. Objetivo: Desenvolver um sorvete a base de amêndoas de baru e avaliar sua aceitação por consumidores em potencial. Metodologia: Os frutos foram colhidos e beneficiados para remoção das amêndoas de baru, que foram torradas antes de serem usadas para produção do sorvete. A composição nutricional do sorvete foi determinada e sua aceitabilidade testada por 91 voluntários que pontuaram o produto em uma Escala Hedônica de 9 pontos para avaliação da aparência, textura e sabor. Eles também declararam sua intenção de compra e hábito de consumo. Resultados: O sorvete de baru apresentou maior teor lipídico, protéico e de fibras, assim como valor calórico total em relação ao padrão. Mais de 85% dos experimentadores mostrou boa aceitação da aparência, textura e sabor do sorvete de baru e 92% declararam intenção de compra. Conclusões: A adição de amêndoa de baru a produtos já disponíveis comercialmente, como sorvetes, agrega valor nutricional sem comprometer seu potencial comercial. Além disso, o uso industrial de amêndoa de baru pode promover o comércio desse fruto do Cerrado, favorecendo as comunidades que o colhem e beneficiam. 1. ROCHA, L.S. Caracterização físicoquímica, microbiológica e sensorial de pães de fôrma elaborados com subprodutos do baru (Dipteryx alata Vogel). 2007. 52f. Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2007. 2. FERREIRA, R.A. et al. Caracterização morfológica de fruto, semente, plântula e muda de Dipteryx alata Vogel - Baru (Leguminosae Papilionoideae). CERNE, v.4, n. 1, p.73-78, 1998. 3. SANO, S.M.; RIBEIRO, J.F.; BRITO, M.A. Baru: biologia e uso. 1.ed. Planaltina: Embrapa Cerrados, 2004. 52p. 4. TOGASHI, M.; SGARBIERI, V.C. Composição e caracterização química e nutricional do fruto do baru (Dipteryx alata, Vog.). 1993. 198f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Nutrição) – Faculdade de Engenharia de Alimentos, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1993. 5. TAKEMOTO, E. et al. Composição química da semente e do óleo de baru (Dipteryx alata Vog.) nativo do município de Pirenópolis, estado de Goiás. Rev. Inst. Adolf Lutz, v.60, p.113-117, 2001. 6. VERA, R. et al. Características químicas de amêndoas de barueiros (Dipteryx alata Vog.) de ocorrência natural no Cerrado do estado de Goiás, Brasil. Rev. Bras. Frutic., v.31, p.112-118, 2009. 7. LIMA, J. et al. Qualidade microbiológica, aceitabilidade e valor nutricional de barras de cereais formuladas com polpa e amêndoa de baru. Bol. Centro Pesqui. Process. Aliment., v.28, n. 2, p.331-343, 2010. 8. FREITAS, J.B.; NAVES, M.M.V. Composição química de nozes e sementes comestíveis e sua relação com a nutrição e saúde. Rev. Nutr., v.23, n.2, p.269-279, 2010. 9. ALVES, A.M. et al. Avaliação química e física de componentes do baru (Dipteryx alata Vog.) para estudo da vida de prateleira. Pesq. Agropec. Trop., v.40, n. 3, p.266-273, 2004. 10. SOARES JÚNIOR, M.S. et al. Qualidade de biscoitos formulados com diferentes teores de farinha de amêndoa de baru (Dipteryx alata Vog.). Pesq. Agrop. Trop., Goiânia, v. 37, n. 1, p. 51-56, 2007 11. BORGES, E.J. Baru, a castanha do Cerrado. 2004. 155f. Monografia (Especialista em Gastronomia e Segurança Alimentar) – Centro de Excelência em Turismo, Universidade de Brasília, Brasília - DF, 2004. 12. SANTOS, G.G. Sorvete: processamento, tecnologia e substitutos de sacarose. Ensaios e Cienc., v.13, n.2, p.95-109, 2009. 13. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Resolução. RDC n. 266, 22 de setembro de 2005. Aprova o regulamento de gelados comestíveis e preparados para gelados comestíveis. Diário oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 23 set. 2005. 14. TRINDADE. J.L.F. et al. Mel como substituto da glucose de milho em sorvetes. In: SEMANA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS, 5, 2007, Paraná. Anais... Curitiba: Universidade Tecnológica Federal do Paraná, 2007. v.2, n.1, p.21. 15. MAIA. M.C.A. et al. Avaliação do consumidor sobre sorvetes com xilitol. Ciênc. Tecnol. Aliment., v.28, n.2, p.341-347, 2008. 16. ABIS (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE SORVETE). Produção e consumo de sorvetes no Brasil. Disponível em: http://www.abis.com.br/estatistica_producaoecon sumodesorvetesnobrasil.html. Acesso em: 16 abr. 2011. 17. IAL (INSTITUTO ADOLFO LUTZ). Métodos físico-químicos para análise de alimentos. 4.ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. 1018 p. 18. MARTINS, B.A., SCHMIDT, F.L. Avaliação sensorial de amêndoas de baru (Dipteryx alata Vog.) processadas no interior do fruto. In: 6. Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social; 2009; Campinas: Universidade de Campinas; 2009. 19. NEPA (NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ALIMENTAÇÃO). Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos: TACO, versão 2. 2 ed. Campinas: NEPA-UNICAMP, 2006. 113p. 20. PHILIPPI, S.T. Tabela de Composição de Alimentos: suporte para decisão nutricional. 2 ed. São Paulo: Coronário, 2002. 135p. 21. OSBORNE, D.R.; VOOGT, P. The analysis of nutrient in foods. London: Academic Press, 1978. 251p. 22. MARIN, A.M.F. Potencial nutritivo de frutos do Cerrado: composição em minerais e componentes não convencionais. 2006. 108f. Dissertação (Mestrado em Nutrição Humana) – Ciências da Saúde, Universidade de Brasília, Brasília, 2006. 23. MARTINS, B.A. Avaliação físico-química de frutos do cerrado in natura e processados para a elaboração de multimisturas. 2006. 61f. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Produção Sustentável) – Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2006. 24. CZEDER, L.P. Composição Nutricional e qualidade protéica da amêndoa do baru (Dipteryx alata Vog.) de plantas de três regiões do cerrado do estado de Goiás. 2009. 55f. Dissertação (Mestrado em Ciências e Tecnologia dos Alimentos) – Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2009. 25. SBC (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA). IV Diretriz brasileira sobre dislipidemias e prevenção da aterosclerose. Rev. Soc. Bras. Cardiol., v.88, s.1, p. 2-19, 2007. 26. FERNANDES, D. et al. Nutritional composition and protein value of the baru (Dipteryx alata Vog.) almond from the Brazilian Savanna. J. Sci. Food Agric., v.90,n.10, p.1650-1655, 2010. 27. NETZLAFF, M.L.W.; ROMAN, J.A. Elaboração e análise sensorial e nutricional de sorvete de soja. Faculdade Assis Gurgacz, Cascavel, PR, 2007. 28. BRAGUETO, G. et al. Desenvolvimento e análise sensorial de sorvete de tomate. In: ENCONTRO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA, 1, 2009, Paraná. Anais... Curitiba: Universidade Tecnológica Federal do Paraná, 2009. p.55-59.
3017 unicientifica v. 17 n. 1 (2015) PLANTAS MEDICINAIS COMO RECURSO TERAPÊUTICO ENTRE FUNCIONÁRIOS DO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE DA UNIMONTES Maria Helena Alves Feitosa;Letícia Lopes Soares;Isabelle Ramalho Ferreira;Marina Magalhães Andrade;Gabriela Pereira Dias; Plantas medicinais. Fitoterapia. Saúde. Cultura. Objetivo: Verificar o uso de plantas medicinais como recurso terapêutico entre funcionários do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, CCBS, da Unimontes. Metodologia: Estudo transversal e analítico. Para coleta de dados, utilizou-se um questionário semiestruturado e autoaplicado, após estudo piloto. O tratamento estatístico considerou o nível de significância p<0,05. Resultados: Foram entrevistados 69 funcionários, a maioria do sexo feminino (68,1%), com idade entre 18 e 57 anos. Dos entrevistados, 78,3% usam plantas medicinais. Desses, 58,6% utilizam mais de uma espécie por vez, sendo a principal forma de uso o chá. O uso não foi associado ao sexo, cor de pele, religião, naturalidade e escolaridade (p>0,05), contudo a média de idade dos que utilizam plantas foi maior que a média dos que não utilizam (p=0,04). A maioria (87,9%) aprendeu a usar plantas com familiares e amigos e, quase totalidade (98,3%) relatou melhora dos sintomas. Entretanto, em casos de doenças e após a prescrição médica, 69,8% usam o medicamento alopático e a planta ao mesmo tempo. Conclusão: A utilização de plantas medicinais, como recurso terapêutico, entre os funcionários sugere uma incorporação cultural da prática integrativa e complementar. 1. CEOLIN, T. et al. Plantas Medicinais: transmissão do conhecimento nas famílias de agricultores de base ecológica no Sul do RS. Revista da Escola de Enfermagem da USP, Brasil, v. 45, n.1, p. 47-54, mar. 2011. 2. ANTONIO, G. D. et al. Fitoterapia na Atenção Primária à Saúde. Revista Saúde Pública, São Paulo, v.48, n. 3, p. 541-553, 2014. 3. LÓPEZ, C. A. A. Considerações gerais sobre plantas medicinais. Ambiente: Gestão e Desenvolvimento, v.1, n.1, p.19-22, 2006. 4. ALVIM N.A. T. et al. O uso de plantas medicinais como recurso terapêutico: das influências da formação profissional às implicações éticas e legais de sua aplicabilidade como extensão da prática de cuidar realizada pela enfermeira. Revista Latino-americana de Enfermagem, Rio de Janeiro, v.14, n. 3, p.316-323, 2006. 5. BATISTA, L. M; VALENÇA, A. M. G. A fitoterapia no âmbito da atenção básica do SUS: realidade e perspectivas. Pesquisa brasileira em Odontopediatria e Clínica integrada, João Pessoa, v. 12, n. 2, p. 293-296, 2012. 6. BRASIL. Portaria 971. Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS). Ministério da Saúde. Brasília, DF, 3 mai. 2006. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ saudelegis/gm/2006/prt0971_03_05_2006.html. Acesso em: 08 jun. 2015. 7. BRASIL. Decreto nº 5813. Aprova a Política de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e dá outras providências. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 22 jun. 2006. Disponível em: http://www.planalto.gov. br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Decreto/D5813. htm. Acesso em: 08 jun. 2015. 8. FIGUEREDO, C.A. et al. A Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos: Construção, Perspectivas e Desafios. Physis Revista da Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 24, n. 2, p.381-400, 2014. 9. BRASIL. Resolução nº 466/12. Sobre pesquisa envolvendo seres humanos. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 12 dez. 2012. Disponível em: http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/ Reso466.pdf . Acesso em: 08 jun. 2015. 10. HOSMER, D. W; LEMESHOW, S. Applied Logistic Regression. Wiley-Interscience Publication, New York, v. 2, p.280, 2000. 11. IBGE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo 2010. Disponível em: http://cidades.ibge.gov.br/xtras/ temas.php?lang=&codmun=314330&idtema=16 &search=minas-gerais|montes-claros|sintese-dasinformacoes. Acesso em 12 nov. 2014. 12 LIMA, A. R. A. et al. Ações de mulheres agricultoras no cuidado familiar: uso de plantas medicinais no sul do Brasil. Texto contextoenfermagem, Florianópolis, v. 23, n.2, p. 365-372, abr-jun,2014. 13. LIMA, S. C. S. et al. Representações e usos de plantas medicinais por homens idosos. Revista Latino-Americana Enfermagem. Ribeirão Preto, v. 20, n.4, p. 778-786, jul-ago, 2012. 14. PIRES, I. F. B. et al. Plantas Medicinais como opção terapêutica em comunidade de Montes Claros, Minas Gerais Brasil. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, Campinas, v.16, n.2, supl.1, p.426-433, 2014. 15. COSTA, V.P; MAYWORM, M. A. S. Plantas medicinais utilizadas pela comunidade do bairro dos Tenentes-município de Extrema, MG, Brasil. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, Botucatu, v.13, n. 3, 2011. Disponível em: . Acesso em: 8 de junho de 2015. 16. BADKE, M. R. et al. Saberes e práticas populares de cuidado em saúde com o uso de plantas medicinais. Texto contexto-enfermagem. Florianópolis, v. 21, n.2, p.363-370, 2012. 17. GARCIA, R. R. Café, açúcar, algodão. Mas, e as camélias de São Paulo? Indícios da produção de chá no interior paulista, século XIX, sob a perspectiva filológica. Almanack, São Paulo, n.2, nov. 2011. Disponível em: http://www.almanack. unifesp.br/index.php/almanack/article/view/800>. Acesso em: 08 Jun. 2015. 18. MESSIAS, M. C. T. B. et al. Uso Popular de Plantas Medicinais e Perfil Socioeconômio dos usuários: um estudo em área urbana em Ouro Preto, MG, Brasil. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, Botucatu, v. 17, n. 1, p. 76-104, 2015. 19. MACHADO, A.C; OLIVEIRA, R. C. Medicamentos Fitoterápicos na Odontologia: evidências e perspectiva sobre o uso da aroeira-dosertão (MyracrodruonurundeuvaAllemão). Revista Brasileira de Plantas Medicinais, Botucatu, v. 16, n. 2, p. 283-289, 2014.
3018 unicientifica v. 16 n. 2 (2014) AVANÇO E CONSOLIDAÇÃO Cristina Andrade Sampaio; A Revista Unimontes Científica, em seu primeiro número, já anunciava seu propósito de promover e difundir o conhecimento produzido pela comunidade acadêmica. O avanço tornouse primordial ao extrapolar a regionalização e possibilitar a difusão do conhecimento científico. A interdisciplinaridade do escopo da revista tem possibilitado a divulgação de resultados de pesquisas das diversas áreas do conhecimento e, ainda, com o uso das diferentes metodologias, tanto quantitativas como qualitativas. Nesse sentido, essa edição traz os artigos de revisão “A responsabilidade civil do Estado referente ao bullying nas instituições públicas de ensino básico”; “Paralisia cerebral: uma revisão da literatura”; “Violência doméstica contra a mulher e atenção à saúde: uma revisão sistematizada da literatura” e “Da antiguidade aos tempos modernos: algumas balizas sobre a retórica”. Como artigo de relato de experiência tem-se o “Modelos de bolas para estudar estequiometria e os fenômenos respiração e fotossíntese no Ensino Médio”. Artigos de pesquisa observacional e transversal, como o estudo “Perfil clínico-social
3019 unicientifica v. 16 n. 2 (2014) MODELOS DE BOLAS PARA ESTUDAR ESTEQUIOMETRIA E OS FENÔMENOS RESPIRAÇÃO E FOTOSSÍNTESE NO ENSINO MÉDIO Roberto Ananias Ribeiro;Daiane Sousa Dias;Ana Paula Venuto Moura;Maria Orminda Santos Oliveira;Maria Alice Diniz Martins;Karoline Rocha Ribeiro;Pedro Fonseca de Vasconcelos;Izabella Renata Gomes Cunha; Modelo de bolas. Fotossíntese. Respiração. Estequiometria Modelo de bolas é um recurso que tem sido utilizado para tornar mais fácil a “visualização” de moléculas e equações químicas. O objetivo deste trabalho foi ensinar os conteúdos respiração e fotossíntese, na disciplina de Biologia, e estequiometria, na disciplina de Química, utilizando modelos de bolas para as moléculas envolvidas nesses processos. A estrutura plana das moléculas foi modelada usando bolinhas de isopor de diferentes cores e diâmetros, para representar os átomos, e palitos de dente, para representar as ligações químicas. Com os modelos prontos, os alunos estudaram as reações e a estequiometria ao relacionar as quantidades de átomos nos reagentes com aquelas nos produtos. Foi observada muita empolgação e interesse durante as atividades, mostrando que o uso de modelos de bolas, nesse contexto, contribui para uma aula mais atrativa e com maior participação dos alunos. 1. MILAGRES, V. S. O.; JUSTI, R. S. Modelos de ensino de equilíbrio químico. Química Nova na Escola, São Paulo, n. 13, p. 41-46, maio, 2001. 2. RIBEIRO, R. A.; FONSECA, F. S. A.; SILVA, P. N. Aula prática como motivação para estudar Química e o perfil de estudantes do 3º ano do ensino médio em escolas públicas e particulares de Montes Claros. Unimontes Científica, Montes Claros, v. 5, n. 2, p. 155-159, 2003. 3. CHASSOT, A. Prováveis modelos de átomos. Química Nova na Escola, n. 3, p. 3, maio, 1996. 4. UNIMONTES. Universidade Estadual de Montes Claros, Resolução CEPEX n° 051/2008. Disponível em: . Acesso em 11 abr. 2014. 5. UNIMONTES. Universidade Estadual de Montes Claros, Resolução CEPEX no. 073/2006. Disponível em: . Acesso em 11 abr. 2014. 6. LOPES, S. Bio. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. 7. AMABIS, G.R.; MARTHO, J.M. Biologia dos organismos: a diversidade dos seres vivos, anatomia e fisiologia de plantas e de animais. São Paulo: Moderna, 2004. 8. 3B SCIENTIFIC.. Disponível em: . Acesso em 11 abr. 2014. 9. LIMA, M. B.; DE LIMA-NETO, P. Construção de modelos para ilustração de estruturas moleculares em aulas de química. Química Nova, São Paulo, v. 22, n. 6, p. 903-906, 1999. 10. CARDOSO,S. P.; COLINVAUX D. Explorando a motivação para estudar química. Química Nova, São Paulo, v. 23, n. 3, p. 401-404, 2000. 11. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n. 9.394, de 20/12/1996. 12. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: ensino médio. Brasília: Ministério da Educação. 1999.
3020 unicientifica v. 16 n. 2 (2014) A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO REFERENTE AO BULLYING NAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE ENSINO BÁSICO Washington Navarro de Souza Júnior;Ionete de Magalhães Souza; Bullying. Ciberbullying. Responsabilidade civil do Estado. Instituições de ensino básico. Teoria do risco administrativo. Teoria da falta do serviço O bullying escolar, fenômeno endêmico em escolas de todo o mundo, consiste, atualmente, numa grave forma de violência capaz de produzir sérios danos, em especial, para os sujeitos passivos das agressões. Contudo, este problema não se restringe somente aos limites físicos das instituições de ensino, afeta, direta ou indiretamente, toda a sociedade. Assim, este estudo promove uma análise dos aspectos concernentes à responsabilização civil do Estado em relação a tal fenômeno, quando ocorrente na rede pública de ensino básico. Para tanto, estudou-se, sinteticamente, a evolução histórico-doutrinária da responsabilidade civil da Administração e a presença de tal instituto no Ordenamento Jurídico Brasileiro, a fim de se obter um melhor entendimento da interpretação e aplicação desse instituto de Direito Público, que atualmente está consagrado, inclusive na sua modalidade objetiva, pelo Diploma Civil, e, precipuamente, pela Constituição Federal. Ademais, embasando na jurisprudência nacional e na doutrina especializada, indicam-se as possíveis modalidades, dadas certas circunstâncias, em que se pode enquadrar a referida responsabilização do ente estatal, observando-se, destacavelmente, as divergências acerca da responsabilidade, independente de culpa, por atos omissivos. 1. MINAYO, M. C. S. e GOMES, S. F. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 25 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. 2. ABRAMOVAY, M.; RUA, M. G. Violências nas escolas. Brasília. 2002. Disponível em: . Acesso em 15 de setembro de 2012, às 13h50. 3. SILVA, A. B.B. Bullying: mentes perigosas nas escolas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. 4. CHALITA, G. Pedagogia da amizade – Bullying: o sofrimento das vítimas e dos agressores. São Paulo: Gente, 2008. 5. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Súmula 403. Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais. Disponível em:< http://www.stj. jus.br/SCON/SearchBRS?b=SUMU&livre=@ docn=000000403>. Acesso em 20 de março de 2013, às 13h 34. 6. ANGHER, A. J. (Org.). Vade Mecum acadêmico de direito. 15 ed. São Paulo: Rideel, 2012. 7. ABRAPIA. Programa de redução do comportamento agressivo entre estudantes. Disponível em:< http://www. observatoriodainfancia.com.br/IMG/pdf/doc-154. pdf>. Acesso em: 10 de abril de 2013, às 12h 30. 8. GASPARINI, D. Direito Administrativo. 17 ed. Atualizada por Fabrício Motta. São Paulo: Saraiva, 2012. 9. DI PIETRO, M. S. Z. Direito Administrativo. 21 ed. São Paulo: Atlas, 2008. 10. MEIRELES, H. L. Direito Administrativo Brasileiro. 38 ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2012. 11. VENOSA, S. S. Direito Civil: responsabilidade civil. 11 ed. v. 4. São Paulo: Editora Atlas, 2011. 12. MELLO, C. A. B. de. Curso de Direito Administrativo. 26 ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2009. 13. GONÇALVES, C. R. Direito Civil Brasileiro: parte geral. 10 ed. V.1. São Paulo: Saraiva, 2012. 14. CAVALIERI FILHO, S. Programa de responsabilidade civil. 8 ed. São Paulo: Atlas, 2008, p. 577. 15. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 35 ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2012, p. 928. 16. GONÇALVES, C. R. Direito civil brasileiro: responsabilidade civil. 7 ed. v. 4. São Paulo: Saraiva, 2012. 17. BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Recurso Extraordinário 109.615. Responsabilidade Civil do Estado. Brasília - DF, 02 de agosto de 1996. Disponível em:< http://www.stf. jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.as p?s1=%28globo+ocular%29&base=baseAcordaos &url=http://tinyurl.com/kvrwpb2.>
3021 unicientifica v. 16 n. 2 (2014) DA ANTIGUIDADE AOS TEMPOS MODERNOS: ALGUMAS BALIZAS SOBRE A RETÓRICA Arlete Ribeiro Nepomuceno;Sarah Caroline Dias Leão;Edilene Ferreira dos Santos; Retórica. Argumentação. Linguagem. Este artigo, recorte do projeto de pesquisa Uma análise retórica de anúncios publicitários veiculados em revistas e panfletos, financiado pela Fapemig, edital PRP 5/2013 PROINIC, propõe-se a evidenciar um panorama histórico dos estudos da retórica do seu surgimento à nova retórica. Para isso, consideramos basilares as contribuições teóricas de Aristóteles (1998), Reboul (2000), Plantin (1996), Plebe (1978), Carrilho (1990), Perelmann e Tyteca (2005), entre outros. Metodologicamente, valemonos de uma análise qualitativa, com fundamentação científica, esboçando, com seus representantes mais significativos, um trajeto histórico da retórica. Observamos que a retórica passou por muitos períodos, sofrendo a interferência de uma diversidade de fatores, para, finalmente, após alguns movimentos cíclicos de recuperação, num verdadeiro reflorescimento, chegar ao século XX revigorada. Concluímos que a retórica, desde o seu limiar no Ocidente, com toda a complexidade que a envolve, já faz parte de um uso bastante antigo na história da linguagem, constituindo atividade estruturante de todo e qualquer discurso, o que traz a lume o poder persuasivo da argumentação. 1. KOCH, I. G. V. Aspectos da argumentação em língua portuguesa. Tese (Doutorado em Ciências Humanas: Língua Portuguesa). Universidade Católica de São Paulo. 1984. 2. ARISTÓTELES. Retórica. Trad. Manuel Alexandre Júnior; Paulo Farmhouse Alberto; Abel Nascimento Pena. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1998. 3. REBOUL, O. Introdução à retórica. São Paulo: M. Fontes, 2000. 4. PLATIN, C. L’argumentation. Paris: Seuil, 1996. 5. ABREU, A. S. A arte de argumentar: gerenciando razão e emoção. 6 ed. São Paulo:Ateliê Editorial, 2003. 6. PLATÃO. Diálogos. Seleção de textos de José Américo Motta Pessanha. Trad. e notas de José Cavalcante de Souza; Jorge Paleikat; João Cruz Costa. 2 ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. 7. FERREIRA, L. A. Leitura e persuasão: princípios de análise retórica. São Paulo: Contexto, 2010. 8. PLEBE, A. Breve história da retórica antiga. Trad. e notas de Gilda Naécia Maciel de Barros. São Paulo: E. P. U./EDUSP, 1978. 9. FERRO, M.; TAVARES, M. Análises das obras Górgias e Fédon de Platão. 3 ed. Lisboa: Editorial Presença, 2001. 10. TRINGALI, D. Introdução à retórica. São Paulo: Duas cidades, 1998. 11. DINUCCI, A. Platão entre a filosofia e a retórica. Prometeus Filosofia em Revista, ano I, n. 2, Julho/dezembro, 2008. 12. IJSSELING, S. Rhetórique et philosophie. In: La Revue Philosophique de Louvain, n. 22, 1976. 13. CÍCERO, M. De oratore. Trad. H. Rackham. Londres: Havard University Press, 1969. 14. CARRILHO, M. M. (coord.). Retórica e comunicação. Lisboa: Asa, 1990. 15. ARISTÓTELES. Arte retórica e Arte poética. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, [s.d.] 16. QUINTILIAN. Institution oratoire. Paris: Guarnier, [s.d.]. 17. CURTIUS, E. R. Literatura européia e idade média latina. Trad. Teodoro Cabral; Paulo Rónai. São Paulo:Hucitec/EdUSP, 1996. 18. RIPOSALI, B. Problemi di retórica antica. In: Introduzione alla filologia clássica. Milan: C. Marzorati, 1951. 19. AGOSTINHO, S. A doutrina cristã. São Paulo: Paulus, 2002. 20. MALEVAL, M. A. T. Da retórica medieval. In: Gladis, Massini-Cagliari et al. (org.). Metodologias: Série Estudos Medievais, 1. Rio de Janeiro. Grupo de Estudos Medievais da ANPOOL, 2008, p. 1-27. 21. HANSEN, J. A. Retórica. Anais Seminário UERJ, s.ed., 1994. Xerografado. 22. PERELMANN, C.; OLBRECHTSTYTECA, L. Tratado da argumentação: a nova retórica. Trad. Maria Ermantina Galvão. São Paulo: M. Fontes, 2005.
3022 unicientifica v. 16 n. 2 (2014) PARALISIA CEREBRAL: UMA REVISÃO DA LITERATURA Alisson Fernando dos Santos; Paralisia cerebral. Encefalopatia crônica não progressiva da infância. Pré-natal. Revisão da literatura. A paralisia cerebral (PC), ou mais apropriadamente encefalopatia crônica não progressiva da infância, é o resultado de uma lesão estática, ou seja, não progressiva, ocorrida no período pré, peri ou pós-natal, que afeta o sistema nervoso central em fase de maturação. O objetivo deste trabalho foi fazer uma revisão da literatura sobre a paralisia cerebral. Foram coletados dados da biblioteca virtual SciELO (Scientific Eletronic Library Online), do jornal de pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), do portal de revistas da Universidade de São Paulo – USP e de reconhecidos livros médicos. Os principais resultados obtidos indicam que a PC possui considerável incidência em nosso meio, que se mantém constante ou até eleva-se em algumas regiões. Além disso, foi demonstrado que o conhecimento a cerca da PC possibilita uma correta intervenção, prevenindo possível dolo ao paciente. Por isso, conclui-se que a PC representa um problema atual na atenção básica de saúde e que deve ser compreendido, diagnosticado e conduzido com intervenções adequadas. 1. MONTEIRO, C. B. M. Realidade virtual na paralisia cerebral. São Paulo: Plêiade, 2011. 2. ASSIS-MADEIRA, E. A.; CARVALHO, S. G. Paralisia cerebral e fatores de risco ao desenvolvimento motor: uma revisão teórica. Cadernos de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, São Paulo, v.9, n.1, p.142-163, 2009. 3. COHEN, M. Tratado de ortopedia. São Paulo: Roca, 2007. 4. CARAM, A. L. A.; MORCILLO, A. M.; PINTO, E. A. L. C. Estado nutricional de crianças com paralisia cerebral. Revista de Nutrição, Campinas, v.23, n.2, p.211-219, mar-abr, 2010. Disponível em: . Acesso em: 15 de Maio de 2012. 5. VIVONE, G. P. et al. Análise da consistência alimentar e tempo de deglutição em crianças com paralisia cerebral tetraplégica espástica. Revista CEFAC, São Paulo, v.9, n.4, p.504-511, out-dez, 2007. Disponível em: < http:// www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S1516-18462007000400011>. Acesso em: 15 de Maio de 2012. 6. STRAPASSON, A. M.; DUARTE, E. “Polybat”: um jogo para pessoas com paralisia cerebral. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v.23, n.2, p.121-33, abr-jun, 2009. Disponível em: < http://www.revistas.usp.br/ rbefe/article/viewFile/16716/1842>. Acesso em: 18 de Maio de 2012. 7. MASSI, G. et al. Análise clínico-qualitativa do discurso de uma criança com paralisia cerebral. Psicologia em Estudo, Maringá, v.14, n.4, p.797- 806, out-dez, 2009. Disponível em: < http://www. scielo.br/pdf/pe/v14n4/v14n4a20>. Acesso em: 15 de Maio de 2012. 8. FONSECA, J. O. et al. Aplicação do inventário de avaliação pediátrica de incapacidade (PEDI) com crianças portadoras de paralisia cerebral tetraparesia espástica. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, São Paulo, v.16, n.2, p.67-74, maio-ago, 2005. Disponível em: < http://www.revistas.usp.br/rto/ article/view/13962>. Acesso em: 18 de Maio de 2012. 9. MELLO, S. S.; MARQUES, R. S.; SARAIVA, R. A. Complicações respiratórias em pacientes com paralisia cerebral submetidos à anestesia geral. Revista Brasileira de Anestesiologia, v.57, n.5, set-out, 2007. Disponível em: . Acesso em:15 de Maio de 2012. 10. BOBATH, K. A deficiência motora em pacientes com paralisia cerebral. São Paulo: Manole, 1979. 11. MONTEIRO, C. B. M. et al. Aprendizagem motora em crianças com paralisia cerebral. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano, São Paulo, v.20, n.2, p.250-262, 2010. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/scielo. php?pid=S0104-12822010000200008&script=sci_ arttext>. Acesso em: 18 de Maio de 2012. 12. VASCONCELOS, R. L. M. et al. Avaliação do desempenho funcional de crianças com paralisia cerebral de acordo com níveis de comprometimento motor. Revista Brasileira de Fisioterapia, São Carlos, v.13, n.5, p.390-397, setout, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 de Maio de 2012. 13. COSTA, T. D. A.; CARVALHO, S. M. R.; BRACCIALLI, L. M. P. Análise do equilíbrio estático e de deformidades nos pés de crianças com paralisia cerebral. Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v.18, n.2, p.127-132, abr-jun, 2011. Disponível em: < http://www.revistas.usp.br/fpusp/ article/view/12247>. Acesso em: 18 de Maio de 2012. 14. MARCONDES, E. et al. Pediatria básica: pediatria clínica geral. 9.ed. São Paulo: Sarvier, 2003. 15. MARGRE, A. L. M.; REIS, M. G. L.; MORAIS, R. L. S. Caracterização de adultos com paralisia cerebral. Revista Brasileira de Fisioterapia, São Carlos, v.14, n.5, p.417-425, setout, 2010. 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Acesso em: 18 de Maio de 2012.
3023 unicientifica v. 16 n. 2 (2014) VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER E ATENÇÃO À SAÚDE: UMA REVISÃO SISTEMATIZADA DA LITERATURA Cícera Renata Diniz Vieira;Emanuella de Castro Marcolino;Alessandro Leite Cavalcanti Correio; Violência doméstica. Violência contra a mulher. Atenção à Saúde. Saúde Pública A violência é um fenômeno social que afeta a saúde individual e coletiva e se incorpora como objeto de saúde pública revelando-se uma problemática que implica em perdas para o bem-estar, a segurança e os direitos humanos. Este estudo objetivou analisar a violência doméstica contra a mulher e as implicações do setor saúde frente ao fenômeno.Para tanto, realizou-se uma revisão sistematizada da literatura, nas bases de dados LILACS e PUBMED utilizando os descritores Violência contra a mulher e Serviços de saúde, entre os anos de 2008 a 2013. No que tange à percepção das mulheres em relação ao atendimento prestado nos serviços de saúde, os estudos apontaram que a maioria não procura o setor de saúde por acreditar que a violência que sofrem não é um problema de saúde, ou ainda por não se sentirem acolhidas nestes serviços.O maior número de consultas mostrou-se associado com eventos repetitivos de violência por parceiro íntimo, em geral, eventos graves e relacionados com abusos físicos e sexuais. Dentre os estudos com profissionais de saúde, 86% foram realizados em serviços de atenção básica e 14% em serviços hospitalares e revelaram que as práticas em saúde têm reproduzido as desigualdades de gênero no cotidiano. Tal violência não é registrada como agravo à saúde da mulher, gerando subnotificação e invisibilidade.Deste modo, faz-se necessário a ampliação da rede de atenção a mulheres em situação de violência doméstica, evitando limitar a prática a ações isoladas, que por si não dão conta da complexidade do fenômeno. 1. 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Cadernos de SaúdePública. Rio de Janeiro v.23, n.2, p.471-475, 2007.
3024 unicientifica v. 16 n. 2 (2014) CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS DO SÊMEN DE INDIVÍDUOS QUE REALIZARAM ESPERMOGRAMA POR MÉTODO AUTOMATIZADO Luís Fernando de Souza Vieira;Héllen Fabiana Batista de Castro;Maria Tereza de Carvalho Almeida;Jaqueline Teixeira Teles;Nair Amélia Prates Barreto;Fernanda Alves Maia; Parâmetros seminais, Análise seminal automatizada, Motilidade, Concentração, Morfologia. Objetivo: Conhecer as características seminais microscópicas de indivíduos que realizaram espermograma por método automatizado é importante para caracterizar o perfil e subsidiar os profissionais na indicação destes exames. Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo, no qual se realizou a coleta de dados de espermogramas de 27 indivíduos com idades entre 21 a 65 anos, com exame realizado por sistema automático de análise seminal, em um laboratório de análises clínicas de um hospital escola, no período de julho de 2008 a abril de 2011. Resultados: Neste estudo, 19(70,37%) indivíduos eram normospérmicos, ou seja, os parâmetros concentração, motilidade e morfologia encontravam-se dentro dos limites de normalidade proposto pela World Health Organization (de agora em diante, WHO). Conclusões: Apesar do número elevado de indivíduos normospérmicos, não podemos afirmar que estes são potencialmente férteis, uma vez que a fertilidade masculina é uma herança multifatorial e outros fatores devem ser avaliados. Considerando que o número de exames realizados foi baixo, novos estudos são necessários para investigar os possíveis fatores que contribuíram para esses achados. 1. MISELL, L. M. et al. A stable isotope-mass spectrometric method for measuring human spermatogenesis kinetics in vivo. The Journal of Urology, v. 175, n. 1, p. 242-246, 2006. 2. WONG, W. Y. Male factor subfertility: possible causes and the impact of nutritional factors. Fertility and Sterility, v. 73, n. 3, p. 435-442, 2000. 3. PASQUALOTTO, E. B.; PASQUALOTTO, F. F. Espermograma e testes de função espermática. Femina, v. 34, n. 2, p. 91-98, 2006. 4. NALLELLA, K. P. et al. Significance of sperm characteristics in the evaluation of male infertility. Fertility and Sterility, v. 85, n. 3, p. 629-634, 2006. 5. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Laboratory manual for the examination of human semen and sperm-cervical mucus interaction. 4ª ed. Cambridge: Cambridge University Press, 1999. 6. EBISCH, I. M. W. et al. C677T Methylenotetrahydrofolato reductase polymorphism interferes with the effects of acid and zinc sulfate on sperm concentration. Fertility and Sterility, v. 80, n. 5, p. 1190-1194, 2003. 7. ELZANATY, S. et al. Duration of sexual abstinence: epididymal and accessory sex gland secretions and their relationship to sperm motility. Human Reproduction, v. 20, n. 1, p. 221-225, 2005. 8. BIANCHI, M. L. P.; ANTUNES, L. M. G. Free radicals and the main dietary antioxidants. Revista de Nutrição, v. 12, n. 2, p. 123-130, 1999. 9. NARDOZZA JÚNIOR, A. et al. Urologia Fundamental. São Paulo: Planmark, 2010. 10. PIRES, I. O espermograma na prática laboratorial. Revista iberoamericana de fertilidad y reproducción humana, v. 27, n. 3, p. 211-221, 2010. 11. MORTIMER, S. T. Casa-Practical aspects. Journal Andrologia, p. 515-524, 2000.
3025 unicientifica v. 16 n. 2 (2014) HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO AO IDOSO NA PERSPECTIVA DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE Elaine Cristina Santos Alves;Letícia Santos Rosa;Maricy Kariny Soares Oliveira;Wellinson Santos Alves;Monica Antar Gamba;Joice F. Costa Quadros;Deivide Douglas Araujo; Agente Comunitário de Saúde. Idoso. Humanização. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo compreender a percepção dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) sobre a Humanização do Atendimento aos idosos na Estratégia de Saúde da Família (ESF). Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo de natureza qualitativa. Os sujeitos da pesquisa foram doze Agentes Comunitários de Saúde (ACS) do programa de Estratégia de Saúde da Família de Montes Claros, Minas Gerais. A pesquisa foi realizada nos dias 10 a 20 de setembro de 2010. Foi utilizada entrevista semiestruturada como instrumento para coleta de dados. Realizou-se a análise descritiva dos dados através da técnica de análise do conteúdo. Resultados: Os resultados revelaram que, a percepção dos Agentes Comunitários de Saúde sobre o atendimento humanizado ao idoso significa priorizar o atendimento a este, considerar suas limitações funcionais e respeitar os seus direitos. Ainda, segundo eles, este atendimento pode influenciar muito no processo de envelhecimento do paciente. Evidenciou-se, também, a compreensão dos entrevistados sobre a necessidade de um treinamento especial para trabalhar com idosos. Conclusões: Propõe-se que sejam realizados treinamentos interdisciplinares que trabalhem as necessidades e alterações do processo de envelhecimento e humanização, capacitando os Agentes Comunitários de Saúde para lidar com mais segurança e compreensão com este ser idoso, aprimorando comportamentos e humanizando a assistência prestada. 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 2. SILVESTRE, J. A.; COSTA NETO, M. M. da. Abordagem do idoso em programas de saúde da família. Cadernos de Saúde Pública. Rio de Janeiro, v. 19, n. 3, p. 839-847, maio-jun, 2003. 3. LIMA, T. J. V. de et al. Humanização na atenção à saúde do idoso. Saúde Sociedade. São Paulo, v. 19, n. 4, p. 866-877, dez, 2010. 4. FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. 5. GALAVOTE, H. S. et al. Desvendando os processos de trabalho do agente comunitário de saúde nos cenários revelados na Estratégia Saúde da Família no município de Vitória (ES, Brasil). Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 16, n. 1, p. 231-240, jan, 2011. Disponível em: . Acesso em: 12 ago. 2013. 6. BRASIL. Estatuto do Idoso. Brasília: Ministério da Saúde, 2003. 7. PEREIRA, R. S.; CURIONI, C. C; VERAS, R. Perfil demográfico da população idosa no Brasil e no Rio de Janeiro em 2002. Textos Sobre Envelhecimento. Rio de Janeiro, v. 6, n. 1, não paginado, 2003. Disponível em: . Acesso em 27 mar. 2013. 8. JÚNIOR, K. F. Programa Saúde da Família comentado. Goiânia: AB, 2003. 9. ROACH, S. Introdução à Enfermagem Gerontológica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. 10. BEZERRA, A. F. B.; ESPÍRITO SANTO, A. C. G. do; BATISTA FILHO, M. Concepções e práticas do agente comunitário na atenção à saúde do idoso. Revista de Saúde Pública, v. 39, n. 5, p. 809-815, out, 2005. 11. ARAUJO, M. A. da S.; BARBOSA, M. A. Relação entre o profissional de saúde da família e o idoso. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem. Rio de Janeiro, v. 14, n. 4, p. 819- 824, dez, 2010. Disponível em: http://www.scielo. br/pdf/ean/v14n4/v14n4a23.pdf. Acesso em: 12 ago. 2013. 12. LOYOLA FILHO, A. I. de.; UCHOA, E.; LIMA-COSTA, M. F. Estudo epidemiológico de base populacional sobre uso de medicamentos entre idosos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Cadernos de Saúde Pública. Rio de Janeiro, v. 22, n. 12, p. 2657- 2667, dez, 2006. 13. GRILLO, M. F. F.; GORINI, M. I. P. C. Caracterização de pessoas com Diabetes Mellitus Tipo 2. Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília, v. 60, n. 1, p. 49-64, jan-fev, 2007. 14. TAVARES, D. M. dos S. et al. Incapacidade funcional entre idosos residentes em um município do interior de Minas Gerais. Texto e Contexto Enfermagem. Florianópolis, v. 16, n. 1, p. 32-39, mar, 2007. 15. DESLANDES, S. F. Análise do discurso oficial sobre a humanização da assistência hospitalar. Ciência e Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, p. 7-14, 2004. 16. BALSANELLI, A. P.; JERICÓ, M. de C. Os reflexos da gestão pela qualidade total em instituições hospitalares brasileiras. Acta Paulista de Enfermagem. São Paulo, v. 18, n. 4, p. 397-402, dez, 2005.
3026 unicientifica v. 16 n. 2 (2014) PERFIL CLÍNICO-SOCIAL E HÁBITOS DE HIGIENE BUCAL DE PUÉRPERAS ATENDIDAS EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Jéssica Bianca Rodrigues Lopes;Verônica Oliveira Dias;Soraya Mameluque;Kênia Patiele Silva Martins;Edson José Carpintero Rezende;Edwaldo Barbosa de Souza Júnior; Gestação. Puérpera. Doença periodontal. Higiene bucal. Conhecer o perfil clínico-social, a condição periodontal e os hábitos de higiene bucal de puérperas atendidas no Hospital Universitário Clemente de Faria no município de Montes Claros – MG. Método: Aplicação de questionário semiestruturado com informações sobre condições socioeconômicas, saúde geral e hábitos de higiene bucal durante a gestação, seguido de exame clínico periodontal. Resultados: Foram analisados os dados de 71 puérperas e seus recém-nascidos. A maioria das participantes era feodermas (54,1%), com média de idade de 26,7 anos, ensino médio completo (42,2%), renda de um salário mínimo (43,3%), pertencente à classe econômica C (71,0%), união consensual (44,3%), e apenas um filho (55,2%). Dos recém-nascidos, 32,3% apresentaram baixo peso ao nascer e 43,6% foram prematuros. No que diz respeito à saúde bucal, 91,5% delas disseram escovar os dentes após as refeições, 90,1% responderam que faziam uso do fio dental pelo menos uma vez ao dia e 42,25% relataram ter recebido orientações odontológicas durante a gestação. Foi encontrado 9,8% de puérperas com periodontite. Conclusão: Apesar de a maioria das puérperas relatar bons hábitos de higiene bucal, observou-se a presença de alterações periodontais, fato relevante em decorrência da associação entre doença periodontal, parto prematuro e baixo peso ao nascer, o que torna importante reforçar a necessidade de se incorporar orientações sobre cuidados com a saúde bucal durante a gestação. 1. MAMELUQUE, S. et al. Abordagem integral no atendimento odontológico à gestante. Revista Unimontes Científica, Montes Claros, v. 7, n. 1, p. 67-75, jan./jun. 2005. 2. RIOS, D. et al. Relato de gestantes quanto à ocorrência de alterações bucais e mudanças nos hábitos de dieta e higiene bucal. Iniciação Científica CESUMAR, Maringá – PR., v.9, n.1, p.63-68, Jan./ Jun, 2007. 3. MENDONÇA JÚNIOR, C.R. As influências da condição periodontal na gestante. Revista Odontológica do Planalto Central, Brasília - DF, v. 1, n. 1, p. 15-20, jul./dez., 2010. 4. MOIMAZ, S.A.S. et al. Resultados de dez anos do Programa de Atenção Odontológica à Gestante. Rev. Ciênc. Ext. Araçatuba – SP, v. 7, n. 1, p. 42, 2011. 5. ALVES, R. T. et al. Associação entre doença periodontal em gestantes e nascimentos prematuros e/ou de baixo peso: um estudo de revisão. HU Rev., Juiz de Fora, v. 33, n. 1, p. 29-36, jan./mar. 2007. 6. LOURO, P. M. et al. Doença periodontal na gravidez e baixo peso ao nascer. J. Pediatr. Rio de Janeiro, v. 77, n. 1, p. 23-28, 2001. 7. LOPES, F. F. A condição periodontal materna e o nascimento de prematuro de baixo peso: estudo caso-controle. Rev Bras Ginecol Obstet. São Luis - MA, v.7, n.27, p.38-62, 2005. 8. REZENDE, E. J. C. Doença periodontal materna e nascimento prematuro e/ou de baixo peso: um estudo caso-controle em Alagoinhas - Bahia.2006. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana – BA. 9. PIMENTEL, K. et al. Perfil clínico-social das gestantes atendidas numa unidade docenteassistencial baseada no modelo de saúde da família. Revista Baiana de Saúde Pública, v.35, n.2, p.239- 249, abr./jun. 2011. 10. GOMES-FILHO, I. S. Projeto GeraVIDA – Pesquisa multicêntrica sobre doença periodontal em gestantes e prematuridade/baixo peso ao nascer. Feira de Santana-Ba, 2009. 88 f. 11. IBGE. Indicadores Socio-demográficos e de Saúde no Brasil, 2009. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Disponível em:. Acesso em: 24 avr. 14 12. SIMÕES, M. J. S; SOARDE, M. C. B. Ocorrência de hipertensão arterial em Gestantes no Município de Araraquara/SP. Rev. Saúde, Piracicaba, v. 8, n. 19, p. 7-11, 2006. 13. SILVA, C. S. et al. Relação entre prática religiosa, uso de álcool e transtornos psiquiátricos em gestantes. Rev Psiq Clín, v. 37, n. 4, p. 152-6, 2010. 14. HALMESMAKI, E. Alcohol counselling of 85 pregnant problem drinkers: effect on drinking and fetal outcome. Br J Obstet Gynaecol, n. 95, p. 243-7, 1988. 15. LUNDSBERG, L. S; BRACKEN, M. B; SAFTLAS, A. F. Low-tomoderate gestational alcohol use and intrauterine growth retardation, low birth weight and preterm delivery. Ann Epidemiol, n. 7, p. 498-508, 1997. 16. KAUP, Z. O. L; MERIGHI, M. A. B; TSUNECHIRO, M. A. Avaliação do Consumo de Bebida Alcoólica Durante a Gravidez. RBGO, v. 23, n. 9, p. 575-580, 2001. 17. ZAMBONATO, A. M. K; PINHEIRO, R. T; HORTA, B. L; TOMASI, E. Risk factors forsmallfor-gestational age births among infants in Brazil. Revista de Saúde Pública, v.38, n.1, p. 24-29, 2004. 18. ALMEIDA, M.F.; NOVAES, H.M.D.; ALENCAR, G.P.; RODRIGUES, L.C. Mortalidade Neonatal no município de São Paulo: influencia do peso ao nascer e de fatores sócio-demográficos e assistenciais. Rev. Bras. Epidemiol, v.5, n.1, p.93- 107, 2002. 19. NASCIMENTO LFC. Estudo transversal sobre fatores associados ao baixo peso ao nascer a partir de informações obtidas em sala de vacinação. Rev. Panam. Salud Publica/Pan. Am. J. Public Health, v.2, n.1, p. 37-42, 1997. 20. TAVARES, J. G. O período gestacional como fator agravante no desenvolvimento das doenças periodontais. 2002. 33f. Monografia (Graduação) - Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, 2002. 21. RAMOS et al. – Condições Bucais e Hábitos de Higiene Oral de Gestantes de Baixo Nível Sócio-Econômico. Pesquisa Brasileira em Odontopediatria e Clínica Integrada, v. 6, n. 3, p229-235, 2006. 22. RODRIGUES, A.S et al.. Parto prematuro e baixo peso ao nascer associados à doença periodontal: aspectos clínicos, microbiológicos e imunológicos. Rev Odontol UNICID v.16, n.1, p.55-61, 2004. 23. OFFENBACHER, S et al. Potential pathogenic mechanisms of periodontitis-associated pregnancy complications. Ann Periodontol, v.3, n.1, p.233-250, 1998. 24. SARTÒRIO, M.L; Machado, W.A.S. A doença periodontal na gravidez. Rev. Bras. Odontol, v.58, n.5, p.306-308, 2001. 25. POLITANO, G.T et al. Avaliação da informação das mães sobre cuidados bucais com o bebê. Rev. Ibero Americana de Odontopediatria e Odontologia do Bebê, v.7, n.36, p.138-14, 2004.
3027 unicientifica v. 16 n. 2 (2014) PERFIL DE PESSOAS QUE VIVEM COM HIV/AIDS E PREVALÊNCIA DE MANIFESTAÇÕES BUCAIS NESSES INDIVÍDUOS Mânia de Quadros Coelho;Jairo Matozinho Cordeiro;Edwaldo de Souza Barbosa Júnior;Yuri Fonseca Ferreira;Carla Cristina Camilo;Bruna Felix de Souza;Raquel Conceição Ferreira; Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. HIV. Ficha clínica. Manifestações Bucais Objetivo: Investigou-se o perfil de pessoas que vivem com o Vírus da Imunodeficiência Humana ou com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, bem como a prevalência de manifestações bucais nesses indivíduos. Metodologia: Foram analisados os prontuários odontológicos de uma clínica de Instituição de Ensino Superior de uma cidade de Minas Gerais, Brasil, que oferece atendimento a essas pessoas. O período avaliado foi de 8/2001 a 10/2009, totalizando 144 prontuários, sendo eliminados os que estavam incorretamente preenchidos (n=5). As variáveis avaliadas foram: idade, sexo, cor da pele, ocupação, hábitos, presença de doenças sistêmicas e lesões de mucosa. A análise descritiva dos dados foi realizada no programa Microsoft Excel. Resultados: A média de idade foi 39,5 anos (n= 139), sendo maioria mulheres (50,6%), com 40-49 anos (37,0%), feodermas (58,3%). A ocupação mais frequente foi Do lar (21,9%), 12,5% eram desempregados. Quanto aos hábitos, 27,7% eram tabagistas, 18,1% etilistas e 3,4% usuários de drogas. As alterações sistêmicas mais comuns foram pneumonia (43,0%) e anemia (42,3%). Foram encontradas 82 manifestações bucais, distribuídas em 61 indivíduos (47,6%), sendo mais frequentes Candidíase (23,1%), Leucoplasia (12,1%), e Queilite Angular (9,7%). Conclusões: Os participantes da pesquisa são, na maioria, adultos, com distribuição equilibrada quanto ao sexo, com profissões que requerem baixa qualificação técnica. Há grande número de indivíduos fumantes e etilistas, os quais possuem comprometimento físico, com alta prevalência de doenças sistêmicas como pneumonia e anemia. As manifestações bucais são frequentes nesses indivíduos, destacando-se Candidíase e Leucoplasia. 1. AGUIRRE-URIZAR, J. M.; ECHEBARRÍA-GOICOURIA, M. A.; EGUÍA DEL VALLE, A. Síndrome de inmunodeficiencia adquirida: manifestaciones en la cavidad bucal. Méd Oral Patol Oral Cir Bucal, v. 9 (Suppl): S148- 57, 2004. 2. UNAIDS. Global report: UNAIDS report on the global AIDS epidemic 2013. 2013. 3. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Boletim Epidemiológico – Aids e DST. Brasília, 2013. 4. DOURADO I.; VERAS, S. M. M. A de; BARREIRA, D.; BRITO, A. M. de. Tendências da epidemia de Aids no Brasil após a terapia antiretroviral. Rev Saúde Pública, v. 40 (Supl), p. 9-17, 2006. 5. BRASIL Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de vigilância epidemiológica/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. 6. ed. Brasília: Ministério da Saúde. 2005. 816 p. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos). 6. SOUZA, L. B. et al. Manifestações orais em pacientes com aids em uma população brasileira. Pesq Odont Bras., v. 14, n. 1, p. 79-85, 2000. 7. ROBINSON, P. G. The oral manifestations of HIV infection. Int J STD Aids, v. 8, p. 668-74, 1997. 8. AMORIM, J. A. et al. Prevalência das doenças estomatológicas em pacientes HIV positivos. Odontologia Clín Científ, v. 8, n. 2, p. 127-31, 2009. 9. BRITO, A. M.; CASTILHO, E. A.; SZWARCWALD, C. L. Aids e infecção pelo HIV no Brasil: uma epidemia multifacetada. Rev Soc Bras Med Trop, v. 34, n. 2, p. 207-17, 2000. 10. GRANDO, L. J. et al. Manifestações estomatológicas e características socioeconômicas e culturais de crianças infectadas pelo HIV. Rev Panam Salud Pública, v. 14, n. 2, p. 112-18, 2003. 11. GASPARIN, A. B. et al. Prevalência e fatores associados às manifestações bucais em pacientes HIV positivos atendidos em cidade sulbrasileira. 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O tabagismo e suas implicações pulmonares numa amostra da população em comunidade de Fortaleza – CE. RBPS, v. 18, n. 3, p. 125-29, 2005. 17. VICKERS, I. E.; ALVERANGA; H.; SMIKLE, M. F. Clinical and Epidemiological Characteristics of Adult and Adolescent Patients Newly Diagnosed with the Human Immunodeficiency Virus at a Jamaican Clinic for Sexually Transmitted Infections. West Indian Med J., v. 54, v. 6, p. 360-3, 2005. 18. CORRÊA, E. M. C; ANDRADE, E. D. Tratamento odontológico em pacientes HIV/Aids. Rev Odonto Ciência, v. 20, n. 49, p. 281-9, 2005.
3028 unicientifica v. 16 n. 1 (2014) DAS LIÇÕES DO PASSADO ÀS PERSPECTIVAS DE FUTURO: O PROJETO MOC E SUA CONTRIBUIÇÃO AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Felisa Anaya; A saúde coletiva enquanto um campo de conhecimento interdisciplinar e de formação de sanitaristas, se constitui uma área de intensa e consistente produção científica, em âmbito nacional. Parte dessa produção se encontra hoje relacionada às mudanças ocorridas na organização do sistema de saúde que se ampliou e consolidou com o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Nesse processo Montes Claros constitui referência relevante, com efeitos na produção acadêmica e nas práticas e experiências de transformação na saúde. Fato é sua contribuição à gestação das diretrizes do que viria se tornar o futuro SUS no Brasil. Sistema concebido pelo Movimento Sanitário no final da década de 1970 e inscrito na Constituição Federal de 1988 como direito universal e dever do Estado. Neste contexto, o SUS emerge enquanto uma resposta social e política inovadora, em oposição à medicina mercantilista, de cunho individual, curativa e restrita a um reduzido número de trabalhadores da população, existente no período do regime militar. Fruto dos questionamentos e contestações realizadas pelo movimento sanitário e movimentos sociais desse período, trouxe rupturas ao modelo tradicional vigente de saúde assentadas em experiências pioneiras realizadas anteriormente em alguns locais do país. Dentre essas experiências, o “Projeto Montes Claros – Sistema Integrado de Prestação de Serviços”, ou “Projeto MOC”, como era conhecido, se tornou emblemático. A implementação de uma rede pública de serviços e a construção de um pensamento crítico contra-hegemônico ao sistema de saúde vigente tornaram Montes Claros uma referência fundadora
3029 unicientifica v. 16 n. 1 (2014) O TRABALHO EM REDE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA O FORTALECIMENTO DA ESCOLA TÉCNICA DE SAÚDE DA UNIMONTES Iza Manuella Aires Cotrim-Guimarães;Marília Borborema Rodrigues Cerqueira; Formação de Recursos Humanos. Rede Social. Sistema Único de Saúde. O trabalho em redes tem como característica marcante a articulação entre os integrantes, visando ao desenvolvimento de inteligência coletiva entre os pares. Considerando-se a importância desse tipo de trabalho, este artigo tem como objetivo geral conhecer o trabalho desenvolvido pela Rede de Escolas Técnicas do Sistema Único de Saúde (RET-SUS) e suas contribuições para o fortalecimento da Escola Técnica de Saúde (ETS), da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Para tanto, foram realizadas pesquisas bibliográfica e documental. Entre os principais resultados, verifica-se que a integração e as discussões promovidas pela rede foram fundamentais para que a ETS/Unimontes tivesse clareza de suas finalidades como Escola Técnica do SUS. Conclui-se, portanto, que o trabalho em rede foi fundamental para a ETS/Unimontes refletir, propor e fortalecer suas ações e seus projetos. 1. SOARES, W. Análise de redes sociais e os fundamentos teóricos da migração internacional. Revista Brasileira de Estudos Populacionais. Campinas: ABEP, v. 21, n. 1, p.101-116, jan./jun. 2004. 2. SMITH, K. P.; CHRISTAKIS, N. A. Social networks and health. Annual Review of Sociology. v. 34, n. 1, p. 405-429, 2008. 3. SANTANA, J. P. Desafios para as redes no campo da saúde. Fórum Nacional de Redes em Saúde. Belo Horizonte: Organização PanAmericana de Saúde, p. 11-29, 2005. 4. KLOVDAHL, A. S. Social networks and the spread of infectious diseases: the AIDS example. Social Science and Medicine. v. 21, n. 11, p. 203- 216, 1985. 5. ROCHA, C. M. F. As redes em saúde: entre limites e possibilidades. Fórum Nacional de Redes em Saúde. Belo Horizonte: Organização PanAmericana de Saúde, p. 37-56, 2005. 6. KNOKE, D.; YANG, S. Social network analysis. 2 ed., California: Sage Publications, 2008. 7. REIS, R.; TONHÁ, M. G. D. C.; PADOANI, M. P. Trabalhar em rede: um desafio para as escolas técnicas do SUS. Trabalho, Educação e Saúde. Rio de Janeiro: EPSJV, v. 2, n. 1, p. 315-333, 2004. 8. BRASIL. Ministério da Saúde. Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio. RET-SUS. Rede de Escolas Técnicas do SUS. Disponível em: . Acesso em 13 mar. 2014. 9. SILVA, M. P.; CERQUEIRA, M. B. R. (Org.). A Escola Técnica de Saúde da Unimontes: um compromisso com a saúde. Montes Claros/ MG:Unimontes, 2009. 10. ESCOLA TÉCNICA DE SAÚDE. Universidade Estadual de Montes Claros. ETS/ Unimontes. Projeto Político Pedagógico da Escola Técnica de Saúde do Centro de Ensino Médio e Fundamental da Unimontes. 2007. (Mimeo. – Documento de trabalho) 11. LEÃO, L. M. P.; COTRIM, I. M. A. (Org.). Manual pedagógico. Montes Claros/MG: Unimontes, 2004. 12. SÓRIO, R. E. R. Educação profissional em saúde no Brasil: a proposta das Escolas Técnicas de Saúde do Sistema Único de Saúde. Formação. v. 2, n. 5, p. 45-57, maio/2002. 13. GRANDA, E. Algunas ideas sobre La organización de redes em salud. Quito: Corporación Utopía, 1996. (Mimeo.). In: REIS, R.; TONHÁ, M. G. D. C.; PADOANI, M. P. Trabalhar em rede: um desafio para as escolas técnicas do SUS. Trabalho, Educação e Saúde. Rio de Janeiro: EPSJV, v. 2, n.1, p. 315-333, 2004.
3030 unicientifica v. 16 n. 1 (2014) PNEUNOMIA EOSINOFÍLICA CRÔNICA IDIOPÁTICA: RELATO DE CASO Jair Almeida Carneiro;Fabiano de Oliveira Poswar;Emanuelly Botelho Rocha;Vinícius Turano Mota;José Geraldo Soares Maia; Eosinofilia Pulmonar. Glicocorticóides. Dispneia. Pneumonia. Neste artigo apresentamos o caso de um paciente de 60 anos com Pneumonia Eosinofílica Crônica Idiopática (PECI) – doença grave de início insidioso –, com sintomas respiratórios e sistêmicos inespecíficos, quadro de tosse com expectoração mucóide, hemoptise, dispneia, perda ponderal, redução de saturação de oxigênio, crepitações pulmonares, o qual foi tratado, inicialmente, para insuficiência cardíaca e pneumonia bacteriana, sem sucesso. Após nova avaliação, foi solicitada Tomografia Computadorizada (TC), que demonstrou áreas de consolidação, bem como realizada biópsia pulmonar, que revelou presença de numerosos eosinófilos, compatível com Pneumonia Eosinofílica Idiopática (de agora em diante, PECI). Foi tratado com prednisona, com significativa melhora clínica, radiológica e funcional. Para o diagnóstico da PECI, passamos em revista o uso de diferentes exames complementares e do teste terapêutico. 1. CAMPOS, L. E. M.; PEREIRA, L. F. F. Eosinofilia pulmonar. Jornal Brasileiro de Pneumologia, São Paulo, v. 35, n. 6, p. 561-573, 2009. 2. JOHKOH, T. et al. Eosinophilic lung diseases: diagnostic accuracy of thin-section CT in 111 patients. Radiology, Easton, v. 216, n. 3, p. 773-780, 2000. 3. MARCHAND, E.; CORDIER, J. F. Idiopathic chronic eosinophilic pneumonia. Seminars in Respiratory and Critical Care Medicine, New York, v. 27, n. 2, p. 134-141, 2006. 4. CARRINGTON, C. B. et al. Chronic eosinophilic pneumonia. New England Journal of Medicine, Boston, v. 280, n. 15, p. 787-798, 1969. 5. ZILLE, A. I. et al. Pneumonia eosinofílica crônica. Jornal Brasileiro de Pneumologia, Brasília, v. 28, n. 5, p. 281-284, 2002. 6. MAGALHÃES, E.; TAVARES, B.; CHIEIRA, C. Pneumonias eosinofílicas – artigo de revisão. Revista Portuguesa de Imunoalergologia, Lisboa, v. 14, n. 3, p. 196-217, 2006. 7. BENTO, J. et al. Pneumonia eosinofílica crónica. Acta Médica Portuguesa, Lisboa, v. 23, n. 6, p. 1133-1140, 2010. 8. MARCHAND, E. et al. Idiopathic chronic eosinophilic pneumonia. A clinical and followup study of 62 cases. The Groupe d’Etudes et de Recherche sur les Maladies “Orphelines” Pulmonaires (GERM“O”P). Medicine, Baltimore, v. 77, n. 5, p. 299–312, 1998. 9. MARCHAND, E.; CORDIER, J. F. Idiopathic chronic eosinophilic pneumonia. Orphanet Journal of Rare Diseases, London, v. 1, p. 11-14, 2006. 10. VALENTE, C. et al. Pneumonia eosinofílica crónica idiopática – a propósito de um caso clínico. Revista Portuguesa de Pneumologia, Lisboa, v. 5, n. 6, p. 561-573, 2008. 11. WUBBEL, C.; FULMER D.; SHERMAN J. Chronic Eosinophilic Pneumonia: A Case Report and National Survey, Chest, Northbrook, v. 123, n. 5, p. 1763-1766, 2003. 12. KOLB, A. G.; IVES, S. T.; DAVIES, S. F. Diagnosis in Just Over a Minute: a Case of Chronic Eosinophilic Pneumonia. Journal of General Internal Medicine, Philadelphia, v. 28, n. 7, p. 972- 975, 2013. 13. SAOUAB, R. et al. Carrington’s disease. Feuillets de Radiologie, Paris, v. 50, n. 4, p. 226, 2010. 14. NAUGHTON, M.; FAHY, J.; FITZGERALD, M. X. Chronic eosinophilic pneumonia. A long-term follow-up of 12 patients. Chest, Northbrook, v. 103, p. 162-165, 1993. 15. COTTIN, V.; CORDIER, J. F. Eosinophilic pneumonias. Allergy, Copenhagen, v. 60, p. 841- 857, 2005.
3031 unicientifica v. 16 n. 1 (2014) INDICADORES SOCIOECONÔMICOS ASSOCIADOS À CÁRIE DENTÁRIA: UMA REVISÃO CRÍTICA Valéria Cândido Brizon;Raquel Rossete Melo;Patrícia Maria Zarzar;Viviane Elisângela Gomes;Ana Cristina Borges Oliveira; Fator(es) socioeconômico(s). Criança. Cárie dentária. A prevalência da doença cárie na população infantil está associada às condições socioeconômicas. Entretanto, a literatura ainda é escassa sobre estudos que avaliem criticamente os indicadores socioeconômicos. Esta revisão crítica objetivou analisar a associação entre a presença de cárie dentária em crianças de 6 a 12 anos e os indicadores socioeconômicos. Foram realizadas buscas nas bases de dados PUBMED, MEDLINE, BBO, SCIELO, COCHRANE LIBRARY, LILACS e ISI WEB OF KNOWLEDGE, sendo utilizadas as palavras-chave e combinações (“e/ou” e “and/or”): cárie dentária, dente cariado, fator(es) socioeconômico(s), status socioeconômico, indicador(es) socioeconômico(s), iniquidade(s) socioeconômico(s), dental caries, dental decay, decayed teeth, socioeconomic factor, socioeconomic status, social condition, socioeconomic inequalities [termo MeSH e termo palavra]. Também foram pesquisados da lista de referências dos artigos selecionados, que preenchiam os critérios de inclusão. Dos 151 artigos selecionados, 95 foram excluídos por não apresentarem os critérios de inclusão. A amostra final contou com 56 estudos, dos quais a maioria associou, estatisticamente, a cárie dentária com os indicadores socioeconômicos (98,2%). Entre eles, 11 classificaram a condição socioeconômica pela escolaridade materna (19,6%) e 5 consideraram a escolaridade das mães e a renda familiar (8,9%). Por outro lado, 5 estudos analisaram a escolaridade dos pais (8,9%), 29 consideraram a escolaridade dos pais e a renda familiar (52,0%), 4 investigaram a renda familiar (7,0%), e 1, a escolaridade paterna (1,8%). A cárie dentária foi associada com a renda familiar e a escolaridade, que são indicadores socioeconômicos. A grande heterogeneidade da metodologia dos estudos dificultou a comparação entre eles. 1. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global Oral Health Data Bank. Geneva: World Health Organization, 2002. 2. DA ROSA, P.; NICOLAU, B.; BRODEUR, J. M.; BENIGERI, M.; BEDOS, C.; ROUSSEAU, M. C. Associations between school deprivation indices and oral health status. Community Dentistry and Oral Epidemiology, v. 39, n. 3, p. 213-220, 2011. 3. TAGLIAFERRO, E. P.; AMBROSANO, G. M.; MENEGUIM, M. C.; PEREIRA, A. C. Risk indicators and risk predictors of dental caries in schoolchildren. Journal of Applied Oral Science, v.16, n. 6, p. 408-413, 2008. 4. MEDINA-SOLÍS, C. E.; MAUPOMÉ, G.; PELCASTRE-VILLAFUERTE, B.; AVILABURGOS, L.; VALLEJOS-SÁNCHEZ, A. A.; CASANOVA-ROSADO, A. J. Socioeconomic inequalities in oral health: dental caries in 6 to 12 year-old children. Revista de Investigación Clínica, v.58, n.4, p.296-304, 2006. 5. HASHIM, R.; THOMSON, W. M.; AYERS, K. M.; LEWSEY, J. D.; AWAD, M. Dental caries experience and use of dental services among preschool children in Ajman, UAE. International Journal of Paediatric Dentistry, v. 16, n. 4, p. 257- 262, 2006. 6. SAGHERI, D.; HAHN, P.; HELLWIG, E. The development of a directed population approach to tackle inequalities in dental caries prevalence among secondary school children based on a small area profile. Central European Journal of Public Health, v. 16, n. 2, p. 65-70, 2008. 7. DYE, B. A.; AREVALO, O.; VARGAS, C. M. Trends in paediatric dental caries by poverty status in the United States, 1988-1994 and 1999- 2004. International Journal of Paediatric Dentistry, v. 20, n. 2, p. 132-143, 2010. 8. PIZZO, G.; PISCOPO, M. R.; MATRANGA, D. et al. Prevalence and sociobehavioral determinants of dental caries in Sicilian schoolchildren. Medical Science Monitor, v. 16, n. 10, p. 83-89, 2010. 9. ROBERTS-THOMSON, K. F.; SPENCER, A. J. The second National Oral Health Survey of Vietnam-1999: variation in the prevalence of dental diseases. The New Zealand Dental Journal, v. 106, n. 3, p. 103-108, 2010. 10. HUEW, R.; WATERHOUSE, P. J.; MOYNIHAN, P. J.; MAGUIRE, A. Prevalence and severity of dental caries in Libyan schoolchildren. International Journal of Dentistry, v.61, n.4, p.217- 223, 2011. 11. PIOVESAN, C.; MENDES, F. M.; ANTUNES, J. L.; ARDENGHI, T. M. Inequalities in the distribution of dental caries among 12-yearold Brazilian schoolchildren. Brazilian Oral Research, v. 25, n. 1, p. 69-75, 2011. 12. TRAEBERT, J.; JINBO, Y.; DE LACERDA, J. T. Association between maternal schooling and caries prevalence: a cross-sectional study in southern Brazil. Oral Health & Preventive Dentistry, v. 9, n. 1, p. 47-52, 2011. 13. NORO, L. R.; RONCALLI, A. G.; MENDES JÚNIOR, F. I.; LIMA, K. C. Dental caries incidence in adolescents in a city Northeast
3032 unicientifica v. 16 n. 1 (2014) INFLUÊNCIA DOS AGROTÓXICOS NA QUALIDADE SEMINAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA Héllen Fabiana Batista de Castro;Luís Fernando de Souza Vieira;Maria Tereza de Almeida Carvalho;Nair Amélia Prates Barreto;Fernanda Alves Maia; Organoclorados. Organofosforados. Piretroides. Sêmen. Pesticidas. Exposição ocupacional. A qualidade seminal mudou consideravelmente nas últimas décadas. Tal fenômeno pode ser apontado como um indicador à exposição a diversas substâncias químicas, entre elas os agrotóxicos. Este estudo que tem como objetivo verificar qual é a influência dos agrotóxicos na qualidade seminal. Para o mapeamento deste estudo, tomou-se como base bibliográfica a Base de Dados Pubmed. Buscou-se pelos descritores semen, análise seminal, qualidade seminal, espermatozoides, agrotóxicos, pesticidas, exposição a pesticidas, uso de pesticidas, pesticidas organoclorados, pesticidas organofosforados, defensivos agrícolas e pesticidas. Os resultados sugerem que a exposição ocupacional aos pesticidas estudados pode ter efeito deletério sobre os parâmetros seminais, porém, há divergências dos resultados entre os diferentes estudos. Enquanto alguns autores encontraram piora apenas na concentração espermática, ou na motilidade, outros verificaram diminuição na concentração e na motilidade, assim como na motilidade e morfologia dos espermatozoides de homens expostos, ocupacionalmente ou não. Apesar dos estudos indicarem que a exposição ocupacional aos pesticidas estudados pode ter efeito deletério sobre os parâmetros seminais, outros mecanismos não podem ser descartados. 1. CARLSEN, E. et al. Evidence for decreas- Evidence for decreasing quality of semen during past 50 years. British Medical Journal, England, v. 305, n. 6854, p. 609- 613, set, 1992. 2. AUGER, J. et al. Decline in semen quality among fertile men in Paris during the past 20 years. The New England Journal of Medicine, United States, v. 332, n.5, p. 281-285, fev, 1995. 3. DALVIE, M. A. et al. The long-term effects of DDT exposure on semen, fertility, and sexual function of malaria vector-control workers in Limpopo Province, South Africa. Environmental Research, United States, v.96, n.1, p. 1-8, set, 2004. 4. TOPPARI, J. et al. Male reproductive health and environmental xenoestrogens. Environmental Health Perspectives, United States, v. 104, n. 4, p. 741-776, ago, 1996. 5. PERRY M. J. et al. Environmental pyrethroide and organophosphorus insecticide exposures and sperm concentration. Reproductive Toxicology, United States, v. 23, n. 1, p. 113-118, jan, 2007. 6. BVS. Biblioteca Virtual em Saúde. Descritores em Ciências da Saúde. Disponível em: . Acesso em: 01 Fevereiro 2012. 7. MURARO F. et al. Efeito da leucocitospermia na análise do sêmen. Revista Brasileira de Análises Clínicas, Brasil, v.39, n. 1, p. 47-50, dez, 2007. 8. AGARWAL, A.; MAKKER, K.; SHARMA S. Clinical relevance of oxidative stress in male factor infertility: an update. American Journal of Reproductive Immunology, United States, v. 59, n.1, p. 2-11, jan, 2008. 9. PIRES, I. O espermograma na prática laboratorial. Revista Iberoamericana de Fertilidad, Espanha, v. 27, n.1, p. 211-221, mai-jun, 2010. 10. CARVALHO O. F. et al. Efeito oxidativo do óxido nítrico e infertilidade no macho. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, Brasil, v. 38, n. 1, p. 33-38, jan, 2002. 11. MISELL, L. M. et al. A stable isotope-mass spectrometric method for measuring human spermatogenesis kinetics in vivo. The Journal of Urology, United States, v. 175, n. 1, p. 242-246, jan, 2006. 12. WONG, W. Y. et al. Male factor subfertility: possible causes and the impact of nutritional factors. Fertility and Sterility, United States, v. 73, n. 3, p. 435-442, mar, 2000. 13. TOFT, G. et al. Epidemiological evidence on reproductive effects of persistent organochlorines in humans. Reproductive Toxicology, United States, v. 19, n. 1, p. 5-26, nov, 2004. 14. HEUDORF, U.; ANGERER, J. Metabolites of pyrethoid insecticides in urine specimens: Current exposure in an urban population in Germany. Environmental Health Perspectives, United States, v. 109, n. 3, p. 213-217, mar, 2001. 15. ATSDR. Agency for Toxic Substances and Disease Registry. Toxicological profile for pyrethrins and pyrethroids. Atlanta, 2003. 287p. 16. LARINI, L. Avaliação Toxicológica. In: LARINI, L. Toxicologia. São Paulo: Manole, 1997. P. 43-58. 17. PADUNGTOD, C. et al. Occupational pesticide exposure and semen quality among Chinese workers. Journal of Occupational and Environmental Medicine, United States, v. 42, n. 10, p. 982- 992, out, 2000. 18. DE JAGER, C. et al. Reduced seminal pa- Reduced seminal pa- rameters associated with environmental DDT exposure and p,p’-DDE concentrations in men in Chiapas, Mexico: A cross sectional study. Journal of Andrology, United States, v. 27, n. 1, p. 16-27, jan-fev, 2006. 19. ANECK-HAHN N. H. et al. Impaired Semen Quality Associated With Environmental DDT Exposure in Young Men Living in a Malaria Area in the Limpopo Province, South Africa. Journal of Andrology, United States, v. 28, n. 3, p. 423-427, mai-jun, 2007. 20. TOFT, G. et al. Semen quality and exposure to persistent organochlorine pollutants. Epidemiology, United States, v. 17, n. 4, p. 450-458, jul, 2006. 21. LIFENG, T. et al. Effects of fenvalerate exposure on the semen quality of occupational workers. Contraception, United States, v. 73, n. 1, p. 92- 96, jan, 2006. 22. KAMIJIMA, M. et al. A survey of semen indices in insecticide sprayers. Journal of Occupational Health, Japão, v. 46, n. 2, p. 109-118, mar, 2004.
3033 unicientifica v. 16 n. 1 (2014) PERFIL DOS ESTUDOS SOBRE A ANALGESIA COM O LASER DE BAIXA INTENSIDADE NA CLÍNICA ODONTOLÓGICA: REVISÃO SISTEMATIZADA DA LITERATURA Kevan Guilherme Nóbrega Barbosa;Manuel Antonio Gordón-Núñez; Cirurgia bucal. Dentística operatória. Medicina bucal. Odontopediatria. Síndrome da disfunção temporomandibular.Ortodontia. O objetivo deste trabalho foi traçar o perfil dos estudos entre as diversas especialidades clínicas odontológicas, quantificando a produção científica acerca do tema nas especialidades, bem como mostrando as principais indicações clínicas do laser terapêutico para o Cirurgião-Dentista.Foi realizada uma revisão sistematizada de artigos científicos publicados sobre o estudo da terapia a laser de baixa intensidade com finalidade analgésica na clínica odontológica.A busca envolveu as seguintes bases de dados: BIREME, Cochrane Library, LILACS, PubMed/Medline e SciELO. O período de busca compreendeu os anos entre 1992 e 2012. Houve prevalência para investigações clínicas (84,1%), seguido por revisões simples (10,8%) e revisões sistemáticas (5,1%). As especialidades com maior expressão de publicações foram a Estomatologia (36,3%) e a especialidade da Disfunção Temporomandibular(24,8%).Com base na busca realizada, ficou evidente que houve um significante avanço no uso da laserterapia na clínica odontológica. Os estudos publicados na área indicam que o laser de baixa intensidade pode apresentar efeitos clínicos favoráveis aos pacientes, fundamentando a sua utilização por partedo Cirurgião-Dentista. 1. VALE, N.B. Adjuvantandalternative analgesia. RevBrasAnestesiol,v.56, n.5, p.530-555, 2006. 2. CAVALCANTI,T.M.; CATÃO, M.H.C.V.; LINS, R.D.A.U.et al. Knowledge of the physical properties and interaction of laser with biological tissue in dentistry. AnBrasDermatol, v.86, n.5, p.955-960, 2011. 3. HENRIQUES,A.C.G.; MAIA, A.M.A.; CIMÕES, R.et al. The lasertherapy in Dentistry: properties, indications and current aspects. OdontologiaClín-Científ, v.7, n.3, p.197-200, 2008. 4. B R I G N A R D E L L O - P E T E R S E N , R . ; CARRASCO-LABRA, A.; YANINE, N.et al. Is adjuvant laser therapy effective for preventing pain, swelling, and trismus after surgical removal of impacted mandibular third molars? A systematic review and meta-analysis.J Oral MaxillofacSurg,v.70, n.8, p.1789-1801, 2012. 5. CARRASCO, T.G.; MAZZETTO, M.O.; MAZZETTO, R.G.et al. Low intensity laser therapy in temporomandibular disorder: a phase II double-blind study. Cranio,v.26, n.4, p.274-281, 2008. 2008;26(4):274-81. 6. OTON-LEITE,A.F.; CORRÊA DE CASTRO, A.C. MORAIS, M.O.et al. Effect of intraoral low-level laser therapy on quality of life of patients with head and neck cancer undergoing radiotherapy. Head Neck. v.34, n.3, p.398-404, 2012. 7. PASCHOAL, M.A.; SANTOS-PINTO, L. Therapeutic effects of low-level laser therapy after premolar extraction in adolescents: a randomized double-blind clinical trial. Photomed Laser Surg,v.30, n.9, p.559-564, 2012. 8. SHINTOME, L.K.; UMETSUBO, L.S.; NAGAYASSU, M.P.et al. Clinical evaluation of lasertherapy on dentin hypersensitivity treatment. CiencOdontol Bras,v.10, n.1, p.26-33, 2007. 9. TURHANI, D.;SCHERIAU, M.;KAPRAL, D.et al. Pain relief by single low-level laser irradiation in orthodontic patients undergoing fixed appliance therapy. Am J OrthodDentofacialOrthop,v.130, n.3, p.371-377. 10. LINS,R.D.A.U.; LUCENA, K.C.R.; GRANVILLE-GARCIA, A.F.et al. Biostimulation effects of low-power laser in the repair process. An Bras Dermatol, v.85, n.6, p.849-855, 2010. 11. El Dib, R.P. How to practice evidence-based medicine.JVascBras, v.6, n.1, p.1-4, 2007. 12. ARORA,H.; PAI, K.M.; MAIYA, A.et al. Efficacy of He-Ne Laser in the prevention and treatment of radiotherapy-induced oral mucositis in oral cancer patients. 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Low-level laser therapy and myofacial pain dysfunction syndrome: a randomized controlled clinical trial. Lasers Med Sci,v.24, n.5, p.715-720, 2009. 27. BICAKCI, A.A.;KOCOGLU-ALTAN, B.;TOKER, H.et al. Efficiency of low-level laser therapy in reducing pain induced by orthodontic forces. Photomed Laser Surg, v.30, n.8. p.460-465, 2012. 28. DOSHI-MEHTA, G., BHAD-PATIL, W.A. Efficacy of low-intensity laser therapy in reducing treatment time and orthodontic pain: A clinical investigation. Am J OrthodDentofacial Orthop.v.141, n.3, p.289-297, 2012. 29. ESPER, M.A.;NICOLAU, R.A.;ARISAWA, E.A. The effect of two phototherapy protocols on pain control in orthodontic procedure - a preliminary clinical study.Lasers Med Sci,v.26, n.5, p.657- 663, 2011. 30. FUJIYAMA, K.; DEGUCHI, T.; MURAKAMI, T.et al. Clinical effect of CO2 laser in reducing pain in Orthodontics.Angle Orthod, v.8, n.2, p.299-303, 2008. 31. LIM, H.M.;LEW, K.K.;TAY, D.K. A clinical investigation of the efficacy of low level laser therapy in reducing orthodontic postadjustment pain. Am J OrthodDentofacial Orthop,v.108, n.6, p.614- 622, 1995. 32. TORTAMANO, A.;LENZI, D.C.;HADDAD, A.C.et al. Low-level laser therapy for pain caused by placement of the first orthodontic archwire: a randomized clinical trial. Am J OrthodDentofacialOrthop,v.135, n.5, p.662-667, 2009. 33. YOUSSEF, M.;ASHKAR, S.;HAMADE, E.et al. The effect of low-level laser therapy during orthodontic movement: a preliminary study. Lasers Med Sci,v.23, n.1, p.27-33, 2008. 34. BARBOSA,K.G.N.; SAMPAIO, T.P.D.; REBOUÇAS, P.R.M.et al. Analgesia during orthodontic treatment with low intensity laser: systematic review. Rev Dor,v.14, n.2, p.137-141, 2013. 35. MARKOVIĆ, A.B.;TODOROVIĆ, L. Postoperative analgesia after lower third molar surgery: contribution of the use of long-acting local anesthetics, low-power laser, and diclofenac. 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3034 unicientifica v. 16 n. 1 (2014) AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO ODONTOLÓGICA NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS (MG) UTILIZANDO O SISTEMA DE INFORMAÇÕES AMBULATORIAIS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Elis Roberta Silveira Borges Oliveira;Deborah Mafra de Queiróz;Renata Francine Rodrigues Oliveira; Acesso aos Serviços de Saúde. Serviços de Saúde Bucal. Sistemas de Informações Ambulatoriais. Objetivo: Avaliar a atenção odontológica no município de Montes Claros (MG) no período de 2000 a 2007. Metodologia: Estudo transversal retrospectivo descritivo compreendido pela análise de uma série histórica de procedimentos odontológicos realizados em Montes Claros, a partir de informações obtidas no banco de dados no Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde (SIASUS), segundo procedimentos realizados por nível de complexidade (básicos e especializados) e por tipo de procedimentos (preventivos e curativos). Resultados: No período avaliado, houve um aumento de 628,74% na produção odontológica. Os procedimentos básicos individuais representaram 96,53% do total da produção em saúde bucal no período, enquanto os procedimentos preventivos representaram 74,4%. Os procedimentos especializados tiveram um aumento de 389,66%. Conclusões: No período avaliado, predominaram os procedimentos básicos e preventivos. Contudo, desde a implantação do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) no município, os procedimentos especializados tiveram um aumento significativo. Ressalta-se a importância do SIA-SUS como instrumento de avaliação e acompanhamento das ações de saúde bucal. 1. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. 2. STARFIELD, B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades da saúde, serviços e tecnologia. Ministério da Saúde/Unesco, Brasília, 2004. 3. BRASIL. Lei 8080, de 19 de setembro de 1990. Diário Oficial de União, Brasília, 20 de setembro de 1990. 4. DONNANGELO, M. C. O Médico e o Mercado de Trabalho. Tese de doutorado apresentada ao DMPS/USP. Mimeo. São Paulo, 1972. 5. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Atenção Básica. O SUS de A a Z. Disponível em: Acesso em: 10 dez. 2010. 6. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 648/GM, de 28 de março de 2006. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Diário Oficial da União, Brasília, 29 de março de 2006. Seção 1. 7. GONZALES, L. La calidad de la atención médica: cristus de los métodos evolutivos. Acta med. Col. 9(2): 60-4,1984. 8. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 373/GM, de 27 de fevereiro de 2002. Aprova a Norma Operacional de Assistência à Saúde – NOAS-SUS 01/2002. Diário Oficial da União, Brasília, fevereiro de 2002. 9. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.511/GM, de 2 de setembro de 2005. Prorroga para 31 de outubro de 2005, o prazo final de execução do Programa Nacional de Avaliação dos Serviços de Saúde – PNASS –, de que trata o art. 4º da Portaria nº 382/GM de 10 de março de 2005. Diário Oficial da União, Brasília, 5 de setembro de 2005. 10. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 699/GM, de 30 de março de 2006. Regulamenta as Diretrizes Operacionais dos Pactos pela Vida e de Gestão. Diário Oficial da União, Brasília, 03 de abril de 2006. 11. SCATENA, JHG; TANAKA, OY. Utilização do Sistema de Inforamções Hospitalares (SIH-SUS) e do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIASUS) na Análise da Descentralização da Saúde em Mato Grosso. Informe Epidemiológico do SUS . 2001; 10(1): 19-30. 12. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de preenchimento de instrumentação do SIASUS. Brasília: MS; 2002. (online) Disponível em: Acesso em: 13 nov. 2010. 13. BRASIL. Ministério da Saúde. SIAB: manual do Sistema de Informação da Atenção Básica. Brasília: MS; 1998. 14. BARROS, SG; CHAVES, SCL. A utilização do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIASUS) como instrumento para caracterização das ações de saúde bucal. Epidemiologia e Serviços de Saúde. v.12, n.1. janeiro/março 2003. 15. BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS. Relatório da 10ª Conferência Nacional de Saúde. Brasília: MS; 1996. (online) Disponível em: Acesso em: 2 dez. 2010. 16. BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes da política nacional de saúde bucal. Brasília (DF): MS, 2004. 17. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.570/GM de 29 de julho de 2004. Estabelece critérios, normas e requisitos para a implantação e credenciamento de Centros de Especialidades Odontológicas e Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias. Diário Oficial da União, Brasília, 30 de julho de 2004. 18. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.101/GM de 12 de junho de 2002. Diário Oficial da União, Brasília, 13 de junho de 2002.
3035 unicientifica v. 16 n. 1 (2014) A PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS DO SERVIÇO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA EM RELAÇÃO À CLASSIFICAÇÃO DE RISCO PELO PROTOCOLO DE MANCHESTER Revista Unimontes Científica; Protocolo de Manchester. Classificação de Risco. Urgência. Emergência. A Classificação de Risco é a estratificação de risco dos usuários que procuram atendimento nos serviços de saúde. Ao dar entrada em um serviço de urgência, o paciente é classificado recebendo uma prioridade que determina o tempo alvo para o primeiro atendimento médico, baseada não só na situação clínica apresentada, como também na ordem de chegada. Assim, partindo da premissa problema “Qual é o conhecimento e o grau de satisfação dos usuários do Hospital Municipal Dr. Gil Alves, a respeito da classificação de risco baseada no Protocolo de Manchester”, buscou-se com este estudo verificar a percepção dos usuários do serviço de urgência e emergência a respeito da classificação de risco pelo Protocolo de Manchester, tendo em vista que o protocolo imprime uma mudança radical, que requer tempo de adaptação dos usuários. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa, utilizando-se da técnica de ponto de saturação. Pode-se considerar que alguns usuários da unidade de urgência e emergência do Hospital Municipal Dr. Gil Alves, na cidade de Bocaiúva/MG, têm conhecimento da implantação desse Protocolo, apesar da pouca divulgação na implantação do serviço, tendo, na sua maioria, consciência de que o acolhimento por esse Protocolo visa à melhoria no atendimento, celeridade e humanização nos atendimentos pelo SUS. 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Acolhimento nas práticas de produção de saúde. Brasília, DF, 2008. 2. JONES, K. M.; MARSDEN, J.; WINDLE, J. Sistema Manchester de Classificação de Risco. 2. ed. Belo Horizonte: Grupo Brasileiro de Classificação de Risco, 2010. 3. ALBINO, R. M.; GROSSEMAN, S.; RIGGENBACH, V. Classificação de risco: uma necessidade inadiável em um serviço de emergência de qualidade. Arquivos Catarinenses de Medicina, Santa Catarina, v. 36, n. 4, 2007. Disponível em: Acesso em: 18 mar. 2013. 4. CORDEIRO JÚNIOR, W. A classificação de risco como linguagem da rede de urgência e emergência. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, [S.l.], n. 2, 2009. Disponível em: Acesso em: 21 mar. 2013. 5. BRASIL. Ministério da Saúde. SecretariaExecutiva. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Acolhimento com avaliação e classificação de risco: um paradigma ético estético no fazer em saúde. Brasília, DF, 2004. Disponível em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ acolhimento.pdf > Acesso em: 21 maio. 2013. 6. DIAS FILHO, A. D. D. et al.Acolhimento com classificação de risco: humanização nos serviços de emergência. 2010. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Enfermagem) – Universidade Salgado de Oliveira, Goiânia. 7. CORDEIRO, A.; SILVEIRA, A.; RAPOSO, A. Triagem nos serviços de urgência geral. Nursing, Portugal, n. 163, p. 12-16, fev. 2002. 8. GARLET, E. R. et al. Finalidade do trabalho em urgências e emergências. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 17, n. 4, 2009. Disponível em: Acesso em: 22 jul. 2013. 9. FONTANELLA, B. J. B.; RICAS, J.; TURATO, E. R. Amostragem por saturação em pesquisas qualitativas em saúde: contribuições teóricas. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24, n. 1, jan. 2008. Disponível em: < http://www.ins.gob. pe/repositorioaps/0/0/eve/evento_maestria/Ponencia%20 Bruno%20J%20B%20Fontanella.pdf>. Acesso em: 22 mar. 2013. 10. MORAES, R. Análise de conteúdo. Revista Educação, Porto Alegre, v. 22, n. 37, 1999. Disponível em Acesso em: 23 mar. 2013. 11. MINAYO, M.C.S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 9 ed. São Paulo: Hucitec, 2004. 12. NISHIO, E. A.; URRUTIA, M.; ARAÚJO, E. Análise pela lógica difusa da condição de risco e sinais vitais pelo atendimento em unidade de emergência. In: Congresso Brasileiro de informática em saúde, 2008, Campos dos Jordão. Anais eletrônicos... Campus do Jordão: Sociedade Brasileira de Informática em Saúde, 2008. Disponível em: . Acesso 23 maio. 2012. 13. DIOGO, C. S. Impacto da relação cidadãosistema de triagem de Manchester na Requalificação das urgências do SNS. 2007. Dissertação (Mestrado em gestão dos serviços de saúde) - Instituto superior das Ciências do Trabalho e da empresa, Valença. 14. BRASIL. Ministério da Saúde. Acolhimento com Classificação de Risco. Brasília, DF, 2008. 15. FREITAS, P. Triagem do serviço de urgência: grupo de triagem de Manchester. BMJ Publishing Group, Portugal, 2002. 16. STACCIARINI, J. M. R. et al. Quem é o enfermeiro?. Revista Eletrônica de Enfermagem, Goiânia, v. 1, n. 1, 1999. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2014.
3036 unicientifica v. 16 n. 1 (2014) CONDIÇÕES DE VIDA DE HIPERTENSOS E DIABÉTICOS NAS FAMÍLIAS DE ALTO RISCO Gabriel Ramirez Moreira;Deborah Mafra de Queiroz;Sandra Alexandra Bezerra;Kênia Souto Moreira;Maisa Tavares de Souza Leite;Carlos Alberto Quintão Rodrigues; Hipertensão. Diabetes Mellitus. Saúde da Família. Condições Sociais. Atenção Primária à Saúde. Objetivo: Este estudo tem por objetivo avaliar as condições de vida das pessoas com Hipertensão e Diabetes nas famílias de alto risco no território de uma equipe de saúde da família. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo-exploratório. Os dados foram coletados por meio de um questionário estruturado, após aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa –sob parecer de n°1432 – pela Unimontes. Os entrevistados foram os pacientes hipertensos e/ou diabéticos de famílias classificadas como de alto risco. A análise dos dados foi realizada por meio do programa SPSS versão 18.0. Resultados: No perfil sociodemográfico, prevaleceu escolaridade baixa ou nula (84,7%). Os 61,5% dos entrevistados não possuíam informação sobre sua doença antes do diagnóstico, enquanto 92,3% referem que a Equipe de Saúde da Família local desenvolve atividades educativas. Os hábitos de tabagismo, etilismo e alimentação foram desanimadores, com histórico tabagista em 53,8%, etilista em 46,2% e o consumo de menos de 3 porções diárias (recomendável) de hortaliças em 76,9% dos entrevistados. Conclusão: Os resultados demonstram a vulnerabilidade das famílias de hipertensos e diabéticos, relacionada às suas condições de vida, aos maus hábitos (tabagismo, etilismo e alimentar), à baixa escolaridade e ao processo saúde-doença, o que torna imprescindível a elaboração de estratégias de promoção de saúde voltadas para as peculiaridades desses portadores de condições crônicas. 1. ANDRADE, J.P. et al. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. Arq Bras Cardiol, Rio de Janeiro, v. 95 (1 supl.1), p.1-51, 2010. 2. SILVA, A.A. et al. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. SocBras de Diabetes. 3ª ed. São Paulo: Itapevi, 2009. 3. SCHMIDT, M.I. et al. Prevalência de dia Prevalência de diabetes e hipertensão no Brasil baseada em inquérito de morbidade auto-referida. Rev Saúde Pública, Rio de Janeiro, 2006. Disponível em: . Acesso em: 22 mar 2010. 4. POWERS, A.C. Diabetes Mellitus. In: Harison’s, Priciples of Internal Medicine. 16nded. New York: McGraw-Hill; 2005. p.2152-2180. 5. SARTORELLI, D,S. et al. Tendências do diabetes mellitus no Brasil: o papel da transição nutricional. Cad Saúde Pública Disponível em: . Acesso em: 06 jan 2010. 6. MENDOZA, G.C. Guias del Instituto Nacional de Cardiología Ignácio Chávez para el tratamiento de la hipertensión arterial sistémica. Arch Cardiol México, v.76 (supl. 2), p.279-284, 2006. 7. REZA, C.G. et al. O estilo de vida de pacientes hipertensos de um programa de exercício aeróbio: estudo na cidade de Toluca, México. Esc Anna Nery Rev Enferm; México, v.12, n.2, p.265- 270, 2008. 8. GARBOIS, J.A. et al. O direito à saúde na Estratégia Saúde da Família: uma reflexão necessária. Physis, Rio de Janeiro, v.18, n.1, p.27-44, 2008. 9. JUNQUEIRAI, T.S. et al. Saúde, democracia e organização do trabalho no contexto do Programa de Saúde da Família: desafios estratégicos. Rev Bras Educ Méd [online], Rio de Janeiro. Mar. v.33, n.1, p.122-133, 2009. Disponível em: . Acesso em: 06 jan 2010. 10. POLITO, D.M. et al. Comportamento da pressão arterial após exercício contra-resistência: uma revisão sistemática sobre variáveis determinantes e possíveis mecanismos. RevBrasMéd Esporte, v.6, n.12, p.25-35, 2006. 11. BARRETO, P.L. et al. Utilização do processo de enfermagem em diabéticos nas unidades de saúde de Coronel Fabriciano, Minas Gerais. Rev Bras Promo Saúde, v.20, n.1, p.53-59, 2007. 12. Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais - ESPMG. Implantação do Plano Diretor da Atenção Primária à Saúde: Redes de Atenção à Saúde. Belo Horizonte, 2008; Conteúdo da Oficina III. 13. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia Alimentar para a População Brasileira. Brasília: DF; 2005.
3037 unicientifica v. 16 n. 1 (2014) CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE: PERSPECTIVA DO PROFISSIONAL DE SAÚDE INSERIDO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA Daniele Lopes da Silva;Érika Marinho Carneiro;Gislaine Conceição Teixeira Pereira e Maia;Simone de Melo Costa; Conselhos de saúde. Controle social. Profissional de saúde. Saúde da família. Representação comunitária. Objetivo: Este estudo investigou, na perspectiva do profissional inserido na Estratégia da Saúde da Família (ESF), o funcionamento e organização do Conselho Municipal de Saúde de municípios de pequeno porte populacional. Metodologia: Pesquisa de caráter transversal e censitária (n=91), realizada junto aos profissionais de saúde da ESF de dois municípios dos estados de Minas Gerais e Bahia. A coleta de dados deu-se por meio de questionário. Resultados: O estudo mostrou prevalência do sexo feminino (84,6%), e idade média de 33,67 anos. Segundo os entrevistados, os conselheiros não estão preparados para desenvolverem suas funções (74,7%) e não são atuantes (75,8%). A maioria afirmou não conhecer a composição, os representantes da saúde e o critério de escolha dos membros do CMS de sua cidade. Apesar da maioria nunca ter participado de uma reunião (73,6%), 84,6% acreditam que um CMS atuante pode melhorar a vida da população. Constatou-se associação entre a menor escolaridade e o desconhecimento dos representantes da saúde (p<0,05). Conclusão: O estudo contribuiu para reflexões dos trabalhadores da ESF sobre a participação consciente, crítica e ativa na esfera social, no âmbito da saúde. 1 MARTINS, P.C.; COTTA, R.M.M.; MENDES, F.F.; FRANCESCHINNI, S.C.C.; PRIORE, S.E.; DIAS, G.S. et al. Conselhos de saúde e a participação social no Brasil: matizes da utopia. Physis, v.18, n.1, p. 105-121, 2008. 2 BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução nº 333, de 4 de novembro de 2003. Aprova as diretrizes para criação, reformulação, estruturação e funcionamento dos conselhos de saúde. Diário Oficial da União. 2003. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2012. 3 GERSCHMAN, S. Conselhos Municipais de Saúde: atuação e representação das comunidades populares. Cad. Saúde Pública, v.20, n.6, p.1670- 1681, 2004. 4 RONZANI, T.M.; SILVA, C.M. O Programa Saúde da Família segundo profissionais de saúde, gestores e usuários. Ciênc. saúde coletiva , v.13, n.1, p.23-34, 2008. 5 KOSTER, I. “Toolkit” para o trabalho na estratégia saúde da família (ESF). Informe-se em promoção da saúde, v.2, n.2, p.11-12, 2006. Disponível em: http://www.uff.br/promocaodasaude/informe>. Acesso em: 22 jun. 2011. 6 FABRE, H.S.C. Conselho Municipal de Saúde de Londrina: perfil dos representantes dos usuários. Rev. Espaço para a Saúde, v.5, n.2, p.1, 2004. Disponível em: . Acesso em: 09 abr. 2012. 7 OLWEUS, D. Prevalence and incidence in the study of anti-social behavior: definitions and measurement. 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Brasília, 2011. Disponível em: . Acesso em: 09 abr. 2012. 12 COTTA, R.M.M.; CAZAL, M.M.; MARTINS, P.C. Conselho Municipal de Saúde: (re)pensando a lacuna entre o formato institucional e o espaço de participação social. Ciênc. saúde coletiva, v.15, n.5, p. 2437-2445, 2010. 13 SILVA, A.X.; CRUZ, E.A.; MELO, V. A importância estratégica da informação em saúde para o exercício do controle social. Ciênc. saúde coletiva , v.12, n.3, p.683-688, 2007. 14 BASTOS, F.A; SANTOS, E.; TOVO, M.F. Capital Social e Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Saúde e Sociedade, v.18, n.2, p.177-188, 2009. 15 WENDHAUSEN, Á.; CARDOSO, S.M. Processo decisório e Conselhos Gestores de Saúde: aproximações teóricas. Rev. bras. enferm., v.60, n.5, p.579-584, 2007. 16 SILVA, M.A.; LANA, F.C.F. Como os enfermeiros percebem a sua atuação nos conselhos de saúde?. Rev. bras. Enferm., v.57, n.1, p.26-30, 2004. 17 VAN, S.C.J.; LIMA, A.M.D.; FONSECA, S.D.; SARAIVA, L.E.S.; VAN, S.T.B.S.; BELISÁRIO, S.A. Conselhos de Saúde: efetividade do controle social em municípios de Goiás e Mato Grosso do Sul. Ciênc. saúde coletiva , v.11, n.3, p.621-632, 2006. 18 MORITA, I.; GUIMARÃES, J.F.C.; DI, M.; BRUNO, P. A participação de Conselheiros Municipais de Saúde: solução que se transformou em problema?. Saúde e Sociedade, v.15, n.1,p. 49- 57, 2006. 19 ASSIS, M.M.A; VILLA, T.C.S. O controle social e a democratização da informação: um processo em construção. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v.11, n.3, p.376-382, 2003. 20 COTTA, R.M.M.; CAZAL, M.M.; RODRIGUES, J.F.C. Participação, Controle Social e Exercício da Cidadania: a (des)informação como obstáculo à atuação dos conselheiros de saúde. Physis, v.19, n.2, p.419-438, 2009. 21 CEZARE, J.P. Conselhos Municipais e Governanças:Uma Análise do Conselho de Representantes de Paranapiacaba e Parque Andreense do Município de Santo André-Sp. [dissertação de mestrado]. São Paulo: Faculdade de Saúde Pública Usp 176p, 2009. 22 BRASIL. Ministério da Saúde. 12ª Conferência Nacional de Saúde. Brasília: Ministério da saúde, 2005. 23 BRASIL. Ministério da Saúde. 10ª Conferência Nacional de Saúde. Brasília: Ministério da saúde, 1996. 24 BRASIL. Ministério da Saúde. 11ª Conferência Nacional de Saúde. Brasília: Ministério da saúde, 2000. 25 CARVALHO, C.L.; GIRARDI, N.S. Agentes institucionais e modalidades de contratação de pessoal no Programa Saúde da Família no Brasil: Núcleo de Pesquisa em Saúde Coletiva, Universidade Federal de Minas Gerais; 2002. Disponível em: . Acesso em: 09 abr. 2012. 26 SOUZA, T.M.S.; RONCALLI, A.G. Saúde bucal no Programa Saúde da Família: uma avaliação do modelo assistencial. Cad. Saúde Pública, v.23, n.11, p.2727-2739, 2007. 27 OLIVEIRA, M.L.; ALMEIDA, E.S. Controle social e gestão participativa em saúde pública em unidades de saúde do município de Campo Grande, MS, 1994-2002. Saúde e Sociedade , v.18, n.1, p. 141-153, 2009. 28 VIEIRA, M.;, CALVO, M.C.M. Avaliação das condições de atuação de Conselhos Municipais de Saúde no Estado de Santa Catarina, Brasil. Cad. Saúde Pública, v.27, n.12, p.2315-2326, 2011.
3038 unicientifica v. 16 n. 1 (2014) COMPORTAMENTO DE RISCO PARA HIV EM POPULAÇÃO CARCERÁRIA DE MONTES CLAROS (MG) Andreia Farias Alquimim; Comportamento de Risco. AIDS. Encarcerados. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi determinar comportamentos de risco para HIV em população carcerária de Montes Claros (MG). Metodologia: Utilizou-se, no presídio, um questionário semi-estruturado, bem como realizou-se um teste rápido de HIV nos participantes. Resultados: Para análise da prevalência e situação de risco do HIV, responderam ao questionário 138 detentos(as), com idade média de 29,55 ± 8,56 anos, com tempo de prisão de 34,22 ± 6,60 meses. Ressalta-se que não se encontraram detentos(as) com sorologia positiva, embora 15,9% deles(as) relatassem possuir mais de quatro parceiros(as). A maioria (61,6%) afirmou usar camisinha, e 21% relataram o não uso de método contraceptivo. Quando abordados sobre outras situações de risco, 2,2% afirmaram ser homossexuais, 35,5% ser usuários de drogas, 2,9% declararam compartilhar seringas e 71% possuir tatuagens. Conclusão: Espera-se que este trabalho possa contribuir para as condições atuais do HIV/AIDS no sistema carcerário brasileiro, estimulando a realização de outras investigações e servindo para orientar a adoção de medidas preventivas. 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de vigilância epidemiológica. 6 ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2005. 2. REIS, C. B.; BERNARDES, E. B. O que acontece atrás das grades: estratégias de prevenção desenvolvidas nas delegacias civis contra HIV/ AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. Ciência & Saúde Coletiva, v. 16, n. 7, Out, 2011. 3. NOGUEIRA, P. A; ABRAHÃO, R. M. C. M. A infecção tuberculosa e o tempo de prisão da população carcerária dos distritos policiais da zona oeste de São Paulo. Revista Brasileira Epidemiologia, São Paulo, v. 12, n. 1, Mar, 2009. 4. COELHO, H. C. Prevalência e fatores de risco para a infecção do HIV na população carcerária masculina da Penitenciária de Ribeirão Preto. 2004. Dissertação (Mestrado em Medicina Preventiva) - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. 5. NICOLAU, A. I. O. et al. Conhecimento, atitude e prática de presidiárias quanto ao uso de preservativos masculino e feminino. 2010. 133 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Fortaleza. 6. BASTIAN, I. et al. Guidelines for the control of tuberculosis in prisons. Geneva: World Health Organization, 2000. 7. BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Sáude. Departamento de Atenção Básica à Saúde: Dengue, Esquistossomose, Hanseníase, Malária, Tracamo e Tuberculose. Ministério da Saúde. 2° ed. Revista Brasília: Ministério da Saúde, 2008. 8. D’URSO, L. F. B. Um grito de indignação. O monitor: política, administração, ética e segurança. Revista Mineira de Enfermagem, ano 2, n. 15, 2007. Disponível em: . Acesso em: 5 set. 2012. 9. LOURENÇO, R. Epidemiologia da infecção pelo VIH-1 nas instituições carcerárias masculinas do Complexo Penitenciário do Carandiru - São Paulo(SP). 1992. Dissertação(Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo. 10. MASSAD, E. et al. Seroprevalence of HIV, HCV and syphilis in Brazilian prisoners: Preponderance of parenteral transmission. Eur J. Epidemiol, v. 15. n. 15. p. 439-445, 1999. 11. BLASOTTI, A; BLOTTA, M. H. S. L; GOMES, M. C. O. Inquérito sorológico sobre a prevalência de anticorpos anti-HIV em detentos da cadeia pública de Sorocaba. Revista Paulista Medicina, v.105, n. 105, p. 117-118, 1987. 12. PEIXINHO, Z. F. et al. Seroepidemiological studies of HIV-1 infection in large Brazilian cities. Nat Immun Cell Growth Regu, v. 9, n.9. p. 133-136,1990. 13. VARELLA, D. et al. HIV infection among Brazilian transvestites in prison population. AIDS Patient Care, v. 10, n. 10. p. 299-302, 1996. 14. SIMOOYA, O. O. et al. “Behind wall”: a study of HIV risk behaviors and seroprevalence in prisons in Zambia. AIDS, v. 15, n. 13, p. 1741-1744, 2001. 15. MARINS, J. R. et al. Seroprevalence and risk factors for HIV infection among incarcerated men in Sorocaba, Brazil. AIDS Behav,v. 4, n. 4 p. 121-128, 2000. 16. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Estado da Saúde. Manual de controle das DST. Brasília, DF, 2006. 17. MIRANDA, A. E; ZAGO, A. M. Prevalência de infecção pelo HIV e Sífilis em sistema correcional para adolescentes. J. Bras. Doenças Sex. Transm, v. 13, n. 13. p. 35-39,2001.
3039 unicientifica v. 15 n. 2 (2013) PESQUISA NA UNIMONTES Vicente Ribeiro Rocha Júnior; A pesquisa é um processo metódico de investigação e tem como foco principal o avanço da ciência e o desenvolvimento social. Como atividade regular, ela se define por um conjunto de atividades orientadas e planejadas na busca pela evolução do conhecimento humano em todos os setores. Na Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes, o processo de implantação do Ensino de Pós-Graduação Stricto sensu deu-se no ano de 2005. Atualmente, são oferecidos nove cursos de mestrado e um de doutorado. Um novo curso de doutorado está previsto para iniciar as atividades em fevereiro de 2014. Nos últimos cinco anos, avanços significativos têm sido observados em todos os setores da Universidade: incremento na produção científica de impacto nacional e internacional; aptação de recursos financeiros em agências de fomento estadual, nacional e internacional; ampliação dos programas institucionais de iniciação científica e de mestrado/doutorado com bolsas provenientes de Agências de Fomento e parcerias com outras instituições; divulgação dos conhecimentos gerados por meio de eventos, cursos e textos técnicos; ampliação das parcerias entre as agências de desenvolvimento regional e entidades privadas. Em virtude desta dedicação, por parte
3040 unicientifica v. 15 n. 2 (2013) MAUS-TRATOS NA INFÂNCIA: SIGNIFICADO, CONTEXTO E EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO ENFERMEIRO NA LITERATURA CIENTÍFICA Antônio Lincoln de Freitas Rocha;Marcela Guimarães Fonseca;Fernando Fábio Borges Ferreira;Ana Augusta Maciel de Souza; Maus-tratos Infantis. Bem-Estar da Criança. Serviços de Saúde da Criança. O presente estudo objetivou realizar uma revisão minuciosa da literatura acerca dos maus-tratos infantis, a partir da base de dados Scielo e obras literárias, inclusive uma publicação do Ministério da Saúde. Para a consulta, utilizaram-se os descritores: “maus-tratos”, “violência infantil”, “saúde da criança” e “agressão à criança”. Entre os 70 artigos encontrados, 30 foram considerados de maior interesse para o estudo proposto; destes, foram analisados detalhadamente 17 artigos, conforme os objetivos delineados neste estudo. Optou-se por abordar os seguintes aspectos: retrospectiva histórica dos maus tratos, a definição e explicação para sua ocorrência e, objetivando contextualizar com a prática profissional, o papel da enfermagem nos casos de maus-tratos infantis. Espera-se que a revisão, ora empregada, contribua para sensibilizar o profissional de enfermagem no sentido de que saiba proceder de forma idônea frente um caso de maus-tratos: desde sua correta identificação até sua notificação aos serviços de referência locais. Enfatiza-se a necessidade de mais estudos sobre essa problemática, para que o conjunto de conhecimentos científicos na área e seu progresso perseverem, sobretudo com a ajuda dos profissionais da enfermagem, os quais estão intimamente ligados à assistência da criança nos mais diversos âmbitos de atuação. 1. ASSIS, S. G. de. Crianças e adolescentes violentados: passado, presente e perspectivas para o futuro. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 10, supl. 1, p. 126-134, 1994. Disponível em . Acesso em 21 dez. 2008. 2. GONÇALVES, H. S.; FERREIRA, A. L. A notificação da violência intrafamiliar contra crianças e adolescentes por profissionais de saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 18, n. 1, p. 315-319 , 2002. Disponível em . Acesso em 26 dez. 2008. 3. SOUZA, G. L. de; KANTORSKI, L. P. Maus tratos na infância. Fam. Saúde Desenv., Curitiba, v.5, n.3, p.213-222, set./dez. 2003. Disponível em . Acesso em 02 jan. 2008. 4. MIGUIR, J. R.; DONOSO, T. V.; GRESTA, M. L. M. A violência na infância como uma questão cultural. Texto Contexto Enfermagem, Florianópolis, v.15, n.1, p. 151-154. 2006. Disponível em . Acesso em 02 jan. 2009. 5. PFEIFFER, L.; SALVAGNI, E. P. Visão atual do abuso sexual na infância e adolescência. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 81, n.5 (supl), 2005. Disponível em . Acesso em 09 jan. 2009. 6. SCHERER, E. A.; SCHERER, Z. A. P. A criança maltratada: uma revisão da literatura. Rev. latino-am. 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Acesso em 21 dez. 2008. 21. BAZON, Marina Rezende. Maus-tratos na infância e adolescência: perspectiva dos mecanismos pessoais e coletivos de prevenção e intervenção. Ciência & Saúde Coletiva, v. 12, n. 5, p. 1110-1127, 2007. Disponível em . Acesso em 21 dez. 2008. 22. FERREIRA, A. L. Acompanhamento de crianças vítimas de violência: desafios para o pediatra. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 81, n.5(supl), 2005. Disponível em . Acesso em 24 dez. 2008.
3041 unicientifica v. 15 n. 2 (2013) DELINEAMENTOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS E NÃO EPIDEMIOLÓGICOS DA ÁREA DA SAÚDE: UMA REVISÃO DE LITERATURA Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Raquel Conceição Ferreira;Pedro Eleutério dos Santos-Neto;Carlos Alberto Quintão Rodrigues;Carlos Alberto Quintão Rodrigues;Duran Nunes de Pinho Veloso;Janaina Maia e Cruz;Leandro da Cunha Dias;Daiane Cristianismo Costa; Epidemiologia. Viés (Epidemiologia). Características dos estudos. Revisão. Saúde. Metodologia. Estudos na área da saúde contribuem para a construção do conhecimento científico referente a indivíduos ou populações, podendo orientar políticas de saúde voltadas às suas necessidades. Sendo assim, a escolha do delineamento ou desenho do estudo deve considerar os objetivos propostos pelos pesquisadores, o rigor metodológico almejado, a força de evidência desejada, os recursos financeiros disponíveis e o cronograma da pesquisa, se são feitos em nível de comunidades ou de indivíduos e se a análise dos dados é descritiva ou comparativa, com objetivo de testar hipóteses. Foi feita uma revisão da literatura, buscando descrever os diferentes delineamentos empregados em estudos científicos da área da saúde quanto as vantagens e desvantagens, poder de inferência e influência no âmbito científico. Foram incluídos estudos não-epidemiológicos e epidemiológicos. Os não-epidemiológicos considerados foram: pesquisa qualitativa, pesquisa-ação, pesquisa documental, estudo de caso, estudo de série de casos, experimento laboratorial, revisão de literatura, revisão sistemática da literatura e metanálise. Os epidemiológicos foram: prevalência, incidência, ecológico, estudo de tendência, caso-controle, coorte, híbrido, quase experimental e ensaios. A partir disso, foram identificados os propósitos e poder de inferência dos delineamentos não-epidemiológicos e epidemiológicos, de acordo com o rigor metodológico. Conclui-se que o delineamento do estudo a ser conduzido depende do propósito ou objetivo da pesquisa e tem relação direta com o seu poder de inferência. 1. HOCHMAN, B. et al. Desenhos de pesquisa. Acta Cir Bras, v. 20, p. 2-9, 2005. 2. LIMA-COSTA, M. F; BARRETO, S. M. Tipos de estudos epidemiológicos: conceitos básicos e aplicações na área do envelhecimento. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 12, p. 189- 201, 2003. 3. OLIVEIRA, G; OLIVEIRA, E; LELES, C. Tipos de delineamento de pesquisa de estudos publicados em periódicos odontológicos brasileiros. Rev. odonto ciência, v. 22, p. 42-47, 2007. 4. SOUSA, V. D; DRIESSNACK, M; MENDES, I. A. C. Revisão dos desenhos de pesquisa relevantes para enfermagem: Parte 1: desenhos de pesquisa quantitativa. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 15, 2007. 5. ROUQUAYROL, M. Z; ALMEIDA FILHO, N. Epidemiologia e saúde. In: Proceedings of the Brazilian Nursing Communication Symposium; São Paulo; 2002. 6. PETRIE, A; BULMAN, J. S; OSBORN, J. F. Further statistics in dentistry - Part 1: Research designs 1. Brit Dent J, v. 193, p. 377-380, 2002. 7. GORDIS, L. Epidemiologia. Rio de Janeiro: Revinter, 2009 8. COUTINHO, M. Princípios de epidemiologia clínica aplicada à cardiologia. Arq Bras Cardiol, v. 71, p. 1-8, 1998. 9. SUZUMURA, E. A. et al. Como avaliar criticamente estudos de coorte em terapia intensiva? Rev. bras. ter. intensiva, v. 20, p. 93-98, 2008. 10. PETRIE, A; BULMAN, J. S; OSBORN, J. F. Further statistics in dentistry - Part 10: Sherlock Holmes, evidence and evidence-based dentistry. Brit Dent J, v. 194, p. 189-195, 2003. 11. PETRIE, A; BULMAN, J. S; OSBORN, J. F. Further statistics in dentistry - Part 4: Clinical trials 2. Brit Dent J, v. 193, p. 557-561, 2002. 12. LAST, J. M. A dictionary of epidemiology. Oxford University Press, 1995. 13. PETRIE, A; BULMAN, J. S; OSBORN, J. F. Further statistics in dentistry - Part 2: Research designs 2. Brit Dent J, v. 193, p. 435-440, 2002. 14. MINAYO, M. C. S. et al. Pesquisa Social. 23. ed. Petrópolis: Vozes, 2004. 15. FRANKEL, R. M; DEVERS, K. J. Study design in qualitative research-1: developing questions and assessing resource needs. Educ Health, v. 13, p. 251-261, 2000. 16. THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisaação. São Paulo: Cortez; 1986. 17. SÁ-SILVA, L. R. C. et al. Pesquisa documental: alternativa investigativa na formação docente. In: IX Congresso Nacional de Educação – EDUCERE, 2009. 18. FIGUEIREDO, N. M. A. Método e metodologia na pesquisa científica. 2. ed. São Caetano do Sul, São Paulo: Yendis Editora, 2007. 19. CELLARD, A. A análise documental. In: POUPART, J. et al. A pesquisa qualitativa: enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis: Vozes, 2008. 20. LUDKE, M; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. 21. NEVES, J. L. Pesquisa Qualitativa – características, usos e possibilidades. Caderno de Pesquisa em Administração, v. 1, n. 3, 1996. 22. ROSENTHAL, R. Meta-analytic procedures for social research. Applied Social Research Methods Series, 6 ed. Newbury Park: Sage, 1984. 23. GRAFTON, A. The footnote: A curious history. Cambridge: Harvard U Press, 1997. 24. GUNTHER, H. Pesquisa Qualitativa Versus Pesquisa Quantitativa: Esta É a Questão? Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 22 n. 2, p. 201- 210, 2006. 25. GIL, A. C. Como classificar as pesquisas? In: GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas; 2002. p. 41-58. 26. VENTURA M. V. O Estudo de caso como modalidade de pesquisa. Revista SOCERJ, v. 20, p. 383–386, 2000. 27. PEREIRA, M. G. Epidemiologia: teoria e prática. 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3042 unicientifica v. 15 n. 2 (2013) FRATURAS FACIAIS E MANDIBULARES: UMA REVISÃO SISTEMATIZADA DA LITERATURA Kevan Guilherme Nóbrega Barbosa;Sérgio D´avila;Alessandro Leite Cavalcanti; Etiologia. Ferimentos e lesões. Ossosfaciais.Traumatismosfaciais O objetivo deste estudo é revisar os eventos de fraturas faciais e mandibulares, com caracterização do perfil dos traumatizados, baseado nas evidências disponíveis na literatura científica. Foi realizado uma busca nas bases de dados PubMed, Lilacs e SciELO, sendo analisados os estudos sobre traumatismos faciais e mandibulares. Como critérios de inclusão, foram adotados: artigos publicados nos idiomas inglês e português, no período de 2008 a 2012. Foram excluídas as revisões narrativas, teses, dissertações e monografias. As variáveis de interesse foram: ano e região (país), tamanho amostral, sexo e faixa etária, etiologia e região anatômica das fraturas. Os dados foram analisados descritivamente. Foram incluídos dez artigos originais, sendo seis relacionados com fraturas faciais e quatro sobre fraturas mandibulares. O sexo masculino e a faixa etária entre 20-30 anos corresponderam às categorias mais afetadas, sendo o acidente de trânsito e a violência interpessoal os principais fatores etiológicos. A mandíbula representou a região anatômica mais comumente afetada, seguida das regiões zigomática e nasal. As fraturas mandibulares apresentaram como principal sítio de acometimento as regiões de côndilo, sínfise e parassínfise. As fraturas faciais e mandibulares acometem indivíduos do sexo masculino, jovens, sendo o acidente de trânsito o principal mecanismo etiológico. 1. BRASILEIRO, B.F.; PASSERI, L.A. Epidemiological analysis of maxillofacial fractures in Brazil: A 5-year prospective study. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral RadiolEndod, v.102, n.1, p.28-34, 2006. 2. AL AHMED, H.E.; JABER, M.A.; ABU FANAS, S.H. et al. The pattern of maxillofacial fractures in Sharjah, United Arab Emirates: a review of 230 cases. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral RadiolEndod, v.98, n.2, p.166-170, 2004. 3. KAMULEGEYA, A.; LAKOR, F.; KABENGE, K. Oral maxillofacial fractures seen at a Ugandan tertiary hospital: a six-month prospective study. Clinics, v.64, n.9, p.843-848, 2009. 4. AKSOY, E.;UNLÜ, E.;SENSÖZ, O. A retrospective study on epidemiology and treatment of maxillofacial fractures. J CraniofacSurg, v.13, n.6, p.772-775, 2002. 5. KHORASANI, M.; KHORASANI, B. The epidemiology of mandibular fractures in Qazvin Province, Iran a retrospective study (1995-2005). Res. J. Biol. Sci,v.4, n.6, p.738-742, 2009. 6. BAKARDJIEV, A.; PECHALOVA, P.Maxillofacial fractures in Southern Bulgaria – A retrospective study of 1706 cases. J CraniomaxillofacSurg, v.35, n.3, p.147-150, 2007. 7. LEE, K.H.; SNAPE, L.; STEENBERG, L.J. et al. Comparison between interpersonal violence and motor vehicle accidents in the aetiology of maxillofacial fractures. ANZ J Surg, v.77, n.8, p.695-698, 2007. 8. LIDA, S.; HASSFELD, S; REUTHER, T.et al.Maxillofacial fractures resulting from falls. J CraniomaxillofacSurg,v.31, n.5, p.278-283, 2003. 9. YAMAMOTO, K.;MATSUSUE, Y.;MURAKAMI, K. et al. Maxillofacial fractures in older patients. J Oral MaxillofacSurg, v.68, n.8, p.2204-2210, 2011. 10. LEE, J.H.; CHO, B.K.; PARK, W.J. A 4-year retrospective study of facial fractures on Jeju, Korea. J CraniomaxillofacSurg,v.38, n.3, p.192-196, 2010. 11. CHANDRA SHEKAR, B.R; REDDY, C. A five-year retrospective statistical analysis of maxillofacial injuries in patients admitted and treated at two hospitals of Mysore city. Indian J Dent Res, v.19, n.4, p.304-308, 2008. 12. MOHAJERANI, S.H.;ASGHARI, S. Pattern of mid-facial fractures in Tehran, Iran. Dent Traumatol, v.27, n.2, p.131-134, 2011. 13. MALISKA, M.C.; LIMA JÚNIOR, S.M.; GIL, J.N. Analysis of 185 maxillofacial fractures in the state of Santa Catarina, Brazil. Braz Oral Res, v.23, n.3, p.268-274, 2009. 14. BORMANN, K.H.; WILD, S.; GELLRICH, N.C. et al. Five-year retrospective study of mandibular fractures in Freiburg, Germany: incidence, etiology, treatment, and complications. J Oral MaxillofacSurg, v.67, n.6, p.125-125, 2009. 15. ATILGAN, S.; EROL, B.; YAMAN, F. et al. Mandibular fractures: a comparative analysis between young and adult patients in the southeast region of Turkey. J Appl Oral Sci,v.18, n.1, p.17-22, 2010. 16. KING, R.E.; SCIANNA, J.M.; PETRUZZELLI, G.J. Mandible fracture patterns: a suburban trauma center experience. Am J Otolaryngol, v.25, n.5, p.301-307, 2004. 17. ERDMANN, D.; FOLLMAR, K.E.; DEBRUIJN, M. et al. A retrospective analysis of facial fracture etiologies. Ann PlastSurg,v.60, n.4, p.398- 403, 2008. 18. CARVALHO, T.B.;CANCIAN, L.R.; MARQUES, C.G.et al.Six years of facial trauma care: an epidemiological analysis of 355 cases. Braz J Otorhinolaryngol, v.76, n.5, p.565-574, 2010. 19. MATOS, F.P.;ARNEZ, M.F.;SVERZUT, C.E.et al.A retrospective study of mandibular fracture in a 40-month period. Int J Oral MaxillofacSurg, v.39, n.1, p.10-15, 2010. 20. CHRCANOVIC, B.R.;ABREU, M.H.;FREIRE-MAIA, B.et al.1,454 mandibular fractures: a 3-year study in a hospital in Belo Horizonte, Brazil. J CraniomaxillofacSurg,v.40, n.2, p.116-123, 2012. 21. LELES, J.L.;DOS SANTOS, E.J.; JORGE, F.D. et al.Risk factors for maxillofacial injuries in a Brazilian emergency hospital sample. J Appl Oral Sci, v.18, n.1, p.23-29, 2010. 22. BATISTA, A.M.;MARQUES, L.S.; BATISTA, A.E. et al.Urban-rural differences in oral and maxillofacial trauma. Braz Oral Res,v.26, n.2, p.132-138, 2012. 23. LIEGER, O.;ZIX, J.;KRUSE, A.et al.Dental injuries in association with facial fractures. J Oral MaxillofacSurg, v.67, n.8, p.1680-1684, 2009. 24. MUÑANTE-CÁRDENAS, J.L.;ASPRINO, L.;DE MORAES, M. et al.Mandibular fractures in a group of Brazilian subjects under 18 years of age: A epidemiological analysis. Int J PediatrOtorhinolaryngol, v.74, n.11, p.1276-1280, 2010. 25. THORÉN, H.; ISO-KUNGAS, P.; IIZUKA, T. et al.Changing trends in causes and patterns of facial fractures in children.Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral RadiolEndod,v.107, n.3, p.318- 324, 2009. 26. CHRCANOVIC, B.R.;ABREU, M.H.; FREIRE-MAIA, B. Facial fractures in children and adolescents: a retrospective study of 3 years in a hospital in Belo Horizonte, Brazil. Dent Traumatol,v.26, n.3, p.262-270, 2010. 27. GRUNWALDT, L.; SMITH, D.M.; ZUCKERBRAUN, N.S. et al.Pediatric facial fractures: demographics, injury patterns, and associated injuries in 772 consecutive patients. PlastReconstrSurg,v.128, n.6, p.1263-1271, 2011. 28. POSNICK, J.C.; WELLS, M.;PRON, G.E. Pediatric facial fractures: evolving patterns of treatment. 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3043 unicientifica v. 15 n. 2 (2013) RESPONSABILIDADE CIVIL POR DIVULGAÇÃO INDEVIDA DE IMAGEM NA INTERNET Daniel de Melo Freitas; Responsabilidade Civil. Imagem. Internet. Divulgação indevida. O presente estudo analisou a responsabilidade civil por divulgação indevida de imagem na internet. Trata-se de um estudo com metodologia de pesquisa bibliográfica e documental, com análise de legislações pertinentes sobre o tema e acessos eletrônicos. O artigo aborda a responsabilidade civil, com ênfase nas formas subjetiva e objetiva, assim como analisa o direito à liberdade de informação versus inviolabilidade da vida privada. A proteção da imagem merece respaldo dos juristas, tanto pela maneira diversificada e globalizada dos meios de captação – máquinas fotográficas digitais, celulares, iphones e até mesmo câmeras escondidas - como pelo eventual e moderno meio de divulgação midiático que é a internet. Se usada indevidamente, a imagem trará situações de prejuízo e constrangimento. Por isso, deve-se observar atentamente se na utilização de uma determinada imagem há abuso na sua divulgação. A mídia e a internet representam aparatos tecnológicos que podem violar os direitos da personalidade, com possibilidades de interferir na intimidade dos indivíduos. Assim, é de competência do Poder Judiciário analisar as prerrogativas constitucionais, e protegê-las, em caso de violação. Portanto, por meio deste estudo, percebeu-se que há proteção da imagem contra o uso indevido, com base nas interpretações dos tribunais, em especial do Superior Tribunal de Justiça com a Súmula 403, e a partir da aplicação da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e do Código Civil de 2002. Espera-se, futuramente, maior proteção pelo Projeto de Lei número 2.126/2011. 1. GAGLIANO, P.S; PAMPLONA FILHO, R. Novo curso de direito civil. volume III: responsabilidade civil – 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2011. 2. CAVALIERI FILHO, S. Programa de responsabilidade civil. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 3. BRASIL. LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002. Institui o Código Civil. Disponível em: Acesso em: 20 abril 2012. 4. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. STJ. Recurso Especial nº 1.316.921, 3ª Turma, Relatora Ministra Nancy Andrighi, publicado no DJE em 29/06/2012. Disponível em: . Acesso em: 13 abril 2013. 5. BRASIL. Câmara dos Deputados. Projeto de lei 2.126 de 24 de agosto de 2011. 6. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. STJ, Recurso Especial nº 1.323.754, 3ª Turma, Relatora Ministra Nancy Andrighi, publicado no DJE em 28/08/2012. Disponível em: . Acesso em: 16 de abril 2013. 7. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. STJ. Súmula 403 de 28 de outubro de 2009. 8. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. STJ. Recurso Especial nº 2.998.32, 3ª Turma, Relator Ministro Ricardo Villas Boas Cueva, publicado no DJE em 27/02/2013. Disponível em: Acesso em: 17 de abril 2013. 9. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. STJ. Recurso Especial nº 1.005.278, 4ª Turma, Relator Luis Felipe Salomão, julgado em 04/11/2010. Disponível em: . Acesso em: 16 de abril 2013. 10. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Brasília: Senado Federal, Centro gráfico, 1988. 292p. 11. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. STJ, Recurso Especial nº 794.586, 4ª Turma, Relator Ministro Raúl Araújo, publicado no DJE em 21/03/2012. Disponível em: . Acesso: em 16 abril 2013. 12. GALUCCI, M.G. STF derruba lei de imprensa. 2009. Disponível em: . Acesso em: 16 abril 2013. 13. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. STJ, Recurso Especial nº 1.082.8783, 3ª Turma, Relatora Ministra Nancy Andrighi, publicado no DJE em 18/11/2008. Disponível em: . Acesso em: 16 abril 2013. 14. BRASIL. Supremo Tribunal Federal. STF, AI 595.395/SP, Rel. Min. Celso de Mello. Disponível em: . Acesso em: 16 abril 2013.
3044 unicientifica v. 15 n. 2 (2013) ALGUNS CONCEITOS DA PSICANÁLISE PARA COMPREENDER O MOVIMENTO MODERNISTA BRASILEIRO Maria Elizabeth Bonow; Psicanálise. Movimento Modernista. Sublime. Estranho. Ironia. O artigo ora proposto apresenta a hipótese de que o movimento modernista brasileiro, consignado na Semana de 1922, privilegia em sua estrutura três conceitos relevantes à psicanálise: a estética do sublime, do estranho e da ironia. Percorre esse notável caminho como estratégia para transmitir, com menos desgaste de energia psíquica, o árido discurso sobre o novo. O efeito sobre a sociedade foi bombástico e abriu portas a manifestações diversas e à reflexão sobre o processo de criação, dobradiça entre os movimentos brasileiros e do mundo. Até nossos dias, perduram ações culturais e artísticas relevantes e dele derivadas, especialmente na direção de um abrasileiramento da arte. Mais uma vez, como destacam Lacan e Freud, o artista precede o psicanalista e intui a melhor forma de saber sobre seus espectadores. 1. ARGAN, G.C. Arte moderna. São Paulo: Cia das Letras, 1992. 2. FREUD, S. O estranho (1919), volume XVII in Obras Psicológicas Completas, Edição Standard Brasileira: Rio de Janeiro, Imago Editora, 1980. 3. LACAN, J. O seminário, livro 7: a ética da psicanálise (1959 – 1960). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. 4. ANDRADE, M. Poesias Completas [1921]. São Paulo: Livraria Martins Editora S. A, 1979. 5. RIVERA, T. Arte e psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005. 6. PONCE, X.G. Conferencia Sobre las Paradojas (contemporáneas) de la Satisfacción. in: Ornicar? digital: liste des articles publieis, Vendredi 12, mai 2000 Online., n.132. Acesso em 22 de janeiro de 2003. Disponível em: http://www. wapol.org/pt/articulos/Template.asp?intTipoPagina =2&intPublicacion=21 7. BRANDINI, L.T. (org). Crônicas e outros escritos de Tarsila do Amaral. Campinas/SP: Editora Unicamp, 2008: p.69. 8. AMARAL, A. Tarsila: sua obra e seu tempo. São Paulo: Ed.34; EDUSP, 2003. 9. LACAN, J. O seminário, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. 10. FREUD, S. Conferência XXXIII. O chiste e sua relação com o inconsciente, (1905), volume VIII in Obras Psicológicas Completas, Edição Standard Brasileira: Rio de Janeiro, Imago Editora, 1980. 11. MONTEIRO LOBATO, Paranoia ou mistificação? Texto publicado no Jornal O Estado de São Paulo em 20 de dezembro de 1917. Pitoresco. Acesso em 22 de janeiro de 2003. Disponível em: ttp://www.pitoresco.com/brasil/anita/lobato.htm
3045 unicientifica v. 15 n. 2 (2013) EFEITO DE FUNGICIDAS NO CULTIVO IN VITRO DE EMBRIÕES DE COQUINHOAZEDO Ana Íris Ribeiro de Castro Souza;Silma da Conceição Neves;Priscila Oliveira Silva;Itaina Gonçalves Andrade;Leonardo Monteiro Ribeiro;Paulo Sérgio Nascimento Lopes; Butia capitata (Mart) Becc. (Arecaceae). Thiabendazol. Carboxin-thiran. Germinação in vitro Objetivo: Este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos dos fungicidas carboxin-thiran e thiabendazol no cultivo in vitro de embriões de coquinho-azedo Butia capitata (Mart) Becc. (Arecaceae). Metodologia: Os embriões foram inoculados em meio contendo sais Murashige & Skoog (MS), vitaminas, caseína hidrolisada, sacarose, carvão ativado e ágar. Testou-se doses de 0; 0,1; 0,2; 0,5 e 1% de carboxinthiram na solução de imersão para desinfestação das sementes e de 0; 1; 10; 50; 100 e 500 ppm de thiabendazol adicionado ao meio de cultivo. Resultados: Os fungicidas não influenciaram a contaminação fúngica. O tratamento das sementes com carboxim-thiram não influenciou a germinação e o desenvolvimento de plântulas. Conclusão: A dose de 500 ppm de thiabendazol reduziu a germinação e a emissão de raízes e bainhas foliares pelas plântulas, o que pode estar relacionado a efeito fitotóxico. 1. LORENZI, H. et al. Palmeiras Brasileiras e Exóticas Cultivadas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2004. 416 p. 2. MERCADANTE-SIMÕES, M.O. et al. Biologia reprodutiva de Butia capitata (Mart) Beccari (Arecaceae) em uma área de cerrado no norte de Minas Gerais. Unimontes Científica, Montes Claros, v.8, p.143-149, jul-dez, 2006. 3. BROSCHAT, T. K. Endocarp removal enhances Butia capitata (Mart) Becc. (pindo palm) seed germination. HortTechnology, v. 8, n. 4, p. 586-587, 1998. 4. MAGALHÃES, H.M. et al. Structure of the zygotic embryos and seedlings of Butia capitata (Arecaceae). Trees, Berlin, v.27, n.1, p.273-283, jan-fev, 2013. 5. MEEROW, A.W. Palm Seed Germination. University of Florida. IFAS Extension. BUL 274, 2004. Disponível em: Acesso em: 12 de Nov. 2008. 6. RIBEIRO, L.M. et al. Overcoming dormancy in macaw palm diaspores, a tropical species with potential for use as bio-fuel. Seed Science & Technology, Bassersdorf, v.39, n.2, p.303-317, mai-set, 2011a. 7. RIBEIRO, L.M. et al. Structural evaluations of zygotic embryos and seedlings of the macaw palm (Acrocomia aculeata, Arecaceae). Trees, Berlin, v.,26, n.2, 659-672, jun-jul, 2012. 8. PEDRON, F.A. et al. Parâmetros biométricos de fruto, endocarpo e semente de butiazeiro. Ciência Rural, Santa Maria, v.34, n.2, p.585-586, mar-abr, 2004. 9. CARVALHO, N.M.; NAKAGAWA, J. Sementes: Ciência, tecnologia e produção. 4. ed. Jaboticabal: FUNEP, 2000. p.588. 10. HU, C.Y.; FERREIRA, A.G. Cultura de embriões. In: TORRES, A.C.; CALDAS, L.S.; BUSO, J.A. Cultura de tecidos e transformação genética de plantas. Brasília: Embrapa - SPI/ Embrapa-CNPH, 1998. v.1. p.371-393. 11. RIBEIRO, L.M. et al. Germinação de embriões zigóticos e desenvolvimento in vitro de coquinhoazedo. Revista Ceres, Viçosa, v.58, n.2, p.133-139, mar-abr, 2011b. 12. LÉDO, A. da S. et al. Cultivo in vitro de embriões zigóticos e aclimatação de plântulas de coqueiro-anão. Pesquisa agropecuária brasileira, Brasília, v.42, n.2, p.147-1554, fev. 2007. 13. MIRANDA, T.R.; SOUZA, F.A. Efeito do tratamento com fungicida Thiabendazol na germinação de sementes de soja. Revista Brasileira de Sementes. v.2, n.1, p.35-42, 1980. 14. LONDE, L.N. et al. Efeito do Benomyl e identificação de fitopatógenos em meio MS, para controle da contaminação na micropropagação de Anacardium humile. (Anacardiaceae). Bioscience Journal, Uberlândia, v.23, n.3, p.94-100, jul-set. 2007. 15. MELO, B. Cultivo de embriões in vitro da guarirobeira [Syagrus oleraceae (Mart.) Becc.]. 2000. Tese (Doutorado em Agronomia) – Universidade Estadual de Lavras, Lavras. 16. NEVES, T.S. dos. et al. Desenvolvimento in vitro de plântulas de diplóides de bananeira obtidas a partir de cultura de embriões. Revista brasileira de fruticultura, Jaboticabal, v.24. n.1, 2002. 17. SAS INSTITUTE. SAS User’s guide: statistics version. Cary: Statistical Analysis System Intitute, 1990. 846 p. 18. BITTENCOURT, S.R.M.de et al. Eficiência do fungicida carboxin + thiran no tratamento de sementes de amendoim. Revista Brasileira de Sementes. Pelotas, v.29, n.2, ago. 2007. 19. TAVARES, G.M.; SOUZA, P.E. de. Efeito de Fungicidas no controle in vitro de Colletotrichum gloeosporioides, agente etiológico da antracnose do mamoeiro (Carica papaya. L.) Ciência e Agrotecnologia, Lavras, v.29, n.1, p.52-59, jan-fev, 2005. 20. PIZZINATTO, M.A.; BOVI, M.L.A.; SOAVE, J.; SPIERING, S.H.; BINOTTI, C.S. Tratamento químico de sementes de pupunheira, (Bactris gasipaes), efeitos na sanidade, germinação e vigor. Summa Phytopathologica, v.26, p.42-47, 2000.
3046 unicientifica v. 15 n. 2 (2013) CHEMICAL CHARACTERIZATION OF JATROPHA OIL STORED OVER A PERIOD OF TIME AND ANALYSIS OF ITS PRESSED CAKE Roberto Ananias Ribeiro;Maria das Graças Mota Nobre Queiroz;Vera Lúcia Alves;Emille Rocha Bernardino de Almeida Prata;Érica Soares Barbosa; Jatropha curcas. Oil. Cake. Chemical analysis. Objective: In this paper, the chemical properties of Jatropha oil and cake were investigated in order to determine the characteristics this plant. Methods: A mechanical expeller was used to obtain oil which was filtered and degummed with phosphoric acid. Jatropha oil and cake were characterized by chemical analysis. Results: Initially, lower values in measurement of acid, iodine, saponification and peroxide values were obtained. After five months of storage, modifications occurred in the oil so that the values increased, demonstrating oil oxidation. Jatropha cake presented an amount of crude fiber and crude protein equals to 21.1 and 20.9 (%w/w), respectively, and mineral elements, Ca, Mg and P, in relatively high amounts, 0.42, 0.54 and 0.71 (%w/w), respectively. Conclusions: Crude Jatropha oil presented low acid and peroxide values 1. DEMIRBAS, M.F. Biorefineries for biofuel upgrading: A critical review, Amsterdam, Applied Energy, v. 86, p. S151–S161, Ap., 2009. 2. SHARMA, Y.C; SINGH, B.; UPADHYAY, S.N. Advancements in development and characterization of biodiesel: A review, Amsterdam, Fuel, v. 87, p. 2355–2373, Jan., 2008. 3. BASHA, S.A.; GOPAL, K.R.; JEBARAJ, S. A review on biodiesel production, combustion, emissions and performance, Amsterdam, Renewable and Sustainable Energy Reviews, v. 13, p. 1628–1634, Sep., 2009. 4. PINZI, S.; GARCIA, I.L.; LOPEZGIMENEZ, F.J.; LUQUE DE CASTRO, M.D.; DORADO, G.; DORADO, M.P. The ideal vegetable oil-based biodiesel composition: A review of social, economical and technical implications, Amsterdam, Energy Fuels, v. 23, p. 2325–2341, Ap., 2009. 5. ONGA, H.C.; MAHLIA, T.M.I.; MASJUKIA, H.H.; NORHASYIMA, R.S. Comparison of palm oil, Jatropha curcas and Calophyllum inophyllum for biodiesel: A review, Renewable and Sustainable Energy Reviews, v. 15, p. 3501-3515, Jul., 2011. 6. WILLEMS, P.; KUIPERS, N.J.M.; DE HAAN, A.B. Hydraulic pressing of oilseeds: Experimental determination and modeling of yield and pressing rates, Amsterdam, Journal of Food Engineering, v. 89, p. 8-16, Mar., 2008. 7. AKINTAYO, E.T. Characteristics and composition of Parkia biglobbossa and Jatropha curcas oils and cakes, Amsterdam, Bioresource Technology, v. 92, p. 307-310, Jul., 2004. 8. WINKLER, E.; FOIDL, N.; GÜBITZ, G.M.; STAUBMANN, R.; STEINER, W. Enzymesupported oil extraction from Jatropha curcas seeds, Amsterdam, Applied Biochemistry and Biotechnology, v. 63-65, p. 449-456, 1997. 9. 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Efeito das condições de armazenamento sobre a qualidade de óleo de pinhão-manso (Jatropha curcas L.). p. 201-202. In: Neto, P.C.; Fraga, A.C; Menezes, R.S.; Ramos, G.L. eds. 2010. Proceedings of the 7º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, Biodiesel: Inovação Tecnológica e Qualidade. Belo Horizonte, MG, Brazil (in Portuguese). 23. KNOTHE, G. Some aspects of biodiesel oxidative stability, Amsterdam, Fuel Processing Technology, v. 88, p. 669-677, Jan., 2007.
3047 unicientifica v. 15 n. 2 (2013) AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO SOBRE DISTÚRBIOS SEXUAIS NA ADOLESCÊNCIA Aroldo Vieira de Moraes Filho;Lílian Carla Carneiro;Débora de Jesus Pires; Adolescência. Saúde sexual. Distúrbios sexuais. Introdução: Para o adolescente, aspectos relacionados à sexualidade assumem posição de destaque em sua vida, por ser um momento importante no seu processo de formação como ser humano. Então, a sexualidade deve ser um tema de discussão e debate entre pais, educadores, profissionais da saúde e a sociedade, com o intuito de encontrar maneiras de informar e orientar os jovens para que tenham responsabilidade, auto-estima e pratiquem sexo com segurança.Objetivo: Avaliar o conhecimento dos adolescentes de Ensino Médio de duas Escolas Estaduais de Morrinhos – GO sobre saúde sexual e distúrbios sexuais. Metodologia: Realizou-se a coleta de dados por meio de questionários entregues antes e após cada palestra para os adolescentes. Resultados: Com base nos resultados obtidos nas palestras, os adolescentes demonstraram possuir pouco conhecimento em relação aos assuntos que envolvem a sexualidade. Conclusões: Os adolescentes, antes das palestras, possuíam muitas dúvidas em relação a saúde sexual e distúrbios sexuais. 1 MEIRA, L. B.Sexos: aquilo que os pais não falaram para os filhos. João Pessoa: Autor Associado, 2002. 2 MORAES, T. C. L. Seguindo as orientações “politicamente corretas” do desejo: O ser e o ter que... A participação da subjetividade dos jovens no exercício de sua sexualidade e em sua atuação como agente de prevenção. 2009. 297 f. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, USP, São Paulo. 3 GOMES, W. A. et al. Nível de informação sobre adolescência, puberdade e sexualidade entre adolescentes. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 78, n. 4, p. 301-308, 2002. 4 MEDEIROS, M. et al. A sexualidade para os adolescentes em situação de rua em Goiânia. Revista Latino-am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v.9, n.2, p. 35-41, 2001. 5 ROBINSON, B. B. E. et al. The sexual health model: application of a sexological approach to HIV prevention. Health Education Research. v. 17, n. 2, p. 43-57 , 2002. 6 BENTO, I. C. B. Educação preventiva em sexualidade, IST/AIDS para o surdo através da pesquisa-ação. 2005. 103 f. Tese (Doutorado em Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas). Escola de Enfermagem, USP,Ribeirão Preto. 7 CARVACHO, I. E. et al. Conhecimento de Adolescentes grávidas sobre anatomia e fisiologia da reprodução. Rev. Assoc. Med. Bras., v. 54, n. 1, p. 29-35, 2008. 8 CASTELO, C. et al. A Ponte nº8: o desafio da complexidade na elaboração de revistas sobre o tempo. In: XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, p. 1-10, Natal: 2008. 9 CATHARINO, T. R. et al. Ações socioeducativas na abordagem da sexualidade e do gênero entre adolescentes e jovens. Mnemosine, v. 1, n.2, 2005. 10 CARLINI-COTRIM, B. et al. 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Estudos feministas, Florianópolis, v. 9, n.1, p. 131-145, 2001. 26 ALENCAR, R. A. Pesquisa-ação sobre sexualidade e vulnerabilidade às IST/AIDS com alunos de graduação em enfermagem. 2007. 143 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem Psiquiátrica). Escola de Enfermagem, USP, . Ribeirão Preto. 27 VIEIRA, E. M. et al. Características do uso de métodos anticoncepcionais no Estado de São Paulo. Rev. Saúde Pública, v. 36, p. 263-270, 2002. 28 BOGGES, S. et al. Trends in adolescent males’ abortion attitudes, 1988-1995: differences by race and ethnicity. Family Planning Perspectives. v. 32, n. 3, 2000. 29 BERTEN, H. et al. Doing worse but knowing better: an exploration o the relationshipbetween HIV/AIDS knowledge and sexual behavior among adolescents in Flemish secondary schools. Journal of Adolescence. v. 32, p. 1303-1319, 2009. 30 HASSAN, E. A. et al. Adolescent sexuality: a developmental milestone or risk-taking behavior? The role of health care in the prevention of sexually transmitted diseases. J. Pediatr. Adolesc. Gynecol. v. 13, p. 119-124, 2000.
3048 unicientifica v. 15 n. 2 (2013) AMBIENTE TÉRMICO E ANÁLISE POSTURAL DURANTE A APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS NO NORTE DE MINAS GERAIS Cinara da Cunha Siqueira Carvalho;Ricardo Rodrigues Muniz;Marlon Lopes Lacerda;Abner José de Carvalho;Célia Lúcia Siqueira; Conforto térmico. Ergonomia. Pulverizador Objetivo: Caracterizar o ambiente térmico e analisar a postura adotada pelos trabalhadores durante a aplicação de defensivos agrícolas no Norte de Minas Gerais, utilizando o pulverizador costal manual e motorizado, pulverizador de tração humana e tratorizado de barras. Metodologia: O trabalho foi realizado na fazenda experimental da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, localizado no município de Janaúba – MG. Para caracterizar o ambiente térmico, utilizaram-se dois termômetros digitais programados para coletar a temperatura do ar e a umidade relativa a cada 15 minutos, para a realização do cálculo do Índice de Bulbo Úmido e Temperatura de Globo (ITGU). Para avaliar a postura adotada pelos trabalhadores durante a pulverização, inicialmente foram feitos registros fotográficos, que fornecem informações referentes à posição do tronco, braços, pernas, associado ao uso de força necessária para desempenhar a função e posteriormente, foram analisados por meio do programa computacional Winowas. Resultados: O ambiente térmico, nas condições de realização do estudo, pode ser prejudicial a saúde dos trabalhadores, uma vez que os valores de temperatura e umidade relativa do ar encontrados foram superiores aos preconizados pelas Normas do Ministério do Trabalho e Emprego. A postura adotada pelo trabalhador para realizar a acoplagem do eixo cardã e dos braços do hidráulico são as que mais oferecem riscos de lesão. Conclusão: A aplicação e movimentação com o pulverizador costal motorizado, aplicação com o pulverizador de tração humana, colocação e aplicação do pulverizador costal manual, são as atividades que merecem verificação da postura a curto prazo. 1. IIDA, I. Ergonomia: projeto e produção. São Paulo: Edgard Blucher, 2005. 2. ILVA, E.P.; COTTA, R.M.M.; SOUZA, A.P. de; MINETTE, L.J.; VIEIRA, H.A.N.F. Diagnóstico das condições de saúde de trabalhadores envolvidos na atividade em extração manual de madeira. Revista Árvore, v. 34, p. 561-566, 2010. 3. CARVALHO, C.C.S.; SOUZA, C.F., TINÔCO, I.F.F. VIEIRA, M.F.A.; MINETTE, L.J. Segurança, saúde e ergonomia de trabalhadores em galpões de frangos de corte equipados com diferentes sistemas de abastecimento de ração. Revista Engenharia Agrícola, Jaboticabal, v.31, n.3, p.438-447, maio/jun. 2011 4. BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria 3214, de 8 de junho de 1978. Lei n. 6.514, de 22 de dezembro de 1977. São Paulo: Atlas, 2004. 5. GARCIA, E. G. Aspectos de prevenção e controle e acidentes de trabalho com agrotóxico. São Paulo: Fundacentro, 2005. 6. 6 GRANDJEAN, E. Manual de ergonomia – adaptando o trabalho ao homem. Tradução João Pedro Stein. Porto Alegre: Artes Médicas, Ed. 4º, 1998. 338p. 7. GAMBRELL, R. C.. Doenças térmicas e exercício. In: Lillegard, W. A.; Butcher, J. D.; Rucker, K. S. Manual de medicina desportiva: uma abordagem orientada aos sistemas. São Paulo: Manole, 2002. p. 457-464. 8. FREITAS, C. S. Análise ergonômica da atividade com pulverizador costal manual na cultura do café no município de Caratinga. 2006. 58f. Dissertação (Mestrado em meio ambiente e sustentabilidade) – Centro Universitário de Caratinga, Caratinga, 2006. 9. SOUZA, A. P.; VIANNA, H. A.; MINETTE, L. J.; MACHADO, C. C. Avaliação das condições de segurança no trabalho nos setores florestais de uma instituição federal de ensino superior. Revista Árvore, Viçosa-MG, v.34, n.6, p.1139-1145, 2010. 10. RIO, R. P.; PIRES, L. Ergonomia: Fundamentos da prática ergonômica, 3ª Ed; Editora LTr, 2001.
3049 unicientifica v. 15 n. 2 (2013) PRODUÇÃO DE CAPIM-MARANDU SOB DOSES DE NITROGÊNIO EM DUAS ALTURAS DE RESÍDUOS PÓS CORTE Eleuza Clarete Junqueira de Sales;Flávio Pinto Monção;Verônica Aparecida Costa Mota;Daniela Alves Pereira;Sidnei Tavares dos Reis;Daniel Ananias de Assis Pires;Dorismar David Alves;João Paulo Rigueira Sampaio; Massa seca. Forragem. Nutrição animal. Adubação. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos de doses de nitrogênio em duas alturas de resíduos pós corte sobre as características produtivas da gramínea Brachiaria brizantha (Hochst. ex A. Rich.) Stapf cv. Marandu. Metodologia: Os tratamentos foram dispostos em esquema fatorial 4x2, envolvendo quatro doses de nitrogênio (100; 200; 300 e 400 kg de ha-1) a duas alturas de resíduo (5 e 15 cm) do solo. O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados em cinco repetições. Resultados: Houve diferença significativa (p<0,05) para a produção de massa seca nas duas alturas de resíduos, sendo observados maiores produções quando o capim-marandu foi manejado a 5 cm de altura de resíduo. Com o incremento das doses de nitrogênio, houve redução (p<0,05) na relação lâmina foliar, colmo do capimmarandu, quando manejado na altura de resíduos de 5 cm e aumento, na mesma relação, quando manejado na altura de 15 cm. Conclusão: O capim-marandu tem potencial para responder a doses de nitrogênio de até 400 kg de N. ha-1. O manejo do capim-marandu, na altura de resíduo de 5 cm, proporcionou maior produção de massa seca por hectare, com produção de 43,61 kg para cada kg de nitrogênio aplicado. 1. OLIVEIRA, A. B. et al. Morfogênese do capimtanzânia submetido a adubações e intensidades de corte. Revista Brasileira de Zootecnia, v.36, n.4, p.1006-1013, 2007.1. OLIVEIRA, A. B. et al. Morfogênese do capimtanzânia submetido a adubações e intensidades de corte. Revista Brasileira de Zootecnia, v.36, n.4, p.1006-1013, 2007. 2. COSTA, K. A. P.; FAQUIN, V.; OLIVEIRA, I. P. Doses e fontes de nitrogênio na recuperação de pastagens do capim-marandu. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, Belo Horizonte, v. 62, n. 1, p. 192-199, 2010. 3. SANTOS, I. P. A. et al. Influência do fósforo, micorriza e nitrogênio no conteúdo de minerais de Brachiaria brizantha e Arachis pintoi consorciados. Revista Brasileira de Zootecnia, Viçosa, v. 31, n. 2, p. 605-616, 2002. 4. FRANÇA, A. F. S. et al. Parâmetros nutricionais do capim-tanzânia sob doses crescentes de nitrogênio em diferentes idades de corte. Ciência Animal Brasileira, Goiânia, v. 8, n. 4, p. 695- 703, 2007. 5. LAVRES JUNIOR, J.; MONTEIRO, F. A. Perfilhamento, área foliar e sistema radicular do capim-Mombaça submetido a combinações de doses de nitrogênio e potássio. Revista Brasileira de Zootecnia, Viçosa, v. 32, n. 5, p. 1068-1075, 2003. 6. COSTA, K. A. P. et al. Intervalo de corte na produção de massa seca e composição químicobromatológica da Brachiaria brizantha cv. MG-5. Ciência e Agrotecnologia, v. 31, n. 4, p. 1197-1202, 2007. 7. GARCEZ NETO, A. F. et al. Respostas morfogênicas e estruturais de Panicum maximum cv. mombaça sob diferentes níveis de adubação nitrogenada e alturas de corte. Revista Brasileira de Zootecnia, Viçosa, v. 31, n. 5, p. 1890- 1900, 2002. 8. PREMAZZI, L. M.; MONTEIRO, F. A.; CORRENTE, J. E. Perfilhamento em Capim bermuda cv. Tifton 85 em resposta a doses e ao momento de aplicação do nitrogênio após o corte. Scientia Agrícola, Piracicaba, v. 60, n. 3, p. 565- 571, 2003. 9. SILVEIRA, C. P.; MONTEIRO, F. A. Morfogênese e produção de biomassa do capimtanzânia adubado com nitrogênio e cálcio. Revista Brasileira de Zootecnia, v.36, n.2, p.335-342, 2007. 10. CASTAGNARA, D. D. et al. Produção de forragem, características estruturais e eficiência de utilização do nitrogênio em forrageiras tropicais sob adubação nitrogenada. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 32, n. 4, p. 1637-1648, 2011. 11. COSTA, K. A. P. et al. Produção de massa seca e nutrição nitrogenada de cultivares de Brachiaria brizantha (A. Rich) Stapf sob doses de nitrogênio. Ciência e Agrotecnologia, Lavras, v. 33, n. 6, p. 1578- 1585, 2009. 12. ARRUDA, N. V. M. et al. Produção de matéria seca de capim-braquiarão (Brachiaria brizantha cv. marandu) em lotação rotacionada nos períodos de seca e águas. Biodiversidade, v.7 n.1, p.37-41, 2008. 13. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Sistema brasileiro de classificação de solos. Brasília: EMBAPA, 2006, 412 p. 14. CANTARUTTI, R. B.; ALVAREZ V. V. H.; RIBEIRO, A. C. PASTAGENS. IN: RIBEIRO, A. C.; GUIMARÃES, P. T. G.; ALVAREZ V. V. H. (Eds.). Recomendações para uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais - 5ª aproximação. Viçosa, MG: CFSEMG/UFV, p.332-341, 1999. 15. SILVA, D. J.; QUEIROZ, A. C. 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Produção de matéria seca e qualidade do capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum.) cultivar Roxo em diferentes idades de corte. Revista Brasileira de Zootecnia, v.29, n.1, pp. 69-74, 2000. 27. ALCÂNTRA, P. B. Origem das braquiárias e suas características morfológicas de interesse forrageiro: In: ENCONTRO PARA DISCUSSÃO SOBRE CAPINS DO GÊNERO BRACHIARIA, Nova Odessa, 1986. Resumos...Nova Odessa: Instituto de Zootecnia, p.1-14, 1986. 28. GRIFFITHS, W. M.; HODGSON, J.; ARNOLD, G. C. The influence of sward canopy structure on foraging decisions by grazing cattle. II. Regulation of bite depth. Grass and Forage Science, Zurique, v. 58, n. 2, p. 25- 137, 2003. 29. NIKLAS, K. J. Plant algometry: the scaling process. Chicago: University of Chicago Press; Chicago: Illinois, USA, 1994. 30. RODRIGUES, R. C. et al. Produção de massa seca, relação folha/colmo e alguns índices de crescimento do Brachiaria brizantha cv. Xaraés cultivado com a combinação de doses de nitrogênio e potássio. 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3050 unicientifica v. 15 n. 1 (2013) A CAMINHO DE UMA REALIDADE POSSÍVEL Terezinha Maria Marques Teixeira; Nesta edição da Revista Unimontes Científica, são divulgados artigos das mais variadas áreas do conhecimento, incluindo pesquisadores tanto da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes - como de outras instituições de ensino superior, um indicativo da concretização de um ideal, ou seja, o direcionamento a uma ruptura com uma endogenia editorial. A variedade de temas e a diversidade das áreas de conhecimento apresentadas reclamam do leitor uma atenção para a edição deste número 1/2013. Entre os artigos apresentados, 4 (quatro) provêm de pesquisas desenvolvidas na área das Ciências Biológicas e da Saúde, as quais vão desde as pesquisas de campo, em que se avalia a prevalência do músculo palmar em discentes da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais, até a procura de conhecimento sobre o processo de envelhecimento e perfil de morbimortalidade de idosos residentes em Montes Claros-MG, e, também, além do estudo qualitativo da percepção de doença periodontal e diabetes por adultos. Ainda, nessa área do conhecimento, temos uma revisão de literatura, com análise da ocorrência de vitimização e agressão por meio do bullying e recomendações de intervenção no combate a esse tipo de violência, fatores que demonstram a fecundidade das produções científicas. No que se refere à área das Ciências Agrárias, salientamos a edição de 4 (quatro) artigos. Três deles são de cunho experimental: o primeiro avalia o
3051 unicientifica v. 15 n. 1 (2013) ALTERNATIVAS PARA O ENSINO DA ECOLOGIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UM RELATO DE CASO Otávio Cardoso Filho;Franciellen Morais-Costa;Jhonathan de Oliveira Silva;Maria Alice Diniz Martins; Educação ambiental. Interação. Socialização. Objetivou-se com esse trabalho relatar como a prática pode ser trabalhada na educação básica, tendo em vista a realização de um minicurso com a temática educação ambiental/ecologia, elaborado por acadêmicos do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. Para o desenvolvimento da metodologia, aplicada pelos acadêmicos, foi elaborado um projeto com abordagem teórica e atividade prática. Foram apresentadas, aos alunos, espécies vegetais encontradas na mata seca, a função que elas exercem sobre o ambiente e como elas atuam nas estratégias de conservação da diversidade. Conclui-se que, os alunos assimilaram, de forma descontraída, a importância da ecologia integrando aulas teóricas e práticas MOUSINHO, R.; SCHMID., E.; MESQUITA, F.; PEREIRA, J.; MENDES, L.; SHOLL, R.; NÓBREGA, V. Mediação escolar e inclusão: revisão, dicas e reflexões. Revista Psicopedagogia, v. 27, n. 82, p. 92-108, 2010. 2 AMABIS, J. M. A.; MARTHO, G. R. Biologia das Populações. Ed. Moderna, 1996, p.341. 1996. 3 PRIMACK, R. B.; RODRIGUES, E. Biologia da Conservação. Londrina: Vida, 2002, 327p. 4 BRASIL. Senado Federal. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Brasília, 1999. 5 BRASIL. Senado Federal. Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002. Brasília, 2002. 6 SANTOS, R. M.; VIEIRA, F. A. Similaridade florística entre formações de mata seca e mata de galeria no parque municipal da sapucaia, Montes Claros-MG. Revista Científica Eletrônica de Engenharia Florestal, v. 07, p. 1-10, 2006. 7 PREFEITURA DE MONTES CLAROS. Disponível em: http://www.montesclaros.mg.gov. br/cidade/aspectosgerais/turismo.htm. Acesso em: 23 Abr. 2007. 8 SANTOS, R. M. et al. Riqueza e similaridade florística de oito remanescentes florestais no Norte de Minas, Brasil. Revista Árvore, v.3, n. 1, p. 135- 134, 2007. 9 BRANDÃO, M. Área Mineira do Polígono das Secas / cobertura vegetal. Informe Agropecuário, v.17, n.181, p.5-9, 1994. 10 PEDRALLI, G. Florestas secas sobre afloramentos de calcário em Minas Gerais: florística e fisionomia. Bios, v. 5, n. 5, p. 81-88, 1997. 11 SCHOONHOVEN, L. M.; JERMY, T.; VAN LOON, J. J. A. Insect-plant biology. From physiology to evolution. London: Chapman and Hall, 1998. 12 HOLDEN, C. Entomologists wane as insects wax. Science, v. 246, p. 734-736, 1989. 13 BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Plano Plurianual. Brasília: MP, 2004. 208 p.
3052 unicientifica v. 15 n. 1 (2013) DESENVOLVIMENTO DA MICROBIOTA RUMINAL DE BEZERROS: REVISÃO DE LITERATURA Flávio Pinto Monção;Euclides Reuter de Oliveira;Lais Valenzuela Moura;Rafael Henrique de Tonissi e Buschinelli de Góes; Desempenho. Fisiologia. Nutrição animal. Pecuária. O conhecimento do desenvolvimento da microbiota ruminal de bezerros, na fase de cria, bem como a manipulação de dietas que favorecem esse desenvolvimento, é de fundamental importância no contexto da produção animal, uma vez que, o segmento da pecuária necessita de produzir animais precoces e/ou superprecoces, visando atender o mercado consumidor, cada vez mais exigente no quesito qualidade de carne. A utilização de estratégias, que possibilita o estabelecimento da microbiota ruminal em bezerros, permite obter benefícios para a produção animal, como peso maior quando da desmama, bom desempenho da microbiota ruminal, bem como, a extensão ruminal e o crescimento das papilas, proporcionando uma melhor adaptação e menor estresse no período da desmama. Neste contexto, objetivou-se, por meio desta revisão, reunir informações atuais sobre o desenvolvimento da microbiota ruminal em bezerros e sua importância no contexto atual na produção animal. O manejo correto e a utilização de técnicas específicas de manejo com a cria proporcionam diversos retornos para o pecuarista e para o animal, de forma direta ou indireta. 1. MURTA, R.M. et al. Resultados brasileiros em confinamentos: revisão de literatura. Pubvet, v.2, n.9. n.1, p.164-172, 2008 2. ANUALPEC. Anuário da pecuária brasileira. São Paulo: FNP, 2010. 385 p. 3. LOPES, M. A.; MAGALHÃES, G. P. Rentabilidade na terminação de bovinos de corte em confinamento: um estudo de caso em 2003, na Região Oeste de Minas Gerais. Ciência e Agrotecnologia, Lavras, v. 29, n. 5, p. 1039-1044, 2005 4. NOGUEIRA, E.et al. Efeito do creepfeeding sobre o desempenho de bezerros e a eficiência reprodutiva de primíparas Nelore, em pastejo. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v.58, n.4, p.607-613, 2006 5. BARBOSA, F.A. “Creep-feeding” – Uma alternativa de suplementação para bezerros, Escola de Veterinária- UFMG, Disponível em http:// www.agronomia.com.br/conteudo/artigos/artigos_ creep_feeding.htm>. Acesso em: 22 de set. 2010. 6. OLIVEIRA, J. S. et al. Fisiologia, manejo e alimentação de bezerros de corte. Arquivo de Ciências Veterinárias e Zoologia. Unipar, Umuarama, v. 10, n. 1, p. 39-48, 2007 7. GOTTSCHALL, C. S. Produção de Novilhos Precoces - nutrição, manejo e custos de produção. 1º edição, Editora Agropecuária, Guaiba, vol. 1. pag. 208, 2001 8. LANA,R.P.,Nutrição e alimentação animal: mitos e realidades. 2a ed. Viçosa: UFV, v. 1. Pag.344, 2007 9. ORSKOV, E.R. Nutrición proteica de los ruminantes. Zaragoza: Acribia, 1988. 178p. 10. NANGIA, O.P. et al. Note on the early development of rumen function on buffalo calves. 2. Postnatal development of stomach compartments as related to age and diet in young buffalo calves. Indian Journal Agriculture Science, Savoy, v.52, n.10, p. 939- 943, 1982 11. BEHARKA, A.A. et al. Effects of form of the diet on anatomical, microbial, and fermentative development of the rumen of neonatal calves. Journal of Dairy Science, v.81, n.7, p.1946-1955, 1998 12. BITTAR, C.M.M. et al. Desempenho e desenvolvimento do trato digestório superior de bezerros leiteiros alimentados com concentrado de diferentes formas físicas. Revista Brasileira de Zootecnia, v.38, n.8, p.1561-1567, 2009 13. LUCCI, C.S. Bovinos leiteiros jovens: nutrição, manejo, doenças. Nobel/Edusp, São Paulo,. USP, pag.371. 1989 14. 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3053 unicientifica v. 15 n. 1 (2013) BULLYING: REVISÃO SISTEMATIZADA ACERCA DA VITIMIZAÇÃO, AGRESSÃO E AÇÕES PREVENTIVAS Emanuella de Castro Marcolino;Cícera Renata Diniz Vieira;Alessandro Leite Cavalcanti; Bullying. Vitimização. Agressão. Prevenção. O presente estudo objetivou analisar a ocorrência de vitimização e agressão por meio do bullying e as recomendações de intervenção no combate a essa problemática, inferidas pelas pesquisas empíricas concluídas. Trata-se de uma revisão sistematizada de literatura com busca realizada nas bases de dados LILACS e Pubmed, por meio das combinações de descritores, “bullying” e “estudantes”, “bullying” e “schools” tendo como limites de busca publicações no formato de artigos científicos disponíveis em texto completo com livre acesso, escritos em língua inglesa, espanhola e portuguesa, publicados a partir do ano de 2008 até maio de 2013. A maioria dos estudos exibiu dados de ocorrência de vítimas e agressores de bullying entre 10 e 30% e foram desenvolvidos em diversos países, sugerindo recomendações de combate ao bullying, quase na totalidade, com base em adoção de medidas preventivas voltadas aos escolares, familiares, profissionais, integrando escola com setores sociais e de saúde. A literatura científica revelou ainda o bullying como componente do cenário escolar no qual os meninos mais novos são os principais envolvidos, tornando necessária a implementação de intervenções com potencial de tratar, de maneira precoce, o que exige a articulação de diversos atores e setores. 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Viva: Vigilância de violências e acidentes. 2006 e 2007. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 2. LEME, M. I. S. A gestão da violência escolar. Revista Diálogo Educacional, v. 9, n. 28, p. 541-555, set./dez. 2009. 3. WORLD HEALTH ORGANIZATION. World report on violence and health. 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3054 unicientifica v. 15 n. 1 (2013) CONCENTRAÇÃO DE CLOROFILA E DE PROLINA EM GENÓTIPOS DE ARROZ SUBMETIDOS À SALINIDADE Luiz Augusto Salles das Neves;Cristiele Spat; Genótipos de arroz. Pigmentos fotossintéticos. Prolina. NaCl Cultivares de arroz são extensivamente estudados com relação à salinidade. Entretanto, atualmente, há híbridos de arroz nos quais esses efeitos têm sido pouco descritos. O experimento foi desenvolvido em casa de vegetação com as cultivares BRS Talento e BRS Agrisul, consideradas resistente e suscetível a salinidade, respectivamente e o híbrido Tiba, a fim de analisar os efeitos da concentração de NaCl (25, 50, 75, 100, 125 e 150 mM) nos teores de clorofila a, b e total e no de prolina, aos 30 dias após a salinização do solo. A salinidade reduziu os teores de clorofila a, b e total nos genótipos de arrozes, sendo que o híbrido mostrou-se mais resistente que as cultivares. O teor de prolina foi maior na BRS Agrisul, sendo que a BRS Talento e o híbrido Tiba demonstraram resultados semelhantes, podendo ser considerados tolerante e resistente ao estresse salino, respectivamente. 1. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Levantamento sistemático da produção agrícola – IBGE lavouras. (on line). Disponível em: < http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/ indicadores/agropecuaria/lspa/default.shtm. > acessado em 15 março 2012. 2. FAGERIA, N. K. Adubação e nutrição mineral da cultura de arroz. Rio de Janeiro: EMBRAPA. 1984. 3. AKBAR, M.; KHUSH, G. S. and HILLERISLAMBERS, D. Genetics of salt tolerance in rice. Proceedings of the International Rice Genetics Symposium, Los Baños, Philippines, p.399-409, 1985 4. LIMA, M. G. S.; LOPES, N. F.; BACARIN, M. A. and MENDES, C. R. Efeito do estresse salino sobre a concentração de pigmentos e prolina em folhas de arroz. Bragantia, v.63, n.3, p. 335-340, 2004. 5. GALINA, S. 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3057 unicientifica v. 15 n. 1 (2013) ENVELHECIMENTO POPULACIONAL E PERFIL DE MORBIMORTALIDADE DE IDOSOS RESIDENTES NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS/MG Marilia Borborema Rodrigues Cerqueira; Envelhecimento. Morbidade. Mortalidade. Morbimortalidade. Datasus. Este artigo tem como objetivo conhecer o processo de envelhecimento populacional e o perfil de morbimortalidade de idosos residentes em Montes Claros/MG, buscando calcular alguns indicadores demográficos e identificar as principais causas básicas de internação hospitalar e óbito da população com 60 anos ou mais. Realizou-se análise de dados secundários e revisão bibliográfica. Há um célere processo de envelhecimento populacional e, sobre a morbimortalidade, as doenças do aparelho circulatório e neoplasias são as principais causas de morbidade hospitalar e mortalidade de idosos. Ressaltam-se, ainda, as proporções significativas de óbitos classificados como de “causa mal definida”. A proporção crescente de idosos na população implica na necessidade de se redefinirem as políticas de diversos setores, como os de saúde, e há a necessidade premente de melhoria nos meios diagnósticos. 1 NUNES, A. O envelhecimento populacional e as despesas do Sistema Único de Saúde. In: CAMARANO, A. A. (org.). Os Novos Idosos Brasileiros: Muito Além dos 60? Rio de Janeiro: IPEA, 2004. 2 CARVALHO, J. A. M. Crescimento populacional e estrutura demográfica no Brasil. Belo Horizonte: CEDEPLAR/FACE/UFMG, 2004. Texto para discussão n° 227. 3 CARVALHO, J. A. M.; GARCIA, R. A. O envelhecimento da população brasileira: um enfoque demográfico. Cadernos de Saúde Pública. Rio de Janeiro, 19(3):725-733, mai/jun 2003. 4 U.S. NATIONAL INSTITUTE ON AGING. National Institutes of Health. U.S. Department of Health and Human Services. Why Population Aging Matters. A Global Perspective. 2007. 5 WONG, L. L. R.; CARVALHO, J. A. M. O rápido processo de envelhecimento populacional do Brasil: sérios desafios para as políticas públicas. Revista Brasileira de Estudos Populacionais. São Paulo: REBEP, v. 23, n. 1, jan./jun. 2006. 6 MARTINS, A. M. E. B. L. et al. Morbidade na Região Norte de Minas Gerais, 1997, 2001 e 2006. Unimontes Científica. Montes Claros, v. 9, n.1, jan./jun. 2007. 7 SANTOS, M. I. P. et al. Perfil de mortalidade na região norte de Minas Gerais: 1997, 2001 e 2005. Unimontes Científica. Montes Claros, v. 11, n.1/2, jan./dez. 2009. 8 OLIVEIRA-CAMPOS, M.; CERQUEIRA, M. B. R.; RODRIGUES NETO, J. F. Dinâmica populacional e o perfil de mortalidade no município de Montes Claros (MG). Ciência & Saúde Coletiva, 16 (Supl. 1): 1303-1310, 2011. 9 DATASUS. Informações de saúde. Disponível em: . Acessos em fevereiro e maio de 2009 e abril de 2012. 10 TIRADO, M. G. A. A percepção dos idosos sobre envelhecimento e independência: um estudo qualitativo no município de Belo Horizonte. 2000. 126 p. Tese (Doutorado) – Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, Universidade Federal de Minas Gerais, 2000. 11 BARBOSA, L. M.; ANDRADE, F. C. D. Aplicação da técnica dos riscos competitivos à mortalidade do Brasil e Macrorregiões – 1991. In: ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, 12, 2000, Caxambu, MG. Anais. Belo Horizonte: ABEP, 2000. 12 BARBOSA, L. M. Perfis de vulnerabilidade ao risco de contrair o HIV nas regiões Nordeste e Sudeste brasileiras: aspectos individuais e da comunidade. 2001. 168 p. Tese (Doutorado em Demografia) - Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, Universidade Federal de Minas Gerais, 2001. 13 CERQUEIRA, M. B. R. Envelhecimento populacional e população institucionalizada – um estudo de caso dos asilos do município de Montes Claros. 2003. 109 p. Dissertação (Mestrado em Demografia) – Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, Universidade Federal de Minas Gerais, 2003. 14 CHACKIEL, J. Studies of causes of death in Latin América current situation and future perspectives. Siena, Italy: International Union for the Scientific Study of Population; Institute of Statistics University of Siena; 1986. Apud: CERQUEIRA, C. A.; PAES, N. A. Mortalidade por doenças crônico-degenerativas e relações com indicadores socioeconômicos no Brasil. In: ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, 11, 1998, Caxambu, MG. Anais. Belo Horizonte: UFMG/CEDEPLAR, 1998. 18 p. 15 CERQUEIRA, C. A.; PAES, N. A. Mortalidade por doenças crônico-degenerativas e relações com indicadores socioeconômicos no Brasil. In: ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, 11, 1998, Caxambu, MG. Anais. Belo Horizonte: UFMG/ CEDEPLAR, 1998. 18 p. 16 BANCO MUNDIAL. Envelhecendo em um Brasil Mais Velho. Washington, D.C., USA. Impresso no Brasil, março/2011. (Sumário Executivo). 17 BRITO, F. Transição demográfica e desigualdades sociais no Brasil. Revista Brasileira de Estudos Populacionais. São Paulo, v. 25, n. 1, p. 5-26, jan./jun. 2008. 18 SANTANA, J. A. A influência da migração no processo de envelhecimento populacional das regiões de planejamento do estado de Minas Gerais. 2002. 106 p. Dissertação (Mestrado em Demografia) – Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, Universidade Federal de Minas Gerais, 2002. 19 MELLO JORGE, M. H. P. et al. A mortalidade de idosos no Brasil: a questão das causas mal definidas. Epidemiologia e Serviços de Saúde. Revista do Sistema Único de Saúde do Brasil. Brasília/DF: Ministério da Saúde, v. 17, n° 4, out./ dez. 2008. 20 VASCONCELOS, A. M. N. Causas múltiplas de morte: uma análise de padrões de mortalidade entre idosos. In: ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, 13, 2002, Ouro Preto, MG. Violências, o estado e a qualidade de vida da população brasileira: anais. Belo Horizonte: ABEP, 2002.
3058 unicientifica v. 15 n. 1 (2013) PREVALÊNCIA DO MÚSCULO PALMAR LONGO EM ACADÊMICOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI Amauri Pierucci;Artur Ferreira Pereira;Maryane Oliveira Campos; Músculo palmar longo. Agenesia. Prevalência. Variação anatômica. Anatomia humana. Discentes. O objetivo deste estudo é avaliar a prevalência do músculo palmar longo em 240 discentes da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), através do método de Schaeffer. O teste de Schaeffer é caracterizado pela oposição do polegar com o quinto dedo e a flexão do punho, visualizandose o tendão do músculo sob a pele. Observou-se a prevalência bilateral do músculo palmar longo em 79,2% dos discentes, unilateral em 11,7% e agenesias bilaterais em 9,2% da população universitária. Após a análise estatística, o teste Qui-quadrado, não mostrou diferença entre os sexos com a ausência/presença unilateral (11,6% e 11,7%), ausência bilateral (8,0% e 10,2%) e presença bilateral (80,4% e 78,1%) do músculo palmar longo, respectivamente. Porém, quando se utilizou o teste de Correlação entre as agenesias unilaterais do músculo no sexo feminino, observou-se significância entre o antímero direita (9,6%) em relação ao seu contralateral (7,5%). Entretanto, no sexo masculino foram constatadas diferenças significativas quanto à ausência do palmar longo no antebraço esquerdo (7,1%) e direito (5,8%). O músculo palmar longo é um padrão anatômico em excelência, e, apresenta-se fortemente ligado a assimetria da anatomia do próprio corpo. 1. ALVES, E. Anatomia Descritiva. Rio de Janeiro: Atheneu, 1965. p. 301. 2. LLORCA, F. O. Anatomia Humana: Barcelona: Científico Médica, 1944. p.201-202. 3. ROUVIÈRE, H; Cordier, G. Anatomía Humana Descriptiva Y Topográfica. Madrid: BaillyBailliere, 1956. p.106-107. 4. DANGELO, J. G.; Fattini, C. A. Anatomia Básica dos Sistemas Orgânicos: com a descrição dos ossos, junturas, músculos, vasos e nervos. Rio de Janeiro: Ateneu, 1998. p.307. 5. GARDNER, E.; GRAY, D. J.; O’RAHILLY, R. Anatomia Humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1971. p.27-35. 6. VAN DE GRAAFF, K.M. Anatomia Humana. São Paulo: Manole, 2003. p. 269-273. 7. GRAY, H, GOSS, C. M. Gray Anatomia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988. p.380-381. 8. KOO, C. C.; ROBERTS, A. H. The palmaris longus tendon. Another variation in its anatomy. J Hand Surg Br, v.22, n.1, p.138–139, fev. 1997. Disponível em: Acesso em: 30 abr 2010. 9. NATSIS, K. et al. Three-headed reversed palmaris longus muscle and its clinical significance. Ann Anat, v.189, n.1, p.97-101, fev. 2007. Disponível em: Acesso em: 12 maio 2010. 10. ROOHI, M. S. et al. A Study on the Absence of Palmaris Longus in a Multiracial Population. Malaysian Orthopaedic Journal, v.1, n.1, p.25- 28, maio. 2007. Disponível em:http://myais.fsktm. um.edu.my/7418/1/A_study_on_the_Absence_ Palmaris_Longus.pdf> Acesso em: 24 abr 2010. 11. STECCO, C.; et al. The Palmaris longus muscle and its relations with the antebrachial fascia and the palmar aponeurosis. Clin Anat, v.22, n.1, p. 221-229, fev. 2009. Disponível em: Acesso em: 24 abr 2010. 12. MBAKA, G. O.; EJIWUNMI, A. B. Prevalence of palmaris longus absence - a study in the Yoruba population. Ulster Med J. v.78, n.2, p.90-93, jan. 2009. Disponível em: Acesso em: 15 nov 2009. 13. PARK M. J.; NAMDARI, S.; YAO, J. Anatomic variations of the palmaris longus muscle. Am J Orthop. v.39, n.2, p.89-94, fev. 2010. Disponível em: Acesso em: 26 abr 2010. 14. SEBASTIN, S. J.; LIM, A. Y.; WONG, H. B. Clinical assessment of absence of the palmaris longus and its association with other anatomical anomalies - A Chinese population study. Ann Acad Med Singapore, v.35, n.4, p.249–253, abr. 2006. Disponível em: Acesso em: 21 maio 2010. 15. GARCIA, L. B. et al. Estudo da prevalência do músculo palmar longo em humanos. Cesumar, v.7, n.1, p.19-24, jan.jun. 2005. Disponível em: http:// www.cesumar.br/pesquisa/periodicos/index.php/ iccesumar/article/viewArticle/99 Acesso em: 21 maio 2010. 16. KOSE, O, et al. The prevalence of absence of the palmaris longus: a study in Turkish population. Arch Orthop Trauma Surg, v.129, n.5, p.609-11, fev. 2009. Disponível em: Acesso em: 24 abr 2010. 18. BONSI, A, B. Estudo do músculo palmar longo numa população brasileira. 2000. 80f. [Dissertação de Doutorado] – Piracicaba: Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas; Disponível em: Acesso em: 17 jun 2009. 19. MOORE, K.; DALLEY, A. F. Anatomia Orientada para Clínica. Koogan, Rio de Janeiro: Guanabara, 2007. p. 743-745. 20. PARK, S.; SHIN, Y. Results of long-term followup observations of blepharoptosis correction using the palmaris longus tendon. Aesthet Plast Surg, v.32, p.614-619, abr. 2008. Disponível em: http://www. ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2469274/ pdf/266 2008_Article_9165.pdf> Acesso em: 24 abr 2010. 21. AGARWAL, P. Absence of the palmaris longus tendon in Indian population. Indian J Orthop, v.44, n.2, p.212-215, mar. 2010. Disponível em: < http:// www.ijoonline.com/article.asp?issn=0019-5413;ye ar=2010;volume=44;issue=2;spage=212;epage=21 5;aulast=Agarwal > Acesso em: 30 abr 2010. 22. OLADIPO, G. S.; DIDIA, B. C.; UGBOMA, A. Frequency of Agenesis of the Palmaris Longus Muscle In Nigerians. The Internet Journal of Biological Anthropology, v.3, n.2, 2009. Disponível em: Acesso em: 28 abr 2010. 23. NDOU, R.; GARGANTA, H.; MITCHELL, B. The Frequency of Absence of Palmaris Longusin a South African Population of Mixed Race. Clinical Anatomy, v.23, n.4 p.437-442, mar. 2010. Disponível em: Acesso em: 28 abr 2010. 24. THOMPSON, N. W.; MOCKFORD, B. J.; CRAN, G. W. Absence of the palmaris longus muscle: a population study. Ulster Med J, v.70, n.1, p.22-24, maio. 2001. Disponível em: Acesso em: 30 abr 2010. 25. ERIC, M. et al. Prevalence of the palmaris longus through clinical evaluation. Surg Radiol Anat, v.32, n.4, p.357-361, maio. 2010. Disponível em: Acesso em: 15 nov 2009. 26. KAPOOR, S. K. et al. Clinical prelevance of palmaris longus agenesis: common anatomical aberration. Anat Sci Int, v.83, n.1, p.45–48, ago. 2008. Disponível em: Acesso em: 30 mar 2010. 27. SCHAEFFER, J. P. On the variations of the palmaris longus muscle. Anat Rec, v.3, p.275–278, 1909.
3059 unicientifica v. 15 n. 1 (2013) DOENÇA PERIODONTAL E DIABETES NA PERCEPÇÃO DE ADULTOS: UM ESTUDO QUALITATIVO Danilo Cangussu Mendes;Monique de Cássia Carneiro;João Maurício do Valle Souza Filho;Mariana Rafaela Caetano;Maisa Tavares de Souza Leite;Carlos Alberto Quintão Rodrigues; Diabetes Mellitus; Periodontics; Perception; Family Health. O objetivo deste estudo é analisar a percepção dos diabéticos cadastrados em duas equipes da Estratégia Saúde da Família sobre a doença periodontal, diabetes e a relação existente entre elas, assim como levantar atividades de interesse para futuros grupos operativos. Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem qualitativa desenvolvida no cenário da Atenção Primária à Saúde no município de Montes Claros – MG. Os sujeitos selecionados foram 30 indivíduos adultos cadastrados como diabéticos. A coleta de dados ocorreu por meio da técnica do grupo focal, utilizando perguntas norteadoras. Para a análise dos dados, foi utilizada a técnica de análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram quatro categorias analíticas: percepções da diabetes; percepções da doença periodontal; relação entre diabetes e doença periodontal; atividades de interesse para os participantes em futuros grupos operativos. Constatou-se, nos grupos focais, que os participantes reconhecem os principais sinais e sintomas da doença periodontal e diabetes. Grande parte deles não conseguiu estabelecer a relação entre as duas doenças, mas dentre os que a fizeram, embasaram-se no relato de suas experiências. Esses achados corroboram com a literatura nacional e internacional e evidenciam uma relação bidirecional entre essas duas enfermidades. 1. MIRANZI, S. S. C.; FERREIRA, F. S.; IWAMOTO, H. H.; PEREIRA, G. A.; MIRANZI, M. A. S. Qualidade de vida de indivíduos com diabetes mellitus e hipertensão acompanhados por uma equipe de saúde da família. Texto & Contexto em Enfermagem, Florianópolis, v.17, n.4, p.672- 679, out./dez. 2008. 2. FARAH, G. J.; BORTOLINI, M. C. T.; CUMAN, R. K. N. Manifestações bucais em pacientes diabéticos. Arquivo APADEC, Maringá, v. 8, maio 2004. 3. MADEIRO, A. T,; BANDEIRA, F. G. S.; FIGUEIREDO, C. R. L. V. A estreita relação entre diabetes e doença periodontal inflamatória. Odontologia Clínica-Científica, Recife, v. 4, n. 1, p. 7-12, jan.-abr., 2005. 4. VASCONCELOS, B. C. E.; NOVAES, M.; SANDRINI, F. A. L.; MARANHÃO FILHO, A. W. de A.; COIMBRA, L. S.. Prevalência das alterações da mucosa bucal em pacientes diabéticos: estudo preliminar. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, São Paulo, v. 74, n. 3, p. 424-8, maio-jun. 2008. 5. SOUSA, R. R.; CASTRO, R. D.; MONTEIROM, C. H. I. R. S. H.; SILVA, S. C.; NUNES, A. B. O paciente odontológico portador de diabetes mellitus: uma revisão da literatura. Pesquisa Brasileira em Odontopediatria Clínica Integrada. João Pessoa, v. 3, n. 2, p. 71-7, jul.-dez., 2003. 6. MADEIRO, A. T.; PASSOS, I. A.; FIGUEIREDO, C. R. L. V. Abordagem preventiva da doença periodontal no paciente diabético: revisão de literatura. Revista de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo. São Paulo, v. 20, n. 1, p. 76-81, jan.-mar., 2008. 7. ALVES, C.; ANDION, J. M.; BRANDÃO, M. M. A.; MENEZES, R. M. Pathogenic Aspects of the Periodontal Disease Associated to Diabetes Mellitus. Arquivo Brasileiro de Endocrinologia e Metabolismo, São Paulo, v. 51, p. 1050-57, 2007. 8. TOMITA, N. E.; CHINELLATO, L. M.; PERNAMBUCO, R. A.; LAURIS, J. R. P.; FRANCO, L. J. NIpobrasileiros, Grupo de Estudos de Diabetes. Condições periodontais e diabetes mellitus na população nipo-brasileira. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 36, n. 5, p.607-13, out., 2002. 9. PINHEIRO, A. C. C.; SANDRES, D. L. S.; OLIVEIRA, G. C.; LIMA, D. L. F.; NUTO, A. S. S.; REGO, D. M. Tratamento periodontal e bemestar: um estudo qualitativo. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, Fortaleza, v. 19, n. 2, p.68-73, 2006. 10. BORTOLI, D.; LOCATELLI, F. A.; FADEL, C. B.; BALDANI, M. H. Associação entre percepção de saúde bucal e indicadores clínicos e subjetivos: estudo em adultos de um grupo de educação continuada na terceira idade. Publicatio UEPG: Ciências Biológicas e da Saúde. Ponta Grossa, v. 9, n 3, p. 55-65, set.-dez., 2003. 11. BOHÓRQUEZ, G. F.; JARAMILLO, E. L. G. El diálogo como encuentro: aproximaciones a la relación médico paciente. Hacia promoção de la salud, Manizales, v.9, p.79-91, 2004 12. MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 10. ed. São Paulo: Hucitec, 2007. 406p. 13. BARDIN, L. Análise de conteúdo. Trad. Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. 3. ed. Lisboa: Edições 70, 2004. 14. VILAR, L. Endocrinologia clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. 15. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES - SBD. Diretrizes SBD: tratamento e acompanhamento do diabetes mellitus. Rio de Janeiro: SBD, 2006. 154p. 16. NASCIMENTO, M. T. F.; FIGUEREDO, J. E. F. Distúrbios Endócrinos Comuns. Enfermagem Médico-cirúrgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. p. 550-553. 17. RUBIN, E.; CORSTEIN, F.; BUBIN, R.; SCHWARTING, R.; STRAYE, D. Patologia: bases clinicopatológicas da medicina. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. p.1194-1224. 18. BOSCO, A.; LERÁRIO, A.C.; SORIANO, D.; SANTOS, R. F.; MASSOTE, P.; GALVÃO, D. et al. Retinopatia diabética. Arquivo Brasileiro de Endocrinologia e Metabolismo, São Paulo, v. 49, n. 2, p. 217-27, abr. 2005. 19. LOPES, C. F. Projeto de assistência ao pé do paciente portador de diabetes melito. Jornal Vascular Brasileiro, São Paulo (online), v. 2, n. 1, p.79-82, maio, 2003. Disponível em: . Acesso em: 16 maio 2010. 20. CARVALHO, L. A. C. Subsídio para o planejamento de cuidados especiais para o atendimento odontológico de pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2. São Paulo, 2002, 85 p. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo, 2002. 21. ARAÚJO, M.; SUKEKAVA, F. Epidemiologia da doença periodontal na América Latina. Periodontia. Rio de Janeiro, v.17, p. 7-13, 2007. 22. NOVAES JUNIOR, A. B.; MACEDO, G. O.; ANDRADE, P. F. Inter-relação doença periodontal e diabetes mellitus. Periodontia, Rio de Janeiro, v. 17, p. 39-44, 2007. 23. JEPSEN S, KEBSCHULL M, DESCHNER J. Relationship between periodontitis and systemic diseases. Bundesgesundheitsblatt Gesundheitsforschung. Gesundheitsschutz. v.54, n.9, p.1089-96, 2011. 24. ROCHA, J. L. L.; BAGGIO, H. C. C.; CUNHA, C. A.; NICLEWICZ, E.; LEITE, S. A. O.; BAPTISTA, M. I. D. K.; ROCHA, J. L. L. et al. Aspectos relevantes da interface entre diabetes mellitus e infecção. Arquivo Brasileiro de Endocrinologia e Metabolismo, São Paulo, v. 46, n. 3, p. 221-29, 2002. 25. TORRES, H. C.; HORTALE, V. A.; SCHALL, V. A experiência de jogos em grupos operativos na educação em saúde para diabéticos. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 19, n. 4, p. 1039-47, 2003.
3060 unicientifica v. 15 n. 1 (2013) FITOTOXICIDADE DE HERBICIDAS APLICADOS EM DIFERENTES ÉPOCAS EM PÓS-EMERGÊNCIA DO FEIJÃO-CAUPI Marina Borges de Oliveira;Pablo Fernando Santos Alves;Matheus Ferreira França Teixeira;Herika Daiane da Silva;Rafael Alexandre Sá;Rubens Gabriel Caires Campos;Abner José de Carvalho;Ignácio Aspiazú; Plantas daninhas. Controle químico.Vigna unguiculata Objetivo: Avaliar a fitotoxicidade de herbicidas, aplicados em diferentes épocas de desenvolvimento, na cultura do feijão-caupi. Metodologia: O experimento foi conduzido em vasos no Campus da Universidade Estadual de Montes Claros, em Janaúba, MG. Os tratamentos foram dispostos em esquemas fatorial (2x4x4) + 2, envolvendo duas épocas de aplicação dos herbicidas (15 e 28 DAE); quatro herbicidas: (Fomesafen (250 g de i.a ha-1), Oxadiazon (1000 g de i.a ha-1), Fluazifop-p-butil (375 g de i.a ha-1) e Fenoxaprope-p-etílico + Cletodim (37,5 + 37,5 g de i.a ha-1), quatro épocas de avaliação da fitotoxicidade dos herbicidas (aos 7, 15, 30 e 45 dias, após a aplicação dos herbicidas), mais duas testemunhas (com e sem capina). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com quatro repetições. As características avaliadas foram a fitotoxicidade dos herbicidas às plantas, o número de trifólios, e a altura de plantas. Resultados: Com exceção do Fomesafen, os demais herbicidas apresentaram menores valores de fitotoxicidade até a última avaliação. Conclusões: Concluiu-se que os herbicidas Fluazifop-p-butil e Fenoxaprope-p-etílico + Cletodim apresentam menor fitotoxicidade à cultura do feijão-caupi em relação aos demais herbicidas estudados. Independentemente da época de aplicação, o Fomesafen proporciona menor altura e maior fitotoxicidade às plantas que os demais herbicidas testados, não devendo ser recomendado nas condições deste estudo. 1. FREIRE FILHO, F. R. et. al. Produção, melhoramento genético e potencialidades do feijão-caupi no Brasil. IV Reunião nacional de Biofortificação. Teresina, Piauí, Brasil, 2011. 2. FREITAS, F. C. L.; MEDEIROS, V. F. L. P.; GRANGEIRO, L. C.; SILVA, M. G.; NASCIMENTO, P. G. M. L.; NUNES, G. H. Interferência de plantas daninhas na cultura do feijão-caupi. Planta Daninha. v. 27, n. 2, p. 241- 247, Viçosa, 2009. 3. KÖPPEN, W. Climatologia: conunestudio de los climas de laTierra. México: Fondo de Cultura Económica, 1948. 4. CANTARUTTI, R. B. et al. Avaliação da fertilidade do solo e recomendação de fertilizantes. In: NOVAIS, R. F., ALVAREZ V., V. H., BARROS, N. F., FONTES, R. L. F., CANTARUTTI, R. B. & NEVES, J. C. L. (Eds.) Fertilidade do solo. Viçosa, Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. p.769- 850. 2007. 5. LINHARES, C. M. S. Crescimento do feijão-caupi sob efeito dos herbicidas fomesafen e bentazon+imazamox. 2011. 39 f. (Monografia) – Universidade Federal Rural do SemiÁrido,UFERSA, Mossoró. 6. FERREIRA, F. A.; SILVA, A. A.; FERREIRA, L. R. Mecanismos de ação de herbicidas. V Congresso Brasileiro de Algodão, p.4. 2005. 7. PROCÓPIO, S. O. et al. Anatomia foliar de plantas daninhas do Brasil. Viçosa, MG: Universidade Federal de viçosa, v. 1. 118 p. 2003a. 8. MESQUITA, H. C. de. Seletividade e eficácia de herbicidas em cultivares de feijãocaupi (Vigniaungriculata (L.) walp). 2011. 50 f. Dissertação (Mestrado em Fitotecnia) Área de concentração: Agricultura Tropical – Universidade Federal Rural do Semiárido. Mossoró. 9. KUNKEL, D. L.; BELLINDER, R. R.; STEFFENS, J. C. Safeners reduce corn (Zea mays) chloroacetanilide and dicamba injury under different soil temperatures. Weed Technology, v. 10, n. 1, p. 115-120, 1996. 10. FREITAS, F. C. L.; MESQUITA; H. C; FREITAS, M. A. M.; FELIPE, R. S.; GUIMARÃES, F. C. N. Seletividade de herbicidas para a cultura do feijão-caupi. XXVII Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas. Ribeirão Preto – SP. 2010. 11. SILVA, A. A.; SILVA, J. F. Ed. Tópicos em manejo de plantas daninhas. Viçosa: Ed. UFV, 2007.
3061 unicientifica v. 14 n. 2 (2012) INTERDISCIPLINARIDADE E CIÊNCIA Simone de Melo Costa; A interdisciplinaridade surge para o enfrentamento do movimento de especialização da ciência, que fragmenta o conhecimento nas diversas áreas de pesquisa. Nesse sentido, a interdisciplinaridade aplicada à ciência culmina em novas disciplinas agregadoras com o objetivo de compreender certos fenômenos que não podem ser explicados com apenas uma área de conhecimento, dado os seus limites. Assim, a interdisciplinaridade pressupõe o entendimento de que todo conhecimento é igualmente importante. Desse modo, acreditamos que a revista Unimontes Científica constitui um importante subsídio
3062 unicientifica v. 14 n. 2 (2012) Cidade, identidade e os lugares de memória Marcia Cristina Senra Marinho de Lima; Cidade. Identidade. Lugares de memória. Patrimônio cultural. Museus. Este artigo, uma revisão de literatura, se propõe a fazer uma reflexão sobre cidade e identidade na contemporaneidade e a relação com os lugares de memória, em especial o patrimônio cultural e os museus. Donde não se pode deixar de mencionar a questão de identidade dos grupos sociais que buscam em seu processo de construção identitário se distinguir dos outros, conformando identidades culturais urbanas. Isto porque, a cidade é o lugar em que se inscreve a história do urbano e preserva a memória do seu repertório coletivo. E, hoje no contexto da fragilização das cidades impactadas pela redução das barreiras espaciais, os lugares de memória constituem-se como fator de estabilidade capazes de referendar o que é familiar, conferindo um sentido de pertencimento e completude. É importante reconhecer que embora os discursos de memória possam parecer, de certo modo, um fenômeno global, no seu núcleo, o lugar das práticas de memória ainda permanece local, regional, nacional e não pós-nacional ou global. 1 FORTUNA, C. As Cidades e as Identidades - Narrativas, patrimônios e memórias. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, ano 12, n. 33, p. 127-141, fev. 1997. 2 MAGNANI, J. G. C. De perto e de Dentro: notas para uma etnografia urbana. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 17, n. 49, p. 11-29, jun. 2002. p. 17. 3 SENRA, M. C. S. M. L. Cidade Moderna: História, Memória e Literatura - Paris, Belo Horizonte. Revista UniVap, São José dos Campos, v.17, n. 29, p. 62-79, ago. 2011. 4 SENRA, M. C. S. M. L. Dos usos e pontos: a construção do patrimônio cultural como prática de cidadania. In: Anais... Encontro Científico Multidisciplinar da CNEC/ FACECA (4), Varginha/MG, 2006. 19 p. Disponível em: . 5 NEVES, M. S. Os jogos da memória. In: MATTOS, I. R. (Org.). Ler & Escrever para contar: documentação, historiografia e formação do historiador. Rio de Janeiro: Access, 1998. p. 203-219. 6 NORA, P. Entre Memória e História - a problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo, v. 10, dez. 1993. 7 HUYSSEN, A. Passados presentes: mídia, política, amnésia. In: HUYSSEN, A. Seduzidos pela Memória. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2000. p. 9-40. 8 DELGADO, Lucília de Almeida Neves. História Oral: memória, tempo, identidades. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. p. 47. 9 JEUDY, H-P. A maquinaria patrimonial. In: JEUDY, H-P. Espelhos das cidades. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2005. p. 13-78. 10 JULIÃO, L. Apontamentos sobre a História do Museu. In: Vários Autores. Caderno de Diretrizes Museológicas. Belo Horizonte: SEC/Sup. Museus/ Brasília:MinC/IPHAN/IMCC, 2006. p. 19-32. Dis- ponível em: . Acesso em: 20 jul. 2009. 11 CLIFFORD, J. Museologia e contra-história: viagens pela Costa Noroeste dos Estados Unidos. In: ABREU, R.; CHAGAS, M. (Orgs.). Memória e Patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro: DP&A/FAPERJ/UNI-RIO, 2003. p. 255-302. p. 259; p. 286. 12 ANICO, M. A Pós-Modernização da Cultura: Patrimônio e Museus na Contemporaneidade. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 11, n. 23, p. 71-86, jan/jun. 2005. p. 78; p. 79; 80; 81. 13 COSTA, A. F. Identidades culturais urbanas em época de Globalização. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 17, n. 48, p. 15-30, fev. 2002. p. 15. 14 ORTIZ, R. Estado, cultura popular e identidade nacional. In: ORTIZ, R. Cultura brasileira e identidade nacional. 3 ed. São Paulo: brasiliense, 1985. p. 127-142. 15 GUARNIERI, W. R. Museology and Identity. In: ICOM/ICOFOM Symposium, 1986, Buenos Aires. Anais... Buenos Aires: The International Council of Museums/ International Committee for Museology, 1986. p.245-255. p. 247. (Mimeografado) 16 MACHADO, I. J. R. Estado-nação, identidade- -para-o-mercado e representações de nação. Revista de Antropologia, São Paulo, v. 47, n. 48, p. 207- 233, 2004. 17 ARCHETTI, E. P. O “gaucho”, o tango, primitivismo e poder na formação da identidade nacional argentina. Mana, Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, p. 9-29, 2003. 18 CANIELLO, M. O ethos sanjoanense: tradição e mudança em uma “pequena cidade”. Mana, Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, p. 31-56, 2003. p. 51. 19 ARANTES, O. O urbanismo em fim de linha. São Paulo: Edusp,1998. p. 143.
3063 unicientifica v. 14 n. 2 (2012) Conhecimentos, hábitos e atitudes das gestantes em relação à transmissibilidade do streptococcus mutans Carolina Carvalho de Oliveira Santos;Thiago Fonseca-Silva;Soraya Mameluque;Verônica Oliveira Dias;Edwaldo de Souza Barbosa-Júnior; Cárie dentária. Transmissibilidade. Gestantes. Objetivo: Este trabalho propõe avaliar o conhecimento, os hábitos e as atitudes das gestantes com relação à transmissibilidade do Streptococcus mutans. Metodologia: Foi aplicado um questionário semiestruturado para 41 pacientes gestantes atendidas no pré-natal da Policlínica da Universidade Estadual de Montes Claros – MG ao longo do primeiro semestre de 2007. Foram analisadas informações relativas à transmissibilidade da doença cárie, higienização e dieta. Resultados: Das gestantes entrevistadas, 53,7% acreditavam que é possível a transmissibilidade da doença cárie de uma pessoa para outra; 39,02% consideraram que o beijo na boca de bebês e o compartilhamento de talheres estão relacionados com a transmissão da cárie; 92,7% destacam a limpeza da cavidade bucal do bebê como necessária. Conclusão: As gestantes reconhecem a possibilidade de transmissibilidade da doença cárie. E, para a maioria, os hábitos com maior capacidade de favorecer o desenvolvimento da cárie são: passar mel ou açúcar na chupeta e adoçar a mamadeira. 1- MEDEIROS, U. V. et al. Prevalência de cárie em pacientes bebês. Jornal Bras. De Odontopediatria e Odontologia do bebê. CuritibaPR, Ano 1, v.1, n.3, jul/set, 1998. 2- MONTANDON, E.M. et al. Hábitos dietéticos e de higiene bucal em mães no período gestacional. J. Bras. De Odontopediatria e Odontologia do bebê. Curitiba-PR, Ano 4, v.4, n.18, p.170-173, 2001. 3- CAVALCANTI, A.L. et al. Conhecimentos dos médicos pediatras da cidade de Campina Grande – PB na promoção de saúde bucal. Pesq. Bras. em Odontop. e Clín. Integr. João Pessoa, v.2, n.43, p.113-119, maio/dez, 2002. 4- ZANATA, L.R.et al. Effect of caries preventive measures directed to expectant mothers on caries experience in their children. Braz. Dent. J. RibeirãoPreto, vol.14, n.2, 2003. 5- SAKAI, V.T. et al. Knowledge and attitude of parents or caretakers regarding transmissibility of caries disease. J Appl Oral Sci., v.16, n.2, p. 150- 154, 2008. 6- OLIVEIRA, J. R. O.B. de; VIANNA, D.R. Considerações sobre a transmissão da cárie dental. Revista da Assoc. Bras. de Odontologia, v.12, n.3, p.165-169, jun/jul, 2004. 7- BRAMBILLA, E. et al. Cariespreventionduringpregnancyresultsof a 30-month study.J. Am. Dent. Assoc. Chicago, v.129, n.07, p.871-877, Jul.,1998. 8- BOWEN W. H. Biology of Streptococcus mutans- Derived Glucosyltransferases: Role in Extracellular Matrix Formation of Cariogenic Biofilms.Caries Res, v.45, p.69-86, 2011. 9- SCAVUZZI, A.I.F.; ROCHA, M.C.B.S. Atenção Odontológica na Gravidez – uma revisão. Revista da Faculdade de Odontologia da UFBa, v.18, p.46-52, jan/jun,1999. 10- SILVA, L.C.de; LOPES, M.N.; MENEZES, J.V.N.B.de. Postura de um grupo de gestantes da cidade de Curitiba-PR em relação à saúde bucal de seus futuros bebês. J. Bras. De Odontopediatria e Odontologia do bebê. Curitiba-PR, v.02, n.8, p.262- 266, 1999. 11- TEDJOSASONGKO e KOZAI. Initial acquisition and transmission of mutans streptococci in children at day nursery. Journal of dentistry for children., p. 284-288, set./dez., 2002. 12- PITTS, N.B. Are we ready to move from operative to non-operative/preventive treatment of dental caries in clinical practice? Caries Rev,v. 38, p.294-304, 2004. 13- NEWBRUN, E. Preventing dental caries: Breaking the chain of transmission.J. Am. Dent. Assoc., v.123, p.55-9, 1992. In: OLIVEIRA JR. O.B. de; VIANNA, D.R. Considerações sobre a transmissão da cárie dental.Revista da Assoc. Bras. De Odontologia, v.12, n.3, p.165-169, jun/jul, 2004. 14- MOURA, L. de F.A. de D., et al. Apresentação do programa preventivo para gestantes e bebês. J. Bras. De Odontopediatria e Odontologia do bebê. Curitiba-PR, v.4, n.17, p.10- 14, jan/fev, 2001. 15- MILGROM, P. et al. Dental caries and its relationship to bacterial infection hypoplasia, diet, and oral hygiene in 6-to-36 month old children. CommunityDent.Oral epidemiol,v.28, p.295-306, 2000. In: OLIVEIRA JR. O.B. de; VIANNA, D.R. Considerações sobre a transmissão da cárie dental. Revista da Assoc. Bras. De Odontologia, v.12, n.3, p.165-169, jun/jul, 2004. 16- SHEIN, B., TSANTSOURIS A., ROVERO, J. Self reported compliance and eggectiveness of prenatal dental education. J Clin Pediatr. Dent, v.135, n.5, p.102-98, 1991. 17- FEATHERSTONE, J.D.The science and practice of caries prevention. J Am Dent Assoc, v.131, p.887-99, 2000. 18- US DEPARTEMENT OF HEALTH AND HUMAN SERVICES. Oral Health in America: A Report of the Surgeon General. Rockville: National Institute of Dental and Craniofacial Research,National Institutes of Health, 2000. 19- FEJERSKOV, O. & KIDD, E.A.M. Dental caries: the disease and its clinical management. Copenhagen, Denmark. Blackwell Monksgaard, 2003. 20- VAN HOUTE, J.; YANOVER, L.; BRECHER, S. Relationship of levels of the bacterium Streptococcus mutansin saliva of children and their parents. Archs. Oral. Biol, v.26, p.381-6, 1981. 21- BERKOWITZ, R. P.; JONES, P. Mouth-to mouth transmission of the bacterium Streptococcus mutansbetween mother and child. Arch Oral Biol, v. 30, n. 4, p. 377-379, 1985. 22- CAUFIELD, P.W. et al.Initial aquisicion of mutans streptococci by infants: evidence for a discret window of infectivity. J. Dent. Res, v.72, n.1, p.37-45, jan, 1993. 23- SANTOS-PINTO, L. de,et al.O que as gestantes conhecem sobre saúde bucal? J. Bras. Odontopediatria e Odontologia do bebê. CuritibaPR, Ano 4, v.4, n.20, p.429-434, set./out, 2001. 24- WALTER, L. R. et al. Cárie em crianças de 0 a 30 meses de idade e sua relação com hábitos alimentaresv.Enciclopédia Bras. De Odontol., v. 5, p. 129-136, 1987. In: BENEDETTO, S.M. de. et al. Correlação epidemiológica de prevalência e necessidade de tratamento de cárie dentária entre mães e bebês de 6 a 24 meses de idade em São Paulo, Brasil.J. Bras. de Odontop. e Odontol. do bebê.Curitiba-PR, Ano 2, v.2, n.9, p.357-361, 1999. 25- ZARDETTO C.G.C., RODRIGUES C. R. M. D., ANDO T.Avaliação dos conhecimentos de alguns tópicos de saúde bucal de gestantes de níveis sócio-culturais diferentes. RPG Rev Pós Grad, v.5,n.1 p.69-74, 1998. 26- MENINO R, BIJELLA V. Necessidades de Saúde Bucal em Gestantes dos núcleos de saúde de Bauru. Conhecimentos com relação à própria saúde bucal. Rev Facul Odontol, Bauru, v.8, n.14, p.5-16, 1995. 27- BARBOSA T; CHELOTTI A. Avaliação do conhecimento de aspectos da prevenção e educação em Odontologia, dentição decídua e oclusão, em gestantes e mães até 6 anos pós-parto, como fator importante na manutenção da saúde bucal da criança. Rev Inst Ciênc Saúde,v.9, p.13-17, 1997.
3064 unicientifica v. 14 n. 2 (2012) Nível de informação sobre tuberculose entre usuários de um Centro de Saúde em Montes Claros - MG Paulo Henrique Silveira Rocha;Marcelo Santos Bandeira;Sirlaine Pinho;Carla Silvana Oliveira Silva;Lucinéia Pinho; Tuberculose. Conhecimento. Saúde Pública. Objetivo: Este trabalho objetiva conhecer o nível de informação sobre tuberculose entre usuários de um Centro de Saúde em Montes Claros, MG. Metodologia: A pesquisa foi qualitativa, descritiva, exploratória e incluiu trabalho de campo. Indivíduos entre 25 e 49 anos foram entrevistados utilizando-se de um roteiro semiestruturado com questões norteadoras. Os dados foram avaliados com base na técnica de análise de conteúdo. Resultados: As informações que os usuários do Centro de Saúde detinham sobre a transmissão, prevenção e tratamento da tuberculose eram insuficientes. Embora os entrevistados reportassem ter obtido as informações, principalmente, por programas veiculados na televisão, percebeu-se que seu conhecimento era proveniente de fontes diversas. De modo geral, os entrevistados não se lembravam de ter recebido informações sobre tuberculose pelo sistema público de saúde. Conclusão: O estudo evidencia que o nível de informação sobre tuberculose na população estudada é limitado, de modo que novas estratégias devam ser usadas para levar o conhecimento sobre a doença. 1. GOLDMAN, L; AUSIELLO, D. Cecil Medicina. 23. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, v. 2, 2009. 2. MACIEL, E. L. N. et al. O conhecimento de enfermeiros e médicos que trabalham na Estratégia de Saúde da Família acerca da tuberculose no município de Vitória (ES): um estudo de corte transversal. Ciência e Saúde Coletiva, v.14, n. 1, p. 1395-1402, 2009. 3. VERONESI, R. Tratado de Infectologia. 3. ed. São Paulo: Atheneu, v. 1, 2006. 4. BRASIL, Ministério da Saúde. Brasil reduz casos novos de tuberculose. Portal da Saúde, 24 Mar. 2011. Disponível em: . Acesso em: 09 mai 2012. 5. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de vigilância epidemiológica. 7. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. Disponível em: >. Acesso em: 09 mai. 2012. 6. JAMAL, L. F; MOHERDAUI, F. Tuberculose e infecção pelo HIV no Brasil: magnitude do problema e estratégias para o controle. Revista de Saúde Pública, v. 41, n. 1, p. 104-110, 2007. 7. VENDRAMINI S. H. F. et al. Tratamento supervisionado no controle da tuberculose em uma unidade de saúde de Ribeirão Preto: a percepção do doente. Boletim de Pneumologia Sanitária, v. 10, n. 1, p. 5-12, 2002. 8. ASSUNÇÃO, C.G; SEABRA, J. D. R.; FIGUEIREDO, R. M. Percepção do paciente com tuberculose sobre a internação em hospital especializado. Ciência y Enfermería, v. 15, n. 2, p. 69-77, 2009. 9. MACIEL, E. L. N. et al. O agente comunitário de saúde no controle da tuberculose: conhecimentos e percepções. Cadernos de Saúde Pública, v. 24, n. 6, p. 1377-1386, 2008. 10. RODRIGUES, P. M. et al. Infecção por Mycobacterium tuberculosis entre agentes comunitários de saúde que atuam no controle da TB. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 35, n. 4, p. 351-358, 2009. 11. SOUZA, K. M. J. et al. Abandono do tratamento de tuberculose e relações de vínculo com a equipe de saúde da família. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 44, n. 4, p. 904-910, 2010. 12. DATAUFF - Núcleo de Pesquisas da Universidade Federal Fluminense. Falta de informação ainda é o maior desafio – pesquisa inédita avalia conhecimento da população sobre Tuberculose. Jan. 2010. Disponível em: < http:// www.fundoglobaltb.org.br/download/Pesquisa_ FG-DATAUFF_tuberculose_jan-2010.PDF>. Acesso em: 30 mai. 2012. 13. NOGUEIRA, P. A; QUEIROZ, R. Diferenças na adesão ao tratamento da tuberculose em relação ao sexo no distrito de saúde da Freguesia do Ó/Brasilândia - São Paulo. Saúde e Sociedade, v. 19, n. 3, p. 627-637, 2010. 14. SA, L. D. et al. Tratamento da tuberculose em unidades de saúde da família: histórias de abandono. Texto contexto – Enfermagem, v. 16, n. 4, p. 712-718, 2007. 15. ANDRADE, M. M. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos na graduação. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2001. 16. DEMO, P. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2000. 17. FONTANELLA, B. J. B; RICAS, J; TURATO, E. R. Amostragem por saturação em pesquisas qualitativas em saúde: contribuições teóricas. Cadernos de Saúde Pública, v. 24, n. 1, p. 17-27, 2008. 18. CAREGNATO, R. C. A; MUTTI, R. Pesquisa qualitativa: análise de discurso versus análise de conteúdo. Texto Contexto - Enfermagem, v. 15, n. 4, p. 679-684, 2006. 19. BARDIN, L. Análise do conteúdo. 4ª ed. Lisboa (PT): Edições 70; 2006. 20. BARBOSA, T. L. A. et al. Expectativas e percepções dos estudantes do curso técnico em enfermagem com relação ao mercado de trabalho. Texto contexto – Enfermagem, v.20, p. 45-51, 2011. 21. CALDEIRA, E. S.; LEITE, M. T. S.; RODRIGUES-NETO, J. F. Estudantes de Medicina nos serviços de atenção primária: percepção dos profissionais. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 35, n.4, p. 477-485, 2011. 22. QUADROS-COELHO, M. A. et al. Prevalência da infecção tuberculosa em universitários da Universidade Estadual de Montes Claros, Minas Gerais. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 33, n. 4, p. 535-541, 2009. 23. FERREIRA, K. R. Falta de informação atrapalha tratamento da tuberculose. Agência USP de notícias, São Paulo, 28 Set. 2011. Disponível em: < http://www.usp.br/agen/?p=73802>. Acesso em: 26 nov. 2011. 24. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa nacional por amostra de domicílios, 2009. Disponível em: . Acesso em: 23 nov. 2011. 25. SANCHEZ, A. I. M; BERTOLOZZI, M. R. Operacionalização do conceito de vulnerabilidade à tuberculose em alunos universitários. Ciência e Saúde Coletiva, v. 16, n. 2, p. 669-675, 2011. 26. PINHO, L. et al. Percepções de hipertensos sobre o acompanhamento nutricional recebido em um Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Revista Motricidade, v. 8, supl. 2, p. 58-66, 2012.
3065 unicientifica v. 14 n. 2 (2012) Efeito dos extratos aquosos de folhas e mesocarpo externo de caryocar brasileinsis camb. sobre o progresso de lesões incitadas por Leishmania amazonensis Léia Cardoso;Waldemar de Paula Júnior;Ronald Rafael Moreira Santos; Leishmaniose. Caryocar brasiliensis. Extratos vegetais. Terapia alternativa. Objetivo: A Leishmaniose cutânea é uma doença causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida ao homem pela picada de mosquitos flebotomíneos. O presente estudo objetivou avaliar a influência de extratos aquosos do mesocarpo externo e folha do Caryocar brasiliensis no progresso da infecção por Leishmania amazonensis. Metodologia: Trata-se de estudo experimental, com seis grupos de camundongos, dos quais três foram infectados na pata e os restantes na orelha. Dois grupos de cada sítio de infecção receberam intraperitonealmente, doses de 100 ml de extratos aquosos, do mesocarpo externo e folhas, respectivamente, sendo os restantes grupos controles. As lesões foram monitoradas a partir do seu surgimento. Resultados: Os resultados revelaram atividade dos extratos no progresso da infecção, com lesões menores observadas nos camundongos infectados na pata e retardo no aparecimento das lesões nos camundongos infectados na orelha. Conclusão: Os resultados apontam a importância dessa planta, mas, ainda, não está claro o papel desses extratos no progresso da infecção. 1. BARBOSA, W.; BARBOSA, G. L. Leishmaniose cutâneo-mucosa. In: CASTRO, L.P; CUNHA, A.S.; REZENDE, J.M. Protozoonoses humanas. São Paulo, Fundação BIK. 18-90, 1994. 2. OLIVEIRA, M.R. de et al. Influence of microbiota in experimental cutaneous leishmaniasis in swiss mice. Revista do Instituto de Medicina Tropical. São Paulo, v.41, n.2, p.87-94, 1999. 3. CURTI, M.C.M. et al. 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The Journal of Immnunology. v.159,p.2849-2857, 1997. 17. PAULA-JÚNIOR, W.Atividades biológicas in vitro de extratos hidroetanólicos de folhas e do mesocarpo interno de Caryocar brasiliense Cambess. 2004. Dissertação (Mestrado em Ciências da saúde). Universidade Federal do Paraná. Curitiba. 18. IWU, M.M.; JACKSON, J.E.; SCHUSTER, B.G. Medicinal plants in the fight against leishmaniasis. Parasitology Today, v.10, n.2, p.65- 68, 1994. 19. CARVALHO, P.B. de; FERREIRA, E.I. Leishmaniasis phytotherapy. Nature’s leadership against an ancient disease. Fitoterapia, v.72, n.6, p.599-618, 2001. Disponível em: Acesso em: em 10 Mar.2012. 20. MAES, L. et al. In vitro and In vivo activities of a triterpenoid saponin extract (PX-6518) from de plant Maesa balansae against visceral Leishmania species. Antimicrobial Agents and Chemotherapy, v.48, n.1, p.130-136, 2004. Disponível em: Acesso em: 10 Mar. 2012. 21. LIMA-FILHO, A.B. et al. Avaliação do complemento na doença meningocócica. 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3066 unicientifica v. 14 n. 2 (2012) Aspectos práticos da interdisciplinaridade na análise e modelagem ambiental Gerson José Mattos Freire; Modelagem Ambiental. Interdisciplinaridade. Tomada de decisões. Este trabalho pretende apresentar um pequeno histórico e um glossário de termos relativos à interdisciplinaridade. Pretende, ainda, situar a interdisciplinaridade na atual produção de modelos ambientais e sua influência no contexto das decisões tomadas através destes modelos. 1. AQUINO, S.T. Suma de Teología (Colaboradores MARTORIEL,J. et al.) 4ª ed. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 2001. 2. MARX, K. e ENGELS, F. A Ideologia Alemã. São Paulo: Editora Hucitec, 1993. 3. PIAGET, J. Problémes Géneraux de la Recherche Interdisciplinaire et Mécanismes Communs. IN: PIAGET. Épistémologie des Sciences de l’Homme, Paris: Gallimard, 1981. p. 251-377. 4. GUSDORF, G. La parole. Paris: Presses Universitaires de France, 1952. 5. FARIA, S. Competências do profissional da informação: uma reflexão a partir da Classificação Brasileira de Ocupações - PUC-Campinas. 2004. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/ci/v34n2/28552. pdf, acessado em 05/11/2007. 6. POMBO, O. A interdisciplinaridade: conceito, problemas e perspectivas. IN: POMBO; LEVY; GUIMARÃES. A Interdisciplinaridade: reflexão e experiência. 2ª edição (revista e aumentada). Lisboa: Ed. Texto, 1994. 7. DELATTRE, P. Recherches Interdisciplinaires: objectifs et Difficultés. Trad. port. de Patrícia Medeiros. Investigações Interdisciplinares: objetivos e dificuldades. IN: GUIMARÃES; CONCEIÇÃO; POMBO; LEVY (Orgs.). Antologia II. Lisboa: Projeto Mathesis / DEFCUL, 1992. p.183-212. Acessado em http:// www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/mathesis/delattre.htm, acessado em 05/11/2007. 8. ASSIS, E.S. Mecanismos de desenho urbano apropriados à atenuação da ilha de calor – análise de desempenho de áreas verdes urbanas em clima tropical. Dissertação de mestrado. Niterói: FAU - UFF, 1991. 9. GARCIA, R.A.; SOARES FILHO, B.S. Um sistema de dinâmica demográfica para os municípios amazônicos. Belo Horizonte: UFMG/ Cedeplar, 2005. 10. BARBIERI, A. People, Land, And Context: Multi-Scale Dimensions Of Population Mobility In The Ecuadorian Amazon. Dissertation submitted to the faculty of University of North Carolina - UMI Number 3I9Q217, Chapel Hill, USA, 2005. 11. NOBRE, C. A. Modelos e cenários para a Amazônia: o papel da ciência - mudanças climáticas globais: possíveis impactos nos ecossistemas do país. IN: Parcerias Estratégicas. Número 12. Setembro, 2001. 12. ARAÚJO, E.H.G.; KUX, H.J.H. Identificação de áreas com propensão à edificação no bairro Belvedere em Belo Horizonte utilizando sensoriamento remoto e técnicas de geoprocessamento. IN: Anais XII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, Goiânia, Brasil, 16-21 abril 2005, INPE, p. 3461-3468. 13. CHRISTOFOLETTI, A. Modelagem de Sistemas ambientais. São Paulo: Ed. Edgard Blücher, 1999.
3124 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) A representatividade discursiva das descrições do negro no conto “Bocatorta”, da obra Urupês de Monteiro Lobato: entre a denúncia, o preconceito Alexsandra Loiola Sarmento; Análise discursiva, denúncia, preconceito racial, Bocatorta, Monteiro Lobato Este artigo analisa o conto “Bocatorta”, do livro Urupês de Monteiro Lobato, tendo como foco a representatividade discursiva das descrições do negro. Lobato reúne posições antitéticas em que, a princípio, supõe-se de denúncia do preconceito racial, porém, depois se tem a impressão de que ele próprio adota uma ideologia que dá força ao preconceito. A descrição do personagem Bocatorta é feita com traços exagerados, uma representação desfigurada do ponto de vista físico e moral. Assim, é possível reconhecer as estratégias simbólicas de organização dos discursos em que a denúncia do preconceito e a disseminação deste se confundem. ALVES, Castro. Os Escravos. São Paulo: Klick, 1999. BAKHTIN, Mikhail. Trad. Michel Lahud et. Al. Marxismo e filosofia da linguagem. 11. ed. São Paulo: Haucitec, 2004. BARBOSA, Francisco de Assis. Gilberto Freire, o antecipador. In: Seminário de Tropicologia: Trópico & Gilberto Freire, antecipador, antropólogo, escritor literário, historiador social, pensador, político, tropicológico, 1980, Recife, Anais... Recife: Fundaj, Massangana, 1983. BOSI, Alfredo. O Pré-modernismo. 4. ed. São Paulo: Cultrix, 1973. CANDIDO, Antonio, et al. A personagem de ficção. 10. ed. São Paulo: Perspectiva, 2004. CAVALHEIRO, Edgar. Monteiro Lobato vida e obra. 3. ed. v. 1. São Paulo: Brasiliense, 1962. CITELI, Adilson. Linguagem e persuasão. 15. ed. São Paulo: Ática, 2000. HAUSER, Arnold. Trad. Walter H. Geenen. História social da literatura e da arte. v. 2., São Paulo: Mestre Jou, 1972. LAJOLO, Marisa. Negros e negras em Monteiro Lobato. In: LOPES, Eliana Marta Teixeira, GOUVÊA, Maria Cristina Soares (Org.). Lendo e escrevendo Lobato. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. LIMA, Herman. Evolução do conto. In: COUTINHO, Afrânio, COUTINHO, Eduardo de Faria (Org.). A literatura no Brasil. 4. ed. rev. atual., v. 6., São Paulo: Global, 1997. LOBATO, Monteiro. Idéias de Jeca Tatu. 5. ed. São Paulo: Brasiliense, 1951. ______. Negrinha. São Paulo: Brasiliense, 1994. ______. Urupês. 1. ed. ver. São Paulo: Brasiliense, 1994. LUCAS, Fábio. Do Barroco ao Moderno. São Paulo: Ática, 1989. MAINGUENEAU, Dominique. Trad. Márcio Venício Barbosa, Maria Emília Amarante Torres Lima. Termoschave da análise do discurso. Belo Horizonte: UFMG, 2000. ______. Trad. Maria Augusta Bastos de Mattos. Elementos de lingüística para o texto literário. São Paulo: Martins Fontes, 2001. PASSIANI, Enio. Na trilha do Jeca: Monteiro Lobato e a formação do campo literário no Brasil. Bauru: EDUSC, 2003. RAMOS, Arthur. O negro brasileiro. 5. ed.v. 1. Rio de Janeiro: Graphia, 2001. REVEL, Judith. Trad. Carlos Piovezani Filho e Nilton Milanez. Michel Foucault: conceitos essenciais. São Carlos: Claraluz, 2005. VASCONCELOS, Zinda Maria Carvalho de. O universo ideológico da obra infantil de Monteiro Lobato. São Paulo: Traço Editora, 1982. Apud LAJOLO, Marisa. Negros e negras em Monteiro Lobato. In: LOPES, Eliana Marta Teixeira, GOUVÊA, Maria Cristina Soares (Org.). Lendo e escrevendo Lobato. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
3068 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Levantamento epidemiológico das condições de saúde bucal da população de Montes Claros - MG - Projeto SBMOC Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;André Luiz Sena Guimarães;Alfredo Maurício Batista de Paula;Cássia Pérola dos Anjos Braga Pires;Desirée Sant’Ana Haikal;José Mendes da Silva;Marise Fagundes Silveira;Tânia Coelho Rocha Caldeira;Núbia Barbosa Eleutério;Áureo Mendes Silveira;Bruno Mendonça Almeida;Carla Mendonça Almeida;Carolina Vieira de Freitas;Dígia Marinak Mendes Botelho;Kátia Tatiane Santos Chaves;Patrícia Marcela Barbosa Pereira;Rafael Souza Lima;Samantha Mourão Pereira;Thiago Fonseca Silva;Vanessa Mendes Duarte;Victor Emmanuel Pereira Silva;Isabela Almeida Pordeus; Epidemiologia. Saúde bucal. Saúde coletiva. Cárie dentária. Periodontia. Fluorose dentária. O Projeto SBMOC, Levantamento Epidemiológico das Condições de Saúde Bucal da população de Montes Claros-MG 2008/2009, foi realizado mediante parceria entre a Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes e a Prefeitura Municipal de Montes Claros, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais e pela Prefeitura. Objetivo: Diagnosticar a situação de saúde bucal do município. Metodologia: Baseada no “Projeto SBBrasil 2002/2003”, investigaram-se, entre outras condições de saúde, as mesmas condições do SBBrasil. Após aprovação pelo Comitê de Ética da Unimontes foram conduzidas entrevistas e exames intrabucais realizados nos domicílios. Utilizou-se programa de computador para coleta de dados de saúde (PCDS) e construção simultânea do banco de dados de amostra probabilística por conglomerados com poder de inferências para quatro faixas etárias e duas idades-índice. Avaliaram-se cárie dentária, necessidades de tratamento, doença periodontal, fluorose, máoclusão, edentulismo, lesões fundamentais em tecidos moles, dados sociodemográficos, uso/avaliação dos serviços odontológicos, autopercepção da condição de saúde geral e bucal, capacidade cognitiva dos idosos, impacto da saúde bucal e geral na qualidade de vida, saúde geral e estilo de vida. Nas análises estatísticas foi proposta a correção pelo efeito de desenho. Considerações finais: O Projeto foi pioneiro e desafiador, algumas de suas características foram inéditas: o desenvolvimento do PCDS e a correção pelo efeito de desenho. O SBMOC promoveu a integração serviço, ensino e comunidade, gerou resultados importantes a partir do uso da epidemiologia e promoveu a formação de recursos humanos do serviço público de saúde e da Unimontes. 1. PEREIRA, M. G. Epidemiologia teoria e prática. 5. ed. Rio de Janeiro: Koogan, 2001. 596p. 2. BRASIL. Ministério da Saúde - Divisão Nacional de Saúde Bucal. 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Disponível em: http://www.datasus.gov.br/conselho/comissoes/etica/ Resolucoes.htm. 1999. Autor para correspondência: Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins Universidade Estadual de Montes Claros Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro Vila Mauricéia - Montes Claros - Minas Gerais - Brasil martins.andreamebl@gmail.com
3069 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Plano amostral e ponderação pelo efeito de desenho de um levantamento epidemiológico de saúde bucal Andréa Maria Eleutério Barros de Lima Martins;Pedro Eleutério dos Santos-Neto;Leandro Henrique Souza Batista;Jairo Evangelista Nascimento;Allyson Ferreira Gusmão;Núbia Barbosa Eleutério;André Luiz Sena Guimarães;Alfredo Maurício Batista de Paula;Desirée Sant’Ana Haikal;Marise Fagundes Silveira;Isabela Almeida Pordeus; Amostragem por conglomerados. Estudos Populacionais em Saúde Pública. Técnicas de estimação. Análise estatística. Saúde bucal. Descrever o planejamento amostral, métodos de estimação e ponderação. Metodologia: Garantiu-se representatividade de 6 estratos etários, buscando o maior tamanho de amostra ao se considerar proporções (50%), médias de dentes cariados, perdidos e obturados (CPOD), desvio padrão (DP) prévio, deff igual a 2,0 e taxa de não resposta de 20%. Optouse por uma amostra complexa probabilística por conglomerados e propõe-se ponderação pelo efeito de desenho. Resultados: A amostra planejada, considerando proporções, foi de 4478 e de 7551, considerando o CPOD/DP, sendo a final de 4852. Dentre os 276 setores censitários urbanos, sortearam-se 52 e dentre as 11 áreas rurais, sortearam-se duas. No segundo estágio, em cada um dos 52 setores, sorteou-se de uma a 11 quadras, totalizando 354 quadras. A taxa de não reposta foi próxima a 10% nos estratos, avaliando-se 4509 pessoas. O peso para cada conglomerado variou de 3,7 a 47,1. Conclusões: Após ponderação, constataram-se modificações nas proporções da amostra. A amostragem e a ponderação apresentadas foram baseadas em propostas recentes, garantindo poder de inferência necessário às investigações epidemiológicas. 1. Luiz, R. R.; Magnanini, M. M. F. A lógica da determinação do tamanho da amostra em investigações epidemiológicas. Cadernos de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.8, n.2, p. 9-28, 2000. 2. BATTIST, I. D. E. Análise de dados epidemiológicos incorporando planos amostrais complexos. Tese - [Porto Alegre (RS)]: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2008. Disponível em . Acesso em março de 2011. 3. Bussab, W. O.; Morettin, P. Estatística básica. 4 ed. São Paulo (SP): Atual, 1987. 4. Marotti, J. et al. Amostragem em Pesquisa Clínica : tamanho da amostra. Revista de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo, São Paulo, v. 20, n. 2, p. 186-194, 2008. 5. BARBETTA, P. A. Estatística aplicada às Ciências Sociais. 4 ed. Florianópolis (SC): Ed. da UFSC, 2001. 6. FONSECA, J. S.; MARTINS, G. A. Curso de estatística. 6 ed. São Paulo (SP): Atlas, 1996. 7. SOUZA, M. H.; SILVA, N. N. Estimativas obtidas de um levantamento complexo. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 37, p. 662-70, 2003. 8. CORDEIRO, R. 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3070 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Desenvolvimento de um programa de computador para levantamentos epidemiológicos sobre condições de saúde bucal Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Carlos Alberto Quintão Rodrigues;Desirée Sant` Ana Haikal;Marise Fagundes Silveira;Danilo Cangussu Mendes;Michelle Pimenta Oliveira;Agnaldo Ferreira Andrade;Carolina Vieira de Freitas;Isabela Almeida Pordeus; Inquéritos Epidemiológicos. Software. Coleta de dados. Saúde Bucal. Objetivos: Apresentar o desenvolvimento e o desempenho em campo do Programa Coletor de Dados em Saúde – PCDS, concebido para uso no Levantamento Epidemiológico das Condições de Saúde Bucal da População de Montes Claros/MG, inquérito com amostra probabilística de 4.852 indivíduos, realizado em 2008/2009. Metodologia: O desenvolvimento do PCDS iniciouse com uma revisão de literatura para a identificação e escolha de instrumentos a serem utilizados no inquérito epidemiológico. Em seguida, realizou-se a programação em linguagem computacional Java e os testes de desempenho na coleta e construção do banco de dados. Resultados: O PCDS contou com 433 variáveis que abrangem os instrumentos validados e testados na busca de informações referentes às condições normativas e subjetivas de saúde bucal, além de fatores relacionados a essas condições. A programação contemplou as possibilidades de seleção automática das variáveis específicas para cada faixa etária ou idade índice no inquérito, recursos para impedir respostas em branco, a geração de respostas automáticas frente às questões interdependentes e o reconhecimento de incoerências mediante respostas contraditórias durante a coleta de dados. Constatou-se maior validade no levantamento epidemiológico conduzido, pois a possibilidade de erros de digitação na construção do banco de dados e a dificuldade de reconhecimento de informações verificadas nas coletas tradicionais foram minimizadas. Conclusões: O PCDS, utilizado na coleta de dados de 4.508 indivíduos, foi efetivo e de fácil manuseio, ampliou a validade da pesquisa e agilizou a construção do banco de dados 1. OLIVEIRA, A. G. R. C. et al. Levantamentos epidemiológicos em saúde bucal: análise da metodologia proposta pela Organização Mundial da Saúde. Revista Brasileira de Epidemiologia, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p. 177-89, 1998. 2. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Oral health surveys: basic methods. 4. ed. Geneve: World Health Organization; 1997. 3. RONCALLI, A. G. et al. Projeto SB 2000: uma perspectiva para a consolidação da epidemiologia em saúde bucal coletiva. Revista Brasileira de Odontologia em Saúde Coletiva, Florianópolis, v. 1, n. 2, p. 9-25, 2000. 4. MARTINS, A. M. E. B. L. et al. Levantamentos Epidemiológicos Brasileiros das Condições de Saúde Bucal. Unimontes Científica, Montes Claros, v. 7, n. 1, p. 55-66, 2005. 5. BRASIL. Ministério da Saúde – Coordenação Nacional de Saúde Bucal. 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3071 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Calibração de examinadores do Levantamento epidemiológico das condições de saúde bucal da população de Montes Claros, MG - Projeto SBMOC Andréa Maria Eleutério Barros de Lima Martins;Desirée Sant’Ana Haikal;Pedro Eleutério dos Santos-Neto;Sâmia Francy Ferreira Alves;Núbia Barbosa Eleutério;Pablo Henrique Ataíde Oliveira;Gustavo Pereira Gomes;Bruno Lopes Guimarães;Raquel Conceição Ferreira;Marise Fagundes Silveira;Isabela Almeida Pordeus; Epidemiologia. Reprodutibilidade dos testes. Estatística. Validação. Levantamento epidemiológico. Inquérito de saúde bucal. Introdução: O diagnóstico das doenças bucais apresenta alto grau de subjetividade, podendo ocorrer divergências nesses diagnósticos em investigações nas quais muitas pessoas são examinadas por diversos examinadores. Em 1991, a Organização Mundial da Saúde (OMS) propôs a padronização de critérios diagnósticos e o treinamento e calibração dos examinadores. Objetivos: Identificar a concordância inter e intra-examinadores na calibração dos cirurgiões-dentistas que atuaram no diagnóstico das condições bucais avaliadas no Levantamento epidemiológico das condições de saúde bucal da população de Montes Claros-MG. Método: A calibração consistiu da seleção de voluntários, treinamento teórico, treinamento prático, coleta de dados e cálculo da concordância. Trinta e três cirurgiões-dentistas examinaram e re-examinaram os voluntários, utilizando os códigos e critérios propostos pela OMS em 1997. Na estimativa das concordâncias, considerando satisfatórios os níveis ≥ 0,60, utilizaram-se os coeficientes adequados à condição de saúde avaliada: Kappa (condições da coroa dentária e da raiz dentária, necessidade de tratamento dentário, alteração gengival e uso/necessidade de prótese), Kappa ponderado (fluorose, cálculo e condições periodontais) e o coeficiente de correlação intra-classe (Dental Aesthetic Indice). Resultados: Dentre aproximadamente 1600 voluntários, 945 foram selecionados. Os treinamentos teórico e prático demandaram noventa horas. Após a coleta de dados (sessenta horas) e cálculo da concordância, constatou-se que, dos trinta e três examinadores, vinte e seis foram considerados aptos a participarem da coleta de dados, dos quais, nove atuaram do início até a finalização e quinze atuaram em algum momento da coleta. Conclusão: As concordâncias satisfatórias proporcionaram consistência aos resultados obtidos no levantamento epidemiológico realizado. 1. PERES, M. A.; TRAEBERT, J.; MARCENES, W. Calibração de examinadores para estudos epidemiológicos de cárie dentária. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 17, n. 1, p. 153-159, jan-fev, 2001. 2. RONCALLI, A. G. et al. Projeto SB2000: uma perspectiva para a consolidação da epidemiologia em Saúde Bucal Coletiva. Revista Brasileira de Odontologia e Saúde Coletiva, v. 1, n. 2, p. 9-25, 2000. 3. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. 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3072 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Saúde bucal de pré-escolares entre 18 e 36 meses de idade do município de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil Laíse Angélica Mendes Rodrigues;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Raquel Conceição Ferreira;José Mendes Silva;Cássia Pérola dos Anjos;Tânia Coelho Rocha Caldeira;Simone Oliveira Teixeira de Freitas;Danilo Spínola Costa;Juliana Andrade Fonseca;Antonio Prates Caldeira; Odontopediatria. Saúde Bucal. Levantamentos de Saúde Bucal. Objetivo: Estudo transversal, descritivo, que avaliou a saúde bucal de pré-escolares de 18 a 36 meses de idade do município de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. Metodologia: Foi estimada uma amostra probabilística complexa, por conglomerados em dois estágios, de 754 pré-escolares, considerando-se uma população finita de 20.360, prevalência de 50%, erro de 5,5%, nível de confiança de 95%, taxa de não resposta de 20%, o deff (design effect ) de 2,0. Nos anos de 2008 e 2009, foram entrevistados e examinados 809 participantes, por examinadores calibrados (Kappa inter/intraexaminadores ≥ 0,60) e anotadores treinados. Obteve-se uma taxa de resposta de 92,3%. Nas análises, considerou-se a correção pelo efeito de desenho. Resultados: Pouco mais metade dos préescolares era do sexo feminino e pardo. A maioria residia na zona urbana, em casa própria. Constatou-se uma média de idade de 27,60 (±0,39) meses e as mães dos pré-escolares estudaram em média 9,29 (±0,31) anos. A maioria não apresentava cárie (85,9%), não necessitava de tratamento dentário (85,0%), apresentava todos os sextantes livres de placa (80,3%) e de cálculo (99,6%). Lesões fundamentais em tecidos moles foram observadas em 2,4%. Análise exploratória evidenciou um ceod (número de dentes decíduos cariados, extraídos e obturados) médio de 0,38 (±0,05), com predomínio do componente cariado (83,5%). Conclusão: Os pré-escolares de Montes Claros apresentavam boas condições de saúde bucal e considerável controle da placa bacteriana. 1. RONCALLI, A. G. et al. Projeto SB2000: uma perspectiva para a consolidação da Epidemiologia em Saúde Bucal Coletiva Revista Brasileira de Odontologia e Saúde Coletiva, v. 1, n. 2, p. 9-25, 2000. 2. RONCALLI, A. G. Epidemiologia e saúde bucal coletiva: um caminhar compartilhado. Ciência & Saúde Coletiva, v. 11, n. 1, p. 105-114, 2006. 3. KRAMER, P. F. et al. Utilização de Serviços Odontológicos por Crianças de 0 a 5 anos de idade no Município de Canela, Rio Grande do Sul, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, v. 24, n. 1, p. 150-156, 2008. 4. ALMEIDA, T. F., et al. Ocorrência de cárie dentária e fatores associados em crianças de 24 a 60 meses residentes em áreas cobertas pelo Programa Saúde da Família, em Salvador - BA, 2008. Revista de Odontologia da UNESP, Araraquara, v. 39, n. 6, p. 355- 362, nov-dez, 2010. 5. GRANVILLE-GARCIA, A. F., et al. 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3073 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Saúde bucal de crianças de 5 anos de idade no município de Montes Claros, Brasil Adriana Benquerer Oliveira Palma;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Raquel Conceição Ferreira;Laíse Angélica Mendes;Nely Lopes Cachoeira;Carliane Ferreira Nogueira Borges;Lorena Fonseca Braga Oliveira;Rodney Miguel da Silva Santos;Graziele Silva Fonseca;Danilo Antônio Duarte; Levantamentos de Saúde Bucal. Estudos transversais. Crianças pré-escolares. Saúde bucal. Objetivo: Estudo transversal, de base populacional, que descreveu a saúde bucal das crianças de 5 anos do município de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. Metodologia: Adotou-se amostragem probabilística por conglomerados, aleatoriamente selecionada. Dados de 997 crianças foram coletados por meio de entrevistas e exame da cavidade bucal. Avaliou-se a presença de placa e de cálculo, de sangramento gengival, cárie dentária e necessidade de tratamento dentário, maloclusão e prevalência de lesões de mucosa. O programa PASW foi utilizado para análise descritiva com correção pelo efeito de desenho. Resultados: Foi observada inexistência de placa e cálculo em 71,8% e 99,6% das crianças. Sangramento gengival foi observado em 2,8% das crianças. O ceo-d médio foi de 1,79 (EP=0,25), com predominância do componente cariado; 47,2% apresentaram experiência de cárie (ceo > 1). Aproximadamente metade necessitava de tratamento odontológico (57,3%), sendo principalmente restaurador (42,7%); 19,2% apresentavam maloclusão leve e 4,8% moderada/severa. Quase a totalidade da amostra (98,7%) não apresentou lesões fundamentais em tecidos moles. A cárie dentária e a maloclusão são os principais problemas de saúde bucal entre crianças de 5 anos. Conclusões: A cárie determina a necessidade de tratamento odontológico para grande percentual das crianças. Assim, o planejamento de ações de prevenção e intervenção direcionadas a este público seria essencial para o controle da doença cárie e a implementação de políticas públicas para prevenção e tratamento ortodôntico diminuindo os custos de um tratamento corretivo. 1. WORD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Oral health surveys: basic methods. 4 ed. Geneva: ORH/ EPID, 1997. 2. ALVES-FILHO, P.; SANTOS, R. V.; VETTORE, M. V. Saúde bucal dos índios Guarani no Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 25, n. 1, p. 37-46, jan., 2009. 3. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Projeto SB Brasil 2003: condições de saúde bucal da população brasileira 2002-2003: resultados principais. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 4. BATCHELOR, P. A.; SHEIHAM, A. 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3074 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Levantamento das condições de saúde bucal em escolares de 12 anos no município de Montes Claros, MG Lorenna Fonseca Braga Oliveira;Raquel Conceição Ferreira;Carolina de Castro Oliveira;Michelle Pimenta Oliveira;Mauricio da Rocha Dourado;Pedro Eleutério Santos-Neto;Carolina Vieira de Freitas;Núbia Barbosa Eléutério;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins; Saúde bucal. Inquérito Epidemiológico. Índice CPOD. Fluorose Dentária. Estudo transversal. Objetivo: Descrever as condições de saúde bucal dos escolares de 12 anos do município de Montes Claros- -MG. Metodologia: Realizou-se um estudo exploratório, descritivo, com uma amostra de 357 indivíduos de 12 anos do Levantamento das Condições de Saúde Bucal da população de Montes Claros, o “Projeto SB MOC”. Resultados: O CPOD encontrado foi de 1,35 e a prevalência de escolares com fluorose foi considerada alta. Com relação à higiene bucal e a condição periodontal, verificou-se que 63,05% dos indivíduos avaliados não apresentavam placa visível em nenhuma superfície dentária e 96,10% não tinham cálculo. Apenas 11,40% dos escolares apresentaram sangramento à sondagem. Conclusões: Verificou-se que os escolares de 12 anos possuem uma condição bucal satisfatória. Novos estudos devem ser realizados, já que a amostra utilizada não foi representativa dessa população, além disso, pesquisas sobre a fluorose devem ser conduzidas, pois a prevalência encontrada foi considerada alta. 1. COSTA, M.C.N.; TEIXEIRA, M.G.L.C. A concepção do “espaço” na investigação epidemiológica. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 271-279, abr-jun, 1999. 2. RONCALLI, A.G. et al. Projeto SB 2000: Uma perspectiva para a consolidação da epidemiologia em Saúde Bucal Coletiva. Revista Brasileira de Odontologia em Saúde Coletiva, v. 1, n. 2, p. 9-25, 2000. 3. SÁ JUNIOR, L. S. M. 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3075 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Saúde bucal dos adolescentes de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. Marise Fagundes Silveira;Jairo Evangelista Nascimento;Desirée Sant’Ana Haikal;Índia Olinta de Azevedo Queiroz;Julimary Larissa Mendes Ottoni;Nívia Carla Santos;Flávia Milene Silva Abreu;Mailson Nobre Eleutério;Carlos Alberto Quintão Rodrigues;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Luiz Francisco Marcopito; Saúde Bucal. Adolescente. Políticas Públicas. CPOD Objetivo: Estudo transversal, de base populacional, que descreveu a saúde bucal dos adolescentes de 15 a 19 anos em Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. Metodologia: Utilizou-se amostragem probabilística por conglomerados em dois estágios, estratificada por idade índice ou faixa etária. Por meio de entrevistas e exames da cavidade bucal, foram coletados dados de 763 adolescentes. Além das características sócio-demográficas (idade, sexo, escolaridade, tipo de escola, raça auto-declarada e uso de serviços odontológicos), avaliou-se: condição periodontal, higiene bucal, cárie dentária, condição da raiz, necessidade de tratamento dentário, uso e necessidade de prótese, má oclusão (índice DAI), fluorose e alteração no tecido mole. O módulo complex samples do programa estatístico PASW ® 17.0 foi utilizado para análise descritiva dos dados com correção pelo efeito do desenho. Resultados: Após correção pelo efeito do desenho, foi observado DAI médio de 23,40 com erro-padrão igual a 6,9 e CPOD médio de 3,4 com erro-padrão igual a 0,2. Constatou-se que entre os adolescentes, 29,5% apresentaram problema periodontal, 1,9% e 5,4% necessitavam de prótese dentária superior e inferior respectivamente, 6,7% apresentaram alterações de tecido mole, presença de fluorose em 43,5% e necessidade de tratamento dentário em 42,3%. Conclusão: Em geral, constataramse boas condições de saúde bucal entre os adolescentes. 1. AMORIM-FILHO, H. A. et al. O adolescente como população-alvo de estudos científicos. Odontologia Clínico-científica, Recife, v. 5, n. 2, p. 103-7, 2006. 2. GRANVILLE-GARCIA, A. F. et al. Importância da saúde bucal: um enfoque em adolescentes de Vitória de Santo Antão–PE. Cadernos de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 17, n. 2, p. 361-374, 2009. 3. ELIAS, M. S. et al. A importância da saúde bucal para adolescentes de diferentes estratos sociais do município de Ribeirão Preto. Revista Latino-americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 9, n. 1, p. 88-95, jan. 2001. 4. GARBIN, C. A. S. et al. A saúde na percepção do adolescente. Physis, Rio de Janeiro, v. 19, n. 1, p. 227- 238, 2009. 5. FREDDO, S. L. et al. Hábitos de higiene bucal e utilização de serviços odontológicos em escolares de uma cidade da Região Sul do Brasil. 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3076 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Saúde bucal de adultos do município de Montes Claros Desirée Sant’Ana Haikal;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Alfredo Maurício Batista De-Paula;André Luiz Sena Guimarães;Thalita Thirza de Almeida Santa-Rosa;Pedro Emílio Almeida de Oliveira;Celsia Adriane Dias da Silva;Luis Otávio Silveira Sales;Samantha Mourão Pereira;Efigênia Ferreira e Ferreira; Saúde Bucal. Adultos. Epidemiologia. Cárie. Doença periodontal. Objetivo: Descrever as condições de saúde bucal dos adultos de Montes Claros–MG. Metodologia: A metodologia constituiuse de entrevistas e exames domiciliares conduzidos por profissionais calibrados, seguindo orientações da Organização Mundial de Saúde, com amostra probabilística por conglomerados dos adultos (35-44 anos) do município. Avaliou-se a presença de placa e cálculo, CPI, PIP, condições das coroas e raízes dentárias, CPOD, COR, necessidade de tratamento dentário, uso e necessidade de próteses e alterações em tecidos moles. Utilizou-se o programa SPSS® em análises descritivas corrigidas pelo efeito de desenho. Resultados: Dos 841 adultos avaliados, 45,7% utilizaram serviços odontológicos no último ano, 35% utilizaram serviços públicos e 4% eram edentados. Entre os dentados, 57,2% apresentaram placa e 57% cálculo. As condições mais prevalentes do CPI e PIP por indivíduo foram respectivamente cálculo (38,9%) e perda de inserção de 0-3 mm (63,7%), sendo que 9,6% eram doentes periodontais. Verificouse CPOD médio de 17,7 (EP=0,4) e COR de 0,47 (EP=0,05). O número médio de dentes presentes por indivíduo foi 23,2 (EP=0,37), de coroas hígidas foi 13,2 (EP=0,4) e de raízes expostas foi de 4,0 (EP=0,4). A maioria dos dentes (91,4%) não apresentou necessidade de tratamento, embora 52% dos adultos apresentaram tal necessidade. Aproximadamente 34% usavam e 66% necessitavam de algum tipo de prótese e 13,4% possuíam lesões em tecidos moles. Conclusão: Tais resultados devem ser considerados no planejamento e organização de serviços odontológicos direcionados aos adultos no município, subsidiando políticas compatíveis com os problemas identificados, buscando-se maior acesso aos serviços públicos. 1. PINTO, V. G. Saúde Bucal Coletiva. 4.ed. São Paulo: Editora Santos, 2000. 541p. 2. REISINE, S. T. Dental disease and work loss. J Dent Res, v. 63, p.1158-61; 1984. 3. OMS – Organização Mundial de Saúde (World Health Organization). Oral Health surveys: basic methods. 4. ed. Geneva: ORH EPID, 1997. 4. BRASIL, Ministério da Saude Brasília - PROJETO SB 2000 – Condições da saúde bucal da população brasileira no ano 2000, jun, 2000. 5. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 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3077 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Saúde bucal dos idosos de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil Aline Soares Figueiredo Santos;Raquel Conceição Ferreira;Carlos Alberto Quintão Rodrigues;Daniele Lopes da Silva;Djiany Baleeiro Rodrigues;Núbia Maria Pereira Rodrigues;Paula Luciana Veloso Silva;Thiago Fonseca Silva;Larissa Izabella da Silva Leite;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins; Saúde Bucal. Idoso. Epidemiologia. Políticas Públicas Objetivo: Estudo transversal de base populacional que descreveu a saúde bucal de idosos de 65 a 74 anos de Montes Claros, MG, Brasil. Metodologia: Obteve-se uma amostra probabilística complexa por conglomerados, em dois estágios, estratificada por faixas etárias, entrevistada e examinada nos domicílios, por profissionais calibrados e anotadores treinados, que utilizaram um computador de mão com programa específico. Investigaram-se condições das coroas e raízes dentárias, CPOD, COR, necessidade de tratamento dentário, presença de placa e de cálculo, CPI, PIP, uso e necessidade de próteses e prevalência de lesões fundamentais em tecidos moles. O programa PASW® Statistics 17.0 foi empregado nas análises descritivas com correção pelo efeito de desenho. Resultados: Participaram 736 idosos, sendo a maioria edentada (61,90%). O CPOD médio de 28,52 (EP=0,39), com predomínio do componente perdido (94,74%). A maioria dos idosos (78,10%) possuía alguma necessidade de tratamento dentário. Dos dentes presentes, 39,23% necessitavam de exodontia. Nos dentados, placa bacteriana e cálculo foram registrados em 26,70% e 31,9% dos idosos, respectivamente. As piores condições do CPI e PIP foram cálculo para 25,3% e perda de inserção de 0-3 mm para 31,1% dos idosos; 4,6% possuíam doença periodontal. Dos pesquisados 79,3% usavam e 66,1% necessitavam de próteses; 21,0% possuíam lesões fundamentais em tecidos moles. Conclusões: Foram observadas precárias condições de saúde bucal nesse estrato populacional. A maioria era edentada, apresentando alta experiência de cárie coronária e baixa experiência de cárie radicular. A maior parte apresentou necessidade de tratamento dentário, sendo a extração a mais frequente. Apresentaram, também, higiene bucal deficiente e condição periodontal marcada pela presença de cálculo. Grande parcela necessitava de próteses dentárias totais. 1. BARRETO, M. L.; CARMO, E. H. Determinantes das condições de saúde e problemas prioritários no país. 2000. In: Efetivando o SUS: acesso, qualidade e humanização na atenção à saúde, com controle social. Texto elaborado como subsídio aos debates da XI Conferência Nacional de Saúde. Brasília. 2000. 2. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. DATASUS. (Tecnologia da Informação a serviço do SUS) População Residente – Notas técnicas, 2007. [Internet]. Disponível em: http://www.tabnet.datasus. gov.br 3. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 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3078 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Prevenção do câncer de boca: acesso a informações e comportamento entre idosos de Montes Claros – MG Andréa Maria Eleutério Barros Lima Martins;João Gabriel Silva Souza;Pedro Eleutério Santos-Neto;Núbia Barbosa Eleutério;Desirée Sant’Ana Haikal;Marise Fagundes Silveira;Alfredo Maurício Batista Paula;André Luiz Sena Guimarães;Raquel Conceição Ferreira;Isabela Almeida Pordeus; Idosos. Câncer Bucal. Prevenção & Controle. Acesso aos serviços de saúde Objetivo Avaliou-se, entre idosos (65-74 anos) o acesso a informações sobre como evitar o câncer de boca nos serviços odontológicos de Montes Claros – MG e descreveu-se esse estrato populacional quanto às questões que podem influenciar ou serem influenciadas pelo acesso a essas informações. Metodologia Utilizou-se dados do Levantamento Epidemiológico das Condições de Saúde Bucal da população de Montes Claros 2008/2009. Na análise dos dados, empregou-se o software PASW® Statistics 18.0. A amostra foi complexa por conglomerados, por isso foi feita a correção pelo efeito desenho através da ponderação* para estimativa das prevalências médias e erro padrões. Foram incluídos os que relataram terem ido ao serviço odontológico e que não apresentaram déficit na avaliação da capacidade cognitiva. Resultados Dos 495 incluídos, apenas 40,9%* afirmaram ter recebido informações sobre como evitar o câncer de boca nos serviços odontológicos. A média de idade foi de 68,43* anos. A maioria relatou ser do sexo feminino (52,30%), ter baixa escolaridade (59,70%) e recursos financeiros escassos (67,20%) e afirmou não realizar o autoexame da boca (78%* ), embora 41,9%* tenham tido acesso a informações sobre como realizar o autoexame da boca. Boa parte relatou ser branco (36,70%), ter hábitos tabagistas (35,9%) e ou consumir álcool (39,9%). Conclusão A maioria não teve acesso, nos serviços odontológicos, a informações sobre como evitar o câncer de boca, dentre os fatores possivelmente associados a essa doença verificou-se que boa parte relatou possuir hábitos de risco e que a maioria relatou a não realização do autoexame da boca. 1. RAMOS, A. P. S; EMMERICH, A.; ZANDONADE, E. Conhecimentos dos acadêmicos de odontologia sobre câncer de boca. UFES Revista de Odontologia, Vitória, v.7, n.1, p.30-38, jan./abr. 2005. 2. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Indicadores Sociodemográficos e de Saude no Brasil 2009. Estudos e Pesquisas Informação Demográfica e Socioeconômica, número 25. 2009. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/ home/estatistica/populacao/indic_sociosaude/2009/ indicsaude.pdf. Acesso em: 20 ago. 2011. 3. FERREIRA, J. H. F; MELO, M. C. B. Perfil das ações de Combate ao Câncer de Boca no Estado de Pernambuco/Brasil. 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3079 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Reprodutibilidade de instrumentos utilizados em um levantamento epidemiológico conduzido para investigar uso e avaliação dos serviços odontológicos, comportamentos e condições subjetivas de saúde Raquel Conceição Ferreira;Sararítalee Kattrine Guedes;Angelucci Fernandes Pereira;João Gabriel Silva Souza;Pedro Eleutério dos Santos-Neto;Lorenna Fonseca Braga de Oliveira;Jairo Evangelista Nascimento;Desiree Sant’Ana Haikal;Marise Fagundes Silveira;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins; Reprodutibilidade dos testes. Assistência odontológica. Comportamento. Saúde. Inquérito epidemiológico. Metodologia. Objetivo: Esse estudo propõe estimar a reprodutibilidade de três instrumentos utilizados em um inquérito epidemiológico para investigar o uso e a avaliação de serviços odontológicos, de comportamentos em saúde e de condições subjetivas de saúde. Metodologia: Trata-se da aplicação do método teste-reteste, que utilizou sete grupos de questões que compunham o formulário de coleta de dados do Levantamento Epidemiológico das Condições de Saúde Bucal da população de Montes Claros 2008/2009-SBMOC, que investigaram: uso e avaliação dos serviços odontológicos; comportamentos em saúde (comportamentos gerais, hábitos tabagistas e etilistas) e condições subjetivas de saúde (autopercepção da saúde bucal e geral; impacto da saúde bucal em suas dimensões física e psicossocial e qualidade de vida). Uma amostra de 60 indivíduos foi selecionada para cada grupo de questões, totalizando 420 participantes. As entrevistas foram realizadas em dois momentos independentes em um intervalo de 5 a 7 dias. A reprodutibilidade das respostas foi medida pelas estatísticas Kappa Simples, Ponderado ou Coeficiente de Correlação Intra-classe (CCI). O programa estatístico SPSS 17.0 for Windows e planilhas do Excel foram utilizados para análise dos dados. Resultados: Os coeficientes Kappa simples/ponderado e CCI variaram entre 0,49 a 0,95 para as questões referentes ao uso e avaliação de serviços odontológicos; de 0,72 a 1,00 para as referentes aos comportamentos em saúde e para aquelas referentes às condições subjetivas de saúde entre 0,23 a 1,00. Conclusão: Os instrumentos utilizados no “Projeto SBMOC” que tiveram sua reprodutibilidade avaliada neste estudo, em sua maioria, mostraram níveis de reprodutibilidade satisfatórios. A concordância variou entre moderada a excelente, o que demonstra a estabilidade dos instrumentos. 1. TURCI, S. R. B; GUILAM, M. C. R; CÂMARA, M. C. C. Epidemiologia e Saúde Coletiva: tendências da produção epidemiológica brasileira quanto ao volume, indexação e áreas de investigação - 2001 a 2006. Ciência & Saúde Coletiva, v. 15, n. 4, p. 1967-1976, 2010. 2. LEAO, A. T.; OLIVEIRA, B. H. Questionários na pesquisa odontológica. In: LUIZ, R. R.; COSTA, A. J. L; NADANOVSKY, P. 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3080 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Adolescentes: uso de serviços odontológicos, hábitos e comportamentos relacionados à saúde e autopercepção das condições de saúde bucal. Marise Fagundes Silveira;Andreá Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Pedro Eleutério dos Santos Neto;Pedro Emílio Almeida Oliveira;Júlio César Almeida;Rafael Silveira Freire;Jairo Evangelista Nascimento;Desirée Santana Haikal;Raquel Conceição Ferreira;Luiz Francisco Marcopito; Inquéritos de Saúde Bucal. Fatores epidemiológicos. Comportamento. Este trabalho tem por objetivo descrever o uso de serviços odontológicos, os hábitos e comportamentos relacionados à saúde e à autopercepção das condições de saúde dos adolescentes (15- 19 anos) de Montes Claros-MG. Estudo transversal exploratório, com amostragem probabilística por conglomerado em dois estágios, realizada por entrevistadores/examinadores treinados e calibrados. Foram coletados dados demográficos e socioeconômicos, relativos ao uso de serviços odontológicos, aos hábitos e comportamentos relacionados à saúde e autopercepção de saúde bucal e geral. Para a coleta dos dados, utilizaram-se computadores de mão com um programa desenvolvido para este fim. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, com correção pelo efeito de desenho, utilizando-se o PASW® Statistics 17.0. O uso de serviço odontológico, por pelo menos uma vez na vida, foi relatado por 93,9% dos adolescentes, dos quais 46,5% o realizaram há mais de um ano e 56,6% utilizaram os serviços públicos. A higienização bucal mais de duas vezes/dia, o uso do fio dental, a realização de autoexame da boca, o uso do flúor tópico e a prática de atividade física regularmente foi observada, respectivamente, em 71,1%, 41,2%, 21,0%, 39,3% e 68,2% dos entrevistados. Constatou-se que 70,2% (domínio físico/SF-12) e 71,3% (domínio mental/SF-12) dos adolescentes autoavaliaram satisfatoriamente a saúde geral e 15,6% relataram impacto das condições bucais nas dimensões física e psicossocial da saúde bucal. Quase a totalidade da amostra já visitou o dentista alguma vez. O motivo mais frequente na última visita ao dentista foi para manutenção. O serviço público contribuiu na prestação de serviços odontológicos. O acesso às informações sobre dieta, autoexame da boca e como evitar câncer de boca é pouco frequente nos serviços odontológicos. A maioria dos entrevistados está satisfeita com os serviços utilizados e avaliou sua saúde bucal como ótima e/ou boa. Uma pequena parcela percebeu impacto da saúde bucal em suas dimensões física e psicossocial. 1. MARINA SÁ ELIAS, M. S.; CANO, M. A. T.; JUNIOR, W. M.; FERRIANI, M. G. C. A importância da saúde bucal para adolescentes de diferentes estratos sociais do município de Ribeirão Preto. 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3081 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Adultos: uso dos serviços odontológicos, comportamentos e condições subjetivas de saúde Desirée Sant’Ana Haikal;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Marise Fagundes Silveira;Diego dos Santos Dias;Pedro Henrique Soares Aguiar;Carolina Carneiro Soares Macedo;Luís Otávio Silveira Sales;Rafael Silveira Freire;Jairo Evangelista Nascimento;Alfredo Maurício Batista De-Paula;Efigênia Ferreira e Ferreira; Adultos. Saúde bucal. Acesso aos serviços de saúde. Comportamento. Autopercepção. Objetivo: Descrever o perfil dos adultos do município de Montes Claros segundo condições sociodemográficas, utilização dos serviços odontológicos, comportamentos e condições subjetivas.Metodologia:Coleta de dados domiciliar em amostra probabilística dos adultos (35-44 anos) do município, conduzida conforme preconizações da Organização Mundial de Saúde. Utilizou-se o programa SPSS® em análises descritivas corrigidas pelo efeito de desenho. Resultados:Dos 841 adultos avaliados, a idade e escolaridade médias foram de 39,5 e 9,5 anos respectivamente. Houve predomínio de pardos (51%), com união estável (75%), renda per capita abaixo de R$ 300,00 (70%), sem posse de automóvel (69%), mas com moradia própria (81%). Somente 11 (1,4%) adultos nunca haviam utilizado serviços odontológicos. Dentre os que já utilizaram, verificou-se o seguinte perfil: utilizaram o SUS (35%), há menos de um ano (46%), para tratamento (66%) e esteve satisfeito com tais serviços (75%). Quanto aos comportamentos, houve predomínio de não tabagistas (75%), não etilistas (58%), mas que não praticam exercício físico regularmente (61%). A maioria relatou higienizar os dentes 3 ou mais vezes ao dia (64%), mas não fazer uso de flúor (68%). Quanto a condições subjetivas, a maioria estava satisfeito com a vida (85%), avaliou positivamente sua saúde bucal (49%), acreditava possuir cáries (55%), não relatou dor (61%) e afirmou necessidade de tratamento odontológico (78%). Estes dados devem subsidiar políticas públicas compatíveis com a as reais necessidades que acometem os adultos do município, garantindo maior acesso a informações e aos serviços públicos odontológicos, visando maior equidade socioeconômica. 1. OMS – Organização Mundial de Saúde (World Health Organization). Oral Health surveys: basic methods. 4. ed. Geneva: ORH EPID, 1997. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Projeto SB2000 – Condições da saúde bucal da população brasileira no ano 2000. Brasília, 2001. 3. GIFT, H. C.; ATCHISON, K.A.; DRURY, T.F. Perceptions of the natural dentition in the context of multiple variables. Journal of Dental Research, v. 77, n. 7, p.1529-38, 1998. 4. HAIKAL, D. S. et al. 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3082 unicientifica v. 14 n. 1 (2012) Idosos: uso dos serviços odontológicos, comportamentos relacionados à saúde e condições subjetivas de saúde. Renata Francine Rodrigues de Oliveira;Raquel Conceição Ferreira;Rodney Miguel da Silva Santos;Ana Patrícia Santos Fagundes Marques;Carlos Alberto Quintão Rodrigues;Jairo Evangelista Nascimento;Marise Fagundes Silveira;Desireé Sant’Ana Haikal;Isabela Almeida Pordeus;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins; Idoso. Saúde bucal. Acesso aos serviços de saúde. Comportamento. Autopercepção. Objetivo: Este trabalho tem por objetivo caracterizar idosos (65-74 anos) de Montes Claros, segundo utilização dos serviços odontológicos, comportamentos em saúde e condições subjetivas de saúde. Metodologia: Como metodologia, foi utilizada a amostra probabilística complexa por conglomerado. A coleta de dados foi realizada (com computador de mão) por entrevistadores treinados. Utilizou-se da estatística descritiva com correção pelo efeito de desenho. Resultados: Participaram da pesquisa 736 (92%) idosos, sendo a maioria mulher, casada, residente na zona urbana, com baixa escolaridade e renda per capita. Apresentaram média de idade de 68,77 anos (EP=0,151); renda per capita média de R$ 357,70 (EP=26,258) e estudaram, em média, 3,87 anos (EP=0,335). O uso dos serviços odontológicos, no último ano, foi de 33,8%. A prevalência de acesso à informação em saúde relacionada à dieta, a como evitar o câncer de boca e ao auto exame da boca foi, respectivamente: 43,2%, 38,3% e 27,6%. As prevalências dos comportamentos relacionados à saúde foram: higiene bucal 1 a 2 vezes/dia (53,2%), hábito tabagista (35,1%), hábito etilista (38,9%) e prática de atividade física raramente ou nunca (62,7%). A maioria dos idosos apresentou percepção positiva da saúde geral e satisfação com a vida. Constatou-se que, 92% estavam satisfeitos com o atendimento odontológico, 66% autoperceberam sua saúde bucal como boa/ótima e 60,5% perceberam necessidade de tratamento odontológico. Para a maioria (81,60%), os problemas bucais exerceram baixo impacto nas dimensões físicas e psicossociais da saúde bucal dos idosos. Conclusão: Houve baixa prevalência de uso de serviços odontológicos e baixo acesso a informações em saúde. Ocorreu alta prevalência de hábitos deletérios. Contudo, os idosos avaliaram positivamente os serviços usados e apresentaram percepção positiva da saúde geral e bucal. 1 IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Síntese de Indicadores Sociais: Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 2010. Estudos e Pesquisas: Informação Demográfica e Socio-econômica 27, Rio de Janeiro, 2010. 2 JANNUZZI, P. M. Indicadores para diagnóstico, monitoramento e avaliação de programas sociais no Brasil. Revista do Serviço Público. 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Community Dentistry and Oral Epidemiology, v.39, n.1, p. 3–11, 2011. 7 MARTINS, A. M. E. B. L. et al. Manual de Instruções do Projeto SBMOC: Levantamento Epidemiológico das Condições de Saúde Bucal da População de Montes Claros. Montes Claros, UNIMONTES, 2008. 8 QUEIROZ, R. C. S.; PORTELA, M. C.; VASCONCELLOS, M. T. L. Pesquisa sobre as Condições de Saúde Bucal da População Brasileira (SB Brasil 2003): seus dados não produzem estimativas populacionais, mas há possibilidade de correção. Cadernos de Saúde Pública, v. 25, n.1, p. 47-58, jan., 2009. 9 FRIAS, A. C.; ANTUNES, J. L. F.; NARVAL, P. C. Precisão e validade de levantamentos epidemiológicos em saúde bucal: cárie dentária na cidade de São Paulo, 2002. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 7, n. 2, p. 144-154, jun. 2004. 10 MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação Nacional de Saúde Bucal. Diretrizes da política nacional de saúde bucal. 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3083 unicientifica v. 13 n. 1 (2011): Suplemento 1 X MOSTRA CIENTÍFICA DO CURSO DE ODONTOLOGIA DA UNIMONTES Revista Unimontes Científica; DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA
3084 unicientifica v. 13 n. 1/2 (2011) Por uma nova proposta educacional: contribuições do pensamento eco – sistêmico Rodrigo Diaz de Vivar y Soler; A obra, pensamento Eco-Sistêmico: educação, aprendizagem e cidadania no século XXI (Moraes, 2004), é essencial para quem trabalha com educação. Através do trabalho desenvolvido pela autora, é possível re-pensar as práticas pedagógicas na (re) constituição dos ambientes de aprendizagem. Questão central posta pela cientista: que tipo de educação se quer neste inicio de século XXI? (Moraes, 2004). Aparentemente um questionamento simples, porém carregado de possibilidades interpretativas e de novas formulações, sobretudo se pensarmos que o paradigma científico tradicional tomou o saber como oriundo de uma dimensão unilateral e valorizou somente aquilo que era proveniente do conhecimento. De certa maneira, a obra de Maria Cândida Moraes entra em consonância com um novo paradigma de cientificidade na contemporaneidade porque o modelo de pensamento eco-sistêmico, por ela apresentado, reflete sobre uma conjuntura de ciência fragmentária e excludente, em detrimento a um projeto cientifico cujos direcionamentos e proposições recebem contribuições de várias áreas do saber como a física quântica, por exemplo, que vai entender todo e qualquer fenômeno como sendo perpassado por inúmeras interconexões que se configuram nos mais diferentes processos permitindo-nos pensar a existência de um intenso fluxo de energia que está em constante estado de renovação, fazendo do sujeito e de toda materialidade um eterno vir-a-ser. Dessa forma, o pensamento eco-sistêmico procura trabalhar com os valores da eco-pedagogia, principalmente no que diz respeito à construção de uma cidadania planetária que compartilha a experiência da aprendizagem e do conhecimento humano diretamente com as questões sócioambientais de todo o planeta. 1 - MORAES, M. C. Pensamento Eco-Sistêmico: educação, aprendizagem e cidadania no século XXI. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
3085 unicientifica v. 13 n. 1/2 (2011) Perfil da medicação sem prescrição praticada por pais Rúbia Izabella Cordeiro Martins;Cristina Andrade Sampaio; Crianças. Pais. Medicamentos. Atenção farmacêutica. Objetivo: Estudo descritivo realizado no município de Porteirinha, MG que descreveu o hábito de medicação sem prescrição praticada pelos pais. Metodologia: Dados foram coletados por questionário aplicado aos pais das crianças que frequentavam a Escola Municipal Karen Cristine Nascimento Silva. Resultados: A prevalência de medicação sem prescrição praticada pelos pais foi de, aproximadamente, 92,0%. Os principais grupos de medicamentos administrados foram: antitérmicos, 82,05%; xaropes para tosse, 69,23%; antigripais, 58,97% e analgésicos, 48,71%. As doenças/sintomas que os pais acreditavam justificar uma medicação sem prescrição para seus filhos foram: febre, 79,48%; resfriado/gripe, 61,53% e inflamação/infecção de garganta, 53,84%. Conclusões: É imprescindível que a família, a escola, gestores de saúde e os profissionais de saúde mobilizem para implementação de medidas que possam atenuar esta prática. A responsabilidade de conscientização, educação e racionalização do uso do medicamento deve ser geral. 1 - SILVA, C. H.; GIUGLIANI, E. R. J. Consumo de medicamentos em adolescentes escolares: uma preocupação. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 80, n. 4, 2004. Disponível em: . Acesso em: 21 Fev. 2008. 2 - LYRA JUNIOR, D. P. et al . A farmacoterapia no idoso: revisão sobre a abordagem multiprofissional no controle da hipertensão arterial sistêmica. Revista Latino-americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 14, n. 3, June 2006 . Disponível em: . Acesso em: 22 Jun. 2010. 3 - FERREIRA PIRES, C. et al . Demanda pelo serviço de atenção farmacêutica em farmácia comunitária privada. Pharmacy Practice, Redondela, v. 4, n. 1, mar. 2006 . Disponível em: . Acesso em: 22 Jun. 2010. 4 - SCHVARTSMAN, C.; SCHVARTSMAN, S. Intoxicações exógenas agudas. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 75, supl. 2, p. S244-S50, 1999. Disponível em: . Acesso em: 21 de Fev. 2008. 5 - PEREIRA, F. S. V. T. et al . Automedicação em crianças e adolescentes. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 83, n. 5, p. 453-458, 2007. Disponível em: . Acesso em: 07 Jan. 2008. 6 - SA, M. B.; BARROS, J. C.; SA, M. P. B. O. Automedicação em idosos na cidade de Salgueiro-PE. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 10, n. 1, p. 75-85, 2007. Disponível em: . Acesso em: 07 Jan. 2008. 7 - ARRAIS, P. S. D. et al . Aspects of self-medication in Brazil. Revista Saúde Pública, São Paulo, v. 31, n. 1, p. 71-77, 1997. Disponível em: . Acesso em: 14 Mar. 2008. 8 - VILARINO, J. F. et al. Perfil da automedicação em município do Sul do Brasil. Revista Saúde Pública, São Paulo, v. 32, n. 1, p. 43-49, 1998. Disponível em: . Acesso em: 07 Jan. 2008. 9 - AMORIM, R. J. M., et al. Prescrição leiga de medicamentos na constipação crônica da infância. Pediatria, São Paulo, v.23, n.3, p.208-12, 2001. Disponível em: < http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/525. pdf>. Acesso em: 20 Fev. 2008. 10 - BRICKS, L. F.; LEONE, C. Utilização de medicamentos por crianças atendidas em creches. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 30, n. 6, p. 527-535, 1996. Disponível em: . Acesso em: 15 Fev. 2008. 11 - BRICKS, L. F. Analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios não hormonais: Toxicidade - Parte I. Pediatria, São Paulo, n. 20, v. 2, p.126-36, 1998. Disponível em: . Acesso em: 20 Fev. 2008. 12 - BRICKS, L. F. Analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios não-hormonais: Controvérsias sobre sua utilização em crianças - Parte II. Pediatria, São Paulo, n. 20, v. 3, p. 230-246, 1998. Disponível em: . Acesso em: 20 Fev. 2008. 13 - AMADOR, J. C. et al. Perfil das intoxicações agudas exógenas infantis na cidade de Maringá (PR) e região, sugestões de como se pode enfrentar o problema. Pediatria, São Paulo, v. 4, n. 22, p. 295-301, 2000. Disponível em: . Acesso em: 20 Fev. 2008.
3086 unicientifica v. 13 n. 1/2 (2011) A influência do trabalho no cotidiano de Agentes Comunitários de Saúde: uma abordagem qualitativa Desirée Sant’Ana Haikal;Thalita Thyrza De Almeida Santa-Rosa;Cláudia Borges Pereira;Erivânia Cardoso Silva;Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Efigênia Ferreira e Ferreira; Agente Comunitário de Saúde. Satisfação. Qualidade de vida. Saúde do Trabalhador. Programa Saúde da Família. Pesquisa Qualitativa. Objetivo: Este estudo buscou compreender a influência do trabalho sobre a vida cotidiana de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) de um município pólo da região Norte do Estado de Minas Gerais. Metodologia: Foi utilizada metodologia qualitativa. Entrevistas semi-estruturadas, gravadas foram realizadas com 15 ACS, total definido pelo ponto de saturação. As falas transcritas foram analisadas pela técnica de Análise do Conteúdo. Resultados: As categorias que emergiram foram: Inserção na profissão; Qualidade de vida e trabalho (Relação com a comunidade, Relação com a equipe de saúde, Saúde , Acesso ao atendimento e Satisfação com o trabalho). O trabalho foi percebido pelos ACS como gerador de distúrbios físicos e emocionais, com interferência na vida pessoal, o que foi agravado pelo sentimento de desamparo e pelo dilema ante a necessidade de utilizar, como usuário, o serviço de saúde que representam. Conclusão: Apesar das situações conflitantes e desgastantes que causaram impacto em suas vidas, ficou evidente o predomínio de sentimentos de satisfação com o exercício da profissão de ACS. Tais situações representam “nós críticos” que devem ser avaliados com cautela, a fim de não prejudicarem a consolidação do sistema público de saúde almejado. 1. NUNES M. O. et al. O agente comunitário de saúde: construção da identidade desse personagem híbrido e polifônico. Cad Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 18, n. 6, p. 1639-46, 2002. 2. TOMAZ J. B. C. O agente comunitário de saúde não deve ser um “super-herói”. Interface (Botucatu), Botucatu, v. 6, n. 10, p. 84-87, 2002. 3. BRASIL, Lei no 10.507 de 10 de julho de 2002. Cria a profissão de Agente Comunitário de Saúde - ACS. Diário Oficial da União 2002; 10 jul. 4. BRASIL, Ministério da Saúde. Agentes comunitários de saúde, equipes de saúde da família e equipes de saúde bucal em atuação – competência março/2007. Brasília, 2007 [acessado 2009 ago 10]. Disponível em: http:// dtr2004.saude.gov.br/dab/documentos/ resumo_ por_uf_03_2007.pdf . 5. KLUTHCOVSKY, A. C. G. C. et al. Avaliação da qualidade de vida geral de agentes comunitários de saúde: a contribuição relativa das variáveis sociodemográficas e dos domínios da qualidade de vida. Rev Psiquiatr Rio Gd Sul; Porto Alegre, v. 29, n. 2, p. 176-183, 2007. 6. BOWER E.; SCAMBLER S. The contributions of qualitative research towards dental public health practice. Community Dent Oral Epidemiol; Austrália, v. 35, p. 161–169, 2007. 7. MINAYO M. C. S. O Desafio do Conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11° ed. São Paulo: Hucitec: Rio de Janeiro: Abrasco: 2008. 408 p. 8. BRASIL, Ministério da Saúde. Datasus. 2007 [acessado 2010 jan 15]. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/tabdata/cadernos/mg.htm. 9. DUARTE R. Pesquisa qualitativa: reflexões sobre o trabalho de campo. Cad Pesqui; São Paulo, n. 115, p. 139-154, 2002. 10. BARDIN L. Análise de Conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70: 2000. 281p. 11. FRAZÃO P.; MARQUES D. S. C. Influência de ACS na percepção de mulheres e mães sobre conhecimentos de saúde bucal. Rev C S Col , Rio de Janeiro, v. 11, n. 1, p. 131-144, 2006; 12. MOURA, M. S. et al. Perfil e práticas de saúde bucal do agente comunitário de saúde em municípios piauienses de pequeno porte. Rev C S Col. Rio de Janeiro, v. 15, suplemento 1, p. 1487-1495, 2010. 13. MARZARI C. K.; JUNGES, J. R.; SELLI, L. Agentes Comunitários de Saúde: perfil e formação. Rev C S Col. Rio de Janeiro, v. 16, suplemento 1, p. 873-880, 2011. 14. GALAVOTE, H. S. Desvendando os Processos de Trabalho do Agente Comunitário de Saúde nos Cenários Revelados na Estratégia Saúde da Família no Município de Vitória. Rev C S Col. Rio de Janeiro, v. 16, n. 1, p. 231-240, 2011. 15. BACHILLI R. G.; SCAVASSA, A. J. ; SPIRI, W. C. A identidade do agente comunitário de saúde: uma abordagem fenomenológica. Rev C S Col , Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, p. 51-60, 2008. 16. SANTOS, K. T. et al. Agente Comunitário de Saúde: perfil adequado a realidade do Programa Saúde da Família? Rev C S Col. Rio de Janeiro, v. 16, suplemento 1, p. 1023-1028, 2011. 17. FERREIRA, V. S. C. et al. Processo de trabalho do agente comunitário de saúde e a reestruturação produtiva. Cad Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 25, n. 4, p. 898-906, 2009. 18. LACAZ F. A. C. Qualidade de vida no trabalho e saúde/doença. Rev C S Col; Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 151-161, 2000. 19. BORNSTEIN, V. J.; STOTZ, E. N. Concepts involved in the training and work processes of community healthcare agents: bibliographical review. Rev C S Col, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, p. 259-268, 2008. 20. LOURES, L. F.; SILVA, M. C. S. A interface entre o trabalho do Agente Comunitário de Saúde e do Fisioterapeuta na Atenção Básica à Saúde. Rev C S Col. Rio de Janeiro, v. 15, n. 4, p. 2155-2164, 2010. 21. SILVA, J.A.; DALMASO, A. S. W. Agente Comunitário de Saúde: o ser, o saber, o fazer. Rio de Janeiro: Fiocruz: 2002. 240 p. 22. SILVA, I. Z. Q. J.; TRAD, L. A. B. O trabalho em equipe no PSF: investigando a articulação técnica e a interação entre os profissionais. Interface (Botucatu), Botucatu, v. 9, n. 16, p. 25-38, 2005. 23. CARDOSO, A. S.; NASCIMENTO, M. C. Comunicação no programa saúde da família: o agente de saúde como elo integrador entre a equipe e a comunidade. Rev C S Col. Rio de Janeiro, v. 15, supl. 1, p. 1509- 1520, 2010. 24. MINAYO-GOMEZ, C.; THEDIM-COSTA, S. M. F. A construção do campo da saúde do trabalhador: percurso e dilemas. Cad Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 13, supl. 2, p. 21-32, 1997.
3087 unicientifica v. 13 n. 1/2 (2011) Considerações sobre a relação dos surdos com a linguagem: dos primórdios à contemporaneidade Maria Clara Maciel de Araújo Ribeiro; Surdez. Linguagem. História. Língua de Sinais. Cultura. Identidade A partir dos Estudos Surdos, este artigo aborda, em uma perspectiva linguístico-histórica, as formas de se conceber o surdo e a sua relação com a linguagem, da Antiguidade aos tempos atuais. Devido em grande medida a descobertas científicas sobre as línguas de sinais, a imagem social da surdez vem sendo reconstruída. De amaldiçoados por Deus, os surdos passaram a ser considerados minorias linguísticas e sociais, pois é sabido, atualmente, que as línguas de sinais são línguas genuínas e naturais, estruturadas e multiarticuladas, como as orais. Veremos que, atualmente, duas são as principais formas de se abordar a surdez na contemporaneidade: a primeira, oriunda do domínio clínicoterapêutico e, a segunda, do linguístico-antropológico. A filiação a uma ou a outra concepção determinará se, ao falar de surdos, estaremos tratando de sujeitos deficientes, sobre os quais exercemos um poder administrativo e atribuímos uma visão normalizadora, ou se estamos falando de um povo específico, com língua, cultura e identidade próprias. 1. RIBEIRO, M. C. M. A. A escrita de si: discursos sobre o ser surdo e a surdez. 2008. 207 f. (Dissertação – Mestrado em Estudos Linguísticos) - Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, belo Horizonte. 2. LODI A.C.B. Plurilinguismo e surdez: uma leitura bakhtiniana da educação de surdos. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n 3, p. 409-424, 2005. 3. PERLIN, G. T. T. Identidades Surdas. In: SKLIAR, C. (org.) A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1999 4. SKLIAR, C. Um olhar sobre o nosso olhar acerca da surdez e das diferenças. In: SKLIAR, C. A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998. 5. SOUZA. R. M. de. Que palavra que te falta? Linguística, educação e surdez: considerações epistemológicas a partir da surdez. São Paulo: Martins Fontes, 1999. 6. GUARINELLO, A.C.G. O papel do outro no processo de construção de produções escritas por sujeitos surdos. 2009 f. Tese (Doutorado em Letras). Universidade Federal do Paraná, 2004. 7. LANE, H. A Máscara da Benevolência. Lisboa: Instituto Piaget, 1998. 8. LACERDA, C. B. F. de. Um pouco da história da história de diferentes abordagens na educação de surdos. Cadernos CEDES, v.19, n.46. Campinas: UNICAMP, 1998. 9. SÁNCHEZ, C. M. La educación de los sordos en un modele bilingüe: Mérida, Ickonia, 1990. 10. STOKOE, W. Clarence. Sign Language Structure. (Revised Ed. Printed in 1978), Silver Spring, MD: Linstok, 1960. 11. QUADROS, R. M. de; KARNOPP, L. B. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: ArtMed, 2004. 12. QUADROS, R. M. Educação de surdos: a aquisição da linguagem. 1. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. 13. BHABHA, H. K. O local da cultura. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2000. 14. ROCHA, F. T. et al. Libras: um estudo encefalográfico de sua funcionalidade cerebral. Disponível em: www.enscer.com.br/pesquisas/artigos/ libras/libras.html. Acesso em: 12 dez. 2007. 15. CHOMSKY, N. The Minimalist Program. Cambridge, Mass.: MIT Press, 1995. 16. SAUSSURE, F. de. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 1995. 17. GESUELI, Z. M. Lingua(gem) e identidade: a surdez em questão. Educação e sociedade, Campinas, SP, v. 27, n. 94, p. 277-292, 2006. 18. MOURA, M. C. O surdo: caminhos para uma nova identidade. Rio de Janeiro, Revinter Editora, 2000. 19. SÁ, N. R. L. Cultura, poder e educação de surdos. Manaus: Ed. Universidade Federal do Amazonas, 2002. 20. SANTANA, A. P; BERGAMO, A. Cultura e identidade surdas: encruzilhada de lutas sociais e teóricas. Educação & Sociedade, Campinas, SP, v. 26, n. 91, p. 565-582, 2005. 21. CHIELA, V. E. Marcas Surdas: escola, família, associação, comunidade e universidade constituindo cultura e diferença surda. Dissertação de mestrado (Educação). São Leopoldo, Universidade Vale do Rio dos Sinos, 2007. 22. PERLIN, G. T. T. O ser e o estar sendo surdo: alteridade, diferença e identidade. 155 f. (Tese - Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003. 23. FOUCAULT, M. Ordem do Discurso. Trad. Laura Fraga & Almeida Sampaio. São Paulo: Loyola, 2006.
3088 unicientifica v. 13 n. 1/2 (2011) Prevalência de lesões bucais diagnosticadas pelo laboratório de patologia bucal da Faculdade de Odontologia da Funorte no período de 2005 a 2008 Pollyanna de Souza Santos;Paulo Rogério Ferreti Bonan;Daniel Antunes Freitas;Altair Soares de Moura;Geane Moreira; Lesões de mucosa bucal. Diagnóstico. Epidemiologia. Objetivo e Metodologia: O objetivo deste estudo foi realizar um levantamento das lesões de mucosa diagnosticadas pelo laboratório de patologia bucal, do curso de Odontologia das Faculdades Unidas do Norte de Minas Gerais (Funorte), no período de 2005 a 2008. Simultaneamente, foi estabelecido o perfil epidemiológico dos indivíduos que procuraram o serviço da clínica de diagnóstico bucal, da mesma faculdade, no período descrito, e que foram submetidos à biópsia e/ou citologia esfoliativa. Resultados: Os resultados mostraram uma diversidade de lesões de mucosa bucal, sendo as mais frequentes: a hiperplasia fibrosa (17,85%), a leucoplasia (9,85%), o nevo (6,77%), a mucocele (5,85%) e o cisto periapical (5,54%). Quanto ao gênero, o perfil epidemiológico mostrou um maior percentual de indivíduos do sexo feminino (57,85%), com maior frequência na 4ª década de vida (12,62%). Conclusão: A diversidade de lesões bucais observada reforça a importância do conhecimento da epidemiologia destas manifestações a fim de facilitar o diagnóstico e implementação de políticas de prevenção. 1. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE - OMS. Levantamento Epidemiológico Básico de Saúde Bucal: Manual de Instruções. São Paulo: Santos, v.3, p. 2-10, 1991. 2. ARENDORF, T. M.; VAN DER ROSS, R. Oral soft tissue lesions in a black pre-school South African population. Community Dentistry and Oral Epidemiology, v. 24, p. 296-97, 1996. 3. SOUZA, G. F. M.; SILVEIRA, M. M. F. Estudo epidemiológico das lesões bucais do Serviço de Anátomo-Patologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco de 1993 a 1997. Revista Saúde, v.3, n.2, p. 11-16, 1999. 4. CRUZ, M. C. F. N. et al. Levantamento das biópsias da cavidade oral realizadas no Hospital Universitário – Unidade Presidente Dutra / UFMA da cidade de São Luís – MA, no período de 1992 a 2002. Revista Brasileira de Patologia Oral (periódico on line) 2004. Disponível em URL: http://www.patologiaoral.com.br/ texto114.asp. Acesso em: Setembro 2007. 5. VIEIRA, V. G. et al. Prevalência das alterações da normalidade e lesões da mucosa bucal em pacientes atendidos nas Clínicas Integradas de Atenção Primária (CIAPS) da Faculdade de Odontologia-UFMG. Arquivos em Odontologia. Janeiro-março, v. 43, n.01, p. 13- 18, 2007. 6. ZANCANARO; M. A. et al. Levantamento de diagnósticos histopatológicos. Revista Gaúcha de Odontologia, v.31, n.4, p. 309-311, 1983. 7. SAMUEL, M. M. S. et al. Levantamento de diagnósticos histopatológicos de um laboratório de patologia buco-maxilo-facial em um período de 10 anos. Revista Odonto Ciência, v. 4, n.7, p. 73-91, 1989. 8. LOUREIRO, M. S. et al. Levantamento epidemiológico dos diagnósticos histopatológicos de um laboratório de patologia buço-maxilo-facial em um período de 18 anos. Revista Odonto Ciência, v. 24, p. 117- 130, 1997. 9. ALMEIDA, O. P.; SILVA, C. R. V.; SAIKI, P. Levantamento de lesões bucais. Revista Gaúcha de Odontologia, v. 35, n. 6, p. 471-473, 1987. 10. BIRMAN, E. G. Patologia gengival – Hiperplasia fibrosa inflamatória. ARS CVRANDI Odontol, v. 23, p. 77-84, 1981. 11. GOMEZ, R. S. et al. Levantamento das biópsias bucais realizadas na Faculdade de Odontologia da UFMG. Arquivos Centro Estudos Curso Odontologia, v.19, n.2, p. 105-113, 1992. 12. BEATRIZ, A. B.; MARTÍNEZ, P.; LEGORRETA, C. Frecuencia de lesiones bucales histopatológicas en un laboratorio de patología bucal. ADM, v.14, n.2, p. 61-67, 2007. 13. MARIN, H. J. I. et al. Lesões bucais: concordância diagnóstica na Faculdade de Odontologia de Pernambuco. Odontologia. Clínica-Científica, v. 6, n.4, p. 315-318, 2007. 14. MOREIRA, N. G. R.; ARAÚJO, M. S.; PEREIRA, G. A. Levantamento da prevalência das principais doenças orais presentes na população da região da cidade de Uberaba no período de 1999 a 2004. Robrac, Uberaba, v. 15, n.40, p. 10-15, 2006. 15. BERTOJA, I. C. et al. Prevalência de lesões bucais diagnosticadas pelo laboratório de Histopatologia do Unicen. RSBO, v. 4, n.2, p. 41-46, 2007.
3089 unicientifica v. 13 n. 1/2 (2011) Idosos e HIV/aids: algumas considerações sobre a epidemia no estado de Minas Gerais e Brasil Marília Borborema Rodrigues Cerqueira; Idosos. HIV/AIDS. Epidemia Objetivo: O objetivo geral deste trabalho foi descrever a epidemia de HIV/aids entre idosos residentes no estado de Minas Gerais e Brasil. Metodologia: Realizou-se análise de dados secundários disponíveis no Datasus, referentes ao período de 1980 a 2008. Foram calculadas taxas, proporções e razões de sexo, trabalhando-se com médias dos triênios para os casos notificados de HIV/aids. Resultados: No Brasil, entre os casos notificados e acumulados até 2008, 2,5% acometeram pessoas com 60 anos ou mais, sendo 60,8% destes em homens. Em Minas Gerais, no mesmo período, foram 3,1% do total de casos notificados em idosos, e 54,4% em homens idosos. O padrão de disseminação do HIV/aids observado, segundo a categoria de exposição conhecida e registrada, ressaltou a categoria heterossexual entre os casos estudados em idosos, como também o grande número de casos com categorias de transmissão ignoradas. Tratando-se da morbidade hospitalar em 2008, 3,55% e 4,99% das internações de idosos pelo SUS, respectivamente no Brasil e em Minas Gerais, tiveram como causa básica a doença pelo HIV. Nesse contexto, a mortalidade hospitalar de idosos por doença pelo HIV, em 2008, foi igual a 18,42% para o Brasil e 18,81% para o estado de Minas Gerais. Conclusão: Conclui-se, portanto, que a epidemia de HIV/aids entre indivíduos com 60 anos ou mais apresenta movimento crescente das incidências, e caracteriza-se pela primazia da transmissão heterossexual, contribuindo para o processo de feminização da epidemia. 1. Carvalho, J. A. M. Crescimento populacional e estrutura demográfica no Brasil. Belo Horizonte: CEDEPLAR/FACE/UFMG, 2004. Texto para discussão n. 227. 2. Carvalho, J. A. M.; Garcia, R. A. O envelhecimento da população brasileira: um enfoque demográfico. Cadernos de Saúde Pública, v. 19, n. 3, p. 725-733, mai/jun 2003. 3. U.S. National Institute on Aging. National Institutes of Health. U.S. Department of Health and Human Services. Why Population Aging Matters. A Global Perspective. 2007. 4. KINSELLA, K.; PHILLIPS, D. R. Global Aging: The challenge of success. population bulletin. U.S. Population Reference Bureau, March 2005. v. 60, n. 1. 5. CUNHA, J. V. Q. da. Vulnerabilidade, gênero e HIV: um estudo sobre mulheres e homens heterossexuais, Brasil – 1998. 2006. 169f. Tese (Doutorado em Demografia) – Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, Universidade Federal de Minas Gerais, 2006. 6. LISBOA, M. E. S. A invisibilidade da população acima de 50 anos no contexto da epidemia de HIV/aids. 2006. Disponível em: . Acesso: nov. 2009. 7. GRANGEIRO, A. et al. 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3090 unicientifica v. 13 n. 1/2 (2011) Caracterização fenotípica e diversidade genética em subamostras de Caiaué (Elaeis oleifera) Sara de Almeida Rios;Raimundo Nonato Vieira da Cunha;Ricardo Lopes;Edson Barcelos;Paulo César Teixeira;Wanderlei Antônio Alves de Lima;Samuel Campos Abreu; Elaeis oleifera. Caiaué. Fenótipo. Diversidade genética. Objetivo: Avaliar características vegetativas de nove subamostras de caiaué de origem Coari, as quais constituem parte do Banco de Germoplasma de Caiaué da Embrapa Amazônia Ocidental. Metodologia: Avaliouse o comprimento da ráquis, o número de folíolos, o comprimento e largura de folíolo, comprimento do pecíolo e comprimento do estipe. Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva, adotando-se, ainda, a distância euclidiana média padronizada e o método UPGMA para agrupamento hierárquico das subamostras, além da análise de dispersão gráfica por componentes principais. Resultados e Conclusão: Os dados de dissimilaridade apontam a existência de variabilidade entre as subamostras, porém, é necessária a avaliação de produção para que o estudo possa orientar os programas de melhoramento genético da palma de óleo. 1. SANTOS, M.A.S. et al. O comportamento do mercado do óleo de palma no Brasil e na Amazônia. Estudos setoriais, 11. Belém, Pará, 1998. 27p. Disponível em: . Acesso em: 06 de dezembro de 2010. 2. FAOSTAT – Production/Crop Processed. 2008. Disponível em: . Acessado em: 10 de dezembro de 2010. 3. RAJANAIDU, N.; RAO, V.R. Managing Plant Genetic Diversity. IPGRI, 2002. Disponível em: . Acesso em: 11 de janeiro de 2011. 4. CORLEY, R.H.V.; TINKER, P.B. The oil palm. 4. ed. Blackwell Science Ltd. 2003. 562p. 5. CRUZ, C.D. Genes: Software for experimental statistics in genetics. Genetic and Molecular Biology, v. 21, p. 135-138, 1998. 6. KUSHAIRI, A. et al. Agronomic performance and genetic variability of dura x Pisifera PROGENIES. Journal of Oil Palm Research, v. IP, n.2, p. 1-24, 1999.
3091 unicientifica v. 13 n. 1/2 (2011) Avaliações anatômicas em caules de espécies de maracujazeiros utilizados como porta-enxertos na microenxertia Lorena Melo Vieira;Leonardo Monteiro Ribeiro;Wilson Vicente Souza Pereira;Maria Olívia Mercadante-Simões; Passiflora. Hipocótilo. Micropropagação. Introdução: A microenxertia é uma técnica que permite a eliminação de vírus em maracujazeiro e tem sido estudada visando à obtenção de combinações interespecíficas favoráveis entre copa e porta-enxerto. Objetivo: O objetivo desse trabalho foi descrever anatomicamente a região mediana do hipocótilo em plântulas de maracujazeiros das espécies Passiflora alata, P. cincinnata, P. edulis e P. setacea, no estádio de desenvolvimento em que são utilizadas como porta-enxertos na microenxertia. Metodologia: Plântulas com 5 a 7 cm de altura foram seccionadas transversalmente na região mediana do hipocótilo, sendo executados procedimentos usuais em anatomia vegetal. Resultados: As avaliações permitiram constatar que P. edulis possui menor quantidade de fibras floemáticas, enquanto que P. setacea possui cutícula mais espessa, córtex menos espesso, maior quantidade de fibras floemáticas e maior desenvolvimento secundário. Conclusão: A descrição anatômica forneceu subsídios para o entendimento do pegamento da microenxertia interespecífica evidenciando a inadequação do uso de P. setacea como porta-enxerto. 1. OLIVEIRA, J.C.; RUGGIERO, C. Espécies de Maracujá com potencial agronômico. In: FALEIRO, F.G. et al. (Org.). Maracujá: Germoplasma e melhoramento genético. Planaltina: Embrapa Cerrados, 2005. p. 141-158. 2. SANTOS FILHO, H.P. et al. Doenças do maracujazeiro. In: LIMA, A de A.; CUNHA, M.A.P. da (Org.). Maracujá: Produção e qualidade na passicultura. Cruz das Almas: Embrapa-Mandioca e Fruticultura, 2004. p. 241-280. 3. LARANJEIRA, F.F. Problemas e perspectivas da avaliação de doenças como suporte ao melhoramento do maracujazeiro. 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3092 unicientifica v. 13 n. 1/2 (2011) Análises parasitológicas de olerícolas produzidas no Norte de Minas Gerais Rafael Ramos Lages Bento;Lucinéia de Pinho;Rafael Jorge de Almeida Rodrigues;Dayane Sandrely Rodrigues Mesquita;Anna Christina de Almeida; Segurança alimentar. Olerícolas. Parasitas intestinais. Embora as hortaliças sejam amplamente comercializadas e consumidas no Brasil, a ingestão de verduras cruas constitui um importante meio de transmissão de parasitoses intestinais. Objetivo: O presente estudo teve por objetivo avaliar a presença de parasitas em olerícolas produzidas no Norte de Minas Gerais. Metodologia: Avaliaramse oito espécies de olerícolas (espinafre, couve, brócolis, cebolinha, chuchu, quiabo, tomate e pimentão), no período de novembro a dezembro de 2009. As hortaliças in natura foram lavadas e a água da lavagem analisada pelo método de sedimentação por 12 a 24 horas. Resultados: A análise parasitológica detectou parasitas intestinais em 100% das amostras analisadas. Observou-se a presença de cistos de Entamoeba coli, Entamoeba histolytica e Giardia lamblia, ovos de Ascaris lumbricoides e Ancilostomídeos, larvas de Strongyloides stercoralis, Ancilostomídeos e protozoários ciliados semelhantes à Balantidium coli. A maioria desses organismos é de importância para saúde pública por apresentarem patogenicidade ao homem. Conclusão: Esses resultados indicam que as olerícolas produzidas na região não apresentam padrão de qualidade higiênico-sanitária, o que salienta a necessidade de maior orientação aos produtores, manipuladores e consumidores quanto à correta manipulação e higienização das hortaliças, o que reduziria doenças parasitárias veiculadas por alimentos. 1. CDC. Centers for Disease Control and Prevention Summary of notifiable diseases—United States, 2004. MMWR, 2006. 2. ANDRADE, N. J. Higiene na Indústria de Alimentos. 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3093 unicientifica v. 12 n. 1/2 (2010) Atividades de extensão de um centro universitário em Goiás Cristiane Lopes Simão Lemos;Lúcia Coelho Garcia Pereira;Janaina da Camara Zambeli;Edileuza de Socorro Honório Caixeta; Extensão. Ensino superior. Educação. Pesquisa Este estudo analisou os rumos da extensão em uma instituição de ensino superior com intuito de resgatar o debate sobre a integração ensino/pesquisa/extensão. Realizou-se uma análise exploratória sobre as atividades de extensão no Centro Universitário de Anápolis-GO, UniEVANGÉLICA, por meio de uma investigação documental dos projetos e relatórios de extensão do ano de 2005. Constatou-se que a maioria das atividades de extensão foi: da área da saúde, eventos e com caráter extra-curricular. Ao invés da comunidade, os próprios acadêmicos foram o público alvo mais atingido. Em relação à integração ensino/pesquisa/ extensão, verificou-se indícios de associação entre ensino e extensão, principalmente nas atividades de caráter curricular. BEMVENUTI, V.L.S. Extensão universitária: momentos históricos de sua institucionalização. Vivências, Erexim. v.1, Ano1, n. 2, p. 8-17. Maio, 2006. Disponível em: < http://www.google.com.br/ search?hl=pt-BR&q=EXTENS%C3%83O+UNIVE RSIT%C3%81RIA%3A+MOMENTOS+HIST%C3 %93RICOS+DE+SUA+INSTITUCIONALIZA%C 3%87%C3%83O&btnG=Pesquisa+Google&meta> . Acesso em: 20 set. 2006. BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, n.248, 23 dez.1996. CASTRO, L. M. C. A universidade, a extensão universitária e a produção de conhecimentos emancipadores: ainda existem utopias realistas. 185f. 2004. Tese (Doutorado). Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Instituto de Medicina Social. 2004. ELPO, M. E. H. C. Avaliação da Extensão Universitária na Proposta do SINAES. Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária. Belo Horizonte – 12 a 15 de setembro de 2004. Disponível em < http://www.ufmg.br/congrext/Avalia/ Avalia1.pdf> FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS. Indissociabilidade ensino–pesquisa–extensão e a flexibilização curricular: uma visão da extensão / Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras. Porto Alegre: UFRGS; Brasília: MEC/Sesu, 2006. GURGEL, R. M. Extensão Universitária: comunicação ou domesticação? São Paulo: Cortez; Autores Associados, UFC, 1986. ______. Extensão Universitária: Extensão Universitária: organização e sistematização / Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras; organização: Edison José Corrêa. Coordenação Nacional do FORPROEX. - Belo Horizonte: Coopmed, 2007. A concepção de Extensão e Ação Comunitária em debate: Proposta de Documento Base do Fórum de Extensão das IES Comunitárias. 1999. Disponível em: www.uniso.br/forext/docs/cartas/doc_goiania. doc. Acesso em: 12 mai. 2010. SILVA, M.S., VASCONCELOS, S. Extensão Universitária e formação profissional: avaliação da experiência das ciências biológicas na Universidade Federal de Pernambuco. Estudos em avaliação educacional. v. 17, n. 33, p. 119-36, jan/abr. 2006. UNIEVANGÉLICA. Manual de normas e procedimentos de extensão e ação comunitária da UniEVANGÉLICA, 2007. Disponível em: . Acesso em: 20 maio 2006.
3094 unicientifica v. 12 n. 1/2 (2010) Efeito de Capraria biflora sobre a eclosão e mortalidade de juvenis de segundo estágio de Meloidogyne javanica in vitro Fabrício Eustáquio Lanza;Regina Cássia Ferreira Ribeiro;Sidnei Tavares dos Reis;Maria Aparecida Vilela de Resende Faria;Adelica Aparecida Xavier; Capraria biflora. Nematóides das galhas, Atividade nematicida. A eclosão e a mortalidade de juvenis de segundo estádio (J2) de Meloidogyne javanica foram avaliadas em extrato de folhas, caule e raiz de Capraria biflora com três diferentes métodos de preparação de extratos (infusão, pó dissolvido em água e trituração em liquidificador). Para o caule, o método mais eficiente na mortalidade do nematóide foi ‘pó+água’ e para raiz o método mais eficiente foi ‘trituração em liquidificador’. Para os três métodos avaliados, o material vegetal que proporcionou maior mortalidade foi a folha. Com relação ao teste de eclosão de juvenis de segundo estádio de M. javanica, verificou-se que, independentemente do método de extração, o órgão vegetal que proporcionou menor eclosão dos juvenis do nematóide, representado pela área abaixo da curva de progresso da eclosão, foi a folha, enquanto que, independentemente do órgão vegetal testado, o método de preparação do extrato ‘Infusão’ proporcionou eclosão significativamente menor que os demais métodos. AMARAL, D.R. et al. Efeito de alguns extratos vegetais na eclosão, mobilidade, mortalidade e patogenicidade de Meloidogyne exígua do cafeeiro. Nematologia Brasileira. Brasília, v. 26, n. 1, p. 43- 48, 2002. AQUINO, T.M.; LIMA, C.S. A.; ALBUQUERQUE, U.P.; AMORIM, E.L.C. Capraria biflora L. (Scrophulariaceae): uma revisão. Acta Farmacêutica Bonaerence, v. 25, n. 3, p. 460-467, 2003. BARRETO, C.S. Práticas em agricultura orgânica. 2 ed. São Paulo: Ícone, 1985. 200p. BARROS, R. F. X. 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3095 unicientifica v. 12 n. 1/2 (2010) Uma leitura sobre a perspectiva do cultivo consorciado Janini Tatiane Lima Souza Maia;Denilson de Oliveira Guilherme;Marney Aparecida de Oliveira Paulino;Flávia Silva Barbosa;Ernane Ronie Martins;Candido Alves da Costa; Sustentabilidade. Biodiversidade. Agricultura familiar. O uso do consórcio entre culturas é uma prática realizada há séculos, principalmente por pequenos agricultores em regiões tropicais. As recentes pesquisas auxiliam na divulgação das potencialidades desse sistema de cultivo, no que diz respeito à sustentabilidade da atividade na propriedade rural. Há um incremento na manutenção da biodiversidade, conservação do solo, ciclagem de nutrientes, controle de plantas espontâneas, manejo de pragas e doenças, além do aumento da produtividade. O presente estudo de caso tem como objetivo contribuir para a difusão do uso desta prática, para assim, auxiliar produtores rurais, pesquisadores e demais interessados sobre o uso dessa prática agroecológica ALTIERI, M.A. Traditional agriculture. In: ALTIERI, M.A. (ed). Agroecology: the science of sustainable agriculture. 2. ed. Bouder Cole: Westview Press, 1995. p. 107-144. ALTIERI, M.A.; NICHOLS, C. Agroecologia: teoria y aplicaciones para una agricultura sustentable. Alameda: Universidade da California, 1999. ARAGÃO, C.A. et al. Tricomas foliares associados à resistência ao ácaro rajado (Tetranychus urticae Koch.) em linhagens de tomateiro com alto teor de 2-tridecanona nos folíolos. Ciência & Agrotecnologia, v.24, edição especial, p.81-93, 2000. ARMANDO, S.M. Agrodiversidade: Ferramenta para uma agricultura sustentável. Brasília: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, n.75, 2002. (Documento 75) BETHLENFALVAY, G.J. et al. 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3096 unicientifica v. 12 n. 1/2 (2010) O primado do significante sobre o significado no sistema lacaniano João de Deus Leite; Significante, Significado, Letra e Inconsciente. Com base na elaboração de Lacan, constante do Seminário A instância da letra no inconsciente ou a razão desde Freud, escrito em 1957, justificamos o presente texto pela possibilidade de abordar a questão do inconsciente pela via da homologia com os mecanismos de funcionamento da linguagem. Para tanto, tivemos como objetivos: analisar e apresentar (de posse de algumas exemplificações tecidas por nós) os possíveis aspectos sobre as leis e as funções do significante, tomando como referência o fenômeno da metonímia e da metáfora. ALLOUCH, Jean. Letra a letra: transcrever, traduzir, transliterar. Trad. Dulce Duque Estrada. Rio de Janeiro: Campo Matêmico, 1995. ANDRÈS, M. O outro. In: KAUFMANN, Pierre. Dicionário enciclopédico de psicanálise: o legado de Freud e Lacan, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1996, p. 562. ANDRÈS, M. O Curso de Lingüística geral: uma releitura. In: Linguagem e Psicanálise, Lingüística e Inconsciente – Freud, Saussure, Pichon, Lacan. Trad. Lucy Magalhães. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. ARRIVÉ, Michel. Linguística e psicanálise: Freud, Saussure, Hjelmslev, Lacan e outros. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1999. BENVENISTE, E. Saussure após meio Século. In: Problemas de Lingüística Geral I. Campinas: Pontes, 1995. p. 34-49. DOR, J. Inconsciente. In: KAUFMANN, Pierre. Dicionário enciclopédico de psicanálise: o legado de Freud e Lacan, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1996, p. 267. FRANÇA, Júnia Lessa. Manual para normatização de publicações técnico-científicas. 8. ed. Belo Horizonte, Ed. UFMG, 2007. FREIRE COSTA, Jurandir. Psicanálise e contexto cultural, Rio de Janeiro, Campus, 1989. HEIDEGGER, Martin. Le príncipe d`identité. In: SOUZA, Octávio. Fantasia de Brasil: as identificações na busca da identidade nacional. São Paulo: Escuta, 1994. KAHLMEYER-MERTENS, Roberto S. Sobre a identidade e a diferença em Heidegger. Disponível em http://www.consciencia.org/heidegger_identidaderoberto.shtml. Acessado no dia 13 de agosto de 2008. LACAN, Jacques. A instância da letra no inconsciente ou a razão desde de Freud. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. LACAN, Jacques. A Identificação. Trad. Ivan Corrêa e Marcos Bagno. Recife: Centro de Estudos Freudianos do Recife, 2003. LEITE, N. V. A. Sobre a singularidade. In: Cadernos de Estudos Lingüísticos. v. 38. Campinas: IEL, 2000. p. 39-50. RIOLFI, Cláudia. A Transferência. In: O discurso que sustenta a prática pedagógica: formação de professor de Língua Materna (Tese de Doutorado). UNICAMP, 1999. SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de Lingüística Geral. Organizado por Charles Bally e Albert Sechehaye com a colaboração de Albert Riedlinger. São Paulo: Cultrix, 2006. SOUZA, Octávio. Fantasia de Brasil: as identificações na busca da identidade nacional. São Paulo: Escuta, 1994.
3097 unicientifica v. 12 n. 1/2 (2010) História da construção do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Montes Claros Maria Aparecida Vieira;Daniele Durães Noronha;Ludmila Martins Ferraz; Construção. História. Enfermagem. Trata-se de um estudo descritivo, documental, com abordagem qualitativa que objetiva descrever a história da construção do Curso de Enfermagem da Unimontes, em Montes Claros - Minas Gerais, ocorrida em 1996. Os sujeitos desta pesquisa foram seis profissionais que vivenciaram essa construção. O instrumento de coleta de dados foi a entrevista semiestruturada e o tratamento dos dados por meio da técnica de análise do discurso. Resultados revelaram que o curso foi implantado graças ao esforço coletivo de uma Comissão que se propôs a construir um projeto visando à formação de profissionais empenhados na valorização da ética e da ciência. Espera-se que este artigo possa contribuir para o reconhecimento e valorização dos precursores desta história e para o fortalecimento da profissão como prática social em Montes Claros e no Brasil. BAUER, M.; GASKELL, G. Pesquisa qualitativa como texto, imagem e som: um manual prático. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2004. 516 p. BATISTA, N. et al. Enfoque Problematizador na Formação de Profissionais da Saúde. Revista Saúde Pública, São Paulo, v. 39, n. 2, p. 231-237, abr. 2005. BRASIL, Ministério da Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento de Recursos Humanos para o SUS. Capacitação pedagógica para instrutor- -supervisor: área da saúde.Brasília: Ministério da Saúde, 1994. 60 p. CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO. Câmara de Ensino. Examina a proposta de criação dos Cursos de Enfermagem e Obstetrícia, Educação Física e Odontologia em Montes Claros. Parecer n. 024, de 16 de agosto de 1994. Lex: UNIMONTES, Montes Claros – MG. CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Aprova a implantação dos Cursos de Odontologia, Enfermagem e Obstetrícia e de Educação Física em Montes Claros. Resolução n. 010, de 1º de setembro de 1994. Lex: UNIMONTES, Montes Claros – MG. CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Criação dos Cursos de Enfermagem e Obstetrícia, Educação Física e Odontologia em Montes Claros – MG. Parecer (s/n.), de 31 de agosto de 1994. Relator: Conselheiro Sebastião José Vieira Filho. Lex: UNIMONTES, Montes Claros – MG. CHIRELLI, M. Q. O processo de formação do enfermeiro crítico-reflexivo na visão dos alunos do curso de enfermagem da FANEMA. 2002. 281 f. Tese (Doutorado em Enfermagem) - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, São Paulo. Disponível em: . Acesso em: 13 junho 2008. FREIRE, R. P. et al. Currículo Integrado da Faculdade de Enfermagem UERJ: uma reflexão sobre a Formação de Recursos Humanos para o SUS. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 56, n. 4, p. 381-384, jul./ago., 2003. FURTADO, A. 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Reconhece os cursos superiores de formação específica seqüencial em contabilidade gerencial, de sistemas de informação e de enfermagem, oferecidos pela Universidade Estadual de Montes Claros- UNIMONTES, em Montes Claros. Diário do Executivo, Legislativo e Publicações de Terceiros, Belo Horizonte, p. 2, 26 out. 2005. ______. Decreto de 17 de dezembro de 2007. Renova o reconhecimento do curso superior de Enfermagem, ministrado pela Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, em sua sede. Diário do Executivo, Legislativo e Publicações de Terceiros, Belo Horizonte, p. 2, 18 dez. 2007. MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 10 ed. São Paulo: Hucitec, 2007. 406 p. NIETSCHE, E. A. As teorias da educação e o ensino de enfermagem no Brasil. In: SAUPE R. (Org.). Educação em Enfermagem: da realidade construída à possibilidade em construção. Florianópolis: Editora da UFSC, 1998. cap. 4, p. 119-162. (Série Enfermagem – Repensul). 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3098 unicientifica v. 12 n. 1/2 (2010) A Fonoaudiologia no curso de Pedagogia: percepções dos estudantes Mirna Rossi Barbosa;Luiza Augusta Rosa Rossi Barbosa;Cristina Sampaio; Pedagogia. Fonoaudiologia. Educação. Este estudo teve como objetivo verificar o conhecimento que os estudantes de Pedagogia da Unimontes possuem sobre a Fonoaudiologia e a relação com a sua futura profissão. A pesquisa foi realizada com estudantes do 7º período, no primeiro semestre letivo de 2007. O instrumento para coleta dos dados foi uma entrevista estruturada com seis questões abertas. Os resultados foram submetidos a uma análise dessas entrevistas. Os estudantes de Pedagogia veem o fonoaudiólogo como um profissional que tem muito a contribuir com a educação, mas ainda sem uma noção muito clara do que exatamente o fonoaudiólogo pode fazer. BRASIL. Lei Nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. Estatuto do Idoso. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. BRASIL, C. C. P; CHIARI, B. M. Integrando fonoaudiologia e escola: uma proposta para prevenção do distúrbio de leitura e escrita. Fono Atual. São Paulo, v.36, n.9, p. 35-43, 2006. CAPELLINI, S. A. Fonoaudiologia e leitura e escrita: uma atuação por ser redescoberta. Rev. CEFAC. São Paulo, v.9, n.4 0-0, editorial II, out./dez., 2007. CAVALHEIRO, M. T. P. Trajetória e possibilidades de atuação do fonoaudiólogo na escola. In: LAGROTTA, M. G. M.; CÉSAR, C. P. H. A. R. A Fonoaudiologia nas instituições. São Paulo: Lovise, p. 81-88, 1997. COLLUCCI, C. Cresce a inclusão escolar de deficientes. (n.d.) Disponível em Acesso em: 25 jul. 2006. Conselho Federal de Fonoaudiologia. Áreas de competência do fonoaudiólogo no Brasil. 2007, março. 8º Colegiado. Gestão 2004/2007. CONSELHO REGIONAL DE FONOAUDIOLOGIA - 2ª região S.P. História da fonoaudiologia. Disponível em Acesso em: 17 out. 2007. KNOBEL, K. A. B. Fonoaudiologia. (n.d.) Disponível em Acesso em: 24 out. 2007. LIMISSURI, R. C. A. Fonoaudiologia e educação: um diálogo que deve existir. Pedagogo Brasil. 2007. Disponível em: Acesso em: 24 out. 2007. MINAYO, M. C. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 9. ed. São Paulo: Hucitec, 2006, 406p. MINAYO, M. C. S.(org.); DESLANDES, S. F.; CRUZ NETO, O.; GOMES, R. Pesquisa social, teoria, método e criatividade. 19. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2001, p.21-22. MORAIS, K. W. Repensar sobre o papel do fonoaudiólogo no âmbito escolar. 2001. Disponível em: Acesso em: 25 ago. 2006. OLIVEIRA, S. L. Tratado de metodologia científica: projetos de pesquisas, TGI, TCC, monografias, dissertações e teses. São Paulo: Pioneira, 1998, 320p. PACHECO, E. C. F. C., CARAÇA, E. B. Fonoaudiologia escolar. In: FERREIRA, L. P. et al. Temas de fonoaudiologia. São Paulo: Loyola, 1993, p. 201- 209. PAIXÃO, E. C. et al. Magistério, pedagogia e fonoaudiologia: uma integração premente. In: LAGROTTA, M. G. M.; CÉSAR, C. P.H.A.R. A fonoaudiologia nas instituições. São Paulo: Lovise, 1997, p 89-92. RAMOS, A. S.; ALVES, L. M. A fonoaudiologia na relação entre escolas regulares de ensino fundamental e escolas de educação especial no processo de inclusão. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v.14, n.2, p. 235-250, mai/ago 2008. ROGERSON, J.; DODD, B. Is there an effect of dysphonic teachers’ voices on children’s processing of spoken language? Journal of Voice, v. 19, n. 1, p.47- 60, 2005. ROSSI-BARBOSA, L. A.R.; BARBOSA, M. R. Comparação dos sintomas vocais do professor de uma escola municipal e uma escola estadual na cidade de Montes Claros – MG. In: XIV CONGRESSO BRASILEIRO DE FONOAUDIOLOGIA, 2006, Salvador. Rev. Soc. Bras. Fonoaudiol. - Suplemento especial. São Paulo, 2006. ROY, N.; MERRILL, R. M.; THIBEAULT, S.; GRAY, S. D.; SMITH, E. M. Voice disorders in teachers and the general population: effects on work performance, attendance, and future career choices. J Speech Lang Hear Res. v. 47, n. 3, p. 542-551, 2004. RIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1994, pp.128-129. ZORZI, J. L. Possibilidades de trabalho do fonoaudiólogo no âmbito escolar-educacional. Jornal do Conselho Federal de Fonoaudiologia. Brasília, ano IV, n. 2, 14-17, julho, 1999. ________________. Aprendizagem e distúrbios da linguagem escrita: questões clínicas e educacionais. Porto Alegre: Artmed, 2003. ________________. Linguagem escrita e Inclusão. In: XIV CONGRESSO BRASILEIRO DE FONOAUDIOLOGIA, 2006, Salvador. Rev. Soc. Bras. Fonoaudiol. - Suplemento especial. São Paulo, 2006, p.85.
3099 unicientifica v. 12 n. 1/2 (2010) Mídia, ética e propaganda política: uma análise da propaganda eleitoral das eleições de 2006 César Henrique de Queiroz Porto;Karine Rodrigues Dias; mídia, ética, propaganda eleitoral, eleições. O desenvolvimento dos meios de comunicação modificou substancialmente todo ambiente político. Apesar de seu impacto permanente no exercício político, é no período de disputa, ou seja, nas eleições que melhor se constata esta afirmação. Em virtude da crescente diversidade da sociedade contemporânea, o marketing, o discurso, a propaganda passam a ser trabalhados com intensidade, com a finalidade de persuasão. É neste espaço que se julga relevante e até mesmo imprescindível a discussão sobre a presença de uma ética na propaganda política, principalmente quando se tem como ponto de partida um novo tipo de política que se abre com a expansão da mídia, a política midiática. ANSART, Pierre. Mal-estar ou fim dos amores políticos? In: História & Perspectivas. Uberlândia: UFU, jun. 2002. ARENDT, Hannah. A condição Humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1999. BALANDIER, Georges. O Poder em Cena, Brasília: UnB, 1982. BRASIL. Legislação eleitoral: Lei n° 9.504 de 30 de setembro de 1997. Brasília: Câmara dos Deputados/ Coordenação de Publicações, 2006. (Legislação, 20) GOMES, Wilson da Silva. Propaganda política, ética e democracia. In: MATOS, H. (Org.) Mídia, eleições e democracia. São Paulo: Scritta, 1994. Disponível em: . Acesso em: 10 de out. 2007. ________. Estratégia Retórica e Ética da Argumentação Na Propaganda Política. In: BRAGA, J. L. BRASIL (org.). Comunicação, cultura e política. Rio de Janeiro, 1994. Disponível em: . Acesso: 08 de set. 2007. LIMA, Venício Artur de. A mídia nas eleições de 2006. Rio de Janeiro: Perseu Abramo, 2007. MIGUEL, Luis Felipe. Mito e discurso político: uma análise a partir da campanha eleitoral brasileira de 1994. Campinas, SP: Unicamp, 2000. (Pesquisa) SÁNCHEZ VÁZQUEZ, Adolfo. Ética. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. Veja. 1971 ed. São Paulo: Abril, n.34, p.56-64, 30 de agos. 2006.
3100 unicientifica v. 12 n. 1/2 (2010) Avaliação de actinomicetos com potencial para promoção de crescimento em plântulas Wianey Basílio Batista;Sérgio Avelino Mota Nobre;Patrícia Bernardes Nobre;Bruno Henrique A. Fernandes;Helder Andrey Rocha Gomes;Raíssa Marques Aguiar;Geraldo Aclécio Melo;Guilherme Victor Nippes Pereira; Lycopersicon esculentum. Tomate. Actinomicetos. PGPR. Rizobactérias. A cultura do tomateiro ocupa lugar de destaque no Brasil sendo a hortaliça mais consumida no país. Actinomicetos são bactérias com expressiva produção de metabólitos secundários de grande importância fitopatológica e farmacológica, com destaque para o gênero Streptomyces. Sementes de tomateiro do grupo Salada e Santa Cruz foram microbiolizadas com quatro isolados de actinomicetos, germinadas e as plântulas avaliadas durante 15 dias. Para as variáveis, comprimento da parte aérea, diâmetro do coleto e área abaixo da curva de crescimento (AACC), houve diferença estatística significativa entre os cultivares, contudo não foi significativa para os efeitos de isolado e da interação cultivar - isolado de actinomiceto (p≤0,05). A maior expressão de crescimento foi observada em plantas do cultivar Salada, sendo que o isolado I4 proporcionou os maiores índices de promoção de crescimento (IPC) (48,8%), seguido pelo I2 (44,3%) e I1 (43,4%). No cultivar Santa Cruz o maior IPC foi observado com o isolado I4 (41,1%). ARAÚJO, P. W. Aspectos Nutricionais da cultura do tomateiro. Trabalho apresentado no Seminário de Atualização Cadeia Produtiva do Tomate /03/2004 e 01/04/2004. Mogi- Guaçu, São Paulo. p. Disponível em: . Acesso em: 07 ago. ATLAS, R.M.; BARTHA, R. Microbial Ecology : Fundamentals and Applications. Menlo Park: Addison Wesley Longman, 1998. 694 p. ASGHAR, H. N.; ZAHIR, Z.A.; ARSHAD, M.; KHALIQ, A. 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3101 unicientifica v. 12 n. 1/2 (2010) Papilomavírus humano e carcinogênese: uma abordagem molecular da oncogênese viral Carlos Alberto de Carvalho Fraga;Marcos Vinícius Macedo de Oliveira;Amanda Cardoso de Oliveira Silveira;Ludmilla Regina de Souza;Agostinho Gonçalves Viana;Alfredo Maurício Batista De-Paula;André Luiz Sena Guimarães; HPV. Ciclo celular. Carcinogênese. Carcinoma de células escamosas A infecção pelo Papilomavirus Humano - HPV, do inglês “Human Papillomavirus” inicia-se quando as partículas virais penetram no núcleo das células epiteliais da camada basal de epitélios de revestimento, cujos queratinócitos em diferenciação replicam e transcrevem apenas genes precoces. O aumento da replicação, da transcrição e formação do capsídeo viral ocorrem apenas em células localizadas nas camadas mais superficiais do epitélio. Quando as oncoproteínas E6 e E7 do HPV de alto risco são co-expressadas, há um efeito adicional nas anormalidades centrossômicas e divisões celulares, com participando do processo de inativação de genes supressores de tumor. Entretanto, somente as oncoproteínas E6 e E7 não são suficientes para promoverem a transformação maligna de células humanas. Embora a relação entre Carcinoma de Células Escamosas Bucal (CCEB) e o HPV, ainda não seja bem definida, evidências recentes indicam o HPV na participação da etiologia desta lesão. Akanuma, D. et al. Inactivation patterns of the p16 (INK4a) gene in oral squamous cell carcinoma cell lines. Oral Oncol., v. 35, n. 5, p. 476-83, Sept. 1999. Akrish, S.; Buchner, A.; Dayan, D. Oral cancer: diagnostic options as an aid to histology in order to predict patients at high risk for malignant transformation. Refuat. Hapeh. Vehashinayim., v. 21, n. 4, p.6-15, Oct. 2004. Bernard, H.U. 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3102 unicientifica v. 12 n. 1/2 (2010) O Império e o Renascimento Carolíngio: uma abordagem Fábio Antunes Vieira; Medievo. Cultura. Cristianismo. Educação. Renascimento. Entre os séculos VIII e IX, o franco Carlos Magno, principal figura da estirpe Carolíngia, constituiu o maior império cristão do ocidente europeu durante a Alta Idade Média. Dentre seus feitos, além das contribuições para a emergência do feudalismo, empreendeu esforços para reverter parte do processo de degradação da cultura grego-romana que marcou o referido período histórico, consequência das sucessivas ondas de invasões dos povos que, outrora, foram caracterizados pelos romanos como bárbaros. Nesse sentido, o intento deste artigo é ater-se a alguns aspectos da apropriação e fusão cultural promovida na ocasião, uma vez que seus resultados derivaram o que alguns estudiosos concebem como Renascimento Carolíngio. BARK, Willian Carroll. Origens da Idade Média. 4. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1980. BLOCH, Marc. Apologia da História ou o Ofício de Historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002. BLOCH, Marc. Os Reis Taumaturgos. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. BURNS, Edward McNall. História da Civilização Ocidental. Porto Alegre: Globo, 1985, v. I. FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Idade Média: Nascimento do Ocidente. 2ed. São Paulo: Brasiliense, 2002. FRANCO JÚNIOR, Hilário. Feudalismo. Uma Sociedade Religiosa, Guerreira e Camponesa. São Paulo: Moderna, 1999. GANSHOF, F. L. Que é o Feudalismo. 4. ed. São Paulo: Publicações Europa – América, 1976. GARIN, Eugênio. Ciência e Vida Civil no Renascimento Italiano. São Paulo: Unesp, 1996. KOSMINSKY, Eugenii A. História da Idade Média. São Paulo: Centro do Livro Brasileiro, 1990. LE GOFF, Jacques. Os Intelectuais na Idade Média. Rio de janeiro: José Olympio, 1989. MARVIN, Perry. Civilização Ocidental. São Paulo: Martins Fontes, 1981. MARX, Karl. O 18 de Brumário. Rio de Janeiro: paz e Terra, 1978. MELLO, José Roberto. O Império de Carlos Magno. São Paulo: Ática, 1990. MENDONÇA, Sonia Regina de. O Mundo Carolíngio. São Paulo: Brasiliense, 1985. RODRIGUES, Antônio Edmilson M.; FALCON, Francisco José Calazans. Tempos Modernos: Ensaios de História Cultural. São Paulo: Civilização Brasileira, 2000. SAVELLE, Max (Org.). História da Civilização Mundial. 3ed. São Paulo: Lisa, 1971, v. II. SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. 3ed. São Paulo: Atual, 1985. SICHEL, Edith. O Renascimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1980.
3103 unicientifica v. 12 n. 1/2 (2010) O desempenho do Brasil no mercado internacional de pedras preciosas Hilton Manoel Dias Ribeiro;Orlando Monteiro da Silva; Comércio Internacional. Competitividade. Pedras Preciosas. Este trabalho analisa a inserção brasileira no mercado internacional de pedras preciosas, um setor de grande importância para o país, embora ainda pouco estudado. A metodologia escolhida consiste no cálculo de alguns indicadores de competitividade internacional, e no entendimento de quais são os efeitos responsáveis pelo desempenho apresentado. Os resultados encontrados confirmam o potencial do setor, em termos de vantagens comparativas no mercado internacional, e os efeitos observados na decomposição das exportações estão ligados, basicamente, à dinâmica dos principais mercados de destino e também ao crescimento do comércio mundial. Destaca-se, adicionalmente, que apesar da alta informalidade no setor, observa-se recente esforço de reorganização da atividade. BALASSA, B. A. Comparative advantage, trade policy and ecomomic development. New York: New York University, 1989. CARVALHO, F. M. A. O Método Constant Market Share. In: SANTOS, M. L.; VIEIRA, W. C. Métodos Quantitativos em Economia. Viçosa: Editora UFV, p. 225, 2003. HIDALGO, A. B.; MOTA, D. F. P. G. Exportações do estado de Pernambuco: concentração, mudanças na estrutura e perspectivas. In: Congresso Brasileiro de Economistas 15, Brasília: Anais, 2003. LAFAY, G. Le Mesure des Avantages Comparatifs Reveles. Economie Prospective Internationale, v. 1, n. 41, p. 27-43, 1990. UNITED NATIONS COMMODITY TRADE. UNcomtrade - Dados Gerais Disponível em Acesso em: 17 out. 2007. VICENTE, J. R. Competitividade do agronegócio brasileiro, 1997-2003. São Paulo, v. 52, n. 1, p. 5-19, jan./jun. 2005.
3104 unicientifica v. 11 n. 1/2 (2009) Projeto de viabilidade: a importância da avaliação de projetos florestais para produtores rurais Antonio Genilton Sant´Anna;Marcelino Serretti Leonel; Processo decisório. Planejamento. Análise econômico-financeira. : Contribuir para o processo de tomada de decisão dos produtores rurais que têm a intenção de investir em projetos florestais é o objetivo geral que levou à elaboração deste trabalho. Neste sentido, é feita, inicialmente, uma breve apresentação do cenário econômico que pode levar os produtores rurais a se interessarem pela atividade, especialmente aquelas com vistas a atender à indústria de celulose. Em seguida, é feita uma sucinta explanação sobre o processo de planejamento e sua importância, bem como as premissas básicas para a elaboração de um projeto de viabilidade econômico-financeira. A avaliação econômico-financeira de um investimento requer a utilização de critérios e técnicas de análise que, de modo geral, faz a comparação entre os custos e as receitas envolvidas no respectivo projeto, possibilitando, assim, decidir se o mesmo deve ou não ser implementado. BRACELPA - Associação Brasileira de Celulose e Papel. Desempenho do Setor. São Paulo. Disponível em: . Acesso em: 10 jun. 2008. BUARQUE, Cristovam. Avaliação Econômica de Projetos: uma apresentação didática. 21. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 1984.Cultivo de florestas promove ganho social. R. Eletrônica Celuloseonline Disponível em: . Acesso em: 18 maio 2005. DAMODARAM, Aswath. Avaliação de investimentos: ferramentas e técnicas para a determinação do valor de qualquer ativo. 5. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1997. FERREIRA, Thais Cunha. Análise econômica de plantios de eucalipto para a produção de celulose. 2001. 109 f. Tese (Mestrado em Engenharia Florestal) – Universidade Federal de Lavras - UFLA, Lavras, 2001. HIRSCHFELD, Henrique. Engenharia econômica e análise de custos: aplicações práticas para economistas, engenheiros, analistas de investimentos e administradores. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2000. LEONEL, Marcelino Serretti. Avaliação econômica do plantio de eucalipto no Extremo Sul da Bahia através do Programa de Fomento Florestal Privado. 128f. Dissertação (Mestrado) Universidade Cândido Mendes. Rio de Janeiro, 2007. MOTTA, Regis da Rocha; CALÔBA, Guilherme Marques. Análise de investimentos: Tomada de decisão em projetos industriais. São Paulo: Atlas, 2002. OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Planejamento Estratégico - conceitos, metodologia, práticas. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1991. PAVANI, Claudia; DEUTSCHER, José Arnaldo; LÓPEZ, Santiago Maya. Plano de negócios: planejando o sucesso de seu empreendimento. Rio de janeiro: Lexikon Informática, 1997. REZENDE, G. C.; FONSECA, E. P. Implantação da cultura do eucalipto. In: Informe Agropecuário, v. 12, n. 141, p. 2024, 2004, 1986. REZENDE, José L. Pereira; OLIVEIRA, Antônio Donizette. Análise Econômica e social de projetos florestais. Viçosa: UFV, 2001. REZENDE, J. L. P.; SILVA, M. L. Elaboração e avaliação de um projeto de produção de madeira de Pinus sp. na Região de Ubá. Viçosa, MG: SIF, 1997. 61 p.: il. (Documento SIF, 15). SANT´ANNA, Antonio G. O papel do cluster madeireiro no desenvolvimento do extremo sul da Bahia. 80f. Dissertação (Mestrado) Universidade Cândido Mendes. Rio de Janeiro, 2007. SELING, Irene. Economia Florestal: gestão empresarial. Apostila. Santa Maria: Universidade de Santa Maria – Centro de ciências naturais – Departamento de Ciências Florestais. 2001. Disponível em: . Acesso em: 20 maio de 2005. SILVA, Márcio Lopes da; JACOVINE, Laércio Antonio Gonçalves; VALVERDE, Sebastião Renato. Economia Florestal. 2. ed. Viçosa: UFV, 2005. VALVERDE, Sebastião Renato; SOUZA, Agostinho Lopes de; FONTES, Alessandro Albino; SILVA, Márcio Lopes da. Análise da atividade florestal no município de Viçosa-MG. Revista Árvore, Viçosa, v.27, n.4, p.517-525, 2003. WOILER, Sansão. Projetos: planejamento, elaboração, análise. São Paulo: Atlas, 1996.
3105 unicientifica v. 11 n. 1/2 (2009) O desafio da conservação de manguezais em áreas urbanas: identificação e análise de conflitos socioambientais no Manguezal do Pina – Recife – PE – Brasil. Maurício Alves da Motta Sobrinho;Aline Clemente de Andrade; Sociedade. Natureza. Manguezal. Preservação Ecológica. Áreas Urbanas. Qualidade Ambiental. O presente estudo discute os problemas relacionados à gestão de áreas verdes em ambientes urbanos, tendo como enfoque a ocorrência de conflitos ambientais correlatos. Assim, este artigo busca apresentar os desafios da conservação de manguezais, principalmente em áreas urbanas. O manguezal é considerado um ecossistema costeiro de transição entre os ambientes terrestre e marinho, típico de regiões tropicais e subtropicais. No Brasil, a preservação dos manguezais tem ampla previsão legal. A legislação ambiental brasileira é considerada mundialmente como complexa e severa. Ainda assim, encontramos hoje no país um cenário em desacordo com as regulamentações vigentes e muitos são os impactos que este ecossistema tem sofrido. É neste contexto que foi realizada a identificação de conflitos socioambientais na área adjacente ao Manguezal do Pina (Recife/PE). Esta área foi escolhida por sua relevância ecológica e socioeconômica, visto que está inserida em área nobre da cidade. Falar em medidas para a melhoria da qualidade ambiental destes ecossistemas significa abordar os diferentes aspectos político-institucionais, econômicos, socioculturais e tecnológicos que têm impactos nesses ambientes. ACSELRAD, H. Ambientalização das lutas sociais – o caso do movimento. Estudos Avançados, v. 24, n. 68, p. 103-119, 2010. ACSERLAD, H. Discursos da sustentabilidade urbana. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, n. 1, p. 79-90, 1999. ALFONSIN, B. M. Direito à moradia: instrumentos e experiências de regularização fundiária nas cidades brasileiras. 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3106 unicientifica v. 11 n. 1/2 (2009) Determinação do tempo de centrifugação de repolho minimamente processado em dois tipos de centrífugas Danielle Fabíola Pereira da Silva;Rogério Lellis Barbosa;Aline Rocha;Gisele Polete Mizobutsi;Rosana Gonçalves Pires Matias; Repolho. Processamento mínimo. Centrifugação. No presente trabalho, determinou-se o tempo de centrifugação de repolho minimamente processado, em uma centrífuga doméstica com força centrífuga máxima de 800 g e uma industrial com força centrífuga máxima de 650 g. Os resultados mostraram que na centrifuga doméstica, com uma massa de 1,5 kg, tempos de 10 - 12 min foram suficientes para retirar o excesso de água proveniente das etapas de sanitização e enxágue; tempos inferiores (1 a 2 minutos) foram suficientes para retirada de cerca de 98% da água aderida. Com a centrífuga industrial, o tempo necessário para se retirar em torno de 97% da água aderida foi de 10 minutos, para uma massa de 3 kg. BOLIN, H. R.; HUXSOLL, C.C. Control of minimally processed Carrot (Daucus carota) surface discoloration caused by abrasion peeling. Journal of Food Science, v. 56, n.2, p. 416-418, 1991. CAMARGO, G. A. Perdas pós-colheita de frutas e verduras frescas. AGRIANUAL: Anuário Estatístico da Agricultura Brasileira. São Paulo: FNP Consultoria e Comércio, 2003. 526 p. BURNS, J. L. Lightly processed fruits and vegetables: Introduction to the Colloquium. Hort Science, v. 30, n. 1, p.14-17, 1995 DAREZZO, H. M. Processamento mínimo de alface (Lactuca sativa L.). In: PUSCHMANN, R. (Ed). II Encontro Nacional Sobre Processamento Mínimo de Frutos e Hortaliças: Palestras. Viçosa: UFV, p. 38-45, 2000. FILGUEIRA, F. A. R. Novo Manual de Olericultura: agrotecnologia moderna na produção e comercialização de hortaliças. 2. ed. – Viçosa : UFV, 2003. IFPA. Fresh-cut produce handling guidelines. Produce Marketing Association. Newark, 1999. MORETTI, C.L. Processamento Mínimo de Mandioquinha, Salsa e Pimentão. In: PUSCHMANN, R. (Ed.). II Encontro Nacional Sobre Processamento Mínimo de Frutas e Hortaliças: Palestras. Viçosa: UFV, p. 132-139. 2000. ROLLE, R.; CHISM, G.W. Physiological consequences of minimally processed fruits and vegetables. Journal Food Quality, v. 43, p. 274-276. 1987. SILVA, E.O. Fisiologia pós-colheita de repolho (Brassica oleracea cv. capitata) Minimamente processado, 2000. 97 f. Dissertação (Doutorado em Fisiologia Vegetal). Universidade Federal de Viçosa, 2000. SILVA, E. O. et al. Tecnologia de processamento mínimo de repolho. Disponível em: Acesso em: 27 abr. 2008. VILELA, N. J.; MACEDO, M.M.C. Fluxo de poder no agronegócio: o caso das hortaliças. Horticultura brasileira. v.18, n. 2, p. 88-94, 2000.
3107 unicientifica v. 11 n. 1/2 (2009) Perfil de mortalidade na região norte de Minas Gerais: 1997, 2001 e 2005 Maria Ivanilde Pereira Santos;Antônio Gonçalves Maciel;Andrea Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Elizabeth Ferreira de Pádua Melo Franco;Anderson Antônio de Faria;Mara Lúcia Fernandes do Vale;Raquel Conceição Ferreira;Joao Felicio Rodrigues Neto; Mortalidade. Registros de Mortalidade. Saúde Pública. Investigou-se a mortalidade no norte de Minas Gerais com base nos dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade, segundo principais grupos de causas, faixa etária e sexo, nos anos de 1997, 2001 e 2005. Nesses anos, as doenças do aparelho circulatório foram a principal causa de óbito, seguidas das neoplasias e das causas externas. Aproximadamente, 30% das causas foram “mal-definidas”. Entre as crianças, as principais causas foram as afecções perinatais, nos indivíduos de 15 a 54 anos as causas externas e naqueles com mais de 54 anos de idade prevaleceram as doenças do aparelho circulatório. Verificou-se maior mortalidade masculina. Os óbitos por causas externas foram mais freqüentes entre os homens. BARRETO, M.L.; CARMO, E.H. Padrões de adoecimento e de morte da população brasileira: os renovados desafios para o Sistema Único de Saúde. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.12, p.1779-90, 2007. BRASIL. Ministério da Saúde. Doenças infecciosas e parasitárias. 7 ed. Brasília: Ministério da Saúde. 1998. 374p. CARMO, E.H.; BARRETO, M.L.; SILVA JÚNIOR, J.B. Mudanças nos padrões de morbimortalidade da população brasileira: os desafios para um novo século. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, v.12, n.2, p.63-75, jun. 2003. CAVALINI, L.T.; LEON, A.C.M.P. Correção de subregistros de óbitos e proporção de internações por causas mal definidas. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v.41, n.1, p.85-93, 2007. DADOS, 1985. Mortalidade por causas externas no Brasil – 1980 apud LIMA, M. L.; XIMENES, R. Violência e morte: diferenciais de mortalidade por causas externas no espaço urbano do Recife, 1991. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 14, n. 4, p. 829-840, out./dez. 1998. INCA. Atlas de mortalidade por câncer. Disponível em: http://mortalidade.inca.gov.br/prepararModelo00.action. Acesso em: 20 jan. 2008. LAURENTI, R. A análise da mortalidade por causas básica e por causas múltiplas. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v.8, n.4, p. 421-35, out./dez. 1974. LAURENTI, R.; BUCHALLA, C.M. A elaboração de estatísticas de mortalidade segundo causas múltiplas. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v.3, n.1-3, p. 21-28, dez. 2000. LAURENTI, R.; MELLO-JORGE, M.H.P.; GOTLIED, S.L.D. A Confiabilidade dos dados de mortalidade e morbidade por doenças crônicas não transmissíveis. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 9, n.4, p. 909-20, 2004. LAURENTI, R.; MELLO-JORGE, M.H.P.; GOTLIEB, S.L.D. Perfil epidemiológico da morbi-mortalidade masculina. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.10, n.1, p. 35-46, 2005. LIMA-COSTA, M. F. F. et al. Diagnóstico da situação da saúde da população idosa brasileira: um estudo da mortalidade e das internações hospitalares. Informe Epidemiológico do SUS. v. 9, n. 1, p. 23-41, 2000. LIMA, M. L.; XIMENES, R. Violência e morte: diferenciais de mortalidade por causas externas no espaço urbano do Recife, 1991. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 14, n. 4, p. 829-840, out./dez. 1998. MELLO-JORGE, M.H.P.; LAURENTI, R. Apresentação. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v.31; n.4, p.1-4, ago. 1997. MELLO-JORGE, M.H.P.; GAWRYSZEWSKI, V.P.; LATORRE, M.R.D.O. Análise dos dados de mortalidade. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v.31, n.4, p. 5-25, ago. 1997. PAES, N.A. Avaliação da cobertura dos registros de óbito dos estados brasileiros em 2000. Revista Saúde Pública, São Paulo, v.39, n.6, p.882-90, dez. 2005. REZENDE, E.M.; SAMPAIO, I.B.M.; ISHITANI, L.H. Causas múltiplas de morte por doenças crônico-degenerativas: uma análise multidimensional. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.20, n.5, p.1223-1231, 2004. SOUZA, E. R. Homicídios no Brasil: o grande vilão da saúde pública na década de 80. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 10, suppl. 1, p. 45-60, 1994. TEIXEIRA, M. G. et al. Mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias em Salvador - Bahia: evolução e diferenciais intra-urbanos segundo condições de vida. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 35, n. 5, p. 491-497, set-out, 2002.
3108 unicientifica v. 11 n. 1/2 (2009) Complexos de reparo mismatch: mecanismos e funções Marcos Vinícius Macedo de Oliveira;Carlos Alberto de Carvalho Fraga;André Luiz Sena Guimarães; Reparo de DNA Mismatch. MutL. MutS. MSH2. As proteínas do Reparo de DNA Mismatch (MMR) são encontradas em diversos mecanismos importantes de funções celulares. A principal função dessas proteínas está relacionada ao reparo pós replicacional do DNA, corrigindo as bases incorporadas incorretamente ao genoma devido ao erro de replicação. A perda das funções das proteínas MMR é geralmente aumentada devido a mutações espontâneas em organismos, que vão desde bactérias a humanos. As mutações nos genes MMR causam câncer colorretal hereditário não-poliposo, e, a perda das funções dos genes MMR está associada com uma significativa fração de cânceres esporádicos. Esta revisão busca resumir os principais mecanismos moleculares das funções protéicas dos MMR. O conhecimento acerca do mecanismo de reparo MMR está em processo de crescimento ao longo dos anos, embora a complexidade de suas vias de sinalização, ainda, permanece pouco conhecida. O entendimento desses mecanismos, portanto, faz-se crucial para maior suporte no desenvolvimento de novos alvos terapêuticos para doenças relacionadas a essa via de reparo. BENACHENHOU, N. et al. Frequent loss of heterozygosity at the DNA mismatch-repair loci hMLH1 and hMSH3 in sporadic breast cancer. Br. J. Cancer, v. 79, n.7-8, p.1012-1017, Mar. 1999. BROWN, K. D. et al. The mismatch repair system is required for S-phase checkpoint activation. Nat.Genet., v. 33, n.1, p.80-84, Jan. 2003. BUERMEYER, A. B. et al. Mammalian DNA mismatch repair. Annu. Rev Genet., v. 33, n.533-564, 1999. CHEN, S. K. et al. Determination of 8-oxoguanine in individual cell nucleus of gamma-irradiated mammalian cells. Radiat. Res., v. 155, n.6, p.832-836, Jun. 2001. FINK, D. et al. 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3109 unicientifica v. 11 n. 1/2 (2009) A Geo-etnografia da Barra do Pacuí: experiências vividas nos lugares, nos espaços e entre a gente do sertão Angela Fagna Gomes de Souza;Geraldo Inacio Martins;Rodrigo Herles dos Santos;Carlos Rodrigues Brandão; Natureza. Cultura. Campesinato. Manejo do Ambiente. Tradição. O presente estudo foi desenvolvido na região do médio São Francisco, no município de Ibiaí, Norte de Minas Gerais, tendo como “loco” empírico, a comunidade de Barra do Pacuí. A abordagem investigativa foi conduzida por meio da análise de como os camponeses desta comunidade, percebem, sentem, representam e atuam sobre o meio ambiente em que vivem e trabalham. Do ponto de vista teórico, foram discutidos os conceitos acerca da questão ambiental, da relação entre a comunidade e o ambiente, além da constituição simbólica e econômica das chamadas sociedades tradicionais. Desta maneira, foi conduzida uma análise “geoetnográfica” da comunidade, a qual permitiu a descrição completa do modo-de-vida e das formas de manejo do ambiente local, destacando principalmente, aspectos de sua Geografia interna. BRANDÃO. C. R. Partilha da vida. São Paulo: GEIC/ Cabral Editora, 1995. ______. Aqui é onde eu moro, aqui nós vivemos: escritos para conhecer, pensar e praticar o Município Educador Sustentável. Brasília: MMA, 2005. CANDIDO, A. Os parceiros do rio bonito: estudo sobre o caipira paulista e as transformações dos seus meios de vida. 10. ed. São Paulo: Editora 34, 2003. 372 p. MARTINS, J. S. Capitalismo e tradicionalismo (estudos sobre as contradições da sociedade agrária no Brasil). São Paulo: Pioneira, 1975. ______. A sociedade vista do abismo: novos estudos sobre exclusão, pobreza e classes sociais. Petrópolis: Vozes, 2002. WOORTMANN, E. F. Anuário Antropológico. Edições UFC, v. 81, 1983, p.164-203. WOORTMAM, K. Anuário Antropológico. 87. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, v. 87, 1990, p. 11 – 73.
3110 unicientifica v. 11 n. 1/2 (2009) A contribuição do Islã para a ascensão da Europa ocidental César Henrique de Queiroz Porto;Karine Rodrigues Dias; Islã. Europa Moderna. Antiguidade Clássica. Tradição. Esse texto tem como objetivo mostrar que a civilização engendrada a partir do Islã é complexa, plural e interagiu ao longo de sua história com outras tradições culturais, sendo inclusive, herdeira do legado gregoromano. O texto mostra que essa civilização, em seu período mais fecundo, possibilitou a transferência de saberes da Antiguidade Clássica e Oriental ao continente Europeu. Portanto, a despeito dos discursos eurocêntricos que construíram e deram visibilidade aos mitos que compõe o “Milagre Europeu”, temos que reconhecer que a civilização Islâmica – assim como outras tradições – contribui para a ascensão da Europa Moderna. Por fim, o texto chama a atenção para a necessidade de distinção entre o Islã e o Islamismo – este último, tomado aqui como sinônimo de Fundamentalismo. BADAWI, Abdurrabman. A escola de Toledo. In: Revista o Correio da Unesco. Rio de Janeiro: UNESCO, ano 20, n. 2, 1992. DEMANT, Peter. O Mundo Muçulmano. São Paulo: Contexto, 2004. FLETCHER, Richard. A Cruz e o crescente: cristianismo e islã, de Maomé a reforma. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004. HOBSON, John M. The Eastekn Origins Of Western Civilization. Cambridge: University Bookstore, 1993. LEWIS, Bernard. O Oriente Médio: do advento do cristianismo aos dias de hoje. Rio de Janeiro: Zahar, 2004. ______ O que deu errado no Oriente Médio? Rio de Janeiro: Zahar, 2002. ______ A Crise do Islã: guerra santa e terror profano. Rio de Janeiro: Zahar, 2004. MCNEILL, Willian H. The Rise of the west. A history of The Human Community. Canada: University of Chigageo Press, 1991. MEDDEB, Abdelwahab. A doença do Islã. Belo horizonte: UFMG, 2003. _____ O Islã entre civilização e Barbárie. In: NOVAES, Adauto. (Org.). Civilização e Barbárie. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. PAUL, Kennedy. Ascensão e Queda das Grandes Potências: transformação econômica e conflito militar de 1500 a 2000. Rio de Janeiro: Campus, 1989. SAID, W. Edward. Cultura e Política. São Paulo: Boitempo, 2003. _____ Orientalismo: o oriente como invenção do ocidente. São Paulo: Companhia das letras, 1990. _____ Reflexões sobre o exílio e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
3111 unicientifica v. 11 n. 1/2 (2009) Controle biológico de pragas em armazenamento: uma alternativa para reduzir o uso de agrotóxicos no Brasil? Marcus Alvarenga Soares;José Cola Zanuncio;Germano Leão Demolin Leite;Tatiane Carla Reis;Marlon Almeida Silva; Alimentos. Armazenamento.Pragas. Controle biológico. Parasitóides. Predadores. Patógenos. Esse trabalho descreve o uso do controle biológico contra pragas de grãos armazenados e apresenta os principais inimigos naturais observados no ambiente de armazenamento. Em todo o mundo tem-se reconhecido a importância dos inimigos naturais como controladores das populações de pragas em grãos armazenados. Estudos pré-introdutórios têm permitido o conhecimento das principais características biológicas, compatibilidade com outros métodos de controle e dinâmica populacional. No entanto, existem poucos relatos de técnicas econômicas para criação massal, armazenamento, transporte e liberação da maioria desses agentes. Assim, não existem tecnologias de uso dos inimigos naturais, o que, atualmente, não permite considerá-los como uma estratégia do manejo integrado de pragas (MIP) do armazenamento. ALTIERI, M.A.; SILVA E.N.; NICHOLLS, C.I. O papel da biodiversidade no manejo de pragas. Ribeirão Preto: Holos. 2003. 226p. ARBOGAST, R.T. Biological control of stored-product insects: status and prospects. In: BAUR, F.J. (ed.), Insect management for food storage and processing. St. Paul, American Association of Cereal Chemists, p. 225-238, 1984. BROWER, J.H. Pests of stored products. In: HABECK, D.H., BENNETT, F.D., FRANK, J.H (eds.). Classical biological control in the southern United States. Southern Coop. Series Bull, Gainesville, v. 55, p.113- 122, 1990. BROWER, J.H. et al. Biological control. In: SUBRAMANYAM, B.; HAGSTRUM, D.W. (Eds.). Integrated Management of Insects in Stored Products. Marcel Dekker, inc., p. 223-286, 1996. BRUCE, W.A.; LECATO, G.L. 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3112 unicientifica v. 11 n. 1/2 (2009) Planejamento participativo: ferramenta de sucesso na parceria entre PSF, comunidade e prefeitura Letícia Alves Antunes;Italo Teles de Oliveira Filho;Mallirra Colares;Paula Duarte Gonçalves Guimarães;Luciana Mendes Peixoto;José Rafael de Mattos Lemos;Fernando Augusto Ferreira Araújo;Milena Pereira Saraiva; Planejamento Participativo; MAPP; Governança Solidária. Resumo: Apresenta-se a aplicação do Planejamento Participativo pelos acadêmicos do curso médico no bairro Vila Ipiranga em Montes Claros – MG. Tal projeto visa à capacitação da comunidade para melhor entendimento dos determinantes de saúde do território. Utilizando-se do Método Altadir de Planificação Popular (MAPP) foram realizadas reuniões comunitárias para levantamento dos problemas locais. Dentre os resultados obtidos destaca-se a inclusão de melhorias na infra-estrutura do bairro no Orçamento Participativo Municipal para o ano de 2008. Destarte, podemos perceber a bem sucedida parceria firmada entre a comunidade, os acadêmicos de Medicina da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), juntamente com o PSF e a Prefeitura Municipal de Montes Claros, através da Governança Solidária ANTUNES, L.A et al. Territorialização: Aproximando Comunidade e Profissionais da Saúde. In: 9º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, 2º Congresso Cearense de MFC, 1º Simpósio Internacional de Ensino-Aprendizagem em MFC e APS, Fortaleza, 2008. Anais eletrônicos. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2008. ARTMANN, E. O Planejamento Estratégico Situacional no nível local: um instrumento a favor da visão multissetorial. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), 2007. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2008. ASSIS, M.M.A.; PEREIRA, M.J.B.; MISHIMA, S.M. Planejamento em saúde: uma possibilidade de ação participativa. Revista Latino-americana de enfermagem, Ribeirão Preto, v. 5, n. 4, p. 55-60, outubro 1997. BRASIL. Ministério da Saúde. Promoção da saúde: Cartas de Otawa, Declaração de Adelaide, Sundsvall e Santa Fé de Bogotá. Tradução de L.E.Fonseca. Brasília, 1996. DITTERICH, R.G. O Trabalho com famílias realizado pelo cirurgião-dentista do Programa Saúde da Família (PSF) de Curitiba-PR. 2005. 79 f. Tese (Pós-Graduação em Latu Sensu em Saúde Coletiva – ênfase em Saúde da Família) – Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba. Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2008. DUNCAN, B.B; SCHMIDT, M.I; GIUGLIANI, E.R.J et al. Medicina Ambulatorial: Condutas de Atenção Primária Baseada em Evidências. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. GOVERNANÇA SOLIDÁRIA. Secretaria Municipal de Governança Solidária. Prefeitura Municipal de Montes Claros. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2007. MATUS, C. O Método PES – Roteiro de Análise Teórica. São Paulo, FUNDAP, p.6,1996. MENDES, E.V. et al. Manual para Elaboração de um Plano de Ação Intersetorial e Participativo para a Construção de Cidades Saudáveis. Belo Horizonte, Escola de Saúde de Minas Gerais da Fundação Ezequiel Dias, 1997. NOBRE, A.L.C.S.D et al. Planejamento Participativo em área de abrangência do Programa Saúde da Família em Montes Claros – MG. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2007 TANCREDI, F.B; BARRIOS, S.R.L; FERREIRA, J.H.G. Saúde e Cidadania: Para gestores municipais de serviço de saúde – Planejamento em Saúde. São Paulo, Fundação Peirópolis, p. 38-49,1998.
3113 unicientifica v. 10 n. 1/2 (2008) Sol do pensamento Paulo César Gonçalves de Almeda; Platão aflora em Eutidemo, no diálogo com o irmão Dionisidoro, que a filosofia é o uso do saber em benefício do homem, o que implica, em primeiro plano, posse de conhecimento e, depois, o uso desse conhecimento em benefício do homem. Sem presença sofista, Immanuel Kant relaciona filosofia à sabedoria, mas através da ciência. Nietzsche, em Ecce Homo, aponta que a “filosofia é a vida voluntária no meio do gelo e nas altas montanhas- a procura de tudo o que é estranho e problemático na existência, de tudo o que até agora foi banido pela moral”. Em tempos diferentes, com espaços socioculturais, míticos e místicos conflitantes, esses personagens, e tantos outros filósofos e cientistas, se alinham quando o tema é a procura da felicididade, inclusive quando abordam os embates até niilistas que permeiam a existência humana. O que o universo científico tem a oferecer à humanidade? Respostas. Para que e por quê? Felicidade. Dentro de um rito comum, insensado por turíbulos que apaziguam ou por dores profundas da dúvida a penetrar a carne, a ciência identifica o problema, apresenta experimentos e faz publicação de seus trabalhos, dando respostas à inquietação sempiterna da humanidade. Os pesquisadores, professores e acadêmicos visualizam uma verdade procurada, mas materializam a sabedoria conquistada através de conflitos, experimentos, perguntas e respostas, a partir da identificação de um problema. Assim, a Revista Unimontes Científica ocupa-se em apresentar estudos, pesquisas e conclusões para a construção do saber, dando respostas ou ampliando o desejo de seguir caminhando por várias trilhas do existir. A Universidade Estadual de Montes Claros tem se dedicado para fortalecer a pesquisa, a discussão científica e a ampliação do corpo de mestres e doutores. Neste reitorado, foi possível a implantação de oito mestrados próprios, além de doutorados interinstitucionais, 200 projetos de pesquisa e pósgraduação, com 44 grupos e 156 linhas de pesquisa. É conhecimento disseminado, sabedoria vertida, verdade aplicada para que prevaleça o bem viver. Ícaro, filho de Dédalo, queria os céus e o sol.
3114 unicientifica v. 10 n. 1/2 (2008) O futebol feminino em Guanambi: realidade vestida de preconceito Marlon Messias Santana Cruz;João Narciso Barosa Neto;Fábio Kleber Souza Santos;Flânio Jesus Lessa; Educação Física Escolar. Gênero. Futebol. A Educação Física escolar contribui para a formação do sujeito, o que implica colocar-se contra valores e práticas que desrespeitam a dignidade da pessoa. Assim, o objetivo deste estudo foi desvelar e explicitar os preconceitos associados à questão de gênero, partindo da prática do futebol feminino no Brasil. Procurouse compreender as interfaces e desdobramentos desta prática no interior da escola, analisando a realidade de praticantes no município de Guanambi-BA. Para tal foram analisadas matérias de jornais e entrevistas concedidas por jogadoras de futebol feminino. Apesar de todo o preconceito que se pôde evidenciar durante a análise desses dados, destacou-se o alto índice de praticantes de futebol, tanto nas escolas como em bairros, demonstrando o espírito da mulher quando o que está em questão é sua busca por espaços antes apenas frequentados por homens. ALTHUSSER, L.. Aparelhos Ideológicos de Estado: nota sobre os aparelhos ideológicos de estado; tradução de Walter Evangelista e Maria Laura V. de Castro. RJ: Edições Graal, 1985. ALTMAN, H. Rompendo Fronteiras de Gênero: Marias (e) homens na Educação Física. 265 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1998. BETTI, M. Educação Física, Esporte e Cidadania. Revista Brasileira de Ciências do esporte, v. 2-3, n.20, p.14-21, 1999. BRACHT, V. Sociologia Crítica do Esporte: uma introdução. 3. ed. Ijuí, RS: Ed. Unijuí, 2005. CASTELLANI FILHO, L. Educação Física no Brasil: a história que não se conta. Campinas, SP: Papirus, 1991. COSTA, L. M. Traduzindo o universo do futebol feminino. 2009. Disponível em: . Acesso em: 18 mar. 2009. COSTA, M. R. F.; SILVA, R. G. A Educação Física e a Co-Educação: igualdade ou diferença? Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v. 23, n. 2, p. 43-54, jan. 2002. DARIDO, S. C. Educação Física na Escola: Questões e Reflexões. Araras, SP: Gráfica e Editora Topázio, 1999. DARIDO, S. C. Futebol Feminino no Brasil: do seu início à prática pedagógica. Motriz. Rio Claro, v. 8 n. 2, p. 43-49, 2002 DURÃES, A. Mulher no esporte: conquistas e desafios. In: . Acesso em: 17 maio 2007. FARIA JR, A. G. Futebol, questões de gênero e coeducação: algumas considerações didáticas sob enfoque multicultural. Revista de Campo: Futebol e Cultura Brasileira, São Paulo, v.2, p.17-39, 1995. GOELLNER, S. V. Pode a mulher praticar o futebol? In: CARRANO, P. C. R. (Org.). Futebol: paixão e política. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 2000. p. 79- 93. GONZÁLEZ, F. J.; FENSTERSEIFER, P. E. (Org.). Dicionário Crítico de Educação Física. Ijuí-RS: Unijuí, 2005. LOURO, G. L. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis, R.J.: Vozes, 1997. ________. Gênero, história e educação: construção e desconstrução. Educação e Realidade. Porto Alegre, v. 20, p. 101-132, jul/dez. 1995. MOURA, E. J. L.. As relações entre lazer, futebol e gênero. 112 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) - Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas, 2003. PEDROSA, M. Gol de letra: o futebol na literatura brasileira. Rio de Janeiro: Gol, 1967. ROSEMBERG, F.. A Educação Física, os Esportes e as Mulheres: balanço da bibliografia brasileira. In: ROMERO, E. (Org). Corpo, Mulher e Sociedade. Campinas: Papirus, 1995. p. 271 – 308. SALLES, J. G. C.; SILVA, M. C. P.; COSTA, M. M. A Mulher e o Futebol: Significados Históricos. In: VOTRE, S. (Coord.) A representação social da mulher na educação física e no esporte. Rio de Janeiro: Editora Central da UGF, 1996. p. 68-91. SARAIVA, M. C. Co-educação física e esportes: quando a diferença é mito. Ijuí-RS: Unijuí, 2005. SIMÕES, A. C.; KNIJNIK, J. D.; MACEDO, L. L. O ser mulher no esporte de competição: a mulher e a busca dos limites no esporte de rendimento. Revista virtual e Artigos. Natal/RN, v. 3, n. 5, 2005. Disponível em: . Acesso em: 18 set. 2008. SOUSA, C.; CATANI, D.; SOUZA, M. C.; BUENO, B. Memória e autobiografia: formação de mulheres e formação de professoras. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, n. 2, p. 61-76, 1996. SOUZA JR, O. M. A implementação de uma proposta de futebol feminino para a Educação Física escolar. 96 f. Monografia - Instituto de Biociências da UNESP/Rio Claro, 1991. SOUZA JR, O. M.. Educação Física Escolar, Co-Educação e Questões de Gênero. In: DARIDO, S. C.; MAITINO, E. M. (Orgs.). Pedagogia Cidadã: caderno de formação, Educação Física. São Paulo: UNESP, Pró-reitoria de Graduação, 2004 TAFFAREL, C. N. Z. Brasil: políticas públicas e exclusão social. 2004. Disponível em: http://www.faced. ufba.br/rascunho_digital. Acesso em: 18 set. 2007. TOLEDO, L. H. No país do futebol. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.
3115 unicientifica v. 10 n. 1/2 (2008) Complicação orbitária pós Rinossinusite na infância: um relato de caso Juliano Santos Lima;Leonardo Santos Lima;Alyson Patrício Melo;Anderson Patrício Melo;Janine Mendes de Lima Rocha; Sinusite. Criança. Órbita. Infecção. Trata-se de um relato de um caso de paciente do sexo feminino, onze anos de idade, com rinossinusite maxiloetmoidal bilateral e suas complicações, sem história pregressa de sinusites, baixa imunidade, gripes ou resfriados prévios. O desvio de septo foi observado à radiografia simples dos seios nasais. A tomografia computadorizada de crânio também identificou hipertrofia de cornetos inferiores e sinal de acometimento total dos seios maxilares e etmoidais. Apesar do tratamento clínico, a paciente evoluiu com infecção complexa por flora mista, sendo necessária a intervenção cirúrgica para solucionar o caso. BACKER, A. S. Role of anaerobic bacteria in sinusitis and its complications. Ann Otol Rhinol Laryngol. v. 154, p. 17-22, sep. 1991. BUTUGAN, O.; BALBANI, A.P.S.; VOEGELS, R.L. Complicações das Rinossinusites. In: CAMPOS C. A. H., COSTA, H. O. O. Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo: Editora Roca. v.3, p. 107-17. 2003. CLARY, R.A.; CUNNINGHAM, M.J.; EAVEY, R.D. Orbital complications of acute sinusitis: comparison of computed tomography scan and surgical findings. Ann Otol Rhinol Laryngol. v. 101, n. 7, p. 598-00. jul. 1992. CHANDLER, J. R.; LAUGENBRUNNER, D. J.; STEVENS, E. R. The pathogenesis of orbital complications in acute sinusitis. Laryngoscope. v. 80, n. 9, p.1414-28, set. 1970. HUBERT, L. Orbital infections due to nasal sinusitis. NY State J M, v. 37, n.15, p. 59-64. set.1937. KRISS, T. C.; KRISS, V. M.; WARF, B. C. Cavernous sinus Thrombophlebitis: case report. Neurosurgery. v. 39, n. 2, p. 595-9, aug. 1996. MOLONEY, J. R. et al. Te acute orbit, preseptal cellulitis, subperiosteal abscess and orbital cellulitis due sinusitis. J Laryngol Otol. v.101, n.12, p.1-18, mar.1987. MORTIMER, S., WORMALD, P. J. The Groote Schur Hospital classification of the orbital complications of sinusitis. J Larynol Otol. v.111, n.8, p.719-23, aug.1997. NAVARRO, P.L, SAKANO, E. Rinossinusite Aguda. In: CAMPOS, C. A. H., COSTA, H. O. O. Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo: Editora Roca. v. 3, p. 26-31. 2003. OGNIBENE, R. Z. et al. Complications of sinusitis. Rhinology. v. 8, n. 4, p. 175-9, out.1994. SINGH, B. The management of sinogenic orbital complications. J Laryngol Otol. v. 109, n. 4, p. 300-3, apr.1995. SMITH, A. T. et al. Orbital complications resulting from lesions of sinuses. Ann Otol Rhinol Laryngol. v. 57, n. 1, p. 5-27, mar. 1948. VOEGELS, R. L. et al. Complicações orbitárias em pacientes com sinusite aguda. Rev. Bras. Otorrinolaringol., v. 68, n. 2, p. 224-8, mar. 2002. WAGENMANN, M.; NACLERIO, R. M. Complication on sinusitis. J Allergy Clin Immunol, v. 90, n. 3, p. 522-26, set.1992.
3116 unicientifica v. 10 n. 1/2 (2008) Capacidade funcional das idosas de uma instituição filantrópica de Montes Claros – Minas Gerais - Brasil Fábio Coutinho Andrade;Leonardo de Jesus Araújo;Dayse Aparecida Silva Pereira;Emelline Versiani de Freitas;Ana Beatris Cézar Rodrigues; Instituição de longa permanência para idosos. Idoso fragilizado. Avaliação da Deficiência. Este estudo descritivo, realizado em 2007, avaliou a capacidade funcional de idosas residentes em uma instituição de longa permanência filantrópica da cidade de Montes Claros utilizando o Índice de Katz. Todas as idosas da instituição com idade mínima de 60 anos (n=41) participaram do estudo. Dados clínicos foram coletados de prontuários e tabulados no software SPSS 12.0. Observou-se, quanto à capacidade funcional, um predomínio de idosas dependentes para o ato de se banhar (68,3%) e se vestir (78,1%). Em contrapartida, a maioria delas apresentava-se independente no que se refere à locomoção (58,5%), controle de esfíncteres (56,1%) e alimentação (63,4%). O diagnóstico da capacidade funcional se fez necessário para oferecer subsídios para abordagens mais efetivas dos profissionais da instituição. ARATANI, M. C. et al., Quais atividades diárias provocam maior dificuldade para idosos vestibulopatas crônicos? Revista Acta ORL, São Paulo, v. 24, p.18-24, 2006. ARAÚJO, L. A. O.; BACHION, M. M. Diagnósticos de enfermagem do Padrão Mover em idosos de uma comunidade atendida pelo Programa Saúde da Família. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 39, n. 1, mar. 2005. Disponível em: . Acesso em: 10 ago. 2007. BRASIL. Ministério da Saúde. Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. DUARTE, Y. A. O.; ANDRADE, C. L.; LEBRÃO, M. L. O Índex de Katz na avaliação da funcionalidade dos idosos. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 41, n.2, jun. 2007. Disponível em: . Acesso em: 10 ago. 2007. FILHO, E. T. C.; PAPALÉO NETTO, M. P. Geriatria Fundamentos, ClÍnica e Terapêutica. São Paulo: Atheneu, 1994. FILHO, E. T. C.; NETTO, M, P. Geriatria Fundamentos, Clinica e Terapêutica. 2 ed. São Paulo: Atheneu, 2006. GUCCIONE, A. A. Fisioterapia Geriátrica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2002. GUEDES, F. M.; SILVEIRA, R. C. R. Análise da capacidade funcional da população geriátrica institucionalizada na cidade de Passo fundo-RS. Revista Brasileira de Ciências do Envelhecimento Humano, Passo Fundo- RS, [s.n]; p. 10-21, jul/dez. 2004. GUIMARÃES, L. H. C. T. et al. Avaliação da capacidade funcional de idosos em tratamento fisioterapêutico. Revista Neurociências, v. 12, n. 3, jul./set., 2004. Disponível em: < http://www.scielo.com.br >. Acesso em: 10 ago. 2007. LUCENA, N. M. G. et al. Análise da capacidade funcional em uma população geriátrica institucionalizada em João Pessoa. Fisioterapia Brasil, v.3, n.3, p.164- 169, maio/jun. 2002. MACIEL, A. C. C.; GUERRA, R. O. Prevalência e fatores associados ao déficit de equilíbrio em idosos. Revista Brasileira Cinesiologia e Movimento, v. 13, n. 1, p. 37-44, 2005. MOTA, L. L. Cuidar de Idosos no Contexto Domiciliar. 2004. Monografia (Curso de graduação em Enfermagem)- Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes, Montes Claros. 2004. NUNES, L. M.; PORTELLA, M. R. O Idoso Fragilizado no Domicílio: A Problemática Encontrada na Atenção Básica em Saúde. Boletim da Saúde, v. 17, n. 2. jul./dez. 2003. Disponível em: Acesso em: 10 nov. 2007. OLIVEIRA, D. L. C.; GORETTI, L. C.; PEREIRA, L. S. M. O Desempenho de idosos institucionalizados com alterações cognitivas em atividades de vida diária e mobilidade: estudo piloto. Revista Brasileira de Fisioterapia, v. 12, n. 1, mar./nov. 2005. Disponível em: < www.scielo.com.br > Acesso em: 12 ago. 2007. ROSA, T. E. C. et al. Fatores determinantes da capacidade funcional entre idosos. Revista de Saúde Pública, v. 37, n.1, fev., 2003. Disponível em: Acesso em: 01 jun. 2007. SALDANHA, A. L.; CALDAS, C. P. Saúde do Idoso: a Arte de Cuidar. Rio de Janeiro: Interciência, 2004. SAVONITTI, B. H. R. A. Qualidade de vida dos idosos institucionalizados. Säo Paulo; [s.n]; p. 139, 2000. Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2007. SILVA, A. E. C. et al. Aspectos bio-psico-sociais dos idosos institucionalizados na Casa do Ancião da Cidade Ozanan, no ano de 2005, em Belo Horizonte. Anais do 8º Encontro de Extensão da UFMG, 2005. Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2007. SHEPPARD, R. J. Envelhecimento, atividade física e saúde. São Paulo: Phorte, 2003. TRELHA, C. S. Capacidade funcional de idosos restritos ao domicílio, do conjunto Ruy Virmond Carnascialli, Londrina/PR. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina-PR, v. 26, n.1, p. 37-46, jan/jun. 2005.
3117 unicientifica v. 10 n. 1/2 (2008) A incorporação do gênero no estudo da Síndrome de Burnout Auxiliadôra Aparecida de Matos;Manoel Deusdedit Júnior; Esgotamento Profissional. Sexo. Enfermagem. Saúde Mental. O objetivo deste trabalho é analisar a relação entre gênero e Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem hospitalar. Através da pesquisa bibliográfica realizada, observou-se que a divisão sexual do trabalho estabelecida em função do gênero é fundamental para entender o modo de inserção das mulheres no mercado de trabalho, explicando a construção da Enfermagem como uma profissão feminina. Destacou-se a exaustão emocional, que está relacionada com a sobrecarga de trabalho e é uma das dimensões de Burnout em que as mulheres pontuam de forma significativamente mais acentuada que os homens. Já na despersonalização, as mulheres pontuam de modo significativamente menor que os homens. ARAÚJO, T. M. et al. Aspectos psicossociais do trabalho e distúrbios psíquicos entre trabalhadoras de enfermagem. Revista de Saúde Pública. São Paulo, v. 37, n. 4, p. 424-33, 2003. BENEVIDES-PEREIRA, A. M. T. Burnout: o processo de adoecer pelo trabalho. In: BENEVIDESPEREIRA, A. M. T. (org). Burnout: quando o trabalho ameaça o bem-estar do trabalhador. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002a. BENEVIDES-PEREIRA, A. M. T. As atividades de enfermagem em hospital: um fator de vulnerabilidade ao Burnout. In: BENEVIDES-PEREIRA, A. M. T. (org). Burnout: quando o trabalho ameaça o bemestar do trabalhador. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002b. BUTLER, J. Corpos que pesam: sobre os limites discursivos do ‘sexo’. In: LOURO, G. L. O corpo educado: pedagogias da sexualidade. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. CAMPOS, Rosângela Galindo de. Burnout: uma revisão integrativa na enfermagem oncológica. 258f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2005. DINIZ, G.. Mulher, trabalho e saúde mental. In: CODO, W. (org). O trabalho enlouquece? Petrópolis: Vozes, 2004. ELIAS, M. A.; NAVARRO, V. L. A relação entre o trabalho, a saúde e as condições de vida: negatividade e positividade no trabalho das profissionais de enfermagem de um Hospital Escola. Revista Latinoamericana de Enfermagem. São Paulo, v. 14, n. 4, p. 517-525, jul-ago, 2006. GIL-MONTE, P. R. Influencia del gênero sobre el proceso de desarrollo del síndrome de quemarse por el trabajo (burnout) em profesionales de enfermería. Psicologia em Estudo. Maringá, v. 7, n.1, p.3-10, janjul, 2002. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2002 LAUTERT, L. O desgaste profissional: uma revisão da literatura e implicações para a enfermeira. Revista Gaúcha de Enfermagem. Porto Alegre, v. 18, n. 2, p. 83-93, jul. 1997. LOPES, M. J. M.; LEAL, S. M. C. A feminização persistente na qualificação profissional da enfermagem brasileira. Cadernos Pagu. Campinas, v. 24, p. 105- 125, jan-jun. 2005. MASLACH, C.; LEITER, M. Trabalho: fonte de prazer ou desgaste? Campinas: Papirus, 1999. MATOS, A. A. Representações sociais do corpo na Revista Trip Para Mulher. Dissertação (Mestrado em Economia Doméstica) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2003a. MATOS, A. A. O filho é da mãe, o pai abre a carteira: um estudo sobre os significados da maternidade sob a ótica das relações de gênero. Revista Brasileira de Economia Doméstica OIKOS. Viçosa, v. 14; n.1, p.65- 77, 2003b. MENDES, F. M. P. Incidência de burnout em professores universitários: UFSC, 2002. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2006. MUROFUSE, N. T.; ABRANCHES, S. S.; NAPOLEÃO, A. A. Reflexões sobre estresse e burnout e a relação com a enfermagem. Revista Latino-americana de Enfermagem. São Paulo, v. 13, n . 2, p. 255-61, mar-abr. 2005. NEVES, M. A. Gênero, mercado de trabalho e qualificação. Revista de Administração da Fead-Minas. Belo Horizonte, v. 1, n. 2, p. 71-82, 2004. PITTA, A. Hospital: dor e morte como ofício. São Paulo: Hucitec, 1999. SOUZA-LOBO, E. A classe operária tem dois sexos. São Paulo: Brasiliense, 1991.
3118 unicientifica v. 10 n. 1/2 (2008) Diversidade de Melastomataceae em diferentes altitudes de campos rupestres na Serra do Cipó, MG Yule Roberta Ferreira Nunes;Elena Charlotte Landau;Maria das Dores Magalhães Veloso; Riqueza. Abundância. Métodos de amostragem. Florística. Cerrado. A diversidade reside em uma das questões mais fundamentais na ecologia, e, grandes esforços têm sido devotados na explicação de padrões latitudinais e altitudinais. Este trabalho teve como objetivo determinar a diversidade de espécies de Melastomataceae em duas áreas de campo rupestre, em diferentes altitudes, na Serra do Cipó (MG), utilizando-se dois métodos de amostragem. Foram amostradas 18 morfoespécies de Melastomataceae na Área 1 - Alto do Palácio e 11 morfoespécies na Área 2 – Serra Morena. Observou-se que o método de amostragem utilizado determinou diferente composição florística na mesma área, apesar da ausência de diferenças significativas entre os índices de diversidade nas duas áreas. 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3119 unicientifica v. 10 n. 1/2 (2008) Protocolos de assepsia e comprimento de explantes de bananeira ‘Prata Anã’ sobre a produção de mudas por micropropagação Sara de Almeida Rios;Silvia Nietsche;Marlon Cristian Toledo Pereira;Adelica Aparecida Xavier;Thiago Prates Fernandes;Márcia Maria Dias;Cynthia de Lima;Telma Miranda dos Santos; Musa sp. Mudas micropropagadas. Contaminação. : O aprimoramento constante dos processos de multiplicação de mudas de bananeira in vitro tem sido essencial para sua aceitação no mercado. O objetivo deste trabalho foi avaliar dois protocolos de assepsia na micropropagação de explantes de bananeira ‘Prata-Anã’. Meristemas apicais de comprimentos 1,5 cm, 3,0 cm e 6,0 cm foram submetidos a dois protocolos de assepsia, Des1 e Des2. Após essa fase, os explantes foram cultivados em meio de cultura MS, por cinco subcultivos, em intervalos de 30 dias, no Laboratório de Cultura de Tecidos e Células Vegetais, do Campus da UNIMONTES, em Janaúba, no ano de 2005. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com cinco tratamentos e quatro repetições. O protocolo Des2 proporcionou menores porcentagens de contaminação (45,83 %). A produção média foi de 331,42 explantes por ápice meristemático após cinco (5) subcultivos. A taxa média multiplicativa acumulada por explante viável foi de 2,85. ABANORTE. Desempenho da fruticultura mineira em 2004. Disponível em: . Acesso em: 29 dez. 2005. ANGARITA, A.; PEREA, M. Micropropagación de plátanos y bananos. In: ROCA, W.M.; MROGINSKI, L.A. (Eds.) Cultivo de tejidos en la agricultura. Cali: CIAT, 1991. p.495-512. BERNARDI, W. R. et al. Micropropagação de baixo custo em bananeira cv. Maçã em meios com diferentes fontes de carbono e avaliação da performance em campo das mudas produzidas. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 26, n. 3, p. 503-506, 2004. BRAGA, M. F; LISEI DE SA, M. E; MUSTAFÁ, P. C. Avaliação de um protocolo para multiplicação in vitro da bananeira (Musa sp.) cv. caipira (AAA). 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3120 unicientifica v. 10 n. 1/2 (2008) Controle de Constitucionalidade e Amicus Curiae Ana Paula Alves Souza; Intervenção especial de terceiros. Direito pátrio. Controle de constitucionalidade. O Amicus Curiae é uma intervenção especial de terceiros no processo que recentemente foi introduzido no ordenamento jurídico brasileiro para atuar em defesa da ordem constitucional, trazendo teses favoráveis à inconstitucionalidade de leis e atos normativos que não guardam compatibilidade com a Constituição, e que, portanto devem ser expurgados, sob pena de desestruturação do direito pátrio. A admissão desse instituto é matéria da exclusiva competência do relator que deverá, em sua decisão, considerar a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes para admitir a manifestação de outros órgãos ou entidades no processo de controle de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal no caso de julgamento das ações ou perante os Tribunais de Justiça dos Estados quando for representação por inconstitucionalidade. BINENBOJM, Gustavo. A dimensão do Amicus Curiae no Processo Constitucional Brasileiro: requisitos, poderes processuais e aplicabilidade no âmbito estadual. Revista Eletrônica do Direito do Estado, Salvador, Instituto de Direito Público da Bahia, n° 1, jan. 2004. Disponível em: . Acesso em: 9 maio 2008. BUENO FILHO, Edgard Silveira. Amicus Curiae - A Democratização do Debate nos Processos de Controle de Constitucionalidade. In: Revista Diálogo Jurídico, n° 14, jun./ago. 2002. Disponível em: . Acesso em: 6 maio 2008. GUILHERME, Paulo. Amicus Curiae – pluralidade no debate constitucional. Disponível em: . Acesso em: 8 abr. 2008. JÚNIOR, Nelson Nery. Código de Processo Civil comentado e legislação processual civil em vigor. 6ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2003. MENDES, Gilmar Ferreira; MARTINS, Ives Gandra da Silva. Controle Concentrado de Constitucionalidade - Comentários à Lei n° 9.868 de 10.11.1999. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 2005. NOGUEIRA, Gustavo Santana. Processo Civil. Teoria Geral do Processo. 1ª ed. Rio de Janeiro: Lúmen Júris, 2004, tomo 1. _________. Do Amicus Curiae. Revista de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, n° 63, p. 13-28, abr./jun. 2005. PEREIRA, Milton Luiz. Amicus Curiae - intervenção de terceiros. Revista de Informação Legislativa, n° 156, ano 39, out./dez. 2002, p. 9-11. TAVARES, André Ramos. Curso de Direito Constitucional. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, v.1, 2002.
3121 unicientifica v. 10 n. 1/2 (2008) Tratamento documental: possibilidades de preservação da memória histórica regional – relato de experiência Cláudia Jesus Maia;Filomena Luciene Cordeiro; Memória. Tratamento Documental. Preservação da Informação. Resgatar documentos do seu estado de degradação constitui possibilidades de preservar informações para a posteridade. Este artigo visa relatar a experiência do projeto “Tratamento documental do acervo do Fórum Gonçalves Chaves”, desenvolvido na Divisão de Pesquisa e Documentação Regional da Unimontes, com apoio financeiro da FAPEMIG. BECK, I. Manual de conservação de documentos. Rio de Janeiro: Ministério da Justiça – Arquivo Nacional, 1985. BELLOTTO, H. L. Arquivos permanentes: tratamento documental. 2 ed. Rev. e ampl. Rio de Janeiro: FGV, 2004. BOURDÉ, G.; MARTIN, H. As escolas históricas. Portugal: Publicações Europa-América, 1983. 219 p. BRITO, E. Z. C. Em torno da complexidade do campo historiográfico. Nethistória. Disponível em: . Acesso em: 14 fev.2004. CORDEIRO, F. L. A cidade sem passado: políticas públicas e bens culturais de Montes Claros/MG. Um estudo de caso. Vassouras, 2005, 197f. Dissertação (Mestrado em História) - Faculdade Severino Sombra. FOUCAUT, M. A arqueologia do saber. 7 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004, p. 1-20. LE GOFF, J. Documento/monumento. Campinas: Unicamp, 2003, p.525-541.
3122 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) Afrografias Brasileiras: memória, cultura e sociedade Osmar Pereira Oliva; P assados quinhentos anos de colonização do Brasil, ainda somos testemunhas de ações e discursos preconceituosos e discriminatórios em relação a tudo aquilo que não é branco nem europeu. Os negros e sua cultura representam parcela significativa da nossa sociedade, e comumente são vítimas desse processo de exclusão, mesmo que conheçamos a nossa complexa e híbrida formação identitária. São muitos os discursos de poder que regulam a legitimidade e a visibilidade da afrocultura neste país que, apesar de mestiço, lida mal com a cor que tem. A história do Brasil, em sua linha positivista, quase nada valorizou das muitas contribuições que os negros deram para a nossa sociedade. Ao contrário, em relação aos africanos que eram trazidos escravos para trabalhar nas grandes fazendas do nordeste e nas minas de ouro de Minas Gerais, o que sabemos é que a maioria passava por um ritual de “apagamento” de suas crendices, histórias e dialetos antes de embarcarem nos navios de tráfico negreiro, os quais, por si mesmos, configuravam-se como um espaço de imundície, de fome, de pestes e de sacrifícios, a exemplo
3125 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) Voz e canto popular do negro no cinema. Poética cinematográfica no documentário Adão ou Somos todos filhos da terra de Walter Salles e Daniela Thomas Elen Döppenschmitt; cinema, oralidade, memória O documentário Adão ou Somos Todos Filhos da Terra (1999) de Walter Salles e Daniela Thomas permite uma análise acerca da importância dos usos da voz no cinema, considerando este um espaço privilegiado onde a presença de vozes (através de falas, cantos, poemas) evidencia importantes trocas entre o registro e as práticas da oralidade, bem como a veiculação de sistemas verbais no meio audiovisual. Assim, a presença do personagem Adão, cantor popular de origem africana, promove uma reflexão a partir do modo pelo qual imagem e som disputam o poder de representação. É através do diálogo entre universos orais específicos (de diferentes “culturas” ou “setores sociais”) e os sistemas de linguagens nos quais estão imersos, neste caso o cinema, que podemos ter acesso ao outro e a uma memória cultural que permanece, através de uma voz. BACHELARD, Gaston. Filosofia do não; o novo espírito cientifico; a poética do espaço. São Paulo: Abril Cultural, 1978. (Coleção Os Pensadores). FERREIRA, Jerusa Pires. Voz, diálogo e semiosfera. In: SILVA, Ignácio Assis (Org.). Corpo e sentido: a escuta do sensível. São Paulo: Editora da UNESP, 1996. p. 91-95. (Seminários e Debates). FINNEGAN, Ruth ¿Por qué estudiar la música? Reflexiones de una antropóloga desde el campo. RevistaTranscultural de Música-Transcultural Music Review. No. 6. jun. /jul. 2002: www.sibetrans.com/ trans/trans6 ______. The hidden musicians: music-making in an English town. Cambridge: Cambridge University Press, 1989. FORTUNA, Marlene. A performance da oralidade teatral. São Paulo: Anablume, 2000. LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia. 3. ed. Trad. Marie-Agnès Chauvel. São Paulo: Brasiliense, 1988. LOTMAN, Iuri. La semiosfera II: semiótica de la cultura, del texto, de la conducta y del espacio. Trad. Desiderio Navarro. Madrid: Cátedra, 1998. volume 2. MOURA, Hudson. Oralidade e fabulação no cinema documentário In: FERREIRA, Jerusa Pires (Org.). Oralidade em tempo & espaço: colóquio Paul Zumthor. São Paulo: EDUC/FAPESP, 1999. REZNIKOFF, I. Le chant occidental antique a la leçon des traditions orales. In: REVEL, Nicole; REY-HULMAN, Diana (Orgs.). Pour une Ahtropologie des voix. Paris: Centre de Recherche sur l’Oralité/L’Harmattan, 1993. p. 277-293. ZUMTHOR, Paul. Introdução à poesia oral. São Paulo: Hucitec, 1997. ______. Permanencia de la voz. El Correo: una ventana abierta al mundo, Paris, n. 8: p. 4-8, ago. 1985. ______. Performance, recepção, leitura. São Paulo: Educ, 2000.
3126 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) Saber-se quilombola, ser quilombola: o enredamento de Brejo dos Crioulos (MG) nas tramas do aparelhamento estatal João Batista de Almeida Costa; Quilombos, Direitos Constitucionais, Agência administrativa, Atuação Política. As idas e vindas da Comunidade Negra Rural de Brejo dos Crioulos no Norte de Minas desde a instauração do processo de saber-se sujeito coletivo tradicional, portador de direitos constitucionais que possibilitam garantir a sua reprodução social e a sua permanência histórica projetada para o futuro, constitui-se o material básico deste artigo. A reafirmação do passado ancestral exigiu da comunidade o resgate da trajetória histórica desde tempos que lhes são imemoriais ao tempo presente, atualizando o conhecimento dos diversos processos de territorialização vivenciados por esse grupo social. Assim, revivificados, vêem-se enredados nas tramas do aparalhemento estatal, vistos por eles como garantidor dos direitos dos “fortes” contra os “fracos”, no processo de desterritorialização e comprometimento da reprodução social do seu território tradicional, e não como garantidor dos seus direitos constitucionais. AGUIAR, Cynara Silde Mesquita Veloso de. Coronelismo em São João da Ponte: 1946/1996. Montes Claros: Unimontes, 2002. ARRUTI, João Maurício Andion. “A emergência dos ‘remanescentes’; Notas para o diálogo entre indígenas e quilombolas”. In Mana 3(2):7-38, 1997. BARRETO FILHO, Henyo. “Populações tradicionais: introdução à crítica da ecologia política de uma noção”. In: Workshop “Sociedades Cablocas Amazônicas: Modernidade e Invisibilidade”. Parati, RJ – 21 a 24 de outubro de 2001. BARTH, Frederik. Ethnic Groups and Boundaries. The Social Organization of Culture Difference. Boston: Little, Brown and Company, 1969. CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999. A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura. Volume 2. COSTA, João Batista de Almeida. Do tempo da fartura dos crioulos ao tempo de penúria dos morenos. Identidade através de rito em Brejo dos Crioulos (MG). Brasília: Departamento de Antropologia da UnB, 1999. Dissertação de Mestrado. COSTA, João Batista de Almeida. “Brejo dos Crioulos e a Sociedade Negra da Jaíba: novas categorias sociais e a visibilização do invisível na Sociedade Brasileira”. In: Pós – Revista Brasiliense de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Ano V, 2001, pp 99-122. CRAPANZANO, Vincent. “Diálogo”. In: Anuário Antropológico 88. Brasília: Editora da UnB; Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1991, pp. 59-80. FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES. “Quilombos no Brasil”. In: Revista Palmares 5, Brasília, Fundação Cultural Palmares, 2000. GOMES, Flávio dos Santos. “Quilombos do Rio de Janeiro no século XIX”. In: REIS, J. J.; GOMES, F. dos S. (orgs). Liberdade por um fio. História dos Quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. pp. 263-290. GUIMARÃES ROSA, João. Grande Sertão: Veredas. 30. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. OLIVEIRA, Cláudia Luz. Vazanteiros do Rio São Francisco: um estudo sobre populações tradicionais e territorialidade no Norte de Minas Gerais. Belo Horizonte: UFMG, 2005. (Dissertação de Mestrado). OLIVEIRA, João Pacheco de. “Uma Etnologia dos ‘índios misturados’? Situação colonial, territorialização e fluxos culturais”. In Mana 4 (1): 47- 77, 1998. PEIRANO, Mariza. A favor da etnografia. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1995. SANTOS, Sônia Nicolau dos. À procura da terra perdida. Para uma reconstituição do conflito de Cachoeirinha. Belo Horizonte: s/d (mimeo). SILVA, Dimas S. da. “Direito Insurgente do Negro no Brasil: Perspectivas e Limites no Direito Oficial”. In: CHAGAS, D. (org). Lições de direito alternativo. São Paulo: Acadêmica, 1994.
3127 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) Imagens de “mães pretas” : representações da maternidade e da escravidão na escrita de José de Alencar Maria Elizabeth Ribeiro Carneiro; escravidão; maternidade; identidades; raça-etnia; sexo-gênero Resumo: A imagem da escrava Joanna modelada no drama “Mãe”, de José de Alencar, configura um referente que faz operar o jogo das diferenças e assimetrias sociais: o feminino e o masculino, o cativeiro e a liberdade, o corpo-mercadoria e o corpo-proprietário. A trama encena um conflito e expõe valores que circulam nos códigos da sociabilidade carioca oitocentista e a trajetória da protagonista escrava reitera o mito do “amor materno”: a “amade-leite cativa” foi máscara da qual a personagem Joana se serviu para esconder o verdadeiro (e para ela perigoso) vínculo com o filho, este que ela preferiu e conseguiu disfarçar até o fim do drama e da vida; a reação da personagem pela dissimulação exibe a violência da ordem escravocrata e, nela, o autor sublinha a vocação feminina para o “martyrio sublime” da maternidade. Procura-se fazer uma releitura da obra de Alencar à luz dos estudos feministas e de gênero, no artigo em que se buscou apreender a historicidade de relações de raça-etnia, sexo-gênero, de condição civil e trabalho e, também, decifrar a positividade dessa representação no imaginário carioca oitocentista. ALENCAR, José de. Mãe. Drama em quatro actos. In: José de Alencar com uma Introducção por Mário de Alencar. Collecção Áurea. Rio de Janeiro: Livraria Garnier, 1922. BADINTER, Elisabeth. Um Amor Conquistado. O Mito do Amor Materno. 9. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. BAILLARGEON, Denyse. No calor do debate: a maternidade em perspectiva. In: SWAIN, Tânia Navarro (Org.) Feminismos: Teorias e perspectivas. Textos de História. Revista da Pós-Graduação em História da UnB, vol 8, nos. 1 e 2, 2000. BAKZCO, B. Imaginação Social. EINAUDI. Vol. 5. Anthropos-Homem. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1985. BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. 42. ed. São Paulo: Cultrix, 2004, p. 137-140. BUTLER, Judith. Corpos que pesam: sobre os limites discursivos do “sexo”. In: LOURO, G. L. (Org.). O Corpo Educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. CALDWELL, Kia Lilly. “Fronteiras da diferença: raça e mulher no Brasil”. In: Estudos Feministas. vol 8, n. 2/ 2. Santa Catarina: CFH/CCE/UFSC, 2000. CERTEAU, Michel de. A Escrita da História. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000. DICIONÁRIO ELETRÔNICO Houaiss da Língua Portuguesa. 2004. Verbetes: ‘abnegação’ e ‘sublime’. FOUCAULT, M. História da Sexualidade. Vol.1. A vontade de saber. 13. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1988. FOUCAULT, M. A Ordem do Discurso. 3. ed. São Paulo: Loyola, 1996. GUILLAUMIN, Collete. Pratique du pouvoir et idée de Nature, 2. Le discours de la Nature. Questions Féministes, n. 3, mai 1978. LAURETIS, Teresa de. A Tecnologia de Gênero. In: HOLANDA, Heloisa B. de. Tendências e Impasse: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. LOURO, Guacira Lopes. Pedagogias da sexualidade. In: LOURO, G. L. (Org.) O Corpo Educado: pedagogias da sexualidade. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. NAXARA, Maria Regina Capelari. Cientificismo e Sensibilidade Romântica; em busca de um sentido explicativo para o Brasil do século XIX. Brasília: EdUnB, 2004. MONTENEGRO, Olavo. O Romance Brasileiro. Rio de Janeiro: José Olympio, 1938. MORAES, Evaristo. A Campanha Abolicionista (1879- 1888). Rio de Janeiro: Livraria Editora Leite Ribeiro, 1924. PESAVENTO, Sandra Jatahy. Fronteiras da ficção: diálogos da história com a literatura. XX Simpósio Nacional da Anpuh. História: Fronteiras. Vol 2. NODARI, Eunice, PEDRO, Joana & IOKOI, Zilda Márcia Gricoli. Florianópolis; São Paulo: Humanitas/FFLCH/ USP/Anpuh, 1999. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou da Educação. Trad. Sérgio Milliet. 2. ed. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. SCOTT, Joan W. Experiência. In: SILVA, Alcione Leite da (Org.) Falas de Gênero: teorias, análises, leituras. Ilha de Santa Catarina: Editora Mulheres, 1999. SLENES, R. W. Senhores e subalternos no Oeste paulista. In: NOVAIS, F. (Dir.) & ALENCASTRO, L.F. (Orgs.) História da Vida Privada no Brasil. Império: a corte e a modernidade nacional. Vol 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 234-53. SWAIN, Tânia Navarro & MUNIZ, Diva do Couto Gontijo (Org.). Mulheres em Ação: práticas discursivas, práticas políticas. Florianópolis, Belo Horizonte: Ed. Mulheres, PUC Minas, 2005. SWAIN, Tânia Navarro. A invenção do corpo feminino ou A hora e a vez do nomadismo identitário? In: SWAIN, T. N. (Org.) Feminismos: teorias e perspectivas. Textos de História. Revista da Pós-Graduação em História da UnB, vol 8, nos.1 e 2, 2000.
3128 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) Relações entre período escravista e as relações raciais hodiernas em Chapada do Norte - Vale do Jequitinhonha (MG) Liliana de Mendonça Porto; Vale do Jequitinhonha, Chapada do Norte, casamentos e batismos, século XIX, memória, relações raciais A proposta deste texto consiste na apresentação e análise de dados sobre a escravidão no século XIX em Chapada do Norte, cidade do Vale do Jequitinhonha mineiro. Como fontes serão utilizados os registros de batismos e casamentos disponíveis na paróquia local, bem como os livros do cartório local referentes ao século XIX. O texto busca, ainda, relacionar tais dados com a memória dos moradores sobre o período escravista. Por fim, a partir do vínculo entre história e memória descrito, propõe-se a compreender a influência do passado na forma com que se dão as relações raciais no cotidiano. MATOS, R. J. C. Corografia Histórica da Província de Minas Gerais (1837), Belo Horizonte: Arquivo Público Mineiro, 1979. PORTELLI, A. The Peculiarities of Oral History. History Workshop, issue 12, Autumn, 1981. PORTELLI, A. The Death of Luigi Trastuli in The Death of Luigi Trastulli and Other Stories. Form and Meaning in Oral History, New York: State University of New York Press, 1991. PIZARRO E ARAÚJO, J. de S. A. Memórias Históricas do Rio de Janeiro (1820), Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1948. RIBEIRO, R. F. Campesinato: Resistência e Mudança. Belo Horizonte, 1993. Dissertação (Mestrado em Sociologia) Programa de Pós-Graduação em Sociologia, UFMG. SAINT-HILAIRE, A. Viagem pelas Províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais (1816-1817), Belo Horizonte: Itatiaia, 1975. SCHWARCZ, L.; REIS, L. V. S. (org.). Negras Imagens. Ensaios sobre Cultura e Escravidão no Brasil. São Paulo: EDUSP/Estação Ciência, 1996. SOUZA, J. V. A. Igreja, Educação e Práticas Culturais. São Paulo, 2000. Tese (Doutorado em Educação) Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação, História, Política, Sociedade da PUC/SP. SPIX e MARTIUS. Viagem pelo Brasil (1817-1820). Belo Horizonte: Itatiaia, 1961.
3129 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) Da África ao Brasil: trânsito de idéias, miscigenação e identidade cultural Alysson Luiz Freitas de Jesus; África; mundo Atlântico; miscigenação; cultura; sociedade O presente artigo procura redimensionar a contribuição dos estudos sobre a África e a cultura africana no Brasil, avaliando o impacto das relações entre os dois continentes separados pelo Atlântico. A troca de culturas, o trânsito de idéias e o processo de miscigenação são exemplos da contribuição que o contato Brasil-África trouxe na formação social e cultural das duas regiões, ultrapassando os limites da escravidão, conforme demonstrado por Gilberto Freyre em Casa Grande & senzala ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul, séculos XVI e XVII. São Paulo: Cia das Letras, 2000. ARENDT, Hannah. Origens do totalitarismo. SP: Cia das Letras, 1989. FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala: Formação da Família Brasileira sob o Regime de Economia Patriarcal. 46. ed. Rio de Janeiro: Record, 2002. GRUZINSKI, Serge. O pensamento mestiço. São Paulo: Cia das Letras, 2001. HEGEL, Friedrich. Filosofia da História. Brasília: UnB, 1995. KI-ZERBO, Joseph. História da África Negra. Lisboa: Europa América, s/d. LOVEJOY, Paul E. A escravidão na África: uma história de suas transformações. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. OLIVA, Anderson Ribeiro. A História da África em perspectiva. Revista Múltipla, Brasília, 10 (16): p. 9-40, junho de 2004. PAIVA, Eduardo França. Escravos e Libertos nas Minas Gerais do Século XVIII: estratégias de resistência através de testamentos. São Paulo: Annablume, 1995. PENA, Sérgio D. J. Homo brasilis: aspectos genéticos, lingüísticos, históricos e socioantropológicos da formação do povo brasileiro. Ribeirão Preto, SP: FUNPEC-RP, 2002. PRIORE, Mary Del. & VENÂNCIO, Renato Pinto. Ancestrais: uma introdução à história da África Atlântica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. RAMOS, Arthur. A aculturação negra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1942. REIS, José Carlos. As identidades do Brasil: de Varnhagen a FHC. 3. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2000. RODRIGUES, Jaime. O infame comércio: propostas e experiências no final do tráfico de africanos para o Brasil (1800-1850). Campinas, SP: Editora da Unicamp, Cecult, 2000. RODRIGUES, Nina. Os africanos no Brasil. 7. ed. São Paulo: Editora Nacional, 1988 (1ª edição: 1933). ROMERO, Sílvio. Estudos sobre a poesia popular no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1977. SCHWARCZ, Lilia Moritz. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil – 1870- 1930. São Paulo: Cia das Letras, 1993. SILVA, Alberto da Costa e. A manilha e o libambo: a África e a escravidão, de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002.
3130 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) Cotas na universidade pública – direito ou privilégio? Geisa Magela Veloso; reserva de vagas, ações afirmativas, preconceito racial A pesquisa discute concepções docentes acerca da reserva de vagas para afro-descendentes, no âmbito da Unimontes. A discussão teve por interlocutores professores das Ciências Humanas que, por meio de questionários, revelaram um mosaico de representações, divididas entre a oposição, aberta ou dissimulada, e a aquiescência; entre a resistência à reserva de vagas e a defesa irrestrita do projeto. É possível afirmar que a resistência em relação às cotas está articulada à crença de que o processo, em si, é promotor da discriminação racial. Contudo, há os que acreditam que as cotas não provocam, apenas fazem vir à tona a discriminação que já existe na sociedade, sendo que a possível ocorrência de preconceitos e constrangimentos, no interior da universidade, não se apresenta como fenômeno produzido pela reserva de vagas, mas está ligada às representações já constituídas pelos sujeitos em sua trajetória de vida. BOURDIEU, Pierre. Sociologia. São Paulo: Ática, s/d. p. 83-121. CARVALHO, Jorge de Carvalho. Ações Afirmativas como base para para uma aliança negro-branco-indígena contra a discriminação étnica e racial no Brasil. In: GOMES, Nilma Lino & MARTINS, Araci Alves. (org.). Afirmando direitos. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. GOMES, Nilma Lino. Apresentação I. In: GOMES, Nilma Lino & MARTINS, Araci Alves. (orgs.). Afirmando direitos. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. p. 9-15. HALL, Stuart. Da Diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora da UFMG, Brasília: representação da UNESCO no Brasil, 2003. MUNANGA, Kabengale. Políticas de Ação Afirmativa em benefício da população negra no Brasil – um ponto de vista em defesa das cotas. In: GOMES, Nilma Lino & MARTINS, Araci Alves. (org.). Afirmando direitos. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. p. 47-59. SANTOS, Renato Emersos dos Apresentação II. In:. GOMES, Nilma Lino & MARTINS, Araci Alves. (org.). Afirmando direitos. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. p.17-31. SIMON, Roger I. A pedagogia como tecnologia cultural. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (org.). Alienígenas na sala de aula: uma introdução aos estudos culturais. Petrópolis: Vozes, 2003. p.61-84.
3131 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) Rita Laura Segato mudando a paisagem racial no Brasil: a política de cotas Cláudia Maia;Alysson Luiz Freitas de Jesus; Rita Laura Segato estudou Ciências Antropológicas na Universidad de Buenos Aires; é Mestre pela The Queen´s University of Belfast, Irlanda do Norte, e PhD por esta mesma universidade. Foi pesquisadora visitante no Departamento de Antropologia da Rice University (Houston, EUA) e no Institute for Research in the Humanities da University of Wisconsin-Madison e professora visitante no Center for Latin American Studies da University of Florida. Atualmente é professora associada I do Departamento de Antropologia da UnB, pesquisadora 1-A do CNPq, conselheira Ad-Hoc da CAPES, coordenadora do grupo de pesquisa “Antropologia e Direitos Humanos”, pesquisadora principal do PRONEX “Movimentos religiosos no Mundo Contemporâneo” do Ministério de Ciências e Tecnologia, Professora da Cátedra UNESCO de Bioética da Universidade de Brasília e pesquisadora associada ao Centro de Direitos Humanos Emília Mignone da Universidad Nacional de Quilmes, Argentina. Possui uma vasta publicação de artigos e livros dentre eles, Santo e Daimones: o politeísmo afro-brasileiro e a tradição arquetipal (1995 e 2005) pela editora UnB; Las estructuras elementares de la violencia: ensayos sobre gênero entre la antropologia, el psicoanálisis y los derechos humanos (Buenos Aires: Prometeo, 2003); La Escritura en el cuerpo de las mujeres de Ciudad Juarez: Territorio, Soberanía y Crímenes de Segundo Estado (México, DF: Ediciones del Claustro de Sor Juana, 2006), e, recentemente, lançou o livro La nación y sus otros. Raza, etnicidad y diversidad religiosa em tiempos de Políticas de la identidad (Buenos Aires: Prometeo, 2007). A professora Rita tem pesquisado na interfase entre a antropologia e os Direitos Humanos, sobre os temas religião, gênero, discriminação, pluralismo jurídico e prisões. Juntamente com o Professor José Jorge de Carvalho foi autora da primeira proposta de uma política de discriminação positiva dos negros na universidade pública brasileira, através do sistema de cotas, apresentada em 1999 na UnB. A partir desta proposta pioneira, hoje mais de 50 IES do Brasil já adotaram sistemas de cotas para afro-descendentes, descendentes indígenas, egressos de escolas públicas e portadores de necessidades especiais. Sua produção intelectual tem somado grande contribuição não apenas no âmbito acadêmico, mas também para os movimentos sociais e para a implantação de políticas públicas no Brasil e em outros países da América Latina. Em meio à audiências públicas e bancas de doutorado, a professora Rita Segato, muito gentilmente, concedeu esta entrevista à Unimontes Científica. CARVALHO, J. J; SEGATO, R. L. Uma proposta de cotas para estudantes negros na Universidade de Brasília. Série Antropologia. Brasília, n. 314, 2002. Disponível em: . SEGATO, R. L. Raça é signo. Série Antropologia. Brasília, n. 373, 2005. Disponível em: .
3132 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) Michel Foucault e a educação: o investimento político do corpo Alex Fabiano Correia Jardim; Sujeito, Educação, Subjetividade, Poder, Disciplina, Controle O trabalho tem como temática fazer uma analítica a respeito da educação como produtora de Sujeito na modernidade, isto é, pensar a educação a partir das dimensões: saber e poder e os indivíduos que por ela são subjetivados. O texto segue pelo fio condutor do pensamento de M. Foucault em especial a noção de sujeito arraigada fortemente na história do pensamento ocidental moderno. Foucault apresenta o sujeito como investido por relações de poder que o constituem e o produzem no interior dos espaços fechados – institucionais – e que são o efeito dos jogos de verdade, dos saberes e dos poderes. O sujeito para Foucault é fabricado no interior de espaços visíveis de disciplinamento e sujeição, tornando-os corpos dóceis e úteis. E um desses espaços são as tecnologias disciplinares educacionais: o espaço escola. DELEUZE, G. Conversações. Trad. Peter Pál Pelbart. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992, 226 p. (Coleção TRANS) FOUCAULT, M. As palavras e as coisas. Trad. Salma Tannus Muchail.4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1987, 407 p. FOUCAULT, M. Vigiar e Punir: história da violência nas prisões. Trad. Ligia M.Pondé Vassallo. 9 ed. Petrópolis: Vozes, 1991, 277 p. FOUCAULT, M. Microfísica do Poder. Trad. Roberto Machado. 4 ed. Rio de Janeiro: Graal, 1984, 295 p. FRAGO, A. V. e ESCOLANO A . Currículo, Espaço e Subjetividade: a arquitetura com programa. Trad. Alfredo Veiga-Neto. Rio de Janeiro: DP&A, 1998, 152p. GUATTARI, F. e ROLNIK, S. Micropolítica: cartografias do desejo. 4 ed. Petrópolis: Vozes, 1996, 327 p. HARDT, M. A Sociedade Mundial de Controle. Trad. Maria Cristina Franco Ferraz. In. ALLIEZ, E. (org.). Deleuze: uma vida filosófica. Rio de Janeiro: Ed. 34, 2000, p: 357-372. ROSE, N. Governando a alma: a formação do eu privado. In: SILVA, T. T. (org.) Liberdades reguladas: a pedagogia construtivista e outras formas de governo do eu.Petrópolis: Vozes, p. 30-45.
3133 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) Propriedade Intelectual e Patrimônio Cultural: bases para salvaguarda Dario Alves de Oliveira;Alessandra Leal;Nizete Lacerda Araújo; Propriedade Intelectual, Patrimônio Cultural, conceitos, salvaguarda, legislação O trabalho é resultado de pesquisa concernente à legislação que orienta proteção do patrimônio cultural. O objetivo é indicar qual a legislação, os conceitos e o histórico que promovem a proteção aos bens culturais, com enfoque aos bens imateriais A pesquisa foi realizada a partir das cartas patrimoniais e relatórios disponibilizados pelo IPHAN; da constituição federal, leis e decretos homologados pelo governo federal; de tratados e convenções divulgados pela UNESCO e pela OMPI; de levantamento bibliográfico sobre Patrimônio Cultural. Os resultados esclarecem conceitos e definições acerca dos conhecimentos tradicionais, do patrimônio cultural material e natural e contribui para a conscientização e valorização desses bens. AZEVEDO, Cristina Maria do Amaral; AZEVEDO, Eurico de Andrade. A trajetória inacabada de uma regulamentação. In: Biodiversidade: valor econômico e social. Disponível em: . Acessado em: 12 fev. 2007. BARBOSA, Denis Borges. Uma Introdução à Propriedade Intelectual (2. ed). Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2003. v. 1. CARTA DE ATENAS. Escritório Internacional dos Museus, outubro de 1931. In: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Disponível em: . Acessado em: 29/01/ 2007. CARTA DE FORTALEZA. Fortaleza, 14 de novembro de 1997. n: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Disponível em: . Acessado em: 31/01/2007. CONFERÊNCIA DE NARA. Nara, 6 de novembro de 1994. In: Instituto do Patrimônio Histórico e Artísitico Nacional. Disponível em: . Acessado em: 31 jan. 2007. CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. Governo Federal. In. Senado Federal. disponível em: . Acessado em: 08 fev. 2007. CONVENÇÃO SOBRE A SALVAGUARDA DO PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL. Paris, 29 de setembro a 17 de outubro de 2003. In: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Disponível em:. Acessado em: 31 jan. 2007. CONVENÇÃO SOBRE A PROTEÇÃO DO PATRIMÔNIO MUNDIAL CULTURAL E NATURAL. Paris, 16 de novembro de 1972. In: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Disponível em: http:/ /portal.iphan.gov.br/portal/ montarPaginaSecao.do?id=12372&sigla=Legislacao& retorno=paginaLegislacao. Acessado em: 29/01/2007. COSTA, J.B. A festa de catopês de Montes Claros. Caderno de Ciências Sociais, Montes Claros, n. 1, p. 6-27, 1995. DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL. 11 de setembro de 2001. União das Nações Unidas para a Educação, Cultura e Ciência. Disponível em: www.unesco.org.br. Acessado em: 05/01/2007. FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Os desafios da destruição e conservação do Patrimônio Cultural no Brasil. Trabalhos de Antropologia e Etnologia. Vol 40, fac. 172. p 23-32. Porto, Portugal, 2001. 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3134 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) A educação física como componente curricular: prática pedagógica ou atividade extracurricular? Jairo Antônio da Paixão; Educação física, escola, prática pedagógica, atividade extracurricular Este estudo tem como objetivo fazer uma reflexão sobre a educação física enquanto componente curricular e a relação que se estabelece entre esta prática pedagógica e as atividades extracurriculares desenvolvidas pela escola. Esta discussão se torna oportuna, pois entre as disciplinas que compõem o currículo escolar observou que a ênfase na execução de atividades extracurriculares recai sobre a educação física no decorrer do período letivo na escola, levando ao questionamento: ela é uma prática pedagógica ou uma atividade extracurricular? BRACHT, Valter. Educação Física e Aprendizagem Social. Porto Alegre: Magister, 1992 COLETIVO DE AUTORES, Metodologia do Ensino de Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992 DARIDO, Suraya C. Educação Física na Escola: questões e reflexões. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. DAÓLIO, Jocimar. Da Cultura do Corpo. 7. ed. Campinas, SP: Papirus, 2003. GABRIEL, Carmen T. Curriculo: um elo importante na parceria familia/família? Disponível em: . Acesso em: 22 ago. 2006. LIBÂNEO, José C. Democratização da Escola Pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. 18. ed. São Paulo: Loyola, 2002. MEDINA, João P. S. A Educação Física Cuida do Corpo... e “Mente”. 18. ed. Campinas, SP: Papirus, 2002. SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico - Critica. Coleção Primeiras Aproximações, São Paulo: Cortez, 1990. SAVIANI, Nereide. Saber Escolar, Currículo e Didática: problemas da unidade conteúdo/método no processo pedagógico. Campinas, SP: Autores Associados, 1994. SOARES, Carmem L. Fundamentos da Educação Física Escolar. In: Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Brasília, v.71. Jan./abr. 1990. SOARES, Carmen. Sobre Metodologia: cultura, ciência e técnica. In: Revista Brasileira de Ciências do Esporte. V.16, nº.1, Santa Maria, RS. UFSM, 1998. VAGO, Tarcísio M. Educação Física Escolar: temos o que ensinar. In: Revista Paulista de Educação Física. São Paulo: Supl. 1, 1995.
3135 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) Biologia reprodutiva de Butia capitata (Mart.) Beccari (Arecaceae) em uma área de cerrado no norte de Minas Gerais Maria Olívia Mercadante-Simões;Rúbia Santos Fonseca;Leonardo Monteiro Ribeiro;Yule Roberta Ferreira Nunes; Palmae, Butia capitata, cerrado, biologia reprodutiva Este trabalho teve como objetivo caracterizar aspectos relacionados com a biologia reprodutiva de Butia capitata (Arecaceae). O estudo foi desenvolvido no período de fevereiro a junho de 2005, em uma área de cerrado sensu stricto no Município de Montes Claros – MG. O tamanho e/ou a idade da planta, em indivíduos reprodutivos, não apresentaram correlação com o número de inflorescências produzidas. Foi observada a presença de néctar nas flores masculinas e femininas. A rara ocorrência de sincronia entre as fenofases masculinas e femininas em uma mesma planta contribuem para a xenogamia nesta espécie, o que torna necessária a manutenção de vários indivíduos para que ocorra a polinização e a conservação da população no ambiente. ABREU, S.A.B. Biologia reprodutiva de Mauritia flexuosa L. (Arecaceae) em vereda no município de Uberlâdia-MG. Uberlândia, 2001. 87p. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Uberlândia. ALVES, M. R. P. & SOARES, M. E. Palmeiras: Características botânicas e evolução. Fundação Cargill. Campinas, SP – Brasil. 129p. 1987. ANDERSON, A. B.; OVERAL, W. L. & HENDERSON, A. Pollination ecology of a forest-dominant palm (Orbignya phalerata Mart.) in Northern Brazil. Biotropica 20(3): 192- 205. 1988. BEACH, J. H. The reproductive biology of the peach or «pejibayé» palm (Bactris gasipaes) and a wild congener (B. porschiana) in the Atlantic Lowlands of Costa Rica. Principes 28(3): 107-119. 1984. BULLOCK, S.H. 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3136 unicientifica v. 8 n. 2 (2006) Enraizamento e crescimento inicial dos porta-enxertos de videira ‘IAC 572’ e ‘IAC 766’ em telado e no campo na região norte de Minas Gerais Marlon Cristian Toledo Pereira;Lize de Moraes Vieira da Cunha;Silvia Nietsche;Fabrício Silveira Santos;Valdeir Dias Gonçalves;Fernando Almeida Santos; enraizamento, Vitis vinifera, porta-enxertos, sombreamento No Brasil, a implantação dos vinhedos é feita a partir do enraizamento dos porta-enxertos diretamente no campo ou em recipientes com substrato para posterior transplantio para locais definitivos. Dentre os portaenxertos podemos destacar ‘IAC 572’, o mais propagado atualmente, e o ‘IAC 766’. Este trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento dos porta-enxertos ‘IAC 572’ e ‘IAC 766’ em dois ambientes, sob telado e no campo, na região Norte de Minas Gerais. Quatro meses após o plantio, foram avaliados porcentagem de pegamento dos porta-enxertos, diâmetro e comprimento do caule principal, massa seca do sistema radicular e da parte aérea. Estas características foram submetidas à análise de variância e teste de Tukey. O porta-enxerto ‘IAC 766’ apresentou maior porcentagem de pegamento quando plantado diretamente no campo, enquanto o ‘IAC 572’ demonstrou melhores resultados sob telado com 50% de sombreamento. No entanto, o porta-enxerto ‘IAC 572’ mostrou maior vigor do que o ‘IAC 766’. O crescimento de raízes e da parte aérea dos porta-enxertos de videira foi superior em condições de campo, comparado às condições de sombreamento do telado. ALVARENGA, L.R. & FORTES, J.M. Enraizamento e desenvolvimento áereo de alguns porta-enxertos de videira no município de Viçosa. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 3., 1976, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: SBF, 1976. v.2, p.591-595. CAMARGO, U. A. Cultivares para a viticultura tropical no Brasil. Informe Agropecuário, v. 19, ( 194), p. 15- 19, 1998. FACHINELLO, J. C.; HOFFMANN, A.; NACHTIGAL, J. C; KERSTEN, E. & LUCES FORTES, G. R. Propagação de plantas frutíferas de clima temperado. Pelotas: UFPEL, 1995. 179 p. HIDALGO, L. Tratado de viticultura general. Madrid: Mundi-Prensa, 1993. 983p. PEREIRA, F.M.; ABE, M.E. & JÚNIOR, M. Influência da época de estaquia, em recipiente, no pegamento e desenvolvimento de estacas de figueira (Ficus carica L.). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 1., 1971, Campinas. Anais... Campinas: SBF, 1973. p. 446-450 RAVEN P.H.; EVERT, R.F. & EICHHORN, S.E. Biologia Vegetal. 5. ed. New York, Guanabara & Koogan, 1992. 728p. REINIER, A . Manual de Viticultura. Madri: Ediciones Mundi-Prensa, p. 349-353, 1989. 371p. REGINA, M. A.; SOUZA, C. R.; SILVA, T. G. & PEREIRA, A. F. A propagação da videira. Informe Agropecuário, v. 19, (194), p. 20-27, 1998. REGINA, M. A. Produção de mudas de videira pela enxertia de mesa. In: REGINA, M. A. (Ed.) Viticultura e enologia: atualizando conceitos. Caldas: EPAMIGFECD, 2002. p. 199-210. SANTOS NETO, J.R.A. A cultura da videira. Campinas: Instituto Agronômico, 1973.108p. SIMÃO, S. Tratado de Fruticultura. Piracicaba: FEALQ, 1998. 760 p. SMART, R. E. Influence of light on composition and quality of grapes. Acta Horticulturae, Wageningen, v. 206, p. 37-48, 1987. TERRA, M.M.; FAHL, J.L.; RIBEIRO, I.J.A.; PIRES, E.J.P.; MARTINS, F.P.; SCARANARI, H. J. & SABINO, J.C. Efeito de reguladores de crescimento no enraizamento de estacas de 4 porta-enxertos de videira. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 6., 1981, Recife. Anais... Recife: SBF, 1981. p.1265-1271. TODA, F. M. de. Biologia da la vid: fundamentos biológicos de la viticultura. Madrid: Mundi-Prensa, 1991, p.29-43.
3137 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) Florestas Estacionais Deciduais: uma abordagem multidisciplinar Yule Roberta Ferreira Nunes; No norte do Estado de Minas Gerais, dois tipos vegetacionais - Caatinga e Cerrado - característicos e distintos se interagem, formando um ecótono que, especialmente, revela habitats diferentes e, conseqüentemente, fisionomias vegetais divergentes. Dentro destas variadas fitofisionomias, as Florestas Estacionais Deciduais, popularmente conhecidas como Mata Seca e/ou Caatinga Arbórea, representam o tipo florestal dominante da região. Curiosamente, o pólo urbanístico da região, denominado Montes Claros, já descreve a aparência deste ambiente. Assim, a caducifólia da vegetação, que chega em certas áreas a mais de 90%, condicionada pela marcada estacionalidade climática (estação seca), representa a principal característica ecológica destas florestas. As Florestas Estacionais Deciduais fazem parte do seleto grupo das florestas tropicais. As florestas tropicais abrigam mais de 50% das aproximadamente
3154 unicientifica v. 7 n. 2 (2005) Empreendedorismo e desenvolvimento no Brasil rural José Eli da Veiga; Desenvolvimento sustentável, Desenvolvimento Territorial, Ruralidade, Empreendedorismo, Brasil, Estado de São Paulo Evidências empíricas advindas de pesquisa de campo em áreas rurais do Estado de São Paulo mostram importantes caminhos para a promoção de iniciativas individuais e coletivas que poderão promover o tão almejado desenvolvimento rural sustentável. BLAUG, Mark (ed.) Frank Knight (1885-1972), Henry Simons (1899-1946), Joseph Schumpeter (1883-1950). Coleção Pioneers in Economics, 37, An Elgar Reference Collection, Edward Elgar Publishing Limited, 1982. BLOMQUIST, W. Getting out of the trap: changing an endangered commons to a managed commons. PhD. Dissertation, Indiana University. (apud Ostrom,1990), 1987. BRUSCO, Sebastiano “The Emilian model: productive decentralisation and social integration”. Cambridge Journal of Economics 1982, 6, 167-184. 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3139 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) Gangrena de Fournier Antônio Carlos Rodrigues Vaz;Mara Lúcia Fernandes do Vale;Marcelo Fernandes do Vale; Gangrena de Fournier, tratamento, oxigênio-hiperbárico. A gangrena de Fournier é uma fasciíte necrotizante que acomete as regiões perineal e genital. Trata-se de uma importante causa de morbidade e mortalidade, sendo os principais determinantes para uma evolução favorável o reconhecimento precoce e um extensivo debridamento cirúrgico, acompanhados de uma terapia com antibióticos de amplo espectro e medidas de suporte. Nos casos estudados, procurou-se demonstrar a importância de um diagnóstico precoce, bem como o estabelecimento de uma terapêutica agressiva. Relata-se, também, resultados satisfatórios obtidos com o uso de oxigenoterapia hiperbárica. ARAÚJO, C. J. Gangrena de Fournier, São Paulo. Disponível em: . Acesso em: 15 dez.05, 2005. CAMPOS, S. Oxigenoterapia Hiperbárica no Tratamento de Feridas. São Paulo. Disponível em: . Acesso em: 22 jul. 05, 2003. Cirurgia de Urgência. O que é Síndrome de Fournier? São Paulo, - Vol. II - 2ª Edição. Aualização em: 19 jan 06. Copyright © 2006 Bibliomed, Inc. Disponível em: http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?. Acesso em: 02 dez 06, 1994. HOLLABAUGH, RS Jr. DMOCHOWSKI, RR. HICKERSON, WL. Fournier’ s gangrene: therapeutic impact of hyperbaric oxygen. Department of Urology, University of Tennessee, Memphis, USA Plast Reconstr Surg.vol. 1: p. 94 – 100, 1998. LAZZETTI & MANTOVANI, M. Hiperoxia hiperbárica em infecções graves e sepse: conceitos e perspectivas. Revista de Medicina, Ribeirão Preto, v. 31, p. 412 – 423, jul./ set. 1998. LÓPEZ, M. LAURENTYS-MEDEIROS, J. Semiologia Médica, as Bases do Diagnóstico Clínico. 4. ed. Rio de Janeiro: Editora Revinter Ltda, p. 827, 2001. NORTON, KS JOHNSON, LW PERRY, KH SEHON, JK ZIBARI, GB. Management of Fournier’s gangrene: an eleven year retrospective analysis of early recognition, diagnosis, and treatment. Lousiana State University Health Sciences Center-Shreveport, USA. Aug; 68(8) p. 709-13, 2002. SILVA, J.J.L. Gangrena de Fournier. Revista Ceará Médico. V. 9 nº 2 – I, julho/ dezembro de 2000. YALAMARTHI, S. & DAYAL, S. Fournier’s Gangrene The Royal College of Surgeons of Edinburg, Scotland, 2004. Disponível em: < http://www.edu.rcsed.ac.uk/ lectures/lt33.htm > Acesso em: 05 jul 2006.
3140 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) Potencial da biodiversidade vegetal da Região Norte do Estado de Minas Gerais Dario Alves de Oliveira;Patrícia de Abreu Moreira;Afrânio Farias de Melo Júnior;Marcio Antonio Silva Pimenta; Biodiversidade Vegetal, Norte do Estado de Minas Gerais, Potencial, Bioprospecção, Conservação, Uso Sustentável. A região Norte do Estado de Minas Gerais está incluída na transição dos domínios do Cerrado e da Caatinga e apresenta uma diversidade biológica extremamente rica. Entretanto, a utilização da biodiversidade local tem sido realizada, muitas vezes, de forma predatória, prejudicial à estrutura das comunidades, o que acarreta redução da variabilidade genética das populações e da diversidade biológica. Este trabalho apresenta a importância da riqueza vegetal da região, bem como seu potencial para bioprospecção e de uso sustentável. Foi possível observar a necessidade de maior integração entre órgãos de pesquisas e indústrias para melhor utilização do grande potencial dos recursos naturais existentes. e, também, de desenvolvimento de pesquisas para o estabelecimento de estratégias de conservação das espécies da região Norte do Estado de Minas Gerais ACHARD, F. et al. Determination of deforestation rates of the world’s humid tropical forests. Science, Malingreau, v. 297, p. 999-1002, 2002. ALMEIDA, S. P.; PROENÇA, C. E.; SANO, S. M.; RIBEIRO, J. F. Cerrado, espécies vegetais úteis. Planaltina: Embrapa - CPAC. Distrito Federal, p. 464, 1998. BARRADAS, M. M. Morfologia o fruto e da semente de Caryocar brasiliense (pequi), em várias fases de desenvolvimento. Revista de Biologia, São Paulo, v. 9, n. 14, p. 69-95, 1973. BRAGA, R. Plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 3 ed. Fortaleza, Imprensa Oficial, p. 540, 1976. BRASIL – Ministério da Indústria e do Comércio. 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3141 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) Sociedade e biodiversidade na Mata Seca Mineira Felisa Anaya;Rômulo Barbosa;Cristina Sampaio; meio ambiente, sustentabilidade, território. O reconhecimento do homem como principal elemento na natureza que causa e propicia mudanças no uso da terra traduz a necessidade da inclusão do estudo da dimensão humana e social na construção de conhecimento científico em Florestas Tropicais Secas. Ao considerar o forte impacto antrópico, nesse tipo de bioma, a preocupação atual dos conservacionistas, dos cientistas sociais e dos tomadores de decisão se pauta sobre os componentes ecológicos e sua articulação ao desenvolvimento sustentável das populações que dependem dos recursos naturais de Florestas Tropicais Secas. O Parque Estadual da Mata Seca, área de estudo da rede de pesquisa Tropi-Dry1 , é descrito nesse trabalho, no contexto da transformação antrópica no norte de Minas e da discussão sobre meio ambiente, sustentabilidade e território. ACSELRAD, H. Externalidade Ambiental e Sociabilidade Capitalista. In CAVALCANTI, C. (Org.) Desenvolvimento e Natureza: estudo para uma sociedade sustentável. São Paulo: Cortez, 1998. DAYRELL, C. A. Geraizeiros y Biodiversidad en el Norte de Minas Gerais: la contribuición de la agroecología e de la etnoecología en los estudios de los agroecossistemas. Espanha: Universidad Internacional de Andalúcia, 1998. IEF-Instituto Estadual de Florestas. Parecer técnico para a criação do Parque Estadual da Mata Seca. Relatório técnico, Belo Horizonte-MG, 2000. PRIGOGINE, I. Ciência, Razão e Paixão. CARVALHO, E. A. & ALMEIDA, M. C. (org.). EDUESPA: Belém, 2001. PRIGOGINE, I. Das ciências e dos homens: as razões do otimismo. In: ALMEIDA, M. C.; CARVALHO, E. A. (org.). Ciência, razão e paixão. Belém: EDUFPA, 2001. RICAS, M. D. AMDA e o Projeto Jaíba. In: Preservação da Mata Seca Ainda Não Está Garantida. Revista Ambiental Hoje. AMDA. Belo Horizonte, ano XVI, abril/2006. número 125. p. 2, 3, 6 e 7. Disponível em Acesso: 09:23h. RODRIGUES, L. Investimento Agrícola e o Grande Projeto Jaíba: Uma Interpretação: 1970-1996. São Paulo: Universidade de São Paulo. 1998. (Tese de Doutorado). SACHS, I. Ecodesenvolvimento: crescer sem destruir. São Paulo: Vértice, 1986. SANTOS, M. O País Distorcido: o Brasil, a globalização e a cidadania. São Paulo: Publifolha, 2002. STAHEL, A. W. Capitalismo e Entropia: os aspectos ideológicos de uma contradição e a busca de alternativas sustentáveis. In: CAVALCANTI, Clóvis (org.). Desenvolvimento e Natureza: estudos para uma sociedade sustentável. São Paulo: Cortez Editora; Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 1998. TEIXEIRA, C. O desenvolvimento sustentável em unidade de conservação: a “naturalização” do social. RBCS, v. 20, n. 59, 2005.
3142 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) Germinação de sementes de Guazuma ulmifolia Lam. (Malvaceae) e Heteropterys byrsonimifolia A. Juss (Malpighiaceae) sob diferentes tratamentos de escarificação tegumentar Yule Roberta Ferreira Nunes;Marcílio Fagundes;Marianna Rodrigues Santos;Rodrigo Fagundes Braga;Anne Priscilla Dias Gonzaga; Germinação, Escarificação de Sementes, Espécies Arbóreas, Dormência. Algumas sementes possuem dormência devido à impermeabilidade do tegumento e necessitam de métodos para romper esta barreira para que a germinação possa ser efetivada. Partindo deste princípio, sementes de Guazuma ulmifolia (Malvaceae) e Heteropterys byrsonimifolia (Malpighiaceae) foram submetidas aos seguintes tratamentos: ácido sulfúrico 98% (5 minutos), água quente a 70o C, lixamento, sementes tratadas com fungicida e sementes intactas (controle). Para os testes de germinação, um delineamento experimental casualizado foi utilizado, com dez repetições de 25 sementes para cada espécie. Os efeitos dos diferentes tratamentos na germinação das sementes foram avaliados através da Análise de Variância (ANOVA). Após a análise, constatou-se que para H. byrsonimifolia, as sementes escarificadas com lixa e os tratamentos controle e fungicida apresentaram maiores porcentagens médias de germinação ( = 19,5 ± 10,1%, = 13,5 ± 8,8% e = 20,0 ± 9,7%, respectivamente). Para G. ulmifolia, a maior taxa média de germinação foi observada para as sementes escarificadas com água quente ( = 66,8 ± 14,2%). Verificou-se que a utilização do ácido sulfúrico foi prejudicial à germinação de ambas espécies, provavelmente pelo dano causado ao embrião da semente. ALMEIDA, S. P., PROENÇA, C. E. B., SANO, S. M. & RIBEIRO, J. F. Cerrado: espécies vegetais úteis. EMBRAPACPAC, Planaltina. 188 p. 1998. ARAÚJO, E. F., ARAÚJO, R. F., SILVA, R. F. & GOMES, J. M. Avaliação de diferentes métodos de escarificação das sementes e frutos de Stylosanthes viscosa Sw. 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3143 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) Observações sobre o parasitismo de Molothrus rufoaxillaris sobre Gnorimopsar chopi e outros aspectos de sua história natural no norte de Minas Gerais: por que Agelaioides fringillarius não é parasitado? Santos D’Angelo Neto;Giovana Rodrigues da Luz;Márcia de Oliveira Pastor Vianna; Molothrus rufoaxillaris, história natural, nidoparasitismo, distribuição geográfica. O chopim–picumã (Molothrus rufoaxillaris) é, dentre os parasitas de ninhadas, a espécie mais especializada, possuindo apenas três hospedeiros: o asa-de-telha (Agelaioides badius), o pássaro-preto (Gnorimopsar chopi) e o dragão (Pseudoleistes virescens). Em nossa área de estudo (município de Francisco Sá) apenas G. chopi foi parasitado, enquanto Agelaioides fringillarius, o parente mais próximo de Agelaioides badius, seu principal hospedeiro, não foi parasitado. Assim, o objetivo deste estudo é discutir as possíveis causas do parasitismo exclusivo sobre G. chopi, bem como apresentar outros aspectos da história natural de M. rufoaxillaris. Provavelmente, esse nidoparasitismo exclusivo deve-se ao fato de que M. rufoaxillaris tenha imprint com G. chopi no norte de sua área de distribuição, sendo este o único hospedeiro procurado. Outra explicação seria que A. fringillarius possui diferenças morfológicas e etológicas em comparação com A. badius. BELTON, W. Aves do Rio Grande do Sul. São Leopoldo: Unisinos, 1994. p. 532. D’ANGELO NETO, S. Ocorrência de Molothrus rufoaxillaris (Passeriformes: Emberizidae) na região de Francisco Sá, norte de Minas Gerais. Melopsittacus 3: p. 134-136, 2000. D’ANGELO NETO, S. et al. Expansão Geográfica do Chopim-picumã: Molothrus rufoaxillaris (Passeriformes: Emberizidae). 4º Encontro Nacional de Biólogos, Ouro Preto, 2002. DE LA PENÃ, M. R. Reproducción de las aves argentinas. Buenos Aires: Literature of Latin America, 2005. FRAGA, R. M. Differences between nestlings andfledlings of screaming and bay-winged cowbirds. Wilson Bulletin 91: 151-154, 1979. FRAGA, R. M. Further evidence of parasitism of Chopi blackbirds (Gnorimopsar chopi) by the specialized. Screaming Cowbird (Molothrus rufoaxillaris). Condor 98: 866-867, 1996. FRIEDMAN, H. & KIFF, L. F. The parasitic cowbirds and their hosts. Proc. West. Found. Vertebr. Zool. 2:226- 302, 1985. GAVILANES, M. L.; BRANDÃO, M. & D’ANGELO NETO, S. Informações preliminares sobre a cobertura vegetal do município de Francisco Sá, Minas Gerais. Daphne 6 (4): 44-65, 1996. GONTIJO, R. G. R. O Chopim-Azeviche (Molothrus rufoaxillaris). Uiraçu 1: 3, 1997. JARAMILLO, A & BURKE, P. New World Blackbirds: The Icterids. London, Christopher Helm. 1998, 432 p. KIRWAN, G. M.; MAZAR BARNETT, J. & MINNS, J. Significant ornithological observations from the Rio São Francisco Valley, Minas Gerais, Brazil, with notes on conservation and biogeography. Ararajuba 5: 145- 161, 2001. LORENZ, K. Studies in Animal and Human Behavior. v. 1. Cambridge: Havard University Press, 1970. 476 p. MERMOZ, M. E. & REBOREDA, J. C. New host for specialized brood parasite, the screaming cowbird. Condor 98: 630-632, 1996. NEMÉSIO, A. 2003. Pigmentos fluorescentes em Psittaciformes: uma revisão. Atualidades Ornitológicas 114:7. SICK, H. 1997. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. 912 p. STOTZ, D. F.; FITZPATRICK, J. W.; PARKER III, T. A. & MOSKOVITZ, D. K. Neotropical birds: ecology and conservation. Chicago: University Chicago Press: Chicago, 1996. 478 p. WILLIS, E. O. & ONIKI, Y. New and reconfirmed birds from the state of São Paulo, Brazil, with notes on disappearing species. Bulletin of British Ornithologist’s Club 113:23-34, 1993.
3144 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) Diversidade de formigas arborícolas em três estágios sucessionais de uma floresta estacional decidual no norte de Minas Gerais Frederico de Siqueira Neves;Rodrigo Fagundes Braga;Bruno Gini Madeira; habitat, floresta estacional decidual, formigas, disponibilidade de recursos, sucessão. Este trabalho teve como objetivo comparar a diversidade e composição de formigas arborícolas em diferentes estágios sucessionais de uma floresta estacional decidual no norte do Estado de Minas Gerais. O trabalho foi realizado no Parque Estadual Mata Seca, município de Manga. A amostragem das formigas foi realizada em três áreas de floresta: uma área com cinco anos de regeneração (inicial), uma área com cerca de 15 anos de regeneração (intermediária) e uma área de floresta primária (tardia). Através de uma análise de componentes principais (PCA), as parcelas do estágio inicial foram isoladas das demais áreas, intermediária e tardia, mostrando que existe uma mudança na composição de morfoespécies de formigas à medida que se avança no estágio sucessional. Não houve influência do estágio de sucessão na riqueza de formigas. Entretanto, foi verificada uma diferença significativa para a abundância de formigas entre os estágios sucessionais, sendo o estágio tardio o mais abundante. Provavelmente em função de maior disponibilidade de recursos encontrados no estágio tardio, as formigas podem manter nesses locais colônias com maior número de indivíduos. CASTRO, A. G., QUEIROZ, M. V. B. & ARAÚJO, L. M. O papel do distúrbio na estrutura de comunidades de formigas (Hymenoptera-Formicidae). Revista Brasileira de Entomologia. 34(1): 201-213, 1990. CRAWLEY, M. J. Statistical Computing – An Introduction to Data Analysis Using S-plus. John Wiley & Sons, London. 761 p., 2002. 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3145 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) As primeiras exibições cinematográficas em Montes Claros Revista Unimontes Científica; A exibição cinematográfica foi abordada, nesta comunicação, como uma problemática, já que a histórica do cinema brasileiro privilegiou, por muito tempo, a produção. Neste sentido, o resgate do passado cinematográfico, via exibição na cidade de Montes Claros, teve como objetivo contribuir para a constituição de um saber histórico articulado nas três esferas ou etapas de que participa uma película: a produção, a distribuição e a exibição. Para tal fim, pesquisamos vários registros em jornais – Opinião do Norte, A Verdade, Montes Claros, Gazeta do Norte, Correio do Norte – que tratam, em geral, sobre o cinema, e, especificamente, sobre a exibição das películas brasileiras. A pesquisa alcançou as primeiras décadas (10, 20) do século XX, no município de Montes de Claros e terminou no início dos anos sessenta, período na qual a principal fonte - o jornal Gazeta do Norte (1918-1962) - disponível em arquivos, parou de BERNARDET, Jean-Claude. Historiografia clássica do cinema brasileiro. São Paulo: ANNABLUME, 1995. (Coleção E; 2) CARVALHO, Jailson Dias. A exibição cinematográfica em Montes Claros; registros sobre projeções de filmes brasileiros mudos e falados, filmagens, salas de cinema de Montes Claros. Snt. Mimeo. CHARNEY, Leo & SCHWARTZ, Vanessa (org.). O Cinema e a invenção da vida moderna. São Paulo: Casac & Naify, 2004. 2 ed. (Coleção cinema, teatro e modernidade). GALDINO, Márcio da Rocha. Minas Gerais: Ensaio de Filmografia. Belo Horizonte: Editora Comunicação, 1983. GAZETA DO NORTE. Montes Claros, 30 de setembro de 1922, sábado, n. 219, ano V. p. 01. MONTES CLAROS. Montes Claros, 24 de fevereiro de 1918, n. 89, ano II. P. 02. PAULA, H. A. Montes Claros, sua história sua gente seus costumes. Montes Claros: Minas Gráfica Editora, 1979. 2 ed. V. 1, 2. VIANNA, N. Efemérides montesclarenses. Rio de Janeiro: Irmãos Pongetti Editores, 1964.
3146 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) Avaliação sensorial da cor da casca de banana “Prata Anã” Danieele Fabíola Pereira da Silva;Aline Rocha;Gisele Polete Mizobuts;Rogério Lellis Barbosa; Musa spp, aceitação sensorial e consumidor. Um importante fator na determinação da qualidade da banana, a ser comercializada, é a coloraçãoda casca, que serve como referência para se estabelecer, com certa precisão, o estádio de maturação dos frutos. Desta forma, este trabalho teve como objetivo determinar, por meio da técnica de mapa de preferência, a aceitação sensorial, em relação à cor de banana “prata anã”. Foram utilizados frutos provenientes de um bananal comercial de Janaúba/MG. Os frutos foram colhidos nos estágios de maturação 4 (fruto com casca mais amarelo do que verde), 5 (fruto amarelo com as extremidades verdes) e 6 (fruto totalmente amarelo). Após a colheita foi realizada uma seleção prévia dos cachos e pencas, eliminando-se os frutos com defeitos que poderiam influenciar, negativamente, a qualidade dos mesmos. Os cachos foram subdivididos em buquês com cinco frutos e estes foram lavados com água e detergente neutro. Os buquês foram acondicionados em bandejas plásticas de acordo com o estádio de amadurecimento e transportados para um supermercado local, onde foram submetidos à avaliação sensorial. A intenção de compra dos consumidores foi avaliada em uma escala linear horizontal não estruturada de 9 centímetros, composta de duas âncoras nas extremidades com 130 consumidores. Os resultados foram analisados via mapa de preferência interno. A separação espacial das amostras de banana sugeriu a existência de três grupos de acordo com a aceitação das mesmas. As amostras de banana que obtiveram aceitação por um maior número de consumidores foram as que os frutos se encontravam nos estádios de amadurecimento 5 e 6. A distribuição dos consumidores demonstrou que a aceitação foi bastante homogênea, indicando que houve definição de preferência dos consumidores por amostras no estádio de amadurecimento 6. ÁLVARES, V. S. et al, Determinação da coloração da casca de banana ‘prata’ pelos métodos químico e instrumental, após o tratamento com etileno exógeno. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 18., Florianópolis. Resumos... Florianópolis: SBF, CDROM, 2004. BALDRY, J.; COURSEY, D. G.; HOWARD, G. E. The comparative consumer acceptability of triploid and tetraploid bananas fruit. Tropical Science. v. 23, p. 33- 66, 1981. BEHRENS, J. H., SILVA, M. A. A. P.; WAKELING, I. N. Avaliação da aceitação de vinhos brancos varietais brasileiros através de testes sensoriais afetivos e técnica multivariada de mapa de preferência interno. Ciência e Tecnologia de Alimentos, Campinas, v. 19. 1999. CARNEIRO, J.C.S. Processamento industrial de feijão, avaliação sensorial descritiva e mapa de preferência. Viçosa, MG: 90f. Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2001. CHITARRA, M. I. F.; CHITARRA, A.B. Pós-colheita de frutos e hortaliças: fisiologia e manuseio. 2ª ed. Lavras, MG: UFLA, 785p., 2005 DADZIE, B. K.; ORCHARD, J. E. Routine post-harvest screening of banana/plantain hybrids: criteria and methods. Roma: IPGRI; Montpelier: INIBAP, (Guias técnicos Inibap, 2), 1997, 75 p. MATSUURA, F. C. A. U.; CARDOSO, R. L.; RIBEIRO, D. E. Qualidade sensorial de frutos de híbridos de bananeira cultivar Pacovan. Revista Brasileira de Fruticultura. v. 24, n. 1, p. 263 – 266, 2002. MINIM, V. P. R.; DANTAS, M. I. S. Avaliação Sensorial de produtos minimamente processados. III Encontro Nacional sobre processamento mínio de frutas e hortaliças. Universidade Federal de Viçosa-MG, Anais... p. 33-39, 2004. POLIGNANO, L. A. C.; DRUMOND, F. B.; CHENG, L. C. Mapa de preferência: Uma ponte entre marketing e P&D. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO DO DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO, 2, 2000, São Carlos. Anais... p. 96-102, 1994. SILVA, E. O., et al. Uso do SmartFresh (1-MCP) no amadurecimento controlado de banana ‘Prata Anã’. Interamerican Society for Tropical Horticulture, Miami, USA, v.47, n.1, p. 129-131, 2003.
3147 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) Produção de mini-alface em cultivo hidropônico Danieele Fabíola Pereira Silva;Mara Rosane Batirola da Silva;Rosmeri Terezinha Batirola da Silva;Ana Maria Mapeli;Camila Rodrigues Khouri;Suzana Patrícia Lisboa;Virgínia Álvares Souza;Paulo Roberto Gomes Pereira; alface, hidroponia, capilaridade. No Brasil, a alface (Lactuca sativa) é a folhosa mais comercializada, sendo boa fonte de sais minerais, além de se destacar por seu elevado teor de vitamina A. O presente trabalho objetivou avaliar a germinação e a produção, por área e por tempo de mini-alface em sistema hidropônico em diferentes concentrações de solução nutritiva e população de plantas de alface cv. Regina de verão. Houve influência da força da solução nutritiva quanto à taxa de produção de massa fresca da parte aérea da planta. Em função da força, o peso de massa seca foi linear decrescente, diferindo do comportamento da massa fresca. Analisando as quantidades de nutrientes das plantas, observa-se que, em função da força, houve comportamento linear e crescente de fósforo (P), enxofre (S) e potássio (K), enquanto para nitrato (NO3-), amônio (NH4 +) e cálcio (Ca) o comportamento foi quadrático. Somente para o magnésio (Mg), o comportamento foi linear e decrescente. A germinação das sementes foi influenciada pela força da solução nutritiva, havendo um decréscimo linear da germinação com o aumento da força, refletindo o efeito negativo do aumento da concentração de sais na solução sobre a germinação. Os dados indicam que a produtividade deve ser baseada na massa fresca, uma vez que é o critério avaliado pelo mercado consumidor. ABD-ELMONIEM, E. M.; et al. Effect of nitrogen form on lettuce plant grown in hydroponic system. Acta Horticulturae, 434: 47-52, 1996. BLANCHAR, R. W.; REM, G.; CALDWELL, A. C. Súlfur in plant material by with nitric and percloric acid. 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3148 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) Organogênese In Vitro em acessos de Maracujazeiro Amarelo infectados pelo vírus CABMV Leonardo Monteiro Ribeiro;José Ricardo Peixoto;Solange Rocha Monteiro de Andrade;Maria Olívia Mercadante Simões;Rúbia Santos Fonseca;Lorena Melo Vieira; Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deg.; organogênese in vitro; 6-benzilaminopurina. O presente trabalho foi realizado com o objetivo de estudar a organogênese in vitro de plantas de maracujazeiro amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deg.) infectadas com o vírus Cowpea aphid-borne mosaic vírus (CABMV). Foram avaliados cinco acessos: MAR-2003, MAR-2021, MAR-2024, MAR-2048, Rubi Gigante (RG) e quatro fontes de explantes: ápice caulinar, segmento internodal, segmento nodal e fragmento foliar. Foi utilizado para indução o meio MS suplementado por 2 mg.L-1 de 6-benzilaminopurina (6-BAP). O segmento nodal apresentou melhor desempenho no cultivo enquanto os piores resultados foram obtidos o fragmento foliar. O acesso RG apresentou pior desempenho no cultivo do segmento internodal. Foram observadas em cortes histológicos meristemóides em explantes de nó e ápice. ANJOS, J.R. dos; JUNQUEIRA, N.T.; CHARCHAR, M.J. A. Levantamento do passion fruit woodiness vírus em maracujazeiro-azedo no cerrado do Brasil Central. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 17. Belém. Anais… Belém: CBF, cd-rom, 2002. AYABE, M.; SUMI, S. A novel and efficient tissue culture method – “stem-disc dome culture” – for producing vírus-free garlic (Allium sativum L.). Plant Cell Report, Berlin, v. 20, p. 503-507, 2001. BECERRA, D.C.; FORERO, A.P.; GÓNGORA, G.A. Age and physiological condition of donor plants affect in vitro morphogenesis in leaf explants of Passiflora edulis f. flavicarpa. Plant Cell, Tissue and Organ Culture, Netherlands, v. 79, p. 87-90, 2004. BIASI, L.A. et al. Organogenesis from internodal segments of yellow passion fruit. Scientia Agrícola, Piracicaba, v. 57, p. 661-665, 2000. 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3149 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) Análise da volatilidade do retorno mensal de boi gordo: 1967-2005 Leonardo Bornacki de Mattos;Francisco Carlos Cunha Cassuce;Carlos André da Silva Müller; boi gordo, volatilidade, assimetria, persistência, modelos ARCH O presente trabalho teve o objetivo de realizar uma análise da volatilidade do retorno mensal de boi gordo. Pretendeu-se analisar a persistência de choques e a existência de assimetrias na volatilidade do retorno a partir de modelos da classe ARCH. Os resultados obtidos, a partir dos modelos GARCH e TARCH, indicaram que a variância condicional da série, sob a ocorrência de choques, tende a crescer no tempo, enquanto o mesmo não se pode afirmar com base no modelo EGARCH. A presença de assimetria na volatilidade foi rejeitada com base nos dois modelos utilizados. BOLLERSLEV, T. Generalized Autorregressive Conditional Heteroskedasticity. Journal of Econometrics , v.31, p.307-327,1986. BRESSAN, A.A.; LIMA, J.E. Modelos de previsão de preços aplicados aos contratos futuros de boi gordo na BM&F. Nova Economia, v.12, n.1, p. 117-140, jan./jun.2002, ENGLE, R.F. Autorregressive Conditional Heteroskedasticity with Estimates of the Variance of United Kingdom Inflation. Econometrica, v.50,n.4, p.987-1007,1982. FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Preço médio - recebido pelo produtor - boi gordo (em corte) - 15 kg (deflator:IGP-DI) - Mensal - R$ - FGV/Agroanalysis - Agroan12_PRBOIG12. Disponível em: . Acesso em: 24 out. 2005. MORETTIN, P.A.; TOLOI, C.M.C. Análise de séries temporais. São Paulo: Edgard Blücher, 535 p., 2004. NELSON, D.B. Conditional Heteroskedasticity in Asset Returns: A New Aproach. Econometrica ,v.59, p.347- 370,1991. SILVA, W.S.; SAFADI, T.; CASTRO JUNIOR, L.G.. Uma análise empírica da volatilidade do retorno de commodities agrícolas utilizando modelos ARCH: os casos do café e da soja. Revista de Economia e Sociologia Rural, v.43, n.1, p.119-134, jan/mar. 2005. ZAKOIAN, J.M. Threshold Heteroskedasticity Models. Journal of Economic Dynamics and Control ,v.18, p.931- 955.1994.
3150 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) Morfologia foliar em plantas de cinco fisionomias de cerrado do Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, GO Wander Faleiro; Morfologia foliar, Variações fenotípicas foliares, Cerrado Comunidades Vegetais variam em composição e riqueza de espécies dependendo das condições abióticas locais. O sucesso reprodutivo de colonização de uma espécie em um ambiente depende das estratégias adaptativas que a planta apresenta. Este estudo analisou respostas morfológicas foliares, em relação à variação de cinco diferentes fisionomias do Cerrado. Detectou-se uma tendência da mata de galeria apresentar espécies com folhas mais alongadas, maiores e com pecíolos mais compridos, e, o campo e o cerrado rupestre folhas menores e sésseis. As variações fenotípicas observadas nas 34 espécies, nas cinco áreas de estudo, devem estar ocorrendo como meio de aumentar a captação de luz. Deste modo, as diferenças morfológicas significativas encontradas, podem ser consideradas adaptativas, haja vista estarem contribuindo para a estabilidade funcional destas plantas. CARNEIRO, R. M. D. G.; et al. Primeiro registro de Meloidagyne mayaguensis em goiabeira no Brasil. Nematologia Brasileira 25(2): 223-228, 2001. CRAWLEY, M. J. Plant Ecology. Blackwell Science, Oxford, 1997. ENGEL, V. C.; STIEGLITZ, M.; WILLIAMS, M. & GRIFFIN, K. L. Forest canopy hydraulic properties and catchment water balance: observations and modeluing. Ecological Modeling 154(3): 263-288, 2002. FERRIS, R.; et al. Leaf stomatal and epidermal cell development: identification of putative quantitative trait loci in realtion to elevated . FERRIS, carbon dioxide concentration un poplar. Tree Physiology .22 (9): 633- 640, 2002. FURLEY, P. A. & RATTER, J. A. Soil resources and plant communities of central brazilian cerrado an their development. Journal of Biogeography 15: 97-108, 1988. FURZETO, A. 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3151 unicientifica v. 8 n. 1 (2006) Perfil das crianças atendidas na unidade de pediatria do Hospital Universitário Clemente de Faria, Montes Claros - MG Roseni Rosângela de Sena;Camilla Rodrigues Leite;José Jorge Francisco Santana;Maria Aparecida Vieira; Crianças; Pediatria; Hospitalização. Este artigo analisa o perfil das crianças atendidas na unidade de pediatria do Hospital Universitário Clemente de Faria, segundo diagnóstico de enfermidade, idade, sexo, procedência da criança, tempo de permanência no hospital, motivo da saída, tipo de moradia, ocupação dos pais e escolaridade da mãe. É um estudo de abordagem quantitativa realizado em 271 prontuários, no período de jan./2000 a dez./2004. A amostra foi obtida por processo probabilístico e efetuada através da estatística descritiva. Os resultados revelam o perfil em que predominam: crianças do sexo masculino, idade entre um a quatro anos, as mães possuem ensino fundamental incompleto, os pais são trabalhadores do setor de serviços e residem em casa de alvenaria, na cidade de Montes Claros. Estavam internadas pela primeira vez, tendo permanência média de nove dias e o diagnóstico “afecções do aparelho respiratório”. Espera-se que estes resultados possam subsidiar ações de adequação dos serviços prestados nesse ambiente terapêutico e de promoção da saúde. ALBERNAZ, Elaine P. et al. Fatores de risco associados à hospitalização por bronquite aguda no período pósneonatal. Rev. Saúde Pública. [on line]; ago. 2003, vol. 37, no. 4 [citado 06 de junho 2005], p. 485-493. Disponível em: Acesso em: 10 fev. 2005. ISSN 0034-8910. CASTERLINE et al. Apud SIMÕES, C.C.S. Perfis de Saúde e Mortalidade no Brasil: uma análise dos seus condicionantes em grupos populacionais específicos. Brasília, DF: Organização Panamericana da Saúde,141p., 2002. Classificação Brasileira de Ocupações - CBO on-line. Brasília: mtecbo. Ministério do Trabalho, 2002. Disponível em: . Acesso em: 5 jun. de 2005. Código Internacional de Doenças - CID on-line:. Disponível em . Acesso em: 8 jun. de 2005. COSTA, F. M. Absenteísmo relacionado à doença entre membros da equipe de enfermagem deum Hospital Escola. 2004. 114f. Monografia (Graduação em Enfermagem) – Unimontes, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2004. DUARTE, Simone Viana; FURTADO, Maria Suely. Manual para a Elaboração de Monografias e Projetos de Pesquisas. 2. ed. Montes Claros: UNIMONTES, 2002. 220 p. GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 160p., 1991. LEAO, Ennio et al. Pediatria Ambulatorial. Belo Horizonte: Cooperativa Editora de Cultura Médica, 528 p., 1997. LEOPARDI, Maria Tereza. Metodologia da Pesquisa na Saúde. 2. ed. Florianópolis: UFSC/ Pós Graduação em Enfermagem, 290 p., 2002. MALETTA, Carlos Henrique Mudado. Epidemiologia e Saúde Pública. 2.ed. aum., rev., atual., Belo Horizonte: [s.n.], 213 p., 1997. MATHIAS, Thais, A. F; SOBOLL, Maria Lúcia de M. S. Morbidade Hospitalar no Município da Região Sul do Brasil em 1992. Rev. Saúde Pública. [online]. Jun. 1996, v o l. 3 0 , n .3 , p . 2 2 4 -2 3 2 . D is p o n ív e l e m : < http:// www.scielosp.org/ scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034- 89101996000300004&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 27 mar. 2005. ISSN0034-8910. MINISTÉRIO DA SAÚDE. AIDPI – Atenção Integrada ás Doenças Prevalentes na Infância. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 277 p., 2003. OLIVEIRA, K. C. F.. Hospitalização da criança: a percepção do familiar acompanhante. 2001. 57 f. Monografia (Graduação em Enfermagem) – UNIMONTES, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2001. SIMÕES, C. C. S. Perfis de Saúde e de Mortalidade no Brasil: uma análise de seus condicionantes em grupos populacionais específicos. Brasília, DF: Organização Pan-Americana da Saúde, 141p., 2002. VICTORA, C. CESAR, J. Saúde Materno-infantil no Brasil – Padrões de Morbimortalidade e Possíveis Intervenções. In: ROUQUAYROL, M. Z.; FILHO, N. A. Epidemiologia & Saúde. 6. ed. Rio de Janeiro: MEDSI, cap.14, p. 415-461., 2003.
3152 unicientifica v. 7 n. 2 (2005) Dimensões múltiplas do desenvolvimento social Luciene Rodrigues; A Revista Unimontes Científica em seu sétimo Anúmero traz á comunidade científica o Dossiê
3155 unicientifica v. 7 n. 2 (2005) Tomando alho por bugalhos: o decantado desenvolvimento do Norte de Minas João Batista de Almeida Costa; Desenvolvimento, crença ideológica, crítica cultural Discussão crítica da noção de desenvolvimento por meio de duas estratégias inter-relacionadas. Por um lado, a partir da literatura sobre o assunto procuro desnaturalizar essa noção mostrando o contexto específico de sua emergência e de sua transformação em uma poderosa crença ideológica partilhada tanto pelos países centrais quanto pelos países periféricos. E, por outro lado, a partir de dados etnográficos e de interpretações historiográficas sobre o norte de Minas mostro que a noção de desenvolvimento possui significados variados para os diferentes grupos sociais que compõem esta região: as elites políticas e econômicas, os lavradores de descendência européia e as comunidades negras da Jahyba, dentre elas Brejo dos Crioulos, politicamente definidas como remanescentes de quilombo. Finalmente, faço uma leitura crítica sobre o compromisso ético dos intelectuais locais frente a estas populações e seus destinos. AMORIM, João Roberto Drumond. Oligarquias, Coronelismo, Caciques e Populistas. 2. ed. Montes Claros: Ed. Unimontes, 2001. ANASTASIA, Carla Maria Junho. A Sedição de 1736: estudo comparativo entre a zona dinâmica da mineração e a zona marginal do sertão agro-pastoril do São Francisco. 1983. Dissertação (Mestrado) – Departamento de Ciência Política, Universidade federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1983. BERNARDEZ, Manuel. O Gigante Deitado. Notas e Actos de doze annos de vida no Brasil. Rio de Janeiro: Leite Ribeiro, [s.d.]. 2 volumes. BHABHA, Homi K. O Local da Cultura. Belo Horizonte: UFMG, 1998. BOURDIEU, Pierre. A Economia dos Bens Simbólicos. In: Razões Práticas. 5. ed. São Paulo: Papirus. pp. 157-194, 2004. BURTON, Richard. Viagem de Canoa de Sabará ao Oceano. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1977. (Reconquista do Brasil, 37). 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3156 unicientifica v. 7 n. 2 (2005) Do estatuto do trabalhador rural à Carta de 1988: contribuição à análise da constituição da previdência social dos trabalhadores rurais no Brasil Rômulo Soares Barbosa; Com a Constituição de 1988, os agricultores familiares, os pescadores e garimpeiros artesanais foram incluídos, como segurados especiais, no sistema previdenciário dos trabalhadores rurais no Brasil. A partir de estudos sobre efeitos sócio-econômicos dos benefícios previdenciários, esse processo, denominado Universalização da Previdência Rural, ganhou notoriedade. O presente trabalho procura fazer uma análise do processo de construção social e político da previdência social rural. O texto está estruturado em quatro partes. Na primeira parte, objetiva-se uma breve caracterização da previdência rural; em seguida tratase da discussão em torno do Estatuto do Trabalhador Rural, na terceira aborda-se a instituição do Funrural e do Prorural, e por fim, tece-se algumas considerações em torno da experiência recente de universalização ocorrida a partir de 1988. BARBOSA, Rômulo S. Universalização da Previdência Social Rural: efeitos para a agricultura familiar e o sindicalismo rural. 2002. Dissertação (Mestrado) – CPDA, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2002. BARBOSA, Rômulo S. Seguro Social e Seguro Agrícola: o duplo papel da Previdência Social Rural. Revista Científica, v.5, n.1. Montes Claros: Unimontes, jan./ jun. 2003. CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. CORADINI, Odaci L. Representações Sociais e Conflitos nas Políticas de Saúde e Previdência Social Rural. 1988. Tese (Doutorado) – MN, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1988. DELGADO, Guilherme C. Universalização de Direitos Sociais Mínimos no Brasil: o caso da previdência rural nos anos 90. Brasília: IPEA, 2000. FLEURY, Sônia. Estado sem Cidadãos: seguridade social na América Latina. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1994. GOMES, Angela M. de Castro. Burguesia e Trabalho: política e legislação social no Brasil 1917-1937. Rio de Janeiro: Campus, 1979. LEFORT, Claude. A Invenção Democrática: os limites da dominação totalitária. Trad. Isabel M Louveiro. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1987 MALLOY, James M. A Política de Previdência Social no Brasil. São Paulo: Graal, 1986. MARSHALL, T. H. Cidadania e Classe Social. Brasília: Ministério do Interior/Projeto Rondon, 1988. (Leituras sobre a cidadania) ______. Política Social. Trad. Gadelha, Meton P. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1967. MAX-NEEF, Manfred, et. alli. Desarrollo a Escala Humana: una opción para el futuro. In: Development Dialogue, no especial. Santiago-Chile: Cepaur/Fundación Dag Hammarsklöld, 1986. NOVAES, Regina R. De corpo de alma: catolicismo, classes sociais e conflitos no campo. Rio de Janeiro: Graphia, 1997. OFFE, Claus. Capitalismo Desorganizado: Transformações Contemporâneas do Trabalho e da Política. São Paulo: Brasiliense, 1989. ______. Problemas Estruturais do Estado Capitalista. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984. SANTOS, Wanderley G. Cidadania e Justiça. Rio de Janeiro: Campus, 1979. SIGAUD, Lygia. Direito e gestão de injustiças. In: Antropologia Social – comunicações PPGSA. n.4. Rio de Janeiro: Museu Nacional/UFRJ, 1994. SCHWARZER, Helmut. Previdência Rural e Combate à Pobreza no Brasil: resultados de um estudo de caso no Pará, In: Estudos Sociedade e Agricultura. Rio de Janeiro: CPDA/UFRRJ, 2000. VIANNA, Luiz Werneck [1976]. Liberalismo e Sindicato no Brasil. 4. ed. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1999. ZIMMERMANN, Clóvis. A Previdência Rural Brasileira no Contexto das Políticas Públicas. Revista Espaço Acadêmico. N. 48. [s.l.], Maio, 2005.
3157 unicientifica v. 7 n. 2 (2005) Envelhecimento populacional: algumas questões Marília Borborema Rodrigues Cerqueira;Roberto do Nascimento Rodrigues; Envelhecimento populacional; idosos; velhice A população brasileira tem apresentado um processo agudo de envelhecimento, incluindo as populações das áreas menos desenvolvidas do país, como o Norte do estado de Minas Gerais. Este artigo apresenta questões referentes ao envelhecimento populacional do país, de Minas Gerais, da região Norte e do município de Montes Claros. A exemplo do que ocorre no conjunto do estado e do país, o município está em processo de envelhecimento populacional, com a proporção de indivíduos de 60 anos ou mais passando de 4,1% em 1980 para 6,6% em 2000, em relação ao total da população residente. ASSESSORIA PARA ASSUNTOS DA SUDENE. Área do polígono das secas em Minas Gerais. Palácio dos Despachos, Mimeografado, 2000. BARROS, R. P.; MENDONÇA, R.; SANTOS, D. Incidência e natureza da pobreza entre idosos no Brasil. In: CAMARANO, A. A. (Org.) Muito além dos 60: os novos idosos brasileiros. Rio de Janeiro: IPEA, p.221-249, 1999. CAMARANO, A. A. et al. Como vive o idoso brasileiro? In:______. (Org.) Muito além dos 60: os novos idosos brasileiros. Rio de Janeiro: IPEA, p. 19-71, 1999. CAMARANO, A. A.; GHAOURI, S. K. Idosos brasileiros: que dependência é essa? In:______. (Org.) Muito além dos 60: os novos idosos brasileiros. Rio de Janeiro: IPEA, p. 281-304, 1999. CHESNAIS, J.-C. El proceso de envejecimiento de la poblacion. Santiago, Chile: Naciones Unidas, CEPAL/ CELADE, p. 145, 1990. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Minas Gerais e suas regiões de planejamento: crescimento populacional e distribuição espacial. Informativo CEI, Demografia. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, p. 23, 2002. ______. Mudanças no padrão da distribuição etária: o rápido envelhecimento da população mineira. Informativo CEI, Demografia. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, p. 11, 2002. GARCIA, R. A. Modernização e crescimento populacional nos municípios de Minas Gerais: uma aplicação do método “grade of membership”. In: SEMINÁRIO SOBRE A ECONOMIA MINEIRA, 9, 2000, Diamantina, M.G. Anais. Belo Horizonte: UFMG/ CEDEPLAR, p. 925-956, 2000. IBGE. Censo demográfico: Brasil. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em , 2000. IBGE. Censo demográfico: Minas Gerais. Rio de Janeiro: IBGE, 1970, 1980, 1991, 2000. MOREIRA, M. M. O envelhecimento da população brasileira em nível regional: 1940-2050. In: ENCON TRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, 11, 1998, Caxambu, M.G. População, globalização e exclusão. Anais. Belo Horizonte: IBEP, 1 CD-ROM, 1998. NASCIMENTO, M. R. Feminização do envelhecimento populacional: expectativas e realidades de mulheres idosas quanto ao suporte familiar. In: WONG, L. L. R. (Org.). O envelhecimento da população brasileira e o aumento da longevidade: subsídios para políticas orientadas ao bem-estar do idoso. Belo Horizonte: UFMG/CEDEPLAR, ABEP, p. 191-218, 2001. OLIVEIRA, M. F. M. et al. Formação social e econômica do Norte de Minas. Montes Claros: UNIMONTES, p. 428, 2000. REIS, G. A. Algumas considerações sobre o processo de desenvolvimento recente da região mineira do Nordeste. In: SANTOS, G. R. (Org.) Trabalho, cultura e sociedade no Norte/Nordeste de Minas. Montes Claros: Best Comunicação e Marketing, 1997. SANTANA, J. A. A influência da migração no processo de envelhecimento populacional das regiões de planejamento do estado de Minas Gerais. 2002. 106 p. Dissertação (Mestrado em Demografia) - Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2002. VERAS, R. P. País jovem com cabelos brancos: a saúde do idoso no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Relume Dumará, UERJ, p. 224, 1994. VERAS, R. P.; ALVES, M. I. C. A população idosa no Brasil: considerações acerca do uso de indicadores de saúde. In: MELLO JORGE, M. H. P.; GOTLIEB, S. L. D.; LAURENTI, R. (Ed.). A saúde no Brasil: análise do período 1996 a 1999. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde / OMS, p. 320-337, 2001. VIANNA, U. S. Monographia do município de Montes Claros: breves apontamentos históricos, geográficos e descritivos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1916. apud OLIVEIRA, M. F. M. et al. Formação social e econômica do Norte de Minas. Montes Claros: UNIMONTES, p. 428, 2000.
3158 unicientifica v. 7 n. 2 (2005) Centro de distribuição: investimento ou sobrevivência Juarez Nonato Guimarães; Centro de Distribuição; Redução de Custos; Produtividade O objetivo deste artigo foi analisar o posicionamento estratégico das principais empresas de laticínios brasileiras. Para tanto, realizou-se uma pesquisa tipo aplicada, de nível explicativo e de caráter qualitativo, tendo como meio de investigação o estudo de caso. A amostra foi selecionada por tipicidade, e a pesquisa aconteceu em duas etapas. A primeira etapa foi uma pesquisa indireta, a fim de conhecer a dinâmica setorial na década de 2000 e conhecer o posicionamento competitivo das principais indústrias e varejistas de laticínios do país. Na segunda etapa a pesquisa foi direta, por meio de entrevistas semi-estruturadas, com os seis principais hipermercados em atividade no país, além de três indústrias de laticínios destacadas entre os cincos primeiros no rancking brasileiro de laticínios e ainda, dois dos maiores atacadistas em nosso mercado. Optou-se por estuda-los, pois, a partir de acompanhamento prévio, verificou-se que eles se destacavam em desempenho mercadológico e financeiro em suas atividades, sendo desconhecido se havia mais vantagens ou desvantagens em se espalhar centros de distribuição pelos estados brasileiros. A análise por meio da cadeia de valor mostrou que há vantagens pela centralização através de centros de distribuição espalhada nos estados, conseqüentemente, nas principais cidades brasileiras por tratar-se de sua sobrevivência, conseguindo agilidade no abastecimento das lojas, atendimento aos clientes com economia e maior rapidez, benefícios com redução de custos, aumento de produtividade, melhoria e qualidade nos níveis de serviços prestados, garantindo a competitividade da indústria e varejo no mercado brasileiro. ABRAS. Associação brasileira dos supermercados. São Paulo, 2004. BALLOU, Ronaldo H. Logística Empresarial – Transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BALLOU, Ronaldo H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização e logística empresarial. São Paulo: Bookman, 2001. BORGES, Altamiro Planejamento e Logística Ltda. Espaço Logístico. Associação Brasileira dos Supermercados. Mar./2001. BORGES, Altamiro. Armazém do futuro. Boletim Espaço Logístico, São Paulo, p. 2, mar./abr. 1999. FLEURY, Paulo F.; WANKE, Peter; FIGUEIREDO, Kleber. Logística empresarial: a perspectiva brasileira. São Paulo: Atlas, 2000. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1994. GURGEL, Floriano A. Logística industrial. São Paulo: Atlas, 2000. LAMBERT, Douglas M.; STOCK, James R.; VANTINE, J. G. Administração estratégica da logística. São Paulo: Makron Books, 1998. MARÉ, Assessoria em Logística. Tendências na logística dos centros de distribuição. São Paulo: 1996. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição: estratégia, operação e avaliação. Rio de Janeiro: Campus, 2001. NOVAES, A. G. Sistemas logísticos: Transportes, armazenagem e distribuição física de produtos. São Paulo: Edgard Blucher, 1989. REIS, M. A. S. Tendências na logística dos centros de distribuição. São Paulo: Maré Assessoria em Logística, 1996. (apresentado ao Seminário de Informação e Logística). SUPERMERCADOS. Revista de Supermercados. Tendências comerciais. São Paulo, 2005. SILVA, Alex Castro; PENNA, Luciana B. Comportamento estratégico e obtenção de resultado: uma análise de três suinocultores setelagoanos de médio porte. Doutorando em administração pela UFLA e Mestre em administração pela Faceca. Artigo publicado na revista Pensamento Contábil do Centro Universitário Newton Paiva. Belo Horizonte, 2005.
3159 unicientifica v. 7 n. 2 (2005) Novos movimentos sociais e o movimento de mulheres Sarah Jane Alves Durães;Fernanda Veloso Lima;Flávio de Oliveira Carvalho; movimentos sociais, conflito sociais, movimento de mulheres Este artigo discute algumas perspectivas teóricas explicativas sobre os movimentos sociais e, em específico, toma como objeto de análise o movimento das mulheres. Apresenta como esse movimento assumiu algumas características ao longo da história, sua dimensão organizativa, a partir da segunda metade do século XX e, sobretudo, sua consolidação como parte dos novos movimentos sociais. BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo. 8.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991. BOUDON, Raymond; BOURRICAUD, Francois. Movimento de Mulheres. In.: ______. Dicionário Crítico de Sociologia. Trad. Maria Letícia Guedes Alcoforado e Durval Ártico. São Paulo: Ática, p. 493-496, 1993. BOUDON, Raymond; BOURRICAUD, Francois. Movimento Social. In.: ______.Dicionário Crítico de Sociologia. Trad. Maria Letícia Guedes Alcoforado e Durval Ártico. São Paulo: Ática, p. 500-503, 1993. BUTLER, Judith. La cuestión de la transformación social. In: BECK-GERNSHEIM, Elisabeth; BUTLER, Judith; PUIGVERT, Lídia (Orgs.) Mujeres y transformaciones sociales. Esplugles de Llobregat: El Roure, p.7-30, 2001. GOHN, Maria da Glória. O Paradigma dos Novos Movimentos Sociais. In: ______. Teoria dos movimentos sociais – paradigmas clássicos e contemporâneos. São Paulo: Loyola, p. 121-170, 1997. GOHN, Maria da Glória. O Paradigma Marxista na análise dos Movimentos Sociais. In:____. Teoria dos movimentos sociais – paradigmas clássicos e contemporâneos. São Paulo: Loyola, p. 171-207, 1997. GOHN, Maria da Glória. Uma proposta teóricometodológica para a análise dos Movimentos Sociais na América Latina. In: ______. Teoria dos movimentos sociais – paradigmas clássicos e contemporâneos. São Paulo: Loyola, p. 241-271, 1997. LUNA, Lola G. Los movimientos de mujeres como la otra cara de la política: género, exclusión e inclusión en el caso latinoamericano. In: ______. Los movimientos de mujeres en América Latina y la renovación de la história política. Santiago de Cali: Manzana de la Discórdia, p. 45-63, 2003. LUNA, Lola G. Contextos históricos discursivos de género y movimientos de mujeres en América Latina. In: ______. Los movimientos de mujeres en América Latina y la renovación de la história política. Santiago de Cali: Manzana de la Discórdia, p. 65-84, 2003. MIRANDA NETTO, Antônio Garcia de. et al. Movimentos Sociais. In: Dicionário de Ciências Sociais. Fundação Getúlio Vargas, Instituto de Documentação: Benedicto Silva. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, p. 788- 790, 1986. ______. Mudança Social. In: Dicionário de Ciências Sociais. Fundação Getúlio Vargas, Instituto de Documentação: Benedicto Silva. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, p. 791-792, 1986. PERROT, Michelle. Mulheres Públicas. Trad. Roberto Leal Ferreira. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1998. PINTO, Céli Regina Jardim. Movimentos sociais: espaços privilegiados da mulher enquanto sujeito político. In: COSTA, Albertina; BUSCHINI, Cristina. (Orgs.) Uma questão de gênero. São Paulo: Rosa dos Tempos, 1992. QUINTANEIRO, Tânia. Classes Sociais. In: QUINTANEIRO, Tânia; BARBOSA, Maria Lígia; OLIVEIRA, Márcia Gardênia de. (Orgs.) Um Toque de Clássicos. Belo Horizonte: Ed. UFMG, p. 78-82, 2001. SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Revista Educação e Realidade, v. 20, n. 2. Porto Alegre, jul/dez. 1995. WOLLSTONECRAFT, Mary. Vindicación de los derechos de la mujer. Madri: Edições Cátedra, 2000.
3160 unicientifica v. 7 n. 2 (2005) Origens da congada: controvérsias e convergências Rodrigo de Souza Ferreira; Congada; cultura afro-brasileira; escravização africana. Ao longo do século XX, diversos autores se empenharam na tarefa de encontrar alguma explicação para a origem das festas de coroação de rei do Congo. Várias foram as interpretações propostas nesse esforço, ora convergindo para uma mesma direção, ora destoando radicalmente umas das outras. Sem ter a pretensão de esgotar o assunto (o que, de qualquer forma, parece impossível), as linhas que se seguem pretendem destacar alguns dos caminhos trilhados por pesquisadores de diversas áreas, evidenciando que o longo e infindo debate sugere sempre resultados parciais e possibilidades latentes. ANDRADE, Mário de. Os congos. Lanterna Verde, Rio de Janeiro, n.2, p. 36-53, fev.1935. ARAÚJO, Alceu Maynard. Cultura popular brasileira. 3. ed. São Paulo: Melhoramentos, p. 198, 1977. BARBOSA, Waldemar de Almeida. O Congado no Oeste mineiro. Revista brasileira do folclore, Rio de Janeiro, v. 5, n. 11, p. 5-22, jan./abr. 1965. BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil: Contribuição a uma sociologia das interpenetrações de civilizações. Trad. de Maria Eloisa Capellato e Olívia Krähenbühl. São Paulo: Pioneira: Editora da Universidade de São Paulo, 2v. 1971. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Guerreiros devotos, negros dançantes: origens e controvérsias sobre ritos de negros em festas de igreja. In: ______. Festim dos bru xos: estudos sobre a religião no Brasil. Campinas: Editora da Unicamp; São Paulo: Ícone, 1987. cap. 6, p.191-234. BRÁSIO, Antônio. O problema da eleição e coroação dos reis do Congo. Revista portuguesa de história, Coimbra, v. 12, n. 1, p. 351-381, 1969. CARNEIRO, Edison. Dinâmica do folclore. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, p. 188, 1965. CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. 3. ed. rev. e aum. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1972. (Coleção dicionários especializados, 3). FERNANDES, Florestan. Congadas e batuques em Sorocaba. In: ______. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Difusão Européia do Livro, cap. XII, p.239- 255, 1972. INTRODUÇÃO ao estudo do congado. Belo Horizonte: Universidade Católica de Minas Gerais, p. 104, 1974. MARTINS, Leda Maria. Afrografias na memória: o Reinado do Rosário no Jatobá. São Paulo: Perspectiva; Belo Horizonte: Mazza Edições, p. 194, 1997. (Coleção Perspectiva). RAMOS, Arthur. O negro brasileiro. 1º volume: Etnografia religiosa. 3. ed. São Paulo: Nacional, p. 378, 1951. RAMOS, Arthur. O folclore negro do Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Casa do Estudante do Brasil, p. 264, 1954. REILY, Suzel Ana. Manifestações populares: do “aproveitamento” à reapropriação. In: REILY, S. A.; DOULA, S.M. (Orgs.). Do folklore à cultura popular. ENCONTRO DE PESQUISADORES NAS CIÊNCIAS SOCIAIS. Anais... São Paulo: Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, p.1-31, 1990. SCARANO, Julita. Devoção e escravidão: a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos no Distrito Diamantino no Século XVIII. 2. ed. São Paulo: Nacional, p. 178, 1978. SOUZA, Marina de Mello e. História, mito e identidade nas festas de reis negros no Brasil – séculos XVIII e XIX. In: JANCSÓ, István; KANTOR, Iris (Orgs.). Festa: cultura e sociabilidade na América portuguesa, volume I. São Paulo: Hucitec: Editora da Universidade de São Paulo: Fapesp: Imprensa Oficial, p. 249-260, 2001. (Coleção Estante USP – Brasil 500 anos; v.3). SOUZA, Marina de Mello e. Reis negros no Brasil escravista: história da festa de coroação de Rei Congo. Belo Horizonte: Editora de UFMG, p. 387, 2002. (Humanitas).
3161 unicientifica v. 7 n. 2 (2005) O papel do enfermeiro dentro da equipe de enfermagem: a percepção do auxiliar Carla Silvana Oliveira Silva;José Márcio Girardi de Mendonça;Helen Juliana Costa; Enfermeiro; Auxiliar de Enfermagem; Percepção O presente estudo teve como objetivo apreender as contradições e dinâmicas da prática do relacionamento entre enfermeiros e auxiliares de enfermagem da equipe de enfermagem do Hospital Aroldo Tourinho de Montes Claros - MG. Trata-se de um estudo descritivo, de natureza qualitativa, cujos sujeitos foram 15 auxiliares de enfermagem que trabalham nos setores de Enfermaria Especial (clínica médica), Maternidade e Bloco Cirúrgico da instituição em estudo. Os dados foram obtidos através de entrevista semi-estruturada, no período de 27 de Abril a 09 de Maio de 2004, contendo uma única questão norteadora: Qual é, para você, o papel do enfermeiro dentro da equipe de enfermagem?”. A análise dos dados foi orientada por Minayo (2001) concluindo-se que, para os auxiliares de enfermagem, o papel do enfermeiro está relacionado com áreas de administração, gerenciamento, supervisão, relacionamento, qualificação e cuidado. O resultados colhidos e analisados apontaram o reconhecimento do papel do enfermeiro por parte dos auxiliares, indicando a ampliação do conceito de assistência de enfermagem, que passa a envolver o gerenciamento de todos os recursos e atividades voltadas para a sua viabilização. ALMEIDA, Maria Cecília Puntel de; ROCHA, Juan Stuardo Yazille. O Saber de Enfermagem e sua Dimensão Prática. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1986. BERNARDES, Andréa. O trabalho Administrativo dos Enfermeiros sob a Ótica dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem. Revista Nursing. Rio de Janeiro. V. 60, n. 6, mai. 2003. BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Resolução no . 196/96. Brasília: Ministério da Saúde, 1996. BRASIL. Formação Pedagógica em Educação Profissional na Área de Saúde: Enfermagem. Núcleo Contextual: Módulos 4 e 5. Rio de Janeiro: Fundação Osvaldo Cruz, 2002. COLLET, Neuza; ROZENDO, Célia Alves. Humanização e Trabalho na Enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília, mar./abr. 2003. GEOVANINI, Telma; MACHADO, William C.A.; MOREIRA, Almerinda; SCHOELLER, Soraia Dorneles. História da Enfermagem - Versões e Interpretações. 2. ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2002. KURCGANT, Paulina (coord.). Administração em Enfermagem. São Paulo: EPU, 1991. MEDEIROS, Luzia Cecília de. O papel do Enfermeiro Hoje. Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília, v. 50, n. 2, abr./jun. 1997. MINAYO, Maria Cecília de Souza. O Desafio do Conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 7. ed. São Paulo: Hucitec – Abrasco, 2000. MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org.). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade.19. ed. Petrópolis: Vozes, 2001. NOGUEIRA, Roberto Passos. O Trabalho em Serviços de Saúde. In: SANTOS, Izabel. et al. Guia Curricular para Formação do Auxiliar de Enfermagem – Área Hospitalar: área curricular V: Participando do processo Pro dutivo em Unidades Hospitalares. Belo Horizonte: Escola de Enferamgem da UFMG/PRODEN, 1995. PEDUZZI, Marina. O Processo de Trabalho de enfermagem: a cisão entre planejamento e execução do cuidado. Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília, v. 55, n. 4, jul./ago. 2002. TREVIZAN, Maria Auxiliadora. Dimensões Factual e Virtual no Gerenciamento da Enfermeira. Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília. v. 52, n. 4, out./dez. 1999. TRIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à Pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1990.
3162 unicientifica v. 7 n. 2 (2005) Efeitos alelopáticos de seis espécies arbóreas da família Fabaceae Maria Neudes Sousa de Oliveira;Maria Olívia Mercadante-Simões;Leonardo Monteiro Ribeiro;Paulo Sérgio Nascimento Lopes;Eduardo Gusmão;Bruna Anair Souto Dias; Anadenanthera colubrina, Acacia bahiensis, Albizia blanchetii, Chloroleucon tortum, Machaerium scleroxylon, Copaifera langsdorffii, Alelopatia Foram avaliadas as propriedades alelopáticas dos extratos aquoso (material vegetal + água fervente) e etanólico (material vegetal + etanol 80%) de Anadenanthera colubrina, Acacia bahiensis, Albizia blanchetii, Chloroleucon tortum, Machaerium scleroxylon e Copaifera langsdorffii sobre a germinação e o desenvolvimento de plântulas de alface. Os extratos aquosos de flores e folhas de C. tortum e de folhas de A. blanchetii inibiram a taxa de germinação em 99 e 100%, respectivamente. Os maiores efeitos inibitórios sobre o comprimento das plântulas foram promovidos pelos extratos foliares aquoso de M. scleroxylon e etanólicos de C. langsdorffii e A. bahiensis, com 100, 85 e 82% de inibição, respectivamente. ALMEIDA, F.S. A defesa das plantas. Ciência Hoje, v. 11, n. 62, p. 38-45, 1990. ALVES, P.L.C.A.; TOLEDO, R.E.B.; GUSMAN, A.B. Allelopathic potential of Eucalyptus spp. In: NARWAL, S.S. (Ed.) Allelopathy Update. Enfield, Science Pub., v.2, p.131-148, 1999. BORGES, E.E.L.; LOPES, E.S.; SILVA, G.F. Avaliação de substâncias alelopáticas em vegetação de uma floresta secundária. 1 – Árvores. Revista Árvore, v. 18, n. 1, p. 69-84, 1993. BORGES, E.E.L.; SILVA, G.F.; LOPES, E.S. Avaliação de substâncias alelopáticas em vegetação de uma floresta secundária. 2 – arbustos. Revista Árvore, v. 18, n. 3, p. 275-286, 1994. COUTINHO, L.M.; HASHIMOTO, F. Sobre o efeito inibitório da germinação de sementes produzido por folhas de Calea cuneifolia DC. Ciência e Cultura, v. 23, n. 6, p. 759-764, 1971. DIONELLO-BASTA, S.; BASTA, F. Inibidores de germinação e de crescimento em plantas usadas na medicina popular. Ciência e Cultura, v. 36, n. 9, p. 1602- 1606, 1984. EBERLEIN, C.V. Germination of Shorghum almun seeds and longevity in soil. Weed Science, v. 35, p. 796- 801, 1987. FERREIRA, A. G.; AQUILA, M. E. A. Alelopatia: uma área emergente da ecofisiologia. Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal, Brasília, v. 12 (Edição especial), p. 175-204, 2000. HEISEY, R.M. Identification of on allelopathic compound from Ailanthus altissima (Simaroubaceae) and caracterization of its herbicidal activity. American Journal of Botany, v. 83, n. 2, p. 192-200, 1996. JACOBI, U.S.; FLECK, N.G. Avaliação do potencial alelopático de genótipos de aveia no início do ciclo. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 35, n. 1, p. 11-19, 2000. MELKANIA, N. P. Allelopathy in forest and agroecosystems in the Himalayan region. In: RIZVI, S. J. H.; RIZVI, V. (Eds.). Allelopathy. Basic and applied aspects. London: Chapman & Hall, p. 371-388, 1992. PRATES, H.T.; PAES, J.M.V.; PIRES, N.M.; FILHO, I.A.P.; MAGALHÃES, P.C. Efeito do extrato aquoso deleucena na germinação e no desenvolvimento do milho. Pes- quisa Agropecuária Brasileira, v. 35, n. 5, p. 909-914, 2000. RIETVELD, W.J.; SCHLESINGER, R.C.; KESSER, K.J. Allelophathic effects of black walnut on European black alder coplanted as a nurse species. Journal of Chemical Ecology, v. 9, p. 1119-1133, 1983. RIZVI, S. J. H.; HAQUE, H.; SINGH, U. K., & RIZVI, V. A discipline called Allelopathy. In: RIZVI, S. J. H.; & RIZVI, H. (Eds.) Allelopathy: Basic and Applied aspects. London, Chapman & Hall, p. 1-10, 1992. TUKEY JÚNIOR, H. B. Implicatioons of allelopathy in agricultural plant science. Botanical Review. Bronx, v. 35, p. 1-16, 1969.
3163 unicientifica v. 7 n. 2 (2005) Tecamebas (Protozoa Rhizopoda) associadas às macrófitas aquáticas da bacia do rio Jequitinhonha: Parque Estadual do Rio Preto e Parque Estadual do Grão Mogol, MG. Maria Beatriz Gomes e Souza; Tecamebas aquáticas, rio Jequitinhonha, Unidades de Conservação, Serra do Espinhaço Os ambientes estudados encontram-se preservados em Áreas Protegidas e se localizam no Platô de Diamantina e Serra do Grão Mogol, na Serra do Espinhaço, em Minas Gerais. Tecamebas pertencem ao grupo dos protozoários providos de “tecas” que proliferam entre plantas aquáticas e são apontados como bons indicadores da qualidade das águas. O objetivo do trabalho foi reportar a riqueza de tecamebas associadas às macrófitas aquáticas identificadas em dois rios da bacia do rio Jequitinhonha, localizados nos Parques Estaduais do Grão Mogol e do Rio Preto. Foram identificados um total de 108 táxons, que pertencem a 17 gêneros, sendo 78 espécies, 13 sub-espécies e 17 morfo-espécies. Os gêneros Difflugia, Nebela e Centropyxis apresentaram o maior número de táxons e 17 novos registros foram reportadas para o Brasil. BOOTH, R.K. Ecology of testate amoebae (Protozoa) in two lake superior coastal wetlands: implications for paleoecology and environmental monitoring. Wetlands, v. 21, n. 4, p. 564-76, 2001. CHARDEZ, D. Historie naturelle de Protozoaires Thecamoebiens. Natural. Belges, v. 48, n. 10, p. 484- 576, 1967. CORLISS, J.O. Biodiversity and biocomplexity of the Protists and overview of their significant roles in maintenance of our biosphere. Acta Protozool. V. 41, p. 199-219, 2002. DABÉS, M.B.G.S. Microfauna aquática do Rio Peruaçu, na Gruta Janelão, APA Cavernas do Peruaçu, M.G. Informativo SBE, [s.l.], v. 77, p. 6-7, 1999. DABÉS, M.B.G.S.; VELHO, L.F.M. Assemblage of testate amoebae (Protozoa, Rhizopoda) associated to aquatic macrophytes stands in a marginal lake of the São Francisco river floodplain, Brazil. 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3164 unicientifica v. 7 n. 1 (2005) A integralidade na formação e atenção em saúde João Felício Rodrigues Neto; A integralidade contrapõe-se à abordagem fragmentária e reducionista dos indivíduos. O olhar do profissional, neste sentido, deve ser totalizante, com apreensão do sujeito biopsicossocial. Assim, seria caracterizada pela assistência que procura ir além da doença e do sofrimento manifesto, buscando apreender necessidades mais abrangentes dos sujeitos. Trata-se de um recurso por meio do qual o conhecimento cientificamente produzido no campo da saúde, intermediado pelos profissionais de saúde, atinge a vida cotidiana das pessoas, uma vez que a compreensão dos condicionantes do processo saúdedoença oferece subsídios para a adoção de novos hábitos e condutas de saúde.
3166 unicientifica v. 7 n. 1 (2005) Perfil de mortalidade na região norte do estado de Minas Gerais no ano de 1997 Antônio Gonçalves Maciel;Maria Ivanilde Pereira Santos;Andréa Maria Eleutério Barros Lima Martins;Elizabeth Ferreira de Pádua Melo Franco;Mara Lúcia Fernandes do Vale; Perfil de mortalidade, grupos de causas,saúde, perdassociais, Norte de Minas Gerais O trabalho refere-se a uma análise do perfil de mortalidade na Região Norte do Estado de Minas Gerais no ano de 1997, quando se tornou mais vigorosa a municipalização da saúde na região. O principal objetivo do trabalho é identificar o padrão de mortalidade, considerando os óbitos informados e registrados no Sistema de Informaçõessobre Mortalidade – SIM do Ministério da Saúde, por capítulo da Classificação Internacional de Doenças- CID, e por Grupos de Causas, no ano de 1997. Para tanto, foram calculadas astaxas de mortalidade geral e proporcional e analisadassegundo sexo e faixa etária. Como principaisresultados, observou-se que o padrão de mortalidade na região é homogêneo e que as causas de morte que geram maiores perdas sociais para a população norte-mineira são as ligadas às doenças do aparelho circulatório, as doenças ligadas às causas externas e as neoplasias, seguidas pelas doenças infecciosas e parasitárias. Merece destaque ainda o fato de um terço das mortes ocorridas na região, no ano de 1997, estarem relacionadas às causas mal definidas BARRETO, M. L. & CARMO, E. H. Situação de Saúde da população Brasileira: Tendências Históricas, Determinantes e Implicações para as Políticas de Saúde. Informe Epidemiológico do SUS. 3 (3/4):5-34, jul/dez, 1994. DATASUS – Sistema Público de Informação em Saúde. Sistema de Informação em Mortalidade – SIM. Disponível no site: www.saude.gov.br. DIRETORIA DE AÇÕES DESCENTRALIZADAS DE SAÚDE – DADS / Montes Claros. Documentos referentes à disponibilização de profissionais médicos na Região Norte de Minas Gerais, Montes Claros: 2004. FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil; 2000. Disponível no site: www.fjp.org.br. JORGE, Maria Helena Prado de Mello. A saúde no Brasil: análise do período 1996 a 1999. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2001. LAURENTI, Ruy et. al. A Saúde no Brasil: Análise do período 1996 – 1999. Brasília: Organização Pan-Americana de Saúde, 2001. MALETTA, Carlos Henrique Mudado. Epidemiologia e Saúde Pública. Belo Horizonte, 1997, V. I. MALETTA, Carlos Henrique Mudado. Epidemiologia e Saúde Pública. Belo Horizonte, 1997, V. II. MALETTA, Carlos Henrique Mudado. A cidade e os Cidadãos: Belo Horizonte – 100 anos. Belo Horizonte, 1997. MALETTA, Carlos Henrique Mudado. Bioestatística – Saúde Pública/Carlos Henrique Mudado Maletta. 3ª ed. Belo Horizonte: Editora Independente, 2000. MINAYO, M. C. S. Os Muitos Brasis: Saúde e População na Década de 80. São Paulo-Rio de Janeiro, HucitecABRASCO, 1995. MINISTÉRIO DA SAÚDE, Coordenação Geral de Informações e Análise Epidemiológica. Departamento de Análise da Situação de Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde, 2004. MINISTÉRIO DA SAÚDE, Coordenação Geral de Informações e Análise Epidemiológica, Departamento de Análise da Situação de Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, 2001. MINISTÉRIO DA SAÚDE, Brasília/ DF. DATASUS: Sistema de Informações sobre mortalidade – SIM http:// tabnet.datasus.gov.br. Acesso em maio de 2004. MINISTÉRIO DA SAÚDE, Brasília/ DF. DATASUS: Informações sobre Hipertensão e Diabetes – Hiperdia. Disponível no site: http://tabnet.datasus.gov.br. Acesso em maio de 2004. PAES, Neir Antunes. A Mortalidade por Causas no Brasil: Qualidade e Comportamento dos Dados. Associação Brasileira de Estudos Populacionais – ABEP, Belo Horizonte, 1996. PEREIRA, Maria Ivanilde. Os Serviços de Saúde na Região Norte do Estado de Minas Gerais Antes e Depois da Municipalização: avaliação de eficiência a partir demedidas regionais e de bem estar social. Belo Horizonte, 2001. Dissertação (Mestrado em Economia) - UFMG/CEDEPLAR. RIPSA. Rede Interagencial de Informações para a Saúde. Indicadores Básicos de Saúde no Brasil: Conceitos e Aplicações, Brasília: OPAS, 2002. SCOCHI, Maria José. Evolução da mortalidade por causas evitáveis e expansão dos recursos municipais de saúde em Maringá, Paraná. Rev. Saúde Pública, 33 (2): 129-36,1999. SOUZA, E. R. & MINAYO, M. C. S. “O Impacto da Violência Social na Saúde Pública do Brasil: Década de 80’. In: MINAYO, M. C. S. Os Muitos Brasis: Saúde e População na Década de 80. São Paulo-Rio de Janeiro, Hucitec-ABRASCO, 1995. p. 102-45. YASAKI, L.M. Causas de Morte e Esperança de Vida ao Nascer no Estado de São Paulo e Regiões - 1975 - 1983. São Paulo, SEADE, 1990. (Coleção Realidade Paulista).
3167 unicientifica v. 7 n. 1 (2005) Inquérito nutricional dos usuários do refeitório do Hospital Universitário Clemente de Faria Antônio Sérgio Barcala-Jorge;Gislaine Cândida Batista Jorge;André Luiz dos Santos;Paulo Adriano Leal Pimenta; hábitos alimentares, atividade física, qualidade de vida, educação nutricional. Avaliar os hábitos alimentares e fatores predisponentes à ocorrência de patologias relacionadas com alimentação dos funcionários/usuários do refeitório do HU. Metodologia: Realizou-se inquérito nutricional com 273 funcionários de 26-28/julho/2004. Foram pesados, medidos, e responderam a um questionário. Resultados: os participantes, 46% estavam acima do peso e 2% abaixo dele; 66,5% das mulheres e 40% dos homens estavam insatisfeitos com o seu peso; 43% praticavam atividade física, mais 2x/semana; 43% ingeriam 5-8 copos d’água/dia; 9% faziam de 5-6 refeições/dia; 84% acreditavam na inter-relação qualidade de vida e alimentação. Conclusão: Promover e proteger a saúde com metas que trabalhem Educação nutricional é um importante componente na promoção da saúde e da prevenção de doenças. NOBREGA, F.J. Distúrbios da Nutrição. Rio de Janeiro: Revinter 1998; CHRISTAKIS, G. Nutritional assessment in health programs. American Journal of Public Health, Washington. V. 63, p 82, nov./ 1973. HALPERN, A. Obesidade: tratamento e prevenção. Rev. Nutrição em Pauta. n. 50, p 10-17, set./out., 2001. CURY, A.J. Obesidade: uma epidemia da atualidade. Rev. Nutrição – Qualidade em Alimentação. n.12, p 12- 14, abr., 2002. MAHAN, L.K.; ARLIN, M.T. Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. São Paulo: Roca, 1994. CASTRO, F.A.F.; et. al.. Educação Nutricional: a importância da prática dietética. Rev. Nutrição em Pauta. n. 52, p 09-15, jan./fev., 2002. BONOMO, E; CAIAFFA, W.T; CESAR, C.C. et al. Food intake according to socioeconomic and demographic profile: the Bambuí Project. Cad. Saúde Pública. V.19, p.1461-1471, Sept./Oct., 2003.
3168 unicientifica v. 7 n. 1 (2005) Perfil do médico em Montes Claros e sua atuação no Sistema Único de Saúde - SUS Loco-Regional Maria Ivanilde Pereira Santos;Elizabeth Ferreira de Pádua Melo Franco;Leandro Gonçalves Oliveira;Luciano Teixeira de Faria;Norberto Marcelino de Oliveira Neto;Tammy da Silva Amaral;Verônica Fialho Ribeiro; Sistema Único de Saúde – SUS, médico, mudanças, atuação profissional O artigo traça o perfil do médico no município de Montes Claros e faz considerações sobre a atuação deste profissional no Sistema Único de Saúde - SUS loco -regional. As transformações pelas quais passou o sistema de saúde brasileiro nas últimas décadas afetam, diretamente, o trabalho dos profissionais que atuam nesta área, incluindo o médico que busca adaptar a sua formação às novas e diferentes exigências tanto do SUS quanto do mercado de trabalho. Para compreender melhor esta questão, foi realizado um trabalho investigativo junto aos médicos que atuam no município. Dentre os principais resultados destaca-se a Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes como a instituição de ensino responsável pela formação da maioria dos médicos que atuam no município de Montes Claros. Destaca-se, ainda, que, apesar das dificuldades apresentadas, o médico tem feito uma avaliação positiva do SUS. BRASIL. Ministério da Saúde. Lei 8080. Brasília, DF: 1990. BRASIL. Ministério da Saúde. Lei 8142. Brasília, DF: 1990. ESCOREL, S. Reviravolta na Saúde: Origem e Articulação do Movimento Sanitário. Rio de Janeiro, Fiocruz: 1998. FONSECA, D. S. Autoritarismo e Política Social: Os Programas de “Medicina Simplificada” no Brasil. Dissertação de Mestrado. UFMG: 1984. LAKATOS, C. M.; & MARCONI, M. Metodologia Científica. São Paulo: Atlas, 1986. MACHADO. M. H. A mão de obra feminina no setor saúde no Brasil. In: LABRA, ME (org) Mulher, saúde e sociedade no Brasil. Petrópolis: Vozes/Abrasco, 1989. MACHADO. M. H. Os médicos e sua prática profissional: as metamorfoses de uma profissão, Rio de Janeiro: 1996, tese de doutorado, Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. MACHADO. M. H. et. All. Perfil dos médicos no Brasil. Relatório final. Rio de Janeiro: FIOCRUZ/CFM/MSPNUD; 1996. MACHADO. M. H. (org). Os médicos no Brasil: um retrato da realidade. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1997. MEDICI, A. C. Estrutura e dinâmica da força de trabalho médica no Brasil na década de 70. Rio de Janeiro: PEC/ ENSP/FIOCRUZ, 1987. PEREIRA, M. I. Os serviços de saúde na região Norte do Estado de Minas Gerais antes e depois da municipalização: avaliação de eficiência a partir de medidas regionais e de bem estar social. Dissertação de Mestrado, Belo Horizonte: 2001, UFMG/CEDEPLAR. SANTOS FILHO, L. C. História geral da medicina brasileira. São Paulo: Hucitec, 1991. SCHRAIBER, L. B. O médico e seu trabalho: limites da liberdade. São Paulo: Hucitec, 1993. STARR, P. La transformation social de la medicina em los Estados Unidos de América. Trad. Agustín B. México: Fondo de Cultura Económica, 1991.
3169 unicientifica v. 7 n. 1 (2005) Levantamentos epidemiológicos brasileiros das condições de saúde bucal Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins;Fabiana dos Santos Melo;Flávia Malta Fernandes;Juliana Alves Boa Sorte;Luiz Gustavo de Aguiar Coimbra;Rafaella Carvalho Batista; Foram realizados poucos levantamentos epidemiológicos sobre saúde bucal na população brasileira, sendo os mesmos de grande importância para a avaliação das condições de saúde da população e elaboração de políticas de saúde. Neste estudo, foram investigados os principais pontos dos quatro levantamentos de base nacional realizados nos anos de 1986, 1993, 1996 e 2003. O último foi considerado o mais abrangente, sendo investigadas várias condições, de forma inédita, com destaque para as questões subjetivas. Nota-se que houve uma melhoria dos índices de saúde bucal da população, de 1986 a 2003, o que pode ser atribuído, em parte, às diferenças metodológicas. Deve-se buscar a padronização dos levantamentos para comparação de resultados e análise de tendências, assim como a criação de um sistema de vigilância epidemiológica da saúde bucal no Brasil. BRASIL. Ministério da Saúde – Coordenação Nacional de Saúde Bucal. Projeto SB Brasil 2003: Condições de Saúde Bucal da população Brasileira. Disponível em: www.saude/saudebucal. Acesso em mar. 2004. BRASIL. Ministério da Saúde – Coordenação Nacional de saúde Bucal. Resultados Principais do Projeto SB Brasil 2003: Condições de Saúde Bucal da população Brasileira 2002-2003. Brasília-DF, 2004. BRASIL. Ministério da Saúde – Divisão Nacional de Saúde Bucal. Levantamento Epidemiológico em Saúde Bucal: Brasil, zona urbana. 1986. Série C: Estudos e Projetos, 4. 1988. 137p. Disponível em: www.saude/ saudebucal. Acesso em mar. 2004. BUISCHI, Yvonne Paiva. Promoção de Saúde Bucal na Clínica Odontológica. São Paulo: Editora artes Médicas, 2000. EKSTRAND, K; QUIST, V; THYLSTRUP, A. Light microscope study of the effect of probing in occlusal surfaces. Caries Res., Basel, v. 21, n. 4, p. 368-374, Jul/ Aug. 1987. GUIMARÃES, Marcus Martins; MARCOS, Baldeia. Perda de dente relacionada a razões clínicas segundo a classe social. Rev. do CROMG, v. 1, n. 2, p.54-61, Ago/ Dez. 1995. GUIMARÃES, Marcus Martins; MARCOS, Baldeia. Expectativa de perda de dentes em diferentes classes sociais. Rev. do CROMG, v. 2, n. 1, p. 16-20, Jan/Jun, 1996a. GUIMARÃES, Marcus Martins; MARCOS, Baldeia. Impacto das classes sociais nas extrações de dente. Rev. do CROMG, v. 2, n. 2, p.78-82, Jul/dez, 1996b. LOESCHE, W.J.; SVANBERG, M.L.; PAPE, H.R. Intraoral transmission of streptococcus mutans by a dental explorer. J. Dent. Res., Washington, v. 58, n. 8, p. 1765- 1770, Aug. 1979. MALTZ, Mariza; CARVALHO, Joana. Diagnóstico da doença cárie. In: KRIGER, Léo et al. ABOPREV: Promoção de Saúde Bucal. São Paulo: Editora Artes Médicas, 1997. P. 70-91. NADANOVISK, Paulo. O declínio da cárie. In: PINTO, Vítor Gomes. Saúde Bucal Coletiva. 4. ed. São Paulo: Editora Santos, 2000. P. 341-351. OLIVEIRA, Ângelo Giuseppe Roncalli Costa; UNFER, Beatriz; COSTA, Íris do Céu Clara; ARCIERI, Rogério Moreira, SALIBA, Nemre Adas. Influência de modificações nos critérios de diagnóstico de cárie nos levantamentos epidemiológicos. Revista do CROMG V. 4 n. 1 jan/jun. de 1998. PEREIRA, Maurício Gomes. Epidemiologia teoria e prática. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.596p. PINTO, Vítor Gomes. Saúde Bucal Coletiva. 4. ed. São Paulo: Editora Santos, 2000. 541p. PINTO, Vítor Gomes. Estudo epidemiológico sobre a prevalência da cárie dental em crianças de 3 a 14 anos, Brasil, 1993. Brasília: SESI-DN, 1996. RONCALLI, Ângelo Giuseppe. Levantamento Epidemiológico de Saúde Bucal, Brasil, 1996: Relatório Paralelo. Natal, 1998a. Disponível em: Acesso em jun. 2004. RONCALLI, Ângelo Giuseppe. Perfil Epidemiológico de Saúde Bucal no Brasil 1986-1996. Natal, 1998b. Disponível em: . Acesso em jun. 2004.
3170 unicientifica v. 7 n. 1 (2005) Abordagem integral no atendimento odontológico à gestante Soraya Mameluque;Edwaldo Barbosa de Souza Júnior;José Carpintero Rezende;Carla Cristina Gonçalves da Costa;Ingrid M. Vanham;Josiane M. Oliveira;Mônica V. Rocha;Tailly da S. Amaral;Wagner A. L. de Carvalho; Gestação, abordagem integral, saúde bucal. Estudos recentes evidenciam a importância do profissional da odontologia durante a gestação, período esse em que acontecem numerosas alterações fisiológicas. A maioria dos procedimentos odontológicos, desde que corretamente realizados, não gera quaisquer males ao feto, sobretudo quando executados no período gestacional ideal. Este é ainda o período ideal para se motivar e educar a gestante que se encontra receptiva à incorporação de hábitos saudáveis que beneficiem a sua saúde e a do bebê. É necessária a formação de profissionais aptos a prestar atendimento diferenciado à gestante, incluindo ações preventivas e curativas, para que se promova a saúde bucal da mãe e, conseqüentemente, do bebê. ANDRADE, E. D. Terapêutica Medicamentosa em Odontologia. São Paulo: Artes Médicas, 2001, p. 54-62. BARROS, B.; MOLITERMO, L. Seria a doença periodontal um novo fator de risco para o nascimento de bebês prematuros e de baixo peso? Revista Brasileira de Odontologia., v. 58, n. 4, jul-ago/2001, p. 256- CARRANZA, F.; NEWMAN, M. Periodontia Clínica. 8ª Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997, p. 200-203. COELHO, M. Farmacoterapia durante a gravidez: algumas recomendações. Jornal do CROMG, jul/2002. CORRÊA, M. Odontopediatria na Primeira Infância. São Paulo: Santos, 1999. DE CASTRO, F. et al. Tratamento odontológico no período da gravidez: enfoque para o uso de anestésicos locais. J. B. C., v.6, n.31, 2002. DOUGLAS, C. Patofisiologia Oral. v. 2, São Paulo: Pancast, p. 151. ELIAS, R. Odontologia de alto risco: pacientes especiais. Rio de Janeiro: Revinter, 1995, p. 117-132. FERREIRA, N.F.; et. al. Atenção Odontológica a gestantes. Para quê? Araçatuba, SP, 2002. Disponível no site: www.unesp.org.br. Acessado em 01/10/03. FOURNIOL FILHO, A. Pacientes especiais e a odontologia. São Paulo: Santos, 1998, p. 217-234. LINDHE, J. Tratado de periodontia clínica e implantologia oral. 3ª ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999, p. 246-253. MARTINS, V.F. A importância da Odontologia para as gestantes. Jornal da APCD. Set, 2004, p. 8-9. MONTANDON, E. Hábitos dietéticos e de higiene bucal em mães no período gestacional. Jornal Brasileiro de Odontopediatria e Odontologia do Bebê, v. 4, n. , Curitiba, mar-abr/2001. MOORE, K.; PERSAUD, T. Embriologia Clínica. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000, p. 183-184. NEVILLE, B. et al. Patologia Oral e Maxilofacial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998, p. 362-363. NEWMAN, M. O uso de antibióticos e antimicrobianos na prática odontológica. São Paulo: Quintessence Ed., , p. 2117-221. NUNES, M.; MARTINS, R. Conhecimentos, comportamentos e atitudes em saúde bucal entre gestantes assistidas por instituições públicas de saúde. J. B. P., v. 2, n. 6, jan-fev/1999, p. 17-25. PERES, S. et al. Tratamento alternativo de controle da cárie dentária no período materno infantil. Rev. APCD, v. 55, n.5, set-out/2001, p. 346-350. SANTOS-PINTO, L. et al. O que as gestantes conhecem sobre saúde bucal? J. Bras. Odontopediatria e Odontologia do Bebê, v. 4, n. 20, Curitiba, set-out/2001, p. -434. SCAVUZZI, A.; ROCHA, M. Atenção Odontológica na gravidez: uma revisão. Rev. da Faculdade de Odontologia da UFBA, v. 18, jan-jun/1999, p. 46-52. SILVA, L. Postura de um grupo de gestantes da cidade de Curitiba-PR em relação à saúde bucal de seus futuros bebês. J.Bras. Odontopediatria e Odontologia do bebê, v. 2, n. 8. 1998, p. 262-266. SILVA, S. Atendimento à gestante: 9 meses de espera? Rev. APCD, v. 56, n. 2, mar-abr/2002, p. 89-99. SILVEIRA, R.; CARLOS JR.; SOUZA, E. Avaliação das condições de saúde e higiene bucal em gestantes. Rev. Cons. Reg. Odont. Pernambuco, v. 3, n. 2, jul-dez/ , p. 61-70. SONIS, S. et al. Princípios e prática de medicina oral. .2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995, p. 144- SOUZA, F. Gravidez e cirurgia odontológica ambulatorial. R. B. O., v. 3, n. 2, mar-abr/1980, p. 7- THYLSTRUP, A.; FEJERSKOV, O. Cariologia Clínica. 2ª ed. São Paulo: Santos, 1995, p. 307. TORTAMANO, N.; ARMONIA, P. Guia Terapêutico Odontológico. 14 ed. São Paulo: Santos, 2001. Wannmacher, L.; Ferreira, M. B. C. (1999), Uso de fármacos durante a gestação e lactação. In: Farmacologia clínica para dentistas, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999.
3171 unicientifica v. 7 n. 1 (2005) Educação em saúde: análise e reflexão das práticas educativas na odontologia Simone de Melo Costa;João Felício Rodrigues Neto;Sarah Jane Alves Durães; Educação em saúde, odontologia, saúde bucal. Na perspectiva de uma odontologia voltada para a promoção da saúde, a educação em saúde é uma atividade de suma importância. Propõe-se, por meio de uma revisão de literatura, a análise e reflexão das práticas educativas em saúde na odontologia. As práticas são influenciadas pelos modelos flexneriano e de produção social de saúde. O discurso dominante é ainda da unicausalidade embasada no biologismo, sendo assim, não contribui para diminuir as desigualdades em saúde. Diante deste fato, conclui-se que faz-se necessário promover mudanças nas práticas dominantes no sistema de saúde, considerando os determinantes sociais da saúde na abordagem educativa. ANJOS, M. F. Bioética nas desigualdades sociais. In: GARRAFA, V.; COSTA, S. I. F. (org.) 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3172 unicientifica v. 7 n. 1 (2005) A Influência do exercício físico para tratamento do portador de transtorno afetivo bipolar Patrícia Lessa;Tais Akemi Dellai Oshita; Este estudo tem como objetivo: verificar as alterações psicobiológica que acometeu os portadores do distúrbio afetivo bipolar, relacionando-as com a prática dos exercícios físicos, que, proporcionando alterações das reações fisiológicas que caracterizam essa patologia, e, em conseqüência, amenizam alguns dos sintomas decorrentes. A presente pesquisa é de caráter bibliográfico, relaciona as áreas de psicopatologia, exercício físico, fisiologia e psiquiatria; caracteriza-se por ser descritiva e qualitativa interdisciplinar, servindo para auxiliar os profissionais de educação física que se interessam em trabalhar com portadores deste transtorno. Este estudo conclui que deve haver uma perspectiva multidisciplinar no atendimento do portador deste transtorno, auxiliando o profissional de educação física na busca pelo conhecimento da patologia, para que este possa fazer um programa com intensidade e volume adequados atendendo as suas reais necessidades. ABDALA, Paulo. Aspectos Gerais do Portador de Transtorno Afetivo Bipolar. Semana da Saúde da Academia Espartacus, 2005, Maringá. [palestra proferida no dia 12 de mar. de 2005]. AS BASES NEUROLÓGICAS DAS PSICOPATOLOGIAS. Disponível em: . Acesso em: 01 abr. 2005. BOSCOLO, Rita Aurélia; ROSSI, Márcio Vinícios; SILVA, Priscila Bueno et al. Sono e exercício Físico. In: MELLO, Marco Túlio de; TUFIK, Sergio. Atividade Física, exercício físico e aspectos psicobiológicos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004, p.19-34. COTRAN, Ramzi S.; KUMAR, Vinay; COLLINS, Tucker. Robins, Patologia estrutural e funcional. 6.ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. DEPRESSÃO NORMAL E PATOLÓGICA. Disponível em: . Acesso em: 01 abr. 2005. ESTEVES, Andréa Maculano; SANTANA, Marcos Gonçalves de; VILAR, Ana Paula Ferreira (et al). Sistema Nervoso e Exercício Físico. In: MELLO, Marco Túlio de; TUFIK, Sérgio. Atividade Física, exercício físico e aspectos psicobiológicos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004, p.1-9. FENICHEL, Otto. Teoria psicanalítica das neuroses. São Paulo: Rio de Janeiro: Belo Horizonte: Atheneu, 1997. GALLO, José Carlos. Personal Training: metodologia para o sucesso. JORNADA PARANAENSE DE EDUCAÇÃO FÍSICA, 2004, Curitiba. [curso proferido no dia 24-27 de abr. de 2004]. HOLMES, D. S. Psicologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. KAPLAN, Harold I.; SADOCK, Benjamin J.; GREBB Jack A. Compêndio de psiquiatria: ciências do comportamento e psiquiatria clínica. 7.ed., Porto Alegre: Artmed, 2003. MEIRELES, Morgana E. A. Atividade física na 3ª idade. Rio de Janeiro: Sprint, 1997. ROEDER, M. A. Benefícios da atividade física em pessoas com transtornos mentais. Revista Brasileira de atividade Física e Saúde. v.4, n. 2, p. 62-76, 1999. SANTOS, Eduardo Henrique Rosa; MELLO, Marcos Túlio; TUFIK, Sérgio. Ritmos Biológicos e Exercício Físico. In: MELLO, Marco Túlio de; TUFIK, Sérgio. Atividade Física, exercício físico e aspectos psicobiológicos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004, p.11-18. STELLA, Sérgio Garcia; ANTUNES, Hanna Karen Moreira; SANTOS, Ruth Ferreira et al. Transtorno do Humor e Exercício Físico. In: MELLO, Marco Túlio de; TUFIK, Sérgio. Atividade Física, exercício físico e aspectos psicobiológicos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004, p.51-59. STONE, M. H. A cura da mente: a história da psiquiatria da antiguidade até o presente. Porto Alegre: Artmed, 1999. STROCK, M. Informações sobre saúde mental e doença mental. National Institute of Mental Health. trad. Serviço de Saúde Pública Nacional, 1991. THOMAS, Jerry R.; NELSON, Jack k. Métodos de pesquisa em Atividade Física. 3.ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.
3173 unicientifica v. 7 n. 1 (2005) Percursos Historiográficos e fontes orais: elementos para uma discussão Rejane Penna; historiografia, fontes orais, metodologia A partir dos anos 70, percebeu-se uma renovação nos trabalhos envolvendo História. Novas temáticas foram abordadas e temas tradicionais enfocados sob perspectivas inovadoras. O processo foi acompanhado pela ampliação da noção de fonte histórica, considerando-se diversos vestígios como válidos para auxiliar na interpretação. Dessa forma, as fontes orais, recusadas por muito tempo pela historiografia tradicional, tomaram, pouco a pouco, espaço privilegiado na nova historiografia. Atualmente, grupos nas universidades e instituições públicas e privadas utilizam de forma intensa esse tipo de fonte. O presente trabalho busca esclarecer se a ampliação do número de pesquisadores que se envolveram com as fontes orais e utilizaram os resultados obtidos em suas pesquisas foi acompanhada, no mesmo nível, pelo aprofundamento metodológico, implicando em avanços reais na discussão historiográfica. AUGRAS, Monique. História oral e subjetividade. In: SIMSON, Olga Rodrigues de Moraes von (org.). Os desafios contemporâneos da História Oral. Campinas: Área de Publicações CMU/Unicamp, 1997. BECKER, Jean-Jacques. O handicap do a posteriori. In: AMADO, Janaína e FERREIRA, Marieta de Moraes (coord.) Usos e abusos da História Oral. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1996. CONSTANTINO, Núncia Santoro de. Pesquisa hisitórica e análise de conteúdo – Pertinências e possibilidades. Revista Estudos Íbero-Americanos – PUCRS, V.XXVIII, n. 1, p.183-194, jun. 2002 DE BONI, Luis e GOMES, Nelci Rogério. Entre o passado e o desencanto: entrevistas com imigrantes italianos e seus descendentes no Rio Grande do Sul. Escola Superior de Teologia São Lourenço de Brindes. Porto Alegre/Caxias do Sul. Editora da Universidade de Caxias do Sul, 1983. EIZIRIK, Moysés. Aspectos da vida judaica no Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Escola Superior de Teologia de São Lourenço de Brindes; Caxias do Sul, Editora da Universidade de Caxias do Sul, 1984. FELIZARDO, Joaquim J. A Legalidade – o último levante gaúcho. Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1988. GALVÃO, Antônio Mesquita e ROCHA, Vilma Guerra. Mucker - Fanáticos ou vítimas?. Porto Alegre, Edições EST, 1996. GUTFREIND, Ieda. A historiografia rio-grandense. Porto Alegre: Ed. Da Universidade/UFRGS, 1992. HARRITS, Kirsten Folke e SHARNBERG, Ditte. Encontro com o contador de histórias. História Oral. Revista da Associação Brasileira de História Oral. n.3, jun. de 2000. LASSWELL, H.D. L’analyse de contenu et le langage de la politique. Revue Française de Science Politique. 2 (3), 1952: 505-520 PORTELLI, Alessandro. Tentando aprender um pouquinho. Algumas reflexões sobre a ética na História Oral. Projeto História, n.15. Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em História e do Departamento de História. São Paulo. Abril/97. QUEVEDO, Júlio (org.). Rio Grande do Sul: quatro sé culos de história. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1999. TEDESCO, João Carlos. Colonos, carreteiros e comerciantes. Escola Superior de Teologia. Porto Alegre, 2002. ZANINI, Maria Catarina. Sangue, suor e lágrimas – narrativas da colonização italiana em Santa Maria”.In: QUEVEDO, Júlio (org.). Rio Grande do Sul: quatro séculos de história. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1999.
3174 unicientifica v. 7 n. 1 (2005) Ataque de um inseto galhador (Diptera: Cecidomyiidae) em Astronium fraxinifolium (Anacardiaceae) em uma floresta estacional Marcílio Fagundes;Cintia Lepesqueur Gonçalves; Hipótese do Vigor, Hipótese da Arquitetura, resistência da planta, galhas Muitas hipóteses têm sido propostas para explicar a variação na riqueza e abundância de insetos herbívoros em hospedeiros coespecíficos. Este estudo descreve o padrão de ataque de um inseto galhador (Diptera: Cecidomyiidae) em Astronium fraxinifolium, testando as Hipóteses do Vigor e da Arquitetura da Planta Hospedeira. Para testar estas hipóteses, a preferência para oviposição da fêmea do galhador foi avaliada contando-se o números de ataques do galhador em dez ramos de dez árvores adultas, localizadas na reserva da COPASA, em Juramento (MG). Os resultados do estudo indicam que a resistência da planta hospedeira constitui o principal fator de mortalidade do galhador. Além disto, as fêmeas do inseto galhador atacam preferencialmente ramos mais vigorosos e plantas estruturalmente mais complexas, corroborando as Hipóteses do Vigor e da Arquitetura da planta. Entretanto, quando se analisa apenas o número de galhas que sobrevivem, escapando das defesas da planta, este padrão de ataque se torna pouco conspícuo. Assim, estes fatores de mortalidade devem ser considerados com mais atenção em outros estudos que envolvem interações entre herbívoros e suas plantas hospedeiras. BUTIGNOL, C. A. & PEDROSA-MACEDO, J. H. Biologia de Neotrioza tavaresi Crawford, 1925 (Hemiptera, Psyllidae), galhador da folha do araçazeiro (Psidium cattleianum). Revista Brasileira de Entomologia, 47 (1): 1-7, 2003. CORNELISSEN, T. G. & FERNANDES, G. W. Patterns of attack by herbivores on tropical shrub Bauhinia brevipes (Leguminosae): Vigour or chance? European Journal of Entomology, 98 (1): 37-40. 2001. ENGLISH-LOEB, G., STOUT, M. J. & DUFFEY, S. S. 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3175 unicientifica v. 7 n. 1 (2005) Apitoxina Germano Leão Demolin Leite;Silma Leite Rocha; Veneno de abelha, princípios ativos, medicina, veterinária Os produtos da colméia trouxeram contribuições importantes para a civilização humana, principalmente na saúde, na alimentação e, dentre os produtos utilizados, pode-se destacar o veneno das abelhas. Alguns aspectos da apitoxina como histórico, finalidade quanto ao uso humano e animal, reação alérgica, composição e a regulamentação de seu uso são apresentados nesta revisão. ANDREU, D.; UBACH, J.; BOMAN, A.; WAHLIN, B.; WADE, D.; MERRIFIELD, R. B.; BOMAN, H.G. Shortened cecropin A-melittin hybrids. Significant size reduction retains potent antibiotic activity. FEBSLetters, v.96, n.2, p. 190-194, 1992. ANFOSSO, C.F.; PHILIP-JOET, F.; REYNAUD-GAUBERT, M.; ARNAUD, A.; CAPRA, F.A.; JOET, F.P.; GAUBERT, M.R. Occurrence of cold urticaria during venom desensitization. Dermatologica, v.180, n.4, p. 277, AZHITSKII, G.YU; AZHITSKII, D.G. 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3176 unicientifica v. 7 n. 1 (2005) A adoção planejada da gestão pró-ativa do conhecimento Edson Oliveira Neves; Conhecimento, cultura, informação, tecnologia e aprendizagem organizacional O conhecimento constitui hoje o recurso determinante no sucesso para a maior parte das atividades empresariais. A gestão do conhecimento envolve a utilização pela organização do conhecimento individual e organizacional para alcance de seus objetivos no mercado. A gestão do conhecimento, pelas suas peculiaridades, exige um adequado planejamento com um enfoque estrutural e cultural que propicie a introdução da gestão e sua contínua aplicabilidade. Nesse sentido, tomam dimensões importantes os aspectos culturais além da informação, da tecnologia e da aprendizagem organizacional. Este artigo procura destacar a importância deste planejamento e analisa seu enfoque e estrutura a partir de duas importantes linhas de ação. GRAEML, A. R. Sistemas de Informação: o alinhamento da estratégia de T.I. com a estratégia corporativa. São Paulo: Atlas, 2000. NEVES, E. O. Gestão do conhecimento. Monografia (Pósgraduação lato sensu em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2004. SOUZA, J. C. V. de.; KUBO, E. K. de. M. Aprendizagem organizacional e qualidade total: vantagem competitiva. Revista Unicsul, Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo, ano 7, n. 9, p. 225-232, dez. 2002. TERRA, J. C. C. Gestão do conhecimento: aspectos conceituais e estudo exploratório sobre as práticas de empresas brasileiras. São Paulo: 1999. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2003. TOLEDO, F. de; REGIS, R. Recursos humanos e globalização: como enfrentar os novos desafios com humanismo e competência. São Paulo: FTA, 1996. VICO MAÑAS, A. Administração de Sistemas de Informação. 3. ed. São Paulo: Érica, 2002. ZOUAIN, D. M. Gestão de instituições de pesquisa. Rio de Janeiro: FGV, 2001.
3180 unicientifica v. 2 n. 2 (2001) Escravidão e Criminalidade: Montes Claros - 1830-1850 Alysson Luiz Freitas de Jesus; . BOTELHO, Tarcísio Rodrigues. Famílias e Escravarias: demografia e família escrava no Norte de Minas Gerais no século XIX.. São Paulo: USP, 1994. (Dissertação de Mestrado – História Social) FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. Homens Livres na Ordem Escravocrata. 4. ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1997. MACHADO, Maria Helena P. T. Crime e Escravidão: Trabalho, Luta e Resistência nas Lavouras Paulistas. 1830-1888. São Paulo: Brasiliense, 1987
3181 unicientifica v. 2 n. 2 (2001) Morte do Homem, Morte do Sujeito: Nietzsche e a crítica à metafísica da subjetividade em Descartes Alex Fabiano C. Jardim; Metafísica, -Subjetividade, Genealogia, -Cogito, Sujeito, Modernidade O trabalho tem como proposta mostrar o aparecimento de uma das críticas mais radi cais à metafísica na história do pensamento: a filosofia de Friedrich Nietzsche. Rompendo com a tradição do pensamento moderno iniciado em Descartes, Nietzsche tematiza a questão da genealogia do sujeito em contraposição à teoria do sujeito como substância pensante, introduzindo na história do pensamento a urgência de pensarmos o homem como multiplicidade de forças, desconsiderando os postulados de verdade que a metafísica cartesiana institui a respeito do homem-sujeito e problematizando a possibilidade de um novo “ethos”. A crítica à metafísica da subjetividade em Nietzsche significa a afirmação de uma vontade de potência, uma transvaloração de todos os valores como a condição para a criação de diferentes possibilidades de vida. BALEN, R. M. L. Sujeito e identidade em Nietzsche. Rio de Janeiro: UAPÊ, 1999, 95p. DESCARTES, R. Discurso do Método. Trad. Enrico Corvisieri. São Paulo: Nova Cultural, 1999, (Coleção Os Pensadores). ______. Obras Escolhidas. Trad. J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1962, 439 p. DELEUZE, G. Nietzsche e a Filosofia. Trad. Edmundo Fernandes Dias e Ruth Joffily Dias. Rio de Janeiro: Rio, 1976, 170 p. DIAS, R. M. Nietzsche e a questão do gênio. In: PIMENTA NETO, O . J. e BARRENECHEA, M. A (Org.) Assim Falou Nietzsche. Rio de Janeiro: Sette 16 16 Letras, 1999, p. 95-109. FINK, Eugen. A Filosofia de Nietzsche.Trad. Joaquim Lourenço Duarte Peixoto. Lisboa: Presença, 1983, 207 p. JÚNIOR, Osvaldo Giacóia. O mais oculto de todos os escondidos. Revista Olhar – Centro de Educação e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Carlos/SP. Vol.2 n.º 2, São Carlos: UFSCar, 1999. MACHADO, R. Nietzsche e a Verdade. São Paulo: Paz e Terra, 1999, 110 p. MARTON, Scarlet. Extravagâncias. Ensaios sobre a filosofia de Nietzsche. São Paulo: Discurso editorial, 2000, 222 p. MOSÉ, V. Nietzsche e a genealogia do sujeito. In: PIMENTA NETO, O . J. e BARRENECHEA, M. A (Org.) Assim Falou Nietzsche. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1999, p. 188-200. NIETZSCHE, F. O livro do filósofo. Trad. Ana Lobo. Porto: Rés, s/d, 131 p. ______. Além do Bem e do Mal: Prelúdio a uma filosofia do futuro. Trad. Paulo César de Souza. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, 270p. ______. Humano, Demasiado Humano.Volume dois. Trad. Paulo Osório de Castro. Lisboa: Relógio d’água, 1997, 299p. (Obras Escolhidas) ______. Vontade de Potência. Trad. Mário D. Ferreira Santos. Rio de Janeiro / Porto Alegre/ São Paulo: Livraria do Globo, 1945, 425 p. ______. Genealogia da Moral. Uma polêmica. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, 179 p. PELBART, P. P. Da clausura do fora ao fora da clausura. Loucura e desrazão. São Paulo: Brasiliense, 1989, 235 p. SILVA, R. J. C. Nietzsche e a questão do conhecimento. In: PIMENTA NETO, O . J. e BARRENECHEA, M. A .(Org.) Assim Falou Nietzsche. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1999, p. 170-177. VATTIMO, Gianni. Introdução a Nietzsche. Trad. António Guerreiro. Lisboa: Presença, 1985, 145p.
3182 unicientifica v. 2 n. 2 (2001) Aristóteles: a phronesis como núcleo conceitual de uma ética de fundamentação a posteriori Marcelo Nilo Narciso Moebus; Phronesis, Ética, Aristóteles, Fundamentação a posteriori Discutiremos como que a phronesis, ou sabedoria prática, constitui-se no núcleo conceitual da Ética aristotélica, tomando como objeto o seu Ética a Nicômacos, sobretudo o capítulo VI. A Ética aristotélica tornou-se o paradigma ocidental de uma Ética de fundamentação a posteriori, apresentando-se como uma alternativa à ontologia platônica do Bem, ou à Ética de fundamentação a priori. ARISTÓTELES. Ética a Nicômacos. Trad. Mário da Gama Kury. 3 ed. Brasília: Editora da UNB, 1992. AUBENQUE, Pierre. La Prudence Chez Aristote. 3 ed. Paris: PUF, 1986. GAUTHIER-JOLIF. L’Etique a Nicomaque (comentaire). Paris: J. Vrin, 1959. LIMA VAZ, H. C. Escritos de Filosofia II: Ética e Cultura. São Paulo: Loyola, 1988, pp. 98-134. PERINE, Marcelo, “PHRONESIS: Um Conceito Importuno?” In Kriterion, vol. XXXIV, n.87 (1993): 31-55 REALE, Giovanni. História da Filosofia Antiga (vol. II). Trad. H. C. Lima Vaz e Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 1994.
3183 unicientifica v. 2 n. 2 (2001) A cidade e as serras - Restaurando a casa portuguesa Osmar Pereira Oliva; decadentismo, pessimismo, civilização, identidade portuguesa Partindo das noções de decadentismo, discutiremos, neste ensaio, as representações de duas personagens ecianas – Fradique Mendes e Jacinto – procurando demonstrar a influência do pessimismo e do desencantamento com a vida na trajetória dessas personagens, relacionando-as às imagens da pátria portuguesa. BALAKIAN, Ana. O Simbolismo. São Paulo: Perspectiva, 1967. DECAUDIN, Michel. Definir la décadence. Colloque de Nantes. (21-24 avril, 1976). Paris: Minard, 1980. p.5-12. HOLLANDA, Aurélio Buarque de. Novo dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. QUEIRÓS, Eça de. A Correspondência de Fradique Mendes. Lisboa: Lello & Irmãos, 1946. QUEIRÓS, Eça de. A Cidade e as Serras. Rio de Janeiro: José Aguilar Editora, 1971.
3184 unicientifica v. 2 n. 2 (2001) Unimontes Virtual: uma comunidade de colaboração e aprendizagem em rede Fábia Magali S. Vieira;Cláudia Maia;Wanessa Pereira F. Quadros;João Batista Mendes; Unimontes Virtual, internet, computador, educação à distância, cursos virtuais Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa realizada junto à comunidade acadêmica da UNIMONTES, entre os dias 14/09 e 10/11/2000, com objetivo de verificar a existência na universidade de ambiente propício para instalação do UNIMONTES VIRTUAL, do Departamento de Ciência da Computação em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão, projeto que tem a finalidade de desenvolver na Unimontes uma comunidade de aprendizado e colaboração em rede, através de cursos de extensão virtual. BELLONI, Maria Luíza. Educação a Distância. Campinas, SP: Autores Associados, 1999. CATANI, Afrânio Mendes. Educação formal e mercado de trabalho. In: BRUNO, Lúcia. Educação e Trabalho no Capitalismo Contemporâneo. São Paulo: Atlas, 1996. TAGLIACARNG, G. Pesquisa de Mercado: técnica e prática, 2ed. São Paulo: Atlas, 1986.
3185 unicientifica v. 2 n. 2 (2001) Hábitos de vida de professores universitários do Distrito Federal Ricardo Jacó de Oliveira;Fernando Policarpo;Jonatas de França Barros;Martim Bottaro; Qualidade de Vida, Fatores de Risco, Aptidão Física Este estudo teve o propósito de demonstrar os hábitos de vida de professores universitários do Distrito Federal, buscando uma interligação com os fatores de risco associados à instalação de Patologias. Para coletar os dados foi utilizado o questionário Estilo de Vida na infância e Adolescência – EVIA (SOBRAL, 1992) adaptado à realidade brasileira (CARDOSO, 1995), modificando-se algumas questões para ser utilizado em adultos. O questionário englobou perguntas de caráter genérico, sócioeconômico e de caráter específico. Para análise dos dados, foi utilizada a estatística descritiva referente às ocorrências em valores percentuais e absolutos. Foram observados, neste trabalho, hábitos tais como: deslocar-se para o trabalho sempre de carro, viver em apartamentos quase sempre com elevadores, apartamentos que não permitem deslocamentos acentuados, inexistência de hábitos de andar a pé ou de bicicletas, utilização de bebida alcoólica e poucos hábitos de atividades de lazer. Portanto, os professores Universitários necessitam melhorar os seus hábitos de vida para terem uma vida mais saudável. Nas condições observadas, os docentes estão situados numa categoria que os coloca em situação de risco de serem acometidos por várias doenças, portanto os mesmos devem procurar aumentar seus níveis de atividade física. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MEDICINA – Saúde ocupacional, lazer e exercícios físicos. In: Esporte e Lazer na Empresa. Ministério da Educação e Cultura/Secretaria de Educação Física e Desportos – Brasília: MEC/SEED, 1990. CARDOSO, L. Estilo de vida e hábitos desportivos em alunos de escolas públicas de Porto Alegre. In: Anais... IV Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa e V Congresso da Sociedade Portuguesa de Educação Física. Coimbra, Universidade de Coimbra, 1995. DEPRÉS, J. P. The insulin resistance, and dyslipidemia: contribution of endurance exercise training to the treatment of the plurimetabolic syndrome. In: HOLLOSZY J. O. Exercise and Sports Science Reviews, 1997. v. 25, p. 271-300. GOMES, M. M. & BECKER, R. A. Tendência de mortalidade por doenças cerebrovasculares no Brasil, 1979 a 1986. Revista Brasileira de Neurologia, v. 26 (Supl.1), p. 55-95, 1990. GUEDES, D. P.; GUEDES, J. E. R. P. Exercício físico na promoção da saúde. Londrina, Midiograf, 1995, 138 p. HAHEIM, L.L; HOLME, I.; HJERMANN, I.; LEREN, P. Risk Factors of Stroke Incidence and Mortality a 12-Year follow-up of the Oslo Study. Stroke, v. 24, p. 1484-1489, 1993 KLAG, M.J.; WHELTON, P.K. ; SEIDLER, A.J. Decline in US Stroke Mortality. Stroke, v. 20, p. 14-21, 1989. LEE, I. M., & PAFFENBARGER, R. S. Do physical activity and physical fitness avert premature mortality. In: HOLLOSZY J. O. Exercise and Sport Sciences Reviews, 1997, V. 24, p. 135-171. NAHAS, M. V. Fundamentos da aptidão física relacionada à saúde. Universidade federal de Santa Catarina, 1989. NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH. Physical Activity and Cardiovascular Health. JAMA, v. 276, p. 241-246, 1996 PEGADO, P. Saúde e atividade física na empresa. In: Esporte e Lazer na Empresa. Ministério da Educação e Cultura/Secretaria de Educação Física e Desportos. – Brasília: MEC/SEED, 1990. SACCO, R. L.; GAN, R.; BODEN-ALBALA, B.; LIN, I-FENG; KARGMAN, D. E.; HAUSER, A. ;SHEA, S.; PAIK, M.C. Leisure Time Physical Activity and Isquemic Stroke Risk the Northern: Manhattan Stroke Study. Stroke, v. 29 p. 380-387, 1998 SARDINHA. L. B.; MATOS, M. G. Estilos de vida activos e Qualidade de Vida. In: SARDINHA L. B., MATOS M. G., & LOUREIRO I. Promoção da Saúde: modelos e práticas de intervenção nos âmbitos da actividade física, nutrição e tabagismo. Lisboa: FMH, 1999, p. 163-181. SERRANO, J.J.M. Envolvimento social e desenvolvimento da criança. Lisboa, 1996. Tese (Mestrado em Ciências da Educação/Metodologia da Educação Física). UTL, Faculdade de Motricidade Humana. UEMURA, K., & PIZA, Z. Trends in cardiovascular disease mortality in industrialized countries since 1950, World Health Statistics Quartely, 41:155-178,1988. WESTTHEIM, A. & OS, I. Physical activity and metabolic cardiovascular syndrome. Journal of Cardiovascular Pharmacology, v. 20, p. S49-S53, 1992.
3186 unicientifica v. 2 n. 2 (2001) Estimativa de velocidade de motores de indução trifásicos do domínio do tempo, utilizando uma rede neural MLP treinada pelo algoritmo backpropagation Marcos F.S.V.DAngelo;Yuri J. Kimo; máquina de indução, redes neurais, velocidade, backpropagation O presente trabalho propõe uma metodologia para monitorar a velocidade de um motor de indução utilizando técnicas de inteligência artificial. Devido a grande quantidade de motores de indução na área industrial, e tendo em vista que estes sustentam os processos industriais, deve-se fazer uma avaliação mais qualitativa das condições de operação destes equipamentos. O trabalho faz uma proposta para a avaliação do estado atual da velocidade do motor de indução. A utilização de redes neurais ( mais precisamente a rede neural MLP, treinada pelo algoritmo backpropagation ), como ferramenta da inteligência artificial para a avaliação do estado da velocidade do motor de indução, possibilita a generalização e extensão de monitorização de outros parâmetros. O trabalho foi realizado através de simulações e apresenta um estudo de caso no qual são mostrados os resultados da simulação. BRAGA, A.,P., CARVALHO,A.,P.,L.,F. E LUDER-MIR,T.,B.. Redes Neurais Artificiais : Teoria e Aplicações. Rio de Janeiro : LTC - Livros Técnicos e Científicos, 2000, 262p. l. FREEMAN,J.,A., SKAPURA,D.,M., Neural Networks: Algorithms, and Programming Techniques, Addison-Wesley Publishing Company, julho/1992, 402p. KOVÁCS,Z.,L.. Redes Neurais Artificiais: Fundamentos e Aplicações.2.ed.São Paulo: Editora Collegium Cognitio, 1996, 175p. KRAUSE,P.,C., WASYNCZUK,O., SUDHOFF,S.,D.. Analysis of Electric Machinery. New York: IEEE Pres, 1995, 564p. WERBOS, P.,J.. Backpropagation Through Time: What It Does and How to Do It. In: LAU,C.. Neural Networks: Theoretical Foundations and Analysis. New York: IEEE Press, 1991, pp.74-90. WIDROW, B. and LEHR, M., A.. 30 Years of Adaptive Neural Networks: Perceptron, Madaline and Backpropagation. In: LAU,C.. Neural Networks: Theoretical Foundations and Analysis. New York: IEEE Press, 1991, pp.74-90.
3187 unicientifica v. 2 n. 2 (2001) Fluorose Dentária Endêmica: revisão da literatura Maria Betânia de Oliveira Pires; Fluorose dentária, revisão da literatura Este artigo traz uma revisão da literatura sobre fluorose, patologia que acomete o germe dentário pela presença excessiva de fluoreto durante a formação do dente. O fluoreto tem sido amplamente utilizado em odontologia para prevenção da cárie dentária. Os mecanismos pelos quais o fluoreto provoca a fluorose ainda são pouco esclarecidos. Suas manifestações clínicas são amplas e variam muito de uma pessoa para outra. Vários fatores afetam a gravidade das lesões fluoróticas, entre eles a temperatura, desordens metabólicas e idade da criança. Comunidades do Norte de Minas Gerais têm sido acometidas pela fluorose a partir do consumo de água com sobreconcentração de fluoreto, oriunda de poços tubulares perfurados para garantir a sobrevivência das pessoas numa região seca, vitimada por períodos de longas estiagens. 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3188 unicientifica v. 2 n. 2 (2001) Sistema de Distribuição de Produtos Agrícolas: facilidades e dificuldades do escoamento da produção - um estudo de caso do Projeto Jaíba Simone Viana Duarte;Mauro Calixta Tavares; Sistema de Distribuição, Fruticultura Irrigada, Projeto Jaíba / Norte de Minas Gerais. Existem fatores tais como, identificação do produto pronto para a colheita, a colheita e o manuseio do produto, informações, beneficiamento, embalagem, transporte, organização dos produtores e financiamento, bem como os canais de distribuição e respectivos atores envolvidos, que influem em termos de efetividade nas alternativas de distribuição da produção. Contudo, o seu papel nessa efetividade nem sempre é evidente. Estão inter-relacionados em diferentes momentos e lugares da rota que o produto percorre, envolvendo um processo com práticas e decisões específicas que, caso eficiente, permite dispor o produto certo, com preço e lugar adequados e no momento preciso. A análise dos componentes do Sistema de Distribuição da banana, mamão, limão e melancia, na área F do Projeto de Irrigação e Colonização do Jaíba, permitiu identificar práticas fragmentadas, sem visão de conjunto da cadeia de produção. Há necessidade de efetividade e integração de forma a agregar valor ao produto e garantir a relação produto pronto para colher, colheita e comercialização. É o que tem dificultado o escoamento da produção e a escolha da alternativa de canal mais favorável ao produtor. ABRAMOVAY, Ricardo. Paradigmas do Capitalismo Agrário em Questão. São Paulo: Hucitec , ANPOCS, 1992 (série estudos rurais). ALVES, Élio José et. al. A cultura da Banana: aspectos técnicos, socioeconômico e agroindustriais. 2. ed. rev. Brasília: EMBRAPA, 1999. BOONE, L. E.; KURTZ, D. L. Marketing Contemporâneo. 8. ed. Trad. Aline Neves Leite de Almeida et. al. Rio de Janeiro: LTC, 1998. CAMARGO, L.S. As hortaliças e seu cultivo. 2. ed. Brasília: EMBRAPA, 1984. 488 p. CARVALHO, José Márcio. Comercialização de Frutos de Qualidade: A importância dos tratamentos pós- colheitas. Lavras/MG: Universidade Federal de Lavras, 1996. (Dissertação, Mestrado em Administração Rural). CHITARRA, M. I. F; CHITARRA, A. B. Pós-Colheita de frutos e hortaliças: fisiologia e manuseio. Lavras: ESAL/FAEPE, 1990. COMPANHIA DO VALE DO SÃO FRANCISCO E ALTO PARNAÍBA - CODEVASF. 1ª Superintendência Regional. Perímetro Irrigado do Jaíba. Montes Claros, dez. 1998. (Relatório Anual ). ______ 1ª Superintendência Regional. Programa de Fruticultura. Montes Claros, jun.1998. CREPALDI,Silvio Aparecido. Administração Rural: uma abordagem decisorial. Varginha/MG: Organização Crepaldi, 1994. DESCHAMPS, Jean-Philippe; NAYAK, P. Ranganath. Produtos Irresistíveis. Trad. James F. Lunderland Cook. São Paulo: Makron Books, 1996. DIAS, Sérgio Roberto. Estratégia e Canais de Distribuição. São Paulo: Atlas, 1993. GAYET, Jean Paul. Mercado, Comercialização e Organização da produção de frutas no Norte de Minas. Montes Claros/ MG. CODEVASF, março 1998. (Documento de Consultoria, cadernos de 1 a 6). GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de Pesquisa. São Paulo: Atlas, 1998. INSTITUTO BRASILEIRO DE FRUTAS - IBRAF. Limão Taiti. n. 3. São Paulo, ago. 1995. KOTLER, Philip; ARMSTRONG, Gary . Princípios de Marketing . 7 ed. Trad. Vera Whately. Rio de Janeiro: Prentice – Hall do Brasil, 1998. LEKASHMAN, R; SOLLE, J. F. The real cost approach to distribution . In: BRITT, S. H. ; BOYD Jr., H. W. Marketing Management e Administrative Action . New York: McCGRAW – HILL BOOK, 1968 . p. 537 – 554. MARCOVITH, Jacques. Agronegócios e as Relações Internacionais. Revista Preços Agrícolas, abr. 1999. (Síntese do seminário de Economia Agroindustrial, realizado aos 17/03/99 na ESALQ/USP, Piracicaba, S. P.). MCCARTHY, E. J.; PERREAULT Jr., W. D. Marketing Essencial. Trad. Ailton Bomfim Brandão. São Paulo: Atlas, 1997. PINAZZA, Luiz Antonio; ALIMANDRO, Regis (orgs). Reestruturação no Agribusiness Brasileiro: agronegócios no terceiro milênio. Rio de Janeiro: FGV, 1999. RODRIGUES, Luciene. Investimento Agrícola e o Grande Projeto Jaíba: Uma Interpretação: 1970 – 1996. São Paulo, 1998. (Tese, doutorado em História). SANTOS, Gilmar Ribeiro dos (coord.). Diagnóstico sócio – econômico do perímetro irrigado do Projeto Jaíba. Montes Claros: Unimontes, abr. 1999. (Relatório Final de Pesquisa). SEPLAN . Coordenação Geral Projeto Jaíba. Relatório Sintético. Belo Horizonte, out. de 1990. TRIVINOS, Augusto N. S. A Pesquisa Qualitativa em Educação. São Paulo: Atlas, 1995. WOOD Jr.; ZUFFO, P. K. Supply Chain Management. Revista de Administração de Empresas. Rio de janeiro: FGV, v. 38, n. 3, p. 55-63, jul/set, 1998.
3189 unicientifica v. 2 n. 2 (2001) Provão: O desafio na qualidade e na avaliação dos cursos de ciencias contábeis Maria Elisabeth Pereira Kraemer; Avaliação, Ensino Superior, Qualidade, Ciências Contábeis Com a sociedade globalizada exigindo cada vez mais qualidade, e o mercado de trabalho caçando talentos com maior nível de excelência, é fundamental investir na qualidade para não ficar em desvantagem. Portanto, só um curso superior de bom nível poderá formar profissionais bem preparados para os desafios do mundo moderno. Neste contexto, o Ministro da Educação, Paulo Renato Souza, propôs e o Congresso Nacional aprovou a criação, em 1995, o Exame Nacional de Cursos, chamado de PROVÃO, um instrumento para avaliar os cursos superiores brasileiros, diagnosticar as deficiências e contribuir para melhorar a qualidade da educação. O objetivo do Provão é ser uma ferramenta para a melhoria da qualidade desse nível de ensino, e vários indicadores mostram que isso tem efetivamente acontecido. É verificar a aquisição e a capacidade de uso das competências e habilidades gerais pertinentes às áreas avaliadas. INEP:www.inep.gov.br INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS. Exame Nacional de Cursos: relatório-síntese 2000. Brasília: O Instituto, 2000. MEC/INEP. Seminário de Avaliação da Educação Superior: a experiência do Reimo Unidos e do Brasil em debate. Série Documental EVENTOS, caderno 10. Brasília - DF, agos/2000. MEC. Revista do Provão. Brasília, 2001, nº 6. MEC. Revista do Provão. Brasília, 2000, nº 5. RODRIGUES, G.M. O que aprendi hoje. Revista Ensino Superior . São Paulo: nº 29, p.42, fev, 2001, SCHWARTZMAN, S. O contexto social e político da avaliação de ensino superior. Núcleo de pesquisas sobre o ensino superior/Universidade de São Paulo, Documento de trabalho 3/90,1990. SOBRINHO, J.D. RISTOFF, D.I. Universidade desconstruída: avaliação institucional e resistência. Insular. Florianópolis -SC. 2000. SOUZA, P. R. MEC muda os critérios do provão. Folha de São Paulo, 20/03/2001. YAMASHITA, S. S. Efeitos do exame Nacional de Cursos sobre Instituições particulares de ensino. Núcleo de pesquisas sobre o ensino superior/Universidade de São Paulo, Documento de trabalho 4/00, 2000. Agradeço as proveitosas colaborações da prof. Dra. Elisabeth Caldeira e Cristhiano Bossardi de Vasconcellos da UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí
3190 unicientifica v. 6 n. 2 (2004) As múltiplas faces da violência Regina Célia Lima Caleiro; O século xx, recém findo, foi cenário de múltiplas formas de violência cujas dimensões e complexidades deram origem à incontáveis debates efetuados por representantes dos mais diversos setores sociais. Percebe-se nestes debates que as pessoas, quase sempre, deixam transparecer em suas falas o sentimento de nostalgia de um passado temporalmente indefinido onde parecia reinar a paz, a lei e a ordem. Acreditamos que esta nostalgia reflete o fato de que as produções acadêmicas restringem-se a um público infinitamente pequeno em relação à população de modo geral, o que acaba resultando na sensação de que transitamos de uma sociedade pacífica e cordata para um mundo novo, Mundo onde as múltiplas formas assumidas pela violência inquietam a sociedade que clama por formas e fórmulas capazes de anular a violência que permeia nosso dia a dia. Entretanto, a violência não é e não foi apanágio de momentos especiais da trajetória humana, tampouco reflete comportamentos periféricos ou pitorescos
3245 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) Editorial Regina Célia Lima Caleiro; A UNIMONTES CIENTÍFICA inaugura neste número um novo formato para a publicação de artigos agrupados em forma de dossiês, modelo adotado também para os próximos números. Nesse sentido o presente volume, o Dossiê organizado pela Professora Cláudia Maia, contempla os temas: gênero, corpo e história das mulheres. Os outros artigos publicados, contemplando várias áreas do conhecimento e temas diversos, referendam a proposta da UNIMONTES CIENTÍFICA que é trazer para os leitores a diversidade da produção acadêmica contribuindo na divulgação e nos debates sérios empreendidos por professores e alunos comprometidos com a qualidade da universidade que pretendemos consolidar. Muito se tem escrito acerca da invisibilidade das mulheres na produção historiográfica anterior à década de 1980. Não é objetivo desta apresentação nem haveria espaço para tanto, arrolar as dificuldades encontradas pelos primeiros pesquisadores, tanto no que se refere às fontes, quanto à resistência encontrada entre seus pares. Uma e outra promoveram longos debates e a ruptura com os ideais de uma história de “homens” entendidos como seres humanos destituídos das especificidades inerentes ao seu sexo. Há um consenso de que o feminismo constituiu-se como impulso vital para esta produção acadêmica, mas, atualmente a preocupação dos pesquisadores é fazer uma distinção entre trabalhos históricos sobre as mulheres e trabalhos preocupados com a opressão passada e presente das mulheres. Gênero emergiu como categoria de análise como uma crítica ao determinismo biológico, e para resolver questões metodológicas presentes nos estudos feministas ao focalizar o sexo ou a mulher como categoria analítica. O conceito passou ser utilizado para teorizar a problemática da diferença sexual rejeitando explicitamente as explicações biológicas.
3218 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) Agregação e poder rural nas fazendas do baixo Jequitinhonha mineiro Eduardo Magalhães Ribeiro; Fazendas, agregados, trabalho rural, vale do Jequitinhonha O baixo Jequitinhonha, situado a Nordeste de Minas Gerais, é uma região marcada pela concentração de terra. Depois da ocupação da região pelos pioneiros no século XIX, as fazendas apropriaram-se de grandes áreas; mas, ao mesmo tempo, concedia chão de planta aos seus moradores – os agregados –, permitindo a estes viver com abundância de alimentos. A partir daí construíram relações de reciprocidade e poder que se cristalizaram num mando fazendeiro forte e localista. Quando o sistema de agregação começou a desaparecer, na segunda metade do século XX, tanto a fazenda quanto as relações de dominação começaram a viver uma crise que dura até começo do século XXI. Mas sobreviveu na lembrança dos antigos agregados a ordem, o poder, as benesses e, sobretudo, o estilo da fazenda de gado: esta lembrança associa fazenda com abundância, política e poder; une, messianicamente, futuro e passado, recriados numa permanente ressurreição da ordem fazendeira. Este é o tema deste artigo. BACELLAR, C.A.P. Os senhores da terra. Campinas: Centro de Memória Unicamp, 1997. BENJAMIN, W. “Magia e técnica, arte e política. Ensaios sobre literatura e história da cultura.” In: _____. Obras Escolhidas, v. 1. São Paulo: Brasiliense, 1986. BOSI, E. Memória e sociedade: lembrança de velhos. São Paulo: TA Queiroz, 1979. CARVALHO FRANCO, M.S. Homens livres na ordem escravocrata. 2 ed. São Paulo: Ática, 1974. CATHOUD, A. “Os bacuês de Imburana”. Rio de Janeiro, Boletim do Museu Nacional, 12 (3-4), 1936. DUARTE, J. Vultos sem história. Belo Horizonte: s/n., 1972. FREYRE, G. Casa Grande e Senzala. 14 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1969. GOMES, Z. Cofre de lembranças. Belo Horizonte: Canoa das Letras, 1997. MAIA, E.S. Impressões de viagem de Belmonte a Araçuaí. 2 ed. Taubaté: 1936. MARTINS, J.S. Os camponeses e a política no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1981. MONTENEGRO, A.T. “História em campo minado ( a memória popular revisitada)”. Campinas, 1991. Tese (doutorado), IFCH/UNICAMP. MORLEY, H. Minha vida de menina. 11 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971. QUEIRÓZ, M.I.P. de.O mandonismo local na vida política brasileira. In: ____. Estudos de Sociologia e História. São Paulo: Anhembi, 1957. RIBEIRO, E.M. Lembranças da terra: histórias do Mucuri e Jequitinhonha. Contagem: CEDEFES, 1996. RIBEIRO, E.M. Vaqueiros, bois e boiadas. Estudos sociedade e agricultura. Rio de Janeiro, n.11, 1998. RIBEIRO, E.M. e GALIZONI, F.M. Sistemas agrários e reprodução familiar: o caso dos lavradores do alto Jequitinhonha, Minas Gerais. In: GAMA, H. e COSTA, H. População e meio ambiente. São Paulo: SENAC, 2000. SAINT-HILAIRE, A. de. Viagem pelas províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1975. SALLES, J. Se não me falha a memória. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 1993 SANTOS FILHO, L. dos. Uma comunidade rural no Brasil antigo. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1957. SOL, O.F. Salto da Divisa e outras considerações. Belo Horizonte: 1981. SUAREZ, M. Agregados, parceiros e posseiros: a transformação do campesinato no Centro-Oeste. Anuário Antropológico/80. Fortaleza/Rio de Janeiro, Edições UFC/Tempo Brasileiro, 1982. TETTEROO, Frei S., Memória histórica e geográfica do município de Jequitinhonha. Teófilo Otoni: Tipografia São Francisco, 1919. THOMPSON, P. A voz do passado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. WOORTMANN, K. Com parente não se negoceia: o campesinato como ordem moral. In: Anuário Antropológico. Brasília, Editora UNB/ Tempo Brasileiro, 1987. WORSTER, D. Transformações da terra: para uma perspectiva agroecológica na história. Ambiente e Sociedade, v. VI n. 1, jan./jul. 2003.
3203 unicientifica v. 6 n. 1 (2004) Os laços do orgulho. Reflexões sobre a política e o mal Roberto Romano; Orgulho, poder, intolerância, política, mal Ao longo da história, o exercício do poder tem revelado, em tons fortes, uma das mais cruéis faces do ser humano: o orgulho. Fonte de preconceitos e da monstruosa intolerância étnica que desencadearam (e ainda desencadeiam) espetáculos crudelíssimos, o orgulho do homem constitui o elemento luciferino (ou satânico) capaz de quebrantar toda e qualquer possibilidade de uma vivência política capaz de congregar o que é diferente. A CATHOLIC COMMETARY on Holy Scripture. Bernard Orchard (Ed.) London: Thomas Nelson and Sons Lat, 1951. AUERBACH, Erich. ‘L’ orgoglio di Saul. In: Studi su Dante. Milano: Feltrinelli, 1995. BACON, F. The moral na historical words. London: George Bell & sons, 1874. BAITRUSAITIS, J. Lê miroir essai sur une légende scientifique. Paris: Le Seuil, 1978. BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Paulinas, 1973. BRAHAM, R.B. Unruly Eloquence. Lucian and the comedy of traditions. Cambridge: Harvad University Press, 1989. BRYKMAN, G. La judiéité de Spinoza. Paris: Urin, 1972. BURTON, R. The Anatomy of melancholy. New York: New York Reviw of Books, 2001. BUSH, Douglas. Paradise lost: religious and Ethical principles. In: BARKER, A. E. (Ed.) Milton. Modern Essays in criticism. London/ NY: Oxford University Press, 1977. CANETTI, Elias. Massa e Poder. Trad. R. Krestan. Brasília: UnB, 1986. CHANTRAINE, P. Dictionnaire étymologique de la lingue grecque, histoire des mots. Paris: Klincrsieck, v.2, 1984. CHIRPAZ, François. L’hubris selon Eschyle et Sophocle. In: BEAUNE, Jean-Claude (Ed.) La mesure instruments et philosophie. Paris: Le Cham Vallon, 1994. CHRÉTIEN-GONI, Jean Pierre. Insitutio arcanae. Théorie de l’instituion du secret et fondement de la politique. In: LAZZERI, Christian e REYNIÉ, D. Lê pouvoir de la raizon d’état. Paris: PUF, 1992. GARDNER, Helen. Milton’s ‘Satan’ and the theme of Damnation. In: BARKER, A. E.(Ed.) Milton. Modern Essays in criticism. London/ NY: Oxford University Press, 1977, p. 205-217. HESK, John. Deception and Democracy in classical Athens. Cambridge: University Press, 2000. KANTOROWICKS, Ernest H. The King’s two bodies. Princeton, New Jersey: University Press, 1970. KOTT, Jean. Shakespeare, notre contemporain. Paris: Payot, 1978. LEVEJOY, Arthur O. The Great chain of Being. Cambridge: Harvard University Press, 1936 e 1964. LIMA LEITÃO, A. J. O Paraíso perdido. Belo Horizonte/ Rio de Janeiro: Villa Rica ed. 1994. MATTIOLI, Emílio. Luciano e L’Umanesimo. Napoli: Nella Sede dell’Istituto, 1980. NOVUM TESTEMENTUM Graece et Latine. Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 1981. ROCHEBROCHARD, Albert de. Juifs et Chrétiens au temps de la rupture. Essai historique. Disponível em acesso em jun./2004. ROMANO, Roberto. A superior maestria do riso. In: Lux in Tenebris. Campinas: Unicamp, 1987. SKINNER, Quentin. Razão e retórica na filosofia de Hobbes. Trad. Vera Ribeiro. São Paulo: Unesp, 1997. THUAU, Etienne. Raison d’État et pensée politique à l’époque de Richelieu. Athénes: Ed. De l’Université de Paris, 1966. VÀRVARO, Alberto. “Prefazione” a Auerbach. San Francisco, Dante, Vico e altri saggi de filologia romanza. Roma: Reiunti, 1987.
3192 unicientifica v. 6 n. 2 (2004) Violência de gênero sob discursos religiosos Tânia Mara Campos de Almeida;Lourdes Bandeira; Violência sexual, narrativas religiosas, subjetividade e gênero Este artigo analisa a construção sociocultural de mortes e estupros cometidos em dois casos de violência sexual. Um deles, trata-se do caso do “maníaco do parque”, no qual um motoboy violentou e matou várias mulheres. O outro se refere aos estupros incestuosos ocorridos entre um pastor evangélico e suas filhas. O foco central da análise encontra-se nos lugares simbólico-religiosos onde se inscrevem as representações modelares dos gêneros nesses episódios, bem como enfatiza uma rede de significados que envolve os atos, apontando articulações sociais e motivações individuais. A abordagem foi realizada a partir das configurações dos investimentos subjetivos, centrados em noções religiosas preexistentes nos sujeitos e que lhes forneceram um sentido para seus atos e conflitos internos. ALMEIDA, T. M. C. Vozes da mãe do silêncio: a aparição da Virgem Maria em Piedade dos Gerais. São Paulo: MCT/PRONEX/Attar Editorial, 2003. BANDEIRA, L. e ALMEIDA, T.M.C. “Pai e avô: o caso de estupro incestuoso do pastor” In: SUÁREZ, M. e BANDEIRA, L. (orgs.), Violência, gênero e crime no Distrito Federal, Brasília, Editora UnB e Paralelo 15, 1999. CANGUILHEM, G. O normal e o patológico. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995. COSTA, J. F. Violência e Psicanálise. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1986. DOUGLAS, M. Pureza e perigo. São Paulo: Perspectiva, 1976. KRISTEVA, J. Pouvoirs de l´horreur: essai sur l´abjection. Paris: Éditions du Seuil, 1980. MACHADO, L. Z “Sexo, estupro e purificação” In: SUÁREZ, M. e BANDEIRA, L. (orgs.), Violência, gênero e crime no Distrito Federal. Brasília: UnB e Paralelo 15, 1999. SEGATO, R. L. Las estructuras elementales de la violência. Bernal: Universidad Nacional de Quilmes, 2003. SOARES, L. E. e CARNEIRO, L. P. “Os quatro nomes da violência: um estudo sobre éticas populares e cultura política” In: SOARES, L. E. (org.), Violência e política no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1996. SUÁREZ, M. et al. “A noção de crime sexual” In: SUÁREZ, M. e BANDEIRA, L. (orgs.), Violência, gênero e crime no Distrito Federal, Brasília, Editora UnB e Paralelo 15, 1999.
3193 unicientifica v. 6 n. 2 (2004) Banalizar e naturalizar a prostituição: violência social e histórica Tânia Navarro Swain; Prostituição, violência, mulheres, discurso, história. A prostituição vem sendo apresentada pela história como algo já existente desde os primórdios da organização social humana. Diferentes facetas do discurso social retomam esta idéia e justificam a prostituição, esvaziando-a de sua violência constitutiva. A prostituição transformada em profissão de fato legaliza a violência da apropriação material e simbólica dos corpos das mulheres. DE BEAUVOIR, Simone. Le Deuxième Sexe. L’expérience vécue, Paris: Gallimard, 1966. (1a edição em 1949) DELPHY, Christine. L´ennemi principal. vol 1. Paris: Ed. Syllepse, 1998 GROULT, Benoite. Cette mâle assurance. Paris: Albin Michel, 1993 GUILLAUMIN, Colette. 1978. Pratique du pouvoir et idée de Nature, 2. Le discours de la Nature, Questions féministes, n.3, mai, p.5-28, STONE, Merlin. Quand Dieu était femme. Quebec: Etincelle, 1979. RICH, Adrienne. La contrainte à l’hétérosexualité et l’existence lesbienne, Nouvelles Questions Féministes, Paris, mars , n.1, p.15-43, 1981. JODELET, Denise. Les représentations sociales, un domaine en expansion. In :___ (dir) Représentations sociales. Paris : PUF, 1989.
3194 unicientifica v. 6 n. 2 (2004) Alguns tipos de violência contra as mulheres em Montes Claros/MG: análise de indicadores da delegacia de repressão aos crimes contra a mulher (1998-2002) Sarah Jane Alves Durães;Josiane Maria Moura; Violência, mulher, espaço doméstico, políticas públicas Este texto discute alguns tipos de violência que foram praticados contra as mulheres, em Montes Claros/MG, durante os meses de janeiro e fevereiro de 1998 a 2002 e que foram registrados na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Mulher. A partir de 1.064 Boletins de Ocorrência do período em questão, foi possível identificar crimes e lugares mais comuns de ocorrência, motivos atribuídos e algumas características das mulheres e dos agressores. A ação da ONU na área do combate à violência contra a Mulher. (http:/www.onuportugal.pt/ Violenciamulher.doc, em 28 set. 2003 BRASIL. Constituição. República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal/Centro Gráfico,1988. BARSTED, Leila de A. Linhares. Mulheres, Direitos Humanos e Legislação: Onde Está a Nossa Cidadania In: SAFFIOTI, Heleieth I. B., VARGAS, Mônica Munoz (orgs.). Mulher Brasileira é Assim. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos,1994. p. 231 – 270. BRAGA, Maria Helena Pedro. Uma menina qualquer. (http://geocities.yahoo.com.br/uma_menina_qualquer/ domestica.ht, em 28 set. 2003). IV Conferência Mundial sobre a Mulher. – Beijing, China – 1995. Rio de Janeiro: Organização das Nações Unidas/Fiocruz, 1996. p. 96-106, 288-347. FERNANDES, Emília. Dia Internacional Pela Não Violência. Senado. (http://www.senado.gov.br/senado/emilia/ matérias/matanexo, acessado em 28 set. 2003). MATTOS, Janaina Valéria. Gênero e políticas públicas. (http:/www.polis.org.Br/publicações/dicas/ 231603.html, em 28 de set. 2003) SAFFIOTI, Heleieth I. B. Violência de Gênero no Brasil Contemporâneo. In: SAFFIOTI, Heleieth I. B., VARGAS, Monica Munoz (org.). Mulher Brasileira é Assim. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos,1994. p. 151 – 185. SUAREZ, Mireya. O discurso policial comentado. In: Violência, Gênero e crime no Distrito Federal. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1999.p.57-104. SUAREZ, Mireya e BANDEIRA, Lourdes(orgs.). Introdução. Violência, Gênero e crime no Distrito Federal. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1999. ZANOTTA, Lia. Sexo, estupro e purificação. In: Violência, Gênero e crime no Distrito Federal. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1999.p.297-352.
3195 unicientifica v. 6 n. 2 (2004) Transgressão, violência e pornografia na ficção de Rubem Fonseca Osmar Pereira Oliva; Rubem Fonseca, transgressão, violência, pornografia Análise do entrecruzamento da transgressão, da violência e da pornografia na composição do texto literário de Rubem Fonseca, passando pela caracterização do discurso desse escritor: a linguagem da violência, ambientes policialescos, imprevisibilidade narrativa e a tentativa de apreensão do real. BARTHES, Roland. O prazer do texto.Trad. J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 1973. BOECHAT, Maria Cecília Bruzzi. Na Cena do Crime: Uma Leitura de Bufo & Spallanzani, de Rubem Fonseca. Belo Horizonte: FALE/ UFMG, 1990. (Dissertação de Mestrado). COSTA, Lígia Militz da. A poética de Aristóteles. Mimese e verossimilhança. São Paulo: Ática,1992. COUTINHO, Afrânio. O erotismo na literatura: o caso Rubem Fonseca. Rio de Janeiro: Livraria Editora Cátedra, 1979. FIGUEIREDO, Vera Follain de. A cidade e a geografia do crime na ficção de Rubem Fonseca. Revista Literatura e Sociedade. v.1. n.1. p.88-93, São Paulo, 1996. FONSECA, Rubem. A coleira do cão. Rio de Janeiro: Olivé, 1991. FONSECA, Rubem. A Grande Arte. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983. FONSECA, Rubem. Agosto. São Paulo: Companhia das Letras, 1990 FONSECA, Rubem. Bufo e & Spallanzani. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1985. FONSECA, Rubem. E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto. São Paulo: Companhia das Letras, 1997 b. FONSECA, Rubem. Feliz Ano Novo. Rio de Janeiro: Arte Nova, 1975. FONSECA, Rubem. Histórias de amor. São Paulo: Companhia das Letras, 1997 a. FONSECA, Rubem. Lúcia McCartney. Rio de Janeiro: Olivé, 1970. FONSECA, Rubem. O buraco na parede. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. FONSECA, Rubem. O caso Morel. Rio de Janeiro: Arte Nova, 1973. FONSECA, Rubem. O cobrador. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1979. FONSECA, Rubem. O selvagem da ópera. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. FONSECA, Rubem. Os prisioneiros. Rio de Janeiro: Codecri, 1978. FONSECA, Rubem. Romance negro e outras histórias. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. FONSECA, Rubem. Vastas emoções e pensamentos imperfeitos. São Paulo: Companhia das letras, 1988. IPIRANGA, Sarah Diva da silva. O mal da língua: a violência como linguagem nos contos de Rubem Fonseca. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 1997. (Dissertação de mestrado). KHOTE, Flávio Rene. A narrativa trivial. Brasília : Editora Universidade de Brasília, 1994. LEITE, Lígia Chiappini Moraes. O foco narrativo. São Paulo: Ática, 1985. PAULINO, Maria das Graças Rodrigues. O leitor violentado. Ensaios de semiótica. Belo Horizonte, v.2, n.4, p.15-18, dez, 1980. PERRONE-MOISÉS, Leyla. Promessas, encantos e amavios. Flores na escrivaninha: Ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1997 a., p.13-20.
3196 unicientifica v. 6 n. 2 (2004) A elite imperial e a violência institucionalizada Regina Célia Lima Caleiro;Luciano Pereira da Silva; Violência, liberalismo, escravidão, código penal Após a Independência do Brasil, havia a necessidade de estabelecer um novo Código Penal de acordo com os princípios do Iluminismo e da Revolução Francesa, visto que o novo país pretendia ser “moderno”. Mas como adequar princípios de igualdade onde a violência era prerrogativa dos que possuíam escravos? Este artigo trata dos conflitos gerados em torno da elaboração do Código Penal do Império e da manutenção da violência institucionalizada na “ordem escravocrata” D’ALENCASTRO, Luís Felipe (org). História da vida privada no Brasil/Império. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. DUBY, Georges. A história continua. Rio de Janeiro: Jorge Zahar/UFRJ, 1993. FERREIRA, Ricardo Alexandre. Escravidão, criminalidade e cotidiano. Franca 1830-1888. Dissertação de Mestrado. Franca: UNESP, 2003. FIGUEIREDO, Luciano. Mulheres nas Minas Gerais. In: DEL PRIORE, Mary (org). História das Mulheres no Brasil.São Paulo: Contexto, 1997. MALHEIRO, Perdigão. A escravidão no Brasil: ensaio histórico, jurídico e social. 3. ed. 2 v. Petrópolis: Vozes, 1976. NEQUETE, Lenine. O poder judiciário no Brasil a partir da Independência. v. 1 (Império). Porto Alegre: Livraria Sulina Editora, 1973. NEVES, Lúcia Maria Bastos Pereira das; MACHADO, Humberto Fernandes. O império do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. OLIVEIRA, Maria Inês Cortês de. O liberto: o seu mundo e os outros. São Paulo: Corrupio, 1988. PERDIGÃO, Carlos Frederico Marques. Manual do Código Penal Brasileiro: estudos sintéticos e práticos. (em 2 tomos). Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1882. PIERANGELLI, José Henrique. Códigos penais do Brasil: evolução histórica. São Paulo: Jalovi, 1980. RIBEIRO, Carlos Antônio Costa. Cor e criminalidade. Estudo e análise da justiça no Rio de Janeiro 1900- 1930. Rio de Janeiro: UFRJ, 1995 apud FERREIRA, Ricardo Alexandre. Escravidão, criminalidade e cotidiano. Franca 1830-1888. Dissertação de Mestrado. Franca: UNESP, 2003. SALLA, Fernando Afonso. As prisões em São Paulo: 1822- 1940. São Paulo: Annablume, 1999. ____________. O encarceramento em São Paulo: das enxovias à Penitenciária do Estado. 1997. 345f. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade Estadual de São Paulo, Departamento de Sociologia da Fa- culdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, São Paulo. SOUZA, Maria Cândida Gomes de; GARCIA, Jeannene Queiroz. Mulher escrava e o processo de insurrei ção. In: PINAUD, J. L. D. et. al. Insurreição negra e justiça. Rio de Janeiro: Expressão Cultural, 1987. Siglas AHMF – Arquivo Histórico Municipal de Franca.
3197 unicientifica v. 6 n. 2 (2004) Poder público x Poder privado: violência no sertão norte-mineiro – Séculos XVIII E XIX Alysson Luiz Freitas de Jesus; O presente artigo procura analisar as relações de violência entre os norte-mineiros, ao longo do século XVIII e, em especial, o século XIX, buscando caracterizar a presença dos poderes público e privado na região. Intento destacar a atuação de escravos, libertos e homens livres na formação sóciocultural do sertão norte-mineiro. ANASTASIA, Carla Maria Junho. Potentados e Bandidos: os motins do São Francisco. Revista do Departamento de História – Fafich/UFMG, Belo Horizonte, v. 9, 1989. BOTELHO, Tarcísio Rodrigues. Famílias e escravarias: demografia e família escrava no norte de Minas Gerais no século XIX. São Paulo: 1994, Dissertação (Mestrado em História Social) USP. FAORO, Raymundo. Os donos do poder – formação do patronato político brasileiro. 2 ed. Porto Alegre/São Paulo: Globo/Edusp, 1975. FIGUEIREDO, Luciano. Furores sertanejos na América Portuguesa: rebelião e cultura política no sertão do Rio São Francisco, Minas Gerais, 1736. Revista Oceanos, n. 40, Lisboa. FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. Homens Livres na Ordem Escravocrata. 4. ed. São Paulo: UNESP, 1997. MATA-MACHADO, Bernardo N. da. História do sertão noroeste de Minas Gerais. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1991. PRADO Jr., Caio. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1973. VIANA, Urbino de Souza. Monographia do município de Montes Claros. Belo Horizonte, 1916. PAIVA, Eduardo França. Escravidão e Universo Cultural na Colônia: Minas Gerais, 1716-1789. Belo Horizonte: UFMG, 2001.
3198 unicientifica v. 6 n. 2 (2004) A intenção deste artigo é discutir os atos violentos, em particular os casos de homicídios cometidos pelos “coronéis” da Família Campos de São João da Ponte, em Minas Gerais, entre 1918 e 1970. O objetivo principal desta pesquisa é compreender como a viol César Henrique de Queiroz Porto;Clelma Rodrigues Martins; A intenção deste artigo é discutir os atos violentos, em particular os casos de homicídios cometidos pelos “coronéis” da Família Campos de São João da Ponte, em Minas Gerais, entre 1918 e 1970. O objetivo principal desta pesquisa é compreender como a violência foi aplicada pela Família Campos aos adversários em prol do poder. AGUIAR, Cynara Silde Mesquita Veloso de. A prática do coronelismo no município de São João da Ponte (MG) no período de 1946-1996: um estudo de caso. Florianópolis, 2001, v.02. Dissertação (Mestrado em Direito) Universidade Federal de Santa Catarina. CARVALHO, José Murilo de. Pontos e Bordados: escritos de história e política. Belo Horizonte: UFMG, 1999. CHALHOUB, Sidney. Trabalho, Lar e Botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da Belle Epoque. São Paulo: Brasiliense, 1986. FAUSTO, Boris. Crime e cotidiano: criminalidade em São Paulo – 1880 a 1924. São Paulo: Brasiliense, 1984. FRANCO, Maria Sílvia de Carvalho. Homens livres na ordem escravocrata. São Paulo: UNESP, 1997. LEAL, Victor Nunes. Coronelismo enxada e voto: o município e o regime representativo no Brasil. São Paulo: Alfa- Omega, 1978. MARTINS, José de Souza. Subúrbio. São Paulo São Caetano do Sul: HUCITEC, 1992. NICOLA, Noberto Bobbio. Dicionário de política. Brasília: UNB, 1986. PEREIRA, Laurindo Mekie. A cidade do favor: Montes Claros em meados do século XX. Montes Claros: UNIMONTES, 2002. PORTO, César Henrique de Queiroz. Paternalismo, poder privado e violência: o campo político norte mineiro durante a Primeira República. Belo Horizonte, 2002. Dissertação (Mestrado em História) Universidade Federal de Minas Gerais. QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de. O coronelismo numa interpretação sociológica. In:. HOLANDA, Sérgio Buarque de (org.). História Geral da Civilização Brasileira. O Brasil Republicano: Estrutura de poder e economia ( 1889-1930 ). Tomo III, V.1. São Paulo: Difel, 1975. QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de. O mandonismo na vida política brasileira e outros ensaios. 1ª série. São Paulo: Alfa-Ômega, 1976.
3199 unicientifica v. 6 n. 2 (2004) Alguns efeitos das atividades dos participantes no conflito armado na Colômbia sob a ótica de externalidades Mônica Concha Amin; Colômbia, violência, conflito armado, guerrilha, externalidade Neste ensaio, pretendeu-se mostrar como algumas atividades relacionadas com o Conflito Armado na Colômbia entre as guerrilhas, as forças militares legítimas do Governo e os grupos de extrema direita conhecidos como “paramilitares” têm implicações diretas sobre a sociedade colombiana como um todo. Utilizando o conceito de externalidade da teoria microeconômica pelo qual as atividades de um agente afetam positiva ou negativamente um outro agente, sem este último pagar ou ser compensado pelo benefício ou prejuízo recebido, foram focados, especificamente, aspectos do conflito armado, tais como: violência, mudanças na política militar do governo, seqüestro, deslocamento forçado, narcotráfico e recursos naturais. ARIAS, A.F.; MALDONADO H. FARC terrorism in Colombia: a clustering analysis. Ministerio de Hacienda y Crédito Público, Bogotá, janeiro, 2004. Disponível em (http://www.webpondo.org). Acesso em 28/maio/ 2004. BOTTIA, M. La presencia y expansión municipal de las farc: es avaricia y contagio, mas que ausencia Estatal. DOCUMENTO CEDE 2003-03, ISSN 1657-7191 (Edición electrónica), Centro de estudios sobre desarrollo económico, Universidad de los Andes, Bogotá, fevereiro, 2003. Disponível em (http:// http:/ /economia.uniandes.edu.co/ ). Acesso em 28/maio/ 2004. CHACÓN, M. Dinámica y determinantes de la violencia durante “la violencia” en Colombia. DOCUMENTOS CEDE 2004-16, ISSN 1657-7191 (Edición Electrónica), Centro de estudios sobre desarrollo económico, Universidad de los Andes, Bogotá, marzo, 2004. Disponível em (http:// http://economia.uniandes.edu.co). Acesso em 28/maio/2004. “Desplazados: Entre la violencia y el miedo”. CONSULTORIA PARA LOS DERECHOs HUMANOS Y EL DESPLAZAMIENTO CODHES, Boletín No. 6, março, 1997. Disponível em (http://www.derechos.org/nizkor/ colombia/desplazados/ datos96.html#Incremento%20de%20 población%20desplazada). Acesso em 30/maio/2004. PINDYCK, R.S. & RUBINFIELD, D.L. Microeconomia. São Paulo: Makron Books, 1999. RESTREPO, J. ; SPAGAT, M. The Colombian conflict: Uribe’s first 17 months. Department of Economics Royal Holloway College, University of London, UK. Disponível em (http://www.webpondo.org). Acesso em 28/ maio/2004. RIASCOS, A. J.; VARGAS, J.F. Violence and growth in Colombia: A brief review of the literature. Disponível em (http://www.webpondo.org). Acesso em 28/ maio/2004. BOTTIA, M. La presencia y expansión municipal de las farc: es avaricia y contagio, mas que ausencia Estatal. DOCUMENTO CEDE 2003-03, ISSN 1657-7191 (Edición electrónica), Centro de estudios sobre desarrollo económico, Universidad de los Andes, Bogotá, fevereiro, 2003. Disponível em (http:// http:/ /economia.uniandes.edu.co/ ). Acesso em 28/maio/ 2004. VILLALÓN, C. O país da cocaína, revista National Geographic Brasil, ano 5, No. 51, julho, 2004, p. 64 – 85. Disponível em (http://nationalgeographic.abril. com.br/edicoes/0407/reportagens/ 0407_cocaina.html). Acesso em 03/julho/2004.
3200 unicientifica v. 6 n. 2 (2004) A Violência simbólica: uma difícil percepção Marcelo José Araújo; Violência – violência simbólica – educação – solidariedade. A violência simbólica presente em nossos dias é difícil de ser identificada. Desapercebida, não revela a verdadeira violência de seus atos. Pior, é que exercida naturalmente insinua o modo de ser e de viver do homem contemporâneo, tornando as pessoas deficientes de solidariedade. ADORNO, T. W. Educação após Auschiwtz. In: COHN, G. Theodor W. Adorno. São Paulo: Ática, 1994. ADORNO, T.W.; HORKHEIMER, M. Dialética do Esclarecimento – fragmentos filosóficos. Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1986. BOURDIEU, P. O poder simbólico. Tradução de Fernando Tomaz. 2.ed. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1989. CANETTI, E. Massa e poder. Tradução Sérgio Tellaroli. São Paulo: Cia das Letras, 1995. COLLOCA, V.P. O trote universitário: o caso do curso de Química da UFSCar. 2003. Dissertação (Mestrado em Educação) – CECH – UFSCar, São Carlos, SP. ODALIA, N. O que é violência. Coleção Primeiros Passos. São Paulo: Editora Brasiliense, 1993. TÜRCKE, C. Prazeres preliminares – virtualidade – expropriação. Indústria Cultural hoje. In: DUARTE, R.; FIGUEIREDO, V. (org.). As luzes da arte. Belo Horizonte: Opera Prima, 1999.
3201 unicientifica v. 6 n. 2 (2004) Qualidade físico-química de frutos de pinheira ensacados Sílvia Nietsche;Marlon Cristian Toledo Pereira;Nádia Nardelli Durães;Marcelo Vinícius Rocha;Fernando Almeida Santos;Fabrício Silveira Santos;Claudinéia Ferreira Nunes;Lise Moraes Vieira Cunha; A pinheira está sendo amplamente cultivada no Brasil, sendo os principais estados produtores: São Paulo, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Ceará e Paraíba são os principais produtores brasileiros (Araújo et al., 1999). O cultivo de modo tecnificado e em maior escala vem crescendo significantemente, em função do aumento na demanda pela polpa que é utilizada em consumo “in natura” e na fabricação de sucos, sorvetes, doces, geléias, licores (Araújo et al., 1999). No estado de Minas Gerais, nos últimos anos, o governo estadual e os municípios vêm incentivando a fruticultura como forma de viabilizar as pequenas propri-edades rurais. Pomares com diversas frutíferas têm sido instalados, tendo despertado o interesse dos agricultores, principalmente no cultivo da gravioleira e da pinheira. Essas espécies têm se destacado especialmente no Norte de Minas Gerais, por se adaptarem muito bem às condições edafoclimáticas da região, sendo hoje uma mesorregião de referência mercado de fruto in natura quanto para a indústria de polpas são: cor de fruto (verde escuro, verde amarelado, roxo); massa do fruto em kg (0,09 a 0,39); número de sementes 24 a 68/fruto; cor da polpa (branca a creme); percentagem de polpa (28 a 54) (Maria et al., 1986; Kavati e Piza Júnior, 1997; Manica, 1994). Outra característica importante é o teor de sólidos solúveis totais (SST), que nos frutos de anonáceas é elevado, constituindo-se principalmente de açúcares solúveis, sendo que, em pinha, o teor ultrapassa 20º Brix, podendo até alcançar 27o Brix (Maia, 1986; Nietsche et al., 2002). ARAÚJO, J. F.; ARAÚJO, J. F.; ALVES, A. A. C. Instruções técnicas para o cultivo da pinha (Annona squamosa L.). Salvador: EBDA, 1999. 44 p. (EBDA. Circular Técnica, 7). ICUMA, I.M. Pragas das anonáceas. Frutas Anonáceas: ata ou pinha, atemólia, cherimólia e graviola. Tecnologia de produção, pós-colheita e mercado. I. Manica, Ivo. II. Icuma, I. M. III. Junqueira, K. P. -editado por Ivo Manica. – Porto Alegre: Cinco Continentes, 2003. KAVATI, R.; PIZA JÚNIOR, C.T. Formação e manejo do pomar de fruta-do-conde, atemóia e cherimóia. In: SÃO JOSÉ, A.R.; SOUZA, I.V.B.; MORAIS, O.M.; REBOUÇAS, T.N.H. (Ed.). Anonáceas: produção e mercado (pinha, graviola, atemóia e cherimóia). Vitória da Conquista: UESB-DFZ, 1997, p.75-83. LICHTEMBERG, L. A.; HINZ, R. H., MALBURG, J. L., SCHIMTT, A. T., LICTEMBERG, S.H., STUKER, H. Efeito do ensacamento do cacho sobre o componente da produção e da qualidade da banana: In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 15., Poços de Caldas, MG, 1998. Resumos... SBF, Poços de Caldas, 1998. MAIA, G., A., MESQUITA FILHO, J. A., BARROSO, M. A., FIGUEIREDO, R. W. Características físicas e químicas da ata. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.21, n.10, p.1073-1076, 1986. MANICA, I. Fruticultura: cultivo das anonáceas - ata, cherimólia e graviola. Porto Alegre: EVANGRAF, 1994. 117p. NIETSCHE, S.; PEREIRA, M.C.T.; SANTOS, F.S.; XAVIER, A.P.; CUNHA, L.M.V.; NUNES, C.F.; RODRIGUES, T.T.M.S. Efeito de Horários de Polinização Artificial no Pegamento e Qualidade de Frutos de Pinha (Annona squamosa L.). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 17. Belém, 2002. Anais... Belém: CBF, 2002, cd rom. NIETSCHE, S; PEREIRA, M.C.T; MIZOBUTSI, E.H.; XAVIER, A. A.; BRAZ, L.C. Injúria por frio: um alerta aos produtores de pinha do Norte de Minas Gerais. Montes Claros: Unimontes. Boletim Técnico, 1, 2003. 21p.
3204 unicientifica v. 6 n. 1 (2004) Corporeidades em minidesfile Luiz B. L. Orlandi; Corpo como objeto, corpo como instrumento de alma, corpo como questão, corpo próprio, corpo submetido a poderes e saberes, corpo sem órgãos, encontros intensivos O texto pretende ser apenas um instrumento para pesquisadores que se iniciam nas grandes aventuras discursivas a respeito de corpo. Nesse sentido, ele resume indicações de algumas linhas que se impuseram à reflexão filosófica ao longo da história ocidental. Refere-se, por exemplo, mas sem pressupor uma evolução teórica, ao corpo como estrito objeto de ciência, assim como ao corpo pensado como instrumento da alma. Salienta a importância da posição espinosana e nietzscheana do corpo como questão que se impõe ao pensamento. Passa brevemente pela noção fenomenológica de corpo próprio. Aponta a contribuição foucaultiana voltada ao corpo que procura saídas em meio a saberes e poderes. Finalmente, demora-se um pouco mais em alguns aspectos da idéia deleuze-guattariana de corpos sem órgãos, sublinhando sua emergência nos encontros intensivos. BLANCHOT. Foucault. Paris: Minuit, 1986. DELEUZE, G. Critique et clinique. Paris: Minuit, 1993. DELEUZE, G. Différence et répétition. Paris: PUF, 1968. DELEUZE, G. Francis Bacon – Logique de la sensation I e II. Paris: Éd. de la Différence (1981), 2ª ed. aumentada: 1984. DELEUZE, G. “Désir et plaisir”, Magazine littéraire (“Foucault aujourd’hui”), nº 325, out. de 1994, pp. 59-65. (“Desejo e prazer”, tr. br. de Luiz B.L.Orlandi, Cadernos de subjetividade, nº especial, junho de 1996, São Paulo: PUC-SP, pp. 15-25. DELEUZE, G.;GUATARRI, F. Mille plateaux. Paris: Minuit, 1980. (Especialmente Platô nº 6. (Há tr. br. em cinco volumes pela Ed.34.) . DELEUZE, G.;GUATARRI, F. Qu’st – a que la philosophie?. Paris: Minuit, 1991. DELEUZE, G. Foucault. Paris: Minuit, 1986. (Há tr. 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3205 unicientifica v. 6 n. 1 (2004) Wittgenstein e a gramática da ciência Mauro Lúcio Leitão Condé; Wittgenstein, gramática, racionalidade científica, filosofia da ciência O artigo aborda a possibilidade de constituição de um modelo de racionalidade científica a partir da filosofia do segundo Wittgenstein – Gramática da Ciência – que atenda às novas exigências epistemológicas das idéias científicas contemporâneas. Esse modelo não apenas destitui a pretensão de fundamentação última do conhecimento erigida pela ciência moderna, mas também permite a elaboração de critérios de racionalidade que, embora não estejam ancorados em fundamentos últimos, não se diluem no relativismo extremo. CONDÉ, Mauro L. L., Wittgenstein: Linguagem e Mundo. São Paulo: Annablume, 1998. __________, As Teias da Razão: Wittgenstein e a crise da racionalidade moderna. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2004. __________, “O Círculo de Viena e o Empirismo Lógico”. In: Cadernos de Filosofia e Ciências Humanas. Belo Horizonte: vol. 5, pp. 98-106, 1995. GLOCK, H., A Wittgenstein Dictionary. Oxford, Blackwell, 1996. pp. 154-155. HERTZ, Heinrich, The Principles of mechanics. New York: Dover, 1956. KUHN, Thomas, The Structure of Scientific Revolution. Chicago: The University of Chicago Press, 2ed., 1970. __________, The Essential Tension: Selected Studies in Scientific Tradition and Change. Chicago: The University of Chicago Press, 1977. PRESTON, John, Feyerabend: Philosophy, Science and Society. Cambridge: Polity Press, 1997. RYLE, G. “The work of na influential but litle-know philosopher of science: Ludwig Wittgenstein. Scientific american, 1957, nº. 197. Pp. 251-259. WINCH, Peter, The Idea of a Social Science and its relation to Philosophy. London: Routledge and Kegan Paul, 1958. WITTGENSTEIN, L., Tractatus Logico-Philosophicus. (Português/Alemão), tradução, apresentação e ensaio introdutório, L. H. Lopes dos Santos. São Paulo: Edusp, 1993. __________, Philosophische Untersuchungen. Frankfurt am Main: Suhrkamp, 1971. __________, Tractatus Logico-Philosophicus. (Inglês/Alemão) Trad. D. F. Pears. London: Routledge and Kegan Paul, 1961. __________, Über Gewissheit. (Alemão-Português), Trad. M. Costa. Lisboa: Edições 70, 1990. __________, Bemerkungen über die Grundlagen der Mathematik. Oxford: Basil Blackwell, 1956.
3206 unicientifica v. 6 n. 1 (2004) Memória, ontologia e linguagem na análise bergsoniana da subjetividade Débora Cristina Morato Pinto; Bérgson, duração, subjetividade, memória, inteligência, criação Trata-se aqui de apresentar, de modo geral, o estudo da subjetividade realizado por Bergson, assim como a redescrição do sujeito enquanto memória desenvolvida nas obras iniciais do filósofo. Nós veremos como ele reúne a crítica da inteligência (e de sua principal ferramenta, a linguagem) e a construção de uma nova ontologia. A originalidade do percurso aparece na gênese do sujeito e do objeto à luz da duração, pela qual Bergson escapa às aporias da filosofia moderna. A noção de memória (e suas múltiplas significações) é o centro das análises. BERGSON,H. Oeuvres, éditon du Centenaire. Paris: PUF, 1991. DELEUZE,G. Bergsonismo. Trad. de Luis Orlandi. São Paulo: Ed.34, 1999. PRADO JR.,B. Presença e Campo Transcendental. Consciência e Negatividade na Filosofia de Bergson. São Paulo: Edusp, 1989. LEOPOLDO E SILVA, F. Bergson – Intuição e discurso filosófico. São Paulo: Loyola, 1994. WORMS, F. Le vocabulaire de Bergson. Paris: Ellipses, 2000.
3207 unicientifica v. 6 n. 1 (2004) Sentir, apreender, entender, compreender Júlio Pinto; Entendimento, compreensão, filosofia da linguagem, tempo, C. S. Peirce Pretende-se fazer, neste texto, um exame dos conceitos de entendimento e compreensão, específicos para uma filosofia da linguagem a partir do pensamento de C. S. Peirce, fazendo uma breve incursão nos sentidos do tempo, a fim de ajudar a embasar a discussão contemporânea sobre os fundamentos da inteligência e schemata perceptivos. LOCKE, J. Essay Concerning Human Understanding (1690). Versão eletrônica Univ. de Harvard, Cambridge, Massachusetts, 2004 (CD-Rom). PEIRCE, C.S. Collected Papers (org. Charles Hartshorne e Paul Weiss). Cambridge, Massachusetts: The Belknap Press of Harvard University Press, 1934-1963, 8 vols. PINTO, J. The Reading of Time. Berlim: Mouton de Gruyter, 1989. PINTO, J. 1, 2, 3 da Semiótica. Belo Horizonte: UFMG, 1995. PINTO, J. O Ruído e outras inutilidades. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
3208 unicientifica v. 6 n. 1 (2004) A noção de rede em Foucault Fernando de Almeida Silveira; Foucault, rede, poder/saber, subjetivação A noção de rede como imagem ou paradigma aplicado na produção do conhecimento emerge enquanto fenômeno histórico-cultural recente. Foucault buscou mapear a construção de “verdades” na nossa sociedade e o enredamento dos indivíduos submetidos a seus efeitos e embates, seja no que se refere a uma rede composta pela articulação de meios discursivos e não discursivos: a rede arqueológica; seja no âmbito no qual o sujeito se insere em uma rede de saberes e poderes: a rede genealógica; seja no contexto em que a relação do indivíduo perante a rede de valorações histórico-culturais emerge no processo de constituição de uma vida bela e justa: a rede da estética da existência do indivíduo. Este artigo analisa estas três redes de constituição do sujeito moderno ocidental, enquanto elementos e forças na grande “rede” foucaultiana, emergente do conjunto total de sua obra. CAPRA, F. A teia da vida. São Paulo: Cultrix, 1996, 44. DELEUZE, G. Foucault. São Paulo: Brasiliense, 1988. DREYFUS, H. L. Michel Foucault, uma trajetória filosófica: (para além do estruturalismo e da hermenêutica), 1ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995. FOUCAULT, M. As Palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. 6ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1992. FOUCAULT, M. A Arqueologia do Saber. 5ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1997. FOUCAULT, M. História da sexualidade I: a vontade de saber. 11ª ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1993. FOUCAULT, M. História da sexualidade II: o uso dos prazeres. 7ª ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1994. FOUCAULT, M. História da sexualidade III: o cuidado de si. 5ª reimpressão. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1ª ed., 1985. FOUCAULT, M. Histoire de la folie à l’âge classique. Paris: Gallimard, 1972. FOUCAULT, M. Microfísica do poder. 12ª ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1996. FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. 14ª ed. Petrópolis: Editora Vozes, 1996. LATOUR, B. Jamais fomos modernos. Rio de Janeiro: Editora 34, 1994. MACHADO, N. Epistemologia e didática. São Paulo: Cortez, 1996. MATTA, G. C. Hospitais, subjetividade e glomérulos inoperantes: da doença renal ao renal crônico. Dissertação de Mestrado, Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 1998.
3209 unicientifica v. 6 n. 1 (2004) Sobre uma fórmula nietzscheana da décadence: “Cristianismo é platonismo para o ‘povo Ildenilson Meireles; Socratismo-platonismo, cristianismo, melhoramento, décadence Este texto pretende apresentar a posição de Nietzsche acerca da relação entre as formulações teóricas da filosofia socrático-platônica e da concepção do cristianismo sobre o homem. A aproximação feita por Nietzsche parece chamar a atenção para aquilo que se coloca como condição mais importante dessa relação, isto é, o movimento de enfraquecimento do Espírito e dissolução da Cultura que traduzem uma fórmula da décadence. NIETZSCHE, F. Além do Bem e do Mal. Trad. de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. _____________Crepúsculo dos ídolos. Trad. de Marco Antonio Casanova. São Paulo: Relume-Dumará, 2000. _____________ A gaia ciência. Trad. de Paulo César de Souza. São Paulo: companhia das Letras, 2001. _____________Genealogia da moral. Trad. de Paulo César de Souza. São Paulo: companhia das Letras, 1999. _____________ O anticristo. Trad. de Artur Mourão. Lisboa: Ed. 70, 2002. ____________ Obras incompletas. Trad. Rubens Rodrigues Torres Filho. São Paulo: Abril Cultural, 1978. _____________ Sämtliche Werke. Walter de Gruyter, 1972; trad. francesa, ed. Gallimard, 1977.
3210 unicientifica v. 6 n. 1 (2004) Deleuze com Peirce: Considerações sobre o signo e o cinema Alessandro Carvalho Sales; Deleuze, Peirce, semiótica, cinema O trabalho busca apresentar – em termos relativamente introdutórios e gerais – aspectos concernentes a três pontos principais: o problema do signo em Deleuze, a opção pela semiótica peirceana como importante aparato teórico para a confecção de seus livros sobre o cinema, e a relação que esse autor promove entre conceitos peirceanos e bergsonianos, a fim de estabelecer as bases de uma teoria da imagem cinematográfica. DELEUZE, G. Cinema 1 – A Imagem-Movimento. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1985. 266p. DELEUZE, G. Cinema 2 – A Imagem-Tempo. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1990. 339p. DELEUZE, G. Conversações. São Paulo: Ed. 34, 1992. 232p. DELEUZE, G. Lógica do Sentido. São Paulo: Perspectiva, 1998. 342p. DELEUZE, G. Proust e os Signos. Rio de Janeiro: Editora Forense-Universitária, 1987. 183p. DELEUZE, G. e GUATTARI, F. O Que é a Filosofia? São Paulo: Ed. 34, 1992. 279p. DOSSE, F. História do Estruturalismo. São Paulo: Ensaio e Editora da Unicamp, 1993. 2v. MACHADO, R. Deleuze e a Filosofia. Rio de Janeiro: Graal, 1990. 242p. MORA, A. Peirce: Vida e Obra. In: Peirce/Frege (Col. Os Pensadores). São Paulo: Abril Cultural, 1980. pp. V-XII. PEIRCE, C. Conferências sobre Pragmatismo. In: Peirce/Frege (Col. Os Pensadores). São Paulo: Abril Cultural, 1980. pp. 5-60. PEIRCE, C. Fenomenologia. In: Peirce/Frege (Col. Os Pensadores). São Paulo: Abril Cultural, 1980. pp. 85-97. PELBART, P. O Tempo Não-Reconciliado. São Paulo: Perspectiva: Fapesp, 1998. 192p. PIGNATARI, D. Semiótica e Literatura. São Paulo: Cultrix, 1987. 165p. RAMOS, F. Panorama da Teoria do Cinema Hoje. In: Cinemais. Revista de Cinema e Outras Questões Audiovisuais. v. 14. Rio de Janeiro: Editorial Cinemais, 1998. pp. 33-56. RODOWICK, D. N. A Short History of Cinema. Hipertexto. Disponível em: < http://www .kcl.ac.uk/humanities/cch/filmstudies/Rodowick/Publications/TimeMachine/ShortHistory.h tml >Acesso em: 23 jul
3211 unicientifica v. 6 n. 1 (2004) Impessoalidade e modos de vida em Gilles Deleuze: breves considerações Alex Fabiano Correia Jardim; Impessoalidade, modos de vida, sujeito, identidade, metafísica A proposta do texto é fazer algumas considerações acerca do conceito de impessoalidade em Gilles Deleuze e de como este conceito nos conduz a uma ruptura da estrutura outrem (do sujeito – da subjetividade), para a criação de novos modos de existência, ou o que estamos chamando, inicialmente, “modos de vida”. Discutiremos a criação de uma passagem do conceito de subjetividade para o conceito de hecceidade (somente afetos e movimentos locais, velocidades diferenciais, movimento e repouso), proporcionando, através desse movimento, a construção do problema da “impessoalidade” em Gilles Deleuze. Mostraremos, também, como a impessoalidade e suas implicações constituem a emergência de novos modos de existência e sua efetivação nos planos de imanência, menos pelas noções de forma ou substância do que singularidades, multiplicidades, acontecimentos, devires, individuações. DELEUZE, G. A imanência: uma vida. Trad. Jorge Vasconcelos, et.al. In. Gilles Deleuze, imagens de um filósofo da imanência. VASCONCELLOS, J. FRAGOSO, Manuel A da Rocha (organizadores). Londrina: UEL, 1997, p.15-19. DELEUZE, G. Conversações. Trad. Peter Pál Pelbart. Rio de Janeiro: 34, 1992, 226 p. DELEUZE, G. Décima Quarta Série: da dupla causalidade. In. Lógica do Sentido. São Paulo: Perspectiva, s/d, p. 97-102. DELEUZE, G. Décima Quinta Série: das singularidades. In. Lógica do Sentido. São Paulo: Perspectiva, s/d, p. 103-111. DELEUZE, G. Décima Sexta Série: da gênese estática ontológica. In. Lógica do Sentido. São Paulo: Perspectiva, s/d, p.113-121. DELEUZE, G. Décima Sétima Série: da gênese estática lógica. In. Lógica do Sentido. São Paulo: Perspectiva, s/d, p.123-130. DELEUZE, G. Décima Nona Série: do humor. In. Lógica do Sentido, São Paulo: Perspectiva, s/d, p.137-143. DELEUZE, G. Diálogos. Trad. Eloisa Araújo Ribeiro. São Paulo: Escuta, 1998, 179 p. DELEUZE, G. Foucault. Trad. Claudia Sant’Anna Martins, São Paulo: Brasiliense, 2ª ed. 1991 DELEUZE, G. O Plano de imanência. In. DELEUZE, G. GUATTARI, F. O que é a Filosofia. Trad. Bento Prado Júnior e Alberto Alonso Muñoz. Rio de Janeiro: 34, 1992, p.49 – 79. DELEUZE, G. GUATTARI, F. Ano zero – Rostidade. Trad. Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leão. In. Mil Platôs – capitalismo e esquizofrenia. Vol. 3. São Paulo: 34, 1996: p. 31-61. DELEUZE, G. GUATTARI, F. Devir-intenso, Devir-animal, Devir-imperceptível. Trad. Suely Rolnik. In. Mil Platôs – capitalismo e esquizofrenia. Vol. 4, São Paulo: 34, 1997: p.11-113. DELEUZE, G. GUATTARI, F. Introdução: Rizoma. In. Mil Platôs – capitalismo e esquizofrenia. Trad. Peter Pál Pelbart e Janice Caiafa. São Paulo: 34, 1997,Vol. I. DELEUZE, G. GUATTARI, F. Micropolítica e Segmentaridade. Trad. Suely Rolnik. In. Mil Platôs – capitalismo e esquizofrenia. Vol. 3. São Paulo: 34, 1996: p. 83-115. DELEUZE, G. GUATTARI, F. O liso e o estriado. Trad. Peter Pál Pelbart. In. Mil Platôs – capitalismo e esquizofrenia. Vol. 5, São Paulo: 34, 1997: p. 179-214. DELEUZE, G. GUATTARI, F. Tratado de nomadologia: a máquina de guerra. Trad. Peter Pál Pelbart. In. Mil Platôs – capitalismo e esquizofrenia. vol. 5, São Paulo: 34, 1997: p. 11- 110. JÚNIOR, B. P.. A idéia de plano de imanência. In. Gilles Deleuze, uma vida filosófica. Alliez, Éric (org), São Paulo: 34, 2000: p. 307-322. SCHÉRER, R. Homo Tantum. O impessoal: uma política. Trad. Paulo Nunes In. Gilles Deleuze, uma vida filosófica. Alliez, Éric (org)., São Paulo: 34, 2000: p. 21-38. TOURNIER, M. Sexta-feira ou os limbos do pacífico. Trad. Fernanda Botelho. São Paulo: Difel, 1985, 349 p. ZOURABICHVILI, F.. Deleuze e o possível (sobre o involuntarismo na política). In. Gilles Deleuze: uma vida filosófica. Alliez, Éric (Org.) São Paulo: 34, 2000, p. 333-355.
3212 unicientifica v. 6 n. 1 (2004) Gilles Deleuze e o problema da interpretação: um sopro de puro acontecimento Eladio C. P. Craia; Deleuze, interpretação, acontecimento, diferença O presente trabalho tem como objetivo expor e analisar a relação entre a problemática do Sentido e o horizonte da interpretação, segundo a leitura de Gilles Deleuze. Na perspectiva deleuziana, a interpretação foi, maioritariamente, limitada e restringida pela procura da determinação de certas margens, mais ou menos preestabelecidas e verificáveis, onde a própria interpretação encontre seu lugar pertinente, bem como sua legítima consistência. Deste modo, e independentemente das diferentes formas de caracterização e classificação, as quais a interpretação foi submetida, a procura por um “critério” de avaliação e legitimação do ato de interpretar é, para Deleuze, um gesto habitual e mais ou menos permanente na reflexão filosófica. Para o filósofo francês, este gesto opera, em um primeiro momento, entorno da possibilidade de reconhecer um certo “sentido” na interpretação; e, em um segundo momento, da necessidade de legitimar este sentido de acordo com critérios previamente escolhidos. Diferentemente, Deleuze postula a interpretação como criação da diferença, o principio que sustenta esta colocação é uma total recaracterização do estatuto do sentido. Isto é assim, dado que em toda interpretação habita o sentido, portanto, não se trata de eliminar o sentido do horizonte da interpretação, mas de re-pensálo. CRAIA, E. A problemática ontológica em Gilles Deleuze. Cascavel: EDUNIOESTE, 2002. DELEUZE, G. Différence et répétition. Paris: Puf, 1993. ________. Lógica do Sentido. Tradução: Luiz Roberto Salinas Fortes. São Paulo: Editora Perspectiva, 1998 MURALT, A. A Metafísica do fenômeno. Rio de Janeiro: Editora 34, 2002. PARDO, J. L. Deleuze: violentar el pensamiento. Bogotá: Editorial Cincel-Kapeluz, 1992. SCHWARTZ, J. Borges no Brasil. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
3213 unicientifica v. 6 n. 1 (2004) El paradigma indicial, la noción de construcción y la búsqueda de una prueba tomando como objeto de análisis las monografías de Freud “Un recuerdo infantil de Leonardo da Vinci” y “El delirio y los sueños en la ‘Gradiva’ de W. De Jensen.” Amanda Garma; Indicios, abducción, prueba, construcción, psicoanálisis del arte El objetivo de este artículo consiste en examinar qué podría ser considerado como prueba en el ámbito de las Ciencias Sociales. Con este propósito, se han considerado, como, ejemplos, dos análisis de Freud en “Un recuerdo infantil e Leonard da Vinci” y en “El delirio y los sueños en la ‘Gradiva’ de Jensen” subrayando las nociones de abducción introducida por Ch. Peirce y la de paradigma indicial elaborada por C. Guinzburg aplicable al área de la Ciencias Sociales. Este último procedimiento consiste en descifrar enigmas utilizando ciertos indicios. La racionalidad de Freud se basa en una inferencia que ha sido descripta por primera vez por Peirce, tal como ya se señaló, llamada “abducción”. La abducción se basa en un hecho singular, que aparece como un enigma, como algo que carece de explicación: el o la observador /a elabora una hipótesis, es decir, le da realidad a una idea preguntándose si es demostrable. BORGES, J. L. “La muerte y la brújula” en Obras completas. Buenos Aires: Ed. Emecé, 1979. COHEN Y NAGEL. Introducción a la lógica y al método científico. Buenos Aires: Amorrortu, 1968. Detiene y Vernant (1974) citado por Caprettini, G. P., en “Peirce, Holmes, Popper”, en Eco U., Sebeok,T., El signo de los tres, Lumen , 1989.. ECO, H.; SEBEOK, T. A. (Eds.) El signo de los hes: Dupin, Holme, Peirce. Barcelona: Lumen, 1989. FREUD, S. Sobre la psicogénesis de un caso de homosexualidad femenina. Buenos Aires: Amorrortu. Vol. 18,1980. FREUD, S. Picoanáliis del arte. Madrid: Ed. Alianza 1991. GUINZBURG, C. “Indicios. Raíces de un paradigma de inferencias indiciales” en El signo de los tres., Dupin, Holmes, Peirce. Umberto Eco y Thomas A. Sebeok ( Eds). Barcelona: Ed. Lumen, 1989. GUITIÉRREZ, E. Borges y los senderos de la filosofía. Buenos Aires: GEA, 2001. HARROWITZ, N. “El modelo policíaco: Charles Peirce y Edgar Allan Poe”, en Eco y Sebeok,(Eds). Barcelona: Lumen, 1989. PEIRCE, C. S. Lecciones sobre el pragmatismo. Buenos Aires: Aguilar, 1988. PEIRCE, C. S. Collected Papers. Harvard University Press, Cambridge: Mass. Vol.2, 1936.. POE, E. A. The murders in the Rue Morgue, en Complete Tales and poems. Ljubljana: Mladinska Knija, 1966. POE, E. A. The Purloined Letter. Ljubljna: Mladinska Knija,1966. PIGLIA, R. Clarín. 30-09-1990. WISDOM, J. O. “Puesta a prueba de una interpretación en el curso de una sesión”, en Revista de psicoanálisis, tomo XXVI, núm.2, abril-junio de 1962.
3214 unicientifica v. 6 n. 1 (2004) Linguagem, subjetividade e história: a contribuição de Michel Pêcheux para a constituição da análise do discurso Antônio Carlos Soares Martins; Estudos lingüísticos, subjetividade, análise do discurso Este trabalho analisa a contribuição de Michel Pêcheux para os estudos da linguagem e, especialmente, para a constituição da Análise do Discurso enquanto disciplina. Argumentamos que, embora a noção de subjetividade já houvesse sido reincorporada aos estudos lingüísticos, foi a partir de Pêcheux que a língua passou a ser analisada numa perspectiva histórica e social. ALTHUSSER, L. Aparelhos Ideológicos do Estado. Trad. Walter J. Evangelista e Maria L. V. de Castro. 7. ed., Rio de janeiro: Graal, 1998. BENVENISTE, E. Problemas de Lingüística Geral II. Campinas: Pontes, 1989. BRANDÃO, M.H.H.N. Introdução à Análise do Discurso. Campinas: Ed. UNICAMP, 1991. BRANDÃO, M.H.H.N. Subjetividade, Argumentação e Polifonia – A propaganda da Petrobrás. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1998. CARDOSO, S.H.B. Discurso e Ensino. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. FOULCAULT, M. A Arqueologia do Saber. Trad. de Luiz Felipe Beata Neves. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987. HENRY, P. Os Fundamentos Teóricos da “Análise Automática do Discurso” de Michel Pêcheux (1969). In: GADET F.; HAK, T. (Orgs.) Por uma Análise Automática do Discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Trad. de Eni P. Orlandi. Campinas: Unicamp, 1997, pp 13-38. GADET, F.; LÉON, J.; MALDIER, D.; PLON, M. Apresentação da conjuntura em lingüística, em psicanálise e em informática aplicada ao estudo dos textos na França em 1969. In: GADET F.; HAK, T. (Orgs.) Por uma Análise Automática do Discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Trad. de Eni P. Orlandi. Campinas: Unicamp, 1997, pp 39-60. GRIGOLETTO, M. A Resistência das Palavras: Um Estudo do Discurso político sobre a Índia (1942-1947). Tese de doutoramento, Campinas, UNICAMP, 1998. HARRIS, Z. Discourse Analysis, Language, nº 28, 1952. MAINGUENEAU, D. Novas Tendências da Análise do Discurso. Trad. de Freda Indursky. Campinas: Editora da UNICAMP, 1993. ORLANDI, Eni P. Análise de Discurso: princípios e procedimentos. São Paulo: Pontes, 2001. PÊCHEUX, M. Análise Automática do Discurso (AAD-69). In: GADET F.; HAK, T. (Orgs.) Por uma Análise Automática do Discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Trad. de Eni P. Orlandi. Campinas: Unicamp, 1997b, pp 61-151. PÊCHEUX, M. Análise do Discurso: três épocas (1983). In: GADET F.; HAK, T. (Orgs.) Por uma Análise Automática do Discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Trad. de Eni P. Orlandi. Campinas: Unicamp, 1997a, pp 61-151. PÊCHEUX, M. O Discurso - estrutura ou acontecimento. Trad. de Eni P. Orlandi. Campinas: Pontes, 1983. PÊCHEUX, M.; FUCHS, C. A Propósito da Análise Automática do Discurso: atualização e perspectivas (1975). In: GADET F.; HAK, T. (Orgs.) Por uma Análise Automática do Discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Trad. de Péricles Cunha. Campinas: Unicamp, 1997, pp 163-235. SAUSSURE, F. de. Curso de Lingüística Geral. Trad. A. Chelini et al. São Paulo: Cultrix, 1974.
3215 unicientifica v. 6 n. 1 (2004) Pra não dizer que não falei das flores: jardins como fator de promoção social em escolas Germano Leão Demolin Leite;Marcus Alvarenga Soares;Georgino Jorge de Souza Júnior;Murilo Cássio Xavier Fahel; Paisagem, escola pública, recreação, auto-estima O trabalho teve o objetivo de avaliar o mundo cultural, os conhecimentos ambientais e o grau de importância que jovens e adolescentes da periferia da cidade de Montes Claros-MG dão à natureza, assim como seus professores. Além disso, procurou-se melhorar a qualidade de vida dessas crianças e adolescentes, através da implantação de jardins, em suas escolas. Mais que comparar percentuais entre o universo de alunos e de professores, ou entre as duas etapas que compreenderam a execução do projeto, buscou-se, grosso modo, neste trabalho, admitir simetrias e assimetrias sociológicas entre algumas das respostas julgadas mais significativas, que serviram, ao final, para embasar futuras discussões acadêmicas. ANTIPOFF, H. Ideais e interesses das crianças de Belo Horizonte e algumas sugestões pedagógicas. Boletim 6. Secretaria de Educação e Saúde Pública de Minas Gerais, 1930. 102p. ARROYO, M. Escola Fronteira Ameaçada dos Direitos. Caxambu, XVIII Reunião Anual da ANDEd, 1995. 160p. CAMPOS, R.H.F. Contexto sócio-cultural e tendências da pedagogia psicanalítica na Europa Central e no Brasil. 1991. Tese apresentada ao Concurso Público para professor titular na área de Psicologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, Belo Horizonte. 120p. FARIA FILHO, L.M. – Cadernos do CEAj nº 162, março/ abril, 1996. 80p. GUIMARÃES, P.W. Cerrado em desenvolvimento: tradição e atualidade. P. 19 a 45, In IV Encontro nacional da Rede Cerrado de Organizações não Governamentais. (Eds. Luz, C. ; Dayrell, C. Montes Claros-MG, 2000. 309p. PADOVANI, U. História da Filosofia. São. Paulo: Melhoramentos Editora, 1993. 587p. PAULA, H.A.. Montes Claros – sua história, sua gente, seus costumes. Belo Horizonte: Minas Gráfica Editora Ltda. 1979. 285p. SOUZA, M.C.M. A contemporaneidade de Helena Antipoff na fala dos meninos e meninas do Sertão. Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado de UFMG para obtenção do título de mestre em educação. 2002. Pg 53 a 104. 180p.
3216 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) O Vale do Jequitinhonha em vários olhares Maria Aparecida de Moraes Silva; O presente dossiê da UNIMONTES CIENTÍFICA contempla a realidade da região do Vale do Jequitinhonha a partir de vários olhares.
3219 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) Experiências e vivências na migração sazonal Maria Izabel Vieira Botelho; Migração sazonal, experiência, vivência, camponeses, Vale do Jequitinhonha O artigo aborda as práticas culturais num contexto de processos migratórios sazonais. Submetida a contínuas saídas, onde se insere no corte de cana-de-açúcar e colheita da laranja no Estado de São Paulo, a população camponesa do Vale do Jequitinhonha/MG redefine a cultura local, incorporando elementos advindos da vivência/ experiência decorrente da inserção social temporária. Ao longo de sua trajetória social, vivenciam duas inserções, como camponesa e como assalariada, conformando uma realidade totalmente contraditória que os leva a redefinir e/ou reconstruir seus valores e todo o seu acervo instrumental, simbólico e material, necessários ao mundo da vida. Como camponeses, nos “locais de origem”, reproduzem parte daquilo que foi assimilado nos “locais de passagem”. A cada retorno, há novas adequações à cultura material e simbólica. O ir e vir incessantes moldam a junção de elementos característicos de uma realidade social tradicional, com aqueles advindos de uma sociedade orientada por valores da modernidade. ANTONIL, André João. Cultura e opulência no Brasil. Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/ EDUSP, 1982. BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido se desmancha no ar. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. BOTELHO, Maria Izabel Vieira. A assalariada rural: da identidade social e da identidade política. Campinas, 1992. Dissertação ( mestrado) UNICAMP. _____. O eterno reencontro entre o passado e o presente: um estudo sobre as práticas culturais do Vale do Jequitinhonha. Araraquara, 1999. Tese (doutorado em sociologia) UNESP. BOURDIEU, P. Economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 1974. CALÓGERAS, João Pandiá. Formação histórica do Brasil. Rio de Janeiro: [s.n.], 1957. CARVALHO, Daniel de. Notícia histórica sobre o algodão em Minas. 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3220 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) Formas tradicionais de solidariedade camponesa no Vale do Jequitinhonha Cláudia de Jesus Maia;Maria de Fátima Lopes; Solidariedade, reciprocidade, comunidade camponesa, Vale do Jequitinhonha, gênero O presente estudo discute formas de solidariedade camponesa no Vale do Jequitinhonha – nordeste de Minas Gerais – até o final da década de 1970, baseadas em princípios de reciprocidade e ajuda mútua. A partir da antropologia econômica de Polanyi, sublinha que o comportamento econômico dos indivíduos não é motivado meramente pelo nexo monetário, mas está imerso em relações sociais tecidas em redes tradicionais de cooperação baseadas em princípios de confiança, amizade, afinidade, parentesco e de gênero. AMARAL, L. Do Jequitinhonha aos canaviais: em busca do paraíso mineiro. Belo Horizonte: UFMG, 1988. 530 p. Dissertação (Mestrado em Sociologia e Antropologia) - Universidade Federal de Minas Gerais, 1988. BITTENCOURT, L. 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3221 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) “Ser negro” em Chapada do Norte: a memória da escravidão Liliana de Mendonça Porto; Vale do Jequitinhonha, memória, escravidão, negro O texto discute as relações entre a memória da escravidão dos moradores de Chapada do Norte – Vale do Jequitinhonha/MG e os sentidos que adquire o “ser negro” no local. Para tanto, esboça o perfil da escravidão no povoado no século XIX, ressaltando sua pequena relevância estatística. Passa, a seguir, à análise de trechos de entrevistas com dois moradores locais, observando a maneira pela qual surgem as referências à escravidão no discurso e sua importância simbólica na compreensão das relações de poder e do “ser negro” na atualidade. AMADO, Janaína, FERREIRA, Marieta M. (org.). Usos e Abusos da História Oral, Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1996. BENJAMIN, Walter. Sobre o Conceito de História. In: Magia e Técnica, Arte e Política, Obras Escolhidas vol. I, São Paulo: Brasiliense, 1993. BURKE, Timothy. Lifebuoy Men, Lux Women. Commodification, Consuption and Cleanliness in Modern Zimbabwe. London: Leicester University Press, 1996 COHEN, Anthony P. The Symbolic Construction of Identity. London and New York: Routledge, 1985. GALIZONI, Flávia M. A Terra Construída. Família, Trabalho, Ambiente e Migrações no Alto Jequitinhonha, Minas Gerais. São Paulo, 2000.Dissertação (mestrado em Antropologia Social) Departamento de Antropologia Social da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. GINZBURG, Carlo. A Micro-História e Outros Ensaios. Lisboa/Rio de Janeiro: Difel/Bertrand Brasil, 1991. GOFFMAN, Erving. A Representação do Eu na Vida Cotidiana. Petrópolis: Vozes, 1985. PIZARRO E ARAUJO, José de S. A. Memórias Históricas do Rio de Janeiro (1820), v. 8, Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1948. POHL, Johann Emanuel. Viagem ao Interior do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1976. PORTELLI, Alessandro. The Peculiarities of Oral History. History Worksohp, issue 12, Autumn, 1981. PORTELLI, Alessandro. The Battle of Valle Giullia. Oral History and the Art of Dialogue. Wisconsin: University of Wisconsin Press, 1997. PORTO, Liliana. Reapropriação da Tradição: Um Estudo sobre a Festa de Nossa Senhora do Rosário de Chapada do Norte / MG. Versão modificada de dissertação de mestrado premiada em 2º lugar no Concurso Sílvio Romero 1998 / FUNARTE, 1998. SAINT-HILAIRE, Auguste. Viagem pelas Províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais (1816-1817). Belo Horizonte: Itatiaia, 1975. SPIX e MARTIUS. 1981. Viagem pelo Brasil (1817-1820), Belo Horizonte: Itatiaia, 1981. SCHWARCZ, Lilia, REIS, Letícia V. S. (org.). Negras Imagens. Ensaios sobre Cultura e Escravidão no Brasil, São Paulo: EDUSP / Estação Ciência, 1996. VASCONCELOS, Diogo de. História Média de Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.
3222 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) O padrão idealizado de família e de mulher em Diamantina e região – 1860 a 1930 Dayse Lúcide Silva Santos; Família, mulher, Diamantina, casamento O presente artigo busca discutir o padrão idealizado de família e de mulher instituído em Diamantina de 1863 a 1933, analisando o relacionamento conjugal do ponto de vista dos papéis sociais ideais, os quais deveriam ser seguidos por homens e mulheres. As fontes utilizadas foram jornais da Biblioteca Antônio Torres/IPHAN e a documentação existente no Arquivo da Mitra Arquidiocesana de Diamantina. ALMEIDA, Ângela (org) Pensando a família no Brasil: da colônia à modernidade. Rio de Janeiro: Espaço e tempo Editora da UFRJ, 1987, p. 13-21. ARAÚJO, Rosa Maria Barbosa de. A vocação do prazer: a cidade e a família no Rio de Janeiro republicano. Rio de Janeiro: Rocco, 1993. ARIÉS, Philippe. & DUBY, Georges. História da Vida Privada. São Paulo: Cia das Letras, v.3, 1991, p.7-19. BADINTER, Elizabeth. 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3223 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) Considerações acerca da degradação ambiental no município de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha Anete Marília Pereira;Maria Ivete de Almeida;Marcos Esdras Leite; Meio ambiente; degradação, conservação O interesse central deste trabalho recai sobre a situação ambiental do município de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil. Trata-se de uma região que vem sofrendo, cada vez mais, o impacto das atividades humanas sobre seus recursos naturais. A partir da análise das relações entre as características naturais e o processo de organização do espaço, procura-se discutir os principais problemas ambientais existentes no município. A abordagem utilizada é exploratória e preliminar, por isso, não pretende ser completa. Espera-se que os resultados obtidos possam se constituir em importante referencial para ações de planejamento e uso racional dos recursos naturais em uma das áreas que apresentam um dos ambientes mais frágeis do estado. CARVALHO, A. M de. Reflexões sobre a sustentabilidade em condições de pobreza. Revista Cerrados. Montes Claros, v.1, n. 1, jan./dez. 2003. CHRISTOFOLETTI, Antônio. Geomorfologia. 2. ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1980. IBGE. Censo demográfico de 2000. Rio de Janeiro: IBGE, 2000. MINAS GERAIS. Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Instituto Estadual de Floresta - IEF. Mapa da Cobertura Vegetal e o Uso do Solo do Estado de Minas Gerais. Belo Horizonte, 1994. (mapa da cobertura vegetal e o uso do solo. Escala 1: 500.000). MINAS GERAIS. Secretaria de Ciências e Tecnologia. Instituto de Geociências Aplicadas — IGA. Mapa Geomorfológico de Minas Gerais. Belo Horizonte, 1977. (mapa geomorfológico. Escala 1: 500.000). MINAS GERAIS. Secretaria de Ciências e Tecnologia. Instituto de Geociências Aplicadas — IGA. Mapa Geológico de Minas Gerais. Belo Horizonte, 1978. (mapa geológico. Escala 1: 500.000). NIMER, Edmon e BRANDÃO, Ana M. P.M. Balanço hídrico e clima da região dos cerrados. Rio de Janeiro: IBGE, 1989.
3224 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) A Agência MESOVALES: estratégia de mobilização, articulação e criação – um relato de uma experiência Geraldo Antônio dos Reis;Maria Ivanilde Pereira;Roney Versiani Sendeaux; Desenvolvimento integrado e sustentável, desenvolvimento regional, mesorregião dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, estratégia, mobilização e articulação, MESOVALES, UNIMONTES, Ministério da Integração Nacional O Ministério da Integração Nacional, ao repensar o conceito de integração e de desenvolvimento regional, adotou uma política de fortalecimento dos espaços regionais confluentes, visando à redução dos desequilíbrios que nortearam o processo de desenvolvimento no Brasil, com a implementação do Programa de Mesorregiões Diferenciadas - PROMESO. Um dos espaços definidos como região de ação prioritária pelo Programa foi a Mesorregião dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, composta por municípios dos Estados da Bahia, do Espírito Santo e de Minas Gerais. A implementação do PROMESO nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri contou com a participação da Universidade Estadual de Montes Claros — Unimontes, culminando na criação da Agência de Desenvolvimento Integrado e Sustentável da Mesorregião dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri — MESOVALES, que se constitui num espaço de articulação política e social em prol do desenvolvimento com sustentabilidade nessa área do país. O artigo relata a experiência do Fórum e da criação da Agência Mesovales. ABRAMOVAY, R. “O Capital Social dos Territórios: Repensando o Desenvolvimento Rural”. Economia Aplicada – volume 4, n° 2, abril/junho, 2000 ALTAFIN, I. G. & DUARTE, L. M. G. Desenvolvimento Sustentável e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF, 2003. ARNDT, H. W. Economic Development: The History of An Idea. Chicago: The University of Chicago Press, 1987. BIELSCHOWSKY, R. O Pensamento Econômico Brasileiro: O Ciclo Ideológico do Desenvolvimentismo. Rio de Janeiro, IPEA/INPES, 1988. BOURDIEU, P. “O Capital Social — Notas Provisórias”. In: NOQUEIRA, M. A. & CATANI, A. Escritos de educação. Petrópolis: Editora Vozes, 1998. CASTILHOS, D. S. B. Capital Social e Políticas Públicas: Um Estudo da Linha Infraestrutura e Serviços aos Municípios do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. Dissertação submetida ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural, Universidade Federal do Rio Grande do Sul/Faculdade de Ciências Econômicas, 2002. HIRSCHMAN, A. O. Monetarismo Vs. Estruturalismo. Um Estudo Sobre a América Latina. Rio de Janeiro: Cidador, 1967. ______. “A Economia Política da Industrialização na América Latina”. Dados-IUPERJ, 5:113-143, 1968. FURTADO, C. Teoria e Política do Desenvolvimento Econômico. São Paulo: Nova Cultural, 1986. MAGALHÃES, C. M. Sustentabilidade no Semi-Árido Nordestino. Disponível em WWW.UNB.BR/IH/ECO/NEPAMA/DISSERTAÇÕES, 2003. 18 MILANI, C. Teorias do Capital Social e Desenvolvimento Local: lições a partir da experiência de Pintadas (Bahia, Brasil). Disponível em HTTP://WWW.ADM.UFBA.BR, 2004. MYRDAL, G. Perspectivas de Uma Economia Internacional. Rio de Janeiro: Saga, 1967. ______. Teoria Econômica e Regiões Subdesenvolvidas. Rio de Janeiro: Saga, 1972. NURKSE, R. “Seis Conferências”. Revista Brasileira de Economia, 5(4):11-190, 1951. ______. “A Teoria do Comércio Internacional e a Política de Desenvolvimento”. In ELLIS, H. S. (Org.). Desenvolvimento Econômico para a América Latina. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1964. POCHMANN, M. & AMORIM, R. (Coord.). Atlas da Exclusão Social no Brasil. São Paulo: Cortez Editora, 2003. PREBISCH, R. “O Desenvolvimento Econômico da América Latina e os Seus Principais Problemas”. Revista Brasileira de Economia, 3 (3): 47-112, 1949. RATTNER, H. “Os Descaminhos do Desenvolvimento”. Revista Espaço Acadêmico – ano II – 21/fevereiro, 2003. REIS, G. A. et alli. Diferenças e parcerias: esse é o foco do nosso negócio – MESOVALES. Montes Claros, Ed. Unimontes, 2004 (no prelo). RODRIGUEZ, O. A Teoria do Subdesenvolvimento da CEPAL. Rio de Janeiro: Forense, 1981. SACHS, I. Estratégias de transição para o século XXI. São Paulo: Studio Nobel/Fundap, 1993. SINGER, H. W. “Cinco Conferências”. Revista Brasileira de Economia, V. 4, set, 1950.
3225 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) Fontes para uma reflexão sobre a história do Vale do Jequitinhonha João Valdir Alves de Souza; O Vale do Jequitinhonha ocupa uma área de 85.000 km2 na região nordeste do estado de Minas Gerais, onde vivem aproximadamente 1.000.000 de pessoas, distribuídas em 80 municípios. Nos últimos anos, tem crescido sistematicamente o interesse de pesquisadores pela região, ao que parece, em função do generalizado discurso segundo o qual o Vale ostenta indicadores sociais e econômicos comparáveis aos piores do mundo. Ao lado das atividades de pesquisa destacam-se, também, diversas formas de intervenção desenvolvidas por instituições acadêmicas e organizações governamentais e não-governamentais. O O que tem caracterizado essas atividades de pesquisa e intervenção, entretanto, é a forma bastante desarticulada de sua realização. Não há qualquer diálogo substantivo entre as instituições que lá atuam e/ou entre os pesquisadores que as representam. Isso tem trazido dificuldades tanto em relação a possíveis ações coordenadas, as quais poderiam produzir impactos mais significativos, quanto em relação aos próprios pesquisadores, os quais trabalham geralmente de forma isolada, tendo acesso apenas ocasional às pesquisas de colegas que se encontram por acaso. Além disso, tem sido muito pequena a visibilidade do quadro que essas novas pesquisas têm traçado. Em decorrência disso, as imagens que têm predominado na formação das representações sobre a região são aquelas difundidas pela imprensa, grosso modo voltadas para a denúncia de suas mazelas, o que tem generalizado o Jequitinhonha como “bolsão de pobreza”, “região problema”, “vale da miséria”, “ferida de subdesenvolvimento” etc. Não se trata de ALMANAQUE DE CULTURA POPULAR. Belo Horizonte: Secretaria de Estado da Cultura, 1986. Mensal. Série Vale do Jequitinhonha, n. 0 a 3. AMARAL, Leila. Do Jequitinhonha aos canaviais: em busca do paraíso mineiro. 3 v. 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3226 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) Entre a proximidade e o distanciamento: a sociabilidade entre famílias residentes em cortiços na cidade de São Paulo Neide Maria de Almeida Pinto; Cortiço, vizinhança, sociabilidade, construção de identidades Este artigo teve como objetivo analisar as formas de sociabilidades entre a vizinhança residente em cortiços situados em bairros das grandes metrópoles no Brasil. A pesquisa foi realizada com 28 famílias residentes na cidade de São Paulo, nos bairros da Sé, Mooca, Campos Elíseos e Vila Alpina. A análise procurou enfocar o lugar específico ocupado pelo grupo das famílias encortiçadas, que configura um território delimitado pelas diferentes identidades que o compõem. Subjacente à idéia de território, sobrepõe-se a idéia de pertinência, ou seja, cortiços enquanto territórios identitários – espaços coletivos de apropriação e de solidariedade, de intimidade cotidiana, de relações mais pessoais, do partilhar de carências, ou, de outro lado, por vezes se definindo como territórios não-identitários, não-relacionais ou não-históricos, os “nãolugares”, nos termos de Marc Augé. ASSMANN, H. SUNG, J. Mo. Competência e sensibilidade solidária: Educar para esperança. Petrópolis: Vozes, 2000. ATTIAS-DONFUT, C (dir). Les solidarités entre Générations. Vieillesse, Familles, État. Nathan, 1995. AUTÈS, M. Gênese de uma nova questão social: a exclusão. In: Lieb social et politiques – RIAC no 34) tradução: Maria Ruth Alves, mimeo, 1995. BERGER, P.L.; LUCKMANN, T. A construção social da realidade. 15. ed. Trad.: Floriano de Souza Fernandes. Petrópolis: Vozes, 1998. CANEVACCI, M. Dialética do indivíduo. O indivíduo na natureza, história e cultura. Trad.: Carlos Nelson Coutinho. São Paulo: Brasiliense, 1981. GODBOUT, J.T. e CAILLÉ, A. O espírito da dádiva. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas, 1999. KAUFMANN, Jean-Claude. Vie hors couple, isolement et lien social: figures de l’inscription relationnelle. Revue Française de Sociologie. XXXV, 1994, 593-617. PINTO, Neide Maria de Almeida. Entre a proximidade e o distanciamento – um estudo das relações sociais de famílias residentes em cortiços na cidade de São Paulo. São Paulo, 2002. 178f.Tese (Doutorado em sociologia), PUCSP. SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. 3 ed. São Paulo: Nobel, 1996. STOLCKE, V. Cafeicultura: homens, mulheres e capital (1850-1980). Trad.: BOTTMANN, D.; MARTINS FILHO, J.R. São Paulo: Brasiliense, 1986. VÉRAS, M. P. B. Territórios de exclusão em São Paulo: Cortiços como espaços da alteridade e da segregação. Tese apresentada ao concurso de titular. Departamento de Sociologia , São Paulo: PUCSP, 1999. SENNET, R. O declínio do homem público. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. SIMMEL, G. A metrópole e a vida mental. Trad.: REIS, S.M. In: VELHO, O.G. O fenômeno urbano. 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1979.
3227 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) Música e Cultura: a Comunicação na Performance Musical do Congado de Montes Claros - MG Luis Ricardo Silva Queiroz; Música, cultura, comunicação Este artigo analisa as relações entre música e cultura, tendo como foco os processos de comunicação na performance musical do Congado – Catopês, Marujos e Caboclinhos – de Montes Claros-MG. Objetiva discutir de que forma a musica, no ritual congadeiro, tem atuado como veículo de comunicação e como isso tem se estabelecido a partir do diálogo entre essa manifestação cultural e a sociedade. Tomando como base uma pesquisa bibliográfica e dados empíricos coletados junto aos grupos de Congado de Montes Claros, pode-se concluir que a música atua como um meio de comunicações múltiplas, que mantém a sua função dentro do Congado, configurando-se como um veículo condutor dos costumes e da tradição congadeira frente a sociedade como um todo. ANDRADE, Mário de. Dicionário musical brasileiro. Belo Horizonte: Itatiaia; Brasília: Ministério da Cultura; São Paulo: Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, 1989. (Coleção Reconquista do Brasil. v. 162). ARROYO, Margarete. Representações sociais sobre práticas de ensino e aprendizagem musical: um estudo etnográfico entre congadeiros, professores e estudantes de música. Porto Alegre: 1999, 360 f. Tese (Doutorado em Música) — Programa de Pós-Graduação em Música, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. ______. Um olhar antropológico sobre práticas de ensino e aprendizagem musical. Revista da ABEM, Porto Alegre, n. 5, p. 13-20, 2000. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Congos, congadas e reinados: rituais de negros católicos. Revista cultura, Brasília, n. 23, p. 80-93, 1976. ______. Memória do sagrado: estudos de religião e ritual. São Paulo: Edições Paulista, 1985. CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. 6. ed. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1988. DUNSBY, Jonathan. Performance. In: SADIE, Stanley. The new grove on-line. Oxford: Oxford University Press. Disponível em . Acessado em 20 de jan. 2003. GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Guanabara/Koogan, 1989. Original inglês. GOMES, Núbia Pereira de Magalhães; PEREIRA, Edimilson de Almeida. Negras raízes mineiras: os Arturos. 2. ed. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2000. HOOD, Mantle. The ethnomusicologist. Nova York: Mc Graw-Hill, 1971. LANGNESS, Lewis. L. The study of culture. 2. ed. Novato, California: Chandler & Sharp Publishers, 1987. LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 15. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002. LUCAS, Glaura. Chor’ingoma! os instrumentos sagrados no Congado dos Arturos e do Jatobá. Música hoje: revista de pesquisa musical da UFMG. Belo Horizonte, n. 7. p. 10-38, 2000. ______. Os sons de Rosário: o Congado mineiro dos Arturos e Jatobá. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002. MARTINS, Leda Maria. Afrografias da memória: o Reinado do Rosário no Jatobá. Belo Horizonte: Mazza, 1997. MARTINS, Saul. Congado: família de sete irmãos. Belo Horizonte: SESC, 1988. MELLO, Luiz Gonzaga de. Antropologia cultural. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 2001. MERRIAM, Alan P. The anthropology of music. Evanston: Northwester University Press, 1964. MESSNER, Gerald Florian. Ethnomusicology research, another “performance” in the international year of indigenous peoples? The word of music. Berlin, n. 1. p. 81-95, 1993. NETTL, Bruno. The study of ethnomusicology. New York: twenty-nine issues and concepts. Urbana, Illinois: University of Illinois Press, 1983. NETTL, Bruno et al. Excursion in world music. 2. ed. New Jersey: Prentice Hall, 1997. ORLANDI, Eni Puccinelli. Análise do discurso: princípios e procedimentos. 4. ed. Campinas: Pontes, 2002. QUEIROZ, Luis Ricardo S. A música no contexto congadeiro. ICTUS: Periódico do Programa de Pós-Graduação em Música da UFBA. Salvador, v. 4, p. 130-139, 2002.
3228 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) Interfaces da Violência Televisiva no Processo de Socialização da Criança: Agressividade Marilene Andrade Ferreira Borges; Televisão, violência, criança, educação Este estudo possibilita reflexões sobre o papel da violência propagada na televisão e sua influência nos desenvolvimentos sócio-emocional e cognitivo das crianças. Procura associar o “ambiente televisivo” a comportamentos agressivos. Alerta pais e educadores sobre o fascínio/sedução que a televisão exerce sobre as crianças – imitação, identificação e ou compensação. Aponta a necessidade de amplas discussões envolvendo as crianças e a mídia e a adoção de medidas para protegê-las da exposição da violência pela televisão. ANDERSEN, Neil, DUNCAN, Barry, PUNGENTE, Jonh. Educação para a mídia no Canadá – a segunda primavera. In: CARLSSON, Ulla, FEILITZEN, Cecília Von (Orgs.). A Criança e a mídia: imagem, educação, participação. Brasília: Brasília: UNESCO, 2002, p.159-178. CARNEIRO, Vânia L. Televisão, vídeo e interatividade em educação à distância: aproximação com o receptor-aprendiz. In: FIORENTINI, Leda, MORAES, Raquel (Orgs.). Linguagens e interatividade na educação à distância. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.p.75- 110. ______. Integração da TV na prática, na formação do professor: desejos, propostas, desconfianças, aprendizados. In: Reunião Anual da Anped, 26, 2003, Poços de Caldas, Anais... GT16. Goiânia, Vieira, 2003.p.11-34. ______. TV/vídeo na comunicação educativa: concepções e funções. In:FIORENTINI, Leda M. R.; CARNEIRO, Vânia L. Q. (coords) TV na escola e os desafios de hoje: usos de TV/vídeo na escola. Brasília: UnB, 2001. EVRA, J.V. Television and social behavior. In: J.V.Evra.Television and chid developmen. Hillsdale, NJ: Lawrence Earlbaum Associates, 1990. p.79-99. FERRÉS, J. Televisão e Educação. Porto Alegre: Artes Médicas,1996. FREITAS, Maria Tereza A. O pensamento de Vygotsky e Bakhtin no Brasil. São Paulo: Papirus,1994. GROEBEL, J. O estudo global da UNESCO sobre violência na mídia. In: CARLSSON, Ulla, FEILITZEN, Cecília Von (Ogs.). A Criança e a violência na mídia. 2.ed.Brasília:UNESCO, 2000. p.217-239. ______. Acesso à mídia e uso da mídia entre as crianças de 12 anos no mundo. In: CARLSSON, Ulla, FEILITZEN, Cecília Von (Orgs.). A Criança e a mídia: imagem, educação, participação.Brasília: UNESCO, 2002, p.69-87. JEMPSON, Myke. Algumas idéias sobre o desenvolvimento de uma mídia favorável à criança. In: CARLSSON, Ulla, FEILITZEN, Cecília Von (Orgs.). A Criança e a mídia: imagem, educação, participação. Brasília: UNESCO, 2002, p.119-138. KRITT, D. The mass madia as a symbolic context for socioemotional development. In: WINEGAR, T, VALSINER, J. Children’s development within social context. eds. Hillsdale, NJ Lawrence Earlbaum. 1992. v.1. KUNKEL, Dale, SHIMTH, Stacy L. A Representação das crianças na mídia noticiosa dos Estados Unidos. In: CARLSSON, Ulla, FEILITZEN, Cecília Von (Orgs.). A Criança e a mídia: imagem, educação, participação. Brasília: UNESCO, 2002, p.89-97. LOIRAS em apuros: as apresentadoras infantis já não sabem mais direito qual é o seu público. VEJA, São Paulo, v.36, n.46, p.110-111, nov. 2003. MARTIN-BARBERO, Jesús. Novos Regimes visualidade e descentralizações culturais. Mediatamente! Televisão, cultura e educação. Brasília: MEC,1999. MERLO-FLORES, Tatiana. Por que assistimos à violência na televisão? Pesquisa de campo argentino. In: CARLSSON, Ulla, FEILITZEN, Cecília Von (Ogs.). A Criança e a violência na mídia. 2.ed. Brasília: UNESCO, 2000, p.187-215. O RETRATO do Brasil que avança: estudos do IBGE mostram que investimento na área social mudaram os indicadores do país. VEJA. São Paulo: v.36, n. 41, p.104-105, out. 2003. STAUB, Ervin. A conception of the determinants and development of altuism and aggression: motives, the self, and the enviroment. In: WAXLER, Zahan, CUMMINGS, E.M, LONNOTTI, R. Altuism and aggression: biological and social origins. Eds:Cambridge, UK, Cambridge University Press.1991. p.135-164. VYGOTSKY, L. The problem of the enviroment. In: VAN DER DEER, R, VALSINER, J. The Vygotsky reader. Eds: Oxford, UK Basil Blackwell Ltda. 1994, p.338-354. WARTELLA,Ellen, OLIVAREZ, Adriana, JENNINGS, Nancy. Acriança e a violência na televisão nos EUA. In: CARLSSON, Ulla, FEILITZEN, Cecília Von (Ogs.). A Criança e a violência na mídia. 2.ed. Brasília: UNESCO, 2000. p.61-70. WILSON, Bárbara J., et al. A Natureza e o contexto da violência na televisão americana. In: CARLSSON, Ulla, FEILITZEN, Cecília Von (Orgs.). A Criança e a violência na mídia. 2.ed. Brasília: UNESCO, 2000, p. 71-91.
3229 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) Aula Prática como Motivação para Estudar Química e o Perfil de Estudantes do 3º Ano do Ensino Médio em Escolas Públicas e Particulares de Montes Claros/MG Roberto Ananias Ribeiro;Francine Souza Alves Fonseca;Patricia Nery Silva; Ensino médio, química, motivação O atual ensino de Química, na maioria das vezes, prioriza a transmissão de informações sem qualquer relação com a vida do aluno, impossibilitando o entendimento de uma situaçãoproblema. A aula prática é uma sugestão de estratégia de ensino que pode contribuir para amotivação na aprendizagem. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é comprovar se a aula prática pode ser um fator motivador para estudar química. Um total de 58 alunos do 3º ano do Ensino Médio de escolas públicas e privadas da cidade de Montes Claros/MG foram entrevistados. CARDOSO, S. P.; COLINVAUX, D. Explorando a motivação para estudar Química. Química Nova, v. 23, n. 3, p. 401-404, maio/jun. 2000. DAMATO, C.; TORRES, J. P. M.; MALM, O. DDT (Dicloro difeniltricloroetano): toxicidade e contaminação ambiental — uma revisão. Química Nova, v. 25, n. 6A, p. 995- 1002, nov/dez. 2002. HANGAI, D. P.; BORSATO, D.; BUENO, E. A. S.; FRACCALVIERI, E.; ALMEIDA, F. A. S. In: 25a REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE QUÍMICA - REFLEXÃO CRITICA E PERSPECTIVA, Poços de Caldas, 2002, Anais... Poços de Caldas, Sociedade Brasileira de Química, 2002. ED-070. MALDANER, O. A. A formação inicial e continuada de professores de Química Professores/Pesquisadores. Ijuí: Unijuí, 2000. MARTINS, A. B.; SANTA MARIA, L. C.; AGUIAR, M. R. M. P. As drogas no ensino de Química. Química Nova na Escola, n. 18, p. 18-21, nov. 2003. MEC — Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais para o Ensino Médio. Ciências Matemáticas e da Natureza e suas tecnologias. Brasília: Ministério da Educação (Secretaria de Educação Média e Tecnológica), v. 3, 1999. NASCIMENTO, S. S.; VENTURA, P. C. S. Física e Química: uma avaliação do ensino. Presença Pedagógica, v. 9, n. 49, p. 21 - 33, jan/fev. 2003. THIEMANN, O. H. A descoberta da estrutura do DNA: de Mendel a Watson e Crick. Química Nova na Escola, n. 17, p. 13-19, maio 2003.
3230 unicientifica v. 5 n. 2 (2003) Uma avaliação agregada da relação entre abertura comercial e especialização, para grupos de países com rendas diferenciadas José César Cruz Júnior;Orlando Monteiro da Silva; * Professor Titular do Departamento de Economia/UFV O objetivo deste trabalho foi relacionar as teorias de comércio internacional com as de crescimento econômico, para verificar se uma maior abertura comercial dos países levaria a benefícios diferenciados, relacionados com mudanças estruturais nas participações relativas dos diversos setores da economia no PIB. Foram analisados os setores agrícola, industrial e de serviços, no período de 1970 a 1999, para 49 países, divididos em grupos de renda alta, média e baixa. Foram utilizadas regressões múltiplas com dados em painéis (Pooled Least Squares). Os resultados mostraram uma associação positiva entre grau de abertura e renda per capita, indicando também que, para o grupo de países de renda alta, o setor de serviços foi o mais beneficiado com a abertura comercial. Para os países de rendas média e baixa, os setores agrícola e industrial, respectivamente, foram os que obtiveram os maiores benefícios relativos. A hipótese de que uma maior abertura comercial promoveria uma especialização em determinados setores produtivos foi comprovada, estando relacionada à dotação relativa dos fatores de produção. BALDWIN, R. E. Measurable dynamic gains from trade. Journal of Political Economy, Chicago, v.100(1), p. 162-174, 1992. CHENERY, H. B. e TAYLOR, L. Development patterns: among countries and over time. The Review of Economics and Statistics, Cambridge, v. L(4), p.391-418, 1968. FRANKEL, J. A. e ROMER, D. Does trade growth cause growth? American Economic Review, Nashville, v.89, June, p. 379-399. GREENE, W. H. Econometric analysis, third edition. New York: Macmillan, 1993. GREENES, T. International economics. New Jersey: Prentice-Hall - Inc. Englewood Cliffs, 1984. HSIAO, C. Analysis of panel data, 1st edition. Cambridge University Press, 1986. INTERNATIONAL MONETARY FUND, International financial statistics yearbook. Washington D.C.: IMF, 2000. JAYME Jr. F. G. Comércio internacional e crescimento econômico — o comércio afeta o desenvolvimento?. Revista Brasileira de Comércio Exterior. Vol. 13(69):60-73, 2001. JUDGE, G. G., CARTER H., R., GRIFFITHS, W. W., LUTKEPOHL, H., Lee, T. Introduction to the Theory and Pratice of Econometrics. 2 nd, New York: While and Sons, Inc. 1998. KRUGMAN, P. E. OBSTFELD, M. Economia internacional: teoria e política. São Paulo: Makron Books, 1999. KUZNETS, S. Teoria do crescimento econômico moderno — taxa, estrutura e difusão. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1974. QUANTITATIVE MICRO SOFTWARE. EViews user guide. Version 2.0. Irvine: California: QMS — Quantitative Micro Software. UNITED NATIONS. Yearbook of national accounts statistics. New York: United Nations, diversos anos. ROSSETI, J. P. Política e programação econômicas. São Paulo: Atlas, v.2, 1975. SOUBBOTINA, T. P. E.; SHERAM, K. A. Beyond economic growth - meeting the challengers of global development. Washington, D. C.: The World Bank, 2000. WORLD BANK. World development indicators database. Disponível em: . Acesso em: 15 mai. 2003. WORLD TRADE ORGANIZATION. Adjusting to trade liberalization. The role of policy, Institutions and WTO disciplines. Special studies Nº 7, 69 p. April 2003.
3273 unicientifica v. 1 n. 1 (2001) Apresentação Tânia Marta Maia Fialho; .
3261 unicientifica v. 3 n. 1 (2002) Discurso de Posse José Geraldo de Freitas Drumond; . CRUZ, Carlos Henrique de Brito. Apoio na busca pelo conhecimento. Revista Pesquisa FAPESP, São Paulo, 4-5, Jun/2002. FAPEMIG: uma história de desafio e realização. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro/ Centro de Estudos Históricos e Culturais, 2001. MOURA, Marlene. A permanência de um idealista. Revista Pesquisa FAPESP, São Paulo, p. 16-19, Jun/2002
3232 unicientifica v. 5 n. 1 (2003) Biotecnologia & Fome Aluízio Borén; Que todos tenham acesso a uma alimentação saudável é a palavra de ordem do dia. Não há dignidade, respeito e cidadania se houver fome. O Brasil que come não pode ignorar o Brasil que tem fome. Afinal, um país que já é o celeiro do mundo, com mais de 120 milhões de toneladas de grãos, não pode permitir a existência da fome e da desnutrição.
3233 unicientifica v. 5 n. 1 (2003) Tecnologia alternativa para produção de mudas de abóbora com a utilização de substrato orgânico Marusa Rodrigues Rocha;Wagner Ferreira da Mota;Marlon Cristian Toledo Pereira;Virgínia Ribeiro Magalhães;Giordani Porto Tarchetti;Fábia Guimarães Alves;Ramon Emmanuel M. Gonçalves;Elizângela Kele Celestina Pereira; Cucurbita moschata, substratos, genótipos O presente trabalho objetivou avaliar diferentes substratos orgânicos na produção de mudas de abóbora. A porcentagem de germinação foi de 100% com a utilização do substrato comercial. O híbrido “Tetsukabutu” foi superior à cultivar “Jacarezinho” com relação à matéria fresca da raiz quando se utilizou composto puro e substrato comercial. Com relação à porcentagem de germinação, a massa da matéria fresca e seca da parte aérea e volume de raízes, a superioridade do híbrido ocorreu em todos os substratos utilizados. Considerando apenas os substratos, verificouse maior eficiência do substrato comercial e da relação 1:1 na manutenção de maiores pesos de matéria fresca da raiz e parte aérea, volume de raiz e altura das mudas. Com relação ao peso da matéria seca da parte aérea, a utilização do composto, relação 1:1 e substrato comercial demonstrou maiores valores. BORÉM, A. Melhoramento de Plantas. Viçosa : UFV, 2001, v.1. p.500. CASTRO, M.C.; ALMEIDA, D.L.; RIBEIRO, R.L.D.; GURRA, J.G.M.; FERNANDES, M.C.A. Hortaliças no sistema integrado de pesquisa em produção agroecológica. Horticultura Brasileira, Brasília, v. 19, n. 02, Suplemento CD-ROM, julho 2001. COOMBE, B.G. The development of fleshy fruits. Annual Review Plant Physiology, v.27, p.507 - 528, 1976. DINIZ, K. A.; LUIZ, J.M.Q.; MARTINS, S.T.; DUARTE, L.C. Produção de mudas de tomate e pimentão em substrato a base de vermicomposto. Horticultura Brasileira, Brasília, v.19, suplemento CD-ROM, Julho 2001. FERNANDES, C., CORÁ, J. E. Substratos Hortícolas - Cultivar Hortaliças e Frutas, n. 10, p.32-34, 2001. FILGUEIRA, F. A. R.; Novo Manual de Olericultura: Agrotecnologia Moderna na Produção e Comercialização de Hortaliças. Fernando Antônio Reis Filgueira – Viçosa: UFV, 2000. p. 189. KIEHL, E. J. Fertilizantes Orgânicos. Piracicaba: Agronômica “Ceres”, 1985, 492 p. MARTINS, S.T.; LUIZ,J.M.Q.; DINIZ, K.A. Produção de mudas de alface em substrato a base de vermicomposto. Horticultura Brasileira, Brasília, v.19, suplemento CD-ROM, Jul. 2001. RODRIGUES, E.T. Resposta de cultivares de alface ao composto orgânico. Horticultura Brasileira, Brasília, v.12, n. 02, p.260-262, 1994. SANTOS, R.H.S., SILVA, F., CASALI, V.W.D.,CONDE, A.R. Efeito residual da adubação com composto orgânico sobre o crescimento e produção de alface. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 36, n. 11, 2001, p.1394. SATURNINO, H.M., PAIVA, B.M., GONTIJO, V.P.M., FERNANDES, D.P.L., VIEIRA, G.S. Informe Agropecuário: Cucurbitáceas, Belo Horizonte, v. 8, n.85, 84p., 1982. SOUZA, J.L. Cultivo orgânico de hortaliças: Sistema de produção, Viçosa, CPT, 1999, 154 p. VILLELA, G. O tempo de hortas e pomares. Panorama Rural, n.30, p.48-53, 2001.
3234 unicientifica v. 5 n. 1 (2003) Ocorrência de fungos predadores de Nematóides sob solos de bananais, no norte de Minas Gerais Regina Cássia Ferreira Ribeiro;Tatiana Tozzi Martins Souza Rodrigues;Adélica Aparecida Xavier;Lahyre Izaete Silveira Gomes; Levantamento, fungos predadores, nematóides O objetivo deste trabalho foi detectar e isolar fungos predadores de nematóides sob solo de bananeiras em diferentes municípios do Norte de Minas Gerais. De 22 amostras de solo coletadas na região da rizosfera das bananeiras, foram detectados 16, isolados e classificados de acordo com suas características morfológicas em Arthrobotrys e Monacrosporium. BARRON, G. L. The nematode-destroying fungi. Guelph, Ontario, Canadá, Canadian Biological Publications, 1977. 140 p. CAÇANDO JÚNIOR, F. L.; SOBRINHO, R. R., MAIA, D. M. M. & GERALDO, L. G. Aspectos econômicos da cultura da bananeira em Minas Gerais. Informe Agropecuário, v.20, n.196, p.5-9, 1999. CASTRO, J. M. C. 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3235 unicientifica v. 5 n. 1 (2003) Distribuição de Fusarium oxysporum em diferentes profundidades no perfil do solo de bananais no norte de Minas Adelica Aparecida Xavier;Renata Medrado Braga;Regina Cássia Ferreira Ribeiro;Edson Hyidu Mizobutsi; Musa spp. , Mal-do-Panamá, Disseminação Avaliou-se a distribuição de Fusarium oxysporum em diferentes profundidades no perfil de solo cultivado com banana “Prata Anã” em três municípios do Norte de Minas. Fusarium oxysporum foi detectado em todas as profundidades avaliadas, entretanto maior percentagem de recuperação foi observada até 40cm. AGRIOS, G. Plant Pathology. 4. ed., San Diego, ed. Academic Press, 1997. 635p. BOOTH, C. FUSARIUM. Laboratory guide to the identification of the Major species. Commonwealth Agricultural Bureaux. p.12-15, 1977. BRUEHL, G. W. Soilborne plant pathogens. New York, ed. Mac Millal Publishing Company. 1987. 138p. CORDEIRO, Z. J. M; KIMATI, H. Doenças da bananeira – Musa spp. Manual de Fitopatologia – Doenças das plantas cultivadas. 3. ed. São Paulo: Agronômica Ceres. v. 2. 1997. p. 126-129. GARCIA, R.V. Sistema radicular de bananeira irrigada por aspersão convencional e microaspersão no projeto Jaíba – MG. Viçosa, 2000. 47p. Dissertação (Mestrado em solos). Universidade Federal de Viçosa. MATOS, A. P; CORDEIRO, Z. J. M, SILVEIRA; J. S; FERREIRA, D. M. V. O Mal-doPanamá ou Murcha de Fusarium da Bananeira. In: Simpósio Norte Mineiro sobre a cultura da banana,1. 2001, Nova Porteirinha, MG. Anais... Nova Porteirinha: EPAMIG, 2001 p. 38-51. PENG, H. X.; SIVASITHAMPARAM, K.; TURNER, D.W. Chlamudospore germination and Fusarium wilt of banana plantlets in suppressive and conducive soils are affected by physical and chemical factors. Soil Biology & Biochemistry, v.31, p.1363-1374.1999. PEREIRA, L.V.; CORDEIRO, Z. J. M.; FIGUEIRA, A.; HINZ, R.H.; MATOS, A. Doenças da bananeira. Informe Agropecuário, v. 20, p. 37-47. 1999. SILVA Jr., J.F. da; CORDEIRO, Z.J.M.; OLIVEIRA, A M.G. Parâmetros químicos Del suelo relacionados com la incidência y severidad del mal de Panamá. Infomusa, v.9, n.2, p.13-16, 2000. SOWMYA, G. S; SIDDARAMAIAH, A.L; NARENDRAPPA, T. Population distribution of banana wilt pathogen in infested soil at various depths. Current research University of Agricultural Sciences Bangalore, v. 24, n.8, p. 150, 1995. STIRLING, G.R. Biological control of plant parasitic nematodes: Progress problems oral prospects. Wallingford: CAB International, 282p. 1991. VENTURA, A. J.; HINZ, R. H. Controle das denças da bananeira. In: ZAMBOLIM, L.; et al. Controle de doenças de plantas. Fruteiras. v. 2. Viçosa: 2002. p 839- 938. WINDELS, C. E. Fusarium. In: SINGLETON, L. L., MIHAIL, J. D., RUSH, C. M. Methods for Research Soiborne Phytopathogenic Fungi. 2. ed. APS Press, 1993. p.115- 128.
3236 unicientifica v. 5 n. 1 (2003) Diferentes horários de polinização artificial no pegamento e qualidade de frutos de pinheira (Annona Squamosa l.) no norte de Minas Gerais Silvia Nietsche;Marlon Cristian Toledo Pereira;Marcelo Vinicius Rocha;Nadia Nardelli Durães;Wagner Ferreira da Mota;Valdeir Dias Gonçalves;Lílian Carén Braz;Samuel Campos de Abreu;Cynthia de Lima; Pinha, florescimento, correlações e ata O Brasil tem se destacado como grande produtor de frutas, especialmente a pinha. A cultura é encontrada desde o norte do país até o estado de São Paulo. Atualmente, o cultivo desta fruteira se espalhou, com a ocorrência de grandes áreas em vários estados brasileiros. A polinização inadequada é um dos fatores limitantes na produção comercial destes frutos. Com o objetivo de estudar os efeitos da polinização artificial, foram selecionadas 16 plantas provenientes de um pomar comercial de pinha localizado no município de Nova Porteirinha, Minas Gerais. As flores foram polinizadas no estágio de fêmea por meio do uso de um pincel número dois. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados, os tratamentos foram compostos de seis horários de polinização (7:00, 8:00, 9:00, 15:00, 16:00 e 17:00 horas), quatro repetições, utilizando-se 10 flores por parcela. Foram avaliados porcentagem de pegamento dos frutos, comprimento, diâmetro e peso dos frutos, peso da casca, polpa e sementes, número de sementes, firmeza e teor de sólidos solúveis totais. Os melhores tratamentos para as características de peso de frutos, da polpa, da casca, diâmetro, número e peso de sementes, porcentagem de pegamento e teor de sólidos solúveis totais foram obtidos entre 7:00 e 9:00 horas. A característica de firmeza dos frutos não foi afetada nos tratamentos testados. Foram determinadas correlações positivas e significativas para os seguintes pares de caracteres: peso de fruto e diâmetro e peso de fruto e peso de casca. ARAÚJO, J. F.; ARAÚJO, J. F.; ALVES, A. A. C. Instruções técnicas para o cultivo da pinha (Annona squamosa L.). Salvador: EBDA, 1999. 44 p. (EBDA. Circular Técnica, 7). BONAVENTURE, L. A cultura da cherimóia e de seu híbrido, a atemóia. São Paulo: Nobel, 1999. 182 p. CAMPOS, R.S; LEMOS, E.E.P; OLIVEIRA, J.F; FONSECA, F.K.P. Influência da Polinização Natural, Polinização Artificial e Autopolinização no Pegamento de Flores de Pinheira (Annona squamosa L.) em Alagoas. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 17. Belém, 2002. Anais... Belém: CBF, 2002, cd rom. COGEZ, X.; LYANNAZ, J.P. Manual pollination of sugar apple (Annona squamosa). Tropical Fruits Newsletter, Tacarigua, n.19, p. 5-6, 1996. CRUZ, C.D.; REGAZZI, A.J. Modelos biométricos aplicados ao melhoramento genético. Viçosa: UFV, 1997. 390 p. DUARTE , O.; ESCOBAR, O. Improving fruit set of cherimoya (Annona cherimola Mill.) cv. Cumbe, by autogamous and allogamous hand pollination. Proceedings of the Interamerican Society for Tropical Horticulture, Guatemala, v.41, p. 162-165, 1998. FOUQUE, A. Especies Frutieres da Amerique Tropicale. Fruits, Paris, v. 27, n. 1, p.62-67, 1972. GEORGE, A. P.; NISSEN, R. J.; CAMPBELL, J.A.; SUBHADRABANDHU, S. Pollination and selection in Annona species (cherimoya, atemoya and sugar apple). Acta Horticulturae, Leuwen, v.321, p.178-185, 1992. GUIRADO, E.S. Polinizacion artificial del chirimoyo. Granada: Capa Rural, 1991, 15p. LEVANTAMENTO SISTEMÁTICO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA. IBGE, 2001. Disponível em: . Acesso em: julho de 2001. MAIA, G., A., MESQUITA FILHO, J. A., BARROSO, M. A., FIGUEIREDO, R. W. Características físicas e químicas da ata. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.21, n.10, p.1073-1076, 1986. NIETSCHE, S.; PEREIRA, M.C.T.; SANTOS, F.S.; XAVIER, A.P.; CUNHA, L.M.V.; NUNES, C.F.; RODRIGUES, T.T.M.S. Efeito de Horários de Polinização Artificial no Pegamento e Qualidade de Frutos de Pinha (Annona squamosa L.). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 17. Belém, 2002. Anais... Belém: CBF, 2002, cd rom. RELATÓRIO DE FASES PRODUTIVAS, PROGRAMA DE FRUTICULTURA. CODEVASF, 2001. Disponível em: . Acesso em: julho de 2001. SORIA, J.T.; HARMOSO, J. M.; FARRÉ, J.M. Polinizacion artificial del chirimoyo. Fruticultura Professional, Barcelona, n.35, v.22, p.15-22, 1990. WELGEMOED, C. P.; DU PREEZ, R. J. Pollination of Annona. Inligtings bulletin, South Africa, v. 231, p. 17-20, 1992. ZAYAS, J. C. Las Frutas Anonaceas. Havana: La Habana, 1966. 63 p.
3237 unicientifica v. 5 n. 1 (2003) Estudo anatômico do Mesófilo Foliar de Albizia Spp (Leguminosae / Mimosoidea) Maria Olívia Mercadante Simões;Paulo Sérgio Nascimento Lopes;Maria Neude Sousa de Oliveira;Élcio Meira Fonseca Júnior;Leonardo Monteiro Ribeiro; Anatomia foliar, Albizia, Leguminosae, Mimosoidea Algumas espécies arbóreas, pertencentes ao gênero Albizia, têm sido utilizadas na revegetação de áreas degradadas. Estudos da anatomia foliar de uma espécie de Albizia foram feitos com o objetivo de acrescentar informações ao gênero. Folhas de plantas coletadas às margens do reservatório da Copasa, no município de Juramento-MG, foram fixadas em solução FAA 50%, para elaboração de cortes histológicos e submetidas a série usual de desidratação em álcool/xilol e dupla coloração com safranina e verde-rápido. O mesófilo visto transversalmente apresenta-se composto de um tecido paliçádico, com 2 a 3 camadas de células alongadas, abaixo da superfície adaxial, e um tecido paliçádico com 1 a 2 camadas de células adjacentes à superfície abaxial, correspondendo no total, a 3/4 do mesófilo. O parênquima lacunoso é constituído por cerca de 2 a 3 estratos celulares, cujos elementos têm forma arredondada e paredes finas. As lacunas entre as células são relativamente pequenas, de contorno irregular e tamanho variável. Os feixes vasculares, do tipo colateral, apresentam elementos de vaso com diâmetro de até 4 vezes o diâmetro das células do floema e uma bainha de esclerênquima composta de 1 a 2 células, circundando todo o feixe. A espécie apresenta características xeromórficas como a presença de tecido paliçádico isobilateral e tecido lacunoso reduzido, com poucos e pequenos meatos intercelulares. Palavras-chave: AHMOD, Z. Amount and mode of distribution of fibres in secondary plhoem of certain leguminous trees. Indian Journal of Applied and Pure Biology, v. 3, n. 2, p. 123-124, 1988. ALMEIDA, S. P.; SILVA, J. A.; FONSECA, C. E. L. Valor nutricional de frutos nativos do cerrado. In: I Reunião especial da SBPC, Resumos. Uberlândia, 1994, p.23. BABOS, K.; CUMANA, L. J. C. Xylotomical study of some Venezuelan tree species (Mimosaceae). Acta Botanica Hungarica, Budapest, v. 37, n. 1-4, p.183-238, 1993. BHAT, K.M; THULASIDAS, P. K; EASA, P. S. Bark fibre length of some Indian tropical trees. Indian Forester, v. 115, n. 11, p. 839-841, 1989. BEILGELMAN, B. Contribuição para o estudo anatômico de plantas do cerrado. I. Anatomia da folha e caule de Erytroxylum suberosum ST. – Hil. Lisboa. Revista de Biologia 3(1). 97-110. 1962. DAS, D. K. Wood anatomy of koroi (Albizia spp) of Bangladesh. Bulletin Wood Anatomy Series, Bangladesh. n. 10, 36p., 1990. HANDRO, W . Contribuição ao estudo da venação e anatomia foliar das Amarantáceas dos cerrados. Anais da Academia Brasileira de Ciências. Rio de Janeiro, 36(4), 479-499. 1964. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, V. 1 e 2. 1992. 352p. MORRETES, B. L. Contribuição ao estudo da anatomia das folhas de plantas de cerrado. II. Boletim da Faculdade de Filosofia , Ciências e Letras. USP, São Paulo. 305 ( 22), 209- 244. 1967. JOHANSEN, D.A. Plant Microtechnique. New York: Mac Graw-Hill Book, 1940. Journal of Scientific Research, Saudi Arabia, v. 16, n. 1, p. 183-206, 1998. OKOEGWALE, E. E.; IDIALU, J. E. Trends in histomorphological features of leguminous woods in rain forest and derived savana areas of Edo State, Nigeria. Acta Botanica Hungarica, Edo State, v. 40, n. 14, p. 159-169, 1998. PCARRD, L. B. Fast growing hardwood species for reforestation. Philippine council for Agriculture, Forest, and Natural Resources Research and Development, Laguna, Philippines, v. 15, n. 3, p. 4, 9-11, 1987. SIDDIQUE, A. B; CHOWDHURY, A. R. Fibries studies of Pinus caribaea, Leucaena leucocepala and Acacia auriculiformis. Bano Biggyan Patrika. v. 17, n. 1. 2, p. 68-72, 1988. THOMAS, K. I. Research on the rooting of juvenile cuttings of fast-growing hardwood exotics: progress over the period from October 1984 to February 1987. FRC-Publications, Sepilok, Sabah. v. 53, n. 33, 1987.
3238 unicientifica v. 5 n. 1 (2003) Alteração do caráter eletroquímico de um latossolo vermelhoamarelo do Estado de São Paulo sob diferentes sistemas de manejo Rozane Vieira Garcia;Milson Lopes de Oliveira;Jaime Wilson Vargas de Mello;Odo Primavesi; PESN, sistema de manejo, dessaturação Objetivou-se confirmar a alteração do caráter eletroquímico em camadas profundas de um Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico, sob diferentes sistemas de manejo, e as possíveis causas dessa mudança. O Ponto de Efeito Salino Nulo (PESN) foi determinado em amostras de solo naturais e dessaturadas com HCl 0,1 mol L-1 e nos extratos da dessaturação os cátions extraíveis. Os valores de pH em H2O e KCl permitiram inferir que está ocorrendo mudança no caráter eletroquímico do solo, nos tratamentos com adubação nitrogenada e calagem. Tais alterações foram comprovadas pelas determinações do PESN e, provavelmente, estão relacionadas à presença de cálcio em profundidade, o qual pode ter sido carreado no perfil por nitratos e substâncias orgânicas, sendo parcialmente retido com maior energia nos colóides em profundidade. ALLEONI, L. R. F. e CAMARGO, O. A. de. 1993. Ponto de Efeito Salino Nulo Proposição de Nomenclatura. SBCS. Rio de Janeiro, (Boletim Informativo v 18, n.1). EMBRAPA. 1982. Alumínio extraível em solo, determinação espectrofotométrica pelo alaranjado de xilenol. SNLCS. Rio de Janeiro, 16p. (Boletim de Pesquisa n. 6). EMBRAPA. Manual de métodos de análise de solo. Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Rio de Janeiro, 1997. 212p. LUMBANRAJA, J. e EVANGELOU, V. P. Acidification and Liming Influence on Surface Charge Behavior of Kentucky. Soil Sci. Soc. Am. J., 55 (1): 26-34, 1991. PAVAN, M. A. Ciclagem de nutrientes e mobilidade de íons no solo sob plantio direto. Revista Plantio Direto, 41: 8-11, 1997. RAIJ, B.Van e PEECH, M. Eletrochemical Properties of Some Oxisols and Alfisols of the Tropics. Soil Sci. Soc. Am. J., 36 (4): 587-593, 1972. RAIJ, B. Van. Determinação de cargas elétricas em solos. Bragantia, 32 (18): 171-183. 1973. UEHARA, G. e GILLMAN, G. The mineralogy, chemistry, and physics of tropical soils with variable charge clays. Boulder, Colorado, Westview Press, 1981. 170p. ZIGLIO, C. M; MIYZAWA, M.; PAVAN, M. A. Mecanismo de deslocamento de cálcio no solo. In: Congresso Brasileiro de Ciência do solo, 25, Viçosa. Resumos expandidos, v. 1 Viçosa, UFV/SBCS, 1995. p350-352.
3239 unicientifica v. 5 n. 1 (2003) A feira e o trabalho rural no Alto Jequitinhonha: um estudo de caso em Turmalina, Minas Gerais Eduardo Magalhães Ribeiro;José Luiz G. Ângulo;Alíria Bicalho Noronha;Boaventura Soares de Castro;Flávia Maria Galizoni;Juliana Sena Calixto;Luiz Henrique Silvestre; Agricultura familiar, feiras locais, vale do Jequitinhonha Este artigo analisa a produção familiar rural e a comercialização em feira no nordeste de Minas Gerais como espaços de reprodução e geração de renda. Revela que a feira representa uma experiência bem-sucedida de abastecimento regular do centro urbano, de perenização de renda rural e alocação da produção regular das famílias dessa região. Com investimento mínimo, a feira pode se constituir um espaço fundamental para o desenvolvimento municipal. AMARAL, L. Do Jequitinhonha aos canaviais. Belo Horizonte, 1988. Dissertação (Mestrado em Sociologia) FAFICH - UFMG. ÂNGULO, J.L.G. Feira e desenvolvimento local: o caso de Turmalina, vale do Jequitinhonha, MG. Lavras, 2002. Dissertação (mestrado), PPGA/UFLA. CEMIG. EIA-RIMA da UHE de Irapé. Belo Horizonte, mimeog., 1993. DINIZ, C.C. Estado e capital estrangeiro na industrialização mineira. Belo Horizonte: UFMG/PROED, 1981. DULCI, O.S. Política e recuperação econômica em Minas Gerais. Belo Horizonte: UFMG, 1999. FORMAN , S. : Camponeses: Sua participação no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. FREIRE, A.G. Águas do Jequitinhonha. Lavras, 2001. Dissertação (mestrado) UFLA. GALIZONI, F.M. A terra construída. São Paulo, 2000. Dissertação (mestrado). FFLCH/USP. GARCIA Jr. A.F. Sul caminho do roçado. Estratégias de reprodução camponesa e transformação social. Brasília: Marco Zero/UnB,1989. MALUF R. S. Ações Públicas Locais de Abastecimento Alimentar. Polis papers, n. 5, 1999. NORONHA, A.G.B. O tempo de ser, fazer e viver: modo de vida das populações rurais do alto Jequitinhonha, MG. Lavras, 2003. Dissertação (mestrado), PPGA/UFLA. REIS, T.A. Levantamento etnobotânico numa comunidade do alto Jequitinhonha. Lavras, 2000. Monografia (graduação) Depto Ciências Florestais/UFLA. RIBEIRO, E.M. e GALIZONI, F.M. Sistemas agrários e reprodução familiar: o caso dos lavradores do alto Jequitinhonha, Minas Gerais. IN GAMA, H. e COSTA, H. População e meio ambiente. São Paulo: SENAC, 2000. RIBEIRO, E.M. Lembranças da Terra: histórias do Mucuri e Jequitinhonha. Contagem: CEDEFES, 1996. RIBEIRO, E.M., GALIZONI, F.M., CALIXTO, J.S. Regulação, normas e técnicas de extração de recursos naturais em áreas comunitárias do alto Jequitinhonha. Ouro Preto: Anais... XIII Encontro Nacional de Estudos Populacionais. SAHLINS, M. A primeira sociedade de afluência. In: CARVALHO, E.A. (org): Antropologia Econômica. São Paulo: Ciências Humanas, 1978. SALLES, J. de. Se não me falha a memória. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 1993. SANTOS, G.R. dos (org). Trabalho, cultura e sociedade no Norte/Nordeste de Minas Gerais. Montes Claros: Best Comunicação e Marketing, 1997.
3240 unicientifica v. 5 n. 1 (2003) Seguro social e seguro agrícola: o duplo papel da previdência social rural Rômulo Soares Barbosa; Desenvolvimento rural, agricultura familiar, previdência social O presente artigo procura discutir o duplo papel de seguro social e seguro agrícola, assumido pelas aposentadorias e pensões rurais, do regime especial de previdência rural, a partir do processo conhecido como universalização da previdência social rural, permitido pela Constituição de 1988. Com a universalização da previdência social rural, os benefícios previdenciários tornaram-se fonte importante de renda para as famílias rurais, sobretudo, em regiões economicamente frágeis. Tais recursos têm permitido investimentos e custeios produtivos, assumindo o papel de uma espécie de seguro agrícola, para além de seus objetivos originais de política de proteção social. Dessa forma, as aposentadorias e pensões rurais, enquanto recursos de proteção social estão cumprindo o papel de financiador de atividades agrícolas. ABRAMOVAY, R. Paradigmas do Capitalismo Agrário em Questão. Campinas: UNICAMP, 1992. 275p. ABRANCHES, S. H. Política Social e Combate à Pobreza. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1987. ARRETCHE, Marta. Estado Federativo e Políticas Sociais: determinantes da descentralização. São Paulo: Revan, 2000. BARBOSA, Rômulo S. Universalização da Previdência Social Rural: efeitos para a agricultura familiar e o sindicalismo rural. Rio de Janeiro, 2002. (Dissertação de Mestrado) CPDA/UFRRJ. DRAIBE, Sônia. As Políticas de Combate à Pobreza na América Latina. São Paulo em Perspectiva, p.18-24, abr-jun. 1990. ______. O Welfare State no Brasil: características e perspectivas. Ciências Sociais Hoje. São Paulo, Vértice/ANPOCS, 1989. DELGADO, Guilherme Costa. Previdência Rural: Relatório de Avaliação Socioeconômica. Brasília: IPEA, 1997. ______. O Idoso e a Previdência Rural no Brasil: a experiência recente da universalização. Brasília: IPEA, 1999. ______. Universalização de Direitos Sociais Mínimos no Brasil: o caso da previdência rural nos anos 90 . Brasília: IPEA, 2000. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA–IBGE–. Contagem da População. Rio de Janeiro: IBGE, 1996. ______. Contagem da População. Rio de Janeiro: IBGE, 2001. LAMARCHE, H. (coord.) A Agricultura Familiar: comparação internacional. Trad. Angela Maria Naoko. Campinas: UNICAMP, 1993. LOVISOLO, H.R. Terra, Trabalho e Capital: produção familiar e acumulação. Campinas: UNICAMP, 1989. 231p. MALLOY, James M. A Política de Previdência Social no Brasil. São Paulo: Graal, 1986. MARTINS, José de Souza. Impasses Sociais e Políticos em Relação à Reforma Agrária e à Agricultura Familiar no Brasil. Santiago do Chile: FAO, 2001. (Mimeo) RIBEIRO, R.F. Camponês: um gato de sete vidas? Uma revisão em torno das noções de camponês, pequeno produtor e agricultor familiar. Sociedade Sustentável, Belo Horizonte, REDE Agricultura Alternativa, p.9-18, 1996. ROMANO, Jorge O. & BUARQUE, Cristina M. Crédito e Gênero no Nordeste Brasileiro. Rio de Janeiro: AS-PTA, 2001. TELLES, Vera da S. Direitos Sociais: afinal de que se trata? Belo Horizonte: UFMG, 1999.
3241 unicientifica v. 5 n. 1 (2003) Insetos, ácaros e aranhas associados à soja hortaliça, em quatro espaçamentos entre plantas, em Montes Claros–MG Germano Leão Demolin Leite;Chrystian Iezid Maia e Almeida;Silma Leite Rocha;Candido Alves da Costa;Ronnie Von dos Santos Veloso; A soja Glycine max, apesar de apresentar utilidades medicinais e nutricionais, é pouco utilizada para consumo verde como hortaliça de mesa no Brasil. Buscando inserir essa nova fonte protéica na dieta do brasileiro, a Embrapa Hortaliças selecionou linhagens de soja hortaliça com boa palatabilidade e potencial de aceitação no mercado. Dentre as linhagens avaliadas, a BRM 94 -52273 apresentou bom potencial para cultivo em BrasíliaDF (Mendonça et al., 2002). Não há trabalhos relatando insetos e ácaros atacando a soja hortaliça, bem como o efeito do adensamento de plantio sobre estes, ou sobre seus inimigos naturais, tais como aranhas, sendo importante este conhecimento para viabilizar a implantação do sistema de Manejo Integrado de Pragas (Dent, 1995). Portanto, esse trabalho objetivou estudar o efeito de quatro espaçamentos entre plantas de soja hortaliça linhagem BRM 94 -52273 sobre insetos, ácaros e aranhas, em cultivo irrigado no Norte de Minas Gerais. O experimento foi conduzido na horta do Núcleo de Ciências Agrárias da UFMG, em Montes Claros–MG, no período de dezembro de 2001 a março de 2002. O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados, com seis repetições e quatro tratamentos: 05, 08, 10 e 12 cm de espaçamento entre plantas de soja hortaliça linhagem DENT, D. R. Integrated pest management. London: Chapman and Hall, 1995. 356p. GALLO, D. et al. Entomologia Agrícola. Piracicaba: FEALQ. 2002. 920p. HAILE F. J.; HIGLEY, L. G. Changes in soybean gas-exchange after moisture stress and spider mite injury. Environmental Entomology, v. 32, n. 3, p. 433-440, 2003. HIRANO, K.; BUDIYANTO, E.; WINARNI, S. Biological characteristics and forecasting outbreaks of the whitefly, Bemisia tabaci, a vector of virus diseases in soybean fields. Technical Bulletin Food and Fertilizer Technology Center, Taipei, p. 135, pp.14, 1993. LARCHER, W. Ecofisiologia vegetal. São Carlos: Rima, 531p. 2000. LI, L. S.; LI, Y. R.; BU, G. S. The effect of temperature and humididy on the growth and development of the broad mite, Polyphagotarsonemus latus. Acta Entomologica Sinica, v. 28, p. 181 - 187, 1985. (Resumo) MCAUSLANE, H. J. Influence of leaf pubescence on ovipositional preference of Bemisia argentifolii (Homoptera: Aleyrodidae) on soybean. Environmental Entomology, v. 25, n. 4, p. 834-841, 1996. MENDONÇA, J.L.; CARRÃO-PANIZZI, M.C.; SILVA, J.B.C. Avaliação de genótipos de soja para consumo de grãos verdes em Brasília-DF. Horticultura Brasileira, v. 20, n. 2, jul/2002. Suplemento 2. PICANÇO, M.; et al. Yield loss in trellised tomato affected by insecticidal sprays and plant spacing. Crop Protection, v.17, n.5, p. 447-452, 1998. SANKULA, S.; et al. Narrow row spacing does not affect lima bean yield or management of weeds and other pests. Hortscience, v. 36, n. 5, p. 884-888, 2001. SIMMONS, A.M. Oviposition on vegetables by Bemisia tabaci (Homoptera: Aleyrodidae): temporal and leaf surface factors. Environmental Entomology, v. 23, p. 381-389, 1999. UNDERWOOD, N.; RAUSHER, M.D. The effects of host-plant genotype on herbivore population dynamics. Ecology, v. 81, n. 6, p. 1565-1576, 2000. VAN DEN BOOM, C.E.M.; VAN BEEK, T. A.; DICKE, M. Differences among plant species in acceptance by the spider mite Tetranychus urticae Koch. Journal Of Applied Entomology-Zeitschrift Fur Angewandte Entomologie, v. 127, n. 3, p. 177-183, 2003.
3242 unicientifica v. 5 n. 1 (2003) Representações em educação online: A perspectiva do aprendiz Vera Lúcia de Azevedo Siqueira;Raquel de Almeida Moraes; Educação online, aprendiz, representação O advento da Internet e a ampliação de serviços da rede vêm propiciando uma transição de paradigma na área educacional, motivando uma revisão nos conceitos de ensinar e aprender. Na educação à distância online, criam-se comunidades virtuais de aprendizagem que utilizam ferramentas de comunicação síncrona e assíncronas que permitem aos alunos interagir com seus pares e com o professor, discutir idéias, trocar pontos de vista, enfim, construir representações. Este artigo 1 mostra, com base nas teorias de Peter Berger e Thomas Luckmann, como os alunos de um curso online percebem questões como a nova temporalidade e o novo espaço, a interação social, o uso da linguagem escrita eletrônica e o conhecimento. Além disso, indica que as representações individuais de alunos online estão estreitamente vinculadas à forma como um curso é produzido, organizado e mediado. ARETIO, Lorenzo García. Para uma definição de educação à distância. Tecnologia Educacional. RJ, v. 16, n. 78/79, pp. 55-61, set/dez., 1987. BARROS, Diana Luz Pessoa de. Dialogismo, polifonia e enunciação. In: BARROS, Diana Luz Pessoa de; FIORIN, José Luiz (orgs.). Dialogismo, polifonia, intertextualidade: em torno de Bakhtin. 2 ed. São Paulo: Edusp, 1999. pp. 1-9. BEHRENS, Marilda Aparecida. Projetos de aprendizagem colaborativa num paradigma emergente. In: MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos; BEHRENS, Marilda A . Novas tecnologias e mediação pedagógica. 2 ed. Campinas, SP: Papirus, 2001, pp. 67-132 (Papirus Educação). BELLONI, Maria Luiza. Educação à distância. 2. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2001 (Educação Contemporânea). BERGER Peter, LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade: tratado da sociologia do conhecimento. Trad. Floriano de Souza Fernandes. 21 ed. Petrópolis: Vozes, 2002 (Antropologia, 5). EVANS, Terry. Educação a distância, tecnologia, interação e globalização. (As origens da educação a distância). I Congresso Brasileiro de Ensino Superior à Distância, I EsuD. Petrópolis, Rio de Janeiro, 26-28 de março 2002. Disponível em: . Acesso em: 4 jan. 2003. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997 (Coleção Leitura). MOORE, Michael. Teoria da distância transacional. Publicado em Keegan, D. (1993) Theoretical Principles of Distance Education. London: Routledge, pp. 22-38. Trad. Wilson Azevedo. Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2003.
3243 unicientifica v. 5 n. 1 (2003) A passagem do “direito ao trabalho” para a “empregabilidade”: privatização do espaço público através das políticas sociais de emprego na contemporaneidade Regina Célia Fernandes Teixeira; Formação profissional, políticas de emprego, transformações no mundo do trabalho, cidadania. Nosso estudo focaliza a estreita associação entre política de emprego e formação profissional, fortalecida em programas governamentais, diretivas sindicais e empresariais, a partir da década de oitenta, e que realça a emergência de um novo fenômeno: a dimensão educacional das atuais políticas de emprego. No âmbito das políticas públicas de emprego, o governo atribui à qualificação profissional o objetivo de promover condições para que os trabalhadores possam fazer face à “centralidade do conhecimento” e, desse modo, encontrar seu próprio trabalho. É o que se convencionou chamar de “empregabilidade”. No conceito de “empregabilidade” está implícita a tendência em eximir o Estado do seu “dever” em relação ao direito do cidadão ao trabalho, de caráter público e político, e repassar tal dever aos indivíduos, desse modo, uma questão privada, pessoal. CASTEL, Robert. As metamorfoses da questão social: uma crônica do salário. Petrópolis: Vozes, 1998. COVRE, M. L. M. O que é cidadania? São Paulo: Brasiliense, 2001. DEDECCA, C. D. Emprego e qualificação no Brasil dos anos 90. In: OLIVEIRA, M. A. (Org.). Reforma do Estado e políticas de emprego no Brasil. Campinas (SP): GDF, UNICAMP. IE, 1998a. DELUIZ, N. Formação do trabalhador: produtividade e cidadania. Rio de Janeiro: Shape, 1995. DRAIBE, Sônia; HENRIQUE, W. “Welfare State”, crise e gestão da crise: um balanço da literatura internacional. Revista brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, n. 6, v. 3, p. 53- 78, fev. 1988. FALEIROS, Vicente. O que é política social? São Paulo: Brasiliense, 1986. FIORI, José Luís. Em busca do dissenso perdido: ensaios críticos sobre a festejada crise do Estado. Rio de Janeiro: Insight, 1995. FOGAÇA, A. Modernização industrial: um desafio ao sistema educacional brasileiro. In: PINO, A. et al. A educação e os trabalhadores. São Paulo: scritta; DNTE/CUT, 1992, p. 13- 46. FRIGOTTO, G. Educação e a crise do capitalismo real. São Paulo: Cortez, 1995. GENTILI, Pablo. (org) Neoliberalismo, qualidade total e educação. Rio de Janeiro: Vozes, 1994. GUIMARÃES, I. G. R. Avaliação geral dos programas de geração de emprego e renda. In OLIVEIRA, M. A. (Org.) Reforma do Estado e políticas de emprego no Brasil. São Paulo: GDF, UNICAMP, SEER, 1998. HARVEY, D. A condição pós-moderna. 3. ed. São Paulo: Loyola, 1993. HIRATA, Helena. Da polarização das qualificações ao modelo da competência. In: FERRETI, C. J. et al. (org.) Novas tecnologias, trabalho e educação: um debate multi disciplinar. Petrópolis: Vozes, 1994, p.124-138. HIRATA, Helena. Competências e divisão social do trabalho no contexto de novos paradigmas produtivos. Texto apresentado no Seminário Internacional “Educação Profissional, Trabalho e Competência”. CIET/SENAI/CNI, Rio de Janeiro, nov/96. KUENZER, A Z. O ensino médio no contexto das políticas de educação no Brasil. Universidade e Sociedade, ano 7, n. 12, p. 138-151, fev. 1997. KUENZER, A. Z. Desafios teóricos-metodológicos da relação trabalho-educação e o papel social da escola. In: FRIGOTTO, G. (org.). Educação e Crise do Trabalho: perspectivas de final de século. Petrópolis (RJ): Vozes, 2000. LEITE, Elenice M. O resgate da qualificação. São Paulo: USP, 1994. Tese (doutorado). POCHMANN, M. Políticas do trabalho e de garantia de renda no capitalismo em mudança. São Paulo: LTr, 1995. POCHMANN, M. A inserção ocupacional e o emprego dos jovens. In: DEDDECA, S.(org) ABET, 1998. SALM, Cláudio et all. Emprego e desemprego no Brasil. Novos Estudos, São Paulo, n. 45, CEBRAP, 1997. SANTOS, Boaventura de Sousa. Pela mão de Alice: o social e o político na pósmodernidade. São Paulo: Cortez, 2000. SEGNINI, L. R. P. Educação, trabalho e desenvolvimento: uma complexa relação. Trabalho & Educação, NETE/FAE/UFMG, Belo Horizonte, n. 6, Jul/Dez de 1999- jan/jun. 2000. TELLES, Vera da Silva. Direitos sociais: afinal do que se trata? Belo Horizonte: UFMG, 1999.
3244 unicientifica v. 5 n. 1 (2003) A invenção do 03 de Julho em Montes Claros Laurindo Mékie Pereira;Marcos Fábio Martins de Oliveira; Montes Claros, emancipação político-administrativa. Este artigo discute as controvérsias existentes quanto à data de emancipação políticoadministrativa do município de Montes Claros. Há, no âmbito municipal, um uso confuso das datas oficiais do município. Praticamente todos os segmentos sociais – entidades de classe, instituições de ensino, empresas estatais e privadas – e os próprios poderes públicos – Legislativo e Executivo – utilizam de forma inadequada conceitos e datas para se referirem a Montes Claros. O objetivo deste texto é contribuir para o esclarecimento da questão bem como analisar as razões históricas da mesma. BACZKO, Bronislaw. Imaginação Social. In: Enciclopédia Einaudi Antrophos-Homem. Lisboa: Casa da Moeda, 1985. BENEVIDES, Maria Victória. O Governo Kubitschek: desenvolvimento econômico e estabilidade política. 3 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. DELGADO, Lucília de Almeida Neves. PTB: do getulismo ao reformismo. São Paulo: Marco Zero, 1989. GOMES, Ângela de Castro. O Brasil de JK. Rio de Janeiro: FGV/CPDOC, 1991. HOBSBAWM, Eric e RANGER, Terence. (org.) A Invenção das Tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984. PEREIRA, Laurindo Mékie. A cidade do favor: Montes Claros em meados do século XX. Montes Claros: UNIMONTES, 2002. PESAVENTO, Sandra Jatahy. Em busca de uma outra história: Imaginando o imaginário. Revista Brasileira de História. São Paulo, ANPUH, v. 15, n. 29. 1995. SOUZA, Maria do Carmo Campello de. Estados e partidos políticos no Brasil (1930- 1964). São Paulo: Alfa-Omega, 1990.
3246 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) Escravidão e universo cultural na colônia: Minas Gerais, 1716-1789 Álysson Luiz Freitas de Jesus; A pluralidade cultural observada nas Minas Gerais bem como a sua importância para a história do Brasil Colônia fazem da historiografia mineira colonial um universo de ricas produções historiográficas. A obra do historiador Eduardo França Paiva – Escravidão e universo cultural na colônia – lançada pela Editora da UFMG, surge como mais uma contribuição a essa historiografia, além de apresentar-se como inovadora em diversas discussões acerca do universo de libertos, escravos e homens livres da região mineradora. O enfoque central do trabalho volta-se para o cotidiano dos forros e, principalmente, das forras das regiões centro-norte (Comarca do Rio das Velhas) e centro-sul (Comarca do Rio das Mortes) da capitania de Minas Gerais, entre os anos de 1716 e 1789. Através da análise de testamentos e de inventários post-mortem, legados por esses indivíduos, o autor procura relatar seus relacionamentos sociais, suas práticas, enfim, o universo cultural no qual estavam inseridos. Sendo assim, a preocupação do autor não é mostrar a visão dos vencidos na história, o que o mesmo denominou como o “imaginário do tronco”; objetiva-se na verdade retraçar as formas de tensão entre os grupos sociais envolvidos, afinal, “as culturas africanas, ao chegar à América portuguesa, junto com os escravos, não se deram jamais por vencidas.” (p. 20) PAIVA, Eduardo França. Escravidão e universo cultural na colônia: Minas Gerais, 1716-1789. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2001, 285 p.
3247 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) Diferenças de gênero: a participação feminina no mercado brasileiro Luciene Rodrigues; Gênero, Brasil, Mercado de trabalho No Brasil, as mulheres passaram de 32% da PEA em 1977 para 46% em 2001, uma modificação intensa num curto período de tempo. O presente ensaio tem por objetivo reportar algumas das transformações ocorridas no mercado de trabalho do país nas duas últimas décadas (anos 1980 e 1990), focalizando a evolução da participação feminina e as possíveis variáveis explicativas do aumento dessa participação. Os resultados indicam crescimento expressivo da participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro, mas que elas participam menos que os homens e que o nível de participação feminina está se estabilizando. A participação de mulheres cônjuges foi a principal razão do crescimento na taxa de participação feminina. A variável com forte poder explicativo da crescente participação feminina é o aumento no nível educacional. DIEESE. Mapa das questões de gênero. Perspectivas para a ação sindical frente às transformações no mundo do trabalho. São Paulo, DIEESE/CUT/CGT, 1999. GOLDIN, C. Understanding the gender gap. New York, Oxford University Press. 1990. FRASER, N. Iustitia interrupta. Reflexiones críticas desde la posicíon ‘postsocialista’. Bogotá, Siglo del Hombre Editores, 1997. INSTRAW. Gender concepts in development planning: basic approach. Santo Domingo, INSTRAW, 1995. LAVINAS, L. As recentes políticas públicas de emprego no Brasil e sua abordagem de gênero. In: ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO & MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Abertura e ajuste do mercado de trabalho no Brasil. Políticas para conciliar os desafios de emprego e competitividade. Brasília, Editora 34, 1999. pp. 179-203 LEONE, E.T. Renda familiar e trabalho da mulher na região metropolitana de São Paulo nos anos 80 e 90. In: BALTAR DA ROCHA, M.I. (Org.). Trabalho e gênero: mudanças, permanências, desafios. São Paulo, Editora 34, 2000. POCHMAN, M. O fenômeno do desemprego no Brasil: diagnóstico e perspectivas. Brasília, CRUB, 2000. SCORZAFAVE, L.G. & MENEZES FILHO, N.A. Participação feminina no mercado de trabalho brasileiro: evolução e determinantes. Pesquisa e Planejamento econômico, Rio de Janeiro, 2001, v. 31. n. 3 (dez.). SEDLACEK, G.L. & SANTOS, E.C. A mulher cônjuge no mercado de trabalho como estratégia de geração de renda familiar. Rio de Janeiro, IPEA, 1990. TD. 209. SOARES, S. & IZAKI, R.S. A participação feminina no mercado de trabalho. Rio de janeiro, IPEA, 2002. TD. 923. SOARES, Y. Viés de gênero em consumo. Pesquisa e Planejamento econômico, Rio de Janeiro, 2002, v. 32. n. 2 (ago.). VALEZUELA, M. E. Igualdade de oportunidades e discriminação de raça e gênero no mercado de trabalho no Brasil. In: ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO & MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Abertura e ajuste do mercado de trabalho no Brasil. Políticas para conciliar os desafios de emprego e competitividade. Brasília, 1999, Editora 34, pp.117-178 WAJNMAN, S. & RIOS NETO, E. Quantas serão as mulheres? Cenários para a atividade feminina. In: BALTAR DA ROCHA, M.I. (Org.). Trabalho e gênero: mudanças, permanências, desafios. São Paulo, 2000, Editora 34.
3248 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) Trabalho e gênero: novas conquistas ou velhas discriminações: a realidade das regiões nordeste e sudeste do Brasil. Um estudo pela perspectiva da estraftificação social Maria da Luz Alves Ferreira; Gênero, estratificação social, segregação ocupacional, mercado de trabalho O texto discute as diferenças entre gênero no espaço do trabalho. Através da revisão da literatura sobre a estratificação social e dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios, traçamos um estudo comparativo das regiões sudeste e nordeste do Brasil, com destaque para as variáveis, sexo, escolaridade, renda e posição na ocupação. Constata-se que apesar de muitos avanços, persiste a segregação por sexo no Brasil. AGUIAR, Neuma. Qual a contribuição dos Métodos Quantitativos em Ciências Sociais ara o conhecimento da sociedade brasileira? Texto apresentado na ANPOSC/2001. (mimeo). AGUIAR, Neuma. Rio de Janeiro Plural: um guia para políticas sociais por gênero e raça. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos: IUPERJ. 1994 BRUSCHINI, Cristina. Gênero e trabalho feminino no Brasil: novas conquistas o persistência da discriminação? Texto apresentado no seminário Trabalho e Gênero; EDGELL, Stephen. Class. London: Routledge. 1993 HALLER, Archibald. Estratificação Societária. Teoria e Sociedade: Revista dos Departamentos de Ciência Política, Sociologia e Antropologia. Belo Horizonte. FAFICH/UFMG, n.7, 2001. HALLER, Archibald. A Estrutura de Estratificação do Brasil: Um programa de trinta e cinco anos de pesquisa. Teoria e Sociedade. Belo Horizonte, Revista dos Departamentos de Ciência Política, Sociologia e Antropologia. Belo Horizonte. FAFICH/UFMG,, n.5, 2000. LOCKWOOD, David. Classe, Status e Gênero. Gender and Stratification. Rosemary Crompton and Michael Mann. Oxford. Polity Press, 1994 MARX, Karl. O 18 Brumário de Luís Bonaparte. São Paulo: Abril Cultural, 1988 (Os Pensadores). PUPPIN, Andréa Brandão. Do lugar das mulheres e das mulheres fora do lugar: um estudo das relações de gênero na empresa. Niterói: EdUUF. 2001 SCALON, Maria Celi. Mobilidade Social no Brasil: padrões e tendências. Rio de Janeiro: Revan: IUPERJ-UCAM,1999 SOUZA-LOBO, Elizabeth. A classe operária tem dois sexos: trabalho, dominação e resistência. São Paulo: Brasiliense, 1991 WALBY, Silvia. Gênero, Classe e Estratificação: em busca de uma nova abordagem. Gender and Stratification. Rosemary Crompton and Michael Mann. Oxford. Polity Press, 1994 WEBER, Max. Classe, Estamento e Partido.Ensaios de Sociologia. Rio de Janeiro: Guanabara, 1979.
3249 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) O positivismo e o papel das mulheres na ordem republicana Regina Célia Lima Caleiro; Positivismo, República, mulheres, normatização Este artigo trata da influência do Positivismo nos discursos da elite intelectual e política ocupados em avaliar e adequar o comportamento feminino à ordem desejada pela jovem República Brasileira. Procura enfatizar a relevância da filosofia proposta por Augusto Comte para a análise das relações de gênero estabelecidas nos diversos setores da sociedade desde o início do século XX. BADINTER, Elizabeth. Um amor conquistado. O mito do amor materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas. O imaginário da República no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1990. CARVALHO, Susete Sousa. Aluísio Azevedo: representações e imagens femininas. Dissertação de Mestrado. UNESP, Franca, 1996. COSTA, Jurandir Freire. Ordem médica e norma familiar. Rio de Janeiro: Graal, 1989. DONZELOT, Jacques. A Polícia das Famílias. Rio de Janeiro: Graal, 1980. DUARTE, Adriano Luiz. Cidadania e Exclusão: Brasil 1937-1945. Dissertação de Mestrado apresentada ao Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 1995. ENGEL, Magali. Meretrizes e Doutores. Saber médico e prostituição no Rio de Janeiro 1840-1940. São Paulo: Brasiliense, 1999. FRAISSE, Geneviéve e PERROT, Michele. História das Mulheres. O século XIX. Vol. 4, Porto Alegre: Afrontamento, 1991. GRAHAM, Sandra Lauderdale. Proteção e obediência. Criadas e seus patrões no Rio de Janeiro – 1860-1910. São Paulo: Cia das Letras, 1992. ISMÉRIO, Clarisse. A Mulher, a moral e o imaginário. Santa Catarina: EDIPUCRS, 1994. MANOEL, Ivan Aparecido. Igreja e educação feminina – 1859-1919. Uma face do conservadorismo. São Paulo: UNESP, 1996. MOURA, Margarida Maria. Os herdeiros da Terra. São Paulo: Hucitec, 1978. RAGO, Margareth. Do cabaré ao lar: a utopia da cidade disciplinar, Brasil 1890-1930. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. SOIHET, Raquel. Condição feminina e formas de violência: mulheres pobres e ordem urbana.1890-1920. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.
3250 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) Ganhar o mundo para Cristo: uma tarefa de mulheres Íris José dos Anjos; Gênero, educação, sexualidade, igreja católica O presente artigo versa sobre o segundo capítulo da minha Dissertação de Mestrado, que investigou o processo de surgimento do Movimento do Graal na Holanda, num contexto de redefinição da atuação da Igreja Católica e de ascensão dos movimentos feministas. Para isso, utilizou-se como fontes históricas as conferências do Pe. van Ginneken para as mulheres do Graal, em setembro de 1932; conferências estas que foram analisadas a partir da problematização de três temas: a representação do lugar da mulher na sociedade, o significado do Graal como um movimento leigo de mulheres e práticas de ação do Movimento do Graal. ALGRANTI, Leila Mezan. Honradas e devotas: mulheres da colônia — condição feminina nos conventos e recolhimentos do sudeste do Brasil, 1750-1822. Rio de Janeiro: José Olympio; Brasília: Edunb, 1993. ALVES, Branca Moreira; PITANGUY, Jacqueline. O que é Feminismo. São Paulo: Brasiliense, 1982. (coleção Primeiros Passos) AZZI, Riolando. A participação da mulher na vida da Igreja do Brasil (1870-1920). In: MARCÍLIO, Maria Luíza (org.). A Mulher Pobre Na História da Igreja Latino-Americana. São Paulo: Paulinas, 1984. BEAUVOIR, Simone de. O Segundo Sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1949. DE BIASE, Paola Gaiotti. De uma cidadania a outra. O duplo protagonismo das mulheres católicas. In: BONACCHI, Gabriella; GROPPI, Ângela (orgs.) O Dilema da Cidadania — direitos e deveres das mulheres. São Paulo: UNESP, 1995. (coleção biblioteca básica). DONDERS, Rachel. A Vida do professor doutor Jacques Van Ginneken S.J. (1877-1945) fundador e inspirador do Graal- Um Perfil. Holanda: [ s.ed.], 1979. DONDERS, Rache. O Graal- uma comunidade de fé: passado, presente, futuro. Tiltemberg, AGI, 1988. LOURO, Guacira Lopes. Uma Leitura da História da Educação Sob a Perspectiva do Gênero. Teoria e Educação. Porto Alegre, Pannonica, n. 6, p. 53-57, 1992. LOURO, Guacira Lopes. Gênero, História e Educação: construção e desconstrução. Educação e Realidade. Porto Alegre, v. 20, n. 2, p. 101- 132, jul./dez,1995. MILLER, Patrícia M. Constructing a model for theologizing as developed by the women of the United States Grail, 1940-1978. USA: [s.ed.], 1994. NOVO Dicionário Aurélio, 14 impr., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975. SOHN, Anne Marie. Entre duas guerras- os papéis femininos em França e na Inglaterra. In: DUBY, Gorges, PERROT, Michelle. História das mulheres no Ocidente — o século XX. São Paulo: Ebradil, S/D.
3251 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) O corpo andrógino - Inscrições do masculino em Bom Crioulo, de Adolfo Caminha Osmar Pereira Oliva; Gênero, homocrotismo, corpo masculino Seduzido pela escrita de Adolfo Caminha e pelas descrições do corpo masculino, procuro investigar essas representações na narrativa Bom-Crioulo. BARCELLOS, José Carlos. Identidades problemáticas: configurações do homoerotismo masculino em narrativas portuguesas e brasileiras (181-1959). Boletim do Centro de Estudos Portugueses.Belo Horizonte, v.18, n.23, jul./dez.,1998. BARCELLOS, José Carlos. Literatura e Homoerotismo Masculino: Perspectivas Teóricometodológicas e Práticas Críticas. Caderno Seminal. Rio de Janeiro, DIALOGARTS, ano 7, n. 8. p. 7-42, 2000. CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ática, 1995. CASTELO BRANCO, Lúcia. Eros travestido: um estudo do erotismo no realismo burguês brasileiro. Belo Horizonte: UFMG, 1985. COSTA, Jurandir Freire. A inocência e o vício: estudos sobre o homoerotismo. 3. ed. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1992. DORAIS, Michel. O Erotismo Masculino. São Paulo: Loyola, 1994. KRAFT-EBING, R.V. Psychopathia sexualis. 12. ed. New York, Physicians and Surgeons Book Company, 1932. NOLASCO, Sócrates. O mito da masculinidade. Rio de Janeiro: Rocco, 1993. OLIVA, Osmar Pereira. O Corpo e a Voz – Inscrições do Masculino em Narrativas Queirosianas. Belo Horizonte, 2002. Tese (Doutorado em Literatura). Faculdade de Letras da UFMG. PAZ, Otávio. A dupla chama – amor e erotismo. São Paulo: Siciliano, 2001. QUEIRÓZ, Luiz Gonzaga Morando. As duas faces da moeda: uma leitura da obra de Aluísio Azevedo. Belo Horizonte, 1997, 229f. Tese (Doutorado em Literatura). Faculdade de Letras da UFMG. QUEIRÓZ, Luiz Gonzaga Morando. Transgressores e transviados: a representação do homossexual nos discursos médico e literário no final do século XIX (1870-1900). Belo Horizonte, 1992, 293f. Dissertação (Mestrado em Literatura). Faculdade de Letras da UFMG.
3252 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) O corpo em pedaços: análise do discurso sobre mulher nos outdoors de Maringá Patrícia Lessa dos Santos; Teorias feministas, sexualidade, publicidade Se as mulheres sempre foram tomadas como objeto de desejo masculino, com a publicidade tornam-se também objeto de consumo. Seu corpo, ou partes dele, vendem qualquer produto. A coisificação das mulheres é a ferida exposta do patriarcado, da polaridade e da hierarquia sexual e, portanto, da submissão feminina. Perguntamos: a publicidade é herdeira de uma determinada construção da imagem da mulher disseminada pela ciência moderna? Não podemos pensar a história como uma infinita continuidade: da religião para a ciência, da ciência para a mídia, no entanto ambas, enquanto construções sociais, evocam uma certa imagem de mulher, unitária, naturalizada, oposta ao masculino. Para empreendermos esta análise, buscamos dialogar com as teorias feministas, destacamos: Haraway, Navarro-Swain, Lauretis, Hubbard e Butler, bem como os estudos foucaultianos da sexualidade. AUMONT, Jacques. A Imagem. 2. ed. Campinas: Papirus, 1995. BAZIN, André. Ontologia da imagem fotográfica. In: _______. O Cinema: ensaios. São Paulo: Brasiliense, 1991. BENJAMIN, Walter. Pequena história da fotografia. In: ______. Magia e Técnica, Arte e Política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Obras Escolhidas, v. 1, 2.ed., São Paulo: Brasiliense, 1986. BERGER, John (et al.) Modos de Ver. São Paulo: Martins Fontes, 1982. BUTLER, J. Corpos que pesam: sobre os limites discursivos do “sexo”. In: LOURO, G. L. O Corpo educado: pedagogias da sexualidade. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. ______. Gender Trouble: Feminism and the subversion of identity. New York: Routledge, 1999. CANEVACCI, M. A Cidade polifônica: ensaio sobre a antropologia da comunicação urbana. 2. ed., São Paulo: Nobel, 1997. CERTEAU, M. A Cultura no Plural. Campinas: Papirus, 1995. DELEUZE, Gilles. Conversações. Trad. Peter Pál Pelbart. Rio de Janeiro: ed. 34, 1992. (coleção Trans) EHMER, K. (et. al.). Miseria de la Comunicación Visual. Barcelona: Gustavo Gili, 1977. FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1998. FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade III: o cuidado de si. Rio de Janeiro: Graal, 1999. ______. Nietzsche, a Genealogia e a História. In: ______. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979. HARAWAY, D. Um Manifesto para os Cyborgs: ciência, tecnologia e feminismo socialista na década de 80. IN: HOLLANDA, H. B. (org.). Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. HUBBARD, Ruth. Algumas idéias sobre a masculinidade nas ciências naturais. In: GERGEN, Mary Mc Canney (org.). O pensamento feminista e a estrutura do conhecimento. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos: EDUNB, 1993. LAURETIS, Teresa de. A Tecnologia do Gênero. In: HOLANDA, Heloíse Buarque (org.). Tendências e Impasses: o feminino como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. LOURO, G. L. Pedagogias da Sexualidade. In: LOURO, G. L. (org.). O Corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. MAFFESOLI, M. A Contemplação do mundo. Porto Alegre: Artes & Ofícios, 1995. ______. As Máscaras do Corpo. Líbero, a. III, v. 3, n. 6, p. 44-49, 2000. ______. No Fundo das aparências. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1999. MISTRY, R. Madonna and Gender trouble. Disponível em Acessado em 25/11/2001. NASCIMENTO, W. Foucault: a crítica ao normal e ao evidente, o caso do homossexualidade. Disponível em Acessado em 21/10/2001. NAVARRO-SWAIN, T. Feminismo e Lesbianismo: a identidade em questão. Cadernos Pagu: Simone de Beauvoir e os feminismos do século XX. Campinas: UNICAMP, n. 12, p. 109-120, 1999. ______. Quem tem medo de Foucault? Feminismo, Corpo e Sexualidade. In: PORTO CARRERO, V; BRANCO, G.C. Retratos de Foucault. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2000b. ______. Quem tem medo de Foucault? Feminismo, Corpo e Sexualidade. Disponível em: . Acessado em 21/10/2001. ______. O que é Lesbianismo. São Paulo: Brasiliense, 2000. PERROT, Michelle. As mulheres e as suas imagens: ou o olhar das mulheres. Trad. Ivana Simile. Pós-História. Assis, v. 5, 1997, p. 283-287. SONTAG, S. Na Caverna de Platão. In: ______. Ensaios sobre a Fotografia. 2. ed., São Paulo: Arbor, 1981 SPINK, M. J. (org). O Conhecimento no Cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 1995.
3253 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) Migrações internas no sertão das Gerais: A esperança de melhoria de vida Andréa Maria Narciso Rocha de Paula;João Cleps Júnior; Migração interna, relações sociais, mercado de trabalho, desemprego, políticas públicas Este trabalho apresenta reflexões sobre a dinâmica migratória interna - rural no Brasil, com ênfase para o Norte de Minas Gerais. A esperança dos migrantes na “melhoria de vida” e a importância das migrações para a compreensão das relações sócioespaciais, especialmente na cidade de Montes Claros. ANDRADE, Carlos Drummond de. O Corpo. Rio de Janeiro: Record, 1984. ANDRADE, Manuel Correia de. O Nordeste E A Questão Regional. São Paulo: Ática, 1988. BECKER, Olga Maria Dchild. Mobilidade Espacial da População: Conceitos, Tipologia, Contextos. In: CORREA, Roberto Lobato (org). Explorações Geográficas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997. CORREA, Roberto Lobato. Geografia: Conceitos e Temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995. DANTAS, Humberto. Movimento de Imigrações Internas em Direção do Planalto Paulista. BOLETIM DO SERVIÇO DE IMIGRAÇÃO E COLONIZAÇÃO. São Paulo, Sec. da Agricultura Ind. e Comércio do Estado de São Paulo, Nº3,1941. FORRESTER, Viviane. O Horror Econômico. São Paulo: Unesp, 1997. FURTADO, Celso. Pequena Introdução ao Desenvolvimento. 2. ed. São Paulo: Nacional, 1981. FERNANDES, Mançano Bernardo. Brasil: 500 anos de Luta pela Terra. Disponível em . Acesso em 4 maio. 2001. Fundação João Pinheiro/IPEA. Condições de Vida nos Municípios de Minas Gerais- 1970- 1980-1991. FJP/IPEA.Belo Horizonte. Dez/1996. GRAZIANO DA SILVA, José. A nova Dinâmica da Agricultura Brasileira. Campinas: UNICAMP, 1998. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA/IBGE. Disponível no Site IBGE/cidades acesso em 10 de maio de 2001. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA/IBGE, Censo Demográfico, 1996. LAKATOS, Eva Maria. Sociologia Geral. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1982. LEFEBVRE, Henry. O Direito à Cidade. Trad. de Rubens Eduardo Frias. São Paulo: Moraes Ltda., 1991. LEFEBVRE, Henry. Estrutura Social: a reprodução das relações sociais. In: FORRACHI, Marialice Mencarini; MARTINS, José de Souza. Sociologia e Sociedade. 21. ed. São Paulo: LTC, 1999. MARTINS, José Souza. Não Há Terra Para Plantar Neste Verão. 2. ed. Petrópolis: VOZES, 1988. MARTINS, José Souza. Henri Lefebvre e o Retorno da Dialética. São Paulo: HUCITEC, 1996. MARTINS, José Souza. Os Camponeses e a Política no Brasil. 5 ed. Petrópolis: Vozes, 1995. MARTINS, José Souza A Sociedade Vista do Abismo: Novos estudos sobre exclusão, pobreza e classes sociais. Petrópolis: Vozes, 2002. MELLO NETO, João Cabral. Serial e Antes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. RODRIGUES, Luciene. Formação Econômica do Norte de Minas e o Período Recente. In: OLIVEIRA, Marcos Fábio Martins de; RODRIGUES, Luciene (orgs). Formação Social e Econômica do Norte de Minas Gerais. Montes Claros: Unimontes, 2000. ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. SANTOS, Milton. O Lugar e o Cotidiano. 1999. Disponível em: , acesso em: 12 out.2000. SANTOS, Gilmar Ribeiro dos (Org). Trabalho, Cultura e Sociedade no Norte/Nordeste de Minas: Considerações a partir das Ciências Sociais. Montes Claros: Best Comunicação e Marketing, 1997. SORJ, Bernardo. O Novo Padrão de Desenvolvimento Agrícola: Caráter da Intervenção Estatal In: ______. Estado e Classes Sociais na Agricultura Brasileira. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986. p.67-117. TOURAINE, Alain. Poderemos Viver Juntos? Iguais e Diferentes. Petrópolis: Vozes, 1998. WANDERLEY, Maria de Nazareth Baudel. Raízes Históricas do campesinato Brasileiro. In: TEDESCO, João Carlos (org). 2. ed. Agricultura familiar: Realidades e Perspectivas. Passo Fundo: Ediupe,1999. WEBER, Max. Ação Social e Relação Social. In: FORRACHI, Marialice Mencarini; MARTINS, José de Souza. Sociologia e Sociedade. 21. ed. São Paulo: LTC,1999.
3254 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) Mediações pedagógicas através das tecnologias educativas - O computador Marilene Andrade Ferreira Borges; Escola pública, aprendizagem, computador Este estudo teve o propósito de refletir sobre a apropriação das tecnologias pela escola. Alerta para a necessidade da escola pública estimular uma educação para os meios e incluir as tecnologias da informação e comunicação na organização do trabalho pedagógico, de modo especial o computador – não como fim em si mesmo, mas enquanto meio para facilitar a aquisição e construção do conhecimento, assim como o aperfeiçoamento do trabalho. Aponta o professor como elo indispensável entre o acervo tecnológico da escola e a aprendizagem dos alunos. ASSMANN, Hugo. Reencantar a Educação, Rumo à Sociedade Aprendente. Petrópolis: Vozes, 1998. CARVALHO & BARBIERE. Formação de professores em tempos de informática. Comunicação e Educação, USP, São Paulo, v. 9 p. 18-22. 1997. HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação. Artmed, 1998. LEVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34,1999. LIGOURI, M. Laura. As tecnologias da informação e da comunicação no campo dos velhos problemas e desafios educacionais. Tecnologia Educacional. Artmed, 1997. LIVRO Verde para a Sociedade da Informação em Portugal. Lisboa, 1997. MENDELSON P. “Le concept de transfert” in MEIRIEU Ph., DEVELAY M., DURAND C. E; MARIANI Y.(org), Le concept de transfert de connaissance en formation iniciale et continue, Lyon , CRDP, p.11-20. OROZCO, Guillermo.(1993) Professores e meios de comunicação: desafios, estereótipos e pesquisas. Comunicação e Educação, USP, São Paulo, v.10, p. 57-68. 1997 PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais. 1997 PERRENOUD, Philippe. 10 Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre, RG, Artmed, 2000. SANTOS, Gilberto Lacerda. Ementa da Disciplina: Fundamentos, Evolução e Políticas de Informática Educativa, Unb, 1998. UNESCO - Informática para a Educação Básica-Um currículo para escolas. MEC, Unb, 1997. ______. Informe Mundial da UNESCO, 1993. ______. Os professores e o ensino em um mundo em transformação. Boletim do II PE 1998. VEJA, Revista. Computador – O mal do milênio. 20/01/99. ______. Surfe a sério. A popularização da internet está mudando a forma e o conteúdo do dever de casa. ______. Melhores que os pais. 16/12/98.
3255 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) Elaboração de padrões de referência das variáveis metabólicas em portadores de deficiência mental no DF Jônatas de França Barros;Camila Rodrigues Henning; O presente estudo teve como finalidade elaborar padrões de referência das variáveis metabólicas, VO2 e FC, em deficientes mentais. Essas variáveis auxiliarão o profissional da área de educação física a elaborar programas de treinamento, aulas esportivas ou recreativas, para que as mesmas melhorem e, conseqüentemente, haja maior qualidade e longevidade na vida dessas pessoas. Para que os dados fossem coletados, os indivíduos avaliados (n=33) foram submetidos a um teste de esforço, com cargas crescentes, em que o ergômetro era uma bicicleta ergométrica. Através do aparelho Teem-100, foram analisados de forma direta os gases expirados, ou seja, o volume de ar expirado, as frações expiradas de oxigênio e dióxido de carbono. Verificou-se que a média aritmética da capacidade cardiorrespiratória (VO2) obtida no sexo masculino, 20,60 ml(kg.min)-1, foi 58% menor do que a prevista, 48,60 ml(kg.min)-1. Em relação ao sexo feminino, pouco diferiu já que a média do VO2 obtido foi de 15,99 (kg.min)-1 e do VO2 previsto era 39,23 (kg.min)-1, uma diferença discrepante de 59,24%. Realmente, foi detectado que os deficientes mentais possuem déficit das variáveis metabólicas pesquisadas se comparados com indivíduos normais, merecendo especial ênfase nos programas de atividade física. ARAÚJO, C. G. S. Manual do ACSM para Teste de Esforço e Prescrição de Exercício. 5. ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. BALLONE, G. J. Deficiência Mental. Disponível em: Acesso em: 10/01/2002. BARROS, J. F. Estudo comparativo dos índices de aptidão física em portadores de deficiência mental. São Paulo, 1998.Tese (Doutorado), Universidade Federal de São Paulo. BARROS NETO, CÉZAR & TAMBEIRO. Avaliação da aptidão física cardiorrespiratória. 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3256 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) Características sóciodemográficas dos usuários das clínicas integradas I e II do curso de odontologia da Universidade Estadual de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu;Renata Francine Rodrigues de Oliveira; Clínica odontológica, ensino odontológico, saúde bucal O estudo objetiva descrever algumas características sociodemográficas dos usuários das Clínicas Integradas I e II do curso de odontologia da UNIMONTES, no ano 2000, e descrever os procedimentos odontológicos e encaminhamentos realizados. Todos os prontuários dos usuários dessas clínicas que apresentavam as informações necessárias para o estudo (sugerimos retirar o texto em azul) foram avaliados. Os usuários (n=115) apresentam idade média de 27,3 (±10,9) anos, com predominância do gênero feminino (62,6%). A maioria (50,4%) dos usuários é natural de cidades fora de Montes Claros e as principais ocupações dos usuários são: doméstica/do lar (23,5%) e estudante (18,3%). Foram realizados 596 procedimentos odontológicos. Destes, 337 (56%) podem ser considerados procedimentos de diagnóstico e controle das doenças cárie e periodontal. ABREU, M.H.N.G., ACÚRCIO, F.A., RESENDE, V.L.S. Utilização de psicofármacos por pacientes odontológicos em Minas Gerais, Brasil. Rev Panam Salud Publica, Washington D.C., v.7, n.1, Jan. 2000. AXELSSON, P., LINDHE, J. Effect of fluoride on gingivitis and dental caries in a preventive program on based plaque control. Community Dent Oral Epidemiol, Copenhagen, v.3, n.4, p.156-160, Aug. 1975. AXELSSON, P., LINDHE, J. Effect of plaque control program on gingivitis and dental caries in school children. J Dent Res, Copenhagen, v.56, p.142-148, Mar.1977 (special issue). AXELSSON, P., LINDHE, J. 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3257 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) Análise comparativa das estimativas da evapotranspiração de referência, pelos métodos de Penman- Monteith e tanque classe A, nas condições edafoclimáticas do norte de Minas Gerais Flávio Pimenta de Figueiredo;Everardo Chartuni Mantovani;Antônio Alves Soares;Luís Cláudio Costa;Márcio Mota Ramos;Flávio Gonçalves Oliveira; Manejo de irrigação, evapotranspiração, tanque classe “A” e PenmanMonteith O manejo da irrigação no Norte de Minas Gerais, quando utilizado, baseia-se em parâmetros de outras regiões e até mesmo de outros países, com condições edafoclimáticas distintas. A evapotranspiração é o parâmetro utilizado na estimativa das necessidades hídricas de uma determinada cultura, onde esta pode ser medida por vários métodos, dentre eles destaca-se o tanque classe “A” pela sua praticidade e a equação de Penman-Monteith pela sua precisão. A medição da evapotranspiração através do tanque classe “A” é o método mais utilizado pelos agricultores, que realizam o manejo da irrigação, na região do Norte de Minas Gerais, porém utilizando dados obtidos de postos meteorológicos distantes da área produtiva. Com a finalidade de averiguar a influência destes dados de acordo com um método padrão, utilizou-se de um lado a Evapotranspiração de Referência obtida pelo tanque classe “A” situado em um posto meteorológico a 30 km da área experimental e, de outro lado, a Evapotranspiração de referência obtida por meio da equação de Penman-Monteith, considerada padrão pelos pesquisadores, utilizando como dados de entrada os obtidos de uma estação meteorológica automática situada na área experimental. Coletavam-se dados meteorológicos, tais como as temperaturas máximas, médias e mínimas, a umidade relativa, a velocidade do vento, a radiação e a insolação e obtinha-se a ETo por meio da equação de Penman Monteith, enquanto a ETo pelo tanque classe “A” era obtida levando-se em consideração o coeficiente do tanque (Kp), a bordadura e a evaporação do mesmo. A área experimental situa-se no projeto Jaíba-MG, na gleba C2, lote 52, setor Se-1. A região caracteriza-se por apresentar uma altitude de 630 metros, latitude de 15o 20’ sul e longitude de 43o40’. Para a região do Norte de Minas Gerais, nas condições em que foi realizado o experimento, os resultados mostraram que o vento, dentre os fatores climáticos avaliados, foi o que mais se diferenciou na comparação da Evapotranspiração de Referência por meio do tanque classe “A” e por meio da equação de Penman Monteith, concluindo-se então, que, na obtenção da Evapotranspiração de ALMEIDA, F.T. Avaliação dos sistemas de irrigação pressurizados e do manejo da água na cultura da bananeira no projeto Gorutuba. Viçosa, Universidade Federal de Viçosa, 1997.100f. Dissertação (mestrado). ALLEN, R.G. Penman for all seasons. Journal of Irrigation an Drainage Engineering, v.112, n.4, p.348-368, 1986. HERNANDEZ.A J. M.; RODRIGO LOPEZ, J.; PEREZ REGALADO, A.; GONZALEZ HERNANDEZ, F. El riego por goteo. Madri, 1981. 317p. EMPRESA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA DE MINAS GERAIS. Informe Agropecuário. V.2 0.n.196. Banana: Produção, colheita e Pós-colheita. 1999.p.5-11. MANICA, I. Irrigação em sulcos e sua influência no crescimento e produção da planta matriz de bananeira (Musa cavendishi Lambert) c.v Nanicão. Piracicaba: ESALQ, 1973. 100p. (Tese - Doutorado em Irrigação e Drenagem). SEDIYAMA, G.C. Necessidade de água para os cultivos. Brasília, DF, ABEAS, 1996. 143p. (Curso de Engenharia de Irrigação-módulo 2).
3258 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) Efeitos alelopáticos extratos aquoso e etanólico de jatobá do cerrado Maria Neudes Sousa de Oliveira;Maria Olívia Mercadante;Paulo Sérgio Nascimento Lopes;Inês Angélica Cordeiro Gomes;Eduardo Gusmão;Leonardo Monteiro Ribeiro; Hymenaea stigonocarpa Mart., alelopatia, germinação de sementes (Efeitos alelopáticos dos extratos aquoso e etanólico de jatobá do Cerrado (Hymenaea stigonocarpa Mart.)). Foram analisadas as propriedades alelopáticas dos extratos aquoso (material vegetal + água fervente) e etanólico (material vegetal + etanol 80%) de folhas, frutos e de substâncias liberadas de folhas em decomposição em areia ou solo, sobre a taxa e o tempo médio de germinação de alface (Lactuca sativa cv. Grand rapids). A taxa de germinação foi reduzida no extrato etanólico de frutos e em substratos de solo e areia de folhas em decomposição, sendo o efeito inibitório maior na decomposição em solo. Houve um atraso na germinação em extrato aquoso de folhas e frutos, em extrato etanólico de folhas e em substrato de solo. Os resultados indicaram que os aleloquímicos de H. stigonocarpa encontram-se, principalmente, nos frutos, e os efeitos inibidores das folhas persistem no solo por, pelo menos, 90 dias. A interação com o solo altera as propriedades alelopáticas das folhas. ALMEIDA, S. P.; PROENÇA, C. E. B.; SANO, S. M.; RIBEIRO, J. F. Cerrado: espécies vegetais úteis. Planaltina: EMBRAPA-CPAC, 1998. 464p. ALVES, P.L.C.A.; TOLEDO, R.E.B.; GUSMAN, A.B. Allelopathic potential of Eucalyptus spp. In: NARWAL, S.S. (Ed.) Allelopathy Upadate. Enfield, Science Pub., v.2, p.131-148, 1999. BARBOSA, D.C.A. Inibidores de germinação em folhas de Wedelia paludosa DC. (Compositae): Efeito no crescimento de plântula de Lycopersicum esculentum Mill. Universidade Federal de Pernambuco, IB, Série B: Estudos e Pesquisas, v.3, p.1-14, 1972. BORGES, E. E. L.; SILVA, G. F.; LOPES, E. S. Avaliação de substâncias Alelopáticas emvegetação de uma floresta secundária. 2 – arbustos. Revista árvore, Viçosa, v.18, n.3, p.275-286, 1994. COUTINHO, L. M.; HASHIMOTO, F. Sobre o efeito inibitório da germinação de sementes produzido por folhas de Calea cuneifolia DC. Ciência e Cultura, v.23, n.6, p.759-764, 1971. DAKSHINI, K. M. M.; FOY, C. L. & INDERJIT. Allelopathy: one component in a multifaceted approach to ecology. In: INDERJIT; DAKSHINI, K. M. M. & FOY, C. L. (Eds.) Principles and practices in plant ecology. Boca Raton, CRC Press, p.3-14, 1999. FERREIRA, A. G.; AQUILA, M. E. A. Alelopatia: uma área emergente da ecofisiologia. Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal, Brasília, v.12(Edição especial), p.175-204, 2000. HEISEY, R.M. Identification of on allelopathic compound from Ailanthus altissima (Simaroubaceae) and caracterization of its herbicidal activity. American Journal of Botany, Baltimore, v.83, n.2, p.192-200, 1996. HOGAN, M.E.; MANNERS, G.M. Differential allelochemichal detoxification mechanism in tissue cultures of Antennaria microphylla and Euphorbia esula. Journal of Chemical Ecology, New York, 17:167-174, 1991. KANCHAN, S.D.; JAYACHANDRA. Allelopathic effects of Partenium hysterophorus L. Plant and Soil, Dordrecht, v.55, p.67-75, 1980. LABOURIAU, L. G. A germinação das sementes. Washington: Programa Regional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, 174p., 1983. LORENZI H. Árvores Brasileiras: Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa, SP: Editora Plantarum, v.1, 1992. MALIK, M.A.B.; PUCHALA, R.; GROSZ, F.A. A growth inibitory factor from lambsquaters (Chenopodium album). Journal of Chemichal Ecology, New York, v.20, n.4, p.957-967, 1994. MELKANIA, N. P. Allelopathy in forest and agroecosystems in the Himalayan region. In: RIZVI, S. J. H.; RIZVI, V. (Eds.). Allelopathy. Basic and applied aspects. London: Chapman & Hall, p.371-388, 1992. PRATES, H.T.; PAES, J.M.V.; PIRES, N.M.; FILHO, I.A.P.; MAGALHÃES, P.C. Efeito do extrato aquoso de leucena na germinação e no desenvolvimento do milho. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.35, n.5, p.909-914, 2000. RICE, E.L. Allelopathy effects on nitrogen cycling. In: RIZVI, S.J.H. & RIZVI, H. Allelopathy: Basic and applied aspects. London, Chapman & Hall, 1992, p.31-58. RIETVELD, W.J.; SCHLESINGER, R.C.; KESSER, K.J. Allelophathic effects of black walnut on European black alder coplanted as a nurse species. Journal of Chemical Ecology, New York, v.9, p.1119-1133, 1983. TUKEY JÚNIOR, H. B. Implicatioons of allelopathy in agricultural plant science. Botanical Review, New York, v.35, p1-16, 1969.
3259 unicientifica v. 4 n. 2 (2002) Avifauna de Lavras e municípios adjacentes, sul de Minas Gerais, e comentários sobre sua conservação Marcelo Ferreira de Vasconcelos;Santos D’Angelo Neto;Luzimara Fernandes Silva Brand;Nelson Venturin;Ary Teixeira de Oliveira-Filho;Fernando Antônio Frieiro Costa; Aves, cerrado, conservação, mata atlântica A avifauna da região de Lavras e municípios adjacentes (Bom Sucesso, Ijaci, Perdões, Ibituruna e Itumirim), Sul de Minas Gerais, Brasil, é ainda pouco conhecida. O objetivo deste estudo é apresentar uma listagem da avifauna desta região realizada com base em nossos trabalhos de campo e um levantamento bibliográfico. Foram encontradas 287 espécies de aves nesta região, sendo 25 delas endêmicas da Mata Atlântica (8,7%), e seis, restritas à região do Cerrado (2,1%). O limite Sul de ocorrência da campainha-azul (Porphyrospiza caerulescens), um endemismo do Cerrado, é apresentado neste estudo. Espécies ameaçadas de extinção também foram registradas nesta região. Por esta razão, sugerimos que sejam tomadas medidas conservacionistas na área, com a criação de reservas em remanescentes de vegetação nativa. ANDRADE, M. A. As aves na região do Parque Estadual do Ibitipoca: conservação e distribuição. In: Anais... 1o Seminário de Pesquisa sobre o Parque Estadual do Ibitipoca. Juiz de Fora: Núcleo de Pesquisa em Zoneamento Ambiental da Universidade Federal de Juiz de Fora, 1997. p. 61-72. BETINI, G.; PACHECO, J. F.; ALEIXO, A.; LIMA, F. C. T. New records extend the known range of the Henna-capped Foliage-gleaner (Hylocryptus rectirostris) southeastward (Passeriformes: Furnariidae). Ararajuba, Brasília, v. 6, n. 2, p. 145-146, dez. 1998. BIRDLIFE INTERNATIONAL. Lynx Edicions e BirdLife International, 2000. 852p. CBRO – Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Resolução No 43 – Incluir Aratinga auricapilla (Kuhl, 1820) na lista principal de aves brasileiras, inserindo-a imediatamente após Aratinga jandaya (Gmelin, 1788). Nattereria, São Paulo, n. 2, p. 51, mar. 2001a. CBRO – Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Resolução No 47 – Substituir Chaetura andrei Berlepsch & Hartert, 1902, por Chaetura meridionalis Hellmayr, 1907, na lista principal de aves brasileiras. Nattereria, São Paulo, n. 2, p. 54, mar. 2001b. CBRO – Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Resolução No 64 – Substituir Troglodytes aedon Vieillot [1809] por Troglodytes musculus Naumann, 1823, na lista principal de aves brasileiras. Nattereria, São Paulo, n. 2, p. 63, mar. 2001c. CRACRAFT, J. Historical biogeography and patterns of differentiation within the South American avifauna: areas of endemism. Ornithological Monographs, Lawrence, v. 36, p. 49-84, 1985. D’Angelo Neto, S. Levantamento e caracterização da avifauna do campus da UFLA. 1996, 58f. 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3262 unicientifica v. 3 n. 1 (2002) A Construção Social da Identidade Feminina na Periferia de Montes Claros Ana Belén Verísimo García; A afirmação de que a mulher como sujeito social não é uma realidade homogênea, mas que ela vive e se constitui como mulher nas diferenças sociais e culturais do grupo ao qual pertence é, hoje, objeto de estudo da Sociologia, da Antropologia e da História, entre outras. Numa tentativa de compreender a construção social da identidade feminina, a academia tem percebido a importância de se pesquisar e estudar este fenômeno social. A compreensão da mulher como construção social é um tema polêmico. No Brasil, como em outras sociedades, o tema da desigualdade entre homens e mulheres passa pelas representações que são transmitidas de geração em geração, que, constituída em “cultura”, define o lugar do homem e da mulher como âmbitos diferenciados e antagônicos. Essa definição restrita de “lugar” dá origem a relações de opressão, exploração e domínio. Uma nova maneira de apreender as relações existentes entre homem e mulher é dada pela categoria gênero. Segundo RAGO (1998), a análise relacional do gênero propõe a superação da lógica binária - de um lado masculino, ativo e racional, e outro feminino, passivo e emocional - para que se construa um novo olhar aberto às diferenças. Para RAGO, M. Descobrindo historicamente o gênero. In: BESSA, K. A. Caderno Pagu. Campinas: UNICAMP, 1998. SCOTT, J. Gênero: Uma categoria útil de análise histórica. Educação e realidade, v.16, p. 5-22, 1991.
3263 unicientifica v. 3 n. 1 (2002) Jogo e Brinquedo: Reflexões a Partir da Teoria Crítica Gildo Volpato; Educação, Jogo, Brinquedo, rituais, mímesis Este artigo de revisão bibliográfica tem como objetivo contribuir com a reflexão acerca do jogo e do brinquedo no campo da educação e busca, principalmente nos autores da Teoria Crítica, seus principais interlocutores, os subsídios necessários. Apresenta um pouco da história de alguns brinquedos e das relações do jogo com festas e rituais. Discute as mudanças que ocorreram em torno dos conceitos, usos e significados dos jogos e brinquedos, associando-as ao crescente processo de racionalização por que passou o mundo ocidental, principalmente nos últimos séculos. Faz a crítica à mímesis que ocorria nos rituais sagrados ao mesmo tempo em que requisita sua inclusão, com algumas ponderações, ao processo de conhecer os fenômenos na atualidade. ADORNO, Theodor W. Dialética Negativa. Trad. José Maria Ripalda. Madrid: Taurus Ediciones S.A., 1975. BENJAMIN, Walter. Reflexões: a criança, o brinquedo, a educação. São Paulo: Summus, 1984. BENJAMIN, Walter. Magia e Técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Obras Escolhidas. São Paulo: Editora Brasiliense, V.1, 1985. BROUGÈRE, Gilles. Brinquedo e cultura. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1997. HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. 4. ed. São Paulo: Perspectiva S. A., 1996. PIACENTINI, Telma A. A modernidade. Uma visão ísola/ilhada. In: PIACENTINI (Org.). Perspectiva. A modernidade, a infância e o brincar. Florianópolis: UFSC – CED. Ano 12 – N. 22. Ago/Dez. ROCHA, M. Sílvia P. M. L. da. O real e o imaginário no faz-de-conta: questões sobre o brincar no contexto da pré-escola. In: GÓES M. C. R. & SMOLKA, A. L. B. (Orgs). A significação nos espaços educacionais: interação social e subjetivação. Campinas: Papirus, 1997. SANTIN, Silvino. Educação Física outros caminhos. Porto Alegre: EST/ESEF/UFRGS., 1990. VAZ, Alexandre Fernandez. Notas conceituais sobre mímesis e educação do corpo em Max Horkheimer e Theodor W. Adorno. 2000 (mimeo.) VOLPATO, Gildo. O jogo, a brincadeira e o brinquedo no contexto sóciocultural criciumense. Florianópolis: 1999. Dissertação (Mestrado em Educação Física) CDS.
3264 unicientifica v. 3 n. 1 (2002) Bioimpedância VS Absortometria Radiológica de Dupla Energia na Avaliação da Composição Corporal em Crianças Cláudio R. Escovar Paiva;Adroaldo C. de Araujo Gaya;Martim Bottaro;Jaime Tolentino Miranda Neto; Criança, bioimpedância, composição corporal, DXA O objetivo deste estudo foi determinar a aplicabilidade e a precisão das equações de bioimpedância na avaliação da composição corporal em 31 meninas brasileiras com idade entre 10 e 14 anos. Absortometria radiológica de dupla energia (DXA, LunarÒ, DPX-IQ, Versão 4.6 A) foi usada para a obtenção da gordura relativa (%G) e da massa livre de gordura (MLG) de referência. A resistência corporal total foi medida pelo analisador Biodynamics modelo 310. Os resultados encontrados foram que a equação de Jenkins & Heyward estimou de forma precisa a média da MLG com um erro de predição aceitável (EPE = 1,69 kg). A equação de Jenkins & Heyward também estimou aproximadamente 87% dos indivíduos da amostra dentro de ± 2,8 kg. Embora a equação de Houtkooper obtivesse um erro de predição aceitável (EPE = 1,77 kg), a equação superestimou de forma significativa a MLG em 1,15 kg (p < 0,05). Baseando-se nesses resultados, aconselha-se o uso da equação de BIA de JENKINS & HEYWARD (1999), para crianças na avaliação da composição corporal de meninas brasileiras (10 a 14 anos). ABRAHAM, S.; NORDSIECK, M. Relationship of excess weight in children and adults. Public Health Reports, 75, 263-273, 1960. BAUMGARTNER, R. N. et al. (1991). Body composition in elderly people: effect of criterion estimates on predictive equations. American Journal of Clinical Nutrition, 53, 1-9,1960. BLAND, J. M. & ALTMAN, D.G. Statistical methods for assessing agreement between two methods of clinical measurements. The Lancet, 12, 307-310,1986. BOTTARO, M. M.; HEYWARD, V. H. & PAIVA C. E. Validação Cruzada de Equações de Bioimpedância em Mulheres Brasileiras por Meio de Absortometria Radilógica de Dupla Energia (DXA). Revista Brasileira de Ciência e Movimento, 8 (4): 14-20,2000. BROZEK. J.; GRANDE, F.; ANDERSON, J. T.; KEYS, A. Densitometric analysis of body composition: Revision of some quantitative assumptions. Annals of the New York Academy of Sciences, 110(1), 113-140,1963. FOSTER, W. R. & BUTRON, E. (Eds). National Institutes of Health consesus conference: health implications of obesity. Annals of Internal Medicine, 103, 977-1077,1985 FRIEDL, K. E.; DELUCA, J. P.; MARCHITELLI, L. J. & VOGEL, J. A.. Reliability of body-fat Estimations from a four-component model by using density, body water, and bone mineral measurements. American Journal of Clinical Nutrition, 55, 764-770,1992. FULLER, N. J.; JEBB, S. A.; LASKEY, M. A.; COWARD, W. A. & ELIA M. Four-component model for the assessment of body composition in humans: comparison with alternative methods and evaluation of the density and hydration of fat-free mass. Clinical Science, 82, 687-693,1992. HANSEN, J. N.; ET AL. (1993). Prediction of body composition in pre-menopausal females from dual energy x-ray absorptiometry. Journal of Applied Physiology, 75(4), 1637-1641, 1993 HEYWARD, V. H. & STOLARCZYK, L. M. Applied body composition assessment. Champaign, IL: Human Kinetics. 1996 HOUTKOOPER, L. B.; GOING, S. B.; LOHMAN, T. G.; ROCHE, A. F.; VAN LOAN, M. Bioelectrical impedance estimation of fat-free body mass in children and youth: a cross-validation study. Journal of applied Physiology, 72(1), 366-373,1992. JENKINS, K., & HEYWARD, V. H. Cross-Validation of Body Compositiom Equations for Children using Dual-Energy X-Ray Absorptiometry. Medicine & Science in Sports & Exercise, 31(5): S202,1999. LOHMAN, T. G. Advances in Body Composition Assessment. Champaign, IL: Human Kinetics. 1992. PAIVA, C. E.; BOTTARO, M. Avaliação da composição corporal em meninos em meninos brasileiros: o método de impedância. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, 4(1), in press. 2002 RHODES, G. G.; KAGAN, A. The relation of coronary diasease, stroke, and mortality to weight. In youth and middle age. Lancet, 1, 492-495, 1983 SIRI, W. E. Body composition from fluid spaces and density: Analysis of methods. In J. Brozek; A. Henschel. Techniques for Measuring Body Composition, 223-224, Washington, D.C: National Academy of Sciences, 1961 VANITALLIE, T. B.; KRAL, J. G. The dilema of morbid obesity. Journal of American Medical Association, 246, 999-1003,1981
3265 unicientifica v. 3 n. 1 (2002) Aclimatação de Vitroplantas de Morangueiro em Presença de Fungos Endomicorrízicos Carlos Eduardo Corsato;Otto Jesu Crocomo; Fragaria, micropropagação, endomicorriza A fim de acompanhar a influência da natureza do cultivar, da altura das vitroplantas e da infecção com endomicorrizas na condução do processo de aclimatação do morangueiro (Fragaria x ananassa Duch.) micropropagado a partir da cultura de meristemas dos cvs. Sequóia, Campinas e AGF-80, as mudas foram mantidas em túneis de plástico com ambiente semicontrolado de estufa, irrigação semanal com água e quinzenal com solução nutritiva e com desenho experimental inteiramente casualisado. Na coleta do material vegetal, as vitroplantas foram divididas em três grupos de acordo com a altura das mesmas: pequeno (até 2 cm de altura), médio (de 2 a 5 cm), e grande (acima de 5 cm). As vitroplantas individualizadas foram plantadas em recipientes de plástico, contendo areia lavada, em presença de fungos endomicorrízicos Acaulospora sp. e Glomus sp. (MVA), dispostos em bandejas de plásticos, contendo solução nutritiva. Durante o processo de aclimatação, observou-se que o cultivar Sequóia apresentou atraso na emissão de folhas novas em relação aos outros dois cultivares, sendo que, aos 60 dias, a taxa de sobrevivência apresentou diferenças significativas ao nível de 5% entre os 3 cultivares: Campinas e AGF-80, ca. 95% e Sequóia ca. 85%. Essa taxa foi influenciada pelo tamanho das vitroplantas sendo que as de tamanho grande apresentaram os menores índices de mortalidade. A percentagem de sobrevivência superou o nível de 75% independente da natureza do cultivar. Nos três cultivares, observou-se diferença estatística ao nível de 5% entre a colonização radicular pelos esporos MVA: Acaulospora sp. (61,3%) e Glomus sp. (53,3%). As vitroplantas colonizadas por Glomus sp. mostraram aumento significativo ao nível de 5% na altura (5,2 cm), diâmetro do colo (2 mm) e no número de folhas (5), em relação às vitroplantas testemunhas, as quais apresentaram altura 4,5 cm, diâmetro do colo 1,8 mm e número de folhas 4,5. A inoculação com Acaulospora sp. resultou num aumento significativo apenas na altura das vitroplantas de morangueiro, em relação às testemunhas. ALVES, M. I. F.; MACHADO, A. A.; ZONTA, E.P. Tópicos especiais de estatística utilizando o Sanest (Sistema de análise estatística para microcomputadores). Porto Alegre: Ufrg, 1993. 110p. AZSCÓN-AGUILAR, C.; BARCELÓ, A.; VIDAL, M.T.; VIÑA, G. Further studies on the influence of mycorrhizae on growth and development of micropropagated avocado plants. Agronomie, Versailles, v.12, p. 837-840, 1992. AZSCÓN-AGUILAR, C.; BAREA, J.M. Applying mycorrhiza biotechnology to horticulture: significance and potentials. Scientia Horticulturae, Amsterdan, v.68, p.1-24, 1997. 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3266 unicientifica v. 3 n. 1 (2002) Medição da Área Foliar do Pequizeiro Utilizado a Soma da Nervura Principal dos Folíolos Maria Neudes Sousa de Oliveira;Paulo Sérgio Nascimento Lopes;Maria Olívia Mercadante;Gisele Lopes Oliveira;Eduardo Gusmão; Caryocar brasiliense; cerrado; área foliar A determinação da área foliar por um método não destrutivo torna-se de grande importância quando se pretende realizar uma análise quantitativa do crescimento das plantas, fotossíntese e transpiração. O presente trabalho teve como objetivo determinar a área foliar (AF) do pequizeiro (Caryocar brasiliense Camb.) utilizando-se a soma dos comprimentos das nervuras principais dos folíolos ou o comprimento da nervura principal do folíolo central. As folhas foram coletadas em plantas nativas do cerrado. Retirou-se as folhas de uma mesma altura na planta, nos quatro pontos cardeais, sendo duas para cada ponto, totalizando oitenta folhas. Após a coleta das folhas foi realizada a soma das nervuras principais dos três folíolos, e nas mesmas folhas foi determinada a área foliar, utilizando-se um medidor de área foliar (Delta T Devices LTD). A partir dos resultados obtiveram-se os coeficientes e as equações de regressão entre a área foliar real e a soma da nervura principal dos folíolos (S) e entre a área foliar real e o comprimento da nervura principal do folíolo central (C). Para o primeiro caso, o coeficiente de correlação foi de 0,95, sendo o modelo quadrático (AF = 1,218 - 0,012S + 0,0208S2) o que mais se ajustou, com um coeficiente de determinação de 0,91. No segundo caso, o coeficiente de correlação foi de 0,91, sendo o modelo linear (AF = 3,5166C – 19,085) o que mais se ajustou, com um coeficiente de determinação de 0,81. Com base nos resultados, conclui-se que a área foliar pode ser determinada com maior precisão, utilizando-se a soma dos comprimentos das nervuras principais dos três folíolos, com a equação quadrática. BENINCASA, M. M. P. Análise de crescimento de plantas: noções básicas. Jaboticabal: FUNEP, 1988. 42p. COMPANHIA DE ENTREPOSTOS E ARMAZÉNS GERAIS – CEASA. Boletim Mensal. Belo Horizonte, 2001. CEMIG. Guia ilustrado de plantas do cerrado. São Paulo: Nobel, 2001. 96p. FONSECA, C. E. L.; CONDÉ, R. C. C. Estimativa da área foliar em mudas de mangabeira (Hancornia speciosa Gom.). Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.29, n.4, p.593- 599, abr. /1994. GONÇALVES, C. A. A. Comportamento da cultivar Folha de Figo (Vitis labrusca L.) sobre diferentes porta-enxertos de videira. Lavras, 1996. 45f. Dissertação (Mestrado) UFLA. OGA, F. M.; FONSECA, C. E. L. Um método rápido para estimar a área foliar em mudas de cagaiteira (Eugenia dysenterica D.C.). Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.29, n.4, p.571-577, abr. /1994. REGINA, M. A.; PEREIRA, G. E.; CANÇADO, G. M. A.; RODRIGUES, D. J. Cálculo da área foliar em videira por método não destrutivo. Revista Brasileira de fruticultura, Jaboticabal, v.22, n.3, p.310-313, dez./ 2000. RIBEIRO, J.F .; PROENÇA, C. E. B.; ALMEIDA, S. P. Potencial frutífero de algumas espécies nativas do cerrado. In: Congresso Brasileiro de Fruticultura, 8, Brasília, 1986, Anais... Brasília: EMBRAPA-DDT/CNPq. 1986. v.2, p.491- 500.
3267 unicientifica v. 3 n. 1 (2002) A Redescoberta de Huperzia Rubra (CHAM.) Trevisan (LYCOPODIACEAE) e o seu atual estado de conservação nas altas montanhas do Sul da Cadeia do Espinhaço - Minas Gerais Marcelo Ferreira de Vasconcelos;Alexandre Salino;Marcos Vinicius Osório Vieira; Cadeia do Espinhaço; conservação; extinção local; Huperzia rubra; Lycopodiaceae Huperzia rubra (Cham.) Trevisan é uma espécie de pteridófita com folhas e caule de coloração vermelha. Neste trabalho, apresentamos a redescoberta desta espécie anteriormente considerada como provavelmente extinta. Essa espécie é típica dos campos rupestres das mais altas montanhas da região Sul da Cadeia do Espinhaço, estando, atualmente, extinta em várias localidades, onde ocorria originalmente, devido a diversos tipos de impactos ambientais nos topos das serras. São sugeridas medidas de conservação para a proteção das populações remanescentes nas partes mais elevadas da Serra do Caraça e da Serra do Batatal. AMDA – ASSOCIAÇÃO MINEIRA DE DEFESA DO AMBIENTE. Nas alturas do Caraça – AMDA desenvolve projeto ecoturístico e de preservação do parque. AmbienteHoje, Belo Horizonte, n. 54, p. 5, abr/mai. 1998. BADINI, J. Lycopodiaceae de Ouro Preto. Anais do Instituto de Ciências Exatas e Biológicas, UFOP, Ouro Preto, p. 46-75, 1983. MENDONÇA, M. P. & L. V. LINS. Lista vermelha das espécies ameaçadas de extinção da flora de Minas Gerais. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas e Fundação ZooBotânica de Belo Horizonte, 2000. 160p. MINAS GERAIS. Lista das Espécies Ameaçadas de Extinção da Flora do estado de Minas Gerais. Jornal Minas Gerais, Belo Horizonte, p. 10-13, 30 out. 1997. NESSEL, H. As Lycopodiáceas do Brasil. Archivos de Botânica do Estado de São Paulo, São Paulo, v. 1, n. 4, p. 363-535, 1927. NESSEL, H. Lycopodiaceae. Flora Brasílica, São Paulo, v. 2, n. 2, p. 1-131, 1955. ØLLGAARD, B. Neotropical Lycopodiaceae - an overview. Ann. Missouri Bot. Gard., v. 79, p. 687-717, 1992. ØLLGAARD, B. & P. G. WINDISCH. Sinopse das Licopodiáceas do Brasil. Bradea, v. 5, p. 1-43, 1987. SILVEIRA, A. A. Narrativas e memorias, v. II. Belo Horizonte: Imprensa Official, 1924. VASCONCELOS, M. F. Natural history notes and conservation of two species endemic to the Espinhaço Range, Brazil: Hyacinth Visorbearer Augastes scutatus and Grey-backed Tachuri Polystictus superciliaris. Cotinga, v. 11, p. 75-78, 1999. VASCONCELOS, M. F. Reserva do Caraça: história, vegetação e fauna. Aves, Belo Horizonte, v. 1, n. 1, p. 3-7, jun. 2000.
3268 unicientifica v. 3 n. 1 (2002) A Internet como Meio Eletrônico de Comunicação Fábia Magali Santos Vieira; Mídia, Internet, Tecnologias da Informação e Comunicação Para Perriault, apud BELLONI (2001:6), “é urgente atualizar a tecnologia educacional porque uma nova “autodaxia” importante está se desenvolvendo há vários anos nos jovens por meio da mídia”. Assim, o objetivo deste texto é ampliar a discussão de como funciona a Internet, como meio eletrônico de comunicação, para melhor adequá-la ao processo ensino-aprendizagem e atingir os fins da educação. BARBERO, Jesus M. Novos Regimes de Visualidades e Descentralizações Culturais. In:______. Mediatamente! Televisão, Cultura e Educação. SEES/MEC. Brasília: 1999. BELLONI, Maria Luíza. O que é Mídia - Educação. Campinas: Autores Associados, 2001. CARNEIRO, Vânia Lúcia Quintão. Televisão/vídeo na comunicação educativa: concepções e funções. In:______. TV na escola e os Desafios de Hoje – Curso de Extensão – Módulo 2 – SEED/MEC e Unirede. Brasília:2000. CASTELLS, Manuel. A cultura da virtualidade real: a integração da comunicação eletrônica, o fim da audiência de massa e o surgimento de redes interativas. In: ______. A Sociedade em Rede – Tradução Roneide Venâncio Majer. São Paulo: Paz e Terra, 1999. SOARES, Ismar de Oliveira. Sociedade da Informação ou da Comunicação. São Paulo: Cidade Nova, 1996.
3269 unicientifica v. 3 n. 1 (2002) Interação e Coerência no Fórum dos Cursos Virtuais da UNIMONTES Antônio Carlos Soares Martins; Coerência; texto; interação; tecnologia Este artigo pretende analisar como a coerência é estabelecida no fórum do curso de Iniciação à Leitura em Inglês, oferecido pelo projeto Unimontes Virtual, da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes, no 2º semestre de 2001. A análise indica que a coerência é estabelecida na interação virtual de maneira similar à comunicação tradicional, com algumas características da linguagem oral e da escrita. AZEVEDO, Wilson. Comunidades virtuais precisam de animadores da inteligência coletiva. In: Universidade Virtual Brasileira. Disponível em: Acesso em 22/07/2001. BARROS, K. S. M de. Características organizacionais de aulas pela Internet. In: URBANO et al. (orgs.). Dino Preti e seus temas: oralidade, mídia e ensino. São Paulo: Cortez, 2001, 355-67. BENTES, A. C. Lingüística Textual. In: MUSSALIM, F. & BENTES, A. C. (Orgs.). Introdução à Lingüística - domínios e fronteiras. São Paulo: Cortez, 2001, Vol.1, 245-87. DIAS, R. Inglês Instrumental - Leitura Crítica: uma abordagem construtivista. Belo Horizonte, Mazza Edições, 1988. KOCH, I. V. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 1989. KOCH, I. V. A interação pela linguagem. São Paulo: Contexto, 1992. KOCH, I.V.; TRAVAGLIA, L. C. A coerência textual. São Paulo: Contexto, 1990. KOCH, I. V.; TRAVAGLIA, L. C. Texto e coerência. São Paulo: Contexto, 1989. MARQUESI, S. C. Interação e Subjetividade no Ensino Via Internet. In: URBANO et al. (orgs.). Dino Preti e seus temas: oralidade, mídia e ensino. São Paulo: Cortez, 2001, 368- 76. POSSENTI, S. Discurso, estilo e subjetividade. São Paulo: Martins Fontes, 1988. TRAVAGLIA, L. C. A relação entre os recursos lingüísticos de coesão e a variação de coerência. SCRIPTA, Belo Horizonte, v.2, n.4, p. 54-75, 1º sem. 1999. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS. Projeto Unimontes Virtual. Disponível em:
3270 unicientifica v. 3 n. 1 (2002) A Satisfação do Usuário de Serviços Públicos após a Estratégia de Empresariamento de seus Agentes: o caso da EMATER-MG, em Montes Claros Reinaldo César Sandes;Mauro Calixta Tavares; Satisfação do cliente; empresariamento de órgãos públicos Este artigo relata o grau de satisfação de pequenos produtores rurais assistidos pela EMATER-MG após o seu Plano de Desenvolvimento Empresarial, estratégia adotada por esta empresa pública com vistas a superar a crise orçamentária governamental que ameaçava a continuidade de sua existência. Após este novo modelo de gestão, produtores e trabalhadores rurais de baixa renda, antes assistidos com exclusividade, passaram a dividir a atenção, o tempo e os recursos da EMATER-MG com outro público de maior potencial remunerador, como médios e grandes empresários rurais e cooperativas de médio e grande portes. Os resultados alcançados demonstraram que o Plano de Desenvolvimento Empresarial da EMATER-MG, por exigir maior profissionalismo de seus agentes, trouxe melhorias no trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural desenvolvido pela empresa, o que fez elevar o nível de satisfação dos pequenos produtores rurais por ela assistidos gratuitamente. ACCARINI, J. Honório. Economia rural e desenvolvimento: reflexões sobre o caso brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1987. BORGONOVI, E.; CAPPELLIN, R. Capacidades empresariais e gerenciais no manejo dos recursos públicos. In: LODOVICI, E. S.; BERNAREGGI, G. R. (Org.) Parceria públicoprivado: cooperação financeira e organizacional entre o setor privado e administrações públicas locais. São Paulo: Summus, 1992. EMATER. Programa de desenvolvimento empresarial: definições institucionais. Belo Horizonte: Gráfica EMATER, 1994. ______. Relatório anual de atividades 1997. Montes Claros: EMATER, 1998a. ______. Gestão empresarial estratégica: documento no 6. Belo Horizonte: Gráfica EMATER, 1997b. ______. Marco conceitual do programa de desenvolvimento empresarial da Emater-MG. Belo Horizonte: Gráfica EMATER, 1998b. ENGEL, James F.; BLACKWELL, Roger D.; MINIARD, Paul W. Consumer behavior. Forth Worth: The Dryden Press, 1995. FINGERMANN, H.; LOUREIRO, M. R. Mudanças na relação público-privado e a problemática do controle social: algumas reflexões sobre a situação brasileira. In: LODOVICI, E. S.; BERNAREGGI, G. R. (Org.) Parceria público-privado: cooperação financeira e organizacional entre o setor privado e administrações públicas locais. São Paulo: Summus, 1992. KOTLER, P.; LEVY, S. J. Broadening the concept of marketing. Journal of Marketing, v. 1, n. 33, p.10-15, jan. 1969. LEITE, T. A. Extensão rural: histórico, objetivo, conceitos, princípios. Viçosa-MG: Imprensa Universitária, 1986 (mimeogr.). LEVIN, J. Estatística aplicada a ciências humanas. São Paulo: Harbra, 1987. MINTZBERG, H. Administrando governos, governando administrações. Revista do Serviço Público, Rio de Janeiro, v. 4, n. 49, p. 151-165, out./dez. 1998. PIMENTA, C. C. Novos modelos de gestão descentralizada e de parcerias para as administrações estaduais. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 29, n. 3, p. 171-187, 1995. REZENDE, P. Severino. Para atender mais e melhor. Extensão Rural em Minas Gerais, Belo Horizonte, v.18, n. 64, dez./1996. SALAMON, L. Estratégias para o fortalecimento do terceiro setor. In: IOSCHPE, E. B. 3o setor: desenvolvimento social sustentado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, p. 89-111, 1997. SOUZA, E. de. EMATER adota o empresariamento para melhor atender aos produtores rurais. Extensão em Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 17, n. 55, p. 30-32, ago.1994. TAVARES, M. C. Bens e serviços: classificação e estratégia. Mercado Global, São Paulo, v. 13, n. 67, p. 54-64, mar./abr. 1986.
3271 unicientifica v. 3 n. 1 (2002) Lei de Responsabilidade Fiscal: dificuldades e benefícios da implementação e operacionalização na microrregião de Bocaiúva Marlúcia Araújo Tolentino;Mônica Nascimento e Feitosa;Wagner de Paulo Santiago;Simone Viana Duarte; Lei de Responsabilidade Fiscal, gestão fiscal responsável, administração pública, finanças públicas, desequilíbrio fiscal O descomprometimento da quase totalidade dos gestores na administração pública brasileira provocou desequilíbrio fiscal e ocasionou sacrifícios sociais nas três últimas décadas, tornando necessária a edição da Lei Complementar 101/2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal, que veio instituir no Brasil o regime de Gestão Fiscal Responsável para todos os poderes e esferas de governo, sujeitando-os às sanções institucionais e às sanções pessoais estabelecidas na Lei nº. 10028/2000 – Lei de Crimes Fiscais. O estudo da implementação e operacionalização desta Lei na Microrregião de Bocaiúva mostra que, no primeiro ano, as principais dificuldades enfrentadas são oriundas da intempestividade de informação, treinamento de pessoal e deficiência tecnológica. Evidencia, também, a necessidade do Contador para auxiliar os prefeitos na administração municipal. CRUZ, Flávio da (Coord) et al. Lei de Responsabilidade Fiscal Comentada. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001, 346 p. FIGUEIRÊDO, Carlos Mauricio Cabral; NÓBREGA, Marcos Antonio Rios da. Os Municípios e a Lei de Responsabilidade Fiscal – Perguntas e Respostas. Disponível Acesso em: 04.08.01. TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Lei de Responsabilidade Fiscal – Manual Básico. Belo Horizonte: Tribunal de Contas. dezembro 2000, 135 p.
3272 unicientifica v. 3 n. 1 (2002) Caracterização Setorial da Mesorregião de Montes Claros via método de Análise Diferencial Estrutural e Quociente Locacional considerando-se os efeitos da Abertura Econômica Luciana Maria da Costa;Maria de Fátima Rocha Maia; Emprego, desenvolvimento regional e abertura econômica Tendo em vista as variações ocorridas no mercado de trabalho brasileiro pós abertura econômica, busca-se, através dos dados sobre emprego contidos na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego), quantificar e analisar as variações existentes nos principais municípios inseridos na Mesorregião de Montes Claros (Bocaiúva, Janaúba, Januária, Montes Claros, Pirapora e Salinas), em relação às variações ocorridas na Macrorregião de Belo Horizonte, em Minas Gerais e no Brasil. Deve-se considerar que, para uma melhor caracterização do mercado de trabalho regional, seria necessária a inclusão de dados sobre o mercado informal. Entretanto, a dificuldade de acesso a esses impossibilita tal registro. Percebe-se, com isso, que são os dados disponíveis sobre o mercado formal a fonte mais apropriada para caracterização do emprego nessas localidades. Deve-se considerar, ainda, que um estudo mais específico dos municípios que se incluem nas microrregiões constituintes da Mesorregião de Montes Claros possibilitaria uma melhor caracterização da mesma, podendo ser desenvolvido posteriormente. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Relação anual de informações sociais. RAIS Dados em CD-Rom. MTE – DATAMEC – Brasília. Bases de 1985 a 1999. FJP. Produto Interno Bruto de Minas Gerais-Municípios e Regiões 1985-1995. Belo Horizonte. Centro de Estatística e Informações da FJP. 1996 HADDAD, P.R.(org). Economia regional: teoria e métodos de análise. Fortaleza, BNB. ETENE, 1989. P. 694. LEMOS, M. B. e SIMÕES, R. F. Análise das perspectivas locacionais e de crescimento a partir de indicadores clássicos das economias regional: o caso de João Monlevade/MG. In: seminário sobre a economia mineira. 6. 1992. Diamantina. Anais. Belo Horizonte: UFMG/CEDEPLAR. 1992. RODRIGUES, Luciene. Formação econômica do Norte de Minas e o período recente. In: OLIVEIRA, Marcos F. e RODRIGUES, L. (orgs.) Formação social e econômica do Norte de Minas. Montes Claros: UNIMONTES, 2000, p. 105-172. SANTOS, B.C. Especialização e dinâmica regional da indústria brasileira entre 1986 e 1995: uma análise microregional. Belo Horizonte, 1999. Monografia ( economia), FACE/UFMG. SIMÕES, R. F. Padrões de crescimento e dinâmica espacial: MG 1970-1980. Belo Horizonte: UFMG/FACE. 1988
3274 unicientifica v. 1 n. 1 (2001) Discurso de Paraninfo Genival Veloso de França; .
3275 unicientifica v. 1 n. 1 (2001) Mixoma odontogênico: revisão da literatura e análise de 320 casos quanto ao sexo, localização e idade Mário Rodrigues de Melo Filho;Carlos Roberto Martins; Mixoma Odontogênico, Mixofibroma Odontogênico e Fibromixoma Odontogênico Este estudo apresenta uma revisão da literatura, com análise estatística das preferências desta lesão quanto ao sexo, idade dos pacientes e localização no complexo maxilo-mandibular. Foi selecionada uma casuística de 320 casos de Mixoma Odontogênico da literatura e realizada uma pesquisa bibliográfica a partir de 1948 até 1998. Os resultados desta pesquisa mostraram que o Mixoma Odontogênico teve elevada preferência pelo sexo feminino, uma preferência pela mandíbula e as faixas etárias mais afetadas foram as segunda e terceira décadas de vida.
3276 unicientifica v. 1 n. 1 (2001) O corpo e a voz: inscrições sobre o masculino em narrativas queirosianas Osmar Pereira Oliva; Homoerotismo, amor, sedução Discutiremos neste trabalho o homoerotismo n’A correspondência de Fradique Mendes, evidente através do olhar seduzido do narrador pelo corpo masculino e também de um discurso excessivo sobre o corpo de outro homem. Este trabalho é uma tentativa de demonstrar em que aspectos Eça de Queirós realiza as interdições de Eros em suas narrativas, sobretudo quando o objeto de desejo é o corpo masculino e os narradores se revelam homoeroticamente apaixonados por essas construções lingüísticas masculinas.
3277 unicientifica v. 1 n. 1 (2001) LINGUAGEM VERBAL, ARGUMENTAÇÃO E POLIFONIA Carla Roselma Athayde Moraes; Linguagem verbal,, sujeitos, argumentação, polifonia Este artigo trata das relações entre linguagem verbal e os sujeitos que agem no processo de interação. Da articulação, no texto, dos elementos lingüísticos e extralingüísticos que permitem abordar o discurso como uma prática humana, determinada pelos movimentos social, histórico e cultural. Do papel da polifonia e da argumentação, a partir de uma reflexão teórica e da análise de um texto de Luís Fernando Veríssimo. BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1999. DUCROT, O. Esboço de uma teoria polifônica da enunciação. In: O dizer e o dito. Campinas: Pontes, 1987. FARIA, A A. M de. Sobre Germinal: Interdiscurso, intradiscurso e leitura. São Paulo: USP, tese 1999. FIORIN, J. L. Linguagem e ideologia. São Paulo: Ática, 1988. LISPECTOR, C. Os desastres de Sofia. In: Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. MACHADO, I. L. Brève étude sur la parodie. In: Caligrama – Revista de Estudos Românicos. Vol. 4, dezembro, 1999, Universidade Federal de Minas Gerais. MAINGUENEAU, D. Pragmática para o discurso literário. In: O Contrato Literário. São Paulo: Martins Fontes, 1996 PERELMAN, C & OLBRECHTS-TYTECA, L. Tratado da argumentação – a nova retórica. São Paulo: Martins Fontes, 1999. 09 – VERÍSSIMO, L. F. Critério. In: O nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994.
3278 unicientifica v. 1 n. 1 (2001) O VIRTUAL NA APRENDIZAGEM MUSICAL José Soares; Cognição, virtual, tecnologia, aprendizagem musical Neste artigo discutiremos como o ambiente virtual retroage sobre a cognição tornando-a mais inventiva, com isso, a aprendizagem musical se converte em aprender a aprender e os estudos da subjetividade tornam-se fundamentais para a construção de uma nova maneira de pensar e fazer música. CAESAR, R. Diabolus in machina. Rio de Janeiro, Brasil, (cited 05 mar. 2000) Available from World Wide Web: . CERF, V. e SERRES, M. Internet elimina as barreiras que separavam as pessoas do saber. In: Folha de São Paulo. São Paulo: 19, fevereiro, 1998. Caderno World média, p.5. DEL NERO, H. O sítio da mente. São Paulo: Collegium cognitio. 1997. FERRAZ, S. Composição e ambiente de composição. Pesquisa e Música. Rio de Janeiro: n.1, 1997. p.16-23. HILL, B. Going digital. New York: Schirmer books, 1998. KASTRUP, V. A invenção de si e do mundo – uma introdução do tempo e do coletivo no estudo da cognição. Tese (Doutorado em Psicologia Clínica). São Paulo: PUC, 1997. LATOUR, B. Jamais fomos modernos. Trad. Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Ed. 34, 1994. LÉVY, P. As tecnologias da inteligência. O futuro do pensamento na era da informática. Trad. Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993. ________.Colletive Intelligence. Mankind’s emerging world in cyberspace. Trad. Robert Bononno. New York: Plenum Trade, 1997. _________. Becoming Virtual. Reality in the digital age. Trad. Robert Bononno. New York: Plenum Trade, 1998. PASSOS, E. Um paradigma Estético nos estudos da Cognição. Pesquisa e Música. Rio de Janeiro: n.2, 1997. p.41-50. VARELA, F; THOMPSON, E. e ROSCH, E. The embodied mind. Cognitive science and human experience. London: MIT Press. 1996. VENTURELLI, S. e BURGOS, M. de F. Arte computacional no espaço cibernético. Humanidades – Pensamento visual – n 42. Ed. UNB, 1997. WIENER, N. Cibernética e Sociedade. O uso humano de seres humanos. Trad. José Paulo Paes. São Paulo: Ed. Cultrix, 1954. VENTURELLI, S. e BURGOS, M. de F. Arte computacional no espaço cibernético. Humanidades – Pensamento visual – n 42. Ed. UNB, 1997. WIENER, N. Cibernética e Sociedade. O uso humano de seres humanos. Trad. José Paulo Paes. São Paulo: Ed. Cultrix, 1954. VENTURELLI, S. e BURGOS, M. de F. Arte computacional no espaço cibernético. Humanidades – Pensamento visual – n 42. Ed. UNB, 1997. WIENER, N. Cibernética e Sociedade. O uso humano de seres humanos. Trad. José Paulo Paes. São Paulo: Ed. Cultrix, 1954. VENTURELLI, S. e BURGOS, M. de F. Arte computacional no espaço cibernético. Humanidades – Pensamento visual – n 42. Ed. UNB, 1997. WIENER, N. Cibernética e Sociedade. O uso humano de seres humanos. Trad. José Paulo Paes. São Paulo: Ed. Cultrix, 1954. VENTURELLI, S. e BURGOS, M. de F. Arte computacional no espaço cibernético. Humanidades – Pensamento visual – n 42. Ed. UNB, 1997. WIENER, N. Cibernética e Sociedade. O uso humano de seres humanos. Trad. José Paulo Paes. São Paulo: Ed. Cultrix, 1954.
3279 unicientifica v. 1 n. 1 (2001) MONTES CLAROS ANOS 50: ENTRE A ESPERANÇA E A FRUSTRAÇÃO Laurindo Mékie Pereira; Desenvolvimentismo, coronelismo, industrialização, relações políticas Este artigo analisa as relações sociais e as práticas políticas predominantes em Montes Claros na década de 1950 dentro do contexto das políticas de desenvolvimento levadas a efeito pelos Governos Estadual e Federal. Enquanto em âmbito nacional o governo divulgava a imagem de um país industrializado e moderno, no interior do país permaneciam estruturas econômicas e políticas “atrasadas”. Apesar disso, não havia conflitos entre uma dimensão e outra. Em Montes Claros, coronelismo e desenvolvimentismo coexistiram de forma harmônica e complementar. ABREU, M. de P. (org.) A ordem do progresso. Cem anos de política econômica republicana 1889-1989. Rio de Janeiro: Campus, 1990. CARONE, E. A República Velha. ( Instituições e Classes Sociais ). São Paulo: Difel, 1972. CARVALHO, J. M. de. Pontos e Bordados, escritos de história e política. Belo Horizonte: UFMG, 1999. DINIZ, C. Campolina. Estado e Capital Estrangeiro na Industrialização Mineira. Belo Horizonte: UFMG/PROED, 1981. DULCI, O. S. Política e Recuperação Econômica em Minas Gerais. Belo Horizonte, UFMG, 1999. FAORO, R. Os Donos do Poder. Formação do Patronato Político Brasileiro. São Paulo: Globo, 2000. Vol. I e II. FORTUNATO, M. L.. O coronelismo e a imagem do coronel: de símbolo a simulacro do poder local. Capinas: UNICAMP, 2000. (Tese de Doutorado). GUALBERTO, J. A Invenção do Coronel. Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo, 1995. HOBSBAWM, E. e RANGER, T. (org.). A Invenção das Tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984. HOBSBAWM, E. Era dos Extremos – 1914-1991: o breve século XX. São Paulo: Cia das Letras, 199 JANOTTI, M. de L. M. Coronelismo: uma política de compromissos. São Paulo: Brasiliense, 1981. LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978. LESSA, C. 15 anos de política econômica. São Paulo: Brasiliense, 1983. LEOLPDI, M. A . P. “Crescendo em meio à incerteza: a política econômica do governo JK (1956-60). In: GOMES, Ângela de Castro. O Brasil de JK. Rio de Janeiro: FGV/CPDOC, 1991. OLIVEIRA, E. A . F de. Nova Cidade, Velha Política - um estudo de poder sobre Montes Claros - MG. Recife: UFPE, 1994. (Dissertação de Mestrado). OLIVEIRA, M. F. M. O processo de desenvolvimento de Montes Claros (MG) sob a orientação da SUDENE (1960-1980).São Paulo: USP, 1996. (Dissertação de Mestrado). QUEIROZ, M. I. P. “O coronelismo numa interpretação sociológica.” In: FAUSTO, Bóris ( dir.). História Geral da Civilização Brasileira. O Brasil Republicano – Estrutura de poder e economia ( 1889-1930 ). São Paulo, Difel, 1975. T. III, V.1, p. 153-190. __________________. O Mandonismo local na vida política brasileira. São Paulo: Instituto de Estudos Brasileiros, 1969. RODRIGUES, L. Investimento agrícola e o grande Projeto Jaíba - uma interpretação: 1970-1996.São Paulo: USP, 1998. (Tese de Doutorado).
3280 unicientifica v. 1 n. 1 (2001) PARADIGMA DA REAÇÃO SOCIAL. UMA NOVA COMPREENSÃO DO SISTEMA PENAL Revista Unimontes Científica; Mudança de Paradigma – Criminologia, Sistema Penal, Positivismo, Jurídico, Paradigma da Reação Social Postulando a redução do Direito aos limites da lei, o Positivismo Jurídico impõe uma atitude de permanente submissão do jurista ao Direito posto. O Estado moderno encontra no sistema penal um instrumento de violência e poder político que é sustentado, ideologicamente, no interior do ensino jurídico: a dogmática penal promove as razões garantidoras do sistema, enquanto a criminologia projeta a resposta penal na pessoa do criminoso, estando assim diretamente relacionada com a instituição da prisão. Esta ideologia racionalizante possui como tese fundamental: a “universalidade” do fenômeno criminoso e da função punitiva, contribuindo para a reprodução das relações sociais de produção. ALTHUSSER, L. Aparelhos ideológicos do Estado. 7.ed. trad. Walter José Evangelista eMaria Laura Viveiros de Castro. introd. crítica de José Augusto Guilhon Albuquerque. Rio de Janeiro: Edições Graal,1998. 127p. ANDRADE, V. R. P. de. A ilusão de segurançajurídica; do controle da violência à violência do controle penal. Porto Alegre:Livraria do Advogado, 1997. 336p. BARATTA, A. Criminologia crítica e critica dodireito penal: introdução à sociologia dodireito penal. trad. Juarez Cirino dos Santos.2.ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1999.256p. CAPRA, F. A teia da vida. Uma compreensãocientífica dos sistemas vivos. trad. NewtonRoberval NewtonRoberval Eichemberg. 8.ed. São Paulo : Cultrix, 1999. 256p. CHISTIE, N. A indústria do controle do crime. trad. Luís Leira. Rio de Janeiro: Forense, 1998. 227p. FOUCAULT, M. Vigiar e punir. Nascimento da prisão. trad. Raquel Ramalhete. 20.ed. Petrópolis : Vozes, 1999. 162p. HULSMAN, L e J. B. de C. Penas perdidas. O sistema penal em questão. trad. Maria Lúcia Karam. 2.ed. Niterói : Luam, 1997. 180p. WEBER, M. Ciência e política duas vocações. pref. Manoel T. Berlinck. trad. Leonidas Hegenberg e Octany Silveira da Mota. 11.ed. São Paulo : Cultrix, 1999. 124p. ZAFFARONI, E. R. Em busca das penas perdidas: a perda da legitimidade do sistema penal. trad. Vania Romano Pedrosa e Amir Lopez da Conceição. Rio de Janeiro: Revan, 1998. 281p.
3281 unicientifica v. 1 n. 1 (2001) AS DESIGUALDADES DE GÊNERO NO CONTEXTO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO Cláudia Maia;Maria de Fátima Lopes; Gênero, Desenvolvimento Humano, mulher, público, privado As mulheres constituem-se a maioria da população pobre do planeta de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano (PNUD). Este artigo discute as representações ideológicas e as desigualdades de gênero historicamente construídas, como fatores responsáveis pela situação concreta de vida desfrutada pelas mulheres e pelo desequilíbrio nos índices de Desenvolvimento Humano, dando ênfase às mulheres do meio rural. BARSTOW, A L. Chacina de Feiticeiras: uma revisão histórica da caça às bruxas na Europa. Trad. Ismênia Tupy. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1994. CARNEIRO, M, J. Esposa de Agricultor na França. In: Revista de Estudos Femininos. Rio de Janeiro: UFRJ, p. 338-353. DAMATTA, R. Carnavais, Malandros e Heróis: Para uma sociologia do dilema brasileiro. 6ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1997, 350p. _______________ O que faz o brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 126p. ENGELS, F. A família monogâmica. In: CANEVACCI, M. A dialética da Família. São Paulo: Brasiliense, 1981, p.71-87. FRANCHETTO B. et. All. Antropologia e Feminismo. In: Perpectivas Antropológicas da Mulher 1. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1980, pag.11-47. FIÚZA, A L. C. Verde-Rosa/Natureza-Mulher: Um estudo de caso comparativo das relações de gênero em contextos tecnológicos distintos na Zona da Mata Mineira. Viçosa: UFV, 1997. 119p. FUENTES, A e EHRENREICH, B. Women in the Global Factory. New York: Institute for New Communications, South End Press, 1983. HEIBORN, M. L Gênero: um olhar estruturalista. In.: PEDRO, J. M. e GROSSI, M. P. (Org.) Masculino Feminino Plural. Mulheres, 1998, p. 43-55. HEREDIA, M et all. O lugar da mulher em unidades domésticas camponesas. In: AGUIAR, N. Mulheres na força de trabalho na América Latina. São Paulo: Loyola, 1987, p. 28-56. LAQUEUR, T. Making Sex. Cambridge: Harvard University Press, 1990. MARX – ENGELS – LENIN. Sobre a Mulher. São Paulo: Global, 1979. 140 p. – coleção Base. PACHECO, M. E. L. Sistemas de Produção: uma perspectiva de gênero. Proposta, nº 71, fevereiro/1997 PAULILO, M. I. O Peso do trabalho leve. Ciências Hoje, V.5, n.28, p. 27-48, 1989. PERROT, M. Os excluídos da História. Trad. Denise Bottmann, 2 ed. São Paulo: Paz e terra, 1992. PNUD. Relatório de Desenvolvimento Humano de 1995. Lisboa: Trinova,1995 ______ Relatório de Desenvolvimento Humano de 1996. Lisboa: Trinova,1996 ROSALDO, M. Z. e LAMPHERE, L. A Mulher, A Cultura, A Sociedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. P. 17 – 32. SANTOS, M. Pela Mão de Alice: o social e político na pós-modernidade. 4ed. São Paulo: Cortez,1997. SCOTT, J. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. In: Educação e Realidade. V. 16, 1991, p.5-22. SORJ. B. O Feminismo na Encruzilhada da Modernidade e Pós-modernidade. In. Uma Questão de Gênero. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1992. P. 15-23. SUÁREZ, M. e LIBARDONI, M. Mulheres e desenvolvimento agrícola no Brasil: uma perspectiva de Gênero. Brasília: IICA, 1992. 171 p.
3282 unicientifica v. 1 n. 1 (2001) BIOÉTICA E DIREITO MÉDICO: O PRINCIPIO DA BENEFICENCIA NA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO José Geraldo de Freitas Drumond; Ética, bioética e direito médico, Responsabilidade civil A responsabilidade civil do médico é um tema tão antigo quanto atual na prática profissional. O autor faz uma referência histórica no estabelecimento da jurisprudência da responsabilidade médica, a sua correlação com o advento da bioética e os seus princípios, enfocando especificamente a beneficência médica em relação à responsabilidade civil profissional. Conclui constatando que desde os primórdios da civilização e principalmente, nos dias de hoje o exercício da medicina, por suas peculiaridades, propiciará sempre a possibilidade de dano a outrem. O risco inerente à prática médica deve ser uma constante preocupação do bom profissional que deve assumir as responsabilidades pelas conseqüências danosas de seus atos. BOBBIO, N. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Campus, 1992. BRASIL, Constituição de República Federativa do Brasil. Brasília: Centro Gráfico do Senado Federal, 1988. CLOTET, Joaquim. Por que Bioética. Revista Bioética, Brasilia (DF): Conselho Federal de Medicina, 1993, vol. 1, nº 01:13-19. FRANÇA, G. V. de. Direito Médico. 6 ed., São Paulo: Fundo Editorial Byk-Procienx, 1994. GOMES, Júlio César Meirelles; DRUMOND, José Geraldo de Freitas; FRANÇA, Genival Veloso de. Erro Médico. 3ª edição, Editora UNIMONTES, Montes Claros, 2001. HUXLEY, A L. Admirável Mundo Novo. 17ª ed., São Paulo: Globo, 1989. KIPPER, D. J. e CLOTET, J. Princípios da beneficência e não-maleficência. In: COSTA, S I. et al. Iniciação à Bioética. Brasília – (DF): Conselho Federal de Medicina, 1998. P. 37-51. LACASSAGNE, A . Precis de Mèdicin Legale., Paris: Masson Editeurs 1906. PANASCO, Wanderby Lacerda. A Responsabilidade Civil, penal e ética dos Médicos. Rio de Janeiro: Forense, 1984. PELLEGRINO E. D. e THOMASMA D.C. The future of Bioethics. Cambridge Quarterly of Health Care Ethics, 1997; 6: 373 – 5. POTTER, Van Rensselaer. Bioethics: a Bridge to the future. Englewood Clifs, New Jersey: Prentice Hall, 1971.
3283 unicientifica v. 1 n. 1 (2001) EFEITOS DA DISTRIBUIÇÃO DE BACCHARIS DRACUNCULIFOLIA (ASTERACEAE) NA ABUNDÂNCIA E NO PARASITISMO DE GALHAS DE NEOPELMA BACCHARIDIS (HOMOPTERA: PSYLLIDAE) M. Fagundes;M.L. Faria;G.W. Fernandes; Baccharis dracunculifolia, Neopelma baccharidis, interações tróficas, galhas, parasitóides, densidade dependente No sistema Baccharis dracunculifolia/ Neopelma baccharidis, os efeitos dos aspectos populacionais da planta hospedeira na abundância das galhas e seus parasitóides ainda são pobremente estudados. Este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da densidade populacional de B. dracunculifolia no ataque e no parasitismo do galhador N. baccharidis. Neste sentido, quatro populações da planta hospedeira, localizadas na Serra do Cipó, foram escolhidas aleatoriamente. Em cada uma destas populações foram selecionadas, aleatoriamente, 20 plantas, sendo que a densidade das plantas foi estimada contando-se o número vizinhos existentes em um raio de três metros das plantas selecionadas. A abundância de galhas não variou entre as populações que estavam colonizadas pelo herbívoro (F = 1,389, p = 0,260, n = 46). Além disto, a taxa de ataque do galhador também não foi afetada pela densidade da planta hospedeira (r2 = 0,026, p = 0,282, n = 45). O parasitismo das galhas de N. baccharidis não mostrou relação com a densidade de plantas (r2 = 0,094, p = 0,069, n = 36), mas foi afetada pela densidade de galhas por planta (r2 = 0,387, p = 0,001, n = 36). Portando, estes resultados sugerem que outros fatores tais como a dinâmica entre a colonização e a extinção da planta hospedeira e do galhador são mais importantes que a densidade populacional da planta ou o ataque de parasitóides na dinâmica populacional de N. baccaridis. COLLEVATTI, R.G. & C.F. SPERBER. The gall maker Neopelma baccharidis Burk. (Homoptera: Psyllidae) on Baccharis dracunculifolia (Asteraceae): individual, local and regional patterns. Anais da Sociedade Entomológica do Brasil 26: 1997, 45-53. ESPÍRITO-SANTO, M., G.W. FERNANDES, L.R. ALLAIN &T.R.F. REIS. 1999. Tannins in Baccharis dracunculifolia (Asteracea): effects of seasonality, water availability and plant sex. In: Acta Botanica Brasilica. 13:167-174. FERNANDES, G.W., M. FAGUNDES, R.L. WOODMAN & P.W. PRICE. Ants effects on three-trophic level: plant, gall and parasitoids. Ecological Entomology 24: 1999, 411-415. GILPIN, M. & I. HANSKI. Metapopulation dynamics: empirical and theoretical investigations. London: Academic Press. Harcourt Brace Jovanovich. 1991. 336p. GIULIETTI, A.M., N.L. MENEZES, J.R. PIRANI, M. MEGURO & M.G.L. WANDERLEY.. Fora da Serra do Cipó, Minas Gerais: caracterização e lista de espécies. In: Boletim de Botânica 1987, 9:1-151. HERMS, D.A & W.J. MATTSON. The dilemma of plants: to growth or defense. The Quarterly Review of Biology. 1983, 67: 463-472. HUNTER, M.D., T. OHGUSHI & P.W. PRICE. Effects of resource distribution on animal-plant interactions.. San Diego, California: Academic Press, 1992, 505p. MATTSON, W.J. Herbivory in relation to plant nitrogen content. Annual Review of Ecology and Systematic. 1980, 11: 119-161. PRICE, P.W. The plant vigor hipothesis and herbivore attack. Oikos. 1991, 62: 244-251. RIBEIRO, S.P., M.A.A. CARNEIRO & G.W. FERNANDES. Free-feeding insect herbivores along environmental gradients in Serra do Cipó: basis for a management plan. In: Journal of Insect Conservation 1998, 2:107-118. ROOT, R.B Organization of plant-arthropod association in a simple and diverse habitats: the fauna of collards (Brassica oleracea). Ecological Monographs. . 1973, 43: 95-124. SPERBER, C.F. & R. G. COLLEVATTI. The gall maker Neopelma baccharidis Burk. (Homoptera: Psyllidae) on Baccharis dracunculifolia (Asteraceae): success and parasitoidism density dependence. Anais da Sociedade Entomológica do Brasil 25: 1996, 59-63. WALDE, S.J. & W.W. MURDOCH.. Spacial density dependence in parasitoids. Annual Review of Entomology 33: 1988, 441-446. WOODS, J. O., T.J. CARR, P.W. PRICE, L. E. STEVENS & N.S. COBB. Growth of Coyote Willow and the attack and survival of a mid-rib galling sawfly, Euura sp. Oecologia 108: 1996, 714-722.
3284 unicientifica v. 1 n. 1 (2001) ESTUDO DA ICTIOFAUNA NA BARRAGEM DO RIO JURAMENTO, JURAMENTO/MG, BRASIL Maria Beatriz Gomes e Souza Dabés;Gilmar Bastos Santos;Thiago Fonseca Ratton;Guilherme Ruas Medeiros; Peixes, Rio São Francisco, barrragem do Rio Juramento O estudo foi realizado na barragem do Rio Juramento, de propriedade da COPASA-MG, a qual foi dimensionada para captar e abastecer de água potável a cidade de Montes Claros-MG. Os rios Juramento, Canoas e Saracura, da bacia do Rio Verde Grande/Rio São Francisco, são os formadores do reservatório que possui 7,63 Km². Foram realizadas 2 campanhas de amostragem (julho e novembro) no ano de 2000 em 4 estações de coleta na barragem. Os objetivos do trabalho foram conhecer a composição, a riqueza e diversidade das espécies de peixes, bem como, a abundância relativa e a biomassa da ictiofauna. Para a coleta dos peixes foram utilizadas redes de espera de dimensões variadas e redes de arrasto e peneirão. A ictiofauna da barragem do Rio Juramento esteve composta por espécies nativas da Bacia do Rio São Francisco, com predominância de piscívoros. Foram determinadas 15 espécies, sendo 13 da Ordem Characiformes e, destas, 6 da Família Characidae. A pirambeba (Serrasalmus brandtii) foi a espécie mais capturada, enquanto a curimbatá-pioa e a piranha mostraram as maiores dimensões e pesos totais. A espécie Prochilodus affinis, foi o único peixe de hábitos migratórios que ocorreu na barragem do rio Juramento. AGOSTINHO, A. A.; OKADA, E. K. & GREGORIS, J. 1994. Características economicas y sociales de las atividades pesqueras en el embalse de Itaipu, Brasil. Simpósio regional sobre manejo da la pesca en embalses en America latina, La Habana, 102p. AGOSTINHO, A. A. et alli, 1995. The high river Paraná Basin: Limnological and icthyological aspects. LIMNOLOGY IN BRAZIL. ABC/SBL, R.J., p: 59-104. BRITSKI, H.; SATO, Y.; & ROSA, A. B. S. 1988. Manual de identificação de peixes da região de Três Marias. Brasília, CODEVASF, 3a ed., 115p. CARVALHO, E. D.; FUJIHARA, C. Y. & HENRY, R. 1998. A study of the ichthyofauna of Jurumirim reservoir (Paranapanema river, São Paulo state, Brazil): fish production and dominant species at three sites. Verh. Internat. Verein. Limnol., 26:2199-2202. LUDWIG, J. A. & REYNOLDS, J. F. 1988. Statistical Ecology: A primer on methods and computing. John Wiley & Sons, 340p. MAGURRAN, A. E. 1988. Ecological Diversity and its Measurement. Princeton University Press, 180p. PIELOU, E. C. 1977. Mathematical ecology. Wiley-Interscience Publ., John Wiley & Sons 385p. SANTOS, G. B. 1999. Estrutura das comunidades de peixes de reservatórios do Sudeste do Brasil, localizados nos rios Grande e Paranaíba, bacia do Alto Paraná. São Carlos, UFSCar, 158p. Tese de doutorado.
3285 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Implementação das datas de Submissão, Aceitação e Publicação / Visibilidade em Rede Social: diferenciais para a Revista Unimontes Científica que queremos em alinhamento com os padrões internacionais para publicações Cristina Andrade Sampaio;Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier; .
3286 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Clareamento Dental e seus Efeitos na Morfologia do Esmalte Dental: Uma Revisão da Literatura Lydiane dos Santos Dantas;Pablo Jardel de Oliveira Santos;Carmen Lucia Soares G. de Medeiros;Maria Helena Chaves de Vasconcelos Catão;Suedina Maria de Lima Silva; Clareadores, Estética dentária, Desmineralização. o padrão de beleza moderno exige um sorriso bonito e harmônico. Para tanto, dentes bem alinhados e brancos são fundamentais. Desse modo, existe uma grande procura por procedimentos que possibilitem tal estética, dentre eles, está o clareamento dental, que se caracteriza por ser um procedimento conservador, cômodo e com resultados, relativamente, rápidos e satisfatórios. No entanto, tem seus pontos benéficos e maléficos reconhecidos, devendo ser ambos de total domínio do profissional. Logo, o objetivo do presente artigo é apresentar uma revisão da literatura a respeito de alterações na estrutura do esmalte, decorrente do uso de agentes clareadores. Em levantamento bibliográfico, realizado entre os anos de 2002 a 2015, detectou-se que o clareamento dental pode causar alterações morfológicas na superfície do esmalte e repercutir clinicamente sob a forma de sintomatologia. Dessa forma, em cada caso, é necessária a realização de um correto diagnóstico, plano de tratamento individualizado, seleção da técnica e conhecimento do potencial do agente clareador, para que o máximo de efeitos positivos sejam alcançados. 1. MONTENEGRO, A.K.R.A. et al. Alterações das propriedades óticas do esmalte e da dentina após o clareamento dental - uma revisão da literatura. Faculdade de Odontologia de Lins/ Unimep, v. 26, n. 2, p. 75-82, jul. /dez. 2016. 2. LEITE, T.C.; DIAS, K.R.H.C. Efeitos dos agentes clareadores sobre a polpa dental: revisão de literatura. Revista brasileira de Odontologia, v. 67, n. 2, p. 203-208, 2010. 3. KWON, Y.H, et al. Effects of hydrogen peroxide on the light reflectance and morphology of bovine enamel. 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3288 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) IRRIGAÇÃO DE PASTAGENS TROPICAIS: DESAFIOS E PERSPECTIVAS Matheus Mendes Reis;Lenardo David Tuffi Santos;Flávio Gonçalves Oliveira;Márcia Vitória Santos; Manejo de pastagens, Morfofisiologia, Produção animal, Sistemas de irrigação, Água, Fertirrigação a criação de animais a pasto representa uma parte significativa do sistema produtivo de leite e carne em diversos países como Brasil, Paquistão, Nova Zelândia e Austrália. Nos últimos anos, é crescente o interesse pela intensificação desse sistema produtivo e a irrigação é uma das práticas utilizadas com intuito de aumentar a produção e qualidade das forrageiras, principalmente, nas épocas do ano quando a estacionalidade é a principal barreira produtiva. Nesse contexto, o presente trabalho reúne informações sobre a importância da irrigação de pastagens, principais métodos e sistemas de irrigação e resultados de pesquisa com forrageiras irrigadas. Além disso, ressalta a importância do conhecimento sobre a morfogênese e a ecofisiologia no manejo de pastagens irrigadas. As informações são apresentadas de forma interligada e crítica, favorecendo uma avaliação mais holística sobre a adoção, métodos e manejo da irrigação em pastagens, possibilitando o aperfeiçoamento e crescimento do conhecimento acerca da produção animal em pastagens irrigadas. Tais informações são fundamentais para assegurar o fornecimento de carne e leite, cuja demanda é crescente em todo o mundo. Entretanto, ressalta-se a necessidade de práticas sustentáveis de uso e reaproveitamento da água, recurso cada vez mais escasso em certas regiões do planeta. 1. FAO. FAO Statistical Yearbook 2013: World Food and Agriculture. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations, 2013. 2. RIBEIRO, E. G. et al. Influência da irrigação, nas épocas seca e chuvosa, na produção e composição química dos capins napier e mombaça em sistema de lotação intermitente. 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3289 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) LEISHMANIOSE VISCERAL NO BRASIL: ARTIGO DE REVISÃO Paulo Fernando Aguiar;Raíssa Katherine Rodrigues; Leishmaniose visceral, Anfotericina B lipossomal, Antígeno recombinante rK39. a leishmaniose visceral é uma zoonose endêmica em algumas regiões brasileiras que readquiriu importância médica, devido a fatores como: surgimento da epidemia da síndrome de imunodeficiência adquirida e urbanização dos vetores, devido a ocupação desordenada dos espaços urbanos e desmatamento em áreas rurais. Objetivou-se com este trabalho, realizar uma revisão de literatura acerca da leishmaniose visceral, com enfoque em aspectos clínicos, métodos diagnósticos e abordagem terapêutica. A pesquisa bibliográfica foi desenvolvida a partir da análise de artigos científicos, obtidos nas bases de dados PUBMED, Scientific Eletronic Library Online (SciELO), livros-texto da área e documentos elaborados pelo Ministério da Saúde do Brasil. O diagnóstico diferencial é amplo e a apresentação clínica variável, o que exige o desenvolvimento de métodos diagnósticos acurados, de baixo custo e de simples execução para melhor manejo da doença. A escolha da medicação para o tratamento baseia-se na presença de comorbidades, gravidade clínica e no perfil de efeitos colaterais. Publicações recentes do Ministério da Saúde do Brasil expandiram as indicações para tratamento desta condição com formulação lipídica da anfotericina B, a anfotericina B lipossomal, visando a redução de morbimortalidade e efeitos colaterais. Dada sua relevância e taxa de mortalidade constante, conclui-se que uma abordagem diagnóstica efetiva e os tratamentos específico e suportivo adequados devem ser oferecidos aos pacientes com leishmaniose visceral. 1. DUARTE, M.I.S.; BADARÓ, R.S. Leishmaniose visceral (calazar). In: VERONESI, R.; FOCACCIA, R. Tratado de infectologia. 4.ed. São Paulo: Atheneu, 2009. p. 1707-36. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. 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3300 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Indicadores da Capacidade Funcional em Idosos de um Centro de Convivência. Bruna Prates Vieira;Silvia Carla Batista Soares;Berta Leni Costa Cardoso;Luiz Humberto Rodrigues Souza; Capacidade funcional, Idosos, Velocidade da caminhada, Força de preensão manual Objetivo: avaliar a velocidade da caminhada e a força de preensão manual, enquanto indicadores da capacidade funcional em idosos de um centro de convivência no município de Guanambi/BA. Metodologia: trata-se de um estudo descritivo e exploratório, com amostra selecionada por conveniência. Participaram do estudo 16 idosos de ambos os sexos, com média de idade 70,69 ± 5,88 anos. Utilizou-se uma anamnese para registrar as informações sociodemográficas, os indicadores de saúde e os dados antropométricos. A capacidade funcional foi verificada por meio dos testes de velocidade da caminhada e força de pressão manual. Resultados: a média de força de preensão manual nas mãos direita e esquerda, em ambos os sexos, apresentaram abaixo da média de referência, enquanto a velocidade de caminhada apresentou um resultado satisfatório. Quanto à atividade física, 62,5% relataram praticar, no entanto, 61,11% encontram-se com sobrepeso. Conclusão: os indicadores de capacidade funcional utilizados apontaram desfechos diferentes no grupo pesquisado, sugerindo, assim, novas investigações. 1. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Tábuas abreviadas de mortalidade por sexo e idade: Brasil, grandes regiões e unidades da federação, 2010. Rio de Janeiro, 2013a. 2. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Projeção da população do Brasil por sexo e idade: 2000-2060. Rio de Janeiro, 2013b. 3. REBELATTO, J. R. et al. Influência de um programa de atividade física de longa duração sobre a força muscular manual e a flexibilidade corporal de mulheres idosas. 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3291 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Adesão das Adolescentes à Campanha de Vacinação contra o Papiloma Vírus Humano: No Brasil, Minas Gerais e microrregião da serra geral Silvana Borges de França;Roberto Allan Ribeiro Silva;Jaqueline Soares Cardoso;Ana Carolina Jesus Soares;Anne Karoene Silva Faria; Papiloma Vírus Humano, Prevenção, Vacina, Adolescentes Objetivo: descrever a adesão das adolescentes à campanha de vacinação contra o Papiloma Vírus Humano em âmbito nacional, estadual e da microrregião da Serra Geral, no ano de 2014. Metodologia: trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, cujos dados foram obtidos por meio de consulta à base de dados, disponibilizada pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, acessado em novembro de 2015. Resultados: a imunização no Brasil, no ano de 2014, foi de 99.49% na primeira dose, 58.35% na segunda dose, no entanto, na terceira dose, houve uma queda de 0.47% do público alvo. A região Sul apresentou o maior percentual de vacinação, com 68% de cobertura. A região Sudeste aparece na segunda posição com 67% da cobertura estimada. Minas Gerais apresentou o menor número de vacinados na região, 52% de seu público. Na Serra Geral, alguns municípios não alimentaram o sistema. A maior cobertura foi na cidade de Pai Pedro e a menor em Serranópolis de Minas. Conclusão: de acordo com os estudos, a baixa adesão à vacina é um fator de extrema importância, sendo necessário uma atenção maior em relação à essa adesão. Partindo desse pressuposto, busca-se estratégias que favoreçam uma melhor cobertura vacinal, sendo uma delas a informação e divulgação a respeito da vacina, conscientizando, assim, as famílias da importância da prevenção como forma de evitar um problema de saúde pública, que vem afetando, principalmente, o sexo feminino. 1. CAVALCANTI, S. M. B; CARESTIATO F. N. Infecções Causadas Pelos Papiloma vírus Humanos: atualização sobre aspectos virológicos, epidemiológicos e diagnósticos. Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissível, v. 18, n.1, p.73-79, 2006. Disponível em:< http://www.dst.uff.br // revista18-1-2006/14.pdf>. Acesso em:27 jul. 2015. 2. INCA. Perguntas e respostas mais frequentes. 2009. Disponível em: . Acesso em: 27 Jul. 2015. 3. DIOGENES, M. A. R; VARELA, Z. M. V; BARROSO, G. T. Papilomavirus humano: repercussão na saúde da mulher no contexto familiar. Revista Gaúcha Enfermagem, Porto Alegre. v.27, n. 2, p. 266- 73, 2006.Disponível em: . Acesso em: 26 nov. 2015. 4. BROOMALL, E. M.; REYNOLDS, S. M.; JACOBSON, R. M. Epidemiology, clinical manifestations, and recent advances in vaccination against human papillomavirus. Post grad Med. 2010. Disponível em: Acesso em: 20 nov 2015. 5. HARPER, D. M.; VIERTHALER, S. L. Next Generation Cancer Protection: The Bivalent HPV Vaccine for Females. 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3296 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Cumprimento do Calendário Vacinal de Crianças Cadastradas na Estratégia de Saúde da Família: Avaliação pelo cartão espelho Cândida Maria Alves Soares;Nayara Ruas Cardoso;Sarah Caroline Oliveira de Souza;Fabrícia Vieira de Matos;Patrícia Helena Costa Mendes;Daniella Reis Barbosa Martelli;Simone de Melo Costa; Vacinas, Crianças, Saúde da Família Objetivo: avaliar o cumprimento do calendário vacinal de crianças cadastradas em uma unidade da Estratégia de Saúde da Família. Metodologia: estudo de cunho transversal, quantitativo e descritivo, desenvolvido pela análise de 116 cartões espelho, referentes ao calendário vacinal de crianças cadastradas em uma unidade de saúde, no âmbito da Estratégia de Saúde da Família, de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. Avaliaram-se os registros de vacinas nos cartões, tendo como parâmetro o protocolo vacinal instituído pelo Ministério da Saúde do Brasil, para crianças até os 15 meses de idade. O critério avaliado foi o cumprimento ou não do calendário vacinal na infância. Resultados: o cumprimento da vacina BCG foi constatado em 98,3% dos cartões, hepatite B em 27,2%, antipólio em 81,1%, tetra/penta em 78,3%, rotavírus em 1,0%, tríplice viral em 13,8% e febre amarela em 56,9%. Conclusão: o calendário vacinal na infância não foi cumprido integralmente, conforme proposto pelo Ministério da Saúde. 1. YOKOKURA, A.V.C.P.; SILVA, A.A.M.; BERNARDES, A.C.F.; LAMY, F.F.; ALVES, M.T.S.S.B.; CABRA, N.A.L.; ALVES, R.F.L.B. Cobertura vacinal e fatores associados ao esquema vacinal básico incompleto aos 12 meses de idade, São Luís, Maranhão, Brasil, 2006. Cad. Saúde Pública [página na Internet], v.29, n.3, p.522-534, 2013 [acessado em 10 de junho de 2016]. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102- 311X2013000300010&lng=en. http://dx.doi. org/10.1590/S0102-311X2013000300010. 2. GUIMARÃES, T.M.R.; ALVES, J.G.B.; TAVARES, M.M.F. 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3298 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Hepatites Virais: Epidemiologia dos Casos Notificados no Estado de Minas Gerais entre 2005 e 2014 Víctor Mendes Ferreira;Eduardo Gonçalves;Larissa Maria Oliveira Gonzaga; Hepatite viral humana, Vigilância epidemiológica, Sistemas de informação em saúde, Prevenção primária, Saúde pública Objetivo: investigar o perfil epidemiológico das hepatites virais no estado de Minas Gerais, durante o período compreendido entre 2005 e 2014. Metodologia: trata-se de estudo observacional, longitudinal, retrospectivo e quantitativo, cujo universo amostral era composto por todos os casos notificados em Minas Gerais entre janeiro de 2005 e dezembro de 2014, a partir dos dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. O critério de seleção foi o ano do início dos sintomas, analisado juntamente com faixa etária, escolaridade e etiologia. Resultados: no período estudado, 23.821 casos de hepatites virais foram notificados e houve redução importante, de 3.724 casos (2005) para 1.666 (2014). No início, a hepatite A era a principal etiologia, seguida pelas hepatites B e C. Já em 2014, a infecção pelo vírus C foi mais frequente, seguida pelos vírus B e A. A ocorrência foi mais frequente na faixa etária de 20 a 59 anos e entre indivíduos com baixo nível de escolaridade. Conclusões: as políticas públicas de prevenção têm mudado o cenário epidemiológico das hepatites em Minas Gerais, com redução importante na incidência. Porém, ainda, é necessário ampliar as medidas direcionadas às populações de risco, com enfoque ao comportamento de risco para as hepatites B e C. 1. FONSECA, J. C. F. Histórico das hepatites virais. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, v. 43, n. 1, p. 322-330, 2010. Disponível em: http://www. scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S0037-86822010000300022. Acesso em: 05 Dez. 2015. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para hepatite viral C e coinfecções. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 85 p. Disponível em: http://www.aids. gov.br/publicacao/2015/protocolo-clinicoe- diretrizes-terapeuticas-para-hepatite-c-ecoinfeccoes. Acesso em: 05 Dez. 2015. 3. GOMES, A. P. et al. Hepatites virais: abordagem clínica com ênfase nos vírus A e E. Revista da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, São Paulo, v. 10, n. 2, p. 139-146, 2012. Disponível em: http://pesquisa.bvs.br/brasil/resource/pt/lil- 621474. Acesso em: 05 Dez. 2015. 4. GOLDMAN, L; SCHAFER, A. I. Goldman Cecil Medicina. 24. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 5. WEDEMEYER, H; MANNS, M. P. Epidemiology, pathogenesis and management of hepatitis D: update and challenges ahead. Nature Reviews Gastroenterology and Hepatology, London, v. 12, n. 4, p. 31-40, 2015. 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3299 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Identidade Étnica: Percepção de Adolescentes Quilombolas Thais de Andrade Alves;Elane Nayara Batista dos Santos;Ivana Mota dos Santos;Renata Lopes de Oliveira;Maria Carolina Ortiz Whitaker;Cristina Andrade Sampaio;Climene Laura de Camargo; Saúde, Adolescentes, População Negra, Empoderamento, Identidade Étnica Introdução: a identidade de um indivíduo começa a ser construída na adolescência, caracterizandose como um processo contínuo e influenciado por fatores externos. Quando é afirmada a partir da existência e diferença entre grupos, podemos defini-la como identidade étnica. Comunidades marcadas pelas tradições culturais desenvolvem um comportamento tipicamente étnico, como pode ser percebido em comunidades remanescentes quilombolas. A valorização da identidade étnica, por adolescentes, pode ser um fator positivo para a preservação de suas tradições e costumes. Objetivo: apreender a percepção de adolescentes de uma comunidade quilombola sobre sua identidade étnica. Método: trata-se de um estudo qualitativo, descritivo, realizado na comunidade quilombola de Vila Monte Alegre, tendo como sujeitos seis adolescentes. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista semiestruturada e os dados foram analisados por meio do método de análise de conteúdo, respeitando os preceitos éticos da resolução 466/2012. Resultados e discussão: a análise das entrevistas possibilitou a identificação de duas categorias: percepções sobre identidade étnica e Influências no reconhecimento da identidade étnica. Considerações finais: os adolescentes deste estudo se reconhecem como quilombolas e possuem consciência crítica e política a respeito da comunidade em que vivem, sendo este fato de extrema importância para a proposição de ações de enfrentamento dos problemas locais e estratégias de superação da exclusão histórica que vivenciam. 1. SCHOEN-FERREIRA, T. 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3301 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Níveis Urinários de Catecolaminas e Cortisol em Crianças Bruxômanas e Não Bruxômanas Élida Lúcia Assunção;Danielle Rodrigues Mesquita;Glauce Ferreira Soares;Fabricio Reskalla Amaral;Paulo Isaias Seraidarian; Bruxismo, Catecolaminas, Cortisol Introdução: o bruxismo é um distúrbio de movimento que pode ocorrer durante o sono ou em vigília, de forma consciente ou inconsciente, caracterizada por movimentos repetitivos coordenados e pelo contato não funcional dente com dente. Embora o bruxismo seja um fenômeno de literatura controversa e divergente, existe consenso sobre sua etiologia multifatorial. Este estudo piloto é voltado para o papel dos neurotransmissores, considerando evidências que apontam catecolaminas na gênese do bruxismo, pois níveis de dopamina poderiam desempenhar importante papel, coordenando movimentos musculares mandibulares. Objetivo: quantificar catecolaminas na urina de crianças na faixa etária entre 6 a 8 anos, ambos os sexos, examinadas por um único avaliador. Também, foi mensurado o cortisol urinário, com objetivo de verificar a existência ou não de relação com bruxismo. Desta forma, foi objetivo deste estudo, quantificar adrenalina, noradrenalina, dopamina e cortisol em crianças bruxômanas e não bruxômanas. Metodologia: foram coletadas amostras de urina de trinta e três crianças bruxômanas (grupo1) e trinta não bruxômanas (grupo 2), analisadas sob cromatografia de alto desempenho. Resultados: foi possível observar relação, estatisticamente significativa, nos níveis de adrenalina, noradrenalina e cortisol, maiores no grupo de não bruxômanos e que em relação à dopamina a diferença entre os dois grupos não foi significativa, porém, em nenhum caso os níveis ultrapassaram valores normais. Conclusão: o observado na literatura pertinente em adultos é o aumento nos níveis sanguíneos e urinários no grupo com bruxismo, sendo necessário mais estudos sobre o assunto, assim como cálculo amostral significativo para dar prosseguimento ao estudo. 1. OHAYON, M.M, LI, K.K, GUILLEMINAULT, C. Risk factors for sleep bruxism in the general population. CHEST Journal, v.119, p.53-61, 2001. 2. SIMÕES-ZENARI, M.; BITAR, M. L. Fatores associados ao bruxismo em crianças de 4 a 6 anos. Pró-Fono. Revista de Atualização Científica, v.22, n.4, p.465-72, out-dez, 2010. 3. HERRERA, M. et al. Bruxism in children: effector sleep architecture and daytime cognitive performance and behavior. SLEEP, v.29, n.9, p. 1143-1148, 2006. 4. CASTELO, P. M.; BARBOSA, T. S.; GAVIÃO, M. B. Quality of life evaluation of children with sleep bruxism. 2010. Disponível em: . pdf. Acesso em 02/04/2016 5. JUNQUEIRA, T. H. 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3304 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Rastreamento fo Câncer do Colo do Útero em Montes Claros, Minas Gerais: Análise de Dados do Siscolo no período de 2004 a 2013. Sarah Alves Gandra;Flávio Fonseca Gonçalves;Filipe Gonçalves Pereira;Thayanne Cangussu Brito;Alcio Antunes Amariz;Rosangela Lopes Miranda; Prevenção e controle, Neoplasias do colo do útero, Políticas públicas de saúde, Saúde da mulher. Objetivo: identificar a situação da prevalência de lesões pré-malignas e malignas do colo uterino e as faixas etárias mais acometidas em Montes Claros – MG. Metodologia: estudo epidemiológico de cunho quantitativo, retrospectivo e descritivo, realizado a partir da análise dos dados fornecidos pelo Sistema de Informação do Câncer do Colo do Útero (Siscolo) de janeiro de 2004 a dezembro de 2013. Resultados: foram avaliados 7.978 exames, dos quais 1.652 (20,7%) eram de mulheres na faixa etária até 24 anos; 2.600 (32,6%), na faixa etária de 25 a 34 anos; 2.647 (33,2%) na faixa etária de 35 a 49 anos e 1.079 (13,5%) em maiores de 50 anos. Verificou-se que 5.785 exames apresentavam lesões de caráter benigno com maior prevalência, entre estas, da alteração citoarquitetural compatível com ação viral (60,3%). Quando avaliado o grau de displasias, observaram-se 4.959 exames com algum grau de alteração, prevalecendo a displasia leve em todas as faixas etárias (lesão intraepitelial cervical grau I - NIC-I). O maior número de casos das displasias ocorreu na faixa etária de 25 a 35 anos e o menor número, com 50 anos ou mais. Dos 483 casos de neoplasias malignas, 75 (15,5%) correspondiam a carcinoma epidermóide invasivo. Conclusões: o Siscolo não permite a correta identificação e não fornece o número total de mulheres examinadas, sendo útil apenas para quantificar os exames citopatológicos realizados e conhecer aspectos relacionados. É importante investir a qualidade dos dados do Siscolo e aprimorar seu uso gerencial para aperfeiçoar as ações de rastreamento. 1. QUINN, M. et al. Effect of screening on incidence of and mortality from cancer of cervix in England: evaluation based on routinely collected statistics. British Medical Journal, v. 318, abr. 1999. Disponível em: . Acesso em: 10 Out. 2014. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) [Internet]. Coordenação de Prevenção e Vigilância. A Situação do Câncer no Brasil. Rio de Janeiro (RJ): INCA, 2006. Disponível em: . Acesso em: 06 Nov. 2014. 3. CRUZ, L. M. B.; LOUREIRO R. P. A comunicação na abordagem preventiva do câncer do colo do útero: importância das influências histórico-culturais e da sexualidade feminina na adesão às campanhas. Saúde e Sociedade, v. 17, n. 2, abr/jun. 2008. Disponível em: . Acesso em: 06 Nov. 2014. 4. ALBUQUERQUE, K. M. et al. Cobertura do teste de Papanicolaou e fatores associados à não-realização: um olhar sobre o Programa de Prevenção do Câncer do Colo do Útero em Pernambuco, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 25, supl. 2, p. s301-s309, 2009. 5. LONGATTO FILHO A. et al. Influência da qualidade do esfregaço cérvico-vaginal na detecção de lesões intraepiteliais. A Folha Médica, v. 121, n. 2, p. 79-83, abr-jun. 2002 6. MAEDA M. Y. S. et al. Estudo preliminar do Siscolo – Qualidade na rede de saúde pública de São Paulo. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, Rio de Janeiro, v. 40, n. 6, p. 425-9, dez. 2004. 7. THULER L. C. S.; ZARDO L. M.; ZEFERINO L. C. 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3305 unicientifica v. 19 n. 1 (2017) Significado das Sequelas Faciais Estéticas para Indivíduos Submetido à Cirurgia para Tratamento de Câncer Cabeça e Pescoço Patrícia Helena Costa Mendes;Henrique Andrade Barbosa;João Felício Rodrigues Neto;Maísa Tavares de Souza Leite;Cristina Andrade Sampaio; Neoplasias de cabeça e pescoço, Pesquisa qualitativa, Relações interpessoais Introdução: o indivíduo portador de câncer de cabeça e pescoço que se submete à cirurgia adquire deformidades faciais com repercussões importantes na sua vida. Neste contexto, surge uma questão: como esses indivíduos lidam com as sequelas estéticas e retornam ao convívio social? Objetivos: o propósito deste estudo foi compreender o significado de viver com sequelas faciais para tais indivíduos, identificando suas novas construções de sentido. Metodologia: trata-se de um estudo clínico-qualitativo, cuja fundamentação teórica baseou-se no interacionismo simbólico e na análise de conteúdo como referencial metodológico. Entrevistas semiestruturadas foram aplicadas a sete indivíduos. Resultados: a análise das narrativas permitiu a identificação de unidades temáticas agrupadas em três categorias: significado das sequelas do câncer de cabeça e pescoço, interações sociais e experiência de se ter e tratar o câncer. Conclusões: à luz do interacionismo simbólico, pode-se compreender como os indivíduos retornaram ao convívio social, apresentando novos significados à sua imagem, bem como a aceitação e o enfrentamento diante da doença. 1. DEDIVITIS, R. A. et al. Características clínicoepidemiológicas no carcinoma espinocelular de boca e orofaringe. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, v. 70, n.1, p. 35-40, 2004. 2. PARKIN, D. M. et al. Global cancer statistics. CA: a Cancer Journal for Clinicians, v. 55, n.1, p.74-108, 2005. 3. BRASIL, Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer. Estimativa de incidência e mortalidade por câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA; 2012. 4. HERCHENHORN D.; DIAS F. L. 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3307 unicientifica v. 18 n. 1 (2016) Revista Unimontes Científica: novos tempos, novos desafios Manoel Brito Júnior;Daniela Araújo Veloso Popoff; Atualmente, o Brasil tem se destacado no cenário mundial em termos de publicações científicas nas diversas áreas do conhecimento. Isso aconteceu, em grande parte, pelos esforços despendidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) nas décadas anteriores para implementação e organização de pós-graduações stricto sensu de qualidade. Autores e pesquisadores brasileiros de diferentes Universidades dedicam-se com afinco para a produção de conhecimento e evidências, com a finalidade de embasar reflexões e tomada de decisões. Isso geralmente resulta em repercussões positivas no cotidiano acadêmico, reforçando o tripé pesquisa-ensino-extensão. Nesse cenário, revistas científicas são primordiais, uma vez que asseguram a divulgação dos resultados de pesquisas e, simultaneamente, estimulam o debate crítico e reflexivo. Nos últimos anos, A RUC tem desempenhado papel importante para o acesso a informações científicas multidisciplinares. Reformulada, esta revista agora estabelece nova fase, com a participação de novos Editores. O interesse precípuo é dar continuidade à difícil tarefa de consolidar este veículo como agente relevante no contexto científico, incrementando seu reconhecimento nacional. Na atual edição, a RUC destaca desde a farmacologia do alecrim-pimenta (Lippia origanoides) e sua eficácia no controle de verminoses e tratamento de lesões, até a positiva intervenção da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado na humanização da vida carcerária.
3308 unicientifica v. 18 n. 1 (2016) Histórias Curtas, de Rubem Fonseca: marginalidade contemporânea Camila Alves da Silva; Comemorando os noventa anos de Rubem Fonseca, em 2015, temos a publicação do livro contos Histórias curtas. A obra é composta por trinta e oito contos inéditos que, como o próprio título do livro apresenta, são precisamente curtos. Para aqueles leitores desavisados, que desconhecem a escrita fonsequiana, a figura de uma camisa de força na capa do livro adverte: loucuras da contemporaneidade em apenas cento e setenta e quatro páginas. Conhecido pela ficção chocante, cheia de brutalidade, sexo, escatologia e outras cenas pesadas, a sua forma que causa repugnância e horror, é matéria literária de qualidade que rompe o convencionalismo artístico. Desenvolvendo personagens em páginas perturbadas, imundas, marcadas pela violência e loucura, a desliteralização é sua marca, desconstruindo a imagem que temos do “ser humano”. Para o leitor que acompanha o desenvolvimento da escrita de Fonseca, Histórias curtas aparenta ser mais do mesmo das últimas publicações realizadas pelo autor, muito distante de Feliz Ano Novo (1975), que apresentava uma fratura exposta da sociedade durante o regime militar, e de O caso Morel (1973), seu primeiro romance policial. Mas para os olhares mais atentos, um novo tema se destaca dentro do hall das possibilidades sórdidas, normalmente utilizadas pelo escritor. Nesta coletânea estão presentes vários contos que tratam da velhice e da degeneração que a acompanha. Um dos contos, que chama atenção por conter algumas semelhanças com a atual condição do autor, “O mundo é nosso!” (p. 55), narra a história de uma senhora idosa, com seus setenta e dois anos de idade, que questiona a atuação dos idosos na realidade social atual. Quando diz “Esqueci de dizer que uso para andar uma muleta de antebraço. Essas muletas são, geralmente, menos incômodas que as axilares. Mas isso não tem nada a ver com a minha idade [...]” (p.56). Atualmente, Rubem Fonseca, apesar de ainda forte, trás em sua companhia uma muleta, como a descrita pela personagem, devido a um problema de artrose nos joelhos, diagnosticado há quatro anos. A personagem, ainda, expõe o seu problema “[...] É melhor fraturar o braço, a cabeça, qualquer parte do corpo, menos o joelho. Joelho não tem cura, fiquei capenga para o resto da vida.” (p. 56). Ainda observa que, apesar da realidade de nossa sociedade estar envelhecendo mais, ou seja, o número de idosos tende a ser maior do que de jovens, a mídia não foca neste nicho em propagandas, produtos, lazer, etc. 1 Mestranda do Programa de Pós-graduação em Letras/Estudos Literários do Departamento de Comunicação e Letras do Centro de Ciências Humanas da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. REVISTA UNIMONTES CIENTÍFICA Montes Claros, v. 18, n.1 - jan./jun. 2016. (ISSN 2236-5257) 93 Neste mesmo conto, temos a recorrente figura do “Papai Noel”, comum nas obras de Rubem Fonseca, desde Lúcia McCartney (1967). Esta é uma figura fora do lugar, um personagem estranho em nossa “realidade”, assim como os demais personagens criados por Fonseca e que são cuidadosamente observados por ele nas calçadas cariocas e recriados em sua ficção. Doentes mentais, assassinos, canibais, prostitutas, gordos, aleijados, drogados, traficantes, ladrões, velhos, todos aqueles que margeiam a sociedade estão presentes neta obra. E o mais inquietante é que o autor agora se inclui nesta sociedade. Se antes deixava transparecer a sua vivência no meio policial através de sua escrita, hoje deixa transparecer os seus noventa anos em uma sociedade jovem e inexperiente. Escrito como que no espelho, Histórias curtas interroga a si mesmo, baralhando esses temas e revelando a crise das certezas, própria da contemporaneidade. Neste jogo do espelhamento entre as posições do autor, do personagem e do leitor é que a fantasia volta para desregular a boa relação da ordem do discurso, recusando-se a divisão que organiza a ficção dentro da realidade, quebrando a convenção do relato. Retomando a passagem de “Intestino grosso”, de Feliz Ano Novo (1975), “Nenhum escritor gosta realmente de escrever. Eu gosto de amar e de beber vinho; na minha idade eu não deveria perder tempo com outras coisas, mas eu não consigo parar de escrever. É uma doença” (p. 144). A escrita parece provocar em Fonseca um efeito catártico, de alívio de tensões e pressões, referindo-se, especialmente, a forma livre de expressar palavrões e outras angustias. Histórias curtas é a quintessência desse estilo que acompanha o autor desde sua primeira publicação - Os prisioneiros (1963). A obra possui um dialogo intimo com os livros publicados anteriormente que atualiza a linguagem e seus temas. Assim, Rubem Fonseca mostra como rompeu com o preconceito do meio intelectual sobre as narrativas policiais, tornando-se respeitado pela crítica e dando status ao gênero. FONSECA, Rubem. Histórias curtas. 1. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
3309 unicientifica v. 18 n. 1 (2016) Constituintes Químicos e Princípios Farmacológicos do Óleo Essencial de Alecrim Pimenta (Lippia Origanoides) Rodrigo Pereira Morão;Anna Christina de Almeida;Ernane Ronie Martins;João Paulo Bicalho Prates;Fábio Dias de Oliveira; Composição Química; Farmacognosia; Lippia origanoides Objetivou-se realizar a pesquisa sobre o estudo dos constituintes químicos e dos princípios farmacológicos do óleo essencial de alecrim-pimenta (Lippia origanoides). Realizou-se a pesquisa nas bases indexadoras Science Direct, PuBmed e Periódicos Capes, utilizando as palavras chaves que se enquadravam na composição química do óleo essencial de L. sidoides e origanoides e característica farmacológica do óleo essencial de L. sidoides e origanoides, com a leitura dos artigos, para elaboração do presente trabalho. As características farmacológicas do óleo essencial de alecrim-pimenta se assemelham aos compostos fenólicos na sua constituição, uma vez que os seus teores variam, conforme as condições climáticas e sazonalidade da região onde se encontra. A farmacologia da planta destina-se ao controle de pragas, microrganismos (bactérias, fungos e leveduras), ao controle de verminose e ao tratamento de lesões, o que mostrou ser eficiente, sem apresentar toxicidade aos animais e aos seres humanos. 1. COSTA, S. M. O. et al. Constituintes químicos de Lippia sidoides (Cham.) Verbenaceae. Revista Brasileira de Farmacognosia, Curitiba, v. 12, supl. 2, p. 66-67, jul-dez, 2002. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2014. 2. FARIAS, E. M. F. G. et al. Antifungal activity of Lippia sidoides Cham. (Verbenaceae) against clinical isolates of Candida species. Journal of Herbal Medicine, United Kingdom, v. 2, n. 3, p. 63-67, set, 2012. Disponível em: . Aceso em: 20 maio 2014. 4. BARRETO, H. M. et al. Effect of Lippia origanoides H.B.K. essential oil in the resistance to aminoglycosides in methicillin resistant Staphylococcus aureus. European Journal of Integrative Medicine, Germany, p. 1-16, out, 2014. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2014. 5. OLIVEIRA, D. R. et al. Chemical and antimicrobial analyses of essential oil of Lippia origanoides H.B.K. Food Chemistry, American Chemical Society, v. 101, p. 236-240, mar-jan, 2007. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2014. 6. CAVALCANTI, S. C. H. et al. Composition and acaricidal activity of Lippia sidoides essential oil against two-spotted spider mite (Tetranychus urticae Koch). Bioresource Technology, India, v. 101, n. 2, jan-set, p. 829-832, 2010. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2014. 7. VICUÑA, G. C. et al. Chemical composition of the Lippia origanoides essential oils and their antigenotoxicity against bleomycin-induced DNA damage. Fitoterapia, São Paulo, v. 81, p. 343-349, jul-out, 2010. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2014. 8. VERAS, H. N. H. et al. Synergistic antibiotic activity of volatile compounds from the essential oil of Lippia sidoides and thymol. Fitoterapia, São Paulo, v. 83, p. 508-512, setjan, 2012. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2014. 9. SARRAZIN, S. L. F. et al. Chemical composition and antimicrobial activity of the essential oil of Lippia grandis Schauer (Verbenaceae) from the western Amazon. Food Chemistry, American Chemical Society, v. 134, p. 1474-1478, out, 2012. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2014. 10. GOMES, G. A. et al. Acaricidal activity of essential oil from Lippia sidoides on unengorged larvae and nymphs of Rhipicephalus sanguineus (Acari: Ixodidae) and Amblyomma cajennense (Acari: Ixodidae). Experimental Parasitology, United States, v. 137, p. 41-45, dez, 2014. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2014. 11. QUEIROZ, M. R. A. et al. Avaliação da atividade antibacteriana do óleo essencial de Lippia organoides frente à Staphylococcus sp. isolados de alimentos de origem animal. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v. 16, p. 737-743, set-maio, 2014. 12. TAVARES, E.S. et al. Análise do óleo essencial de folhas de três quimiotipos de Lippia alba (Mill.) N. E. Br. (Verbenaceae) cultivados em condições semelhantes. Revista Brasileira de Farmacognosia, Curitiba, v. 15, n. 1, p. 1-5, janmar, 2005. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2014. 13. NUNES, R. S. et al. Obtenção e avaliação clínica de dentifrícios à base do extrato hidroalcóolico da Lippia sidoides Cham (Verbenácea) sobre o biofilme dentário. Revista de Odontologia da UNESP, Araraquara, v. 35, n. 4, p. 275-283, 2006. 14. MONTEIRO, M. V. B. et al. Topical antiinflammatory, gastroprotective and antioxidant effects of the essential oil of Lippia sidoides Cham. leaves. Journal of Ethnopharmacology, Copenhagen, v. 111, p. 378-382, maio, 2007. Disponível em: . 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3310 unicientifica v. 18 n. 1 (2016) Local de Produção e Composição dos Feromônios de Trilha e Sexual em Cupins (Blattodea: Isoptera): uma revisão Luís Paulo Sant’ana;Camila Cristina da Cruz;Conceição Aparecida dos Santos; Feromônios; Cupins; Glândula esternal; Glândula tergal; Glândula esternal posterior. Os feromônios são substâncias amplamente difundidas entre os insetos. No caso dos cupins, que são insetos sociais, essas moléculas mensageiras, secretadas por glândulas exócrinas, realizam funções cruciais para a manutenção da homeostase nas colônias. Esta revisão de literatura traz uma visão geral sobre a composição e a origem glandular dos feromônios de trilha e de atração sexual em Isoptera. Os resultados obtidos mostram que a principal glândula responsável pela produção do feromônio de trilha é a glândula esternal, enquanto que para o feromônio sexual três tipos de glândulas podem estar envolvidas na secreção: glândula tergal, esternal e esternal posterior. Em relação à composição química, observou-se controvérsias quanto à presença de uma secreção simples ou composta. Além disso, foram encontradas diferenças na composição do feromônio de trilha entre cupins basais e derivados. Por fim, o dodecatrienol foi o composto, frequentemente, mais encontrado na composição dos feromônios de trilha e sexual nos cupins estudados. 1. SILLAN-DUSSÈS, D.; HANUS, R.; ABD EL-LATIF, A. O.; et al. Sex Pheromone and Trail Pheromone of the Sand Termite Psammotermes hybostoma, Journal of Chemical Ecology, v. 37, n. 2, p. 179–188, 2011. 2. KARLSON, P. & BUTENANDT, A. Pheromones (ectohormones) in insects. Annual Reviews of Entomology, Munich, Germany, 4: 39- 58, 1959. 3. NOIROT, C. Glands and secretions. In: Biology of Termites, v. vol, p. 1, 1969. 4. BILLEN, J. Signal variety and communication in social insects. Pro. Neth. Entomol. Soc. Meet., Belgium v. 17, p. 9–25, 2006. 5. WILSON, E.O. & BOSSERT, W.H. Chemical communication among animals. Rec. Progr. Horm. 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3311 unicientifica v. 18 n. 1 (2016) Construção de Modelos Embriológicos com Massa de Modelar: uma nova ferramenta de ensino Fernanda Alves Maia;Maria Tereza Carvalho Almeida;Maria Rachel Alves;Maria Thereza Gomes Caldeira;Maria Thereza Gomes Caldeira;Ana Cecília Oliveira Veloso;Edrei Maia Soares;Zeniclayton Lafetá Almeida Lima;Nair Amélia Prates Barreto; Educação médica; Materiais de ensino; Desenvolvimento humano; Embriologia; Aprendizagem baseada em problemas. O estudo da Embriologia Humana é complexo e requer a utilização de novas metodologias para contribuir com a qualidade das aulas. Objetivo: Propor uma aula prática de embriologia humana e avaliá-la como uma nova ferramenta de ensino-aprendizagem. Metodologia: Realizou-se aula com massa de modelar com posterior avaliação da eficácia de ensino. Resultados: A maioria dos estudantes afirmou que o dobramento embrionário e a formação do disco trilaminar foram os conteúdos da aula que mais ajudou na aprendizagem. Em relação aos pontos positivos, 49% dos estudantes destacaram o fato da aula melhorar a visualização do conteúdo estudado. Conclusão: A construção dos modelos embriológicos com massa de modelar consistiu em uma importante ferramenta no processo ensino/aprendizagem. 1. GINANI, F. et al. Use of Clinical Cases in a Virtual Learning Environment as an Approach to Teaching Human Embryology. Int. J. Morphol, Temuco, v. 30, n 4, p. 1395- 1398, 2012. Disponível em: http://www.scielo. cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0717- 95022012000400022&lng=es. http://dx.doi. org/10.4067/S0717-95022012000400022. Acesso em: 12 Out. 2013. 2. MOORE, K. et al. Embriologia Clínica. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 3. MEDEIROS, L. S. et al. Direito de acesso ao serviço de reprodução humana assistida: discussões bioéticas. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 3129- 3138, 2010. Disponível em: http://www.scielo. br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413- 81232010000800017&lng=en. http://dx.doi. org/10.1590/S1413-81232010000800017. Acesso em: 12 Out. 2013. 4. LUNA, N. Natureza humana criada em laboratório: biologização e genetização do parentesco nas novas tecnologias reprodutivas. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 12, n. 2, p. 395-417, 2005. Disponível em: http://www.scielo. br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104- 59702005000200009&lng=en. http://dx.doi. org/10.1590/S0104-59702005000200009. Acesso em: 08 Aug. 2013. 5. ASSMANN, A. et al. A embriologia humana e a extensão universitária. Extensio: Revista Eletrônica de Extensão, Santa Catarina, v.1, n. 0, 2004. Disponível em: https://journal.ufsc.br/index. php/extensio/article/viewFile/1167/4367. Acesso em: 09 Maio. 2010. 6. SADLER, T. W. Embriologia Médica, Langman. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. 7. YAMADA, S. et al. 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3312 unicientifica v. 18 n. 1 (2016) Estilo de Vida e Nível de Atividade Física em Docentes Universitários Berta Leni Costa Cardoso;Thaís Danyelle Teixeira Ferreira;Bráulio Nascimento Ferreira;Claudio Pinto Nunes; Estilo de vida; Atividade física; Docentes Analisar o perfil do estilo de vida de professores universitários considerando fatores relacionados ao bem-estar e o nível de atividade física. Metodologia: foram avaliados 22 professores de Educação Física e Enfermagem, sendo treze mulheres e nove homens na faixa etária de 27 a 53 anos de idade. Para coleta das informações, utilizaram-se dois instrumentos: a) Perfil l do Estilo de Vida e b) o IPAQ. A análise dos dados foi realizada mediante a estatística descritiva. Resultados: com relação aos níveis de atividade física nenhum dos cursos tiveram docentes considerados sedentários, 90% dos docentes em enfermagem e 40% em educação física foram considerados insuficientemente ativos b e 10% dos docentes de educação física foram considerados muito ativos. Em todos os cinco componentes analisados no estilo de vida, os docentes de educação física não apresentaram nenhum índice negativo comparados com os docentes de enfermagem. Conclusão: verificou-se valores bem parecidos com relação aos componentes nutrição, comportamento preventivo e relacionamento social; sobre atividade física e estresse os docentes em educação física tiverem melhor resultado. 1. CARLOTTO, M.S. (2002). A síndrome de burnout e o trabalho docente. Psicologia em Estudo, 7(1), 21-29, 2002. Disponívem em: . Acesso em: 10 jan. 2016. 2. NAHAS, M. V.; BARROS, M. V. G.; FRANCALACCI, V. L. O Pentáculo do Bem-Estar. Base conceitual para avaliação do estilo de vida de indivíduos ou grupos. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, v.5, n.2, p.48-59, 2000. 3. BRUSCHINI, C.; AMADO, T. Estudos sobre mulher e educação:Algumas questões sobre o magistério. Cad. Pesq.(64)fev,1988. 4. MOREIRA, R.H.; NASCIMENTO, V.J.; SONOO, N.C. et al. Qualidade de vida do trabalhador docente em Educação Fisica do Estado do Paraná, Brasil. Rev.Bras.Cineamtropometria Desempenho Humano. 2010,12 (6):435-442 5. MAGALHAIS, B.C.L.; YASSAKA, B.M.C.; 1. CARLOTTO, M.S. (2002). A síndrome de burnout e o trabalho docente. Psicologia em Estudo, 7(1), 21-29, 2002. Disponívem em: . Acesso em: 10 jan. 2016. 2. NAHAS, M. V.; BARROS, M. V. G.; FRANCALACCI, V. L. O Pentáculo do Bem-Estar. Base conceitual para avaliação do estilo de vida de indivíduos ou grupos. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, v.5, n.2, p.48-59, 2000. 3. BRUSCHINI, C.; AMADO, T. Estudos sobre mulher e educação:Algumas questões sobre o magistério. Cad. Pesq.(64)fev,1988. 4. MOREIRA, R.H.; NASCIMENTO, V.J.; SONOO, N.C. et al. Qualidade de vida do trabalhador docente em Educação Fisica do Estado do Paraná, Brasil. Rev.Bras.Cineamtropometria Desempenho Humano. 2010,12 (6):435-442 5. MAGALHAIS, B.C.L.; YASSAKA, B.M.C.; SOLES, G.S.A.Z. Indicadores da qualidade de vida no trabalho entre docentes de curso de graduação em enfermagem. Arq Ciêc Saúde. 2008 julset;15(3):117-24 6. EURICH, B.R.; KLUTHCOVSKY, C.G.C.A. Avaliação da qualidade de vida de academicos de graduação em enfermagem do primeiro e quatro anos: influencia das variáveis sociodemograficas. Rev Psiquiattri RS. 2008; 30(3): 211-220. 7. MADUREIRA, A.S.; FONSECA, A.S.; MAIA, M.F.M. Estilo de vida e atividade física habitual de professores de educação física. Revista Brasileira de Cineamtropometria e Desempenho Humano. Volume 5- Numero 1- p.54-62 – 2003. 8. SANTOS, A.L.G.; VENANCIO, E.S. Perfil do estilo de vida de acadêmicos concluintes em educação física do centro universitário do leste de Minas Gerais UNILESTE-MG MOVIMENTUMRevista Digital de Educação Física. Ipatinga Unileste-MG. V.1-Ago./dez.2006. 9. NAHAS, M.V. Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo. Londrina: Midiograf, 2010. 10. BECK, C.L.C.; BUDÓ, D.L.M.; GONZALEZ, B.M.R. A qualidade de vida na concepção de um grupo de professoras de enfermagem.elementos para reflexão. Rev. Esc. Enf. USP,v.33 n.4,p.348-54 dez.1999. 11. XAVIER, S.E.C.; MORAIS, S.A. Qualidade de vida em professores da rede pública estadual de ensino da cidade de ARCAJU-SE. Revista Brasileira De Prescrição e Fisiologia do Exercicio. São Paulo ,v.1, n.5, p.85-94. Set/Out.2007. 12. BRANDÃO, S.J. Perfil do estilo de vida dos professores de educação física aposentados no Vale Do Itajaí-S.C. Outubro 2012. 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3313 unicientifica v. 18 n. 1 (2016) Idosos em Montes Claros-MG e HIV/AIDS: conhecimentos e percepções Marília Borborema Cerqueira;Maria Elizete Gonçalves;Alexandre Ramos Lazzarotto;Maria Ivanilde Santos Pereira;Anna Cecília Borborema Abreu;Victoria Pinho Godinho;Fernanda Alvim Lopes; Idoso; HIV; Síndrome de Imunodeficiência Adquirida; Conhecimento Objetivo: verificar os conhecimentos e percepções de idosos de Montes Claros (MG) sobre HIV/ aids, abordando participantes idosos de grupos da terceira idade, na referida cidade. Metodologia: estudo transversal, descritivo e desenvolvido por meio de técnica quantitativa, aplicando-se um questionário qualificado – o QHIV3I. Resultados: 87,4% eram mulheres e 22,6%, homens; 60,5% do total tinham até 69 anos; 62,9% eram analfabetos; 90,3% percebiam até 3 salários mínimos. A maioria (81,2%) era católica e 50,3% tinham companheiro(a). Ressalta-se que 64,1% do total de idosos afirmaram que a pessoa que vive com o HIV sempre apresenta sintomas; alguns afirmaram que o HIV pode ser transmitido por picada de mosquito e acreditavam que o HIV pode ser transmitido por sabonetes, toalhas, assentos sanitários, abraço, beijo no rosto e beber no mesmo copo. Apesar de acreditarem que o uso de preservativo nas relações sexuais impede a transmissão do HIV, somente 17,2% o usavam. Ter companheiro(a) apresentou relação estatística com usar preservativo (P-value 0,019), podendo indicar que ter companheiro(a) é justificativa para o não uso, além de reforçar a ideia do casamento e união que envolvem o modelo de fidelidade regido pela confiança recíproca. Conclusão: há muito a ser feito no contexto da epidemia de HIV/aids entre idosos, fazendo-se necessárias e urgentes políticas públicas de educação, elucidação, conscientização e promoção da saúde sexual deste grupo populacional, assegurando-lhes o direito à saúde e à vida sexual ativa e plena. 1. IBGE. Projeções demográficas. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em: http://www.ibge. gov.br/home/estatistica/populacao/projecao_da_ populacao/2013/default_tab.shtm. 2. CERQUEIRA, M. B. R. Idosos vivendo com HIV/AIDS: vulnerabilidade e redes sociais em Belo Horizonte (MG), 2013. 2014, 153 p. Tese (Doutorado em Demografia). Universidade Federal de Minas Gerais.Atividade Física e Saúde, v.5, n.2, p.48-59, 2000. 3. BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico HIV- AIDS, 2015. Disponível em: http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/ publicacao/2015/58534/bolet.pdf. 4. LAI, D.; TSAI, S. P.; HARDY, R. J. Impact of HIV/AIDS on life expectancy in the United States. 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3314 unicientifica v. 18 n. 1 (2016) Índice de Criminalidade no Município de Janaúba-MG e os Póssiveis Benefícios da Metodologia Apaquiana Roberto Allan Ribeiro Silva;Jaqueline Soares Cardoso;Cynara Silde Mesquita Veloso;Dênio Carvalho Pinheiro; Criminalidade; Violência Urbana; Humanização da Vida Carcerária Objetivo: investigar/analisar os aspectos criminológicos no contexto da cidade de Janaúba, bem como, traçar um paralelo com o sistema penitenciário da cidade, oferecendo uma alternativa para a segurança pública a partir de uma política criminal fundamentada na humanização no cárcere. Metodologia: trata-se de um trabalho quantitativo, cuja fonte de dados foram os Registros de Eventos de Defesa Social, referentes aos anos de 2011 a 2015, disponibilizados pela Polícia Militar de Janaúba. Resultados: embora o índice total de crimes tenha diminuído, neste período, queda de 21%, verificou-se um acentuado aumento, 94%, na ocorrência de crimes violentos (homicídios, latrocínios, roubos e estupros), crimes de maior relevância social e que guardam certa relação com o tráfico de drogas. Essa situação tem criado um clima de insegurança na sociedade. A raiz deste problema reside em uma série de fatores de ordem social e econômica. Conclusões: o sistema prisional, com a desumanização do preso, tem contribuído para retroalimentar essa situação. A reincidência é um importante determinante neste processo. Neste sentido, a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado, figura como uma intervenção que tem se mostrado eficaz na ressocialização do preso e para a realidade de Janaúba, o que pode trazer inegáveis benefícios para a sociedade e para o preso. 1. Brasil tem 21 cidades em ranking das 50 mais violentas do mundo; veja lista. G1. [online]. Disponível: . Acesso em: 29 Abr. 2016. 2. GUIRARDI, E.; MANOLESCU, F. Criminalidade e violência no Brasil. Universidade do Vale do Paraíba. [online]. IX Encontro Latino Americano de Pós-Graduação. Disponível em: . Acesso em: 29 Abr. 2016. 3. CRUZ, R. A. Justiça Restaurativa: um novo modelo de Justiça Criminal. Tribunal virtual. [online]. Disponível em: . Acesso em: 29 Abr.2016. 4. DAMAS, F. B. Assistência e Condições de Saúde nas Prisões de Santa Catarina, Brasil. Revista Saúde Pública, Santa Catarina, Florianópolis, v. 5, n. 3, p. 6-22, dez. 2012. 5. OTTOBONI, M. Seja solução, não vítima! São Paulo: Cidade Nova, 2004. 6. VIEGAS, B. F. Análise comparativa de registros de homicídios dolosos consumados na região metropolitana de Belo Horizonte, entre 2008 e 2010. XVIII Encontro Nacional de Estudos Populacionais. Águas de Lindóia/SP – Brasil, nov. 2012. Disponível em: Acesso em: 30 Mai. 2016. 7. SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA. Coordenadoria de Análise e Planejamento. Estatística de Criminalidade Manual de Interpretação. Coordenadoria de Análise e Planejamento, 2015. 8. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA JANAÚBA – IBGE. Cidades– Minas Gerais - Janaúba. Disponível em: Acesso em: 29 Abr.2016. 9. SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE. Identidade social dos municípios mineiros - Perfil Social, 2010. Disponível em: . Acesso em: 29 Abr.16. 10. REDÍGOLO, N. C. N. Sistema penitenciário e seus estigmas: o caso paulista. Revista LEVS/ UNESP-Marília. n. 9, 2012. 11. OMOTE, S. Estigma no tempo da inclusão. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, set.-dez. 2004, v.10, n.3, p.287-308 2004. Disponível em: . Acesso em: 28 Apr. 2016. 12. VELOSO, C. S. M.; et al. Direitos humanos, políticas sociais, pobreza cidadania no cárcere: humanizando a vida carcerária no Vale do Gorutuba. IV Congresso em Desenvolvimento Social: Mobilidades e Desenvolvimento. Unimontes, 2013. 13. MINISTÉRIO DA SAÚDE. DATASUS. 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3315 unicientifica v. 18 n. 1 (2016) Percepção de Estudantes de um Mestrado em Biotecnologia quanto à Aprendizagem Baseada em Problemas Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier;Mauro Aparecido de Sousa Xavier;Cristina Andrade Sampaio;Madson Vinícius Veloso;Isabella Veloso Souto;Vanessa Andrade Royo;Nair Amélia Prates Barreto; Aprendizagem baseada em problemas; Percepção discente; Microbiologia industrial; Biotecnologia. Objetivo: o objetivo deste trabalho foi avaliar a percepção de alunos de mestrado quanto à Aprendizagem Baseada em Problemas inserida (ABP) na disciplina de Microbiologia Industrial, ofertada pelo programa de mestrado profissional em Biotecnologia da Universidade Estadual de Montes ClarosMG. Metodologia: os sujeitos da pesquisa foram 34 alunos que cursaram a disciplina entre 2011 a 2013. Os instrumentos de coleta de dados foram formulários da avaliação e avaliações escritas. Analisaram-se os dados com o auxílio do programa Minitab® utilizando-se o teste Qui-quadrado. Para a avaliação qualitativa, foram categorizadas as respostas dadas sobre a opinião dos participantes quanto às sessões tutoriais. Resultados: a análise estatística comparando itens avaliados das sessões tutoriais e aulas expositivas não mostrou diferença estatística significativa. Em relação ao número de acertos das questões na avaliação cognitiva, as médias oriundas das sessões tutoriais e das aulas expositivas foram de 94,0% e 73,0%, respectivamente. Os pontos fortes descritos da Aprendizagem Baseada em Problema foram: dinamismo, busca do conhecimento, autodesenvolvimento, estímulo ao raciocínio. Como pontos fracos: pressão para participação, lacunas do conhecimento e tempo insuficiente. Conclusões: as análises, aqui realizadas, revelaram uma percepção positiva dos discentes quanto a Aprendizagem Baseada em Problemas, bem como a sua eficácia para a disciplina em questão. 1. KOMATSU, R. S. et al. Guia do Processo de Ensino-Aprendizagem “Aprender a Aprender”. 4ª ed. Faculdade de Medicina de Marília. Marília - SP – BRASIL. 2003. 2. WILKERSON, L. A.; GIJSELAERS, W. H. Bringing Problem-based Learning to higher education: Theory and Practice. San Francisco: Jossey-Bass Publishers. 1996. 3. FOGARTY, R. Problem-based Learning: a collection of articles. Arlington Heights: Skylight, 1998. 4. KINGSLAND, A. Time expenditure, workload, and student satisfaction in Problem-based Learning. In: WILKERSON, L. A.; GIJSELAERS, W. H. Bringing Problem-based Learning to higher education: Theory and Practice. San Francisco: Jossey-Bass Publishers. 1996. p. 73-82. 5. STINSON, J. E.; MILTER, R. G. Problembased Learning in business education: curriculum design and implementation. In: WILKERSON, L. A.; GIJSELAERS, W. H. Bringing Problem-based Learning to higher education: Theory and Practice. San Francisco: Jossey-Bass Publishers. 1996. p. 33-42. 6. WOODS, D. They just don’t pull their weight. In: SCHWARTZ, P.; MENNIN, S.; WEBB, G. Problem based Learning: case studies, experience and practice. Londres: Kogan, 2001. 7. RIBEIRO, L. R. C.; MIZUKAMI, M. G. N. Uma implementação da aprendizagem baseada em problemas (PBL) na pós-graduação em engenharia sob a ótica dos alunos. Semina: Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v. 25, p. 89-102, set. 2004. 8. FEUERWERKER L. Além do discurso de mudança na educação médica: processos e resultados. Rio de Janeiro: Hucitec, 2002. 9. DINIZ, C.; XAVIER, A. R. E. O.; Sampaio, C. A. Módulo de Introdução ao Estudo da Medicina. 2011. Curso de Medicina da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Montes Claros. 10. OLIVEIRA, D. A. Proposta e relatório de Implantação do Curso de Mestrado Profissional em Biotecnologia. 2010. Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Montes Claros. 11. XAVIER, A. R. E. O. et al. Disciplina de Microbiologia Industrial – Mestrado em Biotecnologia - Relatório de aulas teóricas e práticas. 2013. Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Montes Claros. 12. SIQUEIRA, J.R.M. et al. Aprendizagem baseada em problemas: o que os médicos podem ensinar aos contadores. Revista Contabilidade Vista e Revista, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 20, n. 3, 2009. 13. HUANG, R. Chinese international student’s perceptions of the problem-based learning experience. Journal of hospitality, leisure, sport and tourism education. v. 04, n. 2, p. 36- 43. 2005. 14. GREGSON, K.; ROMITO, L.M.; Student’s attitudes toward integrating problem-based learning into a D.D.S. pharmacology Curriculum. Journal of Dental Education, v. 74, n. 5, 2010. 15. MITRE, S. M. et al. Metodologias ativas de ensino-aprendizagem na formação profissional em saúde: debates atuais. Revista Ciência & Saúde Coletiva, v.13, n.2, p. 2133-2144, 2008. 16. PARANHOS, V. D.; MENDES, R. M. M. Currículo por competência e metodologia ativa: percepção de estudantes de enfermagem. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v.18, n.1, p. 1-7, jan-fev, 2010.
3316 unicientifica v. 18 n. 1 (2016) Perfil de Dispensação de Antibióticos nos Ambientes Ambulatorial e Hospitalar em Montes Claros, MG Víctor Mendes Ferreira;Eduardo Dias Moreira;Larissa Maria Oliveira Gonzaga;Tabata Bittencourt Batista;Luciana de Mattos Carneiro Gonzaga;Marcos Vinicius Macedo de Oliveira; Antibioticoterapia; Infecção hospitalar; Infecção comunitária; Resistência bacteriana; NASPP. Objetivo: avaliar o perfil de dispensação de antibióticos em rede hospitalar e ambulatorial de Montes Claros, Minas Gerais, entre 2012 e 2015, como também distinguir quais classes específicas são mais utilizadas, nesses setores de atendimento à saúde. Metodologia: este estudo foi observacional, com caráter retrospectivo e transversal, sendo a abordagem quantitativa. A coleta de dados aconteceu em um centro de saúde ambulatorial e um hospital de Montes Claros, durante o segundo semestre de 2015. Os dados foram analisados através de métodos estatísticos e interpretados por meio de uma análise entre esses dados e a literatura. Resultados: em ambos os setores, a classe mais utilizada foi a dos beta-lactâmicos, e os aminoglicosídeos e as tetraciclinas foram os menos utilizados nos ambientes ambulatorial e hospitalar, respectivamente. Houve aumento importante na dispensação de antibióticos no NASPP. Por outro lado, no Hospital Santa Casa, houve decréscimo progressivo no uso de antibióticos. Conclusão: é necessária maior atenção às medidas de prevenção de infecções, dentro e fora dos hospitais, bem como melhor orientação a toda a população – inclusive à comunidade médica – sobre o uso e a prescrição inapropriados de antibióticos. 1. GUIMARÃES, D. O.; MOMESSO, L. S.; PUPO, M. T. Antibióticos: importância terapêutica e perspectivas para a descoberta e desenvolvimento de novos agentes. Química Nova, São Paulo, v. 33, n. 3, p. 667-679, 2010. Disponível em: http://quimicanova.sbq.org.br/detalhe_artigo. asp?id=5068. Acesso em 05 Abr. 2015. 2. BRUNTON, L. L.; CHABNER, B. A.; KNOLLMANN, B. C. Goodman and Gilman’s The Pharmacological Basis of Therapeutics. 12. ed. New York: McGraw-Hill, 2011. 3. SANTOS, E. F.; LAURIA-PIRES, L. Padrões de utilização de antibacterianos em unidades de terapia intensiva. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, São Paulo, v. 22, n. 2, p. 144-152, abr./jun. 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103- 507X2010000200008&script=sci_ abstract&tlng=pt. Acesso em: 05 Abr. 2015. 4. FREITAS, T. C. S. B. et al. Uso de medicamentos durante a gestação e a lactação em mulheres militares na região metropolitana de Belo Horizonte e sua associação com o tempo de aleitamento materno. Revista Médica de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 22, n. 2, p. 158-165, 2012. Disponível em: http://www.rmmg.org/artigo/ detalhes/97. Acesso em: 05 Abr. 2015. 5. CRUZ, M. J. B et al. Uso de medicamentos entre crianças de 0-14 anos: estudo de base populacional. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 90, n. 6, p. 608-615, nov./dez. 2014. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021- 75572014000600608&script=sci_arttext&tlng=pt. Acesso em: 05 Abr. 2015. 6. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Uso racional de medicamentos: temas selecionados. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ uso_racional_medicamentos_temas_selecionados. pdf. Acesso em: 12 Abr. 2015. 7. KOTWANI, A. et al. Irrational use of antibiotics and role of the pharmacist: an insight from a qualitative study in New Delhi, India. Journal of Clinical Pharmacy and Therapeutics, v. 37, n. 3, p. 308-312, jun. 2012. 8. WORLD HEALTH ORGANIZATION. The pursuit of responsible use of medicines: sharing and learning from country experiences. Geneva: WHO Press, 2012. 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Infecção hospitalar em uma unidade de tratamento intensivo de um hospital universitário brasileiro. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 18, n. 2, p. 97-104, 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo. php?pid=S0104-11692010000200014&script=sci_ abstract&tlng=pt. Acesso em: 03 Set. 2015. 17. DEL FIOL, F. S. et al. Perfil de prescrições de antibióticos em infecções comunitárias. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, v. 43, n. 1, p. 68-72, jan./fev. 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext &pid=S0037-86822010000100015. Acesso em: 03 Set. 2015
3317 unicientifica v. 18 n. 1 (2016) Política de Cotas no Ensino Superior: percepções de professores e estudantes Simone Monteiro Ribeiro;Maria Tereza Carvalho Almeida;Fernanda Alves Maia;Déryk Patrick Oliveira Amaral;Maria Rachel Alves; Sistema de Cotas; Ações Afirmativas; Políticas Sociais; Equidade Objetivo: essa pesquisa objetivou conhecer a percepção de professores e estudantes sobre a adoção da Política de Cotas. O cenário utilizado foi uma universidade estadual localizada na mesorregião do Norte de Minas e a população-alvo foi constituída por professores e estudantes do curso de Medicina. Metodologia: utilizou-se a escala de Likert, constando de sete assertivas relacionadas ao assunto. Resultados: a análise da percepção de professores e estudantes sobre a Política de Cotas na universidade permitiu identificar que ambas são distanciadas. Os estudantes não fazem discriminação entre o desempenho de estudantes cotistas e não cotistas; discordam que os cotistas tenham mais dificuldades para o acompanhamento das atividades acadêmicas, além de atribuir que as cotas não interferem na qualidade de formação profissional. Por outro lado, a maior parte dos professores discorda de que a Política de Cotas contribua para a promoção da equidade social, além de concordar que ela atrapalha o acesso da população à Universidade. Eles consideram que os estudantes cotistas tenham mais dificuldades no desempenho das atividades acadêmicas, e que essa política interfere na formação profissional. Conclusões: destaca-se, por fim, a importância no aprofundamento de se pesquisar e se discutir o que as percepções identificadas em professores e estudantes em relação à Política de Cotas significam e as atitudes que desencadeiam. 1. SANTOS, S. A. et al. Ações afirmativas: Polêmicas e possibilidades sobre igualdade racial e o papel do Estado. Revista Estudos Feministas. Florianópolis: V.16, N.3, setembro/dezembro de 2008. 2. MOEHLECKE, S. Ação afirmativa: história e debates no Brasil. Cadernos de Pesquisa, São Paulo: Fundação Carlos Chagas, n. 117, p.197-217, nov. 2002. 3. GUARNIERI, F. V.; MELO-SILVA, L.L. Perspectivas de estudantes em situação de vestibular sobre as cotas universitárias. Revista Psicologia e Sociedade, 22 (3): 486-498, 2010. 4. SANTIAGO, N. E. A.; NORBERTO, A. P.; RODRIGUES, S.M.C. O Direito a inclusão: a implantação de ações afirmativas nas IES públicas brasileiras - experiência na UFC. Revista Pensar. Fortaleza: v.13, n.1, jan-jun, 2008. 5. HERINGER, R.; FERREIRA, R. Análise das principais políticas de inclusão de estudantes negros no ensino superior no Brasil no período 2001-2008. In: PAULA, M.; HERINGER, R. (Org.). Caminhos convergentes. Rio de Janeiro: Heinrich Böll Stiftung e Actionaid, 2009. p.137-196. 6. LORENZO, R. A. As ações afirmativas para afrodescendentes a partir de parcerias intersetoriais: uma análise interpretativa do caso geração XXI. Revista O&S. Salvador: v.19, n.63, out-dez, 2012. 7. PIOVESAN, F. Ações afirmativas da perspectiva dos Direitos Humanos. Cadernos de Pesquisa, v. 35, n. 124, p. 43-55, jan-abr, 2005. 8. PASQUALI, L. Teoria e métodos de 9. HAAS, C. M.; LINHARES, M. Políticas públicas de ações afirmativas para ingresso no Ensino Superior se justificam no Brasil? Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Brasília: v.93, n.235, set-dez, 2012. 10. BERNARDINO, J. Ação afirmativa e a rediscussão do Mito da Democracia Racial no Brasil. Revista Estudos Afro-Asiáticos, n.2, 2002. 11. HOFBAUER, A. Ações afirmativas e o debate sobre racismo no Brasil. Revista Lua Nova. São Paulo: n.68, 2006. 12. BARROZO, P. D. A ideia de igualdade e as ações afirmativas. Revista Lua Nova, n.63, 2004. 13. BAYMA, F. Reflexões sobre a constitucionalidade das cotas raciais em universidades públicas no Brasil: referências internacionais e o desafio pós-julgamento das cotas. Ensaio: Avaliação das Políticas Públicas Educacionais, Rio de Janeiro, v. 20, n. 75, p. 325- 346, abr./jun. 2012. 14. BARROS, F. M. Uma análise sobre cotas no curso médico da UNIMONTES: desempenho acadêmico dos estudantes e percepções docentes. São Paulo, 2010. Dissertação (Mestrado em Ensino em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de São Paulo, 2010. 15. SANTOS, J. T.; QUEIROZ, D. M. Sistema de cotas e desempenho de estudantes nos cursos da UFBA. In: André Augusto Brandão. (Org.). Cotas raciais no Brasil: a primeira avaliação. 1ed. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 2007, v. 1, p. 115-135. 16. BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 23 dez. 1996. 17. BRITO, M. D. A. O sistema de cotas nas universidades públicas e a diminuição das desigualdades sociais: um estudo de caso da Universidade de Brasília. Brasília, 2008. Trabalho final (Curso de pós-graduação lato sensu em Ciência Política) - Universidade do Legislativo Brasileiro (UNILEGIS) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). 18. NEVES, P. S. C.; LIMA, M. E. O. Percepções de justiça social e atitudes de estudantes prévestibulandos e universitários sobre as cotas para negros e pardos nas universidades públicas. Revista Brasileira de Educação, v.12, n.34, 2007.
3318 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) Hegemonia do Qualis, Fator de Impacto e os Rumos que queremos para a Unimontes Científica Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier;Daniela Araújo Veloso Popoff; A Revista Brasileira de Pós-graduação (RBPG) em sua recente edição de março de 2017 destaca pontos essenciais para que editores científicos, docentes e alunos de programas de pós-graduação possam melhor compreender o Qualis-periódicos. Interessantemente a autora da reportagem, profa Rita de Cássia Barradas Barata, diretora de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) enfatiza o que não é o Qualis! Um erro comum é confundi-lo como base de indexação de periódicos. Esse sistema de classificação não é uma base bibliométrica, e, portanto, não é possível por ele medir impacto dos periódicos. O fator de impacto (FI) é determinante e exemplo de métrica mais adequado para se avaliar a qualidade e importância dos artigos científicos publicados em um periódico independente de serem ou não produtos de pesquisadores de pós-graduação brasileiras. O número de citações de um artigo científico é componente fundamental para se avaliar o seu FI. Assim quanto maior a visibilidade maior chance de aumento do fator de impacto dentre outros. Uma condição sine qua non para isso é que o periódico esteja indexado em bases de importância dentre as quais a ISI (Institute for Scientific Information) cujos resultados da avaliação são disponibilizados para consulta pública no JCR (Journal Citation Reports) da Thompson Reuters. Neste contexto o conselho editorial da Revista Unimontes Científica (RUC) tem almejado aumentar o alcance de divulgação e exposição dos artigos científicos publicados neste periódico. Para tal, normas exigidas pelas principais bases de dados mundiais entre as quais Medline (Index Medicus), EMBASE (Exerpta Médica), BIOSIS (Biological Abstracts-Currents Contents), SciELO (Scientific Eletronic Library) dentre outras, deverão ser seguidas. A RUC atualmente se encontra indexada no Latindex (Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal), IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) e Google Acadêmico.
3319 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) Abordagem Familiar na Estratégia Saúde da Familia Utilizando as Ferramentas de Acesso no Cuidado em Saúde Mental Quíria França Rodrigues;Thiago Antunes Oliveira;Rosângela Silveira;Renata Francine Rodrigues de Oliveira;Keyla Paiva Marinho;Ludimilla Rodrigues Campolina; Atenção à Saúde; Estratégia Saúde da Família; Saúde Mental e Ferramentas de Abordagem Familiar. o trabalho dos profissionais da Estratégia Saúde da Família, principal modelo de atenção primária à saúde, considera a família como lócus básico de atuação. No entanto, em situações de difícil manejo clínico, torna-se necessária a aplicação das ferramentas de abordagem familiar como estratégia para identificação de entraves no âmbito familiar que podem interferir no processo terapêutico. Além disso, no cuidado em saúde mental, este processo é fundamental para melhor compreensão e condução dos casos. Este trabalho objetiva relatar um estudo de caso conduzido por profissionais de uma equipe da Estratégia Saúde da Família do município de Montes Claros - Minas Gerais, em que, através do emprego das Ferramentas de Abordagem Familiar, foi possível uma maior compreensão sobre a relação do sujeito, em análise, integrado na dinâmica familiar e como esta interação interfere em sua terapêutica. Observou-se que a utilização de tais instrumentos permite desenvolver o cuidado integral, baseado na realidade vivenciada pelo sujeito e que o trabalho interdisciplinar dos profissionais de saúde é fundamental para oferecer suporte à família e potencializar suas capacidades e melhorar a qualidade de vida. 1. RONCALLI, A. G. O desenvolvimento das políticas públicas de saúde no Brasil e a construção do Sistema Único de Saúde. In: PEREIRA, C.A. Odontologia em saúde coletiva: planejando ações e promovendo saúde. Porto Alegre: ArtMed, 2003. p. 28-49. 2. AMARANTE, P. et AL (Org). Psiquiatria social e reforma psiquiátrica. Rio de Janeiro: FIO CRUZ, 1994. 3. ELSEN, I. Desafios da enfermagem no cuidado de famílias. In: BUB, L. I. R. et al. (Org.) Marcos para a prática de Enfermagem com famílias. Florianópolis: Editora da UFSC, 1994. 4. PUPULIN, A. R. T. et al. Acompanhamento domiciliar de pacientes chagásticos tratados etiologicamente. Revista Brasileira de Análise Clínica, Rio de Janeiro, v. 35, n. 3, p. 159-61, 2003. 5. WAGNER, H. L. et al. Trabalhando com famílias em saúde da família. Revista de Atenção Primária à Saúde, Juiz de Fora, v. 3, n. 8, p.10-4, jun./nov. 2001. Disponível em: < www.scielo.com. br >. Acesso em: 21 de fevereiro de 2015. 6. SILVEIRA FILHO, A. D. O uso das ferramentas de saúde da família na construção do cuidado em saúde. 2006. 197 p. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública). Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, 2006. Disponível em: . Acesso em: 21 de fevereiro de 2015. 7. NOBRE, L.L.R; QUEIROZ, L.S; MENDES, P.H.C; MATOS, F.V; SOARES; A.S.F; LEÃO, C.D.A;. Abordagem Familiar no Âmbito da Estratégia Saúde da Família: Uma Experiência de Cuidado Interdisciplinar. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, Três Corações, v. 12, n. 2, p. 458-468, ago./dez. 2014 8. MUNIZ, J. R; EISENSTEIN, E. Genograma: informações sobre família na (in)formação médica. Revista Brasileira de Educação Médica, Rio de Janeiro, v. 33, n. 1, 2009. Disponível em: < www. scielo.com.br >. Acesso em: 20 de junho de 2011. 9. MOYSÉS, S. J. As Ferramentas de Trabalho com Famílias Utilizadas pelas Equipes de Saúde da Família de Curitiba, PR. Saúde Soc. São Paulo, v. 18, n. 3, p.515-524, 2009. 10. WILSON; L. et al. O modelo FIRO de estudo de família. In: WILSON, L. Trabalhando com famílias: livro de trabalho para residentes. Curitiba: SMS, 1996b. p. 43-5. 11. McGOLDRICK, M.; GERSON, R. Genetogramas e o ciclo de vida familiar. In: CARTER, B.; McGOLDRICK, M. 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O cotidiano, as tensões e as repercussões do provimento do cuidado doméstico ao portador de transtorno mental. Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 28, n.66, p. 28-37, jan./abr. 2004. 17. DIMENSTEIN, M. et al. O apoio matricial em Unidades de Saúde da Família: experimentando inovaçõesem saúde mental. Saúde soc. [online], v. 18, n. 1, p. 63-74, 2009. 18. CECAGNO, S.; SOUZA, M. D. de; JARDIM, V. M. da R. Compreendendo o contexto familiar no processo saúde-doença. Acta Scientiarum. Health Sciences, Maringá, v. 26, n. 1, p. 107-112, 2004. 19. GOMES, R.; DESLANDES, S. F. Interdisciplinaridade na Saúde Pública: um campo em construção. Rev. Latino-am.enfermagem, Ribeirão Preto, v. 2, n. 2, p. 103-114, julho 1994
3320 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) Abordagem Familiar na Visão de uma Equipe Multiprofissional: Estudo de caso Maria Aparecida Barbosa de Sá;Sibelle Gonçalves de Almeida;Thiago Antunes de Oliveira;Keyla Marinho de Paiva;Ludmilla Rodrigues Campolina;Claudia Danyella Alves Leão;Carlos Alberto Quintão Rodrigues; Saúde da família; Relações familiares; Estratégia Saúde da Família Objetivou-se relatar em um caso clínico a experiência de uma equipe multiprofissional na abordagem familiar realizada através da aplicação das ferramentas de trabalho: Genograma, FIRO, P.R.A.C.T.I.C.E., Ciclo de Vida e Conferência Familiar, em uma família assistida por uma Equipe de Estratégia em Saúde da Família. A utilização dos instrumentos sistematizados facilitou a compreensão da estrutura, funcionamento e dinâmica da família em estudo, permitindo maior interação entre os profissionais de saúde e a família. A experiência permitiu, ainda, a contribuição para a reorganização dos papéis familiares incentivando a divisão de tarefas entre os membros, através da elaboração de um plano de cuidados construído a partir das demandas dos próprios familiares. 1. ROSA, W.A.G; LABATE R.C. Programa saúde da família: a construção de um novo modelo de assistência. Rev. Latino-Am. Enfermagem [Internet], v. 13 n. 6, p. 1027-1034, 2005. 2. MACHADO, H.B. Identificação de Riscos na Família a partir do Genograma. Rev. Fam. Saúde Desenv., v.7, n. 2, p. 149-157, 2005. 3. NETO, I.G. A conferência familiar como instrumento de apoio à família em cuidados paliativos. RevPortClinGeral., v. 15, n. 19, p. 68- 74, 2003. 4. MINISTÉRIO DA SAÚDE, MS. Atenção primária: equilíbrio entre a necessidade de saúde, serviços e tecnologias. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde; 2002. 5. GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO. Manual de assistência domiciliar na atenção primária à saúde. Experiência do SSC/GHC. 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3321 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) Os Desafios no Controle das Leishmanioses no Contexto da Cidade de Montes Claros (MG) Clara Cynthia Melo Lima;Marcia Grisotti;Francisca Souza Santos; Zoonoses; Leishmaniose; Relação humano-animal; Montes Claros; Animais domésticos; Endemias. a percepção social da interdependência entre humanos e animais é recente devido ao conhecimento produzido sobre os impactos de uma aproximação, cada vez maior, entre ambos. Nesse âmbito, as leishmanioses, endêmicas em Montes Claros, representam um conjunto de doenças com amplo espectro clínico e diversidade epidemiológica. Assim, o presente artigo objetiva analisar, por meio de uma abordagem qualitativa, o controle das leishmanioses nessa cidade, sob a perspectiva dos profissionais do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Verificou-se que em Montes Claros, o controle dessas doenças segue as normas preconizadas pelo Ministério da Saúde. Os principais desafios apontados foram problemas de cunho operacional e problemas de ordem social. 1. VASCONCELOS, S.A., Zoonoses e saúde pública: riscos causados por animais exóticos. Biológico, São Paulo, v.63, n.1/2, jan./dez., 2001, p.63-65. 2. PEREIRA, L. R. M., Atuação do Ministério Público direcionada ao Programa de Vigilância da Leishmaniose Visceral no contexto das ações de controle do reservatório da espécie canina. (Dissertação de Mestrado- Fundação Oswaldo Cruz). Recife, 2010. 3. ÁVILA-PIRES, F. D., Princípios de Ecologia Médica. 2. ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2000. 4. FRAGA, L. S., Controle de zoonoses: estudo sobre práticas educativas voltadas ao manejo da população canina. (Dissertação de Mestrado – Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca). Rio de Janeiro, 2012. 5. BRASIL, Resolução-RE No- 2.519, de 1ode junho de 2010. Publicada no Diário Oficial da União em 07 de junho de 2010. 6. GONÇALVES, D. D., et al. Leishmaniose Tegumentar Americana em cão errante da região noroeste do estado do Paraná- relato de caso. Arq. Ciênc. Vet. Zool. UNIPAR, v. 15, n. 1 Umuarama,jan./jun. 2012, p. 85-87. 7. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral. Brasília: Ministério da Saúde, 2003. 8. MARTINS, R. F., “Eutanásia humanitária” ética ou prática falaciosa visando-se ao pretenso controle da população de animais de rua e de zoonoses? Direito Animal, 2006, p. 200-205. 9. ÁVILA-PIRES, F. D., “Ecologia das zoonoses”. In: COURA, J.R. (Ed.) Dinâmica das doenças infecciosas e parasitárias. 2 vols. RJ: Guanabara Koogan, 2005. Vol 1 :53-64. 10. SILVA, A. F., et al. Fatores relacionados à ocorrência de leishmaniose tegumentar no Vale do Ribeira. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, jan-fev, 2010, p. 46-51. 11. LEITE, M. E., Geoprocessamento aplicado ao estudo do espaço urbano: o caso da cidade de Montes Claros-MG. (Dissertação de MestradoUniversidade Federal de Uberlândia) Uberlândia, 2006. 12. MONTEIRO, E. M., et al. Leishmaniose visceral: estudo de flebotomíneos e infecção canina em Montes Claros, Minas Gerais. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, marabr, 2005, p. 147-152. 13. COSTA, A. M., et al. Agente Comunitário de Saúde: elemento nuclear das ações em saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 2013, p. 2147-2156. 14. PEREIRA, A. M., Cidade média e região: o significado de Montes Claros no norte de Minas Gerais. (Tese de Doutorado- Universidade Federal de Uberlândia). Uberlândia, 2007. 15. MISSAWA, N. A., BORBA, J. F., Leishmaniose visceral no município de Várzea Grande, Estado de Mato Grosso, no período de 1998 a 2007. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, set-out, 2009, p. 496-502. 16. SOUSA, R. G., et al. 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Leishmaniose Visceral Canina. Um manual para o clínico veterinário. Rio de Janeiro, 2011. 28. NOGUEIRA, J. L., et al. A importância da leishmaniose visceral canina para a saúde pública: uma zoonose reemergente. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, jul 2009. 29. DOMINGOS, I. H., Teste Rápido TR DPP no contexto do diagnóstico sorológico da leishmaniose visceral canina. (Dissertação de Mestrado- Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Campo Grande, 2012. 30. FUNED. Fundação Ezequiel Dias. PAQLVC. Manual de Avaliação da Qualidade do TR DPP no campo. FUNED, 2013. 31. SCHUBACH, E. Y. P., Validação da técnica de imunocromatografia rápida de duplo percurso para o diagnóstico da leishmaniose visceral canina em amostras de sangue total e soro. (Dissertação de Mestrado- Universidade de Brasília). Brasília, 2011. 32. CFMV, Conselho Federal de Medicina Veterinária. Guia Brasileiro de Boas Práticas em Eutanásia em Animais - Conceitos e Procedimentos Recomendados. 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3322 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) Trabalho com Família em uma Equipe Multiprofissional na Atenção Primária à Saúde Aline Soares Figueiredo Santos;Alessandra Vieira Rocha;Cleide Rocha Veloso;Vanessa Tavares de Souza; Atenção à Saúde; Saúde da Família; Relações Familiares; Estudo de caso; Prática de Família. A atenção integral à família tem sido possibilitada e melhorada a partir da abordagem dos indivíduos pela Equipe de Saúde da Família, junto ao ambiente em que vivem, o que possibilita o entendimento de suas relações sociais, permitindo uma interação e compreensão da dinâmica familiar e do contexto no qual estão inseridos. Este trabalho tem como objetivo descrever a experiência de uma abordagem familiar feita pelos profissionais da Equipe de Saúde da Família Vila Greyce, localizada no município de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil, a partir de uma paciente índice, já acompanhada pela equipe. Foram utilizadas as ferramentas de abordagem familiar: Genograma, Ecomapa, Ciclo de Vida Familiar, FIRO, P.R.A.C.T.I.C.E e a Conferência Familiar. Através dessas ferramentas, foi possível a compreensão pela equipe da Estratégia Saúde da Família sobre o processo de saúde-doença-cuidado da família e suas relações com a comunidade, visando à promoção de saúde e planejamento das ações da equipe, de acordo com as necessidades da família. 1. SILVIA, M. C. L. S. R. et al. A abordagem à família na Estratégia Saúde da Família: uma revisão integrativa da literatura. Rev Esc Enferm USP 2011; 45(5):1250-5, 2011. www.ee.usp.br/ reeusp/. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ reeusp/v45n5/v45n5a31.pdf > Acesso em: 12 Apr. 2016. 2. CHAPADEIRO, C.A. et al. A família como foco da Atenção Primária à Saúde. Belo Horizonte: Nescon/UFMG, 2012. 3. BRASIL, C.H.G. Ferramentas de Acesso à Família. Montes Claros: 2010. 4. SANTOS, K. K. F. et al. Ferramentas de abordagem familiar: uma experiência do cuidado multiprofissional no âmbito da estratégia saúde da família. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, Três corações, v. 13, n. 2, p. 377-387, 2015. 5. GRATÃO, A.C. M. et al. Dependência funcional de idosos e a sobrecarga do cuidador. Rev Esc Enferm USP [Internet]. 47(1):137-44. 2013. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/ reeusp/v47n1/en_a17v47n1.pdf>. Acesso em: 08 Jan.2016. 6. NOBRE. L. L. R. et al. Abordagem familiar no âmbito da estratégia saúde da família: Uma experiência de cuidado interdisciplinar. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, Três corações, v.12, n. 2, p. 444-457, ago./dez. 2014. 07. NASCIMENTO L. C. et al. Contribuições do genograma e do ecomapa para o estudo de famílias em enfermagem pediátrica. Texto Contexto Enferm [serial on the Internet]. 14(2): 280-6. 2005. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/tce/ v14n2/a17v14n2>. Acesso em: Mai. 2016 8. MELLO D. F. et al. Genograma e ecomapa: possibilidades de utilização na estratégia de saúde da família. Rev Bras Cresc Desenv Hum [serial on the Internet]. 15(1): 78-89. 2005. Disponível em: . Acesso em: Apr.2016 9. MOYSÉS S. J; SILVEIRA FILHO A.D. Os dizeres da boca em Curitiba: boca maldita, boqueirão, bocas saudáveis. Rio de Janeiro: CEBES; 2002. 10. LIMA J. C. M, et al. O uso da conferência familiar na resolução de conflitos de uma família com idosa dependente. Rev Bras Med Fam e Com. 2008; 4(14):129-134. 11. GALRIÇA NETO, I. A conferência familiar como instrumento de apoio à família em cuidados paliativos. Revista Portuguesa de clínica geral, 2003, 19:58-74. 12. SILVA, J. V. et al. Trabalhando Com Famílias: Utilizando Ferramentas. Rev APS [serial on the Internet]. 6(2): 77-86. 2003. Disponível em: < http://www.ufjf.br/nates/files/2009/12/Pesquisa3. pdf >. Acesso em: Apr.2016 13. OLIVEIRA P.S. et al. Care of a fragile elderly by the family cuidado de um mayor frágil por la familia.Rev enferm UFPE on line/ Reuol, Recife, 10 (Supl. 1):273-83, jan., 2016.
3323 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) Vamos falar sobre Gravidez na Adolescência? Experiência de educação e saúde em um Quilombo Maria Alice Ramires Mendes;Gabriela Patrus Ananias de Assis Pires;Igor Caldeira Soares;Cristina Andrade Sampaio; Adolescentes; Educação e saúde; Gravidez O objetivo do presente estudo foi descrever a trajetória de adolescentes quilombolas em atividades de educação e saúde sobre gravidez, parto e sexualidade. Trata-se de um projeto de extensão em interface com a pesquisa, realizado em uma comunidade tradicional. Metodologia: participaram da pesquisa 20 adolescentes em cinco oficinas que mesclaram atividades didáticas e lúdicas. Dinâmicas, aulas, palestras e entrevistas fizeram parte dos instrumentais usados durante as visitas ao quilombo. A análise qualitativa balizou todo o projeto, possibilitando uma imersão no universo adolescente, por meio da observação participante. Resultados: os resultados indicam a falta de conhecimento, pelas adolescentes, sobre vários temas tratados, mas sinalizam uma aquisição de conhecimentos, após a participação no projeto. Considerações finais: durante a participação no projeto, as adolescentes ajudaram na construção de uma cartilha de educação e saúde. Implicações dessas participações de adolescentes no projeto poderão ser conhecidas à medida em que possam se transformar em multiplicadores de informações. 1. COSTA, S.M.B.; MACHADO, M.T.C. O corpo e a imagem corporal em adolescentes: perspectivas a partir do cuidado integral à saúde. Adolesc Saude, v. 11, n. 2, p. 19-24, 2014. 2. JARDIM, D.P. Educação em saúde na adolescência: uma experiência acadêmica na Estratégia Saúde da Família. Adolesc Saude, v. 9, n. 4, p. 63-67, 2012. 3. CIAMPO, L.A.D.; CIAMPO, I.R.L.D. Adolescência e imagem corporal. Adolesc Saude. 2010, v. 7, n. 4, p. 55-59, 2010. 4. SANTOS, L.A.; IZIDORO, T.C.R.; SILVÉRIO, A.S.D.; MESSORA, L.B. Avaliação do conhecimento de adultos e adolescentes sobre doenças sexualmente transmissíveis - DSTs. Adolesc Saude, v. 12, n. 1, p. 23-27, 2015. 5. SOARES, L.R.; CABERO, F.V.; SOUTO, T.G.; COELHO, R.F.S.; LACERDA, L.C.M.; MATÃO, M.E.L. Avaliação do comportamento sexual entre jovens e adolescentes de escolas públicas. Adolesc Saude v. 12, n. 2, p. 76-84, 2015. 6. MOREIRA, R.M.; TEIXEIRA, S.C.R.; TEIXEIRA, J.R.B.; CAMARGO, C.L.; BOERY, R.N.S.O. Adolescência e sexualidade: uma reflexão com enfoque bioético. Adolesc Saúde, Rio de Janeiro, v.10, n.3, p. 61-71, jul/ set 2013. 7. FERNANDES, A. O.; SANTOS JÚNIOR, H. P. O.; GUALDA, D. M. R. Gravidez na adolescência: percepções das mães de gestantes jovens. Acta Paul. Enferm., v.25, n.1, p. 55-60, 2012. 8. MUKHOPADHYAY, P.; CHAUDHURI, R.N.; PAUL, B. Hospital-based perinatal outcomes and complications in teenage pregnancy in India. J Health Popul Nutr, v. 28, n. 5, p. 494- 500, 2010. 9. 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3324 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) Antibacterianos: Principais classes, mecanismos de ação e resistência Hadison Santos Nogueira;Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira Xavier;Mauro Aparecido de Sousa Xavier;Adriana Amaral Carvalho;Gabriel Ataíde Monção;Nair Amelia Prates Barreto; Antibacterianos; Resistência; Genes entender o mecanismo de ação dos fármacos antimicrobianos e compreender os mecanismos pelos quais as bactérias conseguem resistir ao ataque destes fármacos é essencial para o desenvolvimento de meios para potencializar a eficácia e mimetizar o desenvolvimento da resistência bacteriana. O objetivo deste trabalho foi realizar revisão sobre os principais mecanismos de ação dos agentes antibacterianos e mecanismos de resistência das bactérias a essas drogas. Para tal, fontes primárias e secundárias de dados nacionais e internacionais foram consultadas. Os mecanismos de ação das principais drogas antibacterianas foram explorados e exemplificados, bem como mecanismos de resistência bacteriana. A antibioticoterapia como tratamento de infecções bacterianas está cada vez mais ineficiente em decorrência da emergência de bactérias resistentes a múltiplos fármacos. Há, portanto, a necessidade global de descobertas de novas drogas para o tratamento de infecções bacterianas. 1. TENOVER, F. C. Mechanisms of Antimicrobial Resistance in Bacteria. The American Journal of Medicine. v. 119, n. 6A, p. S3-S10, jun. 2006. 2. HOWARD, S. J. et al. Antibiotic resistance: global response needed. The Lancet Infectious Diseases. v. 13, n. 12, p. 1001-3, dez. 2013. 3. LUPO, A.; COYNE, S.; BERENDONK, T. U. Origin and evolution of antibiotic resistance: the common mechanisms of emergence and spread in water bodies. Frontiers in Microbiology. v. 3, n. 18, jan. 2012. Disponível em: < https://www.ncbi.nlm. nih.gov/pmc/articles/PMC3266646/>. Acesso em: 26 Out. 2016. 4. DAVIES, J.; DAVIES, D. Origins and evolution of antibiotic resistance. Microbiology and Molecular Biology Reviews. v. 74, n. 3, p. 417- 33, set. 2010. 5. WEI, W. J. et al. New delhi metallo-βlactamase-mediated carbapenem resistance: origin, diagnosis, treatment and public health concern. Chinese Medical Journal. v. 128, n. 14, p. 1969-76, jul. 2015. 6. CARVALHO, A. A. et al. Characterization and molecular epidemiology of extensively prevalent, nosocomial, isolates of the drug-resistant Acinetobacter spp. Genetics and Molecular Research. v. 15, n. 3, ago. 2016. Disponível em: < http://www.funpecrp.com.br/gmr/year2016/vol15- 3/pdf/gmr8608.pdf>. Acesso em: 26 Out. 7. LAXMINARAYAN, R. et al. Antibiotic resistance - the need for global solutions. The Lancet Infectious Diseases. v. 13, n. 12, p. 1057- 98, dez. 2013. 8. FRIEDMAN, N. D.; TEMKIN, E.; CARMELI, Y. The negative impact of antibiotic resistance. 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3325 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) A Perspectiva de Estudantes do Curso de Odontologia Sobre a Atuação do Cirurgião-Dentista em Ambiente Hospitalar Constanza Marín;Camila Gularte Lanau;Elisabete Rabaldo Bottan; Recursos Humanos em Odontologia; Unidade Hospitalar de Odontologia; Capacitação de Recursos Humanos em Saúde Objetivo: verificar quais as possibilidades de atuação do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar, na opinião de acadêmicos de Odontologia. Metodologia: a pesquisa se caracterizou como um estudo do tipo exploratório. A população-alvo foi formada por alunos de Odontologia do último período de duas universidades do litoral norte de Santa Catarina, totalizando 43 sujeitos. As informações foram obtidas através de um questionário estruturado com uma pergunta aberta sobre as formas de atuação do cirurgiãodentista em ambiente hospitalar. A coleta de dados ocorreu em novembro de 2014. A análise seguiu os princípios da pesquisa qualitativa, originando 133 evocações que foram listadas e classificadas, de acordo com suas afinidades conceptuais, em quatro categorias. Resultados: do total de participantes (n=43), 66,5% eram do sexo feminino. A idade média do grupo era de 23,95 anos. Na opinião dos acadêmicos pesquisados, a Atuação Multiprofissional com vistas à melhoria da qualidade de vida dos pacientes hospitalizados foi a categoria mais evocada (59,4%). A segunda categoria mais citada foi Cuidados de Higiene Bucal do Paciente (22,5%). As categorias Capacitação de Recursos Humanos e Atendimento de Urgência obtiveram 13% e 5,1%, respectivamente. Conclusão: a maioria dos acadêmicos entrevistados visualiza a atuação do cirurgião-dentista no hospital de forma integrada, prestando cuidados de higiene bucal ao paciente e participando na capacitação de Recursos Humanos. Percebe-se que estes acadêmicos já estão sendo preparados para a inserção na equipe hospitalar. 1. ARANEGA, A. M. et al. Qual a importância da Odontologia Hospitalar? Rev. bras. odontol., Rio de Janeiro, v. 69, n.1, p.90-93, 2012. 2. GODOI, A. P. T. et al. Odontologia hospitalar no Brasil. Uma visão geral. Rev. odontol. UNESP, Marília, v.38, n.2, p.105-109, 2009. 3. MARTINI, K. A atuação do cirurgiãodentista nas equipes multiprofissionais dentro do ambiente hospitalar. 2013. Dissertação (Mestrado) - Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva, São Paulo. 4. ARAÚJO, R.J.G.; VINAGRE, N.P.L.; SAMPAIO, J.M.S. Avaliação sobre a participação de cirurgiões-dentistas em equipes de assistência ao paciente. Acta Scientiarum. Health, Maringá, v.31, n.2, p.153-157, 2009. 5. FRANÇA, S. Atuação em ambiente hospitalar exige dos cirurgiões-dentistas conhecimentos específicos e evidencia a importância do trabalho multidisciplinar e interprofissional. Rev. Assoc. Paul. Cir. Dent., São Paulo, v.65, n. 5, p. 323, 2011. 6. PINHEIRO, T. S.; ALMEIDA, T.F. A saúde bucal em pacientes de UTI. 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Conhecimento da equipe de enfermagem sobre higiene oral em pacientes criticamente enfermos. Rev Gaúcha Enferm, Porto Alegre, v.33, n.3, p.34- 41, 2012. 19. GAETTI-JARDIM, E. et al. Atenção odontológica a pacientes hospitalizados: revisão da literatura e proposta de protocolo de higiene oral. RBCS, São Caetano do Sul, a. 11, n. 35, p. 31-36, 2013. 20. BELLO, R.F.; CASOTTI, E.; SOUZA, M.C.A. Atenção Básica na alta complexidade: o cuidado em saúde bucal com o paciente hospitalizado. Rev. Flum. Odont., Niterói, v.16, n.34, p.3-6, 2010. 21. LIMA, D.C. et al. A importância da saúde bucal na ótica de pacientes hospitalizados. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v.16, n.1,1173-1180, 2011. 22. MATTEVI, G.S. et al. A participação do cirurgião-dentista em equipe de saúde multidisciplinar na atenção à saúde da criança no contexto hospitalar. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v.16, n. 10, p. 4229-4236, 2011. 23. MARÍN, C.; BOTTAN, E.R.; MAÇANEIRO, C.A.R. 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O estágio no ambiente hospitalar como eficiente experiência para o ensino, a pesquisa e a extensão dos alunos do curso de odontologia. Rev. Ciênc. Ext., Araçatuba, v.7, n.3, p.51, 2011.
3326 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) Dificuldades de Utilização de Serviços de Saúde entre Idosos Não-institucionalizados Jéssica Santos Rocha Silva;Élen Débora Souza Vieira Souza Vieira;Sara Magalhães Medeiros;Jair de Almeida Carneiro;Gizele Cármem Fagundes;Ana Teresa Fernandes Barbosa;Antônio Prates Caldeira; Idosos; Serviços de Saúde/Utilização; Desigualdades em Saúde Objetivo:Avaliar dificuldade em utilização de serviços de saúde entre idosos não institucionalizados, buscando identificar fatores associados. Métodos: Estudo transversal, analítico, de base populacional, cujos dados foram coletados entre maio e julho de 2013, em visitas domiciliares. Foi aplicado um questionário com variáveis sociodemográficas, comorbidades, utilização de serviços de saúde e percepção sobre o acesso. Para análise estatística, as variáveis foram dicotomizadas. Conduziram-se análises bivariadas (teste qui-quadrado de Pearson) adotando-se nível de significância menor que 0,25 para inclusão das variáveis independentes no modelo múltiplo. O modelo final foi gerado por meio de análise de regressão de Poisson, com variância robusta, e as variáveis mantidas apresentaram associação com dificuldade de utilização dos serviços de saúde até o nível de significância de 0,05 (p < 0,05). Resultados: O relato de dificuldades para utilização do principal serviço de saúde foi apontado por 43,3% dos idosos pesquisados. As variáveis independentes associadas foram: renda familiar menor ou igual a dois salários mínimos (RP=2,32; IC95%=1,64-3,28), autopercepção negativa da saúde (RP=1,63; IC95%=1,15-2,33), presença de sintomas depressivos (PR=2,52; IC95%=1,71-3,71), autorrelato de diabetes (RP=1,55; IC95%=1,03- 2,34) e autorrelato de artrite/artrose/reumatismo (RP=1,79; IC95%=1,22-2,64). Conclusões: Uma elevada proporção de idosos percebem dificuldades para utilização dos serviços de saúde, especialmente aqueles com baixa renda familiar e com afecções que demandam maior acesso aos cuidados de saúde. 1. Veras, R. Envelhecimento populacional contemporâneo, demandas, desafios e inovações (2009). Revista de Saúde Pública,43(3), 548-554. 2. Lima-Costa, M.F.; Loyola-Filho, A.I.; Matos, D.L. Tendências nas condições de saúde e uso de serviços de saúde entre idosos brasileiros: um estudo baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (1998, 2003) (2007). Cadernos de Saúde Pública, 23(10), 2467-2478. 3. Pagotto, V.; Silveira, E.A.; Velasco, W. D. Perfil das hospitalizações e fatores associados em idosos usuários do SUS (2013). Ciência & Saúde Coletiva, 18(10), 3061-3070. 4. Paskulin, L.M.G.; Valer, D.B.; Vianna, L.A.C. Utilização e acesso de idosos a serviços de atenção básica em Porto Alegre (RS, Brasil) (2011). Ciência & Saúde Coletiva, 16(6), 2935-2944. 5. 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3327 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) Educação em Saúde: Elisabete Rabaldo Bottan;Joana Paula Tremea;Poliana Gomes;Mário Uriarte Neto; Capacitação de Recursos Humanos; Educação em Saúde; Promoção da Saúde; Recursos Humanos. Objetivo: Analisar o conceito e as práticas de educação em saúde de cirurgiões-dentistas que atuam na Estratégia de Saúde da Família (ESF). Metodologia: Pesquisa do tipo descritivo com abordagem quali-quantitativa. A população-alvo constou de cirurgiões-dentistas inseridos na ESF de cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul (Brasil). A coleta de dados foi efetuada através de entrevista estruturada. As entrevistas foram gravadas em áudio e, posteriormente, transcritas. O roteiro da entrevista constou de duas partes: a primeira para caracterização da amostra e a segunda para investigar a concepção e a prática de educação em saúde. A análise dos dados ocorreu com base nos princípios da pesquisa qualitativa, mediante organização de categorias conceptuais.Resultados: Para o conceito de educação em saúde, a categoria EnfoquePromoção da Saúde foi a mais frequente, com 59% das evocações; a frequência da categoria Enfoque Higienista foi de 41%. Com relação às práticas educativas desenvolvidas pelos cirurgiõesdentistas, as Práticas Tradicionais foram as mais citadas (93%) e a categoria Práticas Inovadoras obteve 7%. Conclusão: No que se refere à conceptualização de educação em saúde, houve o predomínio das evocações relacionadas ao paradigma de Promoção da Saúde, no entanto, as práticas revelam-se como ações tradicionais, focalizadas nas normas de higiene. É fundamental criar espaços para discussão com estes profissionais com o objetivo de se buscar consistência conceitual aliada à efetivação de práticas educativas que atendam às reais necessidades do modelo de atenção à saúde definido pelos pressupostos do Sistema Único de Saúde. 1. BRACCIALLI, L.A.D.; VIEIRA, T.C. A concepção dos profissionais de saúde sobre grupos educativos. Rev APS, Juiz de Fora, v. 15, n. 4, p. 412-420, 2012. 2. PINAFO, E.; NUNES, E.F.P.A.; GONZÁLEZ, A.D. A educação em saúde na relação usuário-trabalhador no cotidiano de equipes de saúde da família. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 17, n.7, p. 1825-1832, 2012. 3. FIGUEIREDO, M.F.S.; RODRIGUES NETO, J.F.; LEITE, M.T.S. Health education in the context of family health from the user’s perspective. Interface comun. saúde educ., Botucatu, v.16, n.41, p.315-29, 2012. 4. MEDEIROS, U.; MAIA, K.; JORGE, R. O desafio da prática educativa em odontologia. 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3328 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) Influência da Estratégia Adesiva sobre a Sensibilidade Pós-operatória em Pacientes com Restaurações de Resina Composta à Base de Silorano Fabiola Belkiss Santos de Oliveira;Isabella Pereira Marques;João Gabriel Silva Souza;Kaio Henrique Soares;Cláudia Silami de Magalhães;Raquel Conceição Ferreira;Fabiana Mantovani Gomes França;Daniela Araújo Veloso Popoff; Restaurações; Resina composta; Sistema adesivo; Sensibilidade pós-operatória Objetivo: este estudo avaliou o desempenho clínico de restaurações de resina composta à base de silorano, confeccionadas sob diferentes protocolos de adesão, em relação à presença de sensibilidade pósoperatória. Metodologia: ensaio clínico controlado e randomizado, realizado com 26 pacientes recrutados em uma clínica-escola odontológica. Cada restauração foi confeccionada seguindo um de três protocolos de adesão: G1 (controle 1) tratamento de superfície com sistema adesivo autocondicionante Adper SE Plus 3M/ESPE + Filtek P60® 3M/ESPE; G2 (controle 2) tratamento de superfície com sistema adesivo autocondicionante P90 3M/ESPE + Filtek P90® 3M/ESPE; G3 (teste) tratamento de superfície com ácido fosfórico a 37% + Sistema adesivo P90 3M /ESPE + Filtek P90® 3M /ESPE; G4 (teste) tratamento de superfície por jateamento com óxido de alumínio + Sistema adesivo P90 3M /ESPE + Filtek P90® 3M / ESPE. Após o tratamento (baseline) e em 12 meses, dois examinadores treinados avaliaram as restaurações utilizando o método da World Dental Federation. A normalidade da distribuição dos dados foi verificada para cada variável resposta, utilizando o teste de Kolmogorov-Smirnov (p≤0,05). O teste de Kruskal-Wallis buscou diferenças significativas entre os grupos. Resultados: a amostra resultou em 123 restaurações confeccionadas e avaliadas em 12 meses, período em que cerca de 98% das restaurações foram classificadas como “clinicamente muito boas”, não tendo sido encontradas diferenças estatisticamente significativas quando as diferentes estratégias testadas. Conclusões: o uso adicional de ácido fosfórico ou do jato de óxido de alumínio em combinação com sistemas adesivos auto-condicionantes não influenciou as taxas de sensibilidade pós-operatória. 1. FRANKENBERGER R. et al. Effect of preparation mode on class II resin composite repair. J. O. Rahabil, n. 30, p. 559-564, 2003. 2. PAPACCHINI F. et al. Effect of intermediate agents and pre-heating of repairing resin on composite-repair bonds. O. Dent, n. 32, p. 363-371, 2007. 3. SAKU S. et al. Antibacterial activity of composite resin with glass-ionomer filler particles. D. Mater J. Mar, v. 29(2), n. 193, p. 8, 2010. 4. ILIE N, Hickel R. Resin composite restorative materials. A. 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3329 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) OS Os Sentimentos das Mães diante do Diagnóstico de Pé Torto Congênito de um Filho Suelen Priscila Macedo Farias;Mateus Costa Lima;Ana Flávia Mundim Ramos;Maria Tereza Carvalho Almeida;Simone Monteiro Ribeiro;Fernanda Alves Maia;Maria Rachel Alves; Pé torto; Pé torto congênito; Relação mãe-filho; Sentimentos maternos; Relação médicopaciente; Diagnóstico. Objetivo: este estudo tem como objetivo investigar quais os sentimentos mais frequentes das mães frente ao diagnóstico de um filho com pé torto congênito, a deformidade músculo-esquelética mais comum ao nascimento. Metodologia: trata-se de uma pesquisa exploratória com abordagem qualitativa. Utilizamos entrevistas semiestruturadas, que foram gravadas e transcritas. Os dados foram sistematizados e submetidos à análise temática. Resultados: foram encontrados os sentimentos de culpa, revolta, choque, surpresa, dúvida, frustração, desespero, aversão, preocupação, indignação, insegurança, ansiedade e aceitação. As entrevistadas relataram o despreparo dos profissionais ao dar o diagnóstico. Conclusão: concluiu-se que as mães conseguiram um nível de superação em relação aos sofrimentos iniciais. Todas elas demonstraram aceitação e desenvolveram uma relação de afeto positivo com o filho. No entanto, os níveis de desgaste inicial poderiam ter sido abreviados se elas tivessem recebido atenção profissional satisfatória no momento do diagnóstico. 1. WORLD HEALTH ORGANIZATION. (2016). Congenital anomalies. Recuperado de http:// www.who.int/mediacentre/factsheets/fs370/en/. 2. GILI, J. et al High Birth Prevalence Rates for Congenital Anomalies in South American Regions. Epidemiology: Philadelphia; 2015; 26 p. 53 – 55 doi:10.1097/EDE.0000000000000345 3. FOSTER, A; DAVIS, N. 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3330 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) Prevalência da Síndrome de Burnout em Médicos e Médicos Residentes em Montes Claros–MG, no Ano de 2014 Alcio Antunes Amariz;Alice Carolina Netto de Paula;Bárbara Cristina Rocha Rosário;Bruno Leite Gitirana;Geovana Taveira Rosado;Fábio Ribeiro;Jackson Andrade Ferreira; Trabalho; Síndrome de Burnout; Médicos; Prevalência objetivos: o presente estudo teve como objetivos identificar a prevalência da Síndrome de Burnout em médicos e médicos residentes em Montes Claros – MG e conhecer o perfil de acometimento da Síndrome de Burnout, de acordo com dados demográficos (gênero, idade, especialidade, tempo de profissão, carga horária semanal de trabalho, renda, tempo de férias por ano, hobby ou atividade de lazer, entre outros), no período de maio a junho de 2014. Metodologia: a pesquisa foi realizada utilizando um grupo de 126 profissionais da medicina, composto por 104 médicos e 22 médicos residentes, que atuam como médicos do Hospital Santa Casa de Montes Claros (MG) ou na Fundação Hospitalar de Montes Claros - Hospital Aroldo Tourinho ou como professores do curso de medicina das Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros (FIP-Moc). Para a coleta de dados, foi utilizado um questionário estruturado e constituído das principais variáveis da síndrome, o Malash Burnout Inventory (MBI – HSS) e outro questionário constituído por variáveis sociodemográficas e laborais. Resultados: dos 104 médicos e 22 médicos residentes entrevistados, 3,88% e 4,54% apresentaram, respectivamente, os critérios diagnósticos para Burnout. A única variável avaliada que apresentou diferença significativa (p< 0,05) foi em relação à carga horária de trabalho dos médicos com diagnóstico de Síndrome de Burnout. Conclusão: os dados obtidos revelam que a maioria dos entrevistados apresentaram indicadores sinalizando baixos a médios níveis em relação à exaustão e despersonalização, e, altos níveis em relação à realização profissional, não caracterizando, dessa forma, a síndrome. 1. EZAIAS, G. M. et al. Síndrome de Burnout em trabalhadores de um hospital de média complexidade. Rev enferm, Rio de Janeiro, v. 18, n. 4, p. 524-9, 2010. 2. CARNEIRO, R. M. Síndrome de Burnout: um desafio para o trabalho do docente universitário. 2010. 86 f. Dissertação (Mestrado Multidisciplinar em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente) - Centro Universitário de Anápolis – UniEvangélica, Anápolis.abs/10.1111/j.1468-2397.2006.00386.x. 3. TAMAYO, M. R. Burnout: relações com a afetividade negativa, o coping no trabalho e a percepção de suporte organizacional. 2002. Tese (Doutorado em Psicologia) - Universidade de Brasília, Brasília. 4. TIRONI, M. O. S. 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3331 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) Produtividade e Componentes de Rendimento de Feijão-Caupi sob efeito de Herbicidas Aplicados em Pós-emergência Marina Borges de Oliveira Silva;Pablo Fernando Santos Alves;Matheus Ferreira França Teixeira;Herika Daiane da Silva;Rafael Alexandre Sá;Rubens Gabriel Caires Campos;Abner José de Carvalho;Ignácio Aspiazú; Plantas daninhas; Seletividade de herbicidas; Controle químico; Vigna unguiculata Objetivo: avaliar o efeito da aplicação de herbicidas em duas épocas de pós-emergência sobre a produtividade e os componentes de rendimento do feijão-caupi. Metodologia: o experimento foi conduzido em vasos de 10 dm3. Os tratamentos foram dispostos em esquema fatorial (2x4) + 2, envolvendo duas épocas de aplicação dos herbicidas (15 e 28 DAE); quatro herbicidas: Fomesafen (250 g de i.a ha-1), Oxadiazon (1000 g de i.a ha-1), Fluazifop-p-butil (375 g de i.a ha-1) e Fenoxaprope-p-etílico + Cletodim (37,5 + 37,5 g de i.a ha-1), mais duas testemunhas (com e sem capina). O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, com quatro repetições. Características avaliadas: rendimento de grãos com seus componentes de rendimento (número de vagens por planta, número de grãos por vagem, massa de 1000 grãos). Resultados: a aplicação do Fomesafen propiciou redução do número de grãos por vagem, da massa de mil grãos, do número de vagens por planta e, consequentemente, do rendimento de grãos. A aplicação do Fluazifop-p-butil proporcionou maior número de vagens por planta e rendimento de grãos dentre os herbicidas avaliados. O herbicida Fluazifop-p-butil proporcionou produção de vagens por planta e rendimento de grãos equivalentes aos da testemunha com capina, nas duas épocas de aplicação avaliadas. Conclusões: nas condições e dosagens utilizadas, neste estudo, independente da época de aplicação, o herbicida Fomesafen reduz os componentes de produção e o rendimento de grãos do feijãocaupi, enquanto o Fluazifop-p-butil proporciona rendimento de grãos superior aos dos demais herbicidas avaliados e semelhante ao obtido pela testemunha com capina. 1. FROTA, K. M. G.; SOARES, R. A. M.; ARÊAS, J. A. G. Composição química do feijãocaupi (Vigna unguiculata L. Walp), cultivar BRSMilênio. Ciência e tecnologia de Alimentos, Campinas, v. 28, n. 2, p. 470-476, 2008. 2. IBRAHIM, U.; AUWALU, B. M.; UDOM, G. N. Effect of stage and intensity of defoliation on the performance of vegetable cowpea (Vigna unguiculata (L.) Walp). African Journal of Agricultural Research, v. 5, n. 18, p. 2446–2451, 2010. 3. FREIRE FILHO, F. R. et al. Feijão-caupi no Brasil: produção, melhoramento genético e avanços e desafios. Teresina: Embrapa Meio-Norte, 2011. 84p. 4. ALVES, J. M. et al. Avaliação agroeconômica da produção de cultivares de feijãocaupi em consórcio com cultivares de mandioca em Roraima. Revista Agro@ambiente On-line, v. 3, n. 1, p. 15-30, 2009. 5. LINHARES, C. M. S. et al. Crescimento do feijão-caupi sob efeito dos herbicidas fomesafen e bentazon+imazamox. Revista Caatinga, Mossoró, v. 27, n. 1, p. 41- 49, 2014. 6. MESQUITA, H. C. de. Seletividade e eficácia de herbicidas em cultivares de feijãocaupi (Vignia ungriculata (L.) walp). 2011. 52 f. Dissertação (Mestrado em Fitotecnia) Área de concentração: Agricultura Tropical – Universidade Federal Rural do Semiárido. Mossoró. 7. FONTES, J. R. A.; OLIVEIRA, I. J.; GONÇALVES, J. R. P. Seletividade e eficácia de herbicidas para cultura do feijão-caupi. Revista Brasileira de Herbicidas, Londrina, v. 12, n. 1, p. 47-55. 2013. 8. OLIVEIRA, M. B et al. Fitotoxicidade de herbicidas aplicados em diferentes épocas em pósemergência do feijão-caupi. Revista Unimontes Científica. Montes Claros, v. 15, n. 1. 2013. 9. SILVA, K. S. et al. Eficiência de herbicidas para a cultura do feijão-caupi. Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 32, n. 1, p. 197-205, 2014. 10. KOPPEN, W. Climatologia: con un estudio de los climas de la Tierra. México: Fondo de Cultura Económica, 1948. 11. CANTARUTTI, R. B. et al. Avaliação da fertilidade do solo e recomendação de fertilizantes. In: NOVAIS, R. F et al. (Eds.) Fertilidade do solo. Viçosa, Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. p. 769- 850. 2007. 12. MANCUSO, M. A. C.et al. Seletividade e eficiência de herbicidas no controle de plantas daninhas na cultura do feijão-caupi. Revista Ceres, Viçosa, v. 63 n. 1, 2016. 13. PROCÓPIO, S. O. et al. Potencial de uso dos herbicidas Chlorimuron-ethyl, Imazethapyr e Cloransulam-methyl na cultura do feijão. Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 27, n. 2, p. 327-336, 2009. 14. PROCÓPIO, S. O. et al. Anatomia foliar de plantas daninhas do Brasil. Viçosa, MG: Universidade Federal de viçosa, v. 1. 2003. 118 p. 15. SILVA, A. A.; SILVA, J. F. (Ed.). Tópicos em manejo de plantas daninhas. Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa, 2007. 367p.
3332 unicientifica v. 18 n. 2 (2016) Repercussões na Mastectomia na Vida Sexual e Afetiva das Mulheres Assistidas por um Serviço de Saúde do Norte de Minas Larissa Martins Silva;Mariley Simões de Souza;Carolina dos Reis Alves; Câncer de Mama; Mastectomia Radical; Vida Afetiva e Sexual; Sexualidade O câncer de mama acarreta muitas transformações na vida da mulher e dos que com ela convivem. Haja vista tal pressuposto, este artigo tem por objetivo compreender as mudanças na vida sexual e afetiva, após a mastectomia radical em pacientes acometidas pela neoplasia mamária. Trata-se de uma pesquisa qualitativa descritiva, realizada na radioterapia da Santa Casa de Montes Claros. A amostra foi constituída por doze mulheres que responderam entrevista semiestruturada. A análise dos dados foi à luz da análise de discurso em que emergiram tais categorias: sentimentos após a mastectomia, percepção do corpo, mudança na vida afetiva e sexual, mudanças trabalhistas, representação da família, quimioterapia e conforto espiritual. Os resultados evidenciaram que, após a mastectomia radical, a vida sexual e afetiva das mulheres é comprometida, tanto pelos efeitos físicos dos tratamentos como pelas consequências psicossociais, a exemplo da construção da identidade feminina, da autoimagem e de como entendem que os outros as enxergam. Conclui-se que ocorrem mudanças significativas na vida dessas mulheres, porém a retirada da mama significa a retirada de um problema e a vontade de estar curada é maior do que se perder uma mama. 1. FERLAY, Jacques et al. Estimates of worldwide burden of cancer in 2008: GLOBOCAN 2008. 2. JEMAL, Ahmedin et al. Cancer statistics, 2010.CA: a cancer journal for clinicians, v. 60, n.5, p. 277-300, 2010. 3. 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3335 unicientifica 2017: 1st Associação Presente Oncology National Congress The importance of early screening for breast cancer in younger women Camila Bacelar Bastos;Inah Araújo de Almeida Murta;Felipe Santos Arruda;Emanuelly Durães Rocha;Carolina Grangeiro Sampaio;Francielle Alves Barbosa; Neoplasias da Mama. Mamografia. Diagnóstico Precoce. Abstract: Objective: To know the incidence of breast cancer (CM) regarding the age range, in the state of Minas Gerais, as well as to evaluate the need for early screening. Methodology: This is a descriptive and quantitative study in which the population was constituted by female patients, with or without malignant and benign lesions. Results: The frequency of malignant and benign tumors were analyzed as well as BIRA-DS (Breast Imaging and Data System Report) in Minas Gerais state. The most affected women by the neoplasia are in the age group of 40 and 54 years and at 70 years there is a sudden increase in the number of malignant lesions. Conclusion: It is concluded that despite the screening of breast cancer in the age group between 50 and 69 years, there is an expressive increase in the number of malignant lesions in the age group of 40 and 49 years according to anatomopathological study in the categories of BI-RADS 4 and 5. It is recommended a better attention from the State to the early screening, through mammography, for younger women.
3336 unicientifica 2017: 1st Associação Presente Oncology National Congress Death perception by the oncology nurses Leonardo Augusto Couto Finelli;Wellington Danilo Soares;Sarah Estephânia Veloso Novelino; Death; Nurses; Attitudes;before death; Cancer patients; Morte; Enfermeiros; Atitude frente à morte; Paciente oncológico. Abstract: Objective: to understand how death is perceived by nurses working in the oncology sector of a hospital in the Northern Region of Minas Gerais. Methodology: this is a qualitative, field study. Four nurses working in the oncology sector of a hospital located in Montes Claros, Minas Gerais, Brazil, took part in this study. The semi-structured interview was the instrument for data collection and the analysis was performed using the methodology of Discourse Analysis. Results: the speeches revealed that suffering is present in the death perception of nurses who takes care of cancer patients, expressed in the form of sadness, anguish, frustration, and emotional feelings. Their discourses indicated two thematic axes: religiosity/spirituality as a source of preparation before death; and suffering before death and dying, which showed their ways of dealing with their personal suffering and that from the patients and their families, while recognizing it as part of the process of elaboration about the situation. Conclusions: death is a topic that causes concern, involving fright and denial, yielding feelings of fear and insecurity for nurses caring for cancer patients. Such feelings are due to limitations in their training, which does not promote the adequate preparation of nurses to work in adverse situations such as death.
3337 unicientifica 2017: 1st Associação Presente Oncology National Congress Knowing the vision of nursing staff on the palliative care to oncological patients Renê Ferreira Da Silva Junior;Clarissa Andrade Guimarães;Graciele Aparecida Santos Rodrigues;Claudiana Donato Bauman;Sabrina Gonçalves Silva Pereira;Daniela Alves Flecha; Palliative care; Cancer. Nursing staff; Cuidados Paliativos; Câncer; Equipe de Enfermagem. Abstract: objective: to understand the vision of nursing staff on palliative care provided to cancer patients. Methodology: this study is an integral part of the umbrella project titled (Con) living with cancer, of qualitative approach, using the principles of the theory of symbolic interactionism as conceptual, technical support with the technique of applying a semi-structured interview in Hospital Foundation Isiaka Godinho de Tables located in the municipality of Montes Claros, Minas Gerais developed with professionals of the Oncology team institution the design of this study has been approved by the Research Ethics Committee of the SOEBRAS, with opinion approving paragraph embodied. 633,361 of 24/04/2014. Results and discussion: three central categories were elaborated that deal around the study phenomenon, the meaning, the experiences and relationships, represent the interaction of nursing staff with the symbolism brought by palliative care. Final thoughts: for the team of nursing palliative care represent a process of life, which requires these professionals care, zeal and empathy.
3338 unicientifica 2017: 1st Associação Presente Oncology National Congress Knowledge on oral cancer in students of odontology Scárllety karenn Mendes Oliveira;Érica Silveira Cruz Ramos;Virgínia de Freitas Martins;Lucas Roberto de Souza Botelho;Stéphany Ketllin Mendes Oliveira Teixeira; Oral cancer; Knowledge; Academics; Dentistry; Câncer bucal; Conhecimento; Acadêmicos; Odontologia. Abstract: Objective: to evaluate the knowledge of academics of a private institution in the north of Minas Gerais, about oral cancer. Methodology: It was a cross-section a land quantitative study. The sample consisted of 202 students of both sexes, aged 18 years and over, selected for convenience, including students in the 5th, 6th, 7th, 8th and 9th grades graduation. For data collection, a Dib (2004) adapted questionnaire was used. The tabulation, analysis and treatment of the collected data was through the software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), version 20.0. The project was approved by there searchethics committee of the Brazilian Educational Association. Results: the results showed that 59.4% of the participants considered their knowledge about oral cancer as being regular or insufficient and 40.6% considered it as good or good. However, with regard to the risk factors for the development of oral cancer, most of the participants knew how to recognize them. Conclusion:Based on the results of this study, the authors propose that the dentistry course of there search institution rectify the current pedagogical guidelines related to oral cancer.
3339 unicientifica 2017: 1st Associação Presente Oncology National Congress Childhood leukemia and its socioeconomic level relationship: a comparison between the epidemiological profile of Norte de Minas and other brazilian regions Matheus Cardoso Murta Botelho;Ingrid Aguiar Carvalho Andrade;Luiz Gustavo Rocha Santos;Tarcísio Veloso Rabelo;Ana Clara Mendes Ribeiro;Rodrigo Santos Versiani;Dorothea Schmidt França; Leukemia; Epidemiology; Mortality; Child; Leucemia; Epidemiologia; Mortalidade; Criança. Abstract: Objective: The present study aims to relate the infant mortality rate of each Brazilian region, highlighting the Northern region of Minas Gerais, with its socioeconomic level, through the Human Development Index (HDI), positioning the region in the national context. Methodology: Data collection through DATASUS from the years 2010 to 2015, from 0 to 19 years old. Results: The Brazilian regions with the highest mortality rates were the North and Northeast, with the lowest rates being the South followed by the Midwest. Northern region of Minas Gerais mortality levels were closer to the Northeast. Conclusion: High HDI rates are related to lower rates of infant leukemia mortality, evidencing the socioeconomic factor to a higher survival rate in childhood leukemia.
3350 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A dimensão Pentecostal da representação parlamentar na Baixada Fluminense/RJ Gilberto Polastreli Rodolfo; Política, Religião, Leis Inserido num contexto de notável conservadorismo político e religioso no Brasil atual que marca o governo de Jair Bolsonaro, o presente artigo põe em debate o avanço de um ativismo evangélico/pentecostal como força constitutiva de poder político na representação parlamentar da Baixada Fluminense/RJ. O exame quantitativo e qualitativo das leis foi a metodologia empregada para descortinar o imbricamento explícito entre política e religião na consecução de uma representação parlamentar direcionada à consolidação de uma consciência evangélica estruturadora da sociedade e do território da região de estudo. AZEVEDO, Reinaldo. Brasil, o maior país católico do mundo, já é o maior país pentecostal. De quem é a culpa? 2020. VEJA. Disponível em: . Acesso em: 16 nov. 2020. CIPRIANI, Gabriele. Pentecostalismo. Portal São Francisco. 2020. Disponível em: . Acesso em: 16 nov. 2020. FIGUERÊDO, Maria Aparecida de. Gênese e (re) produção do espaço brasileiro na Baixada Fluminense. Revista Geo-Paisagem on line, Rio de Janeiro, ano 3, n. 5, 2004. FILHO, Valdemar Figueredo. Entre o palanque e o púlpito: mídia, religião e política. São Paulo, Ed. Annablume, 2005. FILHO, Valdemar Figueredo. O Evangelho segundo Bolsonaro. Revista Portal da Esquerda. 2019. Disponível em . Acesso em: 15 nov. 2020. FRESTON, Paul Charles. Religião e Política, Sim; Igreja e Estado, Não. Editora Ultimato. Ano 2006. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Características étnico-raciais da população. 2014. Disponível em: . Acesso em: 02 ago. 2020. MARIANO, Ricardo. Religião e política no Brasil: ocupação evangélica da esfera pública e laicidade. In: AVELAR, L.; CINTRA, A. O. (orgs) Sistema político Brasileiro: uma introdução. 3ª ed. São Paulo: Editora Unesp, 2015. MARIANO, Ricardo. Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. 2 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2005. RAMOS, A. e ZACARIAS, N. V. Neopentecostais e projeto de poder. Revista Le Monde Diplomatique Brasil, ed. 115, 2017. Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2020. SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: HUCITEC, 1996. SELMÁN, Pablo. Quem são? Por que eles crescem? No que eles creem? Pentecostalismo e política na América Latina. Revista Nueva Sociedad. Argentina. 2019. Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2020. SIMÕES. Manoel Ricardo. A Cidade Estilhaçada: Reestruturação Econômica e Emancipações Municipais na Baixada Fluminense. 2006. Tese (Doutorado em Geografia) – Programa de Pós-graduação em Geografia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, 2006.
3351 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Ameaças à dimensão humana da segurança hídrica na cidade fronteiriça de Oiapoque – AP/Amazônia Oriental Sâmella Paungartten;Jader de Oliveira Santos; Segurança Hídrica, Abastecimento de Água , Saneamento Básico, Fronteira A segurança hídrica, apesar de implicar em desafios em responder como, para quem e sob quais circunstâncias o acesso à água está ameaçado, tem se tornado um conceito importante no entendimento do grau de ameaça a qual está submetida uma população frente a esse recurso. Apesar da extensão das abordagens e dimensões, do ponto de vista humano, é consenso que, entre outros elementos fundamentais, a segurança hídrica é atingida quando há acesso à água potável em quantidade e qualidade suficientes, de forma a satisfazer as necessidades básicas humanas. Amparado nessa temática, o objetivo deste artigo é introduzir uma breve discussão, fundamentado na literatura especializada sobre o tema segurança hídrica e em dados sobre abastecimento hídrico e esgotamento sanitário na cidade fronteiriça de Oiapoque, no extremo norte do estado do Amapá com a Guiana Francesa, a partir de dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e pelo Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento – SNIS - sobre as condições de abastecimento de água e saneamento básico nesse território. Como resultado preliminar, aferimos que as condições de abastecimento hídrico, abaixo da qualidade desejável, comprometem o acesso seguro à água, ameaçando a dimensão humana da Segurança Hídrica. ANA. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Conjuntura dos recursos hídricos no Brasil: informe 2015. Brasília: ANA, 2015. 103 p. Encarte especial sobre a crise hídrica. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2018. BECKER, B. Inserção da Amazônia na geopolítica da água. In: ARAGÓN, L.; CLUSENER-GODT, M. (Org.). Problemática do uso local e global da água da Amazônia. Belém: Unesco/Naea/UFPA, 2003. p. 273-298. BORDALO, Carlos Alexandre. O paradoxo da água na região das águas: o caso da Amazônia brasileira. GEOUSP: Espaço e Tempo (Online), v. 21, n. 1, p. 120-137, 2017. Disponível em: < https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/107531>. Acesso em: 03 fev. 2020. CAESA. Companhia de Água e Esgoto do Amapá. Disponível em . Acesso em: 25 de jan. 2021. COOK, Christina; BAKKER, Karen. Water security: Debating an emerging paradigm. Global Environmental Change, v. 22, n. 1, p. 94–102, 2012. Disponível em: . Acesso em: 10 dez. 2020 STEVENSON, Edward G.J. et al. Water insecurity in 3 dimensions: An anthropological perspective on water and women’s psychosocial distress in Ethiopia. Social Science and Medicine, v. 75, n. 2, p. 392–400, 2012. Disponível em: Acesso em: 13 jun. 2019. IEPA. Macrodiagnóstico do Estado do Amapá. Primeira aproximação do ZEE. Macapá IEPA, 2ª edição, 2006. Disponível: em: Acesso em: 02 jul. 2020. JEPSON, Wendy et al. Advancing human capabilities for water security: A relational approach. Water Security, v. 1, p. 46–52, 2017. Disponível em: . Acesso em: 10 jun. 2020. IBGE. IBGE Cidades. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2019. LIMA, D. P. de. Avaliação da contaminação por metais pesados na água e nos peixes da bacia do Rio Cassiporé. Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical da Universidade Federal do Amapá. 2013. 147 p. ONU. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A água para lá da escassez: poder, pobreza e a crise mundial da água: relatório do desenvolvimento humano, 2006. Nova Iorque: PNUD: Lisboa: Trivona, 2006. Disponível em: . Acesso em: 20 mai. 2019. SNIS. Sistema Nacional de Saneamento Básico. Disponível em: . Acesso em: 05 mai. 2021. TOSTES, J. A.; FERREIRA, J. F. de C. O Amapá e a Guiana francesa sob a ótica do corredor transfronteiriço. Confins. Revue franco-brésilienne de géographie/Revista franco-brasilera de geografia, 2017. Disponível em: . Acesso em; 20 mai. 2019. TUNDISI, José Galizia. Recursos hídricos no futuro: problemas e soluções. Estudos avançados, v. 22, n. 63, p. 7-16, 2008. Disponível em: . Acesso em: 03 fev. 2020. UN WATER. Water Security & the Global Water. Agenda A UN-Water Analytical Brief., 2013. Disponível em: . Acesso em: 12 mai. 2021.
3352 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Dinâmica de Uso da Terra em Senador José Porfírio – PA, Amazônia Oriental Valdinei Mendes Moura;José Antônio Magalhães Marinho;Gabriel Alves Veloso; Região do Xingu, Dinâmicas territoriais, Impactos Ambientais Na região de Integração do Xingu a dinâmica do uso e cobertura da terra perpassa por transformações aceleradas, consolidadas principalmente por redes de transportes rodoviárias, sobretudo a partir da década de 70, com a abertura da rodovia Transamazônica. Dessa forma, nesse artigo se priorizou analisar a dinâmica de uso e cobertura da terra no município de Senador José Porfírio, inserido em uma área de intensa mudança, principalmente após a instalação da Usina Hidroelétrica de Belo Monte. Nesse sentido, os procedimentos metodológicos utilizados centraram-se no levantamento de informações e dados em bases digitais, e na subsequente análise e interpretação do material obtido e pesquisa bibliográfica sobre a dinâmica dos usos da terra na região amazônica. O objetivo da pesquisa foi analisar a dinâmica de uso da terra no município de Senador José Porfírio, no período de 2010 a 2019, considerando os aspectos históricos e econômicos, assim como suas expressões socioambientais, paisagísticas e territoriais. Nos resultados e discussões constatou-se que as áreas de agricultura sofreram variações, com expansão do cultivo do cacau, além disso, contatou-se que a extração ilegal de madeira, e consequentemente o desmatamento para produção agropecuária vem avançando principalmente sobre as áreas de assentamentos e terras indígenas. AMORIM, E. B.; HERRERA, J. A.; SANTOS, T. S. 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3353 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Patrimonialização do sistema agrícola tradicional quilombola do Vale do Ribeira-SP Denise Martins De Sousa; Patrimônio Cultural Imaterial, Quilombos, Sistema Agrícola Tradicional Este artigo tem por objetivo discutir e analisar o processo de reconhecimento do Sistema Agrícola Tradicional (SAT) das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira como patrimônio cultural imaterial brasileiro e os seus desdobramentos atuais. O estudo parte do reconhecimento do SAT em questão, enquanto patrimônio da cultura imaterial, e como isso afeta diretamente o modo de vida dessas comunidades quilombolas. A pesquisa pautou-se no Dossiê elaborado pelo Instituto Socioambiental (Isa) na construção de referências para o reconhecimento do SAT quilombola, material esse que tem por base metodológica o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) para o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial, elaborado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de autores que trabalham com o campo do patrimônio, cultura, memória e comunidades quilombolas. Tal debate acerca da patrimonialização das roças tradicionais se coloca como fundamental, ao aprofundar a discussão sobre o tema, assim como, para a visibilidade e salvaguarda dos bens da cultura imaterial das populações subalternas como indígenas e negros, ao mesmo tempo que potencializa ações para resistir a pressões e ao risco de desaparecimento de suas culturas e suas práticas sociais relacionadas no cotidiano à natureza. ADAMS, Cristina. Apresentação. 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3354 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Será que a Geografia é inclusiva? reflexões teórico-metodológicas fundamentais para educação contemporânea Vanessa Manfio; Escola Inclusiva, Educação, Geografia A inclusão na educação é uma palavra que vem sendo proferida na contemporaneidade em meio à necessidade de ajustar medidas de inserção de alunos de diferentes habilidades e necessidades especiais nas salas de aula do ensino regular. A inclusão educacional veio para ficar e trás com ela uma oportunidade da escola melhorar os seus trabalhos para atender aqueles alunos com Necessidades Educacionais Especiais e formar sujeitos cidadãos que consigam lidar com o outro. A Geografia entra nesta dança educacional, permitindo que se oriente o aluno para vida, para a relação social e para o enfrentamento de questões de cidadania, através de múltiplos recursos didáticos. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo central discutir a educação inclusiva e as contribuições do ensino de Geografia, procurando fomentar o debate a cerca desta temática tão importante na educação. Para tal, utilizou-se a pesquisa bibliográfica, a partir de uma revisão teórica sobre o tema. Espera-se, contudo, fortalecer as abordagens inclusivas, pensando numa escola para todos. ABREU, B. de M. Inclusão e acessibilidade em tempos de pandemia. Pedagogia em Ação, Belo Horizonte, v.13, n. 1, p. 155-165, 2020. ALMEIDA, R. D.; PASSINI, E. Y. O espaço geográfico: ensino e representação. São Paulo: Contexto, 2002. ALVES, D. O. Sala de recursos multifuncionais: espaços para atendimento educacional especializado. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2006. ANDRADE, S. Práticas pedagógicas para incluir alunos com deficiência nas aulas de geografia. p. 128-152. In: NOGUEIRA, R. E. (org.). Geografia e inclusão escolar: teoria e práticas. 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3355 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade (Ciber)espaços de insurgência: refletância on-line e off-line nas jornadas de junho de 2013 Gustavo Souza Santos; Mobilizações sociais em rede, Espaço, Ciberespaço, Rede Em junho de 2013, o Brasil acompanhou uma série de manifestações que se expandiram por todo o território nacional. As demandas eram plurais, diversas e amplas, contudo guardavam um viço comum de engajamento e solidariedade tornando a insurgência particular. No entanto, outras camadas tornaram o evento ainda mais complexo: o usufruto da comunicação digital como indumentária de protesto, tornando redes e dispositivos frentes de contrapoder e comunicação alternativa difusos sobre o espaço pontual das vias públicas e igualmente consistente nas vias do ciberespaço. Assim, o objetivo deste estudo consistiu em analisar as dinâmicas socioespaciais das Jornadas de Junho de 2013 no Brasil, considerando a refletância on-line e off-line nas práticas e processos das manifestações. Para tanto, desenvolveu-se um estudo de caso, tendo a imprensa por aporte documental. No bojo das manifestações, a insurgência circunscrita como um exercício espacial de ocupação das ruas e espaços públicos diversos possui reflexos on e off-line em uma relação de refletância e interdependência, coadunando as operações socioespaciais e simbólicas no espaço material e imaterial - na vazão do ciberespaço. BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa, Portugal: Edições 70, 2007. CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz & Terra, 1999. CASTELLS, M. O poder da comunicação. São Paulo: Paz & Terra, 2006. CASTELLS, M. Redes de indignação e esperança: movimentos sociais na era da internet. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. DOWNING, J. Radical media: rebellious communication and social movements. New York: Sage Publications, 2000. ESTADÃO. São Paulo: Grupo Estado, 2013. FOLHA DE S. PAULO. São Paulo: Grupo Folha, 2013. FONSÊCA, D. Não dá para não ver: as mídias nas manifestações de junho de 2013. São Paulo: Fundação Friedrich Ebert, 2013. IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios: síntese dos indicadores de 2014. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. LEMOS, A. Cibercultura: tecnologia e vida social na cultura contemporânea. 7 ed. São Paulo: Editora Sulina, 2015. LEMOS, A.; LÉVY, P. O futuro da internet. Em direção a uma ciberdemocracia planetária. São Paulo: Paulus, 2010. LEPECKI, A. Coreopolítica e Coreopolícia. Ilha (Revista de Antropologia), Florianópolis, v. 13, n. 1, p. 41-60, jan./jun. (2011) 2012. LÉVY, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. 3. Ed. São Paulo: Loyola, 1998. LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2000. LÉVY, P. Ciberdemocracia. São Paulo: Instituto Piaget, 2002. O GLOBO. Rio de Janeiro: Grupo Globo, 2013. RICCI R., ARLEY, P. Nas ruas: a outra política que emergiu em junho de 2013. Belo Horizonte: Letramento; 2014. SANTOS, G. S. #Vemprarua: territorialidades de insurgência e ativismos on-line/off-line nas Jornadas de Junho de 2013 no Brasil. 178f, Montes Claros, 2017. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação em Geografia, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2017. SANTOS, G. S.; CUNHA, M. G. C. Entre protestos e fluxos: rede e escala nas Jornadas de Junho de 2013 no Brasil. Revista Elisée, Goiânia, v. 7, n. 1, p. 70-84, 29 ago. 2018. SANTOS, G. S.; CUNHA, M. G. C.Não é por R$ 0,20, é por direitos: dinâmicas de insurgência nas Jornadas de Junho de 2013 no Brasil. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 20, n. 69, p. 94-110, jul. 2019. SANTOS, G. S. Uma jornada socioespacial: o retorno sempre novo às ruas nas manifestações de junho de 2013 no Brasil. Revista GeoUECE, Fortaleza, v. 8, n. 15, p. 46-65, jul./dez. 2020a. SANTOS, G. S. #Vemprarua: jornadas de um espaço em rede. Revista Cerrados, Montes Claros, v. 17, n. 01, p. 240-255, fev. 2020b. THOMPSON, J. B. A mídia e a modernidade: uma teoria social da mídia. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2004.
3356 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Direitos dos ribeirinhos no Brasil: construção de barragens a pandemia Covid-19 Dorival Bonfá Neto;Bruno dos Santos Domingos;Inaiá Rossi Silva; Ribeirinhos, Povos e comunidades tradicionais, Covid-19, Barragens Este trabalho tem como objeto de estudo as comunidades ribeirinhas (habitantes tradicionais das margens dos rios, em específico os povos ribeirinhos da região da Amazônia Legal), acerca dos quais busca-se compreender o que os caracteriza, quais são seus direitos e qual sua situação atual diante da crise do Covid-19 e das constantes ameaças à sua existência impostas por construções de barragens. O trabalho traz consigo um viés interpretativo crítico a respeito das garantias fundamentais destas comunidades que, eventualmente, encontram-se em xeque mediante atividades de cunho desenvolvimentistas por parte do Estado, como a construção de barragens para usinas hidrelétricas. Para isso, por meio de levantamento bibliográfico, levantamos as regras nacionais e internacionais que regem as relações entre a execução de projetos desenvolvimentistas e as populações tradicionais em específico, os ribeirinhos, e de como essas populações vêm sendo afetadas pelas construções de barragens e, mais recentemente, pela pandemia do Covid-19. Dessa maneira, pudemos perceber que, apesar de alguns avanços em relação à garantia dos direitos fundamentais de tais populações, o governo ainda segue adotando políticas ineficientes para a preservação de seu modo de vida, fazendo com que sua existência seja, continuamente, ameaçada. ALVES, Andréia Duarte; JUSTO, José Sterza. Impactos da construção de usinas hidrelétricas na vida de ribeirinhos. Emancipação, v.9, n.2, p. 197-211, 2009. Disponível em: . Acesso em: 20/04/2021. BONFÁ NETO, Dorival; SUZUKI, Júlio César. Pesca artesanal na América Latina: pesquisa, conflitos e dilemas, uma revisão bibliográfica sistemática com foco no Brasil e na Colômbia. Mares: Revista de Geografia e Etnociências, v.1, n.1, p. 97-114, 2019. Disponível em: . Acesso em: 18/04/2021. BRAGA, Pedro Gross Saturnino. Direitos Humanos na perspectiva dos povos tradicionais. Dignidade Re-Vista, v. 1, n. 1, p. 124-132, 2016. Disponível em: . Acesso em: 03/04/2021. BRASIL. Decreto legislativo nº 74 de 30 de junho de 1977. Aprova o texto da Convenção Relativa à Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural. Disponível em: . Acesso em: 01/04/2021. BRASIL. Decreto nº 80.978, de 12 de dezembro de 1977. Promulga a Convenção Relativa à Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, de 1972. Disponível em: . Acesso em: 01/04/2021. BRASIL. Decreto Legislativo nº 2, de 03 de fevereiro de 1994. 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3357 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A linguagem fotográfica no Ensino Fundamental II em Geografia: uma sequência didática para o estudo da cidade Devid Hallyson da Silva Nascimento;Pablo Sebastian Moreira Fernandez; Ensino de Geografia, fotografia, cidade Este artigo é derivado de uma dissertação e de um produto educativo que considera a Fotografia como uma linguagem para o ensino/aprendizagem da temática cidade no Ensino Fundamental de Geografia. O objetivo de tal proposta é ensinar Geografia considerando a experiência dos alunos que habitam a cidade de Macaíba/RN atravéss da produção de narrativas fotográficas, reaproximando o sujeito do seu cotidiano, seus lugares e espaços vividos. O estudo realizado propôs a criação de interfaces no campo do Ensino de Geografia entre Linguagens e Artes, Ciência e práticas escolares, além da valorização de vivências, estabelecendo um diálogo permanente com o método fenomenológico, em busca por acessar a ideia de geograficidade e experiência espacial. Autores como Ítalo Calvino (1972), James Hillman (1993), Cazetta e Oliveira (2013), Callai (2005), Cavalcanti (2002; 2013) Dantas (2011), Dardel (2011), Fernandez (2008; 2013), Larrosa (2017) e ainda o filósofo Roland Barthes (1984), possibilitaram delimitar os caminhos que fundamentam o percurso da pesquisa. Como produto educativo a ser aplicado e como metodologia qualitativa a ser experimentada de modo a compreender as experiências espaciais na cidade, propõe-se a criação de uma Sequência Didática, que articula o conteúdo cidade com uma proposta de investigação caminhante e fotografante. BARTHES, Roland. A câmara clara: nota sobre a fotografia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. BRASIL. Brasil. Ministério da Educação. PNLD. Disponível em: . Acesso em: 05 ago. 2020. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2016. CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002. CAZETTA, Valéria e OLIVEIRA JR., Wenceslao Machado de (orgs.). Grafias do Espaço: imagens da educação geográfica contemporânea. São Paulo: Alínea, 2013. DANTAS, Eugênia Maria. Geografizar a cidade olhando fotografias. Espaço Aberto, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p.91-100, 24 set. 2011. Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2018. DARDEL Eric. O Homem e a Terra: natureza da realidade geográfica. Perspectiva. São Paulo, 2015. FERNANDEZ, Pablo Sebastian Moreira. Narrativas urbanas de um caminhante. 2008. 157 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2008. HILLMAN, James. Cidade e Alma. São Paulo: Studio Nobel, 1993. LARROSA, Jorge Bondía. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 19, n. 19, p. 20-28, jan. 2002. Tradução de João Wanderley Geraldi. Disponível em: . Acesso em: 09 mar. 2018. MIRANDA, Sonia Regina; SIMAN, Lana Mara Castro (Org.). Cidade, Memória e Educação. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2013. OLIVEIRA JÚNIOR, Wenceslao Machado de. Fotografias, geografias e escola. Signos Geográficos: Boletim NEPEG de Ensino de Geografia, Goiânia, v. 1, p. 1-15, nov. 2019. Disponível em: . Acesso em: 13 jan. 2020. OLIVEIRA JÚNIOR, Wenceslao Machado de; SOARES, Elaine dos Santos. Entrevista com o Prof. Dr. José Eustáquio de Sene: Fotografias e(m) livros didáticos de geografia. Revista Brasileira de Educação em Geografia, Campinas, v. 3, n. 6, p. 192-225, dez. 2013. OLIVEIRA JÚNIOR, Wenceslao Machado de; SOARES, Elaine dos Santos. Entrevista com o Prof. Dr. José Eustáquio de Sene: Fotografias e(m) livros didáticos de geografia. Revista Brasileira de Educação em Geografia, Campinas, v. 3, n. 6, p. 192-225, dez. 2013. PICCOLI, Ana Paula; CRUZ, Isabela. Geografia 6° ano. 2. Ed. Fortaleza, 2020. PICCOLI, Ana Paula; CRUZ, Isabela. Geografia 7° ano. 2. Ed. Fortaleza, 2020. SILVA, Marina Coelho Rosa. O Caminhar como forma de produzir Cartografias: outras imagens do centro de Florianópolis. Dissertação (Mestrado em Educação), Universidade Estadual de Santa Catarina, Florianópolis, 2021. SOARES, Elaine dos Santos. Devires imaginativos de fotografias didáticas. 2012. 162 f. TCC (Graduação) - Curso de Geografia, Departamento de Geografia, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2012. SOLNIT, Rebecca. A história do caminhar. São Paulo: Martins Fontes - Selo Martins, 2016. Tradução de Maria do Carmo Zanini. TUAN, Yi-fu. Espaço e Lugar: A perspectiva da experiência. São Paulo: DIFEL, 1983. Tradução de Lívia de Oliveira. VIEIRA, Tuca. Paraisópolis. 2004. Disponível em: https://www.tucavieira.com.br/paraisopolis. Acesso em: 16 ago. 2021.
3358 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Parques Urbanos: Análise temporal do Parque Municipal Milton Prates Em Montes Claros/MG: Impactos ambientais e qualidade hídrica Mônica Durães Braga;Stéfany Veloso Santos;Maria Fernanda Niza Santos; Qualidade de vida, qualidade da água , qualidade do ar Os Parques urbanos possuem significativo reflexo ambiental, no que tange à preservação, assim como melhoria na qualidade de vida da população. Em Montes Claros, um destes importantes parques é o Parque Municipal Milton Prates, criado em 1968. Dentre os 11 parques municipais da cidade, este é o mais visitado e a terceira maior área verde urbana do município de Montes Claros. O Parque passou por diversas transformações ao longo dos seus 53 anos. Ao percorrer toda a área, é perceptível a identificação dos impactos ambientais no Parque Municipal e seu entorno. Ainda, pode-se verificar a situação de impactos atuais sobre a lagoa e constatar uma forte influência da atividade antrópica, visto que é uma área inserida no perímetro intensamente urbanizado. No que tange à qualidade da água, embora a lagoa receba muitos impactos da ação antrópica de seu entorno, a mesma apresenta qualidade de água viável para seus usos atuais. Quanto à qualidade do ar, observa-se que, a intensa urbanização de seu entorno possibilitou níveis de poluição forte e média, com melhores resultados no centro do parque. BRASIL. Lei Federal n° 6.766. Publicada no Diário Oficial em 19 dezembro de 1979. _______. Lei Federal nº 9.985. Publicada no Diário Oficial em 18 julho de 2000. _______. Lei Federal nº 3.987. Publicada no Diário Oficial em 30 junho de 2008. GALERA, Izabella; GARCIA, Paula M. Brasil. ALEGORIAS DO TEMPO: Uma reflexão sobre a transformação da paisagem do Parque Municipal de Belo Horizonte – Minas Gerais. XVIII ENAMPUR, São Paulo, 2017. MINAS GERAIS. Decreto Estadual nº 44.204. Publicado no Diário Oficial em 10 de janeiro de 2006. _______. Decreto Estadual nº 44.646. Publicado no Diário Oficial em 31 de outubro de 2007. MONTES CLAROS. Lei Municipal nº 837. Publicada em 06 de julho de 1968. _______. Lei Municipal nº 1.646. Publicada em 08 de setembro de 1987. _______.. Lei Municipal nº 1.019. Publicada em 10 de dezembro de 1973. _______. Lei Municipal nº 3.720. Publicada no Diário Oficial em 09 de maio de 2007 _______. Lei Municipal nº 3.987. Publicada no Diário Oficial em 30 de junho de 2008. _______. Lei Municipal nº 4.494. Publicada no Diário Oficial em 02 de abril de 2012. _______. Lei Municipal nº 4.930. Publicada no Diário Oficial em 01 de dezembro de 2016. _______. Lei Municipal nº 4.941. Publicada no Diário Oficial em 16 de dezembro de 2016. _______. Decreto Municipal nº 3.467. Publicado no Diário Oficial em 29 de dezembro de 2016. _______. Lei Municipal nº 5.077. Publicada no Diário Oficial em 21 de agosto de 2018. _______. Decreto nº 3.929. Publicado no Diário Oficial em 10 de dezembro de 2019. _______. Decreto nº 4.122. Publicado no Diário Oficial em 28 de outubro de 2020. _______. Lei Municipal nº 5.365. Publicada no Diário Oficial em maio de 2021. PEREIRA, Joyce Hellyen Santos; SOARES, Aline Santos; VIANNA, Keila Fernanda Maia; ABREU, Ana Paulina; MACHADO, Bruna Lacerda; VIEIRA, Thallyta Maria. Percepção do público visitante sobre a importância do Zoológico Municipal Amaro Satiro De Araújo. FEPEG/ UNIMONTES. 2015. Disponível em: Acesso em: 09 de julho de 2021 REIS, Lucimara Flávio; SILVA, Rodrigo Luiz Medeiros. Decadência e renascimento do Córrego Cheong Gye em Seul, Coreia do Sul: as circunstâncias socioeconômicas de seu abandono e a motivação política por detrás do projeto de restauração. Revista Brasileira de Gestão Urbana (Brazilian Journal of Urban Management), 2016 jan. /abr., 8(1), 113-129. SANTOS, Stéfany Veloso. Determinação da qualidade de água: estudo de caso da lagoa do Parque Municipal Milton Prates, Montes Claros /MG. Monografia apresentada às Faculdades de Ciência Exatas e Tecnológicas Santo Agostinho/ Curso de Bacharel em Engenharia Ambiental, 2016. 64p. SANTOS, Maria Fernanda Niza. Liquens como bioindicadores de poluição atmosférica em áreas verdes da cidade de Montes Claros/MG. Monografia/Artigo apresentado às Faculdades de Ciência Exatas e Tecnológicas Santo Agostinho/ Curso de Bacharel em Engenharia Ambiental, 2017. 19p. SERPA, A. PARQUE PÚBLICO: UM “ÁLIBI VERDE” NO CENTRO DE OPERAÇÕES RECENTES DE REQUALIFICAÇÃO URBANA? Revista Cidades, v. 2, n. 3, 2005). SILVA, Allan Deyvid Pereira; SANTOS, André Ferreira; OLIVEIRA, Lucicléia Mendes Índices de Área Verde e Cobertura Vegetal das Praças Públicas da Cidade de Gurupi, TO. Floresta, Curitiba, PR, v. 46, n. 3, p. 353-361, 2016. http://dx.doi.org/10.5380/rf.v46i3.40052
3359 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Aprendizados no Curso de Residência Agrária: Juventude Rural, Agroecologia e Educomunicação Anderson Bezerra Candido;Claudio Ubiratan Gonçalves; Residência Agrária, Agroecologia, Educomunicação O curso de residência agrária: Juventude Rural, Agroecologia e Educomunicação contou com a formação técnico profissional de 46 (quarenta e seis) estudantes pertencentes a áreas de conflitos agrários no estado de Pernambuco. O curso teve seu início no ano de 2014 e término no ano de 2017. Fez parte do Programa Nacional de Educação Reforma Agrária-PRONERA e contou com a parceria da Comissão Pastoral da Terra-CPT Nordeste II, Universidade Federal de Pernambuco-UFPE, Ministério do Desenvolvimento Agrário-MDA e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-INCRA. Buscaremos relatar e analisar as contribuições do curso para a vida dos educandos a partir dos planos de aulas, relatorias de atividades realizadas, relatos dos educandos arquivados em mídias digitais e entrevistas com educadores e agentes pastorais. Observando o andamento e pós-curso conseguimos observar mudanças nas relações sociais, novas formas de organização, criação de hortas comunitárias, comunicação com outras comunidades que estão em processo de luta pela terra, busca por novos saberes e conhecimentos agroecológicos e soberania alimentar. GIUSTA, Agnela da Silva. Concepções de aprendizagem e práticas pedagógicas. Educação em Revista, v. 29 | n. 01, p. 17-36, Belo Horizonte, 2013. GONÇALVES, C. U.; PEREIRA, G. S.B. Relatos e Experiências Contraditórias no Magistério Superior do Campo: Reflexões a partir do ensino de Geografia e História. Revista Tamoios (Online), v. IV, p. 2-15, São Gonçalo, RJ, 2008. MOLINA, M.C. et al. Educação do Campo e Formação Profissional: A experiência do Residência Agrária. MDA. Brasília, 2009.
3360 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A autonomia como estratégia política e territorial entre os movimentos sociais no Brasil: entrevista com a Teia dos Povos da Bahia Fábio M. Alkmin;Waldo Lao; Territ´ório, Autonomia, Povos indígenas, Quilombolas, Camponeses As organizações indígenas na América Latina vêm cada vez mais desenvolvendo estratégias de autonomia como forma de autodeterminação e defesa de seus territórios. Ainda que com grandes particularidades locais e regionais, a autonomia enquanto práxis destes povos busca basicamente a organização das comunidades a partir de mecanismos de territorialização e autogoverno, criando sistemas horizontais de deliberação política e apoio mútuo, além de formas de sociabilização autônomas às influências dos partidos políticos ou da tutela do Estado. O presente artigo busca oferecer uma reflexão sobre a autonomia no contexto brasileiro, a partir de uma entrevista com a Teia dos Povos da Bahia, articulação criada em 2012 pela união de indígenas, quilombolas e distintos movimentos camponeses que lutam pela terra e território no país. FERREIRA, Joelson; FELÍCIO, Erahsto. Por terra e território: caminhos da revolução dos povos no Brasil. Arataca (BA): Teia dos Povos, 2021.
3361 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Paulo Ribeiro: um cavaleiro da utopia Laura Murta; Paulo Ribeiro, Montes Claros, Homenagem, Norte de Minas, Ambientalismo Homenagem ao sociólogo Paulo F. Ribeiro (29/06/1962 - 24/04/2021).
3362 verdegrande v. 3 n. 02 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Atlas ambiental de Montes Claros Glorimar da Silva Ventura; Atlas, Meio Ambiente, Montes Claros, Cartografia Resenha - Atlas ambiental de Montes Claros (2020). ALVES, Rubem. A complicada arte de ver. Revista Prosa Verso e Arte, 2004. Disponível em: https://www.revistaprosaversoearte.com/complicada-arte-de-ver-rubem-alves/. Acesso em: 11 ago. 2021. BRASIL. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos – cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Brasília, 1997. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9433.htm. Acesso em: 11 ago. 2021. COPASA – Companhia de Saneamento de Minas Gerais. Plano de Racionamento. Seção Imprensa. 2015. Disponível em: https://www.copasa.com.br/wps/portal/internet/imprensa/noticias/plano-de-racionamento/filter?area=/site-copasa-conteudos/internet/perfil/imprensa/noticias/plano-de-racionamento/racionamento-encerrado/co-montes-claros. Acesso em: 18 ago. 2021. LEITE, Marcos Esdras (Org.). Atlas Ambiental de Montes Claros. Montes Claros: Unimontes, 2020, 66 p. Disponível em: https://www.posgraduacao.unimontes.br/uploads/sites/7/2020/03/atlas-compactado.pdf. Acesso em: 11 ago. 2021.
3364 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Um resgate a obra de Georges Bertrand: contribuições teóricas e metodológicas na análise da paisagem Gabriella Lima;Anderson Geová Maia de Brito;Juliana Felipe Farias; Geografia, Bertrand, Paisagem. Com o intuito de corroborar com o pensamento Geográfico acerca da paisagem, o presente estudo apresenta um artigo de revisão bibliográfica que aborda uma análise sobre as contribuições teóricas e metodológicas de Georges Bertrand para o referido tema. Presente em um importante contexto para a ciência geográfica, Bertrand desenvolve uma análise integrada da paisagem, na qual culmina em uma gama de aplicações, expandindo-se pelas pesquisas brasileiras. Diante do contexto, buscou-se realizar uma abordagem que contemplasse os acontecimentos e bases histórico-filosóficas que incentivaram o autor em sua concepção integradora; como sua metodologia influenciou na análise da paisagem, desenvolvendo conceitos e por fim, a aplicação de seus legados para a ciência geográfica através da cartografia. AUGUSTO, Rafael Cardão. A Cartografia de paisagens e a perspectiva geossistêmica como subsídios ao planejamento ambiental. Revista Tamoios, São Gonçalo, v. 12, n. 1, p.144-153, jun. 2016. BERTALANFFY, Ludwig von. Teoria Geral dos Sistemas. Tradução de Francisco M. Guimarães. Petrópolis: Vozes, 1973. BERTRAND, Georges. Uma Geografia transversal e de travessias: o meio ambiente através dos territórios e das temporalidades. Tradutor: Messias Modesto dos Passos. Maringá: Massoni, 2007. BERTRAND, Georges. Paysage et géographie physique globale. Esquisse méthodologique. 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3365 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A prática educativa do professor de Geografia como ferramenta para constituição da consciência cidadã Elvis Reis de Oliveira;Renata Silva Jorge; Prática de ensino; Educação geográfica; Consciência espacial cidadã. Este trabalho tem como objetivo investigar a prática educativa como ferramenta para o processo de ensino e aprendizagem da Geografia Escolar, a partir da perspectiva da Educação Geográfica, como ferramenta que permite considerar a realidade do aluno. A pesquisa foi realizada com duas professoras da rede municipal da cidade de Cariacica – ES. O estudo se constitui em análise do cotidiano e das práticas, e nas narrativas dos professores de Geografia do Ensino Fundamental. Para realização das análises foi necessário categorizar as observações das aulas e as informações presentes nas entrevistas: a) a perspectiva pedagógica da problematização do conteúdo e a dialogicidade; b) a abordagem de conteúdo em torno da formação da consciência espacial cidadã; c) e o processo de ensino e aprendizagem na conscientização espacial. Através das análises dos dados é chegada à conclusão, que existe uma intencionalidade por parte das professoras entrevistadas. Tal intencionalidade aparece, com mais clareza, na concepção de Geografia Escolar e na Perspectiva Pedagógica. ANDREIS, A. M. Da informação ao conhecimento: cotidiano, lugar e paisagem na significação das aprendizagens geográficas na educação básica. Rio Grande do Sul – Ijuí. Dissertação de Mestrado, 2009. Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. CALLAI, Helena Copetti. Estudar o lugar para compreender o mundo. In. CASTROGIOVANNI, Antônio Carlos (Org.). Ensino de geografia: práticas e textualizações no cotidiano. 10. ed. Porto Alegre: Meditação, 2012. CALLAI, Helena Copetti. A Geografia escolar e os conteúdos da Geografia. Anekumene, v. 1, p. 128-139, 2011. CALLAI, Helena Copetti. A Geografia e a Escola: muda a Geografia? Muda o ensino? Terra Livre, São Paulo, n.16, p. 133-152, 2001 CALLAI, Helena Copetti. O estudo do lugar como processo de pesquisa para a aprendizagem. Espaços da Escola, Ijui-RS, v. 31, p. 43-52, 1999. CAMPOS, Eduardo. Ocontexto espacial e o currículo de geografia no Ensino Médio: um estudo em Ilha Bela- SP.São Paulo, Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, 2005. 219 p. Dissertação de Mestrado. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-10122005-004124/pt-br.php. Acesso em: 20/09/2019. CAVALCANTI, Lana de Souza. Concepções teórico-metodológicas da geografia escolar no mundo contemporâneo e abordagens no ensino. In: SANTOS. L. L. C. P. et al (Org.). Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. p. 368 - 391. FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 14 ed. RJ: Paz e Terra, 2011. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 33. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 54. ed. RJ: Paz e Terra, 2013. GRUBITS, Sonia; NORIEGA, José Angel Vera. Método Qualitativo: epistemologia, complementaridades e campos de aplicação. São Paulo: Vetor, 2004. NOGUEIRA, Valdir. Educação Geográfica e formação da consciência espacial-cidadã no ensino fundamental: sujeitos, saberes e práticas. Paraná, Departamento de Educação - UFPR, 2009. Tese de Doutorado. PAGANELLI, Tomoko Iyda. Reflexões sobre categorias, conceitos e conteúdos geográficos: seleção e organização. In: PONTUSCHKA, Nídia Nacib; OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. Geografia em Perspectiva: ensino e pesquisa. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2013. p. 149-157. SPEGIORIN, Mônica de Toledo e Silva. Por Uma Outra Geografia Escolar: prescrito e o realizado na atividade de ensino aprendizagem da Geografia. São Paulo, p.204. Dissertação (Mestrado): Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – SP.
3366 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Povoando a transitoriedade: refletindo Geografias a partir de relatos sobre o budismo tibetano no Brasil Juliano da Costa Machado Timmers; Budismo. Geografia. Religião. Território. Migração O presente artigo tem por objetivo fornecer subsídios para o desenvolvimento de uma análise geográfica sobre a dispersão do budismo tibetano da tradição Nyingma que chega ao sul do Brasil nos anos 1990 na cidade gaúcha de Três Coroas (RS). Metologicamente, o texto considera estudos de Geografia das Religiões de Zeny Rosendahl (1995) e em algumas idéias de Gomes (2012) e Haesbaert (2007) relações com o território. Quanto ao budismo, encontramos fontes nos escritos de Chagdud Tulku Rinpoche (2015) e em uma entrevista com o artista Alan Capetilla que conviveu com o mestre no Templo. Redes de relação global pautadas pela cultura religiosa e aspectos intrínsecos ao ideário e a prática religiosa budista têm influência na geografia que se materializa no templo Khadro Ling da cidade de Três Coroas (RS). CHANDA-VAZ, Urmi.Tibetan buddhism: advent and growth. MA-I. Ancient Indian Culture.#31 St. Xavier’sCollege, Mumbai, 2015. Disponível em Acessado em janeiro de 2020. DINIZ, Alexandre M. A. Surgimento e dispersão do budismo no mundo. Espaço e cultura. UERJ, RJ, N. 27, p. 89-105 jan-jun, 2010. ELY, Lara. Lama Padma Samten: Não meditamos para achar a felicidade: ela já está lá. Jornal Zero Hora, 29/08/2015. Disponível em : . Acesso em: 14 jan. 2021. Entrevista com Alan Capetilla. 2020. 21 min. 36s. Disponível em Acesso em: 14 jan. 2021. GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Ed. Atlas, 2008. GIL FILHO, S.F. Por uma Geografia do Sagrado. In: MENDONÇA, F.; KOZEL, S. (orgs.). Elementos de epistemologia da geografia contemporânea. 2. Ed. Curitiba: Editora UFPR, 2004. HAESBAERT, Rogério. Região e rede regional “gaúcha”: entre redes e territórios. Boletim Gaúcho de Geografia, n. 21, p. 15-27, agosto de 1996. HAESBAERT, Rogério. Território e multiterritorialidade: um debate. GEOgraphia, ano IX, n. 17, 2007. IBGE. Censo demográfico 2010: Características gerais da população, religião e pessoas com deficiência. Min. do Planejamento, Orçamento e Gestão. Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Censo de Demográfico 2010. Rio de Janeiro, 2012. GOMES, Paulo Cesar da Costa. A condição urbana, ensaios de geopolítica da cidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012. PADUA, Leticia Carolina Teixeira. A geografia de Yi-Fu Tuan: essências e permanências. São Paulo, tese (doutorado). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP – Dep. de Geografia. [Orientadora: Magda A. Lombardo], 2013 PEW Research Center. The changing religious global landscape. PEW Research Center, 2017. Disponível em . Acesso em: 10 jan. 2020. RINPOCHE, Chagdud Tulku. Lord of the dance, the autobiography of a Tibetan Lama. California: e-book. Padma Publishing, 2015. ________. Os portões da prática budista: ensinamentos essenciais de um lama tibetano. Três Coroas: Makara, 2010. RIBEIRO, Sidarta. O oráculo da noite, a história e a ciência do sonho. São Paulo: Companhia da Letras. 2019. ROSENDAHL, Zeny. Geografia e religião: uma proposta. Rio de Janeiro: UERJ. Espaço e cultura, ano I, outubro de 1995. ROSZAK, Theodore. A contracultura. São Paulo: Vozes, 1972. SILVA, Regina B. Tavares da. O estatuto da família do século XXI na sua redação oficial, é primitivo. Estadão, 21 de agosto de 2019. Disponível em: :. Acesso em: 10 jan. 2020. UNESCO. Lumbini, the birthplace of Lord Buddha. Disponível em: . Acesso em: 10 jan. 2020. USARSKI, Frank. O budismo e as outras: encontros e desencontros entre as grandes religiões mundiais. Aparecida, SP: Editora Idéias & Letras, 2009.
3367 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Reflexões sobre Direitos Humanos e Geografia Cultural: o caso da mutilação genital feminina Noelma Dutra da Silva; direitos humanos, geografia cultural e mutilação genital feminina. Desde que foi criada em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem garantido muitos direitos essenciais para a humanidade, mesmo que o documento entre em conflito com ele mesmo. O objetivo do presente trabalho é fazer uma reflexão no diálogo que existe entre os Direitos Humanos e a Geografia cultural e para essa reflexão é enfatizado o caso especifico da mutilação genital feminina. Trazendo um enfoque da questão da Mutilação Genital Feminina, uma prática muito antiga, ainda praticada na atualidade, principalmente no continente africano, há relatos também em países do continente europeu, latino- americanos, entre outros. Será abordado algumas reflexões sobre direitos humanos e geografia cultural, trazendo o caso especifico da mutilação genital feminina. Quanto a metodologia se trata de uma pesquisa qualitativa, com objetivos exploratórios, com procedimentos bibliográficos baseados em leituras de artigos e livros e etnográficos, por se tratar do caso específico de um grupo. O texto traz como principais referenciais teóricos, Harvey (2004), Palhares e Squinca (2013) e Gomes et al (2018). A DIFÍCIL LUTA contra a mutilação genital feminina. Disponível em: < A difícil luta contra a mutilação genital feminina | Notícias internacionais e análises | DW | 06.02.2020>. Acesso em: 22/02/2021. ANTUNES, Amanda. Mulheres Girafas: tudo sobre a tribo Karen no norte da Tailândia. Disponível em: . Acesso em: 01 out. 2020. BARREIROS, Isabela. Pé de lótus: Mulheres chinesas fraturavam os próprios pés para conseguir casas. Disponível em: . Acesso em: 01 out. 2020. BRAFADO, Fernanda Frizzo. Para além do discurso eurocêntrico dos direitos humanos: contribuições das descolonialidade. Revista Novos Estudos Jurídicos - Eletrônica, Vol. 19 - n. 1 - jan-abr 2014. CAETANO E BESSE. Reflexões na Geografia cultural: A materialidade e a imaterialidade da cultura. Soc. & Nat, Uberlândia, ano 23 n. 3, 453-466, set/dez. 2011. COELHO, Penélope. A saga de Waris Dirie. Disponível em: . Acesso em 19 set. 2020. DIREITOS HUMANOS atos internacionais e normas correlatas. Direitos Humanos. – 4a ed. – Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2013. DIRIE, W.; MILLER, C. Flor do deserto. Editora Hedra; 1ª Edição, 2001. FOICAULT, Michel. Vigiar e Punir. Editora Vozes. 2014. GOMES, MARQUES, REVILLA e RAPOSO. Mutilação genital feminina: uma prática antiga, um problema atual. Rev Port Med Geral Fam, 2018;34:420-4. GUINÉ-BISSAU: Investir na educação para erradicar a mutilação genital feminina. Disponível em: < Guiné-Bissau: Investir na educação para erradicar a mutilação genital feminina | NOTÍCIAS DW | 06.02.2018>. Acesso em: 22 fev. 2021. HARVEY, DAVID. Espaços de Esperança. São Paulo, Loyola, 2004. MENESES, Paulo. Etnocentrismo e relativismo cultural algumas reflexões. Síntese, Belo Horizonte. V. 27, n. 88, 2000. Págs 245 – 254. MINER. Horace. Ritos corporais entre os naricema. Disponível em: . Acesso em: 02 fev. 2021. ONU: mitos e fatos sobre a Mutilação Genital Feminina. . Acesso em: 18 set. 2020. ONU. Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina. Disponível em: . Acesso em: 18 set. 2020. PALHARES e Squinca. Os desafios éticos da mutilação genital feminina e da circuncisão masculina. Rev. bioét. (Impr.). 2013; 21 (3): 432-7. PEDROSA. O império da representação: a virada cultural e a geografia. ESPAÇO E CULTURA, UERJ, RJ, N. 39, P.31-58, jan./jun. de 2016. PEREIRA. A produção do espaço: geografia e relativismo cultural. Élisée, Rev. Geo. UEG – Anápolis, v.4, n.1, p.171-188, Jan./jun. 2015 TUAN. Espaço e Lugar. A Perspectiva Da Experiencia. EDUEL; 1ª Edição,1905. UNICEF: 200 milhões de mulheres sofreram mutilação genital feminina. Disponível em: . Acesso em: 02 fev. 2021. Filmografia Flor do deserto. Direção de Sherry Hormann. Reino Unido, Áustria, Alemanha, 2009.(2 hs).
3368 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Políticas de desenvolvimento rural sustentável à agricultura familiar uruguaia diante da Covid-19 Junior Miranda Scheuer; políticas públicas, sustentabilidade, produção familiar, pandemia, Uruguai O artigo tem como objetivo revisar as políticas públicas de desenvolvimento rural sustentável à agricultura familiar uruguaia em dois momentos particulares: as políticas consolidadas (contemporâneas) e em discussão (primordiais), além das políticas que surgiram em decorrência da covid-19 (efêmeras). Para isso, utilizaram-se dados oficiais e leituras transversais em publicações acadêmicas. Nas políticas contemporâneas destacam-se a normativa da agricultura, microcrédito, compras públicas, inocuidade, gênero, jovens, assistência técnica, descentralização das políticas, valorização da produção, fundo de emergência e de desenvolvimento; nas políticas primordiais, a segurança alimentar e nutricional, alimentação escolar, agroecologia, selo da agricultura e equidade de gênero; e, nas políticas efêmeras, o Fundo Solidário Covid-19, Estamos Contigo e o Projeto Campo Solidário. Uruguai vem construindo políticas sólidas às famílias rurais, contudo, durante a emergência sanitária não se constatou uma inovação institucional. A trajetória das políticas é relevante para a convivência com a covid-19, porém a pandemia proporcionou uma “janela de oportunidade conceitual”, explicado pela exploração do potencial produtivo, conservação dos recursos naturais, consumo de alimentos naturais e comercialização em circuitos curtos, potencializando a economia circular. O desenvolvimento rural sustentável da agricultura familiar é um caminho irreversível e imprescindível... Avancemos com isto. AGUERRE, V. et al. Exploración de alternativas para el desarrollo sostenible de sistemas de producción hortícola-ganaderos familiares en el sur de Uruguay. Agrociencia Uruguay, Montevidéu, v. 18, n. 1, p. 24-40, jan./jun. 2014. BANCO MUNDIAL. Uruguay: panorama general. Washington: Banco Mundial, 2020. Disponível em: https://www.bancomundial.org/es/country/uruguay/overview. Acesso em: 15 de dezembro de 2020. BIANCO, M.; CHAUVET, M. COVID-19, alimentos y naturaleza. Oportunidad para una imprescindible reconexión. Debates sobre la Innovación, Ciudad de México, v. 5, n. 1, 2020. BRUNDTLAND REPORT WORLD. Commission on Environment and Development: our common future. Oxford: UN, 1987. CONSEJO DE EDUCACIÓN INICIAL Y PRIMARIA (CEIP). Programa de Alimentación Escolar. Montevidéu: CEIP, 2020. Disponível em: . Acesso em: 18 mar. 2020. 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3369 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Baixa qualidade ambiental de praças baseada em índices de cobertura vegetal em cidade de pequeno porte Felipe Teixeira Dias;Carlos Magno Santos Clemente;Deborah Marques Pereira;Jardel Gybson Soares Costa;Nário Jardel Martins de Oliveira; Espaço de Lazer, Espaços Urbanos Livres, Áreas de Recreação A presente pesquisa emerge de uma construção teórico-metodológica embasada na tríade: Cidade, Meio Ambiente e Qualidade de Vida, elementos estes que devem coexistir na malha urbana, observando às funcionalidades socioambientais da cidade, objetivo linear da Política Urbana Brasileira. Nesse contexto, verificou-se à necessidade de traçar métodos e diretrizes de estudos multidisciplinares, considerando às nuances espaciais, ambientais e urbanísticas. Desse modo, no presente estudo buscou-se dialogar com os conceitos de cobertura vegetal e áreas verdes. Assim, o método empregado baseia-se na integração de dados teóricos e práticos, definindo: a) áreas verdes e vegetação; b) Meio Ambiente; e, c) praças e áreas de lazer. Para compreender a essa tríade, tornou-se necessário o estudo do espaço geográfico definindo uma área de estudo como sendo a cidade de Guanambi (Bahia), e a projeção espacial das áreas consideradas como praças. Para tanto, utilizou-se uma abordagem quali-quantiva, e o método de estudo de caso. Valendo-se ainda de geotecnologias. Compreendeu-se que o Índice de Área Verde Total (IAVT) se encontra abaixo do índice recomendado pelos órgãos internacionais, isto nas áreas das praças de Guanambi. AMORIM, Margarete C. de Costa Trindade; LIMA, Valéria. A importância das áreas verdes para a qualidade ambiental das cidades. Revista Formação Online, v. 1, n. 13 (2006). Disponível em: . Acesso em: 26 de abr. de 2019. BORGES, Cézar Augusto Reis da Fonseca; MARIM, George Costa; RODRIGUES, José Edilson Cardoso. 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3370 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Educação Ambiental e suas práticas como exercício da cidadania na Escola Básica Iara Maria Soares Costa da Silveira;Túlio de Oliveira Ruas;Nayara Ferreira Elias; Meio ambiente, Ensino, Interdisciplinaridade A Educação Ambiental é de suma importância para a sociedade, sobretudo no que diz respeito à sensibilização dos indivíduos em relação ao Meio no qual estão inseridos, visando sempre uma excelente qualidade de vida sem prejudicar o meio ambiente. Para tanto, essa abordagem no âmbito educacional deve ser implementada por meio da dialética e da interdisciplinaridade, com o intuito de estabelecer relações entre a utilização dos recursos naturais e o equilíbrio entre o homem e o meio ambiente. Sendo assim, este estudo analisou a importância da abordagem da Educação Ambiental na Educação Básica, tais como os desafios enfrentados por parte dos educadores na prática escolar para o efetivo exercício da cidadania. Entre os dificultadores observados a maior ênfase esteve voltada para a limitação dos recursos pedagógicos e financeiros, materiais metodológicos auxiliadores, escassez de capacitação de docentes para abordar as diversas particularidades e especificidades da temática, defasagens de conteúdos para as práticas interdisciplinares, resistência ao trabalho interdisciplinar e insegurança nas abordagens ambientais. Estes motivos reduzem os avanços no contexto escolar, uma vez que possuem grande responsabilidade na formação de cidadãos sensíveis e participativos, capazes de propagar conhecimentos e desenvolver ações positivas para a sociedade. ATANASIO, Claudia Mira; GANDOLFI, Sergius; RODRIGUES, Ricardo Ribeiro. Manual de Reflorestamento Ambiental. São Paulo: Secretaria do Meio Ambiente, 2006. BRASIL, Código Florestal Brasileiro, Lei Nº 4.771/65. Disponível em https://cetesb.sp.gov.br/licenciamento/documentos/1965_Lei_Fed_4771.pdf. Acesso em 15. dez. 2020. CASTRO, Dilton. Práticas para restauração da mata ciliar. / Org. Dilton de Castro; Ricardo Silva Pereira Mello e Gabriel CollaresPoester. -- Porto Alegre: Catarse – Coletivo de Comunicação, 2012. BRASIL, EMATER-RO. Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia. 2002. Disponível em: http://www.emater.ro.gov.br/ematerro/2018/12/20/anater-promove-a-capacitacao-de-extensionistas-da-emater-ro-em-elaboracao-e-execucao-de-projetos-sociais-para-o-terceiro-setor/ Acesso em 20 jan.2021. FERREIRA, Robson Soares. Et al. Áreas degradadas: Técnicas de Reflorestamento Ambiental. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 06, Vol. 11, p. 71-84, 2019. FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila. Disponível em http://www.ia.ufrrj.br/ppgea/conteudo/conteudo-2012-1/1SF/Sandra/apostilaMetodologia.pdf. Acesso em: 18dez. 2020. FUKS, H.; RAPOSO, A.B.; GEROSA, M. A. Engenharia de Groupware: Desenvolvimento de Aplicações Colaborativas. XXI Jornada de Atualização em Informática, Anais do XXII Congresso da Sociedade Brasileira de Computação, V2, Cap. 3, 2002. GOMES, Marco Antônio Ferreira.Água: sem ela seremos o planeta Marte de amanhã. Disponível em: http://webmail.cnpma.embrapa.br/down_hp/464.pdf. Acesso em: 15 dez. 2020. KAGEYAMA, P. Y. et al. Recuperação de Áreas Ciliares. Editora da Universidade de São Paulo. Fapesp. São Paulo. 2000. KAGEYAMA, P. Y. et al. Restauração da Mata Ciliar – Manual para recuperação de áreas ciliares e microbacias. Projeto PlanáguaSemads/GTZ. São Paulo. 2002. LORENZI, H. 1949.Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Vol 1. 5. Ed. Nova Odessa-SP: Instituto Plantarum.2008. NORONHA, Daisy Pires; FERREIRA, Sueli Mara S. P. Revisões de literatura. In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CONDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite (orgs.) Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: UFMG, 2000. SCHINKE, Gert. Ecologia Política. Santa Maria: Tchê! Editora, 1986. SMA. Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Cadernos da Mata Ciliar, 2009. São Paulo: SEMA/SP. V.2. p.01-36, 2019. Disponível em: http://arquivos.ambiente.sp.gov.br/municipioverdeazul/2013/05/Cadernos-de-Mata-Ciliar-1_Preserva%C3%A7%C3%A3o-e-recupera%C3%A7%C3%A3o-de-nascentes_2004.pdf SMA. Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Projeto de Recuperação de Matas Ciliares – Nota Conceitual. São Paulo: SMA, 2004.
3371 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade As mulheres na fazenda: dois dedos de prosa sobre terra, trabalho, família, cor e valor-dissociação na Serra do Cabral Suelen Rosa Pelissaro; Valor-Dissociação, Modernização, Norte de Minas Gerais Este artigo analisa, sob a égide marxista do teorema da crítica do valor-dissociação proposto por Roswitha Scholz, a participação de uma geração específica de mulheres expropriadas na territorialização da Serra do Cabral, ao norte de Minas Gerais, ao longo do século XX. Expropriadas tanto no garimpo de diamantes e na fazenda pecuária, bases daquele processo de ocupação e formação regional, quanto na posterior silvicultura, que introduziu relações de trabalho modernas com vias à abertura da região sob o discurso de modernização econômica. Com o suporte de entrevistas e pesquisas de campo, apresenta-se a dissociação do valor não restrita à questão de gênero, mas também conectada à cor, dada a condição periférica de um país de recente passado escravista. Com isso, o presente trabalho expõe o sertão norte mineiro, desde o século XVII, no prelúdio de sua territorialização, como uma particularidade da abrangência da sociabilidade moderna capitalista, habitado por mulheres historicamente imiscuídas no processo de produção, seja na reprodução da família, na produção de excedente e no acesso à liberdade negativa. BALIBAR, Étienne. Le retour de la race. Mouvements, n. 50, p. 162-171, 2007. Disponível em: . Acesso em: 1 fev. 2020. BOLLE, Willi. Grandesertão.br: o romance de formação do Brasil. São Paulo: Editora 34, 2004. BOLSANELLO, Maria Augusta. Darwinismo social, eugenia e racismo “científico”: sua repercussão na sociedade e na educação brasileiras. Educ. rev., Curitiba, n. 12, p. 153-165, Dec. 1996. FEDERICI, Silvia. 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3372 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Mapa da vegetação nativa declarada no Cadastro Ambiental Rural - CAR em Montes Claros-MG Wagner Aparecido Silva Aparecido; Mapa, Vegetação, Territorializações, Regularização, Monitoramento Objetivou-se explanar o mapa com o quantitativo declarado de vegetação nativa ao Cadastro Ambiental Rural - CAR, em Montes Claros-MG, no período de 2012 a 2019. Norteado na teoria geossistêmica, utilizou-se: o número disponibilizado pelo IEF/SICAR referente à vegetação declarada em hectares, inserção deste ao Sistema de Informação Geográfica -SIG ArcGIS onde foram tabulados, e, somados às convenções cartográficas, resultaram na elaboração do mapa. Do total de 8.070 imóveis cadastrados, 4.439 deles declararam a vegetação nativa a qual encontra-se: predominante no entorno do Parque Estadual da Lapa Grande, onde foi declarada vegetação de cerca de 2.907 a 7.773 hectares, nas médias propriedades que cadastraram cerca de 300 a 2.906 hectares e nas pequenas propriedades que cadastraram porções de 01 a 160 hectares de vegetação. O mapa ainda apresenta cor branca referente à vegetação não castrada, bem como pontos escuros referentes às áreas de solo exposto. Preservar a vegetação de Cerrado e a Floresta Estacional Decidual montesclarenses motivou mapear, para melhor monitoramento e o CAR mostrou-se eficaz instrumento de regularização ambiental neste quesito. ACSELRAD, Henri (Org.). Cartografia Social e Dinâmicas Territoriais: marcos para o debate. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, 2010. ANDRADE, Manuel Correia de. A questão do território no Brasil. 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3373 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Execução de projetos de extensão em período de pandemia: autoavaliação e estratégias Bárbara Guedes Aguiar;Luiza Loren Vieira Tavares;Alesson Pires Maciel Guirra;Flaviana Tavares Vieira Teixeira; Atividades Extracurriculares, Programa de Educação Tutorial, COVID-19 Diante dos desafios refletidos na implantação, manutenção e sustentabilidade dos projetos de extensão ofertados pelo Programa de Educação Tutorial PET-Estratégias para Diminuir a Retenção e Evasão na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, torna-se relevante demonstrar, na percepção dos Petianos e Coordenadores, quais são as estratégias adotadas para viabilizar a execução dessas atividades. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de um questionário online utilizando a plataforma Google Forms. Para análise dos dados qualiquantitativos utilizou-se cálculos percentuais a partir da elaboração de tabelas e gráficos. A pesquisa possibilitou o registro de opiniões sobre as fragilidades em relação ao desenvolvimento remoto dos projetos. Os resultados demonstram que não foi possível prosseguir com a maioria dos projetos de extensão e que o advento da pandemia se tornou um fator limitante para execução das atividades, além da ausência de recursos tecnológicos e dificuldades relatadas pelos voluntários no acesso à internet. Ainda assim, o PET se empenhou em desenvolver estratégias para driblar tais limitações, através da produção de vídeos disponibilizados nas mídias sociais, assim como a inserção dos estudantes em congressos brasileiros nacionais, estimulando a troca de experiências, a disseminação do conhecimento e a divulgação científica. BRAGIATTO, Bruna Lopes; MATTA, Cristiane Maria Barra da. Adaptação acadêmica autoeficácia no contexto da pandemia COVID-19. 2020. Disonível em: . Acesso em: 01 mar. 2021. CARVALHO, Cecilia Resende et al. O Programa de Educação Tutorial (PET) no contexto da crise econômica brasileira. Extensão em Foco, [S.l.], v. 1, n. 15, feb. 2018. ISSN 2358-7180. Disponível em: . Acesso em: 04 ago. 2020. CORDEIRO, Karolina Maria de Araújo. O Impacto da Pandemia na Educação: A Utilização da Tecnologia como Ferramenta de Ensino. 2020. Disponível em: . Acesso em: 01 mar. 2021. DAUDT, Sônia Isabel Dondonis; BEHAR, Patricia Alejandra. A gestão de cursos de graduação a distância e o fenômeno da evasão. Educação, v. 36, n. 3, p. 412-421, 2013. Disponível em: . Acesso em: 25 fev. 2021. DEARO, Patrícia Rossetti; NAKAYAMA, Jessica Tamy Oliveira; ROSSIT, Rosana Aparecida Salvador. Potencialidades e fragilidades do Programa de Educação Tutorial: percepções de acadêmicos. Caminho Aberto, p. 37-45, 2017. Disponível em: . Acesso em: 23 ago. 2020. FEITOSA, Raphael Alves; DIAS, Ana Maria Iório. 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3374 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A Extensão Universitária e sua relação com a concepção científica do trabalho comunitário na Escola Superior Pedagógica do Bié - Angola António Paulo Cuionja; Extensão Universitária, Trabalho comunitário, Educação Ambiental O presente relato de experiência é parte de uma investigação sobre a Extensão Universitária para implementação na Escola Superior Pedagógica do Bié em Angola através de sua relação com a concepção científica do trabalho comunitário como resposta às exigências do modelo do profissional e das transformações do ensino superior angolano. A comunidade do bairro Catemo na cidade do Cuito província do Bié em Angola precisa aperfeiçoar um processo de orientação com enfoque ”meio-ambiente”, com objetivo de desenvolver uma cultura ambiental e em cada um de seus membros, onde as somas individuais em situações cotidianas como o bom uso da água, o depósito de lixo (resíduos sólidos e líquidos) em lugares adequados, a reciclagem, o tratamento de resíduos por cada indivíduo da comunidade e infinidade de ações. A pesquisa contribui para proteger e tornar sustentável a vida, fazendo-a agradável para todos os habitantes na convivência e a necessidade de sua transformação, encaminhado a uma melhor qualidade de vida da população. Para este fim se realizou um estudo exploratório sobre a mesma comunidade suburbana. AGOSTINHO, G. C. Educação ambiental para a sustentabilidade dos recursos naturais. Bié: Yesu Editora, 2018. ALVES, H. P. F. Vulnerabilidade socio-ambiental na metrópole paulistana: uma análise sociodemográfica das situações de sobreposição espacial de problemas e riscos sociais e ambientais. Revista Brasileira de Estudos de População, São Paulo, v. 23, n. 1, p. 43-59, jan./jun. 2006. ALVES, H. P. F.; TORRES, H. G. Vulnerabilidade Socio-ambiental na Cidade de São Paulo: uma análise de famílias e domicílios em situação de pobreza e risco ambiental. Revista São Paulo em Perspectiva, São Paulo, volume 20, número 1 – jan./mar. 2006. ANGOLA. Lei de Base do Ambiente: Lei nº5/98, de 19 de Junho. CARLOS, A. F. A. A cidade. 7º ed. São Paulo: contexto, 2003. CARMO, J. A. Dinâmicas Sócio-Espaciais na Cidade de Rio Claro (SP): as estratégias econômicas, políticas e sociais na produção do espaço. 2006. 2012 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Rio Claro, 2006. CAVINATTO, V. M. Saneamento básico: fonte de saúde e bem-estar. São Paulo: Ed. Moderna. 2014. CORRÊA, R. L. O espaço urbano. 4º ed. São Paulo: Ática, 2003. EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Manual de Métodos de análises de solos. 2.ed. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 1997. FERNANDES, Marcelo Costa et.al. Universidade e a extensão universitária: a visão dos moradores das comunidades circunvizinhas. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 28, n. 04, p. 169-194, dez. 2012. FORPROEX. Política Nacional de Extensão Universitária. Manaus - AM. Disponível em: . Acesso em: 15 dez. 2020. JACOBI, P. Dilemas socioambientais na gestão metropolitana: do risco à busca da sustentabilidade urbana. Política & Trabalho - Revista de Ciências Sociais, nº 25 Outubro de 2006, p.115-134. MARICATO, E. Para Entender a Crise Urbana. São Paulo: Expressão Popular, 2015, p. 112. VALDÉS, F. Manual de conhecimentos para promover a cultura para a poupança e uso racional da água na escola primária na província de Villa Clara. Santa Clara. UCP. Felix Varela, 2005. SANTOS, João Henrique de Sousa; ROCHA, Bianca Ferreira; PASSAGLIO, Kátia Tomagnini. Extensão Universitária e Formação no Ensino Superior. Revista Brasileira de Extensão Universitária. v. 7, n. 1, p.23-28 jan. – jun. 2016. SOMA, P. Políticas Públicas de Urbanismo em Angola. Tese de doutoramento em Sociologia – Cidades e Culturas Urbanas. Apresentada na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, 2018. SOUZA, C. M. N. Relação Saneamento-Saúde-Ambiente: os discursos preventivos e promoção da saúde. Vol. 16 nº 3. São Paulo, Sept./Dec. 2007.
3375 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Braulino Caetano dos Santos, Doutor Honoris Causa pela Unimontes: o reconhecimento de um saber que vem das Comunidades Luciene Rodrigues; Braulino Cetano, Comunidades Tradicionais, Ambientalista, Norte de Minas Gerais A Resolução Nº 015 do CONSU/2019 da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes concedeu o título de Doutor Honoris causa ao Ambientalista Braulino Caetano dos Santos. A Reitora em Exercício e Presidente em Exercício do CONSELHO UNIVERSITÁRIO (CONSU) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Professora ILVA RUAS ABREU, no uso das atribuições, e considerando: o disposto no inciso IV do artigo 167 e no artigo 168 e parágrafos do Regimento Geral; a sua memorável trajetória como empreendedor social, camponês e ambientalista de visão integrada aos problemas dos biomas e ecossistemas brasileiros; a sua participação primordial, decisiva e inquestionável como co-fundador do Centro de Agricultura Alternativa (CAA), da Cooperativa Grande Sertão, da Rede Cerrado e de cinco Associações Locais no Norte de Minas; o inestimável e relevante trabalho voltado para a preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, reconhecido como “Guardião do Cerrado; a sua atuação na formulação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais (Decreto 6040 de março de 2007), onde assumiu a representação como Geraizeiro dos Povos do Cerrado na Comissão Nacional; que devido a sua prática social, tornou-se objeto de estudo e pesquisa acadêmica em diversas Universidades, principalmente pelo seu engajamento junto a outros atores e pela sua contribuição e protagonismo; o reconhecimento pela sua contribuição na consolidação da agricultura alternativa no Norte do Estado de Minas Gerais; a aprovação do Conselho Universitário, em Sessão Plenária do dia 29 de maio de 2019, resolve: Art. 1º CONCEDER o título de Doutor Honoris causa ao Ambientalista Braulino Caetano dos Santos AUGUSTO, Rosely Carlos. Aprender na Prática: Narrativas e histórias de lideranças Camponesas no Sertão, Norte de Minas, nas última três décadas. Belo Horizonte, UFMG, Faculdade de Educação, 2011.
3376 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Geografia e Arte João Rodrigues da Silva Bisneto; Geografia Humanista, Geografia e artes, Arte urbana, Fotografia, Ensino de Geografia Resenha da obra Geografia e Arte organizada por Alessandro Dozena (2020). CALVINO, Italo. Seis propostas para o próximo milênio. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. DOZENA, Alessandro (Org.). Geografia e Arte. Natal: Caule de Papiro, 2020.
3377 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Atlas do agronegócio: fatos e números sobre as corporações que controlam o que comemos Rik Ferreira Alves; Agronegócio, Brasil, Alimentação, Impactos Socioambientais Resenha do Atlas do agronegócio: fatos e números sobre as corporações que controlam o que comemos (2018). SANTOS, Maureen; GLASS, Verena. Atlas do agronegócio: fatos e números sobre as corporações que controlam o que comemos. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll, 2018.
3378 verdegrande v. 3 n. 01 (2021): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade Pequeno ensaio cartográfico sobre o uso de agrotóxicos no Brasil Átila Rabelo Fernandes; Agrotóxicos, Agronegócio, Brasil, Impactos Socioambientais, Cartografia Temática Resenha da obra - Pequeno Ensaio Cartográfico Sobre o Uso de Agrotóxicos no Brasil (2016). BOCHNER, R. Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas – SINITOX e as intoxicações humanas por agrotóxicos no Brasil. Ciência e a Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, 12(1): 73-89, 2007. BOMBARDI, Larissa Mies. Intoxicação e morte por agrotóxicos no Brasil: a nova versão do capitalismo oligopolizado. Boletim Dataluta. NERA – Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária. Presidente Prudente, setembro de 2011, p. 1-21. BOMBARDI, Larissa Mies. Pequeno ensaio cartográfico sobre o uso de agrotóxicos no Brasil. São Paulo: Laboratório de Geografia Agrária-USP. Blurb, 2016. THEISEN, G. O Mercado de Agroquímicos, 2010. Disponível em: . Acesso em: 06 mar. 2021.
3381 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade VULNERABILIDADE NATURAL À PERDA DE SOLO DA MICROBACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CARNAÍBA DE DENTRO, SEMIÁRIDO BAIANO Jardel Gybson Soares Costa;Mateus Ribeiro Caetano;Carlos Magno Santos Clemente; Geotecnologias, Ecodinâmica, Erosão A presente pesquisa teve como objetivo classificar o grau de vulnerabilidade natural à perda de solo da microbacia hidrográfica do Rio Carnaíba de Dentro (BA), indicando a prevalência dos processos do balanço morfogênese/pedogênese. A área de estudo localiza-se no contexto regional do sudoeste do Semiárido Brasileiro. Como técnica utilizou-se as Geotecnologias, a fim de realizar a coleta, armazenamento, tratamento, análise espacial e representação dos dados obtidos, da vulnerabilidade à perda de solo da microbacia do Rio Carnaíba de Dentro (BA). Concluiu-se que houve um equilíbrio entre a pedogênese/morfogênese, uma vez que o meio Medianamente Estável/Vulnerável possui maior incidência sobre microbacia do Rio Carnaíba de Dentro (BA), contrariando a hipótese da prevalência dos processos de morfogênse, majoritariamente presentes em todo semiárido brasileiro. Logo, a partir dos dados e informações obtidos é possível fornecer subsídios para um melhor direcionamento na elaboração de políticas públicas para a microbacia do Rio Carnaíba de Dentro (BA). AGENCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). Atlas Brasil. 2010. Disponível em: . Acesso em: 15 Jan. 2019. AMARAL, Rosangela do; ROSS, Jurandyr Luciano Sanches. As Unidades Ecodinâmicas na Análise da Fragilidade Ambiental do Parque Estadual do morro do Diabo e entorno, Teodoro Sampaio – SP. GEOUSP, n.26, p.59-78, 2009. Disponível em: . Acesso em: 10 Jan. 2019. ARAÚJO, Lincoln Eloi de. et al. Bacias Hidrográficas e Impactos Ambientais. In: Qualitas Revista Eletrônica. UEPB, v. 8, n. 1. 2009. 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3382 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade PENSANDO A GEOGRAFIA E SEU ENSINO A PARTIR DE PRODUÇÕES DE REALIDADE VIRTUAL Juliano da Costa Machado Timmers;Branda Eloá Weppo; Ensino, Geografia, Design, Realidade Virtual. Este artigo expõe reflexões sobre idéias espaciais relacionadas à tecnologias que usamos na vida cotidiana, especialmente aquelas cujas técnicas criam os diversos modos de Realidade Virtual (RV). Metodologicamente, consideramos as discussões em torno do conceito de RV e dos dispositivos projetados para formentá-lo. Para a teoria espacial, temos uma referência importante nas considerações do geógrafo Milton Santos sobre o papel das técnicas na produção espacial contemporânea. De Gaston Bachelard, consideramos as reflexões sobre as novas idéias espaciais geradas pela microfísica e os limites do senso convencional de ciência. Com base em nossa experiência em um laboratório de tecnologia em uma universidade do sul do Brasil e no ensino fundamental escolar do mesmo país, apontamos que novas técnicas, incluindo as que apóiam a RV, devem ser analisadas pela dimensão espacial ampliada que a tornou possível. Sugerimos que técnicas possam ser usadas para colaborar coma difusão de uma visão científica mais aberta, que desenvolva o imaginário relacionado a sustentabilidade junto ao espaço em que vivemos. BACHELARD, Gaston. Coleção os pensadores. São Paulo: Editora Abril, 1978. BIOCCA, Frank. The cyborg’s dilemma: progressive embodiment on virtual environments.Jornal of Computer mediated-communication (online) [3], 2. 1997. Disponível em: . Acesso em: mai. 2020. CARDOSO, Juliana Carvalho. TONINI, Ivaine Maria. Os meios de comunicação, tecnologias digitais e práticas escolares de geografia. EM: 2014, Florianópolis. Anais eletrônicos do ENPGSUL.Florianópolis: UFSC, 2014. Disponível em: Acesso em: mai. 2020. GENTILIN, J. C.; SHAH, M.; BUCK, A. R.; LINSNER, J.; BOURGET, M. A.; CARROLL, R. Computer analysis of user comfort in virtual reality environments. [S.l.]: Google Patents, 2018. US Patent App. 15/214,427. MANIA, K. Connections between lighting impressions and presence in real and virtual environments: an experimental study. In: Proceedings of the 1st international conference on Computer graphics, virtual reality and visualisation. [S.l.: s.n.], 2001. p. 119–123. MENEGHETTE, Lucas Correia. Realidade virtual e experiência do espaço: imersão, tecnologia e fenomenologia. São Paulo: PUC-SP Dissertação de mestrado em Tecnologias da inteligência e design digital. 2010. SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. São Paulo: Editorada Universidade de São Paulo, 2006. USMAN, M.; HAWORTH, B.; BERSETH, G.;KAPADIA, M.; FALOUTSOS, P. Perceptual evaluation of space in virtual environments. In: Proceedings of the Tenth International Conference on Motion in Games. [S.l.: s.n.], 2017. p. 1–10.
3383 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade ENSINO DE GEOGRAFIA EM TEMPOS DE PANDEMIA: VIVÊNCIAS NA ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR AMÉRICO BARREIRA, FORTALEZA – CE Rebeka Carvalho Macêdo;Kaline da Silva Moreira; Ensino de Geografia, TIC’S, Home Office, Pandemia. No presente artigo apresentamos um estudo sobre os desafios do ensino de geografia no modelo Home Office no período de isolamento social na Escola Municipal Professor Américo Barreira localizada no Bairro Genibaú na cidade de Fortaleza - CE. Apresenta-se um estudo qualitativo de cunho descritivo e exploratório durante o período de ensino não presencial de geografia no seguimento da rede pública de ensino. A metodologia aplicada é baseada em um levantamento bibliográfico sobre as temáticas: a educação em tempos de pandemia e o ensino de geografia com o uso de tecnologias. A pesquisa foi dividida em três etapas: I) Revisão Bibliográfica; II) Prática do ensino de Geografia no modelo Home Office e aplicação de atividades como uso das Tecnologias da Informação e Comunicação; III) Análises e reflexões sobre os resultados da experiência. O principal objetivo dessa pesquisa é descrever de maneira exploratória as metodologias dos docentes de geografia e os principais desafios e mudanças em virtude da pandemia do Covid-19, apontando como resultados as reflexões das teorias versus a prática sobre o ensino de geografia no cenário pandêmico. ARAUJO, R. S. Letramento digital e educação. In: MERCADO. L. P. L. (Org.). Percursos na formação de professores com tecnologias da informação e comunicação na educação. Maceió: Edufal, 2007. Disponível em:< http://www.repositorio.ufal.br/bitstream/riufal/1329.pdf >. Acesso em: 01 jun. 2020. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro, 2002. BRASIL, MEC. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. 2018. Disponível em: basenacionalcomum.mec.br. Acesso em: 20/08/2020. BRASIL. Ministério da Educação. CNE aprova diretrizes para escolas durante a pandemia. Brasília: junho, 2020. Disponível em:< http://portal.mec.gov.br/busca-geral/12-noticias/acoes-programas-e-projetos-637152388/89051-cne-aprova-diretrizes-para-escolas-durante-a-pandemia> Acesso em: 08 jun. 2020. BURGESS, Simon; SIEVERTSEN, Hans Henrik. Schools, skills, and learning: The impact of COVID-19 on education. VoxEu. org, v. 1, 2020. COELHO, M. “Por uma Educação sem Fronteiras e em Tempos de Pandemia-Democrática, Pública e de Qualidade”. Journal of Social Pedagogy, vol. 9, n. 1, 2020. CORREA, Edinelson Saldanha; SHINAIGGER, Thiago Rocha. Smartphone como alicerce de metodologias ativas no ensino e aprendizagem da geografia. Educationis, v. 8, n. 2, p. 19-28, 2020. DAVIS, M. “A crise do coronavírus é um monstro alimentado pelo capitalismo”. In: DAVIS, M. et.al. (orgs.). 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3384 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA E A INTELIGÊNCIA ESPACIAL: UMA POSSIBILIDADE DE ATUAÇÃO NA CARTOGRAFIA ESCOLAR Giovana Oliveira do Nasicmento;Anderson de Almeida Morato; Aprendizagem Significativa, Inteligências Múltiplas, Cartografia Escolar O presente trabalho constitui-se de uma revisão bibliográfica da correlação entre a teoria das múltiplas inteligências, elaborada por Howard Gardner, e a teoria da aprendizagem significativa, proposta por David Ausubel, em uma atuação conjunta entre elas no ensino da cartografia escolar. Partindo da compreensão de que os conteúdos abordados dentro da Geografia Escolar seguem uma evolução teórica conceitual, bem como cognitiva, sendo o ensino sequencial e basilar para os demais anos da vida escolar. Portanto, inicialmente, o estudo aborda a importância da cartografia para a Ciência Geográfica, até sua evolução e reconstrução no ensino, mediante uma cartografia escolar. A posteriori, relacionando esta linguagem com a perspectiva de Gardner sob a inteligência espacial, tendo em vista que a Geografia explora a espacialidade dos fenômenos, conectando os estudos de Ausubel sobre a aprendizagem significativa. Consequentemente, o professor de geografia poderá apropriar-se dos elementos teóricos e metodológicos a sua práxis no ensino da cartografia escolar, por intermédio de uma linguagem espacial dos conteúdos relevantes e significativos para os alunos. ALMEIDA, R. D. Cartografia escolar. 2. ed. São Paulo: Editora Contexto, 2010. ANTUNES, C. Inteliências Múltiplas e seus Jogos: inteligência espacial. Petrópolis: Vozes, 2009. BEZ, L. Sobre a inteligência espacial no ensino de geografia: notas para discussão. Revista de Geografia (UFPE), Pernambuco, v. 28, n. 3, p.58-67, 2011. CARVALHO, H. A aplicação da Teoria de Inteligências Múltiplas de Howard Gardner no ensino de Geografia. 2018. 77 f. Relatório (Mestrado) - Curso de Mestrado em Ensino de Geografia no 3ºciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto, 2018. CLAVAL, P. Epistemologia da Geografia. 2. ed. Florianópolis: Editora da Ufsc, 2014. GARDNER, H. et al. Inteligências múltiplas ao redor do mundo. Porto Alegre: Artmed, 2010. GOMES, P. C. C. Quadros Geográficos: uma forma de ver, uma forma de pensar. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017. GARDNER, H. Estruturas da Mente: a teoria das Inteligências Mútiplas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. LUDWING, A. B; MARTINS, R. E. M. W. A geografia escolar nos anos iniciais: uma abordagem sobre os conhecimentos cartográficos no quinto ano. In: MARTINS, R. E. M. W. et al (Org.). Educação geográfica em movimento. Goiânia: C&A Alfa Comunicação, 2019. MENEGUETTE, A. A. C. Cartografia no século XXI: revisitando conceitos e definições. Revista Geografia e Pesquisa, Ourinhos, v. 6, n. 1, p.6-32, 2012. MOREIRA, M; MASINI, E. F. S. Aprendizagem Significativa: a teoria de David Ausubel.São Paulo. Moraes, 1982. NASCIMENTO, E; LUDWIG, A. B. A educação cartográfica no ensino-aprendizagem de Geografia: reflexões e experiências. Geografia Ensino & Pesquisa, Santa Maria, v. 19, n. 3, p.29-42, 2015. SACRISTÁN, J. G.; GÓMEZ, A. L. P. Compreender e transformar o ensino. 4 ed. Porto SANTOS, F; FECHINE, J. A. L. A cartografia escolar e sua importância para o ensino de Geografia. Caderno de Geografia, [s.l.], v. 27, n. 50, p.500-515, 3 ago. 2017. SCHÄFFER, N. O. et al. Um globo em suas mãos: práticas para a sala de aula. 3. ed. Porto Alegre: Penso, 2011. SMOLE, K. C. S. Múltiplas Inteligências na Prática Escolar. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação a Distância, 1999. P. 80; 16 cm. - [Cadernos da TV Escola. Inteligências Múltiplas, ISSN 1517-2341 n.1) SELBACH, S. Geografia e Didática. Petrópolis: Vozes, 2010. TUAN, Yi-fu. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. Tradução: Lívia de Oliveira. São Paulo. Difel, 1983. VALADARES, J. A.; MOREIRA, M. A. A teoria da aprendizagem significativa: sua fundamentação e implementação. Coimbra: Edições Almedina, 2009.
3385 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A ECONOMIA AMBIENTAL PROPORCIONADA ATRAVÉS DA RECICLAGEM PELA ASSOCIAÇÃO MONTES CLAROS DE CATADORES DE RECICLÁVEIS – MONTESUL Pedro Bicalho Maia; Coleta de Resíduos Sólidos. , Reciclagem, Calculadora Ambiental O presente artigo teve como objetivo apresentar a importância da reciclagem de resíduos sólidos realizada pela Associação Montes Claros de Catadores de Recicláveis – MONTESUL na cidade de Montes Claros - MG e identificar os dados de economia de água, energia elétrica e gases do efeito estufa (GEEs), obtidos através aplicação da calculadora ambiental. Para atingir os objetivos propostos foi utilizado em sua metodologia, inicialmente uma revisão de literatura para dar embasamento científico ao trabalho em seguida foram aplicados o cálculo Recuperação e Reciclagem de Materiais de Resíduos Sólidos (AMS-III.AJ) nos materiais coletados pela associação para identificar os dados de economia de água, energia elétrica e gases do efeito estufa (GEEs). A economia de água e energia elétrica proporcionada pela MONTESUL através da reciclagem no período de fevereiro a julho de 2020, seria suficiente para abastecer a população da microrregião do Morada do Parque que abrange quatro bairros com população de 4.434 habitantes por um período de 20 dias. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA – ABLP. 2012. Disponível em . Acesso em: 28 jul. 2020. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE LIMPEZA PÚBLICA E RESÍDUOS – ESPECIAIS - ABREPEL. 2019. Disponível em . Acesso em: 28 jul. 2020. ATLAS. 2020. Disponível em . Acesso em: 29 jul. 2020. BORGES, Janaína Freitas. Acúmulo De Lixo: ações de intervenção para destino correto do lixo na cidade de Palmópolis - Minas Gerais. UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais. Faculdade de Medicina. Núcleo de Educação em Saúde Coletiva. Especialização em atenção básica em saúde da família. Teófilo Otoni – MG. 2014. CAVAGNOL, Joares. Plano de ação para implantação de um sistema de coleta seletiva de resíduos em São Miguel do Oeste. Trabalho apresentado ao Curso de Pós-Graduação – MBA em Gestão Ambiental e Projetos Sustentáveis da Universidade do Oeste de Santa Catarina. Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC. Campus de São Miguel do Oeste. 2011. CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem “Política Nacional de Resíduos Sólidos - Agora é lei”. 2010. Disponível em . Acesso em: 19 jun. 2020. GOUVEIA, Nelson. Resíduos sólidos urbanos: impactos socioambientais e perspectiva de manejo sustentável com inclusão social. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 17, n. 6, p. 1503-1510, june 2012. MINISTÉRIO DAS CIDADES. Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos 2010. Tabelas de informações e indicadores. 2012. Brasília: MCIDADES.SNSA, 2012. 2.090 p.: gráficos, tabelas. PEREIRA, Neto, J. T. Quanto vale nosso lixo. Ed. independente. Viçosa: IEF/UNICEF, 1995.
3386 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade REFLEXÕES CONCEITUAIS NO/DO ESPAÇO LIVRE PÚBLICO CONTEMPORÂNEO: DISCUSSÕES ENTRE SEUS USOS NAS CIÊNCIAS GEOGRÁFICA E ARQUITETÔNICA Christiana Nogueira;Carlos Alexandre de Bortolo; Espaço. Espaço Livre Público. Geografia. Arquitetura. A Geografia e a Arquitetura são duas áreas de conhecimento que voltam seus estudos para o mesmo objeto: o espaço. A fim de compreender os espaços livres públicos na cidade contemporânea, adotou-se, como ponto de partida, o modo como cada ciência distingue epistemologicamente o conceito de espaço. O objetivo foi de compreender, por uma visão mais abrangente, compreender o modo como os espaços públicos livres se formam e conformam nas cidades, por suas dinâmicas peculiares. Alicerçada em uma abordagem integrada, a análise sob o ponto vista de dois campos de conhecimento foi importante, por ampliar e aprofundar o conhecimento sobre a conformação do espaço livre público na atualidade. Considerando que o espaço arquitetônico é um vazio e o espaço geográfico é a possibilidade de ação e relação entre objetos e coisas no tempo, chega-se à essência da produção espacial: o lugar. Nota-se, portanto, a importância de uma reflexão das duas ciências para a análise e construção dos espaços públicos na cidade contemporânea. ALMEIDA, A. Sustentabilidade dos espaços públicos na reabilitação de núcleos urbanos: questão das praças. Lisboa: Lisboa FAL., 2006. Disponível em: . Acesso em: 18 dez. 2018. BORTOLO, Carlos Alexandre de. A dinâmica dos espaços públicos de lazer em cidades da aglomeração urbana de Londrina. 2015. Tese de doutorado, Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes - departamento de geografia, Universidade Estadual de Maringá Londrina, Paraná. 2015, 232p. CARLOS, Ana Fani Alessandri. Espaço-tempo da vida cotidiana na metrópole. São Paulo: FFLCH /USP 2017. CORRÊA, Roberto Lobato. O Espaço Urbano. 3ª Ed. São Paulo: Editora Ática S.A, 1998. GEHL, Jan. Cidades para Pessoas. São Paulo: Perspectiva, 2013. INDOVINA, F. O Espaço público-tópicos sobre a sua mudança. Revista Cidades, Comunidades e Territórios, Lisboa, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), n.5, p.119-123, 2002. Disponível em: . Acesso em: 18/12/2018. JACOBS, Jane. Morte e Vida de Grandes Cidades. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009. LEFEBVRE, Henry. The Production of Space. Trad. D. Nicholson-Smith Oxford: Basil Blackwell, 1991. Magnoli, M. (2006). Espaço livre - objeto de trabalho . Paisagem E Ambiente, (21), 175-197. Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2019. MALARD, Maria Lúcia. As aparências em arquitetura. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2006. MOREIRA, Ruy. Pensar e ser em Geografia. São Paulo: Contexto, 2007. ROCHA, Bruno Massara. Conceitos sobre a arquitetura primitiva e derivações. Artigo Online. Disponível em: . Acesso em: 03 fev. 2018 RONIK, Raquel. O que é cidade. São Paulo: Brasiliense, 2012. SANTOS, Milton. A natureza do espaço. 3 ed. São Paulo: Hucitec, 2006. SERPA, A. Espaço público e acessibilidade: notas para uma abordagem geográfica. Revista GEOUSP – Espaço e Tempo, São Paulo, n.15, p. 21-37, 2004. Disponível em: . Acesso em: 05 jan. 2019.
3387 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade DINÂMICA DOS SOLOS BRASILEIROS E TÉCNICA ALTERNATIVA PARA MEDIÇÃO DO PH DO SOLO, UTILIZANDO EXTRATO DE REPOLHO ROXO Vanessa Pagno;Fabiana Pagno;Alan Rafael Coineth de Souza;Daniella Rosa Marques de Oliveira; Tipos de solos brasileiros, Intemperismo, Medição do pH do solo No presente relato de experiência, é destacada uma atividade prática que teve como objetivo a realização de experiências com uma técnica alternativa de obtenção de pH do solo, utilizando extrato de repolho roxo como indicador, para auxiliar na compreensão deste conceito e compará-lo com a realidade de solos brasileiros. Esta atividade foi realizada em um minicurso desenvolvido durante o XXII Encontro de Geografia (ENGEO) e XVI Encontro de Geografia do Sudoeste do Paraná (ENGESOP), promovido pelos colegiados dos cursos de Geografia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) – Campus Francisco Beltrão – PR, no ano de 2019. Neste trabalho, relata-se as experiências vivenciadas durante a atividade, os objetivos alcançados, discussões sobre os temas propostos e realização de atividades experimentais de medição do pH de substâncias diversas e de três tipos de solo, bem como a discussão dos valores de pH e sua relação com os diferentes solos brasileiros. ANTUNES, Márjore; ADAMATTI, Daniela S.; PACHECO, Maria Alice R.; GIOVANELA, Marcelo. pHdo Solo: Determinação com Indicadores Ácido-Base no Ensino Médio. Química Nova na Escola, v. 31, p. 283-287, 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 jul. 2019. KNOPKI, Anna Vitória Gurgel, [et al], (orgs). Experimentos na Educação em Solos. Marcelo Ricardo de Lima. Programa de Extensão Universitária Solo na Escola/UFPR. Curitiba, 2020. LEÃO, Marcio Fernades; BARROSO, Emílio Velloso; POLINANOV, Helena; MARQUES, Eduardo Antônio Gomes Marques; VARGAS Jr, Eurípedes do Amaral; FIGUEIREDO, Veronica Dutra de. Aspectos Mineralógicos, Químicos e Físicos de Frente de Intemperismo em Filtro da Formação Batatal, Quadrilátero Ferrífero, Anuário do Instituto de Geociências – UFRJ, Vol. 40, p. 398-406, 2017. Disponível em: . Acesso em: 21 jul. 2019. SANTOS, Humberto Gonçalves dos; JACOMINE, Paulo Klinger Tito; ANJOS, Lúcia Helena Cunha dos; OLIVEIRA, Virlei Álvaro de; COELHO, Maurício Rizzato; ALMEIDA, Jaime Antonio de; ARAÚJO FILHO, José Coelho de; OLIVEIRA, João Bertoldo de; CUNHA, Tony Jarbas Ferreira. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. EMBRAPA. 5 Ed. Brasília, 2018. SARDINHA, Diego de Souza; GODOY, Letícia Hirata; CONCEIÇÃO, Fabiano Tomazini da. Taxa de intemperismo químico e consumo de CO2 em relevo cuestiforme com substrato basáltico e arenítico no estado de São Paulo, Brasil. Revista do Instituto de Geociências, v. 19, p. 177-134, 2019. Disponível em: . Acesso em: 22 jul. 2019. SILVA, Tiago Roque Benetoli; LEMOS, Leandro Borges; CRUSCIOL, Carlos Alexandre Costa; PAULY, Tatiane. Alterações de atributos químicos do solo em função da calagem superficial em plantio direto. Agrarian: Revista científica da Faculdade de Ciências Agrárias, v. 1, p. 9-20, 2008. Disponível em: . Acesso em: 22 jul. 2019. YOSHIOKA, Maria Harumi; LIMA, Marcelo Ricardo de. Experimentoteca de solos: pH do solo. Projeto de Extensõa Universitária Solo na Escola: Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da UFPR, 2005. Disponível em: . Acesso em: 22 jul. 2019.
3388 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade HIDROPAISAGENS DO VALE DO AÇU: A EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE ENSINO Josiel de Alencar Guedes;Gerônimo da Silva Costa;Aluízio Bezerra Júnior; Hidrografia. Geoprocessamento. Mapas temáticos. Este relato de experiência visa apresentar um projeto de ensino associado à disciplina Hidrografia, ministrada no semestre 2019.1 e ofertada para o 4° período do curso de Geografia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Campus de Açú). O projeto teve como objetivo mapear reservatórios e lagoas no Vale do Açu (RN) utilizando imagens do Google Earth o programa de geoprocessamento QGIS. Nas aulas, foram apresentadas as imagens dos mananciais superficiais e discutidos problemas relacionados a cada um deles. Em seguida, foram realizadas as aulas em campo, onde os alunos fizeram registros de problemas específicos e se discutiu a relação de uso do solo no seu entorno. Posteriormente, foram elaboraram os mapas de cada manancial. A experiência do projeto mostrou-se importante ao se estudar a disciplina com exemplos de mananciais mais perto da realidade dos alunos. MENEGHESSO, V.A. A Hidrografia local e as práticas escolares de professores de Geografia de Ibitinga – SP. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia e Letras de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, 2014. QGIS – Um sistema de Informação Geográfica livre e aberto. Disponível em: . Acesso em: nov. 2019. SANTOS, B. B.; BASTOS, M. N. P.; SILVA, M. M.; VARGAS, K. B. Propostas para o ensino de Hidrogeografia: o lugar como categoria de análise geográfica e o uso de recursos didáticos visuais. Geografia Física e as mudanças globais. Fortaleza: UFC, 2019, p.1-5. SEGALA, F. J. O processo de ensino de Geografia a partir da hidrografia de Francisco Beltrão, PR. Dissertação (Mestrado em Geografia). Universidade Estadual do Oeste do Paraná.Centro de Ciências Humanas, Francisco Beltrão, 2017. UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. RESOLUÇÃO Nº 33/2017 – CONSEPE: Regulamenta o Projeto de Ensino de Graduação noscursos de graduação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Mossoró, 2017.
3389 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade ALMANAQUE DE AGROECOLOGIA: APRENDENDO COM DIVERSÃO – DIVERSIDADE, HISTÓRIA E CULTURA ALIMENTAR Eliana Izabel da Silva Cepolini; Agroecologia, Interdisciplinaridade , Educação Básica, Cultura Alimentar Resenha da obra: Almanaque de Agroecologia: aprendendo com diversão – diversidade, história e cultura alimentar (2019). Almeida, Sérgio Ricardo Matos. Agroecologia em rimas. Cruz das Almas: UFRB, 2012. CÂNDIDO; Hebert Teixeira; STURZA, José Adolfo Iriam. Almanaque de Agroecologia: aprendendo com diversão – diversidade, história e cultura alimentar. Jundiaí-SP: Paco, 2019. 60p. CÂNDIDO; Hebert Teixeira. Prefácio. In: CÂNDIDO; Hebert Teixeira; STURZA, José Adolfo Iriam. Almanaque de Agroecologia: aprendendo com diversão – diversidade, história e cultura alimentar. Jundiaí-SP: Paco, 2019. 60p.
3390 verdegrande v. 2 n. 02 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A CRUEL PEDAGOGIA DO VÍRUS Bruna França Oliveira; Pandemia, Covid-19 , Sociologia, Crise Ambiental Resenha da obra A Cruel Pedagogia do Vírus do sociólogo Boaventura de Sousa Santos de 2020. SANTOS, Boaventura de Sousa. A Cruel Pedagogia do Vírus. Coimbra: Edições Almedina, 2020. 32p. Disponível em: . Acesso em: 01. Jun. 2020.
3393 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade DIMENSIONAMENTO E GESTÃO DE RESERVATÓRIOS:BREVE DISCUSSÃO ACERCA DA EXPERIÊNCIA DO ESTADO DO CEARÁ/BRASIL Sulivan Pereira Dantas; Açudes; Semiárido; Classificação de reservatórios. O presente trabalho tem como objetivo discutir a contribuição do processo de açudagem para o desenvolvimento do Nordeste brasileiro e apresentar elementos fundamentais que compõem a dinâmica de gestão de reservatórios no estado do Ceará. O processo de açudagem foi e é a política de acesso a água, predominante, no Nordeste do Brasil. Isso traz em pauta as discussões sobre modelos de redimensionamento de águas e eficiência no gerenciamento de açudes. Neste trabalho, além desta discussão, foi proposto um mapeamento de classificação dos maiores açudes cearenses por capacidade volumétrica. ARAGÃO, D. A.; OLIVEIRA, J. G. B. Gestão de recursos hídricos: aspectos da pequena açudagem na gestão de sub-bacias no Ceará. Engenharia Ambiental - Espírito Santo do Pinhal, v. 8, n.2, p.038-049, abr. /jun. 2011. ASSUNÇÃO, Luiz Márcio; LIVIGSTONE, Ian. Desenvolvimento inadequado: construção de açudes e secas do Nordeste. Revista Brasileira de Economia, Rio de Janeiro, 1993. CAMPOS, José Nilson Bezerra. Vulnerabilidades hidrológicas do semi-árido às secas. Planejamento e políticas públicas, n. 16, 1997. Disponível em: . Acesso em: 28 jul. 2015. _________. A evolução das políticas públicas no Nordeste. In: CCGE- Centro de Gestão e Estudos Estratégicos. A Questão da Água no Nordeste. Agência Nacional de Águas. – Brasília, DF: CGEE, 2012. _________. Secas e políticas públicas no semiárido: ideias, pensadores e períodos. Revista sociedade e ambiente, estudos avançados, v. 28, n. 82, São Paulo, 2014. Disponível em: . Acesso em: 28 jul. 2015. _________; et al. Contribuições ao debate sobre a eficiência de pequenos e grandes reservatórios. Revista Brasileira de Recursos Hídricos- RBRH. v. 8, n. 2, 2003. Disponível em: . Acesso em: 28 jul. 2015. CAVALCANTE, A. A. CUNHA, S. B. da. Caracterização do sistema fluvial do rio Jaguaribe no semi-árido cearense. XVIII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos. Campo Grande, MS, 2009. CEARÁ. Cenário atual dos recursos hídricos do Ceará. Fortaleza: INESP (Coleção Pacto das Águas), 2008. COGERH. Rede de Monitoramento operada pela COGERH. 2008. Disponível em: http://www.funceme.br/areas/monitoramento/nivel-diario-de-reservatorios. Acesso em: 03 jun. 2014. DNOCS. Conferências: visões do semiárido por dirigentes do DNOCS. Fortaleza: DNOCS/BNB, 2010. MACEDO, Maria Vilalba A. de. Aproveitamento Hídrico das Bacias Fluviais do Ceará. Fortaleza, DNOCS, 1981. 176 p. MOLLE, François. Marcos históricos e reflexões sobre a açudagem e seu aproveitamento. Recife: SUDENE, 1994. MONTEIRO, Carlos Augusto de Figueiredo. O estudo geográfico do clima. Cadernos de Geografia. Florianópolis, ano I, n 1, 1999. NASCIMENTO, Maria Anezilany Gomes do. Nem parece o tempo em que vocês jogavam biriba na calçada: o lugar em Nova Jaguaribara. Dissertação de Mestrado. Fortaleza: UECE, 2004. SILVA, Roberto Marinho Alves da. Entre o combate à seca e a convivência com o semi-árido: políticas públicas e transição de paradigmas. Revista Econômica do Nordeste, Fortaleza, v. 38, n. 3, 2007. SILANS, ALAIN M. B. P. de. Redução de evaporação de açudes – o estado da arte. Revista Brasileira de Recursos Hídricos, volume 8, n° 2. João Pessoa: RBRH, 2003. Pág. 101 – 109. SUASSUNA, JOÃO. A pequena e média açudagem no semiárido nordestino: uso da água para produção de alimentos. Fundação Joaquim Nabuco. Recife, 1993. STUDART, T.M.C.; et al. Democratização na distribuição espacial de água no nordeste semi-árido e a eficiência hidrológica de um sistema de reservatórios superficiais. Congresso ABRH, 2005. Disponível em: . Acesso em: 10 set. 2015. SUDENE. Contribuição da SUDENE ao desenvolvimento do Brasil. Disponível em: . Acesso em: 28 jul. 2015. VIEIRA, Vicente P. P. B. Desafios da gestão integrada de recursos hídricos no semi-árido. Revista Brasileira de Recursos Hídricos- RBRH, v. 8, n 2, 2003. COGERH. Rede de Monitoramento operada pela COGERH. 2008. Disponível em: http://www.funceme.br/areas/monitor amento/nivel-diario-de-reservatorios. Acesso em: 03 jun. 2014.
3394 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade DESTERRITORIALIZAÇÃO E RETERRITORILIZAÇÃO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO NO CAMPO NO SUDOESTE PAULISTA: A QUESTÃO ENTRE OS TRABALHADORES DA CITRICULTURA E OS CAMPONESES PRODUTORES DE LEITE Ricardo Manffrenatti Venturelli; Campesinato, Trabalho, Território Este artigo é fruto de uma série de pesquisas realizadas pelo autor e neste momento apresentamos uma síntese relacionando os processos contraditórios e intrínsecos ao capital nas quais promovem dialeticamente a desterritorialização camponesa e ao mesmo tempo, mas em outro fenômeno, a sua reterritorialização. Demonstrando a relação entre capital e campesinato, como modos de produção distintos, mas vinculados em uma dialética de destruição e recriação. Certamente este estudo não tem a prerrogativa de responder a todas questões pertinentes a relação entre capital e campesinato. Mas sim, focar nos fenômenos presenciados na região Sudoeste Paulista, mais especificamente na Região Geográfica Imediata de Avaré (IBGE, 2017). Tendo como justificativa a presença marcante de atividades citricultoras e camponeses pecuaristas de gado leiteiro. Assim, iremos relacionar os processos de territorialização do capital e monopolização do território pelo capital e suas expressões na configuração da fração do território a partir das relações de trabalho. Essa categoria foi escolhida, uma vez que iremos demonstrar como que as relações de exploração do trabalho assalariado na citricultura e a subordinação do trabalho camponês com a sujeição de sua produção a indústria, mesmo que se aparentem como expressões do capital no campo, contraditoriamente agem para a recriação camponesa. ALMEIDA, Rosemeire Aparecida; PAULINO, Eliane Tomiasi. Fundamentos Teóricos para o Entendimento da Questão Agrária: Breves Considerações. Geografia, Londrina, vol. 09, n. 02, p. 113-128, jun/dez 2000. 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3395 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade O TRABALHO DE CAMPO COMO METODOLOGIA DE ENSINO DE GEOGRAFIA: APLICABILIDADE NO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS-MG Ricardo Henrique Palhares;Alysson Cley de Souza Ferreira; Trabalho de campo, Ensino de Geografia, Metodologia de ensino, Sete Lagoas De modo geral, a criação de um município, em qualquer de suas fases (povoado, vila ou cidade) esteve relacionado a três fatores: importância (local ou regional), condições do local (geologia, geomorfologia, recursos naturais) e potencial de desenvolvimento atual e futuro (econômico, humano e político). Sete Lagoas foi criada inicialmente com estes três aspectos em posição secundária devido à proximidade e relação com a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Levantar estes aspectos em campo auxilia no entendimento do arcabouço físico e social e favorece o entendimento de como e quando o desenvolvimento continuará a ocorrer no município e região. A adoção de estudos de Geografia Urbana com atividades de campo propicia aos professores de Geografia melhores condições de repassar aos alunos conhecimento teórico e técnico, assim como incentivo na criação de ideias e concepções para o futuro do local a ser estudado. Os resultados apresentados demonstram que a prática de campo é fundamental ao profissionais de geografia, visto que a teoria associada a prática auxilia no desenvolvimento de qualquer plano municipal, desde sua instalação, desenvolvimento e conclusão, mesmo que estes três estágios estejam sempre sendo modificados ou atualizados. ALENTEJANO, P. R. R.; ROCHA-LEÃO, O. M. Trabalho de Campo: uma ferramenta essencial para os geógrafos ou um instrumento banalizado? Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, nº 84, p. 51-57. 2006. AMORIM FILHO, O. B.; SENA FILHO, N. A morfologia das cidades médias. Goiânia: Ed. Vieira, 2005. CAVALCANTI, L. de S. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus, 1998. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Cidades e Estado. Estimativas da população, 2019.
3396 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade POR UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA:DESAFIOS DO TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE Rahyan de Carvalho Alves;Victória Caroline Vidal;Carlos Daniel Rodrigues de Oliveira;Bruna França Oliveira;Carla Milena de Moura Laurentino; TDAH; Educação Inclusiva; Escola, Psicologia. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade - TDAH - é um transtorno neurobiológico de causas genéticas, também podendo ser originado pelo ambiente de convívio da criança/jovem. Tem como características básicas a desatenção, agitação e impulsividade. Diante a importância dessa temática, o presente trabalho busca elucidar estratégias pedagógicas para maximizar o potencial de aprendizagem da criança/jovem com TDAH, medidas que a família pode adotar frente a comportamentos desafiadores e a contribuição do psicólogo neste contexto. Para tanto, utilizou-se como metodologia retrabalhamento bibliográfico, além da vivência e experiência a partir das aulas e da imersão no Estágio Curricular Supervisionado. Enfatizamos a importância do diagnóstico precoce para o encaminhamento a um tratamento adequado para melhorar o desempenho escolar e, consequentemente, amenizar os impactos emocionais, psicológicos e sociais na vida do indivíduo. BARBOSA, Priscila S. Dificuldades de aprendizagem. São Luiz–MA: UemaNet, 2015. BARINI, Nayara Salomão; HAGE, Simone Rocha De Vasconcellos. Compreensão verbal de escolares com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, CoDAS. Vol. 27. N.5. 2015. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial. Brasília: SEESP, 1994. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei no 9394/96. 1996. BRASIL. 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3397 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade ÍNDICE RELATIVO DE QUALIDADE DE VIDA DA REGIÃO GEOGRÁFICA INTERMEDIÁRIA DO NORTE DE MINAS GERAIS/MG Junia De Souza Silva; Desenvolvimento Regional. IRQV. Norte de Minas Gerais. Análise Fatorial. Minas Gerais. Analisar o desenvolvimento de uma região colabora para realizações e aperfeiçoamento de políticas públicas que sejam engajadas nas especificidades de individual de cada área. Através de dados secundários disponibilizados pelo IBGE no Censo de 2010, esta pesquisa se atentou a construir o Índice Relativo de Qualidade de Vida (IRQV) dos municípios da região geográfica intermediária do Norte de Minas Gerais/MG anteriormente denominada por Mesorregião do Norte de Minas Gerais/MG. Através das variáveis e optando pela realização da análise fatorial para estudar a corelação entre estas, foi possível verificar que o município de Montes Claros apresenta um índice maior de desenvolvimento que os demais municípios do conglomerado. Em contraponto, o município de São João das Missões apresentou o pior índice entre os oitenta e nove municípios componentes deste estudo. Revela-se ainda que há a necessidade de outros estudos regionais para verificação da continuidade em crescimento regional, uma vez que há uma lacuna temporal de dez anos desde a última realização do Censo brasileiro. AGÊNCIA DE NOTÍCIAS IBGE. Disponível em: . Acesso em 02 de jan. 2020. AVERBUG, André. Abertura e Integração Comercial Brasileira na Década de 90. In: GIAMBIAGI, Fabio; MOREIRA, Maurício Mesquita. A Economia Brasileira nos Anos 90. 1. ed. Rio de Janeiro: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, 1999. 488 p. BRASIL, Constituição Federal de 1988. Disponível em: . Acesso em 15 de jul. 2019. BRESSER-PERREIRA, Luiz Carlos. Crescimento e Desenvolvimento Econômico. Disponível em: . Acesso em: 21 de dez. 2019. CARDOSO, Débora Freire. et al. Índice Relativo de Qualidade de Vida para os Municípios de Minas Gerais. In: Planejamento e Políticas Públicas. ppp, n. 45, jul/dez. 2015. DINIZ, Alexandre Magno Alves; BATELLA, Wagner Barbosa. O Estado de Minas Gerais e suas Regiões: Um Resgate Histórico das Principais Propostas Oficiais de Regionalização. In: Sociedade e Natureza. Uberlândia, n. 17 (33): dez. 2005. 59-77 p. FURTADO, Celso. Economia do desenvolvimento: curso ministrado na PUC-SP em 1975/Celso Furtado – Rio de Janeiro: Contraponto: Centro Internacional Celso Furtado, 2008.il. – (Arquivo Celso Furtado; v.2). 254 p. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Divisão do Brasil em Mesorregiões e Microrregiões Geográficas. Volume 1. Rio de Janeiro, 1990. 135 p. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Disponível em: . Acesso em 02 de jan. 2020. IpeaGEO. Versão 2.1. [S.l.]: IpeaGEO, 21 jan. 2020. Disponível em: . Acesso em 21 de dez. 2019. PNUD – programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Atlas de Desenvolvmento Humano no Brasil. Disponível em: . Acesso em: 21 de nov. 2019. SCHUMPETER, Joseph Alois. A Teoria do Desenvolvimento Econômico. Uma Investigação sobre Lucros, Capital, Crédito, Juro e o Ciclo Econômico. São Paulo. Ed. Abril Cultural, 1982. 169 p. STATA – Statistics/Data Analysis. StataCorp. Versão 14.0. [S.p]. UNDP – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Brasil. IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. Disponível em: . Acesso em: 27 de jan. 2020. VEIGA, José Eli da. Desenvolvimento Sustentável – Desafio do Século XXI. Rio de Janeiro. Ed. Garamond, 2005. 200 p.
3398 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade CONSTRUÇÃO DE UM AQUECEDOR SOLAR E O ENSINO – APRENDIZADO DE GEOGRAFIA Viviane Gonçalves Lima;Lauriane Fonseca Soares Pêgo;Maria Eugênia Félix R. Moreira; Aquecedor Solar. Reutilização. Fontes de Energia. Sala de Aula A construção do aquecedor solar foi uma atividade desenvolvida dentro do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID na Escola Estadual Levi Peres Durães com o objetivo de proporcionar aos acadêmicos do curso de licenciatura em Geografia a vivência da prática docente e trabalhar a teoria de sala de aula de forma participativa e interativa. A metodologia utilizada foi a apresentação de conceitos, como sustentabilidade, enquanto os alunos montavam o aquecedor solar com a reutilização de materiais. Resultado foi apresentado pelos alunos na feira de ciências, onde se tornaram instrutores dos conceitos aplicados. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518 _versaofinal_site.pdf. Acesso em: 22 dez. 2019. PONTUSCHKA, N. N. et al. Para ensinar e aprender Geografia. São Paulo: Cortez, 2007.
3399 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade MEIO AMBIENTE, BOTÂNICA E SOLOS: UMA RELAÇÃO FUNCIONAL PARA AULAS DE BIOLOGIA E GEOGRAFIA Pedro Henrique Fonseca Veloso;Júlia Maria Viana Santana;Flávia Núbia Oliveira Miranda D’angelis;Guilherme Araújo Lacerda;Ana Paula Venuto Moura; Educação Ambiental, Aula Prática, Ensino-aprendizagem O ensino da biologia costuma ser regular de forma linear e em sala de aula, dificilmente existe a relação de ensino-aprendizagem fora da sala, em um espaço aberto onde a comunicação interpessoal se torna fluida e proveitosa, visando isso, as aulas práticas demonstrativas expositivas são uma excelente forma de trabalhar com diversos conteúdos, como é o caso da educação ambiental aplicada ao bioma da região, botânica onde o conteúdo constantemente é malvisto pela dificuldade de assimilação e a relação dos solos que faz o fechamento da absorção de água do ecossistema. O trabalho de campo auxilia na fixação das questões trabalhadas em sala de aula, estabelecendo uma relação de ensino-aprendizagem favorável ao aluno, que desfruta das atividades de uma forma mais dinâmica. BRASIL, Comissão de Políticas de Desenvolvimento. Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999: Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, v. 28, 1999. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm > Acesso em: 8 mai. 2020. DE MOURA CARVALHO, Isabel Cristina. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico. Ed. Cortez, 2017. KLINK, Carlos A.; MACHADO, Ricardo B. A conservação do Cerrado brasileiro. Megadiversidade, v. 1, n. 1, p. 147-155, 2005. MARACAHIPES, Leandro et al. Estrutura e composição florística da vegetação lenhosa em cerrado rupestre na transição Cerrado-Floresta Amazônica, Mato Grosso, Brasil. Biota Neotropica, v. 11, n. 1, p. 133-141, 2011. Disponível em: < https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1676-06032011000100013&script=sci_arttext> Acesso em: 5 mai. 2020. MOREIRA, Adriana Aparecida et al. Análise do Comportamento Espectral de Fitofisionomias no Parque Estadual Lapa Grande por meio de dados MODIS. Revista Brasileira de Geografia Física, v. 6, n. 6, p. 0, 2013. Disponível em: < https://www.researchgate.net/profile/Fernando_Hiago_Souza_Fernandes/publication/272906322_Analysis_of_the_Spectral_Behavior_of_Physiognomies_in_Parque_Estadual_da_Lapa_Grande_by_means_of_MODIS_data/links/55f7047108aec948c46465a2/Analysis-of-the-Spectral-Behavior-of-Physiognomies-in-Parque-Estadual-da-Lapa-Grande-by-means-of-MODIS-data.pdf Acesso em: 3 mai. 2020. NASCIMENTO-SILVA, Osmar; DE PAIVA, José Geraldo Antunes. Estudos Morfológicos e anatômicos em folhas adultas de Spondias tuberosa Arruda ( Anacardiaceae Lindley). Boletín latino-americano y del caribe de plantas medicinales y aromáticas, v. 6, n. 2, p. 36-43, 2007. Disponível em: < https://www.redalyc.org/pdf/856/85660206.pdf > Acesso em: 5 mai. 2020. SCARIOT, Aldicir; SOUSA-SILVA, José Carlos; FELFILI, Jeanine Maria. Cerrado: ecologia, biodiversidade e conservação. Ministério do Meio Ambiente, 2005. Disponível em: < https://jbb.ibict.br/handle/1/361 > Acesso em: 4 mai. 2020.
3400 verdegrande v. 2 n. 01 (2020): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade GEOGRAFIA AGRÁRIA EM DEBATE: DAS LUTAS HISTÓRICAS ÀS PRÁTICAS AGROECOLÓGICAS (2017) Anderson Willians Bertholi; Geografia Agrária, Campesinato, Agroecologia, Brasil Resenha da Coletânea: Geografia Agrária em Debate: Das lutas históricas às práticas agroecológicas (2017) FERREIRA, Gustavo Henrique Cepolini. (Org.) Geografia Agrária em Debate: das lutas históricas às práticas agroecológicas. Jundiaí-SP: Paco Editorial, 2017. 228p.
3410 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade NOTA EDITORIAL Gustavo Henrique Cepolini Ferreira;Luis Ricardo Fernandes da Costa; Nota Editorial - V. 1 n. 01 (2019)
3402 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade DIALOGANDO SOBRE OS ESPAÇOS PÚBLICOS E AS CIDADES NORTE MINEIRAS Carlos Alexandre de Bortolo;Christiana de Castro Nogueira Alcântara;Ramony Batista; Os espaços públicos estão inseridos nesse contexto de cidade capitalista, como partícipe do jogo de interesses na organização e produção da cidade. Estes espaços possuem grande importância na conjuntura urbana e na sociedade contemporânea, pois constituem espaços de integração, como também, nos apresenta diferentes manifestações no decorrer de sua produção e seus usos. Diante disso, o presente trabalho busca compreender a dinâmica de uso e apropriação destes espaços públicos na cidade média de Montes Claros e a sua importância para valorização do solo urbano; para isso, adotou-se como caminho metodológico a revisão bibliográfica, o mapeamento dos valores de solo urbano, renda e localização destes espaços, posteriormente fez visitas a campo para validação dos dados e registro fotográfico. Por fim, salienta-se que é relevante compreendermos as apropriações e as variadas funções dos espaços públicos, sua acessibilidade, manutenção, seus usos públicos ou com fins privados por determinados agentes produtores da cidade. Assim esses espaços refletem, normalmente, as características sociais e o contexto em que estão inseridos.
3403 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A MUDANÇA NO CENÁRIO RELIGIOSO BRASILEIRO: O REARRANJO ESPACIAL DO MOVIMENTO PENTECOSTAL Ricardo Henrique Palhares; A mudança no cenário religioso ao longo das décadas no Brasil sugeriu uma investigação exploratória no estado de Minas Gerais nos períodos 1991, 2000 e 2010. O crescimento dos protestantes pentecostais permitiu compreender a evolução e o quadro atual da distribuição espacial do respectivo grupo religioso. Foram utilizadas variáveis e indicadores relacionados à religião e migração e o agrupamento dos dados permitiu visualizar através de produtos cartográficos ganhos populacionais nas diferentes mesorregiões mineiras.
3404 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade GEOGRAFIA FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL: UM DESTAQUE NO ENSINO DE CLIMA NO 6º ANO DA ESCOLA MUNICIPAL JAIR DE OLIVEIRA EM MONTES CLAROS-MG Dulce Pereira dos Santos;Flávia Patrícia Moraes Costa; Este artigo trata da Geografia Física no Ensino Fundamental enfatizando o ensino de Clima no 6º ano. A Geografia Física é o ramo de estudo responsável por explicar todos os processos vinculados aos fenômenos naturais, abordando conteúdos amplos, extensos e que necessitam de muita atenção por parte do docente e dos discentes. Dessa forma, torna-se necessário que o professor trabalhe o conteúdo “clima” buscando novos recursos e novas metodologias. O presente trabalho tem como objetivo analisar os limites e possibilidades do ensino de climatologia no 6º ano da Escola Municipal Jair de Oliveira em Montes Claros – MG. A metodologia utilizada constituiu-se de levantamento bibliográfico do ensino da Geografia, realização de uma oficina com os estudantes do 6º ano na escola e, por fim, realizamos uma visita a campo na estação meteorológica da Universidade Estadual de Montes Claros. Detectamos que, na escola pesquisada, em relação ao ensino da Geografia Física, ações ainda podem ser feitas, principalmente no que se refere à atitude de aliar teoria à prática no estudo do clima.
3405 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A CONSTITUIÇÃO POLÍTICA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO CULTURAL BRASILEIRO E A BUSCA DA FORMATAÇÃO DE UMA IDENTIDADE NACIONAL Rahyan de Carvalho Alves;José Antônio Souza de Deus; O referente trabalho tem como objetivo destacar a constituição política do patrimônio histórico cultural brasileiro e a busca do governo em referências que pudessem representar a identidade nacional. Dessa forma o trabalho encontra-se estruturado em dois momentos: primeiramente destacando a constituição do patrimônio histórico brasileiro e, em seguida, as nuances da compreensão dos elementos que representam a identidade do povo brasileiro e seus signos. Adotamos como procedimento metodológico para operacionalização da investigação o retrabalhamento bibliográfico a partir dos seguintes recortes temáticos que dialogam entre si, a saber: Patrimônio Histórico, Identidade, Estado.
3406 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade O CONCEITO DE DESERTIFICAÇÃO: CONSTRUÇÃO HISTÓRICA, CRÍTICAS E POTENCIALIDADES Lucas Lopes Barreto;Ana Rosa Viana Cezário;Vládia Pinto Vidal de Oliveira; A desertificação é um dos problemas ambientais que refletem como a sociedade age de modo predatório e insustentável sobre a natureza, alterando os aspectos naturais, sociais e econômicos da paisagem, mostrando como são necessárias ações que contribuam para melhor planejamento e gestão dos recursos naturais. O presente trabalho tem o objetivo de realizar uma análise sobre o conceito de desertificação, mostrando o contexto de sua formulação, críticas e potencialidades perante a temática ambiental. A metodologia é composta por uma análise dos principais marcos históricos da desertificação, que fazem este problema ambiental tão distinto no globo. Pode-se concluir que conceito de desertificação contribui para análise ambiental por mostrar a localização do desenvolvimento deste problema e seus causadores, possibilitando ações de prevenção, retroação e recuperação de áreas degradadas.
3407 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade AS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO FEDERAIS NO AMAZONAS SOB UMA PERSPECTIVA TERRITORIAL Tiago Maiká Müller Schwade; Este artigo tem por objetivo analisar as diferenças territoriais entre as Unidades de Conservação da Natureza sob o domínio da União no estado do Amazonas, bem como apontar as sobreposições e as necessárias correções às dimensões oficialmente atribuídas as unidades existentes. Para isso, buscamos nos debruçar sobre a legislação vigente e arquivos de dados geoespaciais oficiais. Com isso foi possível identificar profundas diferenças entre as unidades de conservação e os respectivos sujeitos e interesses envolvidos em sua concepção e apropriação. Também identificamos a existência de importantes sobreposições entre as Unidades de Conservação e Terras Indígenas e Propriedades Quilombolas.
3408 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade LUTA E RESISTÊNCIA: O CASO DAS FAMÍLIAS CAMPONESAS DO ACAMPAMENTO JOSÉ MANOEL BANDEIRA NO MUNICÍPIO DE PIRAPORA-MG Deyvison Lopes de Siqueira;Gustavo Henrique Cepolini Ferreira; A luta das famílias camponesas na tentativa de conseguir um pedaço de terra para trabalhar é algo moroso no Brasil e pode levar até 20 anos debaixo da lona a espera da conquista pelo tão sonhado pedaço de terra. No município de Pirapora-MG, evidencia-se o caso das 160 famílias do Acampamento José Manoel Bandeira que desde 2003 estão resistindo na área da Fazenda da Prata. A metodologia baseia-se na coleta de informações por meio do trabalho de campo, conhecendo na prática a experiência direta da realidade que essas familias estão passando neste município. Os resultados do relato revelam que, mesmo diante de todas as difilcidades de acesso a serviço de saúde, escola para as crianças, moradia, acesso a aguá, energia entre outros, essas famílias camponesas permanecem na área de forma organizada, desernvolvendo atividades produtivas e de formação que são formas de manter e continuar lutando pelo sonho do pedaço de terra para morar e produzir.
3409 verdegrande v. 1 n. 02 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade O ESTUDO DO MEIO “PAISAGENS E LUGARES DO CENTRO HISTÓRICO DE NATAL - RN Pablo Sebastian Moreira Fernandez; Este relato de experiência traz como objeto de leitura e análise a prática de estudos do meio como possibilidade ao Ensino de Geografia. Esta prática muito comum na Geografia como caminho metodológico de processos de pesquisa, torna-se também um potente caminho pedagógico e experiencial. A escolha pare esta ação dependerá do contexto onde se insere este professor (ou pesquisador), porém em nossas atividades docentes no curso de Pedagogia da UFRN, temos construído e aprimorado um trajeto didático no centro histórico da cidade do Natal - RN. O estudo do meio, ainda indica uma reflexão sobre a linguagem na qual os sujeitos apresentam suas experiências caminhantes de modo livre e pessoal, indicando possibilidades de escritas que transcendem um relato padronizado e homogêneo, mas vivo, criativo, inspirado na escrita etnográfica.
3411 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade MAPEAMENTO DO NÍVEL FREÁTICO: UMA ANÁLISE SUBSIDIADA POR GEOTECNOLOGIA Manoel Reinaldo Leite;Lucas Augusto Pereira da Silva;Caio Vinícios Leite Sampaio; Este trabalho teve como objetivo mapear o nível freático da Bacia Hidrográfica do Rio São Lamberto, situada na mesorregião Norte de Minas Gerias. Este mapeamento propôs utilizar de dados de campo (poços artesianos) para configurar tecnicamente o nível freático da área de estudo, espacializando por meio de interpolação com o IDW (Inverse Distance Weighting). Este estudo se mostrou forte indicador para mapeamentos de nível freático, isso sendo de extrema importância para estudos ambientais, norteamentos de perfuração de poços, análises dinâmicas entre variáveis morfométricas e recursos hídricos. Do ponto de vista técnico, este trabalho se apresenta como uma proposta metodológica que pode vir a beneficiar diferentes escalas e áreas do conhecimento, e, podendo dar suporte técnico às políticas públicas para a gestão dos recursos hídricos. As Geotecnologias se apresentam com boas opções para estudos que necessitam de análises do espaço geográfico e, sobretudo considerando a dinâmica hídrica.
3412 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade CONTEXTO GEOAMBIENTAL EM SÍTIO URBANO NA SUB-BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BANABUIÚ - CE Luis Ricardo Fernandes da Costa;Vládia Pinto Vidal de Oliveira;Jader de Oliveira Santos; O trabalho aborda a questão geoambiental na bacia hidrográfica do rio Banabuiú e tece características dos sítios urbanos de Pedra Branca e Quixeramobim, com o objetivo de levantar questões acerca da relação da bacia com as cidades. A metodologia do trabalho consistiu-se em quatro etapas: 1) Revisão bibliográfica e documental sobre a área, assim como o material cartográfico disponível; 2) Elaboração de mapas básicos das áreas; 3) Expedições de Campo para análise preliminar, registro fotográfico e adequações cartográficas; 4) Tabulação e interpretação dos dados de campo; 5) Expedições de Campo para comprovação dos dados e adequações do produto final. A abordagem temática de forma interdisciplinar tem o objetivo de visualizar problemas complexos que estão ligados à gestão e planejamento ambiental, ainda mais quando se trata de ambientes urbanos, como em pequenas e médias cidades com potencial crescimento de sua malha urbana.
3413 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade CAMINHADAS NO PARQUE: UM PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA O PARQUE MUNICIPAL DA SAPUCAIA - MONTES CLAROS/MG Ronaldo Alves Belém;Victória Caroline Vidal; Em Montes Claros, município situado no Norte do estado de Minas Gerais, o Parque da Sapucaia consiste em uma Unidade de Conservação, sendo um expressivo recurso ambiental urbano. Diante da importância do papel das unidades de conservação, o presente trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta inovadora em relação à necessidade urgente de criação de um plano de gestão ambiental sustentável para esse importante espaço verde urbano de Montes Claros, que será pautado em atividades de educação ambiental a serem realizadas nas trilhas do parque e em um centro de educação ambiental a ser construído. A metodologia utilizada consiste em revisão bibliográfica sobre o tema e trabalho de campo de reconhecimento da área. Inferiu-se que a educação ambiental poderá atenuar os problemas ambientais da cidade, haja vista que a educação ambiental é o caminho que pode oferecer um roteiro claro de como os cidadãos devem agir no cotidiano, contribuindo, assim, para melhorar e manter a integridade ambiental do próprio meio em que vivem.
3414 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade A LOGÍSTICA E AS INDÚSTRIAS AUTOMOBILÍSTICAS NO BRASIL Kátia Kelly Lacerda de Freitas;Luiz Andrei Gonçalves Pereira;Pedro Ivo Jorge Gomes; O presente trabalho busca identificar e compreender os principais aspectos da logística de importação das indústrias automobilísticas, considerando que estas atividades são constantes e necessitam de um serviço mais preciso e ágil, contribuindo para uma melhor operacionalização dos serviços logísticos. Metodologicamente, utilizou-se de uma revisão bibliográfica, considerando métodos qualitativos e documentais para dar suporte a discussão. Verificou-se uma conquista significativa das indústrias automobilísticas nos últimos anos através do auxílio e emprego de altas tecnologias, bem como, de técnicas de intermodalidade e terceirização de atividades, permitindo o alcance de lucro expressivo, mesmo em um mercado tão competitivo e oligopolizado.
3415 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade CARTA DAS ÁGUAS Paulo de F. Ribeiro; Entre os dias 07 a 10 de setembro de 2017 expedicionários cruzaram o sertão mineiro, em três roteiros contemplados na V Edição da Expedição Caminho dos Geraes: Roteiro Serra do Cabral, Roteiro Botumirim/Espinhaço e o Roteiro Peruaçu. O projeto socioambiental idealizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em parceria com a Fundação Cultural Genival Tourinho, o Instituto Estadual de Florestas – IEF, as Universidades Federal de Minas Gerais - UFMG e Estadual de Montes Caros – Unimontes, ONG’s, sociedade civil organizada e apoiado pela iniciativa privada, com o objetivo de avaliar a situação do patrimônio natural da região, catalogando espécies e avaliando possíveis danos ambientais, além de mapear os atrativos turísticos da região. A Carta das Águas consolida informações, impressões e, sobretudo, o clamor do povo gerazeiro para a salvação de suas nascentes e de todo o patrimônio natural em risco eminente de desaparecimento para o usufruto das gerações futuras.
3416 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade PRODUÇÃO DE MUDAS NATIVAS, FRUTÍFERAS E DE HORTALIÇAS NO SEMIÁRIDO: O CASO DO VIVEIRO DE MUDAS CÍLIOS DA TERRA ASSENTAMENTO ESTRELA DO NORTE-MG Deyvison Lopes de Siqueira;Wesley José Cardoso;Gustavo Henrique Cepolini Ferreira; O viveiro de mudas Cílios da Terra faz parte de um projeto do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cujo objetivo principal é promover a recuperação de áreas degradadas de assentamentos do MST e fortalecer as atividades produtivas. Este trabalho tem como objetivo apresentar a experiência de produção de mudas nativas, frutíferas e de hortaliças do viveiro Cílios da Terra na região Norte de Minas Gerais. A metodologia baseia-se na coleta de informações por meio do trabalho de campo e entrevista com o coordenador do viveiro, entre outros extensionistas. O resultado desse relato aponta que a produção de mudas do viveiro tem promovido ações de trabalho coletivo, desenvolvendo ações de fortalecimento da agroecologia nas áreas de assentamentos da região, principalmente através das experiências de produção por meio do sistema agroflorestal.
3417 verdegrande v. 1 n. 01 (2019): Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade MINERAÇÃO, VIOLÊNCIAS E RESISTÊNCIAS: UM CAMPO ABERTO À PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO NO BRASIL Bruna França Oliveira; Resenha da obra - Mineração, violências e resistências: Um campo aberto à produção de conhecimento no Brasil (2018). GUDYNAS, E. Extractivismos en America der Sur: conceptos y sus efectos derrame”. In: A. Zhouri, P. Bolados, E. Castro (eds.). Mineração na América do Sul: neoextrativismo e lutas territoriais. São Paulo: Ed. Annablume, 2016. ZHOURI, Andréa (Org.). Mineração, violências e resistências: Um campo aberto à produção de conhecimento no Brasil. Marabá - PA: Editorial iGuana; ABA, 2018.